Guilherme Darisbo é Cine Victória. Carlos Issa é DIA. DIA cria sons a partir do nada. Cine Victória representa o todo pela parte. Extremos opostos, bastante parecidos.
Retroalimentando a mesa de som, sem fonte sonora inicial, ruídos imperceptíveis engordam, crescem e inflamam. O nada preenche os espaços vazios. Ao contrário, tudo o que estiver ao alcance pode ser repartido em peças, tornado outro, descaracterizado, irreconhecível. Reduzido ao nada.
Trinta e seis minutos de improviso eletroacústico em estúdio. Uma única faixa em 12 partes, ou doze faixas em um todo. CINEDIA é o nome do disco.