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Full text of "Almanach de Pernambuco - 1901"

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ALIAH C H 

E R N A Al B U C O 
Para o anno k 1902 

CO/W A BIOGRAPHIA DE 

Joao fernarjdej Vieira 

Pircctor : 

Julio pires ferreira 

Ttoutor em sciencfas Juri&icas e soctaes. 






4.° AJMflO 



^-g* ^ &%~ w—g^t 



€scriptorio da fiirectao: 

J$ 46 * 7{ua 15 de Jfovembro -v Jv§ 46 
R E C t F E. 




% remesM de arfigos e foda a cor- 
respondencia relafiva ao jT/manach 
dcve set* sufrsenpfada a 
JULIO PIRES FERREIRA 

e dirigida - /?or/e franco * para o 
Eseriptorio d a SDiree^ao, a fKua 15 de 
Jloveinfti o J!,. 4@. 

"H.ecife - '"PeniamFmco. 









Por diversas ve/cs nos temos occupado, largamen 
desae gig-anteseo vulto, cujo nome jjlorioso illustra este 
modeslo trabalho gue, de certo, nao conseg-uiremoa le- 
v antar ate 1 a altura exigiiila pel a magTiitude do aaaum- 
pto, 

Concorrendo com o que agora vamoa eaerever em U- 
geiroa tragoa, no intuito de popularlsar ainda mais a 
memori a do homem immortaL que peraonifica o periodo, 
quica o mala fulgente d a nossa histori a, nos conside- 
ramoa quite do compromisso que, vol uni ari amen t e, con- 
trahimofi de inacrever, todos o» annos, o noaao nome 
ob&euro entre os do&collaboradores do Almanath de Per* 
natnbuco, aob a habilUsimadireccao do illustrado doutor 
Julio Pires Ferreirn. 

Nao teve Joao Fernandes Vieira aeu incuiiabulo 
neate torrao abengoado pela mao generoaa d a Providen- 
cia ; preatou-Ihe, pore*m, servi^os de tamanha grandeza, 
sendo o primeiru dos potentes factores de nossa reatau- 
ra§ao do ominoso dominio hollandez que tao cruelmente 

Lpesou aobre oa nossos antepasaados, duraute vinte e 
quatro lougos annos, que nao conhecemos quem possa 
mais dignamente occupar um log-ar de honra na vasta 
g'aleria doa varoes illustrea d e Pernambuco, 
Parece iocrivel que ainda nao ae havendo eacoado 
tres aeculoB n a ampulheta inexoi*avel doa tem^cA* $A^ 
densa? nuvzm Ihe c i re u m deni a memorVa. gratt&Vovi 



8i& 

_ 



IV AtMANAdH D£ PltR^AMBUdO 

relacao ao verdadeiro nome do heroe de que vamos tra- 
tar, ao tegar de seu nascimento, aos seus primeiros fei- 
tos nessa g"uerra titanica que teve por feliz epilogo a 
expulsao dos invasores ; assim como a localidade de sua 
ultima residencia e sitio em que descancam suas reli- 
quias mortaes. 

Nem essas falhas lhe podem empannar indisputa- 
vel merecimento. Na opiniao autorisada de Latino 
Coelho, tao cedo roubado as lettras, a natureza como 
que se compraz e delicia em deixar mal desenhados, 
nebulosos, indicisos os vultos gig-antes e sing-ulares que 
se podem com razao cog-nominar— milagres da creacao. 

O'escriptor primoroso da Galeria dos Varoes Illus- 
tres, occupando-se do celebre naveg-ador, que primeiro 
fez a circumnaveg-acao do continente africano, perg-unta 
quem era Vasco da Gama ? De que tronco procedia ? 
Onde nasceu ? Que feitos lhe tinham assellado o mere- 
cimento, quando el-rei dom Manoel o escolheu por seu 
primeiro descobridor ? E' quasi indiiferente a prosa- 
pia e g"enealog-ia para os que nascem, nao para se com- 
prazerem ociosos no passado, sinao para rasg^arem por 
si mesmos o caminho ate" a mais remota antig-uidade. 

Referindo-se a Luiz de Camoes, exclama o mimv^so 
estylista lusitano : Donde veiu? De que lume deri- 
vou-se o fogo e a quasi divina inspiracao que exalcou a 
sua mente acima dos maximos eng-enhosque antes delle 
haviam ennobrecido as musas patri as ? Ninguem ao 
certo o podera asseverar. Nasceu em Lisbda ? Em 
Coimbra ? Em Santarem ? 

Essas duvidas por forma alguma prejudicaram a 
gloria do epico immortal, cuja produccao assombrosa 
tem obtido mais de cem edi^oes em Portug-al e setenta 
traducgoes. 

Reproduzindo essas judiciosissimas observacoes do 
diserto Latino Coelho, acrescentavamos n6a em noaso 



Almanach de pernambuco 



estudo sobre Joao Fernandea Vieira, publicado em o 
numero 46 d a revista do Instituto Archeologico : 

Tambem de Christovam Colombo nao se sabe o anno 
do seu nascimento, nem si nasceu em Genova, Pradello, 
Cuccaro, Cogoleto, Savona, Nervi, Bogliasco, Cosseria, 
Oneg-lia ou em Calvi na Corseg-a. Ignora-se que edu- 
cacao teve em sua mocidade e quaes suas primeiras oc- 
cupacpes da vida ; quando foi elle para Portug-al e em 
que dia teve sua primeira entrevista com o rei de Hes- 
panha e ate" o solo do novo mundo que pisou, quando o 
fez sahir das brumas do desconhecido ; ainda hoje nao 
se pode precisar o nome que tomou depois a i Ih a de Sao 
Salvador chamada Guanahani pelos indig-enas. 

Entretanto Sophus Rug-e, escrevendo sobre o quarto 
centenario, apezar de sua md vontade para com Chris- 
tovam Colombo, reconhece que entre os que nos mares 
procuraram fazer fortuna, foi o mais feliz em seus re- 
sultados, embora achasse cousa muitodiversa do que 
pretendia encontrar. 

Foi exactamsnte esse acaso, pondera o illustrado es- 
criptor allemao que o fez descobridor do Novo Mundo e 
que o tornou o mais afamado de todos os seus compa- 
nheiros de profissao, do que todos os nautas do mundo 
inteiro. 

Fazendo applica^ao desses ajustados conceitos a 
Joao Fernandes Vieira, perguntaremos por nossa vez 
que influencia poderd ter em sua g-lorincacao, que re- 
sume a de todos os her6es da restauracao de Pernam- 
buco, verincar em qual das freguezias da ilha da Ma- 
deira nasceu elle ; si entre seus remotos prog-enitores 
contam-se homens escravisados pel o mais revoltante 
abuso do poder humano ; si sua c6r nao possuia a can- 
didez da neve ; si os raios de sua proficua existencia 
extingniram-se em Olinda, Lisb6a ou Angola ; assim 
como em gue canto obscuro d a terra repousam ^& wa,- 



zas de tao illuatre g-uerreiroi si eliede.u-nos a liberdade 
da patria e conseguiu que Pernambuco com as terras 
vizinhaa deixasse de ser uma vil parcella de paiz es- 
trangeiro para fazer parte de uma grande nacionali- 
dade que tem deante de si o mais brilhante futuro? 

Henrique Di as nao era de origem afrieana, naseido 
nao se sabe em que paragem dos nossos sertoes ; Ca- 
mar ao uni descendente das selvas bravias da America 
e cujo bereo disx*utam O Ceara, o Rio Grande do Norte 
e Pernambuco ? 

Entretanto o nome desses hotnens venerandos uao 
deve ser escripto com lettras adamantiuas nos faatoa d e 
nossa historia gloriosa e no pantheon pernambucano le- 
vantadas aureas estatuas que perpetuem como o bronze 
seua feitos tao famosos como oa que praticaram os mais 
celebrea guerreiroa d a anti&uidade? 

Sempre se acreditou que Joao Fernandes Vieira, 
tendo visto pela primeira vez a luz do dia em Funchal 
d a ilha da Madeira, em 1613, viera fugido da cas a pa- 
terna, com onze annos d e edade, e chegrando a Pernam- 
buco em 1624 aqui empregou-se a principio emhumHde» 
occupacoe* t cunseguindo depois, por aeus incessantes 
trabalhos, no commerciu e u a agricultura f a posic&o 
elevadUsima em que tao relevantes aervicos prestou i 
sua patria adoptiv.i. 

Rodrig-o Jose' d e Lima Felner, pare 1 m, em aeu nota- 
vel escripto offerecido e m 1875 a Ac adem i a d e Scienciaa 
d e Lisboa, as sesura, apoiaudo-se em doeumentoa i r re* 
cuaaveia, que o heroe d a reatauracao de Pernambuco 
chamava-se Francisco de Ornellas Monu, natural de 
uma das fretfuezias de Santa Cruz, villa pertencente a 
ilha d a Madeira, e que aeu pae, d e egnal nome, era 
casado com Antonia Mandes T nascida em Lombada de 
Santa Cruz t da familia Teixeira deacendente de Tria- 
tao Vaz, fidaigo da easa do inlante dom Henrique t 



4 



AL&ANACH DE PHK N' A a 



vu 



prtmeiro eapitSLo e primeiro donatario de Maxico que 
deve o nome aosamores le^endarios d e Roberto Macbaim 
e caaado coni Branca Teixeira 1 noblliaainia aenhora de 
Villa Real, como tudo se 16 no jVodifiario de Henriquc 
Di as Teizeira. 

Accreacenta o distincto escriptor que Francisco de 
Omeli as» Menit, vindo para Pernambuco com a edade de 
cuiie sumo*, no ancein de occultar sen verdadeiro nome, 
na vida aventureira a que pretendia entre^ar-ae para 
fazer fortuna, como entao praticavam muitos portujfuezes 
que entre n6s constttuiram familia, nio conservou o 
nome da casa paterna, mas adoptou o de um parente 
por parte materna Joao Fernandes Vieira, agricultor 
abaatado que o protegia. Den elJe proprio causa a es- 
duvidaa» porquanto che^ando a Pernambuco, n a 
edade em que aa indiscre^rtes aao perdoaveis, pclo mea- 
ma razao que o fez mudar t> irnme, "C^iiltou aempre o aeu 
passado que aendo de tao poucos annos nada podiacon- 
ter qtit- o fizesse corar, e era tal aeu proposito de que- 
brar todos os lacos que o prendiam a terra de onde aa* 
hira. que mesmu na proximidade pavorosa d a eterni- 
dade, nao se resolveu a revelar o sejrredo que durante 
tanto tempo guardou com exceaaiva cantel a. 

Com efTeito, em aeu testamento, feito em 15 de fe- 
-iro de 1764 declarou apenas ser natural da ilha da 
Madeira, nao ter herdeiroa for^ados, porque seus paes 
e a v 6s j d eram mortos e que si fossem vivoa, nao seri a m 
seus herdeiroa, pir nao ter tra/ulo de sua casa faaenda 
alguma e vindo para Pemambuco com a edade d e onze 
annoa f tudo quanto possuia fflra adquirido por sua agen- 
da e industri a e por s u as maos* sen d o portanto seus be n s 
castrensea nao obrigados a successao. 

t>sa dcmonatracao clarae inconcuaaa de Felner da 
— 



VIH ALMANACH DE PKRNAMBUCO 

. ' ■ ..,-■-■. i . . ■ ... l| - 

per fi d as dos inimigos do illustre guerreiro, de que era* 
mulato, bastardo e liberto. 

Pedro Moreau, que foi secretario de um dos gover- 
nadores hollandezes, repetiu levianamente em sua His- 
toire des dernieres iroubles du Brasil entre les h o Handai $ et 
les portugais, publicada em 1651, o que esses inimigos 
do preclaro capitao, aproveitando-se da circumstancia 
de ainda haver entao escravos na ilha da Madeira, pro- 
palavam, para desconceitual-o, de ser elle mulato liberto: 
// n y y avoit encore que quclques affidez scanoient des secrets 
et donnoient des avis encachcttc de tout ce gue se passoit 
chez les hollandais, nomemcnt Juan Fernandes Dieira, mo- 
late qui cxageroit jusgues aux moindrcs choses . 

Tratando dos portuguezes que tinham b6as rela^oes 
com os homens do governo hollandez, ainda escrevia 
Moreau: mais entr^autres estoit vcnu Johari Fernandes 
Dieira, molate de naissance, esclave affranchy pourtant 
intelligetit et homme subtil... mais son perc estant por- 
tugais U les aimoit plus que les hollandais. 

Gaspar Dias Ferreira, o astuto portuguez que tao 
triste memori a deixou de sua passagem no dominio dos 
invasores, escrevendo ao conde Mauricio de Nassau, 
dizia o seguinte de Joao Fernandes Vieira: ceterum 
quod ad Braziliam jam sua excellencia plenam notitiam 
obtinuit de scclere et perfidia illius mulati Vieira. 

O auctor do Diario ou Breve Discurso acerca d a 
rebelliao, publicado em o numero 32 da revista do fns~ 
tituto Archeologico escrevendo o que se deu com relacao 
a frota portugueza, que veiu ao Brazil em 1643, accres- 
centou, com o seu rancor de flamengo, que os portugue- 
zes suppunham que o Recife j d se achava em poder de 
dom Joao Fernandes Vieira, cabeca dos rebeldes, e 
mulato bastardo dien een halve moor end bastard is. 

E Varnhagen, ainda mais levianamente repetiu 
todas essas calumnias, o^uando pelo estudo de nossa, 






historia k qnal T apezar de alg-una erros, presbm muito 
bon* sorvii;i»s, devla conhecer a nobllisaima pniccdeiicia 
d e Joao Per n and ea Vicira. 

Para amda maia amesquinhar a eondiciio di* ini- 
ciadcr da aossa emancipacao* propalaram scus adver- 

ioe quc, cbc^ando elle a Pemamtmco, fora roogo de 
-garfon baucker* e Racine, cm sua» obras, de- 
[u iis publicadas por Lefevre em 1835, refere-se a tuna 
memori h apresentada a Lniz XIV om 1M8, na {jli.i 1 s<* 
repete essa falsidadc, como si tudo isao podesae obacu- 
reocr d brilho das grandes act.oes praticadas ih lu 
v.trid Ulustre e nao o eleva»«e» pelo contrario, no con- 
ceito dos que sabem cumprehender o qne valc o verda- 
dciro mcrecimento* 



O certo, porem, e* que Joao Fernandos Vioira, cho- 
gando a feata terra que tanto Iht: deve, esteve a prinei- 
p t u em c asa de um mercador avarento que em troca de 
setia servbjos apenas Ihe dava alimentacun. passando 
depois para o estabelecimento de um ne^ociante abasta- 
u: muito o protegpeu quando o joven portug"ue« come- 
iji.hi a negociar p» r sua conta. 

J a possuia, pur tanto, um peculio adquirido no com- 
toercio de seis annos, quando em 1630 deu-se a invasao 
dos batavos. 

E' bem eatiheeida pelos histori adores a resistencia 
a do forte de $ao Jorg"e t comparada com acerto a 
rte de Di u, celebrada por Camoes no canto seg-un- 
do dos Lusiadas* 

Era pung-ente a situagao do bravo capitao Antan io 
de Lima» commandante de Sao Jorge ; dispondo apetias 
de trinta e sete soldados, doa quaes muitos o abandn- 
n aram n a occasiao do peri^jo, quando f 01 atacado no 
dia 21) d e fevereiro desae anno fatal d e 1630, por seis 



Ui n ^Lf %**. 




centoa hotlandeses aob o maiido do tenente coronei Stein 
Calienfele. 

NIo baatava aoe invasorea a possc de Olinda, onde 
haviam praticado no dia 16 a* maiores violencias e de- 
predacoes; careciam d e occupar o Recife e d'alli derra- 
mar *eu nefasto dominiu por todo o paiz; para issa Ihea 
era neceasario abrir caminho pelo isthmo e tomar Sao 
Jorge que lhes obstava a passagerru 

Callenfela foi obrigado, depoia de uma lucta renhida 
de maia de duaa horaa, a voltar para Olinda, tendo 
perdido vinte homens e levando eomsigo quarenta fcri- 
dos. A 2S o general Wandenbur^o tomou em p^ss&a, coTn 
quatro mil e quinhentos cornbatentes, a directjao do nuvo 
asa alto» pon do em pratica todo s oa recuraus aconselha- 
dos pefa arte da guerra e eneontrando semprc .i ninis 
tenai resistencia ate* ao dia Z d e m u r 90 em que tcve lo- 
gar a rendtcao, 

A n ton \ o d e Lima havia antes de aer ataeado por 
Wandenburgo, pedidu soccorros ao general Mathias de 
A1buquerque, commandante em chefe de nossass forc.as 
e este mandou reforcar a f ragi 1 gnarnic.ao com vinte 
maneeboa entre os quaes ia Joao Fero^ndes Vieir*, jo- 
ven d e dezesete annos, alistado sob as bandeiraa de 
Affonao de Albuquerque, capiUlo da nobreza e um dos 
encarregados da difitcilima defesa do Recife, 

O simplea aoldado que nessa obscura poaigao che- 
g'ava a Sao Jorge com seus companheiroa e a quem f 01 
logo confiado um dos mata arriscados poatos* mal aabia 
que dava os primeiros passos d a senda gloriosa que o 
futuro lhe estava reservando como o p r inci pai factor d a 
nosaa restauracao, 

O forte de Sao Jorge era uma velha cmi&true^ao 
que 110 tempo dos autigoa povoadores servia contra aa 
aggresaoea dos indios* Mathiaa dc Alhuquerqwc impm- 
yisou uma fortificacao, coUocando vinte pec. as sobregros^ 






&as vi^as. Mesmo assim foi ah L que aquella gente de- 
nodada, a quem foi entreg-ue uma defesa impossivel, pra- 
tioou actos que excederam o que ae devia esperar d a 
mais extrema bravura> ate" que as «u as mural h as foram 
arra&adas, as pecas descavalgadas, mortos <ju feridos 
os seus defensares, que combatiam a peito deacoberto, 
extenuad<i$ pel o can&a$o e pel a fome. 

F. -i no momen to an gusti aso da rendi^ao que Joao 
Fematides Vieira, imitando a accEo famosa d e Lucilio, 
n a phrase do autor do Cas iri oto LUsiiano % lembrou-se 
de salvar a bandeira do forte e a de Affonso de Albu- 
querque t commandante de sua companhia, enralando 
uma dellas por baixo de suas vestes e mandando que 
um moco que o acompanhava fizease o mesmo com a ou- 
tra* 



Como sempre apparecem nuvens que procuram de- 
balde ensombrar o fulgpr do aatro rel da creacao ; nao 
faltou quem puzesse em duvida a estada de Joao Fer- 
nan d es Vieira n o forte d e Sao Jor^e. 

Hao e nosao proposito expurg-ar quanto nesse sen- 
tido esereveram Joaqtnm Manoel de Macedo, Varnha* 
gen e n conego Fernandea Finheiro ; esse trabalho «oa 
levariamais lontfe do que deaejamos. Em noaao eseri- 
pto, publicado em o numero 46 da re vista do Instittito 
Arthtologico do qual extrahimos agora grande parte do 
que alli eserevemos mais de espaco, noa oecupamos de- 
tidamente desse ponto de nossa historia, referindo-nos 
ao escellente trabalho inedito do illustrado doutor Joao 
Baptista Regueira Costa* que teve a fineza de o confiar 
ao nosso estudo* 

Pondo de parte muitos dos luminosos argumentos de 
que serve-se o digtio seeretario do Instituto, destacare- 

Imos o alvara de 5 de junbo de 1654 em que o rei dom 
Joao IV menciona os sendeos prestadoa por Joao Fet- 






xrt 



ALMAKACH DR PKRN AMBtiCO 



naudes Vieira oomo soldado em 1630, e dos quaes occu- 
pa-se tambem o her6e em seu t es t amen t o. Hsses servi- 
cos, naquelle anno, nao pot^iajn deixar de seros da de- 
fesa de Sao Jor|?e*j em 1635 ja era elle capitao, elevado 
em 16+5 ao posto de mestre d e campo. 



Arraaado o forte d e Sao Jorge no dia 2 d e marn» de 
1650» como h c a e x pos t o, continuHram os hollande7.es sua 
marcha devastadora para a ilha de Autonio V*u oude 
CaUenfels f jrtificovi-se no convento de Sftfl Francisco a 
que deu o nome de fortaleza fimrsins. 

Wandeiiburgo eonservou-se cam parte d as fnrea* eni 
Olinya a t e 23 de novemhro de 1631, quando o* hollan~ 
dezes resolveram incendtar a velha M ari m, que nao se 
prestava a ser fortiticada como convinha h uma p raga 
de guerra e conc^ntraram todo o seu exercito no Recife, 
onde aquelle general assiuniu o commando em chefe, 

Mathias de Albuquerque depois d a derrota de Sao 
Jor^e e occupacao do RecLfe, seguido apenas de vinte 
companheiros, que Ihe foram fieis, comec^ou lo^o no dia 
4 de marco a con&truccao do forte real do Bom Jesus T 
em um sitio distante uma 1e^;u;L de Ulinda e do porto 
do Recife, nas proximidaitcM do ri<> Capibaribe e do 
ri&cbo Parn:tmerim« Ao acampamento que iminediata- 
mente formou-se ao redor do forte, com|x>sto dos que 
procuravam abri^ar-se d a per%egui$3& dos usurpadores, 
deu o general o nome de Ar rayai tjue ainda hoje con- 
serva* 

Ah i permaneceram os patriot as pernambucanos ate 
ao dia 8 de junho de 1635 t quando t depois de cinco an- 
nos de repetidas investidas* por parte de uossos inhni- 
^>s, de mais de tres mezes d e apertado cerca, rendeu-se 
a fortaleza deante de u m numero muito superior de ba- 
tavos, commandadoa pelo coronel polaco Artichofsky, 



general dos mais distinctos dos invasores e multo su- 
perior a Sigismundo v ari Schkoppe e mesmo a Mauricio 
de Nas.sau» por seas corihecinientos bellicos e edueacao 
litteraria. Seni eessur manteve esse feroz inimig'ofog'o 
terrivol de bombas e granadas, que ja haviam derru- 
bado todas as fortitiea^oes e obrigrado seu commandante 
Amin* Marim a abrir stibterraneos paru ^nardu da pol- 
vora e ag*asalho dos feridos. 

De quiii]]enti»s suldados de que se compunha aguar- 
rd^ao, m u i tos j a haviam morrido de fome. depois de con- 
suirddos os cavallos* os couros, gfatos, ralos e animars 
imnuimUi», Os vencedores procederam do m<xlomais in- 
digno e selvatica bruteza earigindo doa vencidoa pesa- 
dos res^ates para o que, peures do que Brermus. empre- 
t^aram ate - a tortura, como esc r e ve u Duarte Coelho era 
su.is Hfemori&s f foi confessado por Mauricio de Nas- 
sau, em ama de suas cartas aos Estados Geraes, depois 
que deixou ;> governo do Brasil-hollandez. 

Entre os bravos do Arrayal occupava posi^ao sa- 
lUnte Joao Fernandes Vieira que h a vla prestado os 
mal s validos servicos como capltao de g*uerrilha, encar- 
rt^ado da arriscadissi.ua incumbenci a de bater noite e 
d i a as campoaf em tomo do arrayal e tia qualidade de 
coramundante de uma eompanhla de nobres e brioaos 
manceboa a quem foi confiadu a defesa das fortificacoea 
ester n as* bom como a dos nioradores que por f-alta de 
e&pa^o riao poderam licar n o reeintu d a fortale^a. 



Lo Kernandes Vieira t felizmente, nao acorrjpanhou 
o» des^racados peraambiKanos nas duas emij*Tacoes que 
«e deram logo depois da famosa rendicao do Arrayal 
o primcin.i exodo foi de oito mil peasoaa em jiilho, aob 
a direceao de Mathias de Albuquerque que quando par* 
tiu do Porto Calvo, ausiljado pelos capit aes Atitonio 
Dia* O.irdmo e Joao de Almeida e de C'Atfv^T^e* torcoi 




XIV 



oitenta indios; e o segimdo em julho do anno segulnte 
de mais de tres mil infelizes conduzidos de Goyanna por 
Camario atrav£z de inhospitos sertoes, fallecendo mi i s 
de quatrocentas pessoaa durante a via^ein, amai'irparte 
de mulb<?re& e erean<-as qua.si nuas e deacalcas, que nao 
puderam resistir as agruras dessa vla dolorosa, que frei 
Jose* de Santa There/;i. em sua Istoria dt'ile gucrre del 
BraziU narra do modo mais entri stecedorv 

Feli2mente f riissemos nrfs» por ter a Frovideneiaper- 
mittido, para amparo d e seus com patriot as atrozmente 
perseg'vudos pelos crueis usurpadores e f u t u r a redem- 
pcao d a patria* que ticasse JoiLo Femandes Vjeira no 
Recife, fazendu fortuna e obtendo posiijao distincta T que 
lhe deram occasiao a crear um partido vigoroso com que 
pSde agir quando che^ou o tempo opportuno d e livrar a 
terra d a vergonhosa oceupagao dos hollandezes. 

Com effeito, empregou sua j^ratide intellig'eneia e a 
extrema actividade de que era dotado, primeiramente 
no commercio e por ultimo na agrieultura que tudo ti- 
nha a dar em recompensa dos que lavrassem os terre- 
nos feracissimos* em g r and e parte ainda incultos. Em 
1645 possuia elle mil e quinhentos eacravos e trabalha- 
dores occupadoa em seus eiig'euhos e propriedades e sua& 
residencias no Recife e na Varzea eram lusuosas, sa- 
bendo tratar-se de modr> a correspomler a elevada jmsj- 
cao de que goo&va entre os invasores, como capjtao d e 
cavallaria, escabmo e membro da celebre assembl^a de 
1640, que nao passou de um meio espectaeuloso d e que, 
entre outros, serviu-se o conde Joao Mauricio de Nassau 
para seus intuitos de ambicao e vaidade, 

Os inimigoa de Joao Fernandes Vieira attribuiram 
a immensa riqueza descripta e m seu testamento aosaer- 
vicoa por elle prestados aoa hollandezes e principalmente 
a protecgao que lhe dispensou Jacob Htaeower queo fa- 



r-ae 



ALMANACH DB PERNAMBUCO XV 

fr^oicamente por ser um dos directores da companhia 

das Indias Occidentaes. Nao tinham os flamengos es- 

s^s escrupulos incabiveis em tao audaciosos aventureiros. 

Villen Doucher, Elbert Chrispyns, Ridder, Servaes Gar- 

pfcntier, Willem Schot e o proprio Sigismundo van 

Schkoppe, que f aziam parte do governo hollandez, nao se 

deixaram dominar por tao delicado aentimento, adqui- 

rindo diversos engenhos e propriedades sequestradas 

aos pernambucanos, que haviam sido obrigados pela 

perseguicao dos batavos a abandonar os patrios lares. 

E' certo que teve Joao Fernandes Vieira estreitas 
relacoes com Jacob Stacower e sociedade na compra de 
terras ao conselho da companhia, sendo elle, por^m, o 
principal responsavel porque o flamengo nao dispunha 
de capitaes, e quando Stacower retirou-se para a Hoi- 
landa ficou a dever-lhe grossas sommas, por cuja conta 
nao lhe mandou nunca um queijo siquer, como declara 
Joao Fernandes Vieira em seu testamento. 

Aos hollandezes nunca prestou Joao Fernandes 
Vieira servicos de que lhe podessem advir vantagens 
pecuniarias ; pelo contrario, os governadores lhe eram 
devedores de mais de cem mil cruzados, que no decurso 
de oito annos lhes deu para remir sua vexacao e segu- 
rar a vida de suas tyrannias ; de peitas e dadivas a 
todos elles e a seus ministros, com banquetes que lhes 
dava para os trazer contentes, como ainda affirma no 
referido testamento. 

II 

Nao € nosso proposito acompanhar a existencia de 
Joao Fernandes Vieira nos primeiros quinze annos de 
dura servagem a que estiveram os pernambucanos su- 
jeitos em razao d a occupacao d a nossa terra pelos hol- 
landezes. * 

Trataremos ligeiramente do periodo dessa giierra 
§anta em <jue lhe coube a parte principal. 



A' rendiefio do Arrayal Velho se#uiram-se : pou- 
cos dias dcpois, em ft de junho a d a fortale^a de Naza- 
reth do Cabo cuja jruarnicao d e setecentos honu-ns, sob 

oommando d e Lu k Barbalho Bezerra e Pedro Correia 
d a Gama h a v i a pereli do a> es peran- a d e ser soccorrida 
e achava-se extenuada pel a fome de forma tal que mu i- 
tos dos suldados mur re ram ao sahi r d a fortifica^ai> : a 
derrota de Matta Redonda em 18 de janeiro de 1636 
soffnda pelu inexperto castelhano L u ia de Roxas y Borja 

1 seni h i do pelo governo de Madrid para substituir o ge- 
neral Mathias de A1huquerque, o qual tfio gt andes ser- 
Vi$oa ja havia prestado e a vietoria eruenta de Porto 
Calvo, alcaneada em 6 de marco d e 1637, peki coude 
Juao Mauricio de Nassau, nomeado pel a companhia 
das Indias Gccidentaes para ^uvernar o Bra7.il neer- 
landez e extender ain d n niais o dominio execrando dos 
batavos. 

A dom Lujz de Roxas y Borja havia auoCedido no 

commando de nossas foreas o conde de Bagiiuolo, dequcm 
depois daremos notteia. 

A oecasiao tao atictosamente a^uardada por j6lo 
Femandes Vieira chegou afinaU 

Com a restauracao em 1G441, de Portugal, sujeito 
desde abril de 1581, ao ju^o castelhano e acelamacao 
de dom Joao IV* levantou-se o animo dos portu^uezes, 
que logo reeonheceram que deviam envidar todos os aeus 
esforcos pela integrac^ao da patria, expellindo os hollan- 
dezes de sua importantissima possessao de alem-mar. 

O ensejo era o mais lavoravel ; havia sido exone- 
rado do governo gerai do Brasil o marquez de Mental- 
vao, dedicado a politica hespanhola e sobstituido em 
agosto d e 1642 por Antonio Telles d a Silva, que vinha 
dar nova orientacao aos ne^ocios d a colonia, em rasio 
d a alervosia praticada por Nassau, qne faltando a f 6 
jurada no tratado de 13 de junho de 1641 , havia assal- 







AtMANACH DE PERNAMBUCO XVII 

tado Sergipe, Maranhao e Angola, sendo que pel a con- 
servacao dessa ultima possessao, Mauricio, apezar de 
ser apregoado como homem liberal e de generosos sen- 
timentos, fazia empenho porque em logar da produccao 
de quinze mil arrobas de assucar com que havia outr'ora 
florecido, exportava naquelle tempo quinze mil escravos 
que davam a companhia um lucro de dous milhoes de 
fiorins. 

O novo goverrtador tinha instruccoes secretas, ainda 
que meticulosas, para facilitar a nossa emancipacao. 
Com essas auspiciosas circumstancias coincidia a 
retirada em 1644 do conde Mauricio, que tambem dei- 
xava de ser leal com relacao a companhia que o ele- 
vara ao cargo de extrema confianca de governador da 
colonia, alimentando a arrojada pretenc&o de converter 
as possessoes hollandezas em dominio exclusivamente seu 
e de ser o primeiro que na America cingisse a coroa 
de imperador. Nao foi somente mais de dous seculos 
depois que deu-se o insuccesso do inditoso Maximiliano 
do Mexico ? 

Em sua ausencia romperam-se os lacos de cohesao 
dos invasores sem que por isso mudasse a triste sorte 
dos pernambucanos, cujos soffrimentos, pelo contrario, 
se aggravaram, por j a nao ser somente a mao pesada 
de um tyranno, por£m a de muitos, que nem ao menos 
possuiam a intelligencia do principe. 

Joao Fernandes Vieira desde 1642, depois de bal- 
dada vergonhosamente a conjura^ao preparada em 1639, 
por occasiao d a passagem d a grande armada hespa- 
no-portugueza, por tibieza e inepcia de seu chefe, o conde 
da Torre, acalentava o pensamento generoso de libertar 
a patria, e nesse intento havia mandado a Portugal 
frei Estevam, que morreu antes de dar conta da com- 
missao, tornado a iniciativa desse emprehendimento ti- 
t^nico que unicament? her6es poderiam le\ax ^ ^^\\«i 




XVm ALMANACH DE FttKHAMBUCO 

e naquelle anno cscreveu ao re i dom Jnao IV, depois d e 
reuni r em segredo armas, niuni^oes e mantimentos e de 
espertar cautelosamente 03 brlos de seus compatriotas, 
sendo nesaa resolu^ao s ubi i m e poderosamente roborado 
pelos avisos do religfioso benedictino f r e i Ignacio t depois 
bitpo de Angola t traaidos da parte do re i ein 1644 e pel a 
chegada a Pernambuco em setembro do mesmo anno do 
tcnente penera) Anti r' VSdaJ de Negreirofi, enviado d a 
Bahia pelo governador ^eral s^b pretexto de viaitar 
seu velho pae, morador na Parahyba, de onde era na- 
tural, 

Com egnal fim veiu da Bahia Antonio Di as Cardoao 
em detembro do refendo amn> ; ccmferenciou reservada» 
m^nte ccwm Joau Fernaudes Vieira e cnucorreu efficae- 
mente para que fosae seu projecto acceito por todos os 
conjuradoa. 

Como se ve\ o governador g*eral nao favorecia aber- 
tamente os plauoa de liberta^ao, A c3rte de LisbSa nao 
senti a-se com forca baatante para luctar T ao mesmo 
tempo, com a Hespanha, que nao tjueria conformar-se 
com a separacao de Portugal e especialmeute do Braai1 T 
queera o jardim do reino e alberg-aria de seus subditos, 
n a phrase de Gaspar Di as ; e com a Hollauda, que pro- 
curava nao aomente conservar como dilatar ainda mais 

tsuas posseasoes no novo mundo, 
Joao Fernandes Vieira resolveu, nao obstante, to- 
mar, a responsabilidade do movimento. Participou o 
f i u d a/ projetto a seua parentes e arnigos que, em 13 de 

Ijulho de 164S, o proclamaram g-enerul commandaute das 
for^as libertadoras promettendo-lhe segredo e obedien- 
cia ; entretanto jicou desde entao meubado no espirito 
de alguns conjurados o germen d a traicao, oriundo em 
uns do tem ir do resuttado de tao arriscada empresa, em 
outros do ciume da direc^ao que desejavam para si ; e 
poz-se em immediata conununicacau com os patriot as d e. 








ALMANAK K DE PKRNAMBUCO 



XIX 



tf^dos os municiplos, escolhendo oe chefes que os deviam 
clirigir. 

E' datado de 7 de outubrg desse anno (1645) o ma- 
ni f esto enderegado ao re i d om Joao TV pelos moradores 
d e Per n ani b u co explicando os motivoa pelos quaes resol* 
reram faltar a obediencla e ndelidade que Ihe eram de- 
vitias e tonmr armas contraseus oppresaores* 

A revoluc&o devia esplodir em 24 de jmiho, por oc- 
caslao do casatnento de uma filhade Antonio Cavalcanti ; 
fui porem antecipada para 13 em razao da denunciaque 
poucos diius antes foi dada ao govemo hollandez que k 
tendo conhecimento d a t ram a! tentou immediatamente 
acnnlquilar cm ■ hefes, pr inci pai mente a Joao Fernandes 
Vieira a quem mandou prender e por nao ser elle en- 
coiitrado procurou o mesmo governo corrompel-o, offere- 
cendo-lhe duzentos mil cruzados e por tim promettendo 
quatro mil florlus a qnem o apresentasse vivo ou morto. 

A essa ultima resolu^ao do? hollaudezes respondea o 
grande patriot a publicando um edital assegurando que 
daria oito mil florins a quem lhe levasse a cabec^a de 
qua1quer dos conselheiros. Era um repto de morte que 
Joao Feriiandea Vieira atirava a face dos inva&ores. 

Com rapidez propagou-se a conapira^ao e a Ipojuca 
Cuube a gloria de ser o primeiro log-ar de Pernambuco 
que alc/>u o guiao da revolta. Domingos Fagundes, cujo 
nmne e g r and es fehos jamais devetn ser e&quecidos, logo 
dia 19 de jimlio levantou-se com sua companhia con- 
tra os oppressores sendo immediatamente sogcorrido por 
Heurique D i as que desde marco de 1633.havia tornado o 

I p arti do dos moradores do paiz conquistado. 
A forea com que Joao Fernandes Vieira partiu da 
Varzea para Massiape, primeiro ponto escolhido para 
reuni ao dos libertadores, foi d e dusentos e cincoenta ho- 
mens mal armados ; esse nmnerafoi sempre em augmento^ 
*endo todoa m anti dos e pagos pel o inclito ca.^ita». 



X£ ALMANAdrf Dfc P^RtUMBlKid 

De Sao Lourenco que n&o offerecia seguranca pre- 
cisa partiram para o engenho Covas e d' ani, atravez de 
mil perigos, por entre os hollandezes e as ciladas dos 
trahidores, para Tabocas, a nove legu as do Recife, 
onde no dia 3 de agosto desse mesmo anno de 1645, deu-se 
a primeira batalha tao conhecida na historia, entre 
nossas forcas, que se compunham entao de mil e tre- 
zentos homens commandados por Joao Fernandes Vieira 
e pelo sargento m6r Antonio Dias Cardoso, contra mil e 
quinhentos hollandezes conduzidos pelo coronel Henrique 
Huss. Foi grande a perda dos inimigos, tendo n6s ape- 
nas vinte e oito mortos e egual numero de feridos. Joao 
Fernandes Vieira bateu-se oom extrema valentia expon- 
do-se por tal modo que seu companheiro de mando lhe 
fez observar a inconveniencia de arriscar sua pessSatao 
necessaria ao bonvexito dacausa nobre porque pelejavam. 

Seu contentamento pelo triumpho foi tamanho que 
logo alforriou cincoenta de seus escravos e com elles or- 
ganisou duas companhias as quaes deu por comman- 
dantes dous dos libertados. 

Foi depois desse grande feito d'armas que abriu 
porta larga aos acontecimentos gloriosos, que vieram 
reuni r-se ao illustre chefe os denodados And re* Vidal 
de Negreiros e Martim Soares Moreno com soccorros 
trazidos da B ah ia occultamente, assim como Antonio 
Felippe Camarao e Henrique Dias que parte tao bri- 
lhante tomaram em toda a guerra contra os hollandezes, 
especialmente nesse ultimo periodo de que nos occupa- 
mos. 

O segundo encontro das forcas belligerantes deu-se 
a 17 de agosto ; treze dias depois da jornada de Ta- 
bocas, no engenho d a formosa D. Anna Paes, tao tris- 
temente conhecida no tempo do conde Mauricio. 
Nesse engenho, que tomou desde ent^o o nome de Casa 



Atltf ANACH DE I>ERNAMBUCO XXI 

Forte \ achavam-se recolhidas diversas matronas e entre 
ellas a sogra de Joao Fernandes Vieira, aprisionadas 
por Joao Blac que as devia conduzir para o Recife com 
todos os despojos do saque dado na Varzea. 

Os indefessos chefes da restaura^ao Joao Fernandes 
Vieira, Andre* Vidal de Negreiros, Antonio Felippe Ca- 
marao e Henrique Di as, a frente das forcas de que po- 
deram dispor na urgencia da occasiao, derrotaram as 
tropas hollandezas sob o mando do coronel Henrique 
Huss, que cahiu em nosso poder com dusentos dos seus 
eperdeu nessa famosa batalha quatrocentos soldados e 
grande numero de armas, que muito aproveitaram a 
causa da liberdade. Tivemos somente desoitos mortos e 
trinta feridos e teria sido esplendida avictoria se nao a 
manchasse a morte de grande numero de indios que 
acompanharam os inimigos e foram passados a fio de 
espada ! 

A id£a grandiosa d a libertagao da patria foi logo 
se irradiando por todo o territorio de Pernambuco sujeito 
ao dominio atr6z dos flamengos. O bravo Joao de Al- 
buquerque, morador em Serinhaem, com cincoenta man- 
cebos, metteu a pique trez navios dos conquistadores e 
auxiliado pel a gente vinda da Bahia com Andre* Vidal 
de Negreiros e Martim Soares Moreno, na frota de Je- 
ronymo Serrao de Paiva, apoderou-se da fortaleza de 
Tam andari. 

Egual procedimento tiveram os habitantes do Rio 
Sao Francisco os quaes, soccorridos por suas mesmas 
forcas da Bahia, apoderaram-se da fortaleza que em Pe- 
nedo Nassau levantara em 1637, ficando assim franca a 
passagem de gado, generos e municoes de que os inde- 
pendentes careciam para manter a guerra. 

Nesse famoso anno de 1645, um dos mais movimen- 
tados de nossa lucta, tiveram logar a rendigao do posto 
importantiasimo de Santa Cruz nas ptox\tcv\6.^.^^ 3& 



XXII A7,MANACH DR PURNAMU! 

Olinda, a da fortaleza de Nazaretfa do Cabo, vendida 
pelog capitSes hollandezes Tbeodoam H(K>^straenten e 
Gaspar vau der Ley t em 8 de sctembro e a do Purto 
Calvo em 17 dtv mesmu mez, loj^o arrasaUa e oa combates 
de Santo Amaro d as Sal i nas, em 15 de outubro, no qual 
oa independentes pelej.iram a ferFO frio e de Giquia em 
9 de novembro, * j^ 1 1 ^ Jaraos perdendo por nos terem tra- 
hido os flamen^os passadoa com o capitai) Houg-straenten. 

Na Parahyba oa moradores 5<>brexeitados pel a atrdz 
perse«-uL<;ao d<* goveraadof hollaruiez. Paalo de Linge, 
tf os do Rio Grande do Norte* onde se haviam dado as 
immanes carnihclnas de CunhaiS e Potengy» alcaram o 
grito de restaura^ao favorecidoa pelos chefes pernambu- 
canoti a quem a breyidade d a narraijao nao permitte 
acompanhar e m suaa evolucoes. 

Km novembro haviam Joao Fernandes Vieira e An- 
d re* Vidal de Negreiros* tornado de assalto a ilha de lia- 
ri! araca eeleiro doa hollandezea, j a tao apertados no Re- 
cife que come^aram a dcsertar para o nosao campo seua 
sol d a dos dos guaes c h eg a ram a perecer d e penim a mil 
e qninhentos no amio de 1646 ; e seu yovemo, para ter 
desembara^adas as proximidades do quartel general na 
fortaleza Ertifsfus havia mandado em agosto> logo de- 
poia do combate de Caaa Forte , destruir grande numero 
de caaaa da cidade Maurlcia, e parte'do opulento pa- 
lacio de Na&aau e sens magnificos jardins. 

Na assaltada de Itamaraca, dessa vez infructifera, 
foram attingidos pel as balas ini migas Vieira e Negrei- 
ros, e pel a primeira vez ferido o intrepido Camarao, 
Somente em 1646 4 que nos foi entregue a fortaleza ap- 
peltldada Grange pelos flarnengos q n and o k vilJa Ma- 
rial d eram o nome de cidarte d e Schkoppe. 

O a pernambucnnoa a proporcao qitG iam obtendo es- 
*&* espl end idos aucceasoa cont r a oa invasorea, «entiam-se 



inimados ao ponto de i r provocal-os em seus proprios 
antros* E m dezembro dois homens corajosos foram em 
uma pequena jangada incendiar os navios inimigos 
surtos no porto do Recife e eonsegniram, autes d e ser 
deseobertos, atear o fo^o em duas d as maiores embar- 
cacoes, 

Outros dois de nossos cabos de guerra, a frente de 
cem homens, atacaram o antigo pahiclo das Torres a 
m.ir^em do Capi bar iht\ bateram as duas companhi;i>. 
que ali se achavam de jfuartiicao e levaram q u auto en- 
o><ntraram ate as iusignlas dos officlaes. Cum esses ar- 
rojados feitos de homens. cujos nomes ;i histori a, auiitas 
vezes ingrata. nao recommendou ao recnnhccimento dos 
posteros, fechou-se u anno memorando de ln45* 



De todos esses movimenfcos era a alma diri^ente o 
tosigne patriota Joao Fernandes Vicira, que por sua 
desmentida coragem, ^renio emprehendedor, pres- 
ti.L, r i<i e grande fortuna, se tinha imposto, muito natural- 
mente, para tomar adirecca.0 daguerra, auziliado, como 
sempre foi pelos bracos valentes de Negreiros, Camar fu . 
Henrique D i as e «mtros cuja memori a ser£ sempre vene- 
rada em nossa histori a. 

De nada se esqueeia o grande capitao que se era 
intrepido nos prelios, por seu gl audio esterminador, pro- 
eurava ao mesmo tempo propurcionar aos enfermos e aos 
feri dos prompto tratamentu e soccorros espirituaes man- 
ia ndo n a Varzea u m hem servido hospital e cas a de mi- 
urdia. Nao existia sacrificio de vida e fortuna, 
trabalhos e fadigas a que se recusasse. 

Q u ari d o o governador da Bahia, por um erro de apre- 
Ciacao dos acoutecimentos, mandou em 164.S que se quei- 
masscm os canaviaes dos engenhos, Joao Fernandes 
Vieira, que conheeia perfeitamenle a incoriveniencui 
d es s a ordem prcjudjciaJ aos proprioa re,&ta\rraAnT^,, \vam 



■ 



XXIV ALMANACH DE P^RNAMBUCO 

hesitou em dar exemplo de obediencia e foi o primeiro 
que destruiu suas plantacoes. 

Si o nosso exercito exgotava os recursos de que dis- 
punham os seus proceres, Joao Fernandes Vieira man- 
dava buscar todo o gado de suas fazendas e sahia a 
percorrer as povoacoes e os engenhos, para acquisicao 
de novos soccorros e conseguia que at£ os pobres pesca- 
dores contribuissem para sustentar-se a causa santa da 
patri a. 

E tudo isto praticava elle quando se via abandonado 
pelo rei que determinou em 1646 a Andre* Vidal de Ne- 
greirose a Martim Soares Moreno que nao continuassem 
ao lado dos restauradores ; e si Moreno obedeceu a or- 
dem regia iniqua, retirando-se para Portugal, Joao 
Fernandes Vieira, acompanhado nessa recusa por An- 
dre* Vidal de Negreiros, declarava formalmente que se 
nao sujeitava a vontade do principe, por ser muitas ve- 
zes necessario desobedecer ao rei para melhor servir aos 
interesses legiti mos d a patri a ; e ao passo que se havia 
tornado o terror dos inimigos, nao cessavam os traido- 
res, vendidos aos hollandezes a quem tinham promettido 
entregar a terra de seus av6s, de tramar contra a pre- 
ciosa existencia do herde de quem pendia a salvacaodos 
pernambucanos e dos povos das capitanias visinhas. 

Os conjurados, em numero de desenove, entre os 
quaes contavam-se parentes e Antonio Cavalcanti, que 
f6ra um dos primeiros acclamadores da liberdade, man- 
dar am esperal-o em suas passagens e em julho de 1646 
os assassinos lhe disparam trez tiros que o feriram gra- 
vemente, escapando da morte pela coragem e sangue frio 
que nao o abandonaram na occasiao, levando sua gene- 
rosidade ao ponto de nao consentir que fossem castiga- 
dos os perversos levados a sua presenca. 

O anno de 1646 comecou com as salvas de artilharia 
do tjovo array&l, ieyantado a^> lado esc^uerdo da. actuaj 









estrada do Caxang&* no local hoje indkado pelo modeato 
monumento qtie o Insiiiuio fez oonatruir em 1872 ; esta- 
beleceram-se au mesmu tempo di v e r s as eatancias nas 
principaes esti adas e crearam-ae companhias de pe- 
destrea que pcro «rriaiti conatantemente aa coatas e para- 
leli a and e nau podiam exiatir forcaa permanentea. 

Fui desse arrayal que aahiu JoaoFemaodes Vieira 
em janeiro para atntiliar o bravo HenHque Di as que 
durante duis di as se oppunha valentemente a. constru- 

• de mais uma fortificacau doa flamengfoa no c;imi- 
rtho de Afn^-adua, dando-se renhidoa combates em que fo- 
ram os ininii^u.s derrotados ; em fevereiro partiu Ne- 
greiros pura o Ria Grande do Norte, aiim de soccorrer 
o destemido Camarao ; em abril o mesmu Vieira para 
Tamandare onde ia reconstruir a furtaleza tie&tinada i 
proleger a cosla e em jimho com o aeu bravo cottlp&T 
iilieiro And re Vidal para dar nvno assalto a klha d e 
1 1 amar ac a* 

Em julho de 1646 chegou ao Recife, para cornman* 
dar as for^as bullaudezas, o coronel Sinismu ndo van 

Uoppe qtie tendo, no posto de capitao, sido em 1630 
uni dos iniciadores da invasao, fSra elevado a coronel e 
eommandante do Brazil neerlandez em 1637 quando rc- 
g-resaou para a Europa \ voltava, entao, por ura justo 
castigx> provldencial para assistir a gloriosa restaura- 
$ao do paiz crjnquistado condusindo quatro mil homens 
de reforcjo, novos officiaes e novos membros do conselho 
politico. 

Desembarcou com a arrojada pretencao de que, aim» 
pleamente com a sua presenca terminari;mi os tHumphos 
doa libertadores, Foi cruel paraelle a decepeao sofFrida 
em seu desmarcado orfjulho. E T que principiava a em- 
pallidecer a eatrella brilhanteque ohaviagniado em sua 
vida aventurosa de militar noBrazil. 







XXVI 



ALMANACH DE FERNAMRTJCO 



Poucoa d i as depois da sua chegada, foi com mil e 
duzentos homens dua* vezes ver^ontiosamente batido em 
Olinda de onde Joao Fernandes Vieira o fez fugir, e 
seus Boldados derrotados na estancia do Ag-uiar, onde 
escapou de ser agarrado por Camarao, que Ihe ia no 
encalco, logrando apenas saquear o engenho Sao Bar- 
tholomeu e a povoa^ao d a Janjrada. 

Naeonquista da Bahra esperon sermaia feliz do que 
o almiraute Willekens n a primeira empresa d a compa- 
nhia d as India» Occidentaes em 1624 e ter exito mais 
favoravel d e que o obtido por N as s a u em 1637* Nesse 
intento partiu Schkoppe era 1647 e rtesembarcando em 
Itaparica praticou as mais revoltantes depredacoea e 
crueldadea apezar da temeraria opposicao de Rabelli- 
nho, vietima de sua extrema dedicaeao. Nosso feroz mi- 
ni i go n So conaervou a pres a opima por along-ado tempo ; 
fu^pu em abril para Pernumhnco ao receber a noticia 
d e que novos reforcos vinham d e Portug-al, n a esquadra 
de Salvador Correta de Sa. e Benevidea com o novo g;o- 
vernador conde d e Villa Pouea, que tomou posse em 
desembro desae anno, em aubstituicao de Antonio Telles 
d a Silva, eaonerado por fraqueza do governo portuguea 
que desejando dar uma covarde satisfagao a Hollanda, 
fazia partir para Pernambueo o general Francisco Bar- 
reto de Menezea, que em obediencia a ordein de occultar 
a commissao T embarcou em um navio mercante e na al* 
tur a da Parahyba foi prisioneiro do cruseiro hullandez 
qtje o conduziu para o Kecife, onde fot conaervado, ate" 
quej ainda desconhecido, p6de fugir e apresentar*se no 
ar rayai em janeiro de 1648 ; foi recolhido por Joao Fer- 
nandes Vieira, And re" Vidal de Negreiros e seuscompa- 
nheiros, que Ihe eutregaram o commandodas forcas res- 
tauradoras, promettendo-lhe lealdade e obediencia sem- 
p re mantida, apezar de ser ^reralmente lamentada a i n- 



ALManACI* b£ P^NAMfitTCO xxVlt 

gratidao com que eram recompensados os grandiosos 
servicos ate* entao por elles prestados. 

O bastao de tenente general em chefe que em marco 
de 1648, com o auxilio de seis mil homens, a Sigismundo 
trouxe van Gock, presidente do conselho supremo da 
companhia, nao lhe mudou a sorte da guerra ; conti- 
nuaram os invasores a soffrer uma serie ininterrupta de 
desastres ate* sua completa expulsao. 

Com effeito, logo no dia 19 de abril desse anno, foi 
elle, dispondo de sete mil e quatrocentos combatentes e 
de uma reserva de mil infantes, derrotado na primeira 
batalha dos Guararapes em que tomaram parte nossos 
bravos soldados em numero de dois mil e quinhentos, 
commandados por Jo&o Fernandes Vieira, por cujo con- 
selho empenhou-se a luctanesse dia, tomandoo commando 
da vanguarda, que pelejou a espada, Andre* Vidal de 
Negreiros, Antonio Dias Cardoso, Camarao e Henrique 
Di as e outros valentes officiaes sob o commando em chefe 
do general Francisco Barreto de Menezes. Deixaram os 
inimigos no campo mil e duzentos mortos, entre elles o 
coronel Henrique Huss, o mesmo que havia dado causa 
ao combate de Casa Forte e setenta e quatro officiaes, 
muitos prisioneiros e grande numero de feridos, sendo 
um delles o proprio Sigismundo. 

E' bem sabido que essa fulgente victoria teve ma- 
xima influencia no animo do governo d a metropole, in- 
clinado, pelos perfidos conselhos do padre Antonio Vieira 
em seu celebre papel forte de 1647 a ceder a Hollanda 
as possessoes americanas, concluindo com essa nacao ' 
uma paz vergonhosa. 

Dez mezes depois, no dia 19 de fevereiro de 1649, 
deu-se a segunda batalha de Guararapes na qual os 
hollandezes, em numero superior a cinco mil, dessa vez 
commandados pelo coronel Brinck, foram derrotados por 
dous rn.il combatentes nossos, commandados v^° ^«ftst^w 



Francisco Barreto de Menezes, por Joao Fernandes 
Vieira, que foi o primeiro a langar-se ^alhardamente no 
combate com tal ardor que espaIhou~se a falsa noticia 
de ter morrido em renhida pugna, por Di as Cardoso, 
Negreiros e seus valorusos officiaes. Morreu n a lucta 
Rrinck, que perdeu mais de d nas mil pessoas. N6s ti- 
venros apenas qua renta e sete mortos e quatrocentos e 
sete feridos e entre estes o le^endario Henrique Di as* 

Estava termin ada a grande c a m pauh a oontra 08 
crueis ConquLstadores de noasapatria querida, restando 
simpl.es escaramugas e algaras que, entretanto, aiuda 
se estenderam durante cinco long'os annos, tendo sempre 
as nossas armas o mala eaplendido resultado. 

Schkoppe f oi ain d a d u a s yezes veitcido em dinda, e 
nas estancias de Henrique Di as, Mendonca, Aguiar e 
Santo Amaro d as Sal j nas e n o ria S Ha Francisco e as- 
sim se foram passando os aniios ate* 1653, quando Joaa 
Fernandes Vieira manifeston sua inteucao decidida de 
pur n m h. es s a guerra qne j d ia tao prolongada e de 
procurar-se o inimigo em sens ultimos reductus. e assim 
foi reaolvido pelo voto de todos os chefes, Aos invasores 
restava apenaa o Recife* que couvinha assediar tainbem 
pelo lado do mar, encarregando-se desst? importante ser- 
vigo o almirante Pedro Jacquea de Ma^alhaes, que tendo 
ehegvado em desembro de 1653 havia desembarcado em 
5 d e janeiro seguinte n o rio Doce trazendo assim o» 
ultimns soccorros pelo mesmo sitio pelo qual haviam em 
1630 entrado 0s primelros n.su rpadores. 

J a estavam ein nosso poder as fortificacoes mais 
proximas ate Afogados, Apertado por And re* Vidal de 
Negreiros o cerco de Cinco Pont as, o vaidoso Sigia- 
nitindo tao infeliz nesse ultimo periodo da guerra, fod 
constrangkio, no dia 23 de janeiro de 1654, a entreg-ar 
o J^ecjfe, median t e aa condic,oes estipuladas nas confe- 



rencias dos chefes dos dois exercitos, nos d i as 24 e 25 
e do tratado de 26, na cartipina de Taborda, 

Joao Fernandes Vieira tomou no dia segfutnte posse 
das Ciuco Pon t as, da cidade Manricia e do bairro do 
Kecife, e Vidal d e Ne^reiros d a fortaleza Ernestus 
(San Francisco), de Sao Jorjtfe e do forte do mar« 

No dia 28 teve logar a entrada trkimphal do oosso 
exercito, sahindo do acampamento o general Francisco 
Harreto de Menetes com seu estado maior e uma lusida 
griarda de cavalleiros, ate" a purta de Mauricia onde o 
esperava a pe* o greneral Sigismundo va.ii Schkoppe a 
quem o nosso chefe deu a direita e tambem a pe" seg-ui- 
ram arnbus para o bairro do Recife com os offieiaes gue 
ob acompanhavam. 

Ko meio da potite estavam os membros do govemo 
hollandez com seus ma^isti-ul^s e empre^ados clvifi, en- 
caminhando-se todos para a c asa que servia de sexle au 
tnesmo governo, ao lado da igreja do Cor po Santo e onde 
j a se achava Juao Fe r n and e s Vieira, qne fez entrega ao 
nosso general das setenta e trez chaves da cidade as 
quaes havia recebido na vespera. 

Acabon por esse modo a lucta d e vinte e qnatroao- 
nos, que Uliveira Martini appellida de nova Iliada, du- 
rante osquaes os conquistadores perderam mais de vinte 
mil homens e enorme despeza, depois d e haverem occu- 
pado tresentas lej^nas do territorio qne se derramava 
do rio S&o Francisco ate* o Maranhao. 

Dos doc u me n tos existentes no I h $1 U u t o Arckeologico 
cunsta a relacjio minnciosa dos edificios que os holkm- 
dezes deixaram nos bairros do Recife e S» Antonio, 
iin) como o grande numero e qualidade das armas e 
munic,oes que nos foram entregues. 

Das obras feitas durante o sen dominio nada mais 
resta porque mesmo o celebre palacio do opnlento M au- 
ri c i o de Nassau, foi substituido pelo que Tted\<\cw\k <!&,- 




XX& ALMANACH DE PBR& AMBtteO 

pois o conde da B6a- Vista e serve hoje de palacio do 
governo deste Estado, occupando somente uma diminuta 
parte do vasto terreno da construccao primitiva. 

III 

Joao Fernandes Vieira tinha trinta e dois annos, 
quando comecpu essa segunda phase da guerra que du- 
rou oito annos, sete mezes e quatro dias, e quarenta 
quando terminou, gastando seiscentos mil cruzados e 
tendo de prejuizo mais de quatrocentos mil. Em.ga- 
lardao a seus grandiloquos servicps, alem das bencaos 
da patria agradecida, no velho e no novo mundo, e da 
immortalidade de seu nome, lhe nao faltaram as merces, 
moeda barata com que os reis pagavam antigamente as 
accpes mais elevadas de seus subditos : teve o f6ro de fi- 
dalgo da casa real, entao muito apreciado, apezar de 
elle ja o possuir por seus antepassados, os titulos de 
alcaide m6r e de conselheiro de guerra e tres commen- 
das ; e ate* o papa Innocencio X concorreu para sua glo- 
rifica^ao, dando-lhe, por breve datado de 1655, o titulo 
de restaurador da egreja nesta parte da America. 

Em novembro desse mesmo anno foi nomeado gover- 
nador da Parahyba, cargo que occupou ate" agosto de 
1656, quando foi removido, na qualidade de vice-rei com 
a patente de general, para Angola, onde foi em 1662 
substituido por Andre" Vidal de Negreiros, que em re- 
compensa dos grandes servicos prestados desde 1624 na 
guerra d a Bahia contra os hollandezes, n a qual foi fe- 
rido em combate, sendo official muito distincto, obteve 
f6ro grande de fidalgo, commendas, alcaidarias e os go- 
vernos do Maranhao, de Angola e duas vezes de Per- 
nambuco, em 1657 e 1666. 

Duarte de Albuquerque Coelho que papel tao secun- 
dario fez como guerreiro durante essalucta degigantes, 
voltou de Pernambuco em 1638 e tomou na Europa o 



AI,MANACH DE PERNAMBUCO XXXI 

partido de Felippe V de quem recebeu o titulo de Mar- 
quez de Basto. 

Escreveu em castelhano suas memorias diarias da 
guerra, que publicou em Madrid em 1654, como pratica- 
ram notaveis poetas e prosadores curvando-se vilmente 
ante a vontade do governo hespanhol que por todos os 
meios procurava extinguir os sentimentos nacionaes de 
Portugal. 

Bagnuolo que resgatou na Bahia os numerosos erros 
praticados entre n6s, procedendo alli, com os exules 
pernambucanos, de modo muito honroso em 1638 quando 
Mauricio de Nassau tentou apoderar-se d a capit al d a 
colonia lusitana, recebendo por esses servicps o titulo 
de principena Italia e um feudo em Napoles, havia fal- 
lecido na Bahia dois annos depois d'aquelles feitos. 

Tinha vindo pela primeira vez a Pernambucoem 1625 
n a frota luso-hespanhola de Fradique e voltou em 1631 
na celebre esquadra de Antonio de Oquendo, comman- 
dando o contingente com que, para a guerra contra a 
Hollanda, concorria Napoles, nesse tempo possessao da 
Hespanha, contra cujo poder tentou debalde em 1647 o 
joven patriota Masaniello. 

O general Francisco Barreto de Menezes, que com- 
mandou com tanto acerto o nosso exercito, desde 1648 ate* 
o fim da guerra, foi removido em 1657, de Pernambuco 
para o governo gerai da Bahia. 

O sargento m6r Antonio Dias Cardoso que, com Joao 
Fernandes Vieira, commandou valentemente nossas forcas 
na batalha de Tabocas, foi depois elevado a mestre de 
campo, pore'm mesmo assim seus servicos nao foram de- 
vidamente recompensados. 

Martin Soares Moreno, a fundador do Ceara em 
1609 e que nos serviu desde o principio d a guerra com 
Mathias de Albuquerque, vindo da Bahia em 1645 jano 
posto de mestre 4e campo, com Andr€ Yvl^V ^a TSter 



Rreiros, nao asai st i u ao termino tflorioso d a g-uerra, 

1646, obedeeendo a 



por 



ugal 



ter-se retirado para 1 
dem miqua de seu rer, 

Henrique Dias t o valente Henrique Pias, servhi ate 1 
o fim U a campanha e nao ha quem descouhega seu s 
pottentosos feitos de jyuerra ; j a havia recebido o habito 
de Christo e o terreno effl que edLficuu de taipa a ca- 
pella d a Estancia. Depois* da restaura^ao Ihe deram a 
paten t e d e mestre d e campo konorarlo e u m a d;» t a de 
terra. Morreu em 8 de julho de 1662 tao pobremente 
que sen modesto euterro, n a importaneia d e 481720 (!) 
foi pago pelos cofres do real erario. 

Morreram a n tes d a redempgao d a patria i E m jumbo 
de 1647 Mathias de Albuquerque, substituido em 16 de 
dczembro del635no commando do nosso exercito por dom 
Luiz de Roxas y Borja, Dessa negra ingratidao de 
Castella vingovt-ae elle nobremeute concorrendo em I6#G 
para a restauracao de Portugal, por cujos servicos re- 
ceh e u de dom Joao IV o titulo de conde do Alegrete ; 

E m abril d e 1644 o denodado Luiz Barbalho Bezerra 
j a no posto d e mestre de campo e quando occupava o 
i m por tante cargo d e ^ovemador do Rio de Janeiro. 
Foi esse valente oflficial que depois de derrotada a 
esquadra commandada pelo inepto conde d a Torre, con- 
(hiziu atravez de quatrocentas le^uas, desde o Rio Grande 
do Norte ate* a Bani a, mil e trezentos homens que esca- 
param da morte, em marcha penosissirmi, comparada a 
d e Xenophonte, bem conhecida n a histori a ; 

Em fevereiro de 1647 n a Bah i a, o inovidavel Fran- 
cisco Rabello, conheeido, em razao de sua estatura, pelo 
noine de Kabellinho, batendo-se eontra Sehkoppe, quando 
sabia perfeitamente que ia sacrincar a vida. Com elle 
pereceram seiscentos soldados, sendo essa a maior perda 
gue tivemos n es s r tfiierra eontra <>s tiamengos 












Camarao, de valentia indoraavel, nilu ha qualitica- 
tivo que chegaie a alteza de seus merecimentos e que os 
ittvaaorea ja encontraram ao nosaolado no rio Doceera 1630, 
morreu tm co«sequencia de uma terrivel febre muligua 
pauco tempo depois da primeira natalha dus Guararn- 
pes. Dehrucado sobre o leho de morte senti a-se profun- 
damente de nao terminar a gloriosa esistencianacampi» 
da batal H a. ouvindo o clangdr *3 cis armas, sob as ban- 
m e n t e al cadas por seiis abne^ados eompa- 
nheiros ; era ahi que devia expirar o benemerito da pa- 
iria comu a Peter parecia em 1631 que somente oocearjo 
era a sepuh u ra digria de uiti almtrante batavo, Anto- 
nio Cavalcanti itS.o merecia ter. como tiao teve, a satis- 
facilo de cntrar na tetra reconquistada ; nao merecia em 
razao d e sen procedimento Lndi^no depois d e comecada 
a gaierra ; havia fallecido em Iguarassu, 

IV 

Joao Pernandes Vieira voltando d e Angola em 1662» 
njpsidiu a principio r*a rua dos judeus* hoje rua da Bom 
Jgsui> t na casa que havia sido syna^og-a in> tempo dos 
hoHandezea e tem hoje o n. 26 ; depois passou-se ate* sua 
morte para a cidade de Olinda, occupando a casa da 
rua de S- Bento, que tem ag"ora n n. 2 e n a qvial o I«s- 
tituto mandou em 1HM collocar uma lapida commemora- 
tiva, quando era propriedade de Antoruo Ramoa, Tam- 
bem Ihe pertenceu a casa n, 23 da rua de S. Bento; 
ambas foram vendidas depois de sua morte para paga- 
mento de legados. 

Adoecendo em sua propriedade de Maranguape» 
onde ja havia feito aeu testaroento, datado de 15 de le- 
vereiro de 1674, voltou para dinda e ahi escreveu o codieil- 

c 2 de janeiro de 1681, fallecendo em 4 do mestno mek 

Pot muito tempo stippo£-&e que as auas glorioaas re- 
figuias huriam s/do g-uardadas iva cape\\a> m&T ^^v^V*- 



XXXIV AI.MANACH DE PERNAMBUCO 

da Misericordia de Olinda, em cuja tumba devia seu 
cadaver ser conduzido, conforme dispunha em seu testa- 
mento, apezar de ter elle determinado tambem que fosse 
seu corpo trasladado para a capella m6r da egreja da 
Misericordia da ilha da Madeira, onde havia mandado 
construir um carneiro. 

Verificou-se, porem, em novembro de 1865, pel as es- 
cavacoes promovidas pelo Instituto Archeologico, que 
nao era exacta a tradiccao popular, assim como se veri- 
ficou depois em 1875 e 1876 que nao havia sido cum. 
prida a verba testamentaria relativa a construc^ao de 
jazigo na ilha da Madeira'. 

Achavam-se as cousas nesse estado de incerteza, 
quando em abril de 1886 o distincto socio daquella pa- 
triotica associacao, doutor Francisco Augusto Pereira da 
Costa, descobriu a obra, hoje muito rara — Mcmorias 
historicas dos illustrissimos arcebispos, bispos e escri- 
ptores da ordem de N. S. do Carmo, impressa em Lis- 
b6a em 1724, na qual se leem as seguintes palavras : 
Na capella m6r de sua egreja, da parte do evangelho, 
descancam em humilde sepultura as cinzas daquelle 
grande her6e restaurador do mesmo Estado JoaLo Fer- 
nandes Vieira, ainda que lhe faltassem os marmores 
para o mausoleo e nao tenha epitaphio que declare o he- 
roico de suas accoes, tiveram estas a fortuna de serem 
escriptas pela elegante penna do Exm. Senr. D. Luiz 
de Menezes, conde de Ericeira. Dellas fez tambem es- 
cripto particular intitulado Castrioto Lusitano o padre 
fr. Raphael de Jesus. 

Em vista dessas indica^oes procedeu o Instituto no 
dia 16 de junho do referido anno a minuciosas investi- 
ga9oes na sepultura apontada pelo distincto carmelita e 
do numero trinta e quatro de sua Revista consta o re- 
sultado das escavacoes feitas, assim como os pareceres 
d as commissoes escolhidas para o estudo de tao impor-* 



ALMANACH DB PKRNAMBUCO XXXV 

tante assumpto ; essas commissoes, depois de extensos 
relatorios, concluiram que deviam ser reconhecidos como 
de Joao Fernandes Vieira os ossos encontrados. 

O Instituto os guarda na s£de de seus trabalhos e 
pretende dar-lhes um jazigo digno das cinzas de tao il- 
lustre varao a quem pode Pernambuco com razao appli- 
car as palavras do sophista grego Carheade, repetidas 
por fr. Raphael de Jesus : 

Nisi ille fuisset, ego non essem. 

A. A. de Luna Freire. 



^hronica dc Ecrnambuco 



I ( ontinuaf&o) 
1332 

NOVEMBRO 

16 -O Dr* Jos£ de Freitas Moraes Pinheiro diriai u 
um ofticio ao Director da Faeuldade de Direito do Re- 
cife, Dr. Marti ns Junior 8 communicando nao acceitar a 
nomeayao de examinador nas baucas de preparatortos, 
por s6 dever occupar tal lugftr os, lentes do Cur»o Ari- 

*2i — Preatou hontem na Capitania do Porto, exame 
de Praticu da Costa do Norte desde o porto deste Estado 
uti o de Salin as no Pari o Dr. Antonio Gomes Pereira 
Junior, redactor chefe do Commtrtio de Pem&mbuco* 

94 — O adKJgajdo Dr. Estevam d e Oliveira inictau 
em A Prorhit r u, lima serie ile artigos boo o titulo Foro 
f 't i ph i Ha i i) t r i m t' do Bacharel JoUo do tit 'g o flanos* 
em que prometteu tratar do defioramento e abw 
D. FA'vfii de Lima Retnmba. 

— Realisaram-ae com brtlhantismo e animaijao as 
festaa do P arti do Republicano em solemn isakan m t 32.« 
annivers.iri'i natalicio do Dr- M arti via Junior. Falou 
em ncjme da Commissao do Partido o Dr. Moreira Alvea 
que fez*lhe eiitrega de um belliaaimo presente* Muitas 
outraj commissoes : Alumnos da Faeuldade de Direito, 
eleitore» de diversaa parochias, membros do directorio 
republicano tizeram-se repreaentar, aendo offereeido 
/jj + ij>jfe.stado custosoa mimos. 




ao 




Atl^ANACiH tfE PERNAMlitfdd 



\ S \ v i j 









— Cheg-ou do Rio de Janeiro o Dr. Albino Meira 
que eiatre as manifestacoes d e alegria, recebeu d a moci* 
dade acadeuiica, por intermedio do academico Alfrcdo 
V.kz. o seu retrato a oleo, 

2p*5 • -Como candidato a va^a d e Deputado Estadual 
pela renuncia do Dr. Joao de Oliveirana elei^ao a pro- 
ceder-se rio dia 17 de Dez&mbro, foi apreaentado pelo 
Partidu Autonomista o Dr, Jos£ Maria. 

30 — Ferante euorme concurso de pessoas foi iniciada 
a fnrmacao da culpa do prt>cesso instnurado contra o 
Dr. Joao do Regu Barros, accusado como autor do deflu- 
ratnento de D. ELiza Retumba e por haver provocado 
com uma dose d e quinino um aborto n a mesma. 

Foram advo^adtis y^or parte d h queixosa os Drs. Este- 
yam de OUveira e Raymimdo Fontes de Miranda, e por 
parte do accusado o Dr. Joaquim Correia de Arauio, 

DEZEMBRO 

10— Realisou-ae com a maxima pompa e aolemnidade 
a cerimonia d a colacao d e grau aos estudantes da Fa- 
ctildade de Direito que compLetaram o seu tirocinio aca- 
demico. 

A'a 10 horas celebrou-se ria Matriz da Bda-Vieta um 
TV-Deu-w a g r and e orchestra, presidido pelo virtuoso 
t>> Joao Esberard, biapo diocesano» 

Termin ada a cerimonia religiosa* seg:uio-se a cola* 
gao do grau que teve lo^ar rio kyceu de Artea e Officios. 

Em nome dos bacharelandos falou o Dr. Estacio 
Coimbra, seg-uindo-se-lhe, como paranympho, o ieute 
Dr. Joao Elysio. Encermu o acto com um vibrante dis- 
eurso, o Dr, Martina J union 

11 — Realisou-se no edificio do Lyceu de Artes e Of- 
ticios a inaujruragao solemne da exposicao preparatoria 
de Pernambuco a Colombiaiia de Chicago. 

13— Come^ou a ser publicado um novo jornal diario 
e vctjpertino Estado de Pernambuco t tendo como proprie- 
tario o Dr. Gomes de Mattos* 

1«S — Houve um grande meeting eleitoral onde f ala- 
ram oa Drs. Jos6 Maria e Gaspar Drummond sobre as 
proximas eleigoes- 

10— Foi festivamente recebido o Dr, Jos£ Marianno 
que viera do Rio. 



XXXVIII ALMANACH DE PERNAMBUCO 



— A' noute realisou-se no Theatro Santo Antonio a 
conferencia em que o mesmo Doutor referio-se ao pleito 
de 17 e 18. 

Recommendou a chapa de seu partido, nao como uma 
opposigao ao governo, que esperava se conservaria no 
mesmo piano em que tem estado ate* hoje, mas como uma 
prova e afiirmacao da existencia do partido. 

27— Foi installada solemnemente a sociedade Uniao 
Typographica Pernambucana. 

1S©3 
JANEIRO 

1 — Pela quarta vez incendiou-se a prensa de algo- 
dao do Sr. Neesen. 

2 — Falleceu o Visconde de Tabatinga, Domingos 
Francisco de Souza Leao, com 76 annos de idade. 

Era senador ao Congresso do Estado e Commenda- 
dor d a Ordem d a Rosa. 

4 — O Conselho Municipal do Recife resolveu emittir 
apolices de pequeno valor, no intuito de facilitar tr6cos 
para as pequenas transaocoes. 

6 — Teve logar em Olinda a kermesse promovida por 
Senhoras para celebrar a festa do Carmo. 

7 — Noticiou a Gazeta da Tarde que o Vigario de 
Sao Jose* e um frade do Convento d a Penha nao quize- 
ram celebrar o baptizado de um filho do Sr. Ottoni por 
ser padrinho o Dr. Barbosa Lima. 

10 — Installou-se solemnemente, com a presen^a do 
Governador do Estado, o municipio de Olinda. 

Foi o 1.* municipio que se constituio autonomo, de 
accordo com a Constituicao. 

11 — Foi prohibida pelo Questor Policial a represen- 
tacao da revista original do professor Arthunio Vieira, 
denominada Os Rabichos, apezar de se ter ella sujeitado 
a algumas emendas da Inspectoria dos Theatros. 

15 — Perante numeroso auditorio realisou no Thea- 
tro Variedades em Olinda uma conferencia politica, o 
Dr. Albino Meira. Nessa occasiao foi aventada a ide"a 
de os habitantes d'aquella localidade enviarem uma pe- 



ALMANACH DE PRRNAMBUCO 



tigao ao Governador, pedindo a suspensao do orcamento 
municipal, do que foi encarregado o illustrado conferen- 
cionista. 

17 — Foram feitas as nomeacoes de reitor, vice-reito- 
res, lentes e substitutos do Instituto Benjamin Constant, 
estabelecitnento de instruccao em que ficaram reunidos 
a Escola Normal e o Gymnasio, extinguindo-se assim o 
Internato deste ultimo. 

27 — O Instituto krcheologico e Geographico de Per- 
nambuco celebrou com uma sessao magna a data de hoje. 

Foi orador official o Dr. Esmeraldino Bandeira. 

28 — O Ajudante d'Ordens do Governador, o Official 
de Gabinete e - o Subdelegado de Santo Amaro, acompa- 
nhados de pragas de cavallaria aggrediram na rua Ba- 
rao de S. Bor j a o Sr. Eurico Witruvio, redactor da Ga- 
zeta da Tarde, ferindo-o bastante. 

FEVEREIRO 

1 — A Tarde resolveu suspender sua publicacao por 
nao se julgarem garantidos os seus redactores. 

5 — Sob o titulo de Ideas em concurso, A Provincia 
abrio uma seccao litteraria e recreativa. 

A primeira ide\i em concurso foi esta : Ser feliz! 
Em gue consistird a felicidade futuraf 

7 — A G a zeta d a Tarde denunciou haver planos de 
ataque a sua typographia. 

16 — Realisou-se a abertura solemne do Instituto Ben- 
jamin Constant. 

1§ — Foi unanimemente absolvido pelo tribunal do 
jury o Coronel Francisco Goncalves Torres, accusado de 
haver tentado contra a existencia do Coronel Luiz Cintra. 

19 — Referiu o Jornal do Recife que o Dr. Barbosa 
Lima negou matricula no Instituto B, Constant a diver- 
sos alumnos, sdmente porque estes protestaram pela 
aposentadoria de alguns de seus lentes, quando foi feita 
a reforma do Gymnasio Pcrnambucano. 

30 — Os Srs. Joaquim Pompeu Monteiro Pessoa, Jose" 
Xavier Coelho, Jose* Felicio de Oliveira, Manoel Bento de 
Oliveira e Jose* Rodrigues Lima protestaram pela sua 
expulsao da Escola Normal, em consequencia do acto do 
Dr. Governador do Estado que nao lhes consentiu conti- 
nuarem a frequentar as aulas da m^sttva T£.^o\^ 



21 Foi julg-ada improcedente pelo Dr. Diomedes 
Goncalves da Silva, juiz substituto do 4.* diatricto cri* 
minal, a queixa contra o Bacharel Jo&o do Re^o Barros. 

22 „t Provincia encitou a g'uarnigao federal em Per- 
nambuco a nHu concorrer para a truekla^ao dos peraam- 
bueanos, servindo de inatrumento aoa manejos de uma 
tfuerra civil que pretendeu ateiar a opposigao ao Dr* 
Barboaa Lima, represent.uhi pelo partido dirif^ido pelo 
Dr. Marti ns J union 

- O j om a i do Rccife publicou u m telefrramma em 
que o Goyenio Federal declarou nao Ih e cabe r dar pro- 
vklencias sobre a representagao doa magistrados demit- 
tidoe pelo Govemador Dr, B, Lima* 

23 — A Pnwincia pediu ao General Roberto Ferreira, 
Commandante do Diatricto Militar que declarasse em 
publico que n&o estava intervindo nem interviria n a poli- 
tica do E&tado, 

24 — terror augmen to t d i sse / / /'n f i' iti ria, 

Jd nao e mystcrh para pessaa etfguma que o Jfirsenal de §uerra enc^w 
d? mttnifSes e armes os gttatiejs do f zarpos de tinhc. 

— O Diario de PcrnambucOy orgam ofiieial, publicou 
seiruinte declaracao: 

Jffio 4 absafofamente exacto que $> Crc> cr Sr y (jvvernador do €jftiJe 
P re tenda mandar jua farrjiiia para o Ceard ou para qua!quer antre parte. 
S- E-xc< nSo repufa jua Janjilia atima das denjws famiiias perncmbucvfias 
para cve te^ha necessidade de asse gttrcr-/hv /ifu 3'aqui flfflW tranquilida.de e 
paz que dqueUcrs* 

25 — ,/ Provincia commentou um telegrainma que o 
General Roberto diriiriu ao Pai.: 

JTs far^as federazj conservam-se neufras na paHtica do Sstedo £ $6 intef- 
vir^o em cajo de ana'chia. 

— O General Roberto Ferreira paaaou o cornmando 
do 2* u distrieto federal ao Coronel Claudio do Amaral 
Sava^et, tendo assumido o referido cornmando, emquanto 
eate official nao chegou d a Parahyba, o T enente- Coronel 
Etagesiio Au^Listo de Mello. 

2§ — Foi installado o Municipio do Recife. 






MARQO 



1 — Reasaumio o exercicto do cargo de Commandante 
f /o 2, " m st rwto MUiUir o ( t e n e r al R.ob e rto Fe^r r ^ i r a,^ 



ALMANACH DE PERNAMBUCO 



4 — Em vista dos boatos de terem os revoltosos do 
Rio G. do Sul levantado a bandeira da restauragao mo- 
narchica, o Directorio do Partido Autonomista, em ses- 
sao eztraordinaria resolveu, entre outras medidas, appro- 
var a seguinte moc&o, que foi immediatamente transmit- 
tida a imprensa do Rio : 

fartido Jfutonomista esquecendo serie provacoes que o lem feito soffrer 
b criminosa intervencSo do governo federal na vida e contra a autonomia d'este 
zstcreto, no mornento mesmo em que o solo pernambucano estd ameacado de ser 
mais unta vez ensanguentado pela intervencSo das forcas federaes, julga dever 
patrfotismo affirmar perante pai z inteiro sua solidariedade com causa republi- 
cana e compromt'sso defender a todo transe republica federativa, contra quaes- 
fuer tramas inimigos patria Jfepublica. 

5 — A Provincia denunciou que o General Roberto 
Ferreira fizera seguir para a Parahyba e transferira 
diversos officiaes com que nao contava para deposicao do 
Governador. 

6 — Disse A Provincia sobre a pretendida deposicao 
do Governador pelas forcas federaes t 

Sogo pela man/jS os trens e os bonds levavam fam Hias inteiras para os 
arrabaldes ; 6 commercio resentiu-se do mesmo pavor e deixava as suas lojas 
em condicdes de poder fecha-las de repente ; as ruas pouco concorridas, e em 
todos os senjblantes a pdta de uma duvida dolorosa, como quem espera por 
gravissimos acontecimentos em que esteja em Jogo a propria vida. 

pelo amor de J)eus, Sr. General, di-nos a paz e a paz vir6 si S. €xc. deh 
xar o commando para nSo intervir nos negocios da politica local. 

— A' tarde a Gazeta da Tarde e a Gazeta do Recife 
nao deram as suas edicoes. 

— Foi aberto o Congresso do Estado. O Dr. Mar- 
tins Junior propoz uma mocao de adhesao ao governo 
federal a proposito dos acontecimentos do Rio Grande 
do Sul, discursando alguns senadores e deputados que 
se pronunciaram aggressivamente contra o Governador 
do Estado. 

§ — Disse A Provincia: 
socego publico exige a retirada do $r. General fioberto ferreira que 
nao pdde continuar no exercicio do posto que occupa. J? guerra civil ameaca- 
nos. S. €xc. talvej supponha que fard a deposicdo do Sr. £arbosa Sirna com 
a mesma calma traicoeira com que desempenhou-se de egual empreitada em 
Gurityba. Como se engana l povo pernambucano prefere a morte a deshonra. 

— A's 8 horas da noite todas as portas do commer- 
cio fecharam-se ; homens e mulheres corriam, como de^- 



XLH ALMANACH DE rKHNAMHUCO 



esperados, aos gritoa : /T a rei'of-uf&a f O sagne 1 Ve- 
rificou-se ter sido o barulbo iic al^uns tiros dos ]ados 
da rua Belia, a eausa de tamanho alurme. 

— Foi or^anLsado o en&ino primario do municipio do 
Recife, 

O — Registraram-sc provocacoes e tumultos entre sol- 
dados de linha e d e policia, 

10 — Os jornaes publicaram um abaixo assignado, 
subscripto pelos officiaes d a ftuarnicao de Perna.mbi.ico, 
e que foi diri^ulo aquelles jornaes pelo proprio general 
Roberto Ferreira. 

Eis uTtt topi co do mesmo abaixo asalgnado ; 
C penera} de Jfrigcda foberfo ferreira, actual comrriands^fe do *? h distrlifo 
(W/V/ftmri pratesto cvnfra feda especalccao potitka 3 sev respeito da itftervs/icda np 
§overna do €stado, ens attitudt quatquerqut elh seja, fomeda petp Eongresso 
c&ntra o actuai govcrno, 

— A Commissao executiva do partido autonomista 
anmmciou nm m$eting para o dia 15, no Theatro Santa 
IsabeK 

11 — A Directoria da Asaociagao Commercial junta- 
nientc com o P residen te d a Associacao Agricola resol- 
vrram i r e m commissao ao Governador do Estado e ao 
Commandante d n distrieto mil Uar pedir providencias 
sobre o estado assustador em que se^achava esta ca- 
pital, 

15 • — RealisoM-se o meeting convocado pel a cotnmis- 
sho executiva do Partido Autonomista. Falou brilhan- 
temente o Dr, Jose 1 Mari ari n o, 

Em segaida o povo dirig?u+&e a palacio e pediu ao 
Governador que transmittisse ao poder com pete n te a mo- 
gao de inteira adhesao a republica e de se^uran^a do 
patriot lemo do povo pernambucano. 

2J1 — O Congresso do Estado approvou o parecer d a 
commissao que annulava a eleicao do Dr, Jose* Maria. 

25 A convite tlt > Governador, reuniram-se em Pala- 
cio os prefeitos municipaea para tratarem da defesa d a 
autonomia municipal clentro d a lei, 

£8 — Realisoti-se o meeting\ promorido pelos estudau- 
tes d e Direito, que r e sol v eram e n d er e gar ao Secretario 
dos Ne^ocios d;\ Instrucgao Publica e ao marechal Flo- 
rianno tele^ rammas pedindo o adi amen to dos actos. 

29 — tn a uprurou'se a oommimicacao pneumatica entre 
o escriptorio d a South Atnerican CaMe Comp&ny e a es- 
tagao do Tclegrapko N a cio n a! por m d o clo tubo pneu 



AlMAriAdrt de PERNAfariudd ittiii 



matico de que foram constructores os Srs. Reide & Bro- 
thers, de Londres. 

Pernambuco foi o primeiro Estado do Brasil onde se 
estabeleceu esse systema de communicacao. 

ABRIL 

7 — A Gazeta da Tar d e em artigo tarjado disse : 

Faj hoje um anno que Judas foi eleito (jovernadorde Pernambuco. Jis- 
sassinatos, roubos, depredacoes, tra/jicdes, infamias, illegalidades, cobardias, 
arbitrariedades, viuvez, orphandade, cadaveres nao vingados, crinjes naopu- 
nido$ t rrjiserias sem nome, eis o que produzh esse anno de vergonha e oppro- 
brioparaa ftepublica e de indigencia para a patria pernambucana condemnada 
fatalmente d bancarrola irjevitavel. Jffigueira, porem, estd proxima. 

11 — Em officio ao Dr. Director da Faculdade de Di- 
reito, o Dr. PhaelantedaCamara declarou nao acceitar 
a designacao de seu nome para servir de examinador 
no concurso a proceder-se na vaga aberta pela demissao 
do Dr. Jose* Joaquim Seabra. O mesmo procedimento 
teve o Dr. Netto Campello. 

— Foi confirmada pelo Dr. Altino de Araujo a sen- 
tenca que julgou improcedente a queixa contra o bacha- 
rel Joao do Rego Barros. 

12 — O Dr. Joao Elysio declarou que elle e Seus col- 
legas Dr. Cirne e Laurindo Leao ja tinham affirmado 
em congregacao de lentes d a Faculdade que nao toma- 
riam parte no concurso Seabra. 

— O Dr. Jose* Marianno dirigiu um manifesto pu- 
blico ao Povo Pernambucano em que aconselhava a re- 
sistencia em nome da lei e chamou a postos os amigos 
da legalidade para defenderem a Constituigao Politica 
do Estado. Comeeou assim : 

Jfao deve ter escapado a todos os cidadaos que acompan^am a marcha 
dos rjegocios publicos a precipitacao e agodamento com que o actual Congresso 
€stadual tem procedido a votacao das leis de rssponsabilidade do governador 
e da reintegragSo da magistratura illegalmente nomeada pela Junta $overna- 
tiva e dos concelhos municipaes e/eitos sob o dominh d'aquella Jurjta e dis- 
sohidos pelo actual Governador em virtude de disposicSo exprtssa da lei. 
Terminou : 

JV lucta, quaesquer que sejam as consequsncias, porque ndlo se transigt 
com a honra, e a nossa honra como a nossa liberdade estd em pscigos 



XtlV AtMAKA£fi Di fr^Rtf Ai£&tf£ft 



16 — Realisou-se a manifestacao que os empreg-ados 
do commercio fizeram ao General Roberto Ferreira. 
Falou em nome dos manifestantes o Sr. Camillo de An- 
drade que entregou ao mesmo General uih cartao de ouro. 

17 — Um grande numero de empreg-ados do commer- 
cio protestaram contra a manifestacao f eit a emseus nomes 
ao general Roberto Ferreira. 

18 — Exgotada a edicao dM Provincia de 16, em que 
fora publicado o manifesto do Dr. Jose* Marianno, a 
mesma folha hoje o reproduziu. 

— Foi denunciado o Dr. Barbosa Lima na Camar a, 
pelo capitao Eugenio Bittencourt. 

— O edificio da municipalidade foi guardado pbr 
uma forca de policia e por grande massa popular visto 
ser hoje o ultimo dia marcado pela lei n. 67 do Congresso, 
findo o qual deveriam ser repostos o Prefeito, subrPre- 
feito e Concelho Municipal. 

Nada occorreu de extraordinario e o mesmo aconte- 
ceu em todos os municipios do interior. 

21 — Foi enderecada ao Dr. Juiz Seccional uma pe- 
ticao assignada pelos magistrados em exercicio reque- 
rendo manutencao nos seus cargos. 

A peticao foi trabalho do Dr. Vicente Ferrer. 

22 — O Dr. Olinda Cavalcanti, Juiz Seccional, jul- 
gou-se incompetente para dar manutencao aos magis- 
trados. 

23 — Foi apedrejada a casa em que funccionava a 
Congregacao Evangelica, a rua do Marquez do Herval. 

Esta scena se deu quando por alli passava a procis- 
saode S. Jose" da Agonia. 

28 — Foi aggredido em sua pharmacia por officiaes 
da guarda municipal o Sr. Antonio Martiniano Veras, 
deputado ao Congresso Estadual. 

MAIO 

1 — Teve logar no Largo do Paraizo um grande 
meeting de adhesao ao Governador do Estado pela sua 
attitude correcta e altiva em defeza da autonomia per- 
nambucana. Falou o Dr. Jose" Marianno. 

Foi acclamada uma commissao composta dosSrs. Drs. 
Jose" Marianno, Jose 1 Maria, Goncalves Maia, Phaelante 
da Camara, Arthur Orlando e Gaspar Drummond e do 



JLt&ANACH DE PERNAMBlfc6 ^LV 



Barao de Nazareth, que dirigiram-se a palacio para com- 

pHmentar o Dr. Barbosa Lima. 

3 — Pelo jornal A Provincia o Dr. Jose" Mariannopro- 

vocou o partido adverso ao Partido Autonomista a um ple- 

biscito para que o eleitorado se pronunciasse a respeito 

doconflicto existente entre o Congresso e o Governador 

do Estado. 

6 — Sob o titulo Pemzmbucanos ! os Drs. Jos£ Ma- 

rianno e Jos£ Maria escreveram : 

$enado prepara-se para intimar hoje o governador do €stado do des- 

pocho de pronuncia e enjpossar o vice-governador, e terminaram : 
Jfpostos, cidaddos pernambucanos, ao lado do governador, hoje, em 

msefing permanen te no Sargo de Palacio, para desa/J ronta de nossos brios 

* parade/eja e salvaguarda da fionra pernambucana. 

— O Senado officiou ao Dr. Barbosa Lima nos se- 

guintes termos : 

Secretario do Senado do €stado de pernambuco, 6 de Jtfaio de 1 893. 

JHm. e €xm. Sr. Sevo ao conhecimento de V. 6xc. nos termos do § 13 

ari. 2' da Sei n. 65 de 13 de Jfbril proximo findo que o Senado apreciando 

de con/ormidade com o disposto na mesma lei o acto da Carnara dos $rs, 7>e- 

putados datado de 27 do re/erido mez, que- decretou a accusacSo de V. €xc> 
julgou-a procedente enj sessdo de hoje por onze votos dos Srs. S^nadores jfil- 

bino jUfeira, §oncalves ferreira, peretti, Velloso, Serra Jrfartjns, Sun a freire, 
Jf!a!aquias, Jfermogenes, Sa Pereira, P'inho Jjorges e jTristarc/]o Sopes, nSo 
• havendo ijenhum voto contra. Jntinjarjdo a V. €xc. esse decreto do poder legis- 
lativo, nesta data me dirijo ao €xm. Sr. J)r. jTmbrosio Jtfachado Cavalcanti 
para que assunja imnjediatamente as /unccdes deste cargo. Jncluso renjetto 
a V. €xc. unja cdpia authentica do supracitado acto de 27 do mej de Jibril ul- 
tinjo. Jllm. e 6xm. Sr. j)r. J?lexandre Jose" Jjarbosa Sirna. — jTristarcho 
Xavie. Sopes, V Secretario. 

O Governador respondeu assim a intima^^o : 
Palacio do Governo do Estado de Pernambuco , em 6 
de Maio de 1893. Ao i° Secretario do Senado. — Segundo 
a intimacao que me fazeis por officio a que respondo, o 
Congresso Legislativo acaba de consumar mais um atten- 
tado contra a Constituicao do Estado. A suspensao que 
essa assembUa pretende ter-me legalmente imposto nao e' 
permittido pela Constituicao : somente por sentenca do tri- 
bunal competente pdde ser essa pena legalmente fulminada 
contra o Governador do Estado. 



XLVI 



A^MASTACH DE PEltKAMBl 




E* o gue j a demonstrei nas razoes d a nao sancfao gue 
oppnz d reso/ufiio rom g u e o Cougresso guiz irngular e 
arbifrariamenie njbrmar o ari. 6? a jo da tei suprema. 
Pespresando-a e m u i s do que i'sso, vioiando-a J/agranie- 
vienie^ O Congresso torttou-se /aceioso ; nao ptide, nao deve 
ser obedecido. Diz£i-lh& que o Governador d e PemeLfH- 
buco sabet d lawar as provideneias quc o patriot ismo Ih e 
en sinar para inipcdir que se i n siali e atutsh'a e critni- 
nosamettte o goiemo usttrpador e inlrttso d e qualquer de 
stits su&stifutas que OHS€ e?ilrar em exercicio^ a mandada 
d'essa assemtiiMt A rima do Congresso es la a Constiiui- 
fao : para defende-la eotno a sap tema gar ani ia d e nossos 
direitos, mantenho-me, a despeito da crimhiosa intima- 
jtz,'. no pos fa qnc me assignaia a eonsciencia de u m dever 
sagrado. Srs* Senadores: A pul ria peraambueana esid 
iommigo; eom aueiu e s la re is vos oulros que vos divor- 
c i as U s d a Conslitui^ao f 

San d e e Fraternidade. O Governador do Estado. — Al e* 
.vatidrejose Barbosa Lima. 

Ao mesmo tempo foi espalhado utn bolelim Aos Per- 
nanthuranosj assignado pelo Dr, Barbosa Lima t expli- 
cando o procedhnento do Senado e o sen e convidando o 
povo para resi st i r a. ille^alidade. 

— O Dr, Ambrosio Machada declarou tambem em 
bolctim . 1 o Povo Pernambueano estar prompto para oc- 
cupar o honroso posto d e Governador que Ihe inarca a 
Constituicaa do Estado. 

8 — O Dr, Ambrosio Machado, como vlce-gfovernador 
d e Pernambuco, e sob o titulo d e Expediente do Governo 
Legaliez constar aos hahitantes do Estado que assumira 
no dia b as (uac^oes de Governador e designara como 
s£de provisoria do governo legal a casa de sua resi- 
dencia a Fonte d'tTchoa n. 41 onde deveria dar-se o ex* 
pediente d as 11 d a manha as 3 horas da tarde nos di as 
uteis, 

9— Foram adiadas as sessoes do Congresso, visto nao 
poder elle funecionar sob a diet adu r a do Dr. Barbosa 
Lima, segundo declaracao d a Gazeta da Tarde* 




ALMJLNACH PK PRWXAMBUCO 



XLVTJ 



: 



I 1— O Marechal Floriano Peixoto em telepramma 
ao Dr* Barbosa Lima reconheceu-o como Governador do 
Estado. 

Ao espalhar-se essa noticia* grunde massa de j 
dirij^iu-se ao edificio d T ^ Provinciu de cujas sacadas 
falou o Dr. Gaspar Dmmmond, conf, r ratulando-se com o 
Estado pela victoria do Partido Autonomista na reio- 
vindicacao da legali d ade e autonomia de Pernambuco. 
Em segnida o povo dirigiu-se a Palacio tmde um,i cotn- 
missao composta do Dr, Gaspar Drummawl, Laurentino 
de Aaevedo, Lopes Machado Junior cumprimentou o Go- 
vernador do Estado» em uome do povo. 

13 — Grande passeiata civica percorreu as ruas da 
cidade em eommemoracila a data da libertacao dos es- 
craTosn 

»15 — Teve logar a prrande manifewta^ao que o Par- 
Autonomista de S. Jose' promoveu n o Governador 
Estado e aos chefcs autonomistas Drs. Jos^ Marianno 
e Jos£ Maria, 
17 — O s estudantes d e Direito, em reuni ao, protesta- 
ram contra o concurso para a vag-a do Dr. Jose* Joa* 
quim Seabra t dermttido iUe#almerate pelo ^overnu* 
LJma commissao dirigiu-se aos Drs. Soplirunio Purtella 
e Alcedo Marrocos, candi d atas mscnptos, que gar anti- 
ram quc, si fossem nomeados, nao tomariam posse do lo- 
g-ar de lente. 

19 — O Governador do Estado, por intermedio d e sen 

advog'ado Dr. Fcrrer, requereu ao Superior Tribunal 

[jue fizesse cessar o constrangimento em que se acbava, 

virtude da suspensao inconstitucional que Ibe impu- 

o Congresso. 

TribunaJ tendo tornado conhecimento da pctlcSo, 
sessao desta data den provimeuto ao recurso, iul- 
£ando nulla e inconstitucional a suspensao, Votaram 
a fayor os deserobarg'adores Francisco Teixeira de S a» 
Manoel Caldas Barreto, Antonio Domingos Pinto e An- 
tonio Henrique d*Almeida. Contra : Francisco Luiz 
Correia de Andrade, Joaquim da Custa Ribeiro e Ma- 
noel d a Fonseca Galvaa. 

2 J — Segtrndo noticiou A Provincia* o Dr. Sophronio, 
attendendo ao pedido dos estudantes de Direito, reti- 
rou-se do concurso para preenchimento d a va^ra do 
Dr. Seabra* 

31 — Por nao q n e re rem alguns lentes d a Faeuldadc 
f M rei to f azer narie d a banca examm a&ut i\ no gkkicvk *pi 



AT.MANACH DK PKRNAMBUCO 



Seabra, foram convidadas pessoas estranhas ao corpo 
docente, eutreasquH.es (is Drs. Correia de Araujo, Pinto 
Junior, Joflo Augustu, Pinto Dam aso e Ferrer que n&0 
acceitarani a commissao. 



JUNHO 



4 — Ap6& a missa dominical f grande multidao es- 
perou a sahid a do Revdm. D. Joao Esberard e saudou-o 
pel a sua elevacao ao cargo de Arcebispo de Rio de Ja- 
nei ro. 

E m seg-tiida formou-se u m prestito que acompa- 
nhou-o, a pe\ at4 o Palacio Epieeopal de cuja varanda 
S, Exc agradeceu aquella manifestacao, no que foi se- 
cundado pelo Yigario Augusto e Padre Machado, secre- 
tario do Bispado. 

— Na Academia de Djreito* quando alguns lentes 
preparavam-se para tomar seus logares e dar eomecp 
ao concurso Seabra, os estudantes entraram pel as sal as 
iium alarido extraordinario, quebraram tudo que en- 
contraram diante de si. Alem disso, fizeram esfuziarfo- 
j^uethihos do ar< estourar bombas de artiflcio, rabiar 
busca-pe*s de vintem e estourar cartas de bichas chi- 
nezas* 

Lo^o ap6z, che^ou uma forca federal composta de 
50 pracas que viera a requisigao do Viee-Director t o " 
Dr. Adelino de Luna Freire Junior. 

Foram suspensos os tTabalhod t* adiado o concurso, 

12 — Partiu para o Rio o General Rnberto Ferreira 

quc recebeu do Partido Republicano, no acto do em- 

barque, inequivoeas provaa de apreco e consideracao, 

sendo-lbc offerecido diversos mimos. 

— Por ordem verbal do Dr. Questor, fo! suspensa a 
publicatj&o d a Gtizefa d a r fa rde. 

13 — Foram contiscados pel a policia alg\ms exempla- 
res d e u m livro d e sortes» denominado Barbosina. 

15— Kao teve higar o concurso para preenchimento 
da vaga aberta pela demissao do Dr- Seabra, visto o 
unico candidato inscripto, o Dr, Alcedo Marrocos, ter 
apresentado, a pedido dos esHidautes, a sua desistencia 
perante o Director d a Academia. 

O edificio d a Faculdade esteve» A requisicao Uo 
Dr. Adelino, ^uard ado por uma forca de infanteri a e 



ALMANACH DK PBRNAMBTTCO 



XLIX 



outra de cavallaria* sendi» prohibida a entrada aos Aea- 
demicos para o andar superior onde devia ter lo#a?r o 

— Pedui demi&sao de Vice-Dtrector da Faculdade o 
Dr. Adelino Filho. 

1 C — Reappareceu a (r a -e f a d a Tardt\ 

17-Os eshidantes da Faculdade de Direito, incor- 
pnrados, dirigiram-se i redaccao do Jurnal th> AV 
a tim de testemunharem o cferno tributo de j^rai-iduo ao 
sen redactor o Dr. Alcedu Marroco* pel a desistencia do 
conctirso Seabra. 

Foi orador o estudante Thaumaturg-o Vaz. 

Km aegulda os academicos diri^iram-se em bonds 
• eiaes as casas dos lentes para agradec^r-lhes a po- 
sigao que tinham assnmido ante o acto i Ilegal do con- 
curso. 

35 Realisou-se no Theatro S ani a Isnbel a 1.« 
conferencia publica promovida pela Sociedade Litteraria 
Gonf&lves Dias. Foi conferencinuista o professor Ar- 
thutiio Vieira qtae dissertou sobre a seguinte these : 
Pcrnambuco e a Centro Littt'tario do Norit'. 

36 — No Lyceu d e Artes e Gtlicios teve log-ar a ses- 
sao funebre em cornmcmura^ao no passamento do Dr. To- 
bias Barreto, promovida pelo Gremio LitieruHo *■ S,-. 
Hfico TobiUs Barreio* Foi orador o S r* Migatel Barros. 

37 — Foram imponentes as exequias realisadas n a 
Conceicao dos MUitares a mandado dos ofticiaes da 
giiarniQao t em suifratfio d'alma do Marechal Jose" Si- 
meau de Oliveira, no * r dia de >>eti passamento. 

Dtrectorio do Partido Republicano recommen- 
don completa abaten^ao no pleito a realUar-*e ao dia 

lo cxpii-rinte mcz, 



JULHO 

1 — Teve logar nos saloes d a Gabinete Portugal ez de 
Lettu r a a sessuo funebre promovida pel a Uniao Civica 
em memori a do Dr. Silva Jardim. Presidiu-a o Dr. 
Ambrosto Machado e foi orador o Dr. Martini Junior. 

5 — A Congreg-agao d a Faculdade de Direito resol- 
ven, sobre proposta do Dr. Cirne, mandar archivar pot 
fatta de pro v as, o processo instaurado conlra oa estti- 
dantes que promoveram desordsns por qq$ as i a,o du cun> 
curso Seatom» 



ALMANACH DB FBKNAMBTTCO 




8— O Senado nao quiz tomar conhecimento d e u m a 
mensaffem do Governador Barbosa Lima. 

$6 — O Dr, Arthur OrJando Confirmou a noticsa de 
gue o Dr. Albino Meira tumit* cconietfacto acs anjtgas W Senad* 
quv reconhecessem c$mo governador tega! o S r. garbcsc Sirna' t rerTjettesstrrj 
e es h es prcjectvs d e tel a soncsiener, 

»i — u ±ji\ unnaa uavalcarcti, Juli Seccional, deixou 
de receber a queixa que os Jukes de Direito, nomeados 
pel a Junta Governativa, apreseiitaram ootitra o D r. Bar* 
bosu Lima, 

AGOSTO 

11 — Falleceu o Dr. Ayres de ALlniquerque Gama, 
Filho do Visconde de Goyamia nascera no Kk> de 
Janeiro a 2 de Martjo 
d a 1&33. 

Educado na Eu- 
ropa as expensas de 
D, Pedro II f ao* 15 
annos de edade rece- 
beu o ^ rau de Bacha- 
relemBellas Lettras. 

Voltando ao Brasil, 
em 1851 foMhe con- 
ferido o grau d e Ba- 
charel em Lettras 
pelo Colleg-io Ped ro II 
onde leccionou mais 
tarde a lingua G re^a* 

Em 1852 veio para 
Pernambuco onde 
m a t r i c u I o u - s e na 
Academiade Direita, 
e, depois de formado, 
occupou os car^oa d e 
promotor de Seri- 
nhaem, Secretario do 
Governo do Para e 
lente n a Escola Nor- 
mal d-este Estado, 
quando a morte veio 
arrebata-lo. 

Na Esooia regeu elle a* cadeiras dc Physicae Chi- 
miea, Arithmetica e Geometria, Histori a e Georrraphia, 
Agrigultura, Rotanica. Zoologi a, Cosmogiraphla, 







AtliANJUiH DE PfiRNAMBUCJO t* 



Publicista, os compendios de Physica e Chimica, de 
Agricultura, de Desenho e as Nocoes de Bellas Artes ahi 
estao para mostrar o seu vultuoso talento. 

Escriptor e polemista ahi estao os valentes artigos 
que na A Verdade escreveu sofcre a questao religiosa em 
1873, no Diario de Pemambuco, na A Tribuna e no Cotn- ' 
mercio de Pernambuco. 

1§ — Em virtude de reclamacao da Companhia do 
Beberibe, o Dr. Governador do Estado resolveu modificar 
o contracto de 1881 e o seu respectivo reg-ulamento. 

SM— O Dr. Jose* Maria protestou pelo facto de ter o 
Dr. 3tfartins Junior propalado que a empreza d' A Pro- 
vincia contractara 22.000 exemplares d a Constituicao do 
Estado e s6 havia feito entrega de 2.000. Declarou que 
o processo, ha tempos instaurado pelo Dr. Barbosa Lima 
contra essa empreza, ja fora archivado por falta de 
pro v as. 

22 — O Dr. Jose* Maria perg-untou pe\a.A Provincia 
ao Dr. Martins Junior o que era feito do processo de 
responsabilidade por ter dito que o mesmo doutor, o 
Dr. Ambrosio et reliqua eram verdadeiros Bandidos, 
salteadores, bebedos, jogadores, assassinos, cynicos, cobar~ 
des, vagabundos, irnrnoraes, corrompidos e sobretudo i,a- 
droes ? 

31 — Deu-se uma terrivel explosao na fabrica de 
polvora da Pontesinha, de propriedade da companhia 
Pernambuco Powder Factory. 

Foram victimados oito empregados, entre os quaes o 
subdito allemao Anton Zohmuller, mestre do fabrico. 

Os prejuizos attingiram a 30 contos de reis. 

SETEMBRO 

V — Noticiou A Provincia ter sido trancado o Tele* 
grapho Nacional. 

— Osestudantes do Gymnasio Pernambucano feste-* 
jaram com uma sessao mag-na o 3i.° anniversario da in- 
stallacao d'esse estabelecimento de instruccao publica. 

Como orador official dafestaorouoestudante Adelino 
Costa. 

9 — Foi victima de tentativa de homicidio o Coronel 
Antonio Gomes Correia da Cruz, deputado estadual. 

13 — Pelas noticias trazidas do Rio peAos» -ytfra&K»* 
•oube-se que pozera-se a frente do movimet&o T^Nctai^wa».- 




rio d a marinha o Almirante Custodio Jose de Mello 
desde o dia 6 do corrente. Em sessao secreta o Senado 
Federal resolvera autorisar o goveruo a decretar o estado 
de sitio* Todos os navios da marinhajde giierra ficaram 
e m posse dos revolucionarius. 

— O General Leite de Castru procedeu t perante to- 
dos os officiaes do esercito, a leitura dos telegrammas 
espedidos pelo Governo acerca dos nltimos acontecimentos 
da Capital Federal. Deetarou que ^arantira toduo apoio 
deata guarnicao e da d a Paratvyba, Rio Grande do 
Norte e Ceara ao Marechal Floriaao Peisoto. 

Tudo f 01 appruvado pelo s ofliciaes. 

— W Gazefa do Recijc lembron aoMarechaiFloriano 
o acto de rentmcia do Marechal Deodoro eprotestou pela 
noticia, que em telegramma fizera o Governador do Es- 
tado, da manifestacao do povo a favor do Governo d'a- 
quelle Marechal, 

— Falleceu com 63 armos de edade o D^sembarg-a- 
dor Gervasio Campello Pires Ferreira. 

Dedicaado-se» lo^o ap6s a sua formatura d carreira 
de magistrado, foi Juiz Municipal de Seriuh aem> conse- 
g-uindo galgar o alto posta d e desembargador sempre 
com honra e difrnidade. 

" Sen}preqtte je tifiha de/alarde magtsfrados rtctas. incapazes <?<? trctnsi- 
gtr cam as i/Jteress*5 da Justtfa, era o ^srije do de^embarjaSzr _pir^ /Vr- 
rvira q primeira que acudia 6 metite de f adas, cr^igsz *• tnimig^." 

O distineto morto que fora» por varia» vezes, Chefc de 
Policia nas diversas entao provincias da Farahyba, 
Para, Rio Grande do Sul e Pianhy, era cavalheiro d a 
Ordem d a Rosa e condeeorado com o officialato e com- 
menda da Rosa. 

11- *A ProPtnda publicou os telegranimas que e m 
data de 6, 11, 12 foram trocados entre o Marechal Flo- 
riano, o Mtnistro do Interior e o Guvernador do Estado 
que declarou-se ao lado do mesrno Floriano. 

— Publicou o Diario d-* Pentambuco u m boletim 
Cujas pecas prhicipaes foram r Uma proclamagao do 
D n Bar bos a Lima a o povo pernambucano, u m tele- 
gramma do Marechal Floriano a Nacao Braaileira e 
uma circular do Senado Federal a respetto da revolta 
da Armada. 

16 — Falleceu com 51 annos de edade o neffociante 
Ijuvi Paula Lopes, que occopara no commercio posicao 
Mattente. I/ieorporador d a Companhia de Panificaeao, 









influencia no municipio de Olinda de cuja Intendencia 
era Presidcnte, Commatidante Superior da Guarda Na- 
cional do meamo Municipio. era o extincto um cidadao 
estimaveh 

25 —Ton d o o Jornai do Redfe impritnido um l;ole- 
tim A % Nagfto, assig'nado por Diversos AcademieoS\ foi 
intim a do pelo Dr. Questor para nao mais acceitar iden- 
1 1 cas publica^oea. 

tfct* — Comecou a ser publieado um periodico politici 
denominado A Auionomia, tendo comoredactor o S r. Do- 
mingoa de Souza Leao Junior, 

•27 Foram intim adoa os academicos Antonto Victor 
de S a Barreto e Domitijjos Jose* Tenor io» autorea do bo- 
letim A 1 Niifath para nao mais fazerem manifesta^oes 
anti'floriauistas, iicando reaponaaveia por qualquer ma* 
nlfe&tac&o que a mocidade academica tizesse a favor da 
revolta. 

*$U— O solieitador Jos£ de Caatro Guimaraes, estaudo 
a br incar com um revolver com o neg-ociante Francisco 
S o area Quintaa, disparou-se a arma, indo o projectH 
alojar-ae no baixo ventre d-este senhor. 

U offeneor entregou-se a prisao e o offendido, em 
auto de per^untas que llie foi feito pela policia, decla- 
rou ter sido caaual o facto. 

20 — Falleceu o Dr. Joae Diniz Barreto, lente da Fa* 
culdade de Direito, e aposentadu como lente de Fortu- 
jruez do Gymnasio Pernambucano* 



OUTUBRO 



51— 'Foram presus a orde m do Marechal V i ce- Presi- 
dente d. h Republica o deputado federal 1° Tenetite d a 
Armada Doiriing-oa Jesuino de Alboquerque Junior e o 
Coronel Autonio Vicente do Espirita S auto. 

— Ficou constituida a Companhia que vai e^cplorar 

bneste Estado o fabrieo de phosphoro, 
10— Pelo Dr. Eaymuudo Pontea de Miranda foi re- 
querida ordem dc habeas-corpus a faror do ;■ Tenente 
Jeauiuo de Albnquerque e do Coronel Espirrto Santo, 
presos a ordem du Vice-Preaidente da Republica, 

I O Dr* Juiz Seccional julgou*se incompetente. 
II — O Diario de Pernamhuco publicou o manifesto* 
— 



LIV ALMANACH DE PERNAMBtfCO 



appellando para as urnas e concitando o povo a compa- 
recer as eleicoes. 

13 — O Directorio do Partido Autonomista apresen- 
tou a chapa dos deputados ha eleicao federal que se tem 
de proceder no dia 3o de Outubro. 

— Foi tambem publicada a chapa, vulgarmente co- 
nhecida pelo nome de official. 

17 — O Dr. Jose* Maria foi chamado pelo Dr. Ques- 
tor a Secretaria da Questura e intimado, por ordem do* 
Dr. Governador, para que nao permitisse mais A Pro- 
vincia publicar artig-os de critica ou de censura contrau 
o g-overno do Marechal Floriano Peixoto. 

— Grave conflicto, do qual resultaram mortes e fe- 
rimentos, teve log-ar no bairro do Recife entre soldado»» 
de artilharia e o posto de policia municipal ali existent'e. 

19 — Realisou-se a revista de todos os corpos de mi— 
licia federaes e estaduaes, que em seg-uida desfilaramu 
em passeio por diversas ruas da cidade. 

Commandou a divisao o General Leite de Castro. 

20 — Foram adi adas as eleicoes federaes para o dia- 
30 de Dezembro. 

27 — Em S. Lourenco d a Matta falleceu, com 21 an— 
nos de idade, o S r. Hermogenes Socrates Tavares d^ 
Vasconcellos, filho do Desembarg-ador de egual nome. 
O digno mocp foi colhido por uma roda do machinismo 
do eng-enho Murib&ra, morrendo instantaneamente. 

NOVEMBRO 

1 — Foi inaug-urado solemnemente o novo edificio do 
Arsenal de Guerra. No acto d a inaug-uracao o General 
Leite de Castro leu uma ordem do dia elogiando o Te- 
nente-Coronel Joao Claudino de Oliveira Cruz, director 
d a construccao. 

5 — O Dr. Jose* Marianno publicou um manifesto aos 
seus concidadajs, explicando sua posicao perante a re- 
volta de 6 de Setembro e declarando-se francamente so- 
lidario com elln. Terminku dizendo : £' preciso que a qa- 
$8o intelra levante-se fazendo uma ultima intima^do ao Jtfarec/jal floriano 
peixoto, para que deixe o poci e r por hem dapaz e sotlvagao da ftepublica. 

Ji-* — rol pre&o cis» / nuras (ia maiifta o JLm*. Jose Ma- 
rianno, deputado federal, e recolhido a Fortaieza do 
Brum. 



AI,MANACH DE PERNAMBUCO LV 



— O delegado do l' districto varejou o edificio d' A 
Provincia e intimou a redacgao d'essa folha a suspen- 
der sua publica^ao. 

— A's tres horas da tarde foram presos em frente 
a A Provincia o Dr. Lourenco de Sa que foi recolhido 
ao quartcl do 2.» batalhao de infanteri a, e o Dr. Gk>n- 
galves Maia que foi recolhido ao quartel do 14.» bata- 
lhao. 

— Houve uma certa ag^lomera^ao na rua 15 de No- 
vembro que foi varrida por uma carg-a de bayonetas, 
dada por um piquete de policia composto de 35 pracas. 

— A Faculdade de Direito, por causa dos gritos de 
viva, soltados a pess6as proeminentes adeptas da re- 
volta, foi invadida, ficando ferido o academico Henrique 
de Barros. 

• — A prisao do Dr. Jose* Marianno, segundo infor- 
macoes do Diario de Pernambuco, foi accordada entre 
os governadores d'este Estado e o da Uniao, em vista da 
prisao no Rio de um emissario do chefe autonomista em . 
poder do qual foi apprehendida larga correspondencia 
diriglda ao almirante Custodio Jose* de Mello, expli- 
cando-lhe o piano de uma revolta aqui resolvida. 

As prisoes dos Drs. Lourenco e Gontai ves Maia 
foram motivadas por haverem assignado com outros um 
boletim sobre os negocios da revolta. 

Contra os outros signatarios d'esse boletim os Srs. 
Drs. Jose* Maria, Arthar Orlando, Gaspar Drummond 
(senador federal), Manoel Caetano, Carneiro Villela, 
Phaelante da Camara, Arthur d'Albuquerque, Joao de 
Siqueira (deputado federal), Estevam de Sa, Ascenso 
Mascarenhas, Demetrio Simoes e Balthazar Pereira fo- 
ram expedidas ordens de prisao. 

— A' tarde foi preso o Dr. Albino Meira, lente apo- 
sentado da Faculdade de Direito e presidente do Senado 
Estadual, o qual foi recolhido ao quartel do 2. • batalhao. 

— O Dr. Delegado do 2.» districto intimou Ro/ornal 
do Recife para que seus redactores se abstivessem de 
toda e qualquer apreciacao sobre os factos occorridos, 
cleclarando estar decretado para Pernambuco o estado 
de sitio. 

15 — Foram novamente cercadas as officinas d' A 
^Provincia e varejadas. 

— Foram presos os Srs. Menna da Costa, o 1.* Te" 
nente Miranda, Joao Ramos, o deputado estadual Fran- 
cisco Campello, JDr f Joaquim Homem, o'Svcv^V \svwyc ^&» 



LVI 



ALMANACH DE PERNAMBtTCO 







C a mara dos Deputados, Laurentino de Azevedo, ex-sub- 
delegado de S. Jos£, Jos^ Alvea d a Si ha, g"uarda-livros 
d a Fabrica d e Fiacao e Tecidos, o deputado estadual 
VeVas, Alfredo Pinto, alem de varios estudantes, 

— O estado de sitio estetide-se ate* o dia 30, aeg-undo 
telegramma. 

— Do municipio da Victona chejErou preso e escol- 
tado o Dr* Jose' de Barros, prefeito do Municipio, assim 
como toda a jruarda municipal. 

— EflFectuaram-se outras prisoes. 
Itt — N&o deram os aeus numerus dc hoje . 4 Provin- 

rffl, o G&mmercio de Jetrunt/duro e a Gc&eta do AUt ij\\ 

— O General Leite de Castro, em ofticio ao Director 
da Paculdade dc Direito, Dr, Ernesto de Aquino Fon- 
seca, iei notar que, apezar d e ter feito, de com m uni ac- 
cordo, retirar a fonja que permanecia no edificio da Fa- 
culdade de Direito para manter a ordem perturbada 
por atj^uns e at u dan tes com ^ritos aediciosos, pon c a* ho- 
ras depois era distribuido pelas ruas d'esta capital um 
incomeniente manifesto assig-nado ]x>r iresse alumnos, 
autorcs d'aquellas manifestacoes. Pedia energicaspro- 
videncias sob pena de usar dos meios que Ihe facultaia o 
decreto de estado d e sitio, 

1? — O Dr. Martins Junior publicou hoje, ria Ga- 
-ctada Tani e e com data de 10, uni manifesto a f avor do 
governo d e Floriano. 

— O Dr. Ernestode Aquiiio Fonseca, cm resposta 
ao General Leite de Castro, disse que n&o tinfoa autori- 
dade algiima sobre oa estudantes fora do edifieio da 
Academia : que o boletim fora distrihuido nntes da 0OI1* 
ferencia com o general e garantindo poder manler a 
ordem dentro do edtficio. 

— O Dr, Bernardo Jose* da Cam^ra protestoti pelo 
manifesto do Dr. Martins Junior a f avor do Marechaj. 
FlonanO e fez lembrar uttf passaBa hetr} reeertte enj vyualfotfa™ 
dribrinde t esevmeada o J'artido ^cpuhlica/u de perq&nibuca pete Jtfarecfjat 
fhriana prizofa. 

ift — Chegaram de GImda, presos, doae operarios d a 
Fabrica dos Peixinhos, do Coronel Francisco Ton t s. 

— Para Barreiros se^niram 80 pra^as que iam ba- 
ter as forgas de resistencia due, se dizia, tinham si do 
or^anvsadaspclo Dr. Ayres Bello. 

2 O — For am pre sos o s S rs, P au 1 a M af r a e Mari nho 
Rodrigyes, deputado federal pelo Ceara. 






— Cbeguu preao do Rio Efcrmoso o Dr. Francisco 
Romano de Britto Bastos, prefeito do Municipio. 

— Foi preso em Tuearatu o Coronel Corrcia da Cru/, 
deputado estadual. 

DEZEMBRO 



I 



ft^O JothhU do Recifc declarou : Que dava aobre a 
r e volt a as informacoes tiradaa d a Gazeta d e Noticias do 
Rio \ mas que a publicacao desta fora suspensi; que &6 
se podia informar do Pai z e da Tempo : mas qtie esses 
jornaos eram partidarios e francoa defensores do Mare- 
chal Florianj e, portanto, suspeitos* 

Por isao resolvia fazer oomo o Jornal do Commen ic 
clo Hio, t&to e, ^uardar eompleto silerjeio sobre a revd- 
lucao. 

12— Por telegramma ao Gavernador do Estado aou- 
"be-se que o Almirante ftaldanha da Gama rompera ;i 
neutralidade, declarandu-se, em manifesto, de accordo cum 
os federalifitaa e revoU6aos da esquadra e que ia inicia 
a Uicta afim de que o povo brasileiro se manifesta 
acerca da formade governo. Foi, por isso, declaradode- 
sertor e trahidor :\ patri a. 

20— O J oma! do fctiife noticiou o facto d e ter u m a 
senhora expellido, ha d i as, apos mu i tos medicamentos 
tomados, uma eobra de cerca de dous palmos d e eom- 
primento, cor d e rosa, d a gros sura pouco inferior a de 
um dedo minimo e que se conservou viva, alimentando-se 
com leite e agtia aasucarada* 

Esee animal foi exposto na Pharmacia Bartholomeu, 
i rua Larga do Rosario, 

*&*> — Kalleceu o respeitavcl anciao Commendador An- 
tonio Marques de Amorim, com 71 amios de idade, 

Homem infcelKgentee illustrado, dedic£ra-se com m irit a 
proficiencla ao eosino particular, tendo fundado um col* 
leglo mod< 

Fora antes commerciante e, pelo seti caracter honrado, 
deixou n a praija do Recife u m nome invejaveL 

?J0 — O Goveruador do Eafcado augmentou 25 % aos 
vencimentos dos empregados publicoa do Estado, que 
ainda nao tinham tido au^mento al^um antes de 15 de 

Cnbro de 1889, 1 semelhainja do gue a Camara de- 
a, augmentando 40 % ^obre os veneimentra* do* 
rnipreg-ado* , 



r. vi u 



ALMANACIT mt PKKNAMBUCO 



lBD-i 



JANEIRO 



5- — No escriptorio d a Ga~cfa da Tafde foram a ber- 
las listas, at£ o dia 12, para os qne quizerem alistar-se 
no batal b ao patriot! cu 6 de Marfo para defesa do g->- 
verno legal* 

6 — Foi dada autorlsa^.ao pel v) Governo Federal para 
organiaayao do batal hati 6 d t* H/tnya. 

13 — O General Leite d e Castro procedeu a nomea- 
cao doe officiaes do batal h ao 6 dt m Marfo, reconhecendo-o 
constituido. 

14 — O Dr* Governador do Eatado dirigiu aoljhr. Ca- 
simiro Junior, vice-Governador do Maranhao, o EegUtate 
telefjramma : S&*tlte publicag&a ah f nova manifesto Dr. Jos4 J&aria 
fajen da-nje gfaves accusa?5es t aguarda-m? para quando esse senharpubltcar 
pretens&s decumentos, gue di z possuir, ncssa occasfao pravarei toda evidencia 
guenem eu r\em njeus amigos projectamas jamais adherirg tmpatnotica revo- 
tuca'a do er^ca^tra^atmira^te Custadio. Gorjtinija armajr batelijdes defesct da 
repttbfica corjtra J c si Jtfarig e setis cumplices. 

— O Dr. Julio de Mello envum tainbem o seg-uinte 
telegramma : 

Jia appefh a mtmfetto peh 3 r. JaS^ Jtfvritr em sen segundo manifesto 
ah i puhlkada pete "fiacotiftja" re$po>nderei em tempo apportuno guanda pode- 
rei sustentar tam; mesmo dautar discuss&a franca es tanda etfe/jo gasa de cam*- 
ptefa (iberdade,. €ntretarJo i 3e$de Jq affirmo nao ser ejcacfa teraur* jfar- 
bosa Sinja cagitado unj jd manjentc erq adfjen'r d reyot ta t capitaneada pefo 
ex-vontra-c-lnjirante Custadie. 

1 T— O 1* Tenente da Armada Jose" Florencio de Car- 
valho, e m telegramma ao /liari o do Maranhao* disse : 

Jende & 3>r. Jas£ Jtfaria publicaBo Jornaf "pacott'lha" njamfesfoem gue 
reveta calumniasamsnte piano adhesffc par parfe (governador d'ejte Estatdo d 
revatta capitaneada pelo ex-CQf}tra-almirantc Gustadia, e igvacada m,cu fejte- 
nwnfio* teggv dever repellir taes declara$bes camo inciactas. 

Qomprometto~me naa recuar discusseto da verdade auarjdc Jote jtiaria 
e$tiyer em pleno gcsa da tiberdade* 

I©— Falleceu o Dr. Francisco Ma^arinoa de Souza 
IveS.0, pccupara com honradei e triterio o cargo de pro- 
curador fiscal d a fazenda federal, dedicando-se depo 
a#rjcultura no Municlpio de Jaboatao, onde era verd 






v 









deira influenc^a pelo aeu' prestigio peaaoal, caracter dia- 
t i neto e maneiras affavcis. 

2§— Ardeu quasj fcodo o predio n. 16?, aasim como 
todas as mercadoriaa nelle ejeistentes, onde funecionava 
parte d a Fabrica de Oieos Ve^etaes dos S r s* Fuestem* 
berg\ Lemas & C. 

Succumbio o veneranrto aneiaoBaraode Muribeca. 
Formado em scienciaa eoeiaes pela Faculdade de Crot- 
tin#he T na Allemanha, naseera a 12 de Outubro de 1804. 

Gpulento a^ricultnr. fora deputad" pn.vincial e pof 
varias vezes vereador d a Camara Municipal tio antigo 
regimen. 

FEVEREIRO 

1 — O eatado d e sitto que devia termin ar hontem, foi 
proroj^ado ate o dia 25 d u carrente, 

17 — Falleceu o distineto e humanitario cliuico Dou- 
tor E s te v ain Cavalcante d*Altntqiierqiie, que ha tempos 
g-uardava o levto em consefjuencla d a inolestia que sobre- 
vler»-lhe de um ferimento feito por bisturi quando ope- 
rava no Hospital P e Iro II, d e onde era um dos mais an 
tij^os medicos. 

33— O partido republicauo em eireular, publicada 
n o Jornat (i o UtCiJ't\ d ec t aron : partido fopubticafio acoha de 
ser surpr^endidtt pefa &cfo de dkfadura partidaria de ifhstre cidadSo Houtor 
Josi Jsidoro Jtiartlns Junior qtie sem auBfcnctado respscHvo dlrecforio re/o r- 
irtcu cr zhapa por esfe organisada paru a elei^ao federal, e gueem vtrtvde de 
riyOs fdiamentos se vae proceder no dia t* do projetmo yijjBoura mez de 
J/fargo. Jfifjdj hem quce ssta j seganda vez cue aquelfe qcsso carrefigienario 
cjjum*- n responsahtVtdade de seindir o partidv, cr Cuja direcg&o S' 0/wer impor, 
j}4Seanhecendo w per!anto 1 comp^tenctn no Sr* 3? r. Jtfprfitjs ^unioi' para rasgut 
a zhaptf do Jjirectaria repubiicana sab sua responjabifidade individual \ resa!" 
vemoj mantenjohapa arjferiormente publicada com excfosb~o aper^as do rjome 
doS?* 3i Marfirtf Jumat que substituiinos p f Ia nos^c Ufusrrc e distinoto cor- 
reiighrjario 2 r. OUntho Vtefor* 

Este protes t o era assi^nado paloa Sra. Dra. Ambro* 
sio Machado, Beruar d» Camar a, Malaquias« Ermirio 
Coutinho, Francisco de Lacerda, Peretti, Virg'Uiio Mar- 
ques e Jose Vicente* 

A nova chapa do Dr. Martins Junior excluia os 
Srs. Dra* Joae Viceute, Virginio Marquea, Peretti, Pe- 
relra d e t*yra t e Albino Meira que eraui avi^y^\\VoX0i;^ yn* 




% 



t* AtBlAtf AClt Dlt PtfRtf AMfitfdO 



los Srs. Drs. Francisco de Lacerda, Esmeraldino Ban- 
deira, Agostinho Leal, Adelino Filho e Oswaldo Ma- 
chado. 

23 — O Dr. Martins Junior dando a entender que a 
falta de apoio d , aquelles co-religionarios ao Governo do 
Marechal Floriano fora a causa de suas exclusoes, disse 
em artigo d a Gazeta da Tarde : J? immine/jcia da lucta eleito- 
ral que vae /erir-se a V de Jftargo nSo me pernjitte resporjder presentemente 
etos o i h membros do J)irectorio repubiicano que /jontem trppareceranj no "Jor- 
nal do %ecife. " 

— Foi preso ao meio dia o Sr. Gaspar Menezes, 
redastor d a Gazeta do Recife^ suspensa a publicacao 
d'esse jornal e fechada a typographia. 

A' tarde foi posto em liberdade aquelle redactor e 
cassadas as demais ordens. 

O .Questor explicou ao Sr. Arthur de Mello, edictor 
da referida folha, que a deligencia ordenada f6ra moti- 
vada pela necessidade de uma diligencia cujos resul- 
tados tinham sido obtidos. 

24 — Evadiu-se do quartel do 14* batalhao de infan- 
teri a, onde se achava preso por crime politico, o Doutor 
Gon§alves Maia. 

&7 — Com uma punhalada foi barbaramente assassi- 
nado na escada de um predio onde conversava com di- 
versos amigos, o commerciante Joao Govinho do's Passos. 
Foram presas duas pracas de policia sobre as quaes 
recairam suspeitas da autoria do crime. 

MARQO 

2 — Foi prorogado o estado d e. sitio. 

6 — Teve logar a entrega da bandeira do batalhao 
6 d j Marfo. A cerimonia effectuou-se em f rente ao Quar- 
tel General, fazendo a entrega o General Leite de Cas- 
tro. 

— O Diario de Pernambuco, noticiandooresultadj das 
eleicoes federaes, da como 4* eleito no 1* districto o Dou- 
tor Eduardo de Oliveira ; a Gazeta da Tarde da o Dou- 
tor Martins Junior. 

A esse respeito travou-se grave discussao entre os 
dous jornaes e os dous candidatos. 

13 — Por telegrammas da Capital Federal soube-se 
que Saldanha da Gama c officiaes abandonaram os seua 



AtMANACiH t)E PfeRNAkfetJCO t2t 



navios e recolheram-se a bordo de navios extr angel ros. 

26 — Succumbio o Dr. Jose* Austregesillo Rodrigues 
Lima. Natural do Estado do Ceara, constituir a familia 
neste Estado, ondese casara. 

Era lente aposentado da extincta Escola Normal, 
tendo sido antes Secretario do Governo e Inspector d a 
Instruccao Publica. 

Submetteu-se por varias vezes a concursos na Fa- 
culdade de Direito, attestando talento e illustracao. 

30 — Os Drs. Ambrosio Machado, Ermirio Coutinho, 
Bernardo Camara, Francisco de Lacerda, Malaquias, 
Peretti, Virginio Marques e Jose* Vicente protestaram, 
em nome da maioria do Directorio do Partido Republi- 
cano, pelo Directorio que acabara de organisar o Doutor * 
Martins Junior. 

ABRIL 

3— A Junta apuradora das elei^oes do l' Districto 
expediu diplomas aos Drs. Jose* Mariano, Arthur Or- 
lando, Nicolau Tolentino e Martins Junior. 

24 — Com excepc£o do Sr. Joao Ramos, que por 
doente ficara em Pernambuco, seguiram com destino. ao 
Rio de Janeiro os seguintes presos politicos : 

Drs. Jose* Mariano, Lourenco de Sa e Albino Meira, 
os Majores Paula Mafra e Menna.da Costa, o pharma- 
ceutico Veras e o capitao Alfredo Pinto. 

Os outros presos tinham sido soltos em diversas 
epochas anteriores. 

MA/O 

2 — Chegou o General Antonio Gomes Pimentel, com- 
mandante do 2* districto militar. 

3 — Foi licenciado o batalhao 6 de Marfo. 

15 — Appareceu o primeiro numero da A Fmprensa, 
orgam da classe typographica de Pernambuco, tendo 
como director o Sr. Joao Ferro. 

JUNHO 

96— A policia apprehendeu das maoa d^ rcv^wyc^» 
vendedores, diversos numeros da Gazeta da Tarie. 



30 — Foi marcado o dia 30 de Outubro para proce- 
derem-se as elei^oes de deputados estadoaes, seis senado- 
res (terea parte do Senado) e m a U dous senadores para 
preenchimento d as va^as existentes. 



JULHO 

d*— Com as cfouvas eahidas, o rio Capibaribe tomou 
g-rande volume d'agua, que produziu-lhe uma cheia 
enorme. 

9 — Nova cheia manifestou-se ooa rit» Caxanga. Pi- 
rapama, Ipojuea e Tapacura, 

15 — Emocionou o espirito publico o assassinato de 
D. Carlota Idaliua d c Moraes San tos por seu proprio 
OiaridO Jose" Simoea dos San tos Garihaldt, que evadin- 
do-se apu s a perpreta^So do orime, poude ser maia tur d e 
preso, confes&ando entao o crime. 

16 — For decreto do Govemador do Estado, foi dada 
nova org^anisacao aointernato agricola d a Colonia Santa 
Isabel, que pa&sou a denominar-se Escola Industrial 
Frei Caiieca, A Escoia ficou destinada ao eusino pra- 
tico, preeedido d as iodispensaveis noeoes theoricas» de 
agricultura, zootechma, physica e chimica industriaes, 

18 — Os Juizes de Districto d a Capital representa- 
ratn perante o Dr. Prefeito do Municipio contra a per- 
manencia da forga do Municipio a disposigao do Doutor 
Questor Policial, com manifesto despreso iConstituigao 
do K si: l d". 

S9— Faileceu no Cabo o Dr. Manoel Pinto Damaso, 
Prefeito do municipio do Recife, 

Era solteiro e natural de Alag&as, tendo 54 annos 
d e edade. 

Mu i tos* e reaes foram os servicos que a MimicipaD- 
dade do Recife prestou, quer como Presidente d a Inten- 
denda quer como Prefeito. 

Foi concorridissimo seu enterro T feito d s expensas 
d a Munieipalidade, assUtindo a elle o Governadur, 
Queator, funccionarios da Intendeticia, professores e 



grande numero d e amlffos, 
23 — Assumio o carg-o 

Kecife, o sub- Prefeito Dr, 

Bilva. 

515— Realisaram-se na 



de Prefeito do Municipio do 
Jose Marcelino da Roaa e 

matriz de Santo Antonio as 



exeqttias soleimie&t em suffragioda almade Sadi-Carnot, 






presidente da Republica Franceza, assassinado por Ce- 
sareo Santo. 

A t ributi a sagrada foi dignamente occupada pelo 
ooneco Joao Machado. 

£6 — Pela morte do Dr. Pinto Damaso, Prefeito do 
MunicLpio do Recife, abriu-se conflicto sobre a com pe- 
te nci a d a convocagao eleitoral para nova eleic&o, entre o 
su b- Prefeito Dr, Jose* Marcelino e o Viee-Presidente do 
Concelho Mmiicipal Jose* Xavier Carneiro de Barros 
Campello. 

Este convocon a elelgao para o dia 20, e aquelle jul- 
gmi cabe r ao Govcrnador do Kstado marcar o dia e i;m 
de duvida a si pertenceria aqnella attribuic2o, 

Nesse senti do troearam-se varios oflicioa entre o sub- 
Prefeito, o vice-Presuleute do Concelho e o G<nem,nlor 
do Kstado em data de 2o T 27, 28, 29, 30 e 31, 

2* — Foram importantes as exequias que a Munici- 
palidaile do Kecife fez celebrar na matriz de Santo An- 
t- »t i i i ■". em homenag'em ao Dr. Dam aso, iw 7" dia de seu 
passamento. 

— Ao jornal do Rtcife comrrumicou o Dr, Demetrio 
Stmoes. por parte da redaccao da - f ProvinSd y a reap- 
parirau no dia 1" de Agosto d'esta folha, suspensa desde 
o dia 14 de Hovembro do anno prosrimo paasado» 

«II — Algiins redactores d a A Provinsi** declararam 
a o Jotn&l do Rccife que essa folha nao seria publicada. 
no dia 1* de A^usto, visto ter-lhes declarado o General 
Commandante do Districto que os e ff e i tos dos aetos pra- 
ticados dnrante o estado de sitio perduravam mesmo 
cessado tal estado. 



AGOSTO 

l — O Dr, Governador do Estado marcou para o dia 
30 do corrente a eleigao de Prefeito do Mnnicipio di j 
Recife. 

( > f liari o d e Pernamhttto d ec laron que o Mare- 
chal Floriano Peixoto, a vista d a intervenc,ao do Gene- 
ral Commandante de Districto, antorisara a reapparl- 
<;ao da A Provincia* ficando assim seus pr^loslivres da 

Sao legal a qtie estavam sujeitos. 

5— Reappareceu a A Provincia depois do silentio 
imposto ha oito meaes e vinte dia$ precUo^ 



T.STV 



AtMANACH DH PERNANBUCO 



0— Em carta a A Provineia s os redactores d a G a* 
selada Tarrfi? disseram ^ueos motivos que os levaram a 
suspender a publicacao de sua folha foram : l' ter publi- 
cado um artifjo energico do Dr. Knos LobSo, ex~promo- 
tur publico de Tacaratu, provando que a sua demissao 
a bem do servico publico fora devida a ter elle denun- 
Ciadu dos ;i>s;i>sinos dos IfifeHlPS irmaos do Coronel 
Correia da Cruz ; 2' ter sido preso o Sn Soares Guimn- 

s e recolhido a C asa de Detencao porque escrevera 
um artitfo defendendo o Dr. Martins Junior das torpes 
accusacoes do Diario de Pemambuco* 

Aiiiruiaram mais que ag'entes policiaes disfarcados, 
armados de eacete e pistol a, chefados pelo celebre Ama- 
zon as* praca do esquadrao de cavallaria, coiTiegaram a 
rondar pelan immediacoes da sua typo^raphia, alem 
dos avisos particulares da tkstruieao da Gazcfa- 

— Foi coneedida pelo Dr. oiinda Cavalcanti, Juifc 
h:i;i] h ordem de hadats-rorptts, a favor do Dr. Gon- 
tai ve s Mala, que se j u Iga v a ameacado cm sua liberdade. 

t — Appareeeu o primelro numem do jornal ftf&vi- 
dmlcs* 

8— Ape^ar d e se achar preso o Dr, Jose* Mariano* 
jrandes foram as manjfestacoes qne u. sua familia leva- 
r;im oa amigos pelo seu anniversario natalicio. 

DVntre os diyersos mimos que lhe foram offert 
iestacou-se um bello eariao de ouro, onde se achavaen- 
cravado um brilhante de valor. Tra/.ia a Bfeguinte in- 
scHpcao— S tfc Agosio* A o Dt\ Josi Mariano, ficl de- 
postiario das hottrosas tmdifaes pvmambncanas* Os seas 
amigas* 

— A maioria do dircctorio do Partido Republicano 
apresentovt o Dr. Manoel da Trmdade Pereiti, candidato 
a Prefeito do Recife. 

ft — R e appareeeu a (Jazcta d a farde. 

II- -Foi escolhldn c and i data pelo Partido Autonn- 
mista a Prefeito do Recife, o Dr. Estevam de Sa Caval- 
c ant i d ' A l h uq ne rq ue. 

— Por teleR-ramma do Hio, soubc-secjue tinham sido 
postos em H berduri o oa Sr4 : Dr, Albino Meira, Veras, 
Menna da Coata e AIfredo Pinta. 

IA Appareeeu a Revista Cotttt'tnfHmnna, publica- 
cao guimetial, dedicada as Bcieudas, artes e lettraa + 

1 ti — Foi publicado um deereto do Governo, regulando 
g proxima elticao de Prefeito Municipal do Recife* 












\^ 






I T— O Conselho Mimicipal approvou uma iaogSo 
apresentada pelo Dr. Aseenco MasL\irtmha,s T protestando 
oontra esse decreto por conter forga legi siat i va e assim 
partir d*' ]^< m ler incumpetente. 

1N Embarcou para o Rio de Janeiro l). Joao fi«- 
herani, ex-biapii de 
< Hiiida. 

Ha muito tempo 
a popula^ao do Re- 
ot f e n ao t est em un h a- 
va tim embarqne tam 
solemne, uni acto 
tam hnponente. 

€ Home n s, mulhe- 
res, mocos, velhos, 
ricos e pobres, se- 
nhor as d a m a i s a U a 
hierarchia, eava- 
theiroa da m. lis ele- 
v ada sociedade* sa- 
cerdotes» militares, 
paisanos, todas a^ 
classes emfim, pro- 
curavam demons- 
trar as unanimes e 
sinceras sympa- 

thia* que votavam a i sabio arcebispo que tiurante tres 
annos dingin a Igreja Catholica d e Pernambuco,» 

Houve um verdadeiro delirio, foi uma verdadeira 
prociaaao ;i acompanha-to a bordo. 

Em n om e do povo T despediu-se do venerando cidadao 
o Br* Cone£*o Araujo no Corpo Santo, orando no mesmo 
seutido o Dr, Jefferson Mirabeau na P raga do Com- 
mercto, 

— Foi posto em liberdade o presn politico S r, Joao 
Ramos* 

'21 — Os funccionarios numicipacs fizeram celebrar 
exequias solemnes em suffragio da atma do Dr. Manoel 
piuto Damaso, na Capellado Cemiterio de S;mto Arnaro. 
E m nome dos empreg-ados publicos muuicipaes falou o 
Dr. Sebastiao Galvao, em nome dos Sscaes c ^uardas 
o Sr. Francisco J. de Araujo Mello e em nome do ma- 
gister lo municipal o professor Francisco Marques d a 
Trindade* 



i rinci 



A1.MANACH DE PERNAMBUCO 



Sa, 




'H} Poi eleito P re fe itu do Keette o Dr, Estevam de 

candidalo do P arti do A otonom i st a. 

.11 O S i". Deodato Pitito dos Santos, que fdra de- 
mittido do logar de Gontador doa Correios, aeompanbado 
de uma forcn de policin, apresentuu-st: no edilicio doa 
Correios, percorreu todas as sec$3es* arrecadou diversos 
papeis, reuni n tudo em mu sacco que mandou condtttir 
para o armazem dos Sr*. Pocaa^ Mendes & C, a rua. 
Eatreita do Rusariu. 



SETEMBRO 






1 — Perante as autoridades legaea fez-se a .ibertma 
do eacco com papela retrirad ia da Repartic&o doa Cor- 
reios pelo ex-Contador Deodato. Nelle havia ^rande 
quantidade tle papeia particulares e alguna papeis d a 
Repartitjao. 

5 — A* reuni ao convocada pela maioria do directorlo 
do P arti d n Republieauo, compareceu grande mtmero d e 
correli^lonarios* aeudo approvada njlo sd a attitude desae 
direetorio a viata do procedimento do Dr* Marti as Ju- 
nior» acindindo o Partidu, como d i versus outroa protes- 

entn 1 os i.piaes o doa membroa do Con^reaso Kata 
lual : Dr. Juao Coimbra, M. J. Camar a, Dr* Leopoldo 
Araujo, Vi^ario Carvalho, Vigario G u ari t a, L. u U C 
Lrina, Petiro Atexandrino, Aranha Montenegro, Drs, Fe- 
retti* Ermirio Coutinho, Coame de Si Fereira* Mala 
quiaa, Veltoso, Francisco Lacerda e Hermogenea, 

Foi eou&tituido uni novo direetorio. 

ft — Nao. teve logar a apuraeao da eleicao de Pre 
feito do Reclfe, porque, pela declaracao do Dr* Joa£ 
Marcclino, riao se acliava preaente a maioria dos pre- 
riidentes da mes a que deviamcompor a junta apuradora* 

A 1 vista diaso o Dr. Maacarenhas, acompanhado do 
Dr. Uemetrio Simoes e ae^uidos de outroa cavalheiros e 
de peasoaa do povo tomaram o lado snt do Theatro Santa 
Isabel eiu direc^ao a rua da Aurora onde ae acha o 
tjuartel General, para levar a sua queixa ao Commun- 
dante de Diatricto a qwem iam pedtr providencias. 

Antt's, porem, de che^arem a Ponte Santa Isabel 
foratn impedidoa pela policla e dispersados a espadtd- 
radas. 






11 — Teve logar ;l apura^au da eleicao tle Prefeito. 
Nao lumve iienhum protesto e todas as decisoes foram 
turnada» por unanimidade d e voto&j 

Foi o seguinte o reaultado ; 

Estevam de S£ 1992, 

Peretti 791. 

Ift — Foram postosem liberdade, em virtude de ordem 
de foahcaS'Cvrpits do Suprcmo Tribunal Federal, o& Dou- 
torea Jose Mariano e Louren^o de £a e o Coronel Paula 
Mafra. 

Grandes foram as tnanifesta^oes do alegori a do povo, 
ao ter-se espalhado a notica d a liberdade de Jos^ Ma- 
riano. 

5iO— O Conselhi Municipal do Recife deliheroii e m 
&essao, por unanimidade de votos, dirtgir ao Dr. Joae" 
Mariano um telegramma de congTatulacao pela sua li- 
berdade. 

&£ — Falleceu, esmai^ado por uma locomotiva d a via- 
ferreado Redfe a Olinda, o septua^enario Dr. Henrique 
Milet. Franoei de nascimento mas bra/ileiro adoptivo, 
o ilhistre morto era um illustrado engenheiro, publicista 
ICrito, fuudador da Sociedade AuxiUadora da Agri- 
jlttira e mais de uma vez sen presiriente, 

21 — Ifceappareceu, com g'eral contentamento, n Dou- 
t^r Jn#£ Maria que ha dex mezes achava-se forauftdo ~ 
perse£uicoes politicas. 

OUTUBRO 



1 — O Dr. Governador do Eatadu annulluu a elei^ao 
d e Prefeito do Kecik* e designou o dia 30 d e Novembi u 
para nova eleicao. 

& — Paaaou o commando di h Distrieto Militar ao C<>- 
ronel Medeiros, comaiamlante do 14." batalliflo. o Gene- 
ral Fimentel. 

141 -O Dr. Juu Seccional Substituto de Pernam- 
buco, :j vista da urd^m da fiahe&s-corpus que con cedera 
a Aiiluiim Bazerra dus San tos, recornmendou em i»frici<> 

Dr. Procurad«»r Gerai Substituto du Fstado que pro- 
lenciasse afim de aer responsiabilisado ** tjuestor Po- 
lioial Dr, Julio de Mello Filho. 

1 I — Foram adi adas para o dia 20 de Dezembi' 
tleputados e senadores es,tadu;vi-. 



J,XVIII ALMANACH DE PERNAMBUCO 

12 — O Diario d c Pernambuco publicou a seguinte 

declara^ao do Governo do Estado: Constando quese preparam» 

a pretexh de dar maior rsalce As festas para amanhS projectadas, mani/es- 

tagbes verdadeiramente hostis e acintosas quer ao Governo do €stado quer ao 

da UniSo, como represalia as medidas p< r ambos adoptadas contra os sedi- 

ciosos de 6 de Setembro, manda o Qoverno declarar: Que nSo co/jsentird 

que s* organisem nem desfilem pela ruas esquadrdes ou batal/jSes patrioticos ; 

que nSo sao permittidos discursos das varandas de certas tt/pograpfjias ou de 

outros pon tos no trajecto dos manifes tan tes ,' que nao consentird que a pre- 

texto de prestito ou procissao civica, se agglomerem em grupos numerosos a 

percorrera rua, dando vivas, morras ou outros gritos sedici6sos,ficando-Ihes, 

entretanto e unicamente a liberdade de acompan/jar em carro aos mesnjos ma- 

ni/esta/jdos. 

C : ltf— Aportou a Pernambuco, vindo do Rio, o Doutor 

l\*\ Jose" Mariano que foi recebido festivamente pelos seus 

*** , ; amigos e correligionarios e por grande massa popular. 

\ ;•'' Foram extraordi n arios os preparativos para as festas 

'"* do digno pernambucano, associando-se aos seus amigos 

grande parte da populacao do Recife. 

As ruas principaes., desde a Praca do Commercio ate* 
a de Maciel Pinheiro, achavam-se embandeiradas, tape- 
fadas de folhas de canella, tendo festoes em linhas la- 
teraes, arcos para illuminacao augmentada a dos com- 
bustores da illuminacao publica. 

Em algumas ruas havia coretos ; casas commerciaes 
e particulares ostentavam ornamentacoes especiaes. 

At£ a extremidade oeste d a Ponte Sete de Setembro 
foi o Dr. Jose* Mariano acompanhado a pe* ; officiaes e 
pragas de policia, porem, so consentiram a passagem 
por esta ponte dos carros, que eram em numero de 70, 
af6ra duas grandes diligencias, dispersando o resto do 
acompanhamento. 

Desde pela manha piquetes de cavallaria e contin- 
gentes de soldados, autoridades policiaes seguidas de 
diversas pracas tomaram posicao desde o ponto de des- 
embarque na Praga do Commercio ate* a residencia do 
Dr. Jose* Mariano no Poco da Panella. 

Apezar de toda essa pressao foi imponentissima a 
recepcao do grande tribuno popular. 

Em casa da residencia do Dr. Jose* Mariano houve 
um esplendido banquete. As festas prolongaram-se ate 
o dia 15, conservando-se as ruas da cidade illuminadas 
a arcos d e gaz e a giorno. 



Md 



ALMANACH DE PERNAMBUCO I,XIX # 

.j 

Foram tres noutes de verdadeira animacao na cidade, 
tam extensa e expressiva como muito raras vezes se tem 
observado. 

As festas ao Dr. Jose Mariano foram uma verda- 
deira apotheose. 

15 — O Dr. Jose Mariano veio em passeio a carro, 
acompanhado de sua familia e de mu i tos amig-os assis- 
tir ao fog-o de artificio que, em homenag-em a sua che- 
g-ada, devia soltar-se na rua do Visconde de Inhauma. 
O Ajudante de ordens do Dr. Governador, porem, impe- 
diu a passagem dos carros, proferindo os maiores im- 
properios contra o mesmo Doutor que repelliu-o e diri- 
giu-se depois a residencia do Sr. Commandante do Dis- 
tricto Coronel Joaquim Manoel de Medeiros aquem pediu 
providencias para o povo. -^ 

Toda a rua, por ordem daquelle Ajudante de ordens*, r 'l 
foi varrida pela cavallaria, ficando feridas diversas se*v. '* 
nhoras e creancas. V f 

O Dr. Jose" Mariano de volta da conferencia com o 
Commandante de Districto vinha pela rua BaraodaVi- 
ctoria quando de novo foi-lhe embarg-ada a passagem, 
ao que nao attendeu ; o mesmo embaraco foi-lhe feitona 
rua Duque de Caxias pelo que resolveu retirar-se para 
sua residencia. 

O espadeiramento do povo s6 cessou depois qii$. pi- 
quetes de cavallaria e infanteria federaes sahiram dos 
quarteis para restabelecer a ordem. 

1§ — A Provincia noticiou que a Legiao de Soccor- 
ros Mutuos dos Omciaes da Guarda Nacional riscou do 
quadro de seus socios o nome do S r. Jose" Ottoni Ribeiro 
Franco, commandante do Esquadrao Nacional, do Es- 
tado. 

Motivou este acto, o attentado de que foi victima o 
Coronel Deodato Torres, brutalmente espancadono quar- 
tel d , aquelle esquadrao pelo referido oflficial com o au- 
xilio de seis pracas. 

19 — Disse A Provincia que houve tentativa de des- 
truir a machina Marinoni em que 6 impresso esse jor- 
nal, collocando-se nas engrenagens pedacos de ferro, .^ 
afrouxando-se parafusos e cortando-se as fitas. 

— O Major Antonio Pedro de Azevedo, da parte do 
Governador, advertiu aos redactores d a A Provincia ^ 
que nao consentia que de sua redaccao fossem vaiado^ 
e ouvissem chufas os amigos de S. E.xc. c\u^ ^as&asajecoi 



j 



I,XX AI.MANACH DE PBRNAMBUCO 



pelo lado anterior das ofticinas d'esse jornal ou pelo 
caes Vinte e Dous de Novembro ; do contrario, a pri- 
meira queixa, seriam tomadas medidas de correcgao e 
invadidas as ofticinas do jornal. 

— Falleceu com 63 annos de edade o provecto advo- 
#ado d'esta capital o Dr. Antonio Jose* da Costa Ribeiro. 

JIO — Em novo officio, o Dr. Juiz Seccional Substi- 
tuto Dr. Julio Aujjfustode LunaFreire dirigiu-se ao Dou- 
tor Procurador Gerai Substituto do Estado Dr. Jose* 
Lopes Pessfia da Costa, pedindo informacoes sobre a so- 
lucao dada a copia da sentenca e documentos que lhe 
foram enviados a respeito da responsabilidade do Dou- 
tor C^uestor Policial. 

31 — Em resposta ao officio do Dr. Juiz Seccional 
Substituto, o Dr. Procurador Gerai enviou por copia o 
seu parecer, datado de 15 de Outubro, em que declarava 
gue nao havia base para procedimento criminal e que, 
portanto, mandara archivar os alludidos documentos. 

NOVEMBRO 

5 — Surg-iu A Cidadc, folha vespertina e politica, 
tendo como redactor chefe o Dr. Virgilio de Sa Pereira, 
e como g-erente o Sr. Soare^ Guimaraes. 

8 — Deixou o exercicio do commando do 2.° Districto 
Militar o Coronel Medeiros que passouo ao General 
Ewerton. 

14 — Foram creadas pelo Governador tres secreta- 
rias: Interior e Justica, Fazenda, Industria para os 
diversos servicos da Administrvacao do Estado. 

{Contiti/ia). 



INDICACOES 



PRAQA DO GENERAL ARTHUR OSCAR 

A'o antigo cdificio do Arsenal d c Marinha 

4'arlaH — Nao ha limite de peso ou dimensoes para 
$stn <0;isse de correspondencia. 



AI,MANACH DIC PERNAMBUCO LXX1 



As cartas representam a taxa de 200 r£is e os bi- 
lhetes postaes a de 50 reis; as de procedencia extran- 
geira pagarao : 400 reispor 15 grammas ou fraccao. 

A taxa minima dos manuscripto.i para o extrangeiro 
sera de 250 reis e a das amostras de 150 reis. 

As cartas nfio franqueadas pagarao no destino o 
dobro do porte ou insufticiencia. 

Regjfttro Opremioe de 200 rs, al&n dataxa do porte. 

O limite maximo do registro com valor e* de 300$. 

As cartas pagarao alem do porte, registro ou outra 
qualquer taxa a que estejam sujeitas, ate* 10$000, 300 
r£is e 150 r£is p:^r cada 5S0OO e excedentes. 

Encom menela* para o Brasil — Taes objectos 
terao como limites: pesomaximo3 kilogrammas ; dimen- 
soes 0, m 40 X 0, ,n 16 X 0, m 22/ Em cylindro ou rolo po- 
derao ter 0, m 3o de comprimento por 0, 10 de diametro. > 

As encommendas com valor pag-arao, alem das de- 
mais taxas : ate 10tf'J00, 300 r£is e 250 reis por cada 5$000 
ou fraccao excedente. 

Aiiiostr:is— Peso maximo 3 kilos ; dimensoes 

O, m 30 X 0, '» 20 ><j 0, '» 10. Em cylindro ou rolo 0, m 30 
de comprimento por 0, m 15de diametro. Pagam 150 r£is 
por 50 grammas ou fraccao. 

Impresao* — O s massos de impressos, como os de 
manuscriptos, nao podem exceder o peso de 2 kilogram- 
mas, nem apresentar sobre nenhum dos lados, dimensao 
superior aO, m 45. IDm cylindro ou rolo poderao ter 0, 10 
de diametro por 0, m 75 de comprimento. Pagam 20 r£is 
por 50 grammas ou fraccao. 

Jornaes e Revistas— Pagam 10 r£is por 100 gram- 
mas ou fraccao. 

Vales — Os tomadores de vales pagarao, al£m da 
taxa o registro: Ate* 25$000, 400r£is: ate* 50$000, 700 reis; 
ate* 100$000, 1 $200 reis; atel50$000, 1$750 reis; at£ 200$000, 
2$250 rs. ; e 500 rs. por 100$ ou fraccao excedente de 200$. 

E' obrigatorio o registro de cartas remmettendo vales. 

Expreasos — Para que um objecto de corresponden- 
cia seja entregue logo ap6s a chegada da mala, pagard 
o remettente mais 500 reis. 

Asiignaturas de caixas — (Prcfos por scmcstrc 
adiantado). Na Capital Federal 25$000. Nas adminis- 
tracoes e agencias de l a classe 20$000. Nasoutras admi- 
nistracpes e nassub-agencias 16S000. Nas demaisajgfew- 
cias 10S000. 



LXXII 



ALMANACH DB PBRNA.MBUCO 



TELEGEAPHO 



The Western Telepph Company Limited 



Antigas : Brasitian Submarine Telegraph Company 
Limited e The Western and Brasilian Telegraph Com- 
panv Limited reunidas desde o dia 1.° de Fevereiro de 
1900 em virtude do Decreto n. 3307 de 6 de Junho de 
1899. 



RUA DO COMMKKCIO N. 2 
Francos 



G r a Bretanha 375 

Hollanda e Fran^a. 375 

Dinamarca 415 

Suecia.... 430 

Noruega 425 

Allemanha 375 

Portugal (direeto)... 392,5 

Hespanha 408,75 

Belgica 375 

Italia 405 

Austria Hungria. . . 420 

Rep. Argentina 2.090 

Rep. Oriental 2.820 

Paraguay 3.190 



Francos 



S. Vicente (direeto).. 287 

Madeira 367,5 

Ilhas Canarias 512,5 

Senegal, Dakar 562,5 

New York (city) Broo- 
klin Yonkers, Nova 

Escossia 430 

Outras estagoes em 
Nova York, Mary- 

land, Pennsylvania 430 

Perii 8.290 

Bolivia 5.680 

Chile 7.9S0 



BRASIL 



i 



Para 1.250 

Maranhao 950 

Ceara 500 

Bahia 650 



Rio de Janeiro 1.100 

S. Paulo... 1.400 

S. Catharina 1.500 

R. G. do Sul 1.700 



mais a taxa fixa de 600 r£is i>or telegramma. 



AI,MANACH DE PERNAMBUCO 



i,xxin 



Sonth American CaMe Company Limitei 

fvia Tenerlffe; 

RUA DO COMMERCIO N. 36 



Allemanha 

A. Hungria 

Relsrica 

C. Verde (via Bathurst) 
Canarias (directo).. 

Dinamarca 

E. Unidos N. York. 

Outras estacoes . . 

Nova Escossia... 

Terra Nova . 

Pennsy lvani a .... 
Franca e Corsega. .. 
Grecia . ... : 



Francos 

482,5 

487,5 

462,5 

359,5 

443,75 

470 

555 

575 

555 

555 

575 

472,5 

467,5 



Gran Bretanha. . . 

Hespanha 

Hollanda 

Italia 

Luxemburgo 

Noruega 

Portugal 

Russia (Europa). . 

Suecia 

Suissa 

Senegal (directo).. 
Turquia (Europa). 



Francos 

. 430 

. 463,75 • 

. 472,5 

. 460 

. 472,5 

. 480 r 

. 447,5, -v/ 

. 520 

. 500 

. 482,5 

. 423,75 

, 462,5 



Ilha de Fernando de Noronha 250 r6is por palavra. 



Telegrapho Nacional 

RUA 15 DE NOVEMBKO N. 29 

Succnrsal Rna do Commercio, fanccionando ate 5 Horas da tarde 
jff partir de pernambuco : 

Rtts Rtis 



Para 690 

Maranhao 620 

Piauhy 540 

Ceara.. \ 450 

Rio Grande do Norte. . 350 

Parahyba 240 

AlagSas 240 

Sergipe 350 

JBahia.....,.,,, 450 



Espirito Santo 540 

Rio de Janeiro. 620 

Minas Geraes 690 

S. Paulo 690 

Goyaz 800 

Matto Grosso 850 

Parana 750 

Santa Catharma. *fcfc 

Rio Grande do ^Vv.r ^ 



Quando o tclcgramma for trocado entre duas estacGes sl~ 
tuadas em um mesmo ramal ou em uma linha que ligue varios 
Estados pclo interior pagara a t as a correspondente a o numero 
de Estados que percorre por esta linha ou rama!. Alem da 
taxa por palavra, qua!qucr tclcgramma paga mais uma te*a 
Rxa de fiOO reis. telegram m a urgen tc paga o triplo d a 
taxa variavel. telegramma urbano paga a taxa de 5C0 reis 
ate 20 'palavras e mais 200 reis por grupo dc 10 palavras. 

Tudo quanto o expeditor eserever entra no caleulo da 
taKa: eXL:eptuam*se os signaes de pontuaeto, tra<?os de unilo 
e apostrophos. O logar do destino conta-se sempre por uma 
palavra. 

Nos telegrammas em linguagem elara t c ada palavra sera 
t&xada por tantas palavras q nan tas vezes contiver 15 cara* 
eteres e mais uma por fracglo de i 5 caraeteres. Os mimeros 
eseriptos em algarismos serio contados por tantas palavras 
quantos contiverem 5 algarismos e fraceao de 5 fiJgarismos H 

Ncnhum telegramma poderu conter mais dc 100 palavras 
taxadas> 



Os telegram m as para Amazon a s sao transmittidcis ate o 
Pani pela via terrestre c d'ahi por diante pElo Cabo da Auta- 
aon Telegrapk Campany, cuja tarifa por palavra, a contar de 
Belem, c a seguinte : 

Soure 1 Mosqucira, Pinheiro c Cameta 200 

Breves e Gurupa »■». i ■*•#-. «* 400 

Chaves, Macapa e Monte Alcgre . . . 800 

Santarem e Alemquer , . . , 1$000 

Obidos f ..... * 1$200 

Parmtins i $400 

Itacoatiara 1 S6CM> 

Manaus, * 2$000 







O espeditor pode tambem encammhar o seu telegramma 
do Pard ou de outm qualquer Estado em diante pelo Correjo 



I 



Esta 



AtMANACH DE FERNAMBUCO i r xn 

Estradas de Ferro e Ferro-Carril 

ConiparfJ?ia ferro-Garrft d e ferflttmbuco 
Estacila Central : — k'tta di> Brum 



Esta companhia tem bonds para as segujntes linhas i Ma* 
gdalena, Torre f Derby, Fernandes Vieira (pela linha daCnn^ci- 
c3o e pela do Hospicio), Santo A maro (pete linha Aurora e peta do 
Hospicio, e Afogados (pela linha \larqucz dc Hervttl e pela Duque 
de Caxias). 

■ Atem dos bonds communs, de passageiros, na os dc ba* 

gagem> 
Existem tambem bonds circulares durante as horas de 
maior movimento para : Cinco-Pontas., Estrada d e Ferro Cen- 
tral, Ponte d a Boa- Vista, Ponte de Santa [sabel e Estac,ao de 
Limoetro. 



•Cstrada de ferro do Jfecife a S' Francisco 

Estacffa Centraf:— Largo das Chico Bon 

Esta estrada dirige*se para os seguintes pnntos ■ Afoga- 
dos* Boa-Viagem, Prazeres, |]ha» Cabo, Jpojuca, OLinda, Timbo- 
Assu, Escada t Limoeiro, Freiseiras, Aripibii, Ribeirao, Gamel* 
kira, Cuyambuca, Agua-Preta e Una ou Pdlmarea . 



Estrada de ferro Suf de Perqetttjbi/co 
Estacfio Central: — Vnaon Paimares 

Partem os trens de Una e m correspondencia eom os trens 
da Estruita tfe herro do Recife a S. Francisco e tocam nas 
estasoes d e Pirangy, Boa-Sorte, Catende, Jaqueira, Co Ion ia, 
Marayal, l-lorestal, Barra t Peryp**ry 5 S. Benedieto, yuipapri, 
Agua Branca, Glycerio, Canhotinho, Angelim, S. Joao, Gara^ 
nhuns. 

De GLycerio parte um ramal que toca em Agua Vermclho, 
Serra Grande, Lage, Bnrra do Canhoto e Uni&o ^\ta^oa&V 






tXXvi AtMAtfACri DE t»ERtfAMBtJdO 

Sstrada de ferro Central de pernambuco 

Estag.Ho Central'. — Rua d a Deten$ao 

Dirige seus trens para Areias, Tigipio, Soccorro, Jaboatao, 
Morenos, Tapera, Victoria, Francisco Glycerio, Russinha, Gra- 
vata, Bezerros, Gon9alves Ferreira, Caruaru, S. Caetano e An- 
tonio Olyntho. 



ffreat Western o/ Jfrasi! 7{ailway Company Sinjited 

ESTRADA DE FeRRO DO RECIFE A LlMOEIRO 

Estafdo Central: — Largo do Brnm 

Partem seus trens para Encruzilhada, Arrayal, Macacos, 
Camaragibe, S. Lourenco. Tiuma, S. Rita, S.Severino (paracL), 
Pau d'Alho, Carpina, Lagoa do Carro, Campo Grande, Limoeiro, 

Outros trens chegando a Carpina seguem paraTracuhhaem, 
Nazareth, Junco (parada), Lagoa Secca, Barauna, Allianca, 
Pureza, Timbauba, Rosa e Silva e Pilar (Parahyba). 



Sstrada de ferro do T{eclfe a Varzea e j)ous Jrnjefos 

Estafdo Central .—Rua do Sol 

Dirige seus trens, que partem do Recife, do Largo do 
Theatro Santa Izabel, para : Rua do Sol, Rua Formosa, Offici- 
nas. Soledade, Caminho Novo, Manguinho, Entroncamento. 
D'ahi partem tres ramaes : 

Arrayal, cujas estac5es sao : Espinheiro, Afflictos, Rosa- 
rinho, Tamarineira, Mangabeira de Baixo, Mangabeira de Cima, 
Casa Amarella, Monteiro. 

Ramal de Dous Irmaos ou Linha Principal, cujas estacGes 
sao : S. Jose, Torre, Ponte d'Uchoa, Jaqueira, Parnameirim, 
S. Anna, Casa Forte, Caldeireiro, Monteiro, Porta d'Agua, 
Apipucos, Dous Irmaos. 

Ramal da Varzea: Quatro Cantos, Lasserre, Magdalena, 
Zumby, Cordeiro, Iputinga, Caxanga, Ambole, Varzea. 









ktuAUA.cn tn F&RftAitffetJCD 



LSSVti 



GofTipanhta Uri/hos Urban os do fteci/e a Olinda 
Jjeberrbe 

Eatag&O C&mttal : — Rua tin Aurmu n. 83, 



' 



Os trens partem da Rua d a Aurora tocando nas esla^nes 
do Pires, Principc, JoSo de Rarros, Espinheiro e Encruziihada, 
Segue d* ah i u m ramal para Beberibe tocando no Ponto d e 
Para d a, Estrada Nova, Agua Fria t F undan, Porto d a Madeira 
e Beberibe, e outro ramal para Olinda tocando no Hyppo- 
dromo, C?mpo Grandc, Salgadinho, Duarte Coelho, Santa The- 
reza* Varadouro> Milagres c Carmo. 



anno de 1902 corresponde a 

j6S — -d a povoacao de Pernambuco. 

$a$ d a tomada e aaqne do Recife pelos Hollanil 

2j2 — d a invasao hollandeza. 

2ji — do incendio de Olinda* 

262— da inauguracao d a l' Assemblea Legislativa 

America do Sul, no Recife, em 27 de Agosto. 
2$Y — d a batalha d as Tabocaa. 
*55 — da ** batalha dos Guararapes. 
,?£j— da 2' batalha dos G u ar a r apes. 
?^?— da ejrpulsao dos hollandezes. 
i$2 — do 1- grlto de republica dadono Brasil, em Olinda, 

por Bernardo Vieira de Mello a 10 de Kovembro. 
165 — d a guerra dos Mascates. 
t ^5— da revolucao republicanaem Pemambuco. 
Jfi — do apparecimento do l' jornal em Pernambuco — Au- 
rora Pernantbucana. 
74 — da prociamacaa d a Republica do Equador em Per 

natnbueo. 
S/ da revolucao praeira. 

d a proclamacao d a Republica Brasilelra. 
// — da Cojistituicao de Pernambuco» 



Computo cccIcHiusttco 






Letra Dominical. , , E 
Aureo miniero, . ♦ . ? 
Epacla XXI 



Cyclo solar. . . , . 
Indicacao roman a, .'■ * 
Letra do martyriologio 



7 
B 



Festas moveis 



dkpkndkntks da lkttka dominical 

i g de Jameiro — Ss. Nome tie Jesus, 

2j de Ahril — Fugida d e Noasa Senhora para o Egyptou 

4 d e Main — Maternidade d e Nossa Seahora, 

/ de Jituku -Dedic, das Egrs, da Dioc. de Olinda. 

29 c c Fureza de Nossa Senhora, 

6 de Jnlho — Preeiosissimo Sangue de Jesus. 
20 < * O s A11 jas Custodios do B ras i L 

2j < c Sant'Amia, Mae d a Mae d e Deus. 

/7 de Agosfo — &. Joaquim, Pae d a Mae d e Deus. 
24 < * Immaculado Cora^ao de Maria, 

7 d r Sefembro — Nossa Senhora d a Penha. 
// * « S>,. Nome de Maria, 

/7, /9 e 20 de Seiemhj o— Teoi^jras (Crux). 

2 / dc Seiembro — Nossa Senhora d as Set e D Gres- 

5 de Ouiubro Nossa Senhora do Rosario. 
/j * « Nossa Senhora doa Kemedios, 

g dc NovtWibro Patroeinio d e Nossa Senhora, 

30 c * Primeiro Domingu do Advento. 
/7, 1 g e 20 de Dezembro — Temporas (Lux). 



DEPENDKNTKS DA PASCHOA 



I 



26 d e J a ne i ro— Domiugo d a Sepi u agresi m a. 

2& € € Oraeao d e J e sua no Horto. 

2 de Fciwreiro— Dumingo da Sexag-esima, 
4 € « Cotnmemorac/ao d a Paixao d e Jesus, 

u- * * DtHji. da Quinqua#esLTTia Cunitiviit . 

12 * * Quarta-feira de Cinzas. 

/./ c * CorGa d e espinho de Jesus, 

/6 < « 1* Dontin^o da Ouaresma. 

/<k j t e 27 de fovercir&^-Temporaa iCinis). 

2 'l de Fevereira Landas e cravos de Jesus. 

23 < € 2' Domiiigo d a Quarestna, 

2$ < « Santissimo Sudario de Jesus. 

2 de A/at'\o -5" Domingo da Quaresma, 
7 c * Cinco Chagas de Jesus, 

p € c 4' Domingo d a QuareswvA, 






AI,MANACH DE PERNAMBUCO I,XXIX 



14 de Marfo — Preciosissimo Sangue de Jesus. 
16 c c Domingo d a Paixao. 

21 c c As 7 D6res de Maria. 

23 c c Domingo de Ramos. 

30 c c Domingo de Paschoa. 

6 de Abril — l' Dom. depois da Paschoa (Paschoela). 

7 c c Nossa Senhora dos Prazeres. 

/j c c 2. Dom. depois da Paschoa (Bom Pastor). 

20 c c 3* Dom. depois da Paschoa (Patrocinio de 

S. Jose\ 
271 c 4* Dom. depois da Paschoa. 

5, 6 e 7 de Maio — Rogacoes. 

8 de Maio — AscensaLo de Jesus. 
78 c c Pentecostes. 

21 ', 23 e 24 de Maio — Temporas (Ignis). 

25 de Maio — Trindade. .. «ri. 

29 * c Corpo de Deus. 



Festas F*ixas 



1 de Janeiro—Circ\imcisa,o do Senhor. 

6 € c Epiphania do Senhor (dia de reis). 

2 de Fevereiro — Puriiicacao de Nossa Senhora. 
25 de Marco — Annunciacao de Nossa Senhora. 
24 de Junho — S. Joao Baptista. 

^< c S. Pedro e S. Paulo. 

15 de Agosto — Assumpcao de Nossa Senhora. 
8 de Setetnbro — Natividade de Nossa Senhora. 

1 de Novembro — Todos os San tos. 

2 c c Finados. (*) 

8 de Dezembro — Immac. Conceicao de Nossa Senhora. 
^f c Natal. 



(*) Geralmente se suppoe que neste dfa o sacerdote nao. ii 
pode celebrar missa alguma em intencao particular. I sio',' *■ - : 
porem, e um erro manifesto. Das 3 missas que se celebram 
neste dia somente a primeira pode ser applicada particular- ^ 
mente a algum defuncto, e por esta e facultado ao sacerdote 
receber um estipendio 011 esmola, nunca exce<teft\& &\^C\\»». 
taxada pela Dwcese. V. 






I,XXX 



AtMANACH DK PKRNAMBUCO 



Instruc^oes sobreo jejum e a abstinencia, sepndo o 
Decreto de 6 de Jullio de [899 



O Santo Padre Leao XIII concedeu por 10 annos 
aos Arcebispos e Bispos d a America Latin a afaculdade 
de diapensarem nas lei& do jejum e da abstinencia os 
fieis que o pedirem, podendo subdeleg'ar a mesma f acui* 
darie uos Parochos, Confessores, Missionarios e uutros 
Sacerdotes* O s fieis que qui£erem aproveitar-se da dia- 
pensa* deverao pedi-la para si e para todas as pessoas 
ih* sua casa, incluindo os hospedes e outras pessoas que 
nella se ncharem nas horas de comida* 

A dispensa nao e' dada para todos os d i as de jejum 
e abstinencia, mas os fieis ainda que obteuham a dis- 
pensa ficam obrig^ulos : 

I. 1 a jejuar n a quarta-feira de Cnizas, nas sextas 
feiras da Quaresma e na quinta-feira da Seman a Santa, 
e nao podem nestes d i as comer carne nem u m a vez no 
dia ; 

2,» o jejuar nas quartas-feiras da Quaresma, nas 
sextas-feiras do Advento, podendo nestes di as comer carne 
uma sd" vez ao jantkr, sendo prohibido comer ao mesmo 
tLinjKi carne e peixe; 

3.° nas vesperaa d as festas do Natal» do Espirito- 
Santo, de) Assump^ao de Nossa Senhora, de S, Pedroe 
S. Paulo (29 d e Jtmho) as pessGas dispeusadas nao sao 
obrigadas a jejuar, mas nao podem neases di as comer 
carne nem uma so vez no dia. 

Nos d i as de jejum e abstinencia todos podem comer 
ovos e lacticinioa, mesmo n a consoada* 

Os Parochos e outros Sacerdotes nada podem pedir 
ou acceitar pel a eoncessto d as dispensas, mas somente 
aconselhar os fieis que procurem compensar a gra^ada 
dispensa, nos d i as em que della usarem, com alfjaima 
ora^ao ou alguma esmola em beneficio dos pobres ou de 
qualquer obra pia como hospitaea, aaylos de orphaos, 
rrejas pobres, prineipalmente as matrizes que mais ne- 
cesaitarem de reeursos para as suas obras e a auaten- 
tacao do culto. 

Em caso de duvida consultem os fieis com os Paro- 
choa ou qualquer Sacerdote que Ihes darao as expltca- 
paes jwces$aria&i 



L. 



ALMANACH DTJ rERNAMBUCO 



I,XXXI 



Biag de JEJun? e abgti^Encia 

i Lei Gsral da Igrela, pelo tato de 6 ile Mlio fle 1899, fle cu]as van- 
tagens psarao exclnsivamente os qne a pedlrem 



LEI GERAL DA IGREJA 



DECRETO 6 DE JULHO 



Jejum 



ah v {Sexta. 
Adv - Sabbado 



t Quart, 
Sexts 
Sabb 

Vig. S. JoaoB. 

V i g. S. Pedro 

Segund 
Terca. 
55 J Quarta. 
Quinta. 
Sexta. 
Sabbad 



Temp iSexta. 



B 






Abstinencia 



Jejum 



Quart. de Cin. 
Vig. do E. S. 

" daTrind. 

,? da Assu. 

" TodosSs. 

" do Natal 



Anno ?Sabb. 
Sim. 

S. 

s. . 

s. 

s. 

s. 

s. 

s. 

s. 
s. 

s. 
s. 
s. 

Dom.daQuar 

S. 
S. 

s. 
s. 
s. 

s. 



Sim. 
Nao. 

N. 
N. 
N. 

N. 
N. 

N. 
N. 

S. 

N. 
S. 

N. 
N. 
S. 
N. 
N. 
N. 
N. 
N. 



(E. S.) 



Abstinencia 



Nao. 
N. 

* 

N. 
N. 
N. 
N. 
N. 
S. 

N. 

N. 
* 

N. (End. 
S. 

N. 
N. 

S. 
S. 

N. 
S. 
N. 
S. 



S.) 



(*) S6 se pode comer carne uma vez ao dia, sendo pro»- 
hibido comeF carne e peixe na mesma refeicao (m eadem 
mensae). 



*=^ 



j 



1XXXIV AI.MANACH DE PEktfAMfctfcd 



21 — Terga s. Ignez Vm.,s. Epiphanio, B. de Pavia, s. Pa- 

trocolo M., s. Publio, B. de Athenas, M. 

22 — Quarta s. s. Vicente e Anastacio Mm., s. Gaudencio, 

B. de Novarra. 

23 — © Quinta Esponsaes da ss. Virgem com s. Jose\ s. 

Eusebio, abb., s. Ildefonso, B. de Toledo, s. 
Emerenciana V. M. 
Evang. do dia : U m anjo apparece a Jose' em sonhos 
e dcmove-o da resolucao em gue estava de dei- 
xar secretamente Maria Santissima. 

24 — Sexta N. S. da Paz, s. Timotheo B. M., s. Baby- 

las B. de Antiochia M., s. Feliciano, B. de Fo- 

. lig-ni, M. Festa da Paz na sua egr. Princ. as 

as novenas da Saude, Feriado no Piauliy. 

25 — Sabbado Conversao de s. Paulo, Ap. (f no Bisp. 

de s. Paulo), s. Ananias, que baptisou s. Paulo 

M., s. Eucadio, monge. 
Evang. do dia ; Jesus promette aos seus discipulos as- 

senta-los em 12 tronos para julgarem as 12 tribus 

de Israel. 
26 — D.>ming-o (Septuagesima) s. Polycarpo, B. de Smyr- 

na, M., s. Paula, viuva., s. Theogenes B. M. 
Evzng. da Dominga: O s obreiros da inti h a. 

27— Seg-unda s. Joao Chrysostomo, arceb. de Constanti- 

nopla D. Feriado em Pernanibuco. 

28 — Terca Oracao de N. S. J. C. no monte das Oliveiras, 

s. Goncalo de AmarantoC, s. Cyrillo, patriarcha 
de Alexandria, s. Leonidas e comp. Mm. Festa de 
s. Goncalo em sua egr. 

29 — Quarta s. Francisco d e Sales, B. de Genova e D., 

s. Sulpicio, o severo, s. Pedro Thomaz, patriar- 
cha de Constantinopla. 

30 — Quinta s. Martinha V. M., s. Batilda, rainha de 

Franca, s. Joao Esmoler, s. Aldegunda, V. 

31 — (£ Sexta s. Pedro NolascoC. redemptor dos caplivos, 

s. Marcella viuva, s. Geminiano, B. de Modena. 

Phases da Lua 

Q. M. 1 d 1 h. 48 m. tarde. I L. C. 23 as 9 h. 46 m. tarde. 
L. N. 9 as 6 h. 55 m. tarde. Q. M. 31 aos 49 m. da tarde. 
L. C. 17 as 4 h. 18 m. manha 

Apog-eu 5 as 2 h. m. | Perigeu 21 as 5 h. manha 




— Sabbado s* Iffnacio, B* de Antioehia, M., s, Brig-ida/* 
abb. de Hildar, a. Severo, B* de Ravetina. 
2- — r>oimn#o {Sexagesima) "f PirRi['icA(*At> d 3 N. s. e 
apresentacao de Jeaua no templo, ou N. S. da 
Candelaria pur causu d a s velaa que neete dia ae 
benzem e que afio levadas em prucisauu, a. Lcm- 
ren^o t arcb. de Canterbery t s. Cornelio* ccntu- 
riao r om ani \ s. Fiosculo, B. d e Orieans. Fesia 
do Bom Parto na Eirreja d e s, ftebaatiau em 
011nda t e em s. Jus e* de Riba-mar; d a Luz n a 
Matris desta hivocasao e no conv* doCarmojda 
Saude no Po^oda Panella e no Ctniv. de s. Fran- 
cisco. 
Sv&ngsUio da Dominga: A /><ifu:ra de Deus t : semtonie* 
3- — Seganda s, Ildefunsu, B. C-* a. Braz* B. de Sehasta, 
M* + s, Lupiclno B. de Cyao, s. Simeao, o Justu 
que recebeu a Jesns nos bra£o«, s. Olivia, V. 
^^Ter^a Commemora^ao da Paixao de 'N. S. J. C, 
i. Atid re T isi n., B. de Fiesoli T C, B* Joanna de 
Valois, R. de Franga e fund. das Anuunciadas, 
s, Eut y eh i o, M. 

S -(Juarta s. A^aiida V. M,, Oa saiitos Martyres do Ja- 
pau* a, Adelaide V. abb.* a. Pedro Baptiata e acua 
22 ci «Tip, Mm. 

6 ^-Quinta s. Titu, B. C. T s. Dorothea V. M-, s, Ainando 
arcb. de Strasbmir^, s. Silvano, B. d e Erneso, M. 
xta s. JRomualdn, abb., a. Audaucto M t , s, Kicar* 
do, Rei da Inglaterra. 

8 -©Sabbado a. JoaodaMatta, f timi . dos TrinitarioSj 

s. a» Paulo, F^ucio e Cyriuco, Mm. 

— Dom i i igo ( O n i/t q a ages im a ) C*n r ti ti r u I « i ti 12 ti J r u tl« - 

s.Apoltonia V. m,, a. Nicephoro, M,, s, Sabiuo B. 

de Canoaa. Eesla na tgr. tle s. Jose* de Kiba-mar 

Svang, d a Dominga; Jesus citra um tego* 

1,1 Segunda a. Escolastica., inna d a s. Beiito. V«, 
a T Guilherme de Aijuitania, s. Zenon, cor re i o e 
aolitari^. 

H - Terca 1.* Appancao de Noasa Senhora de Lourdea t 
B. Joao deBritto, M*, s, Lasaro, B.de Milan. s T Adol- 
ph(J t B. de Osnabruc. (Hoje a. tarde cea^avtv lvs \\v\- 
pcias solcmnes). 



J 



LXXXVI Al,MANACH DE PERNAMtiuCO 



12 — Quarta Cinzas. s. Paulo l.°eremita C, s.Eulalia Vm., 

s. Susana M. 
Evang. do dia : Nao vos mostreis tristes como hypocritas 
quando jejuardes. 

13 — Quinta s. Cyrillo, B. d'Alexandria, C. D., s. Catha- 

rina d e Ricci, s. Gre^orio II P. M., s. Ermelinda 
rainha. 

14 — Sexta Os sagrados espinhos da cor6a de N. S. J. C, 

2. a Apparicao de N. S a . de Lourdes, s. s. 26 Mm. Ja- 
ponezes, s. Valentim B. M., s. s. Cyrillo e Methodio. 

15 — ^Sabbados. Marcello, Pp. M., s. Faustino e santa 

Jovita Mm., s. Georgina V., s. Columbana C. 

16 — Domingo (/.° da Quaresma) s. GregorioX. Pp., Os 7 

fund. da ord. dos Servos da B. Virgem Maria, 
s. Onesimo, s. Pamphilo e comp. Mm. 1.* festa 
annual da Sociedade de s. Vicente de Paulo. 
Evang. da Dominga : Jesus e' tentado pelo demonio, 

17 — Segunda s. Kaymundo de Penaforte, C, s. Flavio, 

arceb. de Constantinopla, s. s. Theoduloe JuliaoMm. 
s. Mariana V. 

18 — Terca 3. a Appari^ao de N. S. de Lourdes, s. Theo- 

tonio, C, s. Simeao, B. de Jerusalem, M., s. Helladio, 
arceb. de Toledo, s. Pulcheria, imp. 

19 — Quarta ( Temporas Cinis) 4. a Apparicao de N. S. de 

Lourdes, s. Bonifacio, B. de Lausanna, s. Gabino, 
M., s. Conrado de Plaisance, solit. Anniversario da 
consagracao episcopal de s. Santidade Leao XIII 
(1843). 

20 — Quinta 5. a Apparicao de N. S. de Lourdes, s. Eleu- 

therio, B. de Tournay, C, s. Leao, B. de Catania. 
Anniversario da eleicao pontifical de Leao XIII 
(1878). 

21 — Sexta ( Temporas Cinis) Lancas e cravos de J. C. 

6. a Apparicao de N. S. de Lourdes, s. Severiano, 
B. de Scythopolis, M., s. Maximiano, B. de Raven- 
na, C, s. Anthero, B. de Brescia. 

22 — ® Sabbado ( Temporas Cinis). A cadeira de s. Pedro 

em Antiochia, s. Papias, B. de Hierapolis, s. Abi- 
lio, B. de Alexandria. 

23 — Domingo C?.° da Quaresma). 7. a Apparicao de N. S. 

de Lourdes, s. Pedro Damiao, B. de Ostia e D., 
s. Florencio, C, s. Sereno, jardin.M. Procissao do 
Senhor atado d columna que sae da egr. do Livra- 
mento. 



▲I,MANACH DE PERNAMBUCO I,X XXVII 

Ezrczng, da Dominga'. Transfiguracao de Jesus sobre a 

montanha. 
24 Segunda 8.*. Appari^ao de N. S. de Lourdes, s. Ma- 

thias, Ap., s. Primitiva, M., s. Ethelberto, rei de 

Kant, s. Sergio, M. Feriado Federal. 
-5 Terga 9. a ApparicSo de N. S. de Lourdes, s. Marga- 

rida de Cortona, Penit., s. Cesareo, medico, s. Al- 

trude, V. 
26 ' Quarta s. Alexandre, patriarcha de Alexandria, 

s. Porphyrio, B. de Gaze, s. Nestor, B. de Perga, 

s. Edigre, M. 
-' Quinta 10. a Apparigaode N. S. de Lourdes, s. Lean- 

dro, B. de Sevilha, s. Honorina, V. M., s. s. Diniz 

e outros Mm. 
28 ~ Sexta Sacratissimo SudariodeN. S. J. C, 11. a Ap- 

parigao de N. S. de Lourdes, s. Leao II, Pp., 

s. Romao fund. dos mosteiros do monte Jura, abb. 

s.s. Macario, Rufino, Justo, Theophilo, Mm. 



L • >3\ 8 as 11 h. 2 m. manha 
Q-<^. 15 aos 37 m. tarde 

Apogeu 1 as 10 h. tarde 



Phases da Lua 

L . C. 22 as 10 h. 44 m. manha 
Perigeu 16 as 4 h. tarde 



) 



MAR^O -- 31 dlas 

Dedlcado a S. Jose 

1 Sabbado 12. a Apparic&o de N. S. de Lourdes, 

s.David, arceb. deGales, s. Eudoxia, M., s. Anto- 
nina, M., s. Rozendo, B. de Dumia, s. Adriao, M., 
Feriado no Amazonas. 
2 — (£'Domingo (j.o da Quaresma> 13. a Apparigao de N. S. 
de Lourdes, s. Simplicio, Pp., s.s. Lucioe Pri- 
mitivo, Mm. Anniversario natalicio de Leao XIII 
(1810). Procissao do Bom Jesus dos Afflictos que 
sae da egr. de s. Jose* de Riba-mar. 
Evang. da Dominga : Jesus expelle uni demonio mudo e 
responde aos gue o guerem tentar pedindo-lhe Ihes 
mostrasse algum prodigio do cfo. 
3 — Segunda 14* Apparigaode N. S. de LouT&fcs», ^. Cax- 
negunties, jnulher de s. Henrique, s, s. ^Votaco^ 



<m$£ 



i,xxxyiit 



ALMANACH DK FEHtfAMBTJCO 




Eutropioe BasMisco, soldadoa Mm,, a. Camilla V — 

Aniiiversario do coragao de Leao XIII (1878), 
Ten;a 1;* Apparicau de N. S. de Lourdea, s. Ca — ■ 

simiro da Polonia, C, s, Lucio, Pp. M., s. Euge— ~^ 

nio B. M. 
Quarta a. VirKilio T B. d' Aries, a. Phocaa, M,- — 

s. OUvla, V. M, 
6 -Quintas. Colleta Boilet, reform. da Ord. de Sant 

Clara, a. Euphrosino, M. Feriado em I*er 

nambuco, 

7 — Scxta As cinco chag-as de N. S. Jesus Christo. 
s. Thomaz dc Aqtiino, C. D., s. s, Perpetua c Efa 
lieidade e comp, Mm. Ptociss&o do S e n bor Bom 
Jesttfi doa Martynoa que aae d a sua epreja. 
8 — Sabbado s. Joao de Deua, futld. da ord + da Cari- 
dade, a. Jouo d'Avila, s.8. Apolonio, Ph i lemon e 
outros Mm « 
Do m i n^o Q t * J a Q N a r€S ma ) a t Fr anc i sc a t r om a n a T 
fiuva, a. Cat h ari n a de Bolonha, V., Abb. d as 
Clariasaa, s. Gregurlo* B t de Myesa. Procissao 
do Bom Jeaits das Dures que sae d a e£i\ de 
s. Gonealo. 

Evang. d a Do mi tiga: Cam 5 paes c M pci.rcs Jesus alimenta 
ii?ico mi i f . pessoas , 

10 — Segar nd a O s s. s, 40 Mm. de Sebasto, s. Disciola V. 

11 — Terga s. Sophronio, patriareba de Jerusal£m, 
s. Euthymio, B. de Sardes, M, s. Candido e ou* 
t tos Mm . 

— Qtiarta s. Gregorio T, o grande Pp. C> D., s. TIilhj- 

pbano, Abb,, s- Fiua, V + 

— Quinta A B* Sancha, viuva* a. Nicephoro, patriar- 

cha de Constantinophi, a. Eupbrasia, V, Tras- 
iadacaa d a Im^em dos Pasaos do Corpo Santo 
para o conv< do Canno, 

— Sexta Preeioaiasimo San^ue de Nosso Sen bor Jesus 

Chriato, s. Mathilde de Germania, s, Felicisaimo 
de Nicomedia, M lf & t Bonifacio, B. de Eoss. Pro- 
tissdo dos Pasaoa do Carmo par;t o Corpo Santo, 

— Sabbado s. ZachanasPp., s. AbrabSo, ermita e 

sua sobrinba s. Maria, penit. {CotrerH-se aa 
ima^ens com pauno roxo at6 sabbado deAlleluisO, 
— 3 DoimiijLfo (jv* tfa Ounr. OU drt P&ixfto)&. Cyriaco» 
djac. M. t s. JnJiao d a Cilicia, M., s* A^apito, 
arceb. de Kavenna, Procissao de Eucontro que sae 
thi Santa Cruz, 



ILvang* da Dominga: Os Judeus accusamjesns como p&$* 

sesso. 
17 — Segamda s.Patricio, Ap ¥ dalrlanda, B, C M a. Ger- 

trudea* M., s. Joae 1 de Arimatb^a. 

18 — Tercas. Gabriel, archanjo, s, Alexandre T B. 

Jerusal£m t s, j£ d uar do d e Inglaterra, 

19 — Quarta s* Jose\ esposo de Maria Santiasima, pa- 

droeiro da Egr. Universal, Festa na matriz desta 
imocacao, na sua egr* de a, Jose* de Riba-imir e 
na matriz de A^ua Freta. FcriiifW» mi Kio 
Orande di» \orfr 

20 — Quinta s, CyriUo, B, de Jerusalem, C. D., a. a, Ale- 

xandra, Claudia e Enpbraaia, Mm,, s. Joao de 
Parma, franciscano. 
~1 -— Sexta As 7 Dores de B, Maria Vtrgem, a. Bento t 
Abb*, patriarcha dos Monges do Occidente, s. Be- 
villo B, d e Cat ani a. Festa d as Dores naegr. do 
Livramento e no Gonvento d a Penha. 

22 — Sabbado s. Bazilio de d'Anoyra. C M., a. Beo- 

Gracias, B. de Carthago, s/Catharina, filha d c s. 
Brigida. 

23 — Domin^o da Ramos a. Turibio, arceb. d e Lima, s, 

Liberato, medico c seuscump. Mm, t s. Proculu, B. 
do Verona. Officio d e Ramos em divers, egrs. Pro- 
cissao do Boni Jesus d as Cha^aa que sae d a egr. 
dt» Parai&o. Comega a correr o praso de 15 di a s 
para o cumprhnentn do preceito d a coinmunhao 
paschah Ahre-sc atardeo retiro reclnso dos coiv- 
frades d a aociedade de a. Vicente de Paulo para 
terminar na quinta-feira maiur pela tnanha, 

Evang, da Dominga\ Paix&o de C/itisto, seganda s. Ma- 
theus . 

2+ — Seg-unda (p Instiiui^aodoSs. Sacramento, a. Irineo, 
B + de Sirmio, M*, s* Adelmar, monj^e, s, Hilde- 
lita t Prot'issao d e enfermis n o Recife. 

25— Terca + Annukcia^So dk N. S- 16.* Apparieao de 
N.S* de Lamrdes, as* Quirino e seiis 2b2 fcotnps. 
Mm. Procissaa deenfermos em s. Antonio. 

Evattg. do dia: O anjo Gabriel attuuncia a Maria q u c eila 
dard a tuz a /es uji , 

36— Onarta de Trevas s. Lud#ero> B. d e Munster, 
s. Braulio, B. de Sarag'ossa, s. Dimas, o bom la- 
drao C ■ ProcissUo de enfermos n a B0a Vista. 

Jt7-!-Quinta d a Endaen^as* [\ de me\o &\a, em &vaxY\,t^ ^v 
Augu&ta, V\ M. , s. Roberto n W, &£^ox\fc&. 



xcn 



ALMANACH T>B FERNAMBUCO 



22 — © Tenja Ga s, s. Caioe Satiro, Pp. Min*, b. Leoni- 

das M. » s. Opportutia, V. abb. 

23 — Quarta s, Jorge M., s. G-erardo, B. de Toul, s. Adal- 

hcrto. B* de Pr;iga, 

24 — Quinta a, Felix titi SigmaHiiga, M., s« Roberto* abb. 

25 — Sexta s.. Marcos* evang. (As ladaiuhas, chamadas 

d e a. Mureos)* 
26 — Sabbado N» S* do Bom Conselho, s. a, Cleto e Mar- 

cellino, Pp. Mm. 
27 — Potfltagu U-* ^V'A da Pasrftoa). Fu^ida d e N. 9. 

para o Bgypfco, a. Turibio de Magrovejo, B. C, 

s. Anthymo, B.* s. Zita. 
Evang. d a Dominga : Jesus anuuncia aos seus discipuios 

gue volla para sen pae e gue irird o Espirito-Santo* 
28 — Segtinda s, Pauloda Cruz, C» s. Vital, M.* s .s. Di- 

ilymo e Theodoro, Mm, 

29 — Terga s. Fedro de Verona, M., s. Roberto, abb. 

30 — \JCQuarta s,|Catharina de Sena, V., s. Sophia, Vm,, 

s. Eutropio, B. de Saitttes. Preparafao para o 
mez de Maria Santi&sima. 



M. 1 {\& 4 hr 4 m. manha 
N. 8 us 11 h. 30, manha 

Feri^eu 10 as 11 h. m. 



£X C* 15 as 3 h. 6 m . manha 
Lt* C* 22 aa 4 h. 30 m . tarde 
6, M. 30 ds 8 h. 38 m. tarde 
Apogeu 26 as S h. m. 



r edicada d Vlrgem Haria, *l£v do Salvador 

1 — Quinta l' dia do mez de Maria Immaculada» s, s* Fe- 

lippe e Thiago Menor^ App.* s* Sigisimindo, re i 
d e Borgonha, M* T O pmpheta Jeremias, M. 

2 — Sexta B. Mafalda* V M a. Conatantino, C 

3 — S abb ada Invengaoda Santa Cruz* s, Juvenal, B. de 
N ani i, a. Alexandre, Pp., M« Ferfado l ? l i - 
dernl. 

4 — Domin^o (^' depois da Puschoa) Maternidadede N. S.> 

s + Monica, mae de S. Ag-ostinho, s* Paulino, M. 
Evanj, da Dominga: Tudo quanto pedtrdes a meu Pae 
ern meu tiome vos seni conccdido, 

5 — Segunda Raga f d es Conversac d e S, Agostinho, B, 
C, D, t &, Hiiario, B. d' Aries* 



6 — Ter^a Rogafdes s. Joao ante a porta Latin a, s. Ju- 

dith t M. 
7 — ©Quarta Rogacoes a. Estanialau, B. de Cracovia, 

M. T s. Bento II r Pp>, s. Donatilia, V. M. 

8 — Quinta + Ascknsao de N. S, Jksus Christo Ap- 
parigao de a, Migfuel Archanjo, s. Eladio, B. de 
Auxerre. 

Mi*ung* do dia : Jesus declara os mtlagres que operarao 
os gue nelle crcrem e eleva-se aos ce'os peranle os 
A pos lolos. 

9 — Seatas. Gre^orio Naziazeno, Arceb, de Constanti- 
nopla, D. , s* Geroncio, B. deCervia, M,, g. Prisco, 
B. deNocera, 

10 — Sabbado 8.* d a Inv. daCruz, s,» t Gordiano e Epi- 
macho,, Mm„ O propheta Job, a. Silvestre, B. d e 
sangon. 

11 — Domingo (<* depois da Pasckoa) a. Athanasio, pa- 
triarcha de A1exandrta T B + E.* a. Illuminato, C. t 
a. Matnerto, B. de Vienna, 

Evang, da Dominga : Di z Jesus gue os A pos lolos dara o 
iestentnnho d* Elle, 

12— Segunda s. Joanna V., s. Eplphaneo, Areeb. de 
Salamina, D, E. 

13— Terc.a N* S. dos Martyrea, 8. Pio V, Pp. C. t b. Pe- 
dro Regalado, a. Joao o Silenciario, B» Feriado 
Federal. 

14 — Q)Quarta B. Eg-idio, C, a. Bonifacio, M. T a. Paco- 
mio, instituidor dos cenobitas* 

15 — Quinta a. Joao Dama&ceno, C» 
psaco» a. s. Andr£ e comp. Mm.. 

16 — 9exta s. Joao Nepomuceno, M* 
g-eral doa Carmelitas, 

17— Sabbado s, Pascboal Baylao, C* 

18 — Domingo Pentecosies ou do Espirito Sanio y %. Venan- 

cio f M* T s. Eurico, rei d a Suecia, M., a. Theo- 

Idoto* carcereiro e as 7 s, s* Vv. sua s comp. Mm. 
Ferlado cm Sergipc. 
Evangelho da Dominga : Aguelle gue m e ama guardard 
min h a palavra* 
19 — Segunda s. Pedro Celestino, Pp. C, a. Puden- 
dana V. 
20 — Tergas. Bernardino de Sen a, C. franciscano, s.Aus- 
tregisillo, B» de Bourg-es, 
21 — Quarta ( Temporas fgnis) s- Antan lo, Arc&b . &%"E\&- 
ren$a, *. Felix de Cantalice, capucVvitinoi 



s, Pedro de Lam- 
p s* Dyvnpna, V* M, 
, s. Simao Stock, 

franciscano. 



ItCiV 



AX,MANACH OT PBRtoAMtsfcriO 




22 — ©Quinta a. Rita de Casaia, viuva T a» Quiterla, Vm., 

s* Helena* V* 
23 — Sexta {Tempo ras Zgvts) s, Ivo, C*, s. J uli a, Vm., 

a. Deaklerio, B, de Vieuna. Fcr. n© Es ©Iri t o 

Sanio. 

24 — Sabbadn {Temporas /g/n s). N. S. B Amciliadora, 

padr. doa Salesiangs, s. Vicentede Leirins, s. Joao 
do Prado, franciacano, a. a. Donaciano e Roga- 
ciano, Mm. 

25 — Doming-o (/* dep. d e Pcntecosics). Sa. Trlndade, 

s. Gre^orio VII, P p. C*, a. Urban >, P p. M. 

Evang, da Domhtgai Missao dos discipuios de jesus 
Christo* 

26 — Setutul a s. Fclippc Nery, fimd. da Cong\ do Ora- 
tor io T a. Eleutherio, Pp. M<, s. Agostinho, Ap. da 
Injflaterra, s. Quadrato, B. d e Atbenas. 

27— Ter^n s. Maria Magdalena de Fazzis, V. earmelita, 
s. Joao I, Pp. M., 8* Beda, C. T s. Eutropio, B* de 
Oranye. 

28— Quarta a. a. Nereo, Achillea, DouatiUa V. t e Pati- 
cracio. Min.» a. Germano, B. de Paria. 

29 — Quinta j Cohpo de Deus. a. Ubaldo, B. C, a. Cy- 

rillo, menino M., a. Sieimodo M, 
Evang. do dia \ Jesus declara aos judeus gue sua came £ 
verdadeiramenfe comida e o seu sangue i verda- 
deiramente hebido* 

30 — C^exta s. Felix I T Pp. M., a. Fernaudo III, rei de 

Gaatella. 
W — Sabbado Santa Angela de Merida» V., fund. d as 
UrsulinaSj s. Fetranilla, V. 
Encerramenlo do mea d e Maria I mm acu l ada. 

Phase.s da Lwo 

L. N. 7 &s8h t 25rru tarde 
QX. 14 as 11 h. 20 m. manhi 
Per i ^g u 8 aa 6 h. tarde 






L. C. 22 &a 8 h. 26 m. manhL 
Q .M. 30 aa 9 b. 41 m. manha 
Apogeu 23 a 1 b. tarde 



Junho - 30 dlaa 

Dedicado &o S&grado Cora^ao de Je&tts 

1 — D i Jin i ntfo < 2 . ° dep . d t' Pe n tecosies ) . Au n i vera ar io d 
I Dedieagjio de todaa aa Egrejaa d a Dioceae de Olin 
f da f N. S.* daa Grasaa, a, Bento l<m£ Labre, C 






Evang* d a Dontinga : Parabola dos ronvidados gue s e 

d t a m ipa m e dos qm as subsfituew. F e r l ad «> e 111 

Cioyaz. 
2 — Segimda B. Maria Anna de Jesus, V*, s. Marcellirao 

e comp. Mm., s» Erasmo, B. de Formia, 
3 — Terpas» Agostinho, B. C. D., s. Cecilio, C, T a, Clo- 

tilde, rainha d e Franca* 
4 — Quarta a. Francisco Caracciulo, funri. dos Clerigoa 

Regailarea Menores, s. Optato, B. de Mileve, s. 

Quirino, B. d e Sisseg - . 
S — Quinta a. Bonifacio, Arceb. de Mayence, M., s. Do- 

rolheo, M., .s. s. Zenai.de» Cyra, Valeria e M a r- 

ciri, Mm, 
6 — @Sext;i SagraduCoracao d e Je&tta, s.Norberto» Arceb, 

de Magdeburgo, C. t s. Felippe, Uip dua 7 primei- 

ros diaconos d a egreja, s* Cl audio t Arceb. de Be 

san^on. 

7 — Sabbados. Panlo, B. de Constantinopla, M,, a, Spis 

si n a c alg'. outr. Mm M s. Ezeleinda V, 

8 — Domingo (?. * dep* de Peniecostes)* s, Medardo, 

de Noyon, s, Gildardu, B. de Rmien, s. Sallus- 
t i anu, C» 
/ivang. d a Dmninga i Parabola d a ot*t'fha de&garrada * 

9 — Segunda s. s. Primo e Feliciano, Mm., s* Fela- 

gia Vm. 

10 —Tercas. Margarida da Eacusaia, s. Aatero, B. de 

Petra. 

11 — Quarta s. Barnabe\ Ap.. s. Flura, s. Leao III Fp, 

Ferlado cm AIukOu* e sama i ntlnirina. 

12 — 3Quinta a. Joao Facundo C», s. Basilido e comp. Mm. , 

- Adalberao» B. de AugsbourgF* Fer. no Ria 
Ciraiidc <la Korte e n« Etinlrltn-Stinto. 

13 — Sexta s. Antomo de Padua C. Fadr, priuc. da 
cidade do Recife, s. Triphylo, B. de Nfcuaia, 
s. Thecla d'Afriea, IVriado iio riauliy. 

14 — Sabbado s. Basi lio Magno, Arceb. de Cesare^u 
D, K M s. Methodio, patr. de ConstantinopIa t s. Sim- 
plicio, B- de Bour^ea, 

15 — Domingo (4. dep. de Pentecostes) s. a. Vtto e comp. 

Mm., s. Abrahao, abb., s. Landelino, abb. F€F* 
eiti Mina^. 
Evang* da Domingai .1 pesca 01 ha c u lasa, 

16 — Seganda 18. a e ultima appari^ao de N. S» <Ac L*o\\x- 

d es, N. S. A do Bom- Soccorro, &♦ loaft FiaswAaGfi 
Rcgis C. r s. AureJiano, B, d' Aries, 



%QVl 



AI,MAXACH DR PERKAMBtfCO 



17 



Terca A B. Thereza, rainha de Leao, viuva, s. s, 

Nicandro e Marciano, Mm., s. Iamael e comp. 

Mm., s. A^rippino, B + de Come. Fertade» em 

Pemain b nco* 
18 — Quarta s, s. Marcos e Marcelliano, irmaoa Mm,, 

s. Amando, B, de Bordeaux T a. Marina Vm. 
19 — Quinta a, Juliana de Falconieri» V«, s. a. Gervasio 

e Protasio, Mm», s* Deodato, B. d e Nevera. 

20 — ® Sexta 8. a de a. Antomo de Padua, a. Silverio, Pp- 

M M a. Fiorentina V*, a. Aldegimda V,, s* Ida dc 
Gand V. 

21 — Sabbado a. Luiz de Gomaga, C, a, Demetria t Vm,, 

a, Raul, arceb. d e Bourges. 
22 — Domingo ( j * dep* d e Penteeostes). s. Juliano dePe- 

tr£a M M a. Atbana M. T s, Satumino de Petr£a M. 

1 i r Indo n o Paru. 
Evang* d a Dominga : A nofdo da verdadeira jus tifa. 

23 — Segimda Vigilia de s. Joau Bapt, , a. Paulino, B» 

de Nola, C M s. Chriatina, a admiravel, viuva, 
a. Jaeob, B, de Tolosa. 

24 — Ter^a f Na tividadr ds S. Joao BaptistA, a, Ro- 

mula, s. Geraaino de Calabria. 
Evang* do dia : Naschnento de Joav Baptis ia* Zocharias^ 
seu Pae % recupera a f ala e prophetisa* 

25 — Quarta a* Guilherme, ahb., s, Proapero de Aquita- 

nia, C, DE. 

26— Quinta s. a. Joao e Paulo, irmaoa Mm., a. Vig-ilo, 

B. de Trente, M., a. Maxeneio* abb, 

27 — Sexta s. Ladislau I, rei da Hungria, s* Joao de 

Montier, s, Adelino, C* 

28 — C Sabbado Vig-ilia doa a. a. Pedro e Paulo, Ap. r 

a. Leao II r Pp. C, s, Irineu, B. de Lyao, M. 
29— Domingo {6.<> dtp. de Pentecostes). S. Pedmo e S 

Paulo App m Pureza de N. S.* s a. Acroaia. Fcsta 

de a. Pedro n a egreja d e s. Pedro doa Clerigoa. 
lii'ang. d a Domitiga : Segwnda multiplicafUo de paes, 
3Q— Segunda Commemoracao de a. Paulo, Afh, a, Loci- 

na, a. Emiliana, M,, s. Adil a, V. Festa de a. 

Paulo n a egreja de a- Pedro doa Clerigos. 

Phases d& luo 

L + N, 6 ia 3 h. Si m. manbt I L. C. 20 aa 11 b. 57 m. tarde 

ij . C* 12 £s 9 b. 34 m, tarde Q. M. 28 ia 7 h. 32 m. manha 

Per/gen 6 as 3 fo, matiha \ Apogeu V* && ^ . Yu tu:d^ 



I 






PRRNAMBUCO XCVIt 



:o Aarao, 

..s. Leon- 

izohum. 

-oessoeMar- 

i ■ . Festa do 

do S. Jose* de 

.dos. Fcriado 

. a sua prima Santa 

M., s. Heliodoro, B. 
Laodic^a. 
i tii^-al, s. Odon, Arceb. 
.. ., B. de Sevilha, s. Ray- 

Methodio, Pp. C, s. Pe- 

. d e Metz, s. Zoe\ M. 

Pentccostes) Preciosissimo 

>:.H» dos s. s. Pedro e Paulo, 

. • ipheta'M . , s . Tranquilino, M . , 

M. 

m<s cnsina o gue e' um faho pro- 

M-ria V., s. Panteno, C, s. Felix, 
-..s. Claudio e comp. Mm, 
:>io M., s. Auspicio, B. de Tolosa. 
n N. Paulo e em Scrgipe. 
irein d'Edessa, D. E., s. Cyrillo, B. de 
. Joao da Colonia. 

si*te s. s. Irmaos, Mm. es. Felicidade, sua 
Apollonio, M., s. s. Rufina e Segunda, 
Feriado no Amazonas. 
«Ie Santa Izabel, s. Piol, Pp. M., s. Thiag-o, 
• Nisibe, s. s. Sabino e Cypriano, Mm. 
jado s. Joao Gualberto, abb., s. s. Nabor e 
c, Mm. Fertado no Ceara. 
go (S* depois de Pentecostes) s. Anacleto, Pp., 
a. Eug'enio, B. de Cartago, s. Esdras, pro-: 
a. 
J?oMiftjra : J 9 economo injieU 



xcvm 



ALMANACH DB PHRNAMBUCO 



14 — Se^unda s, Boaventura, B* de A1ban<>, D. E., &♦&. 
Papiase Denato, Mm. Feriado Federal, em 
£. Paulo e no Hio Grande do *ul. 

15 — Terga Bb, Ignacio de Azevedo e comp,, Mm. Brasil, 
s. Evronia V. Comefa is tres horas d a tarde 
110 Carmo a grande indulg'encia. 

16 — <Juarta N. S. do Carmo, Triumpho da Santa Cruz, 

s. S i se nan do, diac., M. M/tmo conv. do Carmo. 
Os que visitarem a egr» do Carmo e nella orarem 
segundo as intencGes do Papa ganharao indul* 
geucici plenaria taut as vezes quantas entrar n a 
referida i$gt. {toties guofies) desde 3 horas d a tarde 
de hontem ate* o por do sol de hoje, 

17 — Quinta s. A1eixo, C. T s. Marcellitia t V*, s t LeaoIV, 

Pp. T s. Generoso, M. 
18 — Sexta s. Camillo de Lellis, C, s,s. Symphorosa e 
7 filhos, Mm., s. Frederico, B, de Utrecht, M. 

19 — Sabbado s, Vicente d e Paul o, fundador d a Ordem 

d as Missoes. Fesia no Seminario e na egr. do 
Paraizo. s. Arsenio, anach. 3." Festa d a Sociedade 
de S. Vicente de Paulo (No Recife se faz na pro- 
xmia dominga). 

20— ^i) Biyrningii {(,* dt*p<? i $ do Pentetostes) O s AnjosCusto- 

dios do Brasil, s. Jeronymo Emiliano, C, fit. Mar- 
ganda, V. M. t s. Aurelio, arceb. de Carthago. 
Eva h£. da Do m inga ; J es us cho ra so hre jerit s a ie m e a n n n n - 
ria a s tf a aesiruiflo* 

21 — Selandas. Henrique Iri: p. C + , s. Praxedes V, T s. Vi- 

etor de Marselha, M,, s. J uli a, V. M. Fcsia d a 
Sociedade S. Vicente de Paulo no Recife» 

22 - Ter^a s. Maria Magdalena, peiiit*, s. Jose* da Pa- 

lestina, s. Meneleu, abb, 

23 — Ouarta s. ApolUnario, B. de Raverma, M», s, Li- 

borio, R. do Mans. 
24— Quinta Vigilia de s. Tbia^o Maior, Ap., s. Chris- 
tina, V. M,, s, Lobo, B. d e Troyes, 

25 — Sexta s. Thiago Maior, Ap. f s, Christovam, M. t 

s. s* Th£a e Valentina, Vv. f e s, Paulo, Mm. 

26 — Sabbado s, Jofio Bapt, de Rossi, C, s. Germano, 

B* de Auxerre. 

27 — Domingo (/(• depo i s d e Ptntecostes) s. Amin, Mae 

da Santissima Virgem, s. Pantaleao, medico, M., 
a, Sophia, Rainha da Ethiopia* Fesfa na egreja 
da Madre Den s e na Capella dos uovlcos na Ord- 
J> do Cavmo. 






C Jet 

>rd. 



AtMA&ACH DE PERSTAMBTJCO 



XC1X 



Evang* da Dominga : Parabola do ph ari sen e do puhli- 

canOi 
28 — (£ Segunda a, s. Nazar 10 e Celao, Mm., a. Innocen- 

cio I Pp, C, s, Vietor, P p. Feritido no Ma^ 

rauJiito, 
29 — Ter^a a. a. Lastaro, Martha e Maria, irmaoa, s. s j 

Felix e comp. Mm. 
30 — Quarta s. s, Abdon e Sennen, Mm., s. Julitta, M,, 

s, Rufi.no, M, 
31 Ouinta s. Ij^nacio d e Doyola, fund. d a Comp* de 

Je^ua^ C. T a. Democrlto e comp. M. 

<# 
Phoscs cla Lua 

L, N. S as 10 h. 39 m. manha I L. C,>20as2 h. 25 m. tarde 
Q, C* 12 as 10 h- 27 m- manha | y. M. 28aa2 h. 55 m. manha 

Perigeu 4 as h. tarde [ Apogfu 16 ia 12 h, tarde. 



AGOSTO « 31 dlaft 



Dedlcndo A JY. Senliora Ralnha d as VirgeiiA 

1 — Sesta a, Pedro ad vinatla* Os 7 machaVieos e sua 
mae Mm., a. s» Fe\ £ a peranya e Caridade. Comefa 
as 3 horas da tarde a grande indul^encia da 
Porciuiicula* 

2 — - Sabbado N* S. dos Anjos. Fesia da Forciuncula* 
Os que visitarem qualquer Egreja de Fraucisca- 
iios e nella orarem se^undo as intencoes do Papa 
ganhar^o indul^encia pleoaria {toties fuofies) tan- 
taa veaes quaritas entrar nella, iato deade 3 
lunas da tarde de hontem ate" o pdr do sol de hoje, 
a. Affonso M. de Ligorio B- C. D- E., s* Eatevao 
Pp. M. 

3 — @ Domiogo (/>* depois de Pentecostes) 8. 1 de Santa 
Anna. Invengao de s, Estevao, protomartyr T a. 
Lydia, a* Gaudencio, B. de Coira* 
Evang. da Dominga : Jesus cttra uni surdo ntudo peria 

Lde Sidonia* 
4 — Seganda a, Domintfos, fund* da Ovd* ^>a Ti^ccCv^v- 
aanos, a. Ariatarco, s» TertuUano 1IL, 



A^MANACH DiC FtiRNA&frBUCti 



5 — Terga Dedic, de santa Maria daa Nevea. Fesia no 
Cxjiiv. de S, Francisco em Olinda. s. Afra, e suaa 
comp. Mm, s. Cas&iano, B. d*Autun, s, Oswaldo, 
Re i d e Ing-L M. Feriado n a Parah y Im. 
— fjuarta Transfitf'urae.iLo de N. S. J. C. (Titul. da 
Egreja Cathedral de Olinda). S. Sixlo Pp, M. 

7 - - Qtiinta. a. Caetano de Thienne, fund. d a Ord. dos 
Theatinos, C, s. Donato, B. de Arezzo, a. Alberto, 
do Munte Tropano, 

8 — Sexta a. a. Cyriaco e compi Mm,, s, Horrnisdaa M., 
s. Emiliano, B, de Cyrlco, s. Severo C* 
i 9— Sabbado 8, Emyg-dio, B, M, t s. Romao M», o B. 
Joao de Salerno, s. Antmitg Ac Alexandria, 

10 — Domingo {/*.** tlepois de Petitecostes) a. Lo n re n qo M* 

Festa na egreja de 8. Lourengo. S. Deusdedit C. 
Evang. d a Dctninga ; Do bom Samari f an o. 

11 — 3 Seganda s.a. Tiburcio e Suzana Mm,, s. Tan- 

rltiOj B. d*Evreux. 

12 — Terca a. Clara V. e abb,, s. Eusebio, B, de Milao. 

13 — Quarta 8." da Trauaf. T s. Hippolyto M. t b. Caasiano, 

B, de Todi M*, a. Landulfo, B. de Evrenx, a. 
Rade^unda, Rainha de Eranya. 

14 — Quinta Vigilia da AssLimp^ao de Nossa Senhora, 

a, Euaeblo M., a. Athanasia, viuva e M., s. 
Marcelo, B. d e Apamea, 

15 — Sexta f Assump<;ao uk Nossa Sknhoka, Fesia nos 
convs. do CtirmOj Penha e Gloria ; na egreja do 
Paraizo e na capella dos novicos na Ord. 3.* de 
S. Francisco, s. Alvpio, B. de Ta^asta. Feriado 
do Para v no liat I o OroMO, 

Ei*ang> do dia ; Jesus e m cas a de M ari h a e Maria. 

16 — Sabbado a, Koque C + , s, Tito, diac* r M. 

17 — Domingo {/y d e pot s de Peniecostcs) a* Joaqnim. 
Pae da Santissima Yirgem. 8," des. Lonreni^o, a« 
Mamede M M s, Laberato, abb, e comp. Mm. 

Fvattg* da Dominga : J es u s cttra a /o ieprosos. 

18 — Segunda s. Jacintho, C*, a. Agapito, M., s. 

Helena t Imp, 

19 — Q£> Terga s. Lim t B. de Toloaa, a. Andre\ tri- 

buno, M* 
20— Quarta s, Beraardo, abb. f D. E., a, Leovigildo, M. 
21 — Oninta s, Joanna FrancUca Fremiot de Chantal 

vinva, fund* da O n}, d a VisitacJLo de a. Maria, 

#, UmbeUnn, irml d e a. Bernardo, 






i. A 




ALMANACH DK PfiRNAMBUCO 




22 — Sexta S, 1 da Assump^ao, s, s, Timotheo e comp. 

I Mm., s, Hipplyfco, B. D. E. M, 

23 — Sabbado VigilLa de s. Barthol., Ap., s. Felippe 
Benicio, C, s. Sidonio Apolinario, B. de Cler- 
mont . 
24— Dumi» #o (/*• depois de Pentecastes) Ss* Cora<jaG d e 
Maria. Pesta no conv. da Peuha e do B. Jesus 
das Ddres na ejjfreja de s. Gon^alo, s. Bartholo- 
meu, Ap«, s. Aurea, V. M. 
FA'ang* da Domlnga : A T ao s? p o d e sen n r a dous se~ 
nhores, Parabola d a Provirferuia* 
25— Seganda s. Lui*, Rei de Franga, C» T s. Efetnesfo, 
diac, e s, Lticilla, sua h l h a. Mm. 
36 — {£ Terca s, Clara d a Cruz de Mbntefalco. V., s. 
Zephynno, Pp. M., s. Geuesiu, M. 
27 — Quarta s + Jose" de Calasans» C M s. Cesariu, B r de 
Aries, s. Rufo, B, de Capua. FerlHdo m» Ku 
plrlto imilv. 
28 — Quinta s, Agostinho, B. C, I). F., s. Hermeto, M* 

129— Sexta Degolagau de s* Joao Baptista, s. Sabina, 
Mm», s. AdoIpho T B. de Meta. 
30 — Sabbado a. Rosa de Lima, V., &.s, Felix e Adaueto, 
VM. T s. Fiacrio, anach. 
31 — Dom i n go (/3 ° depo i s d e Peri teras tes) a . R ay m u n < 1 o 
Nonato, C, s. I sabel, V,, s. Amato, B. d e Nusco, 
s. Ceatdlo, M lt s. Ovidio. 
Evang. da Dontinga : Jesus resuscita a fit ha da vitiva 
d e iVaim. 



PRases da lua 



L, N. 3 as 5 h. 57 m, tarde 
Q. C, 11 as 2 h, 4 m. inanha 
Perigeu 1 as 4 U. manha 



t/* C. 19 as 3 h, 44 m* manha 

y. M, 26 as S h + 45 m. manha 

Apog'eu 13 as 3 h. tarde. 



Perigeu 29 as 6 h. manha. 
SETEMBR0-30 dias 

Dedicade «i JYossa Setikar 9 dus Duit s 

1 — Segunda s, Lourengo de Brunduzio, C*« s* Egydioj 
abb,, s. s. 12 irmaos Mm,, s. Lopo, B, de Sens, 

2 — ®Terca s. Estevao, Rei d a Hungria, &* $ffqfc%Eto 
d e Gali Iga., s* Coneordia, 



— Quarta e. Simeao Estellita, s. s. Euphemia, Do- 
roth^a, Teela e E r asm a, V v. Mm. 

— Quinta s. Rosa de Viterbo, V,, s, s. MarceUo e Va- 
leriano Mm,, .s, Rosalia V,, a. Candida. 

5 — Sexta s. Luurenco Justiniano 1.'* Patriarcha de 
Veneza, a. Bertino, abb. t s. Obdulia, V. Fe- 
riaflo tiu Amazon uh, 

6 — Sabbado s. Onesiphoro, disc, dos Aps., s. Zacha- 
rias f propheta, s. Eva, Vm, 

7 — Domin£o {16.* drp. de Penietostes). N. S. da Fenha, 

s, Pedro Claver, C* s. Clodoaldo, C. T s. Regina, 
Vm., ». Joao T diac. M. Ferlado Federal i 
Evang. d a iiotuittga : /esus nira u m kydiopico e m dia 
d e sabhado. Ensina a humildadt'. 

8 — Seganda f Natividvih: di-: N. Swa. s. s, Adriao 

e 23 Comp. Mm., s. Anastacio, Pp. , s. Corbi masin, 
B. de Fri sinden. Festa do Cenaculo na egreja 
do Espinto Santo, do Bom Conselho t n» Convento 
de S. Francisco e do Bom Parto na egreja de 
S. Jose* de Riba-mar. 
Evang. do dia : Genealogia de Jesus Christo. 

9 — 3 Terca s. Gorgonio e aens Comp. Mm., s. Omer» 

B. de Terouane, s. Osmanna V,, s. Sergio, P p. C, 
s. s. Ruftno e Rnfiniano T irmaos, M. 

10 — Qoarta s. Nicolau de Tolentino, ermita, s. Pul- 

cheria, Imp,, s* Salvino, B. de Macon. 

11 — Quinta Bb. Carlos Spinula e Comp. Mm., 8. s. Proto 

e Jacintlio, irmaoa gemeoa Mm,, s. Theodora 
1 1" A 1 ex and r 1 a, peti i t. 

12 — Sexta s, s. Macedonio, Theodulo e Taciano, Mm,, 

s, Juvencio, B. de Pavia, s. Frodoaldo, B. de 
Mende, M. 

13 — Sabbado s. Amado, B. de S ion, s; Lidorto, B, de 

Tours, s, Heraclia, 

14 — Damitigo Uj. n dtp, de PentecasUs). Ss. Nome de 

Maria, Exaltaeao da Santa Gruz, s. Catharina 
de Genova, vtuva, s, Cypriano, B. de Carthagtj 
M* Festa do Bom Jeans d a Redemp^So na egreja 
de S. Jose- de Riba-mar, Co f n t' f a o setenar io d as 
Dores, 






Evang* da Daminga 

d a lei. 
35 — Seg-nnda (S* e d a Natividade,' 's 
s, JoUo o anao, s f Melltivuu NL 



Jesus d d o g^ande mandamento 
Nicomedes M 





r iuri o eni Alngftiift. 

"* % Quarta {Tewpoms Crux.\ Impressao d as sti^- 
matas 110 corpo de s. Francisco de A&sift, s. Lam- 
berto, B. d e Maeatricht M. .s, Columba, V m» 
— UuintH s. Josi de Cupertino C, s* s. Sophia e 
Irene, Mm, em Chypre, s. Methodio, R, de Tyru, 
D. E. M. 

M — Sexta (Temporal Crux.) Appari$$o de Nossa Se- 
nhora de La Salete (1846), s. Januario* B. de 
Benevetito e sewa Comp. Mm., s. Lucia d a Ea* 
cossia t V., s. Constanca M, 

30 - Sabnado ( Ttmporas Crux.) s. Euatachio e Comp* 
Mm M s. Fausta, Vm F , s. Candida, Vm., Vljfilia dfe 
s. Matheus. FeriHlfn n<» Rio Oraiide d» §ul» 

-1 - Domingo (/<£■ (/t'/, jffr Pcttti'castcs)* Noasa Senhora 
das Sete Dores, s + Matheus Ap. e Kvaritf-r s. Jonas, 
propheta, s. Iphigenia, V* A universal- 'm do dia, 
em que o Santo Padre Leao XIII ohteve <j tilulo 
de Cardeal Camerlenj^o (1877). 

h'Gitg. da Daminga *' Jcsus cara um fraraiyiito t- m fa- 
pkarnaum. 

$2 Segunda g. Thomaz de Vil1an<n.i, Arceh. de Va- 
len^a, s, Mauricio e Comp. Mm. f s, s. Di^na e 
Emerita* V v. Mrn. 

23— Terea s. Lino, Pp. M-, s. Thecla Vm., s, r -n 
staticio, aachriatao. 

^ — C Quarta Nussa Senhora das Merces, s. GrerardO, 
B, de Chonad, M*, O V* Dalmacio Moner. 

25 Ouinta s. Pedro de Arbnes, M., s. Cleophas disc. 
de J. C*, a. Firmino, Bispo d'Amiens. s. Her- 
bulano, sol d. M, 
26— Sexta s, Cypriano e s. Justina, Mm., s. Amaacio, 
C» j s, Flaviano, B, d'Antiochia. 
Sabbado 5. s. Cosme e Damiao, Mm. Ft'sta e m sua 
egreja em Igfuarassu, », Eleziario e s. Del ph i na, 
sua mulher, a. Florenttno M-, A mi i ver sari o d a 
morte d e a. Vicente d e Pan I u* Cotftcfa a 110 vena 
do Rosario, 
Domingo i/g,* dtp. de Pcntecos&s). a. Wenceshm, 
duque de Bohemia, M., a* Eustochia, Y ,, ^, *&\Y 
ii/70, B. de Genova, 



i 



Ct\ T 



ALMANACB DB FHRNAMRtiCO 



Evang. d a DoMinga : Parabola do rcino do Ctfo asscrti 
Ihando-o a u m AV/, qne eclcbra as dodas d e set 
filho. Couvidados que rtcusam r a resi e nupcia^ 

29 — Sc^unria Dedica^ao de s. Mijruel Archanjo. / 

la naa MatrLes do Recife» Boa- Vista e Santo An 
tonio ; na sua egreja em Afog;uios e do Grago nE= 
Matriz de Barreiros. s. Theodata M., s. Victo^^" 
r i lio, C. 

30 — Terga s. Jeronymo C. D ■, E ♦ FcsLt na Se* de Olinda^ 

s. Antonino* B, de Maux. 

Phases da Ltm 

L, N. 2 as 2 h* 59 m, manha I L, C. 17 i» 4 h. 4 m. tarde 
Q. C. 9 as 8 h. m. tarde | Q. M. 24 ds 2 h. 12 m, tarde 

Apogeu 10 as 9 h. manha | Perigeu 23 as 11 h. manha 



OUTUBRO-31 dia» 

iHtiii iniv ao Snntisatmo Roautto tte -Varia 

1 — @<Juarta s. Remigio, B. de Reims C, s. Verissimo, 

g. b, Maxima e Jult^, suas irmUes. M. 

2 — yuinta Os Santos Anjos d a Guarda, s, Tbeophilo, 

mon^e, s, Eleutlierio, sold* e seus Comp. Mm. 

3 — Sexta s. Di n i 2, o Areopagita, B, M., s, C and i do, 

M., s. Maximiano f B. de Bagai a» 

4 — Sabbado s. Francisco de Assis, fundador d a Ordem 

dos Franciscanos. Festa nos C u n v en tos de Santo 
Antonio, de Olinda, da Penha e na egreja de 
S. Jose de Riba*mar« s, Eusebio B. de Laodicda. 
Comefa as 3 d a tarde a grande indulg. {toties 
qtt(}fies)* 
t — Domingo {20.* dep. de Peniecostes). Nossa Senhora 
do Rosario. Celebra-sc o mez du Rosario nos Con- 
ventos e Matrizes, e na sua egreja na Fregiuvia 
de Santo Antonio, Fe&ta nas Matrizes do Corpo 
Santo, Santo Antonio, egreja do Rosario d e Santo 
Antonio, Indttigettcia plen. para os que visitarem 
a egreja do Rosario e nella orarcm segundo as iri- 
tencoes do Santo Padre ; eata indulgencia se ganha 
tuntas re/es (jtiantas se cntvar w % e$?e$% de^de 3 



ALMANACH DE PERNAMBtJCrt CV 



horas d a tarde de hotitem ate" hoje ao p$r do sol. 
I* s. Placido e Comp. Mm., s. Aura» Abb, , s. Aus- 
triclianoC., s- Ttdlia, V. 
'<&ang. d a Dominga : Jvsus cura umfilha d e um official 
t x m Cap/i a m a u m . 

— Seganda 5. Bruno, fundador da Ordem Ua Cartu- 
cha, s. Erotide M. , s. Modesta, V* Comeca hoje a 
tiovena d e Santa Thereza. 

' *— Terga s. Marcos, Pp, C, s, s. Sergio e Comp. 

Mm., s. Justina de Padua f M. , s. Ositha V. 
9 — Quarta s. Brig-ida* viuva* princ. da Sueeia* s, Thais 
penit., «♦ Pelagia. penit. 

9 — 3 Ouinta s, Dionizio, B* de Paris e seus Comp, 

Mm,, s. Andronico e s* Athatiazia, sua tnulher, 
Mm., s. Astrogilda. 

10 — Sexta s. Francisco de Rnrja, C + T s. Telcbida, 

V., abb., s. Paulino, R, de York. 

11 ■*- Sabbado s. Santino, B. de Meaux, a. s. Leonardo 

e Philonilla, irmaos do A p, s. Paulo, s, Nicacio 
Areeh, de Rouen. 

1- — Domingo U 7 /** dcp. d e Pentecostcs) . Nossa Senhora 
dus Retnedios, s, Wilfrido, B. de York, s. Her* 
linda, V, Abb. 

Evang. da Dominga : Parabola do Rei que faz presfat 
ton i as a o s s e us se rv i do re s . Feri i m I o Federal. 

13 - Setfimda s. Eduardo, Rei de In^laterra C. T s- s. Da- 
ni f. 1, S am\i e l e seus Comp. Mm, 

U*— Terca b. Caliarto, Pp, M., s. Bernardo d'Arce, Cl, 
s. Fort u nat a V. e aeus irmaos Mm, 

15 — Quarta Santa Thereza de Jesus, V P4 fundador ada. 
Ordem dasCarmelitas deacalcas, D E, Pesta na Or- 
dem 3.« do Carmo. Visita-seobospital. s. Aurelia V. 

16 — Ouinta s. Gal, Abb., s. Celina, s. Martini ano e 
seus irmn.t>s Mm. 

H g Sexta B + Mar^arida M. Alacoque, V. Foi a esta 
aimples filha da VisitacJLo do Faray^le-Monlal 
que Jesus Christo manifestou a vontade de t^ue 
uni a f esta particular fosse feita para honrar o 
seu Sajcratissimo Coracao. s, Clemente de Lodi T 
a. Sol m a Vm. 

- Sabbado s, Lucas Evang-eltata, s. Triphonia. 

19 — Domin^o (^^. u defi. de PeuUcosfes), s. Pedro d e Al- 
cantaraC., Padroeiro do Brasil. Pesta no Hospi- 
tal Pedro II. Visita-st 1 omesmo estabelecimento. 
». Saiiniuno, B. de Sens, 



ALMANACH DE PERNAMBtfCO 



Evang . da Dominga : Dae a Cezar o que S de Cezar e a 

Deus a que £ de Deus* 
20 — Seg-unda s. Joao Cancio, C M s, Iria, Vm., s. Cleo- 

patra, reltgiosa. 
- Terca s, s. Ursula eComp. Vv. Mm., s. Hilariao M., 

s. Zaina M. 

22 — Ouarta b, Gongalo de Lagoa C*, a. Maria Sa1om£, 

mae dos Ap. & s, Thiago e Joao, s, Cordura M», 
a, Ulherto. 

23 — {£ QuLnta B. Hcdwi^es, viuva, duqtieza de Polonia, 

s. Ignacio, patrlarcha de Conatantinopla, a. Joao 
Capistrano, reli^ioso. 

24 — Sexta s. Raphael, arehanjo, a. Proculo, Arceb, de 

Constantinopla, &. Cleto, C. Fertttdo om Ser- 

25 — Kabbado s- s. Chrispim e Chriapiniano Mm.» s. Chry- 

santho e s. Dari a* sua mulher Mm», s. Gaudencio, 

B r d e Brescia. 
2(j — Domingo Uj, u dep. d e Penfecosies). 8. a de a* Pedro 

de Alcantara, s. Kvariato Pp> M., s. Luciano e 

seus Comp. Mm., a, Sigiabaldo, B, de Metz, 
Evang. da Dominga : Jesus resusciia a filha de nm cheft 

da Synagoga* 

27 — ► Segimda Vigilia s» s. Simao e Judaa, App. , Noaaa 

Senhora doa Agom&antes, a* Fronancio, A p, d a 
Ethiopia, a, Eleabao, rei da Ethiopia. 

28 — Tenja a, s. Simao e Judas Thadeu, App., a. Ho- 

nor ato B. de Yeraaillea, 

29 — Quarta Traaladagao de a. IzabeU Rainha de Por- 

tugal, viuva, s. Narciao, B. de Jeruaalem, a. Fe- 

liciano de Vaga, a, Ermelinda V. 
M\ oninta Sagradaa Rel iq u i as ftiiardadas nas egrejas 

da Dioeese de Olinda, s, Asterio DE, a, Sera- 

piao, B. de Antiochia, a, Eutropia M. 
31 — ® v Sexta Vigiliade Todos oa Santos, s. Quintino M,, 

O B. Affonso RodH^uea, jeauita, a, Volfango, B, 

de R at i abon n a. 7) riuhi am oa exercicioa do mez 

do Rosario d e Maria, 



Phases da Lmq 



L. N. 1 ia 2 h. 44 m. tarde 

Q. C. <* as 3 h + 1 m , tarde 

k. G, 17 aa 3 h. 41 m. manha 

Apojfeu 8 as 4 h, manh| 



Q. M, 23 aa 8 h. 38 m. tarde 
L. N. 31 ia £ h. 54 m. manha 

Perigeu 19 as 12 h, tard^ 






Ai,MAfcACti fcte MttfcAtttttfeb cVii 

N0VEMBR0--30 dia» 

Dedicado a' s Almas do Purgatorio 

1 — Sabbado f Fbsta de Todos os Santos, s. Maria 

de Neocora, escrava M. Rotnaria dos confrades 
da Sociedade de S. Vicente de Paulo a ermida 
de N. S. do Monte em Olinda, partindo da Ma- 
triz da Boa-Vista as 4 horas da madrug-ada. 
Evang do dia : Sermao das Bemaventurancas. 

2 — Doming-o {24. dep. de Pentecostes). f Dia de Fina- 

dos. s. Acendino e Comp. Mm., s. Jorge, B. de 
Vienna, s. Victorino, B. de Pettaw, s. Justo M., 
E'odo4.°dep. daEpiphania). Fertado Federal. 
Evang. da Dominga : Jesus acalma a tempestade. 

3 — Seganda s. Malaquias, Arceb. d'Armagli, s. Syl- 

via, mae de s. Gregorio, Pp., s. Yda, condessa. 

4 — Terca s. Carlos Borromeu, Arceb. de Milao C . , 

s. s. Vital e Agricola Mm., s. Claro B. M. 

5 — Quarta B. Martinho de Porrez C, s. Bertilla, Abb. 

de Chelles, s. Zacharias e sua mulher s. Izabel. 

6 — Quinta s. Leonardo, eremita, s. Severo, B. de Bar- 

cellona M. 

7 — Sexta s. Florencio, B. de Strasbourg-, s. Ernesto, 

Abb. M., s. Herculano B. de Perouse M. Fe- 
rtado na Balita. 

8 — Q) Sabbado (8.° de Todos os Santos), s. s. Quatroco- 

roados, irmaos Mm., s. Godofredo B. de Amiens, 
s. Claudio, o carcereiro. 

9 — Domingo (25* dep. de Pentecostes). Patrocinio de 

Nossa Senhora. Dedicacao d a Basilica do Ss. 
Salvador, s. Theodoro M., s. Agripino B. de Na- 
poles, s. Leocadio, senador. Pesta de Nossa Se- 
nhora da Soledade na egreja do Livramento e de 
Nossa Senhora Mae dos Homens na egreja d a 
Madre Deus. (E' o do 5.° depois da Epiphania). 
Evang. da Dominga : Parabola da doa semente e da si- 
zania. 

10 — Seg-unda s. Andre* Avelino C, s. Triphonioe Comp. 

Mm., s. Demetrio B. de Antiochia. Feriado 
em Pernambuco. 

11 — Terca s. Martinho, B. de Tours C, s. Menna M., 

s. Verona, B. de Lyao. 

12 — Quarta s. Martinho Pp. M. , a. "Nilo, axv;iCitafcTSta** 

s. Livino M., s. Renato B. d'Atvget^ 



13 — Quinta s. Eatanialau Kostha C, s, Home m bom, 

negociante, s. Bricio B, d e Tours, a, Eug^enio B. 
d e Toledo. 

14 — Sexta a. Josaphat, Arceb. de Poloczk M., s, Lou- 

renco, Arceb» d r Doublin, s. Bertrando, Abb. 

15 — ©Sabbados, Gertrudes Magna V. Abb. T s. Seeun- 

dino M«* O B. Alberto Magno B. de Ratiabonne, 
I 4 1 iado Federal. 

16 — Domingo (?6* n dep* de Penieeostes) , s. Didaco B. de 

Cahora, s, Edmundo, Arceb, d e Cantorbery, 
s. Quintilliano B. de Seleucia. (E ? o do 6«* dep« 
d a Epiphania), Fcrtado 110 4 tara, Par& 
e Piauliy . 
Evang. d a Dominga : Pura bola do grao d e mostarda . 

17 — Segtmda », Gre#orio Ttiaumaturgo» B. de Neoce- 

sarea, s* s. Alpheu e Zacheu Mm. t s. Hilda, Abb. 
Foriado e m San I a lat liari na. . 

18 — Ter^a Dedicagao d a Baailica de s, s, Pedro e 

Paulo, s. Odon, Abb., s. Romlo M., s* Alda, V. 
Fcriatlo 110 Jlaraulifto. 

19 — Quarta s, Izabe] d a Hungria, v iur a, s. Ponciano, 

Pp t M M s* Benigrio, B. d e Annac. 

20 — Quinta s, Feltx de ValoU, fundador dosTrinos C. 
«. Edmundo, Rei da Inglaterra, M, ,3* Silvestre» 
B t deChalonssur Sa6ne. Feriado 110 F*|>iri 

to- Santo. 

21 — Sexta Apresenta^ao da B, Maria Vir^em no Tem- 
plo T h. G-elasio Pp. f a. a. Demetrio e Houorio Mm, 
Feriado no Aumzoiias. 

— (C Sabbado s. Cecilia, V. M., s, Pragmacio, B*d T An- 

U.n, s. Ph i lemon e a. Appia, &ua mulher» Mm* 
23 — Dom i ngo U; * depa i s d e Penfecastes) a . C 1 e me n t i n o, 

Pp. M,, s* Felicidade, M* T a, Lucrecia, V. M», 

s. Urbano, C. 
Evan* d a Dominga i Jesus prediz oa prodigios do fim do 

m u n d o e atmuntia o juizo universal* 
24 — Seganda s.. Joao d a Cmz, C, s. Chrysoffouo, M., 

s. Firmina, V. M. 

25 — Terga a, Catharina, V. M. t a» Jocuiida, V,, 

s. Erasmo, M, 

26 — Quarta a. Pedro A]exaudriii<j T B, M. t a. Conrado, 
B. de Con stanza, a, Del pb tua, 

— Qmnta Festa da medalha mHagrg&a de N,* S.% 
a. Maxlmo, B, de Riez, O B. Leonardo de Porto 
Mntiricio* 



2f — 



28 — Swrta s* Eatevao, o moco» s, Theodulo da Syria e 

e comp. Mm., a. Sostberies* 

29 — ©Sabbado Vigilla de s. Andre\ A p, , a. Saturnino 
B» de Tnlesa, M. lloje a tarde ceasam as nu- 
pcias solemnes, 

Domingt» (/* do Advento) a. Andr£, A p., s. Trajano. 
B. de Saintes, s* Amara, V. M. 
Eitattg. <ta Dotninga: Parabola da figueira e do juizo 
final. 



Phases da Lua 




Q. C. 8as 10 h. 11 m. manha 
L, C. 15 &s 2 h. 47 m. tarde 
kpogeu 4 as 12 h. tarde 



Q. M. 22 Is S h. 27 m, manha 
L. N. 29 ks 11 h. 45 m. tarde 
Ferij^eu 17 a 1 h. mauha 






DEZEMBRO — 31 dlas 

Dedicado d Imtnacalada Coticet^ao de Maria 

1 - So^vinda & Eloy, B. d e Noyon, s, s. Deodoro, preab, 

s. Mariann, diae. Mra. 
2— Terca s. Bibiana, V. M*, s. s, Euspbio, presb. e 

comp, Mm,, s. Silvano, B, de Troa.de. 

3— yuarta s* Francisco Xavier, s. Fuljjencio, B* de 

Otricoli, s. Nicephoro. 

4— Qumta a, Barbara, V. M. Festn ua egr, do Li- 

vramento. a. O s mu n d o. B. de Salisbury, s. Ber- 
il a rdo. B, de Parme. 

5— Seatas. Pedro Chrysologi*, B, de Ravenna, C. D, E., 
s, Sabbas, abb. ♦ s. Geraldo* arceb. de Praj^a. 

h — Sabbadn s, Nicolau, B. de Myre, C*, s. Theophilo, 
B. d*Antiochia, a. G-ertrudes, v i u v a. 

7 — Domin^o U" do Advenio) Vi^ilia da Immaculada 
Concelcao, s. Ambrosto, arceb, de Milao, D. E,» 
s, Victoria, V. M*, s. Fara t V. abb, 

Ja Dominga : Embai.vada d c Joao Bafiluta e 
fvsfi&sta tfejestts gue ghrifica o /Venmor. 






8 — 3) Seguiula. f Immaculada Concbiqa'q de Nosso 
SeNhORa, padroelra do Brasil. Fesia no Arcoda 
Conceicao t n a egr. d a Concei<jao dot* M Hit a r es e 
e m v ari as egrs M s. Sophranio, B. d e Chypre, 
4 a Festa da Soeiedade de S. Vicente de Paulo, 

Evang* do dia : O Anjo Gahriet i enviado por Deus d 
l 'irgem Maria, 
9 - Ter^ a s, Leoeadia, V, M\ T s, Syro, B. de Pavia. 
Feriticlf» eni M titi u t* r cm* o. 

10 — Quarta Traslada^ao da S. Caaa de No&sa Senhora 
para Lareto, s. Melchiades, Pp. f s, Eulalia, V. M. 

11 — Quinta H. Damasu, Pp t C, s, Daniel Estellita, 
s. Sabino, B, de Plaisance. 

12 — 8exta s. Epimacho e comp, Mm M a* Valerio, abb, , 

s. Synesio, M* 

13 — Sabbado a, Lruzia, V. M. Festa tia Matrifc do 

Corpo Santo, n a egr. de S, Pedro dos Clerigos e 
do Livramento. s. Othilia, V., at>h, 

14 — Domingo { j v do Advento) s. Esperidilo, B. de Tri- 

mjthante» s. AjOfrjello, abb,, a. Lupcino t B. de 
Vienna. 
Eimng. d a Dominga : Af andam o s judeus d e Jerusatem 
sacerdofes e leintas ajoao Bapiista. 

15— © Se^unda 8* da Immaculada Concei^iio de Maria, 
s. Victor e cornp. Mm,, s. Valerio, B. d'Abbenza. 
Fcrluil» t* m ». Haiilo, 

16— Ter^a s. Eusebio, B. de Veraeil, M 

Inip M s* Albina, V. M. Comefa 

Meniao Deus. 
17 — Ouarta t Temporas Lux) a* Vivina, V 

viiiva. 
18— Quinta Expectagaodo parto de N, S,, N. S, do O'. 

Festa naejjr. do Lrivramento de N. S + do O' s, s. 

Rufc e Zozimo, Mro. T »♦ AuKencio, B, de Mop- 

sueste» 
1 9 — S e x t a ( Tempo ra s L ux ) a . K eme ai o, . M , , s . Faust a, 

mae de Santa Anastacia, s. Timoleao, diac. M,, 

Anniversario d a nomeagao carriinalicia d e 

Leao XIII (1853). IVriu<lo no Parang 

20 — * Sabbado {Temporas £.ux) Vigilia de S, Thome, 
Ap. T s. Philogono, B, d'Antiochia, a. Domingos 
de Silos, 

21 — (£ Doraitigpo {+* do Advento) s. Thome, Ap M s, Gly- 
ceriOf M M s, Themistoclea, pa.aloT, iflL 



jc 






, a. Adelaide 
a novena do 

T s* Olympia, 




AI,MANACH DE PERNAMBUCO CXI 



Evang. da Dominga : Chronologia sagrada. Joao Ba- 
ptista prega o baptismo de penitencia. 

22 — Segunda s. Ischyriao, M., A B. Angelina de Cor- 
.-. . bara, M., s. s. Demetrio, Honorato e Floro, Mm. 

23 — Ter$a s. Servulo mendigo e paralytico, s. Victoria 

V. M,, s. s. Theodolo, Saturnino e mais 8 Mm. 
de Creta. Anniversarioda ordena^ao de LeaLo XIII 
(1837). 

24 — Quarta Vigilia da Natividade de Nosso Senhor, 

s. s. Thrasilla e Emiliana, Vv., s. Delphino, B. 

de Bordeaux, s. Venerando, B. d'Auvergne. 
25 — Quinta \ Natividade de Nosso Senhor Jesus 

Christo. Festas em todas as egrs. e pontiiical 

na Cathedral, s. Eugenia, V. M. Feriado no 

E§pirito-San to. 
Evang. do dia: Da l. a missa — Nascimento de Jesus Christo 

no presepio, Da 2. a missa — Os pastores ouvindo a 

voz de Deus correm ao presepic . Da 3. a missa — 

O de S. Joao : N o principio era o Verbo. T_ ! 
26 — Sextas. Estevao, protomartyr, 1° diacono, s. Diniz, 

Pp., s. Marinho, M. 
27 — Sabbado s. Joao Ap. e Evang., s. Fabiola, viuva, 

s. Lydio, M. 

28 — Domingo s. s. Innocentes Mm., s. Abel, o 1.° dos 

justos, s. Domicia, M. 
Evang, da Dominga : Prophecias do velho Simao e de 
Anna. 

29 — Q Segunda s. Thomaz, arceb. de Cantorbery, M., 

s. Trophimo, s. Ursino, B.deBourges, Os anjos 

no presepio. 
30 — Ter$a s. Sabino, B. d'Assis e comp. Mm., s. Any- 

sio, B. de Tessalonica, Os pastores no presepio. ; 
31 — Quarta s. Silvestre, Pp. C, s. Melania, a moga, 

s. Columba, V. M., s. Froberto, abb., Maria no 

presepio. Te-Deum na Cathedral. 



Phases da Lua 



Q. C. 8 as 4 h. 7 m. manha 

L. C. 15 d 1 h. 28 m. manha 

Apogeu 2 ds 2 h. tarde 



Q. M. 21 as 5 h. 40 m. tarde 
L. N. 29 as 7 h. 5 m. tarde 
Perigeu 15 a h. ta.r<ift 



Apogeu 29 fts 5 hr tar<d^ 



CXII AtMANACH DE PERNAMBtTCO 



ECLIPSES 

No anno de 1902 havera 5 eclipses, sendo tres de 
Sol e dous da Lua, k saber : 

Eclipse parcial do sol a 8 de A dril. 
« total da lua a 22 de Abril. 
« parcial do sol a 7 de Maio . 
« total da lua a 16 de Outubro. 
« parcial do sol a 30 de Outubro . 

EXPEDlEr*TE 

A correspondencia para o jfilrr\anach deve ser dirigida 
ate ao mez de Abril; as listas das decifracSes ate ao mez de 
Maio, devendo conter o rjumero da composigao, decifra$do, 
assignatura e localidade* 



O jfilmanach de Pernambuco concede dous fremios* 
um que constara da publicacao e insercao, no annuario seguin- 
te, do retrato e, sempre que for possivel, dos tracos biogra- 
phicos do primeiro collaborador que decifrar todas as compo- 
sicoes do presente jfilmanach ; e outro que constara do ofle- 
recimento de um livro ou de um mimo no valor nunca infe- 
rior a 10$000 c que sera concedido ao segundo collaborador 
em identicas condicoes. 

Vide o COUpCJ/ prejo a 1*pagina d'este jflnja- 
nac/j. 



pedimos crue toda a correspo/jdencia para o Jll- 
manacfj $ejajrar\ca de porte. 

Sstamos resolvidos avjdo maisacceitar cartas sem 
a franquia devida. 



Os Srs. collaboradores dignemse de indicar os dicciona- 
rios onde se encontram as palavras parciaes e a gerai de suaa 
composifdes charadisticas . 



^pub/icagoes offertadas 



Agradecemos cordialmente as offerlae das srguinlcs; 



Jncortfidente- 

di <io Galvao Filho. 



Romance brasileiro por Zeferlno Can- 



B' u m a pagina da historis brasileira que o autor desen- 
v oive em linguagcm tluente e colorida. 

Temos sempre u m inccnth'o brado de animasi o para tndos 
J* s escfiptores que nao vao buscar no estrangelro ou em faetos 
"^toricos de outras na^6es, assumptos para suas obras littcra- 

Quando nerchum merito tivesse 3nconfidenf€ t e elle 
° tem muito, hastar-nos-ia csse para colloca lo entre os livros 
Predilectos d a *jJ/&/j'of^eca do j#fnjanach de Pernam* 

Parabens ao nosso collaborador o Sr + Zeferino Candido 
^ i lho, e que continue a honrar o nome do E3rasil e relembrar 
^*^ suas mais fastosas datas, c O que» de cora^o, Ihe desejamos. 

<5 EtfSmO — Periodico litterario e notidoso que semanal- 
**^«nte se publica na eidade do Limoeiro, d'este Estado, e de 
*lue e propnetario o Sr. Landclino R* Castello Eraneo. 

tiegularmentc imprcsso e com bons artigos, e a prova i 
|nr >oviinento Htterario que agora, em toda sua pujanya, apparci: 
ri£iquelJa risonha eidade, patria de tantos homens illustres. 

fy'Scursos proferidos no dia ii dc Maio de LMi (\ por 
°ecasiao do \° centenario do deseobrimeiito do H rasi l e do 1J" 
<*nniversano da fundac&o do Jracert]a HWerario* 

O oonvivio de moeos que trabalham, alem de fortiflcar os 
la^os amistosos que devem ligar toda a humamdade, c o meio 
rr iais seguro para o desenvolvimenlo do cspirito e aperfeieoa- 

► rn cnlo da intelligencia. 
Ao nosso tllustrc collaborador o Sr, Almir Madeira, do 
( cara, agradecemos cspecialrncnte o bem impresso Foiheto que 
dignouse de enviar -nos dos Jjlscursos profenBos por af- 
9uns socias do Jracema f tt teran o d e quc e u m dos 
dignos direetores* 

ffereticosSas trese sonetos que coTnpdem este Iivrinho, 
o seu aurtor, nosso distineto collaborador o Sr. Euclides Ban- 
dara» do Parznii. enfeixou treae artigos da ii tOTvXta. ^ tt\\^\^ 
& Igreja Rom&nn ; sio trez% a^orragues cotn ^vw fe\Vt Sjasfe^v 




os vendelhucs do tcmplo, o beateno, a inquLsican, as religiosas, 
o conn^sionario etc. Scm subserever iit t> tam Rs suas idcas, nao 
podcmos deixar d e reconhecer que o Sr* Eudides lem muita 
inspirac&o, sendo os versos bons e ftuenteSt 

O Jtfimo (10 nameros) -Jurnafsinho litterario e rc^reativo 
qne se publica na LJahia e cujos redactores sao os estudiosos 
mocos S. Pinto e B A. de Souza, este ultimo, illustrc collabo- 
rador do nosSo modcsto Annuario. 

Jtintanacti popufar JJrasifefra. oJTerecido pelos edi- 
tores Echeniquc Irmaos, distinclus tivreiros editores em Pelo- 
tas, Porto Alegre e Kio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul. 

j7 ^y/770/a fSceners d a /jusenaj— Poemeto por The- 
mistocles Machado , 

Si nao fosse a fcljddadc quc scu auctor tcve de mais 
u m a vez mostrar todo o valor de sua intelligenda, o facto de 
ser *o producto total da vcnda do poemetu appjicado em bene- 
ficio dos indigentes cearenses* e digno dos maiores applausos. 

prct?a do /^rre/ra— Re vista litteraria, cuja publica^ao 
agora inida-sc n o Ccara, sob a direccao d c varios mo^os de 
Lalcnto, d'entre os quaes se destaca o nosso collaborador o 
Sr> Almir Madeira, scu gcrcnte, quc nns enviou dous numcros. 
Lfm numcro espedal, trm commernaracJlo a o raiar do Seciilb 
XX, foi iios oflereddo pelu dSatiocto liiter&to, nosso collabora- 
dor, o Sr. Pedro Souza Pinto. 

O numero u nico do Jifstituto Saur o Sodre, commemo- 
rativo da inauguracao do amio loctivo de 1901, offercddo pela 
Exma. Sra h D, Anna Toclca Pamplu, do Para. 

JtfofjSfogros— Sob esie titulo o intelligente e habil poeta 
o Sr. Gastao Diniz, nos&o distiticto collaborador, cnfeixou dous 
mimosos monologos : O paf}\a f o e o Jfebedo* 

Nao Taltam a cstas duns eomposicoes graca e bellcza, e 30 
tcmos de, agradecendo ao scu auctor a offerta, envfar-lbe u m 
abraco de congratulacSo por tam auspidusa estrca no palco 
da Jitteratura pcrnambueana. 

'Csfudo — T'triodico lilterano T de publicacao mensal, 
cujos redactoreSj os Srs. Josc R* dos Anjos e Eusebio dc Souza, 
souberam darJhe oa attractivos dc leitura variada, ligeira e 
amena 

jffmanach 3ilu$trado do Jorneti do £ro:sr/—\Ji\]is- 
sirna e bcm organisada publicacao d'aquel[e distincto orgam da 
/mprensa ftuminense ; offerta do Sr. VaWnte dc Aodr&de, re 
fitc do jornnl, e m propaganda em Pwtvamta^^, 









Ai&ANACH Dfc PERNAMBUCO CXV 



€$fcr/cr$r/7?/tes— Hermeto Lima, seu auctor, e um nome 
feito e poeta conhecido no Brasil e no extrangeiro. 

Este pequeno volume de sonetos e mais um attestado de 
seu valor intellectual e firmeza de inspirasao. 

-Cstudo /j/ryj/o/o^r/co do sonho— These inaugural apre- 
sentada a Faculdade de Medicina da Bahia, approvada com 
distinccao e detendida pelo Dr. Eu*tachio Daniel de Carvalho. 
Sobre o merito d'este trabalho vide o bellissimo, justo e crite- 
rioso artigo do Dr. Clovis Bevilaqua a pag. 86 deste Annuario. 

Co n tos s * m desconto de Ol3 r mpio Galvao. O prefacio 
do livro, escripto pelo Dr. Carlos Porto Carreiro, da franca- 
mente o juizo que em gerai foi feito sobre esta colleccao de 
trabalhos litterarios, alguns ja publicados na imprensa diaria. 
« Olympio e um mo90 que ha muitos annos lida pela littet a- 
tura : e o que e nesse terreno deve-o a si proprio, ao seu ta- 
lento, aos seus esfor90S, as suas leituras, embora um tanto 
desordenadas e sem nexo.» 

Vocabulario S u l 7tio~ffrandense pelo Dr. J. Roma- 
guera Correia. Este util e interessante lexico veio preencher 
uma grande lacuna nos diccionarios portuguezes. Notamos. 
porem, que algumas palavras ali mencionadas sao usadas no 
Norte do Brasil. Agradecidos ao Dr. Manoel Ferreira Escobar, 
digno juiz em Alegrete, pela offerta. 

Continuamos a receber com regularidade : Os numeros 
da esplendida ftevi'sta da Jnstrucgao publica do Sstado 
de pernanjbuio, Agradecemos especialmente as referencias 
feitas ao Director d'este Almanach pelo concurso a que se 
submetteu para preenchimento da vaga de lente da 2» cadeira 
de Lingua Nacional da Escola Normal, d'este Estado, e pela 
sua nomeaclo ; a T^evista industrial e Jtfercantif, a mais 
importante revista em lingua portugueza que se publica no 
Brasil, dirigida pelo habilissimo Sr. lgnacio Nery da Fonseca e 
em cuja typographia foi bellamente composto e impresso o 
presente Jffmanach. 



Corrcspondencia 



/% TtanjOS. (Bahia.) — Estivemos de chapeo na mao a es- 
pera de V. S. e nem ao menos ur\ pet/'t pigeon vot/crgeur Nt\o, 
batendo as azas, em direc$h"o ao nosso casteUo \ \ 

De-nos um ar de alegria. 




-Tinhamos cstabdecido, como n 
sd publicar artigos incdjtns, c o de V. S. . ■ 

Mas, nlo queremos que nos julgue com algum pari/ pn^ 
e por jsso vera o sen nome adiante. 

E' escep^ao umca. 

2K jft&etine jflattos. (Recife.)— Vejn, u m dos logogri- 
phos de V* Esc, o segundo. produziu uma cereuma rneduiiba. 

Ergueram se os punhaes ,,. de aeo e si nfio Tosse a nossa, 
reststeneia, que horror. . . V* Esc. lendo o que dizemos ao 
Gfu6 7 veja a que Lucta nos impelliu. 

Julgamos, pore'ai, que seremos vencedores n o combate, e 
o nosso Dircctor podera dizer com o Horacio ; ^ubfinji ferittni 
sldera vertfce. 

<Slub putifyaes de jffgo* (Bahia.)— Vv. S«. foram crueis 
[njustos e,,, mas nao rcialiemos, 

Essa questao, pordm, devc ser posta e m pratos limpos, 
como se di z em linguagem vulgar c cspressiva. 

Vv. Ss. dizem:... * p a r saber ou ter quasi a certeza 
que esse hgogripho (o logogripbu n. 16^ d a Exm>*. Sr*, D. 
Adelina. Mattos) foi feito para gararjttr um pn'met'ro hgar ao 
seu auctar. "Desculpai nossa fraqueza, maj m a n d a a ver 
daae que se diga gue no Jjinjanach de Pernambuco a 
pagi n a 3 e ffonra e feita para do; s charadistas que vos 
sabeij perfeilamente quaes sdo. * 

A' fe de cpvalheiro, podemos garatilir quc o&o sabemos 
si jfldeiina Jtfattos c um nome verdadeiro o u u m pseudonymo, 
riem temos interesse em sabe-lo. 

\i\ porem, oftensiva a nossa honra e dignidade a afifir- 
matitfa de que, de antemao, temos marcado um logar deter- 
minado para estc ou aquelle coltaborador, 

E basia uma simples considera^ao : Si o Director d'este 
Afmanach quizcsse protcger os distinctns eollaboradores que 
lem sempre figurado na pagirja de ${anni, porque mutivo 
tcrn-se limkado a inserir simplesmente o seu nome nessa pa- 
giaa e nln Ihes tem dado o l.o logar, publioando os seus re* 
tralos e biugraphias ? 

Quem ter-lhe-ia prohtbido de levar ate abi a sua .pro- 
teccao ? 

Desgostosos e sobranceiros repellimos tam inaoEente e 
grave accusaeao. 

O (?/tf6 deve saber que i\este an^vo *s collaborador pre- 
mmdo nssignou se com um pseudonymo e &$&zat ^\?^o,q t\«ras*a 



i 



ALMAWACH DE FERNAMBTJCO 



CXVll 



*-*irector procurou por todos os meios descobrir seu verdadeiro 
n *^>me para conferir-lhe o premi o* 

jfiiffianach de Pernambuto precisa muUo e muito d a 
Cf -*Uaboracao d e todos os litteratos brasileiros, precisa tambem 
^Specjalmente d a cotlaborac^o dos intclligentes socios do Qiub 
/ > uqhaes de ffio, prefere, porem, pcrder toda essa coHnb^- 
r ^-^o, ser obrigado a desapparccer da scena d&3 kttras, si 
a caso (irmar se no espirito dessps collahoradores a eerteza da 
lr t-e^ularidade do procedimcnto d e seu Director. 

Na verdade, para que o C/ub collabora n u m Almanach 
CUjo julgamento mto Jhe merece f e ? 

Para que o Club eonoorre para alcan^ar O L« prcmio 
4 nan do sabe que esse logar j a csui dado } 

O dub rdlicta na accusacao impensada que fez. 
Os cbaradistas a quem o Club se refere maUciosamentc, 
acham-se ligados ao Dire^lor do Almanach pclns la<jos sagra- 
dos de amizade anLiga c de coUeguismo ; e* pordm, segredo de 
administracao toda a correspondencia, artigos e deeifraeoes 
refere n les a o J^Imct/rac^, 

nosso Dircctur leva o seu cscrupulo a ponto de n£o 
ttescobnr o S segredos d e reda c efu» nem iiiesmt» a u m seu 
irmao, grande a u si liar n a confece^ao do Almanacli* 

Foderiamos dizer mais alguma cousa, porem : G/aud/fe 
jam rivos, pueri sat prata b t beru n t 

A seganda accusacao do Giub refere-se ao mesmo logo- 
gripho 165. 

Vv. Ss. pedem * a fineza (fineza em trahidores ? !} de 
pergvntar a 5) + Jfdeftna Jlfattos erri que livro encontrou 
Jtrcia como ge/jero de iiis^ctcs e jTprio como romarjo, 
pois ces verdadefras combmaedes sao Jfrctla e jffppiv. » 
Nao nos demos ao trabalho de interrogar aquella distincla 
Bahara, 

Mesmo e nosso costume verificar todas as ^omposie^es 
qoe nos sa*o eaviadas, as pedras parciaes e a decifracao 
Nal. 

fiprio encontra se no volume L ft , e jfireiet no 2.° vo- 
lume da Gncifclopedta das €fjci/c/oped/as i D ic c ion ari o Uni- 
versal Pnrtitguez illustrado. edfctado por He«rique Z e feri no d e 
IAlbuquerque r em Ltsboa 1882. 
A terceira accusacao ainda e mais injusta. 
\'\\ Ss. dizem ; r espera/jdo, entrelcmto, rt\a\$ coqdes- 
cmdetfcfa es/e ar?j?3> po/s ^/77 razav, qo passa do, corta^es 



CxVm ALMANACH t>K PEKNAMBUCO 

algumas decifragoes que estavam per/eftamerjte de accord* 
com as regras c/iaradist/cas* » 

Como se enganam. 

Vv. Ss. deram a decifrasao de ^aquearjtes a charade 
de pag. 36 quando a verdadeira e saccomardos — Jfrjtes ni 
e povo. 

Pag. 38 — NSo sabemos como achar gotto / a decifrac^Lc^ 
perfeita e Chacon Xeite. 

Pag. 57. — O ftemedio como decifra^o de : OR==quando^- 
devia ser como orvalho. Na mesma : sobre o mundo e nfio- 
no mur\do. 

Pag. 115. — Co/um nao e cidade. A decifracao e jffrta 
bano. 

A!em d'estas quatro decifra^es que cortimos na lista do 
Club, podiamos, si quizessemos ser rigorosos, nao ter acceitado : 

Pag. 38. — Taes — a decifracao e (jrosa. 

Pag .51. — Jjalagarte em vez de Jjalagate. 

Pag. 54. — jfjgamer]or\ que nao salvou seus compatriotas 
do jugo de um rei da Mesopotamia — por Othoniel. 

Pag. 96. — O enigma foi composto erradamente ; entre- 
tanto nao se pode encontrar te estima ; a decifracSo e traz ; 
faltou a lettra r. 

Pag. 112. — Jtfillimetro ; milli nao significa mil, porem 
sim a decima millesima parte. A decifra9ao e Jtilo. 

Pag. 1 i6. Onde mdmente signifioando mau genio ? 

Os punhaes afiados do Club nao nos alcancaram, resva- 
laram e foram ferir, infelizmente, a quem os empunhava. 

Antes o golpe tivesse al:an9ado apenas... o ar. 

" Je hais le coeur pervers, le debile cerveau 
Quf noircit la colombe et blarjc/iit le corbeau. " 

Temos em nosso poder uma tira de papel cheia de notas 
e versos emendados que, por engano, nos foi remettida. Di- 
gnem-se Vv. Ss. de dar ordens para sua entrega. 

jffnato pannja. (Para) — Aproveitamos algumas compo- 
sicOes de V. S. que embora sem disfar9ar a lettra, nos tivesse 
escripto sob o pseudonymo de mulher, ainda figurou uma vez 
•om este nome. 

O acrostico foi para o limbo. 

Netse genero nao publicaremos mais nada. Os collabo- 
radores augmentam de anno a anno e o espa^o k, xsn\\» 'gwa&fe. 



ALMANACH DR PERNAMBUCO CXIX 

Club jfidagas de Curo. (Recifc).— Accusando o oflicio 
em que vos dignastes de communicar-nos a funda^o do C/ub, 
cabe-nos o dever de agradecer o voto de louvor que foi lan- 
cndo no livro das actas de vossas sessoes, pelo brilhantismo 
que dia a dia vae obtcndo nosso humilde Almanach, . segundo 
vossa belia expressao. 

As paginas do Almanach de Pcrnambuco estao as ordens 
de tam delicado Club. 

Pescador d e S. Francisco. (Bahia).— Preferimos a l.a 
denomina9ao da nova especie de charada. 

Acceitando a 2. a estaria descoberto o vosso verdadeiro 
norae. Nao achaes ? 

J/it/jeroi/ jflraripe. (Ceara). — Julgamos merecedoras 
de acolhimento as perguntas historicas : instruem e divertem . 

Porem as que V. S. nos enviou sao tam faceis e conhe- 
cidas que nao apresentavam aquellas duas vantagens. 

Mande-nos cousa de mais engenho. 

Haymundo J. da S* Vicmna. (Alto Acre.) — V. S. 
queixa-se que o Almanach publica quebra-cabe9as. Entre- 
trctanto o anno passado somente dous collaboradores deci- 
fraram todas as composicoes e cste anno o numero ascendeu 
a doze ! 

Como explicar isso ? 

Jfiiguel Jfrchanjo Jtfonteiro. (Manaus.)— A V. S. 
Umbem fazemos a mesma pergunta. 

£abor Om n ia vincit. (Para.)— Declara-nos ter feito 
ten^ao de nao mais concorrer em lides charadisticas. Por- 
^ue ? V. S. que e bom poeta e melhor charadista, que 
compOe um logogripho como o que nos enviou : bons versos, 
boas combina^es, porque fugir da lucta ? 

Ao menos abra uma excep9ao para o jfjlrr\anach de 
Pcrnambuco que tam fidalgamente tem reccbido V. S. 

Jfova Cacadora. — Hippocrates disfar9ado em Diana 
tem uma gra9a especial. 

Com que raiva estuma os seus caes em nossa perse- 



Entfto, tanto vale trocar decifra96es, como pedir votos ? 

Entifo, no primeiro caso nao ha alguma cousa a dar, 
nao ha a troca de valores eguaes ou semelhantes \ 

Entifo, no segundo n%o \\3l so e simp\esn\etv\^ \xm 1^nq\ 
(h amisade ? 



ALMANACH DK PERNAMBUCO 



V. S. ou, V. Exc. nao tem razao. 

(Sregorio d a S. ff. (Codo).— Si tem a certeza de que 
a carta chegara as nossas maos fora do praso, nao tem que 
esperar a publicacao de suas composicOes. 

O praso e fatal. Creia V. S., dentro do praso quantas 
difficuldades na escolha de artigos, que trabalho de coorde- 
nacao no meio de cem e mais cartas que reccbemos por 
mcz ! 

V. S. sera um dos primeiros para o anno e julgue-se 
feliz por ficar emboa companhia e com muita gente. 

JFctcao de Jfrrasto—Orctdor do Club Punhaes de 
jftgo. (Aracaju .) — V. S e-nos suspeito ; nao queremos con- 
versa com um homem tam perigoso. 

Nao o conhecemos ; onde as suas credenciaes, seu titulo 
de orador ? 

O Club e da Bahia e V. S. surge-nos de Sergipe ! Fora! 
Jfescio vos. 

Pelo menos, de outra vez que se apresentar, traga o 
distinctivo do Club, e si V. S nao se quer cobrir com 
vestes emprestadas, mande nos, de accordo com o Club, a 
lista dos associados. 

Senao, nao. 

De intrigas basta. 

J). Virginia. (Para.)— V. Exc. nunca chega tarde, po- 
dendo por isto ter perdido o seu logar. Tinhamos na pasta 
um logogripho e, notando a demora de tam distincta colla- 
boradora, lancamos mao d'elle e tornamo-lo publico. 

O nome de V. Exc. hade por for<ja figur ar cm todos os 
Almanachs sob nossa direccSo. 

^(ermodheas. (Capital Federal.)— O artigo que enviou-nos 
do Dr., amigo de V. S., foi impossivel compor pela difflcul- 
dade em ser entendida a calligraphia. 

Que horror, Deus meu! 

V. S. queira copia lo e envia-lo de novo, que, apezar 
de um poucochito grande, sera publicado. 

Car/oxavier. (Rio Formoso.)— O artigo de V. S. e 
demasiadamente grande. 

Um livro, no genero do Almanach, so comporta artigos, 
no maximo, de quatro tiras de papel escriptas de um so 
lado, como para a imprensa. 

V. S. em todo o caso sempre teve pccasiao de honrar as 
paginas do Anriuario, como vera . 



ALMANACH DB PKKNAMBUCO CXXI 



Pedro Jtf. Sanjpaht jfrjtonio J. da Gruz, 2). 
Maria Xaura 5. (Bahia.) ; 2>r. 7{epmtquete . (Piauhy.) 
— -As charadas de VV. SS. nao formam phrase, nao tcm um 
s «ntido, o que e uma neccssidade imprescindivel has chara- 
das novissimas. Alem disto algumas das combinacSes nao 
encontramos em Diccionario algum. 

Um Jtfatuto. (Recife.) 3{ . 7{ibeiro (Parahyba.) — 
Quando quererao mandar as decifracOes ? Para o anno, sim ? 

Uma J/ovifa (Recife. )— As composicOes dc V. Exc. 
sfio dif ficilimas . Com grande reluctancia resolvemos acceitar 
Uma que encontrara adiante impressa. Vcra que tcmpestade 
vai levantar. 

2)iana Perijambueaija. (Recife.) — Nao achamos- o 
animal na 3. a pedra da l.a charada. 

Idem a 1 .a pedra da 2.» 

Idem a 3 a pedra da 3. a 

Ja e, nSo acha ? 

E' esta a razSo por que nao figura no jfilrr\anach . 

* * * (Brasil) — Onde encontraremos a palavra do conceito ? 

Mande-nos dizer, que entao falaremos para o anno. 

Jq hoc Stgno vinces (Goyanna.)— Suas charadas sao 
mal feitas. A ultima decifracao nao dcscobrimos nos Dic- 
cionarios. 

S6 poderemos dar explicacocs pcssoal ou particularmentc, 
si V; S. quizer. 

Sinao. mande cousa nova c boa. 

£• S. £. X, — V. S. ou c idiota ou qucr fajccr dos outros 
malucos. 

Ent&o, envia nos a conhe:ida pocsia de Tobias Barrcto 
^eija-flor e assigna o seu nomc ? 

Para mostrar ainda mais a sua toleima, copia mal os 
versos e assim la vem : 

* Jfem via que as auras gerrjeram 
Que contraste descorada 
2)e corre mui risonfja » 

Cuide de outra vida, moco. 

Jocarmo. (Bahia.) — De V. S. aproveitamos somcnto 
duas charadas. 

Na 3.a nao podemos acceitar to como animal. 
Na 4. » n$o encopiramos a combinacjLo fo. 



CXXTI 



ALMANACR DE PERNAMBTJCO 




A L a combina^ao da ebarada em quadro Mo acbarros 
no Diccionario de Moraes, como nos diz, 

Jocasfa. (Bahiaj— Ha cousas que nSo se esplicam. 
Esta neste caso o enigma que V» Esc. nos enviou e cuja 
dedfraijao so se apresenta no Diccionario francez dc Roquette. 
Fka, porem, lcito o aviso aos decifradorcs* 

Jfotfo ^oberfo Pereira, jT/ifonio jftlencar (Ceara), Gre- 
gorfo §omes {Maranhao), Jfdrido do jfasdmenh perretra 
{Para), Qilberfo S a ^ e S (S. Francisco d e VTUa- Belia— (Pernam- 
buco), 2. Garhta d e Jtfagalhaes V'teira tPernambuco't, Jose 
de pauh jffssumptao <S. JoSo Mareos — r'stado do Rio), 
Joaquim jtfttph d e Vasconcelhs (Labrea— Amazonas), Jflar- 
cos Gvangelista dos S^ n ^ os (Babia), ^efermo Candi do §a/~ 
vao fiffjo U J esqaeira — Pernambuco), jfrtfjur d* Jilbuquerque 
j$elh (S. .los e da Coroa Grande— Pernambuco)j prancisco 
Jtfagalhaes (Recife), J), loaauininha (Montes Claros — Minas- 
Geraes) } Jtfatufo Jtirevtao (Estrella do Norle do Parahyba — 
Atagoas), 

VV, SS. chcgaram fora do praso marcado que findou-se 
no ultimo de Abri!, epocba em que a parte li-tteraria do jfii- 
manach j a se achava composta. 

De muitos, as carlas tinham a data de prineipios d'esse 
mez, porem nao as recebcmos cm tempo. 

Queixem se do correio, c para o anno madruguem. 
Esforijarnos emos por contemplalos no futuro Jjimanach* 
na altura dos meritos de cada um, si Deus nos der vida e 
saiide* 



DECIFRACOES 



i Angiospormocareinia, 
2 Anencephalonervia, 
H Ophthalmoblennorrbea. 

4 Anopbthalmobemia* 

5 Adcnophtahnia. 

6 Ad e n os j r n ebi ton i te , 

7 Angjoleucosclerosia- 
a Anencephalotropbia. 

9 Quem porfia mata caea, 



i 



10 Macaco velho nao mcltc 

m3o em combuca* 

1 1 Entrc marido e mulher nao 

mettas a colhcr, 

12 Lirio, 

13 Sarabanda, 

14 Sevandija. 

15 Antitypo. 

16 Ralsamaria* 



ALMANACH DB PBRNAMBUCO 



C XXIII 



17 Zenobia. 

18 Urias. 

19 Esteganographia . 

20 Lucio. 

21 Alda. 

22 Valeriana. 

23 Fernandina. 

24 Fenogrego. 

25 Alopecia. 

26 Calama9o. 

27 Sarasa. 

28 Mogorim. 

29 Creso. 

30 Bigario. 

31 Enojo. 

32 Porpora — Pomulo- 

33 Sacondro. 

34 Cafe. 

35 Sereres. 

36 Caracara. 

37 Sinema. 

38 Rimbombo. 

39 Alfeloa. 

40 Parafuso. 

41 Assassino. 

42 Amortalhado. 

43 Algalia. 

44 Ginja. 

45 Sapato. 

46 Enxovia. 

47 Amorim. 

48 Carapeta. 

49 Levita. 

50 Nonada. 
M Nilometro. 

52 Algodao. 

53 Metacarpo. 

54 Viella. 

55 Solimao. 

56 Aquiqui. 

57 Comaro. 

58 Matuta. 



59 Batuta. 

60 Corrida. 

61 Batuque. 

62 Bolide. 

63 Epigeo. 

64 Suetonio. 

S 65 Mogorim. 
\ 66 Peruano. 

67 Cerneja. 

68 Padre Filho Espirito Santo. 

69 Musacea. 

70 Almoco. 

71 Valente. 

72 Quebec. 

73 Em ter texto. 
-Raloso 74 Guiomar. 

75 Natalia. 

76 Propria. 

77 Carapeta. 

78 Ribeira. 

79 Sentimento. 

80 Rebarba. 

81 Mentira. 

82 Soldado. 

83 Domiciana. 

84 Cassacao* 

85 Amortalhado. 

86 Pelicano. 

87 Ugolino della Gherardesca 

88 Aurelia. 

89 Cordiaes sauda^es. 

90 Catopa. 

91 Vianda. 

92 Maria. 
\\ 93 Balsamina. 

94 Bruxaria. 

95 Rosalina. 

96 Catarata. 

97 Rosada. 

98 Desleal. 
m 99 Ratoeira. 
BlOO Gamoes— Cam(S^, 



(ixxiv 



ALMANACH DE PERNAMBUC6 



101 Senhorita. 


9 142 


Cerceta . 


102 Autocephalo. 


143 


Severo . 


103 Baldaquino. 


144 


Noemia. 


J 04 Corrima9a. 


145 


Lindaflor . 


105 Parlapatao. 


146 


Pororoca . 


106 Galagala. 


147 


Bogari. 


107 Caruaru — Carurti. i 

108 Impiedade. < 


' 148 


Heiduque. 


j 149 
' 150 


Manten<ja. 


109 Infantadigo. l 


Safado. 


110 Hourita. 


151 


Cacharolete . 


111 Adua. 


152 


Liadouro . 


1 1 2 Kara — ajol — roma-- alarife 


153 


Escapola. 


irar — faim — ermo . 


154 


Arreganho. 


113 Malgalante. 


155 


Eoo. 


1 14 Ergotina. 


156 Nominalismo. 


1 15 Sobcapa. 


ir>7 


Emina. 


116 Bragani. 


158 


Alipacha. 


1 17 Animoso. 


159 


Fragaria. 


1 1 8 Ferula . 


160 


Corpoferario. 


1 19 Caracol. 


161 


Mantilha — Matilha . 


120 Fragata. 


162 


Affrontadamente . 


121 Evaporasao. 


163 


Irado. 


122 Boa-ventura. 


164 


Estouravergas . 


123 Adaba— abada. 


165 


Accipitrario . 


124 Escarapela. 


166 


Embryothlasto. 


125 Aristodemo. 


167 


Adem— meda. 


126 Hippocampo. 


168 


Avon — nova . 


127 Fradepio. 


169 


Legra — argel . 


J 28 Abadita. 


170 


Acope — epoca. 


129 Busto. 


171 


Eugenio Camara. 


130 Semitom. 


172 


Tanga — ganga — tunga — 


131 Boa-ventura. 




tagga — tanta — tango. 


132 Vasabarris. 


173 


Ablab. 


133 Andalusia. j 

134 Marsopa. < 

135 Generalato. 


174 


Perapao . 


) 175 


Jalapa. 


' 176 


Mocidade . 


136 Menigrepo. 


177 


Malvasia . 


137 Gualdrapo. 

138 Lombada. 


178 Radiometro. 


179 


Camellopardal. 


fl39 Fabordao. 


180 


Primordio . 


)40 Ai — Jesu. 


181 


Coandu. 


141 Diacho. 


U82 


Lac3io , 



AttfAtfA^lt Dtf frlfcRtfAMBtttd 



CXXV 



183 Bugula. 

184 Atafera. 
-85 PatacSo. 

186 Gyrasol. 

187 Aguama. 

188 Amadamago. 

189 Ridente. 
1^0 Calmaria. 

191 Sachola. 

192 Nogado. 

193 Perota. 

194 Indicador. 

195 Bebo. 

196 Mortal. 

197 Proroga9ao. 

198 Talento. 

199 Poloto. 

200 Primavera das flores. 

201 Pavao. 

202 Lida. 

203 Laranja. 

204 Saberete. 

205 Estremecimento . 



206 Arroubo. 

207 Promotor. 

208 Honradez. 

209 ChristovSo. 

210 Peterra. 

211 Remoela. 

212 Precioso. 

213 Monopoli. 

214 Riuponto. 

215 Miliciano. 

216 Avita. 
j 217 Lama. 

218 Pacato. 

219 Gallocrista. * 

220 Aframar. 

221 Parlamento. 

222 Pontape. 

223 Ananachicariri . 

224 Aval— lava. 

225 Iria — airi. 

226 Ocana— anaco. 

227 Lucio de Patras. 



O^^UP^O 



bEClFRADOMS 




^^=Sig»s 



STodo Carnciro ^Eorcira dc Ijjiello 
(Jocarmo) 

£ahia 




\@p ^« *<> > $&£>$ ™}\ gr*Z T 



Club Punhaes de Aco — Bahia 227 

Bernardino A. dc Souza, Cannavieras — Bahia. 227 

D. Maria Cecilia Negrao — Bahia 227 

D. Valeria Gertrudes de Serma — Bahia 227 

Josi R. dos Anjos, Recife — Pernambuco 227 

Alfredo dos Anjos, Recife — Pernambuco 227 

Dra. Maria A. Mei r a de V. Freire c Dr. 

Mario FreirCi Recife — Pernambuco 227 

Club Adagas de Ouro % Recife — Pernambuco.. 227 

D. Ermira Fiore, Recife — Pernambuco 227 

Gentil Martins Fontes, Aracaju— Sergipe 227 

D. Elisa F. Mattos Grintenn — Serg-ipe 226 

Jocasta — Bahia 225 

Antonio Franklin Lindoso, S. Jose da Coroa 

Grande — Pernambuco 222 

Jose* de Paula Assumpcao, S. Joao Marcos- 

Estado do Rio 219 

Ruy Bias, Recife — Pernambuco 219 

E. Valois, Recife — Pernambuco 219 

Goncalo Jose" de Macedo Lima, Propriedade 

de Una — Pernambuco 213 

Zeferino C. Galvao F. # , Pesqueira — Pernamb. 212 

D. Adelina Mattos, Recife — Pernambuco 209 

Velhinho Carioca — Rio de Janeiro 209 

Joao C, C. Valenca> Pesqueira — Pernambuco. 198 



ALMANACH DF PFRNAMBUCO CXXVII 



T*< Regina. Costa* Reeife - -Pernambuco, ♦,,■,. 198 
Francisco Durval Torres Rapadura, Barra do 

Rio Grande— Bahia 194 

D- Rosa OHndense, Olitida --Perrjambuco, , . , 193 

^ndronico G. de B. Guerra — Capital Federal. 192 

Augusto Loup — Rio de Janeiro _ 186 

Porongo- - Bahia. . , ,,,,,., 18S 

^- Isabel Omphale Gondim, Sobral — Ceara,. 180 

Lifra dos 5 B. G* -Capital Federal 180 

Joao Koberto Fereira, Jardim — Ceara. ,.,.,., 175 

Antonio Alencar, Jardim — Ceara. 175 

J. E. Dommgaiesde Sou/a, Coyanna— Pernarnb, 174 

■l*ise Caminha Gondim, Jardim -Ceara, . ... , , 173 

Jos£ Rodrig-ues de Siqueira, Jardim — Ceara. 773 

C. Cunba Amawnas. ... 172 

Julio Gun^alves Ferreira de Araujo— Para. . . 170 

1** Virginia Faria Alves da Cunha — Para.., 165 

D. Anua Toelea Pampo, Na/areth —Para. . . . 1*"»4 

1 te doua rivaea, Goyamia — Fernambuco 164 

Uub Urusitano - Para, >.„.....,............<.. 1^4 

oAiadeto Pamplona Para. M1 „ M ,|.;, 163 

D, Edith, Aracaty — Ceara 4 159 

v La^re. Livramento de Ayuruoca — Minas. 153 

t&driao do Nascimento Ferreira — Para.,.-.... 153 

Antonio Moraes, Joageim — Bahia, .,,.,.,,,,., 152 

Manoel Caatro, Joazeiro - Bahia 152 

^ ni ', Pesqneira — Pernambuco. ............. 143 

0i Nininha Ohaves, Peaquetra Pcrnambuco, 142 

A» Orlando Pereira Lima, Belem — Para, 142 

l'lyssi's T. d" Araujo Galvao — Curraes Novos. 141 

Pt.Morcira & A. Cruz, Cangfucu — R, G. doSuL 135 

Club Gnaranv, Fortalesa — Ceara. ....*.. 132 

Kiri — Maranhao. 130 

Wt Joaquininha T Montes-Claroa- -Minas-Geraea. 1 ^ I 

Aureliano Cavalcanti, Alto Purds — Amazonaa 123 

Antonio J. da Cruz t Joazeiro-- Bahia. ..., fl . , 123 

Mareoa Evangeliata dos San tos — Bahia 119 

Tenorio, B, Cunselho Pernambtico. . 116 

Say mundu J. d a S. Vizmtia, Baturite* — Ceara. 115 

Aseio, Umbuzeiro — Parahyha, ................ 113 

3os€ A. de M, Re^o, Bele"m — Para 112 

F. de Oliveira — Para . 111 

Cteto de Coreal, Bcle"m - para . . . , 108 

A. L. d' A. Gusmao, C. Grande — P atahytsau . ^ftfo 

]£iic)ides P. Amsklot AracajtS — Serj^ipe "VS& 




AT.MANACH DK PERNAMBUCO 



Hortencio Ribeiro, C* Grande — Farahyba 

Nol i Tonos, Bomto — Pemain buco. 

Mtguel Archanjo Monteiro — Mauaos. . . * 

Simao d* Armada, Recif e — Pernambuco. . . 

Joao Motta Filho, Kecife — Pernambuco 

Gaucho Potyg-uar,. — Curraes Novos. ......„«. a 

Jose* Sobreira» Palm a re s — Pernambuco, 

Sixto Fardal, Fortaleza — Ceard 

Club Vespertino, Re^eneracao— Piauhy . ..... 

Matuto A t re v i do, Eatrella do Norte do Fara- 
hyba — A 1 agOas. ...... ..................... . 

Alcides R, de Maeedo, Ponta-Grosaa — 'Parana. 

F. Ericio Ma^alhaea. Ipu — Ceara 

Fanstiniauo V. A%eveclo, C. Grande — Parahyba 

Mario Jose* Baptiata, Therezina — Piauhy 

Julio da Silva — Park .....* 

David V, Israel, Rio Madelra — Amasonas 

Felix de Nole Bandeira, Maceio — AlagSas,... 

Julio Leitao de Meilo, Olho d'Agua Duro — ■ 
Peru ambu Co . , . . , ... . , , . , . ... . . . . . ....... ♦ . . 

Joaquim Alipio de Vaaconcelloa, Labr^a — 
Amazonas ....,.,,,.. 

Jeremias Fonseca, B. Francisco de Villa-Bella 
— Pernambuco. .,.,•*,, 



JOAO CARNE1RO MOEEIRA DE MELLO 
(Jin a r w n ) Bab i a. 



Llmu 



K T o nome do coli abu radar que decifrou em 
loj^ar todas as composicoes cbaradisticas do Air 
para 1901. 

Naaceu na culade do Porto aos 23 de Ji 
de 1871. Veio ha 18 aunoa para o Brasil, tendo i 
dido em S. Paulo, M i n as, Rio de Janeiro ; actualm 
fixou resideneia na Babi a. 

De verdadeira vocacao para as diversocs e hara 
ticas, dedica a ellas exclusivamente o tempo que 
Bobra d e seua trabalhos commerciaes n a cas a de f e 
Kena dos Srs. Eduardo Fernandes & C.' a , da Bah i: 

Tem recolhido diversos premioa aleaiicados por 
.sua aptidao natural, taea como n a G&zcta do Pqi*g 
C&rreto de Campinas^ na fribuna do A>vo, todos d* 



ALMANAdH DE PltRNAMBUCO 



CXXIX 



*^ulo, onde muitos vezes dirigiu varias secgoes chara- 
a *S5ticas. 

Todos os Almanachs, em lingua portugueza, t£m-n-o 
^°mo collaborador assiduo, figur ando sempre sob o nome 
a ^ guerra — Jocarmo. 

O Almanach envia-lhe sinceros parabens e agra- 
^^ce a lhaneza de trato com que tem sido sempre distin- 
S-^ido. 



De « Um amigo muito intimo > recebemos as seguin- 
^^ espirituosas quadras sobre o illustre vencedor no 
<~& ^manach de Pemambuco : 



E* da terra dos tripeiros 
Que ao conimercio se applicu, 
Onde chamam vinho— oinho, 
E alfarroba — favarica. 

Fortugruez de tempera flna 
** D'antes quebrar que torcer, " 
Amigo de seu amigo, 
J)efende-o atd morrcr. 

Tera 29 de idade 
35 18 de Brasil ; 
Talenlo mais que preciso, 
Dinheipo netn um ceilil. 

Estere em S. Paulo, em Minus 
"K no Bio de Janeiru, 
Tem corrido Serra e 'Merra 
-A' procura de dinheir». 

"^las a fortuna Ihe foge 
tomo o Diabj da Cruz, 
Dinheiro no bols > d'elle 
^fao reluziu nem reluz. 

"E' mais magro do que gordo, 
Vin metro e meio de allura, 
INariz um pouco a<{uilinu, 
K bon i la dentadura. 

Rosto comprido, olhar vivo, 
E de barba um buco apenas, 
Muito louro. O pe pequeno. 
(Josta immenso das morenas. 



lnternamente nao soffrc, 
Maseiirjuanto a parle externa 
Tem um defeito somente : 
Puchar um pouco da perna. 

Tem pulso de ferragista, 

A mao caliosa e pesada, 

(.'om um niurro transforma um typo 

Em terra, po, cinza, nada 

E' prosadur attrahente, 
Sympathico. sympathisado, 
Trabalhador, dest imido 
Em qualquer lance arriscado. 

Tncador de vio'.ao, 
De lundiis apaixonado. 
(ieme nas cordas da lyra 
I' m samba sapateado. 

Charadista ha pouco leinp >, 
Mas, dercras perspicaz, 
Em alguns ap^sentados 
J d lem dado sota e a z. 

Dizcm, e eu nao aflanco, 
E (jue o seja, tanlo monta. 
Que dos tae.< « Punhaes de Aco » 
E' o tal « Fara de pontu, » 

Aclivo como. forniiga, 
C'omo a raposa sagaz, 
I 'm bon vivant, um bohemio, 
Einalmcnte. . . um b »m rapaz. 



COLLABORADORES 


Antan i g d e Moraes 


21 


Benicio G- T. Carvalho 52 


Angelieo 


22 


Bernardino A . de Sou/a 80 


Antonio Franklin Lindoso 


30 


Bila 136 


Alfredo F> Almeida 41-93 


C J, de Figueiredo S. 12-61 


Almerio Bolivir 


42 


Coelho Neto 22-41-69 


A. 1.. d' A. Gusmao 


43 


i'. P, C. 30 


Adalsinda Macicl (D), 


32 


Cft&do da Pena Tadto 3 J 


Alipio Tclles Menczea 


39 


Oeumenes Filho 40 


Anna Toclea Pampo (D). 


40 


C. Porto Carreiro 6n 


Alfonse Fredoea 


44 


C. Galhardo 80 


A. Pamplona 


46 


Clovis Bevilaqua 86 


Arthur Baru a 


48, 


C. Cunha 90 


Adetina Mattos (D.) 


54 


Cordelia Silva (D.) <H 


Arielaide M. Folard (D,) 


54 


Cleto do Coreal 96 103 


Almeida Cutiha 


55 


Club Lusilano 101 
Castro Aives 106 


Alc.vandre d e Borburema 


60 


Adolpho Vieira 


63 


C. d'Ameida Andrade 1 IH 


Amado Rio do Maranhao 


72 


Cadmo Freitas 1 10 
Carlosavjer P, Barreto 1 1 1 


Augusto Meira 


7* 


Albcrto Costa Neves 


b:i 


Club dos Parasitas M 4 


Auretiano Cavaleante 


R5 


Club Vespertino i l 7 


Aula Gurima Sa {[} > ) 


Wl 


Cacador Indiano 1 35 


Antonio T. d c Cerqucira 


"i 


Carlos Porto Carreiro 136 


A. d a Silva 




IX J, G. Magalhaes 43 


Antonio Valenc.a 


95 


David \\ Israel 67 
Euclides Bandeira 36 
Eugenio de Sa Pereira 47 


Aristoteles Camargo 


96 


Arnobio Marques 


101 


Aventureiro Pernambtieano 


106 


Edilh 63 


Andronico G» de B. Guerra 


lift 


Elisa F. M. Grintenn (D.) 84 


Anna Palha [D) 


U9 


Estevam d e T. dos Santos 93 


Alexandre do Carmo 


120 


Edwigea de Sa Pereira (D.) 115 


Arthur Muniz 


121 


Edith (D) 116 


Anna Ribeiro (D } 


134 


Euelides Amado 118 


Aurora do Carmo Rio 


i 36 


Francjsca Montenegro (D,) 11 


Bisturi 


1 l 


Faustmiano Villar Azevedo Ih 


Bento Ernesto Junjor 29- 104 


lr.i Diavolo 23 


Hiekt Bcrs 




- : 



Flora dc Almeida (D t ) 36 ( 

*£*lix de Nole Bandeira 37 

^inno Pareote Madeira 43 

*" atisto F. Cunha &£ 

j^fancisco Rapadura 73 

- Rrieio Magalhaes 74 

r,*'"* Cavalcante 75 

** a^anaro Junior g 4 

Gfispar Uchoa 5 

^-*au£bo Potyguar 4| 

Gastao Dinlz 53 

Gustavo J 'i u lot 63 

Gtrvasio Fioravanti 99 

Hereuiano 14 

Hermeto Lima 32-90 

Heraclio Macid M- 1 UH 

Hilanilo Patusco 74 

IsabeinmphaleGondim (D) 85 

Isaac Cerqutnho 

J, J, Dias do Rego 4 

M\q hres 5*62 

Wquim Baga da Serra 7 

■toa>> d e A mori m 9 

Jose Cupertino Tenorio 9 5 

Jnao dc Barros Lima 13 

J - , 16 

Jose de Alencar 35-53^1201 

iocasta 36 ' 

Mo Siibino 37 i' 

Jocafmtt 4 7 

Jose Pereira Sape fiil 

Jose Petitinga 67 

J* Maranhao 7 I 

Jose do Amaral 7 1 

J. Faeanaro 74 

Jusi Sobrefra 7 V 

Julio Leitao de Mello 91 

Joao Mcndes 96 

J- P. lf»4 

ioao Cafariga l' »7, 

Mo Gonf&hes F. Amujo 108[ 



Juao d a Costa Rego 


120 


Joao Motta Filho 


128 


Joan de Moura Palmeira 


131 


Jose R . dos Anjos 


VM 


Jose do Rego Hio 


VM 


K-ri-fc t" 


64 


Kari 


95 


Luiz Jose da Silva 


17 


Licinio 


23 


Linda P. da Gennania (D.i 4.H 


L. Pires 


51 


Unda da G + Europea^D ) 


88 


Lauro 


132 


Myosolis 


12 


Mtirquez de Val de Yinos 


24 


Mario Freire 


25 


Maria A. M. V r , Freire IDr.H 


} 70 


M. K. d e Mendosa Filho 


77 


Mandii Concha Ribeiro 


78 


Nininha Chaves (D.) 


69 


Oity Lage 


39 


Pndre A. Thomaa 


22 


Pethion de Villar 


43 


Ptfsoador de S. Francisco 


59 


Pedro Souza Pinta 


72 


P. 


89 


i'aulo Sisnando 


118 


P. F. 


120 


PorongO 


127 


Pauki Peres 


128 


Pastor d a Gama Pel xe 


128 


Raymundo J. da S. Viarma 5fi 


Roberto Wcrther 


79 


R> Cabral 


113 


Rosa Glfndense (D.) 


1 1 S 


SiKto Pardal 


35 


Stenio 


42 


S. de V. Gatvao 49*105 


129 


S. Ripel 


fiS 


Stmao d'Armada 


70 


Souza 


n\ 



Salvador Cla™ Ftaafr* w 



cxxxn 



ALMANACH DE PERtfAMBUCG 




Spencer Nelto 133 

Themistocies Machado 44 

Tobias Barrctto 54 

Theotonio Freire 109 

Thiago Nogoelra i#5 

Uma Novi^a 5 



Ulysses F. de A. Galvao 91 

VirgmiaF.A,daCunha<D ) ICO 

Virgilio Guedes 1CK1 

Velhinho do Recife 107 

Velhinho Carioca 1 1 " 

Z. B. de U. 110 



E R R A T A 

Pagi n,a XIII — linha ftJ — Albut]tterqw qwmh em Logaf di- 

XVII— linhu Kl - Ih*Uwrtt em lopnr de /^i.ffli'1'. 
i* XXI — ■ 1«J — ffr*Zvifti i*fr| Log&r de th*:oihts. 

I | — « 28 — E*#Ofl 1 w H M^fM. 

« XXIII — n 23 — (afit*ttt> t * i gtaotiio, 

u XXXIII— liuha I — ufio havendit em logar de wcij /t&, 

h' CXVHI — • 24 — mith'riwit era logar de tforimii 

tu'tfiettirmi* 
« 28 — o tfaptisit ern logar de a esjwm, 
<« 42 — Cuarada oo* — Us mimeros sao I — 1. 
i 9o — Logogriplio 1 58 — !.» comlimacuo 2 e m Jojrar 
de i. 
Logogripho i 3.* d // i ^ 

de 1. 
1^2 — Deixou de ser impresso o sobrenome rfa SfftHi, 
do nome do Bsm* 9 Sr, Cummemlador Hiiguberlu 
Barbosa, 
131 — A charada em terna e por sylbdias. 
137 — Imtuhtentt' em logar de ?>ttf)iittt6ftfo 



fista das ^nnunciantes tto ^Imanach 

ficrncoj 

Banco de Credito Real de Pernambuco,— Bom Jesus, 2fi. 
Baneo Popular* — Commcrcio 7 

A Botina Ingleza,— Manoel de B. Cavalcante.— B Vict. 18, 
Sapatana Gliveira.— J. L. d'GHveira. — B. da Victoria 7. 
Braga, Sa & C. (Fabdca)— Uvramento, 24. 
A Flor do Bosqut — Costa Camooa & C,— Livramenlo, 10, 



AiMANACH Dk PERKAMBCTCd 



<$ haru tos, cigtrrros efc. 

Fabrica Vendome. — M, B* Seve. — B. da Victoria, 3^; 
Almeida Machado & C — (fmportadores) — M. Deus, 36. 
Fabrica Casi as. — Azevedo ife C. — D. de Cax.as, 81 1 

Comparjhias de Segttro e Servifas JrfariHmos 

Sul America. — lldefonso SimfHS. — M. de Olinda, 36, 
Companhia de Servieos Maritimos. — Caes da C. Per, L 
lndemnisadora. — Bom Jesus, S.'L 
Amphitritc — Commercio, 4N, 

Chapelaria^ 

Chapelaria Raphael — Raphael DEas,— B* da Victoria, St* 
Antonio Francisco Areias< — (chape'os de* sol)— Cabuga, 6. 
Chapelaria Adolpho. — A, de Castro e Silva. — B. da V. £L 
Leite Baslos & C — (zhape'os de sol»— Livramento, o« 

Ooiltefhs 

Instituto AyresGama. — Dr. A. de A. Gama + — Hospirio, 10, 
tastituto IV de AbriL — -D. J. A. P, Garreiro. — Hospido, 53, 

J}etfH$ta e Jtfedicos 

Dr. Herculano Pinbeiro.— B« da Victoria, 3^. 

Dr. Alfredo Costa -^B. da Victoria, 45. 

Dr* hYcJerico Curio.— Duque de Caxias, 4"». 

Dr. Ejstachio de Carvalho. — Duque de Caxias, 57. 

-€stivas, Comrrjissoes e Consiffnafdes 

Theo. Just.— Bom Jcsus, 68, 

Joao Fernandes d'Almeid*. — Trav, da M. Deus, 21-23. 

Facuado &. Monteiro, — Cadeia, ifl. 

LourcirOj Barbosa & C. — Madre Deus, 26. 

Lopes & Araujo.— Livramento, 38« 

Costa Lima & C.— Madre d e Deus, 28. 

E, Guedes & Dtiarte — Travessa M, d e Deus T 7. 

A . tiockman <£ C, — Bom Jesus. 5*i , 




Miranda, Souza & C— Cadeia, 64-66. 

Antomo Pinto da Silva & C— D. de Caxias, 62-64. 

Aiigusto da Silva — D, de Caxias, 79. 

Bazar Domestico, — Carneiro de Souza & C» — B. da V. 6, 

Louretro Maia & C — (armazem). — Uvramento, 8. 
Loja do CosJho* — Domingos Coelho & SoareSj — Imp. fi6. 
Louvre — Francisco G. do Amaral. — \.° d^, Marca. 20 A. 
A Sympalhta. — Jose Carlos de Oliveira,— D. de Caxias t 7A„ 
Rodrigo CarvalhoifcC — (arma^em) — |fi de Novemhro, f>7. 
Au Paradisdcs Dames -Guimanies Bastos & C + -4L da V. ttR, 



Pereira, Ferreira & C, — -IS de Novembro, 40. 

Neves Pedroaa & C — Feitfaa, 33. 

Gomes Augusto Gajo de Miranda & C.— B. de Lucena, 14. 

Armazem do Lima. — Jose F. Lima & C. — B. da V* l -3. 

Armazem CbrifttovAo. — Joaquim Christovao.— Cabuga, J I. 

Teixeira & Miranda (cafe) Oireita. 34, 

Arma^em Ethovane Mercmtil, — Silva &Senna. — Uniao 54. 



£ivraria& e papefarias 

Livraria Contemporanea,— Ramiro A. Costa,— L* de M. 2. 
Panlheon das Artes. — Jose S. de Souza, — 15 de Hov. 6 r j. 
Livraria Econornica. — Manoel N. de Souza. — B. da V. 19. 
Papelaria Pernambucana. — Julio Novaes it C — 1." de M. H, 
Livraria Franceza,— J t \V P de Medeiros & C< — I ° de M. 9 r 
Leopoldo da Silveira * — Duque de Caxias, 34* 

Jtfodas, Jfftt/dezas e Confec$o9$ 

Moreira Braga. — (armazern) — Cadeia. 
Julia DoedeHein.— B. da Victeria, 3. 
Lyra, Gondim & C,— (armazem) — D. de Casias, 11, 
J. Rufino da Funseca — ■■ larmazem) — 15 de Novembro, 77. 
A Liga —Lima & C— B da Victotia, 20, 






ALMANACH DK PBRNAMBUCO CXXX^ 



Loja Iracema. — Cabuga 2 B. 

A Primavera. — Francisco de Lima Coutinho. — B. da V. 60 
Manoel Colaco & C— (armazem)— L. do Rosario, 32 - 34. 
A Caprichosa — Bento Machado. — B. da Victoria, U. 
Rosa dos Alpcs.— Antonio D. de Lima & C— B. da V. 32 
Bazar Victoria . — Costa Reis,— B. da Victoria, 15. 
Fonseca, Nunes & C— (armazem)— V de Inhauma, 11-13 
Nunes Fonseca & C —(armazem)— 15 de Novembro, 73. 
A Favorita. — Lyra & C. — Cabuga, 2. 
O Jardimdos Noivos. — Alberto Costa & C— Livramento, 2 
Antonio Pereira de Azevcdo. — (armazem) — Cadeia, 55. 
Nova Esperanca.— Pedro Antunes.— D. de Caxias, 63. 

Jfiodista e J'irjturaria 

M. L. Gerard.— B. da Victoria, 45. 
Tinturaria. — Clemens Kugler. — Flores, 25. 

Ourivesarias, Helojoeiro 

Officina de relojoeiro.— Santos Barros & C— Indep. 18. 

Couceiro Irmaos . — Cabug a, 9 

A Pendula Pernambucana.— E. Goestchel & C— Cabuga 5 

Padarias 

Padaria Democrata.— Beirao & Almeida— D de Caxias, 30 

Padaria do Varadouro. — A. Figueiredo & C.-- S. Seb. S. 

Padaria Alfredo . — Direita, 24. 

Figueiredo & Mendonca.— Santa Cruz, 3. 

Padaria Central. —Antonio A. de Vasconcellos . — Imp. 11 

pianos, Quadros y Jmagens etc. 

Prealle & C— Barao da Victoria, 59. 

Manoel da Cunha Saldanha. — Paulino Camara, 3, 

photograpfya 

CHiveira & Tondella . — /mperatriz, 79, 



CXXXVI ALMANACH DB PKRNAMBUCO 

pfjarmacias e Boticas 

. Pharmacia dos Pobres.-J. A. de Carvalho.--L. do Ros. 28. 
Botica do Rosario.— J A. daCosta. — L. do Rosario, 35. 
Pharmacia Homceopathica. — Dr. Sabino. — B. Victoria, 43. 

HefinacSo 

Costa Filho & C— Aragao 3. 

Serraria 

Soares & Costa. —Santa Rita, 49 - 51 . 

Vitjhos, HcSres, etc • 

Actividade— (Fabrica em Olinda)— Deposito M. de Deus,26. 
Industria Nacional. — Antonio F. da Costa. - Penha, 7. 

Vidros, Xoucas, etc 

Joao Dias Moreira & C. — l.o de Marco, 16. 



C^^iP^O 




Commcndador ynbtno Josi da Silva 



« O illustre e dignissimo Commcndador Al- 
bino Jose da Silva, nasceu na freguczia dc Fa- 
jozes, Concelho da Villa do Conde, Provincia do 
Minho, em Portugal, a 28 de Outubro de 1828, 
filho de Jose Luiz da Silva e D. Maria Joa<iuina 
de Azeved- Silva, ambos ja fallecidos. 

Como de costume nas familias mcnos abas- 
tadas do Minho, Douro e Beira, as quaes faziam 
emigrar para o Brasil os filhos ainda em tenra 
edade, veio o Commendador Albino Silva para 
Pernambuco aos 11 annos de edade, a-fim de- 
dedicar-se a carreira commercial. 

Empregado em ura estabelecimento de fazen- 
das, a rua do Queimado, depois Duque de Caxias, 
no trecho que naquella epocha era conhecido por 
Pracinha do Livramento, por tal modo se houve 
no cumprimento de seus deveres que conseguiu 
associar-se a firma de seus patroes, cuja casa 
lhe ficou- pertencendo exclusivamente de 1850 
a 1862. 

Retirando-se, neste ultimo anno, da vida com- 
mercial, enriquecido por um trabalho arduo, 
dedicou-se a gerencia de seus capitaes, con- 
seguindo pelo seu raro tino e feliz emprehendi- 
mento consolidar hoje uma das primeiras £or- 
tunas de Pernambuco. 



ALMANACH DK FBRNAMBUCO 



Ultimamentc naturalizadoa seu requenmento 
em 1889, o Commendador Albino, adoptando, 
com todas as veras de seu cora^ao, a patria d 
seus filhos, concentrou a actividade no desen- 
volvimento da pia instituicao da Santa Casa de 
Misericordia, sendo por sua dedicacjlo alli* ele 
vado as altas func^oes de Provedor em 1S'N>, 
cargo em que se consorvii ninda, por ter ^id< 
por duas vezcs rc-cleito. 

O tempo de sua admintstra^ao ha sido fe 
tilissimo em beueficios para os estabelecimeu 
Um de caridadt\ tanto e m as condicx>es finan. -i 
ras, como nas puramente mutoi a dotand 

o Hospita) Pedro 2*" com u m a lavanderia a va 
por» creando o Instituto Pasteur para o t rata- 
mento ante-rabico, j a fundando o Collegio S. Jua- 
quim para a educa^ao litteraria e artistica d e 
menores orphaos, e melhorando emfim todas n- 
assistencias a cargo da Santa Casa de Misericordia, 

Por servicos prestados a Santa Casa n 
tempo da monarehia, foi S, Exc. agraciado com 
a Commenda da Impertal Ordem da Rosa, e n 
periodo do govemo do Capitao Dn Alexandn 
Jose Barbosa Lima, a instantes pedidos de varios 
amigos, eonsentio em entrar na chapa do par- 
tido republieano, sah i n do eleito Senador esta- 
dual para o periodo de 18V5 a 1900* 

Collaborando na politica, diri^ida em nossi 
Esta do por seus filhos os Dr s, Rosa e Silva 
e Jose Marcelino^ o Commendador Albino por 
uma longa pratica de negoctos e estimavel cri- 
terio muito tetn contribuido com seus jui/os e 
conselhos para a adopcao d e medidas e m p rol 
de Pernambueo, no seio da camara a que per- 
tence, e reJeye-nos S, E^e. e a redaorao &ojor* 



/Z 



AtMA^ACH M TERKAM BU<iO 






Ma/ do Re c i/c a indiscreijao, cujo u nico feito e 
Paten tear ainda mais a sua grande alma carita- 
tiva c b6a, fez distribuir sob a eapa de uni ano- 
uywo, todo u subsidio que pela sua representa- 
si! o lhe tem pago o Thesouro do Estado. * 

A estas pala v ras escriptas por Um Pcrnam- 
bticano nas Noias Iliograpkicas do Vicc-Prcsr 
tfevde d u Republica Dr. Francisco de Assds Rosa 
£ Sii-'tt, o <|lu i mais accrescentar ? 

Que o venerando Commendador Albino, como 
bom pae, rcv£-se satisfeito nas glorias de seus 
tilh 

[jue o Commendador Albino sonha, no re- 
S~a^o do la r, junto a sua Exma, esposa, u m 
f Uturo dourado para sua netinfra, o enlsvo de 
^eus di as, que ao beijar as maos do avo" quando 
^lle vae para o trabalho quotidiano, e ao oscu- 
l^r-lhe asfaces quando recolhe-se a casa, da-lhe 
1 H.ais coragem para as luctas da vida e compen- 
^a-lhe os dissabores do mundo? 

Que o Commendador Albino e o bom amigo, 
franco, leal, sincero? O protector que nao 
*Uede sacrificios? 

Seria repetir os conceitos qtie os bons per* 
^ambucanos fazem do seu caracter. 

O A iman a eh de Pernambuco sauda o bra- 
^ileiro adoptivo, o bom pernambucano Commen- 
dador Albino Jose da Silva. 



Nada ha que mais me preuda, 
Nada qu T eu mais idjlatre, 
Do que ver-te, gracioia, 
A dansar o pas de quaire% 



AI,MANACH DK ^ERNAMBUCO 



LOGOGRIPHOS 1 a T 

13, 6, 15, 19, 7, 24 1, 5, 7, 12 

11, 23, 21 17, 6, 19, 11 

6, 10, 8, 18, 9, 1, 11, 21 17, 9, 21, 12, 13, 18 

24, 4, 21, 13, 19, 22, 6, 10, 20, 6 19, 14, 19, 18, 3, 12 

1, 17, 8, 2, 16, 4, 6 8, 12, 19, 18, 15, 4 

13, 6, 4, 7, 17, 11, 4, 5 3, 16, 2, 19, 14 

12, 3, 25, 4, 18, 13, 14 22, 6, 21, 17, 20, 15, 9, 10 



# 7, 11, 1, 17 

1, 15, 2, 9, 8, 9, 7, 11 
5, 22, 6, 16, 17, 18, "6 
3, 10, 9, 4, 6, 12 
16, 13, 18, 3, 5, 19, 20, 22 
21, 11, 4, 13, 2, 6, 9 
12, 22, 18, 14, 3 

14, 3, 18, 6, 9 

16, 11, 2, 17, 20, 9 
N'uma eleg^ante palmeira 
Vi macaco que trepava, 
Na folhag-e' a borboleta 
E um papag-aio pousava, 
No bolsotinha moeda 
Com que ia peixe comprar, 
Um homem assim chamado 
(Juer tecido reg-ular. 
8, 1, 3, 9, 22, 19, 11, 16, 24 

15, 4, 14, 21, 3, 1 
24, 15, 7, 2, 3, 6, 1 

1, 6, 17, 16, 17, 15, 4, 16, 1, 17 

1, 16, 19, 5, 12, 7 

15, 24, 13, 4, 18 

23, 6, 15, 19, 10, 3, 19 

15, 14, 3, 24, 20, 4, 22 



1, 8, 14, 3, 6, 10 

19, 2, 3, 14, 7 

18, 4, 2, 3, 14, 20, 2 

2, 15, 6, 7, 14 

2, 13, 18, 21, 14 

14, 17, 10, 11 

2, 17, 4, 22, 15, 9 
1, 18, 3, 13, 5, 16, 7 
12, 8, 4, 6 

CONCEITO 

Nada mais tenho a dizer 
Sete pedras, que fanai ! 
Procurem, que sao poetas 
Das bandas de Portugal. 

9, 18, 1, 8 

1, 16, 1, 18, 12, 5 

21, 1, 20, 18, 4, 12, 1, 7 

15, 8, 18, 15, 12 

17, 2, 13, 18, 17, 19, 5 

1, 18, 11, 21, 19, 20, 8 

10, 18, 6, 18, 17, 5 

11, 14, 9, 3, 16 



9, 5, 25 

6, 8, 11, 20, 22 

3, 19, 10, 18, 15, 4 

3, 6, 1, 14, 12, 24, 11 

2, 12, 17, 23, 7 

21, 18, 15, 24, 16, 10, 6 

16, 13, 8, 7 

12, 2, 3, 19, 15, 22 

J. J. I)US 1)0 R«GO. 



ALrfANACH bit PHRNAMBUdo 



IDYLUO 



Vao sabes quanto e*s formosa, 
Quanto £s linda, minha fldr ! 
Mais do que as outras ditosa, 
Alma dos anjos do amor ! 

Falla a rosa pulchra e belia, 
Quando desces ao jardim : 
— Que fragrancias nao tem ella 
Que cheira mais do que a mim ? 

Os astros que te arremedam, 
Ao te fit a re m loucan, 
Entre si mudos segredam: 

— Eis que ahi vem a manha ! 

E diz a rol a, que voando 
Junto de t i pousar vem ; 

— E' tao pura que o meu bando 
Outra ig-ual nao tem, nao tem ! 

E a flor, e os astros, e a rol a, 
Que me es tao vendo soffrer, 
De novo dizem : — Que tol a ! 
Ter tudo e nada querer ! 

Gaspar Uch6a. 



CHARADA § 

jTd 6xm.° Sr. J)r. Julio J>ires feneira 

Significo extensao 

E tambem alargamento — 2 

Ouando toco osta nota 

Que desfiro no instrumento — 1 

Nao tenho medo nem temor 
Que este morra, meu Doutor. 



kbitktfkdlt m MRltAMfitcW 



P$£liIO fiO c£o 

@s deuses do Olympo amado, 
Reunidos em sessao, 
Discutem num tom irado 
Qual delles tera razao. 

Diz Marte : «O fog-o das balas 
Nao faz tamanho clarao 
Como os olhos, como as f alas 
D'aquelle ardente volcao. » 

Baccho replica : « Embriaga, 
Tal como um puro licor, 
O perfume quando alaga 
A bocca de teu amor. > 

Com voz ligeira, qual vento, 
Fala Mercurio tambem : 
c Como e' leve, como e' lento 
O airoso andar de teu bem ! > 

Um diz : « Cintura exquisita ! . . . 
Outro: «Que riso traidor !... 
E o sussurro e* tal, que imita 
Abelhas na mesma fl6r. 

Venus, de raiva suspira, 
Chora, busca disfarcar, 
E diz baixinho : «E' mentira ! 
A mim nao p6de igualar. > 

E o rei dos deuses nao sabe, 
No meio da confusao, 
A quem e' que a palma cabe, 
Quem 6 que tera razao. 

V§-se uma vez, a primeira, 
A vacilar um juiz ! 
Mas emfim, d'esta maneira, 
Em voz clarissima diz : 

« Passou de Venus a histori a, 
A graca, o mimo, o fulgor, 
Mas a palma da victoria 
Cabe a teu sagrado Amor. 

J\3\aq Pi*ae< 



AI,MANACH DE PERNAMBUCO 



LOGOGRIPHO E CHARADA 9 e 10 

Jfo Club purj/jaes de jflso e ao Jocarmo 

Punhaes rle Ago e Jocarmo, 
Jocarmo e Punhaes de Aco, 
P'ra voces e u nfio m e armo, 
Com voces nao me embaraco, 
Nao me espanto, nfto me alarmo. 
Querem a prova? Aqui fa^o. 

Terak) voces a gloria 6, 10, 9, 5, 4, 16. 
De saber se este mal 7, U, 8, 5, 2, 12, 16. 
Mata o genero de iusectos 7, 3, 14, 9, 12, 4, 5, 9. 
E de crustaceos, que tal V 6, 13, 14, 15, 9. 



Pma ave que tem os dedos 
Apropriados para andar, 
E' o que darei ao primeiro 
Que conseguir decifrar. 



1-2 — J()AQUIM B AG A DA SERRA. 



Compostos pelo Dr. Joao Baptista Regueira Costa e can- 

tados pela Exma. Sra. D. Maihilde Cerutti e 

os alumnos do Collegio Salesiano, por occasiao do 

concerto realis ado, a 6 de Outubro de igoo, 

no Theatro Santa Izabel, etn benefieio da Liga 

CONTRA A TUBERCUI.OSE 

(Jrfusica do Jrfaestro Euclides fonseca) 



Sombrio quadro ! A mao d a enfermidade, 

Nos antros da indigencia, 
Corta impiedosa a pobre humanidade 

p jffo da. existenciaj 



ALMANACH DE PERNAMBUCO 



A donzella, na fl6r da juventude... 

A crian<ja innocente, 
Perdendo as vivas cdres da saude 

Definha lentamente. 

Sem ar, sem luz, sem pao, guardando o leito 

Sem nada que a conforte, 
Sente o germen fatal, que tem no peito, 

A lhe apressar a morte. 

Mas um anjo de Deus a terra desce, 

Que, d a celeste altura, 
Vem suavisar os males que padece 

A humana creatura. 

Soccorrendo a humanidade, 
f)ue etn mim lenitivo alcanga, 
Irma da Fe\ da Esperanga, 
Eu me chamo Caridade. 

Do ceo a sublime essencia 
Meu ser angelico encerra : 
Um dos raios eu na terra 
Sou do sol da Providencia. 

Minha missao e* sem termo 
E meu poder infinito; 
Compadeco-me do grito, 
Que solta o misero enfermo. 

Si no palacio do nobre 
Pressurosa nao penetro, 
Da miseria affronto o espectro 
No tecto humilde do pobre. 

E, dos que estao no abandono 
Ouvindo os crueis gemidos, 
R ain h a, entre os desvalidos 
Assento altiva o meu throno. 



Ahi animo ao que soffre, 
E cada gotta de pranto 
Converto em balsamo santo 
gue derramo do meu cofre, 









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AI,MANACH DE PERNAMBUCO 



CORO 

. Salve, oh anjo que as dores min6ra, 
Anjo excelso de candidas azas, 
Tu n'um fog-o divino te abrazas, 
Para o pranto enxug-ar dc quem chora ! 

Salve, salve celeste entidade, 
Que na sua missao nao descanca ; 
Irma. gemea da Fe\ da Esperanca, 
Salve, salve pentil Caridade ! 

Lampadas "CLEVELAMT--LM lncandescente, DriMnte e sem Ouno. 
teem como competldor o Sol. 

T{egulador da JVfarinha 



PERGUNTAS ENIGMAT1CAS 11 a M 

Ao Pedro Souza Pinto 

2 — Qual a mulher que e* fera ? 
2 — Qual a mulher que e* paiz? 

2 — Qual a mulher que e' quadrupede? 

3 — Qual a mulher que e peixe? 

Fortaleza — Ceara. 

Joao de Amorim. 



NOITE MYSTERIOSA 

Ao Dr. Julio Pires Ferreira 

Aluafluctuava no firmamento azul. 

Ouvi a voz doce, harmoniosa da mulher 
para a qual existe no tneu peito um verdadeiro. 
altar, 



10 



ALMANACH DE PKKNAMBUCO 



Como que disputando a primasia dos sons, 
a guitarra tangida pelos seus dedos torneados, 
gemia uns threnos suaves. 

Alguma cousa de extraordinario senti em 
mim ; cheguei mesmo a duvidar do lugar em 
que estava. 

Sentia-me, entao t feliz ; amava e era amado* 
ponjue assim dizia-me a doce can^ao que ella 
entoava, emquanto as estrellas scintillavam na 
^bobada celeste. 

Aquella voz suave como a da philomela, ex- 
tasiava-me, 

Ella approximava-se. 

De repente parou, e ao clarao do luar vi nos 
seus labios um risa que denunciava a alegria 
no seu cora^ao. 

Nunca ura-fc/ noute— soou-me tao bem aos 
ouvido&« 

Como passam Hgeiros os momentos felizes ! 

Ella estendeu-me a maosinha d e ala bas t ro 
e desappareeeu. 

Affastei-me do ponto e m que m e achava, 
ouvindo as badaladas do sino d'um convento 
que erguia-se distante como um phantasma 
negro, 

A lua, como se hottvesse terminado sua 
missao, desapparecia lentamente nas dobras do 
c£o. 

E e dessa noite memoravel que conservaret 
recorda<joes gratissimas* 

Pom Conselho — Pernambuco. 



J om' CyPEKTiNO Tekokio» 



ALManACh b£ PERNAMBUCO 11 

LOGOORIPHO 15 

Ao Sr. Miguel Archanjo Monteiro 

Ai ! quem me dera oh ! ventura 

qu'eu tivesse um instrumento, 7, 5, 2, 6 

que n'elle encantar podesse 

meu cruel padecimento. 1, 5, 3, 5, 1, 5, 6 

Entao ao morrer da tarde 

da brisa o doce gemido, 1. 5, i, 5, 6, 

eu cantaria o martyrio 

que traz meu peito opprimido. 8, 4, 6 

Traze, 6 musa, a cavatina 

de poesia repleta, S, 7, 6, 7, 8, 5, 2 

vena eucher meu peito vago 

do doce amor de um poeta 7, 8, 4, 3, 5, 1, 6 

conceito 

Na solidfio te procuro 
nas tardes de poesia, 
minha doce companheira 
visao de terna magia. 

Piauhy — Parnahyba. D. Francisca Montenegro. 



Toda a vez que considero 
Nesse teu pisar macio, 
Me lembro d a branda aragem 
Voando como um cicio. 



CH ARADAS 16 a 20 

2—1 Limito duiis dias para apresentar seu aggravo. 

2—1 Langa o instrumento e vamos para frente. 

2—2 Grande sabio de priscas eras. 

2—2 Agua do rio no corpo. 

2— l Pastor de gado nao come peixe. 

Bahia. Bisturi. 

Presidente dos PunKoes de \<jo, 



14 ALMANACH DE PERNAMBtJCd 



STELLA MARUM 

cm p. g.) 

Maria, estrella branca que illumina 
O insondavel mar do coracao, 
Nome formoso, cuja perfeicao 
Nada ha por mais bello que defina ; 

Lindo nome, gracil como a bon i n a, 
Formado d'um primor d a Creacao, 
Tao puro e virginal como a oracao 
Que soletra uma bocca pequenina! 

O teu nome e* o orvalho sacrosanto 
Que refrig-era em minha fronte o ardor r . 
E', Maria, o teu doce nome o canto 

Que ent6a no meu pobre coracao 
A alleluia dulcissima do amor, 
A harmonia divina da affeicao. 

Para. 

CKSAR J. DR PlGUEREDO S. 



CHARADA 21 

Ao Sr. Hiiariao Patusco 

Eu soube qtie o setihor tinlia Que muito vistoso e ufano 
Fabricado tle amarello — i I Pemlurava-o na janella 
l'm vaso bom mas sinpelo I. Ou eulao puuha a gamella 
Muito proprio p'ra cosmha— 2 No teclado do piarm — 1 

Q\m ainda nao satisfeito 
Xi ! matuto extravau:ante ! 
Foi colloca-lo, oscillante 
Por cima tlo proprio leito ! 

Caruaru '. — Pernambuco. M.\oscms, 



AtkAtfAda im PERNAMBUCO ii 



esr^W&t 



«Adeus> tu me disseste, a brisa vespertina 
Desenrolou no espaco este sentido «adeus,» 
Neste momento, oh ! fl6r, a onda crystalina 
De prantos se orvalhou nos vivos olhos teus. 

O seio teu tremente arfava no espartilho 
De c6r azul do mar, gracil e rendilhado, 
A tarde que ao tombar do sol perdia o brilho 
Ao longe nos mostrava o parque abandonado. 

O astro do rubor tingiu-te as faces bellas, 
De leve te apertando a branca mao algente ; 
Ergui o olhar ao ce*o, inhospito de estrellas 
Fitando-nos assim, sorria docemente. 

Parti ; dentro de mim o peito delirante, 
Infrene se debate em fremito veloz, 
Eu soffrego de amor parava a cada instante 
Ouvindo pelo ar a tua argentea voz. 

Segui pelo vergel da limpida passagem, 
Ao rutilo fulgor dos raios scintillantes, 
A cada passo eu vi, occulto na folhagem 
Dialogando amor, alado par de amantes. 

Ao longe me voltei, sentia-me indeciso 
Sob o pallio de luz dos fulgidos claroes, 
Sorrias, do teu labio um candido sorriso 
Me enviava de ti as meigas illusoes. 



Ja perecera o sol, uns tons avermelhados 
Desfraldavam no azul os rubidos lencoes 
O vento que a rugir, varria os descampados 
Modulava no ar o som de tua voz. 



Jost D^ Ba.rro% "Li\^^» 



14 



ALMANACH DTC PtfKtfAMktltti 



LOOOGRIPHO 92 

Ao St\ Aifredo dos Anjos 

RepresenUttdo uma nota 8 

Itu tv i \.U- uni paiz uue iica f 

Rem a l£ste tl<» Iora£o, f s * * 

Compivi fefcenda n mi rica : S, 7. t( 

Mas ml«j 4 Creio ijiie imo. U. Sj I 

luinaum» Luiz, n Grande f 
Perseguic$o horrorosa 
Soffreram us protestautes* 
La n a l-Yaiif'u yjoriosa, 



Ceara, 



Herculano 



O Mcntc Braneo 



Somcnte no seculo actual se ve nas cartas 
geographicas a indica^ao da existencia do Monie 
BrancO) e deve-se a urn sabio Horacio Benedicto 
de Saussure, natural de Genebra, a gloria de te-lo 
pritneiro eonquistado. 

Antcs delle, um homem ousou emprehender 
a ascengao d'esse gigante; 'f o i Jacques Balniat, 
d e 24 annos. 

Nfio couseg*uio, porena, cbegar ao c u m e ; 
vi >lta e m meio do cam! n b o, para d e novo, era 
companhia do Dr. Paccar d, que exgotado fica 
no ponto ate entao alcan^ado, dominar detini- 
tivamente o curae do Monte Branco. 

Realita o seu sonho querido, respira o ar 
que ente human o nunca respirou, ve a seus pes 
Genebra, Italia; estavaoMonle Uv^nco \eucido. 



ALMANACH DB PBRNAMBUCO 15 

Coube a Saussure conquista-lo, mais tarde, 
cm Agosto de 1787. 

Depois de Horacio Saussure, Monte Branco 
3a vio seu cume dominado por 1500 vezes. 

O pre$o de sua ascetKjao custa hoje 160 
f rancos. 

Raros sao os guias que nao teem f eito mais 
de 50 ascengoes. 

Frederico Payot e Eduardo Cupelin contam 
mais de 70. 

O Capitao do Monte Branco, Miguel Folli- 
gruet, ja completou 80. • 

O que mais admira e a coragem d'esses 
ousados guias no meio dos maiores perigos que, 
a cada minuto, se apresentam a seus pes. 

Essa grande massa de neve e de gelo. que 
flos parece immovel, vive, entretanto, em cpn- 
stante movimento. 

O gelo rompe-se, uma fenda que era im- 
perceptivel, alarga-se e forma abysmos de 30 
metros de largura e de uma profundidade in- 
calculavel. 

Em breve sobre aquelle vacuo forma-se uma 
ponte: julgaes que ella e firme, sem desconfian^a 
ide vos lancar sobre ella, e de repente quebra-se 
e descobris a immensidade do vacuo. 

Ouvis um pequeno ruido? que importa? 
Horror ! E' a avalanche d e neve que se 
desprende do alto e varre tudo em sua pas- 
sagem. 

A montanha assassina, o Alpes homicida, 
como e conhecido, anima-se de um movimento 
de lenta progressao. 

Ella avan$a e os corpos que ahi se acham 
encerrados ava^am com a montanVva. 



16 ALMANACH DB PERNAMBUCO 

Dir-se-ia que, ciosa de sua pureza immacu- 
lada, a geleira quer desembaracar-se desses 
restos que a emporcalham. 

No alto da montanha ha tambem o enj6o. 

Respira-se com difficuldade, soffrem-se nau- 
seas, a sede e ardente, ha uma inappetencia 
para todos as alimcntos. 

Parece, no entanto, que a certeza de todos 
esses perigos, a verdade de todas as narra^oes 
de centenares de catastrophes, dao mais cora- 
gem aos ousados exploradores, aos destimidos 
tourtstes. 

E' assim que ate ascen^oes scientificas ti- 
veram logar, alvejando construir no cume do 
Monte Branco observatorios permanentes. 

Vallot em 1890 constroe um observatorio a 
4.305 metros, destinado especialmente ao estudo 
dos phenomenos meteorologi cos. 

Janssen, em 1892 e 1893, firma tambem um 
observatorio para estudos astronomicos cujo 
cimo esta a 4.810 metros. 

Ah ! o Monte Branco e um bello e magnifico 
pedestal para a sciencia ! 

y. 

CHARADAS 23 e 24 

l 2— 2 O rei da Hungria vem rompendo com o general. 
1—3 O homem e a mulhcr estao na cidade. 

Campina Grande.— R. G. do Norte. 

Faustiniano Villar Azevedo. 

Os Srs. Drs. flentistas encontram o meinor sortlmento de avlimentos 
pm sbus ifauineles no T^egulador da JVfarinhct 



Casa U jjanhos nos formfa 



■ 

Perdc-se na noite dos tempus o uso dos ba- 

nhoa ; c elle a cofisequencia crum instincto na- 1 

t aral aohomem,que o impelle a merguihar-si! 

napa para livrar o teguraento das impurezas 

^iceumuladas. 

Nh epocha dos Argonautas, a celebre Medea 

<iue pasmou a Grecia pelos magficos prodtgios 

uvenecendo us velhos, devcu os sen s maravi- 

"Ihosos succeasos ao uso dos banhos das aguas 

miueraes, cujas propriedades ella bem Ctmheeia* 

• Occupando os primeiros habitantes do globu 
«s paizes qaentes, faoilmetite o uso dos banhos 
=>e originou nesses logares, onde a temperatura 
iilta au^menta a secre^ao cutanea e gera a ne- 
ccssUlade de procurar com frequencia a a^tm, 
para libertarem-se de seus mauseffeitos. O usu 
dos banhos impce-se, e indispcnsavel, pelo que 
numerosas e antigas religi oes os tornam obriga- 
torios, bem como fazparte da hygieue de todos 
os povos. 

Por isso, Pausanias nos refere que desde 
Homero, representando seus heroes banhando-se 
em vastas piscinas, ate aos contemporaneos da 
■ineda do imperio romano, frequentadores das 
ricas c lusuosas thernias, o i^sq &q& \*w\\&^ \©* 






1S 



AF.MANACH D K PKBNAMBUCO 



constantemente representado importantissimo 
papel nas praticas da antiguidade. 

Nao e so na Europa modcrna c antiga que 
se encontra o uso dosbanhos. 

Os orientacs, os itidianos, os selvagena d c 
todos oh paizes empregam frcqucntemente as 
ablucoes e os banh< is, 

Os Esqmmaus, Firilandezes, Groelandezes, 
Noruegruczes e o s Samoyedas usam u s batihoa 
de rapor, embora em propor§3.o assas acanhada* 
Uma cova praticada no terreno, soixos clevados 
i temperatura rubra, eonstituiam aestufaonde 
elles penetram e o vapor, procedente da humi- 
dade do solo aquecido pelos scixos, e sufficientfe 
para pnnocar uma abu ml un t c transpira<jao. 

Da mesma forma praticam os selvn^ens d a 
America do Norte. 

Actuahnente o modo do l)anho varia, se- 
gundu o caracter do povo quc d'cllc nsa. 

A a^ua do mar c uma verdadeira aj^ua mi- 
neral, riquissima de prineipios salinos ; uma 
fanfe de vitalidade onde o^Jracos^ os doentes de 
toda espeeie podem encontrar linitivo para seus 
soffrimentus. 

A propria aragem do mar purifica. 

Nao ha duvidar que a primeira immersfiu 
no mar e quasi sempre penosa; porem, o im- 
mediato bem estar faz logo esquecer csta sen- 
sa^ao. 

A nata^ao e facil, a despeza de for^a mus- 
cular tam ponco apreciavel, que o banhista pro- 
cura gosar por longo tempo os encantos de uni 
tal excrcicio. 

Km Pernambuco, as lindas praias d'Olinda, 
Brum, Boa-Viagrem e Piedade, n a esta^ao cal- 
fjTosn, &£q proc u radas pel a elite lV& t\os%a, soc 



AtMANACH DE PERNAMBUCO 19 

dade, bem assim a Casa de banhos, situada nos 
Arrecifes da capital. 

Este estabelecimento fundado em 1880 por 
concessao do governo ao Sr. Carlos Jose de Me- 
deiros, e construido d e madeira e ferro, sobre a 
propria rocha que divide o oceano da cidade 
do Recife e contem cinco banheiros f undados na 
mesma rocha, os quaes facultam o uso dos ba- 
nhos a 350 pessoas ao mesmo tempo. 

Contem 102 compartimentos proprios para 
toflettes dos banhistas, bem assim commodos 
para aquelles que prefiram estacionar no esta- 
belecimento, onde sao tratados com um regular 
servi^o de mesa. 

Ha um grande salao para as refeigoes, duas 
salas, um gabinete para leitura e outras de- 
p^ndencias. 

Este estabelecimento e banhado nao so pelo 

oceano no seu fluxo e refluxo, o qual passa por 

ba.ixo do edificio, como por todos os ventos, 

principalmente o de Leste, visto ser este o rei- 

naute alli, sendo por isto preferido pela maioria 

dos estrangeiros e nacionaes convalescentes. 

Dista do centro da cidade e de sua pra^a 
do commercio apenas umamilha ou 1600 metros 
que transpoe-se em escaleres, cujo servi$o obe- 
dece a um horario. 

No sentido da hygiene e forc,a confessar 
qUe o publico ha usufruido da Casa de Banhos 
innumeros beneficios. 

O estabelecimento resente-se de diversos e 
imprescindiveis melhoramentos osquaesosseus 
proprietarios tratam de addicionar no mai^ c\xxto 
praso. 



AttfANACli DE HfttfAM! 



Cada pessoa paga por mez 20S0O0 e assim 
ve-se que esses banhos n lio chegam para os po- 
bres, para os desherdados da fortuna e para os 
seus fracos, debeis^ chloroticosfilhos, gue dVlles 
tanto necessitam. 

E' irerto gue Pernambueo possue talvez as 
mais bellas praias do mundo, mas, certo tam- 
bem e, gue para nellas usar dos sal u bros ba- 
nhos dc mar, precisa-se dos banhistas. 

E o le^endario Lacerda gue ha 36 annos 
exerce essa profissao, e o gracioso Paesinh&i 
seuirmao, (banhistas do Brum) e os outroscol- 
legas, nao dispensam a justa retribuigao peeu- 
niaria, e assim os pobres, sem os iudispensa- 
vcis meios, nao ^am dos beneficios resultantes 
dos banhos mari t i mus. 

Assim e» e o &era, por gue nao temos a ven- 
tura de possuir um philantropo como o Doutor 
Bar relai, 

Coraeao ma^nanimo, aerisolado no ardente 
desejo de praticar o bem, gue eheio da devo- 
tacao de um verdadeiro apostolo de caridade 
fundou na Italia diversos Hospichs tua rit i m os 
para dar banhos aos pobres e aos seus hlhinhos, 
estabelecimentos e s tes encontrados eui Livorno, 
Varegio, Voltri, Rimini e Veneza, 

Quem em Pernambueo guerera imitar o 
Dr. Barrelai ? 

Aos nossos conterraneos ricos, gue julgam 
agradar a Deus dan do esmolas para foguetes, 
fogos d e artificio e outras frioleiras, U mbramos 
o exemplo do humanitario Dr. Barrelai, afim de 
estabelecercm banhos publicos para os pobres 
d as fre^uezias do seu muntcipiu, dotados de 
) hanheiros e tangues de natac,ao. 



■ 



AiilANACH DE PBRNAMBUCO 1\ 

Praticando d'esta maneira, farao um im- 
portantissimo e meritorio servi<jo, uma obra 
assas agradavel a Deus, que ama a caridade, 
como a mais insigne e maior das virtudes. 

Major autetn est cari/as. 

LUIZ JOSK DA SlLVA. 



LOGOGRIPHO 25 

Aos amigos T. Bandeira, L. d e Castro, J. Alfaiate c 
M. Castro. 

Surgindo das cordilheiras 25, 21, 3 3,- 6, 7, 2, 1. 
Vai perpassando vaidoso 20, 21, 3, 18, 17, 29, 30, 31. 
O regato transparente 7, 6, 11, 9, 10, 11, 12. 
Tao engragado e formoso ; 8, 29, 3, 2, 7, 11, 33. 

E vai parar no oceano, 13, 29, 31, 27, 28, 2, 10, 20, 26, 22, 20, 21. 
Marchando bem pressuroso 2, 3, 19, 8, 24, 28, 21. 
Banhando a relva e as tlores, 32, 31, 25, 26, 18. 
Sempre alegre e venturoso. 23, 6, 11, 21, 22, 18. 

A limpidez drystallina 20, 3, 2, 17, 29. 
Das suas aguas brilhantes 28, 29, 30, 6, 2, 10, 11, 33, 34. 
Lembra o pranto da alvorada 18, 28, 4, 29, 3 15, 21. 
E o som de vozes distantes. 5, 25, 15, 21. 

Que quadro meigo e singelo 19, 10, 10, 18, 20, 16, 7, 11 14. 

A m&e de Anteo apresenta, 11, 16, 28, 32, 2. 

No serpear de um regato 29, 17, 32, 18, 26, 21. 

Si a brisa perpassa lenta ! 4, 2, 8, 29, 17, 31, 13, 29. 

Quereis d'este logogripbo 
A chave ? Ouvi-me, Senhores : 
E' a saudacao de um neophito 
Aos grandes decifradores. 

Joazeiro — Bahia. Antonio Moraes. 

Para a bicyclete " CX€V€XjtJ/7> " todos os cam/- 
nfjos s&o eguaes. — Vende-se no 

REGULADOR D A MARI N H A, 



AI,MANACH DE PERNAMBUCO 



fl JAork dc /ftalvina 

Sobre essa virg-em de conducta rara 
Menor dominio nunca o mal tivera ; 
Levou no entanto dura vida, austera, 
Como quem de algum crime se manchara. 

Sorrindo ella expirou por uma clara, 
Doce e pura manha de primavera, 
E contam que um prodigio entao se de>a 
Que a toda gente juncta ali pasmara : 

Quando o lume dos olhos seus fugira 
Dizem que encheu-se log-o a sala escura 
De etherea luz, de brandos sons de lyra ; 

K ao brilho dessa extranha e rubra aurora, 
Vio-se uma ave da c6r de neve pura 
Subir cantando pelo azul a f<5ra. 

Acarahu.- Ceara. 

Padrk A. Thomaz. 



(IIAKADA 26 



Frequentou a Academia 
Conliecimentos colheu, 
Approvacao teve muitas 
Depois theses defendeu — 2 

Na sacra histori a falado 
l'elos irmaos foi veneido — 2 
General da antiga Koma 
1)<> eerto bem destimido — 2 



Km muitas guerjas entrou 
I 'o i enorme a sua lida 
Ak'uni'ou grandes victorias 
Se diz que no fim da vida—1 

Por isto e (pie inda hoje 
Por todos, s«»u sobrenome— 2 
E' falado com respeito, 
Appellido e de renome — 2 



Km direito graduado, 
K' charadista do truz, 
Cidadao muito distincto 
Na Baliia vio a luz. 



Anglolico. 



Amai, que um beijo ensina mais do que todos os 
compendios. Uma bocca que se descerra 6 como um 
livro que se abre. 

Coklho Nktto. 



ALMANACH DE PERNAMBUCO 23 



DOMINUS TEGUM 

Quando alguem espirra no Brasil e em Porlug-al 

dizem Dotninus tecum ou viva ou entao Dcus o ajude ; 

na Hespanha Dios le ayude ; em Franca Dieu vons 

benisse e por gracejo accrescentam ct fasse ton nez . aussi 

gros gu'une cuisse ; os Italianos dizem Satute ou Feli- 

citd ; os Gregos Kaire ; os Hebreus Ilirm trabim ; os 

Ing-lezes Good hctps you ; os Allema.es Gott helf dic ou 

em Latim Prosit ; os Suecos Gud hyclp ; os Hollandezes 

God zegent u ; os Russos Sdruf ; os Polacos Na sdro- 

vie : ps Bohemios Na sdravc ; os Chins Kuy ; os Ara- 

bes Smadlo ; os Turcos Btrfkiat vi'rsen ; os Hung-a- 

ros Istcn hozz&d ; os Romanos Salve. 



CHARADAS 27 a 30 

A o Juli o, M ari o c Alfrcdo 

l — 2 A coroa do passaro devia ser uni cravo. 

2 Tantas embareagoes para um gigaute ! 

2 Deus fez bonita toda mullier. 
— 2 Posso affirmar : para se escreverO preciso sal amoniaco. 

Minas Geraes. FkX Diavolo. 



O Amor 

(Do Intermczzo lyrico de « Heine » ) 

5^> cha em tdrno a. mesa collocados 

Falava-se de amor, 
Os homens, como artistas consumados 
E as damas, com affecto seductor. 

« O amor sincero deve ser platonico, 

Observa o conselheiro, 
E a conselheira tem um riso ironico 

E um suspiro matreiro. 



24 ALMANACH DR PBRNAMBUdO 



O coneg-o cscancara a bocca enorme 

E fala : « Quanto a mim, 
O amor nao deve ser tam forte e rude 

Que arruine a saude ! » 
E a donzella murmura : « Como assim ? » 

Diz a condessa em tom cheio de graca : 
« O amor e' uma paixao. » 
E, enternecida, passa 
A delicada chavena ao barao. 

Uma cadeira achava-se vasia 

Da mesa em de redor : 
Era a tua, querida. Com mestria 
So tua linda bocca poderia 

Dizer o que era Amor. 

L/ICINIO. 



LOGOORIPHO 31 

Cidadao " faca de ponta " secretario 
do " Club pu/jhaes dc jTgo. " 

A tim de evitar engano — 4 5, 6, 7, 8 

E por ser da minlia algada 

(A' vista das leis e do uso 

Como nobre e suzprano,) 

Venho ora, de arnez e espaita, — 2, 1, 3, 8, 7, 2 

Accusar — de facto accuso — 

A leitura, aqui, do vosso 

Officio em papel almasso 

A vi sando a fundacao 

he mais um heroieo troco, 

Armado de punhcws (h; aro % 

Que vem metter-se eni acgao . 

Assim, pelos charadistas 
Do Estado do Parana, 
Juro a IV* d e eavalleiro 
Aos valorosQs nortistas : 
-■- Por estas plajjas de ru 
Tal aviso e coiTiqueiro. . . 

Curityba,, Mar^uez de Val pr Vinos, 



Deiiiosthones do Olintla 



Demosthcncs de Oli rida Almeida Cavakanti 
nasceu a 20 de Sctembro dc 1873, na Cidade 
da Victoria» d'este Estado* 

Foram seus paes o Major Claudino Jose 
de Almeida Lisboa, ja fallecido, e a Exm. a Sn a 
D, Edeltrudes de HoUanda Almeida Cavaleanti. 

Muito joven ainda fez todos os seus pre- 
paratorios, e matrieulando-se na Faculdade d e 
Direito desta Capital, recebeu o grao de ba- 
charel era sciencias juri dicas e sociaes, a 14 
de Dezembro de 1895» 

Dtirante o seu tirocitlio acadcmico e mesmo 
depois d e bachareladu, exerceu diversos cargfos 
nas reparticoes de Instruc^ac Publica e Me- 
Ihoramento do Porto do Reeife. 

E m 1888, tendo apenas 15 annos, fundou o 
LitiereUo^ jornal littcrario que foi o ponto de 
partida d e sua e tirta, mas fecunda vida litte- 
raria. 

Durante al^fiim tempo collaborou vantajo- 
samente na Republiea^ jornal di ari o que se pu- 
blicou nesta capital, tendo tambem collaborado 
*m toda a imprensa do Recife. 

Tendo a Gazeta Pos taf do Para aberto u m 
eoncurso d e sonetos, a elle concorreu q \\qss^ 



26 AI,MANACH DE PERNAMBUCO 

biographado, tendo sido victorioso o seu ma- 
gnifico soneto Deusa ignota. 

Em 1894 publicou o seu livro de versos 
Ortivos. Bem poucos poetas, ou quasi nenhum, 
fez tanto successo com a publicacao do seu 
primeiro livro como Demosthenes de Olinda. 
Criticos de escol como Araripe Junior, Arthur 
Azevedo e outros dedicaram estudos sobre os 
Ortivos e receberam o joven poeta com mani- 
festaqoes sympathicas pela brilhante estrea que 
elle acabava d e fazer com o seu livro. Data da 
publicacjio dos Ortivos o nome glorioso, que em 
todo o Brasil e mesmo no estrangeiro, conse- 
guiu firmar o joven poeta. 

Alem dos Ortivos deixou o poeta muitas 
produccoes espalhadas em albuns de diversos 
amigos que guardam com avidez, as joias que 
elle sabia tfio bem lapidar. 

Como charadista era um dos melhores que 
tem tido o Brasil e nao ha almanach escripto. 
em lingua portugueza, que o Demosthenes nao 
abrilhantasse as suas paginas com uma infini- 
dade de produccoes e com diversos pseudo- 
nymos. 

Em 1894, Theotonio Freire e Fran<ja Pe- 
reira, duas mentalidades que honram o Brasil, 
publicaram a Rcvista Contcmporanca % o perio- 
dico litterario melhor escripto em lingua por- 
tugueza, que conhe^o. 

Alli, naquella tenda de combate, Demos- 
thenes teve logar proeminente. Em cada nu- 
mero que sahia, da citada revista, Demosthe- 
nes surgia com uma joia de fino valor firmando 
cada vez a mais o seu nome de poeta mavioso, 
de contcur eximio e de chronista impeccavel, 



AtMANACH t)E PERNAMBUC6 21 

E' pena que a Revista tivesse vida tao curta, e 
nao vem ao caso dizer-se qual o motivo que isto 
originou, mas o que e incontestavel e que os 
seus dous annos de existencia ahi estao para 
attestar o que clla foi, quem nella collaborou 
e as distinc^oes que recebeu de mcntalidades su- 
periores quer estrangeiras, quer nacionaes. 

Nomeado promotor publico da comarca do 

Alto Rio Doce, Estado de Minas Geraes, em 

Fevereiro de 1897, o nosso illustre biographado 

seguiu para a sua comarca ncste mesmo anno, 

tendo na sua passag-em pela Capital Federal, 

sidorecebido do modo mais lison^eiro, pelaim- 

prensa d'aquella capital. 

| Sempre hei de lembrar-me que a bordo do 

j vapor Alice, com os olhos banhados d e lagrimas, 

disse-me o poeta: «Meu Mario, nunca mais ve- 

rei estas plagas, tenho alg-uma cousa no meu 

intimo que diz-me isto !> 

f Como advinhava aquelle cora^ao ! ! Cahio 

j fulminado e nunca mais beijou a mao de sua 

velha mae que o idolatrava e quc nunca pcn- 

sou, que em sua velhice, visse o seu caro De- 

mosthenes, cheio de vida e de esperan^as, 

alar-se d'esta existcncia! 

Em sua comarca casou-se com a Exm. a Sr. a 
D. Augusta Olinda de Almeida Cavalcanti, nao 
deixando filho d'essa uniao. 

Nomeado Juiz Municipal do Patrocinio, 
quando se preparava para ir tomar posse de sua 
comarca tombou fulminado no eterno somno, 
na cidade de Queluz. 

E eis em rapidos tracjos o que foi a vida 
do Demosthenes que tao 131090 cedeu a lei fatal l 



E' pena que o Dr. Julio Pires, digno dire- 
ctor d 'este Almanaeh, nao meditido a insignifi- 
cancia de quem subscreve este rapido bosquejo 
de biographia, o incumbisse d e esc re ve r ai- 
guma cousa sobre o querido Demosthenes» 

Nao devia acastellar-me na minha nihilidade 
para deiKar, ainda qiie mal, de dar em publieo 
testemunho da amisade sincera que mc unia ao 
poeta. 

Fico satisfeito por ter cumprido este dever. 
K para terminar este ligeiro estudo, tiro do 
meu album os segiihites versos, que o poeta e m 
dia do meu anniversario natalicio, escreveu e 
dedicou-me : 

AO MAR10 

( Ao dia do sen anniversario) 
Jtfaric : 

Jfo dia hodiemo em gue se expande em goso 
e em, sorrisos de faz, teu n oh re coractfa; 
gue cercado t e v£s do casa! amoroso 
dos teu s fiihos gentfs — estreilas em bot&o — ; 

Jfoje, que ves surgir mais uma nova aurora 
na estancia azul da vida r alegre e sa/utar; 
que tens n'afma vibrando uma canpao senara, 
cangao p*ra ser cantada em not tes de /uar; 

3{oje t gue paru a <£hria um passo dds avante, 
porgue a y/orta, afinaf, anda a chamar por ti, 
gue P em m eh d' es f a festa augusta e hai tante, 
cercam-te amigos bon s e a espera te sorri; 

Jfoje t gue v es deseer das azas da Jltegria 
ers rosas da amisade eterna, em prqfus$a; 
deijea gue eu tambem venha, em nome da faesia, 
a front e te beijar e te apertar a m$o /. . . 

tfedfe, 19 — 3 — 97.—tDen^ostJjenes de dinda* 

Mario Freire. 



CHARADA EM HEXAGO*0 33 

A<> Club Punhaes de Afo 



Somos rapazes raodernos 
Imigos do ramerrao, 
Assim nao eompareeemos 
Com a mesma composieao. 



I T ma untura na primeira, 
A que segue um rio e, 
Na terceira u m vegetal, 
Que decifram, teidiam fe. 



A quarta e do vegetal, 
A' quinta dou meu eoracao, 
Sexta, povoaeao de Hespanha, 
Ultima da consola^ao. 

Florete. 
« Secretario do Club Adagas de Ouro, 



Aquella que se ve* no azul fulgindo 
E 6 das estrellas a mais linda estrella 
Quanta vez nao iicamos n6s a ve-la 
Tao formosa, como hoje luz, luzindo?... 

Quantas vezes, um do outro as maos premindo, 
INao iicamos n6s dous a etherea umbella 
Fitando, eu a dizer-te : Amo~te e a belia 
Aria de um amo-te ao teu labio ouvindo?... 

Tempos 1& vao depois do dulcuroso 
Idyllio nosso a luz de um astro amigo 
Fulgindo no alto paramo radioso. 

A estrella o mesmo brilho de outras eras 
Tem : eu te tenho o mesmo affecto antig-o ; 
Td s6 nao 6s a mesma que antes eras. 

Minas-Geraes. 

Bbnto Ernesto Junior. 



30 AtMANACH DEJ P^RNAMBtttG 



CHARADAS 33 a 37 

Offerecidas aos inclitos redactores d' «O R A 10 > 
(Collegio S. Salvador) 

3 — 1 © general no combate levou uma bala. 

3 — 1 «efeigao de batatas para estas virgens. 

3 — 1 > garrocha. Senhor, veio d'esta villa. 

3 — 1 t-.mportante rio corre no Ceara. 

3 — 1 O instrumento do borralho e a vassoura. 



Republica Almeida Couto. — Bahia. 

Bielo Bers. 

J(o verso de um retrato 



^enso em ti. Mas essa imagem 
No meu c£rebro gravada 
Nao e* f ria e concentrada 
Como este retrato vao : 
Ouco-lhe a meiga linguagem, 
Sinto-lhe o quente bafejo 
E s6rvo-lhe o doce beijo 
Dentro do meu coracao. 

e. p. c. 



CH4RADAS 38 a 41 

A o meu irmao e amigo Francisco de Paula Lindoso 

2 — 1 Por causa de um crysol de pedra suicidou se est 

amante 
2 — 1 Sopra o homem n o vaso. 
1—2 Ouvi a voz de um poderoso da Crimea. 
2 — 1 O escriptor e sincero e bom. 

S. .lose da Coroa Grande — Pernambuco. 

Antonio Franklin Lindoso. 



ALMANACH DK PKRNAMBUCO 31 

Uma carta de Santo Antonio 

Foi encontrada uma carta de Santo Anto- 
nio, escripta a um tal Joao de Bulhoes, felici- 
tandro por haver deixado o mundo e entrado 
na religiao. 

Eis o seu theor : 

«Agora acabo de entender qufio differentes 
sao os juizos de Deus d'aquelles que fazem os 
homens. 

Por causa do largo tempo decorrido desde 
que nos vimos, julgava eu que ja vos terieis 
esquecido do que combinamos em Talavera 
mas vejo, ao contrario, que vos recordastes mais 
do que eu pensava, e minha satisfac^ao por 
vossa fuga do mundo e tam grande como qui- 
zera que fossem os louvores que por isso dou 
a Deus, de quem confio que, antes de partir- 
mos d'aqui, havemos de poder ver um ao outro, 
ainda vivos. 

O que com mais ardor desejo e que nao 
retrocedaes para o caminho do inimigo, o qual 
nao propoe outra cousa senao fazer-nos aban- 
donar o estandarte de Deus ; porem, ficai certo 
Que, si puzerdes nelle vossa confian^a, nao em 
vossa for$a, senao em seu auxilio, quando esti- 
verdes para dar principio ao combate, antes de 
comecja-lo sentireis como estaes seguro do trium- 
pho, e com um vivo desejo de rechassar os as- 
saltos. 

Entretanto Deus vos tenha em sua guarda 
e vos fa$a adiantar na virtude. 

Pavia, 2 de Man;o de 1223. 

Fr. Antonio da Cathcdraly* 



I.OOOGIll l'IIO e CIIAltAHA 42 e 43 

"Da Vellnsn- espantadn om grnik $rifo\ IB, 15, 1, 5, 10, 4, l 

"Seutas, caca extranha. tiisse, e esta; l, i, 11. i 17, 7, 9, % % lx 

" SI IMa dara o f^ti/o antip rlln, 4, 17, 6, 5, 13, 16, 17 t 3. 

" A deusas i sagrada &sta nnresta : 14 7, Ifi, 15, 3, 

"Mals desco&rtmos do pe iromanD nsp'iHo 9, 13 16, S, 10, 4 15, 1, B, 1L 

" Des3]on nanca; e hsm s? msnffesta s, li, i l7 t io t 4 15. 

,s OttE sao graadfis as consas e escelieiites, 

4( Oiie o miMo eacotore aos tiom&jis iiniiriilenl&s. w 

2 — 1 Cat.ado da Pena Tacito, 



DO LIVEO DE SANTA 

3Bulce era "belia como uma eseulptura, 
fmha a meignice excelsa da creanga 
e o rosto seu, de l3 T rial freseura 
nao seme foi comtudo d a lembranca. 

Maria essa pentil miuiatura, 
d e maos sedoa aa e aloirada tranga, 
era tarabem immaculada e pura 
como a Virg"em Sen bor a d a Bonan g a. 

Eleonor t a timida Cordelia, 

a flnminenae e pallida camelia 

d e olhos castanhos e cabei los pretos, 

tcKJas ellas nao tinham tew encanto 
nem essa. tfraca que idolatro tanto 
e que e toda pompa destea meus aonetos. 

Para, Hekm&to Lima 



IHARiDA 44 



\— 2 Ccmi esta eurda (|ui> n ^ststente r gue se faz a costura 
(las velljis dos D&vSos, 

D. Ajjalsdida Macikk* 

Offichia para concertos de relogios e joias ern c asa 

Kii.i r %iiok n\ n iiiivn \ 



PiSSi^M) 



Dr. Eraesto in Apo Fonseca 



era 



fjomcm de um sdpareccr 

J)' u m j 6 rastc, uma s6 f i, 



Nascido a O d c Fevereiro dc 1831, e dcdi- 
candtrae as lettras, bacftarelou-se cm 1853. 

A carreira da ma^istratura parecia mais se 
niarcom seu earacter; julgar pela justi^a, 
sem ter^iversoes, re c t o, inflexivel. 

Juiz M u n i ci pai c d e Orphaos no Cabo cm 
apos u m qtiatrienio transfer i do para o 
Rerife e m 185' > sen do reconduzido era 18t)3, ah i 
terminim sini vida d e maj^istrado* 

SSo (U 1 seu proprio punho as segu-intes 
notas : 

* A e~ssc tempo «jiiizeram nomear-me Juiz 

* de Direito, tendo e u apenas uni guatfisnnio 

* de Juiz Municipal, pois contava 3 annos e 3 
€ mezes d e exercicio no Cabo e 10 mezes de 

* Juiz de Oprhaos no Rccife. 

* Tsto poucas vezes se fez no Imperio e so 
1 se praticava em relac^o a Jnizes, que, alem 
f de se distinguirem, eram bem patrocinados, 

* Ku, porem, o obstava, cpmo se ve desta 

* carta ; c tendo sido em iins de 1866 effectivar 



34 AI,MANACH DE PERNAMBUCO 



< mente nomeado Juiz de Direito, recusei a no- 
« meacao. Si nisto conviesse em 1859, e quizesse 
« fazer carreira de magistrado, pela qual nunca- 
« tive gosto, em que altura estaria eu hoje t 

« Durante a minha judicatura de 11 annos. 
« e 3 mezes, nunca solicitei licen^a alguma, e 
« so estive fora de exercicio — 25 dias — por 
« doente.» 

Para que melhor tra^o que desenhe um 
caracter inquebrantavel, ura rigido cumpridor 
de deveres? 

Abandonando a carreira de magistrado, 
quem sabe, talvez porque nao quizesse sujei- 
tar-se a ordens politicas, pois que nao era um 
delegado de partido algum a que nunca esteve 
filiado, so o vemos occupando cargo publico em 
1877 como Inspector gerai dalnstruc^ao Publica. 

Vindo a Republica, foi um dos que accei- 
taram o facto consummado. 

Occupou por u m mez, em 1890, o cargo de 
Chef e de Policia, o de Director da Faculdade de 
de Direito por duas vezes em Outubro de 1890 
e em Julho de 1893, sendo demittido da primeira 
vez, fahamcntc a pedido. 

Amigos particulares elcgeram-n-o Conce- 
lheiro Municipal de Olinda. Ahi o seu logar 
estava marcado, como director de seus pares, 
de que foi Presidentc. Isto em 1892. 

Depois desillusoes sobre desillusoes, con- 
trariedades, talvez a idade, affastaram-n-o da 
vida publica. Um restrictissimo numero de 
amigos publicaram sua bellissima traduccjao do 
Hewani \ queriam ijue seu nome nao se apa- 
gassc inteiramente para o futuro. 

Jci antes tinham sido publicadasem jornaes, 
diversas tradue^oes avulsas. 



AlMAfcACH bK PERNAMfcUCO 35 

Afinal aos 12 de Outubro de 1898, cercado 
dos carinhos d e sua Exm. a Esposa D. Maria 
Cavalcanti d'Albuquerque Barreto Fonseca, sua 
corapanheira de 35 annos, e de dous ou tres 
amigos, pagou sua divida a natureza. 

Sua vida, porem, foi um ensinamento. 

Felizes d'aquelles que podem morrer com 
ahonra intacta, dos que quebram masnao torccm* 

LOGOttRIPIIO 45 

[ SONRTO DK A UT A I) K SOUZA 1 

Pbra a distincta charadlsta e inspirada poetlsa D. Edwi- 
ges de Sd Pereira 

f Lyrio do Ceo, sagrada creaiura, 1, 13, 4 

Mae das creancas e dos peccadores, 

Alma divina como a luz e as flores 5, 9, 12, 2, 12 

Daa virgens castas, a mais casta e pura ; 

Do azul immenso, d'essa immensa altiira 

Para onde voam nossas grandes dores, 1, 2, 8, 4, 12. 

Deaceos teus olhos cheios de fulgores. 

Sobre os meus olhos cheios de amargura. 6, 7, 10. 

Na L&r sem termo pela negra csfrada 5, 2, 12, 3, 11 

Vou caminhando, a s6s, desatinada, 

— Ai ! pobre cejja sem amparo ou guia ! 

S4 tti a mao que me conduza ao porto... 
0' doce Mae da luz e do conforto, 
Ulumina o terror d'esta agon i a ! > 

Fortaleza— Ceara Sixto Pardal. 

O c^rcbro feminino e' uma mol a movida pela mani- 
Tda do corac&o. 



E\H-n\ 40 

Jta j) r, Jasi Jtfario daS. fretrs e a svj £xm. Sspestr 

GiflCO Irlras Un\\ o todo 
Oii Irfts* BU Ouso dizer ; 
A T s d i tv H as i i As ve&Sas 
t 1 1 1 :*. teia baveis de nV, 



Bahkt. 



JOCASTA, 



Masjna dor 



^ Jidoipfjo Verrjech. 

Na mes a em que e u escrevo existe u m a estatueta 
— Mimoso hiheiot banhado em c orea g-ualdas— 
Kepre^entando Flora esn meio de grinaldas 
De roaaa* girasoes e tufos d c violet a. 

Quando eu tyuero- — e me canso em tentativas baldas- 
Transformar u m a phrase em leve byrboleta, 
Emploro ;uixi1iu a Deosa e logo ella, dlacreta, 
Mostra^ne a inspira<;ao nos olhos dc esmeraldas. 

Mas, quando tim dia qui?-. a t ramin m i a r de ciumes 
Pela dama que ainda bojc os meus smihoa e&tr&la. 
Do meu trahido amor caotar a d5r ag-uda t 

Embalde consultei a Deosa dos perfumes I 
Ante tamanha dor, pela vez primeira T ella 
Kaome si>ube inspirar e conservou-se muda.., 



Curityba — Parana» 



EcrcuDKS Ba> t deira, 



< II Ylt \l> Y 47 

l"m licor ejnabriagante —8 

Muito iirm se belierfi ; — 1 
Si d 'Hio tu es amani** 
Eu te cJjgO — tuam ta\ 



Sahi a* 



B. F^GltA, OT A.LME1DA. 



ALMANAK DE PERNAMBUCO 3? 



•VVltU 

A' minha noiva 

@uve, meu bem, quem te ad6ra, 
Quem por ti, si soffres, chora 
Quem te deu seu coragao ; 
Ouve o ai distanciado 
De quem vive amargurado, 
Cheio de dor e affliccao. 

Ouve o canto de saudade, 
Nascido d'uma amizade 
Pura, sincera e leal ; 
Ouve os queixumes constantes 
De quem dores incessantes 
Sentindo, lhe fazem mal. 

Ouve os lamentos partidos 
De muito longe, os gemidos 
De quem soffre dissabores ; 
Ouve as lamuri as, o pranto, 
Ouve, tu e*s meu encanto, 
Lenitivo a' s minhas dores. 

Ouve a nenia angustiada 
Que minh'alma atormentada 
Faz ficar a todo instante, 
As angustias do meu peito 
— Punhaladas que desfeito 
Vao tornando o meu semblante. 

Ouve, tu sabes, quizera 
Como outr'ora, a primavera 
Florida do nosso amor ; 
Vivermos juntos, risonhos, 
Gosando d a vida os sonhos 
Isentos de magoa e dor. 

Joao Sabino. 



CHARADA SYNCOPADA 48 

3 - Sou prematuro em minha oragao. 
Maceld—Alag-das. Fei,ix de Noivfc Bk&ths»^ 




3* Wischrm-$c/}arm3 

Os homens, ao nascer, nem se amam nem 
se odeiam ; o amor e o odio sao puramente acci- 
dentes, 

Nao te ligues com o mau ; o tie/ao si nao 
queima, ene^rece. 

Mais do que a colera do homem de bem, 
deves receiar a serenidade do mau 

O malvado instraido e uma vibora com a 
cabe^a ornada de pcdras preciosas. 

Si acaso te deparar ura logar onde nao haja 
rcceio de praticar o mal, apressa-tc e m fu^ir 
d'elle. 

Nao despreses as peuuenas consas ; lem- 
bra-te de que m u has palhinhas fazem para r u m 
elephante, 

A vida perde-se num instan t e, e a bon r a 
dura eternamente. 

A fehcidade consiste e m nao ter inqnieta.- 
coes. 

A vida do homem na terra e como uma via- 
gem feita no decurso de uma noite. 

Vida, mocidade, belleza, rigueza ape^nas sao 
li^eiro feixe de palha LjUe a corrente arrasta. 

A sciencia tudo ensina a conhecer, menos 
o coracao do perverso. 

Quem nao receia a tnorte nao da por ella. 

O sabio nunca f ala de sua edade, nem das 
su as riijuezas, nem nas prendas, nem nos de- 
feitos de sua familia, 

O homem de bem e uma fl6r occulta na 
herva ou entrela^ada nos cabellos; exhalando 
-telfcwso aroma. 



AT.MANACH DE PRRNAMBTTCO 39 

E' melhor estar calado do que mentir, ser 
Pobre do que enriquecer por fraude, viver so- 
litario nos bosques do que em sociedade com 
°s tdlos. 

A religiao consiste na benevolencia para 
c om as creaturas ; e a escada que conduz ao 



CHARADAS BISADAS 49 a 51 

jj — - Aquella pan c ada de chuva t e pega comcnrio fructa. — - 

{j — - A cidade e ani mal. — 2 

* — - Na subida deh mim homem — 2 

Livramento de Ayuruoca. — Minas Geracs. 

City Lage 



flOITE ETE^fiA 

Quando sorrindo os labios teus uniste 
Aos meus, cheios de luz e de ternura, 
Avivou-se-me a vida, e a chamma em ristc 
Do teu olhar perdeu-se pel a altura. 

As nymphas riam l^stas na espessura, 
Por entre as madresilvas. E nao viste ? 
Do infinito na c&ica planura, 
Dormia a lua meigamente triste. 

Era ja' noite. As viracoes fagueiras 
Adejavam por sobre as nossas frontes 
Roubando as nossas lllusoes primeiras... 

Sumiu-se a lua, alem dos altos montes... 
E, bem como um casal de aves palreiras, 
Vao nossas almas timidas, insontes. 

Awpio Tei«lks M.YYKV.7,*^ 



40 



MH-OOR1PIIO 53 

A o proftssor Miguel Maraes 

Certo pontifiee tarlaro \i, 8, 1, 8 
Encontmu a feiticeira 3 T 8, L 7, 8 
Que vivia muito Idsle U 4, !>, 6, 2 
A + sombra ri'esla palmeira L 2, 3, 8 
Trahalhos, afflicgoeB, pezaras, nV-i 
N o meu luilo se ftncerrani - <lura lida ! 
N:i kira inais feJi», soja onde fm\ 
Km nunca posso ser apetecida, 



Nazareth Para*, 



D. Anna Toci^^a Pamfo, 



Gluiis fle graptuiptiones, bjcyclelas para hometts, scutinras e manlnos. 
screvam se no-ffHGiyc^DOff D4 M ARI N H A w 



Tela perdida 



A r a pagi n a rfr ahertura d a album do amigo c eollega 
Sergio Lins dihias. 

@h ! crise do Ideal ! profil nila lethargia 
E m que, parece, a est'hora o Cerebro adormece !♦. 
Si um petis amen t o vem-lhe, as s i m desapparece, 
E t bem comn elle, vac-sc a minha phantaaia l... 

Oh ! Musa que deixaes-me l Oh ! Fillia d a Harmoni&J 
Vultae, pois, ate mim, que tudo hojc me esrpicce L,* 
D*csta folha fase i, que de ah a empallidece, 
O escrinio polycdr de minha poesia l. M 

Mas... tudo foge entao, neste auge de momento. . 
Na noute do Indeciso esvae-se o Pensamento. . . 
Eis... tudo foge emfim, fugindo seirgqu*o sinta !.. 



Fatal imprcvisao do Arttsta como aquella ; 
Aqui deisar eahir, tal se esboc.asse em tela, 
— Em eoncha nacarada este borrao de tinta I ? 



Cl. I 'r» M l-NKS KlLHO, 



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Jfesie esiabelecimento encorjtra- 
senjpre u m camp/eto sortinjenfo de 
dezas, assim como o gue ha de mod\ 
rfo em irjodas e arfigos de phantazia 
para presentes, 

€sco/hidos perfumes dos mefhoi 
fahricantes fratjcezes e ing/ezes. 

tfettdas, bordados, f Has, gafoes t 
vas t grinaldas e veaspara naivas. Xequ 
de madreperofa, gaze de seda e de 
godac. 

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ATJ&ANACH DE PERNAMBUCO 41 



l : LOGOORIPHO 53 



Y 



Ao Ubi:.* Sr. Dr. J u lio Pires Ferreira 



|. Do cavallo de Troya o coiistructor 7, i, 5, 1 

; Possuia cem mSos o era gigante, 2. 1, 6,. 6, 1 

Terrivel monstro, grande o feio mono, 2, 5, \, 1. 

£ Seu corpo colossaL era lastante 

Para cobrir <ie terna nove geiras, (>, 3, b\ 3, I 

r Victima do moseardo ou do tavao, 3, 1 

I Montava um dos cavallos do deus Sol. 7, 1, 1 

f . Cujo filfoo e tambo m constcllacao ; i, 1 

t Dizem «juo esse gigaulo ia ereseendo M fi I 

p Cerca dum palmo, oada mez <|ne vinha, \ ' ' 

t- Tido por um dos mais antigos deuses. 2. ."S, I 

L Km ave transforinou se : si a/as tinlia. 4, 3, 2, I 

k 

j? Nos pes e nas maos garras possuia, 

V Corpo de abutre, roslo do mullior, 

) Eram de urso as orellias, e talvoz 

\ Mais plionomenos ache <jiumii quizer. 

■ S. Salvador— Bah i a. Alfkkdo Fonseca dk Almeida. 



V€r e' senti r com os olhos ; os c£gos veem com o co- 
' ragao. O vosso mundo e\ talvez, inferior ao que sonha- 
mos: sem chagas, sem podridoes. S6 sei de uma c£ga 
que chorou porque era c£ga — foi no dia cm que lhe nas- 
•: ceu o primeiro tilho. 
* • Coelho Netto. 

: CHARADA 54 

't ' • Kncontroi uma deidade — 2 

m Numa campina ilorida, 

■-J Cantando arias saudosas, 

.*. Ao gJido daudo cornida — 2 

t' . 1. 2. 3 i. o. 6. 7. 8. 9. 0. $. 

Curraes Novos. GAtfcHO Potyguar, 



42 AI.MANACH DE PERNAMBUCO 



<PE^FI£ 

Num album 

i|l6r entreaberta a quadra dos enganos, 
Morena tez, esplendido semblante, 
Que a cabelleira crespa, fluctuante 
Real^a e da-lhe uns tracps soberanos... 

Olhos soberbos, negros, castelhanos, 
Dous Cherubins trahindo a cada instante 
O que a bocca adoravcl, provocante 
Occulta de seu seio nos arcanos ... 

Talhe impeccavel, de ideal do$ura 
Na f<5rma virgem. . .— casta formosura 
Que caprichosa e genial palheta 

Nao reproduz... — Ella resume um sonlio 
Amoroso, infantil, bello e risonho 
Como seu doce nome : — Julieta. 

Almerio Bolivar. 



C HARA D AS 55 a 61 

1 — 1 Eneontra-se na Provincia um sujeito que faz 

labia. 
1—2 No Diario de Penmmbuvo existe uni volcao. 

2 — 2 A Era No va tem uni sonlior inofTensivo. 

I— I Xo centro do Estado de Pemambuco vende-se 

assucar. 
I — I No Commerc'w de Pemambuco fa<;o transaccocs. 
2—2 Pequeno Jurnal nao tem valor. 
2 — 2 — 3 Oriente, occulta malfeitores na rede cona 
auxilio d'estc instrumento. 

Fesqueira — Pernambuco. Stknio. 

Cs melhores relogios sffo os ctmericanos: oc/rro~ 
nometro PAKAt»OX 4 o melhor relogio americano / 
Kejulador da Marin/?Q 



AtMANACH DE PERNAMBUCO 43 

* TT~ 

CHARADAS 63 a 65 

J — - 1 — 1 A feiticeira anda apertanclo a argamassa. 

* — 1—1 Em Turim estudei o instrumeuto e a ilor. 

1 — 2 Em Franca o lixo u homem. 

1 — 2 Aqui no jardim ha um cano de esgoto. 

Campina Grande— Parah yba do Norte. 

A. L. d' A. Gusmao 



Guer ra I 

(/. Richepin) 

3 e auando em vez e* bom da guerra entrar na lica, 
^ * vos que pullulaes, vis multidoes escravas. . . 
C* heroismo e* a fl6r suprema da Carniga ! 

G-uerra ! — velho volcao — escarra as tuas la vas ! 
Tsuita lama subio que as fontes enxovalha. . . 
Sorveste com teu fogo os coracoes nas lavas. 

A.' redea solta ! Hurrah ! Varra o mundo a metralha 
Precisamos ha muito, (a vista se nos abre) 
Para as almas — lyrismo, aos urros da batalha 

B para o Sangue — ferro, a bons golpes de s abre ! 

Bah i a. Pethion de Vii,i,ar. 



/ 



CHARADAS 66 e 67 

Gyra qual mo' do moinho — 2 
Que muito elevado esta — 2 
Guerreiro, sae do camiuho 
Da-lhe combate acola. 

1 — 2 Firmo Parente Madeira. 

Si 6 de utilidade individual que todos saibam l£r e 
escrever, 6 de utilidade gerai que todos sejam moraes e 
religioaoa. 

D. J. G. DT£ 'MA&ja.'B.KB&. 



AtStANACH tn pfett^AMktreO 



I II VR \U\ 6§ 

t h> St\ Raymundo J f d a Siiva l latin a 

fl nan I i.i obj&ctos de vuW 
IVm-mt* p iudto predil0CC*lQ 
E, samuni!» aljjumfl doi" 
Emprego esta tateijgig&o - 1 

r>isso-vos aaseverav 

Que, SI i'iii|iri _ n i- - - 1 e-i I i I 

N n koda poileis acfcmr 
Grande r'm 4o Bntell. 

Sao Salvador B ah i a. 



Eugenio Savard 

Durante min ha viagem pelo raundo da tn ■— 
eonsciencia afora, cnde andei levado por fehr^ r 
intensa, este adoravel poeta de alma g^rande ^? 
limpida como o ceo, cahiuna immensa pa& desu" 
ladora do nada. 

Era u m torturado da vida que tinha a.s 
vezes vontade d e morrer quando via seu ideal 
ineomprehendido e contemplava a yrande m i se- 
ria que por ahi anda. 

Quando Ih e nublava a alma o veo c rep us- 
ir ular da nostalgia, longe, do outro lado dos 
raares, sem que ouvisse o canto patri cio do sa- 
hid no leque das pai m ei ras, a hora do Angelus 
tangla a lyra dolente e cantava, cantava como 
esse passaro d a lenda que o ultimo canto soka 
para morrer como o sol que se afunda. 

Kssa ddr que nao se explka T de soffrerj 
fora da patria, on&e \ab\oa ^m\&<as> guardar 




AtMANACH DE PER^A&tBUtid 



45 






beijos e, porque a tenhoftentido, superior a pro- 
pria separacfui pel a morte, ponjue emfim na 
trrande paz do nada o somno e tranqudIo e doc e. 
Qucm raorre, nada sen t e (porque eu j a estive 
morto) e creiam, esse estado era gue estive e 
deliciosamente bom, porque predomina a phan- 
tasia que as azas sol t a pelo mundo ideal afora, 
mantan d o a symphonia mei^a dos amores cas- 

Itoa e das chiraeras alacres ! 
Quem. v£, porem, fug*ir a vida, como os so- 
nhoa do poeta ficando pel as urzes doseaminhes 
a alma d i la c e rada san^rando a o r&fui&m d a na- 
tureza em lucto, e torturadamente morrer. 
Ha via entre mim e Savard uma doce inti- 
tnidade tntellectual e atravez dos mares, quandn 
o poeta gemiacm versus doc e 3 a funda nostal- 
gia que o matava lenta, lenta, no velho mundo, 
vinham-me aos ouvidos as suasqueixas, como o 
Som longinquo das cornamusas tristes ou a 
plangencia doridada avena dos pastores, 

As ininhas dor es, dizia-me, crystaliso-as e m 
versopara queeternasiiqtiem mostrandoaos vin- 
douros a tortura que embalde aos homens grito. 
E queres saber? Si eu podesse materiali- 
sar a d6r que me tortura» certo grava-la-ia lio 
marmore como u m grito de ddr, como n m a vmr 
preca^ao ! 

Era um incomprekendido, comonos outros, 
eternamente revoltado contra a imbecilidade 
que a golpes de audacia irreverente suffoca to- 
das astendencias para a grande Arte. 

Era u m revoltado, como nos outros, eter- 
namente incomprehendido porgue de sejaya o 
mundo como pinta a Bibi ia, u m Eden, e via-o 
transformado num covil d e feras, pov \usA.yh.c\.q 
terrjreis e assassinos* 






46 ALMANACH DE PKRNAMBUCO 

Nas Azas transparece uma alma que pouca 
ri ennevoada de um veo denso de descrenqa 
por onde as vezes fulgem estrias de luz. Uma 
alma que pouco ri, mas que muito chora ante 
as suas proprias ruinas, como esse vulto extra- 
nho da lenda, de longas barbas brancas no burel 
negro derramadas, sobre as ruinas do castello 
onde enterradas vivem todas as illusoes de sua 
vida. 

E como esse vulto esperou tranquillo a hora 
de ir juntar-se as suas illusoes em meio da rui- 
naria coberta de madresilva e de hera. 

Que os passarinhos povoem esse recanto 
bucolico, onde sonhas a sombra das casuarinas, 
ouvindo gemer nas frondes a musica dorida das 
brisas suspirosas, lembrando as can<;oes ma- 
viosas da tua lyra. 

Ceara. Themistocles Machado. 



LOGOGRIPHO 69 



Ao Sr. Josi Caminha A. Gondirn^ auctor do €Aurelia* 
publicado no Almanach de igoi 

Sou mulher encantadora 1, 9, 3, 7, 5 
Encantadora mulher sou 8, 2, 3, 7, 9 
Inda mulher, porque nao ? 9, 4, 2, 6 
Si formosa mulher sou ? 5, 7, 8, 2. 

Sou mulher encantadora 
Encantadora mulher sou 
lnda mulher, porque nao ? 
Si formosa mulher sou ? 

Belem— Pard. A. Pamplona, 



AI.MANACH DE PERNAMBUCO 47 



Olhos 



fflhos de Venus, olhos de Sirio, 
Que arrancam d'alma saudosos threnos, 
Trazeis-me ao peito cruel martyrio, 
Olhos de Venus ! 

Esses teus olhos, senhora minha, 
Sao de minh'alma genUs esc6lhos ; 
Mas quem me deYa, feliz Rainha, 
Esses teus olhos ! 

Ah ! eu te juro. . . nos teus olhares, 
— Luz resplendente de um astro escuro, — 
Tens meus prazeres, e meus pezares 
Ah ! Eu te juro ! . . . 

Eu desejara que tu tivesses 
O ardor dos olhos no peito, avara ! 
E que attendesses as minhas preces, 
E u desejara ! 

Mas tu 6s gelo no peito e n'alma, 
Somente os olhos t6m fog-o ; ao ve-lo 
Amor lhe rende brilhante palma... 
Mas t u e' s g-elo ! 

Olhos de Venus, olhos de Sirio, 
Que arrancam d'alma saudosos threnos, 
Trazeis-me ao peito cruel martyrio, 
Olhos de Venus ! 

EUGENIO DE SA PERKIRA. 



CHARADAS 70 e 71 

2 — 1 E' zombaria do hacharel ao clianceler. 

2 — l Piutura imprcssa do lado de ornato antigo. 

3ahi a. » 3 oc jlkma x 



48 ALMANACH DB PBRNAMBDCO 



A ESTEIRA 

A Adolpho Vieira 

I3f ao se suppoe que presto se desf aga 
Aquella branca e aljofarada esteira, 
A branca esteira que o navio traca 
Sobre as ondas na c£lere carreira. 

Mas, si se fica olhando-a, tao ligeira 
V§-se que na amplidao das aguas passa 
Aquella branca e aljofarada esteira, 
Como se fora uni fl6co de fumaca... 

• 

Contemplando-a, me vem ao pensamento : 
Quem sabe si, talvez, o sentimento 
Que de n<5s dous o coracao enlaga, 

Ja' na su'alma, aligero, fenece, 
Como n a vaga azul desapparece 
A branca esteira que o navio traca !... 

Arthur Bahia. 



(HARADAS 72 e 73 



Em algum caso ella nega 
F affirma as vezes tambem 
Si em movimento se emprega 
Do mesmo modo detem. 

Alguem llie cliama instrumento, 
Outrem no leite encontrou-a 
Sem cabeca ate, sustento 
Que e filha de uma pessoa. 

Ninguem tendo a mente sa 

Com elle tara figura. 

Mas tanta palavra va 

A que e que vem, creatura ? 



\ 



-Z Lint>a Farentb; daGkrmania 




Lvcoo de Artcs e Offioios 

i i. z/j* w 



Na P rae/i d a R e p u bl i ea , ao lado d o Th cat ro 
Santa Izabel, se acba situado esse palaccte de 
propriedade d a benemerita Sociedade dos Ar- 
tistas Mechantcos e Liberaes* 

Consta de dous paviraentos: u m superior on- 
de funcciona a sala d;t* sessoes d a Suciedade, a 
btbliotheca, o muslo e algnmas aulas ; e outro 
inferior, onde e m diversas salas funcciona m 
varian outras escolas. • 

A 23 de Abril de 1871, fol collocada a 
t 1 pedra do edificio n a presi den c ia do Conse* 
Iheiro Diogro Velho Cavakante d'AlbtH]uerque. 
lakugtirou-se e m 21 d e Novembro d e 1880, 
tjuando a Sociedade celebrava o 39/ anniversa- 
rio de sua installac^o, pois que ella f6ra fun- 
dada t com 17 soeios, em 21 de Outubrode 1841, 
por lembranca de Jose Vicente Ferreira Barroa, 
na casa n. 24 da rua Dias Cardoso thoje Caldei- 
reiro), moradaentao do director Isidoro de Santa 
Clara, 

Tem eomo padrocira N. S, do A m paro 
e por isso festeja o anniversarto de sua instal- 
latjao, a 21 de Novembro, com uma mls^i *&r 



50 



AT,MAN"ACH DE PHKNAMBrCO 



por tal niotivo, de fazer a comtnemora^ao de 
sua installa^ao, no dia 21 d e Outubro, 

A 25 d e Mar^o de 1886, e m continuacao de 
seu desempenho e nobres intuitos, sentou-se a 
pedra fundamental do edificio para as officinas 
do Lyceo. 

E*, sem contes.tacao alguma, das institui- 
(joes pernambucanas, a qut j mdhorese tuai s reaes 
servi^os presta a instrucgao pop ular do Muni» 
cipio do Recife e sobretudo as classes que nao 
dispondo de certos recursos, para podercm 
aprender certas disciplinas, alU facilmente e 
com muito proveito as aprendem. 

E* muito digna, pois, tfio benemeriLa asso- 
ciai^ao, do auxilto que os podercs d a U n i fio, do 
Estado e do M uni cipio, ate hoje Ihe teem dis- 
pensado* 

Contituiar a ajuda-la todos os que podem, 
constitue mais do que u m a gra^a; peusamos 
ser um dever. 

Sebastiao d e Vasconcellos Galvao. 



LOCiOUKIPHO por £)tlabas e CHARADA 
74 e 75 

A o Sr. Jocarmo 

Mi u i nru amipf Joiarmo 
Nao sou ialso e tr&poerro — 5,* e *!.* 
Vivo comtudo Inclinado t,* , 3» a e 5,» 
A aereditar no diuhetro, 

E* de peixe, meu locanno, 

Ivsle iiH'ii ih^iiii' atilii|iiado '#,* t» *J,«* 

M., i m mu si 'j de&de o tempo 

i rn .jur eu fui ilcsmainauu. 



AtMANACH Dfc PERNAMfitJCO £l 



/V Morte 

NOS «LUSIADAS» DK CAMOES 

Passam os annos, destruidores de tudo, por£m cada 
vez mais parece que augmentam as fulguracoes dos 
talentos. 

E' o que se d a' com Luiz de Camoes, cujas estro- 
phes se tornam tanto mais beli as quanto mais sao li- 
das e meditadas. 

Camoes, o maior dos escriptores portuguezes, cin- 
zela a phrase, burila-a com tal arte, que mesmo a idei a 
trivial e commum poetisa-se e desenvolve-se sob uma 
ftSrma maviosa e ineg-ualavel. 

Colhemos e enfeixamos aqui algumas d'estas pero- 
las, relativas a ideia de — morte — tendo embora a cer- 
teza de que se perdem algumas scentelhas de seu bri- 
lho e fulgor. 

Forcado d a fatal necessidade 

O espirito deu a quem lh'o tinha dado. 

Canto 3*— 28. 

Porque antes de fugir lhe foge a vida. 

3*— 82. 
E pagar am seus annos deste geito 
A' triste Libitina seu direito 

3*— 83. 

salteado 

Da temerosa morte 

3*— 90. 
. . . »quando da vida se apartou. . . . 

3-— 94. 

depo i s que a dura Atropos cortou 

O fio de seus di as 

3'— 98. 
B si tu tantas almas s6 pudeste 
Mandar ao reino escuro de Cocyto. 

3*- -117. 
Muitos lancaram o ultimo suspiro 

4*— 38. 
A muitos m andam vSr o Estygio lago 



&2 ALMANACH DK PBfcNAMBfcCO 



Muitos tambem do vulgo vil sem nome 
Vao, e tambem dos nobres ao Profundo 
Onde o trifauce cao perpetua fome 
Tem das almas que passam deste mundo. 

4'— 41. 

depois que a escura noite eterna 

Affonso apresentou no Ceo sereno. 

4'— 60. 
Nos podessem mandar ao reino escuro. 

5*— 36. 

as almas soltarao 

Da formosa e miserrima prisao. 

5- — 48. 
Algum dalli tomou perpetuo somno 
E fez da vida ao fim breve intervallo. 

6-— 65. 
o quiz por no extremo fio. 

6'— 69. 
Que p6de nao temer a lei L,eth6a. 

8'— 27. 
Os desgostos me nao levando ao rio 
Do negro esquecimento e eterno somno. 

9*— 9. 
Ate" que outro pelouro quebra os lacos 
Com que co'alma o corpo se liar a. 

10'— 31. 
Mas aquella fatal necessidade 
De que ninguem se livra dos humanos. 

10- —54. 
Mas depois que as estrellas o chamarem. 

10'— 55. 

L. PlRKS. 



CHARADA SYMOPADA 76 

A' Exm. a Sr. a D. Jovina Lessa de Almeida 
Perto de V. Exc. a esta a bebida. 3 — 2. 
Amazon as. 

Bknicio Garrido Tam andar A db Carvalho. 



AtMANA^g bti fc&tNAMBUCiO 53 



Marinha 

AO PlUZA DE PONTES 

41 noute, pelo ce*o, a largo panno, 
Vae desdobrando as ve"las da borrasca. . . 
Em baixo o negro e tenebroso oceano, 
Raivoso ondula numa hedionda vasca. 

Ondas gemendo em marulhoso afano, 
Do temporal a riapida nevasca, 
Batem sopradas pelo vento insano, 
Da rocha viva contra a negra casca. 

Chispam coriscos ; o trovao riboinba, 

E a tempestade fragorosa tomba 

No mar, que a luz dos raios apain£la. 

A chuva r6la em bagas tumultuosas, 
E alim palpitam vozes lacrimosas, 
Dos naufragos perdidos na procella... 

Gastao Diniz. 



GHARADA AITXILIAR 77 

Ao Dr, Matheus Olympio 
^•* + no rr= paronte 
• 2.* ta •-= nuilher 
3. a _j_ ma ~ ave 
4.* ca --; vaso 

Mulher. 
Theresina — Piauhy. Gustavo Pluto?. 



N3o ha para alegrar a gente, como o fogo. Nos es- 
talidos da labareda, nas faiscas chispando pelos ares, 
nas vivas ondulacoes da chamma a crepitar, ha como 
um rlao expansivo que se communica a nossa alma e 
influe nella uma trepidacao brilhanfe. 

A luz e' a vida ; mas a chamma e* o jubilo, a scintil- 
lag&o do espirito. 

JOS£ DR Al^KCA^U 



S4 ALMAnACH DE PE^iTAMfittCO 

ENIGMAS 7§ a §0 

jfo ilhsirado Q)r. Julio flres ferreira 



Si d'esta povoacao 
Uraa s6 lettra tirar, 
Certo m6lho de estopa 
Com certeza ide achar. 



A's direitas e' cidade 
£ cidade anti q u ada, 
A' s avessas, Doutor Julio, 
E' succulenta empada. 



O meu todo 6 uma ave 
Lettra ao meio intercalai ; 
Encontrareis no que fica 
Certo cigarro : fumai. 



D. Adelina Mattos. 



A morte que se conquista pela patria, nao 6 uma 
dessas mortes lugubres, choradas, mysteriosas, com- 
muns, — nao ; morrer assim — ao fumegar das batalhas, 
— e' desembaracar-se de um dos enigmas do nosso des- 
tino ; 6 resolver o problema da grandeza human a, — 
morrer assim 6 engrandecer-se. 

TOBIAS BARRETO. 



CHARADA §1 

Ao Illmo* Sr. Jorge Pcrcira Pinio 

Tendo sido collucado Km que cieve cnnversar 

Km salieiitt» Ingar Quem educacdo tiver 

Sou por todos nomeado — Mormeiite quando falar 

Para prinieiro fallar — I l'ma eelehre niulher -- £ 

K si da coiivcM'sacao Dijma (k; alta gentileza 

M«» desagradar o tum. Kru cpiahpujr que flnja a parte, 

l'sarei a iuterjeicfio. l'onpie com delicadeza 

Atlm de exprimir o «om — 2 Saber gracejar v artc. 

Bah i a. D. Adexaide M. Foi,ard. 



ALMANACH D« PBRNTAMBUCO 55 



SONSTO De ftKVeRS 

35xiste na minha alma, ardente e recatado, 
Condemnavel amor, fatal, mysterioso ; 
E quem me inspira e mata, innoxio, inopinado, 
Que existe affecto assim nem sonha, descuidoso ! 

Ah ! quanta vez tem visto ao pobre allucinado 
Sem reparar siquer no misero inditoso ! 
E, emtanto, hei de morrer sem nunca ter ousado 
Pedir-lhe um meigo olhar, nem pretender um goso ! 

Purissima e gentil, de nada suspeitando, 

Ella caminhara, nao tendo presentido 

Que murmurios de amor levanta ao ir passando ! 

Segue, oh ! anjo ! feliz 1 — Ouvindo este gemido 
*Quem serd tal mulherf* diras devaneiando. . . 
— E's tu ! — mas viveras sem nunca o haver sabido ! 

Al,MEIDA CUNHA. 



LOGOORIPHO §2 

Rrinca-mo. sempre nos lahios 10, 2, 5, 4 
Occultanrio o meu sofTrer. 12, 8, 9, i, 13 
Os meus segredos, <|uem sabc-os V 13, 12, 4, 1,6, 14 
Had de commigo morrer. 



Vivendo scmpre sorrindo 13, 7, 0, 9, 1, 6 
Sem mostrar meu sofTrimento 
O triste fado carpindo 12, 11, 3, 6, 1, 4. 
Rio e clioro : e o meu tormcuto. 

Fausto F. da Cunha. 

O melhor sortimento de relogios e joias com brilhatv- 
%es sd se encontr^. no Regulador «la ^axVvXfcS* 



LOC-OORIPHift S 3 

A o s a bio Fa c 1 1* r d a Lu: 



Comeco K'lus mncutm 
a portir uni bon* aonmtho 
pddfc nao ser vnr'ntimt 
m i jis i pensaiflenlo velhu. 

i \n boni tos vou*ai'teiW8 

lio phifolOffO (li'pMlfl 

1 i|i Breal a limjiti&twa 
m e poem o msto vermelho* 

A lingtjflgem do phenicio 

r kudO c | u i - fot nthrio 
para mim e quasi wftfnlfro 
me eausando ^ranoV ertleio 



Ponco etitendo d'epsas h 
porque r/tortpirio sou 
eo seja t'ti-ttitfhir t*m):iora 
para as hit ras eo nan d ulu 

lsto t u do me laz piwfifl 
tendo /'■'/'■ muito embora 
|iorque n5o USO da £m#4f& 
cora que fail o as m i agora. 

Ouero fallar-voe mu i Ferio 
e aproveilo vim bom fogdj- 
p Ya eserever um logogrfpbO 
que possa v^s nllVrtar. 



M\ -llmio^k'o Sen I iur, 
a elie, illustrf* Fa-*t-ur. 

L!" proviLK'ia Ja 110 EpifO 5, 16, 5, 0, 3, 5, H*, 13, 5 
e lambem Mim de tieleno ai, II. 15, 20, 10, 17, 11», Ja 
e«te povo la «la Italia H>. §H, H, 13, 18, lu, 28, I i, 15 
r cfctttauro e nfio pequeno 3, H, 15, 15, 25 

E' oma nvmpha r lu mar UI* 17, 15, 11, 5 
esla iilha' du oceano 4, 13, 25, ffi, 18 
i den BococHTOfl a Turin ► 

iialiano "2, I» 1 1, 3, 13 



E' Poinotia mm &»rLeza '25, 7 t 20, 
e Tellus tambem u e : 9, 1 1 
rt'esfe nsava Lacbesis 22, 7, I r*. IV 

eu juru por minim I". 



I i» 



*r> 



Kunilai* u m tfremio sctentiflco 
pu lamht-m tenho pensado 
mas c cousa t.im grandtloca 
que me ii-m atarantado. 

Ragpeitoso vi »* oIFre^o 

Irabalbo sein valor; 

6 mesoninho, eu bem cviiho^o, 
aiveiiiiM». por favur ! 



Baturitt — Ceara. RJtVMi^w 3, ^k ^ Vujkk** 



MIRA1A, SOUZA & C. 

| Grande armazem De Jerragens 

Deposito de maehinas 

PAHA 

NES< AKOC A K AL.GODAO 

§raxa do 7{io grande do S^h 
Oleos lubri f kautes, 
jtframe farpado, 

Cimertto pyrarntde, 
O/eo de linhaga j 
Jin tas. 

Agentes do Forrnicida 

"P E STAN A» 

64 e 66-Rua Marquez de 01inda-64 e 66 

-TELEPHONK N. 46 — 
Kini. tolegraphleo IAVOIHA 



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Gompanhia Nacional de Seguros de Vida 

Capital 5.000:000$000 

ai Rlo U lanelro, m preflio t sua proprirtute 
J KUA DO OUVIDOR N. 6fi 

i <J»empanhia, o. maia Importaatc cm 
funcclonamcnto na sjfcmcrica do Sjul, tem a^cn* 
cia.v cm todcA oa IS^tado* ds 3|ra^iU 

ymtttc todaA sW eftpccied de apalicca dc 

aeguro, indu*Jvc a com aiOrMlJOES SSIDeStraeS dc 

U1A «CCltiAlva propriedaac por carta patente do 

flfov: ^ decrete n. UJ77 dc 24 dc 

Ic 1NQ5. 

ncede &oa acu-A ^cguradss adiantantentoa 

rtAerva dc miaa apaliccd c paja oa 6«ud 

MnbtroA cam a mala invcjavcl prcmptiddo. 

fteua mcdicc.i cxaminadorca no |{c- 
, JJonAtancic ]E»ontiuL &ntcnic 
gcrtfdra 2 ftfanecl |$a&tQ4 dc 01h'cira, 

Succursal em Peraambuco 

36 - Rua Marguez de Oiinda - 36 

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77 - Rua 15 h Jfovembro - 77 

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DEPOSITO: 

Rua do Fojio, 12 

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iCDNDO, MONTEIRO & C. 4 

Commissoes e Agencias 
fsshnarios das %eprese/fta?Qes 




De proeiiwtes linu 



DA 

>pa, America e naeionaes 
jtfgentes geraes para o J$rasil 

DE 

f. David Lorge de S. Claude 
Mereco raesraiim» — FACJHDO 

Catea do Gornio n* MO 

15 >vua yl(\apquez de ©linda J}> 15 

m' 'i i ' wii ' i i ■ i t v^* 







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Manoel de Azevedo & G. 



V 



PERNAMBUCO 



ALMANACH DE PERNAMBUCO 57 



Academia Pernatnbucana de Lettras 



Em dias do mez de Janeiro trataram al- 
guns Htteratos de Pernambuco, sob a direc^ao 
do Dr. Carneiro Villela, de organisar uma as- 
sociacjao que, com o nome de Academia Per- 
nambucana de Lettras^ tratasse dos interesses 
litterarios de Pernambuco. 

Entre os nomes lembrados para fazer parte 
dos Academicos foi incluido o do Dr. Julio Pires 
que, pelo jornal A Provincia em data de 12 de 
Janeiro, escreveu o seguinte : 

JJeademia c Pemam&iicana 

Somente para matar a intri^a. 

Convidado pelo cir. Carneiro Villela para fazer parte <la 
-"Jcmtemta Perncunbucana que se pretende organisar neste 
Ksstado, aceeitei o hotiroso convite. 

Eraidca predominantc (jue so devia fazer parte (ia Ara- 
'fvmia, pernambucano que tivesse publicado alpima ohra. 

Ha poucos dias soube que tinha sido incluido cOmo 
ttierebro fundadoro honradoe distinctoportuguez, meuamigo, 
o commendador Rarbosa Vianna. 

Nao se fez esperar o meii protesto : o commendador 
Rarbosa Vianna nao e pernambucano. 

Muito llie deve este Kstado— « a lieroica terra que e pa- 
tria querida de seus filhos» como delieadamente se expressou 
Uo seu bello e utilissimo livro «O liecifr» ; muito lhe devo eu : 
attencoes e delieadezas c a confianca em admittir-me como 
professor de seus interessantes Hlhos. 

Acceitar, porem, o commendador Vianna, ainda mais 
com o tim especialissimo de elege-lo thesoureiro, como si 
num grupo de litteratos pernambucanos nao houvesse uni in- 
eapaz de alguma falcatrua, e mais do que uma deseonside- 
rac&o, e uma.injuria. 

J a o declarei entre os meus ex-collejras Academicos e 
fago-o hoje em publico— que. nestas condicoes nao posso fazer 
parte da Academia Pevnambucana. 

E faeo-o publicamente f)ara uuehrar os d&ntes a iutri^a 
gue talvez se pretenda fazer. 



n comitiendador B. Vlannanao irm &6 irabalbado mtilto 
mais do fj4ie muitns litteratos que parahi ao u Tanam di 
pernatiibucanos, i'umu o rtisse o dr. Ganieiro \ illcla, e lamhem 
um caracter Hmpiri". a honra e a dignidade em pessoa, muito 
mais mie algims litteiatos petnambucai 

Estou cerlo que o tihilo de socio benemerito om bon 
rio da AjGetdeitiiot, H cari n mu itu atiuem u"e suaa qualidades in- 
tellectuaes e morars ; mas a verdade <"■ ' s,!1 : nfio porie. nao 
deve wer membroetVectivo e fundadoi 1 de uma Acadernlsde 
peniambucanos* 

Nesse caracter nao pudemos trahalhar jtmtoa. 

A 26 do mesmo mez teve logar a inaugf li- 
ra cao solemnc d a A ani em ia, cujo oradorofiicial, 
o Dr. Carlos Porto Carreiro, leu profundo e 
brilhante discurso, 

Finalmente no dia fj de Fevereiro foi dis- 
cutido e approvado o regjmento interno, do 
qual sfio dignos de nota os se^uintes artigros 
referen t es aos tiris d a Academia, segundo no- 
ticias dos jornacs : 

Oa fins especiaes da Academia sao o* seguintea ■ 

I Kirmar o.« tracos da litteratura pernambucann, di 
os tempos cukuiiaes. 

II Reinvindicarpara este Estado as tradicg5eslilterariad 
que Jhe sejam o u termain sfdo contestadas^ 

III Organisar um glossario ovi catalogo de termos ns;i- 
dos em Pernambuco, diapondo-os por ordem e acompanhan^ 
do-os r la oecessarla exp]ica^S6 + 

IV Elaborar iimahibliopp'aphia pernarabucana, q 
nrebenda nao s6 as obras ineditas, c* as publii 

boje neste Estado, ou foradclle, por esci'iptopen pernafiribu 
eanns e aimla as que sc reiirnm a Pemanibuco. 

V KscrrviT eetudos de pernambucanos iHustres *-n\ 
scie-Dcias, artes e lettras o u porqualquer outru lilulu d r be- 
nomerencia. * 

Em seguida proeedeu-sc a elei^ao c sorteto 

dos memhros d a directoria, dan do o seguinte 

resultado : 

Kleitos : 

tfecretario perpetuo— dr. flegueira Costa; thesoureiro*-* 
Elarbosa Vianna. 

Sorteado* : 

Presiden te — Tbeo ton io Freire ; I vice-presideate — 



AtMANACH DE PERNAMfltJCO 59 



rio— Eduardo de Carvalho ; orador— dr. Alfredo de Carvalho. 

Commissoes : 

De redaccao : (sorteadal— drs. Porto Carreiro, 'Alfredo de 
Carvalho e Eduardo de Carvalho. 

De trahalhos litterarios : [nomeada]— drs. Bianor de Me- 
deiros, Carneiro Villela, Porto Qarreiro, Franca Pereira e Al- 
fredo de Carvalho. 

De financas: (nomeada)— drs. Pereira da Costa, Sebastiao 
Galvao e Almeida Cunlia. 

Damos abaixo os nomes escolhidos pelos 

academicos para desicrnagao de suas cadeiras : 
Barbosa Vianna, Brnto Terxc\ra Pin t o ; Pereira da Costa, 
Muniz Tavare* ; Kegueira Costa, Madui Monteiro ; Carneiro 
Villela, Joaquim Villela ; Alfredo 1 de Carvalho, Abreu e Lima ; 
Gervasio Fioravanti, Naliridade Saldanha ; Arthur Orlando, 
Lopea Gama ; Faria Neves, Yieloriano Palhares ; Sebastiao 
Galvao, Costa Honuralo ; Tlieotunio Freire, Pauh de Arruda ; 
Porto Carreiro, Vigario Barrelo ; Frnesto de Paula Santos, 
Francino Gismontano ; Franca Pereira, Affonso Olindense ; 
Eduardo de Carvalho, Alvaro Teijceira de Macedo; Celso Vieira, 
Demosthenes de Olinda ; Bianor de Medeiros, Frei Ganeca ; 
JoSo Goncalves, Frei Jaboatdo ; Almeida Cunha, Antonio Joa- 
tjuim de Mello ; Henrique Capitulino, Aprigio Guimardes ; 
Martin s Junior, Paula Baplista. 



CHABtADA AUGMElVrATIVA 84 

Teulio a felicidade de apresentar aos charadistas d'este 
Annuario uma nova especie de -charadas que, pelo seu facil 
mechanismo, creio que agradarao. 

Para decifra-las, basta levar a palavra, que for achada de 
aecordo eom o enuneiado da charada, do positivo ao augmen- 
tativo ; exemplos 

A» casa lem mnrisco — 3 

Decifracao : Gamara — Gamamu 
N o leilotem ave — "2 

Decifracao : Gama — Gamdo. 

Agora vae uma para os charadistas, que espero de bom 
grado acceitarem a minha inuovacao. 

Em uma tarde estival 
Fui cacar n o laranjal 
Nesta Jinda embarcacao — 2 
Nenhuma caca matei 
Mas foi feliz, pois achei 
Um tecido de cordao. 

Bahia. Pescado*; bo S. Pyu£sn:w» 



60 AtrtANA&l bti PtiRtfAUW£6 



Aos quinze annos, a virgem 

E' belia, aprasivel,. meiga, 

Tem os frescores d a veiga, 

Tem os perfumes d a H6r ! 

E' nessa edade a donzella 
Um anjo cheio de vida, 
Fulgente e candida estrella 
Do ce*o a terra descida ! 

Si um mag*o olhar rios dispensa 

Com singeleza e candura, 

A vida trevosa e escura 

Presente o olhar da alvorada 

E nesse momento, altiva 
Nos fere no coracao, 
Trazendo a alma captiva 
De invencivel attraccao. 

Rainha da terra, aos homens, 

Airosa, impoe seu dominio 

Com esse poder femineo 

Que os antros do peito amolga. 
E seja clara ou morena, 
Si esta ridente e gazil, 
Tem mais primor qu'acucena 
Em primavera gentil. 

E' quem produz os encantos 

Dos bellos sonhos do po£ta, 

E a illusao aurea e dilecta 

Que o vate traduz : amor ! 

E' louro raio de esp'ranca 
Que annuncia a f' licidade, 
Doce brisa que a bonanca 
Faz seguir-se a tempestade. 

Aos quinze annos, a virgem 
E' viva, attrahente, meiga, 
Tem os frescores d a veiga 
Tem os perfumes d a f!6r ! 



AtriANAdH Dfi PriRtfAltfBtfCO 61 



E* nessa edade a donzella 
Um anjo cheio de vida ! 
Estrella candida e belia 
Do ceo a terra descida ! 
Olinda. — Pernambuco. 

Al,EXANDRE DE BORBUREMA. 



LOGOORIPHO §5 

Em retribuigao ao Ilhno. Caturra Paraense, 

Eu andava infeliz, sentia dentro em mim 31, 22, 20, 15, 19, 

3, 7, 26, 4, 
Qualquer coisa cruel um martvrio sem fim ; 26, 4, 21, 21, 9, 

13, 18, 16. 20, 3, 7 
Faltava-meo appetite em lori o o mez inteiro. 21, 10, 26, 3, 6, 4 
Nos bolsos uma falta immensa de dinheiro 18,24, 26, 22,9 28, 14 
Uma idea fatal, lugubremente atroz 11, 16, 25, 32, 15, 16, 23, 7 
Vinha-me perseguir quando eu ficava a sos 26, 7, 23, 30, 15,10, 4 
Combatia-a, esta claro, encarnicadamente 23, 2, 29, 3, 1 
Como a accusacao vil combate um innocente 29, 14, 23, 27, 

18, 20, 6, 32 
Era porem baldada a minha obstinacao 3, 16, 30, 18, 7, 26, 19, 1 
Em affastar da mente essa idea. Era em vao 24, 18, 11, 7, 3, 

22. 20, 29 6, 16, 
Os esforcos sem fim que de noite e de dia 13, 20, 29, 32, 20, 

26, 10, 5, 28, 23, 19, 15, 1, 31, 22 
Eu empregava. Em summa eu nada conseguia. 30, 20, 12, 

14,5,19, 23,6, 31,10,15,22 
Convencido afinal de que era-me impossivel 19, 20, 29, 14, 

11,1,29, 13,31,32,15, 22, 
Da minha alma arrancar essa mania incrivel 18, 4, 20, 7, 18, 

32, 20, 28, 10 
E, cansado da vida infausta, de .sofTrer. 31,22,26,16,26, 

11,22,9,1,31, 4 
Resolvi pdr um dia um termo ao meu viver : 26, 17, 21-, 29, 

6, 31, 13, 4 
Um revolver comprei, calibre trinta e dois, 1, 9, 18, 32 
Carreguei-o com todo a precaurao. Depois 26, 16, 8, 2, 9, 32, 

20, 29, 14, 
De accender com prazer um optimo cigarro, 21, 27, 18, 1, 31,7, 9 
Um tiro pespeguet na caixa do catarro ; 29, 10, 5, 22, 29, 1 
A bala como um raio a pobre mioleira 3, 13, 9, 4 
Perfurou eeumorri. Nao sei se fiz asneira. 3, 7, 23, 6, 29, 16. 

Para. Cksar J. dkFig\3B,v^^^^>» 



61 Ail^ANAdH t>B PERNAMfiUCO 



Sete de Setembro 

(Escripto especialmente, a pedido, para o jornal 
«O Ensaio* — Limoeiro) 

A Isaac Cbrouinho. 

E' como enorme globo, incandescente, 
Que atravez d as espheras percorresse 
Toda a vasta amplidao e distendesse 
Desconhecida forca, surprehendente. 

O espaco immenso 6 um clarao ridetite, 
Um mar de fogo e' o ceo e at6 parece 
Que a terra se desfl6ra em loura me'sse, 
Vivos fl6cos de luz phosphorescente. 

Por onde passa,* aclaram-se a9 ideas, 
Ouvir-lhe o som e' ouvir as epope'as 
De um povo grande, generoso e forte. 

S6 morre um povo que nao tem historia ! 

Globo de luz 6 a data, a nossa gloria, 

— Sete Setembro — Independenci a ou Morte ! 

Agosto, 1900 

Julio PlRES 

CHARADA ENIOIIIATICA §6 

(por syi^labas) 
A o invicto Dr, Mario Freire 

Tinha uma falta grande, era um defeito, l. a , 4. a . 
Fazia sempre inconscieiitemente \ « a o a 

O que vos mostro aqui meu Dr. Mario ; ) ' 

Mas por esse motivo ella sofTria 
As zombarias que sem caridade 
Nescios faziam maliciosamente. 

S. RiPEi,, 



ALMANACH DE PERNAMBUCO 63 

SOJiETO 

2po pcqucno Spdmundo dc ^lbuqucrquc 

( NO DIA DE SEU ANNIVERSARIO NATAUCIO ) 

Anjo, que ao mundo vieste, 
Envolto em nuvens de flores, 
Cheio ainda dos fulg-ores 
Da aug-usta regiao celcste ; 

Da vida ao caminho agreste 
Nunca possam dissabores 
Empanar os esplendores 
Do destino que trouxeste ! 

D'este soneto no espaco, 
Sao taes os votos que faco 
Sem esforco e seiri trabalho ; 

E' pouco, nao vale a pena, 
Mas, p'ra um botao de acucena 
Basta uma gotta de orvalho. 

• Adoi,pho Vieira. 



(HARADAS §7 a §9 

4 — 2 A planta na Igreja serve de ornato. 

2 — 2 fructo que coihi ua embocadura do rio e d'esta 
planta. 

2 — 1 Ha uma aivore em Roma que parece com mor- 
cego. 

jf'ortaleza — Ceara. Edii.h. 

Jfrtigos de /uxo e adorrjo, em bronze, electro~ 
plate, prata, christal etc, s6 n o 

$fEGVltRDO% DR M^WW V 



64 ALMANACH DE PKRNAMBUCO 



K\IG\IA (por syllabas) 90 

Tem o meu todo tres syllabavS Segunda com tercia e jogo 

Todas ellas differentes, Pelas criancas u sado, 

Arranjadas deproposito Si inverter vera sem custo 

Para causar dor de dentes. Ave; tenho terminado. 

Nas minhas duas primeiras Terceira e prima inda digo 

Ve gomma medicinal, E' animal brazileiro, 

Si inversao quizer fazer Troque prima p'la segunda 

Serve bem ao animal. Que tem um homem cordeiro. 

A pos grande barafunda 
E lucta talvez insana, 
Se encontrara o leitor 
Com uma planta indiana. 

Rio Grand; do Norte. K-ri-k-TO. 



juiacjnus Oolor 

Acerba magua impavida tortura 
A minh'alma tristonha, fortemente, 
Na senda agra da vida em que se sente 
Perto o cspinho cruel da desventura. 

Vivo longe de Ti, 6 creatura! 
Immaculada a d6r impenitente 
Dilacera-me o peito, cruelmente, 
Trazendo-me um viver s6 de amarg-ura. 

Outr'ora alegremente eu bem senti a, 
Junto a Ti, uma vida de alegria 
Em que meus di as eram de ternura. 

Hoje passo a viver amarg-amente, 

Na senda agra da vida em que se sente 

Perto o espinho cruel da desventura. 

Alagoas — Maceio. 

Hkraclio Maciel. 





^r^"§>T"^^^ n ' , dir = ^3c = ^^ 



^altfjajar pereira 



Ouando — ha cerca d e dcz annos — al^ncm 
T **^ disse., mnito e m reserva, que o auctor dos 
* r *?'aves r AgtidGS* era Balthazar Pereira, eulhe 
^^ s pon di com o mais deserente Qual ! — que 
^ e *iha feito abrir labios humanos. 

Dc faeto, pouca grente (e cu era desse nu- 

5^*^ro) eonheda as aptidoes poeticas, jornalis- 

£ 1c ^£ls c, cm resume, litterarias 1 dc que depois 

F*^iti eachibido n s mais bHlhantes pro vas Equelle 

* l i s t re pernambucano. 

Honra-o essa incredulidade, quasi gerai 

en Uio, porque significa de modo incontestavel 

tiada dever ellc a soeiedade no terreno d as 

*ettras afim de que Ihe pudesse ella esigfir os 

J u ros do capital, 

O que Balthazar tem feito na vida jornalis- 

'^a deve-o a si proprio, — desde o estylo que e 

c *^lle so, unieo, inimitavel e inconfundivel ate a 

Qc lucavao technica e especial que se tem itn- 

f*Osto no sacerdocio d a Imprensa. 

,1 Provincia* o jornal maislidode Pernam- 
"Uco, e avidamente proettrada per todos, guaes- 
HUer que sejam as fae^oes, interesses, opinioes. 
° u credos representadps p elus, W\\ot^* 









AI,MANACH DE PBRNAMBTJCO 66 

E, na. A Provitz c/a, o& artigos mais anciosa- 
niente procurados e com melhor gosto lidossao 
os de Balthazar Pcreira. 



E' que Balthazar tem uma organisa^ao in- 
teiramente apropriada ao fim que o destino lhe 
apontou nestes ultimos dez annos. 

O seu temperamento chamava-o ha inuito 
para as lutas da Imprensa, onde os estadios de 
sua carrcira se contam pelos triumphos alcan- 
cados. 



E pensar que esse temperamento de fran- 
co-atirador, do mais fino quilate e da mais pura 
agua, passou largo tempo desviado de sua ver- 
dadeira applica^ao, preso as ferropeias da dis- 
ciplina militar, apenas amenisada ou disfar9ada 
pela ingloria e obscura tarefa de redigir officios 
na Secretaria do Commando das Armas ! 



Alem do talento que dirige a penna ada- 
mantina do escriptor, Balthazar Pereira tem as 
qualidades especiaes mais estimadas nos homens 
de sua profissao : grande perspicacia paraapre- 
ciar os homens e os factos ; invejavel facul- 
dade de assimilar as suas constantes leituras ; 
agudeza e promptidao de espirito ; e criterio 
nunca desmentido. 

Esse criterio se revela quer no modo de 
encarar os phenomenos sociaes, quer na lin- 
guagem de que elle sabe usar com a maxima 
justeza, dominando-a de modo a jamais trahir 
o pensamento e a nunca diyorcia-Ja da natu- 
rez& <Jp jassympto, 



Os seus apreciadores veem nelle um ora- 
culo seguro. 

Os seus inimigos tremem perante a sua 
inaplacavel penna e o honram cordealmente com 
*> m seu odio, confessando dest'arte a sua supe- 
rioridade. 

C. Porto Carrrero. 



EMOWA 91 

<4os Srs. E. Trasman & C, Benicio G. T. de Carvalho 
e aos valentes charadistas de Manicore' 

Meu todo tem sd tres lettras A primeira com terccira 
Com certeza, Sao iguaes ; 

Uma svllaba formando DifTere so a do centro ; 
Com clareza. Decifraes ? 

Para frente e para traz 

Attengao ! 
Ves u m rio d e Morrocos 

Cidadao ! 

Amazon as — Rio Madeira. David V. Israel. 



<|i <k®fj S§@| 



f 



Quando a materia organica animada, 
Obedecendo as leis do transformismo, 
Pode vencer a immensidao do abysmo 
Que ha entre o Verme e o Mono,'fez surgir 
Sobre a crosta da Terra, ja propieia 
A' existencia d'um ser intelfigente, 
Um simio— que e o homem do presente 
E que sera o archanjo do porvir. 

Como os brutos metaes,como os polypos, 
Foi da materia cosmica gerado 
que se cre um ser privilegiado, 
Aos outn s animaes superior, 



6& AtfclANACitf DB PBKNAMBttCO 



Como si as s'eitas e os systemas jiullos 
Podessem derogar as leis divinas, 
Subordinando as nossas vas doutrinas 
As obras immortaes do Oeador. 

Nao ! o Homem, olhado pelo prisma 
Biologico, em tudo e semelhante 
Ao granito, a monera, ao diamante, 
As algas, as meduzas e aos coraes ; 
Distingue-o dos zoophytos, das feras 
K de tudo o que ha pelo Tniverso 
O espirito iimnoilal, que desde o berco 
Leva-o a progressao... o nada mais. 

Elle faz com que o Homem se approxime 
Do Creador e possa compr'hende-lo, 
Si do vil atheismo o denso gelo 
Nao ofhiscar-lhe o brilho <la Razao. 
A Sciencia e a santa Liberdade 
Acompanha-o na via dolorosa, 
Ate Ieva-lo a estancia luminosa 
Onde scintilla o sol da Redempgao! 

Sciencia e Liberdade ! Eis o tbesouro 
Sublime, grandioso, inestimavel, 
D'um solar celossal, ineomparavel, 
Que o Creador legou aos tilhos seus. 
Despreza-lo e um crime; e para have-lo 
K' mister trabalhar co'ardor insano : 

povo que o possue e soberano, 

E o homem que goza-lo — um semi-deus ! 

Trabalhemos, portanto ! Prosigamos 

1 itando os horisontes do futuro. 
Tendo da Patria o amor por palinuro, 
Em procura da heranca do Senhor ! 
Os neroes imitemos que trabalham 
Ha centenas de sec'los, Mocidade, 
Em mira tendo o hem da humanidade. 
Que a lucta pelo hem nos da valor ! 

Hoje a chamma sinistra das fogueiras 
Da torpe inquisieao ja nao assusta ; 
Da santa Liberdade a voz augusta 
O sec'Io dezenove despertou. 



At^ANACiH fcE PriRNAMgtfCO 69 



Um clarao nos fascina : e a scentelha 
Fulgurante da humana iutelligencia, 
D6s que aos golpes certeiros da Sciencia 
negro fanatismo ba(|ueou. 

A tiara e os sceptros, impotentes 

Sao agora ante o povo soberano ; 

Barreiras nao conhece o genio humano 

Que, altivo, dorroeou estultas leis ... 

Muito embora os canhoes cerquem os thrnnos 

E a roupeta excommungue a Mocidade, 

Ilosannas cantarao a Liberdade 

Que detestam ainda— o papa e os reis. 

Brilba alem entre as brutnas do fiituro 
O clarao ri'uma luz deslumbradora : 
E' do seculo vinte a mei^a aurora 
Que nao tardara muito a despontar. 
Com hymnos Iriumphaes, risos e flores 
Sauderhos essa luz casta e bemdita 
Que surge alem na abobada inflnita 
E que a treva da noite ha de espancar ! 

Joazeiro — Bahia, 1900. 

Jos£ Phtitinga. 



. CHARADAS 92 a 95 

1 — -S Nas raattas do Brasil por qualquer bagatela com- 

pra-se uma arvore. 
i — 2 Perto do sol tem u m templo a bruxa. 
2—10 avo de Priamo na Italia escravisou um povo 

2 — 2 Na cidade negocia-se a credito com jactancia. 

Pesqueira— Pernambuco. D. Nininha Chaves. 

Meu cora^ao e' um tumulo calado. A tua ingrati- 
cao e* a lapide que o fecha ; teu nome, Mag-dalena, a 
unica inscripgao. A' noute, quando recordo o meu pas- 
sado, surge do fundo d'esse sepulchro uma pequena 
chamma que se poe a correr pelo meu coracao. 

Chamma que nao queima, mas parece uma lagrima : 
— 6 a saudade, o fog-o fatuo das venturas mortas. 

COKI.HO "Sl^TO, 



?0 AtMAffACH DK PRRSTAMflttCO 



LOOOGRIPHO 96 

Aos eximios charadistas Sr. Alfredo Fonseca de Almeida 
e sua Exm.* Esposa D. Jovina Lessa de Almeida 

Na pavsagem que o pintor 7, 8, 6, 5, 9 
Desenhou pra exposivao, 
Uavia uma Hnda serra \\ % 4, 5, 7, 2 
Que causou admiracao. 

Havia u m bello rio 1 , 4 ,8 , 7 , 9 , 
Que corria brandamente, 
Via-se tembcm um cabo 8. 4, 1,2 
Que admtrou a toda gente. 

Porem o que den a tela 
l T m valor descommtmal, 
Foi ver-se ali desenhado 
Um mimoso vegetal. 

Dra. D. Maria Augusta M. dk Vasconcei,los Fretre. 



MINHA MAE 

" Ha um logar na minh'alma, onde 
'• nunca penetra o balito pestifero da 
4i dor, e nSo se ouve o rugido pavo- 
•' roso das tormentas que por vezes 
44 agitam-me a vida. " 

X. (^uimarSes. 

Do cora<;ao, no amig-o, um log-ar santo 
Eu tenho — onde s6 reinam Paz e Amor ! 
Onde domina o Riso, em vez do — Pranto, 
A Perenne Harmoni a, em vez d a — D6r ! 

E e' nesse log-ar, que em Throno d'oiro 

Esta gravada em t£la luminosa 

De Minha Mae a Imagem respeitosa, 

Meu, de Affectos e Amor, grande Thesoiro. 

SimIo d' Armada, 



AI,MANACH DE PERNAMBUCO 71 



CHARADAS 07 a 101 

2 — 1 A mare autes do sol acolchoa. 

I — 1 Amarga do corpo o cabei Io. 

1 — 3 lyrio e flor que vale dinheiro. 

2 — 2 Extingue os Mahometanos, valentao. 
2 — 3 Todo poder e autoridade absoluta. 

J. Maranhao. 



GLACIAL 

Vao passeiar alegremente. Aquella 
De graciosa saia curta e bluza, 
De larga fita que a cintura accuza, 
E as raras formas dos quadris revella ; 

A que de fldres a cabeca estrella 
Com arte e graca, sem ficar confuza, 
E tem os olhos negros de andaluza, 
A cor de jambo, a morenita, aquella. . . 

Que tu suppoes. . . em teu sorriso eu leio 
Levar de amores um volcao no seio, 
Prompto a explodir e tudo incendiar. . . 

Escuta e pasma : (como doe dize-lo ! ) 
Em vez de chammas tem no peito gelo. . . 
— No coracao leva a algidez polar ! 

Bom Conselho — Pernambuco. 

Jos6 do Amaral. 



(HARADAS 102 e 103 

2 — 1 E' formoso e isolado este honiem. 

1—2 Semelhante ao ignorante e este homem baixo. 

Barrciros — Pernambuco. ^sovi'L^ 



AT,MANACH DE PERNAMBUCO 



O TEA.BALHO 

(kxcerpto) 

O trabalho e para a Humanidade o sym- 
bolo aug-usto da Conquista e do Dever. 

Trabalhar e banhar o Corpo na uncsao san- 
tissima da Forqa que corrobora o Espirito e 
da alento c consola^ao a Alma ; e ter erguido 
no Cora^ao o Altar onde seja entoado o Can- 
tico supremo do Amor e da Victoria. 

Hosannas excelsas, hj T mnos alvi^areiros 
sejam entoados em glorificagoes aos athletas do 
Trabalho, que teem o dorso abrasado pela luz 
alourecida do Sol e as mfios doridas de pegar 
o arado que rasga as entranhas das terras pro- 
duetoras ! 

Bemaventurados sejam para todo o sempre, 
os apostolos das grandes Dcscobertas e os pa- 
ladinos das grandes Kmprezas ! 

Infelizes, para todo o sempre sejam infe- 
lizes, os ociosos -homens rudes que nao com- 
mun^am na mesa da Via-Dolorosa da Existen- 
cia, o pfio eucharistico do Trabalho ! 

(Da Bohcmia Litterarui) 
C cari --- Fortaleza. 

PlODKO SOUZA PlNTO. 



C II ARAB AS 104 a 110 

w 2 -- I Lniii?(> <lt» (l(;mos seni pt'»s. 

w 2 - 1 M(mI«» a cnpaurindf da bacia do carro. 

2 1 Mata mas prnilu/ uma canrao. 

1 - I Aipicm dv NVro ! Avc ! 

2 2 Wst«\ inonMia. «'* ohripirao. 
1 — 2 Nao narm o abatinuMito. 

2 — 2 Am\to R\o do Makan h ao. 



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ALMANAOH D« PgRNAMBtJCO 73 



Ao alvorecer 

A o amigo Elizcu Moreira Leite. 

Desponta a estrella dalva, a noite morre, 
Pulam no matto aligeros cantores, 
E doce, a brisa no arraial das flores 
Languidas queixas murmurando corre. 

F. Vareli<a. 

Desponta no Oriente a estrella matutina 
Rasgando o negro v£o d a noite tenebrosa; 
Abre o calix a florda veiga esmeraldina 
'Ao doce murmurar da brisa dulcorosa. 

Por traz da cordilheira, em carro fulgurante 
O sol jorrando luz, assoma jovial; 
Nas francas d a palmeira o vento do Levante 
Modula docemente um canto divinal. 

Vagueiam nos jardins alegres, em revoadas 
Os lindos colibris de plumas multicores, 
Haurindo o doce mel das flores orvalhadas 
Perpassa a viracao, cantando em seus rumores. 

Soluca no arvoredo a jurity dolente, 
Endechas modulando ao esposo — seu ideal, 
Brincam cysnes a flux do lago transparente 
Que reflecte a manha no limpido crystal. 

Oh! tudo k poesia, inspira tudo amores! 
Ha como que um festim na celica esplanada, 
Sorri a natureza e sobre a terra flores 
Espaiha quando al£m desponta a madrug-ada. 

Aos risos da manha, mimValma extasiada 
Gosa o banho de luz do despontar do dia, 
E de aureas illusdes com a mente impregnada 
Evola-se as regioes da loura Phantasla. 

Barra do Rio Grande — Bahia. 

Francisc:q Rap^d^JR^ 






74 ALMANACH DE PERNAMBUCO 



ENIGMA 111 

Qual a aldeia hespanhola cujo nome, supprimida a primei- 
ra lettra, nos apresenta um quadrupede ; supprimidas a pri- 
meira e terceira nos da um sacerdote ; suppnmidas ainda es- 
sas e posposta a segunda apresenta-nos uma povoagao da Su~ 
eeia, e finalmente, supprimidas as quatro primeiras, mostra- — 
nos uma cousa que me pertenee em francez, mas que na*^> 
nos serve em portuguez ? 

HlLARIAO PATUSOO. 

Vircjem JSflaria 

Ipirgem Maria, mSe dos peccadores 
E dos abandonados desta vida, 
De Jesus doce mae estremecida, 
Lyrio dos lyrios, belia fl6r d as fl6res ; 

Dos invalidos — advogada e santa, 
De quem padece — mae consoladora, 
Da humanidade inteira — protectora, 
Refugio, doce amparo, luz que encanta ; 

Mae de piedade, soberana e pura, 

Cheia de graca, escrinio de candura, 

Virgem das virgens, Santa d'entre as Santa» ; 

Do firmamento celico e tao lindo 
Guia meus passos no oceano infindo 
De tanta angustia e de tristezas tantas. 



Caruaru — Pernambuco. 



J. Fa<;anaro. 



C H AR AD AS 112 e 113 

1 — 1 - 1 Nota, primilo e susleuta na Turquia. 
2 — l Com muito nojo estudei nesta cidade. 

Cearsi— Ipu, J\ Bricio Magalhaes, 



AtMANACd DE PfiRNAMfitJCO 75 



•• Afhftt 



Nas Meditacoes do Conselheiro Bastos, a pag. 12, le-se 
o scguintc : 

< Percorrei a terra e achareis cidades sem muros, sem 
sciencia, sem artes e sem rei ; povos sem habitacftes fixas, 
sem uio, sem conhecimento da moeda e sem exercicios do 
corpo, sem theatros, espectaculos ; mas nSo encontrareis uma 
sem Deus, sem culto e sem sacnficios. 

Existem muitas religioes neste mundo, todas diflerentes 
no seu culto; porem a idea de Deus e o objectivo de todas.» 
Os mesmos selvagens do Brasil mostraram que acredita- 
vam noutra vida depois d'esta, 'pelo uso que faziam de enter- 
rar os mortos ligando os as suas armas ; tudo isto prova que 
atheu nao ha. 

Young dizia : * Dae me o atheu mais cheio de vicios, 
mais coberto de crimes, mais subtil e mais decidido, e eu o 
desafio para com todos os recursos da sciencia humana passar 
da duvida. > 

Muitos mocos da nossa sociedade affectam nao acreditar 
em Deus, nem na immortalidade. Uns por acharem bonito, 
outros para poderem correr atraz dos vicios sem encontrar um 
freio que os contenha. 

Esquecem que aque'.le que nao acredita na outra vida, da 
pessima idea de si. E' de facil intuicSo que, — quem nao c re 
na immortalidade, constferandose ao abrigo da impunidade na 
terra, praticara todos os crimes, toda.s as iniquidades, que 
lhe traga qualquer vantagem, visto como nada receiam depois 
da morte. 

Pensam cstes mocos, que a mania de negarem a Deus, 
da-lhes uma prova de mocos illustrados e mesmo de sabios. 
Elles desprezam a leitura e, por isto, nao sabem que os gran- 
des pensadores dizem, — que o homem quanto mais sabio, mais 
conhece da propria ignorancia. 

O que nega a Deus, e por vaidade; logo e um tolo ; e. 
si alguem houver que negue por conviccao (o que nSo acre- 
ditamos) e que a supina ignorancia o affasta do commum dos 
homens 

Mas, quando aquelle que assim pensa se achar no mo- 
mento supremo, a sos com a recordaclo do s^vi ot%viV\\a vcw 
senzato. . . guia funesta dos desvarios n\uuda.xvo^ . % » 



76 AI,MAtfACH DE I»ERNAMBUdO 

Quando as illusdes se forem dissipando e a realidade to- 
mando o sombrio aspecto do direito, lhe apresentar as ima- 
gens pavorosas, cruas e palpitantes . . 

Quando o remorso,— este aguilbao da consciencia, — dila- 
cerandolhe o espirito e as faculdades ja perturbadas, o 
collocar entre o formidavel e o sinistro. . . 

Quando, finalmente, elle reconhecer que a hora derradeira 
esta a extinguir se e que elle tem de marchar com largos pas- 
sos para o supedaneo do Tribunal Divino, aonde vae encon- 
trar o Juiz Supremo, com a Magestade da Justica implacavel, 
inexoravel, pondo de parte o sentimento da compaixao... ahi 
elle treme horrorisado da enormidade do seu passado. Dessa 
situacao penosa, elle invoca a Deus, a Deus de quem a vaidade, 
filha da ignorancia, o havia apartado. 

Entao seguem-se os lamentos, demonstracao d'um arre- 
pendimento tardio e quasi inutil. 

Mas a bondade suprema, a qual nao se pode eslabelecer 
limites, talvez ainda retire d'elle a sua justa indignacao. 

Ebte e o fim de todos. 



Cabe narrar aqui um facto que se deu com a pessoa que 
escreve estas Unhas : 

Vinham no trem de Olinda para o Recife tres mocos que 
pareciam de boa sociedade ; discutiam sobre materia religiosa. 
Um d'elles, o mais desenvolvido, concluio as suas prelecc6es, 
com as seguintes palavras : Emfim, declaro que so creio 
naquillo que a minha intelligencia comprehende. 

Em mysterios nao creio, porque a minha razao nfio al- 
can9a ; creio na sciencia. 

Achando-se essa pessoa muito perto do grupo, poude ou- 
vir essas palavras ; immediatamente pediu licenca para um 
aparte, o que lhe foi concedido, e fez a seguinte pergunta : 
— V. S. diz que so cre no quc a sua intelligencia comprehende e 
que lhe esclareca a razao ; por isso cre nao nos mysterios, cre, 
porem, na sciencia. E', pois, evidente que cre na mathema- 
tica, que e sciencia infallivel ; respondeu que sim. 

Pois bem, proseguiu o primeiro, ha de saber que a mathe- 
matica diz que a electricidade da 20 voltas a terra em um 
segundo de tempo. Ora, a terra mcde 7:J00 leguas de cir- 



ALMANACH DK P^RNAMBtJdO l1 



cumferencia ; multiplicado 20 por 7:200 da cento e quarenta 
e quatro mil leguas. 

Pergunta-se agora a V. S . : 

Si a elcrtricidade percorre um espac,o de 1 44 mil leguas 
ern um segundo de tempo, a intelligencia de V. S. comprehende 
a grandeza do tempo que a mesma electricidade gasta em 
transpor a grossura de um cabello ? Esse tempo existe, res- 
pondeu-lhe o interlocutor mas nao e para a intelligencia hu- 
ma na comprehende-lo. 

Sr. Dr. (o mo90 parecia-lhe Dr.) os mysterios de Deus 
nfio cabe a raz&o humana prescruta-los. Ao homem pensador 
e F>rudente, cabe somente, curvar-se reverente aos designios de 
Oeus. 

Os outros companheiros interpellaram no : Responde agora, 
Vieira; sustenta as tuas opinitfes. 
O tal moC/O continuou : 

O Sr. apresenta um argumento que eu nao posso contes- 
tftr ; reflectirei com vagar. Fic6-lhe obrigado pelo seu aparte. 

Felix Cavancanti. 



LOGOGRIPHO 114 

Neste lago da Afriea 3, l, 4, 2, G 

Vi pequena embarca^ao 
Que navegou para esta i Iba S i 7 - •> o 
Da Turquia possessao. t l ' '' ' °' ° 

Nesta cidade alloma 4, 8, 9, 9, 5 

Este auimal deparei 1, i, 8, 1, 8, 9 

Que mv fez tamanbo mtMio 

Quv neste wiiflcio entrei. 

Barreiros — Pernambuco. 

Manoku F. dk Mendon^a Filho. 



Cs meltjores relogios sdo os americanos : o chronorrje* 
tro PARACiO\ T e o melhor relogio americanol 

REGULADOR DA MARINHA 



73 AtMANACH DB PRRNAMBUCO 

CHARADAS-EM D U PLO Ql7ADRO E NOVIS- 
SIIUA 115 e 116 

Ao Sr. Jos* de Faula Assumpfao 

Da Oeeania uma ponta S6 duma fructa se diz, 

Tens aqui, si procurares, Dos indios adorno e, 

(Juatido apertar-to o fastio Vae, percorre este caminho 

Come a ave que e dos ares. E percorre com liem fe. 

Em Roma fiz uma compra, 
E' peixe, meu Assumpfao, 
T o darei, si conseguires 
Mandar-me a decifracao. 

3 — 3 Mandi? Concha Ribeiro. 



Ao doce e brando afflar, subtil das espalmadas 
Frondes, Ella nasceu, dos tumidos cocares, 
E vertiam de su'alma virg-em dos pomares 
O calido perfume as crencas namoradas... 

Em noites de verao, feitz, nas luaradas 
Praias, sentio no azul os tremulos scismares 
Voarem-lhe infantis... correrem nas algares 
Sombrias, ao descer das nuvens esfolhadas ! 

Hoje, quando seus paes, ja velhos, sobre a areia 
Enleiam-se ao brincar dos netos, ou na ceia 
Reunem-se frugaes e nem se lembram d' Ella ; 

Distante, em frio alberg-ue, a vivida lembranga 
Dos irmaos, a fitar uns olhos de crean<ja 
Em pranto se converte a solitaria estrella. 

Augusto Meira. 



ALMANACH DB PBRNAMBUCO 79 



IHARADAS 117 c 11S 

2 — 1 A deusa da musica tem dignidade de deao. 
2 — 3 A bebida foi roubada da marisarda. 

Palmares — Fernam^uco. Jose Sobreira. 



a' minha pkima 

Foi num domingo. 

As aves gforgeavam em seus ninhos e nas 
folhagens, as gottasinhas de orvalho pareciam 
rir. 

Minha amada offereceu-me uma belia or- 
chidea roxa. 

E naquella flor vicjosa se aninharam todas 
as minhas esperanqas. 



* 



Viveu ainda a flor. 

Os niais dourados sonhos emballaram meu 
amor. .. 

Achava lindas as manhas e alegres as ho- 
ras do crespusculo !. . . 

E julgava ter guardado nessa flor o cora- 
<;ao de minha deusa. . . 

E hoje aquella prenda, aquelle thesouro que 
offertara-me a deusa da minha vida, murcho, 
guardo-o num escrinio, 

Em suas petalas frias vejo a frieza desse 
amor desilludido. 

E guardo essa reliquia... beijo-a e vivo 
quando vejo aquellaorchidea. 

{Do Club (wiiarany.) Ceara — Fortaleza. 

ROBICKTO ^ VAVmY^ 



80 ALMANACH DE PERNAMfcUCO 



(HARADA ENIG1MA 119 



\ 



Cl 



2-3 ^yi ' 

I A 



[f^esumidos^ 



Canavieiras — Bahia. 

Bernardino Antonio dk Souza, 



A' Regina 

l^ombava o dia ale*m ! . . . Pausado o campanario 
Psalmodiava triste a prece i mm acu lada, 
Da floresta aos vergeis, dos serros a esplanada 
Se estendia da noute o languido sudario. 

Tudo lembran^as, d6r !... Errante e solitario 
Da existencia fallaz na intermina jornada, 
Buscava da ventura a sombra acrisolada, 
Para o louco viajor o fim do itinerario. 

Vi-a. . . Na face a cor da pallida agucena, 
O rosto nobre, a mao alvissima, pequena, 
No semblante gentil da nostalgia a calma... 

E scismava !... Eu senti, tremente feiticeira, 

Dos olhos lhe cahir a lagrima primeira 

E o primeiro clarao do amor brilhar-me n'alma. 

C. Galhardo, 



Lazareto de Tamandare 



Hospital de leolamento 

Tamandare e u m a povoacao n o municipio 
Kio Formoso a 10 kilometros ao sul d e sua 
**CMie, a beira-mar entre denso coqueiral que 
'"o da um tom garrido* 

Fossue u m magnifico porto, o melhor do 
~*Btado, cuja barra t e m cerca d c 900 metros de 
*a.r^ura entre os picues onde o fundo e de 45 a 
°** palmos. 



Dc uma belia deseripeao (cita pelo ilhis- 
tr ndo Tenente-Coronel Dr. Rodolpfao Coutinho, 
^spressamente eseripta para este Almanack^ ex- 
tr *ictamos as notas prineipaesaque em seguida 
^ ; * m o s j > n bl i c i d a d e . 






O Lazareto d e Tamandare, cuja cemstruc- 
Sao es t a b a tres annos* paralysada, se com- 
Pora, d e onze edificios, de um pharol, de dua s 
Pontes de aecesso e de um eemiterio, alera de 
v ^rias fnstallacoes auxiliares dos servicos qua- 
r ^ntenarios c bospitalar, 

Um dos edillcios ja conclutdos e o hospitai de 
l ^olamento provisorio, m u i incompletamente re- 
P^esentado pela estampa acjuia que eam\>te- 



82 



hende apenas um dos quatro corpos de que se 
compoe o vasto estabelecimento* 

Este edifieio que e todo dc pinho» sy stema 
norte-americano* assenta sobre pilares dc alve- 
naria de tijolo d e uni metro d e altura, tendo 
assim, bem ventilado o sen madeiramento e e 
formado de quatro corpos parallelos gue 
communieam entre si por meio de uma^aleria 
de cinco metros d e largura, ficandb cada u m 
dividido em duas partes symetricas. 

Todos os cor pos sao dc u m &6 pavimento, 
exeepto o da fretite que tem sobre a parte cen- 
tral, u m pavilhao dividido e m duas secc.oes, 
com aecommoda^oes necessarias as residen cias 
do medico e do pbarmacetiti co. 

O corpo da frente e inteiramente reservado 
a administra^ao, estando no pavimento inferior 
a seeretaria, arrecadac/io de roupas, utcnsilios 
e accessorios, quarto do enfermeiro-mdr, alo- 
jamento de serventes, ptaarmaciav laboratorio, 
gabinete e sala de exames, 

No pavimento superior, como j a disse, es 
tao as residen rias do medico e do pharmaceur 
tico, tendo cada uma duas salas t dous quartoSj 
cosinha e apparelhos sanitarios, 

O corpo seguinte e dividido e m duas e n- 
fermarias para quarentenarios de 1/ e 2^ rias- 
ses, uma para bomens e outra para sen h om s. 
tendo cada uma, capacidade para 14 leitos, 
ainda dous quartos, um destinado ao cnfet 
meiro e outro para algum doente e m obsei 
vacao. 

O 3* corpo e tam bem dividido e m duas en- 
fermarias para 3.* classe, uma para cada sexu, 
tendo uuak^uer dellas capacidade para 22 leit 







AtalAtfACiH DE PdRNArfBtfdO 83 

alem de dous q uar tos para os fins acima allu- 
didos. 

Nos extremos de qualquer das quatro en- 
fcrmarias e a estas ligados por pequenos cor- 
r edores, existem torreoes onde se acham in- 
s tallados wafer closcts e mictorios. 

O quarto corpo comprehende : cosinha, ar- 
recada<j5o de generos, refeitorio, sala de lava- 
torios, quartos de banheiros, dito de roupa ser- 
vida. e o necroterio. 

E' este o unico corpo que nao e soalhado, 
pois todos os commodos sao ladrilhados a mo- 
saioo hydraulico. 

, O edificio, apezar de ser todo de madeira, 

e U tua construocjao solida, elegante, de aspecto 
a-ff^adabiHssimo, podendo figurar vantajosamente, 
cnt:r-e os bons edificios para fim identico, em- 
bor-^, de alvenaria, existentes em nossos princi- 
pa^s centros populosos. 

_ Foi elle construido para o Lazareto provi- 
sor*io, mas podendo ter uma duracjao approxi- 
tna.<Ja de 20 annos, dispensa a construcqao do 
P^ojectado para o servi^o definitivo. 

Todas essas obras foram projectadas e 

e^ecutadas pela commissfio de qiie foi chefe o 

cotispicuo engenheiro Coronel Antonio Geraldo 

de Souza Aguiar e da qual foram membros o 

Tenente-Coronel Rodolpho de Moraes Coutinho 

e Major Jose da Cunha Pires. 

CHARADA 120 

Confesso que tenho pena— 1 
D'uma intel iz ereatura— 2 
Que passa a vida sotTrendo 
Esperando sempre a cura. 

BahicL A^bsrto da CoSTA Nkvss 



84 ALMANACH DB PEKtfAMBtfCO 

Quadro matinal 

jl jlbilio Crespo 

Vem surgindo a madrugada 
Cheia d'encantos a flux, 
Entre as cortinas azues 
Da natura constellada. 

Gentis alados cantores 
Nos ninhos d a r amar i a 
Gorgeiam a. phantasia 
Sonora can^ao d'amores. 

Voejam as borboletas 

Em toi n > as roxas violetas, 

O reg-ato rumor e j a. 

A matina resplandece, 
Tudo revive e floresce, 
A luz a jorros adeja. 

Caruartf — Pernambuco. 

Fa^anaro Filho. 



CHARADAS 121 a 124 

Offerecidas ds Exmas. Sras. DD. Isabel O, Gondim e 
Adelaide M. Folard e dedicadas ao Sr. Alfonse Freddca, 

1 1 Esla cidade antigamente twportava oorda. 

2 — 1 Para mao de Placido, s<> luva de ferro. 

2 — 1 Vui mallogrado o signal apczar de i(;ado no alto 

das velas. 
2 — 1 Avistei uma vespa ali na niargem do rio. 

Sergipe — Araeaju. 

D. Eliza F. Mattos Grintknn. 

A>pparelhos de por celana, cam as de ferro, 
esptnjfardas. re*)ol*)eres. etc. inscrenJam-se no 

$EGULiADO$ Dfl MA^INHA 



AY,&AtfACH DE PERNAMBUCO 8$ 

ENIOHIA METAGRAIKIIA 125 

S<5 VAK1AM AS INICI VFS 

Conheci um certo homem 
Rendeiro de uma herdade 
Que tinha o leitorado 
E regia a universidade. 

Sobral — Ceara. D. Isabel Omphat«e Gondim. 



Symbolos 

A ancora e o attributo da marinha. 

O caducio e o symbolo do commercio : o 
caduceo e uma varinha cercada de duas ser- 
P^ntes e symbolisa a paz ; tem no alto duas 
* > ^quenas azas, que sao o symbolo da rapidez, 
<lUe exigem as rela^oes commerciaes. 

As cornncopias sao o symbolo das riquezas 
^^Tricolas. 

A ampulheta e a f once sao attributos fune- 

A balanya e o symbolo da justi^a. 

As figuras de animaes tambem te'm sigfiii- 
^^acjoes symbolicas : o leao indica a coragem e 
5 Poder; a ovelha, a fraqueza e timidez ; a pom~ 
&**% a ternura e fidelidade ; a serpente, a per- 



ia. 



CHARADAS 126 a 129 



1—1 No lago temos uma moeda. 

2 — 1 Advinho quo tens uma planta. 

2 — 1 O pai m o jjrosseiro aperta a eivanco. 

1—1 Em Klorianopolis temos uma moeda. 

Santa Maria — Alto l'un'is — Amazouas. 

Aurelivno C.^^cm\, 



85 At,\t.\tfA.(iH DE" pergam dtfdd ■ 

Estudo physiologico do sonho 

PEI,0 

2>r. Eustachio de CavValho 

(CARTA AO DK. JUUO PIRES) 

Meu illustre collega. 

Acredite na sinceridade com que venho trazer-lhe as ex- 
pressOes de meu reconhecimento pelo prazer intenso que me 
proporcionou cbm a leitura da these inaugural do Dr. Eusta- 
chio de Carvalho, a quem igualmente apresento, desvanecido, 
os meus agradecimentos pela offerta de livro tam substancioso. 

O assumpto e captivante e o auctor sbube trata-lo com 
indiscutivel talento e manifesto amor. 

Ao fechar o livro, depois de ter percorrido -as suas pagi- 
nas tam vibrantcs de enthusiasmo pelos avancos de sciencia, 
fiquei largo tempo a meditar, e Dom e semprc o livro que nos 
convida a pensar 

Que immenso e o campo que se abre ante os olhos da 
intelligencia humana, dizia eu ! Fora de nos, a vastidao sem 
termo do espaco onde rolam perpetuamente cncadeiados nas 
suas orbitas, os grandes mundos luminosos que aformoseiam 
as trevas de nossas noites estivaes. 

Dentro de nos, a profundeza illimitada de um oceano por 
onde se aventuram pesquisadores audazes e a cujas margens 
vae a sciencia accendendo os pharoes indicadorcs de portos 
bonan9osos. 

E como e delic-oso deixar que a imagina^lo nos leve a 
mente a seguir o largo gyro dos astros mergulhando na im- 
mensidade do kosmos ! Goethe e Littre consagraram a este 
thema versos de uma ine^riante emo9ao. 

E como e delicioso dar mais um passo no estuoso mar 
que se abre dentro de nos, afastando para mais longe as 
trevas que sobre elle se adensam ! O Dr Eustachio de Carva- 
lho, guiado por Mathias Duval e Soury, convida-nos a essa 
: ^gem e nos podemos ter confianca na sciencia dos timonei* 



AT.MAKACH DK PERNAMIU'CO 



E' a expUca9&o histologica do soi.ho quc nos olTerecem. 
As ramificacGes nervosas que se estendem por todo o or- 
ganisme, nfto sao compostas de elementos continuos, mas de 
cellulas que se articulnm, entre si, por simples contiguidade . 

Quando os elementos nervosos que presidem a vida sen- 
soria se fatigam, procuram o repouso na retrac9ao e no iso- 
larriento. Desarticulando-se as cellulas nervosas, desprendendo- 
s ^ umas das outras «o pensamento pcrde a coordena<jao nor- 
mal», e o organismo entrega-se ao torpor do somno. 

Dada a orientacao de um sentido, despertam as cellulas 
c °*"i , espondentes a csse dominio, rcstabelecemse as suas com- 
m *aiiica96es com as cellulas contiguas de outros dominios e 
^^«"ltro em pouco a ordem de rccome9ar a lucta da vida e le- 
v ^cJa aos ultimos filamentos. 

Eis a theoria histologica do somno. 

c E' positiva, diz nos o Dr. Carvalho, porque se firma 
e *"*-i factos de obscn^So experimental ; e logica, racional, 
P Q **que e do elemento dynamico quc tudo deriva nos organis- 
me^ vivos ; e finalmente physiologica, porquc su assim se po- 
^**ia explicar e interpreter os variados phenomenos que se 
P^cJsm intercalar entre o somno e a vigilia, o desdobrar entre 
a *~azao e a loucura. > 

^ Para completar a concep9ao intervem a hypothcse de 

^ Viry : «Durante a vigilia, os neuromas centraes se articulam, 

Cis elementos intersticiaes se atrophiam, ha cxuberancia ner- 

*^^a, ha erethismo na cellula psyehica ; durante o somno, ao 

t ^*itrario, ha prolifera9ao do elemento intersticial, que se erc- 

^i5a para provocar a dcsarticula9ao passiva, talvez mechani- 

*^^» dos neuromas. > 

, Nesta construc9ao theorica e facil comprehender conio se 
^^ve dara manifesta95o dos sonhos. Sao elles produzidos 
*^lo movimento de certos grupos cellulares que, por terem 
^*do fortemente solicitados durante o estado de vigilia, conti- 
^Uam a vibrar despertos em quanto os outros repousam . 
Tal e o caso de Tartini cem a sua celebre sonata. 
Tambem acontece que uma impressao suseite a articula- 
*?«£o parcial de certas cellulas nervosas 

Si o estimulo fosse bastante forte, as sombras do som n > 
^riam dissipadas ; nao o sendo, apenas vibram alguns agrupa- 
**ientos de cellula e o pensamento voga indeciso na regiao cre- 
Puscular onde demora essa forma da illusao <\u<i t o> sktc^ ^ 



aS AtMANACH DE PRRKAMBtJCO 



Bis, si cu pudc comprehende-la, a doutrina que expoe com 
grande copia de exemplificac6es e provas o illustrc Dr. Eusta- 
chio de Carvalho. 

Que posso cu dizer, leigo como sou, na materia, senlo que 
a hypothcsc e seductora, que satisfaz a todas aa exigencias do 
espirito e que teve no Dr . Eustachio um interprete feli» ? 

A psychologia, que nao pede mais hoje a metaphysica ai 
azas de Icaro em que librava outr'ora, porem preferc andar 
arrimada ao bastao da physiologia, tem a colher muitoa fru- 
ctos.d'essa nova ordem de investigacfies, alem de umabase, 
por assim dizer physica da theoria do associacionismo. E, como 
todos os progressos da psychologia podem reflecttr-sa no di- 
reito, imagino que tambem a sciencia acujacultura vou dedi- 
cando as minhas apoucadas energias, ha de tirar proveito d'es- 
sas observac^es physiologicas 

Pudesse eu dispor de mais tempo e ainda me haveria de 
demorar sobrc tam intcressante assumpto, mas sou forcado a 
dcpor a penna, rciteirando-lhe os meus agradecimentos, e fe- 
Ucitando o auctor do livro que motivou esta carta. 

Do collega c apreciador, 

7de Abril 1901. 

Clovis Bevilaglua. 



€ 2IAUAO\S 130 a 113 

2 - 2 Santa niaiva purj^ativa ! 

il - 2 Afugcnta os animaes trawssos. 

1-1-1 A segutida prejudioa a sopunda suhstancia. 

2 — "2 A frente da barba v solemno. 

2 - 2 i\ levu e lluctua o navio. 

2 — 2 Kspera o jogo tla narra<;ao. 

1 — 1—2 MtMle a planta, mas mlo vv quo pouco vt>. 

2 — 2 Pancada forte deixa signal. 

1 — \l JJoijo n que joga com o papa. 

2 - 1 K* doce contai' com a pureza. 

2 1 - 1 Dirige a nota e etitrega ao assassino. 
2 - 2 Perlumu a correuti a . nas contas. 

U — 2 Kstnuvadn rehauho faz desordem. 



\ — 1 Linda da Gama EukopiU. 







a d a r i a 4] o V a r a d 0,11 r 



#fanso, pgueireito S C. 

Casa fun.cLad.a era 1S37 

<idelv t montodo com todo 

a esiTu pfio dc di- 

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JJar/sar/rc/ncr.-Tnsscs reeentes c antigaa 
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J^evrositja. - Cor estetlsmo, < 

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J^ermolina* - Cura as Impingoi 



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AT.MAXACH DK PKRNAMBUCO «9 



ANTIGUIDADE 

Nao ha qucm hojedesconhe^aas leis de Ke- 
pler em virtude das quacs foi determinado, 
Por' assim dizer, a forma do caminho descripto 
pelos planetas e seus movimentos ; nao ha (iucm 
ilfnore a descoberta das duas leis maximas de 
"toda a theoria sobrc os astros, a que deu sen 
nome Newton : a attracc/io em virtude :la qual 
os corpos tendem a se approximar uns dos ou- 
tros, e a repulsfio em virtude da qual os cor- 
pos tendem a affastar-se d'aquelles em roda 
<ios quaes gyram. 

A idea que os hindus tinham do ceo*c da 
terra nao deixa de ter um cunho de interesse. 

Imaginavam elles que o ceo era uma cupula 
^Ustentada por cariatides gigantes que presi- 
si iam aos doze signos do anno. 

A terra apoiava-se e m quatro ou oito ele- 
Phantes que assentavam sobre a concha de uma 
tartaruga. 

Mas onde estava iirmada essa tartaruga ? 

Nao nos explica a sua comprehensao do 
u niverso. 

Entretanto, Bhaskara Atcharya, sabio que 
floresceu no anno de 1114 da era vulgar, op- 
Punha-se a essa theoria porque, dizia elle : Si o 
^^lundo tivesse u m apoio natural, este deveria 
"^er um outro para o sustentar c assim por 
«liante. 

Deve haver necessariamente al&uma cousa 
<3 ue se mantenha pela sua propria ion;a ; ora, 
Porque nao se ha d c attribuir e.ita forqa ao 
P^oprio mundo. uma das oito tormas visiveis da 
divindade? 



90 



At.MAKACH DK PKRNAMBUCO 



E tcrminava : A tcrra dispoe de uma forV* 
que faz corn que attraia a si todos os corpLis 
pesados que existem n o a r, o que explica por 
que nao eaem os corpos collocados na partc in- 
ferior ou tios fiancos da terra* 

Nao sera essa* a theoria da for^a de attra* 
ct;ao e gravita^ao? 

P. 



LOUOC.R1PHO 144 



Homene : t, % 8, i, 5, 8 — 1, (i 5, i, 3, 3- 1,6, ♦!, i 

-1,2, 5, 4. 3, - 4. H. 3, I , 5, 2 - i, %, 5, I , H. t>. 
- i, 6, 5, l. 3, 2- 1,3,3, 1,5,6, 

Ci C IX HA. 



Do livro de Santa 



Disse Deus a uma estrella : — desce aos raundos, 
segue da idda a luminosa estrada, 
baiia mesmo aoa abyamos mal, s profumlos, 
victfma alg"uem, seras idolatrada. 

Toma a forma fjuc queres, cm segnndoa 
eu tc darei a fdrma desejada» 
parte e da alma de alguem oa pegfos fundjs 
sonda, tortura-a e deixa-a apunhalada. 

E a ftfrma de mulher tomou a estrella, 
desceu a terra, um dia eti mide v£-la. « . 
todo o meu ser de subito tremeu !..- 



Uma noite dormiste e ai ! eu com medo 

eu aetn querer otivi o teu aegredo : 

— a estrella 4a T u e a vi^tima sou eu L 



Para. 



Herm£to LlMA r 



AtMANAda DE f ^^NA^filteo 91 



CHARADAS 145 a 149 

. ^J u tianca ! Numero um e sempre corajoso ! 3 — 1 
rjgCJal aqui so a morte 1—1 

fte pes e o logar em que se vende o peixe da povoacao 1 — 
Hxwsto porque zombo e dou vivas. 2—2 
flDa O esta o aqueducto por ter privilegio 2 — 3. 

Curraes Novos. Uj v ysses T. de Araujo Galvao. 



Segredo 



Segredo de minh'alma, na minh'alma 
Deves morrer, como si fdras crime, 
Da tempestade a raiva nao se acalma, 
Encontrando na estrada um debil vime. 

Um fio d'agiia na montanha corre, 
— Sulco pequeno, pequenina veia, — 
La vem o inverno, e o fio d'agua morre 
No hombro arrastado d a corrente cheia. 

Foge li^eiro, si algum dia vires 
O mundo rindo d'essa atroz paixao, 
Segredo da minh'alma, nao transpire9, 
Vive s<5 no meu quente coracao. 

Olinda — Pernambuco. 

D. Cordeua Sii^VA. 



EN1GMA 150 

Sou deus da mythologia 
Que, tendo o nonie iuvertido, 
Dou um fructo conhecido 
Que muita gente aprecia. 



Olho d'Agua Duro — Pernambuco. 

Julio Lritao de "NteiA-o* 



92 AI,MAtfACri Dfe PgRNAMBtttO 

Estados do Brasil 

Comparados com os da Europa Continental 

Sergipe f o menor dos Estados brasileiros), e maior que a 
Dinamarca, a Hollanda, ou a Belgica ; 

Espirito Santo, e maior que a Suissa, e menor que a 
Servia . 

Rio Grande do Norte e Alagoas, cada .um e pouco me- 
nor que a Hollanda e a Belgica, reunidas ; 

Rio de Janeiro, e maior que a Grecia, e egual a Suissa 
e a Belgica, reunidas ; 

Santa Catharind e Parahyba, cada um e menor que Por- 
tugal, e maior que a Dinamarca e a Hollanda, reunidas ; 

Ceard, e maior que Portugal, e egual a Suissa, Hollanda 
e Belgica, reunidas ; 

Pernambuco, e pouco menor que a Roumania, e maior 
que a Grecia, Hollanda e Belgica, reunidas ; 

Parand, e maior que a Roumania e Grecia, reunidas ; 

Rio Grande do Sul, e maior que a Roumania, Servia e 
Dinamarca, reunidas ; 

S. Panlo, e pouco menor que a Italia, e maior que a 
Roumania, Portugal e Servia, reunidos ; 

Piunhy, e pouco menor que a Inglaterra, e maior que a 
Roumania, Portugal e Grecia, reunidos ; 

Bahia, e maior que a Turquia Europea, e egual a Italia, 
Portugal e Dinamarca, reunidos ; 

Maran/ido, e menor que a Hespanha, e maior que a 
Turquia Europea e Roumania, reunidas ; 

Minus Geraes, e maior que a Allemanha, ou a Fran9a, 
e egual a Hespanha, Dinamarca e Hollanda, reunidas ; 

Goyas, e menor que a Suecia-Noruega, e maior que a 
Turquia Europea, Italia e Roumania, reunidas; 

Pard, e egual a Allemanha, Turquia Europea e Italia, 
reunidas ; 

Matto-Grosso, e egual a Suecia-Noruega e Austria Hungria, 
reunidas ; 

Amasonas, (o maior Estado do Brasil), e egual a Suecia- 
Noruega, Austria Hungria e Franca. reunidas. 

Os cinco maiores Estados brasileiros, — Amazonas, Matto- 



At^ANACiH DE PERNAMBUCO 93 



Grosso, Para, Goyaz e Minas-Geraes, — posSuem, conjuneta- 
mente, superficie egual a Russia Europea, isto e, mais da mc- 
tade de toda a Europa. 

Coincide que a superficie do Brasil e maior que a' dos 
cinco principaes Estados europeus, a saber : — Russia Europea, 
Suecia-Noruega, Austria- Hungria, Allemanha e Franca. 

Salvador — Babia. Alfredo F. Almrida. 



CHARADAS-EIU TEMO E IV O V ISS I MA 

151 e 152 

A' Exm. a Sr. a D. Carolina Ramos 

A prim<»ira da charada 
Dizem-me st?r eamarada, 
PnrtMii, agora a segunda 
Da nove «'• oriunda, 
A tercia, p*ra romatar, 
E' peta, toca a matai*. 

2 — 2 ESTEVAO 1)E iNHAtf MA DOS SANTOS. 



Artig'os de luxo e adorno, em bronze, electro-plate, 
prata, cfrristal etc, so* no 

REGULADOR DA MARINHA 



CHARADA EM CIRCULO E <*l ADRA\TE 

153 

Ao Dr. Maria Frcire 

A 1. a e certo rio, A !$. a e intrugavel, 

Illustrario Or. M ari o, i. !l t'om letlra trocada 

Que a 2. tt e uma plaula l T ma plauta (liztwri ser, 

.1« me disso uni h(*rvanario. Nii'o U>iru»s por ramai la. 

E a 5. :1 p'ra terminal' 
Em Porlugal vas achar. 

D. A\3TX GrV^VUlN. ^k. 



w 



DE PtfRliAMBUOO 



O CORRL 



A ZtfFEKlNO 0ANMD3 G A L V AU FlLHO 

D'entre as preciosas jotas, que vendia o 
ambulante mercador, salientava-se n n m a con- 
chinha de velludo negro, mimosa volta de coral 
e oiro, custosameute feita enimiamente belia. 

— E' barato, Sen ho re k, e barato, affirmava 
o joalheiro com tim sorriso captivante, avido de 
interesae, provocando o grosto, exhibindoa pe*;a 
cubic^ada. 

E' barato, repetia, e que pre^o fa$o e u 
Tiesse coral sanguineo, difficilmente colhido na 
seara immensa do mar! O mais raro e melhor 
que tenho visto e esse, o unico que tambem 
possuo... 

Aproveitem-n-Oj Seahorea, aproveitem-n-o..* 
porque nem eu mesmo sei dizer-lhes quanto 
custou-me adquiri-lo... 

Sei que uma Senhora, velada pelo crepc da 
d6r e com os olhos de lagrimas marejadoB, ven- 
deu-ttTo, uni dia, na atigustia do desespero, con- 
fessando-me que para sepultar o orphaosinho, 
que era todo o peri* u m e d e su'alma, toda a lu>: 
dan noites tristes de seu coracao*., 

Quem o quer?... Quemo'quer?... 

E comicamente rindo-se, o mercador aper- 
tava convulsivamente, suspenso da m> grj*- 
seira, o delicado coral, que parecia d e sangue 
feito, ,omo si fosse um cora^ao de mfie, espre- 
mido pela ddr, maguado pel a saudade. 

Bom Conselho — Pernambuco, 

Awtonio Tenorio de CekquivIka. 



ALMANACH DR PKRNAMBUCO 95 



(HARADAS 154 a 157 

2 — 2 Governador amplo do governo Turco. 

2 — 1 Ao lado do navio vejo um peixe. 

2 — l Sacco da gaveta um bom vinho. 

2 — 1 Trago da matta uma embarcacao. 

Minas-Geraes. A. da Silva. 



Visao oriental 



Quem me deYa de um louco rei indiano 
As cubicadas pompas e o thesoiro, 
Ou a tenda encantada de um rei moiro, 
Fulvo castello, errante e soberano ; 

Tudo eu quize"ra, os balsamos e o oiro, 
Que faz lembrar um templo musulmano, 
Todo o explendor d as artes de um thebano 
Num diadema de g-iesta e loiro : 

E entao como um pirata do Oriente, 
No barco meu partira inconsciente 
Para as regioes da eterna primave>a; 

Ao som dos beijos d a mulher divina, 
Entoando do amor a cavatina 
Sobre o azulado dorso d a galeYa. 

(Da « Litteraria Martins Junior>.) 

Antonio Vai,bn£a. 



LOGOGRIPHO 15§ 

Por um triz, ou quasi nada 7, 8, I, 6, 9. 

Comia carue mpnina l, 5, 3, i, 2 

Porem que e muito amargoso i - c n m i ih n 

Usado na medecina ) '• b ' - 1 » ,0 ' '• ,0 » ,l 

E' licor italiano 

Vamos, decifra, meu mano. 

JJaranhao. TLkscl,, 



96 AI.MAttACH DE PERNAMBUCO 



A capital do Para, bellissima em sua topographia, 
soberba em seu repouso, reclinada sobre as extensas 
margens do magestoso Rio-Mar, tem algo de admiravel 
e extraordinario. 

O antigo Largo d a Polvora, hoje Praca da Repu- 
blica, regorgita, as noites, de uma populacao promiscua 
de novos Cresos e miseros Jobs, que alli vao refazer-se 
das fadigas do dia caustico e suffocante. 

O Museu, completo em quaesquer ramos das scien- 
cias naturaes, e* vasto e situado na estrada da Inde- 
pendencia, que outra cousa nao e' mais do que o prolon- 
gamento d a estrada de Nazareth. Por£m o que mais me 
prendeu a attencao foi a extravagancia de nomes de 
algumas casas de commercio, que por serem curiosos, 
apresento aos innumeros leitores deste Almanach : 

La vae obra : 

mercearias — Fortaleza de S. Jose* ; Petit-fornos ; 
Flor do Re'dondo ; O x Conde de Monte Christo no Re- 
dondo ; F£ em Deus ; o Sol quando nasce e' para todos ; 
O Zagica do Umarizal ; O sobrinho do protector das /a- 
milias ; O segundo sobrinho do protector das fatnilias ; 
A filha do Sol ; A net a da fllha do Sol ; B J la verde ; 
Ponto nos i i ; E* sim ; Um pouco de tudo ; Betn tolo € 
guem se mata ; A desgrafa do homem € esmorecer ; 
O feio € bmn ; Canto da viracao ; Viracao do Canto ; 
Cil no canto da paciencia ; O Pitada do Umarizal ; Fcio 
c forte ; O verdadeiro Pitada do Umarizal. 

barbearia — Barbeiro chegado do Rio de Janeiro. 

c asa dic modas — Paguetc das novidades. 

E que admirem os leitores estas immensas extrava- 
gancias. 

BeleVn— Para. Cleto de Coreal. 

t H AR AD AS 159 a 161 

2 — 2 Pancada forte, rija eontusao. 
2 — 2 Um meu parente vive alienado. 
2—1 Corta rente e firma a coitezia. 

Parah/ba, Joao Mendes, 




Major Jose Doiiiingues Codeceira 



O Instituto Archeolo^ico e Geo^raphico Per- 
nambucano, inaugruratido no salao de honra o 
^^trato do sen vener ando socio benemerito Major 
**ose Domingucs Codeceira, no dia 2*> d e Janeiro 
c *c 1900, teria imposto a inclusao d'esse Vulto 
n ^ galeria dos pernambucanos illustres quet§m 
^Oitrado o Almanaeh d€ Per n a mbuto, si todas 
a .^ bdas qualidades diujuelle patriota nao se 
^^essem, ha muito, imposto a admira^ao» pelo 
Ttl ^nos, d e todos os que babitam o peqoeno 
torrao de Pcrnambuco, exi£indo uni lo^ar de 
«ortra neste Annuariu, 

Nascido em S de MaryO de 1820, ainda hoje 

] ite os arroubos da mocidarfe, quando se tem 

** e festejar unm data gloriosa d e sua patria ; 

P^U^tai eego, sem poder eserever, bate-lhe ainda 
a ^lma ao fogo santo do patriotisme e a /iV- 
z, *s£ti do Instituto esta cheia dos attestados 
y^Os de seti talento, das provas exuberantes 
^° eonhecimento perfeito d e nossa historia, 

Jovem ainda, dedicando-se, por obediencia 
Pa. terna, a profissao commercial* mais tar d e 
^^^ndooou-a para se encarregar de edifica^oes 
* asas. desapropriac6e$_ e servi^os congrene- 






I 



98 ALMANACH DE PEHNAMBUCO 

res, empregando tambem os seus esfor^os na 
vida forense. 

No tempo da Guerra do Paraguay, apezar 
de nao ter seguido para o theatro da lucta, 
aqui no Recife foram valtosos os seus servieos. 

Esteve aquartelado c, grande^a d'alma de 
patriota ! offereceu ao governo todo o sol do a 
que tinha direito como Capitao da Guarda Na- 
cional. 

Para salientar os servi^os prestados pelo 
Major Codeceira ao TnsiittUo e, portanto, a his- 
toria de sua terra natal, transcrevemos d e u m 
artigo do distincto e illustrado Dezembargador 
Adelino de Luna Freire, inserto na Revisia 
do mcsmo Instituto n. 47, o seguinte : 

* O Major J, D. Codeceira faz parte do In- 
stitulo Archeotogico e Geograpkico Pernambucano 

desde 19 de Setembro de 1871 e occupa o cargo 
de 2/ Secretario desde 18 de Fevereiro de 1875. 
Por sua assiduicade e zelo pelo servi^o 
do Instituto com o qual como que identificou-se, 
e eonhecimentos da btstoria patria, principal- 
mente da de Pernambuco* foi em sessao de 8 
d e Manjo d e 1894 elevado a classe dos socios 
benemeritos. 

Sao dignos d e menc^io o seu relatorio sobre 
o pharol da barra do Recife< publicado no n, 28 
da Revista ; seus excelientes artigos relativos 
a prioridade da idea republicana no Brasil, «>s 
*juaes se acham impressos nos numeros 40, 
41* 43, e seu importantissimo discurso lido na 
sessao do Jusi i tufa de 10 de Agosto de 1893, 
publicado nos jornaes da capital, transc^ipto 
no n . 45 da Rcvtstti e mandado espalhar em 
n v u 1 sos pel u gfuverno do Estado, para tornar 




AtiiAtiACii bri PiiRNABiBticd <# 

em conhecida a gloria de ser Pernambuco o 
»rimeiro logar da America, em que foi procla- 
aado o systema republicano, no dia 10 de No- 
r embro de 1710 no pacjo da Camara Municipal 
le Olinda, pelo pernambucano Bernardo Vieira 
le Mello.» 



CHARADAS 162 a 164 

2 — 1 J es u s no espaco e homem. 

2 — 1 Assento ali no anzol. 

1—2 Outra vez ato com vime o c j Jleiro.. 

R. G. do Sul. Aristoteles Camargo. 



AMOR QUE PARTE... 

Ainda hoje, a luz d a tarde fugitiva, 
A cartinha reli, que me escreveste, 
Tu nao pensaste, fl6r, no que disseste ; 
Mas, por dizg-lo, te lho-te captiva. 

Tanto amor, tanta f^bre se deriva 
D'aquellas linhas que tracaste e leste 
Que, por traca-las, tenho-te mais viva 
Affeicao do que agora mereceste. 

Mas, nao ! Eu sei que no volver dos fados, 
G<5sos de amor ou sonhos j a sonhados 
»Sao como os fumos que a neblina sdlta. 

\ fl6r seivosa quebra-se em rendvos, 

V bocca ardente pede.beijos novos, 

-Amor que parte... amor que nunca volta. 

neiro, 1900, 



100 AtMANACH f>E PERGAM BtfCO 



LOOOORIPHO 165 

Conheci certo sujeito 10, 11, 15, 18, 7, 9, 19, 13, 4 
Que casar-se desejava, 
Ao que bem se propunha ; 
Mas ninguem o acceitava. 

Resolveu tentar fortuna 
Mudando de freguezia ; 
E embarcou p'ra uma cidade 
Onde ninguem o conhecia. 

a tal astucia surtio 1, 19, 17, 13, 15 
O effeito mui desejado ; 
E dentro de poucos dias 
Ei-lo afinal bem casado. 

Depois do acto sagrado, 8, 6, 5, 19, 4 
Bem cheio de cont'usao, 19, 16, 10. 4, 19 
Disse a sua idolatrada 1, 3, 6. 17, 9 
Que implorava o seu perdao. 

Expoz em breves palavras 

'J seu delicto, (coitado !) ; 5, 19, 13, 12, 11 

« Tenho um braco de borracha, » 

Falou com ar contristado. 19, 1 1, 5, ll, 13, 4, 8, 4 

Ella entao, sem espantar-se, 

Replicou tao natural : 

« Entao eu tenho mais culpas, 5, 19, 18, 3, 11, 2 

Tenho mais que cunfessar ; 17. 11, 5, 14, 1, 19, 6, 19 

Tenho cabellos posticos, 
Um olho artificial, 
Os dentes ponho de noite 
N'um copinho de crystal. » 

E o pobre homem ficou 
Longo tempo a rellectir : 
— Gomo e que as taes mocinlias 
Sabem tam bem illudir ? ! 

Pard. D. Vi: ginia Farl\ Alves da Cunha. 



M acu mus pnoiogruphlcas e avlamentos para photo- 
graphlas, encontram-se r o 

JfEGVhRDOH DR M^WHA 



ALMANACtf Dfi P^RNAMBUCO l6i 



ENIGMA 166 

Tres letras, n&o mais, Ainda mais : tirando 

o todo contem, v primeira e segunda 

ou duas 8omente, contaremos mil ! 

conforme conv£m. Ninguem se confunda. 

Mas si nos tirarmos Sem tercia e primeira, 

segunda e terceira, p'ra maior surpreza, 

inda ficam mi J ! f i cara so uma 

Nao £ brincadeira. com toda a cerleza. 

Mil novecentos e noventa e nove, 
Diz Bossut, e com muita razao, 
e o grande X d'este actual problema, 
com a maior e pura exactidao. 

Pari. Club Luzitano. 



fara qoe servem os cabellos? 



A este respeito Exner, de Vienna, publicou 
u m artigo interessante do qual eu resumo 
aqui alguns pontos sem que isto sig:nifique a 
minha approva^ao a todas as ideas do illustre 
auctor. 

Para elle os nossos antepassados eram com- 
pletamente cobertos de pSlos e foi pela lei da 
selec^ao sexual que as cousas chegaram ao es- 
tado em que se acham. 

A mulher repellia o homem em o qual os 
pfclos eram muitos abundantes e o homem, por 
sua vez, desprezava a mulher cujo corpo era co- 
berto de cabellos em abundancia. 

D'ahi a formaqao de typos cujo systema 
piloso era mais pobre. 



Por ser considerado attributo de belleza a 
presenqa de barba n o homem e a existencia d e 
cabellos longos rta cabeca damulhet\ se explica 
o facto da presenea de cabellos na face do ho- 
mem e o desenvolvimento que elles tomam no 
couro cabelludo da mulher. 

Sob o ponto de vista physiologico os cabei- 
los sao considerados como cellulas sensitivas 
gue se modificaram per den do as eommunica^Oes 
que tinham com os nervos. 

Ha» porem, peloa gue servem para o tacto, 
taes como os cilios e os supereilios. 

Gs primetros protegem os olhos e por sua 
sensibilidade trazem como acto reflexo a occlu- 
sao das palpebras* eossegundos evitam que va 
ter aos olhos o suor que cor re pela fronte. 

Mas, para Exrtei% e pela seleccao sexual que 
se explica a existencia de cilios e supercllios. 

Os pelos servem para regularisar o calor 
do corpo, pois qne elles sao maus conductores 
e collocadosna cabeca protegem o cerebro contra 
o frio e o calor, 

Emfim, primitivamente eramos ur$&$ e gra- 
cas a seleccao sexual licamos depilados. * Si a 
fronte nao e coberta de cabellos e que na lucta 
entre a tendenda natural a defender o cerebro 
contra as variacoes de temperaturae a tenden- 
cia d a natureza para a belleza, venceu esta ul 
tiraa, * 

Quer me parecer que Exner disse muita 
cousa, mas esqueceu outras e nem sempre disse 
a verdade. 

Aknobio Makques. 






Glnbs de graplLoptuiHs, bicyeletas m tioiaens, senboras e menliios. 
fmmw-se w REGULADOR DA NIMMNHA 






ALMANACH DE PERNAMBUCO 103 



CHARADAS 167 a 169 

1 — 2 Sente-se a memoria entorpecida. 
1 — 2 Porem o rosto precisa disfarce. 
•2 — 1 Tresentos e sessenta e cinco dias 
mcnte, e ja se julg-a velho. 

Belem— Para. Cleto de Coreai,. 



Noite 

A o Dr. Oscar dc Carvalho 

E i- la que vem de trangas desatadas, 
A passos lentos, friamente desce, 
Circumdadas de luzes engastadas 
No azevichado manto que entristece. 

Symb'lo iiel das almas desviadas 
Da luminosa estrada em que floresce 
A branca fl6r do Bem que resplandesce 
Pel as serenas regioes douradas, 

Fldr tenebrosa a respirar tristeza, 

Que desabrocha em face a Natureza, 

— Biblia Sublime exposta a Humanidade, 

Noite ! tu £s, assim serena e f ria, 

O riso turbo d a Melancholia, 

O descantar funerio d a Saudade. 

Macei6. 

Vikgilio Gukdes. 



LOGOGRIPHO 170 

Offerego-vos, Senhora, 4, 9, 8, 3. 5 

Este passaro saudoso, 9, 6, 7 

Que gorgeia numa arvore 1, 7, 8 7, 3, w 2, 9 

Que da Fructo saboroso 1 , 7, 2, 5 

E tambem so na estagao 

Do tempo mais bonancoso. 

Hekaclio Macwa^ 



104 ALMANACH DE PERNAMBUCO 

- g^. — — — 



fabula instantanea 

Juca estava beiiando a prima Rosa : 

Mas, o pae d'elfa achando os dous sosinhos, 

Passou no moco surra furiosa. 

Nao ha rosas sem espinhos. 
Cidade do' Para — Minas. 

Bento Ernesto Junior. 



CHARADAS 171 a 1§0 

2—1 Gosta? deste lieor e d'esta bebida ? Toma la. 

2 — 1 Deus te salve Joao. Oli ! que visao ! 

2 — 1 Veste de malha para a peleja. 

2 — 2 E' abundante, mas ha carencia total do golpe. 

2 — 1 Zomba do trabalho do contracto fraudulento. 

2 — 1 filho do caboclo esta aqui na arvore. 

2 — 1 Espinho da matta para o pelourinho. 

2 — 1 Arma de taboa estafa. 

2 — 2 A cimalha do Padilha serve de curi ha. 

2 — 3 Alem de chicote faz parte dos arreios. 

Serg-ipe. Abelardo Rodrigues. 



TRIOLET 

Deixa vagar a canoa 

Da nossa felicidade. 

Do amor na immensa lagoa 

Deixa vagar a canoa ; 

Pego, escolhos^ tempestade 

Qiumportam, 'si es santa e boa? 

Deixa vagar a canoa 

Da nossa felicidade. 



J. P. 



Mtmkipalidade do Feclfe 

Situado na praca da Kepu blica no lado me- 
ri d i o nal d'esta, proximo a pon i e Buarqbte d e 
Mace.ln, alteia-s^, com vistosa fachada, o pke<3 
ria M mi re i pai i < la 'k' do Reclfe. Compoe-se <1e t r 
pavimentos; u m terreo e. doti s e m sobrado. 

N o seff u n d o anda r ftoii ceiona o Coa sel ho M u- 
nicipal e sua Secretaria, o Gabinete da Prefei- 
tura, a Secretaria d'esta, a Superintendencia dc 
hy^ione, a Dircctoria d c contabilidade e rendas 
e a Thesoururia iiuinicipal. N o pavimento ter- 
reo estao a Dircctoria gerai d c instruceao pu- 
blica, a Dircctoria d e obras pub! i cas, a Repar- 
ticao das aierienes e inspectoria da limpeza pvt* 
blica, a^ tjuaes todas sS0 departamentos da 
Frcfeitura. O 1° andar do edificio e oecupado 
c om a Bibliotheca P u blica quc c repartteao es- 
tnduaT. 

A municipalidade do Reeife esta accomo- 
dada n o edificio d c qiie nos necupamos, desde 
1870, funecionando anteriormente no predio 
II. 56 da actual rua Barao da Victoria, Prece- 
dentemente estivera no edificio da rua Quinze 
Yo^rmbru ontfe, ao presente, trabaltiani o Su- 
perior Tribunal da Felac>> e <> Jury, no «jual, 
entfio, era a eadeia do municipio. 




AJ,MAN"ACH DE PF,RSAMBUCO 




C nada a vi Ha do Reejfe, pel a carla regia 
te \*i de Novembro <le 170^ o que deu lotfar 
X memoravel g+ierra dos IVJascates, foi defiaiti- 
vamcnte erigido b pelourinho pelo ouvidor Joaa 
\larques Bacalbau, em 18 de Novembro de 1711, 
fazendo pelouros no J ia seguinte e se abrindo 
.1 21, 

A instiuii s a<> municipaj em soli inicio, entre 
nas, se denominava do Swtatio da f antara* seus 
m e m bros eram chamados vercadorcs, e as aetas 
(las sessoes do mcsmo tertHps t/r ier$qf& 

Os prtmoiros vereadores do Senarto 
mara do Recije fora m os seguinles: Joaquiui 
d'Almeida* Si mau Kibeiro, Manoel d'Aratyp 
Bezerra e Luia de Sou/a Valladarcs. 






Si it.\sriA'i Di£ Vasconcellgs Gai \ 



i ,<m,o<; RI I* HO 181 



Nas rttargens florida? dV mu rio Purifioso 6, •>, I, i 
a dori2eIla r.lioraiirli» pno*ottpri H, 3, 1, r», i 



Na froiite 



I, 5, 5. 4 



K r«lla cattUta, li'ir-tuiiliM r ilnlciilr, 
Tocando fremente ua seu alaiide, 
Coinnn'iiii.> prjjfundtfs que uni s»bio (J 
A suiiias d ou Iri nas cjue vem ih.> Talmn>l 

A V I» S T r ■ R Hl K i '■> P K K X A M B t* C A X O . 



D I rem fpie as mulheres aao a fraqneza, K' meniti 
ha nada tao forte quanto uma mulber qut am, 

CaStro 



Al,MANACH DE PERNABiBITCO 



€HARADA§ POR LETTRAS 1«» a 1S0 

i J — 'l — 1 lance £ nada, mas o risco £ em grande quan- 

-" tidade. 
1—1—1 R6, nenhum perigo te incommoda. 
1 •** 1 « - 1 Olha um primeiro caminho. 
1 — 1 — 1 Ondo a nota nega a fructa. 

Velhinho do Rbcipe« 



7{ecordo 



Sempre nos viamos e conversavamos. 

Pequeninos e raros arrufos surgiam, como sopros da 
vira^ao na superficie calma de um lago. 

Eram simples experimenta9Ses que nos faaiamos; pcdraa 
de toque da amizade. As banaes e correntcs declara^des 
pateticas, nunca as trocamos. Outro era o prisma por onde 
viamos. 

O caracteristico d'aqueUe amor era abnegac&o mutua, se* 
guida de mutua e absoluta confian9a. 

, ■ Velava-o um ambiente de naturalidade, que o dissimu- 
lava» que o fazia despercebi io ; protegia-o a couraca da re- 
cipropidade affectiva; envolvia-o o manto de pureza, dando 
tuido um tom de originalidade e distinc$ao, quc nos impedia 
de descer a terrena sensualidade. 

Tresandava d'elle um balsamo suavissimo que me ine- 
briava a alma, e me trazia unia singular impressao que a 
penna nao define. 

Ver-lhe o perfil mimoso e erecto ; ouvir-lhe a voz de 
musica saudosa ; perceber o peculiar perfume tepido que 
promanava de seu corpo ; sentir o contacto de suas maos 
macias, ou de seus pequeninos pes ; notar-lhe certos gestos 
proprios ; observar-lhe o modo de conversar-me, falando 
allusivamente ao nos3o futuro e ao presente, toda 9 estaa 



>** 




ALMANACH DK PBRNAMBUCO 



sensafdes, tudo isto, emocionava-ine de uma ipajaeira estra- 
nha, indefiniveJ, verdadeiramente hyper-humana . 

Os sorrisos saltitavam-lhe nos labios, como borboletas 
que volitassem sobre a corolla d'uma rosa. a.desabrochar. 

Mas nfio era somente e tanto pela belleza da carne, 
pelo lineamento das formas, que se fazia adorada por mim. 
Eu tinha em bem maior attencao as qualidades moraes que 
a exornavam. 

Despertava a minha attencao, sobremodo, a natura! timi- 
dez, alliada ao recatamento sensato, que lhe pautava as 
accoes ; e mais ainda, aquella brandura de seda com que 
chamava e me falava. 

Espantava-me, porem, uma subtil penumbra de melanco- 
lia que parecia, por vezes, toIdar-Jhe a limpidez da fronte 
serena. 

Sorprehendi-a, nao raro, scismando ; e parece me certo 
que naquelle espirito claro, pousava, de longe em ionge, a 
sombra de uma duvida. 

Mas para mim era enigma sem chave 

Nfio sei por que combinac§o inconsciente no cerebrd, eu 
lia-lhe, com uma certeza e frequencia espantosas, 09 pen- 
samentos, no rosto, nos gestos, n o olhar, as vezes em mo- 
vimentos communs. 

O semblante reflectia-lhe a alma, e aquelle rosto;' « cus- 
ta de ser olhado, gravou-se-me n a memoria com tal fixi- 
dez, que, querendo, n5o conseguiria oblitera-lo. 

E hoje, hoje que e tapera, o castello pittoresco das mi- 
nhas illusdes, eu sinto ainda o vacuo aberto pelo ' subito 
desabar da residencia d'ellas, residencia tam cuidadosamente 
construida, quam rijamente sacudida pelo sopro da desgraca. 

E hoje, d'aquellas ruinas parece evolar-se uma nenia 
lancinante, que entoa um coracSo viuvo. 

Joao Cafanga. 

_« 1 — 

L.OGOGRIP1IO 186 

A Caiurra Paraensc 

Foi com esta moeda I, 2, 3, 4 
que comprei um animal 1, 2, 3, 4 
e olfereci a mulher 1, 2, 3, 4 
em terras de Portugal. 1, 2, 3, 4 

Pard. Juuo Gon^alves Fernandes de Araujo. 






PAOTLTJM" VIT^E 



Amargurados d i as d a miseria, 
Apavorantes horas d a' desdita, 
Quando se ejeva a abobada infinita, 
A' constellada regiao siderea. 

A lagrima da prece, 
O pranto d a agonia que entumesce 

O coracao transido ; 
Feliz ! feliz de ^uem vos ha soffrido, 
Pois sab.e quanto pesa a rude e ingloria 
Batalha da existencia atormentada ; 
E quanto vale o acclanio da victoria, 

— Clarins de prata em marchas de alvorada ! 

Quem nao gemeu nos doloridos transes, 
(Juem nao sentiu o esplculo das d6res, 
£ a vida teve a desfolhar amores, 

— Madrigalescas scenas de romances, 

• A esse, jamais, de certo, 
O mundo pareceu-lhe algum deserto 

Sotiirno, desolado, 
Onde errasse-lhe o espirito isolado, 
Buscando b azuleo ceb d a phantasia 
Peito de sonhos, feito de chimeVas, 
E onde cantassc o amor a symphonia 
De almas selvagens, livres como -teras. 

O amor e a fome ! Os pblos de diamante 
Onde a esphera d a vida gyra, eterna, 
Brutal instincto vindo da caverna, 
E o cufso das edades fez brilhante. . . 

Fome, sagrada fome 
Da nutricao, a especie conservando, 

E aca^o tenha o nome 
De amor — a humanidade perpetuando ; 
Eternam^ute o symbolo d a vida 
Sereis, embora o pranto, embora a d6r. 
Homem voraz, sacia-te ; e, em seguida, 
Tornarte deus... e crfea pelo amor. 

Theotonio Fiseessee.. 



» 110 ALMAKACH DI* P3R2tAll#tf66 



EN10KA 1§7 

As direitas tu eneontras 
Cidade amaldifoada, 
Oue com Sodoma e Gomorrha 
Tambem foi incendiada. 

A 's vessas, pore/n, te digo : 
De cinco lettras formada 
Da-le idea de mulher 
Que e qnerida e adorada. 

Rio de Janeiro. Velhinho Carioca. 



Alma Iix)re 

Pompeia o ce*o tranquillo, em cima, extenso 
e curvo como um grande pallio aberto. . . 
Em baixo, o mar de es puma feito, — lenco 
d'um naufrago implorando ao ce"o deserto„ . . 

Ha mysterios sem f undo, alem, eu penso ..." 
Ha sorrisos de escarneo alli, mas certo ' 
um Deus assim, um Deus risonho, venco 
eu somente em fita-lo bem de perto !... 

Sigo : meu peito 6 de um bandido. . . Rotas 
nuvens despedem, sobre mim, em gottas, 
o martyrio sem fim d'um grande inverno 

e eu digo olhando a cupula nevoenta : 

— Maldito um Deus que chora e se lamenta !. . 

— Siva, p'ra que ser poderoso e eterno?,.. 

Caktano d'Almeida Andradk 



i IIARADAS 1§§ a 190 . 

2 — I Arranque as hervas do rego do rio. 

2 — 1 Com este frango da Parahyba fiz um guizado. 

2 — 1 Hanho de farello da prazor. 

Parahyba.. Cat>w* F^ivatas* 



S* /fn 

prim 



REGULADOR 



DR MARlNHA 






I Il%ltYi»\ HIMOHK V 191 

/fo Ih\ fa! i o Ph 

a ptTversao de i oatames ucra subslihne ao 0C*fttifttetit&- 
lisinu, o vioio lomava wr»poi^5e ■ -. arnistamlu 

isigo o egoisnio i i a ilepravac&o. Era prerisi 

irnmedialo. Indignaidk) o graude Tupan r lamari : Bastade 
fautos erimes. — t — 

:»nti's <| i u- a jniMir/io fosse applieada, tum&viMw m- 
cessariti recompensar a tim tacrmfito, o tfiticu que nao s <' ha- 
% in atirado as pervera&s ondas em f p h* sobrenadavam spus 

temporayuooa , Esae bomem ctmrtiarva ->*' Tamandowa 
mas pela sua qrudig , mtuiligeucia e jnagniuiimjdadti 

♦ ra uouborfriu por Pagtf, A i g rioou Ttipan <in. mu 

difuvjo viHa J;ivur a tern ninac us hoinpus, eiiiretanto 

eomo preraio as suas virtmhs, Llie tjnlia rvaorvadu uma 

n aivore, cujoa frofH uhco$ se aobavam rejpta- 

de frucloa e situ&da mini mmit£ tam exterfsu fpie $v i 
fundia 60IH fis iiiivnis. K. »|in.< ffuarrfc o mate nlisolulo silrn- 
eio t Jlie ordena o gratttie Deus a&a Lrwd e, -L 

Taittandoiiare p&rte uoiu aua CamiJia pan a cal 

coostrviida no mooie Junto h nmgeeloea pai ira, 

r,« pelas aguas que logo isoaepacii a rahn em 

Catadupas no [iri iroaia, eohrLn4o ;i wi? «a uliui.1 

tJepois chegaiido ?'i cabana 

\ tftrra estavulbda eoberta, fc& embai b priu- 

OipiOi bateicavaniHse sotre 1 * as aguas, ftaufmgaram Idgo cjtw 
ggttfca ciriihram deade u caaslro ate a popa. I 

8ubi0« eatHo» cwii < Earni ia pura a piilmeira, dfendi 
mente (|uando as apu as bai.varum, satiio para vir povuar o 
RiundOi E dec^rridas sejs ou aete gpragoes. os d<i§cendeutes 

do No^ Ameridano, os laboriysos ta yoa erarri destruldas 

l^lo Dr. A + Salema, ordenado i" i Jn rej !>. Sebastiao, Mas, au- 
nos dppois, outro nte d*esse predejjtinado, o in'Ji<> 

Poty jttntott-se a mu povo ih k pigarit^s e r%ai*Hos soltanii^i o 
[." gribi da'liberdade aoieriraaa n<essa ma^e^tosa baliia tan> 

i 1 1*.* glariosaja M.'uiirn^s, 

Carlusavikh Paes Bkvt^ 



3 



112 ALMANACH DR PRKNAMBUCO 

H povoa^o ie Viccncia 

Esta situada csta povoacao ao norte da cidade do Re- 
cife. 18 leguas ; c dista da cidade de Goyanna, a leste. 10 
da de Timbauba, ao norte, 4 ; e da de Xazareth a o sueste 
tambem 4, a cujo munhipio pertcnce, em uma eminencia, 
entre dois riachos, a margem direita do rio Sirigy, que de- 
pois de um curso de 14 leguas, recebendo os ribeiros Ver 
tente e Pagy, faz juncgao com o Capibaribe-Meirim, que 
em scguida toma o nomc de rio Goyanna, passa perto da 
cidade deste nome, divide o Kstado de Pernambuco do da 
Parahyba e desembocca no Oceano. 

K' uma pittoresca povoacao, devido a sua posic&o to- 
pographica. A sua fundacao tem pouco mais de meio se- 
culo. As n o vas casas que vao substituindo as primeiras, 
sao dc belia apparencia. 

Possue '.'82 casas com 1. 0."»0 habitantes, sendo 480 do 
scxo masculino e f#70 do sexo feminino ; 2 sobrados ; 1 egre- 
ja matriz com a invocacao de Sant'Anna ; 1 cemitcrio 
publico ; 2 escolas publicas primarias para ambos os sexos ; 
1 agencia do correio ; 1 pequena drogaria ; 1 vapor de des- 
caro^ar algodao ; 2 fontes d'agua potavel, a fora o rio ; 1 
bilhar ; umas 14 casas de vcnder fazendas e molhados ; 2 
padarias, etc. Mas por causa da pouca vontade de seus 
habitantes, nao tem uma banda de musica 

Suas transaccoes commerciaes sao fcitas com as cidades 
do Kccife, de Nazareth e dc Goyanna. 

O clima c amcno e salutar 

A fcira e f cita aos sabbados c bastante concorrida. 

Tem o seu distrieto A leguas de sul a norte e f> de 
naseente a poente, dividindo sc com os distrietos de Cruan- 
gy, de S. Vicente, de Angelica, de Tracunhaem, de Naza- 
reth, de Lagoa Sccca e de Allianea. 

As outras povoacocs do distrieto sao: Jacii, tlorescente; 
Triguciro, estaeionaria ; e Tenda, decadente. 

O recenecamento de 31 dc Dczcmbro de 1900 deu ao 
distrieto dc Vicencia ii.S92 fogos com 15.030 habitantes. 

A llora e exuberante ; encontram-se muitas das plantas 
n.cdicinacs citadas pelo Chcrnoviz, c presta-se o terreno 
/i tjiiasi toda n cultura, sendo a sua ^rincipal rkjueza a 



*S J * *+**** * i %■» m i «^ * ^M* rt| 



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t&&< JSfrcponcA, JfcrindA p retoA c d c CCvrcA* 

JK.&Mni como lindo Aortimcnto em cambraiaA ffan- 

taMaa c outro.s arti f) o A dc novldade. 

Ver para crer 

Is^pccialidadc cm capa*. tapctstV» cortinado, 

coichaA c muita> outro6 arti c| o a ds |£ci. 

% ncarrcaa-^c dc prcparar enxovac* para nolvoA 

c baptisadoA. 

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JJjranic aortimcnto cm caAemira*\ briod pretoft c 

dc corcA, eambaA, cellarinhOA, punhoA, 

mciaA, gravata.% ecroulaa, IcmjoA c muitoi 

outroA artigoA* 

f$randc dcpoMtc dc malas para ^iagcnA . 




Pre^os sem eompeteneia 



PERNAMBUCO 



I 









-*-_ -— - - j_tj- _~ TjTTT 

LOJA DE FERRAGESS 

£m grosso e a retalho 

OE 

jffntonio f into Da Sitva £ C. ia 

Vendemos por pre?os resurmdissimos: 
Salitre marca fogo de 5S kilosa barriea, 
Breu, Enxofre, Liimalha d'a^o, ferro e 
agulha. 

Fios Samuel e da Bahia. 
Cimento marca coroa, Arame farpado, 
Telhas de ftrfo, OJeo de linha<fa, Tintas 
diversas, Fogoes d e ferro, Cofres prova 
de fogo e muitos outros artigos que so 
com a vista do comprador. 

Os fregiiezes e amigos dignem-se ef- 
fectuar as suas compras antes das 6 horas, 
devido a encerrarmos a esta hora o nosso 
expediente. 

Rua Duque de Caxias n. 64 
Telenhone n. 137 

reinaral:-u.co 



I 



A PRUtAVERA 

Grande sortimento de brinquedbs, ca- 
deiras para criariija, velocipedes para cri- 
an9a 3 capellas para noiva e mortuarias, 
objectos p*ira presente . 

Pe90 aos meus amigos e freguezes 
d T esta Capital e do Interior a continua^o 
de suas compras no nosso Estabelecimen- 
to pelo que desde ja agradeijo. 

Francisco de Sirna Coufiriho 

Rua garao U Victoria n. 60 
^ e :r 3sr-A-isd::B xr c © 



' 



|, Homilano Pinhci^ 

(Vledieo dentista 

Corjsu/hrio : 

Rua JJarao 9a Victoria u. 39 - 1, an8ar i 

Consultas das 9 as 4 da tarde 
%esictet]dcr : 

HspLiifieiFa— ^K«a de S. Fllias ti. g 

PERH^MBUCO 











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// - %ua do Cctbugd- 11 

Grande estabelecimento de generos ali- 
menticios, 

Especialista em eh a verde e preto 

Vinltos finos e de meza 

Situcerldade hm coutraetos. 

Joaquirn Ofjristovao 

TELERHONE /V, -447 



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3p' cAta a marca rc^ittrada daft afamadaA 
enehadas. dc flno a?o, fafcricadaa na Itigla- 
terra, eftpccialracntc para 

jfiugusio da Siha 
Rua 2)uque de Caxias jt 79 

RECIFE-PERNAMBUCO 



m^m 1-1 '■»>»! 




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Jmportadores de merca- 
dorias estratjgeiras e nacioqaes 

Rua 15 h Jfovcmbro— 73 

JYurjes j-onseca \ C. 

Endereco Telegraphico-NUNES 
Caixa do Correio~~113 

^em.aanci'b'ULeo 



•■ ■• ■'■ 



... ... ■■■■•-. 




AI,MANACH DK PKRNAMBUCO 113 



.canna . de ossucar, havendo em todo.o districto 64 engenhos 
de fabrica-lo, sendo 32 movidos a vapor. Ha^mais, com o 
■ja mencionado, 5 vapores de descarocar aigodao. 

Como curiosidade, passa ao lado do norte, na- distancia 
de meia legua, uma serra ingrcme, conheoida geographica- 
mente, talvez, pelo nome de Cruangys alcantilados, mas que 
tem outros nomcs, segundo as seccoes em que o povo a 
divide c que e uma ramificacao da cordilheira Imburanas, 
que prolonga-se pelo lado direito do rio Parahyba, e c com- 
mum • aos dous Rstados limitroplies. Tem a serra a extensao 
de umas \'.\ leguas, de oeStc a este, apresentandose no 
seu maior cume, confronte a esta povoacao, uma grande 
pedra de difficil accesso por um lado, mas que por outro, 
sobe-se contornando-a numa extcnsa ladcira, pisaudo-se em 
terra ate em cima, denominada Pedra de Jundia, nome do cn- 
genho que lhe esta perto. D 'ani entao pode-se observar o 
despenhadeiro. R ainda tambem notavel e, no correr da 
mesma serra, a colossal pedra de Mascarenhas, onde de 
cima o observador abrange com a vista vasto panorama. 

Dessa serra, alem dos dous riachos Natuba e Ouapaba, 
que tomam a dircccao de oeste e despcjam no rio Parahyba 
do visinho Estado, dcseem muitos mananciaes que vao for- 
mando, de um lado, o ribeiro Cruangy e o rio Capibaribe-- 
Meirim, no municipio de Timbaiiba e de outro, o ribeiro Ver- 
tente e o rio Sirigy. todos perennes. 

Ainda existem ahi algumas mattas seculares, onde se 
encontram os mais vicosos cedros amarellos, sapucaias, ja- 
tobas, paus-d'arcos e infinidade de madeiras preciosas. 

Na serra cultivam-se as diversas bananeiras, sobresahin- 
do a banana comprida, com o qual e constantemcntc abran- 
gido o mcrcado d as fcjras visinhas. 

Dos maiores animaes indigenas e\tcrminados, ainda se 
vem alguns veados que vao eseapando da arma do ca^ador. 

De entre a variedade de aves, ouve-se o melodioso can- 
tico dos sabias, os estridentes sons dos ferreiros, os arru- 
fos das erapongas e juritys e o trinado dos canarios. 

Mas como em quasi tudo ha um contraste, predomina nessa 
serra a formiga saiiba, um dos flagellos da lavoura. 

NSo obstante a prosperidade agricola e augmcnto de 
populaciio no districto, a povoacao de Viccncia, pcla falta de 
motilidade de seus homens mn's salientes, ainda nao e sede 
dc um municipio, para o qual poAs cotvcottw V^. ^ ' VR|V " 



114 ALMANACH DK PBRNAMBUCO 



ritorio da freguezia, ou sejam dous districtos com mais de 
25.000 habitantes. 

Ha uns seis annos houve exploracfto para uma linha 
ferrea, a partir da cidade de Nazareth ate esta povoaclo, e 
em seguida a comarca do Bom-Jardim com destfno ao alto 
sert&o, mas por causas que se ignoram ainda.nfio foi- ou- 
vido aqui o silvo da locomotiva. 

Vicencia — Pernambuco: 

R. Cabral. 



CHARADA 109 

Ao HilaHao Patusco 

Kia ! animo, Patusco ! 
A occasiao e chegada. . . 
Conhecer teu geito eu busco 
Nesta lucta encarnigada. . . 

— Eia, animo, Patusco ! — 1. 

Que es valente, eu supponho, 
Por isso nao fico triste. . . 
Neste combate medonbo 
Quero ver-te de arma em riste, 
Que es valente, eu supponho — % 

Vai ligeira, vai correndo, 
A caga que tu procuras, 
Si pegar n'arma tremendo 
De certo o bicho nao furas. . . 
Vai ligeiro ! vai correndo ! — 2. 

Seguro no cos das calgas 
Me traz o « bicho » comtigo. . . 

— Nao uso de manhas falsas,- 
Peves traze-Io, eu te digo, 
Segura no cos das calgas. 

Cl,UB DOS PAKAMTAS. 
NUM GHROMO 

A fl6r pergunta as estrellas : 
Havera festa amanha ? 
E os anjos do ceo responden* : 
Faz annos a nossa \ra5L 



Al,lf ANACH DE PERNAMBUCO 115 



LOGOOMPHO 1*3 

Que tem cheiro nao ha duvida, 4, 6, 40, 4 
Mas la se vai, corre, v6a 4, 3, 8, 7 
P'ra casa deste vassallo, 2, 9, 8, 5, 40 
Que e muito seria pessoa. 

Alguns dizem que tem fl6res, 
E' engano, nao tem, nao, 
Pois e escolha, conjuncto 
De mimosa colleccao. 

Olinda -Pernambuco. D. Rosa OlindknsK. 



MAiO 

A Beatriz de Souza Pinto 

" Jtftz de Jffaria reben tendo tm jiSres, . . " 

J). £op*s. 

Chegaste cheio de j asm i n s e rosas, 
Por toda a parte a passarada canta ! 
Quanta frescura nessas tardes ! Quanta 
Graca infinita nas manhans formosas.*. 

Parecem rir as aur as bonancpsas 
Trasendo uns e*chos de harmoni a santa, 
Desde que a estrella d'Alva se levanta 
Ate" ao cahir das tardes languorosas. 

Quanta candura e graga e poesia 
Nesse perfume agreste que inebria, 
Nesses, do Templo, mysticos louvores . . . 

De Fe" maU viva os coracoes se inflammam... 
Todos te querem, todos te proclamam 
c Mez de Maria rebentando em flores ! » 

Do « Campesinas. » 



116 lXMA*AC.lt i>E ffcfe&AMjJtJCO 



C1IAR Yl»4$ i JL94 i » >«pl 

2 — 2 Contra o rosto V Sim, e para cobrir o rosto. 

2 — 2 Por uma ahertura mi vasillia, cauta-se. . ; 

2 — 2 Negro cabello V Que coufusao ! ... ... ■: 

2 — 2 Km cinia do navio ? Nflu, no fundo do navio. 

2 — 2 Levou uma tunda hem forte. Que tunda ! 

1—2 Na deveza o animal come mi I lio.' 

1—1 Temos de troear d'esta fazenda. 

2 — 2 Homem, e piedoso o gatuno ? 

Aracatv — Ceara. D. Edith. 



A' MINHA DII.KCTA IRMA 

Maria — puro, santo, celestial norac, 

Doce -e suave melodia, mais doce que da 
vida os momentos de ventura, mais suave gue 
da rosa o perfume. \ 

Symphonia etherea, que, tiacdrte dc^Safttos, 
entoam anjos mil, cherubins jariiais idealisados. 

Parece que so tu devias ser applicado a. 
mulher ; sim, porque coadunas-te 901» os emu- 
vios de seo coraqao, quando nos arrouboe ^sen- 
ti mentaes do amor maternal, quando nas ter- 
nuras inegualaveis do amor da virgem. 

Ao pronunciar-te — afaga-me a mais iTljlisa- 
rfa das illusOes ; arrasta-me ir resiki y^Ii^^a» 
as cerulas regifes do Ideal, do Mystico, do So- 
nho... i *itj 

Ao ouvir-te— volvo os olhos para o' emtjyreo 
constellado e diviso, em minha mente rebrici- 
tante, embora, a Virgem Pnlchra, Meiga, Gan- 
dida — no solio de nuvetis, a resplender. 



At,MAxA£tf t)fe #ERNAMBUCO 11? 

Para mim— dupla e sua significasao ; dupla 
e a recordaqao, que traz-me ; uma-um grito 
de d6r ; outra — um cantico de esperan^a... 

Para mim — representa um tumulo, que fe- 
chou-se ; uma alma, que evolou-se as cerulas 
plagas; para mim representa uma vida, que 
desabrocha; uma alma que, ebria<Teseiva, pede 
seiva, pede vida... 

Maria— p u ro, santo, celestial nome. 

Andkonico G. de Brito Guerra. 



€HARADA 309 

Esta, irmao amigo, 
Que agora te vou d&r, 
De certo has de achar 
Em frente d'um perigo — 2 
Outra agora vas ouvir 
D'um padre cura no sermao 
Ou no discurso d'um pimpao 
" B6m oii niaoda applaudir — 2 

— " Eu de eircumlocjuio nada sei, " 

— \\ pwita o cq& CQttfo.q ea$* foi, "' . 

— ** Na minim phrase de constante lei " 

— " O ladrao e ladrao, o boi e boi. " 

Soure.— Para. Z. B. de U. 

Inscrevam-se nos clubs de mobilias e pianos do 
REGULADOR DA MARINHA 

*********** »■«*»* ■» 0+*m**+**+*m^mi***^0^*i+*m*J***~ 

CHARADAS BISA DAS 203 e 204 

- ■ ■ *• 

3—0 Lomera rl do tubo ~- 2. 
3 — O dinheiro e uso — 2. 

Re^eri »r*a^a6 — Pi autf y. 1 Cujb ^^OTtswtite * 



V1SA0 DE ENFERMO 



A o Aicides B uh ia 

NoUe de inverno. O verfio va^abundo 
Vem bater com furor a minha pyrta ; 
E eu t no lcito de dSr, j d mori b u n do 
Sinto Lim pedar e tim a saudade morta. 

Sem amigoa, sem lar ! Quem me transporta 
Deate casebre parit o leito immutido ! 
Nada na vida ! Nada ! E me conforta 
A id£a de partir neste segundo ! 

Quando eu passar pela maldita rua 
Atg-uem t maU fria do <jue a branca lu a, 
Dira talvez : € E* u m mfeliz que tomba ! P 

E eu Ihe direi : — que adoracuo sincera ! — 

€ Abre meu peito T coraclo de feVa, 

Si queres v$r um eora^So de pomba ! * 

Bel&n — Para, 

Paulo SlSSAN'DO, 



i 11 \H AI>\* *05 ft aiO 

Alem o rustico, alem dos moriles» 

L 1 transpartiutc a medida d'este Instrumen-. 

Na plamcic d'esta ilha emoutrei este insirumeittn. 

Neurta pttmta do -Htmho ptftmJn Wie frfRMIOf 

U metal do navtu prodiftf Utlta <lnrtira. 

D caJva^u du crimumso e?\t\ ijo pstf&o, 



Sergipe — Afacaju* 



Eucupes A M ADU. 



*CLIV|;l\M)> e a melbor das bicycl&as at£ 
hoje conhecidas. 



AtMAKACH D* PHRNAMBUCO 119 

CHMtffe*«Mt «11 

Ao insigne decifrador o Sr. Major Alfredo dos Anjos 

Cidad&o Promotor Publico. 

Diz Mathiag : Lins, 
Morador em Timbauba, onde e commerciante. 
Decifrador do Almanach Luzo Brazileiro, 
Com o nome de M. Lins, nome seu constante, 

Que alguem falsificando a sua assignatura, 
E usando a de Marianna, mulher aqui illusoria, 
A varios cidadaos, (abaixo a hypocrisia !) — 3 
Decifracoes pedira. E vede bem a historia. 

intuito que elle tinlia, Q fa^lsajio Joao Zebee, 
Era o de suppor-Se que a ftfrha de M. Lins 
Representava aquelle nome, a mesma entidade, 
Intuito criminoso, e mais que falsos lins ! — 3 

Para algumas attengoes, e mesmo sy rapat hias 
Lhe serem dispensadas, do nome de senhora 
Usava o delinquente. Por isso, ja se ve, 
Aqui uma aggravante surge esmagadora. 

Illaqueou a boa fe daquelles que interpretam 
Escriptos obscuros, e, como esteja incurso —.5 
No codigo charadistico, apresenta a sua queixa 
A fim de que, acceita, das leis siga o percurso. 

Para fora os falsarios, nao mais enlrada tenham 
No numero dos siios, dos bons e dos leaes ! 
Interpreta quem pode, quem tem os elementos • 
Do saber, do querer, que sao os mais reaes. 

Testerounhas do delicto aqui vos apresenta 
Em Minas, Recife e na Bahia residentes, 
Doutores Mario Freire, Jorge Santos e Duarte, 
Fredoca e dos Anjos, si bem que ainda ausentes. 

De tudo, porque e dp lei, vos prestajuramento, 
Por isso que deseja que a queixa surta os fins, 
Vos pede, por merce que hajaes considerar 
crime que aqui expliea. 

Assim.. . 

Matbias Lins. 



120 ALMANACH DB PBKKAMBOCO 



T*t&avr » 

Eu sei cantar uns harpejos 
Quc fazem endoudecer, 
Sei dar uns calidos beijos... 
Eu sei cantar uns harpejos... 
Nao fujas, tenho desejos 
De no teu ninho morrer, ■ 
Eu sei cantar uns harpejos 
Oue fazem endoudecer. 



P. F. 



ENIGMA 212 

Ku sou fructa apreoiada 
()ue tendo a tei\-a troeada 
Por lettras do mcsmo som, " 
K eftual a q u tirta mudada, 
Me transformo/nao o nada, 
Num homem de alto tom. 

R. G. do Sul. Ai,ex. do Cakmo. 



A palavra e' estreita para dar pasbag-em as magoas 
amassadas no oracao, quando se ar'remessam no pri- 
meiro impeto e de um so jactp. 

Josft DK At.KNCAR. 



C HARA D AS 213 a 215 

2-2 Unira luz de um canto. 

I — 2 He novu o vo*>o c mandado. 

2.— 1 Neste vaso do Para come uma vara de porcos. 

Pard—Bel6m. JoKo bx Co$t\ R\?,qw, 



r 



L >^ Jl' t i 



'v5: 



•■£>' 



Sevcrino garbosa 5a Silva 



Occupar-me e m publieu d e Severino Bar- 
bosa, ao lada de quem sempre estive — sem o 
afrouxamento d 'u m intervallo senti n do o per- 
fume de su'alma immaculada e vendo i n s tante 

Ia instan te o brilhu do sen talento, e para mim, 
uma das fclieidados qtic posso ter n a terra por 
onde Eli e passou celere... 
Confesso e escrevo assim, portiucno meu 
intimo Klle rive eiwquanto e u viyer, e cntre o 
numero limitado de afreie^oes, qij< ■ cultivo amo- 
ravelmente, pronuncio sempre o sen nomc c 
conto os seus feitos para leceao, certo de que 
fazendo-o pratieo a Keligiao do Bem. 

I Para dar aqui u m p u riba do de phrases no 

tecido das quaes possam todos* qU« passearem 
olhar pot este Ahnan&eh* conhseer de perto 
a vida litteraria e politiea Am Severino Bar bos;*, 
o poeta que possuia *a cha?e de ofro, do pau 
habitado pela Cbimera* e o caraeter que tinba 
o aperr.u de toclas as cousas. reprortuzo a parte 
bJOffraphica do artigo edictorial, que trabalhei 
no R&tado d c Pvnnunhuro^ a convite d e sua no" 
b re redaccao, quando e m n u fiie.ro especial ren- 
d e u o se u p re i t o d e J u st i t; a, e, saft BraA ^ K? svajS&a. 






122 ALMANACH DE PERNAMBUCO 

a cujo retrato estas linhas servem de moldura 
smgella, mas, consistente. 



Severino Barbosa nasceu a "/2 de Maio de 1872, na ci- 
dade de Bom-Jardim, do consorcio do Sr. Commendador Ro- 
goberto Barbosa e da Exma Sr». D. Lauriana Gon9alves Lins 
e Silva. 

Dessa cidade veio para o Rio com 12 annos de edade, 
trazendo j a ajguns conhecimentos de disciplloas secundarias. 

Logo ao chegar aqui continuou o curso de humanidades 
com o escopo de matricular-se em uma das escolas superiores 
do Brasil; e foi immediatamente pelo progresso dos estudos 
dando aos mestres e collegas as segurancas de ser um talento 
promettedor de grandes surtos e pela impeccabilidade das acc/Jes, 
um caracter inteiri90 formado de uma so pe9a. 

Durante essa phase Severino Barbosa soube ir conquis- 
tando o extenso numero de affectos que deixou e seleccionando 
tambem o meio litterario no qual moveu-se, onde incontesta- 
velmente deu robustas provas da envergadura de aco das suas 
asas capazes de leva-lo as altas regiOes dos eleitos, dos que 
s&o eternos no espa90 e no tempo. 

Em Mar9o de 1890 matriculou se na Faculdade de Direito 
desta Capital, j a tendo entao u m nome festejado em o nosso 
mundo das lettras, cheio de esperan9as e de amor aos livros, 
pois, elle tinha arraigada convic9ao de que o progresso intel- 
lectual dos homens e que determina a dynamica social, a evo- 
IU9S0 da humanidade em resumo. 

Estava, portanto, em pleno campo de combate. 

Emquanto preparava-se em Direito, tirava o resto das ho- 
ras para a Litteratura, sendo esta a raz5o de em todos os pe- 
riodicos academicos de sua cpocha o seu nome encontrar-se 
lirmando artigos de polemica e humorismo, reveladores de tra- 
balho e verve, espontando nelles a identifica9ao psychologica 
que tinha com escriptores superiores, na convivencia dos quaes 
vivia intellectualmente . 

Severino Barbosa era sobretudo uma orgahisa9fio poctica, 
tinha qualidades nativas, pertencia por atavismo a racm dos 
poctas que fazem do verso um vaso do crystal atravez do 
qual vc-sc tudo quanto ha de santo na psychc humana, tydo 
nuantoha do bello no seio farto da nature^a. 



ALMANACH D8 PtfttttAMStJCO 123 



Para corroborar o que vimos de expender, isto e, que elle 
era uma organisa^o poetica, e bastante notar, que apezar da 
caligcm deste fim de seculo que envolvc os modernos devotados 
a Arte, apezar «do supremo fim intellectual do homem ser o 
ouvir a musica de Wagner» e «dar ao som uma sensasao co- 
lorida, exigir da palavra que desperte nao somente uma emo9ao 
musical, mas produza ao mesmo tempo um effeito esthetico 
como harmonia de cores», elle soube dar ate o instante de 
ausentar-se de nos para todo o sempre, como fontes a sua 
poesia, os sentimentos puros do seu mundo interior, sem preoc- 
cupar-se com o modernismo que esta murchando a flor do 
Bello e rompendo a tunica de tudo quanto e Santo. 

Em 12 de Junho de 1894 terminou o tirocinio academico 
e recebeu a laurea de bacharel em sciencias juridicas e so- 
ciaes. 

O horisonte de seu futuro desdobrava-se auspicioso, nao 
so pela clava do talento que tinha, como tambem pelo escudo 
do caracter que pcssuia. clava que serviria para dar golpes 
em todos os obices que por acaso se lhe antolhassem, escudo 
que prestar-se-ia para amparar os embates dos maroicos da 
lucta da vida. 

Apezar do nome que trouxe da Academia, apezar de to- 
das as garantias possiveis preparadas por um progenitor exem- 
plarissimo, cujo ideal na vida era elle, Severino Barbosa vi- 
veu sempre recolhido em uma modestia exce e siva, sem apa- 
vonear-se com os brilhos terrenos, sem conhecer os seus me- 
ritos, sem «conhecer as suas forcas>, como disse Turgot de 
Voltaire. 

Mas, ao deixar os bancos academicos, a molestia prepa- 
radora do terreno para a morte roubar a Familia e a Patria 
tao digno pernambucano, surrateiramente arruinava-lhe o orga- 
nisiri o, ia sacudindo ao chao uma a uma as suas illusOes, 
obrigando-o a apanha-las e embalsamalas no coracSo para que 
ao menos mortas ellas, tivessem esse tumulo— onde primeiro 
come9a a vida e por ultimo acaba. 

A medicina fe-lo procurar na; auras serta n cj as o vigor 
de que sua saude alterada necessitava, obrigando o assim 
a abandonar a li9a. 

Tempos depois do exilio a que for9ou o a molestia, Se- 
verino Barbosa voltou visivelmente melhorado, dando a todos 
nos a illus3o de achar-se quasi restabelecido . 



AlmAnAch bn PBftNAMBtrCO 



Foi nessa occasiSo que o notavel brasiLeiro Dr. Rosa e 
Sifva, presti^ioso chefe do Partido Republicano de Pernambuco 
descobrindo e m Severino liarbosa dons merecedores d e grande 
eonsiderac^lo e alto aprec-o, apresentou-0 aos seus co-estadanos 
para elevarem-n-0 ate o Congresso deste Estado. 

De facto» apds a suffraga^ao de sen nome nas urrcas elei- 
toraes, a 6 de Mar^o de I H9H era elle investido do mandato 
de congressista estadoaL 

Foi por demais fugace a passagem d e Severino Tiarbosa 
no Congreaso de fernambuco t ponco maia de de# sesstfes as- 
sistiu, devido an mal que voltara enlao, acompanhado d'um 
corleju negro de dcseaperancas, arrastando-o nuvamente desa- 
lentado e pensemso a procurar cm elimas distantes o vigor de 
que precisavaj obrigandoo a ir buscar em Gravatfc diaadevida, 
donde a fatalidade trouxeo para o deserto do lumulo. 

No Congresso de Pernamboco dentro do curto espac,o de 
tempo que por la demomu se, Severino Barbosa nos dous ou 
tres djscursos que pro feri u, gravou em tons de cvidencia e cla- 
ros de cetlcza, a convicc-ao cm todos os seus eollegas de le- 
^islatura de dispor de palapa facil e eloquente a servico de 
principios largos e seguros, que tinham para elle o ohjeetivo 
de sustentar sempre a Republica, vasada em mofdes democra- 
Licos f unica forma ^overnamenlaJ capaz de tlevar e dignifkar 
lodas as camadas sociacs, desde as que pela cultura e fortuna 
ngem no alto ate as oulras que pela ausenda de*ses requisitos 
agem la baixo, mas, que elta sabe perTeitamente eonfralenusar 
com as primeiras perante o Direito e a Justica. 

Penlro das paginas da histopa politico litteraria da Kranija 
eneontra sc uma individualidade suggestiva* muito semelhante 
a de Severino Barbusa, individualidade que esforeou-se tam* 
h :rn porno el]e para servir as lettras e a politica do $eu paiz, 
Disire Bancd — adoravcl alma repubtieana e adoravel alma de 
ariista— que elevado ao Curpo Legislalivo de Paris, a morte 
pronuiioiasse um discurso, Jkando erttre 
sua sombra e nos Tas tos d u sua palria— 



apenas consenliu que 
se.is tompanheiros a 
o nome, 

mi 
lit\ 



Uma vez que nao e permittido oestuclo de- 
morado, neste eanto do Aftmmach, d a Jvtott 
tterana e politica de Severino Barbosa, c 









ALtfAtiAcM Dfe P^RNAMBttCO 155 

o croguis, para ser conhecido pelos que nao o 
leram e nao tiveram a sua intimidade, offere^o 
estes dous sonetos ha muito memorisados por 
mim, por serem duas joias litterarias, para pe- 
dra de toque. 

Digo para os que nfio o leram e nao tive- 
ram a sua intimidade, porque os cultivadores 
das lettras sabem a altura do seu merito de 
lei, «os immortaes sabem, uns dos outros, os 
nomes, os feitos, e os rostos soberanos, mesmo 
quando habitam retiros remotos que o ether e 
o mar separam>, no bello e sincero dizer do 
meu Eqa de Queiroz. 

. A' beira-mar 

Crepuseulava. Ia surgindo a lua 
Como uni barco singrando espaco ein fora, 
E la no berco em que se emhala a aurora, 
Venus brilhava, casta e seminua. 

Visao, nympha talvez, ei-la que agora, 
A minha amada, veni : e, qual fluctua 
Por sobre a vaga a celere falua. 
Subtil deslisa. . . canta, e o mar se enllora. 

Se enflora e no ar ha sandalos olentes, 
E o corpo seu de nimbos esplendentes 
Cerca o luar que immaeulo se alteia. 

E o bravo oeeano, rabido e estuoso, 
Torna-se ouvindo-a, calmo e aflectuoso, 
Corno se ouvisse o canlo da sereia. . . 



Somno de nm anjo 



Ella dorme iranquilla e socegada 
No seu porto final da humana senda, 
Talvez feliz no selo d'esse Nada 
Que a moderim sciencia nao desveMa., 



128 ALMANACH DB PERNAMBUCO 

^Regulador da Marinha 

Inscrevam-se nos clubs de joias, relogios ou qual- 
quer outro artigo. 



tHARADAS 219 a 221 

3 — 3 Do ceo a (iescrip^ao compete a astronomia. 

3 — 2 Peste e doen<;a epidemica. 

2 — 3 E' simples a descripvao da sciencia. 

t* JOAO MOTTA FlI„HO. 



Impaciencia 



Horas de ausencia e horas de saudade, 
horas longas, interminas, sombrias, 
voae breves e rapidas, e os di as 
voem tambem na sua immensidade. 

Corre, 6 tempo, mais c£lere... Quem hade 
pensar que tanto para mim te amplias ! 
Estas horas tam cheias de agonias 
meco-as todas com a febre da anciedade. 

Mas, nao ! nao fujas tam veloz ! Teu passo 
modera, e deixa que, a pairar no espaco, 
voem meus sonhos pelo azul dispersos. 

Deixa engolfar-me neste amor supremo 
emquanto que d' ausencia a angustia eu gemo 
nas maguadas endechas de meus versos. 

Rio Grande do Sul. 

Patjw) Peres. 



CIIARAD4S 222 e 223 

3—1 Uma planta de Marselha embrulhada. 

2 — \ PASTOU T>K Gr^MA PEIX». 



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JUlercado da Estaneia 



(UERBY) 



Na fre^uezia da Graca, no sitio quc ontr'ora 
occupara a extincta soeiedade hyppica— D&by 
( 7u6 % acha-se collocado o bellissimo Mercadc da 
Estaneia ou Coeiho Cintra % mais conhecido da 
populac/to do Recife sob a denominacao de Mer- 
cado do Derby. 

Km 1H ( )8, sen do Prefeito do Municipio o 
Dr. Jose Cupertmo Coeiho Cintra, firmou este 
com o cidadao Dclmiro da Cruz Gouveia, u m 
contraeto para a realisacao de tam ucil melho- 
ramento, median t e o privilejafio, com a isencao de 
impostos m uni c i paes, do cessionario explora-lo 
d urati t e 25 annos, fmdos os <juae& passaria ao 
Municipio. Ao presente cssc mercado e pro- 
priedade d e diversos Bancos da praca do Re- 
cife. 

Nesse m e s m o anno foi inieiada a con^tru- 
ccao, inaiigurando-He al, 1 scccTio do mercado 
cm 13 de Maio dc 18 1 ) 1 ), e todo elle entregue ao 
servico e m 7 d e Sctcmbro do mesmo anno. A 
inaujruracao official, porem, somente deti-se em 
5 de Fevereiro d e lyOO, 



130 ALMANACH D E FERNAMBUCO 

E* um elegante edilicio e, actualmente no 
genero, o paiz nfio possue outro melhor nem 
egual. 

A sua arca d e cstcnsao mcde 12*> metros 
de fachada por 2S de largura. E* composto d e 
dous cor pos principaes coffl pavilhdes nas ex- 
tremidades, possuindo todo o edilicio 18 portGes 
e 112 janellas de venezianas. 

N o centro do mereado ainda ergue-se outro 
pavilhao superior e m que funcciona a direccfin 
e do qual se. observa todo o movimento. 

As cobertas lateraes dos dous corpos prin- 
cipaes do edilicio sfio suspensas por 4 Unhas 
a 16 columnas d e ferro, e a coberta central, 
elevada e suspensa sobre tesouras, e cireu- 
lada por ventiladores <jue rcnovam o ar e dao 
luz a parte i n terna. 

O mereado, dividido em muitas seccues des- 
tiuadas aos diversos fins da sua natureza, con- 
tem 264 compartimentos com bakoes de pedra 
marmorc, dispostos e m formri d e tres ruas pa- 
rallelas, 

Chafarizes e torneiras d'agua, profusamente 
distribitidas por todo o edificio, com u m per- 
feito systema d e es^oto» entretSm alli o maior 
asseio possivel. 

Em frente a fachada principal ha uma area 
ajar d i nada, c todo o pateo, ijiie fica n a parte 
leste do cxterior do estabelecimento, e apro- 
veitado por u m velodrAmo, cuja extensao de 
area e de 400 metros. 

Nas proximidades tambem torna-se dig^no 
de nota uma Iuxuosa hospedaria e urn vasto 
edificio destinado a varios jo^os, cafe e 
ij mentor, 



" 



AI,MANACH DE PERNAMBUCO 131 



O mercado e dependencias conservatn-se 
abertos a noute e sao illuminados a luz elect^ica. 

Uma linha de bond com a indica^ao do es- 
tabelecimento faz ahi seu ponto de parada. 

Eis assim, em pallidos tra^os, adescrip^ao 
do Mercado da Estancia ou Coelho Cintra. 

Skbastiao dk Vasconcellos Galvao. 



CHARADAS-EH1 TER\0 E NOVISSI1WA 
224 e 225 

Vas il I ia, tumor e areo 
Constituem as palavras 
D'este terno endiabrado 
Que e certo, nao escalavras. 

2 — 1 JOSE DE MOURA PALMEIRA. 

As bicycletes C L, E V EL, AND sfto as rainhas 
das estrada§ e pistas : Vende-se no . ... 



CHARADAS 226 a 229 

Ao illustre Dr. Julio Pires 

3 — 2 Nessa ilha encontrou-se um vaso contendo um corpo 

pulverulento. 
2 — 2 Num periodo do livro trata-se de um instrumerito 

interessante. 

1 — 1 A's margens d'um rio d'Aoia nasce esta arvore. 

2 — 2 A senhora d'um pintor prepara um guisado muito 

saboroso. 



Jos£ R. t>os> &3&y&. 



;**?! 
^ 



132 ALMANACBC DB PEKNAMBtJCO 



JTvctnte, palacios ! 

(No album da graciosa e talentosissima atriz hcspanhola 
Candi d a Palacios) 

Cantanrio c rindo ao som do palmas calorosas 
Levas tu a existencia, oh ! Candida ; e sorrindo 
Do Pantheon da Gloria a escada vaes subindo 
E toda subiras, pisando sempre em rosas... 

Sao premio do talento as ovacoes pomposas... 
E, por isso recebes tu (de quem te ouvindo 
Cantar, e te contempla em scena seduzindo, 
Extasiado fica,) acclamacoes ruidosas ! 

Espalha a tua luz, estrella fulgurante ! 

Vae ao ninho dos cysnes — ao paiz de Dante — 

O teu nome gravar de todos n a memori a, 

Que o mundo inteiro a, ti mil ovacoes rendendo, 
Dira mais tarde a Hespanha, de prazer tremendo : 
— Palacios j a cheg-ou ao Pantheon d a Gloria ! 

Limoeiro — Pernambuco. 

ISAAC CERQUINHO. 



LOGOGRIPlfO 230 

Offerecido a Jocarmo, chcfc do Club « Punhaes de Aco» 

Na loura Germauia. creia qutj oxiste 6, 1,5, 7 
D'um lago «'i heira, beli o vegetal 3, 2, 6, 5, 5, 7 
Que onrerra eni scus fnictos vimkmio mui forte 
Que ao |K'ixe pode dar morti 1 fatal 2, tt, 7 

K a^ura aijui hei de batcr-lln' palmas i, 2, 3, \ 
Si a planta qiu? conlrm a solurao 
Kncoutrar ct»m muila perieia e ircilo, 
Jocanno illustre, illustre canipeiio. 

Lauro 







Illusoes desfeitas 






Regressam alegres e rnidosas as bdas an- 
dorinhas, <juc tinliam bati do as azas, \ogo ao 
cahir das chtivas preonrsoras do inverno crea- 
dor d e abu n dan tes messes. 

K nessa manha festival, em que as viajart- 
tcs a n dor i n has ehegam d e lo'nge, chilreando 
amores pelo torrao natal, o cspago tcm perfu- 
mes embriagantes, que se evolara das fl6res 
olorosas, diasemi n adas pelos montes, cam pin as 
e valles, o ceo e de um azul purissimo e o mar, 
calmo e magestoso, desfere as suas mais ado- 
raveis estrophes. 

Tudo e uni hymno d e amor e lu z, 

Somente e u si n t o que o sol fetuindantc vae 
do nascente ao oeeaso, e m chlamyde de pur- 
pura e ouro, sem que seja-me dado fruir as 
deliciosas emo^aes que a nova esta^ao produz 
aos outros mortaes. 

Regressam alegres, rujdoaas, as boas ando- 
rhihas. 

Tudo ful^e, sorri c canta para recebe-las* 

MinValma somente i*eme e soluea, recal* 
cada nos gelos das illusoes desfeitas. 

Spencer Netto. 




i 



POPULARES 

A fuiite iiit ruelia ilura GoUa ii goita iiunca peilra 

Tante £ez que emdro rompeu ; A agua por tiru penetrtiu i 

Isste amor... nur atroz deadita i Nesse t e u selu nziiladu 

N au sei como Ls to j i H* C e u . <J .uem v>o v !W;fts« \\a\i\\ws^l 



134 



ALMANACH DK PKRNAMBUCO 



PERGITMTA EN1GMATTCA E CHARABA 

3 — (jual c a inulher tjue e uina especie do niftitdioc* ? 
2 — 1 Jos£ do Rbgo Rio. 



Uma flor 



(A r tfw album) 

Poeta, as brancas folhas de teu album 

Sao risonhos canteiros 
Unde brUhatn somente lindas roaas, 
Dh alias mimosa&, lyrios feitieeiros. 

E ao jardim obscuro da minh'alma 

Vens pedir uma fl6r, 
yue entre as irmaes tam frescas e tam belia i 
VI ornar a teu Hvro encantador ? 




Pois nao v§s que s<5 tem a pobresinha 

Umas tristes saudadesi 
E uutras florinhas timidas, modestas, 
Batidas por sombrias tempestades ?«». 

yueres ainda assim ? Entao perdoa, 

Bcni vfia tanta pobreza . . . 
Escolhi para dar-te uma florinha 
Oue nao tem graga, aroma nem belle^a. 

Delzo meio escondida pel a sombra 

Da rosa purpurina 
Nas folhas de teu livro — esse jardim — 
Uma singela e candida bon i n a. 



15— Fevereiro— 1889, 



D. A N N A KlBElKO* 



ALMANACH DK PKRNAMBUCO 135 

ENIGUIA 333 

A o Dr. M ari o Frcire 

A's direitas, la na Asia 
Teras um rio, doutor, 
A's avessas, de mulher 
Tens um nome seductor. 

Cascatinha — Petropolis. Est. do Rio. 

Thiago Nogueira. 



QUADRA FOFULAR 

Cantam a» vag-as na praia 
Canta a sereia no mar, 
Mas no meu triste desterro 
Eu j a nao sei mais c antar. 



LOGOORIPHO 334 

Subo ate Venus e Marte 7, 5, 8, 9 
E aos mais remotos planetas 5, 8, 6, 9 
Y£s-me branco em toda a parte 3, 2, 4, 9 , 
Armado estou, nao te mettas ! 1, 2, 6, 5 

Travo a lucta, lanco o disco, 
Tenho, no pareo, a victoria ; 
Si ao pugilato me arrisco 
Subo, aos saltos, para a gloria. 

CAgADOR Indiano. 



A vida, segundo um proverbio arabe, se compd€ de 
duas partes : o passacjo — um sonho ; e o porvir — um^ 



esperancpa, 



-i> 



136 AlfMA^NAC^H DE PERNAMBUCO 

CHARVDAS 235 a 238 

A 9 minhairma Mocinha Gondim 

3 — 1 Sem mistura e doce o vinho. 

2 — 2 creador discursa n o arraial. 

2 — 1 Tributo aqui este guisado. 

2—2 Contra a vontade do animal, liga. 

Sobral — Ceara. Bii,a. 



Si quereis possuir o melhor relogio, comprai um 
chronoinetro PARAGON. 

^Regutador da Marinha 



< HARA D AS EM QlJADRO POR LETTRAS 
E \OVISSIUIA 239 e 240 

Um prior e de mosteiro 
Natural d'esta cidade, 
Como pastor existio 
Numa provincia. E' verdade ! 

2—1 Aurora do Carmo K i >. 



mmmm 

Jjt tela do horizonte se marcheta 

2>e o p ala s e crysolithos fugaces. 

6 o sol -- do u rada lu z por sobre as /aces 

3>as gemmas do crepusculo — projecta. 

jCapidario amantissimo, /aceta 
3>uros rubis e p6rp}\yros te/jaces. 
Jfem receia da morte os acinaces 
C gerjio sem rival do grande est/jeta. 

6 rjuma, noutra e noutra elle scintilla, 
€ cinzela e desbasta e reburila. . . 
Sem fazer caso do immimerjte agouro : 

JCento, o crepeda' neiite se desprega... 
£ o morfo para o tumulo carrega 
Jfa purpura do manto o seu thesouro. 

Car/os Porto Carreiro y 



€ngenhos k pernambuco 

(Contirjuacao) 

PAU D'ALHO 

Agua-fria — Antonio Luiz da Silva. 

Arara — Coronel Francisco Vidal Aranha Montenegro. 

Aurora — Francisco Carneiro da Silva. 

Aldeia— Dr. Joaquim Correia de Oliveira Andrade. 

Aguiar — Coronel Francisco Vidal Aranha Montenegro. 

Apua — Claudino Vieira de Mello, rendeiro. 

Alegria— Jose Barbosa da Motta Silveira. 

Belem-— Herdeiros de Paulino Soares de Albuquerque. 

Bom-Successo — Joaquim Candido Carneiro da Silva. 

Barrocas — Joao Capitulino de Queiroz. 

Bello-Monte— Joao Olegario Carneiro de Araujo. 

Bella-Vista— Jose Francisco de Arruda. 

Barra — Jose Manoel Correia de Barros. 

Caraubas— Herdeiros de Dr. Joao Marques Bacalhao. 

Cursahy— SebastiSo Antonio do Rego Cavalcante. 

Camilla — Joaquim Candido Carneiro da Silva. 

Oajueiro de Baixo — Jose Carneiro da Silva Beltrao. 

Caja— Joao Correia de Araujo Vasconcellos. 

Carrapatos — Sotero Marques de Araujo Pinheiro. 

Condado — Julio Emilio de Carvalho. 

Conceicao — Herdeiros de Jose Maria dos Santos Cavalcante. 

Cavalcante— D. Anna Maria de Mello Cavalcante. 

Cumbe— Luiz Antonio de Albuquerque. 

Carpina— Manoel Moreira de Araujo. 

Cipo — Juvencio da Motta Silveira, rendeiro. 

Desterro— Coronel Francisco Vidal Aranha Montenegro. 

Eixo— Alfredo Cavalcante de Albuquerque. 

Eixinho — Jose Carneiro de Andrade Lima. 

Fortaleza— ChristovSo de Hollanda Cavalcante de Albuquerque. 

Itaborahy— Manoel Thomaz de Albuquerque Maranhao. 

Itanhenga— Antonio Xavier Carneiro Campello. 

ftanhenguinha— Joaquim Correia de Araujo Yascpncellos. 

A, 



AI,MAtfACH DE PERNAMBTJCO 



Jardim— Leopoldino Aureliano Marques Eacaihio. 

Junco— Jose Elysio Cavalcante d e Aibuquerque . 

Lavagem — Jose Francisco Pinheiro Ramos. 

Lages— Jose Silvino de Albuquerque Maranhfio, 

Lucal— Joao Francisco Carneiro d a Silva. 

Livramento— Joaqmm Cavalcante de Albuquerque. 

Mussurepe — Antonio Luiz da SiJva, rendciro. 

Malemba — Herdeiros de Carlos Jose Gomes de OUveira. 

Macacos— Diogo Soarcs Carneiro d e Albuquerque. 

Novo — Christovao de HoIJanda Bi&en*a Cavalcanti, 

Oral— D. Maria Joaqnina Bizerra do Rego, 

Olho d'Agua — Julio Emilio de Carv&Iho, 

Pindoba— Jose Lino Mirques Baealhao. 

Pindcbinha — Coronel Francisco Vidal Aranha Montenegro. 

Pindobal— Pedro Clemente Pessoa d e MeMo. 

Pitribu — Joao Cavalcante de A1buquerque. 

Fao-a-pique— Jose Nico demo s Correia de Albuquerquo. 

Pai m eira I— Coronel Francisco Correia de Atbuquerque, 

Palacete — Jose Germano d e Albuquerque Pinto» 

Ramos — Herdeiros d e Urban o Jose d e MeUo. 

Recreio— Fernando Antonio Vieira d e Mello. 

SanfAnna — Jose Franco Vieira d e Mello. 

S. Bernardo— Herdeiros d e Vicetite Antonio Novellino, 

Souto-Maior— Sotero Marques d e Araujo Pinhelro* 

Santo Antonio — Dr. Pedro Velho do Rego Mello. 

VidracSo — Manoel Barboza Gamello. 

Vira^ao — Paulo Gomes de Araujo. 

Vaiha-me Deus— D. Maria Casimira de Albuquerque. 

Varzea-Grandc— Pedro CJcmente Pessoa de Mello, 



PALMARES 



Aguas-Finas — Vicente Ferrer d e Gouveia. 
Aimirante — Rodolpho Pio da Sllva Valenca. 
Aiegria de Una — Estevao de Carvalho. 
Alexandria— Joao Lustoza da Cunba Pedrosa. 
Aguas Bellas— Jose Lustoza da Cunha Pedrosa. 
Barra Nova— Luis Jose de Franca. 
Barra do Dta— Juaquim Monteiro d a Caiz, 
^alsamo — Mendo Sampaio. 
B 






Belia -Vista —Usi n a Catende, 

Be H a - Aurora- -Idem. 

Bertim— Carlos Leonid as do Rego Barros, 

Belia - Rosa— Usi na Cate n de . 

Bom Logar — Goronel Manoel Bellarmino . 

Bom Deatino»— Dr. Jose Zefermo Pereira de Lyra. 

Boa Sorte — Usina Pirangy-Assu, 

Boa-Viata— Julio Mario da Silva Freire, rendeiro. 

Bom Gosto— Dr* Joao d'Oliveira. 

Boi Morto — Lonren^o d e Miranda, rendeiro. 

Burity— Jose Marinho Cavalcante. 

Catuama— Dr« Manoel de Barros Wanderley. 

Gatende — Idem t 

Capim — Leonardo Bezerra Cavalcante, rendeiro. 
Colombo^Dr. Vicente de Pari as Gurj&o, rendeiro. 
Couceiro — Rodolpbo Pro da Silva Valenca, rendeiro. 
Cumaru— Herdeiros d e Antomo Francisco de Mello. 
Cumpaity— Jose Raphael d e Mello. 
Campinas™Joaqutm Ribeiro. 

Ca-me-vou — Leonardo Orlando d e Barros, rendeiro. 
*Estrella do Norte— Capitao Joao Baptista Wanderley. 
Estrella d'Alva — Jose Fernandes Jorge. 
Esp eranya — Clodoaldo de Barros Franco. 
Fertilidade— Herdeiros de Antonio Francisco de Mello . 
Fanai d a Lu z— Cor o n el Joao Coireia Accioly Lins* 
Granito— Usina Pirangy-Assu , 
Guabiraba — Manoel Jeronymo. 
Gamelleirinha^Usina Pirangy-Assu . 
Herval— Capitao Jose Rogoberto d e Barros. 
Humayta— Joao Olympio d a Silva. 
Jardim — Herdeiros de Manoel Teixeira. 
Japaranduba — Pedro Altonso Faranhos Ferreira. 
Jaqueira— Herdeiros de Manoel Feliciano da Rocfm. 
Lage Nova— Jo3o Rodrigues de Miranda. 
Limeira — Eduardo Barbosa, rendeiro. 
Larartgeiras — Joaquim Ribeiro. 
Machado— Lycurgo d e Barros, rendeiro. 
Massaranduba— Herdeiro de Joao Bento d e Gouveia. 
Monte Casero — Joao Silverio, 
Mundo Novo— Francisco Guerra, rendeiro . 




ALMANACH t>B *KRttAMBtJCO 



Mondego — Joao Themudo Lessa. 
Nicteroy — Dr. Laurindo Feijo de Mello. 
Nova Vida— Affonso Augusto da Silva Freire, rendeiro. 
Oceano— Dr. Leopoldo Marinho de Paula Lins. 
Ousadia — Dr. Jo2o Pacheco de Queiroga. 
Pau d'Oleo — Idem. 

Penderaca — Wenceslao Pereira e Laurindo Coelho. 
Parana— Jofio Cavalcante d'Albuquerque . 
Pindoba — Mathias de Senna e Silva, rendeiro. 
Pirangy-assii (Usina) Dr. Joaquim Jose Coimbra. 
P090 — Dr. Jose de Castro Paes Barrcto. 
Protec9ao— Usina Pirangy-Assu. 
Pumaty — Dr. Joao de Oliveira. 
Pittoresco — J0S0 Gomes <*e Arruda 
Provisorio — Antonio Dionysio, rendeiro. 
Prata— Herdeiros de Manoel Fcliciano da Rocha. 
Rebingudo — Coronel Sebastiao Alves e filho. 
Riachuelo — Dr. Joao Arruda. 
Riachao — Coronel Carlos da Silva Farias. 
Rochedo — Bellarmino Ramos. 
Recurso — Joao Guilherme. 
Sant'Anna — Manoel Audifax. 
Santa Cruz — Coronel Augusto Freire. 
Santa F e — Coronel JoSo David. 
S. Bento — Gregorio Parente Sa Barreto, rendeiro. 
S. Manoel — Dr. Barreto Sampaio. 
Saudade— Dr. Arthur Eloy de Barros Pimentel. 
Serra — D. Maria Pereira. 
S. Caetano — Joao Correia Accioly Lins. 
S. Felix— Bernardino. 
Sobradinho — Jose M. da Cunha Pedroza. 
Tabayre — Manoel Dias de Amorim Esteves. 
Trombeta— Herdeiros de Aliredo Alves. 
Tuyuty— Mancel Eugenio Wanderley. 
Uuiao— Dr. Joao Arruda. 
Uruguayana — Joao Cavalcante de Albuquerque. 
Uniao— Joao Fernandes Marques Barracao. 
Venus — Coronel Antheogenes Affonso Ferreira. 
Viola— Udelonso de Miranda. 
D 



AtMANACH Dfe PERNAMBltCO 



PANELLAS 

Acampamento — Tenente-coronel Francisco Jose de Lucena. 

Agua-Branca — Jose Baptista d'Oliveira. 

Breginho — Manoel Gomes da Silva. 

Boa- Vista — Joao Francisco Duarte. 

Boa-Vista— D. Thereza E. Ferreira da Cunha. 

Bom Despacho — CapitSo Joao Correia dos Santos. 

Boa Sorte — Joaquim Alves da Silva. 

Boa UniSo— D. Anna Correia dos Santos. 

Barra de Mambuca — Joao E. dos Santos. 

Conceicjlo — N. S. da ConceicSo de Lagoa dos Gatos. 

Dous Bra90s— Coronel Pedro Manoel da AssumpcSo. 

Duas Barras— Joao Caetano Pereira da PaixSo. 

Dous Bracos— - Coronel Joaquim A. Correia de Vasconcellos. 

Dous IrmSos — Jose Francisco da Silva. 

Folguedo do Mei — Jose Alves d a Silva. 

Fragoso-— CapitSo Jose Correia dos Santos. 

Gravata de Lage — Joao Agostinho Regis. 

Gatos — Severino Ferreira da Silva. 

Gatos — Francisco Apollonio d'Assis Pereira 

Gravata — Joaquim Alves da Silva Fernandes. 

Jardim — Aprigio Ramos de Vasconcellos. 

Mundo Novo— Joao Pedro de Souza. 

Mao Direita — Jose Simoes Duarte. 

Purao — Manoel Soares Mandu. 

Pedra de Fogo — Coronel Pedro Manoel da AssumpcSo. 

Peripery — CapitSo Antonio Francisco da Silva Vieira Junior. 

Patameiro — Manoel Cordeiro da Silva. 

Pedra d'Anta — D. Thereza E. Ferreira da Cunha. 

Riacho do Meio — Severino Marques dos Santos. 

Roncador — Francisco Antonio de Gouveia. 

Riachao — JoSo Severino de Siqueira. 

Recreio — CapitSo Jose Soares da Silva Lyra. 

Riachfio — D. Maria Joaquina de Souza Gomes. 

Roncador — Francisco Xavier NapoleSo. 

Riachao — Francisco Cordeiro da Fonseca. 

Roncador— Tenente-Coronel Francisco Jose de Lucena. 

S. Jose — Jo&o Alexandre de Azevedo. 

S. Joao— CapitSo Marcolino C. d'Oliveira. 



Santa Cruz — Jose Gomes da Silva. 

S, Jo3o-Joaquim Alves da Silva Fernandes, 

S, Jose— Bellarmino Francisco Velloso. 

Taboleiro — Jose Dionysio de Souza. 

Timbii — Francisco Freire d a Silva. 

Unilo— Alexandre Jose Soares, 

Vanea do Inga — Firmino Alexandrino da Silva. 

SAO LOUREIMQO 

Araujo — Capitao Luiz Eujjenio de Araujo Pinheiro. 
Ag u a- fr ia — Odon Lins dos San tos, rendeiro. 
Aratangi— Rufino Correia d e Mello, 
Belia Rosa— Joaquim Jose de Souza, rendeiro. 
Barra do Guyta — Corooel Jose Manoel Correia d e Barros, 
Cajueiro escuro — Francisco de Barros Silva e Castro. 
Camaragibe — D. Amonia Lins Correia de Araujo. 
Cangaco— Jose Duarte dAlbuquerque Maranhao. 
Capibaribe— Antonio Tavares Gomes de Araujo, 
Caiara — Dr, Cicero d e VaseoncelJos Cesar, rendeiro. 
Camorim — Josti Castor de Alhuquerque Maranha'o, 
Constantino — Dr. Francisco Gomes de Araujo Sobrinho, 
Curupaty — Manoel Lins d e Siqueira Paes 
Collegio— Capitao Joao de Siqueira Paes Lyra T rendeiro. 
CaEhandra — Coramendador M angel Umbeiino Ferreira da Silva. 
Coepe— Dr. Manoel Momes de Albuquerque, 
Coneordia— Tenente-coronel Braz Carneiro de Albuquerque. 
Co vas — Capitao Jose Gemeniano de Araujo Pinheiro, 
For^a do Destjno— Gornmendador Albino da Silva Leai. 
General — Major Brauliano C. Pessoa de Mcllo» 
Guablraba— YerisMmo Ferreira d a Costa. 
Maciape— Dr. Pedro Celso Uchoa Cavalcante. 
Muribara — D. Deolinda C. Carneiro da Cunha. 
Mamucaia — Capitao Joao de Hollanda do Rego Barros, 
Martinica— Dr, Joio Augusto d' A. Maranhao, rendeiro, 
N. S, da Victoria — Olegario Saraiva de Carvalbo Neiva. 
Novo — Capitao H. Carneiro d e Moracs, 
Oiteiro d e Pedra— Francisco Martins Correia d e Barros. 
Pitangueira— Sebastiao do Rego Barros Barretto. 
Penedo de Cima— Dr, Francisco Gomes de Araujo Sobrinho 
F 






Penedo de Bafaco— Dr, Francisco de Paula Correia de Araujo. 

Pichao— Capitlo Joao de S iq netra Paes Lyra, rendeiro, 

Pocinho — Tenente -coronel Adolpho Moraes d e A, Maranhao, 

Poco — Dr, Joao Cabral de Mello, rendeiro. 

Poco Sagrado — Dr. Manoel X Carneiro Pessoa, rendeiro, 

Po^o d'Antas— Major Francisco de Azevedo Araujo Pinheiro. 

Queira Deus— Coronel Manoel U* Ferreira da Silva* 

Quizanga— Dr. Arthur de Barros Falcao de Lacerda. 

Rudisio — CapMo Jose Moreira d e Barros e Silva, 

Refresco — Tenente-coronel Braz Carneiro de Albucmerque, 

Santo Antonio— Major Diogo X. Carneiro d a Cunhs, 

S. Bento — Luiz de Franca C. da Cunha. 

S, Cruz— Dr. Manoel Cabral de Mello. 

Sitio— D. Senhorinha Cesar Goutmho, rendeira. 

S» Rosa— Capiiao Austregesilo Leao da Costa. 

S. Jose— Capitto Justino E. de A, Neves« 

S, Jofio— Manoel Heraclito d'A!buqUerque* 

S. Kita — Odon Lins dos Santo s, rendeiro. 

Timby — Dr, Francisco de Paula Correia de Araujo. 

Tiuma — Brauliano C. Pes>soa de Mello, 

Tabocas— Capitao Francisco Antonio Cabral de Mello, 

Tapacura — Commendador Manoel Umbelino Ferreira d a Silva. 

Una — Coronol Jeronymo de Albuquerque Maranhao» 

Utinga — Francisco Tertuliano d e Gliveira. 

Vclho— Jose Correia de A. Pinta. 

Vcneza — Jose Eleodoro d a Costa» 

RIO FORMOSO 

Areial — Francisco Cavalcante d c A. Mello. 
Angjcos — Tene n te- coronel Pedro d a Rocha Wanderley* 
Aldeia — Dr. Joaquim Jose da Silva Santiago e outros, 
Admiracao — Silvino Alexandrmo da Costa Lins. 
Brejo — Coronel Thomaz de CaldasLins. 
Bathe— Capitao Antonio Annes Teiseira. 
Barrtirinhas — Antonio Annunciado de Brito B as tos. 
Bom-Jardim— Jose Francisco Martins de Miranda, 
Bom Retiro— Joaquim Pacheco Dias Torres e outros . 
Belem— Jose Francisco Machado 
Caeboeirin h a — Juliao Duboy a , 



Belem— Jc 
Caeboeirin 



^ 



AI,MANACH DE PERNAMBUCO 



Cabussii— MaHiniano Francisco de Gouveia- 
Cama^ary — D. Herroina Joanna A, de Gouveia e outros* 
ConceicSo— Manoel Henrique d a Cunha Rabello 
Cocal — Joaquim Ferrio Castello Branco. 
Colcalsinho — Pedro de Azevedo e Silva, rendeiro* 
Canoa Grande — Tenente coronel Fabriclo Cardoso. 
Coqueiro — Viuva de Francisco Gavalcante d*A]buquerque, 
Distillacao — Clementino Francisco das Virgens. 
Estrella— Idem, 

Espirito-Santo — Tenente-coroncl Felippe Benicio Alves Ferreira, 
Floresta— Herdeiros do Dr. Caetano Santiago. 
Gamelleira— Tenente coronel F. Ferreira d'AIbuquerque e outros, 
Goicanna— Felinto de Barros Accioiy e irmaos. 
Gurjaii— Antonio Lourenco d'Almeida Martins, e outros* 
Horisonte — Francisco Victor Pereira de Carvalho, 
Independente — D, Luiza de Franca Lins. 
Ilbetas — Capitlo Feliciano do R. C. Albuquerque. 
Jundia de Cima- -Tenente coronel Pedro da Rocha Wanderley. 
Jundia de 3aixo — Capitao Antonio de Pinto Bnrba. 
LimSo Doce — Juviniano Irmeu Paes Barretto. 
Li m eira— Herdeiros d e Leandro Cavalcante da S. Guimarftes, 
Mascate — Wanderley Bastos c outros» 
Mascatinho — Manoel M* do H ego Barros e irmaos, 
Mamucabas — Herdeiros do Dr. Manoel L* Paes Barretto. 
Mundo Novo— Capitfio Francisco da Rocba Wanderley. 
Maragy — Major Prisciano de Barros Wanderley. 
Matto Grosso de Cima— Victor Pereira d e Carvalho e outros. 
Minguito — Manoel Machado Toledo e outros, 
Matto Grosso d e Baixo — Viuva d e Francisco d c G. e Soufca* 
Mara vilh a— Pedro Ferreira de Lima Junior e outros* 
Oriente— Dr, Manoel Octaviano Guedes Nogueira. 
Onca Velha— Capitao Rieardo de Oliveira Machado. 
On<;a Branca — Capitao Pacifico Bandeira de Mello, 
Oncinha — Herdeiros de Nuno L. d e Medeiros. 
Pensamento — Jose Mariaono Goncalves Becco. 
Pedra de Siqueira — Herdeiros do Visconde do Rio Formoso. 
Pacavira— Herdeiros de Francisco d e Gouveia e Souza e outros. 
Primavera — D, Luiza de Franca Lins, 
Paraizo — D. Gertrudes A, Uns Wanderley 
Perereca— Dr. Thomaz Caldas Lins e outros» 
// 



ALMANACH DE PERNAMBUCO 



Piabas de Cima — D. Anna Lopes da Fonseca Lima. 

Piabas de Baixo — Major Aquilino Antonio de Moraes. 

S. Jose — Joao Senhorinho da Silva. 

S. Manoel Angelim — Lourenco Correia Tavares. 

S. Francisco — Tenente-coronel Francisco F. de Albuquerque. 

Serra d'Agua — Dr. Francisco Santiago Ramos. 

Saue — Jacintho Paes de Mendonca. 

Sauesinho — Dr. Francisco Romano de Britto Bastos. 

Saltinho— Antonio Ribeiro de Menezes. 

Serradas — Dr. Manoel Bourbon de H. Cavalcante. 

S. Andre — Francisco Martins de Miranda e outros. 

S. Rosa — Antonio Cavalcante Pessoa de Mello. 

S. Cruz — Leal & Irmaos. 

S. Jofio — Major Aquilino Antonio de Moraes. 

Thabor — Major Adolpho Lins Wanderley. 

Vermelho — Silvino Alexandrino da Costa Lins. 

Xangua— Major Joaquim Jose de Moraes e outros. 



serinhAem 



Aratangil — Luiz Francisco de Siqueira Britto. 

Agua Fria— Herdeiros de Manoel Peres Campello J. da Gama. 

Anjo — Companhia Agricola e Mercantil de Pernambuco. 

Burarema — Companhia Gerai de MeJhoramentos de Pernambuco. 

Brilhante — D. Eulalia Wanderley e outros 

Boa- Vista — Herdeiros de Patricio Jose da Costa Lima. 

Bocca da Matta — Manoel do Rego Cavalcante de Albuquerque. 

Buranhaem — Sebastiao Lins Wanderley Chaves. 

Bom Jardim — Manoel Vicente Vieira. 

Cucau— Herdeiros do Dr. Gervasio Goncalves da Silva. 

Cachoeira Velha — Companhia Agricola e M. de Pernambuco. 

Cachoeira Nova — A mesma. 

Camaragibe— Herdeiros de Sebastiao Antonio A. L. Wanderley. 

Carneiro — Joao da Cunha Wanderley. 

Conceicao — Herdeiros de Candido Jose Goncalves da Fonte. 

Canto Escuro — Herdeiros de Severiano de S. Cavalcante. 

Coelhas— Francisco da Rocha Wanderley. 

Camboinha — Vigario Genuino Gomes Pereira. 

Caxito — Sebastiao Nicolau Accioly Lins e outros. 

Curupaty— Herdeiros de Vicente Mendes Wanderley. 

I 



ALMANACH DE PfcRNAMBUCO 



r anoa — Antonio Martiniano Ximendes. 

ftngcnho Novo— Jose Gomes dc Barros e SUva e outros, 

Kreseiras Novas — Francisco Manoel d e Moraes, 

Gindahy — Octaviano Lir s Wanderley Chaves, 

Guarany — Joao Mauricio Wanderley e outros, 

Jerusalem— D. Eutalia I. de Mattos Luna. 

Jaguarao — Hcrdeiros do Dr. Gervasio Goncalves d a Stfva. 

Jardim— Convento do Carmo do Recife. 

Jaciru— Companhia Agiicula c Mercon t i] d e P er n a m b lu, 'u. 

Jaguare — Manoel Cavalcante do Regq Barrct.tr». 

Lage Nova — Octaviano Uns Uandbrley i'haves. 

Machado— Convento do Carrno do Recife. 

Mariamia — Manoel de Barros Wanderley e outros. 

Muricoca — Joao Manoel LeMo e outros, 

Piabas — Goncalo C. d'Albuquerque Uchoa. 

Portas d'Agua — Herdeiros de Sebastl&o A , A., L. IVanderley 

Porto Alegre — D, Ignaci* Accioly Unti e outros. 

Pontal— Goncalo Cavakante do Rego Barros. 

Pcdra d e Amolar— Joaquim Raphael do Rego Cavakante. 

Palma— Francisco da Rodi a Wanderley. 

Quitinduba— Luiz Cavalcante d'Albuquerque Uchoa* 

Rosario— Sebastia o Liris Wanderley Chaves. 

Recanto— Lelio Carneiro d a Cunha, 

S, Joao— Hcrdeiros d e Joao Bapttsta d a Conceicao. 

S. Agostinho— Manoel Pereira da Fonscca . 

S. Anna de Jaciru. -Manoel Vieini Cavalcanle e outros, 

S. Rita — Manoel Raptista da Conceifyao. 

S, Francisco —Francisco Manoel de Moraes. 

S, Vicente — Bar&O d e Nazareth. 

Serrinha — Joaquim Cordeiro Alvim e outros 

S. Jose— Hcrdeiros de Candido Jose Goncalves Konte. 

S. Domingos — Convento do Carmo do Recife. 

S. Ebas— Albino Josc Goncalves 

S. Anna de P, Branco— Jose Manoel Vlanna Pimentet. 

Supucaia — Feliciano do Rego C. d'Albuquerque. 

S. Braz j — Manoel Bernardo d as Vtrgens. 

Sibiro do Cavalcante— Companhia A. e M. de Pernambuco» 

Trapiche— A mesma. 

Tinoco — Hcrdeiros d e Preeiano de Barros Accioly- 

Taguary — J oa q ui m B aptista d a Con c e i g £o . 

Triumpho— O mesmo. 



Tijiipaba— Herdeiros de Joao Florentijio d e AIbuquerqne , 

Ubaca— Convento do Garmo do Recife. 

Ubaquinha— Herdeiros de Sebastiao A, A, Lins WaTiderley. 



TIMBAUBA 



Aguazul— Capit&o Puscoai Pereira de Andrade. 

Acude Novo — Capitao Pedro d a Cunha Cavalcante. 

Alagoa Danta — Coronel Francisco Cabral de M. Cavalcante. 

Aninga — Capit a' o Jose Felippe Xavier Cuerni. 

Bonito — Major Joao do Rego Cavalcante* 

Balanc^o — Tenente-coronel Luiz Ignacio de Andrade Lima* 

Boa Vista — Capitao Francisco de Moraes Vasconcelms. 

Canna Brava— Tenente-coronel Antonio Jorge Gornes Guena 

Capibaribe— Sebastiao Jose de Mendonca, 

Capibaribe de Baixo —Capitao Nestor G* de Moura, rendeiro . 

Caja — Antonio Alves d e Araujo Kego, rendeiro* 

Conecicao — Coronel Manoel Caetano Pereira de QueirO£ . 

Carnauba — Lui2 Pereira de Albuqnerque Campos h 

Goiteis™ Capitao Antonio Xavier de Andrade. 

Campo Alegre — Francisco Xavier de Andrade. 

Canudos — Joaquim Porphirio Gomes de Andrade, 

f Umbe — Capitao Jose Ignacio Camello Pessoa, 

Cumbe de !laixo— Viriati * Centil Pereira da Silva. 

Cannabravinha — Antonio Xavier d e Moraes Coutinho. 

Cannabrava — Capitao Antonio Correia de Araujo Lima, 

Dvtigencia — D» Manuela de Hollanda Cavalcante. 

Folguedo — Jose Antonio Ga} r ao. 

Genipapo — Capitao Bellarmino Pereira de Ajbuquerque. 

Goes — Joao Joaqtrim da Silva B orba. 

Gamelleira— Francisco Pereira Negromonte . 

Gjto— Jose Francisco d e Oliveira Gito. 

Horacio — Antonio Xavier de Andrade Filho. 

Jussara — Major Joaqgim Gomes Xavier de Andrade. 

Juliao — AfTonso de Afbuquerque Mello. 

Jussarinha — D. Maria Xavier d e Andrade Vl^ooncelloa , 

Jacare — Capitao Jose [gnacio Camello Pessoa, 

Lagoa do Meio— Joao Joaquim da Silva Borba. 

Lagoa de Mattos— Jose Goncalves Carneiro. 



ALMANACH DE PBRNAMBUCO 



Lages — Jose Ignacio Pessoa de Araujo. 

Lim&o — Jose Francisco Alves de Vasconcellos. 

Monte Alegre — Tenente Feliciano G. de A. Pereira, rendeiro. 

Monte Novo — Tenente-coronel Norberto P. de Lyra Andrade* 

Macapa — Joato Francisco de Mello Cavalcante. 

Macapasinho — Capitao Antonio Gomes P. de Andrade, rendeiro. 

Massaranduba— Tenente-coronel Raphael N. Camello Pessoa. 

Macambira — Tenente Jose Ignacio Xavier de Andrade. 

Nova Cintra — Ernesto Anselmo Pereira de Lucena. 

Olho d'Agua Duro — Honorato Vieira de Mello. 

Oito Porcos — Joao Elias Vaz Curado. 

Palmeira — Joaquim Pereira de Lyra. 

Palma — Manoel Gomes de Andrade Cunha. 

Pindobinha — Capitao Francisco Camello Pessoa. 

Pindoba — Coronel Jose Francisco de Moracs Vasconcellos. 

Pindoba de Baixo— Dr. Pedro da Cunha Pedroza. 

Palma — Capitao Urbano da Silva Pereira de Andrade. 

Paquivira — Tenente-coronel Jose Borba. 

Pimentas — Tenente Leopoldino G. d e A. Pereira, rendeiro. 

Pureza — Capitao Jose Velloso Frcire de Mendonca. 

Pedreiras — Antonio Jacintho do Medeiros Galvao. 

Quandus — Manoel Cardoso Guimaraes Borba. 

Recanto — Tenente Pompeu da Cunha Pedroza. 

Recanto — Luduvico Francisco Rodrigues, rendeiro. 

Recreio — Vicente de Paula Rodrigues. 

Rincao— Jose Tavares Pereira de Araujo. 

Sociedade — Jose Porphirio Gomes de Andrade. 

Santa Thereza — Manoel do Rego C de Albuquerque, rendeiro. 

Sipo Branco — Tenente-coronel J. d'Albuquerque A. Lima 

Tanque de Flores— MajcrJVlanoel C. de Mello Cavalcante. 

Tres Pocos — Major Jose Gomes da Cunha. 

Tres Pocinhos — Capitao Francisco Gomes da Cunha. 

Trincheiras — Augusto Anselmo Pereira de Lucena. 

Triumpho — Major Alexandre Vaz da Silva. 

Tras os Montes— Dr. Domingos de Abreu e Vasconcellos. 

Xixa — CapitSo Jose Gomes da Cunha. 

Zabele — Antonio Correia, rendeiro. 

V1CTORIA 

Comprida — Coronel Numeriano Barbosa da Silva. 



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Anavaes — Antonio Bezerra. 

A9ude Grande — Dr. Manoel de Barros Bezerra Cavalcante. 

Amparo — D. Francisca Maria da Purificacao. 

Arandu de Cima— Joao Custodio de Barros Cavalcante. 

Arandu de Baixo — Alfredo Machado da Cunha Cavalcante. 

Boa-Vista — Felix Camara Pimentel. 

Bento Velho— Dr. Benigno Marinho Lins Sucupira. 

Boa-Sorte — Commendador Antonio Valentim da Silva Barroca. 

Beija-Flor — D. Maria Francisca do Espirito Santo. 

Boa-Vista — Epaminondas Barretto . 

Braco — Jose.de Barros Monteiro. 

Bocca da Matta — Marcionillo Alves de Macedo. 

Braganca — Pedro Marinho Falcao. 

Boeiro— Capitao Manoel Gomes d'Assumpcao. 

Barra — Viuva e herdeiros do Capitao Joaquim J. A. dos Prazeres. 

•Barra de Sant'Anna — Tenente-coronel Jose X. C. Wanderley. 

Carice — Tenente Jose do Rego Dantas Coutinho. 

Cacimbas — Capitao Manoel Joaquim da Silva Cavalcante. 

Cachoeiras — Jose Joaquim Jorge. 

Condado — D. Maria de Queiroz e Mello. 

Canha — Tenente-coronel Christovao Alvares dos Prazeres. 

Coeira — Coronel Pedro Secundino Barbosa da Silva. 

Collinas— Dr. Luiz Beltrao de Andrade Lima. 

Coeirinha — Dr. Ageo Velloso Freire. 

Cachoeirinha— Coronel Manoel Cavalcante de Albuquerque. 

Campo Alegre (Sul) — Major Antonio de Sa C. Lins. 

Campo Alegre (Norte) — Capitao Tertuliano Carneiro da Cunha. 

Coqueiro — Capitao Antonio Dionizio de Barros Cavalcante. 

Espirito- Santo — Jose Praxedes Xavier de Lima. 

Gamelleira — Tenente Jose Francisco Pedrozo de Carvalho. 

Guarany — Herdeiros de Francisco Rufino. 

Genipapo — CapitSo Jose Calazans de Freitas Lins. 

Galilea — Dr. Francisco da Cunha Beltrao. 

Jundiasinho— Major Joaquim Pessoa Cezar da Cunha. 

Jundia-Assu — Joao de Arruda Camara. 

Jaboat&osinho— Pedro Nolasco de Moura. 

Laranjeirinha — Jose Gomes do Rego. 

Livramento — Joao Teixeira Duro de Oliveira. 

Matapiruma de cima — Herdeiros de Francisco C. Falcao. 

Mal m'Ajuda— Jose Calebre. 

Mocoto — Joao Cavalcante de Araujo. 



Mello— Joaqmm Cavalcante de Albuquerque , 

Marapicu— Jose Jeronymo Cavalcante de Albuquerque ♦ 

Minhoca— Herdciros do Coronel Joao Correia de Q. Monteiro, 

N&tuba — Francisco Cabu* 

OiU'irao — Dr, Miguel Felippe de Souza, Leao, 

Pombal— Coronel Hisbelto Florentirto Barboza da r Siilja 

Pao Santo — Antonio Cavalcante de Albuquerque. 

Paccas— Emesto Carneiro Rodrigircs Campelto. 

Piabas— Capitao Antonio Franco. 

Pirapama — Major Joao Cleophas de Lemos Vasconcellos . 

Pagao — JoILo Moreira da Costa, 

Pedreiras — Capitao Jose Calazans d e Freitas Lin&. 

Pao-Ferro — Dr. Paulo de Oliveira, 

Precioso — Manocl Antonio Cabral. 

Prazeres— Joaquim Alvares dos Frazeres. 

ijueimadas— Tenente-coronel Daniel Moreira da Costa, 

Quandus— Joaquim Gomes do Rejro. 

Ribeirao — Jovejino Tolentino de hreitas. 

Rmehao— Joaquim Teixeira Duro de Oliveira, 

Ronda -r Major Manoel da Camara PimenteL 

S£o Joao— Jose Vtctorino d e Freitas, 

Serra— Dr. Manoe] de Barros Bezerra Cavalcante. 

Santn Antao— Floriano do Paaso. 

Soledade— Ladislau Gomes do Rego. 

Serra Grande— G mesmo. 

Sao Francisco — Coronel Joao de Sa Cavalcante Lin«* 

Sio Caetano — Antonio Cavalcante de Araujo, 

Triumpho — Joaquim Pereira d e Souza Barros. 

Taquary — D. Futhalia de Hollanda Cavalcante. 

Tabocas — Antonio Marques de Souza. 

Tamata-Mirim — Capitao Antonio D. de Barros Cavalcante. 

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Varzea Grande (Sul) — Jose d e Barros Monteiro* 

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