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Full text of "A obra monumental de Luiz de Camões: estudos bibliographicos"

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JWms, 

klTit tClINTIA VtAlfAr 

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lím^fVíf 

AtTlt tClINTIA VBBIYA*; 




r 



A OBRA 



.UIZ DE GAMÕES 



PEDRO WENCKSLAU DE RRTTO ARANHA 

Antigo joiailiila: da icidsmia Rui dii Scienciai ds Liiboa; 

ào bslituu hiilotic;}. gengiapliicci t eihnograplucD da BiaiiJ; ia Instituto de Coimbia; 

e de outiJs corpota^es IJtleraiias e scientiScas lacionau a esitan^eiías 



LISBOA 

NACIONAL 
1886 






•/^; 



Á ACABEllA REAL DAS SCIENCIAS DE LISBOA 



ISSTllíO aiSWCO, GEOGMPEICO I IIliCIlilPBP 00 EMZIL 



Em têiunuiiba da inaii tlsiada cossideiaflo poi leu: ieiu^os ii scieac:it e ii ieiii! 



j 



LUIZ DE CAMÕES 



Para que os coUeccionadores das obras do nosso egrégio poeta 
tivessem, em edição separada, os estudos que deixo no Diccionario 
bibliographico (tomo xiv), fiz, com auctorisação superior, uma tira- 
gem limitada com rosto especial, d'essa parte da obra, de que estou 
encarregado. É a que se comprehende no presente volume. 



É necessário modificar o artigo do Diccionario bibliographico (tomo v, de 
pag. 239 a 277), e deixar aqui os esclarecimentos, aae tenho colligido durante ai- 
gans annos, e que foram successivamente ampliaaos, não só antes das grandes 
feslas commemorativas do tri-centenario do nosso épico immortal,mas durante essa 
notável e brilhantíssima coDjmemoração, e depois até o presente, períodos em que, 
com eíTeíto, appareceram maior numero de coUeccionadores e foram dados ao 
grande poeta as mais levantadas homenagens. 

Alem d'ísso, desejo registar documentos e factos, que se ligam á biographia 
do poeta, que tem sido e continuará a ser, ao que me parece, assumpto para 
coDimentarios diversíssimos, para hypotheses mais ou menos dignas de apreço, e 
para analyses, nem sempre guiadas por luz serena e clara. 

A vida de Luiz de Cam(!les tem muitos passos escuros. O primeiro, que se 
nos ofTcrece, é o da sua naturalidade. Nasceu em Alemquer, como alguns preten- 
diam pela analyse de um soneto? Em Santarém, porque julgam d'ahi oriunda sua 
mSe? Cm Coimbra, onde viviam seu paee parentes d'elle? Ou em Lisboa, onde 
o poeta permaneceu longos annos e aqui veiu a fmar-se? 

Náo é fácil, anesar dos modernos estudos e investigaç(!les, encontrar a solu- 
ção d'esle ponto. Com relação á primeira hypothese, bom é destruir, pela base, 
toda a argumentação que tem apparecido ; e para esse fim basta- me colligir a con- 
trovérsia mui sensata que se deu por occasião da inauguração do monumento 
^ CamGes, em Lisboa, entre o esclarecido poeta sr. Eduardo Augusto Vidal e o 
sr.D. Miguel de Sotto Maior; e cinco annos depois, entre o benemérito auctor 
d'este Dicc.j e o reverendo padre Moura, de Setúbal. 

sr. E. A. Vidal fora, para a mencionada solemnidade, encarregado pela 
direcção do Archivo pittoresco de escrever uma Vida de Camões, e n'este sema- 
nário saiu com effeito inserto de sua penna uma serie de artigos, acerca do as- 
sumpto determinado, no volume x, de pag. 220 a 223, 239 e 240, 25i e 252, 269 



8 



LUIZ 



e 270, 306 a 308 e 324 a 326. Tratando da naturalidade de Loiz de Camões o 
sr. Vidal escreveu : 

• Sem remontarmos ao tronco genealógico do nosso poeta, basta sabermos 
ter sido elle filho de Simão Vaz de Camões e de D. Anna de Sá Macedo, pessoa 
muito illustre da villa de Santarém. O anno de seu nascimento andou por largo 
tempo envolvido em duvidas, até ^e a final parece terem -se ellas removido com 
o assentamento aue Manuel de Fana e Sousa descobriu no registo da casa da ín- 
dia de Lisboa. Ani se diz que, em 1550, Luiz de Camões, escudeiro de vinte e 
cinco annos, se alistara para ir na nau de S, Pedro dos Burgalezes. O anno de 
1525 é,, portanto, o que lóra de duvida se deve marcar como sendo o do nasci- 
mento do poeta. Quanto á terra da sua naturalidade, ainda ao presente continuam 
as incertezas, eu, porém, com os editores da Bibliotheca portugueza, estou que 
o mais claro e irrefragavel documento sobre qual a terra que lhe deu o berço» e 
o que elle próprio nas deixou no soneto C : 

Creou-me Portugal na verde e cbara 
Pátria minha Alemquer . ; . 

« A declaração não sofifre duvida. Creio que o poeta, embora na sua vida não 
tirasse nunca certidão de baptismo, havia de saber ae sciencia certa a terra em que 
fora nascido. N'isto fico mais por elle do que pelo biographo.» 

No mesmo volume, pag. 341 e 342, o sr. D. Miguel de Sotto Maior, refutando 
a opinião do sr. E. A. Vidal, expressa-se d*este modo : 

«A declaração, com effeito, não soiTreria a minima duvida, se n'esle soneto 
C o poeta fallasse da sua própria pessoa. 

« É exactamente, porém, isto o que não acontece. O soneto em questão nSo 
é mais do que uma espécie de pnosopopéa, em que Camões apresentou o soldado 
de Alemquer (provavelmente algum seu amigo e companheiro de armas), narrando 
a sua curta e desditosa vida. 

« O soneto, na sua integra, claramente mostra que n'elle o poeta não fallava 
de si mesmo.» 

Mais adiante escreve : 

« Se querem pedir ao poeta que lhes diga o logar do seu nascimento, elle 
lhes responderá na elegia i, em que se compara ao 

Sulmonense Ovidio desterrado, 
Da sua pátria os olhos apartando. 

« Os biographos de Camões são concordes em que esta elegia foi composta 
andando o poeta desterrado de Lisboa . . . 

« Se portanto o poeta, que, como Ovidio, se vá dos seus penates apartado, é 

Sara Lisboa que dirige todos os seus anceios, porque nos não será licito inferir 
'ahi o ser Lisboa a sua terra natal ? . . . 

«Acresce mais que nenhuma das outras terras que disputam a Lisboa esta 
gloria tem a seu favor tão bons fundamentos. O sabio bispo de Vízeu D. Fran- 
cisco Alexandre Lobo, na sua l)em trabalhada Memoria histórica e critica acerca dê 
Luiz de Camões, depois de expender os motivos em que se funda para suppor o 
poeta filho de Lisboa, acrescenta: « Nem sei na verdade que haja melhor fundamento 
para dizer que Camões era natural de Santarém ou de Coimbra, do que uma con- 
jectura assentada na noticia d'elle residir algum tempo em Coimbra, eser ali mo- 
rador e sepultado seu bisavó : e de ser Anna de Sá e Macedo (sua mãe) de hoa- 



DE CAMÕES . ^ 

radas famílias de Santarém : fundamento evidentemente tSo frágil, que só poderá 
receber alguma consistência da grande escuridade da historia do poeta. 

« Eis o que nos occprre dizer sobre o assumpto do presente artigo. Que as 
três rivaes — Lisl)oa, Coimbra e Santarém — continuam embora a disputar entre 
si o berço do grande poeta; a quarta — Alemquer— , nSo tem de certo direito 
nem fundamento, algum para entrar na liça.» 

Replicando ao sr. Sotto Maior (pag. 374 e 375), o sr. Vidal insistiu na sua 
anterior apreciação por se lhe ter afigurado nâo fora de propósito; mas decla- 
rando aue « estava prompto a rejeitar como falsas as suas probaoilidades », porque 
o que lhe importava era que o poeta fosse porluguez. 



O sr. D. Miguel de Sotto Maior (a pag. 400) agradeceu as explicações, afiQrmando, 
sem oflensa do seu esclarecido contendor, o que desejava averiguar e lhe parecera 

satisfizera a interpretação dada 
acrescenta : 



acertado, « para que alguém não inferisse que o 
pelo sr. Vidal ao soneto C de Camões ». E acresi 



« Declarámos ingenuamente, que essa interpretação nos parece demasiada- 
mente arbitraria para que hajamos de conformar- nos com ella. Continuámos, por- 
tanto, a ver u'aquelle soneto o epitaphio dorido e triste (como devia ser) escripto 
pela mão dé uma amisade sincera sobre a campa immensa do amigo infeliz ...» 

Em 1872 surgiu novamente á tela da discussão este assumpto. O reverendo 
padre Oetano de Moura Palha Salgado perguntou á redacção da Gazeta setuba* 
len$e, se, fundado no soneto C, podia considerar-se Alemquer a pátria de Ca- 
mões. 

Respondeu a redacção (representava- a então na parte histórica e litteraria o 
sr. Manuel Maria Portella) d este modo em o n.<* 162 de 30 de junho :« 

« O soneto, a que aliude o sr. padre Moura, parece em verdade dar motivo 
á SDpposição referida, e tem sido assas commentauo no sentido em que s. s.* o 
tomou, e ainda o tem sido também a estancia lxi do canto m dos Lusíadas, em 
que o famoso épico falia com notável dislincção da villa de Alemquer; mas Fa- 
ria e Sousa, Domingos Fernandes, Manuel Correia e outros biographos de Camões 
asseveram que este nasceu em Lisboa, e da mesma opinião partilha o sr. viscon- 
de de Juromenha, se bem que tal opinião nos não pareça de todo irrefutável, pe- 
los fundamentos em que assenta.» 

Em o n/* 167 da mencionada Gazeta (de 4 de agosto) o reverendo padre 
Moura afiBrma e amplia a sua opinião, e escreve que, « no tocante a maiorias, 

ãue admittem livre discussão, jamais adoptaria o magister dixit; » e em defensa 
a sua critica acrescenta : 

« A base do meu argumento ó o soneto centésimo (da edição de 1772, oíTe- 
recida ao ex."** marquez de Pombal), em que o poeta falia de si ; se fallasse de 
outrem, de certo o manuscripto d'onde elle passou para a imprensa, havia de ter 
forçosamente alguma nota, o contrario não é verosimil. Ck>mo pôde admillir-se 
que um poeta que faz um soneto, em que seguindo, como era tanto do seu costu- 
me, o sentido ligurado, e ás vezes n'um estylo bastante escuro, quer dizer que 
pouco antes de fazer vinte e cinco annos deixou as consolações do lar, da pátria, 
e seus amores, e principiaram os seus trabalhos e desgraças, soilrendo um grande 
contratempo nos mares da Abassía, onde esteve a ponto de servir de pasto aos 
peixes; e os cinco lustros que elle não viu acabados estão em harmonia com o 
oue se diz no documento, por Faria e Sousa, que é a lista dos indivíduos, que em 
1550 iam embar«:ar para a índia, em que se lô o seguinte : Luiz de Camões, filho 



*^ LUIZ 

de Simão Vaz, e Anna de Sá, moradores, em Lisboa, á Mouraria, escudeiro de 
vinte e cinco annos, de barba ruiva : trouxe por fiador a seu pae ; vae na nau de 
S. Pedro dos Burgalezes : e note-se bem que não se diz ^hi que era filho de Lis- 
boa. As saudades que pelo seu puro, suave e rico Tejo, elle deixa transpirar, em 
todas as suas obras, formam um argumento muito fraco, a gue se acolhem os pa- 
trocinadores da opinião contraria ; preferia, sem duvida, Lisboa a Alemquer, já 
pelas bellezas do local, já pelo tão natural sentimento da educação ; assim como 
eu pretiro Setúbal, para onde vim da idado de cinco annos, á minha terra natal, 
e tanto isto é verdade, que posso afiirmar que em qualquer parte do orbe que eu 
estivesse, sempre havia de ter mais saudosa recordação da linda terra de Bocage, 
que da encumeada Palmella; e alem das saudades do seu Tejo, saudades que o 
poeta desafoga com tanto sentimentalismo, que mais poderão os adversários alie- 
gar a favor da naturalidade de Lisboa? Julgo que não serão capazes de me citar 
expressões do poeta pelas quaes elle dé a entender ter nascido na capital ; ao me- 
nos, ainda não encontrei nas suas obras, que tenho folheado ; se m'as mostrarem, 
dar-me-hei logo por convencido. 

« Na canção ix (da edição já referida), tornando a fallar do mar de Abassia, 
parece referir-se ao mesmo contratempo, de que fez menção no soneto alludido ; 
e o que também é fora de duvida é que elle falia de si próprio, não se podendo 
attribuír a dita canção a outro sujeito, pela circumstancia de se fazer n'ella men- 
ção do Monte Feliz na Arábia, para onde elle tinha sido desterrado em 1556, e 
n'esta canção, queixando-se dos grandes trabalhos com que o perseguia a sua es- 
trella adversa, apresenta-se outra vez a fallar de si como já morto...» 

O sr. padre Moura transcreve parte da canção citada, e termina : 

n Fico por aqui : nem julgo que mais seja necessário para fundamentar a mi- 
nha primeira asserção, que v. já fez o especial obsequio de inserir nas columnas 
do seu muito lido e acreditado jornal. Se as rasôes em que me fundo não forem 
acceitas pelos homens competentes, paciência, unusquisque in suo sensu abundei, 
nem por isso me desgostarei á vista da contradicção, porque para mim a verdade 
está acima do amor próprio, e de bom grado me sujeitarei a ella, quando se me 
faça ver o contrario do que defendo, com rasõcs mais solidas do que aquellas, 
que até aqui se téem apresentado, restando-me a consolação de que não obstante 
a diversidade de pareceres acerca do berço do nosso divino épico, o que não ad- 
mitte controvérsia é o ter elle nascido portuguez; e isso basta para todos ficar- 
mos contentes.» 

Então o sr. Portella, em nome da redacção da Gazeta setubalense, pedira ao 
benemérito auctor do Dicc. bibliographiro, que interviesse n^esta interessante con- 
trovérsia, e emittisse o seu muito considerado parecer acerca da pátria de Camões. 
Innocencio acquiesceu ao pedido, e escreveu duas extensas cartas para serem pu- 
blicadas na Gazeta, A primeira appareceu no dia 22 de setembro do mesmo anno, 
e tem a data de 15 ; e a segunda no dia 11 de janeiro de 1873, e tem a data de 
2 (n.»» 174 e 190 da Gazeta). 

Da primeira carta copio o seguinte : 

« Referindo-se á opinião que pretende revocar para Alemquer a gloria de 
haver dado o berço a Luiz de Camões (opinião já manifestada em diversos tem- 
pos, e agora novamente e com maior insistência trazidas á discussão n^essa cidade 
pelo reverendo padre Caetano de Moura Palha Salgado, expostas a principio em 
brevíssimo artigo no n.® 162 da Gazeta setubalense, e depois sustentada e des- 
envolvida em carta publicada no n.° 167 do mesmo jornal) deseja v. s.* que se 
lhe forneçam argumentos sólidos e rasões convincentes que, dissipando de uma 
vez todas as duvidas, o habilitem para assentar segura e irrefragavelmente o seu 



D£ CAMÕES ** 

• 

juizo controvertido : isto é, acerca da disputada naturalidade do nosso grande 
épico. 

« Nem é só esse (infelizmente para os que ainda n*estas cousas tomam calor 
ou interesse) o onico ponto que até agora pende indeciso e cada vez mais ques- 
tionável na vida d^aquelle que a deixara, como de si próprio nos diz : 

Por o mundo em pedaços repartida 

muitos outros ha igualmente problemáticos, cuja solução, em falta de documen- 
tos coevos e autbenticos, tem escapado e continuará a escapar ainda aos biogra- 
pbos gue mais presumem de atilados e perspicazes. De alguns poderei talvez, em 
occasiâo de mais folga, entreter^me com v. s.* Ficaram sendo para nós como ou- 
tros tantos enygmas, que só o poeta poderia decifrar-nos, se voltasse de novo ao 
mundo, ou se evocado por algum espiritista (no caso de acbar-se em disponibili- 
dade) quizesse dar-se ao trabalbo de nol-os pór patentes ! 

« No assumpto sujeito, pois que deseja sabel-o, direi a v. s.* a minha opiniáo, 
embora de pouco ou nenhum peso, n'isto como em tudo. 

« Para mim a pátria de Camões é indubitavelmente Lisboa. Entre as muitas 
rasões de congruência que assim m'o persuadem, não é das menos atlendiveis, 
ou tdvez prepondera sobre todas, equivalendo quasi a prova testemunhal, a au- 
ctoridade de Manuel Correia, contemporâneo e ami^o do poeta, ao qual tratara de 
perto, e de quem positivamente affirma ser elle aqui nascido ^. Para invalidar um 
testemunho tSo valioso quanto insuspeito, haver-se-iam mister (ao menos assim o 
creio) argumentos mais concludentes aue os até agora adduzidos pelos que se de- 
clararam a favor de outras naturalidades. 

« Com respeito especialmente aos que pugnam por Alemquer, essa pretensão, 
como digo, não é nova, ainda que com pouca fortuna data de tempos longínquos, 
pouco arredados do óbito do poeta. Não sei, nem nomeadamente me consta do 
sujeito que então a sustentasse por escripto ; mas de certo já existia, quando Ma- 
nuel de Paria e Sousa, escrevendo passados de cincoenta a sessenta annos depois 
d'aquelle fallecimento, a elle se refere e escarnece dos que lhe queriam dar voga. 

« Haja vista o seu commenlario ao celebre soneto C, que apparecéra pela 
primeira vez impresso na edição das Rimas de 1598, e no a uai os sequazes de 
tal opinião julgavam, como ainda agora julgam, acbar o fundamento inconcusso 
da sua aflirmativa. 

« Como, por ser a obra pouco vulgar, v. s." não a terá talvez á vista, per- 
raitta-me que transcreva aqui textualmente ao menos os primeiros períodos: 

« Es tal la ignorância y ceguidad de muchos presumidos de letras, y de en- 
«> tendimiento, que no faltaron algunos que dixeron hablava el poeta de si en este 
«soneto; gobernando-se (a lo que parece) por lo de que padecio el semejantes 
« malas fortunas en su vida a las que refiere aqui ; como si el mundo las tuvicsse 
«guardadas tales para el solo. Destes (que no de arrieros, segadores, sastres, ó 
«ganapanes) es que Christo, única ciência, dixo Stultorum infínitus est numerus. 
«Y esportilíeros ne visto yo con mas entendimiento que algunos que tienen mu- 
rchos libros, y que los hazen. Entre estas classes de tontos, pues, estan los que 
« dixeron lo referido ; pues estando en este soneto una gigirandula ó mil aran- 
« delas de luzes, que bien mostram lo contrario, ninguna los alumbró. Mostraré 
«las que fueron bastantes, etc, etc.» 

« Não seja para v. s." causa de espanto ou maravilha o dacabrimento em que 
o bom de Faria chacoteia esses, quem quer que elles fossem, que aventavam uma 
opinião no seu entender errónea. Terá visto e admirado por certo em nossos dias, 
nesta epocha de verdadeiro progresso e cimlisação, o primor e cortezia que cos- 
tumam empregar, quer na impugnação quer na defensa, os nossos enfatuados 



< Gommentarío aos Lusíadas no canto i, estancia i. 



i2 



LUIZ 



sábios de mez e meio, que assumiram a gloriosa tarefa de alumiar o mundo até 
agora ás escuras t 

« NSo acho memoria ou vestigío de que desde o anno de 1685, em que saí- 
ram á luz posthumos os Commentarios de Faria, até o século presente, se reno- 
vasse, ao menos pela imprensa, a pretensão aliudida. Parece que deixaram jazer 
em boa paz o soneto C, e não mais se fallou para tal em Alemquer durante esse 
iotervallo. 

« Foi por fins de 1827 ou princípios de 1828, epocha em que me habituara 
a frequentar mais assiduamente a bíbliotheca publica dVsta cidade, que travando 
abi conhecimento com o fínado D. Gastão da Gamara Goutinho a elle ouvi pela 
primeira vez na conversação que tivemos (com o respeito que por aquelíes tem- 
pos os rapazes de dezoito annos costumavam consagrar aos homens encanecidos 
no estudo e que logravam dos contemporâneos fama de doutos e letrados) dar co- 
mo certo e indubitável que Gamões nascera em Alemquer, estribado, já se en- 
tende, nas preconisadas clausulas do soneto C : 

Greou-me Portugal na verde e chara 
Pátria minha Alemquer. . . 

« E cumpre-me não deixar em silencio que D. Gastão apresentava isto como 
descoberta própria, e com ares de extranheza de que até então ninguém atten- 
tasse em tal f eu, que n'aquelle tempo, e annos depois, jurava ainda nas palavras 
do padre Thomás José de Aquino, para quem o soneto G era tido de plano como 
allusivo á morte trajsica do soldado Ruy Dias (logo veremos isso), mandado en- 
forcar a bordo por AfTonso de Albuquerque, não me dei por convencido. Gerto 
porém de que seria trabalho inútil o de contrarial-o, evitei qualquer contestação, 
e ficámos cada qual na sua crença. 

« Bons quarenta annos se volveram depois do facto alludido. Eis que no de 
1867, ao inaugurar-se em Lisboa a estatua com que Portugal, resarcidos antigos 
esquecimentos, pagava ao cantor predilecto de suas glorias uma divida de honra, 
entre outras commemorações a que dera occasião esse acto solemne, appareceu no 
Archivo pittoreseo (tomo x, pag. 220 e seguintes) um estudo biographico- cri tico 
acerca do poeta, traçado pela penna elegante e conceitnosa do sr. E. A. Vidal. 
N'es8e estudo vi que o illustre escriptor, a propósito da naturalidade, se declarava 
por Alemquer, fundado sempre nas citadas clausulas do soneto G, a que chama 
documento irrefragavel e que tira (diz) todas as duvidas, «pois que Gamões em- 
«bora não tivera nunca certidão de baptismo, havia de saber de sciencia certa a 
«terra onde fora nascido». 

« Recordo- me de que ao ler isto tive idéa de trazer a publico os meus hu- 
mildas reparos concernentes a mostrar, se é possível, de uma vez e á luz da ver- 
dade, o que seja e o que valha para o caso o celeberrimo soneto G, destruindo 
pela raiz a hypothese insustentável dos que desattentadamente pretendem ver 
n'elle o poeta rallando de si próprio. 

« Porém andava eu n'aquelle tempo tão farto e aborrido de polemicas in- 
fructiferas, que tive por melhor calar-me, e guardar para mais opportuno ensejo 
o desenlace da questão. 

« Entrarei n'ella agora para satisfazer a v. s.", porém vejo que diffusamente 
me tenho alongado por modo que já não é possível concluir n'esta carta o que 
ha para dizer. Para poupar- lhe, e aos que porventura houverem de lei -a, maior 
enfadamento, porei hoje ponto, e continuarei amanhã com a analyse do sempre 
invocado soneto.» 

Da segunda carta de Innocencio transcrevo o seguinte : 

«Para bem fixarmos as idéas, convém trasladar para aqui na sua integra o 
soneto, que nas edições camonianas figura sob o numero G, e em cujo contexto 



DE CAMÕES *3 

86 pretende achar a prova demonstrativa de que fora o poeta nascido em Âlem- 
qner. Diz assim : 

No mundo poucos annos, e cançados, 
Vivi, cheios de vil miséria e dura ; 
Foi-me tao cedo a luz do dia escura, 
Que nSo vi cinquo lustros acabados. 

Corri terras, e mares apartados. 
Buscando á vida algum remédio ou cura ; 
Mas aquillo que em fim não dá ventura, 
Nao o dSo os trabalhos arriscados. 

• 

Creou-me Portugal na verde e chara 
Pátria minha Alemquer, mas ar corruto, 
Que n'este m«u terreno vaso tinha 

Me fez manjar de peixes, em ti bruto 
Mar, que bates a Abassia fera, e avara, 
Tam longe da ditosa pátria minha. 

« Sob dois aspectos dífTerentes pôde esta peça ser tomada á primeira vista, 
na forma subjectiva em que se nos apresenta. Ou o auctor quiz n'eila referir-se 
a si, e a successos seus, ou nAo fez mais do que uma prosopopéa posta como que 
para servir de epitapbio, na boca de um terceiro, que conforme as clausulas do 
texto, acabou a vida no mar de Ab<u$ia, e ahi ficou sepultado para ser comido 
dos peixes. 

« Nenhuma duvida ou repugnância oíTerece este segundo presupposto, ado- 
ptando-o como verdadeiro; mormente aos que, por terem sufficiente liçáo das ri- 
ttunas do poeta, sabem ser eile avezado a esta espécie de composições, em que 
até por mais de uma vez empregou o modo díalogistíco. Haja vista, por exemplo, 
aoa sonetos xxxvii « Não passes caminhante, etc, — e lxxxhi « Que levas, cruel 
morte? etc, etc.» E em nenhum d'estes vein jamais á cabeça de alguém dizer 
que o CamOes tratasse de alludir á sua própria pessoa, comquanto (note-se) se- 
jam ainda agora, e ficarão talvez para sempre questionáveis á luz da critica os in- 
dividaos, que serviram de thema a esses cantos deploratoríos K 

« Eis o que, similhantemente, na hypothese que adootámos, acontece com o 
soneto C. Ignora-se, nem será talvez possível descobrir ae futuro, quem fosse o 
sujeito, morto no mar de Abassia, cujo fim desventurado lhe serviu de assumpto. 
Provavelmente, algum desconhecido, amigo ou camarada do poeta, que com elle 
militou. Os que suppozerem o soneto allusivo ao trágico fim ao soldado Ruy Dias, 
mandado enforcar por AfTonso de Albuquerque, caíram (seja dito de passagem) 
em redondo engano ; porque esse facto occorreu a grande distancia do mar de 
JÚMuna, isto é, no rio de Goa, ondo a armada tivera de invernar, e fez larsa de- 
tença, como ó notório em João de Barros, que na década ii, livro v, capitulo vii, 
relata miudamente o caso com todas as circumstancias concomitantes. Nem mesmo 
aei como racionalmente podesse dizer-se que morrera de ar corrupio um homem 
que foi enforcado ! 

« Vamos, porém, á primeira hypothese, e vejamos se longe de ser igualmente 
admissivel, nâo ha, pelo contrario, argumento decisivo, que nos force a rejeital-a 
in Hmine, por absurda e de todo inconciliável com a verdade de factos sa- 
bldos. 

^ VfjaiD*se na ediçfto do sr. visconde de Jaromenha as respectÍTas annotaçSes a estes sonetos, no 
tomo u. pag. 385 e 421. Com isto respondo lambem, incidentemente, á prova negativa qae o reverendo 
C de Moara Palba Salgado addos para sastentar a soa opioifto. CamOes foi sempre eseassissimo em pôr 
alfoinas mbricai nos seus versos, legando esse cuidado aos commentadores. 



14 



LUIZ 



« Gonceda-sè, de barato e por um momento, que Luiz de Camões, por um 
rasgo de inspiração prophetica, que todavia falhou, escrevera aquelle soneto, 
achando-se, como se diz, «á beira do sepulchro», nos accessos de enfermidade 
grave, ou julgada mortal, e que ainda assim lhe dava azo para compor versos t 
Sendo tal, é evidente pelo teor do próprio soneto, que este só poderia ser escripto 
no tempo em que o poeta fazia parte da expedição mandada cruzar no estreito 
do mar Roxo, e partida de Goa sob o commandu de D. Fernando de Menezes em 
fevereiro de 15i4 ; isto conforme a opinião mais auetorisada dos modernos bio- 
graphos, preferível sem duvida á dos que o suppunham com o mesmo destino 
embarcado na outra armada, que partiu em fevereiro do anno seguinte, comman- 
I dada por Manuel de Vasconcellos. Como, pois, diz elle de si no preconisado so- 
neto : 

Foi-me tâo cedo a luz do dia escura, 
Que não vi cinquo lustros acabados? 

«Todo o mundo sabe que, na locução poética, cinco lustros equivalem nem 
mais nem menos que a vinte e cinco annos. E contava eíTeclívamente Luiz de 
Camões vinte e cinco annos de idade no de 1554? Certo que ninguém o aílirmará 
em verdade. Se elle nasceu no de 1524, como é hoie tido por incontroverso em 
vista do primeiro assento do registo da casa da Indfia, descoberto e trazido á luz 
por Faria e Sousa, contava necessariamente na epocha alludida trinta annos (isto 
é, seis lustros) e náo os vinte e cinco do soneto *. Se houvéssemos, porém, de en- 
costar-nos n'esta parte a Manuel Severim de Faria, e aos que com elle suppõem 
o poeta nascido em 1517, tanto peior; porque então teria elle no de 1554 trinta 
e sete annos. 

Que não vi cinquo lustros acabados ! 

«Em defeza da hypothese contrariada, diz o sr. E. A, Vidal (}ue « Camões 
havia saber de sciencia certa a terra onde fora nascido^,» Assim, digo eu : «que 
eUe não podia decerto ignorar o anno em que nascera », e affirmar de si que tinha 
vinte e cinco annos incompletos, quando em realidade contava ao menos trinta. 
Vejo n*isto um desconchavo de tal ordem, que me parece impossível como haja 
escapado á penetração e agudeza de tão bons engenhos, quaes são os que, moder- 
namente empenhados na lucta, vieram renovar tão esquecida quanto insustentá- 
vel hypothese. ^ 

« Julgo o dito sufficiente, e insistência supérflua a de reproduzir aqui os ou- 
tros argumentos que occorreram a Manuel de Faria para a refutar no seu tempo ; 
escapando-lhe aliás este, que é, quanto a mim, o mais concludente e terminante. 
Se, porém, aos adversários parecer outra cousa, poderemos dar maior amplidão ao 
expendido, com a mira unicamente em apurar a verdade e desterrar precon- 
ceitos.» 

Alguns annos antes, em 1860, o sr. visconde de Juromenha tinha, pelo assim 
dizer, previsto a renovação d'esta controvérsia, pois no tomo i das Obras de Lídz 
de Camões, pag. 9, 10 e 487, escreveu : 

«Qual fosse a terra que lhe deu o nascimento, esteve também por algum 
tempo indeterminado, posto que sem motivo : entre Coimbra, Lisboa, Santarém 
e Alemqucr, variavam as opiniões. O soneto C, mal entendido por alguns ; o ter 
sido seu terceiro avó, Vasco Pires de Camões, alcaide mór de Alemquer ; o nome 
de uma quinta nas immediações d'esta villa, que ainda no século passado con- 

* O sr. Moara Salgado^ na sua correspondência insf^rta na Gazeta setubalense, n.^ 167 de 4 de 
agosto, confunde, ao que p.irece, a data do primeiro assento da casa da Índia (15M) com a de 1553, cm 
qae o poeta embarcou. Era na primeira que elle se declara ler vinte e cinco annos. 

' Árchivo pittoresco, vol. x. 



DE CAMÕES ^^ 



vava o nome de quinta de Camões ; e a maneira com que o poeta se 
crever a mesma vilia^, como quem n'elia residiu por algum tempo, 



deleita em 
na estan- 

Lxi do canto in dos seus Lwiadas, foram talvez â causa de a julgarem pátria 
Camões: a naturalidade ou procedência da mãe a de Santarém. Faria e Sousa 
^sume ser natural de Lisboa, fundando- se em serem seus pães moradores d'esta 
ade, no dialecto próprio da corte de que usa, e em chamar repetidas vezes ao 
jo pátrio. Outros o íizeram natural de Coimbra, fundando-se na residência de 
i pae n'aquella cidade, d'onde era oriundo João Vaz de Camões, seu bisavô. Do- 
ngos Fernandes, na dedicatória das rimas á universidade de Coimbra, que pu- 
cou no anno de 1607, o assevera. As rasões, que se apresentaram dos dois lados 
riam a balança em perfeito equilíbrio, se Manuel Correia tão positivamente não 
:larasse ser nascido em Lisboa. O auclor doeste livro — diz elle no principio 
s seus commentarios — é Luiz de Camões, portu^ruez de nação, nascido e creado 

cidade de Lisboa, de pães nobres e conhecidos. E note-se que Pedro de Mariz, 
e foi o editor d'estes commentarios e era natural de Coimbra, não emendou o 
mmentador, reivindicando esta honra para a sua pátria. Assim, podemos dizer 
e era oriundo de Coimbra pelos ascendentes, mas nascido na cidade de Lisboa, 
]uaj cabe não menos gloria que a Mantua, por ter dado nascimento ao Virgílio 
rtuguez.o 

Pondo Alemquer fora de todas as probabilidades de ser a terra natal do su- 
ime poeta, fícam -nos Santarém, Coimora c Lisboa. 

Desde o mais antigo dos biographos e commentadores, incluindo Manuel Cor- 
ía, até o sr. visconde de Juromenha ; e depois da publicação dos estudos doeste 
ctor até o presente, todos os que téem seguido, copiado ou plagiado o sr. vis- 
nde, nenhum, confesso-o sinceramente, me satisfaz com respeito á naturalidade 
Camões. A argumentação, que só se funda, mais ou menos plausivelmente, na 
ducção ou corollario dos versos, é, no meu entender, fraca e não constitue o 
le, em linguagem jurídica, se considera como prova legal, que não admitte re- 
ica. É grande e variada a imaginação do poeta, prodigioso o seu engenho, para 
le se possa formar um juizo seguro, claro, incontestável, a este respeito. 

Appareceram acaso até hoje documentos, cuja authenlicidade não seja pos- 
vel negar? Não me consta. 

É Lisboa a terra natal de Camões? Por que rasão? Porque Manuel Correia 
disse positivamente, e Pedro de Mariz, o editor, que era de Coimbra, não o con- 
aditou ? Quem nos assegura que os dois, auctor e editor, não tratassem e discur 
ssera este ponto, que o segundo se deixasse convencer com as hypotheses e a 
rgumentação do primeiro ? Mas esta supposição não assenta em solida base, em- 
uanto a mim, e também necessita de prova. 

Os que argumentam melhor são, comtudo, os que não se decidem, nem por 
anlarem, nem por Coimbra, nem por Lisboa. 

Di^za-se, no entretanto, que as minhas duvidas acerca do credito que devam 
ir as noticias e hypotheses dos biographos de Camões, nasceram desde o mo- 

* «Camões, descrevendo oos Lusíadas, do canto iii, esta villa, parece fazcl-o com certa predilecção 
coDbecimeoto do local : 

Óbidos, Alemquer, por onde soa 

O tom das frescas agaas entre as pedras, 

Que murmurando lava, e Torres vcdras. 

Qacro estere já em Alemquer n.lo pôde deixar de reconhecer a exaciid.lo da descrípção: no seu 
rmo fiislia uma quinta, propriedade (los marqnczes de Sabugosa, conhecida com o nome de Quinta 
Camõts.» 



i6 



LUIZ 



mento, em que estive de posse de uns documentos, inteiramente aathenticosy 
vieram lançar nova luz sobre a ascendência e filiação de CamOes. 

Souberam os biographos isto? Nflo. 

Esta espécie nSo vem, sequer levemente, mencionada em nenhum dV 
Pelo contrario, os oue fizeram mais longo e detido exame e analyse, confimu 
o que já outros tinnam posto, e prenderam mais os laços do poeta ao sea 
posto progenitor. 

Simão Vaz de Cam(5es, de quem se trata, e a quem se referem os biogi 
é homem nobre, abastado, vivendo com abundância em Coimbra, e exe 
funcçôes municipaes n'aquella cidade. É o mesmo. Nfto ha duvida. 

É o almotacó eleito como um dos honrados da terra; celebrado pela _ 
deza do seu viver, e por seus desatinos, em que era vseiro e vezeiro. Mas 
SimSo Vaz, com todas as circumstancias que o recommendam nas biograpl 
legitimo representante de uma antiga familia, nobilitada por muitas aq^fes, 
dão lustre, casara novamente em 1562, e ainda vivia na abastança deaal 
mente ou doudamenle, como boje se diria, em 1576. 

Por consequência, este Simão Vaz não era, com certeza, o marido de 
de Sá, que existia em Lisboa, vivendo pobre e miseravelmente ; nem era o 
de Luiz de Cam6es, pois não é crivei, a não o julgar ainda de peior indde e~ 
peiores hábitos que elle, na melhor posição para viver na boa sociedade e 
grandeza correspondente a essa posição e aos seus haveres, deixasse também 
filho faminto e desamparado, como o retratam, ao lado de sua mãe, ancil, 
gnstiada e na maior penúria. 

Anna de Sá, se era viuva de um Simão Yaz^ como não ha direito a pór 
duvida em vista do assento da casa da índia, não o era d'aquelle de qi 
trato. 

Que resolvam, se poderem, este ponto os futuros biographos. 

Manuel Severim de Faria, copiando Pedro de Mariz, na vida de Camões, 
faz parte dos Discursos vários políticos, e cujo primeiro retrato do poeta eu 
proouzo aqui, escreveu o seguinte : 

« Casou João Vaz de Camões com Ignez Gomes da Silva, filha bastarda 
Jorge da Silva, o qual era filho de Gonçalo Gomes da Silva, e neto de Diogo Go*| 
mes da Silva, irmão de João Gomes da Silva, alferes mór de el-rei D. João I, •] 
senhor de muitas terras. D'ella teve a Antão Vaz de Camões, o qual casou 
Guiomar Vaz da Gama (dos Gamas do Algarve, que trazem sua origem dos 
Alemteío), e d'ella houve Simão Vaz de Camões, que indo por capitão de vaa^i 
nau á índia, segundo Pêro de Mariz, se perdeu na costa da terra firme de Gov^ 
e escapando do naufrágio morreu pouco depois na mesma cidade. Foi amá^ 
Simão Vaz com Anna de Macedo (dos Macedos de Santarém) e d'ella teve o nosi^: 
poeta Luiz de Camões. Estes foram seus progenitores, pelos quaes se mostra qm\ 
não foi menos illustre no sangue,, que no engenho; e ainda que a falta dos beosj 
da fortuna em que se creou (como quem perdeu o pae de tão pouca idade) Ib»' 
tirasse em parte os ornamentos exteriores, com que se faz estimar a nobreza nfa 
lhe pôde nunca tirar a grandeza de pensamentos que de seus antepassados herdara.^ 

O sr. visconde de Juromenha, pretendendo destruir o que tinham asseverado. 



iptorfs, e, entre eUíi. Farii â > HM - - ,-, 
yX lúlaJas, pag. 1^ i^ 15, o ícTiidIf 

'• se tem n-feriílo de s^u pi ímiiir^ .. 
T, t|ii:isi iiaila. Sabein-ji <.'£■; i:3i^u- v-.- 
•'. {Ill It! (In vMa a vii>u i>ni ■j.iiUiri. i 
,irle i-iii l.iiiboa no sitio iji Hr.urtna. {'-l.- 
> ili' uina na» para a Imlii. Tiimíruii i „. 
e ruiu por lirii por lá niorr-n, pi.if a. , í.' 
\iTi"^<> lios tiiílorlndoivs di h!i. g-s, -^ - 
la» as ariiiuilas e seus ir>-fKCl::» 3m;>'- 
iiii'lplo tladfscnbeita. 
i»'l dti faria e SogM,se^Ia>l.,^.^-iD.r', . - 
iT» lia Mia jirinieira biojnj^i. , ■„^,^ 
>» lia [i)'liii o íei taativ iii^ir -íit , 
r Aus liiiçraplia*. lAfiun m^^ma mu]^,^ 
otilradu pijr Paria l' Souíí. S'. t (j^^ . 
I uiiiii l)i<i|.Tnphiii sua igue ftr^li- , rin» ., 
!■■ retocada c enieiida'la f-r at. [m^ -J., 
i.iriilo-a ''ONI a proliabilidaJ». u^t^^, -^'^ , 
iirra;iio ile i]iii' se iliiia l#r iLi-, sjuim .' -^ 
iissintiii i-oiii AlTiuiMi lie A11i«ii;««k% , ^^^ 
iailnsl^ini(Vs,éo<iiKal)ii>liitiaHit<Q,.. ^ 
liHiiio», ■» que dle era iDoml^ n* ll«v-T* 
sif [Kissiiii ilepois ■ merrarj^ai^,''. [ 
presi) para Lisboa o corr^^-ilúr^!;,^,..')^' 
I L-oiiviMilo das religiosas Je Síuíjj^'','"'.' 
il'i t56.'t aiiiila era vivo e ra«*tí i, .^■^"' 
II) nlvíirà pa:i!<adi> a peJiili) i* h, j^". ' 
Thoiná» lie T^timbra, ila onj-?, i, , V* ' 
til'i «pll--?ii> de S. Ttwiná* d> i; , ^.r^ r* 
il.i nua iMia, t" morador im-i!i.. ^^ ' .' 
iiiotaoi) <<a outro iilIí<iiD puliii:.. ■ r . ~ 
.!il'i. s.rviiidii a esse leiupi J, :.j^-'' . ' 
:.i iliKÍa i|iit! o fazia. 
.'■■ p lis il- di-ixar s^u rdln «p ; . . 

iiJ.j Vil/ il.' (laiiiOes, posto <;ijí ;." " 

li tstaiil'? \ ijr-ir de saiiJe piri <:\^.^ .' ; 
idiil'?. t' itroiiutlteiidoaindíi:!-.:. j. '. ^ 
lilicarãii ilns Liisínilns lie wiiB,?,; >, * ' 
IO lias "liras dl! Cirero, díluU- i^ , Z^' 
iMvrieias ã easa paterna, ou jof;^. / "*■ j 




*^ LUIZ 

Que SiniSo Vaz de Camões, o supposto pae de Luiz de Cam5es, casara uh 
vãmente em Coimbra e ficara em casa ae seu sogro; 

Que foi escolhido e votado para almotacé e entrou no exercício d*c 
íuncções; 

Que era dado a abusos e distúrbios, ou incitava a isso seus serviçaes ou 
cravos ; 

Que a vereação de Coimbra teve por esse facto de se queixar d.*elle ao 
rano; 

Que emfím o soberano attendeu a representação dos vereadores e mandou] 
ceder a devassa. 

Note-se, porém, que nos dois últimos documentos, terceiro e quarto, n2oi 
allude por forma alguma, senão peias ph rases, useiro e vezeiro, a anteriores pro*l 
cessos, devassas ou perseguições das auctoridades, pelos actos escandalosos de qoel 
Simão Vaz fora accusado em 1553, como consta de outros papeis da epocba. 

Saiam d'este labyrintho, os que poderem, e nos lancem inteira e bril 
Juz sobre o que ainda nos apparece tão nublado e complicado. 



PRIMEIBO DOCUMENTO 

Vereação da camará de Coimbra, de 3 í de julho de 1563, em que Simão Vá 
de Camões foi eleito almotacé em togar de João Gonçalves de Sequeira. Nas Venê 
ções da dita camará do anno de 1563, a fí. 61. 

1563. — « Aos trymta e huum dias do mes de julho do afio presemtedei 
quinhentos sessenta e três annos em esta cidade de coimbrã e tore da vereaçi 
aella omde eslavâo em vereaçõ anrique de raagRJhães, vereador e juiz pellaor 
nação, e marçall de macedo, e leronimo brand io. vereadores, e siinão da co 
procurador da cidade, estamdo presentes gaspar fernandez e manoell pires pro-l 
curadores dos mesteres, e estancio asi todos jumtos na camará abrirão o cofre dos 
pelouros dos almotaceis, doquall tirarão huum pelouro de será vermelha e o de»* 
«mburilhárão e tirarão huum papell em que estávão escriptos lohão gUz de Se-j 
queira e Rui Dias pêra seruírem de allmotaceis este presemte mes de aguostóc 
vem: e por o dito y.*' gllz de sequeira foi dito que elle não podia serair 
alimotacé por quamto era scrcpuão da mesa da santa misericórdia este prese 
afio, e que tinha privilegio pêra ser escuso de não servir alem de ser muito oca* 
pado este m(}s no recolher das suas novidades por aue auia de amdar comtiniU' 
damente fora da cidade, e ser almoxarife do mestrado de xpo da ordem de nc 
Sr.*** da Comceicão, per a quall razão também tem priuiiegio de não servir o ^ 
carguo de allmolacé: e por todas estas resôes que elle asi tinha, que erSo jm 
e o excusauão de não servir de alimotacé, não podia servir, e pedia elegesem 
trem. O que visto per os ditos officiaes e as ditas causas por serem justas, e 
não querer seruir, aissérão os ditos juiz e vereadores que Simão vaaz de oai 
€ra casado novamente, e que conforme a ordenação, por ser dos honrados da 
emlegerão ao dito simão vaaz pêra seruir de alimotacé com o dito Rui dias, 
saio scrito com joão gllz de sequeira que não quiz seruir este mes de a( 
oue vem, e declararão que posto que o dito simão vaaz casase ho auo pi 
diserão que fora doente e não podéra até o presente seruir o ditooílicio deallmo-j 
tacé nem ter casa apartada sobre si e estar com seu sogro, e por quamto agi 
estaua são e bem desposto e comesaua de sair por fora e amdar polia cidade e 



DE CAMOeS *^ 

sa apartada sobre si, o elegerão conforme a ordenação por ser casado nouamente 
»s honrados da terá, o quall mandarão chamar pêra lhe ser dado juramento con- 
rme a dita ordenação sobre o tall caso feita, do que tudo os ditos juiz e verea- 
^res mandarão fazer este auto que asinarão com o dito johão gllz de como dise 
16 era comtemte de não seruir por as rezôes acima ditas, p." cabrnll o screpui 
m o risquado que disia asi e por e mallscripto o que visto, p," cabrau o 
repui. 
giz de sea" — magaUiães — marcai — leronimo brandão ^ Stfmão da costa — 
Mpar frz de macedo — Manoel piz. 

n E logo os ditos juiz e vereadores mandar chamar a esta camará ao dito 
Dão vaaz de camôes per matias ailuéz, porteiro da camera, e elle matias ailuéz 
!U fee qiie ho fora chamar e o achara em sua casa jantando, e que elie simão 
az lhe dicéra que não podia agora sobír as escadas da camará, que viria des- 
is pela cidade e faria tudo o que lhe mandasem. p" cabrall o screpui com a 
itreiinha diz matias alluez.» 

SEGUNDO DOCUMENTO 

Vereação da camará de Coimbra, de í de outubro de 1567, em que Simão 
iz de Camões foi eleito almotacé doeste mez com António de Alpoim, nas verea- 
» da dita camará de 1567 a 1566, a fl, 57 ». 

1567. — ff Ao primeiro dia do mes de outubro de mill quinhentos sasenta e sete 
DOS em esta cidade de Cojmbra e torc da vereação delfa omde estavão em ve- 

SSo g." Leitaom, vereador, e juiz polia ordenação, ayres gllz de macedo, ve- 
ores, e o l.<'<* g.*" vaaz campos, procurador da cidade, semdo presemtes simão 
liz e j.** frz, procuradores dos vimte e quatro dos mesteres, e estando asi todos 
ntos tirarão huum pelouro dos allmotaceis, o quall desemburilhárão e acharão 
e sairão por allmotaceis pêra servirem este mes de outubro Ant.° Dallpoi e si- 
lo vaaz de camôes, os quaes logo publiauárão e mandarão chamar per matias 
oez porteiro da camará pêra lhes ser daao o seu juramento em forma e seu re- 
mento lido comforme a ordenação, de que mandarão fazer este termo que así- 
irão. 

npj* cabrall o screpui.» 

TERCEIRO DOCUMENTO 

Vereação da camará de Coimbra de 8 de maio de 1576, em que se accor- 
íH requerer a el-rei que mandasse tirar devassa das injurias e espancamentos 
pAicados pelos creados de Simão Vaz de Camões na pessoa do almotacé em ex.", 
mo Ayres. Nas vereações da dita camará de 1576 a 1577, a fl. 30. 

1576 — ff Aos ojto dias do mes de majo de quinhentos e setenta e seis anos em 
lU cidade de Cojmbra e camará delia omde estauão jumtos o lecenceado p.<> barba 
b campos, juiz de fora, antonio Leitam, o lecenceado J.° homem, vereadores, 
í !.• femandez e p" a°, procuradores dos vimte e quatro dos me-^teres, semdo cha- 
lldos os fidalgos cavaleiros cidadãos e pessoas da governança, todos ao adíamte 
finados e chamados por porteiro e sino tangido como hee de seu custuine anti- 
to, e estando asi jumtos e asi J.*' ares, cidadão desta cidade e allmotacé em ella 
p presente mes, por o quall foi dito e se anueixou aos sobreditos que elie saíra 
ir pelouro na dita camará pêra seruir o tall cargo e em elle tomara juramento 
Va o servir como estava servindo, e que este sábado pasado, que forão sinquo 
IS deste mes, elle com seu parceiro estiverão exercitando e servmdo seu officio, 
repartirão a carne que auia com todas as pessoas e povo desta cidade o milhor 
le elles poderão fazer, e que por ser pouqua emtão abramjerão e fizerão sua re- 
rtição e allmotaçaría quietamente de maneira que todos fíquarão satisffeitos, e 



^ LUIZ 

amtre as pessoas, ás quais elle J.* ares dera carne, fora a huua escrava de Sii 
vaaz Camões á quall elle dera três \Itys de vaqua damdo a outras pessoas de 
qualidade mais pouqua, e queacabamdo de ter satisfeito com seu officio erq 
tira a dila carne elle almotacé se fora pêra sua casa, e estando em ella qjí 
ceando entrara pela sua casa lium creado do dito Simão Vaz, o quail Ibe di« 
palavras Jnjuriosas e lhe lançara a carne ao rosto, e a lamsára também tifia 
filha, que coin ella estava ceando, dizenido-lhe da parte do dito seu senbw 
elle tal carne como aquella não avia de comer, e que symtymdo-se diso agrav 
viera pela escada abaixo após do dito creado do dito Simão Vaz, onde taml 
estava huQ escravo delle em sua companhia, e arranquarâo e^padas nuas coi 
elle, e se se n:To tomara a recolher o matarão, e que lhe derão muitos golpes 
esquada, e por quanto era a elle feito muita afronta e asi á dita cidade pon 
peito de seu oflicio (]ue servya da mão delia, por o que todos os nobres delia 

Suarão diso mui escandalisados por se ÍÍHzer tão grande desorbitancia, e qi 
ito siinão vaz era useiro e veseiro cm fazer semelliantes cousas e desatino 
que por tanto elle vinha tudo representar as suas mercês peraniso fazerem o 
fosse mais seruiço delrei noso senhor e bem de suas justiças e honia da dita 
dade. Sobre o ([^uall caso todos pratiquarão e somados os votos elles acentárá 
acordarão (neinine discrepante) que, por o neçocio ser muito dino de castigo 
desse delle conta a elRej noso Senhor, e se lhe pedisse mandase tirar dyso 
vasa per huQ desembargador á custa do dito Simão vaz ou per quem seu sen 
fosse, e que fosse á corte a este requerimento hQm mester pêra que andase no 
querimento deste negocio com Gomez de ligueredo vereador, que laa andava, 
quanto tanbem importava á honra da cydade ser castigado o dito simão vai 
as mais pessoas que niso fossem culpadas, e que no requerimento deste neg( 
se gastase niso o que fosse necesario, de que mandarão fazer este auto que < 
nárão. p" Cabrall screpvão da camará o screpvi com as amlrelinhas que db 
noite, cousa c asi e nos risquados todos veo, a ella — p." cabrall o screpvi e ( 
a outra vaaz p." cabrall o escrepvi. 

« Campos — Leitam — /. homem — d" aranha Chaves — /r.** de magalhãe 
Gaspar fogunra — Resende — moniz — Jerónimo de Castilho — parada — Uien 
mo glz—^ant.".,, — manoell 

cotrym 
leronimo brandão — Ruy gllz dalmeida — yoam ares — gabrjd — </.*... — I 

leitão 
femandes — leronimo fr^ — pedro a" — affomsso gomez — m/" — p" dias — 

negrão 
Araiz — Amt* da costa — p"* amrique — F^ zusarte — manoel joam — a« 
de .. . — gaspar da barqua — Simão a" — belchyor piz. 

« E declaro que a este tempo que se fez este acordo atras não forão prej 
tes digo não erão na dila cidade gomez de fig.*** vereador por ser emlão abs 
delia e andar em Lix.* e simão trauaços procurador também ser fora da dit 
dade — p" cahral o screpui.» 

QUARTO DOCCVENTO 

Provisão do desembargo do paço de 16 de maio de 1576 sobre a injuria 
por Simão Vaz de Camões, de Coimbra, a João Ayres almotacé na mesma cie 
Nos documentos avulsos do archivo da camm^a de Coimbra. 

1576.—- « Dom Sebastião por graça de deos Rey de porlugall e dos Allgí 
d'aquem e d'alem mar en» africa senhor de guynee, etc. faço sal)er a vós v< 
dores e procurador da cidade de Cojmbra e procuradores dos mesteres delia qu 
a carta que me escreuestes sobre o caso da injurya e ofensa que foy feito po 
mão Vaaz de Camões e seus ci7ados a loham ares cídadam desa cidade sen 
d^almdlacee per elleição e sobie seu oflicio. E avendo respeito aa callidad 
caso e aas causas que em vosa carta apontaes, ouve por bem de mandar pi 



DE CAMÕES ** 

le da maneira que vereis pella permissão que com esta vos seraa dada, tanto 
) se fizer o que per ella mando e os autos forem em minha corte se daraa 
las o despacho que Tor justiça. 

« ElRey noso senhor o mandou por os doutores pêro barbosa e gaspar de 
leiredo ambos do seu conselho e seus desembargadores do paço. pêro de seixas 
n em Lisboa aos xvj de mayo, de quinhentos e ixxvj — Johão de seixas a fez 
reoer. 

Gaspar de figueiredo p" barbosa 

por eilRey 

«Aos vereadores e procurador da cidade de coimbrã e procuradores dos 
steres delia.» 

Estes documentos completam a serie dos que o sr. visconde de Juromeuha 
xou nos tomos i (pag. 165 a 173) e v (pag. 311 a 319) da sua edição das 
nu de Camões, 

Entrei nas particularidades, que ficam indicadas, para nSo deixar de registar 
pels, a que ligo importância ; mas nílo entro em outros pormenores da vida do 
eta, por me faltarem elementos de igual valor e fe. 

N2o contestando, em absoluto, algumas das passagens que me parecem mais 
plicitas e melhor averiguadas da biographia de Camões, nos mais modernos e 
iplos estudo3, seja- me ainda assim licito expressar o meu sincerissimo voto de 
e venham a descobrir-se novos documentos, que esclareçam outros pontos que 
ittk ficado envolvidos em espessas sombras. 

Penso que o poeta nem foi tão perseguido, nem viveu tão pobremente, como 
D corrido nas cscripturas impressas, e na tradição, e como pôde inferir-se das 
oprias lamentações expressas em versos ou cartas d*elle« Numerosas pessoas 
alta posição o cercaram em muitos periodos da sua vida agitada ; e não me 
nvenci ainda de que o deixassem na miséria extrema, depois que elle deu ao 
élo, sob a sua direcção, o livro que denominou Os Lusíadas, fructo de um as- 
mbroso engenho, que impressionou espantosamente os contemporâneos, e cau- 
u a admiração das gerações vindouras, dentro e fora do reino. 

O poeta não precisa d'esses queixumes, nem dVsses lamentos, nem de frau- 
s biographicas, para ser grande, para ser o primeiro dos nossos engenhos, e 
liçá um dos maiores da historia litleraria dos povos I 

Escrevi intencionalmente « sob a sua direcção », porque, qualquer que fosse 
contrato que Luiz de Camões fizessa com o livreiro ou impressor para a im- 
Bssão do seu monumental livro, é certo que foi elle quem requereu o privilegio 
ra a edição, que foi a favor d'elle que se passou o primeiro alvará, que se lé, 
m seu logar transcreverei, á frente da primeira edição, e com a data de mui- 
( mezes antes da sua publicação. 

Se fizeram, no seu tempo, desde 1572 até 1580, mais alguma edição, como 
'cce provável, seria elle inteiramente alheio a esse trabalho? Não reviu a 
meira edição, nem a seguinte? Sâo da sua responsabilidade os erros e as va- 
ntes, que se notam nas primeiras edições ? 

Estas interrogações não significam que me levante para lançar os íundamen- 
de uma sentença que poderá passar em julgado ; mas, simples e genuinamente, 
usam as minhas indecisões em tão diflicii critica. 



^ LUIZ 

Vejo tão cnleiados e em tal rede de divagações e contradicções os biogra* 
pbos e os críticos, e táo românticos, sem que nentium tenha em certas passagem^ 
a probabilidade de acertar, que não é possivel decidir-me por um d'elles, se|gml-o^ 
e assegurar: — Confiemos. Essa é a vereda ciara e recta! 

i 

Vou dividir a bibliographía carr.oniana que segue, em duas partes distinetai: 
a primeira refere-se ás edições de Camões, por sua ordem chronologica ; ás tar 
ducções, etc, dadas ao prelo até o tri-centenario (10 de junho de 1880) ; e a se- 
gunda, respeita a todas as obras, que eu possuo, ou de que possa obter ínformi* 
ç&o fidedigna, que appareceram n'essa epocfia, e d'ahi em diante. 

A propósito das edições antigas, pareceu- me útil indicar os caracteres typh 
graphicos, em que ellas foram compostas ; comtudo, ha dififerença nSo só em oi 
nomes que os antigos impressores davam aos typos, de que usavam, mras tambea 
nos desenhos c nos corpos, por modo que citando os caracteres empregados dqi 
séculos XVI a xviii, mignon, breviário, pandecta, interduo, kitura, etc., náo meÊi- 
rei comprehender pelas pessoas que nílo lenham essas edições, ou que, possuindo-a!» 
nSo conheçam perfeitamente a technologia typographica. Tornarei mais fácil o co- 
nhecimento dos caracteres, que cito, dando em seguida a amostra dos typos moder- 
nos, que mais se approximam, no corpo e no desenho, dos empregados pelos an- 
tigos, de menor para maior em redondo e em itálico : 

Mignon antigo, modernamente corpo 6 n." 5 : 

Eflavas linda Ignez poíla cm soccgo. 
E/lavas linda Igne\poJla em socego. 

Breviário antigo, modernamente corpo 8 n.** 1 : 

Estavas linda I^nez posla em socego. 
Estavas linda Ignez posla em iocego, 

Pandecta antiga, modernamente corpo 9 n.® 1 : 

Estavas linda Igncz posta em socego. 
Estavas linda ignez posta em socego, 

Interduo antigo, modernamente corpo 10 n.° 6 : 

Eftavas linda Ignez poíla em socego, 
E/lavas linda Igne^ pq/la em socego. 

Leitura antiga, modernamente corpo 11 n.° 2: 

Eslavas linda Ignez posta em socego, 
Estavas linda Ignez posta an socego. 

Texto antigo, modernamente corpo 16 n.<> 1 : 

Estavas linda Ignez posta em socego, 
Estavas linda Ignez posta em socego^ 



LUIZ *^ 

Parangona antiga, modernamente corpo 20 n.° 1 : 

Estavas linda Ignez posta em . . . 

_ » 

Estavas linda Ignez posta em socego^ 

Os mais primorosos e desvelados camoníanistas téem posto á frente das suas 
collecções a oora de Garcia d'Orta, por ser n'eila que pela primeira vez foram 
TOtos, á luz radiante da invenção de Guttemberg, uns versos de Camões. Será esta 
i-poiSy o numero 

I. Ao conde do Redondo^ viso Rey da Índia, Luis de Camões, (Goa, 1563). 

Começa : 

Aquelle vnico exemplo 

De fortaleza eroyca, e de ousadia, 

Que mereceo, no templo 

Da eternidade, ter perpetuo dia : 

Ho grão filho de thetis, que dez annos 

flageilo foi dos miseros troianos. 
E acaba : 

Assi que não podeis 

Neguar (como vos pede) benina aura : 

Que se muyto valeis 

Na polvorosa guerra Indica e Maura 

Ajuday, quem aiuda contra ha morte 

£ sereis semalhante ao Greguo forte. 

Esta poesia está nas primeiras pa^rinas innumeradas do livro Colóquios dos 
«mp/ei, e drogas he cousas mediçinaes da índia, ele, do dr. Garcia d'Orta, de quem 
^ jise tratou no Dicc, tomo iii^pag. 116. Tem sido impressa diversas vezes. IJlti- 
y inamente, o sr. conde de Ficalno reproduziu-a no seu opúsculo Flora dos Lu- 
i modas; e em uma nota, a pa^. 213, de outra obra sua, Garcia da Orta e o seu 
[. tempo, escreveu que o sr. Xavier da Cunha publicara um estudo relativo a esta 
^ cde, dando uma reconstituição do texto, que a elle (sr. conde de Ficalho) se lhe 
afigurava perfeitamente justa. 

Vem também mencionada no interessante livro, a que me tenho já por vezes 
leferido, A imprensa de Goa, pelo sr. Ismael Gracias, que na pag. 9 poz a seguinte 
\ iiota quando trata de Garcia a'Orta : 

«Parece averiguado que esta seja a primeira poesia impressa de Camões que, 
ao tempo da publicação do livro do doutor Garcia d'Orta, se achava em Goa para 
onde veiu no governo do vice-rei D. AÍTonso de Noronha. É mais um faclo de 
^e se devem gloriar as imprensas de Goa, porque deram antes de todos publi- 
cidade aos inspirados versos do príncipe dos poetas portuguezes.» 

No Porto foi reproduzida em 1883, por diligencia do sr. Joaquim de AraujO' 
em am opúsculo de 8 paginas, sob o titulo Primeiros versos de Camões, 

A respeito da differença que se nota entre a primitiva ode e a reproducção 
feita em 1598, em uma nova edição das Rimas, á custa do livreiro Estevão Lo- 
pes, veja- se o artigo il primeira producção poética de Camões pelo sr. Tito de No- 



** LUIZ 

ronha, no Annuario da sociedade nacional camoniana (188i) de pag. 133 
Ahi lambem se encontra uma copia phototypica da mesma ode. 

Nas suas opulentas co]]ecç(3es camonianas^ possuem exemplares prino 
CoUoquios, de Garcia d'Orta, que são de primeira raridade, como se sabe, 
dr. José Carlos Lopes, no Porto; a bibliolheca nacional, Fernando Palha 
António Marques, em Lisboa. 

# 
# # 

2. Os Lusíadas de Luis de Camões. Com privilegio real. Impressos e 
boaj com licença da santa inquisição, & do Ordinário ; em casa de Antoni 
çalves, impressor. 1572. 8.® de 186 folhas (ou 272 pag.), numeradas pela 
alem das 2 primeiras, contendo o rosto, privilegio e informação do qualií 
— O rosto v. ornado com uma gravura, conforme o fac-simile que dou em 
Toda a composição em caracteres aldinos, ou itálicos, iguaes aos empi 
em muitas edições do século xvi. 

O alvará datado de setembro de 1571, que concedeu licença e privi 
Luiz de Camões para poder imprimir os Lusiadas e gosar os direitos da 
por dez annos, é do teor seguinte : 

« Ev elRey faço saber aos que este Aluará vir6 que eu ey por bem & n 
dar licença a Luís de Camões pêra que possa fazer imprimir nesta cidi 
Lisboa, hGa obra em Oclava rima chamada Os Lusiadas, que cotem de] 
perfeitos, na qual por ordem poética em versos se deciaráo os principaes 
(los Portusuezes nas partes da índia depois (j se descobrio anauegaç^o pei 
per mâdado dei Rey dom Manoel meu visauo q sancta gloria aja, & isto co 
uilegio pêra que em (êpo de dez annos que se começarão do dia q se a dit 
acabar de imprimir em diãte, se não possa imprimir nê vender em meus 
& senhorios nem trazer a elles de fora, né leuar aas ditas partes da índia | 
vêder sem licêça do dito Luis de Camões ou da pessoa (pie pêra isso seu 
tiuer, sob pena de quê o contrario fizer pagar cinuoêla cruzaaos & perder ( 
lumes que imprimir, ou vender, ametadc pêra o dito Luis de Camões, & a 
metade pêra quem os accusar. E antes de se a dita obra venderihe será fH 
preço na mesa do despacho dos meus Desembargadores do paço, o qual se 
rara & porá impresso na primeira folha da dita obra pêra ser a todos n( 
& antes de se imprimir será vista &. examinada na mesa do conselho ge 
sancto officio da ínquisiçam, pêra com sua licença se auer de imprimir, i 
dito Luis de Camões tiuer acrecentados mais algQs Cantos, também se im 
rão Huendo pêra isso licença do sancto oilicio, como acima be dito. E est 
Aluara se imprimira outrosi no principio da dita obra, o qual ey por be 
valha & tenha força & vigor, como se fosse carta feyta em meu nome, pe 
assinada, & passada por minha Chancellaria, sem embarjro da Ordenaçam 
gundo liuro, titulo xx, que diz que as cousas cujo effeito ouuer de dura 
que hum anno passem per cartas, & passando per aluaras não valham. Gai 
Seixas o fíz em Lisboa, a vinte & quatro dias do mes de setembro de m. 
íorge da Costa o fiz escreuer.» 

O parecer, que segue a este alvará, assignado por fr. Bartholome 
reira, não tem data, e resa o seguinte : 

• Vi por mandado da Sancta & geral inquisição estes dez Cantos dos 
das de Luis de Camões, dos valerosos feitos em armas que os Português 
ram em Ásia, & Europa, & não achei nelles cousa algúa escandalosa^ nei 




^ 



os 
LVSIADAS 

de Luís de Ca- 



çou PRIVILEGIO 
REAL. 



Imprejfhsiem Lisboa, com licença da 

fanSaInqHÍfiçM,0-({o Ordinaf 

rio : em cajá de António 

GÕçalue^Imprejfor. 



i5 7i. 




LUIZ 



25 



ária á fee 6t h6» costumes, somente me pareceo que era necessário advertir os 
iitores que o Author pêra encarecer a difliculdade da nauesaçam de entrada dos 
3rtuguezes na índia, vsa de hGa ftç2o dos Deoses dos Gentios. E ainda que 
neto Auguslinho nas suas Retractações se retracte de ter cliamado nos liuros 
le compôs de Ordine, aas Musas Deosas. Todavia como isto he Poesia & fíngi- 
ento, de o Autor como poeta, não pretenda mais que ornar o estillo Poético, não 
Liemos por inconveniente yr esta falmla dos Deoses na obra, conhec^ndo-a por 
I, de ficando sempre saiua a verdade de nossa santa fee, que todos os Deoses 
)s Gentios sam Demónios. E por isso me pareceo o Liuro digno de se imprimir, 
o Autor mostra nelle muito engenho, & muita erudição nas Sciencias huma- 
IS. Em fe do qual assiney aquL 

« Frey Bertholameu 
Ferreira.» 

Esta edição é rarissima. ']onliecem-se mui poucos exemplares. Possuem -nos 
*esentemente : a bibliotheca nacional de Lisboa; os srs. Fernando Palha (que a 
^mprou aos herdeiros do bibliophilo Fernandes, do Porto), Henrique da Gama 
irros, João Flenrique Ulrich, António Augusto de Carvalho Monteiro (que a ad- 
liriu no leilão da bibliotheca do fínado conselheiro João Félix Alves de Mi- 
lava), conselheiro Venâncio Deslandes (incompleto), em Lisboa. 

O fínado livreiro editor Bertrand referiu, e creio que tinha isso registado em 
ias notas bibliographicas, interessanteseaproveitaveis, que, nos primeiros annos 
Q que tomara conta do estabelecimento, vendara um ou dois exemplares da pri- 
eira edição por 6^400 réis. 

Nos últimos vinte e cinco annos, os preços téem subido sempre desde 30^000 
is até 90d((X)0 réis, e tendem a eiovar-se, por ter augmenlado o numero dos ver- 
ideiros camonianistas, e o desejo de completarem as suas coliecçAes desde a 
imeira edição, o que é cada vez mais diíiicil, e diílicilimo adquiril-a em perfeito 
tado de conservação. 

No leilão dos livros do conselheiro Minha va, a aue me referi, subiu ao ele- 
idissimo lanço de 250;$0(X) réis, oíTerecido pelo sr. (carvalho Monteiro, que ainda 
inçaria maior quantia se os seus competidores insistissem na licitação. 



3. Os Lusíadas de Lais de Camões, Com privilegio real. Impressos em LiS' 
^y com licença da santa inquisição & do ordinário : em casa de António Gonçal» 
t« impressor. 1512. 8.° de 186 folhas nu(neradas, alem das 2 primeiras, contendo 
o rosto, privilegio e informação de qualificador. Edição igualmente mui rara. Na 
gravura do roslo, como se vô do spccimen photo-lithographico que reproduzo, 
nola-se maior incorrecção nos traços do desenho e no trabalho do gravador, e 
^ differença na posição do pelicano, que está voltado para a direita do leitor, 
^ando o da anterior está para a esquerda. 

A diíTerença da gravura deu-se, emquanto a mim. por uma simples rasão 
artística e typographica: isto é, ao passarem o desenho da primeira para a nova 
^pa, a gravura, como é natural, saiu ao contrario, ou ás vessas, e assim o gra- 
^^or a reproduziu e saiu impressa. 

Não é, porém, só esta diíTerença, nem a da orthographia, nem a de um ou outro 
Verso, que caracterisa a nova edição. Manuseando o livro, é evidente que os caracte- 



26 



LUIZ 



res aldinos empregados nSo s^o perfeitamente íguaes, sendo mais sensivel a mi* 
dança do desenho nas letras capitães, ou versaes, do começo de cada Terso, poli 
na denominada primeira edição estáo em correcta harmonia com os caractera 
minúsculos; ao passo que na segunda os versaes téem inclinação diversa dos mi- 
núsculos, tornando a edição, na parte artística, ainda menos bella. 

O sr. visconde de Juromenha, no tomo i das Obras de Camões, cíudas, pag. 
446, poz o seguinte : 

ff Sobre estas duas edições tem-se suscitado uma questão, isto é, se a segunda 
foi realmente uma nova edição que saiu no mesmo anno, ou contrafacção da pri* 
meira. Eu estou persuailiilo que foi uma contrafacção d'esta, porém ordenada 
pelo mesmo auctor ou editor, retratada quanto foi possível da edição prineep$, 
com os mesmos typos para se não dístinf!uírem d aquella, que saiu no mesmo 
anno de 1572; pouia também sair em eporJia dítfererite á da data marcada no 
fronlispicio. O que deu logar a esta subtileza foi porventura a necessidade de 
evitar as delongas das licenças e censuras, ou alguma caballa que se levantasse 
contra a integral reimpressão do Poema sem as amputações que soíTreu na ediçlo 
seguinte (1584). Exemplos doestas edições do mesmo anno, parecendo idênticas 
no lypo, mas com variantes no texto, se encontram de outros auctores, e o» mo- 
tivos podiam ser os mesmos.» 

Aíigura-se-me não ser fácil demonstrar se a segunda edição saiu do prelo 
em l«)7z, ou durante a vida do poeta ou depois da sua morte ; e náo julgo diífi* 
cil provar que não foi o impressor António Gonçalves quem a fez. 

Em primeiro logar, não me parece que elle necessitasse de fa«r uma con- 
trafeição. Devia de conservar a mesma gravura do rosto; ainda podia empre^^ar 
os mesmos typos e não precisar certamente do recorrer a caracteres diversos. Illu- 
diria a auctoridade e os censores com o próprio material de casa. Nem n'aqaella 
epocha era natural que um impressor, estabelecido em o nosso paiz, podesse ma* 
dar de typo de um anno para o outro. Devia de contentar-se talvez por um pe- 
ríodo de muitos anrios, com as pequenas porções de typo, que lhe fosse possí- 
vel reunir para a sua industria, que então não era muito procurada, nem muito 
lucrativa. É é provável que o typo, no século xvi, tivesse fundição mais consis- 
tente e duradoura, do oue a que sáe pela combinação do metal, modernamente^ 
da maior parle das fundições européas; e como as tiragens eram mui limitadas» 
a conservação era muito maior. 

Se houvesse pessoa que tivesse a possibilidade de reunir, não^ dasbiblic 
thecas publicas e particulares do reino, mas das do estrangeiro, o maior numero 
de exemplares das duas edii;ões indicadas, a confrontarão podia realisar-se por* 
ventura com bom êxito, embora esteja persuadido de que, apesar d'isso, não se 
alcançaria uma certeza mathematica. 

Seja qual for a hypothese, que se estabeleça para acertar com a pessoa que 
mandou imprimir de novo os Lusíadas com a data de 1572, o poeta entrou para 
esta nova edição com alguma porção de trabalho? I\eviu-a? Alterou-a? Introdu- 
ziu-lhe variantes notáveis na occasião da impressão ou no exemplar de seu uso, 

ãue passou a estranhos e serviu para nova edição? Sendo publicada depois da morte 
o poeta, quem a emendou? Quem se atreveu a tocar na maravilhosa obra de Ca- 
mões? Não me considero habilitado para entrar n'essa averiguação. 

Thomás Norton apreciava as duas primeiras edições de diverso modo, e 
n'uma interessante collecção de notas mss. camonianas, poz a seguinte: 




os M 

LVSI ADAS 

deLuis de Ca- 



mões. 



COM PRIVILEGIO 
REAL. 



Imprrlji)! em Lisboi , coii bma Ja 

tio •■ em cajá de j^iitomo 
G b^alue:^ [mprejjcr. 

ijri. 






DE CAMÕES 27 

«Em 1572 publicaramse duas edições dos Lusíadas. Esta é a 2.% e diífere 
da 1.* em que nesta o pelicano olha para a nossa esquerda, e na i.* para a di- 
reita. O alvará n'esta tem 33 linhas, e na 1/ 34. A data na 1.* é por extenso, e 
ii'esta numérica. Em geral, as terminações dos pretéritos na i." sSq em am, 
e Doesta em ão. E no canto in, est. 96, na i.' lé-se libei-dade, e n'esta liberali- 
dade.9 

A esta nota segue, no mss. citado, a copia de uma carta de Rodrigo da Fon* 
seca Magalhães, aue n^antinha as mais coruiaes e intimas relações com Thomás 
Norton, e n'ella lhe escreve, sob dála de 28 de fevereiro de 1846: 

«O Castilho (José Feliciano) remetteu-me três exemplares dos Lusíadas to- 
dos de 1572. Dois com frotitispicios iguaes, um com sua diííerença. Eittre os 
dois primeiros ha breves differenças, que lhe fazem crer significarem ellas duas 
edições. O terceiro tem, como digo, o mesmo fronlispicio e variantes com os dois 
primeiros, d'ahi resulta a opinião de que foram três as edições d'aquelle anno. 
fíâo acho que sejam argumentes os que se en)pregam para se darem os dois pri- 
meiros volumes como representantes de duas edições, porque é mais que possivel, 
é provável que na continuarfio da tiragem se fossem achando faltas, que se iam 
corrigindo sem desprezo das primeiras folhas, o que acontece com a do Morgado 
Matheus, onde em uma das oitavas em l(>gar de um D está H. Considerando a im- 
perfeição dos prelos, da composição, dos correctores, de tudo, quem não vô que 
isto devia assim acontecer ? Pois é em summa n'isto que se fundam os argumen- 
tos. =- (A) Bodrigo da Fonseca Magalhães,» 

Em 1850, o conselheiro José Feliciano de Castilho já tinha entregue a Me- 
moria, que adeante menciono, a sua mngestadc o imperador do Brazil, porém 
ainda estava convencido da existência, até o presente não averiguada, de varias 
primeiras edições. .N'uma carta a Norton escreve do Rio de Janeiro o seguinte : 



«Sua raagestade o imperador do Brazil, um dos mancebos de mais vasta in- 
lelligencia, e mais universal leitura que tenho conhecido, enunciou-me o desejo 
de lhe examinar um exemplar dos Lmíadns, que elle guarda como Ihesouro, e 

?ue era fama ler pertencido ao próprio Camões, e estar todo por elle annotado. 
'az a honra d'este monarcha o dizer-se que a quem lhe deu est^í livro velho, en- 
cheu elle, por isso, de honras e mercês : ouço que o condecorou, que lhe deu uma 
caixa com brilhantes, e finalmente uma das melhores abhadias d'este iinp«'rio. Fiz 
um profundo estudo sobre este livro, e achei positivamente ser o famoso exemplar 
da livraria de 5. Bento, de que falia o Trigoso, n'unin nota da sua memoria, o 
yial exemplar teve a sorte de todos os bons livros dos nossos conventos, foi rou- 
bado por um frade do mesmo mosteiro. 

•Fiz então uma memoria de mais de cem paginas in-folio, demonstrando até 

^evidencia que não havia um vislumbre de fundamento na opinião que, desde o 

íwado do século passado, attribue os commenlarios nianuscriptos d eslo livro á 

penna de Camões. Ora agora, o que não é para uma cousa averiguada, é se este 

yolorae não foi do uso de Camões, o aue me deixa suspeitar uma quasi illegivel 

indicação do fronlispicio. O exame d este novo exemplar da chamada segunda 

jdiçáo de 1572, conlirma a desconfiança que a confrontação ile vários livros d'essa 

data em mim suscitaram, a saber: primeiro, que não foram só duas, mas três ou 

\ Quatro as edições datadas de io72. Segundo, que apenas uma foi realmente pu- 

[ Jlicada n'esse anno, e todas as outras o foram subrepliciamente no intervallo que 

f deeorreo até 1584.=(A) José Feliciano de Castilho.» 

Annos depois, José Castilho não mudara de opinião. Y. a observação de In- 
t Qocencio, no Dicc.j tomo v, pag. 251, n.° 1. 



28 



LUIZ 



O padro Thomás José de Aquino no fnn da ediçílo, qne dirigiu, e náo é 
de certo das peiores que possuímos, poz a seguinte nota copiada textualmente: 

<t Ao tempo que estavam deI)aixo do Prelo as ultimas folhas d'este iv tomo, 
nos foi dito, que o Revercndi>simo Padre Mestre, o Senhor Fr. Francisco de 
S. Bento Borba, Mon^'e Denediclíiio. Doutor pela Universidade de Coimbra, di- 
gnissimo Deputado da Ueal Mesa Censória, e bem conhecido pela vastidáo da 
sua litteratura, possuia um exemplar da primeira Edição dos Lusíadas, com ai* 
gumas notas marginaes, que se dizia serem do próprio punho do Auctor. Sm . 
perda de tempo procurámos a este Doutíssimo Religioso, o qual empenhado 
tanto na gloria do Poela, como em tudo o (lue pôde utilísar a Republica Litlen- 
ria, com a maior benevolência e generosidade, nos facilitou o examinarmos o 
referido Livro em que não achámos outra cousa, que algumas notas bastante- 
mente supcrOciaes, e pertencentes á Mythología, de sorte que, posto que a letra 
de que estavam escriptas inculcasse bastante antiguidade, pois que já algumas se 
nSo liam, o juizo que (izemos foi, que as tacs notis não haviam sido escríptai 
por Luiz de Camões; por quanto se náofaz crivei, que hum tal homem se occo- 
passe em explicar humas cousas facílimas de comprehender, ainda por aquel* 
les que são menos instruídos em similhantes estudos, e deixasse outras que no 
mesmo Poema ha de summa diflieuldade, c que mais necessitavam de decUn- 
ção. Observámos, alem d*is(o, que as mesmas uotas escriptas em hum dos Exem- 
plares da primeira Edição; os quaes por terem sabido consideravelmenle errados 
em muitos lugares, foram lo(ro emendados pelo Poeta em outra, que se fez em 
Lisboa no mesmo anno de 157i, em que havia sabido essa primeira. B não oo( 
devemos convencer, de que tendo Luis de Camões Exemplares certos, nos dei- 
xasse notas em hum dos que o não eram, principalmente não fazendo nelias 
menção («x)mo não fazia) d*esses mesmos erros. 

cr Por todas estas razões, e porque os nossos Leitores tem no Index de JoSo 
Franco Barreto, que lhes damos depois da Lusíada, huma noticia muito mais 
copiosa da Mythologia que o Poeta toca, julgámos estas notas menos dignas de 
attenção, e que se deviam omittir. Deixamos, porém, aqui esta advertência, pan 

3ue uo caso que para o futuro appareçam se não entenda que escaparam á nossa 
iligencía.a 

Na sua interessante memoria acerca da Primeira edição dos Lusiadas, dia- 
nos o sr. Tito de Noronha (pag. 19 e 20) : 

« E estão perfeitamente caracterísadas as duas edições pelo rosto; conhece-sfl 
que são distinctas; mas não é só por isto; pela analyse typographica dos exem- 
plares chega-se á convicção que são edições distinctissimas. 

ff Seguindo a ordem numeral do morgado de Matheus vô-se que na ftrinuin 
o alvará de privilegio contém trinta e quatro linhas e a data está escripta porex- 
tenso — vinte e quatro dias do mez de setembro — e na outra trinta e três linhas 
e a data em caracteres romanos — xx[[ij de setembro — as linhas deixam de 
ser idênticas na partição desde a vigésima segunda em diante. 

« A paginação é igual, mas não é igual o olho do typo ; n'uma os tt ligados 
o s não excede o olho da letra; na outra, o s te:n a forma do /'sem travessão; 
n'uma os CC versaes descem abaixo do olho da letra, contornando interiormente 
a letra que se lhe segue; na outra os CC terminam na linha inferior do olho d» 
letra ; alem d*ísso, os reclames não estão justamente em pontos iguaes nas daas 
edições, bem como ambas são dilTerentemente espacejadas em mais de íUH 
ponto. 

« A orthographia, com quanto pouco uniforme em ambas, é também dirers» 
entre as duas edições ; na primeira, as terminações dos versos acabam em oMh 
na outra em ão. 

« Alem d'isso, ha diííerenças que bem caracterisam as duas edições, como 



DE CAMÕES ^ 

pio o segundo verso da estancia 56 do canto ix, que na primeira 

«Filho de Maria A terra, porque tenho» 

aa segunda: 

« Filho de Maya etc.» 

; duas edições existem igualmente diíTerençns de palavras, c^ue as fazem 
e erros que não são communs a ambas. A lista d'estns dííferenças se- 
Quem mais nor miúdo quízer certiíicar-se do caso, pôde consultar a 
morgado de Matheus e o Exame de Trigoso, que ambos Urga e copio- 
ractam do assumpto, e mais amplamente, as dtfferenças orthographicas, 
Juromenha, vol. vi (Lisboa, i870), pag. 483 a 519.» 

nhecido e benemérito livreiro editor portuense, António Rodrigues da 
linho (já fallecido), no estudo de pronria lavra, que inseriu no seu /or- 
Ho, e depois pez á frente da edição aos Lusíadas, em 1881, ínclina-se 
r do sr. Tito de Noronha, acerca das duas primeiras edições. Yeja-se a 
'ada (de 1881), pag. lxiii a lxix. É trabalho digno de se ler detida- 



tudo mais recente, que eu conheço, a respeito das duas primeiras edi- 
que se comprehende n*um importante livro publicado sob a direcção do 
ha da Gama, como digno, zeloso e erudito bibliothecariodabibliolheca 
lo Rio de Janeiro, com a collaboração de diversos empregados: Catalogo 
çãò permanente dos cimelios da bibliotheca nacional. (iUo de Janeiro, na 
. Leuzinger & Filhos, 1885. 8.<* gr. de xi-i059 pag. e mais 11 inuume- 
estampas photo-lithographicas). Vem n'esta obra de pag. 300 a 306. 
exemplar á benevolência do illustre auclor, que m'o oíTereceu por in- 
do meu dedicado correspondente, amigo e favorecedor, sr. Joaquim da 
lo Guimarães. O auctor, citando e transcrevendo parte do artigo do 
e Noronha, ao qual me referi acima, refuta algumas de suas asserções. 

i a amostra da critica, que me parece estar dentro dos limites das hy- 
e apreciações, que tenho feito na serie de longas analyses a que soa 
em tão diíficil assumpto. Bom é conhecer todas as opiniões, e testemu- 
teresse com que escriplores competentes e de levantado mérito se en- 
om entranhado amor, a exames, que desanimam e enfadam pela aridez. 
04 a 305, da obra citaila, lé-se : 

asserções — « que se não deve presumir que um impressor crthographe 
obra por dois modos diíTerentPS no mesmo anno, e que se esquecesse 
[ue a segunda era uma nova edição, visto que para isso tinha privilegio 
nnos» — não são também procedentes. 

rque um inipressor, no mesmo anno, não pôde ortliographar a mesma 
duas formas diíferentes? Qual o obstáculo? Nas edições antigas, e ainda 
mas, não se vêem as mesmas palavras orthographadas de modos dilTe- 
i na mesma linha ? 

)rivilegio concedido por dez annos para a impressão da obra, não isen- 
ctor e o impressor das diíliculdades e delongas de novo exame ou cen- 
) quizessem reimprimir a obra. Esta, como pensam muitos, pôde ter sido 
e na ver o impressor omiltldo a declaração de segunda ã nova edição, 
o nos parece provável que Camões tivesse corrigido e dirigido pessoalmente 
ão da chamada segunda eáicão ; mas, a similhança que existe entre as duas 
rer que saíram ambas das oílicinas de António Gonçalves no anno de 1572. 
lese aventada pelo sr. Noronha de haver sido reimpressa a obra em 1585, 



I 



30 



LUIZ 



com os mosmos typos comprados a António Gonçalves, nSo tem a menor proltt* 
bilidade. No Iar$;ò espaço de tempo de treze annos, estes typos, ou estariam com- 
pletamente inutilisados, ou já muito gastos; e, quando não estivessem, não é de 
presumir que, em mãos de outra pessoa, tivessem produzido uma obrasimiihaote 
á primeira. 

ff ... a rasão de estar no Summario de Lisboa o pelicano com o collo voltado 

Í)ara a esquerda, e dever estar assim na primeira edição dos ÍMsiadas, não é n- 
iosa. Não ha duvida que se fizeram duas portadas; uma tem o pelicano como 
rosto voltado para a esquerda, outra o tem com o rosto voltado para a direiti. 
É certo também, como diz o sr. Noronha, que a que foi empregada no Summaái 
é a que traz o pelicano com o collo voltado para a esquerda. Qual d'ellas, poréffl, 
foi empregada na primeira edição c qual na segunda? É este exactamente o ponto 
da duvida, ((ue o sr. Noronha não resolve. A razão que dá não é bastante pan 
aífírmar-se que a chamada segundu edição é que é a primeira, por isso que tem o 
pelicano com o rosto voltado para a esquerda. 

« Em um ponto estamos do perfeito accordo com o sr. Tito de Noronha: é 
quando combato a opinião do coitselheiro Josó Feliciano de Castilho, que entende 
que, com a data de 157i, houve talvez quatro, e pelo menos três ediçOes.EiB 
verdade, a explicação que dá o sr. Noronha das variantes encontradas pelo coè- 
selheiro Castilho é muito plausível : « As ditTerenças que porventura se possui 
« encontrar em exemplares similhantes provém de se terem baralhado cademoi 
« ou mesmo folhas dos dois exemplares, ou mesmo de se haver entresachado ea 
«exemplares incompletos quaesquer folhas de edições posteriores e parecida 
«Por esta forma, duas edições podem parecer três ou quatro, e mais até,poriiio 
«conferirem rectissimamente em todas as suas folhas, com quanto appareoleB 
ff um todo commum.» 

Todos os escriptores c bibliographos téem dado, até o presente, ás primeiras 
edições o formato em 4.° Tenho duvidas a respeito d* essa classificação, e pom 
aqui as rasões em que me fundo. 

O formato de um livro, cuja verificação é uma das primeiras difficuldadesdl 
bibliographia, não é o que se representa á vista; mas é determinado [)elastt 
composição ou feitura, nas relações artísticas entre o impressor, propriamente 
dito, e o encadernador. Por esse motivo, cada folha que sáe das mãos do tjpo* 
grapho para as do impressor tem, para guia e certeza da tiragem e da encader* 
nação, uns signaes, que na tcchnología typographica são denommados ru&rtcoioQ 
(issignaturas. Com ellas, o impressor salJe como ha de tirar e retirar a folha, 
isto é, o (jue é a primeira tiragem ou branco^ e segunda tiragem ou retiração;t 
o encadernador sabe como ha de dobrar a folha e dar a forma ou o formato ao livra 
Para determinar, pois, ao livro o formato em 4.^ bastavam antigamente duasos- 
signaturas na folha, uma na primeira pagina, e outra na terceira; uso que os mo* 
demos processos typographicos, e a melhor educação dos artistas, tem modif- 
cado. 

Ao examinar mais attentamente pela primeira vez e com o alvoroço de aoM- 
dor um exemplar da edição princeps dos Lusíadas, estranhei que cada folha ti- 
vesse quatro assignaturas A, A 2, A .3, A 4, correspondendo á primeira, tercein, 
quinta e sétima paginas; e conhecendo a classificação dada pelos bibliographos, 
repetida de uns para outros, naturalmente sem poderem fazer prévio e directo 
exame, pensei, de mim para mim, que essa classificação podia ser errada. 

Depois, proporcionou-se-me ver um exemplar desmanchado, que eslava pait ' 
lavar, completar com reproducções photo-lithographicas onde havia faltas, e en- 
cadernar de novo; e vi que as assigtiaturas tinham determinado desde logo ant 
tiragem em 8.° e não cm 4.», porque o branco c a retiração casavam perfeita- 



I 



DE CAMÕES 3* 

mte e nSo davam outro formato senão o S.% e esse fóra o propósito do editor 
impressor. 

Objectar-se-ha que as linhas de agua do papel testemunham que ali está um 
* e não um 8.**, Acceitando a objecção responderei que não entro n'essa aprecia- 
3, porque não posso indicar qual era a forma total do papel empregado para a 
pressão dos Lusíadas, nem de. qual localidade, nem em quaes condições foi 
'necido ao impressor. 

Acerca do exemplar que pertence ao imperador do Brazil, o sr. D. Pedro II, 
la Memoria que escreveu o conselheiro José Feliciano de Castilho, citados no 
xc, tomo V, pag. 251, devo acrescentar o seguinte : 

No Catálogo da exposição camoniana realisado pela bibliotheca nacional do 
o de Janeiro a 10 de junho de 1880 (tri-centenario de Camões), em o n.« 1, 
scripção do exemplar pertencente a sua magestade o imperador, leio esta nota : 

<r Precioso exemplar com as caracteristícas da chamada segunda edição. Traz 
. folha do privilegio, cm uma linha e por letra do tempo esta curiosissima indi- 
ção meio apagada : Luiz de Camões, seu dono 676. 

« Foi no século passado propriedade do monge theatino fr. João Baptista, 
Lssou ao poder do benedictino fr. Alexandre da Paixão, e por morte d'esle á 
rraría do convento de S. Bento da Saúde em Lisboa. Já n'este século veiu ter 
mãos de fr. João de S. Boaventura Cardoso, o qual de Santa Catharina, porin- 
rmedio do failecido senador José da Silva Mafra, o oííereceu em 1845 a sua 
a|*estade o imperador, actual possuidor do livro. (Vide Memoria do conselheiro 
«é Feliciano ae Castilho, 1880.) » 

A Memoria, a que se referiu Innocencio, e é citada peio auctor do Catalogo, 
tava inédita á publicação do tomo v do Dicc, e fóra escripta em 1848 só para 
ia magestade o imperador. Por occasião das festas do tri-centenario camoniano, 
sr. D. Pedro 11 deu licença ao então bibliolhecario da bibliotheca nacional do Rio 
i Janeiro, sr. Ramiz Galvão, para que a mandasse copiar, e fizesse imprimir no 
«no VIU dos Annaes da mesina bibliotheca, e d'ahi foi impressa em separado, 
>mo nova homenagem em tão grandiosa solemnidade. 

Ahi se lé (pag. 10) : 

«Este exemplar da (chamada) segunda edição dos Lusíadas, de 1572, era mui 
>nbecido em Portugal, onde occupou frequentemente a attenção dos bibliogra- 
hos e dos admiradores de Camões. A tradição atlribuia a este livro a inapre- 
iavel honra de ter pertencido ao próprio auctor dos Lusíadas (o que é mui pos- 
vel, talvez provável) ;dizia-se ser letra do poeta o muito que em tão curioso livro 
[kparece manuscripto; o que tudo o tornava objecto de particular culto e vene- 
kção.» 

E na pag. 24 para 2o : 

' . . decididamente julgo não poder ser objecto de questão : 
'que nunca foram de Camões as notas que se escreveram no exemplar de ima 
^gestnde imperial. 

«É, porém, mui possível, provável mesmo, que este volume pertencesse ao 
fincipe aos poetas porluguezes, pois por baixo do alvará se li*e^ as palavras — 
Uiz ae Camões seu dono — as quaes são de um caracter mui conforme com o do 
^ciilo XVI, — de letra, de que não torna a apparecer uma palavra em lodo o de- 
irso do volume, — e phrase emfim escripta sem affectação, correntemente, e com 



32 



LUIZ 



tal negligencia que até as palavras, ainda frescas, foram roçadas, a ponto de qual 
se tornarem inintelligiveis, o que tira a ídéa de um calculo doloso. Cumpre en- 
tretanto notar que nVssa linha o appeilído está escripto Camoens, isto é, difis- 
rentemente do modo como o poeta o imprimiu. 

«A serem pois fundamentadas as minhas observações : 
«este exemplar pertenceu na primitiva a Luiz de Camões, o qual todavia n*ét 
não escreveu uma só linha de conceitos.» 

Ao que o sr. dr. Ramiz Galvdo põe esta nota : 

t Aqui parece ter-sc enganado o conselheiro Castilho. O auxilio da lente deíxi, 
perceber distmctameiíte Camões, ainda que Á prinieira vista se possa crer na in- 
tercalação de um n pelo já mencionado eíTeito do roçado da tinta. 

«E alguma cousa mais. Adiante da phra^e Luiz de Camões seu dono, como 
auxilio da mesma lente se distin^iue, posto que apagadissima, a data 57^. Cst0^ 
facto corrobora a hypothese de haver pertencido ao poeta este precioso volame, 
e traz para a discussão do assumpto mais um argumento de peso, que é pena ti- 
vesse escapado ao sagacíssimo auctor da Memoria,» 

D'esta segunda edíçSo, são conhecidos os seguintes exemplares em Lisboa: 
da academia das sciencias, da bibliotheca nacional (dois, um em melhor estadftj 
de conservação, que o outro) ; dos srs. Fernando Palha, conselheiro Gama Ba^] 
ros (que pertenceu ao fallecido José Maria da Fonseca); bacharel António Aa- 

Susto de Carvalho Monteiro íque ó adquiriu no leilão dos livros do conselheiro 
linhava), e João Henrique Úlrich ; no Porto : o sr. dr. José Carlos Lopes; noBn- 
zil : sua magestade o imperador, o gabinete nortuguez de leitura do Rio de Ji»| 
neiro, e a bibliotheca nacional da mesma ciaade ; e em Paris: a bibliotheca na-i 
cional. O exemplar da segunda edição, que possue a bibliotheca nacional do Rio 
de Janeiro, foi comprado em 1880 ao livreiro editor, sr. B. L. Garnier poc 
405^000 réis (moeda fraca). Pertencera a D. Diogo de Rocaberti y de Pau, cuja 
assignalura aulographa vem na folha do rosto. Está em perfeito estado de con- 
servação. 

Os preços téem sido desde 30)^000 até OOi^OOO réis, com tendência pan 

alta. O sr. Carvalho Monteiro adquiriu o sou exemplar, no leilão de Minhava,pK)r 

250^000 réis. Veja-se o que escrevi a este respeito, quando tratei da primeira 

> edição. 

No leilão de livros do fallecido José Gomes Monteiro um exemplar, falto de 
rosto, mas no restante em soíTrivel estado de conservação, foi arrematado para o 
sr. dr. José Carlos Lopes por 14j^200 réis. 

Quando falleceu o conselheiro José da Silva Mendes Leal (em Cintra, 22 de 
agosto de 1880) appareceu dois dias depois publicado o seu testamento, e um 
dos legados a seu cunhado o sr. Frederico Biester, negociante e vereador da mu- 
nicipalidade de Lisboa, foi o exemplar da mui rara edição dos Lusiadas de 
1579. (>omo não vi nunca esse livro, e por me lembrar que o finado escriptor 
o tinha em grande apreço, empreguei as possíveis e convenientes diligencias para 
que a viuva, ou o legatário, me favorecessem permittindo que eu o examinasse. 
iNão o consegui, porém, até a hora de entrar no prelo esta folha, por me respon- 
derem que o livro ficara em Madrid; comtudo, logo que viesse com o espolio^ 
que fdra mandado vir para Lisboa, me soeria mostrado. Passado um mez, tive, 
por parte da ex.»* viuva, nova informação : nem em Lisboa, nem em Madrid fòn 
encontrado o exemplar citado. Se o acharem tratarei, opportunamente, d'elle, 
pois a data de 1579 desperta-me a mais viva curiosidade. 



1'. 



os LVSIADAS 

DE tVIS DE CAMÕ.ES. 
^ J^ná dl nnu impnjlf , «w élgSst JnMto^ 




f(jmlltt)tfâJ»5Mfnm* (}*ftlU iã Sámãa 

&Giir*íln^»i,SfS*,f*r MmhI dt Ljn- 

£iBLiiboa.AnnoiIe isS^f. 



Canto terceiro. . fS 

tfhUiê CámSes, forque €$nJMF<m iÕirâ âpêtru^ 
^ íeuânUndofe ($m á Cidade dê Buêfé . t^JudS 
€$mêrc4$,máiM em bsiélbé # c4fitÍ9 dáquilU 
prêutaeid, i^ f^KÍ^^ éfftntt nê (idade. 
'^ QênU ês á rcês fêt ondt >? a égoá à íidádi, Cbá" 
mãlbtãfgtnt9,f9r^ft(bsmâ agça dá ptétã» 
^ ffj i$mddd Í9sAfàMrês por Giidldo/im psuêr^ 
là na cidade Beja vzy toimr» 4Ó 

Viagaaçi de Trancofo deftruidi» 
Affbnfo qae n&o fabe foíTcgar, 
Por efteoder co a faraa a curta vida: 
Nio (elhe pode muito foftentar 
A Cidade: asas fendo j a rendida» 
Eoi toda a coofa viua,a gente yrada, 
tronando os fios vay^ da dura efpada. 

Com eftas fojugada foy Palmella, 47 

£a ^ pífcofa Cizimbra.<Sc juntamente 
Sendo ajudado mais de f^a eftr Jla 
Desbarau hum exercito potente: 
Sentio o a Villa.Jc vio o a ferra dctU» 
Que a focorrella vinha diligente. 
Pella fralda da ferra defcuidado. 
Do temerofo encontro inopinado. 
** Lhámápifcúfá.pêrq cm ctrta típofi ajunta sIs 

grtde (ãpidadi de pifç$s,pcrafe pjJiaríA jffricd. 

K 4 O Rn 



DE CAMÕES ^ 



# # 



4. 0$ Lvsiadas de LrU de CamQes, Agora de nouo impresso com algúas Anno- 
ns de dtuertns Autores. Com licença do Supremo Conselho da Sancta jf geral 
isição, por Manoel de Lyra. Em Lisboa, Anno de Í5S4. 8.<* de xii-(innuniera- 
•280 foi. — Tem. portada gravada; e depois da licença e da taboada outra 
ura, que antecede o poema. Para evitar as descripções dos desenhos, que nem 
)re saem perfeitamente conectas, reproduzi não só as mencionadas estampas, 
a pagina onde o annotador poz a celebre nota dos piscos, que deu. o nome a 
edição. Ficam assim bem visiveis os seus característicos; isto é, alem das 
gravuras, vé-se que a impres.^o do poema foi feita em lypo redondo (es- 
i de interduo, ou corpo 10 moderno), e em itálico as annotações, que se re- 
1 ás estancias. Os cantos téem argumentos. 

Note-se que o censor d'esta edição foi o mesmo da primeira edição, e que 
o seu parecer da seguinte forma, aliás mui simples, eml)ora bonrosa para o 
\, estranhando- se por isso que elle consentisse que o livro saísse tão nota- 
ente deturpado. 

«Vi por mandadq do lllustrisstmo & Reverendíssimo Senhor Arcebispo de 
iSL, Inquisidor Geral destes Iteynos os Lusiadas de Luís de Camões, com ai- 
glosas, o qual liuro asi emmendado como agora vay, não tem cousa contra 
& bôs costumes, & pôde se iniprimir. E o autor mostrou nelle muito enge- 
& erudição. Fr. Bertholameu Fen'eii^.» 

K licença para a impressão, datada de Lisboa a 15 d« maio de 1584, é assí- 
i por Manoel de Coadros, Paulo Afonso e lorge Sarrão, 

jomo se sabe, esta é a edição revista e deturpada pelos jesuítas. Veja-se a obser- 
», que acompanha a descripção feita no Dtcc, tomo v, oag. 251, de lin. 40.* 
'; e o Que escreveu o sr. visconde de Juromenha, nas Obras citadas, tomo i, 
ki7 a Í49, e especialmente a pag. 4i8, do penúltimo paragrapho em diante. 

'ossuem exemplares: em Lisboa, a bíbliotheca nacional (dois, defeituosos); 
rs. Fernando Palha (que era o da copiosa bíbliotheca de Fernandes, do Por- 
>nselhciro Henrique da Gama Barros, João Henrique UIrich, João António 
les (incompleto), e António Augusto de Carvalho Monteiro (que era o da 
ç2o do conselheiro Mínhava) ; em Villa Real, casa de Matteus, o sr. conde 
lia Real (que era o da collecção de José Gomes Monteiro); no Porto, os 
^ntonio Moreira Cabral, visconde da Ermida e João Vieira Pinto (fallecido); 
a de S. Miguel, o sr. José do Canto; e no Rio de Janeiro possuiu um Fran- 
Maria (Cordeiro, já fallecido (este exemplar passou para o seu irmão, sr. Lu- 
Cordciro, de quem já tratei no tomo antecedente). 

>s preços dos exemplares d*esta edição téem variado desde 30^000 a 90i$000 
x>r serem considerados tão raros como os das primeiras edições. Os collec- 
Jores, ainda quando os exemplares apparect^m defeituosos, fazem subir muito 
valor. No leilão dos livro? ao fallecido Gomes Monteiro, do Porto, subiu a 
KK) réis, para o sr. conde de Villa Real ; e no do fallecido conselheiro Mi- 
i, o sr. Carvalho Monteiro adquiriu o exemplar que possue por 180<^000 réis. 

Jiii dos velhos Bertrands, mais dado a assumptos bibliographicos, que to- 
íJe vez em quando notas interessantes acerca de edições mais raras, oume- 
>[ihecidas, que lhe passavam pelas mãos nos vastos armazéns da sua antiga 

3 



» 



LUIZ 



livraria, no antigo Chiado (hoie, rua Garrett), asseverava qne a edição doi 
coSy que possuía Mínhava, Ih a vendera etle por — $ete cruzados notos (3 
réis) í 

# 

# # 

5. Primeira parte (los Avtos e Cornedias portrgvesa$, feitas por António P\ 
ff por Luís de Camões, Sf pm* outros Autores Portugueses, cujos nomes m 
prtncipios de suas obras. Agora nouamente juntas Sf emendadas nesta primeis 
pressão, por Affonso Lopez, moço da Capelíu de sua Magestade, SC á sua custa 

Sressas com licença Sfpriuilegio Real. Por Andrés Lobato Impressor de livros. 
I.D.Lxxxvij. 8.'»*gr. de 179 fl. numeradas pela frente. — Tem portada formai 
vinhetas, mas de dcsprimorosa composição typographica. 

A censura é de Fr. Bertolameu FejTeyra. A licença para a impressão 1 
data de Lisboa de !2 de setembro de 1586, e «'> assígnatura de Jorge Serrão ( 
tonto de Mendoça. 

N'este livro é que appareceram pela primeira vez os dois autos de Cas 
Auto dos EnfatriõeSy aue corre do íim de folh. 86 a folli. 101, e o Auto de 
demo, que vae de 11. 143 v. a íl. 163. 

V. o Dicc, tomo I, pag. 241 e 242: c tomo vni, pag. 288; e o tomo i das ( 
pelo sr. visconde de Juromeniia, pag. 449. 

A bíblíotheca nacional do Lisboa possue um exemplar, posto que incoro 
d*este raríssimo livro. No Porto fez-se uma reimpressík) d'este modo : 

Autos de António Prestes. 2." edição^ extrahida da de 1Õ87, Revistos poi 
de Noronha. Porto, imp. Portugueza, 1871. 8.*»^ de xi-503 pag. — N*esta ropn 
ção só entraram os sete autos de António Prestes. Não foram, portanto, incl 
os restantes trabalhos de outros auctores, que figuravam na edição de 1587, í 
notada. 

# 

# * 

6. Os Lrsiadas de Lvis de Camões. Agora de nono impresso, com alguns 
tacões de diuersos Autores. Com licença fio Supremo Coníielho da Sancta, e 
Inquisição, por Manuel de Lyra. Em Lisboa. Anno de íõOl. 8.** de 4 in-H 
numeradas só pela frente, e mais 34 fl. imiumeradas com as annolações. A n 
ração do poema chega só até a fl. 184, e as duas seguintes não tíem nuroei 
O frontis[)icio tem gravura igual á da edição de 1584. A impressão é em car 
res redondos com m uns. 

A censura e a licença téem as assignaturas e a data da edição dos piseoi 
esta circumslancia se julgou que era reproducção fiel da de 1584; engano. N 
o editor fez cortes em as notas, incluindo a celebre ãos piscos, mas reuniu as i 
no fim do poema. Também não ajuntou a taboada. 

Não sei como poderá explicar-se porque, sendo notavelmente modificada 
edição, e apparecendo sete annos depois da de 1584, não foi necessário tirar 
licença, e veiu á luz com a que já tinha'sido concedida n'aquelle anno, quai 
certo que para cada edição corria novo processo nos tribunaes competente 



DE CAMÕES , • ^ 

iretendiam melborar, de certo modo, a edição de 1584^ consentiriam n'isso, 
i idéa de a inutilisar? 

Bm alguns exemplares, como o da bibliotheca nacional de Lisboa, nas duas 
as folhas faltam os n.*" 185 e 186. 

Possuem exemplares : em Lisboa, sua magestade el-rei o sr. D. Luiz I, a bi- 
leca nacional (defeituoso), os srs. Fernando Palha (que era o da coUecçâo 
tndes, do Porto), e António Au|?usto de Carvalho Monteiro (que pertencera á 
^0 Minhava) ; na ilha de S. Miguel,, o sr. José do Canto. 

O da collecção Fernandes f<)ra comprado por este pelo preço de 90)^000 réis. 
i sr. Carvalho Monteiro foi adquirido, no leilSo Miuhava, por 151^000 

• 
Por um exemplar da edição de 1591 o illustre e benemérito bibliophilo conde 
Kevedo, já fallecido, oíTerecía em tempo 80^000 réis. Li isto n'uma nota 
rapha em um livro que pertencera ao sr. Camillo Castello Branco (hoje 
ade de Correia Botelho). 

3 exemplar de el-rei o sr. D. Luiz pertenceu ao sr. José Homem de Sousa 
ro, que o ofTereceu a sua magestade. Não está perfeito. 

# 
# # 

f. Rhythmas de Lvis de Camões, Diuididas em cinco partes. Dirigidas ao muito 
re senhor D. Gonçalo Coutinho. Impressas com licença do supremo Conselho 
ral Inquisição, ff Ordinário. Em Lisboa, Por Manoel de Lyra, Anno de 
Lxxxxv. Ã t^usta de Esteuão Lopez mercador de libros. 8.' de 8 in-166 fl. 
radas só pela frente, e mais 4 iniiumeradas com a taboada. — Tem no rosto 
vintieta, posto que em maiores dimensões, igual á que se vé na edição de 
, que reproduzo no logar competente. 

È a edição princeps das Rimas, e muito rara. As licenças s5o datadas de Lis- 
. 17 de novembro e a 3 de dezembro de 1594. O privilegio é concedido por 
ye IL pelo tempo de dez annos, a Estevão Lopes, para imprimir " varias Ri- 
yoeticas de Luis de Camões, que inda não forão impressas : J para se tornar 
7rimir o liuro dos seus Luziadas q já foy impresso, por agora auer poucos, 
-que tiuera trabalho em ajuntar as ditas obras, ^ gastara muito na impres- 



Seguem a dedicatória; os. dois epigrammas de Manuel de Sousa Coutinho 
nões e a D. Gonçalo Coutinho; e os sonetos de Luiz Franco, em italiano; 
iogo Bernardes, e de Diego Taborda Leitão. 

Na dedicatória de Estevão Lopes a D. Gonçalo Coutinho, datada de Lisboa 
de fe\ereiro de 1595, allude-se ao alto serviço feito a Luiz de Camflres por 
SdaJgo : «Mas como não eif de exalçar até o ceo a magnifica èf mui heróica 
que V. m. fez em dar sepultura honrada aos ossos deste admirauel varãOy que 
^' plebeiamente jazião no Mosteiro de santa Anna», ele. A composição é al- 
daíueote em caracteres aldinos e redondos. 

) prologo é do licenciado Fernão Rodrigues Lobo Suropita, o qual, depois 
rias definições, dá a rasão da divisão da obra, d'este modo : 



36 



LUIZ 



«Segoese a diuisSo da obra, goe vai repartida em cinco partes, po 
numero quinquenarío pertence particularmente a obras de poesia e eloquen 
Seguindo pois esta diuisSo se deu a primeira parte aos sonetos, por ser coi 
çilo de mais merecimento, por causa das diíficuldades delia, assi em nSo 
tir nenhda palaura ociosa, nê de pouca efiScacia, como em auer de cem 
a nlateria delle dentro no limite de quatorze versos, fechando o vitimo tero 
maneira, que naõ tique ao entendimento desejo de passar áuante, cousa e 
muitos poelas, que andaõ nas asas da fama, teveraô pouca felicidade. A u 
parte se deu ás Canções e Odes, que respondem aos versos Lyricos. . . A te 
a Elegias & Oitavas. . . A quarta, a Egiogas. . . A quinta, & vitima parte i 
as grosas & voltas, & outras composições de verso pequeno, • •• 

Effectivamente, as Rimas s2o divididas em cinco partes : 

Prímeira : dos sonetos. 

Segunda : canções, sextinas e odes. 

Terceira : das degias e algumas oitavas. 

Quarta: dos egiogas. 

Quinta : das redondilhas, motes, espanas e glosas. 

O livro acaba com dezenove quadras intituladas Sentenças do autor \ 
do livro, 

A primeira é : 

Vay o bem fugindo 
cresce o mal cos annos 
vanse descu brindo 
CO tempo os enganos 

No meu mal esqui uo 
Sey tromo amor trata 
& pois nelle viuo 
nenhtl amor mala. 

Note-se que existe erro em a numeração da fl. 167, aue deve ser 16Í 
fl. 166, que deve ser 170. A elegia terceira tem repetida a designação 
gunda. 

N'esta edição collígiramse as seguintes composições de Camões: 66 i 
(foi. 1 a 21 V.); 10 canções (foi. 22 a 42) ; 6 sextmas e 1 terceto (foi. 42 
5 odes (foi. 43 a 50 v.^ ; 3 elegias (foi. 51 a 59 v.) ; um capitulo em t 
(foi. 59 v. a 60 v.); oitavas (foi. 60 v. a 70 v.) ; 8 egiogas (foi. 71. a 134 
redondilbas, moles, esparsas e glosas (foi. 135 a 170 v.). 

São conhecidos exemplares : em Lisboa, da bibliotheca nacional, dos si 
nando Palha, e António Augusto de ('orvalho Monteiro; no Porto, do sr. d 
Carlos Lopes; em Ponta Delgada, do sr. José do Canto; e no Rio de Jane 
bibliotheca nacional. 

No leilão dos livros de José Gomes Monteiro foi arrematado um ex( 
para o conselheiro Minhava, por 36^500 réis. 

Quando ia a entrar no prelo esta folha, recebi do illnstre camonianist; 
desvelado favorecedor, sr. dr. José Carlos Lopes, uma carta, em que me ] 
pava ter arrematado por 95^000 réis um magnifico exemplar das Rimas, 
de 1595; e acrescentava: 



A ultima é : 





os 

LVSIADAS 

DE L VIS 

de Camces. 

Ç To/o origiail antiga 
í^cra MuaminU 

EM LÍS'BOA 

Coih licença do Sand^ 

OffifioSí Primlc- 

gio Kcal 

PorManoeUc Lyra. isç?- 
AcufladeEíleiíío Lopeiiner 

cjiloriieliuios. 




DE CAMÕES ^' 

tcrípçSo, que v. dá, concorda plenamente, com a que eu poderia dar, 
exemplar, que acabo de adquirir, salvando a on}issão de uma folha, a 
. 86 refere, nem o sr. Saldanha da Gama. Essa folha traz na frente 
âe Francisco Lopes ás obras de Luis de Camões, e no verso As erratas 
e qoe ó o mesmo que se encontra na edição de 1598.» 



Lniadas de Ltis de Camões, Polo original antigo agora nouamente im^ 
I Lisboa, Com licença do Sancto Offisio èf PriuUegio Real Por Manoel de 
. Ã custa de Esterno Lopez mercador de liuros. 8.» de 2 (ianumera- 
I. numeradas só pelo rosto. — Em caracteres aldinos. O frontispício,. 
cmiforme a fiel reproducção que dou na frente. 

nmi» que nSo tem data, é de fr. Manuel Coelho, que escreveu : 

las obras de Luis de Camões, as quaes foram já muitas vezes impres- 
dadas ; mas assi como vão não tem cousa contra a nossa Sancta rè & 
es. Nâo lhe borrey algds vocábulos de que o autor muitas vezes vsa, 
I lhe notarão, como he fallar em Deoses, em Fado, vsar deste vocábulo 
Porque primeiramente este vocábulo deoses he vsado na Sagrada Es- 
da passo, entendendo por deoses, os Deoses falsos dos Gentios, & que 
1 o entende está claro por que o dis», etc. 

I, para a impressão, que segue á censura, tem a data de 15 de no- 
594. 



^1 



ará de licença e privilegio de dez annos, com dnta de 30 de dezembro 
ncedidos a Estevam Lopes, livreiro em Lisboa, lé-se o seguinte : 

rae eu ouvera por bem de lhe dar licença por elle ter já a da Sancta 
t do Ordinário, para se poderem imprimir varias Rimas poéticas de 
Dões, que inda não foram impressas; e para se tomar a imprimir o li- 
is Lusíadas que já foi impresso, por agora haver poucos, e porque ti- 
10 em ajuntar as ditas obras, e gastara muito na impressão, me pedia 

bem de lhe conceder privilegio, para ninguém poder iinpriíiiír, nem 
litOA livros sem sua licença, e receberia rnercé. E visto seu requeri- 
)r lha fazer: ey por bem & me praz que por tempo de dez aniios, ne- 
ímidor, nem liureyro algum nem outra pessoa de qualquer qualidade 
lo possa imprimir, neiu vender em todos estes Reinos & Senhorios de 
(m trazer de fórn delles os ditos liuros, senão aquelles liureiros, e pes- 
ra isso tirarem licença do dito Estevão Lopez. E qualquer ímprimidor, 

pessoa que durando os ditos dez annos, imprimir, ou vender os ditos 
irias Rimas, & o dos lusiadasde Luis de Camões, nos ditos Reynos,& 
m os trouxer de fora delles sem licença do dito Esteuão Lopez, per- 
le todos os volumes que assim imprimir, vender, ou de fora trouxer». 



I que 
Ca., 



a foi. 152 é 148. Os títulos das folhas téem á direita : OsLvsia- 
abreviatura usada em outras edições subsequentes. 



n exemplares: em Lisboa, a bíbliotheca nacional (dois, encader- 
> um em melhor estado que o outro), os srs. Fernando Palha, e An- 
to de Carvalho Monteiro; no Porto, a bibliotheca publica, os srs. conde 
», dr. José Carlos Lopes, António Moreira Cabral e visconde da Ermida; 



38 LUIZ 

em Vianna do Castello, o sr. João Luiz Monteverde da Cunha Lobo ; em Coímbn, 
a bibliolheca da universidade ; na ilha de S. Miguel, o sr. José de Canto; e no Rio 
de Janeiro, a bibliotheca nacional. 

Os preços d'esta edíçSo toem variado em diversos leil<5e8 desde 9^600 até 
18^000 réis. Ultimamente, no leiláo Minhava subiu á 80^000 réis, e foi adooi- 
rido pelo sr. Albino Leite de Campos, segundo disseram, parao sr. Francisco Go- 
mes de Amorim. 

# 
# # 

9. Rimas de Lvis de Camões, accrescentadas nesta segunda impressão, Dm^- 
das a D. Gonçalo Coutinho, Impressas com licença da santa InquisiGSo, Em Lu- 
boa. Por Pedro Craesheeck, Anno M. D. xcviii. A custa de Esterno Lopez merm- 
dor de libros. Com Priuileaio. 4.» de 8 in-202 fl. numeradas pela frente e miis 5 
innumcradas com a taboada, começando esta no verso da fl. 202. 

Com excepção das paginas preliminares, incluindo os sonetos de homenafem 
a Camões, menos um, todo o livro é impresso em caracteres itálicos. Reprodm, 
com algumas emendas, a edição de 1595 ; e tem mais que esta 39 sonetos, 5 odet^ 
i terceto {Despois que Magalhads teue tecida), e 3 cartas. 

O prologo começa : «Depois de gastada a primeira impressão das Rimas destQ 
excellente poeta, determinando dallo segunda vez á estampa, procurei que os er 
ros, q na outra por culpa dos originaes se cometerão, n esta se emmendasseai 
de sorte, que ficasse merecendo conhecer se de todos por digno parto do grande 
engenYio de seu autur ...» Depois de notar os erros, que se tinham reconhecido 
na diversidade das copias, e o trabalho a que se dera o editor de restabelecer & 
belleza e a graça da composição de Camões, conclue : «acrescentando a esta so> ; 
gunda impressão quasi outros tantos sonetos, cinco odes, alguns tercetos e treft \ 
cartas em prosa, que bem mostrão não desmerecem o titulo de seu dono. Na voa- ' 
tade com que se aceite só quero. . .» 

Nas paginas preliminares vem: a licença datada de 8 de maio de 1597; o 

Çrivilegio; a dedicatória a D. Gonçalo Coutinho por Estevão Lopes, datada ds- 
6 de janeiro de i598 ; os dois epiíi^rammas de Manuel de Sousa Coatinho 
Sfr. Luiz de Sousa); o soneto italiano de D. Leonardo Turricano a Camões; do lusoi 
lo licenciado Gaspar Gomes Pontino; de Diogo Bernardes; de Francisco Lo-j 
pes ; de Diogo Taborda Leitão ; e de um amigo (arionymo). Nas duas ultimas pi- 
ginas vem o prologo ao leitor, sem assignatura. O soneto de Torqúato Tasso é o 

seguinte : 

Vasco, le cuí felici, ardite antenne 

Incontro ai Sol, che ne riporla il giorno 

Spiegar le vele, e fer cola ritorno 

Ne egli par, che di cadere accenne ; 

Non piú di te per aspro mar sostenne 
Quel, che fece ai Ciclope oltraggio, etscorno: 
Ne chi turbo TArpie nel suo soggiorno, 
Ne diè piú bei subietto à coite penne. 

Et hor quella dei coito, e buon Luigi 

Tanfoltre slende il glorioso volo, 

Che i tuoi spalmati legiii andar men lunge. 

Ond*à quelli, a cui s*alza il nostro Polo, 
E achi ferma incontra i suoi vestigi, 
Per lui dei corso tuo la fama aggiunge. 



RIMAS 

DELVISDE 

CAMÕES 

ACRESCENTADAS NESTA 
Terccyta imprcflfaó. 

"Dirigidat a IndytaVniMrJuUde 
de Coimbra. 




Imfrtpiu nm licnçt dtfmdit Inqulfifú, 

EM LISBOA. 

Por Pedro Crasbccck. Anno KÍ07. 

A enfijdc Domin^oiFcrnandeziouuvloIdcttbcg) 

Çtm 'PriuUiffD. 



Este soneto foi IraduiiJo pelo sr. Joaé Riiuos Coellio (v. Dkc, tau» xn^ ■ 

I pf' 375) i reproduziJo no tomo i das Ohrat, pelo sr. visconde de J *"" 

I pf. 179 e 180; e posteriormente, eni preito ao cenlenario i 
t. Pereira Caldiu, de Braga, uoma adiante menoíonarei. 

PoHDem exemplares â'esU edíçlo de 1598 : pm Lisboa, a bibliolboM MCi»* 
ui. o» »n. Fernando Palha, António Augusto de Carvalho Monkiro b JoI* A»- 
' baio Mangues; no Porto, os «rs. dr. José Carlos Lopes e Moreira C»bnl; fl IB 
Coimbra, a bibliotheca da universidatle. 

Os precw téein uHimamente variado ealre liiOOQ e 13A300 táê. 



Ml Eimat dê Luiz ãt Camões. |601.— Edíflo duvidosa. V. a qM Bem 
'^ m DiM., tomo r, w. 2;;3, n.° 9; a no tomo i das Obtiu, pelofr.<ri«e(»da 
mentia. psi;. 45^. V. lambem o (|ue transcrevo a propósito de nm nç» 
ti túi^ de IfíUB, existente na bibliotlieca Dacíuiial do Bio de Janeiro. 



II. liimai de Leis dt CamoSs. Aa-aeeittndat itesta tercfyra imprt$tão. Di' 
rifidai à mcigla Vaiueniiinde de Coimbra. Imprntn» com licença da Scmeta !»• 
jMifâo- ^n Liiboo. Por Pedro Cratbetck. Anno ISOl. A eutla de fíowmgoê Ptr- 
naiidrs mtrtndor de librot. Com Príuilegio. i.' de 8 {iiinuR)eradBs}-SOS folhM 
nuuendas pela frente, no verso da ultima da.s rgiiacs começa a lahoada que oe- 
tupi mais S falhas innumeradaa. A impressão em caracteres itálicos, diversos da 
tdifJo anterior. — U rosto é ornado com a esphera ariiiillar, como se vj da perfeita 
Kproducflo ptioto-lilliograpbica, ijue dou em frente. 

O ahard de privilegio, com data de 7 de outubro de IGOo. passado a favor de 
ViceDcia Lopes, concedendo a e.<la mais dez annos do que fura concedido a sen 
filleeido marido Eslet ao Lopes, conlâm o seguinte : 

• que Eii (el-rei) Tizera merca a EsteuSo Lopes seu marido de llie conceder 
priuiiegio para que por l5po de dez annos nenhum Impressor nem liureiro pu- 
OHK imprimir nem vender os liuros dos Lusíadas, & varias rimas de Luís de Ca- 
n)of«& porque o dito seu marídoerafallecido.&ellalicara pobre & com cinco lilhos 
m ODiro rvmedio mais que o meneo de seus liuros, me pedia ouuesse por bem 
it lhe conceder previlejjio para ninguém poder imprimir nem vender os ditos li- 
tros sem sua licença & receberia mercê. E visto seu requeri men lo», etc 

Na censura, assignada por António Freire, e datada de 15 de junho de 1606 

t Vi este tiuro que se intitula Rimas de Luís de Camões, o qual já (oy wm- 
In ttin impreuo e emrtidado.' 

N'estc livro, os sonetos, excepluando o primeiro, silo em caracteres redoa- 
dos; as cançCei, odes, eglogas, em itálico; as redondilhas, em duas coluniuag, 
em itálico; e oo final as cartas, parte ero redondo e parle em ílalico. 



iO 



LUIZ 



Poftsuem exemplares : em Lisboa, a bíbliotheca nacional, os srs. Fernando 
Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro e João António Marques; em Ponte 
Delgada, o sr. José do Canto; no Porto, a bíbliotheca publica e ar. José Cark» 
Lopes ; em Coimbra, a bíbliotheca da universidade ; e no Rio de Janeiro, a bíblio* 
theca nacional. 

Os preços téem regulado entre 9j^000 e iSHOOO réis. No leilão Minha?a ia* 
biu um exemplar a 36 JOOO réis. Mas, para notar os caprichos do mercado, regis- 
tarei que, dias depois, n'um leilão realisado no Porto, dos livros que pertence* 
ram ao fallecído vieira Pinto, não passou de Í3A000 réis. 

» 

# # ' 

• 

12. Rimas de Luit de Camões, Acrescentadas nnta tereeffra impressão, Dir 
rigidas a la inclyta Vniversidade de Coimbra, Impressas com licença da Samiã 
Inquisição, Em Lisboa, Por Pedro Crasbeeck. Anno 1607, 4.* de 8 in-202 fl. nu- 
meradas pela frente, e no verso da ultima cx)meça a taboada, que occupa maisS 
folhas innumeradas. — O rosto em vez da esphera armillar, tem as armas de Po^ 
tugal. Encontram- se-lhe, porém, outras dífTerenças, comparada com a edição an- 
terior. 

■ 

No catalogo resumido da collecção camoniana do sr. José do Canto, publi- 
cado em 1880, apparece esta nota : « O papel e o typo são inteiramente diueren- 
tes, e até o prologo deixa de ser assignado pelo editor Domingos Fernandes, co- 
mo na antecedente edição». 

O prologo ao leitor começa : 

«Depois de gastados a primeira & segunda impressão das Rimas deste exoel* 
lente Poeta*, etc. £ conclue : 

«E nesta terceyra impressão não acrescento, as muitas obras suas que minha 
diligencia tem alcançado, & junto, dos mais certos originaes, nunca impressos: 
poraue em a segunda parte destas Rimas, que fico preparando, sairão todas a lux, 
em oreve tempo. Na vontade t^om que se aceite este meu seruiço so quero. ..» 
etc. 

N'este fínal, foram acrescentadas as palavras «este meu serviço», que não es- 
tavam no fecho do anterior prologo de 1598. 

Na dedicatória á universidade, que é todavia assignada por Domingos Fer- 
nandes, que foi livreiro d'aquelle estabelecimento scientiíico, são elogiados a uni- 
versidade e o poeta, o qual elle põe acima dos reis, imperadores e conquistado- 
res, pois d'estes téem havido muitos, mas coUocados no mais alto logar da poesia, 
só Homero, Virgílio, Tasso e Camões. 

Domingos Fernandes faz o poeta natural de Coimbra : «... o nosso grande 
Luiz de Camões : pois nascendo elle nessa vossa cidade Coimbra, a vosso peyto, 
como mãy natural o criastes tantos annos : cõ vossa doutrina, como Mestra, o en- 
sinastes algQs : & cõ vossos louuores, como fiel amiga, o honrastes tantas vezes». 

Esta dedicatória não figura na edição acima. 

* 
O sr. Tito de Noronha, que é bibliophilo distincto e se tem dado a estudos 



a 34, comparando as duas edites citadas, escreve : 

« Os dois ncemplares *3o diversos no* typos, desde aa foilias prellminarai, 
O n'uiiia pdi;4o o prologo » assí^alurn do livreiro, asaJ|;naliira ijue se nSo 
mtt% imprcsM na outra «li^o. Na edição que tem a esphera, o primeiro so- 
l> « nin cjtruteres aldinos (itálicos), o» outros em redondo uidrorme, e as rí- 
*" ~~n ilalico; na oulrn o prinjeiro soneto 6 em typo redondo grande, os se- 
I em redondo do duan quntidades, e is rimas em ilalico e redondo, espe- 
andoas dnas primeiras cançOes, que s3o iiupressas ein caracteres redoodos : 
..Jico é diverso em ambas aa ediçOes, que se diiem aoibas imprensas por Pe- 
in Craesbeeck. 

• Da analjse dos dois exemplares, resulta que ellea n9o sdo impressos no 
Jeioio anuo, e muito menos peio niesmo Impressor. Pedro Craeslweck foi um 
nprvaor nolavcl, estabelecido em Lisbo3 desde ISD7, cujns ediçOes sSo rela- 
innienie nitidas. como o é a edic3o da espliera, o que se nAo di coni a nutra 
(tífão d» mesma dala. A edi^do das Rimai couj o escudo real no frontispício 
- oúA (alsiticat^.> 

I E mais adiante : 

I • Domingos Fernandes editava lan>bem os Lusiadai nSo commentados (I60S) 
itan mmmentns (1613). Em 1616 é provável que estivessem e!|,'uladas as an- 
leiiom edições das Rimoi (primeira parle), e como eslaia lindo oprivili>^'iocon- 
mlido a Vicencia Lopes, Tei urna edi^-lo íwbreplicia para se dispensar do traba- 
lho ie obter novo prívileeio e esrapar-se á censura. Sb a edifao fosse anterior a 
IGIG, escusava jusiilicar-lhe a data. 

• A edivSo fez se, tnas n^o saiu dos prelos de Craesbeeclc; o typo redondo 
alo corresponde ao do das suas ediçOe», mas C o mesmo empregado na iinpres- 
>h dos tnfalríwf: e da Fiíodemo; a ci)r e distríliuiç<10 da lintn sSo lambem 



jnanlida 
nmande* ei 



H (Mpel dos Enfatriões e Filodemo a marca de agua que se encontra no da edi- 
Abuificada das Rimas. Tudo portanto nos leva a crer que a ediflo das Rimcu 
Mída de 1607, que tem no rosto o escudo, foi impressa em 1616, para alimen- 
lirooegocio du livreiro Domingos Fernandes, que ainda n'esse anno annunciava 
iieuda das Rimat. primeira e segunda parte, e os Luiiadas, isto é, as obras de 
UiDOes.- 

Esta segunda edíçSo de 1607 parece que foi feita conforme a de 1598, e 
iitninando a ultima folha numerada vã se ili o engano do numero 103 cm vez 
e 302. Podia por isso iulgar-se que para uma aproveitaram a composição da ou- 
a. Manuseando cuidadosamente os dois exemplares, ctieiia-se ao resultado de 
X um serviria para copiar o outro, reproduzindo- Mie também os erros da com- 
ifiiuçSo, mas a composi(9o l^pographica de ambas tem notáveis dilTerenças, e 
! carúleres, a ppa rente meu te similbantes para os que nSo estejam habilitados a 
■obecel-os, slo também diversos. 

Erros ãe numeracSo. Começarei pela de 1598 : 
Fl. 3i em vez de 6i. 
Fl. 78 em vei de 87. 
Fl. 130 em vez de 136. 
Fl. 155 eio vez de 161. 
Fl. 160 em vex de 166. 
Fl. 165 em vez de 167. 



4S 



LUIZ 



Fl. 198 em vez de 186. . 
FJ. 102 em vez de 202. 

Ts^a de 1607 (primeira) : 

Fl. 43 em vez de 47. 
Fi. 48 em vez de 84. 
Fl. 78 em vez de 87. 
Fl. 130 em vez de 136. 
Fl. 160 em vez de 166. 

Na de 1607 (segunda) : 

Fl. 66 em vez de 69. 
Fl. 78 em vez de 87. 
Fl. 9 em vez de 91. 
Fl. 144 em vez de 124. 
Fl. 155 em vez de 165. 
Fl. 160 em vez de 166. 
Fl. 165 em vez de 167. 
Fl. 198 em vez de 186. 
Fl. /81 em vez de 187. 
Fl. 189 em vez de 190. 
Fl. 162 em vez de 192. 
Fl. 102 em vez de 202. 

DilTerenças na composiçáo. Tomarei a fl. 78 em vez de 87, cuja nameraçlo, 
como se viu, está errada nas três edições. 

Edição de 1598. O terceiro e o quarto verso da primeira oitava: 

Amor a hum vão desejo m* obrigou. 
Só para qu*a fortuna mo negasse. 



EdiçSo de 1607 (primeira) : 



Amor a hum vSio desejo m* obrigou, 
Sò para qWa fortuna mo negasse. 

Edição de 1607 (segunda) : 

Amor a hum vam desejo me obrigou 
Sò para que a fortuna mo negasse, 

N'esta, o titulo da pag. 78 (87) é: «De Luis de Camõs».E a primeira oitan 
é separada do titulo das que seguem, dedicadas «A Dom Constantino», por um 
linha, ou traço, impresso, o que não tem as duas acima notadas. Veja tainbemo 
titulo da fl. 83 e a separação das oitavas na fl. 82. 

Edição de 1598. Titulo da pag. 163: «De Luis de Camões». Fim da redon- 
dilha, na primeira col. : 

Pois sabei que a Poesia 

Vos dá aqui tinta poi' vinho, 

E papeis por iguaria. 

Começo da segunda col., primeiro título, na mesma pag.: « Aquarta foi posU 
A íoão», etc. Segundo titulo: «Finge que responde loã», etc. 



Itjr;fo de 1607 (piimeira). Tilulo ila pag. 163 : iDe Liiis de Caiuões'. Fim 
■niaídilhi, na primeira col.: 

Poú sabei qw a Popeia 

Vos dá nqui tinia por vinho, 

E papeis ptyr iguaria. — • 

Clnifço da s^ecnda coL, primeiro titulo, na mesmii pag 
'li*, ele. SeguaJotitalo : ■■Pinge que reíiponde loSv, etc. 



Aqoarta fay posta 
De Ldjs da CamflCT». Fim 



Edirjo de 1607 (se^anda). Tilulo da pag. 163: 
(■ndondilha, oa primeira col. : 

PaUãàbti^a Pomiã 
Fof dá OfiH' tinta for lAUo, 
Efopnà por ignaria. 

M Comefo da i^iindkeol., primeiro títal(>,itt menu pif.: ■AqotflafolpiMt 
■ibli»>,elc. Sepiaao tiloto: ■FiDgflqiiera^)adeIalo>>ete. AqnwlUhft ^M 
f|M ptn o Tmo da pag. eitt unm : 

Posr onnSadi laS, 
Rujan ptUa eéO tanto 
St 3t amer mi wOo Ma 
Qm «( aâo HM OnwMb 
Qm ■*€} ib flwiiín* d» «J|0 

Ka edifío da 1S98 eneoatram-M dois venot unia: 



£it juro petlo do bento 
Que m'ei de manter do tilo 



Na edifao ie 1607 (prím 



As letras P e S, e 3 S, s3o em redondo, irregnlarídade qoe se encontra em 
tnnde numero de paginas; bem como se vãera tis formados com a letra i, de ver- 

«alele!- 

Possuem exemplares: em Lisboa, a biblíolheca nacional, oa srs. Fernando 
Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, João António Marques e loSo 
Benríqae Ulrich ; em Ponta Delgada, o sr. José do Canto; no Porto, dr. José (Car- 
los Lopes, Tito de Noronha e António Uoreira Cabral. 



13. Rimas de Luit de Camôe», etc. 1608.— Com respeito a esta ediçio, da-se 
a iDesma duvida, que existe para a de 1601. Existem acaso ambas as edições? 

O sr. visconde de Juromenha (lomo i das Obrai, citadas, pag. 45S), meneio- 
na-a com uma interrogação. Innocencio, no Dicc., tomo v, pag. 352, n.° 12, fez 
oiliolaato. O sr. dr. Theophilo Braga, na sua jBtbIioi^apAui> segue os dois, e ara- 



44 



LUIZ 



plia-os, referindo-se ás invesligaçdes do sr. dr. Jo2a de Saldanha da Gama n'om 
exemplar, de duvidosa data, existente na bíbliotlieca nacional do Rio de Janeiro. 

• 

Até o presente, segando me parece, nada mais se adiantou. Tenho, portanto, 
que deixar a primeira nota que o sr. Saldanha da Gama poz nos Annan da bãÃikh 
theca nacional, do Rio de Janeiro, vol. i, fase. n,** 1, pag. 83 e 84, onde leio : 

•Possuímos na coliecçSo um exemplar curiosíssimo, talvez anico, pois d'el]e 
nos não dâo notícia os mais auctorisados bíbliograplios. O exemplar pertence i 
uma das edições das obras completas, talvez de ha muilo exhausla. Tem o formato 
in-4.<^ e não' traz folha de rosto. 

«A despeito das difficuldades a vencer em similhantes casos, podemos fn^ 
mar, se não uma convicção inabalável acerca do valor bibliographico d'este exem- 

Klar. ao menos uma conjectura muito racional, fundada em grande numero depro* 
abilidades. 

«O exemplar ou volume conlém : em primeiro logar, um exemplar das rimas, 
sem folha de rosto; em segundo logar, um exemplar dos Lusíadas de 1609. 

«A que edição ptrlencerá aquella? Será á primeira de 1595 Dor Manuel de 
Lyra, á segunda de 1598 por Pedro Oaesbceck, á terceira de 1607 pelo mesmo 
typographo, ás de 1608 e 1611 classilícadas por Faria e Sousa, ou á quinta de 
1614 por Vicente Alvares, assim classiíicada pelo seu editor Domingos Fernan- 
des? 

«Parece-nos que não pt^de ser posterior a 1609, porquanto o exemplar dos 
Lusíadas que traz o mesmo volume, é de 1609. Não pôde pertencer ás duasprí- 
meiras edições, porquanto diíTerem profundamente entre si. Approxíma-semaisda 
terceira, de 1607 ; mas o estudo acurado e o confronto miimcioso que fizemos 
de ambos, nos não deixa duvida nenhuina de que este exemplar das obras nio 
pertence áquella das rimas de 1607, como parece ao sr. visconde de JuromenKa. 

«Á vista d'isso, formulámos a seguinte. conjectura: O nosso exemplar talves 

Í pertença á quarta edição, cuja data se não pôde. precisar, mas que necessariamente 
oí dada á luz, ou no anno de 1608, ou no de 1609, por diligencia de Domingos 
Fernandes; talvez seja a própria de 1608, citada por Faria e Sousa, e de coji 
existência todos até aqui téem duvidado. 

«O exemplar dos Lusíadas d'este nosso curioso exemplar das obras apresenta 
também muitas particularidades interessantes dignas de menção ; mas, no catalogo 
especial, que já organisámos, c, em seguida, será publicado, o faremos detida- 
mente.» 

No fascículo n.** 2, dos Annaes citados, com eíTeito, o sr. Saldanha da Gama, 
cumpre a sua promessa. Em o n.<*5do catalogo camoniano, que corre de pag. 206 
a 212, dá uma analvse do mesmo exemplar, confrontando-o com outros exem- 
plares das edições de 1607, 1609 e 1612, e com a nota que o sr. visconde de Ju- 
romenha inseriu na pag. 469 do tomo v, das Obras, escreve (pag. 2i0): 

«... não podemos deixar de confessar que ha muita similhança entre o exem* 
pl^r dos Lusíadas d'este nosso curiosíssimo exemplar das obras, e aquelle que lhe 
loí franqueado por Innocencio Francisco da Silva. Entretanto, se pôde também 
ver da descripção que . . . iizemos, que ha entre os dois mui notáveis difleren* 
ças. 

«O que concluir-se d'aqui ? A conclusão não parece fácil, emquanto os pos- 
suidores aesta edição de 1609 não descreverem mais miudamente os seus exem- 
plares do que o fizeram até aqui os bíblíographos citados.» 

E acrescenta (pag. 212) : 

« . . • . tomando em conta pura e simplesmente estes argumentos, nosso exem- 



os LVSIADAS 

DE LVJSDE CAMOÊS 
príncipe da poesia 

HBKOICA. 




Imfttfltttm IkafâliSéiteU Iapifífá,if Oriháth, 
EM LISBOA, PixPedfaCastxcck: ' AonoKot. 
Cmfiliil^UtiníléitDmkíaFimàialiMnjin. 



DE CAMÕES ^ 

lar não é da edição de 1609, nem é igual ao exemplar Innocencío, nem ao exem- 
lar Bertrand (conforme a nota citada do sr. visconde de Juromenha). Ora, também 
io é das edições de 1597 e 1612, porque diverge itiuito d'ellas. 

«Qual é pois sua verdadeira data? Será algum composto de fragmentos, mas 
agDienlos diversos dos do exemplar de Iniiocencio? Olhemos para o reverso da 
ledalha, e vejamos se d'âhi nos vem alguma luz. 

«Na coJtecçSo camoniana comprada em Londres ao sr. Trtibner existe . . . 
in exemplar da edição de 1609 que traz o ex-Ubris do amador Jo2o Evangelista 
uerra Rebello da Fontoura, — volume em excellente estado de conservação, en- 
idemado com o luxo que se reserva para as preciosidades bibliographicas, com 
idos 08 visos emfím de exemplar perfeito e de estima. 

•Ora, e isto é assas notável, o referido exemplar não diíTere d'e8te que é 
ijecto de tanta duvida, e de que ora tratámos, senão em ter impressas em cara- 
er itálico as est. 18-41 do canto viii, e as est. 50-61 e 86-91 do canto x, que 
I edição mysteriosa se aoham impressas em caracter redondo. 

«Em todo mai5, lios erros typographicos do texto e da paginação, na mescla 
3 typos, no papel — são perfeitamente idênticos. 

«Á vista d isto ha, pois, alguma rasão para crer-sc que pertençam ambos á 
lição de 1609, e que um não seja senáo variante do outro. 

•O facto da mescla de. typos não tem grande valor em contrario, porque am- 
y% os exemplares nol-o oflerecem de modo a se não poder dizer que são fragmen- 
« de ediçOes diversas. Yeja-se, por exemplo, a fl. 79 de um c outro ; no recto 
»tia o cantf) iv em typo itálico, e no verso começa o canto v em typò redondo, 
ogo essa mescla de caracteres se deu em alguma edição, e não presuppõe forço- 
unenle uma reunião de fragmentos. 

«Em summa, apesar de que o exemplar alludido traz na folha do rosto a data 
e 1609, não é possível assegurar que o seja, emquanto se náo confrontarem ou- 
"os exemplares. Se alguas argiimentos o fazem duvidar, outros o confirmam ; 
ara solver a questão faz-se mister a intervenção de outros elementos, que não 
{tiveram á nossa disposição.» 

* 
* * 

14. Os Lcsiadas de Lvis de Camões príncipe da poesia heróica. Dedicados ao 
). Dom Rodrigo da Cunha, Deputado do S, Officio. Impressos com licença da San- 
ta InquisiçiiO, êf Ordinário. Em Lisboa, Por Pedro Crasbeeck : Anno 1609. Com 
yriuilegio, á custa de Domingos Fernandez liureyro. 8.** de 2 (innumeradas)-186 
òlh. numeradas só de um lado. — Impresso em cometeres itálicos. No rosto vé-se 
> brazão de armas dos Cunhas, conforme o specimen que dou em frente. 

A licença de fr. António Freire é a mesma que se lé na edição de 1607. Na 
dedicatória de Domingos Fernandes a D. Hodrigo da Cunha, allude-se a diversas 
versões, que tinham appareciílo no estrangeiro. Depois <le expressar o seu agra- 
decimento a D. Rodrigo pelos muitos favores, que lhe devia, até em occasião de 
ter perigado a vida de Fernandes, acrescenta estas palavras : 

«E como este pensamento me procedia de tam nobre causa, não se descudou 
niinba ventura em me oíTerecer esta occasíilo, tão próxima e ião conforme com 
^te meu intento : nesta impressão rios famosos Lusíadas do nosso Grande Luis 
^« Camoês, Príncipe da Poesia Heróica : tam decantados pelo mundo, q as mais 
illuslres Prouincias d*elle, não se cõtenlàráo com menos, que apnroprialo a sy, o 
melhor que a variedade de suas línguas lhe daua faculdade. Como se té visto 
ím Ires traduções, q d'elles se fezeram castelhanas, em hfla Franceza, e em ou- 
tra Italiana: e em outra, que na língua latina ficou imperfeita, pola morte de 
que o seu Autor se vio salteado ao melhor tempo.» 



^ IXIZ 

Rjssnem exexplires: em Lisb::a. i bíbliotlma nacional, os srs. Fenundo 
Pallu, António A abasto lieCAnil^o M-jMriro. loio AuUmio ^arqnes^ Joio Heo- 
ríqos ririch e Fnniisco Gom^ de AuiOrioi: co PorlOp a bibliotheca manidípal, 
ofi sn. dr. J:*«« «lu^os Lope« e ^ij«.:-!ti« di Ermida; em Coimbra, a biUíoUieei 
da univer^i-ikJ'» : em PoaU Delgada, o sr. Jom do Canto; e no Rio de Iênéío,i 
bibiioCheci niciooil. 



Os pr^vs repiUvam ate lOM^J r^is. No InlSo MinhaTa subia a 17^000 
réis um eieoiplir. qoe foi a Iquirido pelo sr. Albino Leite de ramp^*^ creio qoe 
para o sr. Francisco Gooxs de Amorioi. 



13. Oi Lrihdas d4 Leis df C^m >$ príncipe da poesia heróica. Dedieadot, ete. 
Em Uib^JG, Por Ptír^y Crashfe»rk: Anuo ICOC: Com primiiegio, á msta de Domin- 
go» FemauUz íiur^^n;.. 8.« de 2 • i 'i; m mera Jas'^ 186 folb. numeradas de um só 
lado. — O rosto em tudo i^al ao da edi^^ão anterior, com a mesma data. 

• 

Nenhum LiMiognpho. até o prf s: nte. que ea saiba, fez registo especial de 
orna reprciduoi.-Jo di edii;ío de lr'4.i9. naturalmente por d?sconbecer a soa exis- 
tência. OQ por não ter vagar ou opp^jrtunidade de exaiuínar diversos exemplareSi 

A biblktlieoa nacional de Lisboa possne nem menos de cinco, posto que nem 
todos era perfeito estado. E\aniinei-os. e por esse exame inferi que foram real- 
mente feitas duas edi.;r*es mui div.^rsas com a mesma data.e com iguaes licenças. 
Deu-se talvez para esta coiitrafeiíão. se o foi, a mesma. rasâo que imperou pana 
reproduci;ão das duas primeiras ed:vC-.'s. Mais uma rasáo mercantil, que litteraria. 

Eai todo o caso, deve ter luençlo e.ii separado. Apo:: tarei as differenças. 

Nota-se. desde togo. que o t} p«> ai Jino ê menor e de desenbo diverso nas 
maiúsculas: que as Irlras capiLies de «•iiKuuenlo iio começo dos cantos sào mui 
diversas: e que. abrindo o li\ro na eMancia lxxh do canto i ^fol. 16, alií&sl3), 
lemos na edição acima «n.* li» este veiso: 

Partiose nisto emllui co a companhia 
NVsla edit;5o. mesma ti. : 

Prrtiose nisto enirtin. ele. 
Começo da terceira oitava, n.esma li., na edição (n.« 14) : 

E>t:i do fado. etc 

yesla edição : 

Eslà do i.:do, ele. 

O final do canto i na eilicão n/ W tom só a palavra Fin, simplesmente: e 
na outra edição tem Fim e depois uma \iuhela ornamental, fragmento de uma 
portada. 







prensa 
aproveitar o 



DE CAMÕES 



47 



De íl. 1 a íl. 42, s2o empregados os caracteres aldínos, ora de menor, ora 
3 maior corpo. 

De fl. 48 (que deve ser 43) a íl. 48, a impressáo é em caracteres redondos. 

De íl. 49 a íl. 79, itálico menor. 

De íl. 79 V. a íl. 88, redondo. A íl. com a nomeraçSo de 76 é 80. 

De ÍL 89 a íl. 96, itálico. O primeiro verso da íl. 96 v. é porém em redondo. 

De fl. 97 a fl. 98 v., redondo. 

De fl. 99 a fl. 102 v., ilalico. 

De fl. 10:< a fl. 112 v., redondo. 

itálico. 

redondo. 

itálico. 

redondo. 

itálico. A fl. 143 nSo tem numeração. 

redondo. 



De fl. 113 a fl. 120 v. 
De fl. 121 a fl. 136 v. 
De fl. 137 a fl. 138 v. 
De fl. 139 a fl. 142 v. 
De fl. 143 a fl. 144 v. 
De fl. 145 a fl. 154 v. 
De fl. 155 a fl. 158 v 
De fl. 159 a fl. 163 v. 
Fl. 163, recto e verso 
De fl. 164 a fl. 170 v. 
De fl. 171 a fl. 174 v. 
Fl. 175, recto e verso. 
De fl. 176 a fl. 178 v. 
Defl. 179afl. 180 V. 
De fl. 181 a fl. 182 v. 
De fl. 183 a fl. 184 v. 
De fl. 185 a fl. 186 v. 



itálico, 
redondo, 
itálico, 
redondo, 
itálico, 
redondo, 
itálico, 
redondo, 
itálico maior, 
redondo, 
itálico. 



Note-se que ha mais erros em a numeração das folhas<; e que o titulo da 
folha 97 tem canio quinto, em vez de sexto. 

Parece, ao primeiro relancear, que se fez um livro com fragmentos de outros. 
Também o pensei. Mas, observando que existem paginas de typo redondo impres- 
sas no anverso ou no verso de paginas compostas de caracteres aldinos, acredi- 
i-se sem díífl<!uldade que esta edição foi, eHectivamente, nova e obrigada á es- 
assez do material typograpbico. 

Pelas circumstancias indicadas, deve, emquanto a mim, ser pois esta edição 
lencionada separadamente na bibliographia camoniana. 

O st. Moreira Cabral, distincto camonianista portuense, possue um exemplar 
ue julga ser de 1607, mas que eu supponho quasi igual á que íica descripta, e 
a qual descobriu umas differenças nas fl. 14't, 136, 153 e 158, mas considero-as 
o simples, que não me parece que, sem exame directo e minucioso, possa julgar- 
í como de edição diversa. 

No leilão Gomes Monteiro (Porto, 1880), foi vendido um exemplar igual a 
te (n." 15), por 7^000 réis, e no leilão Vieira Pinto outro por 9^700 réis. 

* 
# # 



16. Rimas de Luiz de Camões, . . 1611. 



('cm respeito a esta edição, até o presente nada existe averiguado. Por con- 
fuinte, mencional-a-hei com a referencia, que poz Innocencio, tomo v,pag. 253; 



48 



LUIZ 



e o sr. visconde de Juromenlia, tomo i das Obras, pag. iSS. CoDlinuará, portanto» 
a ser duvidosa, apesar da aíDrinativa de Faria e Sousa. 

« 

17. 0$ Lvsiadas de Lvis de Camões pnnripe da poesia heroyca, DedicadM « 
D. Dom Rodrigo da Cunha, Deputado do S. Ofíicio. Impressos com licença da Soneto 
Inquisição, Ordinário, Sf Paço. Em Lisboa, Por Vicente Aluarei, Anno 1612. Cm 
pnuilegio, à custa àe Domingos Femandez liureyro, 8.* de 2 innuineradas-186 
folhas numeradas pela frente. — O rosto é igual ao da ediçAo de 1609, com as 
armas dos Cunhas. 

Esta apparencia, e a data igual das licenças, fizeram suppor a Innocendoe 
ao sr. visconde de Juromenha, que a edição de 1612 era apenas orna contrafeiçlo 
da de 1609, nradada só a data no frontispício. Pelo confronto minucioso dasdott 
edições, veriam, porém, que eram diversas, embora no exemplar existente na M* 
bliotheca nacional do Rio de Janeiro se verificasse que as oito primeiras folhai 
do poema eram perfeitamente iguaes, nos seus característicos lypographicos,' is 
da mencionada edição feita por Craesbeeck. 

O sr. Saldanha da Gama accentua mais as dlfferenças, escrevendo o segoinla 
(pag. 213 dos Annaes citados) : 

«Esta edição oíTerece á primeira vista alguma similhança com a de 1609, 
mas ha entre as duas notáveis diíTerenças, a começar pela própria folha do rosto: 
n^aquelU a palavra heróica é escrípta com t, n'esta com y; n'aquella a dedieato- 
ria precede ás licenças, n'esta se dá o inverso; na de IQOÚ os Lusiadas sSo iiit- 
pressos, ora em caracteres itálicos, ora em caracteres romanos, e as estancias uío 
trazem numeração; n'esla o poema é todo impresso em cai^acteres itálicos, e as es- 
tancias são numeradas. 

«Acrescente-se agora a isto que no texto differem uma da outra, como se 
deprehende do mais ligeiro confronto, ex. : 

Est. 48 do canto i 

«Edição de 1609: 

Cos panos, & cos braços açanauão, 
Aa gentes Lusitanas, que esperassem: 
Mas ja as proas ligeiras, se inclinauão, 
Pêra que junto ás Ilhas amainassem. 
A gente, 6c. marinheiros trabalhauão. 
Como se aqui os trabalhos sacabassem : 
Tomão velias, amainase a verga alia. 
Da ancora o mar ferido, encima salta. 



«Edição de 1612: 



Cos panos, & cos braços acenauão, 
Aas genles Lusitanas que esperassem: 
Mas j.i as proas ligeiras se inclinauão. 
Para que junto ás ilhas amainassem. 
A gente, òc iiiarinhoiros trabalhauão, 
(^omo .'6 aqui os trabalhos sacabassem : 
Tomão velias, amainase a verga alta, 
Da ancora o mar ferido, encima salU?. 



Btt M do cHto-ni 



B em bom imor ioIríDMeo acudfdiM, 
Di Fé, hmíi qos to bonru pt^luti, 
bio da nriu tema eondiiiidóa, 

Dnstmlo a pátria amséa. írproprios liire*. 



^ 



E c'hQ amor inlrinseco ncen ditlos 
Da fé, mais <]ue das honras populares, 
£ rio de varias lerras c<induEiiIo!i, 
Deixaodo a palria amada, & propíos lares. 

'A bibliúlhcca nacional àe Lisboa Ii?id, na sua numerosa camoniana, dois 
lalares da edi^^o de 161i. Alem do que iicou mencionado, conrorme a noU 
r. Saldaiih.i d* Gama, abrindo casualiueiile uui iloa exemplares, de[iarou-ae-me . 
BDtú II, esL SI este verso: •» - - t 

Ow gtnfio Ho Atra oU d* gnt» . 

B no conrapondeale dti «McOm de 1W9 : 

Qlu gÊTÊfSo tm dura aki dl gtaUT 

'iftA^aqrimuaaliwnBzeDiplD, pwámnlo é a|Ota neeaetario. Baatam 

■^ÊOÊÊ. 

<r parle das camonianas conheci- 

Possuem exemplares d'e8ta edíçSo: em Lisboa, a bibliotheca nacional, os 
■V Fernando Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, Jo5o Antonio-Mar- 

ge Joio Henrique UIrich ; no Porto, o ar. dr. José Carlos Lopes; e no Rio de 
iro, a bibliolheca nacional. 

Os preços regulavam entre SiOOO e SOiOOO réis. No leilSo Hinhava subiu a 
iiOOO r^is um exemplar, que foi adquirido pelo sr. ]oao Anionío. Marques. 
Xe exemplar fAra comprado no leilão de Gomes Monteiro no dia 4 de junho de 
100, por 36X000 réis. No leilSo Vieira Pinto, realisado no Porto, foi vendido 
itro exemplar lambem por34f000 ríis para o sr. dr. José Carlos Lopes. 



IS. Ot Lutiadoi do grande Luiz de Camoem. Prineipe da meiia heroiía. Com- 
rnladoí p'lo licenciado Manuel Corrêa, Examinador lynodal do ArceMipado de 
iAoa, >f' Cura da Igreja de S. Stbiulião da Mouraria, nalural da ridade de El- 
U. Dedieadot ao Doetor D. Rodi-igo d'Acunha, Jnquitidúr Apottolico do Sancto 
feio de Litboa. Per Domingot Fernandes teu tiureip-o. Com licença do S. Oficio, 
rdinario, y Paço. Em Litboa. Por Pedro Cratbetek. 1613. 8.° de 16 finnuciiera- 
tt)-3Ò8 folhas numeradas s6 pela írenle. No fim do rosto a taxa : Ètlà taxado 
ie Intra em 320 rèit em papel. 



m 



LUIZ 



N*esta edição, a approvaçSo e as licenças sSo datadas de fevereiro e abril de 
161 i. Tom dedicatória a D. Rodrigo da Cunha por Domingos Fernandes; intro- 
ducçáo pelo commentador Manuel Correia; e outra introducção, ou prologo, por I^ 
dro de Mariz. 

A approvaçSo, assignada por fr. António de Saldanha, e datada de iO de 
fevereiro de 1611, é do teor seguinte: 

«Vi este livro do Poeta Luis de Camões, com razilo tido em muyta contados 
que entendem poesia : & o comento que sobre elle fez o Padre Manuel Corrêa, em 
o qual alem de se declai'ar o sentido verdadeyro do Poeta, se expõem também 
algús termos poéticos de quo vsou o Camões para mais elegância dos versos, como 
è Fortuna, Fado, Deoses, & outras semelhantes, o que o commenlador explica com 
muyta doclriria, erudição & varia lição que teue : sem auer nelle cousa eontit 
nossa sancta Fee, & bons costumes. Pelo que me parece digno de se imprímir.i 

Em diversos leilões, esta edição por não ser mui vulgar, tem andado eotre 
5^000 e 7^000 réis. No loilão Minhava subiu a 8^100 réis. No leilão Gomes 
Monteiro, a 10^700 réis. No do dr. Vieira Pinto, a 3^700 réis, porém exemplar 
em mau estado. No catalogo da casa Aillaud,de Paris, teve a cotação de 14M00 réis, 

A bibliotheca nacion^tl possuc quatro exemplares da edição de 1613, tenda 
Ires ao centro o brazão das armas portuguezas; e um com uma espécie deefflr 
blema, ou marca do livreiro Domingos Fernandes, composta de vinhetas, poaeo 
mais ou menos como reproduzo em seguida. 




mí>V^^^'^ 




No pé do frontispício, d*este exemplar, a designação da taxa vé-se embriA* 
CO : Esta taxado este liuro em réis em papel. 

As licenças, em todos os exemplares, que correm na fl. 2 innumerada, 
de 10 de fevereiro, 15, 20 e 23 de ahril de 1611. No verso das licenças esUo 
armas dos Cunhas, como se vô na edição de 1609, tendo na parte superior, oaá{ 
cabeça da pagina, o seguinte titulo : 

A DOM RODRIGO 
DA CVNIIA, 

DOCTOR EM CÂNONES, E INQVI- 
SIDOR DO SaNCTO OfFICIO DE LiSBOÀ 

D. F. D. F. 



Na parte inferior das armas, começa a dedicatória. 



DE CAMÕES ^^ 

Por que é qae o impressor fez dois rostos na mesma edição? Mudou o typo 
> frontispício por gosto ou por necessidade? Quereria elle destinar os exemplar, 
s com o brazâo de armas portuguczas para determinados personagens; e os ou-' 
95 exemplares para a vencia commum? Não me parece crivei que o fizesse para 
udir os compradores, ou para fugir á acção da censura, pois faltam em toao o 
rro os caracteristicos de uma contrafeição, que apparecem èm outros. 

lia algumas diíTerenças entre -as diversas edições parecendo que tiouve o ma- 
mo cuidado na imitação ou então completaram -se exemplares aá edição, inter- 
Jando-lbe folhas novas. 

Note-se que, na ultima licença, se declara que o livro devia intitular-se Can- 
f de Luís de CamoBs, o aue combina com a declaração feita peio commenda- 
>r, o licenciado Manuel torreia, ao leitor : 

« Fiz ha muytos annos estas annotaçoés sobre os Cantos de Luis de Camões, 
petição de hum amigo, sem intento de os imprimir; porque se o pretendera, 
ND muyto mais razão o Gzera em vida de Luis de Camões, que mo pcdio com 
myta instancia. Vistas d'alj;uns foy importunado as imprimisse. Mas assi, como 
Aia muytos que mo aòonselhauão, assi auia outros, que mo estoruauão, dizendo, 
ue começasse per outra cousa. Com este conselho, que então me não desconten- 
Ni, & com eú ser pouco inclinado a impressões (como he a mayor parle desta 
ação Portugueza) me #tretiue tô gora, não deixando de me combaterê muy- 
36 acerca desta impressão. Hoje o faço, sò por sayr pela honra de Luis de Ca- 
Qoês, que por esta sua obra não ser entendida de todos, he calumniada demuy- 
os, ÒL declarada de algQs. Os quaes sem lume das letras humanas, lhe põem 
innotaçoês, qup seruem mais de o escurecer, de deshonrar, pois são contra o sen- 
ido do Poeta, & verdade das historias, & poesias . . . « 

No canto u, faltam os últimos quatro versos á estancia. 12 (fl. 41) : 

Os cheiros excelentes produzidos 
Na Panchaia odorífera queímaua 
O Thyoneô; e assi por derradeiro 
O falso Deos adora o verdadeiro 

laodo-se a singularidade de que os commentarios se referem n'esta oitava ape- 
ias a versos omissos: Na Panchaia odorífera — Queimava o Thyoneo — O falso 
Uus. 

Noutro exemplar, pertencente ao sr. Moreira Cabral, está completa esta es- 
ancia i2, mas a oitava 11, verso da fl. 40, não tem se não os quatro primeiros 
ersos, faltando-lhc os quatro últimos, de que aliás se encontra na il. 41 o com- 
Mtario ao sexto verso : Dos doze tão torvados na figura. 

No verso da 11. 5, a estancia 4, E vós, Tágides minhas, está numerada 5. 

Em ddis dos exemplares da bibliotheca nacional no.tam-se ambas as oitavas 
ize e doze (fl. 40 v. e fl. 41) completas, e variantes na composição typogra- 
lica. É certo o numero d£^ estancia 4. 

Possuem exemplares, alem dos mencionados, da bibliotheca nacional, em 
.sboa, a bibliotheca da Ajuda, os srs. Fernando Palha, Carlos Cyrillo da Silva 
ieira, João António Marques, António Augusto de Carvalho Monteiro, e João 
•nrique Ulrich; no Porto, a bibliotheca publica, os srs. dr. José Carlos Lopes e 
itoDio Moreira Cabral ; em Vianna do Castello, o sr. João Luiz Monteverde da 
inha Lobo ; em Ponta Delgada, o sr. José do Canto. 



52 



LUIZ 



Os preços téem variado entre 2/400 réis (leilSo PerrSo, em 1883) e 8/100 
réis (leilSo Minhava, em 1885). 

* 
* * 

19. Rimas de Lm$ dê Camões. Primeira parte. Acrescentadas nesta ^nòUa 
impressão. Dirigidas a D. GonCjOb Covtinho. Em Lisboa. Com todas as Itoauês 
necessárias. Por Vicente Aluarez. Anno 1614. A custa de Domingos Femames 
mercador de liuros. Com piiuilegio Beal. Tayxadas a 160 réis empapd. — 8.* de 
16 (innumeradas)-202 folhas numeradas de um só lado, e mais iO mnameradis ds 
taboada, ou índice. O rosto tem uma gravura tosca com duas figuras, e no centro 
uma oliveira com a divisa : Mihi taxvs. 

É a mesma gravura, que se empregou na odiçSo de 1595, e que em meno- 
res dimensões foi empregada na edição de 162i, como se verà na reprodocçlo 
que vem adiante. 

As licenças sSo datadas de 11 e 18 de julho, 29 de agosto, 1 de setembro a 
20 de dezembro de 1614. Na informação, assignada por fr. António Preyre, leio: 

«Vi estas Himas de Luis de Camões impressas no anno de 1598, &assi como 
vão emmêdadas em guatro, ou cinco logares, que julgue^ por indecentes, mept- 
rece que se podem imprimir. Cm nossa Senhora da Graça de Li^K>a, a mixe de 
lulho de 16l4.» 

Seguem : a dedicatória de Domingos Fernandes a D. Gonçalo Coutinho, com 
data de 18 de dezembro de 1614 (4 pag.), em redondo ; as poesias em boiírt do 
Camões (7 pag.), parte em caracteres itálicos, parte em redondo. 

D'ahi em diante as rimas : 

105 sonetos, numerados (de íl. 1 a 11. 27), em redondo; 
10 canções, nutneradas (de íl. 27 v. a íl. 50 v.), em itálico, de dois corpos» 
como, por exemplo, são presentemente o corpo 10 e 12. 

10 odes, numeradas (de íl. 50 v. a íl. 68), em itálico, idem. 
Sex tinas (de íl. 68 v. a íl. 69), em itálico. 

3 elegias, numeradas (de íl. 69 v. a íl. 78 v.), em itálico. Na elegia primeira^ 
começa o primeiro verso: O Peta Simonides, etc, deve ser: O PoHa,fM^ 

Tercetos (de íl. 78 v. a íl. 80 v.), em ilalico. 

Capitulo (de íl. 81 a íl. 82), em italiro. 

58 outavas, numeradas (d^ íl. 82 a íl. 92), em ilalico. 

8 éclogas, immeradas (de íl. 92 v. a íl. 153 v.), em itálico de dois corpos. 

Redondilhas, motes, sparsas e glosas (de íl. 154 a íl. 190 v.), a duas colam- 
nas, em itálico, mas com os titulos em redondo. Parte das columois 
tein linha de separação em íllete simples ; parte a separação é em • 
branco. \ 

O livro fecha com as duas carias de Camões, mandadas da índia a doisami- I 
gos (de íl. 191 a íl. 202), em itálico de duas qualidades, e em redondo. Estas doai P 
ultimas peças não vem mencionadas no índice. 1 

Os caracteres empregados n'esta edição são, em parte, iguaes aos que se em* 
pregaram em a nova edição de 1609, que descrevi acima. 



^COMEDIA 

DE FiLODEMO. 



COMPOSTA POR L VIS DE CAMoES. 
Hmaqualciítxãoas 6guras íc^^uitues. 



1^ Filcxlemo. 

Xff" Vilai-ctoíèumoço. 

0r Dion7ra. 

^ Solina iiia moça. 

1^ Vanactcro. 

ér Mon:cyro. 

^ Hiiia paJlor Doriano 



amigo He TiloíteiT a 
Hum liobo lilho dò paíbr. 
CíT KlDnnienaPaftora. 
I3r Dom LtiliaarJopayJe ' 

Vanadore. 
tT TrcípaíbresbavliJo. 
Dolorolb amigo dcVilanlo. 




Em Lisboa. Impreffa com todas a« licenças necc0a^ 
TÍas.PorVicentcAluarcz. lííij. 



DE CAMÕES 



53 



A bíblíotheca nacional de Lisboa possue um bello exemplar da ediç2o de 
Si4, milito bem conservado ; e outro, truncado. 

Igualmente nossuem exemplares, em f Jsboa, os srs. Fernando Palha, Anto- 
io Augusto de Carvalho Monteiro e João Henrique UIrich. 

No leilão Gomes Monteiro vendeu-se um exemplar por fiKOO réis. 

« 
* * 

fO. Comedia das Enfatriões. Composta por Lvis de Camões, Em a qual entrão 
I f§mras seguintes. . Em Lisboa, Impressa com todas os licenças necessárias. Por 
Imito Aluarez. Í6í5, 8.<» 1 in-17 foi. numeradas pela frente. — O rostp está met- 
ido dentro de uma larja de vinhetas, como a que mandei reproduzir da seguinte 
omedia. A composição é em caracteres redondos, a duas cofumnas. 

* 
« * 

ti. Comedia de Filodemo, Composta por Ltis de Camões, Em a qual entrão 
i fystras seguintes . . . Em Lisboa, Impressa com todas os licenças necessárias. 
or Vicente Aluarez, 1615, 8."» de i m-ti fl., sendo a numeração, só no recto, 
goida da anterior comedia, de 18 a 40. — O rosto como o da reprodurçáo em 
mte. A composição também é em caracteres redondos, a duas columnas. 

Estas peças, que alguns camonianistas téem em separado, andam quasi sem- 
« reunidas com a edição das Rimas j de 1616, segunda parte de que trato em 
goida, e com a Creação e composição do homem, que o editor entendeu que de- 
a imprimir sob o nome de CamOes, sabendo, e confessando, que não era d'elle. 

No fim da taboada vem mencionadas as Comedias Enfatriões, Filodemo e 
IVvs eanios da creaçCio do homem. Vé-se, pois, que o livreiro editor Domingos 
dos três folhetos fez um livro para o commercio. 



A bibliotheca nacional de Lisboa também possue, na sua opulenta camo- 
ina, dois exemplares, encadernados separadamente, das duas comedias e da 
tÊçSo do homem. 

Possuem também exemplares: em Lisboa, os srs. João António Marques, 
itonio Augusto de Carvalho Monteiro, Fernando Palha e João Henrique Ulnch; 
» PcNio, o sr. dr. José Carlos Lopes; em Coimbra, a bibliotheca da universi- 
db; e na ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto. 

A bibliotheca nacional do Rio de Janeiro tem igualmente encadernadas, em 
Miado, estas comedias, e a Creação. 

* 
* # 

Si. Rimas de Lvis de Camoès. Segvnda parte. Agora nouamente impressas, 
I duas Comedias do Autot\ Com dous Epitáfios feitos a sua sepultura, que maU' 
ião fazer Dom Gonçalo Coutinho, i" Martim Gonçaluez da Camará, E hum Pro- 



54 



LUIZ 



logo em qxie conta a vida do ÂKthor, Dedicado ao Ulustrissimo, Sf Beverendiuim 
Senhor D. Rodrigo d*Acunha, bispo de Portalegre, ^'do Conselho de suaMagrttaàt 
Com todas as licenças necessárias. Em Lisboa. Na officina de Pedro Crasbeed 
1^16. A custa de Domingos Fernandez mercador de liuros. Está taixaão rti 
testão em pnpel. Com Priuilegio Real. 8.<* de 12 (innumeradas)-40-40-d5 fo- 
lhas, contendo as primeiras 40 folhas as Rimas, as segundas as duas Comedias, 
e as restantes 35 o canto da Creação, jf Composição do homem. — O rosto, comas 
armas do bispo D. Rodrigo da Cunha, é como está reproduzido na estampa fac* 
simile. 

As licenças sHo datadas de 1605, 1603 o 1615, devendo nbtar que doas 
â^ellas se referem ás duas comedias acima e á Creação do homem. Na dedicatória 
de Domingos Fernandes, com data de 19 de março de i616, Jé-se: 

«... não se descuydou minha ventura em me oíTereccr esta occasíão de 
andar juntando estas rimas, & V. S. me fez mercê de auer a maior parte certili- 
eado serem do Author, outras me denlo varias pessoas, & na roSo de muitos se- 
nhores ilUistres achei três Cantos da CreaçAo do homem em oitaua rima quevio 
no íim deste líiiro, c tendo-os impresso. V. S. me aHirmou não serem seus: mas 
como os tinha impressos por ser obra muyto boa, e com & nome do Author i 
deixei hir estando esta obra começada em que me fez mercê de dar ajuda de custo 
pêra fazer esta impressão de mil óc quinhentos estando V. S. mais descuidado VM 
os olhos a Sacra Cesárea, & Catholica sempre Augusta & Real Magestade delReyri* 
lippe II, . . . fez hQa eleição tão benemérita do Dispo de Portale^^re, a qual kff 
muito bem recebida em todo este heyno, tâo próxima, & táo conforme com eslt < 
meu intento: nesta impressão dos do nosso grande Luis de Camões, Principedil 
Poesia lleroyca: cõ muita erudição e variedade de cousas curiosíssimas. Artificio 
grande, que a verdadeira fama inuentou, para com mais facilidade díuulgar pelo 
mundo a honra & nome deste illustre entendimento Portu^uez. Por achar neliê 
hum dos mais poderosos sogeitos, com que ella podia mais longe dilatar pelo 
mundo os cxtendidos limites do seu Império, etc.» 

No prologo do mesmo Fernandes poz o trecho seguinte : 

«Charissimo Leitor na Primeira Parte das rimas de Luis de Camões pro- 
meti sahir á luz cõ esta Segunda parte, oue oíTereço, em que gastei sette annoi- 
em ajfitar estas rimas por esteirem espalhaaas em maõs de diuersas pessoas, & aindlj 
agora prometo pêra a segQda impressão, porque da índia me tem escrito qoij 
me mandarão muitas coriosidades, óc neste Reyno ei de auer outras mais, &] 
desta maneira se ajuntou a primeira parte, fazendo vir da índia, e pedindo nesii 
Reyno a senhores illustres, e outras varias pessoas curiosas: tenho cumpriíW 
minha palavra mas fíco empenhado, he necessário que os coríosos da liçaO Poe-; 
tica e estudiosos cortesãos e senhores illustres comprem este livro, aquemei 
peço por mercê .. .» 

ff . . <Sc tirado os olhos de mim ponhãno no q oíTereço. A que me pareceo ajoii* 
tar dous Prólogos já impressos em louuor deste Poeta, hfl do Licenciado Fertiil 
Rodriguez Lobo C,urrupita professor presta nlissimo de Leis, & insigne Aduogadi 
nellas, (|ue se imprimio com a Primeira Parte dns Rimas a primeira vez o anoi 
de iÒ\ib, E porque por descuido meu se não tornou a imprimir as mais que fl 
Rimas se estamparão se hía já perdendo o benefício que de sua liçam erudilissiori 
resulta aos curiosos, óc pode ser que seja também necessária a authoridadeè 
seu Author, que não hé menor nesta prodssam q na outra de seu instituto pn 
prio para defender a Luis de CamcC^s se para que lhe não falte nada de engenb 
êrande vieretn a leuantarse al^'(í dia contra elie, agora que he morto, nonos Gol 
billos, òs. Césares Caligulas, como contra Vergilio não faltarão; o outro he do Liem 
eiado Pedro de Maris, que anda impresso com o comento que o Licenceado 111 



RIMAS 

DE LVIS DE CAMÕES 

S EG VND A PARTE. 

Affrêtmumffiteim^rtffa eom dm CtmeAãS^ Autor, 

ComdoufXpilifiosJêitosaiúa Sepultiua, qufrmandaiáofazec 

DomGon^kloCoutinlio^ MartímGon- 

ÇalurzdaOuTUra. 

B Imm Proirgê em y w cpntâ * vi Já io Atahsr . 

Jttàtâétmllkfirifiim, &SímaiÍi^mofiiil»r D.1têái^$ÍJtitiib« 

.ás. 




&&f LISBOA. NaOffiòDade Pedro Cmbceck. líitf. 

J a^ de DêHmps ¥erruMÍK.mmtidtr de lium. 
Pt-intndoiwftáotin ptpci. CínFrínf^ SM(t 



DE CAMÕES » 

il CoiTPii fez dos I.u&iadas áestc FoeU, & toilauia polia noticia que dd nelle 
Mia tida, & cosliimes. & porque ijenk lodos tecaC aniliiig úí IIiiroB em ijiie o 
|3o nSo liue por desço n vem eu tia Iresladallu nesi''. Folgara eu que fora viuo o 
»mo Pedro de iSant, para que com seu eloqueiili; estilo jwdera acrccenlar a es- 
DajaO ijue íet do uosso Poeta . . . - 

Seftip o ppitaphio a ('^oiUes: a taboada das ftimas; e o prologo de FernAo 
Urifaes Lobo Suropita. que Ti^urou nu edifãa de 139ã, e de que já liz extracto. 



h 



Do segundo prologo de Pedro de Mariz transcrevo o seguinte ; 

• ■■■ fny ISo estimada esLi sua excellfcia Pcelir.-i, q tendo oolrn Poeta 
^lognez (laiiitiil ramoso) composto em verso a nieí^uia empresa; qu»ndo viu 
lit( Poema de CarnOeii, & que lodos o conhecido por tao lieroico, nilo quiz mos- 
tit o wu, posto qiie catam com eiie muy lo i fTano. E de lodos os mais ("ortogue- 
<a foy lio venerado esln Poerna, que conlra a natural propriedade Porlugueza 
'ii mimarem mais as coysas de ealrange^Tos, que as suas) se lein impresso ne^te 
nno mais de doze mil volume;, 

•Pois, dos cstranpeyros (a que as suas «ousas piítecem rtirllior que as das ou- 
U naçAes) foy lajito esliuiado, que uilo se '-'['l n •■.■:' • l.fi i <U':[.ií com nie- 
u, que com appropriarem a *y, no modoqu-' |" 1 i '■ ' ' ■ ■ m snas linsicas 
J Unta curioiídade, qué em (iislella se íví.<-i\, ; : í . ■ i rn Itália lifla, 

n França outra : posto que eu a nSo vi : iN; ,<i ;. .iim, - >-iui>i.'cou a fòxcr 

este reyno per um dos maiores Poetas Latiiius, <.{<,•; l'»iU.|.^l (<'U<; i|ue a morte 
Wlion, prinsndonos de laintntio bem. Porque como o Caiiiuus foy lao grande 
Ditador da mais heróica Poesia Laliua : &. lij a humildade da nossa Imgua Porlu- 
oat llie podia huuiillinrosi>u grande espirito poético; em queneidmmdos mais 
unosos liiK li>uou v^inla^em. Tornado elle a fermusitra da Lnigua Latina, auia de 
icÊt iwM oiujlu liemcu Porma. 

■Porque também o Camofis exeedeo a todos os Latinos, Gregos & Toscanós, 
lu comparações, com q descreue, pinta, e descolire o intimo dos conceitos poe- 
in», com arteficio admirauel, & muy próprio. Alem de outras muytas liguras & 
tropos de Rlietorica, de que em niuytas parles vsa, cO tanta energia, e eOlcacia, 
raenentium dos antigos lhe leuarao venta);^: como se vé na otava 41 do canto 2, 
sem outros mujtos lugares, que no comento se aponlSo e explic3o> 

•Em fim, lie tani estimado no mundo, que chegou em nossos dias hQ AlemSo 
fi^lgo escreuer a esta cidade a uin seu respondente, ainda hoje viuo, que llie sou- 
tctse oue sepultura tinha o ''amo€s : e quando a nlo teuesse sumptuosa, tratasse 
tii (.idade lhe desse licença para trasladar seus ossos para Alemanha, cO 
i^aella veneração ({ lio insigne hoiiié merecia- Onde lhe faria hQ tumulo supcr- 
biuimo, igoal aos dos mais famosas dos antigos, E concluindo, digo, q lodos os 
Ptetís famosos do seu lépo reconhecerão & confessarão por superior: atè el 
diaino Herrcra. q se ima^inaua o mais leudlado de todos os do mundo, dezia 

Íoe «m Espanha só Luis de CamoSe ÍAra verdadeiro Poeta Heróico. E o grande 
wealo Tasso (q no verso heróico excedeu todos os Toscanós) di2ia em Ltoma 
4 1 nenhum poeta temia nesta vida, se n3o a Luis de C.imofs.a 

É n'esle prologo que Pedro de Hariz refere uma anecdota, que já tem ser- 
^ aos biogràpbos : 

* . . . logo no anno selenta & dous os imprimio (os cantos do poema), ft Gcod 
aldindo em l^orle, por obrixaç^o da lensinha que eIRey lhe dera. Mas tio pobre 
empre que pedindolhe lluy Diaz da tomara, fidalgo bem conhecido, lhe tradu- 
iise em verso os Psalmos Penitenciaes, & nSo acabando de o fazer, por mais 
ne para isso o estimulava, se foy a elle o fidalgo, & perguntando lhe queyxoso, 
mpu lhe nâo acabaua de fazer o que lhe promelÈra auia lanio tempo, sendo 



^ 



LUIZ 



tam grande Poeta, & que tinha composto Uío famoso Poema : elle lhe respondeu 
que quando fezera aquelles Cantos, era mancebo, farto, & namorado, querido, e 
«stimado, & cheo de muytos fauores, & mercês de amigos, & de damas com o que o 
calor Poético se augmentaua. E que agora não tinha etpirito, nem contentamento 
para nada...» 

Esta edição contém : 

36 sonetos. 

2 elegias. 

2 odes. 

2 canç^. 

2 sextinas. 

5 redoridilhas. 

cantigas, e mote. 
li vilancetes. 

Soneto I, em itálico. 
Sonetos u a xxxii, em redonda 
Sonetos xxxm a xxxvi, em itálico. 

D'ahi era deante, elegias, odes, e outras composições poéticas, em caracteres 
aldinos, com os títulos ou referencias em redondo. 

Eis como terminam as rimas (fl. 40 y.): 

Dom António senhor de Casquais, prometeo a Luis de Camoês seis (ralinbas re- 
cheadas por hQa copia que lhe fizera, & mandandolhe in principio de pagoa 
mea galinha recheada. 

Volta. 

Cinco galinhas & mea. 
Deuc o senhor de Casauais 
' E a mea vinho (sic) (hea 
De apetites pêra as mais. 

Andam adjunctas, de edição diversa (de 1615), e de numeração separada, co- 
mo acima ficou registado, as duas comedias, e os três cantos da Creação do Ao- 
mem, que não são de Camões. 

No leitão Gomes Monteiro vendeu-se um exemplar só das Rimas, seçuniií 
parte, por 10^000 réis. 

# 
# # 

23. RifUas de Lvis dè Camões. Segunda parte. Agora nouamente impressa^ 
com duas Comedias do Autor. 1616. Com dous Epitáfios, etc (O mais como n* 
edição anterior.) Lisboa, Na officina de Pedro Craesbeeck. 1616. Etc. 

Existem na bíbliotheca nacional de Lisboa dois exemplares, nos quaes, poréoi» 
notei algumas diíTerenças, que devo mencionar. 

Confrontando o prologo, (]ue fica transcripto acima com o que acompanha 
esta edição, vejo que o primeiro anterior tem 62 linhas e o segundo 29 linbis 
apenas; e que a redacção dos dois é tão diversa, que não pôde existir duvida de 
que foi escripto de novo para uma nova impressão. Leia-se o trecho seguinte, 
e compare-se com o seu equivalente na edição anterior: 



R.I M AS 

DE LVIS DE 

CAMÕES 

PRIMEIRA PARTE. 

NOVAMENTE ACRESCENTA- 
tj^,& emendadas nefli ImptelTao. 

DIRIGIDAS AD. GONÇALO COVTINRQ. 

tu» J«IM Hfithâfui ifim St fui m-« ^ w tni tm Sturé jÍmm fM 
m*ndAr)tmfáx.fr Dam GêK^stt (tmtmlit^ffMtfiim 



l(ll 





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fari^ /rrTíy-\ " 


^~V^.V^| 




% 






3 


^ 


KlHIvpX^ 












^^^ 



EMLISBOA. C*» f«Zu «f íiVfnf^f mtttffêriát. 
Poi António Aluatcx. 

wi niji* it Dmmgu fmMHdt* mtrtãdi r it limnt, 

ComPriutlrgio Real. 

Tiyzaituajfo.KiKBipjpcL 



DE CAMÕES ^7 

«... & se neste liuro se acharem algGas cousas q nâo sejaõ de Camões naõ 
e ponham culpa, que com boa fé as dei a impressão com muita diligencia, & 
istando o meu dinheiro pêra satisfazer, porque minha tençaô nad hé outra cousa, 
le desejar de acertar, & tirando os olhos de mim ponham no q oíTereço. Aqui 
lõ dons Prólogos, hum que fez o Licenccado Fernão Rodrigues Lobo Surrupita 
n que declara aue cousa seja Poesia em louuor deste Author. £ outro do Licen- 
•ado Pedro de Maris EscriuAo, 6l reformador da Torre do Tombo, em que conta a 
ida de Luís de Camoês.» 

N'ama o epitaphio 

Na$o degis Flaecus lyricis Epigrammate Marcus 

stá no íim do prologo de Domingos Fernandes ^íl. 3 innumerada v.) ; e re- 
etido adiante, intercalado quasi no fim do prologo ae Pedro de Mariz (íl. 12 innu* 
lerada). Na outra o epitaphio só entrou na fl. 12 innumerada. 

N'ama, no fim da dedicatória repete-se a indicação da taxa com as assigna- 
uns dos funccionarios que laxaram o livro, Francitco Vaz Pinco (sic.) e Preto; 
na outra essa indicação está no fim das licenças (verso do rosto), e lé-se Pinto 
! Dâo Pineo. 

N'uma, as licenças seguem no verso do rosto; na outra, sSo impressas nafo- 
ba seguinte, ficando em branco o verso do frontispicio. 

Veja-se que nas duas ultimas linhas do pé da pagina do rosto existe diffe- 
tnça no typo, e que n'uma se lê : «Está taixado a tostão em papeU. E na outra : 
(Está taixado a testSo (sic) em papel». 

Estas difTerenças sáo tão notáveis e essenciaes, no característico de uma edi- 
^, aue posto se veja aue o impressor ou editor aproveitou no resto do livro, 
IS fomas, que eram saldo da edição anterior, que supponho que se deve igual- 
BKnte marcar na bibliographia camoniana como livro, não mencionado até hoje, 
} que faltará de certo á maior parte dos camonianistas, por mais completas que 
(vlgoem ter as suas collecções. 

Advirta-se que, depois da íl. 38, está repetido o numero da fi. 37, que deve 
ier emendado para 39 erro que não apparece na descripla anteriormente. 

Tem um exemplar d'estes a bibliotheca nacional de Lisboa, e sei que os pos- 
suem também, no Porto, os srs. António Moreira Cabral e Tito de Noronha. 



24. Rtmas de Lvis de Camões. Primeira parte, Novamente acrescentadas, Sf 
^siendadas nesta Impressão. Dirigidas a D. Gonçalo Covtinho. Com dous Epita- 
pkios á sua sepultura que eità em Santa Anna que mandaram fazer Dom Gonçalo 
toutinho, êf Martim Gonçaluez da Camará. Anno 1621. Em Lisboa. Com todas 
U licenças necessárias. Por António Alvarez. A custa de Domingos Femandez 
weread&r de liuros. Com Priuilegio fíeal. Tayxadas a 160 réis em papel. 8.* de 
lin-202 fi. numeradas de um só lado, e mais 5 innumeradas com a faboada. — 
fo rosto, que se reproduz no fac-simile cm frente, figura reduzido o emblema, que 
e ré na edição de 161 &. 



58 



LUIZ 



Na approvaçâo, ou censara, datada de 11 de julho de 1614, e assigna 
fr. António Freire (graciano), leio : 

«Vi estas Rimas de Luis de Camões impressas no anno de 1598. & ass 
vam eumêdadas em quatro, ou cinco lugares^ que julguei por indecentes, , 
rece que se podem imprimir.» 

Na dedicatória de Domingos Fernandes a D. Gonçalo Coutinho está < 
grapho seguinte : 

«... Quam alta & quara excellente obra seja esta, bê posso escusar d 
carecer, pois a ponho no theatro do mundo, na mais pura, & emendada imp 
que pude auer. Nella eslà retratado, antes viuo aquelie admirável engen 

3uem aífirmo q se viuera, pudera fazer immortal o nome Portuguez, & 
as feridas de nossas calamidades, em que tantos falsos escritores t^im ] 
mote nos magoarão, soubera tirar louuores & tropheos. Náo posso declara 
espanta a agudeza de seus cocei los, como obriga a propriedade das pa 
como enleua o encarecimento das razões. Que alteza tem de sentenças, que 
phoras, que hipérboles, que figuras tã poéticas? Admirauel he a grauids 
Sonetos, a graça das Odes, & Canções, a malencolia tam musica das Elegias, : 
dura tam namorada das Eglogas. Que direy da policia & facilidade do verso, 
gancia dos termos? da riqueza da litigoa? Por hQa parte me parece qu( 
todo homem a esperança de ser Poeta : por outra toda a desculpa aos q 
mendigando lingoajes estrangeiros para cõpór nellas, & tachão a nossa 
teril, defeito seu, mais q culpa delia.» 

Descrevendo o emblema, ou alludindo á empreza que empregou n'e< 
çáo, escreve : 

•QuSto as pattos do animo do que Deos dotou, o bom indicio nos de 
delias na sua empreza da Oiiueira, aue tanto tempo ha que vsa em suas 
Porque esta he aquella q engeitou o fieínado das outras amores, que dign 
lhe ofTerecião. E esta he aquella que é Symbolo da paz, & brandura cortesaâ 
V. m. he dotado. Esta he a aruore de Palias, que mestura com as armas U 
boas sciêcias, e disciplinas, com tal côcerlo, que reciprocamente se cõi 
admirauel lustre, como os vemos em v. m. na letra, MllH TAXVS. Esto 
templando o queixume geral dos grandes entendimentos, que sentenciosar 
descobre nella: os quaes hQa vez por não serê conheciuos daquelles a 
elles faltam, e outra por serem dos mesmos invejados, nunca alcançam o q 
recé. De maneira, que o saber pela Oliueyra significado, aue lhes ouvera 
occasiao de sobíreni a grandes estudos, lhes causa eíTeilos ue contradição, • 
entendidos no veneno do texo. Outras muitas applicações se pode de 
nesta empreza, assi no sentido moral, como ao namorado, aue me dam 

Eenhores do profundo juyzo de v. m. das quais não trato, polias nã danar ( 
reza de meu estilo, e por deixar q especular aos bõs engenhos. . . • 

Comquanto as licenças sejam de 1G14, no fim da dedicatória está a( 
1621 (18 de dezembro) igual á do rosto. 

Note-se mais que da fl. 3 v. innumerada a rubrica typographica traz 
e a primeira linha da folha seguinte «mui». ^ 

Contém esta edição : 

105 sonetos (de fl. 1 a fl. 27). 
10 canções (de fl. 27 v. a fl. 50 v.). 



DE CAMÕES ^^ 

10 odes (de íl. 50 v. a íl. 68). 

6 sextinas e 1 terceto (de íl. 68 v. a íl. 69). 

4 elegias de íl. 69 v. a íl. 78 v.). 
54 tercetos, incluindo um capitulo (de íl. 78 v. a íl. 82). 
58 oitavas (de íl. Si a íl. 92). 

8 eglogas (de íl. 92 v. a íl. 153 v.). 
redondilhas (de íl. 154 a fl. 190 v.). 

2 cartas. 

Sâo empregados n'esfa ediçSo os caracteres romanos, de dois corpos, um 
laior e outro menor. De íl. 91 a íl. 94 v., a composição é, porém, em itálico. 

Note-se que no titulo da íl. 49 v. está Ode$, quando devia de ser Canções, A 
limeira ode só começa a meio da fl. 50 v. O capitulo termina ao terço da fl. 82 
)m a seguinte quadra: 

A causa em flm m'sforça o sofrimento, 
Forqueia pesar do mal que me resiste 
De lodos os trabalhos me contento, 
Qu'â razão faz a pena alegre ou triste 

N'esta edição notem-se os seguintes erros, em a numeração das folhas. 

Fl. 39 em Tez de 151. 

Fl. 78 em vez de 87. 

Fl. 119 em vez de 115. 

Fl. 455 em vez de 161. 

Fl. 168 em vez de 166. 

Fl. 165 em vez de 167. ^ 

Fl. 147 era vez de 174. ^ 

Fl. 157 em vez de i75. 

Fl. 182 em vez de 185. 

Fl. 178 em vez de 187. 

Fl. 201 em vez de 102. 

A fl. 81. em alguns exemplares, não tem numeração. 

Esta edição, ao que me parece, é uma reproducção com outros caracteres dá 
idição de 1614. 

Possuem exemplares: em Liáboa, a bibliotheca nacional (dois, sendo um em 
perfeito estado de conservação e o outro sem rosto e com outros defeitos, e este 
é o que pertenceu a Norton), os srs. Fernando Palha, João Henrique Ulrich, João 
António Marques e António Augusto de Carvalho Monteiro; e no Porto, o sr. 
ÂDtooio Moreira Cabral. 

No leilão Minhava foi arrematado o que lá existia, em perfeito estado, por 
47K)0O réis para o sr» Carvalho Monteiro. 

# 
# # 

25. Os Lvsiadas de Lvys de Camões. Cõ todas as Uceças necessárias. Em Lis- 
oa. Por Pedro Crasbeeck. Impressor delR^y. An. 1626. 2.* de 4 in- 141 fl. nu- 
leradas pela frente. — O rosto um -tanto similhante, pela sua simplicidade, ao da 
lição de 1631, que adiante reproduzo; com a diíTerença de que, em vez da vi- 



60 



LUIZ 



nheta emblemática, traz uma simples vinheta de combinaçSo e omito. O tTpOi é 
o qoe denominavam antigameiíto mi^non, e que o editor Lourenço QraeslwMk 
mandou vir de propósito para esta primeira edição de algibeira. 

As licenças sâò de 15 e i9 de dezembro de 1625, 20 e 21 de abril de 1626. 
A taxa é de sessenta réis em papel. Na licença do bispo inquisidor lé-ae : 

«Visto como esta obra foy já vista, & impressa, damos licença pêra que dl 
nouo se imprima, òl tome conferida com seu original pêra se dar licença pan 
correr,» ctc. 

Ás licenças segue o prologo, ou dedicatória, de Lourenço Craesbeeck a D. Joio 
de Almeida; e a este os sonetos de Tasso e de D. Joáo de Almeida em louvor i 
Camões. É mui interessante o seguinte trecho do prologo : 

• 

•Reduzido a taô pequeno corpo, ofereço a v. m. o mór gigâte do Paroaio,& 
as9i como em hQ pequeno Mappa se cõprêde toda a maquina do mOdo, assí neíll 
abreuiado volume se incluye toda a perfeiçSd da poezia, a qual veidaíde nSo so- 
mente a conhecem os melhores ingenhos deste tempo, mas também a nâo i^ 
rarSo os que mais florecer^ no passado, pois dízédosse diante de D. Fráeiflei 
de Portugal terceiro Conde do Vimioso que este liuro era o primeiro que emoí- 
taua rima se imprimira em Hespaiiha, respondeo & será o derradeiro : tamboi ' 
foy muy abonado testemunho o do Conde da Idanha a quem preguntando o Al- 
tor se achara muitas faltas no seu liuro, respódeo hda achei muy notável, que fqy 
não no fazerdes tão peaueno que o pudéssemos decorar logo, ou tSo grande qoe 
08 nSo pudéssemos acaoar de ler nunca: so elltei Dom SebastiSo mcfttrou esti- 
malo pouco porque trazia mais occupado o pensamento em dar matérias a escrí* 
tores, & poetas, que em darihes prémios : 6l daqui naceo fazerlhe tfio estreítt 
mercê, & tâo trabalhosa na arrecadação, q dezia muitas uezes o Autor hauia dl 
pedir a eIRey lhe mãdasse coouitar aqueles dez mil reis de tSça, em dez milaçoo* 
tes nos Almoxarifes, poré logrou a pouco tempo, q perdeo logo a vida, náo ló 
com geral sentimento da nossa naçã, mas de todas as estrangeiras, onde lhe nSi 
faltarão afeiçoados q desejarão pedir os seus ossos para em sua terra lhe fazerem 
magnifico sepulcro, de q elle IG bé pouca necessidade, porq em toda a parte Ibe 
serue de Mausseolo fsicj a sua fama, & de epitáfio este seu liuro, o qual por meyo 
desta impressam resumi a tão pequeno espaço, porq não he justo q os curiosos se 
côtentõ sò de o leré, mas de o trazeré sempre cõsigo : Diamãte he, a por esta causa 
dino mais de engaste q de encadernação; & se a ordinária valia, ée estimaçãodos 
diamantes he regulada pelas mãos q os Irazé, ninguém duuidarà vedo este nis 
de v. m. de q será o seu preço ineslimauel ...» 

No exemplar, aue tenho á vista, e é o da collecção da bibiiotbeca naciopsl, 
o numero i41 da ultima folha tem o 1 quebrado, por modo que á primeira vista 
parece 14. 

Possuem exemplares|: em Lisboa, a bibliotheca nacional citada; os srs. Fer- 
nando Palha e António Augusto de Carvalho Monteiro; e no Porto, o sr. viscoode 
da Ermida. 

É mui rara esta edição, como todas as que se fizeram no typo e no formato 
indicado, e por isso apparecem poucas vezes no mercado. É difficil, portanto, dar- 
ihes cotação. 

# 
« # 

26. Rinias de Lvis de Camões. Emendadas nesía duodécima impressão és 
muitos erros das passadas, Offrecidas ao Excellentiss, S. Dõ Memoel de moura Cor* 



DE CAMÕES ^^ 

nreal Marques de Castel Rodrigo, ffe. 1629, Em Lisboa Cõ todas as licenças ne- 
marioê. Por Pedro Craesbeeck impressor delRey. 12.*^ de 4-175 fí», numeradas 
la frente. 

A iníormaçáo e as licenças sfio datadas de 12 de agosto, 1 e 10 de setembro, 
9 de ontubro de 1626, 7 e li de julho de 1629. D'estas datas infiro que, auando 
dro Craesbeeck tratou da edição dos ÍAuiadas anterior (1621), cuidou desde logo 
: mna noya impressão das Rimas, mas que não a pôde vencer senão quasi três 
fio6 depois. A data da dedicatória da impressão a D. Manuel de Moura é de 3 
! julho de 1629. A taxa é de sessenta réis. 

Na Informação, assignada por fr. Thomaz de S. Domingos, magister, lé-se : 

•Vi este líuro impresso já outras vezes & emendado de algds erros, & de nouo 
io ha cousa que en<5ontra nossa sancta fé, ou bõs costumes, merece o nome do 
Ifaor ser celebrado po# seu engenho, 6l galantaria, & assim sou de parecer que 
lhe dè a licença que pede para se tornar a imprimir.» 

A primeira parte contém o mesmo numero de sonetos e outras composições 
letieas, e as duas cartas, que se comprehendem nas edições anteriores de maior 
maio. Percorrendo o livro .encontrei uma differença no titulo das «Endechas», 
IB aSo a ultima serie das «Redondilhas». 

Xa edição de 1621 : 

. «Endechas» a hfla cattiua com qué andaua d^amores na índia, chamada Bar> 
onu» 

Na edição de 1629 : 

•Endechas a Barbora escraua.» 

E ambos começam : 

Aquella catiua. 
Que me tem catiuo. 

Na segunda oitava notei esta variante. Na edição de 1629: 

Né no capo flores 
Nê no ceo estrellas. 
Me parece bel las, 
Como os meus amores 

Na de 1621 : 

Nem no Céo Estrellas, 
Nem no Campo Flores 
Me parecem oeilas. 
Como os meus amores 

No exemplar, ane tenho presente, e era da collecção Norton, desde alguns 
ooos na posse da oibliotheca nacional de Lisboa, foi encadernado conjuncta- 
lente, sem folha de rosto : 

Rimas de Lvis de Camões, Segunda parte, 12.° de 58 fl. numeradas só pela 
*o(e, e i innumerada. 



^2 * LUIZ 

Ao ver as duas partes reunidas, coro caracteres typographicos e papel iginei^ 
revelando uniformidade na impressão, poderia formar idéa de que toao o Iítto 
fora impresso na mesma epocha. Porém, examinando outras ediçOes suliseqfuente!^ 
convenci- me de que Norton, ou a pessoa de quem elle recebeu o livro, adjuotoa 
aquelia parte, falta da folha do rosto e das folhas preliminares, que era truncadi 
da edição de 163â. 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional citada, os srs. Fer- 
nando Palha, João Henrique Ulrich e António Augusto de Carvalho Monteiro; oo 
Porto, os srs. visconde da Ermida e Moreira Cabral. 

No leilão Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 15^200 réis. É o 
qne pertence aa sr. Fernando Palha. 

# 
# # 

27. Lvsiadas de Lvys de Camões. Cõ todas as licdças necessárias. Em Uàas. 
Por Crasbeeck. Impressor delRey. An. 1631. 12.* 4 innumeradas-140 fl. nonoen- 
das pela frente. — O rosto é como o fac-simile, fielmente reproduzido, que acoffl* 
panha este artigo. A composição, em typo mtgnon, quasi igual ao moderno 
corpo 6, de que lambem deixo aqui um specimen. Advirta-se que a fl. 48 tema 
numeração errada. Está 10 em vez de 48. 

A informação e as licenças são de 15 de fevereiro de 1630,23 e 28 de feve- 
reiro, 4 e 6 de março, 28 e 31 de abril de 1631. A informação de fr.Tbomis (k 
S. Domingos, magister, é esta : 

«Este Camões foi reuisto por mim, & approuado na forma em que está, k 
se lhe pode conceder a mesma licença para a tornar a imprimir.» 

Note-se mais, que esta é a edição pela primeira vez revista por João Fnnoo 
Barreto. Na advertência, ao leitor, que este põe á frente do poema, lé-se o se- 
guinte : 

«Sabendo ou q os Lusíadas do nosso Poeta, & mayor dos de Espanha (M* 
gundo bós juizos) na poesia heróica, estaua para se dar á impressão, segwnda «a 
nesta letra pequena, que com razão se dcue chamar sua, pois só para elle se idid- 
dou vir de lóra a este Reino : mouido da ccriosidade òt afeição, que sempre asett 
versos tiue, tomey por empresa (vendo os vicíos, com que taã corrupto andaoif 
que ainda hoinõs práticos tinliaô, & sustentauaO por de seu Autor, nem contri 
o que a seu credito, óc nome se deuia) assistir â emenda cõ mayor cuidado do 
que minhas occupaçôes o permittiaõ : pelo que me parece que sairá mais apa* 
rado, do que ategora : às. porque nam fosse sem louuor, de quem he taO seu apai* 
xonado, lhe fiz por no principio esta empresa, tirada do discurso de sua vida, ((iie 
foy como elle mesmo diz: NQa mão sempre a espada, & noutra a pena: Aceita 
minha vontade, & gosa de melhor Poeta de nossos tempos, de maneira, que se 
neile se vio outro Homero, em ti se veja outro Alexandre. Vale.» 

No verso d'esta dedicatória estão os sonetos de Tasso e de D. João de Al- 
meida, a Camões. 

As estancias do poema são numeradas, e não téem argumentos. V. o que a 
este respeito escreveu Innocencio, tomo v, pag. 255,. n.*» 25. 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional, em perfeito estado, 
os srs. Fernando Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, João António 




LVSIADAS 

D E 
LV Y S DE 

Camóes. 




Còtviíf uVu^çu nrreiTarUf 



EM I.1SBOJL 
B FtAru Cn«>>ccck li 



CANTO 



ièittt do feros Mtno» Ik do cruento 
•yllc* oMado o contnno lhe ffigio i 
Far lio Llafior,qpw OtfbiiliMBto 



9u contra LiiÍiMlfttlrr«ilcÍk« 
BtenéB fcr fiu^Ute ktfddrt ddlfl. 

7 
lacrlA m A iflit,4He ciàdft 

Co orfltUKDO eftí, qileolteyiio pcdc^ 

. Fo#0bâ dt FcfiUAM tCMÚia, 

Scâco nwo p i da Ima uocoocedet 

Com dU TOft CaAdla akwuitado» 

ptteado, ^e eflm fiAiooo paf fiicedi^ 

fMs fo(S« alau para« fvcrras» 

DeTâdttivgloCt, ftTarlat ccnrat* 

n^m de toda aVraoÍBcto.^MBrl|P 
0t fef) ia iffoc o ^OMe dsnoÉdoí 
0asNrrU,t ffcnaBdo,ftq«eKodrico 
eahhèraò do tiraao» |t MaiRo'«ftado* 
Mo cfttmfo das anaai o perigo» 
Ot fat cortando rtò coduro arado 
Ot campos LcoocfffSj cajá gettcc 
CotJAooros fojr aas anoas escdleiíccb 

CUTMdilot,!» aoUga valência 
Ainda CQftfiados»ft aiaataaad 
|>a«aba|a de toda Andaloaiaé 
^^ do GoadalqoiMr as Húmftiu9% 
A Bokca tlka iMibcm Ic apeaivUa, 
<lee antigameoia otTyríos iMbitansd^ 
Traaimdo por laâf aias ▼vrdadciraa *■ 
AnHicitfnt <çliMkU> Ml iMulewat. 



DE CAMÕES ^ 

irqaes, JoSo Henrique Ulrich, reverendo padre António Coelho Leandres de 
usa, e Carlos Cyrillo da Silva Vieira ; no Porto, os srs. dr. José Carlos Lopes, 
iloiiio Moreira Cabral, Joaquim de Vasconcellos; e na ilha de S. Miguel, o 
José do Canto. 

No leilão Minhava foi vendido um exemplar por 4iS700 réis. 



28. Rinuu de Lvis de Camões. Primeira parte. Agora nouamente emendadas 
9ta vitima impressão. Com todas as licenças necessárias. Em Lisboa, Por Lou- 
nço Craesheeck. i2.** de 4 (innumeradas)-175 íl. numeradas só pela frente. — O 
«to é similhante ao da edição de 1631, vendo-se também n'elie o mesmo em- 
ema. A data posta 16 23 j aos lados do emblema, é errada; tem os dois últimos 
garisroos trocados. Deve ser 1632. Os caracteres typographicos iguaea aos em- 
pados em Í626, 1629 e 1631. 

As informações e licenças sâo de 13 e 27 de julho, 2o e 31 de agosto, 8, 9 e 
I de novembro de 1632. A taxa é de sessenta réis em papel. 

A primeira licença, ou informação, é de fr. Sebastião dos Santos, que escre- 
eo: 

«Vi estas Rimas varias do insigne Poeta Luis de Camões por serem muitas 
exes impressas, & aprouadas por tam doctos Padres : & por não ter cousa con- 
a nossa santa Pé, ou bõs costumes, se pôde dar a licença que se pede para se 
mar a imprimir.» 

A segunda é de fr. Ayres Correia, dominicano, que informou assim : 

«Imprimemse as obras de Camoõs Poeta insigne hda, & muitas vezes, he 
ioida, que como agradecido se deue ao lustre, que com ellas deu ao nome Por- 
nguez : & estas Rimas por suas não desmerecem de que sayaõ outra vez a luz, 
ora luzero dos Poetas, que apra lhe querem succeder. £ assi me parecem que 
ãgnamente se podem imprimir.» 

Esta informação do frade dominicano não podia ser, na sua sobriedade, mais 
ertntada e honrosa para a memoria do egrégio poeta. 

Alem da data errada no rosto, como acima notei, encontra-se igualmente er- 
^a a numeração das folhas : 

Fl. 331 em vez de 133. * 

Fl. 136 em vez de 139. 

Fl. 129 em vez de 144. 
^mais: a numeração de fl. 134 e 137 tem os algarismos 4 e 7 fora dos seus lo- 
pKSy e o titulo das «Redondilhas» da íl. 143 v. tem o ^ voltado. 

A disposição de toda a edição é quasi igual ás edições congéneres anteriores. 
Ibríndo, comtudo, ao acaso o livro, por exemplo a íl. 26, leio na edição de 
1629 os dois versos do primeiro terceto do soneto C d*este modo : 

Pátria minha Alãquer, mas ar corrup 

(lo 
q neste meu terreno vaso tinha, 



^^ LUIZ 

Na edíçáo de 1632 : 

Pátria muiha Alanqaer, mas ar corrup 

(le 
Que neste meu terreno vaso tinha, 

Na íl. 27, seguinte, da ediçSo de 1629, o ultimo verso do soneto CIV ( 
assim: 

Na língoa o nome, n'alma a vista pu- 

(nu 
Na edição de 1632: 

Na língoa o nome, nalma a vista pura. 

Para os q[ue entendam alguma cousa da arte de imprimir e da soa techn* 
gia, observarei que, apesar de parecer que foram empregados os mesmos ty 
a composiçSo foi evidentemente nova, não só pelas ditferenças que aponlei e 
outras, que por brevidade deixo de mencionar, mas pela f^pacejaçSo d« eadi 
nha, que é diversa, comparando a edição das Rimas de 1629 com a de 1632 

Por ultimo : é n'esta edição que apparece, pela primeira vez em obra 
Camões, em plena actividade industrial e artística, o nome do impressor Loon 
Craesbeeck, filho e successor de Pedro Craesbeeck. No entretanto, elle já eslava a 
ciado a seu pae alguns annos antes do seu fallecimento, visto como foi o en 
regado de dcKlicar a D. João de Almeida a edição dos Uuiada» de 1626. 

Possuem exemplares: em Lisboa, a bíblíotheca nacional, os srs. Femi 
Palha, João António Marques, João Henriaue Ulrích, António Augusto de Ca 
lho Monteiro, e reverendo padre António uoelho Leandres de Sousa. 

* 
* * 

29. Rimas de Leis de Camões, Segvnda parte. Agora nouamente emená 
nesta vitima impressão. Com todds as licenças necessárias. Em Lisboa, Por j 
renço Craesbeeck. 12.^ de 6 (innumcradas)-58 £1. numeradas só pela frente, e i 
1 innumerada. — O rosto igual ao da primeira parte, com o mesmo emblema 
data errada Í62S em vez de J632. Caracteres typographicos iguaes. 

As informações e licenças perfeitamente iguaes ás que foram impressa 
primeira parte, variando apenas na taxa, our é de qtuirenta réis em papel. Segi 
ás licenças uma apologia de Camões por Diogo Henriques de Vilhecas, e a d 
caloria a fr. Luiz de Sousa, pregador augustíniano, por Paulo CraesbeecL 

Na apologia lé-se : 

«... não ha que admirar, se disser, que desdo principio do mundo a 
tempo do nosso Luiz de Camoés não houve mais que quatro que merecesse o 
signe nome de Poetas Heróicos; porque só estes r.om perfeição guardarão te 
os preceitos (que são sem cõto) da arte: os quaes foraõ dos Gregos Homero, 
^ Latinos Virgílio, dos Italianos Torquato Tnsso, & dos Hespanhoes o nosso Pc 
Com tudo entre estes (disse um Docto) ^ Merece mais Luís de Camões partic 
louuor, porque ainda que não excedeo em tudo a todos, ao menos se auentaj* 

' o chantre Manaol ScTerim de Faria nos sous discursos políticos, vida de CamOes. 



DE CAMÕES ^ 

la hom em sua parte. E outro galhardo engenho ^ afBrma que em o que se 
> aaentajou, que ficou igual, mas nunca inferior. Isto he no que toca ao heróico. 
]2o íoy menos nos versos pequenos, & de mais metros, a que se dà o nome de 
uas. ...» 

E mais o seguinte: 

«... sabendo que nesta impressão se deixauâo de pór os prólogos dos licen- 
QÍos Fernão Hodrigues Lobo Surrupita, & Pedro de Maris, a afieyç2o q tenho 
3bras do nosso Poeta, me obrigou a não querer sahisse esta segunda parte de 
s Rimas sem esta coroa. . . 

• Aduirto, que nem todas as que vão neste volume s2o de Luis de Camoês, 
suã fortuna até depois de morto o não liurou de testemunhos. Não se separão, 
que como o Sol entre as demais estreitas resplandece.» 

Na dedicatória de Paulo Crasbeeck lé-se : 

«... & se como em mim está certo o querer podendo, estiuera o poder que- 
lo, lozira mais meu animo agradecido : em tanto aceite v. m. esta offerta que 
■andeza das obras de Luis de Camoês, tem seruido de desempenho a grandes 
edores. E pois o eu sou de v. m. & esta impressão minha, q a dedique ao iU 
ra nome de v. m. he razão de mais de me prometter no illustre, amparo, & no 
to defensa.» 

Edta segunda parte contém 35 sonetos, 2 elegias, 2 odes (que nunca tinham 
í impressas) ; e outras composições varias até il. 32. Da íl. 32 v. até íl. 58 está 
rimeiro canto da Creaçan ji composição do homem, que não é de Camões. Na 
S8 ▼. lé-se o epitaphio de D. Gonçalo Coutinho ; e na fl. innumerada, o outro 
haphio, também conhecido: 

Naso elegis Flaccus lyricis Epigramate Marcus 

I o que remata o livro. 

# 
* * • 

30. Lusíadas de Lvys de Camões. Cõ todas as licéças necessária. Em Lisboa. 
r íjourenço Crasbeeck Impressor delRey. Aíi. 1633\ Iz." de 4 (innumerada8;-140 
numeradas pela frente. — O rosto iníeiramente igual ao da edição de Í631. 
po redondo, também igual ao empregado na mesma edição. 

.As licenças e informações téem as dntas de 23, 29 e 30 de outubro, e 4 de 
vembro de lfí32, 13, 14 e 15 de julhu de 1633. Na informação, etn caracteres 
linos, de frei Thomás de S. Domingos, lé-se : 

•Ia vi este liuro outras vezes, & o approvei, & de nouo não achei cousa que 
ja impedimento para tornar a estamparse.» 

A de frei Ayres Correia é assim (caracteres redondos): 

•Vi estas Lusíadas muitas vezes impressas, & se lhe pode dar licença para 
e se imprimão outra vez.» 



■ o ooode de Villa Mediana em resposta de nos rersos de Tasso. 



66 



LUB 



Tem-se escrípto que esta ediçSo é reproducçSo da de id31. Assim m 
cea tombem, confrontando as duas. Não é, porém, oontrafeiçfio. Alem da 
licenças, que Lourenço Craesbeeck fez correr para a impressão d'este livro 
processo durou desde a segunda quinzena de outubro de 1632 até o fim 
meira quinzena de julho de Í633, pouco mais ou menos nove metes con 
temos que o impressor, na sua dedicatória a D. JoSo dà Silva, capellSo-m* 
rei, escreveu : 

«Offereço a vossa Senhoria Illustrissima terceira vez já impressos n( 
trinha os Lusíadas de Luis de Camofis, Princípe dos Poetas Portugueses: l 
vossa Senhoria Ulustrissima o seja assi no sangue, como nas mais acçõe 
diuida forçosa he que se lhe desse, ik>ís a atreuimentos majrores me dSo c* 
ça a mercês com que vossa Senhoria Ulustrissima de ordinário me honn 

A esta dedicatória, impressa em caracteres aldinos, excepto o titulo, 
em redondo, e tem a data de 4 de julho de 1633, seguem os sonetos de Ta» 
D. JoSo de Almeida, com o que rematam as folhas preliminares; e depoi: 
o poema de fl. 1 a 140, em caracteres redondos^ tnignon, como os da edi 
1d31, com as estancias numeradas. 

A respeito de formatos tenho-me afastado, sem nenhuma espécie de { 
sSo ou jactância, do estabelecido nas passadas bibliographias camonianas 
suado-me, porém, de que a indicação tem passado de uns para outros, por s 
copias ou reproducçOes, sem que os bibuographos vissem em suas mãos 
ciosamente os exemplares. D^ahi, como já escrevi acima, téem nascido coni 
indecisões e erros. 

As edições em mignon, de 1626 a 1633 (sendo esta ultima para algn 
duvidosa), acham- se n'este caso Tem-se posto que são em 12.°, 24.% e ei 
O formato de todas, comtudo, segundo o exame que fiz em cada um dos 
piares existentes na bibliotheca nacional de Lisboa, é em ii.^ Vejam-se as 
cas de cada folha, e encontrar-se-ha a prova d*isto. Com a edição, que se 
de 1633, succedeu outro tanto. Todos a lêem mencionado, ou descripto, coi 
folio; e é, no meu entender, como adiante registarei. 

A composição typographica, posto que guarde alguma fidelidade com 
ção, que serviu de copia, tem differenças sensíveis na espacejação e variam 
modo de compor as palavras. Exemplos : 

Edição de 1631, canto i, na estancia 2, terceiro verso : 

A Fé, o Império, & as terras viciosas 

Edição de 1633: 

A Fè, o Império, &. as terras viciosas 

Edição de 163i, mesmo canto e estancia, ultimo verso: 

Se a tãto me ajudar o engenho, it arte. 

Rubrica doesta folha : 

cessem 



DE GâMSES ^ 

Ediçio áê 1633: 

Se a ttnto ida ajudar oengenho, étarle 

Rubrica d^estafolba: 

Ceiaeni 

Ediçio de 1631, canto ir, estancia 67 : 

Nâo deixasse de ser hum só momento 
Conquistado no tépo, <|uea luz clara 
Foge, & as eslrellas nitidas, que saem, 
A repouso comiidáo, quando caem. 

Rubrica d'esta folha : 

Auea 

Edição de 1633: 

Náo deixasse de ser hum só momento 
Conquistado no tempo, nue a luz clara 
Foge, &. as estrellas nitidas, que saem, 
A repouso conuidaO, quando caem. 

Rubrica doesta folha. 

Aue 

Edição de 1631, canto x, estancia 45: 

Mais estancas cantara esta Syrena 
Em louuor doillustríssimoAlbuquer^, 
Mas alébroulhefiúa ira, que o c^ena, 
Posto que a fama sua o mddo cerque: 

Edição de 1633: 

Mais estancas cantara esta Syrena 
Em louuor do illustrissimo Albuquerq, 
Mas alébroulhe hOa ira, que o cGdena, 
Posto que a fama sua o mundo cerque : 

Uma nota final : esta ediçáo, alem do seu alto valor para a camoniana, po- 
deria ser collocada entre os livros que se considerarem percursores dos esforços 
para a restauração do reino. As jphrases da dedicatória, que deixei transcriptas e 
lepetirei : mPrincipe dos Poetas Portuguezes : jf como vossa Senhoria lUustrtssima 
ostjaassi no sangue, como nas mais acções sirns», podem, emquanto a mim, jul- 
nr-se, sete annos antes da gloriosa data de 1640, como significativamente pátrio- 
DOS, ligadas á idéa de uma reproducçao da obra de Camões. 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional, e os srs. Fernando 
Palha, JoSo Henrique Ulrich e António Augusto de Carvalho Monteiro. 

# 
# * 

31. Lvsiadas de Lvis dê Camoens, Príncipe de hs poetas de EspaUa, Al fley 
K. Seior Fdipê Qoarto d Grande, QmeiUadaê por Manvd de Faria i Sousa, Ca- 



vallero de la Orden de Christo, i de la Casa Real, Contienen lo matt de lo prmei' 
pai de la historia, i Geoaraphia dei mundo; i singularmente de Espana: miieha 
politica excelente, i Católica: Varia moralidad, i dotrina; Ajuda, i entretemâa 
sátira en comun à los vicios : 1 de profession los lances de la Poesia verdadera t 
grave : 1 su mas alto, i solido pensar. Todo sin salir dela idèadd Poeta. Tomopri- 
mero i segvndo. Aiio 16B9 (tendo ao centro as armas reaes portueuezas). Cm 
Priuilegio. En Madrid, Por Ivan Sanchez. A costa de Pedro Coeuo, Mercador 
de libros.-^^o frontispício, como notei, yéem-se as armas portoguezas. sobre- 
postas a duas trombetas cruzadas, symbolo da fama, com a seguinte legenda: 
«In Omnem T erram Exivit Sonos Eorvm», 

Lvsiadas de Lvis de Camoens, principe de los poetas de EspaUa: Al Rey N. 
S. Felippe I V, El grande. Comentados por Mantiel ae Faria i Sousa, etc. (Repro- 
ducção do rosto anterior com a só diíTerença d'esta ultima indicação : Todo m 
salir un solo jmnto de la idéa dei altíssimo Poeta.) Tomos tercero i qvarto. AOo 
1639. Con Priuilegio. Em Madrid. Por luan Sanchez. Impressor. A costa de Pedro 
Codlo, mercador de libros. 

Os tomos 11 e iv não téem rostos especiaes. 4 tomos ém 2 volumes. 4.« oo 
8.« maior. 

Tomo I de 12-276 fl. innumeradas, com 552 columnas numeradas, 
comprehendendo os cantos i e ii. 

Tomo II de 326 fl. innumeradas, com 652 columnas numeradas, com- 
prehendendo os cantos lii, iv e v. 

Tomo iii de 2-204 fl. innumeradas, com 528 columnas numeradas, 
comprehendendo os cantos vi, vii e viu. 

Tomo IV de 335 fl. innumeradas, com 670 columnas numeradas, com- 
prehendendo os cantos ix e x ; e mais 17 fl. innumeradas com a Ta- 
bla general em columnas. Em alguns exemplares anda adjunta a 
Informacion em favor de Manuel Faria i Sousa, etc. 6 fl. inooine- 
radas. 

No começo de cada canto, e de assumpto allusivo a eUe, vôem-se gravuras 
ornamenlaes abertas em cobre, que fazem notável contraste com os retratos de 
Vasco da Gama, Aflbnso de Albuquerque, e outros personagens, que figuram no 
poema, pois são gravados em madeira e mui toscos. Os retratos de Luiz de Ca- 
mões edo seu commentador Manuel de Faria (que vem depois do elogio do coffl' 
mentidor), sâo abertos em cobre, e trazem a assignatura do artista: P.* defÁlla 
franca. Madrid 1639, conforme o espécimen que reproduzo em frente. Estas gra- 
vuras foram depois mandadas reproduzir com fídelidade por Adamson, em uma 
das obras relativas a Camões, ou commemoratívas do egrégio poeta, como oppor- 
tunamente mencionarei. Manuel de Faria não só indica a origem de cada retrato, 
mas descreve-o por menor, dando até idéa do trajo do personagem. 

Alguns bibliographos téem notado que Manuel de Faria poz o retrato de Ca- 
mões com o olho «squerdo fechado, ao contrario do que fora reproduzido até ali,e 
constava da tradição. Parece-me que o defeito deve ser attribuido ao artista gra- 
vador, que passou o desenho ao contrario, saindo-lhe na impressão para a es- 
querda o que era para a direita. Na reproducção mandada fazer doeste retrato 
por Adamson, como* já mencionei, vé-se bem esse engano do artista, porque a 
copia saiu fiel e o rosto do poeta, como devera ter sido primitivamente impresso. 

O retrato de Vasco da Gama está na pagina do tomo i (que devia ter as co* 
lumnas 533 e 534; o de Aflbnso de Albuqueroue, parte iv, por baixo das colum- 
Das'381 e 382; os de outros vice-reis nas folhas seguintes, columnas 385, 386, 



DE CAMÕES . ^^ 

387» 391, 399, 401, 402, 403, 408, 416. Nas columnas 495 a 498 um mappa- 
mundL ^'este tomo a colmnoa segunda tem a numeração errada, em vez de 402, 
tem 104. 

No verso do rosto léem-se yarias epigraphes em latim, extrahidas do livro 
dos Máchabeus, Sidónio, Apollinarío, Erasmo e Marcial. Na folha seguinte vem a 
advertência de Manuel de Faria aos impressores e mercadores de livros, aos quaes 
lembra que se algum quizer fazer nova impressão : 

«liberalmente le dará nuevo Original, no solo reparado de lo que arriba se 
advierte, sino ilustrado; porque en lusar de algunas cosas que convino dezirse 
agora en este libro, por ser la primera vez aue se imprimiò, i que no son menes- 
ler eo U segunda, iràn otras de mayor utilíaad, i no designai gusto, que se dexa- 
ron por lo mncho que crecia el volumen.» 

Depois correm as licenças e informações, as dedicatórias, um elogio ao com- 
menlador (5 fl.), a que seguem os retratos de Camões e de Manuel de Faria, e 
variai poesias encomiásticas ; o prologo (pag. 2 a 14); a vida do poeta (pag. 15 a 
58); o JUÍZO do poema (pag. 59 a 99) ; e no fim começam os Lusíadas, sendo cada 
estancia copiada em verso, depois vertida em prosa castelhana e seguida do com- 
mentârío no mesmo idioma. 

Na licença de D. Tomas Tamaya de Vargas, datada de Madrid a 18 de julho 
de 1637, lé-se : 

«A este verdaderamente Poema, por ser igual a los mejores de los antiguos, 
i soperíor a todos los de los modernos, faltava ilustracion particular parasu in- 
teltigencia, como ha sucedido a los de Homero, i Virgílio (exemplares primeros 
d'esta Idea) en que han puesto su cuydado, i diligencia, muchos ingenios de to- 
d(tt siglos, aunque con desiguales sucessos. 

«El espiritu dei gran Luis de Camods, es mavor que la matéria que trato, 
coo ser de las mas gloriosas que ha tenido el mundo : porque aquel ilustre He- 
roe Vasco de Gama, intento cosas que la imagiiiacion tuvo por inipossibles, i las 
eoaseiuíò con felícidad, hollando mares nunca surcados, descubrierido t^eynos no 
eoQocidos, i enriqueciendo con tesoros íncomparables a sus Reys, cujas acciones 
CQD tanto artificio, i decência, se entrètexen en los adornos desta labor, que ní 
a magestad, ní el valor de los Invencibles guerroros, quo con generosa emula- 
eiOQ segoieroD aquellos primeros huellas, pudíerain desear más, ni alcançar tanto.» 

No prologo (col. 8.* divisSo vi) faz Manuel de Faria esta brilhante apreciação 
do poema: 

«Lvis de Camoês en esta grSde obra, aun quSdo yo quisiese, no me dá lugar 
a divertirme en ociosidades trabajosas, porque tiene infmidad de lugares, que dan 
hien en qoe entender á quien los conoce, y ha visto los Autores de qne salio io 
erodito, o lo imitado. Assi, pues, si huviessemos de comentar este Poema con ajus- 
tado estúdio, i sin lascívia de ostentacion de erudiciones, seria menester, en lo 
qpe toca a historia, trasladar aqui, a lo menos abreviados, todos los Annales de 
Europa, Aeia, i Africa : i en lo que toca a juizios, sentencias, moralidades, alego- 
rias, 1 otra variedad, seria necessário traer por tcstigos muchos Filósofos, muchos 
Políticos, muchos Filológicos, i muchos Santos, con que sin caer en el vicio de 
ostentaeiones vanas, nunca pudieramos acabar. Tal es la vega, que para toda fer- 
tilídad semejante abrio este ingenio con esta labor.» 

O papel geralmente empregado n'esta crliçáo é fraco, amarellado^ quasi ama- 
lello-torraulo, do de peor qualidade que produziriam as fabricas n'aquella epocha. 



cíuo e eneofpado, como o que pertencM á bibliotMca 
de Mello, hoje cncorporada na bibliothent oacioiul de L 
inrormam pounir Umbem o tr. António Angusto de Ctm' 
eiemplares egpeeiae* nlo tniem, portm, idjnnsta a hfBiw 
nuM de Faria i Smta, imprena em 1640, qua udi con i 
edÍ(Xo conunom. 

Com reipeito ao Tormalo, nlo me conformo com ■ ela^ 
Nao me Mkrece em folio. A impnasSo oh foi Mb lofc 
4.* caaaDdo-ie as folhu para darem o 8.* máximo, maii 
attenUmenle a lórnia d> eneadenuplo de etda toma 

I^)5.suem exemplares (ediflo commnm) : em Liib^ 
a biblíolheca nacional (três, sendo um eipeeia], cor 
RTs. Fernando Palha, Joio António Marques, António 
leíro, JoAo Henrique UIrtch, [''rancisco Gomee da A 
Santos A|;anl, e outros; no Porto, a bibliottaeu pn' 
niodaes, visconde da Ermida, dr. José Carioi Lopps 
outros; na LouiS, o ar. Fernandes Tbomaa; sm ^ 
LuÍE Monte\crde da Cunha Lobo (exemplar qne ]> 
bra, a liíbliotheca da universidade; na ilha de ." 
e no Itio de Janeiro, a biblioUieca nacional (dois 

Os preços lêem ultimamente variado ao i 
lO^OOU réií- No leilio Gomei Monteiro ebago> 
No de Sousa Guimarães (em 1870)foi amBatai^ 
libava lubiu um exemplar a 1S4000 ríii, para 



33, Ot Lotiadat de Uni de CamSn. C 
boa. Por Paulo Cmeibteetj Impreitor jfLii' 
evita. Anno 16*4. 12.° de í innumendas lo 
(Hiarnecido de linhas simples, e tem no cci 
gue a dedicatória (em itálico) do imprc> 
guês de Si Meneies, conde de Penagiií 
cisco, Ptc. Depois corre o poema em tvA 
giion, como o da ediíSxt de 1()31), com 
o Índice dos nomes próprios (foi. 160 i. 
licenças datadas de lO, 11 e 13 de mai< 
gundo o exemplar que examinei na bil>. 

N'esta odifâo deixou de compor--^" 
omissão do impressor. Na segulnle • ' 
rada vem declarada a falta c tran<v: 
mento em ver*»- 



Na dedieatoria 

.'Off^nV ^-* Seco. 
por lho buscar , 

insjgae^, ma« P I 




DE GA&lD£S 7* 

itría, com empenho de sua própria pessoa, tantas vezes repetido ; e sendo a di- 
da ooiversal em todos os Portugueses, não tenho ea com que manifestar melhor 
7. S. o agradecimento, que me toca, que com lhe dedicar as obras de um varão 
le também foy grande pellas armas ...» 

£ mister notar, como já o fia anteriormente, que n'estas dedicatórias procu- 
▼am os editores ou impressores avivar, ao par da grande obra de Camões, oi,no- 
"e sentimento de amor á pátria e á sua independência. 

No exemplar que estou examinando e que pertence á collecção Norton, a 
Miça a que se refere o sr. visconde de Juromenha, e que o illustre auctor do 
talogo camoniano da bibliotheca nacional do Rio de Janeiro declara que não vô 
» exemplar, que possue a mesma bibliotheca, ó do teor seguinte : 



«Está conforme este liuro as Lusíadas & notaçoens com seu original neste 
noento do Carmo de Lisboa em iO de Mayo de.644.i> 

Ê assignada por D. fr. Gaspar dos Reys. 

*. 

Às notaçOes não são outras, certamente, senão as que se comprehendem no 
dice dos nomes próprios, porque forma uma serie de breves notas. 

Em a numeração das fl. tem repelidos os números 20, 22 e 174. As fl. 143 
146 devem de ser 185 e 186. 

Possuem exemplares d'esta edição : em Lisboa, a bibliotheca nacional, e os 
%, Fernando Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, João Henrique Ul- 
idi, e João António Marques ; no Porto, a bibliotheca publica, e os srs. dfr. Josó 
larlos Lopes e Antunio Moreira Cabral; ba ilha de S. Miguel, o sr. José do 
lanto; e no Rio de Janeiro, a bibliotheca nacional. 

Quando apparecem no mercado, ou em leilão, os preços são de 2^000 a 
HOOO réis. 

No leilão de Gomes Monteiro foi arrematado um exemplar por 2^300 réis. 



# 
# # 

33. Rimas de Lvis de Camões. Primeira parte. Agora nouamente emendadas 
esta vitima impressão, êf acrecentada hUa Comedia nunca atègora impressa. Em 
risboa. Com todas as licenças. Na officina de Paulo CraesbeecK Impressor ^ jf Li' 
rdro das três Ordis Militares, Sf à sua custa. An, 1645. IS.*" de 6 (innumeradas)- 
(0 fl. numeradas só pela frente. No frontispício tem a cruz e as vinhetas a guar- 
Boel-a, como na anterior. edição; mas não tem as linhas em volta da pagina. Typo 
)dondo, maior que o mignon, como a antecedente. 

As licenças são datadas de 11, 16 e 19 de dezembro de 1643, 26 e 27 de 
oeiro de 1645, o que prova que a publicação esteve demorada mais de um 
loo, e que o processo respectivo fdra solicitado antes da impressão dos Lusia- 
9, cujas licenças téeoi a data de 16 í4. Depois das licenças, vem os sonetos de 
ogo Bernarda», Diogo Taborda Leitão, e de um amigo, em louvor do poeta, a 



71 



LUIZ 



que este responde no soneto 62: o soneto de loâo Gomez do pego (nc); e a ei* 
tancia 125 ao canto m, omittida, como indiquei acima. 

O soneto do amigo começa : 

Qvem he este, q na harpa Lusitana 
. Abate as Musas Gregas» & Latinas? 

O soneta 62 começa : 

De tSo diuino ac6to & voz humana, 
De tam doces palauras peregrinas, 
Bem sei ã minnas obras tíSo sSo dinas 
* Que o ruão êgenho meu me deségana. 

Na dedicatória do impressor a D. João Rodrigues de Sá de Menezes, condi 
de Penaguião, põe elle que imprimira os ÍAítiadas no anno de 1614, e dá. a rasác 
por que ^juntou a nova comedia de Camões, n'estas palavras : 

cSahe de nouo a luz hda Comedia sua nunca atèffora impressa, por beneficii 
do Cõde D. Francisco de Sá pay de V. S. E assi em lha restituir a Y. S. com t 
perfeição q posso, & em publicar a obrigação procuro por mi, & pelos estudiosoi 
mostrarme agradecido.» 

» 
Esta dedicatória é impressa em caracteres aldinos, corpo maior que o empre- 
gado nas Rimas, e tem a aata de 21 de janeiro de 1645. 

Depois do soneto 104 segue o soneto 36, que é o 105. A comedia Ddrey St 
levco está no fim do livro, de fl. 185 a 203 v. 

A íl. 25 tem só o algarismo 5 intellígivel, e a íl. 145 não tem numeração. 

O exemplar da bibliotheca nacional de Lisboa, que examinei, anda encader- 
nado com os Lusíadas de 1644. Pertencia á collecção Norton. 

Alem d*este, sei da existência de exemplares nas bibliothecas particulares 
dos srs. Fernando Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, João António 
Marques e João Henrique Ulrich, de Lisboa; dos srs. dr. José Carlos Lopes • 
Anlonio Moreira Cabral, do Porto; e do sr. José do Canto, na ilha de S. Mi- 
guel. 

No leilão de Minhava foi arrematado um exemplar para o sr. Carvalho Monteiro 
por 3^500 réis. 

# 
# # 

34. Os Lusiadcu de Lvis de Camóès. Cõ todas as licenças necessárias. Em Lis- 
boa. Por Paulo Craesheeck. Impressor das Ordens Militares, (f asua custa. Anno 
M. D. LI. Com Priuilegio Real. 12.<> de 4 (innunieradas)-162 fl. numeradas só peU 
frente.— O frontispício conforme o anterior, com vinheta ou filete em volta, eno 
centro a cruz cercada de vinhetas. Typo redondo, corpo miúdo como o n.^ Ò mo- 
derno. 

As licenças são de 31 de janeiro, 6 e 10 de julho de 1651. A dedicatória é 
a D. João Rodrigues de Sá de Menezes, conde de Penaguião. Depois de quatro so- 



DE CAMÕES , '^ 

>& em loavor de GamOes, sendo o ultimo centonico por JoSo Gomes Pe^o, se- 
m-se 08 Luiiadoêj com os argumentos em verso. Nfio tem no fim o índice de 
aes próprios. 

A impressão d'esta edição foi muito descurada, e os erros da numeração das 
bas são repetidos e lastimáveis. Vejamos: 

Fl. 23 a 70 em vez de 25 a 72. 

PI. 100 a 111 em yez de 97 a 108. 

FL 117 a 128 em vez de 109 a 120. 

Fl. 121 não tem numeração. 

Fl. 120 em vez de 122. 

Fl. 111 em vez de 123. 

Fl. 122 a 140 em vez de 123 a 142. 

Fl. 411 em vez de 143. 

Fl. 142 a 154 em yez de 154 a 154. 

Fl. 136 a 141 em vez de 157 a 162. 

A IQ. 144 tem o segundo 4 inutiiisado, e representa só o numero 14. 

Possuem exemplares: em Lisboa, a bibliotheca nacional (que era o da col- 
ação Norton), e os srs. Fernando Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro e 
ão Henrique Ulrich; no Porto, o sr. visconde da Ermida e dr. José Carlos Lo- 
s; na ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto; e no Bio de Janeiro, a bibliotheca 
icional. 

# 
# # 

3o. Rimas de Loi$ de Camões, Primeira parte, A Dom loam Rodriguez de Sâ 
; Meneses, conde de Penaguião, ifc. Em Lisboa. Com todas as Licenças Na Ofíicina 
f Paulo Craesbeck Impressor dias Ordens Militares, êf a sua cuast (sic) Anno. 
35/. 12.° de 2 (iiinunierada8)-184 fl. numeradas pela frente. — O roslo náo lem fi- 
tes, nem vinhetas, senAo no centro, mas de ornamento muito simples. Typo re- 
)ndo, como o dos Lusiadas, acima. 

Na dedicatória do impressor ao conde camareiro-mór (duas pag. em itálico), 
itada de 10 de setembro de 1651, lé-se : 

«Não ha pouco rica esta (obra) que agora oífereço a V. S. nas Rimas do 
ande Camões, as quaes como verdadeiras pedras preciosas, quãto mais se trazê 
re as mãos melhor se pulem & resplandecem que por ventura será a causa de 
le se esforce a enueja aos emulos durando igualméte, que a fama do nosso Poeta 
ira afazer sem igual.» 

A impressão d'esta parte das obras de (Camões ainda é peor que a antecedente 
por igual descurada. 

Na numeração dos sonetos cncontram-se os n.*»» 71 (íl. 19), e 10 (fl. 27), em 
2 de 73 e 105. Na compaginação vejo mais os seguintes erros : 

Fl. 34, não tem numero. 
Fl. 80, não tem numero. 
Fl. 11, em vez de 113. 
FL 13, em vez de 130. ^ 
Fl. 194, em vez de 164. 



^* • L0I2 

Possuem exemplares : em Lisboa, a inbliotheca naciona), e os ara. Feroaodo 
Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro e Joflo Hemique Ulrich; no Portos 
os srs. dr. José Canos Lopes e visconde da Ermida; e na liha de S. Miguel, o 
sr. José do Canto. 

Em geral, quando apparecem exemplares das Rima$ são encaderaados como 

Soema da mesma data, formando um coroo das oÍM*as do poeta. Asaim existia o 
a coliecçSo Norton, e o da coliecçáo Minhiva, vendido no leilão da sua camo- 
niana por 9^100 réis para o sr. António* Augusto de Carvidho Monteiro. 

* 
# # 

36. Os Lvsiadas de Luiz de Camoetu, com os Argumentos do LM João Firana 
Barreto, Com hum Epitome de sua vida. Dedicadas ao ilhutrissimo tenkor Andn 
Furtado de MendoCja Deão, Sf Cónego Digníssimo da S. Sè de Litòoa, Doutor em i 
Sagrada Theologia, Deputado da Junta dos Três Estados do Reffno, {fc. Impressas 
em Lisboa. Com as licenças necessárias, A custa de António Craesbeeek de Melh 
Impressor de Sva Alteza. Anno 1668. 12.<» de 3 in-142 fl. numeradas só pdi 
frente e mais 2 fl. innumeradas. — O rosto é simples, sem ornamentação eentnl, 
nem tarja, composto de letras versaes, versaletes, itálico e redondo, e occupandi 
toda a pagina. O typo usado em todo o livro é o que se parece com o corpo f 
actual. Já empregado em anteriores edições. 

As licenças sSo datadas de 6 de julho de Í636, 21 de julho de 1658 e 8 de 
acosto de 1659. Correu o respectivo processo, tanto para o poema, como para as 
rimas, que saíram no mesmo anno lo63, de que em seguida faço menção, m pri- 
meira licença (a de 1656) lé-se : 

«Pódese tornar a imprimir as Obras de Luis de Gamoõs, e depois de impres- 
sas, tornaram ao Conselho para se cõferirem com o original, e se dar licença pan l 
correrem, e sem isso nam correram.» 

Tem as assignaturas de Francisco Cardoso de Torneo, Pantaleão Rodrignei 
Pacheco, Diogo de Sousa, fr. Pedro de Magalhães e Luiz Alvares da Rocha. 

A dedicatória do impressor, António Craesbeeck de Mello, é em oitavas no* 
meradas. Tem dezeseis em quatro paginas, antes do poema. Começa: 

Revolvendo, senhor na fantasia, 
A Gue varam illustre assinalado. 
Dedicar estas obras poderia 
Do Portuguez Homero sublimado : 
O coraçam parece me dizia, 
Adonde, adonde vàs desatinado? 
Esse Varam, que buscas excellente. 
Ante olhos teus nam o tens presente? 



E acaba: 



A vòs pois quero só por meu Mecenas, 
Em quem tantas virtudes resplandecem, 
£ á vossa sombra as Tagicas Camenas, 
Respeitados serám, como merecem. 
Porque se as cousas baxas, e pequenas. 
Nas mãos dos grandes tantos se cnnobrecê 
As que por si sam grandes, cos favores 
Dos Príncipes se estimam por mayores. 



\ 



DE CAMÕES ' ^^ 

O poema tem os argumentos em yerso, que vinham na edição acima (n.« 34), 
ta sem a declaração de serem de Franco Darreto. 

A impressão parece-me moito mais coidada, que a anterior; e julgo também 
e foralb empr^ado^ caracteres novos. O papel do exemplar, que tenho presente, 
da eollecçâo I^rton da bibliotheca nacional de Lisboa, onde estou tomando 
las para este trabalho, é escuro e de Ínfima qualidade. É papel pardo com me- 
s coipo que o de embrulho. Na comp^inaçâo ha os seguintes erros : 

Fl. 96 em ve^ de 69. 
Fl. iOt, repetida, em vez de 103. 
FL 110, repetida, em vez de 111. 
FL 124 com o algarismo t voltado." 
Fl. 142 com o alsarismo 2 voltado. 

No verso da fl. 142, segue sem numeraçáo, e em caracteres aldinos, uma resu- 
i Vida do gronde Líus cie Camoès, que termina com o epitaphio que D. Gon- 
ilo Coutinho mandou coilocar na igreja de Sant^Anna. 

Possuem eicemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional, e os srs. Fernando 
ilha, António Augusto de Carvalho Monteiro, JoSo Henrique Ulrich e João An- 
nio Marques; no Porto, a bibliotheca municipal e o sr. dr. José Carlos Lopes; 
i ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto; e no Rio de Janeiro, a bibliotheca na- 
DoaL 

No leilão de Miuhava, o sr. Ulrich arrematou um exemplar por 3^C{00 réis. 

# 
# * 

37. Rimas dê Luis de Camoens, Principe dos Poetas de seu tempo. Dedicadas 
o Ukutrissimo senhor André Furtado de mndoc,a Deão, ff Cónego dignissimo da 
ISè de Lisboa, Doutor em a Sagrada Theologiaj Deputado da Junta dos Três Es- 
sdos do Reyno, jfc. Em Lisboa impressas. Com as lu:enç<u necessárias. Na officina 
Ir António Craesbeeck de Mello, impressor de Sva Alteza, e à sua custa. Anno 
^663. li.o de 2 (innumeradas) 180 íl. numeradas pela frente. — O rosto ó simples 
iomo o dos Lusíadas (n.<* 36), e foram empregados os mesmos caracteres em todo 
i livro. Papel igual. 

A dedicatória do impressor é em prosa. N'ella se lô : 

•Nem faltam razões a estas Obras, para terem as assistências de favor de V. S. 
ioríj tratam das proezas, cnie os Portuguezes olráram no Oriente, aonde os pre- 
larissimos ascendêtes de V. S. foram sempre mui celebrados, entre os quaes vi- 
irà eternamente gravada nos bronzes inmortais da memoria das gentes, a iimí ex- 
ftlJente Fama d'aquelle de quem V. S. tem o nome André Furtado de Mendoça 
rmlo dignissimo do sefior loâo Furtado de Mêdoça pay de V. S ) o qual entre suas 
lui gloriosas vitorias, destruindo o Mouro Cunhale, defendendo Malaca, e quei- 
ando as Nãos de Mecco. . . • 

No íim das rimas, é reproduzida a Comedia delrey Seleuco, que apparecéra 
)r primeira vez na ediçSo de 1645 (n.<* 33). 

Na compaginaçáo encontro os seguintes erros : 

FL 114 em vez de 128. 

Fl. 151 tem só representado 15. • 

Fl. 138 em vez de 158. 



76 



LUIZ 



Âqai se vê, por primeira vez impresso, o soneto cvi, que entroa d'ihi 
diante nas edições das Rimas. Começa : 



E termina: 



Doce contentamento já passado. 
Em qae todo meu bem só consistia. 

Nem se engane nenhda creatura, 
Que nam pôde nenhum impedimento. 
Fugir do que ordena sua estreita. 



Na subsequente edição de 1666 pozeram no ultimo verso esta variante: 

Fugir do que lhe ordena Sua estreita. 

A bíbliotheca nacional de Lisboa conserva encadernados, como os po 
Norton, os Lusíadas e as Rimas ; porém, em mSos de alguns coUeccionadon 
tAo separadas. Parece-me, comtudo, ser preferível andarem juntos pela circum 
cia do impressor correr um único processo de licença para os dois livros. 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional, e os srs. Fero 
Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, JoSo Henrique UIrícli e Joâ( 
tonio Marques; no Porto, a bibliotheca muuicipal e o sr. dr. José Carlos h 
na ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto; e no Rio de Janeiro, a bibliothec 
cíonal. 

No leil2o de Minhava, o sr. Ulrich arrematou o exemplar que possue n 
vasta coliecç2o, por 3^500 réis. 

# 
# * 

38. Rimas de Lvis de CamoSs princepe dos poetas portvgvezes, Primein 
ffvnda, e terceira parle, nesta nova impressam emmendaàas, fC acrescentadas, 
lecenciado luam Franco Barreto. Lisboa. Com as licenças necessárias. Na OH 
de António Craesbeeck de Mello. Impressor de Casa Real. Amio 1666. %.^ g 
4 innumeradas-368 pag. — O rosto é guarnecido com simples vinhetas Je ( 
tasia. Os caracteres empregados sSo redondos, como a antiga leitura e mais 
dernamente o corpo 12. 

Depois do frontispício, em pagina diversa vem o soneto de um amigo, ; 
já me referi acima (edição de Ibtô) e que reproduzo agora na integra : 

Quem he este, que na harpa Lusitana 
Abate as Musas Gregas, & Latinas? 
K faz que ao mundo esqueç2o as plantinas 
Graças, com graça alegre, lyra ufana? 

Luis de Camoens he, que a soberana 
Potencia lhe influio partes divinas. 
Por quem es[)irão as flores, òl boninas 
Da Homérica Musa, & Mantuana. 

Se tu (triumphante Roma) este alcançaras 
No teu theatro, & Scena luminosa. 
Nunca do graO Terêncio te admiraras 

Mas antes sem contrastes, curiosa 
Estatua d'ouro alli lhe levantaras. 
Contente de Ventura \& ditosa. 



neto de Jo3o (Somes Pego. Não Irai licenças. Seguem as Rimas, mas só a 
An pftrle. como em anteriores edifiJes. A segunda e a terceira parlft. indica- 
is rosto, foram impressas separadamenle com frontispício e numerarão se- 
fas, e Ires annos aepois, d'esle modo ; 

Bmai líí Lrit de Camofs Prhieijie dos poelos porlvgvetr». Srytinil/t parta 
fado*, lÉ ncrnrentalai p'lh Lreenceailo ioão Franco Barreto. Lisboa. Con 
' |(M nnwarias. Por António Cranbnck dt Mello, hnprestor da Cosa RfoI 
li J€G9. 8." gr. de 4 Íniiumeradas-207 pag. — O rosto com vinhetas iguaes áa 
inra parte. Caracteres redondos, lauibern iguaes (leitora aotigi), eari-pto 
Ita dos Anfitriões (pag. 161 a 307), que sSo menores e em duas columnt^ 
■ ou filete ao centro. 




Bois do frontispício tem era pagíjia separada e innumerada, o soneto de Diogo 
1 Leitão, e ao fim do li?ro {II. 307) unia protosta^Jo da U, n'nmaoÍtan, 

A Aqaetia saneia barca, que se emprega 



Quanto digo & disser, sujeito seja. 
LAVS DEO. 



a segunda parle encoutra-se o poema alheio Da ereação do homtm, pog. 



mTertêira parte dm Rimas do prineepe das poetas portvgrtses Ixis de Camonti, 
Uu dt rarioi mannicriptos muitos da leira do mesmo Autor, por D. António 
fmts da Cunha offerecidas a soberana alteza do príncipe Dnm Pedro. Por Anta- 
t Craesherik de Mello, Impressor de S. Alteza, jf a tua custa imprruas. Ãnno 
I KSes.— O rosto nSo lem vinhetas a enquadral-o; e sendo romposto de letras ca- 
bes, versai^s e versaletes, redondo antigo, tem só duas palavras em caraelere.i ai* 



Compreheode esta parte 8(innumeradas)-10í[pag. numeradat, emaisãSnSo 
neradas, de que alguns bibliographos nSo gabem dar a exnlica;Sa, Examinan- 
B, porém, esta parte vé-se que os sonetos comprehendtdos oe pag. (05 a 108 nâo 
lo oDiiíerados; e que o ultimo d'estes no extremo da pagina lem a palavra ^- 
•t; e que os que se seguem n3o só sSo numerados de 1 a 43, mas tem reclamo 
iiFrso no pé da pagina, pois devendo seguir ao 1 maiúsculo, foi rubricado com 
I, a 3, a 3, a 5, em redondo, minúsculo. U'ahi infiro eu que as 33 pag, se impri- 
BÍram muito depoííi. por se haverem encontrado as peças poéticas que n'ellag se 
Bdoiram. quando talvez o livro corresse já com as primeiras 108 pag., n3o ad- 
rertindo o impressor que tornava de/eítuosa a edifSo. 

t)'esla serie, o soneto 1 comera: 

Vós, que escutais em Rimas derramado 
Dos suspiros o som, que me alentava 
Bataba: 

Sirva de exemplo claro meu tormento. 
Com que todos conheffio claramente, 
Que quanto ao mOdo apraz he breve sonho. 



7B UJU 

O soneto 43 (ultimo) começa: 

Orphêo eoamorado, que tafiia 
Por la perdida Ninfa, que buscava, 
E acaba : 

Le mandaron bolver su compafiere, 
Y bolviòla a perder el desdtchado, 
Con que fueron entrambos los perdidos. 

Depois do rosto, vem as licenças com data de 21 de janeiro, 3 de fevereiros 
i de março de 1667 ; e a estas serâem a dedicatória ao príncipe D. Pedro e oan 
espécie de advertência ao leitor. Na dedicatória escreveu D. António Alvaiet 4i 
Cunha: 

«... nSo ha hoje lingua na Europa, em que se nSo vej2o traduzidas as suas 
Lusiadas, oue o mesmo Poeta deu á estampa pellos annos de 1572, na menorídada 
do senhor Rey D. Sebastião, cuja desgraciada perda depois acabou de tirar de todo 
o credito a este admirável poema, porÇ os ânimos estarío entio mais para lamen- 
tar desgraças, q para aplaudir descripçôes. Com este receo, os que depois mani- 
festarão as suas Rimas, imprimirão so aquelias que mais facilmente pudeiio al- 
cançar ; & au me persuado, aue a alta Providencia deixou estas para satiiluer o 
merecido a este tão insigne Autor, encobrindo-as com as trevas do eauuecimento 
mais de cem annos, para que sahissem á luz entregues á protecção de V. A. cujos 
rasgos lhe darão aqueile resplandor, que lhe havião tirado as sombras, ou da en- 
veja, ou da ignorância. 

«Não lhe pareça V. A. infníctuoso aplicarse tambS t esta lição . . » 

Ao leitor (caracteres itálicos) Alvares da Cunha diz : 

«Convidovos neste volume com os versos, que ainda não vistes do nosso gnmde 
Poeta Luis de Camoês, que os trabalhos dos estudos me trouxeráo á mão, de vá- 
rios manuscriptos, muitos da letra própria do Autor; pouco hey nlister para V0i 
fazer crer esta verdade, porque elles mesmos testemunhão quem os fez, & se cooft 
Porthogenes conheceis a linha de Apelles, esta offerta que vos faço, sirva de peita - 
A vossa benignidade, para outras que vos hei de fazer, v ALE.» 

Advirta-se que as três partes das Rimas, n'esta edição (1666-1669-1668), a 
téeni rostos e numeração separadas, que andam geralmente encadernadas em um il I 
volume, porém que da primeira parte podia fazer-se um arrazoado tomo, e da s»* I 
gunda e terceira outro tomo. 1 

Não encontrei erros em a numeração das paginas da primeira e abunda parte, ; 
mas na terceira de pag. 98 e 99 tem os n.^' 08 e 59. 

Advirta-so que, alem das três partes acima indicadas, o impressor António 
Craesbeeck de Mello imprimiu em 1669 o complemento das obras de Camões, em 
que incluiu Os Lusíadas sob o título : 



39. Obras de Lvis de Camoês Princepe dos poetas portugueses Com os argfh '•■ 
mentos do Lecenreado João Franco Barreto ; & por elle emedadãs em esta nova m^ 
pressão, que comprehende todas as Obras, qn$ deste insigne gutor se aehMo tm- 



degamOes 7^ 

m»ai, S manuserítas, eom o Index dos nomsi próprios. Offenddas a D. Fran' 
mo de Soosa Capitão da auarda do Prineepe N. S. por António Craeebeeck d'MeUo 
wpreeeor da Casa Real Ãnno 1669, Lisboa, Com (u licenças necessárias E Pre» 
^io ReaL^S,* de vniWinnumeradas) -376-78 pag.— O rosto é simples, composto 
e Tersaes, yersaletes de diversos corpos; e redondo, antisa leitora, exce- 
toaDdo as duas linhas fínaes, (foe sSo em caracteres aldinos de dois corpos (maior 
menor). É guarnecido eom vmbetas igoaes ás dos frontispido das Éimas (prt- 
Éíra parte). 

Na folha seguinte á do rosto está a dedicatória; no verso d'esta vem as licen* 
M de 23 de marco, 6 e 7 de julho de 1668 e 30 de outubro de 1669. Segue-se 
Bâ reaomida vida do poeta, em cujo fecho pozeram o epitaphio de D. Gonçalo 
ootinho^ que tcdos conoecem, e que deu origem á divulgação da data errada da 
Mie de Gamõet; e acaba com o soneto 

Qvem louvará Camofis, que elle náo seja? 

Nd raclamo doesta folha está « frivil^io«. 

Corre depois este privilegio datado de 23 de outubro de 1669, e na pag. 1, em 
começa o poema, em redondo, interduo, ou modernamente corpo 10. 

O privilegio é por dez annos, e leio n'elle : 

«.. . q António Craesbeeck de Mello, meu impressor me inviose dizer por 
ia petição imprimira à sua custa as Obras de Luis de Camoés, Lusíadas, <k Ri- 
ns eom seus acrescentamentos. Pedindome lhe concedesse Privilegio para senSo 
oderem imprimir; nem vender», etc. 

A taxa da obra era de «dois cruzados». 

Olhando para essas datas, e comparando-as com as da terceira parte das Ri- 
ws, vê-se que a impressão dos Lvsiadas, que aliás é geralmente considerado 
MK> O primeiro tomo das obras de CamOés, ficou demorada trinta e um mezes, 
Íd é, o restante anno 1667 (abril a dezembro), todo o anno 1668 e dez mezes 
b anno' 1669. 

Noto-se que a pa^. 191 existe uma lacuna grave: a falta no canto v das es- 
iis 91 a ^ inclusive, que náo sei por que rasáo foram supprimidas. A estan- 
ii 91 começa : 

Vai recontando o povo que se admira, 

A estancia 98 acaba: 

Que a muitos lhe dá pouco ou nada d'isso. 

A estancia que tem, pois, o n."* 91 é 99. Lá está a seguinte, na pag. 192, com 
nnmero certo, 100. 

A primeira vez que se me deparou mencionada tal omissão, foi no catalogo 
li livros que pertenceram ao finado escriptor e académico António da Silva 
lUio, e que foram vendidos sob a direcção do sr. Luiz Carlos Rebello Trindade, 
■tervador da bibliotheca nacional de Lisboa. 

Botssefli exffi&plAras (das Rimoâ, três partes, e dos Lmiadas) : em Lisboa, a 



80 



LUIZ 



bibliotheca real da Ajuda, a bibliotheca nacional (três, um que pertenceu á c 
dos condes da Ega, e outro da collecçáo Norton, o d'e8ta mais oem conserr 
que o outro, onde se vêem folbas muito aparadas prejudicando os títulos e a 
meraçflo das paginas ; o terceiro tem falta de dois rostos); a bibliotheca da 
prensa nacional, e os srs. Fernando I^lha, António Augusto de Carvalho II 
teiro, Jo2o Henrique Ulrich, João António Marques António e Maria dos San 
Agard; no Porto, a bibliotheca publica, e os srs. António Moreira Cabral e 
José Carlos Lopes; em Vianna do Castello, o sr. JoSo Vieira Monteverde da i 
nha Lobo (só as Rimas); na ilha de S. Miguel, o sr. Josó do Canto; e no Rio 
Janpíro, a bibliotheca nacional. 

Os preços téem variado entre 6|í000 e 8|í000 réis. N'um leiiáo do Porto ( 
1884) não passou de ii800 réis. No leilão de Gomes Monteiro foi arrematado 
exemplar por 4^600 réis. No de Innocencio subiu outro exemplar a 6^i00 n 

' É interessante, e útil, fazer ainda uma advertência fínal: é que o impresi 
António Craesbceck de Mello, attendendo naturalmente ao consumo d'esta ediç 
passado um anno dava ao prelo nova edição dos Lugiadat e das Rim 
n'outro formato, e empregando outros caracteres, conforme os dois números ; 
guintes : 

* 
# * 

40. Os Losiadas do granie Luis de CamoeM, Princepe doi Poetas de Hes\ 
nha. Com os argumentos do Licenciado loaõ Franco Barre tto, A Index de todos 
Nomes próprios. Offerecidas ao iUustrissimo Senhor André Furtado de Mendoc 
Por António Cra^sbeeck de Mello Impressor da Caza Real. Lisboa, Com as lia 
ças necessárias, Anno 1670.— it."* de 8 (innumerada8)-4G9 pag. e mais 7 pag. íhe 
moradas, que contém a vida do poeta.— Rosto simples, sem ornamentação. A ( 
dicatoria e a vida de Camões em itálico; o restante em redondo, antiga pandei 
ou corpo 9, moderno. O poema corre de pag. i a 371, e o índex de pag. 37! 

André Furtado de Mendoça era reitor da universidade de Coimbra. Na ( 
dicatoria, o impressor escreve : 

«E ainda, que o Grade André Furtado de Mendoça, tio paterno de V. S. ^ 
rSo em todas as edades memorável [)or suas inclytas Proesas, òc Virtudes nilo 
antes que o Author escrevesse; com tudo havendo sido posterior aos valeras 
que narra em seu Poema, cõsideradas suas acções, íica em egual paralela, & ma 
aos q se singultnzârão no serviço da Pátria. E sirva esta Dedicatória como 
Appendice aos Lusíadas, para que já que não alcançou este Varão Grande o tem 
de Luís de Camoi^s, reviva sua memoria cm V. S. pois que com a repetição 
seu próprio nome se repetem as memorias de suas heroicidades. He V. S. Grar 
em o illustre dos Ascendêtes, & quando naõ houvera nascido tam grande, se fm 
V. S. máximo entre os Grades, pelas singulares Virtudes, òl Letras, a todos I 
notórias, com que seguramente se lhe entregou o governo da insigne Universida 
Conimbricense.. .» 

Parece- me que esta edição deve ser collocada antes das Rimas do mesi 
anno, porque assim o infiro da dedicatória, que adiante mencionarei, e que 
dá ídéa de que foi essa a ordem da impressão; e porque assim figura encadfemí 
nas biblíothecas dos melhores camonianistas. 

Dá-se n*esta edição a mesma grave omissão, que notei na anterior. Pon 
naturalmente serviu ella para a copia, o typograpno pensou que a estancia 1 



DE CAMOeS ^* 

> canto V estava errada, e emendou para 92, sem advertir todavia que, depois 
I estancia 90, faltavam as estancias 91 a 98, circumstancia que ainda nSo encon- 
ai mencionada em nenhuma bibliographia camoniana. Por consequência, substi- 
08 n.''* 91 e 92 por 99 e 100. 



Noto-se mais que, n'esta edicáo, está repetido no canto n o numero da es- 
ia 54, devendo ser o segundo o5; e falta a estancia 56, que começa : 



Como isto disse, manda o consagrado 

em logar d'ella foi repetida com o n.<» 58 a estancia 57, que começa : 

Jà pello ar o Gyleneo voava. 

Está errada a numeraçáo da pag. 424, que deve ser 442; e da pag. 498, que 
Isfe ser 468. 

O exemplar, que possue o meu amigo e bibliophilo sr. João António Mar- 
pes, tem ainda mais um notável erro de impressfto. Na folha L (cant. vii, de 
lag. 241 a 264) estáo voltadas as pag. 246 e 247, e 258 e 259; isto ó, na occa- 
iio de deitar as paginas no cofre do prelo, o compositor inadvertidamente collo- 
lOQ a forma ás \ essas, e o impressor começou a tiragem sem dar pelo engano. 
bntando-se este erro, aos que íicam apontados, ver-se-ha oue n'essa epocha havia 
aaito descuido nas edições. Deve ser, pois, no meu entender, extremamente raro, 
m_ exemplar como o que examinei úa opulenta bibliotheca do sr. Marques. 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional, e os srs. Fernando 
Mha, António Augusto de Carvalho Monteiro, João António Marques e Joáo Hen- 
kpe Ulrich ; no Porto, os srs. visconde da Ermida, Moreira Cabral e dr. José 
vios Lopes ; em Vianna dô Castello, o sr. João Luiz Monteverde da Cunha Lobo; 

ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto. 



Os preços toem variado entre 2^000 e 4i^000 réis. No leilão de Minhava, foi 
rrematado pelo representante da livraria Ferin um exemplar por 5jjl900 réis; no 
b Gomes Monteiro subiu um a 9^000 réis, conjunctamente com as Rimas, 

# 
# # 

41. Rimat do grande Iam de Camoens, Princepe dos Poetas de Hespanha. Offe* 
Ao Senhor Afonso Furtado Castro do Rio & Mendoça^ por António Craes- 
pidb de Mello, Impressor da Casa Real, Lisboa, Com as licenças necessárias. Anno 
Í30. 12.<*de8(innumeradas)-372pag. — Rosto simples, sem ornamentação. A de- 
íeatoría em itálico. O texto em redondo, typo igual ao da anterior edição dos Lu- 

O processo das licenças, tanto n*esta, como na antecedente, é o que serviu 
a edição de 1669. A designação da taxa é que tem a data de 30 de outubro de 
Í70. 

Na dedicatória encontro este paragrapbo, que registo : 

«Admitta V. S. por demõstraçaO de meu aíTecto a direcção das Rimas das 
Lyricas de Luis de Camoês, que imprimi, deixando impresso na minha 
'' o favor, que espero de V. b. em receber esta offerta com o agrado, q 

s 



LUIZ 

|>erteqdo : protnetendome n8o menor do Senhor André Fartado de Mdndoça, i 
quem dedico os Lusíadas.» 

Este livro contém eó a primeira parte das Rimas, guardada a disposiçio A 
ediçSo de i666, terminando, como esta, )com o epitaphio de Marlim Gonçalves dj 
Gamara: 

Nato elegis: Flaccui Lyrieis: epffgrammate Marcus: 

Possuem exemplares: em Lisboa, a bibliotheca nacional, e os srs. Fernando 
Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, Jo&o António Marques e lok 
Henrique Ulrich ; no Porto, os srs. dr. José Carlos Lopes, visconde da Ermidi 
e António Moreira Cabral; e na ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto. 

« 
* # 

42. Rimas varias de Luis de Camoens, Principe de los Poetas herofeoSjjflfh 
ricos de Espafia, Ofrecidas ai muy ilustre Seiior D, Ivan da Syh» Marques m 
Gouvea, Presidente dei dezembargo dd Pac,o, y mayordomo mayor dê ta casa rt^ 
ete. Conmentadas por Manuel de Faria, y Souia, Cavallero de la orden de CkriM 
Támo I. y ii. Que contienen la primera, segunda, y tereera Centúria de los S^ 
netos, Lfstoa. Con privilegio real, En la /fnprento de Theotonio Dâmaso de JM 
Impressor de la Casa Real, Con todas las licencias necessárias. ARo de 1686. V 
maior de 38 (innumeradas)-356 pag. — O rosto, sem ornatos, é composto de ietru 
capitães, versaes, itálico e redondo, como o commum dos livros d'aquella epocba 
A dedicatória em parangona; as licenças, advertências e prologo em redondil 
n'um corpo menor como o 14 moderno. Os sonetos, em typo menor, também ra^ 
dondo, e a duas columnas, sem filete ao centro. 

Os dois primeiros tomos saíram de numeraçjto seguida e só com o rosto priír 
cipal, Dosto que do primeiro para o segundo se encontre a pag. i93 a natural di^ 
visão a'elle com vinheta ornamental no começo, e a designação do tomo. 

Os três seguintes tomos (segunda parte) téem igualmente numeração segoUl 
e um só rosto, vendo-se porém de um para outro tomo feita a divisão pelo modo 
dos anteriores: tomo iii (pag. 1 a 207); tomo iv (pag. 1 a 158), e tomo v (paf. 
i59 a 339), que termina com a Egloga viu. 

Eis o rosto d'esta segunda parte : 

Rimas varias de Lvis de Camoens, principe.de los poetas heroyeos, y Lyrim 
de EsvaOa. Ofrecidas ai muy ilustre seiior Garcia de Meto, Montero-mor dei reynt^ 
presidente dei dezembargo dei paço, ele. Commentadas por Manuel de Faria, f 
Sousa, cavallero de la orden de Christo, Tomo iii. rv. y v. Segvnda parte. El tom. m. 
Contiene las canciones, las Odas, y las Sextinas. El tom. iv. Las elegias, y las oton 
vas. El tom. v. Las primeras ocho eghgas. Lisboa. Con todas las Licencias neees\ 
sarias. En la Imprenta Craesbeeckiana. Ano M. D. C. LXXXIX. Con PrivUegk 
Real. 4.0 maior de 4 (innumeradas) -207-339 pag. — Composição e impressão iguaa 
cm tudo á primeira parte. 

As licenças da primeira parte são datadas de 2 de junho, 28 de julho e 7 dl 
agosto de 1679, 25 e 28 de maio de 1685, sendo a taxa de «nove tostões*. Na se- 
gunda parte repetem-se estas licenças^ acrescentam-so as datadas de 16 e 2i de 
maio, z de junho e 5 de julho de 1689, sendo a taxa de «doze tostões*. 




í, portanto, que decormi O looco a^t y-^a q WMi dM IBHCtlInai 
deates processos, e de qUltm tBtn O tpffniitttÊlo de BM • <NÍln 

■primeirt das licenças ciladas, daeltn-w qw M eommeatiríoe compn- 
P oito tomos, porém o fado é qtH 16 *inm ft Iv otemeofrimrini eónto 
Eriplo*. e iiiic se penlpram IrM, WB ma apfaw w a até O pceaMi t B noti- 



e fidedigna a respeito de.t 
a da licença, a que roe rafa 



« da Lirfa da CuMta. 



a > awígnalura de Manuel Piondel de Soma, MuDal de Hgn HmmI 

' 'o de S. RRjDJundo. 

jeira parle, alem ias licmçM, iem approvaçlo itítà» da 13 de março 
_ _ assisnada por fr. Manuel dê SmUo Alaiiaaio (capMhtDbl^ iriitin «ai- 
B á deilicatoria do impressor 10 nermei de Gonfsu,- e é dáMt de <7 te 



IBO mez e anno, o que quer ,..„. ,_ , 

ikinal. ou pela demora que Iívwbid M 0«lRt oa pallstfL ^ 

Fno correr do processo. Fr. HajKul «preeentt-ae mníto amável para o im- 
, pois <-sr.reveu na approMçIo; 

a DedJcAloria inclusa, qae TbeotoBio Daiaaao de HeBa qn» por nt 



hdo Livro impresso no seu |ffêlo,«iie vem I wr: Rinai do nineipe d 
, LilnstradaB pelo erndJtiatieMlIauiel da Faria 



Kognnde Lqís deCamSes, illnstraJae pelo erndJtiatieMlIauiel da Iraria 4i 
te: ambos orn.mienlos grandes da Napio Losilana. Poi« ao primetn) cbaOKia 
B grande engenho t:astelhiinn: Apolo Portuguet, honra de Etpa^.Do segando 
M)^â os da niesRia nnçSn, que bó EouberSo faltar a sua liiúna com proprie- 
íSê, depois ipie el\e iha limou com suas palavras, & escriptos. A dedicatória nSo 
IB anisa uoiUra nossa Santa Fi, ou bons ca^lumes. Nella parece, que o suppii- 
■te desentranhou os affectos de cada bum dos Autores; porque lambem me 
piãido. aue se oualquer delles fora vivo, buscara para seu patrocínio, & lustre, 
■■paro de tal Mecenas, alueis rdile Regtímt ... * 

i Na s>?eunda parle, a dedicatória a Garcia, de Hello, tem a data de 1 de on- 
■n de 1688 e a assignalura de Ignacio Maria de Carvalho, que enlSo represen- 
■BaolEcina Craesbeecbiaiia. N3i> figura no livro com approvaçSo esnecial, por- 
■Ko O capuchinho ir. Manuel de Santo Atanasio, a quem fdra submettida a 
■idepois de impressa, é conciso na sua licença, para abreviar o processo e para 
Indongar maia o apparecímento d'esla parte. Escreveu apenas: 

P «Esle Livro, que he a Segunda Parte das Rimas varias de Luis de Camoens, 
NlifQta'Ias por Manuel de Faria, & Sousa, & Comprehêde o Terceiro, Quarto & 
Knlo Volumes, concorda rom sen original. Santo Anbnio dos Capuchos de Lis- 
>t 16. de Mayo de l(J8'J. Frey Manoel de Santo Athanaêio.* 

Acerca dos embaraços, que se deram durante a impressAo dos Commentaru», 
í qoe se trata, é bom ler o tomo i das Obrat de CamOes, pelo sr. visconde de 
rasMoba (pag. 334 a 338); e o Diee. de Inuocencio, tomo v, pag. 238, n.° 39. 

Note-se que nSo deve restar duvida d£ que Manuel de Faria se porventura 
> tinha cm wiem lodos os commeotarios, que pretendia fazer ia obras de Ca- 



84 



LUIZ 



m6e&, e que foram negociados com o impressor oa editor, vinte oito oaTiotem 
annos depois da sua morte, deixou mais al^um trabalho. Náo ennecessuuiil 
claração da licença, como se leu; elle propriamente o menciona, quando aa íéM 
ducç^o ás Egiogas (tomo v, pag. 160, col. 2.*) escreve o seguinte: 

«Fue su contenporaneo Diego Bemardez, que publico muchas Egiopi] 
zonables en lo rústico las que pueden ser suyas: porque las más delias unipl 
á Luis de Camoens, como lo mostrará laroamente en un disewno que pnetátri 
la nona. Mejores son las de Fray Bernardo de Brito, que se ven en ú libriUo 
titulado Silvia de Ldsardo, sin nombre de Autor; porque siendo Religioio, 

?[uíso que auduviesse su nombre en assuntos tan impróprios da la Relinosap 
ession. Tambien á este tiempo empeço a ílorecer Francisco Rodrignei Loberi 
escriviò muchas Egiogas en sus três Partes de la Primavera, Peregrino, y Da 
gafiada Pêro el tomo que singularmente consta delias, y son diez, y las mas ! 
uoudilhas, es ventajoso à quanto escriviò; y en aquel modo rústico el roejoi 
Espana. Yo llamo rústico (aunq parezca son asi todas las Éclogas) á las q lut 
en las entrafias de la rustiquez. x haziendo exemplo dello, ougo que Garcilasa 
Luis de Gamoês, no escrivieron alguna Egloga rústica.» 

O P. Thomás José de Aquino, no prologo do tomo m da ediçSo das Obrai 
Cam(!ies (1782-1783), pag. 7, cita igualmente esta passasem dos Commentario 
dá noticia do achado de originaes meditos com que podia ampliar e oompletj 
obra de Manuel de Faria. Leia-se (pag. 4 e 5): 

«... parando pela desordem dos tempos (assim costumam chamar á ne 
gencia e incúria dos homens^ a impressão dos Comentários de Faria na oit 
Egloga de Luis de Camoês; cnegando aqiii, nos achamos embaraçados, e susf 
SOS, sem ter um exemplar (tendo muitos e de diíTerentes Edições) livre de en 
de que nos pudéssemos valer, e que nos servisse de norte na conferencia dos i 
SOS a que chamam menores; das Cartas, Comedias, etc. do Poeta, que ainda 
restavam. Nesta consternação, e perplexidade, lembrando-nos de que na Uvn 
do Real Convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa, se conservavam os ( 
ginaes dos Cumentaríos do mesmo Manuel de Faria e Sousa, que em outro tem 
não sem um considerável emolumento nosso, havíamos tido por diversas ve 
nas nossas mãos, procurámos ao Reverendissimo Senhor Fr. Vicente BarlK»a, 
nemerito íilho de Santo Agostinho, e da estimação dos Sábios, e ao* presente 
gnissimo Bibliothecario d'aquella insigne Bibliotheca; o qual certificado do< 
pertendiamos, ponderando as cousas á luz de uma recta razão, convencido dei 
o bem commum se deve sempre preferir ao particular; com uma benigoid 
própria da sua pessoa, e do seu caracter, e tendo um claro conhecimento do dh 
que o Publico, e a Nação interessa em semelhantes descobrimentos, condese 
aendo com os nossos rogos, nos facilitou o extrahirmos uma copia do que ali 
achasse de mais, e podia contribuir para o complemento desta nossa Edição; ta 
de Obras pertencentes a Luis de Camões, como ao mesmo Manuel de Faria e So 
Seu Comentador». 

O P. Thomás José de Aquino aproveitou, portanto, o que lho conveio p 
a sua edição, como se verá adiante: porém, nada mais acrescenta acerca dos( 
ginaes de Manuel de Faria, por onde possa inferir-se que destino tiveram de| 
os que lhos passaram para as mãos. A este respeito, as phrases de Innocencio/Di 
logar citado) são estas : 

nComo, ou quando desappareceram esses commentarios originaes do convc 
da Graça, é o que não saberei dizer. . . • 

Para demonstrar mais uma vez quão difficil é compor uma bibliographia 



DE CAMÕES ^ 

ma, como guia seguro par/i os camonianistas, e que não dê logar a equivo- 
dyertirei que das Rimas coaimentadas por Manuel de Faria apparecem duas 
n diversas, as quaes, se denotam aproveitamento na parte impressa da texto, 
entam diíTereuças, que se me afiguram notáveis e dignas de menção especial. 
i8 ainda não encontrei noticia em nenhum catalogo, nem na obra do sr. vis- 
de Juroroenha, apesar doeste benemérito escriptor dedicar ao illusti:e com- 
idor, como se sabe, extensa referencia no tomo i (de pag. 329 a 341). 

tal descrever mais minuciosamente as Rimas, e avaliar bem as differenças 
cemplares (quando menos, dos quatro existentes na bibliotheca nacional de 
i), é preciso notar que, nos exemplares mais communs, a disposição das 
prebminares da obra é assim : 

^(À. I (tomo I e n) : 

Rosto (pagina composta com a do verso em branco). 

Dedicatória (duas pag)- 

Approvação da dedicatória (uma pag.). 

Licenças (uma pag., no verso da antecedente). 

Epigraphes, conforme ás que se lêem no começo dos commentarios aos 
Luiiadas, do mesmo mnuei de Faria (uma pag. com a do verso em 
branco). 

Advertências para que se leiam com toda a luz estes commentarios (qua- 
tro pag.). 

Prologo, que começa : «En el Prologo que escrivi à los comentários so- 
bre a Lusiada*, etc. (oito pag.). 

Vida dei poeta, tendo no alto da primeira pag. uma vinheta allusiva a 
Camões (doze pag.). 

Juizio destas rimas. Começa : «Entrarse en este juizio con un>eparo no- 
table ...» (dez pag.) 

Discurso acerca de los versos de que constan los poemas contenidos en 
los três Tomos primeiros de estas Rimas, etc. (oito pag., sendo a ul- 
tima branca). 

ignem as Rimas. 

l vinbpta, que figura á frente da «Vida dei poeta», é repetida na cabeça da 
ra pagina da canção i do tomo m (pag. 4). 

ol. n (tomo III, IV e v) : 

Rosto (uma pag. e a do verso em branco). 

Dedicatória a Garcia de Mello (uma pag.). 

Licenças (no verso da antecedente), sendo as ultimas, como já indiquei 

de 46 e 24 de maio, 5 de julho e 2 de junho de 1689) ; e seguem as 

Rimas. 

n outro exemplar: 

O rosto do vol. i, dedicatória, approvação á dedicatória, licenças (tudo 

igual ao anterior). 
Epigraphes, também iguaes ; porém, no fim d'esta pagina véem-se uma 

licença datada de 25 de maio de 1685, isto é, quasi seis annos depois 

da concessão das primeiras, e a designação da t"xade cnove tostões», 

com data de 28 dos mesmos mez e anno. 
Prologo (como no anterior); e a este seguem as Rimas. 

-se, pois, que este exemplar tem a mais uma licença e a taxa, que não 
outro; e a menos a «Vida do poeta», o «Juizo» e o «Discurso». 



^ LUIZ 

Em outro exemplar : 

Vol. I : 

Rosto, dedicatória, approvaçSo, etc. (tudo igual aos exemplares xuoà), 

Vol. n : 

Rosto (igual ao anterior, com a differeuça na data, em va de 

M.D.C.LXXXIX., tem M.p.C.LXXXVIIl). 

Dedicatória a Garcia de Mello; e no verso d'e8ta pag. só as primeiras li- 
cenças datadas de 2 de junho, 28 de julho e 7 de agosto de 679. Se- 
guem as Rimas. 

N2o se me representou nenhuma outra diíTerença d'ali em diante, non eoh 
quanto ao papel, nem emquanto á disposição typographicá (caracteres, imprei-* 
sfto, etc). 

Também uns exemplares téem o segundo rosto á frente do tomo m, e ootroi 
nSo. 

No exemplar, aue pertenceu á coUecçáo Norton, com que ficou enriqaedilaa 
bibliotheca nacional de Lisboa, e ó de 4685-1688, ainda notei outra differenç^ 
mas que só posso attribuir a equivoco do encadernador, em que Norton nio at 
tentou ou que nSo quíz depois remediar. As peças preliminares (AdverteDdM^ 
Prologo, Vida do poeta, Juizo das rimas, Discurso), em vez de estarem no 8eahi|ar 
no tomo I depois das cpigraphes, foram collocadas depois do rosto do tomo iil 
Repito : engano patente de quem encadernou o livro, pois nSo se comprebeoda 
que puzessem o prologo, e outras peças preliminares em meio da obra. 

O auctor do catalogo da camoniana da bibliotheca municipal do Porto, a pro- 
pósito dos exemplares aos commentaríos das Rimas ali eitístentes, notou algona 
differença nelles e poz a seguinte nota : 

«Destas Rimas conservava já esta Bibliotheca um 2.« ex.*% antes de adon- 
rir um 3.° pela compra que fez ao sr. A. J. de Oliveira Nascimento, porque ami 
d'este 2.° exemplar ter uma 2.*^ vida de Camões, por Faria e Sousa, tem no froi- 
tispicio dos tomos 3.^ 4.<* e 5.<^ a data de impressão 1688, em vez de 1689, coma 
ordinariamente se encontra em todos os que temos visto.» 



Possuem exemplares : cm Lisboa, a bibliotheca nacional (conforme vão 
cionados); os srs. Fernando Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, Jott 
António Marques (dois, sendo um com a data de 1688), António Maria dos San- 
tos Agard e Joáo Henrique Ulrich; no Porto, a bibliotheca municipal (três exeuH, 
piares), os srs. dr. José Carlos Lopes e António Moreira Cabral (completo); M 
ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto ; e no Rió de Janeiro, a bibliotheca nacioniL 

Os preços técm regulado ontre 4jd000 e 6i$000 réis. No leilão de Gomes Moo- 
teiro foi vendido um exemplar por 4^600 réis. 



43. 05 Lusíadas do grande Luís de. Camoens, Príncipe dos Poetas dHpfÊi^ 
nha. Com os argvinentos do Licenciado Joaõ Franco BarretOy & Index de Mm 
os nomes pirtprios. Emendados nesta ultima impressão. Lisboa : A'a Oficina m 
Manoel Lopes Ferreyra, éf à sua ctista, M.o.c.c.n. Com todas as licenças m 




DE CAMÕES W 

L 13.° de 13 (inDiiinen(las)-l79 pag, — Rosto de eamposiçloconituuracoa 

ipiUes, 1'ersaei. redondo e itálico, lendo apenis ao centro ama vinte 

ilal (um pequeno viso ou fructeira com Qores e fractus). St-fue a vidk 

laeiD caracteres aldmos (7 pas.) e as licaicas ^m redondo datada» dp li. 

H17 de »ct'?n)bro Af 17lX), 18 e 3Ú de junho de 170!, sendo a taxa de 40 réú. 

ma é composto era redondo (espécie de corpo tO on 11) cam os at^ameo- 

I itálico (nag. 1 a 374). De pag. 375 ■ 479 corre o índice dos nomes pro- 

a redoí 

Em vista da data das licenfas, a impre»3o d'eal3 edição levoD luaia da 
Ik e dois meies; e notu-se que tem adjunta a primeira parlf das flimiu, SMB 4 
lo e.:pedal, mas de numeração se^ila, isto É, de pag. 4^1 a 89fi, finalisanda 1 
i o epitaphio (em itálico) : 

fiato EUgis: ele. | 

O volume completo tem, pois, 89fi paif. Alguns Gamonianista«, como o j 
José do Canto, possuem lambem d'est3 edição as primeiras 479 pag., ■ parta ' 
1 qne somente se compretiende o« Lutiadtu, porém isto nAo se pude eonsida- 
r MDlo como obra truncada. | 

Em geral, a impressão é má, e em papel inferior, amarellado. Em algomu í 
cinu vtem-se falhas de tinta. Na pag. ^^i (no ejiemplar, que lenho presente) 'i 
L' iinulmenttí muitas incorreeçjea no poema. No 



Pouurin exemplares : em Lisboa, a liibliolheca nacional (dois exemplarea 
mpielos e a sei^unda p»rte do livro uu as Rimas, de pag. 481 a 8w), o> 
1. Fernando Pillia, António Augusto da; Carvalho Monteiro e Joio Anionío 
fnjues: no Porto, a bibliotheca municipal, o sr. visconde da Ennída e dr. 
Ití Carlos Lopes; na illia de S. Miguel, o sr. Josó do Canto; e no Rio de Ja- 
liro, a bibliotheca nacional. 

No leilão de Minhava, em Lisboa, foi arrematado nm exemplar por S4100 rfia 
ira o sr. Carvalho Monteiro; no de Gomes Monteiro, no Porto, produiin uenas 
liou réis. 



44. Obra* do grande Luú de Catnãu, prmdpe doi poetai kerogea*, <£ Ly- 
9M de Hetpanha, novamente dadat a lux eom oi teiu lÀuiadat eommenta- 
*peio leceneiado Manoel Corrêa examinador ànúdal do Ãrc^nipado di lÀiboa, 
Cura da igreja de S.Sebattião da Mouraria, d: nulitml da cidade de Elvat, 
H o* argununloí dú leeenctado loam Franco Barreto, E agora netta ultima 
ipreuaõ eorrtcla, & aaretcentada mm a mta Vida eterita por Matioel dt Ffria 
eerím, offerecido ao terUtor Afllonio dè Batto Pereyra, do eoncdho de El-Rey Nano 
*/Ur, edo de Sua Real Fazenda, teu Secretario, á: Juis da heonfideneia, A dat 
líifieaçõet, d; Secretario da Augutliuima Raynha Notta Senhora, Vedor de ma 
fnda, A Ettado, Chancfter mòr da tua Caia, A da da SupplieaçSo, Prtii- 
Ue do Concelho da dita Senhora, & diguiuimo Regedor dat Juitieat^Sc LUboa 
idatíi^. íia officina de Joieph Lopet Ferrtyra, Impriaor da Sereni*tima 
yafca Noua Senhora ff à tua eutla. h.dcg.xx. Com todat et lieen(at neatu- 



8S 



LUIZ 



rioi. Folio de 30 (inn[iineradas)-312-151 pag. — OroBtonSo tem 
mas é impresso a preto e encarnado. Toda a obra corre em redondo, 
communs, interduo e leitura, símilhantes aos aue hoje conhecemos como 
10 e 11. Os argumentos sSo em parangona. Nos Lutiadas m esUnÔMtfo 
itálico e o commentario em redonao. 



As licenças sâo datadas de 21 de maio e 21 de agosto de 1715 (foi ^ 

começou a impressão d'esta edição); 30 de julho, 19, 27 e 29 lie afoelo de ITHLJ 

A taxa é de «dezoyto tostoens». 

Depois do rosto seguem-se a dedicatória do editor Manuel Lopes ft ii sy ia i 
António de Basto Perevra (2 pag.); o prologo (1 pagO> no verso cresta es hesi 
ças; a vida do poeta (23 pag.) ; e o elogio (1 pag.) Entre as licenças e a Hài, 
vé-se um retrato de Camões, çravura de pagina aberta em cobre, oom desenha 
pouco aprimorado. É um quaaro, em cujo primeiro piano está o poeta, de eoipo 
mteiro e sentado, apoiando o braço direito no braço da poltrona e a aio es- 
querda sobre o livro dos Lusíadas, aberto em cima da mesa. No fiindo estio dois 
quadros aliegoricos de campanhas. Por baixo, ao centro, o brazio doeCamiBSSO* 
bre a penna e a espada, cruzadas, tendo aos lados estes versos 

Corpore fuis fturit Camões tihi prcebêt Imago^ 
Mente etiam qualiSj nohile numstrat opus. 
Eme vehU Mavors, Calamo seu Phábusf utruuMque 
Hcpc prior ad reliquas pagina junctá dabU. 

m 

Esta gravura vae reproduzida em frente. 

No prologo, alludindo ao desejo que teriam os curiosos de ver a rsprodos-ii 
çâo da vida de Gamões por Manuel Severim de Faria, acresoenta-se: 



«... achey ser de mais agrado para os curiozos, como o de fuer 
mos, o gosto de que estas obras se imprimissem de folio, nfio reparando no 
da Imprensa, só para que elles como me diziaõ acreditarem as soas IJvraríss f 
do nellas este tam superior volume, o qual leva no principio deste livro o sen 
trato verdadeyro, feyto ao natural, & de corpo inteyro atè agora nio visto c 
Livro algum ...» 

Na primeira parte do livro estão os Lusiadas (3i2 pag.); e na seguida 
Rimas (251 pag.). N 'estas, foram acrescentados trinta e oito sonetM, gne nio 
encontram na edição commentada por Manuel de Faria e Sonsa (1685), qns sll 
coilígiu duzentos e sessenta c quatro. Deu isto logar á seguinte obeervaçio 
Innocencio no Dicc, tomo v, pag. 258, n." 41 : 

«N'esta edição se ajuntaram ... . sonetos, que nâo andavam nas anteriorei^ 
sem que o editor comtudo quizesse declarar-nos d'onde os houvera, ou qne s^ 
gurança lhe afiançava a autnenticidade d'ellos.« 

Parece-me que não só por isto, mas por outros defeitos, e por ter intradi-^ 
zido nas Rimas, como de Camões os cantos da Creação do homem, qne bem 
sabido não pertenciam ao egrégio poeta, não merece grande conceito esta "' 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional (três, sendo nmo 
pertenceu a Norton e no qual elle poz a nota de ter-lhe custado 71060 réis \ 
a estampa), a bibliotheca da imprensa nacional, e os srs. Fernando Palha, Jt _ 
António Marques, Carlos Cvrillo da Silva Vieira, António Augusto de Carvalho 
Monteiro c João Henrique Ulrich ; no Porto, a bibliotheca municipal, e os sn. 



DE CAMÕES "•■ 

[<Mé Carlos Lopes, Faustinn de Andradi^. Narciso Josi^ de MotlM a AAtaúo 
if» Cabral ; em Coimbra, a bibliolliecn da universidade; eui Bvmiahilliio- 
b pabUca; cm Braga, a bibliotheua liracarcnse; na ilha de S>lfÍpBlrO ar. 
do Cantu : p no llio de Janeiro, a bibliolheca nacional (dois euoiplirai, nado 
»n papel de grande formato e OQtro em papel ordinário). 

T<o leílao de Gublan foi vendido um exemplar por 2^630 réii; no da GoOM* 
iteiro outro por IA600 réis, e no de Iimoueiicio outro por iHMO Téii. Tnit 
■tudo. subido no mercado a 4^000 e BdUOO rãis. 

N'onia nota maiiuscripta perloncenl^ »o aTaniado camoníaoiaU T. MoriOBt 
livro qiusi lodo da sua letra, leio que o exemplar da bibliotlitct do Porto lOra 
1»U 3vjl>ado em 6 jOOO réís. 



ronde Luii de Catnofas, prineipe Joí jmmIm HeBt$jM- 



K eem o» Ar(iumenloi do Licenciada Joam Franco Bai-relo, a Jndfr dt Imm 
PEmuc* próprio* , agora nata ultima impreiaO noeanunt» corrttla. Ofirwddo ao 
nlMr mmotl Gdvam dr Cailello Branco, fidalgo da caia da Am JbfMte^, 
MI9ÚI tm O PoHtiJicio Colkgio de S. Pfdro da Vniefrtidade de CoMrtt, Sten- 
trio th* Jaitipu & da Meia do Dezembargo lío Pap>. Litboa OeMuM. Ãa Oft- 
flH Ftrrríiriana. h.uccxxi, Com todoí as licenças neattarias. II.* da IS ÍDiiQ- 
||tnda»-t495 png. e mais 1 innaoierada com Ileenga c a taxa de UO rtii. Com o 
Mnto. aberto em cobre, mas mcíto grosseira. Estii n'um medalhlo ou OTll, tendo 
■BTolIa : ' Leiz de Camoií. Princfjie doi Poftasdai EBponha^,fwbtixo,obní- 

Káo poeta, entre duas pennas e espadas, cnixad»». O rosto a diiaa«Meat preto 
tegitado. Os lypos empregado ig\iae< aos da ediffio de 1631 a 163}. Sõ^u, 
hréoi, para modelo, emquanlo i composição e disposi^o do lirro, a edifto de 
t79i; isto é. comprehende como esta os Lusiadm (pa^;. 1 a 479); e as Bimtu, 
irioieíra pnrle (pas. 491 a 896) ; e mais a pagina final, innumerada, com as utli- 
)as licenças, que falia em alguits exemplares. 

As primeiras licenças silo datadas de 8, 15 e 23 de novembro de 1720 
roaitdo comefOQ a impress3o) ; e as ultimas tãem a data de 23 e ii de dezem- 
o de 1721 e 8 de janeiro de 1722. Quando pois terminou a impressão, e se deu 
publico este IJvro, já corria o anno de 1712. 

Foi táo singularmente copiada da edi^o de 1702, que nos títulos imitaram 
sua fdrma desgraciosa è nas palavras até imitaram os breves e a orlhogra- 

Na edifio de 1702, canto tx, estancia 79 : 

Que em quSto desejey me vay seguindo? 

Na edição de 1721 : 

Que era quSlo desejey me vay seguindo? 

Nas edifdes de 1702 e 1721, os títulos Cançõet estão assim : « Canc'am: 

PtMsiiem exemplares: em Lisboa, a bibliolheca nacional (doinl, eos srs. Per- 
ando Palba, António Augusto de Carvalho Monteiro, Carlos Cyrillo da Silva 
^ieira, Jo3o Henrique Ulrich e Joio António Marques; no Porto, a bíbliotheca 



s»-' un 



U'ii: -iir^u.. > <rs. vis:-.:oò^ àk Eniwh. Aatooio Moran Cilinl • ár. Joi 
j.ir l.<:*^ . •! i^ ^ 3* >~ MinH-.. o sr. ioeè do Canlo. 

•> rr— :< ir'a r<-f ubâ:> <^iit7« õMiO e 7MI0 rtis» NolôliidBGoiM 
: .*r.: j.k brrejLJtekò:- sa Atn{4ir por 3|000 réis. 



*..■•• 



i'. Iwifis: J':fn»fi fp$x ái Lm áeCamogi P n m e íp êâmPédméeBq 

-,ai f ':m. t «.-m zf^-rfraníi! Ai'psratú ói> fM Ike perUmee, Bar Iputm Omni 
•-'.•£ 'I.-' .tf X'"")iff b.K^i-. .4 EiRfi D. JoÊô r. Nouo Saàar. Toa» 
»>"> .\c jj/K-»: f j-ririKi 1ÍI--XXUU. Com a» Uegmçn uêeamriÊLi 



L. :x •".L?. rrii~-rfc fc r:^'rr. Ml;c<a<Ío entre as pag. 8e 9; e «d mim fã 
çTí^h-t. -i-L r.Ci?:. Lk :.kT-;-f^;ic> dl índia, com otilolo: mCarrmmmM 
*- irs.vS^.nrfc:. w V^ic: JJ GjikiS «í- a»iio de 14S7». 

J.''-: r E.i R:o:.& l3 Offiriaa de António Roiti SfaiocizuL i.* dfl 

^^ :.:•— i* r.-f;. i t>:f toor.. i^ual ao do ptriíoeirop debaixodo iMMMdel 

F:.-rf ri uz. z^i:< k ies^íV^^o de : c Coaefo Pcnileneiario da Sê de Ul 



ta.-. .^ 



's .*:..-i::-.v> !} pxríf^^trif •^ntpnv^ado» sio: o ioterdiio on eocpo I 
li :: L '.:> r ^-rfcri::- prr lixirt^ir: a leilun, iUlioo^ pan o pOflMi; 6 
; ^ r. 'i*, v>. ^ i:â t« cvtL!iirDtanu5 e notas. 



D p.vs li.' r^-M. do l:!i.o i \tm a dedicatória a el-rei (15 pag.); o a 
d.> iu.": •:■-« oílJ:^ m '-Lra '4 pi^M: a reosura e Ikcuça (t ptf.); eo 
ri: > : r^.::: inir i Lusíada d Luiz Je CanKVs, eifl qee se expOem, quant 
t :> ^ -.v-^:].;!^ òi' p-.-rl^. e a Calidade /sirA e particularidades do 
t 'ò :xí;. K<\' ipp^iTit.- f di\iJ:'io em iv livro» com xx\i capitnlos. A pa 
:. ::.t ;.i ::..» :. :h - > •: .: !i.riilAriO>. O tomo i compreheDOe os cinco p 

r.'j :...::>*. : ■ :.\:..i :: •- rr-liiitt-s LViiito*. 

.\> -rr.it.ò. ,. \-:.:.i:,< i-o ii:ii Jo tomo i. fallaiu em al^iuns exemjplarefl 
t II ti:i: .» o> •. . \:\\. . \'>r <v»\ irtra. n>> •>\'.'inplar da sua opulenta coneeçSn 
ti:ú!i>> ,i .-.,.».. ::, .. j»;.-. ái*; esí.i Rjp, em vez de Por, erro que nSo vcn 

N.i o;n>iir.i viat.Ja do 172S. lf*«>o: 

• l.ihnrn. c\ú titulas o>t : Lusiada de Lm$ de CamoP$, a D. lenatio i 
F(Tri>ira V.iriis. \ Hr''\i!>u> Noti< illusti.ita LuMtano Idioniale avide, atte 
Kvi in.iiiil.ini.' n A.TiridissiiiMO Rilre Joanne fienedicto Zuanell Sicri 
Apostuijri M.uietn». wV oiími niliil iii illi» i>íreiidorim, a (^tholica Fide, bo 
inorihus a]i-iKi:ii. íinn !íi.i\í:íi irii iTiiililii-iioin. perspieuitatem. & iiovaram 
0'^píaiii. i|i]iltii> iii>liii;$>Í!iiii:ii.o.tvaiitJs>iíMunujueillthl l^oeriia, elogantius, noi 
mio roddií. pul.lica luoo di^riiuiii judico HoriiJi-. 30. Junii 1728.— Fnmcfi 
Funseca S. /.-. 

(iarcoz Ffireira. para so dosi-ulpar da doniora da iniprcssilo, da mudar 
trrra. ondo ia imprimir o lomo ii. o do jrraiide numero do erros e outras i 
fei^-Oos, que so nos doparam om (<ida a id»ra, poz «i fronte do tomo esta 

'- Adveiitení:ia. Se o loilur rofloclir «pio o primeiro Tomo desta Oli 
impresso em Nápoles, e o so;íiindo om Honja, conliooerã que o motivo de a 



90 



LUIZ 



iiiunicípaK os srs. visconde da Ermida, António Moreira Cabral e dr. JoséOr- 
ios Lo|)es; e na ilha de S. Mijruol, o sr. José do (^nto. 

Os preços (rni regulado entre Õ.4000 e 74U0O réis, NoleilSo de Gomes Mon- 
teiro (Porto) foi arrematado um exemplar por 3^000 réis. 



* 
* * 



46. Lusíada Poema épico de Luu de CamoSs Príncipe dos PoHat de Et^ 
com os Argumentos de Joaõ Franco Barreto, lUustrado com Varias e Breiei 
tas, e com hum precedente Appurato do que Uie pertence, Porlgnado GareeM 
reira entre os Árcades GUmetlo A Kl-Rei D. Joaõ F. AVuuo Senhor, Tomo L 
Nai)oles A^a Officina Parriana Mdixxxxi. Com as licenças neceuarias. 4.* 
i2-in-i88 pag. c mais 2 innumcradas com as erratas. Com o retrato de CanKOei^c 
allegorias, gravura em cobre, coliocado entre as pag. 8e 9; e um mÂppa taad 
gravado em cobre, da navegação da índia, com o titulo : « Carreira aa Mw.; 
seo descobrimento por Vasco da Gama no anno de 1497», 

Tomo H. Em Roma na Officina de António Rosai Mnccxun. 4.* de 4 ii 
'MH pag.— O rosto deste tomo, igual ao do {primeiro, debaixo do nome de 
Ferreira tem mais a designação de : « Cónego Penitenciário da Sè de Lim^i 

Os caracteres typo^^rapbicos empregados sâo : o interduo ou corpo 10 put) 
as advertências e apparato preliminar: a leitura, itálico, para o poema; e a pan- 
decta, ou corpo ()., pura os commentarios e notas. 

Depois do rosto do tomo i vem a dedicatória a el-rei (15 pag.}; o cal 
dos auctores citados na obra (4 pag.) ; a censura e licença (1 pag.); e o api 
rato preliminar «i Lusíada de Luiz de Camões, eift que se expOem, quanto. per- 
tence à cundição do poeta, c «1 calidade fsic), e particularidades do poema 
(l.*)o pag.) Este apparato é dividido em iv livros com xxvi capítulos. A pag. 137 
começa o pofiuri cum us commentarios. O tomo i comprehenae os cinco primâ-ii 
ros cantos, e o tomo ii os restantes cantos. 

As erratas, adjuntas no íím do tomo i. faltam em alguns exemplares. Ni 
ton tinha -as copiado, por sua letra, no exemplar da sua opulenta coliecçao. N 
títulos do canto n, a nag. Hio está hop, em vez de JPor^ erro que nfto vem indí-' 

cado na respectiva tabeliã. 

Na censura datada de 17^8, lô«se : 

n Líbruni, cui tilulus est: Lusíada de Lnis de CamoPs, a D. Ignatio Garcez 
Ferreira Variis, & Hrevibus Notís illustrata Lusitano Idiomale avide, attenteque 
legi mandante H';\erendissiiiio Patre Joanne tienediclo Zuanell Sacri Palatíi 
Apostolici Mngielro, & cuin iiíliil in illi> otrenderim, a Catholica Fide, bonisqi 
moribus alicnum, imo maxiinain erudilíonem. per.spicuitateni, & novanim ren 
copiam, quibus n()bilissiniii[)i,ek\^'anlissinium(jue illud Poema, elcgantius, nobilii 
que reddit, publica lucc dignum judico Honue. liO. Junii i728. — Franâsau 
Fonseca S. /.» 

Garcez F(>rreira. para se desculpar da demora da impressSo, da mudança _ 
terra, onde ia imprimir o (oiuo ii, e do grande numero de erros e outras imper- 
feições, que se nos deparam em toda a obra, poz á frente do tomo esta 

» Advríitkncia. Se o leitor rfíleclir «pie o primeiro Tomo desU Obra 
impresso em Nápoles, e o segundo em Roma, conhecerá que o motivo de aij 





ttjít^ Jiif,tr.f,trm.dn.íl 



DE CAMÕES ^* 

imperfeição na dese^Idade do €aratter procedeo de nâo ser possível acbarse em 
tudo parecido. Também a involuntária mudança de domicilio doAulor occasio- 
DOO a falta de sossego de animo, que he preciso para a correcção de hum Li- 
vro; e por elBta causa se achará nestes maior numero de erratas, do que se espe- 
rava ; e ainda ser2o mais, das que vão notadas ; porque faltou tempo para se ob- 
servarem com toda a attençad.» ^ 

No eiemplar, que pertenceu a Norton, está sublinhada á mSo a phrase « in- 
voluntária nnidanca», e á margem, por letra do século xvin, de contempo- 
nneo e amigo de Garcez, se não é a própria letra d'este, a seguinte nota : 

« Não pareça que o Auctor das notas foy desterrado de Roma, porq a causa 
de sahir de Roma procedeu de hd Decreto que o nosso Rey D. João o 5.° bay* 
xou, no qual mandou sahissem de Roma os portuguczes, e prohibio commercio 
entre nos, e os Romanos, q passados alguns revogou, tornando os Portuguezes p/ 
Roma, renovandose a correspondência como d'antes.» 

Possuem exemplares : em Lisboa, a real bibliotheca da Ajuda, a bibliotheca 
nacional (três), e os srs. Fernando Palha, JoSo António Marques, António Au- 
gusto de Carvalho Monteiro, João Henrique Ulrich e Carlos Cyrillo da Silva Vieira 
7s6 o tomo i) ; no Porto, a bibliolheca municipal, e os srs. visconde da Ermida, 
ar. José Carlos Lopes, António Maria Cabral, Finto de Aguiar, Conde de Samo- 
dSes e sociedade nova Euterpe ; em Évora, a bibliotheca publica; em Coimbra, a 
bibliotheca da universidade ; em Braga, a bibliotheca bracarense ; na ilha de S. Mi- 
gnel, o sr. José do Canto ; e no Rio de Janeiro, a bibliotheca nacional (dois exem- 
plares). 



Os preços obtidos foram : no leilão de Sousa Guimarães, 5JI800 réis ; no 
de tiubian. 5^500 réis; no de Innocencio, 6^300 réis; em um rcalisado no 
Porto em i880, leilão de Gomes Monteiro, 4i$600, e no de Pinto Aguiar (1*883), 
8 jOCK) réis. Em outro leilSo, eíTectuado em 1884 por um livreiro do Porto, subiu 
um exemplar a 9^000 réis. 



47. Os Lu$iada$ do grande Luis de Camoès Príncipe dos Poetas de Hespanha, 

com 0$ Argumentos do Licenciado Joam Franco Barreto, e Index de todos os nomes 

prmprioê, agora nesta ultima impressão novamente correctos. Oferecidos ao Senhor 

Joze Eugénio Vergolino, Cavalleiro professo na Ordem de Christo, &c. Lisboa: Na 

Of. de Manoel Coelho Amado, e á sua custa impresso, Anno de m.dcc.xlix. Com 

iodas as licenças necessárias, 12.<* de 12 (innumeradas)-457 pag. e mais 10 innu- 

meradas, que contém uma resumida vida do poeta (igual á da edíçáo de i72i, e 

a de outras do mesmo formato), quatro sonetos a Camões, e as licenças datadas 

de i O de setembro e 5 de outubro de 1748, e 29 de abril de 1749. —O rosto 

sífnpieSy composição commum segundo o gosto ila epocha; a dedicatória em itálico 

de texto; o poema em pandecta, espécie da corpo 9 moderno, redondo, excepto 

00 argumentos,que são em itálico do mesmo corpo. A impressão é em papel muito 

ordinário, amarellado, sem corpo, ao que me parece, igual ao que empregaram na 

9diç^o de 1639 de Manuel de Faria. 

Na dedicatória escreveu ou mandou escrever, o impressor Coelho Amado : 

«... sendo o Poema Épico o ullimo esforço do engenho humano, e os Lu- 
wadas, sem disputa, a Obra Poética, em que menos defeitos descobre o thelescopio 
dos Critic<AB, depois de tâo apurado, e huma das que ensinaõ os documentos mais 



^* LUIZ 

seguros para os que naõ querem perder-se nas veredas do Parnaso, donde be tâo 
difiicil a sabida.» 

O poema corre de pag. i a 371. De pag. 373 a 457 segae o «Index de todos 
os nomes próprios». 

m 

É rara esta edição. Falta na maior parte das collecções. 



Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional (dois, uSo perfeitos), 
e os srs. Fernando Palha, Joáo António Marques, Carlos Cynllo da Silva Vieira ^ 
António Augusto de Carvalho Monteiro, padre António Coelho Leandres de Sonsa, 
e João Henrique Ulrich ; no Porto, José Carlos Lopes e António Moreira Cabral ; 
e na ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto. 

Existia também na collecção Minhava, e no respectivo leilSo foi arrematado 
um exemplar pelo sr. Trindade por 2^250 réis. No leilSo de Gomes Monteiro subira 
a 3^200 réis. 

48. CHtras de Luis de Camoens. Nova edição, PariSj a euita de Pedro Gen- 
dron. Vendese em Lisboa, Em casa de Bonardd jf Dubeux. 3Sereadore$ de Utrof. 
M.Dcc.Lix. 12.» Tomo i de xx-xxxvi-430 pag., com estampa allegorica em frente 
do rosto e outras iio principio de cada canto, os retratos de CamOes e Vasco da 
Gama (em frente da pag. i da vida, e da pag. xyii do areamento histórico); e o 
mappa da carreira da Índia, no seu descobrimento por Vasco da Gama (no íiin 
do poema). No pé da pag. xx está a indicaçAo : Na ofjieina de Franc Ambixa. Di- 
dot. Tomo II de 2 (innumeradas)-396 pag., e tomo ni de 2 inniimenda8-440 pag. 

Tom dedicatória a Pedro da Costa de Almeida Salema, prf^lado da santa 
igreja de Lisboa, do conselho de sua magestade íidelissima, fidalgo da casa do dito 
senhor c seu ministro na corte de Paris, a quem Gendron escreve que lhe consa- 
grou esta edirão porque sabe que ellc «preferiu, sem paixam, Luis de Camoens aos 
mais celebres Autores, que instruíram e deleitaram, porque comprdiendia também 
a doutrina destes, como conservava na memoria as obras, que imprimira daquelle 
Poeta». 

iNa advertência ao leitor faz Gendron o mais alto elogio do egrégio poeta e 
da nação portu<?ueza, e dá perfeita idéa do plano da obra. N'esta parte é mui apre- 
ciável. Ahi se I<^ o que textualmente copio (pag. vui c ix) : 

«... nem Manuel Correia, nem Manuel de Faria e Sousa, oa Ignacio Garcfí 
Ferreira, observaram no Poema de Camoens mais do gue, as partes essenciais 
que constituem hum Poema Épico : consideraram a unidade da acçam, a /aM; 
os caracteres, e aquella inimitável amenidade e elegância da narraç(an,(me ada- 
pta as palavras e as sentenças ás cousas e aos pensamentos com tanta doçura e 
vivacidade, que se transporta na admiraçam o Leitor mais versado na sua leitura. 

«Mui poucos demonstraram que Camoens fez da Naçam Portugueza o Heroe 
do seu Poema Épico, e que o propõe por modelo á mesma naçam para animarse 
a obrar aijuellas acroens de valor, constância, integridade, justiça, e utilidade jin- 
hlica, que conduzem a abraçar a virtude, horoica: nam ensinando a Filosophia 
Moral, c a Politica como os Filósofos, ou tratando a Historia como os Historiado* 
res; mas com entendimento soberano pelo ministério dos Deoses da Fabula, pelo^ 
inimitáveis Episódios, polia arnionia e magestade da locuçam, ensinando e uelei- 
tando, mais parece ser inspirado por alguma divinidade, do que instruído naquolla< 
artes e ciências (jue os homens sempre respeitaram. * 



CAMÕES ^ ^3 

«... he certo que o Poema de Camoens deve ser preferido a Homero, e 
Virgilio, e a todos os Poemas Épicos, oue se publicaram nos nossos tempos 
epois ile duzentos annos ; poraue alem aa Filosofia, Moral, Politica, Geografia 
ntiga e moderna, Astronomia, Historia natural. Grega, Romana, & com especiali- 
ade a de Portugal ; pelas vivas imagens em que estam representadas estas scien- 
tas, se imprimem mais facilmente na memoria, e ficam, por dizel-o assim, esculpi- 
os no coraçam pelos afifectos que sabe mover o Poela ao mesmo tempo que ensina». 

O plano dà edição é assim descripto : . 

«... esta Ediçam he a mais augmentada e a mais completa de todas aquel- 
is que se publicaram atégora. Na Ediçam de i663. . . por António Craesbeck 
le Mello, se acham somente 106 sonetos. No Coiíiento das Obras lyricas por Ma- 
K)el de Faria e Sousa. . . tomo i no ano de 1685,. . . se lem somente 264 sonetos 
livididos em três centúrias. E na Ediçam de todas as Obras de Camoens com o 
X)oimento de Maiioel Corrêa no anno 1720... se lem somente 302 sonetos. Ma^ 
nesta presente verá o Leitor 236 sonetos que se achavam na Ediçam que sigo, 
onde se lem 13 que nam se viram em Ediçam alguma que refiro, como sam o so- 
neto 119, 121, 128, e os mais oue o Leitor poderá cotejar. E por que na Ediçam 
de Corrêa referida se acham 79 sonetos que não se encontravam em Ediçam al- 
gQma, os imprimi no fim do 3.° Tomo, e chega deste modo o numero dos Sonetos 
nesta Ediçam a 315. 

«Também nesta Ediçam vam impressas no fim do 3.° Tomo, quatro Elegias 
Que se lem na Edição do Commento de Manoel Corrêa, como também a Elegia de 
oaota Úrsula, que se acha na mesma Ediçam ... 

«Para intelligencia do Poema Épico, imprimi o Index Histórico, composto por 
^ Franco Barreto, que se acha na Ediçam que segui ; como também a Vida de 
Camoens, que tirei do commento do Poema Épico por Ignacio Garcez Ferreira, e 
o Argumento Histórico do seu primeiro Tomo, pag. 97. 

«Nam poupei despeza alguma para ornar esta Ediçam com hum Mappa geo- 
grapbico das Navegaçoens e descobertas dos Portuguezes nas três partes do Mundo, 
e com Estampas que representam a matéria de cada Canto do Poema Épico : como 
também na perfeiçan e elegância dos characteres novos, que sem jactância compe- 
tem com os de Elzevir ou da impressam de Glasco : estou certo que todos obser^ 
varam nesta Ediçam muito menores erros de impressam, do que nas precedentes: 
poroae evitar alguns levíssimos que ainda se acham, seria moralmente impossi- 
vel. lambem estou certo que todos louvaram o papel da impressam ...» 

Com relação ás estampas, excluindo os retratos, é necessário deixar aqui 
pma nota, e vem a ser : o artista incumbido pelo editor Gendron da composição 
íías gravuras, ou por inspiração d'este ou por idéa própria, serviu-se, reduzindo- 
^» das estampas que Bonnart desenhara e Scopin gravara para a edição que ap- 
I^recéra em Paris vinte e quatro annos antes, isto é, a versão de Duperron de Cas- 
*6ra (1735). Comparando, pois, as gravuras vé-se que as primeiras tíem 0",120 
de altura por 0»,S0 de largura, e as segundas 0",110 de altura por 0",60 de largu- 
1^; e que a copia feita a direito para a edição de Gendron fez com que ficassem 
i^a impressão ás vessas todas as estampas, passando á direita na edição de 1759 
os planos e as figuras que estavam á esquerda na de 173o; e faltam na base da 
primeira estampa os versos latinos, que estão n'esta ultima. Já tinha obtido o es- 
pécimen, que dou em frente, quando entrei no exame que menciono. 

Na Gazeta litteraria, n."* 9 do vol. i (agosto de 1761), de pag. 131 a 135 
^em uma apreciação critica doesta edição. Ahi leio : 

«... os escriptores de verdadeiro merecimento, que nunca mendigam os 
ifiiragios do publico, tem o desgosto de ver muitas vezes desprezadas as suas 



94 



LUIZ 



obras, d*elles mesmos perseguidos pela inveja ; mas a posteridade não tarda 
em reparar esta injuria ... O famoso Camões foi um d'aque]les, a quem a poste- 
ridade YÍn^'ou mais dos uUrages da fortuna. A naç&> portugaeza ha perto de dois 
soculos faz das suas poesias as suas mais esquisitas oeiicias. O nomero das íid- 
pressões d'ellas se multiplicou, e são já tantas, que seria enfadonho meocional-ai 

« Esta, de que agora damos noticia, deve ser recebida, como um estimivel 
dom dado á nossa nação; porque o editor teve o trabalho de confrontar as edi- 
ções antigas para n'esta não faltar tudo, o que se imprimia em nome do poeta. 

■ O papei, o caracter da letra, em fím tudo é lielfissimo» e admira-nos, que 
uma obra impressa em um paiz estranho, tenha tSo poucos erros de typogn- 
phia ...» 

« Poderão alguns culpar o editor em nSo supprímir algumas poesias ou fal- 
samente attribuídas a Camões, como a ereação do homem, ou fixadas sem funda- 
mento a outros auctores pelo commentadôr Manuel de Paria e Sonsa. Mas prora- 
velmente o editor nSo se quiz expor ao risco, de que esta ediçAo fosse menoi 
estimada que as antecedentes por diminuta.» 

O auctor d'este artigo, censurando, com pezar, a forma injusta e inconedi 

como Vemcy apreciara Camões, acrescenta : 

• Esta veneração, que temos para Camões, nSo é cegueira, e bem fora de 
ser reprehensivel deve ser louvada, por ser uma voluntária reverencia, qne fiufr 
mos As bellas-artcs. Infelizes os portuguezcs, se fossem insensiv*$is ás graças de 
Camões, cujo poema, como diz o famosíssimo Montesquieu» faz sentir algama 
cousa dos encantos da Odissea, e da magniGcencia da Eneida.» 

Possuem exemplares : em Lisboa, a real bibliotheca da Ajuda, a bibliotheea 
iiacional (dois), e os srs. Fernando Palha, João António Marques, António Augnsto 
de Carvalho Monteiro, João Henrique Ulrich, Carlos Cyrillo da Silva Vieira, An- 
tónio Maria des Santos Agard e Brito Aranha ; no Porto, a bibliotheca municipil, 
e os srs. dr. José Carlos Lopes e António Moreira Cabral ; em Évora, a bibliotheca 
publica ; na ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto; e no Rio de Janeiro, a biblio- 
theca nacional. 

Thomaz Norton mandou encadernar o seu exemplar em cinco tomos, divi- 
dindo os Lusíadas em dois e as Rimas em três. 

Brunei menciona a existência de um exemplar em pergaminho. 

No It^ilão de Minliava foi vendido um exemplar por 6^000 réis; no de 
Sousa Guiin.irúos passou de 2^400 ; e no do Comes Monteiro chegou a 3 j200réi& 
Na livraria Kíihi, de Berlim, foi annuncíadoum por lOiSOOO réis. A casa Aillaud 
d(í Paris, Imha só o tomo i annunciado por l^KX) réis. 

49. Obras de Luiz de Camoens Pvincipe dos poetas poriuguezes, Notanunte 
reimpressas, e dedicadai ao Hlust."*'\ e exceí.*"* Senhor Marquez de Pombal Conà 
de Oejfras, Ministro iS;c. Poi' Mi(juel Rodrigues, eU\ Lisboa. Na Opcina deMigind 
Rodrigues,, Impressor do Eminent. Card. Patriarca, m.dcc.lxxh. Com Ucensa áa 
Real Mesa Censória. Vendem- se em casa do mesmo Miguel Rodrigues. 12.<»Tomoi 
de 10 innuineradas-xL-i8á pag., coin est. allegoricíis, os retratos de Camões e 
Vasco da Gama, o o mappa da derrota da índia. Tomo ii de 4 (innnmeradas}-478 
pag. Tomo ni de 4 (innumcradas)-48opag. 



camOes ^^ 

No rosto do tomo i lé-se : 

« Ajuntarão-se quantas compoziçdes se julgarão pertencer a este grande Poeta; 
e procurou, que sahisse a obra mais correcta, que fosse possível; equeosvo- 
nes ficassem taô cómodos fsic), que com menor despeza se podessem aprovei- 
* todos da sua liçaô.» 

Na dedicatória ao roarquez de Pombal encontra-se um trecho interessante da 
la do impressoi Miguel Rodrigues e das suas relações com o grande ministro 
D. José í. É o seguinte : 

«Acho-me no ultimo quartel da vida, e conheço que nâo pôde ser de muita 
iraçáo, ajuntando-se a mais de oitenta annos de edade as moléstias continuadas 
freôiientes a£Qicçoens de animo, que ainda acabam mais qne as mesmas moles- 
18. Entre estas circunstancias, que dezenganSo, e fazem lembrar, o que he me- 
or, me tem* lembrado muitas vezes quanto devo a V. Exceiiencía, quanto V. 
leellencia me tem favorecido sempre, e me tem dado a mão, não somente para 
I poder passar a vida com cómodo, mas também para deixar os meus filhos em 
elnor fortuna. Conheço que tudo isto merece o fiei agradecimento, que até agora 
ostrei para com V. Exceilencia, e a sua illustrissíma Gaza, ou para o dizer me- 
lor, merece hum testemunho publico do mesmo agradecimento, que dure depois 
i minha morte, para sempre entre os homens. Sim, Senhor, devem elles todos, 
m dezobrigação minha, c para honra digna de V. Excellencia, saber que V. Ex- 
tUencia unicamente por bondade, e grandeza do seu coração, me acudiu sempre 
MD todos os meios úteis para eu adiantar a minha caza, e melhorar a minha con- 
çSo, e fortuna, occupanao quasi continuamente a minha Ofiíicina no serviço de 
. Jft^estade, passando-me para mim, e para meu Filho aquelles empregos, a que 
1 peU minha condição, e elle pela sua, devíamos aspirar; honrando-nos com 
ilavras mui distinctas e com obras eíTectivas. 

«Como elles pois o devem saber assim, e conseguintemente eu tenho obriga- 
So de lho declarar, e para isso he occasião a mais opportuna esta, em que para 
sneficio commum reimprimo novamente todas as Obras do nosso granae Poeta 
imoens; aproveito-me delia, dedicando-as ao respeitável nome de V. Excel- 
ocia, e ajuntando-lhe estas poucas palavras, que tenho dito. . .» 

EIsta edição foi feita conforme a anterior de Gendron, do qual, ou de quem 
representasse, obtiveram exemplares dos retratos e das estampas, porque são 
iikes, isto é, da mesma chapa, aos que se puzerain na edição de 1759. Estas es- 
mpas faltam, porém, em alguns exemplares da de 1773. Norton, que não 
nba 1 allegoria ao primeiro canto, suostituiu-a por uma estampa de outra 
lição. 

O tomo I contém os Lusíadas; o tomo n, os sonetos (cccxn), canções (xx); 
les (xn), egiogas (vm), elegias (xviii), etc; e o tomo ni, as epistolas, as cartas 
im prosa), varias rimas ide pag. 75 a 209), a Creação do homem (que não é de 
amões); e as comedias (de pag. 281 a 484), Elrei Seleuco, Os anfitriões, e De Fi- 
úemo, 

É ediçito mui incorrecta e impressa em papel amarei lado e de inferior qua- 
Jade. Apparecem, ás vezes, exemplares em papel mais branco e mais encorpado. 
í om na nibliotheca nacional de Lisboa. 

Possuem exemplares : em Lisboa, a real bibliotheca da Ajuda, a bíbliolheca 
ciooal (2 exemplares), e os srs. Fernando Palha, António Augusto de Carvalho 
«feiro, João António Marques, João Henrique Ulrich e António Maria dos Santos 
ard ; no Porto, a bibliotheca municipal, e os srs. visconde da Ermida, António 



96 



LDU 



Moreira Cabral e dr. José Carlos Lopes ; na ilha de S. Mignelp o sr. José do Canli; 
6 no Rio de Janeiro, a bibiiotheca nacional (2 exemplares). 



Um d*estes exemplares tem differenças, que o aactor do catalogo da 
niana do Rio de Janeiro (Annaet da fribliotheea, vol.ii, fase. i, pBf.4/)^iioUd'ak 
modo: 

« I. NSo ha no primeiro vol. d'este as palavras : « AjanUnun-ie quantas tm. 
posições se julgarão pertencer a este grande Poeta, etc. IL Depois da data ali 
no outro as seguintes palavras : Com licença da Real Mexa Censória. Veodofril, 
em casa do mesmo Míg[uel Rodrigues. III. No outro a palavra Meaa está esanOi 
com z; n*este está escripto com s. Em tudo o mais sSo ignaea oa dois exflO|tt- 
res.» 

No leilão de Gubian arremataram um exemplar porU400réis;nodeSflH 
Guimarães, por 1^000 réis; no de Gomes Monteiro, por 3fíl00 réis; e ooà 
Minhava, por li9300 réis. 



50. Obras de Luis de Camões, Príncipe dos Poetas de Hespanha. Non tàAi 
A mais completa e emendada de quantas se tem feito até o presente. Ttidopermi 
gencia e industria de Luis Francisco Xavier Coelho. Lisboa, Na 0§kinã Càuir^ 
Anno c/o/occLxxix. Com Licença da Real Mesa Censória. Tomo i. 8.* de Ixxix- 
pag. e 1 de erratas. Com o retrato de Camões, gravado por António Feron 
Rcârigues. Tomo ii de xxii-490 pag. e i de erratas. Tomo iii de xlviíi-Mp^j 
e 1 de erratas. Tomo iv (que tem a data de c/occlxxx) de xxi-338 pag.e~^ 
7 innunieradas com index e erratas. São simples e iguaes os rostos áSs '~ 
com uma vinheta (um navio) ao centro. 

O tomo I conléin : o discurso preliminar, apologético e crítico (pag. iii alrij 
breve noticia da vida de Camões (pag. Ivii a Ixx), e elogios em verso (pig. ^ 
a Ixxix) em honra do poda. Segue a Lusiada da pag. i a 378 ; o Índice doiM 

Sroprios por Franco Barreto, de pag. 379 a 436; e as estancias omittidas por I 
e Camões na primeira edição do seu poema (pag. 437 a 461) ; e as variantes (i 
pag. 462 a 488). 

O tomo ir contém a advertência do editor (reprodncção da que andai! 
da edição de 1595 por Fernão Rodrigues Surrupita) ; e as Rimas primeira f 
sonetos (ccr.i), canções (xvii), odes (xii), sextinas (rv), elegias (xxi). oitavai (i 
e éclogas (viii). 

O tomo iTi contem : o prologo, as restantes peças da primeira parte dasiK'] 
mas, éclogas (ix a xv); e a segunda parte das Mimas: r^ondilhas, vílhanc ' 
voltas, etc, e as cartas. 

O tomo IV coinprehendo, alem da prefação, as três comedias de CamOei [i 

{)ag. 1 a 188); os fragmentos de algumas obras de Camões achados por Manoel i' 
>*aria om diversos manuscriptos (de pag. 189 a 194); obras suppostas on atti 
buídas a Camões (de pag. 195 a â79); écloga intitulada Cintra, no qual MflM 
de Faria descreve a vida de Camões (servindo-se para isso dos próprios versosi 
poeta); o indico do que mais notável contém os quatro tomos; e uma adverte 
final. 

Esta edição é a que foi dirigida pelo afamado padre Thomás José de Aquino^^ 
que deu origem á celebrada controvérsia, de que se faz menção no Dtoc ^"^ 



DE CAMÕES ^7 

yn, pag. 350 — Pertencem-Ihe, portanto, odiscarso preliminar e as demais 
erteneias e annotaçGes, que abrem as diversas partes das varias obras de Ca- 
is. Todas essas noias, com referencias valiosas áis edições anteriores, toem im- 
luieia, no meu entender, não obstante o parecer dos que pretenderam ames- 
Dbar o trabalho do annotador. 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional (dois), e os srs. Fer- 
ido Palha, João António Marques, António Augusto de Carvalho Monteiro, João 
nríoiie Ulrich, padre António Coelho Leandres de Sousa e Carlos Cyrillo da 
ra Vieira ; no Porto, os srs. visconde da Ermida, António Moreira Cabral e 
Joté Carlos Lopes ; em Coimbra, a bibliotheca da universidade ; na ilha de 
Mlgoel, o sr. José do Canto; e no Rio de Janeiro, a bibliotheca nacional. 

Os preços téem regulado entre 2^000 e 3^000 réis. No leilão de Sousa Guí- 
irfes foi vendido um exemplar por 3^100 réis, no de Gomes Monteiro por 
i550 réis, e no de Adamson por lo shillings. 

• 
* *' 

51. Obrai de Lais de Camõet, Prineipe dos poetas de Hespanha. Segunda edi- 
h^ da que, na Oficina Luisiana, se fez em Lisboa nos annos de 1119 e 1180, LdS' 
IpL Na Ofic. de Simão Thaddeo Ferreira, Anno m.dcc.lxxxii. Com licença da 
Ipl Mesa Censória, 8.** 4 tomos, sendo o primeiro dividido em duas partes, e 
llttando todos, portanto, 5 volumes de 200, 320-1, 448, 382-2, e 374-7 pag. 

' Tomo I, parte i, contém : o prologo de Thomás José de Aquino (de pag. 3 a 
I); o discurso preliminar apologético (de pag. 67 a 124); a vida de CamOes (de 
If. 125 a 141); poesias em honra e louvor de Camões (de pag. 142 a 154); e a 
miada com os argumentos (de pag. 156 a 200), os cinco primeiros cantos. 

Tomo II (parte ii do tomo i) contém a Lusiada (de pag. 4 a 195), os cinco 
lâmúe» cantos; o index dos nomes próprios, ordenados por Franco Barreto (pag. 
V a 266); as estancias desprezadas e omittidas (pag. 267 a 294); as variantes, 
■g. 295 a 320); e as erratas (pag. innumerada). 

4 • 

Tomo ni contém : a advertência do editor, por Lobo Surrupita (pag. 3 a 24); 
as rimas, primeira parte (sonetos, ccci; canções, xvii; odes, xii; sextinas, iv; 
Ij^as, XXI ; estancias numeradas de sete grupos, ou series, de i a xxix,<]e i a xx, 
1 1 a IX, de I a xxv, de i a vii, de i a vii, e de i a lxx) ; e do Índice (pag. 409 
148). 

Depois do soneto ccci, Thomás de Aquino põe esta advertência (pag. 177) : 

•Na edição das obras de Luiz de Camões, que em três tomos de doze se fez 
i Lisboa no anno de 1772 na ofQcina de Miguel Rodrigues, onde são tantos os 
ios, como as palavras, se acham 314 sonetos, fazendo conta a se acharem erra- 
mimeros dos últimos dois sonetos; pois devendo ser 313 e 314, se vô o 
» numero 312 duas vezes repetido. De nenhuma maneira devemos estar por 
nomero de 314 sonetos, que se acha n'esta Edição, e na Parisiense de 1759 
no segundo Tomo se acham 236, e no terceiro 78) ; porque na verdade não 
que 301 os que existem do nosso Poeta (posto que desconfiemos que 
o não sejão, como já advertimos na pag. 157) ; e se estes dois Editores au- 
Mitaram assim o numero, foi porque, não sei se maliciosa, se negligentemente 

1 IiDpressões repetiram alguns dos mesmos sonetos ; como se poderá ver nesta 
ína de Miguel Rodrigues, na qual o Soneto 6 he o mesmo que o 119, o 46 o 

7 



98 



LUIZ 



mesmo que o 186, o 101 o mesmo que o 271, o 103 o mesmo que o 26 
o mesmo que o 265, o 105 o mesmo que o 278, o 106 o mesmo que o II 
o mesmo que o 134, o 121 o mesmo que o 221, o 128 o mesmo que o % 
o mesmo aue o 222, e o 156 o mesmo que o 314. Advirta-se Umbem qu( 
ç2o de 1720 feita por Joseph Lopes Ferreira, a qual nos apresenta Wi 
se acham também repetidos 4 ; a saber, o 101 que he o mesmo que o ! 
103 que he o mesmo que o 217, o 104 que he o mesmo que o 218, e o 
he o mesmo que o 234». 

Tomo IV contém : o prologo ^de pag. 3 a 47); e as rimas, continu 
parte segunda (entrando aqui as éclogas, que na adição anterior comple 
tomo ii); e as cartas. 

Tomo V contém : a prefação (de pag. 3 a 21); a advertência acerca ái 
dias (de pag. 22 a 27); as comedias Elrei Seleuco, Os anfitriões, e 1 

Íde pag. 30 a 224); fragmentos de algumas obras de Camões, etc. (Segun 
lem da edição anterior.) 

Do tomo ni, em diante, a data da impressão é : MDCCLXXxm. 

Thomás Norton collou na paff. 155 (em branco) do tomo i, parte i 
exemplar, uma estampa da chamaaa medalha de Thomás José de Aauii 
dedicada por elle a Camões em 1793, foi copiada da que em 1782 manaár 
em Inglaterra o barão de Dillon, enthusíasta sincero do nosso crande epi 
medalha é a que o gravador Lucius reproduziu em 1795 pelo buril em c 
cobre, como se vô do fac-simile fielmente photographado ao exemplar de 
e também serviu para a que foi empregada na obra Retratos e elogios de varões 

Obscrve-se que entre a medalha de Dillon e a do gravador Lucius, ei 
do padre Aquino, ha diíTerenças em o nome de Camões, que na prime 
Camoens, e na segunda Carnais; no desenho, que é mais franco o oe Lu( 
o de Dillon; e na disposição dos titulos ou legenda no reverso, que na { 
estão assim : 

APPOLLO 

PORTCGUEZ 

HONRA 

DE 

ESPANHA 
e na segunda : 

APOLLO 

PORTUOUEZ 

HONRA 
DE ESPANHA 

eomo se verá melhor na estampa em frente. 

As differenças entre as edições de 1779 e a de 1782 consistem, alem 
tas variantes e modificações em as notas e advertências: nos formatos, i 
8.* da primeira é maior que o da segunda ; nos retratos, que andam á £ 
tomo I, um é devido, como já indiquei, a António Fernandes Rodrigues, s 
e outro pertence a Hieronymo Barr. (Barros), sendo gravador Lucius ei 
no prologo de Thomás José de Aquino ao leitor (as primeiras 66 pag. do 
e no additamento á advertência final com que fecha o tomo iv. 



DE CAMOES " 

. tWarm exempUres: em Lí^Jx», » bJbliolbeca real da Ajoda, > bililiothec* 
^*Wial (doii, sendo um em melbor papel qoe o ootro), e os sra. Fernando Pa< 
'v Anlflnio Augusto de Car\albo Hooleiro, Joio Anúinio Uarqn^s, Carlos Cf- 
■** da Silva Vit^íra e Joio Henrique Llricfa ; no Porlo, a bibliolheca pubika, e os 
^ dr. José Carlos Lope«, conde de SamodJes, Tiscoodeda Ermida, Aalonio Uo- 
** Cabral, Sociedade Nova Ealerpe ; tm Coinibra, a biblíolheea da aniversida- 

■ etn VJanna do Castello, o sr. JoSo Luiz Hooleverde da Cunha Lobo ; no Bio 
Janeiro, a tiililiolheca nacicoul. 

Os preços tem sido: no leiUo Sousa GnimarSes, ãfUM réis; no de lono- 
Kio. ttmi reis;>0 d« Gomet Kooteíro, 2/100 réis; e no de Adamsoo, 14 
Ullin^. 

Por caosa il^-sta ediçío bouve nma controveni» notarei, em me entraram o 
9|*e eullecctonador e amioUdor e outros. Ho Diee. vem mencionaoa sob o nome 

Tftomài Jiaé de Jfuino, tomo vn, ^f. Wi, a.- 180 a 18V ; porém eu jul^ 
Q deia uencional-a agora de novo, ejpecíai mente, por senqui o logar propno 
K eoilecfi^ camonianas. Femvlo algumas pessoas, que sSo papeis de pouco 

nenhum valor. Tudo o \em relativo. E aqoi nlo procuro senio colligír os do- 
tiaenlos do grande pnMXfso camoaiaito, pan iuUruir n qual nada se me aú- 
Va insignificante, nem ÍDOtil. 

Copiarei, portanto, ou extraclarei alguns trecbos d'e<tes folhetos. 

I. Carta de A«ni omtgo a oafrv. no ijaal le forma jvito da Edição nomtinta 
k Pormit da /.miada do GratA Luii de CamÔe*, que tahiú á ínz no nnno d» 
T7S. Utboa, na of. Palr. de Francisco Lui: Ameno. Anfto HDCCLXXXm. Com li- 
(■fQ da Rfol Meia Crtaaria ; 8.* de 80 pag. e I de erratas.— É do padre José 
Inieole, da eoagnftçSo áo Oratório. 

Na poj, 3 1é-se; 

«... que juisu formo da Doviíuma Ediiáo do Poema do oosso iocooipara- 
nl CamOes, que sábio i Inz no anuo de 1779. Se a esta pergunta houvesse de 
i^ionder o novo EdikM*, seríio Untos os elogios que lhe tecera, quanto os im- 
mperíos com qi.e trata as outras EdíçOes do Poeta, a exceifko da de Pedro 
l^ubeeck de 1609, e da de Hanoel de Faria, que só lhe eahirSo em sra^. Tudo 

■ Ktka no Prologo do novo Editor, em que nao cessa de dizer mal das outras 

Si pag. 5 ; 

•Quem com os olhos abertos examinar a nova EdtçSo, achará que nSo res- 

* eiecnçjo á promessa; porque prometLendo muilo, nos dd mui pouco, 

MOecr toa, achiwos misilose indesculpáveis erros. Confesso mie nas ou- 

p Laslanlcí erros; porém julgo que a de nosso Editor aind& 

^~-e seguinilo elle a de Faria, tio pouco correcta, linda a na 

imra as edi;Oes de Craesbeeck de Í631,de Ibiiad 
Uanoel (arreia de 1720 e de bntdo Garcez Ferrain 
eorrrcfiuimo (sic) que Ibe noo om uaigo, diíeodo 




de vários wena» de cada canto, e nota « 



Na pag. 79 conclue : 

« De tudo se infere o jaizo que se deve formar da novissima Ediçio, eanjm 
a saber, que nada tem de correcla, nem de accurada, pois que nella «e achSo laa- 
tos erros e defeitos indesculpáveis, e ainda muitos versos errados por excesso di 
syllabas, e outros em que ha falta de rigorosos consoantes. Tudo o que difopoddi 
vós examinar cotejando a nova Edição com as outras aue allego, e conbecereiia 
sobrada razão, com que censuro os erros e defeitos do nosso Editor. Pelo qie 
preciso he, que o aviseis, por caridade, para que na futura ímpressSo, que me le- 
giirão intenta publicar, emende os lugares que aqui vão censurados; e de ani- 
nho o avisareis que n2o profira tantas barbatas contra as outras Edições; porqv 
se ellas em muitos lugares se acliAo fracas, enfermas e éstropeadas, muito nuii 
fraca, enferma e estropiada se acha a sua . . •• 

[I. Discurso critico, em que se defende a nova edição do Lusíada do Gmk 
Luiz de Camões, feita no anno de 1719, das accusações que eoníra eUa jnMam $ 
Author da carta de hum Amigo a outro, etc, Usboa, na oficina de Simão Thaddn 
Feireira, Anno m.dcc.lxxxiv. Com licença da Real Meza Cemorta. 8.* de lUSpifi 
e 1 de advertência. — É do padre Thomás José de Aquino. 

Nas pag. 3 a 9 lô-se : 

«Vemos huma Carta Anonyma na qual nela semrazib>,e pela injustiça heacea- 
sado o novo Editor das Obras de Luiz de CamOes, e devemos acudir por eile ini- 
quamente acomettido. Levantou-se certo censurador, talvez movido pela imperti- 
nência, e pela melancolia, o qual com reparos fantásticos, e sem outra algoai 
razSo que a de elle ter servido a Republica Litteraria, e a Pátria, perlende eiear 
recer, e denegrir o seu merecimento. Mas como a verdade nSo he possivel que ei- 
teja por muito tempo occulta, com muita brevidade, e fádlidaoe veremos do* 
feita a serie de sophisnias com que pertende confundir as cousas. Disse, sem ot- 
tra alguma razão, que a de elle ter servido a Republica Litteraria, e a Patriíi 
e n'isto estamos : o mesmo novo Editor o não estranha, porque sempre viveo 
certificado, de que esta era a gratidão com que entre nós se costuma correspoi- 
der, a quem faz algum serviço relevante, especialmente litterario. Esta he a ma- 
ma que se praticou, e ainda hoje se está praticando (sem que vamos mais losfe) 
com o mesmo Luiz de Camões, com o mesmo Faria e Sousa seu commeutador; 
e com outros muitos de que podia fazer largo catalogo. De sorte que humalongi 
experiência nos tem \ú. ensinado, que tanlo mais relevante he o serviço, tinto 
maior he a ingratidão com que se corresponde. Não ignoramos a razáo, e a caoii» 
mas faz-se necessário passal-a em silencio. Não se persuada também o sraiKV 
Anonymo, que esla reflexão escapou ao novo Editor antes de entrar na emprs* 
2a ; porque por algumas vezes nos disse, que hia despertar a inveja, ou a impi- 
ciencia de alg uns dos seus compatriotas, mas que nada o dissuadiria de levtf 
adeante o seu^ projecto, sem outro algum interesse, que o de tirar o Poeta d'aqiidli 
estado corrup o, e depravado em que o havião posto, e de servir a Pátria. 

« Ora sendo isto certo como na verdade, e sem affectação he; e sendo estai 
as rectas intenções do novo Editor, como a cada passo consta das suas Prefaciei* 
que mais houve aqui? Diga o senhor Anonymo, que culpas teve,e em que delin- 
quio o novo Editor para entrar tanto no seu desagrado, e para ser d^sattendidoT 
Cançou-se: buscou tudo quanto podia conduzir, para lhe aar huma Edição com- 
pleta de tudo o que existia de Luiz de Camões, como com eíTeito lhe deo: e en- 
tão ? Basta isto para ser tratado com aíTrontas e com opróbrios? Os erros e 
defeitosa pontados, de hum i de mais, de hum d por um t, da palavra mais aca- 
bada em e$, com tudo o mais de que faz menção no seu Cartapacinho são casqui- 
lhas, são futilidades. Não senhor, vai dahi ; vai do que já acima fica apontado^ 
e todos sabem. Nem aqui nos diga que o seu zelo (nem ao menos soube discai- 



DE CAMÕES *^* 

par-se com isto) o obriffoa, e o fez entrar n'esta fadiga lilteraria ; porque o zelo 
quando he santo, quando he verdadeiro, pui^o, e syncero costuma obrar de outra 
sorte, e nâo costuma apparecer em publico com o semblante, com que o senhor 
Anooymo o representa. 

• Mas deixadas estas ponderações, que de nada aproveitão, e de nada ser- 
''^cai, entremos já nos taes reparos, em que elle (para os fazer avultar) põe os 
vllíinos esforços da sua locução. Depois de hum brevíssimo preambulo, entra logo 
"notando dizer o novo Editor na sua Prefação, que desprezadas todas as outras 
Edições, seguiria somente a de Manuel de Fana e Sousa, e a de Crasbeeck do 
aano de 16^ (coincide em tudo, e por tudo com á de Faria) como mais certas, 
t mais correctas ; e que para o futuro se n2o faria edição mais completa do que 
a toa. em quanto ao que o Poeta havia escripto. E disse por ventura o novo Edi- 
tor nisto algumas mentiras? Em quanto se ler a Edição de Faria mais certa, que 
nenhuma das outras, cousa he que ninguém com razão poderá negar, ou encon- 
fnr, por ser feiti sem discrepância alguma sobre a segunda, que se fez no anno 
de ío7% á qual o mesmo Poeta assistio, e a qual o mesmo Poela emendou dos 
■mitos erros, que ou por malevoleticia, ou ignorância lhe haviam introduzido na 
primeira. £m quanto á pouca certeza, e aos erros das outras Edições, o mesmo 
Author do Cartapacinho os confessa ; pois que a cada passo lemos nelle : que 
inxm o Corrêa, que errou o Garcez, que errou o Lopes, e que errarão todos, E 
pek) que pertence a fazerem-se Edições mais completas, e amplas, e com maior 
Bomero de Obras assim do Poeta, como do seu Erudito, e Iliustre Commentador, 
ainda hoje o duvidamos com os melhores fundamentos ; pois que não será fácil 
éocobrírem-se Blanuscriptos, como o novo Editor descobrio, ondo ellas existião. 
Oienhor Gensurador faz toda a diligencia que pôde por escurecer o que a nova 
BdiçSo nos offerece de mais, e que não trazem as outras que até aqui se havião 
inlo; porém não tem que se caaçar, porque o novo Editor antevendo, que poderia 
fir algnm Gensurador impertinente, que pertendesse confundir as cousas, leve o 
acordo de lançar o ac4:rcscentado em um Index, no Cm do iv tomo, onde de huma 
Tista de olhos se pôde ver tudo.» 

O padre Thomás de Aquino escreve que ás duas edições de Faria e Craes- 
heeck die 1609 juntou uma terceira, de que não tinha conhecimento ao tempo 
cn que saiu a edição de 1779, qual era a de Manuel de Lvra de 158&; que d'ella 
ae servira nas occasiões para coníirmar o que diziam as duas, com as quaes em 
tudo concordava. 

D'ahi em diante, o padre vae respondendo ás objecções do seu censor, indí- 
cando-llie^ também em cada canto, as espécies com que não podia concordar, e 
^oe eram, no contradictor, excessos de orthographia e lacunas de critico sem ar- 
pHnentaçÁo solida, pois que vé que muitos dos defeitos orthographicos notados fo- 
lam empregados por outros escriptores de melhor nota, antes d'elle. E dá innumeros 
exemplos para corroborar esLi asserção e contrapor ás afQrmativas do adversário. 

IH Camões defendido; e o editor da edição de 1779, e o censor deste julgados 
ãem paixão em uma carta dada á luz por Patrício Alethophilo Misalazão. Lisboa, 
na Regia Oficina Typographica. Anno, M.dcc.lxxxiv. Com licença da Real Meza 
Cetuoria, 8.<* de 48 pag. — É de D. José Valério da Cruz, oratoriano, depois bispo de 
Portalegre. 

Este opúsculo tem segundo titulo (pag. 3) : Reparos ou dúvidas sobre as cen- 
mras, que na carta de um amigo a outro se fazem a edição dos Lusiadas de Lais 
de Camões, publicada no anno de 1779. 

De pag. 4 a 7 lô-se : 

« As diOiculdades, que vós não tocastes, pertencem particularmente ás Rimas 
lo Poela, a que se não estendeo a vossa censura ; talvez oorque me não expliquei 



102 



LUIZ 



bem na minha petiçSo : posto^que o meu intento sempre foi pedir o vosso pare- 
cer sobre toda a Edição. A principal, e qae eu desejava fosse copiosa, e solida- 
mente discutida por vós, he : se er2o bastantes as provas, qae Fará prodnzio, pin 
que o Editor da novíssima Edição tirasse a Bernardes, e adjadicasse a Camões ai 
cinco Egiogas, que neila lhe altribue, com grave injuria, nSo tanto do engenho^ 
como da sinceridade, e honra de Bernardes ; e sem nenhum proveito de CaiDõei^ 
a quem não sáo necessários mendigados adornos, ou violentos despojos, para le 
ostentar Príncipe dos Poetas do seu tempo. 

« Desejava que examinásseis o pezo, que se deve dar á conformidade de es- 
tilo, prova ambígua, e que tem enganado tantos críticos da primeira dasse, eom 
quem Faria não pôde hombrear. 

« Que authoridade devia fazer o dizer Faria, sem mais prova, qae no Liou 
ha muitas obras conhecidamente de Camões, sendo elle tão mal aSecío a Bernar- 
des, e juiz suspeito? 

o be o ter Camões dito em huma carta, que a Egioga qae fizera á morte do 
Príncipe D. João, era a melhor de quantas tinha feito, era sinal certo de que ei- 
creveo mais de oito) 

« Se bastava ter concluído com tão ruinosos fundamentos, qae escrevera mais 
de oito, para logo lhe attribuir cinco, que havia longo tempo corriSo publicadas 
como próprias, por quem não era tão incapaz de as ter feito^ qae não tivesM 
composto outras muitas, alem de Canções, Cartas, Sonetos, Elegias, Cantigas, ele 

« Se o estarem as ditas Egiogas no mesmo Ms. com algumas de Camões, ha- 
vendo no mesmo (que constava de pouco mais de cem folhas) obras certameots 
de Bernardes, de Luiz de Castro, de Luiz Franco, de Garcitasso (sem faltar dos 
Sonetos, que ahi se altribuião ao Duque de Aveiro, a SimSo da Veiga, e a 
D. Luiz de Ataíde) e não tendo alli nome de Author, dava direito para as attri- 
buir a Camões, só por este ter no Ms. mais obras ; ao mesmo tempo qae se nlo 
querião reconhecer por deste P. outras obras, que se achavão na mesma eol- 
lecção sem nome de A., e sem aue nunca fossem publicadas por oatro ? 

tt Se o ser a nona Egioga do Tejo, e dizer nella seu A., qae irá a praias re- 
motas pescar pérolas para Galatea (pensamento obvio a qualquer Poeta, visto mu 
ellas só nos mares aíTastados dosjiossos se pescão) era razáo para allegar? Eu 
o argumento da inferioridade da Dedicatória da mesma ao n*sto da obra, sendo 
Faria tão iníquo Juiz, e o ser cila, e a seguinte escritas á ímitaçáo das de Sanoa- 
zaro, que Camões (diz o mesmo Faria) se prezava de imitar, erSo bastantes pro- 
vas para inquietar a memoria de Bernardes? 

« Ultimamente : Se não haver o nome de Delio nas outras Egiogas de Ber- 
nardes, e achar-se na Egioga terceira do mesmo, que na Ediçáo novíssima hena- 
inerada xn. de Camões, e em outra, que de novo se attríbue a este Príncipe dos 
poetas, com outras razões de igual ponderação, aue não me canso em repetir, e 
vós podeis ver no Prologo do 3.* tomo da nova Euição : erão poderosas a esbulhar 
Bernardes da sua antiga, e pacifica posse, e condemnallo abertamente de Plagiário? 

ft Estimaria também que me désseis algumas luzes sobre vários logares da 
comedia Fílodemo, ensinando-me se estão corruptos, como de muitos suspeito, ou 
se não atino na sua verdadeira iiitelligencía . . . estando elles sãos.» 

Seguem as reflexões de contradicta ao censor a cada canto, com o que occa- 
pa 40 pag., e conclue assim : 

• Eis-aquí as duvidas que por ora se me ofTerecem, para nSo admíttír as 
vossas decisões. Se vos parecer que erro, desenganai-me que 

•r Eu não me queixarei que me reprenda 

O sábio, o virtuoso, o amigo puro : 

E sendo mister mais, que a mais se estenda. » 

Bem.j c. X. 



DE CAMOES *^^ 

IV. Juixo do juizo imparcial do moderno anónimo, o qual em vão pertendeo 
^(gmder os erros da Edicao novíssima do Poema da Lusíada do grande Luiz de 
m^kt. Lisboa, na Of. Patr. de Francisco Luiz Ameno m.dgg.lxxxiv. Com Hcen* 

da Real Meza Censória. 8.<^ de 83 pag.— É do padre José Clemente, aactor do 
Imeiro folheto. 

Na pag. 3 diz que o aactor do papel anterior mudara o titulo Juizo impar' 
ú para Camões defendido ; que este novo título era de supposição falsa, porque 

em nenhum sentido oíTendera ao poeta, antes o seu intento era defendel-o em 
do, a qoe vinha o titulo de Camões defendido? que isto lhe lembrava o dictado 
ial vae ao doente c[uando muda a caoeceira » ; que estas e outras considerações 
leTaram a adiar a impressão do seu folheto ; que lendo-o em mss. e presuppon- 
» qae poucas alterações seriam feitas pelo padre, se resolvera a dar esta resposta 
estampa, para não ser de novo accusado de que levava annos a responder, e 
rescenta (pag. 5) : 

« NSo ha coisa mais falsa : porque bem sabeis que eu recebi a vossa ^Carta 
a 28 de Outubro de 1783, e que já antes do Natal d'este. mesmo an^o estava 
ipressa a minha Carta.» 

Nas pag. 6 e 7 diz : 

«... faz cargo de eu não discutir, se erSo bastantes as provas que Faria deu 
ira que o Editor tirasse a Bernardes, e adjudicasse a Camões as cmco Egiogas, 
le na novissima Edição lhe attribue; e outras impertinências ejusdem furfu' 
$ sobre as mesmas Eglogas. Em fim até me crimina por não dar algumas lu- 
ís sobre vários lugares da Comedia Filodemo. Que vos parecem estas censuras ? 
a por ventura sou algum Procurador de causas, que haja de patrocinar as de 
do o mundo? Que obrigação tinha eu de me intrometer na embrulhada de de- 
dir se Bernardes furtou Eglogas a Camões, ou se alguns lugares da Comedia Ft- 
iemo por enfermos necessitâo de Medico? Eu creio que este seria mais neces- 
rio ao nosso Anónimo, porque o vejo com bastantes queixas, e complicadas . . .» 

Nas pag. 8 e 9 escreve : 

« Li o vosso Papel, me consolei algum tanto, por ver que não obstante que 
nestes quarto voto de me contradizer em tudo, lá concordais comiso em onze 
gares, confessando que nelles a Edição novissima está errada . . . Muito obri- 
!do vos fico por estes onze favores, e estou esperando que ainda vos hei de de-, 
*T maitos mais depois que lerdes este Papel. Confessais logo que a Edição cor* 
icíissima, a mais completa, e emendada tem bastantes erros. E ainda assim 
>aixonais tanto por huma tal Edição? Muitas graças a Deo^, que nos deo este 
moso redemptor das Edições corruptas. Porém já he tempo de examinar as vos- 
is censuras contra mim, o que farei pelo mesmo methodo, discorrendo pelos 
intos e estancias do Poema.» 

D'ahi em diante, segue a analyse, voltando a repetir argumentos que já es- 
vam postos no primeiro folheto do impugnador da obra do padre (pag. 10 a 
)) ; e termina (pag. 80 a 82) : 

«... porque este critico tem um péssimo gosto em todo o género ; e para 
t)va cabal n esta matéria basta considerar os desmarcados elogios que dá a Fa- 
i, e ao seu Comento, quando esta Obra he de bem pouco merecimento na esti- 
ação dos sábios. Façamos exceição em ter lido Faria innumeraveis Poetas, prin- 
paloQente Italianos, e em dar intelligencia com acerto a alguns lugares escuros 
í Poeta, no que tem algum merecimento ; no mais não sei que haja Miscellanea 



104 



LUIZ 



táo confusa, indigesta e inútil como o sea (>)mento ; pois que está cheb de hb- 
torinhas pastoris, de contos de velhas, de digress^Ses aílatadJis e iropertinentin- 
mas, de provas insubsistentes, e de outras infinitas coisas totalmente ilbeias à 
gravidade de tium Comento. E assim só homens de pcísimo gosto poderio too- 
var semelhante Comentador. 

« V^islos pois estes Autas, e que a paixSo da nosso crítico he lAo doordenadi, 
que não admite razão, antes á carga cerrada impugna os primeiros princípioi, e 
as refiras da Poesia vulgar; dizei-lhe que Eu com os meus Adjuntos acoraanoi 
em Relação que não ha que deferir, e julgamos que a sua Miseellanm cu vi ao 
curral, ou passe pelo rio Lethe com um Alvará de esquecimento total e perpe- 
tuo : e que assim temos pelo maior acerto não lhe responder, porque sena cn- 
mar em deserto, e sem fruto. E na verdade o Medico, que receitoa, e applicon 
todos os remédios da Arte, se vé que com elles não ha proveito, anto a enfw^ 
midade vai de mal em peior, deixa o enfermo, porque he incapaz de curar. As- 
sim me snccede a mim ; appliquei os remédios e lenitivos para que o Editor ii 
segunda Edição do Poeta emendasse o muito que errara na primeira. Porém co- 
mo os doentes (que são o Editor e o critico) se obstinão com os remedias, e a 
tudo resistem ; não me resta njais que dizer-lhe o que disse Deos por Jeremiu: 
Curámos a Babilónia, não sarou, porque não quiz sarar, deixemo-la. Entretanto 
seguirei as veredas que até aqui sem temor de semelhantes Arístaroos, imitando 
nisto a Lua que vai andando seu caminho sem attender a que os cSes lhe la- 
drem.» 

y. Carta em resposta a hum amiqo, na qual se mostra, quê,pda figura im- 
lepha, assim como na latina, se podein elidir o$ dithonffos na versificação ruí/ar, 
Lisboa : na officina de Simão Thaddeo Ferreira. Anno m.dcclxxxv. Com Ikençê dê 
Beal Mesa Censória, 8.° de 90 pag. c mais 1 de erratas. 

Este pertence ao padre Thomás de Aquino, e é o ultimo folheto d*esta con- 
trovérsia, o mais interessante e o n)enos vulgar de todos. Falta a muitos colleccio- 
nadores. Não existia na collecção Norton. Tenho apenas nota de três exemplares: 
um na hihliotheca nar/ional ; outro adquirido no Porto para a bibtiotfieca do 
sr. conde de Yílla Heal; e outro nas preciosas collecçi^s do sr/ conselheiro Jcfge 
César de Figanière. Do exemplar deste meu prestante amigo me sirvo para os 
trechos, que deixo aqui. 

Das pag. 4 a 8 : 

«... vejo me pedis vos dig.i, se na versifícação vulgar, assim como na latina 
se podem elidir os dithongos, quando a dicção que se lhes segue principia por 
letra vogal. Entendia eu, (|ue vós pelos abalisados estudos, aue noutro tempo fi- 
zestes nu poesia, me pudesses ensinar não só esta senão aínaa outras delicadezas 
menos Iriviaes, rnenos vulgares, e mais recônditas; mas como mostraes estar es- 
quecido (eíTeito talvez dos annus e dos encontrados estudos, em que depois vos 
mettestes), verei se tenho na minha pobreza com que possa soccorrer- vos, como 
que vou cumprir. E sem por agora fazer menção, \ior nos não ser necessário, da 
origem, e progresso da poesia em geral, nem tão pouco d*aquelle auge a queelle 
chegou entre gregos, e latinos, o que era mais próprio de uma dissertação, qne 
de uma carta ; haveis de saber : que, depois ({ue a barbaridade das nações septan- 
trionaes, á maneira de enxurro, inundou a Europa, foi considerável o estrago qne 
padeceram as boas artes. Ainda hoje se chora (não catialmente) o trágico fim, 
que teve a magnilicencia romana, e a magestade do idioma latino. Perdido este oa 
pelo menos, adulterado em uma grande parte, por tão diversas gentes, quantas fo- 
ram as que invadiram, e devastaram as Italias e os demais reinos da Europa, é 
indisivel a confusão, e a desordem em que por muitos aiH)os permaneceram e se 
conservaram as cousas. Consta que os provençaes foram os primeiros que abri- 



DE CAMÕES ^'^^ 

'^ ottios para a popsin. É «reste parecer o canleal Pedro Bembo : ainda que 
^ Com relevantes fuiidamenlM se lhe nppuKerain, pretendendo que nos hes- 
^ e licilianoa raiassem primeird csLas tiues. Seja cocio'ror ; e od fosseni 
"Q fossem outros, veuilu elles que na lingua latina nSo pudíam taxer lun pro- 
MUj~ coriíideravel. se valeram da pro^pria, e nVlla compuseram versos. Adver- 
BE?JH>rôiii, e lembrando-se aue lhes uSo era possível dar a estes uma eeilaor- 
K^^ pés, rom as suas syllaiias breves, e longas i imitatíio dos latinos, visto 
■S?.^ propriedade, e génio dos riiesmos idiocnas lhes iiSo dava loKSr a isso ; se 
■JgJ^íroin a farelos com um certo numero das mesmas syllabas, valendo-se tam- 
^■J"* dos acceolos das palavras, os i|uaes postos, ecollocados eui laes, on lacslo- 
J^mhes deixassem os mesmos versos harmoniosos, suaves e cadentes. 
^ ■ E*ta ^ a poesia, mellior direi n'esle logar versiRcaçSci. a que os aactores, 
^M elevaçio. ou depressito da voe, oue dos mesmos accenlos é (onnada, e pelo 
^3*toe determinado numero de sjllabas, collocadas com justa e numerosa pro- 
J^ílo, chamam comrnummente harmónica. Em quanta i sua antiguidade posso 
''^her-vM, qus os mais antigos versos italianas, que a\é aqui puderam descubrir 
binais ddiR«nles investigadores das aniigaalhas da Itália, sSo n* nue se seguem, 
^aistem no arco da capella mi^r da calhedral de Ferrara. N'el[es, ainda que 
^Mauieiile, se incluem os nomes assim do fundador, como do arliGce, ou areni- 
teclo d'aqiielle templo . . .• 

Seguem-se muitos e variados exennplos, e na pag. il acrescenta: 

• Aqui vos advirto comtudo, que o dar-vos tanlos exemplos d'esta, e das 
mais figuras, é para que flqueis entendendo e saljendo que seu uso nSoé raro en- 
tre os poetas, mas antes muito frequente, e que n^elles se acha a cada passo. Pas- 
sando afora, porím, aos versos vutgareís como vos promelli, e principiando pelos 
poetas ilatianos, elles tratando da collisio, e explicando a sjnaleplia. que cos- 
Inma haver entre certas lyllabas. dizem assim : • La rolliticnit, ti fa aUoraehi una 
• vocaU, o un dithoníio, in cui lertnina lapreefdenU pnrola i i*n.jojafa dalla vocate, 
todiUdilhongo inhiate delia êeffufnle.' E>la descripç3o (deixae-me por ora dar- 
Ibt esle nome) é dos que melhor souberam, e enleuderam da poesia vulgar itt- 
Uaaa, assim como Ludovico Dolce, Pedro Bembo, Joilo George Trissino, etc. Aqui 
vereis como em tudo concorda, e ti a mesma com que os auclores explicaram a 
ijiuieptia, ou eollisao aos versos latinos, a qual vos dei acima . . . • 

O padre Thomls Josâ de Aquino põe novos exemplos, revelando mui notá- 
vel erudifjo {de pag, 26 a M) ; e escreve mais (,pag. 54 a S6) : 

■ ?>Ío poria termo a esta caria se ronlinuasse em fazer mençSo, e em Iran- 
leitver lodos os dithongos que, pela Ggura synalepha, se acham elididos nos poo 
t» vulgares; e assim entendo que basla o que liai dito. e o que ticn apontado 
Mra leres certeza, e para creres que ha eslas elisdes, e que sao praticadas pelos 
Mns poetas ; no aue me parece já nHo tereis duvida, e concordareis commigo. 
Aqni, porém, no logar de varias rellexOes, que podia fazer, e supposto tudo o 
fÚSea dito, s<J quizera ponderasses de caminho quanta juslifa lein, e quanto 
Mdideiu d'estas cousas os oue (assim uomo o Garcez, o Barbadinho, e outros si- 
niltunles) obstinadamenle defendem, que se actiam em Luiz de (^amdes versos 
Rndoa. por haver elidido dílhongos ••m alguns logares do seu poema, e rhv- 
Ihnas; fundando- se em ser Ifi (como affinnain) da poaia não le rlidirem ot rfi- 
UlMgof na certificação vulgar. . . 

■ Portanto, ainda que vús na vossa carta me nílo faltais mais do que na eli- 
>■> dos dílhongos, pela figura synalepha, comtudo por vir muito a propósito, e 

animprir com o que ao principio vos promelli. assento que lambem se bz 
o necessário, e será muilo do nosso agrado o dizer-vos, e moslrar-vos. que 
^'Mla mesma Itgura se costumam elidir nos veraoa vulgares aquellas vogaea 



i06 



LUIZ 



longas (ou já sejam agudas, ou accentuadas} em que terminam algumas dir^fti^ 
ou partículas, quando as seguintes principiam também, por vogal. N'es(e parti* 
cular parece ^ue íica o uso á vontade do poeta. Observa-se que em Diate sfo 
raras estas elisões ; e que Petrarca muito a seu arbítrio» em uns logarei d'estei 
fez a synalepha, e em outros não ; o mesmo que depois praticaram os poetii 
italianos, liespanhoes e portuguezes ...» 

>'a pag. 61 : 

« Nos poetas portuguezes acha-se que também praticaram estas elisões com 
muita frequência. Galhegos, no Templo da Memoria, livro 3.*, estancia 45, aioda 
sendo escrupuloso e impertinente : 

^it attonito pára : e de repente 

« Macedo no poema Ulissipo, canto 8.^ estancia li: 

A Aurora já o mostrava, que no Oriente 

« Gabriel Pereira de Castro na Lisboa edificadaj canto vi, estancia 48 : 

Os gregos até as náos se recolberSo 

« No mesmo canto vi, estancia 71. 

Assi os Troyanos por fugir nadando 

« No fim do canto vii, estancia 12 ; 

Se vé abrazar já di) tua dor contente 

a N'cste verso ha a figura synalepha e syneresis. 

« Francisco de Sá de Menezes na Malaca conquistada, livro ix, estancia il: 



Os mais delles moverão já as bandeiras 

n E no livro iii, estancia 68 : 

Invocando com fé o favor divino 

« E ainda no mesmo livro iii, estancia 95 : 

Que sò avisar-nos para ser bastava 

Na pag. 74 : 

«... Náo me faltava vontade de continuar, e de vos dar exemplos detodtf 
as outras, assim como, da apocope, prothesis, paragoge, dieresis, a]^eresis, sfufh 
pe, e outras ; mas ponderei que era adeantar-me, e dar- vos o que a vossa Caril 
me náo pedia. 

« Agora me perguntará talvez : e que necessidade tinham os latinos, e tem 
os poetas vulgares de usar il*essas figuras ? É mui fácil a resposta : a necessidade 
nem foi, nem ó oulra senáo a harmonia, a melodia, o concenso, e o numero mé- 
trico. Sem essas figuras nada d'isto haveria na versificação, e seriam os versos 
táo insipidos, frouxos, languidos, e (deixae-me explicar assim) desconsolados; ou 






DE CAMÕES *^7 

I eontrarío tSo duros e ásperos, que nem as orelhas rudes, grosseiras e agrestes 
' poderiam tragar, ou tolerar ...» 

Na pag. 76 : 

« Os italianos eruditos e intelligentes, assim antigos como modernos, são de 
irecer, que os versos onde alguma d*essas figuras não entra, tem de ordinário 
■es yicios, e defeitos ahi apontados.» 

Na pag. 77 : 

«... Esta matéria do numero métrico em que iá toquei nas Prefações, ou 
Mogos das minhas duas edições das obras de Luiz ae Camões, merecia um tra- 
dkdo particular, e não pôde circumscrever-se nos estreitos, e apertados limites 
ii resposta a uma carta. Por ora só vos direi (concluindo) que os melhores poe- 
tas foram, e procederam sempre com toda a attenção com esta harmonia, e com 
nte numero métrico, procurando que os seus versos fossem harmoniosos ...» 

* 

# # 

5i. Lusíadas de Lais de Camoens. Coimbra, Na Imprensa da Universidade. 
^00, Con licença da Mesa do Desembargo do Paço. S.° pequeno. 2 tomos de 4 
innQmeradas-xxxvííj-228 paginas e 299 paginas. — Esta edição, cujo tomo i 
lon o retrato do poeta e o tomo ii uma gravura allusi/a ao seu naufrágio, canto x, 
estancia 128, foi impressa com typo mignon, faiado; e contém os argumentos 
• iiidice de Franco Barreto, o compendio da vida de Camões e o argumento his- 
tórico da Lusíada, reproduzido da edição de Garcez Ferreira; as estancias e lições, 
segundo Manuel Faria de Sousa; e outras lições, ou variantes, encontradas em 
diversas edições, que o professor Joaquim Ignacio de Freitas, incumbido de diri- 
fir a impressão, consultou para este íim, conforme declara na advertência preli- 
jDioar. 

O tomo I comprehcnde, pois, a vida, o argumento, e os seis primeiros can- 
tos. O tomo u 08 quatro restantes cantos, as lições varias, as estancias e o índice 
los nomes próprios. . 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional (dois), e os sr. Fer- 
nando Palha, João António Marques, António Augusto de Carvalho Monteiro, 
João Henrique Ulrich, Carlos Cyríllo da Silva Vieira e António Maria dos San- 
tos Agard; no Porto, os srs. dr. Josó Carlos Lopes, visconde da Ermida, Mo- 
reira Cabral, M. Archer; na ilha de S. Mísuel, o sr.- José do Canto; em Braga, a 
bibliotheca publica; no Rio de Janeiro, a bibliotheca nacional. 

Os últimos preços tem sido entre 1^200 e li^500 réis. No leilão de Minhava 
^iu um exemplar a 2^2o0 réis. Na casa Aiilaud, de Paris, existia um exemplar 
tnoQQciado por 1^1)00 réis. 

# 

* * 

53. Lusíadas de Luis de Camoens. Lisboa : Na Typographia Lacei dina : 1805, 
Com licfnça da Meza do Desembargo do Paço. 8.<* 2 tomos de 4 (innumeradas)- 
cxxxiij-2z8 paginas e 290 paginai^. Com o retrato do poeta e estampas á frente 
ie cadía canto. 



108 



LUIZ 



O (ypo e o formato s2o um pouco maiores que os da antecedente eàiçSo ; po- 
rém a disposição da obra é idêntica. O retrato ó também igual, e pareee-me tíi 
o aproveitamento da mesma chapa. Na estampa do cauto x vô-se reprodoiidi i 
allegoria do naufrágio, como a que figura á frente do tomo u da edí{âo de i9(H 
mas ampliada em barmcnia com as dimensões das paginas. 

A respeito da contrafeiçSo d'esta ediçSo, veja-se o que escreyen Innoceodo^ 
Dicc, tomo V, pag. 261, n.° 50. 

Possuem exemplares: em Lisboa, a bíbliotheca nacional (dois), e oi m. 
Fernando Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, JoSo António Harotus, 
João Henrique Ulrich e António Maria dos Santos Agard; no Porto, abibliotbea 
nacional, e os srs. Moreira Cabral, visconde da Ermida, dr. José Carios Lopei^ 
a Sociedade Nova Euterpe e Narciso José Moraes ; em Ponta Delgada, o sr. Joié 
do Canto ; no Uio do Janeiro, a bíbiiolheca nacional. 

Os preços, em geral, téem variado entre 1^000 e 1|200 réis. 

# 
# * 

5i. Lusíada de Lui$ de Camoens, Acereseentam-sê as eUaneias despniõitt 
por o poeta, a$ lições varias, e breves notas para a illustração do poenuu Ediçk 
de J. E. HUzig, Sem logar, nem data. 8.° de xlvi-í (innumenida)-46i paginas. 

No ante-rosto lé-se : Obras de Camões, Tomo i; porém, ao qae se julga, Qi 
editores só publicaram este tomo da Lusíada, A dedicatória é : Ao mkor W, 
de Jlumboldt dedicam esta obra em testimonio de obsequio e reverenda os ^Utorm,^ 

Por esta dedicatória formou-se a conjectura de que fosse impressa em Be^ 
Hm. Em que data? 

No livro de papeis camonianos, mss., da letra de Norton, datado de 4847, 
poz elle a seguinte nota: «Entro em duvida se esta edição é de 1808». 

Tem julgado uns, que fosse com eifeito de 1808, e outros de 1810. Segundo 
o testenmnho escripto do fallecido escriptor Varnhagem (visconde de Porto Segt- 
ro), esta edição é evidentemente de Berlim, feita por Winterfelde outro, em 1810. 

O tomo comprehende : a advertência «aos leitores*, assignada por C. de 
Wínterfeid ; o compendio da vida de Camões, e o argumento histórico, reproda- 
zido da edição de Garcez Ferreira ; a que se seguem : a Lusíada fpae. 1 a 3/7); as 
estancias « lições desprezadas e omiltidas, e as variantes, segundo Manuel de Fa- 
ria (pag. 379 a 464). 

Na advertência preliminar deWintcrfeld lô-se o seguinte, copiado textualmente: 

"Presentamos os nossos leitores esta edição do poema immortal de CamC^s» 
não sem justo receo de serem julgados por mais atrevidos que sábios, commet- 
tendo huma tal enipresa em terra estrangeira, onde por falta de siiOicientes roe- 
dios, por valientes que sejam os editores, cujo vanto arroga r-nosnâo pretendemos 
não he possible de alcançar o grado de perfecção q ue justamente pode desejir-se. 
Porem com tudo, não ignorantes desto, estimulauos de amor da língua Porta* 
ffueza, e do desejo de obligar-nos os estudiosos delia, menos escrupulosamente 
hemos discurrido nos obstáculos, que na necessidade d'huma tal obra» e saliioMi 



DE CAMÕES *^ 

campo com a presente ediçflo, dando conta aos eruditos de nossos médios, e 

jéd nosaos intentos. 

•Hemos adoptado coro pouca alteração no texto da ediçSo de Thomas Joseph 

' ée Aquino, Lisboa na ofQcina de Simão Thaddeo Ferreira, 1782, combinando-a 
eo^is seguintes : a de Ignacio Garcez Ferreira, dedicada ao Rei JoáoV. a primeira 
parte impressa em Nápoles na officina Parriniana 1731, a segunda em Roma, na 
officina ae 4ntonio Rossi 1732 : a de Pedro Gendron em Paris I7Õ9, que siguio 
o texto da de João Franco Barreio, Lisboa por António Craesbeck de Mello ltm6 : 
e em fim a edição novíssima que conhecemos, de Coimbra na imprensa da uni- 
versidade 1800. As lições varias que damos, são as por Manuel de Faria e Sousa ...» 

O exemplar, que pertenceu a Thomás Norton, foi por elle mandado encader- 
Ç' jmt em carneira e dourar por folhas. Antes do ante-rosto ié-se, por letra do pos- 
; 'andor, esta, nota: «Ofierecido pelo meu amigo o Barão de Rendufe, ministro de 

8. Mag.* F. junto a corte de Berlim, e recebido em Ponte de Lima a 4 de 1*^^ de 

1843.— r. Norton.» 

A bibliotheca nacional possue outro exemplar, em que entre a pag. 228 

2m do canto vi) e a pag. 229 (começo do canto vii) se vé uma folha com a de- 
catoria d'este modo: «Ao senhor W. de Humboldt dedicam esta obra em testi- 
I munho de obseauio e reverencia os Editores*. Quer dizer, que em alguns exem- 
plares foi mudada a palavra testimonio para testimunho. 

No tomo I das Obras, pelo sr. visconde de Juromenha, pag. 474, saiu errada 
i descrípção d'este tomo. Na indicação dos títulos vem «lUcençai variai», em vez 
de •Uçôet varias»; o nome do editor «/. E. Hetzig», em vez de «7. E, Hitzig»; e 
o formato em i^.% em vez de SJ^ Este erro passou para o Dicc, bibliographico, tomo v, 
ttg. 451, n.*.61; e foi depois reproduzido no Manual bibliographico portuguez, do 
nlteeido Mattos, a pag. 100; na Bihliographia camoniana do sr. dr. Theophilo 
I Braffa, a pag. 62; e em parte no Catalogo da camoniana da bibliotheca nacional 
do Rio de Janeiro, etc. No catalogo da collecção do sr. José do Canto apparece, 
i pag. 10, já notada a differença com que se via impresso o nome de Hitzig. 

• 
Possuem exemplares: em Lisboa, a bibliotheca nacional (três); e os srs 
\ Fernando Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, João Henrique Ulrich* 
" Carlos Cyrillo da Silva Vieira, João António Marques e António Maria dos San- 
^ los Agard; no Porto, os -srs. dr. José Carlos Lopes, Moreira Cabral e Joaquim de 
f^ Taseoncellos; na ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto; no Rio de Janeiro, a bi- 
JUiolbeca nacional. 

^ N*am leilão realísado no Porto (em 1884) foi vendido um exemplar por 620 

^~ leis. Na casa Ailland, de Paris, estava annunciado por MIOO réis. 

* 

* * 

55. Obras do grande Luis de* Camões, príncipe dos poetas de Hespanha. 

Terceira edição, da que, na officina Ijiisiana, se fez em Lisboa nos annos de 1719 

ê 1780, Paris, na officina de P. Didot Sénior, E acha-se em Lisboa, em casa de 

^Viuva Bertrand e FUhos, mdcccxv. 8.<* 5 tomos de 4 (innumeradas)-clv-202 pag. e 

\.% de erratas; 4 (innumeradas)-335 pag. e 2 de erratas: xxviij-i54 pag. e 2 de 

antas; lij-377 pag. e 1 de erratas; e xxix-430 pag. e 1 de erratas. 

A edição é nítida, impressa em bom papel, e em typo novo. Tem o cunho 
é»B edições da celebrada casa Didot. Omam-a os retratos de Camões (gravura de 



) 



V 



DE CAMÕES ^** 

eonsiderar-se monumentos bibliographicos e litferarios erigidos em honra 
lia de CamOes. Uma é a feita a expensas do Morgado de Matteus e por este 
fte cavalheiro e fidalgo distribuída entre os seus amigos e offerecida a per- 
lans, e a corporações litterarias e reliffiosas ; a outra, é a mandada imprimir 
Indostria do estimado sr. Biel, estabelecido na cidade do Porto, em comme- 
do tricentenário do egrégio poeta. Agora, tratarei da 



Edição do Morgado de Matteus 



I 

. 57. Os LusiadaSj poema épico de Luis de Camões. Nova edição correcta, e 
á lua, por Dom loze Marta de Souza- Botelho, Morgado de Matteus, Sócio da 
ia Real das Sciencias ^ Lisboa. Paris; na officina typographica de Fer* 
Didot, impressor do Rei e do Instituto, m dccc.vii. Folio pequeno, de 8 (in- 
ida8)-cxxx-4i3 pag. e mais 10 pag. de supplemento da nota primeira da 
icia numerado ae 415 a 424, tendo na ultima o numero errado 10 em 
de 424, e no fim a data de «Paris, Junho de 1818». Este supplemento, po- 
Dáo apparece era grande numero de exemplares, e a rasão é aue foi escripto 
mdado imprimir depois do Morgado de Matleus ter concluido a impressão 
ma monumental edição e offerecido alguns exemplares a pessoas que, porven- 
receberam depois o supplemento e n.lo o puzeram em seu logar. 

I A impressão luxuosa e extraordinariamente nitida, com caracteres inteira- 

Kte novos, é um padrão da perfeição typographica usada na opulenta casa 
t, de que ella já dera a prova em honra do nosso egrégio poeta na edição 
■lerior, de menor formato. Este livro compreliende : Dedicatória a El-Rei (3 pag. 
iDomeradas) em cursivo; advertência (pag. i a xlviii); vida de Camões 
ptg. XLix a cxxx); o poema (pag. i a 375); notas da advertência (pag. 377 a 397); 
Was da vida de Camões (pag. 398 a 413); e supplemento (pag. 415 a 424). O 
ttuaero 10 posto na ultima pagina, como já indiquei, fazme suppor que o editor 
ire primeiro a idéa de dar esta parte em separado, depois mandou encorporal-a 
í obra, e na occasiío de rubricarem as paginas, ou mudarem os algarismos, es- 
líecerara-se dos últimos, e lá ficaram para aflQrmarem, em quanto a mim, esta 
ipposição. 

Assim como não concordo com alguns bibliographos no modo de designarem 
formato de certas edições, por se rne figurar que não acertaram, ou não se 
iram ao trabalho de examinar bem os livros; assim também não estou de 
tordo com o que se tem dado á edição do Morgado de Matteus. Persuado-me 
le é em folio menor e não em 4.° Examinando o primeiro trabalho do encader- 
Mior, vejo que a dobragem e o cosido foram feitos em folio ; e combinando este 
rocesso com as rubricas do impressor, resulta que as 104 rubricas, uma para 
ida quatro paginas, são o equivalente ás 413 paginas do texto, não contando 
MD as de numeração romana, em (]ue a divisão das rubricas, ou assignaturas, 
i cada folha, é exactamente igual, isto é, de a a 2, e de aa a u, ou 32 folhas e 
teia com 130 pag. 

É preciso também attender a uma circumslancia, emquanto não poder pro- 
ir-se o contrario. Os que conhecem algum tanto das cousas da typographia, 
bem qne, n'uma impressão perfeitamente nitida, ouanto menor for a chapa no 
»fre de um prelo manual, tanto maior ó a nitidez aa impressão, porque os pre- 




112 



LUIZ 



liminares Cmiie-eH^train) do Inbalbo do ímpreator podem ser mais ea 
pressão do aperto niais adequada ao resultado que se deseja obter. Or 
quem devemfis impor a responsaliil idade da impressão, náo coii»entii 
que saísse de seus prelos uma ediç2o« como i que apresentou na ( 
mental du Morgado de Matlcus, senão obedecendo a todos os requisit 
pela arte. de que elle era mestre. 

.Ainda ha que notar outra circumstancia: é qne examinando a f 
MorjraJo mandou reimprimir para tirar os erros que elle notou depaf 
e que em grande numero de exemplares não poderam ser^ubstituidos 
que a tiragem foi em folio menor, como indiqueL A folha tem ahi a 
rubrica. 

Os erros, que emendou, são: 

Pag. 333, canto x. eslancia xxx, jidoer — pocfer. 
Pag. 33.3, canto x, estancia xxx. aprende — apprende. 
Pag. 336, canto x, estancia xli, de sal — do sal. 
I^g. 336, canto x, estancia xu, aprendem — apprendem. 

Antes de passar adiante, notarei aos camonianistas que appar 
espécies de exemplares : 

Errados, isto é, com o erro pdoer da pag. 333, e sem a cor 
emenda ; e com a falta do «supplemenlo» 

Kiiiendados s«'i na palavra pdoer, para poder, o que parece que 
correr da impressão; e com o «supplemento»; 

Emendados nas quatro palavras, como indiquei acima, e sen 
mento '*; 

Perfeitos e completos, emendados, ou antes com a folha 84 reii 

nsupplemento». 

Esta edirilo tem dois retratos, o primeiro em busto em frente d( 
pôde consiiliTar-so como outro rosto ornamental; e o segundo, em a 
li^uiraiulo (^amMi\< iia gruta de Macau, posto antes da vida do pin^ta 
pag. \Lviii e xi.ix ; e mais dfz estampas, uma em frente de cada rai 
composição allusiva a pa>sagei)S dos mesmos cantos. A dinM*^*ão artist 
ao pintor F. (lõrard. então nmi afamado em Paris; e a execução da 
chaftas conliada. rscru|tulosJin:ente, aos que formavam n aqueíia epoi 
mais disliiiclo dos giavad<^n*s rm cobre, taes como V, Lignon, Forst 
Oorlman, llenri Laurent, IkAÍn»'l, Pigeot, Toschi, Forster, Hichonum 

rinroc T.iirnnn i* Mnrlrii:)!) tivpr-tiii á ena /«nritn Hiiac phiinnc * ne /li»iii 



ii4 



tua 



Esses possuidores fonin: Emmaniiel Hárliiiy qw VMklidmi 
labore nihit; e Amedée Bunt O primeiro e scr ef ai , sfl| ' 
prio punho, na sua preciosa eoUecçfio de erfimpHj o 
textualmente : 



«Note. Anime do juste désir d'éle¥er nn Ifanomnil à h 
mOens, Monsieur de Souza, ancien ambassadenr de Portmrij eoHMn 
soins & ses efforts à poblier une Edition da Poftne dee LMiaib dfs 
do gónie de cet illustre Poete. 

•II 8'adre8sa à Messieurs Didot Frèrea, que fiient fihnmir m pi 
ciai à Annonay, & fondre exprès des caracteres Donr eaCto emUsÉ. 

•Pour compléter son oeuvre Moosiear de Soma, qoi d1i nenlé d 
cun sacrifice, fit exécuter, soas la direction de Gérard, per M. M. Omdi 
gonard, douze dessins, dont il conRa Ja gravara à noe ploe ftahiifi gni 
ont fait de cette collection un chef d'oBuvre. 

«L'Edítion de Bfr. de Souza, par conventioa exprans^ wPêjiÊum 
dans le commerce. II en devait étre de roéme des graTom: «asm 
ayaient été pris en conséquence ; mais ce f At an attnít de ntas^ eus 
pour s'en procurer, les gravares ont pu faire enti^eax qoMfna éeb 
leurs épreuves, de sorte que Ton parvint à en réonir q uejqiMa íhIbs c 
& uniformes, qui, vu leur rareté, ne se vendaient pu moine de 600 Ih 
jourd'hui on en rencontre bien rarement, k sealement daai lee tHÉBS < 
de qoelques amateurs. 

«Cette suite réunie ici, épreuves d'artistes» papier de CIiíinl esl mi 
le grand nombre de pièces avant toute lettre ét eaax-foitea^ qím ■ ]R 
de temps & de recherches, parvenir k y joindre.» 

Pelo processo adoptado para os fac-similes, eom qoe taoiío aniqac 
obra, reproduzo as estampas do rosto ornamentado e de Canítea M groa i 

Cada estampa ó acompanhada de uma folha de resgoardo qoe s6 te 
o titulo e no extremo os versos do poema, que serviram pan a coop 
artista. D'este modo : 

I. Conselho dos Deoses. 

Sustentava contra elle Vénus bella 
AfTeiçoada á gente Lusitana 
Por quantas qualidades via nella 
Da antiga l9o amada sua Romana. 

II. Visita do Rei de Melindb a Gama. 



CiatoLEit 



Já no batel entrou do Capitão 

O Rei, que nos seus braços o levava 

IIT. Assassínio de Ignez de Castro. 

Tu só, tu puro Amor, com força crua 
Que os corações humanos tanto obriga 
l3ésle causa á molesta morte sua 
Como se fora perflda inimiga. 



CaalolLEi 



GanloIILE 




KVi 



DE CAMÕES **^ 

r. So NHO d'ElRsi d. Manoel, no qual lhe appabecem os rios Indo b 

O tu, á cojos Reinos e Coroa 

Grande parte do mundo está guardada^ 

Nós outros, cuja fama tanto voa, 

Te avisamos que lie tempo que já mandes 

A receber de nós tributos grandes. 

Canto IV. Est. 73. 

AppariçIo do gigante Adamastor, na passagek do Caro db B. Espe« 

• • 

Mais hia por diante o monstro horrendo 

Dizendo nossos fados, quando alçado 

Lhe disse eu : Quem es tu?. . . 

Caato y. Est. 49. 

L Vénus aplaca os ventos e a tormenta. 

Abrandar determina por amores 
Dos ventos a nojosa companhia, 
Mostrando-ihe as amadas nimphas bellas, 
Que mais formosas vinham que as estrelias. 

Canto VL Est. 87. 

H. Dbsbmraroue de Gama em Calecut. 

Na praia hum regedor do Reino estava, 
Que na sua lin^oa Catual se chama, 
Ro'ieado de Naires, q^ae esperava 
Cem desusada festa o nobre Gama. 



nL Segunda Audiência do Samorim ao Gama. 

O grande Capitão chamar mandava; 
A quem chegado disse : Se quizeres 
Confessar-me a verdade limpa e nua, 
Perdáo alcançarás da culpa tua. 

K. Ilha de Vénus. 

Desta arte em fim conforme ja as formosas 
Nimphas, co'os seus amados navegantes, 
Os ornam de capellas deleitosas. 
De louro, e de ouro, e flores abundantes. 

L Audiência d'ElRei D. Manoel a Gama. 

E a sua Pátria, e Rei temido e amado, 
O premio, e gloria dáo, porque mandou, 
E com títulos novos se illustrou. 

) supplemento (de pag. 415 a 424) começa : 



Canto vil EitU. 



Canto Vin. Eft. 00. 



Canto IX. Est. 84. 



Canto X. EiU lU. 



Depois de ter publicado a minha edição, a Bibliotheca Real de Paris fez 
Alemanha) a acquisiçSo de hum exemplar de 1572, e com generosidade me 
cultado immediatamente. O meu prazer foi extremo, vendo que esta edição 
iversa das que possuo, e em tudo conforme á da Bibliotheca de Lisboa. 
(Notei porém que nella se achavam as fl. 75, 76^ 77 e 78 entresachadas, e 
icentes á'preceaente edição.) 



íb 



LUIZ 



«Passando com escrupulosa attenç2o a confrontal-asy posso hoje poblia 
pela primeira vez o resultado de hum trabalho, que íará distinguir eiactauBri 
as duas eJiçOes, conhecer as suas diversidades, é decidir a sua prioridade 

•Declaro que a confrontação foi feita entre o meu exemplar, e o da BiUia 
tlieca de Paris. O meu, o da livraria do Sr. António Ribeiro, e o de Lotd Boi 
land (á excepçSo de quatro folhas entresachadas) ffio confomiec, e de bnnia ei 
çSo : os das Bibliothecas de Lisboa, a Real, e a dos PP. Uenedictínos (amoi 
noticia) e a de Paris são, em conformidade, da outra ediçflo. Para melhor dum 
designarei aquelles com o nome de primeira, e estes com o de ieamndn edislB 

«Na primeira, a Tarja he hum tanto mais larga, e qoasi nada menos aUi 
que a da »egunda : o Pelicano que tem em cima vé-se na primeira eom o eotti 
voltado á nossa direita, em quanto na segunda he voltado á esquerda: osfiMa 
das columnas descem na primeira da direita para a esquerda, e viee-tena na tt 
gunda : os lypos deste frontispício sfio naqueíla maiores do que nesta. 

«•Na primeira o Alvará conta 34 regras, com a data impressa em leira r^ 
donda, a vinte e quatro dias do mez de setembro. Na segunda tem 33 regras, e 
na 22 principia a mudar a partiySo, e acaba com a data assim a xxnj de seteo- 
bro. Naqueíla os caracteres itálicos da censura sfio menores que nesta, e petoooS" 
trario os da assignatura do Censor. 

«A paginação só no recto; o numero das oitavas, que em ambos nJoito 
numeradas^ concorda assim como a justificação, em cada pagina. 

«A maior diíTerença entre ellas consiste, i® na orthographia, 2* nos erros hi- 
pographicos, e 3" finalmente em hum muito pequeno numero de palavras mon- 
das no texto : de tudo o que proseguirei a dar exemplos e annotações.* 



Segue a relação das diflerenças typographicas e das variantes, que 
trou nos dez cantos, e com o que occupou seis paginas e meia (de 416 a 41Q,f 
conclue d*este modo : 

«Tendo mostrado pois todas as diversidades, que se encontram nas doas ei- 
ç^s, imporia agora recordar que nenhum author, até a obra posthama de Hh 
nuel de Faria, fez menção de terem sido feitas duas impressões do Poema «■ 
1572 ; que este editor foi o primeiro que deo noticia delias no § 27 da segnoát 
vida, sem os caracterisar com exacção bibliographica; que depois delle ningM 
mostrou te-ias collacionado, nem houve quem publicasse as.suas diversidades (poir 
as aíTiniiaçóes do Padre Thomás e do seu apologista são faltas defundamenloedi 
verdade) ; que ignoramos ainda hoje se Luís de Camões fez imprimir, ou veodN 
o seu Ms.. se corrigio elle mesmo as provas, ou se outrem foi encarregado dol^ 
trabalho. Naqueíla época os impressores não notavam as impressões e reimpi»': 
sOes foitas no mesmo anuo, como primeiras e segundas ediyões. O titulo da pri- 
meira ({uc SC acha manuscripto em todas, por isso mesmo nada significa. 

«São passados dois séculos e meio, e depois de tão grande lapso de teinpa^ 
e de huma tal incúria, não me foi possível fazer mais do que dar estas naticus 

Íositívas sobre as duas edições, depois de as ter confrontado cuidadosamentSi; 
ulgo porém, se não me engano, que estes conhecimentos, publicados agora peh 
primeira vez, servirão a distinguir peifeitamente as duas edições, e a assenUr 
com a maior probabilidade, qual delias deve chamar-se a primeira. 

«Manuel de Faria ainda que o não decidio explicitamente, com tudo na soa 
nota, Est. 21 do C. ix, onde marca alguns erros typographicos da edição qfl 
tinha (que chama ali, e em diversos legares el original) mdica assaz oue julgaa 
aquella a primera, e faz entender mais claramente no citado § 27 aa segunA 
vida que considerava a outra edição, que despois vira, como a fppunda. Esta opíp 
nião de um author, que vivia entre os annos de 1590 a 1649, fortiíira as outii 
probabilidades, que o loilor intelligente poderã descobrir nas precedentes notis • 
índices, para concordar com ella e com a minha, como as designei de principio 
«Se destas mesmas noticias não se pode concluir indubitavelmente que Lní 



DE CAMÕES **^ 

CsLíndes vendeo o seu Ms. e privilegio a algum livreiro, como he natural sup- 

Vy conhecida a eua indigência, ao menos quem reparar na mudança de ortho- 

*iia, e nas insignificantes, ou indiscretas correcções, que se encontram na 

ida, e nos erros typographicos que deixou nelJa, poderá facilmente conje- 
«r que o mesmo Poeta entregando para a primeira o seu manuscripto, n2o 
r^o as suas provas, e sobretudo nSo teve parte nas mudanças orlhograp bicas 
iegonda (pois não be provável que elle quizesse patentear sua incerteza e 

meia em ortbographia), nem foi o que dictou as palavras mudadas na se- 

lediçdo. 

•Por todas estas razões confesso, dar maior credito, e preferir o texto da 
idra (que julgo impressa sobre o M. S. de Camões) ao da secunda feita talvez 
conveniência do livreiro; porém conbecidas boje as suas levíssimas, ou muito 
lenas diíferenças, concluo que ambas ellas são as únicas, que se podem esti- 

e seguir como originaes, e sobretudo antepor a todas as outras, publicadas 
ús com os vícios atrevidos dos seus editores.» 

«Paris, Junho de 1818.» 

II X 

Possuem exemplares, em Lisboa : a bibliotbeca real da Ajuda (dois), a bi- 

theea particular de el-rei D. Fernando, a bibliotbeca nacional (^Ires exem- 

es, sendo dois completos e um sem o supplemento); a bibliotbeca aa imprensa 

JMBkHial, por concessão do governo ; a bibliotbeca da academia real das sciencias; 

;:•« srs. Fernando Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, Henrique da 

" na Barros (tem o exemplar qae pertencera a seu sogro, o viticultor José 

ia da Fonseca) , João António Marques, Vicente Monteiro (que era o da cxA* 

ío Minhava e foi arrematado- por 60éo00 réis), João Henrique Ulrich, Lu- 

■-<niio Cordeiro, visconde de Juromenha, Macedo Braga e José Gregório da Silva 

' ^ ' ; no Porto, a bibliotbeca municipal (dois) ; e os srs. dr. José Carlos Lò- 

e visconde da Ermida; em Coimbra, a bibliotbeca da universidade (dois), 

^esr. António José Alves Borges; em Évora, a bibliotbeca publica; em Villa 

\, o sr. conde de Villa Real (Ires); na Louzã, o sr. Fernandes Thomás; em 

Delgada, o sr. José do Canto ; no Rio de Janeiro, a bibliotbeca nacional 

sendo dois sem os retratos), e o gabinete portuguez de leitura. 

A maior parte d'esses exemplares apparece sem o supplemento, ou comple- 
Jto da primeira nota da advertência (pag. 415 a 424); e sem a folha guarda 
ante-rosto, onde o Morgado de Matteus lançava por seu punho a mui simples 
licatoria com que offerecia o seu precioso livro : 

A F. ... (ow Á bibliotheca de .. ,) 
^ D, José Maria de Souza. 

Por exemplo : o que foi encontrado na bibliotheca de el-rei O. Fernando e 
D que possue a imprensa nacional de Lisboa, tem essas folhas brancas arrancadas, 
I por ISSO não se sabe a quaes pessoas, ou corporações, os mandaria o Morgado. 
9 da mencionada imprensa tèm o carimbo « Livraria de D. Franc. Manuel » a 
falte azul. 

Um dos exemplares da bibliotheca nacional de Lisboa era o da ordem de 
L Bernardo, e outro pertencera a Norton. O do sr. João António Marques (com- 
rado em Londres por 50;^000 ou 60^000 réis), pertencera á duaueza Hamil- 
Ml. Um dos da bibliotheca do Rio de Janeiro era do Rei de Portugal (D. 
lio VI). 




**8 Lu,2 

O de Norton tem esta lembrança de sua letra, na primeira folha guarda do 
encadernador : 

Offerecido pelo meu particular Amigo o Ex.^ Sn/ Rodrigo da Fm' 
uca Magalhães. 
Porto 31 Janeiro 1846, 

Tkomoi Nortxm. 

E abaixo a marca, que elle punha em todos os livros : 



T. NORTON. 



O que pertence ao sr. João António Manjues tem, igualmente na prímeini 
íolha-guarda do encadernador, a seguinte dedicatória com perfeita e betla letra, 
exceptuando a assignalura do oíTerente, que éautographa.VaefleiíDente copiada: 

Pariz le 12 Aout 1819. 

UEditeur de ce Noble ouvrage glorieusemeiU entreprit et exkiÊtí, 
D. José Afaria de Sousa Botelho, connoissant parlarenomméelesfu^ 
lites Brillantes qui elevent Madame la Dudusse de HamilUMaudettU 
de toutes les Personties de son sexe, a de suite consenti a la proootitktk 
qui lui a été faite de placer Madame la Dudiesse au mombre aes Ffr^ 
sonnages lUustres, auxquels ce Ma^ifique Présent est par hd áeàaá, 
et il a chargé le soussigné de Voffrir a sa Grau, 

Conde do FkndiaL 
Hotel d'Artois, Rue d*Ârtois, 

Na folha guarda do ante-rosto, a duqueza de Hamilton poz esta dedicatória 
a seu filho : 

7o my heloved son for the Hamilton Library. 

Susan Euphemia Hamilton & Brandon, 

Este volume, que muitos annos depois veiupara^^o mercado bibliographieo, 
de Londres, é pelo estado de conservação, largura das margens e clareza do papel, 
um dos mais formosos exemplares que tenho visto em mãos de particular, n- 
rece que saiu reccntemonte do prelo. Bem se vô que foi escolhido pelo Morgado 
de Matteus para ser dado a uma dama da mais alta sociedade ingleza. O actoil 

I)ossuidor conserva-o dentro do uma caixa, forrada de ttchagrin», em forma de 
ivro, mandada fazer de propósito para este fim. 

O exemplar do sr. Silva Barbosa c dos errados e incompletos, e por isso 
mais comniuns, porém mui apreciados por se julgarem dos da primeira tiragem. 
Tem esta dedicatória : 

A monsieur Lemercier, Memhre de Llnstitut 

D, Joseph Maria de Soiuza 

O actual sr. conde de Villa Real, alem do exemplar em pergaminho, que 
existe na sua casa por obrí^^ação testamentária de seu nobre ascendente, o Mor- 
gado de Mattous, tinha mais seis ou sete exemplares da edição monumental dos 
Lusíadas, mas já os tem distribuido entre os seus parentes mais próximos. 

O exemplar em pergaminho, em folio menor^ é mui precioso, como se sabe, | 
e de altissimo valor, nHo só por ser único, se não lambem por ser completo, em- i 



j DE CAMÕES ^*^ 

í 

i qioanto ao texto, por ter maior numero de estampas e a collocaçSo ser diversa ; 

»*^ t pela ieualdade verdadeiramente excepcionai do pergaminho, o que deslumbra 

im amador de livros. 

Com relação ás estampas : tem o retrato do Morgado, desenho de Gérard e 
fnvura de Lera, que nSo acompanha nenhum exemplar, e que foi dado em 
Boito limitado numero ; e três estampas dos retratos de Camões e de cada canto, 
isto é, o desenho aguarellado para a gravura, uma prova do estado da gravura 
oa avant totUe lettre, e um exemplar da gravura na sua maior perfeição de 
•stampagem. Comparando os desenhos origmaes com a execução dos gravadores, 
pirece-me que se pôde assegurar que o trabalho d'elles foi dirigido com tal pri- 
, Bor e correcção, que se conseguiu o mais notável realce no acabamento das es- 
tampas, acima do primor dos desenhos primitivos. Esta asserção, que se me afi- 
mura incontestável, corrobora o que escrevi anteriormente sobre a importância e 
• mérito artístico da obra do Morgado. 

A collocaçáo das estampas dos cantos é diversa da dos outros exemplares, 
Borqpe n'estes foram postas á frente de cada canto; e no de pergaminho col- 
kcaaas junto das estancias, que serviram de orientação ao desenhador para a sua 
composição 

# 

O exemplar único é dividido em dois volumes, repetindu-se no segundo o rosto 
■4d primeiro. Comprehende este a advertência^ a vida e quatro cantos (até pag. 
Ã7) ; e o segundo, os restantes seis cantos, as notas e o supplemento (de pag. 
ff 08 a 424), mas a ultima pagina não tem o numero 424, prque o typographo 
iroQ o numero 10, que se vé na tiragem commum do supplemento, como já in- 
diquei, e deixou em branco a linha da cabeça da pagina. 

A encadernação luxuosa e rica d'este exemplar foi mandada fazer, depois 
da morte do Morgado, pelo conde de Villa Real, D. José (já fallecido), em Ingla- 
terra. É em marroouim roxo escuro, tendo nas pastas as armas do conde e filetes 
dourados. Nas lomoadas dos volumes, lê-se o seguinte rotulo: Os Lusíadas de 
L de Carnes lUustrados por D. 1. M. de Souza, Com os desenhos originaes (Vol. i 
e Vol. ii). 

O sr. conde de Vílla Real, a quem devo o poder ver e examinar o exemplar 
em pergaminho, que tem na sua biblíotheca da casa de Matteus (Villa Real), e 
. que trouxe a Lisboa para este fim, levou a sua benevolência Bí amabilidade ao 
■ poflto de trazer também e mostrar-me outro exemplar, por igual interessante e 
ée importância litteraria. É dos communs, sem estampas, manchado nos extremos 
i das paginas, denotando que o seu possuidor frequentemente o manuseava. Foi 
s'dle que o Morgado de Mntteus lançou as suas erratas, as suas observações cri- 
ticas, os seus desabafos Íntimos, contra os que o censuraram pela edição dos Lu- 
tiadaSj e lhe notaram os defeitos de reproducção. 

Estas annotações, como é de presumir, são manuscriptas, autographas, e 
leítas evidentemente em dois ou três períodos diversos, a lápis, a tinta vermelha 
e a tinta preta. Entre as duas qualidades de tinta, pela differença da edr e do 
traço meio apagado de uma, parece que passaram annos. Ora, as aimotaçGes são 
de duas ordens : a primeira^ comprehende as emendas com que o Morgado pre- 
parou após a edição monumental a nova edição, formato em 8.^ que appareceu 
em 1819 por conta do typographo e editor seu amigo, Didot; a segunda, encerra 
os elementos com que, aepois da primeira epocha, o Morgado se ia preparando 
para responder aos seus adversários. 

Entre os adversários mais temíveis, que mais o escand alisavam e contra os 
qoaes o Morgado de Matteus desabafa, escrevendo até phrases mais que chãs. 



120 



LUIZ 



picnntes e duras, cila pelos seas nomes Francisco Salano Constâncio e o coro* 
nel Cândido José Xavier, redactores dos Annaes da$ tcieneias, das arteg e das U 
trás; Verdier e José Agostinho de Macedo. Também cita com amargura o relir 
tório da academia real das sciencias de Lisboa, etc. 

De Vordier, em uma das notas affirma que efte, entre osportuguezes íngratoi 
C[ue nílo tinham em nenhuma conta os extraordinários sacrifícios que o Morgadc 
íizera para realisar a impressão da edição grande dos Lusíadas, tal como a apre 
sentara e dera, —a maior das homenagens que podiam ser prestadas a CamÓes-^ 
entrara em explicações que o convenceram que nSo era ainda assim dos seo 
mais injustos adversários. Adiante íicarão patenteadas as rasôes doestas nota 
manuscriptas. 

A tiragem da edição monumental foi de 210 exemplares, e importou en 
52:000 francos approximadamente, ou mais de 9:000^000 réis. O Morgado offfr 
receu, em sua vida, {8i exemplares. Dos restantes 28, o seu immediato successa 
e herdeiro deu também alguns. 

Ill 

A noticia de que o Morgado de Matteus, residente em Paris, estava faien^ 
uma edição luxuosa dos Lusíadas, causara em Lisboa a mais agradável sensaçãc, 
porque se julgava antecipadamente um successo litterarío da maior importância. 
Assim, quando a academia real das sciencias recebeu o exemplar que lhe desti- 
nou o nobre editor, tratou logo de eleger uma commissão de Ires conspícuos men- 
Itros efTectivos, António Caetano do AmaraL da classe de litteratura, Matteus Vi- 
lente do ('outo, da classe de sciencias exactas, e Sebastião Francisco de Mendo 
Trigoso, da classe de sciencias naturaes, todos então directores das respectivas 
classes, e o ultimo vice* secretario da academia, para dar parecer ãcerci d'etfa 
cdiçAo. A commissão não quiz demorar o seu trabalho, e em oreve tempo foi apie* 
sentado á academia, lido e mandado imprimir. 

Como deve haver superior interesse em ajuntar uma parle valiosa d'este 
parecer, ou relatório, sempre que se escreva da edição do Morgado de Matteus, 
deixarei aqui os seguintes paragraphos: 

«Não é necessário um profundo exame d*esta obra para se contiecer que toda 
a perfeição e luxo, modernamente introduzido na typographia; tudo quanto as 
artes do desenho e da gravura podem produzir com mais graça e elegância ; tudo 
em fím quanto se deve esperar da exactidão e perspicácia de um editor sábio e 
zeloso pela ;;loria nacional : tudo se poz em uso para levantar um monumento 
diurno de Camões, digno da pátria que este illustre poeta tanto engrandeceu, e di- 
gno d'aquelle que tomou a seu cargo esta nobre empreza. 

<Y Estas qualidades, que saltam aos olhos, tornam-se ainda mais Rensiveis á 
proporção que o trabalho do sr. D. José Maria se examina com mais miudeza; 
vé-se entSo que se os nielhores artistas se esmeraram em preencher os seus dese- 
jos, a tarefa que elle reservou para si é a mais importante, e a que mais merece 
o nosso reconhecimento, por nos dar em íim os Lusíadas taes como seu auctor os 
escreveu, limpos dos erros, e alterações com que a ignorância e a malícia os ti- 
nham alé aqui manchado, quasi todas as vezes que de novo se davam ao prelo. 

oTondo pois de dar conta á academia dos dotes (se nos é licito explicar assim) 
externos e internos d'esta edição, nós faremos isto mui levemente em quanto aos 
primeiros; não só porque já clles estão examinados, e devidamente elogiados por 
pennas mais hábeis do que a nossa, mas porque a academia teve logo occasião de 
lhe dar o merecido louvor na mesma sessão em que a obra lhe foi apresentada : 



DE CAMÕES *** 

i porém mais extensos no que respeita aos segundos, por isso mesmo que 
m um exame mais prolixo e circumstanciado. 

> poema dos Lusiadat impresso em Paris no anno próximo passado na offi- 
Firmin Didot, é em 4.* atlântico, e occupa com as notas 413 pag. além da 
Dria a sua magestade, quê nâo ó numerada, e de uma advertência, que 
snte com a vida do poeta enchem 130. O papei é o velino mais bpllo e 
uai, os typos fundidos de propósito sáo os mais nítidos e perfeitos que se 
ver, e mostram que n^esle ponto, e género de impressSo tem a arte che- 
í maior auge a que podia aspirar: a tinta é de uma óptima cdr : a tiragem 
as folhas, como das estampas é a mais limpa possível : n'uma palavra esta 
iguala nestes differentes artigos ás que se tem feito de maior luxo, e ainda 
excede a maior parte d'ellas. 

.s estampas que. a acompanham, posto que nSo tenham todas o mesmo 
( perfeição., são executadas em geral sobre um desenho, e por um buril que 
ira aos mestres que as desempenharam, e ao grande pintor mr. Gérard, que 
;iu. O busto de Camões, que se pôde olhar como uma obra prima d'este 
e illustre artista, é cheio de expressão e de vida, e dá bem a conhecer a 
alma do poeta; não é só no semblante que elle está vivo, é também no 
3 corpo, e o seu braço direito sobre tudo chega a illudir os sentidos, e pa- 
imado. Os ornatos d'esta estampa, de uma extraordinária riqueza, e que 
tam com a nobre simplicidade das outras, são como um tributo pago ao 
o século ; e ainda que variados, e optimamente desempenhados, não dis- 
a attençÁo do objecto principal. A este retrato segue-se outro de vulto in- 
m que o mesmo Camões apparece na gruta de Macau em um momento de 
\ de contemplação, animado pelo estro, e trasborda ndo-lhe no semblante o 
fogo dá poesia. As outras estampas em numero de dez correspondem aos 
lios da epopéa, e apresentam os passos mais notáveis de cada um d'elles.» 

íaitos escriptores nacionaes, e estrangeiros téemescripto a vida de Luiz de 
\: Manuel de Faria e Sousa fé-lo duas vezes, emendando na segunda os 
m que tinha caído na primeira; mas assim mesmo deixou pnssar asserções 
exactas, e algumas dVllas até oíTensivas da dignidade do poeta, ou isto 
rocedído da pouca critica, ou do seu caracter adulador : o sr. D. José Ma- 
cuidado de rectificar, e destruir estas accusações arbitrarias, e de pintar 
igos de Camões com as cores que elles merecem : na falta de outros do- 
os elle comprova a maior parte dos factos que refere com passos das obras 
a : mas o que sobre tudo torna esta peça recommendavel é a sensibilidade 
e é escripta : assim os malogrados amores de Camões com D. Catharina de 
;; o seu desterro, c partida para a índia, deixando na pátria tudo quanto 
caro ; a grandeza d alma com que soíTreu as vexações oo governador Fran- 
arrelo ; a baldada protecção, que encontrou no seu successor D. Constan- 
Bragança; o sórdido interesse de outro Barreto, de que foi victima por 
tempos; em fím a sua chegada a Lisboa, e o resto de uma vida combatida 
samparo e miséria; todos estes acontecimentos são referidos com um es- 
) natural e enérgico, que é impossível a quem os lé não se commover, so- 
o comparando as circumslancias lamentáveis do poeta em quanto vivo, com 
lustre merecimento, e a magniíicencia com que agora é honrado pela pri- 
rez depois da sua morte. 

íáo se podendo conhecer bem a vida de um homem de letlras, sem também 
lecerem as obras que elle escreveu, julgou o sr. D. José Maria de Sousa 
juntar á biojgraphia de Camões uma noticia de todas as que nos restam da 
ma. Principiando pois pelos Lusíadas analysa este poema segundo as rc- 
raes da arte, que são sempre as mesmas, e as particulares, que variam com 
9 e modo de pensar dos tiomens. Não é este o lugar para discutir o me- 
ito de f^mões, nem para tecer o seu elogio ; e por isso não seguiremos o 
onsocio no judicioso exame que faz daquella epopéa, já expondo o plano 



M 



LUIZ 



com que foi delineada, já dando a razSo do maravilhoso allegoríco que lhe se 
de ornato, já mostrando a injustiça com que tem sido ás vezes censurada, já 
zendo uma enumeraçSo rápida, mas exacta das suas bellezas, que só uma oei 
vaçáo total de gosto poderá desconhecer. 

«O exame das outras poesias náo é tão circumstancíado : seado imprei 
posthurnas, não soíTreram ellas menos do que os lAtsiadoi pela ignorância 
editores; e necessitam talvez mais de uma mão hábil, que as expurgue dos er 
e separe as que são de Camdes de outras que o não são, e que em diffèrei 
épocas gratuitamente se )he tem attribuido. Quanto seria para desejar que qi 
tão dignamente executou este trabalho, lhe quizesse dar o ultimo complemei 
pondo assim o remate na coroa litteraria, com que ha de $eT distinguido na [. 
teridade I 

«Na advertência preliminar, e nas notas que lhe dizem respeito, e vem no 
dos Lusíadas, mostra e caracterisa o sr. D. José Afaria de Sonsa o lexlo que 
guiu na sua edição, e dá os motivos aue teve para assim o fazer : estes moti 
ainda que da maior ponderação, não lorão até agora attendidos de nenhum oi 
editor, e por isso mesmo devem ser patenteados á academia, pan ella poder a 
liar devidamente o seu merecimento. 

«É fora de duvida, que obtendo Camões em setembro de 1571 o privih 
para elle só imprimir o seu poema, saiu á luz em o anuo seguinte, no qual 
impresso duas vezes; como porém no frontispício, nem em parte alguma se 
clarasse nada a este respeito, não j^^mente se ficou ignorando qual en a edí 
mais antiga, mas até grande parle dos nossos bibliographos persistiram na io 
ligencia de que realmente não tinha havido senão uma n'aquelle anno. Desde 
tão até 1579 om que o poeta falleceu, não tornou, que se saiba, a imprimir 
este poema, nem nunca constou onde tinha ido parar o seu autograplio. 

«Em circunstancias taes é evidente serem estas as únicas edições aucton*! 
das: por uma parte foram ellas feitas cm vida do auctor, assistindo elle em L 
boa, e com o seu consentimento, visto o privilegio que se lhe tinha dado, e ií 
basta para nos provar a sua authenticidaue ; por outra parte os editores qoe d 
pois vieram, não tendo outros origínaes em que se fundassem para as suas eme 
das, fizeram-as arbitrariamente ; e por conseguinte devem ser desprezadas pi 
quem se propuzer a dar uma edição genuína. 

nPor mais natural c}ue seja este raciocínio, foi elle desprezado por todos os qa 

Erecederam (como já dissemos) ao sr. Mortrado de Matteus na mesma emprea 
ogo cm 1584 se principiou a corromper, e alterar por um modo de que hapot- 
cos exemplos, o texto de (Camões. Os editores que depois vieram, pela maior pifii 
ou ignorantes, ou $up>'rsticiosos, seguiram osta mema estrada; o cantor dos Ii* 
siadfis cessou de faliar a sua divina linguagem, s tomou outra menos energíci^ 
servil e totalmente imprópria. e 

«Manuel de Faria e Sousa atalhou em parte esta desordem; procurou, e nSo 
lhe foi diíTicil encontrar, uma das edições origínaes (a mesma de que agora se se^ 
viu o sr. D. José Maria de Sousa) ; e não sabendo ainda naquelle tempo que boi* 
vesse outra do mesmo anno, contentouse com seguira primeira: mas comoiM" 
guiu elle? alterando-a e emendando-a em todos os lugares, que o seu pouco dtt* 
cernimento lhe fez parecer viciados: assim tirou grande parte dos erros qoe hafil 
para substituír-lhes cm menor numero outros novos, e privativamente seus: ol 
grandes créditos de que este escríptor gosou por muito tempo, foram causa de fM 
os que vieram depois jurassem todos nas suas palavras. 

«Partindo o nosso consócio de princípios totalmente differentes, sabendo ({i 
existiam duas edições ambas datadas de 1572, apezar de assistir em Paris, aooi 
estes soccorros são muito mais diíTicultosos de alcançar do que o teriam sido tf 
Lisboa, procurou elle obte-las ambas para as comparar, e ver se entre uniaeoi 
tra havia alguma diversidade; não lhe foi porém possível conseguir o seu inteiil 
pois que dois exemplares que obteve foram achados idênticos. 

«Destes mesmos tirou todo o partido possível. Caracterisou a edição que tt 



DE CAMÕES *^ 

via servir de original ; emendou-a de muitos erros typographicos com que es- 
ra manchada; fez tirar um fac simile do frontispício, e copias de alguns passos, 
e remetteu aos seus amigos em Lisboa, a fim de serem comparados com a edi- 
) da real bibiiotheca publica, para se notarem as diíTerenças, se acaso algumas 
encontrassem. ^ 

«Satisfeitos em parte os seus desejos, conheceu que as duas edições, ainda 
e parecidas, se podiam facilmente distinguir, pois só nas primeiras vinte e qua- 
» oitavas do primeiro canto se notaram uma quantidade grande de variantes; 
à excepto uma insignificante, todas as outras versavam sobre a orthographia ; 
iomo havia probabilidade que no resto da obra succedesse o mesmo, e elle náo 
desse alcançar uma confrontação mais extensa, apezar das suas repetidas instan- 
18, deliberou-se a nflo demorar mais a impressão, certo de que o texto, que elle 
blicava era o mesmo que o grande Camões tinha escripto, limpo das alterações 
Moendas, que depois se lhe introduziram. 

«Ainda que aquelle argumento pareça convincente, devemos confessar, aae 
atra a expectação do sr. Morgado de Matleus, e até mesmo contra a nossa, acná- 
» bastantes mudanças n'esta outra edição de 1572; é certo que a maior parte 
lias podem desprezar-se pelo pouco que influem no sentido, ou na cadencia dos 
nos ; e que outras sendo' emendas a erros manifestos de impressão, foram já 
optadas, e com toda a razão pelo novo editor ; mas ainda assim restam a nosso 
r alguns lugares, em que esta edição (que se pôde reputar segunda) deveria ser 
Bferida á primeira, e tanto mais, que não havendo motivo solido para pensar 
e Camões não assistio áquella com o mesmo esmero, com que assistiu a esta, 
pins versos se acham visivelmente melhorados, mais cadentes, e com melhor 
itido. 

«Por este motivo, e por pensarmos que estas variantes são da mesma penna 
poeta, sendo muito vulgar n'uma reimpressão, que se faz em vida do auctor, 
:ocar este alguns lugares que mais lhe desagradam, julgámos conveniente ajun- 
' DO fim deste relatório as variantes que pareceram mais essenciaes: assim com- 
utámos o trabalho que tanto desejou concluir o sr. D. José Maria de Sousa, e 
e não poderá deixar de ser agradável tanto a elle, como a esta academia. 

«Em quanto ao mais, a edição que lemos analysado, e que como vimos é im- 
^ssa sobre o que se reputa primeiro original de 1572, é baslantemente correcta, 
mpui^ada dos multiplicados erros que nelle a desfiguravam : só quem tem 
blicado oltras pelo prelo conhece quanto isto é difficil de conseguir, e muito 
ncipalmente quando a lingua em que se escreve é estrangeira para os compo- 
)res e impressores; assim os insignificantes descuidos que se encontram n'esta 
> serão taxados por aquelles leitores, que conhecerem que é moralmente impôs- 
el fazer melhor em circunstancias siniilhantes.» 

O relatório da academia real das sciencias, cuja parte principal transcrevi 
na, foi publicado nasMemoiias da mesma corporação scientífica, tomo v, parte ii, 
pag. xc a xcix, e depois teve uma tirageio em separado, sendo limitauissimo 
oaiero de exemplares, sob o titulo : 

Relatório da eommmão nomeada pela academia real das meneias de Ldshoa 
z lhe dar conta da nova edição dos Lusiadas impressa em Paris no anno de 1811, 
je i4 pag. 

Kste relatório, datado de 12 de abril de 1818, saiu á luz, como se vé, antes 
uppleroento, que o Murgado teve Qccasião de escrever depois, e mandou 
icentar a alguns exemplares da sua monumental edição. 

O Morgado de Matteus respondeu ao relatório acima n'uma Carta á academia 



124 



LUIZ 



real das meneias de Lisboa, publicada em 1819 no tomo vi, parte i, da tfuforiá 
e memorias, de pag. cviii a cxx. N'ella escreveu, narrando os trabalhos da im- 
pressão o revisão : 

«Quando emprendi levantar esla espécie de monumento a Camões e i 
pátria, não ignorava as difllculdades da sua exeeuçfio, e a de poder contentar a 
todos ; porém, se^'uro de eaj pregar todas as forf-as que cabiam em mim, nSo pou- 
pando nem as diligencias e estudo, nem os meios para concluir o meu trabalho, 
tinha tomado a resolução de não responder ás criticas que pudessem laier. e de 
deixar esta eilirão responder por si e por mim á posteridade. 

nNão nic pennitte o res[MMto que tributo á academia de sosteatar esta reso- 
lução, quando este sábio corpo aulhorisa de certo modo com a sua sancçâo o re- 
latório dos seus commissarios : espero pois que ella igualmente me conceda offe- 
recer-llie nljruinas explicaç^les, que servirão de juKtilicaçfio, ou desculpa dai 
partes censuradas do tneu traballio; no qual puz certamente toda a seria attençio 
e exame que elle pedia, e para o qual não deixei de consultar os livros e sabíoi • 
da nossa e desta nação. 

«Um (los essenciaes merecimentos de semelhantes ediçOes ó a correeção typo- 
grapbica. a qual presumia ter attingido tanto quanto se pôde esperar; para o 
que. alctn de ter corrigido eu mesmo as provas, lendo-as quatro e mais vexes, t 
tirando até nove folhas d*ellas, e doze das que chamam aqui múei en iraiu, fii 
imprimir de novo, com despeza considerável, nove folhas, depois de concloida 
tona a impressão, unicamente em razão de levissiinos e inevitáveis descuidei 
Não satisfeito ainda, li com vagar e altenção por duas vezes toda a obra, e con- 
serveí-a largo tempo sobre a mesa para examina-la ao acaso, e salteando-a; esô 
então comecei a sentir algum contentamento, por não liaver notado outros erroi 1 
Informado porém que em alguns exemplares tinha escapado ao impressor atrans; i 
posição de uma letra, bem insignificante, imprimi uma nova folha, que distribui 
aos que in*a pediram. Portanto, do|)oís de tal desvelo, foi extrema a minha sur 
preza, ({uaiido li no relatório as vagas expressOes, de que esta edição era bastn- 
temejite conrcta, ainda que se encontraram n'élla descuidos insiffnificanUs^qustA 
teria evitado se tivesse feito a impressão em IWtugal, e que devem ser descol' 
paveis atlendidas as circumstancias : phrases estas que dão uma injusta e triste 
idõa da sua correcção. 

nEu não allegarei quanto é di(fí<Ml evitar erros typograpliicos, diíficuldade 
esLi tão grande, que não ha urna edição dos Aldos, dos CIzevirs, dos Etienoes» 
dos Baskervilies, dos Hodonis, dos Ibarras. dos mesmos Didols, isenta de errosile 
typographia: não direi que comparem esta a quaesquer outras do poema, ou a 
todas as oltras impressas em Lisl)0;i ; mas desejarei e pedirei aos senhores reb- 
tores, que me apoiítein os erros, que encontraram, sobretudo no texto do poenu; 
porque declaro que os ignoro, assim como sei que alguns se acharão nas citações 
de authores que alleguoi nos meus escriptos. os quaes fiz imprimir, por exactidio , 
escrupulosa, com os erros exislentes nos logares originaes. 

«Não so limitou a censura a este ponto; mas accu^ou-me de ter índevià- 
mente preferido a primeira edição á segunda de 1572, não julgando importante! 
algumas variantes dnsta, contra a opinião dos senhores commissarios. De mais,« 
sobretudo estes senhores desapprovam a orthographia que adoptei, por ter qv» 
sempre deixado a antiga, por ter empregado a escusada multiplicação das Ulnh 
em particular aquella que influe sensivelmente na pronunciação dos vocábulos, fff 
ter em fim commettido um anacronismo, não escrevendo mosto, avorrecido, após- 
sento, -pdo, pêra, doens, seginulo o costume da edade de Camões, Igualmente soa 
censurado de ter escripto Calicnt, preeminência, subjugado; em logar de Ca'fOi, 
preminencia, sujugado, sem reflectir que o poeta evidentemente attendera á eufki- 
nia de uma semelhante pronuncia, (Leia-se o § do Relatório, que começa : Nid 
concordamos, etc, alé o fiin d*elle.) 

«Estas accusaçòes são de tal gravidade que, no caso de serem justificadas e 



DE CAMÕES **^ 

íondadas, mostrariam a minha temeridade em ter commettido uma tal empreza, 
e provariam quão pouco era digno de ser sócio da academia. 

«Seja-me pois licito entrar na eiplicação apologética do meu trabalho, e de 
pedir alguma atlençâo. 

«Se as duas edições de 1572 (peta primeira vez caracterisadas) tivessem 
âdo impressas com uma só e uniforme orthographia, se em todos os escriptores 
dmicos daquelie século, a vissemos adoptada geralmente, e com uniformidade, 
poderia um actual editor de Gamões, não obstante que eila fosse hoje antiquada, 
adhar talvez motivos que o induzissem a seguir aquella velha orthographia, que 
nenhum dos subsequentes editores, depois das primeiras, tinham seguido, e res- 
titni-la assim como o texto ao seu primitivo estado. Comtudo deve-se advertir 

S, iazendo-se assim, obraria o contrario do que os italianos, os francezes, e os 
ezes praticam a respeito dos seus clássicos, que elles imprimem còm a orlho- 
fiaphia moderna, ainda que bem diíTerente daquella com que foram dadas á luz 
âs suas primeiras edições. Assim todos os authores italianos do xvi século, todos 
06 francezes do século de Luiz XtV, todos os inglezes da idade de Carlos II e da 
ninha Anna, são impressos hoje com a moderna orthographia. Tenho diante dos 
meus olhos os exemplos nas diversas edições d'estes paizes ; e todo o curioso de 
hibliographias pôde verificar o facto. A razão deste arbitrio e uso parece-me 
eoDcIudente. A orthographia antiga dizem os francezes, conserva-se nos au- 
Ibores estimáveis como Montaigne, Charron, Amyot, Marot, cuja linguagem é an- 
tiquada, dos quaes não se podem tirar exemplos como de textos de língua, e que 
portanto não- são reputados clássicos ; mas os clássicos que os estudantes, os 
éseríptores modernos, os sábios nacionaes e estrangeiros devem trazer sempre nas 
mioSy e consultar a cada instante, seria muito impróprio dá-los em uma ortho- 
graphia desusada e desconhecida. O mesmo me dizia o celebre Visconti. 

«Por estas razões e com taes exemplos seria do parecer que embora Fernão 
Lopes, Gomes Eannes d'Azurara, Francisco de Moraes, Bernardim llibeiro, etc, 
eontinnàssem a imprimir-se na sua disconforme e antiquada orthographia : ainda 
diria João de Barros e Sá de Miranda, ambos criadores da lingua, ambos escri- 
ptores nunca assaz louvados, mas dos quaes algumas palavras e phrases não podem 
ser empregadas sem discrição, querendo evitar o defeito de affectação. Mas Luiz 
de Camões (superior a todos, do qual não ha quasi vocábulo, e locução, aue lenha 
envelhecido), mas o correcto e apurado António Ferreira, Diogo Bernarues, Fran- 
cisco Rodriffues Lobo, etc, estes clássicos devem, segundo julgo e segundo a opi- 
nião dos sábios estrangeiros, ser^mpressos com a orthographia moderna, quando 
as suas regras forem fixadas. 

•Se a academia tivesse completado o seu diccionario, ou publicado uma 
orthographia, se houvesse pelo menos seguido um systema orthographico uni- 
forme nas suas memorias, se em fim a nação seguisse uniformemente um methodo 
nesta parte, creio que um editor poderia, com superabundantes razões, imprimir 
os Lusíadas com a moderna orthographia, á excepção da que exigisse a concor- 
dância das rimas, porque assim mostraria um dos titules gloriosos de Camões, 
2ne sendo como disse um dos fundadores da nossa lingua, não tem quasi voca- 
qIo, ou locução fora de uso. Esta era a opinião que dois eruditos consócios da 
nossa academia me manifestaram, queixando- se de que eu não seguisse a mo- 
derna orthographia : opinião diametralmente opposta á dos senhores commis- 
sarios; o que mostra a impossibilidade de concilial-as, e de contentar ambas as 
partes 

•Aqui, e antes de. entrar mais na discussão, seja-me permittido notar uma 
eontradicção entre os senhores relatores, e a mesma academia. Aquelles senhores 
ebamam escusada a multiplicação de letras, einquanto no diccionario da academia 
letra A, esta multiplicação é empregada constantemente, segundo o exige a ety- 
rooJogia, o que me parece muito útil, e sem duvida opjnião de todo o pezo. 

• Para obrar nesta parte da maneira que se vé na minha edição tinha esta 
aatboridade, e tinha uma que tem pezo na republica litteraria, a do cavalheiro 



126 



LUIZ 



E. Q. Viscontí, archeologo o philologo bem conhecido, que deixou nella figo o 
seu luffar. 

«Na idade do nosso poeta, não havia uma orthographia determinada, eomo 
todos sahem, e como será evidente aos que examinarem e colleccionarem as doas 
edições de i57ã, pois nem concordam entre si, nem uma com outra nesta parte. 
A mesma discordância existe nos authores daquella epocha; e existe em todas 
as edições dos Lusiadas, desde as primeiras até ás ultimas dos nossos dias. 

«Ter-me-hía sido impossivei assim comprehender os senhores commissarios, 
e o que pretendiam, se elles me nfto dessem os exemplos do modo por que mais 
gostariam eu tivesse escripto alguns termos, para me accusar de uma espede de 
anacronismo e de falta de attençSo á euphonia.» 

D. José Maria de Sousa entra na comparaçSo de alguns vocábulos que em- 
pregou de modo diverso do que se encontra na ediçflo prímiti?a dos IaêMoí, 
e acrescenta : 

«Confesso que me nSo occorreu jamais ao pensamento que podia tiesitar-ss 
entre uma orthographia barbara, com todas as suas anomalias, para eonservir a 
physionomia do século, e aquella que já adoptada e usada na mesma idade con- 
vinha â nobreza e elevaç9o de um poema épico, cujo author clássico ó o único 
nosso, que tem uma reputação europea. Surprendeu-me tanto mais a eensnn 
que me foi feita, pois tinha conservado em muitos termos a orthographia que 
indica suflicientemente aquella época, sem desfigurar o poema, o que nio roa 
evitou esta critica, e deu motivo ao mesmo tempo a outros consócios illustresde 
me culparem do níTectação quinhentista: donde concluo (jbe em vão poderia ten- 
tar a empreza de conciliar tSo diversas opiniões, ainda auando como o padn 
Thom.1s de Aquino confundisse todas as orthographias de todos os tempos. 

«Quanto ás variantes da segunda edição, eu tinha obtido, pelos meus amigos 
de Lisboa, todas as que os senhores relatores ajuntaram ao seu relatoría Se ii 
não adoptei na minha edição foi por jul^a- las inferiores ou insignificantes» eattrí- 
bui-las ao impressor e não a Camões. Não as publiauei então, por estar em du- 
vida se as tinha colligido todas, e por não querer aar em meu nome o que nio 
tinha eu mesmo verificado. 

«Pordoem-me os senhores commissarios, mas enganam-se quando adiantam 
que, contra a minha expectação, estas lições varias são bastantes (o que entendo 
por numerosas c importantes, se não me engano) e mais do que eu suppunha; 
pois conservo a mesma opinião que são mui poucas aquellas de algum valor, e 
as outras insignífícaníles, ou emendas de erros typograpliicos, ou correcções ab; 
surdas, feitas por outrem que o nosso poeta. Não me desdigo pois do que adiantei 
na nota 1.* da advertência, antes presentemente o aífírmo com mais fundamento, 
por terem fim obtido e colleccionado com severa attençãoas duas edições. Ajaoto 
aqui o resultado deste trabalho, que fiz imprimir como supplemento á 1.* nota 
da minha edição. Nesta dou as razões por que prefiro a primeira á segunda, sendo 
provável que a primeira fosse impressa sobre o manuscripto dado por Camões, 
e sendo evidente que todas as mudanças e alterações, que se vêem na segunda, 
não podiam ser obra delle. Não existindo o seu manuscripto, nem fazendo aotbor 
algum monção de o ter visto, como se ignora aliás se elle o fez imprimir por saa 
conta, ou se o vendeu, tudo que se pôde discorrer sobre esta matéria reduz-se a me- 
ras e vagas conjectiu'as, tanto mais que só muito tarde, depois da sua morte, 
Manuel de Faria soube e fallou das duas edições, somente agora caracterisadas.» 

Scgue-se a indicação das variantes (pag. cxvii a cxx), em numero de deie- 
nove, exceptuando a do canto iv, estancia 71, pois ambas as edições dão o verso 
de igual modo, e termina assim : 

«Dei á academia as minhas razões para rejeitar estis lições varias da segunda 



DE CAMÕES **^ 

}So, parecendo-me todas ellas prova evidente de que Luiz de Camões não fez 
íB mudanças, indignas d'elie, pela sua trivialidade, quando se nSo achem outras 
Oes ainda mais ponderosas 

•Por ultima escusa, o que posso segurar á academia, é que estudei com 
nior desvelo e assiduidade os Lusiadas durante quatro annos, examinando todas 
edições que pude ajuntar, procurando nas difficuldades a assistência e conse- 
B de litteratos de maior distincção, e sobre tudo do cavalheiro E. Q. Visconti, 
i me honrava com a sua amisade, e que approvou o meu trabalho, e o sys- 
ia orthographico que tinha adoptado. Conservo religiosamente estas suas cartas. 
I duas academias quando perderam tâo illustre socip exprimiram a magua e 
itíroento desta perda nos termos seguintes. L'Europe savante toute entière par- 
era nos regrets et répétant noi plaintes redirá avec nous . . . quando ullum tn- 
dent parem.J 

•Desejarei por honra do poeta e da naçSo, que outros façam mais e melhor, 
empenharei mesmo os senhores relatores a darem essa collecçâo escolhida das 
•sias de Camões, onde podem estabelecer a orthographia com que de futuro 
rem ser impressas as obras d'este insigne poeta. 

• Rogo respeitosamente á academia de dignar-se conceder-me o favor de re- 
ir esta apologia ao relatório que intenta imprimir. Julgo nâo possa recusal-o ao 
ft tem a honra de ser reverente seu consócio, D. José Maria de Sousa.» 

NAo tem data a carta apologética, de que deixei transcriptos os principaes 
ebos. Supponho, porém, que seria escriptá no segundo semestre de Í818, visto 
referencia aue o moreado faz em supplemento á primeira nota da ediçSo mo- 
mental, e ali está a data de Paris, junho de 1818. 

Será mui difficil reunir hoje as apreciações que, no estrangeiro, fizeram ao 
kbalho do Morgado de Matteus. Parece-me, todavia, interessante para os leitores 
*8le DieeionariOj e útil para os que se toem dado aos estudos da grande obra 
Camões, com o auxilio dos documentos que vou encorporando n'este processo, 
lixar aqui mais algumas peças. No fragmento de uma publicação feita em Ge- 
bra, cuja bibliothcca fora enriquecida com um exemplar ofTerecido por D. José 
iria de Sousa, depara-se-me extensa noticia da monumental edição. Este fra- 
oento, Mélanges, íoi guardado por Norton nas suas miscellaneas camoneanas, 
sumidas em numero, porém valiosíssimas na qualidade. Ahi leio : 



«Peut-étre ne devroit-on dire qu'une nalion existe, que lorsqu'elle est ani- 
ée par un sentimeut national, que lorsqoe tous ses meníbres s associent dans 
1 méme amour, un méme enthousiasme, de mémes souvenirs ; que torsqu'un 
léme nom, un méme symbole, une méme image font battre le coeur à tous les 
Mnpatríotes. Les petites passions de la vie, les petits intéréts de Tégoisme tra- 
aillent sans cesse à détruire cet intérét national; Tanéantissement des nations 
at arrivé, lorsque chaaue individu ne voit plus que soi, ne s'émeut plus que pour 
oi, ne sacrifíe plus qu à soi. 

•Descartes a dit : je pense, donc je suis, et sur ce premier fait reconnu il 
i cherché à élever tout son système métaphysique. De méme en politique on peut 
lire, nous senlons en commun, donc nous exisions; car toute nationqui reconnait 
^ elle ces sentimens sympathiques, peut regarder Tavenir avec confiance ; elle 
i'e8t pas morte, elle n'a pomt bnsé le lien de son association, et ses citoyens ne 
^t point incapables de faire de grandes choses en sacriíiant leur intérét per- 
lonnel à celui de leur palrie. Beaucoup de nations entièrement dégénérées ne 
:ODnaissent plus ce sentiment, beaucoup d'erop)res, formes par une association 
Qiladroite de provinces sans rapport les unes avec les autres, ne Tont jamais 
prouve. Mais lorsqu'il existe quelque part, peu importe à quoi il se rattache, Té- 
ncelle est toujours également précieuse, il faut également la préserver, puisque 
est à elle que Ton pourra rallumer un jotir le flambeau de la gloire. 



128 



LUIZ 



•II y a quolque clioso de singuliòrement toachani dans cesentimentnitk»il 
]orsqu'il a pour objet la poésie; après qu'une natioii a perdu toute existente po- 
iifiquc, il ne lui reste plus en quelque sorte en propriéle comniufie que les che&* 
d'ceuvre de ses grands hotinnes ; aussi plus elle s'attache à leurs noins, ptus elie 
grave leurs vers dans sa ini^moiro, et plus elle est digne de vojr un jour leurs pa- 
reils renaitre chez elie. Tel est le stMitiment avec ieiiuel les Portu{?ais porleut le 
Cainoens dans leur cueur ; 11 est sacro íi leur yeux coinme un poè'le sublime, et 
plus encore comme un ^M-and patriote; tous les litres de gloire des Portugais se 
trouvent reunis dans ses Lusiades; c'est à Ia mémoire de ses coiupatríotes qo'il 
a consacré son gtMiie, pour leur eriger le plus adniirable monunaent; aussi len- 
thousiasnie des Portugais pour le Camoens, réunit tout ce qui ueut toueher ks 
C(jeurs généreux, tout ce qui peut exciter une noble syinpathie. Co ifest pasaen- 
lement une haute adiniratiun pour de grandes beautés poétiques c/est encore une 
profonde reconnaissaiice de la nation envers celui dont la \ie entière fut consa- 
crée h, sa gloire, c'est un souvenir réiigieux de ces jours de trioaiphes, dans les- 
quels le Camoens non nioins guerrier que poete avait conibattu avant de chanler 
la víctoire; c'est un doiiloureux regret pour une puissance, pour une grandeur 
qui ne sont plus ; ce sont entin lant de sentiinents sacrés, que la critique redouk, 
pres4]ue comine une profanation, d'examiner celui qui en est Tobjet. 

«L*édition du Camoens qui vient de paraitre sous lesjpresses |le Mr. Finnk 
Didot, et par les soins de Dom Joseph Maria de Souza Botelho, est en roéme 
temps un éclatant témoigna$re de cet enthousiasme national, et un noble bom- 
mage rendu par un homrne distinjjué aux sentiments de sa patrie. 

«L'art typographique depuis son invention n'avaít probableinent rien produit 
d*aussi parfait que cetle magnifique édition des Lusiades. Mr. Firmin Didot, dójà 
si connu par les progn>s qu'il a fait faire à son art, s'est surpassé lui-m^me dans 
ce superbs ouvrage : Tadmirable beauté, la netteté, la purelé des caracteres, le 
goút dans la distriliulíon des letlres et des espaces, Ia uiagníficence du papier, 
Tégalilé ])arfaite dans la lointe de Tencre, font de chaquepageet surtout de eiu- 

ue titre un beau dessin qui charme les yeux, avant qu'on songe à y chercber 

es pensécs. 

«Un grand peintre, Mr. Gérard, a entrepris Ia direction des donze gravures 

ui oníeiít le frontispícef la víe et le comniencement de chaque ctiant. II les a 
áit exéculer sous ses yeux [lar les plus habiles arlistes, et il a si heureusemenl 
choisi les sujets, il los a si bien enchainés les uns aux autres, qu'ils présenteot 
aux rógnrds ronsemble de cette Epopi>e. Jamais de si belles gravures n*avaient 
étó attachécs ii un poeme, jamais lous les arts reunis n'avaient concorru à elever 
un si beau monument au |)oete favori de tout un peuple. 

«L'édition des Lusíadas a étó le rt^suilat d'un grand dévouement pátrio- 
tique. Elle ne será poiíit mise en vente; le noble (Hliteur la destine toute eniièn 
aux grandes bibliottiòques de sa patrie, soit cn Europe soit dans les deux Indes, 
aux autres biblioth(>(]nes célebres, et à quelífues amis. Mais il n'a pas seulemeot 
consacré une sornme trés-considérable íi élever ce monument au Camoens et àsa 
pátrio, il a donné quatre ans de sa víe au travaíl le plus fastidieux, le plus íáti- 
gant, pour révoir les éprouvcs avec une allenlion inconcevable. 

«Le travaíl ordinaire de la correction ne peut donnor qii'une lri'S-faible ióit 
de celui quVxige un livre imprime dans une langue étrangòre et que n'entendeDl| 
ní los composi leurs, ni le prote. Mr. de Souza devait suppléer à tout par si pa- 
tience, et seuI il a pu y réussir. . . » 

O artigo, que é assignado com as iniciaes S. S. L, occupa dez paginas (i i 
10). A parle, que transcrevi acima, corre de pag. 1 a 4. As restantes 6 contden 
um extracto da advertência do Morgado de Matteus, e um trecho da vida de Ct- 
mões traduzido do trabalho d'esso illustre editor. 

Pela mesma epoclia saia da oUlcina typograpbica de Vincenzo Forrario, de 



a: 



DE CAMÕES ^^^ 

asio, uma folha impressa em papel azulado, sob o titulo 11 conciliatore. Foglio 
knlifico-íetterarío, e datado Giovedi 3 setlembre 1818, Num. 1. primeiro ar- 
|0 é dedicado á edição do Morgado de Matteus : 0$ Lunadas, Poema épico de 
mt de Camoens, nova edição, correcta e dada a luz por Dom Joze Maria de 
ntsq Botelho. — (Un vol. in foglio, Parigi, dai tipi di Firmin Didot, 1817.) 

D'e8te artigo copio os dois seguintes paragraphos : 

«Un signore portoghese, distinto non meno per la vastilA delle sue cogni- 
gdí e Tdltezza dri suo carattere, che per la nascila, dopo aver corso con onore 
iríngo diplomático erappresentato il suo sovrano presso le corti di Copenhagen, 
[ Laiidra e di Parigi, ha ora consacrato parecchi anni d'occupazione e una parte 
kg^ardevole delle sue ricchezze ad innalzarc un monumento ai poeta, a cui i 
101 compatrioti riferiscono tutta Ia loro gloria nazíonaie. Dopo aver terminato, 
«diante assidue cure, un'edizione deirenopea dei Camoens, la quale si può con- 
derare come la piú magnifíca opera ene Tarte típografíca abbia mai prodotta, 
Tha inviata in dono a tulte le pubbliche biblioteche d'Europa, a tulte quelle 
^1 Brasile e deirAmerica, e sino alie estremità delle Indie e deila China. Ha yo- 
ito che in ciascuno di quegli empori delle arti e delle lettere, il poema conser- 
itore delia gloria portoghese fosse riguardato quasi un tesoro che tanto piú gelo- 
imente si custodirebbe, non polendosi surrogargliene un simile ; perciò non ha 
>nsentílo che pur un essemplare di questa edizione venisse posto in comercio, 
í può ottenere dalla sua generosilà, ma non si può comprare. 

•II Camoens. . . nè con una pieira fu segnato, nel pubblico cimitero, il luogo 
slb sua sepoltura ; e il piú grand'uomo che abhia prodotlo il Porlogallo non 
cevette una testimonianza di gralitudine da quella pátria che egli avea coperta 
i gloria. II sig. di Souza volie riparare quella grande ingiustizia nazionale con 
a alto dei piú pio entusiasmo; m nome delia sua pátria, quantanque col suo 
uiaro partícolare, egli ha eretto un monumento ai Camoens, e nulla ha rispar- 
liato onde queiresimio lavoro fosse degiio e di essa e di lui. 

«Dopo auei lavori preparatorj, il sig. di Souza si rivolse a Firmin Didot, il 
iú distinto ae'lipografi francesi ; e questí, come il nostro Bodoni, hasaputocon- 
ii^ere alia parte meccnnica dei suo lavoro tutlo il gusto delParlista e tutte le 
dgnizioni dei letterato. Ha fuso peri Lusiadi un nuovo carattere, il piú perfetto 
be sia uscito delle sue ofiicine : la magnifícenza delia carta, Teguagiianza deli' 
Bchiostro, la nitidezza ammirabile delia stampa, sono slate proporzionate alia 
lellezza dei soggetio, c Topera è stata rívedula sulle prove con una diligenza si 
trupulosa che tinora non vi si ò potulo scoprire un fallo. 

«Gérard, il primo pittore delia scuola francese, ha assunto di dirigere le 
laclMoni che in numero di dodici ornauo quella edizione; sono degne perla loro 
bellezza dei nome celebre che portano. Staccate íncibione possono venir loro pa- 
ngooate, ma niun libro ancora era stato adorno di quadri si egregi. . . » ' 

O primeiro artigo que saiu nos Annaes das sciencias, das artes e das letras, 
Wblicados em Paris, sob a direcção de José Diogo de Mascarenhas Nello, foi no 
OQio II (outubro de 1818), ao apparecor a edição monumental do Morgado de 
hteus. Na. parle segunda d'esse tomo, de pag. S'h a 86, sob o titulo Noticia da 
Ueratura portugueza em paizes estrangeiros, liVse. 

«Em um século em que a razão e a philosophia tem feito tâo grandes pro- 
essos, não podia a litteralura deixar de as acompanhar, e era quasi impossível 
e os bons talentos que n'este «eculo a cultivam deixassem de levantar novos 
Irões ao merecimento do nosso primeiro Épico. 

<rO mais sublime de todos os que se lhe tem consagrado é por certo aricae 
[a edição dos seus Lusíadas, que publicou o anno passado em Paris um portu- 

9 



*»> LDIZ 

guez dislincto pelo amor das letras e da gloria nadonal. Era devida a CaroOes uma 
ediçáo que, pela belleza das estampas, e pela da execaç2o (ypographica foãse di- 
gna da majestade da acçflo do poema, e da riqueza do talento do auctor. e na 
qual o buril ligeiro do artista rivalisasse (se tanto é possível) com o pineeí rieo 
e variado do poeta. 

«É para sentir que o philologo portuguez, que não se poupou generosamentA 
n'este trabalho nem a fadigas, nem a despezas, não podesse conseguir ter presen- 
tes todas as edições interesi^antes, a fim de consagrar nos mais nitidca e belloi 
typos, o mais genuino texto daquelle poema. 

a>S'uma obra de tal natureza a ortbograpliia é uma parte easencial, a varie- 
dade e incerteza em que a nossa tem sempre fluctuado, é uma consequência, e 
uma prova de aue a nossa lingua ainda não está fixada. A orthographia que se 
adoptou n'aquella edição não nos parece conforme em alguns ponlois com os pría- 
cipios mais análogos ao génio e origem da lingua, matéria que nos propomos des- 
envolver em uru dos seguintes tomos dos nossos Annaes; mas deixando ao b^ 
nenierito editor a sua opinião, o que ó mais para sentir é que, independentemeote 
d^ella, ainda alguns erros typographicos escapassem ao seu desvelo. Infeliz con- 
solação, e triste desengano para todos os que são forçados a imprimir I 

«Sobre o texto d'esta bella edição está o ceh^bre impressor Didot preparando 
outra : e alem da que se publicou em Paris de todas as onras de Camões em 181^ 
acaba de apparecer já este anno uma nova impressa em Avinhfto; o que todi 
prova a devida admiração e estima que os verdadeiros sábios continuam josti- 
mente a ter por este distincto poeta. 

«Depois do mais bello monumento erigido á gloria de Luiz de Camões por 
um digno nacional, devemos annunciar, como não menos gloriosos paraelle,oi 
que lhe consagram actualmente os e>trangeiros. ..» 

Segue-sc etTectivamente (de pag. 86 a 87) uma indicação das versOes da obn 
de Camões, que tinham saído do prelo, ou estavam prestes a sair, em Londres o 
Paris. Flste artigo finda com outras informações litterarias a pag. 89 com a asa- 
gnatura C. X. (Cândido Xavier). 

No anno seguinte, abril do 1819, appareceu na parte primeira Resenha onf* 
lytica do tomo iv dos mesmos Annaes das sciencias, das aHes e das letras, uD 
extenso artigo critico a propósito da nova edição dos Lusíadas, em 8.^ segundo 
constou dirigida e ampliada nas notas pelo Morgado de Mat teus, posto que algooi 
attribuisseni essa direcção a Verdier. Corre de pag. 3 a 37, e tem as iniciaesF. 
S. C, que são de Francisco Solano Constâncio. 

O iim principal do auctor foi analysar a nova edição que vira a luz em Pi- 
ris e que o Morgado («olíerecia ao publico revista, correcta e até acrescentada, u* 
lida mas de preço accossivel», porém, antes de entrar na critica, que promettei 
ser desenv(>l\ida (e é com etreito) Constâncio louva D. José Maria de dousa pdo 
seu nobre empreliendiniento, reconhecendo e apontando os erros dasuaediçio« 
grande; confessa, todavia, que ella é mui superior em merecimento Utterario, astiâ 
como sem contradicção o é em luxo e conecção typographica, a quantas téem apft 
recido. E escreve mais : 

«Muito bem merece da pátria o cidadão que, zeloso da gloria nacional, e in* 
dignado da injustiça dos antepassados, procura de algum modo apagar a macuB 
indelével da ingratidão com o que os maiores tantas vezes acolheram o génio o 
mais sublime, o talento o mais prestante. Poucas nações foram mais ingratas qoi 
a nossa, para com os varões iliu>tres que a serviram, honraram, e att^ ingrata! 
amaram; e entre todos elles nenhum foi tão maltratado dos seus compatriota 
como. Luiz de Camões. Triste condição humanai . . . 

«... Taes monumentos, posto que de nada sirvam aos mortos, podem talvei 



DE CAMÕES *31 

r aos vivos, se, envergonhando as naçOes da ingratidão dos maiores, as 
a nfio commelter para com os contemporâneos o qae tão asperamente 
I nos antepassados. Se d'elies não transluz esta lição, então nada roais 
rãos padrOes de vaidade com que debalde orocuram os seus auctores 
menoscabo que fazem do mérito desvalido aos vivos, affectando tanto 
neração para o engenho dos mortos. 
) faltam por certo exemplos de insignes varOes portuguezes ainda existen- 

poucos annos fallecidos, que viveram vida pobre e arigustiada : talvez 
uns d*estes nas idades futuras se erijam ainda mausoléus, quando em 
les recusou até o que por direito lhes pertencia! 
iculpe-me o editor de Camões estas dolorosas e patrióticas reflexões, que 
tie apptico, nem lhe são de maneira alguma applicaveis. O sr. D. J. M. 

é Ião conhecido pela nobreza de sentimentos, como pelo seu profundo 
do pequeno numero d*aquelles homens, de quem se pôde afoutamente 
]ue, se fora coevo de Camões, nunca a nossa nação carecera de quem se- 
»ois expiasse a culpa dos portuguezes contemporâneos d'aquelle egrégio 
m da rica e explendida edição dos Lusiadas ornada de primorosas es- 
lebuxadas e abertas por insignes pintores e gravadores de Paris, creio 
'. D. J. M. de Souza se deve também a primeira idéa do monumento. se- 
que se projecta erigir em Lisboa em memoria de Camões, no mosteiro 

um pezar me fíca, e é aue, em tão sumptuosa e magnifica obra, desti- 
) seu editor a ser dada de mimo ás universidades epnncípaés bibliothe- 
só de Portugal mas de toda a Europa, e a ser oíferecida ás pessoas da 

consideração, com o intuito de perpetuar e ampliar a gloria da nossa 
(o haja, além do texto do poita e do trabalho litterario do editor, uma 
que portugueza seja. Ora, sem menosprezar os artistas que contribuiram 
sear a obra, creio que tanto nacionaes como estrangeiros teriam visto 
facão, que na pátria de Camões ainda hoje não estavam inteiramente ex- 
} artes. Oeio, pelo menos, que um ou dois debuxos do sr. Sequeira, e 
i dos artistas seus collegas, bem poderiam ter fígurado a par dos dese- 

adornam aquella bella edição.» 

li em diante, Constâncio expõe o plano do Morgado de Matteus nadirec- 
ia obra em honra de Camões, e, como se diria em phrase moderna, analysa 
Tocessos, e nota as contradicções e os erros em que, segundo o seu modo 
icorreu o illustre editor, comparando alemãs aífirmativas e passagens 
» monumental com a seguinte edição em 8.° 

omo y dos Annaes citados, de pag. 47 a 102, Constâncio publica o se- 
tigo d'elle acerca dos Lusiadas. Não é menos interessante que o primeiro, 
1 o julgo digno de menção especial. N'elle declara que, tendo examinado 
jição dos Lusiadas pelo que respeitava á pureza do texto e escolha das 
ora passava a consiaerar o systema de orlhographia que o editor ado- 
quanto ao poema de Camões; posto não fosse intenção sua discutir a 
questão da orlhographia portugueza. 

alguns dos argumentos de Constâncio (pag. 49) : 

[orlhographia) de Camões, apesar das suas anomalias, pouco diflere da 
ão havendo talvez um único som usado n'aquella época que não se en- 
) dia de hoje na capital ou nas provindas, nas classes instruídas ou na 

-ece pois, á primeira vista, natural e mui simples reimprimir Camões 
a orthograpliia, como tem feito todas as nações a respeito dos seus cias- 
igos. Em geral todos os «editores se tem esmerado em conservar a ortho- 



132 



LUIZ 



graphia dos auctorcs, tanlo em razSo da pronuncia antiga, comopo 
rarein estos inonumeiítos das modllicaçúes que cada liiigua tem sof 
vãmente. E com eíTiMto, mudar a orthugrapíiia de uiu poeta antigo, 
guint(; alterar a maneira com que elle recitava os seus versos, é tra 
harmonia, o rliytliino, e tanto monta a meu ver, como se um liabila 
imprimisse Lopes de Wga com orlliojzraphia gallega. 

«1'ori^m isto que eu proponlio, e de que podéra citar exemplei 
tranlios. não concorda com a opinião do sr. D. J. .\L de Souza, nen 
a do maior numero dos editores modernos de Camões.. •« 

Pag. 08 : 

• A meu ver, imporia pois muito conservar em uma edição c 
mOes a oillio^rapliia i\ue lhe é própria, como se tem praticado 
antigas ordenações, como se acaha di; fazer com as cartas de Jcrou 
co[ito fazemos com o manuscripto de Fernão de Oliveira. As ohr 
clássicos iiAo s/» se reconnneudam peio merecimento intrínseco, ma 
monumiMitits da lingUH que servem a marcar as suas épocas de inf 
e de decadência, e a origem d'onde procede a maíur ou menor Las 
outros idiotnas llio fui enxiTtada. Se o systoma do sr. D. J. M. de 
prevalecido ha meio século, n;lo teria a mocidade de nossos dias lid 
antigos, pêra, peiv, nlinuil, nem teria sahido que os antigos escreve 
iuerv.ee, feo, reiítha, ho, buo, escuiíar; e d'aquí resultaria, que não 
lingua ({lie fatiaram os antepassados na época áurea das letras em 
tão pouco durou, e que foi seguida por uma tão prolongada e de 
dencia.» 

Pag. GO para 61 : 

■ 

«... Nilo obstante tudo o que acabo de ex]K)r, aíTouto-me a 
; lingua portuíiueza, qual lioje vulgarmente s<í escreve e falia, sendo 11 

valentia á dos nossos antepassados, apenas lhe leva vantagem em 01 
' em pronuncia. Os vicios dVsta são innumeraveis na capital, até ei 

as mais cnllas ; não faltam nas províncias, e no Drazil não tem 

tliogra|)lii.i não r menor a confusão. «' cada dia vae crescendo por t; 
;. creio jmkIíM" siishMílar qin' não «Ta njaior em vida deílanjões. n^'nl i 

mediatos. Quem deitar os olhos sobre as e(li«;nes de P. Cnushceck, 
'2i llior iíii[)n'sS' r d^uiuell^s (enipos, vui l*ortugal, v<t;í que ha nieno 

i na sua oitli(»;-Taphia do que se cn\ e (|uo o iiumIo de csrj-fvcr. ent 

mente em uso tanlo j)elo que tora a l«'lras como a accrnlos, não > 
'"í herenlí' que o de nuiilos escriphirrs hoj«» cm dia. 

^ '-Por todas estas razõr-s concluo, (jue dovcm os clássicos anl 

mcnie os po(?las. e d"elles mais (|up todos Camões, rcimprimir-se c 

pria orlho^iaphia, emendando n'ella tó o (jue manifesta e incontfS 

erro lypographico." 

Xa pag. DO para Dl : 

«•A vida que o sr. I). J. M. de Souza nos dá do nosso maior | 
interessante, s<í bem que mui poucos factos no\os ajunte aos já coi 
falta quasi total de documentos relativos a (>amões. O sábio editi 
pouco (|ue nos transmiltiiam íís conteni()oraneos do p^eta, Dinj: 
Manuel Correia, e <lo mais (|ue P«'dro de Mariz, Manuel Severim lU 
jmel de Faria e Souza trinta ou ([uarenla annosd»'pois nos ileram p 
como nun" bem diz o editor. Pela critica, porém, coni que aprovcil 
mos materiaes. aclarou alguns pontos iml)ortan^^ís da vida do poeta 



DE CAMÕES *^^ 

•O que faz esta vida verdadeiramente digna de elogio, é a patriótica, honrada 
e enérgica indignação com qae o illuslre e sábio editor invectiva alguns contem- 

Kaneos de Camões, indignos do nome porluguez, e das honras e titulos que avós 
eméritos lhes liaviam grangeado, e que não só desdenharam ns sublimes pro- 
docções do vate egrégio, mas que até insensiveis ao seu exaltado patriotismo, 
singular esforço, e ao sangue em tantos combales derramado pela pátria, o mal- 
tntaram e perseguiram emquanto vivo. . .» 

Na pag. 98 : 

• Pelo que toca á correcção lypographica, já disse que esta edição é a mais 
bem impressa e a mais correcta que até ao dia de hoje se tem feito dos Lusíadas; 
tem comtudo, alem das cootradicçôes em orlhographia já apontadas, e outras im- 
pmfeições systematicas, erros typographícos indisputáveis, dos quaes tenho já 
: jDsrcado perto de 70, que commuiiicarei a M. F. Didot para que, na edição este- 
féotypada que projecta imprimir, os faça desapparecer. 

•Em summa, merece grande louvor o sr. D. J. M. de Souza pelo seu patrió- 
tico trabalho, o qual será de grande utilidade aos futuros editores dos Lusíadas, 
, ainda que não haja delle resultado uma eJiçao tão clássica ernauanto ao texto e 
á orthographia, como era de esperar de editor tão douto, tão laborioso, e que se 
nio forrou nem a despeza, nem a trabalho para erigir um digno monumento do 
yate nacional que elle tanto admira, e que tanto merece ser admirado.» 

Em resposta ao que Francisco Solano Constâncio escrevera nos AnnneSj o 
amigo do Morgado de Matteus, Bento Luiz Vianna, lançou á publicidade a sua 
Breve resposta á critica da nova edição dos LUSÍADAS publicaíla em 8." n'este 
isnno, por Firmino Didot, etc. P.iris, na oíBcina de P. N. Ilouj^eron, 1819. 8.° de 
36 pag.— Tem no fim a data de 26 de junho de 1819 e no P. S. a de 12 de julho 
do mesmo anno. 

Em primeiro Jogar, defende o editor da monumental obra do propósito, que 
lhe attribuíra, de que a edição em 8.°, então posta á venda, serviria de certo modo 
para compensar as despezas da primeira, e assim se esbulharia o Morgado de Mat- . 
íeas «da gloria, qun lhe proviera de levantar á nação porlugueza tão perdurável 
moouroento». É prosegue (de pag. 2 a 5): 

«Desde a sua mocidade, o Senhor D. J. M. amante e enthusiasta de Gamões, 
lastimava tão grande homem, que raro em virtude e merecimento, só dos seus 
eontemporaneos obteve despresos, ingratidões, injustiças, crueldades, exílios, to- 
das as desgraças emíim, todos os tormentos, com os quaes luttando paciente o 
Tarâo virtuoso, oiTerece aos Deozes o digno espectáculo que os contenta.* Mas no 
meio d'essas pezarosas rellexões, o ap.'iixoi)aJo do Luso Homero, projectou pa- 
gar- lhe o tributo da sua admiração, e reconhecimento, ofTertando aos seus com- 
patriotas, e mesmo aos diversos monnrchas, e livrarias estrangeira.*, o texto do 
seu magnifico p03ma, magnificamente impresso. Por vai ias occnpações a que longo 
tempo se entregou no serviço do Soberano, só na sua vida retirada [)oude o Se- 
nhor D. J. M. reali«ar os seus bons desejos: e como reside em Pariz, escolheo 
esta capital, onde tanto florecem as artes, afim de que se dessem as mãos a su- 
blimidade do poema, a belieza typographica, a perfeição do desenho, e a delica- 
deza do buril. Mas o deparar-lhe a ventura um Firmino Didot, um Gerard, artis- 
tas tão hábeis, tão distinctnmente conhecidos, dá azo ao critico de blazonar de 
patriolit;o, desejando que' pelo menos um ou dous desenhos do Senhor Sequeira 

* S£.N. Logar mui coiili<?ciJo. 



i34 



LUIZ 



adornassem aquetta bella edição. Longe de nós desconhecer o mérito do Senhor Se* 
queira; mas estando o nobre editor em Pariz n'um tempo, em qae a guerra bnloi 
paizes assolava, havia grandes meios de obter de Lisboa esses desenhos? E dado 
que os houvesse, onde iria parar a unidade de concepção, a ideatidade de estilo^ 
absolutamente necessárias nas artes de bom gosto ? A Academia Real das Scien- 
cias de Lisboa nâo foi táo patriótica no seu relatório : ^ não se lembrou de que po- 
derá reinar uma grande harmonia, e unidade, entre desenhos executados, uns em 
Pariz, outros em IJsboa, e outros talvez no Pará, ou na Chiua. Quanto mais qoe 
o affago, o excessivo disvello com que o Senhor D. J. M. trabalhava n'esli edi- 
ção, carecia ter presentes os artistas, para de toda a sorte os animar, ser-Ihes 
guia nos seus planos inventivos, e por si ofesmo observar os progressos, que cada 
um fazia na parle que lhe tocava. 

«Uir.a das grandes objecções do critico (chamamos-ihe grande, porque a I]^ 
pete muitas vezes) é que o Senhor D. J. M. não vio a segunda edição de Í579,nem 
as duas de Lyra ae 1ÕS4 e 1595. Sobre esta objecção diremos, que o maior defeito 
da critica do Senhor F. S. C, é ser inteiramente feita sem o cabal eonheeimenlo 
da matéria, e só pelo (|ue apprendeu da advertência e notas do Senhor D. J. M. 
A não confessar este ingenuamente desconhecer as sobreditas edições, nuna o 
critico o advinhára, pois nem conhece as primeiras de 1572, nem alguma das di 
Manoel de Lyra, o que se conclue evidentemente, quanto ás de Lyra, desta pas- 
sagem : He verdade qne o Senhor D. J. M. tem em seu poder um exemplar da 3' 
edição de Manoel de Lyra com os commenios de Manoel Corrêa, amigo de Ca- 
mões, a cujo rogo as compôz, publicado á custa de Estevão Lopes em 1537. O crí- 
tico engana-se : a edição de 1597 não contém os commentos de Manoel Gorm, 
só impressos em 1613. As duas de lo8i e 1591 não deelárâo no frontispicio t^ 
retn sido feitas pelo original antigo; nenhuma tem privilegio, o qual se acha sé 
na 1597, etc, ctc. A desordem que reina em toda a critica, e a qual não qoiíé- 
ramos imitar, nos força a responder de uma vez ao que nos resta ainda das prí* 
meiras 18 paginas do 4.° volume dos Annaes. 

• Estava o Senhor D. J. M. persuadido que, ao menos, a primeira ediçfo de* 
via ser fnita pelo M. S. de Camões, e visto não constar que o poeta desse a pre- 
ferencia á i.*y que em muitos lugares emenda a primeira, resolveu-se a seguir o 
texto da ediçío princeps, conservando, escrupuloso, tudo o que lhe não pareci» 
ser erros iinuif^slos de impressão, os quacs prulente corrigio com os mais edito- 
res. Ora so o Diccionario da Acidemia (e n;lo de um critico) dá a preferencia is 
primeiras ed. do 157â. \i)áh o S»^iih)r D. J. M. escolhtT um melhor modelo do 
que a ed. princpps, a qual deve infallivelmente ser a mais conforme ao M. S. do 
nosso poeta? Era absolutammte necessário coteja-las, a 1.' e 2.* (diz o critico); 
sim, conferio-as; uma vivi correspondência com o Visconde da Lapa, e com o 
Coronel Anastácio Joaquim Rodrigu»^z e António Ribeiro dos Santos, o instruio 
das lições diversas da z.*, que existe na Bibliothoca Real de Lisboa. Donde véu 
que os votos do critico, n'esla parte, forão satisfeitos. . .» 

D'ahi om diante. Bento Luiz Vianna analysa, mais vigorosamente, e náoseii 
alguma phrase mais áspera para Constâncio, o artigo dos Annaes, a que responde, 
defendendo o modo como, sob o aspecto litterario, o Morgado de Matteas Oien 
a sua edição. 

Ainda com referencia ás edições do Morgado de Matteus foi, em 1826, pu- 
blicada uma 

Lettre á VAcadémie Royale des Sciences de Lisbonne, sur le texte des L««a- 
des. A Paris, chez Treuttel et Wurtz, libraires, rue de Bourbon, n» 17; à Slras- 

' S^n executadas (as estampas) em geral sobro um desenho, e por um baril qae fai honra aos Me^ 
trcs que as desompenhárãio. 



DE CAMÕES *^^ 

* 
irg et à Londres, méme maison de commerce. 1826. 8.<* de 4 íd-77 pag. — O 
lio do ante- rosto é : Lettre $ur le texte des Lwiades, No verso d'este : Imprimi 
I Paul Renouardj Rue Garandère, n" 6, No íim do opúsculo vem a assignatura: 
Min, $ous'bibliothécaire de l'Univer$ité de Fraiice, e a data: «Paris, le i5mars 



No estudo de Mablin não só é analysada a nova edição em 8.° publicada em 
19 sob a direcção do Morgado, mas também o auctor se demora em responder 
ITíanna em a sua controvérsia com os redactores dos Annaes. 

A esta serie de testemunhos juntarei os que se me depararam no tomo ii da 
\lwia dos estabelecimentos scientificos, litterarios e artísticos de Portugal, pelo 
eunselheiro José Silvestre Ribeiro, o qual tratando de pag. 324 a 334, da obra 
oumental do Morgado de Matteus, copiou, traduzidas, as três cartas em (jue 
d. de Sousa, esposa d'aquelle nobre portuguez, communiciva á sua intima 
iga, a condessa Albany, viuva de Carlos Stuart, algumas observações acerca 
figanteo e despendioso einprehendi mento, e da distribuição da nova edição dos 
U€ula$. Com a devida vénia transcrevo em seguida da obra citada as três car- 

PRIMEIRA CARTA DE MAD. DE SOUSA Á CONDESSA ALBANY 

•Paris. Outubro de 1817. — Minha querida amiga. Peço- vos que deis cabida 
vossa bibliotheca ao livro que o sr. de Souza imprimiu ha pouco, e não ha de 

posto á venda. É puramente uma homenagem que elle rende ao seu paiz, ao 
il faltava ainda uma formosa edição de poeta que tão brilhantemente cantou 
lescobrimento da índia e os tempos das glorias portuguezas. Se podesseis ler o 
íino § da Advertência, facilmente formaríeis conceito dos sentimentos que inspi- 
am meu marido. É d'elle a oííerta. 

«O nosso Camões só terá duzentos exemplares, que hão de ser enviados a to- 
; as bibliothecas da Europa, e oííerecidos a um pequeno numero de amigos, 
»azes de apreciar esta nobre e patriótica empreza. Emfim, havia cento e cin- 
•nta annos que ninguém a tomava sob si ; e não creio que haja exemplo de um 
iicalar, não muito rico, que tenha feito uma tão bella edição, prohibmdo aliás 
enda de um exemplar sequer. Encho-me de orgulho; julgo-me feliz; e todos 
elogios que meu marido aqui recebe, a tal ponto me exaltam, que não tarda- 

a ter uma cabeça altiva, e um talhe de menina de quinze annos. Toda vossa 
erida amiga.» 

SEGUNDA CARTA 

•Paris. 23 de Novembro de 1817. — Estou furiosa, minha querida amiga« 
mais de seis semanas que vos escrevi, remettendo-vos um exemplar da nossa 
ição de Camões. O sr. de Souza metteu a minha carta e um exemplar dos Lu- 
das n'uma caixa, com direcção ao conde do Funchal, e a entregou ao encarre- 
\o dos negócios de Portugal, que prometteu fazel-a expedir. Julgava eu que 
lo tinha chegado iá ao seu destmo; mas soube hontem que aquelle senhor en- 
Tegado tinha ainda a caixa em sua casa, aguardando, com uma paciência toda 
'tugueza, a occasíão de mandar algum correio á Itália. 

«Acreditae, querida amiga, que terieis sido uma das primeiras pessoas, em 
pni eu e o meu marido pensássemos para vos enviar uma obra, que em verdade 
e o melhor êxito, e por certo a mais bella que jamais saiu das imprensas de 
inça. Nem um só exemplar ha de vender-se. E uma espécie de monumento 
* meu marido quiz erguer á sua patría, e ao poeta que tão altamente celebrou 
poça da gloria portugueza. Somente fez tirar 200 exemplares; e seja dito en- 
nós, custou-lhe isto mais de sessenta mil francos. Tenciona dal-os a todas as 
líothecas e academias de ambos os mundos, e oííerecel-as aos seus mais inti- 
> amigos, ou a particulares que tiverem belias livrarias. Por todos estes titulos 



136 



LUIZ 



devíeis lor o primeiro exemplar: graças, porém, áquelle senhor, está aioA 61- 
l'aris a caixa, c quem sabe quando será remettida. . . 

«•O sr. ili* Souza mandou um exemplar a el-rei (Luiz XVIIl), e ás prinopaei 
biblíolheras de Paris. S. M. acceitou o que lhe foi ofTerecido, e muito o adnroi, 
mostrando- o por espaço de Ires dias a todas as pessoas da cdrte, e confesaná» 
que ainda nao tinha saído das imprensas fraiicezas cousa tio formosa. E» aqa 
um verdadeiro triumpho, e tanto mais lisongeiro, quanto os senhores comi» 
nAo o esperavam ! « 

TERCEIRA E ULTIVA CARTA 

«Paris, 31 de Dezembro de 1817. — Agora mesmo recebemos, minha qoerià 
amiga, a vossa carta de o do corrente. Grande satisfação tenho em que e«tejaes 
contente com o nos$o Camões. No meu conceito, e sob o ponto de vista arlistieo^ 
a mais bella gravflra é a de Toschi, de Parma. 

«Se pudésseis imaginar quantas lidas e despezas custou a meu marido, v» 
em cinco annos. esta empresa, haverieis por c»*rto de ilie dar ainda maior ettim- 
Çfio. Quantas vezes uAo se demorou elle na oflicina do sr. Didot cinco, seis udi 
horas! Nem o compositor, nem o revisor sabiam a lingua portugueza; de sorti 
que a obra era impressa como se fosse um quadro de mosaico. Cmíiro, cbegvi 
muitas vezes a receiar que a saúde de meu njarido corresse perigo. 2Vio queram 
gabar-nos do que se despendeu; seria este capítulo uma limcnra $eria, aos oUhi 
dos homens frios, incapazes de sentir o extremo goso de uma alma nobre e fs- 
nerosa, ao alevantar um monuniento ao cantor sublima das glorias da soa pi- 
tria. . . No que me diz respeito, nenhum merecimento me cabe, senSo o dehivfr 
promettido a meu marido diminuir, quanto possivei fosse, todías as despeiasdi 
casa. afim de que seu filho não ache de menos — na sua fortuna — aquella somai, 
e fosse resgatada pelas nossas economias, se vivêssemos ainda alguns anãos!* 

Entre a edição grande e a pequena, para a qual trabalhou também, comoji 
mencionei o Mor^^ado de Matteus, e que adiante vae descripta, apparccea i s^ 
guiute : 



58. Os Lvaindas, Poema do grande Lnis de Camões, tftfuindo o leailimoUtí^ 
ArinhãOf na offidua de Francisco Spguin. J8J8. 8." 2 tomos, com lj-201 e ÍW 
pag. — Parece-me que o editor foi Tíioopliilo liarrois; pelo menos a declaraçiodi 
venda, que vem no verso do ante-iosto, só re^peita a esse livreiro parisiense. 

No aviso prévio (pag. v) temos a menção do processo seguido paraestaedi- 
ção: 

•O discurso preliminar, e a vida de Luis de Camões, sáo extralndos dis edi- 
ções das Obras dVste insigne Poeta, recentemente publicadas em Lisboa pelos^ 
nhor Thoriias Josepli de Aquino. 

«As Estancias que servem de declarar o argumento de cada um dos dez Cin- 
tos do Pocnm. síio de João Franco Barreto, pliilologo notável do xvii século, »- 
Uior tamben) do Índice dos nomes próprios, ajuntado no fím da obra, no qoil 
acha-se copiosa n(»ticia da niylhologia é historia que o Poeta tocH. 

«Emqunnto ao Texto dd Poema, temos seguido a famosa edição de Maoad 
de Faria e Sousa ...» 

A declaração do livrriro Darrois, ([ue todavia se vé bem expressa na ediçlo 
de Í8â0, acima notada, não saiu em alguns exemplares. A bibliotheca nacional de 



DE CAMÕES 



137 




biaboA possue dois, n'um vem, em oulro não, no verso do anle-roslo do tomo i 
[kMno primo, sic). 

Possuem também exemplares, em Lisboa : os srs. Fernando Palha, João Anto- 
MId Harques, António Augusto de Carvalho Monteiro, João Henrique UIrich, An- 
MMO Maria dos Santos Agard e a biblíotheca da imprensa nacional; no Porto, 
li srs. José Carlos Lopes, António Moreira (Cabral, Narciso José de Moraes, e Tito 
le Noronha; e no Rio de Janeiro, a bibliotheca nacional. 

No leilão de Sousa Guimarães, um exemplar foi vendido por ilOOO réis; e no 
ie Gomes Monteiro, por 4^800 réis. * 

* 
* * 

59^ Os Lvsiados, poêma épico de Lais de Camões, Nota edição correcta, e 
á luz, conforme á de ISll, in-á'. Por Dom José Alaria de Souza Botelho, 
\do de Maiteus, Sócio da Academia Real das Sciencias de Lisboa. Paris, na. 
ia typographica de Firmino Didot, impressor do rei, e do in:9tituto. MDr.ccxix. 
gr. de viu-cx-4^ pag. Com o retrato de Camões, gravado em aço. É copia 
pv One foi originalmente feito pelo pintor Gerard para a edição grande, conne- 
MÍMO-se apenas, com attenta confrontação, algumas pequenas diíTerenças nos tra- 
§íê, porque este é obra só do gravador Hoger, e o outro é desenhado e gravado 
jftÊo próprio Gerard com retoques de Toschi, como já indiquei. 

Tem aviso ao leitor (pag. v e vi); dedicatória a el-rei (pag. vii e viii innu- 
■MTsdas); advertência (pag. i a xlv); e vida de Luiz de Camões (pag. xlvii a xg. 
SS^^em-se os Lusiadas (pag. i a 375); notas da advertência (pag. 377 a404); e 
MoUs da vida de Camões (pag. 405 a 420). 

No aviso preliminar ao leitor, Didot declara que pediu e alcançou licença de 
Morgado de Matteus para fazer em S."* uma reimpressão íiel da edição grande, o 
sBcrescenla : 

«... julguei fazer um serviço agradável á nação portugueza, e á sua littera- 
Snra, se, alcançando licença do dilo Senhor, reimprimisse em 8.^ e copiasse fiel- 
■Mnte o texto do poema, com a advertência, a vida do poeta., as notas, e os mais 
inbalhos litteraríos que o Senhor Sousa tem feito a esta epopéa. O nobre e sábio 
iBiitor não somente me concedeo a faculdade por mim pedida; mas quiz também 
9fae ao seu precedente trabalho juntasse eu, n'esta edição, o que novamente fez 
t»te anno, depois de conferidas por elle as duas primeiras, e ori^'inaes edições de 
407i, cujas variantes ficam sendo mais distínclamente conhecidas; bem como a 
certeza da primazia, enire uma e outra, pôde ser agora mais exactamente deter- 
minada; reluzindo outro sim. com a maior evidencia, a superioridade de ambas 
Mbre todas as que depois d'ellas se tem, em diversas épocas, publicado até os 
nossos dias. Para dar maior realce ã minha empreza, permittiu-me fínalmenle o 
iiiesmo Senhor de brindar o publico com a copia do retrato de Camões: assim 
Hs qae amam Camões, e que se deleitam de lilteratura portugueza, encontrarão 
^'esto minita edição o mais correcto texto, e a mais ampla prova do desvelo e co- 
Hosidade com que o incansável editor se esmerou em dar ao poema dos Lusia- 
ias todo o esplendor que lhe é devido; honrando por este modo, e quanto lhe 
bi possível, o glorioso nome de seu auctor : pois até quiz ajudar-me a rever e cor- 
k%jr as provas typographicas d'este livro, ein que puzemos ambos o maior cuidado 
tom o lim de obtermos que a sua publicação in-8.*. . . possa (na falta da edição 
Ifãnde) supprir peia correcção e nitidez do seu texto as outras duas, hoje tão ra- 
aSy de 1572. . .» 



138 



LUIZ 



Emqiianlo a correcçSo, e^ta edição é superior á de 1817, porque o Mor 
como se infere de suas no(as autographas, já citadas, preparou novos eiem 
para a corrigir. 

No íim da advertência (pag. xuv e xlt) foram cortados os dois paragn 
que se referem ao impressor Didot, na edição de 1817. O primeiro começa: * 
que esta ediçSo emfim fosse digna do nosso poeta e da naçfto, empentiei M. 
mino Didot», etc. O segundo começa: «Convidei M.Gerard, membro do insti 
famoso pintor de que a França se honra . . . para dirigir os desenhadores e 
vadores» etc. 

A nota I da advertência da ediçSo de 1817 começa (pag. 377): 

t Certificado da existência de se terem feito duas impressões dos Losii 
em 157Í2, e desenganado de obter um exemplar da que me faJtava» parap( 
confrontai -a^t, recorri aos meus amigos em Lisboa. . .» 

Termina este paragrapho a pag. 378 assim : 

«Suspendi em consequência a minha impressão durante cinco mexes; i 
vendo que nic não checava cousa alguma, que se malogravam as minhas « 
ranças sem termo, achei-me na precisão de continual-a, sem ajuntar mais do 
as notas das primeiras !!4 estancias, de que o publico fará o seu juízo.» 

«Na edição de 1819, o paragrapho primeiro da nota i da advertência (| 
378) é assim : 

«Certo de se terem publicado duas edições dos Lusíadas em 1572,aoibas 
António Gonçalvez, íiz inutilmente as maiores diligencias para obter om eii 

Elar da que me faltava, por todo o tempo que empreguei na minha ediçio. 
endo porém que a \\. uibliotheca de Lisboa possuia um diverso dos dois.! 
eu tinha, remelti aos meus amigos ali o fac-simile do frontispicio, e de oul 
folhas aíim de fazerem a confrontação, e nedi-lhes copias exactas dos logaresK 
veis om que podia haver controvérsia, ror este meio alcancei as noticias bià 
grapiíieas que dei na minha edição, e pude verificar o modo por que as duasi 
ginaes davam as lições controvertidas. Sentia comludo não ter podido eu me 
collecional-as, e publicar todas as variantes d'ellas. Ninguém conhecidainefli 
tinha ícito. O Senhor A. l^ dos Santos, sábio indagador das nossas antigoid» 
confessou «Não ter confrontado as duas edições, mas presumir que osedití 
«Manuí^I de Faria e o P. Thomás tinham tomado por dfuas e diversas, o qoe 
«realmente uma só, na qual toda a diíVcrença se reduzia á mudança de algui 
«letras; ou causa levíssima, efíeilos de emendas e retoques nas folhas de imp 
«são», etc. Um dos sub-bibliothecarios disse sim ter feito este trabalho, mas 
mais communicou senão a confrontação das primeiras 24 oitavas, apesar de 
petidas instancias.» 

Segue-se a este paragrapho (de pag. 378 a 386), o supplemento, fielmenlí 
produzido, qiio o Morgado de Matteus escreveu e mandou imprimir para cood 
tar a edição monumental, e de que já fiz acima a devida menção. 

O supplemenlo começa: «Depois de ler publicado a minha edição... ■€ 
mina em meio da pag. 380 : « Por todas estas razões, confesso dar maior cn 
e preferir o texto da primeira. . . » 

O Morgado de Matteus acrescentou, portam, esta nota para responder a a 
reparos críticos que lhe haviam sido dirigidos a propósito da edição grão 



DE CAMÕES *39 

argumentos que pozera na sua caria á academia real das sciencias de 
Bboa. Estas reflexões vão do Gm da pag. 386 até quasi o fim da pag. 388. 
inscreverei os primeiros paragraphos : 

cParecia-me ter dado na advertência as suflicientes clarezas, para que os ho- 
ens doatos e curiosos, conferindo as duas edições originaes e a minha, ficassem 
afeitos de eu ter seguido a melhor e mais correcta lição, e de ter adoptado a 
Ãographia mais conveniente a um poema clássico e conhecido em toda a Eu- 
ipa. 

«Alguns reparos críticos porém, que me foram dirigidos, obrigam-me a ajun- 
ur aqui algumas explicações mais amplas. 

«Estas criticas reduzem-se a dois pontos: 1.° Sobre a preferencia que dei, 
idevidamente na opinião de alguns, á primeira edição de 1572; It.** Sobre a or- 
lographia, que uns desejavam toda moderna, ao mesmo tempo qne outros me 
■faiam de não ter seguido sempre a mais antiga, e de commetter assim um ana- 
lDt>nismo, e mostrar falta de attenção á euphonia. 

• Pelo que diz respeito ao 1.° julgo ter assaz fundamentado a minha opinião, 
m que a edição primeira foi por certo feita sobre o manuscripto de Camões, o 
Be deve fazei- a preferível á outra, cujas variantes não se sabe quem as ordenou. 

~ > publicadas estas, cada um pôde escolher a seu gosto as que mais lhe aera- 
I, porque julgaria impróprio e ofifensivo dar as rasões por qae rejeitei algu- 

da segunda edição, convencido por ellas de não serem de Camões. 

«Em quanto ao 2.<* talvez fosse sufficiente deixar aos sectários da moderna, 

da antiga orthograplria, acordarem-sc entre si, quando nem hoje temos, nem 
antiguidade tivemos, uma orlhographia, e que nos mesmos livros se acham di- 
i. • . * 




O Morgado apresenta exemplos da orlhographia que adoptou, aflSrmando que 
por lhe parecer evidente que não oífendia a memoria do egrégio Camões, 
'Ifcnnina : 

' tNáo teria respondido a esta crítica, se não fosse proveitoso evitar a futuros 
BBores o defeito de publicarem livros clássicos com plebeas e mescladas ortho- 
Nlphias, temendo serem accusados da culpa de anachronismo por fanáticos de 
linelhantes antigualhas. 

^ «Outra singularidade me deixou attonito, qual a de saber, que entre alguns 
Nijjeetos de se dar uma nova edição do poema se concebera a idéa de ajuntar 
MM) lições varias, as alterações de todas as outras, isto é, as ignorâncias e faltas 
ii^fCMto com que temerários editores enxovalharam, depois da morte de Camões, 
"^^sna obra im mortal. « 

Lé se no fim d'esta edição (pag. 420) uma nota acerca da falsificação pre- 
Isida para dar ao prelo uma reproducção dos Lusíadas, com extraordinário nu - 
^Vo de variantes. É a peça de um processo, em que entra Filinto Elysio como 
Kora principal. Para respeitar a ordem chronologica dos successos, abrirei em 
;||aida um parenthesis para dar idéa de tal incidente. Não m'o levarão em mal. 

Possuam exemplares : em Lisboa, a bíblíotheca nacional (dois), e os srs. Fer- 
ido Palha, João António Marques. João Henrique UIrích, António Augusto de 
irvalho Monteiro, António Maria dos Santos Agard, Carlos Cyrillo da Silva 
bira e Brito Aranha; no Porto, a bibliotheca publica, e os srs. dr. José Carlos 
ipeSy António Moreira Cabral, Joaquim Pedro de Oliveira Martins, e visconde 
I Ermida; na ilha de 8. Miguel, o sr. José do Canto; no Rio de Janeiro, a bi- 
líoiheca nacional. 

Os preços téem sido mui diversos: no leilão de Ferrão (em 1883) foi vendido 



o w. OrlihíwdallidWa i 
paswD de 1^750 róit; no de Soma Ggimuta^ por IfSSO rtiii 
bonteiro, por 1^300 rdií. No nllimo ealtl0|O '- - '- 



EiU edifio effecliTunenlfl nlo i nn, bm nio appuMe 
mercado, e, como d ettinuda, lem lempracoaipradonsiUporp 
qoe ot dca leilOei mencioDado*. 



A nota final poli* pelo Morgado de lUUe« u [M(. 490 ái 

cilada, é do teor teguinte: 

■O annimcio de am mannaeripla do ponait de C""»"^ eaa 
(n, qoe pretende o teu autor ler oeicoltfrioenhui^êdarMpi 
a preToni-lo contra a fraode líllenrii do um wgtndo MttUm i n 
eile aviH> (fundado no meu conhecimento ha aniloa Moot d'af 
Mja «ifBciente para eritar o escândalo qoe oecaitoaarU a mm 
Unto deadooni do grande poeta, conw da nacio portogoeta. O 
(|ue esle se dix cop» jlmais existiu ; >i uppMtia variantM tia 

mOea; de todo o qae leolio exuberanlea provaa. Leio,ea| 

a> ucfilegas mSoi nSo profanaaH~ ' "— " ' *" ^'' 

e«le Dionumenlo nacional, para d 



Ifo delicado, ISo bíuiro e Un conspícuo, como D. Josélla?ia d 
de ain alto sentimento patriótico e sd podia levar lobmcripto ] 
tivesse tal ou qual consnlcraçio na republica lilteraria. Mas occn 
Alguém, mais penpictz, é que podia suppdr qtie aspalaTiia tmgm 
profanauem> eram de molde a denunciar o carader aaeenlobi a 
cavam. 

De que, e ile quem, se tratava, pois ? O Morgado sabia as mi: 
O publico ignorava-o. 

O aviso, nu n denoncia, do Morgado pôde agora dixer-ie qi 
taneo. Foi lucilado pelo próprio Filinlo. Llle foi quem se di-nun 
Em uma nota ao poema Ubfron, no tooio ii da sefrunda edicla 
em Paris cm 1817, sob as suas vistas e direccAo, de psg. 11 p 
Francisco Manuel o seguinte: 

<'N'um poema como este, que nSo desponta de sublime, nfo 
vil a voz alparca. Nilo o leve por tal (^amOes nos heróicos Lusi» 
lou no canto ii, est. 9o : 



• Cobre ouro, cobrem grJos de aljôfar tudo, 

• E cobre oaro as alparcas de veludo. 



•Cito um mnnuscripto raríssimo, qoe se dix emendado por 
e coja copia também raríssima, eu possuo, porque ainda nio aeei 
comprador.- 



~^■ 



DE CAMÕES *** 

incidia na ode a Houtiez, no tomo iii, da mesma ediçáo, onde leio : 

«Ê a copia de Camões, limpa das nódoas 
«Dos ignorantes prelos. ^ 

redactores dos Annaes das sciencias, das artes e das letras não quizeram 
1 guardar o segredo, e, com a censura do acto praticado pelo Mor|[ado, 
-am o enygma. Isto explica um tanto o azedume com que Constâncio se 
1 da edição dirigida ^\o nobre portuguez. Vimos a amostra da critica. Ye- 
replica de Constâncio ao aviso no tomo v, citado, de pag. 99 a i02: 

ntes de concluir este artigo nSo me é possível passar em silencio a ultima 
IS d'esta nova ediçAo, nota que muito me peza que o editor publicasse.» 

inscreve a nota acima, e continua: 

uem crerii que este Segundo Montenegro, obscuro e inepto viciador dos 
Sy que esta mão profana que mutilou os versos de Camões, dos quaes mui- 
qualquer alumno do Parnaso poderia emendar ou melhorar; quem crerá 
le o culpado do maior deticto litterario abaixo do de calumníar, seja o 
í Francisco Manuel? O grande vate Filinto, que tanto admirou a Óimões, 

Sr. D. J. M de Souza, por occasiâo da sua edição dos Lusiadas, diz 

... oh Souza 
Yívirás, quanto vivam os Lusiadas, 
A Pátria, dos Lusos caro 

*ecia por certo tanto despreso, nem tal linguagem, ainda quando o sr. D. 
i de Souza tivesse provas exuberantes da fraude. Porém, eu duvido muito 

1 tenha essas provas, e se as tem, cu m pre que a sdé ao publico, agora prin- 
?nte que é morto Filinto, e que como morto só se lhe deve justiça e ver- 
í\x também tenho examinado o tal manuscripto, e declaro que muitas das 
3es sâo sensatas, e que outras não sâo nem mais nem menos dignas de 
, que unj grande numero de expressões e de versos, que desfeiam o seu 
Querer pelo merecimento intrínseco de variantes ajuizar se ellas sáo do 
autor ou de mão. estranha, é a meu vór impraticável quando se considera 
maiores engenhos lizcratn emendas o mudanças ás suas obras, das quaes 
foram com razão julgadas indignas d'elles; e é bem sabido que os maio- 
las preferiram quasi sempre entre as suas obras as mais somenos. Tudo 
>ende da idade, da disposição dos auctores, e de mil circunstancias que 
em diíTerenles tempos o mesmo homem tão dessemelhante de si mesmo. 
3 o honcado e grande Filinto forjou esto manuscripto de Camões, deve 
ir-sc que bem gratuitamente commetteu este delicto litterario, primeiro. e 
n tão dilatada e honrada vida: d'elle nunca tirou proveito, e por certo 
a gloria cLali podia resultar-Ihe. As variantes são muitas, mas quasi to- 
sistem em leves mudanças de palavras ; e parece incrivel, não digo que 
mas que o mais triste poeta querendo emprehender a emenda dos versos 
iadas fosse tão parco nas suas correcções, e deixasse subsistir tantos maus 
icos versos que a cada passo se encontram em Camões.» 

onta em seguida as variantes que Francisco Míinuel pozera no canto i, 
[Constâncio declara que teve copia; e compara- as com passagens iguaes 
io do Morgado de Matteus, e termina: 

(aminem-se nos seus logares, e ver-se-ha, se não me engano, que todas 

iaaascripto raríssimo de Camões, copiado na Haya por inteiro.» 



142 



LUIZ 



estas, e outras muitas mudanças do manuscrípto sSo boas e nAo indignas d 
mões. O leitor comparará e decidirá.» 

Náo sei se o Morgado de Matteus replicou a essa resposta ou se ae co 
tou com o seu aviso» a que julgou conveniente dar permanente publicidade 
xando-o n'um livro immorredouro. Parece -me que se elle quixesse apre» 
provas, náo lhe faltariam. 

■ 
Muitos annQs depois, segundo posso inferir de ama nota soa, o sr. vise 
de Juromenha, ao collígir os trabalhos para a apreciável ediçAo das Obras de 
de Camões, quiz levantar mais uma ponta do véu gue escondia o trama litte 
de Filinto, e no tomo i (de pag. 386 a 389) inseriu dois documentos mui 
ressantes. 

O primeiro, ó a carta em que Francisco Manuel oiTerecia o manuscrípt( 
que se trata, ao conde de Yilla Verde, para que este lh'o comprasse. 

O segundo é uma nota, em que Manuel de Araújo Porto Alegre (bari 
Santo Angelo e cônsul iterai do Brazil em Lisboa por muitos annos), ínfon 
como todos os manuscnptos inéditos de Francisco Manuel, incluindo os fi 
Lusiadas, tinham passado para as mãos do conselheiro Sérgio Teixeira de Ma( 

Na carta ao conde de Vil la Verde, que pôde ler-se na integra no lon 
obra do sr. visconde de Juromenha, escrevia Filinto que tirara a copia ae 
letra de um traslado dos Lusiadas emendados pelo auctor, e com Í:OUO vai 
tcsl que esse traslado pertenct^ra á livraria de uma duqu^za; que tendo (alie 
ella, e a pessoa que a representava, os livros, gue Ih» pertenciam foram natc 
mente desbaratados, e os manuscriptos extraviados ou rasgados; que, por co 
quencia, a copia d'elle Filinto valeria tanto como o próprio manuscripto. I 
animar o amigo á compra, Filinto acrescentava: 

«Esta copia. . . quiz eu imprimir em Paris para satisfazer o desejo de ai 
amigos que sabiam que eu a possuía, e a quem era mais fácil contentar com ei 
piares impressos, que com multiplicadas copias de amanuenses nuiito dispeii 
sas, e provavelmente nílo isentas de erros. Mas a mesquinhez das minhas pc 
me alaihou pôr por obra os meus desejos. 

«Soube um homem de bastantes cabedaes, que eu por falta d'estes o 
imprimia, e mandou me commetter por uma terceira pessoa, que no cas>o qu 
me resolvosstí a vendel-o, nenhuma duvida teria de m'o comprar. Mas eu 
amo a pátria, apesar do descuido que ella de mim tom, não ouizera gue o 
nuscripto correcto do pueta (que tanta honra nos dá entre os fiomens litten 
parasse em máos estrangeiras.» 

A carta de Filinto acaba com estas palavras: 

«... V. ex.* me dará a saber a sua vontade e o preço que lhe parecer 
proporcionado, náo digo á raridade, e intrinseca valia do manuscripto, mai 
mente a desgraçada circunstancia que me obriga a desfazer-me d*el]e.> 

Araújo Porto Alegre, embora interviesse na compra do manuscripto d» 
linto para o conselheiro Sérgio, como náo examinou talvez bem todos os pi 
d'elle, náo dá, em a nota escripta para a ediçáo do sr. visconde de Jurome 
perfeita informação nem dos Lusiadas falsificados, nem dos documentos, qu€ 
tenciam ao espolio de Francisco Manuel., e passaram das mãos das senlioraí 
casa das quaes vivia, e onde veiu a finar-S"», para as do mencionado consell 



DE CAMÕES *^^ 

rgio por 400 francos. No entretanto, registarei as seguintes palavras do falle- 
[o e illustre barão de Santo Angelo: 

«QaTÍ dizer, e náo me recordo se por Silvestre Pinheiro Ferreira, ou peio 
iconde de Santarém, porque isto passou-se em 1834, que aquelle manuscnpto 
a suspeito ; e que Francisco Manuel não encontrara o original na Haya, mas 
n um exemplar da primeira edição. Que a copia em questão era de mão alheia, 
eerto, porque a tive em mão, e lembrei-me bem de que as emendas de Fran- 
Bco Manuel deferiam salientemente no caracter e tinta. O e<Íitor sr. Sérgio tinha 
BçSo de mandar imprimir a obra, e creio que o não fez por lhe constar o mesmo 
w a mim posteriormente. Não sei da sorte d*estes manuscriptos.» 

Pouco depois de apparecer o tomo i das Obras, pelo sr. visconde da Juro- 
(Olha, um escriptor, que assigna com as supposlas iniciaes de seu nome C. M. 
nas que eu julgo occultarem o de pessoa vantajosamente conhecida na republica 
IS letras, hoje fallecida), tomou em três artisos, ou em um mui longo artieo, 
íridido em três fragmentos (n.*»' 178, 184 e 18o do Jornal do Porto, de 8, 16 e 
1 de agosto de 1861), a defeza de Francisco Manuel, collocando-se ao lado de 
çUdo Constâncio contra a accusação do Morgado de Matteus, e censurando o 
pvisstmo editor das obras de Camões por vir, sem que nenhuma necessidade 
qieríosa o compellisse, a augmentar a gravidade do caso em menoscabo da fama 
il exímio poeta Pilinto. 

Este articulista suppôe que o Morgado de Matteus, vibrando aquelle golpe 
jaPiaucisco Manuel, deu-lhe como um coup de grace, premeditado muito antes e 
■D paixão; e por consequência, era escusado trazer para a tela de discussões 
iríiDODiosas factos sem as competentes provas, que não via exhibir. 

T Entra depois n'uma serie de considerações para levantar o nome de Francisco 
houel, de quem existiam «irrecusáveis testemunhos do sacro amor pátrio que 
le aquecera constantemente o peito lusitano»; cita a famosa ode que elle consa- 
ecQ ao immortal cantor das glorias nacionaes, 

Estro, filho d'Apollo, quando desces, 

elo em duvida a carta do conde de Villa Verdepubl içada no tomo i das Obras, 
0^ e parecendo-lhe haver contradicção nas amrmalivas de Porto Alegre, re- 
pie a sua argumentação a estes pontos : 

.. «Em presença d'estes dados fica evidente: 

«i." Que a cMre carta se refere a um manuscripto diverso do que diz ter 
piprado o sr. Porto Alegre ; 2.° Que este (achado ou deixado no espolio de 
toocisco Manuel) só continha variantes ou emendas do punho de Filinto, comç^ 
fennára Solano Constâncio (1819); 3.° Que portanto esse mesmo manuscripto. . . 
^ com emendas do punho de Filinto, ou, como provou Constâncio, consistindo 
k leves mudanças de palavras), era o mesmo que possuia Francisco Manuel 
pDdo o Morgado de Matteus fazia a sua denuncia; 4.<> Que dizendo o sr. Porto 
mpe ter ouvido «que Francisco Manuel achara na Haya um exemplar da pri- 
iSa edição, e não o original «, e dizendo-se na carta — que o original fora achado 
iJjyraria da duqueza B. . . (Paris) — sobresae outra muito notável incongruen- 
|-— incongruência, que talvez nos encaminhe para descobrir ainda o verda- 
ko — fio do trama — (para me servir da locução adoptada pelo novíssimo edi- 
B. . . o fio do trama urdido na Haya e Paris contra o distincto poeta e patriota 
pijpefKlente Filinto Elysiol. . . » 

t O conselheiro Castilho escreveu em 1866, duas extensas memorias para de- 



lU 



LUIZ 



fender Francisco Manuel, e queria até fazer persuadir que a letra da copia ■» 
nuscripta vendida ao conselheiro Sérgio Teixeira de Macedo nSo era letra É 
Fiiínto. Mas o conselheiro Sérgio deixou que o conselheiro CftRtilho íizesse oexiM 
directo na papelada do padre, e elle leve que escrever uma espécie de additaaaa 
ás niemoriait anteriores, não para aflirmar abertamente que tfslava eonveneidoà 
falsilioação, mas para deixar ver as suas duvidas a esse resfieito, e affirmar(daidik 
como se diz vulgarmente, as mflos á palmatória) que tinha ante si a JetradeÃ* 
linto. 

Posso apresentar aqui as palavras de Castilho: 

«... agora leio de cadeira, quanto ao conhecimento da letra do nosso poda; 
e. retirando as duvidas das minhas anteriores Memorias • . . aflirmo queessacMh 
frontação entre o dito livru ms., equaesqu er dos outros papeis íncontestavelmok 
de Filinto, feita por vários amigos e por mim, nos deu a absoluta certeza deqa 
o livro todo é do punho do padre. 

«Também observo que, apesar de se ter este conformado, na ediçlodelV 
ris, com o uso commum, começando os versos por maiúsculas, lodos os seus o- 
criplos.. . encetam os versos por minúsculas, como taml)cni succedc cooio 
luujc dos Lusíadas, 

«Do exanio de toda aquella papelada intima de Filinto, collijo que elle 
nuseava muito o francez, o italiano e o latim. . .» 

O conselheiro Castilho, que era argumenlador e sopbista, como ainila 
conheci outro, queria fazer prevalecer a sua defeza em benefício de Filinto, 
zendo que lhe parecia que elle nSo sabia hespanhol, e portanto apparecendoí 
manuscripto algumas notas n'esse idioma, nSo eram de certo d'elle. PoréiD,^ 
pois de ter escripto que elic tnanuseata muito o francez, o ilaliano e o latm,\ 
argumento pouco valor tem. Duas ou três notas em castelhano, podia escrevd^ 
o Filinto sem a menor difliculdade, e sem recorrer a estranhos. Então, o 
c a erudição de Francisco Manuel não chegariam para isso? 

Irmocencio rcferiu-se a este incidente litterario, porém não entrou cm pi^ 

menores. 

Rematarei este parcnthesis com o seguinte: 

De tudo o que cxtractei e do roais, que omitti, por brevidade, ccndi^ 
salvo meliior juizo: 

Que a fraude, de que se trata, nada tem com o alto valor litterario das obra 
de Filinto, nem é deprimente do*seu brilhante engenho; 

Que na apreciação de um acto, é preciso avaliar todas as circumstanciasdj 
que elle foi praticado; ' 

I 

Que separando as obras lilterarias, das acções do homem, que as prodatiii 
vé-se, c é iricontestavoi, quo n*umas existo muitíssimo que elogiar, e n'oQtrai 
muitíssimo que censurar; e por conseguinte se dá grande desequilíbrio eutrotf 
diversas qualidades e virtudes do mesmo individuo; 

Que a denuncia, feita aliás com certa reserva com respeito â pessoa a quen 
era endereçada, pelo Morgado de Matteus, sú podia vir á larga publicidade aqM 
foi destinada, não por um sentimento vil, como quizeram fazer acreditar os qM 
o censuraram, mns por uma expansão muito natural em quem se apaixonara M 
grande obra de Camões ; 






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DE CAMÕES **^ 

Que este proceder parece tanto mais claro e correcto, quanto do silencio do 
GNTgado de Matteus áA invectivas que lhe dirigiram, poderá inferir-se que elle 
po á controvérsia para não entrar em explicações acaso oíTensivas da memoria 
I FUiBlOy citando pelo seu nome, o que não fizera, mas fizeram os seus adversários ; 

Qoe, nem podia ser de outra forma, sabendo se, e podendo provar-se, que o 
orgado de Matteus fora um dos amigos intimes e protectores de Filinto Élysio ; 

Que nSo deve haver duvida de que todo o manuscripto é do próprio punho 
» Filinto, conforme o espécimen que dou em frente; 

Que, por ultimo, emquanto não poder provar-se o contrario, isto é, emquanto 
ío appareça quem descubra o origuial que serviu para a copia de Filinto, se- 
indo a confissão dVlle, o que não é testemunho fidedigno, a fraude existiu com 
dUff as circumstancias denunciadas; 

por que sobejava talento a Filinto para a inventar e executar ; 

porque eram, n'aquella epocha, mui escassos os seus meios de existência, e 
ktaite a sua miséria; 

porque elle contava com a amisade e a bisarria do conde do Villa Verde, 
quetn vivera em intimidade quando elle estivera em Paris ; 

porque d'alii podia resultar livrar-se dos afilictívos apuros, em que entáo 
ivia; e para acudir á sua miséria não teria escrúpulo em lançar mao d'esse meio, 
wno lançara de outros, embora deixasse á responsabilidade de Camões a idéa 
ft um novo poema. 

Publicou- se que os papeis do espolio de Francisco Manuel do Nascimento 
n poder do conselheiro Diogo Teixeira de Macedo, coma acima fioa referido, 
k baviam extraviado após o passamento d'esse illastre brazileiro. Procedi a in- 
agações, e soube do Rio de Janeiro que quem podia informar-me cabalmente 
m seu filho, o sr. dr. Alfredo Sérgio Teixeira de Macedo, digno representante 
b Brazil na corte de S. Petersburgo. Escrevi seguidamente para a capital da 
Nissia, e obtive sem demora a desejada resposta. S. ex.' aflirmou-me que — «o 
tauscripto, a que me referira, assim como os que compunham o espolio de 
hiato Ely»io, estavam em seu poder, tendo-os herdado de seu pae com todos 
p seus livros e mais papeis ». Ao mesmo tempo, o meu devotado amiffo e es- 
Ibrecido correspondente no Rio de Janeiro, o sr. Joaquim da Silva Mello Gui- 
pttrães, fazia iguaes diligencias para S. Petersburgo e lembrava, com sincera 
iferoção patriótica, na supposição de um lastimável, embora involuntário, extra- 
tío, a conveniência de se entregarem taes papeis ao cuidado de um estabeleci- 
Bmto de iustrucção, bibliotheca publica, ou do Brazil ou de Portugal. O sr. 
líiiistro brazileiro em S. Petersburgo também immediatamente respondeu. De- 
larou ao sr. Joaquim de Mello que, com relação ao aue elle lembrava, «só podia 
ner-Ihe que não ignorava o valor dos papeis de Filinto, e por isso mesmo pre« 
ndia conserval-os com o mais apurado mimo». 

* # 

60. Os Lusíadas, poema épico de Luis de Camões, Nom edição conforme á de 
72 publicada pelo autor. Paris ^ vendesse em casa de Theophilo Barrois filho, 
fU VoUaire, n* 11, 1821, 18.» 2 tomos de 4 in-xiv-228 pag., e 4-in-235 

10 



146 



LUIZ 



pag. Com retrato gravado por Michord, sendo copiado e reduzido do de G 
Ao centro da pagina uma lyra, como vae representado em seguida : 




Nâo tem introducçáo, nem a¥Íso preliminar do editor. Transcreve a resu 
vida de Camões, que vem em edições anteriores. Os argumentos, em prosa, 
reunidos (de pag. xi a xiv) antes do poemas No fim do tomo n (pag. 151 a 
corre o Índice dos nomes próprios de João Franco Barreto. No verso doante- 
lé-se a designaçfto : «Na typographia de J. Smith.» 

Esta ediçáo poucas vezes apparece no mercado, e falta a muitos collece 
dores. Foi por esta rasão, que o auctor d'este Dicc, no tomo v, pag. 263, n 
declarou que nSo a vira nunca. Outro tanto succedeu ao sr. visconde de Jui 
nha. 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional, os srs. Pen 
Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, João Henrique Ulrich, Joác 
tonio Marques e Brito Aranha; no Porto, os srs. dr. José Carlos Lopes e An 
Moreira Caoral ; na ilha de S. Miguel, o sr. José do Canto; e no Rio de Jai 
a bibliotheca nacional. 

No leilão de Gomes Monteiro subiu um exemplar a 2^000 réis. 

# 
# # 

61. Os Lmiadas, poema épico de Luis de Camões. Nova edi^ conforme 
1572 publicada pelo autor. Rio de Janeiro, Vende-se em casa de P. C, Dalbin 
1821. 18/» 2 tornos com 4 (innumeradas)-xiv-225 pag. e 4 (innumeradas) 
pag. Com o retrato do poeta. 

Esta edição não é reproduzida da anterior. É a mesma com as seguinte 
ferenças : tiraram do verso do ante-rosto a designação da typographia, e rui 
ram no rosto as linhas fínaes, isto é, em vez de Paris e a indicação da ca 
BarroiSy pozeram Rio de Janeiro e a casa de Dalbin, que parece ter-se asso 
com o editor parisiense para esta simulada nora edição, fraude que não é ra 
commercio da livraria. E mudaram a data 1820 para 1821. 

Para se verificar i^lo melhor, note se que no fim do tomo i vem duas 
nas do annuncio da livraria Dalbin, e entre as obras mencionadas está a novi 
ção dos Lusiadas, mas em ambas com a data de 1820. Na simulada ediçi 
1821 esqueceram -SP, pois, de rubricar esse millesimo. 

Esta varianie da edição anterior, creio que por ter de maior tiragem, p 
destinar ao Brazil, apparece mais vezes. 



DE CAMÕES *^7 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bíbliotheca nacional, os srs. Fernando 
Palha, António Augusto de Carvalho Monteiro, João António Marques, João Hen- 
Tíqne Ulrich ; no Porto, o sr. dr. José Carlos Lopes ; e no Rio de Janeiro, a biblio- 
Ibeca nacional. 

No catalogo da livraria Ktttl, de Berlim, foi cotada por 2)^000 réis. No leilão 
deMinhava arremataram um exemplar por 6^100 réis; e no de Gomes Monteiro 
por 1^950 réis. 

No leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 800 réis, e no 
áe Gomes Monteiro, por 1^600 réis. 

* 

# * 

Ir 

62. Os Lusiadas. Poema épico de Luis de Camões. Nova edição correcta, e dada 
Ou, conforme a de 1817, etc. Paris : J. P. AiHaud, quai Voltaire, n* 21. 1823, 
L*peq. de 377 pag. e 1 de errata. — O rosto, gravado em cobre, tem no centro 

pec[uena vinheta allegorica, representando o naufrágio do poeta salvando o 
immortal. É acompanhado do retrato de Camões, conforme o desenho re- 
jo de Gérard, copiado em anterior edição citada. Tanto n'esta gravura, como 
do frontispicío, vé-se a assignatura do gravador W. T. Fry. A tiragem de am- 
é em papel igual, e parece ter sido feita ao mesmo tempo. 

i £8ta edição contém só o poema, sem os argumentos. A impressão, com typo 
jmÊmm, é de notável perfeição. Saiu dos prelos da typograpnia de Fírmin Di- 
^mh como está designado no verso do ante -rosto. 

i 

No leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 800 réis, e no 
de Gomes Monteiro por 1^600 réis. 

# 

# # 

63. Os Lusiadas, poema épico de Luis de Camões. Nova edição mais correcta. 
,Lkboa: na impressão regia. 1827. Com licença. Vende-se na Loja dos Pobres. 
A* pea. de 397 pag. — Contém só o poema, sem argumentos. A impressão t^om 
S^fpo chamado « breviário » (corpo 8 approxiinadamente), é pouco aprimorada e 
íHD papel ordinário. Apparecem ás vezes exemplares em papel Uielhor, mais claro 
^ encorpado. A bibliotheca nacional de Lisboa, por exemplo, possue dois exem- 
plares aesta edição, sendo um vulgar e os dois da tiragem superior. 

* No leilão de Sousa Guimarães venderam um exemplar por 690 réis, no de 
ylBoiDes Monteiro por 400 réis. 



f 61. Os Lusiadas, poema épico de Luis de Camões. Nova edição conforme á de 
[f&ris, de 1817. Lisboa, na typographia RoUandiana, lê27. Com licença da mesa 
ãb desembargo do paço. 8.** peq. de 397 pag. — Contém o poema com os argu- 
Bientos, em prosa e verso. Da impressão, com typo igual á da anterior, póde-se 
dizer o mesmo que da anterior. Tambrm teve tiragem em papel melhor, mas de 
eerto muito limitada. A bibliotheca nacional apresenta na sua preciosa collecção 
dois exemplares, um melhor que o outro. 



*^ LUIZ 

Esta edição, a primeira saida dos prelos da typoc^phia Rollandiana^éi 
denominada «das escolas primarias». Tanto para esla, como para as que se se- 
guiram de igual formato e com igual destino, servia de norma a edição de Puis 
de 1823. 

O seu preço primitivo, nos catálogos, foi de 240 réis encadernado oa lliO 
em brochura. 

No leilSo de Gomes Monteiro (Porto) foi vendido um exemplar por 240 réii 
Em Lisl)oa estSo vendendo os exemplares das edições antigas para as escdu, 
quando apparecem, porque sâo pouco vulgares, por 500 e IMOO réis. 



* 
* * 






65. O Adamastor. Episodio extrahido do V. canto de Camões. Luhoa : í83&> 
Na imp. de J. N. Esteves, e Filho. Rua dos Capellistas n.* 31 C. 8.* peq. de 17 

pag. 

No leilão de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 420 réis. 



* 

* # 

66. A Ilha de Vénus, Extrahido do nono canto de Camões. LiAoa : Í8S5.M 
imp. de J. iV. Esteves, e Filho. Rua dos Capellistas nf 31 C. 8.<* pea. de 42 |Hf> 
e mais 2 innumeradas com o annuncio, ou lista dos livros á venda na loja ds 
editor. 

# 

# * 

67. Os Lusíadas, poema épico de Luis de Camões. Nova edição correcta, t 
dada á luz, conforme a de 1817, in 4." por Dom Joze Maria Sousa Botelho, ele- 
Paris, na limparia portugueza de J. P. Aillaud, Quai Voltaire n' 11. MOcccxxxvi 
8." gr. de 8 (innumeradas)-cx-420 pag., com retrato do poeta. No verso do rosto 
a designação : « Na typographia de Fermino Didot, impressor do instituto.* 

Nas bibliographias mais auctorisadas, ou apparece esta edição como mui •i' 
tida e estimada, ou como copia fiel da de 1819. Confrontando esta edição oomi | 
que descrevo agora, vejo (jue é mais que uma copia fiel, pois não passa de ntf 
arranjo do commercio de livraria, como outros que se téeni feito com as obras de 
Camões, e de outros escriptores afamados. A edição é a mesma; é, no meueo' 
tender, o produclo de um accordo entre a casa Didot, que possuía um grande 
saldo em ser, não fácil de exhaurir-se da edição de 1819, e o livreiro Aillaud, 
que desejava lançar no mercado uma edição iHos Ltuiadas com apparenciads 
nova. 

São novas as qu.itro primeiras paginas: duas do rosto e duas do Atisoa» 
leitor. No rosto da de 1819 pozeram a sigla do e<litor F. D.; no de 1836 v^se, 
em vez d'e$sas iniciaes, uma lyra oruanieatada. No alto da primeira pagina do 
Aviso tem a mais o sub-titulo: que acompanhava a edição de 1819. 



CAMÕES ^^^ 

Para provar, também, o aproveitamento da edição de 1819, bastará notar qae 
principaes erros typographicoa estão em ambas. Por exemplo : 

Na edição de 1819, canto vni, est. 65, v. 6 (pag. 278): 

Na geração de Adão, co'a falsidade ; 

Na edição de 1836 (idem): 

Na geração do Adão, co'a falsidade; 

Na ^ição de 1819, canto ix, est. 16, v. 8 (pag. 296) : 

Do mar incerto, temidos e ledos. 
Na edição de. 1836 (idem): 

Do mar incerto, temidos e ledos. 
Na edição de 1819, canto x, est. 13, v. 10 (pag. 327): 

Qne verá tanto obrar tão pouca gente. 
Na edição de 1836 (idem): 

Qne verá tanto obrar tão pouca gente. 
Agora as emendas : 

No canto vui : 

Na geração de Adão co'a falsidade 
No canto ix: 

Do mar incerto, tímidos e ledos. 

No canto x é só o erro perfeitamente typographico : a leira u voltada no que 
9 começo do uilimo verso aa estancia. E não é acreditável que o compositor, 
una reproducção, voltasse a mesma letra, e o novo revisor deixasse passar igual 
correcção. 

Examinando o papel, não existe duvida de que saiu da mesma fabrica e na 
eMna epocha; e de que a tinta da impressão adquiriu por igual o mesmo tom 
narellado, que approxima e carncterisa as duas edições, como uma única. Po- 
la-se comtudo uma excepção : o papel em que imprimiram as quatro primeiras 
ginas não é igual ; tem em letras de agua M D, que não encontrei em nenhuma 
tra folha de ambas as edições. 

• 

No fím do volume, pa^. 420, está o aviso do Morgado de Matteus contra o 
s. de Filinto Elysio. N'uma reproducção verdadeira da edição, dezesete annos 



150 



LUIZ 



depois, haveria necessidade de reproduzir tal aviso? Basttva-me esla rircumstaicii 
para denunciar o arranjo dos dois editores para o seu commercio. 

No leilSo de Gomes Monteiro subiu um exemplar a Í4400 réis. 

# 

# * 

68. Obras completas de Lmís de Camões, correctas e emendadas peio cmáêk 
e diligencia de J. V. Baireto Feio e /. G. Monteiro (José Victorino Barreto Fm 
e José Gomes Monteiro). Hamburgo, na ofidna typographiea de Langhof. ÍSH. 
8.* gr. 3 tomos de xui-2-396-1 pag., lxix-2-420 pag., e 516 pag. 

Cada tomo tem dois ante-rostos: No primeiro lé-se Clauieos portugiieMa,t 
no segundo Camões. 

O tomo I comprehende : o prologo ([lag. vii a xlu), do qual vem reprodoodft 
o soneto de Tasso e a ode de Filinto Elysio a CamOes; os Líuiada$ (pag. i a374){ 
as notas ao poema (pag. 377 a 396); e a advertência (i pag. ioDumeraída). 

O tomo II comprehende : a prefação (pag. viii a xxxi); a vida de QuoSê 
(pag. xxxu a lxix); as Rimas (cc lxxxm sonetos, xv edoflas, xvn canções eu 
odes), de pag. 1 a 39i ; as notas, de pag. 395 a 408; e o indez, de pag. (U9 a4I0L 

O tomo III comprehende : as Rimas (segunda parte), de pag. 9 a 252 (reddi- 
dilhas, IV sextinas, xii elegias» iv epistolas, e oitavas); as comedias £frfi Sekm, 
os Amphitriões, e Filodemo (pag. 253 a 478); duas cartas (pag. 479 a500);« 
notas (pag. 501 a 510); e o index (pag. 511 a 516). 

No leilão de Gubian foi vendido um exemplar por 4M00 réis; nodeGo* 
me§ MonteirO; por 4^300 réis; e no de Minhava, por 3í^200 réis. 

# # 

69. Líisindas de Lnis de Camoetis: a que se ajuntam a vida do poeta, há 
argumento kistorico dos Lusíadas, ns estancias omittidas por Camoens, liçoens tP 
rias, e hum index oti dircionario dos nomes próprios usados no poema, Com/9 
estampas, e o retrato do poeta. Lisboa, typographia de Eugénio Augusto, rua k 
Cruz de Pau, n." 12. 183f). Vende-se na hja de Borel, Borel e C' aos Martim 
n." 14. 8." pe(j. 2 tomos com 4 in-xxxxiij-228 pag. e 290 pag. 

Dá se a coincidência di' que ao tempo em que se lembravam de aproveito 
em Paris o resto da ediçiio de 1819, como acima notei, em Lislioa pensavam ii'fli 
similhantc arranjo industrial. Esla ediráo é o aproveitamento da Laceniina. im- 
pressa em 180o, com a diflerença do rosto, (jue foi mudado e alterado nos títulos; 
e em algumas das ostampas, aiie foram tiradas de novo em papel menos encor- 
pado, ecoin mais tinta, (juaiuio monos, foi a impressão que me licou ao conirúfl' 
tar dois exemplares da camoniana da biljliothcca nacional. 

No leilão de Gomes Monteiro, foi arrematado um exemplar por 1^750 reii 

# 

# # 

70. Os Lusíadas, poema épico de Luis de Camões, Nova edição confoiíne á èt 




DE CAMÕES '^' 

. Na typo^jraphiii Roltandiana. 16° de 397 



O typo empregado foi o corpo 8. Conléni sú o poema com oa dois argu- 
to* á freule de cada canlo. Eata edi;aa é a seguiiJa da casa Rolland. 

Ho leilão de Gomes Honleiro não passoa am exemplar de 3S0 réis. 



I 



71. (h Lusíada*, poema epiro de Luis de Camõa, eorreeto e emendado pelo 
lodo ( diligencia de J. V. Barreia Feio e J. G. Monteiro. Com estampas Rio de 
\tiro, Eduardo e Hrnriqiie tofwmfrí, m,rfadom de lirroi. IS4Í. 8.° I lomos 
Uin-319 ppg. e363pag. 

Ib ruslo v^-se orna pequena lyra ornamealada, diflerenie de outras empre- 
B nas edi{ôes camonianas. Tem anle-roslo coro frenie li verso: na frente 
mB^liotheca dot poeta* domco» da tivgua portuguesa. >'o verso: BibUotkeca 
■prloi datticoí da íin^a porluguesa. T. I. (ou T. II). L. (sigla do editor). 
Bi Janeiro, typographia de LaemmerI, rua diM Ouriva. 1841. 

[Al estampas sSo lilhographadas, iniílando gravura em cobre, coloridas e co- 
ws, para o íormalo do livro, das da edJç;<o grande do Morgado de Malleus. 
hn o desenho, apesar dos ornatos do cmiiioiduj'ado, que uSo vem n'aquella 
■o, é mui imperfeito e o colorido ainda peor qiie o deaenlio. A ímpre^ão da 
< é, em geral, nitida. 

No fitn do prologo appnrecein os nanies de Barreio Feio e Monteiro, que 
: se nlo vêem na edifio de Hamburgo, de que esta se A\t copia Gel; e e«í 
•posta a ode de Filinlo ao soneto de Tasso. 

Para esse Rm, o edilor fez uma pequena alleraçilo. Na ediçSo de Hamburgo, 
g. xixY, lin. 6 a 8, Ifl se : . , . ilimilaremos sómenle a offerecer a nossos 
ren o juiio dns dois mais principaes ; e estes sejam, dos estranhos Torquato 
o, dos naturaeg, o mais insigne aos nossos poelas lyricos, o bom Filintu Ely- 
Na edição brazileíra, a pag. xxxvni, lin. IS a 18, puzeram: • . . . limitaremos 
;nle a offerecer a nossos lejlores o juiw dos dois mais principaes: e esles se- 
dos naluraes, o mais insigne dos nossos poelas lyricos, o Lom Filinlo Elysio; 
'stranhos, Torqualo Tasso.» Ora, lendo Feio e Monteiro dado, na ediçlo que 
dirigiram, o primeiro logar a Tasso, pela importância do poela e por ser es- 
;eiro; nlo é muito cordato acredilar-se que elles depois assignassem o pro- 
sd para conGmiar esta alleraçSo, desprimorosa, quando nenhuma oulra ea 
rvo no seu trabalho preliminar. Isto prova, n'esta parte, a conlrafeiçao. 

O tomo I contém : o prologo (pag. v a xxxv); a advertência (pag. xxxv e 
nl; e os cinco primeiros cantos aos Lmiadat (pag. 3 e 203); c notas (pag. 

O tomo II conlém: os cinco restantes canios (pag. 7 a 197); e notas (pag' 
a 508) e diccionario de todos os nomvs pioprios de Joio Franco Barreto (pag. 
a tSl), que não vem no tomo i na obra dirigida por Feio e Monteiro. 

Hlo é vulgar esta edi;ao em Porlugal. O fxemplar existente na bibliolheca 
ional é da impressão commum. Tenho, porém, vislo exemplares em papel me- 



15i 



LUIZ 



Ihor. Innocencio poAsnia um d'e88a qualidade, que foi arremaladono leilSodasoi 
bibliolbeca por 4^500 réis. 

O exemplar existente na bibliotbeca nacional tem repetida a pag. 197 do 
tomo u. 

Em Lisboa, possuem também exemplares os srs. Fernando Palha, lofo As- 
lonio Marques, e António Augusto de Carvalho Monteiro ; no Porto, o sr. dr.M 
(Carlos Lopes; e no Rio de Janeiro a bibliotbeca nacional e o gabinete portqfMi 
de leitura. 

# 

No leilSo dd Gomes Monteiro, foi vendido um exemplar por 2^730 iéí& 



* 
* # 

73. Os Lusíadas, poema épico de Luis de Camões. Nova edição, Uàoh 
MDCCcxLii. Na typographia RoUandiana. 16.* de 397 pag. 

Contém só o poema com os argumentos, como as edições anteriores da mesni 
casa. Typo igual. É a terceira dos impressores Rollands. 

No leilSo de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 550 réis. 



* 
* * 

73. Os Lmiadas de Luiz de Camões, Nova edição f^ita debaixo das titias is 
mais acurada critica em presença das edições primordiaes e das posthumasdemòfít 
credito e reputação: seguida de annotações criticas, históricas e mjftholofjfeas : Por 
Francisca Freire de Carvalho, Cónego da Sé archiepiscxtpal metropolitana da pn- 
i^ncia da Extremadura, etc. etc. Lisboa, na typofpaphia RoUandiana, J843. &' 
de xxvi-i-367 pag. e mais 1 de erratas. 

Contém: dedicatória ao ^Muito Ulustre escriptor Mr, Ferdinand Denis,eiiírt 
os sábios estrangeiros um dos mais distinctos cultores e apreciadores da litteratwt 
portugueza,9 etc; testemunlios de modernos escriptores estrangeiros a favor do 
poema Os Lusiadas; advertência (pag. ix a xxvi); iiota-bene (na pag. innnumenda); 
o poema, sem argumentos (de pag. 1 a 292); annotações criticas, históricas e my* 
tbologicas (de pag. 293 a 357); e tabeliãs de variantes (de pag. 359 a 367). 

No verso do rosto poz Freire de Carvalho a seguinte epigraphe, copiada de 
Filinto : 

Assim (limões, por ti enfurecido, 
Ao cume do Parnaso se avisinha; 

E os Delpliicos loureiros, 

Quando elle sobe, curvam 
Ao novo Homero os orgulhosos topes, 
E arredam larga estrada ao Vate egrégio. 

(Filinto, Ode ao Estro.) 



CAMÕES *^ 

Na advertência preliminar Freire de Carvalho poz esta observação : 

«A presente ediçSo dos Lusíadas, que, de todas quantas tem apparecido até 
cje, será porventura a que reproduz o texto do poema o mais conforme á pu- 
exa primitiva, em que saiu da penna do seu immortal auctor, leva Cento e oito 
ersos corngid(rá mais ou menos essencialmente, comparada com as anteriores 
roximamente dadas á luz em Lisboa pela typographia Rollandiana em um vo- 
une de i6.^ as quaes sSo copias quasi fieis da do Morgado de Matteus, impressa 
m París no anno de Í8i7, e por consequência da havida por primeira do anno 
te 1572. Das ceiíto e oito correcções, que leva a presente ediçSo, cineoenta e três 
9o liçOes com todo o escrúpulo copiadas das duas edições, feitas em vida do 
loela, ambas, conforme a opinião geral, do anno de 1572 ... a saber, trinta e dnco 
içOes da contada por segunda, e por mais correcta, do que a primeira; e dexoito 
Litas, em que.sáo conformes ambas estas edições.» 

Note-se, e isto é essencial para os que tenham de fazer exame do texto do 
M>ema, que Freire de Carvalho fez o seu estudo minucioso, e escreveu a sua cri- 
ifitíy aliás interessante, em longas e eruditas annotações, persuadido de que o 
mia, apesar de viver ao tempo das chamadas duas primeiras edições, nem re- 
rifa o original d'ell9s, nem dirigira a respectiva impressão. É o que eu infiro das 
IMúavras com que terminou a sua advertência (pag. xxv), e que extracto d'este 
Bodo: 

«... que era muito provável não fossem feitas sobre o auto^raphode Camões 
IS duas primeiras edições dos Lusíadas; nem fosse elle quem dirigiu a sua impres- 
iSo, e lhe reviu e corrigiu as provas; por ser constante o estado de desgostos e 
ie miséria, em que vivia; e que era de igual probabilidade por identidade de ra- 
BSo, que Camões vendesse o seu manuscripto e o privilegio para a impressão do 
poema a algum especulador. . .» 

Acerca do trabalho de Freire de Carvalho encontra-se no Dicc., tomo v, pag. 
IWy sob o n.* 68, a seguinte nota de Innocencio : 

«Esta edição é recommendavel pelas correcções criticas propostas pelo edi- 
tor; 6 mais ainda pelas eruditas annotações que elle ajuntou, em que se expõem 
discutem alguns pontos ainda não tocados, ou que o foram menos destramente 
pelos editores precedentes.» 

^o leilão de Sousa Guimarães subiu um exemplar a 730 réis, e no de Go- 
Biet Monteiro, a 2^500 réis. 

* 
# # 

74. Obras completas de Luis de Camões, correctas e emendadas pelo cuidado 
^ ãUigencia de J. V. Barreto Feio e /. G. Monteiro. Paris, na offícina typographica 
'e Fotfi e Thunot, rua Racine, 28, junto ao Odéon. Lisboa, Acha-se também em 
^oris na livraria européa de Baudry, 3 quais Malaquias, prés le pont des Arts, 
^^43. 8.» 3 tomos. Com o retrato de Camões. 

É a edição de Hamburgo, com a differença apenas da mudança do frontis- 
Ncío e o acrescentamento do retrato, igual ao que anda nas edições de 1819 e 
t^6. Vé-se que foi resultado de um accordo com os editores de Hamburgo, para 
^ saldo de papel em ser. 



154 



LUIZ 



7o. Os Lusíadas, poema épico de Luiz de Cwnões, Nova edição eorretU. Per» 
nambuco. Typ, de Santos é Companhia. 1843. 16.* de 379 pag. 

É pouco vulgar esta ediçSo em Portugal. Entre os colleccionadores de L» 
boa tem um exemplar o sr. António Augusto de Carvalho Monteiro e Joio Ai- 
tonio Marques ; e no Porto só a possuem os srs. dr. José Carlos Lopes e Ântonb 
Moreira Cabral. 

* * 

76. Os Ltisiadas, poema épico de Luis de Camões, restituído á sua príwtUim 
linguagem, auctorisada com exemplos extrahidos dos escriptores contemponmeotê 
Camões; augmentado com a vida a este poeta, uma noticia acerca de Vasco da Gam, 
Sf estancias e lições adiadas por ManuA de Faria e Sousa, as variantes cdkidtt 
nas melhores edições, e muitas notas Mlologicas, históricas, geographicas e mjftkh 
lógicas; por José da Fonseca. Paris, ka livraria europea de Baudry, 3, Quai Ma- 
laquias, perto da ponte das Artes. Na livraria portugueza de J. P. AiUavd, ií, 
Qímí Voltaire e em casa de Stassin e Xavier, 9,rueDu Coq. 1846. 8.» gr. de xxxiv- 
585 pag. e mais 1 innumerada. Com o retrato do poeta á frente do rosto, e o 
busto do Vasco da Gama, no fim da noticia que lhe respeita (pag. xxxiv). 

No rosto véem-sc ligadas as iniciaes do editor L. P. B. O retrato de CamAi^ 
desenho de Gérard e gravura em cobre de B. Roger, foi estampado com a inesoi 
chapa que serviu para as edições de 1819 e 1836. O busto de Vasco da Gama 
mettido no texto, foi gravado em madeira por Ge£froy, com desenho de Laisne e 
Hans. No verso do ante-rosto tem a designação: «Paris. Na typographía de Fain 
e Thunot, rua Racine, 28». Esta designação do impressor está repetida naulliffii 
pagina innumerada do livro. 

O volume contém: prologo (pag. v e vi); vida de Camões, que termina coa 
os conhecidos sonetos de Tasso e Diogo Bernardes, e varias estrophes da ode de 
Filinto Elysio ao "Estro» (pag. vn a xxii); noticia de Vasco da Gama e dasa 
viagem á Indía, extrahida da clironica d'el-rei D. Manuel por Damião de Góes 
(pag. xxni e xxiv); o poema (pag. 1 a 375); estancias despresadas e ommittidtf 
per fsic) Camões (pag. 377 a 3i»á); lições varias (pag. 393 a 399); dtfferençii 
orthograpliicas (pag. 400 a 401); erros que se encontram nas duas edições dí 
1572 (png. 402 e 403); comparação das duas edições (pag. 404 e 405); notas lOS 
cantos (pag. 406 a 569) ; Índice de algumas palavras que não estão ao il* 
cance de todos (pag. 570 a 572); e diccionario de alguns nomes próprios (pag. 
583 a 585). Na ultima pagina innumerada, o catalogo das obras que auctorisâin 
a pronuncia de Camões, ele. 

No prologo escreveu Fonseca : 

«O principal motivo, que me decidiu a emprehender este trabalho, foi o que- 
rer eu oíTerecor, tanto aos meus conterrâneos, como aos estrangeiros estudicâoi» 
e amantes de CariiOes, uma edição limpa de alguns erros, que afeiam as pr«e^ 
dentes; ajudando-me, para isso, das notas e observações cos editores, qoe as 
preparavam, e da liçam dos clássicos porluguczes coevos do nosso épico, em CQ* 



DE CAMÕES *^ 

s obras se acha estabelecida a verdadeira pronuncia do mesmo épico ; pronun- 
i que Uo viciada corre nas edições que de seu immortal poema sairam á luz . . . 

• Puz particular desvelo em só me servir, para este trabalho, de edições pu- 
icadas por homens de notório saber e autoridade, dando de mão ás que tive- 
m por alvo o interesse ; visto que similhdntes edições, sobre estarem erradis- 
nas, não apresentam uma só lição digna de aproveitar-se. . . 

• Quanto ás notas, escrevi somente aqueltas que julguei indispensáveis á in- 
lUgencia de alguns togares duvidosos ou difficeis. As pessoas, que desejarem ex- 
íeaçâo mais ampla, poderSo recorrer ao index dos nomes próprios, que João 
raneo Barreto annexou aos LusiadaSj ou ao Diccionario da Fabula, composto 
i francez por Chompré, e traduzido em portuguez por Pedro José da Fon- 



D'esta ediçáo de José da Fonseca apparecem exemplares em tudo iguaes, 
enos na capa, que tem a data de 18o5, ao passo que no rosto náo foi alterado 
millesimo 1846. 

No leiláo de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 1^250 réis, 
de Gomes Monteiro por ÍJ1500 réis. 



77. Os Lusíadas, poema épico de Luis de Camões. Nova edição. Lisboa, na 
pographia RoUandiana. 1846. 16.^ de 397 pag. 

Contém só o poema com os dois argumentos, como as anteriores edições. Typo 
nal. É a quarta da casa Rolland. 

# 
# # 

78. Os Lusíadas de Luiz de Camões, nova edição segundo a do Morgado Mat' 
Ui, com as notas e vida do autor pelo mesmo, corrigida segundo as edições de 
amburgo e de Lisboa, e enrequecida (sic) de novas notas e d'uma prefação, pelo 
\ Caetano Lopes de Moura. Paríz, na officina typographica de íirmin Didot, 
^nsor do Rei, e do Instituto; Rio de Janeiro, rua da Quitanda, 97. Í8€7. 8.* 
i 4 innumeradas-ii-4l5 pag. — No verso do anle-roslo tem a designação: «Pa- 
*» typographie de Firmin Didot Frères, rue Jacob, 56». A introducção e notas, 
n corpo 10 e o texto em corpo 8. 

Contém : prefação (pag. i e ii); advertência (p;»g. I a 29); vida de Camões 
ag. :{1 a 82); o poema (pag. 83 a 363); notas (pag. 36o a 415). 

Na prefação fez o dr. liOpes de Moura esta observação : 

•A edição, que preseniemontc damos dos Lusiadas, do primeiro poema épico, 
le appareceu no orbe iitlerario impresso e escriplo n*uma das linguas moder- 
5 da Europa meridional, e que, segundo o dito do celebre Montesquieu, cor- 
ddo parelhas em sublimidade com os poemas de Homero, tem a magnificência 
Eneida de Virgílio, é a mais correcta de quantas hão até açora apparecído em 
lOça. O texto do poema acha-se restituído á sua primitiva pureza, expur- 
l06 e corrigidos os erros em que havia incorrido o Morgado Matteus. . . 

• As notas pois, que ajuntamos, servirão unicamente de justificar as diíTeren- 
eorrecções feitas no texto das precedentes edições do Morgado Matteus, o qual , 



i56 



LUIZ 



se fora vivo em 1826, nSo teria oecasiáo para qoeixar-se, como o fez no principio 
de sua Advertência, de que nenhum editor houvesse mostrado a diflerença de li- 
çOes que se observava nas duas edições oríginaes, eaftieterísando a prtfiierra««- 
gunda, e cedendo ás razOes convincentes allegadas pelo erudito M. Hablín na earti 
á Academia das sciencias de Lisboa acerca do texto dos Lusiadas, teria preferido 
o texto da edição reputada segunda ao da primeira. • •» 

Ao ler os títulos do rosto, e a prefação, qnie nSo vae além de doas pigínaSfe 
mas que ó promettedora, julgar-se-ha que o dr. Lopes de Moura colligiu novos 
elementos para a historia de Camões e da soa monumenlal obra; no entretinto^ 
vé-se que a advertência, que segue á prefação, é a que o Morgado de Malteospoi 
á frente da edição de 1819; que a vida do poeta (de pag. 3i a 92), e as noCo^ 

aue correm de pag. 36^* a 406, são também do mesmo aucton e que o dr. Lopei 
e Moura, em as notas de sua lavra, de pag. 407 a 415, apenas copiou, plagiou oo 
alterou e resumiu, com pallido reflexo, as avantajadas e eniditissimas notas de 
Freire de Carvalho. 

Elle, porém, para se salvar um tanto da responsabilidade do plagiato, escre- 
veu o seguinte na primeira nota ao canto i : 

«Assim o observou já mui judiciosamente o eniditissimo sr. Francisco Fmt 
de Carvalho, a quem tomamos emprestadas estas e outras notas, na óptima ediçio 
que d'este exímio poeta publicou em Lisboa no anno de i843.» 

No fim das notas copiadas da edição de 1819 deixou também Moura qaitnr 
produzissem o N. B. acerca do manuscripto de Filinto, que era desnecessário; ly 
apesar do cuidado que dizia ter na revisão, apparecem muitos erros em lodoí 
livro, e no canto ix, est. 16, saiu : 

Do mar incerto, temidos e ledos : 
quando devia ser 

timidos e ledos : 

erro que se nota na edição de 1819. 

No leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 630 réis, eM 
de Gomes Monteiro por 520 réis. 

# 
# # 

79. Os Lusíadas, Poema épico de Luiz de Camões, Nova edição eorreda. fte 
de Janeiro na livraria de Agostitiho de Freitas Guimarães e C Rua do Sabão n,'ÍS' 
1849. 16.° de 397 pa*:. — No verso do rosto e no pé da ultima paginado 
livro tem a designação: «Typ. de A. de F. Guimarães e C. Rua do Sabis 
n.° 13o». 

Contém só o poema, com os dois argumentos, antes de cada canto. Compo- 
sição typographica em corpo 8 ou 9. 

Não é nada vulgar esta edição em Portugal, não obstante constar que o edi- 
tor fez d'ella uma tiragem de 3:000 exemplares. 



DE CAMÕES *^^ 

' No leilão de Sousa Guimarães arremataram um exemplar por 720 réis, e no 
e Gomes Monteiro por ii|ij(50 réis. 

# 
# # 

80. Ot Lusíadas, poema épico de Luis de Camões. Nova edição, lÂsboa, na 
Jipofpraphia Ihllandiana, 1860. lÔ."» de 397 pag. 

Contém só o poema com os dois argumentos, como as anteriores ediçOes. 
I^po igual. É a quinta publicada pelos livreiros editores Bolland. 

No leilão de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 700 réis. 



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# # 

81. Obras de Luiz de Camões. Lisboa, Escriptorio da Bibliotheca Porlugueza, 
M Augusta n.' 110. 1852. Í8.'' 3 tomos, de xxi-574 pag., 685 pag., e 4ã pag. 

No prologo lé-se (pag. ix): 

«Tivemos á vista exemplares de muitas edições, pozemos porém particular 
isrelo ero só nos servirmos das publicadas por homens de notório saoer e au- 
oridade. As idéas, e, quasi sempre, as próprias palavras dos sábios editores das 
liçOes de Hamburgo de 1834 — de Lisboa de 18^3 — e de Paris de 1846 — fo- 
im as de qOe, com preferencia, nos servimos para enriquecer a presente edi- 



O tomo I contém : prologo (pag. vii a x); catalogo das edições dos Lusiadas, 
ctrahido da Carta sobre a situação da ilha de Vénus (pag. xi a xvi); catalogo das 
adncções dos Lusiadas, extrahido do poema Camões ae Garrett (pag. xvu a xxi); 
poema (pag. i a 374); estancias despresadaseommittidas por Camões (pag. 375 
399); lições varias (pag. 400 a 419); diíTprenças orthographicas das duas edi- 
Ses de 1572 (pag. 420 a 422); erros das duas edições citadas (pag. 423 a 426); 
Mnparação das rnesmas edições (pag. 427 a 432); notas ao poema (pag. 433 a 
K); diccionario dos nomes próprios (pag. 530 a 574). 

O lomo II contém : os sonetos, as eglogas, as redondilhas, e outras composi- 
Ses, pela ordem por que as col locaram os editores de Hamburgo, com as mes- 
as notas que escreveram Feio e Monteiro; is(o é, as rimas que estes illustres an- 
otadores pozeram na sua edição no lomo ii e parle do tomo in (pag. 9 a 252), 
im na edição da bibliotheca porlugueza (1852) só no tomo ii. 

• 

O tomo iii contém: as três ^comedias (pag. 5 a 227); as duas cartas (pag. 228 
252); as obras altribuidas a 'Camões, etc. (pag. 253 a 377); a vida de fra- 
des (pag. 379 a 441); notas (pag. 4^ a 417); advertência e index (pag. 449 
453). 

Compafando novamente a edição de Hamburgo com a de José da Fonseca, 

que os editores da «Bibliotheca Portugueza», servindo-se, como já mencionei, da 

denn dos trabalhos de Feio e Monteiro para o tomo ii, e para a vida do poeta 

) tomo m, copiaram Fonseca nas peças que vão no tomoi em seguicfa ao 

ema. 



158 



LUIZ 



No leilSo de Sousa GuimarSes foi vendido nin exemplar por 11000 rés; e 
no de Gomes Monteiro por 14300 réis. 



* 
# «. 



82. Os Luiiadas, poema épico de Luis de Camõei. Nooa edição, Lisboa, m (y- 
pographia RoHandiana, 1864, 16.<* de 397 pag. 

Como as edições anteriores. É a sexta da casa Rolland. 

# • 

83. 0$ Lusíadas, poema épico de Luis de Camões, Etfúõo pMieada parBt 
mingos José Gomes Brandão. Rio de Janeiro. Em casa de D, /. G, Brandoa, ta 
da Quitanda, n." 70; Brandão êf Irmão, mesma rua, i».* 124. 1855, 10.* de W 
pag.->o \erso da folha de rosto, e no pé da ullima paginada indica-lo: •fff^ 
grapliia Brasiliense de M. G. Ribeiro. Raa do Sabflo n.* 114.» 

Contém só o poema com dois argumentos. EdiçSo similhante ás da casa Rol- 
land, de Lisboa. Parece que a tiragem foi de 2:000 exemplares destinados em- 
colas primarias. 

No leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 21050 réii 

# # 

8i. Os Lusíadas, poema épico de Luis de Camões. Edição publicada por§rt 
i' Irmão. Rio de Janeiro. Vende-se em casa de Agra êf Irmão, Rua do OiicMwr a.'^ 
1855. 16.<» de 397. — No verso da folha do rosto, e no pé da ultima pagini,ai» 
diearfio: «Typographia Hrasiliense de M. G. Ribeiro. Rua do Sabão n.* lU.' 

Esta edição é o aproveitamento da anterior, publicada sob o nome da cafl 
Brandão & Irmão, só com a diíTerença do frontispício. 

No leilão de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 2i^050 réis. 

# 

# # 

85. Os Lusíadas, poema épico de Luiz de Camões. Nota edição feita dMM 
das vistas da mais accurada n-itira em presença das duas edições primordiaettitf 
posteriores de maior credito e reputação : Seguida de annotações criticas, fciíàií> 
cas e mythologicas. Com estampas. Rio de Janeiro em casa dos editores Eduará9^ 
Henrique Laemmert, Rua da Quitanda, 77. 1850. S."" 2 tomos de xv-234 [»?•• 
287 pag. 



Tem os ante-rostos como os da edição de 1841, mencionada sob o n. 71. i 
indicarão da imprensa no verso do ante rosto e no ílm do livro, é: ■Typop»' 
pliia de Laemmert. rua dos Inválidos. 61 B.» As estampas sáo das mesmas peortf 
lilhographicas com pequenas variantes no colorido tosco. 



PE CAMÕES *^^ 

A advertência, menos o N. B., e as annotaç^es criticas, sSo copiadas da edi- 
io de Freire de Carvalho. Omíttiram porém as tabeliãs, que correm n'aquella de 
\g. 359 a 367; e puzeram a mais o diccionario dos nomes próprios de JoSo 
!anco Barreto, com o que fecha o volume. 

A esta edição sob o n."* 78 poz Innocencio no Dicc., tomo v, pag. 266, a se- 
dnte nota : 

«... os mesmos editores fízeram no próprio anno de 1856 outra edição dos 
uiadas em 8.'' pequeno, de 395 pag., com um retrato colorido. No frontispício 
B : Nova edição para u$o das escolas, e prosegue como na outra, supra descripta 
m as palavras : feita debaixo das vistas, etc.: porém é notável que, prometten- 
»-se ahi annotações, eslas náo apparecem no livro, c só sim o texto simples, sem 
Ivertencia preliminar, e sem argumentos, etc.» 

No catalogo da camoniana da bibliotheca nacional do Rio Janeiro, publicado 
m Annaes da mesma bibliotheca, vol. ii, fase. n.^ 1, pag. 70, o sr. dr. Saldanha 
i Gaoia, notando que houvera equivoco da parte dos srs. visconde de Juromenha 
hnocencio da Silva, suppondo que os editores Laemmert publicaram no indi- 
ido anuo outra edição em menor formato, acrescenta em resposta ao que acima 
ipiei : 

•Cremos que os dois distinctos escriptores se enganam. Os editores Laem- 
erl publicaram, é certo, uma ediçSo çom este titulo in-8.^ pequeno de 395 
lg., mas muito mais tarde; ella é de 1868, e não de 1856, e não promette no 
tolo, como dizem aquelles escriptores, annotações que não apparecem.. . » 

No leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por Si^iOO réis, e 
> de Gomes Monteiro por Si^OOO réis. 

# # 

86. Os Lusíadas, poema épico de Luiz de Camões, Nova edição, Lisboa, na 
pographia Rollandiana, 1857. i6.<* de 397 pag. 

Como as anteriores. É a sétima da livraria editora Rollandiana. 

No leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 140 réis, e no 
i Gomes Monteiro por 320 réis. 

# 

# # 

87. Os Lusiadas, poema épico de Lais de Camões. Paris. Typ. de Vanduil, rue 
f Saint Honoré, n.* 1490. 1857, 

Como não tenho presente nenhum exemplar, reproduzirei a nota que por 
tal vem nas Obras pelo sr. visconde de Juromenha, tomo i, de pag. 481 a 482, 
ua Innocencio, Dicc, tomo v, pag. 267, sob o n.<* 80 : 

•É de formato inqualificável, pois tem a altura do antigo quarto portuguez, 
^gara igual á do oitavo assim chamado : de modo que em cada pagina com- 
)bende cinco estancias ! Contém ao todo 252 pag. Esta edição traz os argumen- 
1 em prosa e verso no começo dos cantos, sem mais notas, advertência, ou ex- 
eaçâo alguma. É feita sem esmero typographico, e abunda em erros, como tive 



*60 LUIZ 

occnsiílo de observar em um exemplar que . • . me enviou do Rio de Jan 
sr. M. de Mello. — A indica vao do fogar da impressão e suppositicia, eooio 
logo conhece qualquer mediocremente versado nas cousas da t^pographía. C 
que fóra impressa em Nictlieroy, na typ. de Quirino de Irmio, por indo^lr 
editor António José Ferreira da Silva, portu^tuez, entáo esUbelecído no R 
Janeiro com loja de livros, estampas e bijouterias.» 

Segundo me informou o sr. Tito de Noronhaj^é efieclivamente mnaec 
muito ordinária, em mau pa|H;l e mal impressa. 

No verso do rosto, l«^-se : A venda no Rio de Janeiro em caia de âmí 
Ferreira da Siha, rua da Quitanda n.' J9, No fim repete : Tjfp, de Vamlmi, 
Satnt Honoré, n." 490. É ediçfto mui incorreta, e até na ultima estancia do oil 
canto, primeiro verso : 

ou trazendo que . . . 

em logar de 

ou fazendo que . . . 

Tem um exemplar o sr. António Moreira Cabral, do Porto, adquirido so 
polio do fallecido António Martins Leorne. 

# 
# * 

88. Os Lusíadas de Lais de Camões. Nova edição segundo a do ÈÊorgadol 
teus com as notas e vida do autor pelo mesmo comgida segundo as edições de H 
burgo e de Lisboa e enrequecida (sic) de novas notas ed'unia prefação pelo Dr.i 
tano Lopes de Aloura. Pariz na officina typographiea deFirmin Dtdot impresto 
Instituto. Rio de Janeiro, rua da Quitanda, 97. 1859. 8.* de 4 (innumeradas)Hi' 

Eag. — No verso do ante- rosto vem a designação do impressor : «Typograpbi< 
[. Fírmin Didot. Mesnil (Eure).» 

('.onfrontaiido esta edírJo coni a de 1847, mencionada acima sob o n.* 78, 
rece-mc (|ue é a niesina só com a dilTercnça do rosto. Em algumas folhas a 
do papel é mais clara, mas esta alteração d<l-se muitas vezes até na mesma re 
Os tvpos e a espacejaçâo s2o iguaes em ambas as edições, e os erros repelei 
nas mesmas linhas. 

Por exemplo em ambas : 

O titulo da prefação (pag. 1): PREFAÇÃO. 

Na mesma pag., lin. i6 : foráo 

Na mesma pag., lin. 25 : servirão 

Na pag. II, lin. 4 : erudito. M. 

Na pag. i4, lin. 30: lem 

Na pag. 109, ultimo verso do canto i : t2o (está ferido o lil do ú) 

Na pag. 110, primeiro verso do canto-ii : Já (o accento a^'udo esta ai 
do a, devendo estar superior â letra) 



DE CAMÕES *^^ 

\íH' 304, no nltimo verso da est. 16, lé-se temidos, em vez de tímidos. 

o sr. dr. Saldanha da Gama, nos Annaes citados, C(ue na edição de 1847 

jfelg. 31, lin. 30, e a pag. 32, lin. 11, as palavras: tngratídõo e algums; 

úé 1859 foram emendadas para: ingratidão e alguns, D'ahi infere que, 

lUtinia ediçSo, era possível que, alem das paginas do ante-rosto e rosto, 

compor de novo uma ou outra folha. São, porém, de tão insignificante 

erros, que o que me parece provável é que tivessem sido reparados no 

da impressão. 

r. dr. José Carlos Lopes escreve-me que, da edição de Moura, possue um 
aem data no rosto^ mas ó evidentemente igual em tudo o mais á de 

O exemplar existente na bibliotheca nacional de Lisboa foi oíTerecido em 
Bv» da lo80 a este estabelecimento pelo hoje illustre terceiro conservador, 
iBi^entemente cônsul geral de Portugal em Zanzibar, sr. visconde de Castilho 
fa|Qb}y e pertencera a seu tio o conselheiro José Feliciano de Castilho. É único 
iHfemrel. Está alterado e annotado, em todas as paginas, do próprio punho do 
pÍM> investigador e polemista. Reproduziu ahi as variantes e annotaçOes fei- 
Filinto no celebre manuscripto de que já tratei. Isto mesmo declara o offe- 
nToma nota autographa. 

JKò leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 560 réis, e no 
*" Monteiro por 1^500 réis. 

# 

# # 

li. (h Lusíadas j poema épico de Luis de Camões. Nova edição. Lisboa, na ty- 
' • ' RoUandiana, 1860. 16.» de 397 pag. 

Contém só o poema com os dois argumentos, como nas anteriores edições. 
^ mUva da casa Rolland. 

No leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 340 réis, e no 
ones Monteiro por 200 réis. 

# 

# # 

90. Os Lusíadas, poema épico de Luis de Camões, Nova edição. Lisboa, typ. 
X. C. da Cunha. Entulhos da Rua de S. Mamede, 5, 1860. 16.« de 397 pag. 

Edição feita conforme as dos livreiros editores Rolland, posto que com uma 
^^eoa differença no papel, que é um quasi nada maior. Parece-me que é a pri- 
"" — do impressor Luiz Correia da Cunha. 




No leilão de Gomes Monteiro o exemplar da sua collecção foi arrematado 
C» 300 réis. 



# # 



91. Os Lusiadas, poema épico de Luiz de Camões. Edição publicada por Do- 
tmgos José Gomes Brandão. Rio de Janeiro, em casa de D. J, u. Brandão, rua da 

11 




*62 LUIZ 

Quitanda, w." 70; Brandão J' Irmão, mesma ríia, n,* Í24, 1B61. i6.« de 397 p 
No verso da folha do rosto, e no fim da ultima pagina a indicação: «Rio d 
neiro, typographia de Quirino k Irmflo, Rua da Âssembléa, n.« 54«. 

Conti^m só o |)oema com dois argumentos. É a considerada segunda dos 
mos editores. A primeira l^ a que ficou mencionada sob o n.** 83. 

No leilão de Sousa Guimarães foi Tendido um exemplar por 610 réis. 
de Gomes Monteiro por li^300 réis. 

# 
* * 

9â. Selecta Camoniana oh exeerptos dosLusiadas com mmmario$ etuíti 
pUcativas jior António José Viale, professor de litteratura ^r^ ^ latina, no 
superior de letras, e sócio effectivo da academia das tcienctas. Lisboa, livrai 
F. Bertrand J* Filhos, aos Martyres, 78. 1863. 12.° gr. de 8 innumeradas-31 
e mais 1 de erratas. 

No verso do rosto k^-se a nota do editor: «Depositada na bibliotbecai 
nal de Lisboa para os elfeitos da lei de 8 de julho de 1851». E a desif^na; 
impressor: «Typographia Universal. Rua dos Calafates (hoje. rua do Diai 
Noticias), 110». No rosto, por cima da sigla do editor A. S., a seguinte epign 

Selige de libris óptima quaeque bonis. 

Li» 

A sigla A. S. era a de que usava Albano Anthero da Silveira Pinto 
fallecido), que se entregava á public^ição de livros para as escolas primarias 
o intuito de augmcntar o trabalho na typographia Universal, e n'aqueila epoct 
dos proprietários d'ella. 

A impressão da Selecta é commum, em papel inferior, como em geral a 
çOes feitas para as escolas, e por preço baixo. Custava 320 réis. No prolo; 
clara o erudito auctor que comj)oz este livro : « Supprimindo os logares perig( 
infância dos primeiros aniios ; fazendo preceder de um summario cada un 
excerplos, indicando nVlle o assumpto de que trata; acrescentando aos desc] 
no lini (lo livro, breves nolas, nas qiiacs dÁ resumida noticia dos personageu 
toricos ou mythologicos ; elucidando nas mesmas notas os passos escabroso 

ue encerram alguma difliculdade; alguns desprimores métricos e outros dt 

os incorridos pelo pocía»., etc. 



l 



No exemplar existente na bibliotheca nacional, em ampliação ao ques< 
pag. 311, lin. 27: uUeroas. Os comnientadores de Camões confessam a sui 
rancia sobre os Heroas de que o poeta entende aqui de faltar « — puzerami 
gem em nianuscripto o seguinte : 

''('amOos quiz recordar o nome antigo de Sues, que era Heroêpolis, isti 
cidade dos líéroas. — 7 Novembro 79. J. C.» 

O prologo ocpupa quatro paginas, incompletas; seguem-se os exceqU( 
cantos (pag. í a 272), e as notas (pag. 273 a ííli). 

No leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 220 rei; 
de Gomes Monteiro por 400 réis. 



DE CAMÕES *^ 



# 
* # 



93. Os Lusíadas, poema épico de Luis de Camões. Nova edição, Lisboa, na iy» 
graphia RoUandiana, 1863. 16.» de 397 pag. 

Exactamente como as anteriores. Ê a nona edíçSo da casa Rolland. 

# 
# # 

94. Os Lusíadas, noema épico de Luiz de Camões. Lisboa, typ. de L. C. da 
ãy 1864. 16.0 de 397 pag. 



'" Náo vi esta edição. Vem, porém, citada no Manual bibliographico, de Ri- 
■rdo Pinto de Mattos, do Porto ; e nos catálogos das bíbliolhecas dos fallecidos 
iJÉDingos José de Castro e do visconde de Macedo Pinto. O exemplar de Castro 
|M Tendido por 420 réis. 



* 
# * 



95. Os Lusiadas, poema épico de Luis de Camões, Nova edição. Lisboa, na 
tpographia Rolkindiana, 1865, IG.*" de 397 pag. 

Como as anteriores edições. É a decima dos livreiros editores Rolland. 



# 

96. Os Lusiadas, poema épico de Luis de Camões. Nova edição conforme á de 

^-^7, in-4.'*, de Dom José Maria de Sousa Botelho, Morgado de Maíteus, correcta 

icufa á luz por Paulino de Sousa, bacharel em sciencias. Paris em casa de V* J. 

Áillaud, áuillard e C/ 47, rua Saint André- des-Arts, 47. 1665. 12.» de 12- 

^ pag. Com retrato. 

O frontispício é impresso a preto e encarnado, e tem ao centro as armas de 
^rtugal e do Drazil, ligadas e ornadas com palmas, rematadas com a sigla dos 
Utores A. G. (Aillaud, Guillard). O retrato de Camões é gravado em cobre, em 
^vueno formato, podendo servir tanto para os livros em 8.** como em 16.«; ode- 
liho é de Schneider e a gravura de Fournier, com a data de 1864. No começo 
^ cada canto, alto da pagina, v<}-se uma vinheta allegorica, aberta em madeira, 
iUdo os desenhos das primeiras seis de L. Penet e as gravuras de Sargent; e os das 
^tro restantes, de Lix e Lehuger. O trabalho do retrato é fmo, mas no dasgra- 
Oras em madeira nâo se encontram nriniores. No fim do livro tem a indicação 
ITwgraphica : «Poissy. Typographia (ie A. Bouret». 

Este livro contém : ao leitor portuguez (preambulo, em duas pag, innumera- 
is); prologo (5 pa^. innumeradas); aviso da edição de 1818 (pag. 1 a 3); discurso 
relimínar apologético e critico (pag. 4 a 27); breve analyse do poema de Ca- 
lões (pag. ^8 a 33); breve noticia da \ida de Camões (pag. 34 a 41); o poema, 
MD os dois argumentos (43 a 443); e o indice dos nomes próprios que se con- 



164 



LUIZ 



tém nos Lusíadas por Franco Barreto, augmentados e corrigidos por Pftulioo k 
Sousa. 

O discurso preliminar, a analyse do poema e a vida de Camões, sSo eopi^ 
dos da edição de Thomás de Aquino. No prologo, Sousa escreveu : 

•O retrato com que vae ornada esta edição é talvez o único que reprooll 
a verdadeira physionomia, e as nobres feições do poeta guerreiro; aquelle que» 
conhece geralmente foi delineado por Gérard, e quasi rutda tem do typo porti- 
guez : o que será fácil verificar por uma simples comparaçSo. 

«Trabalhámos sem poupar-nos, e quanto julgámos preciso pan que esta mb 
edição se apresentasse limpa de erros, e sem as imperfeições que se ootavuicB 
muitas das que vieram á luz anteriormente.» 

Apesar d'isso, noto que a pag. 341 deixou sair na est. 65 do canto Tm aki 
verso: 

Na geração de Adão, co'a falsidade; 

quando devia ler-se, como já notei acima, a propósito da ediçfio de 1819: 

Na geração de Adão co'a falsidade 

e na pag. 360, não corrigiu o ultimo verso da est. 16 do canto ix : 

Do mar incerto, temidos e ledos 
que devia corrigir : 

Do mar incerto, timidos e ledos : 

No leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 14500 réii^i 
no de Gomes Monteiro por 1^000 réis. 

# 
# * 

97. Os Lusíadas, poema épico de Luis de Camões, Nova edição feita 
das vistas da mais acurada critica em presença das duas edições primordiaaeM 
posteriores de maior credito e reputação : Seguida de annotações criticas, Ikistorv 
cas, e mythologicas. Com estamjpas. Rio d^ Janeiro em casa dos editores Eàmétl 
Henrique Laemmert, 17, rua da Quitanda, 77. 1866, ò,"" 2 tomos de xvi-^P>& 
e 287 pag. 

O retrato e as estampas são lithocrraphadas e coloridas, dilTerentes no 
nho das que empregaram na edição de 1841, e posto que os traços sejam 
correctos, o colorido é por igual mau. 

D'esta e de outras edições camonianas, feitas no Brazil, aão são vulgares^ 
exemplares em Portugal. 



98. Os Lusíadas, poema épico de Luiz de Camões. Nata edição. Liana, 
de F. X, de Sousa éc Filho. 26, rua do Ferregial de Baixo, 26. 1867. 16.« 
397 pag. 



DE CAMÕES *^ 



* 
# # 



99. Os Luêiadas, poema épico de Luiz de Camões, Nova edição, Lisboa, typ, 
9 L C. da Cunha, 5, calçada do Conde de Penafiel, ô. 1868. 16.« de 397 pag . 
-Tem mais a indicação : «Á venda na livraria de J. J. Bordallo. 24, rua Augusta^ 

A propósito das edições feitas por este impressor (o já fallecido, Luiz Cor- 
na da Cunha, da Costa do Casleiio) e com a indicação do livreiro onde estavam 
^ venda, convém lembrar uma circumstancia, que me foi rememorada por um 
■ligo livreiro editor. 

O Correia da Cuolia costumava fazer as edições de 2:000 ou 4:000 exem- 
hns, em papel muito ordinário e impressão mui tosca, por sua conta. Depois, 
ínitava a venda com os livreiros aos centos com grande abatimento, e fazia para 
■da um frontispício especial, em que declarava o nome d'elles, como editores. 
^mHe modo, era possivel apparecer no mesmo anno a mesma edição com dois 
■ três nomes, o que significava que cada um d'eiles ficara com sua parte. A 
âiçSo tinha comtudo esta difTerença para o mercado, e é possivel que assim 
Iguma figure em camonianas como de diversa procedência ; mas, confesso que 
imbem não posso averiguai -o. 

# 
# # 

100. Os Lusíadas, poema épico de Luiz de Camões, Nova edição para uso das 
tecias feita debaixo das vistas da mais acurada critica em presença das duas edi- 
S#» primordiaes e das posteriores de maior credito e reptUação, Rio de Janeiro, 
An casa dos editores Eduardo Sf Henrique Laemmert, 68, rua do Ouvidor, 68. 
66!9. 16.^ pag. de 395 pag. Com o retrato do poeta colorido. 

Este retrato é o mesmo que serviu para a edição de 1866 (n.° 97). O livri- 
ho contém só o texto do poema, e era o destinado ás escolas, mencionado por 
]lii?oco, como já indiquei sob o n.° 85. 



# 
# # 

101. Obras de Luiz de Camões, precedidas de um ensaio biographico no qual 
f relatam alguns factos não conhecidos da sua vida augmentados com algumas 
mposições inéditas do poeta pelo visconde de Juromenha. Lisboa, Imprensa Na- 
mal. 1860-1869. 8.« gr. 6 tomos. 

A edição é mui nitida, impressa com caracteres modernos e inteiramente 
nros, e honra o estabelecimento typographico d'onde saiu. Teve tiragem espe- 
úy em papel superior, para brindes. 

O retrato foi desenhado e gravado em cobre por Sousa (Joaquim Pedro do 
osa, professor da antiga academia de bellas artes de Lisboa, hoje fallecido). É 
itado do de Gérard, porém com traço mais franco. Foi estam[)ado na oíficina, 
» então possuia a mesma academia, pelo hábil estampador Silencio (Silencio 
rísUo de Barros, também já fallecido). 



i66 LUIZ 

Na dedicatória á naçSo. o illustre editor pez estas formosas phrases . 

«... separado iuleíramente da vida publica, mas devorando-me ao 
tempo o desejo de me nilo torn.ir inteiramente ura cidadSo inútil e estéril na so- 
ciedade onde nasci, procurei como allivio, ou antes emprego muito agradsni, 
fazer a autopsia dVssc eoraçílo tSo portuguez, que ahi exponho ao publico t2o pal- 
pitante ainda de patriotismo. Possa sivnpre aquelle fogo sagrado ao amor dapi- 
tria que o abrasou cm \ida, inllamuur os meus prezados conterrâneos a acç^ 
tâo nobres e generosas como aquellas das quaes «He foi tão elevado pre- 
goeiro.» 

O tomo [ (impresso cm 4860), de \xi-5i6 pag., com o retrato de CamOa^ 
contém: á liarão portuguoza dlediratoria. pag. v e m); advertência preliminar 
(pag. VII a \\\)\ vida de (larnões (pa;;. 1 a l/o); elogios dedicados a Cain<^por 
alguns fsrriptnres, em verso (p:ig. 176 a 208); tradueções dos Lusíadas e oottai 
obras de íiam«ies. e relarilo dos andores estrangeiros que escreveram sobre o 
po*'la (pag. á09 a IJ02); escriptores porluguezes, que citaram ou escreveram acerca 
de í«aunli»s, ou lhe dí*dicarani escriptos em prosa ou verso (pag. 303 a ilõ); nota 
dos artistas, que desenharam, gravaram ou pintaram retratos, ou quadros relati- 
vos a (»i!n(:iies (pa;:. 417 a 451); not.i das medalhas gravadas e cunhadas em hoan 
de Cam(l«'s (pag. 453 a 455); nota dos projectos dos monumentos que deviam ser 
erigidos ao egre^'io po<Ma (p ig. 457 a 4b4); relaçáo das edie(5es camonianas (pag. 
445 a 484): e notas, em numero de 96, á biographia (pag. 485 a 5iG). 

O tomo II (1861) de â iimumeradas-xxiv-572 pag. e mais 1 de erratas, con- 
tém : advertência preliniinar (pag. v a xxiv): rimas (sonetos, ccclii; canções» xxi; 
sextiuas, v; odes. xiv; oitavas, ix), de pag. i a 362; notas às rimas (pag. 363 a 
Yi5), e indico (pag. 567 a 57á). 



;: 



N'esl«í tomo, entre o ante-roslo e o rosto, vem cinco espécimens de manuscri- 

{itos. em duas paginas lilhographadas, d'este modo: 1 /Vic-simf7«daassignaturade 
). Cathariíia de Athaid«*: 2 inss. p.Mlen.;«^ntes ao editor; 3 mss. aulojfraphos dí 
Manuel de Faria e Sousa; 4 mss. de L. Pranco; 5 mss. Triumphos do Petrarca. 

O tomo III (18()l), d<* 520 pi g.. eontéin a continuar.iío das rimas: eç\osu. 
XVI (pig. 5 a l()á), elfgias, xxv (pag. 16') a 265i: Da cieação e composição ih Hq» 
mnn, (|ue não é de (/i iiõfs, thís caritos íi>ag. 267 a 32ii); notas explicativa*, per* 
tenr<Mil«'s aos três caiilos Di muirrio do hniwm (pag. 325 e 326); peças relatirti 
aos indicados tr^s canlos (pag. 327 a 357); notas às rimas (pag. 359 a ol8i;e 
Índice (pag. 51'.» ^i 520). 

O tomo IV (I8i»3), de 'il)2 paj:., contém a continuação das rimas: redondilha* 
ípn;:. 5 a IHI); as com-ilias IiHrei SAeiico (pa^r. 195 a 258): Oi amphidwê (pig. 
251) a 3á5i; r Fiknlfinm fp.ig. 325 a 417): notas ás redondilhas (pag. 410 a íílOi; 
e nula> as comedias (pajj. 4S0 a 4SS); e iiidice (pag. 489 a 492). 






O t<Mn(» \ (18114), d»' 451 f)ag., contém: Triumphos de Francisco Petrarca 
traíluiM-ão : Tihimphn do Amor, d.i Cn<iid'idt'. da Mnrtp, e da Fnm-i, e resp«'Clivo 
CiuiiiiiiMiiario (pag. 5 a 215 : prosas. coriltMulo sete cartas c a Satyra do Tornér [ 
(j)a.!;. 219 a 2iS); appfridicí» primeiro, contendo: ])oesias ref*'ridas a F.iinõ«'spor 
alguns i'<cri[)(.)res ([)ag. 2i9 a 'M^X): dociiiiKMitos. que ampliam as infornuçC-íS 
l)i'»grapliicas. já dadas em outros incluidos no tomo i (pag. 311 a 319): iiulaíle 
lradijeçn's dos /j/s?V/////.s e outras (>hras de (/imões. e noticia de alguns auolores 
estraiiLM-iros (> porlngiiezes que eserevi-rain s«>l»re o poeta (pag. 321 a 34^); neta i 
dos artistas que executaram obras em ln»ura do p'»eta (pag. 350 a 35^); noia ilí 
medalhas em honra de Camões (j)ag. 359 a 301); projectos dos monumentos a d- 



DE GAMÕES *^7 

(pag. 361 a 387); noticia das edições das obras do i)oeta (para acrescentar 

que vem no tomo i) (pag. 389 a 411); indice chronoiogico das edições das rí- 

is de Camões que demonstra como successivamente se foram acrescentando as 

■ÉDecçOes de poesias que se imprimiram posthumaá ^pag. 415 a 435j; considera- 

ácercada traducçãodos Triumphot de Petrarca (pag. 437 a 451); e rectiíica- 

(pag. innumerada). 



O sr. visconde explica os motivos que o levaram a dar este appendice, es- 
■erendo o seguinte : 

«Julgámos dever dar em additamento n'este appendice ás obras e noticias 

ejá publicámos e dizem respeito a Camões e ao seu poema, algumas que es- 
ieram, e outras que vieram ao nosso conhecimento ou se publicaram de novo, 
MS que saiu á luz o primeiro volume d'esla edição até ao auinto, que agora 
pb do prelo, bem como algumas addições aos artigos já publícaaos no citado vo- 



(Fica pois guardado para o secundo appendice dar noticia das obras das 

i, alem das que agora se publicam, houver conhecimento ou sairem no in-. 

lio que decorrer até o final complemento d'esta edição, para cujo íim se pro- 

desae já a novas indagações fòra do reino, no que diz respeito a auctores 

MriDgeiros.» 

Tomo VI (1869), de xxxi-542 pag. e 1 innumerada de erratas, com o retrato* 
Vm Yasco da Gama e outras estam[)as, contém : dedicatória á memoria de Vasco 
faiGama e Camões (pag. vii e vni ínntinieradas); prologo (pag. ix a xxiv); argu- 
tanto do poema (pag. xxv a xXxi); os Lusíadas (pag. 1 a 395); estancias des- 
ivoadas e omittidas por Luiz de Camões na primeira impressão do seu poema 
«Doforme os dois mss. descobertos por Manuel de Faria e Sousa (pag. 397 a 419); 
i^Oes varias (pag. 4!21 a 458); apothegmas (pag. 459 a 464); tabeliã das edições 
tw obras de Camões, em numero de 97 (pag. 465 a 470); 'abella das traducções 

B. 471 a 475); diíTerenças orlhographicas, confrontação feita entre as duas edi- 
dos Lusíadas de 157:2 (pag. 473 a 519); estancias extrahidas da Ulissea de 
ftdbriel Pereira de Castro (pag. 521 a 527); notas (pag. 529 a 542); e erratas (pag. 
^Domerada). 

Este tomo, alem do retrato de Vasco da Gama, também gravado a cobre por 
misa, tem mais em líltiographia : as naus que foram á índia em 1497 (fac-simile 
(«uma aguarella), estampa desdobrável, entre as pa^. xxxi c a pag. 1, á frente 
k> poema; os bustos de Vasco da Gama e Paulo da Gama, seu irmão, copias dos 
rue existem no claustro de Belém, entre as pag. 130 e 131, cm frente do começo 
m canto iv, e o de Nicolau Coelho e de Pedro Alvares Cabral, entre as pag. 342 
' 343, cm frentfí do começo do canto x; serie de fac-similes de as^igoaturas de 
tib e membros da familia real, desde el-rei D. Diniz até el-rei D. Sebastião, e car- 
teai D. Henrique; vice-reis e governadores da índia, desde D. Francisco de Al- 
Binda até D. Luiz. de Athayde; e homens notáveis da índia, desde António da 
i&Teira até D. Álvaro de Castro, 18 estampas seguidas, em pagina, collocadas en- 
fe« as pag. 528 e 529. 

Os factos ignorados relativos a Camões, e os inéditos, introduzidos n'esta 
iíçSo do sr. visconde de Juromenha, são: 

No tomo i: factos principaes : a data do óbito do poeta em 1580 (pag. 129), 
Nn documento incontestável (pag. 172), e a sobrevivência da mãe Anna de Sá, 
mbem provada com documento (pag. 172 e 173). Inéditos : a satyra de André 
ileâo de Rezende (pag. 194 a 205). 



*^ LUIZ 

Xo (orno II : as odes xiii e xiv (pag. 289 a 293); e a oiU?a ix (pag. 343). 

No tomo III : a egloga xvi (pag. 158) e as elegias xxv, xxvi, xxvn, zivin e 
XXIX (pag. 247 a 265). 

No tomo V : as cartas vi e vii (pag. 239 a 244); e a elegia a Luiz de Oi- 
mOes sobre os amores ila escrava (pag. 307). 

Alem de outras, as peças mais duvidosas e contestáveis, que oceupam nuii 
de 3(K) paginas, e que podiam deixar de ser incluídas n'estacoliecç2o,aliáidi|u 
de aprero por muitas circumstancias, sâo: a Creação e composição do homm,iio 
totnu in. de ])ag. 2tí7 a 3o7, com uma nota de pag. 516 a 518; e os Trmmfim 
de Petrarca, traduccão, no tomo v. de pag. 5 a 215, com uoias observações criti- 
cas e transcrip«;ão, de pag. 462 a 467. 

Em as notas do tomo ui, vem de pag. oi6 a 518 uma relativa á CrMçãoM 
homem, em que o próprio sr. visconde confessa que esta composição não é de Ca- 
mões. Ahi li'io o soguinle : 

«Este poema imprímiu-se pela primeira vez em nome de Camões, no anuo 
de Kilo. . . Não sSo de Camões estas oitavas, e nSo é preciso ser muito atilado 

gara o conhecer. . . Hoje não sú posso afllrmar com plena certeza quen2os3ode 
amues, mas, graças ai» ex.™" sr. Vicente Ferrer Netto Paiva. . . indicar afoata- i 
mente o verdadeiro auctor, que foi, sim, um amigo de Camões (porêinnâoo | 

{»oeta). isto <s André Falcão de Rezende, sobrinho do nosso arcbeologo André de 
lezende. De um exemplar ainda não completo das obras d'este auctor, aliás in- , 
teressantes a mais de um respeito, que na imprensa da universidade se imprime ' 
debaixo da inspecção de s. ex.*. . . e d*onde pude já extractar uma carta inédita 
dirigida ao seu amigo (Camões, tirei não só as dedicatórias de André Falcão ao 
duque de Aveiro, que junto, mas os versos latinos do medico Pedro Gomes em 
elogio do auctor, a quem pela sua proiissãodevia^xtremamente agradar o pceoia, 
e o qual, na forma usada d'estes encómios, não deixa de comparar o nosso .\a- 
dré Falcão a Homero e Virgílio ...» 

No fiin do tomo v, pag. 442, escreveu o illustre editor esta nota relativa- 
mente á versão dos Triumphos de Petrarca: 

«Estava já escripta esta nossa exposição, quando mostrámos as folhas /d 
impressas da traducção desconhecida a pessoa que reputámos de maxinta compe- 
tência em assumptos de lilteratura. As suas opiniões a este respeito são ioteira- 
menle oppostas ao nosso parecer, fundando-se nas nmitas imperfeições que nVlIa 
encontra. O nosso acatamento pela sua auctorídade, e não menos a nossa leal- 
dade, reclamam que a([ui deixemos consignada esta sua convicção, que apesar de 
tudo não abalou a nossa. 

«Acrescentámos porém que, bem ou mal attribuida, o publico illustradopo- 
deni ler pela primeira vez vertido em lingunfíem nacional o poema do vate lU- 
liano. sendo assim mesmo para lastimar que esta versão não se ache completa... « 

No tíxemplar d*esle tomo, da collecção da bibliotheca nacional de LísUa, 
estão aiinotadas á iiiarKeni as pag. 444 a 447, em i|ue o sr. visconde poz um trin- 
cho do Triumpho da Morte com a versão em frente. A ultima d'essas notas é a 
seguinte (pag. 447): 

•Em 70 versos, 2o. pelo mentós, errados. Quasi nunca exprimidos os bell» 
pensamentos do oriv^inal. Apenas meia dúzia de versos bons. E o traductor foi 
aihleta a luctar contra outro alhleta.» 



DE CAMÕES *^^ 

AUusâo ás pbrases iinaes do editor, que rematou o tomo,d'este modo: 

«Quem ao ler esta parte traduzida, comparando-a com o original, deixará 
B reconhecer que houve lucta de atbleta contra athleta», etc. 

Note-se mais que ao tomo i fez Innocencio no Dicc., tomo v, de pag. 240 
U9, aJgumas observações e correcções, ao que o sr. visconde respondeu no tomou, 
if. XXIV, addicionando no fim do mesmo tomo, em pag. innumerada, uma tabeliã 
B erratas ao tomo i. 

O sr. visconde de Juromenha, no prologo do tomo vi, prometleu dar mais 
m tomo, em que se occuparia do episodio deignez de Castro e dos homens mais 
Dtiveis, ^ue floresceram nas epochas brilhantes a que se referem os Lusíadas; 
Vks, por circumstancias que ignoro, n9o concluiu esse trabalho, o que é para sen- 
r,'porque de certo o nobre editor teria occasiSo de modificar algumas de suas 
pínites, ampliando ou rectificando factos e documentos. 

A sua morte, occorrida em maio do anno corrente, 1887, veiu, talvez, sus- 
ender de todo a desejada publicação final, se os seus herdeiros não poderem 
Dlligir 08 importantes apontamentos que o benemérito escriptor deixou ine- 
Elos. 

No leilAo de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 9i^500 réis, no 
• Innocencio por 9i360 réis e no de Pinto de Aguiar por 10;$000 réis. Existem, 
orém^ ainda exemplares á venda na imprensa nacional por 9^200 réis. 



102. Os Lusíadas. Epopéa de Luiz de Camões, Edição popular, conforme a 2,* 
f ltn2, com um prospecto chronolog^ico da vida do poeta, e um retrato. Porto, Im- 
rema Portugtieza, rua do Almada, 161. mdccclxix. 16.^ de xxiv-449 pag. Com 
strato gravado por Molarinho. 

Contém : advertência do editor (pag. v a vii); Camões histórico (ephemerides 
tmonianas, pag. ix a xxiv); o poema, com dois argumentos (pag. 1 a 449), tendo 
> fim de cada canto as variantes, segundo Faria e Sousa. 

O editor declara, na advertência, que seguiu para esta reproducçSo dos Lu- 
tàae a chamada segunda edição de 1572. Em alguns exemplares apparecem erra- 
s os títulos das pag. 49, 51, 53, 55, 57, 59, 61 e ti3, que tem Canto i, em vez 
CanioM, 

No leilão de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 400 réis. 



103. Lusíadas. Epopea de Luiz de Camões. Edição popular, conforme a 2.' de 
*2, com um prospecto chronologico da vida do poeta, as variantes e estancias 
iiidas. Porto. Imprensa Portwjueza, rua do Almada, 161. mdccclxx. 16.<* de 
v-449 pag. 



170 



LUIZ 



Não vi esta edif2o, mas parece-me que nSo deve lazer grande differença di 
anterior. 

# 
* # 

iOi. Ox Lusíadas, poema épico de Luiz de Camões, Noca edição popular, cm» 
fonne ás edições daMieas de Í572, au^mentadti com a vida do poeta e com um gim- 
sário dos nomes próprios. Lisboa, typographia Sousa jf Filho, 145, rua do mrU, 
145. 1871, 16." de xxiii 395-LXVin pag. Com retrato. 

Centram : brove biographia de Camões ; glossário dos nomes próprios; e o 
poema, com dois argumentos. É ei1í«;:V) feita p^ira as escolas, por conta dacaa 
Rolland & Soruiond, rua Nova dos Martyres, 3. Pôde cuntar-se como a undeeinu 
dos editores Rollatid, pois a casa era a mesma só com a madança de firma. 

Parece que, pela mesma epoclia, se fez d*esta edição uma tiragem sem a indi- 
cação da iirma dos editores, como acima. 



# 
* # 



\. Poema épico de Luiz de Camões, Nora edição contendo: Brm 
irtor, noticia acerca de Vasco da Gama ê da sua viagem i 



10'i.' Os Lnsiadas. 
noticia d4i rida do aufi 

Jndia e o Diccionario dos nomes próprios usados no mestno poema. Porto, em eau 
de Cruz Coutinho, editor, rua dos Caldeireiros, 18 e 20. 1871. 12.* de xxiv-360 

pag- 



N«> verso do frontispício tem : ««Typojrraphia do Jornal do Porto. Rua Fer- 
reira Borí;«*s, 31'). A vida di» Cnmdes ó do padre Tliomás José de Aquino ; e a no- 
ticia de Vasco da Gama é exlrahida da clironica de el-rci D. Manu^^l. de Dami2o 
de Góes. 

# 

106. Os LuaiafJns.popma épico de Luis de CamÕ"S. Nova edição conforma á dt 
1SJ7, in~t." d'* Dom Josr Mnria de ^num Botelho, Morgado de Mattnis. correcta e 
dada á luz pnr Paulino d»* Sousa, h'ji'hiin'l em scirncias. Paris em rasa da T.* /. 
P. Mllaud. Guillard e C." 47, rua de Saint André-des-Arts, 47. 1873. lá.* de 8 
(innuin('rail,is)-.j.'U)p:ig. í^om retrato «? viiilietas no começo dos cantos. O retnto 
ê desenhado por F. Sciin»'i(ler e gravado por F. Fournier. 

O frontispício a duas con^s. No verso da follia do ante-rosto. e no fecho do 
volume: <'Paiis. Imn. Simon Ra«;on c í^onip. Hua de Erfourlh, 1«. EsLa ediçáoê 
a luí-sma d»» 1S05, dn casa Aillaud, com a diíTerença do ro^to e do «Aviso da edi- 
ção de i8iS>», que foi supprimido; o das duas ultimas paginas, que reproduziram 
nara p<V a designação do impressor. 

Ai)parec<^u annunr'iado um exemplar por 1^800 réis na livraria de Kflhl, 
de Berlim. No catalogo da ca<a Aillaud tem o preço de 7 francos e 50 cên- 
timos. 



DE CAMÕES *7* 



* 

# * 

107. Os Lusíadas de Luis de Camões. Nova edição segundo a do visconde de 
wromenha conforme á segunda publicada em vida do poeta; com as estancias des- 
retttdas e omittidas na primeira impressão do poema e com lições varias e notas, 
sipsig. F. A. Brockliaus. 1873. 8.«> de xvi-266 pag. — Na ultima pagina tem : «Im- 
mso por F. Â. Brockhaus, Leipzig». 

Contém : prologo do editor, em que declara que seguiu com o maior cuidado 
ledíçáo do sr. visconde de Juromenha (pajç. v a vii) ; índice (pag. vni a x); ar- 
{amento do poema (pag. xi a xvi); os Lusíadas (pag. 1 a20'i); estancias despre- 
■das e omittidas (pag. 20õ a 221); lições varias (pag. 222 a 251); apothegmas 
^. 252 a 254); notas (pag. 255 a 266) 

EdirSo vulgar, e nãío é apreciada por ser das mais erradas, que tem vindo 
lo estrangeiro. É o tomo v da CoUecção de authores portuguezes, de Brock- 
bns. 

No leiláo de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 6()0 réis, no de 
!iliíz António Pinto de Aguiar (1883) por li^200 réis, e no de Minhava por 
ao ou 400 réis. 

# 

# # 

108. Obras completas de Luís de Camõps. Edição crítica com as mais notáveis 
mantes. Porto. Imprensa Portugueza, editora. 1873-1874. 8.» peq. 

Esta edírão constitue os n.*>' 1 a 7 da Biblíotheca da «Actualidade», fundada 
ílo typographo editor Anselmo de Moraes. Comprehende trcs tomos, divididos 
Q sete partes, que o editor denominou volumes, d'este modo : 

Tomo I (Parnaso de Luiz de Camões): Vol. 1.° Sonetos,' de vii-220 
pag. e 1 de Índice. — Vol. 2.° Canções, Sextinas e Odes, de vn-190 
pag. e 2 de indice. — Vol. 3.° Elegias, de viii-121 pag. — V^ol. 4.® 
Eglogas, de 201) pag. e 1 de indice. 

Tomo II (Cancioneiro ds todas as redondUhas e autos): Vol. 5.° Redon- 
dilhas, de vii-243 pag. e 1 de indice. — Vol. 6.<* Autos e cartas, de 
228 pag. 

Tomo III : Vol 7.° Os Lusíadas, dje xu-Wi pag. e 1 de indice. 

O tomo I tem a data de 1873 ; e os tomos ii e iii a de 1874. 

Cada tomo, como se viu, contém uma introdiicçáo, que encerra as rasões que 
íditor teve para preferir esta ou aquella liçáo, e formar a sua obra ; porém, n5o 
! parece que traga para a biblíographia camoniana alguma novidade apreciável. 
volume z.* declara que a liçáo do texto camoniano deve ser a que adoptou o 
visconde de Juromenha, combinando as edições de Faria e Sousa com as do 
ire Aquino e Barreto Feio. Com relarSo ao poema, no vol. 7.*», parece-lbe que 
torna obrigatório o seguir sempre, a edição de 1572 que se reputa segunda, na 
ai o poeta fez alguns retoques. 



*7Í LUIZ 

Os volumes eram ofTerecidos aos assigaantes da Actualidade, nm por m 
No leilSo de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 600 réis. 



# * 



109. Os Lmindas de Luiz de Camões. Unter tergleidiung der besten texte, 
angabe der bedeuteudsten varianten und einer kritischen einleitung herausge^ 
von I)r. Cari Roinhardstoetiner , privaldocenten der RomanUchen Sfradien uná 
teraturen an der K. PoL llorhschnle zn Múndien. Strauburg. karl /. Tnà 
London. Trubner y Comp. 1814. 8.*» gr. do 4 innnmerada-xu-318 pag. e mi 
de erraU.— iNo verso da íoltia do rosto : Buctidnickerei von G. Otto lu Dam» 

Contém : prologo fvorwort) do dr. Reiíihardstoettner, com data de S 
chen, abril 1874 (2 p9g. innumeradasj; notadas mais notáveis edições citadi 
livru (p.ig. I a XXXVIII); argumento em verso dos Lusiadas (de Franco Bam 

SpaK. xxxix a xli); o poema, tendo no fim de cada pagina as variantes (pag. 
197); e indic>^ dos nomos próprios (pag. 299 a 318). 

Esta edi(;3o é estim.ida. porém nSo rara. N2o tenho visto senSo exempl) 
em papei com largas margens, de inferior qualidade e impres.são commam, a 
não posso dar a qunlilicaçílo de nítida por me parecer fraca e desigual, o (jae 
a bolleza a qualquer trabalho t v pograpnico. Todavia, nfto a julgo má. Foi pa 
cada em dois folhetos, tendo Õ primeiro a data de 1874 e o segundo a de U 

No leilão de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 2M30 réis 
no de Pinto de Aguiar por 1^500 réis. 

# 

# # 

iiO. Os ÍMniadas de Luis de Camões. Lisboa, António Maria Pereira, táxi 
Typographia d£ J. C. de Sonsa Neves, 1874. ÍG." 

É a primeira ediçfio que o editor António Maria Pereira mandou imprío 
de conta própria para uso das escolas. 

* 

# # 

111. Os Lusiadas, poema épico de Luiz de Camões. Nova edição popHl 
conforme á segunda de l/)72, nwjmentada com a vida do poeta e com tim.Q/ofM 
dos nomes próprios. Lisboa. Editores RoUand cí; Semiond. 3, rua Nota dos .W 
tyres, 3. 187õ. iG." do xix-iGO pag. com o retrato de Camões. — Tem a designa 
«Imprensa do J. G. de Sousa Neves. l{ua da Atalaya, 65». 

É a duodécima da casa Holland. T»'m differença das anteriores. Foi re\ 
pelo bem conceituado colleccionador conselheiro Minha va íjá fallccido). 

112. Os iMsiadas de Luiz de Camões. Edição reproduzida da 2.* de lã 



DE CAMÕES *7^ 

revista jwr Theophilo Braga^ Porto, Imprensa Portugueza, 1875. 12.« de vn-445 
pif . e mais i de índice. 

EdiçSo especial, de que se tiraram apenas 16 exemplares, conforme a de 
1874 da mesma casa, & aproveilado o mesmo texto, segundo a nota da pag. 19 
do «Catalogo da exposição camoniana do centenário no palácio de crystal do 
Porto». A tiragem foi em papel de linho. 

* 

# # 

1 13. Os Lusiadatj poema épico de Luiz de Camões. Nova edição, cuidadosamente 
fivtsla e conforme ás de 1672, precedida da biographia do poeta e seguida de um 
êktkmario aos nomes próprios. Lisboa, livraria de António Maria Pereira, editor, 
iO, rua Augtuta, 62. 1875. 16.'^ de xvui-457 pag. Com o retrato do poeta, desenho 
ii Almeida e mvura em madeira do professor João Pedroso. í Impressa na ty- 
lographia de Lhristovão Augusto Rodrigues, rua do Norte, 145.) 

Contém : notícia bíographica de Camões^ a qual, posto não a assienasse, fo 
CMrlpta por Innocencio Francisco da Silva (que dirigiu e ve\\u esta edição, sob 
èda de 12 de abril de 1874 (pag. ni a xvui); o poema com os dois argumentos 
.teg. 1 a 395); e o diccionario abreviado de nomes próprios (pag. 397 a 457). Como 
Mi^ para as escolas, é das melhores que conheço. 

Encontro na biographia citada dois paragraphos, que devo transcrever para 
Mmeentar as informações, que deixo aqui, com o parecer de um escriptor, cuja 
sndição todos respeitavam : 

•Sobre a data do seu falleci mento vogou por muito tempo uma opinião er- 
lonea. Todos os biographos, co[)iando-se uns aos outros, e seguindo n'esta parte 
a ioscrípção sepulchral, lhe assignavam o anno de 1579. O erro acha-se porém 
desfeito; á vista do documento irrecusável, e graças á investigação do sr. visconde 
^ Joromenha, não mais é licito duvidar de que Camões falleceu a 10 de junho 
^1580, isto.é, precisamente quando Fiiippe II, para apossar-se de Portugal á 
"Viva força, fazia marchar para as fronteiras, sob as ordens do terrível duque de 
AUm, um exercito de 80:000 homens ! 

«Quanto ao local da morte houve sempre n'esse ponto notável discordância. . . 

«... n'este embate de encontrados pareceres não nos julgámos em nosso ha- 
iDikle entender habilitado para tomar por qualquer d*elles partido decisivo. 

«O que não padece duvida é que, após o falleeimento, fora o cadáver do 
]N)eta conduzido á egreja das religiosas de Santa Anna (que então servia de pa- 
lochia) e ahi sepultado sem alguma distincção ou epitaphio. Assim permaneceu, 
^ que passados annos (diz-se que no de 1595) D. Gonçalo Coutinho o fez trasla- 
te para diverso jazigo, mandando cobrir este com uma campa (em cuja inscripção 
- Aa posta a data de 1579) . . . 

«Observando de passagem como já n'este tempo se havia perdido a memoria 

da verdadeira data do óbito, cabe também notar que ao singelo epitaphio . . . ap- 

jxareceram depois acrescentadas em diversas biographias do poeta as clausulas : 

mveu pobre e miseravelmente e assim morreu — que nunca existiram lavradas na 

mdra tumular, segundo a afQrmação expressa e testemunhal do chronista da or- 

iem seraphica Fr. Fernando da Soledade.» 

* 

# # 

il4. Poesias lyrieas selectas de Luiz de Camões, Publicadas pela V, de V.M. 



174 



LUIZ 



(viscondessa de Villa Maior). Coimbra, imprensa da unitersidade, 181$. 
ae 1 (innumerada)-xL~225 pag. e mais 2 de nota e de índice. A pagina 
rosto e a da nota e índice nfto téem numeração. 

Contém : dedicatória ao sr. visconde de Jerumenha (todas as Tezes, 
o sr. visconde, poz Jerumenha, em vez de JuromenhaJ (pag. in a v); epi| 
£. Quinet e preambulo ao leitor, tendo no fim a assignatura por exteu 
viscondessa ae Villa Maior e a data de Coimbra, 24 de julho ae 1875 (] 
xi); introducçâo (pag. xiii a xl); sonetos, escolhidos (pag. i a 31); cai 
colhidas (pag. 33 a 54); odes, escolhidas (pag. 55 a 75); elegias, escolhi 
77 a 122); egiogas, escolhidas (pag. 123 a 169); redondilhas, escolhidas 
a 191); estancias, escolhidas (pag. 193 a 218); endeixas (pag. 219 a 223; 
lamento, com dois sonetos (pag. 22i e 225); e Índice. Cada peça poetic 
va a nunieraçíío da collecçSo d'onde foi copiada. A nobre editora desço 
um ou outro desprimor na escolha, na seguinte nota final : 

•Apesar de todo o cuidado que puzemos em mais apurar esta seleq 
assim foram impressas algumas poesias, que, tendo o seu merecimentc 
não nos parecem comtudo das mais primorosas, e que teríamos elimina 
vessemos podido rever mais pausadamente esta publicação. Mas bem p( 
o que teriamos a omittir.» 

Na iiitroducçSo dá a sr.* viscondessa uma breve nuticia de Camões, 
08 esclarecimentos colligidos e publicados pelo sr. visconde de Juromei 
dedicatória a s. ex." escreve : 

«Se ousámos escrever uma noticia, e fazer uma apreciação livre 
caracter de Luiz de Camões, esperámos que a mais profunda admiraçSt 
salvaguarda a tamanha ousadia, e nus resgate do atrevimento. Depois 
ainda mais : fizemos selecção domais apurado das poesias lyricas do noss 
tal poeta, formando d'elias um só volume, por julgar que assim ficam d 
cance de muitas intelligencias, que t^ein sem duvida a capacidade de as 
mas não a paciência necessária para indagar, por entre milhares de ver 
os seduzem e lhes agradam mais.» 



1 15. Os Lusíadas, "poema épico de Luiz de Camões. Nora edição, cuida 
revista conforme ás de 1572, precedida da hiographia do poeta e seyu 
diccionario dos nomes próprios. Lisboa, livraria de António Maria Pe\ 
tor, 60, 7'ua Auyusla, õíi. 1877. 16.° de xvm-i57 pag. Com retrato. 

É a terceira edição da antecedente, perfeitamente igual. Impressa ní 
nacional. 



Para não deixar do Registar, p<'la ordem clironologica, as edições i 
das e outras composiçOes do egrégio poeta, até onde seja possível dun 

Eressão do lonio xiv, incluo aqui na respectiva altura as que vieram íi 1 
licidade no periodo do tricentenário (1880), e depois dVssa data. . 
publicações, feitas em virtude d'essa gloriosa conimeinoração e em hon 
Camões, irão em logar distinclo e aprupriado, nu ainda n*este tomo oi 
subsequíMite. Para alii igualmente reservo quaesquer ampliações, ou rei 
que tenha que fazer ao trabalho publicado, que por forma alguma so i 
que sairá perfeito e completo. 



^ 



DE GÂMOES ^75 






^« Limadai de Lmx de Camõei. Edição coMaarada ao terceiro eenUfui' 
^j^^JPorto, hnprenea Poriugnexaj mdccclxxx. 8/ gr. de LV-4S0 pag, e 

'Oito a doas eores, goameeido, bem como todas as paginas, com filetes, 
I ft dou eoresy enárnado e verde. As letras capitães do começo dos eapi- 
I dos cantos, a encarnado. Caracteres empregados na introdocçfto e bio- 
itano 6; 6 no poema, aldinos, imitantes aos do secolo xv^ comprados 
OMtt» pna esta ediçSo. Impressão mui nitida em papel de linho italiuio. 

I «diçio é denominada dos ty|M)graphos do Portou e dedicada ao sr. con- 
Ailonio liaria de Fontes Pereira de Mello pelo editor sr. Jogo Eduardo 
pho, • Manuel de Mattos Azevedo Leal, impressor, os quaes decla- 
le^ terem recebido a mais efficaz coadjuvação do dono da im- 
sr. Anselmo de Moraes. 




: introdueçio dos editores (pag. vn e vm); biographia do poeta pelo 

piUo Brsfa (pag. dl a ui); alvará de licença e censura da primeira edi- 
ImHÊdoê (pag. ua a uv); poema, (pag. i a 395); estancias omittidas 
t k 41S); estancias additadas (pag. 416 a 425); variantes (psg. 4S7 a 446); 
(ptf. innnmerada). 

ingem fn de duzentos e dncoenta exemplares, numerados todos, e com 
dú possuidor impresso. 

# 
# * 

^ 0$ Lttiiadas. Poema épico em dez cantos por Luiz de Camões. Acompa- 
a versão franceza do mesmo poema por Fernando de Azevedo. Precedido 
trologo por M, Piíúieiro Chaoas^ sócio effectivo da academia real das seien- 
smAos de Soares dos Reis. Uravuras de J. Pedroso, Lisboa. Imprensa Na- 
1878, Foi. de xxxvin-337 pae. Com ante-rosto e dois rostos, sendo um 
(composição de Soares dos Reis e gravura de JoSo Pedroso); e mais dez 
s, uma á frente de cada canto. 

nrta-se, porém, que, sendo parte da edição (alé a pag. 166) composta e 
\ em Portugal (nos prelos aa imprensa nacional), foi d'ahi em diante a 
r a Paris, por conta ao editor Duarte Joaquim dos Santos, na imprensa 
re, 9, me de Fleurus, e só veíu a apparecer dois annos depois da data do 
\ fiísciculo, isto é, em 1880, por occasíão das festas do tricentenário. Por 
Ko, as gravuras dos artistas portuguezes não passaram do canto v. A do 
pertence ao gravador hespanhol Pastor, e as dos cantos vii a x a artistas 
s. Na do canto vn está a sigla E. D.; e nas dos cantos vin, ix e x, estão 
saturas de Mas e E. Deschamps; e, em preito á verdade, direi que 
lesenho, nem a gravura, são de mérito superior ao trabalho feito em o 
iz. 

dição foi dedicada a Sua Magestade El-Rei D. Luiz I. A dedicatória é as- 
por Duarte Joaquina dos Santos e Aristides Abranches; mas este segundo 
ue aliás teve a iniciativa n'esta empreza, não acompanhou o seu sócio 
1 da publicação. 



176 



LUIZ 



O prologo do sr. Pinheiro Chagas começa com esUs formosas phrMn 
louvor de egrégio poeta : 

•TAcm todos os povos o seu escriptor eminentemente nacional, qne de toi 
os outros se distingue, porque mais intimas alfinidades ligam o seu espirito 
espirito do seu paiz. Nenhum, porém, se consubstanciou tao oompletamente o 
a alma da pátria como Camões. As suas duas glorias estfio indíssolaveimenle 
gadas; no estrangeiro não as distinguem uma da outra. 

• Victor Hugo. n'uma das suas mais esplendidas poesias, phantasia Paris è 
truido, o o arco da Kstrella sobrevivendo quasi só paraattestaraomundoain 
deza épica d*esse povo francez, aue deu na Europa, em pleno século xn, i 
passeio triumphal de dez annos. A visfto do grande poeta realisa-se em Poitap 
a sua gloria caiu em ruinas como Hugo suppõe que na de cair no futuro t {iv 
da grande cidade; e o an:o da Estrelia, aue sobrevive para attestar ao moodo 
que fomos e o que valemos, é o poema de CamOes.* 

# 

# • 

1 18. Os Lusíadas j poema épico de Luis de Camões, Edição publicada pelo d 
Abílio César Borges, para uso das escolas brazileíras ; na qual se não axkammpn 
sas todas as estancias que não devem ser lidas pelos mentnos, Bruxellas, tffiy 
pkía e lithographia, rua Pacheco, 12, E, Guyot, 1879. 8.* de xxv-334 pag. 

Não vi ainda exemplares d'esta edição. Sei, porém, que em Portugal ha i 
guns. O sr. dr. José Carlos Lopes, do Porto, tem um na sua importante can 
niana. No catalogo da exposição camoniana realisada pela bibliotheca Dacioml 
Rio de Janeiro (1880), vem a seguinte nota : •Edição mutilada: O editor, por i 
livro para as escolas primarias, cortou as passagens que se lhe afiguraram d 
convenientes á leitura infantil, imitando o sr. Viale na Selecta camoniana (áU 
acima n." 92). 

O prologo é datado de Paris em 4 de setembro de 1879. Segundo me infor 
o sr. Tito de Noronha, as estancias omittidas são : canto n, 35. 36, 37 e ) 
canto III. 102 (!); canto v, 52, 53, 54, 55, 56 e 57 (amores de Adamasta 
canto VI, 21 e 22 ; canto vii, 40, 41 e 5.'{ ; canto ix, 41, 65, e quatorze estanc 
do episodio da ilha de Vénus, desde 71 a 84 inclusive; canto x, 41 e 122. 

* 

# # 

119. Luiz de Camões, Os Lusíadas, Edição consagrada a commemorarot 
ceiro centenário do poeta da nacionalidade portugueza pelo Gabinete Portugitez 
Leitura no Rio de Janeiro, Revisão do texto do Poema e observações phihlogi 
por Adolpho Coelho ; prefacio critico, de Ramalho Ortigão; noticia histórica do i 
hinete Portuguez de Leitura, de Reinaldo Carlos Montóro, Anno mdccclxxx. I 
boa, na officina de Castro Irmão impressor. Rua da Cruz de Pau w.* 31, a Sa 
Catharína. 8.® grande de xciii-422 pag. e mais 4 innunieradas com a relaçSoi 
vogaes perpétuos do conselhu deliberativo da directoria em 1880 e do conse 
deliberativo em 1880 e 1881, do gabinete portuguez de leitura, e a das pess 
ás quaes foi concedido exemnlar especial d esta edição, com retrato do poeta | 
vado em madeira, segundo desenho de ('olumbano Bordallo Pinheiro, e viohi 
ornamcntaes no começo e fim dos cantos, desenhos originaes de João Pedi 
e Manuel de Macedo, e gravuras de Pedroso e Alberto. Entre as paginas i 



DE CAMÕES *77 

201 das peças preliminares) e a pag. 1 (principio do poema) o fac-simile do rosto 
primeira edição de 1572. O frontispicio a duas cores (preto e encarnado) ; 
bem como a encarnado as letras capitães dos começos de cada parte em que 
^ dÍTide este livro. 

. Attendendo aos motivos altamente patrióticos e ás condições litterarias e ty- 
^ographicas que recommendam esta edição, pena foi que, na reproducção do 
iwto da primeira edição dos Lusíadas, não seguissem outro processo com o au- 
^lio da photographia, porque a gravura em madeira, por mais esmerada que 5eja, 
^Êo representará nunca a imagem perfeita e correcta de um frontispício, ao 
Siaso que, com os modernos processos photo-lithographicos, o fac-simile sairia 
Biro e fideiissimo. 

ê£ A tiragem foi de 5:000 exemplares, sendo 60 em papel commum superior, 
9 em pergaminho, 2 em papel do Japão, 2 em papel da China, 50 em papel 
"Wbatman. 

Para esta edição fez a directoria do gabinete portuguez de leitura uma sub- 
«cripção entre os seus membros e sócios, na qual se apuraram 453 inscripçóes 
^ 204Í00O réis e 3:542 de iOiSOOO réis, na importância total de 44:480^000 

moeda brasileira. 



O trabalho typographíco, encadernações, transporte, direitos e mais despezas 
«neodeu a 27:48$^8i9 réis. 

Com esta somma foram pagas todas as despezas e ainda houve saldo a fa- 
lado está bem explicado e documentado nos respectivos relatórios do gabi- 

. 

^^ A distribuição dos exemplares especiaes foi feita d'este modo : 

Em pergaminho : para a biblíotheca nacional de Lisboa e para o gabinete 
fortuguez de leitura ; 

Em papel do Japão : para Sua Magcstade £1-Rei D. Luiz I e para Sua Ma- 
piUde o Imperador D. Pedro IL 

Em papel da China : para a bibliotheca publica do Porto e para a biblio- 
Kheea nacional do Rio de Janeiro. 

Em papel Whatman, para as seguintes pessoas e corporações : 1, Sua Ma 

Ktade El-Rei D. Fernando; 2, academia real das scienciasde Lisboa; 3, biblio 
ca da universidade de Coimbra ; 4, instituto histórico c geographico do Brazil 
TÍsconde de Juromenha; 6, J. J. Aubertín; 7, Rmile Liltré; 8, José da Silva 
les Leal; 9, António Maria de Fontes Pereira de Mello; 10, José Duarte Ra 
o Ortigão; 11, Adolpho Coelho; 12, o editor António Maria Pereira (corres 
lente em Lisboa do gabinete portuguez) ; 13, Reinaldo Carlos Monlóro ; 14 
lael de Mello; 15, Henrique Pereira Leite Basto; 16, Manuel António Gon 
res Roque; 17, José Joaquim Ferreira Margarido; 18, Francisco Joaquim Bot 
art da Silva; 19, Karl von Reinhardstoettner ; 20, Joaquim Aurélio Na 
de Araújo ; 21, Eduardo Lemos ; 22, José Joaquim Godinho ; 23, Joaquim 
Costa Ramalho Ortigão; 24, Joaquim José Cerqueira; 25, Albino de Freitas 
' >; 26, Francisco Ferreira Vaz; 27, Alipio Tnomaz da Silva Barbosa; 28, 
lio Felisberto de Barros Jordão ; 29, António Ferreira da Silva ; 30, Anto- 
Francisco Monteiro Júnior; 31, António Joaquim de Carvalho Lima; 32, 
irtonio Joaquim Xavier de Faria ; 33, Arthur Napoleão dos Santos ; 34, Emilio 

12 



178 



LUIZ 



l'auln ili» I.iiníi Rarliosa : 3o, Francisco José Fernandes; 36, Francisco do Sona 
Banviso : .*J7. João PíTe.ira d.i Silva ('unha : 38» Joáo da Silva S. Miguel Junicr; 
3\K JdSi' (ia Cniilia Vasco: iO. Jos(> Ferreira Alegria; M, José João Martins d^ 
Pinlio: \± J>)M^ Jonqiiím Hrandilo dos Santos; 43, José Luiz Fernandes Villeb: 
44, Miini«>l Anlonii» da (!usla Pereira; 45, Manuel Guilherme da Silveira :i6. 3b- 
niu4 José da Fonseca: \7, Manuel Pinheiro da Fonseca; 48, Manuel Pires Mm- 
paio (juiinar.Ics; 49, Manuel Hodrigues de Oliveira Real; 50. Paulino José Bro- 
chado. 

Ft»rani dis!rihuid«is áCK) exemplares a diversas camarás ujunicipaesdoBn- 
zil e de Porluiíal. a homens de loiras, a sociedades scienlitlcas, liUerarias, d<f Ifr 
neficencia. â injprensa, clc. 

Al'Mn di«íso, a directoria oITereron áOO expmplares ao njinisterio do império 
do l^razil e á(K) exemplares ao ministério do reino d»» Portugal, para serem dis- 
t.riliiii(los como premio especial aos alnmnos que mais se distin;:uis.seni no anitf 
lectivo de ÍHHi) nos lyceus e esrolas das duas naçrtes; 100 exemplares (offert* do 
sócio lMMit'mi'rílo) para as LnhliotlHras, escolas, camarás municip.'ies e imprensa 
dl* Pi>r(n;jal e ilhas adjaoMites, iiicumhirido-se ohsequiosaniente dVsta distriltuifSo 
o sr. roíisi^IluMro José Silvestre Hiheiro ; c iOO exemplares (oITerta do director 
tliesoineir» o sr. Alvim (h* Freitas ('.astro) para as escolas de vinte concelbw do 
norte de Portu<jal, l(*ndo para este iim enviado 5 exemplares a cada uma dtf 
nHiniripalidailes de Brai^a, Harcellos. Guimanles. Valença, Vizeu, Rragan^-a. Li- 
ni''^'o, (luanla, ('amirdia. (*.haves, Amarante, Fafe, Penafiel, Hegua. Vizelbi 
Villa Nova d>' Famalicão, Povoa de Varzim, Mirandella, Villa Real eVillado 
(^onde. 

Da edição coinmum, o gabinete fez larga distribuição, coruo consta do rvli- 
torio da directoria, em 1880, publicado em 188^1. 

Quando apparcce no miTcado algum exemplar, os preços variam entre 1^300 
e 3^000 reis. 

* * 

120. O.N- Lnsiafins por Luiz tU Camões. Kdhlo popular gratuita datmpr^^ 
do "Diária de Sntirins'» Com memorando o tricentenário da morte do poeta, eApecid- 
mente dedicada aos assifinantCA e leitores habituaes do mencionado 'Diário»^ 
30:0íM) eremplares. fí>'jirodarrão critica sob a direcção de F. Adolpho CíWfco. <í* 
seijnnda cdinln de Íò72, frita durante a vida do poeta, 1880. (No íim : Typo-1^' 
píiia 1'nircrsal de Thomás Quintino Antunes, impressor da Casa Real, rm à} 
Calafates, 110). Foi. oblongo. 18 pag., sendo a ultima innumerada. 

Fi'z-sí» uma tiragem especial para as escolas. No frontispieio tem a maisi 
seguinte linha: 

««2.* edição, 4:000 exemplares destinados á$ hibliotJiccas, escolaSj fíc.« 

A empreza remelleu esta segunda edição para o ministério do reino, a fim 
de que pela respectiva repartição se fizesse a entrega ás escolas iiacíonaes. 

Isto consta dos papeis da opocha e de um oílicio de agradecimento expedido 
pola direcção geral de inslrucção publica á direcção do Diário de Noticias. 



DE CAMÕES *^^ 



# 
# 



Edição de Biel, do Porto 

121. Os Lusíadas de Luiz de Camões. Edição critica-commefuorativa do terceiro 

itenano da morte do grande poeta. Publicada no Porto por Emílio Biel. Typo- 

tphia de Giesecke, ff Decríeiít^ estabelecimento tjraphico, Leipzír^ mdccclxxx. Foi. 

o (iniiun)eradas)-Lvi-37o-xxxiii-xnii pag. Cooi os retratos cie Camões e do lui- 

radur do Brazil, e estampas allegoricas. 

A dedicatória ao Imperador do fírazil ó assim : A Sua Magestade o Senhor 
Pedív U, Imperador de Brazil^ Homenagem do mais profundo respeito, offerece 
ledica o editor Emílio Biel». 

Depois do retrato do Imperador (feito por uma photographia de Fiilon), vem 
ia pagina com estas indicações : 

Introducção, notas, tabeliãs de variantes e revisão do texto baseada na 2." edi' 
I de 1572, e na de 1834 (de Hamburgo), revista e retocada pelo ex.^'* sr. José 
mies Monteiro, sócio correspondente da academia real das sciencias c membro de 
rias academias estrangeiras. — Poemeto commemorativo Camões e os Lusíadas 
tudo sobre a vida e obras do poeta) pelo px.""' sr. José da Silva Mendes Leal, 
conselho de Sua Magestade, par do reino, ministro e secretario d*estado honora- 
I, sócio da academia real das sciencias de Lisboa, enviado extraordinário e mi' 
iiro plenipotenciário de Sua Magestade Fidelíssima em Paris, etc. etc). 

Seguem-se a lista dos artistas que com os seus trabalhos enriqueceram esta 
ira ; o poema commemorativo Visão t (pag. iii a xiv) ; e na pagina seguinte vem 
» títulos : 

■ 

Os Lusíadas de Imíz de Camões, edição critica com um estudo sobre a vida e 
n'as do poeta pelo ex.'^'^ sr. José da Silva Mendes Leal. . . baseada sobi^e a 2,' edi' 
io de 1572, emendada pela de 1834 (de Hamburgo), revista e retocada pelo ex."* 
K José Gomes Monteiív. . . enriquecida com 12 gravuras originaes em aço, traba- 
^dos mais notáveis artistas da Europa, assumptos e desenhos approvados por 
hw Magestade El- Rei o Senhor D, Fernando. Publicada por Emilio Biel, Porto. 

Vem depois a introducção-prospccto (pag. xvn a xx), assignada pelo editor 
Biel : a introducção (pag. xxi a lxvi) assignada por José Gomes Monteiro ; o poema 
x>m rostos chromo-typographicos innu morados, para cada canto (pag. 1 a 375) ; 
18 notas justificativas (pag. i a xxiv) ; appcndice á introducçilo e tabeliãs de varian- 
es: tabeliã l.*, pag. xxv a xxx, assignada pelo sr. Tilo de Noronha; tabeliã 2.*, 
pag. XXXI e xxxii) ; Camões e os Lusíadas (pag. i a xc), estudo datado de 1879-1880 
âssi^rnado por José da Silva Mendes Leal ; e nota da distribuição dos exemplares 
tpeciaes (pag. xci e xcii). 

O texto do poema foi primeiramente impresso no Porto, typographia de 
. J. da Silva Teixeira, revisto por Gomes Monteiro. Esta impressão preparatória 
r\'iu de original para a composição na imprensa de Leipzig. 

As estampas, excluindo o retrato de Sua Magestade o Imperador, no princi- 
y, aáo vinte e uma, onze reproduzidas das da edição do Morgado de Maltcos e dez 
composição nova, desenhadas e gravadas em Leipzig. 



180 



LUIZ 



As gravuras reproduzidas (reducçSo pela photographia) sSò CamOes ni fruta 
de Macau, e as dos canlos i, ii, iii, iv, v, vi, vii, viii, ix e x ; e as novas sio: a 
do rosto com o novo busto de CamOes, e as dos cantos i, u, iv, v, vi, vu, m, 
IX e X. 

Para se avaliar a reproducç3o photographica, que alias alterou, na oiioiu 
opinião, a extraordinária belleza de algumas das gravuras da edição inonumentil 
do morfrado de Mattous, oliservarei que as estampas mandadas fazer por este léea 
0*",i95 de altura e 0-,lo8 de largura : e a^ da edição de Biel tem 0",iSK) de alts- 
ra e O", 150 de largura. Foi esta dilTerença bastante para diminuir, no cooton» 
e no claro escuro, o tom e vigor das (rravuras citadas, que os mestres e enlaidi- 
dos considerau) como primores e mouelos no gcnero. 

Eis os artistas que trabalharam na ediçdo de Biel, conforme os encontro cita- 
dos na própria obra (pag. ii) : os auadroi a deo, que serviram de base áspi- 
vuras em aço, foram executados por Becas, professor da escola artística de Oerlin; 
Liezen-Mayer, diri^ctor da academia de beilas artes de Stutt^art; Koslka, pin- 
tor liistorico de Berlim ; as ijravuras em aço, pelos artistas Deininger, Goldlierg, 
Krau5se, Lindner. Martin, Ntisser, Pickel, Schultliciss, Wagenmann ; os desnà» 

Eara as inieiaes e vinhetas linaes, por Ludwig Burger, membro da academia de 
ellas artes de Berlim, desenhados na madeira por Martin Laemmet e P. Grotjoham» 
e gravados por 1^ Braiidamour & C* e Kaeseberg & Oertel; as phoiogntum 
por Emilio biel & (i.*, do Porto; as composições das pagiiuis^titmos (rostos dtf 
cantos), chromo-tvpo por A. Gnauth, director da escola académica de NUmberi, 
e a composição e fmprrsMto typograpíiica sob a direcçSo de Giesecke & Devrient, 
instituto typographico de Leipzig. O papel para o texto foi fornecido poi 
Botmenberger «St C.*, de Pforzheim ; e para as gravuras por B* Siegismuod, de 
Leipzig. 

Como íiz com a edição do morgado de Matteus, indicarei os versos que ser- 
viram para inspirar e guiar os artistas em suas composições : 



No canto i : 



Fugindo, a setta o mouro vai tirando 
Sem força, de covarde e de apressado. 

Já a ilha e todo o mais desamparando, 
Á terra íirme foge amedrontado. 

Uns vão nas ainiadías carregadas; 
Vm corta o mar a nado diligente : 

DVi>ta arte o porluguez emíim castiga 
 vil malicia, perlida, inimiga. 



Est. 9i o 9*. 



No canto II : 



Co'o vulto alegre, o qual do ceu subido 
Torna sereno e claro o ar escuro. 
As lagrimas lhe alimpa, e accendido 
Na face a beija, e abraça o collo puro. 



Esuil 



DE CAMÕES *®^ 



Ho canto iv : 



^0 canto V 



No canto vi : 



Oh gloria de mandar ! Oh vS cubica 
D'e8ta vaidade, a quem chamamos fama I 
Oh fraudulento gosto, que se atiça 
Cama aura popular, que honra se chama ! 

Est. 95. 



Emfím que n'esta incógnita espessura 
Deixamos para sempre os companheiros, 
Que em tal caminho, e em tanta desventura, 
Foram sempre comnosco aventureiros. 

Est. 83. 



Que descuido foi este em que viveis? 
Quem pôde ser que tanto vos abrande 
Os peitos, com thz&o endurecidos 
Contra os humanos, fracos e atrevidos? 



No canto Yii : 



Est. 38. 



Pelo que vó pergunta; mas o Gama 
Lhe pedia primeiro, que se assente, 
£ que aquelle deleite, que tanto ama 
A seita epicuréa, expenmente. 



No canto vni : 



Est. 75. 



No canto ix : 



No canto x : 



Do Douro e Guadiana o campo ufano. 
Já dito Elysio, tanto o contentou, 
Que alli quiz dar aos j<á cansados ossos 
Eterna sepultura, e nome aos nossos. 



Já todo o bello coro se apparelha 
Das Nereidas ; e junto caminhava 
Em choreias gentis, usança velha, 
Para a ilha, a que Vénus as guiava. 



Cantava a bel la nympha, e co'os accentos 
Que pelos altos paços v9o soando, 
Em consonância igual os instrumentos 
Suaves vem a um tempo conformando : 



Eif 3 



Est. 50. 



Est. 6. 



No estndo acerca de Camões e os Lusíadas declara Mendes Leal (pag. i) que 
ido promettido Alexandre Herculano escrever um trabalho relativo ao egrégio 
eta, a morte, que roubou o grande historiador á pátria e ás letras, não dei- 
Q que elle cumprisse a sua promessa, cujo desempenho devia de corresponder, 
n ouvida, á auctoridade e á fama do seu notne. N'estas circumstancias, Men- 



18:2 



LUZ 



3 



df*s \.on\ foi ronvídado, c instado para substituir Alexandre Horculano. e 
miMros trpchns li(iiir.-i-llie a memoria e transcrev(Mli^ iiin artigo que ellee 
para o Ilrpnsitítrio liíternrio, do Porto, em 183Í-1835, uma formosissirua ( 
em louvor de (iamõrs (pag. \\ e v). 

O estudo de Mendes Leal conelue assim : 

n . . .(lamncs svdiliolisa. . . a pátria, que, lon^^e de o segui rnaiunrti' 
estrr.phes tirou forra para sair do lethar^^o: e a imagem da pátria persi 
tera\el no' fundo dos corarões, por mais que tentem sepultai -a desnaturai 
rismos. 

fi)\u' o |)neta (rlorioso l»'vantasse nas mãos a lyra de Pelrarehaou 
nos laliids a «uba (1>> Homero <' de Virgilio. que importa? O que nVlle p 
nieiilí' nos niamora e nos rnjeva é que foi — é — lieará portuguez dalm 
guez de lei, portuguez <'m tudo. para tudo. e acima de tudo. Esse era< 
gullio : será »'sse o nosso !» 



Os fx^mplarcs osperiaes numerados foram dístrihuidos conforme a 
r ^ nota, (jno acompanlia a rdipn (pag. xci e xcii, do lim) : 

p Km prnjawinho (lá <»xemplares) : t, Sua .Masrestade Imperial oS 

^5 P«'dro 11 ; i. Sua Mngoslade Kl- Hei o Seidíor D. Fernando II; íl. Sua .V 

F)l-i{»'i o Senhor de 1). Luiz I : í. h^rrnando Penwra Pallia. de Lisboa: 5 
r^ Muniripal de Li>lioa : O, António Augusto de (larvalho Monteiro, de L 

5 Eriíeslo í]|ianlrnn; H. làxraria Ferin. <le Li^^boa: í>, Visconde da Sil\a ! 

do Portn: 10, Visconde da Ermida, do Poito: II. Gamara Municipal d 

ii, Emiliu niel. 

Efíirão numerada íKH) exí*mplares): 1, (íabinete pnrtuguez deleita 
de Janeiro; !2, l<ilj|intlieca pnblica do Mio de Janeiro ; 3. José da SiU 
Leal. de Lisboa: 'i. D. Júlia (lonifs Monteiro, do Porto; 5. Josó Pereif 
nba o Silva, do I*nr!(»: I». Manuel José da FíMiseca. do Hio de Janeiro: ! 

da (Jinlia í.eld. ijn Hií> d" J-im-iio; S. purupeo da <'uid»a l^rfiM, do 11 
n»Mp» : \K J"s»' Aiitoiíii; d.» A/.<'\«'do ♦' ílasiro. do llio de Janeiro: li'. 
(piim (la (lo<-l;i r»Mr"ir.», do \\'\n ih- Jiinciío; li. Francisco de Sampaio' 
J{io dl' .lam'iro; Iri, bar.lo de T:ihili\. de S. Paulo: l.'L Abilio A. 

■ 

(pn's. th''>. 1'iiwlo: r». Luiz A. A. de (l.irx.jlhf) Jinijor. i\n Pio de Janeip>: 
J{.i|ili>l.l Feinini di^ Az"^e(|M. do \\\n de J;irii')r«»: Mi. Let»pi>Ido .Anierir 
do Mio de J;nii'iro; 17. MÍLMiel d»- Novai s. do lli»! d'* Janeiro; IS, .VrUiur 
dos Saulos, do i^io dd Jaonn»: II). Anlonin Zeferino C.andnlo. do Hju dt 
20, .Anlonin de Almeida í!;wMpos e Silva, do por lo: 21. .Manuel Lope; 
do P'rlo:2á. Arniib;»! rern:indi'>Tlioniaz, daLou/ã: 2.'{. Ardoiiio Modii^u 
<luiilinlio. do PmfiK 2'i. dnijue (l(> ÍVilmelIa, de Lisboa; 2o, Adriano Di:i 
bo;i : 21». Jo<e Penlo pe>lana d.i Sil\a, do Porto: 27. Lop.i V;i/. iK* .^ 
Mellu. de Li>l»i'.i : 2S, Fernando iVn-ira P.jllia. <le Lisl.oa: 2íí. M.i^jallii 
ni/, do Poilo: '»n. xiscnnd-' di» Fii:U''in^l«', do Diu Jarn-iro: .'M, Kduardi 
Muehado. d<» Porl-i: .'{2. Elenlerio da Fon^iM-.i. do Porlo;3.*l. João ('.ardo: 
do pnrlo : ;!'ii. Ju^éda Silva Saídos, do Porto: X). ílaspar Leile FiMTejr;; 
Poilo: .'{(J. l']rnt'>lo (Ihardritn. do Poilo; ;{7, Albino Pinto Leite, do 1 
Aidonio Ivnacio de Faria. <lo Porlc»: '.\\K Arininio \on Do-llingi-r. (\o I 
Jf)»íi' Anioído de LenioM, do Pnrío: 'tJ, llicardo de Freila> l{ilíeiro. iLi 
'i2, MarnieLXniri.slo F-rreira de Alriiejíla; \:\. M;innel .Malbeiro : 'ii. I). M 
gariila reliejdaile Pei\«,ln (íuÍMiMr;l''s •• Silva, do Porto; V"), A. J. da Síb 
U). Jo>é>iav.'irr(» IN-reir.iíle .\ndr;n|e, do Fundão: M. eaniara munieipa 
ceJIo<: 'i?^. J. II. Afilrescn, do INirlo; 'líí, dr. J«);Hjniin Juse l^erreira.do i 
ronde de Villa lleal: a\, Aidonio Au^misIo do (larvalbo Monteiro, de Li 



DE CAMÕES *83 

kséáo Canlo, da illia de S. Miguel ; 53, João Henrique Ulricli Júnior, do Lisboa ; 
% António Moutinho de Sousa, do Porto; 55, Delpliim Deodalo Guedes (conde de 
Almedina), de Lisboa; 56, Luiz Jos(^ Fernandes, de Lisboa ; 57, Aliíerto de Cam- 
pos .\aiarro, do Porto; 58, D. Elvira de Matos Ferreira Carmo, do lN)rlo; 59, 
dr. António Ribeiro Fernandes Forbes, do Porto ; 60, José Teixeira da Silva Braga 
Joiíior. do Porto ; 61, Manuel Pereira Fernandes Bravo, de Lisboa ; tii2, D. Maria Au- 
ipsta Ferreira Pinto Basto Martins, do Porto; b3 e 61, Emilio Bi(>l; 65, Joáo da 
Silva Mello Guimarães, de Aveiro ; 66, Jo<1o António Marques, de Lisboa; 67, João 
Fdix Alves de Minha vn, de Lisboa; 68, D. Edith Biel, do Porto; iVJ, visconde 
de Loureiro, de Vizeu; 70, José Félix da Costa, de Lisboa; 71, bibliotheca da es- 
cda polytechnica de Lisboa; 7á, Bento (lOmes de Macedo Braga, de Lisboa; 73, 
António*^ Joar]uim Pinto Jnnior, de Lisboa; 74, bibliotheca nacional de Lisboa; 
75. Eduardo de Lemos (hoje de seus herdeiros), do Bio de Janeiro; 76, Carlos 
Relvas, da Golleg2; 77, visconde da Praia, de Lisboa; 78, Frederico Biester. de 
Lisboa; 79, visconde de Moreira de Rey, de Fafe; 80, Sua Mageítade El-Bei o 
Senhor D. Fernando 11; 81, António José de Seixas, de Lisboa; 8á, Barlholo- 
neu dos Martyres Dias e Sousa (hoje de seus benleiros), de Lisboa; 8.1, associa- 
do commercial de Lisboa; 84, António Bernardo de Figueiredo, de Santarém; 
«.Júlio Firmino Judic^} Biker, de Lisboa; 86, dr. José Pereira da ('osta Cardoso, 
io Porto; 87, dr. Luiz Jardim (conde de Vab»nças), do Lisboa ; 88, Eduardo Ferreira 
Piblo Basto, de Lisboa; 89, José Joaquim Guimanlcs Pestana da Silva, do Porto; 
M. visconde de Sistello, do Bio de Janeiro; 91, Bernardino de A vila e Sousa, do Bio 
ée Janeiro ; 93, António Ferreira Butler. do Bio de Janeiro; 93, Manuel Moreira da 
Poaseca, do Rio do Jan<'iro; 9i, José Mendes de Oliveira Castro, do Bio de Ja- 
Dâro; 95, António Gregório Gomes Ferreira, do Bio de Janeiro; 96, António Fer- 
tén da Silva, do Rio de Janeiro; 97, Francisco Moreira da Fonseca, do Bio de 
Jineiro; 98, Pedro Gracie," do Bio de Janeiro: 99, Alberto Courrége, do Bio de Ja- 
neiro; 100, Albino de Oliveira Guimarães, do Bio de Janeiro. 

O exemplar pertencente á bibliotheca de Sua Mageslade líl-Bei D. Fernando 
tem mcadernação muito especial, fiMta de propósito e de grande custo. Ouvi que 
Mfueram só duas iguaes: uma para El-Bei D. Fernando, e outra paraolmpera- 
ior do Brazil, sr. D. Pedro II, a quem a edição é dedicada. 

■ 

Esta encadernação é em madeira (ébano e pau santo) com ornatos na pró- 
pria madeira e em metal, formando mosaico, que emmoldura a pasta e a lonjbada. 
Aparte superior tem um baixo relevo em ijue eslà representado o assassínio de Jgnez 
íe Castro. O quadro é rematado pelos escudos de Portugal e de Coburgo, enci- 
mados pela coroa real, e guardados pelos dragões bragantinos. Tem no fnn a assi- 
futara: Bauer, Leipziff. 

No Conimbricense n.<* 3:555, de 1881, vera uma extensa noticia relativa á 
edifâo de Biel. 

1Í2. Parnaso de Luiz de Camões. Edição das poesias bfricas consagrada a coni- 

Wmoração do centenário de Camões. Com uma introdiicção sobre a hisloria da re- 

tfmão do texto lyrico por Theophilo Braga. Porto. Imprensa Internacional, Bom- 

jardim, 489. 1880. 8." 3 tomos, de xxxix-1 (innumerada)-191-l (innumerada) 

lOf., 6 Mnnumeradas)-175 pag., e 6 (innumeradas)-!268-2 (innumeradas) pag. 

O tomo I contém os sonetos; 

O tomo II contém as canções, sextinas, odes e oitavas 



*8* LUIZ 

O tomo III contém as elegias e éclogas. 

Na ultima pagina do tomo ii tem estas indicações : Preço de eada volum 
4Í500 réis, Imp, Internacional de Ferreira de Brito jf Monteiro, Bomjardim, 489. 

Fizeram-se duas tiragens : uma para bibliographos, de 45 exemplares, e ou- 
tra para coileccionadorCsS de 25 exempiares,,todos numerados. Tiveram a primein 
os srs. duque do Palmella ; conde de Ficalho ; Anselmo Braamcamp ; bíblicthert 
nacional de Lisl)oa: Rodrigo Velloso, de Barcellos; Annibal Fernandes Ttiomaz, di 
Louzã; Joílo António Marques, Fernando Palha, António Augusto de Carvalhc 
Monteiro, livreiro Augusto Ferin,de Lisboa; António Ribeiro de Azevedo Bastos 
de Santa Marinha de Zêzere; António Pinto da Costa Carneiro, do Porto; livrei* 
ros Carvalho òt C* successorcs da viuva Bertrand & C", conselheiro Minb;- 
\a, de Lisboa; António de Maj^alhâos Barros Araújo Queiroz, de Ponte do Linu; 
padre Manuel de Azevedo, de Villa Real; camará municipal de Barcellos; dr. Joi6 
Carlos Lopes, do Porto; Luiz Cardoso Pereira; Joaquim dos Reis; bibiiothecaU 
imprensa nacional de Lisboa; Paulo Plantier; Henrique Campeão dos Santos e 
Aloysio Guilherme de Amorim Pinheiro, de Villa Verde. Tiveram a segunda: o 
gabinete portuguez de leitura, do Rio de Janeiro; e os srs. Ferin, J. W. Medei- 
ros (dois), M. J. Rodrigues, de Lisboa; Luiz Maria de Azevedo Alves, Antoniode 
Almeida Campos e Silva, do Porto; conselheiro Jorge César de Figanière, Carva- 
lho & C.*, D. Slaria Margarida Peixoto Guimarães e Silva, Eduardo HofaRcrMo- 
ser, do Porto, Francisco José Claro da P^onseca, Joaquim da Costa Ramalho Jrti- 
gJo, do Rio de Janeiro; F. Ramos Paz, e o livreiro editor António Maria Pereira, 
de Lisboa. 

Os editores, alem d*isso, oíTeroceram exemplares aos srs. dr.TheophiloBraga« 
Joaquim Pedro de Oliveira Martins, Francisco José Monteiro, Emygdio de Oli- 
veira^ Ildefonso Correia, Francisco Teixeira de Araújo e E. Chardron; Á aula do 
Carmo, e aos fundadores da associaçilo dos jornalistas, no Porto. 

O tomo I é dedicado pelo editor Ferreira de Brito aos fundadores da asso- 
ciarfio dos jornalislas, do Porto; o tomo ii ao sr. Joaquim Pedro de Olí\eira Mar- 
lins; e o tomo iii ao pae do editor, o sr. Francisco José Monteiro. 



# 

# # 

123. Comedias de Luiz de Camões. Editor A. L. Leitão, Lisboa. Typographia 
Luso-hespanholOj 33, travessa do Cabral, 33. (Sem data.) 8." de 99 pag. — No 
ante-rosto l<3-se : n Edição popular para commemorar o tricentenário de Luiz dt 
Camões, principe dos poetas peninsulares». Na capa, que em geral é conservada 
para a encadernarão, tem : «Edição popular. Comedias d^ Luiz de Camões. 1. El- 
rei Seleuco. II. Os amphitriões. III. Filodemo. Editor A. L. Leitão. 76, 2.", rua 
Augusta, 76, 2." Lisboa, 1880 »u 

# # 

I2i. Luiz de Camões. Sonetos. Edição especial do Gabinete Portuquez de Lei' 
tura de Pernambuco para commemorar o terceiro centenário do grande épico em 
10 de junho de 1880. Porto. Imprensa Portngueza, mdccclxxx. 8." gr. xlviii-286 
pag. Com uma estampa ('Camões e o Jau», reproducção em phototypia de um 



DE CAMÕES *^ 

adro do fallecido professor da academia de bailas artes de Lisboa, Francisco 
igusto Metrass. (Este quadro existe na opulenta galeria do fallecido rei D. Fer- 
iMOy DO paço das Necessidades.) Todas as paginas guarnecidas com linhas. O 
láD a duas cores. Impressão nilida. 

A introdacção é datada de Pernambuco, 14 de abril de 1880, e assignada: 
lii Scmta Pinto, 

Depois da pagina em branco destinada ás dedicatórias, pelo Gabinete Fortu- 
ita de Leitura de Pernambuco, segue-se outra em que se declara : 

«Tendo^ consultado previamente o sr. Camillo (^stello Branco, a directoria 
A)Gibinete*Portuguez de Leitura resolveu seguir o parecer d'aquelle distincto 
Unto, optando para a edição dos sonetos de Camões pela edição de Hamburgo 
à& Feio e G. Monteiro.* 

# 
# # 

íK. 0$ Lusíadas, Poema épico de Luiz de Camões com um juiso critico por 
kd Maria Latino Coelho. Edição commemorativa do terceiro centenário do poeta, 
'tmlúndo de cincoenta ê dois exemplares numerados, mdccclxxx. David Corazzi, 
Ar. Usboa. Foi. de xxv-iOl pag. e mais 1 de erratas. Com o retrato do poeta, 
àRnhado por Victor Bastos, e gravado em madeira por João Pedroso. As 
ppnas {guarnecidas com linhas encarnadas; o rosto a prelo e encarnado; os titu- 
kdos Lusíadas, em cada canto, e a numeração das estancias^ também a encar- 
Mda Nos começos dos cantos, gravuras e letras capitães de ornamentação, es- 
pedoiens de estylo manuelino, inventadas e desenhadas pelo sr. João Dantas. 

No juízo critico deixou o sr. Latino Coelho este opulentíssimo trecho, com 
[ue remata a sua analyse : 

«Todo é grande e magestoso na cpopea : a inspiração, o thema, os episódios, 
I descripçOes, os símiles, a linguagem. A inspiração, a pátria; — singular e pre- 
Í060 privilegio, de que entre os mais poemas épicos só nos deparam exemplo 
obilissiroo os Lusíadas. O Ihema, d'entre os feitos assombrosos da idade mo- 
ema, o mais ousado e o mais fecundo em proveitos de cominum civilísação. Os 
pisodios, tão patheticos e formosos como o de Igncz, ou tão heróicos e origínaes 
XDo o do fero Adamastor. A poesia opulenta de matizes desde o austero e 
rave de epopea até o gentil e gracioso dos idyllios. As descrípções, tiradas ao 
Ivo do natural e verdadeiro c ao mesmo ))asso artisticamente idealísadas pelo 
itro do cantor. Os símiles quasí sempre modelados pelas formas homéricas, tão 
MTKtos e tão hauridos na própria natureza, qjue são de si pequenos quadros, 
le vem outros achar-se e dar relevo ao reconto e á descripção. A linguagem 
»va, polida, opulentada, como de quem fora bebei -a cm nascentes puríssimas de 
NDâ, e tão expressiva, tão acconiinodada, tão culta e copiosa, que ainda hoje, 
Jf idos já três séculos, é intelligivcl c correcta. Como se o Camões, despindo 
ia certa incultura e barbarismo do fallar nativo no seu tempo, tivesse inventado 
vo idioma para que as futuras gerações o podcssem entender sem commenta- 
), nem interprete. 

• \ estas qualidades eminentes, que tornam os Lusíadas uma creação origi- 
I e inimitável, deveu a magnifica epopea o culto patriótico e litterario com (^ue 
rtogal a tem sempre venerado, como se fora o magico talisman da sua nacio- 
(ídiuie e a arca santa das suas gíorias. Dahi vem o apreço com que os estranhos 
em honrado, signiGcando em versões innumeraveís em todas as lin^iuagens eu- 
leas» que se os Lusíadas estão escriptos em versos portuguezes, o Gama como 



186 



LUIZ 



o Colombo, como Watt, como Stephenson, pertence á historia commum da ci^ 
lisação, e o CamGes, como o Dante, Homero, Cervantes, ou SLakspeare á litletf 
tura da humanidade.» 

Segundo a nota do editor Corazzi, possuem exemplares d'esta ediçSoossoL, 

1. José Maria Latino Coellio; 2, JoSo Fclix Alves Minbava; 3, Jo2o Carla 
de Minltava Sousa de Mcnczos; 4, mar(jucz das Minas; 5, academia real das b4 
las artes de Lisboa ; 6, arcebispo de Lvora ; 7, JuIio César de Sousa Lima, m 
Porto; 8, Jo:lo Baptista de Castro Júnior, do Porto; 9, Eduardo Baptista de Ca 
tro Júnior do Porto; l^ Eduardo Baptista de Castro; 10, António de Almeí 
Campos e Silva, do Porto; 11, José de Azevedo e Menezes, de VillaNovai 
Faiiinlieão; lâ. José da Silva Bravo, do Porto; 13, AnniLai Fernandes Thom 
da Louz;!; 14, Mariano Macbado de Faria e Maia, de Ponta Delgada j 1&, Joséi 
Canto, de Ponta Delgada: 16, Agostinho Machado de Faria e Maia, de Fe 
Delgada ; 17, Theotonio Flávio da Silveira, de Mafra ; 18, José António da ' 
Júnior do Porto; 19, visconde de Macedo Pinto, do Porto; 20, Feliciano da 




da Foz: zO, duque de Pahnella; 27, Luiz da Cunha Carvalho; ^8, Carlos Ptoi 
reira Lopes ; 29, I). Perpetua Moreira Marques ; 30, Bosendo Avelino Rodrigimi 
31, António de Lemos, do Porto; 32, Uamiro Nepomuceno de Seixas; 33, Joil 
Dantas; 3i, José M. de Mello; 35, Guilherme Kobin do Noronlia Goriáo ; Mj, 
Ernesto Chardron. do Porto: 37, 0. Maria Sancha de Jesus Barhosa; 38, Juaqaiq 
Xavier de Figueiredo e Mello de Oriel Pena, de Coimbra; 39, António Petroaittí^ 
Lamarílo; 40, Francisco José de Sousa, da Covilhã; 41, Marcellino Alfredo Ctt* 
neiro. de Mirandella : 42, António Augusto de ('arvalho Monteiro ; 43, José An- 
tónio Rodiigues; 44, António José Pereira Júnior; 41$, Joílo Marques da Costi; 
46, José Maria Alves da ('unha; 47, Francisco da Costa Guilherme Júnior, das 
Caldas de Moledo : 48, Bernardo da (Josta Godinho de Sampaio e Mello, de Nel- 
las; 49, David Corazzi; .'iO, Vicente Izidoro Correia da Silva, 51 e Õ2 ás duas 
hibliotliecas publicas de Lisboa e do Purto. 



por 



No líMlãodc Minhava foi arremalado o exemplar que lhe pertencera (n." 3) 
30^o00 réis. Parece que «M-a o segundo, d 'esta ediçáo que apparecia a venda. 



A res[ítMlo iFesla ediçáo convém deixar aqui a seguinte nota, que me foi 
communicada por um dos cavalheiros interessados: 

O sr. José de Mello empregado na casa do editor David Corazzi, e o 
sr. João Dantas, empregado na sociedade geral agricoiac liahilissimo desenhador, 
resolveram por 1877 associar-se para ernpníhenderem, como homenagem a Ca- 
mões no seu tricentenário, que aliás niSo sabiam se viria ou níío a commemorar- 
se com grande solenmidade, uma nova cdiçclo luxuosa dos Lusíadas. 

Communicaram a sua idéa ao sr. David Corazzi, e pediram-lhe que honrasse 
a publicação com o seu nome editorial, f)orque elles correriam com a gerência 
e as d»!spezas da edirão. O nome do editor era um penhor paia os así-ignanles 
Ell<» annuiu de boa vontade, e prestou igualmente o seu escriptorio para i> traba- 
lho, (jue, para o i)Oin êxito dVsse louvável emprehendimento, ali quizessem rea- 
lisar. 

Então os dois associados dividiram entre si o trahalho. O sr. Mello incum 
LiU'Se da composição e impressão do poema, compondo elle propriamente i 



DE CAMÕES *^7 

iiior parte das paginas; e o sr. Dantas encarregou-se do desenho das vinhetas 
iktras ornamentaes para os cantos. O retrato do poeta, como disse, foi desenhado 
sr. Victor Bastos, e o trabalho de todas as gravuras executado pelo sr. João Pe- 
D. A impressão correu por conta da typographia Corazzi &. C.% sendo feita 
notável reducçSo nos preços d'aquelia casa. 

Apesar d'estas excepcionaes condiçC^es de economia, as despezas da ediç^io 
nin a 1 :30()^000 réis. 

Dos cincoenta e dois exemplares da tiragem, foram distribuidos por brinde 
>: am á bibliotheca nacional de Lisboa, um á bibiiolheca do Porto, um 
t Latino Coelho (auctor do prologo), um á typographia David Corazzi, ura 
• editor Corazzi, um a Ramiro Seixas, um a José de Mello, e um a João Dantas. 
i distribuição por assignaturas foi só de 4i. 



# 
# # 



1Í6. Ponias Iffricas de Luiz de Camões, Edição hrazileira commemorativa 
9 terceiro centenário, 10 de junho de 1880. Rio de Janeiro^ Lombaerts. 8.° de 
pag. (Sem designação de typographia.) 



É publicação da «commissão hrazileira» nue dirigiu no Rio de Janeiro as 
■las do tricentenário. A bibliotheca nacional u aquelia cidade possuo um exem- 
lar em papel da China. 



# # 



127. Ltiiadas de Lais de Camões. Canto Terceiro. 

O sr. Júlio César Cosmelli, distincto artista gravador o pholographo, naim- 
reitfa nacional, reproduziu por ocoasião do tricentenário de Camões, pelo pro- 
esso photo-lilhographico, o episodio de D. [gnez de Castro, acompanhado do 
Mto e das licenças da primeira edição de 1572. 

Esta edição commemorativa foi feita por ordem da administração da mesma 
nprensa. 

# 
# # 

128. Os Lusíadas de íaUz de Camões. Nova edição. Porto, em casa de A. R. 
t Cruz Coutinho, 1881. 8.° de cxi-477 pag., com o retrato do poeta. — A intro- 
aeçáo foi escripta pelo editor, e já a citei em outro logar d'este tomo. 



# 

429. Os Lusíadas. Edição da bibliotheca nacional, ret-ista e prefaciada por 
keophilo Braga. Lisboa, Pereira Sf Amorim, editores. 1881. ltí.° 2 tomos de 9-155 
ifT. e roais 2 innumeraílas, e 4-140 pag., e mais 2 innumeradas. Com os re- 
ctos de Camões e Vasco da Gama. 



h ■ 



'^ LUIZ 



l.'K). Os Lusíadas de Lais de Camões, Coimbra. Imprens 
1881. 16.» 

Esta edição foi feita conforme a que publicara ern 1880 a emi 
rio de Noticias, e destinada a brinde pelos estudantes da universid 
bra que tomaram a iniciativa nas festas da inauguração do roonunx 
erigido n'aquella cidade em 1881. 

# 



131. Os Lusiadas. Edição revista e prefaciada por TheopM 
/m Lisboa, nova livraria internacional, 1882. 16.° 2 tomos de xx*i55 

i pag. Com os retratos de CamOes e Vasco da Gama. 

r 5 

tencia e os' retratos são diversos. 



• 'P Ê o aproveitamento da eálçAo acima (n.<* 130), quanto ao texto 



,^ * 

-p*» # * 

' ^ 132. Homenaqem a Camões. Grande edição manuscripta dos 1 

i contemporâneos illustres de Portugal e Brazii, dirigida pelo dr. Th< 

m .^ Santos Valente, Jayme Victor, Francisco de Almeida. Illustrada coi 

grande épico, vinhetas e desenhos á penna de artistas notáveis dos 
prefaciada por Maniiol Pinheiro Chagas. Lisboa, Typographia Mi\ 
*- J 14 f largo do Pelourinho, 11. 4.'» máximo. 

As paginas guarnecidas com filetes a tinta encarnada, tendo 
nomes e ;is quiiiiíicanjes das pessoas de Portugal e do Brazil que | 
oinpreza copiaram e assignarain as eslancias do sublime poema. Est 
tvpo;írai)liica. Dentro de cíida pagina as eslancias, reproduzidas er:i 
ihograpíjico do autographo, e com a assignalura da pessoa que copi 

Kru via de publicação, mas interrompida ultimamente. Vi já a 
n.° .*]o. 

13-{. Estancias e lições dfsprezaJas e omittidas por Camões na 
ção do sni poema. Extrahidas da edição dos Lusiadas, publicada em 
quim hjnac.io de Freitas, na imprensa da universidade. Coimbra, 
nerva, ÍS82. 8." 

Foi cmpreliendida esta edição pelo camonianisla José Augus 
mas licou incompleta ao lenipo do seu fallfcimenlo em fevereiro de 
o sr. António Augusto de Carvalho Monteiro comprado os livros 
pertenciam ao finado, mandou ern seguida completar a impressão, 
loi apenas de trinta exemplares para serem oíTerecidí^s ás p»'ssoas, q 
nado Nazareth indicara em uma lembrança de sua leira. — Veja o ( 
n.« 3:701, de 3 de fevereiro de i883. 



DE CAMÕES *^ 



# 

# * 

i34. Os Lusíadas, Poema épico de Luiz de Camões, Nova edição, cuidadosa' 
knUê revista e conforme ás de 1672, precedida de uma biographia do poeta j es» 
^^ ' pelo sr. Innoeencio Francisco da Silva, secfuida de um dtccionario dos nO' 
nrios, historieoSj qeomraphieos e mythoUygicos, que se encontram no poema, 
ta com o retrato ae Camões, e com uma estampa do padrão levantado por 
da Gama em Melinde, Lisboa, Livraria de António Maria Pereira, editor. 
Rua Augusta, 62. 1862, ÍQ,* de xviii-457 pag. Com o retrato de Camões no 
do livro e a gravura do padrão de Melinde na frente do principio do 
ui. 

EsU é a quarta edição do livreiro editor António Maria Pereira, igual ás 
ollimas anteriores, só com a differença da gravurinha do padrão, e ter ex- 
Do rosto e no prologo o nome de Innoeencio. 

# 

# # 

135. Edição das escolas. Os Lusíadas de Luiz de Camões, com diccionario de 
IÍM os nomes próprios contidos na poema e uma critica li Iteraria por Paulino 
r Anuo. Paris, GuiUard, Aillaud 9f C 47, Rue de Saint-André-des-Arts, 41, Á 
feáa nas prinápaes livrarias de Portugal e da Brazil. 12.'' de 8 (innuroeradas)- 
llng« — ^^ ^'^ ^^^^' ^^ ^^ ^ indicação. Paris, typographia Pillet jf Du» 
mua, rua des Grands Augustins, 5, 

É preciso advertir que das oito paginas impressas devero-se descontar qua- 
í, que entram para a numeração do discurso preliminar, que começa na pag. 5. 
te edição appareceu em i883, mas é o aproveitamento da edição de 1873, da 
■na casa editora, com a differença apenas de não ter as gravuras do começo 
I cada caoto, que se vêem na mencionada edição. Por esta circumstancia sup- 
moa qoe os editores em 186a flzeram a tiragem com formas stereotypadas. 

# 

# # 

136. Episodio de D. Ignez de Castro. — Foi novamente reproduzido no fo- 
do : Historia de D, Ignez de Castro, contendo o episodio dos Lusiadas. Lisboa, 
fographia Minerva occidental, 132, rua dos Cardaes de Jesus, 142, 1885, 8.<* 
1 47-1 pag. 

Saia anonymo este folheto, mas sei que é do sr. Artiaga, antigo typographo 
•npregado no commercio. 

O qpíaodlo corre de pag. 30 a 39.— Veja tamt)em as pag. 4, 17 e 18. 

# 

# # 

137. €k Lusiadas, — Reproducção do poema, sem argumentos, na folha A jus* 
pporimguexa, do Porto; começou nos folhetins, coropaginada para se poder cortar 



V 



.'í 



I ■ ■ " 



DE GAMÕES *9* 

eêpeeiaês a cada canto por Ptwlin Bord, Impwão typographiea, 
!; tiMjprefiãò heliographiea Chardon d Soitnani. Paris, ÁUkmd db Ò* edi' 
f,ruêd$ Saint' André des ArU, ^"1888-1889, Foi. menor. 

indicações sfto extrahidas de um specimen, que os editores mandaram 
pai eorrespondentes em Lisboa, em abril do anno de 1887*; por isso consi- 
1^ asU nova ediçSo em via de publicação. 

1^ tingem annunciada é de 550 exemplares, 25 em papel JapSo namerados, 
l^m papel velino, 25 em papel de Hollanda numerados, sendo o preço dos 
Kot £ 12, 08 dos segundos 8 e dos terceiros 4. Depois de completa esta 
1^ 09 preços serão, respectivamente a cada classe de tiragem, £ 16, 12 e 6. 
I- 

estampa, que acompanha o espécimen, é impressa a tinta axul. As pagi- 
necidas com gravuras allegorícas, de composição e desenho delica- 
mente impressas em tinta roxo terra ou acastanhada. 




edlçSo é dividida em dez fascículos^ correspondendo cada fascículo a 
í do poema. A data de Í888-1889 posta no espécimen parece indicar 
editores contam com a conclusão do volume dentro de dois annos. 



(k Lmiadas de Luiz de Camões, Nota edição. Lisboa. 

Ha occasião de entrar no prelo esta folha, junho de 1887, vejo annunciada 
ikniis iomaes uma nova edição do immortal poema, feita com luxo, illnstrada 
toennos oríginaes para cada estancia, mas para ser vendida por preço ba- 
por conta do sr. conselheiro Mendonça Cprtez, dono da antiga livraria Car* 
o& C*, successores da viuva Bertrand ôt C* Parece que o poema terá uma 
lio especial, e será acompanhado de notas e commentarios. 



# 
# * 



Versões latinas 

142-i.* Lvsiadom libri decem. Avthore Domino Fratre Thoma de Faria, EpiS' 
Targensi, Regioque consiliario, Ordinis Virginis Marics de Monte Carmdi, 
ire Thedogo, Vlyssiponensi, Cum facultate Superiorum. Vlvssipone. Ex ofi- 
Gerardi de Vinea. Anno 1622, 4.° de 8 innumeradas-i79 folh. numeradas 
frente. No frontispício, as armas do bispo, traductor. 

As licenças são de 6, li e 14 de janeiro, 20 de acosto e 24 de setembro de 
. A informação do jesuita D. Jorge Cabral reza assim : 

«Vi esta historia do descobrimêlo da índia em verso, não tem cousa que 
itre nossa santa fé ou bons custumes; antes he poesia que pode ajudar aos 
nistas, pelo que pôde imprimirse.» 

i traducção do poema vae de fl. 1 a 145 v.; e de fl. 146 até o fim correm 



192 



LUIZ 



as notas. Tem errada a numeração seguinte : íl. 151 em vez de 142; 153 e 
em vez de 144 e 145. 

Nem o traductor, nem nas licenças, se menciona o nome de CamOes. Q 
ignorasse que os Lu$iada$ eram de Camões, por esta traducçflo julgal-os-ia 
criptos por fr. Thomé de Faria, Authore se diz elle no rosto do livro. 

Na traducç^o, ou na impressão, foram omittidas as ultimas doze eslan 
relativas á peroração a el-rei D. Sebastião. 

O exemplar d*esta rara edição, que possue a bibliotheca nacional de Lisl 
era da collecção de Thomás Norton. Parece que antes pertencera a José Ma: 
renhas Pacheco Pereira Coelho de Mello. Está mui aparado, posto que sem ii 
ressar essencialnienle o texto. Na bibliotheca real da Ajuda também existe 
exemplar. 

Possuem exemplares : em Lisboa, a bibliotheca nacional, e o sr. António. 

Ssto de Carvalho Monteiro ; no Porto, a bibliotheca municipal e o sr. dr. J 
irlos Lopes, conde de Saniodães, e Tito de Noronha ; em Ponta Delgada, o sr. J 
do Canto ; e no Rio de Janeiro, a bibliotheca nacional (dois). 

No leilão de Innocencio foi vendido um exemplar por 15j^500 réis. 



# 
# * 



143-2.* Corpus Illustrium Poetarum Luiitanarum qui latine icriptei 
(1745). 

O padre António dos Reis incluiu o trabalho do bispo de Targa, D. fr. Th( 
de Paria n'esta collecçrio, tomo v, dando ahi também uin^ biographia d'esse ^^2 
prelado, um catalogo das suas obras e a menção do que alguns auctores escreve: 
para elogiar esta versão. 

# 
# # 



144-3.* Castro Lopes. Musa Latina, Amaryllidos Dircm aliquot selecta 
rica in latinum sermonem translata ad usum smolarum brasiliensium accom 
data. Editio correctissima mendisque purgatissima, notis opportune adhib 
Potomopoli Ex typis Quirini ^'Pi^atris. ria Quitanda 27. mdccclxviu. 4." pequ 
de 4 (innumeradas)-iv-68 pag. 

Este volume, devido ao trabalho do dr. António de Castro Lopes, conlí 
dedicatória em verso á memoria da esposa do traductor, D. Rita Barbara P 
Lopes ; prologo ; algumas noçOes sobre o verso latino e sua uiedição ; Âmarylh 
Dircm lyrica selecta; e appéndice, no qual, de pag. 59 a 61, incluiu a versãc 
Içfnez de Castro, episodio dos Lusiadas, 

O sr. visconde de Juromcnha já tinha apresentado a amostra da versão 
dr. Castro Lopes nas ObraSj tomo v, de pag. 323 a 327. 



DE CAMÕES *^^ 



* 

# # 

i4^^4.* O episodio de D. Inez de Castro, Excerpto do canto m dos Lusíadas. 
^arapkraseado em versos latinos por A. J, Viale, 1875. Lallemant Frères, Ttfp, 
Moa. Fàmecedares da casa de Bragança, 6, rua do Thesouro Velho, O, Lisooa. 
L* de 13 pag. — Tem no rosto a seguinte epigraphe : 

. • . Vestiffia semper adoro, 

# 

# » 

146-5.* Três excèrpios dos Lusíadas, Trasladados em versos latinos por An- 
Iwio Joêé Viale, 1875. Jjallemant Frères, /f/p. Lisboa. Fornecedores da casa de 
pÉna^anfo. 6, rua do Thesouro Velho , 6, 8.® de xvi-i9 pag. — Tem no rosto 
% ae^nte epigraphe : 

■ • 

Ea nSo me (jueixarei que me reprenda 

O sábio, o \irtuoso, o amigo puro, 

£, sendo mister mais, que a roais se estenda. 

Diogo Bernardes, carta x. 
# 

# * 

147-6.* Episodio do gigante Adamastm\ Excerpto tio canto v dos Lusíadas 
Truêladado em versos latinos por António José Viale, 1876. IjaUcmant Frh^es. Typ. 

" .• de 



Fornecedores da casa de Bragança, 6, «-ua do Thesouro Velho, 0. 8 
^ pag. e roais 2 innumeradas de notas e errata, alem de uma errata addicional 
quarto de pagina. — Tem no rosto a seguinte epigraphe : 

Permulcet mentes: idem terroribus implet. 

As três obras numeradas sob os n.°' 4, 5 e 9, foram vendidas em um lote no 
de Minbâva por ii^650 réis para o sr. Ulrich Júnior. 

# 

# # 

148-7.* Imitação do Episodio do canto terceiro dos Lusíadas, immortal poema 
Lmi de CamUks, em versos latinos, por Francisco de Paula Santa Clara, pro- 
da Ungua latina, na cidade de Coimbra. Coimbra. Imprensa Litteraria, 
h 8.* grande de 6& pag. 

# # 

149-8.* Imitação das estancias 118 e 119 do Livro terceiro dos Lusíadas, tm- 
' poema de Luiz de Camões, em versos latinos, por Francisco de Paula 
Clara, professor da lingua latina, Coimbra. Imprensa Litteraria. 1876. 
pequeno de 8 pag. 

Foi depois reprodazido no InstituAo, de Coimbra, vol. xxvj, 1879, pag. 328 
334. 

13 



vn 















LUIZ 



» 

* 



4i>í)-í>." Ahjttns e.rcerptos dos íjtsiadas do grande Luiz de C 
tínshirão rin rtrsus latinos por António Jmíf Viale, do conselho de 
IJ}>hna. Imprensa ynclonal, J87S. 8." de 7N paj:.— Cada fxcerpi 
a r('>|M'c(iva Inulucrrio laliiia. v pnr isso s«'{!undo ru>to: Kjt 
Voemnlt' a Ludovico Oimoniu compósito uuod Lusiada' insrribitur 
(juam trnmlata ah António Jost*pho Viale Hcjis Fidelissimi a Cor 
cc tiiinKjrophia National i JS7à<. 

Na adverlencia ao leilor declara o sr. Viale : 

» Piihiicain-S(> aj^^ora, nninidos oiu piMiiieno volume, cinco e!i( 
siadas, trasladados para latim, que sairain succossi vãmente nos i 
^.•9 1H7(». impressos iia t\po^'raphia Lallemant. Na reimpressão d'estes 

• 'j! lillerarios, acliaiuKí-sc es^'olada a sua primeira ediç3o, leve-se 

i 7 0(11 mira subministrar aos es trai ligeiros estudiosos um specime 

l 'p pririi*ip<' dos vates portu^niez.es. aeòmpanhado de uma trasladaç^ 

^ p iiios. tão íiel ({uanio foi possivel ao parapllra^ta. ..'< 

A traslarão recaiu snbrc ciricoenla e sele oitavas, d'esle mod 

a Pocmatis propositio (Kx Liliro i), stroplie 1. â e 3. 

Iiiroratio (Ex Libro i), stroplie 4 e o. 

EpisíuUiUH x\(jnetis a Castro (líxcerptum ex Libro iii) stroplie 

lái, láá, iá;j. iá4, iio. iii), 127. iá8. ii[\ lao, i:u, i32, iSa, 



Adamastor Gifias (Ex Libro v), slroplws 37. 38, 3l>, 40. 'ti, 
•ir», 'j7, '18. W). iíO. 'il, ."iâ. o.i, l}%, *io. o(í, .'>7, r)8, o9 e 00. 

,;[ /rí>///í/í' Aviorutn dvsrnplin (E\ Libro ix). slroplies 'ii, 00, 

: ;) (iu. r.i, (rj .. ():í. 



[>*í .No ;ipp<'iulice (d<* pa^'. 1)7 a 7.'i). cin (jue o traduetor cia m 

d;idi's ()in' Nfjicriu Os «pir >e d«'(|jr.nii :i fsU-s trabalhos, iiota : o(.l 
rpi«»n(li'i eaiiMMiiaiiM de D. Ii:ii«'Z d»* (l;^^lro iiào ouh»u chamar tr; 
Mi.i ti'iitali\a lillfriíria : a>pii(Mi ap«'nas a«> tiliilo de p;naplMa>la': 
'■H»'|i'\arrn». . . al;:iiiii.i*i raras omis^uiK. o laiuliem alj^ruinas Imvv 
iinl.iiciii na M'isãu de.sti^s fxrci pbjs. coiiii-ridn comí o lexb»: oini 
tornadas ii»M'.f's*iaiia< por motiNos (jiie não escaparão á sua sagr 
lilli'i':irias só j»od«'m tazer-S'' rm prnva...-» 

A capa (re>le voluim? loi tirada a jn^to o eiu-nriiado. Not«» »' 
eia. paiM (|n<' as p<»Ma>. i|iif' \i'idiaiii a adipiirir al^'Uiii exeiíipla 
rnaii(l»'(ii eoiis»*rvar a rapa na •'nead»'rna.;âo ib' aniadui". 



I*il-|()." A Lu^iadd dl' Luiz dr (jiniijc.<, traduzida cm Virsos 
Fraitcti^ru de Santo Anosfiulio Mai:cJo, primciía vdirno. /'<í<í7</ / 



DE CAMÕES ^^5 

lie, do consdho de Sua Magestade, pMicada poi* Venâncio Deslandes. Lisboa. 
iprensa Nacional^ 1880. 8.° grande de xvu-2 (ÍDnumeradas)-478 pag. e mais 1 
errata. Com o retrato do padre Macedo, traductor. — É dedicada a sua ma- 
stade el-rei o senhor D. Luiz I. 

Contém : advertência do editor (pag. vii) ; anteloquio do sr. Viale (pag. ix 
xvii); octasticho latino, pelo mesmo (pag. innumerada); o poema (pag. 1 a 
15); notulae (pag. 417 a 474); descripção da ilha dos Amores, segundo a co- 
á fiel da versão do padre Macedo (pag. 475 a 478). 

?(o anteloquio faz o sr. Viale as seguintes declarações : 

«Nos cinco primeiros cantos limilámo-nos a emendar palavras e phrases 
ím grande numero) que nos pareceram menos próprias, ou menos claras, e a 
MTÍgir alguns erros de versificação, devidos talvez á imperícia do copista, reser- 
ndo para as notas latinas, aue nos propozemos acrescentar ao texto da versão, 
cuidado de indicar alguns dos seus lapsos, e outras vezes o de substituir versos 
ieiíos do traductor por outros da nossa lavra que se nos figuraram menos im- 
erfeitos. Nos cinco últimos cantos fomos menos indulgentes c mais atrevidos. 
tiecDOs moitas e muitas dezenas de estancias cm substituição das do traductor, 
w assim o julgarmos absolutamente necessário. . . No canto ix a descripção da 
ha dos Amores, desde a estancia liv até á estancia lxiii, é copiada dos nossos 
zcerptoã dos Lu$iadas, traduzidos em versos latinos, publicados em 1878 ...» 

O octasticho latino, posto antes do poema, é o seguinte : 

Lysiadum cecinit magni Camonius oris 

Vates (Quis nescil?) máxima facfa \irum, 
Donavit Latío Macedus nobiie carmen, 

Quo nullum Lusis grntius exstat opus. 
Sed nimium propcrans quanaoque est lapsus in iilo, 

Quo studuít metam tangere, curricuio. 
Non tamen est ausus mendosos edere versus : 

Emendaturuui mors cita cornpuit. 

A. J.v. 

O original que serviu para esta edição, é o que possuia o conselheiro An- 
Boio Correia Caldeira. 

# 
# # 

152-11.' O episodio de Ignez de Castro com a versão latina de fr. Francisco 
ir Santo Agostinho de Macedo, assombro encyclopedico e com um preambulo do 
fnfessor Pereira Caldas. Porto, 16 80. Typogiaphia Universal. 8." 

Teve tiragem especial de 50 exemplares. 



# 
# # 

153-12.* A ilha dos Amores, elegantíssimas estancias do canto ix dos Lusiadas, 
hnphraseadas em versos latinos por Francisco de Paula, Santa Clara, etc. Évora, 
mographia Minerva, 188ti. S." de xii-46 pag. e mais 1 innumerada. 






196 



LUIZ 



Esta publicação foi editorada pelo sr. António Francisco Barata, de Evon, a 
quem se devem outros escriptos em honra de Camões que em seu legar terão mes* 
çSio especial. 



Versões hespanholas 

I5Í-1.* Los Lvsiadas de Lcy$ de Camões, Traduzidos en odatca rima Caff^ •' 
liana por Benito Caldera, residente en Corte, Dirigidos ai lUiutriss. SeOor Her- 
nando de Vega de Fonseca, Presidente dei conseio de la fazienda de Su M.ydek' 
Santa y general Inquisicion, Con Privilegio, Impresso en Âkala de Henaretfcr . 
luã Gracian. Ano de m.d.lxxx. 8.° grande de 420 pag. innumeradas. — O rosto tea ; 
uma gravura tosca, representando um cavalleiro em acção de montar no sei ; 
corcel. A impressão é communi, em papel pouco encorpado e amarellado. Al|i- 
niaspessoas téem sup[>osto que essa gravurinha symi)olisa uma passagem da vili 
de Camões, e o próprio sr. visconde de Juromenha conjectura-o no tomo i dll< 
Obras, citadas (pag. 223) ;, mas nâo é assim, visto que apparece como omamei- 
tação de obras anteriores á impressão da de Bento Caldeira. 

A data da approvação é de 17 de março, e a do privilegio por dez sanKÂl 
de 26 do mesmo inez de 1580. Na primeira iô-se : ' 

«He visto este libro intitulado los Lusíadas de Camões, traduzidos en oeta- < 
ua rima Castellana por Benito Caldera y parecemeque La poesia dellos es alta y 
esta hecha a imitacion de la Eneida de Virgilio, y la traducion tan própria, polidii^l 
sonora, y numerosa, que corresponde en todo a la grandeza dei subiecto. Ptfj 
tanto el publicarse este susodicho libro puede ser de mucho prouecho alan-' 
publica, y dl ningun inconueniéte dar licencia para que se imprima.» 

Este livro contém : approvação, privilegio real, dedicatória do traductor a 
Vega de Fonseca, epistola aos leitores por Pêro Laynez (5 pag.) ; seis sonetos ea 
honra do traductor (6 pag.) ; e o poema. 

No alvará de privilegio se puzeram estas palavras honrosas para o poeta : « . . . 
Vós (Benito Caldera) auiadcs traduzido de Imgua Portugueza en Castellana en 
octaua rima ua libro que avia compuesto Luys de Camões, intitulado los Lusía- 
das, que tratava el descubrimiento y navegacion que los portuguezes avião h«- 
cho a la Iiidia Oriental, en la qual dlcha traducion auiades tenido mucho traba- 
jo, estúdio y costas. Suplícandonos atento lo susodicho, y a que era el dicho 
liuro prouechoso para los professores de historia y navegacion. . .» 

Bento Caldera pedira priviIefi[io por vinte annos; mas só lhe foi concedido 
por dez. O alvará é datado de Guadalupe a 26 de março de 1580. 

O poema é traduzido em verso, com argumentos em prosa, não tendo nume- 
ração as estancias. No fim : « Lavs Deo. Alcala, En casa de luan Gracian, Í5S0»» 

É n*esta traducção que apparece por primeira vez emendado o sexto verso 
da estancia xxi do canto ix 

De la primera madre con el seno 

emenda que foi depois introduzida em uma das edições portuguezas dos ÍAuiaiti 



DE CAMÕES ^^^ 

1597, e em creral nas segumtes. Como se sabe, este verso, nas duas edições 
» a data de 1572 e nas de 1584 e 1591, encontra-se escrípto: 

Da primeira co terreno seio 

£ ediçSo bastante rara; e quando apparece em algum leilão, sobe muito de 
eço. 

No leilão de Gubían foi vendido um exemplar por 9^500 réis ; no de In- 
leencio outro para o faUecido Minha va por 21^580 réis; e no de Gomes Mon- 
iio outro para o sr. conde de Vil la Real por 50i^(X)0 réis. 

# 
# # 

155-2.* La Lcêiada de el famoso poeta Luys de Camões. Tradvzida en verso 
mtíUmo de Português, por 4 Maestro Luys Gomez de Tapia, vezino de SeuUla, 
W^ida ai iUvstrissimo senor Ascanio Colona, Abbad de Sancta Sophia, Con prt- 
Iffto. En Salamanca, En casa de Joan Perier Impressor de Lihros, Afio de 
LBuLXxx. 8.* pequeno de i6 (ínnumeradas)-307 folhas numeradas só pela frente. 
-A impressão é má e o papel de inferior qualidade. No verso da ultima folha: 
En Salamanca, En casa de loan Perier, Impressor de Lihros, Ano de Mil y gtit- 
ímlot y oekenta.» 

Coaléro : dedicatória ao abbade Ascanio ; prologo ao leitor de Mestre Pran- 
ico Sinchez; varias peças poéticas em louvor de Tapia; catalogo dos reis de 
Mugal até Filippe II (primeiro da dominação hespanhola, 1580); e o poema 
nãSeeSio em verso, com argumentos em prosa, mais desenvolvidos que os de Cai- 
era). As estancias também não téem numeração. No fim de cada canto, vem as 
«respondentes annotações. 

A versão de Caldera começa (canto i, estancia i) : 

Las armas, los varones sefialados 
que dela Occidental y Lusitana 
playa, por mares antes no sulcados 
passaron mas alia Trapobana. 

E acaba (canto x, estancia 156) : 

La mia ya estimada alegre musa, 

Srometo que ene! mundo de vos cante, 
e suerte que Alexandro en vos se vea, 
sin que embidíado el gran Achiles sea. 

A versão de Tapia começa (canto i, estancia i) : 

Las armas y Varones sefialados 
Que dela playa occidua Lusitana 
Pássaro por caminos nunca vsados 
El no surcado mar de Taprobana 

No leilão Gomes Monteiro foi vendido um exemplar ao sr. conde de Villa 
ai por 87^500 réis. 



198 



LUIZ 



# 
# # 



Í36-3.* Los Ltsiadas de LwfS de Camoei. Traduzidót de português m Cu- 
tellano por Henrique Garres, Dirigidos a Philippo Monardha primero de hs Et- 
panas y de las índias. En Madrid. Impresso con licencia en casa de Guilerm 
Droutf impressor de libros. Ano 1591. 4.» grande de 4 innumeradas-185 folhas» 
e mais 2 de errata e a designação typographica : « En Madrid. En casa de Gii- 
Uermo Druy Impressor de libros. Ano 1591 ». A versão é em oita^^a rimada. , 

■ 

A ultima folha tem o numero 851 em vez de 185. 

É tão rara esta ediçílo, como as duas anteriores. Falta á maior parte dos col- , 
leccionadores. 

I 

Possue um exemplar no Porto o sr. António Moreira Cabral. O sr. Carríllio j 
Videira, proprietário da livraria internacional, comprou em 1883 ao livreiro ma- j 
drileno D. António Hego o exemplar que elle possuia, e vendea-o em seguida, • 
por intermédio da livraria Ferin, ao sr. António Augusto de Carvalho Monteiro, . 
por 90^000 réis. É um bom exemplar e está bem conservado. 

No leililo de Gomes Monteiro foi vendido ao sr. conde deVilla Real um exem- 
plar por 37^000 réis, e no de Vieira Pinto outro por 56^000 réis. 

# 

157-4.* Poesias de Lnis de Camoens. (8.° 3 tomos de 383-1 pag., 285-1 pag., 
e 335 pag.) Os tomos i e ii t«^em o rosto seguinte : 

IjOs Lusindns, f>oemn épico de Luis de Camoens, que tradujo ai cxistellano J)(m 
hnnhcrto Gil, Penilenciano en el real Oratório dei Caballero de Gracia de esta 
Corte. Madrid, ISlSj ímprenta de D. Mitjuel de Burgos. 

O tomo III o seguinte : 

Poesias rnriaa, ó Rimas dt* Luis de Camoens, que tradujo ai castellann Don 
Lamhcrto Gil, Peniteurinrio eu el real Oratório dei Caballero de Gracia de esta 
Corte. Madrid. 1818. ímprenta de D. Miguel de Burgos. 

O tomo I contém : Prologo tio traduclor (pag. 5 a 14); vida de Camões (pag. 15 
a 36); juízo critico dos Lusiadns (pag. 37 a 8t)) ; viagem d? Vasco da Gamaá 
Índia (pag. 81 a 10'*): o pooiíia (tnulucrílo em verso, com argumento em prosa), 
cantos I a v (pag. 105 a 207) : e notas (Vfstes cantos (pag. 299 a 383). 

O ttmio II contém: os cantos vi a x (pag. 5 a 189); o notas (pag. 191 a 

285). 

O tomo III contém : prologo do traductor (pag. 5 a 15) ; as rimas (pag. 17 a 
32i) ; notas (pag. 325 a 329i ; e indirr (pag. 3'íl a 335). 

LambfTto (Jil, logo no começo do prologo, escreveu o seguinte : 

«Entre los poemas épicos de los escritores modernos. Lusíadas de Luis d» 



DE CAMÕES *^^ 

moens faé el primiero que recibió el aplauso de todos los literatos. Apenas vió 
luz pública, todas las naciones procuráran trasladado á sus respectivos idío- 
is. . • « 

No leiláo de Innoceocio foi vendido um exemplar por 2^100 réis; no de 
Mnes Monteiro outro por 800 réis ; e no de Minhava por 2j^050 réis. 

# 

# # 

158-5.* Episodio de Ignez de Castro, por D. Nicolás Diaz de Benjumea. Bar- 
ilona, ídG&. Foi. Com estampas gravadas em aço. 

Veja o artigo Portugal no tomo ii da obra : Costumbres dei universo ó des- 
ripdoH y pintura de la fisionomia peculiar de las mas importantes naciones dei 
lobOy uàes como son en su vida intima, carateres, ingenio, tipos populares, 
k. 

De pag. 8 a 10, o auctor faz referencias a Camões. No fim d'esta ultima pa- 
ina para a seguinte, allude ao episodio de Igncz de Castro tirado dos Lusiaaas, 
tradoz alguns versos. 

# 

* # 

159-6.* Los Lusiadas, poema épico de Luis de Camões, traducido en verso cas- 
Uano por d Conde de Cheste, de la Real Academia Espanola, Madrid: 1872. 
f^enta de D. António Perez Duhrull, Jesus dei Vdle, num, 15. 8.° de 396 pag. 
mais 5 innumeradas de indice e erratas. — A impressão é em papel commum, 
"dioarío; e não se recommenda pelo primor typographico. A versão é cm oitavas 
madas, tendo cada canto os argumentos em prosa, imitados dos da edição Lam- 
!ito6il. 

No leilão de Innocencio foi arrematado um exemplar por M370 réis. 



160-7.* Os Lusiadas (Los Portuguezes) Poema de Luis de Camoens traducido 
r Don Carlos Soler y Araucs, catedrático p individuo correspondiente de la Real 
:ademia de la Historia. Edicion acompafiada dei legitimo texto português y de 
friosas notcu y noticias biográficas sobre el insigne poeta ibero. Daaajoz. Estable- 
BUfRto tipográfico de José Santamaria. Plazuela de la Soledad. 1873. Foi. i>e- 
icno de 263-1 pag., tendo as do prologo numeração romana. Com o retrato de 
imões, lithographado na officina de Pfeifter, em Madrid. 

Contém: introducção (pag. iii e n'); o poema, traduzido em prosa, lendo 
IS paginas á direita as estancias de (limões (pag. 6 a 239); notas dos cantos 
Qg. 341 a 258) ; apontamentos biographicos do poeta (pag. 259 a 262) ; varian- 
s (pag. 262 e 263); e indice (pag. innumerada). 

Na introducção, transcripta de um juizo critico de D. Francisco de P. Cana- 
jas, em que este illustre professor confunde as glorias portuguezas cantadas pelo 



aoo 



LUIZ 



egrégio poeta com as glorias hespanholas, de qae nSo se trata nos Lutiadas, 
lé-se : 

«Es de todo punto impossíble establecer un paralelo entre os poemas épicos 
que con orguUo guardan las literaturas modernas y el poema de Camotfis... 
el poeta português comprendió cuál era el destino que cumplian nuestros puebloi, 
é iluminado con tan vasta concepcion escribió ese poema, orgullo no de on pue* 
bio, no de una nacion, sino de una raza entera. . . 

«... Luís de Camoens canta las armas y los varones que por mares Dunca 
navegados extendioron la fé; ranta los hechos nunca imaginados, que no cabian 
en el arte de las antiguas civilizaciones; canta una gloria aue no soúaron los hé- 
roes de las ieyendas mitológicas; canta una edad nueva. No lo ignorava el grão 
poeta: 

«Cesse tudo o que a Musa antiga canta, 
«que outro valor mais alto se alevanta. 

«... la literatura moderna sentia un poema en sus entraúas, y nació Camoens 
para cantarlo ...» 



161-8.* Lo» Lu$iada$ de Luis de Camoens $egtm la última edkhn eomtU 
publicada por el Dr. Caetano Lopes de Moura, Traduceion de D. Manuel Araniê 
y Sanjuan. Barcelona, Empresa editorial La llustracion. Calle de MendÍ2ábal,nU' 
mei'0 4. 1874. 4.^ de 4 (innumeradas)-296-Lxi pag. emais i da indicação das gra- 
vuras. — A impres8«1o é cuidadosa e em bom papel. As gravuras, desenhadas e 
gravadas por Planas, Moracho e Gomez, sSo de compósito nova e apropriadas 
aos trechos dos cantos, servindo comtudo de guia aos artistas as estampas da 
edição do Morgado de Matteus. A gravura da portada representa Camões salvando 
os Lusiadas, A ultima pagina do índice tom o numero 266 em vez de 296. 

No verso do rosto vem a seguinte declaração : «E« propriedad de los editor^ 
Barcelona. Eatablecimiento tipográfico de Jaime Jepús Hoviralta, Calle de Peint* 
xol, númei'o 10, bajoa. 1874», 

Contém este livro: o poema, versão em prosa, com annotações no Íídi das 
paginas (pag. i a ífèi) ; e a biographia de Camões, traduzida de Ferdinand De- 
nís (pag. I a lxi). 

# 
# # 

162-9." Estvdio a-itico- analítico sobre las versiones espanolas de Los Lusiadas 
por D. Nicolas de Goyri. (Canto primero), Lisboa. Typographia de J, U. Verde, 
17, R, N. da Trindade, 19. 1880. 4.» de viii-106 pag. innumeradas. 

Esta obra contém : introducção (pag. v a viii) ; e o primeiro canto em con- 
frontação o texto portuguez com as versões de Tapía, D. Lamberto Gil, Bento 
Caldera, Henrique Garcez e conde de Choste, com annotnções criticas do sr. Goyri 
no fim de cada pagina. 

Na introducção, referindo-se á edição de D. Lamberto Gil, escreve: «Nolra- 
dujo tan iiial como los quo lo habian procedido, porque la obra de Faria y Sou^a, 
que consuitó, lo ayudò á modificar Ia traduceion do Tapia de la cual copio ver- 
sos enleros». 



DE CAMÕES ^* 



# 
# # 



I63->I0.* Seii e$trophe$ do Episodio de Adamastor, extrahidos dos Lusíadas 
Cawnõê», com a versão hespanhola de D. Patricio de la Escosura, inédita ainda ; 
Ifofdúlat de umpreambuh do Professor Bracarense Pereira Caldas» Braga. Ty- 
nrmpkia Lealdade. 1, rtia de Jano, 1. 1881. 8.« de 33 pag. 



# 
# # 



VersOes firanoezas 

l&i-i.* La Lnsiadedu Camoens. Poeme heroique, sitr la decouverte des Indes 
rientalet. Traduit du Portufjais, Par M. Duperron de Castera. A Paris Chez 
mrt, rui S. Jacques, à la Justice. David, quay des AugustinSj à la Providence. 
riasson, rué S. Jacques, à la Science. Clousier, rué S, Jacques^ à VEcu de France. 
Kcxxxv. Avec Approbation jf Privilege du Boi. i2.<> 3 tomos de 4 (innumera- 
l^-Lxix-3 (innQmeradas)-319 paj^., 4 (innumeradas)-364 pag. e 4 (innumeradas)- 
WA (innanierada) pag. Com estampas. — O rosto é a duas cores, preto e en- 
A traducçâo é em prosa, com annotações. 



O tomo I eomprehende a dedicaforía em verso ao príncipe de Conty, o pre- 
hnoy a irida do poeta, e os três primeiros cantos. O tomo ii o canto quarto até 
l-Mtimo. O tomo ni o canto oitavo até o decimo. Cada canto é acompanhado 
bimia etUropa, e alem d'esta8 gravuras tem uma outra de frontispício, assígnada 
fÊ BoDoart, aesenbador, e J. B. Scotin, gravador. 

A dedicatória ao príncipe de Conty, começa : 

Daignez souíTrir, Seigneur, 

que les Muses du Tage 
V^oos oíTrent par ma main leur 

ptus celebre Ouvrage ; 

No prefacio àfiirma o traduclor Castera : 

•Persuade d'une maxime si juste & si noble, j'ai cru que je ferois un vrai 
mt À ma Patríe, en lui donnant dans notre langue la Lusiade du Camoèns, 
peot paner poor Tun des plus i)eaux Poeines, qu'on ait jamais lús depuis 
m & Virgile. 

»Le sojet en est grand, & tel qu'il le faut pour rE[)opée; c^est la decouverte 

hdes par les Portugais. L'unité de la príiicipale action & celle du Héros s*y 

nt ODservées par&itenicnt ; on y voit une conduite ménagée avec art, une 

ríe sublime, pJusieurs épisodes bien ainenés, des passions exprimées avec 

& delicatesse, des peintures vives; enfin un slyle varíé suivant Texigence 

Hiatíères; tantót doux & siniple, tanldt rapide & majcstueux ; toujours admi- 

& jjamais dófiguré par ces jeux de mots, doiit les fausses lueurs gâtent 

lueíSois les meilleurs écrits des Italiens & des Espagnols. ..» 

Em alguns exemplares vé-se que a ultima pagina do tomo i tem o numero 
l«D Tez de 319. 






Mais adiante censora a apreeiaçlo de Toltaire n*eilftf patenai (p 

exiv): 

«M. de Voltaire dans son Essai sor le Pòtae B^píqie a eriti^ | 
endroíts da CamoSns; j'ai tache de lai monlrer dana mea Notai, qde sa 
tomboit k faox; c'est une dispate litteraire, ad je n^appoffto ni paitiil 
mon Autear, ni fiel contre celoi dont je cooibata lea opmioos : j estime 
lens, je rends jastioe aax beaatés de ses oavragea, maia eepsDdant il me 
tra de iui dire, ce qae disoit autrefois Arístote en pardlle eoiyoactore 
PUUo ted magit arnica veritoã.» 

Note-se qae, com a mesma data, porém com indieaçio difona do I09 
pressão, é qae vem registada esta ediçAo de Gastera no tomo ▼ do Dtoe. 
cencio, sob o n.» 458-2, e na obra do sr. visconde de Jaromenha. S 
comtudo, aue, seado no mais em tado igaal, a modança do rosto ser 
nienda indastrial, como já fica apontado em oatras edições. No rosto d* 
trafeiçflo lé-se: «Z> Lmidc dm Camoms,,.AAm$imkmgdkê%FírÊ»çaii 

M.D.GC.XZXV.» 

No leílSo de Gomes Montaro foi vendido am exemplar por Sf i( 
no de Pinto dé Agaiar (1883) oatro por i5#300 rtis. 

* 

* * 

165-2.* La Luiiadê du Comomi, poeme keraupie, Sur la Déeomer 
de$ OriaUalei, Traduit du PmiugaU, Pasr Jtf. Diipmtm dê CatUra. A 1 
Brúusofi, lÀbnUre, ruê Satul-Joegnet, á la Somec ILDccxxTm. Am 
bation (f Privilege du IhL (No fim : De llmprimerie de Qoillao. 4768.) 
mos de 4 (innumeradas)-LXDC-2 (innameradas)--3i9 pag., 4 (innomen 
pag., e 4 (imiameradas)-334 pag. 

É ã segunda edição da anterior, com alguns dos erros emendados 
o rosto a duas cores, nem as estampas. 

Para accentuar os característicos d*esta edíçáo, que é effectivai 
gunda, note-se mais que no verso da pag. Ixíx vem a approvaçáo datac 
março de i76i, na qual se lé : 'cj'ai lu par ordre de Monseigneur le Vic 
lier, Iji Ltisiade du Camoéns, Poème héroique, Je crois qa'ont peut 
d'en faire une nouvelle édition». 

As pag. 457, 421, 422, 423 e 424 do tomo n devem eniendar-se 
361, 302, 363 e .364. 

No leilão de Sousa Guimarães foi vendido um exemplar por 700 r 

# 

# # 

166-.3.* Essai d'imitatwn libre de VEpisode dines de Caeiro, dam 
des Lusíadas de Camoem par if"^ M. M. La Haye. M.dcc.lxxii. 8.* de 16 
rosto orna bella vinheta, gravada em cobre, apropriada ao assumpto do 
como se verá da fiei reproducçilo que dou em seguida. Pigura*se-me 
tar o génio dos Lusíadas sobre o formoso quadro do amor de D. Ignez. 
pbes não téem numeração. 



E S S A I 

D'IMITATION LIBRE 
DE 

l' E P I S O D E 
)'INES DE CASTRO, 

DANS LE Po EME DES 

UZIADAS DE CAMÒENS. 

PAR 



M '• "• ^ M. M. 




LA H A Y E, 

M. DCC. LXXII. 



Aeiba 



DE GAMOeS *^ 

Bneee-me que, com a data'de 1772, ó a primeira vez que se íkz men^o 
Ute folheto, e por isso o considero ainda mais raro qoe o de 1773, que aliás 
A Mo julgado raríssimo, e poucos camonianistas o possuem. Encontrei o exem- 
riL de que me servi, entre os papeis impressos camonianos do benemérito vis- 
Bia de Juromenha (hoje íállecido). Comprehende de pag. 3 a 10 a versio livre ; 
Bi pag. 11 a 16 o episodio em português, com a declaração de que se junta 
que o recovem os que o tenham lido no próprio idioma ». 

O toi, que fais aimer, toi qui regis la terre, 
Dieu cruel & charmant, qui plus que le Tonerre, 
Fais redouter les traits, dont tu perces les coeun, 
Tu fis couier á'lni$ & le sang & les pieurs ; 

Et ce lieu consacré par les malheurs d'ift^s 
Ce lieu que vit fraper tant d'amour, tant de charmes, 
Des Nymphes, des fiergers attestant les regrèts, 
Est encore appellé la Fontaine des larmes. 

167-4.* La Mori d^Ines de Cattro; et AdanuuUn'; moreeaux firii et traduits 

'm Luiiade de Camoem ; ptmr eervir d*Essai à une Tradmeífon Française en 

H eomplette de ce fameux poime portugaii, ouvra^ dédtí, f priientó au 

if VJ de Mn mdgclxxh, j6w* <mniver»aire de la namoMe de 8a iíetfeiti par 

jàu Gaubier de BarrauU major de jplace de LUbonne, A Liãbonne de Vlmpri» 

1H$ BoffoU. Avee approvation. 8.* de á2 pag. 

No Panorama Photographico de Portugal, do meu erudito amigo, sr. bacha- 
* Augusto Mendes SimOes de Caslro, volume iii rCoimbra 1873), pag. 13, pôde 
^^86 reproduzida a traducçáo do episodio de D. Ignez de Castro por Bar- 
ril. 

Os exemplares não s2o vulgares, porém não de extrema raridade. Tenho 
(fo muitos em mãos de diversos camonianistas. Possuo um que adquiri por 
D réis no leilão dos livros do fallecido conselheiro Nogueira. 

No leilão de Innocencio foi vendido um exemplar por MlOO réis. 

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# # 

168-5.* Euai d^imitation libre de Vepisode d'Ine$ de Castro, dan$ le Poeme 
i Lutiadei de Camoens par M'^^ M, M. A. la Haye, ff le vend à Bruxélks, ehez 
Vanden Berghen, Impnmeur-Libraire me de la Maadelaine. Mpccxxxm. 8.* de 
I pag. — Tem no rosto uma pequena vinheta, symbolisando, ao que se me fi- 
ra, o génio da poesia. 

Deve ser de certo a segunda edição, feita pouco depois da antecedente. 

Também é bastante raro este folheto. A divisão da parte franceza e da parte 
rtagueza é igual. Examinando porém as duas edições notei : differenças no 
úo, nas vinhetas (no desenho e na execução diversíssimas, e a de 1772 maior 



206 



LUIZ 



que a de 1773) ; na composição e nos caracteres t}'pograpbicos ; na revisão, gv 
mo parece mais cuidada a seguuda que a primeira; e ate na declaração dosÚm 
fim da versão, que ii*uma está > para que o recordem os que o tenham lido •, • 
ua outra « que se junta para os que entendam o idioma ». 

Sou, portanto, levado a acreditar que a data de 1733, que vem no (oido i \ 
das Obras, pelo nobre visconde de Juromeuha, pag. 255,. á vista do exemplar 
da bibliotíieca nacional, que tenbo presente, e do exemplar (|ue possuia laiMh 
cencio, está evidentemente errada: e por isso, subsiste a primeira obserraçlo 
posta no Dicc, tomo v, pag. 269 e 270. A versão franceza mais antiga, conbeadi, '; 
não é pois esta, mas a de Castera. A de Barrault tem de ficar agora registada eo* \ 
trc uma e a outra. 

No catalogo do sr. Jo!>é do Canto, da ilha de S. Miguel, vejo a menção de 
um exemplar sob data de 1763, mas não posso saber se liaveria equívoco doilloi- 
tre colleccionador. 

# 
# # 

169-6.* Im Lmiade de Louis Camoens; Poeme heroiguej en dixchanU,S<iih 
vellement traduii du Portugais, Avecdes Ab/f« yla Vie de VAuteur. Enrichi de Fig*^ 
res á chaque chant. A Paris, chez Nyoit ainê, Lihraire, rue Saint lean de Beautais» 
M.DCc.LWvi. 8.** 2 tomos de xxi\-2 (innumeradas)-320 pag. e 4 (innumeradas)- 
291-3 (innumeradas)-pag. — As estampas são cravadas em cobre, e na maior 
parte inspiradas das do Morgado de Matleus. Não trazem os nomes, nem os 
simples monogrammas dos artistas. 

O tomo I contém: advertência do li^Teiro; vida de Camões; os cantos ia 
v do poema, traduzido em prosa, com argumentos; c notas. 

O tomo II contém : os cantos vi a x; notas e erratas. 

Na advertência lL'-se : 

«Cello nouvellc Traduclion de Camoens, dont on peut en general garantir 
la fidélitó, est Toiívrage d'un Ecrivain très-connu: elle a été faito sur une versioa 
liltérale du lexte Portugais; viTsion conjposée, avec tout le soin íc toute Texacli- 
tude possible, par un lioniiiie Irès-versé dans la langue de Camoens...» 

Na approvação, datada de 3 de maio de 1776, declara o censor : «Otle Tra- 
duction in'a paru niérilor à double tilre Tempressement & les souffrages do 
Public, cNc par sa propre élégancc òs. par la célébrilé de Toriginal». 

N'(»sla versão entraram d'nerinilly e La Harpc, mas só com o nome d*este 
illustre escriplor é que figurou depois nas subsequentes edições. 

La Ilarpe nfio conhecia a lingua portupueza, por isso não estava no caso de 
ser interprete íicl da obra famosa de (lamôes. D'ahi nasceram os graves dffir-iíos 
da sua translação e adulteração, que alguns críticos lhe est ygmatisaram. Entre os 
porluguezes. o que veiu a acudir com mais veheuicncia pelo nome do granJe 
épico foi o académico Antunio do Araújo de Azevedo, que submetleu ã aprecia- 
ção da Academia Kral das Scicncias urna memoria a este respeito que se encontra^ 
no tomo VII das ]^eniorias de liltfratura porlwjneza (1806), de pag. 6 a 16. 

N'esta critica, que Araújo de Azevedo intitulou Memoria em defeza de Ca- 



DE CAMÕES 207 

H6es contra Momieur de La Harpe, trata com aspereza, embora justamente, o 
feidactor írancez, comparando a sua versáo com as versOes mais apreciáveis que 
[1 tinham apparecido em castelhano, inglez e francez. Dirigc-se a La Harpe d'este 
Bodo: 

m 

«Monsieur de La Harpe, que adquiriu uma grande reputação pelas suas obras 
H litteratura, teve o valor de confessar que, ignorando a lingua portugueza, 
■DBpozera sobre, uma versão interlinear, e lilleral aquillo, a que clie quiz cha- 
gar traducçáo de Camões. Desejo que esta confissão liie sirva de apologia no 
MíDiiai dos litteratos. Serei talvez severo em demazia, mas declaro, que me 
Írí sempre estranho que se emprebenda, que se publique c assigne a versão 
ÍÉb um auctor, que se não entende, e que se ouse chamar a isto traducção. 

«Porém, BI. de La Harpe não se limita a traduzir; depois de annunciar, 
a versão sobre que trabalha é escrupulosamente fiel, e que somente quizera 
lal-a com o fogo da poesia, adverte, que ajuntará notas criticas á sua traduc- 
>, oas quaes com eíTeito se abalançou a fazer juizo sobre o original. 

•Para traduzir e sentenciar um poeta é preciso entendel-o, c ninguém pôde 

itír por interprete. Se todos concordam ern que as bellezas da poesia desappa- 

!m, oa se enfraquecem com a traducção em prosa, como queria M. de La 

julgar Camões por uma traducção interlinoal e provavelmente, apesar da 

asaerçSo, tão pouco fiel, que lhe não foi possivel executar o seu louvável pro- 

de a animar com o fogo de poesia, aliás Camões não deve ser reputado poeta.» * 

Em seffuida, Araújo de Azevedo analysa as passagens que La Harpe não 
íhenaeu ou que adulterou, e termina a sua memoria : 

>Deixo sem refutação muitas outras censuras de M. de La Harpe, porque 
segundo me parece, o que tenho dito para provar a sua injustiça, a sua 
^za, e a falta de conhecimentos do nosso poeta. 

•Camões não foi isento de defeitos, assim como o não foram os outros poe- 
épicos; mas, se os limites desta memoria m'o permittissem, creio que poderia 
provar contra M. de La Harpe, e contra outros críticos, o seu talento supe- 
...» 

Em 1826 escrevia Ferdínand Denis, no seu mui interessante livro Resumée 
ndstoire litteraire du Portugal et du Brésil (pag. 134 e 1 35) : 

>J'igoore si La Harpe avait jamais essayé de lire les poésies diverses de Ca- 
is, õn a la preuve qu'il était hors d'état de les comprendre, et le jugement 
ireux qu'il en a porte oiíre une preuve bien curieuse de la manière dont on sa- 
apprécier alors la littérature ótrangère. Je me tronipe en qualifiant ce juge- 
it de rígooreux; 11 est ridiculc, et des écrivains d un vrai mérite en ont déjà 
Justice. D'ailleurs Camoens se venge lui-môme quand on peut le lire. . .» 

No leilão de Pinto de Aguiar foi vendido um exemplar por 1^550 réis 

# 
# # 

J70-7.* La Lusiade de Camoens. Traduction poétiquej avec des notes his- 
et critiques, nécessàires pour V intelligence dupoême. ParMr. de La Harpe, 
r. M.DCC.LXXVI. 8.*i'de*xvj-299 pag. — A impressão é ordinária e em papel 
ior. Nâo tem gravuras. ' 

O rosto da edição de Paris tem uma lyra entre folhas de louro ; e no da de 



■■■f^^?P! 



LoodrM Y4-ie an psqoBiio tropUo Mlieo. H*Mta IgoibMili ■ 
gioM dft adverteoeu e do primein euito títm. fiiiiiiiifcM ^ 

Peli eoiifroiiUçla dn dou tdMii. qoe Bt ■■ feiUtod 
ADbMiio Hwqtm, mmei t mimeeii»M«Menadiffmh«| 
CMdo mppoi antod'aM«eaiKfrHteIodHtriiLOiafaMi 
~ AadiMlwiliiiKd 



no mOTOi ai 
mprwilo 8 



171-8.> £a iMtiadê d» Lauu Cmofu; FuAm kmXm 

MmOlemtiit Inéka du Poriugm, Abk da SoUa r lã Fn 4tl 
dk» ihon lUni, IMtnin, rw Soàit-Jlrai (b Bm ' " 
de 160 e i3S pi«. 

O ir. dr. Jofé Círios Lopet, qoB poMos nm _ _, 

dttradoeçlo dUermillTet L> Hirpe, «www-im, iwawiMida « 
é [gnil á da prímein de PwU, com « fimplei oníilo dupaln 
F^iÊre$ à dúqueduaa. por ino qae «ta «diclii olo lOB «ifaH 
rato é Umbeôi nm limplM omito da phulanii mu ■'f''*— p 
pel, a impretOo e oi earaeter» Oo iióilmeale dillinwH a. 

Nio é &eí) erwaotnr reonidu u tm «dipOsi da 1776 m 



l'2-9.' Ulile endtanléf, epiíode de La iMtíoáa, traduU 
V. de pag. 1 1 X& do tomo xxvm das Vóu^ci imagâuint, mm^ 
nutu eabaluttquet, impresso em ADulenuuD, 1788. 8.* 



I 



173-10.* Epitode de Intz de Cattn. Tradacclo em va 
portuguei em frente. — V^a a pag. 91 do Utto if^iwet dtpt 
lure, par Florian. Paru, Ae% AM. Aug. Bawaard, ISll. 12.* 

Em oulni ediçlo d'eate livro (De Vlnprinurie d* CvilUmã 
An. IX, 12.* de 2U pag.), u episooio, com o texto porlugnei ei 
depag. 160 a 173. 



17\-11.' LaLtttiadedthMitCawMM.poifMhérMqiutué 
du PortugaU, avec det Notet et de laVie de VÃuteur. Par J. F. dt 1 
Laureai. Beaufrf. Ubraire, au Palaii Ro^al, Gcderiet de boi*, « 
2 tomos de4(iDnumerada9)-390pa([. e4 (mnumeradas)-294 pag. 
f jto typographica : ■ Imprimme de 0'HauUl, Rue de la Uarpe, i 



DC CAMÕES 



# 
# # 



209 



175-42.* La Lusiade de Ijouíz Camoens, Poeme hêroique en dix chants, 
wímíí 4u portugais, avec des notei et la vie de Vauteur, Par Im Harpe, de lAca- 
faRÍe Française. A Paris, chez Verdière, lihraire, Quai des Awfnsttns, n" 25, 
no. 8.* de 316 pag. Com o retrato do poeta. — No verso do ante-rosto: *>De 
imprimerie de Firmin Didot, père et fils, imprimeurs du Rot, de Vlnstitut et de 
I Uarine, Rue Jacob, v!* 24». 

Esta ediç2o é a reproducçáo da de 1776, de que se trata acima, e que saiu 
em o nome de La Harpe. Os typos e o papel são iguaes aos que o impressor 
Kdot empregara na edição portugueza, segunda do Morgado de Matteus, em 1819. 
hlá aproveitado n'ella também o retrato de Camões, desenho de Gérard e gra- 
de Roger. 

# 
# # 

176-13.* Les Lusiades, ou les Portugais, Poeme de Camoens, en dix chants. 
wmveUe, avec d^s notes, par J. B'* J* Millié. Paris, Firmin Didot, 
H Fih, Lihraires, Rue Jacob, n* 24. De V imprimerie de Firmin Didot. 
LXT. 8.* 2 tomos de 397 pag. e 1 de erratas, e 413 pag. É dedicada ao 
largado de Matteus. 

O rosto ó simples e tem, em typo miúdo, corpo 6, a seguinte epigraplie : 

«La décou verte de Mozambique, de Méiinde et de Calicut, a été clian- 
tée par le Camoens, dont le poè*me fait sentir quclque chose des char- 
mes de rOdyssée, et de la magnifícence de TEneide.» Montbsquied. 

r O tomo I contém : a dedicatória, o prefacio, a breve noticia de Camões, e os 
■los I a VI, traduzidos em prosa, tendo cada canto as respectivas notas. Os ar- 
■Dentos, ou summarios, estão no fím do tomo. 

O tomo II contém : os cantos vii a x, com as notas e summarios, os juizos 
cos de diversos auctores acerca do poema (pa^ir. *^3o a 298) ; e a historia 
Laiz de Camões e das suas obras (pag. 299 a 409). 



apreciações são de Rapin (pag. 237 e 238), extrahidas das Ri^flexions sur 
ique, pag. 69, 121, loO e 166; de Adrien Baillet (pag. 239 a 243), extra- 
dos Jugements des savants, tomo iv; de Voltaire (pag. 244 a 252), extrahido 
[Eaai sur la Poésie épique ; de La Harpe (pag. 253 a 258), extrahido da No- 
ê§ Camões e das notas dos cantos i, vni e ix, da sua versão dos Lusiadas, 
õmrs de littérature; de L'Abbé Deíille (pag. 259), extrahido das notas ao 
iv da Eneida; de William Mickle (pag. 260), extrahido da Disseriaiion on 
btiiad; de Chaleaubriand (pag. 261 e 262), extrahido do Génie du christia- 
; de Madame de Stael ípag. 263 a 269), extrahido da Biographie de Mi- 
\; de Lemercier (pag. 270 e 282), extrahido da Introduction au Cours de 
ítwre e do Cours de littérature; de Gilibert de Merlhiac (pag. 283 a 294), 
do Discours préliminaire de ta traduction de VAraucana; de Parseval- 
lison (pag. 295 e 296), extrahido dos Amours épiques, estroptie do 
I e nota ao canto iv; e Montesquieu (pag. 297), extrahido do Esprit des 
Jlrro XXI, capítulo 17 (reproducção da epigraphe, que íôra posta no fron- 
\). Estes juizos críticos toem numerosas e interessantes notas do traductor. 

14 




lÍBilllF fcfcigigfalhllf 

doMiln Mn ^trfntMr • MB tatakn. AaiifHN 
M Bos irpHMB RHRBaw bovoM^Hi fvi Hl Jné Ifaflia 4i 
otaia Im liK niM pfcnMi : 

> . . . 1> MoiS^ éfiiiiM d«t VM sm ewieU Ift Hhi 
* torte» It» ganim tmilii 4a rEwop^ ert k plv bon bo 
IhwiJMwe ait éléfé u flaàe. To» m fú^ à votb m^, m 
Gms. cc aw Lori Somo^ k dntar Mnimj * b Mt«i 
antnftw pov TAM» dn Araia Ardk Matmaâ *b 1m A 
llaHÍMr:clkatd0TCaMlki«R^ 

!(o leiUo ès VUto ée Afràr M nafido m iiiiilii foi 



i! 



177-U.> JWm« éi Lmú de Camoau. Inétilm dm peHi 
glaá, par LbH Jlraufònl. auim ãmbãtminir dá S. M. B. • 
toMM, á CmuUaitiiwpS, à Bm immn; trmMtm 4» r«MMi « 
Barire, maAri de pbáúwn aeadimitt. BnxàUt, dg CmmimÊ 
Fieira, nw det HífrrígiKi, S.' 8, %.' iOít. lUkcGCZXVm. A,* dl 
N'o frunlispicio tem a segainU epigraphe : 

Accipiei meros amores. 



178' 15.' Épiíodt d'Inn de Cattro, traduit de la Limadt d 
m, oíí. ÍI8 (Por Florían). 

Vejn (Emradr. Floria», de CAcadémie Françaiit. NoHVtlU 
8.* grat)(t(r, loiito IV, de pag. iOl a 297. Começa a primei» esti 



Lheureux Alphonse aprèi Uot de comoata, 
B acaba : 

Et ce tiean lieu que de* myrtes coaroniiuit, 
S'appclle encore Ia Fontaine d'kinoar. 

Os qaalro primeiros versos da estancia 120 : 

Estavas linda Ignez, posta em socego^ 



DE CAMOES 2** 

Foram assim vertidos por Florian : 

Le froni pare des roses du bel dgc, 
Charmante Inez, dans une douce erreur 
Tu jouyssais de ce calme Irompeur, 
Toujours, hélas f si voisin de ton ardeur. 

• N'ama nota final, o traductor pede desculpa da versSo, posto a tentasse com 
Knipulosa fidelidade. 

* 

# # 

179-16.* lM$iade$ de L. de Camoens, Traduction nouvelle, par MM, Ortaire 
^mmier et Desaules, revue, annotée et snivie de la traductiond un choix des poé- 
m divertes avec une notice biographiqne et a^itique snr Camoens, par Ferdinand 
kaÍM. Paris, likrairie de Charles Gosselin, édiletir de la bibliothèque d' elite. 9, 
m Saint'Germain-des-Près, mdcccxli. 8.° de 4 (innumeradas)-Lxvii-37o-l pag. 
-Ko verso do ante rosto : Imprime par Béthune et Plon, à Paris. 

EIsta edição compreliende : o aviso do editor (pag. i a iii) ; artigo Camões e 
I seus contemporâneos, por Ferdinand Denís (pag. v a lxvii) ; o poema, traduzida 
D prosa, com argumentos também em prosa (pag. 1 a 250) ; poesias diversas (se- 
seçSo de sonetos, canções, egiogas, etc, colligidns das Rimas do poeta e postas 
Ais traductores, segundo elles, por sua ordem cbronologica, para se apreciar 
irihor a vida agitada do poeta (de pag. 353 a 335); noticia relativa a Vasco da 
luna (pag. 337 a 340); notas aos Lusíadas e ás Rimas (pag. 341 a 375) ; e Índice 
^. innumerada). 



E^ 



Um exemplar d'esta edição foi vendido no leilão de Innocencio por 4)^100 
; no de Gomes Monteiro nSo passou de 700 réis ; e no de Pinto de Aguiar 
a a 900 réis. 



# 
# # 



180-17.* Les Lusiades ou les Portugais, poême en dix chants, par Camoens; 
Uion de J. B. J. Millié, revue, corrigée et annotée par M. Dubeux, de la òi- 

^èque royale. Précédéeç d*une Notice sur la vie et les ouvrages de Camoens^ par 
\Charles Magnin, membre de 1'institut. Paris. Charpentier, librairie-éditeur, 29, 

iu Seine. 1841. 8.» pequeno de 4-lix-363-1 pag. — O verso do ante-rosto, 
líim de um catalogo das publicações do editor Charpentier, tem a indil^ação: 
ú. Typwfraphie deLacrampe et comp., rue Damiette, 2. 

Contém : a vida de Camões (pag. i a liv), assignada « Charles Magnin • ; a 
dos principaes historiadores ue Camoens (pag LvaLix), assignada «Ch. M.» 
lin) ; o poema, traduzido em prosa (pag. í a 363), com as notas no fim de 
canto. 

Os titulos do rosto fazem suppor que Dubeux melhorou e ampliou a traduc- 
bde Millié; mas, confrontando a edição de 18Í5 com esta de 1841, parece-me 
le a revisáo na segunda, quando monos na maior parte do poema e das notas, 
b passou de technica ou typographica ; a não ser que Dubeux auxiliasse Mil- 
i na primeira edição. 




I8I-I8.> íy» Utímdti, aarw ir C«Mm. 
A FarU, An CK. Cmm1í«, lArmirt. rw Snaf Gf 

rasto: JmUm, ■MpriaMn* á» jfcrfa fcf . 

CooUh: xhertrada (paf. v a Tm); o . . .. 

t &S5Ji:enot>siM»S33 a SSO). !f a ■drrrtencia ntan ol 
■In em nar»*iJaaeCainOe»ede YmcoiUGmiii, po rt wqaei 
qne Ues faiofnphias, m rât> da imparttnm do liOMaa, fibae 
pua as pWiOM cultas ; e ancMcala «xa reipeito á Tonla (pai 

• J'ai doDc tradnUlM tiaiaJff avee b aâfH U«UU do 
fait BiM loi dau mea badoctioaa p ricé d w l e^ Gqmtdant, Moa 
io'a wniblé qoe le poCnw gagMrail aa ratnndiaawat do eerta 
demnmt áMednenx qtie j'ai raoTojáes dam les notea. J*ftaatn 
rait poiol bSimé. le n ai introdoit dans ie poAne aneim élnM 
ai sealatKtit eHacê qaelqnes liaiU qui çi et b poarúoal noir 
dimioner Teffet de aes Hantts . . . ■ 



182-19.- Tndwiwn dtt Lmaàa de Cawuem$, par M. U. t 
Aez G. Ã. DfíUu, imp. /iòraírv, nu dl Bwai, 17 ; *l Palait-lbm 
13. 1844. 12.* de 6 (itinDiaeradas)-sxn--n8 pag. e mais i de ii 

Contém : dedicatória a Villemain e i escola normal ; o [Ht>l 
três paríes (resumo da expetliçao de Gima, resotno da vida dei 
dos successos da historia de Portugal rereridos noí Lviiadnt) ; 
2Ído em verso, com os ai^umenlos em prosa : e as nolas, na ul 
traduclor agraJeiíe n [)ub<?ux os seus conselhos, e ao viscondi 
seu incL lamento, tanto mais vaMo^o ijuanlo vinha de um erud 
{5o Rocial. 



18í-3(l.' Lff Liisiailti ou In Portugait, poente ea díj: cAinf 
Irndurtiott de J. B. J. Milliê, recue, eorrigre et annotée par M. l 
bliothèqae. royale. Prèa-dèa dune Notire iiir la r/e et íe» oum 
par M. Charles MaijnÍH. membre de fintfilut. Paris. Charpentier, 
Hy, ru,y ííu Sf/iie. ISil. 8." jíei]aeno dí i-i.is-363-i pag.- ~ 
Imprimerie de Beau, à Sa^gglg^ji^ en Liiye ., 




OE CAMÕES 



213 



tUrne èdiiion retue et eorrigpe. Paris. Chez L. Hachette, libraire, rue Piei-re Sar- 
nsin, 12. Gamier Frères, libraires, au Palais national. Dauvin et Fontaine. librai- 
, Pasxofie des Panoramas, 1850. 8.» grande de viii-307 pag. — No ante-rosto e 
Om do livro a seguinte indicação : « Imprimerie de fíennuyer et C% rve Lenier' 
,24. Batignoíles.» 



O formato é maior que o da anterior edição de Rngon, o papel melhor e a 
riapressSo mais cuidadosa, podendo considerar-se nitida. Na advertência, mais 
involvida, o traductor escreve (pag. viii) : 

A mon grand étonnement, celle (a traducção) que j'ai donnée du poème des 

iades arrive à une seconde édition que je publie revue et corrige, selonla for- 

et qui, je le sens, est loin encore, malgró cette revision consciencieuse, 

Hr reçu tous les amendements dont elle serait susceptible. La faute en est 

sipalement à mon insuffisance, mais aussi quelque peu à i^indífiférence de Ia 

ique ...» 

Um exemplar d'esta edição foi vendido no leilão de Innocencio por 640 
e no de Pinto de Aguiar por 2i^200 réis. 

* 

# # 

185-22." Les Lusiades de Camões; traduction deM. Emile Albert. Paris, 

rimerie et librairie génêrale de jurisprudeiice, Cosse et Marchai, imnrimeurS' 

i, Hbrairies de la cour de cassation, Place Datiphine, 27. 1859. lz.<» grande 

íJ7l pag. — Tem no verso do ante-rosto: «Paris, Imp. de Cosse et J. Dumaine, 

Ckriitine,2B. 

A versão é em oitavas rimadas, com os argumentos em prosa. 

Foi vendido um exemplar no leilão de Gomes Monteiro por ii^lOO réis. 

# 

# # 

186-23.* Épisode d* Adamastor (Des Lusiades du CamõesJ par J. R. Jauffret. 

Saio no Parnaso Maranhense. Collecçuo de poesias. Á venda: na typographia 

), rua de Sant*Anna, 49. Preço 2h000 réis. (Sem data. O prologo é da- 

de 1 de julho de 1861.) 8.° grande de 6 (innumeradas)-285 pag. e mais vi de 

e i de errata. 



Esla versão occupa de pag. 148 a 154. 



« 
# # 



187-24." Les Lusiades ou les Portiigais. Poeme en dix chants par Camoens: 
hadmeiion de J. B. Millié, revue, corrigée et annolèe par M. Dubeux, de la bi» 
^Aèquê impêriale. Prècédées (Ttme Notice sur la vie et les ouvrages de Camoens 
W M. Charles Magnin, membre de V institui. Paris, Charpenlier, libraire-éditeur, 
hm de VÉcole, 28. 1862. 8.« de lx-367-1 pag.— No verso do ante-rosto: Cor- 
li, typ, et ttêr. de Crèté. 



L 



ElU é â wt(iii>da cdifio com o nome de Dobam • a ti 
pag. Lx do «tudo prelimiur nlo tem nni 



188-U.* Lm» de Camtn. jj^nimlta* d* lg»tt ia CnÊn t Uma 
hidoí dot etmtM m ê j Am Lmtmdmi eom a tfAíq f fa wngwjh 
í A.d^&eedÊndeBoi$$i.LMoa,tmi>rmaanaaimal. iasSLi.*iÍe35p 
ndu com o retrato de CimOce, gravada pelo praieteor Joaqnía Pu 
imitaçlo do de Génrd. 

A imprenSo é nítida e InxnoM, com u pagiua guraecidai dei 
pies e gradou». A capa a cdm, com fundo roãk, ■ meia tinta. É m 



este livrinho, nlo só pela tradu^lo em veno^ mu i»™1mi neto b 
quB honra a imprenu nacional, a raja adminiatraçio o v. Eicade 
" ""»n o autogripbo. O tradactor era einprepdo •" ~ " '" ' — 
em Paris (enUo imprensa imperial). 



ófTerecen 
vemo 



Í8(l-26.< Cammu. Ln iMÒadít tm Im Airlmís. Poiwu m £i 
rtf. Burtatix de la P^teatio» 44. nu de la BahAme. 44. saSi. 8.* 
— Foi impressa em Abbeville : ■ Imprivurie P. Bria: 

Pertpnce i. collKçao intitulada m BOliolhiqiie d« Pbger. CaOidi 
(«uri miteun frmçaii et étrangtri. Dinátur Ú. Guenot*. Fm pob 

nome do tradi:c(or. 



190-27.' Camoeni. Les Lusiadn, oii Ím Porlvgai». Poême «i 
dfuxième èdUion. Paris. Bureaii de la pu6/i(Miidii. 6Í. rve Lafa^e, 

Perleitc«, como .i anleceJente á colIectSo intitulada ■ Bibliolht^ 

Foi liimbeiti publicada sem o notue do tradactor. 

O sr, (Ir. Josí Carlos Lopes, que possue exemplares das doa: 
erev<!-t)ie : "lue esta íegimda rdiçâú só dilTere da primeira em se < 
lispÍr:io .- f!J , ívt íuCa i/Hle, li! ; e nSo rue de Babylone, ele; e em i 
ma pagmtg^ÊÊfÊ^^mprimerie Briez, C. Paillarl el Rflaux: 




l^into de Aguiar foi vendido um exeinpl 



")^|^^^ f» ilij rhniils poi- Comoptií 
■nt hii)Vi(ille-MonHaíe. Sen 



\ 



i 



DE CAMÕES ^*^ 

i92 pag. Com uma gravara allusiva á visita de Vasco da Gama ao rei de Me- 
linde. — No fim do volume : « Limoges, Imp. Marc Barbou y C'». 

Esta edição pertence á serie « Bibliothèqae morale et littèraire » dos mesmos 
editores. A gravura tem a assignatura de Rousscru. 

# 

# * 

J 92-29.* Les Lusiades ou les Portugais. Poême en dix chantspar Camoens, 
Umoget, Barbou Frères, inwrimeurs-libraires. Sem data. M.^ de 192 pag. Com 
uma gravura. — No fim; « Limoges, Imprimerie de Barbou frères», 

EIsta ediçáo é como a anterior, mas não posso registar se saiu antes ou de- 
pois. Tem comtudo differenças: no titulo, na firma dos editores (que passou de 
'Burboa Frères para Marc Barbou & C*), nos dizeres da gravura, que só toem 
' «ma Les Portugais, e n'outra no alto : Les Lusiades, e em baixo Venez vous 
reposer dons mes États, 

Em ambas, o frontispício tem o escudo com a divisa e o monogramma dos 
editores. NSo vem declarado o nome do traduetor, mas é a versão ue Millié, ao 
aae me pareceu, pelo confronto 4c muitas estancias. Em tacs circumslancias, estas 
devem ser a quarta e a quinta edições de Millió. 

# # 

193-30.* Les Lusiades de Camões. Traduction nouvelle annotée et accompagnée 
\h teste portugais et précédée d'une esquisse biograpkique sur Camoens,par Ferdi- 
\Uiid d' Azevedo. Paris. Librairie de P /. P. Aillaud, Guillard et comp. 47, rue 
hint'Ândré-deS'Arts, 47. J870. 8.° prande de xvi-o89 pag. e mais 2 de errata e 
^kdlee. — No verso do ante-rosto: «Paris, Imp. Simon fíaçon et comp.,ru€ d'Er' 
hartk, 1», iudicaçáo que é repetida no fim do volume. 

Contém : prologo; resumo da vida de Camões ; o poema traduzido cm prosa 
tom o original portuguez em frente; argumentos (pag. i a 37o), e notas. 

No anteloquio declara o traductor que, pondo de parte a versão de La Harpe 
.^or ser detestável, nenhuma das outras Iraducções em francez lhe agradaram, ex- 
toando um tanto a de Fournier e Desaules, porque tem boas (qualidades e se- 
tae o texto. Nâo lhe desagradou igualmente a versão de Millié, mas apesar 
íW esiyio correcto, julga*a em demasia paraphrastica. Por isso tentou reunir em 
traducçSo nova a maior simplicidade de estylo á maior fidelidade do ori- 
lal. 

No leilão de Pinto de Aguiar foi vendido um exemplar por 1^800 réis. 



# 
# # 

194—31.* Les Lusiades de Camões. Traduction en vers [rançais de A. de CooL 
de Janeiro, typ. de G. Leuzinger i' Filhos, rua do Ouvidor, 31. 1876. Tous 







rinphe. 4e CuiAei. «a Bote higH. ■*■ pM «tf 



Fni TTTifliin Tl nmir^r nu liflltit -*- "iih ilr ftpiír jn 




I95-31.- Ut UaMn St CntBmu. Trmêmrtím nwMi. mm 
gare d* ItMt fort u ga i i M p réeUéi ivm wpíiii Va^m/ki^m ■ 
AnwMl gJantia Stamii i4itkm rwom H arriúét. IWv. J 
P. AiSm^, emiUard ttO,*7.nt Sm»t-Ãwiri-ém-ArU, 41. M 
xn-SBI)p>g.e dum S de «mlueiadiee.— Koute^wlo: «A 
Lalmn (rmt dê Ftoarai, 9): 

Apeiar d> dMlançio da •t^Bnda«di(la', pdoexainaa 
vnci-DM de qna era o aproraUmenlo da anterior, eom a rMta 

emendadas no veno da pag. 589. Nem le explica de oulro mod 
ronipço du volume a inoicaçSo da lypoeraphja Lahure e no Hm 
ron cl comn., qoe é o qae »e lé ern aiiilias as partes da ediçio 
mais reproouzirem-se algumas das erratas, que já figuraram anl 



19S-33.* Camoeni el Ln lAuiades. Étude btographiqtie, i 
raire luirí du poeme annolé par Cloeii Lamarre, Joelntr eu UUrt 
de Saintf-Barbe. Paru. Lihrairit acaàrmique Diáier H O, libra 
qitai du Augustiitt, 35. J878. Totu droiti trienrt. 8.° grande de i 
vii-6l( pag. — No verso du anterosto e no fim do volume: ■ 
Caprimont et V. Renault, nu dei Poilecins, 6 •. 

Conténi : a inlrodacçAo (pac- 1 a vii) ; Camfles, estudo biog: 
rario (pag. 1 a 106) ; resumo da liíiloria de Portugal até i n 
para a melhor coroprehensío dos Lntiadat (pag. IO7 a 303) ; o 
em prosa, com aniioUçOes, que acompanham a versão ao flni ( 



Na primeira nota declara o sr. Clóvis Lnmarre, nue > la trai 
" ict an lecleur est celle de J. It. J** .Milhe, publiée en 1 



DC CAMUES 



217 



KdoL Nous nous sommes contente d'y opérer, en divers endroits, guelques lé- 
|ères modifications. Cest, d'ailleur8, de toutes les traductions françaises, la plus 
Domplète et la pias fidèle ». 

Esta edição vem a ser, pois, a sexta de Millié, salvo erro. 



197-14.* Sonnets choisis de Camoens. Traduits joour la première fois du Por* 
en Français par Lhnce Cazaubin, Pans, E. Plon et O, imprimeurs-éditeurs. 
Garancière, 1879, Totu droits reserves, 4.° pequeno de 4-vni-40-2 




Tem no verso do ante-rosto uma declaração relativa ao deposito dos exem- 
preceituado na lei para resalvar os direitos da edição. Na ultima pagina 
a designação da typographia. A impressão é nítida e em bom papel. No 
itispicio, a duas cores, preto e encarnado, lô-se a epigraphe : 

Vcrtere fas, aequare nefas. 

D. Martim Goxçaltis da Gamara. 

# 

Comprehende : prefacio (pag. i a vii) ; e os sonetos (pag. 1 a 40), n.**' i a x 4, 

alffuiDas notas. Ao ver este livrinho, acabado com tanto esmero e saído em 

forma-se para logo a convicção de que foi dado á luz com a idéa da 

»QX>ração ao tricentenário do egrégio poeta. O traductor. sr. Cazaubin, pa- 

confirmal-o nas seguintes palavras do prefacio (pag. vii) : 

« La traduction d'un choix de ses sonnets, que nous oíTrons aujourd'hui au 
lie» est an bieu faible hommage h la mémoire du prince des poèHcs portugais. 
^ qii'elle est et si imparfaite qu'elle soit, nous osons réclamer bon accueil 
m\e en faveur de la pensée qui Ta conseillée et dont voici le but : attirer 
peut, Vattention sur la pnrtie que l'on considere á tort comme secondaire dans 
It ha^age littéraire du grande épique, et ravpeler que Camoens attend encore en 
r^vnee un hiographe digne de lui et un traaucteur de ses ceum-es completes ...» 



# 
# # 

ki9B-d5.* Versão franceza dos Uuiadas de Camões pelo duque de Palmella, 
Pêáro de Sousa Bolstein, com o texto original. Antecedida de um preambulo do 
tHfnmít Pereira Caldas, do lyceu nacional de Braga, conterrâneo Vimaranense, 
rwêo^ iffpographia central (Avelino António Mendes Cerdeira), 313, rua do Bom- 
^ntím, 317. mdccclxxx. 4.*' de 8 (innumeradas)-xxi-179 pag. e mais 1 de decla- 
■|io typographica. — As pag. do ante-rosto, da dedicatória, do rosto e do começo 
■i cantos, são a duas cores, preto e encarnado, meia tinta. Todas as paginas 
Kínieeidas de linhas simples. A edição ó nítida e em bom papel. 
ti 

No ante-roste lé-se : « Versão franceza dos Lusiadas de Camões pelo duque 
ÊePalmelta com o texto original». No verso tem : « Publicação vimaranense em 
^kmtUiação litteraria do tricentenário de Luiz de Camões em 10 de junho de 



2*8 LUIZ 

No verso do frontispício tem a seguinte epigraphe : 

« Das letras mais insignes gran thesouro 
« Illustrando com honra os bagos d'ouro 



« E gravado por uma e outra edade, 
« No templo insigne da immortalidade ! 

Maxcel Tbomai — Pkenix da Lusitadú. 
Livro II. eiUDcias lrúe91. 

Na pagina seguinte (innumerada) a dedicatória: «Á memoria venerandait 
Luiz de Camões no seu tricentenário em 10 de junho de 1880. Guimarães^. No 
verso a epigraplie : 

c Todos \êm a fazer preito, homenagem, 
« De vos render eterna vassallagem. 

Mancil Tboxaz — Phtnix ia Lusilam. 
Livro T, esUnda 49. 

Segue- se o preambulo do professor Pereira Caldas (pag. i a xxi) ; e os cin- 
tos I a III versão em verso, com o texto portuguez á direita (pag. i a 179). A 
declaração da ultima pagina (innumerada) é esta : « Composição typograpbica feiti. 
sob a direcçáo de J. A. da Gloria e Silva Yildemoinhos. Impressa por António 
Coelho Ferreira. Junho de 1880». 

A tiragem foi de 208 exemplares, numerados a tinta encarnada, e rubrlcadoí 
pelo dono da typographia, sr. Avelino António Mendes Cerdeira. Houve, poréio, 
uma tiragem especial em papel cartão. Existe um d'estes na bibliotheca partíca* 
lar de el-rei o senhor D. Luiz. O da bibliotheca nacional de Lisboa é da ediçSo 
commum, e tem o n.*» 207. 

O duque do Palmella não chegou a concluir a sua versão, que aliás tem bel- ; 
lezas. Quando eslava em principio dVlIa oíTereceu alguns excerptos ao Investigodiír 
portuguez, publicado em Londres, o ahi saíram aos fascículos nos annos de 1813 
e 1814, sendo reproduzidos depois iio Instituto de Coimbra ^ em 1856, 1837 e 
18o8. O sr. Pereira Caldas declara, porém, no preambulo citado (pag. v e vi), 
que n*essas publicações se l«*ein com menos primor ifuma ou n*outra parte, qoí 
na copia manuscripta que ])ossuo, o que deveu á valiosa intervenção do finado 
visconde de Almeida Garrett, com a indicação de conter correcções de Mad. lie 
Slael, o que lhe dá, sem duvida, maior valor lillerario. 

Creio (pie não foi f)oslo á venda nenhum exemplar. Por isso os que appare- 
cem nos leilões ou no mercado da livraria t(?em colação alta. 



# 



199-36.* Episodio da ilha de VenuSj extrahido dos Lusíadas de Camões con 
a versão franceza de Cournand ; e com um preambulo do professor Pereira Gd 
das, do lyceu de Braga. Braga, typographia Lealdade, ima de Jano, ISSf). 4.° J' 
23-2 pag.— A capa, o anle-roslo, verso d'esle, rosto, a dedicatória e a pa^jin: 
de ver$o, e o verso da pagina 23 a duas cores. 



DE CAMÕES ^*^ 

A dedicatória tem : « A memoria augusta de Luiz de Camões no tricentenário 
9oUmne de 10 de junho de 1880 ». A penúltima pagina numerada : «Acabou-se a 
impressão aos 31 de maio de 1880. Compositor e impressor , Manuel José Antunes 
de Carvalho ». No verso do ante-rosto declara-se que esta publicação é da socie- 
dade democrática recreativa de Braga, 

Este episodio foi reproduzido do n.^ xiii do Jornal de bellas artes ou Mne- 
nosine Lusitana (1817), de pag. â02 a 205, mas sem o texto portuguez, que foi 
posio na reproducção, de que se trata, conforme vem declarado no prologo do 
sr. Pereira Caldas, que nota vir errado o nome do traductor, talvez por erro de 
copia, Coumaud em vez de Cournand, no traljallio do sr. visconde de Jurome- 
Dba (Obras, citadas, tomo i), e transcripto inadvertidamente assim no Dicc. bi- 
Uiographico de Innocencio e no Manum bibliographico de Matos. 

200-37.» Paraphrase da terceira estrophe de Camões. Em fraytcez por A. — 
Tem na Publicação a favor da santa casa da misericórdia da ilha de S. Thomé 
feia commissão administrativa d' este pio estabelecimento. Setembro de 1884. (Fo- 
Ihi avulsa, para ser vendida em beneficio dos pobres da ilha. (CollaboraçSo de di- 
Tersos.) 4.*^ maior de oito paginas a quatro columnas. 

# 

# # 

201 -38.* Les Lusiades de Louis de Camões. Edition commemorative du se- 
Btième anniversaire du tricentenaire de Camões. Traduclion en t^ers français par 
lê dr. Uenri de Courtois. Lisboa. Imprensa Xacional, 1887. 8." grande. — O rosto 
I duas cores, preto e encarnado; o primeiro titulo e a letra capital do começo 
los cantos também a encarnado. No alto da primeira pagina do canto vinheta or- 
lamental com o busto do poeta entre duas figuras da Fama. Impressão mui ni- 
ida. I 

A tradacçSo é em verso, com o original em frente. O primeiro fascículo, con- 
iúáo o prologo e o primeiro canto (79 pag.) foi publicado no dia 10 de junho 
o anno indicado. Os restantes ficavam em via de ultima revisão para a impres- 
lo, ao entrar esta folha do Dicc. no prelo. 

Segundo declara o traductor no prologo, três amigos o incitaram a dará luz 
seu trabalho, e foram os srs. dr. Francisco Ferraz de Macedo, António Auffusto de 
urvalho Monteiro e Francisco de Almeida. O primeiro, porém, responsabilisou- 
para aplanar as diíficuldades materiaes da publicação. 

# 

* # 

Versões italianas 

202-1.* Lvsiada Italiana di Cario António Paggi nobile gemvese. Poema 
oiço dei grande Lvigi de Camões Portoghese Pvmripe de,' Poeta delle Spagne, alia 
ntUa di Nostr*) Signore Papa Alessandro Settimo. Lisbona, con tutte le licenze. 



220 



LUIZ 



Per HenricoValente de 0Uuêiraí6õ8, 12.» de 24 (innumeradas)-192 íl. numeradai 
pela frente.— A impressão é má e em papel ordinário. 

As dedicatórias téem a data de i de abril de 1658, e as ciinruras e licenças 
as de 15. 16, 20, 26 e 29 de jultio do mesmo anno. Na approvaç^o do qualifica- 
dor do santo ofllcio, fr. Gabriel da Silva, louvou elle a traducçâo: «... entendo^ 
que sobre exceder a quantas se lião escrito cm \arias línguas, será de grande cre- 
dito da nação Portugueza, por dar a conhecer em Itália quáo grande spirilo pro- 
duziu Portugal em Luis de Camo<^s». 

A segunda approvaçSo, ou censura, é do dr. António fiarbosa Bacellar, que 
se expressa d'este modo: «será conveniente, que se imprima não só para honra 
do Iraduclor, & gloria do traduzido, senão também para credito de roriugal, & 
inueja da Itália; logre pois as Academias daquellcs Reynos, Principados, & Rei* 
publicas em o próprio idioma, o que por vezes lerão admirado no nosso, no La- 
tino, no Francos, òt no Hespanhol ; & seja o Poema de Luis de Camões tão peral, 
òí rommum em todas as línguas, coroo ha de ser vnico, &. singular em todas n 
idades». 

Na dedicatória ao pontífice, Cario Papgí escreveu: «. . . il <> che nessun Poeta 
nccidentalo. di t«il língua sorti poi la da Virgílio bramata felicita di cantarespe- 
(lítíone pid coiifucente allí secondi Argonauti, che la de Porto^hese airOriéte 
Luígí de Camo(^s Poeta Lusitano, e con lapplauso di tutle le nationi ...» ( 

Na carta a Gívstiniano, o traductor acrescenta: «Io presento alPItalia la ia- j 
mosa, ÒL ammirabile Lusíada di Luigi de Camões. . . nell' assonto digníssima, e 
curiosa, facílissima nello stile, nella frase elegante, nelle allegorle profonda, nellt i 
moralítâ soda, neir eradilione esquisita, negraíTetti própria ... & in somma voa, 
idea stessa di tutle le perfettione.. .« 



% 



Este volume contém: a dedicatória ao papa, as licenças, outra dedicatória ao 
monsenhor Giacomo Frnnsone ; uma carta preambular a Georgio Gívstiniano acerca 
da Iraducçtlo, da vida do poeta o do valor do seu poema (9 íl. ou 18 pag. inno- 
rneradas) : varias poesias e prosas coinmemorativas e laudalorías, em homenagem 
a Paggi (7 fl. ou 13 pag.) ; e o poema com os argumentos, versão em versos ri» 
mados. 

Não é vulgar esta edioão. Um exemplar foi vendido no leilão de Innocencio 
por 35070 réis, e no de Gomes Monteiro por 1^350. 

# 
# # 

203-2* Lt'siada Italiana di Cario António Paggi nobile Genovese Poema 
Heróico dei grande Lvigi de Camões PoiUofihese Prencipe de Poete deite Spagne, t 
Ada San titã di Nostro Signore Papa e Alessandro Seltimo. Lisbona. Con tvtte li- l 
cenze. Seconda impressione emenduta dagV errori ti^ascorsi nella prima. Por Henrieo 
Valente de 0liueira.J659.ii.'' ôcVi^ (innumeradas)-192 íl. numeradas pela frente. 

As approvaçôes, ou censuras, de fr. Gabriel da Silva e do dr. António Bar- 
bosa Hacellar, tem as mesmas datas; porém, as novas licenças téem as de 22 de 
abril, 7 e 10 de maio de 1659. Estas liceii^*as podiam ser tiradas, como succedeu 
com outras edições, para aproveitamento de folhas da tiragem anterior; mas, 
examinando as duas, vêse que a composição da de 16o9 ten» característicos evi- 
dentes que foi feita inteiramente de novo. Na ordem das peç^s preliminares, as 



DE CAMÕES 221 

rematam as folhas nSo numeradas anles do poema. E eíTectivamente, 
rigia e modificou algumas passagens. 

)em nSo é vulgar. Existem de ambas exemplares na bibliotheca nacio- 



'endido um exemplar no leiláo de Gomes Monteiro por 2^200 réis. 

# 
# # 

?.• La Lnziade o 8ia La scopertn delle Indie Oriental i fatta da' Pm^to- 
nigi Camoens chinmalo per la sua ercellenza il Virgilio di Portogallo 
esto celebre autorenella sua linqua naturale in oitava rima, Ed ora nello 
t) tradolta in italiano da N, N. Piemotitese Insieme con un ristretto delia 
cdesimo autor e, e con gli nrgomenti ai poema da Gian Francesco Barreto. 
lOCLXXii. Presso li Fratelli Reycends Librai in principio di Contrada 
» de xxvi-2-304 pag. Com uma estampa, gravada por Villorio Boasso, 
ido as naus de Vasco da Gama cm demanda do Oriente. 

iressSo é igual, em papel mais encorpado que a das anteriores, e figura 
o typo mignon. 

m: a dedicatória ao marquez D. Salvatore Pez di YiJIamarina, o pro- 
"adnctor ao leitor, um resumo da vida de Camões; as licenças, sendo 
a de i5 de dezembro de 1770; e o poema traduzido em verso, com os 
5 de Franco Barreto. Na dedicatória escreveu o traduclor: «...Luígí 
oeta Portoghcse, celebre non meno por la chiarezza de' suoi natali, che 
enza de' suoi componímenti fecondi piú vaste, c sublimi idee compare 
a vestíto in altra foggia nella parte, che concerne Ia sua Lusiadc : poe- 
i\ suo naturale idioma si ò merilati gli applausi di tulte le academie 
>a . . . • 

eccm alguns exemplares sem a estampa. Em outros, a gravura está na 
omeço do poema, depois das peças preliminares, em vez de estar an- 
o. Na bibliotheca nacional de i^isboa existem dois exemplares, tendo 
collocação diversa da indicada. 

n do volume tem esta declaração : «II traduttore disapprova general - 
i le espressíoni usnre dali' autore troppo libere, si politiche, che mo- 
istante che senza oITendere la fedellá delia trnduzione egli abbia pro- 
lodiíicarle.a E o nome : «Per Cario Giuseppo Ricca». 

nontez N. N. traductor, nílo foi o Conde Laureani, como pretendia o 
lás José de Aquino; mas, segundo corre como averiguado, o advogado 
onio Gazzano, natural de Alba. 

emplar d'esta ediçáo foi vendido no leilão de Innocencio por lií5770 
sr. Fernando Palha ; no de Gomes Monteiro outro por ii^3õ0 réis. 

# 
# # 

' La Lmiade di Luigi Camoens. Poema eroico in dieci Canti Tradu- 



222 



LUIZ 



zione libra dal Portoghese con note e la Vita delVAutore. Roma, dalle stampe 
spese di V. Poggiol, mi-lSOõ, 12.» 3 tomos de 167, 167 e 136 pag. 

CorrespondíMn estes tomos aos xix, xx e xxi, de «Biblioteca piacevole», 
ti nada á rcprodiicçclo de obi*as poéticas. Eiu alguns exemplares, segundo me 
formam, apparece o retrato de Camões.. 

A tr&ducçSo é em prosa. Nunca. vi nenhum exemplar. É rara em Lisboí 
esclarecido rev. Peragallo, cscriplor, artista o biblioptiilo, me informou que ú\ 
um, que passara para as máos de Vaz de Abreu (hoje fallecido), e das d' 
para a importante collecçilo do sr. António Augusto de Carvalho Monteiro. 

# 

# # 

206-5.' Lusíada di Camoens. Transportata inter si. italiani Da António fi 
vi. Génova, Stamperia delta Marina e delia Gazzetta. Anno 1814. 8.° de 4 (ini 
meradas)-270 pag. e mais 1 de errata. 

No breve prologo ao leitor, Nervi escreveu : «Io li presento, amico Letto 
la celebre Lusiadadi Camoens vestita ali' italiana. Non è questa la prima Trac 
zione, ed altra m'ha preceduto di piti d'un secolo, ma secondo gr intelligei 
poço felice. . .» 

A traducção do poema é em verso. Não tem notas. 

No leilão de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por 7^200 réis, 
no de Sousa Guimarães por 4^100 réis. 

# # 

207-6." / Lusíadi di Luirji Camoens Traduzione di António Nervi Edizio 
illuFtrata com note di D. B. si agginngono k notize biogra/iche delVautore, etc.\ 
lano dalla Societá tipog. dei classicí Italian. m.d.ccc.xxi. 8.*» de xxxx-ol7 pag. 
mais 2 de indice e errata. Com estampas. 

# 

# # 

208-7.' / Lusiadi di Luigi Camoens Traduzione di António Nervi Secoiu 
edizione ilhistrata con note di D. B. si aggiungono le notize biogra fiche deW auto 
varii cenni e giudizi intorno ai poema e gli argomenti dei canti. Milano (kl 
Società tipog. dei classici Italiani m.d.ccc.xxi 8.° poq. de xxxx-517 pag. e mais 2 1 
indice e errata. Com três estampas, gravuras de Gallo Gallina, representando a pi 
meira Camões sentado n'um rochedo, contemplando os Lusiadas, que segu 
no joelho com a mâo esquerda, tendo na direita a penna; no primeiro plano áe 
querda no solo, a espada, o elmo, e outras peças da armadura de cavalleiro. 

Contém esta nova ediçáo : advertência do editor milaner, compendio da vida i 
Camões pela baroneza de Stael, additamento a este resumo por Villenave, arlij 
de Sismond de Sismondi acerca dos Lusíadas e da nova edição do morgado • 
Malteus; o juizo critico de Andres acerca do poema; o prefacio do traduct 



DE CAMÕES 223 

opiado da anterior ediçáo) ; e os Lusíadas, antecedidos do assumpto histórico 
a poema. A coUocação das estampas é assim : o retrato de Camões antes do rosto, 
as duas restantes á frente do canto i e do canto vii, representando a visita do 
B de Melinde a Gama e o desembarque de Gama em Calecut. 

O annotador D. B. foi David Bertoloti. 

Na introducçâo, o editor milancz escreve : L'llíade e i'Odissea di Omero, 
feoeide di Yirgilio, TOrlando Furioso deli' Ariosto, ia Gerusalemme liberata dei 
mo, i Lusiadi dei Camões, il Paradiso perduto dei Milton, TEnricheide dei 
Voltaire, la Messiade dei Klopstock, sono i poemi a cui la Musa deli' Epopeia ha, 
|Er oniversale assentimento, conceduta la trionfale corona. . .» 

Nâo vi a anterior edição, por consequência não pude fazer exame' directo, 
ho em muitas das que fícam mencionadas no tomo presente. Informei- me, po- 
ky ^08 entre as duas de Milão de 1821 existem diíTercnças typographicas apre- 
ihreis. 

Um exemplar d'esta edição foi vendido no leilão de Innocencio por 1^770 
Sii e no de Sousa Guimarães por 2;|í^i00 réis. 



* 

# # 

209~8.* / Lusiadi dei Cármen» Recati in oitava rima da A. Briccolani, Pa* 
M co' tipi di Firmin Didot via Giacobbe, n" 24. 1826. 16.** de 4 innumeradas 
7 pag. e mais 1 de errata. — A impressão é nitida em typo mignon. 

Briccolani dedicou a sua versão á então princeza imperial do Brazil, D. Ma- 
I da Gloria (depois rainha D. Maria II). A carta dedicatória é datada de Paris 
31 de maio de 1826. A versão é em verso, e não tem notas. 

A bíbliotheca nacional de Lisboa possue dois exemplares, um melhor que o 
ilro. 

Um exemplar d'esta edição foi vendido no leilão de Innocencio por 3^300 
is ; e uo de Pinto de Aguiar foram arrematados dois, um por 550 e outro por 
10 réis. 

* * 

2I0-9.* I Lusiadi di Luigi Camoens. Traduzione di A, Nervi, Genovese con 
hvi noíê. Milano, Por Nicolo BatUmi. mdcccxxvui. 8.** 2 tomos de 145 pag. e 
13-1 p«g. 

Pertence á o Biblioteca Universal di Letteratura antica e moderna, classe set- 
■a portoghese espagnola». 

Sei qne pQSsne um exemplar doesta edição, que não é vulgar em Portugal, 
MT. Annibal Fernandes Thomaz, da Louzã, que o comprou em Lisboa na livraria 
Mrand por 2M00 réis. 



22* UTZ 



K 



# 
# 



211-10* / Lusiadi de Luigi Camoeiu Tradmzkme di AnUmio Neni i 
edizione illustrata con note di D. B. Sapoli, delia Stamperia Franmt. It 
de 351 pag. No rosto tem a seguinte epignphe: 

Cosi di nanganli andace staolo 
Che iDOva a rícenrar estranio lido, 
E in mar dubbioso, e sotto ignoto polo. 
Provi l'onde fallaci é1 vento inGdo. 



Tasso — > Gfrw.. c» 



As notas sSo de David Berloloti. Esta edirSo vem ser a qninta da tí 
Nervi. Como nSio tenbo presente nenhum exemplar, não posso averiguar 
o editor napolitano a indicou como segunda ; porém, inclino-mc á opir 
que julgam que sendo esta copiada da de 18ãl, de Milão» foi por inadv 
typograpliica, oa do editor, reproduzida essa indicação. 



212-11.* 1 íjtiiadi di Luigi Camoens. Traduzione di António xVfrri 
edizione corretta ed aecresciíita degli argomenti ad ogni canto. Genom. ! 
fia de Agostinho Pendola, m.dcccxxx. 16.° 2 tomos de xx-282 pag. e mai« 
meradas de indíce e licença ; e 26i pag. e mais 6 innumeradas de inii 
riantes posteriores á impressão, errata e licença. 



# 



213-12.' / Lusiadi di Luiiji Camoens. Traduzione d i António Xervi. 
J. R. Pr. Stahilinienlo \az. di G. Antoueíli Ed. m.dcccxlvíi. 4.' de 10 
(luas columrias nuriierailas (1 a 206), e mais 1 de índice. 

As duas ultimas edições podem cousiderar-se, emquanto a mim, a 

NíTVi. 

# # 

21't-13.' 1 Lusiadi di Luiqi Camoens. Traduzione d i António AVrn. 
illustrata con note di 1). li. si atjfjiuntjono le nolizie hiogra/irhe delCAiitu 
rernni e t/iudizi intorno ai Poema, e gli argomenti dei canti. Torino ÍS4'> 
mento typ. Fontana. Con permií;sione. S.° pnjí. de xxni-307 pajr. e mais 5 
radas contendo o oalaio^^o das obras clássicas publicadas pelo mesmo lyp 
editor. A impressão é coinmum, e a composição a corpo 7, aperlada. isl 
paginas brancas nem claros excessivos. As próprias estancias não téem l 
branco, e a respectiva numeração é marginal, para se aproveitar bem 
do papel. 



N*esle volume está reproduzida a edição de Milão, de 1821, com 




A 



DE GAMÕES 



225 



e duas peças preliminares, ou juizo critico de Andres e a prefação de Nervi, 
ae o novo editor eliminou. Fica, portanto, bem certificada a existência da ediçSo 
e Toríno, (]ue para alguns bibliographos era duvidosa. Esta vem a ser a oitava 
iição de Nervi. 

21o-J4.* Álbum Ualo-portvguez por A. Galleano-fíavara. Lisboa. Imprensa 
Nacional 1SÕ3. 8.** de xv-228 pag., e mais 4 de Índice e errata. 

É uma coliecç^o de poesias vertidas de diversos auctores notáveis. Oe pag. 
i a 2.3 vem uma versão italiana do episodio de Ignez de Castro. 

# 

# # 

216-15.' 1 ttttiadi— GsMesLiio Ravara, que publicou em Lisboa o Álbum 
kh-portuguez, de ^ue faço menção acima, começou a inserir em uma revista 
mianal Llride italiana, impressa no Rio de Janeiro em i854-18o5, uns trechos 
a sua versão do sublime poema. — Veja o Dicc. bibliotjraphico, tomo v, pag. 
73, n.« 8. 

# 

# # 

317-16.' 1 Lusiadi Poema di Luigi di Camoem dalla Língua Portoghese da 
fUee BelloUi Si premettoni le memorie ddla vita e degli scritti dei traduttore, od 
I fine si aggiungono la vita di Luigi di Camoens, e la dechiarazione di alcuni 
ifii dei Lusiadi di Gio. António Maggi, Milano Presso Cario Branca mdccclxii. 
■ gr. de 11 (innumeradas)-xxxix-47i pag. e 1 innumerada de errata. Com o re- 
ito de Bellotti, desenhado ern 1822 por G- Longhi e gravado em 1858 por C. 
limondi. Xo verso do ante-rosto •Tipografia Bernardoni», 

Este volume contém : prologo de Maggi ao leitor; memoria relativa ávida e 
eríptos de Bellotti (pag. i a xxxix) ; a versão do poema, por Bellotti (1 a 377; 
lU de Camões, notas, etc. (pag 378 a 470). 

No leilão de Pinto de Aguiar foi vendido um exemplar por 6^5(X) réis. 

# 

# # 

218-17.' / Lusiadi di Luigi Camoens. Colla vita deWAutore. Traduzione 
m note di Adriano Bonaretti. Livorno coi tipi di P. Vannini e F. editori. Pia 
m dei Refugio. ISSO. 8.» de 327 pag. 

Contém : prologo do traductor ao leitor ; vida de Camões, reproduzida da do 
orgado de Matheus; o poema, em verso ; c breves notas no fim de cada cauto. 

* 

# # 

21^18.' I Lusiadi. Trad. de A. Nerti. Milano, Ed. Sonzogno^ ed. 1SS2. 8.» 
\ 196 pag. 

15 



^26 LUIZ 

Comprehende esta versão os n."* li e 12 da Biblioteca Univet-sale. 



* 
# # 



220-19.* O soneto de Luiz de Camões^ k\m^ minha gentil — traduz\ 
verso italiano por Prospero Peragallo. Lisboa, typooranhia Casa portugueza 
data.) 4.<>de 4 pag. innumeradas. — A tiragem foi de 200 exemplares nume 



* 



221-20.* Á memoria saudosa de Idalina Augusta Pereira Caldas en 
n*este dia o pae desolado, assimilando-as como suas, estas phrases nffectit 
Camões com a versão italiana inédita ao triste pae offerecida agora pelo com 
António José Viale. Braga, 1882. Folha avulsa. Contém a versão do sonetc 

Alma minha gentil 



# 
« # 

222-21.* Fiori d*Oltralpe, Sagpiodi traduzioni poetiche per Vautore d 
tn solitttdine. Messina, Tipogí^afia via Bovere, w* 58, 1882. 8.® de vin-3i7 
mais 4 innumeradas de índice e errata. — A pag. 317 lô-se a versão da et 
Gxxxui do canto ni dos Lusiadas. 

# 
* # 

223-22." Uma estrophe dos Lmiadas de Camões, dada a lume na Sit 
Messina, em 1SS2, como espécimen da versão portugueza : com antehquio 
fessor decano do lyceu Bracarense Pereira Caldas. Braga, typographia 
nardo A. de Sá Pereira. 7, rua do Forno, 7. J684. 8.** líe 16 png. e mais 
meradns. — A liragcni d'este folheto foi de 60 exemplares, não postos á 



( 



* * 



224-23.* \Wsão italiana do soneto de Camões — Em uma lapa tod 
brosa — por G ia como Zauella: co7n duas linhas preambidares do professot 
rense Pereira Caldas, decano do hjcru. Braga. Typographia de Bernardo . 
Pereira, 7, rva do Forno, 7. JS84. 8.° de 8 pag. e mais 4 innumeradas. — 
gem d'esta publicarão foi de 4o exemplares, n3o postos á venda. 



# 
* * 



225-2Í.* Luiz de Camões. Uma estrophe dos Lusíadas com a versão 



DE CAMÕES 



227 



Porto, íypographia Elzeveriana. 1884, 4.^ de 5 pag. — EdiçSo especial nume- 
lada. Possuo os u.^" 12 e 13. Este ultimo tem o frontispício a vermelho. 



* 
# « 



EjKiuler 



S26-25.* ParaMli letterari. Sttuii de Giacomo Zanella. Verona Ubreria H, F. 

_^ G. Goldtáiagg, Succ. Í885. 8.® de 4 (innumeradas)-316 pag. e mais 1 de 

lindke. — Foi impressa em Livorno, typographia e livraria RaíTaelo Giusti. A pag. 
43 e 44 vem a vers2o do soneto ccuv de Lamôes, que começa : 

Em uma lapa tenebrosa 

# 

* # 

227-26.' Sonetoi escolhidos de Luiz de Camões, traduzidos em sonetos italia- 
e€im variantes por Prospero PeragaUo, Lisboa. Empreza editora de Francisco 
làrthur da Silva, 1885. 4.<» de 80 pag. — Foi impresso na typographia Elzeveriana. 
[Ve?e tiragem de 170 exemplares numerados. 

# 

* # 

• 

228-27.' // libro deWamore. Poesie italiane raccolte e straniere raccolte e tra^ 
da Marco António Canini. Venezia. Libreria Colombo Coen e Figlio. Gio- 
i IMon, successore. 1885, 8.° de lii-715 pag. 

A pag. 26 vem a traducçSo do soneto : « Amor é um fogo que arde sem se 

... ». A pag. .163 a do soneto : o Ondados fios de ouro reluzente». A pag. 265 e 

1366 a das voltas : « Amor loco, amor loco », e *> De dentm tengo mi meu ». A pag. 

*** a do soneto : « Aquelle mover d* olhos excellente ». E das voltas : « Caterina é 

fermosa ». 

# 

* # 



Versões inglezas 



229-i.' The Lusiad, or, Portugals Historicall Põem : written In the Portin- 
Language by Lviz de Camoens ; and Now newly put into English by Richard 
Esq. ; London, Printed for Humphrey Moseley, at the Prince's Arms in 
PomU church-yard, m.dc.lv. Folio de 22 (ínniimeradas)-22'4 pag. Com o retrato 
Camões (collocado antes do rosto), e o do infante D. Henrique e Vasco daGa- 
(eollocados antes da traducção do poema), tendo esta ultima estampa a assi- 
^loalora do artista T. Cross. O frontispício tem esta epigraphe : 

HORAT. 

Dignum lande virum Musa vetat mori ; 
Cármen amat quisquis. Carmine digna facit. 

O retrato de Camões, evidentemente ampliado do que se vô na ediçSo de 



228 



LUIZ 



Manuel de Faria e Sousa, e com o mesmo defeito, isto é, o olbo eiqiMrd 
cliado, lem por liaixo os seguintes versos : 

Spàine gaue me nohle Birih : Coimbra, Ártt 
LisBON, a high-plac't loue, and Courtly parto: 
Africk, a fíefupê tchen lhe Court did frmcnê: 
Warhe, at an Eyes expence, a faire renowne, 
Travàyle, expêrience, with noe siiort $i^t 
Of índia, and lhe World ; hoth which 1 write 
Ikdià a life, wiek 1 gaue there for Lo$t 
On Mecons waues (a wreck and ExUt) to$t 
To 6oo^ this PoKM, heid up in one iiand 
}MiU$t tvith the olher / swam safe to land, 
Tasso, a sonet ; and fwhat's greater yitj 
The honour lo giue Hints to such a witt 
PiiiLip a Cordíall, (the iU Fortune iteel) 
To cure my Wants tchen Ihose had new WúVá mee 
My Counlry fNothing-yesJ Immortal Prayse 
fso did 1, Her) Beasts cannot brotcze on Bayet. 

Este volume contém : a epistola dedicatória a lord StrafTord, datada d( 
maio de ltí55: sátira de Petronii Arhitrii, com a versão em frente; o sone 
Tasso a Caniues, com aversão por baixo; e o poema, traduzido em oilav 
madas. 

Não é vulgar. Pôde considcrar-sc mui raro o exemplar perfeito. Em a 
falta um ou outro dos três retratos. Também apparecem exemplares sem e 
pas, o que ó mais vulgar. Reproduzo em frente o retrato do infante D. Heni 

No leiliSo de Gomes Monteiro foi arrematado um exemplar por 50j00( 
Um ultimo exemplar vindo de Londres, com alguns defeitos, foi vendido en 
boa para o sr. Marques por 27^0(X) réis. 

# 

# # 

230-2.» Episodio do Adamastor j traduzido porW, /. Mickle. — Na revista 
tlemnns Magazine^ de 1771. 

Não vi nunca esta Gazeta de 1771 ; todavia, o livreiro Ktihl, de Berlir 
seu catalogo camoniano publicado em 1884 menciona como a primeira amosJ 
versão de Mickle o seguinte folheto, a que altribue a data mdicada, e ma 
preço de 32 mark. 

# # 

231-3." TJie first Book of the Lusiad, published as a specimen ofa Trans 
of that crlehrated epir põem. By W. J. Mickle, author of the concubine, 0. 
printcd by Jacksoii. (Sem datn.) 8." de Ci pag. 

Em uma nota o livreiro Kflhl acrescenta : « Excessivement rare et int 
Paíí. 1 a 6. Programme pour la puhlication de Védition complete. Pag. 7 
AdvertisseineiU : Notices sur la vie de Cumoens et Bésumé des Lusiades. Pag 
(33. The Lusiad : Book i ». 



mim 







DE CAMÕES ^'^ 

Foram essas, pois, as primeiras amostras da versSo de Mickle, as quaes elle 
''^pletoa 6 deu ao pnilo annos depois, como se verá em o numero seguinle. 



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# * 

232-4.* Thê Lusiad; or, the discovei^y o f índia. An Epic Põem. Tf*anslated 
M the Original Portuguesa oj Lui$ de Camoèns, Dy WiUiam Julius Mickle. Ox* 
i, Printed by Jadíson and Lister; And Sold by Óadell, in the Strand; Dilly- 
tktPoultry; Bew, Pater -noster Row; Flexney, Holbot^n; Evans, near Yorkj 
Idings ; Richardson and Vrquhart, under the Royal- Exchange ; and Goodsman, 
r Charing-Cross, London. M,Dcn,Lxxvi. 4.^' de 12 (innumeradas)-cixvii-484 
.—No rosto lé-se a seguinle epigraphe : 

Nec verbum verbo, curabis reddere, fidus 

Interpres. Hor., Art. poet. 

Esta eontém : dedicatória de Mickle ao duque de Buccleugh, lista dos assí- 
ites; errata; introducção aos Lusiadas (pag. i a cl viu).; dissertação acerca 
[Memas Jerusalém, do Tasso, e Henriaaa, de Voltaire (pag. clix a clxvii); 
|X)eina, traduzido em verso, e annotado no íim de cada pagina (pag. 1 a 484). 
itrodacç2o de Mickle começa : 

« If a concatenation of events centered in one great aclion, events wbich gave 
1 to the present Commercial System of the World, if these be of the first im- 
anes in the civil history of mankind, the Lusiad, of ali other poems, chal- 
és the attention of the Philosopher, the Poiitician, and the Gentleman ...» 

O sr. visconde de Juromenha, no tomo i das Obras, pag. 273, citando uma 
ta de Quillinan acerca do merecimento de Mickle, transcreve a seguinte apre- 
(lo: 

•Mickle, eseocez pelo nascimento, homem nSo falto de talento poético, nos 
• uma paraphrase infiel em vez de uma traducçílo, e tomou todas as vezes que 
I pareceu a mais lata e intolerável liberdade para com o seu auctor. Ê obvio 
Hera bem pouco conhecedor da lingua de Camões, auxilíando-se nos seus em- 
■nçQS pelo constante recurso da traducção de Castera. Não poucas vezes se 
Heorreu também da traducção de Fanshaw, e igualmente em algumas occasiôes, 
^ lo qoe com negligencia e ignorância, dos commentarios de Faria e Sousa. O 
InlAlbo comtudo escrinto em verso heróico é o único até hoje recebido en- 
íBôs^eoiho unia bella trauucçáo dos Lusiadas, e mereceu o elogio dos escriptores 
«Uvam no caso de fazerem um juizo mais exacto, como o meu sempre cho- 
^ amigo mr. Southey. Qualquer portu^uez que não seja hospede da nossa lin- 
,ei|Qe comparar a traducção de Mickíe com o original de Camões, verá logo 
[Finein vista o erro de se poder reputar Mickle como um bom traductor do 
* poeta nacional.» 

gilo fiiD do canto ix traz uma dissertação acerca da ficção da « Ilha de 
•"»••. (Pag. 411 a 414.) 

. ^oi vendido lim exemplar no leilão de Sousa Guimarães por ij^4(X) réis, no 
^ ^9 Gomes Monteiro por 31^100 réis, e no de Pinto de Aguiar por 6^200 



S30 



LUIZ 



* 
* * 



233-5.* The Luiiad; or, the discovery.of índia, An Epie Põem, Trand^ 
from the Original Portu^se of Lui$ de Camòent, By WiUiam Jvlius MkMe, 
second edition. Oxford, Printed hyJadíton and Lister ; For J. Bew, Paier-not 
Row; r. Pame, NewsGate; J. bodiley, PalUMall; J. Rob$on, NewBond-Sin 
J.Almon, PtceadiUy; T, Cadell, Sirand; W. Fíexneffj Bolbom: and l Sou 
Comhill, London, ii.DCc.Lxxni. 4.^* de 4 (innuineradas)-cGXxxvi-496 pag. Com i 
estampa allegorica antes do rosto, executada por J. Mortimer; e um mappa c 
dobrável da derroU de Vasco da Gama (entre as pag. Ixx e Ixxi), gravado 
j. Lodge. 

Pela disposição das matérias e augmento das paginas se verá que esta n( 
edi^o tem notáveis modificações. 

O volume contém: introdncçSo (pas. i a xxiii); da descoberta da In 
(pag. ixiv a Ixviii) ; os portuguezes na Ásia (Ixix a clxxxvi) ; vida de Cam 
(pae. cixxxvii a cxcix) ; dissertação sobre os Lusíadas comparados com a B 
riada e com outros poemas (pag. cc a ccxxix) ; appendice, com documentos rei 
vos ao descobrimento da índia e ás regalias de que gosavam os vice-reis n'aqa 
estado (pag. ccxxx a ccxxxvi) ; e o poema (pas. 1 a 496). No fim do canto 
tem um extenso artigo acerca da religiSo dos Brabmanes (de pag. 305 a 3! 
que não vem na anterior edição. 

No fim do canto rx tem a dissertação acerca da ficção da cllha de Venv 
No titulo da pag. 425 tem Book x, em vez de Book ix. 

Na bibliotheca nacional de Lisboa existem dois exemplares, um em mel 
estado que o outro. 

No leilão de Pinto de Aguiar vendeu-se um exemplar d'esta edição 
9^700 réis. 

834-6.» An essay on Epic poetry ; tn five epistles to the rev,* Mr. Ma 
With notes. By WiUiam Hayley, Esq. London, Printed for J. Dodsley, 1782, 
4.0 de 298 pag. 

De pag. 27 i a 277 contém a versão de alguns sonetos de Camões. 

É obra hoje rara, que poucas vezes tenho visto. 

Na camoniana de Minhava existia um bellissimo exemplar, em perfeito 
tado de conservarão, que foi arrematado pelo sr. António Augusto de Carvi 
Monteiro para a sua opulenta bibliotheca por lOiiOO réis. 

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# # 

23o-7.* The Lmiad ; or The Discovery of índia, An epic põem, IVanslated / 
the original Porluguese of Luis de Camoens. By WiUiam Julius Mickle, The t 



DE CAMÕES 231 

dtííofi. Dublin; printed by Graisberry and Campbell, for John Archer, N. 80, 
íhmeSlreet mdcgxci. S.^^z tomos de lò (innumeradas)-cccxci-83 pag., e 4 innu- 
neradas-d07 pag. Com o retrato de Mickle (Engraved by J. Maauiro)^ from a 
I^nwing by Mr. Humphry, antes do tomo i; e um mappa da derrota de Vasco 
dl Gama (copiado do da ediçSo anterior) em frente da pag. xxxvii, começo da 
Itttoria do descobrimento da índia, no mesmo tomo.— O frontispício tem, como 
m anteriores e posteriores edições, a epigraphe extrahida de Horácio. 

A impressão é nítida e em bom papel. A numeração depois da pag. 
cedxxxviii está ccclxvii, cccixvii e cccvixii, devendo ser ccclxxxix, ccclxxxx e 
eeexcL 

N'esta ediçfio está reproduzida a de 1778. No tomo i encerram-se os trechos 
•reliminares, históricos e críticos, e os dois primeiros cantos; e no tomo ii os 
ístantes cantos. 

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* # 

S36-8." Jhe Lusiad : or, The Discovery of índia, An epic põem. Translated 
vm thê original Portuguese of Luís de Camoèns. By WilUam Jtdius Mickle. In 
M volumes. The third edition. London; printed for T. Cadell Jun. and W, Da- 
k$, in the Sírand. 1798, S.^" 2 tomos de 4-cccii-146-i pag. e 4-444 pag. 

E^ta edição, apesar da indicação de terceira de Mickle, deve (incluindo as 
oas primeiras amostras n.<" 2 e 3} considerar-se a sexta das conhecidas do Gm 
o século passado. Reproduz a anterior, sem o retrato. O mappa da víaeem do 
laina, que vem depois do rosto do tomo i, é reduzido do de 1791, por Neele e 
itampado pelos mesmos editores Cadell &. Davics. 

Foi vendido um exemplar no leilão de Pinto de Aguiar por 24300 réis. 

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237-9.' Poenu from the Portuguese of Luis de Camoens : with remarks on 
ú life and toritings. Notes, Sfc. yc, Dy Lord Viscount Strajigford. London^ : Prin- 
td for J. Carpenter. Old Bond Street 1803. 8.° pequeno de 4 (innumeradas)-160 
mg. Com o retrato do poeta, antes do rosto ; e o brazão das armas de Denham 
éphson, a quem é dedicado este volume. — A impressão é nítida e em bom pa- 
«J. No fim do livro : c Whittingham and Rowlana, Printers, Goswell Street, Lon* 
km ». No rosto lô-se a seguinte epigraphe : 

Accipies meros amores Catoll. 

O poeta está representado em busto, coroado de louros, mas com os dois 
Kbos abertos. No pé da gravura lô-se : «r Published May 26. 1803, by James Car- 
€nier. (Md Bond Street.»» 

Este volume contém : notas sobre a vida e obras de Camões (pag. 1 a 33) ; 
os poemas, canções, sonetos, etc. (pag. 35 a 115) ; e notas (pag. 117 a 160). 
te pag. 108 a 115 traz um trecho do canto vi dos Lttsiadas, estancia xxxvin a 
un, com o texto portuguez á direita. 



É a primeira edição de Strangford. 



^32 LUIZ 

Foi vendido um exemplar no leílSo de Gomes Monteiro por 650 réis. 



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238-10." The Lusiad; or The discovery of índia: an epic põem. Translatfd 
fiy)m the Portwjuese of Lnin de Camoens. With an historical introdurtion and no- 
tes. By WUliam Jtdius Alickle. A new edition. In three t6íume$. London : printfd 
for Joseph Harding. 1807, 12.» 3 tomos de 8-clxiii-94 pa}!., 4-226 pag. e 4-25S 
pag. Com o retrato de (Camões, um manpa da viagem (lo tiama, gravuras allosí- 
vas ás passagens do poema, por W. Edwards, Anker-Smilh, C. Warren e Har- 
ding, nos cantos iii, iv, v. vni, i\ e x. — No fim do verso do ante-rosto de radi 
tomo e no fim do tomo ni lO-se a indicação typographica : « C. Whiltingham, Prk' 
ter. No. 1()3, Gostvell street ». 

O retrato do poeta é em busto, tendo á direita a lyra e á esquerda o escudo j 
e a espada ; c no pedestal tigura o poeta salvando os Lusíadas, lendo à direita \ 
Bom 1524 e á esquerda Died 1579. 

Esta é a sétima ediçíío de Mickle. 

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f 



239-11." The íjisiad; or The Discovery of índia; an epic põem. Translateá 
from the Porlwjuese of Luis de Camoens. With an historical introduction and notUt 
By WilUam Jidius Mickle. A new edition. In three volumes. London : printed fot \ 
lAJckington, AUen, and Co. Templo of the Muses, Finsbury-square. 1809. 11* 
maior. 3 tontos de 8 clxiíi-94 pag., 4-226 pag., e 4-25o pag. Com estampas. 

Parece que esta ediçílo, que deverá ser a oitava, nílo passa do aproveitamento 
da tira^^em da anterior corii a folha do rosto mudada. No exemplar, que tenho ã 
vista, (la imporlaiitt' collecrão da bibiiotheca nacional de Lisboa, é certo que se 
me afigura tal ou qual dillerença na cór do papel dos frontispícios, e noto a fallâ 
dos anle-rostos; porém, examinarulo o comparando a tiragem das estampas, vejo 
que se fez para esta ediçilo nova estampagem, com a indicação seguinte, no pede 
cada gravura: « lindou, Published by L Uardiny March 1807 o e posta na rabeca 
a designaçilo da collecrílo. como na do canto ni : « To face p. 62. Vol. 2.» E islo 
não tem nenhuma das estampa^ da edição de 1807, sendo aliás a tiragem d'est3S 
mais nítida. A das de 1809 d mais cansada. 



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2'iO-!2." The Lusiad ; or the discovery of índia: An Epic Põem, Translat^ 
fcdui Cnwoniíi. By William Juhuíi Mickle. JjOudon. Puhlished by W. Suttnhy : B. 
Croshy y (]." and Sratchn-d y ÍAtermnn. Statiouers Court. 1809. C. x /?. Bnlduin, 
Printers. 10." de X(:viii-277 pag. o mais 8 innumeradascom um catalogo de livni>. 
Com duas eslanipas. — No rosto, que ê gravado em cobre, vt^-se uma estanqn i?- 
pre.sentando o sonho de 1). Manuel, canto iv. A outra estampa representa lirnez 
de Castro com seus filhos, perante el-rei 1). AflonsoIV e os seus assassinos, tanto 
iií. Andjas ns gra>urns sâo dí) desenhador W. Westall e do gravador A. Kaiinbach. 
Tem a declaraçilo : London : Published by W. Suttaby. Sept.' 20"" 1809. 



DE CAMÕES ^33 

Ksta ediç2o foi impressa nitidamente com typo mignon. No fim do volume 
a indicaçSo do impressor: C. WhiUingham, Printer, Goswell street, Lon- 

No leilSo de Sonsa Guimariíes foi vendido um exemplar por 1^250 réis. 

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241-13.* Thetcorkz ofthe English PoeU, from Chaneer to Coicper ; inchiding 
uriet edited iciíh prefaces, hiographical and criticai, by dr, Samuel Johnson : nnd 
WÊOSt approved tran$lation$, The additional lives by Alexander Chalmers, F.S,A. 
Hloit. ISÍO. 8.<* grande. 21 tomos. 

No ultimo tomo vem : de pajr. 1 a 516 as versões do Orlando Furioso e da 
usalem libertada; e do pag. d17 a 783 a dos Lmiadas, por Mickle, cujo nome 
Brecia pela deciii:a vez em seguida ao de Camões. 

O sr. dr. José Carlos Lopes possue um exemplar d*esta coIlecç2o, quasi des- 
ihecida aJuí, e da qual, s^fundo parece, se fez uma reimpressão em Philadel- 
iapor 18z2. A versUo de Mickle deve ser considerada como a decima pri- 
ira 

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S42-14.* Poems from the Portuguese of Luis de Camoeyxs : with remarks on 
I Hfe and writings. Notes, Sfc, êfc, By Lord Viscount Strangford. The second 
Uo». London : Printed for /. Carpenter, etc, 1804. 8.*> pequeno de 4-160 pag. 

Cm exemplar d'esta ediçáo foi vendido no leilão de Innocencio da Silva 
r 1^580 réis. 

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943-1 5.* Poems, from the Portuguese ofLuis de Camoens: unth remarks on 
t lifè and writings. Notes Sfc, Sfc, By lord Viscount Strangford, The third edUion. 
mim: Printed for /. Carpenter, etc. 1804, 8.» pequeno de 4-160 pag. e 4 
g. innoaieradas, com uiu catalogo de livros á venda na casa do editor. 

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2V4-16." Poems, from the Português", of Luis de Camoens: with remarks on 
: life and writings. Notes, Sfc, jfc. By Lord Viscount Strangford. The fourth edi- 
B. London: Printed for J. Caiyentèr, etc. 1805, 8.» pequeno de 4-160 pag. e 
iunumeradas com um catalogo de livros. 

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145-17.* Poems from the Portuguese of Luis de Camões; with remarks on 
life and writings. Notes, etc, etc, By Lord Viscount Strangford. Boston. 1807. 



*3* LUIZ 



Não vi nunca esta edíç^. Vem mencionada no catalogo de TidíDor. 



* 
# * 



246-Í8.» Poems, from lhe Portugue$e of Luis de Camoens: with re 
hi$ life and writings, notes, etc, etc. By Lord Viscount Strangford, Fifti 
London : Printed for J. Carpenter^ etc. J808, 8.® pequeno de 158 pa| 
4 innumeradas com o catalogo. 

O exemplar existente na bibliotheca da imprensa nacional de Lísb 
retrato de Camões, gravura em cobre, representando o poeta com os oll 
tos; e uma poesia autographa. assignada porWatter Paterson^e datada 
gsberg a 30 de novembro de 1819. 

# 

# # 

2Í7-19/ Poems, from th^ Portuffiiese of Luis de Camoens; irith re 
his Ufe and icritings. Notes, etc, etc, By lordViscount Strangford, Baltimc 

Nilo vi esta edição. Vem mencionada no catalogo Ficknor. 

* # 

2Í8-20.» Poems, from the Portuguese of Luis de Camoens : with ren 
his Ufe and writings. Notes, etc, etc By Ijird Viscount Strangford. Thei 
tion. London : Printed for J. Carpenter, etc 18Í0. 8.*» pequeno de 4-16( 

í 4*.)-Íl.* Poems, from the Portuguosp of Luis de Camoens : tciíh ra 
//ís lijr nwl irritinqs. Notes, etc, etc % Lord Viscomt Strangford. Sirtli 
Luwl ni. Priiil'\i for the hfkúsellers. ÍS24. iá.° de 91 pag.— No verso d 
,í> ro-io tom a se-juinte indicação lypographica : «Sudbury,pr{nler,lo2.t 



hvru 



<» 



VA.\ eiVu-ãn repoto a (l^^iíTiiaçiío do sexta, quando é a nona, a coi 

onl.Mii por qw licaram rogistadai^. Segundo, porém, o parecer do sr.dr.i 

,1 , r.a.ua fÁuuaes, vol. ii. fase. 1^ pag iriS), é necessário descontar a 

''/ri.> 1 180ÍI • por i<<o que só dilTere da anterior, datada do mesmo : 

'„m.l.nu:a\lo fnmtispicio. Não vi ainda nenlmm exemplar. 

Foi v.MKlitlo um exemplar no leilão de Gomes Monteiro por 650 réi 



* * 



^•iO ^^ » Poems. from the PorO.jKne of D'h de Camoens: with r, 



á 



DE GAMÕES 



235 



eer, etc Í824. S.^ pequeno de 157 pag. Gom o retrato de CamOes, gravura de 
I BalL — NSo tem dedicatória. 



# 
# # 



251-23.* Classiccd deseriftions of lote, from the most celehrated epic poet$ : 
Arioito, Tasso, Milton, Virgil, and Camoem. By M. P, Grandmaison, 
'from the firnch. London: printed for J, Blacklock, Royal- Exchange, 
h Swan and Son, 70, Fleet Street, 1809. S.*" de rv-2-224 pag. e 6 gravuras, 
oma assignada por Allis e cinco por Williams. 

De pag. 194 em diante comprehende-se o canto vi, que é dedicado a Ca- 

# 

* * 

252*24.* Tramlations from Camoens, and other poets, with original poetry, 
Ae ttuthor of « Moderne Grece » and the « Restoration of the tcorks ofart to 
>. Oxford printed by S. and J. CoUingwood; for J. Murray, London; and 
Oxford. 1818, 8.« de 95 pag. 

Esta ediçSo é de Felicia Hemans. Contém : de pa^. 3 a 25, a versão de di- 
is poesias de Camões, sendo antecedida, como epigraphe, do primeiro verso 
I portugaez da poesia. 

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# * 



253-25.* Memoir$ of the life and toritings of Luís de Camoens, By John 
_msoM, F. S. A. London, Edinburgh, and Newcastle upon Tyne. Ijondon, Prin' 
for Longman, Hurtt, Rees, Orme, and Brown. mdcccxx. 8.*» 2 tomos de xiv- 
10 pag. e 2 innumeradas 392 pag. Com algunfias gravurinhas no texto. — O 
do tomo I tem reproduzido o verso da medalha de Dillon, que já citei e re- 
luzi, quando tratei da ediyão do padre Thomás José de Aquino, a pag. 96, 
ite volume: vApollo portuguez honra de Espanha. Nasceu 1524 Morreu 
Óptimo poeta it Saro de Dillon dedieavit 1182». No rosto do tomo ii vé-se o 
d*esta medalha commemorativa : o busto de Camões. No verso do rosto, 
fim de cada tomo lô-se a designação typographica : <r Newcastle : printed by 
. Walker». 

As gravurinhas, alem das duas indicadas, sSo no tomo i : o brazSo de armas 
Tbofnas Davidson, a quem a obra é dedicada (pag. iii innumerada) ; e outro 
de CamOes, no começo e fim do prefacio (pag, v e xiv) ; no começo das 
(pag. i); a meio do volume c Gruta de Camões» (pag. 149). E no to- 
n os bustos de D. Francisco de Almeida e D. Garcia de Noronha (pag. 318 
319). 

O tomo I contém : dedicatória a Thomas Davidson, Esquire ; prefacio (pag. v 
\jrr) ; memorias de Luiz de Camões (pag. 1 a 236) ; noticia acerca das rimas 
Camões (pag. 237 a 310). 

O tomo u contém : ensaio sobre os Lusíadas, traduzido do estudo do mor- 
de Matteus, desde a pag. lxxv a cxiv da edição de 1817 (pag. 3 a 58) ; das 
\es dos Lttêiadcu e noticias relativas aos traductores (pag. 59 a 252) ; 



iIak Jivenu e^içMis das obrftt ile Camôe» fp»e- ^S3 a 379) ; dWB 
c >()olo|{istu tle CaiDi^ei (pag. 380 a 391). 

D'«»U tdifio fit«raRt-Mi (lua* tiragens : ambas em ham papt), 
maíuna nuncnu qiw ■ ciiitn. A MpecMl é rara e a cammuin iiíat 
«XMie M bibliolheca naciuiial >li- Lisboa um exuaplar que perUni 
Norton e que aie enlhuiiasta <i»i glortas \ie i ^mOM aimolou. As o 
re*{idUiii M> eonfrcmlo que ellc in lai-^n')!) dns cdinJes, qiu! Ji Uo 
bUÒlbaai. cân u que se lhe ilrpunvsm di^icripU» por AdkOMa^ 
e eopiiM tm qoe nle ineorT\'n. 



ar. ao d 
de Wd 



A biUiolhK» nacional punuf lanibeni ouiro exeniftlar. i 
(mU« do ralo Uo tonto i lun retnlu de CamtW, (.-rsvun de V _ 
fifun na wcuink* ediçilo de HuagraTe (l^^l- £■» ffenlt^ <lo n. 
(I ntnlo d« O. Icoes d« Caslra. Utubem de Will. Ski^lton ; ena 
«313 o rtfnlode Hana«t de Faria e Saat»; enl» a p»g. 3IG e3 
" ~ Mibos npãadca de Farin e Sao»; e etilre 39u « 351 « 
)pÍadoqaeat»iiip.iiitia n cditio [k>riu|iueza de 1721, o fS 
M tonr CÉfDfirtaiCe. F.»Ut ullima* Rranir» Utm iio né s acRn 
• PãUáÃd jU« i«ii>, èf llM^mo., iJnrU, Am. Orou g C». U 






piaJado4tG4nrâ.— NiiTcnodoaitl^rosloe dt pu. S 

liio : ffitM kf C. Aonrti, flM( Yoni, Ttmple Bar', linpressfa I 

pa|>ct. .So rwto a Hf«Mile rpifraplie : 



n efo me ílkmim, dnlerim qoíbus esse po&à 
Kxrrwfm im u mv a . ^injue enim roítcludere wrsum 
t>n«b nm alia ; nnfoe, ú quis scribal, ati nos, 
Srmom prufwon, pulrs huiK e$£e poêUm. 
lacpMou CU) Hi. tai nxn^ divioior. atqne m 
Xi^tia MnatunMn. iks dmuíhií liujui booorem. 

N« trãUe Af úones Moaletra ki vtndido um exeuiptar pw 
w dr Pwlo d* .«fBor Mira por SiHA rèn. 



X&47.' fW jnpiML .1 tUrV^Or Stent TVitwirf. Tl» dl 



CMlM4*p>f. nSilK: -Aimmmtttflkttmirtt cfiht 
à» ft.iw. r IVi m liaid fnm tkr |tM »o»* «f ** UMÍaf C ^m m 
ftk « >«lfar M rv<r«i(d. Onv falur ■ . . ~ - 



DE CAMÕES 237 

I sr. dr. José Carlos Lopes possue um exemplar na sua valiosíssima biblio- 
beca. 

Elste volume contém : a dedicatória ao conde de Chichester (pag. v e vi) ; o 
iRlacio (pag. VII a xxi) ; erratas (pag. innumerada) ; o poema, traducçSo em 
(pag. I a 4i6) ; e notas (pag. 4l7 a 585). 



256-28.* Lusitânia lUustrcUa: notices on tlie history, antiquities, li tter ature, 

of Portugal. lÃtterary department. Pari. L Selection of Sonnets, toith biogra- 

' úetthet of the authors. By John Adamson. Neiocaslle upon Tyne, printed 

r. and J. Hodgwn, Unto Street, mdcccxlii. 8.*^ de xii-100 pag., com uma tira 

d de erratas, (^m o sretratos de Cantões e de Manuel de Paria e Sousa, 

aos que se vêem no. tomo ii das Memoirs, 

Esta parte i é dedicada ao duque de Palmella, e contém poesias de vários 
. ..ores portugnezes, antigos e modernos, acompanhada de notas biographicas. 
«ella vem (pag. 8 a 19) a traducçáo de alguns sonetos de Camões, que tinham já 
tfdo nas Memoirs. A parte i (Ministrelsy), de v-54 pag. (que só appareceu em 
S|6), é dedicada ao visconde de Almeida Garrett. 

A]goDs exemplares, como um que eu vi na bibliotheca de el-rei D. Fernando, 
lait alem dos dois retratos mencionados, mais outro de Camões, antes do 

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257-29.* The Lusitanian. Porto, typographia da Remsta, ma dos Ferrado- 
$, H.* 31, Porto (1844-1845). — Foram publicadas n'esta revista as seguintes 
rsdes de Camões. 

N."* 3 (de pag. 49 a 63) : Episode of Ignez de Castro, Lusiad. Canto iii, es- 
Bcia 120 a 135, antecedido das Preparatory remarks, com a assignatura A, 

N.** 4 (p^g. 119) : Versão do soneto : ^tSuspiros inflammados que cantaes » ; 
Se pag. IzO a 125: Lusiad, Canto i, estancia 1 a 8. 

jH.* 5 (pag. 234) : A biographical sketch of Camões, com a assignatura Ame' 
L Na pag. 241, a traducçSo do soneto : « Alma minha gentil », 

N.* 6 (pag. 38 e 39) : Versão dos sonetos: « Quem jaz no grão sepulchro que 
• . .« e « Que me quereis perpetuas saudades?» 



Estes trechos foram reproduzidos este anno (1887), como menciono adiante, 
b o titulo Florilégio camoniano, 

O jornal The Lusitanian é mui raro. Em Lisboa tem um exemplar o sr. Car- 
llio Monteiro; e no Porto o sr. dr. José Carlos Lopes. 

# # 

[ 258-30.* A translation of the Episode of ígnez de Castro From the Lusiad of 
m de Camões, Withprefatory remarks. Porto. Typographia da Revista, rua dos 
mmdores, n.' 81, 1844. 8.* de 17 pag. 



238 



LUIZ 



É bastante raro este folheto. A tiragem feita á parte, do trecho que sair 
jornal The Lusitanian, parece que foi mui limitada ; e essa é a rasão de nSo o 
suirem os mais primorosos camonianístas. Existe um exemplar na biblíot 
nacional de Lisboa. Pertence... á collecçâo de Norton. 

A traducçSo traz o original do episodio (canto ni) em confronto. Tanto 
íim do prologo, como no da versSo, traz a sigla A. Esta traducçSo é, porém. 
Mr. Harris, que então residia e commerciava na cidade do Porto. 

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259-3 !.■ Reply of Camoens, By /. Adamson, K, T. 5., K Ct ete. Newcú 
upon Tyne: imprintea by M. A. Richardson, MbCCCXLV. 8.<» de 4 pag.— É 
presso a duas cores, e tem no rosto uma vinheta. 

N'este folheto, Adamson reproduz a supposta resposta que o poeta de 
Martim Gonçalves, quando lhe foi pedir que lhe traduzisse uns pscUmos. 

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# * 

260-32.* The Poeticd work$ of W Felícia Hemans: Complete, PkUadelp 
Grigg ^' EUioU No. 9, North Fourth Street, 1845, 8.» grande de 559 pag. i 
gravuras. 

As poesias traduzidas de Camões yío de pag. 253 a 257. 

# 
# 

26Í-33." Anonymous Poerns, London ; Richard Bentl^. Publisher in Ordin 
to Iler Majesty. J8õ0. 4.° do iv-60 pag. — No verso do rosto e no fim do folhe 
« London : printed by Schtdze and Co., 13, Poland Street», 

O prefacio é firmado com as iniciaes F. C, 

I)(» pag. i8 a 26 contém uma traJucçáo de varias estancias de Camões, ^ 
Cataloijo da camoniana da bibliotheca nacional do Rio de Janeiro, no vol. m 
Annaes, pag. oO, ii.*^ 24 í. 

# 

262-34." The Poetlcal works of M/* Felicia Hemans: complete, Pttblishei 
Grigg aud Elliot ; Philadelphia. 1851. 8.° 

De pag. 79 a 82 contém 16 sonetos e 4 outras poesias de Camões. 

263-35.^ The Poctical irorks of M" Felicia Hemans : complete, London. J 
Dicks, Strand .. . (Sem data.) 8.° de xii-340 pag. 

. ■ 
A versão dos sonetos e das outras poesias corre de pag. 33 a 36. 



DE CAMÕES 2^^ 




' Poema. By Edvrard Quillinan. With a Memoir by William Johnston, 
ndon; Edward Moscm, Dmer Street. 1858, 8.° de xlvi-268 pag. 

Na pa^. 60 a 62 vem a versão de dois sonetos de Camões. 

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# # 

265-37.* The Lusiad ofLuis de Camoens. Books i, to v. Transhted by Edicard 
:ii- With notes 6y John Âdamson, K, T, S, and K. C, ofPortutjal; Corresp, 
L Bay, Acad. of Sciences of Lisbon; F. L. S., F, R. G. S., ffc, ifc, Sfc. Lon- 
m: Sdtcard MoxoUj Doter Street. 1853. S.® de xii-207 pag. Com o retraio de 
lÊÊuOeSy gravado por Will. Skelton. — A impressão é nitída e em papel superior. 
* retrato é reproduzido do das antigas edições, posto que pareça aberto de novo, 
■que eoD baixo do brazSo da família CamOes tem mais a data 1512^ que não se 
I DOS oDtroe. 

Contém este volume : carta de Adamson a José Gomes Monteiro, datada de 
(weastley 9 de mar(^ de 1853 (pag. v a viii), tabeliã das edições das obras de 
(pag. ix a xii) -, soneto ae Tasso traduzido por Míckle, encimado pelo 
de CamOes, gravnrinha que figurou nas Memoirs de Adamson : e os can- 
dos Lusiadas traduzidos em verso (pag. 1 a Í9i); e notas (pag. 193 a 207). 
fal Terso da ultima pag. tem : « London : Bradbury and Evans, printers. WhitC' 

]Sa carta a Gomes Monteiro explica Adamson os motivos d'esta edição e 
que a annotou. Eis os trechos principaes : 

• During tbe last years of the lífe of our mutual and lamented friend Mr. 
ínan, I was in communication with bim, both personnally and bv corres- 

i, with respect to lhe publication of bis translation of part of the Lu- 
of Camoêns; m which part are comprised tbe two íinest passages in the 
ji — the story of the uniortunate Dona Ignez de Castro, and the vision at 
Cape of Good Hope. 

m This work be expressed bis intention of dedicating jointly to you and to 

To yoa he considered himself greatly obiiged by various explanations as 

rticular passages : to me, for the use of my aimost unrivalled collection of 

iDS, translations, and books, relating to our favorite author; and to bolh, as 

the only two personsfrom whom he had sought for aid : and aiso from our 

rin^before the public in immcdiate connection with the poet ; aliuding to 

having been the editor, along with the Seiílror Barreto Feio, of the best, or 

events the best, or at ali eventes the best punctuated, edition of the works 

CaiDoêns; and to mv being bis biographer. 

• The manuscript having been entrusted to me, I think I shall best fulfil the 
itioQ of the translator by placing your name at the commenccment, and my 
at the end of this brief notíce . . . 

« It was the intention of mr. Quillinan to bavc accompanied bis translation 
notes, which, from bis known zeal, and the access he had had to the most 

Stores of Information, would doubtless bavc been a valuable appendage. 

'•orne measure to meet the loss occasioned by thcir absence, I nave hos- 

^pa^ed some annotations, which I hope !nay be found useful to the general 

; as explaining the modem na mes of the places mentioned, and some of 

dassical personages who appear in the põem. 



310 



LDIZ 



' I Itnow that I shall be rirr^ing out part of Hr. Qoilliiian's pUn b; 
joininji IS iiccurale a list as I 3[ii ablc of the varioiíí editions of the vo 
Camoims, and of lhe Iranslalion of Ihím, nearly lhe wliole of which i 
iny own ccllection. I do ko more (MrticiiUry, as it aflbrds me lhe opportun 
expT«ssÍnf[ my reidiness lo allow of Iheír inspection by an^ future aulhon, 
may eniploy tlicmselves in jllustrating the workg, or eulogiiing Ibegeoiua < 
PorlQguese bard.» 

Esla carU é datada de Newcaslle>upon-Tyne, a 9 de março de 1853. 

Depois da tabeliã das ediçAps das obras de Camões (pag. ix a th), stf 
a pagina innumerada, onde Adamsnn reproduz » emvura da medalha i 
niana, que empregara nas Memoin (1820) e na Bibliolheat lutitana (1836; 
soneto de Tasso vertido por Mickle. Também reproduu) aqui a medalha e 
neto, alterando a data de 1379 para I58U. 




SOXNET, ADIIESSED TO VASCO DA GAMA BY TASSO. 

Tb»sslateii uv Williau Jur.ics MinKLE. 

Vasco, whose bold and happy bowsprit bore 

Agaiiist lhe risirig niom: and bnmeward fraiigbt, 

Whose saiU iMnie westward with the day, anu brought 
Tbe weallh of índia lo tby nalive shore ; 
Hecr did lhe Greek sucb leiígtli '>f seas explore, 

The Greek who sorrow Io the Cyclops wrought ; 

And he who, liclor, with lhe Iiarpies foughl, 
Never such pomp of naval bonours wore. 
Great as Ibou art, aiid pcerless in rcnown, 

Yet llion lo C.nriioens ow'st ijiy noblest fame; 

Farllier thiin Ihoii didsl sàil, hia dealhless song 

Shall boar lhe daizling splendour of tliy name ; 
And iinder many a sky thy actions crown, 

While time and lame logelher glide along. 

No leilão de Gomes Monteiro foi vendido um exemplar por IffiOfl 
no de Pinto de Aguiar por 3£000 réis 



DE CAMÕES 241 



* 

# # 

96^38.* ■ The iMsiad of Luis de Camoens, chsely translated. With aportrait 
Kf Poet, a compendium of hi$ life, an Index to lhe principal passages of his 
ma vietc ofthe •Fountain of Tears», and marginal and annexed note», ori- 
ll and select, By V col^ sir T. Livingston Mitcheli, K* D, C, L... London. 
• W. Boone, New Bond Street, 1854. 8.» de xxix-310 pag. 

P"' # # 

I 

:t 

z67-ií9." Tlie Poets and Poetnj of Etirope, with introductions and hiographi' 
notices. By Henry Wadsworth Longfellow, etc, Philadelphia : Porte)', and 
Hg$j 822 Chestnut Street. 1811. 8.« gr. 

* 

# » 

Í68-40.* The Ltisiad ; ai% The dizcovery of Índia. An epic Põem. Translated 
m the Portuguese of Luis de Camoens. With a tife ofthe Poet. By WUliam Ju- 
yMickle. Fifth edition revised, by Richmond Hodge», M. C. P., hon. librarian 
society of Biblical Archaelogy, Editor of •Cory's Ancient Fragments», 
Principia Hebraica », etc, etc. ILondon : George Bell and Sons, York Street, 
\t Garden. 1877. 8.* de xcii-358 pag. No fim : «London: printed by WH- 
Clowes and Sons, Stramford street and Charing Cross ». Antes e depois, em 
tel amarello, um catalogo dos livros á venda em casa do editor George Bell 
i Sons. 

Este volume contém : a dedicatória feita em 177G por Mickle ao duque de 
íJeugh (pag. v) ; o prefacio, em que os editores d5o as rasõe.s por que prefe- 
D reproduzir a nnlerior ediçélo, revendo-a e annotando-a (pag. vii a xiv) ; a 
de Camões (pap. xv a xxix) ; dissertação sobre os Lusiadas, etc. (pag. xxv 
xiii) ; introducçAo aos Lusíadas (pa^'. xxxiv a li); do descobrimento da In- 
pag. lii a Ixxxv); o indico (pag. Ixxxvii a xcii) ; e o poema (pag^. i a 358), 
as notas acompanhando as jespectivas passagens. Entre estas lóem-se mui- 
jm íi assignatura Ed., que sáo novas n'esta edjçSo. Os trechos preliminares, 
to transcriptos ou exlractados de Mickle. 

So leilão de Pinto de Aguiar foi vendido um exen»plar por 3^200 réis. 

# 

# # 

269-41.* Poems of places. Editedhy Henry W. Jjongfellow. P. F. Spain. T. ii. 
%, Portugal, Belgium, Holland. Boston. James R. Osgord and Company . . . 
8.** 2 tomos de ix-ioô pag. e vni-274 pag. 

No tomo Ji de pag. 57 a 60, 89 a iOl, i03 e 104, 101), Hl, 114 a 120, en- 
•am-se poesias de Camões vertidas por Mickle, Lord Strangford, William 
ert, CocKle e Felicia Heinans; e duas poesias do sublime poeta intituladas : 
oens e The last song of Camoens, por William Lisle Bowles. 

16 



^^ LUIZ 



270-42." Oi Lusíadas de Luiz de Camões. In ttco volumes. London C. Kegt 
Paul J' Co.y I Patemoster Squarej 1878. — Segundo rosto: The Lusiadu^ú 
moens Translated into Englisk verse by /. J. Aubertin Kniaht officer of the mfi 
rial Brasilian order of the Rose In ttco volumes. London C. Kegan Paul f Qk, 
Patemoster square, 1878. S.° grande. 2 tomos de xxxv-298 pag. e 6 innoman 
das 283 pajr. Com o retrato de Cpmões e uma carta chromo-littioffraphica d 
viagem de Gama á índia (no tomo i) e o retrato de Vasco da Gama (no tomo 4 
— A impressão é nítida e luxuosa, em papel em cordão. No Om de cada tomo temi 
seguinte indicação typographica : et Lonaon :printed by Spottitwoode and Co. " 
Street square and Parlament street». Ambos os rostos teem oo centro as 
reaes portuguezas. 

Os retratos são assignados pelo gravador G. Cook. O de Cam(te8 é copiai 
delissima do de Gérard, e á primeira vista parece a mesma chapa com assif 
tura diversa ; porque a imitação é mui perfeita e illude. Este retrato tem 
baixo, alem da indicação do editor, estes versos : 

< On him, for whom bis loved harmonions lyre 
Shall more of fame than happiness acquire » 

Canto X, it. cxxnL 

O de Vasco da Gama tem os seguintes : 

« I own the Law of Him, Whose high command 

Visible and invisible are beneath.» Canto i, tt ur. 

No verso do ante-rosto dos dois tomos lé-se a seguinte epigraphe, em 
cez: 

«La décou verte de Mozambique, de Mélinde et de Calecut a été chanté 
le (]amoens, dont le poème fait sentir quelque chose des charmes de TOdjíséèi 
de ia n)agniricence de TEnéide.» Movnsoon. 

O tomo I contém: dedicatória a sua magestade el-rei D. Luiz I (pag. 4 
innunierada) ; prefacio (pag. ix innumerada) ; introducção (pag. xi a xxxt);| 
poema, traduzido em verso, com o original portuguez á direita, em pagiois I 
confronto os cantos i a v (pag. 1 a 291); e notas (pag. 293 a 298). ) 

O tomo II contém : os cantos vi a x (pag. 3 a 273) ; e notas aos cantos ^ 
a X (pag. 275 a 283). O canto vi n5o lera notas. i 

• 

No começo da introducção escreveu Aubertin : 

« The grand Portuguese Epic Põem of Luis de Camoens — Os Ijisiadas, | 
the Lvsiad's — which Hallam describes as 'the first successful attempt in mi 
dern Europe to construct an epic põem on the ancient modef — hasíoritstai 
(as may bc more or less know) the celebrated Portuguese navigator, Vasco ^ 
Gama; and for its leading subject, the famous voya^e, accomplished by tlj 
great man, whicli, by general consent, is ranked as having been by far tbe mi 
im porta nt in its consequences, of the three great voyages of lhe world.» 

No leilíío de Pinto de Aguiar foi vendido um exemplar por 64600 réis. 



DE CAMÕES 243 



# 
* # 



271-41.* Epúode of Dona Ignez de Castro, (The Lusiades of Camoens.J 
1D m. 51011201 118-135. By Rtchard F. Burton. Printed for jorivate circula* 
Lomdon, Harrisson and sons, S^ Marlin*s Lane, printers in Ordinary to Her 
f. 1879, 8.* de 7 pag. 



# 
« # 



f7S-4S.* Thê Loiiad of Camoens Translated into English Spenserian verse 
^Mobert Ffreneh Duff Knígfit Commander of the Portuauese fíoyal Order of 
^ t Lubon Mess. Chatto (f Windus, London, Mess, J. B. Úppincott êf Co., Phi' 
kia, Mr. Matthetc Lewtas, Lishon. 1880, 8.** grande de XLYni-2-506 pag, e 
Ut 3 de índice e erratas. Com o retrato de Camões que acompanha a edição do 
KnmIíò publicado pela imprensa nacional) ; e outras estampas gravadas em eo- 
Ibe em madeira. — No verso do ante-rosto < National Printing Office ». Tem de- 
kiloría â el-rei D. Fernando II de Portugal. 

Este Tolome contém : o prefacio, datado de Lisboa, novembro de 1879 (pag. 
: A z)» tendo á frente o retrato do infante D. Henrique; noticia biographica de 
■ites (pag. XI a xxx) ; a elegia iii, de que appareceu um fragmento nos Poe- 
u publicados por loitl Strangford (pag. xxxi a xxxvii) ; introducçáo (pag. xxxix 
iLvni) ; o poema, traduzido em verso (pag. 3 a 4J3), tendo no canto i o retrato 
Tasco da Gama ; no iii, os retratos de D. Pedro I, o de D. Ignez de Castro 
• eomeço do episodio e o tumulo de D. Ignez de Castro no fim ; no iv, os re- 
itos de el-rei D. Joflo I e o de D. Nuno Alvares Pereira ; no v, o retrato de 
•jei D. Manuel ; no vi, o retrato de el-rei D. João II ; no vii, o retrato de 
Francisco de Almeida; no vin, o retrato de Aífonso de Albuquerque; no ix, 
nirato de D. João de Castro ; e no x, o retrato de el-rei D. Sebastião. Se- 
nn-se ao poema : appendices A a G (pag. 415 a 506), em que se comprehen- 
■ Tarias notas biographicas das passagens que figuram no poema, notas ao 
kna, etc.9 tendo na frente da pag. «49 uma gravura em madeira do claustro do 
■teiro de Belém. 

O retrato de Camões, gravado por Joaquim Pedro de Sousa, é imitado do de 
Inrd ; o do infante D. Henrique serviu nas Décadas, de Barros ; os dos reis 
rPortagal nos Dialopos, de Pedro de Maríz ; o de D. João de (lastro na Vida 
IviíQ-reíy por J. Freire de Andrade ; o de AÁbnso de Albuquerque, nos Com- 
Mmof ; mas a tiragem para esta ediç9o foi lithographíca, por decalque das 
ÉpectiTas chapas. A impressão é boa, como deve suppor-se ; mas a diversidade 
m estampas e do género da gravura dá a este livro um aspecto artistico des- 
ínoaioso que nSo me asrada. Também nos trabalhos typographicos sâo indis- 

veis a graça e a unidade artisticas. 

Na nltíma pagina da nota biographica, o traductor menciona a erecção da 
de Camões, cuja inauj^uração se realisára em 1867 ; e termina com uma 
içfio do tricentenário : 

« El is intended to celebrate a solemn national festival inhonour of theillus- 
i bard on the tenth July (sic) 1880, the third centenary anniversary of bis 
I ; but his real commemoration and highest honour exist in the universal love 
admira tion of his countrymen.» 

Quando appareceu esta edíçSo, o periódico que entâío saiu cm Lisboa Finan» 



. r 
■ 



2*^ LUIZ 

rial nml MercantUe Gazette, de janeiro de 1879, publicou m 
transcn*vendo algumas estancias da versão ilo sr. DufT, cantos 
D. lonrz de Castro). D'esse artigo fez-se tiragem eni separac 
(la olira, sob o titulo Specimens of a new translation of the 
Ffrenrh Duff. — 2 pag. ue folio pequeno. 

No leilão de Pinto de Aguiar foi vendido um exemplar p 



273- W.» Os Liisiatlas (Tiíe Lusiads) : Enqlished by Richai 
(EditM htj hisirife, Isabel Burlon). In tivo vohtme$. Jjondon: 
ir, ViccnddUj, W. J6ò0. AU rights reserved. 8.° 2 loincs de 
íí-2.'il a 471 pag. — No verso dós rostos e no íirn : • Wynian a 
Girnt (Jtiren Street, Uncoln*s-mn-ficlds, Lomlon, \V. C.m — ^ 
,"9 guida do tomo i para o u. A impressão é cuidadosa e ein Lom 

O tomo I contem : a dedicatória do Iraductor a sua niaire 
do Hrazil ; uma |Kiesia do Iraductor a Caniões ; prefacio as>ip 
Isahtl lUirton, e datado de Trieste. 19 de julho del880ípag. vii 
Manado pelo Iradiiclr r e datado do Cairo, i de maio de 1880 (p? 
niVíca d..s oommentarios (pap. xvii a xix); errata íl pag. ii 
ij i-aiil- > 1 a VI do poema, traduzido em verso, com os ar|;umentoi 

Z ^elwh^ um vm porfu^'uez com a traducçAo em seguida ipag. 3 a 

í O tonio II contem : os cantos vn a x (pag. 251 a 415) ; e 

,1 pp-zadaí 'pa,'. U7 a 471). 

Depois t!a dedicatória, poz Burton as seguintes epigraphes 

^ 11 far un libro è meno clio niento, 

Sv il hino falto nmi rifa la ^*»M»te. 

ri;iOe. rji-lie-í. favtiur. 
Pr:Z'.'S 01 aci.-i.leiil as oíl as moril. 

th\ I ''.'ia a •:'>pulj. n;«:'ra a p»Mina 
i>\'NV \\.[\\ :!.■■ >N\.. r-l l.;!t, tlieu ^^ilh pm in bani 



li:..:.." a>>:«i. — p.w^ sperr-. — uuUa clii'^do. 
, \ . :>..•> :. :.i.í .< .'.. !".> ii "úmo nA.on siunlu''!!-.- 



t I V 






. 1 
V ^ - 



\s nn; .; • ■* ":>•■• '. > á [ou 



DE CAMÕES ^^^ 

» do frontispício do tomo ii e no fim de cada tomo esta indicaySo: 
» and SonSj Printers, Great Queen Street, London,» , 

i obra é dividida em cinco extensos trechos ou capítulos, d*este modo : 
I, versos encomiásticos de Gçrald Massey a Burton ; prefacio datado de 
dezembro de 1880 (pag. v a vii) ; capítulos iam: Líographía, bíbiiogra- 
toriâ 6 chronologia (pag. 1 a 366). 

tomo n, capitnios iv e v: peoi^raphia, viagem do Gama, campanhas de Ca- 
ie. ; notas explicativas e phiiologicas aos Lvsiadaê (pag. 369 a 678) ; appen- 
ç0es das obras de Oimíles, traducção e índice dos Lusíadas (pag. 679 a 
íe reviewer reviewed: a postsanpt. By Isabel Burton (pag. 709 a 727) ; glos- 
ig. 729 a 738) ; e opiniões da imprensa acerca dos Lusíadas traduzidos 
'Mo Burton (pag. 1 a 6). 

ss dois tomos vem a formar o terceiro e o quarto dos estudos de Bur- 
^ dos Lusíadas, 

# 

# # 

-17.* Secenty Sonnets of Canwens, Poríiiguese texte and translation.Wíth 
Poenu, By J. J. Aubertin, commendador of tke noble portuguese order of 
; Knigíh offieer ofthe imperial BrazUian order ofthe Rose; correspondíng 
of ihe Royal Academy of Sciences in Lishon, London : C. Kegan Paul (f 
iternoster Square, 1881. 8.» de xxiii-253-2 nag.— No fim : « Prínted by 
ne, Hanson and Co, London and Edinburgfit, No verso do ante-rosto 
s seguintes epigraphes : 

Scorn not the sonnet ; . . . 

With it Camoèns soothed an exíle's gries. Worosworth. 

Poetas por poetas sejam lidos; 
Sejam só por poetas explicadas 

Suas obras divinas. Manoel Correia. 

Let Poets be by Poets read ; 
By Poets be ínterpreted 
Their works divine. 

t quadam prodire tenus, si non datur ultra.» hor., EpUt. i, lib. i. 

d volume contém : carta dedicatória de Aubertín a Burton (pag. xv a xvi) ; 
)ag. XVII a xxiii); stanzas, figurando o espirito de Camões descendo aos 
izes por occasião do seu tricentenário (pag. 1 e 2); sonetos de Camões, 
riginal em frente (pag. 3 a 143); sonetos originaes (pag. 145 a 168); 
from Rome (pag. 169 a 183); e míscelianea poética, original e traducçSo 
5 a 253); juizo da imprensa acerca da publicação dos Lusíadas (pag. 

# 

# # 

-48.* The Poet$ and Poetry of Europe, with introdnction aiid biographi» 
sf. By Henry Wadsworlh IjongfeUow, etc, A new edition, revised and en* 



2i<5 LUIZ 

larqeiL Boston. Houghtonj Mifflin and Company, The Ritertiá 
lSè'J. 8.» gr. de xxj-9il pag. 

* 

* * 

277-Í9.» Recordação do tricentenário de Camões. Primeh 
smdns em huilez por James Edwin Heicitt. Lisboa, Impretua fiac 
niprailas)-iÔ pag. 

EdiçJo mui nítida, com paginas guarnecidas de Gleles a v 
de ptiaiilasia simples e elegante. Tem dedicai toria do edito 
erudito portuguez sr. Joaquim da Silva Mello Guimarães. Foi ^ 
raiiioiiiauista, sr. José do Canto, (jue mandou fazer tiragea 
brindes. 

» 

# # 

27ÍJ-50/ lusind (The) The first canto. Translaietl intc 
Jauics IleuUt, etc. Rio de Janeiro, Í883, 8.* de 77 pag. com n 

* 
^ * # ' 

í 270-51. ■ Lusiad (The) The secoml canto. Translaled ini 

K James lieinU. etc. íitS3. 8> de 79 pag, 

i 

g 



3 



* 2S0-0Í.* Tn'' IsUsiad r,f OvUitens. Translaled luto iniglish 

■ h''r(iu. S-.\in7 'lidou. In tno r"'. Lmdon, K'''jan Ponl, Trrmh 

■ t r Sj-fiii-. ;>>J. S.' á ÍMWOS Jo \LVii[-á'J8 \í:\'^. e áSS p.ig. 
I 



•> í^l-.'ir;.' Cvi}h. The Lhn'ls. PiírL i. tSonvrls. r,vizt>i 

3 t; X F ■ >',:'.! :■: H '■vi F. li'n'tim . iin.l iwprintM fur thp 1 

i : ' < l^^^^-í. >. <lo i tv^:ii.'S de 8 liiiimiueradasi-áGo pa^. ♦» 

A ;m:1-' ". .' :ii:^:*-'!i-'nil^ S'.»ínente «>5 son-^los. A jurli^ ii. oc 
■ > \\: :■ .:':.;;.i>\' tJitJMe* i*:iiie>. o nu!iior.n\iO soguida, t 



. . : , . 1' -• ■ í ' .\;::.;\.ir-:> :;-::iior.iJ-.'>. .i.-j:n 



/ 



OE CAMOBS ^^ 

dt. Um d*e8tes foi offerecido ao sr. visconde de Jaromenha, a guem esta re- 
mç/io é dedicada pelo editor, sr. Manuel Gomes, gerente da livraria Ferin. 
m.* 3 das brocharas camonianas do mesmo editor. 

Coolém : una noticia de Adamson com o retrato e fac-iimUe d'e8le; e os 
Éif que o benemérito camonianista inglez publicou em i945. 



« 
« « 



IBt-ltS.* Fragmentos dot LmtiadM e sonetos vertidos em ui^z. Porto, Iwra- 
mmÊÕu, de Fernandes Possas, 47, travessa de Cedofeita, 41, 1887. 4.* de 
i»9>4l-(innameradas)H[v pag. — Ante-rosto, rosto e pag. da dedicatória a duas 
1^ ^rarmelho e preto ; e letras iniciaes do começo do prologo e dos trechos de 
dasit, também a encarnado. Capa de phantasia a oiro, vermelho e verde, 
wnalblha estampada do natural em phototypia. A impressão é em caracteres 
ieo-eiíeviríanos. No rosto foi reproduzida, ampliada, a portada do frontispício 
cimeira edição dos Lnsiadas, tendo na base as datas io80-i880. 

O ante-rosto tem o titulo Florilégio Camoniano L A dedicatória é ao dis- 
amador e coUeccionador camonianista sr. dr. José Carlos Lopes. A intro- 
io nSo é assignada, mas é devida ao sr. Tito de Noronha, auctor de escri- 
ás edições de Camões. 



A tiragem foi de 85 exemplares numerados e divididos em cinco classes 
IB modo: 5 em papel pergaminho, 5 em cartflo Whatman, 5 em cartolina 
■f, 30 em cartão marfim de diversas cores, 35 em papel almasso nacional do 
lo^ e 5 em papel seda amarello. Por benevolência ao sr. dr. Lopes possuo o 
16 da penúltima tiragem. 

N'esle fascículo, o primeiro da collecçáo enviado pelo editor portuense Pos- 
iòram reproduzidas as traducções que tinham apparecido em 1844-1845 no 
íaman, revista publicada no Porto, de que já fiz mençáo acima sob o 
I57-29.*, e que é bastante rara. 

Em o n.° 10, primeiro anno, do periódico O Camões, publicado no Porto, o 
Tito de Noronha inseriu um artigo de Annotações ao prologo e nota final do 
' do Florilégio camoniano, em que o auctor protesta contra o que se escrevera 
I nota e que contradiz o prologo acerca da traducçáo do Episodio de Ignez 
astro, aproveitado do Lusitaman, com rosto especial. Doeste artigo promet- 
le fazer tiragem em separado de 50 exemplares numerados. 



# 
# « 



Versões allemãs 



284-1.* Episódios de Ignez de Castro e do Adamastor, Traducçáo em verso, 
saiu, segundo consta, no periódico Gelehrte Beitraoe zu den braunschweiqer 
igen (supplementolitterario-scíentifíco ás «Noticias de Brunswick») em 1782. 
\ ser esta, pois, a primeira versão de um trecho dos Lusíadas pimlicada-na 
nanha. 



2i* Lnz 



i^M-i ■ o primeiro cauto do$ Lwiadis, rer^lo pnhhrida por Kmt 
■;■-'.. Uipzi), /V.C?. 8." — NJo VI iiuQCA e>le fraiTmenlo. Se não filha, p 
I. :i ;u'.' t-iiíij ilViíe, vem a ser a secunda manifestação eaa;onJaQa ui. 



5>»G-*Í.* Dltímmstnlufse it'iiienitcher, $pini$fher ytul portavetiffit 
lii^i» il** t1iire< italunas. L^panholas e portu;;iieza$. i Poesie ron Au^mt 
>V/i/-;í/. li^rliu, In d*r H^l^iutbuchhandlMHij. Jw4. ál.« de 2-iJS p 
gr.ivuras.— A iiijprc?«ão e lioa. em papel claro e acartonado. 

í>»ntcm este li\ro o$ f^jíuintes trechos vertidos de Camões: epis 
«h 'Ze pir**s« «pa^. áiM a tibt: dois sonetos <pag. ál9 e 2á0i; treseclo 
:!il a itoi ; e notas uio tim>. 



2S7-V.' Ma^nzin d^r Spnnischf^n und Poi'tuoi^9is»'kfn Utteratur: / 
•leb^tt rou F. I. B^Tíwh.Zweitfr fí<iud. mH Camoen* Portrait undeinerChi 
i:tii\ri (]»:• littiiratun hespintutla e p<.>rtugueza. editorado por F. J. Ber 
^Mni'lo \u!u;i.'- rom o rtraln d«> OnuVs t* um mappa.i Prfis 1 Ihh: 
/7>". Iti ihr ihjffmnnmscUni Huchhandhing.H* de ^ innumeradas-^ ii 
• » r»-»!:!!'» d** C.inifVs 'O^?'» du «iiho esquerdo p. antes do rosto; e um i 
\i.iç''.:ii da IiiJia d-^pois d^ pug. íoti. 

K-te \' !r;n,.^ .• ili\ iilidii •»iii duas pirt»^^. nu trechos, de nuiní^ração 
.1 l r....-.: : 1" :if' ;:i : /.••■■* '/•* ftrin /n 'i'»", V"n O'*''"'"''" iNÍ»l:i tio Gri 
.[•' u .- \ i . . ■!•' pi.-. 1 .1 2i'i : .1 s',-u:» \x Je fi.íj. á*7 :it" p.ij. ili. E 
- '■■■ •. (■ /, X N*. J'!;m.'M-» i.Miil" » 'ti il'i^U'i'U^. ou /^'' l.n<"hh^ nus li- 

I • » AnK .;• C"/.-?<.x. r.i/i 5" ■;■'». /"'/V/V 'ív íiim S-vivir/z-r/f iSe: 

]■:: ;.' ■;■■ S •;k-:iJ rll . 

«» :-:r.it ' ti-' r. j::i' s 1'-:ií «^n It.iixo : y>i-'h S''i''rino de Faria ron 
■■.>.* • í j: i\i;r.i <.l- ri'\>-iii. v,-í;.m-.1o Se\''rim íle Taiiai. 

• ! . ::; >•■ \** ■■ '• [-riíJi-.-iro «* iiit'"* i!<> poonia dun :is n'»las criticas corresp 

> 'i I - i r- «r ;';•• .i[pire<*'» •■.i» ;ii;;nj:is liiMio-T.iphi.is a dit.i de I7S 

5>ns_:í.» fh' A»/v..7,V //.'./■"»? .■•■■/íW</ r«'U C'í'M'V;i.<. i/M.x* í/fw Piirff 
i/.Tx-/:' r .'.. y^'*. (.'. '.'. //•■'^' . Z/'^-'' li'-'i""r. <t'jmuit n- dnmorh ron Gen 
/ !/>' • !■'.<. i.-'-:in h-.TMÍc..» ile «'. iriMVs. tr.i.luzuK» d.» p-.rluuuez pelo dr. (' 
Mi»-' li ' i' <r-i: «1^ "rij-Mn -•■r::i:i:ii-M'. /:/•</•' A'>th''Hiinj. llunhur") 
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DE CAMOES 



249 



iQO pag. e 161-302 pag. e mais 6 innumeradas de notas. A impressão é orJina- 
im em papel dedaascÃres azulado e amarellado. Cada tomo tem rosto especial. 
^Anameração do terceiro para o quarto é seguida. A traduc^ão é em verso. Não 
tom data; porém, segundo a informação registada pelo sr. visconde de Jurome- 
[rib, devia ter apparecido entre 1806 e 1807, na epocha em que também era im 
IIRaa a seguinte edição, publicada por Kuhn e Winckler. 

O tomo I contém : dedicatória a Camões, em verso, e os cantos i e ii ; o 
tomo II os cantos iii a v; o tomo iii os cantos vi a viii; e o tomo iv o canto 
nex. 

O exemplar da bibliotheca nacional de Lisboa tem os quatro tomos encadcr- 
iiidos em U31 volume. * 

* 

* * 

289-6.* Die Lutiade dei Camoms. Aus dem Portugiesischen in detUsche OctaV' 
! ubemtzt Leipzig, in der Weidmannischen Buchhandlung. 1807, 8." de xxxii 
^06 pag. e roais 1 de errata. O rosto tem as armas reaes porluguezas. A impres- 
Ho é nitida. O papel amarellado, mas encorpado, como o que geralmente usam 
edições allemãs. 



Este volume contém: a dedicatória ao conde Cari Bose pelos traductores 
VMerico Carlos Kuhn e Carlos Theodoro Wínkler; introducyão (pag. v a xvi) ; 
Irere noticia da vida e obras de Camões (pag xvii a xxxii) ; o poema, traducção 
■I reno (pag. 1 a 376) ; e notas (pag. 377 a 398). 



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# # 



290-7.* Primeiro canto dos Lusiada». Com uma versão ai lema de R. Ham- 
Na livraria de Frederico Perthes. 16.® de 2-73-i pag. Tem outro frontis- 
m allemão: Probe einer nenen Ueberzetzung der Lnsiade des Camões (Amos- 
de uma traducção nova dos Lusíadas de Camões). Hamburg bei Friederich Per- 

No verso do rosto em portuguez : Impresso por F, H. Nestter. 



A traducção é em verso. Tem de um lado o texto portuguez e de outro a tra- 
dacçâo allemã. Creio que não veiu por muito tempo a saber-se quem era o tra- 
doctor, mas suppõe-se que foi Reinhold, e que appareceu por 1808. 



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# * 



291-8.* Die Lusinde des Camoens. Aus dem Portugiesischen in deutsche 
Oetavverse Obersetzt. Wien, bei Anton Pickler^ 1816. 8.° dê xxviii-299 pag. Com 
o retrato do poeta.— Saiu sem o nome do traducior. 



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# # 



292-9.* Die Lusiade des Lnis de Camoens, von J. J. C. Donner, Zweiter 
Ommg (canto ii). K. 18 e 32. Stuttgart und Túbingen. 1827. 4.<> 




••"•™>*Jf«* «»«*•* mi nri«> Ssí Fr. 






aiaitanax,«B 



«Ml.- n» £MMt Al Iw df Conotiu. ZmJta- Mwf < 

Dr.J.J.C.r — ■ ■ . ^^ ... 



■Mndu da 1 1 ao. 



CunOei, sermaniaadM por . . .) mm J. J. C. Donner. Sttítgt 
Wilhelm Lõpund. 1833. S.» de zvi-2-ll6 pag. O rosto ê sim| 
nítida e em ciraclerea ronunos. Na veria do rosto: mDruek t 
CarUnKf. 

Este volame eoulém : dedicaloris ao rei Gailberaie de W 
diic;ão, assigiud> pelo professor Doiuier e daUda de EUwanfei 
(pag. V I XVI); erratas (S pw. innumendasj; o poema, trad 
(pag. 1 a 376); e noUi (pag. 377 a 416). 



S96-I1* Saurtl» m 1m C«««:j1^*» ' . 
r,>n F. A. Smtím» inju^-- 
l.Ml«>: nikt, ni> d* Can»* 




DE CAMÕES 



25i 



í 



297-Í4.* Die Luiiaden. Evisdie DidUung von LtUz de Camões, Nach José da 
Fàmeea's wrtugiesisdter Ausgahe im Versmasse des Originais ubertragen von F. 
Booíh'A'rKOSSÍ. Mit dm Biographen und Poriraits von Camões und Vcuco da Ga- 
ao. Lâpxig, AmMisehe Bwhhandlung 1854, 8.0 peq. ou iô.*" de 4-lxxxviii-532 
pig. Com o retrato de Camões cavado em cobre por M. Lammel, de Leipzig, 
e o de Vasco da Gama, gravado em madeira (antes ae pag. lxx e lxxi). 

Este volume contém : dedicatória ao rei da Saxonia Frederico Augusto; intro- 
AicçSo datada de Leipzig em fevereiro de 1854, assignada pelo traductor (pag. ix 
a xvm) ; critica dos Lusíadas por Barreto Feio e Gomes Monteiro (pag xrv a xlv^; 
fida de CamOes, que termina com as notas do Tasso e Diogo Bernardes, e a ode 
ie Filinto (pag. xlvi a lxx) ; Vasco da Gama no descobrimento da índia (pag. lxxi 
a Lxxxvm) ; o poema traduzido em verso (pag. i a 395) ; e notas e maice de 
iMunes próprios (pag. 397 a 532). 



298-15.* Die Lusiaden des Luis de Camoens, Verdeutsdit von J, J. C, Donner, 
ZweUê Ausgt^. Stuiigart (f Sigmaringen. Verlag von H. W. Beck. 1854, %,^ de 
XTÍ-4Í6 pag. e mais 2 com erratas. 

Apettr de estar declarada «segunda ediçáo», parece que esta é a mesma 
•diçSo de 1833, só com a mudança do frontispício. Cm um dos exemplares que 
escaminei na indicada edição não vi as duas paginas das erratas, que andam com 
m de 1854 ; mas isso deve considerar-se como falta. 

?<(o catalogo da exposição camoniana do centenário (no palácio de crystal do 
Porto, em imX) vem uma nota a respeito de Donner (pag. 36), que é coqve- 
nkDte deixar aqui : 

«Quando o auctor saiu com versão completa em 1833 já havia dado á luz 
M sefointes estudos preparatórios para ella : 

«I.* Fragmentos publicados no MorgenblaU de Tiibingen (acima indicado). 

«S.* lhe Lusiade . . . Erster Gesang (canto i). Stuttgart, 1827. Franck. Em 
8.* de 56 pag. 

«3.* Idem. Canto n, fragmentos, no jornal supracitado. 

•4.* Idem. Canto ni. Einleitung (introducção), etc. Programm de Gymnasio. 
I8S9. Schònbrod. Em 4.« de 79 pag. 

«A traducção de Donner ainda hoje não tem rival na lingua allemã, contra 
tudo o que se disse no Panorama», 

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# # 



S99-16.* Camoêns* Die Lusiaden, Heroisch-episches Gedicht. Aus dem PortU' 
meiisdien von Karl Eitner. Leivzig, Verlag des Bibliographischen Instituis, Sem 
oata. 8.* de 261-1 pag. e mais 8 innumeradas e um catalogo de livros, em papel 
tmarello. No fim : •Druck von bibliographischen Institut in Leipzig, 

Gmtém : prologo (pag. 5 a 12) ; o poema, traduzido em verso (pag. 13 a 
261). Nâo tem argumentos, nem notas. 



25S 



LUIZ 



« 
• « 



300-17.* Die Lusiadei^ Epinàe Diditung von Utiz dê Cimte. Naek hiè íê 
Forueea's portugietischêr Au$gabe im Vemuuie ães Originait ibertragen co» P, 
Booek-Arkoui, MU deH BiographeH uwl hirtraits von Camõei wul Vateo U 
Gama, Zweiie Aufiage. Leipzig, ArnMiidie Buekhandtung Í8S7. 8.* pequeno de 
4-LZXXvni-53S pag. Com os retratos de Camões e de Vasco da Gama. 

Ê ediçSo em tudo igual i de Í85V com a só differença das palavras Xwiiti 
Avflaçe no rosto, o que me faz acreditar que seja a mesma, com a mudança d» 
frontispício. 

« 
• « 

301-18.* Epiêodio de Ignez de Caeiro, tradueçõo de /. Ifani/èM.— Veja de 
pag. 233 a 338 no periódico Archiv fúr doe Studium der neném Spradun wd 
ÍÁtteralwen. Heramgegeben von Lndu^ig Herrig. Volume xxzvl Braumdwei^, 
Druck und Verlag von George Westermann. 1864. 8.* grande. 



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« « 

302-19.* Seche SonetU des Camoene. Traduetíiodê J. Jfoiu/elri.— Veja de 
pa|;. 970 a 972 no periódico Internationale Revue Monatschrift fúr das getammte 
geistige Lehen und Streben der Indodeutsdien Cultwnoelt. iV* â. Dezember 1B$6. 
Wien. Arnoíd Hiberg's Verlag. 

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.101-2(K* Die Lusiaden. Heroisch-episches Gedicht von Luis de Camoene. Atu 
dem Portugiesischen in Jamhen Uhersetzt von Karl Eitner. Hildburpliausen. Verlag 
dez bibliographischen Instituis. 1869. H." de 261 pag. e mais i de índice. 

Parece que é uma edição feita para as escolas. N Jo vi ainda nenhum exem- 
plar. 

Possuem-a no Porto o sr. Joaquim de Vasconcellos, e na ilha de S. Miguel o 
sr. José do Canto. 

# 

30i~21.* SàmmtUche Idyllen des Luis de Camoens. Zum ersten Mole deutsch 
von C. Schlúter und W. Storrk. Miinster. Adolph RusseVs Verlag. 1869. 16.* de 
xxiii-253 pag. e mais i de Índice. 

Contém, segundo o catalogo da exposição camoniana do palácio de crystal 
do Porto, citado (pag. 38), xv egiogas e duas elegias, com a vida do poeta,' no- 



DE CAMÕES 253 

e índice onoinasUco. Na parte crítica estáo incluídos muitos sonetos e outras 
esias de CamOes em traducção allemS, assiffn^dos W. Storck. Na folha portuense 
iualidade, de 20 e 21 de outubro de io76, appareceu um artigo a respeito 
esla e da seguinte edição. 



305-22.* Diê Lusiaden des Lui» de Camoens. Deutseh inder Venart derportu- 
miuken Vrtthrift ron /. J. C. Donner. Dritte vielfach verbesserte Auflage, ((hLu- 
iãdas de Luis dp Gamões. Traduzidos do original portuguez em verso al- 
emão por . . . Terceira edição muito melhorada.) Leipzig. Fues* Verlag (R. Beis- 
md). 1869, 8."* de xví-2-4iO pag. e mais 1 de errata. 

O prolo)(0 tem a data de Ellwangen, agosto 4833, a que se segue o Aar/i- 
\dírift (postscríptum) datado de Stuttgart. março 1869. 

Edição nítida e em bom papel. Esta é, coutando com os fragmentos citados, 
sexta da versão do professor Donner. 

# 

306-23.* Beitrãge zur Textkríiik der Ltuiada» dez Camões. HabililationS' 
krift ron Dr, Cari ron Reinhardstoetbier. Múnchen. Mademmhe Buchdruckerei 
n F. Stramb, 1872. (Supplementos á critica do texto dos Lusíadas de Camões. 
emoria de habilitação do dr. Carlos de Reinhardstoettner. Munich, Imprensa aca- 
íinica de F. Stramb. S," grande de 46 pag. 



307-24.* Sãmmlliche Canzonen des Luis de Camoens. Zum ersten Mole 
tUsch von Wilhelm Storck. Paderborn. Di-uck und Verlag von Fgrdinand Schô- 
ngk. 1874, 16.*^ de xxiu-lo6 pag. 

Contém : prologo, xviii canções e notas. Como se declara no rosto, esta foi 
primeira versão das canções que appareceu em idioma germânico. 



308-25.* Wilhelm Storck. Glosas und voltas des Luis de Camoens. (Sonder- 
bdruek atu den Brassai-Meltzfschen : « Osszehasonlito Irodalomtórténelmi La- 
ik. » fZeitsehrift fúr vergleichende Litteratur.) Band. Nr. xx. 1877. Klausenburg. 
eitschrift fúr vergleichende Litteratur. Universitãts buchdruckerei Johann Stein, 
r77. 8.* de 14 pag. 

Como se vé tinha saído antes na revista : Osszehasonlito Irodalomtórténelmi 
apokj vol. II, n.* xx, de 1877. Segundo o catalogo da exposição do palácio de 
^stal do Porto, citado (pag. 38), o sr. Joaquim de Yascoiicellos julga que é 
tudo interessante sobre estas formas poéticas, de que apresentou vários spe- 
mens vertidos em allemão. Foi publicado nu Actualidade j do Porto, de 2 de abril 
! 187U, um artigo a este respeito. 



254 



LUIZ 



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309-26." Luís de Camoens Sonette. /-xxvn. Probe etner VerdeuUehung vm j 
Wilhelm Storck, Múnster E. C. Brunn's Verlag. 1877. 8.° de 32 pag. iimaine- i 
radas. j 

« 
« # 

310-27.* Luiz Camoeni Portugals grdêter Dichter gett, ÍS79, Exn$ Fe$Udaifi 
xur Geíiàchnikfeier der 300'^ Wiedertehr seines Todeijahrei. Vm Dr. Róbert il«í- 
Lallemant, Leipzig, Verlag von Hermann SoUz. 1879. 8.* gr. de 55 pag. 

É um estudo relativo a (.amOes e ás suas obras, e especialmente ao immor- 
tal poema. O capítulo m intitula-se os Lusiadas (pag. 24 a 55). 

* 

* * 

314-28." Die Lusiaden, Epoi in zehn aesángen von Lui$ de Camõei. Âm 
dem Portugieiisdierij mit kriti$aien, historisehen, geographisehen und tmftholod' 
schen Noten von Dr, A. E, Wollheim da Fonseca. (O» Luiiadoi. Epopeia em da j 
cantos, de Luiz de CamOes.Vertidodoportuffuezcom annotaçOes eríticaSy bistoii* 
cas, geo^raphicas e mvthologicas, por . . .) Leipzig, Druck und Verlag von Phãipp • 
Reclam jun, 8.^ peq. de 300 pag. 

Não tem data. No fim do prologo, aue é um resumo da vida de CamOes, 
com a assignatura de W. de F., ló-se a aata de Berlim, outubro 1879. A tra- 
ducçSo é em verso, sem argumentos, e acompanhada de notas. 

# # 

312-29." Luís de Camoens. Sãmmtliche Gedichte. Zum ersten Male deutsch 
von Wilhelm Storck. (Obras completas de Luiz de Camões pela primeira vez pu» 
blicadas cm allemão por. . .) 

Este ó o titulo çeral que acompanha em rosto distincto cada um dos cinco 
tomos em aue se divide a collecçáo do sr. Guilherme Storck, um dos maiores en- 
thusiastas das glorias do egrégio poeta. A publicação, em que o laborioso tradu- 
ctor coUigiu retocados alguns dos seus anteriores trabalhos, fez-se pela ordem 
que vac mencionada, sendo a impressão nitida e em bom papel : 

Tomo I : 

Lu\s íle Camoens. Buch der Lieder und Briefe zum ersten Male deutsch «m 
Wilhelm Storck. Paderborn. Dntck und Verlag von Ferdinand Schmnigh. 1880. 
8." de XXIX 408 pag. Tem dedicatória ao sr. Joaquim de Vasconcellos e á sr." D. Ca- 
rolina Michaelis de Vasconcellos. 

Contém : introducção com a data de Míinster, 9 outubro. 1874 (pag. mi a xi) ; 
Índice (pag. xii a xvii); relação dos livros consultados (pag. xviii a xxni); va- 
rias cartas (pag. 1 a 342) ; notas (pag. 343 a 408). 



DE CAMÕES 255 

No prologo d'este primeiro tomo, o sr. Storck expõe o plano e n'elle es- 
▼e o s^ointe (pag. vi) : 

« Aus den LosiadeD gewinnen wír von Camoens kein allseitiges Bild ; lemen 
rt Yorzugsweise den patriotischen Sãnger. Kcnnenund bewundem; den Menschen 
ODoenSy wie er leibte und lebte, in Lust und Liebe oder in Gram und Groll ; 
18 Kind seiner Zeit in Glanben und Wissen, in W^hnen und Wollen, den 
Bwandten Cavalier in den Abendgesellschaílen bei Hofe ; den verweeenen Hau- 
egen im Kreise der Altersgenossen; den tapferen Krieger zu Land und See; 
en unerschrokenen Abenteurer, in dessen Leben Europa, Africa und Asien sich 
liftiJen; den feinfahligen Beobacbter der Natur und des Lebens; den selbsthewus- 
len und berfihmten, aber dtlrfligen und unelticklichen Jtingling und Mann; Kurz 
io g&nzen Menschen, wie Schicksal und Verschuldung sein Gemtith bewegen 
nd erregen den wir in seinen Gedichten. . . » 

A tradução Ubérrima do bello trecho, que transcrevi acima, é esta : 

«Nos Lmiadoi não está o quadro completo de Camões. N^esse poema apren- 
imos a conhecer e a admirar de preferencia o cantor patriótico; porém Camões co- 
to homem com as suas alegrias e com os seus aífectosou paixões, com as suas tris- 
ens e com os seus ódios, o filho da sua epocha, na crença e no saber, no pensamento 
I Ba vontade, o mais delicado cortezão nas reuniões da corte, a espada temera- 
k entre os seus companheiros, o guerreiro valoroso em terra e no mar, o aven« 
waàso audaz, cuja vida se dividiu pela Europa, pela Africa e pela Ásia; o oh- 
■rador perspicaz dà natureza e da vida; o galã e homem conhecedor do que 
Mfia e da sua celebridade, mas ambicioso e infeliz ; emfim, o homem na pujança 
h virilidade, cujos erros e faltas commoviam e excitavam o seu animo, — tal 
OBO era, só e unicamente o podemos ver nas suas rimas.» 

Tomon: 

LtttV de Camoens Buch der Sonette. Deutsch von Wilhelm Storck. Paderbom. 
)nidí und VerUig vcn Ferdinand Schóningh. 1880. 8.<» de xxxi-439 pag. É dedi- 
■do a Nicolau lielins. 

Contém: prologo (pag. vii a ix) ; índice (pag. vin a xxvi) ; sonetos (pag. 1 
358); e notas (pag. 359 a 439) 

Tomo m: 

DM dê Camoens Buch der Elegien, Sestinen, Oden und Octaven. Zum ersten 
hlê demtsdi wn Wilheim Storck. Nebst einer Beilage: Camoens in Deutschland. 
Mfrfom. Druck und Verlag von Ferdinand Schôninqh. 1881. 8.° de xvi-436 pag. 
\ dedicado aos srs. Theophilo Braga e Francisco Adolpho Coelho. 

Contém: prologo (pag. vn a ix); Índice (pag. xi axvi); livro das elegias 
■ag. 1 a 147); livro das sextinas (149 a 162) ; livro das odes (pag. 163 a 209) ; 
■i oitavas (pag. 21 1 a 256) ; notas (pa^ 257 a 434). N'este tomo vem reproduzido 
m modificação o folheto commemorativo publicado em 1879. 

Tomo IV. 

Luís* de Camoens. Buch der Canzonen und Idyllen. Deutsch von Wilhelm 
hrdt. Zweite Vermehrte Auflage. Paderbom. Druck und Verlag von Ferdinand 
tínàmingh. 1882. 8.<^ de xiu-442 pag. É dedicado ao sr. visconde de Juromenha. 



»• 



LUIZ 



3 

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■.• ' ^i\z. Ml ?k IX > ; índices fpnj:. x a xiin 
..::• J'.»* iJxilioâ ipag. lUo a 3ÍJo) ; iiolas 



/.»í».« f/'» írT»'i-"« n* I.usiaden. Devtsch ron WHhfim 
r.j-'!/ MiH f''r •« 2 S ^ iin ;'i. />SV. 8.* de \ni-oí6 p.iíT. í* i] 
.{ • •• ítal'».' • •lií' :.'■ r * ; • - :;l-.»r. É ilnlic.iilo pelo sr. Slorrk a s 
Kruiiz St'»ri^k •:■ >I..r i i^lhariria ^-eb. Huynck, como lesten 

am-T. 

»'.>:itrm: rr:' -' ■. ■lâtiJ • J? Mun>ter, a Tí d^? julho 188;: 
ii'.»t."i> ■ 1 .1-. o77 i ôí*» . 

S'} prul"j'o J ■ l •■'.■■ V ii\ M sr. Slon*k n sopuinle explica^ 

M.»ni-li'^> Hii Ji \^..l ' i'.-^ r'! Mliíliicht» Liicko au>fíillen o< 
•l-ii H-tliiríiii«o ai !.' i:-:i. Mit >• verl-vkr^nilen IUvlen.<arl»m k 

>-L-u L w*»:! iii'M:.«» Arlvit !.i:l:t \'>rUv»-*ri.Vori t^iner Lík-kei 

I. r.ir l.u*i.iil'i\ v^-ilir^-oLoi'.!!.:!! [.iolils v«T<píirl IialnMi, uím: 
V\'.\'. l i-!i-T »=-i:i l:.iil«-> l»:it/- :il VorJ^íutso^hiin^'!?» enl;.v;:t»n. M 
• .:.7i-- il.iMiif-vri 'lit'I. ;ii< l i rr>-tZ'T t!'-!! Koiinerii der Cainoc 
-•■■.;.■•*:: uri-1 \\.\- Li^-Miilor i\\ lieíri'?i.Ii^''-'n. - 

T.-iJ;:zir-i. Ii:!.1".mi c-. :;• iiL"^:il.i«k\ eslo porioilo do modo 

• Mull- s Íi\r-..> V. rn pr'^»^i;.-ír r \\x\\\ hiciini sonsiv».-] ou «at 
^.!i i • :■ p-vi-^^i, t'.ira j'!ir.i>f*s in-inu.iiiles ii.íi"» |M)<m^ suhiiiftl 
.1 . ■ ■:.:!.'rii k\j< \'AOTr< .\\>\\\Ã\'^. .*s |vs>lus que não cnnlu 
:..". ■ i ■■'::í ■• tIi::.'\:;-' r-C'»:ili'.viil'^ til i.ii.-iin.i: o, p''lo «jue i»"^!^ 
\\\:..^\. ■ i: ur," 'a\-\ iiíIIÍI<i íiom-i*. P'"*is ipi»' exisloiii niei.i 
S. <>< !:.-■> • ^:" r-;'i'i. i-m!?. i^ n,» tnulurtiir forniu iIífíl' 
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\ ''! ^.. ". . .\ s- .■.' > >. :■ .1:1 - - ■: i i.-:-!! i ^! • vv[s.lo. ...ji 



DE CAMÕES *^7 

«Ainda isto não bastava; podia o traduclor manejar magistralmente a lingua 
eroa, cootiecer perfeitamente a estrangeira, que Itie era original, dominar su- 
lormenle todos os commentadores, e nao poder todavia desempenhar-se cou- 
ientemente do seu propósito. 

•Para interpretar um poeta dos quilates de Camões, e trasladar para uma 
pu. tSo diasimiihaate do original, como é a allemâ, tantas e tão rariadas pro- 
BQOes poéticas, como as d^elle, não em prosa corrente, dando apenas idéa do 
mmenlOy roas sim em verso correcto com a mesma metriílcação e rima, sem 
lífOes nem reducções, é indispensável ser um poeta, quasi igual ao interpreta- 



• • • 



«... Se .IS obras d'este nosso glorioso compatriota nos excitam o mais pro- 
ado sentimento de admiração pelo génio, ficando inebriados pela magnificência 

■ desehpçôes, pela elevação dos conceitos e pela seductora cadencia e harmo- 
I da linguagem; a traducção do sr. Storck nos guinda ao respeito pelo talento, 
> espanto pela erudição, á veneração pela probidade litteraria e á admiração péla 
a paciência e firmeza de vontade. . . 

«... O CamOes portuguez é aqui a personificação nacional ; o Camões alle- 
|D^ o sr. Storck camonisado é uma producção litteraria da mais alta irnportan- 
ib Ai|ai, em Portugal, a arte esvae-se ante a pátria; acolá, na Allemanha, a arte 
||cra absoluta sem que o coração venha desculpar as imperfeições. . . 

«. . . O sr. StorcK fez passar o nosso Camões por uma prova real. 

•Foram necessários três séculos passados sobre o tumulo do poeta, para que 
m prova decisiva se verificasse. B onde foi elle sujeitar-se a exame tão seno ? 
^ precisamente no paiz, que mais apto era para presidir-lhe, aquelle que pelo 
pperamenlo de seus habitadores menos se impressiona, que julga por si, sem 

■ importar com juizos alheios, e nunca julga seoi exame prévio, consciencioso 
pforosameote fundamentado. . . » 



L 



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313-30.* CoUection Spemann. Die Lusiaden von Luis de Camoens. Uebersetzt 

J. J. C, Donner, Mil einer Einleitung von Oito von Leixner. Stuttqart. Verlag 

I P. Spemann. 8.® de 252 pa^. No ante-rosto W^-se : Deuiache Hand und Haus- 

" tkekm. No verso do frontispício tem : »AUe Recht vorbelialten». Druck der Hoff- 

itken Buehdruckerei in SttUtgart». 

Esta edição não tem data; na vinheta, que foi posta no rosto, está a de 
1; mas informam-me que saiu por 1883. 

Vem a ser, salvo erro, a 7." cdiráo da traducçíío de Donner, com um prefacio 
Otto de Leixner. 

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# # 



Versões hoUandezas 



3I4-I.* De Lusiade van Louis Cnmoèns ; Hcldemlicht in x znngcn, Naer 

Ifnotêch doar Lambartvs Stoppendaal Piettfrszoon. Te MiddelbuvgAVillem Abra- 

Ente Amsterdam, GAVarnars. 1177. 8.° pranile drt 4 (innumcradas)-xxiv- 

ípg. e 1 innumerada de erratas. Com dez estampas abertas em cobn*. O rosto 

Igualmente uma gravura ornamental, de allcgoria á fama e ao génio, aberta 

Icobre, desenho de C. Kayser o gravura de L. Brasser. 

17 



*^ LUIZ 

Deve ter ante-rosto com o titulo : « De ÍAtsiade van L&uis Camoêns; 
di(ht in X zangen ; bevattende de ontdekking der Indien door de Portugeezen, 
aentekeningen en het leten des didUers.n 

£sle volume contém : dedicatória em verso a Johan Adríaan van de 
prologo (pa^. IV a vii) ; vida de Camões (pag. viii a xvii) ; idéa dos Lusíadas (| 
XVIII a xxiv) ; o poema traduzido em prosa, com os argumentos, e notas de 
canto. 



l 



O exemplar existente na bibliotheca da imprensa nacional, que pôde dizer- 
ue possuo opulenta camoniana, não tem estampas. O do sr. dr. José Carlos ' 
o Porto, também não as tem. 



# 
# # 



3Í5-2.* Mengelingen, door Mr Willem DilderdijL Te Amsterdam, By 
nes Allart. mdccciv-mdcccviii. 8." gr. 4 tomos^ Eerst deeU de 2 (innumeradas) 
xvi-loS pag. e 2 de iiulice; Ttceede deel, de 4 (innumeradas)-! 74 pag. e S 
índice; Derde deel, de 4 (innumeradas)- 174 pag. e 2 de índice; e Vierde dêd, 
6 (innumeradas)-ÍG7 pag. 

No tomo IV (Vierde deel) vem de pag. 39 a. 48 o episodio de Ignez de 
(Ine$ de Castro. VerhaaL), traduzido em oitavas rimadas, tendo no fim a 
1808, que corresponde ao anno em que foi impresso o ultimo tomo d'esta 
lecção. 

Ha um exemplar na bibliotheca da imprensa nacional de Lisboa. 

I 

* ^ 

# # 

Versões polacas 

316-1.' Luzi/ada Kamoensa czyli odkn/cie Indyy Wschodnich. Poema tr Piei 
niach Dziesifciu Przokladania. tr Krnkovie 1790. ir Dmkarni Antoniego Gn 
bla. 8.° do 8 (iiuuuntMadns)-3.jl pag. A impressilo é ordinária, com caractei^s ro 
manos, corpo 7 redoDdo. e em papoi de inferior qualidade, amarellado. O rosto ^ 
simples o tem no centro luua vinliela allegorica. 

Este volume contém : dedicatória, em verso, de Jacok de Przybylsko a Adami 
Stanislawa Noruszewicza Biskupa Luckiego (i pag. innumeradas) ; o poema, tri 
duzido em verso, com os argumentos em prosa (pag. i a 328) ; e notas hislorictj 
(pag. 329 a 3ol). No verso, innumerado, d'esta ultima tem erratas. 

Possuem exemplares, a bibliotheca nacional, a bibliotheca da imprensa na 
cional, e o sr. António Augusto de (Carvalho Monteiro, de Lisboa; e o sr. José d 
Canto, na ilha de S. Miguel. 

# 

# * 

317-2.* LmiwJy alho Portuyal nycy. Epopea L. Cmnoensa. Thntoczen 
Wiei^szem Dyonizego Plotroirskiego. Autofj. H. Delahodde, Boulogne s/mer. 4.*" 2 t< 



DE CAMÕES *^^ 

pag. e 2-147 2 pag. Nas primeiras 29 pag. do tomo i encontra-se um 
-• da Yida de Camões e analyse de suas obras. Sem data (mas ó de 1880) . 

exemplar, existente na bibliotheca nacional de Lisboa, é fac-simile do au- 
lio por meio da lithographia. Tem um retrato do traductor, em photogra- 
m retrato de Camões, desenhado á penna, com esta indicação : « Copie 
'iraii de Camões du Britisch Musetim à London. Traiu sévères, la barbe 
eimUur du safran». Ora este desenho é uma imitação incorrecta do de 
L 

» Indactor justificou o seu brinde á bibliotheca lisbonense com a seguinte 
que se vé addicionada ao exemplar : 

Le 2 Janvier 1880. 

rSt Panrs road (N. W.). Cumden-town London. 

'lioiísíeur le Direclcur de Ia BiblíoU^que nationale de Lisbonne. 

rDeirais longuetemps j'ai désiré d'enYoyer à Ia Bibliotòque de Lisbonne les 
ides de Camoens cn vers Polonaís de ma traduction, mais je n'osais pas 
at personne de connaissance ou d'introduction — aujourd^hui j'ai lu dans le 

(joomal anglais) (ju'on propose de céiébrer le centenaire de Ia mort de Ca- 
^ le grand Pot^te portugais, auteur d'inimor(eIles Luzyades par une grande 
lalionale — alors 1 occasion se presente d'ofírír à la Dibliotèquc de Lisbon- 
I exemplaire autographié pour augrnenter Ia gloire de Camoens — 
rle ne peux pas me contenir de joie en lisant cette nouvelle, car je ne suis 
iolement le traducteur, mais jo suis son admirateur le plus exalte — 
I Veuillez donc monsieurle Dírocteur acceptcrde bon coeur lexemplaire ci- 
dans Ia langue d'un pays le plus éloigné de Lisbonne, hélas éíTacé de la 

Géographique, mais toujours esp(^rant dans sa nationalité et sa littóra- 

"Agréez, Monsieur le Direclcur, Tassurance de mes sentiments les plus em- 
es — Diouisi Piotroirdi.» 

(Accusez la récéption s-v-p) 

No verso do rosto do tomo i tem : 

«Offert à la bibiiott^que nationale de Lisbonne par traducteur en Polonais 
8i Piotrowski, le 2 Janvior i880 — 
•Labor labori laborem addit. > 

io rosto do tomo ii leio por baixo do nome do traductor o seguinte : <'Syna 
-ego.» 

L respeito d'esta versão veja-se o Bidletin de rassociation littéraire, de se- 
o de 1880. 

To exemplar existente na bibliotheca da imprensa nacional de Lisboa nSo 
eollocadas as estampas, que se viVm na acima indicada. Tem na folha guarda 
ínte dedicatória : «A la bihliothèque de Vimprimcrie nationale de Lisbonne. En 
\ir de thoipitalité portugaise. Ladislas Micheuieirich. Paris, 29 Janvier 



O catalogo manuscripto da camoniana da mesma imprensa, leio a seguinte 
«Oposta que da edição d'estc livro se tiraram só liO ou 40 exem])lares. 



í I 

I- ' 

■ Y 



:N 



LUIZ 

O noMo exemplar tem o ofiíNecuieiito inlognplio, atiigiiido pelo tai 
ea^-albeifo qae o dedieoo á impnon naáonéL» 

« « . 

VenOeB sueoas 

318-1/ iMtmãgmê. ^eUêdikí q( Imu dê Camoim. àfumá 
(MginaUt pm deit ven^ af (karf Miiu limiraem^ SÒMfm, 

2 iimumeradâs-SS pag. Tém no fim : •Upêola, Ltfkr SM&, 18S9*. 



£ a Iradofiçio em veno do primeiro canto doa 

Existe um exemplar, incompleto» na biUiotlieca Dadonal de li 



319-2.* iMtiaderw ESdiedãí af Lui$ dê Cmmoitu. òfvêncU fnm 
kan, I ori^naleU venform afNik LoviíL Stodudm, irydt km LJ.l 
\i 11" de 6 inoameradaa-SS4*xvi pag. 



O poema, traduzido em verso, corre de pag. I a nL As oafaras i 
xvi) contéem as notas. 

« • 

320-3.* Lusiaderne. Hjeltedikl af Luis de Camoém, ÓfverscUt frú 
kaiij I Originalets versform, af Nils Lovén, Andra omarbetade oeh medi 
sàngerna tillokla vpplagan. — iMiid, t}'yckt p& C. W. K. Gleerups Fõrli 
lingska Bokíryckenet. 1852. 12.« de 2-IV-406 pag. 

Esta é a segunda cdiçKo da versão de Nils Lovén. Impressão nitu 
papel. 

O poema vae até pag. 374. De pag. 375 até o fim correm as noL 

El-Rei D. Fernando possuía, na sua bibliotheca, um exemplar ri 
cadernado em vellndo, com dourados. 

Nã bibliotheca da imprensa nacional de Lisboa existem dois exe 

# 
# # 

Versão dinamarqueza 

321. Luis de Camoens's Lusiade, oversat af det Portugisifke 
Lnndbye, forhenvarende Considatsea-etair og Chargêd\Affaires i Tunis. 



DE CAMÕES ^* 

Shoê N. G. F. ChristenseM Enke. 1828-1830. 8.« 2 tomos de xx-2i2 pag* 
i4 pag. A impressão é má, e em papel amarellado de iiiferlor qualidade. No 
lo do tomo I está a data de 1828, e no do tomo u a de 1830. 

O tomo I contém : o prologo (pag. m a vi) ; a biographia de Camões (pag. 

a xx) ; e os cantos i a v do poema, traduzidos em verso, sendo cada canto 

Mnpanhado de notas. O tomo ii comprebende os cantos vi a x, com as notas. 

Possuem exemplares, em Lisboa, os srs. Fernando Palha e António Augusto 
Carvalho Monteiro; e na ilha de S. Miguel o sr. José do Canto. 

* 

# * 

322-2.* Episodio de Ignez de Castro por Gtíldberg, — A respeito d'esta versão 
ga-se Juromenha, tomo i, pag. 299 ; e Innocencio, tomo v, pag. 276. 

* 

* * 

Versões hungaras 

323-i.* A Luztáda Camoenstôl Forditotta Greguss Gyula Kiadta a Kisfala- 
taCônojáy. Pest, NyomcUott Emích Gusztav magy, Akad Nyomdasznál. moccclxv. 
í* de xxxi-449 pag. e no verso da ultimo as notas. 

Contém : a introducção e breve noticia do poeta e dos Lusiddíu (pag. iii a 
[) ; o poema, traduzido em verso (pag. 1 a 37t)) ; e notas (pag. 377 a 449). 

O exemplar existente na bibliotheca nacional de Lisboa foi olTerecido em 

^ pelo sr. Augusle Greguss, irmão do traductor, a Francisco Adolpho de Var- 

^n (depois visconde de Porto Sej|[uro, já fallecido), enião ministro plenipo- 

irio do Brazil na Austria-Hungria ; e por eile oíTerecido á mesma bibliotne- 

jontando-ibe uma prova da segunda edição, que se estava imprimindo, e que 

fegnida menciono. O traductor tinha morrido em 1869. 

A bíbliotbeca da imprensa nacional tem uni exemplar oíTerecido pelo sr. con- 
Mbeiro Firmo Augusto Pereira Marécos, que foi administrador geral da mesma 
pprensa, qae o recebera em brinde do sr. Gerschey. 



# 

* # 




324-2.* Camoens Lusiádája. Fwdittota S berezetéssel és jegyzetekkel fòlvilá' 
Ma Greguss GitUa. Másoaikt ktadás, Budapest. Az Athenaeum Tulajdona, 
í. 8.* pequeno de 4 (innunieradas;-378 pag. e mais 1 de errata, impressão ni- 
e em papel claro e assetinado. No verso do rosto : « Budapesth, 1874, Nyo' 
^fãioit az Athenaeum nyomdájában.» 

^É a s^unda edição da antecedente (n.° 322-1.*). Contém : introducção e 
ia de Camões e dos Lusíadas (pag. 1 a 36) ; o poema, traduzido em verso 
37 a 319) ; e notas (pag. 321 a 378). 






VeraOes nunas 



3VM.* Dt primeira Tenio no idiomt moteovíta. doa em WBgák 
tridoroito: 

JíYSíSJSAf 
MPOIPIEGRAfl 

n09MA 

JiyAOBBEA KÂHDEHGA. 



7a cm% I . 



IlepeBexesa eh <^aHi(y8QKaro xe 
sa-rapnoBa nepeBoxy 



MOCEBA, 

Bt> Tmiorpa^ÍH KoHnamn THnorpa«HqecROÍ 
cb yKasnaro JI|o3BOJieHÍfl. 

1788. 

A versáo d'esle rosto é : Lusíada, poema heróico de Luiz de Camõeí 
zida da versão franceza de La Harpe por Alexandre Dmitrief. Tomo i. 
imprensa da sociedade typographica, Com a licença legal. 1788, 

É extraordinariamente rara esta edição, suppõe-se que por ter si; 
diado o deposito em que existiam os exemplares em Moscova. A aJmi 
du imprensa nacional de Lisboa, quando fez a sua segunda edição poly 
1873, serviu-se de um exeinplar que o ministério dos negócios eslrange 
dou pedir emprestado á bibliotheca imperial de S. Peterburgo. 

O sr. António Augusto de Carvalho Monteiro, ao cabo de constanl 
cias, alcançou um, e doeste, por benevolência do possuidor, me ser\i p 
ação do rosto, que dou acima. 



DE CAMÕES 



263 



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# # 



326—2.* Episodio de D. Ignez de Castro, Moscova, 1833.— É a versáo de 
Iferzliakoff, que, segundo é notório, tinha preparado uma traducçSo completa 
Lusíadas, da qual todavia não deu á luz senão alguns fragmentos. 



# 
# # 



327-3.* Episódios da partida de Vasco da Gama e de D, Ignez de Castro* 
pabtíeados na Cresiomatia de Filonof, de S. Petersburgo, em 1864. 



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Versão boliemia 

328. Episodio de Ignez de Castro, traduzido do canto iii dos Lusíadas. Vem 
versSo no livro Casopis Ceského Museum, Desáty' Rocnjk. Swazék pncnj. 
IW Praxe. Nàkladem Ceského Museum 1886, 8.» de lli pag. 

Contém este volume dez ^leças ou capítulos de diversos assumptos, alem do 
itameiíto de numeração separada. A segunda peça ó o episodio sob o título : 
IfÊnaàa de Castro. Episoda z Camoensoicy Lusiady, Od Bog. Pichla, Zpew III tr. 
ÍÍ8-Í36.» Vae de pag. 6 a 12. 

A bibliotheca da imprensa nacional possue um exemplar. 



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# # 



Versão árabe 



329. Algumas estrophes dos Lusíadas. Por J. Pereira Leite Netto. 

Vem esta versão no Annuario da sociedade nacional camoniana, do Porto, 
^. 25 a 39. €omprehende duas oitavas do canto i, uma do canto ii, uma do 
m, uma do canto iv, uma do canto v, duas do canto vi, duas do canto vn, 

do canto viii, duas do canto ix, e uma do canto x, tendo de um lado o texto 
e do outro a traducção com os caracteres próprios. 

A composição d'este trecho (4 folhas em 4.<'), foi feita na imprensa nacional 
^po^rapbo José António Dias Coelho, habilitado desde muitos annos para 
eqieeiahdade de trabalhos em linguas orientaes. 

O original doesta versão de Leite Netto, já fallecido, pertence hoje ao sr. An- 
Aog:usto de Carvalho Monteiro. 



264 



LUIZ 



EdlQões polyglottas 

330-1. ■ Jgnez de Castro. Episodio extrahido do canto terceiro do poema f 
Os Lusiadas de Luiz de Camões, Edição em portuguez, hesiuinhol, italiano, f 
cez, inglez e allemão. Lisboa, Imprensa nacional. 1862. Folio pequeno de 36 
innumeradas. Com o retrato de Cam6es (imitado do de Gérard), gravura eme 
de Joaauini Pedro de Sousa; c o retrato de Ignez de Castro (em madeira; 
senho de Fons(íca e gravura de Coelho Júnior ; e uma vista da quinta Ja 
grimas e Fonte dos Amores, em Coimbra (também em madeira), desenho di 
gueira da Silva, gravura de João Pedrozo. 

A edição é mui nítida, luxuosa e em papei superior. Todas as paginas gi 
cidas com filetes a duas ciares, azul e oiro ; e as capas com fundo ue phantaf 
pographica e guarnição de vinhetas de combinação impressas a quatro côreí 
livrinho e^tá exhausio desde muito, difficilmente se encontra no mera 
quando apparece em algum leilão tem numerosas apreciações por preço ali 

A versão hespanhola é'de D. Lamberto Gil: a italiana, de A. Bricol; 
franceza, de Florian ; a ingleza, de Ed. Quillinan, e a allemã de Donner. 

No leilão de Minhava um exemplar foi vendido por 7^100 réis par 
José do C^nto. 

« 
# # 



331 -2.* l(piez de Castro, episodio extrahido do canto terreiro do poemc 
Os Lusíadas de Luiz de Camões. Edição em quatorze liwjuas. Lisfpoa, ím\ 
nacional. 1813. Foi. peq. de 88 pag. innumeradas com o retrato de CamOe; 
vado por Joaquim Pedro de Sousa, conforme serviu na edição de 1862. 

EdíçAo mui nitida om papel superior. Todas as paginas guarnecidas o 
lotes simples; e a capa, com fundo (le phantasia typographica. a duas curei 
se com tal primor, para ser apresentado, com outros espécimens da impreii 
cional de Lisboa, na exposiçiío universal de Vienna de Áustria, em 1873, 
mereceu a altenção e o elogio dos entendidos. 

Em alguns exemplares, que foram oíTerecidos no mesmo anno e no se, 
pela administração superior de tão importante estabelecimento typographii 
mandado imprimir, em folha separada e a tinta azul, o nome da pessoa ou 
tabeleci mento de instracção, ou industrial, a que eram destinados, com a c 
pondentc data. 

As versu<'s aproveitadas foram: latina, de D. fr. Thomé de Faria; I 
nhola, de I). Laml)erto (lil ; italiana, de Felico Belloti : franceza, do duque d 
mella: ingleza, de Ed. Quillinan; allenia, do Donner; hollandeza, de W. [ 
djik; sueca, de NiIsLovén; dinamarqueza, de W. V. Lundbye: hunjrara. d 
guss Gyula; bohemia. incompleta, de Bog. Pichla; polaca, de J. Prz>byl; 
russa, de Alexandre Dmitrief. 



DE CAMÕES 265 



* 
# * 



33Í-3.» Ignez de Castro. Episodio extrahido do canto terceiro do poema 
,Vn 0$ Lusíadas de Luiz de Camões. Edição em quinze linguas. Lisboa. Impren- 
,^ Mcional 1880. Foi. peq. de 93 pag. ínnameradas. 

^1^ Ediçio táo nítida e luxuosa, como as anteriores. As paginas guarnecidas com 
Rifèi simples, a encarnado. As capas, com fundo de pnantasia, e guarnição de 
Wetdopfa, a três cores. N'esse fundo, simulando letras de agua, lô-se nfricen- 
w Camões 10 junho 1880.» 



As versOes aproveitadas para esta nova edição foram : a latina, de fr. Fran- 
neo de Santo Agostinho Macedo ; a liespanholri, do conde de Cheste ; a italia- 
ly de Felicê Belloti ; a franceza do duque de Palmella ; a ingleza, de Ed. Quilli- 
in; a allemã de Donner; a hollandeza, de W. Bilderdjik, a sueca, de Nils Lo- 
ta; a dinamarqueza, de W. V. Lundbye; a húngara, de Greguss Gyula; a bo- 
mia, de B. Pichla: a polaca, de J. Przybylski; a russa, de Alex. Dmitrief ; 
a romaica, de Jon Dánu. 

No fím da tabeliã que indica as traducções, hVse a seguinte nota : 

•N2o consta que exista em algum outro idioma traducçSo, manuscripta ou 
ipressa, d 'este famoso episodio do iin mortal poema do cantor do Gama.» 

# 

# # 

333-4.* Iffnez de Castro, Episodio, extrahido do canto terceiro do poema 
nco Os Lusíadas de Luiz de Camões, Edição em sete linguas. Lisboa, Imprensa 
Mâonal 1880. 51 pag. 

O formato é, no papel de 71 millimetros de altura por 54 de largura ; e na 
Mnposição tigurada de 48 millimetros de altura por 30 de largura. O rosto é a 
ftreu, preto e encarnado. Todas as paginas guarnecidas com filetes simples, im- 
ittsos a encimado. Nas duas ultimas paginas vécm-se duas graciosas reproduç- 
ões do frontispício e da licença da primeira edição dos Lusíadas, 157:2. 

£, portanto, uma liei e interessante reproducção, microscópica, feita pelos 
toeessos photo-lithographicos na mesma imprensa pelo hábil gravador e pho- 
Ofrapho, sr. Cosmnlli; e da qual se tiraram poucos exemplares, inútil ísando-se 
n seguida as chapas. Alguns d'esses exemplares foram oflerecidos a Sua Mages- 
Mie El-Rei o Sr. D. Luiz, e a Sua Magestade a Rainha, Senhora D. Maria Pia, 
[•e os deu de sua mão a diversas pessoas da corte. 

As versões, que figuram n'este livrinho, são: a latina de fr. Francisco de 
itnto Agostinho Macedo; a hespanhola, de D. Lamberlo Gil; a italiana, de Feli- 
e Belloti; a franceza, do duque de Palmella; a ingleza, de Ed. Quillínan; e a 
Uemi, de Uonner. 

# 

# * 

334-5." Tlie Financial and Alercantile Gazette. Lishon 1880. 



LUIZ 

Em o numero d'este periódico, que saiu em I de junho, encontn-se 
todio de Ignez de Castro, em português, liespanhol, italiano, francez, ii 
latim. 

# # 

335-6.* PtorUegio de hibUaphiloi. Alma minha geníiL Luboa, t^pog 
Eluveriana. Aiuio gc).I3Xxxjjcxxvi. 4.* de 50 pag. e mais i innnmenda 
declaração do impressor. 

A ediçAo foi apenas de 100 exemplares numerados e rubricados pelo 
sr. Alfredo de Carvalho (typographo), e pelo auctor da carta preambular o sr. l 
da Cunha (medico, escriptor, e ao presente coQservador na bibliolbeea na 
de Lisboa). A tiragem é nítida e luxuosa, sendo as paginas guarnecidas de ih 
de pbantasia, impressas a duas cores, azul e bistre. 

Esta publicaçAo, mui interessante pela idéa e pela exeeuçSo^ contém 
« nove vezes o soneto completo 

Alma minha gentil, que te partiste 

e três vezes (pag. 25^ 26 e 27) as variantes dos tercetos das versOes ítaliaii 
reverendo Prospero Peragallo. 

Abre o livro com uma carta do sr. Xavier da Cunha ao editor (pag. Jl 
com a letra capital a vermelho ; segue-se o soneto de Cam6es e o mesmo s 
segundo a copia do manuscripto de Luiz Franco; e depois as yersOes pe 
gumte ordem: em mirandez, castelhano (duas), galego (duas), italiano i 
alem de três variantes dos tercetos) ; reggitano, siciliano, bolonhez, vene 
uiilanez, ffenovez, catalão, francez (três), inglez (cinco), allemfies (cinco) 
conço e gneez. Na ultima pagina innumerada vem a declaraçfio do impre 
editor, de que esta edição entrara no prelo no dia 8 de junho de i886 em 
inemoraçfio da entrada, seis antes antes, dos ossos do egrégio poeta nò mo 
•de Belém. 



;uei a lima das partes igualmente diíliceis de se vencerem 
)graphia camoniana : é a que trata das obras referentes a Ca- 
xistem obras, como as essencialmente biographicas e criti- 
( hão de entrar sem contestai^ão n'estas monographias : exis- 
ras, porém, a respeito das quaes se levantam duvidas, que 
ressoas illustradas e eruditas julgam bem fundadas, 
nei esta parte não me encostando inteiramente á opinião dos 
imitam, restringindo-as em demasia ; nem afastando-me sys- 
imente dos que encontram nas mais simples e insignificantes 
^ias manifestações camonianas apreciáveis, 
bliographia feita para uso particular de qualquer, pôde obe- 
esses caprichos e phantasias. Não haverá nisso que estra- 
as a que se destina ao uso dos estudiosos, tem outras nor- 
3sponsabilidades. 

5ervei-me por isso aqui em meio termo. Nem fui avaro nem 
. Colligi dezenas de obras que se me representam umas in- 
iveis, outras insubstituiveis, e outras necessárias, para o 
3 de que deve cercar-se a obra monumental de' Camões, em 
a com a sua importância e com a sua sublimidade. Será tam- 
is um testemunho, aos olhos dos estranhos, do valor e da 
egrégio poeta. Creei uma espécie de barreira, e n'ella me 
[ue devo ficar. Corrijam-me os que julgarem que ainda assim 
di. Façam os acrescentamentos que entenderem convenien- 
lue supponham que não alcancei os seus ideaes. Como todas 
> dos homens tèem defeitos, satisfazer-me-ha que apraza á 
ulgar que este é o menor, 
di esta parte em seis secções : 

*bras relativas a Camões, biographicas, criticas e de simples 
? e referencias ; 

Pheatro, manifestações dramáticas em que haja figurado o 
u em cuja contextura seja evidente a influencia dos Lusíadas, 
>eus mais divulgados episódios ; 
Parodias, impressas ; 
Musica ; 
Manuscriptos ; 

Bibliographia (indicação de fontes para o estudo das edições, 
íB serviram de guia). 



I j 

ti"; 



^ 






■.^ 



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I -i 



■•í 



Obras relativas a Camões 



Biograpliicac», criticas e cie simples analyses e referencias 



De auotores porbaguezes 

336-1.» Historia da provinda Sãcta Cruz a que vulgarmente chamamos Bra- 
^ftita por Pêro de Magalhães de Gandauo, dirigida ao muito ///«/ snr. Dom 
J**íi. p.' governador que foi de Malaca J das mais partes do sul na índia. 4." 
*B 48 folhas numeradas só pela frenle, com uma estampa senarada, e uma gra- 
**inha no texto á cabeça do capitulo xii, verso da folha à7.--Tem no fim: 
■iiqwetso em Lisboa, na officina ae António Gonsaluez, Anno de 15769, 

Contém de folhas 2 a 4 verso : Tercetos de Luiz de Camões e um Soneto do 
■íwino auctor. 

Os tercetos começam : 



£ acabam : 



Depois que Magalhães teue tecida 
A i)reve historia sua que i Ilustrasse, 
A terra Sancta Cruz pouco sabida. 

Porque so de nam ser fauorecido 
Um claro espirito, fica baixo & escuro, 
E seja elle com voseo defendido. 
Como o foy de Malaca o fraco muro. 



O soneto começa : 



£ acaba : 



Vos Nimphas da Gangetíca espessura, 
Cantay suavemente cm voz sonora. 



Pois ó Nimphas cantay que claramente 
Mais do que fez Leonidas em Grécia 
O nobre Leonís fez em Malaca. 



.Va bíbliotheca do Escurial existe uma copia manuscripta d'esta Descripção, 
A bíbliotheca nacional possue um exemplar bem conservado. 



DE CAMOES 



lai 



# # 





IVM~±* íjtsitania tramformada composta por Femão Ahfara da 
ãiriíjidn no ilhistriitsimo p mui ercellente senhor D. Miffud de MenesM, 
de Viih Hi*al, conde de Alcoutim e de Valença, senhor de Almeida, wyitfo r|ÍK 
vermidor de Ceuta. Com iicenra do supremo conselho da Santa InqtêuifSÊ ê A 
dinar io. Impregna em Li*h(xi por Luiz Estupinam. Anno 1607. 

Tem referencias a Caindes, especialmente na prosa x do livro i. 



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* * 

• 

.'{38-.').» Disciir&ns vários jwWicos por Manuel Secerim de Faria, Em 
Impressos j}or Mnuueí de CftrvnUm. Impressor da Vniversidade. 1624, 8.* 
iniiuiniTaífas-iS;) folhas com o relrato de Camões. 

Contém a ví(ia de Camões, de folhas 87 a 137. É a mais antiga, e a 
desenvolvida, di^pois da de PimIfo de Mariz. Do retrato, o primeiro que n 
idn»ce. «' o (|ni' mandei reproduzir, e vae em frente. 



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# * 

33í)-4.* Variíis nntioridades de Portvffal. Avtor Gaspar Estaco, Com lu , . 
da S. Iiujuislnlti, Onltufirio, y Ptiiy- Em JJshon. Por Peiiro Crasoeeck ImwnmÊ^ 
di'l Hfff. Anw) I)ni. m.dcaxv. 4." (h' lá (innuineradas)-332 pag. e mais 2i InoB- 
nieradas <le indici*. 

No capitulo \xm. n." 7, r»'fi.'re-si' a Camões, louvando o seu poema n'eslas ; 
palavras : 

tf A farnoln 'Ao dmn Klms Moniz f«M(a nam com a lança, mas com a prudên- 
cia. f.'ou»'rna(loia das mais virhiili's, nVsle sfu eelypse fora sentida, e desejada 
dns curiosos, sonain fora o porta íiUis d«' Cainoí^s. que com seu bO juizo,e ea- 
riosa «neiçaín r»M'nlhi»M de nossas liistorias as ])odras preciosas de mais estima^ 
p«Ta i-n »»llas honrar a obra d'»s srus Lusíadas . . . i> 






340-.'). "^ iii'i'Hitnm'irhiif ilr M-mrr} th> Gnllegna a don António de Mcneznf^ 
Lishon por Ptulru (Jrnshri>i'l,. nn, Í^J'J(t\ 4." 



No fim do preludio ( folha í) versoi escnne o auclor: 

'• Yo n.-pailo f'l t-xorcilo d»? los ^i;:aiiios ou tros esquadrones, vno, qiv' «'on- 



ii 



DE CAMÕES ^^* 

inta el cielo, otro el mar, otro el infierno, y la razon es porque sigo a Lu is de 
iBoSs, el qual, quando habla Damastor, dize : 

Chameymc D»mastor, & fui na guerra 
Contra o que vibra os rayos de Vulcano : 
NaO pusesse serra sobre si*rra, 
Mas conquistando as ondas do Oceano 
Fuy Capitão do mar adonde andaua 
A armada de Neptuno que eu buscaua. 

# 

# # 

34I-6.* Os Campos Elysios de loam Nvnes Freire. Offerecidos ao senhor Luis 
"knta, Abbade da Igreja i Mosteiro de Lordello, Doutor eni os sagrados Cânones, 
ílksire em Artes pela Vniversidade de Coimbra. Com todas as licenças necessa- 
isL Impressos no Porto. Por loaõ Rodrignez. Anno 1626. 8.*^ grande de 13 (innu- 
lmlas)-324 pag. 

No lardim terceiro, de pag. 82 a 8o vem glosadas de duas formas o prí- 
pm quarteto do soneto de Camões : 

Lembranças saudosas se cuydais 

A que 86 segue (de pag. 85 para 86) um elogio ao egrégio poeta : 

9 

«...& começou Floricío a queixarse do tempo dizcdo, quanto mal fas a 

■tttoft a velocidade dos annos, que tirou do mundo hum engenho Iam sublime, 

' ' lo todos agora a falta que a todos chega, ithora esta perda o Tejo,o Gan- 

16 ajunta com elle no sentimento da perda vniversal que a todos alcança, 

também honrrou suas ribeiras com sua musica, &. a naçam Portugueza com 

ifUDOflo stylo dos seus Lusiadas. a que ficou atras Homero nos Illiados, & Odis- 

^ i& Virgílio na obra heróica dos seus .Eneidos.» 

^No lardim oetavo, pag. 217, compara Petrarcha a Camões, e nota que ambos 
pvamem suppor que o grande carthaginez Anníbal tivesse amores no jardim 
pCopido, quando parece que f()ra olle sempre homem mui morigerado e muito 
iKB^do nas cousas da guerra. 

# 

# # 

342-7.* Pancarpia, prosas históricas e titulares, e versos differentes de va- 
^coUocados e illustres da Ordem da Santissima Trindade e Redempção de ca- 
^' i, com algumas excellencias d'ella antes. Lisboa, por Pedro Craesbeck. 

U.' 

i% pag. 122 traz uma oitava imitativa da primeira dos Lusiadas. 

# # 

343-8.« Flores de Espana excellencias de Portvgal. En que hreuemente se 
ta lo mejor de sus historias, y de todas las drl mutido desde su principio hasta 



272 



LUIZ 



nuêstros tiempos, y se desailn-en muchas cosas nueuas de procecho y curmidai^ 
etc. Por António de Sousa de Macedo, etc. En Lisboa. Con iodas las licencias ns' 
cessarias. Impressas por lorge Rodriguez. Aiío 1631, i.* de 16 (iQniiineradas)-259 
pag. numeradas só pnela frente. 

O auctor, como se sabe, na dedicatória ao « Reyno de Portvgal » descolin-M 
de ter escripto esta obra em castelhano d'este modo : 

«... perdonad si dexada la excelente lengua Portuguesa escriuo en la Cas- 
telhana, porque como iny intento es prcgonaros por el mundo todo, he vsado 
desta por mas vniuersal, y porque tambíen los Portugueses saben estas excelên- 
cias, y assi para ellos no es menester escriuirlas.» 

• 

Trata de Camões em duas partes do capitulo viii, Del Ingenio, onde na £>• 
celeucia viii, folhas 64 verso, se 16 : 

» . . . el famoso poeta Luís de Camot^s fue siempro en su vida muy estimadt 
de todos los caualleros, y ahora lo es tanto su fama, que vnos le cantan con epi* 
gramas, otros escriuen su vida, algunos le leuantan estatuas, y todos le reoe' 
rencian, y si mientras viuio no fue tan honrado por los Heyes como merecia ] 
murio pobre, esso no deue imputarse ai Reyno, sino a Ia desgracia dei merece 
en letras, mayormente en poesia, con quien siempre se mostra la fortuna rigv 
rosa, y auarienta ... de modo que es tan ordinário ser los poetas, y mas hombn 
do letras pobres, y poço estimados, que lo que no es esto, se tiene por marauilli 
Y assi tanto mayor alabança merece Portugal en hazer vna pequefia estimacioi 
do Camões en su vida, quanto menos le cabia a el, segun la costumbre, y roal 
fortuna dei arte ser e^^timado ...» 

Na folha 65, tratando da sepultura do poeta : 

n ... si no supieramos de Ia sepultura de Camões, todo el míido fuera sns( 
pullura (pues en ([uaiquiera parle dei pensávamos que podia estar) y esta era 1 
sepullura, que le conuenia, jiorque no se puede dezir, que cosa tau grande queb 
en vn lugar, a loriieiios si no su cuerpo, todo el nmndo inche su fama.« 

Na Ercelencid xi do mesmo capitulo, folha 68 vei*so, louva de novo Camõe 
e cita nmilos a actores que o engraiídeceram : 

« . . . el Príncipe de los poetas Luís de Camões, en cuyo respeto podemc 
niejur liaiiiar a Homero, y Virgílio pri meros Camões, que a (^amoês segundo He 
mero, o Virgílio; porque en la iinilacion de viia sola accion, en la honeslida 
delia, en la vtilidíul de su lectura, en la recreacion, acompafiada de erudicion, J 
proporcíon (que son las partes essenciales dei poema heróico.) que guardo ei 
sus Lusíadas veneió senaladainente a Lucano, Silio Itálico, Ouidio, Ariosto, Stacií^ 
y Claudiaiio, y (juíindo muclK» se le ygualaroii Homero entre los Griegos, Virgiíil 
eiilre los Latinos, y Torcalo Tíl^^so entre los Italianos . .. y si en el poema l* 
roico se moslró lan estremado, no lo fue menos en las otras suertes de verso, por 
lo qual Maris le llama venladero poeta, Lope de Vega. buen testigo en esta m* 
teria le dà el primor logar, y en oulra parle le llaniM, Rarissimo, y otra vez Et'. 
relente: Heniando de Hern?ra, que algunos llamaron diuino. a el solo concedil 
venlaja : y el excelente Torcato Tasso confessaiia, que a el solo temia, y seadraílí 
de ver sus Lusíadas, en ciiv.i alahanca liizo un elegante Soneto: el Maestro Fran* 
cisco Sanches Hmceiíse alaha su sulítil ingeiíio, doclrína entora, coínieíoii dl 
leiíguas, y delicada veiia: el Padre (jísloual dei Hio le poiíe entre l-^s niojorei 
dei mundo : v lo mismo liaze Don Fenian daluía de Caslroen la "dedicatória dl 



DE CAMÕES -^3 

egantes Aphorismos: y Christoual Soares de Figueroa le yguala con Ho- 
: j Homero Lusitano le llama Fray Serapbín de Freitas ...» 

Alem d'estas honrosissimas apreciações, por toda a obra se me deparam trechos 
ofcrencias aos Lusiadiu, taes como nas folhas 5 verso, 27 verso, 119 verso, 
nno, 144, 157, 161 verso, 162, 165 verso, 472, 172 verso, 175 verso, 208, 240 
«k S18, 224 verso, 232, 232 verso, 239, 244 verso, 249, 249 verso e 251 
XNa folha 125 verso cita as Rimas a propósito da ave Camão; e na folha 
titã Benito Caldera pelo que disse na introducção á sua versão dos Lu- 

r 

-A exemplar das Flores de Espana, que examinei, é o que pertence á biblio- 
t nacional de Lisboa. Era de D. José de Barbosa que declara no rosto por le- 
i^ qae as cotas marginaes á mão são autographas do próprio auctor D. An- 
* oe Sousa de Macedo, o que lhe dá maior valor. Foi por isso que, no tre- 
vcjma, sublinhei o vocábulo guardo, que na folha impressa está « quando 
(^». Esta emenda foi feita peio auctor. 



Mlr-9.* Elogio de Poetas Lusitanos a Lope da Vega. Por Jacinto Cordeiro. 

Jãdí. 4.0 



"Vain referencias a Camões. 



345-10.* Discurso apologético sobi^e a visão do Indo e Ganges que o grande 
B áê Camões representou em o canto iv dos Lusiadas a El-Rei D. Manuel por 
i Franco Barreto, f Inédito.) 

É resposta á censura do licenciado Manuel Pires de Almeida, que nggredíra 
lOeSy cnamando-lhe falso na exposição e plagiário de Virgílio no lo^ar ci- 

|£Me manaseripto, attribuido a Franco Barreto, e datado de Coimbra em 1639, 
lia primeira vez impresso no Annnario da sociedade nacional camoniana 
Ihde pag. 176 a 213; a que os redactores acrescentaram uma nota, de pag. 

itee que este discurso deu o exemplo contra o licenciado, pois a elle se 
aioda mais enérgica, a Apologia, de que se trata abaixo. João Franco 
também se referiu a este ponto na sua Orthographia, pag. 208 e 209. 

obn de Manuel Pires de Almeida, a que respondeu, eram os Commenta- 
Imiiadas, de cuja existência em manuscripto apenas se sabe pela menção 
Uographos, porém que se julgam inteiramente perdidos. 

!?la bíUiotheca da academia real das seiencias existe uma copia manuscripla 
■H^ discorsOy como adiante menciono. 

18 



274 



LUIZ 



# 
# # 



346-11.* Apologia em qve defende loam Soarei de Brito a Poesia do 
cipe dos Poetas d'Hespanha Ltis de Camoens. No canto 4. da est. 67 à 75. jf 
2. est, 21. ff responde às Censuras d'hum critico d'este$ tempos. A loam Roá 
de Sá de Meneses Cavallet/ro da ordem de Santiago, Camareyro mór d 
D. loam IV. N. S. Filho primogénito do Conde de Penagwão, jf herdet/ro < 
Casa i^c. Em Lisboa. Na oficina de Lourenço de Anveres. No anno de 164. 
da Restauração de Portugal. 4.<* de 16 (innumeradas)-61 folhas numeradas « 
frente e mais 3 innumeradas com uma advertência ao leitor e versos em lou' 
Camões e do seu apologista. Com o retrato de Camões e uma estampa grava' 
cobre, representando o brasão de armas dos Penaguiões. — No rosto vé-S€ 
vinheta igualmente gravada em cobre, allegoria do naufrágio de ama embai 
portugueza, naturalmente allusâo ao sinistro em que, segundo a tradiç 
sendo victima o poeta com os seus primeiros cantos dos Lusiadeu. Esta gr 
tem o nome do artista Florian. 

O retrato, que é aliás bem gravado para a epocha, nSo tem nome de 
vador. Está mettido n'um oval com allegorias e a legenda < Comités mansw 
asrum fatorum ». Figura o poeta com um livro na mSo esquerda e uma pen 
direita. 

Este volume comprehende: as licenças, a breve carta dedicatória a 
Bodrigues de Sá de Menezes (3 folhas innumeradas) ; o paneffvrico ao mesD 
em latim (attribuido ao jesuíta Lourenço de Aguilar (10 folhas innumera 
uma advertência e outras peças preliminares (2 folhas innumeradas) ; a ap< 
(folhas 1 a 61) ; uma advertência ao leitor e varias peças em verso, de loui 
apologista, entre os quaes um soneto de D. Seraphina de Gastelbranco. 

As licenças téem as datas de 21 de setembro, 18, 19, 26 e 27 de outub: 
1640; 11, 13 e 17 de setembro de 1641. As primeiras licenças sâo anteric 
restauração de Portugal; e as ultimas s2o posteriores uns nove mezes a tâo 
toso acontecimento. Os censores, no entretanto, s5o levados, por amor á ver 
a louvar e engrandecer esta critica de Soares de Brito. 

O auclor, como se vé, n5o se demorou muito com a sua critica após ( 
balho de Franco Barreto. 

Xa primeira censura, de ordem do Santo OflScio, datada de 21 de setei 
e assignada pelo dr. frei Adrião Pedro, declara este : 

« não achey cousa algOa repugnãte a nossa santa fè ou bons costumes, 
livra o nosso insigne Poeta das calumnias que lhe punhaõ, com bastante 
diç5o.» 

Na secunda censura, datada de 18 de outubro e assignada pelo domini 
fr. Fernando de Menezes, lô-se ; 

« não tendo cousa algCa contra nossa santa fè ou bons costumes, m 
muyla erudição em liurar de calumnias a este grade Poeta Português.» 

Na terceira, datada de 26 de outubro e assignada por Diogo de Pai 
Andrada, l<?-se; 



DE CAMÕES ^^ 

m uSo acbey cousa por onde se lhe poesa negar a licença que pede, senSo 
Qytas porque se lhe deve conceder, povs a ten^ foy acudir pello credito do 
uso insigne poeta Luis de Camoêt, obedecendo a quem com zélo tão generoso 
le pedio que o defendesse. A obra be feyta com tanta erudicçào, eloquência, 
: dootrioã que ficou o mesmo Poeta em grande obrigação a esta calumnia por 
to fazer alcançar a bonra de tio excellente defensão.» 

Na primeira advertência. Soares de Brito dá estas explicações : 

« Hvm eriíico d'estes tépos, cujo nome, por seu credito, calo neste Discurso, 
Revido de spirito de contradição, ou do pésaménto dos que querem parecer mays 
|Mndid06 Dã confiança de censurar homês insignes, 

— seu maior adegít Erymis, 
Ire diem cotUrà 

resolTeo a impugnar o grade LVIS DE CAMOENS, que foy o seu tdlimut 

UB atmului. Para este fim escreveo hQ discurso, q chama Imiso critico, & logo 

com titulo de Replica apologética cO q occupou muytas folhas de papel. 

"^rSo vários variamente. Entre tão bós ingenhos procuro eu neste nreve 

respõder também a criticante ...» 

Ha segunda advertência, Soares de Brito acrescenta a seguinte interessante 
mcUnçSo: 

• Sempre me pareceo que naõ podia acharse força igual à da luz, àt fermo« 

(ra da verdade ; a hoje me confirma mays neste pensamento o ter ouvido, que 

CriCto) persuadido de todo ponto, está já d'outro parecer, & de censor de 

lAMOENs, mudado em defensor de sua poesia. Desta taõ notável mudança só 

m loca o gosto de ver ém parte logrado o intento doesta Apologia. Isto me pa- 

idv^ir porque naõ perca o Critico por culpa de me« Silencio os para- 

q[iie está merecendo acção de tanta efficacía que naõ só o obriga a oesdi- 

do que disse, mas (passando muyto adiante) a persuadirse que o naó 




• • • ' 



Pena é, que os documentos com que podia inslruir-se este processo litterario, 
lio chegassem incolumos até nós, e não se saiba a respeito d'estes, como de ou- 
ros papeis camonianos, como hão de procurar-se. 

Advirta-se que em muitos exemplares da Apologia, obra presentemente con- 
iderada rara, falta o retrato de Camões, ou porque não o tiveram, ou porque 
h'o cortaram ; e que no rosto, sendo aliás a mesma edição, ha em alguns exem- 
lltres a difierença, de que a gravurinha do naufrágio foi estampada, não na frente, 
■as no verso do frontispicio, tendo esta a mais uma simples vinheta e a seguinte 
iiba em itálico : « Com toda$ as licenças necessárias ». As linhas de todos os ti- 
bIos estáo mais espacejadas. Nos exemplares, assim dispostos, a dedicatória a 
bio Rodrigues de ^á está impressa na segunda folha innumerada, em vez de se 
rcr na quarta. Existem outros exemplares, como o que examinei, na opulenta 
iUiotheca do sr. João António Marques, e como sei que possue outro, na sua 
lio menos rica, o sr. António Augusto de Carvalho Monteiro, que tem a gravu- 
jahã no verso do rosto, mas falta-Ihe no frontispicio a declaração das licenças, 
m itálico. D'ahi infiro, que se fizeram modificações typographicas durante a im- 
ireasio da Apologia, porém não nova edição. 



o sonelo de D. Seraphina de r^astelbraiico é interessante e másculo ^ 

DisserSo-me Senhor aue hum maldizente, 
(Livrenos Deos ae lingoas atrevidas) 
As obras de CAMOENS traz pers^oidas 
Com mordeduras d'invpjo80 dente ; 

E que vos apologico eloquente, 

Tão erudito as tendes defendidas 
Que donde a inveja quiz abrir feridas 
Tirastes vos a luz resplandecente. 

Sò louvo nesta acçilo vosso bom gosto, 
Porque nem vi do critico medonho. 
Nem de vossa defensa a qualidade. 

Tenho a CAMOENS por sol : isto supposto, 
Digo que sua offensa he sombra, & sonho 
E a voss.1 dofensáo luz, & verdade. 

Possuem exemplares, em Lisboa ; a bibliotheca nacional (três, e todos seflk 
a retrato do poeta, sendo um em mau estado), e os srs. Fernando Palha, iofl 
António Marques, António Augusto de Carvalho Monteiro ; no Portu : a biblio- 
theca publica municipal (dois, sendo um diíTerente do outro, e em mau estado),! 
os srs. conde de Samodães e dr. José Carlos Lopes ; na ilha de S. Miguel o sr. Josi 
do Canto; no Rio de Janeiro, a bibliotheca nacional. 

# # 

347- (2.* Informacion en favoi^ de Manvd de Faria i Soma, eabaUeroJi 
orden de Christo, i de la casa real 'sobre la acvsacion que se hizo en el írf 
dei santo oficio de Lisboa, a los comentários qve docta, ijvdieiosa, i católica 
esoHvio a los Lvsiadas dei doctissimOj i profvndissimo t solidissimo poeta c^rtf^ 
tiano Lvis de Catnoens vnico ornamiento de la academia espaíiola en este género "^ 
letras : ofrecida, etc. Madrid, 1641, 4.'» de 12 innumeradas-70 pag. a duas 
mnas numeradas (de 1 a 140). 

Anda junta aos exemplares dos Lusíadas commentados por Manuel deFaríl 
e Sousa, eciiçâo mencionada sob o n.° 31, de pag. 67 a 70. 

Alguns colleccionadores tèeni esta Informacion em separado, como existe ni^ 
collecção da bibliotheca nacional, mas falta em muitos. ' 

I 

Veja na secção dos manuscriptos a mcnçSo do que possue o sr. António Att- 
guslo de Carvalho Monteiro. 

# 

# # 

3Í8-13.'' Silva a ElRoi nosso Senhor Dom loam Quarto Que Deus guarde fe- 
licissimos Annos. Por seu menor vassnllo o alferez Jacinto Cordeiro. Com todas a$ 
licenças necessariaa em Lisboa r Na offícina de Íj)urenço de Anucres. Anuo de 164L 
A custa de Lourenço de Queirós liureiro da Casa de Bragança, S.** de 10 pag. 
innumeradas. 



^ t 



DE CAMÕES 277 

^^éin a dedicatória a el-rei (2 pag.) : a Silva (iO pag.), e o mote (2 pag.) 
'julo ff Mote do frincipe doi poetas Lvis de Camoem trocado pelo Alferez 
^ordeiro na feltce entrada do Reino de Portugal DOM lOAMlV,» É este : 

(lampos bem auenturados 
Não tornareis a ser tristes. 
Que os dias, em que vos vistes 
Tão tristes já snõ passados. 

^gue a glosa em que o alferes Cordeiro se alegra com o triumpho alcançado 
irmas portuguezas e a acciamação de D. João IV. 

mui raro este folheto. Possuem exemplares em Lisboa, a bibliotheca na- 
?oi perfeito estado, e o sr. Fernando Palha. 

nesmo auctor, alferes Cordeiro, publicou depois, também em 1641, um 
ro francês, em verso, onde a cada passo se encontra a imitação de Ca- 
3go no começo se me deparam estes versos : 

Ia que do fero jugo Castelhano, 

A que entregue nos teue hQ cego engano, 

hespois daquela perda dilatada, 

Taõ sentido de todos, taO chorada, 



-li." Panefiipúco em a coroação de Sua Magestade o Sereníssimo Seúor 
i 1 V, Rey de Portvgnl e dos Algarves, Sfc, A sua Excellencia, o setwr Tris- 
^endonça Furtado, Embaxador aos muy Altos y Poderosos Estados Gene- 
Provindas Unidas. Composto por Francisco Gomez Barbosa, En ^mster- 
I casa de Nicolaus de fíavestin, a 22 'de AbriL An. 164Í. 4.<^ de 15 pag. 

folheto foi reimpresso depois em Lisboa, na ofiicina de Lourenço de 
k custa do livreiro Ijourenço de Queiroz, sendo as datas de 16, 22 e 24 
e 13 de agosto de i64i, com a seguinte declaração no rosto: c Foi 
em Amsterdam, ff agora de nouo nesta cidade de Lisboa». S.^ de i9 
edição de Lisboa tem a mais uma dedicatória a António de Sousa de 
secretario da embaixada de llollanda. 

'dicatoria e o paneg>TÍco são em verso rimado, em que o auctor para- 
Caraões. Eis as amostras. 

ledicatoria : 

As Occidentais prayas conquistando 
Irão vossas armadas : 
E nas terras, aonde nasce o dia 
Eterno dilatando a Monarchia 

Minha Musa que sna Gloria adora 

De suas flores, vos ofreço o fruto. 

Que suposto Que são rústicas flores 

São do vergel da pátria, e meus amores. 



S78 



LUIZ 



No fim do panegyrico: 



• • • pedem 
As subtis penas, dos Cisnes Lusitanos 
Cantando vossos feitos soberanos, 
Que a espada milhor corta, se se estima 
E a pena se avantaja, em verso ou Rhíma. 

Estas amostras servem para demonstrar, mais uma vez, que a idéa de C 
Gopiando-o, imitando-o, paraphraseando-o, andou sempre ligada á idéa ái 
e aa sua resurreiçâo. 

SSo também mui raras as duas edições â'este folheto. Vi ambas na 
theca nacional, n'uma collecç2o preciosissima de papeis da restauração. 

« 
• # 

350-15.* Memoria da disposição das armas castÂhemas, aueiniustami 
vadirão o Reino de Portugal no anno de 1580. Despertador do valor por 
etc. Auctor o padre frei Manuel Homem, Lisboa, 1655.— Segtmda edição, 
na officina de Miguel Manescal da Costa. Anno de m.dcc.lxiii. 4.<> de 35 (ir 
radas)-305 pag. 

A primeira edição é bastante rara. A segunda publicada sem essa ind 
posto que foram n'ella reproduzidas as licenças de 1665, é mais vulgar. ( 
numerosas referencias camonianas. O auctor, a cada passo, corrobora o s 
curso patriótico com citações dos Lusíadas. Yeíam-se, entre outras, as pâ 
Í4 innumeradas, e as pag. 7, 25, 28, 29, 31, 43, 45, 46, 63, 79, 131, 2.30 



# 
# # 

3o 1-16." Oitava de Luis de Camoens, glozada pello dm^tor Atitonio l 
Baceliar, a gloriosa victoria do Canal. Em 8 de Junho de 1663 ; sendo G< 
nor das Armas da Província do Alemiejo, Dom Sancho Manoel, Conde d 
Flor. Lisboa f na Officina de Henrique Valenle de Oliveira, Impressor de 
gestade. Anno de 1663. 4." de 7 pag. innumeradas. 

A oitava con^ça : 

Deu sinal a Trombeta Castelhana 

A glosa, em oito oitavas, começa (oitava i) : 

Promptos estavâo todos escutando, 
O que o grande D. Sancho mandaria : 

E acaba (fínal da oitava viri) : 

As Máys que tanto dano experimentarão. 
Aos peytos os filhinhos apertarão. 

Possuem exemplares, em Lisboa : a hibliolheca nacional e o sr. F 
Palha ; e no Rio de Janeiro., a bibliotheca nacional. 



DE CAMÕES ^7^ 



* 
* * 



352-17.* Triunfo das armas portuguezas, deduzido de varias versos do insi- 
%e fotia Uns de Camoens Glosados, ff reduzidos ao intento por André Rodrigues 
$ MkUtos, dedicado ao ExcéUentiisimo Senhor D. Lvis de Sovsa e Vasconcellos, 
Sonde de Castel-Melhor, escrivão da puridade del-Rep Nosso Senhor, Sf. Lisboa. 

todas a$ licença» necessárias. Na officina de Antonw Craesbeeck de Mello. Anno 

. 4.* de 16 pag. innumeradas. 



Depois das licenças yem a glosa com os versos dos Lusíadas, tendo ao lado 
• indicações dos logares do poema d'onde foram aproveitados. 

Possuem exemplares em Lisboa : a bibliotheca nacional e o sr. Fernando 
mba, e no Rio de Janeiro, a bibliotheca nacional. 



353-1&* Virginidos. Poema por Manuel Mendes de Barbuda. Lisboa, 1661. 

No fim do poema vem um extenso juizo poético escripto pelo padre fr. Ân- 
ké do Chrísto, e n'elle é frequentes vezes citada a auctoridade de Camões com 
^■ULimi consideraçSo. 



354-1 9.* Eva e Ave ou Maria Triumphante. Theatro da erudição ffphUo- 
w^da duristã, em que se representaõ os dous estados do mundo cahiao em Èva, e 
mMtado em Ave, etc. Escrevia António de Sousa de Macedo. Primeira e segunda 
Mc Lisboa, por António Craesbeck de Mello. 1616. Foi. 

^ Nos capítulos XXV e xxvi trata do Principio, progresso Sf dignidade da Poesia, 
h. Ahi louva Camões nas seguintes palavras : 

«... sobre todos fos poetas portuguezes) Luis de Camoens, insiene em to- 
Is soas obras, particularmente nos Lusiadas, em que na imilaç2o de huma só 
Sffo, na honestidade delia, na utilidade de sua leytura, na recreação acompa- 
liâa de erudicçâo & proporção, (partes essenciaes do Poema heróico) venceu 
Hladamente antigos, & modernos: só lhe sáo comparáveis Homero, Virgílio, 
Tasso, excedidos ainda em algumas cousas ; tam louvável no que disse, como 
I nâo dizer mais, até nos peccados veniaes contentou.» 

Refere-se nas ultimas phrases ao conceito de Manuel Severim de Faria. 

* 
* * 

355-20.* Idèas da saudade, imagens do sentimento formadas na lamentava 
rte da Senhora D. Maria Sofia Isabel N. Senhora, Hainha de Portugal, por 
mod Pacheco de Valladares, bacharel pela Universidade de Coimbra, em Tos 
}rado$ Cânones. Lisboa. Na officina de miguei Deslandes, Impressor de Sua Ma- 



2^ LUIZ 

gestade. Com todas as licenças necessárias. Anno de 1699, 8.* grande 

É dividido em duas parles : glosa (pag. 4 a II) ; canção (pa^. 12 a { 
redondílhas (pa(r. 14 a 16). A glosa é ao soneto xxx do profundíssimo poeU 
de Camões, conforme anda na terceira centúria das Bimas, illustradas pe 
commentador Manuel de Faria e Sousa. 

Este soneto começa: 

Debaixo d'esta pedra sepultada 

laz do Mundo a mais nobre Ferroosura, 

# 
« * 

350-21.* Ecco saudoso que no coraçam do mayor monarcha justament 
tido responde no rigor com que a parca a impulsos da tyrania o destrui 
posse do seu mayor bem na morte da augustissima Serenissima Senhora D. . 
Sofia Isabel RainSia de Portugal, Por Domingos Lopes Coelho. 1699. 

É uma glosa ao soneto xix da primeira parte das Rimas de Camões. 

# 

# # 

357-22.* Sentimento lamentável que a dôr mais sentida em lagrimas i 
na intempestiva morte da Serenissima Raynha de Portugal Nossa Senhora l 
ria Sofia Isabel de Neoburg. Glosa ao vigésimo secundo soneto da terceira 
das Rimas do Apolo Portuguez o Grande Luis de Camoens Choray ninfas w 
poderosos, Sfc. Offereeida á Excellentissima Senhora D. Marianna Teresa rff 
helohe Biscondeasa de Villa Nova da Cerveyra. Por Bernardino Botelho de 01 
Lishna. Com todas as licenças necessárias. Na oíficina de Bernardo da Costa 
1699. 4.» de 16 pag. — Tem no rosto o brazâo ua casa dos Coveiros. 

O soneto citado no rosto começa, com effeito : 

Choray Ninfas os fados poderosos, 
Daquella soberana ferniosura, 

# 

# # 

358-23 • ídéa do principe dos poetas Luis de Camoens applicada ao i 
cha dos Lusitanos El-Rei D. João v Nosso Senhor, por Miguel da Cutiha rf 
donça. Lisboa, na officina de Valentim da Costa Deslandes, impressor de Si 
gestade. Anno de 1107. 

É uma glosa ao soneto xxi das Rimas de Camões. 

# * 

359-24.* Historia seráfica chvonologira da Ordem de S. Francisco nn Pr\ 
de Portugal, etc. Lisboa. 4." 



DE CAMÕES 2^* 

YejVse no tomo iv (1709), que pertence a fr. Fernando da Soledade, a 
arte intitolada : Origem, fundação e notabilidades do Bed Mosteyro de Smita An- 
M dê Usboa, compirehendendo os capítulos xix a xxvii, de pag. 519 a 562, 

1918 a 984. O capitulo xx denomina-se : Constitue-se a casa da Real P^droeyra 
ta, referem'Se atgus heneficios, que lhe dispensou, j* se faz memoria do grande 
Luz de Camões, aqui sepultado; e vac de pag. 525 a 528, §§ 929 a 933. 

Fr. Fernando da Soledade dá n'estd canitulo uma noticia biographica de Ga- 
ites, servindo-se do prologo de Pedro de Maris posto na edição dos Commcnta- 
nu aos Lusíadas do licenciado Manuel Correia. Registando, porém, a morte do 
fregio poeta e o local da sua sepultura, na igreja do convento de Sant'Anna, 
leiD ama palavra dedicou á sua estada no hospital. Pelo contrario, o chronista 
iftevera que as palavras : Viveu pobre, Sf miserável, jf assim morreu, não estavam 
t pedra sepulchral mandada collocar em a nova sepultura de Camões, ao lado 
I qual MÍKuel Leitáo de Ândrada mandou pôr um azulejo, em que se recordavam 
I glorias do poeta com a espada e com a penna. 

O chronista escreve que Luiz de Camões foi » raro exemplar das adver- 
Mes dâ fortuna. Mas se esta o atropellou na vida, a fama o sublimou de tal 
aneira nâ morte, que depois de levantar seu engenho á esphera de único, illus- 
DQ s€o nome com o resplendor de Príncipe ». 

* * 

360-25.* Antídoto da lingoa poriugneza offerecido ao muito alto e muito 
deroto Rey Dom Joaõ o Quinto Nosso Senhor, por António de Mello da 
mtem. Amsterdam. f!m casa de Miguel Diaz, Impressor, y mercador de lihros. 
• de 12 (innumerada8)-416 pag.— Não tem data. A dedicatória ao rei é datada 
í i de janeiro de 1710. 

Encerra muitas referencias a Camões ; porém, a ultima parte, capitulo ulti- 
Oy que vae de pag. 273 a 4i5, e se intilula : « Avisos sobre a emenda acima in- 
ieada dos versos de Camões e sobí-e o grande engano d^aqvelles, nos quaes o Tasso 
trêce melhor Poetai, comprehende uma larga apologia do sublime cantor dos 
usiadas. Para se avaliar o juizo crítico do auctor baste*nos esta amostra : 

• E para áesAe logo dar claro indicio da opinião, que tenho n'esta matéria, 
go, qoe toda aquella grande doçura, que tão justamente admiramos nos soavis- 
ODOS versos de Ovídio, não iguala a que logramos nas Rimas incomparáveis do 
Mso altíssimo Poeta ; e que na fabrica admirável do seu famoso Poema Heróico 
nlo excede, nem algumas vezes iguala toda a grande elegância e magestade e 
da a valentia estupenda do mesmo Virgílio ; e aue em toda a Poesia Italiana 
o celebre no mundo não vemos harmonia regularmente tão natural, nem tão 
letíea (posto que em muitos Lugares do Tasso a vejamos táo elegante e tão al- 
loqiia) como a vemos nas obras todas do nosso Apolio Portuguez, que em todos 
; estilos excede notoriamente com magistério singular os mesmos mestres d'el- 
B. Cousa nunca atheagora vista em outro talento. » 

Esta obra não tem nada de vulgar, e falta a muitos camonianistas. De seu 
iclor, José de Macedo, que escreveu com o pseudonymo de Antotiio de Mello da 
Qtueea, encontro a seguinte nota manuscripta, letra da epocha, no exemplar 
Jstente na bíbliotheca nacional : « António de Mello da Fonseca em cujo nome 
ibio este livro, sendo o seu verdadeiro nome José de Macedo, Irmão do P.« Ge- 
«iroo de Castilho, e filho de António de Macedo, e de D.Violante de Castilho. 
lleceo em 1717 jaz no Carmo de Lx.*» 



S82 



LUIZ 






361-26.* Anno histórico. Diário portuguex, noticia abreviada depeu 
de$ e cousM notáveis de Portugal pelo padre Francisco de Santa Marti 
por José Lopes Ferreira, 1171, 3 tomos. 

Traz uma biographia de Luiz de Cam<5es. 

# 
# # 

362-27.* Exposiçoens de varias obras de Lais de Camoens, recitada 
demia dos anonymos por Manuel Pacheco de Sampaio, sócio da dita acaden 



363-28.* Nova arte de conceitos que com o titulo de liçoens acode 
publica academia de anonymos de Lisboa ditava, e explicava o beneficiai 
cisco Leitão Ferreira, académico anonymo e generoso da Academia Po 
Lisboa Occidental, na officina de António Pedroso Galram, Anno 1718- 

Tem numerosas referencias ás obras de Camões. NSo menos de s( 

([ares vem apontados e exemplificados nas duas partes doeste livro. Na 
iç2o i3.* que trata do argumento enseiihoso, ensino que, (guando se 
Gamões, não se dirá só como simples dialéctico que pela Lusíada lhe ei 
o « Louro da Epopeia » ; pofém deve dizer-se como rhetorico : « que Li 
mOes, pelo seu Poema com que competio & excedeo aos Épicos mais 
& abalisados, são devidas tantas línguas, & acclamações da fama, pela i 
rencia universal do mundo, quantas são as folhas, com que no Louro 
& dedica immortal capella o commum applauso. Que aquella grande 
Lusíada sahio de seu engenho, como a armada Minerva do cérebro de J 
contender com a Illíada, & Eneida, sobre o sagrado immortal Louro, de 
mio á Épica elevação, &c.u 



364-29." Accentos saudosos das musas portvguezas. Parte i. Lisboa 
Vem n'esta obra uma glosa ao soneto 

Alma minha gentil, que te partiste 
a respeito da morte da infanta D. Francisca. 



365-30.' Henriqucida. Poema heróico com advertência preliminar d 
da Poesia épica. Argumentos e notas composto pelo , . . conde da Ericeira, 



DE CAMÕES *^ 

IMO Xofrier de Mtmzn, Lisboa (keidental Na officina de António Izidoro da Fon* 
fta, 1741. 4.* de 104 (inn!iineradas)-164 pag. 

Tem referencias camonianas na censura do ordinário, na advertência preli- 
ftíittr e em as notas (pag. 1, 2, 7, 12, 39, 61, 71, liO, 126 e 127). 

# 
# * 

366-31.* Verdadeiro methodo de estudar, ser tUil á Republica e à Igreja: 
fopordonado ao estilo, e necessidades de Portugal. Exposto em Rimas certas, es- 
riptaspor R, P. *♦♦, etc.) (Luiz António Verney) Valensa . . . 1746-1748. 4.» 3 

MDOS. 

Tem referencias a Camões. Veja-se principalmente o oue, no tomo i, corre 
• pag. 214 a 218. Escreve dos Lusiadas, tSo desagradavelmente e tâo injusta- 
lente, que parece até uma aberração da parte de Verney, homem de tSo variada 
solida íostrucpáo para o seu tempo. Na carta vn, em que discorreu sobre a 
oesia com sobeja erudi(^, pretende* provar que «os portuguezes nâo conhece- 
a as leis do poema epico », e referindo-se á composição dos Lusiadas escreve 

« • • • o Camões, entre muito boas qualidades, tem muitos defeitos, nacidos 
R dois pontos : o primeiro, falta de erudisam : o segundo, de juizo, e dicemii* 
wnto •••» 

A controvérsia, que resultou do Verdadeiro methodo de estudar, é em de- 
■na eoobecida e já ficou mencionada no Dicc., tomo v, pag. 222 a 225, de 
.* 348 a 352. D'es8a grande coIlecç2o de folhetos tome-se o Retrato de Mortecór, 
■e de eerto foi um dos que mais acremente censuraram Verney, e leia-se a 
lg. 87 eomo abi se defende a memoria de Camões : 

« Hfo posso entender, com que consciência diz, que o bom, que traz o Ca^ 
ãe$ KWm tirado dos Poetas Italianos ... a Itália não tinha Poetas, de queni Ca- 
to mídesse aprender; porque não he verosimil, que tivesse visto a Ltberataáo 
mde Tasso; e o Ariosto fallando sem paixão he de espirito muj inferior; e ti- 
<dos estes dois nSo havia obra épica, de que o Portuguez se dignasse usurpar 
lixa algúa de importância para a sua Lusiada ...» 

Na resposta qne Verney deu ao auctor do Retrato de Mortecór, n'um papel 
itítolado Parecer do doutor Apolonio Phihmuso Lisboense, lô-se de pag. 66- 
va 67 : 

«... O Camoens . . . tinha lido os Italianos : o que se confirma com algumas 
rdavras Italianizadas que se acham no seu poema. E como antes de Camoens 
ivia poetas Italianos, o Boccacio, o Dante, o Petrarca, o Ariosto, e outros; podia 
wá bem o Camoens aproveitar-se d'esta leitura para algumas coizas ...» 

O aoetor das Re/leocões apologéticas (que parece ter sido o nadre José de 
Ai^ojo, jesuita, e não o padre frei Arsénio da Piedade, capuchinho), responde 
*P«íw Q'esse ponto a Verney com a seguinte phrase : 

j^fi^gp se canse, que não ha de tirar a Camoens a estimação, que merece de 
''^■fiípe dos Poetas Portuguezes.» 



284 



LUIZ 



É extensa e l)oa a defensa de Camões na Conversação familiar e exame crii 
etc, de pag. 2tô a 256. Ahi se lé (pag. 253 para 254) : 

« O que . . . excede toda a comparação, e faz único a Camoefu entre todo 
Poetas, he aquella imagem de Adamastor, representado no Cabo da Boa Es 
rança, atemorizando os Argonautas Fortuguezes para o não passarem . . . • 

E citando a oitava 56 do canto v dos LusiadaSj acrescenta : 

« . . . léa, se nâo para consolação, ao menos para desengano seu, o que d'e 
portentosa imagem diz Monsieur Voltaire no seu tratado: Essai sur la Poe 
epique, Je suis persuade (pie cette figure passera pour helle, et sMime dans A 
les siècles, et chez toutes les nations,..» 

# . 

# # 

367-32.* Grammatica philosophica da lingua poiHugueza ou princípios 
grammatica geral applicados á nossa linguagem por Jeronymo Soares Éarbo 
Lisboa, etc. 

Existem diversas edições d'esta Grammatica, Tenho na minha collecçSo 
moniana a sétima, impressa na typograpiíia da academia real das scíencias 
1881. 8.<^ grande de xvf-320 pag. Compreliende varias referencias a Camões, ] 
rém a mais notável é a que se contém no capitulo vi, com que o auctor rema 
a obra, intituUndo-o : Applicação dos princípios d*esta grammatica às duas i 
meiras estancias do canto i dos « Lusiadas » de Camões, de pag. 303 a 315. 

* 

# # 

368-33 ■ Arle poética ou regras da verdadeira poesia em geral, e d*' to 
as suas espécies principaes, etc. Por Francisco Josi' Freire, Ulgsneponense. Lisf 
na ofjicina de Francisco Luiz Ameno, mdccxlvih. 4.° de 30 (innumeradas)-^' 

país'- 

Tem citações camonianas a pa;?. 43, 44, 56, 63, 80, 9i, 95, lio, 116, 1 
119, 131, 161, 166, 167, 216, 307, 319, 320, 325, e 3oO a 356. 

O livro IH, capitulo xii, que vae de pag. 350 a 356, compreliende o Ji 
sobre a Lusíada do grande Lws de Camoens, e n*ellc escreveu : que sobre to 
as epopéas, de que é abundante a lingua portuv'ueza. tem superior logar 
Lusiadas, acresceniando : « Muilas sâo as virtudes poéticas, que n*elle se i 
cohrein, o preleiMl«T negallas, he coinmelltT hum absurdo. Foy (^inioens adnii 
vel na evidencia das suas pinturas ...» E sf^gue, indicando bellezas e defeitos 
grande poema. 

D'esla Arte poética existem varias edições. 

# 

# * 

369-.'li.* Triumpho dn Religião. Poema Épico Polemico, etc. por Francisi> 
Pina de Mello, etc. Coimbra, 1166. 4." 



DE CAMÕES 2^ 

É muito notável a menção que o auctor, no seu Prolegomeno (pag. l a lv) 
b de Camões e dos seus Lusiadm, comparando este poema com os mais afa- 
■sdos. Descrevendo ax virtudes do heroe, para darem força e suavidade a este 
IMPO de composições, escreve (pag. xiii) : 

« Nem Homero, nem Virgílio me parece que figurarão os seus Heroes, por 
Bte modo. Achilles na Ilíada, he bastanletnente feroz, injusto, desnrrezoado, e cruel : 
Ojsâes na Odyssea, muito astuto, e intencionado : Eneas na Eneida, muito in- 
lato, iniquo, e vingativo : O nosso Camoens tratou melhor o caracter de Vasco 
li Gama : elle o fez magnânimo no arrojo de acertar a empreza do descobri- 
Hoto da índia; terrível nas traiçoens de Moçambique; afável nos agazalhos de 
Uínde; acantellado nos perigos de Calícut ; religioso nos actos da tempestade e 
Dpavido nas ameaças do gigante; erudito na descripçâo da Europa; modesto 
IS delícias da Ilha.» 

Encontram-se também referencias a Camões em as notas ao poema, como nas 
lg. 80 6 128. 

Francisco de Pina e de Mello entrou também na famosa controvérsia sobre 
Verdadeiro methodo de ettudar, e no seu livro Balança intellectual (Lisboa, 
^ 4.*), defende Camões contra a ousadia de Verncy. 

Yeja-ae ahi de pag. 106 a lii. Um período d'esta breve, mas levantada, apo- 
pi, é qoe depois reproduziu no poema Triumpho. 



* 
* * 



370-35.* Gazeta litteraria. Porto, Í76Í. Tomo i. N.» 9. 

Contém uma apreciação da edição dos Lusíadas, por Gendron, em Paris, 
W. Já citei um trecho no logar competente d'este tomo, pag. 93. 



371-36.* Almanach das Musas, offerecido ao Génio portuguez. Lisboa 
l&3-Í79á. 8.* pequeno. 4 parles ou tomos. 

Na parte i, a pag. 7 vem um soneto, no qual o primeiro c o ultimo verso sSo 
rados dos ImiadMs, e refere-sc ao episodio de D. Ignez de Castro, assim como 
soneto de pag. 5. As pag. 54 e 55 téem referencias a Camões e o verso 

As armas e os varges assignalados 

Na parte ii, de pag. xlvii a lxxxvii vem duas cartas de Lereno a Arminda, em 
u se duo as necessárias regras dos versos de arte menor, ensinando a conhecer, 
fue tejõú consoantes, e toantes ; e o que são palavras agudas, graves, e exdruxti' 
u, ie; e ahi seu auctor Domingos Caldas Barbosa (Lereno) amiúda os exemplos 
ndos das obras de Camões. 



286 



LUIZ 



Veja-se a pag. lxxvi : 



Ouve a GamOes a Épica trombeta ; 
Vereis que a rima ornou Musa discreta 
E que sabia, e gentil nfto desfigura 
De Adamastor a hórrida figura. 

A pag. LXXYU : 

Com estes versos de maior medida 
A heróica Musa ao canto nos convida. 
Heróica assim se chama . . . 



Com elle aos Lusos deu eterna fama 
O immortal Cantor do illustre Gama. 



E transcreve, para melhor exemplificar, os próprios quartetos» sextilha 
tancias de Camões (pag. lvii, ux, lx, lxi, lxxix, lxxxi a lxxxv). 

Na parte m, a pag. 25, léem*se os dois seguintes versos ; 

Que já Camões, o Poeta, 

Foi feliz depois de morto. 

« 

# # 

372-37.* Carta de hum amigo a outro, na qual se forma juizo da Edi 
tissima da Lusíada do grande Luiz de Camões, etc. — Pertence a ama s 
folhetos de controvérsia a propósito da ediçSo de Thomás de Aquino. 

Veja-se a menção e o extracto, que íu. doestes documentos, no log 
me pareceu mais apropriado no tomo presente, de pag. 99 a 107. 

# # 

373-38." Gama, Poema narrativo, auctpr José Agostinho de Macedo, 
na impressão regia. 1811. Com licença da Mesa do Desembargo do Paço.V 
na loja de Desiderio Marques Leão, no largo do CaUiariz,n.*' 12, 8.° de xv-1-2 

A acção d'este poema é o descobrimento da índia. Na introducçSo 
o auctor, citando Racine, denominar os Lusíadas uma relaçáo de viagem 
tando a sua opinião accrescenta que esse poema n podia ser reduzido á 

Êarte, que o estylo é glacial e prosaico » (discurso preliminar, pag. xi, xm 
tepois do discurso traz uma Ode pindurica a Luiz de Camões (pag. : 
Coiiclue assim : 

A' quem do vôo ousado, 
Ó Cysne allisonante, 
No espaço dilatado 
Eu nSo posso íicar, eu corro ovante; 

A divinal Poesia 
Inda a mais altos Ceos meus passos guia. 

Segue o poema em dez cantos (pag. 9 a 266). 



DE CAMÕES ^^7 



# 
# # 



374-39.* Reflexões erUicM sobre o episodio de Adamastor nos Lusiadas, 
mio Y, oitata 89, Em forma de carta, Auctor José Agostinho de Macedo. Lisboa, 
I impressão regia, Anno de mdggcxi, Com licença, 8.° de 34 pag. 

Este folheto é em forma de Carta a Atiço, e logo no começo tem o seguinte 
lixo: 

« • • . Em o longo poema dos Lusiadas quasi tudo é mera prosa, com esta 
ffíBreiíça, que se faz tanto mais intolerável, quanto mais poesia se esperava. 
udqner dos nossos escriptores das nossas cousas da Índia é para mim muito 
ais agradável.» 

ContiDúa : 

«... só vos farei algumas reflexões sobre o que me dizeis do estilo frigido 
prosaico dos Lusiadas.» 

D'ahi em diante pretende provar que, em parte, Camões poz em rima a prosa 
I Barros» nas suas Décadas ; e de Castanheda, na sua Historia ; e, segundo o seu 
iodo de ver, em vez de Vasco da Gama, devia ter posto a Bartholomeu Dias em 
'ODte do Gigante, porque fdra elle quem primeiro dobrara o cabo Tormen- 



# 
# # 



375-40." O Investigador portuguez em Inglaterra, ou jornal litterario, poli* 
^, fe, Londres, H. Boyer, impressor, Bridge-street, Bladfriars, 8." grande. 

No Tol. II, n.« vm (fevereiro de 1812), de pag. 509 a 572, vem um artigo 
mo intitulado: •Gama, poema narrativo, composto por José Agostinho de 
1^ impresso em 1811; O auctor, começando por declarar que os Lusiadas 
nOes é o poema que tem a primazia entre os nacionaes, entra e m analyse 
jjrodueçSo do padre Macedo, e julga, em resumo, que se fosse intençáosua d'elle 
' ' 00 evitar no Gama os defeitos que fiota em Camões, andaria melhor se, 
as bellezas dos Lusiadas, tratasse de assumpto differente com que acres- 
alguma cousa á gloria nacional. 

No vol. m, n."* xn (junho de 1812), de pas. 34 a 39 (que deve ser de pag. 592 
\jM) vem outro artigo, também anonymo, sob o titulo : « O gigante Adamastor 
'), ou o Gama convertido em Gamelada.» Ahi vão amostras d'este es- 
)to. 

No eoDseço : 

*No xorrilho dos disparates, com que n'estes últimos tempos se tem vili- 
""'a Litteratura Portugueza, appareceu mais um que ao nosso modo de 



288 



LUIZ 



ver, posto que digno do maior desprezo, deve ser mencionado, para caateU 4 
publico, em razão da pestilência que desenvolve . . •• '^ 

Continua : 

« José Agostinho de Macedo, auctor de um poema nugatorio que elle \m 
tuia Gama, ou poema narrativo, e um critico judicioso com mais prophedadl 
chama versalhaaa ou Ganielada, saiu ultimamente a campo com os seus hndt 
nhos de pygmeu para deitar por terra o formidável gigante Adamastor ...» 

E conclue : 

« O gigante Adamastor de Camões, tendo por base a immortalídade, vi 
os insultos dos pygmeus que pretendem abalai -o ; e íirme rochedo entre as 
nas dos séculos, erguerá sua fronte magestosa e sublime, em quanto esses a' 
que para o eclypsar o rodeiam, serão sumidos pela noite dos tempos, sem 
vestigio algum aa sua existência.» 




37t>-4í.* Examft critico do novo poema épico, intitulado o Gama, que ás 
zas e manes de Luiz de Camões, príncipe dos pioetas, dedicam, como em desaggr 
os antigos redactores do Correio da Peninsvla, João Bernardo da Rocha e Ni 
Alvares Pereira Pato Moniz. Lisboa, 1812, Na ofjicina de Joaquim Rodriaues 
Andrade. Rua dos Sapateiros n/ 11. Com licença da Mesa do Desembargo ao Pa 
8.° de 84 pag. 






377-42.* O exame examinado, ou resposta aos senhores bacharéis João Bm 
nardo da Rocha, e Nuno Pato Moniz. Por José AgostiniM de Macedo. Lisboa : m 
impressão regia. Anno 18 Í2. Com licença. 8.° de iOO pag. — Tem no rosto esh 
epigrapíie : 

Nós te pagamos, ai ! com que abundança I 

Bacliarel, JoÂo fiERNARoo, Soneto aos annos, ele. 

José Agostinho dedica este folheto a Rocha e a Pato, porque á própria som 
bra d'elles é que os deseja criticar. Na advertência escreve que deixa de lado a 
injurias <' os ultrages, porque vae examinar a obra e deixa a pessoa, ao contra 
rio do que fizeram os seus adversários. 

* # 

378-Í3.* Resposta aos dois do Investigador Poriuguez em Londres, que n 
cademinho viii, a paginas 5Í0 attacam, segundo o costume, o poema Gama. Po 
José Agostinho de Macedo. Lisboa : na impressão regia. Anno 1812. Com licença 
8.° de 64 pag. 

Come^^a o prologo : 

« E sina minha sor atacado por campeões aos pares!. . . Apparece o põem 
Gama — Valha-me Deus! Lá surdem outros dois redactores, não pen insulara 
mas insulares, que attacam o poema Gama. O ceo haja piedade de mim ... Al 



DE GAMÕES 



289 



I jun sdceOy se eo o padesse dar nas margens do Tamisa, como o doa nas do 
Pt OQtro gallo me cantara ! . . . » 

Segue a resposta (pa^. 6 a 64), que termina com uma indicação de palavras, 
m o i^dre José Agostinho declara que nâo entende, e a que chama o dicciona- 
iLCKOtico dos redactores do Investigador. 

* 

* # 

379-4Í.* O doutor Ealliday em Lisboa impugnado até á evidencia. Carta do 
régio António Maria do Couto a hum seu amigo, Lisboa, na ofíicina de 
Rodrigues de Andrade. Rua dos Sapateiros, n." 11, 1812, Com licença da 
do Detembargo do Paço, S.^ de 30 pag. 

^ N*e8te folheto, Couto responde ás Reflexões criticas do padre José Agostinho 
pi Macedo. 

# 

# # 

38(Mfc5.*' Carto de Manuel Mendes Fogaça, em resposta á que lhe dirigiu An- 

Maria do Couto, intitulado « O doutor Halliday em Lisboa, impugnado até 

:êa ». Lisboa : na Impressão Regia. 1812. Com licença, 8.<* de 56 pag. 

Tem doas partes este folheto : A primeira é de José Agostinho, e a segunda, 
oatro titulo, do seu amigo e strenuo defensor Joaquim José Pedro Lopes, 
que se faz mençáo em seguida. 

Teve duas ediç(Scs. Veja-se o que vem no Dicc, tomo v (additamentos), pag. 




* 
# # 



381-46.* Poesias de Eipino Duriense. Lisboa, Imprensa Regia, 1812-1816, 
.Z tomos. 

No tomo I, pag. i36 a 14i, e de pag. 280 a 284, nas poesias A Fileno sobí-e 
Portuguezes, e A Fileno que pedia conselho sobre quaes Poetas devia ler, 
Doríense (António Ribeiro dos Santos) refere* se a Camões. Na segunda 
significativo este louvor (pag. 281) : 

A Épica tuba altiva resoando 
Esse teu peito inflamma, eis te apresenta 
O immortal Camões a seu divino 
Poema, honra das Tágides fonnosns. 
Honra de Lysía, resplendor das Musas. 

No tomo II, pag. 43, traz uma poesia Á memoria do grande Luiz de Camões. 

O sublime Cantor que sobre as azas 
Do sagrado Poema leva aos astros 
O Gama iliustre, c a Lusitana empresa 
Dos Gangeticos mares 

19 



2^ LUIZ 

No tomo III vem, de pag. 136 para 137, o seguinte epigraniiiia : 

Vós perguntaes as razões 
Porque tenho noite e dia 
Sobre a mesa em companhia 
As Pandectas e o Camões : 

E, se vós a n2o sabeis, 
Que a leitura de Poeta 
E' correctivo e dieta 
Depois de ter Udo as Leis. 

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382-47.* Appendice em que se transcrevem e apontam algumas passagens c 
auctores celebres, que tiveram o arrojo de censurar os Lusíadas d£ Camões, (ft 
Joaquim José Pedro Lopes.) 

Vem na Carta de Manuel Mendes Fogaça, acima notada, de pag. 39 a 5ft 

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# # 

383-48.* O Oriente, poema de José Agostinho de Macedo. Lisboa, na impr» 
são regia, Anno 1814, Com licença. 8.° 2 tomos de 247 e 238 paff. e mais I É 
erratas. Com o retrato do auctor, em cobre, desenhado por H. J. da Silva e grip 
vado por D. J. da Silva, á frente do tomo i ; e o de Vasco da Gama. gravado poi 
José Joa({uim Marques, á frente do canto i do poema, entre as pag. 100 e lOi. 

O toiíio I contém : A nação porlugueza, dedicatória (pag. 3 a 3o) ; discurM 
preliminar (pag. 37 a 100); e os cantos i a v do poema (pa^. 101 a 2lo). O to- 
mo II eonipreliende os cantos vi a xii (pag. 3 a 237). No discurso pez o auctoi 
a seguinte opigraphe : 

Tu nihil in magno doctus repreliendis Homero ? Hor. 

Este poema é o do Gama, refundido e muito ampliado, porque em vez di 
dez tem doze cantos. 

Tanto a dedicatória, como o discurso preliminar, foram supprimidos, pari 
se fazer depois ediríío em separado d'estes trechos ; mas o auctor n5o os repro 
duziu na seguinte edição. Na dedicatória escreveu o padre José Agostinho : 

<f Náo imagines aue eu intente profanar ou inquietar as cinzas, e menos offos- 
car a j?loria do Luiz (lo Camões, nem arrancar-lhe das mSos aquella Palma que 
o mento, e os soculos nella tem firmado . . .« 

Nu discurso, como se quizesse adiantar-se ao atrevimento de Verney. po: 
Macedo o soguinte (pag. 5G para 57) : 

«... eu desculpo todos os defeitos que a nimiamente escrupulosa arte ar 
gúe nos Poetas. O que n'ella é indispensável, e sem o qual não são Poetas, è ; 
originalidade na invenção; eis-aqui o que se não encontra em Camões; o que ei 



DE CAMÕES 291 

lo attribuo á esterilidade da sua alma, mas ás circumstancias da sua vida, e ao 
Io apurado gosto do seu século, em que se nâo conhecia o grande principio de 
oe o melhor sempre é possível. Por algumas grandes bellezas das obras de Ga- 
ites, conheço que elle tmha o talento de inventar, mas nâo o poz em acção nos 
usiadas, onde não só a totalidade da Fabula é estranha e servilmente imi- 
ida, mas até os mais particulares accidentes são alheios ; de maneira que nSo ha 
ma só descripçSo, e o que é mais ainda, uma só comparação entre tantas, que 
;ja sua^ e não tomada dos Poetas Latinos e Italianos, que o precederam. Conheço 
ue estas tão geraes asserções sâo de espantar os ânimos dos que julgam e deci- 
em sem exame ...» 

Na pag. seguinte (58) acrescenta : 

c . . . a passagem da Historia para o fabuloso edifício da Poesia é a pedra de 
K]ue do génio inventor, e creador do Poeta; este faltou em Camóes; porque se 
b> existisse a Eneida, não existiriam os Lusíadas ...» 

Depois compara a Eneida com passagens dos Lusíadas ; repisa a asserção da 
lia de originalidade de Camóes ; exalta a sua erudição, que denomina proídigio- 
; charoa-lhe ignorante dos segredos da arte, copista, etc. ; e termina que 

«... conhecendo por larga experiência, que a Poesia do estylo é quem forma 
mérito, e afOança a immortalidade a um Poema, buscou (elle, o padre José 
gostinho), ouanto em si coube, apanhar, e sustentar por todo o longo (io 
presente Epopéa (O Oriente) um estylo verdadeiramente poético, que se 
noncia por imagens, e fíguras novas, sempre levantadas, e sempre íormo- 
s. . . » 

Isto é, Macedo assegurava que O Oriente era o primeiro dos poemas épicos 
[dos do enj[enho portuguez. Êlie ampliou muito esta critica no seu livro Cen- 
ra das Lusíadas, que menciono adiante. 



# # 

384-49.* O Oriente Poema épico de José Agostinho de Macedo. Lisboa: na 
tpressão regia, 1827, Com licença. S.° gr. de 8 innumeradas-380 pag. e mais 2 
t erratas. Òom o retrato do auctor, desenhado por José Coelho e gravado em co- 
re por J. V. Priaz. 

» 

Esta segunda edição é impressa em bom papel e nitidamente. No fim sob a 
idícação de «sabbado 17 do mez de junho de 1826» declara Macedo que «de- 
QÍs de nove annos de assidua applicação, e estudo no aperfeiçoamento, e cor- 
ecçáo d'e8te Poema, para sua segunda publicação, ficou concluido com a ultima 
ma », mandando o autographo para a bibliotheca do mosteiro de Alcobaça. 

Na breve advertência dos editores, com que principia o livro, e é sem du- 
ida da redacção do auctor, citam-se alguns dos grandes poemas, de Homero, 
^ireilio, Tasso e Milton, mas não se encontra uma simples referencia aos Lu- 
\adas. 

Do poema O Oriente, apparcceu muitos annos depois terceira edição, im- 
ressa no Porto, reproduzindo a segunda. Não é vulgar em Lisboa. Nunca vi ne- 
ham exemplar. 



^2 LUIZ 



I 

T 

^ * * Ji 



* 



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385-ÍM).* Manifesto critico, analytico, e apologético ; em que se defende o insit 
^ne vate Luiz de Camões, da mordacidade do discurso preUminàr, que precede eo \- 
poema Oriente ; e se demonstram os infinitos erros do mesmo poema, Lisboa, m ■. 
Impressão de J. F. M, de Campos. 1815. Com licença da mesa do desembargo do ^ 
Paço, 8.° de 104 pag. e mais t innumeradas de declaração e erratas. No mn-' \^ 
tispicio tem esta epigraphe : 'f 

Uno actu muitos oíTendis. Plut. 

■ I 

E QO verso do rosto a segainte : 

Fecundus non est qui multa, at qui 

bcne dicit : 
Et aec fecundus qui male malegignit ager. wui. 

O auctor d'este manifesto, o professor António Maria do Couto, declara que 
nSo entraria em siroilbanle defensa, «se o discurso que precede o poema Oriente 
não atacasse insultando a gloria da pátria na pessoa de LUIZ DE CAMÕES, um 
dos seus mais illustres filhos». 

* 
* * 

386-51.* Breve analyse do novo poema, que se intitula Oriente: Por um 
amiqo do publico, Producção xxxv. Lisboa m.dccc.xv. Na nova impressão da Viu- ' 
va rieves e Filhos. Com licença da mesa do desembargo do paço, 8.** de 28 pag. 

Este folheto é também do professor António Maria do Couto, que declara, 
na advertência, que o escreveu três dias depois do apparecimento do Oriente. E na 
dedicatória preliminar a Camões, acrescenta que : 

«Sendo indubitável, que todos quantos pretenderem seguir vossas pisadas 
(as do egrégio poeta) para derrubar- vos do erguido soIio da sapiência em que 
vos sentais, por vós mesmo conslruido, darão maior realce ao vosso génio, e sa- 
ber, porque o vosso nome tanto mais se exalta, quanto mais péssimos systemas 
e rasOes fúteis o pretenderem oíTuscar e deprimir.» 

No rosto lé-se a seguinte epigraphe : 

Quod fuit in prélio, fit nullo denique honore. 



LdCRKT, lib. i. 



# * 



387-52.« Regras da Oratória da cadeira, applicadas a huma oração de José 
Agostinho, recitada em S. Julião a 22 de junho 1814 por António Marta do Couto. 
Producção xxxvi. Lisboa : Anno 1815. Na nova impressão da viuva Neves e Fdhos. 
Com licença do desembargo do Paço. 8.® de 109 pag. 



DE CAMÕES ^^ 

No frontispício tem uma epigraphe em Jattm, e no verso d'esta a se- 
gainte: 

•Soffrer calado as injurias com razSo se julgaria cobardia, e ignorância, e 
Donca p«t>bidade, ou modéstia. — Luciano,» 

Tem dedicatória á memoria do professor de rhetorica Francisco de Salles. 

Este iivro é muito interessante, e das mais virulentas diatribes, que saíram 
da penna de Couto contra o padre José Agostinho, para se desaggravar dos seus 
fraves insultos anteriores. Deparam-se-me no principio do manifesto, que antecede 
a anàíyvdf com pés e cabeça (de pag. 23 em diante) esta citação : 

«Pois emquanto houver Lusíadas léem-se Gamas?...» 

£ termina o livro com o seguinte epígramma : 

Se mordeste, e atassalhaste 
Da Grécia o Divo Cantor, 
Se a Camões tratou de resto 
O teu génio insultador; 

O Macedo eu te agradeço 
De tratar- me com rigor, 
Teu louvor é vitupério, 
Tua satyra é louvor. 

# 

# * 

388-53.* Caria ao sr. António Maria do Couto, na qual se dá breve, sertã e 
terminante resposta ao manifesto, em que pretende mostrar os erros do Poema Orien- 
li, e defender os LusiadM, Por Joaquim José Pedro Lopes, Lisboa : na Impressa» 
Begia, Anno 1816. Com licença, %,^ de 31 pag. 

# 

# # 

389-54.* O Couto, Por José Agostinho de Macedo, Lisboa : na Impressão Re- 
fkk, Anno 1816, Com licença, 8.** de 151 pag. — No frontispício tem a seguinte 
epigraphe: 

Mais lhe valia nSo ter nascidol ! I 

K'e8ta obra o padre José Agostinho responde ao Jivro Regras da (h*atorxa 
da cadeira, applicaaas a uma oração, etc, citado acima ; e no fim vem uma carta 
de Lopes. 

# 

# * 

390^-55.* Carta ao sr, António Maria do Couto, professor que ensina grego 
aos seus discípulos. (Por Joaquim José Pedro Lopes.) 

Anda junto ao livro O Couto, do padre José Agostinho de Macedo, de pag. lli 
a 151. 



294 



LUIZ 



# 
# # 



391-56.* Noticia. Lisboa, na impressão regia, 1815, Tem as iniciaes de '^ 
J. J. P. L. 



* 
# * 



{ 



392-57.* A analyse analysada. Resposta a Couto, por José Agostinho de Ma- 
cedo, Lisboa, na impressão regia, Anno 1815, Com licença, 8.* de 54 pag. 

Tem no verso do rosto a epigraphe : 

Manha do açougue. 

O escripto de Macedo vae até pag. 39, que remata com estas palavras : «Es- 
crevam, e esperem mais : Quem não quer ser lobo, nSo lhe vista a pelie.» 

De pag. 41 a 54 comprehende-se uma carta de Joaquim José Pedro íjopes, 
redactor da Gazeta de Ldsooa, ao sr. António Maria do Couto, S,D,»É assigniada 
com as intcaes : J. J. P. L.» 

N*este folheto dá José Agostinho conta do seu trabalho nos dois poemas 
Gama e (hiente, em ampliação do outro. Assim (pag. 3 e 4) : 

ff ... O Gama , . , não me agradou, e intentei refundil-o, dilatal-o, engrande- 
cel-o, emíim, enroupal-o mais, porque a sua matéria, que era o descobrimento da 
índia pelo Oceano, merecia isso ; metti mãos á obra, levou-me tempo, e aprovei- 
tando do (rama o aue me pareceu melhor, acrescentando ás 700 oitavas (que 
pela maior parte melhorei), do mesmo Gama, mais 395, dei á luz em 1815 o poe- 
ma intitulado O Oriente, É isto algum delicto? Um homem faz umas casas^ pa- 
rece-lhe pequenas, e de poucas accommodações, sem deitar os dois primeiros anda- 
res abaixo, accrescenta-lhes outros dois, e mais umas aguas furtadas; fez este 
homem algum delicto? Cada um não se pôde servir do que é seu para o que qui- 
zer?. . . » 

* 
# # 

393-58.« Exame analytico e parallelo do poema Oriente do rev, José Agosti* 
tinha de Macedo com a Lusíada de Camões. Por Nuno Alvares Pereira Pato Mo- 
niz. Lisboa, na iypographia Lacei'dina. Anno m.dccc.xv. Com licença da mesa do 
desembargo do paço. 8.® de vii-3o5 pag. Tem no rosto a seguinte epigraphe : 

Descriptas servare vices, operum que colores 
Cur ego, si nequeo, ignoro que. Poeta salulor? 

HORAT. Epist.f ad Pis. 

No prologo escreve Pato Moniz, que se viu obrigado por amor á pátria de 
entrar n'esla controvérsia, visto como o rev. épico, apesar da sua própria fraqueza 
e corrido da terrível justiça que o publico fez ao seu Gama, não reprimm os 
Ímpetos de seu desmandado orgulho e tentou de novo derribar «a fama de Ca- 
mões, tão justamente estabelecida e sustentada ha quasi três séculos em todo o 
mundo litlerario.. .» 



( 



DE CAMÕES ^^^ 



* 

# # 

394-59.* Historia e memorias da academia real das scieneias de Lisboa. 4.<* 

Ne tomo V (1817), parte n, de paj;. xc a xcix, o Relatório da commissão 
tra dar conta da nova edição dos Lusiadas impressa em Paris em 1817. (Já ei- 
do e cm parte transcripto n'este tomo, de pag. 120 a 123. 

No tomo VI (1819), parte i, a Carta do Morgado de Matteus em resposta ao 
ihtorío da commissão. (Já citada e em parte transcripta n'este tomo, de pag. i23 
i27.) 

No tono Yu (1821) de pag. 158 a 279, a Memoria. . . por Francisco Ale' 
tndre Lobo (bispo de Vizeu). (Já citada n^outro logar. Veja também nas Obras 
» bispo de Vizeu.) 

No tomo vni, parte i (1823), de pag. 167 a 212, o Exame critico das pri- 
tinu cinco edições dos Lusiadas. Por Sebastião Francisco de Mendo Trigoso. 

# 

# # 

395-60.* Relatório da commissão nomeada para examinar a nova edição dos 
uiadaê, impressa em Paris em 1817, etc. 

Esta é a ediçáo em separado das Memorias, mencionadas acima. 

# 

# # 

396-61.* Annaes das scieneias, das artes e das letras. Paris 1818-1819. 8.* 
node. 

Veja o que mencionei e deixei extractado, no tomo presente, a pag. 129 e se- 
ainles. 

# 

# # 

397-62.* Breve resposta à critica da nova edição dos Lusiadas, etc. Por Bento 
!aâ Vianna. Paris, 1819. 8.« de 56 pag. 

Veja o que extractei doeste folheto, no tomo presente, a pag. 133 e se- 
pultes. 

* 

# * 

398-63.* O espectador porttigiiez. Jornal de critica, e de litteratura. Lisboa. 
I Impressão de Alcobia. 1816-1818. L"" (4 semestres, tendo cada um 26 números.) 

No artigo Critica, que vem em quasi todos os números, José Agostinho de 
teàOf que foi o fundador e redactor principal, e acaso único d'esta folha, 



^^ LUIZ 

defende-se das digressões de Pato Moniz e de Couto, a propósito do OrUm 
do Parallelo critico e das numerosas publicações que se fizeram contra Jsifl 
devaneios e vaidades. 

# 

# # 

399-64.* Apologia de Camõe» contra as reflexões criticas do Padre Ja^AstÊ 
Unho de Macedo sobre o episodio de Adamastor no canto y dos Lusiadas Satáiã 
go. Na ofíicina typographtca de D. Juan Moldes. Annode 1819, Com as lienças"^ 
cessarias, 4.« de o-(v4 pag. 

É de fr. Francisco de S. Luiz, depois cardeal Saraiva, em respostaao follMM 
Reflexões criticas, do padre José Agostinho, publicado em 1811. 1 

Segundo um interessante artigo do sr. Martins de Carvalho, no Cbmml 
n.*^ 4027, de 27 de março de 1886, acompanhado de uma carta, ooe em 
fr. Francisco de S. Luiz escrevera ao secretario da universidade, /asconcellor 
Silva, a Apologia foi escripta em Ponte de Lima, entregue a um amigo Ant 
Fernando, que a mandou imprimir anonyma em S. Tiago de Ompc^tella, 
um prologo, que nSo é de fr. Francisco. 

Na carta citada leio o seguinte : «Nunca disse a ninguém que era cousa nà 
nha, senão na Batalha, quando soube com plena certeza que fr. José Leonardoil 
gabava de ser sua. Então mostrei a uma pessoa o rascunho, que ainda cooseni 
va, para prova da minha verdade». 

* 

# # 

400-65.* Censura dos Lusiadas, Por José Agostinho de Macedo, Lisboa na iâ 
pressão regia. Anno 1820. Com licença, 8.° 2 tomos de 295 pag. e 271 pag.- 
Os rostos téeni a seguinte epígraphe : 

. . . Tollunlur in altum, 

Ut lapsu graviore ruant. Cí.acd. 

José Agostinho começa a inlroducçAo. referindo-se aos que o atacaram pd 
composiçáo do poema Oriente, em que elie ousadamente pretendeu subir e ei 
ceder a altura de C.amões, o pretende para logo defender-se da nova ousadia ú 
Censura, escrevendo (pag. 4 a 5) : 

« Nunca foi a minha intenção emendar Camões, fíque isto para o Iraductc 
inglez Micklc, que nos deo as Lusiadas invertidas ou vestidas, como elle diz, 
moda in<;leza; n'esta traducção, não só esião alterados os faclos históricos, ec 
episódios do poema, mas a mesma marcha e ordem que no original lhe dá Lai 
de Camões ; e não se emenda senão aquillo que se julga defeituoso e imperfeito 
A acção dos Lusiadas, que é tanto de Luiz de Camões, como é de outro qualqoei 
que se julgue provido de cabedal bastante para a tratar, pôde ser tratada por 
muitos poetas, s^*m que uns se dêem por injuriados pelos outros, e sem que* 
possa allirinar, que o pocnia que agora apparece vem emendar o que o prece- 
deu ...» 

A introducção finda assim (pag. li e 12) : 

«Tudo o que é opposlo á rasão, e á natureza, é contrario também ásprimi- 



DE CAMÕES ^'^ 

19» innatasy e invariáveis leis do bom, e do bel lo ideal; e tudo o que não é isto, 
noDstraosOy e imperfeito ; tudo o que não é verosímil é absurdo ; e o verosímil em 
»U deve ser tal, que em eertas relações tenha, não só a tintura, mas a^ essen- 
. da verdade. Ea reduzo toda a arte da poesia a estes únicos, e invariáveis 
incipios de Horácio : 

Meum quipectus inaniter angit. 
Irritai, mulcet, faMs terroribus implet, 

•Se o poeta consoe isto por meios dignos da rasão e da natureza, tem con- 
piido todo; mas se o poeta a cada passo tropeça e cáe, falta a esta suprema 
i; nem é bom poeta, nem o que proauz é perfeito e irreprehensivel. A tudo 
h) se falta em as Lusíadas; logo as Lusíadas são imperfeitos ...» 

Segae a Censvra por cantos. O tomo i comprehende a analyse dos cantos i 
V. O toroo n ados cantos vi a x; e na ultima pagina (271) sáe-se o padre José 
foetinho com este pregão de duelista : 

• Ea devo levantar a mão da tábua com este cartel de desafio, que a minha 
Mira deve fazer aos meus implacáveis inimigos: Com solidas rasões nmgttem 

O itálico é de Macedo. No verso d'esta pagina declara elle que não poz a 
■Mflaçio promettida no tomo i, pag. 31, para não avolumar este ; mas dal-a- 
I impressa separadamente em occasião opportuna. Julgo que não appareceu 
roca. O que se lé na mencionada pag. 3i é o seguinte : 

«Na oitava 20.* começa o decantado, porém absurdo machinísmodas Lusia- 
15 ; cousa perfeitamente monstruosa; alem das nossas reflexões particulares 
bIo longo decurso d'esta censura, daremos no fíiii uma erudita, e philosopbica 
inerta^o que sobre este objecto nos foi communicada; ella acabará de lançar 
Br terra este fantasma da opmíão ...» 

Estaà amostras revelam o animo com que o padre José Agostinho veíu á 
•prensa com a sua ampla Censvra. 

Reifere o sr. visconde de Juromenha (Obras, tomo i, pag. 369), que viu uma 
Vta aatographa do padre José Agostinho ao morgado de Matteus, 0. José Ma- 
li de Sousa «em que parece que modificava as suas opiniões, incitando o dito 
ÉBiiailo para que publicasse a traducção latina dos Lusíadas do padre Francisco 
b&Dto Agostinho de Macedo, e oíTerecehdo-se para a rever». 

i Possuo e tenho á vista, outra carta autographa de José Agostinho, endere- 
bi ao vigaríoseral arcebispo de Lacedemonía, e datada de Pedrouços em 15 
bjunho (te 1829, na qual se elle queixa de não lhe terem dado entrada na aca- 
màk das sciencias de Lisboa, amrmando comtudo a sua boa vontade para o 
pHor dos Lusíadas, pois acrescenta : 



[ •] 



Nlo me quizeram lá, porque diziam que eu ia para lá dizer mal de todos, 
Urez se não enganassem, porque todos o mereciam, porém o que eiles não qui- 
liiD 6zer, fizeram agora os Romanos, mandando-me um diploma de sócio da 
cademia Tiberina em que entram só os primeiros lilleratos de Itália, e eu que 
iDca roe esqueço dos portuguezes, no meu agradecimento lhe pedi quízessem 
aminar nos ms. da Vatícana os ms. de André Baião, successor de Marco Anto- 
} M ureto na cadeira de eloquência, e fazerem uma copia da traducção latina 
r LUSIADAS, mais exactas e muito melhores versos, que os da paraphrase, e 



298 



LUIZ 



nSo traducçSo de Fr. Tbomé de Fana, e que viesse islo pela legação, qae ea 
pagaria o frete» e a quem elles aqui quisessem, o trabalho da copia, porque Iíh 
gastar um tostio a um italiano, é tirar-lhe um olho da cara, ou ambos os olboii 
assim o flzerem, SERÁ MAIS UM TROFEO LEVANTADO A 6L0RU ~ 
POETA, e que valha mais alguma cousa, que a ediçAo rica do Morgado de 
teus. NSo se enfade V. Ex.* se um moribundo em lugar do uma carta mis 
faz um testamento. Se o meu fraco ó fazer conhecer ao mundo a litteratura 
tugueza, este fraro é tSo forte, que a tudo me obriga ...» 

No treclio, que transcrevi, o sublinhado é meu, para que fique bem ^ 
a intenção intima confídencial do padre José Agostiniio em favor do sublime 
tor dos Luiiaáu! 



401-66.* Carta eseripta ao anhor Redactor da •Gaxela Universal *j 
veterano fora de eeroiço, ex-redaUor do 9 Jornal encydopedieo de Lúboa», 
4.® de 7 pag. — No fim : Lisboa, na offieina de António Rodrigues Galhardo, 
pressor do conselho de guerra, 1831. 

NSo tem rosto. Quando menos, nflo o vi no exemplar que examinei. Tea 
data de « Lisboa, Forno do Tijolo, n.* 45, %• andar, 5 de novembro de i82i •, 
a assignatura de « José Agostinho de Macedo» É um elogio ao redactor da ^ 
zHa Universal e nova aggressSo a Pato Monis, de quem escreve estas 
na sua costumada linguagem (pag. 5) : 

« Este Pato é um individuo anómalo na espécie humana. Foi dois annos 1 
fio tosado, sacodido, depennado no Espectador, pois nem ainda os dois grossoi 
volumes da Censura dos Lusíadas lhe fizeram cair da cara ym bocadinho de es^ 
lanho., ainda é a mesma, ainda é da dureza e côr de arame de candeeiro ...» 

# 

# * 

402-67.* Reflexões sobre a marinha ou discurso demonstrativo do esboço áã 
organisação e regimen da repartição naval portugueza, por Justicola. Lisboa, M 
tmprejisa nacional, anno de 1821, 4.° 

Contém numerosas referencias a (Camões, para affirmar, com os versos da 
insigne poeta, as suas considerações acerca da situação da marinha portuguesa. 
Justicola é o pseudonymo de José Maria Dantas Pereira. 

# 

# * 

403-68.* A Primavera, por António Feliciano de CastilhOf Coimbra, 1822.H 

« 

Veja n'esta collecçâo de poemetos, o que respeita ao episodio de Ignez dl 
Castro. 

# # 

404-69.* A morte de D, Ignez de Castro, Cantata, por Manuel Idaria Bof' 



.DE CAMOES 



299 



p ãm Bocage, a que $e qjunta o episodio, ao mesmo assumpto, do ifítmortal Luiz 
jBiaiffipf,, LiÁoa, na typographia RcUlandiana, 1824. Com licença da Mesa de 
bèargo do Paço. i2.** de 24 pag.— No verso do rosto tem esta epigraphe: 

7 As filhas do Mondego a Morte escura 

^ Longo lempo, chorando, memoraram. 

^ CamObs, Lusiad.f canto in. 

Este folheto comprehende um soneto (pag. 3); a cantata (paff . 4 a 10) ; e o epi- 
do canto m dos Lusíadas (pag. lia 20). De pag. 21 a 24 corre um cata- 
èt livros do editor Rolland. 

O soneto dedicado a Ulina, começa : 

Da miseranda Ignez o caso triste 
Nos tristes sons que a magoa desafina 
Envia o temo Elmano á terna Ulina, 
Em cujos olhos seu prazer consiste. 

Tu és copia de Ignez, encanto amado, 

Tu tens seu coração, tu tens seu rosto . . . 
Ah ! Defendam- te os Ceos de ter seu Fado. 



E termina : 



[k cantata principia assim : 



£ concloe : 



Longe do caro Esposo Ignez formosa 

Na marffem do Mondego, 
As amorosas faces aijofrava 

De mavioso pranto. 
Os melindrosos, cândidos penhores 

Do thalamo furtivo, 
Os filhinhos gentis, imagem d'ella, 
No regaço da Mãe serenos ^osam 

O som no da Innocencia. 

Toldam-se os ares, 
Murcham-se as fiores : 
Morrei, Amores 
Que Ignez morreo. 



406*70.' Camões, ode do cavalheiro Raynouard, etc. Traduzida em verso 

tz por Francisco Manuel (Filinto Elisio), Ftcen/^ Pedro Nolasco e F, L, e 

', correcta e annotada, dedicada a Sua magestade Elrei o Senhor D. João 

fjfeno Senhor pelo seu humilde e fiel vassallo Heleodoro Jacinto de Araújo Car- 

Lisboa : na Imvressão Regia. 1825. Com licença de Sua Magestade. 4.*> me* 

4-62 pag. — No verso do rosto, esta epigraphe extraliida de Eloracio: 

. . . « Vos exemplaria Graeca 
Nocturna versate manu versate diurna. 

Filinto Elisio traduziu assim 

Os exemplares puros com nocturna 
Diurna mão por vós sejam versados. 



^^ LUIZ 

As versões com as respectivas notas estão pela seguinte ordem : p 
a de Pilinto (paf(. i a 22) ; segunda, a de Nolasco (pag. 23 a 38) ; tercei 
. Yerdier (pag. 39 a 52). 

Os primeiros versos da traducçSo de Francisco Manuel sSo estes. 

Vós, que as praias trilhais do Tejo aurífero 

Regei meu passo incerto, 
No tributar meu pio rendimento 

Ao liuso feliz Vate. 
Os últimos são : 

Na luta nobre : — Vivos, 
Se perseguidos sois : na Era vindoura, 

Mortos, vos erguem aras. 

A versão de Nolasco principia : 

Filhos do Tejo guiai 
Meus vagos passos aonde 
O vosso Vale se esconde. 
Seu sepulchro me amostrai. 
E acaba : 

Sustentai a nobre lida; 
Tormentos vos dão na vida, 
Mas aras depois da morte. 

Segue a traducção de Verdier, de que dou a amostra na secção dos a 
francezes. 

Este folheto não ó raro. Existe ainda á venda no deposito de livros 
prensa nacional, e por preço minimo. 

* 
# # 

406-7 !.■ Bellezas de Coimbra por António Moniz Barreto Corte Rea 
primeira (e única). Coimbra. Na real imprensa da universidade. 1S3Í. 12.* 

Veja nas pag. 28 a im, 41, 44 a 46, 7t, 73» i60 e 170, Episodio dei 
Castro e outros excerplos dos Ltisiadas e das Éclogas ; referencias a Cam 
Ignez de Castro, e á Castro de António Ferreira ; e excerplos da Nota Ca 



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# # 

407-72.» Sonetos publicados na Chronica constitucional do Porto por o 
da morte do illJ"'* sr. José Joaquim Pacheco, commendador nas três ord 
S. Bento de Aviz, de Nossa Senhora da Conceição de VtUa Viçosa, e da 1 
Espada de valor, lealdade e mérito ; condecorado com a n^z de ouro das c 
nhãs peninsulares ; com medalha de cominando em Albuera, e em Victoria ; 
distinctivo da expedirão a Montevideu ; coronel commandante do regimento 
fanteria n." 10, e chefe do estado maior do exercito libertador do Norte de 
gal, etc. Porto, Imprensa de Gandra y Filhos, 1833. — Folha avulso. 



DE CAMÕES ^^* 

una pablicaç2o da maior raridade, em separado da que se fizera primei- 
na Chroniea eonstiiueional em homenagem ao bravo coronel Pacheco, 
MftoeDses honraram sempre, e cujas cinzas, como preciosa reliquia, con- 
em sumptuoso mausoleo no cemitério da Lapa. 

atém i2 sonetos, uns anonymos, e outros firmados com iniciaes, que nSo 
a goaes pessoas se referem. O soneto, porém, que em seguida transcrevo, 
sa da sigla G., parece que teve por auctor o conhecido patriota João No- 
[gandra, citado no Dice, hibliographico, tomos iii e x. Transcreverei este so- 

Precursora do fado inexorável 
Que ao moderno Pacheco estanca a vida, 
Em triste som a Fama enternecida 
No Elysio espallia a nova deplorável. 

Lusos Manes, em turba respeitável. 
Correm á recepção justa, devida ; 
Camões a apostrophá-lo se convida, 
Junto ao velho Pacheco venerável. 

Nas praias do Cocyto o Heron assoma, 
Da índia o defensor a mão lhe estende, 
E em seus braços carinhoso o toma. 

Na Ivra o Vate novos sons desprende, 
«Pede á Grécia, outra vez, perdão e a Roma» 
Se a gloria aos seus varões este suspende. 

Camões, canlo x, eiUncia 19. G. 

úste um exemplar na bibliotheca do sr. Pedro Augusto Dias, distincto pro- 
le medicina e oibliophilo, no Porto. 

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# # 

)-73.* Narração succinta do modo por que a companhia dos actores portu- 
lo Real thealro do Porto solemnisou o anniversario natalício de S, A» L o 
Duque de Bragança na noite do jubiloso dia 12 de outubro de 1833, e na do 
. Parto. Na imprensa de Gandra êf Filhos. Folha avulso. 

ir. Pedro Augusto Dias possue um exemplar d'esta Narração, hoje muito 
Qtre as producçdes poéticas que n'ella vem como recitadas no theatro, 
a glosa em oito sonetos á oitava !.* do canto i dos Lusiadas: 

As armas e os barões assignalados 



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# # 

^74.* Meriorea (Poema sobre as gallinhas), ^vJosé Baptista de Miranda 
facau. i838. 

» canto I, estancias 60 a 64, exalta Canules, e diz que em Macau, onde o 
Aleetorea foi escripto, encontrou CamOes o seu Parnaso, e o estro que o 



302 



LUIZ 



elevou tão alto. Em a nota 17 ao mesmo canto, refere-se á estada de Cai 
Macau e á celebre gruta nas vizinhanças da aldeia de Patane. 



410-75.* Ode a Camões feita em francez pelo tr, Raynouard e posta mi 
tuguez, 

É a versáo do dr. António José de Lima Leitão junta ao livro A esi 
Coro, poema heroi-comico, composto por Boileau Despréaux, etc, e tradi 
pelo mesmo, Lisboa, 1834. 

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# • 



411-76.* Confrontação minuciosa dos dois poemas Lusíadas e Oriente j(M\ 
fensa imparcial do grande ímíz de Camões contra as invectivas, e embustes áoi 
curso preliminar do Oriente composto pdo padre José Agostinho de Macedo, é 
se prova as suas falsas originalidades : (H)ra escripta em vida d* este rever end» \ 
ctor, e até agora não impressa. Seu auctor Raymundo Manuel da SUva EUn 
Lisboa, na imprensa nevesiana, 1834, Com licença. 4.** de 56 pag. — No verso 
rosto a seguinte epigraphe : 

Veja o Tejo uma vez, qual o Tamisa, 
Cysne que espaços não trilhados piza. 

0i»!fTB| canto r, oiUTax. 

Este opúsculo, que nSo é hoje vulgar, começa (pag. 3) : 

«Todo o portuguez tem direito a defender o grande Luiz de Camões de . 
tragas nSo merecidos. Náo acho próprio, nem acertado, que um auctor, pan 
engrandecer a si, ataque outro auctor, e pretenda despojal-o da gloria, que ' 
estabeleceu a opinião geral de todos os homens, e de todas as ncções ...» 

E acaba (pag. o3 a 54) : 

«... não deve o padre Macedo, para exaltar o seu Oriente, p<^r a assari 
CamGes e a sua obra ; pois, se alguma d'ellas merece superioridade, é sem 
vida a das Lusíadas, e a prova é clara : As Lusíadas são lidas por todos, sem\ 
com o mesmo gosto, com o mesmo interesse, depois de quasi três séculos da 
primeira publicação-, e o Oriente, sem exceptuar até os seus mesmos partidi 
todos gostam, é verdade, de o ter nas suas gavetas, ou nas suas li\Tarias, p< 
muitos, e muitos (isto é um facto) sem o terem lido ainda, ou contentando-se 
nas de ler alguns cantos, ou oitavas d'elle ...» 



Alem dos livros e folhetos, que ficam registados, a respeito de tão inslructi,_ 
polemica litloraria, notarei que nas Obras do padre Francisco Roque de Carri- 
lho Moreira se encontra um soneto de censura ao padre José Agostinho pela sai 
publicação do Oriente. 



412-77.* A voz da gratidão e o ecco da verdade. Versos centonicos extrahiãô 



DE CAMÕES 303, 

obras de Luiz de Confiei etc, O. D. C. Um súbdito leal e amante da Carta, 
boa, na imfnrenta Nevesiana, 1884, 8.° de 20 pag. 

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413-78.* Repositório litterario da sociedade das scieneias medicas e da litte- 
Sicra do Porto, Porto, 1834-1886, L^ de 190 pag. — Impresso na typographia 
Ahrares Ribeiro, aos Lavadouros. 

Nas pag. 5, 56, 64, 70, 71, 86 e 87, encontram-se notáveis referencias a Ca- 
tes e á soa monumental obra, e ao Camões de Garrett, em artigos com a assi - 
itora A. H. (Alexandre Herculano). 

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414-79.* Poesias de Henrique Ernesto de Almeida Coutinho. Porto, imprensa 
i Alvares Ribeiro, aos Lavadouros nJ* 16, 1886. 8.° de 10o pag. e mais 2 de in- 

iee. 

Veja de pag. 21 a 24 a Ode a Luiz de Camões, naufragando na costa de Cam- 
9a junto à foz do rio Mecom. 

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415-80.* O Recreio, jornal das familias, Lisboa. Na imprensa nacional, 
836-1842. 4.* 8 tomos. 

No tomo IV, a pag. 74 e 75, excerpto dos Lusiadas; a pag. 78, Camões cita- 
|i cotre os auctores mortos de fama; e a pag. 142 excerpto dos Lusiadas, . 



No tomo VI de pag. 78 a 82, biographia de Camões; de pag. 101 a 105, bio- 
^phía de Ignez de Castro; a pag. 188 excerpto dos Lusiadas; e a pag. 243, Ca- 
■6es citado entre os bomens distínctos, mal recompensados em Por lugal. 



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# * 



415-81.* Bibliotheca erudita, obra de lição e recreio.., publicada por seu 
ptfor /. /. V, (Joaquim José do Valle). Porto, typographia de M. J. A, Franco, 
|tt7. S.*" 2 tomos. 

Veja no tomo 11, pag. 64 e 65 a biographia de Camões. 



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417-82.* D. Ignez de Castro, Novella pela condeça de Genlis, traduzida do 

tez pelo dr. Caetano Lopes de Moura, natural da Bahia, etc. Óryiada com es- 
I. Paris, na livraria portugueza de J, P. Aillatid, 11, quai Voltaire. 1837. 



^^ ' LUIZ 

íl,^ de 4-2Í3 pag. Com vinhetas e uma estampa antes do rosto, represer 
, coroação de D. Ignez de Castro com a epigraphe extraliídados versos de C 

O caso triste e digno de memoria 
Que do sepulchro os homens desenterra 
Aconteceu da misera e mes<|uinha 
Que depois de ser morta foi rainha. 

Tem antes do rosto a seguinte indicaçSo dos impressores: Paris : in^ 
Bourgogne e Martinet, rua Jacob, 30. 



418-83.* O Mosaico. Jornal de insirucção t recreio, cujo lucro é appl 
favor das casas de asylo da infância desvalida, LísImhi, na imprensa 
nal, 4.*» 

No volume i de 1839, n.^ 13, pag. 100 e 101, traz uma resumida 
phia de Camões, mencionando a edição das obras do poeta feita em Hai 
por diligencia de Barreto Feio e Gomes Monteiro ; e a primeira ediçáo do ( 
de Almeida Garrett. Contém outras referencias a (Camões, especialmente n 
sias de Martins Bastos, que tirava quasí sempre para as suas epigraphes, ( 
posições, versos dos Lusíadas. 

O volume ii contém igualmente muitas referencias a Camões, excerp 
Lusiadas, e Hiitoria de Ignez de Castro, com estampas. 

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# # 

419-84.* Descripção geral de Lisboa em 1839, ou ensaio histórico 
quanto esta capital conlêni de mais notável, e sua historia politica e liU 
ele. Por P. P. da Camará. Lisboa, 1839. 8." de iv-i90 pag. 

Veja de paj;:. 149 a 151, Versos feitos por el-rei D. Pedro o ci^uel, nh 
1367, sobre a trágica morte de sua esposa D. ignez de Castro ; de pag. 16C 
Biographia d^ Camões; e a pag. 169, Biographia de António Ferreira, e i 
cia á tragedia Jgnez de Castro. 

# # 

420-85 •■ Cosmorama litlerario. Jornal da sociedade Escholastico-Philo 
Lisboa. 1840. 4.» 

Em os n." 29 (pag. 226 a 228), 30 (pag. 234 e 235), 31 (pag. 242 e 
32 (pag. 250), vem um artigo biographico de Camões sem assignatura, m 
Luiz Augusto Rebelio da Silva. Louva o poeta pelo seu amor á pátria e p 
i.iirnorlal poema; c romaiilisa as aíllicções, amarguras e desgostos, que pas 
Imlia e em Macau. 

# # 

421-86." Biographia de personagens illustrcs de Portugal, escripta p 



DÊ CAMÕES 3^ 

B Jòaoirtni Luiz de Sousa Monteiro. Ornada de retratos lithographados e de vi- 
te# amt9ivas a alguma passagem notável da vida de cada uma. Lisboa. Na im* 
nackmal. 1840-1841. Folio. 




CoDtéin biographias e retratos de Camões, Ig|nez de Castro e Vasco da Ga- 
I, eom extensos e numerosos excerptos dos Lusíadas e entre elles o Episodio 
Jgnez de Castro. 

% d'e8ta9 bíographias entroa depois, se nSo me engano, na CoUerção de 
e hiographias, citada no Dicc, tomo ii, pag. 90, sob o n.* 358. 

* 

* * 

4tt-87.* Portugal. Recordações do anno de 1842 peb prindpe Lichnotcsky. 
iMnsfltia do allemão. Segunda edição. Lisboa. Na imprensa naaonal. 1845. 8.* 
p 6 (inninneradas)-220 pag. e mais 2 de índice e errata. 

■ 

Referencias e citações camonianas a pag. 1, 33, 93, 100, 102, 129, 132, 144, 

151» 152, ld5, 187, 189, 190, 215, 218 e 220, comprehende excerptos dos 

f, mençSo da ediçSo do morgado de Matteus, das notas do sr. Ferdinand 

á versão de Foumier, e ao episodio de D. Ignez de Castro ; e a tradueção 

estrophe dos Lusiadas em francez pelo duque de Palmella. 

* 

* * 

423-88.* Cartas escriptas da índia e da China nos annos de 1815 a 1835 por 
Jgnaeio de Andrade a sua mulher D. Maria Gertrudes de Andrade, Liiboa, 

imprensa nacional, 1843, 8.<» grande, 2 tomos de 16 (innumeradas)-245 pag. 

His 3 de Índice ; e de 8 (innumeradas)-23d pag. e mais 8 com uma epistola 

I Terso e índice. Com estampas e retratos. 

Veta no tomo i. pag. 9 e 10 (innumeradas), 3, 1 1, 12, 19, 25, 29, 35, 45, 47, 

,S5, 57, 77, 79, 89, 93, 105, 109, 111 e 161, referencias a Camões e ao seu 

; a Vasco da Gama, e á gruta de Macau, e excerptos dos Lusiadas. No to- 

ín,pag. 3 (ínnnmerada), 31, 33, 47, 71, 85, 101, 177, 178, 205, 231 e 233, 

''~eoeías a Camões, excerptos dos Lusiadas e de Camões de Garrett ; menção e 

3Sç2o do quadro Camões de Sequeira, e descrípção da gruta de Macau. 

* 

# # 

42Í-89." Jardim portuense. Porto, 1843. — Em o n.^ 3, terceiro ajr tígo, re- 
las O vergel do amor, elegia de Camões. 

# 

# # 

425*90.* Poética para uso das escolas por Bernardino Joaquim da Silva Car- 
hro, etc. Coimbra, na imprensa da universidade, 1843, 8.° de 2-108 pag. 

Tem citações de Camões de pag. 45 a 48, 86 c 87. 

10 



308 



LUIZ 



"K 



434-99.* Revista universal lisbonense, ÍÀshoa. 4.*' 

No volume v (1845J, pag. 66, vem o capitulo vi das Via{fens na minha te 
que Almeida Garrett denicoa a (Camões, e se refere ás pretensões do padre . 
Agostinho querer supplantar a obra dos iMsiadas, 

Veja também o que se lé n'este periódico a respeito da poesia Camões 
sr. Palmeirim. 

435 100." Obras de D. Francisco Alexandre Loboj bispo de Vizeu. Impre 
á ctista do seminário da sua diocese. Lisboa, Í848. 8.** 3 tomos. 

O tomo I, de pag. 21 a 156, contém a Memoria histórica e critica ácerc 
Luiz de Camões e das suas obras ; e de pag. i57 a 163, as Breves reflexões s 
a vida de Luiz de Camões escripta por mr. Charles Magnin, membro do instit 
no principio da sua traducção dos Luiiadas. 

A primeira memoria sairá antes no tomo vii, parte i das Menwi-t^s da < 
demia real das sciencias de Lisboa (pag. i58 a 279). N'ella o douto prelado 
ziense trata da vida do egrégio poeta, e de todas as suas composições com < 
dição e critica; e provando que não está de accordo com os panegyristas 
Camões, alguns dos quaes julga em extremo exagerados, synthelnisa o seu < 
ceito relativo aos Lusiadas n'estas palavras (pag. ^8) : 

«... Fora desastre perderem-se as suas Rimas; mas se perdidos os Lusií 
so conservasseni as Rimas, o nosso crodilo lillerario não teria com ellas nji 
accresrenlaiiieiilo. Nos Lusíadas o nosso Poda acertou na escollia da aqvio, e 
einiiuMicia no ksIiIo; mas peccoii na coiifurinaçiío das [)arles, na iniproprird 
ou ociosidadt' de al;.'uns Episódios o mais ain^la na qiialidad»' e tímprego do r 
ravillioso. Moslra este Poema uma ousadia (jue pretende arremedar a de Home 
mas na riqueza inexhaurivel licTi muito dislaiile da llliada : tem n'alguiis ca? 
repito, mais originalidade que a Eneida ; njas em neidunn a sua igualdade e p 
feição ; excede o Poema do Tasso no puro guslo do estilo ; mas e dVlle exc<'il 
na regularidade do todo. e na copia das licçôes : náo tem tamanhas exlravag; 
cias são como as de Milton ; mas tamhem não tem tamanha sublimidade. E se q 
zermos olhar para a Henriade il' V\>ltaire, como merecedora de se nomear c 
as Epopéas antecedentes (ao que farei ali:unia, posto ([ue não nmilo porliada, 
pugnancia), direi que o Poema Francez tem menos imperfeições do queosLu; 
das; mas que não é para se comparar com elles no ar magesloso e veneran 
nos traços de formosura antiga, no curdio clássico, em que elles até excedeu 
mesma Gerusaleme,» 

O sábio bispei de Vizeu não perdoava a Camões, que, sendo elle auctorcli 
tão, para ser lido por christãos, se valesse para o seu poema do inaravill 
absurdo dos deuses gentilicos. 

Nas Bi'er>e$ reflexões , responde ás accusaçOes de Majrnin, que n(Uou a 
cialidade e o espirito de malqueren^*a com que o bispo escrevera asua3/eȒo 
e declarou que escreveu esta como entendia, bem ou mal, e que pe^si^tia na i 
ma opinativa, a(firmando-a d'este modo (pag. 161) : 



DE CAMÕES ^^ 

Umho de Macedo sobre o episodio ãe Adamastor no canto v dos Limadas, Lisboa. 
Na typograjhia do largo do Contador Mòr, n.' /. 1844. 8.« de 87 pag. 

É a segunda ediçSo d'este. oduscuIo de fr. Francisco de S. Luiz, cardeal Sa* 
ffiÍTa. A primeira já ficou indicaaa atrás sob o n.<* 399-64.* 

* 

# * 

430-95." O passeio. Poema de José Maria da Costa e Silva. Segunda edição 
wntcta e consideravelmente augmerUada peh auctor. Lisboa, 1844. 2 tomos. 

No tomo I, canto m, cita o sublime poeta (pag. 1 16) ; 

No canto de Camões viverão todos, 
Eile falia, e se escuta em toda a língua, 
Na pag. il7 

Ah t do excelso Cantor aplaca os Manes, 
Er^ue uma estatua, um cenolhaphyo ao menos 
Seja á sua memoria consagrado I ... 

No tomo u, pag. 65 e 66, vem uma extensa nota a este propósito, referindo 
esforços que se tinham feito em 18i8 para erigir um monumento a Camões, e 
foe passara com o padre José Agostinho de Macedo sobre a verdadeira sepul- 
; de (Camões : 

* 

# # 

431-96.* Epitome da vida de Luiz de Camões. Typographia de D. Y, L. Sousa 
IknUetro, rua da Palmeira, n." 86 (Lisboa). 1844. 

# 

# # 

432-97.* Primeiro ensaio sobre a historia litteraria de Portugal, etc. Por Fran» 
túeo Freire de Carvalho, Lisboa, typographia Rollandiana, 1845. 8.* de 445 pag. 

Tem referencias camonianas a pag. 104, 114, 139, 340 a 342. 

# 

# # 

433-98.* Ao illustrissimo senhor José Ignacio de Andrade, etc, Lisboa, 1845. 
Folio pequeno. 4 pag. 

^ É uma poesia que Francisco Anlonio Martins Bastos compoz em louvor do 
auctor das Cartas da índia e China, e em que se encontram esles versos : 

Talvez do (jama um dia o grande nome, 

Dos homens na memoria se perdesse, 

Se de Camões a Musa sublimada 

Do olvido o não remisse, e os grandes feitos. 



310 



LUIZ 



da Carta sobre a situação da ilha dos Amores pelo sr, José Gomes Monteiro, ti 
qaal escreve : 1 

« . . . o sr. Monteiro firma a saa opinião, de que o auctor dos LtisiadasocSm 
coa a ilha de Yenas debaixo dos climas dos trópicos, no oceano indico : pin 
chegar a este resultado lucta com êxito com a sciencia um pouco prevenida de 
illuslre Humboldt, e com as variantes de diíferenles commentadores ...» 

«... a Carta ... a despeito do assumpto ser grave, e a discussSo d'eile 
dita e extensa, tem amenidade e belleza litteraria para prender a attenção e iate 
ressar o leitor.» , i 



emj 



Referindo-se especialmente aos Lusíadas, pOe Rebello da Silva a seguinte opa- 
lenta observação : 

«... entre as nossas glorias brilha como uma das maiores a famosa epopeii 
dos Lusíadas ; e a raiva da inveja, e a ignara crítica debalde tentaram empanar- 
Ihe o lustre. O poema e a monarchia sSo indissolúveis ; a nacionalidade do pov» 
não os pôde, nem sabe separar. Fallai-lhe dos trophéus antigos, recordai-lhe a smh 
dade de melhores tempos, e vereis como elle associa o nome de Camões aos do^ 
mes e aos feitos que o poeta celebrou. A historia, vestindo as risonhas ficções M 
ideal, fez-se amiga do pobre e do abastado, consolou os pezares do sábio, e ani- 
mou as esperanças do plebeu. Todos ali acham uma pagina escripta para si. O 
amor que empallidece de de^jos, o coração que sorri ao perigo, e a alma qoB 
anceia de ambição e de esperança inspiram-se nos Lusíadas, e fazem d'elles o sei 
Evangelho.» 



439-104.* Carta ao ílL'^ sr, Thomaz Norton, sobre a situação da Ilha de 
Vénus, e em defeza de Camões contra uma arguição, que na sua obra intitidadt 
Cosmos, lhe faz o sr. Alexandre de Humboldt, Por José Gomes Monteiro, Porto «f 
ttfpographia de S, J. Pereira, Praça de Santa Thereza w.» 28. 1849, 8.** de 84 pag. 
^0 rosto a seguinte epigraphe : 

Vous retrouvez partout une Ame 
aussi profonde que TOcéan. 

Edgard QnfíBT, sar'le Camoens. 

Esta Carta, que já não apparece senão raramente no mercado de Lisboa e 
falia n'algumas collecçõos, é muito apreciada. Gomes Monteiro dá a rasâo delia 
a Norton nas seguintes linhas do começo : 

ftA leitura que juntos fizenK)s das bellas paginas do Cosmos, onde o illustre 
Humboldt veiu, como admirador de Camões, associar seu grande nome ao de Tasso, 
de Montesquieu e de Chateaubriand, me convidou a ler, não sei se pela centésima 
vez, o brilhante episodio da Ilha dos Amores. N esta leitura levava eu especial- 
mente em vista avaliar o reparo feito ali pelo sábio allemão, de que o grande 
poeta, tão admirável quando descreve os phenomenos do Oceano, se não mostra- 
ra igualmente sensível ao espectáculo da natureza terrestre. O auctor do Comos, 
não partilhando a singular opinião de Sismondi, segundo o ((ual as viagens de 
Camões pouco ou nada teriam enriquecido a sua poesia, adopta conitudo a «cen- 
sura d'est:\ critica na parle que se refere á ausência da vegetação tropical nas 
descripções dos Lusíadas. . . 

"A apreciação d'esta censura trouxe-me naturalmente á velha questão —se 
com eíTeíto Camões tivera em vista n'aquella ficção designar algumas das ilhas do 



DE CAMÕES 311 

ceano indSco; ou mesmo do Atlântico, e qual elia fosse. Esta questão e o re- 
iro do illustre auctor do Cosmos sAo, até certo ponto, matérias correlati- 
is. Por isso me propuz investigal-a e dar-Ihe, se fosse possível, uma cabal solu - 
io...» 

D'ahi por diante» Gomes Monteiro entra n'uma serie de apreciações e ra- 
Hodiiios» citando e replicando aos commentadores de Camões ; e demonstrando 
fÊd Huiiàx>Idt se enganou na sua censura, afifirma que o egrégio poeta n'esta, como 
■I oatras passagens do seu immortal poema, não podia ser mais verdadeiro, nem 
■lis fiel» pois a Ilha dos Amores, não é outra senão a formosa ilha de Zanzibar, 
oipe se vé confirmado nas relações dos mais conspícuos viajantes. 

De pag 77 a 81 vem um Ap]fendix ; e no fim d'elle (pag. 82 a 74) uma nota 
pie Tsríantà nas edições dos Lusíadas, assignada por Thomás Norton. 

[ No exemplar, que foi do uso de Thomás Norton, estão juntas varias notas e 
iMidas automphas, que lhe occorreram na leitura; e a copia de um trecho de 
ktt carta de nodrigo da Fonseca Magalhães, o qual, em data de 5 de março de 
)M9y escrevia ao seu amigo : 

«U a carta do sr. Monteiro, que me pareceu excellente e delicadamente es- 
VfltL E posto que ha' já tempos cessem de interessar-me estudos da natureza 
Ih que são objecto d'ella, o antigo amor ás lítteraturas ainda revive de quando 
IB qbaudo n'e8te coração peccador. Muito e muito bem, muito engenho e muita 
Bítica.» 

# # 

44(m05.* Cale, ou a fundação da cidade da Porto. Poema de João Peixoto de 
uramda. Porto, typographia de D. António Moldes. 1850. S.** de 432 pag. e mais 
de erratas. 

Nas pag. V a vii, 428 a 430 e 432, encontrain-se referencias a Camões e ex- 
rpto do6 Lusíadas. 

# 
# # 

441-106." A semana. Jornal litterario. Volume i. Janeiro, 1851. Num. 2. Fo- 
^ pequeno. 

■ 

Yqa-se ahl, na secção de lítteratura, o artigo Camões e Garrett, assignado por 
ha TdUío, que váe de pag. 17 a 2Ò. É acompanhado da belia versão que Ai- 
nda Garrett fizera da elegia que o poeta italiano Paggi compozera para o final 
isoatraducção dos Lusiadas. 

A elegia começa: 

Cotai cantava il lusitano cigno 
Molcendo con sue você anco le fere, 
Non che Tamato pátrio Tago e'l migno, 
E le dei canto suo Tágide altere : 



^*^ LUIZ 

A que corresponde a seguinte versAo de Garrett : 

Go*a doce voz o cysne lusitano 
Ássiin ás próprias feras abrandava ; 
Mas nem o Tejo» de seu canto ufano. 
Nem as ingratas Tágides tocava. 



E termina : 



Vanne, e qual gia Promethen anima infusa 
Con le luci non sue, tu vita altendi : 
Spechio dei altriu bello, emulo industre 
E d'eterno splendor riflesso illustre. 



A que corresponde a versfto : 



Vae, vivirás : também c«)ro luz furtada 
Deu vida Prometheu. Se mais nSo fores 
Serás reflexo de belleza e lustre, 
E de eterno esplendor emulo illustre. 

* 

* * 

4^2-107.* Poesias por Uiiz Au^to Palmeirim, Lisboa.—Tem quatro edi 
este livro, a primeira em 1851, a segunda em 1853, a terceira em 1859, 
quarta em 18b4. Sirvo-me da ultima, o.^ de xiv-303 pag. e 3 (innumeradas 
índice. 

Vem n'ella correcta a poesia Luiz de Camões (pag. 112 a 114), que eu 
trâwos na collecçâo do Trovador, acima mencionada ; e outra intitulada Igm 
Castro (pag. 17 a 26), referente ao canto iii dos Lusíadas e em que são apn 
tados alguns dos versos do formosíssimo episodio. Eis um exemplo : 

« Estavas linda Ignez posta em socego » 
Só curando de amor. Feio teu Pedro, 
Pelos filhos gentis, tu só vivias. 

Em as notas (pag. 292 a 295), reproduz o artigo da Revista universal i 
nense a propósito do actor Rosa quando recitou a poesia Camões no theatr 
D. Maria II. 

Esta poesia foi posta em musica pelo maestro Angelo Frondoni, con 
nota adeante. 

* 

# # 

4ÍÍJ-108.' Elogio de alguns porluguezes celebres por suas virtudes e tale 
e pequenos discursos sobre vários pontos philosophicos, litterarios e oratórios, 
tados por alguns dos alumnos do fallecido professor o padre Jeronymo Emú 
de Andrade, etc. Angra do Heroísmo. 1852. 8.* de 4 (innumeradas)-l 79 p 
mais 3 de Índice e erratas. 

Veja de pag. 26 a 33, Elogio de Vasco da Gama, descobridor da viageir 
índias; de pag. 61 a 68, Elogio do insigne Luiz de Camões, príncipe dos p 



Sois 02834 3401 



P 



314 



LUIZ 



Saíram anonymos estes artigos, e no primeiro d'elles se declaroo que 
sido encontrados mss. no espolio de um frade ; porém, no vulgo correu qi 
da lavra do illustre poeta António Feliciano de Castilho, então collaborad 
duo d'essa folha. 



# 
# # 



449-114." Prelúdios poéticos. Por José Ramos Codho. Lisboa, typ. do Pi 
Í8Ô7. 8.« de 303 pag. 

Contém : Camões e a pátria. 

O sr. Ramos Coelho compoz mais, em honra e louvor do egrégio po 
Camões e á inauguração do monumento (no Diário de noticias, de Lisboa 
pois no volume de Homenagens) ; e traduziu a pedido do nobre visconde 
romenha, o soneto de Tasso a Camões, que appareceu primeiramente no 
das Obras citadas e reproduziu no volume Notxu poesias, 

# 
• * # 

450-115.* A Grinalda, cantos da juventude por João Joaquim de Almeii 
ga. Com uma carta pt*efacio por Torres e Almeida. Braga, typographia Lu 
rua Nova, n.** 38. 1851, 8.» grande de 144 pag. 

Vejam-se as seguintes poesias : de pag. 40 a 42, Portugal; de pag. 61 
Ignez ; de pag. 75 a 78, Camões ; pag. y9, ao violinista F. Sá de Noronha 
80. Ao mesmo; de pag. 84 a 90, Camões e Garrett; de pas. 129 a 132, O • 
de Camões; de pag. 133 a 135, O poeta; e de pag. 136 a 142, A minha ^ 

# 
# # 

• 

451-1 16/ Arte de aprender a ler a letra mnnuscripta para uso das 
em 10 licções progressivas de mais fácil ao mais difficil por Duarte Ventu\ 
ris em casa de J. P. Ailland Qual Voltaire, 11 j de 8.* (lithographado) de li 

De pag. 6 a 33 vâo transcriptas varias estancias dos Lusiadas, inclui 
episódios de Adamastor e D. Ignez de Castro, sendo cada ura dos trechos ac 
nhado de uma gravurasinha aliusiva ao assumpto. Alem d'isso, traz outras 
cias a pag. 43 e 51. 

Este livrinho de Ventura tem lido muitas edições.' 



# 

452-1 17.* Os Lusiadas e o Cosmos ou Camões considerado por Hu 
como admirável pintor da natureza. Por José Silvestre Ribeiro. Segtinda < 
correcta e augmentada. Lisboa. Imprensa Nacional. 1858. 8.** de ix-Í23 paj 

N'e8ta ediçáo, ha uma pequena differença de ampliação no texto, e raai 
notas. 



DE CAMÕES ^^^ 



# 

# # 

453-118.* Cânticos por José da Silva Mendes Led Júnior. Lisboa, typographia 
o Panorama. 1858. 8.<^ grande de 8' (innaiQeradas)-404 pag. e roais 4 de erratas 
indica. 

Veia de pag. 261 a 265, a poesia Va»co da Gama ; de pag. 343 a 347, a 
oesia Uloria e saudade, ao eminente poeta visconde de Almeida Garrett ; e de 
ag. 349 a 355, a poesia Garrett e Camões no anniversario da morte do visconde 
le Almeida Garrett. 

A respeito d'este livro e de ootros factos camonianos, em que figura Mendes 
eal, veja também o Brinde do Diário de noticias, dedicado em 1826 á memo- 
a de t2o distincto poeta, dramaturgo e prosador. 

# 

# # 

454-119.* Poesias por António Augusto Soares de Passos. Segunda edição cor- 
tta e auQmentada. Porto. Typographia de Sebastião José Pereira, 1858. 12.** de 
a pag. 

Veja de pag. 1 a 8 a poesia A Camões, tão celebrada e reproduzida em de- 
mas de pQblicaç(!tes iitterarias de Portugal e Brazil. 

# 

# * 

455-120.* Collecção de opúsculos reimpressos relativos á historia das navega- 
In^ viawns e conquistas dos portuguezes,pela academia real das sciencias. Tomo i. 
L* m. SiiiOTia da provinda de Santa Cruz, feita por Magalhães de Gandavo. Lis- 
U. Na typographia da academia real das sciencias. 1858. 4.*' 

Veja o que escrevi no tomo presente, pag. 269, sob o n.° 336-1.* 

# 

# * . 

456-121.* Bosquejo métrico dos acontecimentos mais importantes da historia 
W Portugal, etc. Por António José Viole. Lisboa, Imprensa nacional. 1858. 8." 

Referencias camonianas a pag. 36 e 41. 

# 

# # 

457-122.* AncUyse dos Lusiadas de Luiz de Camões dividida por seus canto» 
• obãervações criticas sobre cada um d'elles, obra posthuma de Jeronymo Soares 
rèasa, datado que foi da junta da directoria geral dos estudos e escolas do reino 
fmwersidade de Coimbra, sócio da academia real das sciencias de Jjisboa, etc. 



316 



LUIZ 



Proprietai-iò e editor Olympio Nicolau Ruy Fernandes, Coimbra, imprensa 
versidade 1869. S.^" pequeno de 114-1Í4 pag. 

As ultimas paginaii, 1 a 2i, comprehendem um Appenso á analyse, qi 
em alguns exemplares, porque foi impresso depois de terem sido expostos ; 
08 primeiros. 

• * 



458-123.* O Improviso semanal de recreio, noticias e annuncios. Não a 
politica de qualidade alguma. Fundado e publicado por uma sociedade. (S 
Í859, Folio pequeno. 

Em n."^ 4 e 5, de 17 e 31 de julho, appareceu um artigo em folhetim 
lado : Á morte de Camões, Traz ainda errada a data do óbito em 1579. É i 
ctio de biographia, copiado de outras, que não adianta cousa alguma ao 
nhecido. 

# 
* # 



459-124.* Melodias, cantos da adolescência, por João Joaquim de A 
Cruga. Braga, na ttfpographia Lusitana, 1859, 8.** de 128 pag. 

Veja de pag. 39 a 42 a poesia Luiz de Camões ; e de pag. 122 a 126 
sia Glorias portuguesas, 

* 
# # 



460-1 2o.* O Camões. Revista hebdomadaria, Lisboa (1860). 4.» (Reda 
R. J. Ferreira de Assis e J. C. Garcia de Lima.) 

Parece que sâiram apenas os n.<*' 1 a 5. Contém : biographia de Luiz 
mães, de pag 1 a 3 ; Gnita de Camões em Macau, pag. 9 e 10; Elegia a C 
por Aiilonío Xavier de Barros Córle Real, pag. iò. 



# 
# # 



46I-126.* Revelações da minJia vida, e memorias de alguns factos, e i 
»i«« contemporâneos por Simão José da Ijuz Soriano, ele, Lisboa, typoy 
Universal, 1860. 8." grande de 779 pag. e mais 3 de Índice e erratas. Com 
trato do auctor, gravado por Sousa. 

Está desde muitos annos exhausta esta obra. Eu não a possuo. Exan 
exemplar da biblíolheca nacional, incompleto. 

Tem citaçOes dos Lusíadas a pag. 8i, 85, 96, 128, 134 e 197. Na pa 



DE CAMÕES 317 

n nota, declara que a sua ultima p/oducçSo poética em 1860 foi um soneto 
n boora de Camões, e traoscreve-o. É o seguinte : 

(Camões, sublime vate, a eterna fama 
Cobre o teu nome, escuda a tua lyra 
N'essa grande epopéa, que te inspira 
O audaz arrojo do famoso Gama. 

Do erande feito, que o coraçSo te inflamma, 
Prodigius contas, que o mundo admira. 
Saber e estro tudo em (i conspira 
P'ra gloria, que em teu nome derrama. 

Votado a pátria, e d'ella fugitivo 
Fortuna buscas onde nasce a aurora, 
A heróica tuba embocando altivo, 

A pátria voltas em desastrada hora, 
Não encontrando n'ella lenitivo 
Á miséria fatal que te devora. 



* 
• # 

462-127.* Recreações poéticas por Francisco de Castro Freire, Editor Olym" 
o Nicolau Rvy Fernandes, Í861, Coimbra. Imprensa da Univet^sidade, 8.« de. 8 
iirafneradas-176 pag. 

Traz um soneto a Luiz de Camões, pag. 1. 



# 

# # 

463-128.* Jornal do Porto. Porto, 1861, Foi. 

Veja os n.®* 178, 184 e 185, citado no tomo presente, a pag. 143. 

Ibidem 1862, Veja-se também os números indicados na controvérsia a propo- 
jo do poema D, Jayme, do sr. Thomás Ribeiro (ao presente, conselheiro e mi- 
stro de estado honorário). 

* 

# # 

464*129.' D, Jayme ou a dominação de Castdla. Poema por Uiomaz Ribeiro. 
ms uma conversação preambular pelo senhor A, F. de Castilho. JAsboa, etc, 1862. 
■* pequeno de lx-285-xi pag. 

Na conversação preambular de Castilho encontram-se algumas referencias a Ca- 
les; mas a parte mais notável é a que vae de pag. xliv a lv, em que entra na 
inparaçSo dos Lusiadas, como livro para a escola primaria, com o poema do 
. Tbomás Ril)eiro, demonstrando, segundo o seu modo de ver, que existe gran- 
sama differença entre um e outro, porque o auctor dos Lusiadas é de mil qui- 



3i8 HJ12 

nhentos e setenta e tantos e o do D. Jayme é de 1862 (pag. xlix) ; e porque (pa|. 
XLVi) : 

«As noticias históricas, estrangeiras e nacionaes, antigas e modernas, fabo* 
losas, sagradas e profanas, accumuladas nos Lusíadas, são as mais das vezes to- 
cadas ou alludidas de modo tal que só um erudito, e a poder de estudos e com- 
mentarios, é que as deslinda. Para uma creança apenas analphabeta, s2o portanto 
perdidas de todo em todo. . • • 

A* este respeito vejase a controvérsia mencionada no tomo ix do Dícctona- 
rio, sob o n.« 102, pag. 326 e 327. 

O poema D, Jayme tem tido diversas edições. 

# 

# * 

465-130.* Á memoria de Camões, Offerecido a sua magestade el-rei o sr, D. Fer^ 
nando, (Na typographia de Santos, rua da Vinha, Lisboa.) — Folha avulso, sem 
nome' do auctor. No fim a data de 28 de junho de 1862. 

Contém ires poesias, duas anonymas, e uma assignada C. V, de L,, transcri- 
pta da Federação,yi um exemplar d esta folha, impressa em papel azul com le- j 
iras douradas, na bibliotheca de el-rei D. Fernando. Era acompanhada de uou j 
carta autographa, assignada por Vicente Alberto dos Santos, que escreveu a sui 
magestade que aquelle brinae « commemorava o dia e o heroe a quem a naçfi) 
pagava um justo tributo». 

# 

# # \ 

466-131.» Confirmação da censura feita á inscrípção latina, introduzida no 
alicerce do 7nonumento a Camões e refutação de todas as objectes, . . Por António 
Caetano Pereira. Lisboa, typographia de José Baptista Morando, 1863, 8.** de 70 ■ 

pag. 

# 

# # 

467-132.* Luiz de Camões. Semanário instructivo com estampas lithografha' 
das (proprietários L, Vasconcellos e J. Carvalhosa). Porto, 1863 e 1864. L" S : 

volumes. 

j 

O volume r contém : em o n.° 9 Luiz de Camões, biographia extrahida da edi- 
ção dos Lusiadas feita em 1859 em Paris, por Lopes de Moura (pag. 65 e 66), . 
com o retrato do poeta; e em n."» 16, pag. 111 ; 21, pag. 212 ; e 41,j}ag. 326, poe* j 
sias a Camões, por J. Cardoso Júnior, A. C., e José de Matos Carvalho. Tem ' 
ainda outras referencias camonianas, como por exemplo, a pag. 108, no artigo, 
Historia dos Bispos de Portugal, ele, paragrapho Coimbra. 

468-133.' A virtude premiada, difama por João da Nóbrega Soares. Finichal, 
1863. 



DE CAMÕES 3*^ 

Nfo vi ainda este livro ; porém, tenho nota de que janto a elle andam : A 
tomõei, prologo (?) recitado no theatro Esperança da Madeira, por José António 
Jooteiro Teixeira ; e uma poesia do mesmo Nóbrega Soares, também recitada 
■'agoelle theatro ; e de que estas publicações saíram anonymas. 

# * 

469-134.* Almanadi familiar para Poriuaal e BratiL Primeiro anno, Può/t- 
tÊáo por Gualdino Valladares e Augusto Vallaaares, Braga, Typographia de An» 
feiw Bernardino da Silva, Í868, 8.^ grande com o retrato de Camões. 

Veja de pag. 8 a 10 a poesia Os Lusiadas, de A. Pereira da Cunha; de pag. 
ii a 13 o artigo Monumento a Camões, de A. A. da Fonseca Pinto; e a pag. 102 a 
poesia A Camões, de D. Antónia Pusich. 

# 

# # 

470-135." Poesias de António Pinheiro Caldas. Segunda edição. Porto, 1864. 
De pag. 122 a 125 vem uma poesia A Camões t 

* 

# * 

/ 
471-136.* Esboços de apreciações litterarias por Camillo Castello Branco, 
irto, friwM More, editora, i866, i,"" de 292 pag. e mais 1 de Índice. (Typogra- 
lia commercial, rua do Bellomonte, n.* 19.) 

Veja as pae. 60, 64, 70, 74, 216, 2i7, 231 e 274, que encerram referencias 
CimOes e á Carta sobre a situação da ilha de Vénus por José Gomes Monteiro. 

# 

# * 

472-137.* Esboço critico do Bosquejo histórico da litteratura clássica grega, 
(fma e fortugueza, do padre A» Cardoso Barões de Figueiredo, por Álvaro Ho- 
•igiMS ae Azevedo. Funchal, typographia de m. M. S. Carregal, 1866. 8.<» de 248 

Veja de pag. 83 a 88, 102 a 104, 134 a 136, 212, 213, 233, 235 a 237, nos 
8 86 comprehendem excerptos dos Lusiadas, referencias a Camões, á Castro 

I Peireira ; e excerptos das Trovas de Garcia de Rezende á morte de D. Ignez 

I Castro. 

* 

# • 

473-138.* Alvoradas: Por Alexandre da Conceição. Porto, typographia de 
mseisco Gomes da Fonseca, 1866. 8.<^ de 142 pag. e 1 de errata. 

Contém uma poesia a Camões, pag. 82 e 83. 



3^ LUIZ 

* 

* # 

474-139.* Emaios eritieoi por Manuel Pinheiro Chagas. Porto. Em 
ciwa More, Editora, 1S66. 8.* de 360 pag. e mais 2 de indice e emb<. 

Encerra n^ferencias a Camões e á sua obra, ao drama Camões de Caí 
á poesia Camões de Soares de Passos. 

* # 

475-140.* Not)os ensaios críticos, por Manuel Pinheiro Chagas. Port\ 
grophia commercial, iOSl. 8.* de 275 pag. e mais i de indice. 

Veja as referencias camonianas a pag. 97, 128, 176, 177, 184, 199 e 



# 

# * 

476-141 .* A estatua de Camões, Poesia á inauguração do monumento m 
poeta, por A. da Silva Carvalho, Lisboa, typographia da viuva Pires \ 
1867. 4.* pequeno de 7 pag. 

# 

# # 

477-142.* Breve resumo da vida de Luiz de Camões, extrahida de 
auctores, noticia do monumento, etc, por J. C, Mackonelt. Lisboa, typogrt 
Coelho í" Irmão. 1867. 8.<> de 12 pag. Com o retrato do poeta, gravura 
deira, despri morosa. 

# # 

478-143.* Biographia de Luiz de Camões, príncipe dos poetas port 
Lisboa, typofjraphía da rua do Paço do Benifoi^ioso, 153, 1867. 8.** d 
— Custava 20 réis. 

# 

# # 

479-144.* Breve resenha da vida do immortal poeta épico e Apollo pc 
Luiz de Camões. Typographia, rua Nova do Carmo, 43. — lima pagina de 
data, mas publicada por occasiáo da festa da inauguração do monumeni 
mões, em Lisboa, 1867. Tem a assignatura J. T. 

# # 

480-145.* O monumento a Camões e o caso espantoso succedido na 
20 de outubro. (Opúsculo em verso satyrico com um prefacio a serio.) Lisbc 
graphia de L. C. da Cunha 1807. 8.° de 16 pag. innumeradas. Teui a ass 
de Costa Goodolphim. 



DE CAMOES • ^2* 



481-146.* Panorama, Jornal lilterario t instructivo da Sociedade propagadora 
eonhecimentos úteis,, etc. Lisboa, 4.° — Veja no Dicc, (orno vi, pag. 333. 

Xo tomo V (1841), a pag. 168, artigo Testemunho a favoi' de Camões, em que 
Uo cilados Say, o abbade Andrès, M.*»* de Stael e Ctialeaubriand, nos seas loa- 
tores ao egrégio poeta. 

No tomo II, serie 2.* (1843), Epitome da vida de Luiz de Camões, pag. 5 e 
I (coio retraio) ; 16, 31 e 32, 55 e 56, 85 e 86, e traz as iniciaes do auctor JP. M. 
Biulo Midosi). 

No tomo X, 2.*> da serie 3.* (íSb^), Eduardo QuiUinan easua traducção ingleza 
01 Lusíadas de Camões (biographia do traductor e apreciação do seu trabalho na 
ersão dos cinco cantos publicados por Adamson), por J. H. da Cunha lUvara, 
spag. 177 a 179; Os Lusiadas e o Cosmos (artigo noticioso acerca daapparição 
9 lÍTro do sr. conselheiro José Silvestre Ribeiro), pag. 368. 

No tomo XVII, 2.» da serie 5.* (1867), o n.» 44, de pag. 347 a 354, é inlei- 
inenle dedicado a Camões, com retrato, e contém : Camões, por A. Osório de 
'asconeellos; Camões, solução de uma divida nacional, etc, por José Silvestre 
ibeiro; A Camões, poesia de Soares de Passos; O génio poético de Camões reve- 
lia nas producções eslranlias aos Lusiadas, por José Silvestre lUbeiro; Os Lu- 
mdas, resumo substancial das suas bellezas e defeitos, aos olhos de graves criticas 
mionaes, por José Silvestre Ribeiro. A pag. 412 a continuaçAo do artigo O ge- 
ia poético de Camões, etc. 

No tomo xviii^ 3.* da serie 5.' (1868), pag. 30 e 31, e pag. 158 e 159, a 
ootinuaçáo do artigo O génio poético de Camões, etc. — O auctor entregou depois 
ompleto este trabalho ao editor do livro Álbum de homenagens, publicado em 
i870, coroo adiante menciono. 

Veja lambem os periódicos lilterarios seguintes : 

.4 Illustração. Jornal univeí*sal. Lisboa, Foi. 2 tomos. — No tomo i, pag 
^ 66, 136, 159, 166, 167, 170, 174. 177, 186, 190, 191, 194 e 209; e no tomou 
lg. 30, 40, 46, 48, 51, 52, 56, 72, 76 e 78. 

O Jardim litterario. Semanário de instruccão e recreio. Lisboa, 1854, — Veja pag 
^ 33, 49, 326 e 327. 

O Movimento. Periódico semanal. Lisboa, ISSô-íSSS. —Veja pag. 1, excerplo 
s Lusiadas; de pag. 172 a 175, Camões e Walter Scolt; e pag. 185, excerpto dos 
siadas e referencias a Camões. 

Uninerso pittoresco. Jornal de instruccão e recreio. Lisboa, 1839-1844. 4.** 3 
30S.— No tomo I, a pag. 111, 115 e 233, tem referencias a (Camões, á gruta de 
eaa e ao Camões de Garrett; e no tomo n, de pag. 49 a 51, 137 a 140, refe- 
icias aos túmulos de D. Pedro e D. Igiiez de Castro, em Alcobaça, e biographia 
Camões. 

O Panilieon. Revista de sciencias e letras. Redactores José Leite de Vasconcel- 
e MonVAlveme de Sequeira. Porto, 1880-1881, 8.<» gr. de 6 iniiumeradas-313 

21 



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LUIZ 



pag. — Alem das referencias a pag. 75, 76, 101, 170, 215 e 216, 2i7 a 21S 
228, 238 e 239 e 253, veja a pag. 41 o artigo do sr. Tito de Noronha acerca i 



mões e a$ Rimas de 1607; a pag. 210, a Estatua de Camões, poesia do sr. 
de Yasconcellos; a pag. 262, Dibliographia camoniana; e a pag. 286, a poe 
sr. Maximiniano Lemos. 



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482-147.* O Diário de noticias. Proprietários, Thomás Quintino Antunes 
visconde de S. Marçal), J* Eduardo Coelho, redactor principaL Lisboa. Folio. 

Durante o anno de 1867 (3.° da publicação), em que occorreu a cone 
e a inauguração do monumento erigido em Lisboa ao egrégio poeta Luiz d 
mões, saíram n'esta popular folha numerosos artigos e noticias a este res; 
Notarei, como principaes, os seguintes : 

a) A Camões, Poesia por José Ramos Coelho. N.° 672, de 6 de abril. 

ò) Os ossos de Camões. Carta do sr. Tavares de Macedo (conselheiro 
Tavares de Macedo, auctor do relatório acerca da pcsquiza para o descobrir 
dos ossos de Camões.) N.® 814, de 28 de setembro. 

r) Os ossos de Vasco da Gama. Copia du ofíicio do sr. conselheiro Jos 
vestre lU beiro, quando governador civil de Beja, em 1845, informando o po 
das dili);encias quo fizera para a decente trasladação dos ossos do grande 
nauta. N.*> 816, de 1 de outubro. 

d) Programma para a inauguração do monumento a Camões (fíxada p 
dia 9). N.» 819, de 4 de outubro. 

e) íytpida a coUocar na casa onde falleceíí Camões. Voltas de Ca moei 
N.« 8á0, de 5 de outubro. 

d) Homenagem poética a Lniz de Camões. N.*» 823, de 9 de outubro. 

Ksla lionienaj;eiii comprchonde a primeira c a segunda paginas da fo 
metade da terceira. Depois uo titulo commeiíiorativo, vem aos lados de uma 
as seguintes declarações : 

'bizarramente coadjuvados pelos illustres poetas que n'este ília tão e<| 
didameiile {glorioso para Portuj^al, ahriliiautani as coluiiinas do Diário de uot 
com suas composições poéticas. <»xprcssamcnlc »»Iahoradas para este íim, dei 
mos o presente numero a MEMORIA DO CANTOR DAS GRANDEZAS NAI 
NAES. 

«E aqui deixamos publico teslemunlio da nossa gratidão aos nobres tale 

3ue nos deram a subida hoiiradeadlierirao convite que llies endereçárainos. 
uzindo cânticos tão manifestamente inspirados pela preciosidade do assim 
Deve lie ser ^nata ao publico a reapparição de alguns d «?sses maiores poetas 
predilectos n'este solemnissimo dia.» 

A collahoração era dos se^Miintes escriptores: Em verso, dos srs. A. Pei 
da Cunha (Os Lusíadas); Mend»'s Leal (Ecre!); João ih Lemos, F. Gome 
Amorifii. Eduardo í^)elho, Ernesto Marécos, Roque Bárcia, J. daC. Cascaesf 
lux!): Luís Rreton y Vedra. J. C Lalino do Faria, Oliveira Vaz (Espinhos f 
as galas); Adriano Coelho (Preito a Ca)nõcs); Francisco Anon ^.l CumC 



DE CAMÕES 323 

io de Lacerda ; £. A. Vidal (A Luiz de Camões, copia da poesia que foi reci- 
la no theahro de D. Maria II) ; e José Maria Braz Martins. Em prosa, começando 
. segunda pagina e passando para a terceira, artigo acerca da vida de Camões, 
ir F. A. Coelho. 

D'estes artigos se fez, depois, um volume em separado, que nienciono 
liante. 

e) Inauguração solemne do monumento a Luiz de Camões, príncipe dos poetas 
miugu^zes, em 9 de outubro de 1867. Artigo de E. A. Vidal e documentos. Po- 
ketim, poesia A Inauguração, por José Ramos Coelho. N."* 826, de 10 deloutubro. 

! f) O príncipe dos poetas portuguezes e uma velhinha muito de meu peito. Fo- 
jtttim por José Silvestre Ribeiro. N.° 827, de 13 de outubro. 

g) Ainda Victor Bastos e o monumento a Camões, folhetim por P. Midosi* 
I.* £53, de 20 de outubro. 



h) Referencias camonianas. N.** 821, 822 e 830, de 6, 8 e 17 de outubro. 



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\ 

\ 483-148.* Palmas e martyrios, poesias posthumas de J. C. Latino de Faria, 

moa, 1868. 8.» 

[ Vem a pag. 80 a poesia Á inauguração do monumento de Camões, que fora 
fiblicada antes no Diarío de noticias c depois no Livro de homenagens. 



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# # 

484-149.* Cantos do estio, por E. A. Videi. Lisboa. Typographia Lisbonense, 
trgo de S. Roque, 7. 1868. 8." gr. de 'k (innumeradas)-iv-2Í9 pag. e mais 2 de iii- 
ice. 




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# # 



485-150.' Disfracrões metrícas do visconde de Azevedo, por elle dedicado ao 
m particular amigo o sr. José Gomes Monteiro. Porto. Typographia particular do 
monde de Azeredo, 1868. 4.° de vn-27C pag. 

Este Iítto, como outras publicações qr.c mandou fazer o iliustrc bibliophilo 
veonde de Azevedo, na sua typographia, nJo foi poslo á venda. Veja nas paz. 
91 e 193 as referencias a CauiOes; c na pag. 228 o Soneto á memoria do grande 
ms de Camões» 



■■k 



^^ LUIZ 

• # 

48(>-151.* Fbresta de vários romances por Thfophilo Braga, Porto. 7) 
ffraphia da livraria nacional. Rua do fjaranjal, 2 a 22, 1868. S.*» de uii-218' 

Vejam- se as pag. xi, xn. xxix, xxxi, xxxrv, xxxv, xxxvi, 3 a 8, õi, 55, : 
175, 177, 178 a 185 e 211. Compreheiíde referencias e excerptos das come 
Philodemo e Elrei Sdeuco; trovas á morte de Ignez de Castro por Garcia de 
zende; endechas a Barbara escrava e mote com sua volta «Decalca vae pai 
fonle*, por Camões ; romances de D. Pedro I e D. Ignez, por Gabriel Lopo l 
de ia Vega; dois romances anonymos. e referencias aos romances populares fe 
á morte de Ignez de Castro cantados pêlo povo em Coimbra. 

• 

• # 

487-153.* Ârchico piltoreseo. Semanário illustrado. Ushoa, 1858^1868. 
II vol. com gravuras de diversos artistas. C(»llaboraçáo também de diversos 
criptores. — Veja no Diccionario, tomo i, pag. 302, e tomo viu, pag. 326. 

Tem os seguintes estudos e referencias a Camões. 

No volume i (i858), de pag. 17 a 19 : Artigo acerca da gruta de Camões 
Macau, pelo sr. Carlos José Caldeira, com gra\'ura da gruta. 

No volume iv (1861), de pag. 169 a 172: artigo relativo aos prelimin 
para a historia do monumento que devia erígír-se em Lisboa á memoria de 
mões, com uma gravura do projecto do monumento approvado pela commís 

No mesmo vol., de pag. 173 a 176, 183 e 184, i91 e 192, artigo acerca 
primeiras edições dos Lusíadas, com o fac-simile da primeira ediçáo existenti 
Dibliotheca nacional de Lisboa: de pag. 175 a 176, artigo relativo á casac 
se julga que morreu e falleceu o insigne poeta, na calçada de SanfAnna, 
Lisboa, proxínio do convento de SanfAnna, onde deviam estar depositadas : 
cinzas, com uma gravura, reproduzindo a mesma casa; e de pag. 189 a 190, 
tigo acerca do busio de Camões para a gruta de Macau, com gravura. 

No volume x (18G7), de pa^. 219 e 220, o auto da inauguração do monumi 
a Camões; e a pag. 220 e seguintes o estudo do sr. Eduardo Augusto Vidal 
que já íiz menráo no começo do tomo presente, de pag. 7 a 14, quando me n 
á naturalidade do egrégio poeta. 

* 

• # 

'488-153.* O Universo illustrado. Lisboa. 1868. Foi. 



Em o n.*> O, de 20 de fevereiro, anno i, vem uma biographia de Camões, e 
poesia intitulada Luiz de Camões, por Diocleciano Da>id César Pinto, 



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# # 



489-154.' Luiz de Camões. Esboço biographico, por Leite Bastos, 8.* 



DE CAMÕES 325 

Pertence a uma serie resumida de estudos biographícos dos homens illustres, 
le Portugal, que o auctor eiuprebendeu e não concluiu/ creio que por falta de 
Mfiignatoras ou de editor. A biographia de Camões é o n.<* 1 da serie. 



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• # 

49&-155.* Poesias e prosas inéditas de Fernão Rodrigues Lobo Soropita, Com 

Rprefacção e notas de Camillo Castello Branco. Porto, typographia Lusitana, 
. 8.* de XXXYI1I-Í85 pag. 
> 

Tem referencias a Camões no prologo e pelo corpo da obra. 



# 
# « 

491-156.* Vida de Luiz de Camões, extrahida da Bibliolbeca portugueza. Lis- 
a, typographia franco-portvgueza, (sem data). S.° de 15 pag. Com o retrato do 
eta na capa, que serve de rosto. Custava 20 réis. 



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# # 

492-157.* Livro de critica. Arte e litteratura portugueza éthoje, 1868-1869, 
w Luciano Cordeiro, Porto, typographia Lusitana, 1869, 8.<^ de 319 pag. 

Veja as pag. 142, 144, Í46, 148, Í55, 185 e 190, as referencias a Camões e 
• Jjuiadas, e á Castro de António Ferreira. 



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# # 

493-158.* Cantos populares do archipelano açoriano. Publicados e annotados 
r Tkeophib Braga, Porto, Typographia da livraria nacional, rua do Laranjal, 
a 22. 1869. 8.» de xvi-478 pag. 

Veja de pag. 345 a 347 o Romance de D. Ignez de Castro; a pag. 453, Can- 
o de Camões «Irene quiero, madre^etc.» ; de pag. 456 e 457, referencias ao epi> 
dk> de Ignez de Castro, citando Camões, Ferreira e Garcia de Rezende. 



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# # 

494-159.* Álbum de homenagens a Luiz de Camões, Nova edição das princi- 
\e$ eseriptos em verso e pvsa publicados pela imp-ensa periódica por occasião 
• se erigir o monumento que á memoria do egrégio poeta consagrou a pátria re- 
tÃecida, Lisboa, Lallemant frères, typ. 6, Rua do Thesouro Velho, 6. 1870, 8.** 
í 6-XV-332 pag. e mais 2 innumeradas de listas de poetas e prosadores, que 



326 



LUIZ 



collaboraram n'este livro. Com o retrato de CamOes, gravura em madeira de P6- 
dro90. No rosto a epigraphe : 

«... Um monumento mais durável 

«Do que as molles do Egypto, erguer-lhe deves. . . » 

Gairitt ~ Camões, canto in, est. xn. 

# 

No ante-rosto, que tem os títulos : A memoria de Luiz de Camões. HomenO' 
gem de vários escriptores» foi posta a epigraphe : 

Sans doute à tes accents tressailie et se ranime, 

Console, radieux, 
Le barde méconnue, d'un siècle ingrat victime, 
Le grand homme vengé par tes chants glorieux. 

JÍ.eli« P. DB FLAC6BBGFU. 

Este livro comprehende : dedicatória a José Cardoso Vieira de Castro, depu- 
tado ás cortes (1 pag. innumerada); proemio aos leitores, assignado pelo editoc 
António Maria de Almeida Netto, que dá a rasáo por que colligiu as publicaçM 
e escriptos contidos n'este livro (pag. i a xv) ; introducçâo que contém alguns d(H 
cumentos relativos ao monumento a Camões (pag. 1 a 19) ; e as homenagens, di- 
vididas em duas partes, a primeira dos poetas, e a segunda dos prosadores (pag* 
21 a 86, e 87 a 332), tendo entre uma e outra, em estampa lithographada, o mo- 
numento erigido á memoria do insigne poeta na antiga praça do Loreto (boji 
praça de Luiz de (Camões). 

Nos collaboradores figuram, na primeira parte: D. Maríanna Angélica de 
Andrade, Adriano Coelho, A. Pereira da Cunha, B. Limpo, E. A. Vidal, E.Ci 
(Eduardo O>elho), Ernesto Marécos, F. Gomes de Amorim, Francisco Anon, J. 
C. Latino de Faria, J. da C. Cascaes, Joáo de Lacerda, João de Icemos, José Mi- 
ria Braz Martins, Lobato Pires, Luiz Breton y Vedra, Manuel Gomes de Carvallil| 
Sousa, Mendes Leal, M. L., Oliveira Vaz, Ramos Coelho, Soares de Passos e Roque 
Bárcia ; e na segunda parle, A. da Silva Tullio, A. Ennes, A. Osório de Vascon- 
cellos, correspoiulenle do Jornal do Porto, E. Á. Vidal, F. A. Oeiho, Joaquim F. 
S. Firmo, José Maria Latino Coelho, José Silvestre Ribeiro, M. Pinheiro ChagM, 
P. Midosi, visconde de Juromenha, e os artigos principaes que os periódicos Diarit 
popular. Jornal do commercio. Nação e Tribuno popular, consagraram á fesU 
nacional da inaugurarão do monumento c em louvor do cantor dos Lusiadas. 

Por esta indicação, vt^-so que o editor reuniu, em táo notável homenagem, 
os artigos que o Diário de noticias dera no dia da inauguração, como acima in- 
diquei. 

De pag. 210 a 263 vem o artigo completo, que o sr. conselheiro José Silves- 
tre Ribeiro começara a publicar no Panorama, sob o titulo Génio poético di 
Camões revelado nas producções estranhas aos Lusiadas, e que ali deixara inter- 
rompido por ler cessado a publicaç3od'aquelle semanário. 



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# « 



495-1 60.* O Conimbricense. Coimbra. (Redactor e proprietário, Joaquin 
Martins de Carvalho.) 

N'esta importanlissima folha, repositório de documentos de primeira ordei 



DE CAM?5eS ^^ 

jo da historia contemporânea, e indispensável na bibliotheca do estu- 
itram-se numerosos artigos referentes a Camões e ás suas obras. De 
mais príncipaes, especialmente dedicados ao tricentenário do poeta, 

no tomo seguinte. 

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# # 

)!.■ Fructos verdes. Contos, descripções e poesias de Francisco Xavier 
isboa. Typopraphia Portugueza, travessa da Queimada, 3Ô, Í870. 8.® 
. e mais z de indice, nota e advertência. 

e pag. 129 a 137 : biographia de Camões c uma poesia do auctor em 

1 ao épico. 

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# • 



I2.» Advertências curiosas sobre a linguapo/i^tugueza, por António Fran- 
ja Coimbra, imprensa litteraHa, 1870. o.® de 52 pag. 

pag. 18, 23, 36, 39 e 49, com referencias a Camões e versos dos Lu- 



# 
# « 

►3." Segundo livro de critica. Arte e litteratura portugueza d*hoje, (Li- 
os e palcos.) Por Luciano Cordeiro. Porto. Typographia Lusitana, 84. 
yres, 1811. 8.° de xni-342 pag. e mais 1 de errata. 

t pag. 3, 103 e 104, 176, 206 a 208, referencias aos Lusiadas, á Cas- 
nra, e ao quadro de Francisco José Rezende, Camões salvando os Lu- 



# 
# # 



4.* Nota contendo a averiguação da data, em que chegou ao porto de 
iiíão môr Vasco da Gama, no regresso da sua primeira viagem á Índia, 
á academia real das sciencias de Lisboa, pelo sócio effectivo José da Silva 
' nas sessões de 15 de junho e 13 de jtdho de 1871. Lisboa, typographia 
1. 1871, 4.» de 23 pag. 

sibalho deu origem a controvérsia na imprensa. 



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# # 

o.* Historia dos quinhentistas, por Theophilo Braga, Porto, 1871. 8.* 
ulo VI é dedicado a Camões, c vae de pag. 322 a 328. 



3^ LUIZ 

# # 

501-1C6.* /. P. de Oliveira Martins. 0$ Lusiadas. Ensaio sobre Camões e 
sua obra, em relação a sociedade portugtfeza e ao movimento da. Renascença, Forti 
Imprensa portugiieza, editora. Bom jardim, 18 L J872. 8.<* de 3ÍU pap. e mais 
de errata. 

Este livro é dividido em cinco grandes capítulos, sob os títulos : I, Da ai 
(pag. 9 a 38) ; II, Luiz de Camões (pag. 39 a d3); III, A epoclia das conquii 
(pag. 65 a 104); IV, A renascença (pag. 105 a i62); V, A nação porti 
(pag. 163 a 219). 

No capitulo que especialmente se dedica á analyse de Camões e das 
obras, o sr. Oliveira Martins escreve do sublime poeta : 

«... épico e lyrico, tem a força dos heroes alliada á paixão dos trovadom^ 
é digno, é grave, é forte, é ao mesmo tempo sensível, triste, apaixonado. Ai 
como o seu heroísmo é ideal, o seu lyrismo é constitucional. É forte em vir 
de uma crença, é sensível em virtude da sua ilIumínaçSo; a força provém-lha 
rasdo, o amor da in(uiç.1o naturalista. NVste caracter reproduz o do povo 
nasceu, como na sua vida, nas suas desgraças repetiu a vida, as desgraças 
guezas ; na sua apotheose, na sua gloria se confunde com a apothcose e com 
gloria do seu paiz, que resume em si, personalisando-o.» 

# 

# # 

502-167.* Camões e os Lusiadas, Ensaio histórico critieo-litterario por fh»j. 
CISCO Evaristo Leoni, commendador da ordem militar de S. Bento de Aviz, ge^t], 
ral de brigada reformado, ele. Lisboa, livraria de A. Af. Pereira, editor, 50, 
Au^tsta, 52. 18T2. 8.» grande de 315 pag. e mais 2 de Índice e erratas,— Nfl 



verso (lo rosto : « Imprecisa Soma Neves, ma da Atalaia, 65 ». 



{ 



Este livro contém : introducçâo (paj?. 5 a 77) ; e dois extensos capítulos oi 
parles, a primeira com o tilulo Camões (pa;;. 80 a 171); e a segunda com o tí- 
tulo Os Lusiadas (pag. 173 a 31o). A primeira parte, que é, como se infere dl 
designação, a biographia do poeta, mas povoada de observações criticas mui co^ 
datas e de grande eiilhusiasmo pelas cousas pátrias, conclue assim : ^ 

nEstc bomcrn (Camões) ... Ipgou ... á sua pátria nãò só riquíssima heraofaj 
de gloria, mas inda um tão patriótico enttmsiasmo, que, fazendo-nos palpitar OK 
corações, nos iniunde iTelles os heróicos brios que serão em lodo o tempo a gt*| 
rantia liei da nossa independência nacional. O conquistador que pretender sub-l 
jugar a nossa querida pátria, ha de primeiro rasgar, até a ultima pagina, o poemi: 
im mortal dos Lusíadas.» 

A segunda parte conclue dVsle modo : 

• Os Lusíadas estão marcados com um inimitável cunho de grandeza e su- 
blimidade. Contém turmosas dcscripções, imagens e pensamentos elevados, sími- 
les frisanles, episódios terriveis, grandiosos e patheticos. Se houvermos de com- 
parar Camões a Homero e a Virgílio, diremos que excede o primeiro tanto nO. 
pathetico, como na belleza das comparações de que o vate Meoniofez um emprego 
assas froquenle. É inferior ao segundo na doçura e harmonia do metro; mH- 



DE CAMÕES 



329 



ifoala-o na sensibilidade profunda, e leva-lhe a palma na similhança e proprie- 
dade com qoe pinta os caracteres e na descripçSo das batalhas. Juntamente a Vir- 
gUio e Homero excede CamOes nos apLorismos, nas sentenças moraes, e nas ma- 
iiimas philosophicasy politicas e militares.*» 

# # 

903-168.* Viagem doi imperadores do Brazil em Portugal por J. A. Corte 
l, M, A. da Silva Rocha e A, M. Simões de Castro. Coimbra, 1812. 8.<^ 

Veja a pag. 193 as referencias á quinta das Lagrimas e aos episódios dos 
tngicos amores de D. Ignez de Castro. 

# 

# # 

50i~i69.* Os críticos da historiada litteratitra portvgueza. Exame das affir' 
do$ srs. Oliveira Martins, Anthero do Quental e Pinheiro Chagas, por Theo» 
\o Braga. Porto. Imprensa portugueza, editora. 1872. 8.<* gr. de yi-48 pag. 

Vqa a pag. 12 e seguintes o primeiro paragrapho : « O sr. Oliveira Martins 
e a crítica dos Hosarabes no seu livro Ensaio sobre Camões e a sua obra». 



# 
# •# 

905-170.* Desenvolvimento da litteratura portugueza. These para o concurso 
„ db ierenra cadeira do curso superior de leiras por M. Pinheiro Chagas. Lisboa. 
f^hÊprmua de J. 6. de Sousa Neves. Rua da Atalaia, 1812. %."* gr. de 47 pag. 

Veja referencias a Gamões e apreciaçilo dos Lusiadas,a pag. 20, 37, 43 a 47. 

# 
t5 # * 

506-171.* Os novos criticas de Camões por Theophilo Braga. (Extrahido da 
BMiographia critica, tomo i, pag. 65 a 84.) Porto. Imprensa portugueza, editora. 
£878. 8.* gr. de 22 pag. 



507-172.* Panorama photographico de Portugal. Por Augusto Mendes Simões 
ée Castro. Coimbra. 

Veja o vol. in, n.° 2 (1873), de pag. 13 a IC, La mort d'Ines de Castro, tra- 
doeçáo por Sulpice Gaubier de Barraull(Lisbonne, 1772), com umá nota do eru- 
dito ^director e editor da publicação. 

# # 

506-173.* Porhiguezes illustres pm^ M. Pinheiro Chagas. Segunda edição, re- 



330 



LUIZ 



tista, correcta e augmentada, etc. Lisboa, livraria de Â, Ferin, rua Nova do if» 
nuula, 70-74. 1873. S,** de 6 (innun)enulas)-i79 pag. e mais 2 de Índice. 

Vem de pag. 36 a «tô a biographia de D. Vasco da Gama; e de pag. 68 a 70 
a de Camões. 

« 
« « 

309-174.* Seado XVL Historia de Camões por Theofhilo Braga. Porto, t«*j 

frensa portugueza, editora, J873. 8.* 3 tomos» em doas partes de vui-44i pag^ aj 
de Índice, e 392 pag. — A nmneraçSo da parte ii é seguida de um para o oulio^ 
tomo. 

A parte primeira comprehende : Vida de Luiz de Camões , e a segunda : A- 
escola de Camões. 

A impressão d*e$ta obra, começada em 1873, só veiu a concluir-se em 1878^ 
conforme a indicação do impressor editor no fim do tomo ui. 

* # 

510-175.* Cantos matutinos por Francisco Gomes de Amorim. Terceira edi- 
ção. Porto, typographia de Bartholomeu H. de Moraes. 60, Rua da Picaria, JS74. 
8.« de 430 pag. 

Veja na pag. 164 e s^uintes a poesia O Jau. 



oli-176.* Bibliotheca de ahjiheira, Coites de insomnia offerecidas a quem não j 
pôde dormir, por Camitlo Castello Branco. Publicarão mensal. Porto, 1874. 8.* 
pequeno. 

Em o n.«» 3 de março, de pag. U a 26, vera um artigo intitulado : « Em que \ 
veias gira o sanijue de Camões r »^ em que o auclor nota algumas contradicpi5es e ; 
equivocos da Historia de Camões pelo sr. Theophiio Braga. 

« 

* \ 

# # 



51 2- 177.* Manual da historia da litteratura portugueza, etc. Por Theophiio 
Braga. Porto. lS7õ. 8." — Referencias camonianas a pag. 70, 203, 2 15, 245 e 
287 a 307. 



* * 



nos por 



513-178.* António Ferreira Poeta quinhentista. Estudos biographicos littera- 
por Júlio de Castilho. Rio de Janeiro, livraria de B. L. Gamier, editor: Pa- 



DE CAMÕES 33i 

tj £. Bélhatê. 1815. 8.° grande. 3 tomos de 267 pag , 293 pag. e 224 pag. e mais 
de Índice. — Pertence á collecç2o Livraria cla$nca, excerptos dos principaes 
tíoret de boa nota, etc, e ahi comprehende os tomos xi, xii e xiir. 

Alem de outras referencias camonianas, é interessante e conveniente ler-se 
> tomo I o capitulo xx intitulado : « Rixai litterarias. Ferreira e Camões. Ca- 
He» e ot contemporâneos », de pag. 113 a 123. 

Depois de ter no capitulo antecedente, Os amigos de Ferreira, de pag. 86 a 
13» demonstrado a roda em que vivera Ferreira e com quem convivera mais in- 
Imamente, quiz provar que nâo andavam bem avisados, como parecia a alguns 
Éofnphos, os que viam no auctor dos Poemas lusitanos um dos maiores inimi- 
gos, invejosos e detractores de Camões; cita o nobre visconde de Juromenha nas 
freciações que faz a este respeito, e affirma, no seu entender, a injustiça de tal 
iftica. O sr. Castilho (hoje o segundo visconde de Castilho), fecha o capitulo com 
Mis palavras : 

«... estabeleçamos como ponto incontroverso (e é o essencial), que se o 
loiso Ferreira ouviu faltar, por acaso, de Camões, muito longe será isso ; e que 
b grande Camões dos Lusíadas nSo poderia elle ter noticia, pois tinha fallecido 
iBta de publicado o livro, e antes mesmo da chegada do poeta.» 



# 

# # 

5! 4- 179.* Â cesura dos livros em Portugal, polemica liiteraria, pelo profes- 
W Pereira Caldas, Braga, 1875. (Veja no Dicc., tomo xni, pag. 44, n.^ 9312.) 



# # 

515-180.* Curso de litteratvra portugueza por José Maria de Andrade Fer» 
lar». IÀ$boa. Livraria editora de Mattos Moreira êf Cf Praça de D. Pedro, 1876. 
* Tomo ide 4 (innumeradas)-380 pag. — Continuação e complemento do Curso, 
1 tomo u, por Camillo Castello Branco. Ibi, na mesma livraria. 1876. 8.<» de 354 
•g. e mais 11 de Índice e erratas. 

Yeja no tomo i as pag. 183, 213, 242, 243, 234. 349, 352, 355 a 358, 370 a 
76; no tomo n as pag. 8, 21, 25 a 27, 29 a 34, 37, 40 a 42, 55, 72, 216, 219, 
lã, 260, 269 a 271, 273, 279, 280, 302 a 305. Contém referencias a Camões ea 
|iiex de Castro, e ás tragedias de Ferreira, J. B. Gomes e Quita ; ao Camões de 
arrett, e excerptos das obras de Camões. 



# 
# # 

516-181.» Antologia portugueza, etc. Por Theophilo Braga. Porto, 1876. 8.» 

Tem referencias camonianas nas pag. 199, 208 a 212 ; e de pag. 220 a 223 
{produz o Episodio de Ignez de Castro. 



332 



LUIZ 



# 
• * 



517-182.* Mncdlanea historico-bioffraphicu, extrahida de uma infinii 
obras antigas e modernas, etc. Pelo professor e agrimensor Theodoro José d( 
LÁsboa, imprensa de J, G. de Sousa Neves, 1877, S,** de xvi-346 pag. 

Veja a pag. 79, 121 e 182, as biographias do Camões, Igoez de Castro ( 
da Gama. 

# 
« # 

518-183.* Folhas sem flores. Novas poesias por Ernesto Marécos, Lisb 
traria de Augusto Ernesto Barata, 192, Rua de S, Paulo, 194, 1878, 8.*» 
de 320 pag. 

Veja-se nas paginas 153 e 15i a poesia Na inauguração da estatua er 
Luiz de Camões. 

# 
# # 

519-18^.* Duas lendas pátrias: a apparição de Ourique e as cofies 
mego, por Pereira Caldas. Braga, typograpnia Lusitana, 1878, 8.<* de 13 p 

Na pag. 8 vem uma estrophe dos Lusiadas. 



# 

# # 

520-1 8o.» Os brazões portuguezes (jornal heráldico) por A. M. Seabra 
buquei^qne. Coimbra, na imprensa da universidade. 1879. 

Veja o n.*» 3, de pag. 19 a 30, que contém oBrazão do appellidode C 
encimado peJa dala do tricentenário. 

# 

# # 

521-186.* Cancioneiro alegre de poetas portuguezes e brazileiros. Co 
tado por CamiUo Cnstello Branco. Porto, typographia de A. J. da Silva Tt 
Í879. S.° de xix-íoO pajj. — No mesmo volume: Os criticos do Cancioneiro 
por C. Castello Branco. Ibi, na mesma typographia, 1879. 8.*» de ix-51 pag. 
4 inimmeradas. 

Veja no Cancioneiro, de pag. 219 a 225, o capitulo que se refere aos; 
de Camões, e no qual o auclor pretende demonstrar que o poeta amou rai 

# 

# * 

522-1 87.» Noções elementares de poética, efe, por Arsénio Aufptsto To 
Mascarenhas. Lisboa, livraria Bodrigues, 1879. 8.° grande de 144 pag. 



DE CAMÕES '^^ 

Referencias a Camões a pag. 40, 43, 129, 140, 141 e outras. De pag. 113 a 
7 reproduz o Episodio de Ignex de Castro, 

* 

# # 

523-188.' G. de la Landelle. A velhice de Camões. Traducção de J. L Rodri" 
tts Trigueiros, Segunda edição, Lisboa, Francisco Arthur da Silva, editor, rua 
M Douradores, 72. 1880, 8.* 2 tomos de 181 pag. e 1 de índice, e 184 pag. e 1 
e Índice. 

Pertence á collecção de romances que o sr. Trigueiros traduziu para a sua 
Miotheca romântica, 

# 

# # 

524-189.* Cancioneiro portuguez. Collecção de poesias inéditas dos principaes 
Mas portuquezes. Publicado por Joaquim José Leite de Vasconcelloi e Ernesto 
rim, rrimeiro anno (e único). Porto, typographia Occidental, 1880. 8.** grande de 
188 pag. e mais 1 de errata. 

Veja a pag. 4, Estancias a uma joven de Bffí*on, acompanhando as Rimas de 
kmõês, traducção de Theophilo Braga; a pag. 1^9, Acróstico de Caterina, inédito, 
^ Unj de Camões; a pag. 140, Camões, soneto de Eduardo da Costa Macedo; a 
ag. 145, O pranto de Camões por Ernesto Pires; a pag. 154 e 155, nota ao acros- 
CO de pag. 129; a pag. 155, traducção em catalão da poesia de Ernesto Pires pu- 
ieada a pag. 145. 

# 

525-190.* Ensaio de estudos práticos de litteratura, por José Silvestre Ribeiro, 
shoa. Imprensa de J. G. de Sousa Neves. 1880, 8.<> de vii-292 pag. e mais 1 de 
rata. 

Referencias a Camões nas pag. 101, 110, 111, 123 a 127, 216 a 219, 242 
a, 257, 258, 259, 260, 262, 270 a 272 e 276. 

# 

# # 

526-191.* Annuario da sociedade nacional camoniana. Primeiro anno, 1881, 
mrto, sociedade nacional camoniana, editora. 1881. 8.° grande de 317 pag. e mais 
de Índice e aviso da direcção da sociedade. 

No verso do rosto a indicação : « Porto, typographia occidental, rua da Fa- 
iea, 66». £ a declaração, conforme o artigo í.*" dos estatutos da sociedade: 
Qi volumes exhaustos do Annuario não sei*ão reimpressos ». 

A impressão é nitida, com caracteres elzcverianos, e em papel de linho. 

O Toiame contém : noticia preliminar da fundação da sociedade nacional ca- 
ODÍana, resumo da sua inauguração de accordo com a camará municipal do 



334 



LUIZ 



Porto, discurso do presidente da sociedade, menção de outros discursos e d 
commemorativa do bi-centenario de Calderon ^pag. 5 a Í9) ; poesia Preito 
mõeSj pelo sr. António Moreira Cabral (pag. 90 e 21) ; Camões, rimas Je 
pelo sr. Tito de Noronha (pag. 22 a 2i) ; traducçáo em árabe de algumas 
phes dos Lusíadas, pelo sr. J. Pereira Leile Netto (pag. 25 a 39) ; menção 
raro folheto camoniano, paraphrase do psalmo cxxxvi, feito por Camões 
presso na Allemanha (pag. 40); sessão solemne para commemorar o bi-ce 
rio de Calderon, discursos do sr. D. Eduardo filanco y Cruz; poesia do si 
Pereira Leite Netto ; poesia do sr. Álvaro de Paiva de Faria Leite firandão; di 
do sr. conde de Samodães (pa|r. 41 a 108) ; a marinha portugueza na e 
conquistas, pelo sr. Oliveira Martins (pag. 109 a 127) ; poesi^ a Camões pelo : 
nesto A. A. Vianna (pag. 128 a 132); a primeira producção poética de G 
que foi impressa, pelo sr. Tilo de Noronha, com fac-simile da ode que ac 
nha o livro Colóquios de Garcia da Orta (pag. 133 a 142) ; bibliographia 
niana, catalogo da camoniana pertencente ao sr. Fernando Palha (pag. 
175) ; discurso apoloj;etico sobre a visão do Indo e Ganges, por João Franc 
reto, inédita (pag. 176 a 220) ; William Storck, apreciação critica de suas 

Kelo sr. conde de Samodães (pag. 221 a 305); Swrexit, poesia pelo sr. T 
libeiro (pa^. 306 a 312) ; lista dos sócios da sociedadte nacional cam 
(pag. 313 a 317); indice e aviso (2 pag. innumeradas). 



# 

# # 

527-192.» Glosa da estrophe « Estavas linda Ignez posta em socego • 
mões por António da Fonseca e Amarai Évora, typographia Minerva d 
Barata. 1881. 8." de 14 pag. innumeradas. 

É dedicado pelo editor A. F. Barata ao sr. José do Canto, á^ ilha de 
guel, como dislinctissimo colleccionador de edições de Camões. Na adve 
preliminar se declara que osla glosa ó copia de um códice, até então inedit 
lente na Liliolheca do Évora, e supposto eseripla no século xvii. 

# 

* * 

o28-193.» Glosa de Bernardo Vieira fíavasco, irmão mais novo do pai 
tonio Vieira, ao soneto de Camões — «Horas breves de meu contentamento 
anteloquio do professor decano do hiron brarnrrnse Pereira Caldas. Braga, 
graphia de Goureia. 1^81. 8.^» grandi^ de li pa^^ — Tiragem de 30 exempla 
po.stos á vend.1. 

Eslo folheto teve segunda edição. Ibi,. na mesma typographia. ISSi. S.'' 
de li png. — Tiragem igual. 

5á9-ií>4.-'' Historia dn Uttnatura, etc. Por Delfim Maria de Olicein 
Porto, typographia de A. J. da Silva Teixeira, ISSJ. 8.** de 369 pag. e m; 
erratas. 

^ Veja as pn-. 108, 257, 200, 201. 20:i, 2r>l). ;U:i, DM. :ii2 e aVi, refe 
a (Camões e ao seu poema, e ás tragedias de Gomes, Ferreira, Quita, ele. 



DE CAMÕES 335 



J^ 53(>»i95.* GtiUm e cavernas por Adolpho Badin. Versão de João de Oliveira 
SMi. Perto, Maaalhães jf Moniz, editores. Imprensa Commercial, rua dos Lava- 
fmroi, Í6. Sem data. 8.* de 367 pag. 

Veja as pag. 158 e i59, que contém o artigo «A gruta de Camões em Macau», 
um desenho da grata. 



í- 



# # 



í 531-196.* Novo almanach de lembranças para 1882. Trigésimo segundo anno 
Ikeollecçúo.Por António Xavier Rodrigues Cordeiro. Lisboa, 1881, {Q.^ 

Contém uma secçSo camoniana, de pag. 270 a 287. 

# 

# # 

53Í-Í97.» Novo almanach de lembranças para 1883. Tngesimo teireiro anno 
kcollecção, etc. Lisboa, 1882. i6.o 

A pag. 159 vem um soneto a Camões. 

533-198.* Novo almanach de lembranças para 1887. Trigésimo sétimo anno da 
ikeção, etc. Lisboa. Livraria de António Maria Pereira. 1886. 16.» 

A pag. 459 traz um artigo a respeito da gruta de (^lamôes em Macau, acom- 
mhado de uma gravura. 

# 

# # 

53Í-Í99.* Novo almanach de lembranças para 1888. Trigésimo oitavo anno 
I tolleeção, etc. Lisboa. Livraria de António Maria Pereira, 1887. 16.*» 

A pag. 145 vem uma poesia do sr. Caniiidode Figueiredo, copiada do seuli- 
Nietaginias, com um retrato de Camões. 

Outros almanachs d'esta interessante collccção téem referencias ou citações 
monianas, como no Supplemento do Almanach em 1887, pag. 164, mas omitti- 
ol-as para nSo alongar mais esta secçdo. 

# # 

535-20D.* Bosquejo histórico de litteratura clasiica, grega, latina eportugueza. 



:m 



LUIZ 



etc. Por A, Cardoso Borges de Figueiredo, 6,* edição. Lisboa, livraria Ferreirm: 
1882, 8.« de xiv-1-217 pag. 

Trata de Camões a pag. 176 e i77. 

# 

# * 

536-301.* Camoniana. Luiz de Camões em Évora no anno de 1576 carnal 
gumas annotações por A. F. Barata. Évora, typographia Minerva, 1882. 4.* me 
nor de 7 pag. 

N'este folheto publica o indeíesso investigador o sr. fiarata, a quem devi 
muitas informações para esta obra, um documento interessante e inteiramente dei 
conhecido e inédito á epocha da publicação. É a certidão de um casamento celfl 
brado em Évora a 6 de maio de 1576, no qual figura entre os padrinhos u 
luis de Camões. 

Não obstante as eruditas considerações de que o sr. Barata acompanha ea 
noticia, tenho duvida em acreditar a preseiíça do egrégio poeta n*aquelia cidadl 
Atlendendo a que era, n'es8a epocha, mui numerosa a familia dos Camões, d| 
Évora, de que ainda existem representantes, conjecturo, emquanto nSo ap| 
çam provas incontestáveis em contrario, que a testemunha que figurou na cer 
monia do consorcio de Pêro Gomes era qualquer vergontea de Vaz de Cai 
Esta confusão de nomes não deu já origem a que os mais atilados biograi 
não suppozessem c aíUrmassem que o fidalgo Simão Vaz de Camões, ai mo tacéi 
Coimbra, e ahi um estróina de primeira linha; era o pae do poeta? 

# 

# « 

o37-202.* Annuario para o estudo das tradições populares portuguezas,dirk 
gido por J. íjeite de Vasconcellos. 1." anno. 1883. Porto. Livraria portuense m 
'Clavel Sf C." Editores, 119, rua do Almada, 123. 1882. 8.» grande de 96 pag. |j 

De pag. 56 a 60 vem : Os Lusiadas de Camões e as tradições populares por^ 
tuguezas. 

* 

538-203.» Concordantur prcecipua loca inter Virgilium et Camonium. Etortk 
Typographia Minerva. 1882. 8.° de 8 innumeradas-47 pag. 

É obra do um erudito do século xvi encontrada na bibliotheca de Évora, i 
publicada por A. F. Barata, com unia carta c prefacio pelo editor. 

^ # 

539-204.* Narcóticos por Camillo Castcllo Branco. Porto. Imprecisa Interna 
cional. 1882. 8.° 2 tomos de 299 pag. e i de Índice, e 355 pag. e 2 de Índice. 

No lomo I, de pag. 29o a 299, vem o arligo Camões e os sapateiros. 



DE CAMÕES ^37 



* 
« * 

540-205.* Nims hontontes. Por Chrislovão Ayres. (1875-1880). Lisboa, Li- 
ia editora de enrique Zeferino, 1882, S.*" de 199 pag. 

Contém uma poesia consagrada a Camões, sob o titulo Vozes do poeta, e de- 
ão sr. Thcophilo Braga, a pag. 145 e 146. 

* 
# # 

SI1-S06.* Camões, Portugal e Brazil. Conferencia de Joyme Victor no Rio de 
em 1888. 

Veja o folhetim do Diário de Noticias, de Lisboa, n.<* 6:502 de 2 de mr.rço 
1884; e algumas folhas do Rio de Janeiro, publicadas depois de realisada a 
!ia. 



541-107.* Reflexos. Poesia e prosa varia. (Original e traduzido.) Por Luiz da 
. lÂiboa, tffpôgraphia universal, 1883. 8.^ de xvni-148 pag. e 2 de iiidice. 

Contém um artigo intitulado O Oriente e Camões, de pag. 71 a 80. 

# 
# * 

543-108.* Soneto de Frei Thomás Aranha com versos de Camões feito na acrla- 
dè D.João JV, publicado por António Francisco Barata. Évora, typographia 
:, 1883. 4.* pequeno de 8 pag. 



Contém nma hre?e noticia biographica de fr. Thomás Aranha (pag. 3 a 5) ; 
depois o soneto, copiado de um rarissimo opúsculo, de que são conhecidos 
■ito pooeos exemplares. 

* 

* * 

541-109.* Nietaginias. Por Cândido de Figueiredo. Lisboa, livraria Ferreira, 
MOL 8.* de 144 pag. e i de indice. 

Trax uma poesia Visão, dedicada a Camões, de pag. 15 a 16. 

# 

* # 

545-210.* A lyra de Camões por Anosto Machado. Barcellos. Typographia do 
ímânio. 1883. 8.** de 8 i^^.-- Ibidem. Porto. Imprensa Portvgueza, 1883. 8.'» de 

pig. 

n 



338 



ura 



« 
« « 



546-111.* Bê9érherot do PúinU for D, M. Angêtíea dê Andrade. PMi 

Amíiírim. Porto, Editar, Jòa 



MH-xii." iU9éroero$ ao inwiife por u, M, 
pOÊtímma, wnfadada for Fnmeiteo Gome$ d» 
Anhma letfõo. Í8SS. 6* de xvi-lM iw. e ma 



XYi-lfl pag. e mais 2 de indiee. 



Veja a pag. xn, 70 e 8S, referencias a Cam<tes;e nas pag. 99 e 100 a p 
A Camõn. 

m 

517-llS.* A nobre demfrímiã da konrm e dignidade da nação pòrífÊonex 
rante o torpe inuito de um dtputado do parlemenlo hritamÊieo. laftoo. impi 
NackmaL ÍS^ S* peq. de 16 pag. 

Este folheto foi mandado imprimir pela assoeiaçfo typocrapliieà liabon 
nara poder aer feita una redncçio heliographiea que eoifeaae no eofra 
do annel de oirí^ crae a mesma associa^ offiweeea entio ao ar. Qniliina 
tiragem foi muito umitada. Tem referendas a Gamões. 

548-113.* Aworoida inttrmcçBopekíinielaHoapariienlmr^porD.Aniom 
Coita. lÁAoa, imprema nadonoL 1884. &• de 446 pag. 



Contém um capitulo em homenagem a Camões, de pag. 368 a 376. 



« 
# « 



549-214.* Resumo histórico acerca da antiga índia portuaueza. Acompani 
dê alffumas reflexões amcementes ao que ainda poksuimos na Ásia, Oceania, Cl 
e Africa, com um appendice, por Sebastião José Pedroso. ÍM^oa, typoffraphit 
Castro Irmão, 1884. 8." grande de 482 pag. e i de errata. 

Contém numerosas referencias a Camões, citando trechos dos Lnsiadat. 

O auctor d'esta obra publicara em 1880, pela imprensa da academia real 
sciencias de Lisboa, a primeira edição sob o titulo Índia portuçnexa, do qual 
ram distribuidos muito f>oucos exemplares, mandando em seguida inutilisai 
restantes. Tomou-se por isso rara. 

* 
* * 

550-215.* Poesias selectas, para leitura, recitação e analffse doe poetas bo 

. o. 



fzas ... Por Henrique Midosi, etc. Ushoa, imprensa nadonat, 1884, 
^20 pag. 

Este livro está já na decima quarta edição. Transcreve alguns trechos 



DE CAMÕES ^^ 

\$iada$ : cantos m, iv, Vj vi e x de pag. 29 a 49,- 66 a 78, de 130 a 133 ; e de 
tras composições, elegias, de pag. i47 a i49 ; sonetos, de pag. 160 e 161 ; pis- 
toría, de pag. 244 a 246. 

# 

* # 

551-216.* Miragens seculares por Theòphilo Braga. Lisboa, 1884. 8.<^ 
Contém imia poesia. O poema de Camões, de pag. 137 a 142. 

# 

* # 

552-21 ?.• A pátria, A Ijtiz Quillinán. Porto, Typographia Occidental, 1884, 
L* grande de xym-2-(innumeradas)-508 pag. Com o retrato de Quillínan. 

bVeja nas pag. xi, xiv e xv, 26, 50, 77, 89, 93, 122, 123, 127, 148, 169, 180, 
, 211, 213, 226, 238, 250, 251, 254, 255, 260, 262, 291, 313, 314, 317, 318, 
, 320, 3S6, 334, 339, 379, 395, 400, 403/ 418, 475, 491, 495, 497 e 500, refe- 
Ittcías a Camões e aos Lusíadas, excerjptos d'este poema, e o artigo Centão ca- 
iMfaiio dos Lusíadas pelo sr. Pereira Caldas. 

* 

# # 

553-218.* Imitação do soneto de Camões «Sete annos de pastor Jacob servia» 
RR as mesmos consoantes : por João Cardoso da Costa, ele. na Musa pueril em 
136. Braga, Typographia de Bernardo A, de Sá Pereira, 1884. 4.<' de 4 pag. 

Teve esta publicação tiragem limitada em cartão de quatro cores, e em papel 
t dezeseis cores, sendo em cada espécie numerados e timbrados todos os exem- 
lares. 

# 

# # 

554-219.* Remsta africana. Publicação mensal. Director, J, F. da Silva Cam- 
m Oliveira, Moçambique, Primeiro anno, n."" 2 (1 de novembro de 1885), 4.** de 

O artigo principal é dedicado a Camões, com o retrato do poeta, gravura em 
bdeira. 

# 

# # 

555-220.* Gazeta da relação (Açores). Anno de 1885, Folio. 

Em o n.* 2:752, de 5 de novembro, começou o sr. bacharel José AÍTonso fio- 

Êo de Andrade a publicação de um interessantíssimo estudo, sob o titulo Apa- 
eamomianas. Tem continuação em números subsequentes. Ficará de certo in- 
xnpido este trabalho, porque o auctor, de grande perseverança no estudo e 
■ttiiisiasta camonianista, não o tinha ainda completo quando falleceu este 
jtoo (1887). 



^^ LUIZ 



# 
# * 



556-221.* Camoniana, Por Joaquim de Lemos. Porto, imprensa moderr> 
8." de 16 pag. e 1 Je índice. 

D'este folheio apenas se fez tiragem de 32 exemplares. Possuo o n." 
benevolência do auctor e lembrança do sr. Joaquim de Araújo. 

* 

# * 

557-222.* Cvrso da historia da Utteratura portugueza adequada ás i 
instrucção secundaria, por Theophilo Braga Lisboa, em a nova livraria i 
cional, editora ; typographia de A. J, da Silva Teixeira. Porto, Í8S5. 8.« 
de 411 pag. 

Refere-se a Camões, ou traia mais extensamente do egrégio poeta, a 
41, 42, 59, 127, 225, 264 a 270, 274 a 277, 286 e 295. 

* 

# * 

558-22;3." Projecto do tumulo de Camões, pelo professor da escola de hei 
tes de Lisboa, Alberto Nunes. 

Veja a controvérsia a esle respeito no Commercio de Portugal e nas 
dades, em agosto de 1885. 

* 

# # 

559-224.* Acadêmie Mont-Réal de Toulouse. 0^ concours. 

Veja o programma «Vesla academia, em que so estabelece, entre as 
theses históricas e litlerarias, o Elogio de Luiz de Camães, escripto até dt 
Jinhas; e o bolelini, ou acta, correspondente a esse concurso. 

# 

# * 

560-225." Compendio de poética porlnqueza por José Simões Dias, ele. 
Livraria Académica (editora), de José Maria de Almeida. 1S85. 8.» de 136 
mais 4 de índice. 

Tem este livrinho duas edições. Na segunda que menciono, é citado C 
a pag. 23, 24, 25, 28, 31, 33. 34 e outras. Copia um trecho dos Lmiadas, c 
de pag. 53 a 61. 

# 

# # 

501-226.* Curso elementar de litípraturn portugueza por José Simões Di( 
Coimbra, imprensa litteraria, J8Sõ. 8.° de viii-232 pag. 



DE CAMÕES "^^^ 

Este livro está na quinta edição, È a que tenho presente. Trata de Camões e 
as suas obras a pag. 39 e de pag. 167 a 171. 



# 
* # 



562-227.* BaUadas do Occidente, por José Leite de Vasconcellos. Porto. Typo- 
^vpAta de A. J. da Silva Teixeira. 1885. 8.*" de viii-342 pag. e mais 1 de errata. 

Veja a pag. 210, No Rio Me-Kong; pag. 21 1 e 212, A morte de Nathercia; de 
m. m a 237, A estatua de Camões; de pag. 238 a 240, Á Gallizu; e a pag. 331 
e l3i, referencias a estas poesias e a Camões. 



* 

* * 

L 563-228.* Portufial na epocha de D. João V, por Manuel Bernardes Branco, 
tkboa. Livraria de António Maria Pereira, editor, rua Augusta, 50^2. 1885. 8.® 
k viii-279 pag. 

Tem referencia á pobreza de Camões na pag. 124; e de pag. 207 a 221 indi- 
içáo e extracto de obras, nas quaes o egrégio poeta foi citado, imitado ou para- 
bnseado. 

D'esta obra existem d nas edições, pelo mesmo editor, impressa uma com 
Hica differença da oulra. 

* 

* # 

* 

56Í-229.* Poesias de Francisco de Sá de Miranda. Edição feita sobre cinco 
ãHMseriptos inéditos e todas as edições impressas : acompanhada de um estudo 
ére o poeta, variantes, notas, glossário e um retrato por Carolina Michaelis de 
neotieellos. Halle. Max Niemeyer. 1885. 8.» grande de 16-cxxxvi-949 pag. Com 
D mappa genealógico do poeta. — Foi impresso na typograpliia de Èhrhardt 
arras. 

Tem referencias a Camões a pag. iii, xiv, xxxi, xxxiii a xxxvi, lvi a Lvni, 

II, LXn, LXVI. LXXVIII, LXXXVII, xcvii a XCIX, CVJII, cxv. cxvi. CXVIII, cxxv. CXXVIII, 

Bux, 739, 740, 746. 748. 752 a 754, 756 a 759, 763. 770, 776, 792. 801, 803, 
18, 823, 826. 827, 832, 834, 843, 854, 856, 857. 859, 862, 864,867 a 870, 872, 
XZ, 881 e 884. 

# 

* * 

565-230.* O povo açoriano. Ponta Delgada. Primeiro anno. Folio. 

Em o n." 11 de 10 de junho de 1886, terceira pagina, traz um artigo Dois 
roei, do sr. Caetano de Andrade e Albuquerque, cominemoralivo de Camões 
ISCO da Gama. 



^2 LUIZ 



566-231." Selecta nacional, Cuno pratico de litteratttrafortugneza por F, 
lio Caldas Aidete, etc. Terceira parte. Poesia, Lisboa, livraria de António Jí 
Pereira y editor, 1886. 8." de 41d-viii pag. 

Tem duas edições. Cita Camões a pag. 92, 93, 101, 107, 111, 121, 128, 
152, 159, 161, 167, 169, 216, 317 e 366. Nove doestes trechos sâo extrahidos 
Lusíadas, e os restantes das diversas composições do sublime poeta. 

# 
* « 

567-232.' Almanach do Diário de noticias para 1886, Primeiro anno, U, 
typoqraphia unive^^sal. 8.* 

Contém uma secção especialmente camoniana. 



568-233.' Bohemia do espirito por Camillo Castello Branco, Porto, /irt 
Civilisação, 4, rtM de Santo Ildefonso, 6, 1886, 8.<* grande de 454 pag. e 
declaração. Com o retrato do auctor em phototypia. 

É dividido este livro em cinco partes distinctas, a que o afamado e en 
auctor deu os títulos : Impressionismo, Esboços de perfis litterarios. Sebenta, 
las e btãlas, Kermesses e centenários, e Modelo de polemica portugueza. Na 
meira parte vem o capitulo: Luiz de Camões (de pag. 169 a 202), em q 
sr. Camillo Castello Branco discorre árerca dos amores do egrégio poeta 
uma D. Catharina de Athaide e de outros pontos obscuros da sua biopra] 
aclarando alguns, ao que se me afigurou, com elevado critério; e destruindo; 
mações que, no seu entender, são insustentáveis á luz da mais serena e des 
xonada critica. Este capitulo é, com pequenas variantes, o trecho, já citado, 
figurou sob a denomiiiaçiío de Estudo sobre Camões^ notas biographicas, na 
ma edição do poema Camões, de Garrett, feita no Porto em 1880. 

Referindo-se á familia de Camões existente em Coimbra, e ao equivoc 
paternidade, em que incorreram alguns biographos, aiiás de aturada e louv 
mvesligação, escreve o seguinte (pag. 180) : 

«. . .é necessário expungir da biographia de Luiz de Camões um Súnão 
residente em Coimbra, primo do poeta, que o sr. visconde de Juromenha, 
um mero equivoco de homonymia reputou pae de Luiz, descurando as induc 
da chronologia e todas as provas nioraes que impugnam similhante parenl* 

« Das poesias de Camões nada se deprehende quanto aos seus progeiíil 
Em leda a obra poética c variadíssima do grande*canlor não transluz frouxo 
timento filial, nem um verso referente ao pae. Em lodos os seus poemas, escr 
na Africa e Asía, na juventude e na velhice, não ha uma nota maviosa de 
dade da mãe ,. .» 

Este paragrapho combinado com os documentos, que deixei no tomo 



DE CAMÕES ^*^ 

SQte (de pag. 18 a 21), dá-lhes, emqaanto a mim, maior importância e aílirma 
necessidade de nova e mais pausada averiguação sobre a vida do poeta. 

Na pag. i8i o sr. Camillo Castello Branco (visconde de Correia fiotelho) acres- 
Q(a : « ^içanhas de Camões nSo sei decifrai -as nos seus pK)cmas : elles — os 
emas — só por si sobejam na sua tristeza como acções gloriosíssimas». 

Referíndo-se á tença (pag. 194 e 195) : « A tença dos 15^000 réis, o apre- 
ido escândalo da sovinariados ministros, nfto era, n'aquelle tempo, a miséria 
e se 008 cá figura . . . Diogo fiotelho, táo celebrado em Africa e Ásia, recebia 
fOOO réis de tença. Luiz de Camões não se julgaria desdourado com os 15^000 
s, nem essas hypotheses de fomes, frios e mendicidades que se encarecem deve 
eital-as a critica desligada de velhos preconceitos. Eu creio tanto na mendi- 
ade de Homero como nos peditórios nocturnos de esmola de António de Java, 
•A sustentar Camões». A pag. 202, no termo do artigo: «... nenhum homem 
Qo elle (Camões) pôde redimir-se de suas fragilidades, divinisando os erros da 
prudência, fazendo-se amar nos extravios, e immortalisando-se no livro que, 
fechar de três séculos, alvoroça uma nação». 



569-234.* Coimbra antiga e moderna por A. C, Borqes de Figueiredo, etc. Lis* 
i, livraria Ferreira, 182, ma Áurea, 1886, S.^ grande de 387 pag. com 3 es- 
npas. 

Tem varias referencias a Camões, e especialmente de pag. 102 a 106 (em 
JB trata da fonte das Lagrimas e de D. Ignez de Castro), 216 e 217 (em que dá 
na nota biographica do poeta, e em que menciona os factos da vida escandalosa 
: SimSo Vaz de Camões, que não era o pae de Luiz de Camões). Os documentos 
lativos a Simáo Vaz já os deixei transcriptos no logar competente, ao come- 
r o tomo XIV d'este Dicc. de 1885 para 1886. Registo esta data para que se 
íBa qoe eu desde muito possuía esses papeis. 

* * 

570-335.* Historia dos estabelecimentos scientificos, litterarios e artisticos de 
wrtugaL Por José Silvestre Ribeiro, Lisboa, 1871-1887, 8." grande. 

Tem diversas referencias a Camões. A mais notável é aquella em que o au- 
jor, no tomo ii, transcreve as cartas da viuva do morgado ue Matteus acerca da 
a edição monumental dos Lusíadas. Estes documentos ficam transcriptos no 
mo presente, de pag. 135 a 136 

* 

# * 

571-236." Selecta portugueza, compilada, annotada e com referencias nume- 
m á «Grammatica portugueza do sr. A. Epiphanío da Silva Dias» mr Luiz 
Uppe Leite e Bernardo Valentim Moreira de Sá, etc. Segunda edição^ refundida e 
pnentada. UAoa. A. Ferreira Machado f C Editores, 1886. 8.'' de X--489 pag. 

Veja iis pag. x, 159, 216 a 218, 283 e 284, 325 e 326, 341, 345 a 347, 370 



341 



LUIZ 



a 372. 425 a 427, 429 a 432, 438 a 439, 441 a 445, 449 a 451, 456 a 458, 
468, 472 a 476, 480 a 482, que contém excerptos dos Uttiadas, duas cançí]íe 
soneto e uma elegia de Camões, um soneto de Bocage a Camões, excerpto d 
miks de Garrett, e referencias a Camões. 



# 
* * 



572-237.* Alma minha gentil. . . Sonetos camonianos por Alfredo d 
Com uma carta prefacio do . . . visconde de Correia Botelho (Camillo C 
Branco). Edição do aurtor, 1886. Porto, imprensa Moderna, 8.** de 46 pag. < 
2 de Índice. 



* 
# « 



573-238.* Camões, poema. Paris, na livraria nacional estrangeira, ru 
gnon, n,* 2, faubourg Satnt Germain, 1825, 12.* de Tn-2-216 pag. e mais 
errata. — No verso do ante rosto: Imprimerie de J, Mac-Carthy, rue des F 
Eairies, n," 41. 

É a primeira edição anonyma do afamado poema de Almeida Garrett 
dedicatória Ao seu amigo M. As notas vão de pag. 195 a 216. 

# 

* « . 

574-239.* Camõc4 por J. B. de Almeida Garrett, Segunda edição, Lisbt 
pographia de José Baptista Morando, 1839. 8.* de xi-307 pag. 

# 

# # 

r>7o-2W.* Camões, poema dedicado á t//."* sr.' D. ígnacia Maria de Ca 
Lima. Bahia, reimpresso na typographia de M. A. da S. Serva, 1839. 8." 

Tem uma dedicatória em verso e outra em prosa, por M. A. da S. 
Diante d'este registo, julgar-se-ha que na Bahia, por uma singularissima c 
dencia, foi inipresso outro poema igual ao que apparecéra anonymo em Pa 
nos antes, e no mesmo armo 1839 em Lisboa já com o nome do illustre r 
rador do theatro portuguez. Engano. A reimpressilo na Bahia náo passou ta 
de uma singularissima conlrafeiçúo ! É mui rara em Portugal. 



# 
# # 



o76-2iÍ.* Cmnõea por J. B. de Ahnpida Garrett, Terceira edição, i 
imprensa nacional, 1844. 8.° de xvii-291 pag. 



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# # 



577-242.* Camões pelo visconde de Almeida Garrett. Quarta edição. Lii 



DE CAMÕES ^^ 

mm ia viwa Bertrànd e Filhos, 1854, 8.<» de xix-291 pag. e 1 de índice. — No 
wno do atate-rosCo : Na imprensa Nacional. 

# 

* # 

578-2Í3.* Camões pelo visconde de Almeida Garrett, Quinta edição. Lisboa na 
\ma da viuva Bertrand e Filhos. Í858. 8.* de xix-291 pag. e i de Índice.— No 
Ifirap do aole-rosto : Na imprensa nacional. 

* 

* * 

579-244.* Camões pelo visconde de Almeida Garrett. Sexta edição. Lisboa, em 
ua da viuva Bertrand e Filhos. 1863. 8.<* pequeno de xxi-271 pag. e I de índice. 

&U edíç2o contém a advertência preambular nas edições: primeira de 
B5y segunda de 4839, terceira de 1844, e quarta de 1854 (pag. v a xvi) ; a poe- 
a cie madenioiselle de Plaugergues. em louvor do auctor do poema Camões, tra- 
izido por José Maria do Amaral, em 1842 (pag. xvii a xxi) ; o poema (pag. i 
186); e as notas (pag. 187 a 271). SSo interessantes estas notas. A nota D, do 
mio Tii, comprehende ama breve resentia das traducções das obras de Camões. 

# 

* # 

580-245.* /. B. de Almeida Garrett. Camoens. Poeme traduit du portugais avec 
ne introduction et des notes par Hmri Faure docteur és leltres, membre de Vln- 
\itiÊt de Coimbre. Ouvrageorné du portrnit de Garrett. Paris. A. Quantin, tm- 
rimeur-Áliteur, 7, rue Saint Benoit. 1880. 8.^ de xlv-221 pag. e mais 1 de in- 
liee. Com o retrato de Garrett a agua forte por Boulard fíls. — Tem dedicatória a 
loa Magestade a rainha senhora I). Maria Pia. 

D'esL'1 versão fez-se tiragem numerada de 550 exemplares, sendo dos nume- 
m i a 50 em papel da China, e dos n."* 51 n 550 em papel de Ilollanda. O exem- 
plar existente na bíbliotheca nacional do Lisboa tem o n.° 99. 

# 

* # 

58I-2Í6.* Camões pelo visconde de Almeida Garrett prefaciado por Camillo 
tÊitdlo Brtmeo. Sétima edição. (E. C.) Livraria de Ernesto Chardron, editor. 
hrto e Braga. S.** pequeno de l\xxiv-273 pag. e 1 de índice. Com o retrato de 
Burett a agua forte (o mesmo que serviu para a edição anterior, em Paris.) — 
9 rosto a duas cores, e as vinhetas e letras iniciaes dos primeiros canitulos tudo 
Incarnado desvanecido. A capa a preto, encarnado, azul e oiro. No verso do 
Mo : Porto, typographia de A. J. da Silva Teixeira, Cancella Velha, 62, 

Contém as advertências das quatro primeiras edições (pag. v a xviii) ; ode 
k mademoiselle de Plaugergues a Garrett, traduzida por Amaral (pag. xix a 
tun) ; L'appel à la postérité, hommage à (>mOes à occa^ion du centenaire de 
MO» poesia de H. Faure (pa<;. xxv a xxxu) ; estudo sobre Camões, notas biogra- 
èicas, por (Emílio Castello Branco, datado de S. Miguel de Seide, maio de 1880 
jjttg. XXXIII a Lxxxiv) ; o poema (pag. 1 a 188) ; e notas (pag. 189 e 273). 



346 



LUIZ 



Parece que o editor tinha a idéa de fazer nova edição de todas as obras de 
Garrett, por isso cnie no ante-rosto d'esta reproducçSo poz : Obras do visconde de 
Almeida Garrett, i Camões. 



582-247.* Camões velo visconde de Almeida Garrett, Oitava edição. Usboa, im» 
prensa nacional, Í8d6, o.** de xxiu-27i pag. 

Esta edição ó em tudo símilhante á penúltima (sexta) de 1863, e portanto ás 
anteriores ; não tem por isso o estudo do sr. Camiilo Casteiio firaneo (viscoode 
de Correia fiotelho), nem a poesia do sr. Faure, postos peio editor para tomara 
sétima edição commemorativa do tri-centenario. 

# 
« « 

583-248.* Caseaes, Poesias, Imprensa nacional, 1886. Tomo i. 8.« de 2-377 
pag. e I de errata. 

De pag. 81 a 84 — Fiat lux! poesia a Camões no dia da inauguração da 
estatua a 9 de outubro de 1867. Dedicada a seu filho mais novo. 

Começa : 

Não vés, meu filho? É CamOes, \ 

Em estatua. — O génio seu, j 

Que só Deus dá, e lhe deu, | 

Esse vive nas acções ■ 

Que cada um de si deixa, 
Quando o tumulo se fecha. 

Luz da justiça por fim ! 
Que enibora rompa, só tarde, 
Por mais intensa, bem arde. 
Nem ha oulra luz assim ! 
Passa uma noite, vem dia, 
É um sol, que o allumia : 

Noites de sec'los volvera ; 
E tantos dias sáo idos, 
D'innum'ros soes escondidos, 
Mal que o dia amanhecera. 
Junta, em cheio, em turbilhões, 
Se expande a luz de Camões. 

Esta poesia é a que fora publicada no Diário de noticias j de 1867, atrás men- 
cionado. 

# 
# # 

58Í-249.* Luiz de Camões. Poemeto de Joaquim de Araújo com uma carta de 
Eca de Queiroz. Porto, imprensa portugueza, MDcccLxxxvn. 8.*» pequeno de xi- 
68 pag. — O rosto a duas cores. 



E acaba : 



DE CAMÕES 347 

Tiragem especial de 10 exemplares em papel do JapSo e 18 em papel da 
China, numerados de i a 28. Possuo exemplares de ambas. 

# 
* # 



585-250.* Anihologia poética, Logares escolhidos das differentes épocas da lit» 
kratwra jportugueza, ele. For Cândido de Figueiredo, professor de litteraíura. 
Usioa, hvraria Ferreira, rua Áurea, 134M887, 8.® de 198 pag. 

Contém: um trecho do canto y do poema Camões, de Garrett, de pa^* 84 a 
6; o episodio do Adamastor, do canto v.dos Lusíadas, de pag. 165 a i7z; e o 
iU> IV da comedia FHodemo, de Camões, de pag. 179 a 183. 

Este livro appareceu por fins de setembro do anno corrente 1887. 

# • 

# # 

586-251.* A primeira poesia impressa de Luiz de Camões no livro do doctor 
areia d^Orta intitulado «Colóquios aos simples e drosas» com um estudo pelo dr. 
\Bophilo Braga. Anno 363 do nascimento de Luiz de Camões Auctor dos Lusiadas. 
iiòoa. 4.<^ de 10 (numeradas) -12-(innumeradas) pag. 

No verso do ante-rosto a declaração da tiragem; no verso do rosto a seguinte 
idicaçSo: «Trabalho typographico nas ofiicinas de Adolpho, Modesto & C.*; photo- 
Ibographia na imprensa nacional por J. E. dos Santos.» As capas, o ante-rosto, 
rosto, e o começo do estudo, a duas cores. 

A tintffcm foi de 363 exemplares, sendo 333 em papel de linho, 2 em setim, 
em estanho, 6 em papel Japão, 6 em Whatman e 6 em Hollanda, sendo os pre- 
)f respectivamente a cada classe de 104000, 5í4000, 3í4000 e 500 réis. O editor, 
*. Joaquim Eusébio dos Santos, é o que emprehendeu a reproducçáo da primeira 
liç2o dos Lusiadas pelo mesmo processo photo-lithographico, e de que fiz menção 
ib o n.« 138. 

Possuo d'esta nova edição da Ode o n.*" 4, em papel de linho. O sr. António 
Dgusto de Carvalho Monteiro possue uma collecção. 

* 

* # 

587-252.« Poesias,por João Dantas de Sousa. Rio de Janeiro, typographia de F. 
, de Almeida. 8.** de vii-214 pag. Contém : Camões e o Jau, a pag. 231. 

* 
« « 

588-253.* Portugal artistico. Lisboa. Folio.— Biographía de Camões acompa- 
ilida de retrato lithographado. 

O artigo biographico, de apologia, é do sr. conselheiro António de Serpa 
ímentel, tendo em frente a versão franceza pelo sr. Ortaire Foiurnier. 



L 



, _ rflbf» • »oía final lio n.' 1 do Flúri\efio tt 

MT HM * Hl ml I, KbÊm ét ttmoMeria . O CtíDlin .. Porto, tw 
«^^ j- «-«-i^^;» ÍB87. a* de 15 píf. 



Ten tíntren opcal de SD nLempUr^s em papel de linba. O si 



De MictoreB Drazílelros 

09(M-* Dt*tmrta pnMMnaJ» «a neoJímia rtal dat íeieneiíu de Lúl 
dtjmko iê fíftS. far Sa»t Bwufúfiii O* Áadrada t Sdra, (Elogio daniic 
d* dtt Borpda 4r UtiUns.) Siin n:t Uittoria t memoriasda acadam, 
parte I, ftf. I > sn. 



AI mdnfna a ma nofua rtrdadnrú, ttr. Rio dr Junriro, imograpliia i 
i (.'.', HM rf<i Ouilanda, 1833- (ti* Jti 1(7 pg. 

V«j« > rt>fen>iicia a Igcez cie CmIki e eKceqilo ilus Lutiadat, 



592-,1.* finumo dn píi/a do exalio e dnditoto Luis de CamCr». Non 
nei-eisariamente rorrigida. fím de Janeiro. Na li/pograpliia de TbiTn. 
Cano, n.' S4. Anno de 1845. 8.* de 12 pag. 



59^}-).' Irii, p'riodieo da relig'ão. Mia» arlet, uienciat, letlras, hitio 
tia, ele. CoUaborado por muitos homens de leltras e redigido por Joti Feli 
Castillio Barreto e Noronha. Rio de Janeiív, 1848-1849. 4.* i vol. 

Alem lie oulr-iR rerereiícias, veja-se iio vol. ii n epislola a Camõtt, r 
catn, pag. iVi a 27i. No vol. iii o artigo Camões, & proposilo do drunat 
llio {Aiilonio),p.ig. liS a 194. 

Segundo iiina nota que acompanha a epislola indicada, foi composti 
rcçada ao OLinliado do aucior e deslinada a apparecer â frenle do drama 
já represenlado com diverso lilulo em diversos Ihealros do Braiil.e df 

fundido e ampliado a cinco aclos, como se ímpriniiu. 



DE CAMÕES '^^^ 



# 
* # 



594-5.* Luiz de Camões levantando o seft monumento, ou a historia de Por- 
/%«/ justificada pelos Lusíadas. Pelo dr. Alexandre José de Mello Moraes, Rio de 
iieiro publicado e á venda em casa de Eduardo êf Henrique Laemmert, Rua da 
(kitanda, 77. (Sem data.) 16.* de 93 pag. com 1 estampa. 



# 

« * 



o95-6.* Os portuçtuezes perante o mundo, apresentados pelo dr. Mello de Mo- 
Kf (A, /. dej (natural da cidade das Alagoas). Auctor de muitas obras litterarias 
sdènti ficas, He. Volume primeiro. Rio de Janeiro, etnpreza typographica (em li- 
údaçõo) Dois de Dezembro. 18Õ6. 8.* grande de vii-1-205 pâg. e mais 2 de iu- 



Conlém numerosos excerptos dos Lusíadas; de pag. 19o a 201, um artigo 
iti talado Morte de D. Iffnez de Castro ; e de pag. 201 a 205, a Cantata de fio- 
ige acerca do mesmo assumpto. 

* 
# * 

596-7.* Allefforia composta por José de Moraes Silva, natural da corte do 
mperio do Brazíl. Rio de Janeiro. Ttfpographia de F. A. de Almeida. 1856. 8.* de 
O pag. e mais i de notas. 

Na pag. 3 lese : Allegoria : Camões, Maria íl e D. Pedro V, com dedica- 
nría a António Feliciano de Castilho. Esta composição é, na máxima parte, con- 
•grada :i Camões. 

« m 



597-8.* Parnaso juvenil ou poesias mwaes, etc. Quinta edição. Rio de Janei- 
o# typotpraphia imperial e constitucional deJ. Villeneuve Sf C", 1860. 8.<> de 311 



Referencias a pag. 166. 



* 
* # 



598-9." RemMta Popular. Rio de Janeiro, B. L Garnier (editor), 
S9Í/. 4.* 

No tomo xu, anno 3.* (outubro a dezembro], vem uma biographia de Camões, 
rio conej^o J. C. Fernandes Pinheiro (auctor ao Curso de litteraturaportvguezaj, 
rfiaote citado. 



300 



LOU 






899^10.* O AlNTO. Pmodieo ItUsmm. i.* «mio. ia d« MfMiftro A 
Bio ^0 Janeiro» typognpbla de Bríto êt Braga, tiaTesaa do OoT^or n.* 



O n.* 1, de40jng. contéiti um tttigvr ft «mt amigodê LmàêCam 
CamUlo CatUOo Braneo, áen^. 13 ef4.E datado ii LUna a 8 de ji 
i861 

. ♦ 

60(M1.* 06rtt$ poiHeoi dfM.J. da Siha Akannga. JWò de Jamn 
8.* t tomos. 

No tomo i, pag. llS» refere«se a Camõet. 

ê 

• * 

601-iS.* Obrai completai do doutor Ânkmio FerreinL QuaHa ediçã 
toda e precedida de um «Indo iobre a vida e óbra$ do poeta pdo Conegc 
/• C. Femandei Ftnkeiro, etc. Bio de Janeiro, 1966. 8.* 2 tomos. 

Pertence á ^rie dos daaiooi porímtexei. No tomo i tem leiéreiícia] 
nlanas, a pag. SO : «que os sonetos.de Ferreira mnito longe estio de em[ 
eom os. do cantor dos Lmiadai» ; e a pag. 33 : «que o dr. António Pen 
um dos maiores engenhos nascidos na terra de Pornigal, um doe lominare 
século, o homem que, depois de Camões, maiores serviços prestou á Ungi 
teratura pátria». 

* 
# # 



602-13.* Chrestomathia clássica da lingua portugueza, Epitome dos 
pães géneros do discurso prosaico, Colliaida e coordenada pelo ar, Antonú 
Chaves e Mello. Para uso especial das dasses de grammattca, etc. Rio de 
Typographia de Condido Augusto de Mello, 160. Rua do Sabão. 1868. 8.** 
de xxii-216 e 288 pag. 

Veja no tomo i a pag. 23, 27, 67 e 84, referencias a Camões e aos L 
e á apreciação do poema por Voltaire e á péssima versão de Fanshaw; i 
do Hospital das letras de D. Francisco Manuel de Mello. 



# 

# # 

603-14.* Curso de litteratura portugueza e brasileira, professado po 
cisco Sotero dos Reis no instituto de Humanidades da provinda do Maran 
dicado pdo auctor ao director do mesmo instituto o dr. Pedro Nunes Leal 
nhão fS, Luiz). Impressa por B, de Mattos. 1866-1813. 8.® grande. 5 tom 



I DE CAMÕES ^^ 

. Veia no tomo n, seeçjlo ii : « Luiz de CamOes ; sua bioi^raphia, dividida em 
ps dJDerentes epochas da sua vida; seus Lusíadas; apreciação das melhores 
Ma^ens d'e8te poema >, comprehendendo oilo lições (xx a xxvni), de pag. 53 
■tt3, secção in: « Luiz de Camões; suas poesias lyricas, românticas e classi- 
IM; soas poesias pastoris ; suas poesias didácticas ; suas redondilhas ; seus dra- 
U», comprehendendo quatro lições (xxix a xxxii), de pag. 245 a 310. 

No tomo n veja também o livro viii, parte ii, secç2o i. 

# 

# * 

604-15.* Luiz de Camões j por M. J. Gonçalves Júnior. — Trabalho escripto ex- 
ssamente para a inauguração do retrato de Camões nas salas do Retiro, em 13 
maio de 1865. É em prosa, e occupa as pag. 94 a 107 do Archivo do Retiro 
Torio portuguez. Rio de Janeiro, typographia de Pinheiro Sj C', Í870, 8.» 
nde. 

* 

# # 

605-16.* Resumo da historia litteraria pelo cónego dr. Joaquim Caetano Fer- 
\des Pinheiro, etc. Rio de Janeiro, B. L. Gamier, livreiro editor do instituto 
)orieo, ete, 1872. 8.<* grande, 2 tomos de 497-vi pag. e 476 pag. 

yo tomo n, de pag. 53 a 70, 82 a 84, escreve desenvolvidamente acerca de 
nOes e das suas obras, com louvor, citando a miude os estudos dos srs. vis> 
ide de Juromenha, Theophilo Braga, e A. Vidal no Archivo pittore8co;e de 
rrett, no Parnaso lusitano, de quem copia o trecho com que finalisa a parte de- 
ada ao poeta a pag. 70. Na pagina anterior, o dr. Fernandes Pinheiro, es- 
ptor que soube honrar as letras portuguezas, nota o seguinte : 

«Com ras2o admira a critica a força imaginativa com que descreveu os 
indes phenomenos da natureza, parecendo aprazer-se principalmente na pia- 
a do Oceano, o que fez com que Chateaubriand denominasse os Lusiadas, de 
meiro poema marítimo. Com que arte, com que mestria, traça elle o impo- 
ite quadro de uma tempestade em alto mar quando todos os elementos se des- 
sadeiam contra a audácia humana t Homero e Virgílio invejariam ao cantor do 
a solemne magestade da sua descrípção.» 



# 

# # 

606-17.* Camões e os Lusiadas por Joaquim Nàbuco. Rio de Janeiro, typogra- 
\a do imperial instituto artístico, 21, 1872. 8.° de 286-v pag. e 1 de índice. 

Comprehende: Dedicatória á mSe do auctor; introducç^o, datada de 10 de 
il de 1872; Livro i, Camões antes dos Lusiadas; Livro ii, Os Lusiadas; Li- 
• m. Velhice e morte de Camões; Notas. 

Na introducçâo declara o auctor que escreveu este livro: «Como tributo de 
i admiração sempre crescente a Lutz de Camões no terceiro centenário do seu 



351 



LUIZ 



Sublinho at ultimas pilâTras da dtaçSo acima» porque talves. tenlia d 
lèrtr-me a dias no tomo s^gniota^ em ^ desejo roeneioiíar os ftctoe litl 
nus camonianos qne antecederam e aeginram o trícentenaiio. 






M7-I8.* MÊlêila$ fot Ytnãknio Cmwlfto. Bio dê JoMnro, Typoffrapkia á 
i, Í87S, Com a photograpliia do aoetor. 



De nsg. 147 a 160 vem a FÂda dê CatÊõ», scena dramática, em veno^ 
presentada no theatro Lyrieo Fluminense em 31 de onlnbro de IM8; e 
m. 119 e 110 a poesia Gsaiõei^ ^^oes, em seatilhaa^ de ama quadra de Mi 
Barreto. 






608-19.* Mwrwnuioê, Lgra cfot eínfe «inot. Fonias do dr. Á, F. AUim 
Semiot. i. Hio dê JSmetrn, IffioprapAta Fnmeo ^ma'tÍDBna« 1674. 8.* de 164 

y^a de psf. 147 a 157 o poemeto A PmiiÊgaL Csmte. * 






609-tO.* Pequena íÊoUcia wobre oê tonem e ai ammu mai$ notaneiê da k 
riat efe. Rio de Janeiro, p M i ea da por Eduardo f Henrique Laemmeri, 1876 
de ¥0-175 pag. 

Refereocias a Camões a pag. vi, 4, 42, 52, 53, 130 e 174. 



* 
* * 



6iO-2i.* Resurreição pelo dr. Castro Ij>pes, Rio de Janeiro, Typographia 
severança, rua do Uospicio, n.' 85, 1879, 8.<> grande de xvi~i77 pag. e ma 
de errata. 

Veja na pag. viii, ix, xiv xvi, 2, 3 e 174, referencias ou versos de Camt 
de pag. 47 a 49, glosa em oitavas dos dois quartetos do soneto « Alma minha { 
til * ; de pag. 77 a 78, glosa a uma quadra, em decimas, respectiva ao eptsodi 
Ignez de Castro ; e pag. 91, referencia a Camões, glosando uma quadra. 

* 
* * 

611-22.* A escola. Selecta dos andores clássicos, Camões, Vieira, Bemm 
Garrett, Herculano, Lisboa, Rebello da Silva, Adoptados pelo novo programm 
inspeclorid geral 'ia instrueção publica para os exames de preparatórios, rte, 
Félix Ferreira. Rio de Janeiro, Serafim José Alces, editor. 8.® de xu-308 pag 



DE CAMÕES 3^ 

a pag. XII, iadice dos trechos dos Lusiadas, que vem adiante de pag. 
; a pag. 273 e 274, biographia de Camões ; de pa^. 305 a 308, vocabu- 
Iguns Domes, menos usuaes, históricos, geographicos e mythologicos, 
;ontram n'e8se8 trechos de Camões; e a pag. 162, referencia a Camões 



# 
# # 

13.* Novo methodo de analyse pela theoria das dlipses e dos jdeonasmos, 
á analyse das construcções mais difficuUosas nos Lusiadas, e nos melho- 
es clássicos. Por EmUio AUain. Rio de Janeiro. Na livraria de J. G. dê 
àitor, Í8SÍ, 8.<» de 151 pag. e mais 3 de índice, errata e lista dos au- 
qaaes são tirados os exemplos d'este compendio. 

Ta numerosos excerptos dos Lusiadas e das Lyricas. 



# 

# # 

!4.* Pombal Poemeto em 4 cantos por Adelina Amélia Lopes Vieira, 
leiro, Typoçraphia e lithographia de Molarinho ff MonfAlveme, largo da 
f. 1882. S.^" de 31 pag. 

lg. 7 tem referencias a Camões e a Vasco da Gama. 

# 

# # 

S5.* Centenário do marquez de Pombal. Discurso pronunciado a 8 de 
982, por parte do club de regatas Guanabarense, no imperial theatro 
wr Rm Barbosa, Primeira edição. Rio de Janeiro. Typographia de G. 
ff Filhos. Rua do Ouvidor, 81. 1882. 8.» de 84 pag. 

a pag. 5, 33, 61, 72, 73, 82 e 83 excerptos dos Lusiadas e referencias 
e a Vasco da Gama. 

* 

# # 

16.* Nacionalidade, lingua e lilteratura de Portugcd e Brazil. Por João 
reira da SUva. Paris. Guillard, Aillaud ff C.<« 1884. 8.<' de 6 (innume- 
)pag. 

as referencias a Camões e ás suas obras nas pag. 127, 133, 134, 144 a 
212 e 214. 

# 

# # 

!7.* Camões no leito da morte. (Quadro de Ferreira Monteiro.) Aprecia^ 
prensa. Extractos da Gazeta de noticias. Jornal do commercio. Folha 
itakigo da exposi^ do quadro, etc. Rio de Janeiro, 1884. — Folha 
ia 08 periódicos citados, em artigos ou folhetins. 



W-MJ^Dmríodgwútiáai.iúRiúéÊUmtinrJbÊmul 



Es o •.• RO de 10 de iwwfcfo f«i «■ mmI» 4e 



OI8-t9.« Mmâo IÍÍI0WM êt élmm àm . 
jNirfii^rMM io uemo vn ao xn, for Fmitto BmmÊê 9 ¥m 
re$ do mperíal eottefio de Peáro IL Pt w edida ée 

lià Umtriã de J, 6. de Auoedo, idiUir. 38, hw dm 
pif. 6 miíf 3 de nidiee e cmia. 




Yeb a pi(. 4y 8^ 19^ 137 e 139, reíernicias e irem» de Piaffiri: e d 



153 a 90^ trediof das Bmoi, e o eulo x doa 



De anotores lieopanhoes 

' 619-1.* Bmoê dê Lope dê Vega Cmirfw. A Dou Fermomâo CertMa. € 
eeodadela inquinekm. En U^km, impreioporP. Cnubeeíà,oãoí90S.Áa 
Domingoi Femandez. Vende-ee na ma ea$a e na eapeUa dd Aff. 

Contém trechos dos Umadae e das Rmae de Cam(^es. 

Possaia am exemplar d'esta rara edição o livreiro editor sr. CarríU 
deira, da livraria internacional, qae o annuncioa por 90M)0 réis. O livre 
Londres, Qoeritz, annimcioa em tempo outro por 115^000 réis. 

# 

# * 

620-2.* La Nvmantina de el Licen.^ Don Franciseo Mo^quera de Bam 
etc. Impresso em SevUlaj enla Imprenta de Luys Estupinan, en este ano de m.i 
4.<* de 11 (ínniimeradas)-185 folhas numeradas pela frente e mais 29 innomei 

Contém diversas referencias a Camões e a Vasco da Gama, e excerpto 
Lusíadas, 

# 

# # 

621-3.* Aphorismos y exemplos sacados de la primeira década de Barra 
D. Fernando Alvia e CastrOj Lisboa, 1621, 4.® 

Refere-se a pag. 15 a Cam(!íes com levantado elogio. 



DE CAMÕES 355 



* # 



622-4.' Lavrei de Apolo, eon otras Rimas, ele' Por Lope Félix de Vega 
krptò. En Madrid porJuan Gonçalez. Aúo 1680. k,^ de 8 (inoumeradas)-12o ío- 
hs Domeradas pela frente. Com o retrato do auetor. 

Traz a pag. 25 e 26 um elogio a Camões. 



^ * 

* # 

L6S3-5.* l/u obras en verso de Don Francisco de Borja, Pnncipe de Esqtti- 
; ele. Per Diego Diaz de la Carrera. AHo de 1648. 4.<> de i2 (ÍQnumeradas)-684 
lg. e mais 23 de índice. 



Referencias a Camões a pag. 218. 



# 
# # 



624-6.* Armas e trivnfos, Hechos heróicos de los hijos de Galicia. Elogios 
ksp mhleza, i de la maior de Espana, i Europa. Resvmen de los seiTÍcios qve 
^1 Reino àetho à la Magestad dei Rei Felipe IV. nupstro sefior, Con quatro indi- 
de las matérias qtte aqui se tratan. Efcrihelos El Padre Maestro Frai Felipe de 
** melara. En Madrid. Por Pablo de Vai. Ano de m.dclxii. 4.® de 24 (innume- 
)-681 pag. e mais 61 innumeradas de Índices. 

Nas pag. 297, 307 e 584, encontram-se referencias a Camões e á sua genea- 
jpa. 

* 
* # 

625-7.* Obras de Lorenzo Gracian, En Madrid. Por António Gonçalez de 
Aúo de 1720. 4.<' 2 tomos. 

Veja no tomo ii as pag. 3, 15, 25 e 26, 35, 36, 121, 128, 135, 207, 217, 218 
% refm^eneías em louvor de Camões, e transcripções de sonetos e fragmentos 



# 
# # 

626-8.* Rimas de Fernando Herrera, Madrid, 1786. (EdíçSo de D. Ramon 
les). 

No tomo n, pag. 110, vem uma imitação do soneto xx: 

«Alma minha gentil ...» 



4m 



LUIZ 






627-9.* Buumên hiitoríeo d$ la títeraíuta upaáoíã. Sêgmida aparte 
nual de LUeraíwra pm^D.A.GU d$Zárat$.Çiiartaêdiekm,e(nrmiday^ 
Madrid. hnprmUa e Utreria dê Gaspar y Boig. Í86Í. 8.*.de vn-olO pag. ( 
de Índice. 

Veja de pag. 244 a 248» referencia ás tragedias de Geronimo Bermac 
loitimota e Niu kmreada, e exeerptos de ambas; e referenda á QtUro 
reira. 

618-10.* Cútálogo dê la expotieum naeumal dê htíkti arte$, oproòi 
8.M.en2d$abradê Í87Í. Edieum oÁeiaL Hadrid. JmprmUa dei C^ 
nal dê sordo-mudoí y dê dêgos. 187 í, 8.* de 138 pag. 

Veja a pag. 35, i j5 e 136, nas qnaes é transcrípta a estrc^he C3 
canto m dos Imiadai, 

# 

629-11.* Pwtiàqál eonUemporaneo, Dê Madrid á Opofio paêondo por 
(IHario dê «fi eammimU.) Per Modetto FartKmdêz y Qonxalês. Madrid, h 
y fmdicion dê Manuêl TêUo. 1874. 8.* de 826 pag. 

Veja as pag. 166, 210 a 212, 261, 267, 391 e 444, referencias a Ca 
um excerpto dos Lustadas. 

# 
# # 

630-12.\ Cartas sobre Portugal por Gustavo A. Bas, precedidas d 
palabras» por Hector F. Varela. Madrid. Imprenta de Moreno y Rogas, l 
de xn-99 pag. 

Veja referencias a Camões e aos ÍMsiadas a pag. vm, 45, 46, 91 e 9 



# # 

De auotores firanoezes 

631-1.* Jugements des Savans sur les prindpaux ouvrages des aute\ 
Adrien BaiUet. 1685-1689. 9 tomos. — Segunda edicSo: Jugements des 
sur les principaux ouvrages des aucteurs par Adrien ÈaiUet, corriges H a 
tês par M. de la Monnoye, de 1'Academie Française. Paris. 1732. o tomos. 

No tomo IV, pag. 440, encontra-se uma noticia de Camões e das suas 
principalmente do celebre poema Lusíadas. 



DE CAMÕES ^^ 



# 
# # 



, 632-2.* Mèmoire$ pour servir à Vhistoire des hommes iUustres par le R. P, 

feerom. Paris, 1737. 8.<> 

■ 

Cootéin uma biographia de GaoQ^^s, que parece ter sido traduzida de aponta- 
mios enviados ao auctor pelo conde dia Ericeira. 



# 
* # 

633-3.* E$$ai tur la poésie épique, par Mr. F, Arouet de Voltaire, Paris, 
748, 

Faz a analyse dos Lusiadas, deprimindo em geral o poema; porém exalta 
lamGes pelos seus encantadores episódios. 



# * 

634-4.* Nouvelle bibliothèque d'un homme de gout ou iaUeau de la littéra- 
emdenne et modeme, étrangère et nationale, etc. Paris, 1787, 8.^ 4 tomos. 

Contém um artigo relativo a Gamões e dedicado á apreciaçáo da traducçflo 
k» Lusíadas por Duperron de Castera. 

# 

# # 

635-^.* Voffage du ci-devant duc de Chatelet en Portugal, etc. Revu, corrige 
ur le manuseritj et augmenté de notes sur la situation adueUe de ce royaume et 
k ses eohnies, par J, Fr, Bourgoing, etc. Paris, 1796, %.^ 

No tomo n, a pag. 71, 72, 74, ii9 e 120, refere-se a Camões, dando um re- 
■mo da sua vida com panegyrico. 

Veja-se o tomo i das Obras, publicadas pelo sr. visconde de Juromeuha, pag. 
119 8 250. 

# 

# # 

636-6.* Les Amours Épiques, poême en six chants, contenant la tradu- 
Hm des épisodes sur famour, composés par les meilleurs poetes épiques; par Par- 
|«i Grandmaison. A Paris, de l^imprimerie de P, Didot Vainé, An. xu-Mocccrv. 

Esta obra tem seffundo rosto, com data diversa : « Les amours épiques, Poê- 
9 Hèrmqiue en six aiants ; par Parseval Grandmaison. A Paris, chez Dentu, 
\priJ^ Ltbraire, Quai des Âugustins, n"" 22 ; Et Poiais du Tribunal Galeries de 
ns, n* 240, An. xm-lSOõ, 12.° de 4 (innumeradas)-xii-245 pag. 



usa 



637-7.* Nowêau diaumnaire hÍMtoHque ou Bktotre lArigéeãeUnà 
me$ qui m nmi fait un nom par déi taknU, du vertui, âe$ fmaiU, da 
He, defmii le eommeneemgnt au monde huqu'à not iomn, etc Par JL Jf. i 
HF. A. Ddandiíu. 8*^ édUion, etc. Lfon, dux BmifiH Ami (>• ídOé 
tomos. 

Veja no tomo m, de pag. 52 a 84, a biograj^a de Ciyn^IeB e anal 
fMtiadaã. 

. 638-8.* Let Amfmrt Épiques, poSme en tix ékaiU$, ãmtenarU la tn 
dêi ipiiodei wr VanKmr, eon^poiéBi par la meiltmn poHii épiquet ; pt 
Panetal de Grandmaieom. Seeondê iaiíum revue H eoirigie, augmeiáée ( 
milie veri, prieèdie (ftm dtmcir* m^tmtiiam; nám de phuieun morea 
dmu ^Bomère, de MiUan H de l' Araste. Parti. De Vh^rimerie de DenHê. E 
8.* de xxvm-áU pag. 

Tem esta obra a seguinte vereSo : 

Claaieal deteriptUmi of love, from íhe moH eeMnraied epk poeie : eU 
P. Grandmaisoii. TnmHaUd firam íhe Frentà. Limdon.í809. 8.* de z?-2 

639-9 • La natigation. Par J. Emènard. Paris, Í80S. 8.* grande í 

No tomo T, canto iv (de pag. 167 a 171), imita, na viagem de Gol 
episodio do Adamastor; e no tomo ii, notas do canto v (de pag. 41 a 44 
uma resumida noticia de Camões e do seu immortal poema. 

# 
# # 

6i(^10.* Poésie lyriaue portugaise ou choix des odes de Francisco 
traduites en (rançais avec le lexte en regard. Par A. M. Sane, Paris, Í80t 
xci-344 pag. 

Tem referencias e cítaçOes camonianas, pag. v, xv, xxix, xun, xlh 
Lxxxv, Lxxxvi, 1 a 32, 150 a 157, 290 e seguintes (em as notas). 

Esta obra é perfeitamente camoniana, nSo só peias referencias in 
que por si bastavam para ter essa classiGcaçSo; mas também peia ode i j 
em que Fiiinto, exaltando o egrégio poeta, diríge-lhe por exemplo a segu 
tropne 10) : 

. . .Camões. . . 

Ao cume do Parnaso se avisinha ; 
E os Delphins loureiros. 
Quando elle sobe, curvam. 
Ao novo Homero, os orgulhosos topes, 
E arredam larga estrada ao vate egrégio. 



DE CAMÕES ^^^ 

versSo de Sane de iodos os versos de Filinto é em prosa. A obra é dedicada ao 
Regnault de S. Jean d'Angelv, a quem escreve que «desejando tomar co- 
ida em França a bella língua ae Camões, traduziu as odes de um dos pri- 
poetas lyricos de Portugal». 

# 
* # 

641-11.* Dictionnaire universel historique, critique et bibliographique, Notivelle 
lion, etc. Paris, 1810, Com estampas. 

Contém uma resumida biographia de Camões. Menciona apenas as traduc- 
I de La Harpe e de Castera. Entre as gravuras traz o retrato de Camões. 



# 
# # 

64f-12.* Mercure de fevereiro de 1815. —Vem n*esta revista uma imitação do 
piwdio dos Lusíadas «^Os doze de Inglaterra», por Badour Lormian, que Ra- 
m transcrevea nas notas da sua versão do sublime poema. Comprehende 172 
«nos. 

^ # # 

643-13." Les tahkaux de M. le comte de Forbin, ou la mort de Pline Vancien, 
de Ciutro, nouvelles historiques. Par madame La Comtesse de Gentis. Pa- 
tkez Maradun, Libraire, rua Guénégand, n." 9. De Vimprimerie de P. Didot, 
líDCCCxvn. 8.0 de vni-265 pag. com uma estampa gravada em cobre, re- 
itando a morte do Plinio. — A ultima pagina tem o n.° 179 em vez 



Creio que este livro não tem nada de vulgar em Portugal. Vi um exemplar 
bibliotheca nacional de Lisboa, indicado pelo sr. Gabriel Pereira, em commissão 
estabelecimento. 

Contém: advertência (pag. vii e vni) ; primeiro quadro La mort de Pline 

'aliste (pag. 1 a 28); e segundo quadro Jnés de Castro (pag. 29 a 265). 

l advertência declara a auctora oue, enthusiasmada pelo esplenaor dos quadros 

I conde de Forbin, se lembrara ae ampliar e completar, nos amores de D. Pe- 

com a desgraçada Ignez, o aue Luiz de Camões, no poema dos Lusíadas, 

esboçara, sem dar ao perfil do rei o perfeito relevo do seu caracter im- 

e da sua paixão sem limites. O quadro do conde (Exhumação e coroa- 

Ignex de Castro), estivera exposto no salão de pintura em Paris, em 1812 

11813. 

# 
# # 

644-14.* Traduetion de 1'Araucane avec notes, et précédée d'une díssertatúm 
t Camoens, Tasso, Arioste, consideres comme poetes, par Merlhiac. Paris, 



*» um 






645-15.* JmmUkm foétiqiiê,poèmÊparMiUt9oif$. — N'e8te poema dedi 
tenos a GMDôes. 



ImiUm ignilmeate o primeiro canto doe lÂUÍada$, de qoe Qagon api 
mu fragmento na seganda edição da monumental obra de CamOes. 

646-i6.« Joumal da Saoam. JmUH ídíd.AParis^ãtl' Iwmimerie J 
Í8Í8. 4.* 

De pag. 387 a 398 contém nm artigo de Raynonard (o anetor.da ode 
mOes), em qne elogia a noya edição do morgado de Mattens, não só pela 
das mvnras e da impressão, mas também pelo coiynneto das apreciações 
cas de que aeompanboa tão monumental edição. 

• 

Idem. Septembrê ÍSX. De pag 528 a 532 outro artigo de Raynonard 
da memoria de Mablin, publicada sob o titulo: lMr$ à VADodímiê Aon 
Sckncei de IMotmê, efe.» citada adiante (n.* 554-24.*). 

* • 

647-17.* Eêiai tíatisiique mr lê rojfoumê d$ Portugal, ele. Par Âdrien 
Paris, 1822. 8.* 2 tomos. 

Yeja-se no tomo n, pag. 25 e clvij (appendice), as referencias a C 
N'esta ultima parte compara o poema Ot^ente do padre José Agostinho com 
siadíu. 

* 

* * 

648-18.* Resume dn VHisioire de Portugal dtpuis les premiers temp 
monardiie justou' en 1828 fMr Alphonse Rabbe. Avec une introduction par R, 1 
telain. A Parts. Chez Lecointe et Durey, 1824, 12.* de xxviii-440 pag. 

Tem referencias a Cam6es, a quem denomina •Homero de Vasco da C 

# 

* * 

649-19.* Mélanges. Os Lusíadas ^ poema, etc. Les Lusiades poême ép\ 
Louis de CamoenSj nouvelle édition, corrigée et publiée par D. José Maria de 
Botelho. S.^ de 10 pag. No fim a assignatura: S. S. L. 

Ê o fragmento, segundo creio, de uma publicação litteraria. Vide 
tracto que deixei n'este tomo, a pag. 127 e 128. 



DE CAMÕES ?^^ 



650-20.* Camoens et José índio, (Sem data.) S.*» grande de 93 pag.— No fim: 
Paris, Imprimerie de Marchand du Breuil, rue de la Harpe, ti'' 80,* 

O auctor, sr. Ferdínand Denis, declara na advertência preliminar que : 

« . . le récit qa'on ya lire n'est pas entièrement un roman, la plupart des évè- 
sments qui sont rappelés ont eu lieu, et la fin n'est que trop véritable. José In- 
io luí-meme n'e8t point un personnage imaginaire; il est certain qu'il a assiste 
amoens dans les derniers instans de sa vie.» 

Este folheto j de que existe um exemplar encadernado separadamente na bi- 
liotheca nacional de Lisboa, e assim fora offerecido pelo illustre auctor a um 
Digo (cujo nome nSo menciono, porque foi rasgado no alto da pagina), foi depois 
yr seu auctor encorporado na obra, Scenes de la nature sur les Tropiques, et d£ 
wr influence sur la poésie, etc. Paris, 1824. 8.° 

# 
* * 

651-21.* Les fostes universdles, etc. BruxeUeSf 1824. %.** grande, 17 tomos. 
No tomo VI, a png. 372, refere- se a Camões. 



# 
# # 

652-22.* Venion portugaise de Vode à Camoens de M. Raynouard, membre 
k Vhsiitut Eoyal de France, etc. Avec des notes, etc, du traducteur. A Paris, de 
rimprtmme de H. Foumier, me de Cléry, n." 9. mdcccxxv. 8.*> de 59 pag.— No 
Terso do ante-rosto lô-se: «Se trouve h. Paris chez Lheureux, libraire, Quai des 
AogQstins, n^ 37». 

Este folheto, que se pôde considerar raro, contém : Carta a Raynouard, de- 
licando-lhe a versSo da ode (pag. 5 a 9); a ode em francez com a versão portu- 
foeza em frente (pag. 12 a 25); versão portugueza interlinhada da lalina, seguida 
la traslação litteral dos versos portuguezes em prosa franceza e acompanhada de 
loUs (pag. 28 a 59). 

Na dedicatória de Verdier a Raynouard, datada de Paris, 1 de dezembro 
e 1818, lô-se : 

«J'ai placé, monsieur, ma version en regard de votre ode; puis, je la répète 
) rinterlígnant de lalin, peu élégant il est vrai, souvent incorrect, mais assez in- 
liigible pour que nos littérateurs puissent se rendre compte de Tanalogie qui 
LÍste entre ces deux langues: j'ai de plus donné en prose française une tradií- 
íon littérale de mes vers ; j'ai aci;ompagné tou t ce travail de queiques notes. Par 
8 moyens il será facile d'apprt^cier une langue à laquelle vou^ avez donné, 
onsieur, quelque valeur en France, en louant si dignement son plus grand poete, 
le^premier en date des épiques modernes.» 



362 



LUIZ 



Em as notas, o traductor Verdier levanta a fama de Camões, elogia a obra mo- 
numental do Morgado de Matteus, e a tradacçáo de Miliié ; e acrescenta aoe es- 
tes e outros litteratos se encarregaram de vingar Camões das inepcias de uaper- 
ron de Castera, das apreciações erradas de Voltaire e de La Harpe, e da maleTO* 
lencia de outros seus compatrícios. 

A ode começa : 

Francex : Portnguez: 

Habitans des rives du Tage, Do' Tejo en a plaga íncolas, 

Dirigez mes pas incertains : Guiai meo passo incerto: 

J'apporte mon pieux hommage Sagrada offrenda levo, reverente, 

Áu chantre heureux des Lusitains ; Dos Lusitanos ao cantor ditoso; 

E termina: 

Soutenez cette noble lutte : Ultrajados sustei tam nobre luta 

Si, vivans, on vous persécúte, Vivos, vexados sois? Mortos sobre aras, 

Morts, on vous dresse des autels. Culto haveis sumptuoso. 

Versão portugueza e latina, interlinhada : 

Do Tejo en a plaga Íncolas ! 
Ta^ m plaga incolae? 
Guiai meo passo incerto : 
Ducite menm pa»sum incertum : 
Sagrada offrenda levo, reverente, 
Sacra tum oblationem fero, rever eiu. 
Dos lusitanos ao cantor ditoso. 
Lusiíanorum Cantori felicL 

A ode de Raynouard fora publicada em Paris, pela primeira vez, no tomo y 
dos Annaes das sniencias, das artes e das lettvas. Tem sido traduzida por di- 
versos e reproduzida muitas vezes. 

Vide Portugal e os estrangeiros, por M. Bernardes Branco. Lisboa, editor 
A. M. Pereira. No tomo ii, pag. 129 a 134, vem a ode de Raynouard com a versáo 
de Fiiinlo. 

# 

653-23." Rèsumé de Vhistoire littcraire du Portugal, suivi du Résumé de 
Vhistoire Uttéraire du Brêsd; par Ferdinand Denis. Paris, Lecointe et Durey, li- 
braires, quaides Augustins, n" 49. 1826, 18." de xxv-62o pag. 

É mui interessante e apreciada esta obra. De pag. 66 a 149 trata especial- 
mente de Carnôes e das suas obras. Na opiniAo auctorisada do sr. Ferdinand 
Denis «le Canioens sVíl(>ve au milieu des autres poetes du Portugal et de TEs- 
pagne, comme Honière domine sur les auteurs de rantiquitó.» 

# 
* # 

6o4-2i.« LHtre à VAcademie lioyale des Sciences de Lishonne, sur le texte des 
Luziades. Paris, etc. 1826. 8.** de 77 pag. 



DE CAMÕES ^^^ 

É a carta de Mablin, já citada. Yeja-se no tomo presente, a pag. i34 

# 

# # 

655-25.* Les Âmours de Camoens et de Catherine d* Alaide: par Madame Gau- 
wr, auteur du foème «De la Tombe royale», et de diverses autres poesies. A Paris, 
\t% Trouvé,. libraire, rue Notre Dame des Victoires, n« 16. Ponthieu et C.*' /i- 
niret, Palais-Royal, galerie de bois, n^ 2d2 et 253, J827. 12.» 2 tomos de 268 
1 172 pag. Com ama e&tampa lithographada, representando o tumulo de Camões. 

Na introducçSo, em que se esboça a vida de Camões, vem o soneto de Tasso 
MMn a imitação de Millié. Este romance foi o que a sr.* D. Maria Emilia de Ma- 
ndo traduziu em 1844, e que já mencionei entre os auctorcs portuguezes. 

* 

# * 

656-26.* Poésies nouveUes par Alfred de Guyon, Paris, 1828. 8.» de 74 pag. 
Be pag. 63 a 67 vem a poesia < Camoens s'exUant à Goa». 

9 

# 

# # 

657-27.* Le Naufrage de Camoens, Ode courrmnée par VAcademie des Jeux 

ÍM, dans sa séance publique et solennelle du S mai 1828; par Adolphe Pui- 
ue. Paris, Delaforest, libraire, place de la Bourse, rue des Filies St. Thomas, 
^7.1828. 8.» de 7 pag. — No verso da capa, que é conservada pelos camonianis- 
^lé-se: mjmprimerie Anthclme Boucher, rue des Bons-Enfans, n" 34.» 

O illustre biblíophilo, sr. José do Canto, mandou em 1885 reimprimir este 
^^fissioH) foibeto, no Porto, como se verá em seguida. 

# 

# # 

658-28.* Le naufrage de Camoens. Ode couronnée par VAcademie dês Jeux 
rttux dans sa séance publique et solennelle du 3 mai 1828 par Adolphe Puibus- 
t. Reimpressa conforme a edição original de Paris, de 1828. Porto, typographia 
António José da Silva Teixeira, 1885. 4.» de 13 pag. e mais 1 innumerada com 
iesignaçâo da typographia. 

A impressão é de luxo, a cores, em papel superior, com as paginas guar- 
idas com filetes. Feita, em tiragem limitada para brindes, á custa do illustre 
loniasista sr. José do Canto, da ilha de S. Miguel, e dedicada ao sr. dr. José 

los Lopes, tand)em notável camonianista, residente no Porto. 

* 

# 

# # 

659-29.* Musée des familles, Année 1833-1834. Paris. 4.»— Veja de pag. 368 



3<>> LUIZ 

i 
a 371 o artigo Ln deux eourtmnet d^épina, par S. Henry Berihaud, com omagra- j 

Yura Camoefu mourant, 

* 

* # 

660-30.* Étudei épiques et dramatiquet, ou wmvelle traductum en ven âet 
chanU ies plus célebres des poêmes cT Uomère, de Virgile, du Camoens et du Tam, 
avec le texte en regard et des notes. Par Victor de PerrodU. B. Cormon et Btane, 
libraires, à Paris, rue Mazarine, 70. A Lyon, rue Roger, í. 1835, 8.* grande de 
vin-407 pag. — No verso do aate-rosto: mParis, Imprimerie de Casimir, nu 
de la Vieille Monnaie, 12, entre la rue des Lombards tí la place Châtelet». 

De pag. i41 a 211 contém, sob o titulo Découverte du eap de Bonne Esu» 1 
rance, a versão do canto v dos Lusiadas, com o texto em frente; e de pag. m i ] 
224 uma extensa nota, em que Perrodii declara que deu com preferencia publicidade 
á traducção do canto v, por se lhe figurar o mais formoso e notável do poema, ^ 
nSo só por encerrar o episodio do gigante Adamastor, tão elogiado por todos os 
criticos e com inteira justiça ; mas porque, em assumpto novo e orieinal, o poeU 
mostrou numerosas bellezas, não tendo para isso nenhum modelo. Segue-se um , 
elogio a Cam(3es, e ao idioma portuguez : censura a Voltaire pelo aue escrevea 
no seu Essai sur lapoésie épique; um novo trecho da versão que nzera do canto idos 
Lusiadas, e por fim a transcripção de uma ode que durante a sua permanência em 
Lisboa, compozera em honra a Camões. 

Começa esta poesia : 

Debout sur Ies rives du Tage 
Un soir que Tocéan caressait son rivage | 

D'un ílot harmonieux, calme, tranquilTe et pur, 
Le Camoens, sous un beau ciei d'azar, 
Parlait un sublime langage. 
E acaba: 

Honneur à ce divin génie, 
Qui mourut en chantant son ingrate patrie ! 

Qui la servil par sa valeur, 

Qui rillustra par sa parole, 
Et qui brille à nos yeux de la double aureole 

£t de la gloire et du malheur ! 

661-31.' Éíudes épiques et dramatiques, ou nouvcUe traduction en vers 
des chants Ies plvs célebres des poèmes d'Homere, de Virgile, du Camoens et du 
Tasse, avec le texte en regard et des notes, suivies de quelques essais de poêsie, et 
omée de quatre portraits ; par Victor de Perrodii. B. Cormon et Blanc, librairts. 
A Paris, me Aíazarine, 70. A Lyon, rue Roger, 1. 1836. 8.° 

# 

* # 

6rt2-32.* De la littèrature du Midi de VEurope, por J. C. L. Simonde de 
Sismondi. Bruxelles, 1837. 8.° grande, 2 tomos. 



DE CAMÕES ^^ 

No tomo n, tem um capitulo dedicado a Louis de Camoens e aos LusiadeSj 
e pag 533 a 563. É bom trabalho, muitas vezes citado pelos biographos e cri- 
cos do egrégio poeta, depois da epocha citada. 

Na edição de Paris (a terceira, revista, 1829), 4 tomos, veja no tomo iv os ca- 
\\xi\oi xxxvn, xxxvni e xxxix, Camões e os Lusíadas, de pag. 323 a 449. O 
pisodio de Ignez de Castro vem de pag. 362 a 369. A opinião de Simonde de 
ísmoudi expressa, com simplicidade, no começo do seu aesenvolvido e impor- 
nte trabalho a respeito de Camões, é : 

« . . .un homme qui fait à lui seul la gloire presque enlière de la nation por- 
Agaise; c*e8t le seul aes poetes de cette langue qui soit connu hors de son pays, 
t doDt la róputation soit européenne. Telle est Tétrange puissance du génie 
lans UQ homme, qu'il fonde, la reuommée de tout un peuple, et qu'il parait seul 
im yeux de la postérité, devant qui des millions d'individus disparaissent.» 

# 

# # 

663-33.* Le Magasin pittoresque. Édition belge, BruxeUes. 4.° 

No tomo v, do anno 1837, vem um estudo acerca de Camões, em os n.* 37 e 
3S,de pag. 294 a 296; e de pag. 298 a 299, com uma gravura da gruta de Macau. 
-Veja também a edição de Paris, do mesmo anno, de que a de Bruxelias ó con- 
trafeição. 

* 

# * 

664-34.* Sowenirs d'une ambassade et d^une sêjour en Espagne et en Por- 
tmd de 1808 à 1811. BruxeUes 1838. 8.*' tomo i de 289 pag. Leipzig. Tomo n de 
3z6pag. 

No tomo II, de pag. 113 em diante, a auctora Laure Pemeon, duqueza de 
ibrantes (mulher do general Junot), trata de Portugal. A pag. 165 refere-se a 
Camões e ao episodio de D. Ignez de Castro, contando que o conde Artaize, aju- 
lante do marquez de Aloma, fizera com muita felicidade e fidelidade a versão 
!'es8e episodio dos Lusiadas, de certo para desofí'uscar as letras írancezas da tra- 
Qcção mutilada de La Harpe. 

# 

# # 

665-35.* Dietionnaire biographique universel, historique, etc, par une sociáté 
* professeurs et de gens de lettres, orne deportraits graves avec som. Paris. 1840. 

Veja no tomo vii, de pag. 184 a 188 a biographia de Camões; no tomo xiv, 
s pag. 201 a 204, a de Vasco da Gama; no tomo xvii, pag. 9 e 10, a de Ignez de 
istro ; e no tomo xxn, pag. 226 e 227, a de Pedro I e referencias a Ignez de 
istro. 

* 

# # 

666-^6.* Un mUlion de faits, etc. d.* édition. Paris 1842. 8.» grande a duas 
•lomnas. 

Nas colnmnas 1:112 e 1:188 tem referencias camonianas. 



067-37.* Gmumi êI m» m * U m .f on m lt. 8,* da Lxvn pfvolteit i 
tMiiutBn da ArdãHBMf Hmk. 

Ê o capilulo preliminar da traducfSo do» iMtiadas por OrUíre Po 
Desaiili'», publicada em 1841 . Vi o exemphr offitrecido pelo illostre blbli 
critico, SI. Ferdinind Denis, a Ignacio Piurru de Moraes Sarmento, o qual i 
ceu era 1849 s Thomas Norton. Passou depois cora as suas iniscellanea 
Dianasparaabibliolheca nacioaal de Lisboa. Este fragmento t\a parte, c 
■ diriuei, da edi|^o de Foumier e Desaules, mas alguns camonianiatas, co- 
ton, Donsen-am-no tombem em separado, por ler sido improiso muito d 
versão e ser assim offerecido pela sr. Ferdinand Denis. ^^^^^^ 



06&-3H.> CoNurúi tt miOtatint MAtímm it Utfra 
Jfmm. P&Hã. Ba^amin Dupnt, tíhnin. 1848. 8L- gr. 1 b 
alÕBpic. 



ti»-».' Camrm tt wiUta tí e ui MArifwt tt laUnitú. a 

1 tosaa oa xn-i 

No tooton, di-|i . . 

mêna, & qiul ^ eom tuomu varualn, a qae TAn pablieidft nt AfiM i 

Jfaitods 15 de abril d«183S,e janta aiB •agiiida.eon mailoa« 

tos, 4 niilo doi iMiiadiu da ■CcdlecliOD OiarpeDlier* an 1641. 



■ PartvgaX. Par M. FenUtund Dmii. Paru, 184B. 8.' grand 



670-40.> D. IgMX dt Cattro. Boman par If h Comtme de Gadi 
.' Com uma estam pa. 



Ko tomo I, pag. 733í vem uma breve biographia de Luiz de CamUe 



DE CAMÕES 367 



# 
# # 



' Découvertes et conquétes du Portugal dans les deux^mondes, par le 
ird de Septenville, Paris. E, Dentu, editeur, 8.<^ de xi-i8i pag. e 
lice. 

68 tem um excerpto dos Lusíadas, 



# 

# * 

Bibliothèque universelle de Genève. Juillet 1853. Borne xxin de la 
ie, n* 91, Genève Joel Cherbuliez, lihraire, me de la Cite, Paris, 
'z; Allemagne J, Kessmann. 8.° grande. 

Catherine d*Atayde, por A. de G. de pag. 333 a 361. É uma nar- 
;o-romantica dos celebrados e phantasiados amores de Camões com 
le Atayde. 

# 

# # 

Nouvélle hiographie universelle deputis les temps les plus recuUs jus- 
'8, etc, Publié par M.M. Firmin Didot frères sous la direction de 
^fer. Paris, 1854, 

VIII vem uma biographía de Camões, escripla pelo sr. Ferdinand 
ses citado. 

# 

# # 

Dictionnaire d'hÍ8toire, de hiographie, et de geographie, etc. Par Gh, 
L Bachelet. Paris, 1857, 4.° 2 tomos. 

I, pag. 438, vem uma resumida biographia de Camões. 

i tem tido varias edições. 



Épisodes de Vhistoire du Portugal. Par A. Guibout, Bouen. Mégard 
llbraires. 1858, 8.° de 208 pag. 

ag. 30 a 33, 82 a 92, 137 a 147, a historia de Ignezde Castro, ex- 
SCO da Gama e biographia de Camões. 

# 
# # 

La vieUesse du poete, par G, de La LandeUe,-^Esie romance cujo 



368 



LDIZ 



prokogonUU ó Cam0e|. appareoea pela primeira vei no Jkmrnál 
18599 ornado de gravaras. 

Foi tradaiido em portogiiex. Yeja-se o n.» 523-188.* 






678-48.> BwUêtín dê la SocUU de 6éog9i^liiê de B 
março de I86i vem o artigo: l>oii ImU de Camoim, 
Mei Pauieí. 







Em o DIU 
vojfoge 



679-49.* Coun de UUiraiwre franMiie par M. VUlmam. Tableauá 
UnUure .au mojfm âge en Franee, en Italie, en Etpamie el eu Angleiert 
wfíe idiium mmeeí eorrigk. Parie, 1B64. 8.<» grande, z tomos de 4 (ini 
das)-iT-36S pag. e 4 (innameradas}-346 pag. 

No tomo n a liçSo xxm é dedicada a Portugal (paf(. t9i a 315). Ah! 
fere a GamOes (pag. 302, 303, 311 e 3i3); e narra o episodio tragioo de 1 
Castro, de pag. 303 a 309. Por exemplo, na pag. 302 para 303 Id-se: «( 
XVI siède qne Ton retrouve un Camoens, si poéUqae par sa vie, son ca 
ses oavraffes». E na pag. 3ii : «II me vienten ce moment à la peiísôe o 
pression dn Camoens daíns nn de ses sonnets: Camoens dont It lyreso» 
pias oólèbre qa'elle ne doit étre heoreose. . .«Ce ebarme de trístnae ne 
definir...» 

# 



680-50.* Lee vagabonds. Par Mário Proth. Par%i,Midui Levy Frères, 1 
Tem referencias a Gamões de pag. 45 a 56. 






681-51.* UBltutration, joumd universelle, {Wf^ an., vol. xl, n.* 1 

Contém uma gravura do> monumento a Camões, da coilocaç2o de ci 
meira pedra insere uma breve noticia, de pag. 71 para 72. 



# 
# # 



682-52.* Uagonie dê Luiz de Camoens, par Amédée Tissot, Pariê, Den 
teur. Libraire de la SociéU des Gens de leUres, Palais Royal, 17 et 19, 
d^Orleans, 1867, 8.» grande de 6 (innumeradas)-xviii-144 pag. e mais 2 
meradas) de indice. No verso do ante-roslo: <cLissetix, Typoffraphie Laje 



40t». 



DE CAMÕES ^^^ 

Esta obra, alem do prologo e epilogo, comprehende onze capítulos, que se 
itolam : i. Le Santa Fè ; n, Lisbonne ; iii, Le couvent de Santo Domingo ; iv, 
s Lusiades; v, La Maieon de la me Santa Anna; vi. António et Barbara ; vii, 
i Braseiro; viii, Les Psaumes de la Pénitence; ix, La séparation ; x, Le secret 
\ Barbara; xi, La mort dn Poete. % 

# 

# # 

683-53.* ÉcoU de littératurej tirée de nos meilleurs Ecrivains, par M. Vakòé 
I La Porte. Parte. 12.* 2 tomos. 

Veja as pag. 349, 353, 372 a 378, a apreciação da obra do poeta e diversas 
líérencias. 

# 

# # 

681-54.* Le livre d'or des peupks, PlutarqUe universel. Année 1867, etc. Pa- 
v. 4.* grande. 

Veja de pag. 73 a 88, Camoene, 1524^1579, par Alphonse Jzard (com o re- 
plo de Camões e mais sete gravuras). 

# 

# # 

« 

685-55.* Biographie du Camoens telle qu'elle figurera dane les colonnes du 
' Dictimnaire par Pierre Larousse, Paris. Librairie de V J. P. AiUaud, 
'd Sf C^ 1861. 8.<> de 43 pag. — No verso do rosto e na ultima pagina: 
'Parti. Imp. Siman Raçon et Camp., rue d'Erfurth, 1.» 

Este folheto nSo é vulgar. 

V^a também no Grand Dictimnaire a reprodncçáo d*este folheto com as 
,Íia^s que lhe fez o auctor na parte relativa á apreciação dos Luitadfai^ poe- 
^'qae Larousse julga da maior importância e encerrar grande numero de bel le- 
ia. 

# 

# # 

686^.* Journal des Dêbats de 18 de março de 1870. — Publica um artigo re- 
tiro a CamOes e ao seu poema, a propósito de uma ediçSo publicada pela casa 
iDand. É assignado por Jules Janin, que declara não conhecer o auctor. 

# 

# # 

687-57.* Histoire de Portugal et de la Maison de Bragancepar Léonce Chau* 
ÚÊ, de Cette. Chex Vauteur, à Cette. 1871. 8.° de 232 pag.— Tem dedicatória a 
. Jf. El-Rei D. Luiz de Portugal. 

Trata de Camões e dos Lusiadas, fazendo-lhes um alto elogio. Parece-lhe 
10 a França, a Allemanha e a Inglaterra não tem poeta que possa comparar- 

S4 



370 

K'11k. Na opíníSo do wr. Ghaorim: «CaaC^ lã o kÉÉtgBiiàar «pia 
çâo como oiauDorial Vírfilío, e oê LBiíarfii e ■& poema, m*rkmM omíl 



r < 



eS^-^^/HidotndaimêratwraHrnnértimm-AJfr^BgmÊ 



5o tomo m, de pa^ 447 a 518 oeeopa-» da GUenton port^fBB 
de CamOes e da loa obn manomeolal de pa^. 164 a 473L 



689-09.* Les ehefi^oewre émqmn àt tom la pempia, NtOca t 
par A. Chaaang et F. JL Mareom. Paris, Fwrme, Jamr^t H O édiUwn. 

de 339 pag. 



De pag. 263 a 277 eneontra-se a mEpopée ForimgaiMe, Canoras (x 

Notice: 



690-60.* Le Portugal, $ê$ oriama, mm kisUmt, ta prodmttkms, li 
Methum et Vunion ibérique: Par Charla Boddamd Pépper, Paru, B. Da 

B." grande de xiv-327 pag. 

Trata de Camões de pag. 103 a 114, e na soa apredaçio, a proposit 
siadas, repete a phrase: «// est le prenUer poéme épupêe modeme». 

# 
# # 

GOI-Gl.' íje Portugal. Par Uorice de Ron/feyroux. Paris, E. Den 
8." ííraiidíí í1(» 2 íinniiiiieradas)-iii-295 pag., e mais 6 (innumeradas) d 
d(í obras consultadas, e Índice. 

Do pa^'. 12.*> a 100 tem ampla referencia a (Camões, e copia parte d; 
íjrapliia escripta pelo morgado de Malleus e traduzida por Millié. 



GÍ)á-()2." Le Portugal. Histoire, géographie, commerce, agrirulture. l 
Par Alfred Boinette. Bar-le-Duc. Contant Laguerre, êditeur. 18S2. 8.« de 

Vrja de pag. 41a 45 a noticia do episodio de Ignez de Castro; a | 
104, n»íeren(!ia a Camões; e de pag. 12o a 130, biographia de Cam<3es e 
çáo dos Líisiadas. 




DE CAMÕES 371 



# 
# # 



693-63.* Histoire des météores et des granas phénomènes de la nature par J, 
^Êmboêson, etc. Oiwrage illwtré de 90 gravures par Dargeni et de 2 filari' 
kei chromo'lithographique8. 3^* édition revue et augmentée. Paris, Librairie de 
iram Didot H O' 1888. 8.» 

^ Veja a pag. 7, 8, 11^ 230, 231, 2&3 a 246, versão, em prosa, de alguns fra- 
Mntos dos Lusíadas, e loavores ao poeta. 

# 
# # 

694-61.* Histoire de la littéralure modeme. La Reforme, de Luther à Sha- 

Ke, Par Mare^Mormier, Paris. Librairie Firmin Didot et O' 1885. 8.° de 
pag. 

Veja a pag. in, 308, 309, 313 a 341, e 344, referencias a Camões, e esludo es- 
bõal acerca da soa mocidade, dos Lusíadas, das desgraças e da fama do sublime 
beta. 






695-65.* Histoire de la littéralure Portugaise depuis ses origines jusqu'à nos 
í. Par A. Loiseau. Paris. Emest Tkorin, éditeur, 1886, 8.° de Yin-404 pag. 
fiais 1 de erratas. 

Comprebende a vida de Camões ; um estudo acerca de Portugal na epocba 
egrégio poeta; apreciação dos Lusíadas e das lyricas; e numerosas referencias 
poeta, ás tragedias de ígnez de Castro de Ferreira, Quita e outros. Veja a pag. i, 
VI, 38, 39, 59, 60, 61, 119, 134, 146, 147 a 153, 1(50, 161, 162, 171, 172, 174, 

^j, 179, 181 a 234, 236, 238, 240 a 242, 245, 255, 256, 258, 335, 336, 344, 

ll6e3S7. 

# 
# # 

De anctores italianos 

696-1.* 11 ConciUatore. Foglio scientifico-letterario. Milano, 1818. DaUa Tipo- 
^tífa deWeditore Vicenzo Ferrario, contrada de S. Vittore e 40 martiri, n.* 880. 
obo de 4 pag. — Impresso em papel azulado, com a epigraphe: «... Rerum 
meordia discors», 

O primeiro artigo é dedicado a uma analyse da ediçSo do Morgado de Mat- 
■os, como indiquei no tomo presente, a pag. 128. 

# 
# # 

697-2.* Ledassidie estampe dal doctore Giulio FíprraWo.— Existe ura exem- 
^ d'é8ta obra na bibliotheca da real academia das bellas artes de Lisboa. 

Veja a nota qoe d'eUa fiz no tomo presente, pag. 113. 



37f 



LUIZ 



# 
# * 



' 698-3.* lAtigi Camoens, Da Emilio Boschetti, Vicentino. Rovigo. 1. R. 
Premiate Stahilimento di A. MinelH, 1852. 8.' grande de 60 pag. 

O exemplar doeste folheto, que vi na bibliotheca de El -Rei D. Fernando, tii 
a capa lithographada a oiro, praia, encarnado e azul, com desenho de phant 

# 

# # 

De anctores inglezes 

699-1 .* An essay on epic poetry; in fine epistles to the Rev.* M. Mason. Wí 
notes. By William Hayley, esq. Lonaón, Printed for /. DodsUy, in PaU-MaU, 
4.» de 298 pag. 

Veja as pa^. 57, 58, 273 a 277, elogio a Gamões e a versSo dos sonelos-* 
«Em quanto quiz fortuna que tivesse» e «Alma minha gentil», etc 

# 

# # 

700-2.* W. Lisle Bowles's Põem. London, 1809.-^ N'este livro está a po»! 
sia Last song of Camoens, a pag. 81. 

# 

# # 

701-3.» The Qmrterly Revieic. April, 1822. 

Conlém (de pag. 1 a 39) : Ari. I. 1. Memoirs of the Life and Writings of Luít 
de Camoens. By John Adamson, F. S. A. London^ EdimhurQj and Netccastle-vpoÊh 
Tyne. 2 volumes. Croicns 8vo. 1820. — 2. O Oriente. Poema de José Agostinho à 
Macedo. Lisboa j 2 volumes. 

Este artigo é uma resumida apreciação das obras indicadas, sendo seuauctor 
Robert Southey, escriptor que se occupou muito de assumptos portuguezes. ] 

# 
« * 

702-4.' O Fluminnise, a põem, sttfjgested by scenes in the Brazils. By a nti- 
litarian. London: printed foi' Oiv and Smith, Patemoster Row and Robert Robin- 
son, Manchester, m.dcccxxxiv. 8."» de 6-85 pag. — No verso da folha do rosto e 
no llin do livro : Robert Robinson, Printer, 7, St. Ann's Place, Manchester. 

Este livrinho, que só conheço pelas indicações que me dá o estudo do 
sr. Saldanha da Gama, contém : I. Prefacio, II. O Fluminense, Doemeto era Ires 
cantos em oitava riiLa, com referencias a CrmOes. 111. De pag. 69 a 75 a poesia: 
Camoens in the hospital. IV. Notas ao poemeto. 



DE CAMÕES *^73 



* 

# # 

703-^.» The tourist in Portugal By W. H. Harrmn, etc. lUmtrated from 
mtingi by Jamei Holland. London, Robert Jennings. Netv York. D. Appleton, 
:gxxxix. 8.* de xi-290 pag. com 17 gravuras cm aço, representando vistas de 
e monumentos de Portugal. 

De pafi;. 127 a 130 contém uma biographia de Camões, comprehendida no 
ipitulo «Curiosities of Portughse Literature», que vae de pag. 121 a 144. Vi um 
ipiar na bibliotheca de El-Rei D. Fernando. 

* 

# # 

704-6.* Jndian Hours, or Passion and Poetry of the Tropics. The R. N, 
^umtar. London. 1839. 8.<> — A pag. lòO contém um soneto de Camões. 

# 

# # 

705-7/ The Chinese repository.Yol viii. March, 1840. N" 11. Canton, China. 
inied for the proprietors. 

O primeiro artigo d*este fascículo tem o titulo : Art. I. Cave of Camoens, in 
aeao : notices of his life and tcorks, especially of his Lusiad. Communicated for 
9 Repositoryj by U. S., de pag. 553 a 560. 

706-8.' Lusitânia lUustrata: notices on the history, antiquities, litterature, 
u af Portugal. Library department. Pari I. Selection of sonjietSj mth biographi- 
li iketehes of the auihors, oy John Adamson, M. fí. S. L, F. S. A., F. L. S., cor- 
sp. memb. Roy. Acad. of Saences of Lisbon, ^'c, Sfc, éfc. Netvcastle upon Castle : 
rtnted by T. and J. Hodgson, Union street. m.d.ccc.xlii. 8.» de x-100 pag. Com os 
(tratos de Camões e de Maimel de Faria e Sousa.— No rosto, a duas cores, uma 
nvorinha. Os tituios de todos os artiguinhos, ou partes, também a encarnado. 
em dedicatória ao duque de Palmei la. 

Adamson fez, n'este livro, escolha dos mais afamados poetas portuguezes e 
i de cada um (em numero de vinte e cinco) a amostra poética, acompanhada de 
revê noticia biographica e da versão. De Camões copia nove sonetos (pag. 8 
17). 

Lusitânia illustrata, etc. Part. li. Minslrelsy. Ibidem, m.d.ccclvi. 8.° de xvm-54 
lg. — Tem dedicatória a Garrett. 

Este livro, alem da dedicatória (pag. ni a v), contém um proloj^o (pag. vii a 
mi); e a parle poética « Bernal-francoz », « Noite de S. João», « Rosalinda» e 
O chapim de EÍ-Rei », com a versão (pag. 1 a 54). 

No fím de cada parte vem uma tira com as erratas. 



^ 



at-t.* 7W OrMa ikw-n-; A potm. hfttdidbiiaii hittorieal end á> 
^^^^Ikt IJaaJ of Madhrt, a tammarit of íht itítrveerin and d 

bla paena é cm d«i cantas. O oilavo é dedleailo a Ign^t da Culn 
ppifa CanOa. Tm refcwpUM amanijuiu > pag. 17, SI, 30. 31, 36, 



TDd-KL* Stlim. DmUm, iSJ9.— N'esU periódico publíeoa lady^ 
• f M Jop yi B d* • Spcranu • I^arj de Ca«lro frwn Ou PorhigitMt Th 
ram fhtm Ac IW l fw DKarân /hmi At Pottugn*» of CamOet. 



T d*olfaas hnndo e piedús 



k" t{ Dmrid Seoll. Ctulaming hi$ jornal in Ifatfy, tid 
dfc mm iSiaIrmImm. B) tf illiam B. Sa»tt. Adam 



IVt ptf . MS a 16S nfert-M ao EpUoUo âo gigatde Ãdamattor, w 
tiate M GhdCm. qae dia ; araspanhando a narraliTa de nma gnTi 
M> ralm (di> (arauto de duas pajnnul- topia de um quadro qu? represei 
da Gaaa itin da nau, cmo ^u« tenia prostituir a derrota pan a li 
c«d« das M« tripalulw. apavondos anl« a Úgan do Gi^aole. Ê uni ! 
dnh aas lai, sm dvrida. ÍMiiirado da opuleola grai^ira da fói^So do 
dcManen. 



CoMiwfc«id*-W li'»ta obn um lrf«lio iulilulado: > CoIorrM /h 
W)«r t{ Càmin*. 



<(I~IA.* .iMaiaMW ja)r««. Aatldionj ftvm Camoni, by F. ( 



Nunea fi Mie Kno- Baeontrei a menino d elk na obra Pordi^ « 
i fruttí. (oiBD i> pa|. 339, d.* 417. 



DE CAMÕES 37^ 



# 

# * 

712-14.* Obituary notice or the late John Adamíon, Esq., E, C. and K, 7. 
1/ Portugal, F, L. S., F. /?. G. S. Reprinted from the Gentlemán*$ Magazine 
fke. 1855. Newcoitíe-upon' Tyne : Printed by Thomas and James Pigg, Clay^ 
tírtet. 1866. S."" de 13 pag. 

Como se vé, reproduz o artigo do Gentleman's Magazine. Contém referencias 
IBiioriaiias na menção dos serviços que Adamson prestou ás letras portugnezas 
li obra de Camões. 

# 

* # 

713-15.* Encyelopedia britannica. Winth edttion. Edited by Thomas Spencer 
Bttfpus, etc Edinburgh. Vol. iv (1876). 

Veja de pag. 745 a 750 a biographia de Camões, assignada por F. W. Co. 



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# # 

714-46.* Notes on Portugal By E. A. G. PhU.': PhiL' Catholie PtMishing 
impany, 1876. 8.® grande de 159 pag. e mais 2 de índice e errata. 

Tem referencias camonianas a pag. io e 56. 



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# # 



715-17.* Essays on Rhetoric, abridqed chiefly from Dr. Blair*s Lectures on 
ai seience, comprehending definitions anã criticismj etc. The sixth edition, London. 
• de iriu-376 pag. 

Veja de pag. 323 a 325 o capitulo The Lusiad of Camoens, 



# 
« « 



716-18.* Portngal, old and neiv. By Ostvald Crawfurd. London, 1880. 8.® 
mde. Com gravuras no texto e estampas, e uma carta de Portugal. 

« 

Tem um capitulo intitulado : Os poetas portugnezes na renascença. Cita Fer- 
ra, Sá de Miranda e Camões, de pag. 72 a 106. A menção de António Ferreira 
Dais ampla, por causa da sua Castro e do episodio, que serviu para inspirar o 
ebre dramaturgo. 



376 



LUIZ 



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* # 



De anotores allemães 

717-1.* Paraphrase do salmo super flumina Bahyloiiia de Luiz de C 
Backeburg ci3Idcclxx. 8.° de 16 pag. 

É folheto muito raro. Dei-lhe este logar por ser um dos primeiros te 
nhos de adiuiração e consideração na Aliemanha para com o sublime poel 
um exemplar o sr. José do Canto, da ilha de S. Miguei. Segundo uma i 
sr. Tito de Noronha no Annuario da sociedade nacional camonianoj pag. 4 
folheto «éemS.o de 16 pag., comprehendendo o rosto, verso (em branco 
pag. numeradas, sendo em branco também a ultima. A paginação segue 
15, havendo um salto na numeração de 1 a 4, islo é, o verso da pag. i e 
merado 4'. Falta á maior parte dos camonianislas. 

# 

# * 

718-2.* Fragmentos dos Lusíadas e trinta odes do padi^e Francisco 
(Filinto Elysio), em allemão por Elisabeth Kulavan. 

Não conheço esta obra, nem sei se teve publicação em separado. A 
ctora era conhecida pelo cognome de «Estrella brilhante do norte», e fino 
Rússia em 182o com dezenove annos de idade e educação esmeradissima, 
palmente em linguas estrangeiras, entrando a portugueza. Copio esla n 
apontamentos do benemérito visconde de Juromenha. 

* # 

719-3.* Bemerktingen auf einer Rpise durch hranhreich, Spanien tinil 
glich Portugal. Vou D.IIeinrich Friedricli Lhik. Kiel, He. 1801-1S04.H.^: 
de xii-â8o pag. e 2 de errata; iv-26o pag. e 2 de errala e uni mappa; e > 

pag- 

Em todos os tomos ha numerosas referencias a Camões. Veja o qut 
em os números seguintes, na versão franceza (festa notável obra do celelu 
que leni um extenso artigo, com retrato, no Portugal e os estraugeiros d( 
Bernardes Branco, tomo i, pag. iW a 453. 

a) Traveis in Portugal, etc. By John Uinckley. Íj)u(lon, 180 J, S.*» de 5()í 
É a versão da obra de Link, acima mencionada. 

h) Voyage en Portugal depuis 1191 jusqucn 1109. Par M. Link. Su 
Essai sur le cominerce du Portugal. Traduit de 1'Allemaml. A ParU,chez L 
Schoeit et C"* hbraires. An \ii, 180>3. S." i tomos de xvi-Wl pag. e ma 
errata, e 31)5 pag. e mais iv de Índice. 

Veja no tomo i as pag. 3áO, 321, 36i2, 360, 306 a 401, excerplos do: 
das traiíuzidos em pnjsa, al^runs com o original em frente; referencias a 
e ao seu poema; e á fonte das Lagrimas; historia de D. Ignez de Castro; 



DE CAMÕES 377 

da a uma versão ingleza dos Lusiadas com que lady Bute brindara a bibliotheca 
do convento de Alcobaça, e aue Link declara que viu. No tomo ii, a pag. \ 19, 177, 
ns, 183, 189, 192 e 195, referencias a Camões e aos LusiadaSj e versão de uma 
oitava do poema com o original em frente. 

c) Voyaçe en Portugal par M. le Com te de Hoffmamegg, rédigé par M. Link, 
ifai$ant tuite à son Voyage dam le mémeoays. A Paris, chez LevrauU, Schoell et 
yiibraires. Anno xiii, 1805. 8.» de viii-3â7 pag. 

Veja as pag. 12, 13, 67, 76, 90 e 133. 

* 
* * 

720-4.* Novellenkranz. Ein Almanach auf das Jahr 1834 von L. Tieck. Dritter 
hrganq. Mit sieben Kupfern. (Coroa de novellas. Almanach do anno 1834 de L. 
eck. íerceiro anno. Com sele gravuras em cobre.) Berlinij G. Reimei' (1834). 8.° 

Contém um romance relativo a Camões. 



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721-5.» Beitraegezur Textkritik der Lusiadas des Camões. Habilitationsschrift 
n dr. Cari von Reinhardstoettner. Munchen. 1872, 8.» 

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722-6.» History of Spanish and Portuguese Litterature bv Frederich Bouter^ 
ék. In two volumes. Transia ted from the Original German hy Thomasina Ross. 
andon. Boosey and Sons^ Broad Street 1823. 4.* 2 tomos de b09 e 40o pag. 

No tomo n Bouter^ck faz uma exlensa analyse áo9> Lusiadas, queosr. Ber- 
ardes Branco traduz no tomo ii do seu livro Portugal e os estrangeiros, de pag. 
66 a 175. 

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# # 

72i-7.» Histoire dela litterature ancienne et modeme par F. Schlegel. Tra- 
uit de l*allemand. Paris, 1829. 2 tomos. 

Contém uma lisonjeira apreciação de Camões e da sua obra. Cito aqui a 
;rsão porque não conheço a obra original. 

« # 

724-8.* Historisches Taschenhnch. Herausgegen von Friedrich von Raumer. 
ritte Folge, Zweiter Jahrgang. (Livro de algibeira histórico. Editado por Frede- 
i50 de Raumer. 3.» secçáo. 2.*» anno.) Leipzig : F. A. Prockhaus. 1850. 8." de 6-714 



378 



LUIZ 



De pag. 1 a 58 contém : Drei portvgiesinnen Ines, Marte und Leonore. Vcn 
Priederich von Raumer. (Três portuguesas : Ignez, Maria e Leonor. De Frederico 
de Raumer.) É uma narrativa do reinado de D. Pedro I, e do episodio de seus 
amores com D. Ignez de Castro. Traz numerosas citaçOes de livros históricos por- 
tuguezes, e refere-se também a Camões. 



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# # 



725-9.* Tod dei DidUers, Von Ludmg Tieck. (A morte do poeta, por Luiz 
Tieck.) Berlim, 12.« 

Entrou na collecçSo intitulada : Novellenkranz, 

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# * 

726-10.* Cosmos von Alexander Humboldt. 

No tomo II refere-se a Camões, e analysa o seu poema ; e posto lhe faça al- 
guns reparos, emquanto ás descripçôes, considera-o como obra de primeira or- 
dem, porque foi elle dos primeiros que abriu caminho a uma poesia nova. 

Veja a este respeito a Carta sobre a ilha de Vénus, de Gomes Monteirow 



727-U.* Nyz Digte. (Por Schack Staffeldt) Kiel, 1808, 8.» De pag. 175 a 199 
contém uma poesia a Camões, a qual o dr. Runkel verteu em inglez e Gomes Mon- 
teiro incluiu, traduzida no idioma pátrio, nos Eccos da lyra teutonica (1848). 



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« # 



728-12/ Lieder aits der Fremde. Herausgegeben von Heimann Hm^ys, Han- 
nover. Cari Kumpler. 1851. 8.*> de x-35tí pag. 

Vem a pag. 73 um Soneto de Camões traduzido por Karl GõJeke. 

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# # 

729-13." Blumen aus der Fremde. Poesien von Gongora, Manrique, Camoens, 
Milton, Ginstij Leopardi, Longfelloir, Th. Moore^ Wordsirorth, Burns, íjirnar- 
tine u. A. Hebertragen von Paul Heyse, Karl Krafft, Eduard Síòrihe, Friedrich 
Notterj Ludfciq Seeger. Erstmals erschienen 1862. Stuttgart. London: Aug Siegle. 
12.« de viii-221 pag. 

Correm de pag. 181 a 183 três sonetos de Camões traduzidos por Friedrich 
Notter. 



DE GAMÕES 



379 



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# # 



730-14.* Blúthen Portugiesischer Poesie. }fetrí$(h vebertragen vm Friedrich 
Wilkehn Hoffmann, Zweite vnterànderte Anflage, Magdeburg, 1880, Verhg von 
imã Baefudí, Koniglicher Hof 26. Verlagshuchhãndler. 8.<^ de \ni-224 pag. 

De pag. 61 a 79 contém Noticia sobre a vida de Camões; e de pag. 80 a 100 
a TersSo de três poesias do sublime poeta, sonetos, odes, etc. 



« 
* # 



731-15.* Camoens in Deuischland Bihliographische Beitrãge zur GedãchinU- 
feier des Lutiadensàngers, (Camões na AUemanha. Supplemento bibliographico para 
a festa em memoria do poeta.) Von Wilhelm Storck. Holozsvàr, 1879. S.^ de 45 pag. 



Foram uns subsídios intencionalmente publicados, pelo sr. Storck, para a 
lesta eommemorativa do tricentenário do poeta. 

Existe um exemplar na bibliotheca particular de Sua Magestade El -Rei o Se- 
ihor D. Luiz I. Possue outro exemplar o sr. dr. José Carlos Lopes, que me asse- 
feraque esta eáiçSo, por ter saído com erros graves, foi mandada supprimir pelo 
illasire auetor, e substituida pela seguinte. Tomou-se por isso mui rara. 

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* # 



732-16.* Wilhelm Storck. Camoens in Deutschland Bihliographische Beitràge. 
Zweite verbeuerte auflage. Kolozsvar, Ada comparationis Litterarum Universa* 
UnwersUàtsbuchdruckerel I. Stein. 1880. 8.° de 45 pag. 



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# # 



De anctor hollandez 

733 Camoens en zijn Heldendicht: «Die Lusiade.» Rede van A. Beeho, hij 
de Opemng van de AlgemeeneVergadering der HoUandsche Maatschappij van Traaije 
KwMten fn Weiensdiappen, gehouden te Amsterdam, 20 september 1872. Snelpers, 
Drykkerij van Bonga en Comp. Amsterdam. 8.<^ grande de 22 pag. 

Esta obra nSo foi posta á venda. 



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De anctor húngaro 

734 Szellemi Omnibus Kèjutazàsra az élet utain. Aszalay József, Pesten, 
1865. 8.* grande. 3 tomos. 



No tomo n, de pag. 191 a 197, tru om cspitalo à btdui, e ii'elle dl 
mõn entre os portogoezes que iliustraram a Ana portognefa. 



De auotor dinamarquês 

735 Sekaek Sktfildã Samãêdê úi^. ãScèmãmm. fbrkfi cf Samf 
tã im iamke UiUratmn Frmimê TrjM kn J. P. Qviii, Vo^-if Nodtir^ 
8.* 8 tomos de xyi-6d6 pag., e x-^ pag. e mais i de indiee.— Tei 
rosto a seguinte epigraphe : 

• 

. . . Still goTem thon my song. 
Utama, and fit aodienee find, thongh fèw. 

No tomo n, de pag. M9 a t87 vem o poemeto intftalado* •CanUSes». 

Em 1808, segando li nas Obroê do sr. visconde de laromenha, toa 
pag. 299, StaÃBldts tiidia j A, publicado em ama pequena cdlecçSo de po 
este poemeto, qoe depois appareceu traduzido em irartugoei no livro J 
da Ima iintUmiea de Gomes Monteiro. Yeja no tomo presente a pag. d( 
n.v436-iOÍ.* 

• « 



De anotores mssos 

736-1.* Camões, Poema dramático de Halm, traduzido do allemão em 
por Jukovskyj em 1839, 

Vem no tomo v das Obra$ d'esse illustre escriptor moscovita. 



4f # 



m 

737-2/ FUho da pátria fSyn Otétchestva), revisla litteraria. — Veia 
n.* 10 de 1840. 

Enconlra-se ahi a versáo complela do importante capitulo de Sismom 
Sismondi acerca de Camões e os Lusiadas. 



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# # 

738-3.« Catharina de Ataide, amante de Camões. — Vem na revisla Men 
nacional (Otétchestvennya Zapiski), n.° 1 de 1854. 



DE CAMÕES 3®* 



# 
# * 



7394." O sr. PlaUo de Vakcel, que fez notáveis estudos acerca da littera- 
tnn portugoeza^ escrevendo ao sr. visconde de Juromenha acerca das versões 
nnias, annundava-lhe : 

«N'Dm lindo soneto de Puskin inserto nas suas Obras (edição de 1855), no 
tonou, pag. 531, este nosso maior poeta enumera os auctores que fizeram os 
■dbores sonetos : Dante, Petrarca, Shakspeare, Camões^ Wordsworth, Mickiewiez 
e pelvig. «Camões, diz elle, revestia com o soneto o pensamento pezaroso. (Im 
«'haòiiK mi/sl Camóés óblekàl.)* 

# 
# # 



74(Ml.« A vida de Camões a propósito do poema de Jukovsky, 
Eocontra-se na Revista infantil (Jumáll dia Detéy), n.° 8 de 1857. 



# 
# # 



741-6.* Jornal Molvá. —Veja o n.» 9 de 1857. 

Contém um artigo do professor Sélm, que trata de vários poetas celebres, 
induindo Luiz de Camões. 

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# # 

742-7.* Historia da litteratura da antiguidade e dos tempos modernos. S. Pe^ 
tersbwrgo, 1862. 

Os tomos nem são dedicados á litteratura da raça latina, e n'um trecho re- 
u^-se a Camões e á sua obra monumental. 



* 
* * 

De anctor ohinez 

743 A inscripção em lingua chineza por Gai-Tang feita em 1840 para a 
ata de Macau. 

Veja o tomo i das Obras pelo visconde de Juromenha, pa^. 302. Ahi vem 
tra versão chineza, feita para a mesma gruta, pelo missionário francez reve- 
ido Lamiot, segundo a indicação do viajante Luiz Rienzi. 



*- " .** . 



ixnx 



n 
Theatro 



Blantfbsteç9e« dramafloan em qua hmjim âsurado o poeta 
ou em e^Ja oonteztnrA itej» evidente' » inflaeno!» dop « 

On doe eene BMde dlvalsAdoe epieodlof» 

744-f > BHl'i edUum. Elvira. Á iragedy. As wHiUn iy mr. Mo/faf : DMt^ 
auiilung atão íhe vanaUam of títê thêotre, as p^farmêd aS tkê fkeairs Bofd « 
DrmjhZane, RsquUUed from ths Pnmpt^Baok, fty Permttitoii of tke Mêmatfis% kf 
Mr. Hopkins, Promiptsr. Lmdm: prmisd for Mn Bdl, Ni» Éestêr^Bxdiagigis 
tkê Sêrimd. iBicGLXXvni. iS.* de 80-4 pag. e t gnvuns. 



748-1* Coitro. JVagséUa. Por Domingos doi Bm Qmia. (IMoa, Í78Í, «b- 
ção RoUandiana.J 



gio 



Veja o tomo n das Obras de Qoila, de pag. 196 a 347; e a pag* 3^ uneto-^ 
a CamOee. No tomo i, a pag. ii, M e 34, umbem lem refefwieu» a Canta^i 



• « 



746-3.* La desgroeiada hermosura, ó Dória lne$ de Ctutro, tragedia en cinco 
actos: Sacada de su mas verídico suceso. P, D. A. R. Y. En Madrid: en la oficina 
de Ramon Ruiz, ano de 1792. 4.*' de 34 pag. 



« 
« « 



747-4.* Ines de Castro. Treuzspel door ãt Rhijnvis Feith, de Amsterdam, 
bij Johannes Allart mdgclxxxxiu. S.^ de vi-i03 pag. Com uma gravura allusiva 
ao assumpto da tragedia. 



« 
« « 



748-5.* Ines de Castro. Dramma per musica da rappresentarsi nel régio 
teatro di Via delia Pérgola 1'autuno dei Moccxcin. Sotto la protez. ddl' A. R. di 
Ferdinando 111. Arciduca d' Áustria Príncipe Reale d*Ungheína e di BoenUa. Gran- 
Duca di Toscana, êfc. In Firenze. mdcgxciii. f^eUa Stamperia Albizziniana da S. Jf. 
in Campo per Pietro Fantosini. Con Approvazione. S.^ de 46 pag. 

Tem referencia a Camões. Na pag. 4 vem a seguinte declaraçáo : La poesia 



DE GAMÕES ^^ 

Cosimo Gietti FiorerUino, La musica è dd cdebre Sig, Maestro Gaetano 

« 

* * 

•6.* Inez, a tragedy . . . London, printed for R. Edwards, Bond Street, . . 
de ¥1-124 pag. 

* 
« * 

•7/ Ines de Castro, opera, musica de PaesieUo. — Foi representada em 
n 1799. 

# 

* * 

-8.* Ignez de Castro; a portuguese tragedy : in three aetes. Written by Don 
Quita. Translated by Benjamim Thompson, Esq, etc. London^ 1800. 8.** 
imeradas-SO pag. com uma gravura. 

* 

* « 

•9.* Dona Ignez de Castro, a tragedy from the portuguese of Nicola Luiz, 
irks on the history ofthat infortunate Lady, by John Adamson, Piewcastle : 
nd sold by D. Akennead and Sons . . . 1808, 8.<^ de 124 pag. Tem dedica- 
ird Straogford e as seguintes epigraphes : 

Contra hfla Dama, o peitos carniceiros. 

Ferozes vos mostrais, e cavalleiros? GamQis. 

O foul disgrac», to kníght hood lasting stain 

By men at arms an heipless Lady siain. Mickli. 

* 

* « 

•10.* hiès de Castro, tragedie, por Lamotte-Houdart représentée pour la 
(oiSj le 6 avril 1723. Paris, impr, de A. Belin. 1813, li.» — Pertence á 
Réportoire du théatre français, tomo xxx, pag. 1 a 62. 

« 
« * 

•11.* O nome. Elogio dramático que depois da batalha dos Arapiles, vindo 
o seu vencedor Lord Marquez de Wellington, e Torres Vedras, etc. etc., 
(to e applauso de tão fausta vinda se representou no real thecUro nacional 
'los, por N, A. P. P, M, (Nuno Alvares Pereira Pato VíoiÁi), Lisboa, 1813, 
a de Joaquim Thomaz de Aquino Bulhões, 8.® de 35 pag. 

iogio, no qual Camões é um dos interlocutores, occupa de pag. 5 a 18; e 



3M 



ms restaDtMTem 08 Fenos, 
86 distribuiram no dito tfaeâtro. 



1*012 



ni 



78S-ÍS.* Noca Caitro; íruffêdm. For Mo BaotíHa Gomeê. Quarta 
9cta e mtgmtiUada, LUboa, na mprmua r^fgia, Í9i7*.&* <fe 116 p«f«- 



ií 



756-13.* La reÒM dê Partuêfol, tragedie m ema acta, par M. Firam DM,\ 
nfrhaUèe poar (a premièn fim, mr lê iêcímd íhèairê mmçak, k SO c 
í6B8, Fariié Dê la êffposraphk dê rautêmr, rrn Jaaé, n* U. Í8H. 8.* de 
ptg. 6 mais i innoinerada com annotaçta. 

. . Esta tragedia, segundo deelara o anetor ao protofo, Mjmpirada peto' 
sodto de Ignes dé Caãro, no canto nt dos LmMdcw. 



757-14.* Fiêrrê dê Portugal, tragàdU an mg aOêê, par M. iMBiaa _ ^ ^ 
ete. A BnuBàki, ékê% i. B. Shpm, mpHmaar-Wirakê^ iW7* 8.* peqom^ 
76pag. 

Nfio é vulgar esta peca, da qual existe uma Tersfio ou imitaçlo na Al 
manha. O sr. dr. José Carlos Lopes possue um exemplar na sua opnleitiMsfl 
collecçfio camoniana 

# 

# # 

758-15.* Camoéni^y drame historiqtie, en cinq acU^, par Martin Deúanáia* 
A Paris, Chez Barba, libraire, 1829. 8.*> de 6 (innumerada8)-i35 pag. 

Também é pouco vulgar este drama. Possuem -no, em Lisboa o sr. António 
Augusto de Carvalho Monteiro, e no Porto o sr. dr. José Carlos Lopes. 

# 

# # 



759-16.* Nova Castro, tragedia de João Baptista Gomes Júnior, Quinta edi" 
ção, correcta de muitos erros, e augmentada com a brilhante icena da coroação, 
Lisboa, na impressão regia. 1830. 8.® de 83 pag. 



# 
* # 



»' 



760-Í7.* The tragedies of Harold, and Camoens. By H, S* G, Tucker, Esq. 
London : Parbury, AUens èf Co., LeadenhaU street, 1835, 8.« grande de viu-198-1 



DE CAMÕES 3^ 

|tt.— Tem DO yeno do rosto, e no fim : London: Printed by /.L. CoxandSons, 
% Greai Quem itreet, Lineoln'$'Inn Fields. 

i Comprehende : introdueçSo (pag. v a vm) ; dedicatória ao duque de Welling- 
lOQ (pag. 3 innumeradas); tragedia Harold (pag. 5 a 82); e tragedia Camões 
(N. 85 a i98). 

A ultima composição dramática tem cinco actos, e, alem da comparsaria, quinze 

KTMttagens, das quaes são principaes : D. António da Gama, vice- rei da índia ; 

k»aeio Lopei, inquisidor em Goa; a mulher do vice-rei e Camões, No quarto 

ictn, CamOes entra nas prisões da inquisição em Goa e ahi figura na scena 

ifointa. 

« 
« * 

76i«i8.* Camoens, a tragedy. 8.* grande de 95 pag. — Parece que se fez uma 
Hora edipflo d'esta peça de Tucker, que publicara a primeira em i835, como 
hoo indicado acima, mas ignoro a data. 

# # 

762-19.* JfUatre européen, Nouvelle collection des chefs d*(Buvre des thiatrei 
wãimand, anglais, espagnd, danou, français, hollandais, ttalien, polonais, rtuse, 
wMoii, fe. Avee notices et des notes histori^tíes, biographiques et critiques, par 
■f Jf. . . . Tkéatre portugais. Paris. Ed, Guertn et O*, édtteurs, rue de Dragon 30, 
M885. Folio de 4 (innumeradas) -82 pag.— No verso do ante-rosto : Jmprimerie 
és B, Duverger, 4, rue de VemeuU, 

Este livro contém : A tragedia Ignez de Castro e a comedia O Ctoso, de An- 
Uniío Ferreira, com uma introducção por Ferdinand Denis, que cita lisonjeira- 
iMDte Camões. 

« 

# * 

763-20.* NoMí Castro, tragedia de João Baptista Gomes Júnior, Nova edi- 
|fo • . . augmentada com a brilhíante scena da coroação. Seguida do episodio de Ca- 
■te sobre a morte de D. Jgnez de Castro e da cantata de Bocage sobre o mesmo 
mmmpto. Paris, na livraria Portugueza de J, P. AUlaud, 1838, i2.<> de 4 (innu- 
Mradas)-ii4 pag. Com uma gravura. 

* 

# * 

764-21.* Camoens, Dramatisdies Gedicht in einem Aufzuge von Friedrich 
taim. Wien, Gedruekt und in Verlage bey Cari Gerold. Í838, (Camões. Poema 
bamaUco em um acto, de Frederico Halm. Vienna, etc). 8.° de 44 pag.— Tem 
I leguinte epigraphe: 

El bronce muere y se deshace el marmol, 
Mas el canto divino 

No se rinde ai império dei destino. do alb. Lista. 

ss 



f 




T6S~n.* hft dt Cattn. Opera rnt tm ocloi, iHra át Salnadar Ca 
Miuim dê Ptrtiam.— Foi represt^nUulo em Nápoles em ISUt, em Gmoi 
Ito em 1837, «m Lisboa em 1838, e em Paris em 1839. 



"SB-JX* ÍB« J* Cfutro. IV09H1U /jnoj, A feriou* oprra. hthrtfi 

t bf na. O. 1'trnani. Vtf poetry fry rij. Canmumtno. ^> nyrnntn 

_ ,MtjF» TWír». HtymíiTleí. ijmdim : printrd for H if, Wífínr. iVnrTÍ 

f»r 0fr IhQMCyi nmtre. (S#ni d»la.) I2.° de 48 pag.— No vmo lU ul 



Ar flir «toMCji I 



B. JlnâJonoM. 3c GrMi Stiiton «nwf, Cltrienwtíl. 



. _< Cufro. j4 h/ne tntváy, in Urw ortM. Poflry bv lí; 
H Tk wmm ty m^mt PrTriani. .Js rrpresenUdal Hrr 



n«(nr ItijwWh*. JS«. ImAm ; pruitfd bt W. Clotcn and Soas, 14. 
Om .. . jSa If d» 81-Jlpv. 



7fi9-S6.* fcM ir Codro. qMra m tm aeto*. mutua de />«fro Jalonã) 
rrfriêmttit m *Mlr« ir & Cêê*» 4t LUboa. tmSSdg dn«Mk« d* i. 



t-WH». .Ym* iIm- .^MMlni Á^iÍMgr irr norUtgtauAen Vruàrift Otn 
ir. .UMMifr HittM. rir. LnMif . F. A. ArocUow, /M2. 12.* de vm-lt 
TVM «nlkatena w ir. SdMidIer. 



,J, XliW. C iiilii i1|r fr- i ^- •"'• "'i »-J--g[= rriln) 



DE CAMÕES ^7 



« 
« « 



772-29.* Don Sebastien roi de Portugal, opera en cinq aeteSj parolei de M, 
krihe; musique de Donizettú PariSj 1843. 

Um dos personagens doesta opera ó o poeta e soldado Luiz de CamOes. 



773-30/ CamoSni, Trauerspiel in fúnf Akten. Von dr. Herman. Th, Schmid, 
tf mamucript gedruekt, Mufdehen, 1843. (Camões. Tragedia eiu cinco actos, de 
ennano Th. Schmid. Impresso conforme o original. Munich.) 8/ de 4-155 pag. 

Tem dezeseis personagens. Os principaes sSo : el-rei D. Sebastião, D. Aleixo 
) Menezes, D. Lmz da Gamara, Luiz de CamOes, D. Francisco de Sá e D. Catha- 
na de Atbaide. 

Segundo a declaracSo expressa n'este livro, a primeira representação foi 
n 30 de março de 1843 no tneatro nacional de Munich. 



* 
* # 



774-31.* Camoens, Dramatisches Gedieht in einem Aufzuge von Friedrieh 
hbn. Zweitê Âuflage, etc. IVien, 1843. S.*" de 44 pag. 

É a primeira ediçSo do drama de Halm apenas com o frontispício mudado. 

* 
« * 

775-^2.* Camões. Tragedia por Joseph EUn (barSo de Munch Bellingausen). 

Nfio tenho outras indicações. Extrahi esta nota do interessante livro Portu- 
HlêOi êiirangeiroi, do sr. M. Bernardes Branco. 

* 
« * 

776-33.* Théatre de Vojoéra-comique. Ueedave du Camoens. Opéra^eomique 
i fsn aete. Pardet de M. de Saint-Georges, musique de M. Flotow. Rejorêsenté 
mr la première fois, à Paris, sur le Théatre de VÒpéra-eomiaue, le l'' aéeembre 
943. Prix : 60 centimes. Paris. Deck, éditeur, rue Saint-André-aes-Arts, 21 Tresse, 
wceueur de J. N. Barda, Palais-Royal 1843. S.^ de 2 (innumeradas)-12 pag.— 
o fim tem a indicação typographiça : Imprimerie de A. Henry, rue de GU-le- 

íBUT, o. 

A acção d'esta opera é nos arredores de Lisboa, 1571. Entram quatro perso- 
igenSy que são : Gamões, rei D. Sebastião, uma escrava preta e um dono ae es- 
lageiD. 



3» LljtZ 

A respeito dCesta opera cómica apparecea nm artico cfHieo do sr. José Vrt 
de Serpa na Rmtialaeaâêmiea, jornal liltoario e scienofico de Coimbra, n.* 6l i 
I de jonho de I8U, de pag. 92 a 9S. Ahi se Id: 

« Esta peça, formosa em soa contextura e d^mla, one ba nm anno 
applausos tem merecido, n'am dos primeiros theatros de rsris, revela 
maior ignorância na pessoa do A. . . . 

«. . . nm quadro de filsidades improvisadas, coberto com o enganador 
tbeto de histórico, embora como este, sublime de poesia e íNriffindifflMie. ^ 

« Pexa*nos que no meio das mais bellas peripécias, resumidas em tio peqL 
quadro, coroo ramalbete de flores; ao lado de tâo interessante, atrebatador ei 
moso enredo ; e mesmo a par do caracter nobre,. orgnlboso, apaixonado e b 
do poeta, abrtrahindò da idóa de Gamões ; pexa-nos ver adulterada a nossa I 
tona. confundindo a Hespanba com Portugal, desconÃieeido o caracter pr' 
nal de D. Sebastião, e bandhados assim acontecimentos tio recentes e tio 
dos...» 

Depois, o auctcNT do artigo, elogiando o ongenbo de Saint-Georfee» 
. miúdo o emredo da opera. ^j 

• 

♦ # ■ ■ 

ni 

777-34.» Don Sébattiano Bi di Portogatío. Dramma-UriM m emqm ãUfi 
(1678). EêegíUto ntíla reUaurata $da deit ãiiemhUa filarmomea. la «nittea ^ i ' *" 
nuuitro eavalier Gaekmo DonutetH, Le parolediM. Saribe,memhrodeWaeDaA 
franeeza tramjporUitê m Uatíano da Càar$ Perim da LfÊcea. LUbma, igp. dê 
tomo Giuuppe da Roiàa, ai Martin, n* iBriB44. %.• de xi-63 pag. 

Os personagens sfio doze, sendo os príncipaes : el-rei D. Sebastião; D. A 
tonio, tio de el-rei; JoSo da Silva, primeiro inquisidor; GamOes, etc 

# 

# # 

778-35.* Thèalre de VOdéon. Camoên», drame m cinq actes et en pro$e, var 
MM. Victor Perrot at Armand Du MemiL Reorésenté pour la première fois à Pi- 
ris sur le théatre royal de VOdéon fsecond tnéatre-FrançaisJ le 29 Aoril 18tí^ 
Prix: 60 centimes. Paris. Deck, éditeur, rue Git-le-CoBur, 12. Tresse, siueemmf 
de J. N. Barda, Palais-Royal. 1845. 8.° de 2-0nnumerada8)-34 p^. — No fia 
tem esta indicação : Imprimerie hydrauligue de Uiroux et Vialat, a Sitnl-lkRif- 
dU'Portj prés Lagny. 

A acção d'este drama é em Lisboa, 1578. Entram, alem da comptrsiría, 

Suatorze personagens, sendo os principaes : rei D. Sebastião, António, escrtfo, 
araOes e D. Catharína de Athaide. 

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* * 

779-36." D. SebastiãOy rei de Portugal. Drama lyrico em 6 actos para se r^ 
presentar no R. T. de S. Carlos. Lisboa. Na typographia de P. A. Borges. 1845. 
8.<» peq. de ii9 pag. 




DE GAMOeS ^^ 



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# * 



780-37.* Camoetu, drame en un acte et en ven. Imite de VaUemand par le 
frmee EUm Meetsdurdn. — Entrou em um volume de versos do mesmo auctor. 
publicado em Paris em 1845 sob o titulo Les ro$es noin, e ahi vae de pas. 119 
1 159. Na opinião de um distincto bibliophilo, ó obra de pouco valor e sumcien- 
knente fiilta de bom senso. 



# # 



781-38.* CamSei, Opera da Musone,— Foi cantada em Nápoles em 1873 e 
■ Parma em 1874. O sr. Bernardes Branco assevera, no seu Portugal e oses- 
imgeiroi, tomo n, pag. 404, que também foi cantada em Pádua. 



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# * 



78f-39** Camoem. Traubrspiel m fàng aetetu Von WHhelm von Chéxr, Bay- 
ttík 8.« de i72 pag. 



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# # 



783-40.* Obras poéticas e dramaHeas por Alexandre Monteiro, Porto : typo- 
'aphia da Revista, rua de Santa Thereza, n/" 8, 1848. 8.» de 8-191 pag.— £ de- 
eado á irmft do auctor, a sr.* baroneza da Junqueira. 

Contém : Camões, drama em quatro actos, de pag. 1 a 83. 

# 
# # 

784-41.* Camões. Drama de Eugénio de Monglave (Rio de Janeiro). 

Acerca d'esta composição nada nuds sei alem do que o conselheiro Josó Fe- 
iano de Castilho poz no seu íris, vol. n (1849), pag. 145. 



# 
« * 

785-42.* Leitura académica do Camões, drama original de Raposo de At- 
ida, Rio de Janeiro, 1847, 4.* de 17 pag. 

No jomel Íris, citado, pag. 145, lô-se : 

« O sr. . . . compoz um drama, sob o mesmo titulo, e cujo ultimo acto é, em 
ode parte, calcacio sobre passos de Camões, ou circumstancias que nos foram 
idas pelo seu amigo, por aquelle a quem o próprio poeta commettéra o bon- 
o encargo de o commentar.» 



*- 

• 4 

780-IS.* íkm Catita A^miMi itd Mkf ITiiiiffgii Qííííii hmin fí 
olo^ 0t9. (Com i tMn» da oorotçio^ o eph<w âd Ii aai <b OMtwi a â et 

JMMKK* dsT^nitMBMii M. . ' ' ' ^ "• ;• [ ' ' ^ ;;• ^ 

• ..♦•. 

787-U.* A JOba 4m iteorw: «modío do ecmia n doi JimiMilfi d» 
BúOíU mMbd m árii fiMMirot^ m6 mi êomuí páo ir. FSiM^ pmrn m r 
iÊt no moi llialro d» & CSirlot. LíAoa, i^pograpkia éê B9t§m. Í941S 

Sm- 

788-45** Ciijiflti ftliMiff fttiliiriflo iaorfitfii : fiHMrríiMiiiiMítf Amánio i 
árMM/WMtf dot iri.Fleldr ^amil^ $ Ãrtmmlín Mnml, pt ámtonM l 
dê CMuíbo. PmOa Dèlgt^, t^pogrúfhia âarwida$ Arta, 08. i849. 8.< 
Mg. Com o retrato de CaiãOeiíio pnndpio do livro e ama mtiira da ( 
Gamões em Macau, em Dreo te daoag. S96. tom uma iure?e meoripçio po 
rico Leio GatNreirfti— Nu paf. M7 e t91 declara otraduetor que as gray 
detUai ao buril de D. liaria LeoncMr da Camará Sampaio» a quem dotía 

Flgonup n^eita peça Tinte e dneo pfiMitmii tfoeoatandoeomoe 
^lam. Ch prineipaes sio : CamOee, el-ref D; Sebaetiio; Martim Gooçalvei 
mara, D. Anonso de Norouha, Jau/e D. Cáttiarífiá de Atlialde« Ifa eceni 
do acto quinto, CamOes recita a D. Catharina alguns versos, e esta o epii 
D. ígnea de Castro. 

Ha notáveis differenças enlra esta pe^^ e a frauceza. As notas de 
sAo mai interessantes. O arama francez foi já citado acima. 

Castilho antes de publicar esta obra, mandou uma copia a seu im 
Feliciano para que elle supplicasse do imperador sr. D. Pedro II a licença 
dedicatória, Infere-se isto oe um artieo do lri$j acompanbado de oos tre 
drama e de uma carta, em que o traductor ou imitador de Perrot e de Di 
escreve: 

« Se V. ah! encontrar esta peça, e a confrontar com a minha, reconl 
porque eu nSo designei a minha por traduzida, nem mesmo por imitada 
estudo todo novo, que eu fiz, de costumes pátrios n'aquella idade, com 
escrúpulo, e que Iratei de. reproduzir com fodelidade daguerreolypica, isU 
tanta fidelidade quanto havia sido o desleixo, e a desprezadora falta de 



mentos especiaes dos dois francezes. As minhas personagens históricas sfio t 
e verdadeiras quanto as d'e]ies eram falsas e absurdas : a minha Lisboa • 
conhecidamente a Lisboa quinhentista, quanto a d'elles está longe da 
d'esses ou de quaesquer outros tempos. O que só é d'elles, na minha o 
enredo ; cabendo ainda aqui advertir, que o melhor do segundo acto e d 
nem sequer gérmen tem no escripto francez ; e o mesmo se pôde dizei 
grande numero de effeitos em todos os outros actos . . . • 



DE GâMOES ^^ 



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789-46.* Lm% dê Catnõ$$, Drama em eineo aetoi por L. Á. Bvrgam, etc. Rio 
iiJmeiro, em caea de Ed. e Henr. Laemmert, 1849, 8.<* de Víi-il7 pag. 

EsU peçAy qae o aactor apresentoo ao theatro bnuileiro com outro título, 
Hn retresentada muitas vexes nos theatros do Brazil, e nSo me lembra se em ai- 
|om d9 Portuffal, quando vivia o seu auctor ; e tem tido diversas edições. As ul* 
limas ene conheço sSo a quarta, que saiu em 1862, e a q^xnUL Ibidem, 8.<^ de 
xni*i25 pag. e mais i innumerada com um toneto a Camões, 



* 
* * 



790-47.* Le tdtime ori di Camoens aUo ospidaU di Lisbona, da Leone Fortis, 
£ orna scena dramática em verso. 

Foi traduzida por Mendes Leal conforme o seguinte numero. 



791-48.* Oe ultimoi momentos de Camoens, scena dramática originalmente 
mposta em italiano por Leone Fortis, vertida em portuguez e offerecida á pri- 
wtra e insigne trágica moderna Adelaide Ristori por José da Silva Mendes Leal 
mUor. Liiooa, typographia Lisbonense de Apiiar Vianna, 1869. 4.* de 21 pag. ~ 
hz a versão portugurâ em frente do original. 

Biiste outra adição. Ibi, typograpkia Universal, 1860» 8.« de 38 pag. 

* 

* # 

■792-49.* Camoens, o un Poeta ed un Ministro, Dramma in cinque atti e epi» 
fo, Rfpresentato la prima volta in Torino nel teatro Carianano. Torino (sem 
ita). 4.*^ de 90 pag. Com uma gravara representando o sublime poeta escreven- 
} 08 seus Lttsiadas na gruta de Macau. 

N'iima declaração prévia o editor affirma que, apesar de muitas pessoas sup- 
erem que este drama é plagiato do de Perrot e de Du Mesnil, o auctor considera-o 
leiramente original. 

Foi representado este drama em Milão, com applausos, sob o titulo de 
€ia ê Rè, segundo leio nas Offras, citadas, tomo i, pag. 269. 

« 

# « 

793-50.* Astréa. Elogio dramático por Josi Romano. Lisboa, 1866, 8.« 



Foi represenUdo no anlieo Ihealro da Ru» dos Coadas por ocai 
te dft acclama^So de El-Hei D. Pedro V. Um dos personagens é CaroOel 



, artutOar 
5ipw. 



79Í-31.* D. SebaxUão, rti de Porlugal. Drama Ujrieo em S ndox for 
noR. T.de S. João. Porto, typographia dr A. da S. Sanlot. ISS 



7fl5-íiJ." CamSêt « o Jav. Setoa dramática original por Ciuúníra áe 
LiAoa, lypographia do Panorataa. Í856. 9.' de 13 pag. 



796-B3.' D. Sthoitião. rei de Portugal. Drama lerio d'Euúfnio Seri 
Aaido em italiano por O. Ituffiiti ; em portuguet por Hi-nriquf Vrlloso de C 
Hiuica de Donisetti. Bio de Janeiro. Emp. Tiip.Dois deilezentbrodtl'. Brib 
8." da 8 (ÍQDUuieradas)-8S pag.— Traz o itahano em Treiíte da verslo poit 



7^7-òi,' Elvira : a íragedi/. Ãeted ai tke Theatre Royal rn Dmry-La* 
don .prinkd for A. MiUar. m lhe Strand. 8." de 8-69-2 pag. 

O auctor d'e8U truadia, Dafid Uailet, daelarov que dea a /911a de 
o DOine de Elvira, e renre-ae com loQTor a CamOes. Parece ter-te iuipir 
episodio dos Lniadat. A obro é dedicada ao conde de Bnte. 



798-85.* Noea Cattro, tragedia de João Baptitía Gomet Jmtior. tk 
cão . . . aereteentada eom a brUluml^ teena da coroação. Porto, tm ivnnnra 
Bnim, 1857. 8.» do- 83 çag.— Esta ediçii 
nSo KÍ se era enUo livreiro no Porto. 



íèiU por conta de um Cali 



799-56.* CamSet. Bitudo htetorico poético tiberrimamenle fundado t 
Awna francês dot srf. Vietor Perrot e Aiinand Dtt Mesnil por .4nlfMito I 
de CattiUto. Segunda edição ct^iotamente acreseenlada nai notat. Utboa, > 
phia Franeo-portugueia. rua do Theiouro Velho, 6. J863. 8.° 3 tomos de 
pag., 248 pag. e 226 pag. 

O tomo I contém : dedicatória ao imperador D. Pedro U, com as 1 



DE CAMÕES 3^ 

iba de S. Miguel 4 de a^oeto de 1849, e de Lisboa 30 de abril de 1862 (pag. v 
. ini); advertência da primeira ediçflo (pag. ix a xn); advertência d'esta edição 
(ng. xm a xrv) ; drama (paff. 1 a 225) ; e noticia complementar, em que se de- 
m oue este arama, acabado de imprimir na primeira edição aos 22 de feve- 
Ríro de 1850, foi pela primeira vez representado no Rio de Janeiro em 30 de 
MTembro de' 1855, segmndo-se uns documentos relativos á mesma representa- 
(fo (pag. 227 a 259). 

Os tomos nem contéem as notas para $e lerem, entre as quaes figuram, no 
cHímo tomo, uma noticia mais desenvolvida da familia Castilho, a propósito do 
foe diz el-rei D. Sebastião na scena xvm do acto i, pelo sr. Júlio de Castilho, se- 

rido visconde de Castilho (pag. 7 a 140) ; e uma nota nova acerca da composição 
Fortis, traduzida por Mendes Leal : Os últimos momentos de Camões (pag. 159 
a 193). 

Na s^unda advertência escreveu A. F. de Castilho: 

«... não julguei dever alterar no drama cousa alguma, comquanto lhe reco- 
nheça, e agora com mais viveza do que então, defeitos e maculas de mais de um 
género. Não ó contumácia nem incorrigibOidade ; ó só porque essas que seriam 
e são maculas e defeitos para o theatro, mudam logo de nome e de natureza se 
t obra se avalia como estudo e livro; e isso unicamente ó que eu pretendi que 
fone. ' 

tr As notas que intitulei para se lerem, téem, se me não engano, algum va- 
lor mais que o texto ; não peia execução litteraria, mas sim por offerecerem á 
consideração muitas propostas de cousas boas, todas exequíveis, e quasi todas 
oamto fáceis . . . 

«Fiz pois ás notas o que não fizera ao drama ; reestudei-as; ampliei-as com 
mâo larffa; entresachei-ihes novas. O total cresceu a ponto que o voiumeda pri- 
nieira edição houve agora de se dividir em três.» 



800-57.* Inês de Portugal, opera em 4 actos, libretto de M. Duchéne, mustca 
de M. Gérolt, representada em Nancy em fevereiro de 1864, 



# 
# 



801-58.* Jau, o escravo de Camões, Poesia dramática original por Faustino 
Xavier de Novaes. Recitada no theatro Angrense, pelo actor Mário Soares, na noite 
ie9 de março de 1865, Angra do Heroismo, typographia do Governo civil, 1865. 
\9 de 6 pag. 



# 

* 



802-59.* Dom Inês de Castro, Drama en três actoa, en verso, original de Don 
Yancisco Luis de Reles. Estrenado en el teatro de Jovellanos el 17 de setiembre de 
968. Madrid Imprenta de José Rodriguez. 1868, %."* de 90 pag. e mais 1 de cen- 
ora. 



um 



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# # 



803-40^ liMS; «r tli Briíif «f Fortafof^iy Bm NmL támém. ímíi%:f 
8 ínoiíoieFiidaa-tSi |M|. 



m 



A tragedia eomeei a pag. 
dia íntitiitaMla: LÊৠJnê mf . 



. 139; de pag. i a 138 oompndieode*ae oaUm 



80I-6I.* GSoMOfiif. CiMMiro éramàtím, anamd m wi útío y m vêrm dê ím- 
MãmmlkmMmmA (kwriowBeniardyDímlMaQKílmflkM^ A^nmiptetfrj 
por primara vn eim exirúormniario úplimo m dUãtmSmmB^mM^ddiaéim 
fiovÍMÒr» it i^i. Jfoéhtf. Jiiymito a* de 11 pag. 



805-61* Lê Cãmomii lhmi9kularimÊmimúeUHmwfnpãr VkktrBH^ 
dòiw. PorJi, BocMl» ai O irai. *ia* de 36 pag. 



806-63.* Camoem im ExU. DrmmaHahei 
Wim. 8.» de xiy-40 pag. 



t» emam ild. Fm UfoBom 



* 
# * 



807-64.* Camoens, Drame en un aete ei en ven, par Ehnn JtfesttcfccrsK 

(Sem logar, nem data.) 

É o fragmento de um volume que possue o sr. Fernando Palha. 



# 
# * 



808-65.* Inez de Castro, mélodrame en troU ades avee deux intemiedes, 
par Victor Hugo. 

Vem na obra Victor Hugo raconté par un témoin de sa vie, tomo i. Veja a 
descrípçâo que fiz doeste melodrama, uma das primeiras manifestações do talento 
dramático do grande poeta da França, no tomo vu do Archivo pittoresco. 

Esta obra foi trasladada em in^lez : Victor Hugo. A life related òy one who has 
witnessed it, induding a drama tn three acts mtitM inez de Castro. London, 
1863, 



DE CAUÕES ^ 



# 
# # 



|n9> 66.* D. Inex de Castro. Drama em cinco adot e em verso por Júlio de 
^iiho. Rio de Janeiro, B. L. Garnier, etc. id75. 8.* de xxni-35«$ pag. e mais 
numeradas de nota, errata e índice. Com uma gravura da estatua tumular de 
em Alcobaça. 



Tem antes da dedicatória esta epigraphe : 

As filhas do Mondego a morte escura : 

longo tempo chorando memoraram. CamQbi. 

"Vem outras referencias camonianas, como as epigraphes que antecedem os 
CfeB : a pag. 330, nota lx ; e de pac. 341 a 356, nota final lxxxi, D, Ignex de Cas- 
» wmo assumpto. Ahi sâo apontadas numerosas obras em que o episodio trá- 
cia passado á composição romântica ou dramática, foi inspirado pelo immortal 
lona dos ÍAuiadas. 

O drama do sr. Júlio de Castilho (segundo visconde de Castilho) acompa- 
m em muitas passagens a tragedia Ccatro, de António Ferreira, como o próprio 
ictor declara em algumas noUs, e nomeadamente a pag. 317, 325 e 336. 

# 
# # 

810-67.* Qudques essais en langue françaisepar Joaquim José Teixeira. Bru' 
Um, mp. jf liih. E. Guyot. 1877. 8.« de 135 pag. 

Nas pag. 59 a 68 contém : Camoens, fragment dramatique. 



811-^.* Alma Venchanteresse: opera en quatreactes deM.de Saint-Georges, 
iapti à la scène italienne par A. de Lauzières. Musique de F. de Flotow. Repré- 
xlá pour la première fois sur le théatre des Ualiens, le 9 avril 1878. Paris. 1878. 
^ de 87 pag. com a traducção italiana em verso em frente do original. 



* 
* * 



811-69.* Camoens. Drama storico m quattro atti in versi di Domenico Bolo- 
sêí* Napoli. 1873. 8.° de 47 pag.— Representada em Nápoles em 1872. 



* 
* * 



813-70." Camoens. Drama Úrico en un acto original y en verso de Marcos 
ipata, musica dei maestro Marquês. Representada en el teatro de Jovellanos á be- 




$mfmo dd áklmfuiUo mikiã D. Boimiio Dàkmm, MMiê /Urm» d$ í€7$, 
árid, BMiUemMeiao ÊifpográfkQ iê B. CÊmta ^ 

8147t-' CaiNSn «NI il/rtoi. Soma dhNNOIlM M 0^^ 
ekmd, 1880. %.• 

• ■ 

• # 

818-7S.* Gamte. Drama kktorko tm tanto wsUm. Pcir.Cmrumo Jardim. Bê- 
pmmiiado pêía prtmmra.MH ímí fwtúM do triemUmuario m tkêaiUo do D. Mê 
U. Porto, 1880. &• 

• • - 

ffl 

Parodias 

8ift-i.* Parodia ao primu ro cmiÊo doê lâuiada$ dê ComÕÊi.Porto: ^g^ognir' 
pkia da rm FònmM n.* 248. 1845. $.• ôoxm^l pÈi.^Tem^ daeqpii* 

caçSo preimbulAr, segando rosto dCaate modo: 

•Feitoi haeekanaet: Qmoenõo do primeiro omfo dos Laoiadaê dú §rmÊf 
Lm% de Camõet vertidoê de humano em o de^vinho por fcfis «^pridkoiOf . Ámtora: 
S. O dr, íhnud do VaUe, Bartholomeu VareUa, Lm Mendei de FamnesUof^ O 
Ueendado Manuel Luiz. No anno de 1689.» 



Contém : advertência preliminar (pag. v a vm); noticia acerca á\ 
assignada por Francisco Soares Toscano (pag. xi a xm); soneto ao aactõr d'estt 
obra (pag. i innumerada); a parodia com argumento (pag. 2 a 37). 

O soneto ao anctor começa: 

Pelo que Baccho vio em vosso canto 
Entendo que lhe sois affeiçoado. 
E acaba: 

CoroSo-Yos de louro e pano verde 

Porque sejais no mundo conhecido 
Per um bêbado bom e bom poeta. 

Na advertência se refere, segundo Faria e Sousa, que o canto n da parodia 
fora depois continuado por António de Magalhães e Menezes, senhor da Ponte da 
Barca, que indo a Madrid em i645 lôra algumas estancias ao mesmo Faria. 

Esta parodia saíra antes na folha litteraria MisceUanea hietorica e litleraria, 
publicada no Porto no anno 1845. 

Antes de apparecer á luz este folheto, corriam de mão 'em mSo dos amado- 
res copias manuscriptas, e entre ellas sei da que existiu na bibliotheca de Gomes 



DE GAMOES ^^^ 

Eootelro, o gnal em i843 a emprestou a Norton para que a copiasse. Esta copia 
itá na bibliotheea nacional de Lisboa, encadernada juntamente com o folbeto 
opresso. 

Entre os livros camonianos do benemérito visconde de Juromenha encontrei 
ima copia. O sr. António Augusto de Carvalho Monteiro possue outra. Norton 
lossoia também duas copias, letra do século xvn, que menciono aiiiante. 

O sr. Theophilo Braga copiou na sua Historia de Camões, parte n (vol. m) 
ie pa^. 480 a 496, a noticia em que Soares Toscano descreveu a composição da 
parodia e os seus auctores. 

* 
* * 

817-2.* Os Lusíadas do seciUo xn. Poema heroi-comieo (Parodia) por F, A. 
i^ Almeida. Lisboa, Typogrmphia da sociedade tifpographiea Franco^portuguexa, rua 
io Thesouro VeUio n."* 6. 1866. 8.« de 206 pag. 

Este volume comprehendeu apenas a parodia aos primeiros cincos cantos dos 
lusiadas com dois argumentos, um em prosa e outro em verso. Devia seguír-se 
»oaco depois o segundo tomo, porém só veiu a apparecer passados dezenove an- 
los, em 1884, e por outro editor. 

Os Lusiadas do seaão xix. Poema heroi-comico. (Parodia) Volume n. 
Ltsòoa. Livraria editora de Tavares Cardoso jf Irmão, 6, Largo do Camões, 6 
1884. 8.* de 197 pag. e mais 2 innumeradas de cavaco e advertência finaes. — No 
Jto do rosto tem o nome do auctor Francisco de Almeida; e no fim do livro a 
ndicaçSo : TVp* Elzeveriana R. Oriental do Passeio, 8 a 20, Lisboa. 

A impressão d'e8te volume faz multa differença do antecedente, na qualidade 
b papel e dos caracteres typographicos empregados. O auctor promette, n'uma 
dvertmcia final, dar ainda outro volume com annotaçóes relativas ás pessoas e 
ousas que cita na parodia; mas nSo apareceu ainda á luz este trabalho, em que 
rataria de pdr as carapuças nas respectivas cabeças. 



* 
* * 



8Í8-3.* A visão do heroe da Uha das GaUinhas. Parodia do episodio do Ada* 
astor. 

Saiu na Gazeta do povo n.^ 899 de i de novembro de 1872 Ê em dezenove 
tavas. 

* 
* * 

819-4.* Dinheiro! (Parodia ao canto i dos Lusiadas por -Faustino Xavier de 
ovaes.) 

Veja de pag. 14 a 49 do volume Poesias posthumas publicado no Porto em 
177 pelo sr. Aiitonio de Sousa. 



KMML* fiàroiHa ao primHfv eanto dot Lui:iada« de Camões por qvah 
iÊwim 4» JEbmi m ima. Uúxm, isso. ».' 

FM editor d'eBta reproducf So uni bibtiomano. que exercera em leu 
BmU » pralHfio de livreiro, de appelUdo Fernandes e de alcunha O tiM 
)( ftlUcJgo Legou t]gaat milhares de voluraei, e eoire elles moilas obi 
nlgam « nne, e ums rasoavel camoniana, com muitos daplicados, ao as; 
Mpt de lilbot. A sua mania nos ultimes annos era comprar por Iodo o' 
e furdir, oim na sua casa, ora na ca«a dos conhecidos e amigcú, e &t vai 
nr en dqmilo aos próprios livreiros que lh'os vendiam, exemplares m 
dM ofam miif estimadas e menos vulgares. A data de escrever estas lint 
de elxil de 18Í7), nio me consta que esteja ainda li(]uidado esse legado 
< l|M por ioeidantcs judiciaes. 



8I1-4.* ÍM ImWh t rm MtH m. Panák m wts hiriMfwt, antmi 
lirimm. fiym wmrí tí m i H piduÊn ét ptêêí fortugm Ttm A Seaw 
a.KamnmíL Am drotti d* rmlmr r^A. Pwia,í%JlktHlÊr,i 
Am ObM d« nua, i». itfft &• de n^ INC.. CoD d«n ertMVM HÁM 
CM «aetorieu, imiluda nTUi. Ho tvu do aotMoMo: «Míd.- iSM 



. _ li faedw» poetJBoe toh o Btelo Awsi dfcer t . Wfc 

reeea a (eguida parte. 



893-7.* A bolha. (Supotta á Nwelttía, ao upeeUumlo t ao JVM Aea. 
tr»$ umiaboriat dittineiat e ntnhtma d« gaito.J Por ... 4.* peq. de 8 p>j 
logar, nem data, maa foi impresso em Coiíiibra em IS86.) 

Ê parodia ao canto i dos Ijuiadtu. Tem por epigraidie: 

Ãííim o querm attim o tétm. 
CooMfa: 

Os grandes paspalhOes isaigDalados, 
Eaeaba: 

Soberbo eetooro qna salvaste a pátria I 



823-1.' Mau de Bequiem á quatrt voix, lAmirt, et grande orchatr 
aeompagnemeat de piano á defaut d'oreh«ttre. Omrage eontaerè à la mim 
Camoa. par J. D. Bomtmnpo. Parii (sem data). Folio de 205 íolbas. 



DB CAMÕES 3^ 

Nfo é Tulgar. Creio qae falta á maior parte dos collecdonadores. Possuía oip 
semplar o falleeido Joaquim José Maraues. Foi vendido, no leilão de seus livros, 
por 10^300 réis. O sr. dr. José Carlos Lopes tem esta Missa na sua collecç2o. 

O sr. Joaquim de Vasconcellos, do Porto, mandou photographar o rosto 
fete livro para um AUmm de photographias commemorativo das festas do trí- 
eentenarío de Camões realisadas n'aquella cidade em 1880. D*elle farei mençfio 
ii Jogar opportuno. 

# 
* * 

8Si*f .* Ignsx de Castro, Opera de Weber. Berlim. 

O sr. Joaquim de Vaseoncellos, do Porto, também mandou reproduzir o rosto 
{um trecho (Testa opera para o Álbum de photographias que publicou por occa- 
io das festas do tricentenário n'aquella ciaade. 



825-^.' O génio de Camões. — Primeira composição do sr. Jo9o Pedro Au|[usto 
io de Carvalho em janeiro de 1856, quando discípulo do real conservatório de 
sboa, offerecida a sua magestade El-Rei D. Fernando em homenagem ao seu 
lento artístico. 

Vi o autographo com a dedicatória do auctor na bibliotheca de El-Rei 
Fernando. 

# 

* # 

826-4.* Le Camoens. Scène et Air pour wix de baryton. lÁsbonne. Paroles 
' Mr, . . . Muxiqiu de J. Concone, 

Tem dedicatória a Mr. Jules Léfort. A lettra é em francez e allemSo. Yé-se 
i folha do rosto uma lithographia allusiva ao poeta e seu escravo. Existia um 
emplar na bibliotheca de El-Rei D. Fernando. 

* 

* * 

827-5.* Homenagem a Camíks. Marcha por Guilherme Cossoul, executada 
, inauguraçSo da estatua do grande épico. Lisboa, em casa de A. Neuparth. 

Por occasiâo das festas do tricentenário, esta marcha appareceu publicada 
.ra banda militar por C. A. Campos, em o n.^ 3 do periódico de musica Mar- 
li. 

# 

* # 

828-6.* O génio de Camões. Romança. Poesia de José Romano, Musica de F. 
N Santos Pinto. Lisboa, etc. — É o n,^ 6 do anno i de Os doze meies do anno, 
rnal para canto com a poesia em português e acompanhamento de piano. 



^ 



R39-7.* Luix (Ji> CamSfs. Pottia de L A. Palmeirim. Munim de A. M. 
doni, Sasselti êf C.' — É o d.° i ita collecfAo lie Romance» rm porlvgua 
irompanhamento de piana. A poesia é a que anda no volume, ji ciUdoa nii 
wb o n.» 4Í2-107.' 



830-8.' Letclaw ãu Camoênt. Opera Bomtqut eu un aete. Parolet d» i 
Si. Georgtt. Mmique de F. de Flotote. PaHi.—jt.' 5 d'esla opera, compivlier 
a duttíino «miado por H.*"» Darcier e Ur. Uocher, para piano e canto. 



Sat-S.' Camoétu. Drama lirito en un acto. Letre de D. Mortos Zapat 
tica dei maettra Uiguel Marquis. Reducdon para canto y piano por M. iViít 
dWíi,— Compreliende: N.° 1, Escena de tenor cómico y coro ; n.° i, Romu 
barilooo; a.' 3, Cancion do tiple; n." (, Fiaal. 



DidiiM à la difpu temmÚMm dit «omwiiiif por Im Mãnm £flw« f V.' l 
fte. LúòoMu.— Tsm DO nHtoagrarnndoi»aoiiiBentoflrigtdo»CaiMIweiii 



833-11.* BotMnamA a CcmSti. Mcerdta ímmpbal para pinw, f)or . 
Carii. Deditada ao iU." tr. Fnnãteo VdíoK da Cna. Porto, Uthograpi 
tiiwa Ntott, FUIioi f C Polio de S pag. Com o retrato de CamSes. 



A pag. 27 vera o trecbo intitulado Zjmi de Camões, com a poesia de 
Palmeirim, que tioba saldo antea em separado. 



835-13.* Hymiu) a CamSe*, eomjmtúpor Avgiuto Ceiar Pereira da* 
A letra é a primeln e terceira estancias doa lAuiaaat. 



DE CAMÕES 401 

Foi executado por primeira vez pelos alumnos da Escola Moderna na sessão 
iolemne commemoratíva da Sociedade Nacional Camoniana, do Porto, no dia 10 
de jonho de 1887. Creio que ainda não está impresso. 

* 

* # 

836-14/ Armas e lettras. Fantasia composta para piano (aos doze annos de 
idade). Offerecida á ex."* commissão da imprensa portugiieza para os festejos do 
tricentenário de Camões, por José Vianna da Motta. Lithographia Malta & C." Re- 
gistada 600 réis. Lisboa, 1880. (Op. 31). Folio pequeno 2 (iniiumeradas)* 13 
pag. — Tem fronlispicio de phantasia com o busto ae (Camões. 

* 

# # 

837-15.* A Luiz de Camões, Cantata, Letra de F. Bernardo Braga Júnior, 
Musica de Miguel Angelo, Porto, impretisa commercial, 1880, 4.® pequeno de 
H pag. — Nunca foi impressa. 

De outras composições, em numero superior a trinta, principalmente para as 
festas do tricentenário, darei conta no tomo seguinte. 



* 
# # 



Manusoriptos 

838-1." Disc^írso apologético a favor do insigne poeta Camões contra o Ucen- 
dado Manuel Pires de Almeida, — Manuscripto existente na bibliolheca da acade- 
mia real das sciencias de Lisboa. Letra do fim do século xvni. 4.<» de 24 11. nu- 
naradas pela frente. 

Tem no rosto esta declaração: «O auctor doeste discurso é João Franco Bar- 
reto, como se vô da sua mesma traducçâo da Eneida, que elle cita a pag. 11 v. e 
pag. 14.» 

No começo tem o titulo seguinte: Discurso apologético sobre a visão do Indo 
e Goxiges que o grande Luiz de Camões representou em o canto quarto dos «Lusia- 
âãs» a ElRei Lhm Manuel, 

No (im lé-se: «Fadebat Conimbricae, Anno 1639,» 

E mais abaixo : 

«Este manuscripto foi copiado do original que descobriu na cidade de Évora 
o secretario do Santo Oíiicio José Lopes de Mira oue mo coníiou, este anno de 
1801, cuja copia eu conferi e achei exacta, não aevendo faz^er duvida as faltas 
(qoe 86 podem suppiir) por se achar o dito manuscripto falto e com muitas leiras 
sumidas da tiumidade e do tempo. Acabei e liz esta copia na quinta da Memoria 

26 



4m 



UDIZ 



em Odifellas aos 1 d.e oatubro de i801. Pni Vieeníê Salgado, et-geral e cfaroDista 
da oongregaçSo da Tereeira Ordem, etc, ele» 

Foi reproduzido no 4mnMrno da mcMade camoniana, a pag. 176 e segoin- 
tesy como já íiz mençio no tomo pieseote. 

♦ 
• # 

839-2.* ComimmUarío oot LmadoideLiUz dê Cmnõm, por Diogo do Covlo.— 
Manoacripto do século xyi. 



^< > 



Existia na bibliotbeea dos duques de Lafdes. 

# 

# # 

840-3.* Oitava de Camõet: «Estavas, Uada ]^;nez, jiosta em socego^ gkaaàa 
em oitafHís por AnUnm da Fonaea e .4flianr(.-^llanQ8erípto. 

Existe na bibliotheea publica de Évora. Doeste códice se serviu o sr. António 
Francisco Barata para uma de suas publicaçO» c^nKmianas, já indicadas no logar 
competente. 

♦ 

84Í-4.* Poesias dê Luiz dê Cam()íi«.-fManuseriptos da letra dos séculos xr i 
exvii. 

i 

Existem em seis códices diversos da bibliotheea publica de Evpra. Veja o 
Catalogo de Rivara, tomo ii, pag. 91 e 92. 

# 

# « 

842-5." Canto primeiro da vida do Príncipe dos Poetas o grande Luiz de Co- 
mões. — Maniiscripto em 4.** de 46 pag. Letra do principio do século xvii. >'áo 
lom ncme, que só foi poslo no segundo códice, em seguida mencionado. 

Comprehende noventa oitavas, cujo argumento é : 

«Espoemsse amaleria; fallasse com o Heroeqse celebra Emplasasse Caliopfi 
mostrasse Camoens valissinado fasse consilio no Pindo, p." sahir a Lus: descre- 
vesse a determinação, &c.« 

A primeira oitava é assim : 

• 
Quem com Lira subtil echo suave 
as numerosas tágides implora 
quer só de vm grande Heróe altivo e grave 
as acçoens selebrar com vós canora 
com épico furor, métrica chave 
pretende o plelro meu mostrar agora 
q a impulços de hum divo enthusiasmo 
foy nas armas terror, nas leiras pasmo. 



DE CAMÕES ^^'^ 



* 

* * 

Hio-G." Canto 2/ Da rida do Príncipe dos Poetas o grande Luis de Camoens. 
por Manoel Lopes Franco. — Manuscriplo cm 4.» de 50 pag. Letra inleiraincnte 
igual á do anterior códice. 

Comprehendc 102 oitavas, cujo argumento é : 

•Sáe o Camoens a Lus; celebrasse o seu nascim***, procura a vniversidad.* 
de Coimbra, iluminado das Ciências sahe p.* Lisboa; repetemse os amores q teve 
com húa Dama do Paço, ponderasse a força de Amor origem toda do seu des- 

lerro.» 

A supposta entrada do poeta na universidade é descripta na oitava 14, d'esle 
modo: 

Do selebre Mondego a vista cara 

já de Viissea prófugo procura 

para lograr a his nos tins tão clara 

quanto nos seus principios toda escura 

por ambiçáo das Letras se separa 

do Pátrio domisilio absença dura 

que quem asim não fãs, quem senáo cança 

de douto as proeminências nunca alcança. 

Copiei esta estroplie, preferindo-a a qualquer outra do canto ii, por ver que 
'Ha accentua Lisboa como pátria do poeta. 

Ambos os códices existem na bibliotbeca da academia real das sciencias, em 
'jom estado. Ultimamente, foram mandados encadernar para sua melhor conser- 
vação. 

* 

* * 

8Í4-7.* Os Lusíadas de Luis de Camões princepe dos poetas heróicos comen- 
Idos por o P. /). Marcos de S. Lc." Cónego Regular da Comp-egação de Sancta 
nts de Coimbra. — Foiio de 353 11. numeradas só pela frente. 

Maiiuscripto. Letra do século xvii. O rosto é em letra meio golbica floreada 
redonda. 

O volume existente na bibliolhcca da Ajuda, que parece aulographo, contém 
[>enas os commentarios aos três pnmeiros cantos, tendo cada um no iini a data 
>n que o auclor o concluiu: i, a 3 de abril de 1G31; n, em 4 de fevereiro de 
632, na torre de Paderne, onze horas da noite; iii, em 10 de março de 1633, ás 
ez da noite na torre de Paderne. 

Barbosa, na Bibliotheca Lusitana, declara que D. Marcos de S. Lourenço linha 
nco cantos completos, e que viv<?ra sempre no convento de Landim. A primeira 
irte não pôde averiguar-se, visto como não se encontram senão os três primei - 
IS cantos; emquanto á segunda, o próprio commentador se encarregou de de- 
onstrar que vivendo três ou quatro, ou muitos annos em S. Salvador de Pa- 
;rne, não podia ter vivido sempre em Landim. 



«M 



LUIZ 



Veja o que eaerefeo a respeito d'e8te trabalho do P. D. Mareoe o sr. yíscoí 
de Jarooieuha nas Obnu, tomo i, de pag. 3i3 a 388. 



# 
# # 



845-8.* LitikdatdêljmdêCanUkieoniraleUatávAaqi^ 
noa. Canto Primeiro.— Manuscrípto. Letra do século xyu. 

* * , - 

Pertenceu a Thomás Norton, e encontra-se agora com as soas miscdianeasi 
biblíotheca pacional. Nflo irae alem da estancia 47 do canto i; lendo, porém, d 
noTo a noticia preliminar escrípta por Francisco Soãn» Toscano, e tmpretts n 
folheto portuense Fe$ía$ bacthonaes, «de aue existiam muitas copias d'esta furo 
dia, e de di?ersa leitura», dei-mc ao trabalho de confrontar as estancias que linbi 
presentes com as correspondentes do folheto, já descripto a pag. 396, verso adverso 
e convenci-me : primeiro de que a copia manuscripta, de que se trata, devia tei 
pertcoicido a algum dos collaboradores d'esta composiçflo; segundo, de que tini» 
maior valor do que a que servira para a impressão do folheto portuense; .e ter 
> ceiro, de que a copia de que se serviram na reproducçSò do mesmo folheto, e ao 
tes na MiudUmea lUteraria, do Porto, foi, na minha n^iniSo, das mais dé^f» 
ciosas e evidentemente das mais incorrectas, como se prova. Julgo que Nortoi 
nfo chegaria a fazer este exame, pois nSo deixaria de o mencionar no seu Uvn 
de annoUçôes camonianas. 

Na pag. xn da noticia de Soares Toscanc^ datada de Í6I9, lé-se : 

«... como se divulgou, cada um a quiz emendar, como entendia, donde veo 
andarem hoje as copias com tanta diversidade de leituras. Porém eu, eslaqví 
aqui vae, a trasladei do próprio original e letra de Barthdomea Yanella. . . * 

Para que possam ver*se as notáveis diflerencAS, ou variantes, que se mede 
pararam na minuciosa confrontaçJSo, a que procedi, copio era s^uida os versos de 
manuscripto, em frente dos do impresso : 



Impresso 

1 

Borrachos, borrachões assinalados 
onde pipas e quartos despejaram: 



As grandes bebedices que fizerão; 



Mannsoripto 

1 

Ás armas, e Borrachões assinalados, 
onde quartos e pipas despejarão 

3 

as grandes aventuras q. fiserSo 



Para beber á perda co'esta gente, 



com que louVe o beber da minha gente 



Dae-roe uma vasilha mui cheirosa 
O peito esforça, a côr ao gesto muda; 
Que se espalãe, e se cante no universo. 



Daime hCla vasilha muy fermosa 

q o peito esforça, a cor e gesto muda: 

q se espalhe este canto no univerço 



Podeis atravessar com confiança 

Pois Baccho a nós vos deo por cousa grande, 



q atravcssáes podeis com confiança 
pois Baccho a vós nos deu por cousa gr.'' 



Ou pelo rio abaixo ale Almada. 
Ycde-o nas toalhas, que presente 
Nas quaes vivas lembranças vos deixou 
O que de vinho mais se carregou. 



nem pelo rio abayxo athc almada 
senilo vedeo nas toalhas, que presente 
das quaes vivas lembranças nos deixou, 
o q de vinhos mais se carregou. 



DE GÂfilÕES 



405 



8 
or isso sente vitupério 

9 

TOS a Baccho no seu templo 
) borrarhilo, vereis exemplo 
.dos louvados espantosos. 

10 
primavera, outono, inverno: 

II 

B dos vossos sSo tamanhas 
idem ao primeiro vinhateiro 



12 
1 Peramanca tal serviço, 

13 

Dco de Nun^alvres e Barbança 
neiro a Pedro, cuja lança 
Diogo, invicto cavalleiro* 
uarto nSo he quarto, mas primeiro. 

II 

a bandeira vencedora: 
el fortíssimo e os temidos 
usca e Louredo o vinho forte, 
a quem Thetis causa a morte. 

15 

I alargue ao vinho vosso 
m vé-la somente tem espanto, 
)<igodes, merendas o jantares 
({uérern só de Baccho os mares. 

16 
usar de vós lhe nílo é dado ; 
*m dar seus bens sois brando e tenro, 
I comprar-vos para genro. 

18 
lanto com novo não me alento, 
lido delle, com intento 
poucos reales vossos sejAo. 
hereis a nosso argento, 

19 

sas borrachas apertando 
outro licor melhor tomando. 
i escuma os copos se mostravão 
ao beber não lho assoprando; 
tas não forão nem provadas. 

20 
opo, frasco, taça é eminente, 
vor a toda aquella gente 
3se caminho tâo famoso 
i n'outro tempo bom tocante. 



8 
e nem por isso sentem vitupério 

9 

ofreceruos a Bacho no seu templo : 
ponde no borrachão, vereis o exemplo 
e bêbados louvados espantosos. 

10 
no estio, primavera e no inverno: 

11 

as verdad^*^* vossas sAo tamanhas 



(Oatra variante no mesmo manascriplo) 

bebedices dos vossos ahi tamanhas 
e athe ao primeiro vinhateiro. 

12 

q a peramanca fez hH gram seruiço 

13 

E se a troco do Nuno alueres barbança 
vede o primeiro pedro, cuja lança 
c aquelle Diogo mvicto caualeíro 
q em quarto nilo he quarto, mas prim. 



ro 



14 

e do lírio a bandeira vencedora: 
hum Daniel fortíssimo, eos timidos 
a Lajem o Louredo vinho forte, 
e os outros, a quem Thetis causa morte. 

15 
Largai vos essa mão ao vinho vosso, 
os 4 somente cm vella tem espanto, 
em pagodes, merendas, e jantares 
nem querem navegar do Oriente os mares. 

16 
frio q usar de vós nunca lhe he dado, 
porq pois em seus bens sois brando, o tenro, 
desejo de comprarvos p.* genro. 

18 
Mas emq.<<> com o novo não me alento 
idelbe guardando delle com intento 
q os meus poucos reales vossos sejão: 
aqui recolhereis o uosso argento, 

19 

as formosas borrachas despejando 
e das de outra licor milhor tomando : 
da branca escuma os copos se mostravào 
cubertos e ao beber lhe uão soprando 
delles não forão vistas nem prouadas. 

20 
q em laça, e frasco asas he eminente 
de dar fâuor a toda a nossa gente : 
pisando esse caminho gracioso 
por ha já noutro tempo bom cantante. 



406 



LUIZ 



21 

Que para beber nelles lhe foi dado, 
No bairro de Reimonde celebrado, 
Os da Porta de Avis, e oulros onde 

n ' 

'Slava Francisco alli sublime e dino 

Que em vinho convertera um tigre hircano; 

Dos ramos tinha cVoa rutilante 

23 

Sem ordem nem rasfto se assentavão. 

SI 

Flamengos, AUemSes, Italianos. 

25 
Sogí^ar Caparica e ter bebido 
Toda a terra que rega o Tejo ameno. 
Povos se lhe mostrou brando e sereno; 
Para que é mais cansar? Cousa é notória 
D*Ourém e Figueiró Icvárao gloria. 

2G 
Deixo bêbados toda a fama antiga 
Que lá dentro em Lisboa uns alcançarão, 
No nosso officío tanto se afanarfto. * 
Cum soldado HoUandcz, c*um Biscainho, 
Quando a carga do frasco era vinho. 

27 
Onde o copo cumprido tem por breve, 
IncUnão seu propósito e porfia 

28 
Os Rhim, ou de Alcache lem em nada. 
Mostrada Peramanca que deseja. 

29 

K porque, como ouvistes, tem passados 
Ka viagem Ifio ásperos periíios, 
Oue sejam determino agasalliados 
Knlrc as quintas aqui de seus amigos, 
E enchendo cada qual a sua bota 
(lomeeem a seguir sua derrota. 

30 
Se cá viesse beber aquella gente 

31 

A bêbados ouvira que viria 
Pela cbarneca, a qual esgotaria 

32 
Vê que do Kvora teve sogigado 
Os bêbados e o vinho, v nunca caso 
l)'agoa do esquecimento, se lhe cbegào 

33 

Por (juantas bebedices vira nclla 
Jantando em Alcochete uma semana, 
Que por brazOes os copos lem ufana 



21 

a' beber sempre nelles lhes foy dado 
o bairro de Raimundo celebrado, 
os da p.^ de Aviz, e os outros donde. 



í 



22 

Está Franc.<* alli, sublime c digno 
convertera em vinho hum tigre Hyrcano 
e ramos tem o louro rutilante 

23 
Sem rezSo, e sem ordem se sentavSo. 

21 

flamengos, allemSes e italianos. 

25 
Subjugar Caparica e ter bebido 
toda a agoa q lega o Tejo ameno : 
q lá beberás mais vinho, q feno 
p* q he mais rexas, cousa é notória 
aourem, de figueiró leuarem gloria. 



ã 



26 
Deixo (ó bêbados) já a fama antiga 
Ia dentro em Lisboa alcançarão, 
o nosso oif.o tanto se afamarão: 
Com ha soldado francês, bú Biscainho. 
q.<^o a carga dos frascos era vinho. 

27 
onde o copo comprido tem por breve, 
inclinaõ seu propozito á porfia 

28 
os de Ríno, os de Liois níSo tem cm na 
mostrada Peramanca. q o deseja. 

29 
E porí] como vistes lem passados 
nesta viagem os ásperos perigos 
bem be q sejaõ agora agazalhados 
participando delles como amigos 
enchendo cada qual asi, c a Rota 
começarão a seguir sua longa rola. 

30 
Se cá viesse beber toda esta gente. 

31 

A bêbados linha ouvido q viria 
pella charneca, q sugeilaria 

32 
Vê q de euora teve subjugado 
os bêbados e o vinho, e num a( aso 
de agoa do esquecim.'^' se ca chegão 

33 

por q.'"''* bebedices via nella 
^rastando em Abochelc bua semana . 
E por brazões o copo tem. c a lana- 



DE GAMÕES 



407 



34 

ias SC movem om uma cea 
im pela infâmia que rccca, 
elo ga^to que pretendo, 
Tcbesíilo, permanecem, 

:t5 
-vente mosto cm talha escura, 
tinta lhe lançAo esprimída. 
lo e braveza âc^medida; 
rame toda co'a fervura, 
i o tumulto levantado 

3G 
ue a esta gente sustentava, 
todos ellcs mais bebia, 
! o amor do vinho o obrigava ; 
! o seu beber o merecia, 
ido alli se levantava, 
hão famoso pendurado 
'jracolo ao esquerdo lado. 

37 

le de beber a poz diante, 
! borracbiio no solo duro, 
vez tomou sobre um bocado. 

38 
obedecem que encerraste, 
s que em li busca o refrigério, 
' soberbo tanto amaste, 
i que padecão vitupério 
sta adega hoje lhe mostraste, 
mais, pois bêbado és direito, 

39 
lue aqui Barho o sustentasse, 

40 
r|ue padre r^s da borracbeza 
tas que bebam por canada; 
nostres mais tua grandeza, 
• alguns leitões lá da dcveza 
a azeitona c retalhada, 
e se repare e se reforme. 

41 

inrisco ledo consentío 
li de vinho mui cheiroso 
i adegas se partio 
c beber seus instrumentos 

42 

este conselho na famosa 
lassou, aquella gente 
'harnera sequiosa 
ja d Évora a agua ardente. 
) á Amieira lamarosa 
he ficar -alli o bebeo. 

43 

dos Pegfies que era amigo 
raça o seu compadre antigo; 
I que da vinda se alegrava;