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Full text of "Archivo nobiliarchico brasileiro"

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PURCHASED FOR THE 

UNIVERSITY OF TORONTO LIBRARY 

FROM THE 

HUMANITIES RESEARCH COUNCIL 
SPECIAL GRANT 



FOR 

BRAZIL COLLECTION 






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ARCHIVO 

NOBILIARCHICO BRASILEIRO 



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ARCHIVO 



Nobiliarchico Brasileiro 



ORGANISADO PELO 



barào de VASCONCELLOS 

hlDALGO CAVALLF.IRO DA CASA REAL 

COMMEKDAlJOR DA REAL ORDEM DE ISABEL Ã CATHOLICA 

SÓCIO DO INSTITtJTO DO CEARÁ, ETC. 

E O 



Barào Smith de Vasconcellos 

DOUTOR EM MEDICINA 

BACHAREL EM SCIENCIAS E LEI IRAS 

MEMBRO DE VARIAS ASSOCIAÇÕES HISTÓRICAS, ARTÍSTICAS E SCIENTIFICAS 



Desenhos, de Fernmui Jãmes Junod. Lausamu. 







■x. I 



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LAUSANNE (Suisse) 

IMPRIMERIE LA CONCORDE 

MLCCCCXVIII 



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DEDICADO 
A 

SUA ALTEZA IMPERIAL 

O SENHOR 

DOM LUIZ DE ORLÉANS BRAGANÇA 



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SENHOR, 




|eimitta Vossa Alteza Imperial que, ao dedicar este modesto trabalho 
— ARCHIVO NOBILIARCHICO BRASILEIRO — sobre os titu- 
lares do I." e 2." Reinados, nos sirvamos dos grandes feitos dos 
homens do passado, de um passado que ainda nãp vae longe, em que o nosso 
Paiz foi governado pelos gloriosos antepassados de Vossa Alteza hnperial, para 
com elles exemplificarmos as virtudes dos homens que fizeram a grandeza de 
nossa Pátria querida, servindo-a com essa dedicação tenaz e integra, que, 
infelizmente, tende a dissolver-se, no turbilhão demolidor dos ideaes modernos. 

O.xalá possa este trabalho, a que votamos boa dose de paciência e a 
mais escrupulosa imparcialidade e verdade, servir de estimulo áquetles cuja 
fibra ainda é robustecida pela virilidade hereditária, e também aos que, de 
ascendência mais modesta, anceiam galgar a culminância dos grandes. 

E á mocidade de nossa Pátria, exhortaremos a que continue a ser digna 
das gerações passadas, cuja grandeza moral rivalisou com as mais pujantes 
do universo. 

O Brasil foi grande pelos:" seus homens : esforcemo-nos para que o seja 
sempre. 

Aos moços cumpre, portanto, continuar com o ardor de seus corações 
juvenis, ainda virgens do virus da épocha, a laboriosa construcção de uma 



% 



Pátria grande. Que não vejam elles, nestes titulares do Império, — os previle- 
giados do sangue, os aristocratas intransigentes, — elles o foram pelo valor, 
pela bravura indómita nos campos de batalha, pelo próprio esforço nas 
grandes conquistas do Saber e da Honra ; edificaram com a espada, com a 
penna e com a enxada, o nosso amado Brasil. São os mais dignos de serem 
imitados. 

Não foi uma casta o que o Império creou, mas sim a verdadeira Aristo- 
cracia do Saber, da Virtude, da Bravura e da Honra, de que essa mocidade 
herdou o exemplo, e que a ella cumpre não deixar extinguir. 

CoUocamos este modesto trabalho sob a égide de Vossa Alteza Imperial 
como tributo de profunda veneração e grande admiração. 

Barão de Vasconcellos. 
^ Barão Smith de Vascongellos. 



Lausanne, 2; de Maio de 1917. 



PREFACIO 




|ste trabalho representa a primeira tentativa de um estudo heraldico- 
genealogico nacional. Nada se havia feito até o presente, não 
acceitando o nosso meio, como*não acceita ainda hoje, qualquer 
ensaio n'esse sentido. 

A deficiência dos nossos conhecimentos históricos eá nossa incompetência 
devem-se, na sua maior parte, os erros e omissões que n'elle se encontram. 
Além do pouco interesse que em geral observamos da parte dos que, mesmo 
ligados ao assumpto, não se prestaram a nos fornecer os dados necessários a 
um maior desenvolvimento, verificamos que haviam desapp>arecido todos os 
Registros de armas e brazões concedidos desde 1822 : diante de tão grandes 
difficuldades fomos forçados a um paciente e minucioso trabalho de recons- 
trucção, recorrendo ás fontes mais diversas. 

O nosso intuito, publicando este ARCHIVO, é o de fazer reviver uma 
epocha mais brilhante do que aquella que ora atravessamos, sem çommental-a 
e apenas descrevendo com a maior concisão aquelles que a produziram, 
provando eloquentemente que a grandeza de um paiz não se mede nem pela 
sua extensão nem p^la sua fortuna, mas pela virtude dos seus homens. 

A parte heráldica, com um formidável esforço e absoluta imparcialidade, 
foi organisada a titulo puramente histórico : os brazões brasileiros se não são 
primores de arte heráldica, são comtudo dignos de algum estudo. E por isso 



1 1 



mesmo levamos adiante a nossa tentativa, apezar de conhecermos de antemão 
o insuccesso que talvez lhe esteja reservado. 

Em Appendice, damos algumas Cartas de Brazões de Armas concedybs 
a não titulares, que compulsamos de uma relação authenticada e fornecida 
pelo fallecido Luiz Aleixo Boulanger, Escrivão da Nobreza e Fidalguia do 
Império, ao Visconde de Sanches de Baêna, que ainda a poude publicar, em 
appendice, no seu — « Archivo Heraldico-Genealogico ». — Lisboa, 1872 
— ns. CXClIla fls. ccxxx. 

E, agradecendo a todos aquelles — em bem pequeno numero — que tão 
gentilmente nos auxiliaram, fornecendo-nos os preciosos dados que permittiram 
a realisação do pouco que fizemos, desejamos que outros mais felizes e com 
maior successo possam desenvolver esta parte, talvez a mais interessante. 

Eis em poucas palavras a origem e o íím d"este modesto trabalho, que 
lançamos em um meio^o pouco propicio... 

Que importi ?... O trabalho Squi está : o tempo fará o resto !... 



12 




>3 



AUGUSTISSIMA CASA IMPERIAL. 



GENEALOGIA 




jlua Magestade o Senhor DOM PEDRO I, de Alcântara, Francisco, 
António, João, Carlos, Xavier de Paula, Miguel, Raphael, Joaquim, 
José, Gonzaga, Paschoal, Cypriano, Seraphim, de Bragança e 
Bourbon, era filho do Senhor Dom João VI, 27.° Rei de Portugal, i.» Rei do 
Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Imperador titular do Brasil, que 
nasceu no Paço da Real Quinta de Queluz, a 13 de Maio de 1767, vindo a 
fallecer, no Real Paço da Bemposta, pelas 4 horas e 40 minutes da tarde, de 
10 de Março de 1826, e da Sereníssima Senhora Infanta de Hespanha Dona 
Carlota Joaquina de Bourbon que nasceu no Paço de Aranjuez, a 25 de Abril 
de 1775, fallecendo no Real Paço de Queluz, pelas três horas e três quartos 
da tarde, de 7 de Janeiro de 1830. 

Nasceu o Senhor Dom Pedro I, no Real Paço de Queluz, a 12 de Outubro 
de 1798, pelas seis e meia horas da manhã, vindo a fallecer no dito Paço, a 
24 de Setembro de 1834, ás duas e meia da tarde. 

Foi Infante de Portugal e Príncipe da Beira, em 1 1 de Junho de 180 1, e 
do Brasil em 20 de Março de 18 16 ; Grão-Prior do Crato, e depois Príncipe 
do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 9 de Janeiro de 181 7 ; 
Regente do Reino do Brasil, em nome de seu Augusto Pae, em 22 de Abril 
de 1821 ; Regente Constitucional e Defensor Perpetuo do Brasil, em 1^ de 
Maio de 1822. 



'5 



Acclamado Imperador do Brasil, a 12 de Outubro de 1822, foi coroado 
e sagrado a 1 de Desembro do mesmo anno. 

Succedeu no tlirono de Portugal, em lo de Março de 1826 a seu Pae, 
El-Rei Dom João VI, como Dom Pedro IV, do nome, sendo o 28." Rei de 
Portugal, 22." Duque de Bragança etc, e reconhecido legitimo herdeiro da 
Coroa pela Regência do Reino, em 26 de Abril de 1826, e pelas Cortes 
Geraes da Nação. Nessa qualidade outhorgou a Carta Constitucional de 29 de 
Abril de 1826 e abdicou a coroa em sua filha primogénita a Senhora Dona 
Maria II, da Gloria, em 2 de Maio de mesme anno. — 

Aos 7 de Abril de 1831 também abdicou a Coroa Imperial em seu filho 
o Senhor Dom Pedro II, partindo do Rio de Janeiro para a Europa, no dia 
14 pela manhan, a bordo da corveta Inglesa yolage, commandada por Lord 
Colchester. 

Sob o titulo de Duque de Bragança, como pae, tutor e natural defensor 
dos direitos de Dona Maria II á coroa de Portugal, que lhe era disputada por 
seu tio o Infante Dom Miguel, a 3 de Marçí» de 1832 proclamou e assumiu a 
Regência, que exerceu até o dia 19 de Setembro de 1834, em que foi decla- 
rada pelas Cortes a maioridade da Rainha Dona Maria II que logo no dia 
seguinte assumiu a direcção do governo como 29.=" Reinante de Portugal. 

Possuia o Senhor D. Pedro I, as seguintes condecorações : Grão-Mestre 
das Imperiaes Ordens, de Pedro I, do Cruzeiro e da Rosa, por elle instituídas ; 
Grão-Mestre das Ordens de Nosso Senhor Jesus Christo, de S. Bento de Aviz; 
de S. Thiago da Espada e da Antiga Ordem da Torre Espada ; Gran-Cruz das 
Ordens de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, de Carlos III, Isabel 
a Catholica ; de S. Luiz, de França ; Santo Estevão, da Hungria, e da Antiga e 
Muito Nobre Ordem da Torre Espada do Valor. Lealdade e Mérito ; Cavalleiro 
da Insigne Ordem do Tosão de Ouro ; do Santo Espirito e São Miguel, da 
França. 

Casou em primeiras núpcias, a 13 de Maio de 1817, com a Princesa Dona 
Maria Leopoldina, Josefa, Carolina, Archiduquesa. d'Austria, que nasceu, a 
22 de Janeiro de 1797, e falleceu no Rio de Janeiro, a 11 de Desembro de 
1826, segunda filha de Francisco I, Imperador d'Austria. |i 

Passou a segundas núpcias, em 2 de Agosto de 1829, com a Princesa 
Dona Amélia, Augusta, Eugenia, Napoleão de Beauharnais que nasceu a 
31 de Julho de 1812, Imperatriz viuva que falleceu em Lisboa a 26 de Janeiro 
de 1873, e era filha do Príncipe Eugénio de Beauharnais, Duque de Leuchten- 
berg e Príncipe de Eichstatt, e da Princesa Dona Augusta Amélia, filha de 
Maxkniliano I, Rei da Baviera, e da Rainha Dona Maria, Guilhermina, 
Augusta, Princesa de Hessen-Darmstadt. 



16 



FILHOS DOv" MATRIMONIO DO SENHOR D. PEDRO I 

I .^ Dona Maria II. da Gloria, Joanna, Carlota, Leopoldina, Isidora da Cruz, 
Francisca, Xavier de Paula. Michaela, Gabriela, Raphaela, Gonzaga, 
29." Reinante de Portugal, tendo súccedido ao throna por abdicaçãQ de 
seu Augusto Pae, em 3 de Maio de 1826; nasceu no Paço daiBoa Vista 
(S. Chris^vam), no Rio de Janeiro, a 4 de Abril de 18 19, e falleceu em 
Lisboa, a 1 1^ dç Novembro de 185^. Casou, em primeiras núpcias, a 
26 de Janeiro de iSis, com o Príncipe Dom Augusto, Carlos, Eugénio, 
Napoleão, Duque de Leuchtenberc e de Santa Cruz, que nasceu irg de 
Desembro de 18 10, vindo a fallecer, sem descendencif, a 28 de Mar^o 
'■'de i8?s; e em segundas núpcias, a 9 de Abril de 1836, com Do.m 
Fernando Augusto, Francisco, António, J*rincipe de Saxe-Coburco- 
Gotha, Duque de Saxe, nascido a 29 de ^otubro de 1816 e fallecido, a 
\} de Desembro de 188^, com deUtendentes — Casa Reinante de Portugal. 

2. Dom Miguel, nasceu a 26 de Abril de 1820, fallecendo ^Ico depois. 

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3. Dom João, Carlos, Pedro, Leopoldo, Príncipe da Beira, nasceu -a 6 de 
Março de 1821, e falleceu a 4 de Fevereiro de'1822. 

4. Dona Januaria, Maria, Joanna, Carlota, Leopoldina, Cândida, Francisca, 
^avier de PaulajifMichaelat Gabriela, Raphaela, Gonzaga; Princesa^ímpe- 
rial, nasceu no Rio de Janeiro, a 1 1 dd Março de 1822, e casou a 28 de 
Abril de 1844, com Luiz, Carlos, Maria, José de Bourbon, Príncipe das^ 
Duas Sicilias, Conde D'AQyii*A, que nasceu a 19 de JuHici de 1824 e 
falleceu a =i de Março de 1897 com descendência. • 

5. DonX Paula, Marianna, Joanna, Carlota, nasceu a 17 de Fevereiro de 
1823, rfD Rio de Janeil^, onde falleceu'a, i s de Janeiro de 1833. 

6. 4II0NA Francisca, Carolina, Joanna, Carlota, Leopoldina, Romana, Xavier 

de Paula ,*^ichaela, Gabriela, Raphaela, Gonzaga, nasceu no Rio de 
Janeiro, a 2 de Agi&sto de 1824, e falleceu a 27 de Março de iS(^, tendo 
casado, a i de Maio de 1843, '^o^'" Francisco, Fernando, Felipp^, Luiz 
de Orleans, Príncipe de Joinville, que nasceu, a 14 de Agosto de 1818, 
e falleceu, a 16 de Junho de 1900^ — com cjescendencia. 

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7. S. M. o Senhor Dom Pedro ti, Imperador do Brasil, que segue. 



X. 



♦ • 



Archivo Nobiliarchico Brasllciío 3 



17 






FILHA DO 2." MATRIMONIO DO SENHOR Q. PEDRO I 

8. Dona Maria Amélia. Augusta. Eugenia, josephina. Luisa. Theolinda. 
HeloTsa, , Francisca. Xavier de Paula. Michaela. Gabriela. Raphaela. 
Gonzaga ; nasceu em Paris, a i de Desèmbro de i8?i e falleceu a 4 de 
Fevereiro de J853, pejais quatro horas da manhã, na cidade de Funchal. 
Ilha da Madeira. ^ 



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iua Magestade o Senhor DOM PEDRO II, de Alcântara. João. Cactos, Éfc| 
Leopoldo, Salvador, Bibiano, Francisco, Xavier de Paula. Leocadio. 
Miguel, Gabriel. *phael. Gonzaga. 
Nasceu, a 2 de Desèmbro de i82s.jpelas duas horas e meia da madrugada 
no palácio da Boa Vista (São ChriStpvam),Sno Rio de Janeiro, e falleceu em 
Paris, á uma hora da manhã,, do d^* s de Desèmbro de 1891. 

Imperador Constitucio™!, — Defensor, Perpetuo do Brasil, succedeu no 
Throngtf pon^abdi cação de seu Augusto Páfe, o Senhor Dom Pedro 1, em 7 de 
Abril de 1831. Declarado maior, tomou as rédeas do governo desde 23 de 
Julho de 1840 até is de Ndvçmbro de 1889. ' 

Possuía Sua Magestade as seguintes condecorações : Grão-Mestre de todas 

as Oriiens Brasileirí^s, do Cruzeiro, D. Pedro I, Rosa, c^Nosso Senhor Jesus 

Christo, de S. Bento de 'Aviz e-de S. Thiago da Espada ; Gran-Cruz da Ordem 

de Santo Estevão, 'da Hungria ; Gran-Cruz da Ordem de Leopoldo, da Bel- 

'gica ; Cavalleiro da Insigne Ordem do Tbsão de Ouro, da Hespanha. e da^ 

Ordem do Elephante. da Dinamarca ; Gran-Cruz das Ordens de S. Fernando 

e S. Januário, das Duas.Sicilias ; Gran-Cruz da Ordem da .Legião de Honra, 

da França ; Gran-Cruz da Ordem de S. Salvador da Grecrá ; Grand-Cruz da 

Ordem do Leão Neerlandez, da Hollanda ; CavafllSro da Jarreteira. da Ingla- 

• terra ; Gran-Cruz das Ordens de S. João de Jerusalém e do Santo Sepulchro. 

de Roma ; Gran-Cruz da Ordem Unperial Angélica Constantiniana de S. I^fge, 

' de Parma ; Grau-Cruz das Ordens, de Nossa Senhora da Conceição de Villa 

Viçosa © da Muito Nobre e Antiga Ordem da Torre E|pada do Valor. Lealdade 

e^eritt), de Portugal ; Gran-Cruz de todas as Ordens da Rússia; Cavalleiro 

da Ordem d'Annunciada, da Itália ; Grand-Cruz das Ordens da Estrella do Norte 

e dos Seraphins, da Suécia ; eda Ordem de Medjidié, de i .■' Classe, da Turquia. 

Casou, por procuração" em"*Napoles. a 30 ide Maio de 1843, recebendo as 

benções nupciaes no Rio de Janeiro, a 4 deSetembro do mesmo anuo com a 



18 







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^ 



Princesa Dona Theresa-.Christina, Maria, ide Bourbon, das Duas Sicilias; 
í.'' Imperatriz do Brasil — «A Mãe dos Brasileiros ^>. — 

Nasceu, a 14 de Março de 1822. em Nápoles, e falleceu na cidade do 
Porto, a 28 de Desembro de 1889. Era filha de Francisco I, Rei das Duas 
Sicilias. que nasceu a 20 de Agosto de 1777, fallecendo a 8 de Novembro de 
1830. e de Dona Maria Isabel de Bourbon. Infanta, de Hespanha que nasceu a 
6 de Julho dçgi^jSq e falleceu a 1 3 de Setembro de 1848, filha de Carlos IV, 
Rei de Hespanha. 

Possuía a Banda da Ordem Hespanhola das Damas Nobres de Mari^uisa, 
a de Santa Isabel, de Portugal ; da Ordem da Cruz Estrellada, d'Austrra ; da 
Ordem Bávara de Santa Isabel; Gran-Cruz da Ordem do Síito Sepulchro, e 
Grande Dama de Devoção da Ordem de Malta. 

FILHOS *• 

(i) Dom Affonso, Pedro. Christianç, Leopoldo, Felippe, Miguel, Gabriel, 
Raphael, Gonzaga; Príncipe fertperiali» 

Nasceu, no Rio de Janeiro, a 2.5. de Fevereiro de iffií-S. e falleceu, a 
1 1 de junho de 1847. W 

(2) Dona Isabel, Christina. Leopoldina. Augusta. Michaela, €ahrlela, Ra- 
phaela, Gonzaga. Princesa Imperial; Herdeira Presumptiya da Coroa; 
Ex-Regente do Ifnperio — «.A Redemptora <^. — 

Nasceu, a 29 de Julho de 184o. no Palácio da Boa Vista (S.Christóvam), 
no Rio de Janeij^, pelas t horas e 2^ minutos da tarde, e foi baptisada, na 
Cathedral e Imperial Capella, aos i^-de Novembro do mesmo anno. 

Foi por três vezes Regente do Império, na ausência de seu Augusto 
Pae : de 2s de Maio de 1871 a' 3 1 de Março de 1872, de 26 de Março de 
1876 a 25 de Setembro de 1877 '^ finalmente de 30 de Junho de 1887 
a 22 de Agosto de 1888. 

Possue as Bandas : da Ordem Hespanhola das Damas Nobres de 
Maria Luisa ; de Santa''ísabel, de PortLigal ; a Ordem da Cruz Estrellada 
d Áustria, e a Rosa dê Ouro. conferida por S. S. Leão XIII. 
^ Casou, no Rio de Janeiro, a iv<le Outubro de 1864, com Sua 
Altesa Real o Príncipe Luiz, Felippe, Maria, Fernantlo, Gastão de 
Orleans, Conde i^Ev. que nasceu em NeuilIy-sur-Seine, a, 28^de Abril de 
1842. E filho primogénito do Diique de Nemours, Luiz, Carlos, Felippe, 
Raphael de Orleans (2." filho de Luiz Felippe 1, Rei dos Franceses), e da 
Princesa Victoria. Augusta. Antonieta de Saxe-Coburgo-Gotha. 

O Senhor Conde d'E«j.jConselheiro de Estado do Império. Marechal 
do Exercito effectivo, possue a Gran-Cruz de todas as Ordens Brasileiras, 



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condecorado com as medalt\3S Brasileiras de Uruguayana. Mérito Militar, 
da Campanha Geral do Paraguay. idem da Republica Argentina ; a 
medalha Hespanhola da Campanha d'Africa; Gran-Cruz da Ordem Ducal 
da Casa Ernestina da Saxonia; Gran-Cruz da Muito Nobre e Antiga 
Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, de Portugal ; 
Gran-Cruz de S. Estevão, da Hungria; Gran-Cruz da Ordem de N. S. 
Jesus-Christo, e de S. Bento de Aviz, de Portugal ; Gran-Cim de Carlos 111, 
de Hespanha ; Gran-Cruz de Leopoldo, da BelgicaátófanTíruz da Legião 
de Honra, da França; Gran-Cruz da Imperial Ordeinda Águia Mexicana. 
edo Sol Nascente, do Japão, e Cavalleiro de i.'* ciasse da Real e Militar 
Ordem Hespanhola de S. Fernando. 

FILHOS 

a. Dom Pedro de Afcantara, Luiz, Felippe, Maria, Gastão, Miguel, 
Gabriel, Raphael, Gonzaga; Principe Imperial do Brasil. Príncipe do 
Grão Pará. 

Nasceu em Petropolij, Província do Rio de Janeiro, a is de 
Outubro de 1873.* 

Possue a Gran-Cruz das Ordens do Cruzeiro, de D. Pedro 1, da 
Rosa. e a do Sol Nascente, do Japão. 

Casou em Versailles. a 14 de Novembro de 1908, com Dona 
Maria, Elisabeth, Adelaide. Condessa Dobrzensky de Dobrzenicz, 
que nasceu em Choteboí (Bohemia), a 7 de Desembro de 187S; 
filha de João, Conde Dobrzensky de Dobrzenicz, membro hereditário 
da Camará dos Senhores do Império d'Austria, e membro da Dieta 
do Reino da Bohemia. e de Elisabeth, Condessa Kottulinsky von 
Kottulin und Krzischkowitz. 

FILHOS > 

(a) Dona Isabel, Maria, Amélia, Luisa,.Victoria, Theresa, Joanna, 
nasceu no Castellô d"Eu, a 13 de Agosto de 191 1. 

(b) Dom Pedro de Alcântara, Gastão, João, Maria, Felippe, Lou- 
renço, Humberto, nasceu no Castellô d'Eu, a 1*9 de Fevereiro 
de 19 13. , 

(c) Dona Maria Francisca, nasceu no Castellô d'Eu, a 8 de Setem- 
bro de 1914. 

b. Dom Luiz, Maria, 'Felippe, Pedro de Alcântara, Gastão, Miguel, 
Gabriel, Raphael, Gonzaga. Principe Imperial do Brasil, depois da 



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20 



# 



renuncia de seu Irmão Dom Pedro. aos seus direitos á Coroa, datada 
de Cannes (França), ^o de Outubro de 1908. 

Nasceu, em Petrópolis, Província do Rio de Janeiro, a 26 de 
Janeiro de 1878. 

Possue a Gran-Cruz das Ordens de Pedro 1. e Rosa do Brasil, 
e de Carlos 111, de Hespanha. ^ 

Casou, a 4 de Novembro de 1908, com Dona Maria Pia, Clara, 
Anna. de.JBourbon. Princesa das Duas Sicii.ias, que nasceu, a 12 de 
Agosto dei 878; filha de AíTonso de Bourbon, Conde de Caserta, 
Chefe da Casa Real das Duas Sicilias ; e de Dona Maria Antonieta de 
Bourbon, Princesa das Duas Sicilias. "V 






FILHOS 

(a) Dom Pedro, Henrique, Affonso, Felippe, Maria, Principe do 
Grão-Pará, nasceu em Boulogne-sur-Seine, a \^ de Setembro de 

(b) Dom Luiz. Gastão. António. Maria, Felippe, nasceu em Cannes, 
a 19 de Fevereiro de 191 1 . 

(c) Dona Pia, Maria. Raniera, Isabel, Antónia, Victoria, Theresa, 
Amélia, Geralda, Raymunda, Anna, Michaela, Raphaela, Gabriela. 
Gonzaga, nasceu em Boulogne-sur-Seine, a 4 de Março de 1913, 

c. Dom António, Gastão, Felippe, Francisco de Assis, Maria, Miguel, 
Gabriel, Raphael, Gonzaga. 

Nasceu, em Paris, a 9 de Agosto de 1881. 
Possue a Gran-Cruz de Pedro 1, et da Rosa, do Brasil ; de N. S. 
Jesus Christo, de Portugal, de Carlos III, de Hespanha, e do Mérito, 
da Bulgária. 

(3) Dona Leopoldina, Theresa, Francisca, Carolina. 

Nasceu, a 1 3 de Julho de 1847, no Palácio da Boa Vista (S. Chris- 
•tóvam) e falleceu. em Vienna, d'Austria, a 7 de Fevereiro de 187 1 e 
d'ahi trasladada para a Cidade de Coburgo, nAllemanha. 

Possuia as Bandas : da Ordem Hespanhola das Damast Nobres de 
Maria Luisa, de Santa Isabel, de Portugal, a Ordem Estrellada d'Austria. 

Casou, a It de Desembro de 1864, na cidade do Rio de Janeiro, 
com Luiz, Augusto, Maria, Eudes, Príncipe de Saxe-Coburgo-Gotha, 
Duque de Saxe, que nasceu no Castello d'Eu, a 9 de Agosto de 184S, e 
falleceu, em Carlsbad (Bohemia), a 14 de Setembro de 1907. 



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FILHOS 



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Dom Pedro. Augusto. Luiz, Maria, Gabriel, Raphael, Gonzaga. 
V;,; Nasceu, no Rio de Janeiro, a 19 de Março de 1866. Duque de 
Saxe. 

Possue a Gran-Cruz do Cruzeiro e a da Antiga Ordem da Torre 
Espada do Valor, Lealdade e Mérito; Gran-Cruz da Ordem Ernestina 
da Casa Ducal de Saxe. Gran-Cruz de Leopol^j^a Bélgica. 

Dom Augusto, Leopoldo. Felippe. Maria. MigireT Gabriel. Raphael. 
Gonzaga. 

N^ceu a 6 de Desembro de 1867. na cidade de Petrópolis. 
Duque de Saxe. 

Possue a Gran-Cruz da Ordem Ducal da Casa Ernestina de Saxe. 

Casou, a 30 de Maio de 1894. com Carolina. Maria. Immaculada, 
Archiduquesa d'Austria. Princesa da Toscana, que nasceu em Alt 
Múnster (Áustria), a ^ de Setembro de 1869. Com geração. 



c. Dom''K>sé, Fernando. Francisco, Maria. Miguel. Gabriel. Raphael. 
Gonzaga. .i^- 

Nasceu, no Rio de Janeiro, a 21 de Maio de 1869 e falleceu. na 
Escola Militar de Wiener-Neustadt (Áustria), a i í de Agosto de 1888. 

d. Dom Luiz. Gastão. Clemente. Maria. Miguel. Gabriel, Raphael, 
Gonzaga . .^ 

Nasceu, em Ebenthal, na Áustria, a 15 de Setembro de 1870. 
Duque de Saxe. 

Casou, em primeiras núpcias, em Múnich, a i de Maio de 1900, 
com Mathilde, Princesa da Baviera, que nasceu em Villa Amsee 
(Áustria) a 17 de Agosto de 1877, e falleceu em Davos (Suissa) a 
6 de Agosto de 1906; e em segundas núpcias, a 30 de Novembro de 
1907, com Maria Anna, Condessa de Trauttmansdorff-Weinsberg, 
que nasceu, em Ober-Waitersdorf (Áustria), a 27 de Maio de 187?. 
Com geração de ambos os casamentos. 

(4) Dom Pedro. Affonso, Christino, Leopoldo. Miguel, Gabriel, Raphael, 
Gonzaga. 

Nasceu, no Rio de Janeiro, a 19 de Julho de 1848. e falleceu, na 
imperial Fasenda de Santa Cruz. a 9 de Janeiro de 1850. 



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ARCHIVO 



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Nobiliarchico Brasileiro 



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ABBADIA. (i." Barão de) Gregório Francisco de Miranda. 
Falleceu na cidade de Campos. Província do Rio de Janeiro, em 
26 de Fevereiro de i8so. 
Casou com D. Maria Izabel de Gusmão Miranda, irmã da Baroneza da Lagoa 
Dourada. 
Era Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão "por' decreto de ic de Abril de 1847. 



A 




BBADIA. (2." Barão de) Francisco Dyonisio de Faria. 
Era-Tenente Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 10 de Agosto de 1889. 



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ABAETE. (Visconde com grandeza de) António Paulino Limpo de 
Abreu. 
Nasceu em Lisboa, em 22 de Setembro de 1798 e faileceu em 14 de 

Setembro de 1883 no Rio de Janeiro. 
Filho do Tenente-Coronel de Engenheiros, Manuel do Espirito Santo Limpo 

e de sua mulher D. Maria da Maternidade de Abreu e Oliveira. 
Casou com D. Anna Luiza Carneiro de Mendonça, filha de João José 
Carneiro de Mendonça, Tenente-Coronel de Milicias e Fazendeiro, falle- 
cido no Rio de Janeiro, em 10 de Desembro de 1873. 

Formado em leis. pela Universidade de Coimbra, em 1820 ; era brasileiro, 
px-vi da Constituição. Exerceu todos os cargos da magistratura até o de 
Ministro do Supremo Tribunal de Justiça em 1846. Foi Presidente da 
Província de Minas Geraes. em 1833; Deputado á Assembléa Geral por essa 
Provinda, na i.'' e 4.* legislaturas, de 1826 a 1841} na 5.* de 1842, na 6.-' de 
1845 3 1847 ; presidindo a Camará de 1830 a 1833 e de 184S a 1847. 

Senador por Minas Geraes, em 1847. Fo' ^^^^^ vezes Ministro de 
Estado, sendo três vezes nos três Gabinetes da Regência de Diogo António 
Feijó. 

Era Conselheiro de Estado em 1848; presidiu o Senado de 1861 a 1873; 
do Conselho de S. M. o Imperador. Como Enviado Extraordinário em missão 
especial ao Rio da Prata celebrou o tratado de commercio de 7 Março de i8s6 
com a Argentina. Presidente do Conselho varias vezes; era Gentii-Homem da 
Casa imperial, Grande do império. Dignitário ida i. Ordem do Cruzeiro, Grã- 



24 



.«E!" 



Cruz da I. Ordem de Christo. e de N. S. da Conceição de Viila Viçosa, de 
Portugal, sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, etc, etc. 

BRAZAO DE ARMAS : Em camp azul, uma asna de prata acompanhada, cm ehefe, de duas estrcllas de 
oiro e em ponta, de uma palmeira do mesmo, posta em um monte de sinople. Divisa : Coiisiliiini 
iii providtndo. celeritm' iri coiificieiído. (Brazão passado cm 22 de Julho de 1804. Registrado no 
Cartório da Nobreza Liv. VI, fls. 03). 

COROA : A de Conde. 

GREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desemhro de i8s4. 




ABIAHY. (Barão de) Silvino Eividio Carneiro da Cunha. 
Natural da Província da Parahyba, onde nasceu em ^i de Agosto 
de 1831, e falleceu a bordo do vapor Olinda, pouco antes de chegar 
ao Recife, em 8 de Abril de 1892. 
Filho de Manuel Florentino Carneiro da Cunha. 

Bacharel ein direito pela Faculdade de Olinda em i8s3. foi Presidente 
das Províncias do Maranhão, do Rio Grande do Norte, da Parahyba e de 
Sergipe. Inspector da Alfandega da Parahyba, Deputado Provincial desde 185=; 
até 1870 na Provinda da Parahyba do Norte, Delegado de Policia, Promotor 
Publico e Secretario do Governo, foi também Director da Instrucção Publica 
e Procurador Fiscal da Fazenda, nessa Província. Foi Inspector das Alfandegas 
da Parahyba. de Manáos e do Maranhão. 

Era membro do Instituto Histórico e Geographico de Pernambuco, Offi- 
cial do Mérito Agrícola e da Legião de Honra da França e Commendador da 
Imperial Ordem da Rosa e da de Christo. Era Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Imperial. 

BRAZÀO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, as armas dos Carneiros. — em campo de goles 
uma banda azul coticada de oiro e carregada de três flores de li/ de mesmo metal, entre d»is car- 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 4 



25 



neiros de prata armados de oiro ; no segundo, as armas dos Cimhas. — em campo de oiro nove 
cunhas de azul em três palas ; e a»sim os alternos. 

CREAÇÃO DO TITUl.O : Barão por decreto de 8 de Agosto de 1888. 




ABRANTES. (Visconde com grandeza e Marquez de) Miguel Calmon 
du Pin e Almeida. 
Nasceu em Santo Amaro (Bahia), em 2b de Outubro de 1 796, e falleceu no 

Rio de Janeiro, em 13 de Setembro de i86s. 
Filho de José Gabriel Calmon de Almeida, e de sua mulher D. Maria Germana 

de Souza Magalhães. 
Casou com D. Maria Carolina da Piedade Pereira Bahia, tilha dos Barões de 
Merity, a qual casou em segundas núpcias com o Barão do Cattete. 

Doutor em leis pela Universidade de Coimbra em 1821, voltou ao 
Brasil no anno seguinte. 

Foi nomeado membro do Governo interino da Cachoeira, proclamado 
em nome da Pátria é da Independência. Deputado pela Bahia na Assembléa 
Constituinte de 1825, e seu primeiro secretario. Representou ainda sua 
Provinda nas i.-^, 2.', 4." legislaturas de 182o a 1841. Foi Ministro Plenipoten- 
ciário junto á Corte de Vienna, em 1836, e em Missão especial, á de Berlin, em 
1844. 

Senador pelo Ceará, em 1840, Conselheiro de Estado, em 1843, e do 
Conselho de S. Magestade. Fez parte dos Conselhos da Coroa : no 7." Gabinete 
de 1827, na Pasta da Fazenda; no 8." de 1829, como Ministro dos Negócios 
Estrangeiros; no 1 .° Gabinete de 1837, na da Fazenda, e também no 2." de 
1841, e por ultimo dos Estrangeiros no 18." Gabinete de 1862. quando com 
tanto patriotismo e energia defendeu os direitos e a honra do Brasil, na 
questão Christie, com o Ministro da Grã Bretanha. 

Era Grande do Império, Veador de S. M. a Imperatriz. Dignitário da 
I. Ordem da Rosa, Grã-Cruz da 1. Ordem do Cruzeiro, da de Conceição de 
Villa Viçosa, de Portugal, da Real Ordem Constantina das Duas Sicilias, da 
de S. Maurício e S. Lazaro, e da de Leopoldo, da Bélgica. 

Era sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, commissario 
do Governo no Instituto dos Surdos-Mudos, Provedor da Santa Casa de 
Misericórdia, Presidente da Imperial Academia de Musica, e foi o organisador 
da Caixa de Amortisação. 



a6 




CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de tS de |uIho de 1841. Marquez por 
decreto de 2 de Desenibro de 1X^4. ■>" 



A 




CHGUA. (Barão de) Astrogildo Pereira da Costa. 

Era Brigadeiro do Hxercito e se distinguio na Campanha do Paraguay. 



CREAÇÃO IX) TITULO : Barão por decreto de 22 de Desembro de 1S88. 




AGUA BRANCA, (i." Barão de) Joaquim António de Siqueira 
Torres. 
Filho do Capitão Theotonio Victoriano Torres e de sua mulher D. Gertrudes 
Maria da Trindade. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo azuL uma banda de prata carregada de trez cruzes da ordem de Christo, 
de goles, vasia do campo, entre um caduceu de oiro á sinistra, e uma espada de prata á destra. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de is de Novembro de 1879. 



A 




GUA BRANCA. (2." Baião de) Joaquim Ignacio Ramalho. 



Creado Barão por decreto de 7 de Maio de 1 887 , decreto este que 
foi annulado e substituído pelo de 28 de Maio do mesmo anno, creando-o 
Barão de Ramalho, çyide noticia nesse titulo). 



27 




A 



GUAS BELLAS. (Barão de) João da Cunha Magalhães. 

Era Commendador da Real Ordem de Christo e de Villa Viçosa, de 



Portugal. 

^tRBAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 28 de Agosto de 1877. 




A 



GUAS CLARAS. (Barão de) D.' Guilherme Augusto de Souza 
Leite. 



Nasceu a lo de Novembro de i8so e ainda vive. 

Formado em engenharia, em 1872, concluio seus estudos em Liège, na 
Bélgica. Fazendeiro em Aguas Claras, no Estado do Rio de Janeiro. 

Foi Inspector da Instrucção e Superintendente do Ensino, em seu Municí- 
pio ; Membro e Secretario do Conselho Fiscal da Caixa Económica e Monte de 
Soccorro, do Rio de Janeiro. Vice Presidente da Junta Administrativa da 
Caixa de Amortisação ; Presidente do Conselho Fiscal do Banco do Brasil ; 
Director da Caixa de Conversão, etc. Teve a honra de hospedar em 1887 
S. M. o Imperador, durante um mez, em sua fazenda. 

E Official da Imperial ordem da Rosa. 

CREAÇÀO DO TITULO : Barào por decreto de 2 de Maio de 1887. 




A 



GUAPEHY. (Barão de) João Baptista de Oliveira. 
Falleceu na Província de Matto-Grosso, em 1878. 



Era Brigadeiro do Exercito. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 20 de Maio de 1863. 



28 




AGUIAR DE ANDRADA. (Barão de) Francisco Xavier da Costa 
Aguiar de Andrada. 

Nasceu na f^rovincia de S. Paulo e falleceu em Washington, em 28 de Março 

de 1892. 
Filho de Francisco Xavier da Costa Aguiar de Andrada e de sua mulher 

D. Maria Zelinda de Andrada. Era irmão da Baroneza de Penedo. 
Casou com sua prima D. Jesuina da Costa Aguiar de Andrada, filha do 

D'. José Ricardo da Costa Aguiar de Andrada. 

Magistrado na Província de S. Paulo; entrou para a carreira diplomática, 
como addido de Legação, passando depois a Secretario em Londres e Ministro 
Plenipotenciário em diversas Cortes. Foi colhido pela morte no momento em 
que, em Washington, tratava da Questão das Missões como Ministro 
Brasileiro. 

Era do Conselho de S.Magestade, Grã-Cruz da Imperial Ordem da Rosa, 
da Real Ordem de Christo de Portugal, da Coroa de Ferro, da Áustria, e da 
Ordem de Medjidié, de 3.^ classe, da Turquia. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de y de Maio de 187Ó. 




AGUIAR TOLHDO. (2." Barão de Beila Vista e visconde de) José 
de Aguiar Toledo. 
Nasceu em Bananal, Província de S. Paulo, em i? de Junho de 182?. 



29 



1- 



Falleceu nessa cidade, em 14 de Agosto de 1898. 

Filho do Tenente-Coronel Francisco Aguiar Vallim ê de sua mulher D. Maria 
Ribeiro Barbosa. 

Casou em primeiras núpcias com D. Maria Guiliíermina Pacheco, (ilha do 
Desembargador Joaquim José Pacheco e em segundas núpcias com 
D. Maria Magdalena Hús. Era sogro do Barão de Almeida Vallim. 

Tenente-Coronel Commandante Superior da Guarda Nacional de Bananal, 
jj^era proprietário, fazendeiro em Bananal, chefe do partido conservador, 
e foi deputado geral nas legislaturas de 1861 á 1864. Era Commendador da 
Imperial Ordem da Rosa e da de Christo. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo csquartelado ; no primeiro iiuartel, ;is armas dos Pintos. — em campo de 
oiro uma águia de vermelho, estendida, armada de preto — ; no segundo, enxetiuetado de oito peças 
de prata, em pala, e sete de azul em faxa. e assim os contrários ; e sobreposto, um escudete tendo, 
em campo de oiro. um cafeeiro ao natural. 

COROA : A de Visconde 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão de Bella Vista por decreto de :3 de Abril de iS;4. Visconde de Aguiar 
Toledo por decreto de %\ de Julho de 1877. 




A 



GUIAR VALLIM. (Barão de) Manuel de Aguiar Vallim. 
Filho do Commendador Manuel de Aguiar Vallim e de sua mulher 
D. Domiciana Maria de Almeida Vallim. Era irmão do Barão de Almeida 
Vallim. 



CREAÇAO DO TITULO : Barào por decreto de 10 de Setembro de 1884. 




ALAGOAS. (Barão com grandeza de) Severiano Martins da Fonseca. 
Nasceu na Província de Alagoas a 8 de Novembro de 1825. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 19 de Março de 1889, dias depois de ter sido 

agraciado com'^o titulo de Barão. 
Filho do Tenente-Coronel Manuel Mendes da Fonseca e de sua mulher, 
D. Rosa Maria Paulina da Fonseca. Era irmão do Marechal Deodoro 
da Fonseca. 



30 



Casou com D. Maria Amália de Carvalho, filha do Coronel Francisco José 
de Carvalho e irmã do Desembargador António Gonçalves de Carvalho, 
Ministro do Supremo Tribunal Federal e um dos mais puros e austeros 
magistrados brasileiros. A Baroneza talleceu no Rio de Janeiro em 2 ^ de 
Maio de 191 ^. 

Marechal de Campo, fez a campanha do Paraguay, onde se distinguio. 
Publicou vários trabalhos technicos sobre Artilharia. Foi Ajudante-General 
do Exercito, Conselheiro e Vogal do Conselho Supremo Militar, do Conselho 
de S. Magestade, Veador de S. Magestade a Imperatriz, Commendador da""- 
I. Ordem de Christo, de S. Bento de Aviz. Official da I. Ordem da Rosa e do 
Cruzeiro. Condecorado com as medalhas militares de Paysandú, da campanha 
do Paraguay. com passador de oiro e com a de Mérito e Bravura Militar. 

CREAÇÃO DO TITULO : B:irão com graiulezu por decreto de 2 de Março de 1889. 




A 



LAGOINHAS. (Barão de) Francisco Pereira Sodré. 
Natural da Bahia. 
Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITUlO : Barão por decreto de 30 de Abril de 187U. 




ALBUQUERQUE. (Visconde com grandeza de) António Francisco 
de Paula e Hollanda Cavalcanti de Albuquerque. 
Nasceu em Pernambuco em 21 de Agosto de 1797. 



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Falleccu no Rio de Janeiro em 14 de Abril de 186?. 

Filbo do Capitão-Mór Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de sua 

mulher D. Maria Rita de Albuquerque Mello ; neto paterno do Coronel 

Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque e materno do Tenente- 

Coronel António de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque e de sua mulher 

D. Maria Manuela de Mello. 
Casou com D. Emilia Cavalcanti de Albuquerque, filha do Conselheiro 

Senador Manuel Caetano de Almeida e Albuquerque, e de sua mulher, 
'j$k D. Emilia Amália e Albuquerque. 

Sentou praça aos dez annos, como cadete, sendo promovido mais tarde a 
Tenente-Coronel, posto em que foi reformado. Foi lente da Escola Real de 
Pelotas. Deputado por sua Provinda na i.-' legislatura de 1826 a 1829, na 2.'" 
e ?.", de 1830 a 1837. Senador em 1838. Ministro da Fazenda do 8." 
Gabinete de 1829, da mesma pasta no 9." de 1831, do Império e da Fazenda 
no 2." de 1832, da Regência Permanente; da Marinha no 1." Gabinete de 
1840 e no 4" de 1844, da Fazenda e Marinha no 6." de 1846 e finalmente da 
Fazenda no 18.° Gabinete de 1862. 

Era Conselheiro de Estado extraordinário e ordinário, em i8so; do 
Conselho de S. Magestade, Gentil-Homem da Imperial Camará, Dignitário da 
Ordem do Cruzeiro, e Cavalleiro da de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pata ; na primeira pala as armas dos Albuquerques, que são : 
esquarteladas ; no primeiro quartel, as armas inteiras de Portugal ; no segundo cinco flores de liz de 
oiro; em campo vermelho, e assim os contrários ; na segunda pala, as armas dos Calvacantis que 
são : de vermelho e de prata, divididos estes esmaltes por unia asna de azul coticada de sable ; a 
parte de baixo é de prata e a de cima de vermelho, semeada de flores de prata, de quatro folhas- 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desembro Je 18^4. 




A LBUQUERQUE. (Barão 


de) Manuel Arthur de Hollanda Cavalcanti 


1 V de Albuquerque. 










Foi Deputado Geral pela Província de 


Pernambuco, 


na 16.' 


legislatura 


de 1878. 










E' Cavalleiro da Real Ordem 


de N. S. 


da Conceição 


de Villa 


Viçosa, de 


Portugal. 










CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 


28 de Setem 


bro de 1882. 







32 




ALCÂNTARA. (Barão e Visconde com grandeza de) João Ignacio 
da Cunha. 
Nasceu em S. Luiz do Maranhão, em 23 de Junho de 1781. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 14 de Fevereiro de 1834. 
Filbú do D' . Bento da Cunha, e de sua mulher, D. Marianna Mendes da Cunha. 
Casou com D. Violante Luiza de Vasconcellos, que nasceu a 5 de Outubro de 
1780 e falleceu no Rio de Janeiro, em 9 de Maio de 1855 ; era filha do 
Capitão Felippe Nery de Vasconcellos e de sua mulher D. Antónia da 
Cunha Vasconcellos. 

Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra em 1806, foi Juiz 
de Orphãos em Lisboa em 1807. Magistrado, foi Desembargador dos Aggravos 
e do Paço, em 1822 ; Chanceller da Casa de Supplicação, Intendente Geral de 
Policia, Conselheiro de Estado em 1823, Senador pela Provinda do Maranhão 
em 182Ò. Ministro do Império no 8." Gabinete de 1829 e da Justiça no 
10." Gabinete de 1831. Era membro do Supremo Tribunal de Justiça e do 
Conselho de S. Magestade. Cavalleiro da Real Ordem da Torre e Espada de 
Portugal, da 1. Ordem do Cruzeiro e da de Christo. 

CREAÇAO dos títulos : Barão por decreto de 12 de Outubro de 1825. Visconde com grandeza por 
decreto de 12 de Outubro de 182b. 




ALEGRETE, (i." Barão de) João José de Araújo Gomes. 
Casou com D. Joaquina de Oliveira Alvares, nascida em 30 de Junho 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 5 



33 



« 



de 1805 e fallecida em 21 de Maio de 1853, filha do Tenente-General 
Joaquim de Oliveira Alvares. 
Fallecen em 3 de Março de 1862. 

Foi Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial, Veador da mesma 
Casa e Commendador da Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, as armas dos Araujos, — em campo 
de prata, uma aspa de azul e nella cinco besantes de oiro ; no segundo, as armas dos Oliveiras, — 
de goles, uma oliveira de verde com perfis e azeitonas de oiro e firmada em campo de sinoplc ; no 
terceiro quartel, de azul, um leão de oiro rompente e, sobretudo, uma banda de goles, carregada de 
de três flores de liz de prata. 

COROA : A de Barào. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Novembro de 1846. 




ALEGRETE. (2.» Barão com grandeza de) José Maria de Araújo Gomes. 
Nasceu no Rio de Janeiro. 
Falleceu em 29 de Setembro de 1 89 1 . 
Filbo do 1 ." Barão de Alegrete. 

Casou com D. Rosa Teixeira Bernardes, filha do Commendador Pedro 
J. Bernardes. 

Foi Thesoureiro da Alfandega da Corte, e da Santa Casa dos Expostos, 
Commendador da Imperial Ordem da Rosa e Moço Fidalgo com exercício na 
Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, as armas dos Araujos, — em campo 
de prata, uma aspa de azul e nella cinco besantes de oiro ; no segundo, as armas dos Oliveiras, — 
de goles, uma oliveira de verde com perfis e azeitonas de oiro e firmada em campo de sinople ; no 



34 



terceiro quartel, de aíul. um leão de niro rompente e. sobretudo, uma banda de goles, carregada de 
Ires flores de liz de prata. 

COROA : A de Conde, 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de i o de Fevereiro de 1S67. 



A 




LEM PARAHYBA. (Barão d') Joaquim Barbosa de Castro. 
Natural de Mar de Hespanha. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Agosto de 1888. 




ALEMQUER. (Baroneza de) D, Francisca de Assis Vianna Muniz 
Bandeira. 

BRAZÃO DE ARMAS : Uma lisonja esquartelada ; no primeiro quartel, as armas dos Bandeiras, — em 
campo vermelho uma bandeira de oiro, franjada de prata com um leão rompente de azul, armado de 
purpura e a bandeira enfiada em uma haste de oiro com os ferros de sua côr ; no segundo quartel 
as armas dos Vicnnas, — em campo de oiro uma águia de sable estendida ; no terceiro, em campo 
de azul, um sói com seus raios de oiro ; no quarto, em campo de goles, quatro faxas de oiro onduladas, 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Baroneza por decreto de 19 de Julho de 1872, 



35 




ALENCAR. (Barão de) Leonel Martiniano de Alencar. 
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, e ainda vive. 
Filbo do Senador José Martiniano de Alencar e de D. Anna Josephina de 
Alencar, e irmão do Conselheiro José Martiniano de Alencar, romancista 
e poeta. 

Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes pela Academia de S. Paulo, em 
1853; entrou logo para a carreira diplomática, como addido á Legação em 
Montevideo, donde passou a outros cargos, até o de Ministro Plenipotenciário 
em diversos Paizes. 

Do Conselho de S. Magestade, é Cavalleiro da Imperial O. da Rosa, e de 
Christo, Commendador de Izabel a Catholica e de Christo de Portugal, sócio 
do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro e do Instituto do Ceará. etc. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 7 de Novembro de i88s. 




ALFENAS. (i.o Barão de) Gabriel Francisco Junqueira. 
Falleceu na Província de Minas-Geraes em 1869. 

Deputado pela Província de Minas Geraes na 2." legislatura de 1830 
á 1833 e na 3." de 1834 ^ '837. Era Commendador da Imperial Ordem de 
Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de i i de Outubro de 1848. 




ALFENAS. (2.» Barão de) José Dias de Gouveia. 
Era Capitão da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Novembro de 1882. 



36 




ALFIÉ. (Barão de) Joaquim Carlos da Cunha Andrade. 
Fallcceti em 27 de Julho de 1 88 1 . em Itabira, Província de Minas Geraes. 

Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de içi de Julho de 1870. 




ALHANDRA. (Barão de D'.) José Bernardo de Figueiredo. 
Nasceu em iSos em Pernambuco. 
Falleceu a i de Março de 1885, em S. Petersburgo. 
Filho do Brigadeiro Joaquim Bernardo de Figueiredo, e de sua mulher D. Izabel 

de Souza de Figueiredo. 
Casou com D. Amélia Anna de Figueiredo, filha de Ralph Forster e de sua 
mulher D. Amélia Temple Forster, e tallecida em s de Maio de 1884, 
em S. Petersburgo. 

Fez os estudos em Paris, onde bacharelou-se em lettras e sciencas. e 
cursando a Faculdade de Medicina de Paris, recebeu o gráo de doutor. 

Em 183S, entrou para a carreira diplomática, na qual serviu durante 
cincoenta annos. 

Foi nomeado ministro em vários paizes da Europa, e por ultimo na 
Rússia, onde viveu os últimos annos de sua vida, ahi fallecendo. 

Era Grã-Cruz honorário da Imperial O. da Rosa, Cavalleiro da Imperial 
O. de Christo. Grã-Cruz da O. Pontifícia de Christo, da de S. Gregório 
Magno, de Roma, de Francisco I, de Nápoles, de SanfAnna, da Rússia, 
Commendador da Real O. de Christo, de Portugal, Moço Fidalgo da Casa 
Imperial e sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. 

CREAÇÃO UO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de laneiro de 1873. 




ALLIANÇA. (Barão de) Manuel Vieira Machado da Cunha. 
Commissario de café no Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2» de Março de 1882. 



37 



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ALMEIDA. (Visconde e Visconde com grandeza de) Paulo Martins 
de Almeida. 
Nasceu no Rio de Janeiro em i8 de junho de 1807 e falleceu em Múnich 

em 7 de Abril de 1874. 
Filho de Carlos Martins de Almeida e de sua mulher D. Matliilde Ferreira. 

natural do Rio de Janeiro. 
Casou em Tegernsee, em 7 de Julho de 1845. com a Condessa de Bayerstorff, 

D. Sophia Francisca, Dama Honorária de S. Magestade a Imperatriz e 

filha do Príncipe Carlos Theodoro de Baviera, casado morganaticamente 

com D. Sophia, Baroneza de Bayerstorff. 

Gentil-Homem da Casa Imperial, era grande do Império, Commendador 
da Imperial Ordem da Rosa, Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo. da do 
Cruzeiro, Commendador da R. Ordem de Christo de Portugal, da de Leopoldo 
de Bélgica, da Coroa de Ferro da Áustria, Official da Legião de Honra da 
França e da Torre e Espada de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : Um escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Almeidas, — em campo 
vermelho, seis besantes de oiro entre uma dobre cruz e bordadura do mesmo metal — ; a segunda 
partida em faxa : na primeira em campo negro, uma águia de oiro estendida, tendo nas garras uma 
chave de oiro e bordadura de oiro ; na segunda, em camp azul, uma cruz composta de onze estreitas 
de prata e bordadura de oiro. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÂO DOS TÍTULOS : Visconde por decreto de i^ de Março de 1840. Visconde com grandeza por 
decreto de 24 de Julho de 1872. 



-,8 






A 



LMEIDA GALEÀO. (Barão de) Manuel Caetano de Almeida Galeão. 
Natural da Bahia. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 28 de Setembro de 1882. 




ALMEIDA LIMA. (Barão de) Manuel Bernardino de Almeida Lima. 
Filho do Alferes Bernardino José de Camargo, fallecido em 1822 em 
Porto Feliz, na Província de S. Paulo e de sua mulher D. Constantina 
Maria, filha do Capitão Lourenço de Almeida Lima. 

Casou com sua prima D. Anna Jacintha de Arruda, filha de António Manuel 
de Arruda e de sua mulher D. Maria Baptista Aranha. A Baroneza 
de Almeida Lima era irmã do Barão de Atibaia. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 28 de Feveirero de i88s. 




ALMEIDA RAMOS. (Barão de) D'. Joaquim de Almeida Ramos. 
Nasceu em 4 de Outubro de 1834. 
Filho do Alferes João Luiz de Almeida e de sua mulher D. Maria Bernarda 
de Almeida. 



^9 



Casou em i86s com D. Francisca Peregrina das Chagas Werneck de Almeida 
Ramos, filha do Coronel Peregrino José de Almeida Pinheiro e de 
sua mulher D. Anna Francisca das Chagas Werneck, i .°* Barões de 
Ipiabas. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de oiro. uma banda de azul. carregada de três besanies de prata, 
acompanhada á sinistra de um caduceu sanguinco e serpes de oiro entre dois r.imos de cafeeiro de 
sua côr e á destra de um leão de goles, rompente. 

CORÒA : A de Barào. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 18 de Janeiro de 1S82. 




ALMEIDA VALLIM. (Barão de) Luciano José Je Almeida Vallim. 
Nasceu em Bananal, Província de S. Paulo, em 9 de Maio de i8ss- 
Filbo do Commendador Manuel de Aguiar Vallim e de sua muhler D. Domi- 

ciana Maria de Almeida Vallim. 
Casou em 24 de Junho de 1878 com D. America Brazilia de Toledo, filha dos 
Viscondes de Aguiar Toledo. Era sobrinho do Barão de Joatinga. e irmão 
do Barão de Aguiar Vallim. 

Fazendeiro em Bananal, foi Deputado Provincial varias vezes e Senador 
Estadual em 1892. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Novembro de 1888. 




ALTO MEARIM. (Barão de) José João Martins de Pinho. 
Nasceu em Portugal. 
Casou com D. Isabel de Labourdonnay Gonçalves Roque de Pinho, nascida 
no Rio de Janeiro e fallecida n'essa cidade em i ." de Desembro de 1888 ; 
filha dos Viscondes de Rio Vez, por Portugal, Boaventura Gonçalves 
Roque e de sua mulher D. Maria Luiza de Labourdonnay. 

Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, Conde de Alto Mearim por 
Portugal, do Conselho de S. Magestade Fidelíssima. Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real, Commendador da Ordem de S. Thiago da Espada e do Mérito 



40 



% 



Litternrio e Scientitko e Commcndadoí" da Real Ordem de Villa Viçosa de 
Portugal. Laureado com a medalha de oiro do Lyceu Litterario Portugue/,, 
com a medalha humanitária, etc. Foi Presidente do Lyceu Litterario e de 
varias outras sociedades portuguezas no Brasil. 

CREAÇÂO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Janeiro de 1880. 



A 




LTO MURIAHÉ. (Barão do) António Theodoro da Silva. 

CREAÇÀO DO TITULO : Barào por decreto de z'-, de Janeiro de 1880. 




ALVARENGA. (Visconde de) D'. Albino Rodigues de Alvarenga. 
Nasceu na cidade de Campos, Província do Rio de Janeiro. 
Filho deManuel Rodrigues de Alvarenga. 

Doutor em Medecina pela Faculdade do Rio de Janeiro, da qual foi lente 
de therapeutica e por muitos annos Director. Era medico da Imperial Gamara, 
do Conselho de S. Magestade. Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa e Grande 
do Império. 

CREAÇÂO DOS títulos ; Barão com grandeza de S. Salvador de Campos por decreto de 20 de Junho de 
1887. Visconde de Alvarenga, com grandeza, por decreto de 2 de Maio de 1889. 




AMARAGY. (Barão de) António Alves da Silva. 
Falleceu na Província de Pernambuco em 12 de Julho de 1873. 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 6 



4> 



«r 



Casou em Pernambuco com D. Antónia Alves de Araújo, natural dessa •^ 
Província. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de prata um leão rompente, de purpura ; bordadura de goles carregada 
de três gafanhotos de oiro e uma cstrella de prata, de cinco raios, em chefe. 

COROA : A de Bàrao. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Maio de 1807. 




AMAZONAS. (Barão com grandeza de) Francisco Manuel Barrozo 
da Silva. 
Nasceu em Portugal, em 29 de Setembro de 1804. 

Falleccu a 8 de Agosto de 1882, em Montevideo. Ahi foi sepultado bem 
como a sua esposa também fallecida em Montevideo em 10 de Fevereiro 
de 1875. 

Era Commandante em chefe da Esquadra Brasileira na memorável batalha 
naval do Riachuelo, tendo uma carreira brilhante como official de Marinha. 
Suas cinzas foram transportadas, com as do Contra Almirante Luiz Fellipe 
de Saldanha da Gama. de Montevideo para o Rio de Janeiro, a bordo do 
Cruzador Barro:(0, comboiado por uma divisão da esquadra e acham-se hoje 
depositadas na base do monumento erguido em sua memoria, commemorando 
a victoria do Riachuelo. Este monumento acha-se situado á Praia do Russell, 
dando a frente para o mar. 

O Almirante Barrozo. barão de Amazonas — nome do navio em que 
arvorava a sua insígnia durante a batalha. — era Grã-Cruz da Imperial Ordem 
de S. Bento de Aviz, Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, Digni- 
tário da Imperial Ordem do Cruzeiro, Commendador da Imperial Ordem de 
Christo. Grande do Império e sócio do Instituto Histórico e Geographico 
Brasileiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário com grandeza por decreto de i de Janeiro de 1800. 



,. I. 



'« 



42 






-'è 




AMPARO, (i.o Barão do) Manuel Gomes de Carvalho. 
Nasceu na quinta de seus pães em S. Thiago de Amorim, em Braga, 
Portugal, em 21 de Fevereiro de 1788. 
Falleccíi em Barra Mansa, na Província do Rio de Janeiro, em 25 de Maio de 

i8:íS. 

Filho de Mathias Gomes de Carvalho e de sua mulher D. josepha Martins 

de Carvalho. 
Casou com D. Francisca Bernardina Leite de Carvalho, que íalleceu em ií de 

Outubro de 187S. Eram pães do Barão do Rio Negro, do 2." Barão 

do Amparo e do Visconde de Barra Mansa. 

Veio para o Brasil, com treze annos de idade, para a companhia de 
alguns seus parentes. Era fazendeiro e grande capitalista na Província do Rio 
de Janeiro. Tenente-Coronel do Corpo de Cavallaria das Milícias e Commen- 
dador da imperial Ordem de Christo. 

BRAZÃO DK ARMAS : Escudo csquartelado ; no primeiro e quarto, em campo de oiro, três cabeças de 
Índios araris. com turbantes de pennas de cores, postas em roquete, duas c uma ; no segundo e 
terceiro, em campo vermelho, um pelicano de oiro em um ninho, mordendo as entranhas, p.ira com 
seu sangue nutrir os filhos ; tendo em chefe uma banda azul com três besantes de prata. 

Timbre : Uma das cabeças de indio do escudo. Divisa : Mmbitio et invidia sit prociil. (Brazão passado em 2 1 
de Agosto de 1853. Reg. no Cartório da Nobreza Liv. VI, fls. 63). 

CORÒA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 17 de Janeiro d* 1853. 



43 



y 




'I 



AMPARO. (2." Barão do) Joaquim Gomes Leite de Carvalho. 
Nasceu em 17 de Abril de 18^0, no Amparo da Barra Mansa, Pro- 
víncia do Rio de janeiro e ainda vive em Vassouras, no Estado do Rio 
de Janeiro. 
Fílbfl de Manuel Gomes de Carvalho. 1." Barão do Amparo, e de sua mulher 

a Baroneza D. Francisca Bernardina Leite de Carvalho. 
Casou com D. Amélia Teixeira Leite de Carvalho, que ainda vive. 

Era irmão do Visconde de Barra Mansa e do Barão do Rio Negro. Pro- 
prietário e capitalista, residente em Vassouras. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado ; no primeiro e quarto, em campo de oiro três cabefas de 
Índios araris com turbante de pennas de cores, postas cm roquete, duas c uma ; no segundo c 
terceiro, em campo vermelho, um pelicano de oiro, em seu ninho, mordendo as entranhas, para com 
seu sangue nutrir os filhos ; tendo em chefe uma banda azul com três besantes de prata. 

TiMBRH ; Uma das cabeças de indio do escudo. Divisa ; Àmbitio et iiividia sit procul. (Brazão passado em : i 
de Agosto de 1855. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 8-}). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 30 de Janeiro de 1807. 




A 



NADIA. (Barão de) Manuel Joaquim de Mendonça Castello Branco. 
Falleceu em 5 de Setembro de 1886. 



44 



I 



*« 



1t 



Bacharel em Direito e Magistrado. Foi Deputado Geral pela Província, 
de Alagoas nas 8." a 1 1 ." legislaturas de i8so a 1864 e nas 14.-', 16.", i8.'', 
19." legislaturas, de 1869 até 188=;. 

Era official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2-, ác Setembro de 1870. 




ANAJATUBA. (Barão de) D.' José Maria Barreto. 
Nasceu na Província do Maranhão. 
Falleceu em 2s de Agosto de 1871. 
Casou com D. Mónica Theresa Raposo Barreto. 

Foi Deputado Geral na 14.-' legislatura de 1869 a 1872, por sua Província 
natal. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por dccrelo de 14 de Março de 186 




ANAJAZ. (Barão de) António Emiliano de Souza Castro. 
Natural do Pará. 

Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 20 de Outubro de 1888. 




AN DARAH Y. ( i ." Barão e Visconde com grandeza de) Militão Máximo 
de Souza. 
Falleceu em lo de Agosto de 1888, no Rio de Janeiro. 

Negociante e Capitalista. Membro da Junta Administrativa da Caixa da 
Amortisação, Thesoureiro da Santa Casa de Misericórdia. Sua mulher morreu 
Condessa do mesmo titulo. O Barão era Official da Imperial Ordem da Rosa. 



I CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de lo de Julho de 1872 e Visconde com grandeza por decreto 

de 30 de Maio de 1888. 



45 




ANDARAHY. {2.° Barão de) Militão Máximo de Souza Júnior. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 12 de Outubro de 1904, com 7^ annos 
de idade. 
Casou com D. Anna Joaquina Braga, natural do Rio Grande do Sul, onde 
nasceu em 14 de Setembro de 183S e falleceu no Rio de Janeiro em 2 de 
Julho de 19 14 ; era filha de António Rodrigues Fernandes Braga, que foi 
Senador em 1873, e Presidente da Província do Rio Grande do Sul, em 
1834. 

Capitalista, foi Director do Banco do Brasil, Presidente do Conselho 
Administrativo da Caixa Económica e Monte de Soccorro e Thesoureiro da 
Santa Casa de Misericórdia. Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa, 
Commendador da R. Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Por- 
tugal, Grã-Cruz da Ordem de S. Gregório o Magno, de Roma. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 2s de Setembro de 1882. 




ANGRA. (Barão de) Elysiario António dos Santos. 
Falleceu em 27 de Setembro de 1883. 

Era Chefe de Esquadra, tendo sido um excellente Offkial de Marinha. 
Entre as obras que escreveu se destaca o seu Diccionario de termos náuticos, 
que ainda hoje constitue um auxilio valioso na sua classe. 

Conselheiro de Guerra, era Commendador da Imperial Ordem de S. Bento 
de Aviz, Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e Commendador da 



46 



% 



Imperial Ordem da Rosa. Tinha as medalhas da Independência da Bahia e a 
Geral da Campanha do Paraguay, com passador de oiro. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado em aspa ; no primeiro, de goles, uma mão empunhando uma 

espada levantada, guarnecida de copos de oiro ; no segundo, em campo de oiro, duas estrellas de 

azul, de cinco raios e um facho accêso, posto em roquete ; no terceiro, de goles, a esphera armilar 

de oiro, entre as pontas de um compasso de oiro aberto, tendo á sinistra o lemma Ins polií ; no 

quarto, em campo de oiro, uma angra ou enseada e no meio d'esta, em ponta, uma ancora de 

sua còr. 

« 
COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. 




ANHAMBAHY. (Barão com grandeza de) António Maria Coelho. 
Era Brigadeiro de Exercito. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 28 de Agosto de 1889. 




ANHUMAS. (Barão de) Manuel Carlos de Souza Aranha. 
Falleceii em 189?. 
Casou em primeiras núpcias com sua prima D. Anna Theresa de Souza 
Aranha, filha do Coronel Francisco Egydio de Souza Aranha e de sua 
mulher e prima D. Maria de Souza Aranha. Em segundas núpcias casou 
com D. Bernardina de Queiroz Aranha, filha do Capitão José Pereira 
de QLieiroz e de sua mulher e sobrinha D. Escholastica Saturnina de 
Moraes Jordão. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de 1889. 



47 




ANTONINA. (Barão com grandeza de) João da Silva Machado. 
Nascrii na villa de Taquary, no Rio Grande do Sul. em 17 de Junho 
de 1782. 
Falleceii em S. Paulo em 19 de Março de 187S. 

Filbo de Manuel da Silva Jorge e de sua mulher D. Antónia Maria de Bittencourt. 
Casou com D. Anna Ubaldina do Paraíso Guimarães, deixando grande descen- 
dência. 

De simples tropeiro, diz um seu biographo, tournou-se um elemento de 
progresso de S. Paulo, por seu perseverante trabalho e valor, alcançando uma 
brilhante posição. 

Era Tenente-Coronel de Milícias, em 1829, Coronel Honorário do Exer- 
cito em 1842, Chefe de Legião e Commandante Superior da Guarda Nacional. 
Foi Deputado provincial em S. Paulo, Senador pela Província do Paraná, em 
1854 ; Director da Fabrica de Ferro de Ipanema e Veador Honorário de 
S. Magestade a Imperatriz. 

Era Grande do império, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, grande 
Dignitário da 1. Ordem da Rosa, Official da 1. Ordem do Cruzeiro, e sócio 
do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de prata, um leào de purpura armado de goles, tendo na garra destra 
um catecismo e um rosário de oiro e na espadoa um machado do mesmo metal ; acompanhado 
á sinistra de um Índio ao natural, virado para a esquerda, depondo as armas, que sào de oiro. 
(Brazão passado em 17 de Setembro de 1859. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 40). 



COROA : 


A de 


Conde. 
























'< 


CREAÇÃO 


DO 


TITULO : 


Barão 


por 


decreto de 1 


1 de 


Setembro 


de 


1ÍS43. 


Barão 


com 


grandeza 


por 


decreto 


de 


13 de 


Agosto de 


i«6o. 










• 















48 




APPARECIDA. (Barão de) José de Souza Brandão. 
Falleceu em i6 de Junho de 1883. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 27 de Março de 18Ó7. 




AQUINO. (Barão de) José de Aquino Pinheiro. 
Nasceu a 7 de Março de 1837, na freguesia da Conceição de Duas 
Barras, no municipio de Cantagallo, Província do Rio de Janeiro. 
Filbo de Joaquim Luiz Pinheiro. Barão de Paquequer, depois Visconde de 

Pinheiro, com grandeza. 
Casou com D. Rita Luisa Ribeira, que nasceu no dita freguesia da Conceição 
de Duas Barras, em 16 de Janeiro de 1841, e era filha do Commendador 
Francisco Alves Ribeiro. 

Fazendeiro na Província de Rio de Janeiro, é Coronel da Guarda Nacio- 
nal. Commendador da Imperial Ordem da Rosa e da de N. S. da Conceição 
de Villa Viçosa de Portugal e Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

CREAÇÃO tX) TITULO ; Barào por decreto de i :; de Junho de 1881. 




AQLJIRAZ. (Barão de) Gonçalo Baptista Vieira. 
Nasceu no Arraial de S. Matheus, na Província do Ceará, em 17 de 
Maio de 18 19. 

Falleceu n'essa Província, em Fortaleza, em 10 de Março de 1896. 

Filbo do Capitão-Mór de S. Matheus, Gonçalo Baptista Vieira. 

Casou- em primeiras núpcias com D. Anna Fernandes Vieira e em segundas 
com D. Senhorinha Fernandes Vieira, ambas filhas dos Viscondes de Icó 
e em terceiras núpcias com D. Anna Angelina, filha do Desembargador 
André Bastos de Oliveira e viuva do Senador Miguel Fernandes Vieira, 
que era primo e cunhado do Barão de Aquíraz. 

Formado em Direito pela Academia de Olinda, em 1843, foi Depu- 
tado geral por sua Província na 16." Legislatura de 1878 e Vice-Presidente 



Archivo Nobiliarchico Br«sil«iro 7 49 



da Gamara do Ceará, em 1877. Era chefe politico de valor em sua Província. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de 17 de Maio de 1871. 




ARAÇAGY. (Barão de) D.' Francisco de Caldas Lins. 
(yide noticia no titule Visconde do Rio Formoso). 
CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto Je o de Novembro de 1807. 




ARACAJU. (Barão de) José Ignacio Accioli do Prado. 
Falleceu na Província de Sergipe, em 28 de Março de 1904, com 
80 annos de idade. 

Era fazendeiro e criador abastado, na Província de Sergipe. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 38 de Agosto de 1872. 




■Il^ 



ARACATY. (Visconde com grandeza e Marquez de) João Carlos 
Augusto de Oyenhausen Gravenburg. 
Nasceu em Lisboa. 

Falleceu em Moçambique em 28 de Maio de 1838. 

Filbo do Conde de Oyenhausen Gravenburg, na Áustria, Ministro de Portugal 
na Corte de Vienna e de sua mulher D. Leonor de Almeida Portugal, 



50 



4." Marqueza d'Alorna. 6/ Condessa d'Assumar e Condessa de Oyenhausen 
Gravenburg. 

Sentou praça de Aspirante na Marinha Real em 1793, sendo transferido 
no posto de 2.° Tenente para o Exercito ; fez a Campanlia Peninsular como 
Capitão. Veio ao Brasil como Governador do Pará e Rio Negro. Sérvio como 
Ajudante de Ordens do General Gomes Freire. Brasileiro, ex-vi da Constitui- 
ção, foi o segundo Governador do Ceará em 1802, 8.° Governador da Capitania 
de Matto-Grosso de 1807 á 1818 e Governador e Capitão General da Capitania 
de S. Paulo, de 1819a 1821 . 

Brigadeiro do Exercito em 1820, foi Ministro das Relações Exteriores e da 
Marinha no Gabinete de 1827 e novamento no Gabinete de 183 1, quando, 
renunciando aos direitos de brasileiro, acceitou o logar de Governador e 
Capitão General de Moçambique, em 1836 e ahi falleceu. Era Conselheiro 
da Fazenda, Senador pela Província do Ceará, nomeado em 1826 e exonerado 
em 18? I. Era do Conselho de S. Magestade. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo vermelho três faxas de oiro. Timbre : um leão vermelho armado de oiro. 

CREAÇÃO DOS títulos : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824 e Marquez po 
decreto de 12 de Outubro de 1826. 




ARACATY. (Barão de) José Pereira da Graça. 
Nasceu no Aracaty, na Província do Ceará, em 14 de Março de 1812. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 29 de Janeiro de 1889. 
Filho de José Pereira da Graça, de nacionalidade portugueza e de sua mulher 

D. Maria Cândida Carneiro'Monteiro. 
Casou no Recife, em Pernambuco, em 1833, com D. Maria Adelaide de 
Alencastro, filha de José Joaquim de Alencastro e de sua mulher D. Maria 
Eduarda Carneiro Leão. 

Fez o curso de Direito na Faculdade de Olinda, formando-se em 1834 ; 
foi Juiz de Direito em Icó, Deputado provincial em diversas legislaturas, 
Deputado Geral pela Provinda do Ceará de 1843 á 1844 e de 1850 á 1852. 
Desembargador da Relação no Maranhão em 1857. Adjunto e Presidente do 
Tribunal do Commercio d'esta Província ; foi Presidente da Relação em 1874, 
membro do Tribunal Superior de Justiça em 1876 e Vice Presidente da Pro- 
víncia do Maranhão. Era do Conselho de S. Magestade. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i o de Março de 1887. 



5' 




A 



RAGUARY. (i.» Barão de) José Maria Wandenkolk. 
Nasceu em Portugal em 30 de Agosto de 1806, fallecendo em Nicthe- 
roy, Província do Rio de Janeiro, a 28 de Fevereiro de 1874. A Baroneza 
falleceu em S. Domingos, Nictheroy, em 17 de Agosto de 1877. 



Entrou para a Armada como Aspirante, em 1822 e reformou-se como 
Almirante, em 1874. Serviu como Ajudante de Ordens^ do Barão do Rio da 
Prata na guerra entre o Brasil e o Rio da Prata ; commandou diversas divisões 
e como commandante da corveta Euterpe, fez parte da comitiva que^foi buscar 
a Imperatriz D. Theresa Christina, á Nápoles, em 1843. 

Foi Chefe do Quartel General, Director da Escola de Marinha e Comman- 
dante Geral dos Guardas-Marinha. Era do Conselho Naval. 

Era Commandador da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz, Dignitário 
da Imperial Ordem do Cruzeiro, Commendador da Imperial Ordem de Christo. 
e tinha as medalhas da Divisão Cooperadora da Bôa Ordem, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de lo de Maio de 1878. 




A RAGUARY. (2.° Barão de) António Dias Maciel. 
CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 10 de Agosto de i88q. 




ARAGUAYA. (i ." Barão e Visconde de) D.' Domingos José Gonçalves 
de Magalhães 
Nasceu no Rio de Janeiro em 13 de Agosto de 181 1. 
Falleceu em 10 de Julho de 1882, em Roma. 
Filbo de Pedro Gonçalves de Magalhães Chaves. 

Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 
cm 1832 ; dois annos depois foi nomeado Addido de Legação em Paris. Em 



52 



1839. na qualidade de Secretario, acompanhou o Duque de Caxias na missão 
de pacificar a Província do Maranhão. Em 1841 foi nomeado Professor de 
Philosophia do Collegio D. Pedro II. 

Representou a Província do Rio Grande do Sul na 6.' legislatura de 184S, 
na Assembleia Geral. 

Entrou para a carreira diplomática em 1847, sendo encarregado de negó- 
cios em Turim. Nápoles e Vienna ; d'ahi passou a servir nas Republicas 
Platinas e finalmente voltou como Ministro Junto á Santa Fé, fallecendo n'esse 
cargo. Foi um dos mais notáveis poetas brasileiros, tendo deixado precioso 
archivo de geniaes composições poéticas, sendo considerado o chefe da nova 
escola poética do Brasil. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade. Commendador 
da 1. Ordem de Christo. Dignitário da I. Ordem da Rosa, Official da I. Ordem 
do Cruzeiro, Commendador da Ordem de Francisco I de Nápoles e do Mérito. 
Era sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro e de muitas outras 
sociedades scientificas e litterarias. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS ; Barão por decreto de 18 de Julho de 1872 ; Visconde com grandexa por decreto 
d« 3; de Junho de 1874. 




A RAM A RÉ. (Barão e Visconde com grandeza de) Manuel Lopes da 
Costa Pinto. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 6 de Setembro de 1866. Visconde com grandeía por 
decreto de 36 de Abril de 1870. 




ARANTES. (Barão e Visconde de) António Belfort Ribeiro de Arantes. 
Negociante. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Bário por decreto de ici de Julho de 187Q. Visconde por decreto de 1 1 de Julho 
de 1888. 



53 




ARARAQUÁRA. (i.° Barão de) José Estanisláo de Oliveira. 
(yide noticia no titulo Visconde do Rio Claro). 



CREAÇAO DO TITULO : Barào por decreto de 30 de Maio de 1867. 




ARARAQUÁRA. (2." Barão de) Estanislaó José de Oliveira. 
Filbo dos primeiros Barões de Araraquára e Viscondes do Rio Claro. 
Casou com sua prima D. Amélia de Oliveira, filha do Capitão João Baptista 
de Oliveira e de sua mulher D. Anna Maria de Oliveira. 

EraCoronel da Guarda Nacional e importante fazendeiro em Annapolis. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 38 de Fevereiro de 1885. 




ARARAS. (Barão de) Bento de Lacerda Guimarães. 
Natural da Província de S. Paulo. 
Falleceu em S. Paulo, em 1898. 

Filbo de António Corrêa de Lacerda e de sua mulher D. Maria Franco. 
Casou com sua prima irmã D. Manuela de Cássia Franco, filha do Alferes 
Joaquim Franco de Camargo, e de sua segunda mulher D. Maria Lourença 
de Moraes. 

Era irmão do Barão de Arary. 

Fazendeiro no Município de Araras, na Província de São Paulo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 7 de Maio de r887. 




ARARIBÁ. (Barão de) João Luiz Gonçalves Ferreira. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÂO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Maio de 1883. 




ARARIPE. (Barão de) António Vieira da Cunha. 
Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÂO DO TITULO : Barão por decreto de 10 de Março de íS^.. 



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ARARUAMA. (1." Barão e i." Visconde com grandeza de) José 
Carneiro da Silva. 
Nasceu em Quissamã, na Provinda do Rio de Janeiro, em 21 de Maio de 1788 

e ahi falleceu em 3 de Maio de 1864. 
Filho do Capitão Manuel Carneiro da Silva e de sua mulher D. Anna Francisca 

Velasco. 
Casou com D. Francisca Antónia de Castro Carneiro, filha do Capitão-Mór 

Barão de Santa Rita. 
Eram pães do 2." Visconde de Araruama. do Visconde de Ururahy e dos 

Barões de Monte Cedro e de Quissamã. 



S5 



Negociante e agricultor abastado na Provincia do Rio de Janeiro, foi 
Deputado Provincial á Assembléa]d'essa Provincia em 1884 e nessa occasião 
pugnou [pela construcção do grande canal que hoje liga a cidade de Campos 
á Macahé. 

Membro correspondente do Instituto Histórico de Paris e fundador do 
Instituto Fluminense de Agricultura, era sócio da Sociedade Auxiliadora da 
Industria Nacional, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Grande do Império 
e Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

Sem ter frequentado Academias, era bom litterato, philosopho e cultiva- 
dor das musas, tendo deixado vários trabalhos publicados. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado ; no primeiro quartel, em campo de goles, um castello com 
sua muralha e torre, e firmados em chefe, quatro cscudetes : ao priíneiro, em campo azul, uma flor 
* de liz de prata e bordadura de oiro ; ao segundo e quarto, de azul. cinco besantes de prata postos 

em santor e ao terceiro em campo de azul. uma aspa de goles ; no segundo quartel, as armas dos 
Carneiros, em campo vermelho uma banda de azul coticada de oiro e carregada de três flores de liz 
do mesmo metal, entre dous carneiros de prata passantes, armados de oiro ; no terceiro quartel, as 
armas dos Silvas, — em campo de prata um leão de goles, rompente, armado de azul — ; e no 
quarto as armas dos Fonsecas, — em campo de oiro cinco estrellas de vermelho, com cinco raios, 
postas em aspa. — Timbbe : um dos carneiros das armas. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de ^ de Maio de 1844. Visconde com grandeza por decreto 
de I 5 de Abril de 1847. 




ARARUAMA. (2." Barão e 2.° Visconde com grandeza de) Bento 
Carneiro da Silva. 
Nasceu em 19 de Setembro de 1826. 
Filho dos primeiros Viscondes de Araruama. 



s6 



Casou com D. Rachel Francisc.i de Castro Nctto. Hra irmão do Visconde 
de Uruiahy e dos Barões de Monte Cedro e de Quissamã. 

Era Coronel da Guarda Nacional. Moço Fidalgo com exercício na Casa 
imperial e Veador de S. Magestade a imperatriz. 

BRAZÃO DE ARMAS : O brazão de seu I'ae. o i." Barão e i .* Visconde de Araruiima. Ver a descripfão neste 

titulo. 
CORÒA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de ; de Novembro de 1800. Bar.io com grandeza por decreto 
do 28 de Março de 1877. Visconde com grandeza por decreto de lo de Setejiibro de 1877. 




ARARUNA. (Barão de) Estevão José da Rocha. 
Falleccu na Parahyba do Norte, a 30 de Março de 1874, donde era 
natural. 

Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto cie 17 de Maio de 1871. 




ARARY. (i." Barão e Visconde com grandeza de) António Lacerda 
de Chermont. 
Falleceii na Província do Pará. em s de Agosto de 1879. 

Importante fazendeiro em Marajó, na Província do Pará ; era Coronel 
Commandante Superior da Guarda Nacional. 

Commendador da imperial Ordem de Christo e da Imperial Ordem da 
Rosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 18 de Outubro de 1853. Visconde com grandeza por 
decreto de 10 de Julho de 1867. 



A 




RARY. (2." Barão de) José de Lacerda Guimarães. 
Natural da Província de S. Paulo. 



Arctiivu Nubiliarctltco Brasileiro S ^7 



Filho de António Corrêa de Lacerda e de sua mulher D. Maria Franco, casados 
cm 1813, na Provincia de São Paulo. 

Casoíí^a primeira vez com sua prima irmã D. Clara Franco de Camargo, filha 
do Alferes Joaquim Franco de Camargo e de sua segunda mulher D. Maria 
Lourença de Moraes, e a segunda vez com sua sobrinha, a Baroneza 
de Arary, D. Maria Dalmácia, filha dos Barões de Araras. 

O Barão era irmão do Barão de Araras. 

CREAÇÂO DO TITULO : BarSo por decreto de 7 de Maio de 18S7. 



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ARASSUAHY. (Barão de) Seraphim José de Menezes. 
Falleceu em 22 de Fevereiro de 1867. 

Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo e Ofticial da Imperial Ordem 
da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 14 de Março de iSçs. 




ARATANHA. (Barão de) José Francisco da Silva Albano. 
Nasceu em Fortaleza, na Provincia do Ceará, em 21 de Maio de 1830 
e ahi falleceu em 13 de Junho de 1901. 
Filho de Manuel Francisco da Silva e de sua mulher D. Maria Angélica da 

Costa e Silva. 
Casou com D. Liberalina Angélica da Silva Albano, que falleceu em 10 de 
Agosto de 1900. 

Negociante e Coronel da Guarda Nacional, era Cavalleiro da Ordem de 
S. Gregório o Magno, de Roma. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Desembro át i8»7. 




ARAÚJO FERRAZ. (Barão de) Francisco Ignacio de Araújo Ferraz. 
Filho do Sargento-Mór Ignacio de Araújo Ferraz e de sua mulher 



58 



D. Marianna Ferreira do Espirito Santo. 
Casou com sua sobrinha, D. Francisca Belmira de França, que falieccu no 
Rio de Janeiro em igos. filha de José Belmiro de França c de sua mulher 
D. Maria Josephina Ferreira França. 

Negociante, foi commissario de café no Rio de Janeiro e Director do 
Banco do Brasil. Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa e da de 
Christo de Portugal e Grande Official da Ordem de Santo Estanisláo. da Rússia 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 17 de Junho de 1882. 




ARAÚJO GÓES. (Barão de) Innocencio Marques de Araújo Góes. 
Bacharel em Direito. Ministro aposentado do Supremo Tribunal de 
Justiça. Presidiu a Província de Pernambuco em 1886 e foi Deputado á 
Assembléa Geral na 10. ■' legislatura de 18^7 á 1860, na 14.' á 16.» de 1869 á 
1878, e na 19.» á 20.^' de i88s á 1889. 

Era do Conselho de S. Magestade, Commendador da Imperial Ordem de 
Christo e da Imperial Ordem da Rosa e Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de i i de Desembro de 1886. 




ARAÚJO GONDIM. (Barão de) António José Duarte de Araújo 
Gondim. 
Casou com D. Maria Carolina Cochrane de Araújo Gondim. 

Era do Conselho de S. Magestade, Dignitário da Imperial Ordem da 
Rosa, Commendador da Real Ordem de Carlos III da Hespanha e Official da 
Águia Vermelha, da Prússia. 

CREAÃÇO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de^Maio de 1876. 



A 




RAUJO MAIA. (Barão de) Honório de Araújo Maia. 
Casceu em 8 de janeiro de i8?8, na Fazenda de Bom Jardim, na 



59 



Hstação do Commercio, Município de Valença. 
Falleceultm Petrópolis a 8 de Maio de 1904. 
Filbo do Major José Joaquim de Araújo Maia e de sua mulher D. Theodosia 

Vieira da Cunha Maia. 
Casou em 9 de Novembro de 1861 com D. Cândida Rosalina de Souza Maia, 

nascida em Diamantina, na í^rovincia de Minas Geraes, em 4 de Setembro 

de 1843 e ainda vive. Era filha de José Joaquim de Souza Maia e de sua 

mulher, D. Francisca Theresa de Aguiar Souza. 

Era sobrinho do Barão de Magdalena, por Portugal, já fallecido. 

Era fazendeiro de café em Petrópolis, depois dedicou-se ao commercio 
de café na cidade do Rio de Janeiro. Esteve por algum tempo no estrangeiro 
fazendo propaganda d'este producto e quando na Rússia, foi honrado com o 
titulo de cidadão da Municipalidade de Nidji-Novgorod. Foi um dos organisa- 
dores da Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará. 

Commendador da Imperial Ordem de S. Estanisláo da Rússia e Commen- 
dador da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 9 de Agosto de 1884. 




ARAXA. (Visconde com grandeza de) Domiciano Leite Ribeiro. 
Nasceu em S. João del-Rey, em Minas Geraes, a 23 de Abril de 1812. 
Falleccu em 12 de Junho de 1881, em Vassouras (Rio de Janeiro). 
Casou em 1843 com sua prima. D. Maria Jacíntha Leite Ribeiro, nascida em 
182S e fallecida em 1880. 

Bacharel em Díreíro pela Academia de S. Paulo, em 1833 ; exerceu o 
cargo de Juiz de Direito da Comarca de Rio das Mortes, dedícando-se mais 
tarde á advocacia. Foi Presidente das Províncias do Rio de Janeiro e S. Paulo, 
respectivamente em i86s e 1848 ; Ministro da Agricultura Commercio e Obras 
Publicas no 19." Gabinete de 1864, Deputado por Minas Geraes á Assembléa 
Geral de 1842 que foi dissolvida pelo decreto de i." de Maio d"esse anno. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade e Conselheiro de 
Estado extraordinário em 1866, passando á ordinário em 1878. 

CREAÇÃO LX) TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 15 de Outubro de 1872. 



60 



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AR IN os. (Barão e Visconde com grandeza de) Thomaz Fortunato 
de Brito. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 27 de Fevereiro de 1894. 

Começou a carreira diplomática como addido de primeira classe em 
Roma, em 1847. Po' Ministro em diversos paizes e arbitro do Brasil na 
questão franco-americana, em 1880, em Washington. 

Era do Conselho de S. Magestade, Grã-Cruz da Imperial Ordem da 
Rosa, Commendador da Imperial Ordem de Christo, Grã-Cruz de 2.'' Classe 
da Ordem de S. Gregório o Magno, de Roma; da Ordem de Leopoldo da 
Bélgica, Commendador da Real Ordem do Danebrog da Dinamarca e da de 
S. Maurício e S. Lazaro de Itália. Era Grande do Império. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 14 de Julho de 1872. Visconde com grandeza por decreto 
de o de Janeiro de 1880. 




A RI RO. (Barão e Visconde de) Henrique José da Silva. 
Nasceu em Laguna, Província de Santa Catharina, em 1 1 de Maio de 
1811. 
Falleceu em Bananal, na Provinda de S. Paulo, em 4 de Outubro de 1880. 
Casou com D. Amélia Augusta de Camargo. 

Major reformado da Guarda Nacional, foi chefe do 'partido conservador 
de Bananal, onde exerceu vários cargos de eleição popular. 



61 



Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado ; no primeiro e quarto, de oiro, um leSo de purpura, rompente, 
tendo na garra destra um ramo de cafeeiro ao natural ; no segundo e terceiro, em campo de sinople, 
um rio de prata ondeado de azul entre seis besantes de oiro, com um chefe de prata carregado 
de duas cabeças de Índios affrontadas. Paqlife : das cores e metaes das armas. (Brazâo passado 
em 17 de Setembro de i86q. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 105). 



COROA : A de Visconde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 
de 1876. 



Barào por decreto de o de Julho de 18Ó7. Visconde por decreto de jo dejunho 




DEOS PÁTRIA LIBERDADE 



ARROYO GRANDE. (Barão de Francisco) António Gomes da 
Costa. 
Era Tenente-Coronei da Guarda Nacional, na Província do Rio Grande 
do Sul. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado ; no primeiro, as armas dos Gomes, — em campo azul um 
pelicano de oiro, ferindo com o bico o peito e dando a seus filhos o sangue que d'elle corre ; no 
segundo e terceiro as armas dos Costas, — em campo de goles seis costas de prata, postas em três 
faxas — ; e no quarto quartel, em campo azul, o monogramma das iniciaes A. G. de oiro. Divisa : 
Dtos. Pátria, Liberdadt. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Julho de 1884. 



63 




ASSIS MARTINS. (Visconde de) Ignacio António de Assis Martins. 
Nasceu na cidade de Sabará, em Minas Geraes, a i6 de Novembro de 

1839. 
Falleceu em ^ de Março de 1903. 
Filho de Francisco de Assis Martins da Costa. 
Casou com D. Angelina Sylvina Moreira Martins. 

Bacharel em sciencias juridicas e sociaes, pela Faculdade de S. Paulo em 
1862. Foi Juiz Municipal e de Orphãos em Rio das Velhas (Minas Geraes) 
sendo habilitado ao cargo de Juiz de Direito em 1868. Deputado Provincial 
em 1867, e Geral por sua Província na i^." legislatura de 1872 a 1875, na lò.*, 
17.", i8.% de 1878 a 1884. Senador pela Província de Minas Geraes em 1884. 

Era membro do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro e de diversas 
associações philantropicas e scientificas. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde por decreto de 20 de Julho de i88q. 




ASSLI. (Barão de) Luiz Gonzaga de Brito Guerra. 
Era membro do Supremo Tribunal de Justiça e do Conselho de 
S. Magestade. Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 17 de Novembro de 1888. 



A 




SSU DA TORRE. (Barão de) Luiz António Simões de Meirelles. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 1 1 de Agosto de 1880. 



6? 



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ATALAYA. (Barão com grandeza de) Lourenço Cavalcanti de Albu- 
querque Maranhão. 
Falleceu em n de Fevereiro de 1867. 

Casou com D. Anna Luiza Vieira de Sinimbu, que falleceu em Maceió, a 3 de 
Maio de 1876. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e da Imperial Ordem 
da Rosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de iq de Fevereiro de i8í8. Barào com grandeza por decreto 
de 14 de Março de 1860. 




ATALIBA NOGUEIRA. (Barão de) João Ataliba Nogueira. 
Nasceu na Província de S. Paulo em 1834. 
Filho de José Teixeira Nogueira, natural de Campinas, em S. Paulo, onde 

falleceu em 1844, e de sua mulher D. Anna Eufrásia de Almeida. 
Casou em 1864 com D. Luiza Xavier de Andrade, filha do Capitão Camillo 
Xavier Bueno da Silveira e de sua primeira mulher D. Luiza Ursulina 
Barbosa de Andrade. 

Era Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de S. Paulo, e impor- 
tante fazendeiro em Jaguary, nessa Província. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de ao de Junho de 1888. 



64 




A TI BAIA. (Barão de) Joaquim António de Arruda. 
Falleceu em 20 de Junho de 1881 . 
Filho de António Manuel de Arruda e de sua prima e mulher D. Maria Baptista 

Aranha. Era irmão da Baroneza de Almeida Lima. 
Casou em 1841, na Villa de S. Carlos, na Provinda de S. Paulo, com D. Ger- 
trudes Leopoldina Soares, filha do Capitão Joaquim José Soares de 
Carvalho, e de sua mulher D. Maria Felicíssima de Abreu, e irmã do 
Barão de Paranapanema. 

Era Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : As dos Botelhos, que são : em campo de oiro quatro bandas de goles. Timbbe : um 
leão do mesmo metal, nascente, bandado de vermelho. 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Novembro de 1862. 




A 



VANHANDAVA. (Barão de) José Emygdio de Almeida Cárdia. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de 1889. 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 9 



65 




IVIRTUTE ETHONORE 



AVELLAR E ALMEIDA. (Barão de) Laurindo de Avellar e 
Almeida. 
Filho dos Barões de Ribeirão. 

Era Commendador da Real Ordem de Christo de Portugal. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo de oiro, uma banda de goles, carregada de três estrellas de prata de 
cinco raios, entre um cafeeiro de sua côr e fructos de goles, á sinistra, e uma abelha de sua côr á 
destra. Divisa : l^irtute et Honore. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Janeiro de 1881. 




AVELLAR REZENDE. (Barão de) Quirino de Avellar Montei 
de Rezende. 



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Natural de Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 9 de Setembro de 1882. 




A YMORÉ. (Barão de) António Rodrigues da Cunha. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Agosto de 1889. 



66 




AYURUOCA. (i.° Barão de) Custodio Ferreira Leite. 
Nasceu na fazenda de seus pães, no Rio das Mortes, Província de 
Minas Geraes, em 3 de Desembro de 1782. 
Falleccu na Barra do Louriçal, em Mar de Hespanha (Minas Geraes), em 17 de 

Novembro de 1859. 
Filho do Sargento-Mór José Leite Ribeiro e de sua mulher D. Escholastica 

Maria de Jesus. 
Casou com D. Theresa Maria Rosa de Magalhães Velloso, fallecida em Minas- 
Geraes, em 1868. Era tio do Barão de Vassouras. 

Tomou assento na Assembléa Provincial de Minas Geraes, foi Coronel de 
Milícias e Capitão-Mór. 

Era importante e rico fazendeiro, muito conceituado e emprehendedor, 
a quem muito deveu a Província de Minas Geraes. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Março de 1855. 




AZEVEDO COUTINHO. (Barão de) Sebastião da Cunha de Aze- 
vedo Coutinho. 
Natural de S. Fidelis, Rio de Janeiro. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇ^O DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Desembro de 1881. 




AZEVEDO MACHADO. (Barão de) António José de Azevedo 
Machado. 



Natural da Província do Rio Grande do Sul. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Desembro de 1885. 



67 




BAEPENDY. (i." Visconde com grandeza, i." Conde e Marquez de) 
Manuel Jacintho Nogueira da Gama. 

Nasceu em S. João d'El-Rei, em Minas Geraes, a 8 de Setembro de 1765. 

Fallcceu no Rio de Janeiro em 15 de Fevereiro de 1847. 

Filho de Nicoláo António Nogueira e de sua mulher D. Anna Joaquina 
de Almeida e Gama. 

Casou em 7 de Agosto de 1809 com D. Francisca Mónica Carneiro da Costa 
e Gama, Dama Honorária de S. Magestade a Imperatriz, que falleceu em 
S. Mónica a 1 1 de Maio de 1869, tendo nascido em 4 de Maio de 1795 ; 
filha de Braz Carneiro Leão e de sua mulher D. Anna Francisca Maciel 
da Costa, Baroneza de S. Salvador de Campos de Goytacazes. 

Doutor em Mathematicas e Philosophia pela Universidade de Coimbra, 
lente da Real Academia de Marinha de Lisboa (1 791-1801). Inspector das 
nitreiras e fabricas de pólvora em Minas, Marechal de Campo, Conselheiro de 
Estado em 1823. 

Foi Deputado á Constituinte, pelo Rio de Janeiro, em 1823 e um dos 
signatários da Constituição ; Presidente do Senado e Senador por Minas 
Geraes, em 1826 ; Ministro da Fazenda no 2." Gabinete de 1823, no 5" de 
1826 e no 10." de 1831, que foi o ultimo do primeiro Reinado. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade, Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Imperial, sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, Digni- 
tário da I. Ordem de Cruzeiro, Grã-Cruz da I. Ordem da Rosa, em 1841, 
Commendador da I. Ordem de S. Bento de Aviz, etc. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala ; na primeira, as armas dos Nogueiras, — em campo de 
oiro uma banda xadresada de prata e sinople de cinco peças em faxa, com a ordem do meio coberta 
toda de uma cotica de goles — ; na segunda as armas dos Gamas, dos que descendem de D. Vasco da 



68 



Gama, que sào ; o escudo xadresaJo de oiro e vermelho, de três peças em faxa e cinco em pala, oito 
de oiro e sete de vermelho, estas carregadas de duas faxas de prata ; e no meio das armas um escu- 
dete com as quinas de Portugal. Timbre : meio nayre vestido ao modo da índia com uma trunfa c 
um bolante que le cáe pelas costas ; braços nús e na mão direita um escudo das armas dos Gamas, 
c na esquerda um ramo de canella verde com rosas de oiro. 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : i." Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1S24. 1." Conde 
por decreto de 3 de Desembro de 1825. Marquez por decreto de 12 de Outubro de 1820. 




BAEPENDY. (2." Visconde com grandeza e 2.° Conde de) Braz Carneiro 
Nogueira da Costa e Gama. 

Nasceu no Rio de Janeiro em 22 de Maio de 1812. 

Falleceu em 12 de Maio de 1887. 

Filho dos 1.0" Marquezes de Baependy, Manuel Jacintho Nogueira da Gama e 
de sua mulher, D. Francisca Mónica Carneiro da Costa e Gama. 

Casou em 22 de Outubro de 1824 com sua prima D. Rosa Mónica Nogueira 
Valle da Gama, Dama honorária de S. M. a Imperatriz, que nasceu a 23 
de Outubro de 1820 em Minas Geraes e era filha do Coronel José Ignacio 
Nogueira da Gama, irmão do Marquez de Baependy, e de sua mulher 
D. Francisca Maria Valle de Abreu e Mello, Baroneza de S. Matheus. 

Foi Presidente da Província de Pernambuco em 1868, Deputado á Assem- 
bléa Provincial e Geral, pelo Rio de Janeiro, nas 8^ á 10. -"^ legislaturas, de 
1850 a 1864 e na 14.", de 1869 a 1872. Nomeado Senador pela mesma Província, 
em 1872, presidiu o Senado em 1885 e a Camará dos Deputados varias vezes. 

Era Gentil-Homem da Gamara Imperial, Fidalgo Cavalleiro da Casa Impe- 
rial, Grande do Império, Commendador da I. Ordem de Christo, Grande 
Dignitário da I. Ordem da Rosa. 



69 



I 



BRAZAO DE ARMAS : As de seu Pae, o Marquez de Baependy. (Vide dcscripção nesse titulo). 
COROA : A de Conde. 

GREAÇÃO DOS TÍTULOS : 2." Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1828. 2.° Conde 
por decreto de 2 de Desembro de 1858. 



B 




AGE. (i." Barão com grandeza de) Paulo José da Silva Gama. 
Falleceu em Lisboa, em 1869. 

Foi o 48.» Governador da Capitania do Maranhão. 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 12 de laneiro de 1821. Barão com grandeza por decreto 
de 22 de Janeiro de 1823. 




BAGÉ. (2." Barão com grandeza de) Paulo José da Silva Gama Filho. 
Falleceu em Lisboa em 20 de Agosto de 1869, e a Baroneza na mesma 
cidade em Novembro de 1870. 
Filho dos 1 ."' Barões com grandeza de Bagé. 

Era Marechal do Exercito. 

Dignitário da I. Ordem do Cruzeiro e Commendador da 1. Ordem de 
S. Bento de Aviz. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 12 de Outubro de 1825. Barão com grandeza por decreto 
de 12 de Outubro de 1826. 




BAMBUHY. (Barão de) Francisco das Chagas Andrade. 
Nasceu em Minas Geraes. 
Falleceu no Rio de janeiro em 25 de Novembro de 1877, com 72 annos de 

idade. 
Casou com D. Maria Constança das Chagas. 



70 



Era Commendador da I. Ordem de Christo e da 1. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Desembro de itióó. 




BANANAL. (Barão do) Luiz da Rocha Miranda Sobrinho. 
Nasceu em Rezende a 7 de Agosto de 1836. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 28 de Outubro de 191 s- 
Filho do Commendador António da Rocha Miranda e de sua mulher D. Anna 

Silveira Pompeu de Miranda. 
Casou em primeiras núpcias com D. Amélia Nogueira da Rocha Miranda, 
fallecida em 1 1 de Janeiro de 1875 e em segundas núpcias com D. Adriana 
Nogueira Torres da Rocha Miranda. 

Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional e militou na politica do Império. 

CREAÇÃO DO TITULO : B.irão por decreto de 20 de Maio de i8õq. 




BARBACENA. (i." visconde com grandeza e Marquez de) Felisberto 
Caldeira Brant Pontes Oliveira e Horta. 
Nasceu no arraial de S. Sebastião, em Marianna, na Provincia de Minas 

Geraes, em 19 de Setembro de 1772. 
Falleceu em i 3 de Junho de 1842, no Rio de Janeiro. 

Filho do Coronel Gregório Caldeira Brant e de sua mulher D. Anna Fran- 
cisca de Oliveira e Horta sua prima, ambos naturaes da Provincia de 



7' 



Minas Geraes ; ella, filha do Coronel José Caetano Rodrigues Horta e de 
sua mulher, D. Ignacia Maria Pires de Arruda. 
Casou em 1801, na Provinda da Bahia, com D. Anna Constança Guilhermina 
de Castro Cardoso, natural d'essa Província e filha do Coronel António 
Cardoso dos Santos e de sua mulher D. Anna Joaquina de S. Miguel e 
Castro. 

Sentou praça de cadete e, seguindo para Lisboa, frequentou o Collegio 
dos Nobres e matriculou-se na Academia de Marinha, d'onde sahiu após ter 
concluído o curso. Tendo direito ao posto de Capitão de Mar e Guerra aos 
19 annos de idade e não lhe tendo sido conferido esse posto, devido á sua 
pouca idade, foi transferido para o Estado Maior do Exercito como Major e 
Ajudante de Ordens do Governador de Angola. Veio para o Brasil em 1808 
com D. João VI, como Tenente-Coronel, e foi Inspector Geral das tropas da 
Bahia e Brigadeiro em 181 1 . 

Foi Commandante em chefe das operações no Sul, em 1816, e Marecha' 
de Campo. 

Deputado á Constituinte em 1823, pela província da Bahia, foi Ministro 
do Império no 3." Gabinete de 1823, da Fazenda no 4." de 1825, e organi- 
sador do 8." Gabinete de 1829, occupando a pasta da Fazenda. Senador pela 
Província de Alagoas, em 1826, foi o emissário que tratou o reconhecimento 
da independência do Brasil, em Londres, e n'essa occasião igualmente da 
emissão de um empréstimo. Em 1828 voltou á Europa levando em sua 
companhia como tutor a jovem Rainha D. Maria II e também para ajustar o 
casamento da Princeza D. Amélia de Leuchtenberg com S. M. o Imperador 
D. Pedro I, com a qual chegou ao Rio de Janeiro, em 1829. A elle se deve a 
introducção da vaccina jenneriana no Brasil em 1798. 

Era Grande do Império, Gentil-Homem da Imperial Gamara, Veador de 
S. M. a Imperatriz. Alcaide-Mór da villa de Jaguaripe, Cavalleiro da Rea' 
Ordem da Torre e Espada, Grã-Cruz da Imperial Ordem da Rosa e do 
Cruzeiro, Commendador da I. Ordem de Christo e Grã-Cruz da Coroa de 
Ferro. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no i." e 4.° as armas dos Caldeiras, — em campo azul uma 
banda de prata, entre duas flores de lii de oiro — ; no segundo, as dos Oliveiras, — em campo 
vermelho uma oliveira verde com fructos de oiro e raizes de prata — ; no terceiro as dos Hortas, — 
em campo de oiro, um braço nú, posto fixo em faxa, no cabo do escudo com uma chave grande na 
mão, posta em pala, de sua côr, e o contra chefe ondeado de agua. (Brazão passado em 12 de Feve- 
reiro de 1801. Reg. no Cartório da Nobreza^ Liv. VI, fls. 164"). 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeia por decreto de 12 de Outubro de 1824. Marquez por 
decreto de 12 de Outobro de 1826. 



72 




BARBACENA. (2.° Visconde com grandeza de) Felisberto Caldeira 
Brant Pontes. 
Nasceu na Bahia em 20 de Julho de 1802. 
Falleceii no Rio de Janeiro em 28 de Maio de 1906. 
Filho dos Marquezes de Barbacena. 
Casou com D. Augusta Isabel Kirckhoefer, natural de Hamburgo. 

Abraçou a carreira das Armas e acompanhou seu Pae em diversas missões 
(1818 a 1821). Regressando de Londres, a primeira vez, occupou uma cadeira 
de deputado da Assembléa Bahiana. 

De 1825 a 1827 exerceu cargos diplomáticos em Paris, Londres, Vienna 
d' Áustria, e na Hollanda em 1846, tendo assistido á coroação de Jorge IV da 
Inglaterra e só em i8?o de novo voltou ao Brasil. Foi Presidente do Rio de 
Janeiro em 1848 e, ao deixar o governo da Provincia, voltou suas vistas para 
o progresso industrial e agrícola do paiz, o que foi a meta principal da sua 
actividade em uma longa e gloriosa existência. 

A elle cabe a iniciativa da construcção da Estrada de Ferro D. Pedro II 
(hoje Estrada de Ferro Central do Brasil) o melhor e mais rico próprio nacio- 
nal, em i8,o, a da Estrada de Ferro de Cantagallo em 1856, a da de D. Theresa 
Christina em 1862. Cabe-lhe também a primazia da introducção da canna de 
assucar. Foi sócio honorário do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, 
admittido em 12 de Agosto de 1841. 

Era Grande do Império, Grande Dignitário da I. Ordem da Rosa, Commen- 
dador da I. Ordem de Christo. 

BRAZAO DE ARMAS : As de seu Pae, o Marquez de Barbacena. (Vér a descripçâo nesse titulo). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 31 de Julho de 1830. 



Aichivo Nobiliarchíco Brasileiro. 



73 




BARCELLOS. (Barão de) Domingos Alves Barcellos Cordeiro. 
Nasceu em S. João da Barra, na Província do Rio de Janeiro. 

Bacharel em direito pela Faculdade de S. Paulo, era fazendeiro na Pro- 
víncia do Rio de Janeiro, tendo inaugurado em 1878 a segunda grande usina 
de assucar. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1879. 




AMBITIO ET INVIDIA 
51T PROCUL. 



BARRA MANSA. (Barão e Visconde com grandeza de) João Gomes 
de Carvalho. 
Nasceu no Amparo da Barra Mansa, na Província do Rio de Janeiro em 30 

de Abril de 1839. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 26 de Abril de 1899, solteiro. 
Filbo de Manuel Gomes de Carvalho, i ." Barão do Amparo e de sua mulher, 
a Baroneza, D. Francisca Bernardina Leite de Carvalho. Era irmão do 
2." Barão do Amparo e do Barão do Rio Negro. 

Proprietário e fazendeiro no Município de Barra Mansa, Província do Rio 
de Janeiro. 

Era Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial, Dignitário da Imperial 
Ordem da Rosa, Commendador da I. Ordem de Christo e da Conceição de 
Villa Viçosa, de Portugal. 



- 74 



BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartclaiio ; no primeiro c quarto, — em campo de oiro, três cabeças de 
Índios araris com um turbante de pennas de cores na cabeça, postas em roquete — ; no segundo e 
terceiro, em campo vermelho um pelicano de oiro em seu ninho, mordendo as entranhas para com 
seu sangue nutrir os filhos ; chefe de azul, com três besantes de prata. Por differença uma brica de 
prata com um ramo de cafeeiro de sinoplc e bordadura de azul. Timbrh : uma das cabeças de Índio 
do escudo. Divisa : /Imbitio et iiividia sit procul. (Brazão passado em 18 de Julho de 1867. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 8a). 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de 5 de Maio [de 1807. Visconde com gran- 
deza por decreto de 15 de Janeiro de 18Ó8. 




BATO V Y. (Barão com grandeza de) Manuel de Almeida Gama Lobo d' Eça. 
Falleceii no Paraná, durante a revolução que tentara derrubar o Mare- 
chal Floriano Peixoto. 

Casou com D. Anna L. Pereira da Gama. 

Marechal de Campo, prestou relevantes serviços durante a guerra do 

Paraguay. Foi Presidente da Provinda de Matto-Grosso, em 1883. 

Era Commendador da 1. Ordem de S. Bento de Aviz, Official da 1. Ordem 

do Cruzeiro, Commendador da 1. Ordem da Rosa. 

Tinha as medalhas de campanha do Estado Oriental do Uruguay, em 

1852, a Geral de Campanha do Paraguay e a do Mérito e Bravura Militar. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Abril de 1879. Barão com grandeza por decreto de 28 
de Agosto de 1889. 




B 



HAUREPAIRE ROHAN. (Visconde com grandeza de) Henrique 
(Pedro Carlos) de Beaurepaire Rohan. 



75 



Nasceu no sitio de Sete Pontes, em S. Gonçalo, Nictheroy, em 12 de Maio 
de 181 2. 

Fallcceu no Rio de Janeiro em 19 de Julho de 1894. 

Filho de Jacques António Marcos de Beaurepaire, Conde de Beaurepaire, que 
acompanhou D. João VI ao Brasil, onde prestou importantíssimos 
serviços. Nasceu em 17 de Novembro de 1770 e falleceu no Rio de 
Janeiro em 26 de Julho de 1838 no elevado posto de Marechal de Campo. 
A 28 de Julho de 181 1 casou com D. Maria Margarida Skeys de Rohan 
descendente da nobra casa dos Rohans, nascida em Portugal em 24 de 
Desembro de 1783 e fallecida na Bahia em 30 de Desenibro de 1825. 

Casou com D. Guilhermina Múller de Campos, em S. Paulo, em iode Agosto 
de 1848, viuva do Major Francisco Manuel das Chagas e filha do Mare- 
chal de Campo Daniel Pedro Múller de Campos e de sua primeira mulher 
D. Gertrudes Maria do Carmo. 

Aos 9 de Junho de 1819, por graça especial do Rei D. João VI, e em 
homenagem aos serviços prestados por seu Pae, teve praça de cadete e, 
sempre por merecimento, galgou todos os postos até o de Marechal do 
Exercito, em 30 de Janeiro de 1890. 

Matriculou-se na Academia Militar, em 1832, e concluio o curso de 
Engenharia em 1837. Foi Presidente das Províncias do Pará em 1856 e do 
Ceará em 1857, Ministro da Guerra no Gabinete Furtado, de 1864, Conselheiro 
de Guerra em 1876 e de Estado em 1887. 

Era Ministro do Supremo Tribunal Militar, Grande do Império. Gentil- 
Homem da 1. Gamara, Grã-Cruz, da 1. Ordem de S. Bento de Aviz, Digni- 
tário da 1. Ordem da Rosa, Commendador da I. Ordem de Christo e 
Condecorado com as medalhas de campanha da Rendição de Uruguayana e 
outras. Era Guarda-Roupa do Paço e Veador de S. Magestade a Imperatriz 
e afilhado de S. Magestade o Imperador. 

Foi Vice-Presidente do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro e 
sócio de muitas outras associações scientificas e litterarias. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de sable três feixes de aveia de prata. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 13 de Junho de 1888. 



76 




BEBERIBE. (Barão de) Francisco António de Oliveira. 
Nasceu no Recife, Província de Pernambuco, em 21 de Setembro de 
1788. 
Falleceu nessa cidade em 24 de Setembro de 1855. 
Filho de Francisco de Oliveira Guimarães e de sua mulher D. Maria Joaquina 

da Conceição e Oliveira. 
Casou em primeiras núpcias com D. Maria Gertrudes Carneiro e em segundas 
núpcias com D. Anna Josephina Pereira Pinto, filha do Conselheiro 
Chefe de Esquadra José Pereira Pinto. 

Proprietário e capitalista na praça de Pernambuco, foi por mais de 
vinte annos membro da Municipalidade da sua Província. Fundador da Asso- 
ciação Commercíal e do Banco Commercial de Pernambuco. 

Era Commendador da I. Ordem de Chrísto. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Oliveiras, — em campo vermelho 
uma oliveira da sua côr com raízes de prata — ; na segunda, em campo azul, uma flor de liz de 
oiro. 

CORÔA • A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de n de Desembro de 1853. 







ELEM. (i.° Barão com grandezaTde) José Araújo de Aragão. 



'CREAÇAO DOS TÍTULOS ; Barão por decreto de 18 de Outubro de 182U. Barão com grandeza 
por decreto de 10 de Julho de 1830. 



77 




BELÉM. (2.° Barão de) Rodrigo António Falcão Bulcão. 
Nasceu na cidade de Cachoeira, na Província da Bahia, em 7 de Abril 
de 1789. 
Falleceu em 10 de Setembro de i8ss, na Capital da Bahia. 

Sentou praça de Capitão de Cavallaria em 181 1 e entrou na lucta da 
Independência em 25 de Junho de 1822, na Cachoeira. Era Brigadeiro do 
Exercito. 

Commendador da I. Ordem de Christo, Officlal da I. Ordem do Cruzeiro 
e Commendador da I. Ordem de S. Bento de Aviz. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 4 de Maio de 1852. 




iJ ELEM. (3.° Barão de) José Maria de Almeida Belém. 
-'— ' Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Março de 1884. 




BELLA VISTA. (Barão de) José de Aguiar Toledo. 
(Vide noticia no titulo Visconde de Aguiar Toledo). 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Abril de 1854. 




BELMONTE. (Condessa de) D. Marianna Carlota Verna de Magalhães 
Coutinho. 
Nasceu na Freguesia de S. Salvador, em Elvas, Portugal. 



78 



Falleccu no Rio de Janeiro em 17 de Outubro de 1855, com 76 annos de 
idade. 

Casou com Joaquim José de Magalliães Coutinho, Guarda-Roupa de S. Mages- 
tade, natural de Portugal, que veio para o Brasil com suafamilia, fazendo 
parte da comitiva de S. M. a Rainha D. Maria I e de seu filho o Príncipe 
Regente, follecendo no Rio de Janeiro em 9 de Agosto de 1823. 

Foi agraciada com o titulo de Condessa quando já era viuva. 

Era Camareira-Mór por alvará de 3 de Maio de 1844, sendo a ella confiada 
S. M. o Imperador D. Pedro 11, desde o seu nascimento^ gosando por isso 
grande estima e prestigio na Corte. 

CREAÇÃO DO TITULO : Condessa por decreto de 5 de Maio de 1844. 




BEM FICA. (Barão de) António José de Castro. 
Falleceu em Lisboa em 6 de Agosto de 1 88o. 
Casou com D. Hermínia de Oliveira Castro. 

Negociante, proprietário e fazendeiro na Província de Pernambuco. 
Era Official da I. Ordem da Rosa, Commendador da R. Ordem de Christo 
de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado ; no primeiro, em campo azul, seis besantes de oiro postos em 
duas palas ; no segundo, em campo de prata cinco quadrilongos de goles postos em aspa ; e assim 
os eontrarios. (Brazão passado em 5 de Junho de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 78). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 27 de Abril de 1867. 



79 




B 



EM POSTA. (Barão de) Ignacio Barboza dos Santos Werneck. 
Falleceu a 2 de Maio de 1889. 



Proprietário e fazendeiro em S. José do Rio Preto, na Parahyba do Sul, 
Provincia do Rio de Janeiro. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de prata um cafeeiro de sinople com fructos de goles, acompanhado em 
chefe de duas estrellas do rtiesmo e uma bordadura de azul, carregada de oito bezantes de oiro. 
(Brazão passado em i de Desembro de 1868. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 103). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i de Maio de 1867. 




BENEVENTE. (Barão e Visconde de) José Feliciano de Moraes Costa. 
Nasceu na cidade de Pirahy, na Provincia do Rio de Janeiro. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 14 de Abril de 1904, com 71 annos de idade. 

Era Bacharel pelo Collegio D. Pedro II, e foi Deputado Provincial, e Geral 
pela Provincia do Rio de Janeiro na 12.=' legislatura de 1864-1866. Era poeta e 
orador fluente. 

Commendador da R. Ordem de Christo de Portugal. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de |8 de Outubro de 1873. Visconde por decreto de 25 de 
Março de 1 888. 



8u 




BERTIÓGA. (Barão da) José António da Silva Pinto. 
Falleceu em Juiz de Fora, na Provincia de Minas Geraes, em 1870. 

Commendador da I. Ordem de Cliristo. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 1 6 de Maio de i8ói. 



B 




O A ESPERANÇA. (Barão da) António Ferreira de Brito. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Julho de lí 




BOA VIAGEM. (Barão de) Francisco José de Mattos Pimenta. 
Falleceu em 23 de Desembro de 1 883 . 

Era Capitão-Tenente da Armada. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Agosto de 1867. 




B 



OA VISTA. (i.° Barão com grandeza, Visconde com grandeza e 
Conde de) Francisco do Rego Barros. 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 1 1 



Nasceu no Engenho do Trapiche, no cabo de S. Agostinho em Pernambuco, 
em 4 de Fevereiro de 1802. 

Falleceu em Pernambuco em 4 de Outubro de 1870. 

Filho do Coronel Francisco do Rego Barros, Fidalgo Cavalleiro, Coronel de 
Milicias, e de sua mulher D. Marianna Francisca de Paula Cavalcanti de 
Albuquerque. Neto paterno de Sebastião António de Barros e Mello, 
Fidalgo Cavalleiro e Professo na Ordem de Christo, e de sua mulher 
D. Maria de Albuquerque e Mello, e materno do Coronel Francisco 
Xavier Cavalcanti e de sua mulher D. Felippa Cavalcanti de Albuquerque. 
Era irmão do Barão de Ipojuca. 

Casou com D. Maria Anna Calvacanti do Rego Barros. 

Bacharel em Mathematicas pela Universidade de Paris, foi Brigadeiro do 
Exercito, Deputado á Assembléa Geral por Pernambuco na 2.=', }.^, 4.^, 5.'', 
6.*, %.^ legislaturas de 1830 a 1852. Senador por essa Província em 1850, 
Presidente da mesma duas vezes, de 1837 a 1841 e de 1841 a 1844, foi também 
Presidente da Província do Rio Grande do Sul, em 1865 e seu Commandante 
das Armas. 

Grande do Império, Veador de S. M. a Imperatriz, Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Imperial, Dignitário da I. Ordem do Cruzeiro, Cavalleiro da I. Ordem 
da Rosa, de S. Bento de Aviz, Commendador da Real Ordem de Christo de 
Portugal, membro do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, etc. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido de sinople e de goles ; no primeiro as armas dos Regos, que são : 
uma banda de prata ondeada de azul e sobre ella três vieiras de oiro ; no segundo, as armas dos 
Barros, — de vermelho com três bandas de prata e no campo nove estrellas de oiro, i, 3, 3 e 2 — ; 
campanha de oiro com uma canna de assucar e um ramo de cafeeiro ao natural, postos em santor, 
este em barra e aquella em banda. (Brazão passado em 30 de Agosto de 1870. Reg. no Cartório da 
Nobreza, Liv. VI, fl. 110). 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 18 de Junho de 1841. Barão com grandeza por decreto 

de 2 de Desembro de 1854. Visconde com grandeza por decreto de 12 de Desembro de 1S58. Conde 

por decreto de 29 de Agosto de lÒbo. 




BOCAINA. (Barão da) Francisco de Paula Vicente de Azevedo. 
Nasceu em Lorena, na Província de S. Paulo, em 8 de Outubro de 
1856, e ainda vive. 
Filho do Coronel José Vicente de Azevedo e de sua mulher D. Angélica 



82 



Moreira de Azevedo, irmã do Conde de Moreira Lima e do Barão de 
de Castro Lima. 
Casou com D. Rosa Bueno Lopes de Oliveira, filha de Manuel Lopes de 
Oliveira e de sua mulher D. Francisca de Assis Vieira Bueno. 

Foi Director da Estrada de Ferro S. Paulo-Rio, do Banco Commercial 
de S. Paulo. Negociante matriculado na Junta Commercial do Rio de Janeiro, 
foi Collector das Rendas Federaes em Lorena. 

Commendador da 1. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Maio de 1887. 




BOJURU. (Barão de) Innocencio Velloso Pederneiras. 
Brigadeiro, Director da Directoria Geral das Obras Militares em 
1889. Representou a Provinda do Rio Grande do Sul na i4.-'' legislatura de 
1869 a 1872. 

Commendador de S. Bento de Aviz, Dignitário da I. Ordem da Rosa, 
Commendor da de Christo, e condecorado com a medalha da Campanha do 
Paraguay com passador de oiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 13 de Julho de 1889. 




BOM CONSELHO. (Visconde com grandeza de) D.' José Bento da 
Cunha Figueiredo. 
Nasceu na villa da Barra do Rio S. Francisco, em Pernambuco, em 22 de 

Abril de 1808. 
Falirem no Rio de Janeiro em 14 de Julho de 1891 . 

Filho do Capitão Manuel da Cunha Figueiredo e de sua mulher D. Joanna 
Alves de Figueiredo. 

Doutor em Direito pela Faculdade de Olinda, em 1833 ; foi lente jubilado 
da mesma Faculdade em 1864. Inspector Geral da Instrucção Publica do Rio 
de Janeiro ; Deputado Provincial em 1844 ; presidiu as Provincias do Pará em 



83 



i868, Pernambuco em 1855, Alagoas em 1849 ^ Minas Geraes em 1861. Foi 
Deputado Geral por Pernambuco nas 6.-\ 8.-\ 9.'', 10.», ii/\ 14.'' legislaturas, 
de 1845 ^ 1872. Senador pela mesma Província em 1869; foi Ministro de 
Estado na pasta do Império no 26.° Gabinete de 187S. 

Era do Conselho de S. Magestade, Conselheiro de Estado em 1882, 
Grande do Império e grande Dignitário da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de n de Junho de 1888. 



.84 





BOM FIM. (Barão e Visconde com grandeza, Conde e Marquez de) José 
Francisco de Mesquita. 
Nasceu em 1 1 de Janeiro de 1790, em Minas Geraes. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 1 1 de Desembro de 1873. 
Filbo de Francisco José de Mesquita e de sua mulher D. Joanna Francisca 

de Mesquita. 
Casou com D. Francisca Freire de Andrade, filha do Coronel Francisco de 

Paula Freire de Andrade (da Inconfidência Mineira), e de sua mulher 

D. Isabel Alves Maciel. 

Capitalista abastado e banqueiro cuja bolsa muitas vezes abriu-se para 
acudir ao Estado. 

Era Veador da Casa Imperial, Commendador da I. Ordem de Christo, 
da I. Ordem do Cruzeiro, Dignitário da I. Ordem da Rosa, Cavalleiro da 
Legião de Honra da França, Membro da Junta da Caixa da Amortisação, 
Bemfeitor da Santa Casa de Misericórdia, Vereador da Gamara Municipal da 
Corte, etc. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 1 8 de Julho de 1841. Barão com grandeza por decreto 
de 15 de Novembro de 1846. Visconde com grandeza por decreto de 2 de Outubro de 1854. Conde 
por decreto de 12 de Outubro de 1860. Marquez por decreto de 17 de Julho de 1872. 




BOM FIM. (2.° Barão de) José Jeronymo de Mesquita. 
Nasceu em 15 de Novembro de 1856. 
Falleceu em 23 de Setembro de 1895. 



Filho do Conde de Mesquita Jeronymo José de Mesquita. 

Casou em 29 de Juliio de 1879 com D. Maria José de Siqueira, filha de 

António Antunes de Siqueira e de sua mulher D. Josephina Villas-Bôas 

de Siqueira. 

Foi abastado Capitalista, fazendeiro e proprietário. 
Era Commendador da imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de iq de Agosto de i88Sr. 




BOM JARDIM. (Barão de) Luiz Barbalho Muniz Fiusa Barreto de 
Menezes. 
Nasceu em S. Amaro, na Província da Bahia, em 25 de Agosto de 18 13. 
Falleceu em 1 1 de Setembro de 1866. 
Filho do Commendador João Lopes Fiúza Barreto de Menezes Barbalho e de 

sua mulher e prima irman D. Theresa Eugenia de Menezes. 
Casou com sua prima D. Francisca de Assis Muniz Barreto. 

Com sete annos de idade começou seus estudos na Bahia, tendo-se formado 
em Direito em 1833, na Faculdade de Olinda. Foi Deputado Provincial pela 
Província da Bahia de 1838 a 1842, e Geral pela mesma Província na 10. '' legisla- 
tura de 1837 a 1860 e Presidente de Pernambuco por Carta Imperial de 15 de 
Outubro de 1859, servindo até 30 de Abril de 1860. 

Era Official da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Março de 1860. 



m 



8s 




BOM RETIRO. (Barão e Visconde com grandeza de) D." Luiz Pedreira 
do Couto Ferraz. 
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 7 de Maio de 181 8. 
Falleceu em 12 de Agosto de 1886. 

Filho do Desembargador Luiz Pedreira do Couto Ferraz e de sua mulher 
D. Guilhermina Amália Correia Pedreira. 

Doutor em Direito pela Faculdade de S. Paulo em 1839, n'ella foi pro- 
fessor em seguida. Presidiu as provindas do Espirito Santo em 1846, do Rio 
de Janeiro em 1848, até 1853. Foi Deputado Provincial á Assembléa do Rio 
de Janeiro em 1846 e á Assembléa Geral pelo Espirito Santo na 7.=^, 8.» legisla- 
turas, de 1848 a 1852 e pelo Rio de Janeiro na 9.*, 10.», 1 1.=^ legislaturas, de 
1853 a 1864. Era Desembargador aposentado e foi Ministro do Império no 
12." Gabinete de 1853. Senador pelo Rio de Janeiro em 1867, Conselheiro de 
Estado Extraordinário em 1867 e Ordinário em 1871. 

Era do Conselho de S. Magestade, Veador de S. M. a Imperatriz, Grande 
do Império, Gentil-Homem da Imperial Gamara, foi Inspector Geral da Caixa 
da Amortisação, Presidente do Imperial Instituto Fluminense da Agricultura, 
sócio fundador do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, Grã-Cruz da 
Real Ordem de Christo e de Villa Viçosa de Portugal, Official da Imperial 
Ordem do Cruzeiro, Grande Official da Legião de Honra da França, Grã-Cruz 
da Ordem de Leopoldo da Bélgica, de S. Maurício e S. Lazaro da Itália, do 
Danebrog da Dinamarca e da I. Ordem de Christo. Era amigo particular 
de S. Magestade o Imperador, a quem acompanhou em suas viagens dentro 
e fora do paix. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquarlelado ; no primeiro quartel, de goles, seis besantes de oiro (cada 
um delles cortado por três fachas de negro), postos em duas palas ; no segundo, de prata, uma 



86 



banda azul carregada de três crescentes de oiro, entre dois leões de purpura, rompentes, que se 
defrontam ; o terceiro, partido em pala, tendo na primeira, de prata, uma águia bifronte, esten- 
dida, de negro ; na segunda pala, de azul, cinco flores de liz de oiro, postas cm santor ; no 
quarto quartel um enxequetado de prata e goles ; e por differença uma brica azul com uma cstrella 
de prata. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 19 de Outubro de 18Ó7. Visconde com grandeza por 
decreto de 10 de Julho de 1872. 




BONITO. (Barão do) Manuel Gomes da Cunha Pedrosa. 
Nasceu na Província de Pernambuco. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Julho de 1888. 




BUIQIJE. (Barão de) Francisco Alves Cavalcanti Camboim. 
Nasceu na Provincia de Pernambuco. 
Falleceii em 1895 ou pouco depois, em avançada idade, cerca de 85 annos. 
Casou com D. Anna de Siqueira Cavalcanti Camboim. 

Foi Deputado á i .^ legislatura da Assembléa Provincial de Pernambuco, 
biennio de 183 5- 1837. Em 1893 foi eleito Prefeito do município do Brejo. 

Era Commandante Superior da Guarda Nacional, fazendeiro, proprietário 
da fazenda do Poço, no Brejo de Madre Deus, em Pernambuco, e Official da 
imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. 




BUJARY. (Barão de) António Francisco Pereira. 
Falleceu em 8 de Desembro de 1868. 

Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Novembro de 18Ó7. 



87 




BUTUHY. (Barão de) José António Moreira. 
Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de lo de Junho de 1873. 




CABO"FRIO. (i ." Visconde com grandeza de) Luiz da Cunha Moreira. 
Nasceu na Bahia em i de Outubro de 1777. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 28 de Agosto de 1865. 

Almirante reformado, foi Ajudante de Ordens do Major-General que 
acompanhou a Familia Real para o Brasil. Concluio o curso no Collegio dos 
Nobres de Lisboa, em 1799. Commandou um navio de guerra que seguio com 
a expedição do Pará para a conquista da Guayana Franceza e a força que 
conquistou Proaqui, onde foi ferido na cabeça. Assistiu á tomada de Cayenna, 
seguindo depois para a França como parlamentario de Maldonado, em 1816; 
assistio também ao bloqueio de Pernambuco em 18 17. Foi Ministro da 
Marinha no 2° Gabinete de 1823, retirando-se do Gabinete por negar-se a 
subscrever o decreto da dissolução da Constituinte ; hispector do Arsenal de 
Marinha, por duas vezes ; Director da Academia da Marinha ; Presidente da 
Província do Pará em 1831, cargo que não acceitou. 

Era do Conselho de Guerra, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Grande 
do Império, Grã-Cruz da I. Ordem de S. Bento de Aviz, Grande Dignitário 
da I. Ordem da Rosa, Cavalleiro da Ordem da Torre e Espada ; tinha a 
medalha de oiro da guerra Cisplatina e a da conquista de Cayenna. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de lo de Junho de 1858. 



C 




ABO-FRIO. (2." Barão e Visconde com grandeza de) Joaquim 
Thomaz do Amaral. 



88 



Nasceu no Rio de Janeiro em i6 de Agosto de 1818. 
Falleceii nessa cidade em 1907. 

Filho de António José do Amaral e de sua mulher D. Maria Benedicta Carneiro 
da Silva Amaral. 

Entrando para a carreira diplomática, foi Secretario de Legação e Ministro 
Plenipotenciário em Londres, Paris. Bruxellas, Argentina, Uruguay e Para- 
guay. Foi, em 1840, Commissario Arbitro da Commissão Mixta Brasileira e 
Ingleza em Serra Leoa ; mais do que benemérito diplomata, era o Archivo 
animado da Secretaria das Relações Exteriores, que regeu por vários lustros. 

Era do Conselho de S. Magestade, Commendador da 1. Ordem da Rosa, 
Cavalleiro da Legião de Honra, Grã-Cruz da Ordem de Leopoldo da Bélgica, 
de Isabel a Catholica, da Hespanha, da Coroa de Ferro, da Imperial Ordem 
do Duplo-Dragão da China, da Águia Vermelha da Prússia e sócio honorário 
do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, etc. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 2 de Maio de 1874. Visconde com grandeza por decreto 
de 2 de iVlaio de 1889. 




CABO-VERDE. (i.° Barão de) António Belfort de Arantes. 
FaJleceu em 19 de Julho de 1885. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Junho de 18S1. 




CABO-VERDE. (2.° Barão de) Luiz António de Moraes Navarro. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Agosto de 1889. 



C 




AÇAPAVA. (Barão com grandeza de) Francisco José deSouza Soares 
de Andréa. 



Archivo Nobiliarchlco Brasileiro I3 



89 



Nasceu em Lisboa em 29 de Janeiro de 1781. 

Falleceu na Província do Rio Grande do Sul em 2 de Outubro de i8s8. 

Sentando praça como voluntário, em 1796, foi reconhecido cadete em 
1 797. Fez o curso de Engenharia e Navegação e depois de ter feito a campanha 
de 1801, em Portugal, veio ao Brasil com D. João VI, em 1808. Declarando- 
se a Independência, prestou á sua pátria adoptiva os mais relevantes serviços. 
Commandou a Brigada de Engenheiros em 1817, em Pernambuco. Acom- 
panhou em 1822 o General Joaquim Xavier 'Curado ao Quartel General de 
S. Gonçalo, por occasião da ravolta do General portuguez Jorge Avilez. 
Tomou parte na Campanha do Rio Grande do Sul e na campanha Cisplatina, 
assistindo á batalha de Ituzaingó, em 1827. 

Era encarregado do destacamento da Quinta da Boa-Vista e fez o 
levantamento da Cidade e de Copacabana. Presidiu as Províncias do Pará, em 
1832 ; de Minas Geraes, por occasião da revolução, em 1843 ; da Bahia, em 
1844 e do Rio Grande do Sul em 1848, exercendo em todas ellas o cargo de 
Commandante das Armas. 

Commandou o Corpo de Engenheiros em 1842 e presidiu a commissão 
de limites entre o Brasil e o Estado Oriental do Uruguay, em i8s4. Presidiu 
a Província do Pará em 1836 e representou a dita Província na 4.'' legislatura 
de 1838 a 1841, e a do Rio de Janeiro, na s-" legislatura, de 1843 a 1844. 

Era Grande do Império, Conselheiro de Guerra e de Estado em 1856, 
Marechal reformado do Exercito e Grã-Cruz da I. Ordem de S. Bento de Aviz, 
Commendador da I. Ordem da Rosa e Official da I. Ordem do Cruzeiro. 

CREAÇÂO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 14 de Março de 1858. 




C 



ACEQLJY. (Barão de) Francisco Antunes Maciel. 

CREAÇÂO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Maio de 1883. 




C 



ACHOEIRA. (1.° Visconde com grandeza da) Luiz José de Carvalho 
e Mello. 



90 



Nasceu na Bahia em 8 de Maio de 1764. 

Falleceu em 6 de Junho de 1826. 

Filho de Eusébio João de Carvalho e de sua mulher D. Antónia Maria de 
Mello. 

Casou com D. Anna Vidal Carneiro da Costa, 3." filha de Braz Carneiro Leão 
e de sua mulher, D. Anna Francisca Maciel da Costa, Baroneza de 
S. Salvador de Campos, nascida no Rio de Janeiro em 28 de Abril de 
1779 e fallecida em 3 de Desembro de 1851, no Rio de Janeiro, Era 
dama honorária de S. Magestade a Imperatriz. 

Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi Magistrado no 
Rio de Janeiro, Juiz da Alfandega, Desembargador da Relação do Rio de 
Janeiro, Deputado á Assembléa Constituinte de 1823, pela Bahia, e nomeado 
Senador por essa Província em 1826. 

Ministro dos Estrangeiros no 3.° Gabinete de 1823, Conselheiro de 
Estado efifectivo, foi um dos signatários da Constituição do Império. Era 
Grande do Império, Dignitário da I. Ordem do Cruzeiro, Commendador 
da I. Ordem de Christo e de N. S. da Conceição de Villa Viçosa de Portugal. 

CREAÇÂO IDO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824. 




CACHOEIRA. (2." Visconde com grandeza da) Luiz José Carneiro 
de Carvalho e Mello. 
Nasceu em 1808. 
Falleceu em 1827, solteiro. 

Filho de Luiz José de Carvalho e Mello e de sua mulher D. Anna Vidal Car- 
neiro da Costa, I ."'' Viscondes da Cachoeira. 

CREAÇÂO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1827. 




CACHOEIRA. (3." Visconde com grandeza da) Pedro Justiniano 
Carneiro de Carvalho e Mello. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 25 de Desembro de 181 1. 



9> 



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Filho de Luiz José de Carvalho e Mello e de sua mulher D. Anna Vidal 
Carneiro da Costa, i."^ Viscondes da Cachoeira, e irmão do 2.° Visconde. 

Casou com sua prima. D. Maria de Loreto, filha dos Condes de S. Simão, 
nascida em 9 de Fevereiro de 1832. 

Era Official do Exercito, Grande do Império e Moço Fidalgo com exercício 
da Casa Imperial, Official da Imperial Ordem de Christo e Commendador de 
Cihristo de Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1828. 




CAETHE. (Visconde de) José Teixera da Fonseca e Vasconcellos. 
Nasceu na Fazenda de seus Paes, em Sabará, em i8 de Outubro de 

1767. 
Falleceu em lo de Fevereiro de 1838. 
Casou em 2? de Janeiro de 1822, com D. Theresa Maria de Jesus, fnllecida 

em Minas Geraes em 1853, de quem teve oito filhos. 

Formado em direito pela Universidade de Coimbra, seguiu a carreira da 
Magistratura, nos cargos de Intendente do Oiro, Juiz de Fora e Ouvidor de 
Sabará, chegando á Desembargador. Foi o i." Presidente da Província de 
Minas Geraes, de 1824 a 1826, e Senador por essa Província em 1826. Foi 
Membro e Vice-Presidente da 1 ." Junta do Governo Provisório da Província 
de Minas Geraes e Deputado á Assembléa Constituinte dissolvida violenta- 
mente em 1823. Compôz um díccionario da língua Tupy, que infelizmente 
perdeu-se. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 12 de Outubro de 1825. Visconde por decreto de 12 de 
Outubro de 1826. 




CAETITE. (Barão de) José António Gomes Netto. 
Nasceu na cidade de Caetíté, Bahia. 

Era Bacharel em Sciencias Jurídicas e Socíaes. Foi Desembargador. 
Era Official da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Março de 18S0. 



93 



n 




CAHY. (Barão de) Francisco Ferreira Porto. 
Nasceu no Rio Grande do Sul. 
Falleceti a 12 de Fevereiro de 1884. 
Casou com D. Maria L. Meffredy Porto. 

Commendador da Ordem de Nossa Seniiora da Conceição de Villa 
Viçosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Setembro de 1870. 




CAIARÁ. (Barão do) Augusto de Souza Leão. 
Nasceu no Engenlio Caraúna, municipio de Jaboatão, na Provincia de 
Pernambuco, em 13 de Desembro de 1830. 
Falleceu ern Olinda, nessa Provincia, em 4 de Setembro de 1898. 
Filho do Tenente-Coronel Domingos de Souza Leão e de sua mulher D. The- 
resa de Jesus Coelho de Souza Leão. Era irmão do Barão de Villa Bella. 
Casou com sua sobrinha D. Idalina Carlota de Souza Leão, filha do Commen- 
dador Luiz Francisco de Barros Rego e de sua mulher D. Carlota 
Guilhermina de Barros Rego. 

Formado em direito pela faculdade do Recife, dedicou-se á agricultura. 
Foi deputado provincial em successivas legislaturas. Presidente da Assembléa 
Provincial ; governou a Provincia de Pernambuco na qualidade de Vice- 
Presidente, em 1885 e 1889. Foi Juiz de Paz e Senhor do Engenho de Capiba- 
ribe, em S. Lourenço da Matta, nessa Provincia. 



93 



Era Cavalleiro da I. Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, em campo de prata, as quinas de 
Portugal, postas em aspa ; no segundo e terceiro, em campo de oiro, um leão de goles, rompente. 
Timbre : o leão das armas. (Brazão passado em 30 de Agosto de 1S67. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 08). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Julho de 1885. 



C 




AIRARY. (Barão de) António Manuel Correia de Miranda. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Agosto de 1888. 




CAJAHYBA. (Barão com grandeza de) Alexandre Gomes de Argollo 
Ferrão. 
Falleceu na Província da Bahia, em i o de Maio de 1870, com 70 annos de 
idade. 

Era Marechal de Campo e uma das glorias da Independência. Foi Vice- 
Presidente da Província da Bahia durante vinte annos. 

Era Veador de S. Magestade a Imperatriz, Commendador da I. Ordem de 
S. Bento de Aviz, da I. Ordem de Christo e Official da I. Ordem da Rosa. 
Tinha a medalha da Guerra da Independência da Bahia. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de i8 de Julho de 1841. Barão com grandeza por decreto 
de 25 de Março de 1849. 




CAJURÚ. (1.° Barão de) João Gualberto de Carvalho. 
Falleceu em 21 de Fevereiro de 1869. 
Era Commendador da I. Ordem de Christo e da 1. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO titulo ; Barão por decreto de 30 de Junho de 1860. 



94 




CAJU RU. (2." Barão de) Militão Honório de Carvalho. 
Commendador da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Junho de 1889. 




CALDAS. (Barão e Visconde de) Luiz António de Oliveira. 
Nasceu em Minas Geraes. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 19 de Julho de 187Q. Visconde por decreto de 10 de 
Agosto de 1889. 




CALERA. (Barão de) D. Thomaz Garcia de Zuniga. 
Nasceu em Montevideo, em 1783. 

Serviu no Exercito Brasileiro, tendo chegado ao posto de Coronel de 
Milicias em 18 de Maio de 1818 ; Brigadeiro Graduado de Commissão e 
Commandante de todas as Milicias da Província Cisplatina, em 12 de Janeiro 
de 1823, confirmado neste posto e commando por decreto de 1 1 de Março 
de 182V Era Syndico Geral do Estado Cisplatino em 1822. Fez as campanhas 
da Província Cisplatina desde 1819 até 1822, de 1823 a 1824 e de 1825 
a 1828. Prestou relevantes serviços durante a epocha da Independência e tendo 
sido demittido do posto de Brigadeiro, allegou que era nascido na então 
Província Cisplatina e ter prestado bons serviços á causa da Independência do 
Império, tomando parte em todas as campanhas dessa Província e não ser 
estrangeiro como o julgava o decreto de 6 de Maio de 1831 que o demittira 
e, como natural de uma Provinda Brasileira, embora presentemente separada 
do Império, pedia a conservação do seu posto e revogação do decreto de 6 de 
Maio, o que conseguio, sendo reformado nesse posto. 

Era Dignitário da I. Ordem do Cruzeiro e tinha a medalha de oiro de 
Distincção por serviços prestados á Nação, na Provinda de Montevideo, de 
1819 a 1822. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 12 de Outubro de 1828. 



95 




c 



AMAÇARY. (Barão de) António Calmon de Araújo Góes. 
Nasceu na Província da Bahia. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 13 de Setembro de 1871. 




CAMAMU. (i.o Visconde com grandeza de) José Egydio Gordilho 
Velloso de Barbuda. 

Nasceu na villa de Cliamusca, na Provincia do Rio Grande do Sul, em i de 
Agosto de 1787. 

Falleceu na Provincia da Bahia em 28 de Fevereiro de 1830 quando presidia 
essa Provincia. 

Filbo do Desembargador José Júlio Henrique Gordilho Cabral e de sua mulher 
D. Maria Barbosa Cabral Velloso de Barbuda. 

Casou com D. Caetana Augusta de Vasconcellos Gordilho de Barbuda, que 
falleceu no Rio de Janeiro em 2 de Agosto de 1860. Eram Paes do 2." Vis- 
conde de Camamú. 

Sentou praça de cadete no Corpo de Artilharia, com 12 annos de idade, 
sendo promovido á 2.» Tenente ; embarcou para o Brasil, onde foi Tenente da 
Legião de Caçadores da Bahia e Ajudante de Ordens do Governo dessa 
Capitania. Brigadeiro em 1824, foi Commandante das Armas e Presidente do 
Rio Grande do Sul, em 1824; da Provincia da Bahia em 1827, cargo que 
exercia quando foi assassinado por vários tiros de bacamarte disparados por 
um grupo de indivíduos. 

Era Veador de S. Magestade, Guarda-Roupa da I. Gamara, Grande do 
Império, Grã-Cruz da I. Ordem do Cruzeiro, Commendador da.l. Ordem de 
Christo, e tinha a medalha da Independência da Bahia. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de i 2 de Outubro de 1828. 



96 



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CAMAMÚ. (2.0 Visconde com grandeza de) José Egydio Gordilho 
de Barbuda. 
Nasceu na ilha da Madeira, onde seu Pae estava de guarnição, em 25 de 

Fevereiro de 1808. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 1 1 de Março de 1867. 
Filho dos 1.°^ Viscondes (com grandeza) de Camamú. 

Sentou praça em 2 de Novembro de 181 8, chegando ao posto de Tenente- 
Genera! do Exercito, em 1866. Tomou parte na revolução do Rio Grande do 
Sul, em 1835, ao lado da legalidade. Foi Ministro da Guerra em 1865, Director 
da Directoria do Material do Exercito e exerceu varias commissões technicas. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade, Commendador 
da I. Ordem de Christo, Official da 1. Ordem da Rosa e Grã-Cruz da I. Ordem 
de S. Bento de Aviz. 

CREAÇÃO DOS títulos : Visconde por decreto de 17 de Outubro de 1830. Visconde com grandeza por 
decreto de 12 de Fevereiro de 1856. 



C 




AMANDUCÁIA. (Barão de) Joaquim da Motta Paes. 
Nasceu na Província de Minas Geraes. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Junho de 188 1. 



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CAMAC^AN. (Barão com grandeza de) Salustiano Jeronymo dos 
Reis. 
Falleceu na cidade de Porto Alegro, Província do Rio Grande do Sul, em 4 de 
Julho de 1893. 

Marechal reformado do Exercito, foi Commandante das Armas no Rio 
Grande do Sul, tez as campanhas dos Farrapos, na mesma Província, até a sua 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 13 



97 



pacificação, em 1844, e a do Urugay, contra o dictador Rosas e parte da do 
Paraguay. 

Era Commendador da I. Ordem de S. Bento de Aviz, da I. Ordem de 
Christo, da Imperial Ordem da Rosa, Official da do Cruzeiro ; tinha a medalha 
da 1.^ Divisão que assistiu a batalha do dia 3 de Fevereiro de 1852, em Monte 
Caseros, a do Paysandú, a de Matto Grosso e Corumbá e a da Campanha do 
Paraguay com passador de oiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 2 de Março de 1889. 




CAMARAGIBE. (Barão e Visconde com grandeza de) Pedro Francisco 
de Paula Calvacanti de Albuquerque. 
Nasceu no Municipio de Jaboatão, em Pernambuco, a 19 de Abril de 1806. 
Falleceu em Camaragibe, Pernambuco, a 2 de Desembro de 1875. 
Filbo do Capitão-Mór Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de sua 
mulher D. Maria Rita de Albuquerque Mello, que eram também pães 
dos Viscondes de Suassuna, do Visconde de Albuquerque e do Barão 
de Muribeca. 

Fez o curso de humanidades em Pernambuco, estudou dois annos na 
Universidade de Coimbra e seguio o curso da Universidade de Gôttingen, na 
Allemanha, onde doutorou-se em 1827. Voltando ao Brasil, foi nomeado lente 
da Academia de S. Paulo em 1829 e depois da Academia de Olinda em 1830, 
onde regeu a cadeira de Direito Civil. Director da Faculdade de Direito do 
Recife, jubilou-se em 1875, resignando a percepção dos honorários a que 
tinha direito. Presidiu a Província de Pernambuco em 1859, tendo sido seu 
Vice-Presidente em 1844. Deputado Provincial diversas vezes, sempre eleito 



98 



Presidente da Camará ; foi Deputado á Assembléa Geral em seis legislaturas, 
tendo presidido a Camará diversas vezes. Senador por sua Província, nomeado 
em 1869, era do Conselho de S. Magestade, Grande do Império, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Imperial, Grã-Cruz da 1. Ordem de Christo, Commendador 
da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS ; Escudo partida em pala ; na primeira, as armas dos Albuquerque, — escudo 
esquartelado, tendo no primeiro quartel as armas inteiras de Portugai — ; no segundo, de goles, 
cinco flores de liz de oiro, postas em santor, e assim os contrários — ; na segunda pala, as armas 
dos Cavalcantis, — de vermelho e de prata, divididos estes esmaltes por uma asna de azul, coticada 
de sable ; sendo a parte de baixo de prata e a de cima de goles semeada de flores de prata de quatro 
folhas. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1854. Visconde com 
grandeza por decreto de 14 de Março de 1860. 




C AMARGOS. (i.° Barão de) Manuel Teixeira de Souza. 
Nasceu na cidade de Ouro Preto, capital da Província de Minas Geraes, 
em 20 de Outubro de 1 8 1 1 . 
Falleceu nessa cidade em 20 de Agosto de 1878. 

Filho do Sargento-Mór Manuel Teixeira de Souza e de sua mulher D. Ignacia 
Francellina Cândida da Silva, ambos das mais respeitáveis famílias de 
Minas Geraes. 
Casou com D. Maria Leonor Teixeira de Magalhães, que mais tarde foi 
Viscondessa de Camargos. 

Inspector da Thesouraria Geral e Secretario da Presidência da Província 
de Minas Geraes em 1849. Foi Vice-Presidente dessa Provinda, Deputado á 
Assembléa Provincial na 3.* legislatura, de 1840 e na 7.=* de 1848 e á Assem- 
bléa Geral na 8.* e ç)^ legislaturas, de 1849 ^ 1856. Era Senador pela Pro- 
víncia de Minas Geraes, nomeado em 1860 e foi Director do Banco do Brasil 
em Ouro Preto. Dignitário da 1. Ordem da Rosa e Cavalleiro da 1. Ordem 
de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. 



99 




C AMARGOS. (Baroneza e Viscondessa de) D. Maria Leonor Teixeira 
de Magalhães. 
Casou com o i .» Barão de Camargos, Manuel Teixeira de Souza e depois de 
viuva foi agraciada com o titulo de Viscondessa de Camargos. 

CREAÇÃO DO TITULO : Viscondessa por decreto de i 5 de 'unho de 1881. 




CAMARGOS. (2.» Barão de) D.'' António Teixeira de Souza Magalhães. 
Nasceu em Ouro Preto, Província de Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Junho de 1888. 




C 



AMBAHY. (Barão de) António Martins da Cruz Jobim. 
Falleceu no Rio Grande do Sul em 17 de Junho de 1869. 

Proprietário na Província do Rio Grande do Sul. 



BRAZÃO DE ARMAS : Em campo azul, um cavallelro armado de prata, e um chefe de oiro carregado de 
uma cruz florida de goles, vasia do campo. (Brazão passado em 2 de Abril de 1862. Reg. no Cartório 
da Nobreza, Liv. VI, fls. 50). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Abril de 1859. 



100 




c 



AMBUHY. (Barão de) João de Mello e Souza. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Agosto de 1888. 




C 



AMETÁ. (!.■•' Baroneza de) D. Anna Rufina de Souza Franco Correia. 
Falleceu em 20 de Junho de 1864, em Cametá, na Província do Pará. 



CREAÇÃO DO TITULO : Baroneza por decreto de 2 de Desembro de 1858. 



C 




AMETÁ. (2.° Barão de) António Bento Dias de Mello. 
Nasceu na Província do Pará. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Maio de iS 




CAMPINAS. (i.« Barão de) Bento Manuel de Barros. 
Nasceu em S. Paulo. 
Falleceu em Limeira em 6 de Desembro de 1873. 
Filho de Francisco Xavier de Barros e de sua mulher D. Anna Joaquina 

de Moraes. 
Casou em ItiJ, S. Paulo, em 18 10, com D. Escholastica Francisca Bueno, filha 
do Capitão Bernardo de Quadros Aranha e de sua mulher D. Agostinha 
Rodrigues Bueno. 

Era fazendeiro na Provinda de S. Paulo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 21 de Setembro de 1870. 



lOI 




CAMPINAS. (2.* Baroneza de) D. Maria Luiza de Souza Aranha. 
Filha do Tenente Joaquim Aranlia de Camargo e de sua mulher 
D. Euphrosina Mathilde da Silva Botelho, casados em 1796. 
Casou em 181 7 com o Coronel Francisco Egydio de Souza Aranha, seu primo 
irmão, natural de Curytiba, na Província do Paraná. Foi o Coronel 
Aranha, com seu irmão Pedro Aranha, o iniciador do plantio de café em 
S. Paulo, na então villa de S. Carlos, hoje cidade de Campinas. 

Era pães do Marquez de Três Rios e da Baroneza de Itapura, D. Libania 
de Souza Aranha. 

CREAÇÃO DO TITULO : Baroneza por decreto de 9 de Janeiro de 1875. (Pelo decreto de 19 de Julho de 
1879, foi agraciada com o titulo de Viscondessa, porem este decreto ficou archivado, por constar ter 
a Baroneza fallecido. 




CAMPINAS. (2.° Barão de) Joaquim Pinto de Araújo Cintra. 
Nasceu em Atibaia, na Província de S. Paulo, em 5 de Agosto de 
1824. 
Falleceu em S. Paulo em 13 de Janeiro de 1894. 
Filho de Joaquim Desiderio Pinto e de sua mulher D. Antónia Bernardina 

de Araújo Cintra. 
Casou com D. Anna Francisca da Silveira Cintra, filha de Joaquim Cintra da 
Silveira, e de sua mulher D. Helena de Moraes Cintra, deixando grande 
descendência. 

Juiz de Paz, Vereador na Província de Minas Geraes, era Coronel Com- 
mandante da Guarda Nacional do Amparo e Bragança em 1879 e fundador do 
Hospital Anna Cintra. 

Commendador da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 13 de Agosto de 1889. 



102 




CAMPO ALEGRE. (Barão e Visconde de) Joaquim de Souza Leão. 
Nasceu na Província de Pernambuco. 
Filho do Tenente-Coronel Filippe de Souza Leão e de sua mulher D. Rita 

de Cássia Pessoa de Mello. Era irmão do Barão de Morenos. 
Casou com sua prima D. Francisca de Souza Leão, filha do Commendador 
António de Paula de Souza Leão e de sua mulher D. Theresa Victorina 
Bezerra da Silva Cavalcanti. Era pae da Condessa de Ulysses Vianna, que 
falleceu no Rio de Janeiro. 

Era Senhor des Engenhos de Bôa-Vista, Ilha das Cobras, Jurissaca, Serra- 
ria, Algodoaes, Tiriri e Santa Fé, na Província de Pernambuco. Major 
commandante de uma secção de guerra da Guarda Nacional. 

Era Commendador da L Ordem da Rosa e da R. Ordem de Christo e de 
N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : As do seu irmão, o Barão de Morenos. Escudo esquartelado : no primeiro quartel, 
em campo de prata, as Quinas de Portugal, postas em aspa ; no segundo, em campo de oiro, um 
leão rompente, de goles ; e assim os contrários. (Brazão passado em 30 de Agosto de 1871. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 89). 

COROA : A de Visconde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 12 de Abril de 18Ó7. Visconde por decreto de 9 de Agosto 
. de 1884. 




c 



AM PO ALEGRE. (Barão de) António José Correia. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Novembro de 1887. 



103 




CAMPO BELLO. (Barão de) Lauriano Correia de Castro. 
Falleceu em 1 862 . 
Casou com D. Anna Josephina Pereira Pinto, que falleceu na Bahia em 9 de 
Julho de 1873. 

Era Cavalleiro da I. Ordem de Christo e Commendador da I. Ordem 
da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Desembro de 1854. 




CAMPO FORMOSO. (Barão de) João Evangelista de Carvalho. 
Nasceu na Província de Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 4 de Julho de 1858. 




CAMPO GRANDE. (Barão com grandeza de) Francisco Gomes de 
Campos. 
Nasceu em 19 de Fevereiro de 1788. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 17 de Janeiro de 1865. 

Bacharel em Direito, Juiz Procurador da Coroa, do Conselho de S. Mages- 
tade e Deputado Geral na 4.=^ legislatura, de 1838 a 1841. 
Era Cavalleiro da I. Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 1 6 de Janeiro de 1861. 




C 



AM PO LARGO. (Barão de) António Mariani Primo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1889. 



104 




CAMPO MAIOR. (Barão de) Augusto da Cunha Castello Branco. 
Nasceu em Theresina, Província do Piauhy. 

Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de i6 de Janeiro de 1875. 



C 




AMPO MYSTICO. (Barão de) António Teixeira Diniz. 
Nasceu na Província de Minas Geraes. 



Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Agosto de 1889. 




CAMPO GERAES. (Barão de) David dos Santos Pacheco. 
Falleceu em 28 de Desembro de 1893, na Província do Paraná, com 
84 annos de idade. 

Era Coronel Commandante Superior da Guarda Nacional de Curytiba, 
capital da Província do Paraná e prestou relevantes serviços durante a guerra 
do Paraguay, apresentando 150 voluntários fardados e equipados á sua custa. 
Era o chefe do partido liberal da Província e foi delia Vice-Presidente. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 31 de Agosto de 1880. 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 14 




CAMPO VERDE. (Barão de) Francisco Xavier de Oliveira. 
Falleceu em Pernambuco, em 12 de Julho de 1876. 
Casou com D. Joaquina Neves de Oliveira. 

Proprietário e negociante na cidade do Recife, em Pernambuco. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, em campo verde, uma oliveira de oiro 
com fructos de sinople e raizes de prata ; no segundo e terceiro, em campo de prata, um caduceu 
de azul, entre duas estrellas de goles, de cinco raios. (Brazão passado em 31 de Julho de 1867. Reg. 
no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 84). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÃÇO DO TITULO : Barão por decreto de 6 de Junho de 1867. 




CANANÉA. (Barão e Visconde de) Bernardino Rodrigues de Avellar. 
Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional de Vassouras, Rio de 
Janeiro. Foi negociante. 

Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 15 de Outubro de 1868. Visconde por decreto de 18 de 
Setembro de 1886. 



106 




c 



AN D i OTA. (Barão de) Luiz Gonçalves das Chagas. 
Nasceu na Província do Rio Grande do Sul. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Março de 1875. 




CANINDÉ. (Barão de) D.' Paulino Franklin do Amaral. 
Nasceu no Ceará. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 25 de Março de 1892. 

Filho de Manuel Franklin do Amaral, empregado publico, em Fortaleza, ahi 
fallecido em 24 de Desembro de 1870, e de sua mulher D. Paulina 
do Amaral, natural de Fortaleza. 

Doutor formado em Medicina pela Academia do Rio de Janeiro. Foi 
Deputado Geral por sua província natal, na 18.* legislatura de 188 1 a 1884 e 
na 20.'' de 1886 a 1889. 

Era Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa, Commendador da Ordem 
de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, e tinha a Condecoração do Busto do 
Libertador Simão Bolivar, da Venezuela. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 38 de Março de 1877. 




CANTAGALLO. (Barão, Visconde e Marquez de) João Maria da Cama 
Freitas Berquó. 
Falleceu em Lisboa a 9 de Março de 1852. 

Filho de José Maurício da Gama e Freitas, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real e 
Doutor em Leis, e de sua mulher D. Josepha Joaquina Maria Anna 
Berquó, Açafata de S. M. D. Maria I e Dona da Gamara da Princeza 
Viuva D. Maria Benedicta. Era irmão das duas esposas do i ." Visconde 
de Magé, por Portugal, Mathias António de Souza Lobato. 



107 



Casou com D. Maria Theresa Pinto Guedes Smissaert Caldas, filha de José 
Pereira Caldas e de sua mulher D. Constança Smissaert. 

Era Ajudante do Quartel General da Guarda de Honra de S. M. o Impe- 
rador. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1825. Visconde com 
grandeza por decreto de 22 de Janeiro de 1826. Marquez por decreto de 12 de Outubro de 1826 



c 




ANTAGALLO. (Barão de) Augusto de Souza Brandão. 
Nasceu em Cantagallo, na Província do Rio de Janeiro. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Fevereiro de 1883. 




CAPANEMA. (Barão de) Guilherme Schuch de Capanema. 
Nasceu na Província de Minas Geraes em 27 de Janeiro de 1824. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 26 de Agosto de 1908. 

Filho de Roque Schuch e de sua mulher D. Cecilia Bors, ambos naturaes da 
Áustria. 

Doutor em mathematicas e sciencias physicas pela Escola Militar do 
Rio de Janeiro, era Engenheiro pela Escola Polythecnica de Vienna d'Austria. 

Era Major Honorário do Exercito. Foi lente jubilado da Escola Poly- 
thecnica e da Escola de Bellas Artes, Director e fundador da Repartição Gera' 
dos Telegraphos e Chefe da Commissão de Limites entre a Argentina e o 
Brasil, etc. 

Era do Conselho de S. Magestade, membro do Instituto Histórico e 
Geographico Brasileiro, Commendador da I. Ordem da Rosa e da de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Fevereiro de 1881. 



108 




CAPIBERIBE. (Barão de) Manuel de Souza Teixeira. 
Nasceu no Recife, Capital da Província de Pernambuco. 
Falleceu nessa cidade em 1 1 de Agosto de 1 86 1 . 

Alferes reformado do Batalhão de Caçadores do Exercito, em i8o8 e, 
fazendo parte do movimente revolucionário na sua Província em 1817, foi 
preso e condemnado á degredo perpetuo na Costa d'Africa ; amnistiado em 
1821, voltou á essa Provinda, sendo Vereador da Camará Municipal do 
Recife, a qual presidiu. 

Deputado Provincial em varias legislaturas e Presidente da Província em 
1841, 1845 e 1848. 

Era Tenente-Coronel Commandante da Guarda Nacional de Pernambuco, 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Commendador da I. Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Março de 1849. 




CAPIVARY. (Barão com grandeza de) Joaquim Ribeiro de Avellar. 
Nasceu em 1791. 
Falleceu em sua Fazenda no Paty do Alferes, Província do Rio de Janeiro, 

em 2 de Julho de 1863. 
Filbo de António Ribeiro de Avellar e de sua mulher D. Antónia da Conceição, 

filha de Braz Gonçalves Portugal e de sua mulher D. Brigida de Macedo. 

Era pae do Visconde de Ubá, tio dos Barões de S. Luiz, de Guaribú e do 

Visconde da Parahyba. 

Fazendeiro abastado em Paty do Alferes. Era Grande do Império e 
Commendador da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 15 de Novembro de 1846. Barão com grandeza por decreto 
de 1 1 de Outubro de 1848. 



109 




c 



APIVARY. (2.° Barão de) Porphirio Pereira Fraga. 
Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 12 de Junho de 1886. 




CARANDAHY. (Barão e Visconde de) Belisario Augusto de Oliveira 
Penna. 
Nasceu em Barbacena, na Província de Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Desembro de 1872. Visconde por decreto de 1 1 de 
Abril de 1888. 




CARAPEBÚS. (i.o Barão de) Joaquim Pinto Netto dos Reis. 
Nasceu na Freguezia de S. Salvador de Campos dos Goytacazes, na 
Província do Rio de Janeiro. 

Falleceu no Rio de Janeiro em 12 de Março de 1867. 

Filbo do Guarda-Mór Bernardo Pinto Netto da Silva, natural de Portugal e 
irmão germano do Capitão Jeronymo Pinto Netto, pae de Manuel Pinto 
Netto Cruz, i .° Barão de Muriahé, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial 



1 10 



e Commendador da I. Ordem de Christo, e de sua mulher D. Maria 

Anna Pereira, natural de Campos dos Goytacazes. 
Casou com D. Antónia Joaquina da Cruz Netto dos Reis, filha do Capitão 

António Dias Coelho Netto Filho, natural do Rio de Janeiro, e de sua 

mulher D. Maria Pinto da Cruz Netto. 

Bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, era Tenente-Coronel 
Commandante do 13.° Batalhão da Guarda Nacional da Província do Rio de 
Janeiro. 

Era Commendador da I. Ordem da Rosa e da de Christo, Moço Fidalgo 
da Casa Imperial e Guarda-Roupa de S. Magestade o Imperador. 

BRAZÃO DE ARMAS ; Escudo equartelado : no primeiro quartel as armas dos Pintos, — em campo de 
prata, cinco crescentes de lua vermelhos, postos em aspa — ; no segundo as dos Nettos, — campo 
partido em pala, vermelho e azul e sobretudo um leão de oiro rompente, armado de prata, e uma 
bordadura de oiro com quatro flores de liz de azul e quatro folhas de figueira ao natural — ; e assim 
os contrários. Timbre : o leão das armas com uma folha de figueira ao natural, na testa. (Brazão 
passado em lo de Maio de 1855. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 20). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Desembro de 1854. 




CARAPEBUS. (2.° Barão, Visconde com grandeza e Conde de) 
António Dias Coelho Netto dos Reis. 
Nasceu na cidade de Campos em 4 de Setembro de 1829. 
Falleceu em Paris em 9 de Fevereiro de 1896. 
Filbo dos I .'"' Barões de Carapebús. 

Casou com D. Francisca Jacintha Nogueira da Gama em i de Agosto de 1854, 
filha dos Condes de Baependy, nascida em 12 de Setembro de 1835 e 
fallecida em Paris em 7 de Fevereiro de 1899. Era condecorada com a 



1 1 1 



Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Catholica e com a da Ordem das Damas 
Nobres de Maria Luiza e de Sant'Anna da Baviera. 

Formado em direito pela Universidade de Coimbra, foi membro da 
Assembléa Provincial do Rio de Janeiro, Thesoureiro Geral do Thesouro 
Nacional e Supplente de Deputado á Assembléa Geral pelo Districto de 
Campos. 

Era Grande do Império, Veador de S. Magestade a Imperatriz, Commen- 
dador da I. Ordem de Christo, Official da I. Ordem da Rosa, Commen- 
dador da Legião de Honra da França, Cavalleiro da Ordem de S. João de 
Jerusalém (Malta), Grã-Cruz da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa 
de Portugal e da de Christo de Portugal, de Francisco José da Áustria, de 
Isabel a Catholica da Hespanha, de SanfAnna da Rússia, de S. Miguel da 
Baviera, do Leão de Zàhringen de Baden, Grande Official da de Leopoldo da 
Bélgica e Commendador de i ." Classe de Ernestina de Saxe-Coburgo-Gotha. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu pae, o i.° Barão ds Carapebús. 
CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de 6 de Abri! de 1867. Visconde com grandeza 
por decreto de 9 de IVlaio de 1874. Conde por decreto de 8 de Agosto de 1888. 




CARAVELLAS. (i." visconde com grandeza e Marquez de) José 
Joaquim Carneiro de Campos. 
Nasceu na cidade da Bahia em 4 de Março de 1768. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 8 de Setembro de 1836. 
Filho de José Carneiro de Campos, negociante na Bahia, e de sua mulher 
D. Custodia Maria do Sacramento. 

Formado em theologia e depois em direito pela Universidade de Coim- 
bra, foi preceptor dos filhos do Conde de Linhares. 

Veio para o Brasil em 1807, sendo nomeado Official Maior da Secretar' ' 
os Negócios do Reino. Foi Deputado á Assembléa Constituinte, em 18 
Ministro de Estado do Império e Negócios Estrangeiros no 2.° Gabinete'^ de 
1823, da Justiça no 5." Gabinete de 1826, e dos Estrangeiros no 8.° Gabinete 
de 1829. 

Era do Conselho de S. Magestade em 1818, Conselheiro de Estado em 
823, redactor do projecto de Constituição do Império, Senador pela Pro 



1 12 



vincia da Bahia em 1826, Regente do Império eleito em 7 de Abril de 1831. 

Era Commendador da R. Ordem de Christo de Portugal e da Coroa de 
Ferro da Áustria, Cavalleiro da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, 
Dignitário da 1. Ordem do Cruzeiro, Conselheiro honorário de Capa e Espada, 
Membro do Conselho da Fazenda em 1820, etc. 

Sócio honorário da Sociedade de Medicina e da Academia de industria 
Agrícola Manufactureira e Commercial de Paris, membro do Instituto Histó- 
rico e Geographico Brasileiro e de varias outras sociedades scientificas. 

S. Magestade o Imperador D. Pedro I lhe fez mercê do titulo de Visconde 
em 1824, em attencção aos «singulares serviços prestados por elle e ao 
patriótico empenho que mostrou de querer salvar a Nação das desgraças da 
anarchia, concorrendo con illuminado zelo para a segurança do Throno e 
conservação do systhema constitucional. » 

Foi o Ministro que entregou ao Conde do Rio Mayor o ultimatum sobre 
a scisão entre o Brasil e Portugal em 1823. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824. Marquez por 
decreto de 12 de Outubro de 1826. 




CARAVELLAS. (2.° Visconde com grandeza de) Manuel Alves Branco. 
Nasceu na Bahia a 7 de Junho de 1797. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 13 de Julho de 1855. 
Filho do negociante na Bahia, João Alves Branco e de sua mulher D. Anna 

Joaquina de São Silvestre Branco. 
Casoíi com D. Joanna Carneiro Alves Branco. 

Formou-se em direito pela Universidade de Coimbra em 1822. Voltou 
ao Brasil em 1824, sendo despachado Juiz de Fora em Santo Amaro. Foi 
Deputado á Assembléa Geral na 2." legislatura, de 1830 a 1833, pela Província 
da Bahia. Contador Geral e Membro do Tribunal do Thesouro em 1832, 
V;nador pela Bahia em 1837; foi Ministro de Estado dos Negócios Estran- 
f^astros no i ." Gabinete de 1835, do Império e da Fazenda no 4." de 1837, da 
Fazenda no 3.° de 1839, da Justiça e da Fazenda no 4.° de 1844 e no 5." Gabi- 
nete de 1845. Presidente do Conselho com a pasta da Fazenda no 7.° Gabinete 
de 1847. 

Era Conselheiro de Estado em 1842, Official da I. Ordem do Cruzeiro, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1854. 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 15 



"3 




CARAVELLAS. (3.° visconde com grandeza de) Carlos Carneiro 
de Campos. 
Nasceu na Bahia a i de Novembro de 1805. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 28 de Abril de 1878. 

Filho dos 1.°^ Viscondes e Marquezes de Caravellas, José Joaquim Carneiro 
de Campos e de sua mulher D. Custodia Maria do Sacramento. 

Serviu com praça de cadete no Batalhão de D. Pedro 1. Formou-se em 
sciencias jurídicas e sociaes pela Universidade de Paris em 1827. Foi nomeado 
lente da Academia de Direito de S. Paulo em 1828 e, mais tarde, seu 
Director. 

Deputado pela Província de S. Paulo nas 4.*, 5.% 8.* e 9.* legislaturas, 
de 1838 a 1856. Senador por essa Província em 1857. Presidiu duas vezes a 
Província de Minas Geraes, em 1842 e 1857. Foi Ministro dos Estrangeiros 
no 17.» Gabinete de 1862, no 20.° de 1864 e no 25.° de 187 1. Conselheiro de 
Estado Ordinário em 1870, desempenhou ainda altas commissões administra- 
tivas, sendo fiscal do Governo junto ao Banco Rural e Hypothecario, Director 
do Banco do Brasil, Inspector Geral do Thesouro Nacional, etc. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade, Veador de 
S. Magestade a Imperatriz, Commendador da I. Ordem de Christo, Grã-Cruz 
' da Legião de Honra da França, de Leopoldo da Bélgica, da Coroa da Itália, 
da Águia Vermelha da Allemanha, de Ernestina de Saxe-Coburgo-Gotha e da 
Coroa de Ferro da Áustria. Sócio do Instituto Histórico e Geographico 
Brasileiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 15 de Outubro de 1871. 




CARMO, (i.o Barão de) Manuel Ferreira Pinto. 
Nasceu na cidade de Ouro Preto, na Província de Minas Geraes. 
Falleceu em Cantagallo, na Província do Rio de Janeiro, em 1878, com 
85 annos de idade. 
Era Commendador da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 12 de Julho de 1876. 



•14 



c 




ARMO. (2.° Barão de) José da Silva Figueiredo. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 7 de Janeiro de 1881. 




CARUARU. (Barão de) D."' Francisco António Raposo. 
Nasceu na Província de Pernambuco em 24 de Novembro de 181 2. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 23 de Março de 1880. 

Filho de Miguel Francisco Raposo e de sua mulher D. Joaquina Maria de Lemos. 
Casou com D. Maria Augusta de Oliveira Raposo. 

Sentou praça em 2 de Desembro de 1838, e, matriculando-se na Escola 
Militar, tomou o gráo de Engenheiro civil e militar e doutor em mathema- 
ticas. Foi lente substituto dessa Escola e cathedratico de sciencias physicas 
em 1849. Foi Director da Fabrica de Ferro de Ipanema em 1848, Comman- 
dante das Armas da Província de Matto-Grosso em 1870, Director da Escola 
Polythecnica em 1879 e Chefe da Commissão de Compras de Material de 
Guerra na Europa durante a Guerra do Paraguay. Era Conselheiro de Guerra 
e Brigadeiro do Exercito. 

Era Dignitário da I. Ordem da Rosa, Commendador da I. Ordem de 
S. Bento de Aviz e da de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 29 de Janeiro de 1880. 




CARVALHO BORGES. (Barão de) António Pedro de Carvalho 
Borges. 
Diplomata, foi Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em Por- 
tugal, Vienna, Hollanda, e membro da Commissão da Exposição de Philadelphia. 
Do Conselho de S. Magestade, Cavalleiro da I. Ordem de S. Bento 
de Aviz, de Christo, Official da I. Ordem da Rosa e Grã-Cruz da Ordem da 
Coroa de Ferro da Áustria. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 31 de Desembro de 1881. 



"5 




CASA BRANCA. (i.° Barão da) Vicente Ferreira de Telles Pereira. 
Pae da i .^ Baroneza de Mogy-Guassú. 
Fra Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO IX) TITULO : Barão por decreto de 7 de Maio de 1887. 




CASA FORTE. (Barão de) António João do Amorim. 
Foi Vice-Consul e Encarregado do Consulado da Republica do Chile, 
no Recife, Pernambuco. 

CREAÇÃO DO TITULO ; BarSo por decreto de 25 de Março de 1888. 




CASALVASCO. (Barão de) Firmo José de Mattos. 
Foi Desembargador em Corumbá, Matto-Grosso. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Agosto de 1889. 




C 



ASCALHO. (Barão de) José Ferraz de Campos. 
Nasceu na cidade de Itú, na Província de S. Paulo. 



116 



Falleceu nessa Província em 24 de Setembro de 1869. 

Filbo do Sargento-Mór António Ferraz de Campos e de sua mulher D. Maria 

da Cunha de Almeida, casados em Itú em 1772. 
Casou com D. Umbellina de Camargo na villa de S. Carlos, nessa Provinca 

em 1806 ; era filha de António Pompeu de Camargo Penteado e de sua 

mulher D. Anna de Arruda Campos. 

Eram Paes do Barão de Porto Feliz e de Monte Mór. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, de prata, quatro palas de sinople ; no 
segunde e terceiro, de goles, cinco besantes de oiro postos em aspa, cada um com três faxas de 
sable. (Brazão passado em 5 de Fevereiro de 1868. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 96). 

CORÔA ; A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Agosto de 1867. 




C 



ASTELLO. (Barão de) Manuel Luiz Ribeiro. 



BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de prata um castello de goles, entre dois ramos, um de 
tabaco á destra e outro de cafeeiro á sinistra, de sua côr. 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i 7 de Desembro de 1881. 



C 




ASTELLO BRANCO. (Barão de) Marianno Gil Castello Branco. 
Era Capitão da Guarda Nacional do Piauhy. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Outubro de 1 889. 



117 



tfe^' 




CASTRO. (i.° Visconde com grandeza de) João de Castro Canto e 
Mello. 

Nasceu na Ilha Terceira em 1740. 

Falleceu em S. Paulo em 1826. 

Filho de João Baptista de Canto e Mello, natural da Ilha Terceira, Fidalgo 
Cavaleiro da Casa Real, e de sua mulher D. Isabel Ricketts, natural da Ilha 
da Jamaica, filha de George Ricketts e de sua mulher D. Sarah White, 
naturaes da Inglaterra. 

Casou com D. Escholastica Bonifacia de Toledo Ribas, natural de S. Paulo, 
filha de José Bonifácio Ribas, natural do Rio de Janeiro e de sua mulher 
D. Anna Maria de Toledo e Oliveira. Eram pães do 2.° Visconde de 
Castro, da Marqueza de Santos e da Baroneza de Sorocaba. 

Veio para S. Paulo em 1772, no posto de Alferes e passou a Tenente no 
Regimento dos Voluntários Reas. Militou com distincção na Campanha do 
Rio Grande, onde conquistou o posto de Brigadeiro. 

Era Grande do Império, Fidalgo Cavalleiro da Casa de S. M. Fidelíssima, 
Gentil-Homem da Imperial Camará, Commendador da R. Ordem de Christo, 
e da 1. Ordem de S. Bento de Aviz, era Monteiro-Mór do Rei e Camarista de 
S. Magestade D. Pedro I. 

BRAZÃO DE ARMAS ; Escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Cantos, — de vermelho, um 
baluarte ou canto de muralha de prata, posto de quina, — e no segundo as armas dos Castros, — 
de prata, seis arruelas de azul, postas em duas palas. Timbre : o canto do escudo de prata e sobre 
elle, na ponta, um pombo do mesmo metal. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde por decreto de 12 de Outubro de 1825. Visconde com grandeia por 
decreto de 12 de Outubro de 1826. 



118 




CASTRO. (2.° Visconde com grandeza de) João de Castro Canto e 
Mello. 
Nasceu na Provinda de S. Paulo em 1778. 
Falleceu na cidade de Porto Alegre em 1 1 de Setembro de 18^3. 
Filbo dos 1 .°' Viscondes de Castro. Era irmão da Marqueza de Santos e da 

Baroneza de Sorocaba. 
Casou com D. Innocencia Laura Vieira de Azambuja, natural do Rio Grande 
do Sul e filha de Manuel Vieira Rodrigues e de sua mulher D. Patrícia 
Vieira de Azambuja. 

Sentou praça na Legião de S. Paulo em i de Setembro de 179 1 e foi 
reconhecido cadete em 1794. 

Fez a Campanha de 181 1 na Provinda Cisplatina, estando presente nos 
combates de Alcorta e Laureies. Tenente-Coronel em 1824, jurou a Consti- 
tuição do Império. Foi Brigadeiro em 1838. 

Era Gentil-Homem da Imperial Casa, Grande do Império, Commendador 
da I. Ordem de S. Bento de Aviz e da de Christo, e Official da I. Ordem de 
Cruzeiro e Dignitário da I. Ordem da Rosa. Tinha as medalhas da Campanha 
Cisplatina de 1 8 1 1 - 1 8 1 2 e de 1 8 1 5 . 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu Pae, o i.° Visconde de Castro. (Ver a descripçâo nesse titulo). 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1827. 



119 




CASTRO LIMA. (Barão de) António Moreira de Castro Lima. 
Nasceu em Lorena, S. Paulo, em 5 de Setembro de 1828. 
Falleceu nessa cidade em 16 de Fevereiro de 1900. 
Filho de Joaquim José Moreira Lima e de sua mulher D. Carlota Leopoldina 

de Castro Lima, depois Viscondessa de Castro Lima. 
Casou em 17 de Maio de 1859 com D. Leduina Leitão de Castro Lima, filha 
do Conselheiro João da Costa Gomes Leitão, e de sua mulher D. Dina 
Maria da Conceição Leitão. 

Era Pae da Condessa de Moreira Lima e irmão da Baroneza de Santa 
Eulália e do Conde de Moreira Lima. 

Coronel Chefe do Estado Maior da Guarda Nacional de Guaratinguetá e 
Lorena, na Província de S. Paulo, em 1866, foi negociante matriculado no 
Tribunal de Commercio do Rio de Janeiro em 1861. 

Foi Vereador da Camará Municipal de Lorena durante 12 annos, tendo 
presidido essa Camará diversas vezes. Chefe do partido liberal, foi o fundador 
do Hospital de Caridade de Lorena e do Collegio Salesiano de S. Joaquim, 
nessa cidade. Fez durante sua vida grandes donativos a todas a instituições 
de caridade de Lorena e Guaratinguetá, onde o seu nome é hoje coberto da 
benção dos pobres. Foi Vice-Presidente da Província de S. Paulo, em 1889, 
e era Commendador da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Outubro de 1884. 




CASTRO LIMA. (Viscondessa de) D. Carlota Leopoldina de Castro 
Lima. 
Falleceu em Lorena, na Província de S. Paulo, em 8 de Desembro de 1882. 
Casou com Joaquim José Moreira Lima. Eram Paes do Barão de Castro Lima, 
do Conde de Moreira Lima e da Baroneza de Santa Eulália. 

CREAÇÃO DO TITULO : Viscondessa por decreto de 16 de Agosto de 1879. 



120 



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c 



ATAGUAZES. (Barão dos) Manuel de Castro Guimarães. 
Nasceu na Província de Minas Geraes. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ij de Desembro de 1876. 




CATTAS ALTAS, (i.» Barão de) João Baptista Ferreira de Souza 
Coutinho. 
Nasceu na Provincia de Minas Geraes. 
Falleceu nessa Provincia em 31 de Maio de 1839. 

Casou successivamente com duas filhas de seu cunhado, Guarda-Mór José 
Alves da Cunha. 

Foi Senhor de muitas minas de oiro riquíssimas e delias extrahiu fabu- 
losa quantidade de oiro. Depois de faustosa vida, morreu pobre, tendo vendido, 
por julgal-a esgotada, a Mina de Gongo Secco, á Imperial Brasilian Mining 
Company, em 1824, da qual mina os inglezes extrahiram em 12 annos mais 
de 30.000 libras de oiro ou mais de um milhão e duzentas mil libras ester- 
linas ! 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 1 8 de Outubro de 1829. 



C 




ATTAS ALTAS. (2.° Barão de) António José Gomes Bastos. 
Nasceu na Provincia de Minas Geraes. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Desembro de 1887. 



Archivo Noblliarchico Brasileiro i6 



121 



%. 




^ 



CATTETE. (Barão com grandeza do) D/ Joaquim António de Araújo 
e Silva. 
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 23 de Desembro de 1827, tendo 

fallecido na mesma cidade. 
Filbo do Capitão João da Silva e de sua mulher D. Rosa Maria do Sacramento 

Silva. 
Casou com D. Maria Carolina da Piedade Pereira Bahia, viuva do Marquez 
de Abrantes e filha dos Barões de Merity. 

Doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro em 1849, foi 
Medico do Hospício de D. Pedro II e Director do Instituto Ophthalmologico 
do Brasil. Foi Vereador da Camará e Delegado da Instrucção Publica. 

Era Commendador da R. Ordem de Christo de Portugal e de N. S. da 
Conceição de Villa Viçosa do mesmo paiz e Official da I. Ordem da Rosa. 

Era Visconde de Silva por Portugal e Fidalgo Cavalleiro da Casa Real 
de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira, as armas dos Silvas : — em campo de praia 
um leão rompente de purpura, armado de azul ; na segunda, as dos Araujos, — em campo de 
prata uma aspa de azul, carregado de cinco besantes de oiro ; e por ditferença uma brica de azul 
com un farpão de prata. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por dercreto de 28 de Junho de 1876. Barão com grandeza por decreto 
de 13 de Outubro de 1887. Visconde de Silva por Portugal, por decreto de 25 de Janeiro de 1872. 



123 




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c 



ATU. (Barão do) Fructuoso Pinto da Costa. 
Nasceu na Província da Bahia. 



Commandante Superior da Guarda Nacional da Villa de Jaguaripe, na 
Bahia. 

Era Cavalleiro da I. Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em faxa : na primeira, de azul, dois colheireiros de prata, affronta- 
dos ; na segunda, de verde, uma sussuarana de oiro, deitada. (Brazão passado em 31 de Agosto de 
1864. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 66). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITUl.O : Barão por decreto de 18 de Agosto de 1860. 




C ATU AMA. (Barão de) João José Ferreira de Aguiar. 
Nasceu na cidade de Goyanna, em Pernambuco, a lo de Janeiro de 
1810. 
Falleceu no Recife em 15 de Novembro de 1888. 

Filho de António Ferreira de Aguiar e de sua mulher D. Úrsula das Virgens 
Martins. 

Bacharel em direito pela Faculdade do Recife em 1833, Juiz de Direito 
em 1834, foi Presidente do Ceará em 1877, do Rio Grande do Norte em 1836. 
Lente da Faculdade de Direito do Recife em 1855, jubilado em 1884. Foi 
deputado á Assembléa Provincial na sua Província e deputado Geral pela 
mesma Província nas 5.», 8.», 10.» e 16.* legislaturas. 



la^ 



Era do Conselho de S. Magestade em 1874, Dignitário da I. Ordem da 
Rosa, Cavalleiro da I. Ordem de Christo, sócio do Instituto Histórico e 
Geographico Brasileiro e Membro Titular do Instituto d'Africa, de Paris. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Julho de 1888. 




CATUMBY. (Barão de) Dj Francisco Lopes da Cunha. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 26 de Fevereiro de 1874. 
Casou com D. JuIia Alves Pereira da Cunha. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, de sinople, um annel de oiro perfilado, com 
uma esmeralda ; no segundo, de prata, uma cruz florida, de goles, vasia do campo ; no terceiro as 
armas dos Cunhas, — de oiro, nove cunhas de azul em três palas ; no quarto, de sínople, o emblema 
de Esculápio, de oiro ; bordadura de oiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Agosto de 187J. 



134 




CAVALCANTI. (Visconde com grandeza de) Diogo Velho Cavalcanti 
de Albuquerque. 
Nasceu na Parahyba do Norte a 9 de Novembro de 1829. 
Falleceu em Juiz de Fora (Minas Geraes) em 13 de Junho de 1899. 
Filbo de Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque e de sua mulher D. Angela 

Sophia Cavalcanti Pessoa. 
Casou com D. Amélia Machado Coelho de Castro, filha do D."" Constantino 
Machado Coelho de Castro e de sua mulher D. Marianna Barboza 
de Assis Machado. 

Bacharel em direito pela Faculdade de Olinda, foi Deputado Provincial e 
Geral por sua Província nas 10.*, 11.", 14.*, 15.*. 16.* legislaturas, de 1857 
a 1878. 

Presidiu as Províncias do Piauhy, em 1859, do Ceará, em 1868 e de 
Pernambuco, em 1870. Senador pela Provinda do Rio Grande do Norte, 
nomeado en 1877, Ministro da Justiça no 26.° Gabinete de 25 de Junho de 
1875, e dos Estrangeiros em 1877 ; da Agricultura, Commercio e Obras Publi- 
cas, no 23.» Gabinete de 16 de Julho de 1868. Foi Commissario Geral do 
Brasil na Exposição Universal de Paris de 1889 ; Conselheiro de Estado 
Extraordinário em 1889 ; do Conselho de S. Magestade. 

Era Grande do Império, Veador de S. Magestade a Imperatriz, Commen- 
dador da 1. Ordem de Christo, Grã-Cruz da de Villa Viçosa de Portugal, da 
Coroa Real da Prússia e Grande Official da Legião de Honra da França. 

BRAZÃO DE ARMAS ; Escudo partido em pala : na primeira as armas dos Albuquerques ; — esquartela 
das : no primeiro, as armas inteiras de Portugal ; no segundo, de vermelho, cinco flores de liz de oiro ; 
e assim os contrários ; na segunda pala as armas dos Cavalcantis, — de vermelho e de prata, divi- 
didos estes esmaltes por uma asna de azul, coticada de sable, a parte de baixa de prata e a de cima 



135 



de vermelho, semeada de flores de prata de quatre folhas. Timbre : o dos Cavalcantis, — um hippo- 
grypho de castanho com azas e levantado sobre os pés, entre chammas. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 30 de Maio de 1 888. 



C 




AXANGÁ. (Barão de) Lourenço Bezerra Alves da Silva. 
'Nasceu na Província de Pernambuco. 



Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Julho de lí 



tS' M^: 




CAXIAS. (Barão, Visconde, Conde, Marquez e Duque de) Luiz Alves 
de Lima e Silva. 

Nasceu no Rio de Janeiro, no Arraial do Porto da Estrella, em 25 de Agosto 
de 1803. 

Falleceu em sua Fazenda de Santa Mónica em 7 de Maio de 1 880. 

Filbo do Marechal Senador Francisco de Lima e Silva, que foi um dos três 
membros da regência, nomeados no dia da abdicacação de D. Pedro 1, 
em 7 de Abril de 1831, e que falleceu em 2 de Desembro de 1853, e de 
sua mulher D. Marianna Cândida de Oliveira Bello, que falleceu em 11 de 
Novembro de 1841, Dama Honorária de S. M. a Imperatriz. Era irmão 
do Conde de Tocantins e da Baroneza de Suruhy. 



126 



Casou em 6 de Janeiro de 1833 com D. Anna Luiza Carneiro Vianna, nascida 
em 30 de Desembro de 1816 e fallecida no Rio de Janeiro em 23 de 
Março de 1874. Era filha do Conselheiro Paulo Fernandes Vianna e de 
sua mulher D. Luiza Rosa Carneiro da Costa, que era filha de Braz 
Carneiro Leão e de sua mulher D. Anna Francisca Maciel da Costa, 
Baroneza de S. Salvador de Campos. 

Eram pães da Baroneza de Ururahy, D. Anna Francisca de Loreto. 
Reconhecido cadete aos 5 annos de idade, no i ." Regimento de Infantaria da 
Corte, cursou com brilhantismo a Real Academia Militar em 1823. 

Ainda Tenente, foi fazer a Campanha da Bahia e, desde esta data, a sua 
gloriosa espada esteve sempre em defeza da Pátria. Em 1835, occorrendo a 
revolução do Rio Grande do Sul, que durou 10 annos, foi o então Barão de 
Caxias o pacificador desta terrível lucta. Em 1840 pacifica o Maranhão ; em 
1842, depois de alguns combates, suffocou o rebellião nas Províncias de 
S. Paulo e Minas Geraes, derrotando os rebeldes em Santa Luzia a 20 de 
Agosto de 1842. Em 1851, declarada a guerra entre o Brasil e o dictador 
Rosas, foi ainda o Conde de Caxias que, á frente de 18.000 brasileiros, em 
Setembro desse anno, entrou no Território Oriental e, a 18 de Outubro, 
Oribe rendia-se com todo o seu Exercito. Fez toda a Campanha do Paraguay 
e, como Commandante em chefe das forças brasileiras, levou de vencida os 
Paraguayos successi vãmente nas Batalhas de Tuyuty, Humaytá, Uruguayana, 
etc, até a entrada triumphal em Assumpção, em 5 de Janeiro de 1869. 

Foi Marechal do Exercito Brasileiro, Senador pela Provinda do Rio 
Grande do Sul, em 184^^, Conselheiro de Estado em 1870; era Grande do 
Império, Adjudante de Campo de S. M. o Imperador. Foi Ministro da Guerra 
no 12." Gabinete de 1853, Presidente do Conselho em 1856, 1861 e 1875, 
gerindo sempre a Pasta da Guerra. 

Era Grã-Cruz da I. Ordem do Cruzeiro, da I. Ordem de D. Pedro I (única 
pessoa que possuio a Grã-Cruz desta Ordem, reservada somente aos Príncipes 
de sangue), da I. Ordem de S. Bento de Aviz, Grã-Cruz effectivo da I. Ordem 
da Rosa, da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa de Portugal, etc. 

Tinha as seguintes medalhas : Medalha Oval da Independência da Bahia 
com passador de oiro, a Commemorativa da rendição de Uruguayana, a do 
Exercito Oriental do Uruguay, a de oiro de Mérito e Bravura Militar e a da 
Campanha do Paraguay, com passador de oiro. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo partido em seis quartéis : no primeiro as armas dos Silvas, — de prata, um 
leão de purpura, rompente, armado de azul ; ne segundo de oiro, cinco estreitas de goles, com cinco 
pontas, postas em aspa ; no terceiro as armas dos Limas, — de oiro, quatro palas de goles ; no 
quarto, de azul, cinco flores de liz de oiro, postas em aspa ; no quinto, de prata, uma pereira de 



137 



sinople, entre um crescente de oiro e uma flor de liz de mesmo ; no sexto as armas dos Ferreiras, 
— de goles, quatro faxas de oiro ; e por differença uma brica de prata com um farpão de sable. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 1 8 de Julho de 1841. Visconde por decreto de 15 de 
Agosto de 1843. Conde por decreto de 25 de Março de 1845. IVIarquez por decreto de 20 de Junho 
de 1852. Duque por decreto de 23 de Março de 18Ó9. 




CAYRU. (1.° Barão e Visconde de) José da Silva Lisboa. 
Nasceu na cidade da Bahia em i6 de Julho de 1756. 
Falleceu em 20 de Agosto de 1 83 5 . 
Filbo de Henrique da Silva Lisboa, natural de Lisboa, architecto, e de sua 

mulher D. Helena Nunes de Jesus, natural da Bahia. 
Casou na Bahia com D. Anna Benedicta de Figueiredo. 

Bacharel em direito canónico e philosophico em 1779, pela Universidade 
de Coimbra, onde foi professor de hebraico, grego e latim, jurisprudência, 
economia politica e philosophia. Voltou ao Brasil com D. João VI, á convite 
deste soberano, para « auxilial-o d levantar o Império Brasílico ». 

Foi nomeado Desembargador do Paço, Deputado á Junta do Commercio, 
Agricultura, Fabricas e Navegação, foi Desembargador da Relação, Senador pela 
Bahia em 1826, membro da Assembléa Constituinte. Aos seus esforços deve-se 
a carta régia de 2 1 de Janeiro de 1 808, declarando livres os portos e o commercio 
do Brasil á todos os povos. 

Foi um dos maiores jurisconsultos e políticos brasileiros, tendo deixado 
27 volumes de grande valor, como o Direito Mercantil (1801), Principios de 
Economia Politica (1804), etc. 

Era do Conselho de S. M. o Imperador D. Pedro 1 e de S. M. Fidelíssima, 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Commendador da 1. Ordem de Christo, 
Official da 1. Ordem do Cruzeiro, membro da Sociedade Philosophica de 
Philadelphia, da de Múnich, do instituto Histórico de França, do Instituto 
Histórico e Geographico Brasileiro e de muitas outras associações scientificas. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 12 de Outubro de 1825. Visconde por decreto de 12 de 
Outubro de 1826. 



138 




CAYRÚ. (2.° Barão de) Bento da Silva Lisboa. 
Nasceu em 4 de Fevereiro de 1793, na Bahia. 
Fallcccu no Rio de Janeiro em 26 de Desembro de 1864. 
Filho dos I ."' Viscondes de Cayrú, José da Silva Lisboa e de sua mulher 

D. Anna Benedicta de Figueiredo. 
Casou com D. Anna Rita Lisboa. 

Official-Mór da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, Ministro 
desta Pasta no }.° Gabinete de 1846, foi em 1840, em missão diplomática, 
contractar o casamento de S. M. D. Pedro II. Soube honrar o brilhante nome 
que o berço lhe dera. 

Era Commendador da I. Ordem de Christò, da de Leopoldo da Bélgica, 
da Legião de Honra da França, Grã-Cruz da Ordem de S. Januário de Nápoles, 
da de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, etc. 

Foi um des 27 membros fundadores do Instituto Histórico e Geographico 
Brasileiro e membro de varias associações scientificas e litterarias. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Março de 1844. 




CEARÁ. (Duqueza do) D. Maria Isabel de Bragança. 
Nasceu, no Rio de Janeiro em 13 de Agosto de 1827. 
Falleceu em 25 de Outobro de 1828. 

Filha da Marqueza de Santos D. Dometilla de Castro Canto e Mello e de 
S. Magestade D. Pedro 1, Imperador do Brasil. 

CREAÇÃO DO TITULO : Duqueza ao nascer. 




CEARÁ-MIRIM. (Barão de) Manuel Varella do Nascimento. 
Falleceu na Província do Rio Grande do Norte em 22 de Março de 1881 . 

Era Coronel da Guarda Nacional, em sua Província. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 22 de Junho de 1874. 



Archivo Nobiliarchlco Brasileiro 17 

129 



* 




c 



HRISTINA. (Barão de) Francisco Ribeiro Junqueira. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de lí 




CIMBRES, (i.o Barão com grandeza de) Domingos Malaquias de 
Aguiar Pires Ferreira. 
Nasceu no Recife, em Pernambuco, a 3 de Novembro de 1788. 
Fallcceu nesta Provincia em 10 de Desembro de 1859. 
Filbo de José Estevão de Aguiar, natural de Lisboa e de sua mulher D. Maria 

do Sacramento Pires Ferreira, natural de Pernambuco. 
Casou com sua prima, D. Joaquina Angelina, filha do D.'' João de Deus Pires 
Ferreira. 

Estudou Humanidades no Seminário de Olinda e depois Mathematicas, 
em Coimbra. Foi Deputado ás Cortes de Portugal em 1821. Presidente da 
Provincia de Alagoas nomeado em 1823, cargo que não acceitou ; Deputado 
pela Provincia de Pernambuco na \.^ legislatura de 1826 a 1829 e Vice- 
Presidente dessa Provincia em 1848. 

Era Commendador da I. Ordem de Christo e Official da I. Ordem da 
Rosa e Grande do Império. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Bar5o por decreto de 21 de Outubro de 1853. Barão com grandeza por decreto 
de 2 de Desembro de 1854. 




C 



IMBRES. (2.° Barão de) Cândido Xavier Pereira de Brito. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Julho de lí 



130 




CINTRA. (Barão de) José Joaquim da Silveira Cintra. 
Nasceu em Mogymirim, Provincia de S. Paulo. 
Filho de Ignacio de Loyola Cintra e de sua mullier D. Anna Francisca Cardoso. 
Casou em primeiras núpcias com sua prima, D. Maria Francisca Cardoso 
de Araújo Cintra, filha do Commendador João Baptista e de sua mulher 
D. Maria Jacintha de Araújo, sua sobrinha ; em segundas núpcias com 
D. Carolina Cândida de Araújo, filha do Tenente-Coronel Joaquim Flo- 
riano de Araújo e de sua mulher e prima, D. Maria Rosa Leopoldina 
da Cunha, que era viuva do Tenente-Coronel Joaquim de Paula Ferreira. 

Era chefe do partido liberal em Mogymirim, na Provincia de S. Paulo, e 
opulento fazendeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Novembro de 1887. 




COCAES. (Barão com grandeza de) José Feliciano Pinto Coelho da 
Cunha. 
Nasceu na Provincia de Minas Geraes. 
Falleceu na mesma Provincia em 9 de Julho de 1869. 
Filho de Brigadeiro António Caetano Pinto Coelho da Cunha e de sua mulher 

D. Anna Casemira Furtado de Mendonça. 
Casou com D. Antónia Thomasia de Figueiredo Neves, natural da Provincia 
de Minas Geraes. 

Foi Deputado Geral por sua Provincia nas 4.^, 5.^, 6.* 67." legislaturas, 
de 1838 a 1848. 

Era Coronel do Exercito, foi Veador Honorário da Casa Imperial e 
Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão coin grandeza por decreto de 14 de Março de 1855. 



C 




OMOROGY. (Barão de) António Félix de Carvalho. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 22 de Abril de 1871. 



•3' 




CONCEIÇÃO. (Conde da) D. António Ferreira Viçoso, Bispo de 
Marianna. 
Nasceu em Peniche (Portugal) em 13 de Maio de 1787. 
Falleceu em Marianna, Provincia de Minas Geraes, em 7 de Julho de 1875. 
Filbo de Jacintho Ferreira Viçoso, por antonomásia, o Manso, e de sua mulher 
D. Maria Gertrudes ; neto paterno do Francisco Ferreira Viçoso e de sua 
mulher D. Joanna Maria, e materno de Luiz dos Remédios e de sua 
mulher D. Joanna Francisca. 

Veio de Portugal como missionário da Congregação de S. Vicente de 
Paula, á instancias de D. João VI, para abrir missões em Matto-Grosso, porem, 
chegando ao Rio, foi tomar a direcção do Collegio de Caraças, em Minas 
Geraes e mais tarde a do de Jacuecanga, perto de Angra dos Reis, até ser 
nomeado Visitador. 

1° Bispo de Marianna, confirmado em 1844 por Gregório XVI e sagrado 
pelo Conde de Irajá, D. Manuel do Monte Rodrigues de Araújo, Bispo do Rio 
de Janeiro. 

Era do Conselho de S. Magestade, sócio de Instituto Histórico e Geogra- 
phico Brasileiro, Commendador da 1. Ordem de Christo e official da I. Ordem 
da Rosa. 

Autor de muitas obras religiosas, foi redactor do O Romano. 

CREAÇÃO DO TITULO : Conde por decreto de 7 de Março de 1868. 



C 




ONCEIÇÃO, (Barão da) José Rodrigues da Costa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 27 de Fevereiro de 1886. 



C 




ONCEIÇÃO DA BARRA. (Barão da) José Rezende de Carvalho. 
Nasceu na Provincia de Minas Geraes. 



132 



/ 



\ 



Fallcceu em S. João d'El-Rey em i o de Outubro de 1893, com 70 annos de 
idade. 
Era chefe politico conservador em sua Provincia. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Julho de 1888. 




CONGONHAS DE CAMPOS. (Barão e visconde com grandeza 
de) Lucas António Monteiro de Barros. 
Nasceu em Congonhas, na Provincia de S. Paulo, em i8 de Outubro de 1765. 
Falleceu no Rio do Janeiro em 10 de Outubro de 1851. 
Filho de Manuel José Monteiro de Barros, natural de Barcellos, em Portugal, 

e de sua mulher D. Maria Euphrasia da Cunha Mattos. 
Casou com sua prima, D. Maria Theresa Joaquina de Sauvan, filha do 

D.f Manuel Monteiro de Barros e de sua mulher D. Maria Joaquina 

de Sauvan. 

Formado em direito pela Universidade de Coimbra, exerceu o cargo de 
Juiz de Fora nas Ilhas, foi Desembargador da Relação na Bahia, Ouvidor da 
Comarca de Ouro-Preto, Intendente do Oiro no Rio de Janeiro, em 181 2, e 
Presidente do Supremo Tribunal da Justiça. 

Foi o primeiro Presidente de sua Provincia natal em 1824, e Senador em 
1826. Foi o creador da Bibliotheca Publica de S. Paulo, em 1825. 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Grande do Império, do Conselho 
de Sua Magestade, Commendador da Imperial Ordem de Christo e Official da 
do Cruzeiro. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de i 2 de Outubro de 1825. Visconde por decreto de 12 de 
Outubro 182Ó. Visconde com grandeza por decreto de 2 de Junho de 1841. 




CONGONHAS DE CAMPOS. (2.» Barão de) Lucas António 
Monteiro de Castro. 
Falleceu em 21 de Agosto de 1878. 

Era Major da Guarda Nacional e Fazendeiro na Provincia de Minas 
Geraes. Official da I. Ordem da Rosa. 

•CREAÇÃO DO TÍTULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. 



n^ 




CONTENDAS. (Barão de) António Epaminondas de Barros Correia. 
Nasceu na Povoação de Altinlio, na Província de Pernambuco, em 
1839. 
Falleceu em seu engenho Contendas, no Municipio de Amaragy, nessa Pro- 
vinda, em 13 de Abril de 1901^. 

Era formado em direito pela Faculdade de Recife, foi Promotor de 
Caruaru e presidiu a Província de Pernambuco em 1882- 1883. 
Era agricultor e grande influencia politica. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Julho de 1889. 




CO ROM AN DEL. (Barão de) D.^ José Francisco Netto. 
Falleceu em sua fazenda em Queluz, na Província de Minas Geraes, 
em 3 de Janeiro de 1886, com 58 annos de idade. 

Medico e grande influencia politica em Minas Geraes, foi o chefe do 
partido liberal, membro da Assembléa Provincial de Minas Geraes nas legisla- 
turas de 1880, 1882 e 1886, quando serviu na presidência dessa Assembléa. 
Foi I ." Vice-Presidente da Província de Minas Geraes tomando o Governo em 
I 880 a I 88 I . 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Junho de 1881. 




CORRENTES. (Barão de) Felisberto Ignacío da Cunha. 
Nasceu em Pelotas a 1 1 de Novembro de 1824. 
Filho do Commendador José Ignacío da Cunha e de sua mulher D. Zeferina 

Gonçalves da Cunha. 
Casou em primeiras núpcias com D. Maria Antónia Coelho da Cunha, filha 
do Coronel Francisco Jeronymo Coelho, e de sua mulher D. Gertrudes 
Gonçalves Coelho, e em segundas núpcias com D. Silvana Belchior que 



»34 



era filha de Custodio Gonçalves Belchior e de sua mulher D. Silvana 
Coelho Belchior. 

Estancieiro e Industrial, foi Vereador da Camará Municipal de Pelotas, 
Deputado á Assembléa Provincial, Commandante Superior da Guarda Nacional 
e durante a guerra do Paraguay Commandante da Guarnição da Cidade de 
Pelotas. Foi Vice-Presidente de sua Província natal. Deu liberdade incondi- 
cional a dusentos escravos que possuia em seus estabelecimentos fabris pelo 
que recebeu o titulo nobiliarchico. Era Official da I. Ordem da Rosa e 
Cavalleiro da de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1884. 




CORUMBÁ. (Barão com grandeza de) João Mendes Salgado. 
Nasceu em 3 de Março de 1832. 
Falleccu no Rio de Janeiro em 30 de Julho de 1894. 

Foi Aspirante de Marinha em 1847, tendo feito a Campanha do Para- 
guay, galgando todos os postos até o de Vice-Almirante, Ajudante-General da 
Armada, tendo exercido muitas e importantes commissões, já ne paiz, já no 
estrangeiro. 

Era Veador de S. M. a Imperatriz, Grande do hnperio, Cavalleiro da 
I. Ordem de S. Bento de Aviz, Commendador da I. Ordem de Christo e da 
da Rosa, Official da I. Ordem do Cruzeiro ; condecorado com as medalhas 
das Operações da Esquadra no Rio da Prata, a de prata por Serviços extra- 
ordinários prestados á Humanidade, a de Mérito e Bravura Militar, a geral da 
Campanha do Paraguay. Era também Grã-Cruz da Ordem de S. Stanisláo da 
Rússia, Grande Official da Coroa de Itália, Commendador de Villa Viçosa de 
Portugal, Official da Legião de Honra da França e Commendador da R. Ordem 
de S. Bento de Aviz de Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 20 de Junho de 1888. 




C 



URURIPE. (Barão de) Miguel Soares Palmeira. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1889 



'35 




COTEGIPE. (Barão com grandeza de) João Maurício Wanderley. 
Nasceu na villa da Barra do Rio S. Francisco, na Bahia, em 23 de 
Outubro de 181 5. 
Falleceu na cidade do Rio de Janeiro em 13 de Fevereiro de 1889. 
Filbo do Capitão-Mór João Mauricio Wanderley e de sua mulher D. Francisca 

Antónia Wanderley. 
Casou com D. Antónia da Rocha Pitta e Argollo, filha dos Condes do Passe. 

Bacharel em Direito pela Faculdade de Olinda em 1837, foi Juiz de 
Direito de Comarca de Santo Amaro, Chefe de Policia e depois Presidente da 
Bahia, em 1852. Deputado Provincial, representou também sua Província 
natal na 5.*, 6.*, '].'■, 8.*, 9.* legislaturas, desde 1843 até i8s6, sendo nomeado 
Senador em i8s6. Presidiu o Senado na sessão de 1882-1885. 

Foi 8 vezes Ministro de Estado, occupando as pastas do Império, Estran- 
geiros, Marinha, Fazenda, nos seguintes Gabinetes: 12.° de 1853, 23.° de 
1868, 26." de 1875 e 34." de 20 de Agosto de 1885, do qual foi Presidente 
do Conselho. Como Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário esteve 
em Missão Especial na Republica do Prata para firmar o tratado de paz nos 
termos do tratado da Tríplice Alliança. Foi Provedor da Santa Casa de 
Misericórdia, cargo que o illustre servidor da Pátria desempenhou desde 5 de 
Agosto de 1883 até seu fallecimento, e, por iniciativa de S. Magestade o 
Imperador, deve-se a seus esforços a fundação, no Rio de Janeiro, do Instituto 
Pasteur, inaugurado em 25 de Fevereiro de 1888, destinado ao tratamento 
prophilatico da raiva. 

Foi Presidente eleito pelos accionistas de Banco do Brasil, sócio do 
Instituto Histórico e Geographica Brasileiro desde 1845, etc. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade, Dignitário 
da 1. Ordem de Cruzeiro, Commendador da 1. Ordem da Rosa, Grã-Cruz da 
de Villa Viçosa de Portugal, da R. Ordem de Carlos III e de Isabel a Catholica 
da Hespanha, de Leopoldo da Bélgica, da Coroa da Itália, e da Águia Vermelha 
da Prússia. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 14 de Março de 1860. 



136 




COTINGUIBA. (Barão de) Bento de Mello Pereira. 
Fallccm na Província do Ceará em 1862. 

Era Commendador da I. Ordem de Christo e Official da I. Ordem da 
Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Março de 1849. 




CRATO. (Barão do) Bernardo Duarte Brandão. 
Nasceu em 15 de Julho de 1832, na cidade de Icó, no Ceará. 
Fãlleceu em Paris em 19 de Junho de 1880. I 

Filho de Bernardo Duarte Brandão. i 

Bacharel em Direito em 18^4, foi duas vezes Deputado Provincial e Vice- 
Presidente da Província do Ceará, que representou na Assembléa Geral, 
na 12.* legislatura de 1864 a 1866 e na 13.^ de 1867 a 1870. i 

Era Official da I. Ordem da Rosa. i 

! 
CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Setembro de i86ó. 




CROATA. (Barão de) Manuel Gomes da Silva Belfort. 
Fãlleceu na Província do Maranhão em 20 de Abril de 1861. 

Era Commendador da I. Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Desembro de 1854. 



Archivo NobilUrchlco Brasileiro 18 

'37 




CRUANGY. (Barão de) Felisberto Ignacio de Oliveira. 
Nasceu na Província de Pernambuco. 
Falleceu na Bahia em 1870. 

Era irmão do Barão de Ouricury. 

Commendador da Real Ordem de Christo de Portugal. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo de prata partido : ao primeiro, uma oliveira de sinople com fructos de oiro : 
ao segundo, três faxas de azul com uma abelha em cada uma. Timbre : uma cruz de goles, florida 
e aberta. (Brazão passado em 30 de Agosto de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 86). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 22 de Junho de 1867. 




CRUZ ALTA. (1.° Barão da) José Gomes Portinho. 
Nasceu no Rio Grande do Sul. 

Casou com D. Branca Sertório Portinho, fallecida com cerca de 8o annos, no 
Rio Grande do Sul, em 6 de Abril de 191 5. 

Era Brigadeiro honorário do Exercito. Tinha a medalha de Paysandú. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Março de 1878. 



138 




CRUZ ALTA. (2.° Barão da) Joaquim de Campos Negreiros, 
Casou com D. iVlaria Luisa Mendes Ribeiro, natural do Rio de 
Janeiro, filha de Luiz Mendes Ribeiro. 
Fazendeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de [4 de Junho de 1887. 







CRUZEIRO. (Visconde com grandeza de) Jeronymo José Teixeira 
Júnior. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 25 de Novembro de 1830. 
Fallcceu em Roma em 26 de Desembro de 1892. 
Filho de Jeronymo José Teixeira e de sua mulher D. Anna Maria Netto 

Teixeira. 
Casou com uma filha dos Marquezes de Paraná. 

Bacharel pelo Collegio D. Pedro II e em sciencias jurídicas e sociaes pela 
Academia de S. Paulo em 1853. Foi Deputado Provincial em 2 legislaturas e 
representou igualmente sua Província natal na Assembléa Geral, nas 14.* e 
15.» legislaturas, desde 1869 até 1875, presidendo a Gamara dos Deputados 
em 1871-1872. 

Foi nomeado Senador por sua Província em 1873. Ministro da Agricultura, 
Gommercio e Obras Publicas no 24.° Gabinete de 1870, Director do Banco 
do Brasil, Provedor da Santa Gasa de Misericórdia e Director da Estrada de 
Ferro D. Pedro II, etc. 



'39 



Foi Conselheiro de Estado em 1874, do Conselho de S. Magestade e 
Grande do Império. Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Commendador da 
I. Ordem de Christo e Official da I. Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : De azul, cinco estrellas de prata de cinco raios, representando a constellação do 
Cruzeiro do Sul. 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇAO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 13 de Junho de 1888. 




CUNHA. (Visconde com grandeza e Marquez da) Dom Francisco da 
Costa de Souza Macedo. 

Nasceu em Lisboa em 9 de Maio de 1 788. 

Falleceu nessa cidade em 16 de Agosto de 1852. 

Filho de D. Maria José de Souza Macedo, 2.^ Viscondessa de Mesquitella 
e 4." Baroneza de Mullingar, no Pareato da Inglaterra e de seu marido, 
D. José Francisco da Costa de Souza e Albuquerque, Armador-Mór, e 
do Conselho de S. Magestade a Rainha D. Maria I. Era irmão do Conde 
de Mesquitella, em Portugal. 

Casou com D. Maria Leonor Carneiro Vianna, filha de Paulo Fernandes Vianna 
e de sua mulher D. Luiza Rosa Carneiro da Costa e irmã do Conde 
de S. Simão ; era Dama Honorária de S. Magestade a Imperatriz D. Maria 
Leopoldina e nasceu em 26 de Junho de 1808, fallecendo no Rio de 
Janeiro em 30 de Maio de 1826, sendo entrão Viscondessa da Cunha. 

Foi Official General do Exercito Brasileiro, Veador, Gentil-Homem da Impe- 
rial Gamara, Mordomo-Mór de S. Magestade a Imperatriz D. Maria Leopoldina. 

Era condecorado com diversas medalhas militares, Commendador das 
I. I. Ordens do Cruzeiro e de Christo. Falleceu em Lisboa, completamente 
retirado da sociedade e entregue á vida religiosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824. Marquez por 
decreto de 12 de Outubro de 1826. 



C 




UNHA BUENO. (Barão de Itaquary, da Cunha Bueno e 
conde da) Francisco da Cunha Bueno. 



Vis- 



140 



Nasceu na Província de S. Paulo. 

Falleceu na mesma Província em 1903, aos 73 annos de idade. 

Filho do Sargento-Mór Francisco Marianno da Cunha e de sua segunda mullier 
D. Joaquina Angélica de Barros. 

Casou em primeiras núpcias com D. Eudoxia Henriqueta de Oliveira, filha 
do Coronel João Baptista de Oliveira e de sua mulher D. Anna Rufina 
Teixeira do Prado e em segundas núpcias com D. Theresa de Aguirre, 
filha de João Baptista de Campos Pinto e de sua mulher D. Rosa Amélia 
de Aguirre. 

Era chefe politico na Provinda de S. Paulo e fazendeiro. Foi agraciado, 
primeiro com o titulo de Barão de Itaquary, titulo este que foi substituído 
pelo de Barão da Cunha Bueno. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão de Itaquary por decreto de 7 de Maio de 1887. Barão da Cunha Bueno 
por decreto de 6 de Junho de 1887. Visconde da Cunha Bueno por decreto de 2 de Janeiro de 1889. 




CURVELLO. (Barão com grandeza do) Joaquim José Meirelles Freire. 
Falleceu em Portugal em n de Julho de 1877, com 85 annos de 
idade. 
Casou com D. António Flora de Almeida Barradas, que falleceu em 23 de 
Agosto de 1 86 1 . 

Era Commendador da 1. Ordem de Christo e Official da I. Ordem da 
Rosa. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 17 de Novembro de 1851. Barão com grandeza por decreto 
de 21 de Desembro de 1871. 




D ESCALVADO. (Barão de) José Elias de Toledo Lima. 
Nasceu na cidade de Mogymirim, na Província de S. Paulo, em 7 de 
novembro de 1816. 
Filho de Elias António Aranha de Camargo, e de sua primeira mulher D. Maria 
Gertrudes de Toledo, com quem casou em 1801. 



141 



Casou com D. Anna Leduina da Cunha, filha de João Gonçalves Teixeira e 
de sua mulher D. Anna Leduina da Cunha. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Desembro de 1887. 




DESTERRO. (Barão do) João José de Almeida Couto. 
Nasceu na cidade de Maragogipe, na Bahia, a 24 de Desembro de 
1812. 
Casou em primeiras núpcias com D. Lina da Costa Lima e em segundas 
núpcias com D. Anna Bernardina de Almeida Torres. 

Bacharel em Direito, em 1835, pela Faculdade de S. Paulo, foi logo 
nomeado Secretario do Governo da Bahia. Eleito Deputado pela Bahia na 
6.=' legislatura de 1845 a 1847, e na 8.''' de 1850 a 1852. Foi Juiz de Direito 
em Sorocaba (S. Paulo), em Cabo Frio e Macahé. 

Foi Auditor da Marinha na Corte, Desembargador da Relação da Bahia, 
e ahi exerceu também o cargo de Vice-Presidente de 1870 a 1878. 

Foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal em 1881, aposentando-se 
em 1886. Era do Conselho de Sua Magestade, Sócio do Instituto Histórico 
e Geographico Brasileiro, Cavalleiro da I. Ordem de Christo e Official 
da 1. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 29 de Novembro de 1886. 




DIAMANTINA. (Barão de) Francisco José de Vasconcellos Lessa. 
Falleceu em 2 de Abril de 1862, na Província de Minas Geraes. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Desembro de 1854. 



142 




DIAMANTINA. (Barão de) António de Cerqueira Caldas. 
Natural da Província de Cuyabá, Matto-Grosso. 

Era Coronel Commandante Superior da Guarda Nacional de Cuyabá, na 
Província de Matto-Grosso. Foi Vice-Presidente dessa Provinda e Deputado 
Geral na 2o.''' legislatura de 1866 a 1889. Era Proprietário e negociante e 
Commendador da Imparial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de oiro, um leão de goles rompente, tendo na garra esquerda um cadu- 
ceu de oiro ; bordadura de sinople carregada de quatro abelhas de oiro acantonadas, e de quatro 
besantes de prata em cruz. (Brazão passado em 29 de Junho de 1871. Reg. no Cartório da Nobraza, 
Liv. VI, fls. 115). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i 7 de Maio de 1871. 




DORES DE GUAXIPE. (Barão das) Manuel Joaquim Ribeiro do 
Valle. 
Tenente-Coronel du Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Agosto de 1889. 



D 




OURADO. (1.° Barão do) José António da Silva Freire. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 21 de Abril de 1883. 



'43 




D 



OURADO. (2.° Barão do) José Luiz Borges. 
Casou com D. Amália Carolina de Oliveira, filha dos Viscondes do 
Rio Claro, José Estanisláo de Oliveira e sua mulher D. Eliza de Mello 
Franco. Era portanto irmã do 2.° Barão de Araraquára, Barão de Mello 
e Oliveira e da 2." Baroneza de Piracicaba. 

Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 13 de Agosto de 1889. 




DRUMMOND. (Barão de) João Baptista Vianna Drummond. 
Foi Director da Companhia Ferro-Carril de Villa-Isabel, no Rio de 
Janeiro, e o Creador do Jardim Zoológico na encosta da Serra do Engenho 
Novo, no Rio de Janeiro. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Agosto de 1888. 




DUAS BARRAS. (i.° Barão das) João António de Moraes. 
Falleceu a 9 de Outubro de 1883. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 8 de Julho de 1867. 



D 




UAS BARRAS. (2.» Barão das) Elias António de Moraes. 
Bacharel em Direito. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Agosto de 1889. 



'44 




EM BA RE. (Barão e Visconde com grandeza de) António Ferreira da 
Silva. 
Nasceu na cidade de Santos, Provincia de S. Paulo, em 21 de Desembro de 

1826. 
FaUeceu em 2 1 de Desembro de 1 887 . 
Filho do Commendador António Ferreira da Silva, de nacionalidade portu- 

gueza, e de sua mulher D. Maria Luiza Ferreira, natural de S Paulo. 
Casou em primeiras núpcias com D. Gabriella Anna de Carvalhaes Ferreira, 

e em segundas com sua cunhada D. Josephina de Carvalhaes Ferreira, 

filhas do Commendador Barnabé Vaz de Carvalhaes. 

Commandante Superior da Guarda Nacional de Santos, foi Delegado de 
Policia, Vereador da Camará Municipal diversas vezes, Deputado Provincial 
em 1854 e Provedor da Santa Casa de Misericórdia, em 1880. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa e Grande do Império. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 2 de Maio de 1874. Visconde por decreto de 3 1 de 
Desembro de 1880. Visconde com grandeza por decreto de 7 de Maio de 1887. 




ENGENHO NOVO. (Barão do) António Pereira de Souza Barros. 
Natural da cidade de Valença, no Estado do Rio de Janeiro, onde 
nasceu em 30 de Maio de 181 5. 

Fallcceu no Rio de Janeiro, em 12 de Outubro de 1884. 
Filho de Manuel Pereira Terra, de nacionalidade portugueza, e de sua mulher 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 19 



'45 



D. Carlota Maria de Souza Barros, que era filha do Tenente António de 
Souza Barros. 
Casou com D. Rita Nunes, nascida em 1 1 de Abril de 1 82 1 e fallecida em 6 de 
Novembro de 1885, e era filha de Matheus José Nunes e de sua mulher 
D. Rita Victorina de Cássia Nunes, ambos naturaes de Portugal. 

Era fazendeiro em Valença e proprietário no Rio de Janeiro, possuindo 
avultado numero de prédios no Engenho Novo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira as armas dos Souzas do Prado, — escudo esquar- 
telado ; no primeiro quartel, as quinas do Reino, sem a orla dos castellos ; no segundo, em campo 
de prata, um leão rompente, de goles ; e assim os contrários ; na segunda pala, as armas dos Barros, 
— de vermelho, três bandas de prata, e sobro o campo, nove estrellas de oiro, i, 3, 3 e 2. Timbre : 
uma aspa vermelha e azul, uma perna de cada côr, e carregadas de cinco estrellas das armas. 
(Brazão passado em 10 de Agosto de 1881.) 

COROA ; A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 4 de Outubro de 1876). 



-^ 







ENTE RIOS. (1.° Barão de) António Barroso Pereira. 
Natural da Parahyba do Sul. 
Falleceu em Petrópolis, na Província do Rio de Janeiro, em 12 de Desembro 
de 1862, e a Baroneza, a 20 de Junho de 1876, em Parahyba do Sul, 
Rio de Janeiro. 

Commendador da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial 
Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS ; Escudo esquartelado : no primeiro, as armas dos Barrosos, — de vermelho, com 
cinco leões de prata, cada um com duas faxas xadresadas de oiro e vermelho, postos em santor ; no 



146 



segundo, as dos Pereiras, — de goles, com uma cruz de prata, florida, vasia do campo ; e assim os 
alternos. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Desembro de 1852. 




E 



NTRE RIOS. (2.° Barão e Visconde de) António Barroso Pereira. 
Filho dos I ."' Barões de Entre Rios. 



BRAZÃO DE ARIVIAS : As de seu pae o i." Barão de Entre Rios. Escudo esquartelado : no primeiro, as 
armas dos Barrosos, — de vermelho, em cinco leões de prata, cada um com duas faxas xadresadas 
de oiro e vermelho, postas em santor ; no segundo, as dos Pereiras, — de goles, com uma cruz de 
prata, florida, vasia do campo ; e assim os alternos. 

COROA : A de Visconde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 28 de Agosto de 1877. Visconde por decreto de 17 de 
Fevereiro de 1883. 




ESCADA. (Barão da) Belmiro da Silveira Lins. 
Falleceu assassinado por occasião de uma eleição senatorial na cidade 
da Victoria. 
Filho do Visconde de Utinga, e i .<• Barão do mesmo titulo, Henrique Marques 

Lins e de sua mulher a Viscondessa D. Carolina de Caldas Lins. 
Casou com D. Maria de Souza Lins. 

Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 9 de Setembro de 1874. 



«47 




ESCRAGNOLLE. (Barão de) Gastão (Luiz, Henrique de Robert) 
de Escragnoile. 

Nasceu no Rio de Janeiro em i6 de Abril de 1821. 

Falleceu nessa cidade em 1888. 

Filho de Alexandre Luiz Maria de Robert de Escragnoile, conde de Escra- 
gnoile, nascido no castello d'Escragnolle, no Departamento dos Alpes 
Marítimos, em França, em 1785, e falleceu a 16 de Junho de 1828, quando 
exercia a Commissão de Coronel Commandante e Governador das Armas 
no Maranhão. Veio n'armada que accompanhou D. João VI e, devotado 
a causa brasileira em 1822, prestou relevantes serviços ao paiz. Era 
condecorado com a Ordem de S. Bento de Aviz, do Cruzeiro, de S. Luiz 
da França, e com a Medalha do Exercito. Foi o fundador da nobre 
familia brasileira do seu appellido. Casou em 18 10 com D. Adelaide 
Francisca Magdalena de Beaurepaire, nascida em 1785 e fallecida no Rio 
de Janeiro em 22 de Setembro de 1840; filha do Conde Amadeo de 
Beaurepaire, e de sua mulher D. Clara Fery. 

Casou em 1845 <^orn D. Anna Leopoldina da Silva Porto, descendente de 
velha familia da Província de Minas Geraes. 

O Barão de Escragnoile, titular Brasileiro, Conde e mais tarde Marquez 
do mesmo titulo em França, serviu com a Barão de- Caxias nas campanhas 
de pacificação do Maranhão em 1840, de Minas Geraes em 1842 e do Rio 
Grande do Sul em 1844. 

Completa e irremediável surdez obrigou-o á cortar a brilhante carreira 
das armas aos quarenta annos de idade, quando já Tenente-Coronel. Nomeado 



■ 48 



por D. Pedro II Administrador da Floresta Nacional da Tijuca, foi o creador 
do admirável Parque Nacional que se extende pelos valles e quebradas da 
Serra do Andarahy. 

Era Cavalleiro da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de oiro uma aspa de sinople acompanhada em chefe de um roque de 
xadrez do mesmo, supportes, duas águias de sua côr. Divisa : Longe fert levis aura. 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i de Setembro de 1880. 




ESTANCIA. (Barão da) António Dias Coelho de Mello. 
Natural da Província de Sergipe. 
Foi fazendeiro; Deputado Geral na 13.* legislatura de 1867 a 1870, na 
17.'* e 18.* de 1878 a 1884 e Senador em 1885, tudo por sua Província natal. 
Possuio as Imperiaes Ordens de Christo e da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 8 de Setembro de 1867. 




ESTRELLA. (Barão da) José Joaquim de Maia Monteiro. 
Nasceu no Rio de Janeiro. 
Falleceu nessa cidade. 

Filho de Joaquim Manuel Monteiro, Visconde e i." Conde da Estrella, por 
Portugal, capitalista e abastado proprietário no Rio de Janeiro, nasceu 
na freguesia de Santa Maria de Carvoeiros, Conselho e districto de Vianna 



'49 



do Castello, em Portugal, a 13 de Fevereiro de 1800, fallecido no Rio 
de Janeiro, a 31 de Maio de 1875, ^ ^^ sua segunda mulher D. Luisa 
Amália da Silva Maia, que nasceu em 31 de Outubro de 1823 e era filha 
do Conselheiro de Estado e Senador por Goyaz, nomeado em 1843 ^ 
fallecido em 1853, Desembargador José António da Silva Maia e de sua 
mulher D. Maria Luisa Innocencia Gomes. 

Era irmão do Barão de Maia Monteiro, e por parte do pae do 2.° Conde 
da Estrella, por Portugal, Joaquim Manuel Monteiro. 

Casoit com D. Theresa de Vasconcellos Drummond, filha do antigo diplomata 
Conselheiro António de Menezes Vasconcellos de Drummond (N. em 21 
de Maio de 1794, f em 15 de Janeiro de 1874). 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial e da Real Casa de Portugal e 
Commendador da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu Pae, o i.° Conde da Estrella. Escudo partido em pala ; na primera, as 
armas dos Monteiros, — em campo de prata três buzinas de preto, com hocacs de oiro e cordões 
vermelhos, postas em roquetc ; na segunda, as dos Rodrigues, — de oiro com cinco flores de liz de 
vermelho em santor ; chefe de vermelho com uma cruz de oiro florida aberta do campo. (Brazão 
passado em 19 de Fevereiro de 1855. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. Vlll, fls. 397). 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 13 de Outubro de 1876. 



E 




XU. (Barão de) Gualter Martiniano de Alencar Araripe. 
Natural da Ceará. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Novembro de lí 



F 




ANADO. (Visconde com grandeza do) João Gomes da Silveira 
Mendonça. 

yide noticia no titulo Marqiie:( de Sabard. 



CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824. 



150 



F 




ERREIRA BANDEIRA. (2.° Barão de Fiaes, de Ferreira Bandeira 

e Visconde de) Pedro Ferreira de Vianna Bandeira. 
Natural de Bahia. 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão de Fiáes, por decreto de i i de Desembro de 1875, que foi annulado. 
Barão de Ferreira Bandeira, por decreto de 28 de Março de 1877. Visconde de Ferreira Bandeira por 
decreto de 28 de Outubro de 1882. 




FIAES. (i ." Barão com grandeza e Visconde com grandeza de) Luiz Paulo 
de Araújo Bastos. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 3 de Janeiro de 1797, e falleceu na Bahia em 27 
de Julho de 1863. 

Doutor em direito canónico, foi Desembargador da Casa da Supplicação, 
com 29 annos apenas. Intendente Geral de Policia em 1824- 1830, sustentou a 
sua custa 50 soldados de caçadores nas guerras do Maranhão e Rio Grande 
do Sul. Era do Conselho de S. Magestade e Deputado Geral na 1.* legislatura 
de 1826 a 1829 e na 3.* de 1834 a 1837 pela Província da Bahia. 

Era Official da Imperial Ordem do Cruzeiro, em 1823, Commendador da 
imperial Ordem da Rosa, em 1860, tinha o Habito de Christo, e era Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Imperial, em 1829. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 7 de Julho de 1841. Barão com grandeza por decreto 
de 2 de Desembro de 1849. Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1854. 



F 




lAES. (2.» Barão de) Pedro Ferreira de Vianna Bandeira. 

Vide noticia no titulo Visconde de Ferreira Bandeira acima. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Desembro de 1875. 



>5« 




FIGUEIREDO. (Visconde e Conde de) Francisco de Figueiredo. 
Nasceu no Rio de Janeiro a 13 de Novembro de 1843 e ainda vive. 
Filbo de José António de Figueiredo Júnior, e de sua mulher D. Joaquina 
Carlota Penna de Figueiredo. 

Notável banqueiro, economista e financeiro, foi Director do Banco do 
Brasil, e fundador de diversos estabelecimentos bancários. Sócio bemfeitor do 
Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, era grande do Império, Official 
da I. Ordem da Rosa e Commendador da N. S. da Conceição de Villa Viçosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo azul uma banda de oiro carregada de Ires estrellas de goles entro uma 
flor de liz de prata e uma cruz florida do mesmo. Divisa : /Igere non loqiii. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde por decreto de 19 de Julho de 1879. Conde por decreto de 31 de 
Outubro de itSp. 




FLAMENGO. (Barão do) Luiz de Mattos Ferreira de Castro. 
Casou com D. Luiza Amália Pereira de Castro, nascida em 1833 e 
fallecida no Rio de Janeiro em 27 de Junho de 181 5. 

Capitalista e proprietário foi Director do Banco Commercial do Rio de 
Janeiro. 

Era Official da Ordem da Rosa, Commendador da Conceição de Villa Viçosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Desembro de 1881. 



152 




FONSECA. (Barão do) João de Figueiredo Pereira de Barros. 
Proprietário na cidade e Provincia do Rio de Janeiro, Official da impe- 
rial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido de azul e prata, no primeiro um castello de oiro acompanhado em 
chefe de uma águia de prata estendida, no segundo um leão de goles rompente armado de sable, 
tendo na bocca uma espada de azul com punhos de oiro. Divisa : Libenter. (Brazão passado em 1 1 de 
Desembro de 18Ó7. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 95). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Abril de 1867. 



Archivo Nobíliarchico Brasileiro 20 



'53 




FONSECA COSTA. (Baroneza e Viscondessa com grandeza da) 
D. Joaquina da Fonseca Costa. 
Nasceu, no Rio de Janeiro a i8 de Novembro de 1808 e falleceu em 4 de 

Junho de 1896 na mesma cidade. 
Filha de José Maria da Fonseca Costa, irmão do Marquez da Gávea e de sua 
mulher D. Libania Carneiro da Silva. 

Foi Aia da Imperatriz e Dama da Ordem Pontifícia do Santo Sepulchro, e 
Dama ao serviço de S. M. a Imperatriz, nomeada em 1846. 

BRAZÃO DE ARMAS : Uma lisonja partida em pala : na primeira, as armas dos Fonsccas, — de oiro, com 
cinco estrellas de goles de cinco raios, postas em santor, et na segunda, as dos Costas, — de 
vermelho, com seis costas de prata firmadas e postas em duas palas. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Baroneza por decreto de 14 de Março de 1877. Viscondessa com grandeza por 
decreto de 8 de Agosto de 1888. 




FORTE DE COIMBRA. (Barão do) Hermenegildo de Albuquerque 
Porto Carrero. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 12 de Setembro de 1893. 

Depois de ter occupado todos os postos do exercito, chegou á Tenente- 
General. Prestou relevantes serviços aTatria, tanto em paz como en guerra, 
onde sobresahiu pela heróica e épica defesa do forte de Coimbra, em Matto- 



«54 



Grosso, contra os ataques dos Paraguayos, em 1864, quando ainda Tenente- 
Coronel Commandante do 3 Batalhão de Artilharia. 

Tinha a medalha Geral da Campanha do Paraguay, com passador de 
oiro. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 13 de Julho de 1889. 



F 




RANÇA. (Barão de) José Garcia Duarte. 
Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Novembro de 




FRECHEIRAS. (Barão de) António dos Santos Pontual. 
Nasceu na Província de Pernambuco. 
Fallecen na dita Província em 1895. 

Filho de João Manuel Pontual e de sua mulher D. Theresa dos Santos Pon- 
tual. Era irmão do Barão de Petrolina. 
Casou com sua prima D. Francisca Dias dos Santos Pontual, natural de 
Pernambuco, filha de André Dias, e irmã do Barão de Jundiá. 

Era Agricultor e proprietário de usinas na Província de Pernambuco. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Março de 1880. 



155 




GAMBOA, (i.o Barão e Visconde da) José Manuel Fernandes Pereira 
de Barros. 
Casou com D. Delfina Margarida de Barros. 

BRAZÃO DE ARMAS : De goles, com uma cruz de prata florida e vasia do campo ; e por differença uma 
brica de azul carregada de uma estrella de prata de cinco raios. Timbre : uma cruz vermelha, florida 
e vasia, entre dois cotos de azas de anjos. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 12 de Outubro de 1825. Visconde por decreto de 12 de 
Outubro de 1826. 




GAMBOA. (2.° Barão da) José Manuel Fernandes Pereira. 
Filho do i." Barão e Visconde da Gamboa. 
Casou com D. Delfina Rosa dos Santos Pereira. 



156 



BRAZÃO DE ARMAS : As de seu pae. De goles, com uma cruz de prata florida e aberta do campo ; e por 
differença uma brica de azul carregada de uma estrella de prata de cinco postas. Timbre : uma cruz 
vermelha, florida e vasia, entre dois cotos de azas de anjos. 

CREAÇÃO DO TÍTULO : Barão por decreto de 27 de Abril de 1849. 




GÁVEA. (Barão, Visconde com grandeza e Marquez da) Manuel António 
da Fonseca Costa. 
Nasceu no Rio de Janeiro a 24 de Abril de 1803. 
Falleceu nessa cidade em 13 de Junho de 1890. 
Filho do Tenente-Coronel Manuel António da Fonseca Costa e de sua mulher 

D. Maria Balbina da Costa Barros. 
Casou com Maria Amália de Mendonça Corte Real. Eram Paes do Visconde 
da Penha. 

Sentou praça em 17 de Março de 1808. Em 1824 foi sob as ordens do 
Coronel Lima e Silva na Expedição de Pernambuco, como Ajudante de Esqua- 
drão. Foi Ajudante de Ordens do Governador das Armas da Província de 
São Paulo, e da Corte, em 1829. 

Commandante das armas da Bahia em 1855, e Brigadeiro nesse anno. 
Foi Commandante Superior da Guardiã Nacional da Corte e Vogal do Conselho 
Supremo Militar. Marechal de Campo, em 1866, Tenente-General em 187 1 e 
Marechal do Exercito em 1880. Offereceu durante um anno em 1863, 10 "/o 
de seu soldo, em beneficio da defesa da Pátria. Foi Ajudante General do 
Exercito. 

Era Grando do Império, Conselheiro de Guerra, Gentil-Homem da Impe- 
rial Gamara, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Grã-Cruz da Imperial Ordem 
de São Bento de Aviz, e da Imperial Ordem da Rosa, Commendador da 



"57 



Imperial Ordem de Christo, e da de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, 
de Portugal. Tinha a medalha da Divisão Cooperadora da Boa Ordem. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo partido em pala, na primeira as armas dos Fonsecas, — de oiro com cinco 
estrellas sanguinhas de cinco raios, postas em santor, na segunda, as armas dos Costas, — de 
vermelho, seis costas de prata firmadas nos flancos e postas em duas palas. Timbre : duas costas em 
aspa atadas com um torçal vermelho. Paquife das cores e metaes do escudo. 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. Visconde com grandeza por decreto 
de 19 de Julho de 1879. Marquez por decreto de 16 de Maio de 1888. 




GERALDO DE REZENDE. (Barão de) Geraldo Ribeiro de Souza 
Rezende. 
Nasceu em Campinas, S. Paulo. 
Falleceu em i de Outubro de 1907. 
Filbo do Marquez de Valença, Senador Estevão Ribeiro de Rezende, e da 

Marqueza sua mulher D. Ilidia Mafalda de Souza Rezende, 
irmão do Barão de Rezende. 
Casou com sua prima D. Maria Amélia Barbosa de Oliveira, filha do Conselheiro 

Albino José Barbosa de Oliveira e de sua mulher D. Izabel Augusta 

de Souza Queiroz. 

Foi Deputado Geral pela Província de S. Paulo. Era um dos Maiores 
fazendeiros de Campinas, no Estado de S. Paulo, sendo sua Fazenda citada 
como modelo de cultura adiantada. 

Era commendador da I. Ordem de Christo, e Moço Fidalgo com exercício 
na Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : Esíudo esquartelado, no primeiro e quarto, as armas de Damião Dias Ribeiro, — 
em campo azul, um leopardo de prata, passante, e um chefe de oiro, carregado de três estrellas de 



158 



goles ; no segundo, as armos dos Souzas, que s5o esquarteladas com as quinas de Portugal ( i" e 4") ; 
e as de leão (2° e 3°) ; no terceiro, as armas dos Rezendes, — em campo de oiro, duas cabras de 
preto gotadas de oiro; e por differença uma brica de azul com uma flor de oiro. Timbre : o dos 
Ribeiros, — o leopardo das armas, com uma estrella de goles na espadoa. (Brazão passado em 27 de 
Junho de 1870. Reg. no Cartório da Nobreza, l.iv. VI, fls. 108). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Junho de 1889. 




GEREMOABO. (Barão de) Cicero Dantas Martins. 
Natural de Alagoinhas, Bahia. 
Era Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes, e Deputado pela Provinda 
da Bahia na 14." e 15.» legislaturas de 1869 a 1875, na 16. '^ de 1878 e na 20.» 
de 1886 a 1889. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de IMarço de 1880. 




GERICINO. (Visconde com grandeza de) Ildefonso de Oliveira 
Caldeira Brant. 
Nasceu na Província de Minas Geraes. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 24 de Abril de 1829, solteiro, com 55 annos 

de idade. 
Filho do Coronel Gregório Caldeira Brant, e de sua prima e mulher D. Anna 
Francisca Joaquina de Oliveira e Horta, ambos naturaes da Província de 
Minas Geraes. 



'59 



Era irmão do Marquez de Barbacena, Felisberto Caldeira Brant Pontes, 
Oliveira e Horta. 

Gentil-Homem da Imperial Gamara, Grande do Império e Commen- 
dador da Imperial Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de suo irmão o Marquez de Barbacena. Escudo esquartelado : no primeiro e 
quarto quartéis, as armas dos Caldeiras, — em campo azul, uma banda de prata carregada de três 
caldeiras de preto com os bocaes de oiro, entre duas flores de liz também de oiro ; no segundo, as 
dos Oliveiras, — em campo vermelho, uma oliveira verde com fructos de oiro e raizes de prata ; no 
terceiro, as dos Hortas, — em campo de oiro, um braço nú, posto fixo em faxa no cabo do escudo 
com uma chave grande na mão, posta em pala, de sua côr ; e o contrachefe ondeada de agua. (Brazão 
passado em 12 de Fevereiro de 1801. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. i64v). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1826. 




G 



INDAHY. (Barão de) António da Rocha de Holanda Gavalcante. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Novembro de 1888. 




G 



ORUTUBA. (Barão de) Angelo de Quadros Bittencourt. 
Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Junho de lí 




GOYANNA. (1.° Barão com grandeza de) D.' José Correia Picanço. 
Nasceu na cidade de Goyanna, na Província de Pernambuco, a lo de 
Novembro de 1745. 
Falleceu no Rio de Janeiro a 20 de Outubro de 1823. 

Filho de Francisco Correia Picanço, doutor pela Guria Romano, Proto- 
notario Apostólico ,e Commissario do Santo Officio, e de D. Joanna 
do Rosário. 



160 



Casou com D. Catharina Brochot, em França, e eram pães do Marechal José 
Correia Picanço e do Desembargador António Correia Picanço. 

Doutor em medicina pela Faculdade de Montpellier, foi lente da Universi- 
dade de Coimbra, em 1789. Vindo com D. João VI para o Brasil, obteve deste 
soberano a creação do primeiro curso de cirurgia na Bahia, em 18 de Fevereiro 
de 1808, do qual foi lente cathedratico e jubilado. 

Era Cirurgião-Mór da Real Casa, e foi o primeiro medico a praticar em 
Pernambuco a operação cesariana, em uma preta, que sobreviveu. 

Acompanhou o parto da Imperatriz D. Maria Leopoldina, do qual nasceu 
D. Maria da Gloria, Rainha de Portugal, com o titulo de D. Maria II. 

Era do Conselho de S. M. Fidelíssima, Sócio da Academia Real de 
Sciencias de Lisboa, Grande do Império, Cavalleiro professo na Ordem de 
Christo e Barão em Portugal. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 26 de Março de 1821. Barão com grandeza por decreto 
de 22 de Janeiro de 1823. Barão em Portugal por decreto de 20 de Março de 1820. 




GOYANNA. (2.° Barão, Visconde e Visconde com grandeza de) 
Bernardo José da Gama. 
Nasceu no Recife, em Pernambuco, em 20 de Agosto de 1782. 
Falleceu em Pernambuco em 3 de Agosto de 1854. 
Filho do Coronel Amaro Bernardo da Gama, e de sua mulher D. Francisca 

Maria da Conceição. 
Casou com D. Izabel Ursulina de Albuquerque Gama, que falleceu em Pernam- 
buco em 1877. 

Formado na Universidade de Coimbra, em 1805, veio com a Familia 
Real para o Brasil, em 1807. Fo' Ouvidor em Sabará, em 181 5, Juiz de Fora 
no Maranhão, e Desembargador da Relação em Pernambuco, em 1821, e na 
Bahia. 

Ministro doimperio no 9." Gabinete do Primeiro Império, em 19 de Março 
de 1831, foi Presidente da Província do Pará, em 1830, neste mesmo anno 
foi preso e deposto por uma sedição militar (Confederação do Equador). Foi 
Chanceller e Regedor da Justiça, Inspector da Caixa da Amortisação, e 
Director da Faculdade de Direito de Olinda, em 1849. 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro ai 



161 



Tomou parte na Constituinte, sendo Deputado pela Provincia do Pará 
na }^ legislatura de 1834 a 1837. Era Grande do Império. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão com grandeza por decreto de 24 de Desembro de 1829. Visconde por 
decreto de 24 de Outubro de 1830. Visconde com grandeza por decreto de 25 de IVtarço de 1845. 




GOYANNA. (3.» Barão de) João Joaquim da Cunha Rego Barros. 
Nasceu em Pernambuco em 1796. 
Falleceu nessa Provincia em 28 de Novembro de 1874. 
Filho de Joaquim José da Cunha Rego Barros. 
Casou com D. Manuela de Castro Caldas do Rego Barros. 

Era Coronel da Guarda Nacional em Pernambuco, Vereador da Camará 
Municipal. Official de Milícias e Commandante Superior da Guarda Nacional. 

Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, em 1859, e Commendador da 
Imperial Ordem de Chrlsto. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido de sinople e de goles, no primeiro as armas dos Regos, que são : 
uma banda de prata, ondeada de azul, e sobre ella três vieiras de oiro; no segundo as armas dos Barros, 
— de vermelho, com três bandas de prata e no campo nove estrellas de oiro, i, 3, 362. Campanha 
de oiro com uma canna de assucar e um ramo de cafeeiro ao natural, postos em santor ; este em 
barra e aquella em banda. (Brazão passado em 30 de Agosto de 1870. Reg. no Cart. da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 1 10). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bar5o por decreto de 6 de Julho de 1870. 



162 




G 



OYANNA. (4.» Barão de) D.' Sebastião António Accioli Lins. 
Natural da Província de Pernambuco. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 18 de Janeiro de 1882. 




GOYAZ. (Duqueza de) Sua Alteza a Senhora D. Izabel Maria de 
Alcântara Brasileira. 
Nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de Maio de 1824. 
Falleceu em 1 4 de Maio de 1 867 . 

Filba legitimada em 4 de Julho de 1826, de S. M. o Imperador D. Pedro I, e 

de D. Dometila de Castro Canto e Mello, Viscondessa e Marqueza de 

Santos, filha dos i .«"^ Viscondes de Castro. 

Casou com o Conde Ernesto Fischer de Treuberg, que nasceu em i de Junho 

de 1810 e falleceu em 14 de Maio de 1867, perdendo o titulo de Duqueza. 

CREAÇÃO DO TITULO : Duqueza por decreto de 4 de Julho de 1826. 



G 




OYTACAZES. (Barão de) António José de Magalhães. 
Natural de Campos, Rio de Janeiro. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Desembro de 1881. 




G 



RAÇA. (Barão e Visconde da) João Simões Lopes. 
Falleceu em Pelotas em 24 de Outubro de 1893. 



163 



Casou com D. Zeferina da Luz Simões Lopes, residente na Provincia do Rio 
Grande do SuL 

Foi Vice-Presidente da Provincia do Rio Grande do Sul. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de o de Novembro de 1872. Visconde por decreto de 9 de 
Fevereiro de 1876. 




G 



RAJAHU. (Barão de) D/ Carlos Fernandes Ribeiro. 
Natural do Maranhão. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Março de 1884. 




GRANITO. (Barão do) José Manuel de Barros Wanderley. 
Natural de Granito, Pernambuco. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Março de 1888. 



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GRÃO MOGOL. (Barão do) Gualter Martins. 
Natural de Minas Geraes. 

Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Setembro de 1873. 




G 



RAVATA. (Barão de) Pedro Emiliano da Silveira Lessa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Agosto de 1888. 



164 



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GRAVATAHY. (Barão de) João Baptista da Silva Pereira. 
Nasceu em 15 de Janeiro de 1797. 
Falleceu em 9 de Agosto de 1853 na Provincia do Rio Grande do Sul. - 
Casou com D. Maria Emilia da Silva Pereira. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Concedido a Viuva do Barão de Gravatahy. Uma lisonja esquartelada, no primeiro 
quartel, em campo de prata um gravata de verde sahindo de uma campina do mesmo, tendo ao pé do 
tronco uma cadella ao natural, deitada, olhando para o lado esquerdo ; no segundo quartel, em 
campo vermelho uma banda de oiro orlada de azul ; no terceiro, em campo azul uma balança de 
oiro, e no quarto em campo de oiro, uma torre vermelha. Timbre : o gravata das armas. (Brazão 
passada em 3 de Outubro de 1854. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 29 de Julho de 1852. 



165 



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GUAHY. (Barão com grandeza e Visconde de) Joaquim Elysio Pereira 
Marinho. 
Nasceu na Bahia em 21 de Janeiro de 184 1. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 13 de Agosto de 1914. 
Filbo do Conde de Pereira Marinho, por Portugal, Joaquim Pereira Marinho 

que nasceu em 18 16 e falleceu na Bahia em 26 de Abril de 1887 e da 

Condessa, sua mulher, D. Francisca da Piedade Oliveira que nasceu em 

19 de Outubro de 1824. 
Era irmão do Visconde de Marinho, por Portugal, António Pereira Marinho, 

casado com D. Maria Luiza de Saldanha da Gama. 
Casou em 1865 com D. Helena Leal, nascida no Rio de Janeiro, a 18 de Julho 

de 1849. 

Foi Deputado Geral pela Bahia nas legislaturas de 1881 a 1889, ministro 
da Marinha no 34.° Gabinete, do Conselho de S. Magestade o Imperator. Foi 
Director do Banco do Brasil e do Banco Nacional e Presidente de varias 
emprezas industriaes. 

BRAZÃO DE ARMAS : De sinople com cinco flores de liz de prata, postas em santor, e por differença uma 
brica de oiro, com uma estrella de goles de cinco pontas. Timbre : uma sereia com cabellos de oiro. 
Divisa : Honor virtutis prcemium. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 26 de Abril de 1879. Barão com grandeza por decreto de 
13 de Outubro de 1887. Visconde por decreto de 31 de Outubro de 1889. 



166 




GUAHYBA. (i.° Barão de) Manuel Alves dos Reis Louzada. 
Falleceu em Porto Alegre, Província do Rio Grande do Sul, em 1 6 de 
Julho de 1862, com 78 annos de idade. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 20 de Desembro de 1855. 



G 




UAHYBA. (2.° Barão de) D/ Manuel José de Campos. 
Natural do Rio Grande do Sul. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Junho de 1887. 




GUAJARÁ. (Barão de) Dominhos António Raiol. 
Nasceu na Província do Pará em 30 de Março de 1830. 
Falleceu em 27 de Outubro de 1912. 
Filho de Pedro António Raiol e de sua mulher D. Archangela Maria da Costa 

Raiol. 

Era Bacharel em Sciencas jurídicas e sociaes, pela Faculdade do Recife, 
em 1854; foi Procurador dos Feitos da Fazenda Nacional no Pará, Deputado 
Provincial varias vezes e Geral na 12.* legislatura de 1864, por sua Província, 
foi Presidente da Província de Alagoas em 23 Junho de 1882, e da Província 
do Ceará em 29 de Outubro de 1882. 

Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, e 
honorário do Instituto do Ceará, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Março de 1883. 




GUAMÁ. (Barão de) Francisco Accacio Correia. 
Natural de Belém, Pará. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Março de 1883. 



167 




GUANABARA. (Barão de) José Gonçalves de Oliveira Roxo. 
Falleceu a 1 1 de Junho de 1875 com 38 annos. 
Casou com D. Emiliana de Moraes Roxo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Abril de 1875. 




GUANDU, (i.o Barão do) Ignacio António de Souza Amaral. 
Falleceu em Iguassú, em 21 de Abril de 1878. 

Era dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Cavalleiro da Imperial Ordem 
de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Março de 1856. 




GUANDU. {2." Barão de) João Bernardes de Souza. 
Tenente-Coronel da Guarda Nacional, em Santa Helena, estação do 
Castello, Espirito Santo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de 1889. 




GUAPY. (Barão de) Joaquim José Ferraz de Oliveira. 
Falleceu em Barra Mansa, na Província do Rio de Janeiro, em 21 de 
Novembro de 1893, com 81 annos de Idade. 

Coronel Commandante Superior da Guarda Nacional, prestou relevantes 
serviços durante a guerra do Paraguay. Exerceu vários cargos electivos e foi 
Presidente da Gamara Municipal do Estado do Rio de Janeiro. 

Fra Commendador da Imperial Ordem de Christo e da Imperial Ordem 
da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 16 de Janeiro de 1861. 




GUAPYMIRIM. (Barão de) Thomé Ribeiro de Faria. 
Nasceu em Portugal em 22 de Janeiro de 1770. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 16 de Novembro de 1850. 

Abastado capitalista, era Grande do Império e Commendador da Imperial, 
Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 25 de Agosto de 1846. Barão com grandeza por decreto 
de 20 de Maio de 1848. 




GUARACIABA. (Barão de) Francisco Paulo de Almeida. 
Natural de Santa Fé, Minas Geraes. 

Negociante. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 16 de Setembro de 1887. 




GUARAPUAVA. (Barão e Visconde de) António de Sá Camargo. 
Natural da Província do Paraná. 
Filho de António Joaquim de Camargo, casado em 1807 com D. Mathilde 

Umbelina. 
Casou na Villa da Palmeira, na Província de Paraná, com D. Zeferina Marcondes 
de Sá, filha dos Barões de Tibagy. 

Era Coronel Chefe Superior da Guarda Nacional da Província do Paraná, 
e fazendeiro nessa Provinda. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 14 de Julho de 1870. Visconde por decreto de 3 1 de 
Agosto de 1880. 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 23 



169 




G 



UARARAPES. (Barão e Visconde de) Lourenço de Sá e Albu- 
querque. 
Natural de Pernambuco. 

Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS títulos ; Barão por decreto de 14 de Março de 1860. Visconde por decreto de 8 de Março 
de 1880. 




G 



UARAREMA. (Luiz José de Souza Breves). 
Commissario de Café no Rio de Janeiro. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Junho de 1881. 




GUARATIBA. (i.o Barão, Barão com grandeza e Visconde com 
grandeza de) Joaquim António Ferreira. 
Nasceu a 4 de Fevereiro de 1777, em Valença do Minho, Portugal. 
Falleceu no Rio de Janeiro em n de Março de 1859, solteiro. 
Filho de Manuel Gonçalves Ferreira, natural de Braga, e de sua mulher 
D. Joanna Francisca Ferreira, natural de Valença. 



170 



Portuguez de nascimento, muito amou o Brasil, onde chegou em 1796, 
e viveu toda a sua vida praticando actos de benemerência que fizeram seu 
nome querido dos pobres. 

Foi Capitão de Ordenanças do Regimento de Minas Novas e depois 
Tenente-Quartel-Mestre graduado em Capitão do 2 regimento de Milicias 
da Corte. 

Negociante matriculado na Real Junta do Commercio, era senhor de avulta- 
díssima fortuna. Foi pela Regência nomeado membro da Commissão liquidante 
das presas brasileiras pelo cruzeiro inglez, na Costa d'Africa, e membro da 
Commissão de Superintendência das subscripções para o novo Banco da 
Corte. 

Era membro da Junta Administrativa da Caixa da Amortisação, onde 
serviu desde a sua installação, em 27 de Fevereiro de W828, até 28 de Junho de 
1848 ; Provedor da Santa Casa da Misericórdia, no biennio de 1828- 1829 e 
Irmão (em 1813) Grande Benemérito, tendo exercido os cargos de Thesou- 
reiro, durante 6 annos, e de Definidor desde 1823 até a sua morte, etc. 

Grande do Império, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, por alvará de 
20 de Julho de 1841 ; Commendador da Imperial Ordem da Rosa, em 1858, 
e da de Christo, em 1829 ; Cavalleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, em 
1826 ; Cavalleiro da Real Ordem de Christo, em 1821 ; Cavalleiro Professo 
na Imperial Ordem de Christo, em 1826, e Commendador de N. S. da Conceição 
de Villa Viçosa, de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : De prata e azul cortado por uma faxa arqueada de oiro, carregada em chefe de uma 
águia estendida, de sable ; c em ponta, sobre um monte, uma peça de artilharia de prata e sobre 
ella uma pomba com um ramo de oliveira no bico. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 5 de IVlaio de 1844. Barão com grandeza por decreto de 
15 de Novembro de 1846. Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1854. 



171 




GUARATIBA. (2.° Barão de) Joaquim José Ferreira. 
Nasceu em Valença do Minho, em Portugal. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 21 de Abril de 1871. 

Filbo de Francisco Coelho de Figueiredo, e de sua mulher D. Anna Maria 
Ferreira, irmã do Visconde de Guaratiba, e tia do i .° (Zonde de São 
Mamede, por Portugal, Rodrigo Pereira Felicio, e também tia da i .* Con- 
dessa de São Mamede, D. Joanna Maria Ferreira, natural do Rio Grande 
do Sul. 

Foi o herdeiro, bem como o Conde de S. Mamede, da fortuna de seu 
tio o Visconde de Guaratiba. 

Negociante abastado e proprietário no Rio de Janeiro, era Commendador 
da Imperial Ordem da Rosa, em 1868, e da Real Ordem de Christo de Portu- 
gal. Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de Visconde de Guaratiba. (Vêr a descripção nesse titulo). 
CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 30 de Novembro de 1870. 



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GUARATINGUETA. (Barão e Visconde com grandeza de) Francisco 
de Assis e Oliveira Borges. 
Nasceu na freguezia de Guaratinguetá, Província de S. Paulo, em 25 de Março 
de 1808. 

» 

Falleceu na capital de S. Paulo, em 19 de Abril de 1879. 



172 



Filho do Alferes Ignacio Joaquim Monteiro de Oliveira e de sua mulher D. Anna 

Joaquina de Oliveira. 
Casou em primeiras núpcias em 1828, com D. Anna Silveira do Espirito Santo, 

fallecida em 31 de Janeiro de 1854, e em segundas com D. Amélia Casal 

de Oliveira. 

Commandante Superior da Guarda Nacional, foi prestigioso chefe politico 
conservador em Guaratinguetá, e um dos fundadores da Santa Casa da Miseri- 
córdia dessa cidade. 

Era Grande do Império, Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, 
em 1877. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 2 de Desembro de 1854. Visconde por decreto de 10 de 
Abril de i867. Visconde com grandeza por decreto de 17 de Maio de 1871. 




GUARAÚNA. (Barão de) Domingos Ferreira Pinto. 
Natural do Paraná. 

Major da Guarda Nacional no Paraná. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ji de Agosto de 1880. 




GUARIBu. (Barão de) Cláudio Gomes Ribeiro de Avellar. 
Falleceu na freguezia do Paty do Alferes, Província do Rio de Janeiro, 
em 2 de Agosto de 1863. 

Filho de Luiz Gomes Ribeiro de Avellar e de sua mulher D. Joaquina Mathilde 
de Assumpção. 



«73 



Era irmão do i ." Barão de S. Luiz e do Visconde da Parahyba, e sobrinho 
do 1 .0 Barão de Capivary. 

Era importante fazendeiro na Província do Rio de Janeiro. 
Guarda Roupa de S. Magestade e Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo 
e Official da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu irmão o Visconde de Parahyba. Escudo esquartelado, no primeiro e 
quarto, de verde, um leopardo de oiro passante e um chefe de oiro com três estrellas de góles; no 
segundo e terceiro, de oiro, três faxas de azul, carregadas de três besantes de prata cada uma, e no 
centro um escudete tendo em campo de prata um ramo de cafeeiro e uma canna de assucar ao natu- 
ral, postos em aspa. (Brazão passado em 30 de Desembro de 1858. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 39). 

i 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 31 de Agosto de 1860. 



G 




UARULHOS. (Barão de) José Joaquim de Moraes. 
Natural de Campos, Rio de Janeiro. 

Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1884. 




GUAYCUHY. (Barão de) Josephino Vieira Machado. 
Nasceu em Minas Geraes. 
Falleceu na cidade de Diamantina, na Província de Minas Geraes, em 22 de 
Novembro de 1879, com 65 annos de idade. 

Capitalista e proprietário, foi o emprehendedor de varias emprezas impor- 
tantes e entre ellas a da Navegação do Rio das Velhas. Era Coronel da Guarda 
Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1879. 



174 




GUIMARÃES. (Barão de) José Agostino Moreira Guimarães. 
Foi Director apozentado da Directoria do Commercio no Ministério 
dos Negócios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas. 

Era do Conselho de S. Magestade, Commendador da Imperial Ordem 
de Christo, e da Imperial Ordem da Rosa, e da Legião de Honra, da França. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Julho de 1881. 




GURGUEIA. (Barão de) João do Rego Monteiro. 
Natural de Piauhy. 
Era Commendador da 1. Ordem da Rosa, Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 6 de Setembro de 1874. 




GURJABÁ. (Barão de) José de Souza Leão. 
Natural de Pernambuco. 
Filbo do Commendador Major Manuel de Souza Leão e de sua mulher e 

prima D. Francisca Severina Cavalcanti de Souza Leão. 
Casou com sua prima Lilia Ermelinda de Souza Leão, filha de António Fran- 
cisco dos Santos Braga e de sua mulher Anna Isabel de Souza Leão. 

Era Coronel Commandante Superior da Guarda Nacional do Município 
de Jaboatão, em Pernambuco, foi eleitor e Juiz de Paz e senhor do Engenho 
Novo da Conceição. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Maio de 1883. 




GURU PA. (Barão de) Zeferino Urbano da Fonseca. 
Natural do Pará. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de Desembro de 1885. 



'75 




GURUPY. (Barão de) António Raymundo Teixeira Vieira Belfort. 
Nasceu no Maranhão, em 17 de Junho de 1818. 
Falleceu no Rio de Janeiro. 
Filho de José Joaquim Vieira Belfort, Coronel de Milicias no Maranhão, e de 

sua mulher D. Maria Theresa Teixeira Belfort, sua prima. 
Casou com D. Augusta Carlota Bandeira Duarte, filha de Francisco de Paula 
Pereira Duarte, Veador de S. Magestade a Imperatriz, e Desembargador 
da Relação, e de sua mulher D. Carlota Joaquina Bandeira Duarte. 

Bacharel em Direito, seguio a magistratura, sendo Chanceller e Desembar- 
gador da Relação no Maranhão. Foi Presidente do Supremo Tribunal de 
Justiça. Representou sua Província natal na 9.* legislatura de 1853 a 1856. 

Era Guarda Roupa de S. Magestade, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, 
Commendador da I. Ordem da Rosa, e da I. Ordem de N. S. de Villa Viçosa, 
de Portugal, Cavalleiro da I. Ordem de Christo. Era Visconde de Belfort em 
Portugal. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira, as armas dos Souzas, dos que descendem de 
Martim Affonso Chichorro, e de Affonso Diniz, filhos de D. Affonso III, que casaram com duas netas 
de Mem Garcia de Souza, neto do Conde D. IVlendo o Souzão, — escudo esquartelado : no primeiro 
quartel as quinas de Portugal, sem a orla dos castellos ; no segundo quartel, em campo de prata, 
um leão de goles ; e assim os alternos ; na segunda pala, as armas dos Gomes, — em campo azul, 
um pelicano ferindo o peito e dando aos filhos o sangue que delle corre. (Brazão passado em 6 de 
Abril de 1894. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. Vil; fls. 5). 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão de Gurupy por decreto de 11 de Desembro de 1855. Visconde de Belfort, 
em Portugal, por decreto de 12 de Setembro de 1872. 



176 




HERVAL. (Barão, Visconde com grandeza e Marquez do) Manuel Luiz 
Osório. 
Nasceu em Conceição do Arroyo, no Rio Grande do Sul, em lo de Maio de 

1808. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 4 de Outubro de 1879. 
Filho de Manuel Luiz da Silva Borges e de sua mulher Anna Joaquina Luiza 

Osório, neto paterno de Pedro Luiz e de sua mulher D. Maria Rosa, e 

materno do Tenente Thomaz José Luiz Osório e de sua mulher D. Rosa 

Joaquina de Souza. 
Casou com D. Francisca Fagundes Osório, que falleceu Viscondessa. 

Entrou para o exercito como praça, e por seu valor, merecimento e 
heroísmo galgou todos os postos até o de Marechal de Exercito. 

Foi o heróe de Monte Caseros na guerra contra o dictador de Buenos 
Aires. Nomeado General em Chefe para commandar o exercito na guerra do 
Paraguay, toma parte no cerco que obrigou a rendição de Uruguayana, estando 
presente S. M. o Imperador, atravessa Corrientes, transpõe o Passo da Pátria, 
e é elle. General imprudente, que por assanhos de bravura, antes de todos, 
salta e crava sua lança em território Paraguayo. 

Na batalha de 2 de Maio, salva o exercito da Republica Oriental, levando 
de rojo as hostes inimigas. Em 24 de Maio, na maior batalha da America do 
Sul, derrota por completo o exercito paraguayo. Ferido gravemente na face, na 
segunda batalha de Desembro de 1869, volta ao Rio Grande do Sul, e ahi 
recebe communicação do Marechal de Exercito S. Alteza o Senhor Conde d'Eu, 
avisando-o da sua nomeação de General em Chefe de todas as forças brasileiras 
no Paraguay e lastimando que a enfermidade o privasse da cooperação de tão 



Archivo Nobiliarchtco Bractleiro 25 



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bravo General. O legendário, electrisado, ergueu-se do leito, e ainda de appa- 
relho no rosto, tomou a lança e marchou ao lado do Príncipe para a campanha 
chamada das Cordilheiras. Foi o seu ultimo feito de armas o de Perebebuy, 
nos cincoenta annos de gloriosa vida militar. 

Foi Senador por sua Província em 1877, Ministro da Guerra no 27.° Gabi- 
nete de 1878, do Conselho de S. Magestade, Grande do Império, Grã-Cruz de 
todas as Ordens Brasileiras, e tinha grande numero medalhas militares. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de goles, um leopardo de prata batalhante, tendo na garra destra uma 
espada de oiro ; chefe de azul com três estrellas de prata. 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de i de Maio de i8ó6. Visconde com grandeza 
por decreto de 3 de Março de 1868. Marquez por decreto de 29 de Desembro de 1869. 




HOMEM DE MELLO. (Barão de) Francisco Ignacio Marcondes 
Homem de Mello. 

Nasceu em Pindamonhangaba, S. Paulo, em i de Maio de 1837. Reside no 
Rio de Janeiro. 

Filho dos 2.°^ Barões de Pindamonhangaba, Francisco Marcondes Homem 
de Mello e de sua i .» mulher e prima D. Anna Francisca de Mello, que 
era filha do Capitão-Mór Francisco Homem de Mello e de sua mulher 
D. Maria Francisca Guimarães ; e neto paterno do Capitão-Mór José 
Homem de Mello e de sua mulher D. Maria Marcondes de Andrade. 

Casou em 1857, em primeiras com D. Maria Joaquina Marcondes Ribas, 
fallecida no Rio de Janeiro, em 1904, filha do Capitão da Guarda de 
Honra do D. Pedro I, Cândido Marcondes Ribas e de sua mulher D. Anna 
Rosa Marcondes Ribas ; e em segundas núpcias com D.... 2.^ Baroneza 
Homem de Mello. 



178 



Fez o curso de humanidades no Seminário Episcopal de Marianna e 
formou-se em direito na Academia de S. Paulo em 1858. Foi Presidente da 
Gamara Municipal de Pindamonhangaba em 1860; Professor do Collegio 
D. Pedro II em 1861, do Collegio Militar desde a sua fundação e da Escola 
Nacional de Bellas Artes. 

Foi Presidente das Províncias, de S. Paulo em 1861, do Ceará em 1865, 
do Rio Grande do Sul em 1867 e da Bahia em 1874 ; Inspector da Instrucção 
Publica do Município da Corte de 1873 a 1878 ; Director do Banco do Brasil ; 
e Presidente da Directoria que levou a effeito a construcção da Estrada de 
Ferro de S. Paulo e Rio de Janeiro. 

Foi Ministro do Império no 28.° Gabinete de 28 de Março de 1880, e 
representou sua Província natal na 17.=' legislatura de 1878 a 1881. 

Do Conselho de S. M. o Imperador, Veador da Casa Imperial, Dignitário 
da I. Ordem da Rosa, é sócio Benemérito do Instituto Histórico e Geogra- 
phico Brasileiro, admittido em 1859, e pertence a grande numero de Associações 
scientificas e litterarias. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo azul, seis crescentes de lua de oiro, em duas palas. Timbrb : um leão 
azul armado de oiro com uma alabarda nas garras, cabo de oiro e o ferro de sua côr. 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 4 de Julho de [877. 




1BIAPABA. (Barão de) Joaquim da Cunha Freire. 
Nasceu no Ceará em i8 de Outubro de 1827. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 1 3 de Outubro de 1907. 



i7y 



Filho de Felisberto Correia da Cunha, que falleceu em Piauhy, em 1832, e de 
sua mulher D. Custodia Ribeiro da Cunha, natural de Portugal. 

Era irmão do Visconde de Cauhipe, Severiano Ribeiro da Cunha, titular 
portuguez, por decreto de i de Março de 1873, que nasceu em Cauhipe, 
junto á Soure, na Proviucia do Ceará, a 6 de Novembro de 1831, e 
falleceu em Fortaleza, a 4 de Setembro de 1876 ; casado com D. Euphrasia 
Gouvêa, que era filha de Manuel Caetano de Gouvêa e de sua mulher 
D. Francisca Agrella de Gouvêa. 

Casou com D. Maria Eugenia dos Santos, que ainda vive. 

Dedicando-se á carreira commercial, soube accumular avultada fortuna, 
tendo collaborado para melhoramentos materiaes de Fortaleza. Governou a 
Província varias vezes como Vice-Presidente. Chefe politico de grande influencia, 
foi Coronel da Guarda Nacional ; Presidente da Gamara Municipal de Fortaleza, 
da Junta Commercial, da Caixa Económica e Monte de Soccorro da Província. 

Era Commendador da I. Ordem da Rosa. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado, tendo o superior da direita e o seu alterno interceptados cada 
um por três faxas de prata, carregadas cada uma com uma flor de liz purpurina, e dispostas em banda, 
e aquellas sobre o campo verde ; o superior da esquerda e o seu alterno, carregadas cada uma por 
nove cunhas azues collocadas em três palas, de três cada uma, sobre campo de oiro, e com orla 
carmezim, carregada por sete castellos de ouro, sendo três em chefe e os restantes igualmente repar- 
tidos pelos lateraes. (Brazão concedido á seu irmão o Visconde de Cauhipe por alvará de 1 6 de Março 
de 1874. Reg. no Arch. da Torre do Tombo-Mercês de D. Luiz I, Liv. XXIV, fls. 243'). 

A'. B. — Esta descripção aparta-se da terminologia heráldica ; copiamol-a como a fez o Escrivão da 
Nobreza dessa época, em Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Janeiro de 1868. 




IBICUHY. (Barão de) Francisco de Paula e Silva. 
Natural do Rio Grande do Sul. 

Tinha a medalha da Passagem do Humaytá. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Novembro de i8ói. 



1 




BIRÁMIRIM. (Barão de) José Luiz Cardoso de Salles Filho. 
Casou com D. Maria Carolina de Souza, filha do Visconde de Mauá, 



180 



Irinêo Evangelista de Souza e da Viscondessa D. Maria Joaquina de 
Souza. 

Foi Cônsul Geral honorário e Secretario do Consulado do Império em 
Londres. 

Tinha a Commenda da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÀO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Janeiro de 1883. 




1B1R0CAHY. (Barão de) Luiz de Freitas Valle. 
Nasceu na cidade de Alegrete, no Rio Grande do Sul, em i8 de Agosto 
de 1853, e ainda vive no Rio de Janeiro. 
Filho de Manuel de Freitas Valle, natural de S. Paulo, e de sua mulher 

D. Luiza Jacques de Freitas, natural do Rio Grande do Sul. 
Casou a 1 6 de Agosto de 1 879 com D. Noemy de Sá que nasceu na cidade do Rio 
Grande do Sul a 13 de Maio de 1860, e falleceu no Rio de Janeiro a 18 de 
Julho de 1916, filha do Com. Miguel Tito de Sá, natural do Rio de Janeiro, 
e de sua mulher D. Maria de Miranda de Sá, natural do Rio Grande do Sul. 

Presidente da Associação Commercial do Rio de Janeiro, Corretor de 
Fundos, foi Commendador da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i i de Julho de 1888. 




IBITINGA. (Barão de) Joaquim Ferreira de Camargo Andrade. 
Falleceu em Campinas, em 21 de Agosto de 1915, com 85 annos de 
idade. 

Filho de Joaquim Ferreira Penteado, Barão de Itatiba, e de sua mulher 
D. Francisca de Paula Camargo, filha do Capitão-Mór Floriano de Camargo 
Penteado, e de sua mulher D. Paula Joaquina de Andrade. 

Casou a primeira vez com D. Cândida Franco, e em segunda núpcias com 
D. Maria Hygina Alves de Lima, viuva do D.'' João Carlos Leite Penteado, 
e filha de António Alvares de Almeida Lima e de sua mulher D. Maria 
Emilia de Toledo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Maio de 1887. 



181 




IBITURUNA. (Barão e Visconde com grandeza de) Dj João Baptista 
dos Santos. 
Nasceu em S. João d'El-Rey, Provincia de Minas Geraes, a 14 de Junho de 

1828. 
Falleceu no Rio de Janeiro, a 10 de Janeiro de 1911. 
Filbo de João dos Santos Pinho, natural de S. João d'El-Rey. 

Doutor em medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, foi medico 
notável, Capitão cirurgião de cavallaria da Guarda Nacional, medico da 
Imperial Gamara e foi o primeiro Inspector da Inspectoria Geral de Hygiene 
Publica. Presidiu a Provincia de Minas Geraes em 1889. 

Era do Conselho de S. Magestado, Official da Imperial Ordem da Rosa, 
Commendador da Real Ordem de Christo de Portugal e Grando do Império. 

Era sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, em 1888, e da 
Imperial Academia de Medicina do Rio de Janeiro. Deixou vários trabalhos 
médicos importantes. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 18 de Junho de 1882. Barão com grandeza por decreto 
de 19 de Maio de 1887. Visconde com grandeza por decreto de 3 de Agosto de 1889. 




1BYRAPUITAN. (Barão de) António Caetano Pereira. 
Natural do Rio Grande do Sul. 

Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Abril de 1 879. 




ICO. (Barão e Visconde de) Francisco Fernandes Vieira. 
Nasceu em Saboeiro, Ceará, a 20 de Maio de 1784. 
Falleceu nessa mesma villa, em 9 de Julho de 1862. 



182 



Casou com D. Anna Ajigelica Fernandes Viera, e era sogro do Barão de Aquiraz. 

Grande creador e fazendeiro no Ceará, era influente politico, tendo feito 
parte do Governo Provisório empossado em 23 de Janeiro de 1823. 

Era Official da Imperial Ordem do Cruzeiro. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão c depois Visconde por decreto de 14 de Março de 1855. 




1GARAPÉMIR1M. (Barão de) António Gonçalves Nunes. 
Natural da Província do Pará. 
Filho de D. Gertrudes Rosa da Cunha Ledo. 

Casou com D. Rita Gonçalves Acatanassú, filha do Commendador Domingos 
Borges Machado Acatanassú e de sua mulher D. Anna Thereza Gonçalves 
Acatanassú. 

Era Bacharel em direito pela Faculdade de Olinda em 1844, e Director 
da Instrucção Publica do Pará. 

Foi Promotor dos Resíduos e Procurador Fiscal. Foi Deputado Provincial. 
Era Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO IX) TITULO : Barão por decreto de 3 de Março de 1883. 




1GUAPE. (Barão com grandeza de) António da Silva Prado. 
Nasceu na Provinda de S. Paulo, em 13 de Junho de 1778. 
Fallrceu em S. Paulo a 17 de Abril de 1875. 
Filho do Capitão António da Silva Prado e de sua mulher D. Anna Vicencia 

Rodrigues Jordão. 
Casou com D. Maria Cândida de Moura Vaz, fallecida em 6 de Março de 1868. 

Capitão de Ordenanças, em 1819, Capitão-Mór, em 1826, foi Provedor 
da Santa Casa da Misericórdia, durante 29 annos. 

Foi Vice-Presidente da Província de S. Paulo, em 1841, Eleitor da Paro- 
chia da Sé, e Director do Banco do Brasil, em S. Paulo. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo, em 1845, e Official da 
Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 12 de Outubro de 1848. Barão com grandeza por decreto 
de 2 de Desembro de 1854. 



.83 




1GUAPE. (2.0 Barão de) Ignacio Rodrigues Pereira Dutra. 
Coronel da Guarda Nacional, na Província da Bahia. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartclado : no primeiro quartel, as armas dos Rodrigues, — de oiro, com 
cinco flores de liz de goles em aspa, e chefe de vermelho carregado de uma cruz de oiro florida e 
vasia do campo ; no segundo, as dos Pereiras, — de vermelho, com uma cruz de prata florida e 
vasia do campo ; no terceiro, as dos Dutras, — de azul, com três besantes de oiro em roquete, carre- 
gado cada um de três gotas negras em contra roquete, e no quarto, de oiro, duas cannas de assucar 
com suas folhas de sinople, postas em aspa. 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Abril de 1879. 




I 



GUARASSU. (Barão de) D. ■'Domingos Ribeiros dos Guimarães Peixoto. 
Nasceu na Província de Pernambuco em 14 de Agosto de 1790. 



184 



Falleccu no Rio de Janeiro, em 29 de Abril de 1846. 

Filbo de Luiz Ribeiro Peixoto dos Guimarães, e de sua muilier D. Josepiía 

Maria da Conceição Peixoto. 
Casou com D. Francisca Cândida da Nóbrega Peixoto, que falleceu em 5 de 

Março de 1854. 

Era doutor em medicina pela Universidade de Paris, em 1 83 1 , e foi Director 
da Escola de Medicina do Rio de Janeiro em 1 833 e seu professor de Cirurgia. 

Era medico da Imperial Camará, lente jubilado, membro correspondente da 
Academia de Paris e de outras Associações scientificas nacionaes eextrangeiras. 

Em 1824 foi-lhe conferido o foro de Fidalgo Cavalleiro, o titulo de 
Conselho, em 1825. Assistiu ao nascimento de S. M. o Imperador D. Pedro II, 
e de suas Augustas Irmãs, como parteiro. 

Era Official-Mór da Casa Imperial e Commendador da Imperial Ordem 
de Christo e Official da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado ; no primeiro, enxequetado de oiro c azul. de cinco peças em 
faxa ; no segundo e terceiro, de goles, um leão de oiro rompente, e no quarto, de prata, fretado de 
negro, com uma pala de goles, carregada de um leão de prata com uma espada ensanguentada na 
mão (armas dos Guimarães). Timbre : o mesmo leão com uma maça de oiro em ambas as mãos. 
Divisa : Quascunque findit. (Brazão passado em 14 de Agosto de 1845. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI. fls. 53). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de iVlarço de 1845. 




IGUASSÚ. (Conde de) Pedro Caldeira Brant. 
Nasceu em 20 de Junho de 18 14. 
Falleceu em 18 de Fevereiro de 1881. 
Filbo dos Marquezes de Barbacena. 



Archivo Nobiliarchíco Brasileiro 34 



185 



Casou em primeiras núpcias com D. Cecília Rosa de Araújo Vahia, Dama do 
Paço, natural do Rio de Janeiro, e filha dos Condes de Sarapuhy, e em 
segundas núpcias em 2 de Setembro de 1848 com D. Maria Izabel de Bra- 
gança, filha legitimada da Marqueza de Santos e de S. M. D. Pedro I, nascida 
em S. Paulo em 28 de Fevereiro de 1830 e fallecida no Rio de Janeiro. 

Era Gentil-Homem da Imperial Camera e Grande do Império. Commen- 
dador da Imperial Ordem de Christo, Grã-Cruz da Imperial Ordem de 
S. Stanislão, da Rússia. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu Pae o Marquez de Barbacena. Escudo esquirtelado ; no primeiro e quarto 
quartéis, as armas dos Caldeiras, — em campo azul, uma banda de prata carregada de'tres caldeiras 
de preto com os bocaes de oiro, entro duas flores de liz também de oiro ; no segundo, as dos Olivei- 
ras, — em campo vermelho, uma oliveira verde com fructos de oiro e raizes de prata ; no terceiro, 
as dos Hortas, — em campo de oiro, um braço nu, posto fixo em f;ixa no cabo do escudo com uma 
chave grande na mão, posta em pala, de sua côr, e o contrachefe ondeado de agua. (Brazão passado 
em 12 de Fevereiro de 1801. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 164V). 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Conde por decreto de 2 de Desembro de 1840. 




1GUATEMY. (Barão de) Francisco Cordeiro Torres Alvim. 
Nasceu na cidade do Desterro, Província de Santa Catharina, em 4 de 
Agosto de 1822. 
Falleceu em 10 de Fevereiro de 1883. 

Filbo do Chefe de Esquadra Miguel de Souza Mello e Alvim e de sua mulher 
D. Mauricia Elysa Alvim. 

Sentou praça de aspirante em 4 de Março de 1839, sendo promovido a 
Guarda Marinha em 1841. Fez parte da frota que foi á Nápoles buscar a 
Imperatriz D. Thereza Christina, em 1843. Tomou parte como Commandante 
de navio, nos combates no Rio da Prata, em 185 1, e substituio o Barão da 
Laguna, em 1860, no Commando da Divisão naval do Rio da Prata. Tomou 
parte na guerra do Paraguay onde portou-se com grande bravura, nas batalhas 
de Curupaity e Humayta. Promovido á Chefe de Divisão em 1867, e Chefe 
de Esquadra em 1869. Foi Ajudante General da armada em 1873, Director da 
Escola da Marinha e Vice-Almirante em 1874. 

Membro efifectivo do Conselho Naval. 

Era Moço Fidalgo da Casa Imperial, Dignitário da Imperial Ordem do 
Cruzeiro, Grã-Cruz da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz, Official da 



186 



Imperial Ordem da Rosa, e da Torre e Espada, de Portugal, Grã-Cruz da 
Imperial Ordem de S. Stanislão, da Rússia. 

Tinha as medalhas de oiro de Toneleros, e a Geral da Campanha do 
Paraguay. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de lo de Julho de 1872. 




IJUHY. (Barão de) Bento Martins de Menezes. 
Nasceu na Freguezia do Triumpho, na Provincia do Rio Grande do Sul, 
em 7 de Setembro de 1818. 
Falleceu na cidade de Uruguayana, nessa Provincia, a 27 de Março de 1881. 

Era Brigadeiro do Exercito e prestou relevantes serviços á legalidade, nas 
rebelliões do Rio Grande do Sul e na Campanha do Paraguay. 
Tinha a medalha Geral da Campanha do Paraguay. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 22 de Junho de 1870. 



1 




MBE. (Barão e Visconde de) José António de Moraes. 
Natural de Santa Maria Magdalena. 
Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 13 de Setembro de 1882. Visconde por decreto de 1 1 de 
Julho de 1888. 




I 



MBURY. (Barão de) Manuel da Cunha Lima Ribeiro. 
Natural de Alagoas. 



CREAÇÃO DO titulo : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. 



187 




INDAIÁ. (Barão de) António Zacharias Alvares da Silva. 
Natural de Minas Geraes. 
Coronel da Guarda Nacional em Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1879. 




1NDAIATUBA. (Barão e Visconde de) Joaquim Bonifácio do Amaral. 
Nasceu em S. Carlos, na Provincia de S. Paulo, em 3 de Setembro de 181 5. 
Falleceu em Campinas, nessa Provincia, em 6 de Novembro de 1884. 
Filho do Tenente José Rodrigues Ferraz do Amaral e de sua mulher D. Anna 

Mathilde de Almeida Pacheco. 
Casou com sua sobrinha D. Anna Guilhermina Pompeu do Amaral, em 1839, 
em S. Carlos, filha de António Pompeu de Camargo e de sua mulher 
D. Theresa Miquelina. 

Era Agricultor em S. Paulo, e Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 1 6 de Fevereiro de 1876. Visconde por decreto de 19 de 
lulho de 1879. 



1 




NGAHY. (Barão de) Custodio de Souza Pinto. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de 1889. 




INHAMBUPE. (Visconde com grandeza e Marquez de) António Luiz 
Pereira da Cunha. 
Nasceu na Bahia em 6 de Abril de 1760. 



188 



FMeceu no Rio de Janeiro em ,9 de Setembro de ,8,7 
J 2 ae Março de i86i , com 76 annos de idade. 

Torre?Celrrí°'T''"' ' "'"f™ " magistratura, sendo Juiz de F6ra em 
e J d! C sa °":; °V""-'"r™'""- °-™^-«'dor da Relação na Ba " 
PorPeÍnamTuct "TS^ ^ Mtait "TTa"" \ "^T"^' '-'"" 
no 4-: Gabinete de ,8.,; dos ^^JlJTt^JrJ^::^'^ 
Império no io.<- Gabinete rle i8,, .k ^ ,,• ^''"'"^^^ '^^ '«26, e do 

■""i°.r."::si-r,r ———-■.■•—-......._„ 



I 




ima. 



NHANDUBY. (Barão de) Joaquim Luiz deu,,,. 
Era Coronel da Guarda Nacional e Fazendeiro importante 
Fo, agraciado com o titulo de Barão por ter dado a liberdade 



escravos. ^ ""^ '' "oeraade a 23 

CREAÇÃO DO T.TULO : B.r.o por decreto de 9 de Agosto de .884. 




'rp:agt.-vr::;.:re„re "-° ^-«^^^ ™-- - — 

"■""aÍblr^onugtr^ '^"°^' ^ "'' ^"^ ™"^" •'• «-'^ '-"" ^e Barros 
'Td^ria^sr ^;r ^ ^^™^' "'"" - -^^- - --- 



189 



Veio com seus Paes para o Brasil, com dois annos de idade. Cursou a 
Escola de Marinha, e de Guarda-Marinha, em 1832, subiu successivamente até 
o posto de Almirante effectivo, em 1869. 

Distingiu-se nas rebelliões de 1824, em Pernambuco, no Maranhão e no 
Ceará, na expedição da Patagonia, de 1827, na revolução do Maranhão, em 
1831, e na subsequente do Rio Grande do Sul, na da Bahia, de 1837, na de 
Pernambuco de 1849, e finalmente cobriu-se de louros na Campanha do 
Paraguay, onde serviu como Chefe de Esquadra. 

Foi uma das maiores glorias da Marinha Brasileira. Occupou a pasta da 
Marinha no Gabinete Caxias, de 1861, sendo o primeiro Ministro da Agri- 
cultura, Commercio e Obras Publicas, cuja secretaria elle organisou. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. M. o Imperador, Conselheiro 
de Guerra, Grã-Cruz da I. Ordem de S. Bento de Aviz e da Rosa, Commen- 
dador da I. Ordem de Christo, Grande Official da Legião de Honra e Cavalleiro 
da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal, e era conde- 
corado com diversas medalhas de campanha. 

Recebeu o titulo de Barão « pelos relevantes serviços que tem prestado 
na presente guerra e especialmente pela Passagem de Curupaity », e era 
chamado o heróe de Curupaity. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 27 de Setembro de 18Ó7. Visconde com grandeza por 
decreto de 5 de Março de 1868. 




IN OH AN. (Barão de) José António Soares Ribeiro. 
Nasceu a 21 de Maio de 1794. 
Falleceu em 15 de Janeiro de 1874. 

Casou em primeiras núpcias com D. Maria Carolina Torres, filha dos Barões 
de Itamby, e em segundas núpcias com D. Amélia Vasconcellos Drummond, 
filha de antigo diplomata conselheiro António de Meneses Vasconcellos 
de Drummond. 

Fazendeiro em Maricá, Rio de Janeiro. 
Cavalleiro da Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Janeiro de 1886. 



190 



/ Nasceu na V,íf, rSrier/jT'" '*"""' "' '^^''"^^■ 

Campos Pereira e de sua mulher D Lu^Jp ""' '" "'"^ "^^ J^^" "e 
. de Sande. em Portug,,, j^g^",' ^^^"'^ P"e,ra, Era irmão do , .. BarSo 

HT" "'"^ "» Condessa de La^ '^T' "' ■'"'''''*• '='^^''° 

■doutor emt; r:: u:""^^ " ^°^° ^----^ ^--^■ 

Armada. ^"^ ^^n-ers.dade de Coimbra, era Physico-M6r da 

Me£;rrde^-r"t\::-:-"r ^^ -- -- - 

S- M^D^Pedro 1. e seu medico. * "'™° ' Conselheiro privado de 

^a Rosl oSit I' Sr::- au™:?:'^™"^'™' °'«"''-">''^ ■■ «^^em 
Chnao. Cruze.ro e Commendador da I. Ordem d^ 

CREAÇAO DO TITULO ■ r, , 



j^rH?m'e!:<----e-e,o.-Pra„..odeSa,,es 

^irs^etHeTun^fo:^:^--- 

Casou com D ízphpi ai -,^ ^^6. 

mu. izabel AJves Torres Homem 

- -"t;rdet'p:-s ^^t^'° ^^ -- = ^^^ ^.-o, 

de Negocos em Paris. ''''''^'° ^^ ^^g^fão e depois Encarregado 

f^O' Deputado á Assembl^. r , 

"«6.. legislatura de .845 pelo Rio d? '''' '"^'"^'"^ '^ ^'-s Geraes 
ainda na /o » de ,8cn ?/• ''^ Janeiro, na 7 « lem^uu, a ^^^^^' 

"■ '""'^•'° * ^-™da no .4." GaSe dT,8,V.T„: 



191 



24." Gabinete de 1870. Foi Director das Rendas Publicas e Presidente do Banco 
do Brasil, do Conselho de S. M. o Imperador, Senador pelo Rio Grande do 
Norte em 1870, Conselheiro de Estado em 1866. Era Grande do Império, 
Commendador da I. Ordem de Christo, membro do Instituto Histórico e 
Geographico Brasileiro, do Instituto Histórico da França, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 15 de Outubro de 1872. 




IP ACARAM Y. (Barão de) Demétrio José Xavier. 
Casou com D. Zeferina Correia Xavier. 

Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO IX) TITULO : Barão por decreto de 8 de Abril de 1879. 




IPANEMA, (i.o Barão, Visconde e Conde de) José António Moreira. 
Nasceu na Província de S. Paulo, em 23 de Outubro de 1797. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 28 de Junho de 1879. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e Dignitário da Imperial 
Ordem da Rosa. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo de prata, uma banda de azul carregada de cinco estrellas de oiro de 
cinco raios, entro um caduceu de goles á destra, e de uma cruz florida, de goles, á sinistra. 
Divisa : Deus et cbaritas. 

COROA : A de Conde. 



192 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de .4 de Março de ,847 Bar.n 

de ., de Ma,o de ,84. Vi.onde co. ,.ndU por d^re: d " de oLIroT Í" 7 Í"" 
decreto de 20 de Fevereiro de 1868. '-'esertiDro de 1854, Conde por 



I 




_DEUS ET CHARITA-y 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de ,3 de Março de ,88. R - 

de 5 de -ulho de 1888. ^ 5- Barão com grandeza por decreto 




I ™o pL'h"ei™''° ' '■' ''"""'= '"-^ '""''^ ^'> "-8-0 J°- "e 



Archivo Nobllí»rchko Bresileiro a; 



'93 



Nasceu no Paty do Alferes, na Província do Rio de Janeiro, em 26 de Julho 

de 1 8 1 1 . 
Falleceu em 8 de Junho de 1883. 

Filho de João Pinheiro de Souza e de sua mulher D. Izabel Maria da Visitação. 
Casou com D. Anna Joaquina de S. José Werneck, filha do Sargento-Mór 

Francisco das Chagas Werneck. 

Coronel reformado da Guarda Nacional de Valença e fazendeiro nesse 
Municipio, 

Era Moço Fidalgo com Exercicio na Casa Imperial, Commendador da 
Imperial Ordem da Rosa e da de Christo. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo azul um pinheiro de oiro, com raizes de prata entre dez besantes de 
oiro em duas palas, e uma orla de prata. (Brazão passado em 14 de Setembro de 1867. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 91). 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 30 de Novembro de 1866. Barão com grandeza por decreto 
de 27 de Março de 1867. Visconde com grandeza por decreto de 17 de Junho de 1882. 




1 PIABAS. (2.° Barão de) Francisco Pinheiro de Souza Werneck. 
Nasceu na Província do Rio de Janeiro, em 26 de Outubro de 1837. 
Filho dos I .™ Barões e Viscondes com grandeza de Ipiabas. 

Negociante. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu Pae o i.° Barão de Ipiabas, tendo por differença uma brica de oiro com 
um F azul. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 22 de Julho de 1882. 



194 




Ji Natural da Provinca de Pernambuco 

Era irmão do Conde da Boa Vi a F '"'' ^'''"^^"^'" ^^ Albuquerque. 

Casou com D. Ignacia MHitana r .''"'"'^ '° '''^° ^^^^°^- 
gnacia Mil.tana Cavalcanti Rego de Lacerda. 

Tomou parte na Revolução Praiera em Pernambuco 

B>^AZAO DE ARMAS : Escudo partido de sinop.e e de g6les • no nr' ■ 

de prata ondeada de azul e sobre ella Ues viefra de "' " """ ""^ '"'«''' ~ "'- "-^^ 

sao, em campo vermelho, trez bandas de pra, c „„ " ' "" "^""'''' '' """ ''"^ '^^^^ "- 
campanha de oiro com uma canna de assuca ""'''° "°'" "*^^"*^ ''= °'™. '. 3, 3 eV 

este em ba.a e a.ueUa em banda Lar: ^ sa^d^ ""^ 'l ''''"'" '" "^'-^'' ^'^^ - "to;' 
Nobreza, Uv. VI, fls. , ,o). ^ ^"""^ ^^ ^° ''«^ ^g-'" de ..70. Reg. no Cartório da 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO • R,rõ„ 

• ^'^'°''°^'^^"''°de,4deMarçode,849. 



'95 



k/^à/ ^^''^>r-*. 




1RAJÁ. (Conde de) D. Manuel do Monte Rodrigues de Araújo. 
Nasceu no Recife, em Pernambuco, a 17 de Março de 1798. 
Falleceu em 1 1 de Junho de 1863, no Paço da Conceição, no Rio de Janeiro. 
Filho de João Rodrigues de Araújo e de sua mulher D. Catharina Ferreira 
de Araújo. 

Sábio prelado e politico. Professor de Theologia, durante 17 annos, no 
Seminário de Olinda, deputado á Assembléa Geral duas vezes, pela Província 
de Pernambuco, nas 3.* e 4.» legislaturas, de 1834 a 1841, e pelo Rio de 
Janeiro na 6.* legislatura de 1845 a 1847. 

Capellão-Mór de S. M. o Imperador, sagrou e deu a benção nupcial a 
SS. MM. Imperiaes e as Princezas D. Januaria e D. Francisca e baptisou os 
Príncipes Imperiaes, Era prelado domestico e assistente ao Sólio Pontifício, 
9.° Bispo do Rio de Janeiro, confirmado por Bulia do Papa Gregório XVI, 
tomando posse em 1840, membro do Instituto Histórico e Geographico Brasi- 
leiro, da Academia de Sciencias e Artes de Roma, etc. 



196 



Gran-Cruz da Ordem H*. ç i 
Digni,,no da ,. Ordem da tt 2^!; '' °"'"" '' ''™'«° '■ G""^e 
entre e„as do C.„,.„.,, ,, rt^;!'^ ™- *- f "-ologia e „„ra,, 

stasííco. "^''^ ^oral e Elementos de Direito Eccle- 

BRAZÃO DE ARMAS : Um escHn r 

COROA ■ A de r.nH u ''* °''° fl°"da. 

Conde sobre a Chapéu se.i-pont.fica, de Bispo 
CREAÇAO DO TITULO ■ r a 

T'TULO. Conde por decreto de .5 de Março de ,845. 




í ^;^/^^' ^^'''° ^'^ J°^^ ^"'^ Cardoso de Salles 
Era estancieiro no Rio Grande dn ^m1 ^ ^ / ' 



'97 




1TABAP0ANA. (Barão e Visconde com grandeza de) Luiz António 
de Siqueira. 
Falleceu em Campos, na Provincia do Rio de Janeiro, em 4 de Desembro de 
1879, com 83 annos de idade. 

Coronel Commandante Superior da Guarda Nacional, era proprietário e 
fazendeiro de assucar em Campos. 

Commendador da Imperial Ordem da Rosa, e da de Christo, e Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, de azul, cinco vieiras de oiro estendidas, de 
preto, postas em aspa ; no segundo, de prata, um leão de purpura armado de azul ; e assim os 
contrários. (Brazão passado em 4 de Junho de 1855. Reg. na Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 21). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Desembro de 1854. Barão com grandeza por decreto 
de 26 de Janeiro de 1867. Visconde com grandeza por decreto de 24 de Março de 1876. 




1TABAYANA. (Barão, Visconde e Visconde com grandeza de) Manuel 
Rodrigues Gameiro Pessoa. 
Nasceu em Portugal. 
Falleceu em Nápoles, em 22 de Janeiro de 1846. 

Sua única filha e herdeira, D. Camilla Leonor Júlia Gameiro, foi a 
I ." Viscondessa de Gameiro, em Portugal, por decreto de 20 de Agosto de 
1851 ; nasceu a 22 de Fevereiro de 181 7, e casou a 4 de Abril de 1830 com 



198 



José Ricardo da Silva e Horto Visconde He r. ■ 

auctorisado á usar do titulo ' Moco t r ?'"' '''° '"" "^^"^^"^o, e 

da I. Ordem de Christo ' ' ^"'P'""' ^^"^^''^ ' Commendador 

Minir l^^pS- :^:rtí:' l tr--rndo o car,o de 
junto ao Rei das Duas Sicilias e em Vien"a ' " ^^"^^^^^"'^^' - '8^5, 

Ordem Imperial do Cruseiro eÍ Toct I' ' ^"'"''"'' " ^^''"^''"^ ^^ 

Brasileiro, desde .8,9 °"° '° '"'^''"^° "'^^orico e Geographico 

CREAÇÃO DOS títulos • Rors 

o..».,..-rr::;::::;:;:::t:.r:-;n:ri-"-=-. 








JTABERAVA (Barão de) Alexandre José da Silveira 
1 f.U.ceu em S. Jo.,o del-Rey em ,4 de Junho de ,TÍ 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo 

CREAÇÃO 00 TITULO :Ba.o PO. dectoae.aeoese... de ,S,, ^ 




* /^aturai da Província de Minas Geraes 
Palleceu nessa Província em ,3 de Desembro de .855. 



'99 



Filho do Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade e de sua mulher 

D. Izabel Alves Maciel. 
Era irmão da IVlarqueza de Bomfim, D. Francisca Freire de Andrade. 
Casou com D. Francisca Baroneza de Itabira. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e Cavalleiro da Imperial 
Ordem do Cruzeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Novembro de 1846. 




ITABORAHY. (Visconde com grandeza de) Joaquim José Rodrigues 
Torres. 
Nasceu a 13 de Desembro de 1802, na Cidade de Porto das Caixas, Município 

de Itaborahy, na Província de Rio de Janeiro. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 8 de Janeiro de 1872. 

Filho de Manuel José Rodrigues Torres e de sua mulher D. Emerenciana 
Mathilde Torres. 
Casou com D. Maria Alvares de Azevedo Macedo, que falleceu em Saqua- 

rema, a 13 de Maio de 1877, filha do Major João Alvares de Azevedo, 

e de sua mulher e prima D. Maria de Macedo Freire de Azevedo 

Coutinho. 

Estudou em Coimbra até 1822 e formou-se em Mathematicas em Paris. 
De volta ao Rio de Janeiro, foi nomeado lente dessas matérias na Escola 
de Marinha. 

Foi Ministro de Estado dez vezes; pela primeira vez com 29 annos incom- 
pletos no i." Gabinete da Regência Permanente de 16 de Julho de 1831, 
Ministro da Marinha nessa data, substituindo Bernardo Pereira de Vasconcellos 
na pasta da Fazenda em 1832 ; Ministro da Marinha no 3.° Gabinete de 
13 de Setembro de 1832, desde 7 de Novembro desse anno até 30 de Junho 
de 1834; Ministro da Marinha e interino da pasta da Guerra, no i." Gabinete 
de 19 de Setembro de 1837, da Regência do Senador Marquez de Olinda; 
Ministro da Marinha no 4.° Gabinete de 18 de Maio de 1840. 



200 



Durante o 2 ° Reinaria ,^.. 

'm organisou o .,.. Gabinete ts de Io" ""™"'° ^^'^ ''""^ =- 
amos e alguns mezes (26 de Setembrod.,» vi ''"' P''''"'" """""í dous 
ainda outra vez da pasta da Fazenda" uVsJ^i' '"' "'"'^'"'-ncarregou-se 
a felicidade de vêr concluida a guerra do Pa 'r"'" '"" '^^^'=''^''''"1=, e teve 

O Acto addíciona, de ,. TÀ^Z ZfZ "° 7 '''"'''"'''■ 

Mun.cp.o Neutro separa„do-a da Província dó P ™"f' '"'"* a Corte, en, 

Torres o seu ,. Presidente, de , ,de Oorbro de 8 ! ""'T '°' ''°*«"« 

Fo, Deputado por sua Província nat^Tnl. ^^ ' ^° "' '^'"" * '«^é- 

'8^4 até ,844, anno e™ que foi es olh do "/ '' ' '■' '^»*'-as desde 

Era Grande do Império do r„ 1 "^ i-epresental-a no Senado 
Estado em ,85,, Ofra'! mper "ord 'd"*"^'^' <^''"-'"*° "= 
Carlos III, de Hespanha, Sócio do" .utoHis,- ^™"'™' °'^"-C™^ "^ 
--de ,a,, e numerosas ^ciedar^rr o\^-rr::: 

CREAÇÃO DO TITULO • v;. ^ 

TULO.V,scon.eco.,.„de.po..e.e,ode.,eOese...o.e.S,, 




JTACURLJSSÁ m - 
Grande Proprietarire a^r"'" ''^ '^^""^' ^'■^"^' ^^t-- 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS ; Barão 



'le 3. de Ou.ubro de ,889" '" '""'" "' '^ '" '^"^° "«= '«««• «-- 



com grandeza por decreto 



Archivo Nobiliarchico Br«ile 



201 




1TAGUAHY. (Barão e Visconde com grandeza e Conde de) António 
Dias Pavão. 
Nasceu em S. Paulo em i ? de Março de 1790. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 14 de Junho de 1875. 

Sentou praça aos 17 annos de idade, sendo promovido á Major com 
honras de Tenente-Coronel do Exercito. Dedicando-se ao commercio e á 
lavoura, conquistou avultada fortuna, que sempre dispoz em beneficio de 
muitas associações de caridade, e do próprio Governo durante a guerra do 
Paraguay. 

Era Grande do Império, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Commen- 
dador da Imperial Ordem de Christo e da Rosa. 



BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de sinople um pavão de suas cores, com a cauda aberta, agarrando com 
os pés duas espadas postas em aspa. Divisa : Ecce Gloria Mea. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS: Barão por decreto de 17 de Novembro de 1851. Barão com grandeza por decreto 
de 10 de Fevereiro de 1854. Visconde com grandeza por decreto de 30 de Novembro de 1866. Conde 
por decreto de 22 de Abril de 1868. 



202 




I TAHIM. (Barão de) Bento Dias de Almeida Prado 

T^J"" n-^'"'n ^''""'''^ '^^ ^'"^^'''^^ P^^^° ^ de sua primeira mulher 
D. Mana Dias Pacheco de Almeida 

C..o« em Itú em ,843, com sua prima D. Anna de Almeida Prado filha do 
A^a [X." ""^^"^ '^"° ^ ^^ -^ "^"'^^ -• ^--" d: 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ,3 de Março de ,885. 




I TAHYPE. (Barão de) Carlos Baptista de Castro 

^^TLT'''" '" ^" '•' ^'"""' ' '' '' ^^'^ ^^-9.6, na avançada 
relf fJVT"' "' •"''"'"''■' ^° ^^" g^"'° ° Conde de Affonso 
de Ldo" '° "^'"^"'^ '' ^"^° '^^^°' ^-^^ ^° '-P-0. e Conselho 
CaíOíí com D. Maria José Baptista de Castro 

Era tio do Visconde de Lima Duarte, D. José Rodrigues de Lima Duarte 
Era Bacharel em Sciencias jurídicas e sociaes, e na sua lon^a carreir. 
pubhca exerceu, por muitos annos, a magistratura na P o i c^de Z 
Geraes, e de.xou traços bem nitidos de sua individuadidade, de ua ene I 
e de seu caracter integro na campanha abolicionista e em va i^. Z 
periodos difficeis da vida nacional. ''""^ °"^''°' 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Agosto de ,889. 




j TAIPÚ. (Barão de) Francisco Manuel das Chagas 

A Era Bacharel em direito, e foi Director da Secretaria de Estado dos 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 6 de Maio de .889. 



203 




ITAJUBA. (i.o Barão e Visconde de) Marcos António de Araújo. 
Nasceu na Provincia de Minas Geraes. 
Falleceu em Paris, em 7 de Fevereiro de 1884. 
Era pae do 2° Barão de Itajubá. 

Bacharel em direito pela Academia de Olinda, era lente dessa Academia 
quando foi nomeado encarregado de Negócios interino e Cônsul Geral do 
Brasil nas cidades Hanseaticas. 

De 1834 3 1867, occupou successivamente todos os postos da carreira 
diplomática em quasi todas as Cortes Europeas. Foi o Arbitro Brasileiro na 
questão do Alabama, entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, servindo 
com igual brilho ao dos outros dois árbitros nomeados pelo Rei da Itália e o 
Presidente da Suissa, no Tribunal de Arbitramento de Genebra, em 1871. 

Era Grande do Império, Grã-Cruz da Imperial Ordem de Christo, Grande 
Official da Legião de Honra da França, Cavalleiro da Real Ordem da Conceição 
de Villa Viçosa, de Portugal, Grã-Cruz da Águia Vermelha, da Prússia, da 
Ordem dos Guelphos, do Hannover, da de Pedro de Oldenburgo, da 
Ernestina da Saxonia, da Dinamarquesa de Danebrogue, e sócio do Instituto 
Histórico e Geographico Brasileiro. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 6 de Junho de 1867. Visconde por decreto de 17 de Julho 
de 1871. Visconde com grandeza por decreto de 18 de Julho de 1872. 




ITAJUBA. (2.° Barão de) Marcos António de Araújo e Abreu. 
Nasceu na cidade de Hamburgo, na Alemanha, 
Falleceu em Berlim, a 3 de Novembro de 1897. 
Filho do I ." Visconde de Itajubá. 
Casou com D. Maria Elisa, filha do Conselheiro João Manuel Pereira da Silva, 

e de sua mulher D. Maria Elisa de Sauvan Monteiro de Barros. 

Exerceu diversos cargos diplomáticos, como Ministro nos Estados Unidos, 
na Hespanha, em França, e finalmente como Enviado Extraordinário e Ministro 
Plenipotenciário junto á corte de Guilherme II da Alemanha, quando falleceu, 
em 1897. 



204 



Era Moço fidalgo com exerciVin no r 
S. Magestade, Offlc,-,, da ,„pe ■: o ,: /r^::;^"-^'' ^° Conselho de 
de Honra, da França, Official da Ord^r^ ' ^ommendador da Legião 

Pedro de Oldenbnrgo. C^ZZTZl^^'": '' ?" "= ^^«' ^ * ^^ 
da de Danebrogue, da Dinamarca. *^"" ^'^™'""' * P™«ia, e 



CREAÇÃO DO TITULO ■ Rar5^ 

uLu . Barão por decreto d 



le 10 de Novembro de 1883. 



ÍTAMARACÁ. (. o Barão ITT"™"* 

de Christo. '• ^^^"^'-"^^ ^ Cornmendador da Imperial Ordem 

C-Ç.O 00 T,TU.O:3.r.o por de.e.de,.de setembro ae.8.3. 




j Nasceu no Rlifi^em^pllltlío ^"'°"'° ^""'^^'"^ ^^^'^' Monteiro 
^«//^..« em Lisboa em s de F^n . ' ''^ ^° '^^ ^^'■'■' ^e .804. 

dos Extrangeiros no Gabinete de ,8„ n'e / 'Z '" ''«'^""""^' Ministro 
'8«^e Ministro Plenipotenciário ^'^ormga?: '""'"^'^ "^ ^-'^ =- 
Era autor de varias obras poetiL *^ '"'° '"8° '■="«™- 



205 



Membro do Conselho de S. Magestade, era Grã-Cruz da Ordem de 
S. Gregório Magno, da Ordem Constantiniana das Duas Sicilias, da 1. Ordem 
de Christo, e da R. Ordem de Villa Viçosa de Portugal, Grande Dignitário 
da I. Ordem da Rosa e Official da I. Ordem de Cruzeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Abril de 18Ó0. 




ITAMARANDIBA. (Barão de) Joaquim Vidal Leite Ribeiro. 
Nasceu em S. João D'el-Rei, na Província de Minas Geraes, em 31 de 
Outubro de 1818. 
Falleceu em 7 de Janeiro de 1883 no Rio de Janeiro. 
Filho do Capitão de Ordenanças Francisco Leite Ribeiro. 
Casou em 1853 com D. Alexina Fontoura de Andrada, nascida em 1839. 
Era pae do Barão de Santa Margarida. 

Foi opulento lavrador e influencia politica em Mar de Hespanha, e ban- 
queiro, em Juiz de Fora, na Província de Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Junho de 1881. 




ITAMARATY. (i." Barão com grandeza de) Francisco José da Rocha 
Leão. 
Nasceu na cidade do Porto em Portugal. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 6 de Julho de 1853. 
Filho de Francisco da Rocha Leão e de sua mulher D. Anna Maria Rita Leão. 



206 



Casou com D. Margarida Cândida Bernardes fi]h, H , . „ 

e de n, ,^,.,^„^^ Ma™ t 3"^ Jef ^ '™*" «"™^''- 

seu tempo na praça do Rto dl^eiro '° '°'<'° * ^ommercio do 

■'3."™rct',,erd: Ss?Ci:;rre'rrd^' ^- - 

CREAÇÃO DOS títulos ■ R,rõ 





PSa'^^^- '- -. Vi.onde e Conde de, .ane.o .. 

^asou com D. Mana Romana Bernades da Rn.h 

com o titulo de Marqueza de Itamaraty que :e/ur'°^"^"^^ ^^-^"^^^ 
Negociante matriculado em ,8„ . 

Coronel Commandante da Guarda N.J'"?' .''P'"''''''' ' Proprietário, foi 
Administrativa da Caixa da Amor isS^°" V ■ '''f' ^^"^^° '^ J-^a 
Socorro, Sócio Fundador do CeS ' - ' ""'' ' '^^"^^ '^^ 

tura, etc. ''^P^-^'^' Instituto Fluminense de Agricul- 



207 



Era Commendador da I. Ordem de Christo, em 1841, Dignitário 
da I. Ordem da Rosa em 1868, Moço da 1. Camará, Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Imperial, Moço honorário da 1. Camará da Guarda-Roupa, Veador 
honorário da I. Casa e Grande do Império. 

BRAZÃO Dg ARMAS : As de seu Pae. Em campo azul, uma asna de oiro entre três trifolios do mesmo 
metal. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS títulos : Bãrao por decreto de 25 de Março de 1854. Visconde com grandeza por decreto 
de 17 de Julho de 1872. Conde por decreto de 17 de Outubro de 1882. 




ITAMARATY. (Baroneza, Viscondessa, Condessa e Marqueza de) 
D. Maria Romana Bernardes da Rocha. 
Falleceu no Rio de Janeiro, a 17 de Outubro de 1896. 

Casou com o Conde de Itamaraty, Francisco José da Rocha e quando viuva 
foi agraciada com o titulo de Marqueza de Itamaraty. 

BRAZÃO DE ARMAS : Uma lisonja com as armas do seu marido. Em campo azul, uma asna de oiro entre 
três trifolios do mesmo metal. 

CORÔA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS títulos : Baroneza por decreto de 25 de Março de 1854. Viscondessa com grandeza po 
decreto de 17 de Julho de 1872. Condessa por decreto de 17 de Outubro de 1882. Marqueza por decreto 
de 29 de Junho de 1887. 



208 




í TAMBÉ. (,.0 Barão de) Francisco José Teixeira 
wtTo TJ- 'l"'"" '' "" "' "''^' de Vassouras. 

de ,864, filha do Sargento-M6r José Lei fp.h ' ""^ ^"™''™ 

Era prestigioso chefe politico liberal, lavrador e banqueiro 
Commendador da Imperial Ordem da Rosa 

CREAÇÃO DO TITULO : Bar.o po. dec.o de ,5 de Nove.bro de .846. 




^M^f:. ^"^ ^""'^ ^') ^"""^^to Justiniano da Silva Freire 
1 Natural de Pernambuco. 

Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bar3o po. decreto de 8 de Março de ,88o. 



Archivo Nobiliarchico Bruileiro 3-j — — 

309 




ITAMBY. (Barão de) Cândido José Rodrigues Torres. 
Falleceu em Botafogo, no Rio de Janeiro, em 1 8 de Março de 1877. 
Filho de Manuel José Rodrigues Torres e de sua mulher D. Emerenciana 

Mathilde Torres. 
Era irmão do Visconde de Itaborahy. 

Casou com D. Restituta Soares Torres, que falleceu em 3 de Março de 1881, 
no Rio de Janeiro. 

Negociante e capitalista, era membro da Junta da Caixa da Amortisação 
e Commendador da Imperial Ordem de Christo e da Rosa. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, as armas dos Rodrigues, — em campo 
de oiro cinco flores de lys vermelhas em aspa, e um chefe de vermelho, com uma cruz de oiro 
floreleada, e vazia do campo, e no segundo e terceiro, as dos Torres, — cinco torres de oiro postas 
em aspa em campo vermelho. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Julho de 1872. 




ITANHAEM. (Barão com grandeza e Marquez de) Manuel Ignacio de 
Andrade Souto Maior. 
Nasceu em 5 de Maio de 1782, em Marapicú, Rio de Janeiro. 
Falleceu em 17 de Agosto de 1867. 

Filho do Brigadeiro Ignacio de Andrade Souto Maior Rondon, Fidalgo 
Cavalleiro, e Mestre de Campo no Rio de Janeiro, e de sua mulher 
D. Maria de Athayde Portugal, filha de José Pinto Coelho, Moço Fidalgo, 



210 



de Azevedo Coutinho. Fid go d. Cafa Re" D ^h'" '""" ^™- 
e de sua mulher D Maria dn r7^ , o °"'="'''»'-«='dor do Paço. 

do Rivo, faliecida em ,878 a secunda "^ "' ^°"^'^^ '^™" 

Pinto Ribeiro ; a terce rací.,^ a r- w ' """ ^' '''''"''^" ««hilde 
Pinto Ribeiro Afaf a Rala D T , T"''"''' °- """"^ ^everina 
D. Maria A„ge,i„'a Beltío D m.de C; " f""^ ^^""^ ''^^»- 
1 ■? de Fevereiro de ,8o e hLZ /. ^peratriz, que nasceu 

segunda e terceira mulher d„ M '* "' ^''=""'™ "' '«í?- A 

José Pinto Ribei o de VasconcetT'.'' """ ""''' '""^ '^ "'"Í- 
-a. e de sua muibe^r^^— fUT P^^^^irr '' ^'' 

de Ma:;;^:::! t:d~pr„':;:':rarr • = • ^™^" ^^ -^- 

Serviu de Alferes-Mór na Cora" c^o e s T' ™ "^^• 

juramento da Constituição Pol ticaT Z *"*"' "' °- ''=<'™ '■ <= "» 
D. Fernando de Portugal n^CLoSp '' "'"""'°" ""^ '"''' '^«^í 
■846. Em ,83, foi nom«do tuto e s M JT' 'T^"''' ° '^'^^'- ^"' 
suas Augustas Irmans, em subst,°úii, á tfjT""'°' "^^ '''^'° "■ <= de 
Era Grande do Império Gt^H-enr''^''" ""= ■^"""da e Silva. 
Mór, Estribeiro-Mór. Grã-Cruz da ^nr!^ ^ '""""" ^'"^"- ««■domo- 
Duas Siciiias, de S. Ma^rS e S Ta a'r "da ? ""'"''"^ '^^- J-"-o das 
da O. de Villa Viçosa de Portugal,' *"'° "' "°""' Cavalleiro 

CREAÇÃO DOS TITt li nç . d - 



I 




'NaÍfde^orpo?'''^*^»^^---- Júnior. 
Cavalleiro da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Ba.o po. .e.e.o de .8 ,e Dese... ac ,8,, 




21 I 




ITAPACORÁ. (Barão de) Manuel António Alvares de Azevedo. 
Nasceu em Itaborahy, na Província do Rio de Janeiro, em lo de Julho de 

'773- 
Falleceu nessa cidade em 2} de Agosto de 1865, solteiro. 

Filbo do Mestre de Campo Alexandre Alvares de Azevedo e de sua mulher 

D. Anna Maria Joaquina Duque Estrada. 

Prestou relevantes serviços á sua pátria durante a guerra da Independência. 

Era Cavalleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro e Commendador da 
Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Março de 1849. 




1TAPAGIPE. (i.» Baroneza e Condessa de) Anna Romana de Aragão 
Calmon. 
Nasceu na Província da Bahia em 9 de Agosto de 1784. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 10 de Novembro de 1862. 
Casou com o Desembargador Conselheiro Francisco Xavier Cabral da Silva, 
nascido em i de Novembro de 1786 e fallecido em Nictheroy, em 12 de 
Outubro de 

Eram pães do 2.» Barão de Itapagipe, e da Baroneza de Sande, em Portu- 
gal, D. Maria Leonor Cabral de Aragão Calmon. 

Era Dama do Paço e acompanhou a Rainha D. Maria II, á Europa, em 
1828. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Baroneza por decreto de 13 de Outubro de 1825. Condessa por decreto de 12 de 
Outubro de 1826. 




ITAPAGIPE. (1.° Barão com grandeza de) Francisco Xavier Cabral 
da Silva. 



212 



Nasceu em Lisboa, em 25 de Janeiro de ,806 

/^-//Ão do Desembargador Francisco Xavier Cabral da Silv. a 

Tenenrrc;:sr;jro^:r,;Lr^rc"'"^^^^ 

Fez a campanha Cisniatina ,„„,„/ i:"- ■ « r 8, com o posto de Tenente, 

de campo e AjudantÍde Co í c^^^a ^ t'^'^ "' ""^^'■"«*- "--'^^' 
d.s Atmas da' Corte em Teje 84, S Lrdl^^r'' '°' ^°™"^^°^ 
acompanhou S. Magestade ao Sul tendo ass^sMo . T"' ™ '*^°' 

era Commandante Geral da Arma de Ar^h ^ "^^^ "' ^™8"^ya™- 

asa Imperial. Artilharia, Gentil-Homera e Veador da 

Aviz'comrn;d:r'r;mpe2ro?d?^r^;f' °'''- "= ^- ''-° «= 

ordem de Cruzeiro e CaVlZ dl ,*':;:, Orde^TR^ Í' h'^ '"'^"'^' 
da Campanha do Paraguay, com passador de cl^^o "'" ' '^'='''"'''' 

CKH.ÇXO 00 r,TU.O . B„., „™ „.„.„. ,, ,„.„ , ., ^/^^^^^^ ^^ ^^^^ 






^^.«t^JIluei*:." '"'° "^^ '™"'^'° '<-'- C^'™" Cabral da Silva. 
Filho dos primeiros Barões de Itapagipe 

.mpef:;^^ ""'^'^^ ""^ ^^^^^--^ - ^-^ '-Perial e Veador de S. M. a 

CRBAÇÃO DO TITULO ..Ba.o PO. .e.eto.e.ae Agosto ae.S., 




1 FeSo." ^""""'^ "" ^""'^^^ ^^) ^'--^- Gomes de Argollo 



A^^5í^«em8deAgostodei82i 

F.//.... na Bahia em 2, de Junho de ,87o 
Ftlbo dos Barões de Cajahyba. 



213 



Sentou praça em 2 de Desembro de 1837, e por 33 annos, com grande 
bravura e patriotismo, serviu seu paiz. Pelejou na Bahia, Maranhão, Pará, e 
na Campanha do Paraguay, tendo sido ferido na batalha de Itororó. Era 
Marechal do Exercito. 

Era Grande do Império, Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, 
Dignitário da imperial Ordem do Cruzeiro, Commendador da Imperial Ordem 
de S. Bento de Aviz, e Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo. Tinha as 
medalhas de Mérito e Bravura Militar, e a Geral da Campanha do Paraguay. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 26 de Desembro de 1868. 




ITAPARICA. (Barão de) António Teixeira de Freitas Barbosa. 
Era Pae do notável Jurisconsulto Augusto Teixeira de Freitas. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Abril de 1826. 




I TAPARY. (Barão de) José Joaquim Seguins de Oliveira. 






CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ia de Maio de 1888. 




ITAPEBA. (Barão de) Ignacio Bicudo de Siqueira Salgado. 
Era natural de S. Paulo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1879. 




1TAPECIRICA. (Barão de) Francisco das Chagas Campos. 
Tenente-Coronel da Guarda Nacional, Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 10 de Agosto de 1889. 



214 




PS^- ""'""^^ ''™*^° ^'-^ Cardoso. 

de Moraes, filha do Tenente-rnmn.i r • 1 À Cândida Emilia 

^e sua se,.„,, ™„e. H^CSr : S^ "° ^ ^"™ ^ 

Partilrcot™!"'* "" """'■'^•"■"^ ^= '«'^^-.'^ Bragança, foi chefe do 

CREAÇÃO DO TITIJI n • h,,- 

ITULO . Barão por decreto de .4 de Novembro de , 888. 




1 '^Um^^''^'^" ^'-^ ^""'^ ^^"^ ^^^"deza de) Joaquim Marcellino da Silva 
Nasceu na Província do Espirito Santo. 

C..»« com D. Leocadú Tavares da Silva Lir^a 

^a lm;:rS"otem daToÍ: '""^"'''"^ '" '"">"'■=' O'"- ^^ Chris.o e 

CREAÇÃO DOS títulos -Ba- 
le 3. de Desembro de .sj '" '''''° "' "' '' ''°^^'"''™ "^ '84.- Barão com grandeza por decreto 




Bacharel em Sciencias jurídicas e sociaes 

CREAÇÃO DO TITULO ..Bar.o por decreto de, 6 de Maio de .888. 



2IS 




I TAPEM I RIM. (3.» Barão de) D/ Luiz Siqueira da Silva Lima. 
Natural da Victoria, Espirito Santo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de 1889. 




ITAPETININGA. (Barão de) Joaquim José dos Santos Silva. 
Natural da Província de S. Paulo. 

Falleceu nessa Provinda em 1 1 de Julho de 1876. 

Filbo do Coronel Joaquim José dos Santos e de sua mulher D. Antónia Josepha 
Mendes da Silva, casados em S. Paulo, em 1789. 

Casou em primeiras núpcias com D. Anna Eufrosina Mendes, de cujo casa- 
mento tiveram uma filha D. Maria Hypolita, que foi a primeira Baroneza 
de Rio Claro, e mais tarde Marqueza de Três Rios, por seu segundo 
casamento com o Marquez de Três Rios. Casou em segundas núpcias 
com D. Cerina de Souza Castro, que enviuvando casou novamente com 
o Barão de Tatuhy. 

Proprietário e grande capitalista na Capital da Província de S. Paulo. 

CREAÇÀO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Junho de 1864. 



I 




TAPEVY. (Barão de) Emilio Luiz Mallet. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 2 de Janeiro de 1885. 



Foi Tenente-General do Exercito, Brigadeiro em 4 de Julho de 1869, 
intrépido soldado disciplinador. Viveu commandando corpos no Rio Grande 
do Sul, e um dos mais salientes vultos da grande batalha de 24 de Maio, em 
que commandava a Artilharia-revolver. 

Era Dignitário da Ordem Imperial do Cruzeiro, Commendador de S. Bento 
de Aviz, e tinha a medalhas da Campanha do Uruguay, a de Paysandú de 



2 16 



oiro, a do Mérito e Bravura Militar e ;, r« i ^ ^ 

passador de oiro. ' ' ' ^'''' ^^ Campanha do Paraguay, 

CREAÇÃO DO TITULO • R,,»^ 

• Barão por decreto de a8 de De,embro de ,878. 



com 



I 




TAPICURU DE CIMA 



Outubro de 1825. 




í TAPICURU DE CIMA ^ d 

1 Mendes. ^^^ ^'^ ^^''^^ ^ Visconde de) Manuel de Oliveira 

/=•«//...« em 30 de Desembro de ,867. 

Era Commendador da Imoerial OrH»^ ^ ^. 

:REAÇÃ0 dos títulos ■ Bar. T ''^ ^^''''^''■ 




ÍTAPICURÚ MÍRIM m - 

í de Burgos. ^^ ^^'''° ^^"^ ^•■«"deza de) José Félix Pereira 

^^//.... no Rio de Janeiro em 9 de Abril de ,854 

ordem dXi ^ ;;:r ""-^ ^° --- ^ Cavaneiro da Imperial 

CREAÇÃO DOS títulos • R,r5 



I 






Archivo Nobili.rchico Brasileiro ,8 



217 



a 






1TAPISSUNA. (Barão de) Epaminondas Vieira da Cunha. 
Natural de Pernambuco. 

Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Março de 1880. 




1TAPIT0CAY. (Barão de) D.' Miguel Rodrigues Barcellos. 
Nasceu em Pelotas, Província do Rio Grande do Sul, em 22 de Junho 

de 1824. 
Falleceu na mesma cidade, em i de Desembro de 1896. 
Filho do Commendador Boaventura Rodrigues Barcellos e de sua mulher 

D. Silvana de Azevedo Barcellos. 
Casou em primeiras núpcias com D. Eulália de Azevedo e Souza, filha do 

Commendador Heliodoro de Azevedo e Souza e de sua mulher D. Eulália 

de Azevedo e Souza, e em segundas núpcias com D. Joanna de Mendonça 

Cunha, que era filha de João Jacintho de Mendonça. 

Doutor em medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro em 1846, foi 
durante mais de 40 annos medico da Santa Casa da Misericórdia de Pelotas e 
do Hospital de Beneficência Portuguesa. 

Foi Deputado Provincial, Vereador da Camará Municipal de Pelotas ; 
I .» Vice-Presidente do Rio Grande do Sul em 1885, tendo exercido a Presi- 
dência da dita Província. 

Era Cavalleiro da Águia Vermelha, da Allemanha, da Coroa, da Itália, 
Commendador da Ordem de Christo e da de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa, de Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 17 de Setembro de 1888. 



I 




TAPOAN. (i.° Barão de) José Joaquim NabucoMe Araújo. 
Falleceu em 20 de Abril de 1 840. 



218 



Casou com D. Marta Esmeria de Barbuda e Figueirôa 
ncm",;:^"""" '°' "'''''"'" ' ^'-<"" '^'' ^'ovincia do Pará, 

CRBAÇÃO DO TITULO : B,„. p., ,„„„ ,.,,,, „„,„^^„ _^ ,,^^ 




fl»» do Tenente-Coronel Joao Pedro Alves de l im, r h-,u . 

D. Adriana Sophia Alves de Lima Gordilho "" ' "' "^ ""'''' 

S. Magestade. ^ ''^ Faculdade. Era do Conselho de 

Escreveu varias obras sobre assumptos médicos 
Commendador da Imperial Ordem da Rosa 

CREAÇÃO DO T,TULO : Bar.o por decre.o de .; de Março de ,8,. 




\ Z2 . ■ ^'"'° '^^ ^°"^'"g°^ Dias Coelho e Mello 

1 Falleceu no Sergipe, em n de Abril de ,87. mm « . 

CREAÇÃO DO TITULO ■ Bar.o H ^ '""°' '^^ '^'^^• 

niULO . Barão por decreto de ,4 de Março de .860. 




I^rd^sfr^Ío^MÍ tr^t^^t^^rret '""'\t^ ^-- 
Mestre de Campo Lui. Coelho Ferre;::, tC ^el^: """'' ™' "" 

R.tto':;r:' ': Z^ '' "^'°™ = "» '" ^^° "^ tontas, d, Canota 

CREAÇÃO 00 TITULO : B.,.. p„, „„„. ,, „ ,, „„,„^,^ ^ ^^^^ 



219 




ITAPURA. (Barão de) Joaquim Polycarpo de Souza Aranha. 
Natural de S. Paulo. 
Falleceu em Janeiro de 1902 em Campinas, em avançada idade. 
Casou com sua prima D. Libania de Souza Aranha que era filha do Coronel 
Francisco Egydio de Souza Aranha, natural de Curitiba, que casou em 
1817 na villa de S. Carlos, hoje cidade de Campinas, com sua prima 
irmã D. Maria Luisa Aranha, a qual depois de viuva teve o titulo de 
Baroneza e de Viscondessa de Campinas. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Janeiro de 1883. 




I 



TAQIJATIÁ. (Barão de) Boaventura José Gomes. 
Agricultor. 



BRAZÃO DES ARMAS : Escudo partido em contrabanda : na primeira, de goles, ume colmeia com abelhas, 
entre um arado, um machado, uma enxada, uma pá, de oiro, e outros utensílios agrários ; na 
segunda, de azul, uma paizagem com montanhas, de sua côr, onde pasta gado vaccum. Divisa : 
Patriotismo . 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ií de Maio de 1888. 



220 




JTAQUARY. (Bar.o de) F™c,co"da Cunha Bueno. 

CRBAÇÀO DO TITULO : B.„. p„ ,.„.,. ,. , ,. „,^^ ^^ _^^^ 




í ^M?^l'.*^„"'° "'^ "'^° "^""^ "1 Silva Tavares 
1 Natural da Província do Rio Grande do Sul 

Mo dos V,scondes de Serro Alegre e irnr.o do Bar.o de Santa Tecla 

durantVZÍ™ p:~ "<> ^"-"o- = P-ou relevantes servidos 
Cavalleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro 
T,nha a nredalha da Campanha do Paraguay, com passador de oiro 

CaEACO DO TITULO, Ba,.o ,«,<,„„,„,, „,.„.,,,., 




l^^^M^Bara-tln^Site?"'- ""'-"^ "-' 
Coronel da Guarda Nacional. 
Era Official da Imperial Ordem da Rosa 




l^^fll^^n r''° '"^ ■'°'^"''^ ""'"'^^^ Penteado. 
* ^"*o do Capitão Ignacio Ferreira Hp <:4 * . . 

g CIO ferreira de Sá, natural da Província de Minas 



221 



Geraes, e de sua mulher D. Delphina de Camargo Penteado, filha do 
Capitão Joaquim de Camargo Penteado e de sua mulher D. Maria Luzia 
de Almeida Pinto. 
Casou com sua parente D. Anna Francisca de Paula Camargo, filha do Capitão- 
Mór Floriano de Camargo e de sua mulher D. Paula Joaquina de Andrade. 
Eram pães do Barão de Ibitinga. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 8 de Março de i88i. 




1TAÚNA. (Barão e Visconde com grandeza de) D.'' Cândido Borges 
Monteiro. 
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 12 de Outubro de 181 2. 
Falleceu na mesma cidade, em 25 de Agosto de 1872. 
Filho do Capitão de Milícias José Borges Monteiro, e de sua mulher D. Ger- 
trudes Maria da Conceição. 

Illustre cirurgião e homem politico. 

Doutor em medicina pela antiga Escola Medico-Cirurgica, em 1832. 
Professor da Faculdade do Rio de Janeiro em 1 86 1 . Em 1 848 foi Vereador da 
Camará Municipal da Corte e depois seu Presidente. Foi Deputado Provincial 
pelo Rio de Janeiro e Geral pela mesma Província na 9.» legislatura de 1853 
a 1856. Senador pela mesma Provinda em 1857. 

Foi Ministro da pasta da Agricultura, Commercio e Obras Publicas 
no 25." Gabinete de 187 1, cargo em que falleceu. 

Era medico da Imperial Gamara, Official-Mór da Casa Imperial, do Conselho 
de S. Magestade, Grande do Império, Sócio do Instituto Histórico e Geogra- 
phico Brasileiro. 



222 



Era dignitário da I. Ordem da R^co n 
Chrísto e da de Vilia Víçosade Portu I ,' ÍT!"*"" "^ '' ««'="' "« 
Saxonia, da Coroa de Ferro, da AusWa "^ °''"' '=™'^«"'' «•» 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquarteladn • 

segundo, as armas dos Monteiros, de prata cor. 7 í "^' "' ''^ "«'^ "«= "^ de oiro • no 

0.0 e cordaes ver.e.hos ; e assi. ol CrZ '"""'' '' ''''' ^^ -"-'^^ -. bocaes' 2 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TITULO"; • r,,- 



I 




TIÚBA. (Barão de) D.. César Persiani 




I TU (...Barão de) Bento Paes de Barros. 

mulher D. Maria de Paula MchadoH "' '''""''"'''■ ^"""^ 

Casou com D. Leonarda de Aguiar em si '.' "" '"'■ 

- .8.9, e era niha do Coro el 1.01% ' "' ""''""' "' '■ ''^"">' 
mulher D. Gertrudes Euphrosinl Av7e ' '" "' ^«"'" = "= -' 

Eram pães do Marquez de Itú 

do ~'^^7p^Z"" '''""'""" "» -- P-"-. era ir^ão 




223 



BRAZÃO DE ARMAS : Em campo vermelho três bandas de prata e sobre o campo nove estrellas de oiro, 
uma no primeiro alto, três em cada um dos do meio e duas no fundo do escudo. Timbre : uma aspa 
vermelha e azul, uma perna de cada côr, e carregadas nella cinco estrellas das armas. (Brazão passado 
em i6 de Fevereiro de 1795. Reg. no Cartório da Nobreza, em Portugal, Liv. 5, fls. 36). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 12 de Outubro de 1848. 




ITu. (Visconde, Conde e Marquez de) António de Aguiar Barros. 
Nasceu na cidade de Itú, em S. Paulo, em 25 de Desembro de 1823. 
Falleceu em S. Paulo em 30 de Janeiro de 1889. 

Filbo do Barão de Itú, Capitão-Mór Bento Paes de Barros, e de sua mulher 
D. Leonarda de Aguiar, que era filha do Coronel António Francisco 
de Aguiar e de sua mulher D. Gertrudes Euphrosina Ayres. 
Casou com sua prima D. Antónia de Aguiar Barros, filha de António Paes 
de Barros, 1 .° Barão de Piracicaba, e de sua mulher D. Gertrudes Euphro- 
sina de Aguiar, 

Fazendeiro e capitalista importante na Província de S. Paulo. 
Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo vermelho três bandas de prata e sobre o campo nove estrellas de oiro, 
uma no primeiro alto, três em cada um dos do meio e duas no fundo do escudo. Timbre : uma aspa 
vermelha e azul, uma perna de cada côr, e carregadas nella cinco estrellas das armas. (Brazão passado 
em 16 de Fevereiro de 1795. Reg. no Cartório da Nobreza, em Portugal, Liv. V, fls. 36). 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde por decreto de 31 de Agosto de 1880. Conde por decreto de 7 de 
Março de 1885. Marquez por decreto de 7 de Maio de 1887. 



234 




í ^V, ^ '''^ ^"^°"*° Rodrigues de Azevedo 

1 /^«//...« no Rio de Janeiro, em .9 de Novembro de ,876 
Casou com D. Maria Amélia Barceilos de Azevedo ^ 

Era importante fazendeiro em Itaguahy 

da Ros?"'" '^ '""''''' ""'''- '^ ^'^^^^o e Official da Imperial Ordem 

CREAÇÃO DO T.TULO : BarSo por decreto de ,8 de Abri. de .8„. 




í VINHEMA. (Barão de) Francisco Pereira Pinto 
l Nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de Maio de ,8.7 
Faleceu nessa cidade em 7 de Maio de ,9, , ^' 

tJ:^;:::'' ""^ - '- ^-^ --^^^^ ^ ^--^ ^-«veva So^o M^or 

^Trrdo^Jos'éTnt"r'"'''p^^^''° '''''' ^'"^°' «'^^ ^o Brigadeiro 
de CnSlos ' " '^"°^°' ' '^ ^"^ -"'^- D- Anna Policena 

Sentou praça de Guarda Marinha em 26 de Abril de ,s,^ n .• ^ 
a Inglaterra onde aperfeiçoou seus estudo. r1 . ' P^'^'""^" P^""" 

na Academia de Marinha econchln '^eg'-essando em , 83 . , matriculou-se 

Tenente fez a c^Cll t^^ ^^^^^^ 

Dois Irmãos, em ,839 foi a S r^th commandando o Patacho 

os rebeldes que invadfrL^ a Vn h", '°^"^"^-'^° ^ ^-^^ "aval contra 
q invadiram a V.lla de Laguna. Em ,842 foi a Nápoles na 



Archivo Noblli.rchiío Br.,neiro i. 



22--, 



Embaixada que transportou ao Brasil S. M. a Imperatriz. Commandante do 
Corpo de Imperias Marinheiros em 1856 e da Estação Naval do Rio de Janeiro 
em 1859. 

Chefe do Estade Maior General da Esquadra que acompanhou S. Magestade 
ás Províncias do Norte. Fez a campanha do Paraguay tomando parte no assedio 
de Paysandú. Foi Director da Escola de Marinha em i86s, Commandante em 
Chefe das Forças Navaes no Paraguay, em 1870, Director do Arsenal de Marinha 
da Corte, Ministro Eflfectivo do Conselho Naval, Chefe de Esquadra em 1876, 
Vice-Almirante em 1883, Inspector do Arsenal de Marinha e Ministro do 
Supremo Tribunal Militar. 

Era do Conselho de S. Magestade, Conselheiro de Guerra, Moço Fidalgo 
com exercício na Casa Imperial, Grã-Cruz da Imperial Ordem de S. Bento 
de Aviz, Commendador da Imperial Ordem de Christo, Grã-Cruz da Real e 
Militar Ordem de S. Bento de Aviz, de Portugal, da Coroa de Itália e Commen- 
dador da Imperial Ordem de Francisco José de Áustria, etc. 

Tinha a medalha Geral da Campanha do Paraguay, com passador de oiro 
e a do Estado Oriental. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira as armas dos Pereiras, — em campo vermelho 
uma cruz florida de prata e aberta do campo ; na segunda, as armas dos Pintos, — em campo de 
prata cinco crescentes de lua vermelhos em santor ; e por differença uma brica de oiro com uma 
contrabanda azul. Timbre : o dos Pereiras, uma cruz vermelha florida, entre duas azas de oiro 
abertas. 

COROA : A de Barío. 

CREAÇÃO DU TITULO : Barão por decreto de 2^ de Agosto de 1873. 




JABOATÀO. (Barão de) Umbellino de Paula de Souza Leão. 
Natural da Província de Pernambuco. 



326 



Filho ào Commendador António de Paula de <í. , 

Pereira da S,,va, p.es da pri. ^ elon ^^2" ^^ ""'^ "^ -"-^^ 

Era ,rn,.o do Bar.o d. Sou. Lao e da" scondr 1 c 

Foi Juiz de Pa7 , P, ., ^condessa de Campo Alegre. 

Era Senhor dos Engenhos de Mt^TeBl! ?" "' ^"^^"^ N-'™^'- 
de Pernambuco. "'^ ' ^^ Jardim, no Cabo, na Provinda 

BRAZÃO de armas ■ Esc d 

COROA : A de Barão. ^' ^''*°"° '^^ Nobreza, Liv. VI. fls. 68), 

CREAÇÃO DO TITULO • R»rí^ 

ULO. Barão por decreto de .9 de Março de ,87,. 




J ^^^re^^,9^::" '"'° ^ ^^^- -- g-ndeza de) Bento Lúcio Machado 
^ cia Conceição Nogueira. "^' ' ^^ ^"^ "^"'her D. Anna Maria 



Era senhor de avultada fortuna e avultado foi o numero de suas obras de 
caridade. 

Era Grande do Império, Official da Imperial Guarda de Honra, Commen- 
dador da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira, em campo de prata, uma mangueira de 
sinople, e nella sabiás de preto ; no segunda em campo vermelho um machado de prata com o cabo 
de oiro posto em pala. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 6 de Desembro de 1849. Barão com grandeza por decreto 
de 2 de Desembro de 1853. 




JACAREHY. (2.» Barão de) Licinio Lopes Chaves. 
Filbo dos primeiros Barões de Santa Branca. 
Era irmão do 2.» Barão de Santa Branca. 
Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de ao de Agosto de 1889. 




JACAREPAGUÁ. (i .• Barão do Paty do Alferes com grandeza, Visconde 
de Lorena e marquez de) Francisco Maria Cordilho Velloso de Barbuda. 
Nasceu em Portugal. 
Falleceu em 2 de Maio de 18^6. 

Filbo do Doutor José Júlio Henriques Gordilho Cabral, Desembargador da 
Relação da Bahia, e Ouvidor Geral do Serro do Trio, e de sua mulher 
D. Maria Barbara Benedicta Cabral de Barbuda. 



328 



"^"^ r.?n, "'?""" ''"''""™ "' '''™ ' ^"^' °^">' honorária de 
e lalleceu no R,o de Janeiro, e era f,lha de João Francisco da Silva e 
Souza. Senhor da auinta da Matta da Paciência, no Rto de lanei o e 
de sua mulher D. Marianna Eugenia Carneiro da Costa, que e" filha 
de Braz Carneiro Leão e de sua mulher a Baroneza de Sâo S vado 
de Campos de Goytacazes, ^ajvaaor 

Foi nomeado Senador pela Provinda de Goyaz em ,826 era Official 
General do Exercito, Reposteiro-Mór, Gen.il-Home,; da Camará do " Impe a 
holr^ca? '^™""™ "' ^'- '^-' ^ -«--''O com diversls orZ 

~.. ..»).. „„.... . j„::, ;;• ; ;;•:: ii^iãrr''- -r ""•'" " "•'■ 

Vellosos. - o açor das armas ,rn,,H ^ vermelho, cada três em faxa. Timbre : o dos 

passadoaiodeC e T: %r :c;t"°'rM : '""''' "' """^^ '' '' '^-'°- (B-^° 

COROA : A de Mar.ue. '' ^'^ '^ '°'''"^' ^'^^ ^"'' "^^ ^=>- 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão com grandeza do Patv do AU 

.8.5. Viscor,de com grandeza de Lorena p r dec^tl^de » de L'"' /''l f '^ '' °"'"'^° ^' 
paguá por decreto de ,7 de Outubro de ,U ^"""'° "' "'^- ''"'^"" ^^ ^"re- 




[ ACEGUAY. (Barão de) Arthur Silveira da Motta 
J Nasceu na Provincia de S. Paulo, em 22 de Agosto de .844 

Matriculou-se na Academia de Marinha em 18.8 Cnn^r. r 

rr:ct:~» -= - — - s^Ter^^rt 

re.o;;Vtlr:: j^r^^^^^^^^^ e Guerra, pelos hrilhantes 

Cens mittri„?pSrdo A ° ^"; tt '""'''' "- "'^^-^ -™^™ "o 

e exerceu .numelrrast: mSe^m^t ' "''^'°^ " ^^'* ''-^'' 




329 



Era Membro da Academia Nacional de Lettras e do Conselho de S. Mages- 
tade. Reformou-se no posto de Almirante. 

Era Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, e da Rosa, Commendador 
da Imperial Ordem de São Bento de Aviz, e da de Christo, Grã-Cruz da Rea' 
Ordem de S. Bento de Aviz, de Portugal, e tinha as medalhas de campanha de 
Uruguyana, Paysandú, Passagem do Humaytá, e a Geral da Campanha do Para- 
guay, a de oiro do Mérito, Philantropia e Generosidade, de Portugal, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Agosto de 1884. 




JACOTINGA. (Barão de) D." Manuel Bernardes Pereira da Veiga. 
Nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de Novembro de 1766. 
Falleceu em 13 de Desembro de 1837. 
Filho do I ." Chirurgião da Armada Félix Bernardes Pereira da Veiga, e de sua 

mulher D. Izabel Joaquina Rosa. 
Casou com D. Mathilde Carolina Velho da Veiga. 

Bacharel em philosophia e doutor em Medicina pela Universidade de 
Coimbra. 

Foi medico da Real Camará e Physico Mór da Casa da Rainha D. Maria 1, 
do Conselho d'El-Rei D. João VI, Commendador da R. Ordem de Christo 
de Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Agosto de 1830. 




JACUHY. (Barão de) Francisco Pedro de Abreu. 
Natural do Rio Grande do Sul. 

Tenente-Coronel honorário do Exercito, prestou relevantes serviços ao 
Estado. 

Era Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, Commandador da Imperial 
Ordem da Rosa, e tinha a medalha da Campanha do Uruguay, de oiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Março de 1845. 



230 




FhXPERTQ.CREnÍTF 



I ^£^'^^' ^^'''° '''^ ^"*' ^''"'^'^'^^ ^^°"f^'ves Junqueira 
J ^'^^^^^^^ em 2 de Setembro de 1860 
C...« com D. Mari. do Patrocínio de Almeida Junqueira 

Era proprietário e fazendeiro na Provincia da Bahia ' 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

Liv, VI, fls. 4,). ■" ^^° '^^ '*^°- '^'«- "° Cartório da Nobreza, 

CORÔA : A de Barão. 
CREAÇÃO DO TITULO : Barlo por decreto de ,4 de Março de ,86o. 




I ^^}!;^^^' ^^'''° '^'^ ^^ ^"'°"'° ^'"'^«''•o Ulhôa Cintra 
J Falleceu em 14 de Agosto de 1895. 

Doutor en medicina 
bléa Gera'"''"^^ '' '"^'"^'^ '' ' ^-'° - '««9 e Deputado . Assem- 

CREAÇÃO DO TITULO : Barío por decreto de .o de Jonho de .888. 



211 




J AGUARÃO. (Barão de) José António da Silva Guimarães. 
Nasceu na Chácara do Christal, cidade de Porto-Allegre em 1817. 
Falleceu no Rio de Janeiro a 28 de Julho de 1880. 

Filho de António José da Silva Guimarães, Cavalleiro da Ordem de Christo, 
Coronel de Milicias, e de sua mulher D. Rafaela de Oliveira Pinto Ban- 
deira, descendente do celebre Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira. 
Casou com D. Josephina Angélica de Ourique Jacques, filha de António 
Cândido Jacques, estancieiro em Rio-Pardo, e de sua mulher D. Maria 
Josephina Mendes Ourique. 

Sentou praça como i.° Cadete em 1836, sob as ordens de seu tio o 
Marechal Sebastião Barreto Pereira Pinto, chegando ao posto de Tenente- 
General em 1878. Foi Commandante da Divisão de occupação do Paraguay 
de 1871 a 1875, assumindo depois o commando das armas da província do 
Rio Grande do Sul. 

Sua carreira foi quasi toda feita no campo de batalha durante as campanas 
da Argentina, Uruguay e Paraguay. 

Era Conselheiro de Guerra, Grã Cruz da Ordem de Aviz, Dignitário da 
Imperial Ordem do Cruzeito, Grande Dignitário da Rosa, e Commendador da 
de Christo. 

Recebeu a medalha do Mérito e Bravura Militar, assim como as medalhas 
commemorativas da batalha de Monte-Caseros, e das campanhas do Uruguay 
e Paraguay. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala ; na primeira, as armas dos Silvas, — leio rompente de 
purpura, armado de azut em campo de prata ; na segunda, as dos Guimarães, — escudo partido em 
três palas ; a primeira e terceira fretadas de coticas pretas em campo de prata, e na segunda de 



232 



-rt' 



vermelho um leão de prata armade de preto- 

d« OTO e a folha de prata, a qual cT "'"" "P^''=' "=> «arr. direi.. 

" "* julho de 187a. 



^AGUARARY f, o o - "^"^^ 



'"ipenal Ordem do Cruzeiro orr , . "" ''^ ^- ^^ntode Aviz cZn ^l 
dador da Real Ordene s '^''''^' ^^^^-^ da R^^^^^^^^ 

::^;;-Ceo,rapH:t L^e de .,.,. Hra .em^^t;^ 

CREAÇAO DO TITULO b - 

" ULO . Barão por decreto de 2 de D«. u 

ae Desembro de 1854 



A^^íí^w na cidade de A Nogueira 

-- no .0 , .n:rj;-tr;\?^--° - -o. 



>*«hlv, NobillTchic» Br..i,„„ 



»3} 



Filho do Capitão João Nogueira dos Santos e de sua mulher D. Joanna Maria 

da Conceição. 
Casou com D. Clodes Santiago de Alencar Jaguaribe, que falleceu em 6 de 

Janeiro de i8^i, e era filha de Leonel Pereira de Alencar e de sua mulher 

D. Maria Xavier de Carvalho de Alencar. 

Bacharel formado em direito pela Academia de Olinda, em 184c,. Ainda 
como estudante do 2." anno de direito, tomou assento como Deputado á 
Assembléa Provincial do Ceará. Na magistratura, foi Juiz de direito em varias 
Comarcas do Ceará, Juiz dos Feitos da Corte, Desembargador da Relação do 
Recife, e do Rio de Janeiro. 

Representou sua Provincia na 9." legislatura de i8s3 a 1856, na 10.» de 
1857 a 1860, na 1 1 .^^ de 1861 a 1864, na 12.* de 1864 a 1866, e na 14.» de 1869 
a 1872. 

Em 1870 foi nomeado Senador pelo Ceará. Foi Ministro da Guerra 
no 2^." Gabinete, de 1871. Era Grande do Império, do Conselho de S. Mages- 
tade o Imperador, condecorado com a medalha da Campanha do Paraguay, 
onde estivera em Missão Diplomática. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de i i de Julho de 1888. 




JAGUARIPE. (1." Barão de) Francisco Elesbão Pires de Carvalho 
Albuquerque. 
Fallecfu na Bahia em 4 de Agosto de 1856. 

Fez parte da Junta Provisória Governativa da Provincia da Bahia em 1822 
e 1823 como Presidente da mesma. 

Era Commendador da Imperial Ordem do Cruzeiro e da Imperial Ordem 
de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i de Desembro de 1824. 




JAGUARIPE. (2.» Barão de) Francisco Elesbão Pires de Carvalho e 
Albuquerque. 
Falleceu em i6 de Agosto de 1884. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de i de Decembro de 1854. 



234 



*. jfi^j^i/^^át^ 



^M^ 




j Tut"".!: "' '"'° ' '''"-"' "^ «™^- ^e) Dclngos de Castro 

CREAçÃo DOS títulos • r - "-'Wuera. 




j'Sl'erI„.l':rs„í,: ,\- f '- ^ - Visconde co. g™de. de) 

-pSs?oS:re:,:rd:;::Lr'- ™--. - "-=„. 

em 1848. ^^' '^^ 'Pernambuco em .850 e de Minas Geraes 

Província do Piauhy na 6 ■ le js,a !?, h t ' "'" °'P"'"'° ^eral pela 

nomeado em ,853, e Presidente do Senado !'\^'""'°' P^^ «i"»^ Geraes, 
Santa Qsa da Misericórdia, sócio do^n",utoH7,o ' "". "" '''°'''°' "' 
)e.ro, do Conseliio de S. IVIagestade Von T ,, '° ' Geographico Brasi- 
do Império, Grâ-Cruz das 1 f Orden^d c "T f '^* '" '«">■ «-"«' 
CREAÇÃO DOS TiTUí o. . "'""ns de Christo e da Rosa. 



j 




'"~°^Z2tí-Z^-"--- 



3JJ 



EraCommendador da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de ao de Agosto de 1 889. 




JAPARATUBA. (Barão de) Gonçalo Faro de Rolemberg. 
Falleceu na Provinda do Sergipe, em 6 de Outubro de 1879, com 66 annos 
de idade. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel em campo de oiro, um cannavial ; no 
segundo de azul, um castello de prata ; no terceiro de goles, um leão de oiro, rompente; no quarto 
em campo de prata, um indio ao natural, tendo na mão direita um ramo de cafeeiro e na esquerda 
seu arco e flechas. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Março de 1860. 




JAPURÁ. (Barão de) Miguei Maria Lisboa. 
Nasceu no Rio de Janeiro, em 22 de Maio de 1809. 



1 



ajó 



* - 



f • 



^.//.... em Lisboa, em .8 de Abril de ,88, 

era irmao do Marquez de Tamandart 

Cmou com D. Maria tabei de Andrade I í<hí 

momentosdeS.M.almperaWz nfLn r.'"" "'''^'i" ''"^ ""taos 
Joao de Andrade Pinto e d ' I h n m ""^ ' """" "" ^on^lheiro 
que eram Paes da Marq^l ^ArX ™ ^"' '^ ^''"^'^ P-™' 

u.?r:n,ior:\rarr;errd:~ " '^^^^ - -- - 

diversas e longínquas terras '° '"""^ '° ^""f° da pátria em 

enn ^Z^t^^^^" ^«""'""-■'' ' Ministro Plenipotenciário em Lisboa 

Edimt::re:asrd:t'ras;oc;:r'" ^r- "^'^ ^"'-«e «e 

Do Conselho de S. Mag^ ade ; X d^TM " t ''""""^■ 
Dignitário da 1. Ordem d? Ro«, cT ! " '""Pe^Wz. era Grande 

Gra-Cruz das Ordens de vL Viçosa de Porfr '^ '' "^^^ "' ^bristo 
da Casa Ducal de Saxe. etc. "'"«"' ' "' ^bristo, da Ernestina 

BRAZÃO DE AR MAC c j 

entre quatro flores de li. de oiro ; no terceiro as a '. ."' ~ "' '"' "•" "^^ «P^ «« prat" 

palas, na pri.eira as ar.as dos dragão, - de ,7" "k "' " ""^ ''^"''<' "-'■^■^0 en. 
o escudo esquartelado dos Silvas; em c.po de n^ '""'""''"'«' —1"- outrasl 

: ^°"r^"°^' '-' '• '- "'""^ '^« P"ren eZetdoT '''" '' ""'""" "-''° '^ -"'. - ó 
no quarto quartel, as armas dos Paes - em camooT ^ °"° ' ""^"''°' "' '^^^^ P=í^' «"> P»!» ' 
^e azul e verme.ho. T,m.. : ,„, Oliveiras a asp de' 1' "7 """^^^ '"^ ''" P^'« --<í"eLt; 
d.fferença um castello de prata em campo azuTfir ' ' '* "'^ "' °''° "as armas e por 

Cartório da Nobreza, Liv. V,. fls. ,). ' "'^ ^'""° P^"^''» - - <^' Agosto do ,848. Re^ Z 



COROA A de Barão. 
CREAÇÃO DO TITULO : Bário 



pordecretode.7dejulhodei87,. 




j ^Z;j'e;'Cf;''7"™ ''"''"° ^= Q"-- Telles. 

-««< na cldadfdTs^^.r::;-/-"'^ ^^^ .o de ,„„. de ,S„. 




»}7 



Filho do Sargento-Mór António de Queiroz Telles, Barão de Jundiahy, e de 
sua mulher a Baroneza D. Anna Leduina de Moraes Jordão. 

Era irmão do Conde da Parahyba, e da 2.* Baroneza de Jundiahy. 

Casou com D. Maria Januaria de Moraes Queiroz, em 1839, que era sua tia 
materna, filha do Sargento-Mór Joaquim José de Moraes e de sua mulher 
D. Escholastica Jacintha Rodrigues Jordão. 

Agricultor em S. Paulo,, presidiu a Gamara Municipal, varias vezes, foi 
Juiz de Paz e Deputado Provincial em duas legislaturas. Era Tenente-Coronel 
Commandante Superior da Guarda Nacional, e Gavalleiro da Imperial Ordem 
de Ghristo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Maio de 1887. 



J 




APY. (2." Barão de) José de Lacerda Guimarães. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Maio de 1887. 




,l>«, |>lt; MX' 



íx, ?'/ lí.r, 






JARAGUA. (Barão de) José António de Mendonça. 
Nasceu no Algarve, Portugal, em 21 de Julho de 1800. 
Falleceu em Portugal, a 17 de Fevereiro de 1870. 

Filho de José António de Mendonça e de sua mulher D. Barbara Francisca 
Xavier de Mattos Moreira, que era filha do Major Jacintho Paes de Mattos 
Moreira. 



238 



Era Commendador da I. Ordem da R.c . 
B^AZAo OH ARMAS : Escu.o ...a....,, „ ' ' '' ^^ ^'^'•'^t^' ^c Portugal 

campo de oim ,. ,. ■ "^ verme ha cotícaHa H. ""nças, — o escudo 

> •• do. M„„ „, /•'"' "' °"° ""• lo» I.Õ., a. „;,„„ 1 7'"» "'" ""' l~to-.. v„d,. 



J 



' ULU . Barão por derr^fn ^ ^ 

Pf decreto de ,5 de Outubro de ,888. 




Ives 



«* do Capino Faus,; o'Go7çat?c " "'^ 

Joaquina Gonçalves Cam^^s " ^'""°' ' "' ^^ -"'"a D. fosepha 



239 



J 




AURU. (Barão de) César Sauvan Vianna de Lima 
msceu em 1824 na cidade de São Paulo. 

dente em iS^,. » v -?" ^-"^'ai cm duas lefifislátiir-^, . , X4- • * d • 
"tiiic, cm i8b4 e i . , ^ ,os Ayres,loi elevado a Ministro Resi- 

Berlim í.rn o<c T'^*^ uuarda N" -^ 

""" em laby. 4 Enviado extraordinário e Ministro Plenipotenciário para 

Era Grande D. 
Ordem de Christo cgnitario da imperial Ordem da Rosa, Grã-Cruz da Real 
da Saxonia, do Leãde Portugal, de Alberto o Valoroso, da Ordem Ernestina 
Official da Ordem è) de Baden, do Falcão Branco de Saxe Weimar, Grande 
Ordem de Wurtembeie S. Maurício e S. Lazaro, da Itália, Commendador da 
cREAÇÃo DO TITULO : Baf g' ^ ^^ Imperial Ordem de Medjidié, da Turquia. 

[rão por decreto de 1 1 de janeiro de 1873. 




JaVARY. (,.oe; 

J Nasceu no Rio cíiiarão de) João Alves Loureiro. 
Falleceu em 28 de FeVe Janeiro em 1812. 

Era Bacharel em d '^''^'''^ '^^ '^^^' ^^ '^°'^^' 
rador Fiscal da Thesou. ireito pela Faculdade de S. Paulo, em 1834, foi Procu- 
diplomatica, chegando raria do Rio de Janeiro e depois entrou para a carreira 
DoConselhodeS. ] á Ministro Plenipotenciário, posto em que falleceu. 
Ofificial da Imperial Orde Magestade, era Cavalleiroda Imperial Ordem de Christo, 
da Baviera, e da do Leão m da Rosa, Commendador da Ordem de S. Miguel, 
da Coroa da Itália. Era de Zaehringen, de i.» classa, de Baden, e Grã-Cruz 
Brasileiro e distincto music membro do Instituto Histórico e Geographico 

'•HS^iQ^DO TITULO : Barão por >. '^ ^ COmpOSitOr. 

p__^decreto de 14 de Julho de 1871. 

*ugal, a •• 



340 



*--, 




Í ^Inr^' t\^"''' ''^ J°^^^ J^^^ Dodsworth 
J Do Conselho de S. Magestade. 

CREAÇÃOOOT,TULO:B,.opo.aec..ode3deAgos.o.e 




Ca»„ CO. D. Mar,a Caro,™ Duane Ferreira Ferro, Lura, da Província de 

LKhAÇAO DOS TÍTULOS • Rors j 

"e .4 de Março de ,86o '" '""*° ""^ " '^'^ '''' '^ '«59- Ba:.o co. g.ndeza por decreto 



J 




^S^aVh'"'° ''^ '^''^ '^ ^^"- ^^'^"-•- 
^alleceu na Bahia em 22 de Novembro de .860 

Commendador da Imperial Ordem de Christo. ' 



CREAÇÃO DO TITULO • r,,- 

'ITULO . Barão por decreto de ,4 de Março de ,86o. 




I ^^'h^^; ^^""'^ ^'^ ^''"'^''^ de Assis Valle 

J Ftlbo do Capitão Francisco de Assi. v.i. ^ 

de Assis Valle. '" ^"" ' ^" ^"^ ^^^ mulher D. Libania 

Casou com sua prima D. Gertrudes Tniih. • r^ 

de Ignacio Nogueira ef,ha 1 Á"T f^"'" '' ^^"^^^g°- --^ 
D. Gertrudes Mearia de Camargo " ''°''' ' '' "^ ""''" 



Archivo Nobili.rchico Bia.il, 



iro 31 



241 



Proprietário e capitalista, era Coronel Commandante Superior da Guarda 
Nacional da Comarca de Bragança, na Província de S. Paulo. 

CREAÇÃO E)0 TITULO : Barão por decreto de 3 de Novembro de 1888. 



J 




EQLJITAHY. (Barão de) Cypriano de Medeiros Lima. 
Tenente-Coronel du Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de 1889. 




JEQUITINHONA. (Visconde com grandeza de) Francisco Gé Acabaya 
de Montezuma. 
Chamou-se, até a epocha da Independência, Francisco Gomes Brandão 

Montezuma. 
Nasceu na Bahia em 23 de Março de 1794. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 15 de Fevereiro de 1870. 
Filho de Manuel Gomes Brandão Montezuma e de sua mulher D. Narcisa 

Theresa de Jesus Barreto. 
Casou com D. Marianna Angélica de Toledo Marcondes de Montezuma, filha 

de António Marcondes de Oliveira e de sua mulher D. Maria Francisca 

Teixeira Casado. 

Bacharel formado pela Universidade de Coimbra, em 1822 ; foi membro 
do Governo provisório da Bahia, na revolução. Tomou assento na Assembléa 



242 



Constituinte de ,8.,, pela Bahia ; e representou esta Provincia na 4.- legislatura 
de iSjS a 1841, ,i a tendo representado na 2 • de ,s,„ c„' m- . 

em .issão na Inglaterra ; dedicando-se depois â iT.T ''^"'P°^^"^--' 

Era Senador pela Bahia em 185 ., Consellieiro de Estado em ,8.n fnnH.H 
e Presidente Honorário do Instituto da Ordem dos aZIÍZ l^ l 
dos 27 sócios fundadores do Instituto Historko e r. ^ u ^r^súenos, um 

da Cachoeira, o que recusou. f <"'' '^- P<^'iro I, o t.tulo de Barão 




j'To'í!'e'il<^'^-"^= "" -"^-^ ^^> ^™-- cordeiro da Silva 

'T.rrprrde:;r"'' ^""" "^' " '- "'-- -"'■^' 

F^/te.« no Rio de Janeiro, em 8 de Maio de ,8.6 

tilbo de António de Souza Mello e a !„;,>. . l' ^ 

cadaval e Painho, e de st l^^ 'Crt^ralI^Vr;^-, 
nobre familia dos morgados de Sanguinhal ' ''" 

C«o« em ,806 com D. Sophia Albertina, em , «núpcias ■ filha do n r r„ ,■ 
aueen^e em segundas núpcias com D. Maria C^did! Barreto °""° 

para 'rZlT^Z^l Z^^T T' """''^ " "'''"■ -'- 

engenheiros, e em . 809 ch«ou aó R ó h' , ™ "°'' ^'" " ™'"P° ''' 

PrornoJido a Capitão em ,8m T """"': ' """" * «^'^" -^'"í™' 

Marechal de Campo lec^orrH t""'° ""'' "' escola Militar, 

.ue toi o rundaTr; P^r^ad" of .t^lhts ^ Corr'''j"'' " 

dt!;o?:rdi2 :i:'.:r;. - --• -oí-z air ^ot 

Eradorn^iK ^ / ™"^'"'™''í''""'í»'-™- 

-4,'Gra:de'rr;er : ea!,r°de'Tr°'; '°'"''""' '' ^^^^ ^ 
P O, veaclor de S. M. a Imperatriz, Grande Dignitário 



243 



da I. Ordem da Rosa (1841), Official da 1. Ordem do Cruzeiro, Cavalleiro da 
1. Ordem de S. Bento de Aviz. Foi presidente perpetuo da Sociedade Auxilia- 
dora da Industria, primeiro Presidente, e um dos fundadores do Instituto 
Histórico e Geographico Brasileiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1854. 




JOATINGA. (Barão de) Pedro Ramos Nogueira. 
Nasceu a 23 de Novembro de 1823, na fazenda Loanda, em Bananal, Pro- 
víncia de S. Paulo. 

Falleceu em 7 de Janeiro de 1885, nessa Província. 

Filho do Major José Ramos Nogueira, Sargento-Mór da Guarda de Honra 
de D. Pedro I e de sua mulher D. Domiciana de Almeida Nogueira, neto 
paterno de Roque Bicudo Leme e de sua mulher D. Florencia Maria 
Nogueira, e materno de Luiz José de Almeida e de sua mulher D. Anna 
Joaquina Nogueira. 

Casou com sua prima D. Plácida Maria Nogueira de Almeida, em 23 de Junho 
de 1844, filha do Commendador Luciano José de Almeida e de sua 
mulher D. Maria Joaquina de Almeida. 

Cursou o CoUegio D. Pedro II, e a Faculdade de Medicina do Rio de 
Janeiro, sem comtudo concluir estes cursos. Era agricultor e influente politico 
em Bananal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 28 de Março de 1877. 




JUIZ DE FORA. (Barão de) José Ribeiro de Rezende. 
Falleceu em 28 de Janeiro de 1888. 

Era natural da Província de Minas Geraes. 
Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de 15 de Junho de 1S81. 



344 




I M P t. ^^"'° "■=> ^""'^ °'^^ 'í= Araújo. 
J Natural da Provincia de Pernambuco 

fModt André Dias e ™ao da Baroneza de Frecheiras D P ■ 

dos Santos Pontual. rrecneiras, D. Prancisca Dias 

CRSAÇÃO no T,TULO , B.«, p., „„.,„ ,. , ,. „„^„ ^_ ^^^ 




[UNDIAHY. (,.. Barão e Visconde do Rio .e 

J Marquez de) Joaquim José de Azevedo ' """ «"""''^ ' 

Nasceu em Portugal em ,. de Setembro de '.,6, 

de^ai^^^ '""'"'•° '' ^--° ^ ^^ - ™lher D. Maria Josefa 

nteT:e;rr:;°n-;i-- -Hard, em Usb.. em 
Pereira, filha dos Marquezes de Inbambúpe. '"'"""' '' ^"""^ 

e.. .8:tt:i:::'drn,c:r 'i: '^ '"t° '- "°'- "^ <^°-"'° 

de S. M. D. Joao VI. o d tev To senbo h° t ''"' ^"'' *"* "° -'-* 
Santos, a commenda de Chr sto e a da T '" ?""' =■ -^'"'^--Mór de 
(r8..) e Visconde (.8,8) po Po ttt, T ' """■ " '""'"^ "' «arão 
D. João VI á Portugal passou ™f .° ''"'''"''° ""-"Panhar El-Rei 
g I. passou ao serviço de D. Pedro I, que lhe deu a 



245 



Grandeza do Império, o Officio de Porteiro-Mór, e as commendas das Imperiaes 
ordens do Cruzeiro e da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel, em campo de oiro, uma águia de preto 
estendida ; no segundo, em campo azul, cinco estrellas de prata em aspa com uma bordadura de 
vermelho cheia de aspas de oiro, e assim os contrários. Timbre : a águia do escudo com uma estrella 
das armas no peito, e por differença uma brica vermelha, com uma flor de liz. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza do Rio Secco por decreto de i de Desembro de 1822. 
Visconde com grandeza do mesmo titulo por decreto de 1 de Desembro de 1822. Marquez de 
Jundiahy por decreto de 12 de Outubro de 1826. 




JUNDIAHY. (Barão de) António de Queiroz Telles. 
Nasceu em Jundiahy, em i de Fevereiro de 1787. 
Falleceu em Campinas, na Provincia de S. Paulo, em 1 1 de Outubro de 1870. 
Filbo do Guarda- Mór António de Queiroz Telles e de sua mulher D. Anna 

Joaquina da Silva Prado, filha de Martinho da Silva Prado, Capitão-Mór, 

e de sua mulher D. Maria Leme Ferreira. 
Casou com D. Anna Leduina de Moraes Jordão, filha do Sargento-Mór Joaquim 

José de Moraes e de sua mulher D. Escholastica Jacintha Rodrigues 

Jordão, sua sobrinha. 

Eram pães da 2.° Baroneza de Jundiahy, do Conde da Parnahyba e 
do \.° Barão de Japy. 

Lavrador importante, foi Vereador e membro da Assembléa Provincial 
de S. Paulo, e seu Presidente. Juiz Municipal e de Orphãos, Delegado de 
Policia. Teve a honra de hospedar S. M. o Imperador, em 1846, em sua casa 
em Jundiahy. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Agosto de 1870. 




JUNDIAHY. (2.» Baroneza de) Anna Joaquina do Prado Fonseca. 
Filha do Sargento-Mór António de Queiroz Telles, Barão de Jundiahy, e 
da I.* Baroneza D. Anna Leduina de Moraes Jordão, sua sobrinha. 



246 



Brandina dá Silva Prado. "'"■^°' ^^ ^'"^° ^^ ^""^ 

CREAÇÃO DO TITULO : Baroneza por decreto de ; de Maio de .887. 




««. dos M^cuezes de Baependy, e l™.o do .. Conde de Baependy 
Valença. ™"" '=°™-''-«^ Superior da Guarda Nacional, e fazendeiro e. 

Teve assento na Assembléa Provincial do Rin H, i ■ 
Presidente da Q.ata Municipal de Vaien , ™ ^^e r™ '" "'' ' '°' 

Bra veado, de S. M, a l.peratHz e Offlcial da 'l^pelS^Orden, da Rosa 

CKEAÇio M, T,TULO , B.«. p,, d„„,. d„, de M.i, d. .,». 



347 



J 




URUA. (Barão de) Guilherme José Moreira. 
Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Julho de 1889. 



L 




ACERDA PAIM. (Barão de) Honorato António de Lacerda Paim. 

CREAÇAO DO TiTULO : Barão por decreto de 8 de Agosto de 1888. 




LADARIO. (Barão do) José da Costa Azevedo. 
Nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de Janeiro de 1825. 
Falleceti, nessa cidade, em 24 de Setembro de 1904. 

Filho do Coronel de Engenheiros em Mathematicas, José da Costa Azevedo, 
irmão do Religioso Franciscano, Frei José da Costa Azevedo e de sua 
mulher D. Maria Amália de Azevedo. 
Casou com D. Balbina Pinto, natural do Rio Grande do Sul. filha de Francisco 
da Costa Pinto, e de sua mulher D. Anna de Mello, natural do Rio Grande 
do Sul. 

Foi Nomeado Guarda marinha, em 1839, aos 14 annos de idade, indo 
servir na Marinha Norte Americana, onde aperfeiçoou seus conhecimentos. 
Galgou todos os postos até o de Chefe de Esquadra em 1882, e reformou-se 
no de Almirante graduado. 

Exerceu varias commissões importantes, como a de limites com o Peru, 
a de estudos e observações astronómicas para a determinação de limites com 
a Guyanna Francesa, a do Japão e China para desenvolver as relações Commer- 
ciaes entre estes paizes e o Brazil, etc. 

Serviu na Esquadra em operações no Paraguay, sendo promovido por 
distinção e bravura ao posto de Capitão de Mãr e Guerra, em 1869, Senador 
pelo Amazonas, na Republica. 



048 



Poi Ministro da Marinha 

SnriV, ^ , . ""Suay, com passador 

iocio do Instituto Histórico , r- 
'-"alhos importantes sobre hyXog aph?::"'" ''"""■™' '""^^ =te"ns 

creto de ,2 de Agosto de 1885. 




de,a,,'^-="^— Mot.aUi.e.ra,o..,ecidaa.deKovem.o 
- «;f ^nto de Civen:::*:': X;"^' f°' »'^"es em .s^,^ at^t 

er otr B' ""-^^^^^^^^^^ nr"^° -- - 

neste anno promovido a Tenente r^ '^" ^ '^e '«'6 a 18/7 • .enHn 

--.ras Parst:::^'^-^-' '^f . e roi Ministro da Guerra 
Ceari. em ,8.,, e presidiu o Senad" de «7 « ""'""' ^" P™vind „ 
de Aiff ■ r. "'""«o Cavalieiro da Casf,r T '"'"''''"'° "^ Estado 
, ^ Gra-Cruz da I. Ordem de S R^. ,, "^°' ^- P«dro 11 



Archivo NobniTchico Br.., 



ileiro 



349 




LAGES. (2.» Barão com grandeza, Visconde e Conde de) Alexandre 
Vieira de Carvalho. 
Falleceu em 1 1 de Desembro de 1876. 
Filho dos I .<" Marquezes de Lages. 
Casou com D. Maria Eudoxia de Almeida Torres. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa, Grã-Cruz da Real Ordem da 
Conceição de Villa Viçosa, de Portugal, de Izabel a Catholica, de Hespanha, 
de Francisco José, da Áustria, da Imperial e Real Ordem de S. Stanislão, da 
Rússia, e da Coroa de Ferro da Áustria. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 1 8 de Outobro de 1829. Visconde com grandeza po 
decreto de 3 de Fevereiro de 1866. Conde por decreto de 23 de Setembro de 1874. 



tE* 




LAGOA DOURADA. (Barão da) José Martins Pinheiro. 
Nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de Novembro de 1801. 
Falleceu suicidando-se, em 24 de Junho de 1876, atirando-se de uma ponte 

sobre o Rio Parahyba. 
Casou em Campos, Província do Rio de Janeiro, em 1823, com D. Maria 
Gregoria de Miranda, irmã, do Barão de Abbadia. 

Estabeleceu-se em Campos de Goytacazes, onde exerceu diversos cargos 
de eleição popular, e onde era fazendeiro e proprietário. 

Pertencia á Imperial Guarda de Honra de D. Pedro I, e foi Presidente da 
Camará Municipal de Campos. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 9 de Janeiro de 1867. 



L 




AGUNA. (i.o Barão e Visconde com grandeza de) Carlos Frederico 
Lecor. 



350 



fílbo de Lui^ Pedro LecT;? "«"'"^ "= '«í«- 

C-» e. Mo„,evldéo, co. D To^Z:^^, '^"i'"''^ ^"'^ '<™-- 

Sentou praça de cadete n T ' ""'"' '' «^--'^«o- 

-^e.e „„ .„a,ve. e„ Po^u^a,, e foi Governado, de 

para a Inglaterra, após a occupacão Zp "'""' * ^'"ma, emigrou 

^h., para, comandando a 6.X1 .om ""''' ™ ''°^'"«»'. ^ ^ó Z2 
*s Pyreneus e Zugaramundi. * '""'''' ^"'^ "« "atalhas da Victoría 
^ommandou a i » n' • ~ ' 

Sendo Marecha, de ca:pTco°mnfa"do:" " "^""■^ "' -^".lle e Nive 

to!7Xr '""'«^' Con-lu^ra:;: ™:S'''°''°«"8- - -«.rada 

cdade^ :,'' """ ' <<"" P^^ou ao Rio d Pr ! " f ""'^ ""' ^"'""'a- 

Marectr C^rrXr 'r ^-° *-° ^o posto de 
General de Montevideo. ^"P™'"" ^"'""^'O Militar e Go^mador 

Era do Conselho d'EI-Rei n i„- ,„ , 
de Sâo Thiago da Torre e Eslda c° ^T " ''">' G^a-Cruz da Ordem 

CREAÇÃO DOS títulos • R, - 

P- <^ecre.o de , de Abn, Te^r/IT^ '°;'"^"° ^^ ' "^J"^'- ^e ,8.3 Visconde 

'• '"" ^"^ ''°^'"«^'' P- "r.a de 6 de Outublde .Vl '''"'"' 



251 




.4 



LAGUNA. (2.° Barão da) Jesuino Lamego da Costa. 
Nasceu na Provincia de Santa Catharina, em 13 de Setembro de 181 1. 
Falleceu no Rio de Janeiro em i6 de Fevereiro de 1886. 

Almirante Reformado da Armada. 

Deputado Geral na 14.* legislatura de 1869 a 1872 e outras, e Senador 
por sua Provincia, nomeado em 1872. 

Era Conselheiro de Guerra, Veador de S. Magestade a Imperatriz, 
Commendador da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz, Dignitário da Imperial 
Ordem de Rosa, Official da 1. Ordem de Cruzeiro, e da Legião de Honra, da 
França, Commendador da Real Ordem da Conceição de Villa Viçosa, de Portu- 
gal, Grã-Cruz da Imperial e Real Ordem de S. Stanislão, da Rússia, de Carlos III, 
de Hespanha, e do Leão Neerlandez. Tinha as medalhas do combate de Tonelero, 
com passador de oiro, e a Geral da Campanha do Paraguay. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de oiro, um chaveirão de goles, acampanhado á dextra de um esquadro 
de azul, movente de norte de uma bússola do mesmo, á sinistra de um gallo de azul cantante 
cristado e barbado de goles, e na ponta, de uma ancora de sable. Chefe de azul com quatro estrellas 
de prata. Paqjjife : das cores e metaes das armas. (Brazão passado em 25 de Julho de 1871. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 1 16). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 7 de Maio de 1 87 1 . 



L 




AMARE. (Visconde com grandeza de) Joaquim Reymundo de Lamare. 
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 15 de Outubro de 181 1. 



a^a 



t^^lbo de Joaqu.m Raymundo de Lamare Ia. 

rfe Senna de Lamare. ' ' '^^ '"^ "^"'her D. Bernardina 

S.rviu em ,84o na Divisão Nava e™ ó ° ° ™''° ="> '«^9- 

Grande do Sul. Foi encarregado de ledn ""'? "" ''"^'""^ "« «'o 
alguns vapores de guerra, em ,8,7 CoL h "' '^"°P' " '°"^'™cçao de 
nada no Rio da Prata, em ,8„, do Cor" de^ "' """^^ '^^"' ««accio- 

da Provincia de Matto-Gros; em ,Z Me T'? ""'"''^'''°^- ^'«W™'^ 
™sma Provincia na ,,.. legislatura 1,8?^'° ''='^™'"^» ^«1 pela 
Mannha em ,86. Chefe de Is „a a e, fsL' '' "'""'^ "= ^stado^da 
867 nomeado Official General clT h * ™"'° V'«-Aln>irante foi em 
A-azonas. Fe. a campanhado píaZ; f"" T- '^^^^^ "- ''-f»^ "o 
Pará, em ,867, e Commandante das Arma< h '"*"'' "» P™""Cia do 

í^~urr; ::~ ™: p:orcrdS!Grr t 
-s.Ma,estad:rco^,r::'crrí'í^^'"^--''^--oupa 

Membro effecivo do Conselho Naval e Con elh T'"" '' '■ «**"', 

Grã-Cruz da Imperial Ordem de s R , '? "' ^''^^ "f«"™- 
'mpenal Ordem de Christo, dZIIJ, . '""''' «^""""'""ador da 

da taperia, Ordem do Cruzeiro" r "tambor r^'™ "' ^°«' «"''ial 
Chr,sto, de Portugal, da Ordem de s clÍT u'^'"' "' '*='" ^rdem de 
Efnest,na da Casa Ducal da SaL7a „ , *^ "''«™' ""^ R°™, da Ordem 
Rússia, Grande Officia, da Le^^ e Ho rd^"^"^" "^ ^- ^stanislâo d^ 
'"penal e Real Ordem da Coroa de Fero í Z'"'"' ' ^ommendado da 
"e oiro da passagem de Tonele m / ' " '^"''"''- Tinha as medalhas 

Ge^ do Paragufy, com Z^:'^'^^^^'^ «^ H™ayt, e da Cam It 




t-REAÇAO DO TITULO •«,-:= 

TULO.Bar.o por decreto de 8 de Agosto de .88,. 



^5^ 



L 




ARANGEIRAS. (Barão de) Felisberto de Oliveira Freire. 
Natural da Província de Sergipe. 

Tenente-Coronel. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 29 de Fevereiro de 1872. 




LAVRADIO. (Barão com grandeza do) D.' José Pereira Rego. 
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 24 de Agosto de 18 16. 
Falleceu na mesma cidade em 22 de Novembro de 1892. 
Filbo do Capitão Manuel José Pereira Rego e de sua mulher D. Anna Fausta 

de Almeida Rego. 
Casou com D. Maria Rosa Pinheiro Pereira Rego. 

Doutor em medicina pela Academia Medico-Cirurgica do Rio de Janeiro, 
em 1837. Foi o creador da cadeira de Pathologia Geral, nessa Academia. Foi 
membro proeminente da Academia Imperial de Medicina, da qual foi Presidente 
perpetuo. Presidente da Junta Central de Hygiene Publica, em 1864, Inspector 
da Saúde dos Portos, e do Instituto Vaccinico, foi três vezes Vereador da 
Camará Municipal. 

Do Conselho de S. Magestade, era Grande do Império, medico efifectivo 
da Imperial Camará, Commendador da I. Ordem da Rosa, e de Christo, da 
Real Ordem de Villa Viçosa, de Portugal, da Ordem de Francisco José, da 
Áustria, etc. 



254 



Medicas de Usbõa, da Real A I"ad ti '"''í '"**'' *''""* 
Franceza de Hygiene, etc. '"""»' "= ""isbôa, da Sociedade 

BRAZÃO DE ARMAS • Cc j 

rti^mAS . Escudo esquartelaHn • „„ 

ZrT''''''''''^-^^-^"^^:^'' aos Pe.>as, o. „.p. .,.,,,„, 
uma banda de prata ondada d'azul e carregada de J' """ '" '''«°^' "" "-P" verde 
uma serpente de oiro enrolada e. u. calif e o a Td'" °"° ' "° "=^"'^°' ^ "-P" -u ' 
e^ ca.po ve^elho, u. g.obo terrestre c^ p^st ^ ""' "^^° ''^ "^^ ^ "" '.-rto ^uarte,,' 
d escrever e em baixo um livro aberto. ' ""^ "'"P^'^" '""^ ^o centro uma penna 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS títulos • r,,:! 




L^cltlo J'"'° ''') J°^° ^'- "e Gouveia. 

■^^ LKEAÇAO DO TITULO • r, - 

" ' '-''-<-' • Barão por decreto H. ■ , j i 

F uecreto de 12 de Janeiro de 1889. 




L '-'.?.?J C^^^^^^^^^^ Jos. Montei. . Cas.o. 

vincia de Minas GeLs em 3 de a1, ""' «'" '' """^ '"^°' "^ ^- 
/^^//^í^« na sua fazenda d. in.- , '^''5- 

Fevereiro de "sôS ^ ^"*^°' ^"^ ^^°P«'^-- "^ ^ita Província, em .7 de 
/^í/Ão do Capitão Domiciano Ferreira de Sá . r . 

do Carmo Monteiro de Barros • neto n!t ? ''^ '''"^"'^^'' D- Maria 

^ dos Santos, e bisneto do M rechalTe ^ '° ^' ^''""'^''^ Ferreira 

Casou com D. Ciara de Sá e O tro fat;?''° ^^°^^'"^° D'- ^-^ Santos. 

Desembro de 187.. fiiha de seu iio r "^ "^'"'^ ^^^^^^' ^"^ ^4 de 

de Barros, e de su^ ^.u^ D Ig^f ^^^^^^^^^^ José Monteiro 

Como Officia, de Mi.icias em '^ '' ''''''''''^■ 

Guardas Nacionaes no combate de^osé ró '°"^"^'"'^°" ""^^ companhia de 
de Ouro Preto. J°^^ torreia, em ,833, na sedição militar 



255 



^^ 



Exerceu vários cargos de eleição popular e foi Presidente da Camará 
Municipal em 1860. 

Era Commendador da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 6 de Setembro de 1862. 




LEOPOLDINA. (2.° Barão da) José de Rezende Monteiro. 
Nasceu na Província de Minas Geraes. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em lo de Maio de 1888. 

Bacharel em direito pela Faculdade do Recife, em Pernambuco, foi eleito 
Deputado Geral em 1881, pela Província de Minas Geraes, cargo este que 
exerceu até 1887. 

Senador pela Província de Minas Geraes, nomeado em 1887. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1879. 




LESSA. (Barão de) Eloy Bicudo Varella Lessa. 
Natural de S. Paulo. 
Filho dos Barões de Parahybuna, Custodio Gomes Varella Lessa e de sua 
mulher D. Benedicta Bicudo Salgado, filha de Ignacio Bicudo de Siqueira 
e de sua mulher D. Francisco Salgado. 
Casou com D. Antónia Salgado da Silva, sua prima, filha dos Viscondes de 
Palmeira, António Salgado da Silva e da Viscondessa Francisca Salgado 
da Silva. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de jo de Junho de 1887. 




LIMA DUARTE. (Visconde com grandeza de) D."^ José Rodrigues 
de Lima Duarte. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em } de Desembro de 1896, com 70 annos 
de idade. 



256 



'^■- legislaturas, e de , , à 1, /• ' ' '^'"' "' '"" " "'"' "'^ 
pela Província de Minas Geraes em ,88. 'f„'i m f '?"'' '*"""''° Senador 
nete Saraiva, de .8 de iviarço deT88o / " ""'""^ "° ''■' ^^W- 

na Provincia de Minas Geraes, emTso^ Super.ntenden.e Geral da Imigração, 
Era do Conselho de S. Magestade ' 




--em Baepend. . ProvinclaTe It re^e^; d^Sel': - 

Senador Franci To Pa a SouL^rrí; "^ T'- ""' "> ^""-'^-0 

"a iX;"L- "'" "•-- ^^^^^^^^^^^^ """ °- ^-'^ 

Era ,rmao da Marqueza de Valença, e do Barão de Souza aueiroz 

.anres m:t;i';:r;e t:rc'o„r?.^''^' "^ '■ "^"'"^ -"»" '-po^- 

Capital. Foi nomeado em, 850 Pe°l,"'T p'"' ° "--volvimen.o des,a 

'»50, Pres,de„te da Provincia de S. Paulo, cargo 



^rchivo Nobiliârchico Braiil 



Ciro 3j 



^57 



este que recusou. Durante a guerra do Paraguay, equipou e armou seis 
soldados, que ofifereceu ao Governo. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro as armas dos Souzas do Prado, que são 
esquarteladas, tendo no primeiro e quarto as Quinas de Portugal sem a orla dos castellos, e no 
segundo e terceiro, as armas de Leão : em campo de prata um leão rompente de vermelho ; no 
segundo quartel as armas dos Macedos, que são : em campo azul cinco estrellas de oiro de cinco 
pontas, em santor; no terceiro as armas dos Teixeiras, que são : em campo azul uma cruz de oiro 
potentea e vasia do campo ; no quarto quartel as armas dos Queirozes, que são esquarteladas, 
o primeiro de oiro com seis crescentes de lua de vermelho, em duas palas, o segundo de prata com 
um leão de purupura, e assim os contraries. Timbre : o dos Souzas do Prado, um leão rompente de 
oiro e vermelho com uma grinalda florida de verde, e por diffcrença uma brica encarnada com um 
farpão de oiro. (Brazâo passado em 5 de Fevereiro de 1818. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. 1, 
fls. 80). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 de Fevereiro de 1867. 



L 




IMOEIRO. (Barão do) Manuel Barbosa da Silva. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 16 de Desembro de 1882. 




LIVRAMENTO. (Barão e Visconde do) José António de Araújo. 
Falleceu em 6 de Agosto de 1884. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo, Dignitário da Imperial 
Ordem da Rosa, Cavalleiro da Legião de Honra, da França, e Commendador 
da Imperial Ordem de Francisco José, da Áustria. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 14 de Março de 1867. Visconde por decreto de 27 de 
Setembro de 1876. 



L 



m y: 



OPES NETTO. (Barão de) Felippe Lopes Netto. 

Nasceu em Recife, na Província de Pernambuco, em 6 de 
de 1814. 



Junho 



258 



Falleceu em Florença, em 8 de Novembro de ,895 

B L J" ""'^' '*° ' '' '- ■"""■- ^- VeHdiana de Mendon, 

u.f dr:;-/;:-,:irr:e°:t - — -^ 

Tomou parte saliente em rS^s n. , 

Suffocada a r volta, foi LoperNttn e 7^^° ''"''"■ "" P^™™buco. 

Noronha, onde comorto de , akoln ''"'° "'" " '"^^ "' ''""'"''^ 

para o Recife sendo éle,,Õnl°HT' "i""™ ''""°^^'"™^«iado voltou 

-•• legislatura de"86/ ' " """" "'" "°'''"''' ^^ Sergipe na 

Enviado em missão especial em 1866 á r^i- • 
vantagens para o Brasil o tragado de. de Março r,8?8"f'° "™" """ 
■876 Presidente da Exposição de pi„i,h , ,""f° "= '868. Fo] nomeado em 
no Uruguay. e Ameríado Norte '"' ' ''""' '°'' "'"'*<• -'*"'^ 

Chilet™;:,^ ■*rangeir:s'"^T''T' '"""^ '"'"' "^ ""-»- ^^ 
Foi Ministro res dente n!'' ,f''f "'="' «""" ""^ ° P-- 

Era do Conselho dTsC.rDLnr°"T'r" ■*^'- 
Cruzeiro. Commendador da ImpefS Ordem d p ^ '""'""" """^ "" 
a Catholica. de Hespanha cZTr^e^. °''' ^'■^"'^™^ "" "= Isabel 
Suécia, da Coroa de ta ide Sm d^V' *''" '' '"""» ^°'-' ^^ 
CREAÇÃO DO TiruLo • B.„. 7 '""■ "' '-"°P°"'°' ^a Bélgica. 




«ío do Marquez de VaTença '° "' '*''' ""^ '" =>""« "e idade. 

C- com D. aicardina Correia. „,Ha do Major Claudino Manuel Correia. 



m 



Bacharel em direito, foi Juiz e Desembargador honorário. Exerceu os cargos 
de Chefe de Policia em Minas Geraes e S. Paulo, foi Presidente de Matto- 
Grosso, em 1838, e Deputado pela Província de Goyaz, na 7.^ legislatura de 
1848. 

Era Grande do Império, Cavalleiro da 1. Ordem de Christo, Commen- 
dador da 1. Ordem da Rosa, e da Conceição de Villa Viçosa, sócio correspon- 
dente do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo azul, um leão de oiro rompente, tendo na garra sestra uma balança de 
prata; e na destra uma espada do mesmo, acompanhado á direita de um ramo de cafeeiro de oiro 
com fructos de goles, e a esquerda de três besantes de prata em roquete, entre cinco estrellas do 
mesmo postas em aspa. (Brazão passado em 22 de Maio de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 76). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TITUI-OS : Barão por decreto de 7 de Outubro de 1853. Barão com grandeza por decreto 
de 16 de Janeiro de 1867. 



L 




O RENA. (Visconde com grandeza de) Francisco Maria Gordilho Velloso 
de Barbuda. 

(Vide noticia no titulo Marque^ de Jacarépaguá). 



.A- 



M^ 




LORETO. (Barão com grandeza do) Franklin Américo de Menezes 
Dória. 

Nasceu na Fazenda do Loreto na Ilha dos Frades, na Bahia, em 12 de Julho 
de 1836. 

Falleceu no Rio de Janeiro, em 28 de Outubro de 1906. 

Filho de José Ignacio de Menezes Dória, e de sua mulher D. Águeda Clemen- 
tina de Menezes Dória. 

Casou com D. Amanda Paranaguá Dória, Dama ao Serviço Effectivo de 
S. M. a Imperatriz, filha do Conselheiro de Estado João Lustosa da Cunha 
Paranaguá, 2.° Marquez de Paranaguá. 

Era Bacharel em direito pela Faculdade do Recife, em 1856, e foi Juiz de 
Direito e Chefe de Policia na Bahia. Presidiu as Províncias do Maranhão, em 



260 



St- 



Foi cha^do ,res veie^ ao Co s'e hlTd r"-"' "'' ' "''■ 
Guerra e dos Extrangeiros no .S^Ga „ ,e ,e T/o TZ T"""" '' 
}6.- Gabinete (Ouro Preto), de ,889 ' " '"''^"° "° 

poJ^Trc::r!L v ts:r rr t ' v- -'- °^- 

professor do Collegio D Pedro uTu . ?' " ^''^ ^"^P^^'^'' f°' 
Brasileiros, da Associado Proll itranda n '"'° '" ^'^°^^'°^ 
Com^endador da I.peria, Ordem da Rosa G CruzTo h'^' /" '" 
Vermelha da Prússia. <^ra-Cruz da Ordem da Águia 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ,5 de ,unho de ,888. 




J^OURIÇAL (Barão de) Francisco de Assis Monteiro Breves 
A^ Commissano de café no Rio de Janeiro 

CREAÇAO DO TITULO .- Barão por ,7 de Desembro de ,88. 




L ^^Í^.f e^Limo^ ZT''^- ";"''^"^ '-'''' '^ ^--• 

de ,835. °' "' ^""^^'"^'^ ^' Pernambuco, em .7 de IVlaio 

Falleceu no Rio de Janeiro, em ,0 de Desembro de ,9,3 

Fnbo do Corone Henrique Perpfrt, h« i . ^^' 

Barbosa da Silva. ' '"""' ' '^ ^"^ '^"'her D. Antónia 

Casou em Pernambuco em 2 ç He Ahr.i ^ o^ 

Campello, Hiha de JoTé a rnefro r ?' "" °- ^'" '"P"'' '^»™''™ 
Xavier Campello ^™'""° ' "' ^"^ "'""•" D. Arcelina 

cCrpirrr; c:: jt --- - =- ^ 

Tribunal Federal, aposemada * °"""'° = '''™^'™ "» S"Premo 




261 



Foi Deputado Provincial e Presidente das Provincias do Rio Grande do 
Norte, de Pernambuco, em 1872 e em 1890, da Bahia e do Rio Grande 
do Sul. Deputado Geral pela Província de Pernambuco na 20.=' legislatura de 
1886 a 1889, foi Ministro da pasta da Agricultura e da Fazenda, na Republica. 
Foi o fundador do Hospital D. Pedro II, da Colónia Izabel e do Hospício da 
Tamarineira, durante o seu Governo em Pernambuco. 

Era Grande do Império, Official da Imperial Ordem da Rosa e da de 
Christo, e da Legião de Honra, da França. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 6 de Maio de 1888. 




MACABUS. (Barão de) António Machado Botelho Sobrinho. 
Natural de S. Maria Magdalena. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de oiro, uma banda de azul carregada de três besantes de prata, entre 
um castello de goles á destra e uma cruz de goles, chã e vasia do campo á sinistra. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Desembro de 1 88 1 . 



262 




/='^//í'ímem25deAbrildei85o 

:;:;;;; r^^^^"^^ "^ "■•^° - "-- p^-- è: sr^::;:;^''^-- -^-e..e,ho, ..cinco 

estrella de prata. (Brazào passado e. 8 de Janeiro delsní '' "" "'" ^^"' "^ "- 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TlTI/inç • d - 




MV.,lt;::''°"''' "^ «™<'- ^=) >o^^ canos Pereira de 
A^asíTí-w na Bahia em .799 

Falleceu no Rio de Janeiro, em .5 de Abril de ,8.r 
C-.« com D. Maria Eudoxia de Almeida Torre^^ 

y^^'^^^^!:;.^:^:^ ^^^^^"^° ^ Desembargador, 

de S. Paulo duas vezes, em stZ^T"' ^^^^'^^"t^ da Provinda 

'8^7 e ,842. e a do Rio Grande do Sul, em 



26^ 



1831 ; foi Senador pela Bahia, em 1843, Ministro do Império no 4.° Gabinete 
de 1844, do Império e da Justiça interinamente no 5.° Gabinete de 1845, ^ 
no 8." de 1848, por elle organisado. 

Era Grande do Império, Gentil-Homem da Imperial Camera, do Conselho 
de S. Magestade, Conselheiro de Estado, em 1842, membro do Instituto 
Histórico e Geographico Brasileiro, Commendador da Imperial Ordem de 
Christo, etc. 

CREAÇÃO DOS títulos : Visconde por decreto de 1 8 de Desembro de 1829. Visconde com grandeza por 
decreto de 7 de Setembro de 1847. 




MACAHUBAS. (Barão com grandeza de) Dj Abilio César Borges. 
Nasceu no Rio das Contas, Provinda da Bahia, em 9 de Setembro 
de 1824. 
Falleceu em 16 de Fevereiro de 1891, no Rio de Janeiro. 
Filho de Miguel Borges de Carvalho, e de sua mulher D. Mafalda Maria 
da Paixão. 

Doutor em medicina, pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1847, foi 
Director Geral da Instrucção Publica, fundador do Gymnasio Bahiano, em 
1858, e do Collegio Abilio, no Rio de Janeiro, era um notável educador. 
Foi i.° Secretario da Academia Philomatica, Director Geral dos Estudos na 
Bahia, em 1856, sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, e de 
muitas associações scientificas e litterarias da Europa ; Commendador da 
Imperial Ordem da Rosa, da de Christo, e da de S. Gregório o Magno. Era 
Grande do Império. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 30 de Julho de 1881. Barão com grandeza por decreto 
de 3 de Junho de 1882. 



264 




MACEIÓ, (i." Visconde com grandeza e Marquez de) D. Francisco 
AfiFonso Maurício de Souza Coutinho. 

Nasceu em Turim, em 2 de Fevereiro de 1796. 

Falleceu em Paris, em 14 de Agosto de 1834. 

Filho de D. Rodrigo Domingos de Souza Coutinho Teixeira de Andrada 
Barbosa, i ." Conde de Linhares, e Senhor de Payalvo, que nasceu em 
Chaves, em Portugal em 4 de Agosto de 1755, e falleceu no Rio de 
Janeiro, em 26 de Janeiro de 1812, e de sua mulher D. Gabriela Maria 
Ignacia Azinari de S. Marsan, Dama de Varias Ordens, que falleceu no 
Rio ne Janeiro a 24 de Janeiro de 1821, tendo nascido em Turim, 
a 31 de Julho de 1770, e era filha dos Marquezes de Caraglio e de 
S. Marsan. 

Casou com D. Guilhermina Adelaide Carneiro Leão, no Rio de Janeiro, em 
1824, que nascera em Lisboa a 2 de Janeiro de 1803 e falleceu nessa 
cidade em 18 de Agosto de 1856, era Dama de S. M. a i." Imperatriz e 
filha dos Condes de Villa Nova S. José. 

Foi Official da marinha Portugueza, e adherindo á Independência, foi 
promovido á Capitão de Fragata, em 1824, passando para o Estado Maior do 
Exercito com o posto de Tenente-Coronel. 

Ministro da pasta da Marinha, no 6." Gabinete de 1827, e Ministro 
plenipotenciário e Enviado Extraordinário á Corte de Vienna, em 1828, tendo 
acompanhado a i.* Imperatriz ao Rio de Janeiro. Era Veador de S. Magestade 
em 1818, Grande do Império, Gentil-Homem da Imperial Camará, Cavalleiro 
da L Ordem de Malta, Cavalleiro da 1. Ordem do Cruzeiro, Commendador 



Archtvo Nobjliarchieo Bratiltíro 34 



a65 



da I. Ordem de Christo, de Izabel a Catholica de Hespanha, e Cavalleiro 
da Ordem da Torre e Espada de Portugal. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro as armas dos Souza Chichorro que são, as do 
Reino, com un filete preto em contrabanda que não chegue á orla e passe por baixo do escudinho 
do meio ; no segundo as armas dos Coutinho, em campo de oiro, cinco estrellas de vermelho com 
cinco pontas ; e assim os alternos. 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : i." Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824. Marquez 
por decreto de 12 de Outubro de 1836. 




MACEIÓ. (Barão de) D."" António Teixeira da Rocha. 
Nasceu em Alagoas, antiga capital dessa Província. 
Falleceu no Paço Imperial de S. Christovam, quando em serviço, em 29 de 

Julho de 1886. 
Filbo de Manuel Casemiro da Rocha, e de sua mulher D. Joanna Maria 
Conceição Rocha. 

Formou-se em medicina, pela Faculdade de medicina da Bahia, em 1846, 
sendo lente cathedratico de histologia, na Faculdade do Rio de Janeiro. Era 
medico da Santa Casa de Misericórdia, e da Imperial Camará. Deputado por 
Alagoas na 15.* legislatura de 1872-1875, do Conselho de S. Magestade, 
Commendador da R. Ordem de Christo de Portugal, e Cavalleiro da I. Ordem 
da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 29 de Julho de 1877. 




MACIEL. (Barão de) Justo Domingues Maciel. 
Nasceu na cidade de Baependy, na Província de Minas Geraes, em 
1837. 
Falleceu em 1900, na Província de S. Paulo. 
Filho de Manuel Domingues Maciel. 
Casou com D. Luiza Ribeiro, em Baependy. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i o de Agosto de 1889. 



266 




MAGÉ. (Visconde com grandeza de) José Joaquim de Lima e Silva 
Nasceu em 26 de Julho de 1788. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 24 de Agosto de 1855 

F./^o do Marechal de Campo José Joaquim de Lima e Silva, e de sua mulher 
D. Joanna Mana da Fonseca Costa. 

de Su'ruhr '° """'"' '' ""'"'' ' '° '^°"'' '' ''°""''"'' ' '^"^''° '° ^^^^° 
Sentou praça de cadete, com três annos de idade, no i.» regimento de 
infantena do R,o de Janeiro, em 6 de Outubro de .790 

Honra"emTJ'?"'''J '" '""'°"' ^°""^"'°" ' '"^P^'^' Guarda de 
dasTrmaTda Cô^"^^ ^^"^ "' ^^^^ ^ '^^'^' ^"^ '^-' ^^ '^-^^ 

Foi Deputado á Assembléa Geral, pela Província do Piauhy em varias 
legislaturas, e Presidente do Supremo Tribunal Militar 

Era Ajudante de Campo de S. M. o Imperador D. Pedro I ,824 
Conselheiro de Estado, em ,842, Veador de S. M. a Imperatriz Vog do 
Conselho Supremo Militar, em ,832, e Secretario de Guerra ^ 

ri.l o'h ^'^fi""^' '"^P^"-'"^' O-^dem do Cruzeiro, Commendador da Impe- 
rial O dem de S. Bento -de Aviz, e da Imperial Ordem da Rosa e tinha a 
medalha da Independência da Bahia. 

BRAZÃO DE ARMAS : (Vide a descripção no titulo Duque de Caxias). 
COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde por decreto de . de Desembro de .854. 



367 




MAIA MONTEIRO. (Barão de) António de Maia Monteiro. 
Nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de Junho de 1860, e reside em 
Petrópolis. 
Filho do i." Conde de Estrella, por Portugal, Joaquim Manuel Monteiro e de 
sua 2." mulher D. Luisa Amália da Silva Maia, filha do Conselheiro José 
António da Silva Maia e de sua mulher D. Maria Lúcia Innocencia Gomes. 
Era irmão do Barão da Estrella, José Joaquim de Maia Monteiro, e por 
parte do pae, do 2° Conde de Estrella, por Portugal, Joaquim Manuel 
Monteiro. 

Capitalista e proprietário. 

É Fidalgo Cavalleiro da Casa imperial, e Cavalleiro da Ordem de N. S. da 
Conceição de Villa Viçosa, de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu pae ; escudo partido em pala : na primeira, as armas dos Monteiros, — 
de prata, com três buzinas de preto, com boccaes de oiro e cordões vermelhos, postas em roquete, 
na segunda, as dos Rodrigues, — de oiro, com cinco flores de liz de vermelho, em santor ; chefe 
de vermelho com uma cruz de oiro florida, vasia do campo. (Brazão passado em 19 de Fevereiro de 
1855. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VIII, fls. 397). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ia de Junho d« i88j. 



268 




C.5„« com D^ Cármen Freire, nascida no Rio de Janeiro, a . de Março de 
85,, e fallecda a „ de Setembro de ,89, nessa cidade. A Baroneza 
teve uma vasta educação litteraria e escreveu varias poesias de valor' 

.864, pela Provmca da Parahyba do Norte, que representou no Senado como 
Senador nomeado em ,869. Presidiu a Provinda da Parahyba do None em 
ófí ia, d' ,™P°"^"'\f^^»delro nesta Provinda. Era Grande do Imp rio" 
Official da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de oiro uma banda de azul carregada de tre. fl- h 

J..ca. de 0.0. (B..0 pa.ade em .3 ae Jun.o de ■ .0.' ^^ C^^r df Z^ ^ Cl! 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de ,4 de Março de ,8óo Bar. 

de > 6 de Maio de .888. ^ ^"^° ""^ «^^n^eza por decreto 




^/[AMBUCABA. (Barão de) José Luiz Gomes 

1 Fa„ec.u em Plrat,y em ,o de Janeiro de , 8„ com 74 annos de idade 

eToZ ,T f"""'"' '" '^"""^ ''"''°""- '°' Ch-fe de Policia. 
Era Official da Imperial Ordem da Rosa. 

«MAÇÃO DO T,TUI^ : B.„. p., j.„„. ,, , ,, ^„^^,^ ^ ,^^^ 



269 



, /^/*í»/-^^ 




M 



AMORE. (Barão com grandeza de) Ambrósio Leitão da Cunha. 
Nasceu aos 21 de Agosto de 1821, na cidade de S. Maria de Belém, 
no Pará. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 5 de Desembro de 1898. 
Filho do Major do Exercito Gaspar Leitão da Cunha, descendente da antiga 

Casa de Mazagão. 
Casou com D. Maria José da Gama e Silva, filha do Capitão de Mar e Guerra 
José Joaquim da Silva, da lingahem dos Tavoras ; era irman da Baroneza 
de Souza Franco. 

Aos 9 annos de idade, seguiu para Lisboa, onde estudou humanidades, 
até 1838, data em que regressou ao Brasil, sendo nomeado escripturario do 
Thesouro Provincial. 

Estudou direito na Faculdade de Direito de Olinda, vindo a forma-se na 
Academia de S. Paulo. Nomeado Juiz Municipal da capital do Pará, foi 
condecorado pela independência e energia com que se houve no celebre 
processo de moeda falsa, havido. 

Foi Juiz de Direito em varias Comarcas, seguindo a carreira da magis- 
tratura até ser Desembargador, quando aposentou-se, sem vencimento algum. 

Administrou a Província do Pará, como Vice-Presidente, e como Presi- 
dente as Provincias de Parahyba, em 1859, de Pernambuco, em 1860, do 
Maranhão, em 1863 e 1868, e da Bahia, em 1866, tendo recusado a Presi- 
dência do Rio Grande do Sul. 

Representou na Camará sua Provinda natal nas 1 1.* legislatura de 1861, 
na 12.* de 1864, na 13.* de 1867, e foi nomeado Senador pelo Amazonas, em 
1870. 



370 



r.J'' T' "" ^'^■' °*''""' "' '8^5' '°"° Mi"i«ro do Império Era 
condecorado com as commendas da 1. Ordem de Christo e da Rosa Gen« 

sT^CaTor'"^""'^'' '-'°' '' ' "• ^ — - = Cam^ri- 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado por uma cruz de «óles orlad. H. ■ 

quartéis, de azul, cinco palma de prata oóstas em °"° ' "° P'"""'° ' ''"^^'° 

"^ourisca de g6.es com uma escada a ia'd„a orr 1' t" '''T' '' °'°' ""^ "^^"'° ^ ''"^' 
postas em pala. P.,.. : aas cores T mTtls do Bral "'^°' "^ °'^''' ^"^^ ^^"'^^'"^ "^ «^''^' 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bar^o com grandeza por decreto de 3 de Março de .883. 




M^N f ^h ^T" '"^ "^''"'"^'"^ J^^^ P^--^'^^ Guimarães. 
Natural da Província do Pará. 

CREAÇÃO DO TITULO , &,,.„ p„ d.clo d, „ d. Junho d, ,888. 




lyi ANGARATIBA. (Barão de) António Pereira Passos 
A ▼ A Falleceu em 14 de Setembro de 1866. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de .8 de Desembro de .860. 



aji 




M ARACAJU. (Barão e Visconde de) Rufino Enéas Gustavo Galvão. 
Nasceu em Larangeiras, Provinda de Sergipe, a 2 de Julho de 1831. 
Filho do Brigadeiro José António da Fonseca Galvão, e de sua mulher 
D. Marianna Clementina de Vasconcellos Galvão. 

Era irmão do Barão do Rio Apa, e do Desembargador Manoel do Nasci- 
menta da Fonseca Galvão, e do Ministro do Supremo Tribunal, D.'' Enéas 
Galvão, fallecido no Rio de Janeiro, a 23 de Novembro de 1916. 

Bacharel em mathematicas pela Escola Militar, em 1851, chegou á Mare- 
chal de Campo e membro do Supremo Tribunal Militar. Presidiu as Províncias 
do Amazonas, em 1878, Pará, em 1888, e Matto-Grosso, em 1879. Foi o 
ultimo Ministro da Guerra, no Governo Monarchico, do 36.» Gabinete de 7 de 
Junho de 1889, organisado pelo Visconde de Ouro Preto. 

Foi membro de diversas commissões militares e scientificas, e fez todas 
as Campanhas. Teve as medalhas da Campanha do Uruguay, de Buenos-Aires, 
a da Rendição de Uruguyana, a de Paysandú, a do Mérito e Bravura Militar, 
a Geral da Campanha do Paraguay. Era Commendador da I. Ordem da Rosa, 
Dignitário da I. Ordem do Cruzeiro, 1870, e Commendador da de S. Bento 
de Aviz, 1881, e Veador de S. M. a Imperatriz. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo cortado em faxa e esta partida em três palas ; na primeira, de prata, uma 
águia estendida, carregada de um crescente de oiro no peito ; na segunda, de vermelho, seis costas 
de prata, firmadas e postas em duas palas ; na terceira, de oiro, cinco estrellas de goles em santor ; 
a segunda Taxa — em campo azul, um castello de oiro sobre um monte de sinople, entre uma 
bússola, á sinistra, e uma espada com folha e punho de oiro, á destra. 



CREAÇAO DOS TÍTULOS 
Maio de 1883. 



Barão por decreto de 23 de Desembro de 1874. Visconde por decreto de 23 de 



372 



M 




ULUb . Barão por decreto de 19 de lunho de iS-,, o - 
de '7 de Abril de ,874. ^ ' '^7^. Barão com grandeza por decreto 



M 




^It^^^^l^- ^^'''' ''^ ^^"t° ^'^--^"io Lopes Villas Boas 
Falleceu na Bahia em 28 de Junho de ,85o. 



Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo 

CREAÇÃO DO T,TULO : Bar.o por decreto de . de Outubro de .8.3. 






jy[ ARAJÓ. (Barão de) José Coelho da Gama e Abreu 
ir 1 ^fasceu no Pará, em .2 de Abril de ,83. 
F^lbo de um Official de marinha portugueza. 

Bacharel em philosophia pela Universidade H. r • u 
mathematicas. universidade de Comíbra, e também em 

Foi Presidente da Província do Pará em .8-70 . ^ a 
Director Geral das Obra. P„h.i ^^' ^ ''° amazonas em 1867. 

de Lisboa, Commendador a 1 o^ 1%"^^''° '^ ^"'^--^ ^e Sciencils 
de Villa Viçosa, de Portugal ^"""'^ ' '' '' ^- ^^ ^^ Conceição 

CREAÇÃO DO T.TULO..Bar.o por decreto de, de Maio de .88,. 



Archivo Nobili.rchico Br.jil.iro 



^7^ 




M 



(Visconde com grandeza de) Caetano Mário Lopes 



ARANGUAPE. 

Gama. 

Nasceu no Recife, em Pernambuco, em 5 de Agosto de 1795. 

Falleceu no Rio de Janeiro, em 21 de Junho de 1864. 

Filho do D/ João Lopes Cardoso Machado, natural de Lisboa, e de sua 
mulher D. Anna Bernarda do Nascimento Lopes Gama, natural de 
Pernambuco, e irmão do celebre rethorico Padre Miguel do Sacramento 
Lopes Gama, chamado o « Carapuçeiro ». 

Doutor em direito pela Universidade de Coimbra, em 1819, iniciou sua 
carreira como Juiz de Fora em Penedo e chegou a Ministro aposentado do 
Supremo Tribunal de Justiça. Presidiu as Provindas de Alagoas, em 1830, de 
Goyaz, em 1824, e Rio Grande do Sul, em 1829. Deputado á Assembléa 
Constituinte, pela Província de Alagoas, em 1823, Deputado á Assembléa Geral 
por Pernambuco, na legislatura de 1826, e por Goyaz na 2.* legislatura de 1830. 
Senador pelo Rio de Janeiro, em 1839. 

Ministro de Estado por cinco vezes, em differentes pastas. Era Conselheiro 
de Estado, em 1842. 

Grande do Império, era Official da Imperial Ordem do Cruzeiro, e Grande 
Dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Membro fundador do Instituto Histó- 
rico e Geographico Brasileiro, Commendador da Imperial Ordem de Christo. 
Grã-Cruz da Ordem de S. Januário, de Nápoles, e de Medjidié, da Turquia, 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, as armas dos Gamas, que são : quinze enxaques 
de oiro e vermelho, de três peças em faxa e cinco em pala, sendo as vermelhas acoticadas com as suas 
faxas de prata, e no meio um escudo com as armas de Portugal ; no segundo, as armas dos Lopes, 
— de azul, uma palmeira de oiro e um corvo pousante nella, com as azas estendidas ; no terceiro. 



274 



COROA : A de Conde. 

CREAÇAO OO T,TULO : V.conde co. ,.nde. po. decreto de . de Dese... de .8,4. 




jyr ARANHAO. (Marquez do) Lord Thomas John Cochrane 
iy 1 Nasceu na Inglaterra, em ,4 de Desembro de ,775 
Faleceu em Londres em 3 , de Outubro de , 860 

;n:irTd?:L':tr" '■" '°"'^ '^ """^°"^"^- ^- — ^ ■ ^e 

jdiiciru ae 1748 e falleceu em 1 de lulhn Hí- ■«,, ^ ^ 

mulher n Anno nu j , "^ ^^'' ^ ^^ ^ua prime ra 

'''"Zr,!'f\''^°'V' "" """ °- '^""^-'"^ ''""'"^^ Corbetts ftllecida 
^m 25 de Janeiro de ,865, e filha de Thomas Barnes 

Era o ,0.. Conde de Dundonald, na Inglaterra, e Barão de Cochrane 

na Ard"at;retastet'dfr:' '"d"*"'-" <"' ™'°"- '^^"^« 
CrecX -oL..a:L"erch^;rsrrsdttT:.e?"' ""' ' 

ae„c,:rrdr?rrd:°re"' 7't ' -^^-^ '-- 

.ropaspor.ug.ezasdaBl:r/deJ^r;:,at'''" "' '^^"'"° "^^ 



275 



Partindo para a Inglaterra em 1825, não voltou mais ao Brasil, que 
apesar de pagar seus serviços generosamente, soffreu d'elle exigências 
descabidas. 

Era Grã-Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro, e da Real Ordem do 
Banho, de Inglaterra, Cavalleiro da Real Ordem de S. Salvador, da Grécia, e 
do Mérito, do Chile. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de prata, uma asna de goles entre três cabeças de javardos de sable. 
Timbre : um cavallo de prata andante ; supportes dous galgos. Divisa : yirtute et Labore. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Marquez por decreto de 12 de Outubro de 1823. Barão de Cochrane, na 
Inglaterra em 27 de Desembro de 1Ó47. Duque de Dundonaid, e Lord em 12 de Maio de 1869. 




M 



ARAÚ. (Barão de) José Teixeira de Vasconcellos. 
Nasceu na Província da Parahyba do Norte em 1798. 
Falleceu na mesma Provinca em 29 de Abril de 1873, e jaz sepultado na 
capella de S. João Baptista, termo de Santa Rita, Comarca de Maman- 
guape. 
Filho de Joaquim Teixeira de Vasconcellos e de sua mulher D. Adriana Teixeira 

de Vasconcellos. 
Casou com D. Francisca Monteiro da Franca, filha de Francisco Xaxier Monteiro 
da Franca. 

Era Commandante Superior da Guarda Nacional d'aquella Província, 
proprietário e abastado agricultor, muito conceituado. 

Administrou sua Provinda natal na qualidade de Vice-Presidente em 1867, 
prestando reaes serviços. 

Em 1859 teve a honra de hospedar S. M. Imperial o Senhor D. Pedro II, 
em seu engenho S. João, na Freguesia de S. Rita. 



3j6 



Era Official da I. Ordem da Rosa. 



BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de goles três faxas veiradas de azul et sinople, e no meio um escudete 
de smople com uma cruz de oiro, potentea, vasia de campo. (Brazão passado em 28 de Junho de 
r86o. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, Hs. 43). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ,4 de Março de 1860. 



M 




AREPY. (Barão de) Estevão Cavalcante de Albuquerque. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Desembro do ,858. 



M 




ÁRIA ROSA. (Baroneza de) D. Maria Rosa Alexandrina de Macedo. 

CREAÇÃO DO TrrULO : Baroneza por decreto de 4 de Abril de 1885. 




MARICÁ. (Visconde com grandeza e Marquez de) Mariano José Pereira 
da Fonseca. 



Nasceu em 1 8 de Maio de 1773, no Rio de Janeiro. 

Falleceu nessa cidade em 16 de Setembro de 1848. 

Filho do negociante Domingos Pereira da Fonseca, natural de Portugal e de 

sua mulher D. Theresa Maria de Jesus, natural do Rio de Janeiro ' 
Casou com D. Maria Barbosa Rosa do Sacramento, em 30 de Junho de 1800 

fallecida em 23 de Abril de 1840, e era Dama de S. M. a Imperatriz, filha 

do Capitão Julião Martins da Costa, e de sua mulher D. Maria Rita 

Quitéria, natural de Minas Geraes. 

Philosopho profundo, moralista e poeta. 

Doutor em philosophia e mathematicas, pela Universidade de Coimbra 
em 1793, chegou ao Rio de Janeiro em ,794. Foi Ministro da Fazenda 
no 3." Gabinete de ,823, Senador pela Província do Rio de Janeiro, nomeado 



377 



em 1826. Era Conselheiro de Estado efTectivo em 1823, e Grande do Império, 
tendo sido um dos signatários da Constituição do Império. 

Era Grã-Cruz da Imperial Ordem de Cruzeiro. 

Deixou obras de grande valor, que perpetuaram seu iilustre nome, e 
entre ellas, as Maxmas'e Pensamentos, que começou a escrever aos 60 annos 
de idade, tendo-as concluido aos 70 annos, deixando quatro preciosos volu- 
mes, com 3 169 artigos. Foi um dos mais illustres homens de seu tempo, quer 
na Politica, quer nas Bellas Lettras. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824. Marquez por 
decreto de 12 de Outubro de 1826. 




M 



AROIM. (Barão com grandeza de) João Gomes de Mello. 
Natural da Província do Sergipe. 
Falleceu em 23 de Abril de 1890. 

Commandante superior da Guarda Nacional, da cidade de Maroim, no 
Sergipe, foi Deputado Geral por sua Província nas 9.", 10.» e 1 1.* legislaturas 
de 1855 a 1864. Senador do Império nomeado em 1861, pelo Sergipe. 

Era Grande do Império, Commendador da Imperial Ordem de Christo, 
Official da Imperial Ordem do Cruzeiro, Cavalleiro da Imperial Ordem da 
Rosa, e Commendador da Ordem de S. Gregório o Magno, de Roma. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala, na primeira, de prata, um leão de sable rompente, e na 
segunda, de goles, seis besantes de prata entre um dobre cruz de oiro. Timbre : uma águia de sable 
abesantada de prata. (Brazão passado em i i de Julho de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 81). 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TITULOS : Barão por decreto de 12 de Outubro de 1848. Barão com grandeza por decreto 
de 2 de Desembro de 1854. 



278 




\/\ A ruía. (Barão de) João Wilkins de Mattos. 

1 V 1 Nasceu a 8 de Março de 1822, na cidade de Belém, Província do Pará. 
Falleceu no Rio de Janeiro, a 3 de Maio de 1889. 

Filho do Coronel Manuel Lourenço de Mattos e de sua mulher D. Theresa 
Romana das Chagas Mattos. 

Tendo feito o curso de mathematicas e de engenharia civil, nos Estados 
Unidos, depois de concurso, foi nomeado lente de inglez no Lyceu Paraense 
onde serviu também como Secretario. 

Foi Coronel reformado da Guarda Nacional, Director da Instrucção 
Publica em Belém, Cônsul do Brasil na cidade do Loreto, na Republica do 
Peru, e Secretario da Província do Amazonas na installação da mesma Provín- 
cia, e também Director Geral das Obras Publicas e dos índios. Presidiu as 
Províncias do Amazonas em 1868, do Ceará em 1872. Foi Deputado Provincial 
varias vezes, na Assembléa Paraense, Deputado pelo Pará na Assembléa Geral 
de 1872 a 1875. Era Director Geral dos Correios na Corte, quando foi 
aposentado. 

Era Veador de S. M. a Imperatriz, do Conselho de S. Magestade, tinha o 
Habito de Christo, Commendador da Imperial Ordem da Rosa, e de Christo 
de Portugal. 

Era sócio correspondente do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro 
Presidente da Imperial Sociedade Amante da Instrucção, da Sociedade Auxilia- 
dora da Industria Nacional, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 30 de Maio de 1888. 




MASSAMBARÁ. (Barão de) Marcellino de Avellar e Almeida. 
Natural de Vassouras. 

Commissario de Gafe no Rio de Janeiro. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa e Cavallleiro da Imperis 
Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 4 de Setembro de .867. 



279 




MATAR! PE. (Barão de) António Muniz Barreto de Aragão. 
Natural de Bahia. 

Moço Fidalgo com exercicio na Casa Imperial e Fidalgo Cavalleiro, era 
Cavalleiro da Real Ordem de Christo de Portugal, Commendador da Ordem 
de Santo Sepulchro de Jerusalém. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 12 de Janeiro de 1884. 




MATTOS VIEIRA. (Barão de) Joaquim de Mattos Vieira. 
Falleceu em Paris. 

Commissario de Café no Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 6 de Abril de 1889. 




MATUIM. (Barão de) Joaquim Ignacio de Aragão Bulcão. 
Natural da Bahia. 
Falleceu em 13 de Janeiro de 1886. 

A Baroneza era filha do Barão de Itapororóca, José Joaquim Muniz 
Barreto de Aragão, filho do Sargento-Mór António Muniz Barreto casado com 
uma filha do Mestre de Campo Luiz Coelho Ferreira, natural da Bahia. 

Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Março de 1860. 



280 




[LABOR IMPROBUS OMNM VINCIT 



iVI^^Ía^^'''° ' ^"'°"'^' '""^ ^■''"''"'^ "^'^ '''"'" Evangelista de 

Masceujrn Arroyo Grande, município de Jaguarão. no Rio Grande do Sul 

em 28 de Desembro de 1813. 
Falleceu em Petrópolis, em 21 de Outubro de 1889 

^''VsiliT '''"^"'''' ""^ ^°"''' " '' '"' """^" ""■ '^^^'^""^ ^^ J^^"^ 
C..o« em u de Abril de ,84. , com D. Maria Joaquina de Souza, sua sobrinha 

D^C^^iZ " TT''^ ^" '^ '^ ^^^^° ^^ '9^4, niha de sua irm. 
D. Guilhermma de Souza e Lima, casada com José Machado de Lima 

em ,8.?t ' ''•'"'"''?' ''"'^"''''''" ' ''"^"'*''°' ' ^"^"^ '' ^^^^ ^ construcção 
cTblsth '""^"'' '''"'' '' ''^'■° "^ ^"^^'" d° Sul ; o assentamento do 
Cabo Submarino transatlântico, inaugurado em 22 de Junho de ,874- a 
navegação do Rio Amazonas, em .832, e a illuminaçâo do cidade do R'o'd 
Janeiro por gaz, em 1851. 

Representou sua Província natal na Assembléa Geral nas 9 ^^ ,0 ^ ,, a 

i2.»e i^.Megislaturasde 1853 a 1875. • - "• . 

Era sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro e pertencia 

numerosas sociedades humanitárias, litterarias e scientificas, Grande do 

Imper., Commendador da L Ordem de Christo, Dignitário da L Ordem 

«ada d" au:tl .r H ' """' '* '^"*'' =" "" "^' "" '""'"° : ^-"^dura de góles carr.: 

S « do . '"' '' °'°' "" ^'^""^ ''^ ^"'"'"^°' '^'"•^ ^- ^hefe e dois crn pon.a 

TE...S . do,s .ercur,os de carnaç.o co. .anto azul, a.as, caducéo e bolsa de oira. D,v,s. : Laor 



Archivo Nobilitrchico Braiileiro j6 



381 



improbus omitia vincit. (Brazão passado em 28 de Desembro de 1855. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 27). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 30 de Abril de 1854. Visconde com grandeza por decreto 
de 26 de Junho de 1874. 




J\ /I EARIM. (Barão de) José Theodoro Correia de Azevedo Coutinho. 



Falleceu no Maranhão em lo de Março de 1855. 
Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Março de 1849. 




MECEJANA. (Barão e Visconde de) António Cândido Antunes de 
Oliveira. 
Nasceu no Aracaty na Província de Ceará. 
Falleceu no Recife, em Pernambuco. 

Casou com D. Colomba Antunes de Oliveira, nascida em Portugal, mas da 
familia Ponce de Leão da Bahia. 
Negociante e proprietário abastado. Era Dignitário da I. Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo azul, uma banda de prata com três arruelas de goles, acompanhada 
á sinistra de um caduceu de oiro, e á destra de um encontro de boi, do mesmo. (Brazão passado em 
28 de Novembro de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 94). 

CORÔA : A de Visconde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 18 de Maio de 1867. Visconde por decreto de 25 de Julho 
de 188$. 



383 




\/\ ELGAÇO. (Barão com grandeza de) Augusto Leverger 
1 J 1 Nasceu em S. Maio, na Bretanha, a 30 de Janeiro de ,8o. 
Faeceucm Cuyabá, Matto Grosso, em .4 de Janeiro de ,88o 
Ftlho pr,mogenito de Mathurin Leverger, que falleceu em Buenos Aires em 
.8.., ede sua mulher Regina Combes, que falieceu a 30 de Abri, d^ 

C..o« em ,843 na cidade de Cuyabá, com D. Ignez de Almeida Leite viuva 
de Benedicto Leite, e failecida em 30 de Maio de ,866. 
Notável explorador. 
Naturalisou-se brasileiro em ,844, e entrou pa,-a o serviço da Armada 

:rru,~ -- ''-'' " ^^^^^ ^^ ^^--^ .-uad^tar:: 

iS.^^^^eTeTo f ^"" ' '""'"'^ '' P-vinciadeMatto-Grosso,-em 
185', '866 e ,869. Fez a campanha do Rio da Prata de ,826 a ,828 Explorou 

l.,Vn ú ^ ' ' P'''"'"' ^°''^' ''^P^'^'" ^ ^'«'^Ç-^o do território brasi- 
e. o no Melgaço, a beira do Rio Cuyabá, por numerosas forças inimiga Ta 
sub,da dos vapores paraguayos pelo Rio Paraguay ameaçando Cuyabá 

Nego?;'::! ^^" '° '''-' "° '''-'''''' '- •«^'- ^ ^"--^^^o de 

Era Grande do Império, Cavalleiro da Imperial Ordem de Cruzeiro Offiri.i 

da Imper-al Ordem da Rosa. Commendador da Imperial O dem e S B o 

de Av,z. condecorado com a medalha geral da campanha do Paraguay. SocL 



383 



do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. Deixou grande copia de 
traballios sobre hydrographia de grande valor. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo de góles um castello de oiro, sahindo pela porta uma destra ao natural 
armada de uma espada de azul, posta em banda, acompanhado em chefe ; de uma estrella de prata 
entre as lettras iniciaes M e G de oiro, e em ponta : de um rio de prata carregado de uma ancora 
de sable. Divisa: Sempre prompto. (Brazão passado em 4 de Desembro de 1865. Reg. no Cartório 
da Nobreza, Liv. VI, fls. 69). 

CORÔA ; A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 10 de Novembro de 1865. 



M 




ELLO E OLIVEIRA. (Barão de) Luiz José de Mello e Oliveira. 
Nasceu na Província de S. Paulo. 
Filho do Barão de Araraquára e Visconde do Rio Claro, José Estanisláo de 

Oliveira, e de sua mulher a Viscondessa, Elisa de Mello Franco. 
Era irmão do 2." Barão de Araraquára, da Baroneza de Dourados e da 2.* Baro- 

neza de Piracicaba. 
Casou com D. Anna Flora Vieira Barbosa, filha de António José Vieira Barbosa 
e de sua mulher e prima D. Constança Adelina Vieira Barbosa. 

Bacharel em direito pela Faculdade de S. Paulo. 

Agraciado com o titulo de Barão de S. João do Rio Claro, pediu substi- 
tuição do titulo pelo de Barão de Mello e Oliveira. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão de S. loão do Rio Claro por decreto de 28 de Fevereiro de 1885. Barão 
de Mello e Oliveira por decreto de 28 de Março de 1885. 




MENDES TOTTA. (Barão de) João António Mendes Totta. 
CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Agosto de 1889. 




MENEZES. (Barão de) D."^ Balduíno Joaquim de Menezes. 
Natural do Rio de Janeiro, onde nasceu em 17 de Junho de 1830. 



284 



Falleceu em 26 de Junho de 1908. 

Doutor em medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ,9 de Março de ,887. 




l\/j ERCÊS. (Barão das) Manuel José da Costa. 

ir 1 Nasceu na Provincia de Pernambuco, onde falleceu em i88; 

Fílbo de Bento José da Costa. ^' 

Chefe politico, e agricultor adiantado em sua Provincia, foi Coronel da 
Guarda Nac.onal. Commendador da Imperial Ordem de Christo e Dignitário 
da Imperial Ordem da Rosa. '8"Hario 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ^4 de Agosto de ,870. 




M ^BahTa"^" ^^'''° ' ^"'°"'^' '^'^ ^'''"'^''' "^^^ '^'""" ^°P^^ P^"-^"-^ 

Nasceu em 1787. 

Falleceu no Rio de Janeiro, em 26 de Fevereiro de 1860 

COROA : A de Conde. 



285 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 23 de Outubro de 1853. Barão com grandeza por decreto 
de 2 de Desembro de 18^4. Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1858. 




MESQUITA, (i." Barão, Visconde com grandeza e Conde de) Jeronymo 
José de Mesquita. 
Nasceu no Rio de Janeiro a 25 de Junho de 1826. 
Falleceu nessa cidade a 1 de Setembro de 1886. 

Filho do Marquez de Bomfim, e pae do 2° Barão de Bomfim, José Jeronymo 
de Mesquita e do 2.° Barão de Mesquita Jeronymo Roberto de Mesquita. 

Dedicou-se á carreira commercial ; grande capitalista, proprietário e 
fazendeiro. Foi Vereador da Gamara Municipal da Corte, em 1853 ; membro 
da Caixa Amortisação, Director do Banco do Brasil, Presidente da Associação 
Commercial. Fez valiosas donativos, não só ao Estado, como também para a 
creação do monumento do Ipyranga e estatua de D. Pedro I. 

Era Commendador da I. Ordem da Rosa e da de Christo, e da Real 
Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 13 de Agosto de 1873. Visconde com grandeza por decreto 
de 19 de Março de 1883. Conde por decreto de 12 de Agosto de 1885. 




MESQUITA. (2." Barão de) Jeronymo Roberto de Mesquita. 
Filho do I .» Barão, Visconde e Conde de Mesquita, Jeronymo José 
de Mesquita. 

Foi abastado proprietário e negociante no Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Abril de 1888. 




MINAS NOVAS. (Barão das) António dos Santos Neiva. 
Natural de Minas Geraes. 
Falleceu em 26 de Desembro de 1888. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1879. 



286 




MIPIBU. (Barão de) Miguel Ribeiro Dantas. 
Natural do Rio Grande do Norte. 
Falleceu em 18 de Junho de 1881 . 
Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de .8 de Março de ,877. 




M IRACEMA. (Barão de) D.. Lourenço Maria de 
Ainda vive. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ,9 de Agosto de .888. 



Almeida Baptista. 



M 




IR AN DA. (Barão de) Júlio de Miranda e Silva. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Outubro de ,883. 




jyj IRLANDA REIS. (Barão com grandeza de) José Miranda da Silva 

msceu no Rio de Janeiro em 28 de Novembro de 1824 

Falleceu. em 1903. 

Filho de Domingos da Silva Reis. 

Minir,™ ZT"""""'^" """ '="""' "'•''"•"■ "' *"=*al do Exercito, 
armas de Matto-Grosso, em ,87=, e Presidente do Amazonas em ,87o. 

hra Grande do Império, Conselheiro de Guerra, Gentil-Homen da Imoerial 
Camará, do Conselho de S. Magestade. Commendador da 1. o"dem da r™, 



287 



Official da I. Ordem do Cruzeiro, e Commendador da I. Ordem de S. Bento 
de Aviz. Tinha as medalhas do Mérito e Bravura Militar, da Campanha Geral 
do Paraguay, com passador de oiro ; e a Grã-Cruz da Ordem de S. Gregório 
o Magno de Roma. 

CREAÇAO IX) TITULO : Barão com grandeza por decreto de 20 de Junho de 1881. 




MIRANDELLA. (Visconde com grandeza de) António Doutel de 
Almeida Machado Vasconcellos Madureira Feijó. 

Nasceu em Portugal em 25 de Abril de 1775. 

Filho de António Wenceslau Doutel de Almeida e Vasconcellos, Senhor de 
vários morgados em Bragança e Eixes, Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro 
da Real Ordem de Aviz, Coronel de Cavallaria ; nascido a 20 de Setembro 
de 1745 e fallecido em 19 de Outubro de 1816, e de sua mulher D. Maria 
Joaquina Madureira de Moraes Sarmento, sua prima, filha de Francisco de 
Moraes Madureira Feijó, e de sua mulher D. Maria Caetana Joaquina de 
Carvalho. 

Casou em 1804 com D. Joanna Francisca Maria Josepha da Veiga Cabral da 
Camará, herdeira de sue irmão Francisco António da Veiga Cabral da 
Gamara (nasc. em 1734, morto a 31 de Maio de 18 10), no titulo de 
Visconde de Mirandella ; filha de Francisco Xavier da Veiga Cabral da 
Gamara e de sua mulher D. Luisa Caetana de Mesquita. Casou em 
segundas núpcias com D. Anna Carneiro da Costa da Silva e Souza, 
nascida em 1794 e fallecida em 5 de Setembro de 1846, filha de João 
Francisco da Silva e Souza e de sua mulher D. Marianna Eugenia Carneiro 
da Costa, irman da Marqueza de Jacarépaguá. 

Foi 2." Visconde de Mirandella, em Portugal, por seu primeiro casamento, 
e era irmão do Barão de Portella, em Portugal, Bernardo Doutel de Almeida. 

Grande do Império, foi Brigadeiro do Exercito, do Conselho de S. Mages- 
tade, e Commendador da imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde, em Portugal, por decreto de 13 de Maio de 1810. Visconde com 
grandeza, no Brasil, por decreto de 19 de Desembro de 1822. 



288 




jy[OGY-GUASSÚ. (Bar.o de) José Caetano de Li,™, 
-^o/te™ em S. Paulo em 24 de Março de ,90, 

por l7nt" ° ""'"'™'*" "^ '«-i^ "''- ^^ Casa Branca, devorada 
Era influente chefe politico conservador na Província de S Paulo 

CRBAÇAO 00 TITULO , B„io ,„, ,„„,„ „ „ ,, ,,„^,,__ _^ ,^^^ 




jy[OGY MIRIM. (Barão de) Manuel Claudiano de Oliveira 
ÍJX ''"'fe™ em jo de Janeiro de 1887 = ""ve.ra. 

Eslíf Madtr. '°^"' " °"™" ^ - - ™- a Anna 
CaíOM com D. Balbina de Toledo. 

de ChSa '" ^ ""^^^ '^ ^"^'^ "^^'°-^- Commendador da Imperial Ordem 

CREAÇÃO DO T.TULO : Barão por decreto de n de Outubro de .848. 




M ^W ?^P; ^'"'° '^^^ J^^'"^'^^ J°^^ Gomes. 
A ▼ 1 Natural da Província de Maranhão. 

Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO T,TULO:Ba.o PO. decreto de ,0 de Ju,ho de .8„ 



Archivo Nobili.rchico BruiUiro j, 

289 




MONJARDIM. (Barão de) Alpheu Adolpho Monjardim de Andrade 
e Almeida. 



Natural da Província do Espirito Santo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Agosto de lí 




MONIZ DE ARAGÃO. (Barão de) Egas Moniz Barreto de Aragão 
e Menezes. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 8 de Outubro de 1898. 

Bacharel em direito, dedicou-se a carreira diplomática, servindo em 
diversas Legações. 

Era Moço Fidalgo com exercício e Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

Commendador da Imperial Ordem da Rosa e Cavalleiro da Real Ordem 
de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Agosto de 1877. 




MONTSERRATE. (Barão e Visconde com grandeza de) Joaquim 
José Pinheiro de Vasconcellos. 
Nasceu na Ilha de Santo António, na Provinda da Bahia, em 4 de Setembro 

de 1788. 
Filbo de José Pinheiro dos Santos e de sua mulher D. Maria Joaquina do 

Amor Divino e Vasconcellos. 
Casou com D. Maria Francisca de Campos Pinheiro. 

Bacharel em direito, foi Juiz de Fora em Santo Amaro, na Bahia, em 
1818, sendo admittido em 1827 á Corte de Appelação dessa Província em 
1849. Foi membro do Tribunal Superior de Justiça, e seu Presidente em 1857. 
Presidente da Província de Pernambuco em 1829 e da Bahia em 1832, 1841 
e 1848, foi Senador pela Provinda da Bahia e do Conselho de sua Magestade. 



390 



Impe':: Sm t Sns torc" 7 n''"'- ^"""^ * '"'''"°' °^^ ^ruz da 




Nasceu na Bahia, em 7 de Fevereiro de ,796 
Faneceu em S. Paulo em ,8 de Setembro de', 860 

°^5 uirector da Academ a de Direito Hp «s Po,,i^ r a 
primeiro periódico em S Paulo ^.m ,«.. a ^"'°' ^""^°" « 

m b. Paulo, em .827, denommado o Pharol Paulistano. 



291 



Ministro do Império no io.° Gabinete de 1848, assumiu a Presidência do 
Conselho nesse anno. Tomou assento na Assembléa Constituinte de 1823, 
pela Provincia da Bahia. Foi Deputado por essa Província na i.", 2." legisla- 
turas de 1826 a 1833, tendo presidido a Camará em ambas as legislaturas e 
Deputado por S. Paulo na 4.* legislatura de 1839, sendo neste anno nomeado 
Senador por essa Provincia. 

Fez parte da Regência permanente eleita em 1 83 1 , e era Conselheiro de 
Estado extraordinário em 1842 e ordinário em 1853. Grã-Cruz da Imperial 
Ordem do Cruzeiro, da Legião de Honra, da França, por ter servido de teste- 
munha no casamento do Príncipe de Joinville com a Princeza D. Francisca, 
irmã de S. Magestade D. Pedro II. Era Grande do Império. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala, na primeira, de azul, seis costas de prata em três faxas, 
no segundo, de oiro três bolotas de verde postas em roquette. (Brazão passado em 31 de Desembro 
de 1855. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 29). 

CORÔA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Agosto de 1841. Visconde com grandeza por decreto 
de 16 de Desembro de 1843. Mirquez por decreto de 2 de Desembro de 1854. 



M 




ONTE ALEGRE. (2.° Barão de) Joaquim Pereira da Silva. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Outubro de 1872. 




MONTE ALTO. (Barão do) Francisco Alves da Silva Pereira. 
Commíssario de café no Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de 1889. 




MONTE BELLO. (Barão com grandeza de) Joaquim Marinho de 
Queiroz. 



293 



^^^^Natural de Araruama, na Província do Rio de Janeiro, onde falleceu em 

Importante fazendeiro no Municipio de Araruama 
Ordeml^Z"'^'" '' '"""'"' """^ '' ^''^^ ' ^m^ da imperia, 




jyrONTE CARMELLO. (Barão de) Boniracio José Baptista 
•l ' 1 Coronel da Guarda Nacional oapt.sta. 

CREAÇÃO DO TITULO : B.«. p„ ,.„„„ ,, „ ,. „„,„^,^ _,_ _,^^ 




M °vj^ ^^M '^°- <'''^'' ^^' J"'" J-^ Carneiro da Silva 

de Z'" ™ "''■ ™ '™™^''^ "" ^'° "^ J-''™' - ■ ™^e Outubro 
«j/fewa em i de Outubro de Í882 
Filho dos ,,. Viscondes com grandeza de Araruama 

z-odt^iisrrar " "™™' ' - — - -"-y. - 

C«»» com D. Francisca Antónia de Castro Carneiro da Silva 

Cama'" M^i^^Lletcrbe'* 1" 'dÍ "^ '' ""'"^ ' '°' ^-^"--^ «^ 
fundador do Engenho Cen^ardeSssamaV" "'"^^ ^«'°"™'^''^' ^°' ° 



293 



BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel, em campo de goles, um castello com 
sua muralha e torre ; e firmados em chefe, quatro escudetes : ao primeiro, em campo azul, uma flor 
de liz de prata e bordadura de oiro ; ao segundo e quarto escudetes, de azul, cinco besantes de prata, 
postos em santor, e ao terceiro, em campo de azul, uma aspa de goles ; no segundo quartel, as 
armas dos Carneiros, — de vermelho, com uma banda de azul, coticada de oiro e carregada de três 
flores de liz, do mesmo metal, entre dois carneiros de prata, passantes, armados de oiro ; no terceiro 
quartel, as armas dos Silvas, — de prata, um leão de goles rompente, armado de azul ; e no quarto, 
as armas dos Fonsecas, — de oiro com cinco estrellas do vermelho, de cinco pontas, postas em 
aspa. Timbre : um dos carneiros das armas. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Desembro de 1881. 




MONTEIRO DE BARROS. (Barão de) Luiz de Souza Monteiro 
de Barros. 
Bacharel em sciencas juridicas e sociaes. Agricultor importante em Minas 
Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Maio de 1883. 




MONTE MOR. (Barão de) José Bonifácio de Campos Ferraz. 
Falleceu em Campinas, Província de S. Paulo, em 8 de Novembro 
de 1884, com 70 annos de idade. 
Filho dos Barões de Cascalho José Ferraz de Campos e de sua mulher D. Umbe- 

lina de Camargo. 
Casou com D. Francisca de Paula Andrade, em 1839, na villa de S. Carlos, na 
Província de S. Paulo, que era filha do Sargento-Mór Elysiario de Camargo 
Andrade e de sua mulher D. Joaquina de Camargo Campos, sem geração. 



294 



BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquarte.ado : no pn.eiro e quarto, de prata, quatro palas de sinop.e ■ no 
segundo e terce,ro, degoles, cinco besantes de o.To postos en, aspa, cada u^ co. três ti: 
sable. (Brazao passado e. 5 de Fevereiro de ,868. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. n is 96) 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de .2 de Julho de ,874. 




jyrONTE-PASCHOAL. (Marquez de) D. Luiz, António dos Santos 
Falleceu na Bahia em 1 1 de Março de 189 1 

en, ,85'.° '""" '" "''"•" ''"°™" "" "<""" ' *"« ° 8^™ de doutor 

L.0 conselho de S. M. o Imperador, prelado assistente ao Sólio Pontifício 
Fo, ele, o Arcebrspo da Bahia e Primaz do Brasil, em „ de Novemb Ô de 
mid!de " '"*" "" ™""*" '"' •''" "'" ™«™ ^e Z^nfer! 

CREAÇÃO [» TITULO : M.„.„ ,,0, d,c,«o d= ,6 de M.l„ d. ,8,8. 




M °MeIdl^^^^°- '' ■" '"'° "" «™^^^^ "') L"'^ J"^^ «^ 0"veira 
Nasceu na Província da Bahia, em 2, de Junho de ,779 
FMsceu no Rio de Janeiro, em 2 1 de Março de 1 85 , ' 
Filbo de Luiz António de Oliveira Mendes 

.S.oT/hI r'' T'";'' '° '''"'^>' ^"^ '«^^' P^^^'d'" o Senado de ,847 a 
1850. Era do Conselho de S. Magestade. ^ '«47 a 



395 



Era Grande do Império, Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, e 
Commendador da de Christo. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 1 5 de Novembro de 1 846. Barão com grandeza por decreto 
de I I de Outubro de 1848. 




MONTE SANTO. (2.° Barão com grandeza de) Joaquim Simões 
de Paiva. 
Casou com D. Jeronyma Meirelles de Paiva, natural da Província da Bahia. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 3 de Janeiro de 1872. 




MONTE SANTO. (3.° Barão de) Gabriel Garcia de Figueiredo. 
Nasceu em S. João Nepomuceno, na Província de Minas Geraes, em 
14 de Janeiro de 18 16. 
Falleceu em Mocóca, na Província de S. Paulo, em 18 de Novembro de 1895. 
Filho de Diogo da Cruz e de sua mulher Innocencia Constança de Figueiredo, 

naturaes de Minas Geraes. 
Casou em 30 de Novembro de 1839, com D. Maria Carolina de Figueiredo, 
fallecida em 18 de Outubro de 1891. 

Chefe do partido conservador, foi Presidente da Gamara Municipal, 
installada em 1873, em Mocóca. Era Tenente-Coronel reformado da Guarda 
Nacional e um dos fundadores do Banco Regional de Mocóca. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Desembro de 1885. 




MONTES-CLAROS. (Barão de) José Luiz de Campos. 
Natural de Minas Geraes. 
Falleceu em 24 de Desembro de 1888. 
Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 19 de Julho de 1879. 



296 



M 




Natural da Província de Minas Geraes. 



Brito Ferreira 



Era Fazendeiro de café em Juiz de Fora, e Coronel 



CREAÇAO DOS TÍTULOS : Bari 



da Guarda Nacional. 



- por decreto de .5 de Outubro de ,886. Visconde por decreto de 3 de 




de) D. Maria Theresa 



JUONTE VERDE. (...Baronezae Viscondessa 
-«■ » A de Souza Fortes. 

Falleceu em Minas em 1869. 




ATI Natural de Minas Geraes. 

/="í7Ao de José Pereira da Silva, natural de Vilb Mnv. ^« r- 

D. Maria Pereira da Silva ' ^'^'' ' ^' ^"^ "^"'^er 

Commendador da I. Ordem da Rosa 

CREAÇÃO DO TITULO : Bar.o por decreto de .5 de Outubro de ,87. 



M 




"«.'ur * '-■"■ "~ • =- « >•*'-. « 



Arehlvo NoblIUrchico Bruileiro }S 



397 



Nasceu na cidade de Lorena, Provincia de S. Paulo, em 1 1 de Junho de 1842. 
Filho de Joaquim José Moreira Lima e de sua mulher D. Carlota Moreira de 

Castro Lima, depois Viscondessa de Castro Lima. 
Era irmão do Barão de Castro Lima, e da Baroneza de Santa Eulália. 
Casou com D. Risoleta de Castro Lima, filha dos Barões de Castro Lima, sua 

sobrinha. 

Homem de grande fortuna e coração, a elle e sua generosa familia tudo 
deve o Município de Lorena. Foi um dos fundadores do Collegio de S. Joa- 
quim, em Lorena, dirigido pelos Padres Salesianos, em 1891. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e de S. Gregório o 
Magno, de Roma. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 14 de Abril de 1883. Visconde por decreto de i de Março 
de 1883. Conde por decreto de 7 de Maio de 1887. 



<K- 







MORENOS. (Barão de) António de Souza Leão. 
Nasceu em Pernambuco e nessa Provincia falleceu em 1882. 

Filbo do Tenente-Coronel Filippe de Souza Leão, e de sua mulher D. Rita de 
Cássia Pessoa de Mello. 

Era irmão do Barão de Campo Alegre. 

Casou em primeiras núpcias com sua prima D. Maria Leopoldina de Souza 
Leão, filha do Coronel Francisco António de Souza Leão, e de sua mulher 
D. Maria da Penha Pereira da Silva, e em segundas núpcias com D. Maria 
Amélia de Souza Leão, Baroneza de Morenos, filha do Capitão Francisco 
de Pinho Borges e de sua mulher D. Thomazia Firmino de Pinho Borges. 



298 



Era Fazendeiro na Província de Pernambuco e senhor dos engenhos de 
Morenos, Catende, Chichaim, Viagens, Petimbú, Carnijó, Bom Dia e Brejo, 
em Jaboatão. 

Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Commendador da Imperial 
Ordem de Christo. 

Foi Juiz de Paz e Presidente da Camará Municipal de Jaboatão, naquella 
Província. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro de prata as quinas de Portugal postas em aspa; 
no segundo, de oiro, um leão de goles rompente, e assim os contrários. Timbre : o leão das armas 
com uma grinalda de prata florida sobre a cabeça, e por differença uma brica de sinople com a 
inicial A, de oiro. (Brazão passado em 18 de IMarço de 1871. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, 

flS. III). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Agosto de 1870. 




MOS SORO. (Barão e Visconde de) José Félix Monteiro. 
Nasceu na Provinda de S. Paulo, em 14 de Janeiro de 1838. 
Falleceu na capital dessa Provinda, em 15 de Julho de 1892. 
Filbo do Commendador Francisco Alves Monteiro, natural de Taubaté, e de 

sua mulher D. Theodora Joaquina de Moura. 
Casou com D. Marianna Augusta Varella Monteiro, filha do Commendador 

António Joaquim Gomes Varella, e de sua mulher D. Maria Leopoldina 

Marcondes Varella e por esta, neto do Sargento-Mór José Lobato de Moura 

e Silva. 

Era irmão do Visconde de Tremembé. 

Negociante em S. Paulo, foi Vereador da Gamara Municipal de S. Paulo, 
e um dos fundadores do Lyceo de Artes e Officios. Era Tenente-Coronel da 
Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 25 de Julho de 1877. Visconde por decreto de 16 de 
Outubro de 1888. 



399 




MOTTA MAIA. (Barão, Visconde com grandeza e Conde de) 
D/ Cláudio Velho da Motta Maia. 
Nasceu no Rio de Janeiro, a 14 de Abril de 1845. 
Falleceu em Juiz de Fora, Minas Geraes em 7 de Novembro de 1897. 
Filbo de Manuel Domingos Maia e de sua mulher D. Maria Isabel Velho 

da Motta. 
Casou com D. Maria Amália Teixeira. 

Doutor em Medicina e Cirurgia e lente de Anatomia topographica e 
operações, da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Medico da Santa 
Casa de Misericórdia, e medico particular de S. M. o Imperador, a quem 
acompanhou em seu exilio e banimento. 

Querendo patentear neste « Archivo » a nossa admiração e profundo 
respeito a um caracter tão nobre, transcrevemos aqui as ultimas palavras do 
seu elogio histórico, publicado no Tomo IX, pag. 475, da Revista do Instituto 
Histórico e Geograpbico Brasileiro : 

« Na hora suprema da desventura do ancião que por meio século gerira 
estas vastas regiões da America, não faltou certamente quem desertasse do 
seu lado, quem esquecesse o homem, quando acabava o monarcha, quem se 
appressasse em voltar costas ao throno que desabava, para contemplar o astro 
novo, que surgia no horizonte da Historia, esquecendo quanto devia ao 
cidadão que nelle se assentara, mas entre os poucos amigos que o ampararam 
nessa queda, la estava em primeiro plano o Conde da Motta Maia, que tudo 
deixando, tudo sacrificando, inclusive a clinica que abandonava, e o lugar da 
Faculdade que perdia, tudo esquecendo, la seguia o velho amigo ao desterro, 
banindo-se com elle as aventuras do mundo. Firme sempre ao seu lado, 
acompanhou-o até o ultimo momento, e só depois de deixar o seu cadáver no 
tumulo de seus avós, foi que voltou o D.' Motta Maia ao Brasil, a recomeçar 
como medico o exercicio de sua profissão. » 

Pertinaz enfermidade minava-lhe então por sua vez a existência, debalde 
buscou alivio indo residir em Petrópolis, seguindo depois para Minas, e por 
fim em Juiz de Fora, findou seus dias. Em reconhecimento a esta dedicação 
desinteressada e nobre, o Instituto Histórico acclamou o Conde de Motta Maia 
seu sócio honorário, em 1889. 



300 



Era Grande do Império, medico da Imperial Gamara, Moço Fidalgo com 
exercco da Casa Imperial, Gommendador da I. Ordem de Ghristo do B as" 

leZlX r ? ''°P°"°' '' ^''^''''' '^ ^--^■■- da Gasa Ducal 
Len '° ' '' '° '''° '' '''"■"^^" '' G^^° Ducado de 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 6 de Fevereiro de ,88rt V. a 

decreto de .o de Junho de ,S8,. Cor,de por decreto draTCt!! ':,T' ""^ ''-'"' ^- 




MOTTA PAES. (Barão de) José Ribeiro da Motta Paes 
Nasceu em 2 de Janeiro de 1828 
Falleceu a .9 de Desembro de ,9.5 em Espirito Santo do Pinhal (São Paulo) 
Era irmao do Barão de Gamanducaia, Joaquim de Motta Paes. 
Agricultor e Tenente-Goronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por.decreto d. .3 de Deserr^bro d. ,887. 




MUANÁ. (Barão de) António Pereira da Silva Frade 
Natural do Pará. 

Tenente-Goronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Março de .88,. 




I\/| UCURY. (Barão de) Gaetano Vicente de Almeida 
de Justiça^"'"'' """ ''""" '"■ "^'"'^^^^ ^P°^^"^^d° d° Supremo Tribunal 

Gaval^eiroTr ° '! '' ""T'^'"' '" "^^^^ '''^'^° ^^"^ ^^-^'"-^ ^ fidalgo 
daro:"er^^daR:sl"'"''^ '^""'" '' ' ""'"'^ '' ^^^'^^^ ^ 0^«^^' 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto d. » de Janeiro de ,887. 



^01 




MUNDAHÚ. (Barão de) José António de Mendonça. 
Major da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Julho de 1888. 




MU RI A HE. (Barão com grandeza de) Manuel Pinto Netto Cruz. 
Falleceu em Campos, Província do Rio de Janeiro, em 12 Junho de 
1855, com 64 annos de idade. 

Filho do Capitão Jeronymo Pinto Netto, que era irmão germano do Guarda- 

Mór Bernardo Pinto Netto da Silva, pae de Joaquim Pinto Netto dos 

Reis, primeiro Barão de Carapebús, e de sua mulher D. Anna Maria Pereira. 

Casou com D. Rachel Francisca de Castro Netto Cruz, que em 1880 foi elevada 

a Viscondessa de Muriahé, já viuva do Barão. 

Fazendeiro abastado da freguesia de S. António de Guarulhos, era 
Cavalleiro Professo na Ordem de Christo de Portugal, Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Imperial, Grande do Império e Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS ; Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, de prata, uma cruz de azul, com uma 
cruzeta de prata collocada no centro ; no segundo e terceiro, de azul, cinco meias luas de prata, em 
aspa. Tenans : dois Índios ornados de pennas coloridas, tendo na mão um ramo de canna e caft, 
apoiados sobre uma legenda vermelha com lettras de prata Spís crux mea est. Timbrb : a cruz das 
armas. (Brazão passado em 17 de Maio de 1852. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 11). 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bar5o com grandeza por decreto de 15 de Abril de 1846. 



30a 




SPESCRUX MEA EST 



MURIAHÉ. (Baroneza com grandeza e Viscondessa de) D. Rachel 
Francisca de Castro Netto Cruz 

'"'"ZZittt' "'"'"''■ ™ P™™-» '° R» de Janeiro, en, .8 de 



Outubro de i88i. 

Viuva do Barão com grandeza de Muriahé, Manuel Pinto 

BRAZAO DE ARMAS : Uma lisonja com as armas de seu marido. Barão 
este titulo). 

COROA : A de Conde. 



Netto Cruz. 



com grandeza de Muriahé. (Vide 



M 




Tl^^i^.^o^^"''" "^'^ ^'""'' ^'■^"'^'^'^^ d^ P^"'^ Cavalcante 
Natural da Província de Pernambuco. 



303 



Filho do Capitão-Mór Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, e de sua 
mulher D. Maria Rita de Albuquerque Mello, que eram também pães dos 
Viscondes de Suassuna, Camaragibe e Albuquerque. 

Formado em direito pela Universidade de Gõettingen, na Allemanha, foi 
Deputado á Assembléa Provincial de Pernambuco na legislatura de 1835 a 

1837. 

Era Commendador da Real Ordem de Christo de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira as armas dos Albuquerques, que são : 
esquarteladas, no primeiro quartel, as armas de Portugal, no segundo cinco flores de liz de oiro, em 
campo vermelho, e assim os contrários ; na segunda pala as armas dos Calvacantis, que são : de 
vermelho e de prata, divididos estes esmaltes por uma asna de azul coticada de sable ; a parte de 
baixo é de prata e a de cima de vermelho semeada de flores de prata de quatro folhas. Timbre : um 
hypogripho de castanho com azas e lavantado sobre os pés entre chammas de fogo. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 1 4 de Março de 1 860. 




MURICY. (Barão de) Jacintho Paes Moreira de Mendonça. 
Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes. 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial e Cavalleiro da Imperial Ordem 
de Christo e Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 18 de Setembro de 1886. 



304 




M ^v!™tt!^'"° ' ^'■"°"^' '^ 8™^- ' M"q"- de) Manoel 
tó..„ ™ Cidade da Cacheira, na Província da Bahia, e™ ,. de Julho de 

Falleceu na cidade do Rio de Janeiro, em ., de Fevereiro de ,8,6 

«* de Manoel Vieira Tosta e de sua mulher D. JoannaVatlf dl Natividade 

C..»„ com D. Isabel Pereira de Oliveira fallecida Viscondessa de Muri.iba em 
Era Pae do ... Barno com grandeza de Muri.iba, e irmão do Barão de Nagé 

Rio GrTnd?drSuut',tr '"'"^ "" "''' " '""""'""' "^ •'''^"' 
.848 -i^ju;:::: Z TgTTT """'■' ^^"'-''^ ^^ ^^ ^^ setembro de 

Ude .'Gra^nd?;: Crta " c" ''°"?h° '' '^'"'° ' "" <^--"'° '^ S. Mages- 
Impeno , Commendador da Imperial Ordem de Christo, em 



Archivo Nobllitrchko Brisil< 



ctro 39 



^oj 



1841 ; Dignitário da Ordem Imperial do Cruzeiro, em 1849, e Commendador 
da I. Ordem da Rosa, em 1858. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo azul, uma asna de oiro entre três estreitas de prata, de cinco pontas. 
Chefe de oiro carregado de três vieiras de goles. 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de 14 de Março de 1855, Visconde com 
grandeza por decreto de 15 de Outubro de 1872 ; Marquez por decreto de 16 de Maio de 1888. 



^/^Ai/-^^ 




MURITIBA. (2.° Barão com grandeza de) Manoel Vieira Tosta Filho, 
Nasceu na Capital da Província da Bahia, em 14 de Outubro de 1839 
e ainda vive em Boulogne sur Seine, França. 
Filho do Marquez de Muritiba e de sua mulher, fallecida Viscondessa desse 

titulo. 
Casou a 17 de Novembro de 1869 com D. Maria José Velho de Avellar, 
filha dos Viscondes de Ubá ; Dama EfFectiva de S. Magestade a Impera- 
triz e de S. A. Imperial a Senhora Condessa d'Eu. 

Bacharel formado em sciencias jurídicas e sociaes pela Faculdade de 
S. Paulo em 1860, Desembargador aposentado da Relação da Corte, tendo 
sido o ultimo Procurador da Coroa, Soberania e Fazenda Nacional. Do Conselho 
de S. M. o Imperador. 



306 



Veador de S. M. a Imperatriz ; Grande do Império ; Gran Cruz da Ordem 

sLio h"'"" ""r °' '' ^°"^ ' ^'"^"'^-'^ d^ o' d- Romana de P°íx 
Soco Honorar.0 do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro Tm n ' 
Sócio do Instituto Histórico de S. Paulo, etc. ' ^°^' ' 

de Manoel Vieira Tosta). " '""" ^'"'"' " '^"- í^' ° «nagramma 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão co. grandeza por decreto de ,3 de Julho de .888. 




\T ACAR. (Barão e Visconde de) Manuel António Guimarães, 
ijl Nasceu em Paranaguá, Provincia de Paraná, a . 5 de Fevereiro de ,8n 
F^//...^ nessa cidade em ,6 de Agosto de .893 fevereiro de .813. 

'Ma:;a dl U^. '"'"" ^"^°"'° ^"'"^^^^^^ ^ ^^ - -'h- D. Anna 

^""eir^f^le^H "''■■"/ ^ '^ ^""'^^ '^ '«^^' -- D- M-- Clara 

de Fe e;^^^^^^^ " '^ ^""'° '' ''''' ' '^ -^-^^ -P-- ^ .3 

fa leceu em° H m'-T '"' '^""'''^ ^^ '^^^^ ^^'"'^'^^ torreira, a qual 

Fr nc sc^^^^^^^^^^ ""^ ' "'' ' '"'" '''^^ '^^ Tenente-Coronel Manuel 
Francisco Correia e de sua mulher D. Joaquina Maria da Ascenção 



307 




NAGÉ. (Barão de) Francisco Vieira Tosta. 
Nasceu na Cachoeira, Provincia da Bahia, em 1804. 
Falleceu em seu Engenho, na Bahia, em 17 de Junho de 1872. 
Filho de Manoel Vieira Tosta e de sua mulher D. Joanna Maria da Natividade 

Tosta. 
Era irmão do Marquez de Muritiba, e tio do 2° Barão do mesmo titulo com 

grandeza. 

Proprietário de vários engenhos de assucar. Foi Juiz de Paz e Presidente 
da Camará Municipal de Cachoeira por varias vezes, e Coronel Commandante 
Superior da Guarda Nacional, em 1852. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa e da de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : O de seu irmão o Marquez de Muritiba. (Ver a descripfio nesse titulo). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 28 de Março de 1860. 




NAZARETH. (Visconde com grandeza e Marquez de) D.' Clemente 
Ferreira França. 
Nasceu na Provincia da Bahia em 1774. 
Falleceu em 1 1 de Março de 1827, no Rio de Janeiro. 

Filho de Joaquim Ferreira França, natural de Portugal, e de sua mulher 
D. Anna Ignacia de Jesus França, natural da Provincia de Minas Geraes. 



308 



Era irmão do medico do Paço, D/ António Ferreira França, por antonomásia, 

o Francinha. ^ . r- ♦• 

Doutor em direito pela Universidade de Coimbra, foi Deputado a Consti- 
tuinte BrLileira, Ministro da Justiça no 3.» Gabinete de .8.3 e no 6. de .8.7. 

'"^Fd^sfnaTor pela Provinda da Bahia, em .8.6, Conselheiro de Estado 
effectivo, em .823, um dos redactores da Constituição do Impeno. 
Era Dignitário da Ordem Imperial do Cruzeiro. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de .. de Outubro de .8.4. Marquez por 
decreto de ia de Outubro de i8j6. 




NAZARETH. (Barão de) Silvino Guilherme de Barros. 
msceu na Comarca do Cabo, em Pernambuco, a .o de Fevereiro de 

R- Jdo'advogado João Baptista de Araújo e de sua mulher D. Marianna 
Theresa de Barros. 
Negociante e Coronel reformado da Guarda Nacional do Município do 

'^''' Foi varias vezes Deputado Provincial, em sua Provinda, e era Commen- 
dador da 1. Ordem de Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS • Escudo partido em pala, na primeira de goles uma torre de oiro, e na segunda de 
pra?a um caduco de azul, entre seis besantes de g61es p6stos em duas palas. P.^u.pb : das cores 
rmaaLdo escudo. (Braz.o passado em .5 de lulho de .8,0. Reg. no Cartor.o da Nobreza, L.v. V., 
fls. 109). 

COROA : A de Bário. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Btrio por decr«to de 1 1 de Mirço de 1868. 



309 



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Wf«^ 



NICTHEROY. (Visconde com grandeza de) Francisco de Paula de 
Negreiros Sayão Lobato. 
Nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de Maio de 181 5. 
Falleceu em 14 de Julho de 1884. 

Filho do Senador Conselheiro João Evangelista de Faria Lobato e de sua 
mulher D. Maria Izabel Manso Sayão. 

Bacharel em direito pela Academia de S. Paulo em 1834, foi Desembar- 
gador aposentado em 1856. 

Deputado pela Província de Pernambuco e Minas Geraes varias vezes, foi 
Senador pela Província do Rio de Janeiro, nomeado em 1869. 

Chamado aos Conselhos da Coroa, foi Ministro da Justiça e interino do 
Império no 16.» Gabinete de 3 de Março de 1861, e da Justiça no 25.° de i de 
Março de 187 1 ; Conselheiro de Estado nomeado em 1870. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Visconde com grandeza por decreto de 15 de Outubro de 1872. 




NIOAC. (i .» Barão, Visconde com grandeza e Conde de) Manuel António 
da Rocha Faria. 
Nasceu na cidade de Porto Alegre, Província do Rio Grande do Sul, em 7 de 
Março de 1830. 



310 



Falleceu em Cannes (Alpes Marítimos, França) a 20 de Desembro de 1894 
Casou com D. Cecília Braga, filha de António Rodrigues Fernandes Braga 

Magistrado e Senador pela Província do Rio Grande do Sul, nomeado em 

1870 e fallecido em 1875. 

Filho do D." Manuel António da Rocha Faria e de sua mulher D. Luísa 

Justiniana de Freitas. 
Era Pae do 2.» Barão de Nioac, Alfredo da Rocha Faria de Nioac. 

Depois de completar o curso da Escola da Marinha, foi praticar na Marinha 
de Guerra Francesa durante 5 annos. Tomou parte nos combates da Criméa 
no vapor de guerra Napoléon, e foi ferido em Marrocos, onde recebeu por seus 
serviços o officialato da Legião de Honra, com 21 annos de idade. 

Reformando-se no posto de i .» Tenente, dedicou-se á carreira commercial. 

Foi Deputado Geral pela Província do Rio Grande do Sul na 10 » legis- 
latura de 1851 a 1860. 

Era Grande do Império, Gentil-Homem da Imperial Gamara ; Cavalleiro 
da Imperial Ordem da Rosa, Commendador da Legião de Honra, da França • 
Grã-Cruz da Real Ordem de Villa Viçosa, de Portugal ; da de Francisco José' 
da Áustria ; da Coroa da Itália, e Grande Official da Ordem de Leopoldo' 
da Bélgica. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de góles uma torre de prata, com portas e frestas de preto, entre cinco 
flores de l,z de prata, três em chefe e duas em faxa. T.mbre : a mesma torre. D.vsa : Polius mori 
quam ftdem fallert . 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de . de Setembro de ,87o. Visconde com grandes por 
decreto de 9 de iVlaio de .874. Conde por decreto de 8 de Agosto de 1888. 



3'i 







PPTIUS tIORI CjUflM FIDLM f AlLEMi. 



NIOAC. (2.° Barão de) Alfredo da Rocha Faria de Nioac. 
Nasceu em Montevideo, Republico do Uruguay. 
Filbo dos Condes de Nioac. 

Casou com D. Cecilia Helena Monteiro de Barros, filha de Carlos Monteiro 
de Barros e de sua mulher e prima D. Maria Eugenia Monteiro de Barros, 
Condessa de Monteiro de Barros, pela Santa Sé, filha de Lucas António 
Monteiro de Barros, Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial, 
Commendador da Ordem de Christo, casado com D. Cecilia de Moraes, 
filha dos Barões do Pirahy. 

Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial, Commendador da Real 
Ordem de N. S. de Conceição de Villa Viçosa de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu pae o Conde de Nioac. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 de Maio de 1 889. 



312 




N^N^^^f ^^ DA GAMA. (Barâo e Visconde com grandeza de) 
1 ^ Nicoláo António Nogueira Valle da Gama ' 

Nasceu em Minas Geraes, em ,, de Setembro de ,802 

FmlTI^^u- "'"'"''• "' ^^•""^ ™ " "' Outubro de ,8o, 

muL?D P 'T"' "^' '«"^™ ^°8"-= ^» Gama, 'e de sua 

de Baependy "'^" """ """ * '"'" ' ^'"°' ' »''""-° ^o Mar^e: 

^"IrM^a ,""'%'"""" '=^'™™ ■'^ S"™ Cabral. Dama honorária 
Rea,,"oT:res7a G^trdVr Ho'::"r°' "^ '"'° '' "''° "'-'^' 

posto°drc:r:„rre':;:a„f ■ rr'"'°" " °""* '^-'°-'' »- ° 

postaaprXl;:o'"r.r"^ '""^ '<"" - ■— ,os, foi sua cabeça 
ciai de' On^f? "T P"""'"'' ''"<'° ^''"' P'^'''^"" da Gamara Provin- 

:'i4is,radr,;a';r''° '"' ^'^ '""""" '- "'-- °="- - 

Cuarda .oupa e Porteiro da ,!StmrarTdTCrrm' 



livo Nobili.rchico Bruileiro . 



^1} 



de Christo, Official da Imperial Ordem da Rosa, Grã-Cruz das Ordem de Villa 
Viçosa, de Portugal ; de Santa Anna, da Rússia ; de Francisco José, da Áustria ; 
membro do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, do Imperial Instituto 
de Agricultura, etc. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira, as armas dos Nogueiras, que são : em campo 
de oiro, uma banda xadrezada de prata e verde de cinco peças em cada faxa, com a ordem do meio 
coberta toda de uma cotica vermelha ; na segunda pala, as armas dos Gamas, que são ; o escudo 
xadrezado de oiro e vermelho de três peças em faxa e cinco em pala, oito de oiro e sete de vermelho, 
estas carregadas de duas faxas de prata, e no meio das armas um escudete com a quinas de 
Portugal. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 17 de Julho de 1872. Visconde com grandeza por decreto 
de 8 de Agosto de 1888. 




N 



ONOHAY. (Barão de) João Pereira de Almeida. 
Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Agosto de 1886. 




NOVAES. (Barão de) Elias Dias Novaes. 
Nasceu na Provinda de S. Paulo em 20 de Julho de 1838. 

Falleceu no Rio de Janeiro em 20 de Julho de 1815. 

Filho de José António Dias de Novaes e de sua mulher D. Maria de Freitas 
Silva, natural do Rio de Janeiro. Neto do Sargento-Mór José Novaes 
Dias, natural de S. Martinho de Moreira, Braga, e de sua mulher D. Anna 
Theresa de Camargo, natural de S. Paulo, filha de José Ortiz de Camargo 
e de sua mulher D. Theresa de Jesus Cardoso. Bisneto paterno de 
Domingos Dias e de sua mulher D. Maria Novaes. 

Casou com D. Alexandrina Ferreira, filha de Joaquim Ferreira, de S. José 
dos Barros. 

Exerceu em sua Província durante a monarchia vários cargos electivos, 
dedicando-se posteriormente ao commercio, dirigindo varias Emprezas indus- 
triaes. 



3'4 



V 



É curioso notar que o decreto da creaçào deste titulo, foi assignado no 
próprio dia em que se proclamou a Republica, sendo o ultimo decreto de 
creaçao de titulares, no Brasil. 

CREAÇÃO DO TITULO : B.rJo po, d.„cto d. ,5 d. N...mb„ d. ,88», 




]VJOVA FRIBURGO. (,.. Bar™ com grande.de) António Clemente 

Nasceu em Ovelha de Matâo, em Portugal, em 6 de Janeiro de ,79, 

Zi^ 4 de Outubro de ,86,, no Rio de Janeiro, com 7, annos de 

m. de Manuel José Clemente Pinto, e de sua mulher D. Luiza de Miranda 
GonJveT™ ^°'° '"™'"" ""'° ' '= ^"^ '"""^- D' "-'= 

"": 'z janet:": fa^r"""^ "^ '""■ "-^ ^'"'''" -"> '"'™ ^*-«°. 

rhr,«""''t.^'í 'T"°' '" °«"'"'"'' '^'' '"P^™! 0«i«m da Rosa e de 
Christo, e Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

p.».d. .„ . d, o.».„ d. ,8^. R., L í:;::! z„Zu.t:\T'''^ '"-" 

COROA : A de Conde. 



3'5 




NOVA FRIBURGO. (2.» Barão, Visconde e Conde de) Bernardo 
Clemente Pinto Sobrinho. 
Nasceu em Cantagallo, em 1 1 de Novembro de 1835. 
Falleceu em sua fazenda do Gavião, em Cantagallo, no Estado do Rio de 

Janeiro em 6 de Agosto de 19 14. 
Filho do I ." Barão com grandeza de Nova Friburgo, António Clemente Pinto, 

e de sua mulher a Baroneza D. Laura Clementina da Silva Pinto. 
Casou em i de Setembro de 1880 com D. Ambroziria Leitão da Cunha 

Campbell, viuva de Diogo Archibald Campbell, e filha dos Barões de 

Mamoré. 

Bacharel em direito, era Grande do Império, Official da Imperial Ordem 
da Rosa e Commendador da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa de 
Portugal. Era Veador de S. M. a Imperatriz. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis, em campo de oiro, cinco 
crescentes de lua de azul, postas em aspa ; no segundo e terceiro quartéis, em campo preto, três faxas 
veiradas e contraveiradas de prata e goles. Timbre : uma águia presta estendida. Paquifi : das cores 
e metaes do escudo. (BrazSo passado em ao de Julho de 1863. Reg. no Cartório da Nobrera, 
Liv. VI, fls. 58). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Bário por decrtto de 18 de Desembro de 1873. Visconde por decreto de 1 1 de 
Abril de 1888. Conde por decreto de... 1889. 



316 




OLINDA. (Visconde com grandeza e Marquez de) Pedro de Araújo 
Lima. 

Nasceu em 22 de Desembro de 1793, no lugar denominado Antas, em Pernam- 
buco. 

Falleceu no Rio de Janeiro em 7 de Junho de 1870. 

Filho do Capitão Commandante de Districto, Manuel de Araújo Lima, e de 
sua mulher D. Anna Teixeira Cavalcante, naturaes de Pernambuco ; neto 
paterno do Sargento-Mór António Casado Lima, e materno de Pedro 
Teixeira Lima Cavalcante, ambos naturaes da mesma Província. 

Casou com D. Luiza de Figueiredo de Araújo Lima, que falleceu no Rio de 
Janeiro, em 13 de Novembro de 1873, com geração. 

Grande vulto politico do 1.» e 2.° Império. 

Doutor em Cânones em 18 19, formado pela Universidade de Coimbra. 
Foi Regente do Império desde 18 de Setembro de 1837 até 22 de Julho de 
1840. Deputado por Pernambuco ás Cortes Portuguezas (i 821 -1822), e na 
Assembléa Constituinte de 1823, representou a sua Província nas \.\ 2.», 
3.» legislaturas da Assembléa Geral, de 1826 a 1837. 

Em 1837 foi nomeado Senador pela Provinda de Pernambuco. Ministro 
de Estado na pasta do Império de 3.» Gabinete de 1823, no 7.° de 1827, da 
Justiça e interinamente dos Extrangeiros no 2.° Gabinete de 1832, do Império, 
substituindo o 2.° Visconde de Caravellas, no 4.» Gabinete de 1837, Presidente 
do Conselho de Ministros varias vezes, exerceu ainda muitas vezes o cargo de 
Ministros em quasi todas as pastas até 1865. 

Conselheiro de Estado em 1842, Director da Academia de Direito de 
Olinda ; era sócio fundador do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, 



317 



desde 1838. Grande do Império, Official da Imperial Ordem da Rosa, da 
Imperial Ordem do Cruzeiro, Grã-Cruz da Imperial Ordem de Christo, 
da de Santo Estevão, da Hungria ; da Legião de Honra, da França ; da de 
N. Senhora de Guadelupe, do México ; da de S. Maurício e S. Lazaro, 
de Sardenha, e da de Medjidié, da Turquia. Era Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel as armas dos Casados, que são : em 
campo vermelho, três bandas de prata, e sobre cada uma, três molhos de trigo de sua côr, com 
espigas ; no segundo, as armas dos Limas, que são : escudo partido em pala, a i .' de Aragão, em 
campo de oiro quatro barras vermelhas ; e a segunda pala esquartelada de Silva e Souto-Maior, que 
são : Silva, em campo de prata um leão de purpura armado de azul, e Souto-Maior, em campo de 
prata três faxas enxaquetadas de oiro e vermelho, de três peças em pala ; no terceiro quartel as armas 
dos Cavalcantis, que são : em campo de prata com uma asna azul coticada de negro e o campo de 
cima vermelho semeado de flores de prata de quatro folhas ; no quarto quartel as armas dos Araujos, 
que são : em campo de prata, uma aspa azul com cinco besantes de oiro. Timbre ; dos Casados 
que é, três molhos de trigo de sua côr com espigas. Paquife : dos metaes e cores das armas ; e por 
difTerença uma brica azul com uma estrella de oiro. (Brazão passado em 30 de Outubro de 1828. 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 2). 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de 18 de Julho de 1841. Marquez por 
decreto de 3 de Desembro de 1854. 



O 




LIVEIRA. (Barão e Visconde de) António da Costa Pinto. 
A Baroneza falleceu na Bahia, em 9 de Julho de 1873. 



Bacharel em direito, chegou á Desembargador. 
Foi Presidente da Província da Bahia em 1860. 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, era Commendador da Imperial Ordem 
da Rosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 6 de Setembro de 1866. Visconde por decreto de 16 de 
Fevereiro de 1880. 



318 




OLIVEIRA CASTRO, (Barão de) José Mendes de Oliveira Castro. 
Nasceu no Rio de Janeiro, a 4 de Outubro de 1842. 

Falleceu em Paris, em 10 de Janeiro de 1896. 

Filho de António Mendes de Oliveira Castro e de sua mulher D. Castorina 
de Oliveira Castro. 

Casou em primeiras núpcias com D. Carlota Ribeiro de Oliveira Castro, e 
em segundas núpcias, em Outubro de 1888, com D. Constança Torres e 
Alvim, viuva do D.^ Henrique Corrêa Moreira. A Baroneza nasceu na 
Província do Rio de Janeiro, em 25 de Março de 185^, e é filha do 
Commendador Miguel Cordeiro da Silva Torres e Alvim e de sua mulher 
D. Josepha Rodrigues Torres e Alvim ; reside em Lausanne. 
Abastado negociante, e capitalista, foi um dos fundadores do Asylo de 

Mendicidade, Presidente da Associação Commercial e Director do Banco do 

Commercio, no Rio de Janeiro. 

Era sócio benemérito do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro 

desde 1890, Commendador da Imperial Ordem da Rosa e da de N. S. da 

Conceição da Villa Viçosa. 

BRAZAO DE ARMAS : Da Baroneza de Oliveira de Castro, filha do Commendador Miguel Cordeiro da 
Silva Torres e Alvim. Uma lisonja esquartelada : no primeiro quartel, as armas dos Souzas do Prado, 
que são esquarteladas : no primeiro e quarto as quinas de Portugal, sem a orla dos Castellos, e no 
segundo e terceiro, em campo de prata, um leão sanguinho ; no segundo quartel, as armas dos 
Alvim, que são esquarteladas: o primeiro xadresado de oiro e vermelho de quatro peças em faxa e 
outras tantas em pala ; no segundo em azul, cinco flores de liz de oiro, em santor, e assim os contrá- 
rios ; no terceiro quartel, as armas dos Silvas, - de prata com um leão de purpura armado de azul ; 
no quarto, as armas dos Torres, — em campo vermelho, cinco castellos de oiro, postas em santor.' 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 9 de Novembro de 1889. 



3'9 




o 



LIVEIRA ROXO. 
Roxo. 



(Barão de) Mathias Gonçalves de Oliveira 



BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de purpura, uma contrabanda de prata, carregada de três arruelas de 
goles, acompanhado em chefe de uma oliveira de oiro com fructos de sinople, e em ponta, de uma 
abelha de oiro. Divisa : l^irtute tt Labore. (Brazão passado em 4 de Março de 1867. Reg. no Cartório 
da Nobreza, Liv. VI, fls. 74). 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 13 de Setembro de 1882. 




OUREM. (Barão e Visconde de) José Carlos de Almeida Arêas. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 6 de Setembro de 1825. 
Falleceu em Bagnères de Bigore (Altos Pyreneus, em França), em 29 de Julho 

de 1892, achando-se sepultado em Pau. 
Filho de José da Silva Arêas e de sua mulher D. Antónia de Almeida Arêas. 

Bacharel em Sciencas e Lettras pelo Collegio D. Pedro 11, e em Sciencias 
jurídicas e sociaes, pela Academia de S. Paulo. 

Ministro Plenipotenciário em Londres, de 1868 a 1872, foi Superintendente 
da Immigração, na Europa, Director da Contencioso do Thesouro Nacional, 
membro da Sociedade de Legislação Comparada, do Instituto dos Advogados, 
do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro em 1886, Official da Instrucção 



^ao 






20 de 




O ^,^'^^^^- (^^'•'^o de) Manuel Ignacio de Oliveira 
^^ Natural da Província de Pernambuco 
Falleceu em Lisboa, em 25 de Junho de .875. 

Era irmão do Barão de Cruangy. 

Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

uma cruz de g ,es flor a a rel^ h"" ""' ''"'^ '" °'" '"^ ""^ "^^ ■^-- = 

Nobreza, LivVl. fls ^6). '"" '^"' '° "^ ^'^"'° '' ■''7- '^*«- "° Cartório da 

CORÔA : A de Barão. 

oiBAÇÃo DO Título -. b.„o p„ d,„.,<, a, „ ,, ,„„,„ ,, „^^ 




^^^ Natural de Mmas Geraes. 
/^a/Z^íT^M em 2 de Junho de 1888. 
Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO T.TULO : Bar.o por decreto de ,5 de Junho de ,88. 



aes. 



Archlvo Mobili«rchlco BnsiUIro 41 



331 




OURO PRETO. (Visconde com grandeza de) AfTonso Celso de Assis 
Figueiredo. 

Nasceu na cidade de Ouro Preto, em Minas Geraes, em 21 de Fevereiro de 
1837. 

Falleceu em Petrópolis, em 21 de Fevereiro de 191 2, 

Filho de João António Afitonso e de sua mulher D. Maria Magdalena de 
Figueiredo Affonso. 

Casou, a 6 de Janeiro de 1859, com D. Francisca de Paula de Martins de 
Toledo, nascida em S. Paulo a 1 1 de Fevereiro de 1839 e fallecida no 
Rio de Janeiro a 22 de Abril de 1 9 1 6 ; filha do Tenente-Coronel, Conselheiro 
Joaquim Floriano de Toledo, e de sua segunda mulher D. Anna Mar- 
garida da Graça Martins. 

Bacharel em direito pela Academia de S. Paulo em 1858, foi Secretario 
de Policia ; Deputado Provincial varias vezes ; Deputado Geral pela Província 
de Minas Geraes, nas 12.», 13.» e 17.» legislaturas, e Senador por sua Província 
natal, nomeado em 1879. 

Chamado aos Conselhos da Coroa, foi Ministro da Marinha no 22.° Gabi- 
nete de 3 de Agosto de 1866, da Fazenda no 27.° Gabinete de 5 de Janeiro 
de 1878, nomeado em 8 de Fevereiro de 1879 e da Fazenda no }6.o Gabinete, 
ultimo do Império, de 7 de Junho de 1889, do qual foi o Presidente do 
Conselho. 

Era Conselheiro de Estado Ordinário nomeado em 1882, do Conselho 
de S. M. o Imperador. 

Grande do Império, Veador de S. M. a Imperatriz, Grã-Cruz da Ordem 
de Isabel a catholica de Hespanha, do Leão Neerlandez, Sócio Honorário e 



332 



Vice Presidente do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, Sócio do 
Instituto do Ceará e de muitas outras Sociedades scientificas e litterarias 
nacionaes e estrangeiras. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em c»mpo de oiro, três triângulos equiláteros de sable, formando pela direcção de 
seues lados um novo triangulo de mesma naturesa. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇAO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 13 de Junho de 1888. 




PACHECO. (Barão com grandeza de) D.-- Manuel Pacheco da Silva. 
Nasceu na cidade no Rio de Janeiro, a 6 de Agosto de 1812. 
Falleceu nessa cidade a 8 de Abril de 1889. 

Filho de Manuel Pacheco da Silva, natural da Bahia, e de sua mulher D. Fran- 
cisca de Ponce Pacheco da Silva, natural da Andaluzia. 
Casou com D. Rosalina Dionisia Pacheco da Silva, nascida no Rio de Janeiro 
em 24 de Fevereiro de 19 16, filha do Cirurgião-Mór João Carvalho de 
Vasconcellos e de sua mulher D. Theresa Leonissa Carvalho de Vascon- 
cellos. 

Doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro em 1839. Em 1835 
foi nomeado Membro do Conselho Director da Instrucção primaria e secun- 
daria do Município da Corte e Inspector Geral interino ; Membro da Junta 
Central de Hygiene Publica e Reitor do Collegio D. Pedro II. Por decreto de 
1857 foi nomeado Director do Instituto Commercial do Rio de Janeiro, e em 
1872 Preceptor dos Príncipes D. Pedro e D. Augusto, filhos do Duque de 
Saxe e de sua Alteza Imperial a senhora D. Leopoldina. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade, nomeado em 
1860; Official da I. Ordem da Rosa, por serviços prestados a Instrucção 
Publica, em 1854, e em 1876 foi distinguido com a Cruz de 2.» Classe da 
Ordem Ducal Ernestina de Saxe-Coburgo Gotha. 

CREAÇAO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de a de Abril de 1887. 



333 




p 



AJEHU. (Barão de) Andrelino Pereira da Silva. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i o de Desembro de 1 888. 



P 




ALMA. (Barão de) António de Freitas Paranhos. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 27 de Março de 187J. 




PALMARES. (Barão dos) Bernardo José da Gamara. 
Nasceu em Pernambuco. 
Falleceu nessa Província em 29 de Setembro de 1878, com 71 annos de idade. 
Casou com D. Maria E. da Gamara Nobre. 

Agricultor, em sua Provincia, prestou grandes serviços na Guerra do 
Paraguay, organisando corpos de Voluntários, nos quaes todos os seus filhos 
sentaram praça. 

Envolvido na rebellião de 1848 de Pernambuco, cumpriu pena até sobrevir 
a amnistia. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Setembro de 1866. 




PALMEIRA. (Barão e Visconde da) António Salgado da Silva. 
Falleceu em 26 de Fevereiro de 1888. 
Filho de António da Silva Salgado, e da sua segunda mulher D. Maria Correia, 

com quem casou em 1787, filha do Alferes Ignacio Gorreia da Silva. 
Casou txn Pindamonhangaba, em 1835, com sua sobrinha, D. Maria Bicudo 



324 



Salgado, filha de Ignacio Bicudo de Siqueira Marcondes, e de sua mulher 
D. Francisca Salgado da Silva. 
Era pae da Baroneza de Lessa. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 1 6 de Fevereiro de 1867. Visconde por decreto de 18 de 
Agosto de 1887. 



P 




ALMEIRA DOS ÍNDIOS. (Barão de) Paulo Jacintho Tenório. 
Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 28 de Agosto de 




PALMEIRAS, (i.o Barão com grandeza de) Francisco Quirino da 
Rocha. 

Casou com D. Luiza Maria de Jesus de Souza, filha de Manuel Pinheiro de 
Souza e de sua mulher Thereza Maria de Jesus. 
Era avô do 2.» Barão de Palmeiras e do Barão de Werneck. 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial e Commendador da Imperial 
Ordem de Christo. 

BRAZAO DE ARMAS : Um escudo com as armas dos Rochas, de prata com uma aspa de vermelho, carregada 
de cinco vieiras de oiro bordadas de azul. Timbre : a aspa das armas, com uma vieira por cima- 
CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 26 de Julho de 1849. Barão com grandeza por decreto 
de 6 de Novembro de 1850. 



335 




PALMEIRAS. (Barão de) João Quirino da Rocha Werneck. 
Nasceu na Província do Rio de Janeiro em 1846 e ainda vive. 

Filbo do Coronel Luiz Quirino da Rocha Werneck, Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Imperial, Cavalleiro da Ordem de Christo, Tenente-Coronel de 
Milícias, e de sua mulher D. Francisca das Chagas Werneck ; neto 
paterno de Francisco Quirino da Rocha, Barão de Palmeiras, com 
grandeza, e de sua mulher D. Luíza Maria de Jesus de Souza, e por 
parte materna do Sargento-Mór Francisco das Chagas Werneck, Commen- 
dador da Ordem de Christo. 
E' irmão do Barão de Werneck. 

Casou com D. Carolina Pinheiro de Souza Werneck, filha dos 2.°' Barões 
de Ipiabas. 
Agricultor na Província do Rio de Janeiro e capitalista. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de prata, uma aspa de vermelho carregada de cinco vieiras de oiro 
bordadas de azul. Timbre : a aspa das armas com uma vieira por cima. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 13 de Setembro de 1882. 



P 




AQUEQUER. (Barão de) Joaquim Luiz Pinheiro. 

(Vide noticia no titulo Visconde de Pinheiro). 



CREAÇAO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Desembro de 1875. 



326 




PAQUETA. (Barão com grandeza de) José Thomaz da Silva Quinta- 
nilha. 
FaUeceu em 1878, no Rio de Janeiro. 
Casou com D. Joaquina Soeiro Quintanilha. 

Bacharel em mathematicas pela Universidade de Coimbra, prestou rele- 
vantes serviços á Independência, no Maranhão. 

Foi Deputado Provincial e Presidente da Companhia Brasileira de Paquetes 
á vapor. 

Era Grande do Império, Official da Ordem Imperial do Cruzeiro, e 
Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado, no primeiro e quarto, em campo de oiro, um leão de purpura 
rompente armado de azul, tendo na garra destra um compasso de goles, e na espádua uma folha de 
independência de sinople, nervada e orlada de oiro, e por cima da cabeça, uma estrella de goles ; no 
segundo e terceiro, em campo de sinople, cinco seixas de prata voando e postas em aspa. (Brazão 
passado em 29 de Janeiro de 1872. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, tts. 12^). 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 22 de Novembro de 1871. 




PARAGUASSÚ. (i.o Barão de) Salvador Muniz Barreto de Aragão. 
FaUeceu na Bahia em 15 de Julho de 1865. 

Era pae do 2.» Barão e Visconde de Paraguassú, Francisco Muniz Barreto 
de Aragão. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Outubro de 1848. 



327 




PARAGUASSÚ. (2.° Barão e Visconde de) Francisco Muniz Barreto 
de Aragão. 
Natural da Bahia. 
Filho de Salvador Muniz Barreto de Aragão, i ." Barão de Paraguassú. 

Foi Cônsul Geral do Brasil em Hamburgo. 

Era Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial, Cavalleiro da Imperial 
Ordem de Christo, Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, Commen- 
dador da Ordem do Libertador Bolivar, de Venezuela de i.* classa, Cavalleiro 
da Ordem Grã-Ducal de Baden e do Leão de Zshringen. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 17 de Julho de 1872. Visconde por decreto de 10 de 
Novembro de 1883. 




PARAHIM. (Barão de) José da Cunha Lustosa Paranaguá. 
Filho do Coronel José da Cunha Lustosa, natural da freguesia de 
N. S. do Livramento, depois villa e comarca de Paranaguá, na Província do 
Piauhy, onde falleceu a 2 de Março de 1827, e de sua mulher D. Ignacia 
Antónia dos Reis Lustosa, que falleceu em 10 de Julho de 1860. 
O Barão de Parahim era irmão do Marquez de Paranaguá e do Barão de 
Santa Philomena. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial 
Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 6 de Novembro de 1866. 



328 







PARAH YBA. (Barão e Visconde com grandeza de) João Gomes Ribeiro 
de Avellar. 

Falleceu na Paraliyba do Sul, Província do Rio de Janeiro, em 12 de Janeiro 
de 1879. 

Filho de Luiz Gomes Ribeiro de Avellar e de sua mulher D. Joaquina Mathilde 
de Assumpção. 

Casou com D. Carolina de Azevedo, filha do Commendador Manuel Joaquim 
de Azevedo. 

Era irmão da 2.» Baroneza do Paty do Alferes, D. Maria Isabel Assumpção 
de Avellar, do Barão de S. Luiz, do Barão de Guaribú, e sobrinho do i.» Barão 
de Capivary. 

Era Coronel da Guarda Nacional da Parahyba do Sul e Petrópolis e 
importante fazendeiro nesses Municípios. 

Era Grande do Império, Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e 
Commendador da de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado, no primcTo e quarto, de verde, um leopardo de oiro passante 
e um chefe de o,ro com três estrellas de góles ; no segundo e terceiro, de oiro, três faxas de azul' 
carregadas de três besantes de prata cada uma ; e no centro um escudete tendo em campo de prata 
um ramo de cafeeiro e uma canna de assucar ao natural, postos em aspa. (Brazào passado em 30 de 
Desembro de 1858. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 39). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de ,, de Outubro de ,848. Visconde com 
grandeza por decreto de 4 de IVlarço de 1876. 



Archivo Nobiliarehico Braailciro 41 



329 




PARAHYBUNA. (Barão com grandeza de) Custodio Gomes Varella 
Lessa. 
Natural de Lessa, arcebispado de Braga, em Portugal. 

Falleceu na cidade de Pindamonhangaba, na Província de S. Paulo, em 3 1 de 
Agosto de 1855. 

Filho de André Gomes Varella e de sua mulher D. Maria Theresa de Jesus. 

Casou em primeiras núpcias, em 1790, com D. Florinda Maria Salgado, 
natural de Lessa, filha de António da Silva Salgado e de sua mulher 
D. Maria Ferraz de Araújo, e em segundas núpcias com D. Benedicta 
Bicudo Salgado, que foi mais tarde agraciada com o titulo de Viscondessa 
de Parahybuna, filha de Ignacio Bicudo de Siqueira Morcondes e de sua 
mulher D. Francisca Salgado. 
Eram pães do Barão de Lessa. Por seu primeiro matrimonio o Barão 

de Parahybuna, era pae da i .» Baroneza de Pindamonhangaba. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS ; Barão por decreto de 6 de Novembro de 1850. Barão com grandeza por decreto 
de 16 de Maio de 1851. 




PARAHYBUNA. (Baroneza e Viscondessa de) D. Benedicta Bicudo 
Salgado Lessa. 

Filha de Ignacio Bicudo de Siqueira Marcondes e de sua mulher D. Francisca 
Salgado, filha de António da Silva Salgado e de sua i.* mulher D. Maria 
Ferraz de Araújo ; neta paterna do Capitão-Mór Ignacio Bicudo de Siqueira 
casado em 1769 em Pindamonhangaba com D. Maria Vieira Marcondes 
que era filha do Capitão António Marcondes do Amaral, natural da Ilha 
de S. Miguel, e de sua 1.* mulher D. Maria Magdalena Cabral. 
Viuva do Barão com grandeza de Parahybuna, Custodio Gomes Varella 

Lessa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Viscondessa com grandeza por decreto de 1 8 de Agosto d» 1887. 



330 




P ARAHYTINGA. (Barão de) Manuel Jacintho Domingues de Castro 
X Nasceu em S. Luiz do Parahytinga, na Provincia de S. Paulo em ? de 
1810. ' -^ 

Falleceu nessa Provincia em 27 de Setembro de 1887 

F/tóo do Capitão Manuel Domingues de Castro e de 'sua mulher D. Eufrásia 
Mana de Campos. 

Casou com D. Maria Justina de Gouvea Castro, filha do Capitão Jeronymo 
Pereira de Campos. 

Era grande influencia politica em seu districto, e foi Deputado Provincial 
a Assemblea da Provincia de S. Paulo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1872. 




PARANÁ. (Visconde com grandeza, Conde e Marquez de) Honório 
Hermeto Carneiro Leão. 
Nasceu em Jacuhy, Provincia de Minas Geraes, em 1 1 de Janeiro de 1801 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 4 de Setembro de 1857 
Filho do Coronel Nicoláo Netto Carneiro Leão e de sua primeira mulher 

D. Joanna Severina Augusta de Lemos. 
Casou com D. Maria Henriqueta Carneiro Leão, Dama honorária de S M a 
Imperatriz. 



331 



Estudou humanidades em Minas, partiu para Portugal em 1820 e tomou o 
gráo de Bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, em 1825. Começou a 
carreira da magistratura como Juiz de Fora em S. Sebastião em 1826, chegando 
á Desembargador da Relação de Pernambuco e Conselheiro aposentado do 
Supremo Tribunal de Justiça. 

Foi Deputado á Assembléa Geral na 2.*, 3.» e 4." legislaturas de 1830 a 
1841. Senador pela Província de Minas Geraes em 1842. Ministro Plenipoten- 
ciário em missão especial no Rio da Prata em 185 1 . Foi Presidente das Provín- 
cias de Pernambuco em 1848, do Rio de Janeiro em 1841. Chamado aos 
Conselhos da Coroa, foi Ministro da pasta da Justiça no }." Gabinete de 1832, 
da Fazenda e Presidente do Conselho no 12.» Gabinete de 1853. 

Politico e magistrado de grande valor, foi do Conselho de S. Magestade, 
Conselheiro de Estado, em 1842, membro do Instituto Histórico e Geogra- 
phico Brasileiro desde 1839, Grã-Cruz das Imperiaes Ordens de N. S. de Villa 
Viçosa de Portugal, de Christo do Brasil, da Águia Branca da Rússia, e da 
Imperial Ordem do Cruzeiro. Era Grande do Império e Provedor da Santa 
Casa de Misericórdia. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquirtelado : no primeiro, partido de vermelho e azul e sobre elle um leão 
de oiro rompente de prata ; bordadura de oiro carregada de quatro folhas de figueira ao natural 
acontonadas, e de quatro flores de liz de azul, em cruz ; no segundo, de goles, com uma banda de 
azul, acoticada de oiro, carregada de três flores de mesmo, entre dois carneiros de prata, passantes, 
armados de oiro ; e assim os contrários. Timbre : o leão do escudo, com uma folha de figueira na 
testa. Divisa : Cor unum via una. (Brazão passado «m 28 de Novembro de 1855. Reg. no Cartório 
da Nobreza, Liv. VI, fls. 26). 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS títulos : Visconde com grandeza por decreto de 26 de Junho de 1852. Conde por decreto 
de 12 de Outubro de 185}. Marquez por decreto de 2 de Desembro de 1854. 



332 




r.nRUNUMVIAUNA- 



PARANÁ. (Barão de) D- Henrique Hermeto Carneiro Leão. 
Nasceu naVrovincia do Rio de Janeiro em .. de Novembro de .847. 
Falleceu na cidade do Rio de Janeiro a >^/^ ^-j;^^; '^-ó. 
Fi/^o dos Marquezes de Paraná, e irmão do Barão de Santa Mana 

Machado. 

Fez o seu curso de humanidades no collegio Pedro II, e em .870 formou- 

Janeiro. 

vermelho e azul e sobre elU um leão de cro rompente d« P;;'J ■ J^;'*^ ^^^ ^^ „,, . „„ 

quatro folhas de figueira ao natural acontonadas e de quaUo °- ^J ' ^/^^^^ ^/^^^ ,, „,,^„, 
segundo, de gôles, com uma banda de azul, acot.c d e -^ -'J» ^^^^^^^^, ^.^^^^ .. „ ,^.0 do 

:r r:r;:at;gS;:r;e^^^^^^^ ^- ^^--^^ -- - ^« ^^ 

Novembro dç ,855. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. .6). 
CREAÇÃO DO TITULO •. Bário por decreto de .6 de Maio de .888. 



333 




PARANAGUÁ, (i.o Visconde com grandeza e i.° Marquez de) Fran- 
cisco Villela Barbosa. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 20 de Novembro de 1769. 
Falleceu nessa cidade em 1 1 de Setembro de 1846. 
Filho do negociante Francisco Villela Barbosa, natural da cidade de Braga 

(Portugal), e de sua mulher D. Anna Maria da Conceição, nascida no 

Rio de Janeiro. 
Casou com D..., e em segundas núpcias com D. Maria Nazareth de Carvalho 

Villela, Dama honorária de S. M. a Imperatriz, fallecida no Rio de Janeiro 

em 2} de Abril de 1877, com 85 annos de idade. 

Bacharel em mathematicas pela Universidade de Coimbra em 1 1 de Junho 
de 1796, foi lente da Academia Real de Marinha em 1801. Foi Deputado pela 
Província do Rio de Janeiro ás Cortes Portuguezas de 1821 a 1822. Em 1823 
pediu demissão do posto de Major de Engenheiros no Exercito Portuguez, e 
veio para o Brasil, onde foi nomeado Coronel de Engenheiros. Chamado 1 1 vezes 
aos Conselhos da Coroa, foi Ministro 7 vezes na pasta da Guerra, 3 vezes na 
dos Estrangeiros, e uma na do Império. 

Senador e Conselheiro de Estado em 1836. Foi um dos encarregados de 
tratar em Portugal, o reconhecimento da Independência do Brasil em 1825. 
Era membro e Vice Presidente da Academia de Sciencas de Lisboa, da Sociedade 
Marítima, Militar e Geographica da mesma cidade, do Instituto Histórico e 
Geographico Brasileiro, desde 1838, etc. 

Grande do Império, Conselheiro de Estado efifectivo em 1823, foi um dos 
redactores da Constituição do Império. Era Grã-Cruz da 1. Ordem de Cruzeiro. 



334 



#> 



BRAZÃO DE ARMAS : Um escudo con, as armas dos Barbosas, que são : de prata com uma banda de 
1° carregada de três crescentes de oiro, entre dois leões bata.hantes, de purpura, armado 
deprat T.mb. : um .e.o sainte de purpura, com um crescente das armas na espadoa, armado 
de prata. 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de ., de Outubro de .8,4. Marquez por 
decreto de 1 a de Outubro de 1 8a6. 




PARANAGUÁ. (2.0 Visconde com grandeza e 2." Marquez de) João 
Lustosa da Cunha Paranaguá. 
Nasceu na fazenda do Brejo do Mocambo, freguesia de N. S. do Livramento, 
depois villa e comarca de Paranaguá, no Piauhy, em 21 de Agosto de 

1821. 
Fa//^í:í«noR.iode Janeiro, em 9 de Fevereiro de 1912. • . ,, . 

Filho do Coronel José da Cunha Lustosa e de sua mulher D. Ignacia Antónia 
dos Reis Lustosa. 

Casou em 1847 com D. Amanda Pinheiro Paranaguá que falleceu em 1874 ; 
filha do Visconde de Montserrate, Joaquim José Pinheiro de Vasconcellos 
e de sua mulher D. Maria Francisca de Campos Pinheiro. 

Bacharel em direito, pela Faculdade de Olinda, em .846. Exerceu vários 
cargos na magistratura, aposentando-se com as honras de Desembargador 

^"^ 'foí Deputado Provincial em 1840, e Geral, por sua Provinda, nas 8.^ e 

,3 a legislaturas, de 1850 a 1865, quando foi nomeado Senador pelo Piauhy. 

Presidiu as Províncias do Maranhão em 1858, Pernambuco em 1865, e 

Bahia em 1881. . . i • 

Chamado varias vezes ao Conselho da Coroa, foi Ministro do Império 
no 15.» Gabinete de 1859, da Justiça, da Guerra e dos Estrangeiros no 22.0 
Gabinete de 1866; da Guerra no 27." Gabinete de 1878; da Fazenda e 
Presidente do Conselho no yo." Gabinete de .882, e finalmente Ministro 
dos Estrangeiros no 33° Gabinete de .885. Durante sua longa e honrosa 
existência prestou mais de sessenta annos de relevantes serviços ao seu 
paiz. 



335 



Foi Presidente da Sociedade de Geographia do Rio de Janeiro, durante 
29 annos ; e do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro ; Sócio honorário 
do Instituto do Ceará, etc. 

Era Grande do Império, Veador de S. Magestade a Imperatriz, Conselheiro 
de Estado em 1879, Commendador da Ordem de S. Gregório Magno, Digni- 
tário da I. Ordem da Rosa e Gentil-Homem da Imperial Camará. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de 18 de Janeiro de 1882. Marquez por 
decreto de 13 de junho de 1888. 




PARANAPANEMA. (Barão de) Joaquim Celestino de Abreu Soares. 
Filbo do Capitão, Commendador Joaquim José Soares de Carvalho, e 
de sua mulher D. Maria Feliciana de Abreu. 
Era irmão da Baroneza de Atibaia. 
Cusou três vezes, a primeira com D. Joaquina Angélica de Oliveira, em 1841, 
em S. Carlos, na Província de S. Paulo ; a segunda vez casou e não 
deixou geração, e a terceira com D. Maria Carolina de Toledo Soares, 
em 186!, filha do Major António Elias de Toledo Lima, e de sua mulher 
D. Carolina Maria de Arruda. 

Era Capitão da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Setembro de 1887. 




PARANAPIACABA. (Barão de) João Cardoso de Menezes e Souza. 
Nasceu em Santos (S. Paulo) a 25 de Abril de 1827. 
Falleceu em 3 de Fevereiro de 191 5, no Rio de Janeiro. 
Filbo de João Cardoso de Menezes e Souza. 

Bacharel em Sciencias jurídicas e sociaes, em 1848, pela Academia de 
S. Paulo, foi professor em Taubaté e advogado na Corte até 1857. Serviu 
longos annos no Thesouro Federal, onde aposentou-se no lugar de Director 
do Contencioso em 1890. 



336 



Foi Deputado á Assembléa Geral pela Província de Goyaz nas 14-% 15' 
e 16 ^ legislaturas, desde 1869 até 1878. Do Conselho de S. Magestade, era 
Sócio e Presidente do Conservatório Dramático do Rio de Janeiro, do Instituto 
Histórico e Geographico Brasileiro, do Instituto do Ceará, etc. 

Era dignitário da 1. Ordem da Rosa. Desde os bancos académicos distm- 
guio-se como litterato e grande poeta, tendo escripto grande numero de obras 
litterarias de grande valor. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Maio de i88j. 



íí«ai' 



p 



ARANGABA. (Barão de) José Miguel de Vasconcellos. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de 1889. 




PARAOPEBA. (Barão de) Romualdo José Monteiro de Barros. 
Falleceu em Minas em 1 6 de Desembro de 1855. 
Filho de Manuel José Monteiro de Barros e de sua mulher D. Maria Euphrasia 
da Cunha Mattos. 

Era irmão do Visconde de Congonhas do Campo. 
Casou com D. Francisca Constança Leocadia da Fonseca. 

Membro do 2.» Governo Provisório da Provinda de Minas Geraes e do 
Governo de 1825 a 1833, foi Presidente da Provinda de Minas Geraes em 

1850. 

Era senhor de rica lavra mineral em Congonhas do Campo, nessa 

Provinda. 

Era Cavalleiro Professo na Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i de Desembro de 1854. 



Archlvo NoblIUrchlco Bruilelro 43 



337 




PARAÚNA. (Barão de) António Moreira da Costa. 
Capitão da Guarda Nacional. 

CREAÇÂO DO TITULO : Barão por decreto de 6 de Julho de 1889. 



tt. 




PARIMA. (Barão de) Francisco Xavier Lopes de Araújo. 
Nasceu na cidade de Campanha, Provincia de Minas Geraes, em lo de 
Fevereiro de 1828. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 9 de Março de 1886. 
Filho do Commendador Francisco Xavier Lopes de Araújo, e de sua mulher 

D. Anna Luiza Xavier de Araújo. 
Casou com D. Rita Emilia Alcântara de Araújo, natural do Rio Grande 
do Sul. 

Sentando praça no Exercito, matriculou-se na Escola Militar do Rio de 
Janeiro, fazendo o respectivo curso de Engenharia, que terminou em 1855, 
quando lhe foi conferido o gráo de bacharel em mathematicas. 

Já era i .» Tenente quando seguio como Membro da Commissão Brasileira 
de demarcação de limites com a Estado Oriental, servindo sob as ordens do 
Barão de Caçapava. 

Promovido a Capitão, fez o levantamento da Carta Geographica do Rio 
de Janeiro. Em 1865 seguio para a Guerra do Paraguay e distinguio-se nos 
combates de 24 de Maio, 3 e 22 de Setembro de 1866. Como Major do Corpo 
de Engenheiros, em 1872, foi nomeado Chefe da Commissão Mixta de demar- 
cação de limites com o Paraguay, em 1875, da Commissão de limites da 
Bolívia, e em 1884, na de Venezuela. 

Foi Coronel de Corpo de Engenheiros, em 1878. Ajudante e em 1884 
Director do Imperial Observatório Astronómico do Rio de Janeiro, e lente de 
Astronomia da Escola Central. 

Era Sócio do Instituto Polytechnico Brasileiro e da Sociedade de Geogra- 
phia de Lisboa. • 

Tinha o Habito da Ordem de Christo, Commendador da Imperial Ordem 
da Rosa, Cavalleiro da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz, e tinha a 



338 



medalha Geral da Campanha do Paraguay, com passador de oiro, e a 
condecoração de 2.* classe do Busto de Bolívar, de Venezuela. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Abril de 1884. 




PARNAHYBA. (Barão e Visconde com grandeza da) Manuel de Souza 
Martins. 
Falleceu na Provinda do Piauhy, em 20 de Fevereiro de 1856, com 93 annos 

de idade. 

Agricultor. 

Sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro desde 1839. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de .2 de Outubro de .825. Visconde com grandeza por 
decreto de 18 de Julho de 1841. 




PARNAHYBA. (Barão, Visconde com grandeza e Conde da) António 
de Queiroz Telles. 
Nasceu em Jundiahy, Província de S. Paulo, em i6 de Agosto de 1831. 
Falleceu em Campinas, nessa Província, em 5 de Maio de 1888. 
Filho do Sargento-Mór António de aueiroz Telles, Barão de Jundiahy, e de 

sua mulher D. Anna Leduina de Moraes Jordão. 

Era irmão do Barão de Japy. 
Casou txn S. Paulo, em 13 de Junho de 1854. com D. Rita Mboy Tibiriçá 

Piratininga, fallecida em 1901, e filha de João Tibiriçá Piratininga, e de 

sua mulher D. Maria Antónia de Camargo. 

Bacharel em direito pela Academia de S. Paulo, em 1854, dedicou-se á 

advocacia em Itú. 

Foi Deputado Provincial, de 1856 a 1860, tendo presidido a Assembléa, 

diversas vezes. 

Vereador da Camará Municipal de Itú e seU" Presidente, organisou e 
presidiu a Estrada de Ferro Mogyana. Era grande influencia politica nessa 
Província, e presidiu-a durante 20 mezes, tendo tido occasião de hospedar 



339 



SS. MM. Imperiaes, em sua visita á S. Paulo. Era Commendador da Imperial 
Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO IX)S TÍTULOS : Barão por decreto de 31 de Desembro de 1880. Visconde com grandeza por 
decreto de 7 de Maio de 1887. Conde por decreto de 3 de Desembro de 1887. 



$' 




PARÁ-MIRIM. (Barão de) Miguel José Maria de Teive e ArgoUo. 
Nasceu na Província da Bahia, em 1802. 
Filbo de José Joaquim de Teive e Argollo, Fidalgo Cavalleiro da Casa Impe- 
rial, e de sua mulher D. Maria Luiza de Argollo Queiroz, filha de Paulo 
de Argollo Queiroz e de sua mulher D. Leonor Antónia de Queiroz. 
Era neto paterno de João Teive e Argollo e de sua mulher D. Anna 
de Marques de Almeida. 
Casou com D. Bernarda Maria de Teive e Argollo, sua prima. 

Fez aos 20 annos de idade a campanha da Independência, como Capitão 
de infanteria de milicias. 

Era Tenente Coronel da Guarda Nacional, Commandante Superior da 
mesma, no Município da Villa de S. Francisco em 1839, e teve as honras de 
Coronel Honorário do Exercito em 1864. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo, Cavalleiro da Imperial 
Ordem do Cruzeiro, e Fidalgo Cavalleiro da Casa imperial. Tinha a medalha 
da Independência da Bahia. 

CREAÇÃO DO TITUI.O : Barão por decreto de 14 de IVlarço de 1860. 



340 




• % 



PASSAGEM. (Barão com grandeza da) Delfim Carlos de Carvalho. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 13 de Abril de 1825. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 19 de Maio de 1896. . , , ^ 

Filbo de António Carlos de Carvalho e de sua mulher D. Mana José dos 

Prazeres. 

Desde moço dedicou-se á carreira das armas, sentando praça de aspirante 
em 25 de Fevereiro de .859, chegando ao posto de Chefe de Divisão de 
Esquadra em 1869. Fez a campanha do Paraguay. onde muito se distinguio 
por sua rara bravura. Como immediato da Corveta ^ma^onas, tomou parte 
no glorioso combate do Riachuelo, e como Commandante da Esquadra, 
forçou a passagem do Humaytá, fazendo jús ao titulo que lembra esse feito. 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

Era do Conselho de S. Magestade, Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, 
Commendador da Imperial Ordem de Christo, Cavalleiro da Imperial Ordem 
de S Bento de Aviz, e tinha as medalhas de campanha de Paysandu, de oiro 
de Riachuelo, de Mérito e Bravura Militar e Geral da Campanha do Paraguay, 
também de oiro, e a de prata de Toneleros. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de oiro um vapor encouraçado de sable, andando em um rio de azul 
ondeado de prata, carregado â destra de uma corrente posta em barra e á sin.stra de um torpedo do 
mesmo; chefe de azul com um delphim, um carolus e uma bolota de carvalho de o-'»- D.v.sa : 
^ranU! (BrazSo passado em 9 de Abril de .869. Reg. no Cartório da Nobreza, L,v. VI, fls. -04). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de > de Março de .868, pelos « mui relevantes 

e extraordinários serviços que prestou no Commando da Divisão da Esquadra Brasileira, que forçou 

a passagem do Humaytá». 



M' 




PASSE. (Barão, Visconde com grandeza e Conde do) António da Rocha 
Pitta Argolio. 
Falleceu na Província da Bahia em 8 de Fevereiro de 1877. 
Casou com D. Maria da Conceição Martins Argolio, e tiveram uma filha, 
D. Antónia da Rocha Pitta e Argolio que casou com o Barão de Cote- 
gipe. Senador e Grande do Império. 

Era Grande do Império, Veador de S. M. a Imperatriz, Commendador da 
Imperial Ordem de Christo, Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e tinha a 
medalha da Independência, na Bahia. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 1 1 de Setembro de 1843. Visconde com grandeza por 
decreto de 2 de Desembro de 1854. Conde por decreto de 14 de Março de 1860. 




PASSE. (2.° Barão do) Francisco António Rocha Pitta ArgoUo. 
CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Junho de 1862. 




PASSEIO PUBLICO. (Barão do) José de Oliveira Barbosa. 
(l^ide noticia no titulo Visconde do Rio Comprido). 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 18 de Outubro de 1829. 



P 




ASSOS. (Barão de) Jeronymo de Mello Pereira e Souza. 
Fazendeiro na Província de Minas Geraes. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. 



343 




p 



ATR0C1>Í10. (Barão de) Joaquim António de Souza Rabello. 
Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por 



decreto de i o de Agosto de 1889. 




P 



ATY DO ALFERES. (,.» Barão com grandeza do) Francisco Maria 
Gordilho Velloso de Barbuda. 

(Fide noticia no titule Marque:^ de facaripaguá). 




PATY DOS ALFERES. (2.» Barão com grandeza do) Francisco 
Peixoto de Lacerda Wernek. 
msceu na fazenda da Piedade, em 6 de Fevereiro de .793-^ 
Falleceu na freguezia do Paty do Alferes, na Provmaa do Rio de Jane.ro, 

erVniha do Sa,gen,o-M6r Ignacio de Souza WernecU, e de sua mulher 
D. Francisca das Chagas. 



343 



Casou com D. Maria Izabel Assumpção de Avellar, filha de Luiz Gomes 
Ribeiro de Avellar e de sua mulher D. Joaquina Mathilde de Assumpção 
que nasceu em 8 de Março de 1808 e falleceu em 7 de Maio de 1866, em 
sua fazenda de Monte Alegre. 

Membro da Assembléa Provincial, em varias legislaturas, era Comman- 
dante Superior da Guarda Nacional, em Vassouras, Cavalleiro da Imperial 
Ordem de Christo, Commendador da Imperial Ordem da Rosa, e Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Imperial. 

Possuia 8 grandes fazendas. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, as armas dos Peixotos, que são : enxaquefado 
de oiro e azul, de seis peças em faxa ; e no segundo, as armas dos Lacerdas, que são ; de castella 
e leão, em campo partido com as armas antigas de França ; e assim aos contrários. (Brazão passado 
em a6 de Fevereiro de 1855. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 18). 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 15 de Desembro de 1832. Barão com grandeza por decreto 
de 2 de Julho de 1853. 




PEDRA BRANCA. (Barão eViscondecomgrandeza de) D. ■■Domingos 
Borges de Barros. 
Nasceu na Província da Bahia, em lo de Outubro de 1780. 
Falleceu em 20 de Março de 1855. 
Filho do Capitão- Mór Francisco Borges de Barros e de D. Luiza Borges. 

Doutor em philosophia pela Universidade de Coimbra, foi Deputado ás 
Cortes Portuguezas, em 1821, pela Província da Bahia, e ahi advogou pela 
primeira vez a emancipação politica da mulher. Não querendo jurar a Consti- 
tuição votada, retirou-se para o Brasil. 

Foi nomeado Senador pela Província da Bahia, em 1826. 

Foi o embaixador que tratou com Carlos X, de França, e com o seu 
Ministro Chateaubriand, o reconhecimento da Independência do Brazil, por 
esse paiz. Foi também o embaixador encarregado de ajustar o casamento 
de S. M. o Imperador D. Pedro I com a Princeza D. Amélia de Leuchtenberg. 

Era Grande do Império, Grã-Cruz da Imperial Ordem de Christo, Digni- 
tário da Imperial Ordem da Rosa, Veador de S. M. a Imperatriz e Sócio do 
Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, desde 1838. 



344 



Poeta lyrico, diplomata e philosopho, deixou alguns trabalhos de 



valor. 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de .2 de Outubro de .825. Visconde por decreto de 12 de 
Outubro de 1826. Visconde com grandeza por decreto de 18 de Outubro de 1829. 



/^/^/*y^^. -V. 







PEDRA BRANCA. (Condessade)D.Luiza Margarida Portugal de Bar- 
ros. Condessa de Barrai e Marqueza de Monferrat, por seu casamento. 
Nasceu em 13 de Abril de 1816, na Provinda da Bahia. • 
Filha do Visconde de Pedra Branca, Domingos Borges de Barros. 
Casou com o Chevalier de Barrai, Conde de Barrai e Marquez de Monferrat. 
Era Dama effectiva do serviço de S. Magestade a imperatriz e foi Aia das 
Princezas Imperiaes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Condessa por decreto de 1 6 de Desembro de 1864. 




PEDRA NEGRA. (Barão da) Manuel Gomes Vieira. 
Casou com D. Marianna de Camargo, filha do Capitão Francisco Gomes 
de Araújo e de sua mulher D. Clara Delphina de Camargo. 
Tenente-Coronel da Guarda Nacional, e fazendeiro na Província de 
S. Paulo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Agosto de 1889. 




PEDRO AFFONSO. (Barão de) D. ^ Pedro Aftonso Franco. 
Nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de Fevereiro de 1845. e ainda vive. 
Filho de Pedro Affonso de Carvalho e de sua mulher D. Luiza Helena 

de Carvalho. 
Casou duas vezes, a segunda vez com D. Margarida de Mattos Franco, Baroneza 

de Pedro Affonso. 



Archivo NobllUrchlco BrMiUiro 44 



545 



Doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, e pela de Paris, 
é lente cathedratico jubilado e Director do Instituto Vaccinico Municipal. Foi 
Director Geral de Saúde Publica. 

Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 1 de Agosto de 1 889. 



mm*4 




PELOTAS, (j.o Barão e Visconde de) Patrício José Correia da Gamara. 
Nasceu em princípios do Século XVIII, na viagem que fizeram seus pães 
para Lisboa, onde foi baptisado. 
Falleceu na Província do Rio Grande do Sul, na Villa do Rio Pardo, em 28 de 
Maio de 1827, com 90 annos de idade. 
Era avô do 2.» Barão de Pelotas, José António Correia da Camará. 

Sentou praça em Portugal, passando depois aos Estados da índia. Veio 
ao Brasil no posto de Capitão, optando pela nacionalidade Brasileira. 

Foi promovido á Tenente-Coronel Commandante da fronteira, em Rio 
Pardo, cargo que exerceu por mais de meio século. Fez a campanha do Rio 
Grande do Sul, em 1801 e as de i8ii e 1816, chegando ao posto de 
Tenente-General. 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, e da Casa Real por alvará de i6 
de Novembro de 1808 ; Commendador da Imperial Ordem de S. Bento de 
Aviz, e tinha a medalha das campanhas do Sul. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 12 de Outubro de 1825. Visconde com grandeza por 
decreto de 12 de Outubro de 1826. 



346 




PELOTAS. (2.0 Barão e Visconde com grandeza de) José António 
Correia da Camará. 
Nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em .7 de Fevereiro de .824 
talleceu no Rio de Janeiro em 18 de Agosto de 1893 

Filho áo Commendador José António Fernandes de Lima, e de sua mulher 
D. Flora Correia da Camará, filha do i.» Barão e ..o Visconde de Pelotas 
Tenente-General Patricio José Correia da Camará. 
Casou com uma das filhas dos Viscondes de S. Leopoldo. 

O heróe de Serro Corá, e uma das maiores glorias militares brasileiras 

Vencedor do tyranno Lopez, desfechando em Serro Corá, as margens do 
Aquidaban, em 1 de Março de .870, o ultimo golpe no inimigo que tantos 
thesouros e sangue nos custara. 

Sentou praça de cadete em ,839, alcançando o posto de Marechal do 
exercito. Senador pela Provinda do Rio Grande do Sul, em ,88o, Ministro da 
Guerra no 28.» Gabinete de 1880. Proclamada a Republica, foi encarregado 
de organisar o primeiro Governo no Rio Grande do Sul 

Era do Conselho de S. Magestade, Grande do Império, Dignitário da 
Imperial Ordem do Cruzeiro, Grã-Cruz da I. Ordem de S. Bento de Aviz 
Offical da I. Ordem da Rosa, e condecorado com a medalhas militares de 
prata do Exercito Oriental, do Mérito e Bravura Militar, de ouro da Campanha 
do Paraguay. Era Sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. 

"^''^61« T2Í ' '""'" "''""*''''° '■ "° '"■'"^'■" ''"^'"" '"" ""^P" '^ °'-' ^-'^''° de correias de 
goles, repassadas umas por outras; no segundo quartel esquartelado em aspa, sendo o chefe e a 

ponta enxequetados de ouro e a.u,, a destra e a sestra de a.ul com dois cr.sc n es de prt aponta 



347 



dos; no terceiro quartel, em campo de azul, uma faxa de oiro com três vieiras de goles e em chefe 
três merletas de prata; no quarto quartel, em campo de oiro, um leão de goles rompente et por 
DrviSA : Mquidaban. (Brazão passado em i8 de Maio de 1871. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, 
fls. 113). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO IX)S TÍTULOS : BarJo por decreto de... Visconde com grandeza por decreto de 17 de Março 
de 1870. 




PENALVA. (Barão de) António Augusto de Barros e Vasconcellos. 
Nasceu na Provinda do Pará, em 13 de Desembro de 1831. 
Falleceu em Paris, em 13 de Junho de 19 10. 
Filho do Conselheiro Desembargador António de Barros e Vasconcellos e de 

sua mulher D. Izabel Múller de Barros e Vasconcellos. 
Casou em 24 de Novembro de 1855, "^ Província de Maranhão, com D. Rosa 
Maria Pinto de Magalhães, filha dos Barões de Pury Assú. 

Exerceu vários cargos administrativos, tendo sido Director dos Correios 
no Maranhão e Inspector da thesouraria no Amazonas. 

Alistando-se como voluntário, fez a campanha do Paraguay, onde foi por 
duas vezes ferido. 

Promovido á Coronel por acto de bravura, foi Brigadeiro honorário 
e General do Exercito. 

Representou a Província de Maranhão varias vezes na Assembléa Provin- 
cial e Assembléa Geral nas 15.* e 16.* legislaturas de 1872 a 1878. 

Pestenceu a varias associações scientificas e foi Presidente da Société 
Universelle des Sauveteurs de Rome. 

Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e tinha as medalhas de prata 
de Monte-Caseros, a do Mérito e Bravura Militar e a de oiro da Campanha 
do Paraguay. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 8 de Junho de 1870. 



P 




ENEDO. (Barão do) D.'' Francisco Ignacio Carvalho Moreira. 
Nasceu a 25 de Desembro de 181 5, na Villa de Penedo, em Alagoas. 



348 



Falleceu em Paris a 9 de Janeiro de 1902. 

Filho do Marquez da Gávea, Marechal Manuel António da Fonseca Costa, e 

de sua mulher D. Maria Amália de Mendonça Corte Real. 
Casou com D. Maria da Penha de Miranda Montenegro, sua prima, filha dos 

Viscondes de Villa Real da Praia Grande. 

Bacharel em sciencias physicas e mathematicas pela Escola Militar. 
Marechal do Exercito, Conselheiro de Guerra, Commandante do Corpo do 
Estado Maior de i ." classe. Ajudante de campo de S. M. o Imperador. 

Grande do Império, Veador de S. M. a Imperatriz, Moço Fidalgo com 
exercício na Casa Imperial, Dignitário da Ordem Imperial do Cruzeiro, Grã- 
Cruz da I. Ordem de S. Bento de Aviz, Official da 1. Ordem da Rosa e 
Commendador da de Christo. 

Era condecorado com as medalhas do Uruguay, de 1852, da Campanha 
do Paraguay, e do Mérito e Bravura Militar. 

BRAZÃO DE ARMAS : O de seu pae, o Marquez da Gávea, que é : um escudo partido em pala, na primeira 
as armas dos Fonsecas, que são : em campo de oiro, cinco estrellas sanguinhas de cinco ra>os, postas 
em santor ; na segunda, as armas dos Costas, que são : em campo vermelho, seis costas de prata 
firmadas e postas em duas palas. Timbre : duas costas em aspa atadas com um torçal vermelho. 
PAauiFE : das cores e metaes do escudo. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de lo de Junho de 1874. Visconde com grandeza por decreto 
de 20 de Junho de 1888. 




PEREIRA DE BARROS. (Barão de) Jordão Pereira de Barros. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Agosto de 1889. 




PEREIRA FRANCO. (Barão com grandeza de) Luiz António Pereira 
Franco. 
Bacharel em direito, foi Desembargador da Relação da Corte aposentado, 
e Deputado Geral pela Provinda da Bahia na 1 1.% 14 •^ i^.^e ló.Megislaturas 



350 



Falleceu em i de Abril de 1906, no Rio de Janeiro. 

Filbo do Capitão João Moreira de Carvalho, e de sua mulher D. Maria Joaquina 

de Almeida e Silva. 
Casou em S. Paulo com D. Carlota Emilia da Costa Aguiar de Andrada, 

filha de Francisco Xavier da Costa Aguiar de Andrada e D. Maria Zelinda 

de Andrada. 

Bacharel em sciencas jurídicas e sociaes pela Academia de S. Paulo em 
1839, e doutor pela Universidade de Oxford. 

Exerceu a advocacia no Rio de Janeiro, e entrando para a carreira diplo- 
mática, exerceu o cargo de Ministro e Enviado Extraordinário, em differentes 
paizes, até 1889. 

Representou sua Província natal na 8.* legislatura de 1850. 

Era Sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, e um dos 
fundadores do Instituto dos Advogados, de que foi Presidente. 

Veador de S. M. a Imperatriz, era do Conselho de S. Magestade, Grã- 
Cruz da Imperial Ordem da Rosa, Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo, 
Grã-Cruz da Real Ordem de Christo, de Portugal, e da de N. S. de Villa Viçosa, 
Grã-Cruz da Ordem de S. Gregório o Magno, de Roma, da de Francisco I de 
Nápoles, da de Medjidié, da Turquia, do Duplo Dragão da China, da Ernestina 
de Saxe Coburgo Gotha, e Grande Official da Legião de Honra, da França. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 29 de Julho de 1864. 




PENHA. (Barão e Visconde com grandeza da) João de Souza da Fonseca 
Costa. 
Nasceu no Rio de Janeiro a 30 de Abril de 1823. 



349 



-^ 




PIABANHA. (Barão do) Hilário Joaquim de Andrade. 
l^asceu na Parahyba do Sul, Provincio do Rio de Janeiro, em 13 de 
Janeiro de 1796. 
Falleceu em 17 de Abril de 1865 na Parahyba do Sul, em sua fazenda da 

Serraria. 

Presidente da Camará Municipal de Parahyba do Sul em 1824, foi Coronel 
da Guarda de Honra de S. M. D. Pedro I. 

Deputado á Assembléa Provincial do Rio de Janeiro, varias vezes, foi 
Presidente da Commissão Sanitária de 1855, onde prestou relevantes serviços 
durante a invasão du cholera, montando á sua custa um hospital para os 

cholericos. 

Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Commendador da Imperial 

Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bar5o por decreto de a de Desembro de 1854. 






PIASSUBUSSÚ. (Barão de) João Machado de Novaes Mello. 
Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 5 de Outubro de 1889. 




PIEDADE. (Condessa da) D. Engracia Maria da Costa Ribeiro Pereira. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 15 de Fevereiro de 1863. 
Casou com o Conselheiro Senador José Clemente Pereira, natural da Villa do 
Castello Mendo, em Portugal, onde nasceu em 17 de Fevereiro de 1787, 
e fallecido no Rio de Janeiro em 10 de Março de 1854, filho de José 
Gonçalves e de sua mulher D. Maria Pereira. 

Foi José Clemente Pereira, que em 9 de Janeiro de 1822, de uma das 
janellas do Paço, repetiu ao Povo as palavras do Imperador D. Pedro 1, 
conhecidas pelo Fico. 



^53 



de 1861 a 1878. Senador por essa Província em 1888, foi Ministro da pasta da 
Marinha no 24.° Gabinete de 1870 e no 26.° de 1875. 

Presidiu a Provinda do Sergipe em 1853. 

Era do Conselho de S. Magestade, Grande do Império ; Commendador 
da Imperial Ordem da Rosa e Cavalleiro da Real Ordem de N. S. da Conceição 
de Villa Viçosa de Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 20 de Junho de 1888. 




PETROLINA. (Barão de) Bernardino de Senna Pontual. 
Natural da Província de Pernambuco, onde nasceu em 1841 e ahi 
falleceu em 1896. ♦ 

Filho de João Manuel Pontual e de sua mulher D. Theresa dos Santos Pontual. 

Era irmão do Barão de Frecheiras. 
Casou com D. Sophia da Costa Pontual, filha de Bento José da Costa e de 
sua mulher D. Emilia Pires Ferreira da Costa. 

Era negociante na cidade do Recife, em Pernambuco, e Commendador 
da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 21 de Outubro de 1882. 




PETRÓPOLIS. (Barão com grandeza de) D.-^ Manuel de Valladão 
Pimentel. 
Nasceu em Macacú, Rio de Janeiro, cm 4 de Março de 181 2. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em }o de Novembro de 1882. 
Casou com D. Ignez de Valladão Pimentel. 

Formado em Medicina, pela antiga Ecola Medico Cirúrgica do Rio de 
Janeiro, foi lente dessa Escola e seu Director. Medico honorário da Imperial 
Camará, e especial, de S. A. Imperial a Princeza D. Izabel, Condessa d'Eu. 
Era Grande do Império, membro do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro 
desde 1840 e de outras Associações scientificas, Commendador da Imperial 
Ordem de Christo e Official da 1. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 7 de Março de 1866. Barão com grandeza por decreto 
de 39 de Julho de 1877. 



35» 



Foi agraciada com o titulo de Condessa da Piedade em lembrança e 
remuneração dos relevantes serviços prestados ao Estado e á Humanidade por 
seu fallecido marido. 

CREAÇÃO DO TITULO : Condessa por decreto de ; 3 de Março de 1854- 




PILAR. (Barão com grandeza do) José Pedro da Motta Sayão. 
Era Official da Imperial Ordem do Cruzeiro, Commendador da Impe- 
rial Ordem de Christo, Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e 
Commendador da Real Ordem de Christo de Portugal. Grande do Impeno. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de ,6 de Maio de ,85.. Barào com grandeza por decreto 
de 2 de Desembro de 1852. 




PIMDAMONHANGABA. (i.° Barão e Barão com grandeza de) 
Manuel Marcondes de Oliveira e Mello. 

Nasceu em S. Paulo. 

Falleceu em Pindamonhangaba, nessa Província, em 6 de Agosto de 1S63, 

com 87 annos de idade. 

Filbo do Capitão-Mór ignacio Marcondes do Amaral e de sua mulher D. Anna 
Joaquina de Oliveira. . 

Casou em í 8 17 com D. Maria Justina de Bom Successo, filha do Capitão 
Barão de Parahybuna, e de sua primeira mulher D. Florinda Mana Sal- 
gado Em segundas núpcias casou, em 1827, com D. Mana Angélica, 
viuva do Capitão Rafael José Machado e filha do Capitão-Mór Miguel 
Martins de Siqueira e de sua mulher D. Francisca Leme de Siqueira. Nao 
deixou geração destes dois matrimónios. 
Era Veador de S. Magestade a Imperatriz, Coronel do i.» esquadrão da 

Guarda de Honra, e accompanhou neste posto S. M. D. Pedro I, na occas.ao 

do grito do Ypiranga. . . ^ j 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e da Imperial Ordem 
da Rosa, e Official da Ordem Imperial do Cruzeiro. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barào por decreto de .5 de Novembro de .846. Barão com grandeza por decreto 
de 1 1 de Outubro de 1848. 



Archivo NobíUurchico Br«»il«lro 45 



}5) 




PINDAMONHANGABA. (2.» Barão e Visconde de) Francisco Homem 
de Mello. 

Nasceu em Pindamonhangaba em 1 805 . 

Falleceu nessa cidade da Província de S. Paulo, em 8 de Janeiro de 1881. 

Filho do Capitão-Mór José Homem de Mello e de sua mulher D. Maria Mar- 
condes de Andrade. 

Casou com sua prima D. Anna Francisca de Mello, em 1830, e eram pães do 
Barão Homem de Mello. D. Anna Francisca era filha do Capitão-Mór 
Francisco Homem de Mello e de sua mulher D. Maria Francisca Guima- 
rães. En segundas núpcias casou com D. Antónia Monteiro de Godoy, 
filha de Clara Monteiro do Amaral e de sua mulher D. Francisca de Paula 
Oliveira Godoy. 

Era Coronel Commandante Superior da Guarda Nacional, e fez parte das 
antigas milícias, como Major. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo azul seis crescentes de lua de oiro, em duas palas. Timbre : um leio 
azul armado de oiro com uma alabarda nas garras, cabo de oiro e o fero de sua côr. 

COROA : A de Visconde. 

CREAÇÃO [K»S TÍTULOS : Barão por decreto de 6 de Julho de 1867. Visconde com grandeza por decreto 
de 32 de Janeiro de 1877. 



354 




PINDARÉ. (Barão com grandeza de) António Pedro da Costa Ferreira. 
Nasceu na cidade de Alcântara, na Província do Maranhão, em 26 de 
Desembro de 1778. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 18 de Julho de 1860. 
Filbo do Tenente-Coronel Ascenso José da Costa Ferreira e de sua mulher 

D Maria Theresa Ribeiro da Costa Ferreira. 
Casou em 29 de Julho de 18 10 com sua prima D. Francisca da Costa Ferreira. 

Graduado em cânones pela Universidade de Coimbra em 2 de Junho de 
,803 foi em 1805 nomeado Fiscal da Junta da ViUa de Alcântara, e depois 
Superintendente da mesma. Secretario do Governo da Província do Maranhão, 
em 1825, foi eleito Membro do Conselho Geral, em 1826, e Deputado por 
essa Provinda na 2.» e }.^ legislaturas de 1833 a 1837. 

Presidente da Província do Maranhão, nomeado pela Regência, em 1831, 
foi Senador pela mesma Província em 1834. 

Era Grande do Império, Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, 
Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa e Commendador da de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1854- 




P 



IMHAL. (Barão, Visconde com grandeza e Conde do) António Carlos 
de Arruda Botelho. 



355 



m 



Nasceu em Piracicaba, na Provincia de S. Paulo, em 2} de Agosto de 1827. 

Falleceu na sua fazenda do Pinhal, a 1 1 de Março de 1901 . 

Filho do Tenente-Coronel Carlos José Botelho e de sua mulher D. Cândida 

Maria do Rosário, filha do Tenente José Joaquim de Sampaio e de sua 

mulher D. Maria Jacintha da Natividade. 
Casou em 1853 em primeiras núpcias com D. Francisca Theodora Coelho, 

filha de Fructuoso José Coelho e de sua mulher D. Antónia Ferraz da 

Silva, e em segundas núpcias com D. Anna Carolina de Oliveira, filha 

dos Viscondes do Rio Claro. 

Dotado de grande capacidade de trabalho, foi o fundador de diversas 
emprezas de Estradas de Ferro, e com o Barão de Tatuhy, fundou o Banco 
de S. Paulo. Era importante fazendeiro, e foi um des primeiros a introduzir 
o trabalho livre em suas fazendas, com a organisação de colónias allemães. 

Era Coronel da Guarda Nacional e foi o chefe politico mais importante 
em seu districto, tendo sido durante 10 annos Deputado e Presidente da 
Assembléa Provincial. Foi Deputado Geral por sua Provincia, em 1889, e com 
o advento da Republica, recolheu-se á vida privada, conservando as suas ideias 
monarchicas. 

Era Grande do Império, Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZAO DE ARMAS : As dos Botelhos, que são : em campo de oiro quatro bandas de goles. Timbre : um 
leão do mesmo metal, nascente, bandado de vermelho. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 19 de Julho de 1879. Visconde com grandeza por 
decreto de 28 de Fevereiro de 1885. Conde por decreto de 7 de Maio de 1887. 






PINHEIRO. (Barão de Paquequer e Visconde com grandeza de) 
Joaquim Luiz Pinheiro. 
Pae do Barão de Aquino, José de Aquino Pinheiro. 
Tenente-Coronel da Guarda Nacional no Município de Cantagallo, Pro- 
vincia do Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão de Paquequer por decreto de 1 1 de Desembro de 1875. Visconde com 
grandeza de Pinheiro por decreto de 15 de Abril de 1882. 



356 



■■^ 




p 



INHO BORGES. (Barão de) Francisco de Pinho Borges. 
Casou com D. Thomasia Firmina de Pinho Borges. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Julho de lí 




P 



INTO LIMA. (Barão com grandeza de) Francisco Xavier Pinto Lima. 
jn A^así^íí na Bahia a 20 de Fevereiro de 1832. 
Filho do Commendador Francisco de Pinto Lima, negociante na cidade da 

Bahia, e de sua mulher D. Ignacia Maria de Carvalho Lima. 

Bacharel em direito, foi magistrado. 

Presidente da Província do Rio de Janeiro em 1874 e de S. Paulo em 

1 872 

Foi Ministro da Marinha no 2.» Gabinete de 1864, Deputado Geral pela 
Provinda da Bahia na 10.* legislatura de 1857 a 1860, na \i.\ 12.», 14% 

15.», de 1860 a 1875. . , ^ j 

Era do Conselho de sua Magestade, Commendador da Imperial Ordem 
da Rosa, da Real Ordem de Villa Viçosa de Portugal e do Leão Neerlandez, 
dos Paizes Baixos. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário com grandeza por decreto de 8 de Agosto de 1888. 



357 




PIRACICABA, (i.o Barão de) António Paes de Barros. 
Nasceu na cidade de Itú em S. Paulo, a 4 de Março de 1791. 
Falleceu em 1 1 de Outubro de 1876, em S. Paulo. 
Filho de António de Barros Penteado, natural da Parahyba, e de sua mulher 

D. Maria de Paula Machado, e irmão do Barão de Itú. 
Casou com D. Gertrudes Euphrosina de Aguiar, em 18 19, filha do Coronel 
António Francisco de Aguiar e de sua mulher D. Gertrudes Euphrosina 
Ayres. 

Foi o primeiro iniciador da cultura de café no Estado de S. Paulo, em 
sua Fazenda de S. João do Rio Claro. 

Deputado as Cortes Constituintes Portuguezas, em 1 821-1822, por sua 
Província, tomou assento na Assembléa Geral na 2.=^ legislatura de 1830- 1833. 

Foi Deputado á Assembléa Provincial na i.*, 4.* e 6.* legislaturas. Era 
Official da Imperial Ordem da Rosa. Foi o i." á apresentar ao Governo o 
projecto para uma Estrada de Ferro de Santos á Rio Claro. Era pae da 
Marqueza de Itú e do 2.» Barão de Piracicaba. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo vermelho três bandas de prata e sobre o campo nove estretlas de oiro, 
uma no primeiro, três em cada um dos do meio e duas no fundo do escudo. Timbre : uma aspa 
vermelha e azul, uma perna de cada côr e carreaadas nella cinco estrellas das armas. (Brazão passado 
em 16 de Fevereiro de 1795. Reg. no Cartório da Nobreza, em Portugal, Liv. V, fls. 36). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de j de Desembro de 1854. 



358 




L/IRACICABA. (2.» Barão de) Rafael Tobias de Aguiar Paes de Barros. 
1 Nasceu em Itú e ahí falleceu em 19 de Março de 1898. 
Filho do i.o Barão de Piracicaba, António Paes de Barros e da Baroneza, sua 

mulher, D. Gertrudes Euphrosina de Aguiar. 
Casou duas vezes, a primeira com sua prima D. Leonarda de Aguiar Barros, 

filha do Barão de Itú, e a segunda vez com D. Maria Joaquina de Mello 

Oliveira, filha de José Estanisláo de Oliveira, e de sua mulher D. Elisa 

de Mello Franco, Viscondes de Rio Claro. 

Lavrador importante em seu município, foi Provedor da Santa Casa e 
Director do Banco Commercio e Industria de S. Paulo. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo vermelho três bandas de prata e sobre o campo nove estrellas de oiro 
uma no pnmeiro, três em cada um dos do meio e duas no fundo do escudo. T.mbre : uma aspa 
vermelho e azul. uma perna de cada côr e carregadas nella cinco estrellas das armas. (Brazão passado 
em 16 de Fevereiro de 1795. Reg. no Cartório da Nobreza, em Portugal, Liv. V, fls. 36). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 31 de Desembro de 1880. 




piRACICAMlRIM. (Barão de) António de Barros Ferraz. 

1 Casou com D. Rita Ferraz, filha de José Ferraz de Campos e de sua 

mulher D. Maria da Annunciação Camargo. 

Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de ,889. 



359 




PIRAHY. (Barão com grandeza de) José Gonçalves de Moraes. 
Falleceu em Pirahy, em 1859. 
Casou com D. Cecília Pimenta de Almeida Moraes. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 18 de Julho de 1841. Barão com grandeza por decreto 
de 15 de Novembro de 184Ó. 




PIRAJÁ. (i.° Barão e Visconde com grandeza de) Joaquim Pires de 
Carvalho e Albuquerque. 
Falleceu na Província da Bahia, em 29 de Julho de 1848. 

Era descendente da celebre Catharina Paraguassú, e de Diogo Alvares 
Cabral. 
Casou com D. Maria Luiza de Argollo Pires. 

Era Coronel do Estado Maior do Exercito e um dos beneméritos da 
Independência. 

Era Grande do Império, Gentil-Homem da Imperial Gamara, Dignitário 
da Imperial Ordem da Rosa e Commendador da Imperial Ordem de S. Bento 
e da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 5 de Abril de 1826. Visconde com grandeza por decreto 
de 12 de Outubro de 1826. 




P 



IRAJA. (2.° Barão com grandeza de) José Joaquim Pires de Carvalho 
e Albuquerque. 



CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 25 de Março de 1849. Barão com grandeza por decreto 
de 14 de Março de 1860. 



360 




PIRANGY, (Barão de) Francisco António de Barros e Silva. 
Natural de Pernambuco. 
Era Coronel da Guarda Nacional e Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 18 de Outubro de .873. 




PIRAPAMA. (Barão com grandeza de) Manuel Ignacio Cavalcanti 
de Lacerda Albuquerque. 
Falleceu em 1 1 de Março de 1882. 
Casou com D. Marianna Victoria Cavalcanti. 

Bacharel em direito, era magistrado aposentado, e foi Deputado pela 
Provinda de Pernambuco na Assembléa Constituinte de 182? e na 4.* e 5-* 
legislaturas de 1838 a .844- Senador nomeado pela mesma Província, em 
iSso e Presidente do Senado nas Sessões de 1854 a 1860. 

Era Official da Imperial Ordem do Cruzeiro e da Imperial Ordem da 

Rosa. _, „ 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : r,o primeiro e quarto, as armas dos Cavalcant.s, de vermelho 
^d^prttaíivididos esteslsmaltes por uma asna de azul coticada de sable, tendo a parte de ba,xo 
de prata ; a de cima de vermelho semeada de flores de prata de quatro folhas; no segundo e 
terceiro, as armas dos Albuquerque, que são esquarteladas : no primeiro e ^--'^^'J^ZtZ 
Portugal, com seu filete, em contrabanda costumada, e ao segundo e terce.ro. de goles, cmco flores 
de liz de oiro, postas em santor. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário com grandeza por decreto de... de Janeiro de i86i. 



Archlvo NoWIUrchico BfMlleiro 46 



36. 




PIRAPETINGA. (Barão e Visconde de) João Caldas Vianna Filho. 
Nasceu na cidade de Campos, na Província do Rio de Janeiro, em 12 de 
Maio de 1837. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 14 de Junho de 1893. 
Filho do Advogado João Caldas Vianna e de sua mulher D. Margarida Perpetua 

Pessanha Vianna. 
Casou em 14 de Novembro de 1859 com D. Joanna Cândida de Oliveira Vianna, 
filha de João Machado de Oliveira e Silva e de sua mulher D. Maria 
Theresa de Oliveira. 

Proprietário e fazendeiro na Província do Rio de Janeiro, Commandante 
Superior da Guarda Nacional, na cidade de Campos, era Commendador da 
Imperial Ordem de Christo e da Imperial Ordem da Rosa, Commendador 
da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal, Cavalleiro da 
Real Ordem de Santo Olavo, da Norvega, Fidalgo Cavalleiro e Moço Fidalgo 
com exercício na Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, as armas dos Vilhegas, em campo de prata uma 
cruz de negro florida e aberta, entre oito caldeiras da mesma cór, com azas formadas de serpes, 
também negras ; no segundo, as armas dos Castello Brancos, de azul, um leão de oiro armado de 
sanguinho ; no terceiro, as armas dos Azevedos, que são esquarteladas : o primeiro, de oiro com uma 
águia preta estendida ; o segundo, de azul com cinco estrellas de prata em aspa, e uma bordadura 
vermelha, cheia de aspas de oiro, e assim os contrários ; no quarto quartel, as armas dos Pessanhas, 
de prata com uma banda de vermelho dentada, carregada de três flores de liz de prata : Timbre : o 
dos Vilhegas, dois braços armados de prata com uma caldeira das armas nas mãos, e por differença 
uma brica vermelha com uma estrella de oiro. (Brazão passado em i8 de junho de 1863. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 56). 

COROA : A de Visconde. 



5^a 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Bário por decreto de 30 de Agosto de .87a. Visconde por decreto de ,9 de 
Julho de 1877. 




PIRAPITINGUY. (Barão de) José Guedes de Souza. 
Falleceu em 1897. ... 

Filho de Vicente Guedes Barreto, e de sua mulher D. Mathilde Mana de Jesus, 
filha do Capitão Roque de Souza Freire e de sua mulher D. Mana Cardoso 

Camargo. .. .,, 

Casou com D. Carolina Alves Guedes, fallecida antes de seu mando, e filha 
de António Alves de Almeida Lima, e de sua primeira mulher D. Mana 
Emilia de Toledo, irmã da Baroneza de Ibitinga. 
Importante fazendeiro em Mogy Mirim. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Maio de 1887. 




PIRAQUÁRA. (1 .» Barão com grandeza de) Gregório de Castro Moraes 
e Souza. 
Falleceu em 4 de Julho de 1864, no Rio de Janeiro. 

Tenente-Coronel de Cavallaria do Exercito, e Commandante Superior da 

Guarda Nacional. j . j 

Era Grande do Império, Veador de S. M. a Imperatriz, Commendador da 
Imperial Ordem da Rosa e de Christo e Cavalleiro da Ordem Imperial do 
Cruzeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 14 de Março de 1855. 




PIRAQIJÁRA. (2.» Barão com grandeza de) D.' José Maria Lopes 
da Costa. 
Nasceu na Província do Rio de Joneiro, a 20 de Novembro de 1820. 



363 



Falleceu na cidade do Rio de Janeiro a 25 de Abril de 1889. 
Filho do Commendador José Maria Lopes da Costa. 
Casou com D. Emilia Leopoldina Lopes da Costa. 

Doutor em medicina pela Faculdade de Medicina e Cirurgia do Rio de 
Janeiro, foi Secretario dessa Faculdade e Director da Secretaria dos Negócios 
da Guerra. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade, Commendador 
da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 8 de Março de 1880. Barão com grandeza por decreto 
de 18 de Janeiro de 1883. 




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IRASSINUNGA. (i.» Barão de) Joaquim Henrique de Araújo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 6 de Desembro de 1850. 






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P IRASSINUNGA. (2.» Barão e Visconde de) Joaquim Henrique de 
Araújo Filho. 
Falleceu em 14 de Outubro de 1883, no Rio de Janeiro. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa, Commendador da Imperial 
Ordem de Christo, e da Ordem de S. Silvestre. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, em campo de goles, uma oliveira verde com 
raizes, perfis e fructos de oiro com um galgo passante de sua côr ; no segundo, de azul, cinco 



364 



vieiras de prata, em santor ; no terceiro, de vermelho, seis besantes de oiro entre uma dobre cruz e 

bordadura do mesmo metal ; no quarto, de prata, uma aspa de azul carregada de cinco besantes de 

oiro. 
COROA : A de Visconde. 
CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de ó de Desembro de 1858. Visconde por decreto de 1 1 de 

Outubro de 187o. 




PIRATINIM. (Barão, Visconde e Conde de) João Francisco Vieira 
Braga. 
Era Official da Imperial Ordem do Cruzeiro e Cavalleiro da Imperial 
Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 2 de Desembro de 1854. Visconde por decreto de 29 de 
Desembro de 18Ó6. Conde por decreto de 20 de Junho de 1885. 




PIRATININGA. (Barão de) António Joaquim da Rosa. 
Falleceu em 27 de Desembro de 1886, solteiro. 
Filho do Tenente-Coronel Manuel Francisco da Rosa Passos e de sua mulher 
D. Maria Custodia de Moraes. 

Chefe politico em S. Roque, Província de S. Paulo, e distincto litterato. 
Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 13 de Novembro de 1872. 




PITANGUY. (i.o Barão de) Marcellino José Ferreira Armond. 
Nasceu em Barbacena, na Província de Minas Geraes, em 1786. 
Falleceu nessa cidade, em 17 de Janeiro de 1850. 

Era pae do Conde de Prados, D.' Camillo Maria Ferreira Armond. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Outubro de 1848. 



365 




PITANGUY, (2.° Barão de) Honório Augusto José Ferreira Armond. 
Nasceu em Barbacena, na Provincia de Minas Geraes, em 18 19. 
Falleceu em Juiz de Fora, nesta Provincia, em 1 1 de Abril de 1874. 
Casou com D. Maria José Ferreira Armond. 

Era Oíficial da Imperial Ordem da Rosa e Commandador da Ordem 
de S. Gregório o Magno, de Roma. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i6 de Janeiro de 1861. 



P 




lUMHY. (Barão de) João Marciano de Faria Pereira. 
Nasceu na Provincia de Minas Geraes. 

Era Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 27 de Junho de 1888. 







P 



O CONE. (Barão de) Manuel Nunes da Cunha. 
Falleceu em Matto-Grosso, a 6 de Janeiro de 1871. 

Proprietário e fazendeiro na Provincia de Matto-Grosso. 



366 



BRAZAO DE ARMAS : Em campo a.ul uma asna d. oiro acompanhada de três estrellas d 

um chefe de prata carregado de três cunhas de gdles (Brazão o ss d '''""V° "'''"'°' ">" 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 5,). "^ " '^' '^''"' '^' '^^'■ 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de „ de Desembro de ,86.. 




UOJUCA. (Barão de) José Freire de Carvalho 

■■■ Natural da Provinda da Bahia. 

Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de ,7 de Março de .88,. 




em ,82^ • ^°' '^""''™ ''° Conselho do Governo Provincial 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de .8 de Julho de .8.. Ba . 

de 27 d. Março de .854. ' '^^'- ^"^° '""^ grandeza por decreto 



367 




PONTAL. (2.» Barão do) António Luiz de Azevedo. 
Falleceu em 22 de Maio de 1875 ^^ Minas Geraes. 
Era Major du Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Janeiro de 1873. 



P 




ONTE ALTA. (Barão de) António Eloy Casemiro de Araújo. 
Natural de Minas Geraes. 



Era Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa e Commendador da imperial 
Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1879. 




P 



ONTE NOVA. (Barão de) José Joaquim de Andrade Reis. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Setembro de 1889. 




PONTE RIBEIRO. (Barão de) D.^ Duarte da Ponte Ribeiro. 
Nasceu a 2 de Março de 1795, na freguezia de S. Pedro de Pavolide, 
em Portugal. 
Falleceu em i de Setembro de 1878, no Rio de Janeiro. 
Filho do Cirurgião José da Costa Qyeiroga da Ponte Ribeiro, e de sua 
mulher D. Anna Ribeiro. 

Transportou-se para o Brasil em 1807 acompanhando o illustre Cirurgão, 
lente da Escola de Cirurgia, Joaquim da Rocha Mazarom, que veio como 



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, . Cirurgião da náo PrMpe Real. Em , 8 , , , contando apenas dezeseis annos 
ie idlde foi-lhe conferida a carta de Cirurgião pela Escola Med,co-C,rurg,ca, 

"" tTs^alp^a causa da Independência do Brasi,, sua pátria adop- 
tiva. Foi em ,8.6 nomeado Cônsul Geral na Hespanha, levando a m.ssao do 
reconhecimento da Independência do Brasil. 

Serviu depois nas diversas legações em Usboa, Mex.co Peru, Bolma. 
Em ,84, foi nomeado Clrefe da ,.■ Secção da Secretaria de Es^do dos Negó- 
cios Extrangeiros Foi Ministro residente em Buenos Aires, até a Guerra do 
Rosas em f8;.. seguindo depois para as republicas do Pacifico, onde firmou 

'°™ Cel m::"': Ca:!ne'iro professo da Ordem de Christo, em ,8.,, e a 
Commenda da mesma Ordem em 1841. 

Era do Conselho de S. Magestade, Fidalgo Cavalleiro da Casa taper.al 
Grand Dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Sócio do Inst,tuto H.stor.co e 
G ographto Brasileiro desde ,8,8, Membro titular do Instituto d' Africa, em 
Paris da Academia Real de Sciencias de Lisboa, e de outras associações 
scientificas. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de . 1 de Abril de 1873. 




PORTO ALEGRE. (Barão e Visconde com grandeza e Conde de) 
Manuel Marques de Souza. 
hlasceu no Rio Grande do Sul, em x} de Junho de 1804. 
Falleceu no Rio de Janeiro em .8 de Julho de .875, sendo seu cojPO trans- 
ladado para a cidade de Porto-Alegre, onde erigiram em sua honra uma 
estatua. 



Archivo Nobiliarchico Brisileiro 43 



369 



Filho do Brigadeiro Manuel Marques de Souza, e neto do Tenente-General 

Manuel Marques de Souza. 
Casou com D. Bernardina Soares de Paiva. 

Fez brilhantíssima carreira militar, combatendo ao lado de seu pae, na 
Guerra Cisplatina. 

Fez a Campanha contra Rosas, commandou o Exercito Brasileiro na 
famosa batalha de Monte-Caseros, em 1852, e na guerra do Paraguay foi o 
vencedor de Curuzú, Tuyuty (1867), e Uruguyana, onde também comman- 
dava o Exercito que obrigou as forças paraguayas a renderem-se. Foi um 
valente e uma das glorias do nosso Exercito. 

Foi Ministro da Guerra no 17.° Gabinete de 24 de Maio de 1862, e 
Deputado pela Província do Rio Grande do Sul, nas 10.», 11.» e 15.* legisla- 
turas. 

Era Grã-Cruz da Imperial Ordem de Christo, Dignitário da Imperial 
Ordem do Cruzeiro, Cavalleiro da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz, e 
tinha as medalhas da Campanha Cisplatina de 181 1 e a de 181 5, a de Monte 
Caseros, a de Uruguayana, a de Mérito e Bravura Militar e a Geral da Campanha 
do Paraguay. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, as armas dos Souzas do Prado e Souzas Chi- 
chorros, que são esquarteladas : no primeiro as quinas de Portugal sem a orla dos castellos, no 
segundo, de prata, um leão de goles rompente, e assim os seus alternos ; no segundo quartel, as 
armas dos Leitões : de prata, três faxas de goles ; no terceiro quartel, as armas dos Azevedos, que 
são esquarteladas : no primeiro, de oiro, uma águia negra estendida ; no segundo, do azul, cinco 
estrellas de prata em santor e bordadura vermelha carregada com oito aspas de oiro, e assim os alternos ; 
no quarto quartel, partido em pala : na primeira, em campo de oiro, quatro palas de goles ; na 
segunda que é esquartelada, de prata : no primeiro e quarto um leão de purpura rompente, no 
segundo e terceiro, três faxas de goles ; sobre tudo, um escudo de azul com um castello de prata 
entre duas chaves do mesmo. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de 3 de Março de 1 852. Visconde com grandeza 
por decreto de J de Desembro de 1858. Conde por decreto de 1 1 de Abril de 1868. 



370 




PORTO FELIZ. (Barão de) Cândido José de Campos Ferraz. 
Falleceu em Rio Claro, Província de S. Paulo, em 12 de Desembro 
de 1880. 
Filbo dos Barões de Cascalho José Ferraz de Campos e D. Umbelina de 

Camargo. 
Casou com D. Francisca Dias de Toledo, filha do Capitão António Dias de 
Toledo e de sua mulher D. Maria Miquelina de Assumpção. 

Opulente fazendeiro e proprietário no Municipio do Rio Claro e da Limeira, 
em S. Paulo, era o Chefe do Partido Conservador. Foi um dos primeiros 
a iniciar a creação de colónias agrícolas, fundando a Colónia de Boa Vista. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, de prata, quatro palas de sinople ; no 
segundo e terceiro, de goles, cinco besantes de oiro postos em aspa, cada um com três faxas de 
sable. (Brazão passado em 5 de Fevereiro de 1868. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 96). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 6 de Novembro de 1867. 




P 



ORTO NOVO. (Barão do) Luiz de Souza Brandão. 
Era natural de Cantagallo, Província de Rio de Janeiro. 



CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 14 de Abril de i88j. 



37» 




PORTO SEGURO. (i.° Barão e i.» Visconde com grandeza de) 
Francisco Adolpho de Varnhagen. 
Nasceu em S. João de Ipanema, em S. Paulo, em 17 de Fevereiro de 18 16. 
Falleceu em Vienna d'Austria em 29 de Junho de 1878, quando exercia o 

cargo de Ministro Plenipotenciário. 
Filbo do Sargento-Mór do Real Corpo de Engenheiros Frederico Luiz Guilherme 
de Varnhagen, administrador da Fabrica de Ferro de Ipanema, e de sua 
mulher D. Maria Flavia de Sá Magalhães. 

Estudou em Portugal o curso de mathematicas, vindo concluil-o no 
Brasil. Foi em 1842 nomeado Official do Imperial Corpo de Engenheiros, do 
que mais tarde pediu demissão para seguir a carreira diplomática. Em 1851 
já era Encarregado de Negócios em Madrid, e serviu junto ás Republicas do 
Pacifico, e á Corte de Vienna. 

Historiador emérito, chorographo, geographo, poeta, dramaturgo, bio- 
grapho, foi homem monumento por seus trabalhos históricos, e era tido como 
o primeiro historiador da Brasil. 

Era Grande do Império, Commendador da Ordem Imperial da Rosa, 
Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo, Grã-Cruz da Ordem de Santo 
Estanisláo, da Rússia, da Coroa de Ferro da Áustria, da de Izabel a Catholica, 
de Hespanha, e de Carlos III, também da Hespanha. 

Membro honorário do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, da 
Academia das Sciencas de Lisboa, e de muitas Sociedades litterarias e 
históricas. 

CREAÇÃO DOS títulos : Bar5o por decreto de 24 de Julho de 187J. Visconde com grandeza por decreto 
de 18 de Maio de 1874. 



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OTENGY. (Barão de) Ignacio da America Pinheiro. 
Natural de Valença. 



CREAÇAO DO TITULO : BarSo por decreto de 17 de Junho de 1883. 



372 




Pouso ALEGRE. (Barão de) António Rodrigues Pereira. 
Falleceu em 22 de Desembro de 1883. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de . 5 de Junho de 188. . 




POUSO ALTO. (Barão do) Francisco Theodoro da Silva. 
Falleceu em 7 de Junho de 1868. 
Casou com D. Rita Pereira da Silva que em segundas nupcas casou com o 
Barã^de Monte Verde, seu primo, e era filha de Miguel Pere.ra da S.Iva 
e de sua mulher D. Izabel Pereira da Silva. 
Era Commendador da Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de . . de Outubro de .848. 



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OUSO FRIO. (Barão de) Marianno José de Oliveira e Costa. 
Foi Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Agosto de .í 




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RADOS. (Barão, Visconde e Conde de) D.^ Camillo Maria Ferreira 



Armond. 



msceu na cidade de Barbacena, na Província de Minas Geraes, a 7 de Agosto 
de 1815. 



373 



Falleceu no Rio de Janeiro, em 14 de Agosto de 1882. 

Filho dos I .»' Barões de Pitanguy. 

Casou com D. Josephina Camilla Gomes de Souza. 

Educado no Collegio da Serra do Caraça, partiu em 1832 para a França, 
onde matriculou-se na Academia de Medicina de Paris, tendo concluido o 
curso em 1837. 

Regressando ao Brasil em 1838, dedicou-se á clinica até 185 1. 

Foi um dos chefes do movimento revolucionário de 1842, na Província 
de Minas Geraes, sendo preso e mais tarde amnistiado. 

Deputado á Assembléa Geral em seis legislaturas, e Presidente da Pro- 
víncia do Rio de Janeiro em 1878. 

Foi Director do Observatório Astronómico do Rio de Janeiro, nunca 
tendo recebido seus vencimentos, e o fundador e bemfeitor do Hospital da 
Misericórdia de Barbacena. 

Era do Conselho de S. Magestade em 1879, Dignitário da Imperial Ordem 
da Rosa e Commendador da de Christo. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 30 de Março de 1865. Visconde por decreto de 18 de Maio 
de 1 87 1 . Conde por decreto de 1 5 de Junho de 1881. 




PRÓPRIA. (Barão de) José da Trindade Prado. 
Falleceu na Província do Sergipe, em 5 de Julho de 1875. 

Era Coronel e Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarJo por decreto de 14 de Março de 1860. 




QUARAHIM. (Barão com grandeza de) Pedro Rodrigues Fernandes 
— Chaves. 
Nasceu na Província do Rio Grande do Sul, em 1807. 
Falleceu na Itália, a 23 de Janeiro de 1866. 

Casou com D. Maria José Machado Chaves, nascida no Rio Grande do Sul, 
em 1 1 de Desembro de 1891, e fallecida em Friburgo, a 1 1 de Fevereiro 



374 



de .878, em casa de seu genro o i.» Barão, Visconde e Conde de 
S. Clemente. 

r.™,.™, seus estudos em Coimbra, formando-se em direito na Faculdade 
de S "e.^ "s,: ;t juiz de F6ra no Rio Grande do Su,, Juiz de D.re.to 

em Porto Alegre e D^^-l-J^" ^ ^^'f J . , . ^ 9.- legislaturas, de ,848 

Foi Deputado Provmcial, e Geral nas 7. , o. e ^ s 
a ,8^7 Dela Província do Rio Grande do Sul, e Senador, nomeado em ,853 , 
P esMente da Provincia da Parahyba em ,84., que também representou 
™ Assembléa Geral, na y legislatura de ,843 a ,844 ; serv.u como Encarre- 
aac]n de Nesocios no Uruguay e Estados Unidos. 

'era Grande do Impedo. Commendador da Imperial Ordem da Rosa ed 
de Christo e Sócio do Instituto Histórico e Geographico Bras.le.ro, desde 

1839. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo com grandeza por decreto de M de Março de ,855. 




QUARTIM. (Barão de) António Thomaz Quartim. 
^ Nasceu em 2 de Novembro de 1854 e ainda vive. 
Filho de António Thomaz auartim e de sua mulher D. ^^f •■'^/'^' Q-"^;^7; 
cisou com D. Maria Antónia Soares, nascida em 20 de Julho de .862 e falle- 
cida ern 6 de Desembro de .90.. filha do Commendador José Pereira 
Soares e de sua mulher D. Antónia Amélia Soares, 
capitalista, foi Vereador da Camará Municipal do Rio de Janeiro^ ern 
,881. Director da Caixa Económica e Monte Soccorro, em .888, e seu Prés. 
dente, em .898. 



375 



Foi Membro da Junta da Caixa de Amortisação, Director e um dos 
fundadores do Centro de Lavoura e Commercio, Director do Banco do Brasil, 
em 1888. 

Official da Imperial Ordem da Rosa, Commendador da Real Ordem de 
Christo, Grã-Cruz da Ordem de S. Gregório o Magno, de Roma, Official da 
Imperial e Real Ordem de S. Stanisláo, da Rússia, Commendador da Ordem 
de Santo Sepulchro de Jerusalém. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, de prata, cinco cruzes de vermelho floridas 
postas em cruz ; no segundo, de azul, um leão de oiro rompente ; e assim os contrários. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 16 de Fevereiro de 1884. 




QUELUZ. (i.° Visconde com grandeza e Marquez de) D."" João Severiano 
— ' Maciel da Costa. 
Nasceu em Marianna, Minas Geraes, em 1769. 
Falleceu em 19 de Novembro de 1833. 
Filbo do Coronel Domingos Alves de Oliveira Maciel. 

Formado em direito pela Universidade de Coimbra, onde obteve o gráo 
de doutor, foi Desembargador do Paço do Rio de Janeiro e Governador da 
Guyanna Francesa, de 1809 a 18 19. Acompanhou D. João VI a Portugal, 
em 1821. 

Foi Deputado á Assembléa Constituinte, por Minas Geraes, em 1823, 
Ministro do Império no 3.» Gabinete de 1823, da pasta dos Extrangeiros e da 
Fazenda no 6." Gabinete de 1827, Senador pela Província de Parahyba, em 
1826 ; era Conselheiro de Estado effectivo em 1824, e foi um dos redactores 
da Constituição do Império. Presidente da Província da Bahia em 1825. 

Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro em 1824. 

CREAÇÃO DOS títulos ; i.» Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1834. Marquez 
por decreto de 12 de Outubro de 1826. 



376 




'To r ttir ""^ "' '«'°' - ''"-''^ ^' Vassoo.s, na P.ovinc, Co 

Filbo dos , .". Viscondes e Marquezes de aueluz 

&J»» com D. Cândida Augusta de Sâo José Werneck „„ -a 

Janeiro de ,8=6 e ftlledda em , o de Março d^^s"' ™ ' 

""'rz;:™,"; ,r "' """° "■'" °"-'« - ■«- v--. <o„ „„.„ ,„,„„. 




^^^E';a"TeneMl r''° 't"""""" '-°'"'"'° ^aeta Neves, 
tra Tenente-Coronel da Guarda Nacional 

CREAÇAO DO T,TULO : B.«„ p., ,.„„„ ,. ,^ ,. „„„ _^ , 



Qi 




'''l'^«rQÍ£r/::r .'"'> Jf <^-"0 Carneiro da Siiva. 
m uu.ssaman, na Provmcia do Rio de Janeiro, em ,7 de 



Archivo NobiIi,rchico Br.iil«íro 4! 



37: 



Agosto de 1836 e ainda vive em sua fazenda de Quissaman, no Município 
de Macahé. 

E' irmão do Barão de Monte Cedro, do 2.° Visconde de Araruama, do Vis- 
conde de Ururahy e sobrinho do i ." Barão de Ururahy, João Carneiro 
da Silva. 

Filho dos I .«" Viscondes com grandeza de Araruama, José Carneiro da Silva 
e sua mulher D. Francisca Antónia Ribeiro de Castro. 

Casou com D. Anna Francisca de Castro. 

Tenente -Coronel da Guarda Nacional, negociante e fazendeiro em 
Quissaman. 

Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo e Commendador da Imperial 
Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : As armas do i." Visconde de Araruama, seu pae, com a coroa de Visconde. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 18 de Março de 1883. Visconde por decreto de 25 de 
Março de 1888. 




W: 




QUIXERAMOBIM. (Barão e Visconde com grandeza e Marquez de) 
— ' Pedro Dias Paes Leme. 
Nasceu na cidade de Ouro Preto, Província de Minas Geraes, em Fevereiro 

de 1786. 
Falleceu em sua fazenda do Bom Jardim, na Província do Rio de Janeiro, em 

14 de Novembro de 1849. 
Filho de Garcia Rodrigues Paes Leme, fidalgo da Casa Real, e de sua mulher 



378 



e prima D. Anna Francisca Joaquina de Oliveira Horta, viuva de Gregório 

Caldeira Brant. 
Casou com D. Francisca de Paula de Mendonça Paes Leme, Dama Honorária 

de S. M. a Imperatriz, filha do Senador Jacintho Furtado de Mendonça. 

Doutor em mathematicas, era Coronel de Corpo de Engenheiros, Gentil 
Homem da Imperial Camará. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de oiro cinco melros, ,em pés nem bicos, postos em santor. Timbre : 
uma aspa de oiro e no meio um melro do escudo. 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de ,. de Outobro de ■ 8/5- Visconde com 
grandeza por decreto de 4 de Abril de ,8,6. Marquez por decreto de ,. de Outubro de .8.6. 




RAMALHO. (Barão de) D.^ Joaquim Ignacio Ramalho. 
Nasceu em S. Paulo, em 6 de Janeiro de 1809. 
Filho de José Joaquim de Souza Saquette, de nacionalidade hespanhola^ 
Casou com D. Paula da Costa Ramalho, que era viuva do Tenente Manuel 

José de Brito. 

Doutor em sciencias jurídicas e sociaes pela Academia de S. Paulo, em 
,835, foi lente dessa Academia, Presidente do Instituto dos Advogados, em 
i87S, quando foi installado em S. Paulo. 

Foi Presidente da Provinda de Goyaz em .84^ era do Conselho de 
S. Magestade, Commendador da Imperial Ordem de Christo, Official da 
Imperial Ordem da Rosa. 

CREACÃO DO TITULO : Barão de Agua Branca por decreto de 7 de Maio de .887, decreto este que foi 
^subsUtuido pelo de ,8 de Maio do mesmo anno, creando-o Barão de Ramalho por ter declarado que 
s6 acceitaria o titulo se fosse mudado para o de Ramalho, em attenção ao apehdo da fam.l.a que o 
creâra e educara. 



379 





LABOR ET FIDE3 



RAMIZ. (Barão com grandeza de) D/ Benjamin Franklin Ramiz Galvão. 
Nasceu no Rio Grande do Sul, em i6 de Junho de 1846, e ainda vive 
no Rio de Janeiro. 

Filbo de João Galvão e de sua mulher D. Maria Joanna Ramiz Galvão. 

Casou em 1871 com D. Leonor Maria de Saldanha da Gama, filha de Dom 
José de Saldanha da Gama e de sua mulher D. Maria Carolina Barroso 
de Saldanha da Gama ; neta paterna de Dom João de Saldanha da Gama 
de Mello Torres Guedes de Britto, 6.» Conde da Ponte e de sua mulher 
a Condessa, D. Maria Constança de Saldanha de Oliveira e Daun, que 
era filha de D. João Vicente de Saldanha Oliveira e Souza Juzarte Figueira, 
i.° Conde do Rio Mayor, casado com D. Maria Amália. A Baroneza 
de Ramiz é irmã do Almirante Luiz Philipe de Saldanha da Gama, morto 
em 1895 no combate do Campo Ozorio, e da 2.* Condessa de Aljezur, 
D. Anna de Saldanha da Gama. 

Bacharel em sciencias e lettras pelo Collegio D. Pedro 11, em 1861 ; 
Doutor em Medicina em 1868, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 
onde foi lente cathedratico em 187 1 . Foi bibliothecario da Bibliotheca Nacional, 
e aio dos Príncipes, filhos de SS. AA. Imperias os Senhores Condes d'Eu, 
até 15 de Novembro de 1889 ; Director Geral da Instrucção Publica, exerceu 
vários cargos administrativos, sobretudo relativos á educação, em que se 
tornou notável. 



380 



-rM,.f 



E. Dignitário é. i.peri. Orden, «^ --^^-rH^' T^Z^^l 
ae Christl de Portuga,; ^^^^^ LT:ot^ZlsUucç.o9mc. 
Imperial Ordem de Franc«o J°^*. j^^^f ^J^ gacHareis em Lettras, Sócio 
L'rtdr:stirHLl'rr.p.co Brasileiro, S«io correspon- 

dente do Instituto do Ceara, etc. 

chefe de azuí carregado de três esueiub u ^ 
et Fides. 

BRAZÃO DA BARONEZA : Lisonja P^-f ;;':.P;;,^ •;:; j;I:;e;^':^l?d^s^d?nLs! -emTamp: 
as de sua família que são esquarteladas . -o ^-^^^Z cruz de oiro no remate ; no segundo, as dos 
vermelho uma torre de prata coberta --■"::,,,, ^ cinco em pala. oito de oiro e sete 
G,,.s, - xadresado de oiro e ve-elho, de res peças ^^^^^^ ^^^ ^^ ^^^.^^^ ^^ ^^.^^ „„ 

escudo. 



COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITUUO : Barão com 



grandeza por decreto de .8 de Junho de .888. 




Fim do Mestre de Campo Estevão J°- P^g^^^^^°,= %^ p,es Barreto e de 
r:r r^lia^rri: et-o d^ Peuppe pães Barreto 
c de sua mulher D. Maria Izabel Barreto. 

Ca^ou com D. Theresa Uiza Caldas Barreto. 

sendo preso durante dois annos. 



38. 



Era Ameiro-Mór, Grande do Império. Grã-Cruz da Imperial Ordem do 
Cruzeiro, e do Conselho de S. Magestade. 

CREAÇÃO DOS títulos : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824. Marquez por 
decreto de 12 de Outubro de 1826. 



R 




ETIRO. (Barão do) Geraldo Augusto de Rezende. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 31 de Julho de 1914. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Agosto de 1887. 






^ 


p 


pi 



REZENDE. (1.° Visconde com grandeza de) António Telles da Silva 
Caminha e Menezes. 
Nasceu em Torres Vedras, em Portugal, a 22 de Setembro de 1790. 
Falleceu em Lisboa em 8 de Abril de 1875. 

Filho de Fernando Telles da Silva Caminha e Menezes, 3.» Marquez de Alegrete, 
1 i.o de Penalva e 7.» Conde de Tarouca, e de sua 2.» mulher D. Joanna 
de Almeida, filha dos 2."" Marquezes de Lavradio e 5.'" Condes de Avintes, 
em Portugal. 

Adheriu á Independência do Brasil, e serviu como Ministro em Vienna, 
em Missão Especial em 1824, em Paris em 1828 e na Rússia em 1830. 



383 



Era Grande do Império, Gentil-Homem da Gamara d'El-Rei D. João VI, 
e do Snr D Pedro 1, Mordomo-Mór e Veador de S. M. a Imperatriz viuva, 
Duqueza da Bragança, Sócio da Academia de Sciencias de Lisboa Gra-Cruz 
da I. Ordem da Rosa, da R. Ordem de Christo de Portugal, da Ordem MU.tar 
da Torre e Espada, da Coroa de Ferro da Áustria, da Ordem N. S. de VUIa 
Viçosa. Era Cavalleiro da Ordem de Malta. 

BRAZÃO DE ARMAS : As armas da antiga Casa de Alegrete, que são esquarteladas : no primeiro quartel, 
í las dos Silveiras, de prata, um le.o de purpura ; no segundo quartel, as dos Telles, de o.ro, 
liso ; e assim seus alternos. 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de ., de Outubro de .824. Marquez por 
decreto de 12 de Outubro de 1826. 




REZENDE. (Barão de) Estevão Ribeiro de Souza Rezende. 
Nasceu em 19 de Agosto de 1840 no Rio de Janeiro. 
Falleceu em 11 de Agosto de 1909, em Piracicaba. 
y o filho do Marquez de Valença, Senador Estevão Ribeiro de Rezende, e de 

sua mulher D. Ilidia Mafalda. Irmão do Barão Geraldo de Rezende. 
Casou com D. Anna Gandida de Conceição, filha do Barão de Serra Negra 

Francisco José da Conceição, e de sua mulher Gertrudes Rocha. 

Era Bacharel em direito pela Academia de S. Paulo, em 1863, foi Depu- 
tado Provincial e Geral na 16.^ legislatura de 1878, e Senador pelo Estado 
de S Paulo. Abandonando a politica, dedicou-se a lavoura, sendo fazendeiro 
em Piracicaba. Homem de espirito culto e muito caridoso. Teve occasião de 



383 



hospedar S. Magestade o Imperador e SS. AA. I. 1. os Senhores Conde e 
Condessa d'Eu, em sua residência, em 1886. 

Era Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo e Moço Fidalgo com Exer- 
cido na Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu irmão o Barão Geraldo de Rezende. (Vide descripção neste titulo). 
CREAÇÃO DO TrrULO : Baroneza por decreto de 7 de Maio de 1887. 







RIBEIRÃO. (Barão do) José de Avellar e Almeida. 
Falleceu em Vassouras, na Província do Rio de Janeiro, em 26 de 
Março de 1874. 

Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional, e Cavalleiro da Imperial Ordem 
da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira de prata, três faxas de vermelho, carregada 
cada uma de três besantes de oiro, e na segunda de oiro, uma cruz de goles, florida. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2j de Junho de 1867. 




R 



1 BEIRÃO FUNDO. (Barão de) Francisco Libanio de Sá Fortes. 
Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de j de Agosto de 1889. 



384 




R 



I BEIRÃO VERMELHO. (Barão de) António Torquato" Teixeira. 
Major da Guarda Nacional. 



CRE.^Ç.^iO DO TITULO : Bário por decreto de 2í Je Setembro de i88q. 




R 



IBEIRO DE ALMEIDA, (i.- Barão de) Joaquim Leite Ribeiro 

de Almeida. 
Era Commendador. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Desembro de 1887. 




RIBEIRO DE ALMEIDA. (2." Barão de) D.' João Ribeiro de 
Almeida. 
Nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de Maio de 1829. 
Falleceu na mesma cidade a 17 de Março de 1908. 
Filho de Bernardino de Souza Reis de Almeida e de sua mulher D. Anna 

Maria de Freitas e Almeida. 

Bacharel em sciencias e lettras pelo Collegio D. Pedro 11. doutor em 
Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1851. 

Entrou para o Corpo de Saúde da Armada em 1852, e exerceu varias 
commissões no Uruguay, Paraguay e Europa. Era do Conselho de S. Mages- 
tade, medico da Imperial Camará, Cirurgião-Mór reformado da Armada, 
membro da Academia de Medicina, sócio do Instituto Histórico e Geographico 
Brasileiro, Dignitário da 1. Ordem da Rosa, Cavalleiro da 1. Ordem de S. Bento 
de Aviz, e condecorado com a medalha da Campanha do Paraguay. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i de Fevereiro de 1889. 



Archivo ?<obilíarchico Bra»iUiro 49 



38? 




RIBEIRO BARBOSA. (Barão de) Cândido Ribeiro Barbosa. 
Filbo do Major Cândido Ribeiro Barbosa e de sua mulher D. Joaquina 
Ribeiro Barbosa. 
Casou com D. Etelvina Laura de Almeida, filha dos Viscondes de S. Laurindo, 
por Portugal, D.'' Laurindo José de Almeida, e de sua mulher D. Maria 
Gertrudes de Araújo e Almeida. 

Vereador da Camará Municipal de S. Paulo em 187Ò, foi Juiz de Paz, 
Presidente do Directório Conservador e da Companhia de Estrada de Ferro 
Bananalense. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Maio de 1885. 



R 




I BEI RO DE SÁ. (Barão de) Miguel Ribeiro de Sá. 
Natural do Rio Grande do Sul. 



Coronel da Guarda Nacional, 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Abril de 188a. 




R 



IFAINA. (Barão da) Vicente de Paula Vieira. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 17 de Setembro de 1888. 




RIMES. (Barão de) Manuel António Cláudio Rimes. 
Natural de Cantagallo, Província do Rio de Janeiro. 
Falleceu em 23 de Março de 1904, no Rio de Janeiro. 
Fazendeiro e capitalista em S. Maria Magdalena. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barío por decreto de 30 de Janeiro de 1886. 



í86 




RIO APA. (Barão do) António Enéas Gustavo Galvão. 
Falleccu no Rio de Janeiro em 2s de Março de 1895. 
Filbo do Brigadeiro José António da Fonseca Galvão e de sua mulher 

D. Marianna Clementina de Vasconcellos Galvão. 

Era irmão do Barão de Maracajú, do Desembargador Manoel do Nasci- 
mento da Fonseca Galvão e do Ministro do Supremo Tribunal D.' Enéas 
Galvão, fallecido. 

A sua longa e gloriosa carreira militar foi fecunda em bons serviços á 
pátria na guerra e na paz. Foi Ministro do Supremo Tribunal Militar, 5 de 
Setembro de 1893, e Marechal Eflfectivo do Exercito. 

Era Cavaileiro da Ordem de S. Bento de Aviz, Official da hnperial Ordem 
da Rosa, Cavaileiro da do Cruzeiro, e teve a Medalha do Mérito <v á bravura 
militar >v e a da Campanha do Paraguay. 

<:rRAÇÃ<^ do titulo : Barão por decreto de 30 de Março de 1889. 



■ « 




RIO BONITO, (i.» Barão do) Joaquim José Pereira de Faro. 
Natural da cidade de Braga, em Portugal. 
Filbo de José Pereira de Faro. natural da Galliza, e de sua mulher D. Fran- 
cisca Theresa Pereira Fernandes de Sá, natural da cidade de Braga, em 
Portugal. 
Casou com D. Anna Rita de Faro, que falleceu no Rio de Janeiro em 1 8 de 
Outubro de 1854. 



,387 



Pae do 2." Barão e Visconde do Rio Bonito, e avó do 5." Barão do Rio 
Bonito. 

Negociante, foi membro da Junta Administrativa da Caixa de Amortisa- 
ção, era Coronel reformado do extincto i ." Regimento de Infanteria de 2.» linha 
do Exercito. 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Cavalleiro Professo na Ordem de 
Christo, Commendador da Imperial Ordem de Christo. e Cavalleiro da Impe- 
rial Ordem do Cruzeiro. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo partido em pala, na primeira as armas dos Pereiras. — de vermelho, uma 
cruz de prata, florida, vasia do campo ; no segunda, as armas dos Faros, — de prata, com uma 
aspa vermelha carregada de cinco escudos das quinas do Reino, sem a orladura dos castellos. 
Timbre : o dos Faros, — meio cavallo branco com três lançadas no pescoço em sangue, bridado de 
oiro, com cabeçalho e rédeas de vermelho ; e por differença uma brica azul com uma estrella de 
oiro. (BrazSo passado em 24 de Março de 1841. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. í). 

COROA : A de Barão.. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de ó de Outubro de 1841. 



/>v/^V-V*iv,->. 




RIO BONITO. {2.° Barão e Visconde com grandeza do) João Pereira 
Larrigue de Faro. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 9 de Julho de 1803. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 1 1 de Novembro de 1856. 
Filbo de Joaquim José Pereira de Faro, i." Barão do Rio Bonito, e de sua 

mulher a Baroneza D. Anna Rita de Faro. 
Casou com D. Marianna Joaquina da Fonseca, neta paterna do i ." Barão do 
Rio Bonito. 

Negociante, fazendeiro e proprietário. 



í88 



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Foi da Guarda de Honra Imperial, onde teve o posto de Major, c acompa- 
nhou SS. MM. Imperiaes á Bahia, em 1826, como Commandante do piquete 

da Guarda de Honra. 

Foi Vereador da Gamara Municipal, Deputado á Assembléa Provincial do 
Rio de Janeiro, e Vice-Presidente desta Provincia, quatro vezes. 

Era Coronel da =,.' Legião da Guarda Nacional, Vice-Presidente do Banco 

do Brasil. 

Moço Fidalgo da Imperial Gamara, era Veador de S. M. a Imperatriz, e 
Guarda Roupa de S. M. o Imperador, Cavalleiro da Imperial Ordem do 
Cruzeiro, Official da Imperial Ordem da Rosa, e Commendador da de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro as armas dos Faros, - de prata, com uma aspa 
de vermelho carregada de cinco escudos das quinas do Reino, sem a orladura dos castellos ; no 
segundo, de vermelho, quatro faxas de oiro , no terceiro, de vermelho, uma cruz de prata florida, 
vasia do campo ; e no quarto, burilado de prata e azul com três asnas de vermelho por cima. 
Timbre : o dos Faros, — um meio cavallo branco com três lançadas no pescoço em sangue, bridado 
de oiro. com cabeçada e rédeas de vermelho ; e por differença uma brica azul, com uma estrella de 
oiro. (Brazâo passado em 20 de Maio de 1857. Reg. no artorio da Nobreza, Liv. VI, fls. 34). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Bário por decreto de 35 de Março de 1854- Visconde com grandeza por decreto 
de 3 de Desembro de 1854. 




RIO BONITO. (3." Barão do) José Pereira de Faro. 
hiasceu na Provincia do Rio de Janeiro em 7 de Março de 1832. 
Falleceti em Nova Friburgo em 2 de Fevereiro de 1899. 
Filbo de Joaquim José Pereira de Faro, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, 
Moço da Imperial Gamara e Guarda Roupa de S. Magestade, e de sua 



189 



mulher D. Angélica Joaquina Vergueiro, filha do Senador Nicoláo Pereira 
de Campos Vergueiro, membro da Regência Provisória de i8?i a 1835, 
e de sua mulher D. Maria Angélica de Vasconcellos. Neto paterno de 
Joaquim José Pereira de Faro, i ." Barão do Rio Bonito e de sua mulher 
a Baroneza D. Anna Rita de Faro. 
Casou com D. Francisca Romana Larrigue de Faro. filha dos Viscondes de 
Rio Bonito, sua prima. 
Eram pães da Baroneza de S. Clemente. 

Fazendeiro importante, occupou o cargo de Juiz de paz. 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, era Veador de S. M. a Imperatriz, 
Official da Imperial Ordem da Rosa, Commendador da Imperial Ordem de 
Christo, e da de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro as armas dos Faros, — de prata, uma aspa de 
vermelho carregada de cinco escudos das quinas do Reino, sem a orladuro dos castellos ; no 
segundo, de vermelho, quatro faxas de oiro ; no terceiro, as armas dos Pereiras. — de vermelho, uma 
cruz florida, vasia do campo ; e no quarto, burilado de prata e azul com três asnas de vermelho por 
cima. Timbre : o dos Faros, — um meio cavallo branco com três lançadas no pescoço em sangue, 
bridado de oiro com cabeçada e rédeas de vermelho ; e por differença uma brica azul com uma estrella 
de oiro. (Brazão passado em ao de Maio de 1857. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fís. ?^). 

CORÓA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bar5o por decreto de 13 de Agosto de 1873. 




R 



IO BRANCO. (Visconde com grandeza do) José Maria da Silva 
Paranhos. 



390 



Nasceu na Bahia em 1 6 de Março de 1819. 

Falleceu no Rio de Janeiro em i de Novembro de 1880. 

Filho de Agostinho da Silva Paranhos e de sua mulher D. Josepha Emeren- 

ciana Barreiro. 
Casou com D. Thereza Figueiredo Rodrigues de Faria, filha de Bernardo 

Rodrigues de Faria, e de sua mulher D. Luisa de Figueiredo Fana. 

Matriculado na Escola de Marinha, passou logo depois á Escola Militar, 
para onde o chamava a pronunciada vocação que tinha para as sciencias 
mathematicas, em que se graduou. Foi Director da Escola Militar, depois 
Escola Central, e hoje Polytechnica, e lente de 1844 a 1876. 

Foi Deputado Provincial do Rio de Janeiro, e Geral nas 7.», 9-* e 'o' 
legislaturas. Foi Presidente dessa Província em 1858 e Senador por Matto- 

Grosso em 1 862 . . n * 

Chamado aos Conselhos da Coroa, foi Ministro dos Negócios Estran- 
geiros, e da Marinha no 12." Gabinete de 6 de Setembro de 1853 ; dos 
Estrangeiros e interino da Guerra no 14» Gabinete de 12 de Desembro de 
,858 ; da Fazenda e interino dos Estrangeiros no 16.» Gabinete de 2 de Março 
de 1861 ; dos Estrangeiros no 2?.° Gabinete de 16 de Julho de 1868 ; Presi- 
dente do Conselho no 2-..° Gabinete de 7 de Março de 1871, gerindo a pasta 
da Fazenda e interinamente a da Guerra. A este benemérito se deve a Áurea 
Lei de 28 de Setembro de 187 1 — libertação do ventre da mulher escrava. 

Foi Secretario da Missão Especial no Rio da Prata em 1851 ; Ministro 
Residente, e varias vezes Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário 
nas Republicas Argentina, do Uruguay e Paraguay. 

Era Professor jubilado da Escola Polytechnica, honorário da Escola de 
Bellas Artes ; Major honorário do Exercito ; Grâo-Mestre do Oriente do 
Brasil ; Presidente do Montepio da Economia dos Servidores do Estado ; 
Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, desde 
,846 ; da Academia Real de Sciencias de Lisboa ; Vice-Presidente do Instituto 
Polytechnico ; membro da British and Foreign Anti-Slavery Society, etc. 

Grande do Império ; do Conselho de Sua Magestade ; Conselheiro de 
Estado Ordinário nomeado em .866 ; Veador da Casa Imperial ; Dignitário 
da I. Ordem do Cruzeiro, Commendador da 1. Ordem da Rosa, e Grã-Cruz 
das seguintes Ordens estrangeiras : de Christo e Villa Viçosa, de Portugal ; 
da Legião de Honra, da França ; da Águia Branca e de SanfAnna, de 1 .* classe, 
da Rússia ; de Leopoldo, da Áustria ; de S. Maurício e S. Lazaro, da Itália, 
e da distincta Ordem hespanhola de Carlos Hl. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo azul, uma esphera armilar de oiro, acompanhada á destra de uma 
penna de prata, á sestra de um compasso aberto, de oiro, e na ponta, de um rio de prata. PAQyirE : 



39' 



.-*♦ 



das cores e metaes do escudo. Divisa ; Deus et Labor. (Brazão passado em 28 de Junho de 1S71. 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 1 14). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 20 de Junho de 1870. 




RIO BRANCO. (Barão do) José Maria da Silva Paranhos. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 20 de Abril de 184S. 
Falleceu nessa cidade a 10 de Fevereiro de 191 2. 
Filho dos Viscondes do Rio Branco. 
Casou com D. Maria Stevens, de nacionalidade belga. 

Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes pela Faculdade do Recife, tendo 
cursado os primeiros quatro annos na de S. Paulo, foi Lente de Francez do 
CoUegio Pedro II e redactor chefe do jornal fluminense /1 Nação durante a 
campanha abolicionista de 1870 a 1871. 

Foi Deputado á Assembléa Geral pela Província do Matto-Grosso, nas 
14." e 15.» legislaturas de 1869 a 1875. Cônsul Geral em Liverpool, de 1876 a 
1893, e superintendente do serviço brasileiro de immigração na Europa ; 
Ministro Plenipotenciário em Washington de 1893 a 1895 no processo de 
arbitragem da questão das Missões, e depois na questão do território contes- 
tado do Amapá, em Paris de 1896 a 1899 e em Berna de 1899 a 1901, e em 
Berlin de 1901 a 1902. 

O Barão de Rio Branco, com o seu raro tino diplomático e patriotismo, 
confirmou ao Brasil, com o laudo de Washington, a posse de 30622 kilo- 
metros quadrados, com o de Berna 260000 kilometros quadrados, e ainda 



392 



pelo tratado de Petrópolis mais de aoooo kilometros quadrados, no todo 
490622 kilometros quadrados, tudo sem guerras, deixando os seus conten- 
dores ainda mais amigos do Brasil . 

Foi o Ministro da pasta dos Negócios Estrangeiros durante os successivos 
governos dos Presidentes, Conselheiro Rodrigues Alves, Conselheiro Aflfonso 
Pena Nilo Peçanha e Marechal Hermes da Fonseca, desde 1902 até 19 12. 

Era Presidente do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro : membro 
da Academia de Lettras ; Sócio Honorário do Instituto do Ceará ; membro da 
British Royal Geographical Society, de Londres, etc. 

Do Conselho de S. M. o Imperador, era Moço Fidalgo da Casa Imperial ; 
Dignitário da 1. Ordem da Rosa ; Gran-Cruz da Águia Branca, da Rússia; 
Gran-Cruz do Dragão da China ; Official da Legião de Honra, da França ; de 
Leopoldo, da Bélgica ; de Christo, de Portugal ; de S. Estanislau, de 2.'' classe, 
da Rússia ; da Coroa, da Itália ; da Ordem da Instrucção Publica, da França, 
e Commendador da Ordem do Busto do Libertador de Venezuela. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo azul uma esphera armilar de oiro, acompanhada, em ponta, de um rio 
de praia. Paquipe : das côres c nictaes do escudo. Divisa : Ubique patna Mtmor. 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 30 de Maio de 1888. 




R 



10 CLARO. (Barão de) António Manuel de Freitas. 
Fcillecen no Rio de Janeiro em 5 de Agosto de 1869. 
Era Commendador da Imperial Ordem de Christo. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Março de 1849. 




RIO CLARO, (i." Barão de Araraquára e Visconde de) José Estanisláo 
de Oliveira. 
Nasceu na cidade de S. Paulo, capital da Provincia do mesmo nome, cm s de 

Janeiro 1803. 



Archlvo Nobllitrchico Bríêlleiro ç» 



393 



'*> 






Falleceu nessa cidade em 4 de Setembro de 1884. 

Filbo de Estanisláo José de Oliveira, natural de Portugal, e Professor de 
rethorica em S. Paulo, e de sua mulher D. Maria Joaquina de Araújo. 

Casou com D. Elisa de Mello Franco, natural de Goettingen na Alemanha, e 
fallecida em Rio Claro em 19 de Abril de 1891, filha do D."^ Justiniano 
de Mello Franco e de sua mulher D. Anna Carolina de Mello Franco. Eram 
pães do 2." Barão de Araraquára, e de Mello e Oliveira. 

Em 1818 sentou praça no Batalhão n." ^ de Caçadores, e nelle militou até 
1828, reformando-se no posto de Alferes. 

Dedicando-se em 1836 á lavoura, organisou diversas fazendas em Cam- 
pinas e Rio Claro, modelos de cultura adiantada. 

Era Coronel Commandante da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão de Arar.ii|uára por decreto de 30 de Maio de 1867. Visconde do Rio 
Claro por decreto de 19 de Julho de 1870. 




RIO COMPRIDO. (Barão de Passeio Publico e Visconde com gran- 
deza de) José de Oliveira Barbosa. 
Nasceu na fortaleza de São João da Barra, na Frovincia do Rio de Janeiro, 
em 22 de Agosto de 1753, da qual era Governador seu avô materno, 
Sargento-Mór Francisco Pereira Leal. 
Falleceu em 2 de Maio de 1844. 
Filbo de João de Oliveira Barbosa. 

Sentou praça de cadete, em 177S, tendo servido em 1784, no destaca- 
mento da guarnição da Ilha da Trinidade. Secretario de Estado em 1796, era 
Brigadeiro em 1808 e no anno seguinte Governador e Capitão General do 
Reino da Angola. 

Era Vogal do Conselho Supremo Militar em 18 18, Tenente General em 
1821, foi Conselheiro de Guerra e Chefe da Divisão da Guarda Real de 
Policia, em 181 8. 

Ministro da Guerra no 3." Gabinete de 1823, referendou o decreto que 
dissolveu a Assembléa Constituinte de 1823. 

Era Commendador da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz. 

CREAÇÃO DOS Títulos : BarSo do Passeio Publico por decreto de 1 8 de Outubro de 1 819. Visconde com 
grandeza do Rio Comprido por decreto de 18 de Julho de 1841. 



394 



/ 




RIO DAS CONTAS. (Barão com grandeza do) Francisco Vicente 
Vianna. 
Casou com D. Maria Amália Muniz Vianna. 

Era bis-avô do Visconde de Ferreira Bandeira, Pedro Ferreira de Vianna 
Bandeira, fallecido na Bahia a 26 de Setembro de 1916. 

Foi o primeiro Presidente da Provincia da Bahia, em 1824. 
Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial 
Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 12 de Outubro de i83S. Barão côm grandeza por decreto 
de 14 de Março de 1800. 




RIO DE CONTAS. (2." Barão do) Pedro Muniz Barreto de Aragão. 
Nasceu na Bahia em 17 de Agosto de 1827. 
Falleceu nessa Provincia, na cidade de S. Amaro, em 20 de Abril de 1894. 
Filho do Commendador Egaz Muniz Barreto de Aragão. 
Casou com D. Carlota Ratton Muniz Barreto de Aragão, que era filha do 
Barão de Itapororóca José Joaquim Muniz Barreto de Aragão. 

Bacharel em direito pela Faculdade do Recife, foi muitas vezes deputado 
Provincial, e Geral nas 10.», i \.\ 12.* legislaturas, desde 1857, até 1866. 

Era Moço Fidalgo com exercido na Casa Imperial, Official da I. Ordem 
da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 30 de Maio de 1888. 




R 



10 DOCE. (Barão do) D.' António José Gonçalves Fontes. 
Fallecido em 25 de Setembro de 191 3. 



39=* 



Era Commendador da Imperial Ordem de Christo, da Imperial Ordem 
da Rosa e da Real Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 39 de Fevereiro de 187». 




RIO DAS FLORES, (i." Barão do) José Vieira Machado da Cunha. 
Falleceti em Valença em i de Novembro de 1879. 
Natural de Porto das Flores, Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Abril de 1867. 




RIO DAS FLORES. (2." Barão do) Misael Vieira Machado da Cunha. 
Era Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Agosto de 1886. 



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RIO FORMOSO. ( i.° Barão do) Manuel Thomaz Rodrigues Campello. 
Falleceu em Pernambuco com 70 annos de idade. 

Foi Vice-Presidente da Província de Pernambuco, desde 23 de Junho de 
1865 até 12 de Agosto de mesmo anno. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial 
Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de j de Desembro de 1854. 




RIO FORMOSO. (2.0 Barão do) Presciliano de Barros Accioli Lins. 
Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto d» 18 de janeiro de i88j. 



396 




RIO FORMOSO. (3.« Barão de Araçagye Visconde do) D.' Francisco 
de Caldas Lins. 
Natural de Pernambuco. 

Foi Deputado Geral pela Província de Pernambuco nas 15.^ e 16.'' legisla- 
turas de 1872 a 1878 e na 20.^' de 1886 a 1889. 

CREAÇÀO DOS títulos : B»rão de Araçagy por decreto de . de Novembro de .867. Visconde do Rio 
Formoso por decreto de 23 de Fevereiro de 1889. 




R 



10 FUNDO. (Barão de) Ignacio Borges de Barros. 
Falleceu na Bahia em lo de Maio de 1870. 



CREAÇÃO DO TITULO : BarSo com grandeza por decreto de 2 de Setembro de .85^ 



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RIO GRANDE. (Barão e Visconde com grandeza de) José de Araújo 

Nasceu em Porto-Alegre, Rio Grande do Sul. em 20 de Julho de 1800. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 26 de Julho de 1879. 

Bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, em .823, seguio a 
Carreira diplomática sendo nomeado Secretario da Legação Brasileira em 
Nápoles, em .826, dois annos depois era Encarregado de Negócios nos 
Estados Unidos; em .83. serviu como Enviado Extraordinário na Grã- 
Bretanha. em .835 em Portugal, em .837 em França, em .843 desempenhou 
uma missão especial na Inglaterra, aposentando-se em 1854- 

Foi Presidente da Provinda de Minas Geraes em 1833, e duas vezes do 
Rio Grande do Sul. que representou também na 3." legislatura de i834->837- 
Em 1848 foi nomeado Senador pelo Rio Grande do Sul. 



397 



Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade, Commendador 
da Imperial Ordem de Christo, Official da Legião de Honra, da França, membro 
do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, desde 1838, etc. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de 30 de Novembro de 1866. Visconde com 
grandeza por decreto de 14 de Outubro de 1874. 




RIO NEGRO. (Barão do) Manuel Gomes de Carvalho. 
Nasceu em 27 de Abril de i8?6, no Amparo da Barra Mansa, na Pro- 
víncia do Rio de Janeiro. 

Falleceu em Paris em 27 de Desembro de 1898. 

Filho de Manuel Gomes de Carvalho, 1." Barão do Amparo, e de sua mulher 
D. Francisca Bernardina Leite de Carvalho. 

Casou em 7 de Janeiro de i8s7 com D. Emilia Gabriella Teixeira Leite de 
Carvalho, sua sobrinha. 

Era irmão do 2.» Barão do Amparo e Visconde da Barra Mansa. 
Proprietário e capitalista. 

BRAZAO DE ARMAS : As de seu Pae o j." Barão de Amparo. Escudo esquarlelado : no primeiro quartel, 
em campo de oiro, três cabeças de Índios Araris, tendo na cabeça um turbante de pennas de cores, 
postas em roquette, duas e uma ; no segundo, em campo vermelho, um pelicano de oiro em um 
ninho mordendo as entranhas para com seu sangue nutrir os filhos, tendo cm chefe uma banda de 
azul com três bolotas de prata ; e assim os contrários. Timbre : uma das cabeças de Índio das armas. 
Divisa ; /Imbitio et invidia sit procul. (Brazão passado em i8 de Julho de 1867. Reg. no Cartório da 
Nobreza, l.iv. VI, fls. ój). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 15 de Maio de 1867. 



398 




RIO N OVO . (Barão e Visconde com grandeza do) José António Barroso 
de Carvalho. 
Nasceu em 14 de Fevereiro de 1816. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 1 7 de Outubro de 1869. 

A Viscondessa depois de viuva foi elevada a Condessa do mesmo titulo 
por decreto de 16 de Outubro de 1880. 

Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Commendador da Imperial 
Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 9 de Junho de 1856. Visconde com grandeza por decreto 
de 27 de Março de 1867. 




RIO NOVO. (Barão do) José Augusto de Rezende. 
Falleceu no Rio Novo, Província de Minas Geraes, em 3 de Desembro 
de 1904. 
Major da Guarda Nacional e fazendeiro importante em Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de 20 de Agosto de 1889. 




RIO DO OURO. (Barão do) D.' Braz Pereira Nunes. 
Doutor em medicina. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Março de 1881. 




R 



10 PARDO. (Barão com grandeza e Conde de) Thomaz Joaquim 
Pereira Valente. 



399 



Nasceu na cidade do f^orto em 1 790. 

Falleceu no Rio de Janeiro em }o de Agosto de 1849. 

Filbo do D.' Domingos Joaquim Pereira Valente, e de sua mulher D. Antónia 
Pereira Valente. 

Casou com D. Maria Joanna Benedicta de Almeida Valente. Dama honorária 
de S. M. a Imperatriz, tendo fallecido no Rio de Janeiro, em 22 de Julho de 
1879, com 76 annos de idade, filha do Marquez de Santo Amaro, e de 
sua 2.» mulher D. Maria Benedicta Papança de Almeida. 

Destinara-se á mesma carreira de seu illustre Pae, porem vendo a Pátria 
invadida pelos francezes, vestiu a farda de soldado, e como cadete da divisão 
lusitana em 1807, fez toda a Guerra Peninsular. Esteve em Albuera, Sala- 
manca e Victoria, onde gravemente ferido, foi feito prisoneiro e conduzido á 
Marselha. Promovido a Major, tinha em sua honrada farda a medalha de oiro 
das seis campanhas. 

Esteve em Pernambuco em 1817, e pacificada esta Província, veiu à 
Corte, onde teve o posto de Tenente-Coronel, o Habito da Torre e Espada, 
e o commando eflfectivo do Batalhão de Caçadores. Foi 021." Governador da 
Província de S. Catharina, em 1821. 

Foi na epocha da Independência um dos soldados da Liberdade, mere- 
cendo do Imperador, por seus serviços, o cargo de seu Ajudante de Campo. 
Occupou o posto de Commandante das Armas da Corte em 1829, e da 
Província do Rio Grande do Sul, em 1841. Presidiu a Provinda do Piauhy, 
em 1844, fo' Ministro da Guerra no 8." Gabinete de 1829. Era Marechal de 
Campo do Exercito Brasileiro, Vogal do Conselho Supremo militar, do 
Conselho de S. M. o Imperador, Gentil-Homem da Imperial Camará, Grã- 
Cruz das Ordens de Christo, de S. Bento de Aviz, da Torre e Espada, de 
Portugal, e condecorado com diversas medalhas de campanha. Era o primeiro 
mestre de manobras militares do Augusto Fundador do Império, D. Pedro I. 

CREAÇÃO DOS títulos : BarSo com grandeza por decreto de i J de Outubro de 182-;. Conde por decreto 
de 12 de Outubro de 1827. 



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10 PARDO. (2.0 Barão do) Joaquim Honório de Campos. 
Falleceu em ? de Desembro de 1 88 1 . 



CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 28 de Desembro de 1872. 



400 




R 



10 PARDO. (3.° Barão do) António José Correia. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Desembro de 1887. 




R 



10 POMBA. (Barão do) António Teixeira de Carvalho. 
Natural de Barbacena, Minas Geraes. 



Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Agosto de 1889. 




RIO DA PRATA. (Barão com grandeza do) Rodrigo Pinto Guedes. 
Nasceu em Gradiz, Portugal, em 17 de Julho de 1762. 

Falleceu em Paris, em i? de Junho de 1845. 

Filho de Rodrigo Pinto Guedes e de sua mulher D. Anna Maria da Silveira 
Pereira. 

Casoii com D. Constança Smissaert Pinto Caldas (irman da Marqueza de 
Cantagallo) que nasceu a 26 de Junho de 1 807 e falleceu a 1 7 de Desembro 
de 1831 ; primeira filha de José Pereira Caldas e de sua mulher D. Cons- 
tança Smissaert. A Baroneza do Rio da Prata era viuva de António de 
Saldanha da Gama, Gentil-Homem da Imperial Camará, Ajudante de 
Ordem de D. Pedro 1, 8.° filho de João de Saldanha da Gama Mello 
Torres Guedes de Brito, 6." Conde da Ponte, que nasceu a 4 de Desembro 
de 1773 e falleceu na Bahia quando era Governador e Capitão-General, 
em 24 de Maio de 1809. 

Brasileiro ex-vi da Constituição, foi Almirante reformado da Armada, 
commandando a Esquadra na Campanha do Rio da Prata, de Março de 1826 
a Desembro de 1828. 



Archivo Nobilitrchko Bruii«ii'0 51 



401 



Era Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Grã-Cruz da Impe- 
rial Ordem de S. Bento de Aviz, e da Torre e Espada. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo com grandeza por decreto de 12 de Outubro de i8a6. 




RIO PRETO. (Barão e Visconde com grandeza de) Domingos Custodio 
Guimarães. 
Falleceu em 7 de Setembro de 1868. 

Casou com D. Maria das Dores de Carvalho Guimarães, que falleceu em 
Valença em 12 de Janeiro de 1873. 

Foi provedor da Santa Casa de Misericórdia da cidade de Valença, Commen- 
dador da I. Ordem da Rosa e da de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Lisonja partida em três palas : na primeira e terceira, de prata cobertas com uma 
rede de sable, a segunda de goles com um leão de prata rompente armado de prata, com uma 
espada na garra direita, ensanguentada, copos de oiro e folha de prata, a qual cae na primeira pala 
e a cauda do leão na ultima. Um chefe de azul, carregado com um coração inflammado de oiro, 
entre duas estrellas de prata. (Brazão concedido á Viscondessa viuva, em 38 de Outubro de 1869. 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 106). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 1 de Desembro de 1854. Visconde com grandeza por 
decreto de 14 de Março de 1867. 



402 




RIO PRETO. (Barão de) Domingos Custodio Guimarães niho. 
Falleceu em 12 de Fevereiro de 1876 em Valença. 
Filbo dos Viscondes de Rio Preto. 
Casou com D. Maria Bebiana de Araújo Guimarães. 

Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional de Valença. 

BRAZÃO DE ARMAS : Um escudo com .« de seu mãe a Viscondessa do Rio Preto. (Ver a descripçSo 

nesse titulo). 
COROA : A de Bar5o. 
CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Setembro de 1874. 




R 



10 REAL. (i.o Barão do) José Dantas de itapicurú. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Setembro de 1859. 




RIO REAL. (2.° Barão do) João Gualberto Dantas. 
Natural da Bahia. 
Falleceu em i8 de Fevereiro de 1888. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de ó de Setembro de i8óó. 



403 



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R 




10 DAS VELHAS. (Barão e Visconde do) Francisco de Paula 
Fonseca Vianna. 



CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 35 de Abril de 1867. Visconde por decreto de 7 de 
Março de 188^ 




RIO VERDE. (Barão do) João António de Lemos. 
Nasceu na Provincia de Minas Geraes. 
Falleceu em S. Gonçalo do Sapucahy, nessa Provincia, assassinado pelo 
D.'' Joaquim Gomes de Souza, casado com uma sua neta, e que condem- 
nado successivamente três vezes, pelo Jury, foi entretanto absolvido, por 
irresponsável, como alienado, e internado no Hospicio D. Pedro li, onde 
falleceu. 
Casou com D. Olympia Carolina Villela de Lemos, natural de S. Gonçalo do 
Sapucahy, em Minas Geraes. 

Politico influente no Sul de Minas, foi Deputado Provincial em cinco 
legislaturas e Geral por sua Provincia nas 3.*, 4.» e 5.» legislaturas de 1830 
até 1841. 

Era membro do Conselho Geral da Provincia de Minas. Foi o fundador, 
em S. Gonçalo, da primeira Fabrica de Chapéos no Brasil. 

Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Outubro de 1848. 




RIO VERMELHO. (Visconde de) Manuel Ignacio da Cunha Menezes. 
Natural da Provincia da Bahia. 
Falleceu nessa Provincia em 15 de Janeiro de 1850. 
Casou com D. Maria Joanna da Cunha Menezes. 



404 



Commandante^Superior da Guarda Nacional, foi Vice-Presidcnte da Pro- 
vinda da Bahia em 1835 e Senador por essa Provincia, nomeado en 1827. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa e de Christo, e sócio do 
Instituto Histórico e Geographico Brasileiro desde 1839. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde por decreto de 17 de Desembro de 1830. 




RIO VERMELHO. (Barão do) José Félix da Cunha Menezes. 
Falleceu na Provincia da Bahia em 23 de Julho de 1870. 
Casou com D. Joaquina Júlia Navarro da Cunha Menezes, natural da Provincia 
da Bahia. 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Dignitário da Imperial Ordem 
da Rosa, e Commendador da de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Desembro de 1854. 




ROMEIRO. (Barão de) Manuel Ignacio Marcondes Romeiro. 
Nasceu na Provincia de S. Paulo. 
Falleceu em Pindamonhangaba, nessa Provincia, a 30 de Janeiro de 1890. 
Filbo do Sargento-Mór de Pindamonhangaba José Romeiro de Oliveira, 

Cavalleiro da Ordem de Christo, e de sua mulher D. Anna Marcondes 

de Moura Romeiro. 
Casou em primeiras núpcias com D. Marianna Marcondes Cabral e em segundas 

núpcias com D. Marianna Marcondes de Oliveira César, Baroneza de 

Romeiro, filha de António de Oliveira César e de sua mulher D. Maria 

Angélica de Oliveira César. 

Importante lavrador e capitalista. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 31 de Janeiro de 1877. 



405 



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ROSÁRIO. (Barão do) João José do Rosário. 
Falleceu no Rio de Janeiro. 

Foi Director de Contabilidade do Thesouro Nacional e era do Conselho 
de S. Magestade. 

Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa e da Real Ordem de Christo de 
Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Maio de 1889. 




S ABARA. (Visconde do Fanado, e Marquez de) João Gomes da Silveira 
Mendonça. 
Nasceu na cidade de S. Miguel, na Província de Minas Geraes, em 1781. 
Falleceu em 2 de Julho de 1827. 
Filho de João Gomes Pereira. 

Sentou praça em 28 de Março de 1801. no regimento de Cavallaria, de 
Minas Geraes, e foi reconhecido cadete nesse mesmo anno. Seguindo para a 
Europa, fez em Lisboa os cursos de sciencias physicas e naturaes, e regressando 
ao Brasil, foi promovido a Capitão e Ajudante de Ordens do General Inspector 
Geral de Artilharia e Fundições. 

Coronel em 1816, serviu de Addido ao Estado Maior. 

Foi Deputado ás Cortes Constituintes Portuguezas, em 1821, pela Pro- 
víncia de Minas Geraes, e um dos signatários da Constituição brasileira, tendo 
sido membro da Constituinte brasileira, em 1823. 

Inspector da Fabrica de Pólvora, foi Brigadeiro, em 1822 ; Ministro da 
Guerra no 3.° Gabinete de 1823 ; Senador pela Província de Minas Geraes em 
1826, e Conselheiro de Estado, em 1824. Grande do Império e Dignitário da 
Imperial Ordem do Cruzeiro. 

CREAÇÃO DOS títulos : Visconde com grandeza do Fanado, por decreto de 12 de Outubro de 1824. 
Marquez de Sabará por decreto de 13 de Outubro de 1836. 



406 



•« 




S ABARÁ. (Barão com grandeza de) Manuel António Pacheco. 
Falleceu na Provinda de Minas Geraes em 14 de Fevereiro de 1862. 
Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa, da de Christo, eCavalleiro 
da Imperial Ordem do Cruzeiro. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barào por decreto de n de M.rço de 1843. BarSo com grandeza por decreto de 
1 1 de Outubro de 1848. 




S ABARÁ. (Visconde com grandeza de) João Evangelista Negreiros de 
Sayão Lobato. 
msceu na cidade do Serro, então villa do Príncipe, na Província de Minas 

Geraes, em i6 de Agosto de 1817. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 20 de Abril de 1894. 
Filbo do Senador João Evangelista de Faria Lobato, e de sua mulher D. Mana 

Isabel Manso Sayão. 
Casou com D. Maria José de Macedo Couto, que falleceu em 8 de Desembro 

de 1889. 

Formado em direito pela Faculdade de S. Paulo, foi Promotor Publico 
na Provinda de Minas Geraes. Eleito Deputado pela Provinda de S. Paulo, 
foi mais tarde Juiz Municipal nessa Provinda, Juiz de Direito na do Rio 
Grande do Sul, e Deputado á Assembléa Geral por essa Provinda, em varias 

legislaturas. . n > a 

Foi Juiz do Commerdo no Rio de Janeiro, Desembargador da Relação, 

em 1864, Procurador da Coroa e Soberania Nadonal, e Ministro e Presidente 

do Supremo Tribunal de Justiça, aposentando-se em 1892. 

Do Conselho de S. Magestade, era Commendador da Imperial Ordem de 

Christo, Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa e Fidalgo Cavalleiro da Casa 

Imperial. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 4 d* Abril de 18S8. 



407 




SABÓIA. (Barão com grandeza e Visconde de) Dj Vicente Cândido 
Figueira de Sabóia. 

Nasceu em Sobral, na Provincia do Ceará, em 13 de Abril de 1836. 

Falleceu no Rio de Janeiro em 18 de Março de 1909. 

Filho do Coronel José Sabóia, nascido em Aracaty, a 12 de Julho de 1800, c 
de sua mulher D. Joaquina Figueira de Mello Sabóia, nascida em Sobral, 
a 15 de Março de 1803. Neto do Pharmaceutico Vicente Maria Carlos 
de Sabóia e de D. Maria Clara da Conceição Sabóia, casados a i de Junho 
de 1796 em Aracaty. 

Casou com D. Luisa Marcondes Jobim, filha do Senador pela Provincia do 
Espirito Santo, José Martins da Cruz Jobim, fallecido em 1878. 

Doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro em 1858, foi lente 
cathedratico em 1871, e Director dessa Faculdade em 1881, onde deixou 
brilhante tradicção. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade, Medico da Impe- 
rial Camará e Commendador da Imperial Ordem de Christo, membro da 
Academia Nacional de Medicina, do Instituto de Ceará, da Academia Cearense, 
da Real Academia de Medicina de Roma, e da Sociedade de Cirurgia de Paris. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão com grandeza por decreto de 6 de Fevereiro de 1886. Visconde com 
grandeza por decreto de 1 1 de Abril de 1888. 




SAHY. (Barão e Barão com grandeza de) Luiz Fernandes Monteiro. 
Era Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial 
Ordem da Rosa, e Grande do Império. 

CREAÇAÓ DOS TÍTULOS ; Barão por decreto de 1 de Julho de 1861. Barão com grandeza por decreto de 
30 de Novembro de 1866. 



408 



_áL. 




SAICAN. (Barão com grandeza de) João Maria da Gama Lobo d' Eça. 
Nasceu em 20 de Julho de 1800. 
Falleceu na Província do Rio Grande do Sul, em 28 de Desembro de 1872. 

Era Grande do Império. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de j8 de Agosto de 1866. 




SALGADO ZENHA. (Barão de) Manuel de Salgado Zenha. 
Negociante no Rio de Janeiro, de nacionalidade Portugueza. 
Era do Conselho de S. M. Fidelíssima, Official da 1 Ordem da Rosa e 
Commendador da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Julho de i88q. 




SALTO. (Barão e Visconde do) António José Dias Carneiro. 
CREAÇÃO DOS TÍTULOS ; Barào por decreto de 5 de Maio de 1883. Visconde por decreto de 24 
de Abril de 1886. 




SAMPAIO ViANNA. (Barão de) Carlos Américo de Sampaio Vianna. 
Nasceu na Província da Bahia, a 24 de Junho de 1835. 
Falleceu no Rio de Janeiro. 

Exerceu diversos cargos públicos, foi Inspector da Alfandega do Rio 
de Janeiro e era do Conselho de S. Magestade. 



Archivo Nobiliarchico Br«»ileiro 52 



409 



Official da Imperial Ordem da Rosa e Commendador da Real Ordem de 
Christo de Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Maio de 1889. 




s 



ANIPE. (Barão de) João José Leite. 
Natural da Bahia. 



CREAÇAO DO TITULO : Barão por decreto de 6 de Setembro de 1 866. 




SANTA ALDA. (Barão de) Lucas António Monteiro de Barros. 
Fazendeiro em Barra Mansa, na Província do Rio de Janeiro. 
Era Moço Fidalgo da Casa Imperial, Commendador da Imperial Ordem 
da Rosa e da de Christo de Portugal. 

CREAÇÀO DO TITULO : Barão por decreto de 29 de Novembro de 1886. 




SANT'ANNA. (i.» Baroneza de) D. Maria José de SanfAnna. 
Falleceu em Juiz de Fora, na Província de Minas Geraes, em 5 de 
Junho de 1870. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Baroneza por decreto de 20 de Junho de 1861. 



S 




ANTANNA. (2.» Baroneza de) D. Rosa de SanfAnna Lopes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Baroneza por decreto de 1} de Setembro de 1874. 



410 




SANTANNA DO LIVRAMENTO. (Barão de) Vasco Alves Pereira. 
Natural da Província do Rio Grande do Sul. 
Falleceu em lo de Maio de 1883. 
Casou com D. Rosa Nunes Pereira. 

Era Brigadeiro honorário do exercito, e fez a campanha do Paraguay. 
Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e da Imperial Ordem do 

Cruzeiro. 

Tinha as medalhas do Mérito e Bravura Militar a Geral da Campanha do 

Paraguay. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão ror decreto de 18 de Maio de 1870. 




s 



ANTA BARBARA. (Barão de) João Evangelista de Almeida Ramos. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Agosto de 1889. 




SANTA BRANCA. (1.° Barão de) Francisco Lopes Chaves. 
Natural da Província de S. Paulo. 
Falleceu em 18 de Outubro de 1884. 

Era pae do 2.° Barão de Santa Branca e do Barão de Jacarehy. 
Commendador da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial 
Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de i i de Setembro de 1854. 




S 



ANTA BRANCA. (2.» Barão de) Francisco Lopes Chaves. 
Natural de Jacahery, S. Paulo. 



411 



Filho dos primeiros Barões de Santa Branca. 
Era irmão do Barão de Jacarehy. 

CREAÇÂO DO TITULO : Barão por decreto de 23 de Desembro de 1887. 




SANTA CECi LI A. (Barão de) Francisco Rodrigues Pereira de dueiroz. 
Natural de Minas Geraes. 

Major da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Julho de 1874. 




SANTA CLARA. (Barão de) Manuel Francisco Albernaz. 
Falleceu em 13 de Maio de 1873- 
A Baroneza de Santa Clara falleceu no Rio de Janeiro a 30 de Maio 
de 1876. 

Era fazendeiro em Guaratiba. 

Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial Ordem 
da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, de oiro, uma banda^de azul carregada de três 
estrellas de prata de cinco pontas ; no segundo, de prata (e não oiro), três cannas de assucar de sua 
côr, duas postas em aspa e uma no meio em pala ; no terceiro, de prata, três besantes de purpura 
em roquete ; no quarto, em campo de oiro, quinze flores de liz de azul postas em faxa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 38 de Desembro de 1872. 



412 




s 



ANTA CLARA. (Barão de) Carlos Theodoro de Souza Fortes. 
Natural da Província de Minas Geraes. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i o de Junho de 1882. 




SANTA CRUZ. (Duque de) Sua Alteza o Príncipe D. Augusto 
Carlos Eugénio Napoleão. Duque de Leuchtenberg, Príncipe d'E.chstadt. 
AfasííM a 9 de Desembro de 1810. 
Fallecer^ em Lisboa, no Paço das Necessidades, em 28 de Março de .835, sem 

Filho e herdeiro de S. A. o Príncipe Eugénio de Beauharnais, Duque de 
Leuchtenberg e Príncipe d'Eichstadt, e da Princeza D. Augusta Mana 
Amália, filha de Maximiliano José 1, Rei da Baviera. 

Casou por procuração, em Munich, a ^ de Novembro de 1834 e ^m pessoa, 
em Lisboa, a 26 de Janeiro de .835, com S. M. a Rainha D. Mana U, «a 
virtuosa». D. Maria da Gloria Joanna Carlota Leopoldina da Cruz Francisca 
Xavier de Paula Izidora Michaela Gabriela Rafaela Gonzaga, 29.'' Reinante 
de Portugal e 25." dos Algarves, Princeza da Beira e do Grão Pará, Grã- 
Mestra das Ordens de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, da Ordem de 
S Izabel, Rainha de Portugal, e das Ordens militares de Christo, S, Bento 



413 



de Aviz e S. Thiago da Espada. A Rainha D. Maria II, era filha de 
S. M. D. Pedro I, Imperador do Brasil, e Rei de Portugal sob o nome 
de D. Pedro IV, e nasceu no Rio de Janeiro, no Real Paço da Quinta da 
Boa Vista, em 4 de Abril de 1819, fallecendo em 15 de Novembro de 
1853, em Lisboa. 

O Duque de Santa Cruz foi o único Príncipe extrangeiro que recebeu um 
titulo brasileiro, conferido por seu sogro e cunhado D. Pedro 1. 

BRAZÃO DE ARMAS : Reprodusimos o que encontramos em J. B. Rieststap, i° vol. (CL i i B) 1903. 

CORÔA : A de Duque. 

CREAÇÃO DO TITULO : Duque por decreto de 5 de Novembro de 1839. 




SANTA CRUZ. (Conde e Marquez de) D. Romualdo António de 
Seixas. 
Nasceu em Cametá, no Pará, em 7 de Fevereiro de 1787. 
Falleceu na cidade de S. Salvador, na Bahia, em 29 de Desembro de 1860. 
Filho de Francisco Justiniano de Seixas e de sua mulher D. Angela de Souza 
Bittencourt, e sobrinho de D. Romualdo de Souza Coelho, que foi 
o 8." Bispo do Pará. 

Uma das maiores glorias da Igreja nacional. «Gigante pela illustração, como 
o chamou o D."^ J. Manuel de Macedo, era dotado de excessiva modéstia, de 
trato ameníssimo, de bondade evangélica, de todas as qualidades emfim, que 
exaltam e fazem veneranda e amável a creatura humana ». 

Concluio os seus estudos em Lisboa, na congregação do Oratório, e 
voltando ao Pará com 18 annos de idade, fez um sermão que enlevou o audi- 
tório ; aos 19 annos, com a primeira tonsura, foi nomeado mestre de cerimonias 
do Sólio, e começou a leccionar no Seminário episcopal, latim, rhetorica e 
philosophia ; aos 2 1 annos tomou ordens de sub-diacono e estreou no púlpito 
sagrado, improvisando o panegyrico de S. Thomaz de Aquino. Aos 22 annos, 
já diácono, veio á Corte em companhia de outro prelado, em commissão do 
Bispo do Pará, para em seu nome, cumprimentar a Família Real e tratar de 
importantes assumptos da Diocesç, regressando com a nomeação de Cónego 
da Sé Paraense, e a de Cavalleiro da R. Ordem de Christo. Aos 23 annos 



414 



recebeu ordens de presbytero, foi nomeado parocho de Cametá e logo Vigário 
Capitular. Por decreto de 12 de Outubro de 1826 foi nomeado 17." Arcebispo 
da Bahia ; como Metropolita e Primaz do Brasil, presidiu em 1841 a solemni- 
dade da sagração de S. M. D. Pedro 11. 

Foi eleito presidente da Junta Governativa do Pará duas vezes, em 182 1 
e 1823 ; representou a Província do Pará na i.* legislatura de 1826, e na 4.^ 
de 18^8 a 184 1, e a Provinda da Bahia na 3.* de 1834 a 1837, occupando por 
duas vezes na Gamara Temporária a cadeira da Presidência. 

Foi agraciado por S. M. D. Pedro 1 ." com o titulo de pregador da Gapella 
Imperial e com a Grande Dignitaria da 1. Ordem da Rosa, e por S. M. D. Pedro 11 
com a Grã-Cruz da 1. Ordem de Christo. Do Conselho de S. M. Imperial, era 
sócio da Academia de Munich, do Instituto da Africa, em Paris ; do Instituto 
Histórico e Geographico Brasileiro, e de muitas outras Sociedades de sciencias 
e lettras. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Conde por decreto de 2 de Desembro de 1858. Marquez por decreto de 14 de 
Março de 1860. 




S 



ANTA EUGENIA. (Barão de) Luiz Manuel Monteiro. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Borão por decreto de 3 de Outubro de 1889. 




SANTA EULÁLIA. (Barão de) António Rodrigues de Azevedo Ferreira. 
Nasceu na cidade de Lorena, Província de S. Paulo, a 1,3 de Junho de 

1838. 

Falleceu nessa cidade em 15 de Janeiro de 1889. 

Filbo do Coronel João José Rodrigues Ferreira, e de sua mulher D. Mana 
Leopoldina Azevedo Ferreira. 

Casou a 2 de Março de 1867, na cidade de Lorena, com sua prima D. Eulália 
Moreira Rodrigues de Azevedo, filha de Joaquim José Moreira Lima, e 
de sua mulher D. Carlota Leopoldina de Castro Lima, depois Viscondessa 
de Castro Lima. A Baroneza era irmã do Barão de Castro Lima e do 
Conde de Moreira Lima. 



415 



Estudou humanidades no CoUegio Mamede, em S. Paulo, formando-se 
em sciencias jurídicas e sociaes, pela Faculdade de Direito de S. Paulo, em 1 86 í . 

Exerceu por alguns annos a advocacia, sendo depois nomeado Promotor 
Publico da Comarca de Lorena. Foi Presidente da Gamara Municipal de 
Lorena, Deputado Provincial em diversas legislaturas, Vice-Presidente da Pro- 
víncia de S. Paulo, em 1888. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 22 de Fevereiro de 1888. 




SANTA FÉ. (Conde de) D. Pedro Maria de Lacerda. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 31 de Janeiro de 1830. 
Falleceu nessa cidade em 12 de Novembro de 1890. 

Filho do Capitão de Mar e Guerra João Pereira de Lacerda e de sua mulher 
D. Gamílla Leonor Pontes de Lacerda. 

Doutor em theologia, graduado em Roma, ordenou-se presbytero secular 
em Maríanna em 1852. Foi logo após nomeado Cónego da Cathedral, cargo 



416 



\ 



que renunciou em 1860. Foi professor no Seminário episcopal, até ser nomeado 
Bispo do Rio de Janeiro em 1868. 

Era do Conselho de S. M. o Imperador, seu Capellão-Mór, assistente ao 
Sólio Pontifício, prelado domestico de Sua Santidade, Commendador das 
Imperiaes Ordens de Christo e da Rosa e Grande do Império. 

CREAÇÃO DO TITULO : Conde por decreto de 1 6 de Maio de 1888. 




S 



ANTA FÉ. (Barão de) José Rodrigues Alves Barbosa. 

Natural de Valença. 
Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 



BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, de oiro, cinco estrellas de goles de 
cinco pontas, em santor ; no segundo e terceiro, de purpura, três barras de oiro coticadas de goles. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 16 de Janeiro de 1875. 




SANTA HELENA. (Barão de) José Joaquim Monteiro da Silva. 
Nasceu em Entre Rios, na Província de Minas Geraes, em 20 de Agosto 
de 1827. 
Falleceu na cidade de Juiz de Fora, nessa Província, em 30 de Outubro de 1897. 

Foi Vice-Presidente da Provinda de Minas Geraes, Senador por essa 
Província nomeado em 1888, e era Coronel reformado da Guarda Nacional e 
fazendeiro abastado. 



Archivo Sobitiarchico Brasileiro ^} 



4'7 



Foi o fundador do Banco de Credito Real de Juiz de Fora e da Estrada 
de Ferro União Mineira. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 13 de Desembro de 1876. 




S 



ANTA IZABEL. (i.» Barão de) António Diniz da Costa Guimarães. 
Falleceu em 1858. 



CREAÇAO DO TITULO : BarSo por decreto de 17 do Novembro de 1851. 



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i^m^m 



SANTA IZABEL. (2.° Barão e i." Visconde com grandeza de) D/ Luiz 
da Cunha Feijó. 
Nasceu no Rio de Janeiro a 1 de Junho de 1817. 
Falleceu em Petrópolis a 6 de Março de 1 88 1 . 

Filho do pharmaceutico Tristão da Cunha Feijó, e de sua mulher D. Anna 
Joaquina da Natividade. 

Doutor em medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, lente desta 
Faculdade desde 1840 até 1861, foi seu Director. 

Acompanhou a Sereníssima Princeza Imperial a Senhora Condessa d'Eu, 
em três viagens á Europa, em 1865, 1870, 1878. 

Era do Conselho de S. Magestade, Medico da Imperial Camará, Cirurgião- 
Mór da Guarda Nacional, membro da Academia Imperial de Medicina, e do 
Instituto Histórico e Geographico Brasileiro desde 1840, Grande do Império, 
Grande Dignitário da I. Ordem da Rosa, Commendador da Imperial Ordem 
de Christo, da Ordem Austríaca da Coroa de Ferro, da Ordem de Izabel a 
Catholica de Hespanha e da Real Ordem de Christo de Portugal. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Bário por decreto de 14 de Março de 1872. Visconde com grandeza por decreto 
de 33 de Setembro de 1874. 



418 




SAMTA JUSTA. (,.o Barão com grandeza de) Jacintho Alves Barbosa. 
Falleceu no Município de Valença em 20 de Desembro de 1872. 
Proprietário e fazendeiro no Município de Parahyba do Sul, e na Provmc.a 
de Minas Geraes. Era Grande do Império. 

BRAZÃO DE ARMAS : E. can,po de oiro, u. leio de sinop.e rompente arcado de f^^T^Z^^-Z 
destra um ramo de cafeeiro ao natural, bordadura de goles com oUo besantes de p ata. ^^^^^^^^ 
cores e metaes das armas. (Braz^o passado em .5 de Maio de ,867. Reg. no Cartor>o da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 77). 

COROA : A de Conde. j.^.t» 

CREAÇÂO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 30 de Novembro de .866. Barão com grandeza por decreto 

de 30 de Janeiro de 1867. 




S 



ANTA JUSTA. (2.° Barão de) Francisco Alves Barbosa. 

Casou com D. Bernardina Alves Barbosa. 
Fazendeiro. 



419 



BRAZÃO DE ARMAS : As de seu pae o i.» Bário de Santa Justa. (Vêr a dejcripçio nesse titulo). 
CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de j8 de Junho de 1876. 




S 



ANTA JUSTA. (Baroneza e Viscondessa de) D. Bemardina Alves 
Barbosa. 



Foi casada com o 2." Barão de Santa Justa Francisco Alves Barbosa, 
sendo agraciada com o titulo de Viscondessa, depois de viuva. 

BRAZAO DE ARMAS : Uma lisonja com as armas de seu marido o J." Barão de Santa Justa. De oiro, com 
um le3o de sinople rompente armado de goles, tendo na garra destra um ramo de cafeeiro ao natu- 
ral ; bordadura de goles, com oito besantes de prata. Paquife : das cores e metaes das armas. (BrazSo 
passado em jj de Maio de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 77). 

CORÔA : A de Visconde. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Baroneza por decreto d« 28 de Junho de 1876. Viscondessa por decreto de 9 de 
Fevereiro de 1889. 



420 




SANTA JUSTA. (3.° Barão de) José Alves da Silveira Barbosa. 
Natural de Três Ilhas, Minas Geraes. 
Coronel da Guarda Nacional. 

BRAZÃO DE ARMAS : As do 2." Barão de SanU Justa, Francisco Alves Barbosa. (Vèr a descripçSo nesse 

titulo). 
CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 10 de Abril de 1886. 




SANTA LUZIA, (i.» Barão de) Manuel Ribeiro Vianna. 
Falleceu em 27 de Janeiro de 1844. 
Casou com D. Maria Alexandrina de Almeida Franco, que casou também 
em 2.» núpcias com o 2.» Barão de Santa Luzia, auintiliano Rodrigues 
da Rocha Franco. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarJo por decreto de 18 de Julho de 1841. 




SANTA LUZIA. (2.» Barão de) Quintiliano Rodrigues da Rocha 
Franco. 
Nasceu em 5 de Março de 1778, na Provinda de S. Paulo. 



431 



Falleceu em 26 de Junho de 1854, em S. Luzia de Sabará, na Província de 

Minas Geraes. 
Casou com D. Maria Alexandrina de Almeida Franco, viuva do i ." Barão 

de S. Luzia, Manuel Ribeiro Vianna. 

Eleito membro da Assembléa Provincial, na i.* legislatura de 1838, 
recusou-se a tomar assento. 

Era Capitão-Mór de Milícias. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Novembro de 1846. 




s 



ANTA MAFALDA. (Barão de) José Maria de Cerqueira Valle. 

Falleceu em 4 de Janeiro de 1904, em Juiz de Fora, com 85 annos 
de idade. 



Fazendeiro na Província de Minas Geraes, era chefe do partido liberal. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 13 de Setembro de 1876. 




s 



ANTA MARGARIDA. (Barão de) Fernando Vidal Leite Ribeiro. 
Filho dos Barões de Itamarandiba, Joaquim Vidal Leite Ribeiro, e de 
sua mulher D. Alexina Fontoura de Andrada, fallecída no Rio de Janeiro 
a 19 de Setembro de 1 916. 



Capitalista residente actualmente no Rio de Janeiro, Secretario da Junta 
Administrativa da Caixa Económica e Monte de Soccorro nessa cidade. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de ji de Julho de 1887. 



422 




'CORUNUMVIAUNA 



SANTA MARIA. (Barão de) Nicoláo Netto Carneiro Leão. 
Nasceu na cidade de Tiradentes, Província de Minas Geraes. 
Falleceu nessa Provincia em 16 de Desembro de 1894. 
Filbo dos Marquezes de Paraná, e irmão do Barão de Paraná. 

Matriculou-se na Escola da Marinha, do Rio de Janeiro, e como Guarda 
Marinha foi mandado praticar na Marinha da Guerra Ingleza, onde perma- 
neceu 10 annos. Abandonando a carreira no posto de 2." Tenente, fez-se 
fazendeiro no Municipio de Pirahy, e mais tarde em sua Provincia. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu pae o Marquez de Paraná. Escudo esquartelado : o primeiro, partido de 
vermelho e azul, e sobre elle um leSo de oiro, rompente, armado de prata ; bordadura de o.ro 
carregada de quatro folhas de figueira ao natural acontonadas, e de quatro flores de azul em cruz ; o 
segundo, de goles, com uma banda de azul, acoticado de oiro, carregada de três flores de liz do mesmo, 
entre dois carneiros de prata, passantes, armados de oiro ; e assim os contrario. Timbre : o leSo do 
escudo, com uma folha de figueira na testa. Divisa : Cor unum via um. (Brazâo passado em i8 de 
Novembro de 1855. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 26). 

COROA : A de Bário. 

CREAÇÃO IX) TITULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. 




SANTA MARIA MAGDALENA. (Barão de) José Joaquim da Silva 
Freire. 
Natural de Santa Maria Magdalena, Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de 19 de Setembro de i88j. 



4^3 




SANTA MARTHA. (Barão de) Luiz Maria Piquet. 
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro. 
Falleceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, em } de Outubro de 1904, com 
80 annos de idade. 

Era um bravo e activo marinheiro, chegando ao posto de Vice-Almirante, 
pelos relevantes serviços que prestou ao paiz. Foi Ajudante-General da Armada, 
tendo exercido importantes commissões até 1890. 

Era Cavalleiro da I. Ordem de S. Bento de Aviz, Commendador da 
Imperial Ordem da Rosa e Cavalleiro da Ordem 1. do Cruzeiro. Tinha as 
medalhas, com passadores de oiro, da Campanha Geral do Paraguay, dos 
combates de Toneleros, e Paysandú, e a do busto de Simão Bolivar. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 20 de Agosto de 1889. 




SANTA MÓNICA. (Barão com grandeza de) Francisco Nicoláo 
Carneiro Nogueira da Gama. 
Filho dos Marquezes de Baependy, Manuel Jacintho Nogueira da Gama e da 

Marqueza D. Francisca Mónica Carneiro da Costa. 
Casou com sua prima D. Luiza do Loreto Vianna de Lima e Silva, filha dos 
Duques de Caxias. 
Era irmão do Barão de Juparanã e do Conde de Baependy. 



424 



BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala, na primeira as armas dos Nogueiras, que são : em campo 
de oiro, uma banda xadrezada de prata e sinople de cinco peças em faxa, com a ordem do meio 
coberta toda de uma cotica vermelha ; na segunda, as armas dos Gamas, dos que descendem de 
D. Vasco da Gama, que são : o escudo xadresado de oiro e vermelho de três peças em faxa e cinco 
em pala, oito de oiro e sete de vermelho, estas carregadas de duas faxas de prata, e no meio das 
armas um escudo com as quinas de Portugal. Timbre : meio nayre vestido ao modo da Índia com 
uma trunfa e um bolante que lhe cae pelas costas ; braços nús e na mão direita um escudo das 
armas dos Gamas, e na esquerda um ramo de canella verde com rosas de oiro. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de i de Abril de 1882. 




SANTA PHILOMENA. (Barão de) José Lustosa da Cunha. 
Filbo do Coronel José da Cunha Lustosa, e de sua mulher D. Ignacia 
Antónia dos Reis Lustosa, e irmão do Marquez de Paranaguá, e do 
Barão de Parahim. 
Coronel da Guarda Nacional, Piauhy. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Outubro de 1889. 




SANTARÉM. (Barão de) Miguel António Pinto Guimarães. 
Falleceu na Província do Pará em 24 de Agosto de 1882. 

Fazendeiro na Província do Pará. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de l^laio de 1871. 




SANTA RITA. (Barão com grandeza de) Manuel António Ribeiro de 
Castro. 
Nasceu em Aldros, em Portugal, em 8 de Novembro de 1767. 



Archivo !*obilÍJrchico Br«Mlíiro 54 



435 



Falleceu em Queimados, na Província de Minas Geraes, em 26 de Maio de 
1854. 

Negociante matriculado na Real Junta de Lisboa, em 1789, estabeleceu-se 
em Campos de Goytacazes, onde viveu e tornou-se fazendeiro. 

Era Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial Ordem 
da Rosa. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 15 de Abril de 1847. Barão com grandeza por decreto de 
1 1 d« Outubro de 184S. 



S 




ANTA RITA. (2.» Barão e Visconde de) José Ribeiro de Castro. 
Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 



CREAÇÃO DOS títulos : Barào por decreto de 19 de Julho de 1879. Visconde por decreto de 13 de 
Outubro de 188}. 




[bónus momo OE iONO THISAUFÍÒ 

I CorÍDIS SUI !> BOf£itT WH^ 



SANTA ROSA. (Barão de) Joaquim Raymundo Nunes Belfort. 
Nasceu em S. Luiz, Província de Maranhão. 
Filho do Capitão Joaquim Raymundo Nunes Belfort e de sua mulher D. Cân- 
dida Rosa Ribeiro. 



436 



Casou com D. Maria Magdalena Vianna Henriques Belfort, filha do Commen- 
dador Luiz José Henriques, e de sua mulher D. Maria Appolonia Vianna 

Henriques. 

Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

BRAZÃO DE ARMAS : En, campo azul, um Icào de oiro rompente; chefe de prata carregado de uma 

rosa de vermelho entre duas estrellas de cinco pontas, do mesmo. 
CORÔA ; A de Barão. 
CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 24 de Março de 1883. 



S 




AMTA TECLA. (Barão de) Joaquim da Silva Tavares. 

Filho dos Viscondes de Serro Alegre, e irmão do Barão de Itaqui. 
Era Tenente da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 50 de Janeiro de 1886. 




SANTA THERESA. (Visconde e Visconde com grandeza de) Polydoro 
da Fonseca Quintanilha Jordão. 
Nasceu em 2 de Novembro de 1802. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 13 de Janeiro de 1879. 
Filho do Coronel João Florêncio Jordão. 

Concluindo o curso de humanidades, entrou para a Academia Militar, 
onde fez o curso, e sentou praça de cadete, em 7 de Fevereiro de 1824. 

Após longa e gloriosa carreira, chegou ao posto de Tenente-General. 

Fez toda a campanha do Paraguay e Commandou por muitos annos a 
Escola Militar do Rio de Janeiro. Era Conselheiro de Guerra, e foi Ministro 
da Pasta da Guerra no i8.° Gabinete de 30 de Maio de 1862. 

Era Grande do Império, Grã-Cruz da Imperial Ordem de S. Bento de 
Aviz, Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e Commendador da Imperial 

Ordem da Rosa. ^ , ^ r- u 

Tinha as medalhas do Mérito e Bravura Militar, a Geral da Campanha 

do Paraguay. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : ViKonde por decreto de .7 de Abril de .870. Visconde com grandeza por decreto 
de 24 de Março de 1871 . 



427 




SANTA VICTORIA. (Barão e Visconde de) Manuel Affonso de Freitas 
Amorim. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa, Commendador da Ordem de 
N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal, e da Coroa de Itália. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 2 de Setembro de 1874. Visconde por decreto de 20 de 
Julho de 1889. 




S 



ANTO AGOSTINHO. (Conde de) D. José Pereira da Silva Barros. 
Nasceu em Taubaté, Província de S. Paulo, em 24 de Novembro de 1835. 



438 



Falleceu na mesma cidade, em i6 de Abril de 1898. 

Filbo do Capitão Jacintho Pereira da Silva e de sua mulher D. Anna Joaquina 
de Alvarenga. 

Iniciou seus estudos no Convento de Santa Clara, e concluio-os no Semi- 
nário Episcopal de S. Paulo, em 1858, recebendo ordens de Presbytero. 

Foi 4 annos professor no Seminário, Vigário de Taubaté, em 1864, 
permanecendo nesta Parochia 19 annos. Eleito Bispo de Olinda em 1881, foi 
o primeiro Bispo á pregar por sua eloquente palavra, a liberdade do escravo. 
Removido em 1891 para a Diocese do Rio de Janeiro, ahi permaneceu até 
esta Diocese ser elevada á Archi-Diocese, e ser elle então substituído por 
Monsenhor Esberard, o que causou enorme pesar a todos, e provocou viva 
polemica no Congresso e nos jornaes. Nomeado então Arcebispo de Darnis, 
retirou-se desgostoso para sua cidade natal, onde viveu o resto de vida na 
pratica do bem e da caridade. 

Era Camarista Secreto de S. S. o Papa Pio IX, membro do Conselho 
de S. M. o Imperador, Capellão-Mór da Casa Imperial, Assistente ao Sólio 
Pontifício e Prelado Domestico de S. Santidade. 

CREAÇÃO DO TITULO : Conde por decreto de 1 6 de Maio de 1888. 




SANTO AMARO. (Barão, i." Visconde com grandeza e Marquez de) 
José Egydio Alvares de Almeida. 
Nasceu na cidade de S. Amaro, na Bahia, em i de Setembro de 1767. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 12 de Agosto de 1832. 
Filbo de José Alvares Pinto de Almeida, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real e 
Capitão-Mór das Ordenanças da Bahia, e de sua mulher D. Antónia 
de Freitas. 
Casou a primeira vez com D. Maria do Carmo de Passos e Almeida, e a 
segunda vez com D. Maria Benedicta Papança de Almeida. 

Foi Secretario do Gabinete do Príncipe Regente D. João, que quando 
acclamado, nomeou-o em 18 18, Conselheiro do Erário Régio e do Conselho 
da Fazenda. Em 1823 sentou-se entre os Deputados da Assembléa Consti- 
tuinte, representando a Província do Rio de Janeiro. 



429 



m. 



Foi Embaixador em Missão Extraordinária em Londres e Paris em i8^i, e 
o I.* Presidente do Senado na Sessão de 1826. Foi um dos dez Conselheiros 
que formularam e assignaram a Constituição do Império. Era Senador pelo Rio 
de Janeiro, nomeado em 1826, Conselheiro de Estado effectivo, em 1823, 
Grande do Império, Gentil-Homem da Camará do 1.° Imperador, Grã-Cruz 
da I. Ordem da Cruzeiro, etc. Era Barão por Portugal, e Cavalleiro da Ordem 
de Malta. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824. Marquez por 
decreto de 12 de Outubro de 1826. Barão em Portugal por decreto de 6 de Fevereiro de i8i8. 




SANTO AMARO. (2.° visconde com grandeza de) João Carlos Pereira 
de Almeida. 
Nasceu no Palácio de Mafra, em Portugal, em i de Outubro de 1806. 
Falleceu em Stuttgart, na Allemanha, em 19 de Maio de 1866. 
Filho do Marquez de Santo Amaro, e de sua segunda mulher D. Maria 

Benedicta Papança de Almeida. 
Casou com D. Anna Constança Caldeira Brant, filha dos Marquezes de Barba- 
cena e irmã do Conde de Iguassú e do Visconde de Barbacena, e era 
Dama Honorária de S. M. a Imperatriz. 

Seguio a carreira diplomática e serviu como chefe de legação em Paris, 
Bruxellas, Nápoles, etc, e como Ministro Residente em S. Petersburgo. 

Era Grande do Império, Commendador da Imperial Ordem de Christo, 
da Real Ordem de N. S. Villa Viçosa, de Portugal, da Ordem de Leopoldo, da 
Bélgica ; Cavalleiro da Ordem Soberana e Militar de S. João de Jerusalém 
(Ordem de Malta) e sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, 
desde 1839. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de i8 de Outubro de 1829, 



43» 




SANTO ANDRÉ. (Barão de) D.' José de Amorim Salgado. 
Nasceu na Província de Pernambuco a 30 de Março de 1853. 
Filho de Paulo de Amorim Salgado, natural e baptisado na freguezia de Una, 
Província de Pernambuco, Fidalgo Cavalleíro da Casa Imperial ; neto de 
outro Paulo de Amorim Salgado, Commendador da I. Ordem da Rosa, 
Oíficial da 1. Ordem da Rosa, proprietário abastado na Comarca do Rio 
Formoso, em Pernambuco, e de sua mulher D. Francisca de Paula 
Wanderley. 

Era Bacharel em sciencias jurídicas e socíaes, pela Faculdade do Recife, 
e seguindo a carreira da magistratura, exerceu o cargo de Juiz de Direito em 
Goyaz. 

Fidalgo Cavalleíro da Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu pae. Escudo esquartelado : no primeiro quartel, as armas dos Amorim, 
— em campo vermelho cinco cabeças de mouros em aspa ; com toucas de prata, barbas de oiro 
rostos encarnados ; no segundo, as armas dos Salgados, — em campo verde, duas torres de prata 
com janellas pretas e uma cadêa, tendo no meio uno saleiro de oiro e sobre elle uma águia de sua 
còr com os pés nas torres ; no terceiro, as armas dos Mellos, — em campo de goles seis besantes de 
prata em uma dobre cruz e uma bordadura de oiro ; no quarto, as armas dos Barretes, — o campo 
de arminhos. Timbeie : a águia com o saleiro no bico. Paquife : das cores e metaes das armas. 
(BrazSo passado em 28 de Janeiro de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 7j). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Abril de 1883. 



431 




SANTO ANGELO. (Barão de) Manuel de Araújo Porto Alegre. 
Nasceu na cidade de Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, em 29 de 
Novembro de 1806. 
Falleceu em Lisboa em 29 de Desembro de 1879. 
Filho de Francisco José de Araújo, e de sua mulher D. Francisca Antónia 

Vianna. 
Casou com D. Anna Paulina de Lamare. 

Foi professor de pintura histórica da Casa Imperial, e da Imperial Aca- 
demia de Bellas Artes do Rio de Janeiro. Era professor de desenho da Escola 
Militar, Director da Imperial Academia de Bellas Artes, Cônsul na Saxonia e 
Prússia (1859), e Cônsul Geral em Lisboa, quando falleceu. 

Poeta e artista, soube manejar com igual maestria o pincel e a penna 
elegante, legando ao paiz copiosa obra litteraria e artística. 

Era Grande Dignitário da I. Ordem da Rosa, Commendador da I. Ordem 
de Christo, da Ordem de Izabel a Catholica, de Hespanha, da Coroa de Ferro 
de 2.^ classe da Áustria, e da Ordem de Carlos 111, de Hespanha ; sócio 
honorário do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, desde 1838, membro 
do Instituto Histórico de França, da Sociedade de Bellas Artes e de Bellas 
Lettras da Polytechnica de Paris, da Academia Real de Sciencias de Lisboa, 
da Arcádia de Roma, do Instituto Nacional de Washington, e de muitas 
outras sociedades artísticas, scientificas e litterarias. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de prata uma aspa azul carregada de cinco besantes de oiro, que sio as 
armas dos Araujos. 

CORÔA : A de BarSo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de ai de Maio de 1874. 



432 




s 



AN TO ANTÓNIO. (Barão de) António Pinto de Oliveira. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Abril de 1882. 




S 



ANTO ANTÓNIO DA BARRA. (Barão de) José Egydio de 
Moura Albuquerque. 

Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 10 de Agosto de 1889. 




SANTOS. (Viscondessa e Marqueza de) D. Dometilla de Castro Canto e 
Mello. 
Nasceu na Província de S. Paulo, em 27 de Desembro de 1797. 
Falleceu em S. Paulo a 3 de Novembro de 1867. 

Filba dos Viscondes de Castro, e irmã do 2.° Visconde de Castro e da Baroneza 
de Sorocaba. 



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433 



Casou em primeiras núpcias com Felício Muniz Pinto Coelho de Mendonça, 
natural da Provincia de Minas Geraes, fillio do Coronel e Capitão-Mór 
Felicio Muniz Pinto Coelho da Cunha, e de sua primeira mulher 
D. Marianna Manuella Furtado de Mendonça. Em segundas núpcias 
casou com o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, nascido em Sorocaba, 
na Provincia de S. Paulo, em 4 de Outubro de 1793, filho do Coronel 
António Francisco de Aguiar e de sua mulher D. Gertrudes Eufrosina 
Ayres de Aguiar. 

De ambos esses casamentos deixou geração, alem da que teve de S. M. o 
Imperador D. Pedro 1 : a Duqueza de Goyaz, a Duqueza de Ceará e a Condessa 
de Iguassú e mais um filho fallecido em tenra idade. 

Era Dama do Paço, e condecorada com a Banda da Real Ordem de 
Santa Izabel, de Portugal, por decreto de 4 de Abril de 1827. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu pae o i.° Visconde de Castro. Lisonja partida em pala : na primeira, as 
armas dos Canto, que são ; de vermelho com um baluarte de prata posto de quina ; a na segunda, 
as armas dos Castro, que são : de prata com seis arruelas de azul, postas duas a duas. Timbre : o 
baluarte emcimado por um pombo. 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Viscondessa com grandeza por decreto de 15 de Outubro de 1825. Marqueza 
por decreto de 16 de Outubro de 1836. 




SARAPUHY. (Conde de) Bento António Vahia. 
Falleceu em i de Desembro de 1843. 
Casou com D. Rita Clara de Araújo Vahia. 

Era Moço Fidalgo da Casa Imperial, Guarda Roupa de Sua Magestade o 
Imperador e Grande do Império. 

CREAÇÃO DO TITULO : Conde por decreto de a de Desembro de 1840. 



434 




SAO BENTO. (Barão de) Francisco Mariano de Viveiros Sobrinho. 
Nasceu no Maranhão em 1819. 
Falleceu na cidade de Alcântara, nessa Província, em 10 de Janeiro de 1860. 

Foi Deputado á Assembléa Geral na 10.* legislatura de 1857 a 1860, pela 
Província do Maranhão e chefe do partido conservador, em sua Provinda. 
Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel, em campo de oiro três viveiros cheios 
de agua azulada, com orla verde ; no segundo, em campo azul, um muro com porta entre duas 
torres, tudo de prata e lavrado de preto ; no terceiro, em campo de prata, duas cervas passantes, de 
purpura, e uma bordadura vermelha com os escudinhos das armas de Portugal, e no quarto, também 
em campo de prata uma aspa azul com cinco besantes de oiro nella. Paquife : dos metaes e cores 
do brazão. (Brazio passado em 6 de Junho de 1857. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 35). 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Julho de 1853. 




SAO BORJA. (Barão de) Victorino José Carneiro Monteiro. 
Nasceu no Recife, na Província de Pernambuco, em 1816. 
Falleceu em Porto Alegre, na Província do Rio Grande do Sul, em 24 de 

Outubro de 1877. 
Filho do Major João Francisco Carneiro Monteiro, e de sua mulher D. Izabel 

Rosa Carneiro Monteiro. 
Casou em 2 de Fevereiro de 1842 com D. Benevenuta Amália Ribeiro, filhado 
Marechal Bento Manuel Ribeiro e de sua mulher D. Maria Amancia Ribeiro. 



435 



Ainda estudante, marchou para a guerra de Panellas, de Miranda e Jacuipe, 
na Provincia de Pernambuco, e ferido gravemente, foi dispensado, em 1833. 

Amanuense da Prefeitura da Policia do Recife, em 1836, fez a campanha 
do Rio Grande do Sul em 1837, chegando ao posto de Major. 

Fez também a campanha do Estado Oriental do Uruguay, em 1854, sendo 
promovido a Commandante da r." Brigada, com o posto de Tenente-Coronel. 
Na campanha do Paraguay, como Brigadeiro, assistiu a muitos combates, 
entre elles o de 24 de Maio, onde foi ferido, alcançando o posto de Marechal 
de campo, por actos de bravura ; Commandante das Armas de Pernambuco, 
em 1870, e do Rio Grande do Sul, em 1871. 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, era Dignitário da Imperial Ordem 
do Cruzeiro e da Rosa, Commendador da Imperial Ordem de S. Bento de 
Aviz, em 1869 tinha as medalhas do Mérito e Bravura Militar, do Uruguay e a 
Geral da Campanha do Paraguay, com passador de oiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 18 de Maio de 1870. 




SAO BRAZ. (Barão de) Braz Carneiro Leão. 
Falleceu na Provincia de Pernambuco, em 3 de Fevereiro de 1876. 
Casou com D. Henriqueta Archangela Carneiro Leão. 
Era Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo vermelho, uma banda de azul, coticada de oiro, carregada de três flores 
de liz do mesmo, entre dois carneiros de prata, armados de oiro. Timbre : un carneiro do escudo. 

COROA : A de BarSo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. 



436 




SÀO CARLOS. (Barão de) Carlos Pereira Nunes. 
Fazendeiro na Província de Rio de Janeiro. 

Era Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 28 de Agosto de 1877. 




SÃO CLEMENTE. ( i.» Barão, visconde e Conde de) António Clemente 
Pinto. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 15 de Setembro de 1830. 
Falleceu em Nova-Friburgo em 21 de Janeiro de 1898. 
Filho de António Clemente Pinto e de sua mulher D. Laura Clementina da 

Silva Pinto, i ."' Barões com grandeza de Nova-Friburgo. 
Casou em 27 de Abril de 1859 com D. Maria Fernandes Chaves, filha dos 

Barões de Quarahim, fallecida a 18 de Agosto de 1876, com 31 annos 

de idade. 

O Conde de S. Clemente era irmão do 2° Barão e Conde de Nova- 
Friburgo, Bernardo Clemente Pinto. 

Negociante e proprietário abastado, foi Director da Caixa Económica e 
Monte de Soccorro do Rio de Janeiro. 

Era Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial, Grande do Império, 
Veador de S. M. a Imperatriz, Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, 
Commendador da Imperial Ordem de Christo e da Real Ordem de Christo, 



437 



de Portugal, da de N. S. de Villa Viçosa, de Portugal, Grande Officia! da 
Ordem de Santo Estanisláo, da Rússia, Commendador da Ordem de Francisco 
José, da Áustria, de Leopoldo, da Bélgica, e do Leão Neerlandez. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro c quarto quartéis, em campo de oiro, cinco 
crescentes de lua de azul, postos em aspa ; no segundo e terceiro, em campo preto, três faxas 
veiradas e contraveiradas de prata e goles, que sào as armas dos Vasconcellos. Pacujife : das cores e 
metaes das armas. Timbre : uma águia presta estendida. (Brazão passado em 20 de lulho de 1863. 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 58). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 3 de Junho de 1863. Visconde por decreto de 1 1 de Abril 
de 1888. Conde por decreto de... 1888. 




SÃO CLEMENTE. (2.° Barão de) António Clemente Pinto. 
Nasceu em Nova-Friburgo, na Província do Rio de Janeiro, em 19 de 
Março de 1860. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 13 de Outubro de 1912. 
Filho dos 1.°' Barões e Condes de São Clemente. 
Casou com D. Georgina Pereira de Faro, filha dos 3.°' Barões de Rio Bonito. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu pae. Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis, em campo de 
oiro, cinco crescentes de lua de azul, postos em aspa ; no segundo e terceiro quartéis, as armas dos 
Vasconcellos, que são : em campo preto três faxas veiradas e contraveiradas de prata e goles. 
Timbre : uma águia preta estendida. P-aquife : das cores e metaes do brazão. (Brazão passado em 20 
de Julho de 1863. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI. fls. 58). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO IX» TITULO : Barão por decreto de 10 de Agosto de 1889. 



438 




SÃO DIOGO. (Barão de) Diogo Teixeira de Macedo. 
Falleceu em 19 de Novembro de 1882. 
Filbo do Major reformado Diogo Teixeira de Macedo, e de sua mulher D. Anna 
Mattoso da Camará de Macedo. 

Era irmão do Conselheiro Sérgio Teixeira de Macedo, diplomata, e do 
poeta Álvaro Teixeira de Macedo. 

Era Bacharel em direito pela Academia de S. Paulo, foi Official da 
Secretaria do Governo do Rio de Janeiro em 1836 e seguio a carreira da 
magistratura, chegando a Desembargador, cargo em que se aposentou. Era 
Cavalleiro da I. Ordem de Christo e Official da I. Ordem da Rosa, sócio do 
Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, desde 1839. 

Foi Presidente da Província do Rio de Janeiro em 1869 e Deputado á 
Assembléa Geral. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 8 de Desembro de 1873. 




SÃO FELlX. (Barão de) D.^ António Félix Martins. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 30 de Novembro de 1812. 
Falleceu a 18 de Fevereiro de 1892 nessa cidade. 

Filho do Cirurgião-Mór D.'' José Martins, natural de Portugal, e que veio com 
o Regimento de Bragança para o Brazil, e de sua mulher D. Rita Angélica 
de Jesus, natural do Rio de Janeiro. 



4?9 



Casou em 1834 com D. Anna Carolina Pinto, fallecida em 27 de Novembro 
de 1870. 

Doutor em medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, lente de patho- 
logia dessa Faculdade ; Vereador e Presidente da Gamara Municipal do Rio 
de Janeiro ; Cirurgião da Guarda Nacional ; Inspector do Hospital Marítimo 
de Santa-Izabel, em Jurujuba ; Provedor da Saúde dos Portos ; Presidente da 
Junta Central de Hygiene Publica, da Caixa Municipal de Soccorros Públicos 
e do Montepio Geral dos Servidores do Estado. 

Era do Conselho de S. Magestade, medico da Imperial Gamara, membro 
e Presidente da Academia Imperial de Medicina, e do Conselho de Instrucção 
Publica, Grão-Mestre do Grande Oriente Unido do Brazil, e sócio do Instituto 
Histórico e Geographico Brazileiro, etc. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa e Cavalleiro da Imperial 
Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis, cortada em faxa ; na primeira, 
em campo negro, duas palas de oiro ; na segunda, em campo de oiro, três flores de liz de vermelho, 
postas em roquette ; no segundo e terceiro quartéis, em campo vermelho, um cálice com unia serpo 
enroscada, emblema de medicina, e um livro. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i i de Desembro de 1875. 




s 



ÀO Fl DELIS. (Barão de) António Joaquim da Silva Pinto. 

Capitão du Guarda Nacional, era fazendeiro no Município de Campos, 
na Província de Janeiro. 



440 



BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado ; no primeiro quartel, em campo de goles, cinco crescentes de 
lua de oiro postos em aspa ; no segundo, de goles, duas cannas de assucar de oiro postas em santor ; 
no terceiro, de prata, um leão rompente de góles armado de azul ; no quarto, faxado de seis peças 
de oiro e azul. Timbre : um leão de prata com um crescente de lua na espádua esquerda. (Brazão 
passado em 25 de Maio de 1868. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 99). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 10 de Julho de 1867. 




SÁO FRANCISCO. (1.° Barão com grandeza de) Joaquim Ignacio 
de Siqueira Bulcão. 
Casou com D. Joaquina Pires de Siqueira Bulcão. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 1 de Desembro de 1824. Barão com grandeza por decreto 
de 10 de Julho de 1826. 




SAO FRANCISCO. (2.° Barão com grandeza de) José de Araújo 
Aragão Bulcão. 
Nasceu na Província da Bailia, em 1795. 
Falleceu nessa Provincia em 17 de Maio de 1865. 

Filho do 1." Barão de São Francisco, Joaquim Ignacio de Siqueira Bulcão. 
Casou com D. Anna Rita Cavalcanti de Aragão Bulcão, fallecida em 29 de 
Maio de 1869, na Provincia da Bahia. 

Era Capitão-Mór das Ordenanças da Villa de S. Francisco, e prestou rele- 
vantes serviços na epocha da Independência. Foi Deputado Provincial na 
Bahia, em varias legislaturas. 

Era Grande do Império, Veador de S. M. a Imperatriz, Commendador da 
Imperial Ordem de Christo e da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 1 8 de Outubro de 1829. Barão com grandeza por decreto 
de s de Abril de 1830. 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro ç6 

441 




SÃO FRANCISCO. (Visconde de) Francisco José Pacheco. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 31 de Julho de 1831 . 
Falleceu no Rio de Janeiro em 10 de Outubro de 1880. 
Filho áo I.» Barão de São Francisco, por Portugal, Francisco José Pacheco. 
Casou com D. Anna da Rocha Miranda, irmã do Barão do Bananal. 

Dedicou-se á carreira commercial, foi Director doBancodoBrazil, Provedor 
de diversas Ordens e Irmandades, e sócio de varias associações de Beneficência. 

Era Commendador da Real Ordem de Christo de Portugal e da Imperial 
Ordem da Rosa. 

Era 2.0 Barão de São Francisco, por Portugal. 

CREAÇÃO DOS títulos : Visconde por decreto de 17 de Setembro de 1888. 2." Barão por carta de 3 de 
Julho de 1869, em Portugal. 




SÀO FRANCISCO. (3.0 Barão de) António Araújo de Aragão Bulcão. 
Natural da Bahia. 
Filho do 2." Barão de São Francisco, com grandeza José de Araújo Aragão 
Bulcão, e de sua mulher a Baroneza D. Anna Rita Cavalcanti de Aragão 
Bulcão. 

Bacharel em direito. 

Foi Presidente da Província da Bahia em 1879 e seu Vice-Presidente. 
Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo e Commendador da Imperial 
Ordem de Christo de Portugal. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Março de 1881. 




SÀO FRANCISCO DA GLORIA. (Barão de) José Luciano de 
Souza Guimarães. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Setembro de 1889. 



442 




s 



ÀO FRANCISCO DAS CHAGAS. (Barão de) Manuel Joaquim 
Cabral de Mello. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i o de Agosto de lí 




SÃO FRANCISCO DE PAULA. (Barão de) Joaquim José do 
Rosário. 

Negociante no Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 31 de Outubro de 1889. 




SÃO GABRIEL. (1.° Barão e Visconde com grandeza de) João de Deus 
Menna Barreto. 
Nasceu em S. Gabriel, na Provinda do Rio Grande do Sul, em 1769. 
Falleceu nessa cidade, em 27 de Agosto de 1849. 
Filho do Coronel João de Deus Barreto Pereira Pinto. 
Era pae do 2° Barão com grandeza de S. Gabriel. 

Desde a mocidade abraçou a carreira militar, tomando parte na campanha 
de 1801, onde foi elevado ao posto de Sargento-Mór, e em 1808 a Tenente- 
Coronel. Invadindo a Província de Montevideo a frente do Exercito pacificador 
da Banda Oriental, em 181 1, foi ferido na celebre batalha de Ibirocahy, em 
18 16. Commandou na batalha de Catalão, em 181 7 a ala esquerda do Exer- 
cito. Marechal de Campo em 181 8, permaneceu na Província do Rio Grande 
do Sul, até a final derrota de José Artigas, em Taquarembó, em 22 de Janeiro 
de 1820. 

Promovido a Tenente-General em 1824, fez a campanha de 1828 a 1836 
no Rio Grande do Sul. 



443 



Era do Conselho de S. Magestade, Grã-Cruz da Imperial Ordem do 
Cruzeiro, (^ommendador da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real, por alvará de 9 de Julho de 18 13. Tinha as medalhas 
das campanhas Cisplatina dei8iiai8i2edei8i5a 1820. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de i8 de Julho de 1841. Visconde com grandeza por decreto 
de 2 de Desembro de 1845. 



OGU^. 




SAO GABRIEL. (2.° Barão com grandeza de) João Propicio Menna 
Barreto. 
Nasceu em Rio Pardo, Provinda do Rio Grande do Sul, em 5 de Agosto de 

1808. 
Falleceu na cidade de S. Gabriel, na dita Província, em 9 de Fevereiro de 

1867. 
Filho dos Barões e Viscondes com grandeza de S. Gabriel. 
Casou com D. Francisca Palmeira Menna Barreto, filha de Sebastião Pinto 

da Fontoura e neta paterna do Brigadeiro António Pinto Fontoura e 

materna do Coronel João José Palmeira. 

Sentou praça de i .» Cadete no Regimento de Dragões do Rio Pardo, em 
1820. Foi Commandante das Armas da Província do Rio Grande do Sul, em 
1846 e Marechal de Campo do Exercito em 1864. Fez com grande brilho 
toda a campanha do Paraguay, conquistando grandes louros em Paysandú e 
em Fray Bento. 

Era Grande do Império, Commendador da Imperial Ordem de S. Bento 
de Aviz, Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, Commendador da Impe- 
rial Ordem da Rosa, Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo. Fidalgo da 
Casa Real, por alvará de 10 de Setembro de 1822. Tinha a medalha do Exercito 
no Estado Oriental de Uruguay, de oiro, e a de Paysandú. 

CR.EAÇAO DO TITULO : Bário com grandeza por decreto de 1 8 de Fevereiro de 1865. 



444 




SÃO GONÇALO. (Barão e Barão com grandeza de) Belarmino 
Ricardo de Siqueira. 
Nasceu em Saquarema. Provincia do Rio de Janeiro, em 1791. 
Falleceu em 11 de Setembro de 1873, em Nictheroy, Provincia do Rio de 
Janeiro. 

Fazendeiro abastado e capitalista. Era Commandante Superior da Guarda 
Nacional de Nictheroy, e foi Deputado Provincial da Provincia do Rio de 
Janeiro, e Presidente do Banco Rural e Hypothecario. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa e Grande do Império. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, em campo de oiro, sete barras de azul, lançadas 
em viez ; no segundo, também em campo de oiro, cinco estreitas de goles, em aspa, e assim os 
contrários; bordadura de goles, e no centro, um escudete azul com uma colmeia e seis abelhas de 
prata. (Brazão passado em 31 de Desembro de 1855. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 28). 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 19 de Março de 1849. Barão com grandeza por decreto 
de 2 de Desembro de 18^4. 



S 




ÀO JACOB. (Barão de) Diniz Dias. 
Era Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 14 de Abril de 1883. 



44"; 



\^* 




SÃO GERALDO. (Barão de) Dr. Joaquim José Alvares dos Santos 
Silva. 

Era medico formado pela Academia do Rio de Janeiro. Agricultor pro- 
gressista, foi Director da primitiva companhia Estrada de Ferro Leopoldina. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barâo por decreto de 15 de Junho de 1881. 




SÀO JOÀO DA BARRA. (i.« Barão com grandeza de) José Alves 
Rangel. 
Nasceu em S. João da Barra, Provinda do Rio de Janeiro, em 24 de Abril 

de 1779. 
Falleceu em sua Fazenda do Caethé, nessa Província, em i de Novembro de 

1855. 
Filho do Alferes Domingos Alves de Barcellos e de sua mulher D. Izabel da 

Silva Rangel. 
Casou com D. Maria Francisca Alves Rangel, fallecida em S. João da Barra. 

Em 1807 era já Alferes do Regimento n." 12, em 1823 sentou praça na 
Guarda de Honra Imperial, e foi reformado no posto de Major em 1828. Foi 
mais tarde Juiz de Paz e Vereador da Gamara Municipal, varias vezes, Presi- 
dente da Gamara em 1847 e Juiz Municipal. 



446 



Era Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial Ordem 
da Rosa, e Grande do Império. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira, de vermelho, um gallo de prata andante, 
cristado e armado de oiro ; na segunda, de oiro, uma destra ao natural tendo uma canna de assucar 
de sinople, posta em pala. Uma bordadura de azul, carregada, em chefe, da insignia da Ordem de 
Christo, e em ponta, da medalha de Official da Imperial Ordem da Rosa. Divisa : KWí nessa gloria, 
que é o anagramma do apellido José Alves Rangel. (Brazâo passado em 24 de Março de 1855. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 19). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 25 de Março de 1849. Barão com grandeza por decreto 
de 2 de Desembro de 1854. 




SÀO JOÀO DA BARRA. (2.° Barão e Visconde de) Francisco José 
Alves Rangel. 
Fallecen em 6 de Outubro de 1883. 

Filho do 1 ." Barão com grandeza José Alves Rangel e de sua mulher D. Maria 
Francisca Alves Rangel. 

BRAZÃO DE ARMAS : As do i.° Barão com grandeza de São João da Barra, José Alves Rangel. (Vêr a 
descripção nesse titulo). 

COROA : A de Visconde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 24 de Março de 1881. Visconde por decreto de 18 de 
Janeiro de 1882. 



447 




SÀO JOÃO DAS DUAS BARRAS. (Barão com grandeza e 
Conde das) Joaquim Xavier Curado. 
Nasceu em Meia Ponte, na Província de Goyaz, em i de Março de 1743. 
Falleceu em 1 5 de Setembro de 1 830. 
Filho de João Gomes Curado e de sua mulher D. Maria Josepha Pinheiro. 

Alistou-se no Exercito come soldado nobre, com 20 annos de idade, e 
seguio em 1774 para o Sul na invasão hespanhola das Provindas Cisplatinas, 
como Alferes. 

Em 1800 foi elevado á Coronel e Governador de Santa Catharina. Como 
Marechal de Campo seguio para Buenos Ayres e em 181 1 invadiu a Banda 
Oriental com duas columnas do Exercito. Promovido á Tenente-General em 
1813, fez a campanha contra Artigas. 

Foi Governador das Armas da Corte, Deputado á Assembléa legislativa, 
pela Provinda de Santa Catharina, era Conselheiro de Guerra, do Conselho 
de S. Magestade, membro do Conselho Supremo Militar e Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Imperial. 

Era Grã-Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro, Commendador da Imperial 
Ordem de S. Bento de Aviz, e da Torre e Espada, de Portugal, e tinha as 
medalhas das campanhas de 181 1 e 181 5. 

CREAÇÃO dos títulos : BarSo com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1825. Conde por decreto 
de 12 de Outubro de i8a6. 



448 







s 



ÀO JOÀO DE ICARAHY. (Barão de) Constantino Pereira de 
Barros. 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial e Official da 1. Ordem da Rosa. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo azul, uma banda de oiro carregada de três flores de liz de azul, entre um 
carneiro de prata á sinistra e um leão rompente do mesmo metal, á destra. Divisa : Parcitas et Labor. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Março de 1867. 




mmm, 



m> 




S 



ÃO JOÃO MARCOS. (Barão com grandeza e Marquez de) Pedro 
Dias Paes Leme. 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 57 



449 



Nasceu em Portugal em 1772. 

Falleceu em Vassouras, na Província do Rio de Janeiro, em 15 de Desembro 
de 1868. 

Filho de Fernando Dias Paes Leme, e de sua mulher D. Francisca Peregrina 
de Souza e Mello Cerqueira Corrêa. 

Casou em premeiras núpcias com D. Rita Ricardina de Souza Coutinho da 
Cunha Porto, e em segundas núpcias com D. Marianna Carolina de Souza 
Coutinho da Cunha Porto ; Dama honorária de S. M. a Imperatriz, e 
ambas filhas de José Alves da Cunha Porto e de sua mulher D. Marianna 
Perpetua de Souza Coutinho. 

Era o }.° Senhor de São João Marcos, ).° Alcaide-Mór da Bahia, e Guarda- 
Mór de todas as Minas. 

Era Grande do Império, Barão de S. João Marcos por Portugal, Repostei ro- 
Mór de S. Magestade, e Gentil-Homem da Imperial Camará. 

Era Grã-Cruz da Imperial Ordem de Christo, e Cavalleiro da R. Ordem 
de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS ; Em campo de oiro cinco melros negros, sem pés nem bicos, postos em santor. 
Timbre : uma aspa de oiro e no meio um melro do escudo. (Carta de Braz3o por alvará de 1471, 
confirmado em 30 de Desembro de 1750). 

COROA : A de JVlarquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de 1 de Desembro de 1822. Marquez por 
decreto de 13 de Outubro de 1826. Barão por Portugal por decreto de 5 de Fevereiro de 1818. 




SÀO JOÃO NEPOMUCENO. (Barão de) Pedro de Alcântara 
Cerqueira Leite. 
Nasceu em Barbacena, Minas Geraes, em 28 de Junho de 1807. 
Falleceu em 24 de Abril de 1883. 
Filho do Capitão José de Cerqueira Leite, e de sua mulher D. Anna Maria 

da Fonseca. 
Casou em 1844 com D. Anna de Cerqueira do Valle Amado, sua sobrinha. 

Formado em direito, em 1833, foi Juiz municipal de Barbacena, Juiz de 
Direito em Sabará. Desembargador da Relação em Pernambuco, e em 1854 
aposentou-se. Membro de muitas legislaturas provinciaes em Minas Geraes, e 



4S0 



na Assembléa Geral nas legislaturas de 1838 a 1841 e de 1844 a 1848. Foi 
Presidente dessa Província em 1864, e sócio do Instituto Histórico e Geogra- 
phico Brasileiro desde 1845. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Julho de 18S1. 




SÃO JOÃO DA PALMA. (Conde e Marquez de) D. Francisco de 
Assis Mascarenhas. 
Nasceu em Lisboa em 30 de Setembro de 1779. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 6 de Março de 1843. 
Filbo de D. José de Assis Mascarenhas Castello Branco da Costa Lencastre, 

4.» Conde de Sabugal, Senhor das Casa de Sabugal e de Palma, 9.° Alcaide- 

Mór de Óbidos e Selir, e de sua mulher D. Helena Maria Josepha Xavier 

de Lima, filha dos 1.°» Marquezes de Ponta de Lima. 
Casou com D. Joanna Bernardina dos Reis, em 1822, e não deixou successão 

legitima. 

Adoptou a causa da Independência do Brasil e foi aos 25 annos de idade, 
em 1804, Governador da Capitania de Goyaz ; de 1808 a 1814 foi Governador 
de Minas Geraes, e o 17." Governador de S. Paulo, de 1814 a 1819, sendo 
neste anno removido para a Capitania da Bahia. 

Assistiu como Condestavel á coroação e sagração de D. Pedro I. Era 
Conselheiro de Estado effectivo, substituindo o Marquez de Sabará, que 
falleceu em 1827 ; Senador pela Província de S. Paulo, em 1826, Presidente 



43" 



do Desembargo do Paço, Regedor das Justiças e Mordomo-Mór de S. M. o 
Imperador. 

Era Grande do Império, Grã-Cruz da Imperial Ordem de Christo e da 
Imperial Ordem da Rosa, e membro do Instituto Histórico e Geographico 
Brasileiro desde 1838. 

Era de direito o 6." Conde da Palma, em Portugal, titulo este incorporado 
á casa dos Condes de Sabugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel, as armas Reaes de Portugal ; no 
segundo, as armas dos Mascarenhas, que são : em campo vermelho, três faxas de oiro ; e assim os 
contrários. 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Conde da Palma por carta de j6 de Outubro de 1810. Marquez por decreto de 
12 de Outubro de 1835. 




SÀO JOÃO DO PRÍNCIPE. (Barão com grandeza de) Ananias de 
Oliveira e Souza. 
Falleceu em i6 de Outubro de 1871. 

Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Commendador da Imperial 
Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis, em campo vermelho, uma 
oliveira verde com fructos de oiro, e raizes de prata ; no segundo e terceiro, as Quinas de Portugal, 
esquarteladas com as armas de Leão. Timbre: a oliveira das armas. (Brazão passado em... de Agosto 
de 1854. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 43). 

COROA : A de Conde. 



452 



CREAÇÂO DOS títulos ; Barão por decreto de 25 de Março de 1854. Barão com grandeza por decreto de 
"°^"' 14 de Julho de 1854. 




SÃO JOÃO DEL REY. (Barão de) D/ Eduardo Ernesto Pereira 
da Silva. 
Falleceu em 29 de Julho de 1 88 1 . 

Era Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial Ordem 
da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Setembro de 1871. 




SÃO JOÃO DO RIO CLARO. (Barão de) Amador Rodrigues de 
Lacerda Jordão. 
Natural da Provincia de S. Paulo. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 31 de Agosto de 1873. 

Filbo do Brigadeiro Manuel Rodrigues Jordão, fallecido em 1827, e de sua 
mulher D. Gertrudes Galvão de Moura Lacerda, filha do Brigadeiro José 
Pedro de Moura Lacerda, e de sua mulher D. Gertrudes Theresa de 
Oliveira Montes ; neta do Alferes Manuel Rodrigues Jordão e de sua. 
mulher D. Anna Euphrasia da Cunha. 



453 



Casou com D. Maria Hyppolita dos Santos, filha do Barão de Itapetininga, 
Joaquim José dos Santos Silva e de sua primeira mulher D. Anna 
Euphrosina Mendes. A Baroneza de S. João do Rio Claro enviuvando 
foi a segunda mulher do Marquez de Três Rios. 

Deputado Provincial em varias legislaturas, foi também Deputado Geral 
pela Província de S. Paulo, na 12.» legislatura de 1864 a 1866 e na 15.* de 
1872 a 1875. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel, as armas dos Rodrigues, — cm campo 
de oiro, cinco flores de liz de vermelho, chefe vermelho com uma cruz de oiro florida e vasia de 
campo ; no segundo, as d3s Mendonças, — um escudo franxado, nos campos alto e baixo, em verde 
uma banda de vermelho coticada de ouro, nas ilhargas em campo de oiro, um S de negro ; no 
terceiro, as dos Cunhas, em campo de oiro, nove cunhas de azul em três palas ; no quarto quartel, 
as dos Limas, em campo de oiro, quatro palas de vermelho. Paquife : dos metaes e cores das armas. 
Timbre : o dos Rodrigues, um leào de oiro nascente com uma das lizes na espádua. (Brazão passado 
ao Brigadeiro Manuel Rodrigues Jordão, em 14 de Maio de 1807. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VII, fls. 173). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Novembro de 1858. 




SÃO JOAQUIM. (Barão de) José Francisco Bernardes. 
Nasceu em S. João Baptista do Arrozal, Província do Rio de Janeiro, 
a 26 de Novembro de 1836. 
Falleceu em Petrópolis a 27 de Novembro de 191 6. 

Filbo do Commendador António José Bernardes, e de sua mulher D. Augusta 
Maria da Silva Bernardes, filha do Commendador José Justiniano da Silva. 



454 



Casou com D. Clara Guilhermina da Rocha, filha do Conde de Itamaraty, 
Francisco José da Rocha, e de sua mulher D. Maria Romana Bernardes 
da Rocha, depois Marqueza do mesmo titulo ; e em segundas núpcias, 
a 20 de Maio de 1869, com D. Joaquina de Oliveira de Araújo Gomes, 
que nasceu a 28 de Desembro de 1849, e ainda vive, filha do 2.» Barão 
de Alegrete José Maria de Araújo Gomes e de sua mulher D. Rosa 
Teixeira Bernardes. 

Capitalista e proprietário, Moço Fidalgo com exercicio da Casa Imperial, 
e da Casa Real de Portugal, Commendador da Imperial Ordem da Rosa e da 
de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira, em campo de prata, uma aspa azul carregada 
de cinco besantes de oiro ; na segunda, em campo vermelho, um pelicano de oiro ferindo o peito, 
e dando aos filhos o sangue que delle corre. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Julho de 1888. 




SÃO JOSÉ. (i.o Barão de) José Gomes de Oliveira Lima. 
Natural da Província de Minas Geraes. 
Falleceu em Rio Preto, nessa Província, em 1872. 

Casou com D. Maria Rosa de Oliveira Lima, que falleceu no Rio Preto, Pro- 
víncia de Minas Geraes, em 10 de Novembro de 1875. 

Tenente-Coronel da Guarda Nacional, era fazendeiro e proprietário na 
referida Província. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, em campo de prata, três faxas enxequetadas de 
oiro e goles ; no segundo, quatro barras de góles, em campo de oiro; no terceiro, de prata, um leão 



455 



de purpura rompente, armado de azul, e no quarto quartel, de prata, uma oliveira verde com fructos 
de oiro. (Brazão passado em 27 de Outubro de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 93). 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 21 de Agosto de 1867. 



a, r3^ 






SÃO JOSÉ. (2.° Barão de) José Ignacio da Silva Pinto. 
Falleceu em 27 de Agosto de 1886 em Campos, Província do Rio de 
Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de ii de Outubro de 1876. 




SÃO JOSÉíDA LAGOA. (Barão de) João Gualberto Martins da 
Costa. 

Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 10 de Agosto de 1889. 




s 



ÃO JOSÉ DO NORTE. (Barão de) Euphrasio Lopes de Araújo. 
Natural da Provincia do Rio Grande do Sul. 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 9 de Maio de 1877. Visconde por decreto de 2j de 
Desembro de 1888. 




SÀO JOSÉ DEL REY. (Barão de) Gabriel António de Barros. 
Natural da Provincia de Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 7 de Fevereiro de 1885. 



456 




SÀO JOSÉ DO RiO PRETO. (Baroneza de) D. Ignez de Castro 
Monteiro da Silva. 

Era fazendeira na Província de Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Baroneza por decreto de i de Abril de 1882. 




SAO LEOPOLDO. (Visconde com grandeza de) José Feliciano 
Fernandes Pinheiro. 
Nasceu em Santos (S. Paulo) em 9 de Maio de 1774. 
Falkceu em 6 de Julho de 1847, na cidade de Porto-Alegre, no Rio Grande 

do Sul. 
Filho do Coronel de Milícias José Fernandes Martins e de sua mulher D. Theresa 

de Jesus Pinheiro, naturaes de Portugal. 
Casou com D. Maria Elisa Júlia de Lima, que falleceu no Rio Grande do Sul, 
em 4 de Maio de 1877. 

Formado em leis e em Cânones, pela Universidade de Coimbra, em 1798 ; 
em 1801 foi nomeado Juiz das Alfendegas do Rio Grande do Sul. Como 
auditor Geral das tropas, acompanhou o exercito pacificador e assistiu a 
Campanha de 1811 e 1812. Foi Deputado as Cortes Constituintes de Lisboa, 
em 1821-1822, e á Assembléa Constituinte em 1823. Foi o i." Presidente do 
Rio Grande do Sul, ahi fundando a Colónia de S. Leopoldo e também 
a I.* typographia da Provincia, em 1824. 

Desembargador honorário desde 181 1, era do Conselho de S. Magestade 
em 1825 ; Conselheiro de Estado em 1827; Senador por S. Paulo em 1826, 
servindo 21 annos; Ministro do Império no 4." Gabinete de 1825, no 5.» de 
1826, e no 6.°, e também interinamente da pasta da Justiça, em 1827. Foi 
um dos sócios fundadores do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, 
em 1838, e de muitas outras Sociedades Scientificas. 

Deixou os Ânnaes do Rio Grande do Sul, etc. 

Era Dignitário da Ordem do Cruzeiro. 

CREAÇÃO no TITULO : Visconde por decreto de 12 de Outubro de 1826. 



ArchWo Nobiliarchico Br»síleifo 58 Anm 

457 




SÃO LOURENÇO. (Barão e Visconde com grandeza de) Francisco 
Gonçalves Martins. 
Nasceu na Villa de Santo Amaro, na Bahia, em 12 de Março de 1807. 
Falleceu na Bahia em 10 de Setembro de 1872. 
Filho do abastado fazendeiro, Coronel Raymundo Gonçalves Martins. 
Casou com D. Maria da Conceição Peçanha Martins. 

Estudou em Coimbra em 1827, e tomando parte nos movimentos 
politicos em favor de D. Maria, teve de emigrar, e voltando ao Brasil, em 
1830, foi-lhe conferido o gráo de bacharel em direito, com dispensa do ultimo 
acto académico. 

Seguio a magistratura, aposentando-se com as honras de Ministro do 
Supremo Tribunal de Justiça. Foi chefe de Policia na Bahia, quando rebentou 
a revolução do Sabino, em 1837. Presidiu a sua Província duas vezes, de 1848 
a 1852 e de 1868 a 1871, e representou-a na Assembléa Geral nas 3." e 8.» 
legislaturas desde 1834 a 1851, quando foi nomeado Senador pela mesma 
Província. 

Foi Ministro do Império no n.» Gabinete Itaborahy, de 1852, era do 
Conselho de S. Magestade, Grande do Império, Commendador da I. Ordem 
de Christo e sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro desde 1845. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão com grandeza por decreto de 14 de Março de 1860. Visconde com grandeza 
por decreto de 1 5 de Novembro de 187 1 . 




SAO LUCAS. (Barão de) Pedro Pereira de Escobar. 
Nasceu em S. Borja, Província do Rio Grande do Sul. 
Casou com D. Felícia Pereira Escobar. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Agosto de 1889. 



458 




SÁO LUIZ. (i.» Barão de) Paulo Gomes Ribeiro de Avellar. 
Filho de Luiz Gomes Ribeiro de Avellar e de sua mulher D. Joaquina 
Mathilde de Assumpção. 

Era irmão do Barão de Guaribú, do Visconde da Parahyba e sobrinho 
do I ." Barão de Capivary. 

Casou com D. Feliciana José de Carvalho Avellar, que falleceu em Paty do 
Alferes em 17 de Desembro de 1880. 

Fidalgo Cavalleiro da Real Casa de S. Magestade Fidelíssima, era Commen- 
dador da Imperial Ordem da Rosa, e da imperial Ordem de Christo, e da 
Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu irmão o Visconde de Parahyba. Escudo esquartelado : no primeiro e 
quarto, de verde, um leopardo de oiro passante, e um chefe de oiro com três estrellas de goles ; no 
segundo e terceiro, de oiro, três faxas de azul, carregadas de três besantes de prata cada uma ; e no 
centro um escudete fendo em campo de prata um ramo de cafeeiro e uma canna de assucar ao 
natural, postos em aspa. (Brazão passado em 30 de Desembro de 1858. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 39). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Outubro de 1861. 



459 



I 




HONOR VIRTUT15 PREMIUM 



S 



ÁO LUIZ. (2.° Barão de) D/ Leopoldo Antunes Maciel. 

Casou com D. Cândida Moreira Maciel, residente na Província do Rio 
Grande do Sul. 



BRAZÃO DE ARMAS : Escudo de prata partido em pala : na primeira, duas flores de liz de azul em pala ; 
na segunda, meia águia de vermelho estendida, armada de negro, e por differença uma brica de 
goles com um trifolio, de sua côr ; campanha partida em pala ; na primeira, de goles, uma penna 
sobre um livro de prata, aberto, com um mocho, de sua côr, á sinistra ; na segunda, de oiro, com 
uma serpe, de sua côr. Divisa : Honor l^irtutis Premium. 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 5 de Julho de 1884. 




SÃO LUIZ DO MARANHÃO. (Visconde com grandeza de) 
António Marcellino Nunes Gonçalves. 
Natural da Província de Maranhão. 
Casou com D. Evarísta Serra Nunes Gonçalves, fallecida em 25 de Abril 
de 1916 no Rio de Janeiro. 

Bacharel em direito, foi Senador pela Província do Maranhão, em 1865 ; 
Conselheiro de Estado em 1889, e Desembargador aposentado. 



460 



Foi Presidente das Provincias : do Rio Grande do Norte, em 1858; do 
Ceará, em 1859, e de Pernambuco, em 1861 ; e Deputado á Assembléa Geral 
pelo Maranhão na 12.* legislatura de 1864 a 1866. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e da Imperial Ordem 
da Rosa. 

CREAÇAO do titulo : Visconde com grandeza por decreto de 13 de Junho de 1888. 




SÀO MARCELLINO. (Barão de) Marcellino de Assis Tostes. 
Natural da Província da Bahia. 

Bacharel em direito, Magistrado. 

Foi Presidente da Provinda do Espirito Santo, em 1880. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 3 de Agosto de 1889. 




SÃO MATHEUS. (Baroneza de) D. Francisca Maria do Valle Nogueira 
da Gama. 
Natural da Província de Minas Geraes. 
Fílba do Coronel Manuel do Valle Amado, e de sua mulher D. Maria Cordelia 
de Abreu Mello. 



461 



Casou com o Coronel de Milícias e Fidalgo Cavalleiro José Ignacio Nogueira 
da Gama, que falleceu em Minas Geraes, a lo de Janeiro de 1839. '^om 
60 annos de idade, e era irmão do Marquez de Baependy e pae da 
Condessa de Baependy. 
Foi agraciada com o titulo de Baroneza de S. Matheus, depois de viuva. 

BRAZAO de armas : As do Marquez de Baependy, irmão de seu marido. Lisonja partida em pala ; na 
primeira, as armas dos Nogueiras, — em campo de oiro uma banda xadresada de prata e sinople de 
cinco peças em faxa, com a ordem do meio coberta toda de uma cotica de goles ; na segunda, as 
armas dos Gamas, dos que descendem de D. Vasco de Gama, que são : xadresado de oiro e vermelho 
de três peças em faxa e cinco em pala, oito de oiro e sete de vermelho, estas carregadas de duas 
faxas de prata ; e no meio das armas-um escudete com as quinas de Portugal. Timbre : meio nayre 
vestido ao modo da Índia com uma trunfa e um bolante que lhe cáe pelas costas ; braços nus e na 
mSo direita um escudo das armas dos Gamas, e na esquerda um ramo de canella verde com rosas 
de oiro. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Baroneza por decreto de 17 de Julho de 1871. 




S 



ÃO MIGUEL. (Barão de) Paulino de Araújo Góes. 
Major da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Agosto de 1888. 




SÃO NI CO LAO. (Barão de) Leopoldo Augusto da Gamara Lima. 
Natural da Província do Rio Grande do Sul. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 25 de Fevereiro de 1881, com 76 annos de 

idade. 
Filho do Escrivão João Hippolito de Lima. 

Casou com D. Margarida de Castro Delfim Pereira, filha dos Barões de 
Sorocaba, e viuva de Alexandre Gomes Barroso. 

Era Veador de S. M. a Imperatriz, e Guarda-Mór da Alfandega da 
Corte. 



462 



Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo e Commendador da Imperial 
Ordem da Rosa, da Real Ordem de Christo, de Portugal, e da Legião de 
Honra, da França. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Abril de 1879. 




S 



ÁO ROBERTO. (Barão de) Quintiliano Alves Ferreira. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 3 de Agosto de 1889. 




S 



ÃO ROMÃO. (Barão de) José Eleuterio de Souza. 
Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 19 de julho de 1889. 




SÀO ROC^E. (Barão de) D.' António Moreira de Castilho. 
Falleceu em Parahyba do Sul em 13 de Maio de 1873. 
Casou com D. Cleta Moreira de Castilho. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de 21 de Desembro de 1871. 




SÀO SALVADOR. (Conde de) D. Manuel Joaquim da Silveira. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 14 de Abril de 1807. 
Falleceu na Bahia em 23 de Junho de 1875. 



463 



Filho de António Joaquim da Silveira e de sua mulher D. Maria Rosa da 
Conceição. 

Lente e Reitor do Seminário de S. José da Bailia em 1837; 15.° bispo 
do Maranhão em 1851 ; Cónego da Capella Imperial; Capellão da Esquadra 
que foi á Nápoles receber S. M. a Imperatriz, e Ministro celebrantre no 
consorcio das Princezas Imperiaes D. Izabel e D. Leopoldina. 

Foi o i8.° arcebispo da Bahia em 1861. Escreveu varias cartas pastoraes 
reveladoras de uma grande illustração. Era do Conselho de S. M. o Imperador. 
Grande do Império, Commendador da I. Ordem de Christo, Oíficial da 
Imperial Ordem do Cruzeiro e da Ordem de Francisco 1 .° das Duas Sicilias, 
Sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Conde por decreto de 7 de Março de 1868. 




SÀO SALVADOR DE CAMPOS. (Visconde com grandeza de) 
José Alexandre Carneiro Leão. 

Nasceu no Rio de Janeiro, em 28 de Março de 1793. 

Falleceu nessa cidade em 2 de Setembro de 1863. 

Filho do Coronel Braz Carneiro Leão, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, e de 
sua mulher D. Anna Francisca Rosa Maciel da Costa, Baroneza de 
S. Salvador de Campos de Goytâcazes, titulo portuguez. 

Casou em 2 de Julho de 1829 com sua sobrinha D. Elisa Leopoldina Carneiro 
Leão, segunda filha dos Condes de Villa Nova de São José, José Fernando 
Carneiro Leão, que era também pae da Marqueza de Maceió. A Viscon- 



464 



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dessa nasceu no Rio de Janeiro a lo de Agosto de 1808, e acompanhou 
na qualidade de Dama, 33.* Imperatriz, D. Thereza Christina, de 
Nápoles, para o Brasil. 

Em 1843 foi como Embaixador Extraordinário de S. M. o Imperador, pedir 
em nome daquelle Soberano a mão de S. M. a Imperatriz D. Thereza Chris- 
tina, a quem acompanhou ao Rio. 

Era Grande do Império, Gentil-Homem da Imperial Gamara em 1823, 
Fidalgo Cavalleiro da Gasa Imperial, do Gonselho de S. Magestade em 1843, 
Gavalleiro da Imperial Ordem de Ghristo, e tinha a Grã-Gruz da Ordem 
de S. Fernando de Nápoles. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo vermelho, uma banda de azul coticado de oiro, carregada de três flores 
de liz do mesmo, entre dois carneiros de prata, armados de oiro. Timbre : um carneiro do escudo. 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 1 1 de Setembro de 1843. 




(Barão com grandeza de) 



SÃO SALVADOR DE CAMPOS. 
D."^ Albino Rodrigues de Alvarenga. 

Foi elevado a Visconde por decreto de 2 de Maio de 1889, e alterado o 
titulo para o de Visconde de Alvarenga. 

(yide noticia neste titulo). 
CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de ao de Junho de 1887. 




s 



ÀO SEBASTIÃO. (Visconde de) Manuel Ribeiro da Motta. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 24 de Março de 1881. Visconde por decreto de 
14 de Abril de 1883. 



Archivo NobilUrchlco Bntileiro ;9 



465 



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SÃO SIMÃO. (Barão e Conde de) Paulo Fernandes Carneiro Vianna. 
Nasceu em lo de Março de 1804. 

Falleceu em 14 de Fevereiro de 1865. 

Filho de Paulo Fernandes Vianna, Desembargador do Paço e do Conselho 
de S. M., Cavalleiro Professo da Real Ordem de Christo; e de sua mulher 
D. Luiza Rosa Carneiro da Costa, 4.» filha de Braz Carneiro Leão e de 
sua mulher D. Anna Francisca Maciel da Costa, Baroneza de S. Salvador 
de Campos, titulo Portuguez. 

Casou a 1 1 de Abril de 1830, com D. Honorata Carolina Benigna da Penha 
de Azevedo Barroso, que nasceu a 22 de Desembro de 1816, filha de João 
Gomes Barroso, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, Coronel de Milícias e 
Commendador da Real Ordem de Christo; e de sua mulher D. Maria 
Joaquina de Azevedo. 

O Conde de São Simão era irmão da Marqueza da Cunha e pae da 
3.» Viscondessa da Cachoeira. Foi Barão de São Simão por Portugal, Senhor 
da Estancia de São Simão, no Rio Grande do Sul. Era Grande do Império, 
Gentil-Homen da Imperial Camará, Cavalleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, 
Commendador da Imperial Ordem de Christo e da Imperial Ordem da Rosa, 
e Cavalleiro da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo vermelho, uma banda de azul coticada 'de oiro, carregada de três 

flores de liz do mesmo, entre dois carneiros de prata, armados de oiro. Timbre : um dos carneiros 

do escudo. 
COROA : A de Conde. 
CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por Portugal por Alvará de 6 de Fevereiro de 1818. Bário por decreto 

de 12 de Janeiro de 1823. Conde por decreto de 13 de Outubro de 1826. Senhorio de S3o Simão 

por carta de 12 de Outubro de 1810. 



466 




s 



ÁO THIAGO. (Barão de) Domingos Américo da Silva. 
Fazendeiro na Província da Bahia. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barío por decreto de 17 de Maio de 1871. 




SÃO THOME. (Barão de) Francisco Gonçalves Penha. 
Natural da Província de Minas Geraes. 
Falleceu em 1888. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, em campo de oiro, uma igreja com duas torres 
no cimo de um monte de sinople ; no segundo, em campo de sinople, um boi passante de oiro com 
cornos e unhas vermelhas ; no terceiro, em campo de purpura, duas espadas de prata com punhos 
de ouro, postas em aspa, e no quarto, em campo de sinople, três cannas de assucar, de sinople, 
em pala. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 25 de Setembro de 187». 



467 



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SÃO VICTOR. (Barão de) Victor Resse. 
Natural de Portugal. 
Filbo do Coronel de Engenheinos João Guilherme Resse e de sua mulher 

D. Anna Carneiro. 
Casou com D. Henriqueta Maria Brest, natural do Rio de Janeiro. 

Negociante no Rio de Janeiro. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de azul uma colmêa e seis abelhas ; bordadura de ouro carregada de 
quatro cruzes floridas de goles acantonadas, entre um coraçio inflammado de goles em chefe, e uma 
ancora de sable em ponta. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 31 de Julho de 188a. 




SÃO VICENTE. (Visconde com grandeza e Marquez de) D."^ José 
António Pimenta Bueno. . 
Nasceu em 4 de Desembro de 1803, na cidade de Santos, S. Paulo. 
Falleceu em 20 de Fevereiro de 1878. 

Filbo de António Pimenta de Campos e de sua mulher D. Balbina Henriqueta 
de Faria e Albuquerque. 



468 



Casou em 1834, em Santos, com D. Balbina Henriqueta, natural de Pernam- 
buco, filha de Manuel José de Faria e de sua mulher D. Marianna de 
Faria Albuquerque. 

Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes, pela Academia de S. Paulo, em 
1842, foi logo nomeado Juiz de Fora em Santos e Juiz da Alfandega. Em 
1843 passou á Juiz de Direito e chefe politico da Comarca de S. Paulo, 
removido depois como Juiz de Direito para o Paraná. Foi Desembargador da 
Relação no Maranhão, em 1844, e da Corte em 1847, aposentando-se com 
honras de Ministro de Supremo Tribunal de Justiça. 

Voltando á S. Paulo, em 1843, tomou o gráo de Doutor em Leis. Foi 
Presidente das Províncias de Matto-Grosso, em 1836, do Rio Grande do Sul, 
em 1850. Foi Deputado Geral por sua Província na 6.» legislatura de 1845, e 
Senador nomeado em 1853. Ministro dos Estrangeiros e interino da Justiça 
no 7.° Gabinete de 1847, no 8." de 1848, Presidente do Conselho no 24. • 
Gabinete de 1870. Conselheiro de Estado em 1859, e Consultor Jurídico da 
Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, membro da Commissão de 
estudos administrativos e económicos ; foi varias vezes nomeado ministro 
plenipotenciário e encarregado de negócios e Cônsul Geral no Paraguay em 
1846. Era Dignitário da 1. Ordem da Rosa e Sócio do Instituto Histórico e 
Geographico Brasileiro desde 1838. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto |de 14 de Março de 1867. Marquez por 
decreto de 15 de Outubro de 1872. 



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ÀO VICENTE DE PAULA. (Baroneza de) D. Anna Gregoria de 
Miranda Pinto. 



CREAÇÃO DO TITULO : Baroneza por decreto de 1 1 de Abril de 1888. 




SAPUCAHY. (Visconde com grandeza e Marquez de) Cândido José de 
Araújo Vianna. 
Nasceu em Congonhas de Sabará, em Minas Geraes, a 1 5 de Setembro de 1793. 



469 



Falleceu no Rio de Janeiro em 23 de Janeiro de 1875. 

Filho do Capitão-Mór Manuel de Araújo da Cunha e de sua mulher D. Marianna 

Clara Vianna da Cunha, naturaes de Minas Geraes. 
Casou com D. Anna Vieira de Castro Araújo Vianna, que falleceu, no Rio de 

Janeiro, em 8 de Setembro de 1876. 

Bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, em 1821, occupou 
todos os cargos da magistratura, até o de Ministro do Supremo Tribunal de 
Justiça, em que se aposentou em 1860. Como Deputado por Minas Geraes, 
tomou assento na Assembléa Constituinte de 1823, e igualmente nas Camarás 
temporias, nas quatro legislaturas desde 1826 até entrar para o Senado, por 
escolha da Regência, em 1839. Presidiu a Província de Alagoas em 1828 e a 
do Maranhão de 1829 a 1831. Foi Ministro da Fazenda no 3.° Gabinete de 
1832, da Regência Permanente, e do Império no 2° Gabinete de 1841. 

Foi mestre de Litteratura e Sciencias positivas de S. M. o Imperador 
D. Pedro II, e de suas Augustas Irmãs, nomeado em 11 de Janeiro de 
1839. Em 1864 S. M. o Imperador distinguio mandando-o servir como teste- 
munha por parte de sua Augusta Pessoa, no casamento da Sereníssima 
Princeza D. Leopoldina com S. A. Real o Snr. Duque de Saxe. 

Foi procurador fiscal do Tribunal do Thesouro Publico Nacional. Em 
1850 foi nomeado Conselheiro de Estado extraordinário, passando a ordinário 
em 1859, e era do Conselho de S. Magestade, Grande do Império, Gentil- 
Homem da Imperial Gamara, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Dignitário 
das II. Ordens da Rosa e de Christo, Grã-Cruz da Ordem da Torre e Espada, 
de Portugal, das Ordens de S. Januário de Nápoles, e da Ordem Ernestina da 
Casa Ducal de Saxonia. Era também Grão-Mestre honorário do Grande Oriente 
do Valle do Lavradio, e Sócio fundador do Instituto Histórico e Geographico 
Brasileiro desde i de Desembro de 1838, tendo sido seu Presidente durante 
mais de 30 annos. 

CREAÇÃO DOS títulos : Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1854. Marqutz por 
decreto de 15 de Outubro de 1872. 



S 




APUCAIA. (Barão de) Manuel António Ayrosa. 
Falleceu em 23 de Maio de 1883. 






470 



Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e Official 'da Imperial 
Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO^TITULO : Barão por decreto de 24 de Março de 1876. 




SAQIJAREMA. (Barão com grandeza de) José Pereira dos Santos. 
Natural da Província do Rio de Janeiro. 
Falleceu em Nictheroy, Provincia do Rio de Janeiro, em 3 de Agosto de 
1874. 

Fazendeiro abastado do Municipio de Saquarema, era Tenente Coronel 
da Guarda Nacional e Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido de prata e góles : no primeiro, uma faxa de sinople e um chefe de 
azul carregado de uma estrella de oiro : no segundo, uma cruz de prata florida e vasia de campo. 
Timbre : uma cruz vermelha guarnecida e florida de prata entre duas azas de anjo. (Brazão passado 
em 34 de Agosto de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 85). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bar3o com grandeza por decreto de 21 de Junho de 1867. 




SARAMENHA. (Barão de) Carlos Gabriel de Andrade. 
Nasceu em Ouro Preto, Provincia de Minas Geraes, em 6 de Julho de 
1846 e ainda vive. 
Filho de Tristão Francisco Pereira de Andrade. 



47' 



Casou com*D. Francisca Lydia de Queiroga Andrade, filha do D/ Anacleto 
Teixeira de Queiroga e de sua mulher D. Jeronyma Maria de Menezes 
Queiroga. 

Negociante e industrial em Ouro Preto. Foi Vereador e Presidente da 
Gamara Municipal e Director da Caixa Económica e de Monte Soccorro dessa 
cidade. 

E' Coronel du Guarda Nacional e Official da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Agosto de 1 889. 




S 



AU DE. (i.o Barão da) Francisco Manuel de Paula. 

Era Gommendador da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial 
Ordem da Rosa. 



CREAÇAO DO TITULO : Barão por decreto de 12 de Outubro de i8a6. 



S 




AUDE. (2.° Barão da) Manuel Dias da Cruz. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 5 de Desetnbro de 1 888. 



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SEPE. (Barão com grandeza de) Luiz José Pereira de Carvalho. 
Casou com D. Theresa Gamilla de Lima e Silva Carvalho. 

Era Tenente-General reformado do Exercito. 

CREAÇÃO IX) TITULO : Barão com grandeza por decreto de lo de Agosto de 1889. 



472 




SEPETIBA. (Visconde com grandeza de) Aureliano de Souza e Oliveira 
Coutinho. 
Nasceu no Rio de Janeiro, na Praia Grande, em 21 de Julho de 1800. 
Falleceu em Nictheroy, a 25 de Setembro de 1855. 

Filbo do Coronel de Engenheiros Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho. 
Casou com D. Narcisa Emilia de Andrada Vandelli, Dama-Honoraria de 
S. M. a imperatriz, filha de Alexandre António Vandelli e de sua mulher 
D. Carlota de Andrada, filha de José Bonifácio de Andrada e Silva. 

Fez os seus primeiros estudos no Seminário de S. José, no Rio de Janeiro, 
e em 1820, querendo D. João VI mais positivamente premiar os serviços de 
seu pae, mandou-o para Coimbra, onde formou-se em Sciencias jurídicas e 
sociaes, cinco annos depois. Foi Juiz de Fora e Ouvidor de Ouro Preto, 
Intendente Geral da Policia e Desembargador da Relação da Corte. 

Presidente das Províncias : de S. Paulo, em 1831, e do Rio de Janeiro, em 
1844. Senador por Alagoas, em 1842. Deputado na 2.* legislatura de 1830, 
por Minas Geraes, na 4.=^ de 1838 e na de 1842 pela Provinda do Rio de 
Janeiro. Foi o fundador da colónia allemã da Serra da Estrella, hoje cidade 
de Petrópolis. 

Foi Ministro do Império, da Justiça e dos Estrangeiros, no 3.° Gabinete 
de 1832, dos Estrangeiros no i.» Gabinete de 24 de Julho de 1840 e no 2.» de 
23 de Março de 1841, dirigindo os actos diplomáticos relativos ao casamento 
de S. M. o Imperador D. Pedro II. 

Do Conselho de S. Magestade ; Fidalgo Cavalleiro da Gaza Imperial ; 
Gentil-Homem da Imperial Gamara ; Grande do Império ; Cavalleiro das 
Imperiaes ordens de Christo e da Rosa ; Dignitário do Cruzeiro ; Grã- 
Cruz de Leopoldo da Bélgica ; de N. S. da Conceição da Villa Viçosa, de 
Portugal ; de S. Fernando, das Duas Sicilias , de Carlos III, da Hespanha, e 
Cavalleiro de S. João de Jerusalém, Ordem de Malta. 

Vice-Presidente e um dos sócios fundadores do Instituto Histórico e 
Geographico Brasileiro, era Presidente dos Cavalleiros do Ipyranga, e membro 
de muitas sociedades litterarias nacionaes e estrangeiras. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeia por decreto de 14 de Março de 1855. 



Archivo Nobiltarchico Brasileiro £o 



473 



s 




ERGY. (Barão de) Francisco Lourenço de Araújo. 
Brigadeiro honorário do Exercito. 



Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, Cavalleiro da Imperial Ordem 
do Cruzeiro e tinha a medalha do Mérito e Bravura Militar e a Geral da 
Campanha do Paraguay. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de Ji de Abril de 1870. 




(Barão, Visconde com grandeza e Conde de) António 



SERGY-MIRIM. 
da Costa Pinto. 
Nasceu na Província da Bahia, 1807. 
Falleceu nessa Província em 13 de Setembro de 1880. 
Filbo de António Costa Pinto, Portuguez, e de sua mulher D. Marianna 

Joaquina da Costa Pinto. 
Casou com D. Maria Delfina Lopes da Costa Pinto. 

Era Coronel da Guarda Nacional commandante do Batalhão do Rio 
Fundo, na cidade de Santo Amaro em 1831, e em 1837 teve as honras de 
Tenente-Coronel do Exercito por relevantes serviços que prestou. 

Grande do Império e Official da I. Ordem da Rosa. 



CREAÇÃO DOS títulos : BarSo por decreto de 1 4 de Março de 1 860. Visconde por decreto de 1 7 de Maio 
de 1871. Visconde com grandeza por decreto de 30 de Desembrode 1875. Conde por decreto de i6de 
Fevereiro de 1880. 



474 












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SERINHAEM. (Barão de) Coriolano Velloso da Silveira. 
Natural de Pernambuco. 

Coronel da Guarda Nacional e Commendador da R. Ordem de N. S. da 
Conceição de Villa Viçosa, de Portugal. 

BRAZAO DE ARMAS ; Em campo de prata, três faxas de góles, sendo a segunda carregada de um castcllo 
de duas torres. 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 1 de Desembro de 1875. 



s 




ERRA BRANCA. (Barão de) Felippe Nery de Carvalho e Silva. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Agosto de 1888. 




SERRA NEGRA. (Barão de) Francisco José da Conceição. 
Nasceu no principio do século XIX, na Villa da Constituição, hoje 
cidade de Piracicaba, na Província de S. Paulo. 
Falleceu em sua fazenda no Rio das Pedras, em Piracicaba, em 2 de Outubro 
de 1900. 



475 



Filho de António José da Conceição, natural de Lisboa, e de sua mulher 
D. Rita Morato de Carvalho, de nobre família portugueza. 

Casou com D. Gertrudes Euphrosina da Rocha, filha do Capitão Manuel 
da Rocha Garcia, e de sua mulher D. Anna Jacintha do Amaral Rocha. 
Era pae da Baroneza de Rezende, D. Anna Cândida Rezende. 

Dedicou-se á carreira commercial, e era fazendeiro, tendo sido o primeiro 
a introduzir apparelhos aperfeiçoados para beneficiar o café, e instrumentos 
aratorios, em Piracicaba. Foi também o iniciador do plantio do algodão, 
nesse Município. 

Chefe do partido liberal, era muito esmoler, tendo construído á sua custa 
o Hospícios de Alienados de Piracicaba. Teve a honra de hospedar duas vezes 
SS. AA. Imperiaes os Snrs. Condes d'Eu, quando visitaram S. Paulo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 7 de Maio de 1 87 1 . 




SERRO. (Barão do) José Joaquim Ferreira Rabello. 
Natural da Província de Minas Geraes. 

Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Julho de 1879. 




SERRO ALEGRE. (Barão e visconde com grandeza de) João da silva 
Tavares. 
Nasceu no Herval, na Província do Rio Grande do Sul, em 1 6 de Março de 1 792. 
Falleceu nessa Província em 28 de Março de 1872. 

Filbo de José da Silva Tavares e de sua mulher D. Joanna Facundo Tavares. 
Era pae do Barão de Santa Tecla e do Barão de Itaqui. 

Era Coronel do Exercito e fez a campanha de 1835, ^^ '^'o Grande do 
Sul, ao lado da legalidade. 
Era Grande do Império. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 6 de Setembro de 1859. Barão com grandeza por decreto 
de 29 de Agosto de 1866. Visconde com grandeza por decreto de 22 de Abril de 1871. 



476 




SERRO AZUL. (Barão do) Ildefonso Pereira Correia. 
Natural de Antonina, Província de Paraná. 
Filbo do Commendador Manuel Francisco Correia Júnior e de sua mulher 
D. Francisca Pereira Correia. Era irmão do Conselheiro Senador Manuel 
Francisco Correia. 

Importante e conceituado negociante em Curitiba. 

Foi trucidado no histórico kilometro 65 da Estrada de Ferro de Paranaguá 
a Curitiba, a 20 de Maio de 1894, na vigência do governo dictatorial do 
Presidente da Republica Marechal Floriano Peixoto. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por dtcreto de 8 de Agosto de 1888. 




s 



ERRO FORMOSO. (Barão e Visconde do) Francisco Pereira de 
Macedo. 



BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel, em campo de oiro, um serro alto, de 
sinople ; no segundo, de azul, seis estreitas de oiro de cinco pontas, postas em pala ; no terceiro, 
de prata, três faxas de goles e uma cercadura de folhas de cafeeiro, e no quarto, em campo de 
sinople, uma colmêa de oiro, com seis abelhas de sua côr. 

CREAÇAO DOS títulos : Bário por decreto de 6 de Novembro de 1872. Visconde por decreto de 19 de 
Desembro de 1885. 



477 




SERRO FRIO. (Visconde com grandeza de) António Cândido da Cruz 
Machado. 
Nasceu na cidade de Serro, em Minas Geraes, a 1 1 de Março de 1820. 

Deputado pela Provincia de Minas Geraes, nas 8.*, 9.*, 10.", 11.», 14.* 
e 15.* legislaturas, presidiu as Províncias de Goyaz em 1854, Maranhão, em 
1855, e Bahia em 1873. 

Foi Senador por Minas Geraes, nomeado em 1874. 

Era Commendador da I. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 1 6 de Maio de 1888. 




SERRO LARGO. (Barão do) José de Abreu. 
Nasceu em Porto Novo, lugarejo perto de Pelotas, na Provincia do 
Rio Grande do Sul, no ultimo trintenio do século dezoito. 
Falleceu em 20 de Fevereiro de 1827, mortalmente ferido na batalha de 
Ituzaingó. 
Descendia de uma familia açoriana que se estabeleceu em Porto Novo. 

Sentou praça no regimento de Dragões, e tomou parte nas campanhas 
de 1801 a 1812, onde conquistou os galões de Capitão. 

Foi Commandante de Milícias de Entre Rios em 18 14. 

Em 1816 fez a campanha contra Artigas, sendo promovido á Brigadeiro, 
em 1819, e Marechal de campo en 1820 pela bravura e entrepidez na batalha 
de Taquarembó. 

Foi Governador das armas da Provincia do Rio Grande do Sul, de 1821 
a 1826. Em 1825 fez a campanha Cisplatina, sendo ferido no Passo do Rosário, 
mais conhecido pela batalha de Ituzaingó, em 1827. 

Tinha a insígnia da Imperial Ordem de Cruzeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de ia de Outubro de 1825. 



478 




s 



ERTORIO. (Barão com grandeza de) João Sertório. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de oiro, uma barra azul, carregada de sete estrellas de prata 
de cinco pontas, em contrabanda, entre a figura da Justiça com sua espada e balança, e de dou» 
livros fechados, de purpura, sobre os quaes pousam um tinteiro e pennas. 



CREAÇÃO DO TITULO : BarSo com grandeza por decreto de 1 1 de Julho de 1888. 




s 



ETE LAGOAS. (Barão de) António Cândido da Silva Mascarenhas. 
Falleceu em 15 de Outubro de 1907, em sua fazenda do Rasgão, em 
Sete Lagoas, Provincia de Minas Geraes, com 77 annos de idade. 

Era Grande capitalista e fazendeiro na Provincia de Minas Geraes. 



CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 19 de Setembro de 1879. 



479 




SILVEIRAS. (Barão de) António Tertuliano dos Santos. 
Falleceu em 19 de Abril de 1890. 

Fazendeiro no Municipio de Rio Claro, na Província de S. Paulo. Era 
Proprietário e negociante. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo de prata, uma banda azul carregada de cinco besantes de oiro, entre 
um caduceu de goles, á sinistra, e de um ramo de cafeeiro de sinople com fructos de goles, á destra. 
(Brazão passado em 22 de Maio de 1868. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 98). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 13 de Fevereiro de 1867. 



S 




IMÃO DIAS. (Barão de) Simão Dias dos Reis. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barío por decreto de 10 de Novembro de 1883. 



S 




INCORA. (Barão de) Francisco Gomes de Oliveira. 
Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 20 de Julho de 1889. 



480 




SINIMBU. (Visconde com grandeza de) D/ João Lins Vieira Cansanção 
de Sinimbu. 
Nasceu em Alagoas, no Engenho de Sinimbu, em 20 de Novembro de 1810. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 27 de Desembro de 1908. 
Filbo do Capitão de Ordenanças Manuel Vieira Dantas e sua mulher D. Maria 

José Lins, que tomaram grande parte nas revoluções democráticas de 

1817 e 1875, sendo ambos presos e condemnados á morte, obtendo 

entretanto a amnistia. 
Casou em Maceió em 1846 com D. Valeria Tourner, de origem anglo-germa- 

nica, fallecida em 1889. 

Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes pela Faculdade de Olinda, em 
1835, e doutor pela Universidade de lena. 

Presidiu as Províncias de Alagoas em 1840, Sergipe em 1841, Bahia em 
1856 e Rio Grande do Sul em 1855. Foi Ministro Residente no Uruguay em 
1843, Deputado á Assembléa Geral por Alagoas na ^.* legislatura de 1843, 
e 9.* de 1853. 

Senador por essa Provinda em 1857, foi Ministro dos Negócios Estran- 
geiros no 15.» Gabinete de 1859, da Agricultura, e interino da Justiça no i8.° 
Gabinete de 1862, e organisou o 27.° Gabinete de 1878, ficando com a pasta 
da Agricultura, e interinamente na da Guerra, Fazenda e Estrangeiros. 

Conselheiro de Estado nomeado em 1882, do Conselho de S. Magestade, 
era Grande do Império, Commendador da Imperial Ordem de Christo, e da 
Rosa. Grã-Cruz da Legião de Honra, da França, da Coroa de Ferro, d' Áustria, 
e dos Guelphos, de Hannover. Sócio do Instituto Histórico e Geographico 
Brasileiro desde 1840. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeia por decreto de 16 de Maio de 1888. 




SOBRAL. (Barão do) D."^ José Julio de Albuquerque Barros. 
Nasceu em Sobral, no Ceará, em 1 1 de Maio de 1841. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 31 de Agosto de 1893. 



Archfvo NúbilUrchlco Br«sÍl«tro 61 



481 



Filho do D/ João Fernandes de Barros e de sua mulher D. Luiza Amélia 

de Albuquerque Barros. 
Casou com D, Maria Francisca Gomes da Costa, filha dos Barões de Arroyo 

Grande. 

Bacharel em direito pela Faculdade do Recife, em 1861, doutorou-se em 
S. Paulo, em 1870. Director da Instrucção Publica em Fortaleza, foi Deputado 
Geral na 13.» legislatura de 1867. Presidente da Província do Ceará em 1878- 
1880, do Rio Grande do Sul, em 1883 ; Director Geral da Secretaria da 
Justiça e Procurador Geral da Republica. Era do Conselho de S. Magestade, 
e Commendador da 1. Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Janeiro de 1889. 




SOCCORRO. (Barão de) Luiz de Souza Leite. 
Nasceu na cidade de Mogy-Mirim, na Província de S. Paulo, em 17 de 
Desembro de 1848. 
Filho de José Leite de Souza e de sua mulher D. Jesuina Maria de Souza. 
Casou com D. Deolinda de Souza Arantes, filha de Francisco Baptista de 
Assis Arantes e de sua mulher D. Maria Rosa de Souza. 

Abastado lavrador no Município do Amparo. Vereador Municipal, deu 
liberdade a todos os seus escravos, em numero de 56. Declarada a Republica, 
acceitou o Governo Provisório de sua Comarca, resignando o titulo de Barão. 

Foi Senador Estadual em S. Paulo, e Commandante Superior da Guarda 
Nacional. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de i o de Agosto de 1888. 



a -^f:x- 






SOLEDADE, (i.» Baroneza da) D. Francisca Elisa Xavier. 
Nasceu em i de Novembro de 1786. 
Falleceu na cidade de Nictheroy, na Província do Rio de Janeiro, em 12 de 
Outubro de 1855. 

CREAÇÃO DO TITULO : Baroneza por decreto de 2 de Desembro de 1854. 



482 




SOLEDADE. (2.0 Barão da) José Pereira Vianna. 
Natural da Província de Pernambuco. 
Filho do Commendador José Pereira Vianna e de sua mulher D. Rita de 

Cássia Pereira Vianna. 
Casou com D. Theresa Portella de Souza Leão, filha dos Barões de Souza 
Leão, e fallecida em 26 de Junho de 1914. 

Negociante. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa, Commendador da Real Ordem 
de Christo de Portugal, e Cavalleiro da Real Ordem da Coroa de Itália. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo partido em pala, de goles e de oiro, na primeira uma cruz de prata florida 
e vasia do campo ; no segundo, de oiro com uma águia de sable. Timbre : uma cruz vermelha, 
florida e vasia, entre dois cotos de azas de anjo. (Brazão passado em i8 de Junho de 1867. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 79). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 10 de Abril de 1867. 



s 




OLIMOES. (Barão de) Manuel Francisco Machado. 
Bacharel em Sciencias juridicas e sociaes. 



CREAÇAO DO TITULO : BarSo por decreto de s 5 de Setembro de lí 



483 




SOROCABA. (Barão de) Boaventura Delfim Pereira. 
Natural de Portugal. 
Falleceu no Rio de Janeiro. 

Casou com D. Maria Benedicta de Castro Canto e Mello, filha dos i ."' Vis- 
condes de Castro e irmã da Marqueza de Santos e do 2.» Visconde 
de Castro. 
Eram pães da Baroneza de S. Nicolão. 

Foi Superindente Geral das Quintas e Fazendas Imperiaes. 
Era Vereador de S. Magestade a Imperatriz. 

BRAZÃO DE ARMAS da Baroneza de Sorocaba : uma lisonja com as armas de seu Pae o i.* Visconde 
com grandeza de Castro. (Vêr a descripção neste titulo). 

CREAÇÃO DO TITULO : Barío por decreto de n de Outubro de i8j6. 



s 




OUBARÁ. (Barão de) José Joaquim Barreto. 
Falleceu em 13 de Junho de 1867. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 6 de Setembro de 1866. 



484 




SOUZA. (Barão de) Francisco José Brandão de Souza. 
Falleceu na Província do Maranhão em 1870. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 31 de Julho de 1867. 




SOUZA FONTES. (Barão e visconde de) D.-" José Ribeiro de Souza 
Fontes. 

Nasceu no Rio de Janeiro em 9 de Agosto de 1 82 1 . 

Falleceu nessa cidade em 14 de Março de 1893. 

Filho de Joaquim de Souza Fontes, natural de Portugal, onde nasceu em 25 
de Maio de 1796, e de sua mulher D. Anna Izabel de Souza Fontes, 
natural do Rio de Janeiro, onde falleceu em 8 de Novembro de 1821. 
Neto paterno de Manuel de Souza Fontes e de sua mulher D. Custodia 
Alves de Macedo, e materno do Alferes José Ribeiro da Silva Guimarães 
e de sua mulher D. Isabel Maria da Vizitação. 

Casou em i.» de Maio de 1847 com sua prima D. Manuela Rondon de Souza 
Frazão, natural do Rio de Janeiro, onde nasceu em 25 de Desembro de 
1831, e ahi falleceu, filha de Manuel Rondon de Souza Frazão e de sua 
mulher D. Francisca da Gamara Gago Frazão. 

Doutor em medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1844, foi 
lente cathedratico de anatomia descriptiva, nessa Faculdade. Girurgião-Mór de 
Divisão ; em 1865 partiu para os campos do Paraguay, como Ghefe do Gorpo 
de Saúde do Exercito, chegando ao posto de Marechal de Gampo, em que foi 
reformado em 1890. 

Foi cirurgião effectivo da Santa Gasa de Misericórdia, e de varias Ordens 
Terceiras. Medico effectivo da Imperial Gamara, acompanhou S. M. o Impe- 
rador em sua viagem aos Estados Unidas e a Europa. Era do Gonselho de 
S. Magestade, membro honorário da Academia Imperial de Medicina, sócio 
honorário e i ." secretario do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, 
sócio correspondente da Sociedade de Gcographia de Lisboa, etc. 



485 



Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, Commendador da Real Ordem 
de Christo e de Villa Viçosa, de Portugal, Commendador da Imperial Ordem 
de S. Bento de Aviz, tinha as medalhas n. 9 com passador de oiro da 
campanha do Paraguay, Commendador da Ordem de Santo Sepulchro de 
Jerusalém, Grande Official da Coroa de Itália, e Official da Legião de Honra, 
da França. 

CREAÇÃO DOS títulos : Bário por decreto de 38 de Setembro d« 1883. Visconde por decreto de 6 de 
Fevereiro de 1886. 




SOUZA FRANCO. (Visconde com grandeza de) Bernardo de Souza 
Franco. 
Nasceu na cidade de Belém do Pará em 28 de Junho de 1805. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 8 de Maio de 1875. 

Filbo de Manuel João Franco e de sua mulher D. Catharina de Souza Franco. 
Casou com D. Thereza de Jesus da Gama e Silva, irman da Baroneza de 
Mamoré. 

Aos 18 annos conspirou contra o dominio portuguez, sendo preso e 
deportado para Lisboa, com duzentos e cincoenta companheiros de infortúnio, 
muitos dos quaes morreram em viagem. Voltou em 1831 para Olinda e em 
1835 tomou o gráo de Bacharel em Sciencias jurídicas e sociaes, na Academia 
dessa cidade. Foi Juiz de Direito em 1854, e aposentou-se no cargo de 
Desembargador. Presidente da Província do Pará em 1839, de Alagoas em 
1844 e do Rio de Janeiro em 1864. Deputado á Assembléa Geral pelo Pará 
nas 4.*, 5.*, 6.*, 7.* e 8.* legislaturas desde 1838 até 1852. Senador por essa 
Província nomeado em 1855. 

Foi Ministro de Estado na pasta dos Negócios Estrangeiros no 9.» Gabi- 
nete de 1848, e da Fazenda no 13.° de 1857. 

Era Grande do Império, Conselheiro de Estado em 18S9, do Conselho 
de S. Magestade, Grã-Cruz da I. Ordem de Christo e Dignitário da I. Ordem 
da Rosa, sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro desde 1839 e 
membro de outras sociedades scientificas. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 15 de Outubro de 1873. 



486 




SOUZA LEÃO. (Barão de) Ignacio Joaquim de Souza Leão. 
Nasceu na Província de Pernambuco. 
Falleceu no Recife, nessa Província, em 1904. 
Filbo de António de Paula de Souza Leão, Fidalgo Cavalleiro, e de sua 

mulher D. Theresa Victorína Bezerra da Silva Cavalcanti. 
Casou com D. Joaquina Pires Portella de Souza Leão, filha de Joaquim 
Machado Portella e de sua mulher D. Joanna Joaquina Pires Ferreira. 
Era irmão do Barão de Jabotão e da Viscondessa de Campo Alegre, e pae 
da Baroneza da Soledade. 

Formado em direito pela Faculdade do Recife, exerceu o lugar de Inspector 
da Alfandega, e foi três vezes Vice-Presidente da Província de Pernambuco, 
tendo assumido a Presidência, em 1866, 1888 e 1889. Foi Deputado Pro- 
vincial e Geral em varias legislaturas pela dita Província, senhor do Engenho 
Pimentel e Více-Presídente da Camará Municipal do Recife, na mesma 
Província. 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Cavalleiro da Imperial Ordem 
da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado ; no primeiro e quarto quartéis, em campo de prata as Quinas 
de Portugal postas em aspa ; no segundo e terceiro quartéis, em campo de oiro, um leão de goles 
rompante. Timbre: o leão das armas. (Brazão passado em 30 de Agosto de 1867. Reg. no Cartório 
da Nobreza, Liv. VI, fls. 68). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 18 de Maio de 1889. 



487 




SOUZA LIMA. (Barão de) José António de Souza Lima. 
Natural do Rio de Janeiro. 
Falleceu nessa cidade em 1900. 

Bacharel em direito, foi Deputado Geral pela Província de Pernambuco 
e Presidente dessa Provincia em 1881 e da do Rio Grande do Sul, em 1882. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 13 de Maio de 1883. 




SOUZA QUEIROZ. (Barão com grandeza de) Francisco António 
de Souza Queiroz. 
Nasceu a 8 de Desembro de 1806, na cidade de S. Paulo. 
Falleceu em 4 de Julho de 1891 . 
Filho do Brigadeiro Luiz António de Souza, fidalgo portuguez, e de sua 

mulher D. Genebra de Barros Leite. Era irmão da Marqueza de Valença, 

e do Barão da Limeira. 
Casou com D. Antónia Euphrosina Vergueiro, em 1833, filha do Conselheiro 

Senador Nicoláo Pereira de Campos Vergueiro, e de sua mulher D. Maria 

Angélica de Vasconcellos. 

Aos 13 annos partiu para Portugal á estudar em Coimbra ; pouco depois 
de ter iniciado os cursos, recebeu a noticia do fallecimento de seu Pae, e 
regressou ao Brasil, afim de tomar a direcção das importantes prooriedades 
agrícolas fundadas por seu Pae. Muito contribuíram estes estabelecimentos 



488 



ruraes, sob a intelligente administração do Barão, para o progresso agrícola 
de S. Paulo. 

Foi eleito Vereador da Camará Municipal da Capital da Província, Depu- 
tado Provincial, e Geral na 6.» legislatura de 1845 a 1847, Senador por sua 
Província, nomeado em 1848. Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional, 
Grande do Império, membro do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, 
em 1845, e do de S. Paulo ; Commendador da 1. Ordem do Christo, Dignitário 
da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, as armas dos Souzasde Prado, que s2o esquarte- 
ladas, tendo no primeiro e quarto quartéis as Quinas de Portugal, sem a orladura dos castellos e no 
segundo e terceiro as armas do Leão, em campo de prata um leão rompente de vermelho ; no segundo 
quartel as armas dos Macedos que são: em campo azul, cinco estreitas de oiro de cinco pontas, cm 
santor ; no terceiro as armas dos Teixeiras, que são : em campo azul, uma cruz de oiro potentes 
e vasia do campo ; no quarto quartel as armas dos Queirozes, que são esquarteladas, o primeiro 
de oiro com seis crescentes de lua de vermelho, em duas palas ; o segundo de prata com um leão de 
purpura, e assim os contrários. Timbre : o dos Souzas do Prado, que é um leão rompente de oiro e 
vermelho com uma grinalda florida de verde ; e por differença uma brica encarnada com farpão de 
oiro. (Brazão passado em 5 de Fevereiro de 1818. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. I, fls. 80). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 14 de Outubro de 1874. 




SOUZEL. (Barão e Conde de) Manuel António Farinha. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 27 de Maio de 1842. 

Era Official General da Armada. 

Foi Ministro da Marinha do i.° Gabinete de 16 de Janeiro de 1822, 
formado pelo Conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva. 
Era Grande do Império. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de u de Outubro de iSjj. Conde por decreto de u de 
Outubro de 1826. 



s 




UASSUHY. (Barão de) José Ignacio Gomes Barbosa. 
Falleceu em Queluz em 13 de Novembro de 1869. 



Archlvo Nobilitrchico Brwileiro 6a a 



Era Commendador da Imperial Ordem de Christo, Cavalleiro da Imperial 
Ordem de Cruzeiro, e da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÂO DO TITULO : Bário por decreto de i de Desembro de 1854. 




SUASSUNA. (Barão e Visconde com grandeza de) Francisco de Paula 
Cavalcanti de Albuquerque. 

Nasceu no Município de Jaboatão, em Pernambuco, aos lo de Junho de 1793. 

Falleceu no Recife, em Pernambuco, em 20 de Janeiro de 1880, no seu 
Palacete do Pombal. 

Filho primogénito do Capitão-Mór Francisco de Paula Cavalcanti de Albu- 
querque, mais conhecido pelo nome de Coronel Suassuna e de sua 
mulher D. Maria Rita de Albuquerque Mello, ambos das mais nobres e 
illustres famílias dessa Província, e pães dos Viscondes de Camaragibe, 
Albuquerque e Barão de Muribeca. 

Sentou praça no exercito em 1807, galgando todos os postos até o de 
Brigadeiro, em que se reformou, em 1829. Presidiu a Província de Pernam- 
buco em 1826, em 1835 ^ '838. Foi Deputado á Assembléa Provincial em 
varias legislaturas, assim como á Geral na i." legislatura de 1826 a 1829. 

Senador por Pernambuco, nomeado em 1839, foi Ministro na pasta da 
Guerra, no i." Gabinete de 1840. Era do Conselho de S. Magestade, Grande 
do Império, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Dignitário da Imperial Ordem 
do Cruzeiro, e Gentil-Homem da Imperial Camará. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira as armas dos Albuquerques, que sio 
esquarteladas ; no primeiro quartel, as armas de Portugal, no segundo cinco flores de lir de oiro, 



490 



em campo vermelho, e assim os contrários ; na segunda pala, as armas dos Olvacantis que sSo : 
de vermelho e de prata, divididos estes esmaltes por uma asna de azul, a parte de baixo de prata t 
a de cima de vermelho semeada de flores de prata, de quatro folhas. Timbre : um hipogrypho de 
castanho com azas, e levantado sobre os pés, entre chammas de oiro. 

COROA ; A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 18 de Julho de 1841. Visconde com grandeza por decreto 
de 1 4 de Março de 1 860. 




SUASSUNA. (2.° Barão de) Henrique Marques de Hollanda Cavalcanti . 
Natural de Pernambuco. 

Bacharel em Sciencias jurídicas e sociaes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de 16 de Fevereiro de 1889. 




SUBAHÉ. (Barão, Visconde com grandeza e Conde de) Francisco 
Moreira de Carvalho. 
Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e da Imperial Ordem 
da Rosa, e da Real Ordem de Villa Viçosa, de Portugal. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 6 de Setembro de 1866. Barão com grandeza por decreto 
de j de Abril de 1867. Visconde com grandeza por decreto de 25 de Fevereiro de 1871. Conde por 
decreto de 16 de Agosto de i88j. 



49' 




SURUHY. (Barão com grandeza de) Manuel da Fonseca e Silva. 
Nasceu no Rio de Janeiro em lo de Junho de 1793. 
Falleceu nessa cidade em i de Abril de 1869. 
Filbo do Marechal de Campo José Joaquim de Lima e Silva e de sua mulher 

D. Joanna Maria da Fonseca Costa. Era irmão do Visconde de Magé e tio 

do Duque de Caxias e Conde de Tocantins. 
Casou com D. Carlota Guilhermina de Lima e Silva, Dama honorária de 

S. Magestade a Imperatriz, e irmã do Duque de Caxias e do Conde 

de Tocantins. 

Sentou praça como i." cadete em 2S de Novembro de 1806, matriculou-se 
na Academia Militar, em 181 1, completando o curso em 1816. 

Capitão de Caçadores, seguio contra a Revolução Pernambucana de 18 17 
e a da Bahia, em 1822. Fez a campanha Cisplatina de 1825. Ministro da 
Guerra no Gabinete de 16 de Julho de 1831, occupou novamente esta pasta 
e interinamente a da Marinha no Gabinete de 16 de Janeiro de 1836, e foi 
Ministro do Império em 1837, Gabinete de 19 de Setembro. Deputado á 
Assembléa Provincial do Rio de Janeiro, foi Presidente da Província de 
S. Paulo em 1844 e Governador das Armas da Província de 1844 a 1847. 
Tenente-General em 1852, Ajudante-General do Exercito em 1860. 

Era Grande do Império, Conselheiro de Guerra, em 1852. Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Imperial, Grã-Cruz da Imperial Ordem de S. Bento de 
Aviz, Official da Imperial Ordem do Cruzeiro e Cavalleiro da Imperial Ordem 
da Rosa. Tinha as medalhas da Guerra da Independência na Bahia. 

BRAZÃO DE ARMAS : (Vide descripçío no titulo Duque de Caxias). 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de í de Desembro de 1854. 



493 




TABATINGA. (Barão e Visconde de) Domingos Francisco de Souza 
Leão. 
Natural de Pernambuco. 

Filbo do Coronel Francisco António de Souza Leão e de sua mulher D. Maria 
da Penha Pereira da Silva, pães também da i.» mulher do Barão de 
Morenos. 

Casou em primeiras núpcias com sua prima D. Ignez Escolástica Pessoa de 
Mello, filha do Tenente-Coronel Felippe de Souza Leão e de sua mulher 
D. Rita de Cássia Pessoa de Mello, que era irmã do Bário de Morenos e 
do Visconde de Campo Alegre. Em segundas núpcias casou com D. Fran- 
cisca de Albuquerque de Souza Leão, filha do Capitão Miguel Lúcio de 
Albuquerque Mello. 

Senhor dos Engenhos de Tabatinga, no Cabo ; Deputado á Assembléa 
Provincial em varias legislaturas, era Commendador da Imperial Ordem 
da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis, em campo de prata as quinas 
de Portugal postas em aspa ; no segundo e terceiro, em campo de oiro, um leio de goles rompante. 
Timbre : o leSo das armas. (Brazão passado em 30 de Agosto de 1867. Reg. no Cartório da Nobreia, 
Liv. VI, ns. 68). 

COROA : A de Visconde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de y de Abril de 1867. Visconde por decreto de $ de Maio 
de 188^. 



49J 




T 



ACARUNA. (Barão de) Manuel António dos Passos e Silva. 
Natural de Pernambuco. 



Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de 2j de Fevereiro de 1873. 



T 




AITINGA. (Barão de) António Francisco Tinta. 

Coronel Commandante Superior da Guarda Nacional na Província 
da Bahia. 



CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de 17 de Maio de 187a. 




TAMANDARÉ. (Barão e Visconde com grandeza, Conde e Marquez 
de) Joaquim Marques Lisboa. 
Nasceu na Província do Rio Grande do Sul, em 13 de Desembro de 1807. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 29 de Março de 1897. 



494 



Filho de José António Lisboa, Commendador da I. Ordem de Christo e do 
Conselho de S. M., fallecido em 29 de Julho de 1850, e de sua mulher 
D. Maria Euphrasia de Lima. Irmão do Barão de Japurá, Miguel Maria 
Lisboa. 

Sentou praça como voluntário em 1823, chegando ao posto de Almirante 
depois de um brilhantissimo passado que o tornou uma das mais legitimas 
glorias de Marinha brasileira. 

Referindo-se as provas de estima dadas á este Benemérito por S. Mages- 
tade o Senhor D. Pedro II, o Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, em 
sua Revista, LX. a fl. 447, que contem o seu elogio histórico, narra o seguinte 
caso que temos o praser de transcrever : 

Quando o Imperador foi em 1859 visitar as províncias do Norte, a divisão 
naval que o transportava era commandada pelo chefe de esquadra Joaquim 
Marques Lisboa. 

No regresso ao Rio de Janeiro fundeou a divisão no porto de Tamandaré, 
em Pernambuco. Ahi pediu licença Marques Lisboa ao Imperador para trazer 
em um dos navios os restos mortaes de seu irmão Manoel Marques Lisboa 
Pitanga, que se achavam enterrados no cemitério de Tamandaré, afim de 
deposital-os no tumulo da familia no Caju (Rio de Janeiro). Quiz o Imperador 
saber como tinha fallecido n'aquella pequena villa, um irmão do chefe de esquadra 
Lisboa, e referio-the este que Manoel Marques Lisboa Pitanga, depois de 
combater como voluntário na guerra da Independência, adhetira á revolução 
de 1824, que pretendia fundar a Confederação do Equador. Ahi, em Taman- 
daré, commandava elle uma força revolucionaria que foi atacada e vencida 
por outra do Governo, depois de renhido combate em que Pitanga praticara 
actos de heroísmo, preferindo deixar-se matar á entregar-se. 

Ouvida esta revelação, ordenou o Imperador que a transladação dos 
restos de Pitanga a bordo do navio que os devia levar fosse feita com todas 
as honras devidas á um militar valente e pundonoroso, por illegitima que 
fosse a causa que defendia. 

Mais tarde quando o Imperador quiz distinguir o chefe de esquadra 
Marques Lisboa com um titulo, o Ministro Paes Barrets propoz um titulo do 
Rio Grande do Sul, província da qual era oriundo aquelle militar, mas o 
Imperador atalhou-o dizendo que queria que elle fosse Barão de Tamandaré, 
em recordação da gloriosa morte daquelle irmão. 

E assim succedeu que o titulo de Barão, depois Visconde e Marquez 
de Tamandaré teve uma origem republicana. 



495 



Ajudante de Campo de S. M. o Imperador, era Almirante, Conselheiro 
de Guerra, Gentil-Homem da Imperial Camará, Grã-Cruz effectiva da Imperial 
Ordem da Rosa, da de S. Bento de Aviz, Dignitário da Imperial Ordem do 
Cruzeiro, Grã-Cruz de S. Januário de Nápoles, da Coroa de Ferro e da de 
Francisco José, da Áustria. Tinha as medalhas da Independência da Bahia, da 
Boa Ordem, de oiro de Paysandú e Uruguayana, e a Geral da Campanha do 
Paraguay com passador de oiro. 

BRAZÃO DE ARMAS : O de seu irmão, o Barão de Japurá. Escudo esquartelado : no primeiro quartel, as 
armas dos Ribeiros, em campo de oiro, três faxas verdes ; no segundo quartel, as armas dos Soares 
de Oliveira, em campo azul, uma aspa de prata entre quatro flores de liz de ouro ; no terceiro 
quartel, as armas dos Limas, que são um escudo dividido em três palas : na primeira pala, as armas 
do Aragão, isto é, em campo de ouro quatro barras vermelhas, e nas duas outras palas, o escudo esquar- 
telado dos Silvas, em campo de prata um leão de purpura armiado de azul, com o de Souto-Maior, 
que são em campo de prata enxequetado de ouro e vermelho, de três peças em pala ; no quarto 
quartel, as armas dos Paes, em campo de prata, nove lisonjas em três palas enxequetadas de azul e 
vermelho. Timbre dos Oliveiras, que é a aspa de prata e flor de liz de ouro das armas ; e por 
difTerença um castello de prata em campo azul. (Brazão passado em 20 de Agosto de 184S. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 7). 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de 14 de Março de 1860. Visconde com 
grandeza por decreto de 18 de Fevereiro de 1865. Conde por decreto de 13 de Desembro de 1887. 
Marquez por decreto de 16 de Maio de 1888. 



T 




APAJÔZ. (Barão de) José Caetano Correia. 
Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 19 de Agosto de 1888. 



T 




AQLJAHY. (Viscondessa com grandeza e Marqueza de) D. Francisca 
Joanna de Lacerda Castello. 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Viscondessa com grandeza por decreto de u de Outubro de 18... M»rqu*za 
por decreto de ia de Outubro de i8a6. 



496 




TAQUARA. (Barão da) Francisco Pinto da Fonseca Telles. 
Nasceu a 25 de Outubro de 18... e ainda vive. 

Fazendeiro em Jacarepaguá, Provinda de Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 21 de Outubro de 1883. 




TAQUARETINGA. (Barão de) Manuel Freire Barbosa da Silva. 
Natural do Recife, Pernambuco. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 16 de Desembro de 1882. 




TAQUARY. (i.» Barão com grandeza de) Manuel Jorge Rodrigues. 
Nasceu em Lisboa a 23 de Abril de 1777. 
Falleceu no Rio de Janeiro a 14 de Maio de 1845. 
Filbo de Jeronymo Rodrigues, negociante em Lisboa, e de sua mulher 

D. Joanna Maria da Conceição Rodrigues. 
Casou com D. Maria da Conceição Rodrigues. Era pae do 2.» Barão de 
Taquary. 

Destinado por seus pães á carreira commercial, a tempera de seu caracter 
não permitiu, amoldar-se as exigências das lidas commercias e assim sentou 
praça no exercito portuguez em 18 de Setembro de 1794; promovido á 
Alferes em 24 de Julho de 1807, fez toda a campanha Peninsular com distincção 
sob as ordens do Marechal Beresford. 

Veio para o Brasil commandando, no posto de Tenente-Coronel a divisão 
da 4800 homens mandados vir de Portugal, que chegou no Rio de Janeiro a 
30 de Março de 18 16. Fez a campanha Cisplatina e, a 4 de Abril de 1826, foi 
nomeado Marechal por relevantes serviços prestados em guerra. Foi Presi- 
dente e Commandante das Armas da Província do Pará em 1836 e em 1840 
foi nomeado Governador das Armas da Corte onde permanceu quatro annos. 



Archivo Nobilfarchlco Brasileiro €j Ar\n 



Era Grande do Império, Gentil-Homem da Imperial Gamara, do Conselho 
de S. Magestade, (Conselheiro da Guerra, Commendador da Imperial Ordem 
da Rosa e da de S. Bento de Aviz, Official da I. Ordem do Cruzeiro, Cavalleiro 
da Real Ordem da Torre e Espada, de Portugal, e condecorado com as 
medalhas das campanhas Peninsular, da Cisplatina, as de Distincção de Portugal 
e Inglaterra por commando de corpos em batalhas campaes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 25 de Março de 184c. 




TAQUARY. (2.° Barão de) José António de Calasans Rodrigues. 
Nasceu a 27 de Agosto de 1805. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 27 de Maio de 1876. 
Filho dos I .<" Barões de Taquary, Manuel Jorge Rodrigues e de sua mulher 

D. Maria da Conceição Rodrigues. 
Casou em 28 de Maio de 1836 com D. Clara Francisca de Calasans Rodri- 
gues, natural de Ouro Preto, Minas Geraes, nascida a 4 de Outubro de 
1816 e fallecida a 13 de Junho de 1895. 

Era Capitão reformado do Exercito e foi Director Geral da Repartição 
Fiscal da Guerra, Presidente da Província da Ceará em 1871. Do Conselho 
de S. Magestade, Commendador da I. Ordem da Rosa, Cavalleiro da I. Ordem 
de S. Bento de Aviz, e condecorado com as medalhas da campanha Cisplatina. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Março de 1871. 



498 




TATUHY. (Barão de) Francisco Xavier Paes de Barros. 
Nasceu em Sorocaba (S. Paulo) a 26 de Maio de 1831. 
Falleceu nessa cidade em 8 de Desembro de 19 14. 
Filho do Capitão Francisco Xavier Paes de Barros e de sua primeira mulher 

D. Rosa Cândida At Aguiar. 
Casou com sua prima D. Gertrudes de Aguiar Paes de Barros, filha do Capitão- 
Mór Bento Paes de Barros, Barão de Itú, e de sua mulher D. Leonarda 
de Aguiar, em primeiras núpcias; e em segundas, com D. Cerina de Souza 
Castro, Baroneza de Itapetininga. 

Era bacharel em direito, formado pela Academia de S. Paulo, em 1853. 
Dedicou-se desde logo á politica, sendo chefe politico importante, em 
seu districto, foi eleito deputado em varias legislaturas, pelo 4.» Districto. 
Foi um dos fundadores do Banco de S. Paulo em 1889. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo vermelho três bandas de prata e sobre o campo nove estrellas de oiro, 
uma no primeiro, três em cada uma dos do meio e duas no fundo do escudo. Timbre : uma aspa 
vermelha e azul, uma perna de cada côr e carregadas nella cinco estrellas das armas. (BrazSo passado 
em 16 de Fevereiro de 1795. Reg. no Cartório da Nobreza, em Portugal, Liv. V, fls. j6). 

COROA : A de BarSo. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 19 de Agosto de 1879. 



499 




TAU BATE. (Visconde com grandeza e Marquez de) Luiz Saldantia da 
Gama Mello e Torres Guedes de Brito. 
Nasceu em 6 de Janeiro de 1801 . 
Falleceu em Paris em 12 de Desembro de 1837. 

Filho de D. João de Saldanha da Gama Mello e Torres Guedes de Brito, 
6.» Conde da Ponte, e Senhor de Assequins, que falleceu quando Gover- 
nador da Bahia, e de sua Mulher a Condessa D. Maria Constança de 
Saldanha Oliveira e Daun, filha dos i .^ Condes de Rio Mayor. 
Casou com D. Sophia Burn, que nasceu em 19 de Novembro de 181 1. 

Era Grande do Império, Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordi- 
nário em S. Petersburgo, Veador de S. M. a Imperatriz e Commendador da 
Imperial Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado ; no primeiro quartel, as armas dos Saldanhas, — em campo 
vermelho, uma torre de prata, com portas e frestas de azul, lavrada de preto ; cuberta de azul, e 
uma cruz de oiro chan em cima ; no segundo, as armas dos Gamas, — dez escaques de oiro, e 
vermelho, três peças em faxa, e cinco em palia, e as peças vermelhas acoticadas com duas faxas de 
prata, e sobre posto um escudete das armas Reaes ; no terceiro, as armas dos Mellos, — em campo 
vermelho, seis besantes de prata, entre uma doble cruz, e uma bordadura de oiro ; e no quarto 
quartel, as armas dos Torres, — em campo vermelho, cinco torres de oiro em aspa. Timbrb : o dos 
Saldanhas, a mesma torre das armas. 

CORÔA : A de Marquez. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de iSaj. Marquez por 
decreto de 13 de Outubro de i8a6. 



500 




TAUBATc. (Barão de) António Vieira de Oliveira Neves. 
Nasceu na cidade de Taubaté, na Província de S. Paulo, em 15 de 
Agosto de 1 8 1 5 . 
Filho de António Vieira da Silva e de sua mulher D. Gertrudes Maria de 

Oliveira, naturaes de Tauba^g^ , 
Casou em 20 de Fevereiro de 184-^^m D. Francisca Marcondes de Oliveira 
Cabral. ^ 

Lavrador de caf* em Pindamonhángaba. Provedor da Santa Casa da 
Misericórdia e Vereador da Camará Municipal. 

Era Commendador (la Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Barão por decreto de |8 de Julho de 1877. 




TAUN AY. (Visconde com grandeza de) Alfredo Maria Adriano d'Escra_ 
gnolle Taunay. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 22 de Fevereiro de 1843, e ahi falleceu em 25 

de Janeiro de 1899. 
Filho do Commendador Félix Emilio Taunay, Barão de Taunay, nascido em 
Montmorency (França) a 1 de Março de 1795, fallecido no Rio de Janeiro 



501 




a IO de Abril de 1881 , e de sua mulher D. Gabriela Hermínia d'Escragnolle 
Taunay. 
Casou a 8 de Janeiro de 1874 com D. Christina Teixeira Leite, filha do Barão 
de Vassouras. 

Sentou praça em 1861, na arma de artilharia, e passou depois para o 
Corpo do Estado Maior de i.* classe, onde teve o posto de Major, servindo 
na expedição do Matto-Grosso, na campanha do Paraguay. 

Bacharel em sciencias e lettras, peJâiimi-Megio D. Pedro 11, em 1838, em 

ligraphò em 1 863 . foi professor de 



Sciencias mathematicas e Engenheiro] 
historia e linguas na Escola Militar. 

Era Senador pela Província de Santa Catharina, etn 1866. Deputado por 
essa Província na 18.» legislatura de 1881 a 1883, e po' Goyaz na 15.* legisla- 
tura de 1872 a 1875, foi Presidente das Províncias «io Paraná em 1885 e de 
Santa Catharina em 1876. 

Era sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro desde 1869, do 
Conservatório Dramático, etc. Escreveo muitas obras de grande valor histórico 
e litterario, entre ellas, a Innocencia, No declino, Retirada da Laguna, Céus e 
Terras do Brasil, etc. que lhe valeram o cognome de Xenophonte Brasileiro. 

Grande do Império, Official da Imperial Ordem da Rosa, Cavalleiro do 
Cruzeiro, de Christo e da de S. Bento de Aviz e tinha a medalhas de Mérito 
Militar, da Campanha do Paraguay, da Expedição de Matto-Grosso, e as das 
Republicas Argentina e do Uruguay. 



BRAZÃO DE ARMAS ; Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, as armas dos Taunays, — de goles, três 
marteis de oiro em roquete ; no segundo e terceiro, as dos Escragnolles, — de oiro uma aspa de 
sinople accompanhada em chefe de um roque de xadrez do mesmo. Supportesj um leão á destra e 
uma águia á sinistra. Divisa : Devoir fait droit. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandera por decreto de 6 de Setembro de 1 889. 



503 




TEFFÉ. (Barão e Barão com grandeza de) António Luiz von Hoonholtz. 
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 9 de Maio de 1837 e ainda vive. 
Filho de Frederico Guilherme von Hoonlioltz e de sua mulher D. Joanna 

Christina von Hoonholtz (van Engel). 
Casou a 28 de Março de 1868 com D. Maria Luiza Dodsworth, que ainda 
vive, filha de Georges John Dodsworth e de sua mulher D. Maria 
Leocadia Dodsworth (Nascimento Lobo). 

Cursou a Escola de Marinha, promovido á Guarda Marinha em 1854 e 
successivamente até o posto de Almirante em que se reformou em 1892. 
Exerceu importantes commissões scientificas entre as quaes a de limitação de 
fronteiras com o Peru e a da observação da passagem de Vénus nas Antilhas. 
Foi Ministro Plenipotenciário em Bruxellas, Roma e Vienna. Senador pelo 
Amazonas em 19 12. 

Era Veador de S. M. a Imperatriz, Membro da Academia de Sciencias de 
Pariz e da Academia de Sciencias de Madrid. Membro honorário do Instituto 
Histórico e Geographico Brasileiro e da Sociedade de Geographia do Rio de 
Janeiro. Presidente da Sociedade de Geographia de Lisboa, no Rio de Janeiro 
e Presidente da Liga Marítima. 

Official da L Ordem do Cruzeiro e da Rosa, Grã-Cruz da 1. Ordem 
de S. Bento de Aviz, Official da Ordem de Isabel a Catholica de Hespanha, 
condecorado com as Medalhas da Campanha Geral do Paraguay, da Batalha 
de Riachuelo, da tomada de Corrientes, das conferidas pelas Republicas 
Argentina e Uruguay e a de Bravura n." 3. Medalhas de Ouro da Sociedade 
de Geographia do Rio de Janeiro e da Exposição Universel de Pariz. 

BRAZÃO DE ARMAS : D« sable com uma cabeça de leio de oiro. 



503 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS : BarSo por decreto de 1 1 de Junho de 1873. Barão com grandeza por decreto 
de 10 de Março de 1883. 




NUNQ.UAM DEFLECTO 



THERESOPOLIS. (Barão de) D/ Francisco Ferreira de Abreu. 
Nasceu na cidade do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, em 18 de 
Novembro de 1823. 
Falleceu em Paris em 14 de Julho de 1885. 
Filho de Guilherme Ferreira de Abreu e de sua mulher D. Felisberta Luiza 

de Abreu. 
Casou com D. Anna Marques de Sá, filha do Coronel Manuel Marques de Sá. 

Doutor em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 
obteve mais tarde, da Faculdade de Paris, os gráos de bacharel em Sciencias 
physicas e o de doutor em medicina. Foi lente cathedratico de medicina legal 
da Faculdade do Rio de Janeiro, e seu Vice-Director. Foi também professor 
de physica e chimica de SS. AA. Imperiaes, e medico da Imperial Gamara. 

Representou o Brasil, em vários Congressos Scientificos na Europa, como 
o Congresso de Hygiene e Demographia de Haya, e o Congresso Interna- 
cional de Londres, em 1881. 

Era do Conselho de Sua Magestade, Commendador da 1. Ordem da 
Rosa, Cavalleiro da R. Ordem de Christo de Portugal, membro titular da 
Academia Imperial de Medicina, sócio do Instituto Histórico e Geographico 
Brasileiro, etc. 



504 



BRAZÃO DE ARMAS : Em campo vermelho, cinco cotos de águia de oiro, postos em aspa. Timbre : um 
dos cotos das armas. Divisa : Nunquam defltcio. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de 23 de Setembro de 1874. 




THOMSEN. (Barão de) Christiano Thomsen. 
Negociante no Rio Grande do Sul e New York. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 28 de Junho de 1876. 




TIBAGY. (Barão de) José Caetano de Oliveira. 
Nasceu em Sorocaba (S. Paulo). 

Falleceu na cidade de Palmeira, Provincia de Paraná, a 17 de Novembro de 
1863, com 68 annor de idade. 

Filho de Manuel Gonçalves de Oliveira. 

Casou na capella do Tamanduá, nos Campos Geraes de Curityba, com 
D. Cherubina Rosa Marcondes de Sá, filha do Tenente Manuel José 
de Araújo, e de sua mulher D. Anna da Conceição de Sá. Eram pães 
da Viscondessa de Guarapuava, D. Zeferina Marcondes de Sá, e do 
Conselheiro Jesuino Marcondes de Oliveira e Sá, que foi Ministro de 
de Estado dos Negócios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas- 



Archivo NetHliirchlco Brtiileiro 64 



SO^ 



no 20.» Gabinete (Furtado) de 31 de Agosto de 1864, Deputado Provin- 
cial e Geral nas 12.» e 13.* legislaturas de 1864 a 1870 pelo Paraná e 
Presidente dessa Província em 1889. A esta família pertenceram muitos 
dos primeiros povoadores de Guarapuava, Palmas e Castro. 

Importante e conceituado fazendeiro no Paraná. Com seu sogro, o 
Tenente Manuel José de Araújo, acima, e vários de seus cunhados, entre os 
quaes o Capitão Domingos Ignacio de Araújo, e António Joaquim de Camargo, 
foi um dos fundadores da actual cidade da Palmeira, onde viveu e falleceu, e 
presidiu á abertura das primeiras estradas para o Rio Iguassú e Campos de 
Palmas. 

Foi Alferes de Milícias nos tempos do domínio portuguez, e Cavalleiro 
da imperial Ordem da Rosa e da de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira, de azul, três faxas de oiro e chefe desinople 
carregado de três besantes de prata em faxa ; na segunda, as armas dos Oliveiras, — de goles uma 
oliveira verde com raizes, perfis e fructos de oiro ; e sobre tudo, um escudete de sable com um cavallo 
de prata rompante. Timbre : a oliveira das armas. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 4 de Agosto de 1858. 




TIBAGY. (Baroneza e Viscondessa de) D. Cherubina Rosa Marcondes 
de Sá. 
Nasceu em Campos Geraes de Curityba (Capella de Tamanduá). 
Falleceu na cidade da Palmeira (Paraná) a 6 de Outubro de 1889. 
Filha do Tenente Manuel José de Araújo e de sua mulher D. Anna Maria da 
Conceição de Sá. 



506 



Casou na capella do Tamanduá com José Caetano de Oliveira, Barão de Tibagy 
que falleceu em 17 do Novembro de 1863, e foi elevada á Viscondessa 
do mesmo titulo, por decreto de 31 de Agosto de 1880. 

BRAZÃO DE ARMAS : Uma lisonja com as armas de seu marido o Barão de Tibagy. (Vér a descripçio 
neste titulo). 

COROA : A de Viscondessa. 

CREAÇÃO DOS TITUI.OS : Baroneza por decreto de 4 de Agosto de 1858. Viscondessa por decreto de 31 de 
Agosto de 1880. 




TIETÊ. (Barão de) José Manuel da Silva. 
Nasceu em Santo Amaro, Província de S. Paulo, em 1793. 
Falleceu em S. Paulo em 27 de Março de 1877. 
Filbo do Sargento-Mór José da Silva Carvalho e de sua mulher D. Anna 

Joaquina de Oliveira. 
Casou com D. Maria Roduzinda da Cunha e Silva, filha do Sargente-Mór 
Francisco Mariano da Cunha e de sua mulher D. Anna Joaquina de 
Barros. 

Começou dedicando-se á carreira commercial, onde conquistou grandes 
haveres. Foi mais tarde Major das Ordenanças, em 1825, e Coronel de Legião. 
Vice-Presidente da Província de S. Paulo, desde 1839 \ fo' Deputado Provin- 
cial por esta Província varias vezes, e Geral na 8.» legislatura de 1850-52. Era 
Conselheiro de Estado effectivo em 1834, Presidente da Filial do Banco do 
Brasil, em S. Paulo, e da Caixa Económica, e Commendador da I. Ordem 
de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de J de Desembro de 1854. 




TIMBAHUBA. (Barão de) Feliciano Cavalcanti da Cunha Rego. 
Natural de Pernambuco. 

Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 30 de Julho de 1889. 



507 




TIMBAHY. (Barão de) Olindo Gomes dos Santos Paiva. 
Falleceu em 19 de Agosto de 1883. 

Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de 1 6 de Setembro de 1874. 




TIMBÓ. (Barão do) João José de Oliveira Leite. 
Natural de Pernambuco. 

Coronel da Guarda Nacional. 

CREAÇÃO DO TITULO ; Bário por decreto de 1 1 de Julho de 1888. 




TINGUA. (1.° Barão com grandeza do) Pedro Correia de Castro. 
Falleceu na cidade de Vassouras, na Província do Rio de Janeiro, 
em 2 de Abri! de 1869. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis, as armas dos Corrêas, — o campo 
de oiro fretado de corrêas de vermelho repassadas umas por outras ; no segundo e terceiro, ao dos 
Castros de Monsanto, — em campo de prata, seis arruelas de azul, em duas palas. 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de i i de Outubro de 1848. 



^08 




T 



INGUA. (2." Barão do) Francisco Pinto Duarte. 

Fazendeiro em Tinguá, Iguassú, na Provincia do Rio de Janeiro. Foi 
agente Consular de Portugal. 
Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo partido em contrabanda : na primeira, em campo vermelho, um arado, uma 
foice, uma enxada, um ancinho, uma pá e uma espiga de trigo ; na segunda, um paisagem, vendo- 
se no primeiro plano, um campo de sua c6r, e ao fundo sob un ceu azul, un grupo de montanhas. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : BarSo por decreto de 27 de Janeiro de 1883. 




TOCANTINS. (Visconde com grandeza e Conde de) José Joaquim de 
Lima e Silva Sobrinho. 
Nasceu em 7 de Outubro de 1809, no Rio de Janeiro. 



509 



Falleceu no Rio de Janeiro em 21 de Agosto de 1894. 

Filho do Marechal de Campo Francisco de Lima e Silva, e de sua mulher 

D. Marianna Cândida de Oliveira Bello. Era irmão do Duque de Caxias 

e da Baroneza de Suruhy. 
Casou com D. Maria Balbina da Fonseca Costa, filha do Marquez da Gávea. 

Abraçou desde jovem a carreira de seus antepassados, continuando 
brilhantemente as gloriosas tradicções herdadas. Como Coronel tomou parte 
activa contra a rebellião mineira de 1842, servindo nas forças commandas por 
seu illustre irmão, o Duque de Caxias. 

Foi Deputado pela Província de Minas Geraes na 8." legislatura e pelo 
Rio de Janeiro nas 10.» e 1 1.» legislaturas, de 1857 a 1864, e nas 13." e 14.», 
de 1867 a 1872. 

Era Grande do Império, Veador de S. M. a Imperatriz. Retirou-se cedo 
da vida militar, sendo mais tarde Presidente do Banco do Brasil, da Associação 
Commercial do Rio de Janeiro, membro da Junta Administrativa da Caixa de 
Amortisação, e Director da Caixa Económica e de Monte de Socorro. 

Era Dignitário da 1. Ordem da Rosa, Commendador da I. Ordem de 
Christo, da de Villa Viçosa de Portugal, da de S. Bento de Aviz, e da Ordem 
Ernestina de 2." classe, da Casa Ducal da Saxonia. 

BRAZÃO DE ARMAS : O de seu irmão o Duque de Caxias. (Vêr a descripção neste titulo). 
COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Visconde com grandeza por decreto de 17 de Julho de 1872. Conde por decreto 
de 30 de Março de 1889. 



T 




OROPY. (Barão de) António Cândido de Mello. 
Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 16 de Maio de 1888. 



T 




ORRE DE GARCIA D'AVILA. (Barão, Visconde com grandeza 
de) António Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque. 



510 



Falleceu na Província da Bahia em 5 de Desembro de 1852. 

Era Coronel e um dos mais notáveis patriotas da Independência. 

Era Grande do Império, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Gentil- 
Homem da Imperial Camará, e Commendador da Imperial Ordem de Christo 
e Official da do Cruzeiro. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de i de Desembro de 1822. Visconde por decreto de ia de 
Outubro de 1826. Visconde com grandeza por decreto de 18 de Julho de 1841. 




TORRES HOMEM. (Barão com grandeza de) D.^ João Vicente 
Torres Homem. 
Nasceu no Rio de Janeiro em 23 de A^ovembro de 1837. 
Falleceu nessa cidade a 4 de Novembro de 1 887 . 

Filho do professor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, D.'' Joaquim 
Vicente Torres Homem, natural de Campos, e fallecido em 9 de Desembro 
de 1858. 

Doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1858, foi um 
de seus mais illustres professores. Era medico da Santa Casa de Misericórdia, 
e exerceu a clinica com grande renome. 

Era do Conselho de S. M. o Imperador, medico da Imperial Camará, 
membro titular da Academia Imperial de Medicina do Rio de Janeiro, da Real 
Academia das sciencias de Lisboa, da Sociedade de Hygiene de Paris, e de 
muitas outras Sociedades scientificas. Era Commendador da I. Ordem da Rosa. 

Deixou grande numero de obras sobre sciencias medicas, de grande 
erudição. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 14 de Julho de 1887. 




TRACUNHAEM. (Barão de) João Cavalcanti Maurício Wanderley. 
Filho do Capitão Manuel Cavalcanti de Albuquerque Wanderley e de 
sua mulher D. Rita de Cássia Marinho Falcão. 

Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 22 de Fevereiro de 1873. 



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T 




RAIPU. (Barão de) Manuel Gomes Ribeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 24 de Novembro de 1888. 



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TRAMANDAHY. (Barão com grandeza de) Anthero José Ferreira 
de Brito. 
Nasceu na Provincia do Rio Grande do Sul em 1 1 de Janeiro de 1787. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 5 de Fevereiro de 1856. 
Filbo do D.'' Anthero de Brito, secretario particular do Marquez de Pombal e 

de sua mulher D. Bernardina de Azevedo Lima. 
Casou com D. Cândida Ferreira de Brito, fallecida em Buenos Ayres em 2^ de 
Setembro de 1878. 

Alistou-se nas antigas milidas da Capitania de São Pedro do Rio Grande 
do Sul, em 1808. Tomou parte na campanha Cisplatina de 181 1, comman- 
dando uma bateria, elevado a Coronel, em 1820, serviu no Exercito Pacificador 
da Bahia em 1823, e em Pernambuco em 1823. 

Foi Commandante das Armas de Pernambuco e da Bahia, em 183 1. 
Promovido a Brigadeiro em 1828, foi Ministro da Guerra e interino na pasta 
da Marinha no Gabinete de 1832, Commandante das Armas do Corte em 
1835, Presidente da Provincia do Rio Grande do Sul, em 1836, e da Provincia 
de Santa Catharina, em 1840 a 1849. 

Era Vogal do Conselho Supremo de Justiça, em 1839, Marechal de Campo 
e Commandante das Armas de Santa Catharina, em 1842. 

Foi Veador de SS. Magestades, Guarda Roupa da Casa Imperial, Conselheiro 
de Guerra e do Conselho de S. Magestade, Grã-Cruz da Imperial Ordem 
de S. Bento de Aviz, Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e da Imperial 
Ordem da Rosa, e tinha as medalhas das campanhas Cisplatinas de 181 1 e 
1820, da Independência na Bahia, da Divisão Cooperadora da Boa Ordem ea 
Insígnia de oiro de distincção em combate. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 14 de Março de 1855. 



513 




TRARIPE. (Barão de) Luiz Manuel de Oliveira Mendes. 
Falleceu em i8 de Novembro de 1876, na Provincia da Bahia. 
Casou com D. Anna Constança Pinto de Almeida e Mendes. 

Foi Thesoureiro da Alfandega da Bahia. 

Dignitário da imperial Ordem do Cruzeiro, Commendador da Imperial 
Ordem de Christo e Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Março de 1860. 




TREMEMBH. (Barão e Visconde de) José Francisco Monteiro. 
Filho do Commendador Francisco Alves Monteiro, natural de Taubaté, 
na Provincia de S. Paulo, e de sua mulher D. Theodora Joaquina de Moura. 
Casou com D. Maria Belmira de França Monteiro, filha de José Belmiro de 
França, e de sua mulher D. Maria Joaquina Ferreira França, e irmã do 
Barão de Araújo Ferraz. 
Era irmão do Visconde de Mossoró. 

Negociante em S. Paulo. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 30 de Maio de 1867. Visconde por decreto de 7 de 
Maio de 1887. 




T 



RES ILHAS. (Barão das) José Bernardino de Barros. 
Natural de S. José do Rio Preto, Minas Geraes. 

Official da Imperial Ordem da Rosa. 



CREAÇÃO DO TITULO : Bário por decreto de 7 de Outubro de 1874. 



Archivo Nobiliarchtco Brasileiro 6$ 



5'3 




TRÊS RIOS. (Barão, Visconde, Conde e Marquez de) Joaquim Egydio 
de Souza Aranha. 
Nasceu em Campinas, Provincia de S. Paulo. 

Falleceu em S. Paulo em 19 de Maio de 1893, com 72 annos de idade. 
Filho do Coronel Francisco Egydio de Souza Aranha e de sua mulher e prima 

D. Maria Luiza Aranha. 
Casou em primeiras núpcias com D. Anna Cecilia da Silva, e em segundas 

núpcias com D. Maria Hypolita, Baroneza viuva, de S. João do Rio Claro, 

e filha do Barão de Itapetininga e de sua primeira mulher D. Anna 

Eufrosina Mendes. 

Abastado fazendeiro e capitalista em S. Paulo, foi Deputado Provincial 
em muitas legislaturas, em sua Provincia. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS ; Barão por decreto de 14 de Julho de 1872. Visconde por decreto de 19 dejulho 
de 1879. Conde por decreto de 16 de Fevereiro de 1880. Marquez por decreto de 7 de Maio de 1887. 




TRÊS SERROS. (Barão dos) Annibal Antunes Maciel. 
Natural de Pelotas, Rio Grande do Sul. 
Casou com D. Amélia Hartley Maciel. 



514 



Era bacharel em sciencias jurídicas e sociaes. 
Commendador da Imperial Ordem de Christo. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : o primeiro quartel, partido em pala : na primeira, em campo 
de prata duas flores de liz de azul, postas em pala, na segunda de prata, uma meia águia de 
vermelho ; no segundo quartel, em campo de oiro, três serros de verde ; no terceiro, em campo 
vermelho uma esphera armillar de oiro, partida ao meio ; no quarto, em campo azul as inicíaes T. S. 
entrelaçados, de prata; ao centro, um escudete de oiro, com um ramo de macieira e fructos, de 
sua côr. Divisa : Bíneficentice-Premium . 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de aó de Julho de 1884. 




TRIUMPHO. (Barão com grandeza do) José Joaquim de Andrade 
Neves. 
Nasceu na cidade do Rio Pardo, Província do Rio Grande do Sul, em 22 de 

Janeiro de 1807. 
Falleceu em Assumpção, no Paraguay, em 6 de Janeiro de 1869, em conse- 
quência do ferimentos recebidos em combate. 
Filho do Major José Joaquim de Figueiredo Neves. 
Casou com D. Anna Carolina de Andrade Neves. 

Sentou praça de 1." Cadete, no 5." regimento de Cavallería de linha, 
em 22 de Novembro de 1826. Serviu na revolução da Província do Rio 
Grande do Sul, chefiada pelo Coronel Bento Gonçalves, em 20 de Setembro 
de 1835, tomando parte nos combates de Canapé, Passo do Rosário, 
Arroyo dos Cachorros, em 1836. No combate da Ilha Fanfa recebe o posto de 
Major da Guarda Nacional ; em 1837 dístínguiu-se no combates do Rio 



515 



Pardo, Aldeia dos Anjos, Fortaleza, etc, e em 1838 nos de Passo do Barnabé 
e Passo da Área. 

Em 1840 foi-lhe conferido o posto de Major honorário do Exercito, e 
nesse anno foi ferido no combate de Taquary, em 29 de Janeiro. Em 1841 foi 
elevado a Tenente-Coronel honorário do Exercito, e em 1847 a Coronel da 
Guarda Nacional e Commandante Superior, em 1850. 

Na campanha contra Rosas organisa um corpo de voluntários e á sua 
frente marcha, tomando parte no cerco de Montevideo. Elevado á Brigadeiro 
honorário do Exercito, fez toda a campanha do Paraguay, na qual brilhante- 
mente distinguiu-se nos combates de Humaytá, Potrero Ovelha, Pilar, Tuyuty 
e Itororó, sendo três vezes ferido, sem nunca ter abandonado a lucta. Por fim 
ferido por um estilhaço de granada, que lhe esphacelou o pé, no combate de 
Mármore, falleceu em Assumpção, capital do Paraguay, em consequência das 
complicações desse grave ferimento. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel, em campo azul, um castello de oiro 
derrubado ; no segundo em campo de goles, um monte de sinople armado de prata ; no terceiro, 
em campo de goles, um pilar de prata, tendo em chefe doze estrellas do mesmo ; no quarto quartel, 
em campo azul, duas espadas de oiro postas em aspa. (Brazão passado em 24 de Outubro de 1868. 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 103. 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 19 de Outubro de 1867. Barão com grandeza por decreto 
de 11 de Abril de 1868. 




TRONTAHY. (Barão de) Luiz António de Oliveira. 
Coronel da Guarda Nacional em Minas Geraes. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 29 de Setembro de 1883. 




TURVO. (Barão do) José Gomes de Souza Portugal. 
Falleceu em Pirahy, na Província do Rio de Janeiro, em 4 de Setembro 
de 1878, com 69 annos de idade. 

Era Coronel Commandante Superior da Guarda Nacional, do Município 
de Pirahy. 



516 



Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, e Cavalleiro da Imperial Ordem 
de Christo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de i de Agosto de 1 86o. 




TURY~ASSU. (Barão de) Manuel de Souza Pinto de Magalhães. 
Nasceu na cidade do Porto, Portugal, em 1796. 
Falleccu na Província do Maranhão em 12 de Novembro de 1862. 
Filho do D/ João Santa Anna Neves de Souza. 

Casou com D. Maria Alexandrina Teixeira de Magalhães, nascida em 1801 e 
fallecida no Maranhão em 14 de Novembro de 1855. Eram pães da Baroneza 
de Penalva. 

Sentou praça no batalhão de Caçadores de Portugal, em 10 de Junho de 
181 1, e fez em 18 13 a campanha en Portugal. Veiu para o Brasil na Divisão 
dos Voluntários Reaes derRey, como Tenente. Ahi fez as campanhas 
contra Artigas. Era brasileiro ex-vi da Constituição. Commandante das Armas 
do Maranhão, em 1829, foi Inspector dos Corpos de Exercite no Ceará, 
Maranhão e Pará, em 1849. Promovido á Brigadeiro, foi Presidente do 
Conselho Administrativo da Província do Maranhão, em 1853, e Comman- 
dante Superior da Guarda Nacional da Corte, em 1853. Marechal de Campo 
em 1855, reformou-se no posto de Tenente-General. 

Era Cavalleiro da Real Ordem da Torre e Espada, de Portugal, Commen- 
dador da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz, e Cavalleiro da Imperial Ordem 
de Christo, e Official da do Cruzeiro. Tinha as medalhas do Valor, Lealdade 
e Mérito, a da Península e de Montevideo. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 2 de Desembro de 1854. 



U 




BA. (Barão de) João Rodrigues Pereira de Almeida. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 j de Outubro de t8j8 



517 




UBA. (Visconde com grandeza de) Joaquim Ribeiro de Avellar. 
Nasceu em 12 de Maio de 182 1. 

Falleceu em i de Outubro de 1888. 

Filho dos 1 .0^ Barões de Capivary. 

Casou a 17 de Novembro de 1849 com D. Marianna Velho da Silva, filha de 
Conselheiro José Maria Velho da Silva, Veador, e de sua mulher D. Leo- 
narda Maria Velho da Silva, Dama de Sua Magestade a Imperatriz. Eram 
Paes da 2.» Baroneza de Muritiba D. Maria José Velho de Avellar, Dama 
Effectiva de S. M. a Imperatriz e de S. A. Imperial a Senhora Condessa 
d'Eu. Reside em Boulogne ^/Seine. 

Importante agricultor na Província do Rio de Janeiro e Tenente-Coronel 
da Guarda Nacional. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa, Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Imperial e sócio correspondente do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro 
desde 184S. 

CREAÇAO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 14 de Março de 1887. 



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UBERABA. (Visconde com grandeza de) José Cesário de Miranda 
Ribeiro. 
Nasceu na cidade de Ouro Preto, em Minas Geraes, em 1792. 
Falleceu no Rio de Janeiro, em 7 de Maio de 1856. 
Filho de Theotonio Maurício de Miranda Ribeiro e de sua mulher D. Antónia 

Luiza de Faria Lobato, irmã do Senador João Evangelista de Faria 

Lobato. 
Casou em primeiras núpcias com D. Maria José Monteiro de Miranda Ribeiro 

e em segundas núpcias com D. Anna Cândida de Miranda e Lima, que 

falleceu no Rio de Janeiro em 2 de Desembro de 1880, com 80 annos 

de idade. 

Bacharel em leis pela Universidade de Coimbra, em 1821, chegou á 
Ministro do Supremo Tribunal de Justiça. Foi Presidente da Província de 



518 



Minas Geraes, em 1837, e de S. Paulo em 1836. Representou sua Provinda 
natal nas Cortes Portuguezas, em 1 821-1822, e na Assemhléa Geral nas legis- 
laturas de 1826 a 1844, quando foi nomeado Senador pela Provinda de S. Paulo. 
Conselheiro de Estado em 1842, era Grande do Império, Commendador 
da Imperial Ordem da Rosa, e da de Christo, membro do Instituto Histórico 
e Geographico Brasileiro, desde 1839. 

CREAÇAO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1854. 




UNA. (Barão de) José António Lopes. 
Natural da Provinda de Pernambuco. 

Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Agosto de 1867. 




URUGUAY. (Visconde com grandeza de) Paulino José Soares de 
Souza. 
Nasceu em Paris, a 4 de Outubro de 1807. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 15 de Julho de 1866. 
Filbo do Physico-Mór D.' José António Soares de Souza e de sua mulher 

D. Antónia Magdalena Soares de Souza. 
Casou com D. Anna Alvares de Macedo Soares de Souza, filha de João Alvares 
de Azevedo e de sua mulher D. Maria de Macedo Freire. 

Depois de cursar a Universidade de Coimbra, veiu formar-se na Academia 
de S. Paulo, onde, em 1831, tomou o gráo de bacharel em sciencias jurídicas 
e sociaes. 

Abraçou a magistratura, que abandonou quando já era Desembargador 
da Relação do Rio de Janeiro. Foi eleito Deputado á 1 .* Assembléa provincial 
do Rio de Janeiro, e representou esta Provinda na Camará, nas 3.* a 7.* legisla- 
turas de 1834 a 1848. Presidiu a Provinda do Rio de Janeiro por duas vezes, 
em 1836 e em 1840. Em 1849 ^O' eleito Senador por essa Provinda, foi cinco 
vezes Ministro de Estado, occupando a pasta da Justiça, no 4." Gabinete de 



5'9 



1840, da Regência do Marquez de Olinda, e no 2.° Gabinete de 1841 ; a dos 
Estrangeiros, no 3.° Gabinete de 1843, no 10." de 1848, e no 11. " de 1832. 
Em 1855 fo' encarregado de uma Missão em Paris, para tratar da questão de 
limites com a Guyanna. O Visconde de Uruguay offereceu então, para 
chegar-se a uma solução, a linha intermediaria do Calçoene. O Governo de 
Napoleão III, por seu Ministro Drouyn de Lhuys, recusou-se a este accordo. 
Mais tarde o Governo Helvético satisfez inteiramente as reclamações do Brasil, 
fixando definitivamente a linha do Oyapock, como limite com a Guyanna 
Franceza. 

Foi nomeado Conselheiro de Estado em 1853, era do Conselho de S. M. o 
Imperador, Grande do Império, Official da 1. Ordem do Cruzeiro, Grã-Cruz 
da I. Ordem da Rosa, de S. Januário de Nápoles, da R. Ordem de Christo 
de Portugal, da Coroa de Ferro, da Áustria, e do Danebrog da Dinamarca. 

Na republica das lettras era membro honorário da Academia Tiberiana 
de Roma, da Academia Archeologica da Bélgica, da Academia Britannica de 
Sciencias, Artes e Industrias, da Sociedade Zoológica de Acclimação de Paris, 
do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro desde 1839, etc. 

CREAÇAO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1854. 




URUGUAYANA. (Barão com grandeza de) Angelo Muniz da Silva 
Ferraz. 
Nasceu em Valença, na Bahia, em 1812. 
Falleceu em Petrópolis em 18 de Janeiro de 1867. 
Casou com D. Francisca Eulália de Lima Ferraz. 

Formado em direito pela Faculdade de Olinda, em 1834, foi Promotor 
Publico, Juiz de Direito, Deputado Provincial e Geral nas 5.°, 6.», 7." e 9." 
legislaturas de 1843 ^ 1856, Senador pela Provinda da Bahia. Em 1856 nomeado 
inspector da Alfandega da Corte em 1848 ; presidiu a Provinda do Rio Grande 
do Sul em 1857. 

Ministro da Fazenda e Presidente do Conselho no 15." Gabinete de 1859, 
da Guerra no 21.° Gabinete de 1865, acompanhou sua Magestade o Imperador 
á Uruguayana assistindo á sua rendição, e da Marinha na 22.° Gabinete de 1866. 
Grande do Império, Conselheiro de Estado em 1866. Era sócio do Instituto 



5 ao 



Histórico e Geographico Brasileiro desde 1843, Grã-Gruz da Real Ordem de 
Christo de Portugal, e Commendador da Imperial Ordem de Christo, Digni- 
tário da I. Ordem da Rosa e Vereador de S. Magestade a Imperatriz. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 9 de Outubro de 1866. 




URURAHY. (i.o Barão de) João Carneiro da Silva. 
Nasceu na cidade de Campos, na Província do Rio de Janeiro. 
Falleceu em IVlacahé, nessa Província, em i de Outubro de 185 1 , com 70 annos 

de idade. 
Filho do Capitão Manuel Carneiro da Silva e de sua mulher D. Anna Francisca 
Velasco. Era irmão do i.° Visconde com grandeza de Araruama. 

Agricultor na Província do Rio de Janeiro, prestou serviços á causa da 
Independência. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e da Imperial Ordem 
da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS.: O de seu irmão o Visconde com grandeza de Araruama. Escudo esquartelado : no 
primeiro quartel, em campo de goles, um castello com sua muralha e torre ; e firmados em chefe, 
quatro escudetes : ao primeiro, em campo azul, uma flor de liz de prata e bordadura de oiro ; ao 
segundo e quarto escudetes, de azul, com cinco besantes de prata, postos em santor, e ao terceiro, 
em campo de azul, uma aspa de goles ; no segundo quartel, as armas dos Carneiros, — de vermelho, 
com uma banda de azul, coticada de oiro e carregada de três flores de liz, do mesmo metal, entre 
dois carneiros de prata, passantes, armados de oiro ; no terceiro quartel, as armas dos Silvas, — de 
prata, um leão de goles rompente, armado de azul ; e no quarto, as armas dos Fonsecas, — de 
oiro, com cinco estrellas de vermelho, de cinco pontas, postas em aspa. Timbre : um dos carneiros 
das armas. 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 15 de Abril de 1847. 



Arahivo Nobiliirchico Brasileiro 66 



521 




URURAHY. (2.° Barão e Visconde de) Manuel Carneiro da Silva. 
Nasceu em 19 de Abril de 1833 na Província do Rio de Janeiro. 
Falleceu em Quissaman, Rio de Janeiro, a 18 de Setembro de 191 7. 
Filho dos I ."^ Viscondes com grandeza de Araruama, José Carneiro da Silva, 
e de sua mulher D. Francisca Antónia de Castro Carneiro, filha do Barão 
de Santa Rita. Era irmão dos Barões de Monte Cedro e de Quissamã e 
. do 2." Visconde com grandeza de Araruama. 
Casou com D. Anna do Loreto Vianna de Lima, filha dos Duques de Caxias. 

Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional, Moço Fidalgo da Casa Impe- 
rial, Fidalgo Cavalleiro e Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : O de seu pae o i.° Visconde com grandeza de Araruama. 

CORÔA : A de Visconde. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 19 de Setembro de t87Q. Visconde por decreto de ji de 
Março de 1888. 




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RUSSUHY. (Barão de) João da Cruz e Santos. 
Coronel da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barào por decreto de 2 de Outubro de 1889. 



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UTINGA. (i.o Barão e Visconde de) Henrique Marques Lins. 
Falleceti em lo de Novembro de 1877 em Pernambuco. 
Casou com Carolina de Caldas Lins, e eram pães do Barão da Escada. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e Official da Imperial 
Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 14 de Março de 1860. Visconde por decreto de 17 de 
Novembro de 1876. 




UTINGA. (2." Barão de) Florismundo Marques Lins. 
Natural de Pernambuco. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 30 de Maio de 1888. 




VAL FORMOSO. (Barão do) Leocadio Gomes Franklin. 
Commissario do Café no Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 25 de Março de 1888. 




VALDETARO. (Visconde com grandeza de) Manuel de Jesus Valdetaro. 
Falleceu no Rio de Janeiro em i6 de Agosto de 1897, '^orn cerca 
de 90 annos de idade. 

Bacharel em direito, seguio a carreira da magistratura, sendo nomeado 
em 1832 Auditor das Tropas da Corte, Juiz de Direito em 1840, Juiz dos 
Feitos da Fazenda em 1844, Desembargador da Relação da Corte em 1847, 



533 



Chefe de Policia nessa cidade em 1861, Presidente do Tribunal do Commercio 
em 1864, e do Tribunal da Relação, Ministro do Supremo Tribunal de Justiça 
em 1867, cargo que occupou 19 annos, aposentando-se em 1886, depois de 
mais de meio século de relevantes serviços á magistratura, nos seus mais 
elevados cargos. 

Era do Conselho de S. Magestade, Grande do Império, Commendador 
da Imperial Ordem de Christo e sócio do Instituto Histórico e Geographico 
Brasileiro. 

CREAÇÃO DOS títulos : Visconde por decreto de 20 de Novembro de i88ó. Visconde com grandeza 
por decreto de 25 de Setembro de 1889. 




VALENÇA. (Barão com grandeza, Conde e Marquez de) Estevão 
Ribeiro de Rezende. 

Nasceu em 20 de Julho de 1777, no arraial dos Prados, Comarca do Rio das 

Mortes (Minas Geraes). 

Falleceu a 8 de Setembro de 1856, deixando numerosa e illustre prole. 

Filho do Coronel Severino Ribeiro, natural de Lisboa, de nobre familia, e de 
sua mulher D. Josepha Maria de Rezende, de abastada familia de Prados, 
em Minas Geraes. 

Casou com D. Ildia Mafalda de Souza que Nasceu em S. Paulo a 14 de Maio 
de 1805 e falleceu no Rio de Janeiro, a 24 de Julho de 1877. A Marqueza 
de Valença era Dama de Honra de S. M. a Imperatriz, e filha do Briga- 
deiro Luiz António de Souza, fidalgo portuguez, residente em S. Paulo, 
e de sua mulher D. Genebra de Barros Leite, fallecida em Lisboa, em 



534 



1836, filha do Capitão António de Barros Penteado e de sua mulher 
D. Maria Paula Machado. O Brigadeiro Luiz António de Souza era filho 
de José Luiz de Souza e de sua mulher D. Anna Maria de Macedo. 

Éacharel em direito pela Universidade de Coimbra, seguiu a magistratura 
e foi Juiz de Fora em Palmella, Portugal. Com a retirada da familia Real 
portugueza e o governo do reino para o Rio de Janeiro, regressou Estevão 
Ribeiro de Rezende á sua pátria, onde exerceu em 18 10 o cargo de Juiz de 
Fora, de S. Paulo, e de procurador de defuntos e auzentes ; em Fevereiro de 
1816 foi escolhido para o cargo de Fiscal dos Diamantes, no Serro Frio, 
Minas Geraes. 

Em 18 16 foi nomeado Desembargador da Relação, na Bahia ; Desembar- 
gador da Casa da Supplicação em 1818 ; do Desembargo do Paço em 
1824, aposentado em 1826, sendo o seu ultimo membro. Accompanhou em 
Maio de 1822 o Príncipe Regente D. Pedro á Província de Minas Geraes, 
exercendo por Decreto escripto pela mão do fundador do Império, ao funcções 
de ministro de todas ao repartições do publico serviço. 

Foi Deputado á Assembléa Constituinte de 1823, por Minas Geraes, 
e também na Geral de 1826 ; Ministro do Império no }.° Gabinete de 10 de 
Novembro de 1823 ; Ministro da Justiça no 6.» Gabinete de 15 de Janeiro de 
1827 ; Senador por sua Província em 1826 ; Presidente do Senado em 1841 ; 
Conselheiro de Estado Honorário em 1827. 

Grande do Império, era Fidalgo Cavalleiro ; Grã-Cruz da I. Ordem de 
Christo ; Dignitário do I. Ordem do Cruzeiro ; Cavalleiro Professo da R. Ordem 
de Christo de Portugal ; sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro 
em 1840, etc. 

BRAZAO de armas : Escudo partido, de azul e oiro ; no primeiro as armas de Damião Dias Ribeiro, que 
são: um leopardo de prata, passante, e um chefe de oiro com três estrellas de vermelho; no 
segundo as armas dos Rezendes, que são : duas cabras, de preto, gotadas de oiro. Timbrí : o leopardo 
das armas, com uma estrella de goles na espádua ; e por differença, uma brica com uma flor. 
(Brazão passado em 29 de Novembro de 1829. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, tis. 1). 

COROA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1825. Conde por decreto 
de 12 de Outubro de 1826. Marquez por decreto de 1 1 de Outubro de 1848. 



525 




VALENÇA. (2.° Barão de) Pedro Ribeiro de Souza Rezende. 
Nasceu em 4 de Janeiro de 1839. 
Falleceu em 1894. 
6.» Filho do Marquez de Valença, Senador Estevão Ribeiro de Rezende, e de 

sua mulher D. Ilidia Mafalda de Souza, Marqueza do mesmo titulo. 
Casou com D. Justina Emmerich, filha do Major Maximiliano Emmerich, 
Oíficial do Exercito Allemão ao serviço do Brasil, lente da Escola Militar 
do Rio de Janeiro. 

Formado em Mathematicas e Sciencias Physicas, pela Escola Central do 
Rio de Janeiro, era Official de Artilharia, e serviu como voluntário na Guerra 
do Paraguay. Affastando-se da vida militar, dedicou-se á lavoura, no Município 
de Valença, aonde foi importante fazendeiro. 

Era Moço Fidalgo com exercício da Casa Imperial e Cavalleiro da impe- 
rial Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : As de seu irmão o Barão Geraldo de Rezende. Escudo esquartelado : no primeiro e 
quarto quartéis, as armas de Damião Dias Ribeiro, — em campo azul, um leopardo de prata, 
passante, e um chefe de oiro, carregado de três estrellas de goles ; no segundo, as armas dos Souzas, 
que são esquarteladas com as quinas de Portugal (i." e 4.°), e as de Leão (2.° e 3.°) ; no terceiro, 
as armas dos Rezende, — em campo de oiro, duas cabras de preto goladas de oiro ; e por differença 
uma brica de azul com uma flor de oiro. Timbre : o dos Ribeiros; — o leopardo das armas, com 
uma estrella de goles na espadoa. (Brazão passado em 27 de Junho de 1870. Reg. no Cartório da 
Nobreza, Liv. VI, fls. 108). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : 2.° Barão de Valença por decreto de 17 de Junho de 1883. 



$26 




VARGEM ALEGRE, (i." Barão com grandeza da) Mathias Gonçalves 
de Oliveira Roxo. 
Nasceu em Trás os Montes, em Portugal, a 22 de Setembro de 1804. 
Falleceu em Vargem Alegre, em 16 de Setembro de 1879, na Província do 

Rio de Janeiro. 
Casou com uma filha dos Barões de Pirahy fallecida em 1865. 

Veio ao Brasil em 1816 onde abraçou a carreira commercial que aban- 
donou em 1831. Brasileiro ex-vi da Constituição, foi proprietário e fazendeiro 
importante no Município de Pirahy, na Província do Rio de Janeiro. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo e Official da -Imperial 
Ordem da Rosa, e Grande do Império. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo de purpura uma contra banda de prata carregada de três arruelas de 
goles, entre uma oliveira de oiro com fructos de sinople á destra, e uma abelha de oiro á sestra. 
Divisa : yirtule et Labore. (Brazão passado em 4 de Março de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza^ 
Liv. VI, ns. 74). 

CORÔA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão tom grandeza por decreto de 19 de Desembro de 1866. 



5*7 




VARGEM ALEGRE. (2.» Barão e Visconde de) Luiz Octávio de 
Oliveira Roxo. 
Casou com D. Maria Amália de Lima e Silva, filha dos Condes de Tocantins. 

OfTicial da Imperial Ordem da Rosa, Cavalleiro da Real Ordem de Christo 
de Portugal, e Cavalleiro da Ordem de São João de Jerusalém (Malta). Era 
Moço Fidalgo da Casa Imperial. 

BRAZAO DE ARMAS : Em campo de purpura, uma contra banda de prata, carregada de três arruelas de 
goles, entre uma oliveira de oiro com fructos de sinople á destra, e uma abelha de oiro á sestra. 
Divisa : Wirtutt et Labore. (Brazão passado em 4 de Março de 1867. Reg. no Cartório da Nobreia 
Liv. VI, fls. 74). 

CORÔA : A de Visconde. 

CREAÇÃO POS TÍTULOS : Barão por decreto de 16 de Agosto de 1882. Visconde por decreto de 1 1 de 
Abril de 1888. 



V 




ARGINHA. (Barão da) Joaquim Eloy Mendes. 
Major da Guarda Nacional. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 27 de Junho de 1888. 



538 





VASCONCELLOS. (2.° Barão de) Rodolpho Smith de Vasconcellos. 
Nasceu na cidade de Fortaleza, Capital da Província do Ceará, a 23 de 
Maio de 1846. 
Filbo do 1 .0 Barão de Vasconcellos, José Smith de Vasconcellos (N. em Lisboa, 
a 10 de Desembro de 1817, F. no Rio de Janeiro, a 8 de Outubro de 
1903), Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, Commendador da Imperial Ordem 
da Rosa, e da de Christo, de Portugal ; e de sua mulher D. Francisca 
Carolina Mendes da Cruz Guimarães (N. na cidade de Canindé, Ceará, 
a 21 de Desembro de 1814, F. em Liverpool, Inglaterra, a 4 de Agosto 
de 1873). Neto por parte paterna do Conselheiro, Desembargador José 
Ignacio Paes Pinto de Souza e Vasconcellos, Cavalleiro Professo na Ordem 
de Christo, Escudeiro Fidalgo, accrescentado á Fidalgo Cavalleiro por 
successão á seus maiores (Alvará de 14 de Março de 1795); e de D. Maria 
Martha Tusten Smith. Neto por parte materna do Capitão-Mór José 
Mendes da Cruz Guimarães, e de D. Angélica Rosa do Nascimento 
Moreira. Quanto á sua ascendência, vide « Resenha das Famílias Titulares 
e Grandes de Portugal», por Adriano da Silveira Pinto, continuada pelo 
Visconde de Sanches de Baêna, Tomo II, fls. 723 ; « Diagramma Genea- 
lógico do D."' José Ignacio Paes Pinto de Souza e Vasconcellos », pelo 
Barão de Vasconcellos, Rio de Janeiro, 1907 ; «Traços Biographicos do 
Visconde de Guaratiba», também pelo mesmo, Nova Friburgo, 1905; 
« Memorias Historico-Genealogicas », por João Carlos Feo de Cardoso 
Castello Branco e Tavares, fls. 642, Lisboa 1883 ; «Subsídios Historico- 



Archivo NobilÍArchlco BratJl<lro 67 



529 



Genealógicos da Família Vasconcellos », pelo Visconde de Faria, Lisboa 
191 2; e o s< Diccionario Bio-Bibliographico Cearense», pelo Barão de 
Studart, vol. 111, íls. 95, Fortaleza 1915. 
Casou na cidade de Bonn, Allemanha, a 20 de Abril de 1874, com D. Eugenia 
Virgínia Ferreira Felicio (N. no Rio de Janeiro a 13 de Novembro de 
1854, e ainda viva); filha dos i.°* Condes de São Mamede, Rodrigo 
Pereira Felicio (N. em S. Mamede de Infesta, Portugal, a 22 de Janeiro 
de 1821, F. no Rio de Janeiro, a 27 de Julho de 1872), Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Real ; Dignitário da Imperial Ordem da Rosa ; Commendador 
da Ordem de Christo, de Portugal, e da do Santo Sepulchro de Jerusalém ; 
e de sua mulher e prima D. Joanna Maria Ferreira (N. na cidade do Rio 
Grande do Sul, a 20 de Abril de 1834, F. em Lisboa, a 18 de Março de 
1897). A 2.» Baroneza de Vasconcellos, é irman de José Pereira Ferreira 
Felicio, 2.0 Conde de S. Mamede, (N. na cidade do Rio de Janeiro, a 4 de 
Outubro de 1853, F. em Lisboa, a 14 de Junho de 1905), casado com 
D. Lydia Smith de Vasconcellos (N. em Fortaleza, a 16 de Julho de 1853, 
e ainda viva), filha dos 1 ."' Barões de Vasconcellos ; é também irman de 
D. Maria Julieta Ferreira Felicio (N. no Rio de Janeiro, a 20 de Novembro 
de 1865, e ainda viva) casada com Francisco de Azevedo Soares de 
Campos e Castro, 2." Conde de Carcavellos, residentes em Braga. 
E'igualmente sobrinha neta de Joaquim António Ferreira, Visconde 
de Guaratiba, (N. em Valença do Minho, a 4 de Fevereiro de 1777, 
F. no Rio de Janeiro, a 1 de Março 1859). Os 2.°^ Barões de Vas- 
concellos, são pães do 3.» Barão, por Breve Apostólico de S. S. Bene- 
dicto XV, de 13 de Fevereiro de 1917, o D/ Jayme Luiz Smith 
de Vasconcellos, que nasceu, no Rio de Janeiro, a 1 1 de Junho de 
1884. 

O Barão Smith de Vasconcellos, acima, é Bacharel em Sciencias e Lettras 
pelo antigo Collegio D. Pedro 11, em 1901, Doutor em Sciencias Medicas e 
Cirúrgicas pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1906; exerceu quando 
estudante o cargo de auxiliar da Commissão de prophillaxia da febre amarella 
(em 1904), sobre a direcção do D.' Oswaldo Cruz, foi mais tarde medico da 
Directoria Geral de Saúde Publica, medico do Instituto Nacional dos Surdos 
Mudos, chefe de Clinica de Moléstias Tropicaes da Policlínica Geral do Rio 
de Janeiro, etc. 

Abandonando a carreira medica depois de exercel-a durante seis annos, 
dedicou-se as industrias, sendo hoje um dos Directores da C.» Mechaníca e 
Importadora de S. Paulo. 



530 



E' sócio da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro ; do 
Club de Engenharia ; da Sociedade de Heráldica da Suissa ; do Tombo 
Historico-Genealogico de Portugal^ da Sociedade Arcádia Romana, do Collegio 
Araldico de Roma, etc. 

Casou, em S. Paulo, a 21 de Junho de 191 1 com D. Anna Theresa 
Siciliano, natural da cidade de Piracicaba, onde nasceu a 27 de Março de 1887 ; 
filha primogénita do Conde Alexandre Siciliano, Commendador da Coroa de 
Itália, natural da cidade de S. Nicolla Arcella, província de Cosenza, Itália, 
onde nasceu a 17 de Maio de 1860; e de sua mulher D. Laura de Mello 
Coelho, que nasceu na cidade de Campinas a 18 de Maio de 1860 e falleceu, 
em S. Paulo, em 28 de Maio de 19 18, filha do Coronel João Fructuoso Coelho 
e de D. Anna Maria Ferraz. 

2." Barão de Vasconcellos cursou humanidades em Francfort s/Meno, 
n'Allemanha. Fez parte das casas commerciaes de seu pae no Ceará, em 
Liverpool e Londres. Dedicou-se depois á carreira diplomática e prestou exame 
de sufficiencia a 18 de Maio de 1877. Abandonnando essa carreira foi Director 
de varias empresas industriaes. E' Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por successão 
aos seus maiores, Commendador da Ordem de Isabel a Catholica, de Hespanha, 
Sócio do Instituto do Ceará e de outras associacções históricas e scientificas. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira, as armas dos Vasconcellos, — em campo 
negro, três faxas veiradas e contraveiradas de prata e goles ; na segunda, as dos Guimarães, — que 
s3o partidas em três palas : a primeira e terceira, de prata fretadas de negro, a segunda de goles, 
carregada de um leão de prata, batalhante armado de preto, tendo na mão uma espada ensanguen- 
tada, com os copos de oiro, a qual ha de cahir na primeira pala, e a cauda do leão na terceira. 
E por dilTerença uma brica de oiro com uma arruela azul. Tmbre : dos Vasconcellos, um leão preto, 
andante com as três faxas do escudo. (Brazão passado em 24 de Desembro de 1874. Reg. no Registro 
Geral dos Brazões de Armas de Nobreza e Fidalguia de Portugal, Liv. IX, fls. 165". 

BRAZÃO DE ARMAS DA BARONEZA : Uma lisonja esquartelada com as armas de seu marido, c as de seu 
pae, que são : Escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Pereiras, — em campo vermelho, 
uma cruz de prata florida e vazia do campo ; na segunda as dos Ferreiras, — em campo vermelho, 
quatro faxas de oiro. E por differença uma brica de prata com uma arruela azul. Timbre : dos 
Pereiras, uma cruz vermelha florida, entre duas azas de oiro abertas. (Brazão passado em 7 de 
Janeiro de 1862. Reg. no Registro Geral dos Brazões de Armas de Nobreza e Fidalguia de Portugal, 
Liv. IX, Os. 45). 

COROA ; A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Abril e Carta de 13 de Abril de 1869. Reg. no 
Archivo da Torre do Tombo Mercês de D. Luiz 1, Liv. 19, fls. 258. Concessão da 2'. vida no mesmo 
titulo. Decreto de 9 de Abril e Carta Regia de 7 de Maio de 1874. Reg. no Archivo da Torre do 
Tombo Mercês do D. Luiz 1, Liv. 25, fls. 225. Confirmação da 2." vida no mesmo titulo, Carto 
Imperial de 3 de Setembro de 1874. Reg. no Livro de Mercês da 2," Secção da Secretaria de Estad, 
dos Negócios do Império, em 15 de Setembro de 1874. Concessão da 3.' vida no mesmo tituloa 
Mercê de S. S. Benedicto XV, Breve Apostólico de 13 de Fevereiro de 1917. 



53' 




VASSOURAS. (Barão com grandeza de) Francisco José Texeira 
Leite. 

Nasceu em S. João dei Rey, Provincia de Minas Geraes, em 13 de Novembro 
de 1804. 

Falleceu em 2 de Maio de 1884. 

Filbo do I .° Barão de Itambé, Francisco José Teixeira e de sua mullier D. Fran- 
cisca Bernardina do Sacramento Leite Ribeiro. 

Casou em 1830, em primeiras núpcias com sua prima D. Maria Ismenia Leite 
Ribeiro, e em segundas núpcias, em 1851, com outra prima D. Anna 
Alexandrina Teixeira Leite. Era sobrinho do Barão de Ayuruóca e sogro 
do Visconde de Taunay. 

Lavrador opulento, gosava de grande prestigio politico em sua comarca, 
e foi o promotor de importantes obras philantropicas na cidade de Vassouras. 

Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Cavalleiro da Imperial Ordem 
de Christo e Grande do Império. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. Barão com grandeza por decreto de 
18 de Novembro de 1874. 




VERA CRUZ. (Barão de) D."- Manuel Joaquim Carneiro da Cunha. 
Nasceu na Provincia de Pernambuco em 1 1 de Janeiro de i8i i. 
Falleceu nessa Provincia em 2 de Agosto de 1869. 
Filbo de Joaquim Manuel Carneiro da Cunha, Capitão-Mór, e de sua mulher 

D. Antónia Maria de Albuquerque Lins. 
Casou com D. Antónia Cavalcanti Carneiro da Cunha. 

Bacharel em direito pela Faculdade de Olinda, em 1835, doutorou-se em 
1836. 

Foi Deputado Provincial nas legislaturas de 1842 e 1850 a 1855, e Geral 
por sua Provincia na 5.» legislatura de 1843 a 1844. Vice-Presidente da Pro- 



íba 



vincia de Pernambuco por duas vezes, pertencia ao partido conservador. 
Era Cavalleiro da Imperial Ordem de Christo (1858). 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 14 de Março de 1860. 




VERGUEIRO. (Visconde de) Nicoláo de Campos Vergueiro. 
Nasceu em Piracicaba, em S. Paulo, a 19 de Novembro de 1824. 
Filho do Senador Nicoláo Pereira de Campos Vergueiro e de sua mulher 

D. Maria Angélica de Vasconcellos. 
Casou com sua sobrinha D. Águeda Faro Vergueiro, neta do i ." Barão de 
Rio Bonito, e irmã do }.° Barão do mesmo titulo. 
Era irmão da Baroneza de Souza Queiroz, D. Antónia Euphrosina Vergueiro. 

Dedicou-se á carreira commercial, e residindo em Santos, foi o iniciador 
de muitos melhoramentos, nessa cidade. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde por decreto de 31 de Desembro de 1880. 




v 



lAMÀO. (Barão de) Hilário Pereira Fortes. 
Natural do Rio Grande do Sul. 

Coronel da Guarda Nacional. 

j 

i CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1871. 




V 



lANNA. (Baráo de) Francisco Vicente Vianna. 
Falleceu em 22 de Agosto de 1873, na Bahia, com 66 annos de idade. 



533 



Filho do I ." Barão de Rio de Contas, e da Baroneza do mesmo titulo. 
Casou com D. Rita Pinto de Almeida Vianna. 

Foi secretario de seu pae na Presidência da Província da Bahia, em 1824. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 8 de Outubro de 1864. 




VI CTO RI A. (Barão com grandeza da) José Joaquim Coelho. 
Nasceu em Lisboa em 25 de Setembro de 1797. 
Falleceu no Recife, em Pernambuco, em 19 de Junho de 1860. 
Filho de Joaquim José Coelho e de sua mulher D. Theresa Maria de Jesus. 
Casou em 3 de Novembro de 1822 com D. Maria Bernardina de Gusmão, 
filha de Joaquim Estanisláo da Silva Gusmão. 

Sentou praça nos Voluntários de 18 14, fazendo parte da Expedição de 
Pernambuco, em 18 17. Galgou todos os postos até o de Tenente-General 
effectivo, em 2 de Desembro de 1858, posto este em que falleceu. 

Foi Conselheiro de Guerra em 1858, Commandante das Armas de 
Pernambuco, em 1855 ; Presidente da Província do Ceará, nomeado em 9 de 
Maio de 1841 ; Deputado Geral pos essa Província na 5.» legislatura de 1843- 
1844, e por Pernambuco, na 8.*, de 1850-1852, substituindo na sessão de 
1851 Sebastião do Rego Barros, militar. 

Era Grande do Império, Grã-Cruz da Imperial Ordem de São Bento de 
Aviz, Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, e tinha a medalha da Boa 
Ordem. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão com grandeza por decreto de 14 de Março de 1860. 




VIDAL. (Barão de) Luiz Vidal Leite Ribeiro. 
A Baroneza falleceu em Paris em 1916. 

Capitalista e proprietário no Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 1 6 de Fevereiro de i8í 



534 




VIEIRA DA SILVA. (Visconde com grandeza de) Luiz António vieira 
da Silva. 

Nasceu na cidade de Fortaleza, no Ceará, em 2 de Outubro de 1828. 

Falleceu no Rio de Janeiro em 3 de Novembro de 1889. 

Filho do Ouvidor Geral do Ceará e Senador pelo Maranhão, nomeado em 
1850, e fallecido em 1864, Joaquim Vieira da Silva e Souza, e de sua 
mulher D. Columba de Santo António de Souza Gayoso; neto paterno 
do Coronel Luiz António Vieira da Silva e de sua mulher D. Maria Clara 
de Souza Vieira, e materno do Tenente-Coronel Raymundo José de Souza 
Gayoso e de sua mulher D. Anna de Souza Gayoso. 

Fez no Rio de Janeiro os primeiros estudos e formou-se em direito pela 
Universidade de Heidelberg, em 1849. Foi Deputado e Presidente da Assem- 
bléa Provincial, e Deputado á Assembléa Geral na 1 1.* e 14.» legislaturas, de 
1861 e 1869 ; presidiu a Provincia do Piauhy em 1869 ; Senador pela Província 
do Maranhão, nomeado em 1871, e Ministro da Marinha no 35.» Gabinete de 
10 de Março de 1888. 

Era do Conselho de S. Magestade, Conselheiro de Estado ordinário, em 
1882, Grande do Império, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Grão-Mestre 
da Maçonaria Brasileira, Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa, membro do 
Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, da Academia Real de Sciencias 
de Lisboa, da Sociedade de Geographia do Rio de Janeiro, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 5 de Janeiro de 1889. 




VILLA DA BARRA. (Barãocomgrandezada)D.' Francisco Bonifácio 
de Abreu. 
Nasceu na Villa da Barra, na Bahia, em 29 de Novembro de 18 19. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 30 de Julho de 1887. 

Filho de Francisco Bonifácio de Abreu e de sua mulher D. Joanna Francisca 
da Motta. 



535 



Doutor em Medicina e lente da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 
Cirurgião Coronel honorário do Exercito, por serviços prestados na Campanha 
do Paraguay, Deputado á Assembléa Geral pela Província da Bahia, nas 14 », 
15.», 16.*, 17.*, 18.», 19.^, 20.» legislaturas. 

Presidiu as Províncias do Para em 1872, e de Minas Geraes em 1876. 

Era Grande do Império, do Conselho de S. Magestade, medico da Impe- 
rial Gamara, Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, Commendador 
da Imperial Ordem de Christo, e condecorado com a medalha da Campanha 
do Paraguay. 

Foi autor de varias obras litterarias e scientificas e distincto poeta. Sócio 
do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, e membro de varias sociedades 
scientificas e litterarias. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 6 de Setembro de 1870. Barão com grandeza por decreto 
de 15 de Novembro de 1876. 




VILLA BELLA. (i.» Barão com grandeza de) Francisco de Paula 
Magessi Tavares de Carvalho. 
Nasceu no Castello de Vide, em Portugal, em 1 1 de Desembro de 1769. 
Falleceu em 26 de Junho de 1847. 
Casou com D. Francisca de Paula Oliveira Coutinho Magessi. 

Sentou praça de primeiro cadete, em 30 de Novembro de 1778, em 
Portugal. Promovido a Marechal de Campo em 1 8 1 5 , foi Governador da Província 
de Matto-Grosso em 1817 e Tenente-General em 181 8. Foi Governador da Pro- 
vinda Cisplatina, e em 1825 foi nomeado Commandante do Exercito do Sul, 
e da praça de Montevideo. 

Foi Deputado Geral, do Conselho de S. Magestade, Grã-Cruzda Imperial 
Ordem de Christo e da Real Ordem de Villa Viçosa, de Portugal. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 12 de Outubro de 1826. Barão com grandeza por decreto 
de 35 de Março de 1845. 



536 




VILLA BELL A. (2.° Barão de) Domingos de Souza Leão. 
Nasceu na Fazenda do Genipapo, antiga Comarca de Cimbres, em 
Pernambuco, em 16 de Desembro de 18 19. 

Falleceu no Rio de Janeiro em 18 de Outubro de 1879. 

Filho do Tenente-Coronei Domingos de Souza Leão e de sua mulher D. Theresa 
de Jesus Coelho de Souza Leão. 

Casou em primeiras núpcias com sua prima co-irmã D. Francisca Guilhermina 
de Souza Leão, filha do Capitão-Mór Francisco Xavier Paes de Mello 
Barreto, e de sua mulher D. Anna Victoria Coelho dos Santos ; e em 
segundas núpcias com D. Maria dos Anjos Magarinos de Souza Leão, 
Grã-Cruz da Ordem de Santo Sepulchro e Grande Dama da Ordem de 
Malta, filha de D. Francisco de Borja Magarinos, Ministro plenipoten- 
ciário do Uruguay no Brasil, e de sua mulher D. Maria de Los Angelos 
Cervantes Magarinos. 

Era Senhor dos Engenhos do Caraúna, em Jaboatão ; Bacharel em direito 
pela Faculdade de Olinda, em 1839 ; foi Deputado Provincial em 1842, e 
Geral pela Província de Pernambuco na 7.* legislatura de 1848, na 9.* de 1853 
e 10." de 1857. 

Presidiu a Província de Pernambuco em 1864, e de 1867 a 1868. Foi 
Ministro dos Negócios Estrangeiros no 27.° Gabinete de 1878. 

Era do Conselho de S. Magestade, Presidente do Instituto Archeologico 
e Geographico de Pernambuco (1867), Commendador da Imperial Ordem da 
Rosa, e da Real Ordem de Villa Viçosa, de Portugal. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis, em campo de prata as Quinas 
de Portugal, postas em aspa ; no segundo o terceiro quartéis, em campo de oiro, um leão de goles 



Arthivo Nebilitrchico Brasileiro 68 



■^37 



rompante. Timbre: o leão das armas. (Brazâo passado em 30 de Agoslo de 1867. Reg. no Cartório 
da Nobreza, Liv. VI, fls. 68). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 6 de Setembro de 1866. 




VILLA DO CONDE. (Barão de) D.' João Gomes Ferreira Velloso. 
Natural da Bahia. 

Doutor em Direito pela Faculdade do Recife, proprietário e fazendeiro 
na Província da Bahia. 

Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado de sinople e oiro : no primeiro, duas pennas de oiro, postas 
em aspa ; no segundo, um barrete de magistrado de sable com arminho ; no terceiro, duas cannas 
de assucar ao natural, em aspa ; no quarto, um annel de oiro coberto de um rubi. (Brazâo passado 
em 14 de Janeiro de 1872. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 1 19). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 18 de Outubro áe 1871. 



538 




V 



ILLA FLOR. (Barão de) João Manuel de Souza. 
Fazendeiro em São Fidelis, na Provinda do Rio de Janeiro. 
Era Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa. 



BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartejado : no primeiro e quarto, em campo de prata, duas cannas de 
assucar, postas em aspa, tendo em chefe : uma flor de canna de assucar e em ponta, uma abelha 
de sua côr ; no segundo e terceiro, em campo de azul, uma asna de oiro carregada de três estreitas 
de goles, entre três besanfes de prata. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 28 de Janeiro de 1871. 




VILLA FRANCA. (Barão com grandeza de) Ignacio Francisco Silveira 
da Motta. 

Nasceu em 26 de Julho de 181 5 na cidade de Goyaz. 

Falleceu em Quissamãn em 18 de Abril de 1885. 

Filbo do Conselheiro Joaquim Ignacio Silveira da Motta e de sua mulher 

D. Anna Luiza da Gama. 
Casou com D. Francisca de Velasco Castro Carneiro, irmã do Visconde de 

Araruama, que falleceu em 14 de Junho de 1885. 

Bacharel em sciencias juridicas e sociaes pela Academia de S. Paulo, em 
1838, serviu na magistratura, desde 1841 até 1852. Presidiu as Províncias de 
Piauhy em 1849, do Ceará em 1850, e do Rio de Janeiro em 1859. 

Era Grande do Império, e Commendador da I. Ordem de Christo. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de ,6 de Janeiro de ,875. Barão com grandeza por decreto 
de 22 de Setembro de 1877. 



5J9 




VILLA IZABEL. (Barão de) Francisco António Affonso. 
Natural do Rio Grande do Sul. 
Falleceu em 25 de Outubro de 1889. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 28 de Agosto de 1877. 




FAMAM tXTCNOERE PAOTIS 
HOC VIRTUTia OPUS 



VILLA MARIA. (Barão de) Joaquim José Gomes da Silva. 
Falleceu em Montevideo, a bordo do transporte Madeira, em viagem 
para Matto-Grosso em 4 de Abril de 1876. 
Casou com D. Maria da Gloria Gomes da Silva, natural de Matto-Grosso. 

Fazendeiro e Lavrador em Albuquerque, na Província de Matto-Grosso. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de oiro, um Índio ao natural cortando a canna de assucar com um 
podão de azul, em um cannavial de verde. Campanha azul carregada de um pirapitanga (peixe) de 
t prata, com barbatanas e cauda de goles. Divisa : Famam extendere /adis boc virtutis opus. (Brazão 
passado em í8 de Fevereiro de 1863. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 55). 

CORÔA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 21 de Junho de i86í. 



540 




VILLA NOVA SÀO JOSÉ. (Barão e Conde de) José Fernando 
Carneiro Leão. 

Nasceu no Rio de Janeiro em 30 de Maio de 1782. 

Falleceu nessa cidade em 4 de Setembro de 1832. 

Filho de Braz Carneiro Leão, natural do Porto, nascido em 3 de Setembro de 
1732 e fallecido a 3 de Junho de 1808, e de sua mulher D. Anna Fran- 
cisca Rosa Maciel da Costa, que nasceu no Rio de Janeiro a 26 de 
Fevereiro de 1757 e falleceu a 12 de Junho de 1832, sendo agraciada com 
o titulo de Baroneza de São Salvador de Campos dos Goytacazes ; eram 
pães do Visconde de São Salvador de Campos, José Alexandre Carneiro 
Leão. 

Casou em Lisboa em 1802, com D. Gertrudes Angélica Pedra, filha de António 
Martins Pedra, e de sua mulher D. Clara Maria Barbosa Carneiro Leão, 
que falleceu em 8 de Outubro de 1820, assassinada por um tiro, ao 
apear-se de uma carruagem, á porta de sua casa, á Ponte do Cattete, no 
Rio de Janeiro. 

Coronel do Regimento de Milícias, em 1816, foi Moedeiro da Casa da 
Moeda, do Rio de Janeiro, Brigadeiro e Commandante da Imperial Guarda de 
Honra, em 1830. 

Era Guarda Roupa de S. Magestade, Gentii-Homem da Imperial Camará, 
em 1823, teve a carta de Conselho. Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, 
Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, Commendador da Ordem de 
N. S. da Conceição de Villa Viçosa, e da Imperial Ordem de Christo. 



S4i 



BRAZÃO DE ARMAS : Em campo vermelho, uma banda de azul coticada de oiro, carregada de treis flores 
de liz do mesmo, entre dois carneiros de prata, armados de oiro. Timbre : um carneiro do escudo. 
COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DOS TlULOS : Barão com grandeza por decreto de 14 de Outubro de 1825. Conde por decreto 
de 12 de Outubro de 182o. 




VILLA REAL DA PRAIA GRANDE, (i.° Barão, visconde 
com grandeza e Marquez de) D/ Caetano Pinto de Miranda Montenegro. 
Nasceu na Quinta da Boa Vista, em Lamego, Portugal, aos 16 de Setembro 

de 1748. 
Falleceu no Rio de Janeiro em 1 1 de Janeiro de 1827. 

Filho de Bernardo José Pinto de Miranda Montenegro, Fidalgo Escudeiro da 
Casa Real, e de sua mulher D. Antónia Mathilde Leite Pereira de Bulhões. 
Casou com D. Maria da Incarnação Carneiro de Figueiredo Sarmento, que 
falleceu no Rio de Janeiro em 23 de Março de 1860. 

Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra, foi Governador e 
Capitão General da Capitania de Matto-Grosso de 1796 a 1803, e da de 
Pernambuco de 1804 a 18 17, quando se deu a revolução, sendo elle preso. 
Em 1791 obteve a nomeação de intendente do Ouro, no Rio de Janeiro, e de 
Governador Capitão General de Matto-Grosso. Juiz da Alfandega da Corte em 
1822, foi Presidente da Casa do Desembargo do Paço em 1823. Chamado aos 
Conselhos da Coroa, foi Ministro da Justiça e da Fazenda, no i .° Gabinete de 
1822, e da Justiça no 2.° Gabinete de 1823. Foi Senador pela Província de 
Matto-Grosso, em 1826. Fidalgo Escudeiro da Casa Real e Commendador 



542 



da R. Ordem de Christo. Do Conselho de S. Magestade ; era Grande do 
Império. 

O valor deste preclaro varão, mede-se pelas palavras do decreto que o 
aposentou da Presidência da Casa do Desembargo, e que nos honramos de 
transcrever : « ...e por não sêr justo que depois de tão longos, penosos e 
distintos serviços feitos ao Brasil com o mais exemplar desinteresse desde 
1794, quando se acha doente, pobre e empenhado, como é publico e notório, 
o Snr. D. Pedro I, mandou pagar pelo seu bolsinho todas as suas dividas...» 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo de campo, esquartelado : no primeiro, as armas dos Pintos, — de prata, com 
cinco crescentes de lua vermelhos, em santor ; no segundo, as armas dos Mirandas, — de oiro, com 
uma aspa vermelha entre quatro flores de liz verdes ; no terceiro, as armas dos Silveiras, — de prata, 
três faxas vermelhas ; e no quarto, as armas dos Montenegros, — de prata, três montes de negro, 
juntos, sendo o do meio o mais alto. 

CORÔA : A de Marquez. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824. Visconde com 
grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1825. Marquez por decreto de 12 de Outubro de 1826. 




VILLA REAL DA PRAIA GRANDE. (2.0 visconde com 
grandeza de) Caetano Pinto de Miranda Montenegro, filho. 
Falleceu em 1 1 de Fevereiro de 185 i, no Rio de Janeiro. 
Filho dos Marquezes de Villa Real da Praia Grande. 

Casou com D. Maria Elisa Gurgel do Amaral, que falleceu em 30 de Novembro 
de 1869, no Rio de Janeiro. 

Era Coronel do Exercito. 



54> 



Grande do Império, Gentil-Homem da Imperial Gamara, do Gonselho 
de S. Magestade e Commendador da Imperial Ordem de Ghristo, Cavalleiro 
da Imperial Ordem da Rosa, da Imperial Ordem do Gruzeiro. Tinha a medalha 
da Divisão Gooperadora da Boa Ordem e a Insígnia de oiro de Distincção em 
Gombate. 

BRAZÃO DE ARMAS : O de seu pae, o Marquez de Villa Real da Praia Grande. (Vide descripçâo nesse 
titulo). 

COROA : A de Conde. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1828. 




V 



ILLA VELHA. (Barão de) Joaquim Augusto de Moura. 
Gommendador da Imperial Ordem de Ghristo. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Maio de 1873. 




V 



ILLA VIÇOSA. (Barão da) António Joaquim Pires de Carvalho e 
Albuquerque. ^ 

Natural da Bahia. "' ^ 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 26 de Abril de 1879. 




V 



ISTA ALEGRE. (Barão da) Manuel Pereira de Souza Barros. 
Natural de Valença. 



CREAÇÃO DO TITULO : Barão por decreto de 17 de Desembro de 1881. 



544 




WERNECK. (Barão de) José Quirino da Rocha Werneck. 
Nasceu no Município de Vassouras, Provincia do Rio de Janeiro, 
a 5 de Fevereiro de 1842, e ainda vive. 

Filho de Luiz Quirino da Rocha, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, 
Cavalleiro da Ordem de Christo, Tenente-Coronel de Milícias ; e de sua 
mulher D. Francisca das Chagas Werneck, neto paterno de Francisco 
Quirino da Rocha, i." Barão de Palmeiras (com grandeza), e materno 
do Sargento-Mór Francisco das Chagas Werneck, Commendador da Impe- 
rial Ordem de Christo. 

Casou em primeiras núpcias com D. Maria do Nascimento de Avellar Werneck, 
filha dos Barões de Ribeirão, e em segundas núpcias com D. Maria Diniz 
Cordeiro, em 19 de Janeiro de 1882, natural de Angra dos Reis, e filha 
do Capitão António Cordeiro da Silva Guerra, natural de Guaratinguetá 
(S. Paulíf), fallecido em 10 de Agosto de 1866 ; e de sua mulher D. Henri- 
queta de Albuquerque Diniz, nascida em 30 de Desembro de 1814 e 
fallecida em 16 de Novembro de 1866. A Baroneza de Werneck, falleceu 
no Rio de Janeiro a 19 de Junho de 191 7, era irmã do D."" Lopo Diniz 
Cordeiro, Conde de Diniz Cordeiro, pela Santa Sé. 

Bacharel em direito pela Faculdade de S. Paulo, em 1 863 , capitalista e fazen- 
deiro no Município de Parahyba do Sul. E' Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : De prata, com uma aspa de vermelha carregada de cinco vieiras de oiro, bordadas 
de azul. Timbre : a aspa das armas com uma vieira por cima. (Brazao passado a l.uiz Quirino da 
Rocha Werneck, Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, irmão do 2." Barão de Palmeiras e do Barão 
de Werneck, a cima, em 27 de Fevereiro de 1866. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 71). 

COROA : A de Barão. 

CREAÇÃO DO TlTUi-O : Barão por decreto de 24 de Agosto de 1882. 



Archivo Nobilitrchico Brasil eiró «9 



543 



»* 




^ 



ADDITAMENTOS E RETIFICAÇÕES 




AFFIE. (Barão de) Joaquim Carlos da Cunha Andrade. 
O titulo é Barão de Affié e não Alfié como se acha impresso a fls. 37. 




ALBUQLJ ERQLJE. (Barão de) Manuel Arthur de Hollanda Cavalcanti 
de Albuquerque. 
Filho de António Francisco de Paula e Hollanda Cavalcanti àé Albuquerque, 
Visconde com grandeza de Albuquerque (V. pg. 31), e de D. Emilia 
Calvacanti de Albuquerque. Neto paterno do Capitão-Mor Francisco de 
Paula Cavalcanti de Albuquerque, e de D. Maria Rita de Albuquerque 
Mello ; Neto pelo lado materno do Conselheiro, Senador Manuel Caetano 
de Almeida e Albuquerque (Magistrado, Senador por Pernambuco, 
nomeado em*i828 e fallecido em 1844); e de sua mulher D. Emilia 
Amália de Albuquerque. 



549 



Bacharel em direito, foi Deputado Geral por Pernambuco na 15.* legisla- 
tura de 1872- 1875, e na 16.* de 1878. 

Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial e Cavalleiro da Legião 
de Honra. 

BRAZÃO DE ARMAS : O de seu pae o Visconde de Albuquerque. (Vêr a descripçSo nesse titulo,, fls. 32). 




■■^^ 



ANADIA. (Barão de) Manuel Joaquim de Mendonça Castello Branco. 
Natural e baptisado na freguezia de Nossa Senhora da Apresentação, 
da villa de Porto Calvo, província das Alagoas. 
Filho do Tenente-Coronel Bernardo António de Mendonça, e de sua mulher 
D. Anna Barbara de Mattos Castello Branco. Neto paterno do Desem- 
bargador José de Mendonça de Mattos Moreira, que foi Juiz de Fora- da 
Villa de Odemira, natural de Albufeira, em Portugal ; e por parte materna 
do Desembargador Manuel Joaquim Pereira de Mattos Castello Branco. 
Bisneto do Sargento-Mór José de Mendonça Vieira, e de D. Barbara 
Francisca Xavier de Mattos Moreira. Terceiro neto de Francisco Dias 
Vieira e Souza. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel as armas dos Mendonças, que são o 
escudo franxado, ao primeiro de verde, uma banda vermelha coticada de oiro ; no segundo 
um S preto, em campo de oiro, e assim os contrários ; no segundo quartel, as armas dos Vieiras. — 
em campo vermelho seis vieiras de oiro em duas palas ; no terceiro as dos Mattos, — em campo 
vermelho um pinheiro do iMtde, com fructos, perfis e raizes de oiro, entre dous leões do mesmo, 
armados de azul ; no quarto as dos Moreiras, — em campo vermelho nove escudetes de prata, e 
sobre cada um, uma cruz florida verde, como as de Aviz, cm trcs palas ; e no meio um escudete 
com as armas dos Castello Branco que são, em campo azul um leão de oOro rompante, armado de 
goles. Timbre : o leão dos Castello Branco. (Brazão passado em 12 de Setembro de 1856. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 30). 



550 



A 




LENCAR. (Barão de) Leonel Martiniano de Alencar. 
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, a 5 de Desembro de 1832, onde 
reside. * 



Nomeado Addido de i." classe em 1854, percorreu toda a carreira diplo- 
mática, sendo em 1881 elevado a Enviado Extraordinário e Ministro Plenipo- 
tenciário, tendo servido nas Legações do Brasil nft Estado Oriental, Áustria, 
Estados Unidos, Republica Argentina (duas veses), Allemanha, Venezuela, 
Bolivia e Hespanha. Exerceu o cargo de Auditor de Guerra da Divisão 
Auxiliadora do Brasil, em Montevideo, durante o anno de 1854, e era então 
addido de 1.' classe junto á Legação no Estado Oriental. Desempenhou 
duranto o anno de 1884, cumulativamente as duas Legações no Estado 
Oriental e Republica Argentina. Em 1888 representou o Império como Pleni- 
potenciário na abertura do Congresso de Direito Internacional Privado, que 
se reuniu em MonteviBeo. 

Foi Deputado á Assembléa Geral pelo Alto Amazonas, na 14.* legislatura 
de 1869- 1872. 

Militou desde estudante na imprensa, e publicou grande numero de 
trabalhos litterarios, scientificos e diplomáticos. 

Membro do Circulo Litterario da Paz (Bolivia) desde 1878; Sócio 
correspondente da Sociedade de Geographia de Lisboa (1884); Sócio Bene- 
mérito do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro (1889) ; Sócio remido 
e Benemérito da Sociedade de Geographia do Rio de Janeiro (1890) ; Membro 
Honorário do Instituto Geographico Argentino (1889), Sócio correspondente 
do Instituto Histórico do Ceará e do de S. Paulo. 




ANAJAZ. (Barão de). D."^ António Emiliano de Souza Castro. 
E' medico formado pela Faculdade do Kv^ de Janeiro, e clinica na 
cidade de Belém, Pará. Não é bacharel em direito. 



551 




AMAZONAS. (Barão com grandeza de) Francisco Manuel Barroso 
da Silva. 
Nasceu em Lisboa em 29 de Setembro de 1804. 

Filbo de Theodoro Manuel Barroso e de D. Antónia Joaquina Barroso da 
Silva, ambos naturaes de Portugal. 

Assentou praça a 18 âe Outubro de 1821 ; foi nomeado Guarda Marinha, 
em 27 de Novembro de 1822 ; 2.» Tenente, em 10 de Fevereiro de 1827, e a 
16 de Junho do anno seguinte assistiu ao violento combate travado entre a 
esquadra brasileira de Norton e o corsário argentino General Brand^er. Em 
1829, teve as divisas de i." Tenente, em 1836 as de Capitão-Tenente, e em 
1875 era Official General na armada da pátria adoptiva. Em 1 1 de Junho de 
1865 immortalisou o seu nome na grande batalha naval de Riachuelo. 




ARARUAMA. (2.° Barão, 2." Visconde e i." Conde de) Bento 
Carneiro da Silva. 
Filbo do i." Barão e Visconde de Araruama, José Carneiro da Silva, e de 
D. Francisca Antónia de Castro Carneiro, filha do Capitão-Mór, Barão 
de Santa Rita. 

Grande do Império. 



553 



CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de 3 de Novembro de 1866. Barão com grandeza por decreto 
de 28 de Março de 1877. Visconde com grandeza por decreto de 19 de Setembro de 1877. Conde 
por decreto de 24 de Março de 1888. 




ARAÚJO GÓES. (Barão de) Innocencio Marques de Araújo Goés. 
Magistrado. Foi Deputado á Assembléa Geral na lo.» legislatura de 
1857-1860 e na 14/ de 1 869-1 872, pela Província da Bahia. 

O filho, Bacharel Innocencio Marques de Araújo Goés Júnior é que 
representou essa Província nas 15.'', 16.», 19.* e 20.-^ legislaturas, e foi Presi- 
dente de Pernambuco em 1889. 



A 




ss • 



SSIS MARTINS. (Visconde com grandeza de) Ignacio António 
de Assis Martins. 



Era Grande do Império. 

CREAÇÃO DO TITULO : Visconde com grandeza por decreto de 20 de Julho de lí 




B 



ARBACENA. (i.» visconde com grandeza e Marquez de) Felisberto 
Caldeira Brant Oliveira e Horta. 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 70 



55? 



Damos novamente a descripção de seu brazão por ter havido uma omissão 
no primeiro e quarto quartéis. Vêr fls. 71. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro ew^uarto, as armas dos Caldeiras, — em campo 
azul, uma banda de prata, carregada de três caldeiras de preto com bocaes de oiro, entre duas 
flores de liz, também de oiro ; no segundo, as dos Oliveiras, — em campo vermelho, uma oliveira 
verde com fructos de oiro e raizes de prata ; no terceiro, as dos Hortas, — em campo de oiro, um 
braço nú, posto fixo em faxa no cabo do escudo, com uma chave grande na mão, posta cm pala, 
de sua côr ; e o contra chefe ondeado de agua. (Brazão passado em 12 de Fevereiro de 1801. 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 164'). 



c 




AMANDUCAIA. (Barão de) Joaquim da Motta Paes. 
E' irmão do Barão de Motta Paes, José Ribeiro da Motta Paes. 




C 



AMBUHY. (Barão de) João Cândido de Mello e Souza, e não João 
de Mello e Souza. 




CAMPOS GERAES. (Barão de) Campos Geraes e não Campo 
Geraes, David dos Santos Pacheco. 
Nasceu a 21 de Julho de 1809, no Município da Lapa, Província do Paraná. 
Falleceu a i de Novembro de 1 893 . 

Filbo de Manuel dos Santos Pacheco, c de D. Maria Colleta da Silva. 
Casou com D. Anna Pacheco de Carvalho, filha de Sebastião José Vaz de 
Carvalho, e de D. Ignacia Maria dos Santos. 

Era Official da Imperial Ordem da Rosa. 

Era um dos mais prestigiosos chefes locaes do velho partido liberal da 
Provinda, da qual foi muitas veses um dos Vice-Presidentes. Exerceu vários 



554 



cargos de nomeação e electiva, entre os quaes o de Presidente da Gamara 
Municipal da Lapa, e Deputado Provincial. 

Era o chefe respeitado da familia Pacheco, uma das mais antigas e 
illustres do Paraná. 




CARAPEBUS, (2.° Barão, Visconde com grandeza e Conde de) 
António Dias Coelho Netto dos Reis. 
A Condessa D. Jacintha Nogueira da Gama, era Dama Effectiva ao 
serviço de S. M. a Imperatriz, e era condecorada com a Banda de Santa Isabel, 
de Portugal, com a de Maria Luisa, de Hespanha, e a das Damas Nobres de 
Sant'Anna, de Baviera. 

O Conde, era Gentil-Homem da Imperial Camará, e Grande do Império. 




CARVALHO BORGES. (Barão de) António Pedro de Carvalho 
Borges. 
Casou com D. Emilia de Barros Torreão, fallecida em Paris. 



555 




CASA BRANCA. (Barão de) Vicente Ferreira de Sillos Pereira, 
não Telles Pereira. 
Casou com D. Antónia Maria de Oliveira. 




CATUAMA. (Barão de) João José Ferreira de Aguiar. * 

Falleceu a i8 de Novembro de 1888. 
Casou em 1833, com D. Josephina Carolina da Silva Guimarães, filha do 
antigo advogado no fôro do Recife, José da Silva Guimarães. 

Recebeu o gráo de Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes na Faculdade 
do Recife em 5 de Outubro de 1832, com 22 annos de idade. 

Foi condecorado com o habito da Imperial Ordem de Christo em 1849, 
com o officialato da Rosa em 1854, e com a commenda da mesma ordem em 
1860. 




C 



RUZEIRO. (Visconde com grandeza do) Jeronymo José Teixeira 
A Viscondessa falleceu a 23 de Agosto de 19 13. 



556 




ESCRAGNOLLE. (Barão de) Gastão (Luiz Henrique de Robcrt) 
de Escragnolle. 
A Baroneza, D. Anna Leopoldina da Silva Porto, falleceu no Rio de 
Janeiro, em... Abril de 1917. 




F 



ONSECA COSTA. (Baroneza e Viscondessa com grandeza de) 
D. Josephina da Fonseca Costa e não D. Joaquina da Fonseca Costa. 



557 




GERALDO DE REZENDE 
Rezende. 
Nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de Abril de 1846 
Falleceu em Campinas, em i de Outubro de 1907. 



(Barão de) Geraldo Ribeiro de Souza 




GOYAZ. (Duqueza de) S. A. a Senhora Isabel Maria de Alcântara 
Brasileira. 

Falleceu em Murnau (Baviera) a 13 de Novembro de 1898. 

Filha de S. M. o Senhor D. Pedro I, reconhecida por acto de 24 de Maio de 
1826. 

Casou tm Múnich (Baviera), a 17 de Abril de 1843, com Ernesto Fischler, 
2.° Barão de Holzen e 2.° Conde de Treuberg, nascido a i de Junho de 
18 10 em Holzen e ahi fallecido a 14 de Maio de 1867 ; filho de Francisco 
Xavier Fischler, i.° Barão de Holzen e i." Conde de Treuberg, fallecido 
a 4 de Outubro de 1835, e de sua mulher a Princeza Crescenta de 
Hohenzollern-Sigmarigen, fallecida em 1844. 

Deste casamento existe grande descendência. 



G 




UAMA. (Barão de) Francisco Accacio Correia. 
Era Bacharel em sciencas jurídicas e sociaes. 



558 




G 



UARULHOS. (Barão de) José Joaquim de Moraes. 



BRAZAO DE ARMAS ; Escudo esquartelado : no primeiro quartel, as armas dos Moraes, que 
são o escudo partido em pala ; na primeira, em campo vermelho, uma torre de prata lavrada de 
preto, coberta de ouro, sahindo de um rio de agua, e uma bandeira de prata no remate ; na segunda, 
em campo de prata, uma moreira verde : no segundo quartel, em campo azul uma espada de prata 
com punho de ouro, posta em pala ; no terceiro, de azul, três besantes de ouro, postos em contra- 
banda ; e no quarto, de prata, uma cruz potentea de goles. Tímbke : a torre de escudo. 



m 




GURUPY. (Barão de Gurupy e Visconde de Belfort por Portugal) 
António Raymundo Teixeira Vieira Belfort. 

Era Bacharel em direito, e representou sua Província natal, Maranhão, 
na 9." legislatura da Assembléa Geral de 1853-1856. 



559 




HOMEM DE MELLO. (Barão de) Francisco Ignacio Marcondes 
Homem de Mello. 
Falleceu a 4 de Janeiro de 19 18, na sua propriedade de Itatiaya, em Monte 
Bello, Estado do Rio de Janeiro. 

Foi casado, em segundas núpcias com D. Julieta Unzer, residente no 
Rio de Janeiro. 




1 



BIRÁMIRIM. (Barão de) José Luiz Ca^so de Salles Filho. 
Filho do Barão de Irapuá, José Luiz Cardoso de Salles. 



BRAZÃO DE ARMAS : O de seu pae. Vêr a descripsâo a ns. 197. 



560 




IPOJUCA. (Barão de) João do Rego Barros. 
Tomou parte na Revolução Praiera, em Pernambuco, do lado da legali- 
tade. 




1TACURUSSÁ. (Barão de) Manuel Miguel Martins. 
A Baroneza, D. Jeronyma Elisa de Mesquita Martins, falleceu no Rio de 
Janeiro a 24 de Setembro de 19 17, com 66 annos de idade. 




ITAMARANDIBA. (Barão de) Joaquim Vidal Leite Ribeiro. 
Casou em 1853 com D. Alexina Fontoura de Andrada, que nasceu em 
Santa Catharina em 1839 e falleceu no Rio de Janeiro em 19 de Setembro 
de 1916. 



% 



.#?,-. 



Archtvo NoMIUrehico Bmiltiro 71 



561 




1 



TÚ. (Visconde, Conde e Marquez de) António de Aguiar Barros. 
A Marqueza viuva, falleceu em S. Paulo a i8 de Julho de 1917. 



# 




1 



VAHY. (Barão de) Anlonio Rodrigues de Azevedo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo Esquartelado ; no primeiro quartel em campo de purpura, uma torre 
de prata, lavrada de preto ; no segundo de azul, uma estrella de prata de cinco pontas ; no terceiro 
de vermelho, um leão de oiro, rompente ; e no quarto, em campo de prata, duas rnSos, de sua côr, 
enlaçadas e postas em faxa. 



^P» 



S62 



*•*. 




1 



VINHEIMA. (Barão de Ivinheima e não Ivinhema como está a fls. 225) 
Francisco Pereira Pinto. 

Foi também Veador de S. M. o Imperador D, Pedro II. 




I AGUARÃO, (Barão de) José Auto da Silva Guimarães, e não José 
I António da Silva Guimarães, como está erradamente, a fls. 232. 



563 




JAPURÁ. (Barão de) Miguel Maria Lisboa. 
Damos, em seguida, sua ascendência que transcrevemos do « Archivo 
Héraldico-Genealogico » pelo Visconde de Sanches de Baena, fls. C. C. 
XXV. Era irmão do Marquez de Tamandaré. Filho de José António Lisboa, 
do Conselho de S. M. ; Commendador da Ordem de Christo ; Deputado, 
Presidente da Junta do commercio, agricultura, fabricas e navegação, que foi 
no reinado do Senhor D. João VL Chamado a dar conselho no Conselho do 
Estado daquelle Augusto Senhor, e no reinado do Senhor D. Pedro I, 
ministro e secretario de Estado dos Negócios da Fazenda ; e de D. Maria 
Euphrasia de Lima ; elle desta corte e cidade do Rio de Janeiro, ella da cidade 
de Porto Alegre, da Província do Rio Grande do Sul. Neto, por. parte paterna, 
do Capitão José António Lisboa, Cavalleiro da Ordem de Christo, Rico- 
Homem, natural da freguesia de N. S. da Victoria de Famalicão, patriarchado 
de Lisboa ; e de D. Barbara da Conceição de Jesus. Neto, pela parte materna, 
do Capitão Francisco Marques Lisboa, Cav. da Ordem de Christo, e de 
D. Euphrasia de Azevedo Lima. Bisneto, pela parte paterna, de Manuel Luiz 
Seraphim Ribeiro, e de D. Maria Ribeiro Fidalgo, ambos da Província da 
Extremadura, em Portugal. Bisneto, por parte materna, de Luiz Marques de 
Oliveira, varão illustre da dita província, descendente de uma família nobre 
do appellido de Oliveira ; e de D. Theresa Ribeiro Fidalgo ; e também 
bisneto, pela parte materna, de Domingos de Lima e Veiga, e de D. Gertrudes 
de Araújo Paes Leme. Terceiro neto, pela parte paterna, de Manuel Luiz 
Serrador, e de D. Seraphina da Conceição," e também terceiro neto, pela 
parte paterna, de Manuel Francisco Arrojado, e de D. Isabel Ribeiro Fidalgo, 
da Província de Extremadura, sendo todos estes Ribeiros de estirpe illustre, 



564 



no dito reino de Portugal, pertencentes á casa dos Morgados da quinta dos 
Arrojados. Terceiro neto, pela parte materna, de Marçal de Lima e Abreu, 
Rico-Homem e Senhor na provincia do Rio Grande do Sul, da ilha de Marçal 
de Lima, de estirpe dos senhores de Ponte de Lima, em Portugal; e também 
terceiro neto, por parte materna, de Pedro Dias e de D. Marianna Leme 
Garcia, ambos oriundos da provincia de S. Paulo. 

c 

BRAZÃO DE ARMAS : Sâo suas armas as que acima se acham, que estão de accordo com a descripção, 
e não o escudo a fls. 236, que traz as armas dos Paes, no quarto quartel, em campo de prata, nove 
lisonjas em três palas enxequetadas de azul et vermelho, erradamente desenhadas. 




J 



UNDIAHY. (Barão, Visconde e Visconde com grandeza do Rio Secco, 
e Marquez de Jundiahy) Joaquim José de Azevedo. (Vêr fls. 245). 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 13 de Agosto de 1812, e Visconde de Rio Secco por 
decreto de 1 1 de Fevereiro de 1818, por Portugal, Visconde do mesmo titulo, com honras de 
grandeza, por decreto de 1 de Desembro de 1822 ; Marquez de Jundiahy por decreto de ia de Outubro 
de 1836. '\. 



A» /'*!i/"*V^ — . 



r^mm 



LAGES. (2.° Barão com .grandeza, Visconde e Conde de) Alexandre 
Vieira de Carvalho. 
A Condessa, D. Maria Eudoxia de Almeida Torres, era filha do 2.° Vis- 
conde com grandeza de Macahé, José Carlos Pereira de Almeida Torres. 



sôs 




PASSE. (i.« Barão, i.» Visconde com grandeza e Conde de) António 
da Rocha Pitta ArgoUo. ^ 

Casou com D. Maria da Conceição Martins, filha do Visconde com grandeza 
de S. Lourenço, Francisco Gonçalves Martins. 




PASSE. (2." Barão e 2.° Visconde de) Francisco António da Rocha 
Pitta. 
Filho dos I ."• Barões, Visconde com grandeza e Conde de Passe. 

CREAÇÃO DOS títulos : Barão por decreto de i de Junho de 1863. Visconde por decreto de 17 de Maio 
de 1871. 






PILLAR. (Barão com grandeza do) José Pedro da Motta Sayão. 
Casou com D. Maria José de Araújo, fallecida no Rio de Janeiro, a 
17 de Junho de 19 17, na avançade idade de 91 annos, e foi sepultada no 
cemitério da Ordem 3.* de S. Francisco de Paula no carneiro onde jazem 
os restos de seu marido, o Barão do Pillar. 




Qu, 



UELUZ. (1.° Visconde com grandeza e Marquez de) D.' João 
Severiano Maciel da Costa. «» 



566 



Filho do Coronel Domingos Alves de Oliviera Maciel e de sua mulher 

D. Juliana de Oliveira, que era filha do Coronel Mariano Maximiliano 

de Oliveira Leite, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, Guarda-Mór das 

Minas do Ribeirão do Carmo (Marianna) e de sua mulher D. Ignacia 

J*ires de Almeida. 



R 




IO SECCO. (Visconde com grandeza do) Joaquim José de Azevedo. 
(Vêr Marquez de Jundiahy, fls. 245, 565). 



BRAZAO DE ARMAS : Vide descripçào a fls. 245. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS : Barão por decreto de 1 ) de Agosto de 1813, Visconde por decreto de 1 1 de 
Fevereiro de 1818, por Portugal, Visconde do mesmo titulo, com grandeza, por decreto de i de 
Desembro de 1822 ; Marquez de Jundiahy por decreto de 12 de Outubro de 1826. 




ti-T-K •Ér^ 


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li 



SÃO JOAQUIM. (Barão de) José Francisco Bernardes. 
E' este o seu Brazão e não o que está estampado a fis. 454 que pertence 
ao Barão da Soledade, José Pereira Vianna. 



567 




SANTA-MARGARIDA. (Barão de) Fernando Vidal Leite Ribeiro. 
Casou com 19 annos de idade, em 24 de Junho de 1884, com D. Mar- 
garida de Castro, filha de Guilherme de Castro e de soa mulher D. Margarida 
Pinheiro. 




SAPUCAHY. (Marquez de) Cândido José de Araújo Vianna. 
Nasceu no então Arraial de Congonhas de Sabará, província de Minas 
Geraes, a 15 de Setembro de 1793. 
Falleceu a 23 de Janeiro de 1875, no Rio de Janeiro, e está sepultado no 
cemitério de Catumby. 



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■-*■ 



TAMANDARÉ. (Marquez de) José Marques Lisboa. 
Nasceu a 13 de Desembro de 1807, na Villa de São José do Norte, em 
frente da cidade do Rio Grande do Sul, d'onde era oriundo igualmente o 
celebre marinheiro Marcilio Dias. 



568 




569 



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APPENDICE 



ALBUQlJERQljE. (J.- António Pedrozo de). 
Natural da Provinda da Bahia. 

Filho de António Pedrozo de Albuquerque, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Imperial ; Coronel da Guarda 
Nacional da Provinda da Bahia ; Commendador da 
Ordem de Christo. 



Bacharel em sciencias juridicas e sociaes ; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel, envcampo 
de ouro um leão sanguinho rompante ; no segundo de azul, cinco 
pérolas em aspa ; no terceiro de prata cinco chagas de goles, j, i e 2 ; 

no quarto, de vermelho, uma cruz de ouro posta em banda. (Brazio passado em 9 de Julhff de 1864. 

Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, (Is. 62). 




ALBUQUERQUE. (Francisco de Barros Falcão Cavalcanti). 
Natural da cidade de Santo António do Recife, Provinda de Per- 
nambuco. 

Ex-primeiro Tenente de artilheria, Cavalleiro da 
Ordem de Christo ; condecorado com a medalha de 
distinção pela Campanha da independência na Bahia ; 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 




BRAZÃO DE ARiVlAS : Escudo esquartelado : no primeiro as armas dos 
Albuquerques, que s3o também esquarteladas ; no primeiro as quinas 
de Portugal com seu filete em contrabanda ; o segundo de vermelho 
com ginco flores de liz de ouro em aspa, e assim dos contrários ; no 
segundo quartel as armas dos Camellos, — em campo de prata três 
vieiras de azul em roquete ; no terceiro as dos Cavalcantis, — uma asna azul coticado de negro, sendo o 
campo do fundo de prata, e o de cima de vermelho semeado de flores de prata de quatro folhas ; e no 



571 



quarto as dos Pereiras, — em campo vermelho uma cruz de prata florida e vazia do campo. Elmo de prata 
aberto, guarnecido de curo. Paquife : dos metaes e cores das armas. Timbre : um castello de ouro. Brica 
de prata, trifolio verde. (Brazâo passado em 20 de Agosto de 1865. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, 
fls. 68). 



ALBUQLJERQIJE. (Pedro Alexandrino de Barros Cavalcanti de 
Lacerda). 
Natural da Provincia de Pernambuco. 
Filho do Coronel do exercito José de Barros Falcão de Lacerda Cavalcanti ; 
Official da Ordem Imperial do Cruzeiro ; Governador das Armas da 
mesma provincia, também condecorado com a medalha da Campanha da 
Independência na Bahia ; e de D. Bernarda Francisca da Conceição Vieira 
Cavalcanti de Lacerda ; neto por parte paterna do Tenente José de Barros 
Falcão de Lacerda Cavalcanti de Albuquerque, natural de Goyanna, 
proprietário e juiz almotacel nesta cidade, e de D. Úrsula Maria de Abreu 
e Lima ; e por parte materna do Capitão-Commandante Jabesatão Nicolau 
Coelho de Lacerda, e de D. Maria Francisca Marianna Vieira Cavalcanti 
de Lacerda, Tenente reformado do exercito, Official da Ordem da Rosa ; 
^ Cavalleiro da de Christo ; condecorado com a medalha de distincção pela 
Campanhia da Bahia ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : Vêr a carta passada a Francisco de Barros Falcão Cavalcanti Albuquerque. (Brazão 
passado èm 20 de Abril de 1865. Reg. no Cartório da Nobreza, l.iv. VI, fls. 67). 



ALMEIDA. (Francisco Martins de). 
Sargento-Mór de Guardas Nacionaes, na Provincia de S. Paulo. 

Filho do Arcediaco José Gomes de Almeida, que o 

legitimou ; neto do Coronel Jeronymo Martins Fer- 

. , . nandes, Cavalleiro Professo na Ordem de Christo, 

•P iiÁ»:;:^ ^ e de D. Josepha Caetana Leonor Mendes de Almeida; 

bisneto de João Gomes, e de D. Maria Fernandes ; 
terceiro neto de Francisco Gomes, e de D. Maria 
Martins de Macedo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel as armas 
dos Gomes, — em campo de prata três cabeças de negro, com pendentes 
nas orelhas e narizes e colares, tudo de ouro, postas em roquete ; no 
Segundo as dos Martins, que sio cortadas em faxa, na de cima d« negro com duas palas de ouro, na de 
baixo, em campo de ouro três flores de liz de vermelho postas em contraroquete ; no terceiro as dos 
Micedos, — de azul com cinco estrellas de ouro de seis raios em santor ; no quarto as dos Fernandes, — 
dl azul, uma torre de ouro, com stis bombardas de sua cõr, quatro em cima e duas em baixo. Timbm : 




572 



o dos Gomes, que é uma das cabeças do escudo ; e por difTerença, uma brica v^krmelha com um F de 
prata. (Brazão passado em 3; de Outubro de 1855. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 35). 



AMARAL. (José Luiz Campos do). 
Fidalgo Cavalleiro da Casa imperial ; Coronel-Commandante Superior 
da Guarda Nacional do Município de Paraty e Angra 
dos Reis ; Commendador da Ordem de Christo ; Offi- 
cial da Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo azul um le3o de ouro rompante, armado 
de goles e tendo nas mãos um caducêo de prata. Elmo de prata aberto, 
e guarnecido de ouro. Paquife : dos metaes e cores das armas. (BrazSo 
passado em 27 de Setembro de 1856. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. Vl,ns. 31)- 




A 



RAUJO. (João Rodrigues de). 
Nasceu em Pernambuco no anno de 1795. 

Falleceu no Rio de Janeiro a 19 de Maio de 1857. 
Filho de João Rodrigues de Araújo, e de D. Catharina 
do Nascimento ; e irmão de D. Manuel do Monte 
Rodrigues de Araújo, Bispo Conde de Irajá. 

Foi Cónego da Capella Imperial ; Juiz dos Casa- 
mentos e dispensas matrimoneaes; Lente do Seminiario 
de Olinda e no de São José ; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Imperial ; Commendador da Ordem de Christo. 
Sacerdote de raras virtudes. 



BRAZÃO DE ARMAS : Escudo ovado de prata com uma aspa azul carregada de cinco besantes de ouro. 
Chapéo preto, com cordões da mesma côr. (Brazão passado em 12 de Novembro de 1856. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. J2). 




573 



B 



AH IA. (José Lopes Pereira). 
Filho do Visconde (com grandeza) de Merity, Manuel Lopes Pereira 
Bahia. 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial ; Commendador 
da Ordem de Christo, Official da da Rosa ; Vereador 
da lllustrissima Gamara Municipal da Corte e Cidade 
do Rio de Janeiro. 

BRAZÃO DE ARMAS : Em campo de prata, um escudete de azul, carregado 
de uma abelha de ouro. (Brazão passado em 31 de Desembro de 1863. 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 61). 





BARROS. (Benjamin Franklin Torreão de). 
Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes pela Faculdade do Recife, 
addido de primeira classe á legação Brasileira na Repu- 
blica Oriental do Uruguay. 

Filho de Bento José Fernandes de Barros, Commen- 
dador da Ordem de Christo e da Ordem da Rosa, 
e de D. Joaquina Brasileira Torreão de Barros. Neto 
paterno do Capitão Bento José Fernandes de Barros, 
e de D. Anna Rita Freire de Azevedo, e pela parte 
materna de Bazilio Quaresma, ex-Presidente da Pro- 
víncia do Rio Grande do Norte e da Parahyba, 
ex-Deputado á Assembléa Geral Legislativa pela 
dita província* do Rio Grande do Norte, e de D. Anna Catharina de Barros 
Torreão. Bisneto paterno de Manuel José Fernandes, e de D. Maria Josepha 
de Barros, da cidade de Lisboa ; também bisneto do Capitão-Mór Bento 
Freire de Revoredo, e de D. Mónica da Rocha Bezerra, ambos naturaes da 
Província de Rio Grande do Norte. Terceiro neto do Capitão Leonardo 
Pinheiro Teixeira, e de D. Maria Borges da Rocha Bezerra, naturaes do Rio 
Grande do Norte. 




BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis, as armas dos Bezerras, — em 
campo verde dois bezerros de oiro andantes com os rabos sobre a anca ; no segundo e terceiro, as 
armas dos Revoredos, que são partidas em pala : na primeira em campo de oiro, fretado de vermelho ; 
na segunda em campo verde, um castello de oiro coberto e lavrado, com bordadura azul, carregada 
de sete peixes salemas de prata. Timbre : um bezerro sem chifres. (Braz3o passado em 30 de Agosto 
de 1864. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 65). i< 



574 




BARROSO. (Zozimo Braulio). 
Nasceu na cidade do Aracaty, Ceará, a 4 de Abril de 1839. Reside em 
Lausanne, na Suissa. 

Casou no Rio de Janeiro a 26 de Agosto de 187 1 , com 
D. Francisca Miquelina de Souza Rezende, nascida 
em Petrópolis, a 23 de Maio de 1850; filha do 
Capitão Luiz Ribeiro de Souza Rezende, e de 
D. Genebra de Souza Queiroz, sua prima irman. 
Filho de Francisco Fidelis Barroso, nascido na cidade 
do Aracaty, a 22 de Maio de 181 1, fallecido a 12 
de Abril de 1873, Coronel reformado da Guarda 
Nacional, da Capital da Província do Ceará, que 
se casou no Aracaty, a 22 de Abril de 1837, com D. Anna Cândida Ribeiro, 
nascida no Aracaty, a 18 de Junho de 181 8, e fallecida a 13 de Maio de 1834. 
Neto, pela parte paterna, de José Fidelis Barroso de Mello, Tenente-Coronel, 
e Cavalleiro Professo da Ordem de Christo. Neto, pela parte materna, de 
Manuel António Alves Ribeiro, fallecido em Aracaty, a 4 de Novembro de 
de 1835, e de D. Angela Moreira, fallecida em Pernambuco, a 24 de Março 
1846, filha do Capitão José António Moreira e de D. Martha da Costa de 
Oliveira ; D. Angela Moreira, casada com Manuel António Alves Ribeiro, 
era neta paterna de José Moreira e de D. Maria Domingues de Lima, e neta 
materna de Amaro José da Costa e de D. Josepha Maria de Oliveira ; 
esta, filha de Pedro Serrão de Carvalho e de D. Joanna da Silva de Mello; e 
seu marido, filho de Domingos da Costa e de D. Catharina de Senne. Bisneto 
paterno de António Gonçalves Barroso, e de D. Maria de Albuquerque. 
Terceiro neto de Manuel de Mello e Albuquerque, e de D. Anna Clara 
Cavalcanti. Quarto neto de Sebastião Pereira de Mello, e 'de D. Maria 
Tavares ; também quarto neto do Capitão- Mór António Feijó de Mello, 
Cavalleiro da Ordem de Christo, que serviu na guerra contra os Hollandezes, 
e de D. Laura Cavalcanti. Quinto neto de Sebastião Guimarães, ede D. Luiza 
de Mello Albuquerque, e também quinto neto de João Soares Cavalcanti, 
Cavalleiro da Ordem de Christo, e de D. Catharina de Albuquerque. 
Sexto neto de Baptista Guimarães, e também de António Pereira da Cunha 
e de D. Isabel. 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial ; Bacharel em sciencias physicas c 
mathematicas pela antiga Escola Central, do Rio de Janeiro, formado em 
1862 ; Engenheiro Civil, sócio correspondente do Instituto do Ceará ; membro 
da Associação dos Engenheiros Civis de Londres, etc. 



575 



BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis, as armas dos Barrosos, — em 
campo vermelho cinco leões de prata rompantes, postas em aspa, cada um carregado de duas faxas 
enxadresadas de purpura e ouro, uma pelo precoço e outra pela barriga ; no segundo quartel, as 
armas dos Mellos, — em campo vermelho seis besantes de prata entre uma dobre cruz e uma 
bordadura de ouro ; no terceiro quartel as armas dos Albuquerques, que são esquarteladas : no 
primeiro as armas de Portugal, com seu filete em contrabanda ; no segundo, en campo sanguinho 
cinco flores de liz de ouro em aspa, e assim os contrários. Timbre : um dos leões das armas do$ 
Barrosos ; e por differença uma brica de ouro com um Z de sable. (BrazSo passado em i8 de Março 
de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 75). 



BRANDÃO. (António Torquato Leite). 
Filbo de Bernardo Xavier da Silva Ferrão Brandão, e de D. Francisca 
Eulina Lobo Leite. Neto por parte paterna do Sargento- 
Mór Manuel da Rocha Brandão, e de D. Joanna Rosa 
Marcellina de Seixas. Bisneto pelo lado paterno de 
Francisco da Rocha Brandão, e de D. Maria da Silva 
Figueiredo, e também do Tenente-Mestre de Campo, 
General Bernardo da Silva Ferrão, e de D. Francisca 
de Seixas da Fonseca. Terceiro neto por parte paterna 
do Capitão-Mór Francisco Sanches Brandão, e de 
D. Maria da Rocha Vieira, e também terceiro neto 
de António José da Silva e de D. Maria d'Avila da 
Silva Figueiredo, filha d^ outra do mesmo nome, prima do Coronel Garcia 
d'Avila- de Figueiredo, senhor da illustre casa da Torre, da cidade da Bahia ; 
e o dito António José da Silva, que era filho de D. Francisco António e de 
D. Maria da Silva, que era filha do Conde de Aveiras, Luiz da Silva Tello 
de Menezes. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado: no primeiro e quarto quartéis as armas de Brandões, que s3o 
as de varonia, em campo azul cinco brandões de oiro acezos e postos em santor ; no segundo as dos 
Silvas, — em campo de prata um leão de purpura, armado de azul ; no terceiro as dos Avilas, — 
em campo de oiro treze tortões de azul em três palas. (Brazão passado em 4 de Outubro de 1867. 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 72). 




CARDOSO. (D.- Cândido José). 
Nasceu em Itaguahy, Província do Rio de Janeiro, em 25 de Abril 
de 1828. 
Falleceu em 30 de Janeiro de 1877. , 



576 



Filho do Commendador Francisco José Cardoso e de D. Propicia Francisca 
Carneiro da Fontoura Barreto. 

Doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro ; proprietário, 
negociante matriculado e Director do Banco Rural e Hypothecario. 

BRAZAO DE ARMAS : Ver o de seu pae, Francisco José Cardoso, que segue. (Brazão passado em 20 de 
Setembro de i86o. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 47). 




CARDOSO. (Francisco José). 
Filho do Brigadeiro Manuel José Cardoso, Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Real de Portugal, Commendador da Ordem de Christo, 
e de D. Maria Francisca de Portugal e Castro. Neto 
paterno do Coronel Manuel José Cardoso, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real, Commendador da Ordem de 
Christo, Senhor do Morgado da Vaccaria, com assento 
no Solar desde D. AfFonso \. cujo Solar é a quinta dos 
Cardosos em Lamego ; e de sua mulher D. Anna 
Monteiro de Barros; e por parte materna de Christovam 
de Portugal e Castro, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, 
Commendador da Ordem de Christo ; e de D. Fran- 
cisca de Assis da Nóbrega Botelho. 
Casou com D. Propicia Francisca Carneiro da Fontoura Barreto. 

Negociante matriculado ; proprietário nesta Corte, e na villa de Itaguahy ; 
dono do Canal de S. Pedro de Alcântara ; Presidente da Companhia Sero- 
pedica Fluminense; Commandante Superior da 12.* Legião da Guarda 
Nacional, Commendador da Ordem de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido em três palas, as quaes sJo partidas em faxa : na primeira, tendo 
por cima as armas de Portugal (as antigas da Casa de Bragança), e por baixo as dos Castros, — que 
trazem em campo de ouro treze arruelas de azul em três palas ; na segunda as armas dos Monteiros, 
— em campo de prata três cornetas de preto em roquete, com bocaes de ouro e cordões vermelhos ; 
e a dos Barros, — em campo vermelho três bandas de prata e no campo nove estrellas de ouro, 
postas I, 3, 3 e 2 ; na terceira pala as armas dos Nobregas, — em campo de ouro quatro palas de 
goles, e a dos Botelhos, — em campo de ouro quatro bandas de goles ; e no meio um escudete com 
as armas dos Cardosos, — em campo vermelho dois cardos floridos com flores e raizes de prata, 
entre dois leões de ouro batalhantes, armados de goles. Timbre : o dos Cardosos, que é uma cabeça 
de leio de ouro, sahindo-lhe da boca um cardo de verde florido de prata. (Brazão passado em i6 de 
Agosto de 1860. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 44). 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 73 



577 



CARDOSO. (J.o- Francisco José). 
Nasceu em 15 de Janeiro de 1826. 
Filho de Francisco José Cardoso e D. Propicia Francisca Carneiro da Fontoura 
Barreto. 

Bacharel em Mathematicas pela antiga Academia Militar ; Coronel do 
Estado-Maior de i .* classe ; do Conselho de S. M. ; Official da Ordem 
da Rosa, da de S. Bento de Aviz ; Commendador da Ordem de N. S. da 
Conceição de Villa Viçosa ; Deputado Provincial do Rio de Janeiro. Foi 

Presidente da Província de Matto Grosso em 187 1. 

'0 

BRAZÃO DE ARMAS : Vêr o de seu pae, Francisco José Cardoso. (BrazSo passado em 20 de Setembro de 
1860. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 47). 



CARDOSO. (José Francisco). 
Filho do Commendador Francisco José Cardoso e D. Propicia Fran- 
cisca Carneiro da Fontoura Barreto. 

Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes pela Faculdade de S. Paulo ; 
Cavalleiro da Ordem de Christo. 

Foi Presidente da Província do Paraná em 1859. 

BRAZÃO DE ARMAS : Vêr o de seu pae, Francisco José Cardoso. (Braxão passado em 20 de Setembro de 
1860. Reg. no Cartorio^dâ Nobreza, Liv. VI, fls. 47). 



CARDOSO. (Manuel José). 
Filho de Francisco José Cardoso, Commendador da Ordem de 
Christo ; Commandante superior da Guarda Nacional de Itaguahy e 
Mangaratiba ; dono do canal de S. Pedro de Alcântara ; Presidente da 
Imperial Companhia Seropedica Fluminense ; e de D. Propicia Francisca 
Carneiro da Fontoura Barreto. 

Commendador da Ordem de Christo ; Official da da Rosa ; Presidente 
da Camará Municipal de Itaguahy ; negociante matriculado ; proprietário nesta 
Corte e em Itaguahy. 

BRAZÃO DE ARMAS : Vêr o de seu pae, Francisco José Cardoso. (Brazao passado em ao de Setembro de 
1860. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 46). 



S78 



c 




AR VALHO. (D.' Carlos Dias Delgado de). 
Nasceu em S. Domingos, Nictheroy, a }o de Janeiro de 1854. 

Falleceu em Montreux, naSuissa, em i de Maio de 1915. 
Filbo do Major José Dias Delgado de Carvalho, natural 
de Araruama, Província do Rio de Janeiro, onde 
nasceu a 12 de Julho de 1825 e falleceu, no Rio de 
Janeiro, a 7 de Novembro de 1896, tendo casado 
a 5 de Fevereiro de 1853, com D. Maria Carlota 
de Azevedo Torres, nascida a 7 de Setembro de 
1834 e fallecida em 29 de Desembro de 1892. Neto 
por parte paterna do Coronel Francisco Dias Delgado 
^ (1764- 1829) e de D. Maria Columna de Carvalho 
■"'' (1794- 1866). Neto pelo lado materno de Joaquim 
José Rodrigues Torres, Visconde de Itaborahy, e 
de sua mulher D. Maria Alvares de Azevedo Macedo, filha de João 
Alvares de Azevedo, casado com sua prima D. Maria de Macedo Freire 
de Azevedo Coutinho, que era filha do Sargento-Mór, e Mestre de Campo 
Alexandre Alvares de Azevedo e de D. Anna Maria Joaquina de Lemos 
Duque Estrada. 
Casou em primeiras núpcias com D. Lydia Tourinho, que nasceu a 3 de 
Agosto de 1855 e falleceu em Paris a 8 de Maio de 1884 ; e em segundas 
núpcias, em 21 de Outubro de 1889, com D. Luisa Marcondes Neves, 
nascida no Rio de Janeiro a 3 de Janeiro de 1870, que reside em Territet, 
Suissa, filha de José Ferreira Neves e de D. Cândida Marcondes ; neta 
por parte paterna de António Ferreira Neves e de D. Luisa Pereira da 
Costa e pelo lado materno de Francisco Machado Marcondes e de D. Maria 
dos Remédios Marcondes. 

Doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, formado em 
1875. Abandonando a carreira de Medicina, dedicou-se á diplomacia, sendo 
nomeado em 1880, addido de i.* classe para a Legação de S. Peters- 
burgo ; serviu na de Lisboa em 1881, na de Paris em 1882 passando por 
ultimo em 1886, para a de Bruxellas, onde permaneceu até a queda do 
Império. 

Era Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial (1887); Commendador 
da Ordem de Christo, de Portugal (i de Outubro de 1885) ; Cavalleiro da 
Legião de Honra (25 de Janeiro de 1887) ; Cavalleiro da O. de Leopoldo, da 
Bélgica (22 de Janeiro de 1891). 



579 



^\ 



BRAZÃO OE ARMAS : Escudo partido em pala : na primeira em campo de oiro, uma águia de negro 
aberta e coroada da mesma cõr ; na segunda de azul, três bandas de oiro carregada* de sete 
arminhos negros, três na primeira e dois em cada uma das outras. E por differença uma brica aiul 
com uma estrella de "prata, de cinco pontas. Timlre : o dos Duque Estradas, que é a águia das 
armas. Divisa : Ptus bault. Elmo de prata guarnecido de oiro. Paquife : dos metaes e das cores do 
brazão. (Brazão passado ao D."^ Paulo da Motta Duque Estrada, em 1 1 de Maio de 1766. Reg. no 
Cartório da Nobreza, Liv. 1, fls. 28'). 



C 




ARVALHO. (D. Úrsula Maria de Almeida). 
Natural do Rio de Janeiro. Casada com Joaquiiri Caetano da 
Silva, proprietário e Escrivão do Tribunal do Jury de 
Nictheroy. 

Filba de Eloy Francisco da Silva, e de D. Maria de 
Almeida Carvalho, também naturaes do Rio de 
Janeiro. Neta por parte materna de João de Almeida 
Carvalho, natural da freguesia de Santa Eulália de 
Chaves, bispado de Lamego, no Reino de Portugal ; 
e de D. Domingas Maria da Conceição, natural do 
Rio de Janeiro. Bisneta de António de Almeida 
Carvalho e de D. Maria Mendes. Terceira neta de 
Manuel de Carvalho e de D. Domingas de Almeida. Quarta neta de 
D. Luisa de Carvalho. Q_uinta neta de D. Maria de Carvalho. Sexta neta 
de D. Isabel Carvalho de Assumpção. Sétima neta de António Fernandes 
e de D. Isabel Carvalho. Oitava neta de João Carvalho e de D. Anna 
Mendes Vasconcellos, e também de Manuel Gomes Leite do Pascal, e 
de D. Maria Mendes Solteira. Nona neta de Álvaro de Carvalho. Decima 
neta de Ruy Carvalho, que foi Fidalgo muito honrado dessa geração 
dos Carvalhos. 

BRAZÃO DE ARMAS : Lisonja com as armas dos Carvalhos, — em campo azul, uma estrella de ouro de 
oito raios, entre uma quaderna de crescentes de prata. Timbre : um cysne de prata com uma estrella 
de ouro no peito. (BrazSo passado em 6 de Julho de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, 
fls. 80). " 



580 



c 



o DECO. (Cândido José Pereira). 
Natural da cidade de Campos dos Goytacazes. 

Filbo de Alexandre José Pereira Codeço, e D. 

de Souza Rodrigues. 
Casou com D. Anna Francisca Cândida Torres. 




Maria 



BRAZÃO DE ARMAS: Escudo orlado de ouro, em campo azul cinco estreites 
de prata, postas em aspa. Timbre : um leão rompante de purpura com 
uma espada de ouro na garra destra, e uma estrella de prata na esquerda 
sobre um elmo de prata. Paquife : das cores e metaes do brazão. (Bratio 
passado em ao de Setembro de 1858. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 38). 



CODEÇO. (José Alexandre Pereira). 
Natural da cidade de Campos dos Goytacazes. 
Filbo de Cândido José Pereira Codeço, Cavalleiro da Ordem de Christo, e 
de D. Anna Francisca Cândida Torres. Neto paterno de Alexandre 
José Pereira Codeço e de D. Maria de Souza Rodrigues ; e pela lado 
materno do Guarda-Mór Vicente Torres Homem, e de D. Joaquina 
Gomes de Souza. Bisneto paterno do Capitão Estevão Ribeiro de Alva- 
renga, a quem o Rei do Portugal, D. Pedro II, concedeu Brazão de 
Armas de Nobreza e Fidalguia. 

BRAZÃO DE ARMAS : Ver o de seu pae. Cândido José Pereira Codeço. (Brazão passado em 29 de Desembro 
de 1866. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, (Is. 73). 



c 



ORDEIRO. (Lopo Diniz). 
Nasceu a 14 de Abril de 1834 na freguesia de N. S. da Conceição de 

Manbucaba, município de Angra dos Reis, Província 

do Rio de Janeiro. 

Filbo do Capitão António Cordeiro da Silva Guerra, 
natural de Guaratinguetá, S. Paulo, fallecidoa iode 
Agosto de 1866, e de D. Henriqueta de Albuquerque 
Diniz, nascida a )o de Desembro de 1814 e fallecida 
no Rio de Janeiro a 16 de Novembro de 1886, filha 
do Coronel Joaquim da Silva Diniz, que casou a 
26 de Setembro de 181 2 com D. Maria José de 
Alencastro Albuquerque, nascida a 10 de Desembro 




s8i 



*^ !.-»>■ 



de 179^, que era filha do Capitão João Baptista SanfLago RoHallo Pacheco 
da Silva, natural da Bahia, o qual provando sua ascendência obteve carta 
de Brazão, -passada a 13 de Outubro de 1795, com as armas dos Pachecos, 
SanfLagos Roballos e Silvas, tendo casado na Bahia, a 5 de Junho de 
1792, com D. Clara Magdalena de Albuquerque, filha de Pedro de 
Albuquerque da Camará, natural da Bahia, Fidalgo Cavalleiro por Alvará 
de 12 de Desembroxle 1737. 
Casou em 31 de Maio de 1862 com D. Maria de Nazareth de Araújo Basto ; 
filha do Coronel António Rodrigues de Araújo Basto, Commendador da 
Imperial Ordem da Rosa e da do Cruzeiro, e de D. Biriilia Cândida 
Vianna. ^' 

E' Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes pela Faculdade de S. Paulo 
(tSçó), e em lettras pelo Imperial CoUegio D. Pedro II em 1851 ; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Imperial (1870) ; Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa 
(1874); Cavalleiro da de Christo, de Portugal (1870), e Commendador da 
Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, em 1875 ; Conde de Diniz 
Cordeiro, por Breve Apostólico de S. S. Leão XIII, de 1892. E' o mais antigo 
advogado no foro do Rio de Janeiro, onde trabalha desde 1856. 

Seu filho Heitor Basto Cordeiro, natural da cidade do Rio de Janeiro, 
onde nasceu a 17 de Fevereiro de 1863 e falleceu a 1 de Fevereiro de 1908 ; 
casou, na dita cidade, a 6 de Maio de 1893, com D. Francisca Carolina Smith 
de Vasconcellos, que nasceu no Rio de Janeiro a 12 de Julho de 1875, ^'ha 
primogénita dos 2.°* Barões de Vasconcellos. Era Bacharel formado em 
sciencias jurídicas e sociaes pela Faculdade de Pernambuco; formado em 
26 de Setembro de 1885, Moço Fidalgo com Exercício na Casa Imperial, 
Official da Imperial Ordem da Rosa por decreto de 22 de Desembro de 1888, 
e Cavalleiro da Real Ordem de Christo, de Portugal. 



BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, as armas dos Pachecos, — em campo de oiro, 
duas caldeiras de negrc», com três faxas cada uma, veiradas de oiro e contravciradas de vermelho, e 
assim as azas ; e nos encaixes quatro cabeças de serpes, negras, duas para dentro e duas para fora. 
No segundo quartel, as dos Santiagos, — em campo de prata um pendio, que é metade azul e outra 
metade sanguinha, haste vermelha segura por duas maõs de sua côr cortadas e distilando sangue. 
No terceiro quartel, as dos Roballos, — em campo azul um roballo de prata entre duas estrtllas de 
oiro. No quarto, as dos Silvas, — em campo de prata um leão de purpura armado de azul. E no 
meio um escodete com as armas dos Albuquerques, que são esquarteladas : no primeiro e quarto as 
, armas de Portugal com seu filete e contrabanda acostumada, no segundo e terceiro vermelhos, cinco 
flores de liz de oiro em aspa. Timbre : uma aza de águia extendida, e sobre ella as cinco flores de 
liz das armas ; e por differença uma brica azul com um farpão de prata. (Brazão passado em 15 de 
Fevereiro de 1866. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 70). 



582 



c 



OUTINHO. (Balthazar Rangel de Souza). 
Natural da freguesia de S. Salvador do Mundo da Guaratiba, bispado 
do Rio de Janeiro, Capitão, Cavalleiro professo na 
Ordem de Christo. 

Filho do Doutor Miguel Rangel de Souza Coutinho, 
natural da dita freguesia, ao qual se passou brazão 
de armas das mesmas famílias a 3 de Março de 1727, 
e de D. Helena da Cruz Freire. Neto paterno de 
Julião Rangel de Souza, e de D. Maria Josepha 
Pereira de Mariz, e pela parte materna do Capitão 
Bento Figueiroa Bravo, e de D. Josepha Freire. 
Bisneto do Capitão Balthazar Rangel de Souza, e 
de D. Angela de Mendonça. Terceiro neto de Vasco Fernandes Coutinhb, 
senhor e donatário da Villa e Capitania do Espirito-Santo ; cujos netos 
na Corte de Lisboa lograram os titulos de Almotaceis-Móres do Reino, 
e a dita D. Angela de Mendonça era filha de Francisco de Souza Coutinho, 
que era segundo neto de D. Jorge de Souza, irmão de D. António de 
Souza, Conde do Prado. Terceiro neto pela parte materna do Capitão 
Constantino Machado Sampaio, e de D. Josepha da Silva e Mariz Pereira, 
filha de Duarte Sodré Pereira, senhor de Aguas-Bellas. 




BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esqu^rtelado : no primeiro quartel as armas dos Souzas do Prado, que sSo : 
escudo esquartelado no primeiro e quarto em- campo de prata as cinco quinas de Portugal ; no 
segundo e terceiro quartéis, em campo de prata, um leio rompante de vermelho. No segundo 
quartel as armas dos Coutinhos, — em campo de oiro cinco estrellas vermelhas postas em santor. 
No terceiro as armas dos Pereiras, — em campo vermelho uma cruz de prata florida, e vasia do 
campo. No quarto as armas dos Rangeis, — em campo azul uma flor de liz de prata, com uma 
orla de oiro, e nella sete romans verdes com bagos vermelhos. Timbre: dos Souzas, que é um leào 
rompante vermelho, com uma grinalda florida de verde, e por differença uma brica vermelha com 
farpão de oiro. (Brazão passado em 17 de Setembro de 1816. Ríg. no Liv. 1. a fls. 66 do Reg. dos 
Brazões e armas de Fidalguia do Reino Unido e suas Conquistas). 



^83 



c 



OUTO. (Luiz Martinho de Azevedo). 
Natural e residente na Província do Pará. Cónego da Sé da mesma 
Provincia, vigário collado da freguesia da Sé, Cavalleiro 
Fidalgo da Casa Imperial. 

Filbo de António Bernal do Couto, Cavalleiro da Ordem 
Imperial do Cruzeiro, e de D. Anna Joaquina de 
Carvalho. 




BRAZÀO DE ARMAS : Escudo ovado : no primeiro quartel, em campo 
vermelho, um leào de ouro faxado com três faxas de azul. No segundo 
quartel, em campo vermelho, um castello de prata lavrado de negro 
com as portas e frestas de verde, assentado sobre ondas de prata 
e azul em contra chefe. No terceiro quartel esquartelado : no primeiro, 
em campo de oiro, uma águia negra de duas cabeças armada de 
vermelho com um crescente de prata nos peitos ; no segundo, emVcampo sanguinho, três escudetes 
de prata, carregado cada um de sua cruz sanguinha chã postos em roquete ; no terceiro quartel também 
em campo sanguinho um castello de prata ; e no quarto, no mesmo campo vermelho, três vieiras de 
prata em roquete. No quarto quartel em campo azul, uma estrella de oiro de oito raios, no centro de 
quatro crescentes de prata apontados. Chapéo de Cónego, e por differença uma hrica de prata com 
um L de preto. (Brazio passado em 12 de Fevereiro de 1S70. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, 
fls. 107). 



GAMA. (Caetano Maria de Paiva Lopes). 
Natural e baptisado na cidade do Rio de Janeiro. Moço Fidalgo da 

Casa Imperial. 

Filbo do Visconde de Maranguape, Caetano Maria Lopes 
Gama, Grande do Império, Membro ordinário do 
Conselho de Estado, Senador do Império, Ministro 
aposentado do Supremo Tribunal de Justiça, Grande 
Dignitário da Ordem da Rosa, Official da Imperial 
Ordem do Cruzeiro, Commendador da Ordem de 
Christo, Ministro e Secretario de Estado dos Negócios 
Estrangeiros, natural e baptisado na cidade do Recife, 
Pernambuco, e da Viscondessa de Maranguape. 

Neto paterno do Doutor João Lopes Cardoso Machado, natural de Lisboa, 
e de D. Anna Bernarda do Nascimento Gama, natural e baptisada na Pro- 
vincia de Pernambuco. 

Bisneto paterno do Capitão-Mór José Lopes Cardoso, natural de Guima- 
rães, Portugal, e de D. Águeda Maria de Souza Machado, natural da Villa de 
Soure, ambos do Reino de Portugal ; e pela materna do Sargento-Mór Pedro 




584 



# 



Fernandes Gama, e de D. Theresa Maria de Jesus, ambos naturaes d'aquella 
mesma Província ; terceiro neto materno do Fidalgo Cavalleiro Pedro Fernandes 
Gama, e de D. Maria dos Prazeres Neves. Quarto neto pelo dito lado do 
Fidalgo Cavalleiro Manuel Fernandes Gama, e de D. Francisca Gomes, filha 
do Coronel do Regimento de Linha da cidade do Porto, Bento Gomes ; quinto 
neto por esta mesma parte do Fidalgo Ayres da Silva Coutinho, morgado de 
Azurara, e de D. Margarida da Gama, filha de D. Vasco da Gama, }." Marquez 
de Niza. 

BRAZÃO DE ARMAS : O de seu pae. Escudo esquartelado : no primeiro quartel as armas dos Gamas, — 
quinze escaques de oiro e vermelho de três peças em faxa e cinco em pala, tendo as vermelhas 
acoticadas com suas faxas de prata, e no meio um escudo com as quinas do reino. No segundo, as 
dos Lopes, — em campo azul uma palmeira de oiro, com um corvo pousante nella com azas exten- 
didas. No terceiro, as dos Cardozos, — em campo vermelho dois cardos de verde floridos com flor 
e raizes de prata entre duas leões de oiro batalhantes armados de vermelho. No quarto quartel, as 
dos Machados, — em campo vermelho cinco machados de prata, manicados de oiro postos em aspa. 
Elmo de prata, guarnecido de oiro em relevo. Timbre ; o dos Gamas, um naire de cintura para cima 
i vestido ao modo da Índia, com o escudo das armas na mão. (Brazão passado em... de Novembro 

de 1857. Reg. no Cartório da Nobreza. Liv. VI, fls. 36). 



H 



ENRIQUES. (João António de Araújo Freitas). 
Fílbo do Coronel João Joaquim de Freitas Henriques. 

Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes. Foi Ministro 
do Supremo Tribunal de Justiça ; Presidente das Pro- 
víncias: do Ceará em 1869, da Bahia em 1871, de Minas 
Geraes em 1874 e do Pará em 1886 ; Deputado á 
Assembléa Geral, representando a Província da Bahia, 
na 15.» legislatura de 1872-1875 e na 16.^ de 1878. 

Era Commendador da Imperial Ordem de Christo 
e do Conselho de S. Magestade. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido cm pala : a primeira, partida em 
faxa, tendo em cima as armas dos Freitas, — em campo vermelho, cinco 
estreitas de oiro de seis pontas postas em aspa ; e por baixo as dos Henriques, — em campo de 
prata dois leões de purpura batalhantes, e um manteler de vermelho, carregado de um castello 
de oiro, lavrado de preto. Na segunda pala, esquartelada, as armas dos Esmeraldos, que são : no 
primeiro quartel, de prata, uma banda de preto; e no contrario do mesmo, um leão do mesmo, e 
sobre ella um filete em banda ; no segundo de azul, uma faxa de oiro, e no contrario do mesmo, 
uma banda de prata fimbrada de goles. Timbre : o dos Freitas, dois braços do leão, de oiro, em aspa. 
Elmo de prata guarnecido de oiro. Paqjjife : dos metaes e cores das armas. (Brazão passado em 
»■} de Agosto de 1860. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 45). 




Archivo Nobititrchlco Brasileiro 74 



585 



L 



^M" 



EÀO. (José Ribeiro da Silva). "^ ^ *^ 

Filho do Capitão Manuel José Ribeiro da Silva, negociante de grosso 
trato, e proprietário, e de D. Senhorinha Rosa da 
Conceição e Silva. 

Neto paterno do negociante e proprietário João 
Ribeiro da Silva e de D. Catharina Ribeiro e Silva, e 
neto materno do Capitão, Cavalleiro da Ordem de 
Santiago, Jacintho Gomes Leão, e de D. Joaquina do 
Amaral Leão. 

Coronel reformado da Guarda Nacional ; Official 
da I. Ordem da Rosa, Cavalleiro da de Christo, nego- 
ciante matriculado e proprietário. 

BRAZÂO DE ARMAS : Escudo esquartelado ; no primeiro quartel, em campo vermelho, Ires estrellas de 
ouro, 2 e I. No segundo e terceiro, em campo de prata, um leão sanguinho armado de azul. No 
quarto, faxado de azul e de ouro, de quatro peças. (Brazão passado em j de Setembro de 1863. 
Re^. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 60). 




L 



EÁO. (Luiz Filippe de Souza). 
Natural da Província de Pernambuco. 

Casou com D. Maria de Figueiredo, natural do Rio de 

Janeiro, irman do Conde de Figueiredo, já fallecida. 

Falleceu no Rio de Janeiro a 30 de Agosto de 1898. 

Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes pela Facul- 
dade do Recife. 

Representou sua Provinda natal, na Camará Tem- 
porária, em 4 legislaturas : na 10.' de 1857-60, 12.* e 
13." de 1864-70, e na 16.* de 1878 ; e no Senado, sendo 
nomeado em 1880. 

Era do Conselho de S. M. o Imperador, e Official 
da Imperial Ordem da Rosa. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto, em campo de prata, as quinas de 
Portugal, postas em aspa ; no segundo e terceiro, em campo de oiro, um leão de goles rompante. 
Timbre : o leão das armas. (BrazJo passado em 30 de Agosto de 1867. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 90). 




586 




LiSBÒA. (Joaquim Miguel Ribeiro). 
Baptisado na freguesia de S. João Baptista, de Nictheroy, Rio de Janeiro. 
Filho de Miguel Maria Lisboa, Barão de Japurá, natural 
da cidade do Rio de Janeiro, do Conselho de S. M. o 
Imperador, Grande Dignitário da Ordem da Rosa, 
Commendador da Ordem de Christo, Env. Extra- 
ordinário e Ministro Plenipotenciário do Brasil nos 
Estados Unidos ; e de D. Maria Isabel de Andrade 
Lisboa, natural desta cidade. 

Neto paterno de José António Lisboa, natural desta 
cidade, do Conselho de S. M. o Imperador, Commen- 
dador da Ordem de Christo ; Deputado da Junta do 
commercio, agricultura, fabricas e navegação, o qual foi chamado, no Conselho 
do Senhor D. João VI, a dar conselho no Conselho de Estado daquelle 
Augusto Senhor, e no reinado do Senhor D. Pedro I, Ministro e Secretario de 
Estado dos Negócios da Fazenda ; e de D. Maria Euphrasia de Lima Lisboa, 
natural da Província do Rio Grande do Sul. 

Neto materno de João José de Andrade Pinto, natural de Lisboa, Fidalgo, 
Cavalleiro da Casa Real de Portugal, Gentil-Homem da Imperial Camará, 
Commendador da Ordem de Christo, Official da da Rosa, e de D. Maria José 
de Paiva e Andrade, natural da cidade da Bahia, Dama Honorária de S. M. a 
Imperatriz. 

Bisneto paterno do Capitão José António Ribeiro, natural de Famalicão, 
Portugal, Cavalleiro Professo na Ordem de Christo, e de D. Barbara da 
Conceição de Jesus, natural da Ilha do Pico ; também bisneto pela parte 
paterna do Capitão Francisco Marques Lisboa, natural de Portugal, Cavalleiro 
Professo na Ordem de Christo, e de D. Euphrazia de Azevedo Lima, natural 
da Provinda do Rio Grande do Sul. 

Bisneto pela parte materna de Caetano José de Campos e Andrade, 
natural de Lisboa, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, Guarda Roupa de 
S. M. Fidelíssima, e de D. Isabel Germana Jorge, natural de Lisboa ; também 
bisneto materno de António Soares de Paiva, natural da villa da Colónia, na 
Província de Montevideo, e de D. Bernardina de Azevedo Lima, natural da 
Província do Rio Grande do Sul. 

Terceiro neto paterno de Manuel Luiz Seraphim Ribeiro e de D. Maria 
Ribeiro Fidalgo, terceiro neto pela parte paterna de Luiz Marques de Oliveira, 
Capitào-Mór de Famalicão, e de D. Thereza Ribeiro Fidalgo, e também 
terceiro neto, tanto pela parte paterna como pela materna, de Domingos 



587 



de Lima e Veiga, natural de Portugal, e Escrivão da Junta da Fazenda, da 
Província de S. Paulo, e ;de D. Gertrudes de Araújo Paes Leme, natural de 
Sorocaba, S. Paulo ; e também terceiro neto pela parte materna de José 
Caetano Sérgio de Andrade, natural de Lisboa, Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Real e Guarda Roupa de S. M. Fidelíssima, e de D. Helena Rita Seixas de 
Andrade. 

Qiiarto neto paterno de Manuel Luiz Ribeiro, e de D. Seraphina da 
Conceição ; e também quarto neto pela parte paterna de Manuel Francisco 
Arrojado, filho segundo do Morgado da Quinta dos Arrojados, e de D. Isabel 
Ribeiro Fidalgo ; e também quarto neto pela parte paterna, como pela materna, 
de Marçal de Lima, natural de Portugal e descendente dos senhores de Ponte 
de Lima ; e também quarto neto, tanto pela parte paterna como pela materna, 
de Pedro de Araújo Paes, natural de S. Paulo, e de D. Marianna Leme Garcia ; 
e também quarto neto pela parte materna de Caetano de Andrade Pinto, 
natural de Portugal, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, Guarda Roupa de 
S. M. Fidelíssima, e Aio do Senhor D. José 1, e de D. Maria Theresa Leonor 
da Veiga e Cidade. 

Quinto neto pela parte materna de Manuel Campos e Andrade, natural 
"de Lisboa, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real e Guarda Roupa de S. Magestade 
Fidelíssima. 

Sexto neto pela parte materna de João Carhpos e Andrade, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real e Contador do Reino. 



■^#■■ 



BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel as armas dos Ribeiros, — em campo de 
oiro três faxas verdes. No segundo as armas dos Umas, que são partidas em três palas ; a primeira 
de Aragão, quatro faxas vermelhas ; e nas outras duas palas, o escudo esquartelado dos Silvas, isto 
é, em campo de prata um leão de purpura, armado de azul. No terceiro as armas dos Andrades, — 
cm campo verde uma banda de góics acoticada de oiro, com duas cabeças de serpes. No quarto 
quartel as armas dos Pintos, — em campo de prata, cinco crescentes de lua de goles, postos em 
aspa. Timbre : o dos Oliveiras, uma aspa de prata com uma flor de li^ de ouro. (Brazão passado em 
:o de Agosto de 18Ó4. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 04). 



588 




LISBOA. (José Marques). 
Filho de Francisco Marques Lisboa, Cavalleiro da Ordem de Christo, 
Patrão-Mór do Rio Grande do Sul, e Coronel de 
Milícias, e de D. Euphrazia Joaquina de Azevedo 
Lima e Alarcão. 

Neto paterno de Luiz Marques Lisboa de Oliveira, 
Capitão-Mór da Vilia de Famalicão, e de Theresa Maria 
de Jesus Bueno da Ribeira. 

Neto materno de Domingos de Lima Veiga, Escrivão 

da Provedoria da cidade de Porto-Alegre, e Guarda- 

Mór das terras mineraes daquella Província, e de 

D. Gertrudes Paes Leme de Araújo Gusmão. 

Do Conselho de S. M. o Imperador, Grande Dignitário da Ordem da 

Rosa, Commendador da Ordem de Christo, e da de Leopoldo da Bélgica, 

-Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário junto a S. M. Britânica. 

BRAZÃO de armas : Escudo esquartclndo : no primeiro quartel as armas dos Limas, que são o escudo 
partido em três palas : a primeiro de Aragão, e as duas outras esquarteladas de prata, ao primeiro 
um leão de purpura armado de azul, ao segundo três faxas enxequetadas de ouro e vermelho de três 
peças em pala, e assim os contrários. No segundo quartel as armas dos Azevedos, que são uni 
escudo esquartelado, no primeiro e quarto de oiro, uma águia preta estendida ; no segundo e 
terceiro, de azul, cinco estrellas de prata postas em aspa, com bordadura vermelha carregada de 
aspas de oiro. No terceiro quartel, as armas dos Oliveiras, — em campo vermelho uma oliveira verde 
com azeitonas de oiro e raizes de praU. No quarto quartil as arinas dos Souto-lVIaior, — em campo 
de prata três faxas enxequetadas de oiro e vermelho de três peças em pala, com uma cinta de preto 
cada uma. Timbre : o dos Limas, que é o leão das armas. (Brazão passado em 1 5 de Janeiro de 1847. 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. ó). 



L 



OBO. (João Baptista Pereira). 
Natural e morador na cidade do Recife, Pernambuco. 

Filho de João Baptista Pereira Lobo, e de D. Maria 
Francisca de Gusmão, ambos da mesma cidade de 
Recife. Neto paterno do Capitão Manuel Pereira Lobo,, 
Rico-homem, natural da cidade de Lamego, em Portu- 
gal, freguesia da Sé, e de D. Maria do Espirito Santo, 
natural da dita cidade do Recife, e por parte materna 
do Sargento-Mór Filippe Rodrigues Campello, Fidalgo 
da Casa Real, e de D. Ignez Francisca de Gusmão, 
filha do Capitão Belchior Mendes de Carvalho, e de 
D. Maria Tavares de Lira Gusmão. 




S89 



1i¥- 



Bisneto por parte paterna do Gà^iio Manuel Pacheco da Silva, e de 
D. Theresa de Jesus Corrêa de Brito, naturaes do Recife ; e por parte materna 
do Sargento-Mór Manuel Rodrigues Campello, Cavalleiro Professo na Ordem 
de Christo, e Fidalgo da Casa Real, filho de outro Sargento-Mór António 
Rodrigues Campello, natural de Vianna de Lima, e de D. Ignacia dos Ramos 
Reis, natural do Recife ; sendo a mulher do referido Manuel Rodrigues 
Campello, D. Innocencia de Brito Falcão, filha do Capitão Luiz Braz Bezerra, 
c de D. Francisca Sanchez dei Poço. Terceiro neto do Capitão Floriano Corrêa 
de Brito, e de Luiza Carneiro da Silva, e também terceiro neto do D.' Domingos 
Filippe de Gusmão, natural da cidade de Távora (Portugal), e de D. Maria 
Tavares de Lira, natural do Recife. Quarto neto do Capitão-Mór Francisco 
Ribeiro da Silva, natural de Braga, e do Fidalgo Manuel Rodrigues, natural 
■de Refoios de Lima, e de D. Natália Domingues Campello, natural de Vianna 
de Lima, e do Capitão Francisco Rebello de Barros, natural de Caminha, 
e de D. Maria Rocha de Barros Reis, natural daquella mencionada villa. 
Quinto neto do Capitão-Mór Pedro Ribeiro da Silva, natural da cidade de 
Braga, e bem assim quinto neto de Domingos Gonçalves Campello, natural 
dQ Prado, casado com D. Justa Gonçalves Campello ; e de sua mulher e 
prima D. Paschoa de Faria Lobo, filha de João Lobo Pinheiro de Faria, e de 
D. Jeronyma de Antas da Silveira, da familia dos Pinheiros, Alcaides-Móres 
de Barcellos, fidalgos aparentados com a maior parte dos grandes do reino, 
descendentes da noblissima familia dos Villas-boas, senhores da casa de Ayró, 
dos Annes de Moraes do Conselho de Baião, e quinta do Quelhas em 
S. Bartholomeu de Campello, e senhores da casa de Camprosa, Marquezes 
deste titulo, enlaçados com as illustres varonias dos Lobos, Silveiras, Barões 
de Alvito, e Condes de Oriola e Sarzedas. 

inspector da Thesouraria Provincial das Rendas Publicas da Província de 
Pernambuco ; Official da Ordem da Rosa ; Cavalleiro da de Christo. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquíkrttlado : no primeiro as armas dos Campellos, que são ao mesmas dos 
Moraes, partidas em pala ; na primeira em campo vermelho e sobre um rio, uma torre de prata 
lavrada de preto, com um telhado de ouro e bandeira de prata ; e na segunda pala, em campo de 
prata, uma amoreira verde. No segundo quartel, as armas dos Gamas, — quinze escaques de ouro 
e vermelho, três peças em pala, e cinco em faxa, e as peças vermelhas acoticadas com duas faxas 
de prata, e um escudo das armas de Portugal no meio. No terceiro quartel as armas dos Regos, — 
em campo verde, uma larga banda perfilada de prata e ondeada de agua azul, e sobre ella três vieiras 
de oiro. No quarto quartel as dos Lobos, — de prata, cinco lobos pretos postos em aspa e armados 
de vermelho. Timbre : dos Campellos ; a amoreira verde de suas armas, e por differença uma brica de 
prata com trifolio azul. (BrazSo passado em 34 de Novembro de 184Ó. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 4). 



590 



-e-r 



L 



OBO. (Francisco Joaquim Pereira). 
Natural e morador na cidade do Recife. 

Filbo de João Baptista Pereira Lobo e de D. Maria 
Francisca de Gusmão. (Ver a ascendência de João 
Baptista Pereira Lobo). 

Coronel chefe da 2.» Legião da Guarda Nacional do 
Recife. 




BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quírtel as armas 
do Campellos, que s3o as mesmas dos Moraes, partidas em pala : na 
primeira em campo vermelho, e sobre um rio uma torre de prata lavrada 
de preto, com telhado de ouro, e bandeira de prata, e na segunda pala, 
em campo de prata, uma amoreira verde ; no segundo quartel as armas 
dos Barros, — em campo sanguinho três bandas de prata, entre nove estrellas de ouro; no terceiro 
as armas dos Regos, — em campo verde uma larga banda perfilada de prata, e ondeada de agua 
azul, e sobre ella três vieiras de oiro; no quarto quartel, as dos Lobos, — em campo de prara cinco 
lobos pretos postos em aspa, e armados de vermelho. Elmo de prata aberto, e guarnecido de ouro. 
Timbre : dos Campellos, que é a amoreira verde de suas armas, e por differença uma brica de prata 
com trifolio de azul. (BrazSo passado em sé de Novembro de 184o. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, fls. 5). 



LOBO. (Francisco Leopoldino de Gusmão). 
Natural e morador na cidade do Recife. 
Filbo de Francisco Joaquim Pereira Lobo, Coronel-Chefe do Estado-Maior 
da Guarda Nacional de Olinda e Jguarassú ; Commendador da Ordem da 
Rosa, e da de Christo," de Portugal, condecorado com a medalha do 
exercito cooperador da boa Ordem ; e de D. Leandra Joaquina de Sá Lobo, 
filha do negociante Alexandre José de Sá, e de D. Vicencia Clara de Sá 
Pegado. Neto por parte paterna de João Baptista Pereira Lobo, e de 
D. Maria Francisca de Gusmão. Bisneto paterno do Capitão Manuel Pereira 
Lobo, Rico-homem, natural de Lamego, freguesia da Sé, e de D. Maria 
josepha do Espirito Santo, natural do Recife ; e pela parte materna 
bisneto do Sargento-Mór Filippe Rodrigues Campello, Fidalgo da Casa 
Real, e de D. Ignez Francisca de Gusmão, filha do Capitão Belchior 
Mendes de Carvalho, e de D. Maria Tavares de Lira Gusmão. Terceiro 
neto por parte paterna do Capitão Manuel Pacheco da Silva, e de 
D. Theresa de Jesus Corrêa de Brito, naturaes do Recife; e por parte 
materna terceiro neto do Sargento-Mór Manuel Rodrigues Campello, 
Cavalleiro Professo na Ordem de Christo, Fidalgo da Casa Real, filho de 



S91 



"f 



outro Sargento-Mór António Rodrigues Campello, natural de Vianna de 
Lima, e de D. Ignacia de Barros Rego (sua prima) natural do Recife, 
sendo a mulher do terceiro avô Manuel Rodrigues Campello, D. Inno- 
cencia de Brito Falcão, filha do Capitão Luiz Braz Bezerra, e de D. Fran- 
cisca Sanches dei Poço. Quarto neto do Capitão Floriano Corrêa de Brito, 
e de D. Luisa Carneiro da Silva, e também quarto neto do Doutor Domingos 
Filippe de Gusmão, de estirpe illustre na cidade de Távora, d'onde era 
natural, e de D. Maria Tavares de Lira, natural da sobredita cidade do Recife. 
Qiiinto neto do fidalgo Manuel Rodrigues, natural de Refoios de Lima, 
e de D. Natália Domingues Campello de Barros, natural de Vianna de 
Lima, e do Capitão Francisco Rebello de Barros, natural de Caminha, 
e de sua mulher e prima D. Maria da Rocha de Ramos Rego, natural de 
Braga. (O resto como na carta de João Baptista Pereira Lobo). 

Bacharel em direito pela Faculdade do Recife. Moço Fidalgo com exercício 
e Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial. 

Foi Promotor Publico da capital de Pernambuco ; Deputado á Assembléa 
Geral por Pernambuco, na 15." legislatura de 1872-1875. 

Era Commendador da Imperial Ordem da Rosa; Official da Legião de 
Honra, Commendador da Conceição de Villa Viçosa, da de Leopoldo, da 
Bélgica, e do Santo Sepulchro de Jerusalém ; Grande Official de S. Estanisláo, 
da Rússia. -n- 

BRAZÃO DE ARMAS : Ver o de seu pae. Francisco Joaquim Pereira Lobo. (Brazão passado em i6 de 
Julho 'de i8ó^. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 57). 



]\ /[ AlQR. (João Huet Bacellar Pinto Guedes Souto). 



Natural e baptisado na freguesia de S. Martinho de Recezinhos da 
cidade do Porto, 

Filho -át Duarte Cláudio Huet de Bacellar Souto-Maior, 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Real de Portugal, senhor 
do Morgado de Pavoiso, d'aquelle cidade, e de 
D. Anna Joaquina Guedes de Carvalho Vasconcellos 
e Menezes, senhora do morgado de Canavezes, 
ambos moradores na quinta do Fofo. Neto paterno 
de Lourenço Huet de Bacellar Souto-Maior, e de 
D. Victoria de Lacerda de Pinho Pereira ; e pela 
materna, de Victoriano José Mendes de Carvalho, 




592 



e de D. Angélica Maria Guedes, ambos naturaes do Porto. Bisneto 
paterno de Duarte Cláudio Huet Souto-Maior. e de D. Maria losepha 
de Freitas, e materno de Diogo Moreira Cardoso de Vasconcellos, e de 
D. Josepha Violanta de Vasconcellos. naturaes da Villa da Feira, da 
cidade do Porto ; e bem assim bisneto de Bernardo Mendes de Carvalho, 
e de D. Maria Camello de Souza, e mais de Luiz Pinto da Fonseca, 
e de D. Luisa da Fonseca Pinto. Terceiro neto paterno da Vicente 
Huet de Souto-Maior. Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, Commendador 
e Alcaide-Mór de Villanova de Mil-Fontes, Brigadeiro e Governador 
de Valença do Minho, c de D. Theresa Isabel de Almeida Machado Porto- 
Carreiro. Qiiarto neto paterno do Fidalgo Cavalleiro Duarte Cláudio 
Huet, Cavalleiro allemão que se alistara ao serviço do Senhor Infante 
D. Duarte de Portugal, a quem servira como seu camareiro na prisão do 
Castello de Milão, com tanto amor e lealdade que por morte do dito 
Infante fora nomeado por elle seu testamenteiro ; e como viesse a 
Portugal prestar contas desta testamentária, em remuneração destes e 
outros serviços relevantes fora nomeado Cavalleiro da Ordem de Christo, 
e Commendador de S. Gil de Portugal, onde casara com D. Constança 
Malheiro Souto-Maior, filha de Marcos Malheiro Pereira de Bacellar, Alcaide- 
Mór de Villanova de Mil-Fontes, senhor da casa, torre e honras de Mira 
da Casa de Bacellar, alem de senhor tio solar e paço de Antas, e da 
honra e solar de Coronéis. 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Coronel graduado e reformado do 
extincto Corpo da Brigada, Official da Imperial Ordem do Cruzeiro, Cavalleiro 
da da Rosa. e da Ordem de S. Bento de Aviz. 

BRAZÃO DE ARMAS : Kscudo esquarteiado : no primeiro 4Uartel as armas dos Huets, — em campo azul 
três flores de liz de oiro, postas em roquete. No segundo as dos Bacellarcs, — em campo de oiro um 
bacello verde de duas verguntas retorcidas postas em pala, com quatro cachos de purpura. No 
terceiro as dos Pintos, — em campo de prata, cinco crescentes de lua vermelhas em aspa. No 
quarto, as de Soulo-IVlaior, — em campo de prata três faxas enxequetadas de oiro e vermelho 
de três peças em pala. Coroa a dos Duques de Souto-Maior, por assim ter sido concedida á sua 
descendência. Paquike dos metaes e cores das armas. Timbrr : o dos Huets : uma flor de liz de oiro 
collocada sobre a coroa. (Brazão passado em 2s de Março de (849. Reg. no Cartório da Nobreza 
Liv. VI. ns. q). 



Archivo Nobiliarcliico Kr>sileira 75 



593 



MEIRELLES. (D/ Joaquim Cândido Soares de). 
Nasceu a 5 de Novembro de 1797, em Sabará, Minas Geraes. 
Falleceu a 13 de Juliio de 1868. 
Filbo do Cirurgião Manuel Soares de Meirelles e de 
D. Anna Joaquina de S. José Meirelles. 
Era formado pela antiga Academia Medico-Cirurgica 
do Rio de Janeiro ; Doutor em medicina pela Faculdade 
de Paris ; Cirurgião-Mór e chefe do Corpo de saúde 
da armada com a graduação de chefe de Divisão ; 
Medico da Imperial Camará. 

Foi Deputado á Assembléa provincial do Rio de 
Janeiro, e representou sua Provinda na Camará tempo- 
rária, na 6." e 7.* legislaturas de 1845 a 1848. 

Do Conselho de S. M. o Imperador ; Commendador da Ordem da Rosa, 
Official da do Cruzeiro. Cavalleiro da de S. Bento de Aviz ; condecorado com 
a medalha commemorativa da rendição da divisão paraguaya que occupava 
Uruguay em i86s ; membro honorário, e fundador da Imperial Academia de 
Medicina, que instalou a 24 de Abril de 1830 ; sócio do Instituto Histórico e 
Geographico Brasileiro, da Academia Medico-Cirurgica de Nápoles, da sociedade 
de medicina de Louvain, da sociedade Philomatica de Paris, etc. 




BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis, as armas dos Meirelles, — 
em campo de góles, uma cruz florida de oiro. No segundo e terceiro, as dos Soares, — também em 
campo de góles, uma torre de prata ; e no meio um escudetc, tendo em campo de oiro uma ancora 
de sable, carregada de uma cobra de sinople, enroscando uma verga de prata. Elmo de prat 
guarnecido de oiro. Timbre : um lebreo de sable com a boca aberta. Paquife : das cores e metaes da 
armas. (Brazão passado em i de Maio de i86j. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 52). 



S94 



M 




ENDONÇA. (Jacintho Paes de). 
Natural e baptisado na freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, 
da villa do Porto-Calvo, Província das Alagoas. 
Filho do Tenente-Coronel Bernardo António da Men- 
donça, e de D. Anna Barbara de Mattos Castello 
Branco. Neto paterno do Desembargador José de 
Mendonça de Mattos Moreira, Juiz de Fora da villa 
de Odemira, natural de Albufeira, reino do Algarve ; 
e pela parte materna do Desembargador Joaquim 
Pereira de Mattos Castello Branco. Bisneto do 
Sargento-Mór José de Mendonça Vieira e de D. Bar- 
bara Francisca Xavier de Mattos Moreira. Terceiro 
neto de Francisco Dias Vieira e Souza. 

Bacharel em leis pela Faculdade do Recife, foi Commandante Superior 
da Guarda Nacional de Porto-Calvo ; 2.° Vice-Presidente da Província das 
Alagoas. Representou a dita Província na Assembléa Geral, nas 14.^' legisla- 
turas de 1869-1872 e II.» de 1 86 i-i 864 e no Senado, sendo nomeado em 187 1. 

Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial ; Commendador da Imperial 
Ordem de Chrísto e da Rosa. Irmão do Barão de Anadia, Manuel Joaquim 
de Mendonça Castello Branco. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel as armas dos Mcndonças, que são o 
escudo franxado, ao primeiro de verde, uma banda vermelha coticada de ouro ; no segundo 
um S preto, em campo de ouro; e assim dos contrários. No segundo quartel, as armas dos Vieiras, 
— em campo vermelho seis vieiras de ouro em duas palas. No terceiro as dos iVlattos, — em campo 
vermelho um pinheiro de verde, com fructos, perfis e raizes de ouro entre dous leões do mesmo, 
armados de azul. No quarto as dos Moreiras. em campo vermelho nove escudetes de prata, e sobre 
cada um, uma cruz florida verde, como as do Aviz, em três palas. E no meio um cscudete com as 
armas dos Castellos Branco, que sSo, em campo azul um leão de ouro rompante, armado de goles. 
Elmo de prata aberto, guarnecido de ouro. PAciuifE : dos metaes e cores das armas. Timbre : o leào 
dos Castellos Branco. (Brazão passado em i^ de Setembro de i8ói. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, ns. 4.,). 



59 5 



\/l ENEZES. (Pedro António Telles Barreto de). 



Cavalleiro da Ordem de Christo sub-delegado e Juiz de Paz da 
freguesia de S. João de Merity ; Proprietário nesta 

Corte e fazendeiro do municipio de Iguassú. 

Filho de Luiz Telles Barreto de Menezes, Juiz de 
Orphãos, e de D. Maria Rita Felicidade da Gama e 
Freitas, neto paterno do D.' Francisco Telles Barreto 
de Menezes. Juiz de Orphãos, e de D. Francisca 
Joaquina de Oliveira Brito, e por parte materna de 
Pedro António da Gama e Freitas, e de D. Anna 
Maria Gurgel do Amaral. 




BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel em campo de prata, um leão de purpura 
rompante. No segundo em campo verde, uma handa de gólcs acoticada de ouro, saindo das bocas 
de duas cabeças de serpes. No terceiro em campo azul, cinco estrellas de ouro de seis pontas, em 
aspa. No quarto, de ouro, com seis lobos de gólcs, postos cm duas palas ; e no meio, um escudete, 
tendo em campo de oiro um anel encoberto. Timbre : uma meia donzclla vestida do oiro, com 
um escudo nas mãos; c por difíerença, uma brica de azul com a leltra P de ouro. (Brazão passado 
em 27 de Abril de 1868. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 97). 

N. B. As armas são copiadas da escuiptura da pedra tumular do Doutor António Telles Barreto 
de Menezes, no seu jazigo na Capella do Convento da ilha do Senhor Bom Jesus. 



IV 4 ESSEDER. (Manuel de Azevedo Coutinho). 



Natural e baptisado na Sé do Rio de Janeiro. Cavalleiro da Ordem 
de Christo. 

Filho de Nicoláo Coelho Messeder ; negociante de 
grosso trato na dita cidade, e de D. Francisca 
de Paula Rangel de Azevedo Coutinho. Neto paterno 
de Zacharias Messeder. depositário e recebedor das 
rendas de S. M. Britânica em Londres, e do Coronel 
António Coelho da cidade do Porto ; e por parte 
materna do Tenente-Coronel do extincto regimento 
de Tapocorá Francisco Martins da Cunha Tenreiro, 
Fidalgo da Casa Real, e do Capitão-Mór António 
da Cunha Falcão, Cavalleiro da Ordem de Christo. Alem destes quatro 
avós nobres, é sobrinho em terceiro gráo do Desembargador do Paço, e 
Procurador da Coroa João Pereira Ramos, e do Bispo Conde de Arganil, 
e sobrinho em segundo grau do Brigadeiro Domingos de Azevedo 




sgb 



Coutinho Souza Chichorro, Monsenhor Miguel José Corrêa de Lima 
Azevedo, e do Gentil-Homem da Imperial Camará Marianno de Azevedo 
Coutinho. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro as armas dos Azevedos, — em campo dí ouro 
sete barras de azul lançadas ao vicz ; no segundo as dos Coutinhos, — também em campo de ouro 
cinco cstrcllas de vermelho de cinco pontas cada uma, postas em aspa ; e assim os contraries. 
Timbre: meio leão rompante de azul, coticado de ouro. (Brazão passado em 19 de Outubro de 1855. 
Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 14). 



P 



EIXOTO. (Francisco Maria dos Guimarães). 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial ; Capitão da 2.» Companhia de 
Fusileiros. 

Filho do Barão de Iguarassú, D.-^ Domingos Ribeiro 
dos Guimarães Peixoto. 

BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, enxequetado de 
ouro e azul, de cinco peças em faxa. No segundo e terceiro, em campo 
de goles um leão de ouro rompante. No quarto de prata, fretado de negro, 
com uma pala de goles, carregada de um leão de prata com uma espada 
ensanguentada nas mãos. Timbre : o mesmo leão, com uma maça de 
ouro em ambas as mãos. Divisa : Quascunque fiiidit. (Brazão passado 
em 18 de Agosto de 1862. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, 
fls. M). 




PEIXOTO. (Pedro Leopoldo dos Guimarães). 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial ; negociante matriculado e banqueiro 
na praça do Rio de Janeiro. 
Filho do Barão de Iguarassú, D.' Domingos Ribeiro dos Guimarães Peixoto. 

(Brazão de armas passado em 14 de Agosto de 1862. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 53). 
Descripçào : vêr o de seu irmão Francisco Maria dos Guimarães Peixoto. 



597 



REIS. (Francisco Telles Cosme dos). 
Juiz de Paz com exercicio na freguesia de Jacarépaguá ; Cavalleiro da 
Ordem da Rosa e da de S. Gregório Magno ; fazendeiro e proprietário na 
freguesia de Jacarépaguá no municipio neutro. 

Ascendência e brarão, vêr Paschoal Telles Cosme dos Reis ; e por differença no escudo uma brica de azul 
com a letra F de ouro. (Brazão passado em 2 de Setembro de 1868. Reg. no Cartório da Nobreza, 
Liv. VI, Hs. 101). 



REIS. (Paschoal Telles Cosme dos). 
Fazendeiro na freguesia de Jacarépaguá, no municipio neutro, em 
cuja fazenda tem na respectiva capella a permanência do Santíssimo Sacra- 
mento por Breve de S. S. Pio IX, de 14 de Outubro de 1861 ; proprietário 
nesta Corte, condecorado com o habito da Ordem de S. Gregório Magno. 
Filho de Nicolau António Cosme dos Reis, e de D. Theresa Telles Cosme 
dos Reis. Neto paterno do Sargento-Mór Nicolau Cosme dos Reis, e de 
D. Leonidia Angélica do Espirito Santo, e por parle materna do Commen- 
dador Paschoal Cosme dos Reis. e de D. Catharina Josepha de Andrade 
Telles. Bisneto paterno de Carlos Cosme, e de D. Theresa das Dores, 
e por parte materna do D.' Francisco Telles Barreto de Menezes e de 
D. Francisca Joaquina de Oliveira Brito. Terceiro neto por parte materna 
do D.' António Telles Barreto de Menezes; padroeiro do Convento 
da ilha do Senhor Bom Jesus, em cuja egreja existe a Carneira para elle e 
sua descendência, mandada fazer por seu filho o D."^ Francisco Telles 
Barreto de Menezes ; e de D. Catharina Josepha de Andrade. Quarto neto 
do D.' Luiz Telles Barreto de Menezes. Quinto neto de Francisco Telles 
Barreto de Menezes, e de D. Maria da Silveira, filha de André de Villalobos 
e de D. Isabel do Souto. Sexto neto de Diogo Lobo Telles de Menezes. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel em campo de prata, um leão de purpura, 
rompante. No segundo, em campo verde uma banda de goles, acoticada de oiro, saindo das bocas 
de duas cabeças de serpes. No terceiro, em campo azul, cinco estreitas de oiro de seis pontas em 
aspa. No quarto, de oiro, seis lobos de goles em duas palas. E no meio um escudete, tendo em 
campo de oiro um anel encoberto. Timbre : uma meia donzela vestida de oiro, com um escudo nas 
mãos, e por ditíerença uma brica de azul com a letra P de ouro). Brazão passado em 2ç> de Agosto 
de 1868. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. ro8). 

N. B. As armas são copiadas da esculptura da pedra tumular do Doutor António Telles Barreto 
de Menezes, no seu jazigo na Capella do Convento da ilha do Senhor Bom Jesus (L. A. Boulanger). 



598 




REZENDE. (Luiz Ribeiro de Souza). 
Nasceu a i6 de Abril de 1827. 

Falleceu no Rio de Janeiro a 15 de Fevereiro de 1891. 
Casou a 1 1 de Agosto de 1849, com sua prima irman 
D. Genebra de Souza Queiroz, nascida em 13 de 
Março de 1826, e em segundas núpcias com D. Maria 
Ambrosina. 
Filho de Estevão Ribeiro de Rezende, Marquez de 
Valença, e de D. Ilidia Mafalda da Souza Queiroz. 
Neto paterno de Severiano Ribeiro, natural de 
Lisboa, e de D. Josepha Maria de Rezende, natural 
da freguesia dos Prados, bispado de Marianna. Bisneto 
paterno de Estevão Ribeiro, e de D. Leonarda Maria, naturaes de Lisboa ; 
e bem assim de João de Rezende Costa, natural de Santa Maria, e de 
D. Helena Maria de Rezende, natural da Ilha do Fayal. 
Pae de D. Francisca Miquelina de Souza Rezende que casou com Zozimo 
Braulio Barroso. 

Era Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial ; Cavalleiro da Imperial 
Ordem da Rosa, Capitão da Guarda Nacional e sérvio como Voluntário na 
guerra do Paraguay. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo partido de azul e oiro ; no primeiro, as armas de Damião Dias Ribeiro, — 
um leopardo de prata passante, e um chefe de oiro com três estrellas de vermelho : no segundo, as 
dos Rezendes, — duas cabras em pala de preto, gotadas de oiro. Timbre : o leopardo das armas com 
uma estrella na espadoa ; e por differença uma brica azul com uma fl6r. (Brazão passado em 22 de 
Abril de 1832. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 10). 



s 



ALGA DO. (Paulo de Amorim). 
Natural e baptisado na freguesia de Una, Província de Pernambuco. 
Filho de Paulo de Amorim Salgado, Coronel Comman- 
dante Superior da Guarda Nacional dos municípios 
do Rio Formoso e Palmares, Commendador da 
Ordem de Christo, Official da da Rosa, proprietário 
abastado na Comarca do Rio Formoso, e de D. Fran- 
cisca de Paula Wanderley. Neto paterno do Capitão 
José de Barros Pimentel, e de D. Margarida Francisca 
Paes de Mello. Bisneto paterno de Fernando Pereira 
do Rego, e de D. Euphrazia Rita Maria da Conceição. 
Terceiro neto do Capitão-Mór Cosme Damião de 










S99 



Barros ; e pelo lado materno do Coronel Francisco Paes de Mello, Fidalgo 
Cavalleiro, e de D. Maria Rita Wanderley. Bisneto do Mestre de Campo 
José Luiz Paes de Mello, Fidalgo Cavalleiro, e de D. Ánna Florencia 
Wanderley. Terceiro neto do Tenente-General Francisco Xavier Paes 
de Mello, e de D. Anna Mauricia Wanderley. Qiiarto neto do Fidalgo 
Cavalleiro José Luiz Paes de Mello. QLiinto neto de João Paes Barreto de 
Mello, Fidalgo Cavalleiro. Sexto neto do Fidalgo Cavalleiro Christovão 
Paes Barreto. 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial ; Major do Command® Superior da 
Guarda Nacional da Comarca do Rio Formoso, onde é um dos principaes 
proprietários. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro quartel as armas dos Amorims, — em campo 
vermelho cinco cabeças de mouros em aspa, com toucas de prata, barbas de oiro, rostos encarnados. 
No segundo, as armas dos Salgados, — em campo verde, duas torres de prata com janellas pretas e 
uma cadêa, tendo no meio um saleiro de oiro e sobre ellc uma águia de sua côr com os pés nas 
torres. No terceiro, as armas dos Mellos, — em campo de goles seis besantes de prata em uma dobre 
crur c uma bordadura de oiro. No quarto, as armas dos Barretes, — campo de prata, semeado de 
arminhos negros. Timbre : a águia das armas dos Salgados. (Brazão passado em 2S de Janeiro de 
1867. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 7>). 



S 



ILVA. (Thomaz José da). 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial ; Commendador da Ordem de 
S. Bento de Aviz ; Official da Imperial Ordem do 
Cruzeiro, Cavalleiro da da Rosa, condecorado com as 
medalhas das Campanhas do Uruguay e Cisplatina ; 
Marechal de Campo do exercito Imperial. 

BRAZÃO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro, partido em faxa, 
tendo por cima em campo azul quatro estrellas de ouro (a constellação 
do Cruzeiro), e por baixo, em campo vermelho, duas espadas de oiro em 
aspa. No segundo, em campo de prata, uma oliveira ao natural, junta 
a um serro de verde, tendo ao pe, um rio de prata, ondado de azul. No 
terceiro, em campo de oiro, uma fortaleza de vermelho. No quarto, em 
campo azul, uma fortaleza de prata. Timbre : a fortaleza de vermelho. 
(Brazão passado em 7 de Novembro de 1854. (Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, tis. 16). 




600 




SILVEIRA. (D. Francisco Balthazar da): 
Nasceu na Bahia a 20 de Junho de 1807. 

Falleceu no Rio de Janeiro a 27 de Fevereiro de 1887. 
Filho de D. Luiz Balthazar da Silveira, Coronel refor- 
mado da I .» Linha do Exercito ; Cavalleiro da Ordem 
de S. Bento de Aviz ; e de D. Joanna Maria de Araújo. 
Neto de D. Carlos Balthazar da Silveira, Brigadeiro 
dos Reaes Exércitos ; Commandante do Regimento 
da Bahia ; e de D. Xnna Michaela Joaquina da Silveira. 
Bisneto de D. Luiz Thomé da Silveira. Terceiro neto 
de D. Braz Balthazar da Silveira (N. 3 de Fevereiro 
de 1674, F. 7 de Agosto de 1751), Senhor de 
S. Cosmada, na Comarca de Lamego ; Commendador de Ranhados, e 
das mais commendas que teve seu Pae ; Mestre de Campo General ; 
Conselheiro de Guerra, Governador e Capitão General de S. Paulo ; 
Governador das armas da Beira ; e de D. Joanna Ignez Vicencia de 
Menezes, filha de Aleixo de Souza da Silva, 2.° Conde de Sanflago. 
Quarto neto de D. Luiz Balthazar da Silveira (N. 5 Agosto de 1647, 
F. 18 de Janeiro de 1737), Veador da Rainha D. Maria Anna d'Austria, 
Commendador de S. Thomé de Corrilhão, S. Cosme e Damião de Garfe, 
Santo Estevão de Oldroens, S. Thomé de Penalva, S. Vicente de Figueira, 
da Ordem de Christo, e de sua mulher D. Luiza Bernarda de Lima 
(F. 14 de Fevereiro de 1737). 

Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes pela Faculdade de S. Paulo 
em 26 de Outubro de 1832, tendo feito os primeiros estudos de direito em 
Coimbra. Era do Conselho de S. Magestade, e Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Imperial. 

Abraçou a carreira da magistratura, subindo até o Supremo Tribunal de 
Justiça, onde trabalhou até Novembro de 1886 quando foi aposentado por ter 
mais de 75 annos de idade e 50 annos de serviços, segundo a lei então 
vigente. 

Quiz o governo Imperial, por esta occasião dar-lhe um titulo nobiliar- 
chico ; mas D. Francisco ponderou, que não persuia meios sufficientes para 
manter o brilho de ostentosa posição, e, contentando-se com a nobreza que 
lhe vinha dos illustres avós e de sua velha ascendência portuguesa, só acceitou 
a Grã-Cruz da Ordem de Christo. 

Foi Deputado á Assembléa Geral pela Província do Maranhão, na 9.* legis- 
latura de 1853-1856, e sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. 



Archivo Noblllarchico Braiiteiro 76 



601 



BRAZAO DE ARMAS : Escudo esquartelado : no primeiro e quarto quartéis as quinas de Portugal ; no 
segundo e terceiro as armas de Leão. Timbm : um leão das armas. (Brazao passado em 5 de Agosto 
de 1854. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 14). 



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ERNECK. (D.' Luiz Peixoto de Lacerda). 
Nasceu na Provincia do Rio de Janeiro. 

Falleceu em Locarno, Suissa, em 22 Julho de 1885. 

Filho de prancisco Peixoto de Lacerda Werneck, Barão 

da Paty do Alferes, com as honras de grandeza, 

Commendador da Ordem da Rosa, Cavalleiro da de 

Christo, e de D. Maria Isabel de Lacerda. Neto 

paterno de Francisco Peixoto de Lacerda, Capitão 

de Cavallaria da 2.-'' Linha em 181 1, reformado Major 

da mesma arma em 1818, Cavalleiro da Ordem de 

Christo em 1824, e de D. Anna Mathilde Verneck. 

Bisneto do Capitão André Peixoto de Lacerda, e de 

D. Gertrudes Marianna da Silveira Bittencourt ; também bisneto do 

Sargento-Mór Ignacio de Souza Verneck e de D. Francisca das Chagas. 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, Commendador da Ordem de Christo, 
Cônsul Geral do Brasil junto a Confederação Helvética, Baviera e outras 
Estados da Confederação Germânica, Doutor em direito civil e canónico pela 
Universidade de Roma, Bacharel em direito pela Academia de í^aris, ex-director 
da Companhia "da Estrada de Ferro de D. Pedro 11. 

BRAZÃO DE ARMAS : Vér o do Barão de Paty do Alferes. Escudo esquartelado : nos primeiro e quarto quar- 
téis, as armas dos Peixotos, — enxequetado de ouro e azul de seis peças em faxa; e nos segundo e terceiro 
quartéis, as dos Lacerdas, que são de castella e leão, em campo partido com as armas antigas 
de França. (Brazão passado em 24 de Agosto de 1865. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI, 
(Is. 59). 



603 



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ERNECK. (Luiz Quiiino da Rocha). 
Filho do Tenente-Coronel Luiz Quirinoda Rocha, Fidalgo Cavalleiro 
da Casa hnperiaL Cavalleiro da Ordem de Christo, 
e de D. Francisca das Chagas Verneck. Neto paterno 
de Francisco Quirino da Rocha, Barão de Palmeiras, 
com grandeza, Commendador da Ordem de Christo, 
e por parte materna do Sargento-Mór Francisco das 
Chagas Verneck, Commendador da Ordem de 
Christo. 

Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial ; proprietário e 
fazendeiro no município de Vassouras. 



BRAZÃO DE ARMAS : Escudo com .is armas dos Rochas, — em cimpo de prata uma aspa de vermelho, 
e sobre ella cinco vieiras de ouro bordadas de azul. Elmo de prata, guarnecido de ouro. Timbre : a 
aspa das armas, com uma vieira por cima. (Brazão passado em 27 de Fevereiro de 1866. Reg. no 
Cartório da Nobreza. Liv. VI, fls. 71). 




íío^ 



ÍNDICE 



ABREVIATURAS : D. 



Duque. — M. = Marquez. — C. = Conde. — V. = Visconde. — B. := Barão. 



Pag. 

Abreu, António Paulino Limpo de. V. de 

Abaete 24 

— D.' Francisco Bonifácio de. B. da 

Villa da Barra 535 

— D.'' Francisco Ferreira de. B. de There- 

sopolis 504 

— Francisco Pedro de B. de Jacuhy 230 

— José de. B. do Serro Largo 478 

— José Coelho da Gama e. B. de Marajó. J73 

— Marcos António de Araújo e. 2.° B. 

de Itajubá 204 

Affonio, Francisco António. B. de Villa 

Isabel 540 

Aguiar, JoSo José Ferreira de. B. de Catuama. 123 
Albano, José Francisco da Silva. B. de 

Aratanha 58 

Albarnaz, Manuel Francisco. B. de Santa 

Clara 412 

Albuquerque, António Francisco de Paula 

e Hollanda Cavalcanti de. V. de 

Albuquerque 31 

— António Joaquim Pires de Carvalho e. 

V. de Torre de Garcia d'Avila . 510 

— António Joaquim Pires de Carvalho e. 

B. da Villa Viçosa s44 

— António Pedroso de Albuquerque J."' 571 

— Diogo Velho Cavalcanti de. V. de 

Cavalcanti 125 

— Estevão Cavalcanti de. B. de Marepy. 277 

— Francisco de Barros Falcão Caval- 

canti 571 

— Francisco Elesbào Pires de Carvalho e . 

I." B. de Jaguaripe 234 

— Francisco Elesbâo Pires de Carvalho e . 

2.° B. de Jaguaripe 234 



Pag. 
Albuquerque, Francisco de Paula Caval- 
canti de. V. de Suassuna . 490 

— Joaquim Pires de Carvalho e. V. de 

Pirajá 360 

— José Egydio de Moura. B. de S. Anto- 

tonio da Barra 433 

— José Joaquim Pires de Carvalho e. 

2.» B. de Pirajá ..... 360 

— Lourenço de Sá e.V. de Guararapes . 170 

— Manuel Arthur de Hollanda Caval- 

canti de. B. de Albuquerque . 32, 549 

— Manuel Ignacio Cavalcanti de Lacerda. 

B. de Pirapama 361 

— Manuel Francisco de Paula Caval- 

canti de. B. de Muribeca 303 

— Pedro Alexandrino de Barros Caval- 

canti de Lacerda 572 

— Pedro Francisco de Paula Cavalcanti 

de. V. de Camaragibe .... 98 
Alencar, Leonel Martiniano de. B. de Alen- 
car 3Ó, 55' 

Almeida, Alpheu Adolpho Monjardím de 

Andrade e. B. de Monjardim 290 

— Caetano Vicente de. B. de Mucury . 301 

— Francisco Martins de 572 

— Francisco Paulo de. B, de Guaraciaba. 169 

— João Carlos Pereira de. V. de S. Amaro. 430 

— João Pereira de. B. de Nonahy . . 314 

— João Ribeiro de Almeida J.'"'. 2.° B. 

de Ribeiro de Almeida . 385 

— João Rodrigues Pereira de. B. de 

Ubá 517 

— Joaquim Leite Riberio de. i." B. de 

Ribeiro de Almeida 385 

— José de Avellar e. B. do Ribeirão . . 384 



607 



Pag. 
Almeida, José Egydío Alvares de. M. de 

S. Amaro 429 

— Laurindo de Avellar e. b. de Avellar 

e Almeida . . ^ . . . . 66 

— Marcellino de Avellar e. B. de Massam- 

bará 271) 

— Miguel Calmon du Pin e. M. de 

Abrantes 26 

— Paulo Martins de. V. de Almeida . 38 
Alvarenga, D.'' Albino Rodrigues de. B. de 

S. Salvador de Campos. V. de Alva- 
renga 41, 465 

AlTim, Francisco Cordeiro da Silva Torres e. 

V. de Jerumirim 243 

— Francisco Cordeiro Torres. B. de Igua- 

temy 186 

Amaral, Ignacio António de Souza. B. de 

Guandu 168 

— Joaquim Bonifácio do. V. de Indaia- 

tuba 188 

— Joaquim Thoinaz do. 2.° V. de Cabo 

Frio 88 

— José Luiz Campos do 573 

— D."' Paulino Franklin do. B. de 

Canindé 107 

Amorim, António João do. B. de Casa Forte. 1 16 

— Manuel Affonso de Freitas. V. de 

S. Vietoria 428 

Andrada, Francisco Xavier da Costa Aguiar 

de. B. de Aguiar de Andrada . 29 

Andrade, Carlos Gabriel de. B. de Sara- 

menha 471 

— Francisco das Chagas. B. de Bam- 

buhy 70 

— Gomes Freire de. B. de Itabira . 199 

— Hilário Joaquim de. B. de Piabanha . 352 

— Joaquim Carlos da Cunha. B. de 

Affté 37. 549 

— Joaquim Ferreira de Camargo. B. de 

Ibitinga 181 

— Marcellino de Britto Ferreira de. B. de 

Monte Mário 297 

— D.'' Vicente Navarro de. B. Inhomirim. 191 
Andrea, Francisco José de Souza Soares de. 

B. de Caçapava 89 

Antiquera, Domingos de Castro. V. de 

laguary 235 

Aragão, António Muniz Barreto de. B. de 

Mataripe 280 

— Francisco Muniz Barreto de. V. de 

Paraguassú 328 

— José Araújo de. i.° B. de Belém . 77 

— José Joaquim Muniz Barreto de. B. de 

Itapororóca 219 



Pag. 
Arag&o, Pedro Muniz Barreto de. B. do Rio 

de Contas 395 

— Salvador Muniz Barreto de. B. de 

Paraguassú 327 

Aranha, Joaquim Egydio de Souza. M. de 

Três Rios 514 

— Joaquim Policarpo de Souza. B. de 

Itapura 220 

— Manuel Carlos de Souza. B. de 

Anhumas 47 

— D. Maria Luisa de Souza. 2." ti. de 

Campinas 102 

Arantes, António Bellort de. 1 ." B. de Cabo 

Verde 89 

— António Belfort Ribeiro de. V. de 

Arantes 53 

Araripe, Gualter Martiniano de Alencar. 

B. de Exú 150 

Araújo, André Dias de. B. dejundiá 345 

— António Eloy Casemiro de. B. de 

Ponte Alta 368 

— Euphrasio Lopes de. B. de Sào José 

do Norte 436 

— Francisco Lourenço de. B. de Sergy. 474 

— Francisco Xavier Lopes de. B. de 

Parima 338 

— João Rodrigues de 573 

— Joaquim Henrique de. B. de Pirassi- 

nunga 364 

— Joaquim Henrique de Araújo, filho. 

V. de Pirassinunga 364 

— José António de. V. do Livramento . 258 

— José Joaquim Nabuco de. B. de Ita- 

poan 218 

— D. Manuel do Monte Rodrigues de. 

Bispo C. de Irajá 196 

— Marcos António de. V. de Itajubá 204 
Arêas, José Carlos de Almeida. V. de Ourem . 320 
Argollo, António da Rocha Pitta. C. de 

Passe 342 

— Francisco António Rocha Pitta. V. de 

Passe 342 

— Miguel José Maria de Teive e. B. de 

Paramirim 340 

Armond, D.'' Camillo Maria Ferreira. C. de 

Prados . . 373 

— Honório Augusto José Ferreira, a." B. 

de Pitangui 366 

— Marcellino José Ferreira. 1." B. de 

Pitangui 365 

Arruda, Joaquim António de. B. de Atibaía. 65 
Assumpç&o, D.''Joaquim José de. B. dejaráo. 239 
Avellar, Bernardino Rodrigues de. V. de 

Cananéa 106 



608 



Pag. 
Avellar, Cláudio Gomes Ribeiro de. B. de 

Guaribú 1^5 

— JoãoGomesRibeirode.V.deParahyba. 329 

— Joaquim Ribeiro de. V. de Ubá . 518 

— Joaquim Ribeiro de. B. deCapivary . 109 

— PauloGomesRibeirode. B.deS.Luiz. 4^9 
Ayrota, Manuel António. B. de Sapucaia 470 
Azevedo, António Luiz de. 2." B. do Pontal. 368 

— António Rodrigues de. B. de Ivahy . 225 

— Francisco de Paula Vicente de. B. da 

Bocaina 82 

— Joaquim José de. M. Jundiahy . 245 

— José da Costa. B. do Ladario . . 248 

— Manuel António Alvares de. B. de 

Itapacorá 212 

Bahia, José Lopes Pereira 574 

— Manuel Lopes Pereira. V. de Merity . 285 
Bandeira, D. Francisca de Assis Vianna 

Moniz. B. de Alemquer. ... 35 

— Pedro Ferreira de Vianna. 2.° B. de 

Fiaes. V. de Ferreira Bandeira. 151 
Baptista, Bonifácio José. B. de Monte Car- 

mello 293 

— D.'' Lourenço Maria de Almeida. 

B. de Miracema 287 

Barboia, António Teixeira de Freitas. B. de 

Itaparica 214 

— D. Bernardina Alves. V. de Santa 

Justa 420 

— Cândido Ribeiro. B. de Ribeiro Bar- 

bosa 386 

— Francisco Alves. 2." B. de Santa Justa. 419 

— FranciscoVillela. i.oM.deParanaguá. 334 

— Jacintho Alves. i.°B. de Santa Justa. 419 

— José Alves da Silveira. 3." B. de Santa 

Justa 421 

— José Ignacio Gomes. B. deSuassuhy . 489 

— José de Oliveira. B. do Passeio Publico 

e V. do Rio Comprido . . . 342, 394 

— José. Rodrigues Alves. B. de Santa Fé . 417 
Barbuda, Francisco Maria Gordilho Velloso 

de. M. Jacarépaguá. . 228, 260, 343 

— José Egydio Gordilho de. 2.° V. de 

Camamú 97 

— José Egydio Gordilho Velloso de. 

i.°V. de Camamú 96 

Barcello*, D.'' Miguel Rodrigues. B.de Itapi- 

tocay 218 

Barreto, Francisco Paes. M. de Recife . .381 

— João de Deus Menna. V. de S.Gabriel. 443 

— João Propicio Menna. B. de S. Gabriel . 444 

— José Joaquim. B. de Soubará. . . 484 

— D.' José Maria. B.de Anajatuba . 45 
Barro», António de Aguiar. M. de Itú . . 224 



P«g. 
Barro*, António Paes de. 1 ." B. de Piraci- 
caba 358 

— António Pereira de Souza." B. do 

Engenho Novo 145 

— Benjamin Franklin Torreão de 574 

— Bento Manuel de. B. de Campinas . 101 

— Bento Paes de. B. de Itú .... 223 

— Constantino Pereira de. B. de S. João 

de Icarahy 449 

— D.' Domingos Borges de. V. de Pedra 

Branca 344 

— Francisco do Rego. C. de Boa Vista . 81 

— Francisco Xavier Paes de. B. de 

Tatuhy 4^^ 

— Gabriel António de. B. de S. José 

dei Rey 456 

— Ignacio Borges de. B. de Rio Fundo. 397 

— João de Figueiredo Pereira de. B. do 

Fonseca 153 

— João Joaquim da Cunha Rego. 3.° B. 

de Goyanna 162 

— João do Rego. B. de Ipojuca . . . 195 

— Jordão Pereira de. B. de Pereira de 

Barros 5=0 

— José Bernardino de. B. das Três Ilhas . 513 
-— D.i^José Júlio de Albuquerque. B. do 

Sobral 48, 

— José Manuel Fernandes Pereira de. 

V. da Gamboa içó 

— D. José Pereira da Silva. Bispo Conde 

de Santo Agostinho 428 

— Lucas António Monteiro de. B. de 

Santa Alda 410 

— Lucas António Monteiro de. V. de 

Congonhas de Campos. . . . 133 

— Luiz de Souza Monteiro de. B. de 

Monteiro de Barros 294 

— D. Luiza Margarida Portugal de. C. de 

Pedra Branca 345 

— Manuel Pereira de Souza. B. da Vista 

Alegre 544 

— Raphael Tobias de Aguiar Paes de. 

2.° B. de Piracicaba .... 359 

— Romualdo José Monteiro de. B. de 

Paraopeba 33^ 

— Silvino Guilherme de. B.de Nazareth. 309 

Barrozo, Zozimo Braulio 575 

Battos, António José Gomes. 2." B. de Cattas 

Altas 121 

— João José Pereira Bastos J.""". B. de 

Itaóca 211 

— Luiz Paulo de Araújo. 1." B.de Fiaes. 151 
Belém, José Maria de Almeida. 3.° B. de 

Belem 78 



Archivo NobilUrehico Brasileiro 77 



609 



Pag. 
Belfort, António Raymundo Teixeira Vieira . 

B. de Gurupy. V. de Belfort . 17Ó, 559 

— Joaquim Raymundo Nunes. B. de 

Santa Rosa 420 

— Manuel Gomes da Silva. B. de Croata. 137 
Bernarde*, José Francisco. B. de S. Joa- 
quim 454, 567 

Berquò, João Maria da Gama Freitas. M. de 

Cantagallo 107 

Bittencourt, Angelo de Quadros. B. de 

Gorutuba 160 

Boaa, Bento de Araújo Lopes Villas. B. de 

Maragogipe 273 

Borges, D.' Abilio César. B. de Macahubas. 264 

— António Pedro de Carvalho. B. de 

Carvalho Borges 115, 55o 

— Francisco de Assis e Oliveira. V. de 

Guaratinguetá 173 

— Francisco de Pinho. B. de Pinho 

Borges 357 

— José Luiz. 2." B. do Dourado. . 144 
Botelho. António Carlos de Arruda. C. do 

Pinhal 351; 

— António Machado Botelho Sobrinho. 

B. de Macabús 262 

Braga, João Francisco Vieira. C. de Pira- 

tinim 365 

Bragança, D. Maria Isabel de. Duqueza do 

Ceará 129 

Branco, Augusto da Cunha Castello. B. de 

Campo Maior 105 

— D. Francisca Joanna de Lacerda Cas- 

tello. M. de Taquahy .... 496 

— Manuel Alves. V. de Caravellas . 113 

— Manuel Joaquim de Mendonça Cas- 

tello. B. de Anadia. 550, 44 

— Mariano Gil Castello. B. de Castello 

Branco 117 

Brandão, António Torquato Leite 576 

— Augusto de Souza. B. de Cantagallo. 108 

— Bernardo Duarte. B. do Crato. . 137 

— José de Souza. B. de Apparecida . . 49 

— Luiz de Souza. B. do Porto Novo . 371 
Brant, Ildefonso de Oliveira Caldeira. V. de 

Gericinó 159 

— Pedro Caldeira. C. de Iguassú . . 185 
Brasileira, D. Isabel Maria de Alcântara. 

D. de Goyaz 558, Í03 

Breves, Francisco de Assis Monteiro. B. de 

Louriçal 261 

— Luiz José de Souza. B. de Guararema. 170 
Bricio, Marcos António. 2." B. dejaguarary . 253 
Brito, Anthero José Ferreira de. B. de 

Tramandahy 512 



Pag. 
Brito, António Ferreira de, B. da Bôa Espe- 
rança 81 

— Cândido Xavier Pereira de. 2.° B. de 

Cimbres . 130 

— Luiz Saldanha da Cama Mello e 

Torres Guedes de. M. deTaubaté. 500 

— Thomaz Fortunato de. V. de Arinos . 61 
Bueno, Francisco da Cunha. V. de Cunha 

Bueno 221, 140 

— D.' José António Pimenta. M. de S. 

Vicente 468 

Bulcão, António Araújo de Aragão. 3.° B. 

de S. Francisco 442 

— Joaquim Ignacio de Siqueira. i.° B. 

de S. Francisco 441 

— Joaquim Ignacio de Aragão. B. de 

Matuim 280 

— José de Araújo Aragão. 2.° B. de S. 

Francisco 441 

— Rodrigo António Falcão. 2.*' B. de 

Belem 78 

Burgos, José Félix Pereira de. B. de Itapicurú- 

Mirim 217 

Caldas, António de Cerqueira. B. de Diaman- 
tina 143 

Calmon, D. Anna Romana de Aragão. Con- 
dessa de Itapagipe 212 

Camará, Bernardo José da. B. dos Palmares. 324 

— José António Correia da. 2." V. de 

Pelotas 347 

— Patricio José Correia da. i." B. de 

Pelotas 346 

Camargo, António de Sá. V. de Guarapuava. 160 
Camboim, Francisco Alves Cavalcanti. B. de 

Buique 87 

Campello, Manuel Thomas Rodrigues. i.°B. 

do Rio Formoso 396 

Campos, Carlos Carneiro de. 3.° V. de Cara- 
vellas 114 

— Francisco das Chagas. B. de Itapecirica 214 

— Francisco Gomes de. B. de Campo 

Grande 104 

— João Baptista Gonçalves. V. de Jary . 239 

— Joaquim Honório de. 2.° B. do Rio 

Pardo 400 

— José Ferraz de. B. de Cascalho . 116 

— José Joaquim Carneiro de. M. de 

Caravellas 112 

— José Luiz de. B. de Montes Claros. 296 

— D.'' Manuel José de. B. de Guahyba . 167 
Capanema, Guilherme Schiich de. B. de 

Capanema 108 

Cárdia, José Emygdio de Almeida. B. de 

Avanhandava ... 65 



610 



Pag. 

Cardoío, D.'' Cândido José 577 

— Francisco Alves. B. de Itapema . 215 
-- Francisco José 577 

— Francisco José Cardozo Júnior 578 

— José Francisco 578 

— Manuel José 578 

Carneiro, António José Dias. V. do Salto . 409 
Carrero, Hermenegildo de Albuquerque 

Porto. B. do Forte de Coimbra. . 154 

Carvalho, Alexandre Vieira de. C. de Lages. 250 

— António Félix de. B. de Comorogy . 131 

— António Teixeira de. B. de Rio Pomba. 401 

— D."' Carlos Dias Delgado de . , . 579 

— Delfim Carlos de. B. da Passagem 341 

— Francisco Moreira de. C. de Subahé . 491 

— Francisco de Paula Magessi Tavares 

de. B. de Villa Bella .... 536 

— João Evangelista de. B. de Campo 

Formoso 104 

— João Gomes de. V. de Barra Mansa . 74 

— João Gualberto de. i." B. de Cajurú . 04 

— João Vieira de- M. de Lages . . . 249 

— Joaquim Gomes Leite de. 2.° B. do 

Amparo 44 

— José António Barrozo de. V. de Rio 

Novo 399 

— José da Costa. M. de Monte Alegre . 201 

— José Freire de. B. de Pojuca . . . 3Ó7 

— José Rezende de. B. da Conceição da 

Barra 132 

— Luiz José Pereira de. B. de Sepé . . 472 

— Manuel Gomes de. 1 ." B. do Amparo. 43 

— Manuel Gomes de. B. do Rio Negro . 398 

— Militâo Honório de. 2." B. de Cajurú. 95 

— D. Úrsula Maria de Almeida . . . 580 
Castello, D. Francisca Joanna de Lacerda . 

M. de Taquahy 496 

Castilho, D.' António Moreira de. B. de 

S. Roque ^ 463 

Castro, António Emiliano de Souza. B. de 

Anajaz 45> 55' 

— António José de. B. de Bemfica . 79 

— Carlos Baptista de. B. de Itahype 203 

— Joaquim Barboza de. B. de Alem 

Parahyba 35 

— José Mendes de Oliveira. B. de Oliveira 

Castro 319 

— José Ribeiro de. V. de Santa Rita . 426 

— Lauriano Correia de. B. de Campo 

Bello 104 

— Lucas António Monteiro de. 2.° B. 

de Congonhas de Campos . 133 

— Luiz de Mattos Pereira de. B. do 

Flamengo 152 



Pag. 
Castro, Manuel Jacintho Domingues de. B. 

de Parahytinga 331 

— Manuel losé Monteiro de. 1 .° B. de 

Leopoldina 255 

— Manuel António Ribeiro de. i. B. de 

Santa Rita 425 

— Pedro Correia de. i." B. de Tinguá . 508 
Cavalcanti, António da Rocha de Hollanda. 

B. de Gindahy 160 

— Henrique Marques de Hollanda. 2. °B. 

de Suassuna 491 

Chagas, Francisco Manuel das. B. de Itaipú . 203 

— Luiz Gonçalvas das. B. de Candiota. 107 
Chaves, Francisco Lopes. i.° B. de Santa 

Clara 4" 

— Francisco Lopes. 2." B. de Santa 

Clara 411 

— Licínio Lopes. 2.° B. dejacarehy. . 228 

— Pedro Rodrigues Fernandes. B. de 

Quarahim 374 

Chermont, António Lacerda de. V. de Arary . 57 
Cintra, António Pinheiro Ulhôa. B. de 

Jaguára 231 

— Joaquim Pinto de Araújo. 2.° B. de 

Campinas 102 

— José Joaquim da Silveira. B. de Cintra. 131 
Cochrane, Lord Thomas John. M. do 

Maranhão 275 

Codeço, Cândido José Pereira .... ç8i 

— José Alexandre Pereira 581 

Coelho, António Maria. B. de Anhambahy. 47 

— José Joaquim. B. da Victoria . . . 534 

— Manuel Ignacio de Andrada Souto 

Maior Pinto. M. de Itanhaem . . 188 
Conceição, Francesco José da. B. de Serra 

Negra 475 

Cordeiro, Domingos Alves Barcellos. B. de 

Barcellos 74 

— Heitor Basto 581 

— Lopo Diniz. C. de Diniz Cordeiro 581 
Correia, D. Anna Rufina de Souza Franco. 

B. de Cametá 101 

— António Epaminondas de Barros. B. de 

Contendas 134 

— António José. 3.° B. do Rio Pardo . 401 

— António José. B. de Campo Alegre . 103 

— Francisco Accacio. B. de Guamá. 167,559 

— Ildefonso Pereira. B. do Serro Azul . 477 

— José Caetano. B. de Tapajoz . . . 496 
Costa, António Moreira da. B. de Paraiina. 338 

— Astrogildo Pereira da. B. de Aceguá. 27 

— Francisco António Gomes da. B. de 

Arroyo Grande 62, 482 

— Fructuoso Pinto da. B. do Catú . . 123 



611 



Pag. 
Costa, Jesuino Lamego da. 2." B. da Laguna 252 

— João Gualberto Martins da. B. de S. 

José da Lagoa 456 

— D.' João Severiano Maciel da. M. de 

Queluz 376 

— João de Souza da Fonseca. V. da 

Penha 349 

— João Tavares Maciel da. V. de Queluz. 377 

— losé Feliciano de Moraes V. de Bene- 

vente 80 

— D.'' José Maria Lopes da. 2.° B. Pira- 

quára 363 

— José Rodrigues da. B. da Conceição. 132 

— D. Josephina da Fonseca. V. da Fon- 

seca Costa 154, 558 

— Mariano José de Oliveira e. B. de 

Pouso Frio 373 

— Manuel António da Fonseca. M. da 

Gávea 157 

— Manuel José da. B. das Mercês . . 285 
Coutinho, Aureliano de Souza e. Oliveira. 

V. de Sepetiba 473 

— Balthazar Rangel de Souza . . 583 

— D. Francisco Affonso Maurício de 

Souza. M. de Maceió .... 265 

— João Baptista Ferreira de Souza. i.''B. 

de Cattas Altas 121 

— José Theodoro Correia de Azevedo. 

B. de Mearim 282 

— D. Marianna Carlotta Verna de Maga- 

lhães. C. de Belmonte .... 78 

— Sebastião da Cunha de Azevedo. B. 

de Azevedo Coutinho .... 67 
Couto, João José de Almeida. B. do Des- 
terro 142 

— Luiz Martinho de Azevedo . 584 
Crux, Manuel Dias da. 2." B. da Sáude. . 472 

— Manuel Pinto Netto. B. de Muriahé . 302 

— D. Rachel Francisca de Castro Netto. 

V. de Muriahé 302, 303 

Cunha, Ambrósio Leitão da. B. deMamoré. 270 

— António Luiz Pereira da. M. de Inham- 

bupe 188 

— António Rodrigues da. B. de Aymoré. 66 

— António Vieira da. B. de Araripe. 55 

— Epaminondas Vieira da. B. de Itapis- 

suna 218 

— Filisberto Ignacio da. B. de Corren- 

tes 134 

— D.'' Franciseo Lopes da. B. de Ca- 

tumby 124 

— João Ignacio da. V. de Alcântara. 33 

— José Feliciano Pinto Coelho da.B. de 

Cocaes . ■ 131 



Píg. 
Cunha, José Lustosa da. B. de Santa Philo- 

mena 425 

— José Vieira Marchado da. i.° B. do 

Rio das Flores 39o 

— Manuel Joaquim Carneiro da. B. de 

Vera Cruz 532 

— Manuel Nunes da. B. de Paconé . . 366 

— Manuel Vieira Machado da. B. de 

AUiança 37 

— Misael Vieira Machado da. 2.° B. do 

Rio das Flores 390 

— Silvino Elvidio Carneiro da. B. de 

Abiahy 25 

Curado, Joaquim Xavier. V. de S. João das 

Duas Barras 448 

Dantas, João Gualberto. 2." B. do Rio Real. 403 

— Miguel Ribeiro. B. de Mipibú. . . 287 

Dias, Diniz. B. de S. Jacob 443 

Diniz, António Teixeira. B. de Campo Mys- 

tico 105 

Dodsworth, Jorge João. 2." B. de Javary 241 

Dória, Franklin Américo de Menezes. B. 

de Lorcto 260 

Drummond, João Baptista Vianna. B. de 

Drummond 144 

Duarte, Francisco Pinto. 2.° B. de Tinguá. 509 

— José Garcia. B. de Franca. . . . 155 

— D.' José Rodrigues de Lima. V. de 

Lima Duarte 256 

Dutra, Ignacio Rodrigues Pereira. 2.° B. de 

Iguape 184 

Eça, João Maria da Gama Lobod'Eça. B. de 

Saican 400 

— Manuel de Almeida da Gama Lobo 

d' Eça. B. de Batovy .... 75 
Escobar, Pedro Pereira de B. de S. Lucas . 458 
Escragnolle, Gastão (Luiz. Henrique de 

Robert) de. B. de Escragnolle. 557, 148 
Faria, Anacleto Correia de. B. de Itapiruma. 217 

— Francisco Dyonisio de. 2.° B. de 

Abbadia 23 

— Manuel António da Rocha. C. de 

Nioac 310 

— Thomé Ribeiro de. B. de Guapi- 

mirim 169 

Farinha, Manuel António. C. de Souzel. 489 

Faro, João Pereira Larrique de. V. do Rio 

Bonito 388 

— Joaquim José Pereira de. 2.° B. do Rio 

Bonito 387 

— José Pereira de. 3.° B. do Rio Bonito. 389 
Feijó, António Doutel de Almeida Machado 

e Vasconcellos Madureira. V. de 
Mirandella 288 



612 



Pag. 
Feijó, D/ Luiz da Cunha. V. de Santa Isabel . 418 
Ferrão, Alexandre Gomes de Argollo. B. de 

Cajahyba. ^4 

— Alexandre Gomes de Argollo Ferrão 

Filho. V. de Itaparica . . . 213 

Ferraz, Angelo IVIoniz da Silva. B. de Uru- 

guayana 520 

— António de Barros. B. de Piracica- 

mirim ,cq 

— Cândido José de Campos. B. de Porto 

Felix •,_, 

— Francisco Ignacio de Araújo. B. de 

Araújo Ferraz -g. 

— José Bonifácio de Campos. B. de 

Monte-Mór 2P4 

— D.'' Luiz Pedreira do Couto. V. de 

Bom Retiro gó 

Ferreira, António Pedro da Costa. B. de 

Pindaré ,-. 

— António Rodrigues de Azevedo. B. de 

Santa Eulália >,- 

— Domingos Malaquias de Aguiar Pires. 

1." B. de Cimbres i^o 

— João Luiz Gonçalves. B. de Araribá . 55 

— Joaquim António. V.deGuaratiba. 170,530 

— Joaquim José. B. de Guaratiba . . 172 

— Quintiliano Alves. B. de S. Roberto . 463 
Ferro, Manuel Duarte Ferreira. B. dejequiá. 241 
Figueiredo, Affonso Celso de Assis. V. de 

Ouro Preto ,22 

— Francisco de. C. de Figueiredo . . 152 

— Gabriel Garcia de. 3.° B. de Monte 

Santo 296 

— D.' José Bernardo de. B de Alhandra. 37 

— José Bento da Cunha. V. de Bom 83 

Conselho 

— José da Silva. B. de Carmo . . . 115 
Foiueca, D. Anna Joaquina do Prado. 

2.» Baroneza de Jundiahy ... 246 

— Marianojosé Pereira da. M. de Maricá. 277 

— Scveriano Martins da. B. de Alagoas. 30 

— Zeferino Urbano da. B. de Gurupá . 175 
Fontes, D.' António José Gonçalves. B. do 

Rio Doce ,0- 

— D.' José Ribeiro de Souza. V. de 

Souza Fontes 48c 

Forte», Carlos Theodoro de Souza. B. de 

Santa Clara 4, , 

— Francisco Libanio de Sá. B. do Ribei- 

rão Fundo jg^ 

— Hilário Pereira. B. de Viamão. . . 533 

— D. Maria Thercsa de Souza. V. de 

Monte Verde ^qi 

Frade, António Pereira da Silva. B.deMuaná. 301 



Fraga, Porphirio Pereira. 2.° B. deCapivary. 1 10 
Franklin, Leocadio Gomes. B. do Vai For- 
moso Ç2J 

França, D.' Clementino Ferreira. M. de 

Nazareth ,08 

Franco, Bernardo de Souza. V. de Souza 

Franco 486 

— Luiz António Pereira. B. de Pereira 

Franco ,çq 

— D.' Pedro Affonso.B.de Pedro Afifonso. ■ 345 

— QuintilianoRodriguesdaRocha. i.^B. 

de Santa Luzia 42 1 

Freire, Ernesto Justiniano da Silva. 2.° B. 

de Itambé 209 

— Felisberto de Oliveira. B. de Laran- 

geiras 254 

— Flávio Clementino da Silva. B. de 

Mamanguape 269 

— Joaquim da Cunha. B. de Ibiapaba . 179 

— JoaquimJoséMeirelles. B.doCurvello. 141 

— José António da Silva, i." B. do Dou- 

rado ,4^ 

— José Joaquim da Silva. B. de Santa 

Maria Magdalena 423 

Freitas, António Manuel de. B. de Rio 

Claro ^^y 

Galeáo, Manuel Caetano de Almeida. B. de 

Almeida Galeão jn 

Galvão, António Enéas Gustavo, B. do Rio 

Apa 387 

— D.'' Benjamin Franklin Ramiz. B. de 

Ramiz ^80 

— Rufino Enéas Gustavo. V. de Mara- 

cajú 272 

Gama, Bernardo José da. V. de Goyanna . 16 r 

— Braz Carneiro Nogueira da Costa e. 

C. de Baependy (,q 

— Caetano Mário Lopes. V. de Maran- 

guape 274 

— Caetano Maria de Paiva Lopes . . 584 

— D. Francisca Maria do Valle Nogueira 

da. B. de S. Mathens . . . . 4Ó1 

— Francisco Nicolau Carneiro Nogueira 

da. B. de Santa Mónica . . 424 

— Manuel Jacintho Carneiro Nogueira 

da. B. dejuparanã 247 

— Manuel Jacintho Nogueira da. M. de 

Baependy 53 

— Nicolau António Nogueira Valle da. 

V. de Nogueira da Gama . . . 313 

— Paulo José da Silva. 1.» B. de 

Bage 70 

— Paulo José da Silva Gama Filho. 

2.° B. de Bagé yo 



613 



Pag. 
Góe«, António Calmon de Araújo. B. de 

Camaçary gó 

— .Innocencio Marques de Araújo. B. de 

Araújo Góes 59, 553 

— Paulino de Araújo. B. de S. Miguel . 462 
Gomea, Boaventura José. B. de itaquatiá . 220 

— Jacintho José. B. de Monção . . . 289 

— João José de Araújo. i.°B. de Alegrete. 33 

— José Luiz. B. de Mambucaba. . . 269 
- José Maria de Araújo. 2." B. de Ale- 
grete 34 

Gonçalves, António Marcellino Nunes. V.de 

S. Luiz do Maranhão .... 460 

Gondim, António José Duarte de Araújo. 

B. de Araújo Gondim .... ío 

Gordilho, Luiz Adriano Alves de Lima . 

B. de Itapoan 219 

Gouveia, João Alves de. B. de Lavras 255 

— José Dias de. B. de Alienas . . . 3Ó 
Graça, José Pereira da. B. de Aracaty 51 
Guedes, Rodrigo Pinto. B. do Rio da Prata. 401 
Guerra, Luiz Gonzaga de Brito. B. de 

Assú 63 

Guimar&es, António Diniz da Costa. B. de 

Santa Isabel 418 

— Bento de Lacerda. B. de Araras . . 54 

— Clementino José Pereira. B. de Ma- 

náos 271 

— Domingos Custodio. 1 ." V. do Rio 

Preto 402 

— Domingos Custodio Guimarães Filho. 

B. do Rio Preto 403 

— José Agostinho Moreira. B. de Gui- 

marães 175 

— José Auto da Silva. B. de Jaguarão . 233 

— José de Lacerda. 2.° B. de Arary. 57 

— José de Lacerda. 2.° B. de Japy . . 238 

— José Luciano de Souza. B. de S. Fran- 

cisco da Gloria 442 

— Manuel António. V. de Nácar. 307 

— Manuel de Castro. B. dos Cataguazes. 121 

— Miguel António Pinto. B. de San- 

tarém 425 

Henriques, João António de Araújo Freitas. 585 
Homem, D''. Francisco de Saltes Torres. V. 

de Inhomirim 191 

— D."' João Vicente Torres. V. de Torres 

Homem 511 

Hoonholtz, António Luiz von. B. de Teffé. 503 
Horta, Felisberto Caldeira Brant Pontes. 

Oliveira e. M. de Barbacena . 71, 553 

— José Caetano Rodrigues. V. de Ita- 

tiaya 221 

Ignacio, Joaquim José. V. de Inhaúma . 189 



Pag. 
Itapicurú, José Dantas de. B. do Rio Real . 403 
Jaguaribe, Domingos José Nogueira. V. de 

jaguaribe 233 

Jobim, António Martins da Cruz. B. de 

Cambahy 100 

Jordão, Amador Rodrigues de Lacerda. 

B. de S. João do Rio Claro. . . 4:53 

— Polydoro da Fonseca Guintanilha. 

B. de Santa Theresa . . 427 

Junqueira, Francisco Ribeiro. B. de Chris- 

tina 130 

— Gabriel Francisco, i." B. de Alienas . 36 

— Luiz Francisco Gonçalves. B. de 

Jacuipe 251 

Lacerda, D. Pedro Maria de. Bispo Conde 

de Santa Fé 410 

Lamare, Joaquim Raymundo de. V. de 

Lamare 252 

Leáo, António de Souza. B. de Morenos 298 

— Augusto de Souza. B. de Caiará . . 93 

— Braz Carneiro. B. de S. Braz . . . 436 

— Domingos Francisco de Souza. V. de 

Tabatinga 49? 

— Domingos de Souza. 2.° B. de Villa 

Bella 537 

— Francisco José da Rocha. 1 ."> B. de 

Itamaraty 206 

— D.' Henrique Hermeto Carneiro. B. de 

Paraná 333 

— Honório Hermeto Carneiro. M. de 

Paraná 331 

— Ignacio Joaquim de Souza. B. de 

Souza Leão 487 

— Joaquim de Souza. V. de Campo 

Alegre 103 

— José Alexandre Carneiro. V. de S. 

Salvador de Campos .... 464 

— José Fernando Carneiro. C. de Villa 

Nova S. José 541 

— José Ribeiro da Silva 586 

— José de Souza. B. de Gurjabá. . 175 

— Luiz Filippe de Souza 586 

— Nicolau Netto Carneiro. B. de Santa 

Maria 423 

— Umbellino de Paula de Souza. B. de 

Jaboataó 226 

Lecor, Carlos Frederico. V. de Laguna . . 250 
Leite, Custodio Ferreira. i.° B. de Ayuruóca . 67 

— Francisco José Teixeira. B. de Vas- 

souras 332 

— Guilherme Augusto de Souza. B. de 

Aguas Claras 28 

— João José. B. de Sanipe .... 410 
— • João José de Oliveira. B. do Timbó . 508 



614 



Magalhães, Manuel de Souza Pinto de. B. de 

Tury Assú 517 

— D. Maria Leonor Teixeira de. V. de 

Camargos 99, 100 

Maia. D."- Cláudio Velho da Motta. C. de 

Motta Maia 300 

— Honório de Araújo. B. de Araújo 

Maia 59 

Mallet. Emilio Luiz. B. de Tapevy . . 216 

Maranhão, Lourenço Cavalcanti de Albu- 
querque. B. de Atalaya ... 64 
Marinho, Joaquim Elysio Pereira. V. de 

Guahy 166 

Martin*, D."' António Feliz. B. de S. Feliz . 439 

— Cicero Dantas B. de Geremoabo . . 1 59 

— Francisco Gonçalves. V. de S. Lou- 

renço 458 

— Gualter. B, do Grão Mogol . . 164 

— Ignacio António de Assis. V. de 

Assis Martins 63, 333 

— Manuel Miguel. B. de Itacurussá. 201 

— Manuel de Souza. V. da Parnahyba. 339 
Mascarenhas. António Cândido da Silva. 

V. de Sete Lagoas 479 

— D. Francisco de Assis. M. de S. João 

da Palma 451 

Mattos, Firmo José de B. de Casalvasco. 116 

— João Wilkens de. B. de Maruiá . 279 
Meireiles, D.' Joaquim Cândido Soares de . 594 

— Luiz António Simões de. B. de Assú 

da Torre 63 

Mello, António Bento Dias de. 2.° B. de 

Çametá 101 

— António Cândido de. B. de Toropy . 510 

— António Dias Coelho de. B. da 

Estancia 149 

— Domingos Dias Coelho e. B. de Ita- 

porangá 210 

— D. Domitilla de Castro Canto e. M. 

de Santos 433 

— Francisco Homem de. V. de Pinda- 

monhangaba 354 

— Francisco Ignacio Marcondes Homem 

de. B. Homem de Mello . . 178, 560 

— JoãodcCastroCantoe. i."V.deCastro. 118 

— João de Castro Canto e. 2.° V. de 

Castro 119 

— João Gomes de. B. de Maroim . 278 

— João Machado de Novaes. B. de Pias- 

subussú 352 

— Luiz José Carneiro de Carvalho e. 

2." V. da Cachoeira 91 

— Luiz José de Carvalho e. 1.° V. 

da Cachoeira 90 



P»g- 
Mello, Manuel Joaquim Cabral de. b. de 

S. Francisco das Chagas . . . 443 

— Manuel Marcondes de Oliveira e. B. 

de Pindamonhangaba .... 353 

— Pedro Justiniano Carneiro de Carvalho 

c. 3.° V. da Cachoeira. ... 91 
Mendes, Joaquim Eloy. B. da Varginha . 528 

— Luiz José de Oliveira. B. de Monte 

Santo 293 

— Luiz Manuel de Oliveira, i." B. de 

Itapicurú de Cima 217 

— Luiz Manuel de Oliveira. B. de Tra- 

ripe 513 

— Manuel de Oliveira. V. de Itapicurú 

de Cima 217 

Mendonça, Jacintho Paes Moreira de. B. de 

Muricy 304 

— João Gomes da Silveira. V. do Fanado. 

M. de Sabará 150, 406 

— José António de. B. de Jaraguá . . 238 

— José António de. B. deMundahú. . 302 

— Jacintho Paes de 595 

Menezes, António Telles da Silva Caminha 

e. V. de Rezende 382 

— Bento Martins de. B. de Ijuhy . . 187 

— D.^BalduinoJoaquimde.B.deMenezes. 284 

— Egas Moniz Barreto de Aragão e. B. 

de Moniz de Aragão .... 290 

— José Feliz da Cunha. B. do Rio Ver- 

melho 405 

— Luiz Barbalho Moniz Fiúza Barreto 

de. B. de Bomjardim .... 85 

— Manuel Ignacio da Cunha. V. do 

Rio Vermelho 404 

— Pedro António Telles Barreto de . . 596 

— Serafim José de B. de Arassuahy. . 58 
Mesquita, Jeronymo José de. C. de Mes- 
quita 286 

— Jeronymo Roberto de. B. de Mes- 

quita 286 

— José Francisco de. M. de Bomfim . 84 

— José Jeronymo de. B. de Bomfim. . 84 
Messeder, Manuel de Azevedo Coutinho . 596 
Miranda, António Manuel Correia de. B. de 

Cairary 94 

— Gregório Francisco de. B. de Abbadia. 23 
— • Luiz da Rocha Miranda, Sobrinho. 

B. do Bananal 71 

Monteiro, António de Maia. B. de Maia 

Monteiro 268 

— D."' António Peregrino Maciel. 2." B. 

de Itamaracá 205 

— D.'' Cândido Borges. V. de Itaúna . 222 

— João do Rego. B. de Gurgueia 175 



616 



Pag. 
Leite, Luiz de Souza. B. de Soccorro . . 482 

— Pedro de Alcântara Cerqueira. B. de 

S. João Nepomuceno .... 450 
Leme, Pedro Dias Paes. M. de Quixeramo- 

bim 378 

— Pedro Dias Paes. M. de S.João Marcos. 449 
Lemos, João António de. B. de Rio Verde . 404 
Letia, D. Benedicta Bicudo Salgado. V. de 

Parahybuna 330 

— Custodio Gomes Varella. B.de Parahy- 

buna 330 

— Eloy Bicudo Varella. B. de Lessa 256 

— Francisco José de Vasconcellos. B. de 

Diamantina 142 

— Pedro Emiliano da Silveira. B. de 

Gravata 164 

Leyerger, Augusto. B. de Melgaço . 283 

Lima, António Moreira de Castro. B. de 

Castro Lima 120 

— D. Carlota Leopoldina de Castro. V. de 

Castro Lima 120 

— César Sauvan Vianna. B. dejaurú. 240 

— Cypriano de Medeiros. B. de Jequi- 

tahy 242 

— Francisco Xavier Pinto. B. de Pinto 

Lima 357 

— Joaquim José Moreira. C. de Moreira 

Lima • . 297 

— Joaquim Luiz de. B. de Inhandnby . 189 

— Joaquim Marcellino da Silva. B. de 

Itapemirim 215 

— José António de Souza. B. de Souza 

Lima 488 

— José Caetano de. B. de Mogy-Guassú . 289 

— José Gomes de Oliveira. 1 ." B. de 

S. José 455 

— José Elias de Toledo. B. do Descal- 

vado 14' 

— Leopoldo Augusto da Camará. B. de 

S. Nicolaó 462 

— Luiz Siqueira da Silva. B. de Itape- 

mirim 216 

— Manuel Bernardino de Almeida. B.de 

Almeida Lima 39 

— Pedro de Araújo. M. de Olinda . 317 
Lins, Belmiro da Silveira. B. da Escada. 147 

— D.' Francisco de Caldas. B. de Ara- 

çajy. V. do Rio Formozo . . 50, 397 

— Florismundo Marques. B. de Utinga . 523 

— Henrique Marques. V. de Utinga . 523 

— Presciliano de Barros Accioli. 2.° B. do 

Rio Formozo 396 

— D.' Sebastião António Accioli. 4.° B. 

de Goyanna 163 



PaS- 

Lisboa, Bento da Silva. B. de Cayrú 129 

— Joaquim Marques. M. de Taman- 

daré 494, 56S 

— Joaquim Miguel Ribeiro .... 587 

— José Marques 589 

— José da Silva. V. de Cayrú . . 128 

— Miguel Maria. B. de Japurá . 236, 564 
Lobato, Francisco de Paula de Negreiros 

Sayão. V. de Nictheroy. . . . 310 

— João Evangelista Negreiros de Sayão. 

V. de Sabará 407 

Lobo, Francisco Joaquim Pereira. ... 591 

— Francisco Leopoldino de Gusmão 591 

— João Baptista Pereira 589 

Lopes, João Simões. V. da Graça. 163 

— José António. B. de Una . 519 

— D. Rosa de SanfAnna. 2.» B. de 

SanfAnna 410 

Loureiro, J0.10 Alves. i.° B. de Javary . 240 
Louzada, Manuel Alves dos Reis. i.° B. de 

Guahiba 167 

Lucena, Henrique Pereira de. B.de Lucena. 261 

Macedo, Diogo Teixeira de. B. de S. Diogo. 439 

— D. Francisco da Costa de Sousa. 

M. da Cunha 140 

— Francisco Pereira de. V. do Serro 

Formozo 477 

— D. Maria Rosa Alexandrina de. B. de 

Maria Rosa 277 

Machado, António (bandido da Cruz. V. do 

Serro Frio 478 

— António José de Azevedo. B. de Aze- 

vedo do Machado 67 

— Bento Lúcio, i .• B. de Jacarehy . . 227 

— João da Silva. B. de Antonina . 48 

— Josephino Vieira. B. de Guaycuhy . 174 

— Manuel Francisco. B. de Solimões 483 
Maciel, Annibal Antunes. B. dos Três Ser- 
ros 514 

— António Dias. 2.° B. de Araguary 52 

— Francisco Antunes. B. de Cacequy . 90 

— Justo Domingues. B. de Maciel . 266 

— D.' Leopoldo Antunes. 2.° B. de 

S. Luiz 460 

Madureira, Izidro de Senna. B. de Jequi- 

riçá 241 

Magalhães, António José de. B. de Goyta- 

cazes 163 

— D.'^ António Teixeira de Souza. 2.° B. 

de Camargos 100 

— D.'' Domingos José Gonçalves de.V.de 

Araguaya 52 

— João da Cunha. B. de Aguas Bellas . 28 

— João José de. B. de Ouro Branco . . 321 



615 



Pag- 
Monteiro, José Feliz. V. de Mossoró, . . 299 

— José Francisco. V. de Tremembé. . 513 

— José Joaquim de IVlaia. B. da Estrella. 149 

— José de Rezende. 2.° B. da Leopol- 

dina 256 

— Luiz Fernandes. B. de Sahy . . . 408 

— Luiz IVlanueL B. de Santa Eugenia . 4' 5 

— Thomas António MacieL 1 ." B. de 

Itamaracá 205 

— Victorino José Carneiro. B. de S. 

Borja 435 

Montenegro, D.' Caetano Pinto de IVtiranda. 

M. de Villa Real da Praia Grande. 54: 

— Caetano Pinto de Miranda. V. de Villa 

Real da Praia Grande .... 543 
Montezuma, Francisco Gé Acabaya de. 

V. de Jequitinhonha .... 242 
Morae*, Elias António de. 2.» B. das Duas 

Barras i44 

— João António de. 1°. B. das Duas 

Barras i44 

— José António de. V. de Imbé . . . 187 

— José Gonçalves de. B. de Pirahy . . 3Ó0 

— José Joaquim de. B. deGuarulhos. 174,558 
Moreira, D.' Francisco Ignacio Carvalho . 

B. de Penedo 348 

— Guilherme José. B. de Juruá ... 248 

— José António. C. de Ipanema . 192 

— José António Moreira. B. de Ipanema. 193 

— |osé António. B. de Butuhy ... 88 

— Buiz da Cunha. 1." V. de Cabo Frio. 88 
MotU, Arthur Silveira da. B. de Jaceguay . 229 

— Ignacio Francisco Silveira da. V. da 

Villa Franca 539 

— Manuel Ribeiro da. V.deS. Sebastião. 465 
Moura, Joaquim Augusto de. B. de Villa 

Velha 544 

Nabuco, Pedro Leopoldo de Araújo. 2.° B. 

de Itabayana • . '99 

Napoleão, D. Augusto Carlos Eugénio. D. 

de Santa Cruz 4' 3 

Natcimento, Manuel Varcllà do. B. de 

Ceará-Mirim '29 

Navarro, Luiz António de Moraes. 2.° B. de 

Cabo Verde 89 

Negreiro*, Joaquim de Campos. 2.» B. da 

Cruz Alta "39 

Neiva, António dos Santos. B. das Minas 

Novas í86 

Netto, Felippe Lopes. B. de Lopes Netto . 258 

— José António Gomes. B. de Caetité . 92 

— D.' José Francisco. B. de Coromandel 134 
Noto», António Vieiri de Oliveira. B. de 

Taubaté 5°' 



P«g. 
NeTet, Joaquim Lourenço Baeta. 2.° B. de 

Queluz 377 

— José Joaquim de Andrade. B. do 

Triumpho 5' 5 

Nioac, Alfredo da Rocha Fariade. B.deNioac. 312 
Nogueira, João Ataliba. B. de Ataliba 

Nogueira 64 

— Pedro Ramos. B. de Joatinga . 244 
Novaes, Elias Dias. B. de Novaes . . . 314 
Nunes, D.' Braz Pereira. B. do Rio do Ouro. 399 

— Carlos Pereira. B. de S. Carlos . . 437 

— António Gonçalves. B. de Igarapé- 

mirim '83 

Oliveira, António Cândido Antunes de. 

V. de Mecejana 282 

— António Pinto de. B. de Santo António. 433 

— Estanisláo José de. 2.° B. de Arara- 

quara 54 

— Felisberto Ignacio de. B. de Cruangy. 138 

— Francisco António de. B. de Beberibe. 77 

— Francisco Gomes de. B. de Sincorá . 480 

— Francisco Xavier de. B. de Campo 

Verde loó 

— João Baptista de. B. de Aguapehy . 28 

— Joaquim José Ferraz de. B. de Guapy. 168 

— José Caetano de. B. de Tibagy . 505, 506 

— José Joaquim Seguins de. B. de Ita- 

pary • ... 214 

— Luiz António de. B. de Trontahy . 516 

— Luiz António de. V. de Caldas . 95 

— Luiz José de Mello e. B. de Mello e 

Oliveira 284 

— Manuel Claudiano de. B. de Mogy- 

mirim 289 

— Manuel Ignacio de. B. de Ouricury . 32 1 
Osório, Manuel Luiz. M. do Herval. 177 
Oyenhausen Gravenburg, João Carlos Au- 
gusto de. M. de Aracaty ... 50 

Pacheco, David dos Santos. B. de Campos 

Geraes 554. '05 

— Francisco José. V. de S. Francisco . 442 

— Manuel António. B. de Sabará 407 
Paes, Joaquim da Motta. B. de Camandu- 

caia 554. 97 

— José Ribeiro da Motta. B. de Motta Paes. 301 
Paim, Honorato António de Lacerda. B. de 

Lacerda Paim 248 

Paiva, Joaquim Simões de. 2.° B. de Monte 

Santo 290 

— Olindo Gomes dos Santos. B. de 

Timbahy 5°8 

Palmeira, Miguel Soares. B. de Coruripe . 135 
Paranaguá, João Lustosa da Cunha. 2.° M. 

de Paranaguá 335 



Archivo Nobiliarchico Brasileiro 78 



617 



Pag. 
Paranaguá, José da Cunha Lustosa. B. de 

Parahim 328 

Paranhos, António de Freitas. B. de Palma. 324 

— José Maria da Silva. B. do Rio 

Branco 392 

— José Maria da Silva. V. do Rio 

Branco 390 

Passos, António Pereira. B. de Mangaritaba. 271 

Paula, Francisco Manuel de. 1 .° B. da Saúde . 472 

Pavão, António Dias. C. de Itaguahy 202 
Pederneiras, Innocencio Vellozo. B. de 

Bojurú 83 

Pedroza, Manuel Gomes da Cunha. B. do 

Bonito 87 

Peixoto, Francisco Maria dos Guimarães . 597 

— D.'' Domingos Ribeiro dos Guima- 

rães. B. de Iguarassú . 184 

— Pedro Leopoldo dos Guimarães . . 597 
Penha, Francisco Gonçalves. B. de S. Thomé . 467 
Penna, Belisario Augusto de Oliveira. V. de 

Carandahy 110 

Penteado, Joaquim Ferreira. B. de Itatiba . 221 

Pereira, Alcides Rodrigues. B. do Lamin . 253 

— António Barrozo. B. de Entre Rios . 146 

— António Barrozo Pereira Filho. B. de 

Entre Rios 147 

— António Caetano. B. de Ibyrapuitan. 182 

— António Francisco. B. de Bujary . . 87 

— António Rodrigues. B. de Pouso 

Alegre 373 

— Bento de Mello. B. de Cotinguiba . 137 

— Boaventura Delfim. B. de Sorocaba . 484 

— D. Engracia Maria da Costa Ribeiro . 

C. da Piedade 352 

— Francisco Alves da Silva. B. de Monte 

Alto 2Q2 

— João Baptista da Silva. B. de Grava- 

tahy "65 

— João Marciano de Faria. B. de Piumhy. 366 

— José Manuel Fernandes. B.daGambôa. 156 

— Manuel Gonçalves. B. de Maracanã . 273 

— Vasco Alves. B. de Santa Anna do 

Livramento 411 

— Vicente Ferreira de Sillos. B. da Casa 

Branca 116, 556 

Persiani, D."' César. B. de Itiúba. . . 223 
Pessoa, Manuel Rodrigues Gameiro. V. de 

Itabayana 198 

Picanço, D.'' José Correia. B. de Goyanna . 160 
Pimenta, Francisco José de Mattos. B. de 

Bôa Viagem 81 

Pimentel, D.'' Manuel de Valladão. B. de 

Petrópolis .351 

Pinheiro, Ignacio da America. B. de Potingy . 372 



Pag. 
Pinheiro, Joaquim Luiz. B. de Paquequer. 

V. de Pinheiro 32Ó, 35o 

— José de Aquino. B. de Aquino . 40 

— |osé Feliciano Fernandes. V. de 

S. Leopoldo 457 

— José Martins. B. da Lagoa Dourada . 250 

— Peregrino José da America. V. de 

Ipiabas 193 

Pinho, José João Martins de. B. de Alto 

Mearim 40 

Pinto, D. Anna Gregoria de Miranda. V. de 

S. Francisco de Paula .... 469 

— António Clemente. B. de Nova Fri- 

burgo 315 

— António Clemente. C. de S. Clemente. 437 

— António Clemente Pinto Filho. B. de 

S. Clemente 438 

— António da Costa. V. de Oliveira . 318 

— António da Costa. C. de Sergy- 

Mirim 474 

— António Joaquim da Silva. B. de 

S. Fidelis 440 

— Bernardo Clemente. C. de Nova Fri- 

burgo 316 

— Custodio de Souza. B. de Ingahy 188 

— Domingos Ferreira. B. de Guaraúna . 173 

— Francisco Pereira. B. de Ivinheima . 225 

— José António da Silva. B. da Bertiogá. 81 

— José Ignacio da Silva. 2." B. de S.José. 45o 

— Manuel Ferreira. B. de Carmo . 114 

— Manuel Lopes da Costa. V. de Ara- 

maré 53 

Piquet, Luiz Maria. B. de Santa Martha. 424 
Pombo, Ambrósio Henriques da Silva, i." B. 

de Jaguarary 233 

Pontes, Felisberto Caldeira Brant. V. de 

Barbacena 73 

Pontual, António dos Santos. B. de Fre- 

cheiras 155 

— Bernardino de Senna. B. dePetrolina. 351 
Portinho, José Gomes. B. da Cruz Alta. 138 
Porto, Francisco Ferreira. B. de Cahy . . 93 
Porto Alegre, Manuel de Araújo. V. de 

Santo Angelo 432 

Portugal, José Gomes de Souza. B. do Turvo. 516 
Prado, Bento Dias de Almeida. B. de 

Itahim 203 

— António da Silva. B. de Iguape . . 183 

— José Ignacio Accioli do. B. de Aracaju. 50 

— José da Trindade. B. de Própria . . 374 
Primo, António Mariani. B. de Campo Largo. 104 
Quartim, António Thomas. B. de Quartim . 375 
Queiroz, Francisco António de Souza. B. de 

Souza Queiroz 488 



618 



Pag. 
Queiroz, Francisco Rodrigues Pereira de. 

B. de Santa Cecília ..jia 

— Joaquim iVIarinho de. B. de Monte 

Bello 292 

— Vicente de Souza. B. da Limeira. . 257 
Quintanilha, José Thomaz da Silva. B. de 

Paquetá ........ 327 

Rabello, Joaquim António de Souza. B. de 

Patrocinio ....... 343 

— José Joaquim Ferreira. B. do Serro . 476 
Raiol, Domingos António. B. de Guajará 167 
Ramalho, D." Joaquim Ignacio. B. de 

Ramalho. B. de Agua Branca . 27, 379 
Ramos, David Lopes da Silva. B. de Jam- 
beiro 235 

— João Evangelista de Almeida. B. de 

Santa Barbara 411 

— D.'' Joaquim de Almeida. B. de Almeida 

Ramos 39 

— José Ildefonso de Souza. V. de 

Jaguary 235 

Rangel, Francisco José Alves. V. de S. João 

da Barra 447 

— José Alves. B. de S. João da Barra . 446 
Rapozo, D.' Francisco António. B. de 

Caruaru 115 

Rego, Feliciano Cavalcanti da Cunha. B. de 

Timbahuba 507 

— D. '■José Pereira. B. do Lavradio . . 2154 
Reit, António Dias Coelho Netto dos. C. de 

Carapebús 111, 555 

— Francisco Telles Cosme dos . . 598 

— Joaquim Pinto Netto dos. B. de 

Carapebús 1 10 

— José Joaquim de Andrade. B. de Ponte 

Nova 368 

— José Miranda da Silva. B. de Miranda 

Reis 287 

— Paschoal Telles Cosme dos . . . 598 

— SalustianoJeronymo dos. B. de Cama- 

quan 9^ 

— Simão Dias dos. B. de Simão Dias . 480 
Retse, Victor. B. de S. Victor .... 468 
Rezende, Estevão Ribeiro de. M. de Valença . 524 

— Estevão Ribeiro de. B. de Lorena . 259 

— Estevão Ribeiro de Souza. B. de 

Rezende 383 

— Geraldo Augusto. B. de Retiro . . 382 

— Geraldo Ribeiro de Souza. B. Geraldo 

de Rezende 558, 158 

— José Augusto de. B. do Rio Novo . 399 

— José Ribeiro de. B. de Juiz de Fora . 244 

— Luiz Ribeiro de Souza . . 599 

— Pedro Ribeiro de Souza. B. de Valença. 526 



Pag. 
Rezende, Quirino de Avellar Monteiro de. 

B. de Avellar Rezende .... ó6 
Ribeiro, D.' Carlos Fernandes. B. de Grajahú . 1 64 

— Domiciano Leite. V. de Araxá. . 60 

— D.' Duarte da Ponte. B. de Ponte 

Ribeiro 368 

— Fernando Vidal Leite. B. de Santa 

Margarida 422 

— Joaquim Vidal Leite. B. de Itamaran- 

diba 20Ó 

— José António Soares. B. de Inohan . 190 

— José Cesário de Miranda. V. de Ube- 

raba 518 

— José de Araújo. V. do Rio Grande . 397 

— Luiz Vidal Leite. B. de Vidal. . 534 

— Manuel da Cunha Lima. B.delmbuhy. 187 

— Manuel Gomes. B. de Traipú. . . 512 

— Manuel Luiz. B. de Castello . . . 117 
Rimei, Manuel António Cláudio. B. de 

Rimes 38Ó 

Rocha, D.'' António Teixeira da. B. de 

Maceió 266 

— Estevão José da. B. de Araruna , . 57 

— Francisco José da. C. de Itamaraty . 207 

— Francisco Quirino da. B. de Pal- 

meiras 325 

— D. Maria Romana Bernardes da. M. de 

Itamaraty 208 

Rodrigues, José António de Calazans. 2." B. 

de Taquary 498 

— Manuel Jorge, i." B. de Taquary. . 497 
Rohsui, Henrique (Pedro Carlos) de Beau- 

repaire. V. de Beaurepaire Rohan . 75 
Rolemberg, Gonçalo Faro de. B. de Japara- 

tuba 236 

Romeiro, Manuel Ignacio Marcondes. B. de 

Romeiro 405 

Rosa, António Joaquim da. B. de Pirati- 

ninga 365 

Rosário, João José do. B. do Rosário . 406 

— Joaquim José do. B. de S. Francisco 

de Paula 443 

Roxo, José Gonçalves de Oliveira. B. de 

Guanabara 168 

— Luiz Octávio de Oliveira. 2." V. da 

Vargem Alegre 528 

— Mathias Gonçalves de Oliveira. B. de 

Oliveira Roxo 320 

— Mathias Gonçalves de Oliveira, i." B. 

da Vargem Alegre 527 

Sá, D. Cherubina Rosa Marcondes de. V. de 

Tibagy 505, 506 

— Miguel Ribeiro de. B. de Ribeiro 

de Sá 386 



619 



Pag. 
Sabóia, D/ Vicente Cândido Figueira de. 

V. de Sabóia 408 

Salgado, Ignacio Bicudo de Siqueira. B. de 

Itapeba 214 

— João Mendes. 8. de Corumbá. 135 

— D.'' José de Amorim. B. de S. André. 431 

— Paulo de Amorim 599 

Salle», José Luiz Cardoso. B, de Irapuá. 197 

— José Luiz Cardoso de Salles Filho. 

B. de Ibirámirim .... 560, 180 
Sant'Anna, D. Maria )osé de. B.deSanfAnna. 410 
Santos, António Tertuliano dos. B. de Sil- 
veiras 480 

— Elysiario António dos. B. de Angra . 46 

— D. '■João Baptista dos. V. de Ibituruna. 182 

— João da Cruz e. B. de Urussuhy . 522 

— José Pereira dos, B. de Saquarenia 471 

— D. Luiz António dos. M. de Monte 

Paschoal 295 

Say&o, losé Pedro da Motta. B. do Pilar 355 
Seabra, Joaquim António de Oliveira. 2.° B. 

de Itapcmirim 215 

Seixa*, D. Romualdo António de. Arcebispo. 

M. de Santa Cruz 414 

Sertório, João. B. de Sertório 479 

Silva, Amaro Velho da. V. de Macahé . 2Ó; 

— Andrelino Pereira da. B. de Pajehu . 324 

— António Alves da. B. de Amaragy 41 

— António Ferreira da. V. de Embaré . 145 

— António Salgado da. V. da Palmeira. 324 

— António Theodoro da. B. do Alto 

Muriahé 41 

— António Zacharia Alvares. B. de 

Indaiá 188 

— Bento Carneiro da. C. de Ara- 

ruama . . .... 552, 56 

— Domingos Américo da. B. de São 

Thiago 467 

— D.' Eduardo Ernesto Pereira da. 

B. S.João d'El Rey 4^3 

— Felippe Nery de Carvalho e. B. de 

Serra Branca 475 

— Francisco António de Barros e. B. de 

Pirangy 361 

— Francisco Manuel Barrozo da. B. de 

Amazonas 552, 42 

— Francisco de Paula e. B. de Ibicuhy . 180 

— Francisco Theodoro da. B. de Pouso 

Alto 373 

— Francisco Xavier Cabral da. 1 ." B. de 

Itapagipe 212 

— Francisco Xavier Calmon Cabral da. 

2.° B. de Itapagipe . 213 

— Henrique José da. V. de Ariró. . 61 



Píg. 
Silva, D. Ignez de Castro Monteiro da. B. de 

S. José do Rio Preto 457 

— João Carneiro da. B. de Ururahy. . 521 

— João José Carneiro da. B. de Monte 

Cedro 293 

— Joaquim António de Araujó e. B. do 

Cattetc 122 

— D.' Joaquim José Alvares dos Santos. 

B. de S. Geraldo 440 

— Joaquim José Gomes da. B. da Villa 

Maria. ... .... 540 

— Joaquim José dos Santos. B. de Itapeti- 

ninga 210 

— Joaquim Pereira da. 2." B. de Monte 

Alegre 202 

— Joaquim Pereira da. 2.° B. de Monte 

Verde 297 

— José Carneiro da. i." V. de Araruama. 55 

— José Caetano Carneiro da. V. de Quis- 

saman 377 

— José Joaquim de Lima e. V. de Magé. 267 

— José Joaquim Monteiro da. B. de 

Santa Helena 417 

— José Manuel da. B. de Tietê . . . 507 

— José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho 

C. de Tocantins 500 

— Júlio de Miranda e. B. de Miranda 287 

— Luiz Alves de Lima e. D. de Caxias . 120 

— Luiz .António Vieira da. V. de Vieira 

da Silva 535 

— Lourenço Bezerra Alves da. B. de 

Caxangá 120 

— Manuel António dos Passos e. B. de 

Tacaruna 494 

— Manuel Barbosa da. B. do Limoeiro . 258 

— Manuel Carneiro da. V. de Ururahy. 522 

— Manuel Freire Barbosa da. B, de 

Taquaretinga 497 

— Manuel da Fonseca e. B. de Suruhy . 492 

— D. ■■ Manuel Pacheco da. B. de Pacheco. 322 

— Thomas José da 600 

Silveira, Alexandre José da. B. de Itaberava. 19Q 

— Coriolano Vellozo da. B. de Seri- 

nhaem 47S 

— D. Francisco Balthazarda. . 601 

— D. Manuel Joaquim da. C. de S. Sal- 

vador 4Ó3 

Sinimbu, D.'' João Lins Vieira Cansanção de. 

V. de Sinimbu 481 

Siqueira, Belarmino Ricardo de. B. de 

S. Gonçalo 445 

— Luiz António de. B. de Itabapoana . 198 
Soarei, Joaquim Celestino de Abreu. B. de 

Paranapancma 33Ó 



620 



Sodré, Francisco Pereira. B. de Alagôinhas. }\ 
Souto-Maior, Manuel Ignacio de Andrade. 

M. de Itanhaeni íio 

— João Huet Bacellar Pinto Guedes. . 592 
Souza, Ananias de Oliveira e. B. de S. João 

do Principe 452 

— Francisco José Brandão de. B. de 

Souza 485 

— Gregório de Castro Moraes e. B. de 

Piraquára 363 

— Irineu Evangelista de. V. de Mauá . 281 

— Jeronymo de Mello Pereira e. B. de 

Passos 343 

— João Bernardes de. B. de Guandu . 168 

— João Cândido de Mello e. B. de 

Cambuhy 554, 'O" 

— João Cardoso de Menezes e. B. de 

Paranápiacaba 336 

— João Manuel de. B. de Villa Flor. . 539 

— José Eleuterio de. B. de S. Romão . 463 

— José Guedes de. B. de Pirapitinguy . 363 

— Manuel Ignacio de Mello e. B. do 

Pontal 367 

— ManuelMarquesde.C.dePortoAlegre. 369 

— Manuel Teixeira de. 1." de Camargos. 99 

— Militão Máximo de. V. de Andarahy. 45 

— Militão Máximo de Souza J.'"'. B. de 

Andarahy 4Ó 

— Paulinojosé Soares de. V. de Uruguay. 510 
Taunajr, Alfredo Maria Adriano d'Escra- 

gnoUe. V. de Taunay .... 501 

TaTare*, João Nunes da Silva. B. de itaquy . 221 

— João da Silva. V. de Serro Alegre . 476 

— Joaquim da Silva. B. de Santa Tecla. 427 
Teixeira, António Torquato. B. de Ribeirão 

Vermelho 385 

— Francisco José. B. de Itambé . . 209 

— Jeronymo José Teixeira Júnior. V. do 

Cruzeiro 556, 139 

— Manuel de Souza. B. de Capiberibe . 109 
Tellet, António de Queiroz. B. dejundiahy. 246 

— AntoniodeQueiroz. C. daParnahyba. 339 

— Francisco Pinto da Fonseca. B. da 

Taquara 497 

— Joaquim Benedicto de Queiroz. 1 ." B. 

de Japy 237 

Tenório, Paulo Jacintho. B. de Palmeira dos 

Índios 325 

Thomten, Christiano. B. de Thomsen . ^05 

Tinta, António Francisco. B. de Taítinga . 494 
Toledo, José de Aguiar. V. de Aguiar 

Toledo. I ." de Bella Vista . . 29, 78 
Torre*, Cândido José Rodrigues. B. de 

Itaniby 210 



P»g. 
Torro», Joaquim António de Siqueira. i.° B. 

de Agua Branca 27 

— Joaquim José Rodrigues. V. de Itabo- 

rahy 200 

— José Carlos Pereira de Almeida. 2."V. 

de Macahé 263 

Tosta, Francisco Vieira. B. de Nagé. 308 

— Manuel Vieira. M. de Muritiba . 305 

— Manuel Vieira. Tosta Filho. B.deMuri- 

tiba 306 

Toste*, Marcellino de Assis. B. de S. Mar- 

cellino 461 

Totta, João António Mendes. B. de Mendes 

Totta 284 

Vahia, Bento António. C. de Sarapuhy . 434 

Valdetaro, Manuel de Jezus. V. de Valde- 

taro . 523 

Valente, Thomas Joaquim Pereira. C. de 

Rio Pardo 399 

Valle, Francisco de Assis. B. de Juquiry . 241 

— José Maria de Cerqueira. B. de Santa 

Mafalda 4^2 

— Luiz de Freitas. B. de Ibirocahy . . 181 

— Manuel Joaquim Ribeiro do. B. das 

Dores de Quaxipé 143 

Vallim, Luciano José de Almeida. B. de 

Almeida Vallim 40 

— Manuel de Aguiar. B. de Aguiar 

Vallim 30 

Vamhagen, Francisco Adolpho de. V. de 

Porto Seguro 372 

Vasconcello*, António Augusto de Barros e. 

B. de Penalva 34* 

— D.'' Jayme Luiz Smith de Vascon- 

cellos. 3.° de Vasconcellos. . . 530 

— Joaquim José Pinheiro de. V. de 

Montserrate 290 

— José Miguel de. B. de Parangaba. 337 

— José Teixeira de. B. de Maraú. . . 276 

— José Teixeira da Fonseca e. V. de 

Caethé 92 

— Rodolpho Smith de Vasconcellos. 

2." de Vasconcellos 529 

Veiga, D.' Manuel Bernardes Pereira da. 

B. de Jacotinga 230 

Velloso, D.'' João Gomes Ferreira. B. de 

Villa do Conde 538 

Vergueiro, Nicoláo de Campos. V. de Ver- 
gueiro 533 

Vianna, Cândido José de Araújo. M. de 

Sapucahy 469 

— Carlos Américo de Sampaio. B. de 

Sampaio Vianna 409 

— Francisco Vicente. B. de Vianna . . 533 



631 



Pag. 

Vianna, Francisco Vicente. B. do Rio das 

&)ntas 395 

— Francisco de Paula Fonseca. V. do 

Rio das Velhas 404 

— João Caldas Vianna Filho. V. de Pira- 

petinga 562 

— José Pereira. 2.° da Soledade . . . 483 

— Manuel Ribeiro. B. de Santa Luzia . 421 

— Paulo Fernandes Carneiro. C. de 

S. Simão 466 

Viçoto, D. António Ferreira. Bispo C. da 

Conceição 132 

Vieira, Francisco Fernandes. V. de Icó . . 182 

— Gonçalo Baptista. B. de Aguiraz . . 49 

— JoaquimdeMattos.B.deMattos Vieira. 280 

— Manuel Gomes. B. da Pedra Negra . 345 

— Vicente de Paula. B. da Rifaina . . 386 
Viveiro», Francisco Marianno de Viveiros 

Sobrinho. B. de S. Bento . . . 435 

Wandenkolk, José Maria. 1 ." B. de Araguary . 52 
Wanderley, João Cavalcanti Maurício. B. de 

Tracunhaem 511 



Pag. 
Wanderley, João Mauricio. B. de Cotc- 

gipe 136 

— José Manuel de Barros. B. do Gra- 

nito 164 

Wemeck, Francisco Peixoto de Lacerda. 

2.° de Paty do Alferes .... 343 

— Francisco Pinheiro de Souza. 2.° B. 

de Ipiabas 194 

— Ignacio Barboza dos Santos. B. de 

Benevente 80 

— João Quirino da Rocha. B. de Pal- 

meiras 32Ó 

— José Quirino da Rocha. B. de Wer- 

neck 545 

— D."' Luiz Peixoto de Lacerda . . . 602 

— Luiz Quirino da Rocha . . . . 603 
Xavier, Demétrio José. B. de Ipacarahy. 192 

— D. Francisca Elisa. \.° B. da Sole- 

dade 482 

Zenha, Manuel de Salgado. B. de Salgado 

Zenha 409 

Zuniga, Thomaz Garcia de. B. de Calera . 95 



622 









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