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Full text of "Arte poetica; ou, Epistola de Q. Horacio Flacco aos Pisoes"

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tJiL^ /j^«i^, f).-' / / j . 




Cocglc 



c>?<n>fí 



l;, GOO^k 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA, 
EPISTOLA 

D B 

Q.HORACIO FLACCO 

AOS 

PISOES, 

VERTIDA, E ORNADA 

NO IDIOMA VVIOAK 
C O H 

ILLUSTR A q 9 ES, e NOTAS 
rABA USO E INSTRUcqXo 

MOCIDADE PORTUGUEZA 

POR 

JOAQUIM JOSÍ DA COSTA ESI 
Pr»ftii»r Regle 4e Língua Latina im Ctrlt, 



> Thaddbo Fekreiraj 



Çftl Lifenfi <fo Real Míia áa Commistio Geral, nlrt. 



C.ooyk 



.S/a. 



PuhUca materies privati jurh erit, 

Hoiicio £p ist. aoi Pis6ci > v.* i j i. 



cGoo^k 






DISCURSO PRELIMINAR, 
CRITICO 

S o B K E A 

ARTE POÉTICA 
Qi HORÁCIO FLACCO. 

5.1. 

Dd-se a raSiãâ desta nova t^ersSt , e dê 

qae nella se ahservêu» 

ç 

iJ E ND fl hum dos ptincipaes objeííôs de todo t> 
tassallo , como dizia (') Cícero no século de oiro do 
Grande Augusto , o eSmerar-se em servir a sua Pátria , 
e a seus Príncipes , eiudtndo , ensinando , e instruin- 
do a Mocidade , cultivando-líie , e apurando- lhe os en- 
genhos ; facilítaodo-lhe os meios mais prOmptos , e inaís 
conducentes para conseguirem facihnente os conliect- 

(*) Cicera íl«<rr«f. a. 4l.i Velleia ntcrciiloL.J. C 



«!< 4 •?» 

mentos icientílico! i e sobre tudo aqueU» Discipli- 
nai > que cQop«áo não só para faiei os homens sá- 
bios , mas também para os toniir bons e iiomados Ci- 
dadãos ; não porque os Estudos Libcues , como dii 
(*[) Séneca , possáo dar a virtude; mas porque dispõem, 
prepaião e descmbaraçao o espirito do homem para 
receber, mais facilmente a Virtude ; esta he a raiSo, 
por que nas poucas horas que me restáo do Exercicio 
da minha Cadeira no ensino público j procuro levar o 
tempo occujjado em as littcrariaí* applicaçôes , c estu- 
dos próprios da minha Profissão ■ no que tenho em- 
pregado o melhor dos meus dias em gracioso obse- 
quio doj meus Patrícios , cujo adiantamento na carrei- 
ta dos Estudos prepataiorios > ou elementares da Lín- 
gua. , e erudição Romana com tanto empenho , e fadí' 
gas se intenta promover. 

Ha vendo -se já ptiblicado os cinco Livros das 
Odes de Horácio em vulgar no anuo de I78D. e ten- 
do impresso alem desta VersSo ■ para o uso e instruc- 
ção da Mocidade Portugueza o Texto das mesmas 
Odes , e os Livros das Satyras , e Epistolas do mesmo 
sublime Poeta com as Notas . ou Escólios do erudito In- 
glez João Bond > varão assas benemérito da Republica das 
Letras , c faltando pata completar a CollecçSo perfeita 
ijas Obras todas de Horácio } procurei trasladar em vul- 
gar a Epistola aos Pi?óes , com o seu texto Latino es- 
crupulosamente castigado , e corrigido ; e isto a bene- 
ficio dos Principiantes , e nÃo com outra alguma si- 
nistra intenção de querer privar da gloria , e bem 
iherecido louvor aos Sábios Portuguezes , que me tein 
precedido neste litterario desempenho , guiando-nos com 
suas luzes , e doutrinas em tão árdua , e difHcil empreza. 

Horácio nesta sua Epistola ajuntou , como maif 
adiante se expõem com maior inJividuaçSo , os mait 
Úteis e necessários Preceitos colhidos deste , e daquel- 
le douto Mestre da Grécia , sobre a Poesia em geral , 
lobio a Comedia e Tragedia , não como Filosofo > ngaa 

^ ( • ) Epiít. LXXXVIII. 

C3.ifKi:,'C00tíl>J 



como Poeta dotado de hum en|enho feliz > e O mab 
bello tios Poetas do seu teinpo , como nos ensfna 
Lambino no seu Piefacio á Poética: Sic igitar Her^ 
titis in hac aJ Piíttitet Epiítala , qaam ie «mni Poeiect 
generf diipalat , Iam maximè de Comeidia V Tragoc- 
dia attlittima praecepta àat , np» ut Phltaiephui , tti 
ut Potta. Nestej Preceitas que Hotacio dá , relui aqiiel- 
le lal Actico , ou latyrico , i^ue tanto distingue o sea 
cara^er : como confessáo de unanime acordo os Sá- 
bios > c Filólogos mais cékbtes , que tem ílorecido na 
Republica das Letfzs. 

Dirigio Horácio este seu Livro a Lucío PisÚo »' 
descendente da antiga , illusire , e esclarecida familíz 
de Numa Pompilio > Poeta insi«iie em seu tempo t 
Prefeito da Cidade de Roma , e Presidente dos Es- 
tudos Libetaes ; e aos seus dons filhos , mancebos R-O- 
muios muito applicados aos estados dai Bellas Letras, 
« boas Artes , e a liiblime Poesia. 

Joio Mathias Ge;net com Charisb , firmados 
nu authoridades , que em seu competente lugar dei- 
te Discurso repito . diiem que este Livro se pôde reputai! 
como Epistola terceira do Livro Segundo ■ que assim 
coordinado não Terá maior <)ue o Livro Primeiro ; pois 
<]ue não objta nem a ordem dos tempos > nem outro 
Decessatio argumento , que se faça em contrario. O 
mesmo Quinâiliano na sua Epistola ao Livreiro Tty- 
fao lhe chama simpiezmente Arte Faetiea , porque nel- 
la diz assim : Viui áeMe Wcratii cemllla , qui In Âr-^ 
te Poetua luadet ■ nt praeclpitetur eáitle t nonunti/ae 
prematur ia aantun. E no Livro VIII. Initll. Oral, C. 
ITI. n. 6o. aponta o mesmo principio deita Fpistola > 
por quanto se exprime deste modo : Id enlm lale eit 
manitrum , quale Haroúui in prima parle Lihri de Ar- 
te Paeticn fingit. Além do que Prifcíano , e outros 
Grammaiieos antigos cstito citando Horácio de Arle 
Poética. De certo sabemos que Charisio sita com lou- ' 
*or p. \%2. , (,, ■ ibS. , 17. o Livro X. dos Com- 
meniaiioi á Mu Pottica de Horácio ■ feitos por Te- 
ren- 



cGoo^k 



«}■ < ■?» 

fcncio Sciuro O. nobllissimo Grammitlco ■ qiie , oomo 
r«fere A. Gallio L. XI. C, XV. vivdrj em tempo de 
Hadriano .* Ttrr«íii Scaari CainMentariorum in Artent 
Tteticem Htralii , Vc. Ha certamente cousa digna da 
■e notar ■ que negasse Harduíno sei Q. Horácio Flac* 
CO author deite Livro ; porím Gcsner já doutamentf 
Hie tespondco com «quellcj mesmos lu»ares , que Har- 
duíno fulgára servirem-lhe de prova para. a siia aiserçáo. 

Para tecer as minhns llluitTaçóes , e Notas a ca- 
da hum dos lufares , e dos Preceitos dçsta InitiluífS» 
Ptetita tão sublime , e apurada no bom goslo , e cri- 
tica , examin«i > consiílcei , e extrahi com a mais ro- 
fleclida appiicaçSo , e com toda a possivel diligencia » 
da polida , e completa explanação de Francisco Luísi- 
na I de Jacob Griíiolio > de Ascensio > do nosso insi< 
SiiB Partu^iiei Achilles Estaco , de Lambino , de Ges~ 
por , de E^xter . de Beiítley , de Sanadon , de Cunin- 
};amJo , de Eatteux , de Valart , e de outros muitot 
doutissimoi Filólogos modernos t tudo quatito me pa- 
receo mai; próprio , t justo não só para a correcçãa 
do seu Texto , e ma perfeita intelligtncia 5 mas tam- 
bém pva o proveito e adiantamento da Mocidade «- 
tudiosa , e dada d cultura das boas Artes , e «udição , 
Komana ; o que he o único alvo . a que se encami- 
tiha , e le destina a diligencia sincera desta edi' 
çáo. 

Hí certo , e decidido , que iiío «estante os mni- 

loí soccotroí , que nos subministrio os Expositores , s 

Interpretes em seus Livros , apontando-nos , e enfinan- 

do-ooj a vetdadeiro espirito da sua intelligenda , ha 

coin 

(*) Deita Crammatico fai muliit vtjei ntcn^I* 
Piomedei > elk fai pai do Grimmatico Sciuro , mes- 
tre de Ftio Vero , como ctCTeTe CapItoTino na Vida 
du metrna Vero > lodiiti oi Livros antl^oi leni crim 
prefirencia Seaariu» , e nSo Stauré t este Scaurinofoi 
trlho de Scauro : e teve outro filho, chanado Scauri- 
no, m:<tie de Aleianilre -Scvtro ■ if|iio4o I^mptídís 
•l«i«ou em mematit. 



cGoo^k 



« 7 A* 

com tu^ isso muitos Itigaies , e puiagent nejti F.pb^ 
tola , sobre as quaes , coiro eruditamente obseíva Hei- 
neccio ', se deve ceftedlir com muita circunspecção j 
pois tjtie estu passa^iens , attendido o excessivo , e cif- 
traordinvio uso de translações , i]ue 3 cada posso x en- 
contrão 1 puecent degeneiu em meros enigmas , OH 
por que íema certos aijeitot daquellcf tteipos ■ era 
que florecia Horácio ; 011 potque tio dlusivas a certas 
cousas, cuja intelligencia nós certamente sem maior ii- 
lustraçSo não podemos penetrar > e attingir ; por quan« 
to o Poeta não iios ddxou em separados Livros Com- 
mentarios , que expendessem , e «pJicassem o recôndita 
de seus pensamentos , o fundo > e o fim de suas idéas : 
e neste sentido vem ■ coincidir o que Cicero nos enft- 
na , no L. III. D« Oratore , C. XXXI. n. 114. N4im ne* 
fUí tam eit ecrít aciei ia naturii homimum , tf Ingeniii, 
«( ixs tantúi qulsquam , nisi mtattraUl , ptllit vidtre l 
nt^ue túntg tamea ia rebui oíicarilei , ot eai no» pf 
nilòf ocrí vir in^eni» ctrnat , li mado odipcxtni. 

Os dous Livros d^s Epistolas forão composFot 
com a mira de ensinar ■ e de instruir os Romanos. No 
primeiro desempenha Horácio o carader de hwn Filo- 
sofo Echico , ou Moral : no segundo observa ra le^f 
de hum Critico douto , sábio , e erudito : o Primeiro 
Livro consta de vinti: Epistolas ^ o segundo potém de 
três ; a Primeira dirigida i Augusto ('^ sobre os Poetas 
principalmente Romanos : a Segunda a Júlio Ftoro : a 
Terceira, aosPisãesPai e filhos : todas escritas em vei>- 
$0 Épico . ou Hexametio , porem maia ch^do i lin-' 
guagem familiar , e estilo próprio da Pio;a , como o- 
mesmo Horácio nos diz L. I. Sat. IV. v. 41. 

(*) Aiiim escreve Suetonio n* Vida de Hniteto ' frr' 
melei veri UBêt quêsíam nullútn lui mtntieaem faãum 
ilã tit futilai Ãugailm ■■ Intum me libi tcito quiid 
non tn pleriíque ejuimodi tctipiii mecum pntittirouin 
loquarti. An vererii ne >pud noitrot infame tibi lit , 
(juod videitii hmiliatit nobti ciiei Expreisítque eclo' 
%tm , cufui initíum eit. 

%tmm M tMUinft , e" tanta mgUia ttfui. 



cGoo^k 



. , Ne^at li^ali Krlhtt ati Vf 

Semtiti pr*pi»r« , palei hune eiie Ptetma. 

CharHio, como assima já fica iiuimndo , iaAvtttiéo, 
dUcreu « doutamenK une ata terceira ^btola sd 
Pistaet , a qual vulgarmente , hem como ji se ha- 
via feito em tempo de Sidónio , se separou dai duai 
primeiras : o que fizeráo oi Editores de Horácio cii>- 
xíudo-se a auchoridade de Quinâiliano , pois que no L. 
fll. Inilil.Oral C.WlU.imituh, Libtr de Arlt P*tlita. 
Netta Epistola oii Livro , segundo observa Por- 
fyriio , compilou Horácio os Preceitos de Net^tolemo 
de Paios sobre a Arlt PotiUa ■ mas náo todos > porem os 
mais principaes , e transcendentes. Unida porém esta Epis- 
tola coin as duas antecedentes quasi igualaria no ta- 
manho e número de versos o primeiro Livro dax Epirto- 
las , ou ao menos pouco differiíáó entre si ambot os Li-> 
vros, como já observou antes de nós o erudito Daniel 
Heinsio ; pois que os doutos não adquirem , nem tranr- 
tnittem á posteridade os conhecimentos tcieiítificos , se 
nSo copiando , ou emendando , ou addicionando , ou 
conservando t) que os primeiros Sábios acharão , ou de 
novo descubriráo sobre m Scienciíis , e betlas Artes ; a 
differença porém , e a douta emdiçSo consiste na or- 
dem , e methodo , que melhor parece ser > e mais acerta- 
do I ou para se conseguir o louvável tim do ensino , e á» 
adiantamento , e progressos da Mocidade , que freciuen- 
ta aí Aula; para se instruir ; ou para doutrina daquellet 
^ue são absolutamente rudes , e ignorantes ; porqiie- 
os verdad-^iros Sábios , os homens doutos , que como 
taes se respeitáo , conhecem e náo ignotSo as fon- 
tes , a que se devem dirigir na carteira de seus es~ 
lidos * e applicaçõu. 






«!■ 9 •5» 
§. 11. 

Dos Crammattços antigos que interpreta- 
rão as Poesias de Horácio. 

iVlUiTOs foião os Gtammaticos antigos , que em- 
ftthitoáttio interpretar . e ílliutiai as Poeiias de Ho- 
rácio , ptiém nâo he pDssivd definii-se exadameiite z 
nia idade. Nas Edições tem o piimeiro tugai Acron ; 
ao qual Vavasseur no seu Tratado , De vi er uiu ver' 
iarum <futranidiim , piefere Profyiião ■ por apj^ellido Pam- 
faau ; como testifica Henrique Estevio seguindo os Ma- 
nuscritos. Porém em ri|CM' sSo estes huns Exçerptoi 
dos seus Comment^ios ; e nâo prrptiannente os met* 
mos Commentarios , e estes mesmos Excerptos , segun- 
do o que observamos , %c acháo interpolados j:or 
aquelles mesmos Esciiptores que os fizerão : e o mes- 
mo Henrique Estevão escreveo no L, I. Emeadationum C. 
3tlV. que elle tinha os Escólios de Porfyrião mais 
completos , c piometteo dã-los à luz. Os Escólios po- 
rem de hum Anonymo forSo pTimcíramente publicadoí 
por Ciuquio em a sua Edição de Horácio : ma; Saithio , 
.AJveri. XLIl. aa. julga serem estes semelhantes aos 
nab , e Tanaqutllo Fabro Epf. I. 2. 11. j4. não fazia 
delles melhor conceito j mas todavia nelles encontra 
nos bastantes doutrinas , e tllustrações , que não se en- 
contrão 'nos m-itis Fscolios antigos , e são com tudo 
úteis pata »e entender Horácio. Achio-se huns Fsco- 
lios inéditos na Bibliotheca Franequeiana , como affir- 
ma Gutberleth no Tratado de Sallii , p. 9. Até Gte- 
vio ia LeS. de Hesiodo C. Wll. allej;a huir lucar 
de hum sen Escoliador inédito. Oi Escólios dos anti- 
gos Grammatitos que se ajuntarão nas Edicíes de E*- 
sil^a, estes se extriihirSo , e ccmpilárSo dos Liviosdos 
CtammaticoE , que ainda lioje conservamos. 






i^ IO ^ 

§. UL 

Das EàiçSes. - 

tiNTK^ ai Ediçães de Horácio tem o primeiro lu- 
gar as que traiein junto» os Coinmciitarios dos aiiiigoi 
Escoli^tdorM t GraiiimUicos ; A que se publicou com 
«1 emendas , e corteçiíe« de Rafael Régio ckí folha 
com os Commentaiios de Helenio Acron , e de Pom- 
ponio Porfyrião não indica o lugar onde se imprimio > 
mas appareceo eiii o anno de i4Bi-i ^ esta depois re- 
petio António ZaroR> de Parma em Milão no anno 
de i4.Sf > também em folha ; e repetio-se outra vei com 
o accrescentamento dos Escólios de António Mancinel- 
lo , e di Christovão Landiíio em Veneza no anno de 
1491. em folha por Pedro João de Quarengis , e em 
n anno de 149;. também em folha, e em Brixia . ou 
Brescc em i)oi. em folha, e em Veneza no anno do 
1514. foi. Com 03 mesmos Commentarios , e com oí 
de Mancinello , e de Jodoco Badio Ascensio , da edi- 
ção do mesmo Badio em Patis no anno de in9- em 
folhai e em Sasiléa no anno de itay. em 8. com ot 
Commentarios no fim do volume ; e a Edição de Ba-. 
dio de 1(29. com 0$ sobreditos Commentarios, aoi 
quae^ se accrescentirão as Annotaçóej de Matthetis 
Bonfinii , e os de Aldo Manucio corti?idos , e castiga- 
dos por Filólogo I o qual tombem inserto suas Anno- 
taçóes , &c. di Otficina Ascensiana. Desta Edição di- 
gnamente conservada me servi pira esta minha Tra- 
ducçáo. 

Também ha outra Edição com os mesmoi 
Commentarios df Acron , e de Porfyrião feita em Ba- 
silca no anno de i;4;. em i. Temos outra emendada 
por G. Fabricio feita em Basilía foi. no anno dei;;;., 
« além dos sobreditos Caminentaiios trai juntos o» de 
C. Emílio , de Júlio , de Modesto , e de Terêncio Es- 
caiuo. Temoi também a EdiçSo Plaiitiaiana de 1S7S. 



cGoo^k 



<!• II ■*> 

Cm 4. com IS Exposições de hum antigo Commmt». 
dor corrigido por hum Manuscrito , e augmeiítada com 
os de Jacob Ctuijiiio Measenio , e com u Notas > a 
hum Appendix de Joáo Dousa , Pai , feita ein Antuér- 
pia ; e outra de 1611. também em 4. Esta Fdição 
<e TCpuca por mclhoi , • primeira por causa do9 Com- 
mentaiim inéditos daquelle Escoliador. Ternos mai> 
fauma Fdição de Kaiíléa em folha do anno de ifSo, 
com 09 Commentatia) , ou Notas de cuatenta Granurati- 
cos, entre os <jaaes precedem 0$ antigos Etcoliadores Acron . 
e Porfyrião i e a incomparável Edição de Guilclmo 
£axter feita em Londres no anno de 1701. em S. 
maior , com of antigos Escolins , kIcAos , emendadoj , 
e expurgados das suas interpolações. Esta Edição lepo- 
tio o Illiutrissimo Professor de Humanidades João Ma t- 
thiu Gesner , que illustrou com lições variantes , e eru- 
ditas Observações sobre a Latiuidade, e a publicou em Lei- 
psick no aiinode 17;!. Eu segui o seu Texto , e compi- 
lei e verti em vulgar todas as sabias Ulustrações desta 
inaigne hofessot «m todos os seus respediivo* luga- 
lei. 

Na Bibliotheca Latina de J. Alberto Fabricio da 
Ediçio de Lejpsick feita no anno de 177 J- pela di- 
ligencia de J. Aug. Ernesti , e enii(iueciiÍa com sele- 
ãíssimas Notas , Addiçóes , e Correcções ao Texio do 
mesmo Fabrício , vem o índice dos Escritoies citados 
nos antigos Commentarios a Horácio , em as papnai 
da Edição de Jac. Cruquio do anno de 1614- em 4. Por 
tanto 09 Lilteratotes que gostarem da airtnidade , e en>- 
dição destas Noticias , e indagações , podetá6 consultar 
« mesma Bibliotheca , Tom. I. L. l. C. XIII. pag. jçS. 

Ha outras Edições , as (luacs trazem só o Tex- 
to Horaciano sem os antigas Commentarios. Entre es- 
tas tem Miguel Mettaire por antiquissima (*^ hum» 
em 4. sem nota do Lugar , nem do tempo , nem d» 
Typografo , e julga que fora impressa em Mil?o por 
Alt- 
(*) ConfítSo-ie oi Aonae* TypnKta(ic<>t do meitno «i> 
kio Mettaire, í*z- jt. 



cGoo^k 



«}• iz «í* 

Antõnío Zaroto cte Puma peloi annos de '470. O 
doutíssimo Gesner , nome para míin , e paia os sábios 
de grande respeito nesta» eiudições , observa no principio 
da Edição Btxteriana por elle repetida , que o texto 
da sobredita EdiçSo he copiado dos Manusctlptos de 
grande fé , e que he limpo , e sem alguma correcçSo , 
e como assim , era de huma authoridade correspondente , 
e igual a de hum Códice maniiscripto. Além desta 
fai menção o me;mo Mettaire Cp»"- ^°^- dos seus Ah- 
oaes Typogialicos ^ de hiima Edição AlediolanerKe em 
folha feita no anno de 1474. pela diligencia do mes- 
mo Zaroto , e de outra em 8., feita em Ferrara tia 
mesmo anno com este. fetrastichon , ou Quarteto. 
Frrrãriae impreisit regnanle luli HtrcuU divo 

B^gla ijua gaudel nunc Leonara uira. 
' Cameriui pair AugiAtittUl , caí dedlt almaru 

Beraardui lacem Biiliopela bonai . < 

A pi imc ira Edição de Florença, he a do anno de 1483. 
cm folha feita por António Miscomíno , e traz htinw 
elegantíssima , e bellitsima Ode de Angelo Policiano ■ 
que dii assim : 

Vitei TKrekio tlanJitr Orpht» 
Seu malii fiiibui listere luhricaí 

,Amite$ , leu tremale duccre poUUt 
Ipui tam Utebrit Jeros. 
Vatei AEsUi peãinii çriiter : 
Çui princept hatlem stllicitat cfielya t 
Nte tegoli Ululas cddere ntxiU 
Nlgr» carmine Jrmtihus ; 
Çnit le hirhar\ca comptde venilcat \ 
^uit fnnttt ncitilam diipalit : Et úta 
Deierio tevibus reitiluit ch»rii 
Curtia juvtnem tuU '. 
O ^aam niiper trai nabiiai : tr mth 
Obdu{iu$ unia ! ^uam nilidai ades 

Nunc vallui rtferens deSa _frogrãnlibut 
Cinílui temptra Jrendiiiii l 



cGoo^k 



«?• '3 ■!♦ 

Tufem purpiíreli reJJert $»llhus 
Ltttam paht neiía pait geliJai nitití 
Serptntem poiitU exuviit itlei 
Veml temptritt pali . 
Talem te thtreit rejjijil V Lyra* 
l^nJimii Vettram taaJlhat eemalus , 
QualU tu tolilm Tíiur ad uvidum 
BlanJam ttndtre ttiiiíton , 
Ifunc la delUiit , niutc Jetet V levl 
Ijaicivire joce , rumt putriUhui 

Iniertum thj/aiii aut fidc gárrula 
Inter Utdcre virginei. 

Gemer pfiem com mSo estiEdiçSo entre as priínet- 
ns i e delia tenho hivn Exemplar nao , e singular ; 
t esta tneima EdiçSo foi depois repetida em Veneza 
por João de Forlivio , e por seus Sócios no anno às 
148}. cm folha. 

TemOs mais hiima drt doui Livros dai Episto- 
las publicadas separadamente por Jacob Tlianner em 
Leipsick no anno de 1(17- em 4., c no froniispicio 
do Livro lemos estes vetsos : 

Iam censure gmvii me caitigavil ei iinguem 
Críspcniei nasal tutui cdire ijuea, 
£ temos a Arte Poerica emendada em certos lugares , 
segundo designa o titulo, publicada em Deventer , da 
Oflicina de Jacob de Breda em 4. icm indicar o an- 
no da Impressão. 

Sobre o mai) que se offetecer para a instiucção 
das noticias das Ediç6es de Horácio , coiisulte-se o que 
larga e cc^iosamente ensina o mesmo Fabrício. As 
Edições do erudito Inflez João £ond , com as bievis- 
símas , e claríssimas Notas accomiirodadas para o uiO 
da Mocidade estudiosa , e repetidas diversas veies , e, 
em vários lugares são de muiro apreço. Eu em a Edi- 
ção de Lisboa dos cinco Livros das Odes > e das Sa- 
tyras , e Epistolas segui exiâamente todas as suas U- 
luittajõet , assim como ai leie «m hum Exemplar im- 

C3.ifKi:,C00^k 



pres»> em Londrei no anno de 1606. em $. , 1 qual 
edição foi depois repetida em Amsterdão no anno d» 
i6j4. lindamente corteâa e C3sti!'ada , e por esta 6k 
cu os macmos estudos , . quando ftequentava as Aiilas 
da Real Cata de N. Senhora das Necessidades debaixo 
da disciplina de meu doutíssimo Mestre o Illustitsiimo 
Senhor António Pereira de Figueiredo , Deputado da 
Real Meia da Commissão Geral, a quem devo toda a mi- 
ha instnicçáo , luzes , e doutrinas., adquiridas fóta aiii-> 
da das mesmas Aulas , e depois dos meus Estudos em 
a Universidade de Coimbra , quando Tui desif^nado |>e- 
lo Augustissimo Rei o Senhor D. José Primeiro de 
SHiidosa memoria , para lhe aervir de Amanuense pels 
Secretaria de Estado dos Neirocios do Reino na Tra- 
ducção Latina do Compendio Histórico , e dos Estatuto! 
novamente feitos pela Real Junta da Providencia LiC- 
teraria para a Reforma da Universidade de Coimbra j &c. 

Pelo que respeita ao erudito Bond , de quem as* 
lima fallei , eonfira-se Aironio Wood Tom. I. Aihe- 
ttqrant Oxanlensium , da Athenas . ou Universidade dd 
Oxford , pa^. {79. da secunda Edição. Esta expede a 
leliro pelo que me ensina Fabricio , pois tendo feito 
todas as diligencias por esta erudita Composição , ain- 
da me não foi possivel vi-la , e se espera de líol' 
landa com a remessa de outros selcAisslinos Livios ■ 
alli encommendados. 

As Edições de Luís Desprez , de Dacier , de Jo* 
■é ^uvcnci , do P. Sanadon , são bem vulgares ■ e co- 
nhecidas. A de Bentlei , e de João Cuning^amio feita 
em Haia por Thomis Jonson no anno de J7»i. ain- 
da que conhecidas , não são tão vulgares , e esta de 
Cuningamio he incomparável pela exacção do texto., 

He igualmente notável pelos seus Escólios accom- 
modados para o uso , e instruccão da Mocidade ■ Edi- 
ção de Eduard a Zurck , Reitor do Collegio de Hai- 
Icm , impressa na mesma Cidade de Hariem em %. no 
«nnn de 1697. , e em Londrei no anno de 170a. 
também em S. 

Con- 



cGoo^k 



«> ir •!» 

CoaGra-se o Jornal Lkterario , Jãmriul LUtirtiirt » 
Tom. II. pag. 3}3. , e João Manon na Hittoria A*. 
Republica Litteraria , publicada em Francez no Tom. 
VIU. p. iií.aij. T.IX. p. 64. 187.369. T. XIV. 
p. 84. , e seguintes , e T. XV. p. Iii. , e s^aíntes » 
c o Jornal de iferlin do anno de 1697. p. 319. , e 
*cgi > c ojtamat iet fav«iw no mcz de Agosto de 
17JI. pag. iúi. 

Í.1V. 

Dos {KV escreverão separadamente sobre a 
Arte Poética. 

o O ■ K K a Atte Poética ncrevfrSo niuitoi , e de 
alguns faz mençSo coin doutas reflexSe* Adráno Bail- 
Ict 11a sua Obra : e estes são os seguintes : 

Vil» Ameriaeki» , em Straiboiírg no anno d« 
1J4]. em S. 

Tfmcitf it CaumUi , nobre Valenciano , em V>- 
lencia no anno de i6{9. em S. 

Nictlát C»lin , em Bergamo no anno de IJÍ7. 

Thtmcu Cnrem Luiltaa» > cm Veneza no anno de 
ISÍ7- «™ 8- 

TrjípjU GtirUl , em Par(s no anno de IJ44. 
cm I. 

Henriíjiie GlartoM , em Paris H}), em 4. mr 
OfRcina de Roberto Estevão. 

J«c. Grifela , em Florença no anno de ij (O. em 
9xh no anno de i;{i. , e em Vencia no anno de 1^62. 
em 8. com a Apologia contra JasSo de Noies. 

Tranelico Luijina , Utinense , í. h. de Oudine 110 
Frioul , em Veneza no anno de 1)14. em 4. na Of- 
ficina de Aldo Manucio. 

Vicente^ Míidie Bríxiwio , cm Veneza no anno de 
1550. em foi. , com o Cómmentaiio do. mesmo ■ e dr 
Eaitboloineu Leonacd» á PMtica de Aristóteles. 



cGoo^k 



«í lí í* 

Ali» Manuel» , em Veneza no anno de i^^6.'em4. 
Hercules Maniõitio , ein Beigamo no anno ds' 
S604. 

P«i/r0 Nanni» , no fim da Edição d>: Horácio com 
4 CommenUtio de Tonencio , ein, Antuérpia no anuo 
de 1608. em 4. 

Jaiã» de Ntres , Cyprio , em Paris no anno d* 
i;44. em i. , e em Veneza no anno de ijj), 

Janú Parrhaiia , Cm Nápoles no anno ds If)'* 
fm 4. , ein Paris no anno de 1 { ; ;^ , e em LeSo no an- 
ho de ijjã.j e em Veneza no anno de i(j}. 

Joãe Pitcator , em Spira no anno dei{(^(. em í, 

Francisc» Kabarttlla , nos seus Commentarios , El- 
plicaçóes sobre a Satyra , Epigramma , Cemedta , OirAI 
Celantei , t Elegia , em Floienct no anno de tf4S, 
em folha. 

Franeisct SancheiBreeente, em as tuu AnDoUçÕes. 
i Poética, em Sahmanca no anno de ifçi. em t. * 
c em Antuérpia no anno de IÍ92. em 8. 

Achillei Estaç» , Lusitano , Notas Criticw Í mes- 
ma Poíiica , em Antuérpia no anno de ij;}. em 4. 

Joãa Stramia , no seu Commeatacio á mesma , 
em Sccasbourg no anno de 1576. em 8. JoSo Hencí<)UB 
Acker leimptimio este Commentariu em Rudolstoif. 
no anno de 1716. em 8. 

Jm« Wiiliek , no seu Comipenurio i mesma , etn 
FrancforC no anno de 1159. em 8. 

Joúo Baptiita Plgna , illustração i Poética de Ho< 
rácio , que publicou cm Veneza no anno do ij6i. emi 
folha. 

Além doi tobreditos assima citados ha Untos Ex- _ 
posi^ores Analyticos . Rbetoctcos , e Faiafiascas , do> 
quaes nem o meiíuo Fitbricio faz mençSo. 

Em Hespanha tem apparecido lambem. .moderna-, 
mente varias Traducqóes , e Iljustraçòes , e eu tenho , 
aqui presente a ineut oliiO) o Heracln Espanei, a Pefi- 
tias Laricas de ^. Horacia Ftacce , traáactáat em PrA-- 
ia Espantla, t ilustradas etn Argiuiunías , Eoitames , j ^ 
Iff- 



cGoo^k 



eS' 17 <» 

Jfttat par ti P. Vriane Cumpas ; Ifueva EJÍelon rvuiV 
(K , corregidt , y aumeatada eea h Traáuceiím dei ArU 
Poética dei mluno Btracio , p*r el P. Luii MÍgiif% da 
San PtriiánJ» , de U ReligiM de lai Eicuelai PUs : 
em Madrid t p»r D, Anlaaiv de Santha , »So de 17SJ. 
tm 8. pequena. 

Ha tnaií humas certas ObservaçAn de ChrbtovSo 
An^iito Heuninnn a Honcto , ais quaes li insatas nat 
Aliicelluncíit de Leipskk de Petoldo Tom IV> p. IJ7. 
Ora m diligentissimos , e nbioi Piofenorej meiu Col- 
l«gas deveiáo ajuntar ás sobreditas Observações os letu 
Additamentat Criticas , Parerga Critica , (jue vem a pag, 
1)8., e seiruinEes ■ onde reíitta as temerárias , e indi»< 
cretas censurai' , que certo Francei escreves nas «uaf 
Emendai , e Correcções a Horácio , como se podem ler 
nas Memoriiis de Trevoux em o auno de 171;. pa^- 
96S., e ms Efemérides Literárias de Pari) no anno de 
1716. pa<;. jij, e seguintes. 

O Illustrisiimo Vario Friderko Rostgaard ■ como 
leio em Aãa Brudiitrum Lipsientiiun , e em J. A. Fa- 
brício , Bihlieth. Lat. se conKrva em Coppenhaíue entre 
oiitros restos , e fragmentos do douto > e erudito sábio 
ZncAaríat Landia o seu copíoM Commentaiio , e de 
etudiçáo recôndita i Arte Paelita de Horácio : como 
porém ainda se não publicou , nSo podemos ter maior 
conhecimento delie. 

Também se diz haver outro Comnwntario d<t 
mesmo Zacharias Lundio is Odas , e Epiíttdas ; o qual 
dizem as sobreditas Memorias que se encerra com outros 
tlgins seus Monumentos , e Esaiios na fiibliotheca d* 
JoSo Moth 1 CoDsdlhcito do Rei de Dinanurca. 



s-v. 

1;, Goo^k 



«!■ i8 ^» 
5. V. 

Vos Ceãices Manuscr^iptos ãe Horácio , e 
das suas Traduções vulgares. 

\JS Codicei Manuscripto:i de Horácio ainda que nlo 
«ejão tsio singulares , c recommendaveíj , como o» de 
Virgílio 1 todivia não são tão poucos , nem sáo indig- 
nos de apreço. Ota eu omiuo estd erudição , por quan- 
to I como em as nossas Bibiiothecas , <»i Livrarias , se 
não achão eites Autógrafos , e só nas famosas Livrarias 
dos Kttinos I e Piiies Estratigeiros ss admiiáo , os Cu- 
riosos podet-se-hSo instruir tkstiu úteis nocicias , e ne- 
cessárias a todo o f ilclogo tu aponUda Bibliotheca de 
J. A. Fabrício. 

Trwiiizio em FrJncei a Artt Ptttica Jacob Pel- 
ietier , e pubiicou-se em Paris 00 anno de is+o. em 
%, Este me^mo PeJIetier eicreveo , e compòi buma Arte 
Poética dividida em dous Livros > e a deo á luz em 
Leio no anno de ijs;. 

A Metafrase daj Epistolas com e Livro -da Ar- 
tt Paíttca publicada por Ak. liu JMrjj , Liigdunense , 
desappueceo > e não se procura. 

A famosa h« a Versão de D>icier , a qual se^iia 
O nosso Cândido Lusitano , e foi quando appaieceo 
iniiito apreciada , hayc em dia hc menos lecommen- 
davel ; as AdverCeiíciai , e Notas sáo doutas ; pois nel- 
las se «Kpóem cem diligencia , e com bastante erudi- 
ção o pensamento do Poeta , e em que occasião , a 
cm que tempo erctev£ra Horácio j e quaes se j ao suas 
Composições. Porém muiros já notirão em Daciet que 
elle não attin^ira bem , nem alcançara ot pensamen- 
tm de HoiHcio ; e até criminSo as suas Notas, ^tre 
estes Ctiticos vemos João hiasson na Vida de Horá- 
cio , e Pedro Burmanno em PetTonio pag. 60;. , fii4. » 
&c. A Masson responde© Dacier no Livro intitulado : 



cGoo^k 



«!■ '9 ■?♦ 

Piríí 1708. n : potím Masson IKe replícoti , laSiA 
Cr,ti^ue de la Rep. Jei Leltrtt , Tem, II, p. 167. , O 
seguintes. Por este tempo cuidou Dacier em reimpti- 
' mir a sua Traducçáo FraiicEia de Horácio em Parii em 
dez vohimes ; e nesta Edição náo só emendou muitoi 
lugares da sua Versão , mas tombem augmentou , e cor- 
ligio as suas Notas. Finalmente deo-se a Im Horácio ni- 
. tida e cor leíla mente em Amsterdão no aiino de ijjy, 
em li. 10 vo!. com as duas Versões , e Notas inteiras 
de Ducier , e de Sanadon : e o juizo qu^ dettes S»> 
bios fiíerão os Editores no Prefecio pag, XV. Jie o 
se^inte : Dacler exaH O* laÍBrieux t ne veut pai qae 
r on perde ane seule parale d' Hface '. U P. Sanadórt 
vif tr délicat , cu eherche ©" ta laiiit avtc grace la 
plui grandei beaatit, Le premier i appfiqoe i lul doa- 
ner par leut de bon teni : ts" le leeond $' Mcupe à h 
fa\re parler en komme d' esprit. L' ar> te trãdait fidéU- 
ment , IS" l' aulre U_Jatt avee neblcise V avec élevã- 
tien. Enjin eelal-li , ilmpUmeitt TraduHear , se bow* 
i le falrt entendre d' une manicre qai ne ehaqut ptn 
lei oreilUi Franç»!iet : (T celai-el Peete lal-míme , » 
iiitiila ,/ni« admlrer en Franee , ee que Rume tdhiirm 
daii le lUcle á' Aagiiile. 

Porem n?.o obstante este elogio díi JoSo le Clerc * 
Pait. J. Artis Criticae , pag. 8i> , que a EdiçSo dt 
Dacier seria a melhor de todas , se as Notas fossem 
em Latim , e se firmassem com a authoridade dos an- 
tigos multas Illustraç6es , que se piofercm sem argu- 
mentos , e razões que as autliorizem ; e se cortassem 
militas ct^usas inúteis , e desnecessárias. 

Advirta-se que a Versão de Sanadon se publi- 
cou a primeira vct em Paris no annn de 172Í, em 4, 
A versão d^ Arte Poellca em Francez por Brueii . foi 
publicada em o anno de 1684. : a qual se publicou 
também depois em Paris no anno de 17?7. em ii. 
com a Satyra IV-, e X. do L. I. , e a Epistola I. dd 
L, ir. vertida em versos Franeeies com lugares esco- 
ihidos de Foetis poi Piepetít de Gixmont , Pio^sol 
** íi de 



cGoo^k 



*í. IO -í* 

de Eloquência > com NoUs , e DiíserUcfíc» lobre os E»^ 
critoies antigos , e modernoi . c sobie a Po«U Ftanceza. 

A Vei9M) do Abbiide Pellrgtin he di;na peht 
elegante , e feliz veia , com que txprimio ein versos 
BiaíMití as Odes de Horacio , ás quaei ajuntou eru- 
ditas Notas , e huma Disseitacáo sobre a Poesia dt 
.Horácio , e outras Composições Poéticas de outiot 
Aulhores , e se publicou cm Parts ito anno de lyif. 
cm 8. 

Na Língua Italiana temos o Commentario ■ Ho- 
jacio de JoSo Fabtini , publicado cm Veneza nos an- 
itos de iS7)>> iiS4< em 4., e Richatd Simão no 
T. I- da Biblietbecii escúlhidm publicada em Francei , 
pag. }4j. louva esta Versão: As Odes , e o Livro dos 
Epódos da Paráfrase de FridETÍL:o Nomi , publicada em 
.Florença pelos annos de 1672. 1675. em ia, : a Ar- 
te Poética , alem das Metafrases de Luiz Dolce , e de 
António Maria Salvini , vertida em versos Italianos por 
Júlio César Graxzini , Si^cretario da Academia dos In- 
trépidos de Ferrara , publicada na incsma Cidade no 
jnno de 169S. em 4. , e por Pandulfo Spannocchío , 
dada á luz em Sena no »nno de I7i{. em S. Em 
^rosa e versos soltos , iltusttada com Noc^ Criticw 
por Sertório Quatrimani Napolitano , a cual se publi- 
cou em Nápoles em o anno de 17 14. em S, 

Entre as Poesias do Illustrissimo Abbade Pedro 
Metastíisio publicadas em Turim no anito de 17S7. 
Tora, Xil. pa^. J4J. Vim a Traducção da Arte Poe^ 
tica feita pelo mesmo insj?ne Metastasio cm versos 
soltos , e illu^radu com Annotaçóes , e com o seu 
Texto original : não se poderá negar o merecimento 
desta Versão , pois cue he feita por hum Poeta de tão 
abalizada , e recôndita sabedoria , como se vS da bfl- 
Ijssima Cvmp*iiçãa Dramática de Metastasio , intitulada . 
I/ Paritot» aceuiale e Jíf^i» , a qual se deve reputar 
como hum belliísinto Compendio de Arte PattUa. Como 
intento , pelos benefícios da Summa Providencia , a cu^ 
ja infinita Bondade devo tantiis {raças , t ukkIs , pu- 



cGoo^k 



«{■ " •!* 

bljcar vettidai «n Portuguei , e em Litim com Ko- 
tas , e llki^craçúcí ai duas Epistolas do L. II. de Ho- 
rácio pela identidade de Princípios , e de Pieceitos so- 
bre a Poética , que parecem formar hum ceiEO ne- 
xo ■ e enlace com a Epistola aos Pii6ei , pertendo 
ajuntar-lhef no fim o Extreãa que Metastasio f« d* ■ 
Arte Poética de Aristóteles, enriquecida com reflexões 
sobre a mesma Poética , pois que iKcommodando-se 
no dito Extraâo o insigne Metastasio aos costumes 
de lio)e , desempenha de hum modo singular o obje- 
tio que o AuChor se piopõi de dar huma idiia mais 
clant , e mais distinãa . e não como segundo se pensa 
eotntnumménte , sobie a Natureza da P*ejia , da Imltif 
gi» 1 e ào VtrBiimll. Este Extiaâo da Poética de Aris- 
tóteles vem na citada Collet;áo das Obras de Metasta- 
sio feita em Tutim , Tom. XII. pag. i. Consulte-se - 
a EdiçSo do BarSo Vernaiia feita em Veicelli no an- - 
no de 17I;. 

Não falio das VersPeí Respanholai de Horácio, 
porque , além de serem Hem conhecidas doi Litterato- 
re« , já ta apontei , e drllas fallei no Discurso Preli- 
minar da TraducçSo que tiz das Poesias Lycicas im- 
pressas em Lisboa na Typogralia Regia no anno de 
1779. em três volumes de 8. 

Traduzio em verso Inglcí a Arte Poética Ben- 
jamin Johnson , e era Prosa o Conde Rojcommon , 
c publicou-se em Londres no anno de lóçj.. em %, 
Temos mais a Ttaducçáo da Arte Poética feita ent 
Inglez por Rosocommon , e publicada em Londres no 
anno de 171;. Em as Aãas dos Eruditos de Leipsiclc 
anno de 1713. pag. jòi). leio que S. Dunster publica- 
ra traduzidas em prosa Ingleza as Satyras , e as Epis- 
tolas juntamente com 3 Arte Poética em Londres no 
anno de 1712. em 8. com o Texto Latino em fren- 
te , tiradas as passagens menos sisudas , e pouco dignas 
da leitura ; e que se fizera já segunda Ediqão, atten- 
djdo o apreço com que os Sábios Ingleies lespcitirSO' 
ao merecimento dt sobrcd^» Vertáo. .As meimaf Aãai : 
doa 



1;, Goo^k 



«5^ »1 ^9 

ém Eiuditos deLeipsiclc no mesmo lugar assinta apon- 
tado põein em o número do9 erudito; Ingleies , que 
interpretarão Horácio , o célebre Oldham ; mas estirs Es- 
critos niuito diiticultosamenie chegáo a nostas múoi ; 
com tudo espero recebdtloi peia encommenda que fii 
de Londres juntamente com o Virgílio não só da 
EdiçSo de Duviddson , mas também o da Edição de 
iísyat , t\iM muito me tem recommendado o Illus- 
trissimo Seniioi Doutor João Christiano Friderico Mul- 
l«r, Depiiudo da Real Meza da Commissão Geral >> 
&c. 

Náo Mio também da Tcaducçao da Arte Poe- 
tisa , que fez em versos Elame^igos com o Texto La- 
tino em frente o celebre Adiiai'.o Pets , publicada em 
Amsterdão no anno de 1677.,« de 170$. , em S, por- 
que também nSo he conhecida entre nós ; e pela me^ 
ma razSo nem tâo pouco fajlo. d» Mstaftase Alemã do/ 
L. I. das Odes , e da Arte Poedca feita por André 
Henrique BuchboUi em Rintel. nO anno de iii)9. em 
t~ : Igualmente deixo de fallar da Traducçáo da Ar- 
te Poética feita em verso AlcmSo por - M. Carlos Hen- 
ttque Langio , e publicada em Lubeck no anno de 
«7)0. em 8. 

Das Memorias Littecarias de Trevonx aniiOi.711. 
p«5. i6j8. sabemos que Elias Kopyewitz trasladara 
Horácio para o Idioma Kusso , ma^ e^tas Ediçúât , ou 
fumov. ou apenas ^tpatecem com summ^i xaiidade. 

S- VI. 

Dús Sahht Fihlogos Poríugueiieí , que /7- 

líutrárão , ou aeifã$ d luz as Obras de 

Boracia. 

AC»ii,i,xs Estaçe fez hum Commeatatio iAi- 
t« Poetid de Horuio > e publicou-se em Antuérpia 
■auu» dt i%i^h 'ca 4- Viapt» > e lij^tQsatnêntQ . 



cGoo^k 



«5' 13 •?» 

hlhtido sSo liçGct variantes coin algutnu ExpOtiçtSef 
aliás doutijsiiDJí. 

O Padre Bento Ptreiía JeSUita , que escreveo hun> 
Cominentuios a Hmacio. Diz a nossa Eibliotheca Lli- 
sitana que se continliSo estes Commentarkw em dous 
Xomoi , e que se consetvaváo no CoUegio de Santo 
Antão. 

Entendimento Litteral , e Comtniiçío Pottuguc- 
za dã todas. as Obras de Horack) , Príncipe dos Poetas 
Latinos Lyti^m com hum . Index copioso das Histo- 
rias , o Fabuiaa conKÚdas nsJlis ; a Jorge Gomes do. 
Alamo j foi publicado por Francisco da Costa Merca- 
doi de Livros , e imprnsso em Lisboa por Manoel di 
Silva cm i6{E. em 4. Ha na ReiJ BibJiotheca do Pa^ 
iacio Real da Ajuda ; e era da Livraria ijiie foi dos 
doutjsshnns fiarbráas Machados ; e delje também tne 
consta haver hum Exemplar na Livraria do Excellen- 
thsímo e Revetendissiine penhor Bispo de Beja , em' 
cujo thesouro se encenáo preciosidades Litierarias de 
Tcniotíi antiguidade. 

D. Frufluoso de S. João , Cónego Regrante, fez 
seus Commentarios á Rhctorica de Cicero , o i Arte 
Poética de Horácio em 4. He lium Alanitscrico. 

Gaspar Pinto CorrcA , escreveo Commentarios aos 
Livros de Q. Hcwacio FJacco , segundo a ordem litte- 
ral , ijliistrados depois com Notas mais ctçiosas três 
partes em 4. , e repetidas veies impressos. Estes são 
Of Commentos , que vulgarmente se chamSo nas Esco- 
las at Pcli vtthcf. \ 4 

Joio Franco Barreto pòi em versos Portuguexei 
as Odes de Horácio ; he hum Manuscrito. 

Manoel Machado da Fonseca fez , e comervarse 
Manuscrito . O Commentario i Ode X-XIV. ' do L. Ilf. 
de Horácio , que he contra os Avtwntosi 

Do Padre Padro Peixoto Jenúta temo» hum Com- 
mentarios Manuscritos a Horácio. 

Pedio da Veiga publicou cm AntiKriib na OSi> . 
ciDa de Cbiistiano Hsuwel no aniM de 1J78. em t. 



cGoo^k 



«}• 14 •?» 

■ Tcrdadetra . c genuína . e não suppc»ta , e adultetina 
a Arte Poética de Horácio, Flacco Venusino. Também, 
confesso com ingenuidade não ter visto esta Edição. 

O nosso insigne Thoiné Correia , qne foi-f ro- 
fessor de Humanidades em~ Palermo , Roma, e fioio- 
cha 1 publiccu humas Explanaçõei ao Livro da Arte 
Foetira de Horácio em Veneza no anno de liSj. em 
i. na Officina de Francisco de Fianciscis. 

Arte Poética de Q. Horácio Flacco , traduzida , 
c illuitrada em Pottuguei por Oindido Lusitano , i. ii. 
pelo Padre Francisco José Freire da benemérita Con* 
gregaçSo do Oratório : Impressa em Lisboa na Offici- 
na Patriarcal de Francisco Luiz Ameno no anno de 
I7J3. em 4. nitidamente impressa. 

Esta mesma peia sua geral acceitaçSo bem sido 
leimpresia segunda , c t«ceiia vez por Francisco Rol- 
land em Lisboa no anno de 1773, Este sábio , e eru- 
dito Padre também esct«veo , e compòi buma ArU 
Petíito > «a Regras d« Vtrdadeir» Pteiia em geral , 
t de todas as luas espécies prinelpaes , tratadas com Jui- 
xo crliieo. Pub]icou-se em Lisboa , e imprimict-se na 
Officiíia Patriarcal de Francisco Luiz Ameno no anno 
de I75Q> Segunda Edição: dous tomos em %. 

O Doutor Miguel de Couto Guerreiro traduzio 
cm rima a Arte Poética de Horácio , e a publicou em 
Lisboa impressa ns Re?ia Officina Typograãca no an- 
no de 1772. Este sábio Traduifloi no Prefacio , ou 
-Carta ao Leitor explicou ■ e dilucidou com discret» 
crudiçSo muitos dos lugares , que pela sua diflicuidade , 
c pelos seus enigmas fazem o objeâo de muitas es- 
peculações Filológicas para a sua verdadeira inteliigen- 
cia : ')i se vai fazendo rara esta Edição. 

O Prolessor Régio Bartholoineo Cordovil , debai- 
xo do supposto nome de sua mulher D. Rita Cbn 
Frdre de Andrade , publicou em verso rimado Pottu- 
guez a Traducçáo da Arte Poética de Q. Horácio Flac- . 
CO , dedicada i Memoria do Grande Augusto > em Co- 
imbra oa 0£eij» da Univeitidade. cin o anno d« . 
I7l>. 



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« »y ■i* 

17S1. etn t. Merece se lU attentuneote ■ Ephtoli a» 
Leitor , e nella teinos hum teatcnninho cU habil dii- 

Ê»içio de seu Author para atn ameno» estudcM das 
umanidadei , de qur deo bellaj fioru , quando o ex~ 
aininci na SccietaiU da Real Meia da Comni iaslo Ge* 

.1. \ 

O Incaniavel , e douto PioFesior Régio de Rhc- 
toríca e Poética , Fedro ]mí da Fonseca , publicou 
também a tua emdjta Traducçáo da Arte Poética de 
Horácio em 4. na ORicina de SimSo Tbaddeo Ferrei- 
ra , em Liiboa no anno de 1778. 

Ette dilígentisaiino Professor bem mostrou seui 
profundos (Wnhecimentos no modo com que interpr»- 
tou tão difficil Tratado ; a bella lingu^em , a esco- 
lha do:j termos , com que se exprime bem dáo a vw 
■eus vastos estudos : se tivesse vertido em vulgar , se- 
gundo o presente costume das mais NaçSes cultas da 
Europa , as eruditas Notas , que vem em Latim , cer- 
tamente teria a Mocidade estudiosa lium Código com- 
fileto de Preceitos sobre a Poética ) o (]ue Mpecamaa 
aça na primeira reimpressão. 

A Poética de Hoiucto traduzida , e explicada 
Siethodicamente para uso dos que aprendem por Jeto- 
nymo Suares Barbosa , Jubíbdo na Cadeira de Elo- 
quência , e Poesia da Universidade de Coimbra ; Ptibli- 
cou-se impressa na Regia OHicina Typografica da so- 
bredita Universidade em o anno de 1791. ein $. 

Esta TraducçSo he trabalho de hum Professor 
doutíssimo , que soube unir , ou para melhor me ex- 
plicar , soube desentranhar , e decifcar os pensamentos 
de Horácio por meio dos parallelos das doutrinas de 
Aristóteles no seu Tratado da Poética. A Piçf^çáo > • 
Discurso que precede ao Plano Anaiytico , e o mes- 
mo Plano } a sua divisão em duas Partes ; o todo da . 
TraducçSo com as Illustrações , ou Díssertaçfies , que 
acompanfaSo d Texto original . com o Plano Synthetico 
das matérias oonteúdas na Poética . alím da elegância 
dot Ditidoí cataãeret , em que k web* Impresaa , bifo • 



cGoo^k 



«5. i6 <» 

onoRie de teu Autlioi iiiiuioic^l ; pois qua moitiSo a 
quanto hc abalizada i enidicSo de seui iininensi?! es- 
tados ; < leri para nás os Protéss^es como . hum Ar^ 
ehelypo , a..<]u£ ivcarramoi em is dúviduj , cju« a ca- 
da 'passo K nos offerecem. 

§. VIL 

Das Provas htrtnseeas , e dor Testemunboí, 

e Autboriãaães que comprovãa a ordem 

vulgarttteate seguida da mesma 

Poética* 

I^Mpenhov-se Doiiiel Heinsio , Julkt César 
I Escaligffo , e oiitTOS Liitera' ■ ts , aliáí Mpientisrimot > 
em censurar , e «rguir Hoiat j , dizendo ene esta sua 
Arte Petetica não he hum Complexo Systeinaiico , c 
Methodico , perfeitamente digesto segundo as Regrat de 
huma boa Dialeãict : mas quem não vC , I. que no 
Século de Horácio as Leis , ou Re^rTas do bom Me- 
thodo Lógico i iHi se i^noravão absolutaníente , ou não 
estavSo ainda bem estabelecidas , como ao presente se 
aetiSo : U. Que este era hum defeito transcendente , 
e obvio em todos os Esciiptoraj do Seailo de Horá- 
cio , e dos que lhe pteced^io > e dos que se Ih« se- 
guirão-, pois ijue os Crilicos notío a (Juiníliliano por 
este mesmo defeito ; ITI. O Estilo Epistolar , em que 
Horácio escreveo , além dos privilegio* , e licenças con- 
cedidas- á Pdesia , admitte , sofFre , e requer esta libei^ 
dade : IV. O itenío , e caraâer do mesmo Poeta ; o 
seu uso em expender sews pensamentos , sem nunca 
se querer ajligar , e pòr-se em tortura , por assim me 
explicar , fbrão os motives desta presupposta , e ima- 
ginada desordem da sua Poética : estes sSo os Argtuneiv- 
tes íntrinsecos i identidade da obra , que já m^t 
Tcie^o outra ordem Systematica da pen& de seu Au' 
tkor ) <iue aqueHa tnesna , com que se ten» publicado 
«^ im- 



cGoot^lt^ 



«}■ 17 *► , 

Impressi ptlo espaço de trezentos annoi contínuos con- 
tando desde o amo de 1474- » em que ella paieceo., 
A Arte Poética , o(i a Epistola de Horácio ao» 
Pisões piopciamente fallando náo se alliga só a dar- 
iios Preceitos sobtc a Poética -, pois que , como dii 
crudj-o Batteux no Prefacio da sua Traducção , Hora- 
c'o ampliou iiella , e fei applicaveís os seus Preceitos a 
todas as Artes em geral , reduzindo cojdo a ceitos Prin- 
cípios isto a que chamaiijos o bom^osto, vindo a ser 
como hum Codijo perfeito da razão , e do mesmo 
bojn gosto. 

En?anáo-se pois cfttamense os que se persuadem 
que Horácio intentara nesta sua Obra dar-nos hum Tra- 
tado completo da Poética ; e eu creio t;ue Escaligeto 
movido da sua própria convicção > e já desenganado , 
depois de inveiflívat coqk*» Horácio , dissera : De Arí» 
fuatrei çuírf se.Aiam. QuJií'. Equidem ifatã de ArU $i- 
M étrte fradita } ser humn Arte ensinada sem arte. 

Quando Horácio eiaeyia a sua Poética nSa esf 
tava em as circtimsi^incU; de examinar , e de ind>^ac 
a fundo a natuieza da Poesia , de distinguir os seus 
géneros , as suas espécies , de examinar o modo da 
invenção das Fabulas , ou das Acqóes Poéticas i &c. 
pois que todos estes principies , estes pontos essenciaes, 
e que constituem o caraÃer particular da -Poesia , se 
achaváo explicados , e tratados eni todas as Poéticas 
Gregas , c outras de que em seu tempo havia hum 
grande provimento ; e entre estas goíavi então áo primei- 
ro lugar a de Demétrio Fujeieo , de Nej>ptolemo 4^ Pa- 
ros , e de Aristóteles ; &c, : quanto inaig Pisão , e seus 
filhos, a quem Horácio dirigia a sua Epistola, não 
preci»váo das instrucçúes sobie estai matérias. , corpo, 
O mesmo Horácio o insinua , irando dia , v. j6ã, 
O major juvenum , quamvit C vect paterna 
Fingeris *d rcãam VT per te Jipit : . • . • . 
Horácio na Poética faz comprehender . e inspira iquel- 
les toques finos.) que são o resultado de hum pensar-, 
awato profundo j diAa icgtu de escolhs « e de selec- 
çíoj 

C3.ifKi:,C00^k 



«> 2? ^» 

efo ; expõem observaçôej de lium engenho agudo , é 
penetiíinCe , sentenças e decisões de Mestre , n'humti 
palavra , como bem se explica Batteux , tudr> o <jue o 
mais bello talento do leculo de oiio , em que floreeis 
Aufnííto , devia ensinar , caw) de dar liçóei ; e aquel- 
la mesma doutrina aut os Meitrei mais distinâos > e 
(]ue atí ot melhore) Livios daquelles tempoi não con- 
íinháo. 

O outro ponto de vista , a que 'Horácio , em 
conKqtiencia do qiK fica dito > «e dirigia era censurar , 
e criticar ai Composívões do5 Po>^as , que presididoí 
de Augusto , e de Mecenas se ajunUvSo na Bibliothe- 
ca 1 i;iie coin huma Ara o mesmo Augusto consa- 
fríra em seu Palácio ao Dms Apollo , depois da tí- 
âoria Aâiaca , como se v£ da Ode XXXI. do Livro 
I. 

dmU ieiieâtum fôieit ÂftUlntm 

Velt, * 

A esta Biblíotheca Umbem allude Boracio no L. IF, 
Epln. I. V. 114. 

Vtràm age , V hii , fuí /e teStri treJere nitlanl , 
Qaàm ipe^aterii JattiJia firrc tuperhi , 
Curam imptnJe hrevem ', >i manut Apolllne dignam 
Vil cemfUre lihrli , & ■uatiiui adátretnlcar , 
Vt sttiáio majore petaiil Helitan* vireiílem, 
E no L. 1. Epist. UI. v. 17. 

Sfripta Palatinut quttcum^ue recepit Aptll». 

Logo do que fica dito se deprehende que esta Poé- 
tica he Imma RecopiiaçSo de Máximas de goito , de 
Axiomas , ou Principios quasi isolados sem encadeamen- 
to , e tine encerráo todo o seu sentido , e entendi- 
mento debaixo de huma fórini sentenciosa j sendo 
cada hum dos mesmos Axiomas , ou Principios applj- 
caveis 10 objeílo a que se deterrain5o , com indepen- 
dência çuasi absoluta , ou dos antecedentes , ou dos 
- CQH se quentes. Logo neste caso , e em consequência det- 
te principio I Horácio deieria começar pelos Principioi - 



«!• >9 ■!» 

^talmenté estabekâdos , e depois pafnr > algiui^s 
obseivaçães particulaies : deveria propor , c destnhar 
«o principio as Regrai da Arte ; e depoii destas ajun- 
Ur as observações ■ ou liinicaçóei d;is mesmas , acoiv- 
telhando aoi Artistas , i. h. aos Poetas , o como de- 
tempenhariáo coin louvor os assumploi , sobie que ein- 

gehendtissem escievct , ou estes fossem Épicos , oa 
runa ticos ; Scc. 

Testemunhos , e Auiboridades. 

ADhiano Saiilet na sua Odra > Jagtmmi Jet S^ 
vtni iiif le< Priaclpanx Oavritgtt Jti Ãtitears : da Im- 
pressão de Amsteidáo do anno de 172). Tom. III. 

I. PorfyriSo <'iz , como observa Vossio no seu Li- 
vro De Haiur. Patticu C. V. §■ S- p- iS. extrahira do 
Livro que escrevira Neoptoiemo de Patos , Auchor 
Grego I sobre a P.ietica , o melhor , e o mais essen- 
cial que rjle conti.iha como fica observado. 

II. O Padre Rapin hc de parecer qtie a Poética 
de Horácio não he mais que huma InterpretaçSo d« 
Poética de Atiftoteles ; e este mesmo Critkro nas Re- 
flexóes sobre a Poética , pag. 12. da Ediclo de ia. 
observa que Hoiacio Twa o ptimeiío que propõi ao5 
Romanos este grande modalo dos Gregos. ^. 

III. O liiblio«rafo Alemão , Anonvmo > na sua Bi- 
tliogr. Ciirlas. Hitler. Phihhgie. pag. 46. dir , este Li- 
vro he propriamente huma Epistola ao< Pisoe» , ou hu- 
ma cxcellrnte Crítica bem como as suas Satyras , e as 
outras Epistolas ; e dit qite Ccdavia esta Epistola não 
he huma Obra tão completa , e táo perfeita como se 
podeiia desejar de hum homem da esfera de Horácio, 

IV. Vossio De Arle Poct. C. XIV. pag. íj. dii 
que a economia , i. h. a ordem observada por Horá- 
cio nesia Obra não he muito rei^ilar , nem muito 
exaâa ; pois se contentou de fazer luim complexo de 
muitos Precíitos ; sem se cançar muito em lhes dar 
nexo , oa encadeamento luethodico j c o F. Rapln na 

Obrk 



cGoo^k 



«!■ 30 ^» 

Obra síiima citad» pag. ;7., diz, que a parar-se na ordem 
íjuc Horácio guardou , a sua Postiça não tem melhor 
ttigesíáo que a de Aristotele» ; porque foi escrita em 
buma Epistola , nijo caraãer , e estilo deve ler livte , 
t sem sujeição , ou corutrangimento algum. 

Muitos Sábios , coino observa Voisio no Prefacio 
Snstiíutim. Pattitar. , segundo o. sentimento de BarChio , 
dizem que Horácio seguindo a Aristoíeles neste ponto 
não intentou faier huma Obra tâo regular , e que por 
essa railo não prescrevera nem ordem , nem meihodo 
que devín de seguir j e que se eonteniár» de dizer 
as cousas bem como ellas se llie appresentavão i lem- 
brança , sem se mortifícnr em as reduiir a ordem de 
Preceitos , pofj que não adivinliava cue esta obra vi- 
ria a cahir nas mãos de Grainmaticces , e de Criticos 
ide vários biunores , e de acanhada e differente esfera , 
e de sciolos , que todos se occupáo em nedum in selr- 
ft quaerere. 

A' severa Critica ';ue contra Horácio (*') fai Júlio 
César Escaligero na Epistola a seu fillin Silvio , e no 
L, VI. Poellcei , que he o Hypererititus , O Hypereri- 
tico , dizendo ser huma jiuia Sat)'ra e^^crita com 
bastante desalinho, respondeo sabia e doutamente, e 
tespondeo igualmente a todos os mais que se conspi- 
rio neste ponto contra o nosso Poeta , Bernhard Par- 
thenio Spieteberfio no seu Comctientat io ás Odas ; e 
hum Ingiei , cujo nome diz Fabricio ignorar em a 
Obra escrita no seu Idioma intitulada An aniwer ia th* 

( *) Deve-ie notar neitte lugar o qu» díi o imi^ga 
ne, t dOHto IPLlieUno Biiter no teu primeiro P efi- 
elo. ou Riiío deter empríhendido a Ediqãit d» 0><rat 
de Hoiicio < ifeinsia n»i dtfait âe&rina , tid Haratíanut 
ftniui. D* Scúligtta malltm Aniteam Ducrrímm aadi* 
rtt , in^ait iU« ' ~ Ct fçavtnl himme m éié malhimrtux 
iam ttui 111 tndrtilí fs' (' " Harné , O* d« Ums sei 
Ctitífuet, il n y a fas unt juttt. — ^ccre-cenu poif 
• doutiitímo laxtcr. íuttUuma i4ni ttiuura, tanlofut 
tír» iigaa. 



l;, GOO^k 



«!• 3' ■<» 

uratiity , Vc. impressa em Londres no aniiO de 170!; 
cm 8. Consuitem-iV mai> as Elèmeridei Paiinensei do 
«nno do ijoix. no mei óe Fevereiro pag, is6.,&c. 

Escaligero CBiiçatKfn-^e em reduzir esta Epistola 
■ methodo , e persua^inclo-se de que tiraija ffiito do 
«eu trabalho , pela divisão (\w delia fei em trinta e 
cinco Capitulos , a>:hou-se por lim com as suai fadt^Ai 
ina]o|Tadas , desesperando ' da empreza. ftlas ninguém 
acompanhou a Escaligero , nem seguio 4s pi/adas de 
sua atilada 1 e excessiva Critica ; poii que o mesmo 
Baillet a refuta no modo com que a expende. He 
constante , como o observa o mesmo Vojsio no Pre- 
facio IntíUut. Petllc. que o titulo de Arít Potlite fae 
homa invenção dos Críticos pojterioies , e não titulo 
cjue Horácio desse a esta Obra ; e que he merainente 
liiima Epistola do mesmo earaflcr , e no mesmo es- 
tilo em c;ite escteveo as precedentes; diii)!;ida a Cneo t 
e I.ucio PiíSo contra alguns Esciitotes de seu tempo , 
fiue jaiflando-se de serem Poetas ignoiaváo o génio , 
O caiafler , o dom sublime da verdadeira Poesia. C<od> 
íutte-se fforatli Melhodui ie Arte Paelica , exposto pot 
NitoUio Colonio em Eergamo no anno de 1(87. ein 
4- • e a Ecphraits de Fratchco FiUppt à Arte Palita 
Je H»racÍB , Franc. Pbillp. Ecphraili in Htralii ArltM 
Pttlieam , itnpressa em Vene7a no anno de^iipj. 

Testemunho de Lamhino na "Eplsteia ao 
Leitor atites da Arte Poética. 

vJ ItLiPSTRE Lambino , que communicoii cm Ro- 
ina com o nosío insigne Pottugiiez o douto Achilles 
Estaco , diz ser coma difficíl nío assentir aos Que se per- 
niadem que esta Obra não se haja de ter como Epis- 
tola 1 e com titulo ■ Epiítalu ad PUonet , assim cO- 
mo humas sáo dirigidas a Mecenas , outras a Lúcio 
FJoro : huma a Augusto , e outta a Jutio Floro ; a 
que iiiisa como muitas ÉfistoUs de Ciceto que pila 



cGoo^k 



«}• JI ^» 

■ua matéria , c omtexto nio perdem o nome <te Epi>- 
tolai ; da mesmo modo esta nem por iim que be maii 
dilatada > asíim como o ião Umbem as duas antece- 
dentes , deve perder o itome de CpjsCola > ou tomar 
ouCio diffeieate. Em quanto ao aigumenio , cada Ej> i^ 
tola trata daqiielle cjue lhe he próprio > e sobie que elle 
veria : pois qiianto is Epistolas , estas não devem carecer 
de argumento. Na primeira Epistola do Livio I. exiiorta 
ao estudo da Filosofia ; demonstra a sua utilidade ; 
prohibe leguir a opinião do vulgo : Na segunda , to- 
mada a occasião de Homero , recommenda também a 
Filosofia : que errío at;uellet homens , que põem mui- 
to mais aiidado no corpo , c, nas cousas externas , do 
que no espirito : pois que debalde se buscáo os demais 
Kns ) e que he inutii a sua posse , se o espirito do 
homem nSo estiver puro , e limpo de toda a pertur- 
bação 1 e inquietação , e de tudo o que iie contrario 
á razão . o que certamente se considera como huma 
enfermidade. A Epistola dirigida a Numicio devé-se 
iascrever > De fialbai benorom '. a Epistola a Tusco Atis- 
tio póde-se intitular , De Cemparattane vitae rufticte O" 
trãn^uillet tum vila urbana, IF tarbalent*. A Episto- 
la a AuECtuto trata toda dot Poetas antigos > e iwvos. 
Na sej;imda a Jiilio Floio expdem primeiro a razão > 
por que se applicára a escrever versos : depois concluo 
ultimamente ser melhor , e mais acertado , posto de 
parte o estudo da Poecia , e deixados os versos , e 
abandonadas as cousas de nenhuma constdeiação , cul- 
tivar , e seguir a disciplina de viver bem , e ajustada- 
mente , &c. Assim também Horácio nesta Epistola aos 
Fís6es > primeiro dbputa da Poesia em geial ; depois 
dá utilíssimos Preceitos principalmente sobre a Come- 
dia , a Tragedia , e a SaCyra , não como Filosofo • 
mas como Poeta. E esta he a taiáo que mov-eo « I.am- 
bino a persuadir-se , seguindo outros muitos vSrfiet 
doutos : I. que esta ComposiçSo he huma Epistola : 
n. que se deve simplezmente escrever . Epittula aJ Pí- 
tuKi ; e le algum Editor lhe icciescentar de Arte Po»* 



cGoo^k 



«*■ 33 ■i* 

Iím; nSo ni fón desse pere«r o mesvo Luntiinoj 
cain tanto (juc se obseive o mesino no AntepiinctpiO) In>« 
ciipçáo I ou Lemma de todas as inuis Eputol» .' e por. 
essas mesmas razfies Lambino cnnseivou , logundo.» 
costume tecebido dos doutos , asiim o titulo : Q,. H** 
ruii Flaeti EpiíUU dt Arte Ptetita ai Puvnei, 

Testemunha de Tbeoãora Marcilh, 

x\Queli.ss pois , dii este doutíssimo Comment»- 
dor , que ígora pertendem iNe se atrevem a julgar qué 
«íta Àrlt Jira acrita lem artt , falia contra Escaligcro ■ 
e os paicidaiios da sua Cemciatia opinião , persuado-ma 
que ae Catuilo lesuscitáta , e os ouvisse não deixaria 
^ exclamar : 

O saeclum aisifient V taficetam I ^ 

Porém estes taes , dii Marcilio , nSo avulláo coun tX~ 

fixoÁ em comparação dos homens verdadeiramente la- 
ios , que prezio esta Arte Poética , como huma alire* 
pioducçSo do sublime engenho do immortal Horácio. 

Para confirmarem c sustentaietn os Testemunho» 
« Authortdades assima allegadas acerca da Ordem vul- 
frar desta Epistola de Horacb aos Pisoes , bastarda os 
Testemunhos , e que Testemunho» ! os Testemunho» 
de QuinâJliano no L. VIIL Iniiituu Orat. C. IIL, ds 
Aulo Gellio no L. XI. C. ^V- . de Charisio , do Te-, 
rencio Scauro , que precedeo na idade a A. Gellio * 
Onmmatico nobilissimo , e Critico famosinimo , e rfot 
ptimeiros , e mais antigos Commentadoies do mesmo 
^oracio , próximo e immediato no tempo aos séculos . 
cm que começava a declinar a Lingua do Lacio : doe 
seus mesmos Com menta rios se colh= sem a menor he- 
sitaçSo ,, refutada toda a replica em contrario , e s* 
fundada em raciocínios de pura fantasia , e de capri- 
cho , que a ordem cont que vulgarmente se tem pU' 
bticúlo esta Epistola , he aquella meima ordem , que 
* Poeta Jhc d«o ., e que qualquer outra que não se* 



cGoo^k 



«í- 34 ■?» 

)>' ettA RiCifna vul^r , he huma ínvençSo de mtrz ima' 
^nativa , contradíAorn i mente do Poeta , e como ul 
]nadmJHÍveI pelas razões aisinia refleãidai ; poij (|u«' 
perturba , transtoina , e inverte o livre modo de pen- 
sar > caraâeiistico do frenio de Hotacio , qtial verdadet-r 
ramenie reialu ^ e sobrcsahe em todu u mas Cbm- 
posi^ães. 

FlU DO Di: 



Djjeít fim citiui meminitque lUtntias illaJ , 
Çuod quis deriJet >' fuam ^aoá prolal V venfréUr, 

AEmuh$ aetas Mitra muíUi hattí , ^mlcat paaco/ , ia- 
vidot piarei , gui omnim immii arroganllae causa titi 
aisamunt , VT ne param multm $tirt videântur , ta J«nt- 
nent , fnae ptnittii igiurant, 

Jacob Guther, De ture Mtmiani. 

^htií tamen «iium , ira V aemulati» prava , inu IT' 
fortium itadiunt, 

■Wilielmo Baxter no Piefacío <]us 
vctn no princípio da ma segunda EdiçSo dai Obrai de 
Horácio feita em Londiej no anno de 173J. 



ÓS 



♦^ í^í^l' (••Í'4'H# •■(#í 'Í(*H 1^W"WT (^pl!i^ 

o S S U B SI D los 

D E 

. QUE HE VALI NgSTA EDiqXQ. 



, l. O Per» Q. Horttii Flãcei P«f« 
mufgmisíimi . c»m quatuor ntntnentarife 
Acronis , PórpbyriMti ,.Jntç, MancitteUi , 
Jodoci Badii jiscenjíi ãccuràiè tepositis \ 
twmque odnatatiDnibiif- M9ttkáei Benfités , 
& Aiài ài^muii Renaní a Piilo^o re* 
etgmitis : - smsqme htis inurtis ^ ad fi- 
nem ex integro restituiu. FtarísÍM. M. D« 
XiX. , & 2a.Di XXIXi 
' 11. Quinti Herttii Fiatà .Vetmsim Lán 
tinorum Lyricontm facile Prineifit Po<* 
mata vmnia ,. èxvttitri mtfUo .fiJe ,. /HHu- 
meris ãd' vti^am metri rationem luis rtfm 
titutis y Tecrgnitã : variisqoe g^t^tathm-^ 
bus ãucta. Lugduni apud Antiniom ^m* 
eentimn-, M^ Ôí LIIIL Excude^t Petrnr 
, Frandini " v :' 

III. Q.H»r.athis Flactuj , rn ^e #f- 
que ex auetoritãU tampit/ri^m maim-sfrip'._ 
teram , 0perã Dienysii Lantbini èí§»/tr»- 
liensis , litterarum Graetatutft Pto^ssori^^ 
éy Interptrtís Regii emendatuf , & íifm 
dtversis exempterikus antiquii eêwpt^ii\ 
aw, díí.PaiiiiUi M..DC. V, i .:. 
"^ *«» ii IV. 

C3.ifKi:,C00^k 



'IV. Q.RgratÍtií Flaccwt sebaSir , j^ 
ve notU iHuftratus a Jpannt Beod. Ao- 
tuerpiaé. 1Ã06.' - ■• 

y. Carpas emniant Poetaram Latino- 
rum , cum eorundem Italiía ^ershne. T#- 
mus OSiavus continet Q. Horatii Flacà 
Odas , J/w" Carminvm J^bror Q^atuor , 
Epodon Liirum y ^ Cármen. fecj/iare , £»m, 
de Arte Poerita JJbre, Mediolaoi , M. 
DCC. XXXV. 

■ VI. Q. Hofatii PUcci EcJo^ae una emn 
■ftboiiis perpetuii tam wuriius , quem 
■novis , praetipue vèrò. autiquarum Gram-. 
maticorum ÉeUuii Âsrmií. Pgmpgnii^e 
Perpbyrionit , &c. ex restitútione fVtheU 
riu Baxter ; curante Jê» Mattbút Gcsnero, 
Llpstae ao. cia. Ia. cc. ui. . 
• VII. O. Horatii Flacei Carmima expuri- 
gata cum adnatationilrai- ac. perpetua ■ iur. 
terpretatione Jvsepòi Juvéncp. Parisí» ftL 
DCC. LIV. 

VIII. Ler Poesias i I^ratt .avec lu 
Traddction Françoise du R. P. Sauadon^ 
Bdition revae sar les eortxciiènt 'de ^Au- 
tear , ^ enricbie de Notes: tiréet de tous 
les meilkars Interpretes d' Beract. A Pa- 
ris , M. DCC LVL 

> IX. Quinti Uoratii Flacei apers , Jmt'. 
terpretatione ^ notis illastravit la/daií^ 
vícus Vesprez- - Ct^âinaitíiux. "S^eiut «a 



cGoo^k 



«i- 37 -í» 

Rèetbêr Emeritus. Londíní , M. DCC. 
LXXVI. 

X. Ler Ptésiet ã* Horace traãuites et 
Fraticeh pérBãtteiix, A Paris , M. DCC. 
LXIII. 

XI. Q. Ihratii Fiacei Catmina coUa- 
tione Scrfptfmm Craecernm ilhitrata ab 
Htnrico Wagnero, Praefatut est Cbrist, 
.AdolpbuT Kmzíus. Halae Magdeburgicae , 
M. DCC. LXX. 

XII. O. Boratii Flacci opera , aâ Ji- 
áem LXXp'!, Codicum. Curaote Joi. Valart. 
Parisiis , M. DCC. LXX. 

XIII. Quinti Horatii Flacci Carmina 
euni Annotationibus GaUicis hud. Poinsinet 
Âe Sivry j Rfgi^ Lotbaringorum Acadt* 
miae Sacii. Parisii> , M. DCC LXXVII. 

XIV. hes quatre Peetiques d" Ârisí»- 
te , d* Uorace , de Vida , de tiespréaux , 
svec les Traduetims &• dei Remarques , 
par M. VJbbé Batteux . Professeur Royal, 
&c. A Pari» , M. DCC. LXXL 

XV. Quintus Horatiui Flaccus. Birmin- 
ghamix ; Typis Joannis Baskervilk. M. 
DCC. LXII. 

XVL Q. Boratii Placei Poemata ex 
antiquij Cedd. (y certis Observationibus 
emendavit , variasque Scriftorum 0- Itif 
freisorum leStíones adjceit Âtexanàer Cu- 
ningamius. Hagae-Comitum , apud Thomam 
Jonsonium M. DCC. XXI. . „ 



cGoo^k 



cGoot^lt^ 



A R G U M E N TO, ,; 

■ 'B 1.'.» 

STNOPSIS 

DA' 

ARTE POÉTICA. 

1. irlOsAcio desde . o rerto j. ae& '46 
explica a matéria , e as paites dò.Poema toi 

madãs em geral , e a sua necessária hinnp^ 
mxj e nexo com o todo da olva.. > 

- 11. Desde o Veiso 46 até 1 19 exponde 
qual deva ser a elocução,, ouarazap das 
pakvrai, e dos versos. 

IIL Trata das perscm^ens., qu£ se ío-: 
troduzem na Poesia Dramática : estas são , 
OD já conhecidas , ou novas , e desconheci- 
das : « desde o verso 119 até: i^ dá os 
Preceitos do que 'em humas e outras se de- 
ra -obserTaí.^ -. . ... ■ 

IV. 

C3.ifKi:,C00^k 



_ «^49:!» 

-' iV. Desde o verso 136 até ty^ accrcscena 
alguns Preceitos sobre as partes do Poema to- 
madas separadamente , a saber do prindpio , 
ou £)xordÍo , do meio , e do fim. 

V. Desde o verso lyo até 189 , disputa 
mais largamente sobre os costumes , que de- 
veráô ser próprios de cada idade , e pessoa. 

> VI. Desde o verso 189 até 309» trati 
em' particular da Tragedia , c da Comedia : 
do número dos Actos , do officio do Coro , 
da Musica , que se íàz mediar entre o&. ac^ 
tos y e das Fabulas Satyricas : do verso Jam- 
bico : dos? Aiàhorès , e Inventores da Tra- 
gedia, e da. Comedia antiga : diz que tanto 
a Tragedia , como a Comedia fora inventa- 
da pelos Gregos i tentada felizmente pelos 
Latinos , e que estes mesmos serláo mais fe- 
lizes nestes dous géneros da Poesia , se lhas 
nâo pozesse medo o trabalho, e''a deniora 
necessária paiz se escrever com discer- 
iumento^.d(Kis requisitos que concorrem mais 
para conseguir o louvor da Poesia-, do que a 
so- 

C3.ifKi:,'C00tíl>J 



* ■*' * 

solidão , e a negligencia no alinho , e tra- 
to do (íõrpo j^^o que enrao os Foâas vul- 
garmente peitendéiâo £izei^«e reccmmenda- 
vèis. ■ . ' . . . ■■ , 

VII. Fónna o compleko il« huns ceitet 
Preceitos connoiUns: por.exeniplo, ()ue aSft? 
bedoría , ou a^ Filosofia , principalmente a 
Ethica y ou Moral , sSo 6 priocipio , e a foo- 
te de escrever com acerto : i^ue a Filost^ 
se deve estudar logo desde os tenros annos; 
{sescreve o modo , ccmo os Poetas poderátS 
ddeitar, e instruir: que a Poesia he seqi&- 
Jhante á Pintura i e que só merece approra* 
$2o aquella, que conseguío..o summo. apícâ 
da perf«i$ão} :.ioas , isto não obstante ,- djii 
ser ccMivenioBte disfarçar o* ligeiros, e min 
diocres defeitos dos Poetas. Desde o vow 
309 até ao fim adveite que jaia se fon* 
mar , e crear o Poeta podem mais que tudd. 
a natureza , a aite , o trabalho , e o juízo 
do Censor exacnx 



Ih' 



I LLUSTR Aiq ÃO. 

A quafidade do verso ém que Horacia 
«6ft«veo -est»«uv-B{)ÍscoIa , pelo que pèrten- 
c»!dò -AibteFo dos'^ , he -hooica , ou- he^^ 
SaibtttFa: em quanto: aowgúniedio be Uda»^ 
catíca ,'cHi'DtHuriaat , e em <^úanto «o -estilo 
JW' medíocre. Aiatetiçâo do&>3C» foiieiábnr 
»fí& Pisdes , e aos mais {(.ómânos os Precm 
tò&'maàs essenciais ' da :zÍr»^J*Mnr Aí, :'par} 
i^e doutamente esoteressemiv e castigâsaan 
stas Escritos ;■'■ pois ,fíor4CÍD-^3ei inagôavá 
4&que httma Arte ^o^ divida , e -concedi- 
da'' a, Úo iknkob' , fosse: trotatis com tnna*. 
idoí afibuteza. por tantos homoK impemos; 
teraida porisisò wGj^os a pcêferaicJa aú 
Rtimanos por cansa 'da exactidão , e diligen^ 
<Íà-,' que póal^o ^dm corrigir suas obras, 'Do 
ncsmo Horácio. &cllmei)te se deprehendeni , 
quanto valha a Jrte Poética , e - o mune do 
Poeta i a>mo se pôde conhecer da dignida- 
de , com que elle mesmo ^a ; por quanto 
temperou com o seu 6al attico , e galanterias 

-,:í iiu- 

C3.ifKi:,'C00tíl>J 



buma doutrina tão admirável , de maneira que 
cão só nufrç , 'iàas "^^e^ |nm{o .aí propcKÍto 
o espirito humana Críticos ha , que dívi- 
áem em cindo partes eitá iBBfitttiçâa Fb^ica. 
Ka primeira. ddWidizem, qut q IVista extirpa 
08 ricioB. Nasegiuidaeasinaij qudLdeva^er o 
decoro dag pidavras , e expKnãcs^ Na tercei** 
ta a qualidade do» aseuti^itbs', t o ideocSra ^ 
• asdifíeren^ das perBõna£jE«fi<j .dennnstrann 
do;ao mesmo ípasso os difibreatea general 
de Poesia , er obscos iamaaK&! Na quaita 
Qs. Actores ; o' gesto ^ <m ac^ , e caiea 
se clK;ga á npma peifòiçãò. <Na;jqiilaa acoo^ 
selha a diligente correcção. A primeira parta 
obserra-se em o principio* A segunda come- 
ça naquelle verso que diz , Sumite mate^ 
riam , ^c, A terceira no verso , Res ges- 
tae , éfc. A quarta no verso , Tibi» , nan 
»/ nune , &•(. A quinta no verso , Nibil in- 
tentatam nostri liquêre Poetae y &c. Em 
todas guarda o Poeta sua certa ordem, bem 
que Toa tem absoluto , e methodico encadea- 
menta 

C3.ifKi:,C00^k 



E P I LO GO. 

Logo do que- fica dito péde<«e rsdazíf 
esta Episnrfá , I. ao argunioito de hum Foe-^ 
tna em, geral : II; ao esrilo : IIL aos cann 
cteies : IV. á representado , óu á narraçáo 
do Poema Dramático *■ V. á versificação : VL 
à origem do Poema Dramático: VII. isre» 
flexões geraes sobre a Poesia ; VIII. ao» 
soccoiros necessários: para^se-consegúir huih' 
perfieito desempenlio ttesta sublime sdencia ,> 
e epcantadmi feculdade do engenho Muiuh 



Et, 

i;, Goo^k 



»OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOC 

Et f«it Funita MU fuUtui ^aaerert cMpit , 

Çuid Sopkatks , e- Tkeipil , e- AEiciyluf ptilt firrtat. 

Horácio L. U, Epist. I, v. lia. 



cGoo^k 



cGoot^lt^ 



<i HORATII FLACCI 

ARTE POÉTICA 

L I e E R 

AD PISONES. 



Hv 



IVmano capiti ntvicem piãor acjuintm 
lutigete Ct velit , & vati» induccre plumw , 



I He vicief» t Pttma , ft 
ttnllaT ái canjas cenlrariaí , 
* it pmrlii i* ntnhnm fflff- 
it Httrt fi miftrmtS' 

I Httman» tapiti. ) A'ea' 
iiqa iamana , c aio cahça 
i* htmem ; potquc Horácio 
filli da cibci;* de bu")i 
mulher foimot». Tiei eráo 
peU raiior parte ii Pintu- 
riiSigxdii dBtEfypcioi , 
ii quaei chiFnivlo htlrai 
JagTúâat , »% JtrtgljRtM , 
I. h, EmiUmts Sagradit. 

A elts monllTo , cujii 
pinei compoftii de Tiiiot 
■nimaet difTciem na g/ptt 
ett, na ftrma , e i\* utilu- 
re^ , tt ifenelha b Poe- 
ma Bpieo que não confti 
dr pirtet proporcionadit , 
« entre li bem ajuHadii > 
vindo a íet a Fabula vária, 
e compofla de pattei de 
«tnbuoi n«d« ««tlt Q fiHiT 



fnimet, e confequentei.Ho* 
ncie poE( noi enfina eift pti* 
meiío lugtt coDTír a unifor- 
midade no Iodo do Poeroa, a 
homogeneidade d» fuii par- 
te* ■ cm Tegundo lugar a ip- 

I de todai , e de cada 



hum 



dellif 



finilni 

foroiai bum todo único , e 
perfeito. Confira*re Arifto- 
telet na Poética , C. I. , • 
rcEuintei. Kíle princípio re. 
fere-fe ao fyeSmtttm aimiffi 
do quinto verfo< 

CtrvUem rftf/iwni. ) Hum 
pelcof;» de cavilto. 

t langirt fi vllil, ) Mo 
iie , Si fit fttnCíaTus ; fe liou> 
ver de ajuntar. 

Et varin. ) I. h. tmnium 
teUrum i i, b. de tpd» at 
Câre>. 

ináfttrt fluauu.) tolW* 



cGoo^k 



a ARTE POÉTICA. 

Vtidiquç' colt«is membtis, ut turpitet atmtn -- , 
Definat in pifcem tnulier foimofa fiiperui; : 

Spe- 
ãivtrfet animatt', revtftilhi eam ptnnai ãe vitriei cS- 
res , de niantito fue a perle fupiriír ie hum íbI '"»'»• 
^rt repre/ease huaia fermaja t gentil mulher , remanot 

duzir, applícii pennat iJ« entr«tecido< ot Satyrot , 
diíTerentei ftalTaroi , nu , co- ot Geniot , »1 Avet , c it 
mo diz algum Ercollagor , Hatpy^i com vi|rU> lii^rci, 
accomntoJac-lhe szai de íruãat , e falhagent te 
pcnnai ite áiytiÇxt cores. O fórmt hum mifto de partei 
Verbo itãucere ufidú com túo hetero^ene» , ou hum^ 
propriedade. quimera- de ob|eâa* tSn 

I Vndlf.a*- ) T- '• £x«m* incompitiveii , que parece 
. »i parlei ex qaihaivli /ci* confpirárão para o Teu de- 
lieet animalltai' De toJa ■ Tenho juniai todos ut de- 
pirte , certimente de qui- Hriot , todo* nt fonhot , 
erquer «niroaet que lhe d«i todoí otf^a^tfmit di ima- 
na vontade. gínação hjmani. Sanidan 

CdVúIIi memtiii, ) Com* lê aut em lu^at de ut , íot- 
pollot , fiitmailiit , tomadni mindo hum frguoJo exem>. 
0« niembrai de differentei pio de ligura cipricliora ■ 
animaei t i. h. tamanJo 01 purím o Abh.-.d« liatteut 
membroi de diíFereatei aiii- dii que Heracit tEptefea- 
maei, e cubilndo-ot de pen> ta hum fò ^"idroi Uli In- 
Dai de diffVcentei avet ,. hilae , cocrerpondendo Vc 
c formando hum corpo moo* turpiter a ut nec pet , neí 
jlrnoro. tapul. 

Vt titrpittr.) De manei ci T Uaiã,iJe , t fiit:plicid*ie 
que todat ai partei delle is a'^n<r,eila^ 
qiiadco conrplrem ■ formir Atrum in pi/cem. ) Eni 
hum todo roonílmofo. Pare- muni^rijufa |^e xe. iupenJ , 
ce,tomira Horácio ella ían- e inferne ailim o.ppolloi , 
laltica e oprichoCi liguiB , fervem para dividir o cor- 
na qual rymbolíza as vani pn humano em duaa puitet 
e futeii ticqõea de algum igiiaes 1 e Formo/a Jufu:rai 
Poemai , que oi torn^o deve Itgn^lic^i y geniil da 
nonllruoiai , daquella es- ciacurd para lima. Ora co- 
tiavagante fiatalia , que mn huma Figuia , que tem 
deo i% tinhat da debuxo huma cabeia humana , luui' 
a-primeira idéa doi gciitíf- pefcot^o de civallo , e meiu* , 
cot ( poii que nellai com^ brot de diffeienCet animaetf 
bruu, e monllruora trará*, podeiú apprereitUihumEen- . 
^*D dc em» |. fe. vtc. qtie .til buUo d*. molhei l S»i- 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. 

Spcãatum admiffí rifum leiíeatis , amici ? 
Credita , Pilòn» , illi tabutae fore tibriim 
Perfimilem , cujui,.«elttt aegrí fomnia , vau 



n hum htiitr.ie i ãiforms prlxt _s ftr* 
migas , tonleritis o 'ije ã vifle ii 



1. . ;./<", ..- ., -. - - - , 

ganlt-VDs , â antigas , canleruis q 'iJe _ l.v'i- ■— 
humã pintfua ãtfta ef^eiit > Tendi per eertt , ô Pistn , 



aijia ciptiit > Tendi par ctrit 
a/ quadra Jeiã mui femtlhanlt i 
c fuimeriías idiat fe ftrmtm ti 



MCe poíi que o Po«ta qu!t 


«m anuo de Horai 7(!. 


dtfínhir o quiiico de Scyl< 


Oi Hiftoriadorei o> tazem 


]« mondro marina da ima- 


defcendentet de C»Ipo . fi- 


|ing<;3o PoettO* 


lho de Num». Pcmpilíut 


Alrum.) I. h. Cí/íM/j/. 


/angaii , como dia Hocacíof 


iam 1 mednnbo p«Ii cor. 


do qual re oriçínou > F«- 


Atrum , e ftrmi/a ião An- 


inilia Clparnia, onde fe 


tithrfef. 


coorSa muitoi FitSei tiluP 


* Deofa celeiliíl dot 


Irei, piincipalmeote depoit 


Syroi , nu piiie ínfeiioi t 


da susrn Macedonlca Ii. 


era p; U« , ou Terpenie , no 


Piiãn foi paiCDte de Ce* 


que fe ligntticiva o impé- 


far, e C. Pilão, genro de 


rio que ■ tua tem no mar, 


Cicenit e todoj o* si o gi Io 



Tritõi 



inferi) 



. Tnei 



, Nere 



, Par. 



Ilienofe , Eairrome i fci 

( SpeSalum aãmi^t) J. h. 
SptOande laleta lah/íam , 
TifaM teneatis l Podecieit 
vúi conter u liCa , tendo 
^um til painel. 
. Ámiei, ) Sobentendi.fe 
fSeii i.h. Vcmial mei > Meui 
Seohorei. Amlcui iflajer ) o 

Amieus minar ; o imifo mt' 
nnc , menor compinhetio , 

obfervado na minha T.-aduc- 
tfio dal Piieliai Lyiicat da 
NdOo Poeta. 

6 Pijenet. ) Lúcio PíiSo, 
« feui lilhoi. O Pai foi 
Canf«t «ora Jiuií» lfil;ã«. 



pelo fcu gollo 
teiatura , e pela paixão qua 
tirtbão pela Poeíia. O Cnn« 
fui Lúcio Piíío foi inuilo 
«atido de AusuAo, e def- 
empenhou egrej^iimenra 
muitoi cargoi na Kfpubli- 
ca. Contta o Pai defle Lik 
cio Pitão temoi ■ gravif- 
lima Oração I ou ínfeâiva 
de Ciceio. 

IJii taialaa. ) Sebentfn- 
da-fe piãee. A efti pinrnra. 

7 Vt.ut aefríjtmnia.) Co- 
mo aio BI fantaílicat r«b 
prefeotaçõea , que Te fifu* 
tia na cabeqa de hum en- 
fermo delirante. Locução 
e forma Ptoveibial. 

AEgri. } I. «. MdattcMh 



cGoo^k 



4 A R T E P O E T IC A. 

Fin^enlur (^eciei ; ut rec pes , nec eaput uni 
KediJiicuT formae. § Piflorihis stqiie poctis 
Qnidlibet audendt femper fuit aequa potdlit. 19 

g Sctmus , 8c b>nc veiiiam petimutqBc damuaque vi- 

cilTim ! 
Sed non tic placiilii eoemt iininitin : non Ht 

Ser. 
if<Henlt , iem ermt *( dílirÍBi dt iam fetricittnte , fuan- 
Jp feiha \ di -íerlt fUí "im » printipit , ntm o fim ctr- 
refptrtia a fexer h«m fda ftrftha , € di hama /Í «O- 
Inrtz"- {«"i rf'>'* algaem) cFmlfret, i ei PteW tim 
íjfM/ litericãe ée rxtrimir tudi t fae _{t Ihei riprejtn- 
/« em a faatafia. Cmecd» t t "a vtrdair tfm razai pt- 
dimn . tmulKominie p-rmittimiii ifta Uttnça , mat ctm 
ttaiifS» fut «3* ft e/umtm " mtjm» ttmpa *j enimacM 

VaiutãA l.e.Otitíãí ,if qo" «""" "lin. 

mtiUt , B* cfiimtrieat. Osio- Vni formate. ) A huiua f* 

fai , iputeii, e ciuifnericiii niturezi. A piUvn Ftrma 

Iniro Vanat fpaUt , \. fc. «em o mtfmo f«ntido , ou 

FiitJ' imagiatt f Inuçett» iccepi;5o que fytciei *ntre 

T«)t"t que não tio teimi- ot Efcoliflico» , efpecie 

iKdu I qu* não tem mo- compofta do género > « _■'• 

delo, nu írchetrpo em t differenq» , e <lu ptopne- 

natuieii ■ que nlo rematão áfirt. 

em oHwfto «Ifum exillenie. . PiStrílni , atqae Ptilii.} 

í ViHicptt, nte raput.) Ao» Piniott» , e »oi Poe- 

Outr» tocuqão Prov;ii-iaI. tíi , »d« qu»ei tu in»t(lel, 

I. f . Ita Bi híc txtrtma , lúqijaívdií. tle humi Sut>- 

nic prima pari tiéim ff- jec^io , <ib Replica- 

mat tgwraat . tamdem inta- > i UanO Víniaip. ) A 

finem effitiat i Je inanrlra meími liberJ.de , a meíma 






\a\rnic\t, ■ mermi fenii, 



nem > primei™ pofião *>.• Pflim«ifue. ) Vt Pteta* , 

aer hum m-fmo iodo. com» Hoetii- 

, Vti reiiatur ftrmae ) í. DamuifBe. ) Vt Çrílici , 

h. Cthaireot , Tt(p»ndtat , como Ciiticot. Tal he » 

tntveniat i í«ii coheiPiite, intelligencía do amigo El- 

cnrtffponda , contenha a coliador. 

hiimt fó forma j i. h a it T^ti ul jríorWi». ) I. »• 

Jpidtfit Ofiefpaoda 1 Pn/- Nih Ha ul. Não porím de 

tafit. Ríftitue-fe , «Jrfi/ur , maneira que ot animaM 

• alfuem , o que tt lhe feroie» fe una* aoi donieP. 

«leve , oii cqttTém por quat» ttcoí , pan fexmu hu» uii' 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. 

Serpentes avibus geminentur , ti^^iibui agni. 
Incoepcjf gravibui pleruni<;ue & magna prohfíi» 
Purpureui , litè qui Tplendeat , unai & alter 
ARuitur pinnui : quum lucu* & at> Dianae , 



áêmtftJtêt , t ma*ft$ etm « firrifi , t mtnftrtiffts ) 
fuí <^í /, m;fia„m „ ftrpinus eom a, ,vt, , f„e tó» 
J* mnaa et ciritirt» etm »i tigrti. Ptla melar parti 4 
prtncjpUt péMfcfes , ( eitiei it iigniiadi) , * jne prgmtt- 
esufai , Je a/ualân ai mais iai vtzis hurã 



ttitt granátí t 



ra lugmr trilhaatt , faf ao langt rtfpltnitfa , {fual 
* *att» reounia is fina tjcarlalt eizida et ttfar- 

n *-' ^'P'*chor<i , ham non. /refutattr , con biftiDte 



ílro. 



Crf«nf . ) I. h. M/ceant 
yna corpora inter /e , mif. 



mutulmentt , uu =..- 
«" fi {eut córpol ; iffim 
como VirKÍli„d:í> langen- 

M*ft„ que fe de.e ufir 
« licenç» , ou liberdade 
Poética íom pejo, e nue 
«o /eu «ro h.j. ; devFd. 



viíttunl , pret ft ferant^ 1 

I mollcir aliumn coufa 

1 1 Pnrpurtut . . . a^uilnr 

pmaui ) Se lhe cote , (e 

thc aecrercenta hum* bin* 

dl de 6no erciilaie 1 !. h. 

hum pedido brilhante. Me- 

ou Traniiqin paia tafoii dii ■Icachofn» en> 

» outro preceito. omadii , purpurei t elavii , 

n Serpenits avitaa.) Lo. que Te coiifo lui tuntcif 

Z^ Bindsnãocompunhia o* dm Senadoiet t ^ P"^ *'='' 

*^intote» o bafflifco de bum preio chana lemendoí , 

'f Svitim-ft 4ifcripevt$, te» intempeftivol eiceflb»; 

»«'« afofladat d* m§umpl« t« Qiiam Incm.) Nio f« 

principal , e fue par ift Ik* fibe ao certo que feÍTai « 

•fl* quairSe. Ou mtti* O Poeta deligne. 

14 Ineepiit grapitai.) l.b. Em AricU hivia huma fel- 
"*ÇmU digaitale pfenij. A v« faniofiflim» com hum 
princtpioipomporat, cheíoa frande Ugo , formado pelat 
oe diSnidaUe. Aqut peif-a- asou juntai dii collioat 
oe Haracio o dercinpenbo *i(iQhai , e com hum ti- 
do tfaema , e*Ítindo-fe or- tar , confagrado a Diana 
aatot *âo* , e afFcâidoi. Deofa da ei(;a , e dai N>r- 

^itramjut.) I, b. S^tlt ^ue 1 j « por iâb «At fel* 



cGoo^k 



4 ARTEPOETIC*. 

Et properantis aquje pfr Biroeno) imbitBt ajffW , 
Aut ílituiín Hlienuin , aut pluviui dercribitiir arcus; 
S*A nuiic non erat hij locus : & fortafTe eupreffum 
Scii limulare. Ouid tioc i fi fraâii enatat exfpss *0 

Na. 

rapaia vtftid»- ) t c*nr' futiitf fi dtfetevt * ftivã , t 
»ra dt "Diata , t e gvra diriiii'» , iofai ligeirai agitai 
etrrtm ftlti tmtnti praiai , eu * ric Rhtnê ,' tu t ar- 
tt Irh 1 ptrim leri dt/erlpfãti áâa linha» agera lagar. 
Th ti oljtmtth-'! uf piattr li^ntraalt , ía* «penai fate 
tiftithar àam ciprtfi*. Qat imparia ifia i St itjpeiaqa- 

-*■,«* inermi Diini , foi 
chiniaili pelai antigoi Âri- 
tina. £ft«a1cir, ou ici era 
ptefidido por lium Sacer- 
(loie , chaoiailo 'Rtx nemt- 
KUia , Rei ilai felvat. Nd 



dedicada i mermi Diini. o vulgo chima Arco' da Ve< 

Diana Rlha de Jui'''"' Iba, o quai pio;nonica chu- 

« de Latona , era irmã de «a.Foima-fe em a nuvem , 

Apoilo- Conlira-fe a Ode igue tRí orvalhanda.ou gote- 

IX. do L. II. n. 33. , e ■ jando , em oppoKqlo aoa 

Dde XVI. do L. Ill, n. 4' raiot d» Sol. 

Cunfatte-re » Interprete de 19 Std nunc.) T, h, Çaaa' 

, Homero. iwavit patinut jpUnieat, <9* 

', 17 Et prrperantií afuat.) tametji Jit patptutuf i Pofto 

Seúgna atfortiet, que cor- que brilhe o remendo, b 

Tem pa» o Lago Ariclno alada que feja de efcarla- 

por muito) [ibeitoi , e re. te. 

Satot pot meio do) pra- Cupreljum /til Jimalare. ) 

O) t como noi enHna Ciu- He tirado elfe diâo Je tiu- 

^uio reguindo Strahão. ma fabuUtiiiha antiga , que 

iS Flamta RhcnBm )He de conrervamni referida por 

obfervatque 01 Poítaj cnf- hum aniifo Interprete. Ef- 

tumá-ão também declina; U Proverhit ht ctntraham 

«■ Subílintivo) i maneira mit Pi»ltr , çut não Jabia 

doi Adfcâivol peia Enalla- pintar íttn tulra cottja , 

ft. Aflim Ovídio põi Caput JetHe a tiprtfit ' talSa ham 

Attgt^ttia , t Quirinaiti f>» eerlt naafragaatt ptãinái^ 

ítm i e Perlio flerfas /tn- lhe fut çuixffft expflmir 

j^, 4./((iwjiH /ff» 1 e O «at fintara' » /'« it/afirt i 



1;, Goot^lt^ 



ARTE POÉTICA. » 

Navibus , aeie A»o qvi pingitiit í airphora coepit 
InHitu) , curiente rota cur uiceus enil í 

Df- 
dí * ialxtl , » HêufrãiíanU , cn/# futetff* rtfrtft»- 

tBina philuro pt'9 iinhet'0 fut te págeu , /em ejfitan- 
ffl talando a nade Jah* dei indai í Ptincipitu-ft « ftrmmr 
ham grande vaft , I carrinit a reãa , ptrfa* faht ham 



» P!nl 



■ptrçtit 



eu-lht 



t «Igm 



'« ciprefte , <ffe. Devfi 
*fte Proverbia no eim 
r^tiJo Henrique Eílevio. 
be.re que oi niufragar 
P>Ta commoverein i ci 

«oda a pirte pendente 
feut hombroi hum pain 



feun 



! Te V 



»0« fánebi 
ra fe aiur 



:í;íí^. 



He h .. ___ 

•indã que nide naufragantei 
lojo com eíle exemplo pro- 
«tbi»? eondemna Horácio 
« defciinqõei intempelli* 
*ai, e fora dé lugir , qje 
filem algum Poetatmtnoi 
eruditng. 

ao Simulart. ) I. h. Pif 
fere i pintar, reprerentar, 
O pi'incipa1 louvor di pin* 
'~"i conlilie em repreren- 



tar bei 



nnun) , 



a>deL-... ,„ 

fe Jevetii pintar i «ffiin tam- 
bém ot Ptfetai , ■ exempla 
doi Pintftcei , devem bem 

óu podem fer ; devende em 
tudo feguit , ou * verdi- 
4t, oa ■ feiolimilhinça. 



Qvid h»c í ) De que Tef. 
Fe ifto , fe Te 1i> ite ctef. 
:rever hum tiiufragio i Do 



I tiercri 



>(,0f« 



a fio, 



e divertem da FabuU prin' 

Fraílis . . ■ nowÍBíO Feíto 
o naMrra^io. Coiilir«*rê Pír» 
fit, S*t, 1. , e Juventl, Sat. 

xn. 

Exfpei. ) I. Ii. Ai eniní 

fpe deãilului , fui jam def- 
pondli animum ; deftiiuitía 
de toda « erperan^a i que 
Já petdeo o «nimo , dtfcor- 
qoadD.Ctinfi-r«>re o que nef* 
te lugar nota Gerner, 
^r Aoiphora ceepít,Vfe.) 



Pocrt 



I hum 



que comera a fjbticar hum 
fnrmoru , e grande Tifo, 
e depoia o remata como 
inihi ridículo cantaiinho. 

Amphtra.) Vsfo grande, 
de sirsjllo compiido ! era 
hum género de inedidi dot 
llquidoa- ConJir>-fe Sat. I. 
L. I- n. (4-, e "M. 

íi CUTTeni* ràtã. ) Cor- 
lendo > toda do oileiio> 



cGoo^k 



S ARTE POÉTICA. 

Dstitque fit qiiod vit , íimplnx duntaxat $c unum,' 
UJ Máxima ptn vitum , pater & juvenei patte digni , 
Decípimur fpecie redi . brevjt cfle laboro, i( 

Otifcuius fio i feaantein lenia netvi 

De- 
ecnlarlnht í Tiaalminte fe}a futlfutr ftu /ir ê a^umpl» 
da tau tempífi^M ', jtja ai meafi Jíaiplex, , i unii» tnt 
iíití ai /uai parlei, A mahr parlt i«t Pettús , i Pai , « 
i /ilhíi di^ms dl lai Pei , nti deslamtrúmts ttm a appa' 
rencim d* fai h« hm , ( virdadiire. Tratalhf p»r ftr ir*' 
Vt , icritamt tjeurc i dejtj) /*r itUeai» , e pelid» , fel- 



t)ue jfyta para toroeir t B' 
{uTir o 'Eito, Da<)ui veio 
à''ztt PerCo ( Finge ttdas Jíiit 
fim rata, 

Vrctuj. ) Cantannho , vi- 
Io pequeno. AiSm u antigo 
Zrcoliidoc , como obfcrvi 
Ccuqnio. Orca genat efl va* 
jti , it fa« ureeas I5* uretf 
Jut dltitur, 

Exil. ) I. h. Fndit , iatf 
fi *x infpírat» t S»ht ,^*' 
ii fem f«r efpendo. 

9| Çatd vi$.) O que tu 
querei , o teu alTunípco. 

Simplex <S' unam. ] I. b. 
Csiitinaum t9* uaiftttut t nsn 
duplex , aul mttHifltx t coa> 
ttnuo , e unifotme i não àt 
dual ou de muitai erpe> 
ciei í não ioiplexo SimpUx 
nefte lugii he frnonyino 
■le Hnnin. 

JII Ttnha uniiaáe t P»f 
mà 1 t Jeja ftrttpre tm fi 

94 Pater, O^ /aoenet,^e.) 
BehumiApallrofe «Pitão, 
e ■ ffui filboi. 

9; Sptcie. ] Sobentenda- 
it,faUâ. Cora a faira ap- 
farciiGÍa> 



Rtãi. ) O 
pravi. 

Lahra. ) T. h. Laierat 
fiiit. Eaallifce da primeica 
pelToa em lugar da tercei- 
ra. A brevidade , a elegân- 
cia , &c. aio atquitididea 
do boin Poeipa 1 mai a 
miíor parte doa Poetaa 
quando ai peitendeni coa- 
rcguir, enfanão-re com « 
apparencia da beiíi , e veni 

fcuridade , na baixeza , tic. 
36 Siâatileir lenia,) O que 
procura a delicadeaa , enrr* 
ia a Tua coinpollcão. £*• 
nia.) Hum eAilo polido.* 
Algum Editorei tem Uvia, 
i. h> facili» , mtUia , <o' 
fiuentia i hum ellilo facíl 1 
brindo , e fluido. Lenia fv 
ràm fótma huma linda fea- 

tliorei. A conjeAun dc 
Benilei nlo he imptopría- 

Nervi I anlmlfttt. ) I. h. 
Retur , tf vigar Jflrítàl 1 
a for^i , e o Togo , a *>• 
veza do engenbo. Aflim o 
antigo Efcoliadoi. Satft f 
ntrvattt vtrjus /critit f>ã 



1;, Goo^k 



ARTE POÉTICA. » 

Beficiont ■nimique : profdfiiii gnndía turgct ; 
Scrpit humí tutui nímium { tÍmidti«)iM piocellie. 
Qui «iiiare cupit nm prodigUlitcr unim , 
Delphinum Tilvls tppingit , fluãibui apium. j» 

In vitium ducít culpae fuga , fi ciret irte. 

AEmi- 
iSt^mt »s ftTfat t * *f efpirilti ' » fnf êfitalt it AaiM 
tfiili fatlimt I takt n» vitit ia intha^it ; t imt hê Í€' 
má/kiam*nlt attultlad* , * ttmt * ptrig» , naaeâ {* 4lt- 
«d , itm hum tfiiU rafitire. Afntllt Ptttê , f' itM» v— 
ri»r mertvilhtjamtnu t affrmpt» , finta lium g»'fi«lu nts 
hffutt , bum /avaU «at tniat. O Itmar da rtprakansS» 
faxeaitr nt errt , fuand* /t Igntrâ» »$ frtttit»» ia artt. 



iat apiram tí ftrUet átih 



«rpm ta grande , «o fu- 
llime \ oque quei elevir-fc. 
* Nefte lugii lem a te- 
eihit , e lie como o feu 
«piloio , o pcimciro Pre- 
ceito da Arte Foetici que 
enrina , feji qualquer qu« 
for o Poema , que deveri 
ter unidade, • conftaii de 
toda* ai fuai partei , que fe 
Kduzáo • formar hum fó Io- 



de I 






feja hum corpo m u ti i forme, 
mat único , e Hmplei. 

9l SerpU Mml. ) Aíllro o 
•ntígo Efcoliador. Il ptr 
Urram , fui n*n aaiti mm- 
gnh Jt tmpantrt rtÍKt j tem 
hum eílilo tafteiro , hu- 
milde , aquelle que não fe 
atreve a metter em gnn* 
iei coufai. Aquelle certi-. 
meotei que gaíí» de fallar 
«loquentc , e tliferetamtn- 
te , cADtenta^r* de liuig tf- 
tii9 twae. 



Prtiellat. ) I. h. MH v*» 
ti \ fcilicel, infialai iiãi— 
nls I da tempeflade i t. fa- 
da dicqÍD inchida , e_mpol> 
lida. Aflim Quioãilian». 
Hiia tamtn etl» [tmper ft» 
rimur i Dtfffi O* littra inltr» 
dum ft^atttia /uiU. 

9f Variar* rim praáigia' 
liltr.) Variar hum alTump» 
to por fauma niaraTilhofa 
fantalia i I, h. Figaratã rfi* 
ãimt , /ta alligiricii pig* 
mtntii ,'dijiingatr* i diílin* 
fuÍr,OD matizar, como fe 
dii I com buma dÍc<;ão fi- 
gurada , ou coi^ pinturaii 
e cãrea ■TlCfoticai ; como 
coftuma Tuccedet no eftil» 
flórido. 

Pr*digialiUr. ) I. h. M§if 
JIrtsi 1 manaruofamente , 
bizarramente , caprichofa* 
mente , por quanto dtcipl- 
lur /pteie riãí , cutno agu> 
damente tntcipteta Fn«cif- 
*o Luilino- 

)i Culpa*. ) I. e. Rapr** 
^Whmã t da leptffbemiSof 



cGoo^k 



ao A R TE f O E T I C A. 

IV AEmitium cifca tudiim fabér imiit & iiniiiiei 
Exprimet , & inollei imitahitiir açre capillm i 
Infelix opsrrt fiimmã , quia pojieie tocum 



/0110 i efeSlã ài Emilh ver-ft-fia hum tflnlaarU mr* 
nts hatit , a fiél txfriiti'fd dcjlrammte "t unhas, I 
imitarj na tronx? 03 natural es btaados , e enifeantíí ta» 
tlIlM I poilm »» cimpttmeat» da ahra itiftlfi. > pf fuaitl» 



Siç, 

deu 



•. ) Se , 



tt Scylli , quando rog« 
de Chíryhdit 

IV O P«tta , /S rxeíllíif 
tt em certas principias ãa 
Peeliri , e tia miadm por- 
tei , he imperito. 

js AEmilium eirca Ittiíam.) 
Ao pé da cafí d« efgrima 
de Emílio. Houve em Ro- 
, ou cifa Je 



«rstii 



>nde 1 



La- 



rei o jogo du arum i e 
<>nJe depoii foi ■ como re- 
fere n antigo Efcoliador , 
o Bantin público de PoV)-- 
cleto. O Poeta ufou pela 
£na]lage do nome prtiptio 
em lugar do poíTcnivo , di- 
zendo AEmiliinn ludam pt>t 
AEmilianttm. 

Fater imas. ) O menoi 
Ifibil , o raait fraco EAa< 
tuarí« fiberá eiprimíi' pe- 
quenas pi 






inhat , 



:ibelIoi i e coufat feme- 
Ihantet. Horácio ufa de 
humt citcumlocuçSo Poé- 
tica. Bentleio , Batteus , 
Sanadon tem faíer units ) 
liuni eftatuarto,íofiKne piin- 
cif abntiite em -lepnrvntac- 



unhat j ífc, Vnuí , ou fe 
põem na accepijão de ali- 
fuís , cnmo obrerva G:C- 
Der , ou índici Tuperlitlvo. 
Maii Faier imus dellgna , 
ou o EHatuario que hi>Íia 
110 fundo de hum bairro, 
ou tua y ou iníiitio na fua 
ptofirtão , como fe pode en- 
tender pelo fepoinie veTfo 
da Od. XXXV. do L. I. ' 
Praifem vet imr UUere àt 

grada. 
H Exprimít. ) I. h. P#i 
terlt exprlmtrt , ou ad vi- 
vam effingtrt •■ Poderá ea» 
ptimir , reprefentar, figu- 
rar to tívo. Klegante Enal- 
lage doi Tempo» d.i Verbo. 
14 Jnfelix tperis /unimã.i 
I, h. Tmperittit Íi eptrt ctn- 
Juntmandt i Imperito em ie« 
matat ■ obra ; pouco felie 
na perfeição , no remate 
da ohra. 

Qaia ponere ttium aífiiet.) 
Porijue não fabeti faief 

dai «I devtdai proporqSei 
de fuaa partea huina eftatua 
bem acabada. O Verbo Pt- 
ttert be particular aoi Pin* 
torei , e aoa Eftatuaiioa. 
Affim juv^n^l . Sat.l. if[. 
Í9IU t>eilliiaim tui» A>- 



l;, GOO^k 



ARTE P O-E T ICA. ii 

Ktrciet , bunc ego me , fi quid componeie mt«ni -, ^ J 
Kqn mjifiM clTe velim , qutm pravo vivers nifo > ' 

Spcâanditm nigrii oculii nigroque cipillo, 
Sumfte materiam vcniis , qtii fcribitit , aeqiiam y 

Vifibu» , & verfate diu quid ferre recuTent , 
Çilid valetnt liiimerí . cui leAa potenter erit res , 40 
Nec, 
Cl fuat efiatttat lã» imptrfeilai , part nJ» /ah txitatar, 
{t nêt psrttt. Ora /« «u tmprthtnitjft ctmpSr hUM Ptê' 
*»a , nSt futreria afftmtlhtr.mt mmit a tfie tftataarh ; 
4 f « ttr ham nariz iiíftrMt , hm ^ut ftnlit ftlit 
tlhti , t tahtllit frttu- V6t , fai pre/tdaii t/erevir al- 
gum Fetma , tft»lhei affampt» prtpéreUaaá» a vfftt la- 
Itniti , ( midltai muiit timpr eimva/cg t pitp , tem 
fw veHoi hamtrtt p«ji3» , «u n^« t ( dfutHt Peila peli, 

tiHs in illa. Cnrfict-rc o 
■ncfmo Horácio no L. IV> 
ÍM. VIII. 7. 
Bic/axt , lifaidit illt ef 

Uritas 
Selltrs nanc htmintm pa- 

rure , aunc deum. 

t { Huac egc . ..me noH 

magli tffe vtlim ) Eu não 

quereria maii uTemcIbEr-me 

* bum tal Eliituarto . Conf< 

tiuc<;ão digna de fc obfetvar. 

Ckrem. ) I. b. Mediter , 

togitem. Medite, conlidere. 

)fi Prava wiurríJBentJejo 

para evitar o derengn^ado 

GoBCurro dai trei fyllibat 

em VOVIVE , l^guindo *\- 

guni ezemplirei intigoi re- 

ftitaio «aft vivert prava, 

cuja lição faz o Bbj-thmo 

alTáz ilpero , e defengraçadoÉ 

Vivert. ) 1. e. Ia pi^liev 

Vtr/ari , /bra$ predir» i Ap- 

parecer em público , fahii 



]7 SptClaniam ntgris úca» 
Utftfe,"^ 1, b. ÁámimndiHKi 



cenjpicuam i Di^no de ad' 
miração , gentil , formoro 
pelai olhoi negroi t Stc. Oi 
olhna, e oi cabeTIot ne^rot 
eráo como parte tlTencial £ 
Fatroorura entre oiKominot 1 
&c. a(fiin como o nariz lortò 
lie buma notável fealdide. 

Toda elta paiTagem efli 
cheia de preceitoi ijue lef- 
peitão í unidade « mat co- 
mn a maior par^e dellei 
eflão efcondidoa debaiiij 
da allegoria , cumpiirí ti> 
tar-fe-lhe efte véo , e con- 
fidírallo» em fi mefmnt. 

V O Peeia prlmeir» íiie_ 
entre na tmpreia i» Ji» 
Poema , J>ndt ai forqat à« 
Jea engenhi. 

■ Vejlris atquam viriítti. ) 
Proporcionada, ou adíquaJa 

■ voffií fotqai, c talentoi. 

■ }9 Ver/attdiu.) I. h. R*- 
velvitt animii ^ Eximinai i 
ponderai pni muiio tempo. 
Metáfora altegoiíca, deduai- 
da doi bomeni quecarregUt 



cGoo^k 



ia ARTEfOETlCA. 

Km facúndia dcferrt fíiiiic , ntc hicidut ordo, 
5ri Oídinii baec vittna «ric & veouj , me ego bllor ■ 



f B« (»Mi fif^eitnlt t eatat tjíni» tiatt tfttlhU» ft» Bffuim 
ft* , nãt faltará atm a /aCmiáia Jai txfrihitt , nint 
m ti-intiit trátwt, A vlrlait , t a íilliz" àa aritm i» 
JFtima ttnfiftíri , f» tm mt ia» tngani , tm f ««' ft di* 



(nadei peiot , M qaici »• 
pcrlmentí» primein) fe po- 
derio T OH DÍo cirregil- 
lot. 

40 Potenter,') KmtÍ iTo- 
Míiiy. FisTuradimentc : i. 
h. Stcaniitm quei ftttft ; pri 
palentia , O* viriiai 1 fuan- 
tam rtm firre ac fujiiatr» 
pt^t. Sesundo o que po- 
de ) i medidi de fuii for- 
em i. h. de bum modo 



d^du 



> Teu 



tngcn 



nán Ihebj de Fiítir 
facundíi , nem 1 dirpotiqío. 
XiOgo a Pstetter neÃe lucii 
lignifica a inermo que P/<i- 
ue pltneqat f cibal e com- 
ina* de «urèlio Cifriodoco , 
Cap, V> 13» divinit tcAisai- 
tat. 

Faeuadta. ) I. h. A-t fiUi 1 
• atic do eftilo g a exprer- 
(lo I da qual )i o Poeca 
tntou . Aqui fji elle 
Tranfiqio , para endnat que 
coufa feia ■ Dirpofitjto. 

Dtftrtt. ) l. e. DtJlUuâl , 
fií^Mtmr% DebiBpaiuá> 



Orie. ) l. e. MUkadat t • 

meihiMl* , ■ «rdein , a di^ 
pofi^áo. 

VI Oa cgH4£açle , êrdttn , 
4 áijrtítqi» ia maleria- 

47 úrdiaií. } EHe tetma 
pj^de-fs tomar no remido 
aâivã , pela merma aCfSt 
de difpíir huma maieiia t 
coma nafentido paOivo pe- 
la ejiada de huma mitetia 
|i dirpofta , e airaniatli. 

Hatf virlui trit O* vt- 
mu» . . . • Mt, ) K fori^a t e a 
EDi^a copfiftiti em diaeri 
kc 

Virtus e* Vínai. ) I. e. 
Ar» t9* gr»l'im 1 a arte > e a 
graqa, a economia, como en- 
tende hum antiga Efcolia- 
dor. Toda a virtude ou ane 
da difpoCtjão conTifte em 
qae, ut iam nane dtitntia dh 
ei , i. h. que diga já no fea 
competente lugar todai at 
caufaf, como convier.V/nw, 
i. h. a gtaqa, a Tuividade da 
dirpofiçáa pnelica conOrte 
em que , ut fltraç»» distraí, 
conduzindo togo para n 
niei« da narriçao o leitor 
da Poema > • o afpeâadoT 
da Comedia , e a feu tem- 
po próprio , e favorável tor- 
ne a pegar no fio , c à\í 
cuifo daquellu ciKBBflaB> 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA, ir 

Vt fim nutic dicat , jam niinc dtbentíi dtci , 
PJerique difTetat , & praereni in tempui onuitai, 
In veibii etiiiin trnuii caiituicue ferendii : 4f Wt 

Hoc 

gãf ag»ra já , fatnií /t atrt a fetuo , o fat /t itvtri» 
âiXfr , í fe Jt itmttta pat» tetefiãa tfptrtUHa « tx: 
f»fif3t ãi ^ue agira ft callt. Mm fatnlt a» tift âat pa- 
Imvrat , t Auth»r iê P»tma itvt Jur mtiirai» , t prw 

ciii , coufii , < rncccOei porfm Virgílio tomcu Ro- 
que deixou no pTinclpio i mero pnrfcu motleloi Con- 
i. h. ^ue pTCceilctío. EIte fiTi-Tc Cícero I<. I. Epín.id 
]ug*T de tanti diUiculdiJe, Act. XUI. o qual nn L. I. 
percebe-fe , obírrirando-fi De Ora t. dii que t officia 
• QTiiem Paetici , defem- do Rhetorico he i lavtnla 

Íenhadi por Vlrjilio nt tun /olaia erdint , Jtã tfiam 

(I Eneida t elle oSo dli mêmtntt qitiãam at^ué ja- 

1o;d quem he Ene» > quiei iWit iifptnjari alfiit iif* 

«3o 11 proezti , e feiíoi piittrt, \.k%-!t QuínâUimo* 

defle Capitão Fryglo I doo- L \\l. lajt. Orat. c.lU. 
dem vem > que pe^endc 41 Iam ruim Htét , )»m 

elle 1 TanltCque Ce Faz de nunf difirat.) I. h Leaf 

Vila d* Sicília paca a Iralía, rem incerta txfytãalUnt 

(|ue be o principio do luial; Engane oleitocconi 

Poima , lev«nia*re ibuma huma Incerta expeãiqlo , 

tempedade , que o arioia «u como «ulgatmenie di- 

nai coilai de KaTlhago. O Ttmat , tantalixft , Ít^*-\h« 

Poeta ferve-fe defts occa- cretoer hum grande defe- 

(ião , prAfent Umpiii , para jo de faber o aue Te lhe 

no» inftruir de tudo o que occulta , e calta. Gtfnír 

tf palTnu anCet da Tua par* confetfa iagenuiniente qu« 

tuia de Sicília , e com o núo entende o que neâe 

pretexto de divertir a Dí- ]uj:ar díi Bentleí. 
<io , refere at aventurai do Iam nune. ) I. h. Mcit » 

"u Herúe. No momento agora, piereoiemente. Elle 

*ni que he acot^ado da termo repetido figniCica de 

tempeilade , defcieva-fe a tempo em tempo , fegun* 

pintura da tempeDade , /ara do o que he necelTario. 
naac ãical , jam nunc ãi' "Deiítttia iU\. ) At qu« 

temia dical. OquenãoTen» vinháo para Te diaerem im< 

do alSm maravilhofo , a ptí- mediatamente, 
meíra Eneida de Virgílio VII AU a^rí ia fatitla t 

de»eiía fer a tetceira , e a e /eu argumtnle > agna trai- 

'cgunda a riimeiía , ftc, f» i4 getur§ ét iHeíãt , * 



cGoo^k 



»4 A R T E P O E T I C A. 

Hoc amet, hoc rpernac ptomini carmioit auaor^ 

Di- 

ãtnu. , e Mut ilfctrmmenf fjar ât hnmai , t rejeitar 
«atras. Vallaris tgregiamcntt , > a cUgantt áijftfi^^t 

im prímiiré tugar ias pa- dtii , on peU junítun , otf 
lavras mvas. uiiiáa e coniuncqdo delia*, 

'a% hi very,s...JtTtni\s.) ' -— — «-- •" 

1. e. Inprtpagandit , ptnen- 
iii t £in ufai, «m inven- 
t>f pilavni noitti Tmii* 
lição d» iTrote* para at 

Tenttit.J J,h.R/irttí,/aí' 
tifis , infreqtítas i Raro , ie« 
fervido , fubtil , fcc. 

Caútttt. ) Circunrpeao , 
acautelado. Aconfeíha a de> 
lieadeza, e acautelada Tub. 
tilfía no ufo doi temiDi, 



c«bu]ot 

TEfuItl 



jur 



_ Sirtndis. ) Strere vtria i 

)• 1i. toitneãert ; ligar , unir, 
■lúniar , travir at pilavrai 

Aqio. Delibere o Poeta , 
que palavra ha depõrnef- 
t» ou nsqiielle lujíar, on- 
" huma feja 



til 



iodada 



. Hoia 



da ercniha dai palavni , 
«o flue manda que o Pae. 
ia Teia tenuis 8" catitas , 
i. h. Tubtil , e acautelado. 
Uepoii trata parlicularmen* 
Te dai palavra! novii , ou- 
innovadaa , e introduiídai 
Ae novo. 

InnovSo>fe ai palavra* , 
como ^rzenioi ^ quando el- 
hi quaH fe i;eiSo> o que 
fi fóJc filiei dc dQlii ipo- 



terceiro % v, j. quando de 
vtlum , g vela , fe forma 
vtlivitui ; ãtfDedat , e fran- 
go' , feedifragus i de poft, e 
timen , púJtliiHinÍum,^c. Def* 

ou innovadji fe formão i e 
fe fjiem conhecidas poe 
ciiifj dat pilartai conheci» 

juntai fe compõem e con* 
lláo. Potéinfem iunâura 
ou uniSo fe innováo , e fa- 
tiiicão at pjlavras , quando 
fe faiem fimplez e ahfolu- 
tamente i deite rxodo a pa» 
lavra gímma foi ufurpada 
pelot Latinos, porque não 
linhão palavra alguma pró- 
pria para figniScar o que 
em nolTo idioma vulgar fe 
chama tttãt , tlhii , gamt 

vnrej! allirn wmbeni o Vo» 
cabulo .cTÉffffxeMÇ , ptrif- 
eelis , foi adoptado oa Lín- 
gua Latina , para fignicai 






a liga, a cii 

• O EJliU. 

4b Hít tmtt , k»e Jpes~t 
nat. ) Sobentenda-te Vef 

>um, i. b;. Rgtimm haitê\ 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. if 

I)iiier!j ej>re]>ií , notum A calIlJa verbum 
Keddfderit jiin£)uia novum. fii fotti: neccITe ell 
Iiidiciii iTionllTare teceuiJbiii abditi T«tutn , 
Fíiigcie cinãutis non exaudíta Cethegii jo 

Con. 

iéi ^'avrai tnUai tntr* fi ttm *nftnhtfi vlutuU fir» 
mar e«mv r.Bva huma palavra }ã ctnhtciàa fi:» uf». S* 
flítf/í ht nete^aril ftrmar algum v»tatala para /igni/lcar . 
tfaftj Jiiitei áefciahieiáai , ftrd lieilt t»mp3r Vfífs 
«Si tavidat ptlti najjet aniigtt Ctliigti , * piraiillit' 



tiram faa< vi áieal , vtl 
protIeTinUmt i o Poeta 1«- 
nh» teipeilo áquellti pi- 
lavrit que hi de dizet , 
Du palTiT em 6leiicto ; ad> 


4q hdUiit , . . rieenlUut.y 
Ereglniemente. Por meia 
de roíii e»preriõr« , da 
novat voiei. A> pilmni , 
ou votei chiinão-r< indicia. 


oulrai.Mttalepíii ufadacom 


porque lio oi fígniet , e a 
imis«n> do que ellai ex- 



fteai 

Prami^ tarminii. ) Do 
Poema hi muito icmpo pio- 
mettido , e tCyftfía i c por 
iffo illultre, 

47 Egrtgiè. ) I. li, Malla 
tam lauda -. com muito lou- 
vor , e^regiamenie, «icei- 

Nfium jf ealliáa , Vc. ) 
A oídem Grammntical da 
Cíniftruccã» btefía. Sicah 
lida /uaãura reddidírit im- 
lum vertam mvum • Sehu- 
nia união tíoa , e delicada 
I palavra ji conht 



, h. fe 
n aquel- 
n que efta Te acom- 



cida I 

pela fua 

l>«, 

pinha , re')he dí hn 

Callida junãura. ) I. b,- 
Sligaas e* ntva tlatutiê , 
huma elegante , e nova e- 
locuqão , cofflo interpretou 
••antixo SrcctliadQi.. 



primem. 

Ahdila rtrttm. ) Elocução 
Lucrectana, e por Perífra* 
fe ; por Hes eiditat i i. h. 
latenltt , baãmui trcaltet , 
nendum Juit niminOut Íi' 

defconhecidai , occultat , 
ercoiididat) ainda Tem te* 

ainda não havia id><a ; • 

IO Cinautit. ) Voa anti- 
ga , de que Horácio ufa ' 
iielle lugar de propoCto y 
cm lugar de ciaãh , adtitt' 
ãii , ftrtnuis , e axptáitit. 
A Cindus oppõem-re Difi' 
cinSai I cu)a voi fica eK- 
plicada no L. V. dai Ode t, 
Epod. I. n 14. Chamava-fe 

tanibeen Cinãatas , o que 
ufava de einãt • o cinâa 
poiiia entre oi Romtnat , 
era huma certa moda , e 
feitio d« vefiido , nittit*- 



cGoo^k 



i< A R T E P o E T I C A. 

Continget : d^iturque licentia fumpu- putknttr : 

/<!■»« tjla titiafa , ftnd» tamtid ctm mtieraç^e , t Jtm 
«tn/t, Ptrim at paltvrai ntvai, e ka ptutt athai»* /*• 



nfiilD pelof tntisot Romi- 
no< , piincipalmentc pelot 

Coiifulei , e Pretotei , em 

lançid* k Bba inferior p*ii 
« hombro «rquerdo , t di- 
ht ati lo peito fe apinhi- 
va pin debiixo do bitqo 
direito , C fe embtulha*» 
como cinto & rodi dt par- 
te fupcnot de hum certo 
pinng, ou cóz de cil^Ôet, 
«u eil^ii , it quaei ohi* 
dii derde oi rim itc meii 
pem* , lhe* Ternii , como 
de tunici. ERa tnoda de 
veftido ta\ tomad* di Gi> 
<l*de de Gibioi , coma doi 
calitli Virfilio En. VII. «11. 
Jfft Quirínali trahta cia* 

ãufttt Gahitlt 

Infignii , referat firídentim 

limina Ctuful. 

'A\im do que flc* diAo fi* 

^■•fe reSexi* que Horácio 

pôi como por defpieio cin- 

6uti* I como fe diSen so* 

iií , txftrtit. Affim Lues* 

n^, L. 11, J4J. 

LtntnlBs , extrtUvi ma- 

ant t*fan» Cethtfl. 

Caio lugar iffim explica o 

■ ncigo Efcotiedor. Exfirlai 

tft ful matmm e* humerum 

hatct nudatam ' idte tin- 

ãati , ^utd Itea tunieat ein- 

Sam , h ■ e. tampifirg vtl fu- 

Uigaeulmm gtftartt. Oâavio 

»mrio . át Re Vefiiaría. 

Xgnfãam tuaitm vfi Jmt , 



idto tíiiãtttês tt$ iixit t 
lutniam tJndsf ejl gtamã 
tiiaieae , Infra peSas aptata. 
Logo Horicio diffe cl"(tu- 
tes Cethtgít , iffim como no 
L. 11. Od. XV. *. ir. difle 
laim/am Calmam, pirs dC' 
lignar ■ intiguidadcO mef' 
mo Horácio L. II. Epift. 
11. r.t. 

Otjcarat» dim pipmlt tf 

Proftrtt ia lucem JpacitJ* 

vacaMa rtram , 
Quae prlfcís memurela Câ- 
t»nit»t alfat Celhtglt- 
Nune /itní itfarmis frimitf 

e* dtftrta vitu/tas. 
Aifeifcet níva , fiiac fíni- 

Ur pradaxtrit «/«i » 

Vekemtns , S" lifaidKt , p«* 

refue fimlltimat «mui, 

Fandit eptt , Lulia-nf»» 

heílt ilviU linfua > 
Laxmríaittia etmptfett % 

nimií afytra Jane 
X^eveiit emita t virtul» 
carrmiia tallet. 
Do mefmo adieAiTa nfov 
Ovídio , L. V. Fefi.ioi. 
Semicaper taltris einámtis 
Taune Lupircii , 
Çitam Ittjlrant ctUhfi 

vtlUra Jtãa via». 
Ctthtfii. ) Pelot Cethe* 
gut I i. h. peloi ■ntigoi. Ot 
hahitintei de Rebioi *pt- 
nhado* de furpreii pelot 
inimigoi in tempo que er> 



l;, GOO^k 



M H T'E rOiE T'I C A. ty 

Et' nova íiâaque noper habdHint virlNt fidciu, fi- nri» 
Gra«co fome cadaht , patci detorta . quid autmi ■ -' 
Caecilio Plautoque dabit Romanui ademtum 

■ * ■ -B ■ Vif- 

d» Uagii Grega , ia faal ft kã* it mjlt6lT fara a Latina 
J*m MtUvet aaAnfH : E pwrfMM it ptrmiltírá a CmUí» t 
» Flatl» « Mrtitv dt • fmfr , « /e ntganí tfié m «»•» 



unmsdiatameBt* dM t«{H, 
M<n que «ftaTio «etrdoi ha* 
MB tfpMíe.decifttOjCniBni* 
do 11 abai , OH fiaNat in* 
ÍBriatei fo))te"éi hvmfcroii e 
Aibtc e peits i donda veio' 
Ater.fe f^n^u* Gatitmt. 

■ X. Coineho C«tJicgo,4U« 
^»i» na tcmp» da fefunda 
in*TM Púnica , fe entende 
wfle Ilibar |Mt todoí oi aii- 
ti5«i. 

■ n ôBí;«e»f.) I. *. o».. 

«»f«f, KwíKi icònieeert, 
»rá licito-, pemtittír-reiha^ 
^^itm^M fniénitr^.'i\.€tm 
Vtrecanáia ; tua eaafa i T«- 
iMdi rabiitmtnt* , cam re< 
'•rva, com otufa t coitio«x- 
plica o antífoErceliador, 

VIII. ^j falãvrás ntvai 
Um maior mhtrUait Jt im' 
fitOiits parta efuiitit/am*». 
** Jt dtãutirtm rfi tingiut 
Cttga. 

!a HaMunt fidem.)l.h. 
^uâfritatem. Sciâo lereáí* 
Udii , authoriíit-re-hão. 
_J! rmkiir.) I. h. Vtfluantr 
'^Hvintnr : proTenIlio , í» 
<leri»om. 

■Pirei ijlfí#ría. Jl.h, Jfn. 
AW it riv» Ju9 deittãa , ff 
'* íttiàarii ffriiiiiri leví o*» 
(*tit tteltaot» 'i noilCHila* 



nwnie dedoiídat (t»fM«r{« 
ftm t w inReâM» Mm «•' 
i«r mudança fcfun^a afArt 
ifN'i'»nfo dl Liiisua Lati- 
na t coira tio !IVi«JM«m úm 

ft"?(«vfli Sfhipfhim Ae ttri, 
* i-miQÇ, tquui , Di«iade 
S-U, til, e wraxwvt. 
Tareonw d> T^it)>CK. ;- Cr. 

)4 CMtUiê , PlauttfHi, 
eV^>CectI'o, P«Wa Cómico, 
«iria pduco.teoipo inHi 4* 
Terêncio. Ptiuto, Fu«M Ci» 
mico 'floracia (touca teotpo 
intcLd* Ciaeio.Affim a tatC' 
mo BoJiclo L.llt EpJ,*.^. 

Dieitm' j^anl tig* *miv- 

■ -■ ni(jt Menawírt , ,. * 
Plaant ãi extmplmr Sieu' 

' ■ li frtpérart Epitkmriki, 
Vincirf€aeeiiHii gravita* 
- t»i Ttrantia* értn, 
Hn tiifeit , 0* Am «rãa 
■ fiipata tieatr» 

■ S^tãtlBltma fattnt t battt- 

'ktti nmmtratfat.Fmima 
Ai i»ftrum tiMfm* ; JUvI: 

firtplcrii aiatV.- 

Ktmaiiui. ) Áctf mrrfâthl* 

eijerttr j rígido defenfút^ 

« propugnidoí- iH libertlaife.. 

Aiemiam.) I''h Çuod aiii- 



cGoot^lt^ 



it A R TE POÉTICA. 

Tiigilio Vuioqiie-! e«o cur acquiKK puica ff 

Si poffimi ,' inrideOT ! quiua jingu> Cttonii & EonI 
. Sei- 
fl/ir , « Vitrít l Prr f w ra^« a maJiix.tnu invei* tn* frt* 
mudará 4* tnrifMtctr , ft paff» , a mint» lingm* etm aU 
, fuani* Catift S*nl» ttm /mm In*' 

■juftar a Eaeida de Vi^i-, 
lia depoi* d* fm morte. 
C«níin-re ■ Ode VI. do U 
t-, et. I. Sai., V., e VIII. 
Aifmirtrt faaca. ) De en* 
riqueccr • linsM de algu» 
Otfemréta 4iu ftpmt» h^l^mã mal palavrit. 

*rn*t , etfut \^ Cmr .. , ínvidtêr t ) li 

TriftTtt \n Ittcím /peei»/* h.. C» imlhi inviderttmr t 

v*caiiila reram , Poniae. fc. me invejiria ■ 

£Mf frijcii mímtrata Ctf ^oVh ' «u Cwr vittr ae- 

ttitiiitt it^ui CelhteU píirert I TiH»»ào Horad» 

Xfmne filai Im/irmis pr^aiit, dl intinduc^ão dai palai 

ff d*ftTtaveta,fiat. «tai n<H*> , At .ptopoGt* 

Áifcifctt luva , fuat 41- forma eUe meriDo ella . 

nit§r fT*duxerit nfaj^ íi«n'i<«r .letn/lnfat de di- 

Vtkittunt.tf titaiâm iftt*- vKt , miU.invltnt, Note« 

rt^ui fimilliffui emni , ia caDi tudo aue oi' adje* 

Fmdtt ipti . Lttiumfa*. Aiiat pani<;ipini paAiva* 

íeatit ãivttt ííngaa t do mefRi», »erbo Invi/ut , 

ímxarieHtia eaaipijett t Inviitniits h achio ufido*. 

nimis afftT» Jaai. Qmtítaa Horac.LJI. Od.X, 

iMtveht tulta i Pirltttt . . . . Cartt invidttida 

tartniié Itlltt > Satriui tais. 

Maiienlit /fttitm iaKf, tT O mcfmo ao- 1» I. Od. Ill, 

têrfiuíuur I »1 fui ' Cftr iiviétnáit pê/litut , «^ 

Sknt Satyrum , ma^vgre- .tuvf 

fitm Cftlêft mtvelur. SaiSime, riln mtUar atrb> 

IS ViffilU.) Virgilií. foi -. um i 
«IPriíicipe doa Poetat |4- . Língua Cal*nii.) Catão a 
tinoa na Epopra. Tanibem Ceatot foi cílebte pela fua 
•dopton palavra* , . e tf- fabeaoria , e pela «ufleri- 
prcfiõet novat > cumo íj- dade de feui coAumei. Cei^ 
«AnJ , Sftlaia , Tifai , Tfie- Gr«-fe a Ode XI. do L, I. , ' 
ttrlta Batthi OrgU , Vir, e a EpiíAor* I. *. 14. do L.I. 

VarU. ) Vario , Poeta eé- osde dii. 
lebte, foi eaeattefado por Haia) fi falt vtltm.ttrvê 
ÃDKuáo d< levci , . « d« /irtM , & ftát akéf «. 



cGoot^lt^ 



'» 



ARTE fOETICA. 

Sctiuoinm p,„|u„, diií.cit , & no» ,„„„ 
Nomm. p,„,ul„ii ; lic.i, , fc„p„™, |j„i„ 

•T 1'ivae loliii proiios rouuntur in aniios , fio 

-^« ..j:J-^z^ •z.'.Tkt":. ;;;S'; 



Cítão foi o primeiro Li. 
»">o que i,rou do »di.-aiv« 
'"";<*"«'■ A<f5r„ fe expri. 
»' Ctcero. íi Zí,,„; ;,-;„;, 

í"lt ríBí oliiuam iHvtnifítc 

' ' ""'í líniín impeatre , 
•"■ ««n I.eiat Caltni I 

«fido ""'''' «" o '=''"ho 



PreJuitrt.) I. h. At „,. 
«í*oi fnfint i publícir, Tu 

ifocicdade, e cúrapaiihi». 



Hí ._ 



ulhoiii 
ill.gori» duri 






Titic 



o oro Beln 
"""a , com qu* II voiei 



- gríçi , guando ciia 

«etafor* «châmoi approva' 

<!• pelo» CiitTCo» de me. 

'■"*- llior noti j t tambsm no 

' ae- II Horácio ufuu Jo mefmo 



"f^" í He' 



" prapofçãi 



' femelh..,^, eon- 

r-«" ""uito or,d,. 

'^"fwro do» douto 



t- 



-erfo. 

MJeifett n»-na , fnae geni. 
«r prtáaxerít Bluí. 

(ío* ui cgafaê fue najci,,,. 



■« folhii fe mudí» »■■ fel. 

•«». Dii-fe cnm muito raai, 

- ouiroi 1« eiolEcSo f"S»"«'» . í'^f« mulm- 



"* iJide prefente , *c. oj 



cGoo^k 



ao ARTE POÉTICA. 

Prima cadunt : ita vetborum veiui iiit«tit aeta» , 
£t juvenuMi ritu llorent moiiò nata , vigentqiti. 
"' inflraque : íive receplU! 



Debemur moiti noi , 



Ttr- 



r cahent primtlrr as fae prlmtirt lamiipi ntfeirãw i 
C0m dt iníjma mfdg at paiavrai amigai ftntctm , e a* 
4e neva afaítt trilhão , t tem vigir , tem timt et ntartc*- 
tei, Sét ttdii , * ati tiiái * fut he «'ff, tjta-mai /i» 
jtitii ã mertt : »u « mar inirtdw^jdt ptla ltrr« dtntrt 

mero ni Ilíada 9 , 1. h. p, 
V. 14Í. Olõv yii <puhhMi 
ytvm TOinrt mtp àttgu)^. 
Com pefíTiora oufadia , e 
com trabalho iniTtil o gr 



r*ii 



engenho, Vt filvii falin f 



mclhanqa , moftra quC^i 

idade \ raiáo , porque ít 
d:T«m afar d*i pa)a>ra> , 
e eapreri5«a , qu« ao pie- 
fente fe uião i e mnflra 
também Tet licito inventai 
t fcrmar novoi vocabuloi. 

Pranii in anani. ) í. h, 
In fiagulvt aaiumnat i na 
iiec1in8<;ão dút annoa 1 no 
fim de cada nutano- Ailim 
o mermo Koracio L III. 
OJ. XXVII. 17. 1!. 

Sed vidtã , faanlt Irepi- 
dei tumultu 

Prg',us Orhn. 

Pinm. ) I. fc. CeUriter 
Uienitii\ que lifelrumence 
efc^p^i . piftáo. 

úi Vetas aetai.) ObCerre* 
fe que o Piietí quer l^giiifi- 
cat o nieímo que vetajUi. 

63 Vítemur, &e ) Ailim 
O mefm* llgrasto no L- II. 



PriTcíano evj lu^at de de- 
iemur ia dtbemns , como 
ohfervnu o nono iniigns 



Por . 



kch^llct Etlat 



fi Sii't reteptut Ten . 
Níptunui.) O fiolfo Je Poui- 
zoi he na Iialia , perto de 
N^poTe,. Jon-o a elle gol- 
fo eAava o Ui%o Lucrino, 

Ode X!l. do L. li. n. ). 

elíe feparafs.ee di> mar pro- 

pofqSo Je tf "a , pelaquji, 
depofi de aberta iirufunda- 
mente, Augu/lo f-i intro. 
dkizir o mii atí ao dito 
Ligo Lucrino, e Formou t 
para abiljai dai tornieiitia 
ai níoi , hum porto . aitc 
foi ch.mado em honra .IS 
Augufto JVíBi latim. 
Delle fai também mcnqãa 
Virgilio Georg. II. t. 141. 



An 



ttui, Ltt- 



rinífae eJdita elaufiraf 
At fae indignai a m magnii 

firidtritai atquer. 
O foeti introduiio câa 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. « 

Terri N«ptunu* , claffe* aq"iloiiibuí arcet . 

Rc;jis opus : IleiilUve diu palui , aplaque lemis , ú| 

frrmt ftearu ffrtei patm rtfefaráar Jalvíi dai lermif 
ta$ ai arttiaias , tira éigna da mafnificeneia de hum 



'ineinor'i hillorlct ■ piri fti- 
tilicir, t adalar i Auj^uAo. 
Coníir]-f« o V. t(. 

&f NeptKnat. ) Keptuno , 
Deni do Mar, ítm^o d«.(u. 
pitur , pa! doi TritÕei , 
chima-fe Nrpliiiias , como 
fe dilTera Neptdami , por- 
que carece de péi i itTim 
Como timbem em Giego 
fe dii nSíTtíí-Éiuv , como 
diíeta noffi ÍÍOf. NÍTco- 
J~«í he hum epitheto que 
01 Gregoi dão a todo* oi 
p8>xe». 

Claffei ofuUtaítHt areet. ) 
Hypjllage { coma Tc diir<:ri{ 
a claffihus aquiliines areet. 

ti Stgit opas. ) I. h, Re* 
gale. Obra dis 



àa Parti Julh. DiSoCíflio. 
L.XLVÍÍ1. Plinio L.XXXvr. 
C. XV. Viísilro , 1« II- Ge' 
org. T. Kl, 

Ah memirem portus , L»- 

trltteque aidita clauftrm 

Atfue iniieaatum , Ve. 

Cs Sttrilitvt dia palas. ) 

A ilaroa Pnntlna na Ita. 

lia, em o Lacio , «U li- 

tuada entra oi lioi Aflu> 

ra , e Amafenoi não longa 

de AppiD. £m 






tigoi 



Rei 

AuguHo e 
na R-pubr 

n(cgoj^i(itKwf. Horácio 
timente não quereria i 
vir Rei ■ Auguíli 



feecado o ConTul Corne. 

lio Ceihego , como teílifi. 

ca Plínio L IV. c. IV ; po- 

líni com» , com o anilir do 

tempo tendo-fe outra vei 

enchido de agua , e oi cam- 

•E iiuiii poi liUnhoi , e immedia> 

:ia real. tot iaieflem eftereii , e in- 

iperidoT ftutlferoi , Augufto a fee- 

1 1-. ^^^ outra vei , por meio 

de iium canal de it mi. 

piimenro , pe- 



mflgo o 

qual Auguflo fempre de- 
teftou cnm toda o empe- 
nho i por iflõ ha Critico, 
que ít perfuaJe que Ho- 
ncio nefle lugar atlude ái 
grande) obrai , que o Kei 
Xeixeifei aoi aTredorea do 
monte Aibo i porém Sueto- 
aio Ba vida du mefmo Im- 
fctador, c.XVI.fai menqão 



,il I 



1" í. 

ter-Ce lie mar. Elta obri tai 
depoLi Ten^adii por Trajano, 
eTbeoJor CO. P/ini» r.llin. 
do da mefina obia, L.XXVI. 
c. IV. diz allim. Sicteniar 
hcdie AEihUplde (herba ma- 
gica } Penliaae paludei. 

T. Liv- Epit. L. XI.VI, 
Psmplinj, paJudtt a Ctrn. Ce' 
thíge CtnjuU , cui ea prt- 
vincia atvenerat ficcati , 
«ffrfaf tx iií filhas , S'c. 



cGoot^lt^ 



9> A R T E P O F. T I C A. 

Viclnii urbes ilft , 8c grave fentit antium : 
Seu curfum mutavit JniquuiR fiUEÍbus imnit , 
Dodus icer meliut . mottali* fada peribunt : 

Ne- 

Fri-rclft ; ea # íafo , p^t maittf fteuUs ificrU , e prifrh 
fira Jtr navtgadt , Jafitnta ei Cidaãit vi/inhet , t hr 
r*f::ade pllt grave araái i tu t rit , d'anttt ftlas fufS 
iattnJafSíi prrfudielal ds fimínltltos , a$ jual ft ftx 
timar mmit cimmêdti tarrtntt ■■ 2'idas tflai £tanitt tirai 



Setvio e Prifcisno noi 


luUaam fmgitai. ) I. e. 


«nrináo que Hoocio fiíen 


Gravt , inftftnm fiugíbttt. 


• uttuTT» fyllibi breve em 


PtejuJieial , perniciofo á* 


Palas, »(fim como Mircia- 


feiriít , e í cultura em je- 


MO Cipellii a fei bre»e em 


Til_ por caufa de fuat allu- 


Teílai , e Cornélia Gallo 




eni SeniSu*. Argunt diiem 


«t DoãM ittr mtliut.) 


«jue Horácio IÍTririi oi 


Locução verdadeirameiíte 



Áraminaticai deli* «uida- Foetica e tianilittca ■ dedu» 

do , Te lTzeA'e aflim eAi 1e- zida do ]dtotiiná Grego. 

Te tr^nrpofiçio = fiiriih- Affim no L. I. Epíft. XIV. 

fSf palut s Conffri-re o v. ?o. , e |o. 

que dtz nefner ncft* lu^ar. Adiit tpas pigra rívui i fi 

Aptttfu* remif ) 1. h. AÍh dteidit imler , 

vigaUiiâ -. Nave{*T«1 , e fó- MuUa mole dtetnáat afrir 

minte própria paia fuflei»- et ptrare prait. 

lar barcii. Miritlia faãa , t9'«.) To* 

66 VitineM arh* aíit. ) dai ii obiii doi homena 
Bum lago poi muita teni' ainda que fejão giandioCaa, 
po elteril fe la*ra , e Te e magnificai , hão de aca- 
eultlva , e dá pão com que bar , c perecer , porque 
fe ruftentíin it CIdadei ii- não podem fer de perpíln» 
xinhai. M. Tull'o C, Phi- durarão i com quanta maior 
]>pp V. Itle- paluiei fietare lazlo não liio de acabar ^ 
víluil. e fenecei ai mermii vo- 

67 Curjam mutavit, ) A- lei ' Efte ar^umemo poia 
grippa por mandada de An- ou he a miagri dele mo- 
gulto fíi ihrir casaei , e do t Si, fa» diaturnitra vir 
f4ier hum principal , por ãtiantur efft dritrt ntfu* 
onde vai ao mar o rio Ti- a vetujlatt facili ttn/aml 
bre , o qual intei corrii ptfft , li tamtn txtinfail 
por Velabro , eujat camp!- vitafiat t faant» magii vtr* 
naa aUfava com Tu ai ídiib* '' ' ou hc amahri, dei* 
^0ei. modo ■ fftrm rtmm at»fmtt. 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. «f 

Ncíliim fermonum flít honos , & gtítia víiríx. 
Itiulti renafccntur quM jiin cecidfre , cndeiittiue 70 
<^íiae nunc Tunt in hanore vocibuU , Ci valet ufut , 
Qaem peaet arbilHum eH & jut & nnrina loquendt. 
Rei geftae reguinque du^umqne , Sc trillia bslla , X 
Quo fcHbi poíTcnt numero , monftfavit Homerus. 

Ver- 
(ÍW fltmtHs tiirJS m tceiar 1 tnuiu tntnts po.iirãÕ 
tenfcrvar as linga-t ai /ii4i iradas , r Í!lln.a$ , for ham* 
állalaáa isrãçât. Mriilíi ptlavr't nnafttrij , o* çH-itS 
já iteahítã* ; t ai lat ag"a tfiã» tm vet-a , * e/lhnf 
fãí , lambiot hão ie dtcahir , (t afflm » íaiv » a/» 1 
• ÍBfl/ ht e fuix, 1 # «rUtrt , * ■ regra da linguagem. 
lítmert nct eajina» *m fs/ gtntra de vtrfti fe áevt- 



' tantar 1 



ejcre 



ai ilittftrti fafaakes dit /aUtt 



JtmpUerma 1 fManlí minfi 

69 Sermenam fltt htmt , 
V gralia. ) 5e confír»em 
fuat gríçii, t belleiai • 
Continú) naMftafora, ou 
femelhinça tirada dii falhit 
àjti «riorei. Note Tc a bel- 
linima tnntlaqãa , pela qual 
o Poeta ufa de gralía. 

70 Malta rena/cenlur , 
«"c. ) Confira-fe o L, IJ. 
Kp. 11. V. ii[,, e Qaina. 



L. 



;, VI. 

7« Si vslet t 



be 



r. ) O nfo 



> dtre 



» palavrai. VJat 
tiim/aeit aaãvritattm ' dia 
o antigo Commentador. 

7a Ç_uem prau artitrium 
•*A) Que he o aibitio,* 
iuu, c a re'gra da Jingua- 
gemi que enabelece, co- 
mo lhe agrada ,»s Tuai t>eli, 
« Kegrat. Quisâiliano tio 
h. l. cip. VI. entie muitii 
refíeiõet tlign» de feu cri- 
teiig ., c dauiiia* , ifmiu 



sffim ErgD a/um O* 

cen/itetaditiem Jermtnii va- 
cai' conjeníum eruãilemm : 
Jicut viveaJi , conjenjum 

X. Ent fue género ie 
verlí fe deve tratar , / tf' 
trevír teia ham dm argu- 
menicii nàt he digno ijaeft 
ehamt Pteta a jue tSãa /ii»< 
ter áccimmoiar aa argU' 
mento , fiií t<at* , a mitra 
yaí propriamente Ike coit- 
vim I quadra, 

?1 Rísgejiae, ts*c,) Ní» 
* " Poeta efcolher 



pala« 



deve-f« 



ga- 



tambem iiTar de hum 
nero de Poef 
f o , accommodado ao alTum* 
pto. Sobre o que agoia tra> 
ta , dando efte p.-eceito. 
Oonlira-fe a Epiú. 11. da 
L II. 

74 <laa feriii pó^ent »«- 
rnert.) Em que cl|)eciei:e 
veifoa fe poderiãii ciimt , 
e efsicvci. A fitec nu ver- 



cGoo^k 



84 A R T E P o E T I C A. 

Veifibui impatiter junAii querimonia primúm , Tf 
Pofl etism ÍDclulii eíl voíi rententU coiiipoj. 
Quis tamen exiguo) eleges omifaiic 8uã«r , 

Rí!t , at prtex?) 4n irUht eapitSei , e . , 

rei. At priítipii nfátâa »i Poítat ici vtrfti imparts , 
* ãe/iguatt , aJttraadamtnle unidoí (.1. A. dis difiícit ) 
fará taniartm m faeixutnti dei htmeni Joitc futt dej' 
vintarai 1 inmi t«m o andur do ttmpi viirSe lawícn a 
étjcrtvtr ntfie gtnero da meirt es vealwo/es /atteffiri, 
fue tnchtm es dijejes 4i terefã» humane. TtdavU âij' 



Grxm- 

s tr\jits gatT' 



to hetoíco, que mórmenU 
ht rnnoro, e numtrofu t 
i. h. htrinoniofa. Humero , 
Príncipe <loi Poeut Grt* 
got ereolhea o teifo He- 
lismetro Ptcíiío , no qual 
«rcreveo oi dou* Foemaa 
£picoi, * l\\»i», e a O. 
dyrlea. 

Aitiirti-fc porjm que nem 
lodo O veifo hsiametro , 
]ie por iíTa lieioico 1 v g, 
ellei verfoi , de que Hora* 
lefia fpiltola, o 






teceder 



tlou) 



Oi I<«tino( entendiio pe- 
la palavra Numtrus , o que 
~ ' chamamni f^ , medida. 



tno Horácio diz abaixo Rs 
ta inermi Eplltola. 

At vtjlri pmavi Flautim 
10' numerei d" 

Laaduoere jfalet , fSfc. 

7} Verjíittt imparittr jai 
eit. ) Em doui veiroi d' 
ligu»! , dui quiei hum ci 



maii «ompiido ■ ou heiíi* 
metio i o fecundo maíi 
breve, ou peDianietro,»qual 
• irfo propriamente h* ele» 

<laerim<"i:a. ) I. h. Lugg. 
íris matéria 1 ot >(rumplúi, 
oi fentimenfoi triftea i C 
daijui ''Ehtyai à-ni t» i 
hiytKi. O tnefiTio Horácio 
L. I Od.XXXIII. 
Aiii , ne ieUas pias nimit 



latmitii Glftent 

ftruilUs 
Dícanies eiegti 

iJJprlZu 
76 hti Jent». 



fiie. 



Matéria laita , ut lu- 
Jut amatotii. Oi rentim«D< 
to* dE ale^iia porbumfuc< 
ctlTj feliz I 01 rentimentoi 
de bum cora-lo que con- 
ffKulo o que derejiTi , m 
gracejos , es fa/nnfíie 



fue í 



, tf*. 






77 Quis .... eofi/eril au* 
ãor. ) 1. e. Quis primtu Jcrl- 
pfirit i qu»m fu9e • fcn 
piimiiro «utl^or. 

Exigues eleges. J I. h. He 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 
Bnminatici ceiunt , & adliiic Tub judice tij 
Archilochum pioptio rabiei irmavit lambo ; 



falS» tntrt fl »1 GrtmmotUtt , * alnim etrrt indtei/a ã 
fui/iãt , Jítrt f»im fa^t ê amhir iu fíqutnií vtrftt tU- 
fiacQi, A rtiva ie Je vingar armea Arekilctht ii pi jaat- 



en. 



nats I lutralus \ o* tsnuei, 
ot querrleotot verfni «Ic- 
KÍtcoi. AlTiTa ditoi ou , poi' 
que eonnSo dr vccfoi maii 
Curtoi altemidni t ou ■ r^it- 
que rcqiieiem hum eflilo 
toedioctc , e ténue. 

7I Grtmmatlei cirtant, ) 
Difputáo ot Grainroiticoí , 
fvbte qual ccrttmente fulTe 
o Auibot delle género li* 
«ifoi; fe foíTe Polymaelta 
<le Colofo, Callinôo, Ter- 
pndro , ou Theocl*! de 
K>ioi. Contira-re Maiio Vi- 
ãocino, Art. GtammRt, L. 
III., e ilidoro , L. I. (*p. 
XXXVIII. Matio Viâotino 
foi Africxno de oiigem , 
floreseo no Impeno dt Con- 
flincio: Gonferva-fe delie 

o Lítto , Dí OrlkQfraphia O* 
ratit/u nittrtrum , que pu- 
blico., com o G.lmmatíco 
Sutycbei Joaquim Cimcra- 
»D Cm i{9T ; e com ou> 
troi Grai 
£lea em 

Entre o't"Gítgot diAin. 
guiio-fe Qi Grammatieoi , 
Crammatiti , e «i Granimj. 
tiftai, Graaimatíjl4i ■ ellei 
Crao «quetlei, a tiue núi 
propiiamente diamanioi 
Gtaromiticoí t aqucllei eião 
<" que fe chamío Litlera- 
toi t iittcntofei , huraanif* 



taii liltirati, *c. Confira- 
fe João Jorge -Valchio na 
Tua Diatribe , Dt Litleríi 
Humtaieritui. 

79 ArchUffum. ) Atebilo» 
eho , Poeta Grego , faltan- 
do i fua palavra Lycamhea 
cm lhe dar Tua filha Neo- 
bulei, com a qual fe acha» 
ia dtrporddo , e diiido-a a 

meffflo Lycanihei , e r«u 
genro 1 leifoi jamboi tão 
fatyticoí, que fogro , e gén- 
io deferperadoí fe enfarei- 
rão. Delie dia allim o nolTo 
Poeta , L, I. Epiftol. XIX. 

T. 17. 

Temptrat ArthUochi mn/aiii 

pede majcala Sepphê , 
Temptrat Alcaeus ; Jii rt- 

ÍBi CT erãinc di/par , 
Hee JtetTum fuaerlt, futm 

verjiius oitinal ttrl$ , 
íltc Jpftifat lnqueum fam»' 

Se carmine ntSit. 
títtBc egí , ata alie iiSum 

prilii tre , Lêtiaií 
Valgavi Miei" ■ ■■ 
E no EpodoVIÍ. Y.»j- 
<lualii Lyeamiae Jprttut 
hífiio ginir. 
A<Iim Ocidia inttin. 

TinSa Lycamiaet fanguiat 

Velieio Pateraulo allim fe 
«f lica I iie^ae jnfnífuam 



sC ARTE POÉTICA. 

Hune rocei cepíre pedem . grJiidciqiie cotliurni , ta 
Alternii aptuin leniionibu) , & popuiarei 

4», fie el!e lnvntã'a : M tfcrlltret Ctmicit , t Iam* 

àtm íJ íttUimes Traficus tii>pti'â* tfit pi, eemt yrf 

fiiê para »1 ãi'ilêf_ifmts thtatraet i e para vencer 
» fttfurr» , t ruUf dti ifpeãtáorei -, t demais dl^o aa- 

tllum , Cttius tptrit primas 

auãtr fatril , íh et perfe- 

eíi0iitum I prtUr Hnner tit» à'i ■ 

rám, «• ÃrchiUcham rtff Et rfíísit nm^numtiie /f 

rUmUS. í"' > nitiiue ctlhurit». 

Frtpri» . . . iamíí. ) P»re- Cetiurnui , boiz!|uim , ge- 

ce â «IguniCtiticot , que 1 nero decalcado de itiirro- 

propri» , e rigorofimente quim encarnado, do qual, 

filiando , Archilocho dSo diiem fejundo o tellciti.i- 

fori o inventor nem do pi, nho de Icitio em ■■ Notil 

nem do teifo jambico i mai i EcIoei VIU. de Virgílio ; 

cnnro nenhum Poeii at^ ton Teu inventor Sophr» 

«mio o tivefTe uTado tão ctei i maii alio , e maii or« 

a propoíito , e com tanl* ii(do,t deEte uiÃo ot Aaorn 

energ.a e erplenclor, poc Trigicoí , porque Ihei davi 

líTo foi tido por luthor, huma eftitura qui(i herot. 

■• inventor defte gsneio de ei i tal er» o cjtcido doi 

Poefi». OíGcesoichamivío Deofci , e doi Keii- Affim 

J«miti ao que tiót chama- " mefmo Horácio no L. II. 

«noa íflíyM'. Bpill.I. ». ir4. 

S> Hme focv. ) Oi Co- C"-"» «"' «'Af" pereur^ 

■medi.nie. adopliráo ede rat palpita /t.ccfl. 

»í StecM , Socco, ou qoc Nole-Ie ■ Syneciafbe ttn 

^o.eeneiodeíalcado, miii freniet ; e nao ró porqu* 

*ai>o do q..e .fl-elle cílça- veidadeiramenle evão alto.., 

-do , de que ufavão oi Afto- mu também porque oi at. 

■«I Traeicoi. (umentoa trágico» lao ^ran» 

•Granitiqat íWíumi.) Oi des , e o elliio que Ihei 

■fublime. Traglcot. Aflim Ho- ío^P*" • *•« fuMime. 

Mcio , no L. 11. Od. I. T.ç. li Mternis tplum fernri- 

PaulBfnftvtratMufaTf' "'t"'- ) I- h. Dmiogi/mis 

g,tiia€ S^enitU ; ptoprio , = '«o™: 

p//ft thealrls: mox , «*< modado para oi dialogif- 

puHieas moi, ou dialofoa theattaei. 

JUi *TâÍnãrít , franie Atiftotelei , como enlin» 

^„,M Jiroa 4« Saiti , M Cot* 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. 

Vinceneem nr*pitui, & natum rebui «penHis. 
Muft dedit (idíbui Divoi , puetosque Deotum , 

tm-almentt ^iet»mm*iait para exprimir at ae^l 
vida humana , fué Jt rtprtJcaíãB ní tatíait. Aí Mufai 
í»/rfrfl» de tantar ,.í fem ia Ifi-a [ em vtrfi,, /yricfi ) 
hiriei fiihfs iti mifmtt Detfts , t a 



Et 



*i Dffei 

tici, c. IV. nNfTía. y5g E«dia reprefínt» ii illuf- 
'Imií&tíd hiyoiJLti it -III ttií , 1 Comfdia poim r- 



^IÍM , 

Con6ri-re Ciceni de Orat. 



Í9 Pffpufarat 
pepitas ) Qu« vence, que 
*ccon)iT»ud( o ruido , e Tu* 
lurro ()o povo , fuíd aliam 
fnet i porqut th» «Itamen- 
te, ou porque oi efpea»- 
doret fe iccommadáo i e 
Euirdao (itencio , porque 
fe deleitão de ouvir et 
verToi jambicoi. O que affim 
«t porque: 1. iruacaden' 
*ii be mait renlitel , e fuM 
pincxlatmaitdininâ»! ■ z. 



pict 



lo^o poii , 
dialoj;oi , 



He 



afua. 



: fórn 






hega.f. maia 
('i locu- 



de f<IU 
Çio familiar.) 

Kitttm retai ageadis, ) I. 
»■ ífatura faãam : tt tumt- 
"m /cilieet , W fiifium. 
Naturalmente próprio para 
a_ acqlo , para Tíguii o nii>- 
vimento de huma acqlo da 
*'da commum , para repri* 
mir ai ac<;5ei doi lionieni. 
_A Comedia , e a Tiag*. 



que requer' 
menot atiineio , e trabalho ; 
como maii pioprio para ■ 
convetfasâo, e p.itica na- 
tural , e quotidiana. Confi- 
ra(e Cicer» , in Orat. , e 
Quinailiano, L.IX. c. IV. 

I) ATh/j dedit, 0*c. ) Op- 
fio, primeiro Poeta Lyri- 
cu , foi índruido por fu» 
Mãi Cjllíope , huma dai 
noTí Mufai. 

Fiditut. ) I. h. Cerminr 
Lyrice i na Poell» Lyrica, 
Mrlla forão intlgnei Pmda- 
ro , Alcto , Sappho , Ana> 



Gregoi 



1 noiTo Hora- 



/oíirfM , Wí. oi PoUTorei do» 
Deofei , e oi diai fedivoi r 
11 illuíliet acqõe. doj he- 



brio com vcTÍot , e muric* 
ao fom Je inltrumenlot t 
lie logo a Poelia Lytic» 
taiii p>0|)ri4 que toda* ar 



cGoo^k 



ai ARTE POÉTICA. 

Et piigJlem viâorem , &e{]miin ceiumine ptimuin , 
Et juveLium curai , ti libera vína referre. I; 

Dercrlptas leivare tícm , opcrumque color» , 

Cur 
Athltla venetinr , t e tavotU primeirt na ligtirtxf ')i"'i- 
4* ttrrt ; as cuiiadoí /aVfiís , t ti gracejei , qui tt te- 
ter t vinha fe rtpliem m»il Hv-emíite. Ptr fu/ ratãt 
tas íj) a namt it Petia , J$ m» fe§a , t nãa Jti da- 

outrai pari o cinto , e para Canlieet , <•■ Hjmitas , Hl- 

a fymronU , coma tica dito. ralcas , Diáaãicai , ok Di- 

Paerci Deorum, ) Oi A> iajcalicús, Dtgiuaiícds He- 

Jhoi (lot Deorei , i. h. ot raticei , Moraes, »u Ethi- 

Heróci.v. g. HeiculCf, Or- tai , e EUgUtat , a» Epi- 

fea , &c. tcfiai. 

S4 FttgiUm vlãarem. ) O Eã De/triptat /ervare vi. 

•thlM* vencedor. Hoiieio e«. ) Guatdit , ou Defem- 

te»e no penramento ii Poe- penliat ni cAttãeret >(r'í- 

fiii át Pindaio , e de Ana- nadoí , e itrrlbuiJoi ii dif- 

cieonce , it quão alluUe feteniei erp«ciei de ver- 

tieHe lugar foi , e ds vaiiedades de 

Eçauin tertamine prí' Poemaf , e de i:oinpolii;8ei 

mam.) O cavallo vencedor peloi Mellret da arte i oh 

na carreira. Taei »4 oi timfem obfervar ■ varia 

■irumploi dai Odet heroí- dirpoSqãa da niateiia fe- 

cif. Confíra-fe a Ode II. gundn a aice i pnrque ca- 

tlo L. IV. CertamSne , t. h. da alTumpto no Teu género 

OlpnpUt -, not Jogot Olym» tem também variedade de 

picot. eftilo. I e csdi parte dn 

!j Et favemm carai. ) niefmo alTumpto , e cada 

0> ainoiei di niocjd:iile. peníaiiiento tem também o 

Taei láa O) alTumpIíi) dai Teu ; pelo (|ue deve-fe ^xt' 

OJei amaioriía e gilantei. duir o ellilo conforme a 

Littra vina ) K líberdi- vaiiedlde de peDfimentoi, 

de Bacch ca. Eftai ila ii e de ohfeâna que occor- 

Odei Bacchicai. rem ^ tic. Poii nío be dt* 

Horácio na Ode II- do gno do nome de Poeta 

L. IV. iá citada, ao mermo aquelle , que não r4be gu- 

tempu, que louva a fubli- ardar ai partei de qual- 

midade div'n> , e a eloquen- quer Poema , e oi dona que 

cia daa Poeliai de Finda- lhe tio altiibuidoa pela 

pode , feguudo t díg;nidi- 
de , e lutuie» de cad» 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. 39 

Cur ffo, fi nec;uco ionoroque , Poer^ falutor? 
Cut nefcife , pudeni pt>vt , qiiáin dircere maio ? 

Ver- 

/tmpenhar eflas diverlat varUiaàes , t ctrtt pref-riat it 
Udt * f.eitr» ie Vtefitt I Ptri/ue feamfUt verfanhêf» 
quert antes ftr igneiantt , is ^at apriaiir o ^ut Sgnt- 

Poein* trlfle 1 
■vffe < 



- fótr 






To* 1 

fcrín 

■t ijuiet ião viTtBt 

tipliciilat, 

Oefcriptag. ) I. h. DiJUif 
«11 , dijiriiuíút , ãlvljas ( 
d<ftiiiaki , dlAribuidli .re- 
partida! , dividUit. Aflim 
no L. II. Od Xm. V 21. 
Seietque ãtferipUi piírum. 
Totrencia ein«nd« efl^ lij^o 
dcLimliina, pondo iiferifat. 

StTvart. ) Quer álier o 
tnclnio que ; ntque ívagif 
"' 1 n»ni *iigueai por fóia 



Ih. 



»ifat 



lhe 



Optriim cvfitrei ) T. h. Ku. 



cu chataílíres , 
<<<• , » natura 



I diRcr 






? Koflo quL ..... ^„,.,^„. , 

'•h. hum edito Víriadofe. 
Sundo 01 afTumptin. Afliir 
como pnit a Plniura U 

■ " f diftiníuir, e ornar , 






cada 

tintai , t 

» trifte , e luâu.^ft'' coní 

cfirei rrcuui, « ílegre , e 

)<i'ntea , e cõret ciaria , e 
■tridiTfii ) fcs, ffQ)Clll>Il< 



primir em veiTii elegíaco , 
o grave , e nobre , em *er- 
Tn heróico , e ii vezei na 
Lyrico , porque, cumo ii 
adverti acím* , t^in.bem h« 
Odea hetoicii , &«. Conli- 
ra-ff Quinãlliano L. XII.c. 
X. AKim Siatio Sat.I. L. tr. 

quifgitlt erít viU , JtrU 
iam , csUt , <B'e. 
O meCmo Hoiicio L. I. Ep, 
XVII. ». 3«. 

Omnit Arijtippum átcait 
tthr , V flot"» , 8* rtt. 
Pelo qje tihrtj , v«le a 
Uitfino (]ue fpeclti ; OV. 

t; ^i neqato. ) Ftr nata- 
rara. St não ppAb , porque 

Ignarejue. ) Pir ar tem. 
St nSo Tei , porque não 
tftudeí a arte , e Teua pre- 
eeitoi ; como noi <nlin« 
Cruquln illuftrado por bum 
»nt''zo Efcnliidor. 

Pífia falttUr. ) Snu ha- 
dado com o nome de Poe- 
ta. Horácio exp'ime fr if. 
lím , porque oi Giegnl Cof- 
tumavão faudar ai peflbat 
com o nome de Teu oHi- 
cio ) e Acron diz que an- 
tigamente oj Poetai erão^ 
appeltidado) com grand* 
iboon ,^ « faudadoí cuiB * 



cGoo^k 



|o ARTE POÉTICA. 

XlVerlibus exponí tiagicii res cómica non vult. 

Iniiif;natur ttein privatis , «c prope focco 90 

Dignis carmmibui natraií «ena Tbyeftae. 

Sin- 
r» í A amedla «3» fefrt Jtt cxpofia em verfti fi rrf 

ftftim de ThytHtt nai fifrt lamiim /í/a narradt em Au. 
tno vtrJilSefSa familiar , t ^tiafi digna da C*midia- Cada 
hum ità gineroi de Fee/ia deve , ejcêlhii» deetrefamen- 

nome de Poeti , coinu hum i» . nlch*;»! . enmn »• d> 
titulo cheio de dignidade, 
yaigt noinm. Alfim tm 



Ailim 



m ftilo t 
i Comedi 



Bnni , pítia , /alve I 
. tt Pudens pravé. ) Pm 
hum mio , e intempeAlio 
pejo. 

Pravi.) I. h. Perverti, 
intempe/livi , Peiverrjmen- 
te , iiuempídiíamenie. H* 
viciofo, e digno de lepre- 
hentão o pepo daquetlt Eid- 
meni , que fe envergonh» 
inaii deprctra desprender, 
do que fer iiinoonte. 

XI. Do ifiila própria da 
Comedia , e da Tragíiliat 

tq Traeicit. ) I. e. Alils, 
«mpul.alii ; /auantieritai , 
fttilhai filio , Tragicoi, em- 
poMadot , pompofoi , maii 
fonoiai , eni etlijo fublimei 
porque ■ magniloquencia 
dl Tngtdia não convcra 

que )ãn humildei. 

40 Inãi£aatar narrarl. \ 
Não fe pódi referir com 
decvncií. 

Privalit , ae prope fecct 
diftiii cartiiiaibui ) 1. h. 
Commaniius , UauifiUo. Em 
T*rroi faiiicuUicii vulga^ 



■ eftil. 



proprio , 
igiiiloquencifl diTri> 
gtdia , do «tfmo modo a 
Tragedia rejeita » tllila 
mediocra , próprio d« Go> 
media i patqae a Trigedia 
lã tiila coufai tnndti , « 
■narivilhoiai > c por iã» 
Quintiliano, lembrado al- 
vez deAe preceito de Ho* 
laeío , diz. Saa euiqae pró- 
pria !ex , Jsíus iteer efi ■ 
nec Comxdia ia cetharne , 
nte Tragxdia focco iagridi- 
tar, Cum engenliufa giUa- 
teiiaioca de paifaje^n aTra* 
gídia. 

Ai Perfonaneni que fe 
repierentão em a« Trigo 
dia) Ião Reit , e Tyiannoi t 
i. h. Potentado) ) na Co- 
tnedra , ião pellbii par^ 
ticulsiei, > familiate). O* 
Poetai também fe efiite- 
r*vão em eiptimir ni Tus 
otjijúo o fatio , e artogan' 
cia doi Tyrannoi. Por iffb 
julgo que Hotacio nio cri- 
tica tanto a Tragedia, quan- 
to aquellei mefmoi , que 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 

Srnfula quaeciiir locum teiieint fortita drcenter. 
' " ■ ' ": »ocem corr.oeda tcillit . 

túmido deliiisii ore 



IratiMijue CJin 



El 

te , ganriar e /ia etmpttíite , * particular iJíiU. Ttitvi* 
alínmei vixes' actntíce livânttr a Ctatedia » vtx.t * » 
um [ufanas de hum ejlílt ITtatiãilrfa» € fiHimt) ; c»vt' 
Ihi Cftinci , fuands fi emhravtce , rep't!itid* a filb» em 
hum ttm firli , e vͣoreja i t fiaitm algatnos vexfs # 
Tragit» 4e/c* de feu lem ; t/t exprime maitad» tm ta'i- 

OD outro Livrn , e Santilon 
pozerãn deetatem em lugat 
□riliz , como duuúmen- de dtceníer . porím com me* 
noi piobsbilidade , como 
iutfo- . 



le ohrerTa Gcfni 

fi Ceena Tltfejiae.) Thy 
«A» , filho de Pelopc , « 
de Hlppodimii , come o* 
membrot de Teui lílhoi , oi 
quaei r«u iimão Aireo 
Ibe apprefenroii era huin 
coiiiritF , porque at tlveia 
por a,1uli«rio de Erope , 
mulher do mefrao Atreo. 
Confira-fe o L t. Od XIV., 
B tíinfíein o Epodon V. , 
e Sen«ca Trai:. Nefte lu- 
X't Horácio , f.illaii'!» do 
ftliira JeTbjeftíipelaSy- 
n-cJoche falia de quiíquer 
alTuniptq ptop"o , e nplo 
pata reefcreter hi.mi Tra- 
Jídia. 

4« Lttutu teneanl, ) 1. b. 
Ordinem fuum /ervcnt , Gu- 
ardem a Tua oídem , o lu- 
gar que I1;fj convém. 

Strlila decenter.) Depoí) 
que o tiveiem elegido, ou 
inieocado com decaio ,ou 
*om conveniência ptopiii : 
por quanto aan aamia pa/- 
/sDiHj tmaet Bentlei leva- 
■!• da luthoiiUade ile hum, 



adverb 

Grandiariitts i 
Levanta a voz, ufa de pa- 
lavraa maii pompofaa , co- 
ma expli«i o amigo Efco- 
IlaJor I e ifto quando fe 
defcieve alguma cDufa boo 
rendi , e nefatxta. 

g4 Iratus. ) Sobentend*. 
fe pfl» Ellipfe, Quum ejl. 

Chremei. ) Petfonajein )& 
idnfa dai Come.tiai de Te- 
rêncio. Horácio illude nef- 
te lugar \ Sceni V. do 
Ado V> do Heiutontimoru- 
menoa , onde o «llio Chre- 
mei objurga, e icprehend* 

tom , e ellilo piopiio doi 
Tragicoi. O mefmo Horácio 
L 1. Sat.IV. V. ^S. 

. ... At pater ardina 

Sivit 

Mote>fe aqui a ProtepGa i 
por quanto o pai itado fe 
eiptravCGe coin taoia t— 



cGoo^k 



]3 ARTE POÉTICA. 

Et iriEÍcHS pteTunic]iie dolet rirmone pcdeflri. 9; 
Telephu) & P«)«us quuin paupei & «fui , uterijue 
Piojicit «mpullis , & lèrquiptdalia verba , 

Si 

xa I kumíliê f'tft. TiUfa , t PtUf , litania amUt f* 
vtm rliaxJdai d pstrtxji , t v'-vcm dfgr^dadêt , Je fae- 
rem tocar a t*raqàt ii tfptâiiáir , rtftrind» /nas itf- 
graças , e dtfvtniarai , ti3f ui3t dt palavrat t txprtf' 
sãts ftmptjas , nem ie lermf* altiftnãtstt. Nàa kaftm 



til he 



riâer da 



velho Tlieuropi<Je« m Mof- 
tellaríi át Pliuto. 

Tãmlio dtliiigat ere.) S* 
■ritsaia , ít eafuiec* com 
fai^i , e Ímpeto contra Teu 
filho Delitigni tem « mef- 

Bpift. III. do L I. 

An Iraglc* dtfatvit , tf 

anipullalur in arte i 

A mermi energia , e fbr* 

ca de lijtnilicat tem det*' 

nare , deiacchari , n/c. 

çl Tragicui) fiefete^re ■ 
Telefo , e a Pelro. 

De/et Jermmi pedejli ' ' 



filho luxa- fediat àt Buripide*. Eac» 
fti degiadii feu fílho poi 
tet mutto feu irmão. Tf 
lefo d;ifari;ou.fe em trafi 
de pobie cettinirnie , pro- 
curando noi arraiaca de A- 
chillei Ter curado com a 
fettugvm da laa^a do mef- 
mo Achillei, com que fora 
ferido, por lho haver affim 
declarado o oracolo 1 poli 
de outTO modo iiio lhe fo- 
ra pofíivel farar. Coii6ti*r» 
a MythotD^ii. 

■ difle Ho- 



b fervt 
I Põem 



enHni 









nhum 






a fu^i 
•ftilo liniplei , 

PedePi. ) I. 
jacente , por qi 
didoí de pé , 
tirão da plete 

^6 Telephus. ) Telefo , li- 
]hu de Heiúulet , e Rei de 
Mylia , c Peleo , Pai de 
Achillet , fendo eftci doui 
Príncipe! expeilídoí de 
feui EAadot. foráo conrinn- 
(idot a mendigar foccorio 
dot díFercntet Póvoi , c 
Priítcrpei da Grécia, O que 
Sn o iQuiBpIe de im$ J^t 



, Pleíeh O* 97 Prejiclt ampallai 



t etnpotIaJoi > oi fenii- 
nloi aHeAadoi , a incha- 
> pompof-i { que de ne< 



de I 



íferii 



eftad 

veria oa efpeâidote» i mi- 
fericordia , e compaizl« 1 
Te fuai palavrai não fof* 
fem jdeqiidai i Tua la* 
mentave) fiiatt,ta.Mudadf 
piant» I ( purpura Rtsl * 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. 

Si cunt cor fpeâanti* tetiEÍfTe qiftTclâ. 

tion [tút eJl pulchri ciTe poemaU : dulcia Tunta , 



fBí etFiemat Unha» UUtV , ' f'Ki» dfuUmtntí efcrltui | 
í# prttit» fot Itjãt dttel * peth<t't»i , t í=* iimineif 
dl ti afftSm irúti/perltm » carufSe ai Jim fi* !t pr»pêtm i 
ét mantira fue ptnha ttdt » tuiiai» i$ txprimir em 



fir fnanle a?« ft ievt tm 
trngt kumilát faltar ctoi a 
tnaftflaát , e graadez" d* 

tiga Bfcolíador. Alfim o 
in*rmo Hoiacio no L. I. 
Epift. III. T. 14. 

Jo trafica defaevtt, ff am- 
ptllatur ia arlt ! 

AiHfulíae.) A ínchaqSo , 
buma grand«i> iFeãida , 
•Kceliiva , palavra) , Tcntí- 
mamoi arnpolladoi. Meta- 
fori deduzida dai ledoinii 
de fiilro , ampttllat , li quci 
« 6(«eoi chimáo ^nvwfRC; 
01 quaet TaTot tem t-aca 
eftreita , e apertada , c hum 
bopo grande. 

SífyulpidttUa vtrta.) I. h, 
Léngitra i palaitai de pé , 
e meio 1 fraudei , maia com- 
pilda* , dai <|uaci uTiván 

Gtegoa , que coftuinãD ajun* 

voaei a outraa vozer 

9I Jj eural.) I, h. Si aflt, 
uti como eiplio o inti- 
í» Efcoliadot 1 Ji Jptrtt 1 



XII. O Puma nit }i ii-oe 
tinfiar ia trdtm artificial t 
fdt taintem fe dtvt relê- 

far ítmfMViitit ftramr 



ver, e excitar »1 afeaoi, 
t paa fue t Pula as ex- 
prima eum ffcerlt ,- rtvifla- 
fe primeira deJlii § mtfai» 
Tteta. 

„ Pu/cUrfl tie piemala.) 
I. b DtSi tampofila , dou- 
iimente compoftot t eia- 
£loti b«iii efciitoi. I. h. 
Pelo que peilence i eco* 
nomU , como ati aqui te- 
mn' <n<1nado. 

Tíiififfe. ) I- I'. Animum 
fpeaautit afitife , commi)- 
v}§e. A ffim Cícero ai Alt- 
h. II. Miai , qui mihi pc»- 
p«niínt»r , modiel me lait- 
(""'■ 

Pulehra. ) Toda» aquelUi 
cour^t que agradáo ao lio- 
mem de tão juiio > poi 

J>atcia funta.) I. e. Pa-- 
Ihelira , afiã íu» imperait' 
tia I aptienlia animum , Pa- 
theticaa, que te ' 
Tobre oa affeâot 
cotarão humano I 



, fobte 1 



cheioi de fenilinentoi Co- 

Litetitor Gefner em Frao- 
cez I La Beeall ejt pear t 
Efprit , la Dtaceitr tfi peur 
U Ceur ; poii de outro mo- 
Í9 »»9 ffl*»IU«* O «tP*- 



cGoo^k 



M ARTE POÉTICA. 

Et quocutnque volent , animum auititorli a^utito loo 
Vc ridentibiii artldent , iti flentibiii ' adtkiit 

Hu- 
fi ofuIU affeãs , fut perlciie ntfvtr tm m »uirt$ i 
per qoant» BI kimíat naturarmtnit Jt rim cem tt 
f uc je rim t t tk*'2> tem ei jut cherãs i Se futret 



Cttáar que tfl ouvindo. 

Njo blfti poig que ■ Fí- 
jura eaíjs rígulatmeni» 
dercnhada, e pintaiiji , pu/- 
ehrm i he pteciro que eile> 
ja animada pelai featimen- 
toi , dulcla /unte. 

Sunt» »■ . . . agonU.) Ago- 
la Horácio quifí eftabele- 
ce , e piercrcve ■ Lei , cd> 
tito id»erte o antigo Efco- 

Aganta-) !■ h. Imptttunte, 
iucunt» I incitem t abii> 
Huem, &c. 

loo Animam , tfe. ) Afllm 
o meCmo Horácio , L. II. 

EP r. T. 3H. 

/-^riMí . otttlcít .ftijis Ur- 

Vt magns , &e, 
Amm Cicero no L. 11. it 
Oial. aá Q. Fratr. Ntfue 
fitri poiíã , u/ Jtteal ii » 
fni auilit , v«I tJtrít , 
Bt inviãeat , »t ptrtimef' 
Cút alifuiii , ttt ed /«• 
í«ni , mi/eríetríiaiafut df 
àitcetar , ai/i omnet ii nw- 
taj ,~- fuít cratar tdhltert 
Vtlel faíici , la ip/a ora- 
tire Smvre0 eUs . a/f«* 
Inufli vidíii-ntar ; fS'e. Con- 
tira-re Ariftnielei no L, IH. 
4e Arie iicenii. Platão <]iii 
Qaande poU ** futle irJgu- 
ma ciufa digna dê egmpai' 
«St , ei etbfi /e mt arra* 



zSa it lagrimes i e quanit 
falh alguma ctufa farmi' 
delofa , tu htrrivcl , et ca- 
ttltii , de meda , fe mt er- 
ríçãt na ctteça , e a tvra- 
ção me palpita i 0*1*. O m«it 
qua Platio pra(r%ut • dí- 
ler , wem muito ■ propoli- 
to deite lugar i o que por 
t>retfÍJid« nmitto. 

1 Adrideat , , . adfíent, ) 



t. h. Rim 



En'ir 



Ha< 



modo fe 
por>ii> excitar oi affeâoi 
noa erpiritoi , e eori^Õei 
doi nucroi í o que fe f .i 
quando DÓI merntot noi 
movenioi ■ e noa enchemoi 
de taet ilTeâo) f quaei que- 
remoi que di outroi te- 
nlião t Te nni tevenimoi 
daquelle femblante , e ani- 
mo , que procuramoa Iranf* 
ferir, e fazer palTir para 
o* outroi. AIGn) OtiJiu cin- 

Ifee vuítu áejlrut veria 

Outroi lemAdfanl, í. li. 
Keddunt Je fimilet < vpitm 
laniitr 49* praeftt fuat ; Pa- 
zem-f« femelhanteg ■ dão 
■ íuda , e foccorreni , como 
explica o antigo £fcoIia> 
dor. Dizem poii que a li* 
çio de Aiflent tem ft> 
boi d< (Jacoitlta. Gonfi- 



cGoo^k 



ARTB POÉTICA. )| 

Mumani vollm . fi vil me flare , doíendura e(l 
Primilm Ipíi tibi : lunc tua ms inrortunia laedent. 
Telephe , vtl Pelcu , milc li m«ndatk loquírii , 

C ii Aue 

fli fH* <■ eS#r* , itvtrJt tu primtlrê iar m»fir«g d* 
t"" pftfl"* I tntS» tM*i Í*JdiUi mêvtrSt minha ttnf 
r«wl» , pcTÍm fi lu, i TtUf» , êaiu, i P»lt» , iiltm- 
fiiharu mal teu taraOtr , >« iêrmlrrí , »u rirti. Í3# prf 

Poeti loi AAorei que fa> 
■em Cl papel de Tetefo , 
ou ie Pel«o I ftc. 

Honeio diz que deve lii» 
«(t certa harmonia , e con> 
certo entts o TembUate , 
e eip;efiõei do inte:]ocu< 
tor I que , por exemplo , 
repiefeota Tel«fo , a> Ff 
leo. 

Mtli ) I. •. Par/,m cta' 
vtiiienler , /ia apptJSU, Pou- 
ca ■ juladinieiiie , pouco 
*C c o mmo d ad * mcn te ' 

Maniata. ) I, b. Tiii « 
Jcriptsrt tradita , o pipel 
i(e que le encarregou o 
Krctípior da Tragedia , fe te 
não revenai com aquclic 
canítec , e giHoi i fe te não 
Teivei daquelisi cxprrriõei, . 
que indiquem ot afTeãQ* 
pioprioi daJituKjãa, afor- 
tuna da pecronitem, que 
leprerentat. Pode-fe expor 
ei^e vflibo de alguma ora* 
^ão , que Gier* Tel«* 
fo , ou Felco , qnanda 
rupplicantci implora*áo o 
auxílio alheio. Jul|áo aí* 
gtint que a ordem dii pa« 
livrit ha efta ■ Sí Itqutrh, 
mali mandata, i- k. fi t» 
dieit laat Pteta itnpfitu» 
maU tiU dtderit iittada f 



Cl que todni aa Codicei 

Jtm Adfant. 

(01 Hamaai v*ltai. ) A|. 
luíio cettimente Hoticio 
nelle lugar áqueila fenten- 
ístíeTírencio. Htmijum, 
iimíiiii nihít a me alienam 

Si vis me ftré. ) Dií 3 
inilgo EfcoliadoT , como 
obreira Cruquio , que tjlt 
pm/ameite hi lirade de De- 
nofihints ; per^tte ^utrende 
iam fctre oceutade fut elle 
tmage afia drfenfa da 
ftta eaaja , nS» e faiz aert- 
iiler f Banda lie cantava 
em eenfidtnCa ftu inferiu- 
"'» 1 em luantê nãa chêraf- 
ji infiammada di ira. 

Por íHb Ci.:ero d!t'* ■ 
Átitat fttt Vttlt intendera i 
e Quinâlliano. Prlus affi- 
eiamor ipfi , ut alias affi- 

lo) Latdent.) I. t. Tan< 
(enl , »* ftr hat jfeáent t 
Tocirád , e defte modo mo- 
«ráô. 

104 Telephe , veí Paleu) 
i-li- O tu, que reptefen- 
t» a pelTea de Telcfo , ou 
i* PcUo, Adlocttçio do 



cGoo^k 



1« ARTE POÉTICA. 

Aut doTtnirabo , aut lidebo : tr!fl>i moeflum T0{ 

Voltum veibi decent : iratmn , plana miaanim : 
Ludeniem , liTciva : r*veram , feria diâu. 
Formit cnim Natura priúi not intòi ad otnnem 

For- 

friai d* hum femUaalt triJU palavrai trifítt , t eftllt 
lamlen Irifin Jt liam htmtm iracwif i?t pttpríar at 
fdlatirai t tfiUi amíBçBÍBr g it fM rfti fracejandt f«ia' 
vrmi nctíai , e tfiíle Hoertiie i íb h»mtm fi(ui» sSt 
prtfrl-es atfnjaora' fíviras , t tjillí úufitrt t Ptr quão- 
tt a Nttlarexi' tci HJpStm primtir» n» inttritr d* ntj» 



(e diíei iquella* couTai 
quG o Poeta Impeiito im* 
propriamente pôi na tua 
boca para diíerci. 

lo; lyijíia mtt/lam , flV ) 
Cícero >ir> L. MI. di Orat. 
diz ; Alíud vicis genat ira. 
eandia fiíi /umil , acutum , 
incilalam , erthi imideas » 
0*f . Ariad miftralit ac mot» 
rtr I /laxlUle , plenum ■■ e"e. 
Míad mttui , dtmiffum , «9* 
hattilans , if atjtSam , Sc. 
AlTiiu como poif cida if- 
te&a requer Tua prontincia- 
^io de voz I lojo tampem 
requer dIFerentei palavrai i 
logo pi>Íi á«tr-n aiuft»r-re 
entre li , o aff'iSo , ■ pra- 
nnnelaçSB , e ii palavras i 
pot quanto também qu«!. 
quer que fur o afT^an , 
til feia o çífto de nolTo 
femMiinte, fcc. 

io6 Plíaa nimarmm ) Pa- 
lairii amejiijidorai , toma* 

107 LafcSva.) r h. PUna 
feti , «• bilaritatU 1 P>U. 
vrjt ^ilantei , diveitldai , 
focorat , eheiai de alegria , 
hum eHilo aligt^ , c agn- 



laTel , (traciofn. 

Seria diSn.) Pilavraiira- 
ret , li«m eHílo ferio. 

lat ¥trmat tn'm Katarm 
us , S'c. ) A Natuieia nof 
nrplra renlim 



ai difTere 



lodaa 



litua<;5ei , 
ichámoa, AíTim 
Cícero d* Orattre : Omrfet 
anlml tiitlat /aum fuaadam 
haitnt a natura valtitm , 
fcnum , ftfiuM I Ul»mftít 
carpas , atntttt vultut , #»■• 
n»f»r vacet , ut ntrvi iit 
fidiittt , ila (tnant , ut a 
futnu* animi mttu /uit 
palfat ■' Adiín o noflb ani- 
mo fe accomitioda , e f* 
atiempera a tuda e qual- 
quer variedade de foitunMt 
que declaramoa, e expri* 
mimoi em nolfo femblan- 
te , e tnHa , de modo que ■ 
fe a fortuna noi he faw 
lavci , nci moftramoi ale- 
(trei e conientea i parem 

nni di de rodo , andamna 
•batidoí , deranimadoa , « 
tritl» , e a ÍAo acoerce 
oofio laoilo da filUi , que 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. n 

FoTtanarum hibitum: juvat , lut impellit ad iram , 
Aut ad homiim moetore grivi deducit , &angit: iio 
Poli ciTert animi motui , interprete linguá. 
Si dícent» «runt fariiinís abfona diâa , 
Romani tollent equicei pediíoque cachinnum. 
Ijiteietit inulium , * Davufiie loquatur , an Herof ; 



/m ctra^tts ma, fifvi/icarmti , < 
fertmn filuaçãet dt naíl» áiftlim 
pelU para a ira s tu nti aíait cti 
ltV> t ' "U tnche ** -aníâfiia ) 
Jingãagím , f»*' interpnlt , txprn 
t'imtntts , < affcRei dt tie§a ala 
I dl eUfanflotcia 






tjponàtttm t 



tavúiltirii Ramanoi , 



■xt-lmlrmu a, djf- 

huma prtfunda iri/r 
Í4foii ptr nitic dã 
, t muniftfio M /«. 

. Se aí exprejiôet 
da ptrftnagim fut 



Bt a interprete de tt«a 
ailfAoi , I dirpoliçõei , que 
1 fituiçáo tl« noda fortu- 
d» tem ímprelTo , « 5ri»a« 
do em ncITa alma. Affim 
Tcrencin na Hecrra i Onf 
«itas nsUs ut rei dant If 
ft , Ua magni , atfue Au- 
<ai/« fumui. 

ro9 lavat ) I.h OittSal, 
deliam , gaudit adficit , De- 
'" " " gofto. Op* 



II] Entiilei , piditesfat.) 
I, h. E^aefier Ordt 5* ftf 
tíjui ; Oi Giaiitlei , r oa 
pequenoi , o« igaonire» , 
e ni Tibioi rrrentiráÕ • 
III. i(np[er>Io. LiOcu<;Íft 
rerbial- A I qio de £• 
ts patreifut lie Bentlei 

porque 



m.fe 



eAa 



( á trififyi , dii itusei 
trata Jípoia i e delle modo 
•"piimío 01 quatro affeãot 
princEpaet , fojí» . nu ale 
[ria , trijic-fp , mtdt , ira. 

Afgunt pettendem ' que 
"ete lugar Te dlo duai Ten* 

■ lo Dtduelt aã hamum. ] 
Perlfrafe. I ii, Adfiigit. Ah». 
te, opprlme, atRIge. Metáfora 
ileJtiiida doi ramot dii ti- 



nermi 



> fe fe filhirê 



fundn lujar. 
lidicul-) o I 
tU a plebe, 



italha fjD 

XIII O lífear* PatUca . 

peíj fOfl/ /í aceemnudJt •/» 
pir/anaçlli i> Petma o /i-i- 
guagem , t ti affeRoi . at- 
tínãa e ripere na ttndijSt , 
idade , ffxt , imprcg» ■ eit 
mtdí dí vida , í ne^âa dit 
fttjíittt , dt fuem Ji jalta.- 
114 lattrerit , (fè.J Dev». 



cGoo^k 



j8 ARTE POÉTICA. 

ItlRtumtne fen» , an idhuc florent* ju*enti 1 1 f 

Fervidiii ; *n mitrona potfna ■ *n fedula nutcix : 
Merotorne < vagui , cultome vii«ntii agdli : 

Co!- 

plete iaríí grendts rifaÍTi. Imptrtarã muilt fajtr i'f- 
ftrcn^a , * v*r Je falia ham ftrvt , com» Dava , ax 
Je ham vtlhí , ^uáí , t grave ptía jao 
\ncet» ainda na flor ia maei- 

, _,. r imperie/a , t fpitrta , «a 

je httma aia tirita , g euldainfa \ fe hutu nefocianit , 
fae tem gjrei» t Manda , àu Je hum lavrador , jae 



maiurexfi I ea /• 
Aaie j fe huma 



diT-te huma gtinde diR'e' 
lenqa entre m linguiEcm 
dl) fet*o Davo , e ■ de hum 
neróe i e ido porque fe 
devera aUribtikt e accom- 
trodir a cada huina dai 
veifonagen) palavrai > e »f' 
feâo* proprini de feai ca* 
Taâetei. Verf« aqui o pre- 
ceito fobre o ^■■■''dir fe o 
decoro dii petfnnagcni > 
»0 que fe devem dillin- 
gutr qualra couíít , a fa- 
ber , a fertana , ou csndi- 
ç3f , a idade , oi ctjtumts , 
»u tier de vida , a pátria f 
Vc. 

Davuine Ufaatur , aa Ht' 
•et. ) Sc filie o fervo Da- 
To ( Du hum heróe. O in- 

I Servoa de Meni 
doi quie) JXivsj , Davo > 
filia confiadamente ao A* 
vu i to contaratio o Herot 
filia com fubmifiÕa , e com 
temor , conio be decente 
■ hum fervo. AHiqi fe ex- 
prime o Efcoliadar.TVnfMim 
mpud Menaadrum /ervai in- 
âtuitur httri hfmnt > lut 



ille indalgenter O* eenjulle, 
ut omnia domine fimpUeiler 
faitatur. Jlafae atifao m»^ 
de illum excu/ai. Gefner 
dia que nada fe deve mu- 
dar, e que nem fs deve 
■tteoder aqui loi Efoholíoi. 
Davui hs a pelToa de hum 
feivo I e Hertt oppõem-fe 

e juvenil , o*;. Dirá alguém 
que , tratando Horácio nef- 
te lugar (Ia Traj^edia , ti3o 
tem lugar a peflba do fer- 
vo Date , mai lim a de 
hum Desí i e que por Íffo 
fe deve ler Divai , e nÚa 
Davui, Em primeiro tugai 



Uor 



iao< 



fefundo no Amfitryío con- 
correm Júpiter, e Sofia ; nai 
Tragediai oi Hetóe» , e oi 
Servoi , AriAofanet in Ka' 
iria introdui Baccho i « 
Xanthiii ; porém fegundo ■ 
(juaã infinita vaiiedide de 
I^Õet nenhuma outra li^ão 
agrada tanto a Gefner , Vi< 
latt , e Poinfinet de Sevry , 
como a de Divuã. No veifa 
t) fe HptLDC aOãm Boncio. 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. »9 

Colchu» , in Affytiu! t Thebii nuttiiui , an Argii. 

Aut 
tutfiva fiui viee/ft têmpti 1 /« *im natural it CtUhtt , 
«■ A AtJDi J/7v' 1« I [t hum liutti» tmTIuiM , BuvaCti— 
át ée Argn. Tu , i Pttt€ , fM tjtrtviê , *m rtprtftnUr »1 

^afa áeiit fiUtut iiv»$ , 
patrmfuí Dttram. 

nt JUaturaiat /tutx.) O» 
lum velbo míduro , ch«to 
ót fabedorii , da experien* 
cia d» couiiT. AíTim Vir- 
gílio En.V. Mtlarut Attjlti, 

it6 Ftruidut.] Afrim C>. 
cer« no teu Catão Maigr. 
Epulaher igilur cam fiia- 
Mat «mnint nitJici i Jeé 
*rat fuiiam ftrVBT *i*iii , 
fua fTtgriiUntt tmaiã fi»nt 
ttiam in diis milhra, 

iii Matrona pattni ) I. b. 
Impiriaja , fnptria , hum* 
mitrona il* itualiilnde , i. b. 
impeTiofa , altivi , faberb*. 
Seduta nutríx. f Humi lU 
cuididori , diii(«nte , hu* 
flii confidsnte 1 Oi Poetai 
Grego* nas ruai Tragediai 
coftumão dar ái Damai prin* 
Gipaea , kt giaiidea Senho* 

tea , que ^a scompanhSo , 
e Ihei regulãa fuai aci^nn. 
Caltome vírenfit , Wr. ) 
Note-«e ■ balleia deftei 
canãetei oppolioa entre G , 
pata faxer ver beo) ag *!• 
vt> a eiaãidão , com que 
O Poeta , ou outTo qual- 



ir d«v< 



idiDia 



me* dot ■i.Jciío). Adtm dei- 
cre*ia Claudiano aquelle 
leu velho Veionenie i 
FWw fui fatrii* tuvum 



Ipfa damu» pntrum fM*m 
vHit Ipfa ftmm : 
qal taeuh nitent , in fUã 

Vniui mtmtrat Jattuim 
Itaga ta{at. 
Ou tat qual Bqu«IIe bem< 
■Tcniurido , que HoT*ci« 
deicrevc no leu elegantii- 
limo Fpndon 11. 
Srmius ilU tui prtcul tu» 
tatiii , eV. 

Ill CtlfhKt an A^yrluê,} 

Oi Poetai dfVFin guardat 
01 eoltuinei decadana^áo< 
Oi Povo* de Colchu* co> 
«no vlCnhoi doi Scytha* , 

oi da AfTyTii mollei , c cf. 
feminndoí , o*Thebinoi ig> 
noiantet , e grofTeiro* , «t 
Argivoi polidoí , Gultíra* 
do) naa boa* arteat ambí* 
clofav da ginria , iltivoa , 
fcc. Conhrs-fe o I.. IL Ep. 
I. 144. Affim f« explica hum 
antigo Efcoliadnr. N$n Cri- 
chui n»» ni/i Catvui indmm 
ctndut efi , Affjriui afitttui 
nee indagai Argii /lalum ti' 
midum, «U Thetis feciat 
furilvm. A AITyria , e Col- 
choi erão duai grandei Rg> 
giõei da Afi*. Thebai era 
a Capítil da Beócia, Argoa 
era a Cipiíal da Argolida 
no Pe!opannefo> 
Cakiut.) Con&ra-J'e a Ode 



cGoo^k 



Aut famam feqiiere , 
Scttptor. * hoQoratui 



POÉTICA. 

aut Tibi convenientia finfe , 

fi foité ceponij AchilUin ; i za 

Im- 

ilii, tujtzai a fama . *a 

n»lias , e dt emhteiilat , 

, t tãraãtrti ttnvtnhS» 

itfminaf. Tfrnai etaj» 

) * tjtlarttiáa ÁthiUts , 

trallir' ftia tal futí dt Hum G*itral alllv* , ira- 



iijtnmtt , € tarallf 


, i«/»v 


/i exprimti e /érm 


, figura. 


tttiãa im fue ftlit 


e^Humti 


Jtmpri tntrt fi , 


nãs /< 


à p3r tm Jttm * 


vahrt/. 



Xril. do L II. V. I. , e ■ 

OJe IV. do L. IV. ». 6). 

AfjriMt. ) Casfira-fe a O' 
it XI. do L. II. V. it., e ■ 
Oil- IV. do L, III. V )3. 

Theíii ) Conaia-re ■ Ode 
Vlt. Jal4. 1. V. 1-, eaOdc 
17. do L. IV. n. 64. 

Ârgh. ) ConfÍTa-f« a Odfl 
VII. do L I. ».9. 

119 Famam /efutri ) I. h, 
Vtttram PeetarBm Faíalai. 
Segue 11 Fabula* doi an- 
ligoi Poetai I conformi-te 
GCim ai idcii Tabidai , 
pein que refpeil* aot ca- 
saíletei tecthiim , ou eitii 
idíii feiáo verdadeiras , ou 
não, nada importa, porque 
iRo acreditada*. Horácio 
dli que 01 fujeitot ji co- 
nbecido* por ouiro* Poe- 
tnai fc repcercntaflem tiei 
quiei 01 antigo* Poetai 
•< tem reprcrentado. 

Fumam- ) I. h Communtm 
emaium tf-nhaent 1 a opi- 
nião conintuni recebida por 
todoi. 

SiH cimvtiiitalU fiasf- ) 
Se fúrtnai na tua imaiina- 

Íão, Te produ 
onageai , fór 
ta-ai de acordo comigo 
incrmai cm todu >i fuat 






pattei I e que Tejáo confor* 
inei aoi fujtitoi,de quem f* 
triti , i. h que , obfcirado 
D decoro , e a reãa ratão, 
guardem entre li cuheten* 

quadre com o piracipío , 
c « merrao principio , « 
iim fc ajufte , com o meio ) 
refultando delia aua coove* 
niencia de partei • hatma> 
oia d* hum todo perfeito. 
O Poeta enlina que mui- 
to a propollto Te devem 
eftabclecer 01 ciriãerd doa 
fuieitoi , por meio doa tò- 

reprerentem fempte taei , 
quaei apparecErão pela pri- 
meira vei, De mfldo que, 
<r. ; Te for hum Rei . f.<lle 
feiDpre , e pípcedi Tegundo 
ocaraSer, e mageílade de 
hum Rei ; e Te For hum ho- 
mem fiirlfiTo , nada refpirt 
fuive , e humano j e Teado 
huma dama , nio Te iotiodu- 
z) fatiando cordata, e fibia, 
qual Nedor , ftc. Isgí úí 
taraSírts fíjão etnvenientet, 
efnfermct é idia que dellt» 
Jt firma , ctnceréem , ajaf- 
ttmft , faadrlm tftn/ie* 
meimat. 
iao SeripUr. } I. li. Ptri* 



cGoo^k 



ÀRTEPOETIGA. 41 
Iropiger , fracundui , inexorabilu , aeer , 

lu- 

t ttm /ta itfprtxt fé- 
r Ittit Uvt €$m Jua ira- 

tsi fcripitr ; Perito , Tíbio mtrt tt rttrattn , t iijtr*' 

Efíriptnr Vtt , imptllha-U Im * cor 

HanvrttKm ÃeiilUm. ) raStríttr tal , fual vulgar- 

Achillet vingido. Battmx, mtnte kt repMtadt , tfê 

' 'u , reguindo luii doa> rectnhtce juí tlli /ara , vc. 
t*\ luiej , tnduiiniot 
•pitlííto hinaratum ni i 
cepçio , c lentldn d> | 
l>m Grcsi , que lhe c. 

«'ponde I porque o vet , . ,_,. _., , 

Gceg^o correipondenie « lhe pirece não quadrar tia 

""Urart, ti^iãfiQi , Vingar , bem o adjeâiTo HtiMra- 

* henrar , reparar a hmra íuru t poii que a ília Ja de 

*f"idiáa. O antigo Gicolla- Homero Teifa fobie a af< 

^or, interpreta aflirn , ht» frotita que lhe fez Agame* 

*^'> plenam- , cheio de mnon arrebitando.the Hi> 

nnnra, e Cruquio , magni- podamia , filha de Btife 

fcum. Todot O) erudito) LyrneRio , ■ qual fní dada 

'«conhecem que em hana- por derpojo a Achillei , 

"ISnt ae eiptíme o perpí- quando ganhou a Cidad< 

Juo epitheto que Homero de LymelTo era Frygia.To* 

lhe dá Ti;LíHt*T(t , do qual da»ia Júpiter eAá deiiiai» 

o mcimo Poeta uii com dilTa occupido em faiei 

frequíncia. togo o adjedi- reftttuir-lhe a gloria , que 

»0 Hanaratus , como obier* li" ••" de»ida. 

*' Baittr, por hum* cóai- Si/artí rrpanit ÃcitUUm.) 

nodi Figura fe toma íi{ni- I. b. Si charaãtriyis ; fe ca- 

Dcando o mefma que Ma- raãeriíat r (e f^xea appa> 

liiíeat, e Saprrhii. AchW' rccer Achillei. 

lia foi de ta] modo hono* i»i Implgir. ) I. h. Am' 

lincado , engrandecido ,1í- dax i lAino , reroluto , deF- 

^ratui , pelai vetíoi de temido, affaito i «mpteben* 

Homero . que Ai«aandie dedor. 

f*>£no lhe teve por iío Mlr.) T. h. Ánimafui , 

"<*<i>. ealidut i vÍTo , animofo , 

Obrtite-fe a primeira fogoro. Sobentenda-re pela 

pirte do Preceito , poii Ellipfe o Verbo A'- Confi- 

Hotigíb ,|uer dizer I ff í*r- ta>fe o que Homero canta 

■"« 4 rifêrir a* eajlamat de Achíllet Illid.XXI. t 

*»-ithiUtt, aJfmetfifBi- XXIIr^l;. - 



cGoo^k 



49 ARTEÍOETICA. 

lun ne^et Hbi nata , nitiil non arroget atmii : 
Sit MeiJéa Terox ínviâaque . flebilii íixi , 
PerfidiH Ixion , lo vaga , triflit 0»nei. 

Si 

vura 4 penta da gfpaia i ft rtpnjentarti Mdta , /ira 
teraSer leia tt hum tnulktr ftriz, t indemiia i /* /o», 
///tf laflimufa , /< Ixlan , ptrfiit i Je Ja , crante , e va- 
fatunio I Ortftii , femirif , t meltneeliti, Perim fi o/#h- 



i»a lure neftt fiii nala.\ 
I. h, Credat ítgtt nta /Hí 
*§e imftfitas ; Conúdere-fe 
coroo fupetior 1> leii i rr- 
putando que eitc vingiri 
todo a Teu direito I qu* 



«lie 



ruaa 



Do illullie Achillet rillou 
nuitaa veiei Horácio noa 
Livrai dai OJei. 

if( Mídea /ítex , <B'e. ) 
Media feroi , infleiivel , 
«bUinada , como a repie- 
fenta Pindiro. Medca liltia 
-de Beta, Rei de Colchoi, • 
SUnde Magica , derporou- 
C« com Jaião , e em hum 
■ccelTo furioro de ciúme, 
dejiotlou oi fi[hoi que del- 
is tivera i dilacerou cruel- 
mente feu irmão Abrytt04 
^epoii de ter entregado 
pelo vello de oiro ao pe- 
regrino amante o feu mer- 
vio pai , e a pátria i como 
Magica , e Feiticeira ot 
Poetai fingirão que anda* 
■y» em tiuma catroi^a pu« 
xada poi dratSei. Gonfiia' 
Te «1 Epodoa III. e V. , a 
Xutipldei na fua Medía< 

ínvida. ) I. e. P*rvieax , 
Feitin»! potSadoiaf tei- 



mofa, obftinada , ÍnReii> 

Ttl. 

PltUfis Ina.) Ino choro* 
fa , defcanfoladi , affltâa. 
Ino, (ilha de Cadno , c 
de Hermibiie , mulher d* 
Athmanie, irritada porque 
ícu efpofo enfurecido ma* 
tira hum doi feua B- 
Ihoi , tomou entre feua 
bra^er o outro chamado 
Melicerta , e fugindo ao 
efpofo que a pcrfcgiiia , 
precipitou-fe com o mef' 
mo filho no mar. Ella foi 
feita Deofa do mar , • 
chamada LeucoChea , ou 
Matula , e creo-fe que da* 
va aanilio ao* navegan* 
tet i e feu filho também foi 
feito Deo) marino com o 
nome de Pilemáo. Outroa 
diiam que Ino fe imagi- 
nara que era leãa , e ma- 
tara feui doua filhai , e 
que , leconheceado o feu 
erro , eheia de dor , e de de- 
fefperaqão fe ptecipitáia no 
mar, Gonfira-fe a OdylTea 
de Homero , V. 

Ino foi « alTumpto de 
huma Tragedia de Euripi- 
dei. 



cGoot^lt^ 



ARTE? 

f]igy». Bei doi Lapithai, 
leinindo em Theflalii , e 
fendo convidada por Júpi- 
ter , itieveo.ft ■ (ttencii 
» «III Juno I e coiivt- 
«■■■ila pira huina cia o 
feu fogto Ejonra , ou De- 
jonco , o queímeu fivo a- 
tiai^õadaineote I > par ifo 
ha cfaimido Ftrfiiut t Fir> 
fido , perjura , falfirio i mai 
Júpiter o ferio de hum 
nio , e o pteclpiton no In- 
ferno. Coii6ra-fe Virgílio 
Znei4a VII. 



O E T I C A; 



41 



Ixi 



foi 



. _ _ arfumenta 
de kuma Tragrdía de Ef» 
cbTlo , e de outn de Eu- 

I* v»fa.) Jo, fltha de 
loacho , primeiro Rei de 
A^Oi , amada por Júpiter 
foi tra«ifoTni>da em novi- 
lha , par. . orcultar a Ja- 
na I o que te>do percebi- 
do a mefina Juno , a pet- 
fecufo com hum tabío , 
obHsindo-a a coirer de 
terra em terra i «ti que fi- 
nalmente ckieou ao Egy- 
pto> e leltitujda á Tua in* 
t>S> forma humina cafou 
com Olirit, filho de Japí- 
'*' > e Deoi <to mermo !• 
Zypi>) i depoii de fut morte 
foi venerada coino Deofa 
com o nome de llii. Con* 
Bra-fe Otidio M«tam. I. 

Poi o argumento de liu- 
ma Trisedia deUrchyio. 

T>(ííi Ortftts- ) Oreftei , 
lubmergido na mait pro> 
funda melancolia. Teado 
loiro fua inãi Clftcmne* 



ftrt , pira vingar a moiti 
de feu Pai Agamcmnáo , 
fui por muito tempo i;i> 
tado pelai Furiai com hum 
tiiAe e cruel furor ; por- 
que a fombra , ou fantif* 
ma da mai , couio eite cii*, 
fempre lhe apparecia de 
continuo. Oteftet foi o af* 
furopto de humi nobililfi* 
ma Tragedia de Euripidet i 
como noi enlitia Jaíoit do 
Noret. Horácio na Sat. III. 
do L.ll. V. iir. 

Qúum laqatí axtrtm ■»(«• 
rlmii I mttrtmiue v«- 

Lteiíumi eapitt ei t Qulà 

gniin i Nequt tu htefa- 

tis Argit , 
N*e ftrr» , ut dimtni tf 

nitri et m tecldit Oreftís. 
Án tu rtris tunt tctiãâ }»• 

Jan^gt partntfi 
Ae ntn anti maits dtmtn* 

Um aSam FsrJiljfNdm, 
In matrii fuguh /erranr 

ttfeficii aCBlam í 
^in tx fat cfi haiUus nuf 

II lulat mtntil OriUit , 
iWl fant fecU , laid t» 

rtwríndcrí pej^i < 
2ftn PfUien ftrr» vitlarr 

au/ufvf forcnm 
EleSraiH < tentam maltO- 

tit uirifue vttaiidt 
Han4,Furiam i harit,anmi^ 

ju^t quid Jpltitáiia M> 

>ií. 
Confirio-fe Homero no L» 
XI. da OdrOea ; Sofbcle* 
na fua Eleãn , e Senec» 
no feu Agamemnão \ Vir- 
gili« na Eneida IV. v. 47*. 



cGoo^k 



44 ARTCPOETI CA. 

3CIT Sjquid iiiexpercum Csetitm committii , & audei lif 
Perrontm foiinire novam , fervetur ■(! itnuin 
Qiialit ab incepto pToceflent , Sc fibi conHet , 
^V CitTicile ell propiii coinmiinii dicerc : tuque 

Ke- 

t* te iiltrminBi n ixpir ni Iktalre ham a^ampit , itt 
nunca i'.inus f>§t p*r talr» tlgmm Pmta tratad» , t fe 
tmprthendti inv*ilar $ caraãtr de iama pir/enageni 
f»r li Imiaineda , cuida trn fa* /uflenlt aii at fim 
da »efãt « /ca ctraítir tcl qual » mcfirajtt ae prii' 
tipit , {*m nunca dillt fahlr , n2> (â delmentU» tm 
parte elfumm, Na verdade ftí difficil » iralar cem 
disniiade , » di/crifSê n ar[am*ntts vulgares, t hu- 



agitatttt Orifies. 

XIV. Rnfina Horacit nif- 

te Preceite cem» Ji deva 

ialredujfr huma Faiala , a 

firjonagem niva. 

i9( Si quid inixpertum. ] 
J>h. Ã neminr HaBeaai tinta- 
tuai 1 ntvuM fcilicít th,. 
ma! algum líTumpto qu* 

tido por lisura Poeta ; cer> 

*o , corno hc O do em Vir* 
gillo, Oâ«T'ia em Séneca i 
*c. EAe lie o fegundo 
membia do pceceiío intc- 
cedente. 

. Aqui fít Horácio * Me- 
tlbaGi , ou ttanlit^4a piri 
outio Preceiío. 

,,í Fer/.nam fermare nM 
■Vam. ) I. h. hvenlre per/». 
nitni iadiãam , incegnitam ', 
FiitT bum ciiiâti novo , 
inventar humi nova per- 
lonasem , defconhecUa , 
tiia tratada pot outro ■!• 
fum Poetii 
&»f Siti etnfiet. ) Não Te 



dermi 



fere 



) «ppa 



courerve fempr* 

mta , e cttlãer, 
I depoii dif> 
)ue Homora 



.« defem^ 
cuidada. Aqui 
|uir Horácio a nuiipiaai, 
porqje na {ui Iphigenia na 
Attlide , apparece elta pti> 
meiro linnirala pedindo a 

fando I Teu fivot Achillet » 
d* rtptoie fe oftenta *ni- 
mor» , e iii que erti volun* 



fer facrilici 



pela falva. 



çao doa Gie^ot. 

XV. Dã fum prectUê een 
t» Jaire íi daut mudas fue 
A,i para fe eleger e argo' 
mente > hum dei fuaei he eent' 
mum , e ntit tt atado ptr 
algum Peeta i o antro pa- 
rim puHica , \, h. inventa- 
do per culre , mai expefi» 
para Jtr ainda tratai» per. 
qualquer oatre Poeta. 

I3S Di_^cile eft. ) Nelle 
lu{«[ ião tatiai m intela 



cGoo^k 



A R T B P O E T IC\A. 4I 

ligencUt <lpi MenTetanti* nniigo EtcoVitdot t DiJldU 

gat , c moiictnoi. Nio Í{* tjl etmrnMtus ri$ prtpriil 

noro fct cour« »iàu» tta txflicri nrtts, Pripril di' 

hn» iigumcnia commum, ttrt , A'\iet pioprjifnente , 

trilliida , e nb*ío port«r< he dtfeiever , e definir por 

le de (noJo , que le tntc hum certo inoJo huir» 

jifopii* , eilluiUei todifii paieqi \k buni certa cou* 
elli dilfculdide não detc fi commum , ou |er>1 1 mii 
pôr-te medo t e dttaniniir, fim huma coufa indivldui , 
■ntti inflammar.te mali i em que tudo Te acha de- 
por tinto lonrelha Horácio terminado , f*|[undo fil- 
que fe efcniha maii deprelTa Ião ot Filorufoí. Loga 
hum atgumenro para delle Cttnmuitla ^uir dliet a- 
fe ratlac , títado da Ilíada quellai coufat que eflão 
de Homero., do que tratar expoflai , e que ião , co- 
algum argumento aioda não mo dizem , do primeiro qu* 
tialado , e novo < 1. h que lanqa mãe dellit primi te- 
fe imite r^biamente , e que fmpantii ■ nat quae* iiin' 
antei Te exponha de nnfo guem atí agora tocou' i 
bum fujeiío i4 conhecido , nem totou i ou como fe 
do que fe invtnie e for- explica Joio Rond , diíer 
me hum novo ■ porque o com tal propriedade , i h. 
noto alTumpto he mau dif- «rcrever , e compAr «oní 
ficil , e perigofo de defem- tal belleia oi argumento! 
penhir i com a coniliçiio cummuni , !,h. ot argumcN- 
porjo) de que fe nbrervem toi dai fabula* dIío trata- 
certai cuufai , que Horácio dot antea por outroa Ef- 
nota d!verem-fe indulliiu- criplorei , oi quael com 
famenie eeitir. Na feguin- raião piopriamente fe di- 
te nota acharát outra ei- gSo fer teur. A Ilíada « 
planarão , qxc he quaH de por exemplo de Homero , 
lodoí' oi Interpretei. não he hum arj^umento 
lit Pr aprii tammuniii dt- cotnmum , mai bum argu- 
etn. ) I. h. Rtt valsartt mento [á por elle trita» 
ii/irtii vtrtii tnarrart , do , e pioptio detle. H* 
ou humilt Thíma tam U- poia coufa diffictilloli tra- 
failaU traãart i Keferir, tai , e ornar taça *rgu* 
contai ai coufat eulgarei iiientot eomniuni , e nãs 
com ptltvraa erudttai , e tratadoí , porque cflSo ex' 
difcretatiou tratar digna- poHoi í cenfura de todoí ^ 
mente hum «fliimpto bai- porque o Foeta nio lein 
TO i huma matéria humil- * quem figa, nem imiie i 
fie' ou como (t explica o porque todat ■! coufat d*> 



l;, GOO^k 



4« ARTE POÉTICA. 

Rcãiài lliacuB cirmen deducit ia a&ui , 

Quám li profwrei ignota indiâaqu« ptimut. t;9 

Pu- 
mitits , dt tnti» fut ia* fiTtjãa fer aJgama ctafa eam- 
mua , n geral, E ta , i Pitta , maii attrtaiametf 
te dedmjrii ia fítada dê Htmtre algum affampte jue exf^ 
nhai ita Jttna , i» qut rtprtjealar ariumtnlet Ji dt 



\ fer unidM , t ttgidit mo 



invenlidai. Do qu« i 
cxpofto Te podem deduzir 
tnuitoi Tenciíloi , on intel- 
ligeneiai. I. ° Dar ■ «iTum- 
pto* gene* ( c qae podem 
Gonrii ■ muitoi Iium ci- 
iiAcT nrupiio , e qu« o* 
•rpecifique. It.« Dar ■ tí- 
fumptoi muito communi ■ 
! c«d* bum pôde 



( t»l,* 



nado 






r den 



jide. 



* Dar 1 peflbii de , 
n imtginiçao ciiaAcrej 
muitu panUuUrei, coítu* 
mei muito erpecídcadoi. 
Exemplo , com que Te con- 
firma o que afTimt fe diz. 
Tu poent no theatia a 
bomem j1, lo qual dás por 
cariftet ■ prudeacU , fe tu 
o imifitiia t o piaduiet de 
tua cabeça , por maia que 
te cancet , nía Ibe tfaiáa 
nunca efte caraâer de pro- 

fciedade , pFtprii , que e1- 
t teria ( fe tu tomafli* 
hum hetóe conhecido jk 
pela hiftoríi , ou pela fa- 
bula , Como I7l>-ffei( poc 
exemplo. O teu quadro te* 
n fempre o ai de hum 
quadro de imaginação , 
• nla pintirit fenio • 
prudência em f<nlt '«"•* 
mmi*' Forque , aíGm «>• 



objedo Gngular t 
aílim também o miíor Jau* 
vor da Foelia , como ad* 
verte Gefner , he quando 
fe pinta hum objeâo fiii> 
guiar , derempenbando n 
Poeta cem aceito o feu 
argumenta , &c. 

iig Refíiks. ) I. h. On- 
fiilt.ui I maii conSterada» 
mente , com melhor con* 
felho. 

Deiueh.) I h. Infciium 
prtiucis , 






, a>j(i 



r lá. 



Remiu íliaeum earmem 
ieiusii- ) Obrarii melhor 
fe poiecca em Scena hum 
aflunipto , ou argumenta 
tirada da Ilíada. Porquan- 
to eHe be o primsiro Poe- 
ma da Homero , t hum 
abundantiltmo manancial 
pira muliiplicadai compo» 
fiçõei I como juftamenc* 
obrer*a PUtio no L. IX. 
T>t Rfpl. ondv chama a 
Homero o príncipe , « mif* 
ti> d» 7n[cdU| 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 

privM< juria «rit , íi 



47 



Public 

Nec circa vilem patuluinque moraberii oibem : 

Nec 
taa Imagiinfã» , * âtfttthttijffg , dti ftitfi Mti agrrm 
ntnium tuire Pttl» um fúliadt. A mtmirt it faxfrtt 
tua prtprU , -4 fariUmlar Aania mattria fi Juitéa , a 
txfift» f*r fUtrtt Ptetai , ht nZt Jtg»}rtl atm a trt 



1(1 Puílica mettríe* ) 
Rnm ilTumpto eonhtciJo, 
já t»udo , ou na Ilíada , 
ou na OJrflca. 

Privali jaris erít. ) I. b. 
PUt qutifi tua i como ea- 
plici o antigo ircoliidor , 
Ssrá teu próprio i pert«n- 
cer-t<-ha a ti propnimcr* 
t« , Inventando humi noTi 
a dírcrcta JitpoQ^ão para 
O haverai de tratar. 

Eâei argumeatoi publi- 
coi , e conhecido! tãn 4 
liiada, a OdyAe* , a The 
balda i c outrat Poemat 
doa antlgoi g porque todoi 
podem tomar dellct Poe* 
Diai art^umento) pata a 
compDfii;ão de Tra^cJiit. 
PóJe-fe tiRibem entender 
efta miteria Ter iqnella, que 
antat Hoiacio chamou com- 

grumento , do qual nenhum 
Poeta ai nda tangou mão 
para o tratar, 

i|i S\ ate tina viltm , 
patulamfut , ftc. ) J. h. Si 
itee cirta Iritum a/fut 
amniitti txptliiam , e" na- 
Juni i tirca Jtritm remm 
tuifut tioiam j f« não te 
demorarei em hum aflum* 
pto trilhado , e expofto a 
todoa , e nfk t Te não te 
«ittteiei em kifin cUculo 



òt aventurai 1 de epiTodloa 
«ulgirti , e ]i uTidaiiou 
tanibein , niio rejuindo par- 
fo a piRb , como em bum 
circulo, 01 epirodioi, it 
ficqõet do Autlior , de quem 
tirai o ttu alfumpto ^ o «ju* 



pouco monta , par ter ob* 
via, patente, • fácil a to« 
dm I poii o maior touvot 
c attilicio do Poeta efti 
em imitar de modo qu« 
tudo o que d'i , pare^m 
■et leu , c propilo I !. h. 
inventado por elle. Úrtis 
pódc tai— d«ut^rentidot. i. 
A ordem fejuida, • m«- 
thodica de huma Fabula , ou 
de buma Hiftoria i 11. Hum 
ctrto Livro Ciego, chamado 
ÍTCuíí ^lUll^í>í , i. h. Or- 
Hl Epicuí, Epieui Cjtltu ^ 
e» Circului Pattisai , que 
contém a continua^io , e 
Tcrie de todai ai Fabulai , 
i. h. hum certo Tyftenia da 
Fabulai Pocticai começan- 
do defda a Theofonia, co* 
mo dia Proclo , in drt/- 
ttm. p, *. I atj á volta ds 
UlyOci k Tua Patiia ; e d* 
todoí oa aflunrptoi que f* 
podiãa tratar ; elle tambcoí 
cumprehendia oi varioi i • 
dívetroi argnmentof doa 
pQcnaf , inuitai litftaiia* 



cGoo^k 



4t ARTÍPOETI 

antigit I « hum certo com- 
pendio dai Fihutii Poeti- 
cai. Admotlla polt Hora- 
çla não Te derecem tomar 
,oi argumento! daquelle Cir> 
culo Épico quaG do mcT- 
mo modo ( como nelle eRa- 
lião «rciiloi ; ili«a que fc 



ciefcei 
dt-íe ' 



limplezr 



ixpÔT de huma certa feri* 
e circulo , como dii Jou- 
«ney . df nir.iqao invial. 
« ob»io , no qual fe refe- 
rem «a coufia 'lefde o prin- 
cipio »*i ao lim , conToi- 
me eitat 



erhtm , Hgnilica, eierrart a 
prtpajita I Tahir , afFaHarfe 
do Teu alHimpEo i ufar de 
digreftáo. 

Míratirií.) I. h. ruíiiMt 
ttmpui taum tan/amit i 
gaftarái todo o tempo. 

Orbem.'} i. h. nyiiXOy , 
-rrfg/oí"!)». Al fim chamarão 
■ comprehenião , ou com' 
plexo de toda a matéria , 
deduzind4-fe a Metaforr '- 



nzío te artúe eite defeito 
na Phar/aIU de Lucano , 
o qual cfeteveo ancei a 
bifloria di guerra civil , 



affim 






Ali 



Canãífiairl , Poema do nolTc 
Poituguei Francifco Rodri< 
guei Lobo. E par ilTo eham: 
Hoiacio viUnt O* feluluit 
trtetn-- he viUi vil , por 
qu« nelle não brilha nen 
engenho , e he fatulat 
amplo , largo > catenfo 
porque Te difunde larga 
mente , e fem efcolha, He- brait 
íbIIo julp que êriem quet mhf 
dignificar qualquer epífadi 
e tudo iquiilo que fe aju 
ta além da mefma mater 
argumento 



fifliio 



, pui exemplo (in loj ou %\n 



%0r- 



merma 

Gruter em huma certa Inf. 
cripqão Grega interpretou 
mal nEgiDj^ÓK/KH» , quan- 
do vertes undifue viãtrem, 
devendo vericr ia Circo vi- 
ãortm. PíriWui, -nrt^íOiToí, 
o Feriídt , ou Circuit en> 
tte oi GregoB também qucr 
li^nincar o complexo doi 
quatro Certamei , ou Jo* 
got fagTados,que fc celé- - 

Ikiti , o* Otjmpioi , porque 

Ipeaaculoi Te cele- 

hunt apoi outioi ■« 

fe renovavio pot circu> 



í e poi iffb e 

feCn 



cGoot^lt^ 



A R T» F o E T I C a; 49 

Vte vcrbutn v«rbo curabis reddere , fidUs 
loterpTes : nec defili» imitator Jn arãum , 

D Vn- 

tom , ntm m firit iti tfi/tiits , t iãl toufas taet foaa 
vnigãrminte ft rtarrãe i atm lamitm precurar iraiv^ 
tir palavra par palavrú {litiralmtntt) têm» fitl trúi»ã»r 



Fcfto Te dit ter veneída 
o Período a^juette que «■• 
trou niqucllei quitro Jo- 
£01 , • em toiloi fícou ven- 
cedor • «nim Fedo. U Gy 
mnieii ctrtatninihut Perihc 
iíi vitije dititar fui Py 
thia , Ifihmia , Nemía , O- 
tfinpit vicit í a circuatlM 
ttrum fyeâaeuhram. 

I!) Curatis. ) 1. h. Infti- 
luti , Bmprebendeijii. 

FUmt Inttrfrtt. ) Coma 
bnni lie] Interpiete , que 
fc cinge ji letn 1 expií- 
Riindo todo! c Eida huitii 
d«i fenteiiqa* , e todoí > 
e. cida hum doi penTi» 
neitoi doi antigoi Foetaif 
■01 qaiei piereitdci imitir. 
De palTiseiu nio(ti;iHor*cío 

Íiil h]\ a obrigação do Gel 
tad^âor, oulncerprelr ; e 
adoerre que não' devetnoi 
ítgait Gomo fe foffemoi 
interpretei , oi Authocei 
que noi piopoieraoi imitar, 
ou de quem tiramoi o aSum- 
pto paca a noSa compoli- 
^io ; mai intei tiremot dai 
fuat fomei com jutio , e 
a noflo arbítrio quanto noa 
patecet , e do modo au« 
timbcm jilgarmot. £lle 



nei : íitt cíHvtrti tx Atti' 
tit Ut interprts , ft4 ut erét 
t»r , Jtntentiit iijitrtt , «* 
earum fermit , tanfuam fi* 
gttrii , vtrtii ai narram 
cgn/aituáinem aptii i in fui' 
laj Hffti viriam prt virta 
neceffi hatai rtáiere , ftd 
gittul vmnium tirhrum > 
vlm^Ht fervàvl , nin tnim 
ta me annumrrart leSari 
pulavi tptttere , /id ta»- 
ftiam apptnitre. 

1)4. Ntc defíiiít imltalíi' 
iit arãum. ) I. h. Nec mmii 
duram Ugtm tiíi imponei , 
finguU fcilictt imitandi j 



Nem 



cirii I 



lal a 



perto por huma rnlitaçao 
fecvil : nSo impoiÂi a ti 
buma lei tão excedi vaine(i* 
te dura , certiiiiente de 
imitar, kc. O Poeta di« 
que Te devem evitar Dão 
Tumente ai expiefiãet , • 
os penramentoi dnt qu* 
tt Imitão, inai também a 
oídem que ellet derlo aol 
TuccelToi I preterindo tam* 
■ " teia» 



uicai ( 



vitar «fta I 



nefrao 



mie lho 



«ro dii pi 

triiladava Jai QiaqÃei de 

^eUiiti , e de UeraeAht- 



■ dif. 

ficuldade ■ i. nÍo deve vet« 
gonhofamente ignorar, ou 
contundi! a divecfidad*, • 
diffeien^a que ba entre ai 
Liii da F«t£a Dumadfiai 



1;, Goo^k 



ío ARTE POÉTICA, 

Vnde pedem * pioferre pudor vetct , aut opern lei. 
XVJ ^"^ ''c incipies , ut fcriptor * cyclicuj olim : i (S 

FoR- 
»e«i ptr hum» tferupuhfa Imitú^ãa tt ttiux,irdt a ku-mlugtr 
tSi aptrfait , ítait nã» ftffai Jahir Jem pijt , e Jtm fúnf- 

Ç-edir , t futtrar ai ttU d» Puma , ya« emfrthtnitfie, 
aaiiem atuilt mtms priutipiarát r Puma , tam» tm 
tMtrt temp» f*x ^bm Vut» CyCíie» • Eu cintaiei m 



e dt Poeíi* Epict < !■ de* 
«• logo r*ber , e dettrmi- 
nar-fe ■ trocar muitai coa- 
Tii , e infeTic algumii de 
tio*o , « fingir oatra) no- 
lat que ião propriai, • 
ConducíDtei para a Trttge* 
dU I ). não Te deve «Clrei- 
tar, c einfíi r i goro fam en- 
te ii invençõett * penfa- 
mentol do Poeta Épico , 
T. f. de Homero , a quem 
imita. Hoiacio allude nef* 
te lugir cercimentc í Ce 
brinha , de que falia Efo- 
Bo na Fabula , a qual 
inconlideradamente faltou 
dentro do poqo , feguindo 
o exemplo da lapofa. 

r)f Vaãt ftã»m prtftrre, 
tfc.) Donde nia polTai fa> 
hit fem te defacteditat , 
I pTofe;uit por 



do 1 



■íotar 



i Poe- 



fem olfcndet 

tn*. Praferre tem 
accepqoet pelai leui dout 
nominitivot i Ltx eperii 
vitat preftrrt ptãtm t Tu 
nía pódei profeguir poi 
diante Tem olFendeT Bf re- 
grai. Puthr vétat , c tu 
não pode* tettocedet com 

Al Ediq5ea vulgarei , • 
•1 MaaufGtitoi coihAgIúL- 



let Bllaqo , « Larahino lem 
referrê. Parece que Horácio 
liíera longa t primeira Tyl- 
laba era rtftrrt. Ha edito- 
re* que inliUein em que fa 
deve ler ptáim prtferre , í. 
h. ín cHflt Itcnm /aiirt , anã 
de mlíirilil prúgreái JUftttati 
entrar para tal lugai, donde 
não polTat caminhat maia 
para diante. Tal he a li^io 
de eefner, de Bitteux, ttc 

Poeta jendo prtftrrt «•■> 
tiníia na matavilhora Alie- 
goiia da Fabula da cabri» 
nlia , a quat baldidamant* 
tenta, e faz eifot^oa para 
fubir, e Tahii fdia do pa* 

XVI. Çiml ãtva fer hmm 
jajla txariia do Patina t 
etnSTma-fe tfte preceil» ctm 

1 exemplo ie Homere. 

[)â tiic fie Íntipiti.)^t' 
Gommenda Horácio oeAa 
preceito qne não feja M* 
TOfante o exórdio , qual tae 
Poeta Cycl" 



I abra. 



I «■ 



Poetai Epíc 
Tragicoí , ftc. Contra sfte 
Preceito deliiiquio Enaci* 
na fu4 Acliilleida , e The- 
biida , e Séneca na Xtaa* 
de . kc. 



cGoot^lt^ 



ARTE FOETICA. fi 

fmUr, ) Na *tTdid» te Interpretai hc ■qnelle ^a« 

■nveifonhatíi de abri t mio pócni *ai veifo toUi a vidi 

da obia qat emptehendef- de hum heide , aflim como 

o fct Nonoo em fuai Dio- 



Operit Itx. ) A tei da 
Obra, a quil na verdidc 
cHa exigindo , que at ul- 
timu cour» conTenfaio , 
• Fjtjio harmonia com if 
ptimeini, t qae leva 



nyriacii , • Antimiaho ■■ 
hiAoria Thcbina. A ex- 

Slici^lo defte termo nada 
II ao texto de Haiacio. 
Balia Tibei que Horácio 
cenruii aqui ot Poetai qu* 
toda ■ obra pelo mef» faiiio Terfoi heiotcoí , cu* 
no fio. jo principio eri ridiculo 

i|< ScrífUr tjílieui. ] por não Ter eanformr ii 
Hum nio fei que Poeta regrai da Arte. Hivia Poe- 
Kpico charlatão , chamado tai , que Bmplitmtnte , • 

Íor Juvenal , c Marcial tr- Tem artificio aljum toraa- 
ittlu , o qual ciatara *io o argunieato dot Teul 
pelii praçat , e noi ajun* Poemai do Livro intltula- 
tamenioi ui «tiroi , ou do , Cjclai , ou Oriii EfU 
Ihipfodiai de outroi Poe- tm , nu Curfus Ptttieus, 
taa , uu o Teu Poema com* Cyelf Bfiea , ou Curf» Ptf 
podo d* pedaço* de verfot tieo ) no que fe poicatio 
tiiidoí deftai , • daqaellai maia como Fabulidorei , 
Pocfiaa fem inaii dífccmi* do que como Potta*. Affim 



Algnni jutcío que Hora- 
aio deCgna o Poeta Anti- 
macho , da quem f>a men- 
fio Cícero i« Br,tt , mai 
fem maior fuMdamcHlo i 
porque o Faeta Antimacho 
efcrevro i guerra de Tlta- 
bit a que fui multoi annoi 
. guerra de Troi: 



• aftc Poeta 



n Ho> 



laiio reprehende, 
II ( efcraveo a {uerra Tro- 
iana < maii, o principio do 
Poema de Ántimicha i co- 
mo nof teftilicio oa Êrco- 
líadoFei Giefoa, come^a«a 
iSm t = Dieitt Saturnil 
hvis magni filiae. O Poeta 
GycUco I feguado aluani 



SerlfitT tjeUii 
Poeta GhaTlitío , digno da 
fe contar antr* oa farcif* 
taa I etrubãea, que fe oc* 
cupão cm faiet ligeíreiai 
de mãni , porque rectiava 
pelai Pfifii , • luai faul 
«erroi nii rodai , e ajuli» 
tamenloi da gentalha t 
muum; , t. h. circulai , 
ttrina I Ou be finaloienta 
o Poeta Épico , que toman- 
do para o feu Potma «■ 
epifodiol vulgarli, a tri^ 
Tiaei , ajunta a hum bri* 
lliante , • pompofo eior* 
dio , como CD) Proverbi* 
fe di> , hnma rqania de ra- 
mendoí , c de rcialbot foi* 
dido) I i. tu «ifat I e pa* 



cGoo^k 



IS A R T E ? o E T I C a; 

FORTVWAM FRIAMI CANTABO ET NOBIEE BSLLVM. 

Quid digDum tinta feret hic promifibr' hiatu ? 

Pat- 

■Tcnturai de Piiinto i e a Amora guerra. Qm emn^ 
tard efie Pftta na ttnlinuafãii de hum lai eterna ■ 

Jae etrrtfpíndo a exeráit lâa múfníHto , € ftmpafs i ti 
. fue promtite , ao f hc partft , eoajai granáti , t ««- 
ravilhejat i Ptrltn ii mtntei , ãanie horríveis urrts , 



da<;o) de verTad faltat de 
fcciteza , « ditnoi por i9b 
d* todo o derpr«zo í pot 
quanto Heinfio moAia ^ue 
eftet taci Poetit Epícoí 
foúa cbamadoa C^clicoí ■ 
porque ufavão de frequen- 
tei Epirodloi i e delle taof 
bera fabemot que Mevio , 
náo Poeta , ao qua[ Vírgi- 



lio . 



indem 



I Eclosai , efcceva. 
ra o Poema da Guerra de 
Tróia I em que referira fe- 
fuidimente, e por ordem 
nethodica a htAoría de 
toda a vida de Priamo , 
defde o Teu narcimento atí 
i fu* morte 



Poen 



. Po et 



Mevi 



leftc lu- 
gxT critica Horácio. 
For furtam Priami eantaío, 
49* vetilt ítUumi 
Virgílio Ecl. III, 

. . , Non Iam in Irivíís 

ia^S* /oleias 
Slrdenti mljirum fiipitlS 

difperdtrt tarmen i 
O Pjdre Sanadon preten- 



de < 



: Hora. 



allui 



StaOmo , author da pequi 
ordirm doi tempoi. 



ci-ditO) >i Rcç5ci de Priamoi 



Celio Bodig. L.XXVIIf. 
C. X. diz que elleacfaaein 
a nota Comedia chamarem- 
fe eydis oi lugaiea , ond* 
fc vendiáo 01 efcraeoi i « 
quiçi também onde fe »- 

S unhão k venda outrai coa> 
II Coirobara*fe efte peil> 
famento com o que diz o 
Bfcoliador de AriÁophaaei, 
efctevendo que o kukM» 
de Aiheiíai era hum circ* , 
pti^a, ou lugar, onde fe 
vendia caine , peixe , &c. 
Confira-fe o que diz o eru- 
dito Cafaubsoo em Athene» 
L. VII. c. lil. 

117 Farlunam ) Sobentea- 
da-fe , malam. Efte exordlo 
do Poema de Priamo , C 
da Guerra de Tróia be fo* 
biemodo íncliado, Aci 

i)t Tanto hiatu.) Ltte- 
ralmente. Dfpoii dt ler . «■ 
terto httma tSa grande !«• 
ta. i. b. Depoie deAe porn* . 
poio piincípi* , dcpoU 
deftai magnificai promeffa*. 
/Ao pronunciar Cantatt ^ 
e Notile fe faz liiato. 

PetJio ruminando efte lu- 

Íat de Horácio efcreve af' 
m no principio da Sat.V. 

Faiuld ftvt-motfia ptlutKr. 
kUni* trtgteéê | 



cGoo^k 



ARTí»OETICJt }( 

'•fturiíinl montei , nifcerur ridJculut mui. i 



V"» moiY^ hemutum multe "■ — ' 

Won fumum ex ful^src 



C* urbet. 
, Tcd es fumo á*n lucen 

conquTfti 

M difiereaie* coflui 



^11« df Troi. . Mtrco m„it.. n./ge. / i 

f«* *M>* «» «;.««,/., /„„„f, , „,, 'f^ j^y^ ^y 



■ . . .aut punui rttajli 

farmiah tffnt 
Tngtrit , ffc. 
3V wfBí Mhelantí , ciftti. 
turimummffacamlnt, 
rtllt frtmit vtntei , (Ti. 
Nec fcltpps luaiidai inUif 

dii rumptrt tuteai. 
»J9 Parturiuni. ) i. b. Pa- 
wfí meâHant»! 



■ Oulio 



I Pflrt 



*ní , i. h. Olim míditaian- 
tur pmrert He' hum Pto- 
verbio tomada dat Gregot, 
pomo noi cnJini a intiso 
■Icoliidoí, contri iqaellf ■ 
quefíiem grande» othn- 
ti^õe* , « promcrii ( e de- 
poit de oídiniriú , nids , 
uu quifi nadi cuniprent } 
e tic tlndo efte Pro*«rtiio 
dai rabuUi de F.fopo, que 
Fed» affim ««plica , díitii. 
do L. IV. F«b. XXII. 

*« /eríptttBi eft 

titi , 

Çai magnt faurn minarii , 
fxtrltM nihil. 



14a B!e. ) Hofner*, qut 

■flim ptincipiou ■ Odyirei , 
■ - h. tâ Aventurai de Uljr* 
fesr A' iS-gtí fiOi ivvtTtt , 
íiaía . Vt. Dic mihi, Mu- 
U . firam , «c. 

Qui nil meJilar intfli. ) 
Que nidi dirpõem , ntdt 
•[ranja fe ala muito eon- 
Jideridamente. Mellri nt(lt 
lugír iignlfic» empieheif 
der hum pcojeâo , 1 ircin* 
pRTtet I no que 



Hom 



> he «dm' 

lhe 



efc»pirío ai* 



cGoo^k 



U ARTE POÉTICA. 

Cositat , ut rpecrofa dehinc mitacula piobiat . 
làntiphatcm , Scylbmque , & cum Cyclóp« Cbatybdin ; 

Nec 
Wtfmê fumt h*mú lux vlvé , fo* ê/e'ar*et *fit txsrdi» 
máiifia j fará dtp*it iaful faifr apparittr muitas p*r- 
Uattjat ataravUhai , átfcrev.ni» Ántifatei , ScytU , « 
CiiaryUU cpm t Cyejtpt Príy/emf i Ntm frintipm , túm» 



tom 



inferta bum fn^o 



CllF 



I de n 



duração. Pot compinqia , 
Í< h. Oepoii de principioi , 
• pramefT» brilhantet iiao 
pifli 1 tMtar de objeâoi 
infiinlficintei , c de ne- 
nhum mececimento i mii 
antet depoii df hum prin- 
cipio lenuCi emodcAo co- 
mera a eapâr coufai siin- 
dci . e mui brílhiktei ; kc 

Miracula. } 1. h, Ilt$ ti- 
miralisntm mavtntes ; cou- 
fai mirivilhorii , que mo- 
vem a admiração. Em quan- 
toi peri^ot poit não vem 
a cihir UljrOei , iriat coni 
quanta lirtude , e raçract- 
ãatle oi vencEo , bem que 
'dífficul>oriii>ente. 

144 Ctgitat. ) I h. Anime 



Ba Tua 



■nde , ir 
□ nl^der 



i4{ Anllphaltn) Antíphi* 
tea , Rei dos Leftryg5«i, 
co/1:um*Ts comer homem , 
• habitava aquelia parte 
da ttalii , onde fe furdou 
a Cidade de Fnrmiai. Sen- 
do levado UlylTea por bu 



leAidB 



fusa 



^raiai, mandou trct doi feua 
compinheíroi 1 eziminic , 
e explorar aa teriat daquel- 
ta Kegião. Antlpbatca aii*> 



batou a hum deitei trea 
«aploridoret , e cruclmen- 
te o devorou lo^o- EAa 
hidoria refere Homero no 
L. X. da OdyOei. 

Styllamfn* , Vc. ) Scflla, 
e Gbarybdia aio dou) Tot* 
vcdouroi , ou redemoinhai 
d'agua na aftreiío , e ma* 
de Sicília , huni defronta 
do outro ; of quies engu» 
lião navioi. Homero refere 
cAa bifloria no L. XII. da 
mefma OdrlTea. Oa Poetaa 
oi reprefentáo como doua 
monAroa hortlveii > cingi' 
doa da caena que eSão d« 
contfnuo ■ ladrar. Aflim 
VÍr;!I'o En. III v. 410. 

Dexirum Scylla leias, laf 
vam implacata Charjhiis 

Oijidtt : «t^ut im» iarathri 
UT guri!iit vafiti 

Strttt itt 0^'uptum fluSm* , 
rurju$qttt Jut aurat 
' Eripit alltmei , ft fiãtrm 
Vtrítral Undtt. 

At Scyllam cafcii tthíM 
/pelanca latttrh , 

infaxa trahtntem. 
Prima hantinii fatits , It 

pulchrf pcãitt virg» 
Putt tmuí I perima ia^ 

mani cirpa'* príftis , 
DtlphiaUm tauJas *t*n 



cGoo^k' 



ARTB POÉTICA. 
Nec mlitnm Diomídit *b intcrítu Mclugii 

fMtrtt Pêtt»t , ú eaattr i i 
/m pãIrU , r»mtntatii»-j* ati 

Confir«>ri • noOb Honcio 
Od. XXVJI. L. I. Cícero 
contr* V«irei i H«e iiftfiitr 
ntutii Vtrrti , fuim SsjUa , 
1»t4 mult» ft pturiias C 
tnai§rHm* tamtnt /■Ki>W*> 
T*t.Coníítm.U ViriiliD, Ecl. 
VI. ».74. 

Cum CttUpÉ. ) O Cjrclo- 
P« Volyitmo , Kti doi ou* 
tro» Cf Glop«i , o quil , fe- 
cundo refere Homero no 
L. XI. d« Odrdet , deio. 
lou r«i* cnoipanheiíot de 
Ulyffe* I porím elle em 
defpique llie cavou o único 
olho que tinha Ditefti.Con* 
£n-r« EuT^pidti na Stt)-ik 
dúCyclúpc , e VJrgilio n* 
En.III, « éao., onde defcce- 
le com multa elegância t 
pintura deftc bonivcl Gi- 

. 14< lUdiíam Diêmtãli. ) 
Nem repete ■ vinda de 
Diomedea defde o tempo da 
guerta de Tioia , nem vai 
buTcar li de muito lonçe ou- 
tra alguma naiiaçio. Oionie- 
dei depoii da deAruiçãOi 
c conquilta de Tróia, vol- 
tou para a Eiolia , região 
da Grécia. Horácio , «nfi- 
nando com fabedoiii -, def- 
crevc com a mefma «le- 

Sancii o artificio do Poe* go% dfpoii de Achflle 
ma de Homeio. ConGi^fc 
Virgilio Bn. XI.*. 941. 

Horácio oeile lugar cri- 
Uca ovtra vei tacitamente 



14< 
Ncc 

'í«/» d* Hlimiiti farú 
w ttmf» 4» wuTtê i* M*' 

Antímaclio , Potta Cfcll* 

CO , o qual , começando 
pela morte de Meleagro > 
efcievco o feu Poema fo* 
bre ai iveatur» , c «inda 
de Siomedci pari • fna 
pátria depoía da |ucrra de 
Trota, «uja mateiia efleii* 
dco tanlo I que cncheo 1 
como ohfervB o antigo Ef- 
coliidoí , vinte c quatto 
Tolumei primeiro que 8- 
leffe chegar felF Capitiei 
tli i Cidade de Thebai ^ era 
cuio número fe acbon Ty- 
deo 1 pai de Diomedei , di 
quaei todot combatião The* 
bai, e Theoclei em cbfequio 
de Folynicei muiio tempo 
•ntei da guerra de Tróia. 
Homero porem não ^ome» 
^uu >f!im , havendo de def> 
crevcr a volta de UlyiTea 
para a Tua p;itiia > r<m »r- 
iitur ai InUrltm , Ve. Ef- 
ta Hifloiia de Dioniedea , 
• de Meleagre , veji-fe cm 
Diodoro de Sicilii , e nai 
Metimoiforei de Ovittio. 
ConiiTa-re o noffo Horácio 
L 1. Sal. V. «9. 

Vitmidit. ) Diomedei , 
filho de Tfdeo , e Bei do 
Etolia , o inaii valarofo > 
e bravo Capitão doi Gte- 



Tioi» , 
irritado peloi anioret de 
Tua mulher , fe retirou i 
Apulha para a coite do 



cCoO^k 



(1« 



f6 A R T E P O E T I C A.' 

Nee fetnino belluin Troiinum ordltUT »h ovo; 
Sempec ad cvcntum felllnat,'6c in mediai rei, 

Non 
Utgrt Í rum tlt peuft etmt^» o guerra ie TV>m > de» 
iaxjni» Jeu txtriU dtfde at dtaf fv»t dt Leé». Ctrrm 
frmprt ligtirt a» fim it f»a acqãa \ e trreiata fea» 
ouvintes fura « mei» ãa nerraçãt dos Jaeet^ti , ttm* Ji 

Bei Dauoo , ond« it 
fceleceo. Confica-fe i 

V. do L. I. Tydeo , itralo * Heltni , que foi 
de Melea^ro foi pii de 
Sioinedei i Meleigro rri 
litho de Eneo Rei de Ca> 
lydonia , e de AlCbea. A- 
penit nafcitto , *to fua mái 
Jtlthea ■■ trf) Patsu pof- 
tit ao p^ do fogo , e ten- 
do ni mão hum tíqão >c* 
cero , fatit para MeleagrO) 
poi dependei delle a fua 
vida t porque eatíníla o 
tição , havia de moncr : 
leiiradai «t Pircat i Althea 
ap»gou o liqio. Crerctndo 
depoii em idade Melei^To, 
por otut» de hum javali 
^ue etie inatira , ruTcítada 



hum 



feui 


ti 01 




mãoi 


de AI- 


*he 


Tua 


nãi 


Mele-sro o* 


«lltOU 1 o 


4" 


r<ib 




mi; 




rpo 


Ilda 


de renti. 




:a , 1 




ide o 


a faial 


tiíá 






nfum 


do elle 


pelo 


"f^"' 


'""-l 


fe CD- 



tinct 






e leu- 



n refere Ovidi 
Viri. M-t. 

147 Gtmlarattv». ) I. h. 
4 parta htdat \ Defde o 
pano de Leda. Leda , mu- 
lher de Tyndtco , Kei de 
liicunia , de Ceu marido e 
^ Juficer tniiiforiniilo em 



_. , de Troi- , 

outro CafloT . e Clftemnef< 
tia \ iic. Til foi a ficqSo 
Poética , e MytholoEÍCi. 
Nefte lugar ciitisa Hora« 
cio a Slinmo , author d« 
pequena Diada , que come* 
qa ofeuPoemi peloi doue 
ovoB de Leda 1 e louva com 
f^blimidadc o artificia do 
Poema de Homero. 

14I Semper ad tvtntBmt 
ffe.) Logo fd encaminha 
i citaftrofe , t i fo1<ii;ão 
igíco da Poema 
força 6|níBcat' 
_ ;atat nefte laja 
Logo principia pela >r> | 
e lixa de Achillei com 
^Igamcmnon , e conta o* 
demait aeonteoimenioi fe> 
cundo feolferecem aa coi»> 
runâuiai , ou totalmenta 
01 omitte , affim como o 
mermo Poeli obfeivou na 
OdylTea I e affim reporta» 
também todoa of bona An» 
thoie* dat Fabulaa Epicaa , 
• Scenieai. Virgílio poit* 
imitando Homero , princi- 
pia a fua Eneida pelo ub 
limo doafete annoa, peloi 
quaet Eneat andou errante 1 
ino he , piinctpia pela an* 



1;, Goo^k 



ARTEFOETICA. 

Mon Cmis ac not» , auditorem rapit ; & qnat 
SJerpviit tra^ati nitercet* poffe , relineuit : 
Atque iit meniitur , fic veris falfa rtmircet , 



propõem 


, co 


meqi 


lofo a- 


qutlU m 


ermi 


»cq 


i» *IAa 


cm n mi 


cfma 


'.'f 


rofeguii». 



do 



< feai 






tllti Jtnitffiitt, t tfiiviffem infiruiiti tm as mattrUiM i 
'' fur tratM i * ^§a tnt fiUatit tuáa » fdf «3» *ifti^ 
ntm Iht parici pedtr-ft il^r dt mantira fue ptffa tri- 
lhar t itir-fahir ptlai grafas da Ptcfia ; e cem lai tHm 
filio mifiur« tm faai. /itfõis t f'Jj» tcm » vfdadtl- 
'*! fMê » principi» , » mett , f fim, tudt ptr*et ptls 

no , cm que o Capitão Ft]r> 
tioltvado dat tempenidM 
■bordnu it coltat de Libf t , 

• rtndo ipprcrentado a Dido 
Ai I «fta Riinhi ■ nirruijáo 
d* fu3i iventurai , t do que 
padece» aoi feii piimei- 
lo* >Bnaa. Hoitirro no pria- 
ctpio da OdyOca pcopõetn 
o confelho doa Dcofei , e 
B Tcu decrein pan Uljrffei 
{*' Tclticuido i Tua pattia ) 

* ifto com t«t artiRcio 
dito , qu« patec* nada fal> 
tar i narri^ão. Efle precei> 
to liolou £nac!o na Tba- 
baida , por ir bufcai de 
■Buiio loiige coufai , que 
anontda ^ e pouco ou nada 
accommodadat. ao afiumpi 



a pe- 
nai, e de paflagem deveria 
tocar, para não faltar á 
Stavidadc do argumento 

14S £t Mediai rtM.y Para 
B forte , paia o meio òof 
fucctlToi , e dat aventurai 
do heióe , que faz o ai- 
gumcflto do fcu Poema i 
•mtltidaa poi) aquella) cou* 
faa que precedSrão a acção 
f [incipa] I cyja sanarão fe 



rcuottinci 
põem de parte , defere , 
ou toca de pifTagem aa cii^ 

alhetai da acqão principal. 
Con6ra-re Micróbio L V. 
SalMrntt. Cjp II. 

I4f Ifcn JitKi es nttat.) 
J. b. Qnaíi iam auJíitri nt' 
lat tjjint fraittàtateii com» 
fe o outínte «AivelTe in- 
Hiuido , e capacitado d« 
maii I porque oi principio* 
devcm-fe fippòr como ji 
fahidoa. Veja fe a Nota 
precedente. 

i{0 TraSala nltifctrt f«[^ 
/*. ) Que tiatando-fe pof- 



adqui 



r lug 



fu 



lafoi 

que tom 

ifi Ua nuttiitui, ) Sabi 

fingii tão engtnhofinKnte , 
imagi' 









fe prende , • 
une o looo > porque & con- 
textma não fe fiiina t«di 



cGoo^k 



^t ARTE POÉTICA. 

primo ne médium , nwdio ne difccep^t imum: 
XTII Tu , quid ego , & poputui mecum drlideret , audi. 

Si 
/no harmonia ftrmmr hum ttdt p<rftítt , t it hum* 
Kífma naturixa. O' ta Patta , fue tjtrtvei Ptifiai Drs- 
viatieat , teve » fu* tu , e a Pavt tamigt it ti itjt* 
jt , j't fuertt captar a itnevtltneia it tjfi&aitr , f»t» 
fH« tacantad» attcnia tuai Tr-agtiiat , t fut hãfã i* 



na verdide , mie m Teri> 
irmilhinq* i pnr quanto oi 
Paclii não itCendem ramo 
•ot Cueetffo* , e aoi fiAoi, 
Inai ao que Teidideirameii* 
te poderia acontecer , e 
cnn Titáo Te deveria f** 
■er. Todavia he melbor que 
ao menoa a acção piinci- 

Ial de todo o Poema , e 
quit ai outrai Te refe- 
rem, na verdade fiiccedef< 
fe. 

A Ficfjáo poíi he como 
a «Ima da Poelii , fegundo 
o que no* e>(in* AnJlote- 
let na fua Poética. Affim 
M» Eneidai de Virgílio ha 
DiuítH coufat de ficção, 
e de imiginativa do Pae> 
ta I paia confta ao cecto 
-que Eneat , e Inteaoren- 
trcgírão Tioia j que Enia 



> fora 



1 AFric 



C quí 



J>ido depo 

Teu marido Sicheo 

com cafiillimo po 

A efte luiac pertence a- 

qwelle preceito de Scali- 

gero, L. III. e.-XCvU.Ar. 

guottnlttiu /umttidam eft 

trcvij^mmm i illud^ut maxi- 

me variam multiplexim f*- 

titnáuia. 

XVII. Ampna Htraclt a- 
girm eam maitr iniivU»»- 



f3a , * par parttt * prtetl' 
It , 1»* a^-ma prtpSz "* 
geral fairt a Ethetefia t t. 
h d ttrea it iecèrt prtprit 
iti fujíitat , t de Juat ida^ 
dtl , t ctfiumeá t l»al prtt 
eeilt /e iive defempenher 
tom teia a txeeqã» , t it* 

i|) T» fuid ega, tff. ) 
Note-fc a maiaviihofa arte 
com que Horácio recom» 
meada o derempenho , com 
que o Poet» fe deve por- 
tar em tudo o que tcf* 
peita k EthopSa. 

Fapulus mecum dejideret.) 
I. h Ae^»i atqae tgt ex* 
Jpeãet I qual feja a eipe- 
âa^ie do povo t ^ * >ni- 
nha funtimente. 

Aiiiaea mentntit. ) I. h.' 
Dinee aulaea ítventur i até 
que fe levantem , ou fe 
tirem at tapeçaria* j ou « 
até qoe fe acabe a tepre- 
Tentação do Drimi i cot> 
rendo-íe a coiiioi , ou pati- 
no da buca do tablado i 
ou , att que fe completem 
todea ai mutaçõet da Sce- 
ne , como fe fazia n» Ee> 
çia theatraci , em que ha- 
via maquinai, ou cumo fe 
dit , tnmoiat. Note-fe <)a* 
o* antigoi GutHÍão oe tM 



cGoot^lt^ 



A K T B P O-E T I C A. 
Si pliarorii cgei lulaci n»mn(ii , & urque 
Sefluti, doDeccmtot, VoiPLAVDlTE , dkat i 
jGuiii «uiuiiiue notindt funt tibi njorei ; 



tJLir ftnlMlê , mli fut ft Itvanlt « p»nn» da Jttna , « 

hiftriãt tant* , Appliudi vút l lu ãivirát principat- 
■mtnU txfrimlr , t ie^gnar têm iiligtnciã ti ttftnmtg 

f'»pri»í it taãa id^dt , # dtfcrtvtr ttirt exaãm dittf 
fim , t ftm eanfusi» a initlt , t f»ix3et vdrw dfi 

Madof , ou rccnariol , em hum dot r«pierentiiit«i J» 

<|iie teprcfentivio ) de ta- coio , o quil díiii com 

fe<i»rítt,e que no fim di certo tonitbo i Plttdiu , 

reprefeatiqio , e« tirivio < ■ppUuilt. O mermo Hon» 

■ote-fe maii qu« na boca cio iioL.II. Epill. II. iit, 

da tiMido , o que «ioda ,.í,,ftiit haui igatHH» 

te pratic* em Bo<r«t lh«i- ^rtit , 

trot , m«t por díRètcnie gsi Je trtdeíat mirti a*> 

nodo , puahão hum zriod* àiri trBgtiiei , 

panno no chio debaixo do b vac ut taetai /t//tr pU»- 

tablado, ou putpitat i era /trfue tieatrt i 

qaanio a fcerta , od tabla- Citlera jai vitat ftrv^rtt 

da «Uiva aberto ■ e que munia rtít» 

no Jiffl do aAo , depoii do Jf*rv , a'c. 

Plaadite , h levantava , on ElesintifliniR be a traoila- 

puxava pata fimi para fe- ^io , peli qual Ciceio ufou' 

ehar o tablado , e efcoii- de PlaudiU no Teu Cat3» 

dC-to aoi olbot dof efpe* Maiir. Ntfut tuim hiftrit' 

Aadoiei. Ovídio , L. III. ni , mt plactat , firagtaim 

Met. III. tfi fttiula \ mtdt ín f uiiíHin- 

Sit ahi MIanttr ftfiii a%* fOf /urriV »&» , prihlmr , 

lata Ihealrit , nt^ut /apiínli . afyut ad 

' Surgtrt fifna j»Itnt , e*f. plattdite vinitadum ■ trtw 

O mcOno Horácio no L. tnim ttmpus atlalU fatii tfi 

II. Epid. 1. *. itç. Ungum ad ttat hêntfii^at 

Qualaer aut piam aulata vivtaáum. 

premuatur in t»rat , Note-le que ot An>igoi 

JJnmfugiunt tfuilam lar- coftumavão dar palmai no 

aiae, ftdiiumiat eattr- Sm úa Comedia , rot Onal 

vat) de appiDvai^ia ! epiteadi» 

■ JUrx trahilKr manltutre- quando ella não asiadavi. 

gam ftrimna ritorth, tit Nrlandi.) I. b. Defi^ 

if I CanUr, ) I, h. Hifiriti gmmdl , exfrimtaii i fejia 

• bobo j ou graciofo i ou poi ti crpecificadoí , cx* 



cGoo^k 



fe A R T E ? o E T I C A: 

Hobilibuique decor * niturii dindm & >Qnifr 
Keddere qui vocci jatn fcit puer , & p«de certo 

Si- 
inntif , at fuâtt /t mttilt igualmiatt tem ti annai. O 
Mimint fiit etmtfa a artiealar . t a npiiir at p*la- 
vrai , t m /irm»r ttm têrtnit «s p«/m , fffia 4* iri»- 



•rimidoí bem ao tittunl : 
e ilto regundo ■ dt««[6di- 
d« tlii Ididei. 

Marti. ) I. h. Ethici cha. 
rmSerei i oi citiAerei ethU 
cot , nioriei. Aqneltt que 
pretender goiir do {ofto 
de hum humtniffimo pra* 
ser , eompere oi cariâe- 
ret , i. h. «I abrec«*^õei que 
Ariflotelei fii no L. 11. c. 
Xn. fobrc ai differcntct 

MtHlifUf. ) I. h. Variati- 
litut i que viiião feguado 



o deeóro ; _. 

(in dccentei , que Ibei 

conréin I que thet quadtáo. 

NaturiM. ) Bentiei , Stna- 

éon, Poitilinet de Sevcy , 

que preceito he o que nef- 
te lu^ir Doi di Horicio i 
ttio noi dii que diffeicm 
«nire R noi ciraâerei , 
Bat inclinaçõei oi rneni* 
noi , ot motjoi , ot hiv 
ffleni feicoí , ai telhoi i 
Não he pni* lofo nmttirm 
tum annii mtHlit í Lo);o 
que bellcia teria cfti fua- 
vifTima rtrmociniqÍD Rhe- 
torica I e a que vinhio d> 
telleaiunbot fobr* a nitu* 
Mia iiD mutável > de nalura 



iminiHaUti ( fobrs oi annot 
maduioi doi homem feito*, 
e doa velhof i ée maturít 
viTomm ac fenum tniriiat i 
A mudança da* idadea , 
c doi anoot he. a prova ( 
que Boracio dá como ex> 
cmplo para o Poeta fe b«- 
cooimadar em tudo ri^oro» 
fameate i re^ra de eipri> 
mir própria, e dCTidanien* 
te oi affeâoi , oi csAumea , 
e oi genioi dai rujeitoii 
que ipparecem ■ fe faieni 
fig-utar no Poema. Maii , • 
palavra natara não lignific» 
neíte lugar , come perten- 
de Sanadon, a efliencia, oa 
a virtode nitunl dai c«a> 
fat. 

■ d Reidera vaaej, ) Ar> 
ttcular pslavtat , formar dtt- 
curfoi.) lefpander ao qu« 
fe lhe pecfunta , e ao qitc 
ouve ' a<Gm Virgílio En. I* 

• . . . cvr iaxtrat ftmgara 

Nan datar , at virai aaO' 

Tt , fl" reddert vett* i 

Catulla de Thit, <ee Pelei 

ífce miffai andirt futunt 
ntt rtddere vtaai. 

Pede tMa, Ve. ) Secu- 
ra , firni iá feui pilToi. 
Horácio tcprefenta aqui ao 
viv» t pucrici». 



cGoo^k 



ARTE?OETICA.- «* 

St^nnt humum , gellit puibin colludcre , Sc inm 
CoMigit , te ponic Kmcrè , Sc. mutatuT in horu. i6a 
Imberbus juvenil , tandem cuflod* remoto , 
Gauikt cquii , caoibuique , 9l iprici gniniiM ciinfò. 
Ctreus in vttium fítât , monitOiibus àSott , 

Vti- 
tar t*m ti ia fua igualha > Enftiffe Irai» ptr tiitf» 
mlguma , t 'mt»nfiitraienttnH jt itftnfeia \ t a cai» 
tntmtntt tfià varíanit. O iiian<€h» imítrhi , fat Jt vi 
p»r fim livrt ia /t/eifàê it Jtu a!t , f*lga ie tir ta- 
vallti , a tatnt , a it eerrtr , * txtrtitar-Je ne campa 
Mareie « ttma , fual tranja cara , a imprtjt3e ie f na/- 
fttet vicia i nãt ftfrt ti canjtlh»! á*t fut a aivtrttm i 



ite Tamarí. ) I. h, Levi- 
Ur, iaean/mlti i com lígei* 
lesi , iiic»nSd«udaiDente ; 
fem conrelho , r«m tizid , 
kc. Terêncio na Hecjr*. 
Patri intar Jift quhm frt 
íavitma naxii irai gtrmnt i 
Çuaprtpttr i fala enim, fui 
tal futtrnat animai, it^r* 
MUm garnnl. 

til Imheriui. ) Oi Litl- 
aoi díiiã» ImUrtut , e int> 
itrKt , pela mefflii ntSo, 
com que também dUião 
intrmat e intrmia i como 
obíerva o intimo Efcolia- 
dor. ConRíSo-re ■■ Inailui- 
0ei , InfiitutitHtl , de Soft- 
Ditio Chiilfío. Horácio fir> 
1> pot emphaã diquelle 
^ue efpeia com impncien- 

diz imttríai para deli^nar 
hum moqn rude , e fem 
cenhecimento , nem peiii 
cia dif courai do mundo. 
Caâiit. ) I. h. Tultrt , eu 
fmeiagogo i o aio , o tutor , 
o peda;o(n : ot minceboi 
kvnanoa fabiág da iofpeo 



qio do aio , ou raaiircdoi 
e era loi quatorie annee í 
ou maia tarde , e cii aea 
dezefetc. Reprefenta aqui 
Boracio a a«lolefcencia , * 
Teu caiaâer, HoncJD b. I. 
Sat. IV, 

I>um cufiaiit agai, 
Sat. VI. 

Iffa mihi enfiai intar' 
ruptijpmttt imntii 

Gream iaãaret aitrat . . . 

idi Apriei gramina eaal- 
pi.) I. h. JUarlii i dot eKei> 
cicioi do cimpo de Marto. 
Confira-rc a Ode VIII. do 
L, r. 

Gramina. ) Da relva , on 
gaiio com <]He a tiatuteia 
por Tl mefma alcatifa oa 
ctmpot, 

i£) Ctrtni in vitinm fia- 
íli.) I. h. FUai fatitii in- 
fiar earat j flexive] qual ,' ou 
como . a círa para tomar 
at impcefióet do victo. 
ConRra-re a OJ. VlIX. do 
L. IV. 

MmiUrititi afpir. ) At- 
peio pira com aquejiei qiM 



cGoo^k 



C9 



ARTE VOETICA; 



TtilíuDi tirdui proTtfoT , prodigui aeiii , 
Siibllinis , cupiduiqUff , & amtu Telinqucre [Wtniz. I0f 
Converllt ftudiii, tttas animutqiie virilii 
Quaerit opes & ymidtiat , [iiferTit honori ( 
ConimirifI« ca*<t quod mox mutare laborct. 
Hultk fenem cifcuni*eniuDt iticomtiMMte } vel quod 
Quiv- 

Hrde tmii» em jtnt i»ttrtgit , t mtifUUitt t it frtiis» 
tfiragaitr dt iinh4Írt , ftlertt , * titit 4i affttitts p»r 
tuit * fue vê , t ttm di-prt§* /* itfprtndt i» f>< mmU 
iejtja. Trtcaiai « eofiumts , « ai inelirm^íti , t i** 
mim i» Uaii viril , t d* rú^t madura pSem Itdii m$ 
Jtui tmidadt$ tm auuillar rifaexfi , grtagiar amigtt t 
pretara etnfiguir »i t»rgtt kenêrifieai da RtpuUita t 
mtaaUta-fe dt n3» f»Xfr etufa alfuma , dt fut tif§ tim 
fn-fii nut\v* ft arttftnda. Infinitas tiê «« incimm»' 



[êprebendem , <iu« o ■4> 



ainda 

fiio eiperimcntog ot in' 
cóminodoí 4ue lerultlo Ja 
acceffidide. 

I6f iSaf/imii.) I h. Bla- 
tu$ , •" ftfex. Prefumpi^o- 

Cnpídai. ) Ardente , vWa 
noi feui ilertjoi j ou defe- 
joTo t ippetitoh de tudo 
quiDto vc. O racrmoHora- 
<in no L. II. Ep. I. *. 
■ao. 

Sat nutric* pasU» veJut fi 
luderit iHfani , 

Çutd tapidi petiit , mata- 
ri pletut riliqaiu 

Xfte mermo «ieio dot min* 

tcboi ccnfari Ariftotele). 

IÍÍ Cfnvtrfii fiudiii.) Mu> 

4t(Ul ptlo 



cliniqSei , Bt *ciiit«dei.CoiK 
fin-fe Cícero no L. I. ãt 
Ofíit, e na f«u htlU , mi 
<te Aaiicitia 

IÉ7 hftrvii h»mri.] S«I- 
TilBicnte ptettnde , C prsf 
cura com anela «levai^f* 



lilieo 



1 , aot cai^ol 
, it Maglirm 



I Tif 



QuanLo noi encanta i 
bliinitladc , eom qu« Hara* 

ronil , e florente. Con>>ra> 
k Arinoielet na Rheiorl- 
ca. Alfiro filla Cicero no 
Ftaemio do L. II. De Ojit, 
Peflref aim ktminitas >«• 
Jervire cttpi , mt^n* têtam 
Rtipnhlieae traiidi , a'c. 

itl Mutare lattrtt } l.h. 
Qued mutatum e* ii/tHmm 
vetit I a que quereria einen» 
dar , e não ter faitn i S* 
empcnliarii em o nin ter 
feito. Terêncio ÃaáréBaué 
mut fuSam. 



cGoo^k 



AKTE POÉTICA. <| 
Quaertt , Sl iiiTcntii mirer abdiiMt , ic tlmet titl } 17« 
Vel quòd rei nmnat timidè gelidéque miníHtit . 
Dilatar , fpe longut , iatn , «fiduique futati , 

Dif- 

i» , fut ttrcSt » h*m4m , f»anit tkttm 4 /m viHitá t 
tu ptrfat ttif f* tmtfiia rM ammitêmr iktí»»'»» , € 
pntiii ttiti , itt faats ãípns d* aifnlii4i$ ttm mufpti- 
nha aoarr^a ft aifilm é€ fytr i m parfm* (m trmiar f§mM 
ntficUi , t dtpendintimt Jt ftrtt fMtpr* t*m Um*r , « 
ftiamntt at *dminiftra \ Ítm»ra4»r , tWtê imjaút tjpa- 
rança*, intrlt , * frixa m thsr , t tmUfafi ia/tUmrn 



tiq CirtumVãttiMHt ) t. k. 
GremmfepimiU, eiretinifidtiUt 
(«ompinhão 1 nio lirgSo í 
kc. Aqui eiprioir Horácio, 
evno Tíbia que conheef 
o interno do coiiqáo liu- 
míDo , com fumm ener- 
t>* > ■ ilaliodexi o eira- 
Ãcc, génio , e coftumM 
propriai da velhice. 

liutmmaáa. ) Incommodi» 
didei , impertinência!, kc. 
O Poeti ufa de Cbaricn- 
tifino DcAe luEir. 

170 ãafrr ) i. b. jm//- 
mUlit , mi fenivcl , mefqui- 
nho I lofo be bum emoli- 
do , e hum indifcietD. CU 
cero no Teu Lrlio. FtttJI 
fuicnam tft atJmrdiMM , 
faim çtti minui vitat rtftat, 
ti fim vlaiiei imatrtrr i 
"" HtaiU. 



Terêncio 



■ . . Invtnifaiai *fi 
jUifait , laiart iavtata 
mei eui dtat htaa. 



e*lÍ41, ) 1. h. Ltníi I <•■ 



Icntidi* , com apmicamea- 
to , com fi&xidie. 

Miaiftrat.) 1. h. lUgít, 
aimiiti/lfal i adminiftri , g^ 
Terna. Dia Aitftotele* qii« 
ot nanccboi fc fiáo d* 
todot , porque ainda uím 
tem fido enginidoí ( 'c qu* 
ot «elhoi de ninfuen fc 
flio , t defconãáo de tod» 
o mundo ■ porque tem Gds 
eiiKioidoí laaitat «ezei. 

179 Dilater. ) Tcnperiía» 
dor, dcmoradot , retardado, 
ou demorado na* confai 

Spt Ittifua. ) Tardonho 
em dar doai erperanqif 1 
como noa dic AriAolelet , 
Auit^TtoTcí , em o quv 
dro , que forma do homem 
eelho I nio porque 01 ve- 
lho* nio elperen a1(U(M 
coufa ( mai fim porque fera* 
pra efperio malei , adver- ' 
ndadet , e o que he peior. 
Oi velho* por ilTo tão ^i" 
moratoa de Tua natuieia 1 
porque aprenderão por ea- 
pericneia , * ufo dai mel^ 
rait coufai fer difficil coa^ 
fa a coBfecu^io de nofiòe 



cGoo^k 



C4 ARTEPOETICA." 

DiScilii , querului , laudator tempori* t&l 

Se puero , * cenfoT cafligatorque ininoTum. 

Multa femnt annl venientet commoda fecum * I7| 

Mulu recedentei idiinLint. Ne foitè fenilei 

Min- 

hilTatavil , futlxif*, «mlfê fi àâUuviu- it etmf^f , f>« 
ft pariria tm fua meeiiadt ; etHftr Jtvtra, fua 4* taallr 
nut rapreienit ti mait mtfti, Ot amcâ fat vtm vini» 
trtj^m eimfig» muitas ttnt , * vantsgtns \ mas á m^ái* 
pu »1 mtfmei anaos ft rttirSs , fatfm lamitm pt-iar 
m» kêmtm maitts isfiit mijmas ttni. Nãt /t attrihui» 
f»i$ ptr de/caidt a /lam manciit 9t eojlumes prspfits Í€ 

deferoi I e <)ue hi inuitat xn ni tcqEo > ou ttmbcm 

coufaf , que f«m fe efpe- fin* arte i fem ■itificiOf 

nt , Boi tcantecem. Ot falto de opeiliencti. 
iD«rmot velboi também teia Aviias ftnmrl. ) Semftr 

•fperan<;it 1ong:at , « Ao tnim res luuai ptrfuirit i 

fíitura ) poi* te Ihei fai Sempre polt dereja , < ia- 

caftofo a perfuailirem fe dagt ai novididet ' he pni» 

<te qae aSo velhoi { e ne> o çiWÇujoí de Aristote- 

nhum ha que náo «fpete Jei. Outro* Um PaviémSt 

poder ainila vivar maia Cr, 

hum anno , eomo d>t C!. ,7, Di^eilU ) 1. h. Lf 

cero t Ne^ttt tfi utlai Um traãaHíit t intraftavel , d« 

/tntx , crtd» , fai non fft- mio jenio. 
rtt Jt anmtm «dliue pafít tj% Aaai vtnlant4i.) Oa 

vivtre. Qui vitam citiiis mnoi que vem vindo «lá 

treplum iri v-dtnl , ti per- hum» ceita idade , que 

tiaaci/ii eamdsm contniur coniptehendem a infância» 

Mviãitts^tte rttintrt. O mef- e ■ mocidide 1 porque a 

ato Horácio no L. I. Od. idade crefce , e flotece ai 

IV. aoi quarenta e feit annoi , ' 

Vitat fantma trtvii fptiH tta fincoenta 1 e dofde oa 

nes velai inchtare len- fineocnt* Hl i mone erí» 

fam. anti rtteitttttt > como otP 

B aa Ode X[. do mermo Teiva o antigo Elcoltador. 

Livro, fallando com Leu- Traniljição tirada do mo« 

Spatit trevi Anni rectdeatts. ) Oa an- 

Spem íengam refeces... itoi que «ío indo defde ■ 

loert, ) I. ti, Carpare «9* idade maiJu» íii á mor» 

ãnimi gravií. Piziió de te 1 a idad* tuU , « ■ t»r 

corpo t df efpitito ■ fiã> Ibicc. 



cGoo^k 



, ARTEPOtTlCA. tfj 

Mamhnbit jnveni partei ,. piieioque vítíIm ; 

Semper in adjuiiãis aevoqua ihOrabimur aplil. 

Attt igiiur res in lcenh , lut «a» refettor. »v 

Segniui jiniant «nirnoi deiiiilTa pet aurem, iSo 

E Qiiàm 

Akih vr/J» , M«M (dv ftgts t» minm» #« nfiumis àt hunt 
Ittmirn fá fiit» , € ftftida i Jtmpr* n»t aUigan^n 
**t aàianãft , t ei^CunfiaitcUt prgp-Us , * i»* Mr#* 
ãiri^t (oja iama dús idaitt. Ha tt^íei , das luart 
Aumaj ft rtftjintãw ng thtatre , t^lrmi /t nãniê ,. 
i-peií it t:tMal«Jat. Maiit aténtr imprêísi» fnfitt «m 
n»gti aniihat aftttVa* etu/at , fue fsrtm ntflei tuvi- 
à«i I it f u# mtatllai ctmjús , fut fit:mtntt vtmòi ett» 



circunftinctai , nnt iiljun- 
fio) que Giuaerliib cada 
'dide , cada tíltcío ■ e aue 
N' ira ll>e lio iccoinmo- 
didoí , e propriof. .Mfml' 
""m , ■ que O) Gre^oi chi- 
inSo ■na.fiti.tifA.trBi , h* 
"uni Gonfequente DitUTil 
d« quilquer aoufi, o quil 
*pniat , ou nem ainda •- 
r«n*i Ce polTa dcDa fepa> 

^«r^Hnmr. ) I. h. Durf 
'"Hui , ptrmatttUmui : Not 
demoTaremoi , noi flimire- 
inot , »c. 

XVIII. Efe Prieiite, fue 
mait prapriàtmnU pártte 
frlenctr ain Bramai . Ir*- 
'« itífvctt(!tt ^atft dtVítn 
*<• nSt rtpríftniar «*t tf 
Haiti 1 * igs tae h deVlm 

'79 Aat agitUr rei , e*í.) 
'■ h. Huma ac^ão , ou Te 
"ptefenta , «u f« lefíre. 
A fcena propriamente era 
)>Nin tabliJo enramado , 
BOdc oi AAarei (e panhl». 



Hotaetn noi enlína o pre* 
•tito Tobte ot Nuncio) í i.k. 
Tobre a» ac^SCf qu« peta Tua 
atiQcidide . horribH idade > 
ou obfcenidtde , itlo Te dC' 
vetio apptefciitii em Sce* 
nat mi) Hm que fe deií* 
tio refeilr. Nelle lugar nÍA 
fe falia da celebre diTUSa 
dl Paelia em £pica , e Ota- 
matica ; poit Horácio fi 
trata di Tr>;edia , e dlc- 
•ue noi slTumptoi , • fa- 
- Mufa IraEica ha 
* devem 16 re- 
pO-Uf a* 
efpeãaculo , Ac. 

lio Segnlhs Irrítant ani- 
tKít ) Fizeo) huma impref- 

moi ; porque O cori^So do 
homem movc-fe com miiot 
for<;a vendo o inefmo ef* 
peãiCuIo , db que ouv[nd« 



ofja Mufa 
teJque fe t 

r ' e tiia 



ífuináo eAe Te rcfsi 



. Cl. 



L. VI. Epift. IV. 

rí Tcrfanittm. £f«j<bni »$i 
futS RomA (umvt , miftr» 
rlmum tf}t Íu<a , tion ti /»• 
Htm , í«iií iw tgmiiui malit 



l;, GOO^k 



66 ARTE POÉTICA. 

Quám cjuie funt nculii fubjcâa fidelibui , Scqnu 
Ipfe fibí tradit Cpeâtãoi, Non tatncn JQtúi 
IJigna geri promei in fcenarn ; multi<]ue collci 
£x oculif , quie mox narret lacundii praefeDi. 
Nec puerai coram poputo lUedCa tcuciíJet', iS$ 

Aut 
fi»/*! fttprht »lh»i , t às fuoti » fttejm» s[ft6/iitr ià 
maiBr crliita ptla ciritz* t *"" f" àillat ft infirut 
fir fi mtjm», TríavU nàt (xpSrdi em púHie» thiatr» , 
ê fut fi ke Hent ie ft paffar na inttritr ia jcttta ; 
4 muilaM ttufa$ rtlirarát ia vijia áit tjptãaditti , itSt 
■ os rtprifcntandt , atinais dípaii i ASor enimaàt rtf «ri- 
ra tira gravi , a JSfuda tltfutittia. tltm Medta dtf- 
ftiatt feus fi!k»s aii elhot df pevi ; ntnt » ntfaria , 
( harrivíl Atra» tixiaha puUieamtntt es tniranhat An- 

êctriiat t/l vidart , fsJnt acuVu PJtít \ huma dittiijÍs 

audir.a , ftà ■ atiam , Ve. que Tuppir o lugar dl ac- 

Ttnhem 'fe confita a Epift. t,ia , ia efpeâicilo, qu« 

I. do mermo Ltvru, Tcfcrc o ctiido , ou o amí- 

itr Oculii jíJelihis ) VHv' fo que robieven, AdTCite 

to Trucu). poi* Gcfnar que não fe 

Fluris e/l tcutalut teJlU adinitião «i fotiloquioi , 

unas % fuim auri ti âtctnt. i. h. pelToti falUnilo quan* 

iti Quatipje Jiii trtdit.) do eftáo tò» na fcena. Por 

O qu« o melmo eroeãidoí ifuanio que faomem de ai« 

apitnde poc fi mcfino ven* juízo faz tito l que homem» 

' do-i>. «liando ró , fe poeni a fal- 

Trailt. ■) T, h. Jtrrat i l" fenío poucat palivrii, 

narra , conta p refeTe,' e Cá em hum rummo fo^ 

Inlàs diptia geri. ) O que de piíaaQ. 
fa de«e piíTar jio tnteriot ili Kre paerat , Ve ) Hío 

da Tcena , e nSo aot olbot fe coranggente o (heaito » 

do crpeâador. por quanro , como diz o 

iSf Nm preities in fct- antigo ETcoliador , ifto não 

mêm.) I. h. Sen pmdmces in ff deve fazer na fcena t 

Jttna<n\ Não ipprerentaríi aliái começt-fe a fiier hum 

aa fcena i nío exporia aoa veididciro h&a , não huma 

elhot dni efpeftadoret. Fabula. Ot fílbot de Medea 

It4 Pr<^(iM.) Anthhpfiti «ria Mennero , e M«d«. 

porque dilie piinieiro IVt Media pua acumpinhaiji* 

Ui ax atalit. táo deixou a Pitrii , e 

Praefans faeanâl: ) I. h, abandonou Eeta f*u P4Í, nia> 

^naúUa put nm f»^ uqdo Abfyttb» ítu íinía. 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. <? 

Aut huniiina paUm coquat exia nefirJui Atreui ; 
Aut in avein Prosrne vertititr , Cidmui in ■nçuein ! 
Quodcumque aflviidit mihi fie , incredulut odi. 
Neve minor, neu lit quinto produiHior «Au xiX 

E ii F>< 

manas j ntm Frcgne ft lTimif§Tmi tm evt , nem Ca- 
im» tm ftrpinte j ptrfut ludi » lut me txpeeni affim » 
iatiiáali ettrrefê, A Falula , tu Cittifffi^St Dramariea , 
CBJí ejcrittr ptritnáe fo/ iVa *g'aii , t fut díptit 
At jtprtftntoda hama viz Atfija Jl rtplta maii vtz" , 
nãt Unkm mtnif , mm auiii dt eiatt aã»i. NSo Ji /*• 



« deixindo o iTeu cadivei 
em {ledii^oi, «rpalhidat pe- 
)» eftradit, pari que Ee- 
ti, que hia am feu fetai< 
merto , parafTe pira oi 
tjuoiar. Confin-re o t. i3|. 
Bentiei conjeâura 4)u« U 



Medíi , rejulndo T><^o > 
vendo-re poi elle defpie* 
zida , e que lhe pieferia 
■ fillii de Creonte , ta* 
raerrooi olhoi dejiiionii- 
ta 03 trei filhoi , que ilel- 

neci maii d i Rufa meu te. 
Coili;n>re Scali|erú , L. Iir. 
c. XCVII. • ■ Ode III. «lot 
Epúdot. 

il« Neftrlus Atrras ) O 
d«tefta*el Atreo. Confira fe 
o V. 91 , e o L. I. Od. 
Xill. 

1I7 Pregne, ) Projne de- 
foMou , e Uefpedaçou (eu 
Slho Ityi I e o deo ■ 
rido Te- 



rá nifori 



>u-re ) 



■ndorínhi. Confira-fe 
IV. Od. XIII. t e Ovídio L. 
VI. Metam. 
Ctdmut.) Cxdmo, filho 



da Agenor , Rii de Fení- 
cU , e fundador de TJie> 
bit , fendo inandido por 
fcu pai ■ procurar Europa, 
Tui irmi , que Júpiter mu- 
bir>i tomando-r: decrépita 
de «ethice , foi iranifoi* 
*"ado em ferpente , em Bn* 
cléa. Cidade da lllyri* , 
como canta Ovidío III. 
Metam. 

ill Inereitiui tdi. ] V.a 
o deteUn , e não o pofla 
crer. 8etir»-rc o que he 

nha á vrfta Contira.fe o 
■nt;i;o Efsolíador. 

XIX, Da divhSâ it Fa^ 
tuttt I dt nftmtra dtt aãít , 
fttt nã* dtvtm ftr maii ds 
tinca i t da númâr» das in» 
Urhcttlarts 1 t dt »ft das 
MJ fainas theattatt, 

til) Ntví mintr 1 0'f. J 
Tília do nfimeto do« A* 
£li>t , e doi Rcprefentantef. 
Certamente he a fuHi es* 
lenião da fabula. Conlíra- 
fe o qu« diz Cicem noCii 
I. a fen irmão Quinto fa< 
bre o n<im«to d«> adot da 
^rasedia. 



1;, Goo^k 



<l ARTS POÉTICA: 

FabuU , <jat€ pofei vtrit , & rpeâiti lepani. 
Ncc Dnu iatnfii , oifi dijuoi viodicc oorfus 



, . M ini M« rfi/"- 

Jfcil , t IS» intriatatt , ftu Jt m» p«§a étfatar , 

/ak f*r ftU fn-fã it fidtr iipioê , t J»treaatur»l i ntm 

If4 Sptãata rtptii. ) De> fa Miaervi dircomnda eotn 

pat« de Teprefentidi ha- Uljffn fohre al^mai con- 

m» »ei , toinir-fe ■ repre- i»t , aa quici UtylTet nío 

fentir , t.Ap6r-ít hfutiái podia dt outro modo iit- 

«e* em fcena. Alfim o difir. 

mermo Horácio L. I. SM. Vi-:itx , TÍngidoí , cha> 

X. ma-re aquelle, que d« rc< 

iV«c reitant ittrtíM alfui penti livra , e Talva dn 

lltrum fptâéuiia tbt»tri$. fummn perigo o que eftá 

Affint dilT* o nodõ Poeta, nelle mettido t aíTim como 

fcam que cai dhatro fei»* ,7upílc^ no Amtitrtlo foc- 

t)do> coire , e di auxilio k fua 

.. .. Hmtrãtam fi ftrit Alcmena. Eurípide* he«ti> 

rlf»nl$ AthilUm' minado pela frequente in« 

ifi Sifi iipmi vMiet ttodu^cão da* Divindade* 

noiui, ) Se não foUrevem nat fuat TraeedUi. Conlt* 

hum ai, >. h. bama iniri< ra-fc Aciftoietei na Taa Pae> 

fa , lance, ou anredomuiio tica. O» Gicero he ez< 

•mbaraqado t qti'i «Io po* pteflb a efíe propolito no 

dendo rottar-fc pela força L. I. De Nat. Detram. Quêi 

humasa , por íAo necefG- faia fuemaámadum natura 

ta do poder de hum Deo* tfictrt Mn* alifua ntenit 

para o foltar , « Tefol- fê£it, mit viditis , ut tm- 

YBr. Nefte cafo qoBoiln o gícl Ptfl/i , cám explicare 

Poeta nio podia defem- argututali exitam mn pt- 

nannhar o nú da Fabula, iijlii , cinfa'Mh ai Dtam. 

a feu enredo > appiíeGia AWmi , o nó, o enredo , 

em huma miquina alguma he hum* certa complicaçã» 

Invilivel Divindade , fillan- de derconttan^ai, de leceint, 

4o com voaei tnaii To- de perigoi , de temore* , 

sora* que aa humanai que pSem o erpcãador du> 

Sira ft poder contiauar ■ vidoTo , fufpenfo , e defe« 

abula , e levíi-la «o Bm i joTo do fucceâb , e fim do 

AITtm «emoi introduaida no merno CDieda. 
Aj«K d* Sofoclet a 0««: 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 
Incid*tit ; nec quirta Incui putAna Uboret. 
AÕOfis ptrtei chotus officiuuiquB títÍIc 

/« iatrêiut^t fãtUmíOtr «filiar ^aalrf ASêre$ 
ma /cena \ O eirt itftmptnhe ê fua puru , t 
um» Jtfeff* kuma jS pirjtnarem -, ntm eaatt ni 

191 Ntt fnarta ; <ífe. ) I. 
b. Que rSo ioterfCnhi hu* 
ma quirti figura , ou adtori 
ou Interfindo fill« pouco 
por evitit a confuiSo , ou 
ouça em filencio , ou fil> 
le camCf D t ' J parle , co* 

Lataret ; (e empenhe 
cm fallar , e dcfte modo 
perCucbar o diilogo. Tal 
regra obfeiiraTio «■ Dra- 
maticoí Grc^o*. Dii hura 
antiga Ercotiador i hlrt- 
dut^le fuarif eOir , ea pa- 
ra iitfr fim , tu para ft 
tht mandar faxer alga ma 
(ta/a. Diz outro ( Quandi 
imtredtlym'1 hum fiiette A' 
ãtr , iiu ttão deve aiftlata- 
mente /aliar nada , aiifalle 
muito ponce. Ot que guar- 
dão efte pieceito , diz GeO 
ner , querem occorrei i, 
peiturba^ão Jbt crpeâado- 
let, e altender á clittia. 
Quando portin não ha ef- 
te receio, livremente po- 
dam-fe introduiir maít a- 
âoiei a fallir. Contiri-fe 
Afiftotelei. DiHe preceito 
ot exemploi vejão-fe em 
Terêncio na fua Áadria a. 
]II. e a. Iltl. Horácio dá 
efle Preceiío am Poetai 
4» fftt tCfCJ>0 , ■ pão aoi 






tntigor , ctiiot ereiíio* ain- 
da náo tinhis cheg^ado ao 
■pice da maior perfeiclo. 
XV. qual feja 1 ÇfíeU 
d» CSrt na Satula , euTret' 

etdia. 

i(j ilãeris parlei, } O 
Còrtt doi Antigo* Itnha 
parte na ac^io , que r« 
paflava ni fcena , e lugar 
^tiblíeo , no que 01 erpc 
didorei fe intereira*iú i • 
ainda que o côio cooltava 
de ffluitoi fuiellot , toma- . 
Tc como fe fora hum fingu- 
)ir, e único AAor , como 
noi enlina Ltmbino guia* 
de AriAo- 
na Poética ; e por 
ilTo á\x o antigo Efcolia. 
dor I Cktrai it«ii multaram 
Perfenatum aSuí dtftndat , 
ftd uniui drfendat. O Cori- 
féa , ou » piinteíta per. 
foitagem do Cãio , f*llav« 
nof AAoi por lodoa ot 

Turnebo no L. XIX. Aith 
9 lê Aaãtris- Certiment* 
ta«* lio algumai veiei ot 
Coroi de Acilloltnci. Po^ 
lím todoí 01 maii CodU 
cei lem Merii , e-juHa- 
mente , como reSeãeCef- 
ner. Con(itáo-rp Scaligeto, e 
Ariftorelei na Poética. Cip. 
Xv;i.n. i-quedi)! Q C*r9 



cGoo^k 



70 A R T E P O E T I C A. 

Defendit : neu qiiid tnedioi intercinat sãns , 
Quod non pcopsfilo conducaC & haereat apti. 



tnlrtaêét eia/" «'^""1 i f' " 
fãa , t #u* Ugaia nât tenha' natural ccnnixãl cem • 
argumeulf ia Fútu'a. At ptfftti haniftai , t hem»' 
ias favtre^a ctm ftas lcuvirt$ , t ctm «r ftu$ c«n- 



$»mt-ft par hum A&ít , e 
Jija partt it ttit , nis te- 
mt tm Earipidíí , mas ca- 

0,fcitimíue virilt ) J. Ii> 
Vnlat viri, eu Ptr/onat i ita 
ut illa multilttáa tx fua 
canflat Charut , ^aafi vir 
tiaus fit i Reprefente , ou 
f>(iR *■ Tciei de hum fá 
ACtoT , de modo que toda 
■quella multidão de que 
confta o Cara , folTe como 
lium fó fuieito. 
- ViriU.) Heinlio julg* ef. . 
tl[ ufado pela Eiiillig* 
camo adverbio , i imitaqio 
do« Gregot. Virilittr , fir€- 
imi i varoailinent* , coni 
fnrçt. Dlt-fe Latinamente 
Pars virílis , e prg msa par- 
te virili ■■ Pars virilis , fi- 
snifica pérs uniusfujus^ati 
m parte de cada hum. Cí- 
cero pia Sext. Rafe HtLC 
ful prt viriíi púrlí Jeftn- 
dent, tptimmti funt, Gon* 



a Te • 






in Vtrr. de Sigais. O Goto 
dol Aiilifoi compunha-Tc 
lie hum ceita número t ou 
de homem velhoi, ou de 
mulheroi, OH de xucireí- 
loi , OH de paUotei , ou 
de Sityioi, ou át Divin- 
4>dM , fe|;uado o qu« pe- 



dia o «ariãer , e o gensro 
d* Fabula i e he provável 
que Te intiodutilfe na» Pi> 
buUi Iheairaei , ou pars 
aci>nf«)bai oi «Aorei , ou 
para ot auxiliar fiieada 
ftipplicai aoi Deofet : Se 

no Palácio doi Pnncipea, 
o Coro compunha-fe doi 
fent aullcf 



)<ide < 



PúTO 



atrioi 



vulgitmenta 



fe o Coro de povo, Stc. 

tg4 Defendat.) I. h. TMm 
tttmr , ageadt Jtrvtt -, de» 
fempenhe , fuppra ma aca 
c^ío 1 ice. O mefiiio Hota> 
cio L. I. Sat. X. V. =. 

.... Quis tem Lmeillfatf 
lorlospU eít, 
E no L. II. Epiíb I. r. 171. 

Quí paSi partts tutetur «• 
mn^tli tpheii. 

Inlerciaat, } loiermedei* 
cantando 1 poique o Coro 

vilão dia Tcenat, i.h. noa 
entreaãoB, Feqai Lyiicat ■ 
E alguma* «eiet fatUvi» 
também nai Scenaa ; e á« 
veiet hum fi em nome d* 
todoí , o Coryfeo , como jí 



cGoo^k 



ARTE FOETICA. 

ni* bonii raveatque & confiHetur * kmkii : 



: regat ; 

e dapes tauduc m 

HitUm , legeique 



&. ipcrc 



t poiti* : 



II- 



Jilhéi ofait ês amigas t ráfrlt etm ã rú-^* 4fi «m- 
iravieiãts i t fiifO aprtçt âei fu* tintem ctmmuttr 
« trlmet t ítavt a frugal umptrança ias Iguariai tm 
iuma -aiíx." páreo i ti fnadavrii e uítii íftiltt dõ tan^ 
iavtl Jufii^a \ a prudtncia dai JilHai Uu , a dtet Faj,, 
fM tm tran^aitl» , t páílit» Jittgê maatim et Cidaiis t 
* ttnftrva tm Jituronqa tt habilanttt dtliai , attrut 



rindatat. ) Qiie nSa pren* 
ili cam a tcqio principal t 
que Dão quidi» lo ar^u- 
mcoto d> Pibula. 

19a Pavtat. ) I. h. JPlau- 
itt i applautla , dG lauvoret 
10) benemérito* , e aoi Tn- 
jeito) didinâoa por fuat 
digaidtdci, Ot Tragicoí 
Gregot noi olFer«c*in b>r« 
tintei excmploi. 

Ceitjillitur amieli.) D?l!- 
bCM com ellei corDo >n>Í- 
|0)i. h, d8'lhe>fabtoi con- 

Ih III. Od. lEI. 

Cralum elecuta ttnfilíanll' 

ius lunenc divh. 

Outra» lem CenclUitur , 

tr»ie-os, com benevolencií. 

Gernet com outroi lem 
'mitlt ; lendo porém V»« 
'«t, c Poinfinct de Sívry 
"itieè I mat tudo coiacide 
no mefmo. 

ifj Rigat. ) Dobre-n« , 
ft>Íueue.o> como fe 01 do- 
tnlTe com o frein da raziiu. 

Pattart timentti. ] Ou* 
tro* lem paeart tumtatu % 
A«»louij lepcinli, couici 



a eno(;io , 



< faior dot 00* 

* tição de 

qual f«fueiii 

Qi Editorei I 

lím Gerncr defende ■■!• 

» liqSo de amet ptt* 



pitbciica , e ijor ilTo miii 
imavd , e doce f nio ob- 
Itancc dizer Sioidon que 
h» huma inruir* itpeti^io 
de btni$ favtat. 

ifl Dapei minjae iravh.) 
At iguariat de huma me* 
za frugal, ■• h. a frugalída* 

Salatrtm íajlitiam. ) Vli- 
lem , falutartm. K fauda- 
*e1 , e uiil Jtiftlqi I por 
trinilaqio > por quaDto af* 
Gin como a fiude confec- 
V4 o corpo humano , do 
mefino modo a )uftiça con* 
feria o» EAadoa . oa Im* 
peiiot , e o> faz eniftic 
com gloria , e efplendor. 
Tombam por trinilaçâo díf- 
re CÍc:cro fio I. Vill. ad 
A», Vti tttn Jelutn elerltfit 
cntjiliit ulammr , ftd ttiam 
fauti JalairittitiUt 



cGoo^k 



71 ARTE POÉTICA. 

llle teg»t eommiff» , Deosque preecnir & oret, toa 
Vt «de»e iniferii , »be«t Fortuna liípcibii. 
XXI 'fibia non > ut nunc , oriclialco vinfl» , tuba«qtio 

AEmu- 

frantaonnU «s fao% p*rUt t guarde fiel , t tffUf«Ufê 
M J*g'ii*s í" f* ilit f^fi^* ' * '"» riligitfa fitiiit 
farplif"' " Ottíêt > * Ibes dirija /uai trafitt i para fuíi 
'prtierndt W f a* padectm Je/trtuv »i revtrfi , tt ifr- 
Ufn /tlií*, , t.ctfiigGná» « trimi«<,Ji arguih» Í'i J'- 
■ teriti , tm p*«a Jt (tas itUait et iiriu ielgrcfiidii. A 
frauta tm mIt* ttmpa ma titkú , ttm» attra , lanlat 



199 Ãpirtii t!ià porfn. ) 
8e.bintend»-re laudtt f- 
ttm. A piz que f.z coo» 
One »» porni J»i Cid»íl«t 
iftejáo Sht»..,i.t....do- 
çuri». if «inWíeni , que 
Mfultia d» p»í , « focego 
dit Republic». , vivendo 
ero íoceço , o derc«ii<;i 
Odidloi 



lei d« hum Gel Conãd«n- 
9oi Fcrtima. ) Snppn-f* 

■ri íptra. 

SXl D*fcrtvffe o fru- 
ta , eam a ftul priítelpélmt»- 
tt f* aepmfoHbava » tontt 
df care 

Tiiia »#>■ , «"f . ) Dj^r- 



de fu» fe HoTici 

_ tlludi «o o» orticio 

Templo de («no. Confir»- F«xer ■• veiei 
fe > Ode XV. U IV., « '-"" 
» Od. Ill- do L. V. 

,...Vidt tf* eiviam 

fLtltrta ttrgo irafhia H- 
lira, 

Pariaifu* ■#» thafat, 
T- l. vio L. I. c.XIX. tonam ««níado» 



Coro 



piefenur i part« de hum 
fò lâot, 3. Recitar algu* 
niM p0*[iii Lyneai noi 
Eiitre.iAoi. ). Suavirn. * 
como defcaiK^ar coai hii* 



__ iitSmum ÃrgUttttm , 

aperttu ut in armii efíi cíví- 
talem ■■ tlaufui paaatti clr- 
tà eainei papaias fignljic, 



verrot.Uot 
faltou lii 



3 IVía» 1 I.h. Tí/ír» C.XX. 



^„»iit I enfí» 1 occnlt» 
a eTcoider. 

Cammiífa- ) I. h. áre«Ji« 
/li crídila ; oi feíredot 
<liíe Ibe forio conltidoi. O 
Coro intered*ind(>-(s nu to- 
do d* acção , fai at «4- 



agoi» o Po«ti 1 agoia p» 
tém pafla • iritar da tec 
ceiro, i.h. da Hurica.Aoif 
re Scaligeto , L. I. PMt, 



Oriehales vinAa. ) Gii)i- 
necida cn ot feui ii6t i* 
chapinha* , 
tio. O arUhalca , fegund» 
al;uDi , era huma compo- 
Jii;Ío út Quro 

4 de cadmia 



• na in 



cGoot^lt^ 



ARTE ?OETICA. 7! 

AEmula •, Ted tenuii fimplexque , foramine paucO 
Adrpirare , & idcíTe choiis eiat iiUlii , atque 
Nondum rpiíTa nimii compare l«dilia fiatu , soj 
Quò fanè Popului nutnerabilii , uipota paivui , 

Et 
feçat Jeguras t*m itrttltttt , ê *'»* i* frêcUf» me- 
tal y n€fH etmpttla tom a guirrtira tr»mtttã t "•<■' 
i»e» f e fimplix. linha ptueti furti , ê dav» hum 
Jom frata iantt fuant» tr» frteif» Jimintt pn* 
actmpanhar c terê Jem • eutrir ; e para ticHer o TA/*> 
/r* tinia na* dtfnafiaiamtnu exttnjt , pwra »»ié n» 
vtràaét ttnttrria ham Pnt p*ttt» mtmtrtj» , tem$ pt- 



piincipio foi miit piccio- 
fv qu* o mefnío «aio j 
«fta •oinpali<;áo certttncD- 
t* era a do Uetal Corín> 
thio I ao certo poitni def- 
conhece-re t&t metal. 
Orichaieum fotma-ra jeflal 
duai palavrai Grega; ijoí , 
meni , ;5(ctÍJiaí, aei. Ben- 
tleí em lugir de vinSa ]i 
fuiíSa fe^uindo a lição de 
a1;uiii LÍTíoi. Sérvio i 
EaeidaXd.deVlrgiliodiii 
OrichaIf»m tmnitai mttah 
Jii prethfiai /uit, 

âo} SimpUx, ) A frauta 
que icDmpiahafa o Cdro, 
ao principio Cia de hunta 
fó peça , fimpUx \ t quan- 
do muito tinha quatro fu- 
loi tfaratulnl fautt t a fa- 
na hum fotn fraco , ttnttitt 
Valo drcurf» do tempo 
foi feita de 






i ptqii 






hum iro ou' nò de metil ; 
eauimentiiio-fe-lhe oi fu- 
roí j o que lha d«o hum 
foBi agudo e irg;entino | 
fuit o do clarim. 
ftrtminf faust. ) vanio 



Ii. in. Difcipiinérmm , e no 
L. a Marcello . d* Lingus 
Itlina I dia i ^aatniir fera* 
minam faijjt liHat apuS 
antifau i W ft ipjum ait 
in Ttmplo MírJyA vidiff* 

304 Aâjplrart ff »dtg» 
thtrií. ) Locução Hallcoi- 
ca. 5i|ppia-fe tantítm > fó- 
mente útil pata acom- 
panhai e ruAei oi Cotot i 
porque eftei filtailo , • 
dinçivão ar> fnm da frau- 
tft > £( /<■■<« <'" víx «u- 
ditietUT ptr Utam Jctnam i 
e o feii fom culia»a a ou- 
vir-fa por toda > fcena * 
como obfetva o antigo £f* 
Coliador, 

~o{ Ntnãum fpS^a nimit.) 
Litetalmeme r oi aflentoa 
que nio eftatão multo 
cheioi cora apertão , • 
grande número doi erpe> 
âadoreti i. h, huttia alTem- 
blía , hum 3)iiTitamentO'a!n- 
da pouco numerofo i não 
tnuitn frequentado > como 
dix o mrTmo Honcio L. I. 



74 ARTE POÉTICA. 

Et friigi , ctltuique verecundLTiqtie coibat. 
Poí^quim coepit igroi exuiider* viAor , & Vrbem 
Litior ampleai raurus , vinoqiie diurna 
Placari Geniu) fedi) impunÈ diebui ; sio 

Ac 
fB(»0 fu tra t t aúm difft faii* , miiijit , t ehth â* 
ftí* pílct /tus ÍM» tajlumet. Porim dtp»h fue efi* 
mtfiut Pav» eemtfta a dilatar ts dtmiaias ie /tu im- 
ptrie pilúi vidarias fxe e:eanfava i t dtfais fJM a Ci- 
dade mah ampim , * txunja j* eimtfou a ttrtar , a 
dtftnder cim maiarii tnaralhas i a faa em ai dias fej* 
tivas , fti» ttmar dai lais , e d» tafiigt , Uva» a tem- 
p* tm fax/r attgrts liíaçSet de pura vinha d hanra d» 
Dtat Geitt» i anta» fai fretifa dar maiar littrdad* , c 



.... Spl^i iitiiena thtO' 
tris 

Seripia pudat recitara , V 
mvgil adjere pandu*. 
Cnnfiti-fe Scilie«ro ^-I- C. 
XXI. oBrie triti do thea. 
tro , do imfithsMro ; e 
ft» futi piitei , t «mi> 
mtatot , «cc. 

3o« <íaò fane papalut ■»• 
tneratilis , Vft. ) I. h. In 
friem lacnm , ia fuae /«• 
éilia. Oade cuncoirii hum 
povo fic!! d« contar , pou* 
CO niimerofo. Os <}»« de> 
bailo do :el*Iívo f»0 en- 
tendem fiala > ensanãa-re 
ni tenuini Íntc1li^«ncii- 

Sani. ) I. h. Stilieat , ceo 



Fibro M Parcui em lo* 
|ir de Farvus, 

209 Lalitr muras. ) Hu- 
m> muralha itiait dilatada 
pio abranger , e cercac 
luelbot a cidade ji então 
maii eitenfa. 

108 Agres exiendert, Vc.) 
Dilatar , eftender o Teu 
território pela* Tuat con- 

lo) Vinafue dinma.) Nem 



■ feftiv 



a li- 



tcoí I porque era parvus , 

/rugi , frugal ; porque tinha 
a* miai mati coftumaiJil á 

IV 



baiiquetear-re de dia , inai 
fómjnte pcU tarde ao pôr 
do Sol. Affim o mermo Ho> 
nclo L. [. Od. I. V. Iq. 

Efi fui ate ■oetêrit patula 
ALij^ci 

Net parlem falida itmt- 

Spernit .... 

aio Geniui. ) O Gania , 
i. h. o no9b animo , e von- 
tade , lesozijandn-re , • 
atesrando-fe. O Gania hc 
o nolTa animo em quanta 
■mt O fi4t coipo I e fs 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 

AccelTit numetiique modiíqne licentis maior. 



lodoãui quid < 



Taperet , líberque laboium , 



tittn^a ttgs rhffhmss fttlUei , á â mtUiia iat n»U 
iiaficai. qut jaitãtria peii , t fue ttrm» tivil , t T*i 
€t ftâtria tir » hamtm ruflica defeccapaie , t igner» 
t* , tanfiindíi» (era t tldail» hanefiamenti tiaceie ; 



deleita com m feui pn- 

i^nja , larmfiii gtnialit 
^t- O •ntígo ErcnliadDl 
debaixo do nome Ginlut , 
«ntende vAtalU Otus \ *o 
qual UeoT 01 P<fÍoi fa- 
ziáo ai libaçÕei dai pri- 
raiciít do vinho. 

Placar} vlna , <fe. ) 1. h. 

Inãulgtrt ginh , bebet e 

divertir>re de dia. O rnef* 

mo Horácio L.I. Od. I, v lo. 

Aic parlem /olldt demt- 

rt d€ 4it 
Spernlt. 
No L. Jir. Od.XVII. T. 14. 
.... trai Genium mera 
Caraiit o" parca bimefiri. 
Confira-r* ■ £pÍ(Io1a CXI. 
de Séneca , e o noifo Ho* 
wcio , no L. ir. Epift. I. 
». 144. 
Agrletlot frifei , ftrtet , 

parvafue heali , 
Ctndita pa{l framinla , ti- 

vantti tempere fcfia 
Corpus ft ipfam cnimam 
/peSnlt dura ferentem , 
Cum fpciis eperum pueril , 

fJ" cônjuge fida . 
Ttllarim porei , SUviitnim 

laãe plaiant . 
Keriíae O* vint Genittm , 
memtrem trevii atvi. 



te Cenforê \ Tem incoriet . 
na prohibi^So do CenTor 1 
puia n3o era permittido 
pela* lei* o jincar TenHo 
i noite t poía aa Leia Coi* 
nelia, e Júlia havíão co- 
liibtdo com penai o luxo , 
• at esceflivit d«fpeiat 
doi banquetei. 

aii Namerh mtdh^lU. ) 
Nui Verfot , e na Hulica. 
Ot numeroi ífameri , ião 
», alternarão do rhythme , 
e a ordam doa temprii lon- 
jof e bievei 1 o que per- 
tence aoi pét dot vetfbi < 
Midi , 01 nódoa , toda a 
meltdia da voz elevada , d 
baixa , a harmonia da can- 
to I o que pertence íi 
variai inflexÕei Ja <rox , 
Te layanta , óra 



! pati- 



fe abaixa ; porqut 

qiio humai vezei 

fada, outrai *ez«i contra- 

hlda , B ligeira. Pot ilTo o 

movimento foi maii diftin- 

Ao , miii brilhante 1 a 

canto maia defembataqadO) 

Introdiliido ánfenlivel- 
mente o luxo dn Povo 1 
i|ualmente também cref* 
Ceo , e fe aiigmentou o 
«pparato theatral. 

»3 Haié. . . /apertti ) 



cGoo^k 



7tf ARTE POÉTICA. 

Ruflicut urbano eonfufut , turpii bonello > 
Sic prifciM inotumqDc & luxuriem addídic arti 
Tibiceu : traxitqiie vbjus per ptilpit» velleni : ai( 
Sic ctiam fidibut vocat cievíre feveri) , 

Et 
itmtiH puemiea t*m titm najeiia í Dtfit mtif »ifr»m- 
tiffai atcti/untdti, á /«• antiga arU mcdefia , t fim- 
pUttã movimtntcf iadtctalei , i Mama tfpett de lux* \ 
tdijearreni» ilUt vmgam»mu ptlu Tiiatrn appareel' 
rac vifiidti àt «tas rtfatmttt : t dtfií mtd» fi «a*. 
mtntírat ds ftrdat da J»vér« Ijrm vnft méU dtjujf 

]. h. Quecircunrpec^ão po< pireivao pel» Tcena , ob 
deri* ter í oa , ()u* caufa tiblado cxnMudo c«n) (íF- 



podeda ttilt achir boa , 
• {oftirhum pOTo indoutoí 
Liierfut faitrum } Def. 
•ccnpido , e por iflu bc- 
bedo. O nermo Horácio do 
L. III. Od XVII. 

. - . . Dum pfUjl, artium 
Cêmpont tignum i eras Gl- 

Cttrahií, ir ptrto Umefirl 



Oínçirinot , pira mof- 
tririm ao po»u o feu ref* 
tido ro^aeinte. Maicilio al- 
[etra «lie juitar de Plínio, 
L. XVI. e. XXXVI. CantBã 
luxuriam i enccndendo-a 
dai friutai < GrBfcendo in- 
reridvet mente o luxo do 
povo , Í£ii«iinei>te ciefceo , 
. . - , - e fe augruentau o luxa no 

Camfamalii epirum ff ■ppjraro tlieatist. 

'«'"■ ai I Traxit . . . vagaí,Z)'í.) 

111 T^irpii ktntfif. ) I. h. ftStaa pelo tbi 



JgaMit tutiti i ot bomeni 
(roJTeiroi confundido! eoai 
•1 hanem aobrei , e po- 
lido* 1 a qual confuiiío re- 
fult*«a dii liquezii , qoe 
tirão a dift^cenqa dai or- 

Mferero T. LWio , V"!. Ma. 
limo L. II. Ciip. IV. 

114 JUalum ^ laxuritm.y 
Movimento , e giíto* com 

(irnimenioi Tuperfluot 1 mo- pei* iiiiior parte euavao 
vimentoi c erplendor 1 L«> fenudoí 01 AãoTei , « 
xurits tlede lu^ar lignilica híllriõei, CoDãia-fe abaixa 
ktxe. Confita-rejuftino Lib. o *«cra vjq. 
XXX. Vt^tm. ) l. h. Sjrma , d» 

Oi repicreatantei poii Giígo «uf/ui * iiu« fc de- 



buma roupa que arrojava 
pelo chão. O Poeta pel« 
verbo traxll qui* Cjnifi" 
car que o friuiiHa ufava 
de bum vefbido comprido , 
que hia de coió , &c. 

Ptr palpita. ) I. h. Per 
laiulai /ctnae, per feinam i 
Velo tablado , pela fcena. 

Fttlfitam he o lugai I:- 
vantado no theatco , onde 



1;, Goo^k 



A R T E P o E T I C A. 

Et tiitit eloquium inrolrtum facúndia praecepi } 
Viitiutiique ítgix nium , &. divina futuri. 



iàs , t Itni vitngi gravis i e « atrtvUa fanniíá , if 
tintranit ia primllivd fimplUiiade ia lingu0gtm , fez 
dar i Pttfia thenral hnm gintrt it tltifatnti» txtrf 
trdinarla , « mfeSttJ» \ t a fam éieçãe Jijtinaia para iar 
«*i hamtni aitii €»nfttkii , fa-ifxdc-lbts cenhtctr »i 
ptriftt , t »mlt$ fM Ihts fiirevirii) , ptr €auja dt 



, traho 



; vef- 



dii7 de £ 

tido trigicn que arroji , 

toupa loi^aginte. 

9i6 Vteii fiJiiui ertvira 
fiverii. ) Af CDTdii , o« 
foi» iniii fÒTt, do Eodumc 
fe muUiplicirio n« l.jn , 
■ qual antci eia (iniplei , 
gnjt. A Lyra ni fui ori- 
{eni tinhi tiei cordit , Í( 
quiei Orf«ci iGctcfccmou 
humi , e depoii aeeieteeo' 
tárÍo<re-lhe mait Uti , e 
ytio a ter fete eotdai , * 
eoiio fc chimoa r^th*- 
ra ) e com o andar do 
tempo felhe hrSa ttcitt- 
centando miii. Gefner dii 
f«r Eoufa dtfficit pro«*t 
com boai autbnrídidei a 
drfii!rcn<;a da Ljra • da 
Citiara. 

Sevtrit.) Porque a lyra 
ao feu piincrpio fá fe 
applÍEiva ít fançijãtt le- 
lif iofii e fifridtt i poíi 
«fue o deftiao d* Ode, ou 
dnqio rra honrar e vene- 
Tir Qi Deofei , e louvar oa 
feeròei , oi boaieni de s""' 
de mérito. Pelo que dilTe' 
Cícero no L. 11. Dt Lef. 
Jalift* Mufita /evtrilat. 

317 Sil»itii»m htjtlitum-} 



Hunii tíngHagem afleda* 
dl , hum ellilo infolito t 
•vtiaordinario ; porque o 
eltilo da< corot era mui- 

refido de exprefiSet , quo 
o faiiSo efcuro , « ioÍhlcll[> 
íi«I. 

Fatmndia pratetpt- ) !• h, 
Aaiax ; c*m perical* »»• 
fwrtâa ( como fe (iiplic< 
Quinâiliano. Humi elo- 
quência temerária, eleva- 
da com iffcâaijão , affafta* 
da do natural 1 porque ufi- 
«ão de «erfoi ma{niloqu<i'i 
tucgídoí , e que corrií» 
com a raefma rapidez , 
comn huma torrente. 

Ill VtUittmfne , Ve.) O 
qos também f« pode ex- 
plicar , como enliRio ai- 
gua» Interpretei 1 £ íM , 
Juat ftnttnqat , au maxU 
mas ckiiat de prectitt» 

cittitã Jeirt aí taujat /b- 
tmras , m« Jt difcrtn^avi» 
d«t fraeaUf de Dilfos 1 • 
iAo por ciufa di excedi- 
va atreâai;Í0i e afudeia « 
que. fiziio que nt dito* 
do Coro da Tia^edil pcU 
fu> «brciitidide f« fistfin 



1;, Goo^k 



7« A R T E P O E T I C A. 

Sortilegis non difcrcpuit Tententit Delphii, 
XXII Carmine <]iii trágico vilem ccrtavit ob liircum , 3i9 

Mox 

Jeas ejewei radeht , t enifmatie» eJliU n3» fi ãift* 
rtnfeu ini intrineaiai rtfpeftai ^ qat preferia » DtlScf 
^raeult. Lfg» lamietn tt Ptttai qae iff-eviâ» af Trt' 
gediat, dijputanda êntrt fi para ganhartm t primi» i» 



f«itielhintei aoi oticuIoi. 

Sagax. ) DeAinida pita 
«iiplic;ir couTii uteit , hu< 
.11. n,o«t pun. 

Divina fuluri ) I. h, Gna' 
ra , prudtns , pratfaga ,fit' 
lnra prardicent i fabecJoca , 
ptuilente , prcbga , pio* 
rnollicadara do futuio , k 
imitirão do ApolJa DclR- 
co. Ella prudência piefcn- 



àt y 



lulil 






9if StrtiUgit Delphh. ) 
Doi OMCuloi , do eftilo 
cnigniaiico , com qu« (e 
davlo *■ rerpoftat de Apol* 
)o , tiradii por forte a> 
cartat ou tiboat , em que 



iin> 



> Litin 



mefinoi otaculot h chi- 
márâo Tortet , forUs ; por» 
que fe lançavão em huma 
caÍKt muitat taboÍDhai , 
«m qus eftaváo efcrítai 
cnuítaa, e diveifai fenten- 



t qual 



ícafo , 



fe 



: r»' 



teoçi que fahi 

• lerpofta que o Oráculo 

Dttptíi. j DtlpHi t «m» I 



Delfo), Cidade da GrecU 
noi csniiiii da BeocU , e 
da Focide, ao p£ do Pir- 
nilTi) ; na qual havia o ti' 
nollilimo Templo de Apol* 
lo , que foi fiqueado peloi 
Galloi , c:ipit*Tieadot por 
Breiíno > prefentemente he 
hum lugireio. Confira-fe o 
L. I. Od. VI. 

XXir. A ttigim , e a tau- 
/a da Salyra. 

3«o Carmim trágica. ) Na 
fua origem , a Poefia Dt» 
matici era hum complexo 
de Trágico , e de Cómico. 
A acqão verfava íobre al- 
guma aientura de hum he< 
ràe i e o Coro campunha- 
fe de Satyrui que diiião 
íniiiiltai gradai que di*er* 
tiao , e caufuváo rifo. Nef- 
te lugar dí Horácio o pre> 
ceito fobre o Drama Sa- 
tyrico , inventado peloi 
Grtgoi. Algunt dizeni que 
fora feu inventor Cratino 
/n Dieiryfiii , porém Suidal 
diz que fora Ftafinat , pof- 
terior a Thefpii não mui- 
toi annoi depoit. Defte 
género fá noi reAa hum 
Drama, que he o Cjrclu' 
pe , CSchps I de Euripidei> 
Oi Latinai na verdade Joii' 
tiítio quinto lltej fti pefr 



cGoot^lij 



ARTE POÉTICA. 

n agrdlcs Saiyiof nudavit , & tCfer 



vit , t inéignt htti* , rt 
ilffê , ni» paffani» itíui 



medes cião argnminils ''■ 
Bisfae fcraUriiat ftmitti. 
Confiia-reT. Liyío no piin* 
cipio lio L. Vil. Aihene» 
po-éin efctevendo no L. II. 
d» invenpi»- ia Ctmtãia , * 
ia 1'ragciia , it Cmnttiiae 
V Trmgteiiat hviniiene , 
diz , cjue I Comcdii , a 

• TrigeJii fe íoventirio 
depoi» da ebritdidt i que 

• Tragedia paitm fe in- 
ventíra vm Icarío , luga> 
Tejo dl Atlici ( paia Teiryn 
«m Grego Hfnífica o"mer. 
no que viaitmia em l>s- 
tiin. Aiiliolelei porem íf- 
çievt que a Tragedia deve 
a tau nrisera aai que e«- 
ercitiváo o Diihfrsmbo- 

Vilem ei fiirt»m, 1 Oi 
Poetat Tragicoí da Grecía 
dirputairão entic fí publi- 
camencr^ e aquelle , cuja 
cumpolTi^ao fora ipprota- 
da > canhava hum bode ■ a 
qual de ordinacio depoi* 
era immoUdo como vifli* 
na a Baccho , porque ce- 
■no fea inimigo roe «i vi< 
dei I O bode , birtut , do 
nome Gre^orgá^os, klr- 
tMt , a bode , e do nome 
wí^w , caatut , tarntci , 
tamtihitãp ft fona* » no» 



■tmpinfa Íi faem mttkir Jtirtja- 
« ttmp* , imnitt^rSê na fttna » 
[ Saiyrts lúi , r/im vtfiUíí , t 



me Tragidia , TVagiitiia. 
Depo I dil rindimai co<^ 
tunivão oi homent do 
campo cantar feai tofeo* 
verfoi em bom* -le Baccho. 



coAur 
oL.II. Ger 



atiude 



Caidilur . Cí* vtterit tnt» 

ant prnfcaenia ludl i 
Pratmia^ut ingtotit pagti 

Tktfidat pajueri , alqat 
' ittttr ptctila íatll 

Mtllihui in prmtii unlítt 
Jelttert ptr Ktrtl. 

•Jl Agrtfltt Satyrõl H«- 
iavil. ) 1. h. Satjrei nuioí 
iatrcdiixil inltr aãnt Ira' 
getdiarum , «"c. Fez appa- 
lecer níii ot Satyroi < ou 
maii fimpleimente , fei ap- 
parecer hum Caro campef* 
tre de Satyroi , • Sileno 
era o Coryféo, 

Oi hifliiõei qoe repra> 
rentavão oi Sitrrot , ap* 
iftidoí de • 



I hui 



ahir- 



berim de pelle* 
dc DODc , V noi entre-aâot, 
e no fim da Trigedía di- 
aUo jocolidadea , c diae- 
lioi , com o que movendir 
o riro tecreaTão e divei» 
tiãoo po«o. Con8n>fa » 
Od.XIX- d« I..I1. 



cGoo^k 



to ARTE POÉTICA. 

Incoluml gravttaU jocutn tentavit ; r& <\\iòi- 
Ukcebríi erat & gntá nofitate inonnduf 

Spe- 
Unt^rSt 4fi"itMr áffgvHUiii iafiíuiaTteftiia, falvêfiià 
/tmrri • /#« i(e4rt , h grmctjti , e falaateriat ; * ifi» 
perfM tta prttifi itmtrMT ftl» tncmnn da attraãiva navi» 

ehamiva Satjran « on S** 
tjri. E muita tempo depoii 
que fe apetfti<;d'>u , e p»* ■ 
lio ■ Tragedii , íe confer» 
VQU não r6 entre o* Gre* 



próprio dl TrigeUíi rufti> 
Cl , nío «Ifim da utbinx. 

Kadavit. ) Sim > porque 
O Coro dOf Rullicoí " 






! C6m 



leilit 



pellei de bode , confor 
me o ordinirio conunie 
dof prímeitos homem , poi* 
fe cobríia com pellei de 
■nimaei. Guiid elle Coro 
Silcno , iAo he, o Aâor que 
repiefeativa o mefmi) 5i- 

Afpir. ) I. h. MtrAax i 
mordtt , picints noi feut 
hont ditoi , e amiiot %*• 
lanteAt , que pronunclivão 
eflei Sityrai I omm» inter- 
pretio > Setio em tndo o 
Tello At. Peça. Horácio en> 
liiu , como adieite o in- 
tigo Ercoliador , que « Sa> 
lyra devSra a Tua ortpm 
Al. Trig«diii, 

IO Poema ferio; 






fe 



lOUTOTCt 

Baccho , Intcoduiia-fe na 
merma fcetia outro Poema 
jocofo , pala recTCir , e di< 
«enic 01 efpiiitoi. NtIU 
■ppaieclão ni Satyroii Si* 
leito, • oatroi cerloi com- 
panheiro) de Baccho > atí 
■quellt (ncfnw IPmhu f« 



Rominoi , cbaroando-fe fW> 
Mat AliHanae , Fabulia 
Aiellinaa, de Atelia , Ci- 
dide doi orcai, onde pri> 
meiro cotnrtjáTão a publi- 
car<fe. Poríin ainda que 
nai fibulii Satyricai a 
Caio cnnlliva de Sityiot , 
todavia o todo da fibula 
Dão eicluis os beióei , « 
ai Divindadei i como oN 
fervimoi no Cycltpt de Eu* 
riptdea , onde Ulylfet he • 
principal peifonasem. O 
fabio , e erudito Leitof 
confutte fobre effe lu^al 
o ÍIInltTidimo tf. Ciraubo> 
no noi feui dout eiaailS- 
moi L'vrDi que efcrevea 
it Peefi Satyrira. 

Inctluml grdvllale. ) Ti 
h- Salva frav.tatt TVagíf 
diat ; tx\it ou confemada 
■ sravidide da Tragedia. 

99] Ueum lentavlt ) Teo* 
lon O divertimento , fazen* 
do rir. 

1«; Mtrattiut. ) I. }t.'Df 
tlntndms . •aUiiléut , ialf 
Banits. Devia fer entieti* 
do, encantado. Abaixo dls 
o inerma tUneio* 



cGoo^k 



ARTEPO&TICA. ti 

Sp«Aitor , Tunâuique Tacrfi , & potui , &exleit. 

VerúiD ili tifot-ei , it* commendare dicicci si| ^xUt 

Convcniet Sitynt , i» *c[teie fciii ludo i 

F N«, 

é«ie » tff*34ii»r , fUfVini» iti fttriíitUi w3» Jí fãU» , ã 
titia ãe vinht , mm t«mi»m p»r if]» ntijm» intmpn. 4* 
Jt ttnItT itntrê i»$ llmilti , tut freftrtvtm as jÀtUã 
itU. Ptrim fé t»m *fia tiamjitl' unviti rtt»mm*n44r 
. ê intr»iux.ir §1 ^mhaitrti , t m*riãijt Sãtyrêt , « 
tratar ê Jtria pth f*c*J* , t iivtrtié», it Mi<te fMf 

V4láHi$ ttltããt ftpatnm > fo do vinho, 

meliiisfat mrraiar. Poititi , como CDliai Gef* 

334 Funíiai /acflt. ) Dl- ncr, Exltx ittend* áquel* 

Eoit d« ttr liEAído 101 Ui tempoi , em qae aioi 

icfiiiciat d( Religião i Iii*lta ii Lei« theitnei. 
poíi , aomo enlini o kntU Cicaio n> Otição prt 

go Breo1i«dor , of Júfoi nio Cíafntit. Nin fuiã illi amt 

fatio inventidoí por c«u- txltftm tfft Sillam , aut 

fa fó do dÍTcrtiniciito , mu taujam fítaHi'* fMicM» 

fim poi ctufi dl Reli- ttatfalam »1^** aijtOam 

rii« I non vtlaptatiê t»a- putartnt , Vr. 
Jk iavtnti Jattt ImJÍ , /ti XXIIL Btraeit átpiit dt 

rrlifimii. Poi iíTo como Itr tratmh áterta ia iri^ 

obTcT*! Bxxtei oi ■mino* gtm , t eau/a dm Patulm 

ChTÍIliOf no Btptifmo Te> Jalyríta i paãa aftra » i»r 

nuncUvio aAiftit ataci jo- « pritttl» Jeirt a firma , 

goi , como Ritot Gen- tftiU , * liafuagtm pttprím 

tilieot ( c rupetOiciofoi. ia Satjra , t it iettr* rfa* 

Con6n-fc TertuUiano no ftgaat na mejmm PaMm 

fés LivO) Ot SptSacalii, Satyriea. 

P»fa«.) Cheio ct< «ÍDlio , iif Ctmmtniart iitactà 

b*b*d* ( poTqu* depoii do( Satjrfi. } I. b Ailkittrt, oi> 

hcrifieíoi fó caidiTiio em Ctmmitter* i Introduiir ■ 

h banijuetear profurimeo- empicgir , tíiti £t;uur ef* 

t« , nada nefando ao Teu tei Satj-ioi chocatteírei i 

«fpctite , kc. ff mordiiet. 

Sieltx. l I. h. Siit U- n.cMtt. ) l.h Ai iitt*' 

fti/rhUut itfihu , ^ul Ji- êiimliUnt\ riv»t, dertiif 

ét Hg* vivil I Sem lei , bancado* para falTir 
incapat dadacencUi prom* a»6 Vtrttr* ftria luit.) 

pto para qnebrantat iodai Ttocai o feiio p«la joco» 

«Leii, fendo ■ iSa leva- fo , c díiertído. I. h IVi- 

4« etnanant* ptlo «sttN gniUt ímmijttrt Satjrmt § 



cGoo^k' 



Ss: ARTE POÉTICA. 

Ne , quicumqae Deui , quiaimqiie adhibebitur heroi,^ 
Regili conlpeâits í» auro nup«r & oUro , 

Mi- 

Bppartcinit im Jtena o Aâar Tragit* * reprijintar , ta 
huma Divlndaét , ta iam htrie Ja ptucê vifif emRtglt,' 
tfurpurtr maitt», t 4t elrg rteammi* , m» faQi àtrf 

de miHun ■]unt«t k Tra- cofo , do riiblíme com o 
cedia I Sityri , como en- bumilde. 
fína o ancigc) Efcnliadat ii\ ífiípcr,'^ I. h. TaaU 
pela obrrtvatjãn de Cruq<i'o. anti , a r.ber , in Tre£»t' 
,837 Quieuiiifiie Deri$,V^c ) dia: pouci> antei i na Tri» 
Com rummi gatontena , e fedia. A' Tragedia gia- 
Xra^a nomca a AAoc , que *e , e feria ajuntavio , 
lia pouco leprefeniaTa a como íe d.Se t » Aullana t 
figura de hum Dtot , ou ou o Selyra t e tnuilai ve- 
de hum heróe, agora po- zei era a mefma a prime i- 
lim a de hum Satyto , co- ra perroaag;em de ambat ni 
mo obferva Baxier. FabuUi j fendo porém dlf- 
Na Fabula SUyrica , de fcrcnce a *cc,l» , e o ai- 
que fó noirefti hum uni- gumento. Adierte poii Ha> 
CO fwtmfUt , a Cyehpe de rac'o , que iquelle her6e 
Euripidei , Baccho, Sile- que pouco ancet foi viíló 
no , UlylTei , Nellor , Aga- na Tragedia , não dirpa da 
memnon , Achillei , aliát totln aquella fua gravidade 
pefljai Trágica» , e herol» na fabula maii etivertidt , 
cai , fahem á feena com e alegre que (t lhe «iun* 



■pente de hum eililo , e 


lempeie , e imite ■ gravi' 


linguagem maii humilde , 


dide da matrona , que h« 


()ue aquella que fe ufa na 


mandada dançar noa dial 


Tragedia , tod-via não to-. 


fel)i«o(. Oi PÓecat Gregot 


talmente plebea , e wber- 


goftavão de efcrever qua-. 


niria , como nos enlins 


tro Tragediai fobte algum 


Crfiiec. 


único heióe , « imitavio. 


' Efte preceito recommen- 


aquetlaa fuat quatro ac-. 


da muito principalmeníe 


^i3ei: a ultima dédai Fa- 


t|ue fe não deve fiolar * 


bulai era a Satyrica. 


dignidade da PelToa com 


Certo Interprete de miii' 


■. baixcia da linguagem. 


apurado criteiio inlinúa. 


Ora neflâi Peça» Tragi- 


que Horácio enfiai nells. 


cç-Satyricfls fia-fe o cnn- 


preceito , que aquelle que. 


triile do gtave jom o jo-. 


lepiefencai i fixiir* de bm 



l;, GOO^k 



A R T E P o E T I C A. Tj^ 

>I'pet in obrcuni humiti fermone ubefnaj ; 

Aut , dum vitat hiimum , nub«i & inania ciptet, 2)01 

KSittire kvei indigna Tiagocdia verfus : 

F ii Vt 

ftnlt Ji iuitiititi tctrmat , af*nit da iolxa liiguã' 
ftai , t dt vil tjlilt , fBt nillai Je uja \ ou , tnt 
fatiit p' eevra tvitar a taixtx" da itfprtxjvtt J'Cf3* , 
jt fuHime lant» ás nuvtts , fue ftai emp»ira4/'i fiit- 
Jamtni*! , * guiad^it tftilf Jt i Jvantfit , t Ji ?«■«*, 
im ci mtftnBi aret, A TragtdU , eu/a magiflíja dgni- 
iait nit Jt^rt «t vulgares , t rafttlrts vr/is , aind» 



mi Di*indad« , ou de hur 
\«'it , mudmdo de (u]t\ 
to, on figuia , nio p»6 
Jepoia a leprcrtntat Dl 

3^9 Migrei in et/turas 
Vc.) &■ itu» ■ Náo emr 



ufitido de 



i linEuajs, 



) Hora 



2)IU- 



d* a hur 
Fibnlit conMLai . que Tc 
cliamaváo Taítrnariae , Ta- 
bemaiiai , porque no Tbea> 
tro fs rtpicfentiTão lopti 
t«ndif , taberna* , e bode* 
t)t ■■ Neftai Vatiulai fó re. 
piefcnuTão a> peflbai hu- 
mildei I o ellilo e argu- 
mento era humilde , por- 
que fe tomava do modo 
trÍTÍaI dl fcnle ordiniria i 
« p«r 10« fe upotaráo 
naii *ti, c mait frolTeiTa* 
^U9 ■■ méfnaa Atella* 

31« iâittt dam vitat. in^ 



ipum , nutts B* inania caf' 
ící.) r h, Aut dum nimiani ft 
alltllil , dumiut iiimii ela- 

tUT , in aere vir/ari vide- 
atar. Vi perder-fe em aa 
nurcni , por hum ellílo 
fobie mineira eletailu , A 
empollidoí lo(o det( ^ua^ 

attender á Tua dignidade , 
nem decahindo na 1-aize- 
ia cómica , nem também 
elevando-re ȋmcnte , nem 
intumefeendo-fe fem rtiúo. 
Virgilio no f*u Siíent, E-- 
clojra VI. ». (í. 

Nam^ue tanetat , »ti tna; 
gnum ptr inane ceaâa • 

Stmina, terraram^tie , ani-m. 
maifut, tnaritqutfuij' 
■ Jtnl i 

£t tijuíái fimnl ignii, . # 
Conlira-re Lucrécio no L.T. 

9)1 Efutirt Itves , »V. i 
A gravidade da Tragedia 
n3o permitte (|ue nelia T» 
uTe de verfoi friroloi , « 
jocofot , pTopiioi fomente 
d»t licenciorot moiejot , 
e graça) det I^unoF. 

Jadign» tfutirt. )• AffiiD' 



cGoo^k 



U AR TE F o E TI CA. 

Tt Teflii nitront tnoveti juffh dicbiu , 
bteieiit Saivrii Mutum pndibnadi protarvii» 

Kon 
fH( Sttyric» , Huntã Jt itvt avMfr , » antei t»e J* 
mthm tia etmf»nhi» its Strfrii preHrv*i > f»ftrvt m 
m*/mé JtrUitiê , é pti» , f mÍ « rtfftUavtl Matrtmm 
ét mêirt trlgêm , fSMA h* ttrigtié * ásif ar *m fi- 



dtta , oflino affina ao Inl. 
XpiA. Itl. 1. 14. 

VHenmf»* Uctrmm 

■ Vivllit , ináignifratirtmm 
rumptrt fatdas. 

•)• yt fijli* matrtm , 
fft, ) Semelhinte • hurns 
Mitrqi» refp*itl«e1 , que 
])« abriKidi ■ diR(;>r m 
FeAu de Cybclei , e de 
Ccret I e ttaBçindo relle* 
com modellii , « fnvidt- 
de nada perde ii« (<u de- 
eor*. Vulgaimenta ai d«B' 
lellai n* telie<ofa ■■*- 
f(ia dm dia» ftÃivot eião 
Miandadai dinçai» • *t|u- 
laii lexei oi FÓntificei ele* 

E'io M Mitconai , como 
ccedia noi lofoi Kt%»r 
Icnfei, e Fell» , s fiin* 
ficíoi de Cybelei i Cain* 
punhão-fe fui* at Ctiorei* 
Sagradat ora d« Vitteat , 
•» de Mjtr«n>i. 

M»vtri /n/a ) I. b fW* 
(«r« rtgala i fetid» iMnda* 
tti (lan^ir. 

Oi Ketninoi diiiáo poi 

CIlaricDtirmn mevfl na 

kccepqão i\e /altart t poia 

fe reputava coufi infame i 
como oDfcrva Baxier • dU 
tigo 



tut hvtntrmmt, aiiJé f90ám 
PanltmiMt fftãi. O mernto' 
Horácio na U II. m Epis- 
tola a Floro. 

JVttitr Satiram , nnne agre» 
fim Cjcltfa m*v*tur. 

a^iínurtrit, <fe. } AI* 
{g«f Intetpiete* eiplicio y 
vtr/aHlar inttn Satyrtt , 
deveti appatecer com cti' 
cunfpecqãa grave , e ma> 
deAa. Satyrli prttervii g n* 
meio doaSityroi licenci*^ 
firi. 

Limbiiw porém espSem, 
BifiM , éi/trtpalH paa;>. 
Iam at aíiii Satyrit , íivm 
fatalii Sátyrlclê , '« f iul>» 
/»/i partts a^mt Satyri , 
faí vmiei /Mf fttmIanUf 
O* frtttrmi i Te diffeten^a* 
ri , difciepari alguintant» 
doi ott-lroaSatyrai 1 ou Pa- 
hulat Sctytic**, cn i)n* 
Ur leprerentio o( Satjroe , 
que Tuliannente ti« pv 
luluBtet , e dcrciradot. 

Oo «erbo ttttrijt na ac 
oept^io de díj^frt uTataiif 
benr Cicero , no U II. A> 
ctd. dai illa vlj» , t fui- 
ha tmnia dicreta fant M*r 
te , nttami fitUf»am a faU 
fii imtrtlft. £ lia nerai« 
vtrb*' netla aecepção ufe» 
o mcfoio Cicero nat Bpi^ 
toUi a. AUic* , b V* 



cGoo^k 



ARTE fÒETlCA; «I 

Nen ego inoman & dominiotk nômin» íbWm , 
Vwbaqiw, Pironet . SityroTBm fcriptor amabo; â(l 

»»(# MJ 4;« WimM, * f'J'!»"i »« t*rí»ménu, è 
r»Ut , /* #>'-«'*r /-/?'•« . -3' /' "" >"'/«"» * 

QniIflaeT Ti«|e4i« , M- minâMbt, pnpiUi, ii quiu 

mo mndellt , • fr«*« par iSo contiarui i*vg<t. 

Tua naiuicu , polia <)■• Affim dii-fe ter Iwf *t , Am 

aleudin Teiei fei« maU »#« itíuitUlvm , niqutll» 

alcfre, deve ter maíi mú- coafa , à qual n tpplic* 

«leftia, «decência, do que praptumente . xug:'uC , 

TalKarmente temiiSitrrif. ', h. prifirii. Cie. L. XVt. 

■)4 Ntn *í9 , ^c.) Bti FamU~JÍVIl. Sta htut tm , 



■ia fomente urarei 1 
ii4tm O* átminanlia 
d* termoi .limplei 
«fo ardinarto \ de 
■atKraaa 1 • ptoprioi, 

Sefundo ouiTOf interpie* 
tei , o Tentido fae i Não 
fiSmeiíte »» não tfaTei doa 
teimo* fem graça , « bai* 



ftripttnm ftUi » " 



lUtuJini 



Xdi, kc. 



teimoi jj^Hírt. ia/irvir* í Fndí j» 
^M ;*n»m , FídeliUr , 
vtnit l *ui vtrh ã»mUilimm 
tft prtprium /» êfitig t mi» 
frsthttei in slitumat t mai- 
tat. Uoio àtminMntia , quei 
diíer palavriii ufadai n* 
h. r*r», fui ptopiiai» TÍEotofa li- 



% fifurmia I puioii não »iitlic»;ão nitunl 1 

Cgurmdot, figníficlio cada coufa pela 

Z>«wÍMdati«. ) >• b. Fr«- Tau próprio nome 1 dia 

r'« . f»"" í" /"» /"/" '»• quae» , findo obreenai , « 

iuhutniur , ntn fxptifa i* torpe) , noa tbAeicnina , • 

/iâá fuB a itanslatii 1 Pto- cm Tea 1«fat uíaremot^, — 



te[afara,*u de patífiah. 
AIsHDi Interpretei 



II , que cflão ufidoí n 
fua própria accepqio 1 ai 
tíradoi fira do f«u lugar 

Seloi termoi tranilatoi, que 
^niScáo própria, e mini- 
feftsmeote at courai peloi 
fcHi mefmoi nomre 1 e 
preptioa vocabuloi t como 
aSo ai que clara , e llmplca- 

>i«nt« denoiáo coafai inde< _ 

centei,» inhoneftai. DcduK ]«vrat triviaei • «u1g>" 
l>i defKJMM^i* da palavra Gre- |. b. termoi fero gras* • • 
{aHi»£ix.>i>bi ftf^rM >i*- baitoa r doi «luaci c«tU» 



plicio dtminaiilla , prttftH' 
ti ajn InVltfetalia ) qu« 
previlectm pelo uft> pre- 
Tente. Tal foi a antiga in- 
tcrpretiqio de Madio , co- 
noi enfina Jito» d« 
!t, porque interpretou 
■ I V vtUgarU , pa- 



cGoo^k 



íí AH TE- P o E T I<: A. 

Kac fie enitar trafico differte coloti , 

Vt nibil interllt Pavusoe ioquatur , & audas 

Py- 
^r na ttea di tétt AHírti raftitfi , * jalvatint , v»v* 
frtfriét t * iirmrs trdirmrics > e tojets ■- mat lamíetH nem 
lã» pêat» OM affoJUrti d» Um , « /uillme tfii.» , fB« 



mente uft ■ Comedia. 0« 
•dimxíi Inteipret«i , como 
•breivi Baxtti, reguUiõ o 
derviirado Interpolador do 
■ntign Efcollador. 
' Sílàm. ) HoTici* liuaiou 
■nuito bem o adrerMo /f 
tbm , porqua oi S^tyfot 
urtTio peia miioi pirce 
<de pjlirrii comninn» , e 
■II fua própria acceptjio , 
Ctmmttuilut <f dtmiaanli- 
tui viriii ' e pfii timbem 
com belleza nímlna vtrta- 
§ut , que he a AiiAoteii- 
ca jivitáo doi Voobuloi. 

ajs Satfrtratn firlptar. ) 
Cupprii-f« fnum fuert pcl* 
XLl1<t>re t i. h. Si Satfrti 
/críitnm i r« eu fiíeffe dtf- 
,tai CoinpolitjÕei dfimiticai, 
•■» qve entrão Satyroi. 

Al Sityiai dnmatiMi , 
como obferra BitteuK, vem 
de Satyrts , Satiri. At Sa- 
tirat de Horácio . e de 
JuTenal , vem de Sotara , 
bacia , içafita cheio de 
fruam de lodii a> quali- 
didei. * Horácio nellc lu- 



di Tua masniloquencia. Na- 
te-r» I Syntaxe de diffti- 
ri (rítri , em lufar de difi 
fírr* a tf lure. A (fim aa 
Od. II. L. 11 «. il. 

Digitas pleíi , numtn 
teattrum eximit virtut .• 

Onde iij^eat pleii Ya- 
le o mcimo que di^dtnã 
a p'ete t o que he huna 
Synlane HerJeniea. Uo roef- 
mo IdíoiiTmo Hellenico 
uTou o merma Horácio na 
L. 1. Od. XXVlI- t. i 

Vina V lacernit Medu 



Iiamane qttaalttm di/crt' 

Onde te entende coa>o fe 
eftivplTe , dijtrepat 4 vi» 
e" lacerai». 

A merma cortftruc^ao Ta 
nota no L. II. Bpift. II. 

iScire miam , ^atitam fim» 
pltx , kiUritque nepiti 

l>ÍJ'cr*ptt . . . 

O oiefmo L. I S"- VI. 
. . . Ltngà mia di/crepat 

ijlh 
Et vex, ^ i-atlt. 
Tma Latínidi 



nitiçifl 



regoi 



r* 



3 j6 Trag'iet Hf ire ctUri.) 
I. h> Trágica difftrrt tbara- 
étri i aSi^Xit^m^ doellilo, 
•u do «hA» Xiatieo * 



obfetva no L. II. 
e n:lta merma Epillola 
aot Piíóea em outrvt mui- 
ta* lufiíei , que nãa apon» 
ta por brevidade. 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. ly 

ríythill , eniunflo luc rata Simone taltntum, 
An cufloi famulutquc dei Sil«nui alumi)). 

Ex 

€tnvlm à Tragii;a , U tal /irti fdí n3» // a éift. 
rtn^m algtima tntrt a linguagtm , i rjlllii , de fa# 
"fa » /trvt DavB , t a itjcaraia Pflhiaí , fat etitt 
iots , t ifmhiria txttrqai» a Simã» hum laltnit i e a 
é* fut nja t vm» SiUn» , aio , t J!§1 eriaie d* Dí*t 



O Porw TccommenJi <]«• 
TCt-fe ocAii círGunft^nciai 
obrertir Tempt* » decoro 
dl* pefToií. 

»7 Vt nihll iut*rfií,Da' 
vujne , Vc. ) De modo qu« 
le não de differença «Ifu* 
■!• entre i linguigeia de 
S>'o . « de , kc. 
' Davmt. ) Dito , fervo 
d»t Conredian deTrtencio. 
' Âadax Pythiai. ) A dff. 
etttdà Pythiii. He hun» 
criada na Tragedia de Lu* 
«ílio , como obfcTva Gru> 
quio feguindo o antigo Er- 
coliador. 

iDito , Pyihiii , Simão , 
*Ío perTonagena Comicaa 
cm Lucllio , Menandro , 
e Terêncio. 

9)t SntuaSt luerata Si- 
mene j Ce. ) Que efcoichou 
bum talento ao velho Si- 
mão , por o ter aObido , 
ih. por ter zombada de|. 
le , poir (& aoi meninot 
ke que felbet aftòi o m- 
tií. Tuven.l Sít-X. V. ,„. 

Madiái ■ infaniia nafl. 
O que be bum do> attri' 
hutoi de velho i poii en- 
tre oj' Gregos ^ó^Mfa. , 
be aquelli fcE:undi infan- 
^ doi homtn* , eni'qi|« 



maia facilmente podem Tet 
eludidoi. 

Emungere alijarm argui' 
t§ i Locução do eAilo Co> 
mico ligniJica , eTcorchar , 
tirar, roubar a alguém o 
dinheiro > a holfi , e cora 
«nfino , ftc, \ 

AHim Teieocío , Phorm, 
a. IV. U. IV. 

Çaii tgijll í Emunxi ara 
geat» fenei. 
Com belleia i ao contrario 
dii-re Emanãiti .hcmi , 
querendo diíer-fe i heoi» 
iligans ff facetai -, homeoi 
elefante e ficeto i comn 
no L. I Sal. JV^ í. dilTe Ho- 
rácio de Lucilio , £niBii- 

Talentam. ) O talento 

Atiieo , flue correfpond» 
no falor 03 noITi Moeda a 

a^0|^ooo riu , ou cincoen- 

ta moedai de 4t<Í>ooo ríii. 

3)9 Cttfiíi , CV, ) Sileno 



dai Satyrot. He lojo poia 
o Drama Satyrico > ou a 
Satyia de miior dÍEiiid>d> 
do ^ue a Comedia, O Si* 



cGoo^k 



» A R T E P o t T I C A. 

sxiv Ex noto fiâum cinnen Tequir , Ut fibi quivli s^B 
Sptttt idem i fudet multúm , fiuftnque labotet 

Au- 
StteU ff» alitmnt, Na vtrdmit »§ eimpir as VaHlat 4* 
àuim tal argumtiitr tuidarei muitt printipalmtnlt tm 
f»<m»t Amn tfiiit him Jtmilhantt , « stnfirmt •» 
êfiUê vulgar f * priprif 4i nft da vidm têm.' 
muat I * ti» n»tmralm*ntt , f>« fiulfutr rutrt Fêt- 



len» ni cborii en o Rt< 
cttadoi , ou o Poeti i oi 
Sacirroi porim crio oi «r* 
lemediidoiei ■ Hypttrilae , 
que cxprimiiia com g«ltai 
o que lepetia Sileno. 6Í- 
leao par Httsdoto he chi- 
nuda Sllfui ãSarJfai i o 
«Hkl conti Diodoro Tegun* 
do at FibnUi que reítiiti 
lambem em N^ri. Votita 
Mirryti en hum rio ' o* 
Numet poii , ou DIvídiJi» 
idei doi TÍoi crip do (c* 
nero de Sityioi , • Nyn> 
fAX, DarÍTi-fc poit Silinat 
lio Grego Zw?>nv ; airim 
como de Ziipuv Síf u^^<t , 
o» tiQvhUt.. He tunbeni 
fibiilu que ot velhoi Sicy* 
>•* forio shimedo* SiUau, 
«o certo porque erio 
fuminameiíte ÍBftruido( u 
Voelici , • ni Mun». 

£ra própria do* Satyroi 
huma liDfuigtm «trelíe , 
• ferina ^ ptnita a linjua* 
gem do Silen* era mil> 
grife ,-e honclta qie ■ do 
«liado , OK da criada. 

Horácio , delt|naudo o 
««dasoKO d* Baccha,quil 
Selijrar qualquer petoa 
»aii graTc , • «uihoiíud», 
iMiuo Na SUMO. 



XXIV. Dtná* /t levtrà 

tttnar t arfitmentê ia Sa^ 
tfra I t a hem^ã» , fut Ihi 
kt prtpria. 

Sx Ml* fiáum tarmtn 
J*iaar. ) Em tirarei , eu fot^ 
marei hum iíc^io de hunt 
argumento, ou fujeilo co^ 
■heeido pela HiAoria i ni« 
porfm de ilguni ■rnmcoB 
U. tecondíta , e abAiafo. 

Bitteui interpreta iAm 

£m n3» taoiaria ntm t 
tim ia Tragtfia , atm a 
Um jnalã ra/Uirê ia A* 
lutiia ^ mat t» umaria Ía> 
ara tjpêflt it mti» têrma i 
ê* faria ium f*mp$fit , fi^ 
Auin , itt dtii '-ffiitêt f»è 
êi» igaaltHtntt ttntetUêt i 
CS noto> Horácio «nGiia 
donde fe detc tomar tan> 
to o ar^mento ■ com* o 
modo dedixer, aloeuqioa 
■a Fabula Satírica. 

Stfitar. ) 1. h. Ex/ftaar i 
exccutaiei , formatei ■ ti' 

Vljai flm*/p*rtt idíM.} 
De íoite que qualquer cief» 
fe poder fiier o mermo » 
outio tanto. Confire-fe • 
que oWerfB Lambino Mk 
It. U. ^piOoli a Ploio fc- 



cGoogk 



ARTBVOBTICA. t» 

AnAii idcm : tmtum tmitB juoâurtqua pollet ; 
Tinium d« n<edio funtii acccdit boiíorif. 
Silvii dcduãi ovf ant , nw iudicc . Fauni , ^' 

N«, 

■a */ptrt ptitr favr ' mtfmm tn[« \ wu* J* , alr^ 
9*ndtjM é ttnl^la , J»»ft Mai» , * niff* pftff- 
/« Mát/amtnti kum gravlJSm» trmiéli* , f*nbte*ri» 
f«ã* diffieil imfrnp *rú *jta. Tantú f*rfa tém a fnji' 
fur-tt êrátft , 0atn[inhtf» ttUtt*fÍt iat falavrnt , « 
ée téim i*ms dai parUs da FaHIa tnirt fi tigad** % 
tanM dignidada , t dtt*rt f*dí atirtjetr para rtatfar 
»m Mlíjpi êt arfumtntai m»da »s maii ttiviati , a 
atmm»iii. Finalmr»tt faa*d* iai (elvat Je fa^m tJiJJar 
»t Faama , t »t Satyru par* » Tlumtr» , hajm prtdtnlt 

qnallc lugar , Lmítnthfpê' ordem ■ » a cotlocaçlo , » 

€itm datit. «Dcadetniento da todit ,« 

AlHm Eurípi4«t formou de cadi litima dai pirtc* 

• feu CjeUpt , fesuindo da Fabula , * daa coufai , 

Homero «a Odvna , L.IX., quando ha enfcnhofa. 

« aniaJo a efte argunan- Stritt. ) I. h. Rtrmm Hf- 

lo ot idjunão* de Tua fic> pafitit feita O* ingtitit/a i a 

^io I eonipdt bama iaAsna fibia , e etifcnhofa difpo» 

Pe^a. CoaSn^fe o i, lat, , 6t;io dai coufai. 

« ifg. lamSara, ) 1. h. SlmSmra, 

*4i StUltl aaltím. ] I. b. €tmp«fitit virhrum artifi- 

Mintam Marii J*m*t ^ to* ti»fa i a anifieiota citiu* 

jne nrutto trabilbn. CUera Aura di* piliftai- 

%o feo ftif. Orat. C.XXIII. 34I !>' mtJlt. ) I. h, Va 

JWa MMÍf tmtgdmnt J* p*gt pnUica <t vulgata mattri* i 

4Ít*rê 2fam trmtitmit faiii* dá hun irgumeato tríiial, 

Htai imitaHlit ilIa faidtm a vulgar. Ti) he a intcl- 

Vidtlur tfê txi/limanti , Jid ligenci* do «titica Efcolia* 

uàMI axparítnti mMt. CÓn- doTi comoobrecfa Cruquio* 

fiia-fe Quiaâtliano , LU. Htnarit.) I. h. D*ftrh t 

C. 1. , e L. Iv. C. If. decoro , dignidade 1 que te« 

•4* ^í»t. ) Suppra-re fulta diflucll* rolacte ia> 
pela Ellipfe , faatn fatril, 
qaiodo leatat , quando em- 
preiícndef o mcímo. 

94a TanlmM ftriu , /ntf _ 

ãarofu ptIUt ) I. b. Taif imtridutfr kmíftamtnt* 

Mar ardt ff e4Íltcatiê vim Sãtjrai na Fatala. 

tsh^ I Tanta foi^a tem » «44 filvu dtdiM. l S«o< 



cGoo^k 



90 A R T E PO ET I C A. 

Ne , velut innlci trtviit «c ptni foienru , 



túHttJa , ftgvif nd vtrdait fulgt , em fut nu' 
frãa , qaaií píIHfi ntanectei , vffti demajiiiã'mi 
Kci , t iiUeaiu , comt Jt tive^tm najtid» 



Cntenda-re i pratfulltrt , 



I Siíent 



induzidDi 



pe- 



lo Silenoi Silvili , Sic. í. 
II. ou igTtSle» , e educailn* 
D» Cílv» > ou fahiado da 
tiblaito CUellre , e cubet- 
to de riaiot ile irvo- 

' 944 Fdsni. ) Oi Faunoi t 
Deorei filvedref , o( quaet 
também Te chimirão Silva- 
n»t , t Satjríi. 

A F«uno , Dboi cainper. 
tie f>criliciii-fe aa* Idot 
ie Fereteito 1 como canta 
Ovidio I> II' Filt' Conli> 
n-fe Dtonjrlio de Halicif- 
aalTo , L. I. , e Cicetn L. 
II. D* Tfàtura Dearum. O 
fffo Uoiacio L. I. Od.IV. 

V. Io. 

Nuitc O" in amír^t 
Faum iet*t imnitlart 
lucli. 

O «nefmo L. I. Od. XVIL 

Vthx aniatnam Jaepe X»- 

cretittm 
Mutal hje»t» Paatitts , • • 

X no I.- III. Od. XVIII. 
Faune Nympiaram fugi» 

mtttm amatir , 
ftr meu fiittt tf êfrít» 
" rara 



Lenif ineeiaã , 
parvli 
AEfumi 



fórm» d* 
a , «I guiei correrpon* 
ant trct difterente* 
[O* de Diimii. A Sce« 
na diT»sedii en fuAen- 
tada em columnai , e or- 
nada com fobrrhai, e map 
gnificai decoraqõei. A da 
Comedia repiereiítava cafat 
particularea , kc. A. Sair* 
rica expunba aoi otboi i^ 
vuiei 1 montanhai, ca*ei> 
todaa a* coulat cim- 



peftte 



reltea 



.. , paueti cemp.ot , ftc, 
345 Veittt inaali Ir.iviii ) 
Sobeatenda>fe Komae. Co- 
mo Te etlei tivelTein liJo 

Cida- 



de t 



Roni 



alfamadoa pe- 



Feitè ferea/ii. ) I. h, /• 

/iro vtr/ati i como fe fof- 

fem verfadoí , ou exercita- 

I fo- 






ro 1 na Piaqa Rom 
de Te ufavão ai palavral 
Aiait pura* ; huiua lingua- 
gem polida , hum eloquen> 
cia oiainiii , e elegante. 
Affim Perfio Sat. V. 14. 
Verta Ug.,t femrii • fMlt' 
' ' Al/« eaíii^ écri f • - 



cGoo^k 



ARTE P OET I G A. j 

Ant nimiúm tcnecii juvenentur verfibui uiK]uam ; 
Aut itniQunda crepent 'igDominioraque diãa : 



t'* ia Ciiait dl Rima , m ^om/í « 
fíí p-Jra , t ftlii» , prtpria dt f 
prtfirSt ptr {»a i»ea liftnenla vaxjt ttrpei , t infan . 

frtjtiras a cintuaialhjat ir^uriat i pír quaiilt fe tfca 



a />', 



Ora lerii mtiicê , falUif 

JJnauí , tEF* ingénua cutpain 
dtfigsre luda. 

946 Tentrií . . , vtrfitut. ) 
I. h, Dt.icalii , miliHai , 
ttUii , aríenil vtrjiitti , 
com delicado! , com poli- 
^Di,coni gilintit verfoit 
poii em todo o lugii de» 
*eni coDferTit bum* fim- 
plic!<];ide luflic*. 

luvífuntur. ) I h. luvtni' 
fíttr le/civiant , garriaut t 
|*Uiit£«ni como o( man- 
ccboi , pronunciando vei- 
fci muito pulidoi. 

Duii coufai prohihe Ho- 
iicio mi FibuUi Sityri* 
Ml 1 I. Enlini ijue o> Fiu» 
■roí nio Te expliquem em 
*etroa «Nce((i*afflente po- 
lido*, e cultos , como Te 
'e •lejulTem 1 maneiri d> 
■ninceboi. 3. Piercteve o 
mermo Poeta , ^ue fallan- 
do não dí^io pilivtii de- 
niGidimenie obfcenai, e 

»4? Immuada diãt, ) I.b. 
''''^ • humitia i'teimoi vii, 
bumildet, Imíkoi, licen» 
•iofo*. 

O^tptitt. ) I. h. Detlaia- 
KM , íafuantar t lepitáo 



cihír Tobie 



> fea 



fo aH I (juindo .lílTe Junii- 
nanlia ntmina JitliÁt. 
O mermo Hoiicio L. I. od. 
xvm. V. (. 

Çal pifi vlna gravem ml' 

Htiata aut paapirietn 

trepai i 
Onde Lambino adverte , 
que o verbo Crtpari vale 
pnr tranilaqão o mefmo qu« 
affiiuè de ri elifaa le^al t 
Jemptr^u* eam in tri haif 



) fallar <]e c 



D fo- 



alguma coura , e lÈ-la 
a boca. O mefmo 



SulçM e* 1 






Z no L. II. Sityt. III. 
Si fuid Sterminiué vert 

Jgntminitfaqae ãlãa. ) I, 
fa. Inhontfta diãa i famam 
illicuj»! lattfaSaniia 1 pila- 
vrai Jeihoneílai j toipei , 
que deturpão a Tepuiaqio 
de alguém. Aqui noa ad^ 
verte Horácio do grandó 
cuidado, que fe deve pftc 
na efcolha e ufo dat p^|a> 
vni commuaa , iccciQnicii* 



cGoo^k 



91 ARTEPOETtCA. 

Offenduniur tnim , quibui eft equui , & pater , ft rei ) 
Nec , liquid friãi cicerii probit , 8c nucit emtot i 
AEquit accipiunt inimii , donanive cornn^. t{0 

'I Syllaba lon{i brcvi fubjeâi vocatur Iimbui : 
^ Pm 

iaV^t ti CavaUtim , tt Fãtriei*t Remúmi , t ês CW 
éãiãfi txctlUntti pelat fmat rtfiierai ■ i ntm aã apfrtvS» » 
nem 01 fali;3i dignas it Uivtr , *ind» ^mania agtittmlks, 
fai tajtuma alimtatw-ft ttm « grSa ferreta , * eam a§ 
ntttt , Itpp^avt , e Imo* algam» iefiat atftiiUi txprtftdtt, 
AjjllatM langa ftjfifia J /jltata trtvt ht • fut /t eiamm fi 



i»ná« fobre tudn loi Poe- 
!■• fttyiicot <)u« fe actu- 
telem no «fo dit palivrit 
poT «xtiemo polidti , «u 
obfcen». 

Nota-f^ ■ Ktliprc do ■;«!• 
te da varbo , « do «ntece- 
dentc do relictvn. 

Ottittti tjt *^»at. ) I. h. 
Oria Bqatjlrii > EquiUi 1 b 
Ordcm EqucRre g et Ctvil* 

IfifOI. 



aobKi , M illuam. 

^luihi» «f rei.) I b. DÍ' 
tUrai ; guittit henfJlM etnm. 
fiu efli M miii ilcoi, ot (■■« 
t<n huma tt»i* boaait*. 

949 Priai tletrij. ) I. h. 
Tffli tleerii t dn grio tOt- 

ndo i qut 01 homem dt 
lafiraa plehc conprivio pa* 
ra eamti t *"* quanto allir> 
tilo aoi efpcâicuUi. O 
mcfino Horácio , L. I. Sar. 



Tl. 1 



■ i). 



Ji parri <ef eUtrli rtftr» 
htiãniiKt tttiimm. ■ 



SaUtl. Sit.ITI.itu 
....rur ÁEJilU fiurit 

V^r&m frattar, U Ji>> 

UfiaUlii ^fac4r afia , 
Lt citara , atiutfatit itna 

in pariatjai Inflnít , 
Liitut ul in tircê fpatUri « 

Smdut agrh , *aiM$ M*m' 
mia t infant , ftttmlt l 

Planto I Bacchid. 

Tam fríâum agê tllmm 
raidaiHy fmim friOmm afi 

9(a ABfaii attiptunt anW 
mia. ) t. h. Fatltntar mmdi» 
■nf , S* prriaat 1 ouvem eoni 
picicncia ,e ipproTio.Sob* 
•ntendi-fe de fima pela 
Zeufraa o Nie. 

Uanaat earmâ. ) I. h. B* 
tí , faitat afl a^ama , 0V. 
Nam por iHa lha dÍo « 
premia t "Io o appliudetn. 

XXVI. Da$ fia prapriat 
iet Vtrjat tkaatrata , a pritat 
eipalmt»ta iajamta, € it 
Efpmita. 

1)1 Syllata langâ fr(vl| 
¥f.) M<ft« lu|u fw** 



cGoo^k 



A RTE FO E TIC Aí f|. 

^l eitnt : unda ctiam trimetrit ■ccrefeer* jnlCt 
Nomen Itiiab^ii , ^uiin fcnoi raddtnt iâut , 

Ptf- 
Jtmh t ft malt» Ta'''éi i mii» , ftr fmt »$ vtrftt Jan- 
tUtt , p*ftê fB( nnfitm tê fth pit , t t$»kit fth mo 
4iiat {t itafi firS»JtU vtxf* • tmvU» ) Jt tktmirU. 
Itiavim irimttrtt. íla wriuit mui^m$nt* */tt vtrj» 

Horicia o preceito fab(« dAf* , tx fta lamHs trtg 

«■ pii Jiinboi i diitnda DifamU faãi jMt i <it f«ifl 

(|ue 01 TCrrot th««i»«i Te Timboi flierio-rc trtt Di- 

«ompunhão do pé jimbo i Jambot i por quinro «fie* 

c àa rrpondto. vcifoi contlo-f* potDipo* 

Honclit tom* > filUr dlii 

doi verfa* pnipiio* da Po*- Confin-f* QutaSIIiano L. 

fla Diiinttica ( dai itMati IX. C. IV. > c o Dofló Ho- 

a tinha hllado no ««rfo neio , L, !■ Sat.X. *. 4). 

<9. yelH* rtfnm 

SnHti: ) I- fa. P^ptfit», P»am nitlt , fti* Ur.p*n 

^fpolla. tMg* I ftrteEp** »t*Tf 

9]9 têi eiUi.) Pá, au Vlmtm», Vjriut i»tit,. 

fnedidi Buiio ripida i • Nefli lugar allude Haraclo 

que por ilTo Aufonio Ehi* iiTragsdiii , qu* A6»io 

aia maii vcloi qut ii fii- Polliia efcrevSra «ni trioM- 

tai doi Ptrfti. O ntfmo iroi jambitiai. 

«oracio , L. I. Od. XVl. *• 3|; S*nM . . . iOmt. ) t k. 

sj. S*niê namtrei , «■ p»lflu 

M« fMêfMt ptS*ti$ f€d*m I r«ii numerai , 'n« 

Xre/avi/ In ialti juvtnt* pancadai dui pit , i. fa. leit* 

Feratr, •" in etUr*s iam* do hi* péi , e todoí iam* 

tu bo*. Cada hum doi pia qua* 

Mifit fartnUm . . , . i ferem o ouvido Gon ca> 

VM« «jifiit trimetrit , da hum doi compaOui. 

V«. ) Peto que deo tanr- Póde-re tmbcn lefcrit 

bem aot verfoi Jamboi • ifto ao coAume então afa* 

«ome de trimetrot. Cba- do, que o mefma Boraci» 

■na*fc verfo ttimetroaquel- apont* nuL.IV> Od.VI.«.}f 

le, que tem itei medidiii Ltiiium Jtrv*U f^m, 

hcxametto, o que tc« feil ,M<íf« 

medidaii o p* jambo nia P»ilitii ISmm, 

fiz huma nediãa , oa me> Foi qaaato oe Romanaf 

ttD , como oi outrot pi* 1 ifuando mediio oe veifat « 

wai dom p«i jimbot ena- Marcivão cada hum 4oa 

■io-fe poi buma f6 nedi> pt* , dando hum cAala cam 

IM. Sis a aadgo Efcali» « ded» polletai i t ttf 



1;, Goo^k 



94 ARTSPOETICAi 

Prímiii âd extremiim limilti fib) : non iti prldem , ' 
Tardior ut paulft graviorque vanuct ad aures , ■{{- 
Spon- 

itfâi » prlitttirê fl atl ti «ttimt. ftl cQmpeSv éi pft. 
Jamhit purlt ã íttâu ftmtlhaitii i petim pajjaii rlgaru 
Umpr , para fs« tiv*fft maior patifa , e ehegafft. 
ftm maiêr fraviiadé afi fuvtdei , jaffrt» ctmrntii fu* 
jn tntrtdm-ijyem »s gravtt tfptitdtoi ittqatUei cafmt , as 
faatí lodat elli itnitt tetupav» 4tjt ra^t d* diriiit , *. 

tambcm batendo oi píi nu doui em cada coinpilTo , 

chão , como aoi enlin* ou mcdíiU , a que fe cba* 

Quintiliano, L. IX. C IV. mão DiptãUs. 
Uontira.fe Ariflotelea na a;4 Nta ita priderU' ) 

fita Poética , C. IV. b. t. Defde ouando oi Romtnot 

Nnte-ra que oi Diamat doa conie^iião ■ compôi o* 

G.eg»! ao principio coor- Teui Dramai. O* inllgoa 

tavão de tfaa<;ai , e de can- Tragicoí , e Comicoí Ro- 

torlii i niaii depoii pelu mano* , como Aedo , s 

flecuifo do tempo preferia- Xotiio apenai deixirao pa- 

(e o iifo da locução , e ra o p£ Jimtio ptimitito * 

cantoria i Jança , e pot nttima ciCa de caja verfoi 

ílTo adopti'ão o ferro jam- Mai não obfetTÍrio , a*n ilã 

bo , que he o verfo pro« prUiat , i igualdade noa 

— - - ■■-■ poii inarmo* verroa , " "^ 



que a mefma neturcia, co- lerao hum pouci 
■no diz AiiHotelei, guiou do que Horácio ) de rnorfo 
ot Pixta* no ufo do ge* que na cara ímpit adinJU 
nern do rcrCo , que mata tiío o efpondeo , e pia 
convinha ái PoeTiaa Dra- iguiei ao efpondeo ou jani- 
naticai , por quanto pela bo , nncbendo poia aa ca* 
maior pane na conveifa- fai mafcutinai fã com o 
^Bo noi efcapio TCifoi ;am- jirabo t e dcfte modo f* 
fco* Gonfonnáráo á esaAa dt1i> 
a!4 Frimut aã txtremunt gencia doa Gregoi > qua 
fimllU fiU.) I. h. Qiti Itti noi verToi Senarioi , ou 
^tx/ataliii-efn/laiit I of quaea Trimetrot tem ou fó jam< 
todói coniUo de jamboi i boa puioa , ou cettamentÉ 
rendo defde o piimeiro jii em toda a cafa 
■ti ao ulcimo com a mef- 
a» meJida : ido be I quan- 
do i> veifo era de jambot A fim que a cadencia fiifli* 

I e ainda que iÍ*eBr maia siive . maii fii^ 

- - - da, * . . . - - 



«•ii féi , Aaiáfl-fa fntiaf 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 

Spondeos Habiles in jura pitema tccepil 
Commodui & patieiís : non ut de lede fecunda 



viltgi» dl Jaa nalttTf!p ; mai têánia »3» »$ «ãmlf 
a fi , para Ihtí Ciitr a Jtfunia ê fuar- 
iirji Joíntit* appertte rartã vez" "* " 



ea/ú. Efte 



aí 6 Spenátot ftaillii in 
fura paUrna rtcepit. ) I. h. 
Admittio oi^riTei p£i «T*' 
pçindeoi no feu próprio 
lu^ar , que de direiíQ lhe 
pertencia , noi lugtiei ,ou 
carai , que linha de fcu 
Author. 

Inr*iirãO'fe oi péi erp»n- , 
deot maii vifarofoi na* 
verfoi jnmliicoí , para Jbei 
dit peio , e forçi » e pa- 
ta (DoTcr niiit oa aninioi 

Slaiilet. ) r. )i. Firmot , 
immeiilei , níit eunmtis t 
liiinei , imiDóveii , níio fluí- 
do* , não coirentei ■ pot- 
que Ct lirmão , ou conAão 
de duai fjllabM longai. O 
ri jambo pDÍi he como 
- ■ ,. f,N. 



tiitie , e d< buma lonfi » 
c o tracheo ou cboreo * 
10 contrario , de humi Ioih 
gi e de huma breve. Efla 
he a dilFerent;! que fax o 
vetro trocbaico n mata 



(UnqanCe , e o 


inai 


1 raltgn', 


te de todo* 




verToa i 


eonipoim-fe d 


e fe 


if ou d* 




como eflea 


pêi ró tem t 




tempoi ( 


faillo>re entfir 




m«rmo eompj 


íTo. 


A!Cm o 


terfo de oito 


pé» 


era ba- 






ididaiou 


compatf-o. . e 


o 1 


retfo de' 


feii pci em i 




. (jue 


fei denoiDinat 


a 


ene da 






TaUet bie- 



, Note-re , como obferra 
Batteuz naa Tu» Reãexõea 
ao C, IV. da Poética de 
4'illotelea, n. 6., que na 
«erlitici^ão Grega, e Lati* 
na ha dua* efpecíea de 
t,etranietiof , e de trime* 
troa t bum Ttpchaice * que 
tein hum tracheo noa pci 
parei ■ outto iiinbíco , que 
%em bum iimbo neftei mer- 
nioi píi- Sabe-fe quê o p^ 



tio de outo péi tetrame- 
tro- O trimetTo jambico, 
fuccedeo ao tetrametn» 
tiochaico no* drumai i 
porque o dialogo occupott 
o lugar dai dançai , e dat* 
dan<;it ratjrrlcai , illo he , 



que 



etitão 



havia 

que o dialogo não podia 

fuHei a inarchj faltanle , 

ou rapídã do fí trocbco , 

que vai como a «equeáoa 

f-lto*. 

3;7 Cttitmedm t^ fatiem. y 
I. b. Suavit ft eefuaaiMut , 
fàciliê i fuave e igual , fa- 
£Í1 poi cedef *1« boamea^ 



cGoo^k 



9tf ARTE^OETICA^ 

Cetteret lut qnirtl focialiter. b<c & In Accl 
Nobilibui trtiiMtiii apparet rarus , & Enal. 

Id 

witei Vtrfn JtnarUt i» P»tt» Ãttít , « t» PttU Ef 

nh. vtrfê , f H# «fpartt* n» Jctn» t0rrtf«i» dt mmi^ 
áai»i ifp»ni**$ , frn* *a f jm m #>rtf f»l tjcrit» t»M 

te do tem direito. O mef- mido. ConBn-ft o It. II<; 
rno Honcie. L. IV. Od. Epift.I, 

virr. ÃuFirt 

Dfimrtmfaleraitrãtafã» faeuvíal â»aifamaM J— 

etmmgdut , 0'c nit , Accias alli. 

Nm ml dtjiie ftcania , B no L. I. Sit. X. r. !|. 

6'r. ) TodiTia nío admít' Aí/ ctotíf tragM tmmttt 

tindo oi píi crooadgoi ni Lmciliat Atei f 

fetunda e n* quirU cif« ' Iftn ridtt verfu» Bnnl grf 

Por quinto o veift) jimba vitait minerti, 

exaflo è puro devft l«t O mtfmo timbem f* nb* 

■ duti rci«« noi Tcrrai d* T*rc»- 

II Tri- cto , c da Pliuto. He cou> 

metrnt de Hnracio neftet f* pirmofa ver, quinta )!- 

Epodoí , IX., e XI. ctnqa tomirto pira ft oi 

Çaandt rtptjtam Caieatum Poetii Litinai not verToi 

aififtat áaptí , tft, tiimetroi , e tetrimetro» , 

•PtHi alhil n>« ficatanttà íulgindo fer bidinte , f* 

JKVat , fte, poicITcin ni ultima cifao 

Sfl Steialitir. ) Bem co- pé Íimb«i aliit pondo nai 

mo 01 que (io compinhei* outrat cifai pranifcnameit* 

ro> , que icparteai entre li tt o anapefto , o tCpoif 

oi ben* que tem. Dii o deo , « daâylo , o tribif 

antigo Bfcoliador lo Epo- cbo. 

io I. O Jamtict Ti-lmetrt aí^ IfaUMmi trlmetrh.} 

TragUt admilti tJUi péi , Bm oi Tiimettoi , oi vac 

itxirM , tff»nii»$ , újattr, foi Jambo* tio conhecídoí) 

* primtlrt , ttretirt , a lio |;i*ad»*. Horácio pio* 

fttiatt i fiaijirtt fúmiaa , « auneia ntHlitui «m fantt* 

fiittr , t fituaia , » faar- do irónico. 

tt , e f Jtxtt. Pedro ViAvrio em at 

itic. ) I. h. Bfte pi que Annati(;6ei i Bpíftola II. 

bê. hum jambo ' on efte da L. V. dai Fimiliaret de 

verfo compofto de iimboi Cicew qoer U lia neft» 

no fejtundo * qnirto p<. lufir M»WiHt , • nSo Nf 

Atei. ) Accio t on Atiín , Ulitat ■ fundada em huma 

■téi buta Poeta n«iM iffiir ■vtboiidadf 4e AtiA«tel«f r 



cGoot^lt^ 



o E T I C A. fl 

pondere ittCut « x6o xxvtl- 



A R T E P 

In fcenam mifTui magno 

G Atic 

itmefiaJa prega , t ptac» eeiJêdf i «■ tamUm f(i« Jt» 

cuja intilligíncia LitnbU 
na eiplic* ditFetentenien- 
t« ,_ ditetida timbetn que 
■ hçio vulgar, e teeebi* 
da , (t deve conretvac i 
máimente fenda cila cum- 
ptovaJa po[ lod^i ot an> 
«ijoi Códice». Delle epi- 
tbeco atou o mtrmn Hc- 
tacio, ao L. I.Od- XXlX. 



^kuoi tu CtempUi mtdifiit 

mHlts 

Xiii-w Panaetl 

Enrtl.) Ennio, Poeta na. 

lural da Calábria. O aieriDO 

Hotacio, L. IV. OJ vnl. 

. . . . ífl"' eeUrts fa^.at 

Rejtãeeqae retrtrJumHatf 

nitalli miaeê, 
Nen iatíndia Kartkagini$ 

JE;ui fui d*milã ntmta at 

Africa 
Lucratas rtdiit , clarilii 

TMuáes , auâm Calatraê 
Pitriáti .... 

XXVII. O Pítia qu« def- 
pfez." f u/t nttitraãt dot tf' 
pendtes nii vcrfoi Jainiitti , 
aa St pitice exúRt , ta petttf 
jierita na artt dtfaxfr vtrm 

"'fio I» /ctnan, mlfai , 
«*£.) Tat he ■ l.<;ãoúcBi.i- 
leux , d* Sanadon, de Joti 
\»Un , e át Foinfinet de 
St*ry t * póJit Tc com ra> 
Aãa «ipói da fé , ou 



do verfa jaitibo perfeito , 
• eaaAo , qu« Te ich» 
maii larai vetei em Ea* 
nio i é que crimiâa aqael- 
lei vcifui recitado* no 
theatio, a fakcr , va^oro- 
foi I e que abuiidio em 
p<a fpondetM i por cauft 
d* excelllva prelTi ao com- 
por I ÍAo he , mollri que 
taci verfiii Te compaieci» 
com negligencia , e multo 
k prefTa. 

Lendo-fe fegunâo a cot* 
Mcçío de Míicilio Mí;;ui , 
em lugar dt .«iff^is . como 
parece , a fanieo^a Rca>, 
lia maii data ; e o ííu feo» 
tido feiij elle. O vetfo jani* 
bico com muíEOi pií efpon* 
deot , a pronunciado no ta- 
blado , irgUe o PoetA de in« 
diligencia, ou de ignorância. 
Juvenci pnríni dii ter ef» 
crupulo em mudar a liqão 
antiga , e que fe acha re- 
cebida , qna.ilo mm po» 
dendo eapnt-fa cdmmoda- 
meiíte. De refto )u]ga o- 
mermo fabio Interprete tilo 
fer neceflarin mudar a atf 
ligi efcrituiB , fe fe fizer 
a panauação ftgjiado-f* 
■ Heinfio derte modo 

. . . . HlCS- ia Atei 

IfeUlilits trimtlrii appá*- 
rtt rarui -. tf Bnnt 

la /ecoem aiiffeí , «V. 
0> que lem mii/ui , vóíOS. 
pauto itpoU d* Unnl< • 



cGoogk 



9^ A R T E P O E T I C A. 

Aut flpcrae celetis nimium curáque carcntis , 

Aut ignotkUe premit artit crimine ttirpi. 

XxvitiNon quivis videt immodulala pacmiti judexi 



tnnpBr 0I^ vtrjes. ?ltm teJtf ttnfegulrJS § iett it /a/> 
§aT t àifiinguir ti Pctmas faltts dt nãmtrê , t 44 mê- 
Uiitfa teitntiú tm tt verj*$ \ t na vtrdmit t§f 



•ÍDdt qaa f« conrma cf- 
ta ^Dtuiqio , todavia Te 
poderá ler mlfftt i e f ntio 
fe entenderá * fenten<;a de 
Hnracio fobte oi letroi de 
tguilqucT Poeta , que intro- 
duz coB) miior frequência 
pé> erpandcot no verto jani* 
bico , c não doa verrot de 

Pinalment* 1endo-re mi/- 
fut , deve-feibrolutamente 
tomat de fura hurn iccu- 
fiCivo , audorem fttum , ou 
Dutro algum femelhante , 
como obferva Gefner. 

Magat cum pinãere.) 1 h. 
Multií O* pfaritui , fiiim 
par fil , fponiíH tardalii : 
ou grMveit ittidettt illíi , O* 
iienilatii plrnts , Jti qnl 
/uei Humtrtt non hahent ; 
tardioi , e vagirofoi por 
cauTa dof muUot , • de- 
■naãadot erpnndeoi > ou cer* 
timente fendo ellet «Ta- 
vei , e cheioi de dícnida- 
«le f mat que n5o tem oi 
feua numerni , regunda ob> 
Íer¥a Lambino. 

9ii Aul epira€ nimiUm 
ttltrií,&t.) Refeie-fe ■ 
^rtntlt crimine i i. h. in ao. 
Atrt arguit erimtn. Prova 
«10 feu Author , fM bum« 
•bra feita k preCa , ou , kc. 



■éi Frfmit.) I. b.Ontrat, 
carrega , faa peiado ' Ho- 
rácio poii dii ifto do jam- 
bo , pela Ptofopopeia. ho' 
fo 01 Tttfoi tambicoa trí- 
mettoa maii Tigarofat t <• 
h. , que nio tem tia fe- 
gHtid* e quarta cafa péi jam> 
boi , lio leprebendidoí , 
ou como ercritoi i piefTa, 
e com nei;II(eneia , ou co* 
mo feitoi e campolloi pai 
hum homem itNperíto , e 
ijrnotante doi prceetioada 
arte. 

XXVIII. 'RifMaft » Fof 
ta que ítfculpm ti erret ,■ 
t deftilsl âl puma mat 
pelide , t mel trdtnait , t 
p»r iff» fem grafa. 

a6} Nm fmivit vidtt, ) 
Sobentenda-fe , Tm dicas i 
por quanto he huma Pto* 
lepnt , ou Subjec^áo. 

Immtdulala pttiHMla. ) 
Veifoa faltoi de número , 
e de cadencia i i. h- ver- 
foi <{ue nio tem a Tua me- 
dida própria , o námeio 
dot tempoi , que a Regra- 
deligna i qua cem de maie, 
ou menoa. Po( exemplo 
ttet efpoAdcoí em lugar de 
trei jamboi , taiem hum 
tempo e meio de inait. 
^i ipiauo lia cettoi b^ 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 99 

Ft dati Rominit vénia clt íodigni poetíi. 
Idcireoue fig«r , fctibainque líccntcrf * Vt omnti aSf 
G íi Vi- 

etitr-f* <■» Ptitti Roínan»! hum* tit*>if» mmll9 
txce^vú, B ptr ifít ttrti tu etrlamtnti rtijl» i* m» 
Átixur hir m» «tmft , t 4* tfçrivir lictnei»fvm*nu Jtm 
úttttiitr lí» rigrat i O» antti nJ* hti it ta firjuMr» 

mcroi e ctJencUi , qnfl vct com nv^Iifcnci* , b cttin 

coBiím a. cenu poefiit , icroi , • licenciorirntnte • 

e não tHini t outtai > fe 1 aatti com mait tazão dera- 

pnr «lemplft , ha nacalTi* mói não coininettei dafaít» 

ria a prcfTo , urit-re-liio alfuin ^Haado ercrcTcnat , 

de píi daâyloi repf tidni 1 « tultiar qae todoí bio de 

portm fe he pteeira paa- atiaai cem oi noIToi (l*r- 

fa , e vifiT , ufemire «i cuido* , e faltii , fc ia tiou- 

erpondeoi , Ac. Ora o vai> veTcm am nofoi efciitoi * 

ia jambico d« feia pc) na e deAe modo «fiateniat fe> 

fui origem linha noie lema ^uroi d« nio «rparai , que 

pe> compoftni da feít jatn- impiinídamemtc bifnaioi d* 

boi , conCeiídtr cada hum delinquir 1 e *(í]in nui 

dellei letnpo , e mein ) acaiitclircDio* 1 quando nóe 

depoii que fc lhe inTcn- mcrniaa noi privimioi d« 

rá« píi erpondeot , podia toda a efperinqi da con* 

ter ali dai tcmpoi e maio, Teguirmoi vfDÍa para noâbl 

porque trai erpondcot ca* defcuidof. 

cadem trea jamboi em ten» ata Vtnla Iniifia. ) Hum 

po é meto. O qae defor* licença muilo cacclliva , 

denava o compiÀb no aet- que laat Foataa ná<> mc> 

fo jambico Duit ciufia lecião , « que Ibei fer** 

ba , porque oi Poettt ef- de vergonha i poii aut iii> 

cravem con> negligencia, terpoiarãa raro* fambaa 

« porque fjicm oi veiroa no) tri«atrot , a tctrime- 

jiambic.» demiliidamente Iro* > c commtttírio ou*- 

vagaTofoi I e contra a rc< outroi niuiioa defeitoii in* 

{Ta I I. por que cooGIo dignoi cartamenta de >ev 

que nem todo* Iiio da niá. Cenãra>fe o L. I. Sat, 

conhecer oi feui dereitot. Iv. e X. , • o L. II. Epifr 

9. Porque limbem Te perfua* tot. f. 

dem que ninguém ficilmen- «í; Idtlrfene vager ) ) E 

te dari com 01 eirúi doa pot iSa rse exirniiei dal 

Voetaa , e aflim efperío to* Ltii , deverei por oi péa 

divia que cAai fe Ih et le te- ao acafo , fem ter lefpet- 

vatão I mal nem pot iflb , to algum i laaio unto 

4i>tIo»fiO| dtTtiDOl cfem d^ Bi*i coiBD da bei mca 



cGoo^k 



10» ARTE POÉTICA. 

Vifurot peccata putem mea , lutui , & intra 



wit fB« Ui»i Kit dt : 
fimprt Jtgvre , t «et 



Spem 

•r me*t éeftUtt \ t ptr Iff» efiar 
tsladt im tjertvtr e»m diíigem 



« imiiiTci * nigligtncU 
doi Latinoi , do que > »• 
■âa v«rfei^io « tDtthodo 
ilot Grego 1 1 

Dum lio a* obiecçSi* 
tioi Tcrfoi aéi , e 3(4. 
XerponilG-re tm ttrrí ,Id- 
tirt»ni vtgtr , firitampiê 
íittnttr i Em qu*nto i pn- 
fneira objecção , Bf > <■ h. 
tlUnifi i polia qui iD ef- 
cicTcr de til modo me 
yerfuadi , que , ut putem 

«m quanto i fegandi ob- 
jecijio Tobie ■ liceoqa , 
ffofto que,/ifl íatn» , ef- 
tejí feguro , e também 
tamtus , iMuteUdo , onde 
III erpcTinçi dl licença > 
|iel* que refpeit* ái fal- 
tai que me (fcapalTem , 

tMlyam, CV. Afliin como 
■quelle , que plU menoi 
do qu« a lei permitte , 
«cia dentro doi limitai da 
lei , iairm legam ■ affitn [am- 
imem efíii acautelado -len* 
tro d« erpetança ■)> licen- 
4;a , inir» /peat vtniat eax- 
tuitfi, aquellc que nis pro* 
cura valer-fe de iodai a> li. 
cenqji , ^ua Tegunilo fua cT- 
f alan^a (t lhe podem con- 
ceder. Tal fae ■ latctligeo- 
cia de Gerner nefte lufat. 
Vagtr.) l. h. Nullumjtr- 
VMt* trvmiUm I vaf ucarti , 



nio fagilíreí vareda alfa- 

íieentãf. ) l.\t. Vi impt^ 
tui tuUrit i confoTOi* B19 
arrebatar o eftru i fem aifc 
tender i arte , « pondo 
meuoi cuidado e ditis»- 
cia nai obiai qur cfcrevo. 
AIRm Cictro in Orattrt 
fcrf. fijlindo d« rubmiff(> 
género , ou eAilo de dizer. 
Sunt eaim faidam , Mtfciíf 
tratirii naaieti , de fuitu* 
msx d.ttma* , êhJtrvanU 
rathnt fuadam, ftd alU i* 
gentrt 1 in k»t tmalne ri- 
liafUíiiil > /tlutum fuiddam 
jit , tus vagam t»mtn , nt 
ingtedi Hieri , nt» mt Ih 

Vi. ) I. h. Si. ACbillaa 
Ella^o , Bentiei , Cunlnga- 
mio , e GeTnsT lem con 
todo) 01 H«nurcTÍptoiKt, 
em lugar de An , como 
traiem algumaa EdiçÓel 

àotnet vífttrps piecata pa* 
ttnt m*» f ) Se antci devi» 
julgar que todot hão de 
«et oi meut defeito» í (If- 
to oppõem.fa ■ , íftii foí'. 
vil viJet immaditUta ptf 
mata /adixi ) o que Te cu 
o fiíet, ellarei Ceguro > C 
do mefmo modo eftarei a* 
cautelada , fendo.me tiia> 
dl , e eortada tsda a ef' 
peran^a do perdão > EAas 
pajaviai poÍi , intra Jftat 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. loi 

Spem veniM cautui > Vitivi deníqus culpam , 

Nnn 
fia , («m« /* n3» liveffí e/ptránça alguma i« ptriãv I 
Áittía ttffiat , ^jit fH( ctnftgui evitar « eitlp» , n3* mt' 



Vénitt •orrerponJeni íqutl- 
Ut, £f ^Afa Remanh vi- 
»»• íy», O**. Aquelle que 
«rpcM qiie «t feut drfti- 
toi bio de Sc«r occLiUoa i 
• defEonhecido) , oa que 
h* de confeguit pin el- 
lei o perdão, clhe nellíl 
naii temenTiimeate : pe- 
lo canirario o que nSo 
efpeia nem buina , mtat 
outra CDufa , acautrli-fe 
para não cahíi em algum 
*no I porém aqucTIe que 
(Tila oietroi, *A« fim tC' 
ti Tesuro , e acautelado. 

aM "Ditut. ) Suppia>fe 
P«U Ellipfe , Çuòt fuerim 
'"ta* ] parque eíloa aper- 
cebido , fefuro. 

/«írfl y^/m vtniat.) I. h. 
■In y^«a» váBÍaá ; na efpe* 
i>n<;a de ackar «emia , )}• 
<*Dqa para oi dcreitoa ', 
S"« me efcapiSem i per- 
luadldo de que eilci meui 
dereitoi não lia maiort) 
que aquellei defeitoa , que 
o* deniaii efcriploiei tem 
coinmettido em ruai obrat. 

A- Gellío diUuramente 
•tpcDde a robredita for- 
mula no t. Xir. C. XIII. 
I^a-fe « fegunda Diatribe 
de Henrique Etleváu , que 
valgamiente Te acha no 
fim da £díqSo de Lambi- 



rídade de toioa of Codi- 
cet anttgot i e coofirmad* 
paiol miit illurtrta Críil- 
cot) quer fa lía > txira , 
eitrt fftm vtnUt t f*ni • 
«rpcranq* de perdio para 
0( meui deFaiioi , que to- 
dol hão d( vct. Cuia iiK 
ttlligencía h« cnncraiia k 
fentenq* de Hocacio , paia 
clle fata diquelle Poeta, 
que pertende efcreier com 
cautela , e coricãa mente. 
Tal he também a Koiinui 
Ia de L. Floro , L. 1. C, 
III, [. quando icfera « 
acção de Hnricio matando 
a irmã , Intra gttriam ^ 
querendo díitr que fura 
huTtia ac(;ão dentro doa ll> 
mitea da gtirla } bem qatt 
Juteiici , a quem fesua» 
Dacier, dli qua fora liu- 
ma ac^ãa fcm gloria t ou 
como interpteia Bafltlo Fa- 
bro r /atinai minai gltrim. 
Affim Quinãiliano L. XI. 
C. MT. Scripta HtrtenM 
intra famam Jant , i. 1). 
firínard fama. Cícero L.IV- 
F. Ep. JHUãiei hec fatiam, 
aut itiam intra ntfàunt. 
Gouiiriio-fe nefte 1u;ar Sa- 
nadon , Luii Defpiei , < 
Oacier, • i^uem iieite lu- 
gar ceiífura o nolTa Por- 
luguex o illuftrt Cândido 
Luntano. 

367 CaulHt. ) Suppra.r« 
pela IllipCe fcri>«ni. AU 



l;, GOO^k 



le* A R T E P O E T I C A. 

Non liudem merui. Voi exemplaria Giaecft 

r4tl Itda V'« tt Ituvtrtt { i* ttr efcrhi hum tptimt 
Vttmo, ) VSs piU , fai mfpirah a cta/tguir a perfriflã 
daArltPí,tlca,fílht«iÍ4 4i»,ftlhtai dt ntitt n kelltt 



fim expendi Nonlo «ít* 
lufii I E/trevtrti tftHtma' 
ttla , t txatfãi , para mt 
fetfr dieiê de vtnia , /* 
ttmmttUr «Igum defeilt . 
Diz maii o mermn Nónio i 
fuf enia tfi intra Jpem t 
tfi in Jp4 ■ s( qui intra 
■étrtiam vir/atur , ejl ia iffa 

JuTenei ic<;r«rcent( maii 
«utii cxp1ica<;ão dtllG lu- 
][ir, que linda aíflige , « 
mquíera ot cTuditoi Diz 
fait Htraeie tiavrr pautas 
^ut Jaiiâ» difiingair ei í»ai 
verjat dai máêã > e accrcf* 
ccDta I Par vtntara , pm 
fttt ia ptmCM /uix*t Ht- 
nets dai ihrmM Pfttieai , 
ftrti maia ntgligtntt , a 
Ãefcaiiaií fuandt efcrtvtr i 
*u , pafio fat Jaiía fi>« ta- 
dn hão de cêahtcir , t ver 
*t meat arrea , tcdavia ir' 
Titrei affoil* , a Jegara , tsnt 
a i/ptrútlfa de aleamar t 
perda» } Iftm huma , arm 
anlra eaufa farei , diligen. 
t* priiura^ei fugir , e evi- 
tar a negligeruim , * t»de , 
* fMtfffa/r drfeitt ^uand» 
'tfcrever Ntnt ttdavi* ptr 
iffv merecerti tranda íaif 



01 o louvot , e o pre> 
I I mai. que convém o> 
; com acerto , e perfei- 
i tojo ião trei coufaa 



iclle I 



he I 



DÍa baAa nlo cabic 
«n defeito * pan (laiije* 



ecedor de ciHigo > a 4)ue 
la ot caniitiAite , nem 
calligo , nem premio me* 
rece < e fó he dicno de 
premio o que obra . e fas 

pirfei(;£e. Kclle penfimeo- 

Pliuto abaixo citaJo. 

Vilavi dtaifue taipam , 
eít. ) Nio baila pata fe 
confesuir o louvor , o «f* 
crever-fe ot veifut jambi* 
coi com diligencia i Alfin 
Plaoio Triiam. Scen. att. . 

Si^uid animtnn arfa ientr 
feci , aui eanfuimi fidt' 

littr i 

Jín» videar meruiffe la»-, 
dim , c»lpã taruiff* ar» 

O que evita o erro , que 
deve , nem por ifTo mera- 
ce o louvor ; mai fò he 
loHvado o que efcieve com 
eofvnho , com aceno , e 
fegunrlo aa lefrai , e c«m 
aiiilícioi e invenção pto* 
pria de hum Poeta. 
O nefino Uoiacia Ih 11» 
Od. 3L 



cGoo^k 



ARTB POÉTICA. io| 

Noâurnã verfate minu , «crfaie diurnl. 

At vellti pfoavi Pliutinoi & numeioi 8c t?» 

txtmplartt , fmt n*M JtlxdrS* $i Greg$t, Ptrlm u vf- 

fat mai»rêt UuvárZa nã» fi M vr/n , mat lémUm a* 
ff" r ' gélamtw à* Bttta fiamtt , mimlrtnia »m 



. . . Htfrtt , ium prtcillês 
Caulut htrreicU , nimium 

íittui inifMMíH. 
Ho L. JI. OJ.XIII. * li. 
Qaid tfi/tae viut , HM* 

faam htmini /alii 
Càttium 4/1 in htrat i . . . 
Ho L I. Epilt. XVI. V (■. 
CaiUui tmm mftuitfivtam 

No L. 1. ípif*'l. »-7) 

Oiil» Itttd VUfptt Mff$t0 

cauta Itanl 

Btfptadit , rtfcram .... 

£64 ífaOmrHã vtrfatt tua- 
nu. ) Por energia , ou evi- 
dencia exprime a alIiJuí- 
dad* , e frequente ippli- 
ca^áo, com qo* fe devei tõ 
ler , e tomar a ler itpetidi* 
. vexet o* Autborei Giego*. 
Ncfta lecommenJi^iio, que 
Hocacín fai mjndando a- 
■niuilidimente^ ter , e imi- 
, tiT na Compoliqão dói Poc- 
nia* 01 Poe»t Giígoi , 
Ibei fai bum diAinfto lou- 

070 Téfiri fMavl. ) Affim 
lecáo Tegundo a abfeTvai;áo 
de Baxiei todot oi CoJi- 
cei de Limbino , t de Ciu* 
()uio cm luf at de »»Jiri , 
cuji lição provou timbem 
Viãotino, B abfolutKinente 
amnini convim mi» i mo- 
ácAía «Ic ^sugíd , qiM 



coftuina lembraT.fe muita 
bem de qye he filho de 
hum Iiibeitinoi • de qu* 
não tem cm Roma avói. 
Peto ^ue refpeiit ao que 
dia Harduiao que elle lu> 
%tt lepugna ao que Horá- 
cio primeiro diffe dcFlau* 
to no L. JI. EpiA. I. fl., 
c 7o.( a compiriçáo defte 
lugar facllmanle moAra qu« 
Hiiduinonelk Te engtaára. 

Diciíar ÃfranI laga fín- 
Víoi^t Mtnaniri , 

Phalui ai txtmflar Sieit; 
li fTêftrari Epifàarml. 

.... Adfpiet , Flautas. 

Qut paãe partei lultlur 
amanlit tphtH , 

Vi patri* atttnti , lunit 
, ut IniidhJ'. 

Prtavi. ) Oi avói. A en 
dem be «Aa , pater , pii , 
anua t »lf> , praavus , bíTi- 
fã) ahavat , irifavò , ou 
ttefavó , atavas , quarta 
avõ , tritavus t quinto aiôi 
a eiíei coirefpondem , fi- 
íiitt , filho I ntpct , neto 1 
praatptt , bifneio > aíatpatf 

atntpii , qujctú neto ; tri- 
ntpoi , quinto reio. 

970 Platttinísn' nutãerut 

ff falti.) I. h. Uítr» 

B* jeeu I o* vcifoi , • o* 
Salinteio*. flauta , natural 



cGoo^k 



104 A R T E P O E T I C A. 

Liudav^re falet t nimiúm patitnter utrumc^uei 
Mon dk*ni flulti , mirati : íi ir.odò e^o & vo> 
Scimus inuibanum lépido feponrre ái&a , 
Le^itimunique fonuin digitit callemut & aure. 

Igno. 

Mtjt Jifrlmtnt» , ptr «3* i'V , iniiferttamtntt , Asmn 
« tulra coKfa. Se at mt«», ta . « vit , i PiiUt , ./"- 
^«11101 atferm^er * factfi f«ttnit , t ptliie áat g^f" 
grtgtirai : t Jatimti tamttm ptrtittr t númtr» , t » 
jlm d* vtrfa rtga.ar , e ptrftitf , nitlani» ti fiut fil 
ftttt iiiit , 4 examlntnd» jua tadtaeia , ~ ' ' " 



de Ombria , foi o mií* ft- 
moro Foct* Cómico que 
tinha appiiecido. 

D:iii«t9 nota e fepreh»i>- 
de em flauto oi verrai de- 
falinhidoí , e petegrioat , 
' t galin- 



■ <i altumaii 
íò áni choei 
via Flaute 
Torei de Cictro , 
VeOffeUt ; d( M 
L. Il~ Satarnal. C. 



* propri 



!o, L. 11. Epift.I. 
'. ifa t que afGma citámo*. 
ijt JQntUin patltnitr. ) 
. 1i. Kimilim mgligtnter -, 



r m*Udia ff 

Diflinguir hum galanteio 
froffeíio de hum dtto bom 

174 IWfiíiJ catUmtu V 
«ar«. ) Se nói fabemoa co« 
nhecer peloa dedoa , • 
ptlo ouvido. Pelai dedot 
julfi-re do rhythmo , ou 
da mcditlt. Pelo ouvido 
fulgi-fe doa fona , e da 
aiu'dula<;á(i dni verfot i ^o- 
TÈm oi kjut fdzem a Jimen- 
■ãp áot veifoi petoi dedot* 
tã6 pouco «xecciodo*. 

Dlgilii. ) I li Levatitml 
V pr.juiên« ãicifrum ; Com 
O leuntar , e abaixar 
doa ét-lo* , ao que oi Gre- 
ehaiTjriíáo 'Agoiv eSíoiv} 
poii ppnilo o dedo polle- 



dencia ; com deroafiado fuf 


hum doi outroi dedot, ou 


frí mento. 


f.)bre a patmi da mão ef- 


KíramíM,) I h.liumtrcs. 


queria dinin|;uião alTim ol 


W falet 


Tempo» , c oi Tont , ou 


a?* Nên ) Tal he a Mijão 


«ompiToi, quando medíáa 


4o ooITo Poitu^Liei Achillea 


oi Verfoi , ou Metmt , 


Efliço , que reguem Valatr, 




Poininet de Sivrj- i Gefner 


loi dei pít 1 poiêm dillD 


poim , Baitcux , e outiai 
fedi<;õí« vuleirei lem íie. 


não tem preeiíío oi que 
ni vetfiÍTCa<;io lío bena 


íjl laurtmum hpiit. ) 


exeraitadof. Cícbio «ro b»* 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 

IfnotRtn tra^cM genus invenilTe Camoenae 



«uviáff. Centa-f* í"» T^í/píJ f*ra » frlmtu 
• da Pttfia Trágica , ãaniti dtfetnhtciJã 



ma £piftoN ■ Pipitio Pt' 
to dit t Vt Sirvíoi Uh 
Fapirit Patti fialer facilt 
iittre ptttrat , Hie verfut 
FUuti rui íjl , »it t/l , 
^atd ttilat heUrtt a>ir*Í$ 
nilaniU (tneritat poetaram. 
Poii que oi onvidoí Tibin* 
conhfcem Tem o auxilio 
dot dedoí , que *ctfo le- 
nlii . ou nlo tenha «• fcui 



fH( a/d. 

«I iniiai no tcfflpo daviM- 
dlma «ffim na* ■ldêii,ca> 
mo lofo tiisbim aii CU 
dadei. Depoii começ^rio 
ot Foet*i t porHi , como 
b< coUnine a efer«««c 
Tp^yof/a» , ido he , Cap- 
mfa Aircí i ou ^/ Uret , 
BTii;e:tii , ifto hc , o Pne- 
ini do hode , que «d cin- 



CoBlir. Te o que iffima 


cho fe inftil ao , Te ac- 


^oiei >o *«rr« ari. 


crefcentdrio, c fe fuhAltui- 


Jl%\X CtmpUlfi M jrr(- 


rio oulrat ceitai coulai , 


ttUoiftift », Pumtt , paga 


e t\t di9ln[;r» entre dnut 


Hcracit a fallar itt A<thf 


ou >>i(i.rujeito*;e daqui re 


rti , t áii Tavtnltrtt dai 


originou o Drama imm • 


Petmtit Tragieii, t Cfmitoi. 


Cómico , como o Trágico, 


97f Igafiuin Tra/Unt . 


como também o Satyrieo. 


e*c.) Horácio no* dl aqui 


Em quanto poia ao inven* 


hum picceÍTO , pelo qail 


tor , certamente , com* a- 


Tceommenda que »■ Poè- 


baíxo obfeivo , antea de 


tai, e oi EfentOTei coiri- 


Thrrpia houTerlo Poelia 


)ão c emenJeiíi muUii ve< 


Dtamatieoa , na verdade 


ze> 11 fuit compoRciõíi. 


mait riidei i poríro diz>r* 


Ora buftjuemo! de miii 


fer Thefpii author , por> 


longe a oricein da Tr-)(*- 


que introduzia bom Ader, 


dia r (tai Drjmai. Baceho 


o qual , cm quanto o Cor* 


havia enfínado a Icirio a 


delcinqiTi tcoifo cantada 


plantai víniiai 1 Efte racrifi- 


por algam teflipo «i lou- 


cou a Baceho hum hode que 


torea de Bactho , celebra- 



e convidou para clle Sactiifi- 

com cantilena), e coiSaa ce- 
]e^^ário a vinfança dn Deoi 
dador da alegria. Afleniou- 
1t <tu* tal racrilicio fe S> 
ffclTe ielisioÍuient« tadoí 



va eni Tcui vcrfo* , e Poe. 
ftaa alguma inligne faqinha 
de al|;um heróe ^ ou d« 
algum ouKo vat5o affama- 
do- Be maia dilTo ajuntou- 
lhe outroi oinamencoa , pe* 
)oB quaet fe illuftiou • 
Jugt/li^. Coiiãiáp*(e *■ Bb-- 



cGoo^k 



to* ARTEíOETlCA. 

fiicitur , 8c pliuRrii vexiflè poeinau Th«rp» i 

* QuM 
rti , tm lugar i* ihMlrf , it tmrrtt , net fuáti ii Aã»» 

Ttt t»m a* taiás untadas it fiv* dt vinhi t anáavãê 

fcr*ii;Sc( qa« (iiemoi ao Agrículttin. 

werta dt fncrma Poctics ' Tht/pii, ) Therpr* , Foe> 

Carmine fMi trágica vil*m ta Grego , qu« florcceo rm 

cirtavil tt hircum , <Ctc, tempo de SoEon mait de 

976 Vicitur.) Uii-re, por felTenta innof antei de 

fer carticnent* huma cuu* Efehyta , e quali oiten- 

ti controverf*. Scali^eio ta aotei de Svfoclet, de 

nn L. I. Poet. Cip- VI. es* qaem o mefmo Hoiacio 

plica^fe afiam Qui prima» fiJli no L.II. EpiA I.v.ie;. 

Traggtdiam deieril , haai <lu»4 Soplieclei , O* Thefi 

ita pre ctmptrti haittur, pií , V ABffhjJui uiile 

Satit cinflit éllad , a Thef- ftrrtnt. 

fi ailiditrim faSam , fai Thefpii iatcoduiío o Pro- 

f<n/!Ui fetnas in- pla^firit tasoiiifta , ou o hiftrii* 

eircamegil' addidilfut nudiâ fallindo com o Cotyfco, 

aritui /attem prt ptrjtiu. eu com algum outro d« 

funtata. ) Por fiiora , Com. Bfchrlo depoí* ac- 
«gueiendo fífnlIicaT oi G6- crefcentou rr!;undo ou o 
101 rufttcoí, ou ot Saty- DtuterisunlAa. fiofock* fi- 
ro) I como advcTt* Gerner. nilmenie acciercenuJo o 

Ainda que AriHotelei ai- teiccito > ou o Tritaj-qnifta 
tiibua a ínvenqio de cada apecfeit^ôan a Tragedia. 
hum geaeto de Fabula* • Confita-re Suídaa. 
Homero , lendo-fe expieCa Vlaafiris v*xi^* , fie. ) 
m Margite certa imagem Jt cairetaa feivião a Tbef» 
<t« Comedia, e nallliada, píi de theatro , donde le- 
c OdylTca algum modelo citiva oi Teui veiroi , e 
da Tragedia t e ainila que poellii. Et)e não fe fervio 
pelo parecer d« >l;uni , dat carreuf , pata tranf- 
depoi) Ue Alceo Aihenj- poitdi oi aãorci de hu- 
eor* , de Epígenei SIcyn- iiia para outra Cidade, co* 
BÍo , e de outro* , o deci- mo aquellei flauliftai fe- 
no Texto Ercrltor Trágico pultidoí em*inhaifeguii>li> 
fe conta fer Therpii ; e ■ refere T.Livio, L. IX. C. 
«lie por iOb como o maii XXK., oiquaeifoião ttanf- 
céEebce Te attribue a orÍ- potiaJoi cm carroi 1 ibi* 
gein do Poemi Trigieo em fim em qualquer Cidad* 
Atbenat I onde floreciáo at levantou paia elle repre> 
liella* An<* I e Sciencia* fcntar h ura tablado exteuk 
, e dtviíuf , f a ponaeo, qu« te f(>iiiuv« 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 107 

Quie eanerent aEicTeniqiw peninâi faccibut. ora. 
Fotl bunc perfánu , pallaequc teptrtot boRcftie 

AEf. 
ie ti-ra tm Urra rtprtftntani» €*m vtf* , t fiflts *t 
PaeJUti Traiitai , * Stiyritt. Dtfif dt/lt Tàtjpii Vfi* 

íoht» slguin** cirT«t3« (n> fantavio ai fua* Campnti* 
nmadii , qut para efle 6m ijSea Dramaiici* ftoi Cot' 
fe alusavia Neftit vtxlt coico algum <Jc hi(lriõ«i * 
pMmaia , i, h. ncltaa cnfi- nu de adofct Ant«> de 
DOU ai Tta^adiai . por ba- Tbefpii havia hum Cota 
mi agradiTe) figurai • inteiro, que cantava Ot lou* 
porque não fe diii vihi lea de Baccho i mii |iara 
plau/IrU , fallando>re dal lhe dar tampo de dercan- 
Trígediaa , que Te repr«> 
feniio em carictit ) Ibeí- 
p!i cnm a fua companhia 
nlo «rã« Hamaxetitt , i> 
h. nio vivião em carro* 
como 01 HimiKobitaa , po> 
vof da Sarmacia Europea , 
4)ue habitavão em ( 



afunit>u>rc huma p:r- 
que 



avcnlura» , ou a hiftoria 

mait féria de algum He> 

carro* róa ■ porfm lodoí da*ão 

a , po> «ftat íaai. rtprefanUqdea 

■opea , em canoa. 

lairot j PtrmaSi faetiiat »r». } 

ui'i erãi) como oa oatrof Not:>re primeiro a Cãnr- 

virõea illufliet e de pro* truc^lo Hellenica. Oi Ac* 

*~' '~ toiei antavão • cubrião . 



bidade , como pot caem< 
pio AtiHlppo que viajava 
petoi deTeitoi da Libjra a 
pé I por^ni com o andai do 
tempo Pompeo Magno foi 
quem edificou o primeiío 
theatro. ConRri-re Argole- 
}ei L. III Dt artt ãicindi, 
Noie-feo Provérbio" E p/a»/» 
írffíoiaii taxar , ciiticit li* 



com a borra do vi- 
Bho, depoíi de ergotadia 
a* valilhai até ia boirai , 
como adverte o antigo £r- 
coliadot , obferviBdo Cru- 
quio.TibuIlo.LIl 1. v Ml. 
Agricôta O" miaiii Jmfujut, 

Bacehe , ruttnii , 
Primai imxptrU ituát ã* ' 
ert* ehtrt*. 



. Iflo , 



I faaiác 



ickhul 



■ Notai 



Pjetat Comi 

377 C""' caairtnt , Wc. ) 
Outroa lem , ^«I taatreitt , 
'ffc cuja li^ão , GoiT.o noa 
enSiia Gernet, perde , e 
deUioe a agudeza da fen* 
tta^t. Eâet aítorea cinta* 



a afte ]u{ar dia que Ti- 
buUu efcrevíra ilto em lou> 
vut de Biccbo. Toda a ar- 
te fcetiíci efliva debaixo 
da tutela de Bi.;cho, ca* 
mo uoa enfim alé AriHo* 
fanei na fui Fabula , Auno*. 
tjl Ferfinae paUatiut 



tl« feua ictfoi f ê ugit; it»0ét rtftrttr. J Inteiusc 



cGoo^k 



lot A R T B P O E T 1 C A. 

AEfctiyhis , & modicli inftavit pulpiti tignis , 

Et dociiit magiiumqua loqui , nitique cothumo, sS» 

SuccefTiE rctut hit Comoedta , non Tine mults 

Lau* 

Bfehjh , Invtnttr d⧠mijtarai , i im vejtiiti rtçagantei , 
« htntft*! , t c*'ifirtt}9 , em lagar mah Itvaataãt , Jí pef:it- 
11*1 tartttei « ecanliadê theat't , t tnfiniu aas Aáirts 
foliar §m tJtHt mait apurai» , a a calçar 9 talhurne, 
Dtftit Jucctitt m tfift m CtmiSi» antiga , a fual aa 



da mircín 1 f d* Tíftido 
if«;ifiniet ofido peloiTri- 
(ícot A mífciri do thei- 
tro eno hum» er|>eciei de 
capacetci, que tinhio oi 
loflot pintadoí , «onrorme 
a Idida , o canãer , e o 

Íipel da pefToa que Te repr«- 
íittiTi. Íiín*fía* pnr anthi- 
tlielii dito relit[T«nicnte ■ 
ftruntti fiíeeilai ara , cnmo 
primeiro Horicío ditTeri. 

Pallat ) PalJá , em Gte. 
fo Syrma , crt hum veftí* 
do grave , e honelto , que 
chegando até >oi fit, >r- 
TOjiTi peTo chio. 

«79 AR/chjlat. ) Bfchy- 
1o, o quil, como dii Ari* 
ílotelM , {niraduxio ni fec 
n) doui iítoret. Horácio 1 

l, ir, Epíft. 1. V. líi, 

Qati StphoeUi , B* Tiefi 
fii , V AEjchilai uti- 
U f,rtant. 
O Poeta Efchyto ni bata- 
lha da Miralhania nSo r« 
ffl meiíoi recoimnend«»el. 

379 MeiUit inflravit , 
Wc.) \. h ¥aut\i leíulti , 
«*« Mtiieis tlgnít tM em 
dativo. Sobre liuni pia* 
pouco coiTiptidoí póftpi ao 
alto / e sutroi attaf eudoa 



Mravit palpita , formoa , 
elevou ot liblidoa 1 qu* 
ftr* li de chão ao* aftO' 
r«i Conlira-fe o *•■!(■ 

Srchrlo poi* adornou « 
Tragedia , c com o ufa da 
mifcara feita a propofito r 
e *om o* di|;noi «efti* 
dot tilarei , e com o ap- 

Saralho do Prorcento con> 
mido fobre pequenaf Ira- 
vetiiitliii I e a compói ent 
kutn et^ilo maia elecante , 
que Soroclet depoii fe» 
copinfo , « cheio de ma* 
fcftade. ConSci-re Artfto> 
telet. 

Palpita, ) Propriamenta 
era huma parte da Tcena 1 
porjm Horácio neft« lufat 
quii ligniticar toda a fce. 
na ou tablado 1 e ell'« pe- 
queno , fsgundo a defcTi' 
pi^ão , i|ue Jeile fai. 

lio Magnum Uçai. } Fat- 
iar em tiunt etlilo pampo* 

Cetfivrn», ) Género da 
califado miii alto , propri» 
dot Trasicoi. 

iSi Vetttt Cêmttiia. ) K 
atit!{>;a Comedia nadatinh% 
de fuppoilo nem eai oa at« 
{umeatot , aen era ai a«« 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 109 

■IMé Ltmico , General doi e ■ irireii dii mulhere» 

Athentenrei ■ reformou em pAblicii i O eflila , ou * 

« iniio i;o de Bcrai edi- cor>o fe quizer dizer, ■ 

ficada , o que deo a oTigem frafe , ou diileâo da inti< 



i Coinedii medi* , ctii i]ue 


ga entre oa Grejo. er» 


oi nomei crio fuppoftoi , 


inchado, beroTCo, e quaíl 




uniforme i Tr»|adia = em 


c verdadeiroi. A Comedia 


a noTi eftiio , ou dlale- 


antiga elleire em vipor no 


ao er. humilde, farnilia/. 


tempo da fegundi Guerra 


e quaR pleheo i Srão íe 


do Peloponnefo ) a Coine- 




dia porém , que fe chama 


da antiga , e da nova fó o 


HIV», fe inventou no tem* 


jambo , ou umbero rarai 


po de Pilippe , pai de Ale- 


vezei fe ailmittia outro 


íandte. 


metro diveifo. Em fim o 


A Comedia lie niiii as- 


apparato amigo rta magnU 


tig» que a Tragedii, e di- 


fico , e numerofo em oi 


lide.re em amiga . veTba . 


Cotai , e nti Perfonajeni, 


e nnva. A antiga dífiete 


que algumas veiei fe con- 




taváo até quinze ) porém 


i. h. , no tempo , no atju- 


nada difto houve em a( no- 


nenio , no ellilo , no ap- 


va , á quat le tirou o Co* 


parato, e no metro. Temo» 


ro. A Comedia , que te 


memoiia da Comedia defde 


chaniaTi medii, foiíirad'» 


tempo da guerra do Pc- 


quando » liberdade ficou 


loponnefo ■ como acima 


verdadeiramanie catinâa , 


apontei , ifto he , quando 


e que ot Poetai pela fu« 


a liberdade do Povo «lia* 


mordacidide eiãopunidoti 



»» verdadeiramente em flot, pelo que foí neceflaria , e. 

* a nova comeqou , extin- uiiliniroa a lei proinutsaa 

Aa a liberdade popular , da por Alcibiadea Alheai» 

quando Pilippe , e Alexan* enfe « a qual foi defciípU 

d;« fe «poderírão da Be- nat XII. Taboai, como noi 

puMica. O argumento dl teftlRca Ciccro : A Menafic 

*nii;* Comedia «Ta fobre dro fe di o louvor da no> 

ot MagiAradoí , e fobre ui- vt Comedia , e entre a> 

que prelidião ao governo Lattnoi a Terencto. 
da Republica í afliui cumo Da iniíga Coniedia fallt 

fobre aquellet , que fendo o mefmo Horácio, no L.IV 

«ommandaniei doi exerci- Sat.X. v. tf. 
tea crão mal fuccedidi 
SutTta, Da nova o argu- 






1II*iic<bolj *l difcoi^iM ( 



iiaf ri/ca viril e/t , 

Htefiaiant , híc funt intl- 

Ifniiíi { f Hff ntíff fuUktm 



cGoo^k 



110 ARTE POÉTICA. 

Lande : ftd En vilium liberta* excidit , & VÍIR 
Bignam lege regi. L» ell accepta , choruique 



priatlfit ftl rtcttíiA c»m grtndé úpfíaufê , * Uivtr, 
Mai ãiftntranà» » llttrdait tm, litctiía Jim Itrm* , 
IMM mantirt , ftl frtiifa haver Iti , fut à reprimifft, 
PãUÍe*u-f* f»U » Iti , * úMtàa « Uitrãaàê dl iaf*^ 

Htrmtgtnts MHfuam Itgit, 

Htfue fimiui ijle , 
Ni pratltr Ctlvam B* df 

âus cantar* Cttttllum 
Àt mMgnatH ftcit , fiiiã 

vttHt Graeea Lathii 
jaifeait. O feri fiuãif 



B no mermo L.I. Sit.IV. 
Ettpetii , MfUt Cralinai , 

Ari/líphantffmt priUe ^ 
Atfat alii , faoram ttmif 

dia prifea virtram íft , 
" \ êrat diínms âtjcrl' 



H • 



£u tnufín , pigat , vicuí , 
aldeia , lu^r , e de aiSn i 
t»HtUtiu , canlílena , ein> 
tiga I ante* po!| ili fundi» 

Jto de Achenti , tnda « 
ttici CDHAava de Aldeia*, 
e lufarei , poi onde coi- 
liio, e {ytatão aftai can- 

ita Std in vilimm , tte ) 
Ma antiga Comedia dcf- 
creviiu-re oa eiraâcm . e 

Goilume) doi homem , de-, 
fgvado* pelo* Teu* pró- 
prio* nomei i e nifto prln- 
ClpaTmente fe cmpenhira 
tt Coro ^ depei* prahítvo- 
fii que fe'iiii> pyblicairein 
M nefiBot aoniti ) tgdi- 



«ia *i 


mermai peffbai f* 


dafisn. 


ão debaixo de na-' 


mei tin 


giilai de tal raodo , 


que e 


. f.cil a quJl^uel 


conbec 


■1.. . eeHa fecha. 




ia media tof.aidia' 




le obrervou-fe hum 


abÍDlut 


rcrpeitoiipefo»! 






bebiTKo 


denomei fin^idoí. 


eapoae 


ii?>-fe no theatro )• 


ac<iõei 


e 01 iricioi d. ri- 


Ja coni 


mum , e eft* fede* 


aomina 


u Camatdiu neva i 


a Cora 


dia nova. 


9!« 


ri viliam »xcidit i 


e* vim 


) I. h. Lapfa efi , 


degene 


ou embuma liceiK 


qa derenfreada i a tibtrdi» 



: de diie 






feui jurioi limitei . padan. 
do ■ hurai derrarieida aia> 
ledicencií. AHiin como o 
nafnta Horácio diz na Epift. 
s Aucufto , L. II Epift.l.» 
o que abaixo aponto. 

Vit , ifto he , o furot d« 
dilicerar a tcputaqio alheia. 

Dignam Itgt rtgi. ) 1. h. 
Dignam ;«"« fratnmrttur t, 
dígiitm de fe refreai , e d* 
cohibiii villa que o* va^ 
iõet hnnefto* , bem cam» 
O) maii «tão pelo* feita 
mefnvi ptopuoi naoiffi \^, 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. 

Torpiter obticuit , Tublato jure nocendi. 
Kil inttntatucn noflti liquiie PoetM ; 



tir 



' Jt pi:^t/uáietir f crtJltê athtU , fot f Cat» ( / ft. 
'ts i CimUti At Bacche) Ãrigai* a eallar ft Ig* 
fumiitt. Kiv hautu ftilrl rf( Ptf/ia , em fB< m 
Fvtttí nSt J» txtreitãfftia t « n#iii graiftJrSt »«• 



ftmadoí com diãeríoi' AT* 
fi«i o mermo Honclo L. I. 
EpIft.Xir. », ,0. 

Sturra v»[ut , n»n fmi Cfr> 
luai ftrfatpi tinirtt 1 

Impran/at , tim fui civ*m 

iig/lf/efll h^flt : 

Çvíefiiet in fatmvh »p- 

prtifiafingire Jatvut, 

O mermo L. II. Epill. [■ t. 

fi/ceaninã per Inif itivf 

9a lictnlia mtrtm 
ytrJUui alternlt «pprtMt 

ruHic, fuiil . 
■Litertaifut rteurreiíUt «f - 

etpia per ennn 
^fil amahiliter -.iiateiem 

Jatinn apertam 
In raiiem verti catpitJgtMj, 

"" per hatttftat 
"t domaã impané minax- 

Oíluere Crutnte 
l>lnU laceJSti ■■ fait lala- 

Ah ^at^ut tttra 
Ctndiíiont fuper eimmunl t 

Potnafue lata , malt quat 
neiiít carmine fíieai- 

Ve/crit!. Vtttlre moinm 

formiâint fafti* , 
éi ítne d^ctndum deUilaif 

dum que rtJaãi. 
íex efi accepta, ) Rece> 
>»o.fe a Ltt , que veiia*» 



■qu«Ita (Icrenrreada licen* 
<i» 1 como Aca arficrtido 
p«1a ^(flafeia do merma 
Horácio apontada cm ■ 
Nota antecedente. 

Todiiia , como obferra 
S.tv- 



lidid 



I fetT 






mcndo caila hum de fer. 
vir deerpeaicuToaotmaia, 
e de dtfcreditD i fua &• 
Riítla I ícantelavj.re de Íii> 
correr em defeitoi , digno*, 
de feven repicheniSo. 

Charatfttt. ] I. li, Gre» 
Aãiram , W Camtedrrum 14- . 
teri Patrit 1 a turba doa 
AAotei , e doa Comedi- 
antea do Pai Saccho ) 
como ohfeiva Cruquío ít^ 
guindo o antigo srcotia» 
dor I por quanta ■ No*« 
Comedia ami^t charit , per» 






1 Coro 






oalro Efcnlíador. Efta Co> 
medra OTi^inou^fe , dilatan- 
do-fe o Império doa Ma- 
ceJoníoi , e eatinãa a lí' 
beidade da Grécia. 

QuaBde □■ Latinai Co- 
micoí Plauto e Terêncio 
imitirão MenandTo, Difila, 
Filemon, e oultoi efcrip- 
totei dl Nova Comedia ^ 
)á nio introduzirão nai fitaa 
FlbvJ» oi Coioi| Conãti* 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 

metuírc decui , veftign Gned 



Nec 

AuCi dererere , & c«]ebrite domeftica Taâa 
Vil cjui pnetexiat , vct qui docufcc to^atai. 



Kk 



(wr ifi/A , ( rtpttltfíe , faanda ttltt principalmtnti ft 
MftIvêrM a deixar »s mtdílti , t txemparti ilt 
Gregti , e m tratar «t àrgariuntet paltht , t dt- 
mejlieti , au rtpreftntaad» ai façanhas dtt btràts "t 
ai FatuUi , fu* Ji thttmãi Prttexiat ; au at atqSet iu 



fe Dtomedei L. III. p. 4l(. 
At Fabulii de Ailftòfiinej 

eUivão e(C«nitamEnte im- 
pkxii dii minelrai , e 
««ftuRiei doi Gce^ui , piTi 
ique 01 Romanoi qiiizelTein 
^tfii>fe delUi 1 como noi 
ftdvertí Gcrner. 

XXX. Oi F»etai Rtmanas 
muilt mait fe teria» avaata- 
fmdt) ao glaria áeajcrevtr ^ft 
trmialhajjera ttm paeiíacia 
*m príir , e aperfeifiar at 
Jtui tJtrUiit 

sSòVtfiiela ) I.h. Exem- 
plaria t ot exemplarei do» 
Grego t : Primeiramente o* 
KoiniTioi traiUdárão pira 
M feat verrui Latinoi at 
J^abula*, ent Hlflorlai Gre- 
Sat , como Horácio noi 
dia oí Epiftola aflima ci> 
tad» V. iiij. 

Sertit enim GrMttit Bdma- 
vit acamina chartii ; 

Et fiifi Pânica ielta fuielut 
fuaeríre ctepit , 

Quid SapkoeUi , «* The/- 
ph , (3* AE/chytai ulilt 

Teitiavlt fitafue , rem fi 
difjiè vertera pa^et i 

Bt placttitfiii , natura ftt' 
iliaiis <0' acír, 



Nam fplrat tragUum fatís, 

tf/eliciter aadtt ■■ 
Std lurpeia pata: irt fcrip- 

til , melaitf ,e liluram. 
Creditar , ex media fuia 

res a etffit , haiere 
Sttderií mininium > Jed ha» 

íet Camiedia tanli 
Vias aterit , fuanti vtniat 

, qye 



a!7 Aufi. ) Até 
roji 



deixi 



fe > 

Excnipiito Gregoi 

que não ró Te lize ão dí- 

gnof de louvor oa Aulho* 

ns da Comedia Palliita. 

ííl Prattixtas. ) I. h. 
TragtediBí , it Tcasediít- 
A PietCKla era hum ge- 



borJada de 






puipot 



lellii 






I Sacecdntei 
I , oi Sena- 



riaadii , quando aíliftiio 
aoi josot públicoi. 

Ot Kommoi , com* en* 
fina o «migo Efcoliadoí, 
chamirlo praitextalam * 
f ceieuaJa , á Tm^edU , % 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. itt 

Nce «irtttte foret cUrisVff pouniiui ■rmii , 
Quánt lii)guá , Ltiiucn , fi non offeiidetet unum- «99 
H Quem- , 

hamtat par ticUíar et na f atilai faialat , faa fi chamiiT»» 
laSai. Ntm t Laciê jtrm mait famújf p*l» ptdêr , » iMt» 
l»r ét foBi iUvfirti' armai , it fa« fgta fua Ihtraiuraf 



■ Comedia líg^tam , To- 
(idai parque noa Driínat 
picieiUdoí rcprerencivio 
■• PelToii Nobrct , de quem 
m pioptio o veftido chk- 
■BtJo praitexta 1 e iiút Dci> 
nw» togaJoi lepTcfentaTáo 
»1 pflTouí particuUrei , • 
» Plehe Somaiu , «himi* 
d> eenj lafiita , por andaC 
HIlida de tog., EJfívirãí 
diz hum antigo Ercaliador 
como obrervi Cruquio , aí 
Ivialat Pretextadas , e Tí- 
laias EUa Lamia , Anti- 
•wRd/í , Cn. Mtnh , J^ra- 
*•»! Ptriípcaia. Confica-re 
pot ultimo Diomedei , L. 
111. p. 4U., e feguinie*. 
Obferve-re que Togatae , 
pofto (ú , e ibrotuiainente , 
''ínilica todo o generu Je 
íoefiai Dr-matica», cujoar- 
lumpio era Itomaao ) e en- 
tão Gcnefpondia tPalliatta, 
que CTão ■■ Peçai Xiagicai 
nojofto fírego 1 mia quando 
le oppõem pratttxiât a /1» 
latít, o primeiro delJsna 

■ Tragedia , e o fesund» 
• Comedia , ou Fiiqa* , 
!■ 1>. 11 Fabulai tabernaciai 1 
"* quaei rcpierentano a* 
poiaai panicularci , e pie* 
beiti , porque a PrtUxta 
•fí veftido próprio doa 
wMBde» , e a Toga era o 
^ftido oídinirio do poT». 



Oi Paetat Saraini 
poi» 



>■ de. 

II Eueru. de Kar- 

gotando do ócio d* 
buma aUa , r profunda pai « 
he Que Te ■ppliciíão a» 
elluda não fú de tiiduiic 
ai Tr/geJlii , e Comedias 
Gregai 1 mai lambem , 0« 
miltidoí 01 argumentoi ef- 
tranhoi , de celcbric at ac« 
i^Sei do Lacio, ercrcT*»- 
iv, a* fabulai Tragicai , 
chimaL'ii Pretextai , e de- 
poii ai Comical , cliiiiu. 
d;>i Togitti > e então f« 
dirtinjjuiião com louvor aa 
Poetai £nnlo , Pacuvio . 
Accio, kc. 

liocitert. ) Adlm fallátSa 
01 Larinoi á imÍtai;áo do» 
Grego! , que dilTerão , iS"!- 
S'a.aYíOy j por que Jactr* 

faittlam , vai o mtrmo que , 
agtrt , txhittre , reprefen* 
lar , ezbibir a fabula 1 diT 
buma pe^a aot Comedian- 
tei paia a rcprefeniaTem* 
AlFm Cícero , ia Bruto, At» 
fnf hic Liuifu , fui primu» 

fabulam C. CUdit , 6* Mi 
l^UdilM» Ctg. dtcuit. O 
tnefmo no fcu Cala* Maltn 
Vidi eliaiu Jentttt lÁvivm * 
f>j fUHni Jtpiem aamit atf 
li, fiMm egff natmi fuM, 

fabulam dtcuigít , 0*^. 
aÍ9 Virtult. ) Soteoten- 

'da-íe >f/;j»iptla[<ii lúatt 



cGoo^k 



114 ARTE POÉTICA. 
QuemqiM Poetarum |inii« libor & mon. Vo* , A 
pompiliui fmnguia , caniien repcchendrte , qood no» 
Mult* diei Cl multa litura co«r»ii , ■tqiw 

pne- 
f fAim fatanãia , [t ttits , * m maUr farlt it ntffM Pm* 
tai Jt ni) tnfefiiegem étfár Itmff , t Irattlk» im Hmar, 
* prlir perfeilaannle Jtas Pttmai. Vét ptis , iPiííti , ih 
fajffrti dtJetnJintet it Ifuma Ptmfilia , ttniemnai tfa*- 
It Fttma , 1UÍ nãt ftr tsrrigii' hama , t rnmilai vixtt 
ftr largt iMff i t itpBii i* Cftiíiã» itx. vnf* «3»fir 

aql Limat Uttr ff nwra.) 
O trabalho , e b tempo que 
culli pari polir huim obr*. 

Condemni Honcio * pre- 
guiça , e negligencia , ifue 
oi Komanoi tlnhão em caf- 
tigar , poliif e emendam 
fuii coinpofi^Sei i e o mef* 
inn Poeta recomnenda o 
grande cuidado , e ■ diu- 
turna diligeDcit que fe de- 
ve pôr em emendar , e cor- 
rigir o que Te efcreve ^ 
■o L. II. Epilt. T. «. 167. 
Sti tvrptnt fãtat in fcríp. 
lít, tiutuitfne Jitaram, 
Ovídio , L. IIK dt Pentv , 
mUz. ult. 

Siup* plgtt ^ . 

Corrigtrt, if Itnti ferrt 

Serrigtrf et res tft taitt» 
magii artuã , ^ntnta 
MagOMi Arifitrcia maftr 
Híatrut trat. 
Pára inaiat intellifenc'! do 
que iSií Hnraeia , lea-fe ar- 
CcntanMDte Md* a EpiAo- 
)■ acima «pomada. 

Mtrã, ) A det«ni;a. Affim 
abaixo, «tttmnpte frtmmtv 
iit manum. 
99a Pempiliut fanguit. ) 



cendeii de Numa Pompilio. 
Numa Pampilio , ttguae» 
Bei de Roma , teve por 
filha Calpo, de quem , Se- 
gunda peitende, dcfcendiáa 
•I Fiiõet Carpurnioi, '. b. 
01 Piíõei da faitíllii Cal* 

Mitigo ETcotiador. O mef* 
mo Horacto L. I. Od. XII.- 

». 19. 

Ktitnlam ftfi hw>priht,m 

luitlnm 
Ptmpill rtgnvm mtm^ 

Que oe Pítdei foffeoi , co- 
ma dii Hoticio , defcen* 
deniei de Numa Pompiliv 
pro*a huma Medalha io 
prata , que Pulvis Urfiiro , 
vatáo doutiffimo aflim bm 
Letrat Lnúnai , eomo P*% 
Gregaa , moftreu a bambi- 
no , qnflndo eReve em R»- 
ma ; a (]ual Medalha na 

preDb o [K>me de Numa t 
e ne tefcrfo o nome, • 
a cjbeqi de Cimo Piai* 
Tice-Queftor. 

39 1 CMreuit.) I. h. Str* ' 
rtxii , *mttti«vit I SuiigiVa 



cGoo^k 



ARTE P CXE T I C A. tif 

ínefaiflum deciei non ciRif^avit td anguem. 

Ingeiíium mireià qi<ia roíluiiatiul arte »fi XSXl 

H h C(«-. 

tejligadt , t hm fêtii» etm tftrapultfa erllica. PwfM 
Dtmecritt eri , fa« mait vil Amn éHgtnht /*/ítt l"' 

9g4 Prae/eâum iieitt . . , díc«i in. t, de Limbíno , • 

«i RnCnrtR , e*;- ) Hao [<• de outcoí (inui de CTuquIot 

lá poliilo , pd[1'<ii.'o-!he ■ lÍ(io approddi poT Mn* 

uniu dei tciei. tr»»ftSuã rct«, e LubÍDo • e cain||[0« 

uafait , unhi cortadii ttta «ad> depoli poi bum bl> 

Ide licai >1;uin* deligu*!* vro do Vaticina, 

dade ' porque oi Liiino* JU umgutm. ] Perfetta- 

dizcin piopriímcnte , prat- venie , muito bem , cx« 

/leare untniis , e daqut tâimente , fecundo a re- 

vem frae/igmiHa. PUuto ,' gn. ConGra-Te o L. I. Sn. 

Aalal. Qaiit ipfi príAim teii' V>Vé|i. 

/ir Magaiíi áem/erat i .... Intirât Maietna» 

CâlUgil *mma , S* aifiulit aiotmt , «l^ut 

praiftgmina. Cicctiui , Capilefut fimut 

Dii o antigo ErcoTiidot Foatíiui , ai unguem 

fet hums Metifuii deduzi* FaHui Imint ^ AaUní , nttt 

da dot Canteiroi , e Efcul' ■( magii aítit, «aiitai. 

lorei , « dot que faiem XXXf. MfJIra Horacit <t 

Dbrai de embutidoí , o* tau/ã it Je ler ^iaiidtnaá» 

quae* pifião ■ unli* par # arMci» Ptetiea , pela ne- 

fima dai Tum obrai pira glíttatia it algum Pum» 

Te eftão bem tai ajua arti- Míitfiapr» 



polidai,eperf:l[at , e hm 


mella , f n* ie fi mtjmafní 


ter ilfuiiiit deOguirdidei. 


§ Fetla. 




iqt MlfirS fertMatluí 


Bcntiei ■ Sidónio Apolli- 


aru. ) 1. b. Laittiafa , an- 


nar, quí.no Livro IX 7. 


xlB arte » Era maii bem 


■lii . Ttia verteram firuãa- 


fuecedida que huma art». 



ra lliuiia prtrjnt , & áu- Uboiiora , que o) penof>a 

ãilii I vtluti fUBin crjjittl- tiforqoi da aite 1 A quef' 

Unas traftat aut tnychinli- iiu entie o Poetai en, 

uat itttt itnpaõê âig^Ki un-< fe o engenho . ou Te a art« 

fut ptrlaUluri fuipptjini' pcfTa »ait na Poell» í ÍHg*^ 

6il eum rimtfis rUeitut ex- mant , o G.n o , o eftro 

ttptum lenax fraãura tf Poético i o <iam da Pueliit 

maretur. concedido peia nalaceta. , 

Oulrot \tm perftáitm em O Poeta quer fomente di« 

lus» de praefeBuM contia t«r qu* a Arte be <J><S:it 



cGoo^k 



11« ÀRTK rOETtCA. 

Cnéit , & excludit finoi Helicòns poetai 



vil faro o UUnio !»■ 
tuiiK 

I>Jt. »•«** T>tm»crltê I co- 
mo enflna o amigo Bfco- 
liidoí . f«« a virtttd* P'f 
tica ttaft/lt mau t» ã Hã' 

ã fa( ji irã» vtriaitirel 
3?ufat afuelltt , ftK si» 
«rrítetaiat d» hui» ttrU 
furor. , € tfira. O mermo 
«oracio , L I. Epift. XllC. 



«> 



Hte fimal tiixU , 
Javirt ful«* 
NiSurat tirturt mirt , 
futlr* iiarn». 
E no L. IJ. Epift. It. f. 

Qaum feriu «* fuppltx pf 
puti O^rafia eapti i 

Jdtm , 'finith Jluiui , C 
mttttt rttifti , 

OUurtnt JM talai impmni 
íigitttitKt auris. 

Mi/tri. ) Honclo f«llou 
por Dljoiti «iD~ hum fen- 

por fe ifflistr, « por juh 
j»r Tet couri digiM <le com- 
piUío.poii rectln>ina>quct* 
)«■, que Dio r«suíio ■ *ir- 
tuJc da PdcIíi , mm fim hu- 
ni> «pinião ti t por qDinta 
nlo baft» fó o «(CrciciOi 
« >rtc paia r* conrtguir 
fet bom Poeta ■ f ef» 
crefcr Compol)i;8e( Poeti* 
cai ( que inereçáo loniar. 



D»- 

txttte dt Htlitt* ts PtiUs 
par }§» v4m fmt htm4 Í»m 

ftt fins furtrt Otmêcritmt 
fuimfuam fittam «»("'">* 
ajr prffr. E iio L II. Df 
Orat ad (Jlt FrdtMm- S»*»- 
pi andivi , prelmai Unam 
ntmiuem ( id faed a D#- 
mKritt O* PUttnt m/írl' 
plii rítítam aj/i âitmnt > 
Sint inffammatiêna animf 
rum txlfieri psff* , ft fina 
taiáant affat» fuafijkraria, 
O mefmo Hortcío L- 111. 
Od IV. 
Ah ma ludit amaUli* inft' 

Cícero. Qul auttm fina Ma* 
farum furara ai farit Pot. 
Ucas acttj/trit , perfaafnrM 
haimi fcTi , ut arlt Henta» 
Puta tvadat i o" ipft iof 
ftrftSut erit , O* f/Us Patm 
fli fani himiaH , at infa- 
nis , trfurle/is JUtim at/ca- 
ratitur. O mFrmo Cícero 
no L. IV. Da tagiíui , dis 
que « Poeta Tentado na 
ttlpei;* <l> Huf* iiáo cHà 
em fcD iiiizo. Hoiacío de- 
poit expllcirá efít qnefláo. 
Findiro poríni fempre an- 
tepõe a nitareta i doutrí- 

rrza fem doutrina , princi» 
pilmente no Pneia , podo 
muito > ou , nhuDii pal»> 
«r* , tudo p6de, Confirs-f* 
Lii]ibino~que cíti o Inpc 
. de Kodato com m fua «en 
(io. 
99i fixrlAl /<«« Sf% 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. (17 

Ilíinocritm , bon ptn non un^ei ponsra cufU , 
Hon barbam ; fecrtt* peiit loca , biliiea «iui. 
Kincifcetur «niin pretiuin nomenque Poetu , 

81 
f*'l' a* VttM n3t tmiéa tm tirlar ti nnhts , mm « 
*•'■*» , ía/jf» tt Imgarti it fólitariâ ntir* 1 fag* áu 
tanbtt. Ha vtráadt gréngíard It d*t*i , t mnué it Pee. 
*' »iut:u , fs« nunca seiffitr «t iaríth* Litin» /a* 



«•w r—tas. ) Scclue 01 
poetai fem cHro , r Tem 
fiiror I i. b. Diz Honcio 
flne he precifi alguma lou- 
enri, para fabir ao Heli- 
coo ) poia fem ella nSo f* 
pode fei bom Poeta. 

Saiuf. ) I h. Nan affiaUí 
Mhta futimpi /pirita 1 aia 
inrpindoa , nia cheioi de 
■uoi ceiío liívíno erpiri- 
^ i como dia Séneca o 
Tiigico I Debaixo deita 
palavra o Poeta enccode 
^* efpititot flcuraatiçoi, t 
faltoa do fojo de huma 
tnaf inaçio »ÍTa , e recun> 

O H»licon era Iiuma 
nontanha da Beócia con- 
f^Kndt k* Mufai , e tifi. 
nliaTa com o Parnidb. 

397 Diiuaerltai ) Demó- 
crito era hora Filorofo de 
Abdera , que Te divertia , 
c lombiva de todaa at lou- 
Curai doa horaeni. Cooful» 
te-re o ruKardeCiceraici- 
>U citado 1 em a Nora de- 
baixo da palavia , Miferã. 

Coofira-fe o mefmo Ha- 
lacio, L.I. Epift. XII. *. 
]a. 

J£rúmar , > Demetrin 



34! Bahia vllal,') Não 
fe lava , anda immundo. 
Outroi referem iflo t ec- 
lebiidadc e frequência do 
lu^ar I porém Limbino nlo 
■dmitie tal penfamento. 

■tfen unguit ptittre , f^e.) , 
Nuitoi julgio , que deípre» 
■ando o aceio exterioi do 
BOTpo I ç como oftentando 
huma ceita efpecie da lou* 
cura , adquiiíráo a reputa* 
çáo de booi Poetat. 

9gS Nta iariem, ) Cettoa 
Filofofoi confeivatão a bar» 
ba , pari ollentirem gravi- 
dade ! porem ífto noi matt 
era huma prota de louc*i> 

Sicreta ptlil Itea. ) Foge 
da preren^a e trato dot 
homem. 

•99 Ifeaei/euuf tuim | 
Cí, J Por quanlo fem di- 
TÍda ellei fetãe Poetai ci- 
lebiei , e como taei leco- 
nhecídoí, O Poeta falia pot 

Prilium.) U b. Htntrtm, 
tpiíiínem f a honra , a ofii- 
nião. O loermo L. I. Cpift. 



l;/GOO^k 



liS ARTEPOETICA. 

Si Itibtii Anticytii cipiit infanabile nunquaiii jOC> 
Tonfoii Lidno comuiirerit. O 1 ego hevut , 

Qtii 
mahf* inturavtl , aiaáa ^aanii Itmafft tm rimtHf t»S» 
• tUtttr» itti trts Anileyrat. Oh Cfmt tn l»a etrUintit' 
U iniijerttà , f«< tuê parf» Ja HU aa friteifia da 



Ant tlrtus ntm*n 

inani tfi , 

Aiit detat V prttium rtlU 
fttit txftriint vir. 

joo THtut Anlieyrh, eV.] 
8e nio conHir lo barbei* 
ro liicino fui obei;! , ■ 
qutl nSo poderia cuiac nen 
todo o belleboro dx irei 
Anticynt t i. h. fe ellei 
nlo fizem nunca npar t 
fua cabeia dnidi. 

Horácio nio cbtma aot 






Poetai 



itf' 



reput 



que 



dcm ter ■ 

extluáit /anti Hilieíit pM- 
lat. Fuli «nei taet Poeiai 
aloucadot afFeitão de nla 
torquiar o cibtlla , pira 
«jue CTtfcids efla e def- 
ÍNnhido oi r*çi de af- 
peílo maif medoDho, e de 
terfivel catadura , paia dei- 
te modo reprerenturem ■ 
Gguri d« doido!- 
At Antic 



•bundáo 



r Egeo , que 
1 ticlleboro , 
CARI que fe Curió ot doí- 
doi e furioro*. Seado duai 
•■ Ilhai defte Dotiie qnt 
oa Ceogiifoa com Strabío 
*ffi|:nio , Horacifi dic frj> 
tut Jàttitjri) pela li gota 
Atixefit , f uMmdv Cjoifi^ 



car que iodai at tret An> 
ticyi», no caro de ia ha> 
*et , não teiiáa biftaote 
helleboro pica farat a cá- 
brea do poeta doído. Hb> 
raciD, L. II. Sat.111. V. i%. 

ííífcii an Ãnlieyram rali» 
mu iejliitit tmaem 

]ol Tt»feri Licint ) Lr> 
cino , barbeiro r'qui(IInia , 
• liberto de Augufto Ce- 
lac , que o fet Senadoí , 
por Te ter declarado int* 
migo de Pompeio i ao quat 
fe efcreveo efte Epita6oi 
como refere o anlijo Ef. 
coliador f-^undo ohrei*a 
Cuiiuin t Marmtri» lamu- 
It Lielnm /ncel , at Cat* 
nulh I Pumpf/ut parv» t 
fsi* fittn eijt J>i*M i Ho- 
Taciu andi 'tnollra fer an« 
ligo pattid.tio. 

)ol , )09 O \ tgí laívui , 
fui puretr Ultm , «ft ) Oh 
Gomo fou inilifcreto de me 
purgar da cóleia j &c. Em 
feniido ÍTonicn. Confíri-fe 
o L I. Epift. I, I Mccenm. 
FurgDT Ultm , he hum Hei- 
lenifmo , em lugar de dt- 
ler parfa tilam. Bm Hítm 
fobentenda-fe carrupiam , 
iJlo he , nitlamthtliam. 

Não ctnuiiu emendai- 
como. algum penendenu, 
«u f»Tt*t ou m*t*^&Q 



i;;GOO^I>J 



ARTE POÉTICA. n» 

Qiil puTgof bilem Tub verni tctMpotit lioraml 
Non alius ficeret melioia poiínata I vtrum 
Nil nnti cll, Erso funnr vice còtii , aciuum 

Red- 

Primtverm I { A niê » farfr , ) ntnhum tnlt» VaU mê 
txteitríii tm tfçMVtr veri»t \ ftilm nS» úfprtdt tm 
twtt tfia gl*rié , t n*mt i t ptr tila rarpí }arti m vf 
tf* dê piàra i* »fiar , a fam] piAê agvçar « ftrrt , 
ttm fm tila nttjma nS* unha vinuã* 4t ttnar i E» 

contra * autbaiídidt At 
todâi O) Codicet. 

D* fcmelhanie Hellenir- il« mim que eu queira en« 

ni« ufau Honcio no L. II. doidecec piri ercrevet in* 

EpiA. II. «. i«(. Cjthpa fi^nei vcrfoi \ porque nio 

ntovitmr \ • no L. II. Sit. euro difto , nÍo titio cifo 

VII. *. ;l, Nafam Jmfiiw. algum i he huma Locu^ãa 

A leAeiSo de Limbina , Comiea i dita com fil Ti* 

ijU« le pmrg» HUm , díi tyrlco , e iionico. Ai/ edi 

ene não oMtann poder>r« ufado coma Adverbio. Dtf* 

díier i miNsira doi Gre- ta mefma I>ocui;io uriria 

£o» Purger aitimum , tff o( booí Efciiptare». Cite. 

fttt\ ^e todavia nio fe ro,L. III. Efijt. ai Aiii- 

dí s vulgaroienie , Parg»r tum. Juratui IÍH piff»m 

mffrtaiH , maa w*rH , ou dittrt , nihil tfíe tartti. O. 

mortf. Conãia>fe Lambi»» mefmo Dt 0§t. L lí. Efi, 

nefte lutar. . uUa rt% íanli , aut t»mmf 

Hrraot. I l'. b. Tfmftjlf ittnt uUum iam txpeUit* 

tem í M cAa^io da Prima- dum , ui virí tmi V 7>'<iti 

vera. iorem , «* «natn amitiat f, 

)0) Ntm alia» fae*ret , Cor>6ra-re o mefmn Clce- 

lf«. J Sem illo ninguém m na Oiiijáo pr« g. Jlv/eí» 

ftria mclliorei verfai do Ctmui*- Titullo , L. 1I> 

4)u« eu. He porque eite fe £le<r. ]II. 

f4iia ilruin tanio loucu Haai imfant tictt ftrnw 

\a4 Nil taiti tft. ) 1. h. fat irifiUuf agrit 

Hlhil taitíi aijiimt , at tfut Ãtáert t nua tantijaal tum 

attintadi ftadio ■ O* eupidi' mufía pattr. 

tat€ inctnfut , Infanirt vt- A lacuqío contraria he >• 

/ím I ntdum tanti pttmata quella igualmente ulada , 

fadam. Não he coufa de Efl tatili , i, h. Tailifaíi' ,■ 

tanta monta i eu nSo com- nttt mintrii atfiima i »\\xm» 

p(o tSo caro o nome de em tanto i nio faço nicnot 

ÍOCU) ^uiiCAdo ptittti a eâimi^io. Oi tuirplo' i^ 



cGoo^k 



t» ARTE POÉTICA. 

RedHere quie frrrum n]ft , e«roti ipla frcinifl. jef 
Munui & officium , nil rciíbens ipfe , docebo : 
Vnile pirentur opN : quid >lac fermcique Poetam ; 
Quid 

mtjmt , p*fi* f H« n3» /e/a Pteta , é E/trltfr , tnSnartl 
mm ittlr*i yn^ rjtrtvem , laal /t/a » pjficii dê tim 
Fetla , « » í<" tllti devãt f»Xfr > maflrar-lhti-hti 9 í«* 
fórm* * aulrt ê Fttia t t fut esnvinha , m «S* i fM<« 

conftantet, O mermo Hon< Poema • 

cio L.II- Epift. IT. v.iif. oB Ottn 

Bit, uH tegnatorum tpU iioníci, 

tut enristar rtfiSat , 1^7 Oplt. J f. h- Maltrlaâ 

Expulit htSltitr» niertum ad tarmiaa feriitnia % rtt , 

Ultmfltt meract , W* facultas poética \ oi mi- 

^tTtiit «ijíff Pui mt tíri»et, oi auiilio. para 

iteiUifíit , amici , «fcrever com dignídid* 

3itn JtrvàfiU , «it ■■ tttifie «erfoi , • todo o ^nei« 

txtsrta valuptai , àe compotiçõei Poeiícai , 

JEt dtmptai ptr vim intit^ como not enliDa o antigo 

tis fratijlmut trrer. zrcoliidor , fecundo obrei* 

proliga-fe por diinie i li- va Cruqu*o. Dcbiiio da 

.^ão dafta Spiftota. pataita Opts fe entende ■ 

{04 Ergt fungar vice o- rica faculdade, e virtude, 

tit ) 1. h. Eg» igilur liicum ■■ belltz» da Poefia. 

<tlis ettintlt ■ agt cttis Ftrtnet. ) I. I1. Eru- 

«■uniu etitt , fuat fsrre «• ãiat , txpiliat , infarmet \ 

tutra ptlejl , jaum vim Jf InUrua , aperfeiçoe, inftrua. 

tanái ip/a tttn Aaieat. Lo. ConSra-fe o L. I. Od. X. 

to t lâ que nÍo quero fi- Mírcari Jacundt , Ktpu. 

«er-me Poeta com hum tat AlIanHt 

parcílio de me enlouque- Çui /irts culIMi ktmitiutÊ 

«ST I faiei ai vezet de pe- rtcinium 

dra de aSat , &c Hoiacio V»tt f»rmijii catmt , Vf iê* 

•irou eíle penfamento , ou carat 

lie ITocratei , como alfunt Mtrt palatfirat, 

pertendcm , ou de Ari''o- N« L, IJI. f>d. XXIV. 

telet, feiundo a «pinião Et itntrat mimii 

ú* outroi. Meatts a/ptritribmt 

. I06 ManMt ft igitium.) Oi Farmandaejitidiii • . ... 

deverei , e n Begia* da £ na Poatics , ou Epiftola 

Poeli'. ao Piíõei , *. lot. 

Jft/ ftr'ttnt Ipft. ) Ftrmat tuim Kaiara pribã 

VSa espipando ea metmo mj intMt tul tnuum 



cGoot^lt^ 



ARTE P o E T IC Ai iii 
^td deceil , <]uid nen : noò virtui , efiò fersC error, 
Scribendi reâi fapere eft & principium & fon». 
Xem tibi SocrttKK poHruat oHeiidere chattac : {lo^uxi' 

Ver- 
/í/3* «( MfiTifli vtriaieirãi , latii ai viellíat t falfat. 
O fintipla , I a /tale ãt ijcrjvir Um t *' etm «:trtt , 
íf hunt fuixp ti» , t ehíh it fatiieria , i pruitatia,Ot 
ílvn de SitrtUs tt ptdtriH Jnmlnijlrar ai a§»mf:tt , « 

Fertunarmm hatitum i /a> stcto , !• IV. Certi fimltiM 

vai , aat imptllit ai tn utra^uê mfirkm , fuum 

iram. ■ aptinU fatttirtmus , trrar 

£ no L. n. Eptll. I. ■ Au* f»it- O nalTo Rondo no 

«ufto , ». i)t. t II. Epift. ■ Juli, Flart. 

Max ethm peáut praita- Et áemtai par vim maittls 



pfiifarmat ernieit. gratljlm. 



B no l: I. Sii. III. XXXII. Hirécia paga c 

• • . . . . . Sit "" gfra a fat/T cirUi reSésiaa 

f":"^?"/ PI'"'" ■''2,": /•»'■' • ^"^ ■ f rtcamm.^ 

^J°\.^"'"-),^^*^'^^ da fa lais» „ cha, dai Fi. 

tio J.flV Ho«c,o viril,, em i,f/, . p„,„, ft ^ FilaMm 

iiet arí »iite, fitmMJlra a faeuUada , a 

tego fe dli agt- mííírij para je efírtvar 

^n > como nota o antigo c»n acarta fuelfutr Paam 

Krcoltidoi. ma. 

Errar.) I. h. FiVieii» , «r« I09 Sapare.) !• h, J«ir( 

til ienaralii 1 o tUío , o fuid Jeritat 1 faber o «jua 

*ler«ito , a ignorância da bajai de etcititii i. b. o 

■rtt , dl virtude poetíci 1 bom fenfo , o bom juiio , 

Conio enlina • intíjfo ET- o bom goílo he o mimo* 

Coliidor ptl* obCeivi^âo de ciai de tnda a boa obra, 

Ciuquto. E por iOb mara* |iaJR<ni. ) A* coufat , ai 

«ilhnfimente pãt o Poeta maaimat , a Moral. 

/trai, leve, acrchatt , eo< Steraticat thartae. ) O* 

•na Tc fe entenfleire Jt Elctiptoi de Sociatei 1 po> 

bum incerto imputo , ou xim a Poeta não quet f!< 
poT melhor dizet de huMa , Eoificai titi Satralicac thar- 

incerta infaoia. ' laa , livrai erciiini potSo* 

ARim Cicero ira Mariiu. cratet, eomo adverte Lara* 

3fan patier tt 1» taala ar- bino t p*i> alie não «rere* 

tara varfari. Ofaetmo 1.. vto coufa alguma 1 na< co« 

lia JJa Oral. Adl^r« cnínt mo Socratai o maii fibi» 

míflar ncâ dtttããt t*rêr. O Pilorofo da Giecia fai » 

9*imt Epiltola aiici. Sul< primeiro fut iratou n^ 



cGoo^k 



1M ARTE F O E T I C A. 

Terbaque pfovirain rem noa inviti fequenturí 



ftnfamentat \ efeito a rica 
ximat ia FiUjifiu Maral , 

FHofofi* » Monl, ouEthl* 
c« , ■ qual delle ipríndí- 
no PIttâo, Efchinct , Xe- 
tiofoate , « outm muiin* 
feai dircipuloi i por iflb o 
PoeU porilluião fiz mta- 
^Bú da* obrai , cnm <)u« 
Oi Difcipulo) íltuftráráo ■ 
doBtrini de Teu Meftre So- 
cratci. O irífina Hoticio , 
L. IH. Od XXI. V. n- 
Nm iUi , iKamftmtH Sr- 
eratieii maitt 

O mcroM t..'l. Od.XXIX. 

^Miflf tn tumptti andija* 

Litros Panattí , Sterath 

tam V^ itmmm 
Matari larieii Utrii 
P»nicitu$ melitra , Itn^ 
.dl$ i 
V no L. ir Sat. iv. i. 93. 

• Ãt mlhi cura 

2fín meiUerit latft , f$it- 

tti ut eiírt rtmttilt ■ 
Aliai hanrire futatn vílaa 
f raie tf ta ha tal. 
Daniel Heiítflo em lupt 
de Sieralieae ehartai quc* 
Til Te lÊITe Sicratlci ehar- 
ti f por ferelle penlimen- 
to exlrihido de Lucllio , 
no h 111.40, que dUi 
Iftc Jie •>! Grnecl , iiíl 
nane Soenliel cltorti , f bjc- 
f«M faatritii fitimat ; mii 
toda*M iiiii(uciB fcjuio e& 



Quid 



ta liqão I como obfetva 
Gernet 

Rim . • . • piterant «fie»" 
itrt. ) I h- Seritindi aíi" 
latem fratMant 1 miniftn- 
riS , fornecetíó , datáõ ■ 
uherdide , ■ abundância d« 
rfcrever. Cicern ■*« Brati. 
HaUal amntt Fhil»f»pltia* 
nttm ts* traQatst Ueot ' m'' 
hil mim dl riligiant , ní- 
hil it piítale , nihil dl ca> 
ritatt palriat , nihil dl mgr* 
li , nihil ie h»n''t reiat aãt 
tnatii , nihil de virialitat 
anl vitiii , nihil de ejicii, 
nihil de dtlort tS" vilaptat 
It , nihil de perlurtatianíiul 
animi V irreritui ( fifat 
faepi laiunl in eaufai at 
in paemata Jaepiffime ) nihil 

«mpli It cipliii diei •* ex- 
plieari pote/l. E nWtro lu* 
gtr diz. Omait uilrlal 9* 
^aaS filva iieindi t dif- 
paiatiinihtti pkilaftphtrum 
daãa ejl. 

(M Vir^^ae frtvifam 
rem , ■'c. ] Aa palavrat , í- 
h. 1 elocuqio , de li mef* 
mit fe ajuftáráo ao ilTuin- 
pio que tivetei concebi- 
da , bam digeiida i poit 



aisuni 






ídltade , conrrto 
cm abundância at palavrai,' 
e dicçSet ■ í. h. DWái a 
pmponlo , e comaoerrida 
coDvenitnGÍai AiSm mtfoiv 



cGoot^lt^ 



AR T fi p O E T ! C A. laj 

Quid didicit pitriae quid debeat , & quid amici» j 
Çito fii amore paiens , quo fttter amandns Si horpet : 
Quod fit confciipti , quod judicia officium , quae 
Partei in belliim mifli ducis : iHe profefíò JM 

Reddere pctfónw fcit cònvenientia cuiqiie. 

R«- 



ut etuja 

amigti I 



mtate virM p»r fi mtfmti para f* txprimirtn 
lim Htet deneja aJma. AfuelU qiti apnnde», 
Wew» 4 luit p-fh, t fxt "«J" deva »vi jtu 
tem f<í amtr ft diva rtfpiUar e Pai , a Irmaú , » ft' 
r'g- íf» 1 qual Jtja * «ffici* Í0 hfmem Stiadnr , fual » 
d^JulZi luati ftjSo BS ftt>ieç3ii io capiíãt laviad» pa- 
rm fer e ccmimniantí tm huma gutrra \ tfit ttrtamen, 
U jaiird «etttnmtder a cada ptrjinogim « tefiitmêi , 



f« «ippmio HoTicio L. I. E- 
P^ft XVIII. 1 Lolio, » roç. 

Sit tana lifmrum <ff pr»v'f 
Jaefrugit In emitnt 

Ctpia 

Cicero, L, Iir. D* 0-at. 
Ktrum emm etpla verhram 
ttpiam gi-nlt i B" fi tjlhe- 
neftas jn rttus ipfit , txfif- 
til fx rerttm natuta faidam 
fpUndtr ia virHi. ConKta- 
h o que díi Díonyfio de 
HalícarnalTo jn Lvyío. 

O mermo dilTe 'Polliio , 
como iio( a(i'«ite n inti- 
to Er^oliiJoT. Aíall Htr. 
fie tviniat veriiã , niji 
veria reai /tfaantar Mf 
nand*i- e/im Faiatam ãlfpa- 
Jui^it , ttiamfi nindurn vif* 
fiiaã adernãSit , dlcttai ft 
tamen jata timpU^t. Mil 
irli certamenta ái piUtnt, 
quando ai palaTiii não Te» 
guidem o argumenru. Me* 
nindro quando tinha a Pa* 
bufa ^irpolta , linda qae 
a não tivafle ainda adorna* 
4« cffiB ot «Nf<oi I i. ht a 



tivcSe pofto em verfo , 
com tudo diiji que ell* 
já ■ tinha completido.No- 
te-re a douliini , ■ UtilL* 
dade defte pieccito. 

jia Qa\ dlditil patrUa t 
<^t. } O que Uo oi Li*t<H 
dii Obtigaqõei Cívft > 
lÁirot dí Offieiit , Iflo ha. 
ntgi KiSrxOiiToe . como 
inteipieta o antigo Efco> 
lUdoc. Sobre cAet *atioa 
oIRcÍoi do homem , e da 
Cididio , confjrjt-rePlatrip, 
h. V. D< Legiias , Ce, 

{14 Cinftriptl, ) Sohen> 
tenda-re Patrii , i. b. Sina* 
t»rii I do Senador. Ot pri- 
meiroi Senadoiei que foiia 
creado) pot Rómulo , eiio 
cem, oi quaei fc chimá* 
ráo Palrts , Pidrei , oa 
Fail , ou peli íilade , or 
pelo oSicio) oa pelo pa- 
ternal cuidada , com qu* 
fe deviáo poiiar para cota 
oa eidadãoi i a efte* ae* 
«rafccntou Tatquinio maia 
fCO). Siuto I • piimtii» 



cGoo^k 



114 ARTE Poética; 

RerpicCTC exempliT ritte morumquc jubaba 

'^ " I imiutotem , & ' vtrii hinc ducere vocci. 



M ear»ãirti , fn« Ih* tâ» pr»frUt, O flmtír» , ê » muiâ 

ntetgari, prtteil* , f«t ih dju me Perla , lae dam-i- 
miaU fmtr imitar , t txfrlmlr fiilmtitti ai aCfSet dm 

Conrul (cerefccmaa ouiroi nífíltaK , i. h. Imltatia ; 

cem , c eh«mii[ii>-rtt Patris , jmiMçin , e « Coined!* 

fnjcrlfti . Padret confurip- b* • itn4geiii di rida ,im— 

tot, i. h. efcriptoi com oi gi vila*, cnma not «ollDa 

•uirol I « cnin o indii do « \nú%,a Efcalíidor , ob- 

tempo elli dfnominiqáo Ta ferrkndo Cniqu!a. 

CKiendco ■ todot oi de> Na Mmefit . on Imita^i» 

«laii SeniJoKi, ou carpa foi admíribíliffioio Home* 

do Senado to , pcirqije nid« ha pofto 

. )i7 Refpitert tximplar no trato delia vida , s nas 

vilat 1 e*r, ) T, h. Philt/t- Eoftumei coiumuni , oq* 

fiiaa MtraUmx a Filofo- afta poeti nío exprimiOe 

ia Moral. Tal foi ■ aatiga multo aÍHftadinienta , e 

CKplicaçio Je Jaaio de com huma ceita fublinií> 

Voret , com o qual con- dide iDímitarel, Tanto da* 

corda Luíllas. Logo o Foe- veo clle i nituteia, e aot 

ta, paia foimai hum per- eftudo) piimitívoi , t orieD> 

Csitiflinia ciemptar , deva taea. 

«Audar a vida commuiu > Vtraã vtett.) I. h. Rti 
•t dilfeientei coHumti doa mataram vari exprimtntei t 
lloment , paia propor a li teimoi pcoprioii qua pia- 
a imagem, ou a idéi nlo tão, que eipriniáo bem 
4e qualquer bomem parti- ao vivo , vetdidciramentc 
cular, mat de bum homem a natureza dai coufai. 
peifeitiffimo I c em todo o Bentlei pãi vivàt en 
fentido cooipieto , como lugar de virat , Tem raii» 
dis Platio t e em confor* alguma i porque vivat tae 
midade defta imagem , «a inierpretaçáB do Kfcolia- 
idía efcteva e diga o Poo- dor, não porém li^ão va> 
ta , exprimindo pela imi* rianta. 
ta^ão hum perfeito mode- Hinc ^ Ve.) I. h. Ex vi- 
lo da vida humana. la eimtauai , V mariiat 
|il lMÍtal»r;m. ) Soben- hamiiMm vtrai vaen ali» 
tenda fe Cêmleam i o Co* f<r« i cxrahir da «ida com- 
■■ico ImíladoT i porque a mum , e doa coftumet do« 
Toafii , fegundo PUtão , liomena aa Terdadeiíai «O* 
iliiAotelei , e outroi nã* aai , ou eiptefifict* 
ka.oiitia couf), do que a 



cGoo^k 



ARTE í O E T I C A. »f 

ToterdtitTt fpeciofa locii i moritacjue te&b 
Fibuli , nutjiui *enciis , fine pondere & arte , )io 
Val- 
tuitrrfp humana , hi ftr miâUt^ , t tíft'V* e»m /*»$ 

fréfri»! ethn t ttrtfãg it mtjmi ktmtoi , fug ht * tX' 
tmplar vivt ia Ja» viia , t ttjíaimt i t At^ui dfrívt 
ai veriadfirat vv t ' ItcufStt animadas , rua fnt piH* 

ng Spaeisfa Uelt. ) l. h. tei lugarvi coitimunf. ííri- 

Ckareãiritui decora \ díco* pMfEM falpl , 8' puralal m 

*«r» peloi GiraAcm , i. h- Prttagcra reram iUnfirium 

orndi doi lujitei com- dlfpnlatientt , piae nant 

nutii da Pilofulii , de fen- càmmttnti apptlltnlur ípti. 

tfn^it, que evpfiinem cx- O mermn Cícero in Orat. 

aãamcnte ■ nXureii dai Virfeã Nec v*ri JieliCtíci» 

CourM , c ni cofiam» , mtii Jil inftrttSui . (ti IM' 

pofle que ren algum or- teai emnih FliiltftpUae if 

mto dai pilivrit I neliei /» tr treUaUt Item Niiit 

lufMtet commant , que con- tnitn it Rtligitnt ', nihil dê 

fervia n^oí , como hem mertt , nihil di pUUte , nl^ 

fe ripllc* Ariftotclti, le til dt caritolt patriae , nU 

inolliãi) of fxtnitt Tenti- Aí/ de tèait retui , aut ma- 

nentoi e paiiõei , como tis , niiil ite vlrtetltat , ant 

ie imor , de ódio , de te- viiih , nihil dt tffieia , Vt, 

«Of» de inieja , dj »elhi- fi*t ta , ^«am iixi ,~/eiiif 

ee 1 *e. pela» auiei . co- lia graviler . aaipTÍ , c#- 
ptui dici , S* explicar! ptr 
tefi. O mbfino ao tugir ■• 
pontido. QaJm tnim Itiit* 

Lteat , o lugiT , poii lie errum ifi , dt fiitlisiMii , 

equelU ordem , que Cidi funnt aptii anant indicem 

liam ^uirdi no feu modo dicai ,.amp1iffimii veriiitff 

de viver t e nat Scetiai , hcit uli ccmn.nnlius s ie 

*ú Dramai chamão-fe paf majeftale vert popali Rtnii 

tet , Farlet , come dii 84«- fummilje , fl* fnilililer t 

: ,..,. *,» Afíraf» rífli. ) I. h. íír- 

AchiJUi Eftsqo H ;«<* vdnj Eíflji . Que pinta , 

JptCit/a , porim Gcfnct dii que reprefenti bem 01 eof- 

que t«l liqio Dio qui. tamei . Confira-fe QuinaU 

«M eoM a renteoçi do limo , L. VI. 



foít*. 



Ho Kulfítti ventríf ) I, 



Aprendi» oi Meninoe b. KulUat Upirii t de ne- 
íelle lugK , de Cícero in nhumn {raça , i. h. Tem or- 
«■■/*, qut e9uU fejio el^ iiit«i tiUiUdoí» fem «le- 



cGoo^k 



tiS ARTE POÉTICA. 

Vtldiúi obleâat popiilum ■ meliúsqua morituf, 
Quáni vetrui iiiopet rerum , nu^atque cânone. 

(( »» naturat ai mef^Mt aíçíít. Ãlgumai v*xf* atft.tt 

fue a Comtdm «a Faíula dtci'tfa pt'oi jíui caruâtrts 
t fs< exprimi txaSamen-i ei tcflaniti , itm ft a^US 
falta ií ^'P^a , it gravidade , e far^a , t du me ma ar' 
te , eoitja muitai vtXfi maitr praxfr , * eniretem melitr sê 

gancia t\gaai» , fem belle- {uma , honi fú pela arte i 

■1, como dlt o antigo Erco» 

O inernio Hotacio »eí- lUdoc Tegunilú a obferTa» 

ma, V. 41. qão de Ciuquio. 

Oráinis hate vlriai erit , OIt Limbína qne bum 

e' ve''us. certo erudito . e d9uta 

Siat pendeie. ) I. h Nitl- julgiva que efte vitro fe 

ta rerum , ou veriemm ira- deveria emendar , lenda-r* 

vitati I fem giavidide al> derte iiindo ■ 

guma de penUmentoi , ou Qitàm verfut . Ínop*s mó' 

<lc palavrai , ou fem ver- ram .nugae^ut cantrai. 

foi haimoníofai , e cheio* I h, Quim ver/ut lepidijl- 

de força. rui «" culliffimi , nallii lê- 

)3i ValáiUi aHe&at, «"r ) eis communitai itlufirali , 
Huma fabula que eiprime O" inanes . do qúc verfot 
bem oi coftuintt , e o* ca- muito engractdot ■ e mui- 
raaetei dai pelToat , que to polidoí , fem ferem or> 
patenlía e Utcliia o pcn- nadoí Uoi lugaiei comoiui * 
famento , e vontade de ai- e frivoloi. 
[uem , ainda que ii«a r;ia Nagat cgnírae. ) I. h. Sê' 
muito polida, nem eng a- nõrae itagae t higatello fo- 
cada , deleita , e igriJa noiai , pompofai , brilhut' 
muitai vezet maii aoi tC- let 1 verfoi ciie''Oi fò dn 
peâadorei , do que 01 mef- foi» dii piiavtaa i cem quã 
moi verfoi muito potidot, hiimoníofoi pela fui mo> 
• (utto* , qae não eiicer- dutaqãa , e numerofoi ■ tliá 
tIo fentenqa ilíunii , nem movem, iiáo (ocão tan'it , 
guardão o ilecóio dii pef- coroo oi que for^m pohiea 

coâumet dot homens. penriinéntoi , em rentcn* 

AUralar. ) l b. Detiiel , qii. Perfiu , Sat. V. ». 19. 

dctfoi , 4emara. Nea equiãem hac fttidet ^ 

|ai Verias inffpet rerum.) MIatis ut aiiki nugis 

Verfui fdltoi de coifai) Fae.iaa turge/tat , dari 

I. h. Nullã 1'enleailã , /til ftniut idíata fumt^ 

• *rU fiai i tem fcncen^a «1* 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. 117 

Gnjit Int^eniuiii, Giijis dedit ore rotundo x: 

Mufa loqu) , pntttt liudem nutliui ifarií. 
Romani puen longn tacionibut alTem III 

Dif- 

<í( dl tnffia , e /<m /tnlrn^m tlgmma. A Aíu/4 trntf 
ief ats C'eget * gmif nalhrel ia invintâf i i tamitn 
Ikíl ctyictdee a iltençãa , fará /e éxprèmirini tat frojtl 
harmínitín» ; ptrfue dt itínhuma tufa tfuja irãa aitt- 
iiew/íi i9 fuf da gltria. Os mtninti Ramanti htje já* 
menií apteridtm ptr miii ét l*ng»icalea «t a rtpariir ti» 



XXXflI. Dd fíirarlt a 
rai3« I ftr fvr #» P^tUs 

G íggí txttdlrSt , e ítvã' 
w3t a palma att Rtmanti , 
a/Sm if engenkâ , t«m» na 
heaçS». 

}3| Grajis ingeniami !S*f.) 
NDi«-r« com qiiani* r«- 
commentlx^áo louve Hori- 
cio tão repetidi) »eie« oi 
Grsfoi , e com turtií» , 
foi* que ellei efcrciiârãa 
com Í;u>] fabcdori* que 
c]e{;aticit , tagenhotiraeti' 



que Fãrfiâms 1 perfeito ■ m 
«ffim fe lê em Cícero 0r<i- 
lor rituadai ; Ortdoí per- 
feito , completos Cenfirmtt.a 
ritBitda I Cunllrucqio nu* 
moori, fono* ,hiFmonÍora. 
)14 Pratttr lauitm iw£> 
lius avarit. ) Ambiciofoi , 

m»ii qoe à» jlo- 
rui iJiiuirir efta 



alhÍTã< 



oelV 



tetjai» , 



.fpiti 



Ore rttunfy) l.h.Pltti*, 
et aihil ãefit , em fuptrfit \ 
mlundi , prtjii , tnutleaU , 
tUguntâr , Juavitir ; elo- 

ininidii ) com frifei har- 
fnoniofii , com ciesancia., 
com graça g plenimente i 
compleiimcnt* , poNda- 
utente 1 com fuavidade ■ Tem 
faltar > nem robejar coufa 
«Iguma. Ketandut entte oi 
^tln«i fipiificR • mefino 



Illuftre Proioçem . 
ctarecido Apeflei , como 
fioi cnliiia o antif» Erca> 
liadnr. 

Sanadon \Í Frepter Iam 
áem miltimi avarit ; queren- 
do dizer nuo poupando 
coufa a>gum* paca meTe« 
cer Inavotei , paia adqui- 
rir gloria t inlInainJo que 
a inielligencii de Gcfnec. 
de Baxter , não hl ai)ui 
feniido ilf um. Seguem tam- 
bém eAa ll^io d< Sanidon 
Valart, e Peinfritet de Si* 
viy. 

19; Rtmml purri , tfe.} 
Of menino* Romaitoi ( que 
&eqB«ittw aiifCQlM.Can* 



cGoo^k 



Ill ARTB POÉTICA/ 

Difcunt in partei centum diducere, $ Dícit 
Filius Alblai , Si de quiiicunce " 




firl-rc ArifloUlet , 
Rher. XII. 

Horicio fiienda o paril- 
l«lo doi Rominoi com oi 
Giegoidiz, que eílei «m 

«inpenhi*io miii, da que 
«n ■dqiiirii glorii < f^iua i 
• que iquellei , ot Koni- 
noi , punhío Ioe» ^^* <'* 

feu cuidado ni giBancia , 
C ajuntar grande cabedal i 
a que ruppafto , não eu 
coufa maraiilhofa , que nio 
■ppiieceOem Poeiai excel- 
lentei iia íaa arte. 
Ltngit TatisniíUM. ) Cniii 

rom- 



repat 



, dlini. 



lulliplii 
abatendo- Hoiicio cenfura 
com acrimuaia a diligen- 



I que 



pu. 



feui Fllhoi noielludiit da 
Aritliioetica i nai Efcnla) 
de Ftavio Magno , e tfto 
por huma eicelfifa ataie* 
sa I c ambiqio de accumu- 
lar riqueiat. 
Hotacio L, r. SatVI. T.71, 
Caafa fuit fattf liit , fui 

maert ftapir agellt 
ÍÍBJuit in FiavI li^lum mi 
miUtr* t magài 



Qat futri magnii 1 ttntU' 

Lútv» /ufyta/iUclai ta>w 

lami»t lactrlê , 
Dant , íâtnii refirtaits 
UiòKt atra, 
O Ãs RomiDo valti bum» 
libra, que fv dividia em 
doie oníjit. Stmiê , feia 
on^at era a ameude do 
Ât. TrieoM , quitto onça* » 

At Gonfi(*-re Varrio l^ IV. 
Dt Lingua Laiita 

]36 Dicat Jíliut ÃlUia I 
Cr.) O Kilbo de Al in» 
diga. Eihopeia. Bentiei ni» 
mudou coni maiur taaio 
Ditat em Ditai i poianão 
alteadeo i £nilli|e da 
FeíTea , que he urbana , ■ 
elejajite cm femelhanta 
Díalogirma, e qu« fe de* 
te ptononciar cia hum ton 
Cómico. O merrtio Hoiacia 
ufou it dicat inieitamenre 
nefte mefmo rentido , L.I. 
Od. XXVII. V. ia. 

Dieat Opantiag 

Frater MtsUlúi , f M >M* 

IBt 

Vtlntre , fui ftrtmt J— 

gitti. 

Albino «ra Hum ururaria 

muita lico di^uell* ten» 

(0 I o qual mandava iaftníl 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. t0 

VncU , ^uid fuptiu ? S Pot«f«s dixifla , Trí«nt. $ Eu I 
Kem poteiíi Imate tiiaiu. Redit uncii : quid &t í 
$ Scmit, g Ah , haec «niinoi aciúgo & cura pecull | )o 
I Quum 

Sth fofís, [ttieiú nifo,) Par vtntuta , fuanit t/la vU 
tiofa ctthça , t euidaál it niaatar Jinhtirt in/ítltnar 
huma vtx. SI ntfjtt animts , efptramtt fut ft pt/iit tf' 
trtvir vtrfíi mtrtttdtrti it ft utttartm ttat tltt dê 

rêu filha na Arte de lucrai 

dinheiro. 

M7 Çjilncunce.) Quitteunx, • 

32g Suptrat.) J.h.Saper- 
tft I Tefti, lict, robei«.Oucrai 
com Valatt lem , fupirel. 

Ftterat dixifft , TtUnj.) 
Podeiiia dizer tu iticrmo , 
refluo quatro onqti t que 
he huitia terceira parte úa 
Às, &■ outrai ftartet do 
tnefmo At ião eftii ■■ Jex- 
taat , duii oncii i fuatrjiit, 
Iret oiiqit t /eiah , ou /í- 
mij^í , feít on<;ai ■ fípiuax, 
fete onçatt iii . ou htffit , 
e intigamente I>tt , outo i 
dedraas , uiive i átxtani , 
ilezt dunx , onae. O Pòli- 
r»s dixiIJe he bumi ;ci- 
cioTa Enallage dai PelToat , 



a qu3| contí 



> Po et 
I PaUv 



potqu 

n» boca da fingido Mear 
que Citava perguntando o 
menino Albino, inftando- 
l^e pita que lerpondclTe , 
trltns. 
, Outroi lem com Sana- 
doB Ptltrat dixifft , equi- 
valendo a PittJI dUen t el- 
]_e pôde refpondcr ' porém 
<u ligo a Ij^ão de Baxter, 
Ât Gtlaet, dsVaUtti fcC| 



Ett ! ) V6i Gtega , íu ; 
que Ta) o mefmo que f»mi » 
ttlli , nmnodè I hei» , bel* 
lamente , a ptopoÉlto , ez» 
CEltentrmente. Slopalatrtai 
do Mellte que pe reunia, a p* 
provando ao mefino lampo 
■ boa lerpofta. 

H9 Rem pfltrlt ftrvara 
laam ) Podetii coHfctvai « 
tua fizenda. 

B.tdit natia. ) Aecicrc* 
huma oní;* át cinco pri> 

OBid fil i] Que romtna fatí 

Stnih.) Befponde o dif* 
cipulo I iSVntí* , ou StOliffi» 
ião Teii onqaa , aiDetad* 
do At. 

An , hate. ) áHim hc * 
miii corrente , e natural 
li^ão , e não ÃitiatifCa- 
mo ia Cunioçamio i a pri- 
meira líqio 6tma-rs na au. 
ttioridade de trei escel* 
lenlíllimoi Godlcei , cama 
dizem Baxter, e Gerner. 

HrtíC «trnft 5* cura pe* 
CHlf. ) Efle roedor vineno. 
c Gubiqa do ganho ' De> 
baixo da palaviai AEraga 
defigna o Poeta em fenti* 
do lianilato ■ aturada Ídí« 



cGoo^k 



V)0 



ARTE POÉTICA. 
Temei jmbueiit , rpêtamm cirmina finfi 



Poíle línenda cedro, & Icvi feivjnda cupreflb? 

Aut 

teJrt , r dt ft guaréariru em taixat dt píHd» Cyprtf- 

le. i O alve dci Patlai Cómica ke , tu ínjlrulr , eu d/Ui' 
lar 1 ca ae mtfma tewpa àeleiter , e injlruir , áatiát idenent ' 
diãtmei fut rtgultm mffn pírtamente , » m«Í9 de vivtr. 



Tftzi , e itnlii^Io ; porque 



. fiemfici 



fignifica 

ro . poi» que m »vareij ,o 
exccfllvo dcTejo ãe ajun- 
tir rique»»» he como liu- 
ini (txragtm, que corrom- 
pe , e depriva oi en£enhoi 
illuflrci , e nafcido 



lem i pofterÍJ*de, 

Piri fe conrervtrem ot 

EO EhoWailoT, UBtEvio-re 
ellei cnm o olfo de ce. 
àto , * fectiivão-fe em cai- 



I gayt 



1 feie 









>i<r» 11 



t fublicT 



Fetall.) peti 
eçi lugjt de Peeulii. 

cnllam , o pecujlo 






porque e(t«i Uuftt 
não ipedrecem , 
nem fe cnrrompíro. Flioro 
L. XVI. C. XKJÉIX. Ceirl 
rítê perunAa materiet nee 
tíneam , nic farltia fentil. 



A efte I 



ipofico 



irxbilho 



I IT pelo feo pio- 



e Te 



vjliao peli autlioridade, e 
permifíSo i!o fuperior. 

115 Lineitãa ttiiri ) Ih. 
Digia ^um ferviíllur diu- 
ti,ffímè insariupta ■- digna 
çfloe namiiuam cênfumnl v/* 
taUnt I ^ qaat ptrpiluò ff- 
vaat.t nlgnoi de fe unti- 
r«m cnm o oleo de cedro i 
i, h. digno» de que fe con-' 
Cetvem por inuiMi tempo 
íncoriiipioi i dí(;nni que a 
■ntig;uíd«de nunca <» con-' 
fum» ; e que .durem perper 
tutmenie t' diguof d» im- 
tnortaliti*de, «u de piSTa» 



quelle diftlco de Aiifonia 
au Livrinho fobsc hum cer- 
to Poeta por nome P óculo. 
Hb/UJ in atlllrif íjt/iu It 
juvetiefcere cedre , 
Seu/uteat ãurií vtrmliu» 

Livi tapreffí. ) I. h. 



I ga«e 



> feil: 



de 



iboit de cypiefte 
polida». Plínio , L. XVI. 
C. XL , e XLII. Cfpregat 
catitm e" vítufialem nat 
ftiiiit. Mvtr/us tarUm ti- 
niatqae firmi£ima. Contira- 
fe o I>. II Od. XIV. 

XXXIV. Caia Sai» íts 
Factot ft propt-x , f ftfui»' 
/tu iiftftntt .lí'" ' «ííí. H»- 
racit fuaes díflti Paelai «• 
Brofátãt t' mtibiir i t tafind- 
iunUmtttle fui eta/a eevvt» 



cGoot^lt^ 



A R T E P o E T I C A. n» 

Aut prodefTe volunt . lut àe\tãtie poetae , zuiv' 

Aut liinul & jttcunda & Honei diceie viiM. 
QLiicquid praecipica , eflo btevi* : uc cicú didi j)( 
Percipiint inimi docilcj , teiiuDique fidelei. 
Omne Aipervacuum pleno dc pefloce manat. 

I ij Fi. 

Jfti frteelUi fttt kttverti de iar , euia em ftr hrtt 

Vi ] para fui »s tfpiritm dos fut aprtiitm , at ftrsv 
Kf i* prejja, , e is reunkàa fiilmiKie ' Tuia a f»* h» 
Jttptrvanit , i iautil facilmiHie pajja da memtria , fuaa^ 
df tfii arnit» c/ieh , ( bem como ■ igut tiaibocda 



nhã a lada lia,m dii generti. 
4e Pêífta. 

jjl Ãut prodifft velutil , 
e-c.) Efl». duM.io ..vir. 
I dl FaelJi 



: delti 



t fnbre 



dá Honcio eílci dau> pce> 
ceitfli I Vt decrai aliliUr ^ 
tfia trevit i Vt dtUBtí .fin- 
ge Vírifimilia : Piri qu« 

enlinei com utilidade , iS 
breie > Pin que deleitei , 
fiare coufit veiolimeir 
Dii Hbi 



■ hum I 



oróm 



.gr.di 

porém Mteif, e agiidaveíi. 
1)4 Fi(ii« idonta cal fi- 
mal , tsTc. ) 1. h. Vtilia , 
ateammtda t coufai uteii , 
•ccoromodadii , tdoneti , 
proprUi píi» regulíi oi cof- 

iccfo VobTF iquelle de Vii- 
tilin da £neidi Tl- «Í9. 
. Jl'ie tnanvs ai palriam pu' 
gnaoda valntra pajfi, 
Hf Qnicfuiã, fíc.) Com. 
pUta a propoã^áo «nteccr 
dente. Prtdtfft vtiunt Pet' 
t*e prtttipiende ■ t fobr^ 



JII ití );7i Deltâert , e 
fobre iRo tiita dea de a 
veifo )|t f e poi diante. 

Horac-io lecommenda f£« 
biiment* que oi preceito* 
de*em lei britei \ pirft 
tnaii facilmente fe ' cora- 
prelieiideiem > e Te confet» 
O qu». 



Pact 



, p.bv 



dii 



efte Ii.E« 



Som a condiria 
ue Teiio tmtia 
, quantat focem 

diíTe, ». af.' 

BrtvU tjj* íaíira j 

Chjfarut fia 

Ij6 Pareipiant mnlmi ia- 
ciles i '6'c. ] Pari que oa 
miimoi (lóceít , i. h. doi qu« 
apr«ndem, percebi» maia de< 
preOi , e retenhão fielmentS 
o preceito , que fe entre. 
gou i memoria. 

|}7 Onme Japtroataum i 
tfe. ) D;to por triniliijâo 
do vafo cheio. Tudo o qu« 
he inútil e fupeivacaneo, 
d(f rcíCk taJOi d« memsiia^ 



cGoo^k 



i|* A R T B POÉTICA. 

FiO.a voluptati) cauriã fiiit ptoxima verii . 
l!iec , quodcumque votet , porcat fibi fabula credi; 
Nm 

par Fura io «afo muito cheio. ) ái jScfSes btvtnuáaf 
a fim ãt âtUiler , Jevtm aprexiinai^/t mmit» ia vt- 
iait I ntm t Autbtr ia Fúta/a /f arrâgae iê iirêil* it 



bem como traiborda «juaN 
quer licor pelo varo qu* 
eAi cheio > I. fa. Eftindo 
c^eío o nalTo enteixliiiien- 
to , e mcTuoda do precei> 
to, quando huma Tcx com* 
prehendtmoa o preceito 
qu: Te nnt enlina , todat 
ai mait coufit paTtiu i e 
como deitáo por foca , alTim 
Coíbo , qnanJo fe pettendcr 
raTo cheio 



n lie 



nniiii 



i pot 



qualT 
, p«rqu< 
> pódc ji conter. Horácio 
aponta que modo, e ter> 
ihu fe deteri obretjai cm 
■t Pabulaa. 

Sanidon , Jorí Valatt > 
íoinlinet de Siiry i e ou- 
(rot fabioi Ciitico> rcjei- 
ião efie verfo , como ef- 
purio , e poHiqo ■ polêm 
Geraet, Cuningimio , A* 
cliillei Ediqb, Luiz Uef* 
pKi o aUmiiteot. 

l>iz Sanadon , i. Se o 
fypeiHuo hc fó o que ef- 
cipa , e foge , oada ha la> 
go a lemei d» longat in- 
ilrucçSei. 3. TU»» ftãor» 
d4 a giatidc tdta de bum 

Ít^irito enriquecido ■ que 
t diffuode exterioimeste 
pira communicai: aot ou* 
fioa oi hello) caobeeimen' 
tot, de que t&k cheio ( i 
«bundanie. 



])! 'Flãa velttfttttlã tao» 
Ja , •*(, ) 1^0(0 fecundo 
eftc prfceito vem ■ tti 
reprehendido Vicsilio , co* 
mo nota Luia Dtfprez , por 
dizer na Eneida X. t. «j. 
que ag nioi de Enti* (b* 
tão tranifocinadaa em Nyn- 
flia , e na Eneida VI. que 
Eneai defccia aoa Infernoa 
por meio de hum ia mo de 
nuro t e na Eneida IV. que 
Iiit úetetTi do Ceo a cot* 
tat 01 obeilot ■ Dido i ftc. 

Prexima vtrít, ) Veioli- 
raeia. Confira-fe AiiAotclei 
que diz Tct confeniente 
que o Poeta fijaanteicou* 
fai pioraieii , t, h. coofat 
que pofião f«T , e fazefret 
improvável)] 



erofim' 



. h. que 



aão por-ão Ter , ou fiaei>fe. 
; tg 2ffí , fuaicutnfut vt- 
hl I ff. ] Ea« pcMramen- 
lo tem dom Tentidoa i 1. 
A Comedia não deve eii* 
gir que fe lhe intt«duia 
tudo o que a feu affumpia 
parece requerer-' 9. A Ce 
media nio tem direito pa* 
ra requerer que fe lhe a* 
credite tudo o que quiict 
Fazer acreditável , ainde 
mefmo o que he incrível» 
■ tfFaftado da fi humana. 
Elle r«otido parece maii 
aatuial , como obrena 5a« 



cGoo^k 



ARTB POÉTICA. 

Ncu prinliw Lainiaa fivum * pueium exti^it ilvc 

»M f«rfr atrtiitmr tttâ» * 

ntm ft Jtjii txlrahlr viV- _.--._. , 

feira a mtnin» , fa( *ilm ptusa ónlti dtvtrtu. Oi n»^t§ 

Oon(!ra-r* o <)u* dit Dio* 
daro Siculo , L. XX. , de 
Limii , formofa , ni*i erurl 
Kilnhi de Libya. Houvs 
ni Iiilii t»mb«ni bum R«l 
doi Lcnrífáti , chiiniUo 
Limo, o qyil , feguntlo To 
diiii poT ficf in , detoniia 
homvni I Bftii Limiii «riw 
■noiftrot , ou «rpeâroi rm 
fijun dl mulher, eomo o 
vul|o crii , que **gue«fãa 
de iioit* , e com ellit ■■ 
«IDM mcttiio m«(lo iicri> 



t1«i . poi ,.. ... 

■refit , ou Exporíeis do ver> 
fo ■nucidencc. Alfum co- 
dicct iDcIgoi lem , Hit 

I40 NtmfTtmJat LamUt , 
Ve. ) Nio firii o Poeia 
buoi menino divorado pe- 
la Ltmii , OH Bruxa , • 
dcpoii tirado vivo do fia 
mefino ventre 1 o que na 
xealidade be ceilamente hu- 
na coufa inciível peli fua 
invciijiinelhinça. Tilvei 
Honcio critique algum máo 
Poeta daquellc tempo , que 
dercteveo efta ficqão , eer* 
timeate ridícula, e alheia 
d» naturrii. 

FiloAraio põem a La- 
niia , a Bruaa , em o nú- 
mero dit Pantarmai j Seato 
Pompeio « reputa feiíicei- 
»■ ! Suidt) dli fet huma 
inulbet Formofi , amada por 
Júpiter : outro) íe explicio 
por divetfoi niodoí. Anti» 
gamente fe diiláo fei aa 
Z<amiat bumsi mulhccei for* 



an^u 






■nora. 






t* que foião affim chanij. 
dit , porqge attebativio , e 
■íflfcdi^avi» 01 flicningi. 



quando choravlo 1 
como dil hum anti-t> Ef- 
coliadoT. I^iuím* , lobt)bQ< 
ment , a qut a> Frinceiai 
chimão Uufã-ga/íux, 

Dit n amigo- Srooliador, 
como nbferva Gruquio, que 
a Lamia era monClro da 
Cintura para finia com figu' 
Ti de mulher , porím da 
cintura para baiio tamatv 
va em pji de. íutnentn. 

Ercievc também Árido» 
telei no L. Vil. De Mirir 
iat ad ífitim, , como noia 
Lambino , que no Ponto 
houvera certa mulher , qua 
abria , e cnilavi o vtntre 
dat mullieret gravida* , c 
que devorava ai crian^af 
que eitrahia do mefmo venr 
tte. Conliia-íe o Interpre- 
te de Ariltofanet i» Viff. 



cGoo^k 



IJ4 A R T E P O E T I C A. 

' Centuriae fenionim avitanc expertia fmgii í 
Celli pticteteunt luAi^ta poemaia Rhamnes : 

velhfi ( ts Sinaiirti ) re/eitã» , e rtprtvãt »i vfios , i 
Ferfiai , f»* nSt tnetrrSt iffirat^ãf ulil i perlm oi '»^' I 
CÍ**» Rtmaan dialta prt/apia tem dejpre-zf fienfafiiS* | 



341 Ctnlvriat /tniarum , 
Wc.) AiCenturiai, o* ban- 
dò< dai velhoi I i< ))• dot 
Senidorei , que enaváo Ji- 






) Pbm 



cftavadlTidido por clilTci 
C par centuriai. Com beN 
]■ *l1u<ão dito, como fe 
fe RielTeni o< Comicioi pnr 
Centurta*. Oi homem ve- 
lho* fó íe aptaiiãn dt Pno- 
íili , C verfos ferlof , r ^tx- 
vei , nteii para fe fo miiem 
Oi bont colluine* , e eoiri^i- 
Tem oi miai. Oi Stnadorei 
ch«mavío-re Stniarit , por 
csufa d* fua idade, da fua 
gravidade, ou da fua dig- 
nidade { pelo qje «ráo re- 
putado! fat>íoa, Csntariae Je- 
nierttm pódt Ggnilicit em 
geral « velhot. 

Ancigaoiente em Roma 

tcpartida em cenluriaa ; 
poi( Sérvio TuIPio lif. an- 
uo i!s de Romi edifioda, 
inrtiCuindo o cenro , ou ai- 
Tolamento , dividio todo o 
povo em rei) clalT:» , â 
proporção de Tuaa polTea e 
cibeilaei. Sabre a divitio 
«(aaclilTei, e dai Ccnturiai 
coofira-fe Nieupoort , Di 
"Ritiiui Rtmtntram , Seft. 
J. C. VII D* Cenftt <Sf 4t 
Ctmitiu Ctnturiatis. 



AgUant. ) I. h. Ay$imnt , 
exfiHI*Ht\ defpreião, der* 
■tcendem, anupão > kc, 

Expirlia frugíi. ) I- ^« 
Nugatfria , qaaê /«'««' 
juitiares delfSaat t fH»lel« 



l.h 



, que : 
gníti dni 
. peçií q< 






ilgum 



IliM 



Mi Celfi ) I. h. ElatI, 

fafiidie/i, JuUimes , excet^ 
J» aalm» \ foherbo»', fífti* 
dioroi , ufanoi , elevadoí i 
de animo ilevintado- Ctt» 
ftts vem do lermo Grego 
v('mç, que fiffnifica huin 
ca.allo , hum civalIeito.T. 

Lírio , ii. Vil. Sigaam pof» 
cant ingenli clatnore , ccífi- 
que , O' /pi hauá dttiia ft- 
■rscis ia prtrliam vadunt. 

Rhnmnet) Oi Cavallei- 
Tot , e oí moqoi pertítitlein 
CDul'.. agri.da»ei_, _. e fefti- 

valfeií..! em trei Cetitu- 
riJt ] os da primeira chi- 
maván-re Rhamnit, ou Rfia- 
aintnfet , tomando o Teu 
nume de RamaU -, os da 
feíunda , chamuváo-fe Tff^ 
«/« , ou TatUnf,. . to. 
mando o nome de Ti/« Tc 
th , Rei doa Sabinoa ; ai 
da terceira chamavão-fe Im- 
«ffM, tomando o nonft^d^ 



cGoot^lt^ 



A R T E P o E T I C A. ijf 

Omne tolit punâum , <|ui mifcuit utile dulci , 
Leiiorem ttelíiflando , patit>*T(]ue monendo. 
HÍC inttel aet» IJbnSoriit : hic & man Utnfit, t4S 
Et 

dti fut i3t g'ãvt* , e Jirlai " Ctnfeguh ptii m apprtva» 
fSf dat vtliti , € dti meii mtfn c fue Jtutt unir » 
Ulil tem 9 ag'aiavtl , JtUilaniit , 4 cc mtfmi Itmpâ 
injíriíixii t Ltittr. Jluni tal Livrr leeufletii tt lãvrti- 
ros Stjian tjl'futrt Liar» pa§a m martt farm Jir tranj- 



de 



irifir» Ariealtt , 
Lacamm , R*i Etrufco 
com oi quati Rómulo t 
Tih« cAibeleciJo illiini; 
C- Nepi>:e o úH em te 
.moi eipreíToi. Tudavi» 'J 
.LtTto , L. I. C. XllI. di 
-fcr incem a. ciufi Ao at 



AraoDÍo Peiiia 
diz que «Tribu Rhimnen' 
f* tomara cAa dennmtna- 
<ãa do nome de Rómulo. 
PeiUo cfiiria loi Cxvillei- 
mi Rominoi Rhimiict. O 
n&merO di> tritiui Cicrceo 
depoii até tiinta e cinco, 

Rhamaet , e Luterti ião 
vocabuloi Etcufcoi. 

PraeUrtaat aufiira put- 
mata.) Dsfpreião ai Gom- 
paliçõ;a Cáiiti. 

14} Omne tulit ' puttííwn.] 
S. h. Tallt O" ftMhrum «" 
/Kaiírum fafraiia > Conf*- 






. Mece 






>fjv 






todoí , regundn 
feellaria , qae havia proht. 
biJo fe votiffe de viva 
voi , am íiat oídenairi qua 



r* deOTím «■ votot aoa 
Cmdidatoi em 01 Comi. 
ciot , maioando hum Pon> 
to no fim d* Ttu nome 1 
como noaaitvErte nantijo 
Ercollador, O mefmo Ho- 
rácio »n L. II EpiA.II * 9«. 

Di/ctá» Alcmus puaSa il- 
IÍKt I il/e mtt tjais i 

Qaii nifi CallimacSut i. . . 
Elle verfo Omnt talit ,^c. 
com oi tiei ruhrtguiniei, 
pende do) antectdíntei , 
defte modo 1 OmitUat igi' 
tar tianiuoi /uffragiit pree- 
ftaatijimut potta /adicandas 
efi , ^tti alilimteta tum vf- 
tuplaie conjunxil ; Logo pot 
univcrfal voto de lodoí de< 
ve>re leputai fer o maít 
r;reg!ú , e eiccilente Poe- 
ta aquclle, que unío a uti- 
lidade com o prazer I pot 
quanto illo mefmo pciten* 

bro , dí) vetfo ;|4< 

Attt fimul <B'fmeanãa , 9* 
idiítta dieera vitae. 

infinúi qual fej* 
maia inii^ne , e 



Sofiit. ) J. h. Prcmti 
affert pieamam 1 Eo" 
iM Livieiíoi 6060* 



cGoo^k 



1)« A R TE P o E Tl C A. 

Et lonjrum noto fcriptori proro^» seviim. 
*>SV Sunt delJâa Umcn , quibui tgnoviíTe veliniilt : 

Nam neqiie choidi foaum itAúit quem volt miRt» 
& meni , 

Pof- 

f»rtái* m tftrenhti paixet % « faz eititrt * lumf ie ftm 
Ãathtr , immvrtati-wnílci. Ha lo/rtipia ol%uni dtftilts , 
fut ht ra^f Jt rivtítia aii Prtlas , ptr faant* nem 
jtmprt a cord» ia Ljrm iá apttlíe Jtm , f«« ftrtenéê 
* mi» , »■ a vantait ia tacaier ) t malte* vrifi fuven- 



t-ftti 



I conipnduret. 

I tffimtdoí LÍTreiíot , 
oi4 CopiadaTCi de Li*roi , 

*m Komt por aquellet teni- 
poi. k «dei Copiftai , íi- 
traríit , <)ue tr>il*dt*ia , e 
vendiio oi Livrot minur. 
crítot ruccedítio O) iiifToi 
Typosrafoi , que imprimem 

format ú*t letrai em clium- 
to, ftc. O mefmo Hoca* 
Cio nn L. I. Eptft. XX. 

Vertamnum laaumfut , li- 
itr , /ptSari viierU i 

Seilieet ai prejies Stfitrum 
pumift munam. 

Hie f mar* tranfil.) Et 
te timbf m ptff* o mir pi- 
n fer levado it niçãe* ef* 
Ifinhii , que o pedem. Dii 
Bimer, qur o Poett infi- 
nti) que oiGregoi timbem 
■bio de ler eíte Teu Litro i 
fatim Gernei dii que Ho> 
Xicío quer defi^iiir oi mon- 
«loret dcAfrici, • ilte^a 
cíle vecfo do mefmo Horá- 
cio , L. I. Bp^fl. XX. T, I). 

Mt fugitsVtitam , amt 
ViiiAít mitttrit Dtrdam. 



XXXV. Defiatptm/t ú» 

Pgeta ei fettcês , t VgeU 
rei iefíilet , fu< H# tjcm* 
párãa ptr intrt trtuilaf vir* 
lud/s , e ítUíZal itjprf 
t_efe ettullí PeeU , ^t 
repttiitt vnfi f#<Jr* at 
Ith , t ês prectitts ia orle. 

;47 Sunt itiiãa , «*« ) Ha - 
dct^itoi que meiecem >. 
derculpa , « ■ *cTi;ti. 

Ignavifft velímus , «9*t. ) 
I. b. Víllt itttmai , ou AE^ 
faum efi igmviffe ; qu* de- 
vemot querer , oy que he 
juRo pcrdoir. 

)4t ' Nam nefut ekerit , 
ifc] OCitharilla alfunii* 
veie* deraOina , « o fie> 
cheiro também nem fenf* 
pra di no alvo a que fii 

O Poeta Rio. dii ifío 
li mplei mente, como fe con* 
tia fu* natureza a corda 
maia grave podeiTt dar bum 
foin agudo ; mat porém dil 
illu , que muita* veie* a 
corda ou demafiadameate ■ 
ou pouco tenfa fiz que f* 
ái hum rom divcrfo da* 
quelle que pede ■ folfaj 
da aulica. ' 



cGoot^lt^ 



A R T E r o E T I C A. t» 

tofccntlqne gravem perrMpe tamlttlt icutuin ; 

n<c femper feriet quodcunque niinibitur aicui. t {<* 

Vcrúm ubi plura nitent in caimin* , non ego paucít 

OfFendar mtculit , quii aut incurii fuHit , 

Aut humtna pRcúm civit natura. Quid titm eH? 

V( ' 
é* ãltt faxtr huM f*m gr»vt ■ «# ftrlr m Mria , tfla ]k* 
rêptlt Abri /em aguie i t ntm ftmprt § artt acerta ttm 
H /rieMa B» atv9 , e ^ut ftz /"* penlaria. Per/m quati' 
é» tm tttm Puma /ttrt/ahtm , t trilha» atah telUjpt , 
au nS» tae t/tandalijjirti dt M'gumBi li^tirat faltai , fm 
p»r dtjtuidt tjtaptfftm ) * éat ftuti a bumans nalurf 
7fl p»' Jaa fra^Uiiadt ftl» (t piit fri/trvar. Lt[a fua 
tt t fat ptrtindgt I A^m eiai» ai* mer*e4 venia alg^ 

Mtiti.) I h. Prifijitdtii i moi nó* defcalpar, a díf 

a íntent:Ío , o propafilo: fcçiT. 

t(o Ktc ftmptr firitt. ) Ji' ^»» '£* P^ffi' *ff*»- 

Nero fctnpre o fircheiro dar matulit. ) Não iqe «f- 

acerta 1 , ou diii tio >lvo , ciadilízirei com q) peque» 

a que IJifr « pontaria. boi defeitnt , que , ftc. 

Çatdtumfut miiuUlMr. ) Co;ifira-fc OJonyfio LoDxi- 

Sobentrodi-fe ftnrt. A da , no Teu Tratado, Oa 

«jiral^uei iIto , a que fízei S*iiimUaU. 

pontiiU. O mefine Hoiiclo ){* ^nai humarta parlim, 

Zhll. 5at.lll. V, 9. <fe. ) De que a natureia 

praitlar. n„r,anl„. ,p„eebet.fe. 
1)1 Vtriítn uti plura. O*;.) Humana natura , i. b. In- 

I, h. Vtriím uti flnrti vir- gtnium h»maitum ; o enge- 

tutu , plura^ttê trnairunta nho humano 1 que de G 

àrt/ant ia ptemai* , fuim mefmo propende para ca- 

jaaeaJat o* irrata , fuiM hir em etio > por quintf 

vf/ impritdtnti , 0*«. Poiim do huitiem he o ecrir \ oeni 

quando fohiefiheni no poe- podemoi ainda acaute]an> 

ma ffliia billeMi , e iniii da-aoi prever tudoÉ 
«rDajnentsi do que difei- ^nii «rf* tjl t ) Solen* 

to* , e errot , que ou {m>> tendarfe ^anf velit, Qat 

idem efcapai ao Erctilot le^ra poit queret que Te 

■mptadente , ou que leva .guarde niflo í 
■ atten^ão a outra coiira, Áppôz-rc tfi redundo o* 

nu qit< humana menta fc HanuCeiitoi de liiinbiifOf 

VoromottelTeni, tflei.Jcit* C de Ciuquto > c pela ai» 



1;, Goo^k 



i}l ARTE POÉTICA. 

Vt fcripter fi peccit idem librarius uíqu* , 
Qunnvis eft monitui , veniã caret ; & cichatoedus Jff 
Rídctur , chordi qut fempet oberiac eádani : 

Sie 

MO miaelle etpifia iti Livrti , ú f"! , "S» »ift'iU Ur 
JUí aipírtiJt , eakí ftmprt n# m*(ma trrt i * ajfim et* 
tu* /* ftx tfmtaria iãQuelU cUkarifta , ^at femprt ir- 
ra , imaait ttta » aitfm» tuia ; Jtmelhanttmint* tfM» 



' thorldade doi intigot Bf- 
chDlúdoTei I al^unt porém 

|(4 Seriplar lUruriut. ) 
O Copilla doi Livro*. O 
■BtÍ€o Ercniiador entrnde 
do ÉiUiepila. Seriplor th 
trariai devetn-ri ijuntar , 
paii n^niSca aquelle que 
tnilidi oi Llvtoi crerevent 
do d* fjB própria n>iu. 
Ptccat iiem a/jat ) Com* 
; fempTC o inrfnín ei* 



fir de diíer , ^MmvM jft , 
por caura do K.ikeinp)ia' 
ton 1 aflim tacnbem Virgl 
lie , Kc. III. V. td. 

Ptllltl aniat ntgram, faai» 
vlt iji raflica, Mufoai. 

Et citbataeilrii.) Algum 
Codieii antrgof Ii 
eilheratáas. 

Itã Chardã fHi fempir aíi 
eidtm.) Qi 



Vt 



femp-e 



[to • fe eahe , 
fenipre no mcfníB erro , 
fendo advertido, hc indi» 
gno de petdSo ; afHni itm* 
bem o Poe», hc. 

Uem ptteat dito regan- 
do o tifo , e com praprie* 
dide. Cícero L. I. Dt !fat. 
X>etr, Atqae etiam Kena- 
■phon peucieritus vertii ta- 
éem ftre ptccat. E n* Ora- 
çio prt Martna. Nõn mu/* 
/« pictat. Pela mefma ta- 
xSo diffe Catullo. 

Ifímlram idem tmntt faU 

O noAb Poeta L. I. Sat. 

III. v.ii;. 

Nie vincit ralii tantum' 

itm mt peettt iátrufut , 

^al ttiirti eauítli , Ve, 

]f) Quamvittfi.) ímiu* 



mcfina 
- fem- 

pte huma corda por outri, 

Apenai Te Taz hoje prr> 

cifo , como infiii^i GtU 

IO diquellei , que defte 
Terfo fe fcrvirãa como de 
huma Paremia , ou Adagio 
contra oi que não podeT- 
fem uraf de variação al< 
»pMei 



te íntellifencia de 
i ftt , com que al- 

lonas iírmilat J 
tomadem fuandtfat na ac> 
cepçúo d« inttrimm, o qu« 

contradii o penfamento do 
Poeta, 



cGoet^lt^ 



A R T E P o B T I C A. i|9 

Slc niihi , qui mullitm ceífat , fit Clioerilin ille , 

Quem 
■.f«rt * Pe$ta,e fiuil ifià ftmrr* a trrar , áfuilli Cht- 

lir Çw* tnult&m et§at. ) 
I. h. Qvi ignavui tft ; fmi 
/aipiui iittrs O" ncgliglns , 
B* iint trihilts pieeant ( 
iiue he dernilado , qiie he 
. inerte , e dercuidiJn roajt 
veiei I c por iAb ciliindo 
em maii tepetidot defei- 
tot , e filtii. Q in«rn)o Ho- 
Mcto , L II Kpiit. II. V.14. 
.... Semel hic teJavH. 
j(7 Fii CliDirilut ) Ni 
■ fer 



quil o Pacta Cherilo , de 
quem fe Inuvio ipenii fe- 
te verfoi , catuo noi enli< 
na o antiga ErcoMirior Ou- 
trai crcieycin Cktrilstt , pn> 
rim em Grego erciETC-fe 

.X£!^pl^Of. AkxjndtC Mí- 
Sno , que «dmliava 01 ho- 
iiient (le giintle mereci- 
mento , nío pode crnire- 

-£"■['■ pira efcre*» ai Tuu 
façanha* , e gilbatdiai , r« 
não hum Poeta ião p£(S- 
ino , como era Clierilo. 
Acron efcieve que Ale* 

•xindre Te aiuflárt com Che- 
rilo deAe moito < que to- 
da* a) veiei que o tal Poe- 
ta 6zeSe . hum «erro bom 
lhe bavia dai lium Filip- 

-maeda r • quaado tizefle 
hum máo verfo , Ibe darii 
hum boFeiáo : e como Cbe- 
«iro fizelTe tancoí vetfoi 
múpi , finalmente vtio a 
motrer de bofctõef. Em 
ttmpo de iLlesandie Magoo 



O m^rmo Horácio no Im 
11. £pi<l,l. a AutuOo, V. 

Gtúíui Ãhxaaira regi ftb> 

gaa fitil ille 
Chttrlíit , incultiipii vtr- 

fiiui ac mali nális 
Rtt»lit acctpttt , restl* 

nemifma , PWipptt. 
Sei vtittti Imãela metam 

laiimfut remiliKHt 
Alrpmcnta , /tri /crlplt^ 

Spltniíida/aãa Haaat.idem 

Rex ille , pítma 
Qai iam ridicala^t Iam C^ 

ri predigas (mil , 
EiiSe veluit 1 n* f«J /f 

praeltr ApeJIen , 
Pinífrct , aal aliui Ijffip' 

po iacirtt atra 
Firtli AUxaitdri oaltunt fi' 

malantia ■ çued /1 
íadiciam ftthlili videnáit 

irriitui illui 
Ai litros 'S' ai haec Mu/a- 

Beeitnm in caffe /ararts 

O Filíppo , ou Filipptco 

mada , por ter lido Íniti< 
tuida poc Filippe, pai de 
.AtexanJre' afta moeda ei> 
de oiro , de prata, e ile 
cobic i porím ot Erudicoí 
ainda não Gràrio bem 
Ma certo o fe« "lor 1 po- 



cGoo^k 



%49 ARTKPOETICAí 

Quem bti ttr*« bonum cum rifu miror ; & idem 
Indignor , quandoquo bonui dnritilMt Homerui. 
Vetúm oMií lonro fii cíl obrepere romnuai. ]6o 
Vt 

rilt , a fHfiR , ríitif , aimir» i ftrfa» ht ttm cnt itmt > 
«tt iret lugarti t e ea mifmi ms eg»fit etmi(» , ^aand» 
^Ktr jBt attnteei aa ttm Htmtrf dírmitár. M»t «m 
iuma *tia maii illattda h* iignt i* itjcitlpa , ê 
de vciia , fe aejj» Ji tntiatrtr agum ligeir» itj- 



lita « mtioE pirta he d* 
ptieeat, ^u« o Fifippo d* 



moeda de França , pouco 
tiiaii ou meont. 

){l Qutm Ht Ifffue tê- 
HUM.) A quem admiio por 
efcrtvet bera em dout ou 
*m trei Inçarei i poi não 
«fere»ec íempre mil. 

Cum riftt. ) Zombando 
delle em tudo o maii. 

Aelle CherilDpnit fe af- 
feroelháo aquellet Poetai, 
tm cujoi ereritoi fe en- 
contrão mati defeitoi , qut 
lielleiti, e peifeiqõei. 

ífg Jdtm iniiciír , «*; ) 
Xu meTmo ao contiario me 
■tafto , »0. 

Quitnãe^vt dirmital ) I.h. 
^nenãicuaqut ,Vfc. Todai ii 
vaaei que , quando aciin* 
tece eirar Homero , o iniit 
ínfitne , e o maia ejiegio 
■te todot 01 Poetai p pnrím 
Tatoa lio oi defeito* qu* 
ttelle Te encontrio. Hir- 
duino dii fer fnlecifnw o 
iifo de fuaxdífxf ■ e com 
laiáo , fe eltÍTetTe ufado na 
■ccep^ão de interdam ; maa 
totni-fe na accep^ão de 
fmandfeuHíxt i imíu^ão dei 



»7- 

Et I faanitfue ptttnMr 
lutrgií muntrítui ri/erii 
aemuli. ' 

Bunui. ) Poeta alUi tl« 
exciTlente. 

Honeio pertende que o 
bom Poeta dija fempre 
bem , e a propafito- Cícero 
porím dii , ftetart huma- 
num tji i e Plinló i Ntm» 
tfi fui amaitut, baris /#• 

O rnilTo Poeta, poii pare- 
ce alludii ao que Atiftote- 
lei nota cm Homaio , di- 
zendo que efte Poeta ef- 
crevíra contra o decoro* 
e a razÍD , quind* tepre- 
fenti Ulyffei , vario ein !«• 
do prndeniiffimo , e visi- 
lantifiima , fepultado em 
hum fanino profunda , it» 
rebataJo de bordo da faa 
nio peloi Feacei , e es- 
poíto na praia de Ithacei 
tíQ. Outrai nuitai cenfu' 
Tai fe faxem a Homero , e 
igualmente a Viifilío i pe* 
1d que conGra-fe Maaro* 
bio , kc. 

}6o 0ptri Ungi, ) Tal ht 



cGoot^lt^ 



A R T E P o E T I C A. 141 

Tl piâiira poeíii , crie , quae , 11 propiúi Rn , xx 

Te 
*m!át. A Vtefia êffemtJhar-ffka tHuiti 4 Pinturê % ptrfa» 
tãinrd ttrt» futiért , fB/ vifit dl Maií ptrU tt tatam 

■ cmendi d* Bentlci tm to oi Poct» , cona ai Pin- 

tugir de tpere in Itngt, tn- torci Tc oecapio cm Ími> 

thoriíido poi muitnt , e Ut ,< exprimir oi ininliaf^ 

«Rctllrntíffimot auihorei, e «i courM inanínxdti. 

•tiCre «« qiitti ipptrccc CtinlirIo*f* Ariltol*l*>,P««> 

até o mefmo S. Jironjimo tit., Plutircho, «x Simt- 

«■ EpiUali a Pimmicliio i »idi , Vc. Cícero , L.V. T. 

« a mcfma lição Tegue A* Ç_. o. tt^. Tradunt Htmtrmm 

lesandie Cuninigamio, e*ee»m /kifft ; »t í/tii plSM* 

Fai e/t. ) ]. b. Ifttt efi rmm um pitjim vidtmmi , 

siti grav* trimen t nio b* fw rtfit 1 fa«« »ra i faj 

tio griv* crime. Quinâilii* itcu$ GrotcUe i fta* Jfê^ 

no , l, X. C. I. ASb Jfmp*r titã /trmat í f«a* PiV"' * 

inltndunt onintunt , sneri fuat atiãi I fiitd remifiam t 

ctãitnt , faiigaatur nanaam' fui mfint htmiauiti , fui/i- 

piam I 0' Cictreni ãfmilt' rarum , aia ila exfiãtu ifi^ 

rt Dimefihrntt , »* Hínnf ut faae ip/i ntn viJtrit , 

rus Birati* vifi i magni tni ut vidertmtkt iftttril t 
tnim funt , himittis tanun, Hotacio noi dii naft» 

3CXXVI. Riratic advtrtt prceeit» que não tcmnt* 

•I Piititt para fu* tempf iccimcnto ilgum a Poe- 

nhâe Juas oirts ariifichftf ma , que nio for óptimo. 
wtate , t tom tido c cuida- O Abbade Bitteuz ■ Pro> 

dl, per fuaalí a Fitfia a/- faflor Kegio , diz que nef* 

fim lama a Pintara nãi te lufiT não Tc tratava da« 

deve temer, nem recear o Attei comparadii entre ú* 

Íul\> de algmtm. * Affiaidé' mat dii obra). Ha pedaqot 

de da Pintura tem n Fei' de Poefia , como o* da 

fia. Pintura I Vt piSurt fit fatf 

f 6i Vt pWura,petfii erit.) dam trit piefis , fuaê... 
Vnh e Locução vardadei- )6i Quae , fi prtpiút Jíei t 

ramcnte Latina, bem pro- 0*«. ) Affim como ha cert» 

pr!a do cftilo de Horácio, pintura , que agrada maia 

A Poe6a , comodiirm,he vi(t» de maii perto, do 

liuma pintura que falta i a mefmo inodn ba Poelisa 

pintura porem he liuma eltganju , e esiAtmcata 

roafia callada. Platio , L.X. fiitvi , e por muito tampo 

Z>r Rep t dis qaa o* Poe* ttabalbadai com engenbo , 

tai lio fcmelbaniet aot c aite , pi quie* fcodo vif* 

fintam i a evfiua ift tan- tai , • esaminidii eora 



cGoo^k 



14»- ARTE POÉTICA. 

Te capiet magii , & quasdam , fí tongiú) abílev. 
Niec amat obrcurum : volet hiec fub luce viderí , 
Itidicii ar^utum quae non formídat acumen : 
Ilaec placuit femeí : baec dedes repetiu placebit. |6( 
O 

Uri wh I « ntra ptrim at eêntrarlt , Je tfiiotrts mais 
mffafiaã» ■ tfia pintura pede /e vtia im lugar Jtmtris t 
tjftitlra , fme »ã» teme es tihoi de tritict mau fuitlt,. 
t txpirti , geftará ie fue /e vejo em etara lut,' Eflm 
Jepeií de ■oifia , agredia ka-na ji vez- tfta ^ (eode rtpt' 
lida dtz vezf* , agradará ftmpre. O' ta,i rnaie veih» 



Diiudeta , a dílígeneia, e 

faiáõ ■ admiração , quanto 
mtii foiem viliii i t iíla 
porque fobrefahem fcntp- 
prt , e brilhio novii bcl- 
jecii , que paUí fui) ^ta- 
— tncaiitip oi efpintoa 



fifta-re da Tua natural ef* 



fenci 



i &c. 






I lei 



! alTiin 
I outrai piatuiai de- 
: Ter viftai de longe , 
elhaotemente ha tam- 
bém Peqat^ e Gompoliçi 



Foet 



I que 



lid» Tem 



mitor reHexIo , ra^/iM , 
como ii caiiidai , talvei- 
■gradirió , quiçá por fe en* 
contraiem nellai em doui 
ou trn lu^aret algumai 
helleiai , porjm examínan- 
io-Ce com raaioi atteoçío, 
apparececiõ muitoi defaU 
toi , e Tictoi, peloT quaei 
•fcandaiiaado o leitor ai 
■eleitart. BclIilCina compa- 

Dii Lamhino que fe pó< 
de maia facilmente tot , t 
conieBiplar , .D que hs pto- 
prío de buua coufa ) po- 
icm o que he alheio i 
■erma «eura, diila, c af- 



fia Ãifiet.) Diz HarduK 
no fer hum *ertH> fiaicio, 
porím Beatlei pertende 
também que fe reponha no- 
V. fl. da Bpiaola XVIII.. 
do L. I. 

Ae., ne te retratai , tS* iif 

excu/aiilii atjiet ' 

Cunirnsamio poieva \è atfit^ 

)<t Obfcurum. ) Soben- 
tcnda-fe pela Eirpfe heum. 

Sut lace videri. ) Ser vif. 
lua. 



dilTemeUiaii 



a piD< 



peitende 
fer «iHa cm huM lugac 
pouco claro, e quafi efcu* 
ta ,- porque be peior i <>*• 
tra porím , que aia recu. 
fa íer villa i clara lui , 
cenamence ha muito me* 
Ihor , e maia bella. 

]Í4 ladícií argulum. ) I. 
h. ludicls fattilt , <eft. à. 
«tfta fubtil do maia 6do 
Gonhicedor , do Critico a 
inaii illultrado. 

jíj Haee iitíeiTepttítâi 
ffe. ) HuiDR « mutua *«• 
s» TiÚa. . '. 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. uj 

O maior jiivenum , qiiamtii Sc vocc puernl sxxvit 

Fíngitis *d leâuni , & per te ftpk , hoc tibi diâum 
Tolle meitiot ; (ertil incdium & foleiabile lebui 

Re 

iei Pliâti , ftfle fai jilia fi (e]at inJlruHê ptr tiM 
aifmi Pai efm faat llfiti , paia mtrtttrti * vtrdtiii- 
M ttmvir d* Petfia i mal tavihtm pir ttut mt/mt' Hf 
i*<ift 1 ã tjtaiis Jaitat , fM/ /<r/<i t/tt mtritlmtntt 
ttafuiHmait , Itma para li , t pitm «m mtmarU » §a^ 
tt vt% a íix/r I tm eêrta$ Mrtêt , t maitriai ia hmm» 

JUalmra virgt , 9Í fingltni' 

Iam nane , , . . . 
M rt/tam ) I. h. Aá v^ 
ram -, ao *erii«dciro i o qnal 
Te compiri ftfynila • aoi>. 

)ít TtIU. )' I. h. Tiíi ia* 
>tf , e* reptiu i Jatat i ttm 
pira li , julga , (ama, « 
iBpÕcm na lua lembrança. 

O mefnío HoTacio , Ih !• 
Kpífl. VI. V. 44 

. . . • Partem vtl taUtrtt 



>' h. in6nltif veiei. 

XXXVII. Km as áemait 
«■lei a aiedietriiiidt nât 
diixa ie Jer liavaia i mnij 
*ti Pttlas n3t fe ttnitit 
* miiiicriáaât, 

)í* O mahr javtnaat. J 
Luçio PíftÓ , que CO o 
"laii Tílho íioa nifiçoj Pi» 

ligo EfcotiadoT. Acifo Ho- 
'•e'o fe perfuadio que tt- 
U >;nonv« o> Teui defeirm t 

í^iníuem ft dtvi rtpatar 
fitia, ft â^t » ^at far > 
mííJ emiainie ntfia Jaili- 
aie faealdaáe. 

JÍ7 FinRtrit ai rtãum. ) 
I. h. íitflllKirii , íntfarmO' 
tli; T* Inftruet, apr*ndei, 
edudit para bem ercrevef, 
pira hem íul^ar dai cou- 
fai , e toia madurei:!, n 
mttma Pneia , L: I. Epilt, 



II. 



• U- 



Fiai;il ejaum Imtrã dati- 

Unt eervlct stagifier 
Jrt viam t fitam meitfifat 

B no L. ai, Od. Vil 



Exilii dfmíii tfi , uH «*í. 

Ctrth mediam S* Ultra* 
Ult rtiai , <fft. ) que hs 
certai coufai , em que • 
Riediocrittide lie fopporta* 
v«] , « louviTc] 1 poiím af- 
ta inedincrtdade , os raeia 
termo em o Poeta Ment 
he 1oav4*(l , nem fe «of- 
tuma peimiltiri o que li« 
o merino , como fe Hott- 
«io dllTciTe, que o Poet« 
ou ha de fir excallonte , 
ou delifta de tal aftudo , 
e que cnniéra que ell* 
deixe de boa mrnie o no« 
jne de Poeta. Oulra pare- 
ce Itt a opinião de Ci*e- 



cGoo^k 



1« ARTE POÉTICA. 

RtAè conndi . ConTultiit jurii . & *ãoT 
CiuíTaTum mwiioctii tb^ft virtute dilcrti Jjtt 

ncflalia , nie fcic qii4ntúin Cifcelliui Aulut : 
Sed titnea in prctio eft. JAtdiocribui ett poetii 

Hon 

mtáUinia , fa« «o» r«^ /< ptrmltlt. Hum Jarifetnfaí* 
tt I t Aon aivtfi» meáUcr» tftJ muita Itngt df Ifuvtr , 
f txtaiUntiã d* iiJtreXa Mtfala i ntmttm m pr»fandei» 
d4 faititria , t trudifSt deAuttCaJeilHa. pflm tedavlit 
tem /ta mertcimtnie, ífiat «/ Dtajis , nem tt hctntni , 
Tum lãa fttttt as calumitat Jaffreai »t Paetai de otedit- 

t7o Atefl vlrtul* di/trtl 
Mtjjalai.) ZAÍL htm JiAia- 
t« dm til**lat e ám •!«• 
qa«ncU de MelTiU. 

Vlrt»U. ) I. h. Léimdti 
fTaefietilia \ do loutor , da 
escellencU. 

Diftrli. ) Cbini-fe diF> 
ciito *queUe homem , qu« 
faIU • difputi ■ propofi* 
to I e conccttadamante ; e 
cham«-fe eloquente iquil* 
te , qu« move , dclctta , « 
inArue. 

171 M*IJalat. ) Men«1t 
Cocfii» , oiadot díílTetiffi* 
mo I « eloquentinimoi A- 
Ibo de outro Orador. O 
nor» Pocti , L. Hl. Od. 
XXI. *. 7. 

Carvinê -juieute, 

E no L. T. S>t. VI. T..11. 

Uet liH PautlMti 

Si MâBala vUerh l ... 

CaJulUát Ãatms. ) Aula 
Cifcillio , caoatleiía Ro- 
■niiia , foi ham f^moliHJ- 
mo , e doutilGoM Jurífcon* 
fulto I i quem facundo te« 
fate Jiiio de Noiet , le* 
•ommenda Vi leria Miak 

10« , h. VIU. c :iu. % 



Hamtre fali heus «jf ( ut 
d* Graecu lefuar ) aat At' 

fhilKha , aut Stpiael! , aut 
findar» , fed herua vel ft' 
etmdii , vel $tiam infra /e- 

Teleraíile. ) I. h. > como 
f« ilStSe , TaUraêilitattai. 

Médium. ) I.h. Mtdltetjm 
ittUm ) mediocridade. 

I6f ReSi. ) i. h. Cam ra- 
tiane f Com tuia. 

Caitfttitat Júris iS* aãtr , 
^f.) D£.fe a cida bum o 
Teu , defte modo > farircon- 
Atito 1)1 , q«e nio Tabe , 
quanto fibe Àulo Câfcellio 1- 
algum ad*ogado difta mai- 
to «m a eloquência d« 
MetTaU Corvtm 1 todavia 
ham e outio , ainda que 
nfo he fuperiot, e o maia 
eminente , tem feu meie* 

O Patrono adTOfa*a ai 
caufaa < o Jurirconruito po- 
rém refpondia «m cafa Cò- 
mente íobie o újieiío t co* 
mo obr«ifa Fnncifco ]««i> 



cGoo^k 



A R T E r o E T I C A. mi 

Hon bominei , noii Dl , non concefTer* colummc. 
Vt eratas inui maÇn rvinplionia difcori, 

K Et 
íí-í tngtnlt. A^m cem» em as fifiitt tfpUniUtt ah" 

rtctm a mujlta dt/affiitade , w ptrfuMti cr*jjtlrt$ , ê 

ScaeviU eUrigmai Ligum- nhlo cm ii eolumnif 

lattr funleicam^at de iart ■m-r^â-íiií , i, h, e^ditaei > 

Praeálatgrh eenftílchatur , que defigniTÍo o dii , cm 

aã Vnriítm O* ei Cafc4llimm. qu« hi«úu lie r«cit«r ■• 

tonfuliBríi rtiieiíiat fuii Compollt^õei Poelieit i 

)7; Nín híminti. i Cer> Eftai columiiai , f* ni *cr> 

tamrnie oi eiuditoi nun- foi oiila bom , TigutiJo » 

ca quitetío ouvir , aem ler fict^io Poetiri , retumbivla 

ol verfúi medioGran. em «ppIíuTat , > fe crãa 

IÍ91 Dl ) Nem o* íleo- náoi , lerojvío cam (*n I- 

f«i ( < eAei ião Apollo , meotot ,ruptat Itãtre ttl»' 

Vtcchn , > <• MuTj) I ou mnae. CoiiKta>fe Alciato , 

tambcin mo oi Dtotti , L IV. Parerg. Júris, Cip. 

em cuiu feftiiid.Jff» fe XXVll. 

cintitáo HytHBDi , « C«n' Ai lojai , e oilicinii doi 

çEei , Carmina , e h lEpie- Liireiroi eftavlo conii^utt 

fenixTão JQgoi , e crpciSi- í^ ilpenjriijai , « poilicot 

culoi. E ceriimtnte aoi dot maiotei edificioi pti* 

Dsafti n*di Te deverU of' Micoi. O ircrma Honcio , 

fereccT pata que Ihei igri- L I. Sit. IV. *. ;i. 

difle , qua nlu fuffe o iniii Nmllv latrraa nitas hnhíat 

«icellente. n(f« pi/ii liielUi. 

Nta íeiumiat. ) Nem m Todavia n^iu fe^ íbtuida 

columnii , uu pilaiet ; por- algtiin entendertoi>re arfít 

que aia tehtikâ cumpra* lu^ir oi Portieoi , ou Aiiiot 

dutc* ; mil jaxeiiõ no pá , yuarnrcidai de columnitii^ 

e no efijuflci mento. A» co- era que oi Piietai recita* 

lumnai , du pitaiei eiào o* via li fuii compoll^ó;). 

Lufirei , em que «i Livrei» Talrei H^mcio nbre[vad'e , 

loi iUixavío ot tituloi (loi ta erctever eitsi còurii , 

Livroi que eipunbáii á VCD- hum e outro coAume, co- 

<}i. Lo;o Horácio pira ri- mo doi attveite- Gefner. 

diciilizar «t mioi Poetai, Cercjiinente o> Livreiío* 

e TTccgfá 7T«0<rj^Oxiav I i. nãn rolTFem ai coiiipuliqósi , 

Ji. para e>pe<3a^io indo- e FoefiM de medíacra me- 

datio Ctlumaai. recimento , purque não ii« 

Ol Poetai poit, comodit tio lucro ou inieielÍB d* 

o aotíra Ercoltadot feguO* laei ohrii , >c. 

éa ot/eira Ciuquio , pu* iJ-s Gratas Inttr mtojésj 



cGoo^k 



i4fi ARTE POÉTICA. 

Et cralTura ungu«ntum, Sc Sardo cuin okIIc pipaver, JT f 
Of- 

/ate* dai itrmíitirat mifiurai» tem t mtl ia S^riè' 

nha i pirfue Ultatatnlt Je ptii» ttUtrar » ftfiim JtM 

Zntre a primeira e fcgun- chtírorii. Hnracio L. III. 

dl mttx t i regunda me* Oil. XIV. t. 17. 

ia. _ I , pfie angaenlttn , puer, 

IToncío prnTi o que â\t . B* etranti. 

com irei femelhinqai ! po( Sarit eam mrltt , ffe. ) 

quinto ellei Teifoi vão Oi docet feitnt com mt) 

unidoí com 01 aitteceden- de fabor p^lTimo , e amar- 

tei! Aftinicnnio, diz o Po<- gofo , qual he ninei de 

ti , Tc aJguem tm hum fef- Corfej» , e de Cardehha j 

tim , ou banquete der b|- e ino por stura dai mui* 

juma rfinfoiíia , e mulica tus tciíot , e de hervat 

defiílinada , fem moduUqlo, amargofilTimai que ba na- 

é dircorde ' Te o unguen> quellai Ilhii- AlGm Virgl- 

to , e a pomada de clietto lio Ecl. Vil. v. 41. 

derasradaTel , e de nenhum Immi egt Saritii vliear 

valor ; fe a dormidetri cnm tlU emfrisr kirtli. 

o mel amargoro , e muito A femeiíte da dormideí* 

mio rrcandaliaar o( conví* n branca torrada eotre at 

dido) , porque podiSo díf* anClgoi , punha-fc com mel 

penfar ellai eoufaa g nem na feguodi mezi 1 como 

at requerião com ciopC- noi enllna }afaS de Norei. 

nho > do mermo modo o Plinie , L. XIX. C. Vlil «. 

Poema, Tendo o feu prin- n- Ptipaverít /ativi tri» 

cipal fim deleitar, e em fanl 'tncra. Caaiiimm , ca» 

fejundo tugar ínílruir utíl- jus Jtmcn Ufiam in Juum. 

mente. Te Te aA«lla bum ia menfa cum mellt apti 

nada do ponto da Tua per> antiquti. daiatur. Horácio 

feiqão , he o maii péllimo. L. II. Epiit. I. *. 114. 

Synphmia dí/cers.) 1. b. 

'Cúicenlui áig»nui t A fyni- Naviía agere Ignaras na* 

fiinia deralfin4di t hum cao< vis timtl : aíretenunt 

certo mulico dilTonante, atira 

, )T( Cravam uniatalum. ) Nun audel , nifi fui dUlcíl 

J. h. Pingue , nan ttnui dare 1 f umI meditirmm 

idsrt ; EfTencía , ou poma- ' <^i 

dagroITeira ■ declieiíomáo frmnlttunt mediei 1 tr»» 

e dcfagraiUcc), &c. 0( in> Baat lairilia fatri 1 

tignt poc delícia uTaTÍnde Scriiimuí inãaãi dtãifat 

cltenciai , de uiiguentoi ptemata pajint. 

Ddotifaroi » de pomadai Fcifio , Sat. V. v. loi* 

[;:„ifKi:,C'OOtíl>J 



A R T E P o E T I C A. 147 

OFFendunt ; pottrat duci quia coeni (íne fHíi : 
oic animi) natum inveniumqut poeiiM fuvandji , 
Si piulúm a rninino di:cefri[ , vtfgic id iinum, 

K ii Lu- 

tfias t»afái 1 ftfa mtfma rtii?» m Pttfia it. /•• fttfri*. 
ttaiurt^a invtitaia para itiiiiar , $ iiijlriiir «$ mnimeã , 
J* S* iff-fia h^m naia Jt mait all* apite U /nt/imi- 
4ãât , Uceabe a§ mau infime atelimenl». Ai»tllê b»mtm , 
int oj» jate ãf[rimir , i Ifitra ts txtrcWm d* taa^ 



Ifavent fi pt/cat fiti ftrt' 

nalai craltr 
iMcifiri rudU „ txcUattt 

MtlUtrtt firiijj* 
FrenUm dt retut. Titi rf 



a«v 



* tah 



Ari dtdit i d* veri/pt 
digne/cere eallei , 

A> faif /Ktaerat* miadr- 
fum tinniat aura i 

Quatftu /ifuenda ftrtnt , 
^uatq** tvUaai» vicifi 

Illa frUi$ treta , mtx haee 
tarhnt nríajii i 

J7Í Dmci. ) I. U.Prtdatl, 
exlralii , traduci i dilalit- 
f* , tflender-re , piflifre 

J77 Sie animit natum,ffc.) 
Ciceto , L. I. de Oiit. C>p. 
LXI. Iiafut nti raueit-fnt- 
pi alttnti^mi eaâiri videt. 
tenet taim rcs ipfa , atfar 
tauf». Al AEftpam.fipaul- 
tum irran/tril , expltdi à 
quitui tmm mhil pratttr 
vetuptaUm auríam lastri- 
tur , ia iii «ftitditur , fi- 
mal alfua ttn^laMiiar ali- 
^uU dt rolnplaie. In eltfuti^ 
tim m*ttm multa /uat , q»a* 
ttntant , amaê fi tmnia Jam' 
«M n»H Junt , {'f pltrafue 
tamen mapt» Junt , J nttif' 



fã ejl , ttt ipfa , tiat/uKt i 
miraiilia vidtri. 

A Potfia foi iaventida. 
pati recrear , e tnover oa 
cfpiritoi I Tendo la|o «A» 
o fcu objeão , railio he 
que defi^ride rodo o Fofl> 

j;l Oteelfit. ) Lei« aflim 
cm lus>r de rfi/«>í , fa- 
{uiado a authoriJadc da 
<luatro apcimat Edi^õea , a 
o vnto daGerner, &rmada 
na liqáo do aatijo Ereo> 
liadoT. 

VirsU a» imom. ) I. h. 
Si nin íjt exeelUm «" /nWi- 
me , ftrdet at repit \ fc 
não he ritce1l«nte 
blirae , defagrada 
derpmlTil , nSa tem pic 
recimento airum. 

XXXvIIT. O igntranttia 
arte Piitlca tit lemerarit^ 
/e tmprthcaJtr fa^r vit' 
Jai 1 afuiltt perérn , fai p»e 
temor aât deixa de tjeitt 
vir vtrjai , <<■ alguma am* 
ira etmpefiqãa , dtvt fvjti' 
tar atjeui efcrites aol alhaSt 
t Juiifl dat Cenlerts , e eaf' 
tigallot , t tmiadallts nmttt 
Uaifi im teja. 



«a 



cGoo^k 



HÍ ARTE POÉTICA. 

j(XX7mI.i3rfíre ítiii nifcic , campefltibus abílinet armi 
Indoãuiqne pila« , difcive , irochive quiefcit , 



I»» 



jM Mareie , iepõtm et vmes i tfuilii- fm n3« tftui** 
t >ii?ii ia pila , tu 4-I iarra , va á» pile -, itixa-ft ifiar 
fuiíte , para ftt* # gra»ie ajuniãnifnt»' d»t tJptOaâtiti 



i;g Imitrí fui ire/cU. } 
Por míio de humi feme- 
Ihan^a con£loh4tli isoltta 



Luitrt. ) I. h. CerlarF , 
laãori , jecalari , eurrere , 
tqaitare , aelarc , Jnlirt t 
J^gar, i.h. Hnirír í.n cer- 
l.imrn , lutar , «rrtmeffar 
linqit , correr , tndir a 
ciiaUo , Hídar, Mui' ex- 
arciciot effc . cn que Te 
oicupiVR ■ Mncidide Ro« 



Hqi 



>. ) Abftem fí , 



s 4\h<^> 



injuei 



I oAcnti, 
ignora j par* 



, L. I. Od. VIU. 

. - . . fur apreçam _ 
tlií^r/í campam , paiicni 
purvíriíaiçmfilii I 
Cttr ni^ttt mil i tons 
liUer aefuaUí ei;»Uat , 
G»l:ien ntc Jupuiii 
Ttmperat ara fremi t 
Cur limtt /lavam THírint 
tangtre I tar ativuut 
Saagaiae vlrerim 
Cautiíis vilat í nt^ue /am 
lívida feffat armli 
Braciia , faepi áif'", 
Saepi trais fínem jacitla 
neilHs exftãita i 

quid lafet 

ea/npe^rUus aí^inet «r. 



fiber „ ^_- .„ 

não fer o ilvo do 

tia Poética pptim totiel 
querem pirecer que fibem 
e são al^uin* coufa. 

Amtli ) Confira-re ■ Ode 
vril. do L I. «cima apon- 
tada. 

]Sa InieSas^at pitat. ) O 
que não Tiba ioga) a péla. 
Ai holai , de que O» Ko" 
inanni fe remfião noa feu» 
jo^ot , erão de quaiio for- 
te) f o que fííia quauo 
«rpeeiei (fe foE'" d^ P*'"" 
Horácio, h. 1. $»t. V. 1. 

'*''■ ..... 

ísaiaque piífl iippil ciiini» 
tum «' laãere eruàii, 
Zno L II. Sat II. *■ 9. 

.... leptrent fta»tMi , 

Laflits ai inãemit» ; vtt 

fi Rammia foligat 
Mililia ird/atlam grattf 

Tl /tu pila vthx , 
Míllitf aafttrunt ftailt 

falUnie laierim t 
Seu ti difent agit , pett 

cede 11 em atra ilft* i 
Çuum Mor extni* UfaJUt 

4ioifittu$ t inani» 



cGoot^lt^ 



A H T E P 

Sf*fnt ti%mm viltm i nlfi 
Ufmttli» mtUd Btltr* 

^' Hhrl, ifíau 

**'/«. ) m hirra. O Dif. 
« eri bumt |iinde pilhe* 
J» de fijura [(donda , e 
IWfcul.r , qu( r» Jtrpe- 
J"» com hum* corííi , ou 
'? «om ■ mio 1 tíeBe jogo , 
^V<"<<" o n)ait«.ii;n(me 
'« Elít.eo. Efte iogo ni 
'"» origem eri círtamenU 
"■"'i inveni;So tio» Gís- 
tf*, àot quiet palTou p>- 
*• O' Rominoi. Confira^fe 
•,OiI. VIII. doL.1. ■cimi 

1>M»Í. ) Troehuj , er» 
num trinile circulo , oo 
nnf« (te fetTo , fuaraceida 
por dentro com anneli , 
<|ui fe fiiii rolar mov«n- 
'^* com bunii baijueti , 
oa viTínha de ferro , e lam- 
)i«m com hum* cariii • O 
<*'"« , e tinnldo Jqi innei'a 
•dfetti* ■ gente pari Te 
der»J„. H»*ii duaierpeciei 
dcíle género de iogo , do 
qu>l faIU o nicfmo HÓr*. 
ciD, na L. III. Od. XXIV. 
*• (7- 

Stm Créitt JattâS trtcho. 
O Trtciut , » piio , ou pi- 
«rrt da primein efpecic , 



O E T I C A. 



149 



lalenli ludt txeretat , Uls 

afíet hettnS 
Curvtlil ferlur fpatiii i 

ftiipti infeia lurta , 
Impiiiii^ui nsamt , atirai» 

velaliU tuxitm ' 
J>ant aaimf* pingue i • • • 
A Tegundi efpecie ded« 
fogo , que eri bem díverfa 



ipul.íi 



de > 



:onniU] 



r<ulo 



dr ferro i ou de cobre , i re- 
quitii irtt e cftado para 
fe faber hiniar . e efle [o* 
go BÍa convinha tó aos 
rapaie* i e do jogo delia 
redunda erpeeir he a que 
Horácio allude nrrte lufjar. 
Turiiebo dii que era hu- 

psra tt defpEdir Com iiTaioC 
ficHidiile, com hum iii- 
neii erfeiícoi mettidoí rm 



»a 1 e defte falia Virgílio 
tn.VII. V. |7I. 
Cea quendam ttrtt vtlitant 

Jiii verítri luríf, 

QatMputri magnt m fjr» 



viio pata Te deftiiireni. Pro- 
pccio, L. Ml. FlíK.XlV. 

Inertfat «S" vtrfi elavii aS. 
Hnfd IrKhl. 
Marcial também fai nen- 
são do Trueht, no L. XI. 
£p>!^. XXII 

gnim celtr mrfutf li'/»' 

E no l XIV.Epií CLXVIII. 

laáuetnda rtia Iji ■ dat 

ntUf utiU munai 

Jfit iitchus putrit , «I 

miU eantÍM* tril- 

Epig.CLXIX. 

ittt «rti vagutur i 

C4- 



cGoo^k 



lí» ARTE POÉTICA. 

He fpifhe tifum tolltnt impuní coronae. 

XJui nefcit , verfiií tamen audet (ingere ! § QuU ní í 

Líber & iiigeiíuui , prufeitim cenfut cquctliem 

ii2í /< pinha a rir impunerffte : AijueVe peis , fut «3» 
/ãi/ a Artt Patllea , aftVí-lí lídavl* a fa^r vffitt 
~ 'rta* nSa { dird alguém J n3â fa'A tiu verfts i St ti- 
ht bum hãoitm liv e , í ãt illujire linhagem , t fH( /( 
Milil ttr ai rindat nrici di aata fer da trdea /««/- 



reputa ttr at rtaitt p 

Ceàat ttt ergulif ttvla 

Trteiat na fua ocitem he 
TiM Gregi , ■ qit» cotcíf- 
I^DNile t Latim Reio'.'Ntfi.t 
jogo poi 



So^ellte^Ja•^e , dicet alh 






}«i Ri/um toUant. ) t. h. 

Citbittntniar i d«m gargxthi- 

<!«« de rifa Atllnt diz *.ir f> 

Ramani tllltnt e^uUti , 

peãittsfae caeHianum. 

Impani ) Stm Ct poder 

«inçit i i. h. tem temida 

a diKer pií* r« derculpari 

jogo era juHiiTiente eTcac- 
aecido pcloi efpeâaJoret , 

)t3 qui neftlt , vtr/as , 
ffe. ] Semeihanie a eiie he 
o penfamenio do mefiiio 
Horácio no L. It Epill. J, 
« Auguílo, *. 114- 

ífavem agtrt ignarui na- 
vil limtt I atrtimam 

Zfm »udtt , lúfi fui didi' 

cit , dart t tUfi medi- 

ttrttm ifi , 
J^imittUHt mediei , Ira* 

&ant fatrilia fairi i 
StriUmM iitdtãi , dgãi^m* 

pfemaíà pa^m- 
£irjAfi i > foiíuf não > 






d3de , a not>r«ia , 

fubrtdioi necelTui 
Poelia. 

(Sj Lít*r.) Hoipem li*re, 
que ao prcTente nSo ferve. 

íngttttas. ) Homem de 
nofíre Daffimenio , de il' 
íuftre fjmilia. Ingtnuuí tem 
hum» sccept^ãa maía for- 
te , e diveifa dai)ue tem li- 
ter iporque atí hum perejii" 
no pôde fer |i*re , littr. íi<t« 
go por ilTo mefmo que tcabo 
laei qualriUdei , me feri 
licito fjzer, e efcreveriu' 
do quinto me der na lon- 

Cen/iis. ) Patticipio ds 
vai,, e llgniRcK^áo paffivi. 
PoUo em a refenha doa 
Cenforei no nltmero di* 









'ailei* 



Koiaiiioi. A tenda i 
nual , que devia tet cada 
cavalleiro Romana eia 
)i9aeJtooo tíil, fatértmgeif 
ta millia aerii -, ou de qu»> 
UDCcniot fifteieiot ^ i. lu 



cGoot^lt^ 



AK TE POÉTICA. ifi 

Summam nuinmoium , vhioqua temotui ab Omni. 
$ Tu nihil indtl dicei , fac)eiv« Minerva: )^i 

Id 
trt ) « étmãls ilfft ht Himem 4* prítiátit , â Jítn 
neta , aa vUit alfitni. Tu , S Piíâ» , tue riptOtéi , nem 
tjcrtvtrdi etuja migtm» ttntrm * Itn ítnit , t taltnif 



eAt 



ind* I 






fegunilo oi tempat. AIjli 
Interpretat diiím que pin 
tnittt na ordem equellie 
inxà ter o Romano a ri* 
queti de bnma motda do 
*iIdi de huma diicma de 
«aro , oa de iau dracmai 
de prata. 

O meftno Heneio i L-V. 
Bpnd. IV. 

Llttt JuptrHt ãwlimia pt- 

Virtuma iMn mutat finmi. 

E DO L II. Od.XV V- ■(■ 

Privatis Uli* ttn/ui *rtit 

trtvlt. 

EnoU I. Epift.I. V. 41. 

.... Vide* , f fM< ttiaxioi* 

E/* mala , exigaam c<«- 

fmm t lurpim^ut rtfaU 

^uant» ÃeitlUt animi tap'f 
li 11«* íaitrt i 
Do mermo puliciplo tam- 
bem ufa Cieiro na fui O- 
"<;■ pr» Areh. Peefa. Cenfut 
t"tlKinm«di inditat lum , 
faí fit cenfut , ita f* iam 
'biu geffi^e pTt eive. t na 
Vcrr. in. Sanxit ia pojti- 
**m , fai pefi eis Cenjoret 
tenfat t§et , ne qui$ here- 
^'m virginem , nevt mulit- 
rtm fattret. Dritm alguni 
40« neOai palaviai fe def- 



creve , « nota o Mímofra* 

)l4 ViiUiai remitui at 
omni. } Nunca cenfuridn , 
nrm coiTÍ|;ido pelo Cen> 
for. 

O Poeta paiTa a dlter 
quaet láo o* |V>cGorro< ne- 
calTariai para formar huni 
bom Pceta 

(li TuHãU , Cf.) Nía 
dutido que hajif de f-izet 
e de efcrever tudo dauta 
e fabíaitierte , attcndidi ■ 
tua boa Índole , o t 



agudí 



e capacidade , conheço et- 
tei teut dotei, caa tua fx 
bedotíi i itiit com tudo, 
quando houverei de efcie. 
alguma obra , olha 

, confulta 



te liei I 



:nda 






Horácio nafla adlncuqãa 
ao Pitio iniii velho not 
inftrue qucnto coniinha 
ouvir o parecer de hum 
Juiz ídoneo) e definrerelTado. 

Inviti Minervi. ) I- h- 
Ingeai» repugaanU ; Repu- 
gnando o engeolio i fei)» 
terei oa taleatot necefli- 



l;, GOO^k 



iji ARTE P O F. T I C A. 
Id tibi judicium cH , ea inent . Siquid timen 6lim 
Ccriprerii , in Metii defcendat judicn aur» , 

natural l tal llt » ttu ffitf l tal t leu praitnt* eenf*- 
ik9 i Je eim tni* tm algam ttmp» vlent a e/crevtr 
alfama thrt t vS* frímiit» pela tarrtc^S» , t ctnjttra i» 

riot , c doni ««turiet ptn Spario Meeio Tiipa fiil 
ilin Locuçio Prn*e>hitl , Aum optitno Critico nf 
a mtal «xplici Cícero . L. qucllri tempot , douto, • 
levero \\\\t, , p iTillailor dM 
Gonipolíqõtl PoettCBi I co> 
ttiQ dii o ■ntiti> Efcol!i« 
dor refundo > obfervíqS» 
cTeC-uquioi o qu*l fni ef* 
(ibclecido piri eximinir 
I obrii , e decidir do pre> 
mio , c merccirnento entra 
AI Poetai , que ai liân pu* 
blícimentc na Blblioilieca 
Palatina , prefididoa pela 
nermo Au;i>llo Cefar. A 
ellet Poettt poí) diiijt 
Horacip ai aliadai frecbaa 
de fui Critica nefla Epif- 
tola , (iHe atavioH com a 
malt fíno Sa) AltJce , • 
Satyrico , e belllfimoi peix 
fimentni , Ac. 

Bentiei Te^urndo a li<;lo 

de alrriini Ccdicea relli< 

lo Mocei. Porém Baxiar 



li , defte modo 
£.-« qut mnfil Imtrglt , 
fUáU fit dicirLm illué , idíi 
fui* nihil itttt InvUã ( st 
«iunt J Minerva , ii tfi , aâ- 
Vtr.anti B" repagnani* na- 
tura. NaJ» poCfm oi Ar- 
lificei fitiiiiente empre* 
kendet , Te tbei fajtar o 
■uKÍlio de Mlnccfa , Oeofa 
que ptelide a todai ai itte». 

Li.go lecominenda Horá- 
cio que nenhum Efctiptor 
emprehcnda obra alguma , 
para a qual não tenlia ohiu- 
nl propensão; por quinto 
nunca a defempenhará bem: 

)86 lã tiH Jaiitium tjl , 
ta mífU. ) Til he o teu 
tom juiio , tal a tua tnen- 
le a efte refpeito. 

ladieiunt. ) I. h. Vthmtat t 



I ter 



Metias 



Defculp3 , • modiÍTCa a 
■ dvettencii Feita ao mn< 
cebo Pilão < Ainm » inl^/ti 
tu mefme , ii^iii e àítttmi- 

..A/n". 

]J7 /o Metii âejceaiat \ 
tfe. S Keciía-oi ao Juiz Ma- 
cio 1 i. h. fobníctte ao jui- 
M) dn JAacio. 



terprete Spur 

Térpa , e que por i lio nas 

Copiltat dt>« Livroa , que 
tio ludei , e inetcenarioa 
Horácio , L. I. Sat. X. *.)■. 

Hatt tgê luit , 

Quat nifue in et^t f*iient 

teriantia, índice Tarpa, 

Ntc Ttitant iterum atfM 

ite-mm Jpiâmia tht»^ 

trU. 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. i|| 

Et Patris , & noUr» , nonuntque prematui in inouin, 
JUembianii uniu poliiij , dalíre licebit , 

Quod 
M*eía , £ ptla it ttu Pai , i ptU minha tamiim , t 
guarJr.Je fichada cii fajjartm aeve "«mu , nctlkidn ãif 
trt da gatinttt lí manafcritts • fffiii «m ijuéntê ft •>3» 



Cícero no L. VIT. Epift • 
Jrtjrio. ífetii nttitm ferpt- 
tUnia , ^aat Sp. AUeiu* 
fratavifiet 

|tt 'Et Patrit ) O Pai 
doi Puõet erj na verdail* 
bum homem muita fifst , 
ençenhoro , « Tobt* tudo 
muito er.dto. 

Et neflrai ) Soffr» ■ mi- 
nha coirccção, a qual co- 
ma de hum amigo , ha d* 
fer liet , e lincen. 

Nonumque pre-niatar in 
annum. ) 1 h. Supprimatur i 
ellej* rupprimlda, fechada, 
0'j gumidada nove annni , 
i.h. lon;o tempo i pari f« 
lim»! com delcanqo ; e 
depoii de polida náo re* 
cear o fetero juiio doi 
doutnt , quando te di*ulg;ar> 
Reftre n antico ETco. 
liidoT que CInna ercrevíra 
bum l'Tro , que fc intitula 
S.ityrna , o quil não deo á 



ieamtti i ne noiis fcriptm 
ntftra quaft rccenili feíla$ 
ilanJianlur . tS'e. Cinii-t 
Smynam ntvíin annii ac- 
tipimaa fcripiam t B' pant- 
gyricum //«/•-•'- ■"- ■*•- 



l XCII. 



— — tullo B-. 
I Smyrtt. Glr 



Smjrna mci Cinniu nmam 
pfi áinifae meffítn. 
<laim (tepia tfi . nínam- 
fue edita p*H hyimem , . 

Millia faum iníertà fii/n> 
finta Hmttnjiut itiu 

Siuyrna cavas Ãtratit pt- 
nílht aiitUlar ad un» 



}u: 



, Ce I 



, L. X. C. 

IV. Emendatit pari fadlf 
rum lenei utiHjfi-ma ítte 
Jint cauja críditum cH , yW- 
lam nth mlaks agerc ^uutu 
deltt ■ huiai auttm aperit 
tfi , aijicãre , dtlraiirt , 

ttiularc Scrifta ri- 

pwaantar ai ,alifuid Hmput 
at aâ itt ftfl inliTvallttm 
velai ntva aífue éiieta rf. 



El laxai fctmirii Jaf 

pi dahanl túnicas. 

Parva mei mihi /unt ãi 

mtmiitenta tahris > 

At papulut lamiáa 

gaitdtat Ãatimacbo. 

II9 Mtniiranis ) Ai mein- 

de que latlf iinenie Te ufa- 

fe afi aíQila eniie niSi pa- 
la Cartai , AlvaiâJ • ftc. 

latlit,) No teu gabiuo 
t« I HM tuM {avetu. 



cGoo^k 



í!4 ARTE f O E T I C A. 
«xilx Quod non tdiâetí» i nefeit vox ntilTa reverti. )fo 
Silvellr«i bomíiiu facrr jnterpresque Dcorum 

C»e- 

pttfUlf , ptéti-ft-it rifesr, e Cfrríi-l-^ § ^ut ti3> tivtrti 
iaít J/iHi psrfM puUcanii-Jt ji [t n3l ptdtti tnl3» taicf 
'ar , egim tema a vix., fut hima tift /r prrfirU , (t 
«í» fii: )i Jupprimir. Orftt, Sictrdtit, t lawprtte á$i 

J90 Q,a»ã tttit tJiderií. ) I. Sttnl âtlan faí itM n>j»» 

h. Eiai/trit, Aflim como ti hahre pntaat. 

pilivrai proferidat , como hltrpreifu* Detrum. ) 

lè elUi tivtiTein aia$ (tttc- Oifeo eri Sacerdote , e 

frfiVTac .epilheto d«Hpitie- GtOt-iyoí, i. h. Interprete 

n>) balriídainentc Te per> dit couf» pciteacemei i 

tendem recolher 1» boce , Religião , e culto da O» 

i. h< fe remrio. &igo t pon> *índ>(le , Tfieoloso. Hart< 

tua^Ia de Bíatlei , eonfit- C)o interpreta nefle lugit 

tniila por Gefner, O mef« ■ Fabula de Orfeo. 

mo Horácio , L. I. Epill, Oifeo en filha de Apol- 

ãá Litram fnum , v. 6' lo , e de Calliope , foi 

NínerittmifftrtiitmtlHi. grande Poeta , e ioúgne 

MuliCQ , Hareceo em tempo 

XXXIX. Oefertvffi , « de Moyr^i , e detie nio 

rteommtnda^fi 4 utilidade , temo) Hymno, ou Canti* 

txCtitntia , t dignidade dé co algum genuino , bem 

Ifatfla^ que (aibamoi elle oi fíi<> 

ra em honra doi. Ocorei , 

19» SUvtfiret hemlitet , • enOnira at ceremoniai. 

Ce. ) O» homem feraiea , • ritoi Religioroi ao» ho- 

faltot de policia , e cuttu- meni , ainda Tepultadoa na 

ta dl humanidade, barbaridade falvacem 1 pai( 

SUveJlríi. ) vivendo dif- que fe aliuientavio com 

peifoi pelai relui , e hre- carne humina , e behião 

nha», bem somo UfaStm f»n;ue. Oi HyRiooi poi», 

fcrai. e eutrai PoelJii , e*erroi, 

Sattr.) Plitio chama «of <!"" fem taião correm dí- 

Poetai divinot. Cícero n« biizo do feu nome 1 tão 

Ofsçáfi prt Areh. c. i!. Bi»- "* "erdade do Poeti Ono- 

niai ille n»^tr fanias v#> micrilo. Confin-fe a I*. I. 

ft pHtat , fBíif ^nali Dta- Od. XII. v. 7. 

rum munire commendatl Á»t fupir Finda , ftlidave 

wiil elfe viâeanfur. Ovídio. in Haems , 

Ai /atri valei , O' divúM Va^t vataltm Umfi im/n 

tara vntmut. tatat 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. iff 

Ciedibut ft viflu foeHo detetruit Orplieus : 
Ciâut nb hoc lenlre ttgrei , rabtdasque leonet : 
Dtãus & Amphion Thebanae condiíot arcii, 

Sa- 

T>e»feí aftrlta »i htmmi > f»' "n «f prlmUívft Km* 
fiM hoUtavtt ai Jelva< , ii" matBpi mfrtanáaáti , • 
ê"fiH»u »í a deixar t fvjltntt ftrimi , iiztniffi pilt ^M 
tl!e damdra os travei ligrti , t ot laivefts l*3ts ; t 
ftr ijj» lamhm /$ dijj* ft Ãai^ã» , funiaítr d»» 



Orphtafilvae 
Árlt materna rapidet IH*- 

ranltm 
Ruminam UÍ/m* *<!*rii' 



mo" , V. 4«. 
Orphtéfue in meih ptfiut, 
Jilvatia* /efutitts. 
Ot bari'arui melhui fe it- 
trihem com ■ Munci > do 
que c<ím ■ Filoroliii dii 



»ir, 



ivím 



ção frt SíXii.) , que ifru- 
dencia , « ribedorii doi 
bomeni fe devem tantoi , 
e Ião Hnsutirei bcDi. O 
ciefmo Horácio Jlz no L. 
I, Od. X. que Meicurio po- 
lir* 01 primeiroi homem > 
■indi Mgrttttt com o dif« 
GurTo , e com oiCMtcici«i 
d* palea». 



Mercar} , facnnit «epe» 

Atlanth , 
Qmifereí euliut htminum 

Vecí formafii tatus e* ét* 

Mert falatfirat. 

E Com o que dii Horicío 
CODi-oidi Ariftofmei. 

19) Raíidffifae Itcnet. ) 
Efti be ■ liçio de doui 
Codicei do Vitieina , de 
Cleiíco, dl RuITirdo, e da 
outToiCrIticoi. Al;um*i E- 
diqõei vulgicei Ifm raph 
dai. Horicio poiém fi\\*a' 
Ao do Leio «o l>. I. Ode 
XVI. ufou do epithelo , in- 

. ... Et íajani letnis 
Vim ftemacht apptfuijj* 
ncftr,. 

)q4 Amphita, } AniRtÕ , 
filh^ de Júpiter, e de Aw- 
tiope , ceicou de muiot , e 
ftirtiíicnu com hum Caftel- 
lo I Gidide de Thebii , 
que Cadma havii Tundedn 
tioo innoi «me» de Jefu 
Chri<lo , Tejundo oi Mai- 
morei de Arondcl-Elle poíf, 
como tBlIene que era em 
a eloquência , c em a Mu- 
fica , quB peTitiineiite fa- 



cGoo^k 



lí8 A R T E I* 

bli , iTtieiou , e ■itrihio 
com eitet feai beltoi do- 
tei na bomeoi agiGAci , • 
rudet píloi reui hroitt 
coRumet , oi hibitadorei 
dl) hrenbii , t ptohtícot , 
e d« biibiMi 01 tnrndu ci- 
vl)f • huiniilot t induiin* 
tio 01 Thtbinot , homeni 
UUMg!n> , t ireullo. com 
• fújvitiiJe dt rmi minei' 
nt docei , e agradavcli , a 
que fundaffêm a fua Cida- 
' de t e pot ifo fe dilfe que 
ao fom da fua Ijra TCTin- 
tira aa murajhai de The- 
bai , cujaa pedraa de fi 
■Dermti fe accommodiváo 
SOI luxaret , que devião ac> 
cupar. SoTino , C. XIII. 
Kcn fUffã lyrá /vã fmxA du- 
Xtrit , ftd lubd Juavilfr af- 
fetus htmtnet rapiuai aeco' 
tas , «* incultit mtritui ra> 
4i$ ai ti/ifuii civUii pel- 
Uxfrit iijeiflinam. Horá- 
cio , L. III. Od. XI. 
Mireuri , nam t* d>cUÍt 

mmgiftra 
Mtvit Ámpkioit lapides cor 

■ noL I Btii<t.XVIII. V.41. 
Gratia fie fratrum gcmint- 

rum . Ampltíeiis ct^a* 
Ztthl di/atuit : díute /tf* 

ptãa ftmr, 
CMtliMit lyra jralernts 

ttffilje faUlur 
Msriius Amphitii . tti,eeii 

Iitniius imptriis 

Areis. ) AJgunt Codícea 
. lítio Vrhlt i mal bt inter- 



O E T I C A. 

NaS Tc atteveitdD 0« Tl)e> 
banot a habitar • fua Cí- 
did« , pot olo ter mura* 
Ibai, e biluitiei , e por* 
qu« oi Ftegreo* , povol 
firintiot amiudadat veaei 



. •■ po' 
do abiodoux 



(lho, 



CidJiJ 



fuidiíão a que Itcallem , • 
ciagUlo a Cidade com tot* 

iti, e fortiHiinai muralhai, 
■ prafundiltmoi fulTai. Ef- 
te fucceflo pnii dto occa> 
fiio i Fabula , que dii que 
AmBão , o maíi infigae mu* 
nco , actrafalra coro o me- 
lodiufo Tufit da Tui cilhata 
de tal fofce ai pedtatt que 
cftai de fi Rierma* , e Tem 
trabalha doa otfciaea fe 
aiuniá'áo paca a fonifíca- 
Ção daCidide, e conftcuc. 
ção dm meralliat. Hoiieta 
poríin (Impleimente dit qut 
Zeibo, e Ainttio farão o> 
fundadorei , e conllruaore 



rjlhai 



bali- 



■rteaThetianoi 1 
•cciefcenta fobie eita Ka> 
bula de AroríSo. EurlpiJei 
toca eiia Fabula !■ Phst- 
nifi. i e FilnftiaCD ia Ima- 
giiitui também pinta eili 
fibulofat eadmiiivel csa- 
AiuAuia da rortileia , • 
muratbaa de Thebai. Pto- 
percin, L. III. £Ieg. II. 

Orpheu itlinaige firãt , «* 

ctacita dieant 
Flumine Virsitiâ /uJtiMlif- 
J» tyã. 



cGoo^k 



A R T E P OK T I C A. tf 
8«ci movire Tono teOudimi , & prece blandá j 

Ducere quò vellet. Fiiit baec fapientia <]uonJain , 
Publica ptivatii ríceinere , ficri profanii ; 
Concubitu prohibíre vago ^ daie juia tnaritii } 

maralhat , t im Giait it "Iliitti , mtvU , t }tv«v« M 
d*ce /õfft d* /»a /jwB I * tom a /uav' mtiguiet dt fw»» 
hrandat fatiai , pata tnii faer jat Iht egiaJava , #* 
darat ptaedti. Nit /tculei htrtnoi , na idade dt cu'» 
hmvi mfutlla fatia pelitka dl iijccmirtm u Filt/tflt 
f*r meie da Fnjia et inieri/?íi pi.Uicat dt» parttcul*- 
Tis , ai cau/at Jag aJoi dot prifunai , de prthihir a df 
vacidã» dti njtumei , ttnttnd» ti adullfiu i di frtjtrf 



í« 



Op. 



Súxm CUkatrtniíTkíhaí a- 
filata ptr arttm 

Sptnií fa3 ai mwi -mia!' 
ira Ciiffi firuHt, 

I9S Scne itfiudinit ] I.h. 
tífree cani» ) com o Toib 
>]■ Lyrk. 

Pr4c* ileniá. ) I. b Ora» 
timt tf alltíui» Jttavi p pe- 
ta doce oiiqio 1 pela Tua- 
it idlocuçãa f pela do^uia 

joS Fait haet fapUnlia 
faendam. ) Oi Poetai anti» 
samiDte ciío o> fabioi , 
01 Huficoti e oi eloquen- 
te! , e em f«u» íerfoi «la» 

ftai pin f» viyer 1 e cer- 
tamenic , porque ■ Filnfo- 
Ga da feculo heróico eia 
ifitciíamenie politica. Sa- 
bre oi prímeirot bomcni t 
c o feu fuftenro , c trata 
conlira-rc Lucrécio , h. V- 
),7 P«WÍ<« privalii Ji- 
atrnm, rfe.) Separar »i 
coufai pltblieit dii pirei* 
Gulare*. Por quinto em /1* 
temf Dl ptimitiTM 1 e ii{tf* 



que ot homent eloquealM 
e fibio) humiaiiiffcm , • 
citiliiilTcm oi boment ff 
roíei , e agteAei , não ha> 
*ía diUeren^e il^um* entre 
o pCiblico , e o piTticutiT, 

prio i pai* que toJ» ■• 



tufai trio 



públIc 



I fof 



Kote-f« qnt im alguna 
IWt»> manurctitai Te «ch« 
eCcrito Fupliea ■ • em oh- 
trnt , Fuplita cm lugar d* 
Puílíta. 

Satra prt/hah. ) TambciB 
por iquellei tempoi aia 
havia culto teligiufa , que 
.contiftlTe ot homem ikn- 
tio doi limitei do feu de* 
«et Lo^o a RelÍ£ÍS* hi • 
verdadeira vinculo , qu* 
prende , • une ■ fociedadc 
civil. 

tql Dart jura marítU. ) 
Ptcrctevendo , e conftitiÉ» 
indo nío íò 01 legitinu» 



cGoo^k 



ttS ARTE POÉTICA. 
Oppidi inoliti ; legu inddeie ligno. 

Sic 
V(r « hit a»i te}éU$ , ii éiifit» tlimitt \ À* frtmuU 
gtr l*Í4 , grttvanítHU *mt t4t*«* > para Jtrtm txftjtaà 

tniirimoníoi , inti tanibCM p«^r 

prohibindo oi idalterioi. Rtmé fertx iart jwra 

Muitoi •■pltcio elle 1m< Mtiii. 

gir alHm : Dart jura mat Tirgilio , En, I. *. 19S' 

ritli , i- h. Mulla lartiri , Cana Fidei. ^Vefta, Rim» 

tf amitnart viris , C /*- cum/ratre gairiíiM 1 

minis I ftti malrimtnif em- Iara éatant 

glatinentnr , fittf« fr«ii af(i- JUaritis J Aoi cifadoí ■ 

netant eatlitts t Faiet mui* «iilende-r« tinto doi ho- 

ti« liigucHi, e donitivot, mcni, como dai mulhetcit 

I. b. dottr ganciefimcnt* por quinto «atie <>■ Liti< 

■ot honeoi , • ái mulhe- noi 1 mulher chuna^fe 3<r 

ttt , que cotitrihiio entre rita , xíTxm como o mi ri do 



nio .confeguiío ot faltei- Nicfilmarita itíae rttam 

tO( I paiím ■ prinitiii iih- dierilius 

teilifencii', que he ob>i< Onafla taccis amMit. 

tifidnt a giiidit jr,g Oppida mríiri. ) Fof 



íniriola*«i , e intifta a cif- dit cidadei por caufa dl 

tidide do mitiTinonio , lir- rocícdide , e do mutuo au- 

>na<fe pala fot^a d» mef- silío entre ot homem. 

RIM pili*iai de HoTicio Ltgts inciittr4 lignt.) At 

Dl lutboridide de CritI- ptimeitai leit cfciitat em 

cot de boi nota. Vit[l!ío verrot gravárão-fe piimei» 

En. I. fíiIUnda de Dido, ramente em labellaa 



Diidelta I • depoit crcul- 

pirão-rc CRI broute , a nAi*. 

xivÁo-re no« lu(«rei públi* 

lura dtmfftfat iatam, coi. Sabemoi que ot antt* 

B na En. V t. j%%, |oi Egypiiot , « Penicíoa 

Iiulitltfaefiiram,^patrh fabrica. ia certai coluniiial 

yas áai jura vecatis. de tíjaloitque levintiidai 

T. Líiio , L. XXX. Ra-na noi lustrei pablicoí poi 

«« Karthago jara gtniitas meio de lerogHíicoa, e d* 

Hartt , unte cr^ftinam ncãem cariAerci mollravâo ai LeÍi 

/cílor^f, O mermo Horácio , reiativit não Tó i lleii» 

L.lll. Od Hl. V.41. Eiio, oiti iimbem at tta< 

.... Stat CafiUtiam to da Tociadade civ>l. 

Fu/frn* , iriMmfkaNífM» LigM- J Sm tabou étf 



cGoo^k 



ARTE P O B T I C A« ijy 

Si( tionor & nomen diviqíi vátibui itque 400 

Cirminibui vénit. Poft hoi , infi<!nii Bomirni ^ 
Tyrueuttjue maiei animoi tn Mittn belU 

Ver- 

tm fiUict I Ht/I* luêit lã» Si *i Vttiat , fut ff t»i^ 

Umplirli símo divlnãtntnti injpiraits , mai lam(tmj*m» 
Vtrjtt graiftárài henrtje aêmâ. Diptit úi Otft*. ê i* 
Amfiãii finicf a ir.fi^ne Bjmett, t » illufin Tfrt*» , 
iijuaei am /em vfftt txeilárSf §s énlm»i i»t $vtr' 
tiiris hirétt para »t Mtrcimtl têmhlléi, Ba v*r/ts ftt 



inideiti , parque tind« ■■ 
nio linhão de cobre. Cof- 
tum(vIio oi Giegoi, e de- 
paii 01 Rominoi pôr no 
Aro (* leti crcutpidii «m 
hminii , ou pnnchii de 



dfllii 



inbecin 



«dl- 



noi Figert , * Rtfigeri tf 
St: 

Uiz o intíso Ercolia- 
dat que por ilTo ainda em 
Aihcnat ■■ Taboai dat Lti( 
de Salon fe chamio Axt- 
II- A diveindade d* pi- 
Kceret doi Eforitoiet To- 
^re a matéria , e forma dai 
tabaat de Solnn fit cnm 
que eíle lugar feja enlg- 
■nilíco 1 porquimo danar- 
nqlo de Pluriiclio na vida 
de SoTon , dia Gerner que 
fe lhe faz provável que eião 
faunt cotpoi de muitòi la- 



I que por n 






'llli* , 



veiíiteia ) fe podcaeia ) 
de Ioda a parte i e que 
daqui fe deiivou fua de- 
nominarão. 



iú TcítUm. 

400 Sie àtatr , &r. ) Em 
razio doíla fua fabedoria. 

491 Jfe/ i». ) Sepoia da- 
qiiella ptimoiía idade d> 
Poefia ( em que floTecIris 
0'feo, t AmGio I «eia ■ 
fecunda t *"> ^** Hamero* 
e outroa Poetat dignamen- 
te celebtátáo aa aci;ôeijili)a 
capiíãca , e doi vatflea dtf- 
tinãoi , e aISgnaladoí pof 
fua^ illufliei fa^anhaa 1 Itc. 

40a Tjrtatui Kár*t diij- 
nici , <6'c. ) Tyrtao aninow 
ao combate oa coraçõe* va- 
tonit , i. b. guentiut i iofc 
pirou aoi Lacedemonias 
bum valor guerreiro. 

FloreciaTyrtco itão muite 
tempo depòii de Hamcro , 
quaS fetecentoi annot ante* 
de Chtiflip : era natural d* 
Atlifuaa , defpretivel Mef- 
tre de Efcola , vefgo , coÍ> 
zo , e aleijado I Ae. paleta 
todavia pelo oráculo de 
Apollo foi fleito General 
doa Lacedemenioa na fuei* 
ra contii oa Mea'enioa 1 
porém elle, ainda que era 
«. Iiriíão ,dof que o viio t 
c bem que pouco felii t« 



1;, Goo^k 



iSo A R T 1 P O E T I C A. 

Veifibui cxacLitt. Diâu ftt carmina fortet ( 

rlf ieiãt ai rtfv»ft'i i*t OrataUs ; * »i frtetUti da 
IPilifiSa Mêral ' mmttm f* t/trevirit tm verj* ; i par» 



pti- 



Melfen^ot. Cont*>re qUi 
mefino Tyiteo foTi o 
mairn quC achiiu ii mo< 
duli^Sei , a aliina^io d» 
tronibct*. Ainda fe confcr- 
«ão ilguma» preciofat tf 
liquiii d«Itsi PocGa , com» 
h« o reguime Diftich*. 



deo. , 

feui vcirni fohre o verd*' 
iI«iro valor , virtude , e 
tloti» ^ e recitando-oi k 
freme doi fem foldidot 
antet d« dir batilha , d* 
t>] modd elimulou « *a< 
loi doi coml-aientet , lot 
qutti inflinimivi diienda* 
Ibtf qulotloriofo «ri dii a 
vida pela defenfa da pitria i 

TtSSvàyívtitt yig ««íJv ítri •rtfO/*«;çg«f( -Kititix. 

A»J'g áyetiSiy , Ttfgi n TtjtTfij'! Aíctgvá/ítto» : 

41) Exacait. ] I. h. Bx» 
fílavlti excitou, animou. 
Cícero DtOrnI aáQ^.Vrat, 
Ai vií exacainioj acttiU' 
madajii Bratiantm miam. 

Diítat ptr tarmina Jbt^ 
lis.) Ot Oraculoi federão 
em «eilnt i a« rerpÃflai To* 
lia dadai por ApuDo em 
lerfn. Apollu Oelricn da» 



O qual em Latim dii i Faí- 
thram taiiri la frima aeU 

fugnantim pro pelria vi- 
Tum ísnaut : Foniiora couTa 

tatha pelcijinda pela pa< 

A elli Tyrteu touvirão 
Ptatio no L. I. Oi Rtp , 
Paufaniai in Mtffinieií , 
Strabão , L. VI., Aiheneo , 
no L. X(V. , e Stobeo ic> 
petinda niiirto) vcrfoi do 
mermo Poeta Tobre ■ ifToi- 
teia betlica i Juilino nir. 
lando larfamerile ■ hillo* 
lia doa L^cedemonioi , « 
doa MílTenoi , no L. III. , 
Plut,archj. Suidat.&c.Qucm 
defejar maia «erro* de Tyt> 
teo , Ília a Onsão dc !•;• 



pollai 



terroi cerumen* 
I , e por ido o 
verfo Heróico tampem f* 
chamou DelUco , e Pythio t 
ou por. melhor dizer, ca> 
mo no) eiilioa PIídío , ti, 
VII G. LVI. o ««iro He- 
róico dcveo a Tu) orgeni 
• efte oráculo. Verfmmkt' 
rríemai Pythi» tratttt itliat 
MM. NeAa aecep^ãa luf 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. 
Et vitae monllfata vit «ft ; ?í fnti» Regum 
{"ieriii teiiuia irodis : luJus^qu* repcttui , 



f* Cêtcitíar a grafa 



valimtnU Ítl R#f» /t tntprt- 

4at Pitridrt I t lvtatJ'âi-f* 

fa* y« rtmatauSi bê 



SÍIÍ9 ■ pdivii Jtrt 
• Rneidi IV. *. |4(. 

Sti nane Itatiam luagnam 
(írynaemi Áptllt , 

ItaHam Liciat j»fíir* ««• 

mermo Horácio nafta E- 

SêrtiUglt %tn âifcTtfnit 

f*ntiHtia Dtlpki», 

ClcíTo , U II. UtDimn.C. 

l'V'I, Cam ftrt illa láíla 
ift'»fultHtiff'imê regi Afiat, 
Crnclut Ralym penetram 
míjnam per^ertet opum 

^Krfarain pulavil , p*rverlit 
'attm /uam. E oulta vít 
V" merisp tutEir. Aa/pieia- 
rt/lanl , •* /rrlei ta» , f «a< 
Jaeaiitmr , aan illaa , f Bd« 
vticinatiaaafaniaaturt juat 
tracula variUi ilieimai , cTf. 
Caniiri-rr l'lu(atch* n* Vi- 
íi de Thífen. 

404 Vitae mtnfirata via 
*fi.) Ou fc entendem ■■ M» 
>in>M da Monl , como %3» 

01 VerToB <Je «utn de Pytha* 
(oraa , • ouirat femelhan- 
tei compofi^ãei t ou te en* 
tende dai CnmporiçÕei 
Poeiicai fobre nt fccredoí 
da VyHca, • daNalur«xa, 
<)**enJo-r« r«i;und* efti in> 
tellifcacia tomai-fe vUati 
■* acc«p%ão de uâtKrt» > 






pTimein !ntelltg«n> 
ciiiem miii paironoi.Sobi* 
■(te argumento dia couTat 
natunet crcrevírin Empe» 
doclei , Luciecio , &c. 

Cralia rtgam , Vfe. ) Oa 
PoeUi Rieráo-fcagridiveia 
a beni quiftoa do> Pfincí- 
pei, pela doquia do« *et. 
foa , «■■ que fublimavao. 
feui helloi dolei , e u Teit 
goTetno I por iflo in«iec£< 
rão ■ eftimaráa de feua 
Principal, Cal|ima«ho d* 
Piolemeo , ETchylo, e Ana* 
creonte d* Púlyciatet, Fu- 
tipidea da AicheUo , Sí- 
mouidei da Hieron 1 a aiá 
Charila da Al«>«ndra 1 Xn- 
nio d« Scipiiia , AicliUf 
d« Ltieullo , Viicillo , e 
Hoiacio 4e Augulta , t it 
Mtcenai , Cla(iili«na ds 
Itonoiio , Aufonio de Gia- 
ciano, fcc. Aifim eaniatl 
O^idio. 

Cura ántum fiterant alim . 
regnmeiít feitae. 

4o{ Fitríii leniaia nto- 
dís, ) I. h. Catminilat fuaf 
Jka tfi ; Te grangeou por 






ifoM 



landa 01 feue (auvorei 1 af* 
fim como fai Theocnto 
elogiando a Pioleneo. 

Tentar* greliam rigeiM , 
ha buma lucuqão piopiia» 
ia«U« de Boraeitt , e it^ 



cGoo^k 



1«« ARTB POÉTICA. 

F.C lon^snim operum fínii i ne foitâ pudor! 
E>{ tibj Mufa lyiae foMen , & cantor Apollo. 

fim 01 Utfu Irehlhti , ( parg Juavt rtereo^Zt iii t{' 
piriíts ) > Lag» nãt Ir envtrienhn a acaft de cultivar a 
ftijia , ptr^u* tamhtm ai Mufm t,'cárât t lyra i «m 
iãf pene» tetliat ft/i d* tanltir vtrjts , fiial etttr» Aftlli. 

4i com rvmmi bellczi , do petoi tribilhot lonfoi, 

querendo íifnificjr , afph t feríof ■ I030 oi teríoi, 

mr , tmprihenitr een/egtilr ■ cintocU , o batmoniafo 

# valimeata dn Ktii , ttti concerto (Toi ínftrumentot 

Prlntiptí , ffe. Porfm 01 mufieot tio o innoctnte 

Lirinoa mii) frequente- pintr •locnra^io humino. 

Diante dizem, Teatare far- O mefina Horácio, L. II. 

ttmantt Tettíori rem 1 con)o £p- !• ■ Augudo , t. iIo> 

difl* tambciB líTinta no L Vatial rit luiitra , 

ir. EpiA, I. • Augnft, T. Jini* 

3)7. Pmíma ntgata macram,df 

Si fumtum emptre^ , ptf. nala rtilutit epiatnm. 

/tm fuefut I /ed ntjae 40a Et hnívram epertim 

jiaroum finis. ) E o ram*te doi lua- 

Cirrnen tnafe/ltl rtcipit foa ' tribalhoi 1 e eltci , co- 

taa i net mem aadtt mo entende Gefnet , rátr 

'Rim ttiiarc paSer , ^uam Oi trib*lhot ruHicoa , i. h., 

O inefino Hoitcio , L. II. coinpríiloi , tanga , aa* que 

Od. IV. ». 17. oa detém fazer. Depoia def. 

O tsfiaSinU aurtne tea trahathoa canipencei , 

Xyufcttu fia* firtpilum , « tudicoí celebr»vão.fe eiir 

Pitri , Umpírat. O mei de Septembr* o> 

Luãai. ) I. h. Rtmiffii; e* J«tui Romanoa , e entre 

ctií^aClií aninjtrait , ctnittt eílea oa Scenicot , oa Thea* 

rflitr , trugetdlaif miini 1 See- tiaea . Horácio , L. I. Epill. 

nica DruHMta 1 o allivío, I. r. >i. 

c recreação doi tíji-rUot , Vi 11*11 Unga , luitmi nu»' 

at comediaa, aa tr^^ediai » tilar amica , 'diesqut 

nt bohAi de comejia ) aa Ziênta videlãr ^01 deitali' 

E^eâacutin I 01 Drama* h4i t ut pigtr anntu 

tliettraea 1 a com larãa , Pupillii , fuis dura prtmit 

£M« que aa Fabutaa , e ta Cfjltidia nralrum. 

omedías río prop-tiaa pi- 407 Jtíafa hrae /ellert, ) 

» alliviar , • recrear com  Mafa petiia na ait* de 
t«cvi e decantar, c qa* 
por iio rnitda i Mufi^. 



cGoot^lt^ 



A R T P P o F. T I C A. 16» 

Ifíhifí fier« laudíbile «rintn , an »tteV it 

L ii ! Qu«e- 

r« áttfítiáê miti M Filffffat a ^vifiSt , J$ , para fe 
tfireoer «uat Pitmii tem a/u/ade , t Hen» di huvar , 
itnctrria oitii a Nalarixn , dt f cr « Attt > fiai f*4;i- 



5yntiK< 



Note-fe co 
■OM, « pr«pu - 






o^u^l aJ>cãl« 



intinl 



mefmo Poet* t>. 
IV. Od. VMI. ».7. 
Hic faxa, li^uidit ilU tf 

Stlltrr rtUHC hgminem p»iit» 
Tê , nune de»m. 
% Ao mernio modo 1119*^ L> 
l-Od. VI. -o. 10. 
IinkeriilfHí lyrat muf" fff- 

ttiil vttat 
Laud<i egrefii Caitarli tf 
tuas calfã dtttrtn in^ 

O Poeta pôz Aíu/a íyra* 
JtIUrt, como U dUIelTe , 

iUJa Lyricd , ou Lyrict- 
rom mtdotum ptrila t « 
Uuf> lyrlci , ou pitiu eni« 

Oalar ApoUe.) ApoKo o 
•ulhor^ o Deoi , o Piffi- 
dente tli Pacfla t ' doi 
v«irai t Houcio ilehiUo 
delU pcnfaineiilo ekc > 
fuMínfidide d> Po*i'i i « 
deAc mntlo inlinjia i PiíSo 
i)ue .mio tt eavergonlie 
>]uii;i dt parepcr Poeta. 

EAe Cantoi Apotlo ctie- 
Hou ••tamaoba dignidade , 
q«r cm tempo de Neto 
firi diftlne«id« eam Mfda- 



Ta o bonoiíRcaicm , • c<* 
ieb raiem. 
XL. Prapótjiff* «s eaufa» 

geradirai ia Ptelita. í/è- 
íurí^a , , Artt. 

4aE í/alurS fitrtt , «*<. ) 



tiga 



[fia bt 



fa 



tuta o Poeta 
^a f ou Te faça ■ porím pa- 
ta feconfcguír o nome dr 
Poeta lic precifo , ^ue T» 
unãa reliimenic o tn^t' 
nho , e arte. Confiia-re a 
Nota iquelle lugar, In[t- 
nium miftrS fula firtana' 
tiui arte , ^c. 
O mefino Boiacis , L. I. 



Extirpam numert. Ifei/ut 

tnim cencludere vtriai» 
Dixeris effê falit . nffu* 

fi^Bii Jcrihat , ull nst 
Sermiai prepirra , puttM 

hune efe poetam, 
Ingenium ni J'' 1 caimtna 

dJviaier , alfut ei 
Magna ftnaiwaai, 4ti ntm. 

minis bajui htaarem' 
bem fe eiplict 



Allii 



vililm 



Ovídio ao L. VI. faftormmt 

S/l i4Ut in m>Ut I afitm* 
te ealejcimut Hl» 
Jmpetat Me JfcrBi ftttm 



cGoo^k 



M4 ARTE POÉTICA. 

Quifiilum «ft. Ef!o nec nudiuin fiae divit« T«nt ; 
Nrc tÒAe qnid ' polTit video int^eniutn ; alteriut Ac 419 
Atter» pofcit opnn rcs , & conjurai awicc. 

t* d mil) , ea v<f< fB( » i^kJí «"ia ffi*. fiitf' ff 
ham f€mê ftlíz t mat * g'"'* /''''. ""<*• '""■*"" f '* 
/fH a arte , t caltura i if fn/ /*r(» fe euxitiã» mat»*' 
mtnlt , ê Mta lút fnaviiítdt niuiat ctnjfiro» « Naiar^ 



OTÍdta f^lli d*quelle c«r< 
to difino efpiritO) e roe- 
tlcro furoc , «u entlialiifiiiOi 



c»mpór rpii 



rrcb>l3o to 



fublin 






efte rfl 
tido pHar regrn , 
ceitor ds PoMÍG* nao po- 
dem birer PoetK in11|;nri , 
nem Ji^na* tompofiqSet, ftc. 

409 Çuaejitam ttt- ) -Sol»- 
«nttnda-r* 1 PhiUfiphit 1 
■i'(patOI>-h , conlruverteo- 
fe pefo» Firofofii j como 
acima (h aisn^ão , *o t ar- 
fo 9íf. 

Egt nte flaâSum , «"í. JI. 
h. £nw «»/// índf/í I Sam 
bum rico fundo 1 fem Inim 
|lo^^e mgenho. 

Veitã: ) \. h. Sine ttninlt 
, fem a bon. 



i^fjlari. 

410- RaJe ingmiam.) Ham 
engenho rud: , não cul'^ 
»do , não polido , fem ef- 
tudo. BelUTpr-nrr Ptutarcb« 



dide nituT 



mil» 



! <:di I 



na f'jc1o jrra Ãrchla , rt, 
Xvfll, Sic a /ummis hrmh 
mttar iraditiffímiigai eccei 

ftittia ff áiãrina •" fnf 
tt-plii W" artt cmfiare ; pai' 
Inm iUtara ipfa valtre , tf 
mualit viriiut txtitmri t <Cf 



pie- tureza Fel» a diTciplin 



Kuáe. ) I. h. W.» exftlí- 
tam ittOnaS , ni» polido 
pela (loucrini. Outra tr^n** 
líç3o. 

P«i!!t. ) Era Tuíiar de prr- 
Jil i e p«t* luthoridade doi 
tne}horrt Godícei , e ilTo 
maftra Bentlei. 

4[l Alterlas fi» aittra , 
Wr. ) Cícero no lus.raci- 
mi citsdn. Setplij ad laa- 
ãínt (5* viritttim natura J^ 
tte ánSrina , faam ãtitriaa 
fiitt ntttira vatuit. At fs*« 
tiJ naturam e^íimiaat ^ it^ 

dam 6" nn^rmat!» âtâri- 
nee , lum Vlmd nefcia qaii 
praeclaritm ac jm^alart txt 
fijiit. Csntirt-fe também 
(^ulnAiliino, 

Coniarat «mlfè. > I, h. 
AinicaUfíttr cmftMit i cont 

corre juntamente , coadjava 
pan fiorniar hum b«i» Pocut 



r tJe 



cGoo^k 



A R T E P O E T I C A. ttfj 

Çui findei optitam curfu coniingere iMUin, j( 

Ihill* tuNi reciíquí puer ; Tudiívit & alfiC ; 

Ab. 
t? t « Arle, Afottli Aihltla , fK< it/tf» ttm trair ai- 
t^nqar priauir» na earrtira a tntia tm »t Jigai , tra- 
tt.ita , t jtpt* ntaii» *m Jua m»cliad$ i Jupparttit • 



O mcrmo H«Tiei<i, L. I. Od. 

Cinjarata inatrutHftrâ nu- 

rtias. 

Dond< U >ê qu* Ccnjartf 

r* ht também vribo hontf- 

linimB , como obrer» Gef' 

Quando diiemot Va/eu"' 
t«r ptrtaí , oi Poetii nir- 
«m I o qur róralMe fe 
quer dizer he t]ua o eAu- 
do fem o Ulenta niluril 
&e inútil. 

XLI. fài dtjtia fer re~ 
paiaJt Puta , afpli^mt-fe aa 
afiuAt da Ant Pttilca' cem 
Mt dtJvêU , * áilieeiícia, 

Hama fama Immtrttt nSi 
fi «n/íjr"' "m a ifitnta- 
í'* 1 HMí fim t§m t Iratalhe. 

4}* Qiti fiuàtt I 0*« ) Por 
neio delii compiriqio to- 
••HiJi dot jofiiii OÍympi- 
'"i I noi qmet, ptra fe 
■Uinçii o piemío di <iU 
*oii» , era ptecifo che^ir 
Wlmeito , ou pifl-.r . hi- 
"M , rnollri Hotacio fer 
■^cuTirio traballio , • in« 
íuíri» , t tei ipifnttido , 

* eiludido detiiUa ds dif- 
«iplin* de r>bio> Mellret, 
l"r» fe poder floreccr em 
■• Aitei 1 e que por iiTo 
«bravio dercuidadimente , 

* Com negli|encia iquet- 
Vt, qu« , aboiFCCCIída o 



trabitbo , • É appliciqltt, 
todavia querem fer conia* 
do) em ^nàmero doa maia 
illuftrei Poetai , por fe pet> 
fuadiren ellii mefmoa que 
ião boni Poetia , ou como' 
taei lãn apregoado! peloi 
feu> lifonjetroi i quanda 
ninsucm pôde Ter bom , • 
excelJsnte Poeta , fera fec 
polido pala cultura, t eftudo 
<le huma longa erudii;ão. 

 fenien^a de todo cite. 
lugar ■ ----- 



I gui 



fe ( 






pãem todo fcu ef-, 
arte , em que pei- 
irmuni fet eícellentíi i 
fulFreni fuminoi trabalhoi n 
declarão guerra ■ todni oi 
Bfipeute) , e priierei > iii- 
itía com Tunima continen- 
cja , e com muita lempe* 
Tini;>. Oi Ruminoa porím , 
fem faieiem eftudo algum ^ 
e Tem emptceirem alguma 
diligencia , «trabalha , iul- 
gão que eilei tão ioGgDef, 
c excelleniei Poetai, e 
moftMo que «liei fahem j 

Mílum. ) O I 






a.íe , 









ti , Ac 

41] Malta iBlil.) Díi 



l;, GOO^k 



166 AHT K P O è T IC h. 

AbllinuTt Venen & «ino. Qui Pytbu cautat 



ttitipui o fraatijl' fxf mnta ts Hfman Pylliitt nu 



tntigo Ercolixlot , coroo 
obtent Cniquio , quc ot 
Jlthlttii <|ue fe inatuiia, 
e ippartlhairãa p*n o C«f 
timen Cumlt oio comUo 
c«riei coziJii» , ma» fómen* 
1e idTidit no fogo. Antei 
de Pythi(ari) oi Athtetii 
vfivio de Bgoi ■ psTíin ci- 
la anãnou-o* ■ comer pãet 
«rnos 'Ai^uítaí , e ci-iK» 
alHd» , ^u> C« chamavio 
Kijihíifiit , abflinhão-fa ác 

todoí oi cliveriiineaioi, qu« 
o( codeOem eneiHr i lic. 
Fteiline pmr. ) I. b. F<> 
«I/ fnsin r»*'' '^'' I P*^ 
Tendo ripai. O mtrmo Ho- 
nclo t L. I. Epift. XviII. a 
Lollio , f. (1- 

...... lienifttt faivam 

Militiam patr , o* CaatO' 

trica Mia lulifti 

Sut iuet , f ai Umplit Farm 

l\ariimfi*<M refixit- 

^fe no L. II, Sat. II. V. ki. 

Qui mafU hit eni^ti • patr 

hune tgt pafvaa Ofellam 

JnUgrit tpitm nrvi mn la- 

liiit u/um, 
^hàm nmne aetl/Si > . . . 
SuJaoít ^al/ii.) Acaftii- 
Mou-re ■ rofTret a calma , 
en fito I fífondo o coflu* 

CBliiu o antigo Efcoliador. 

414 AifiiiniiiV$Hett ,n'ç.} 

Quinto concociio pai* a 

«taiMiíaa du bnak Artaa, 



ecrenciai, a tempecant;!' 
e ibAinencía , hcilmcota 
fe depreheode, pot quinta 
o «rpicíto nio r* xtuinar 
nem it foiçai f* enervãot 
c eaffaijuecein. 5. Piuto «^ 
GfevcQilo aoa Corintliíoi» 
Omnet in flaáit turrunt f 
fed una-i aecipil irtvium ..• 
pui is a[tni ttaUttdit at 
fimiifut amiatt , . . ul Ctrf 
nam teeipht. 

El via».) Poiarinat lè , 1^ 
Batth». 

Qul Pyliia caalat. ) Sftb- 
•nt«nda<re carmina, O qae 
ctnu ot Hymnoi ry(hi»f 
em tianra da Apnllo fytMft 
noa )a)>oi Pythiol , quB ft» 
ião ialtiiuidoí par* cele- 
brar * vh:loTÍa fus u mef- 
mo Apolln alcançou mft- 
tando a Serpente PytboDi 
Nellei Fogol oíleotavio o* 
fiautilUi a fua hiliilidid». 
Taltei que Horácio ai* 
luJi a ceitiii Csnti* 
(itor, chainxioi timhem Py» 
thtoa , que erãn fenielhao* 
tet ao* que Te rípíiíão em 
honr* de Apollo Pythio t 
c «(te* Sk caKCxio em o« 
caro* de certii Comedi», 
em qutf hum tocador d* 
flauta , o Fytkaultt , t*U 
paodja fó ao* cinloi dtt 

diatamenie depoi* tia cana 
t«iia doi CaflUcoí PytkiiMb 



cGoo^k 



ARTE r O E T I C A. Uf 

Tiblcen , didicit priúi , •nttmuitqiie magiilratn. 4i{ 
Nec fatis eíl áhiSTt : ,. Ego mira po«inata panjo 7 
,, Occupet extreinum fcabiei : «lihi ruipe íelínqui cft , 
,. Et . quod noti didici . Unè itetciíe fateii. „ 

• Vt 

/#eM dl ApaV» , frimtiramtitle eftuãs» a /«« ari4 , ( 
Umtt mi Tiprthtniatí d» Mtjin jivirú. (A0m pura fer 
tiat Petta ) «2» iafta qui Ji díf = i> ^"'« fjcrevs vtrfit 
„ adiairaveii i áíjgritítde da Poeia i/ut ftr i ultime ; pa- 
„ ra mim ttrtamtitl* hi <»«> vertinlitfa t ftr in kú- 
„ mer» i»i uítitnti , 4 canftyar inginutmttMi , çut ,u 
> afttnii. I. O Peism ruo , fn« Iti» 



B 'gn§rt 

como ídíette Hysino, fe- 
cundo cita Turneho. EA« 
' I Pyihaulti pt- 






i tuia. 



difficil. 
temidora. AuMiv S'í Uu- 
Slnolí ttirMÍí -niviSOí cn- 
ftctÍMi. A(ivirta-lé qtie nef- 
lei Jofrat he que Iikíi a 
contcnla entre oi friutiO 
til , e C;tharífti> 

42 j Didieit prihs , Vfc. ) 
EHe frjuftlfta poU eftudou 
primeiro , e te«e rerpeiío 
■o Meftre, com quem f 
prendeu. V<rrão dii ■ Prliii 
faim in erelitjira pjlhaalii 
infiel IlHat , ãtmí f»at ra» 

H\b ííic.') 1:11131« tem en- 
te. Algmnat Bdiçõei lem 
Vunt , c outrit A#» i pa- 
tim Bentiti , Bixler, e 
Gerner lem ífie t polt ípno- 
t>>re ■ quem Horicio f;re 
nefle lufar com a Tua critica. 

S.g9 mira Piímata pao- 
f* l Pal.vrat de .Isum mio 
Poeta , e infulfo. 

4íT OfCupit ixtrímant 
fiaUes.\ A [UM ai no ut* 



timoi i-h. Mal baiaiqu*)- 
Ic , que íut o ultimo > i. h. 
que nio Te díltinsuir , a 
iiíer progteflbi, na Poefia. 
PIO«e^^Io deduiido do jo- 
go do» ripíiei , com o 
qoal ellM mutuamente í« 

comoqujUIlítpmBueiaváB 
*ii (jue clic^JlTe uliima i 
baliu. E Horácio iccrtfcet» 
tau ill« fflgundo feu fen'o, 

jMÍ/ii lurpi rclH-.Çui tfi. ) 
Eu não poflb CotFrer que al- 
guém me lí*e 3 diinteira , 
mf ti.e o primeiro lugar i 
p«i» iulgo ido toiro enuf» 
indigna de mloh» pelTi», 

4i3 Sani,") í.li. Infenait 
JDgenuamtnie, funcamenie. 

ye/tire faiiri. ) Defit 
modo fe vai mulliplicando 
eeftendetiil* ■ importuna e 
funeAa tai;a det máoi Poeta*. 

XI.K. Vijírcve-fe a P»í- 

ca , íHi altrahe ti Criílca* 
lífúnieimi , e fHf «•" /"^f 
âilctrnir e amiz> vtrioitii. 
ri defarj» , i fihgUí r í«fl7 
Jtja § veriaiiitt , » J«W» 



cGoo^k 



iSt A R T E P o E T I C A. 

[I Vt prteco , ad mercês turbam qui cojEit emendai , 
AfleDEitnrei jubct id liiccum ire Poeta 43O 

Divei igrii , divei poHtit in fo*nore nummii, 
Si veto elt , unÚum qiii tedc poiKn poilit , 

Et 

tnttilti friiUi , ^at len maUiit i'mhelr0i flHtt a iu'», 
t fuf fiX. 'iuntiir- eê fi át fi »t oialtiitrii interiffthêt 
ht fnal tutrf frer»iirt , fue a/vnia , e ehama t pw* fa'* 
timptar as ntireaàtrioi , 9"« je vendim tm tti!3a, Sf , 
«lim iiff» perém he tSt 'ict , t Hitrat , íbí paffa fS' 
hi"n efpliitiiia , e Jumftaafa ianftltlt , a ficar par fia» 
Ur da /matam pairt , 4 J*m traiiU , t jaXvll» dat 



€tn^af ias Ctmftíçãíí P*e' 
titat I fKí faateta deva dt 
havtr na ejetlha àt Iam 
Canfcrti . fará fae ifiVJí 
asm franfneia ftni velm. 
4t9 Vi frite f , W'c) Ho. 



' P*"- 



eto dl 



ni;Ío do Poett «oin o 



dere 



I nercidoriíi 



enfíni 



L fe« 



Efcritotet deiein clegier ar- 
bitrai , e cenTom fiíit , 
que coBi finceridtde cot- 
riiia , a CKiminem fux 
CofTipnlTçdet- 

Cuffií ) I h. Congregai , 
eenvfeat , allkit , atfu* in' 
vital tratiit \ ijunt* , con- 
grega , cnoTACi ,' atlnhe , 

voniaje. 

4ao §tnftaTtt juitt , 
•*f) Sohenieadi-reÃ- Uef* 
te modo ham Poeli rico, 
atirihc, e en;odi , por aT* 
fim me eiipTicar, com da- 
útvu 01 lironjeitot que Ibc 
louvem feui verfoa , c«ni a 
mira no intereffh. Conliri-re 
Fcnio, Saí. U Mania) 1 i. 



Ktn la , Ptmpgiii , tatnã 
diferia lua ejt. 
Hnricío dí neíle lu^ar pni> 
dentei conrelhoi aoi que 
Rncerimeite querem que 
Te 1h«t apnntem , « moF* 
trem ot defeitoi de full 
ebrif pira oi emendar. & 
primeira quitidide do ler- 
didcicoCenfar he fec def- 
iittereíTido I po'irB ■ niiíot 
pane dm Efcrtptoreii buf- 
cão maia depretTa lifonjet- 
rot , que «erdideiroi ami- 

Ire. ) I. h. r^nire , »lr. 

411 Divti aftii , Ve. ) 
EHe Tcifo elU repetida 
na S«r'» n- «l*- I" 1- 

411 Si veri efi, ) Selire 
tudo fe reencontra ilfuem. 

Horácio dilTe ha pouco 
que «ir lirnnieiroi , e adu- 
ladurei coHui 



fere 



e rco 



compoí^Óe» doi Boe- 
lat neoi 1 agora porém díi, 
que O) inefmoi aduTodorei 
attrahidoí petot banqueiei , 
OU beneficioa , cu obiifu 



cGoo^k 



A R T B P o E T I C A. i<9 

Et rpondite levi pra paupere , &. etrpere atrii 



nigroi dtmanitis , tm f(r« eftã tnrtiãit t 



t m» Ptãravh 



mefmoi beneficio! , cnm 
jnuito maior «i»p«nho hio 
ée loBVjr ot poemti lin* 
dl ot miii indlfcretoi , e 
fiilioi de todi ■ iloDtTini. 
Logo ellei lae* aia iio 

Vnãuitt- ) Sohentendt-fe 
pelo Ellipf* , citam, #»/*- 
niant , ttnviviam , tpulam t 
i. h. pulmeattriam itai tt- 
ftum I hum bom binquete ( 
Itumii papii Vem coitdii i 
e , ciimo dii o aniigttEf- 
GnliadoT , Horácio fe ex> 
plica tm hum tom hij- 

\.o%o marivilhof* coura 
feri , fe poder em tset cie 
cumltmciti Jiflinguii , • 
differeo^ar o imigo TuiTe , 
« Tincero do falfo , e Rn- 
tido. Ctiullo dilTe , Vnãa 
fatrimtnU , querendo dí- 
ler , palrimtnia laala , tpi- 

rttGa Setyr» I. ». ». w 

. • . Calidum /eh ftntrtj»' 

Seii omitem htrríMam 
tritã dtHart lnurni ■ 

vtrum miii iititê dt 

tn/. 
(lai folt í vi4 ditam i me 

frit ■■ 

Gefnet tulg* qu* ■ he me* 
Ihor eaicnder.fe o wiSam 



tavido em o h«nho , e per» 
Turnsdo de eíTencIsi vlí ar- 
fenttr-re i mcii ■ e allefi 
edt lugar do mermo Ho« 
ncio, noL. I.EpiA. XVII. 

Si preiíffe lai» , paulltfnt 

tiaigniar ipjaitl 
T/ lraS«rt vtlii i ACe*d*$ 

fitcas itmn&atB, 
Si prandertt alut palitnteri 

NtHet Afijlippm I . ., 
Neftí intelligendi Pattert 
fígnilicani o meTnio que ctl' 
hrarr i ícciunífe /atert ctif 
vivam I Collocar , *ccom< 
modat i manilir (ITentii i 
meu o convidado r e nef- 
t» mcrmi accep^ão ditT» 
Oiidio , L. I. Alt. « tti. 
Saepè illic pi/iii, Confiráo» 
Te 11 Noiíi de Burminno 
■o dito tugx deOTidio- 

Rt&i. } I. h. Omttitatfiiit 
aamirii t completamente , 
fem faltar nid*. 

49) Spsadire,) I. 1). Inm 
Itrveatre e' Jldtm dicert ■ 
vadtm feri ; Interitir , • 
abonar, lEan^ii , licar pol 
fi;.dot. 

Ltvi pr» panptrt.) I, h. 
Pr« paapert Itviífidtif por 
fatim pobre filto de ctcdi» 
lo t Cuja fidelidide ke fuf* 
peita , que nio tem ft. qu* 
DÍo tem credito pica com 
Qi ctedorei. 

Limbino expt-ci Uvi def- 
tc rnado í fui fKfvif impth. 



cGoo^k 



■ 17» ARTI ?ORTlCAi 

Lltfbin ImpHcitum ; mitahor fí Tclet intei^ 
Nofcere tnendicem . verumqu* beion imiciiitl. 41) 
BLI11I'*' ^'* ^«i^áiii > leu quid donara votes cui , 
Nolito id verfui tibi Uãat duc«te pknucn 

Lse- 

n*'<i , fi *}!* , f H* ft ialga ã'Uft , ftvUr iijtlrrtlr » 
mmlg» liJéngiWt ii amig» fiaettt , e viriaieW», Ta , ft 
tivtrit áait f tm fuixtrti dar algum prt/eittt aaifaem, 
ttauiela-te it ikt rrcHar H»t vtrfti , em juãtti ell* 
minia tftivtr tkti* tt aherlé ptlt prtftnte ka fntc» ti- 



Htttr tmdamentt fpt 1 ^aa 
k« Uvido pita quitquCT 

fitrte com • erpecin^a do 
Dtrrrflf. 
Atrit-ntlHs.) l.h.Dirhf 
tri/litat I coffl nt%tit , com 
crucit , eotn tiidei drmin- 






Ora'Renttei qi 

Poitico , emendiT artii , i. 
t. arãit , ftn lugir de alrii. 
414 Impiititum. ) r. h. Ir. 
rttltum t emmitantitda , 
CmSiraqidi) > rixedada, tm- 
ferdlhido. 
'■ JHiraftr fiftitt ) (Íí.) Ad- 



inJo' 



mo (a pet» 



fui 



for: 



te. 



«Htd Poeiico ; ou também 
frlit , e dítofo pot podír 
<l ffknnqiT do T«rd>d«;Ti) 
«migo o liroDJcito , e fil- 
í». 

êrvtfM eUgtr h Ctnjtfit % 



t Crilhffs i.i$ Cumpafi^étt 
Pfttictit , lanfaãai fira ai 
aáiilacíli. 

41* Ttt feit Jtaarii , O"*.) 
Tu, ó Piíjo, >c)i.(«li-ce 

quem > e o tempo , em qae 
hst d« let >• tuai eompo» 
lt^3ci , piFi confesuirei To- 
bre elli* hum veidideim 

457 Tiíi fnSíi. ) r. h. Ait 
tefaâtt 1 feito» , compoAut 

higire* dot Authotei Clif* 
' ficoí . oue eomprováo «fta 

T.t 
lemoi /d« 

VlítTUai /eftiUae , B**. ) 
Cheio da tleerii , c con- 
tente , tiu porque erperio 
premio , oa porque ji o 

Hoiicio quer fi;t>ifictl 
que iquellet , o« quiei oh 
efperSi receber , ou ii re* 
Cthi-ia th* Poeta aTf um ia- 
te refTe , não lio oa Juiíet 
inrobnrnavei* , e (inceroa t 
t que nunca hia de \ulftt 
mm intaicua, e eam vcif 



•lEor 



cGoot^lt^ 



ARTE POÉTICA. 17» 

lactitiae : clamíbit enim . PVLCHRÈ ! BBNÈ ! 11E-' 



Pallefcet Tuper his ; etiam flilUbic «nicii 
Ex oculis loremj filiet , tundet pede Urrai 



*iiíd» , p»r ftflt fxtUmarã , Betlament* ) Bem I A4* 
Biiravelrnentr ! AHm diljt tnad*rá d» cSr i tti it frUM^, 
ra itrramari lafrimat de jtu$ 9lhís i Jálttrã , ttterd 
iom t fi m thã» p ' aJSai etm» »t fN« a§al»r'fiu vãé 



dada. líoga nó) devemoi 
eleger pir* ou*intei , t 
cenforet d« BoSai Compii- 
ii^Õei aqueltei , que com 
Itbcrdide , e feni puiíSo , 
•u íncoiTiiptívelaiente , 1. 
h. , Teiti rereui coaDnngi* 
doi , ou por pTomelTit ■!■ 
gunii* , on pela crperunça 
d«i beneliGÍ«) , ou peloi 
mermot bcneficiot ji >ec«bi* 
doi , pionuTiciíT o feu pa- 
recer, e o que n* verda' 
de fcntem , k.e. 

41Í F^chri 1 ieni •■ rtSi :) 
Bello 1 beilitlimD 1 adniSri- 
vel : Sía vciei > com que 
Te eipticlo 01 dtffiiBuUdoi 
lifonieiro) , quando toa- 
i;raialáo i c ipprovio n* 
prcieniia doi &i ' 



hut efcripl 



. Cie 



II. de ÚTát. daaré teni , O* 
praedari fuamvii faépe «»• 
Ht dícalar: Mli, ti" fé/' 



, I. 



/"*/* ' 



tive , 
Pe.fio , 
Std nãi , jffMTMH" exiri- 

Mamfat , ifii rititjt 

Mugt taun , «' itllà , uam 

ttlll hcr, exeult Itium, 

BoMcio poit TsaoniiBiiida 

que fe exaaitHcni , e ooa- 

fidercm eiUi Mcluns^êei^ 



c eppliure* t • fe nafceiB 
de hum animo Tincero , « 

439 Vãliífctt.) Pafmará» 
•ircbatar-fe'ha quafi extait' 
CO , e obftuperiflo em *i- 
inirar tuai compollçõet. 

Saptr h!í. ) 1 li. Ad bote % 
Muito iniii , al^in dilTo t- 
Note-re a clesai"!' deft» 

AmiciÈ.) Dito em Tenti- 
do irónico , como ohfciv» 
Baxter. Ou vetdadcicxmen-* 
te amigoi , ou certament» 
diíGmulanclo amor, e ariil' 
aade , fegundo * iatelt»» 
gencia de Gsrnar. 

43il 4)o StillalrU ex »■- 
lit,Vft.) Detianiará tema», 
lagriiR'1 ■ e certaracnt* po» 
catiCa da fingida atcgiia ^ 
t atlniliaijão, He di^na de 
obfeiea^ão o veibo filllorm 
«m fantido aAi*o , coar* 
truido com accul^tivo. 

O mermo Horácio , L. I> 
Epift. 111, a Meccna) , v. 

rUU tnlm manara 

fetlica mtUa 

Tt Jaiitm , libi pulehir-- . . . 

Tundft ftie t*Tiam. ) U 

b. XrM Uttitla /alttiit » 



l;, GOOgk 



171 ARTE POÉTICA. 

Vt qut conHuâi piorant in funere * dicunt 
Et fieiunt propè pluri dolentibui ex animo : 
[HvOerifor Fero plus lauditore movetut. 
Reges dicuiitur rnaltji utgain culullit 



Et 



turftr n«i fuHtrats , m f««» ií-jf'" i ' f*V»> maitres 
étmmJlra^Stf de iir , t 4* Jintlmenia , i» fme afaellti 
wtfmti , fae ãe veras ft aperá'àí ; a^« tamttm * li' 
/iif -irt e/carnett4fr , m*ve-/e niair á« ftt ê mmit* 
fiaetrí , ^ue nii IpuVh etm Vfdai^. Ç^uand» os Rtit 
faertm efihtctr a fatiit Hum htmtm , pura jaitrtm jt 



f*ttxti de ile^rií. Nío fe 
•ncenda for pateiiti , qii« 
he (iniT de quetn mof* , e 
derpre/.n o que au*e. 

4(1 Vt jui cenitalU , cTc.) 
C^mo at inli^i cirpidei- 
n» ( fecundo o cnftume 
iot Rominoi, «■ quie* com 
llSrim» , e punto» , artin. 
cindo oi cibelloi , dando 
]>unhidi* no peito , ■(rifliio 
aoi funenet , e acompinha* 
vio 01 defjntnt i Trpultu- 
n. Poríin valgirmente hi- 
Tiâ certii mulhereu , eh». 
mídat Prttficae , choridei» 
n> , pranteado»! , carpi» 
drirat , ■ quem de ordini- 
rto por c«rri para fe en« 
•arresava efte trilíe orticio. 

Ho , euio tuçar trinfcfíTeo 
jillim Nonlo. MircMi late 
««ni(«AiTf fleit alitna in fa* 
nere Pmèlicae maltn W ca- 
ftllêt /einiant W elamant 
tnagit. PUuio , in "D-traUn- 

.... Sl»e vírtute orgtilHm 
eivem mihi hattam prt 

Çfut atin ttllMaiit, tapft- 



Neíio 



■h nm priteã. 
ate qaii meher CM» 
U praenea efl , fRM fie Dtfr* 
taurn tal/a uilat, 

411 Derlfçr vtri pÍMí leu- 
dittre mfVttur.) l.h-.Scur' 
ra , fi&ai iaaiatir , fiSal *• 

miciit ; ilgiiir ; o efcamece- 
doT , o facetáo , o fingido 
louvador , o diifaTi;ado 
amigo 1 e Iifonieiro que «f» 
ti mofinda paiece ellae 

*ido) faz maioret demnnfl ra- 
zoei , ftc. O inefmo Hnra- 
cio L.I. Epift. XVIII. v.ia. 

Alter in aifejaium ptai ai^ 
çu» prtnni , w" ínri 

Deri/er leãi , fie iiaíum ii- 

Sic Iterai vetes , 8" verta 

coáeniia tel/it . 
Vt pueram treias Jaeve iU 

am» mafiãr». 
'Keiiere , vel mimatH par^ 

til IrnRíire fecaniet, 

XLIV. Oi Pielai devem 

fwr meie ite hama certa len- 

eer , e experimentar es cri- 
ticef , e cenferet it Ju*$ 
Ptefiai , e verjte. 



cGoo^k 



A R T E ÍOE T I C A. ijj 

Et torqufre mero, (]uetii pcrfptxifle * libOtent 4)y 
An fit «niicitB itignus : (i caunini condei , 
Nunquatn te fallint animi fub volp« taienicf. 

Quin- 

ÍÍ digiu êt Jbb filvanfa , ttnla-ft fat * tntSt t*m 
muitti eipos , t Iht iHf o d'ct tBriwa i* t faxfr hf 
ttr mailt vinh* , ( a fit» dt » atriggmt » faUar m v.r> 
dadi ) I Ta , ft tomporfií vtrjoi , nanta tt ins»ntm rt 
anlmtt tjcandiiat ietúix* da ptlU dt tapeXft. Se rui: 

414 Efftt /icanttir mattit 
«rgire culullH- ) *.' Tetra i 
Siz-fe que o* Xcii eiipt* 

de íinho , faiendo ^ebe^ 
baftinie íquelle homem , 
pin reconhece[«ln Te Jie 
Allldor , ou fe hebedo te- 
«elari , c iffoilhiTji ol ftpre- 

O mermo Honcío L. 1. OJ. 

• ■ ■ ■ JVmt tfrtt, easiiit 

s.ii.,..: , 

invtiuin ftmliiiin i nec wi* 

ri t etjila frendiias 
X'i dlvaiii rapiam . /arva 

Itae cum BeneyHiU 
Ctrna tympana , ftiaí /uh 

/'fuitur c ateus amír 

fui , tf 
MlBlItns vaeuum plàt ní- 

mia gUria vtrlietm , 
Arcanlia efiies prtiiga^tr' 

lucidhr vitre. 



Curai ^ ârraattmieetfê 
Cenjiliuia relegis Lyaít, 



Ptitii. Ckíuíli, copoi , pu> 
caroi , ou cilícei ttitot ám 
lie que ufaviío a* 



1. 1,-01 



Rom 



I Livi 



OJ. 



JUtrcalfr ix/íccit calatlh 
Vhia Sjrã rtparala mtr- 

DIt carx* ipfit I . • • 
í iw L. JII. Od. XXf.*.ii. 
A {ene itrmentxm mftnU 



iltuni Livrot inligM 

lê-fe Vrguer,. 

4H TerfBÍre vnn.) D»i» 

lhe humj tf(-«cie de tom 

lem ■ indoTe , e ciraâer 
de algueni , o qtrit muita 
pnncipíliuente fé deixa 
ter, e tranilii ni bebedi* 
ce , ■ quit fii diíet tudo 
quinto fe f^he, 

Çiiím perfftxiUe , (fe. } 
l.h.hlm» tatm rire vtltnt, 
en Jttã aji.ititiâ Jtigmt JH i 
■quetie * quem dere|eiii 
reconhecer t fe por vento- 
ti reja digno di fui pit- 

íaíarínt. ) T. h. Sttáiani \ 
átft\em. AIcuDtlivivllMRt 
latvmt. 



cGoo^k 



174 A R T E P 

4t7 FatlaHt. ) I. h. Lalf 

ãnt \ t\\t\la occulto*, af' 
condidoi i nuDca te h\ia 
cleTcçiihesiili». O in«rina 
BoTDcio, L. I. Od. X.<i.if. 
' V/te^ahifUi igmti , W íhí- 
fBo Tr,'/te 
Cfiraf*fmU 
Onite Ftftllit vtl o mer- 
ina como f« diíTei* t Paf. 
fm ii /aí meàe ptr meie 
4«S «rreiatl ãe% Grigtl f- 1 
ra *i nJa$ it AchlUet , fat 
4* aingaem f»i canhedâi , 
4 nem /e fBír vifia. Dot 
exemplai ibaixo fe aolhe 
l}uc o *erba FalUn fori 
uriiipido por Horicío em 
lugar do Grego X(tv9ávcií , 
•ue CArrefponJe lo Latino 
i^ttri. Horácio , L. III. Od. 
XI. V. ífl. 
.... StterMM <ff fetlifiat 

Palíi furirtt. 
E ot Od. XIV. *. 1« do 
merino Livro. 
Spartacum fiq»a peluit va- 
gante iti 
FalUrã tifia, 
B na Od. XVl. v. ifo. da 

Fuigente imptrie firtilii 
AfrUai 
FoUit /trtt teatitr, 
% no L. IV. Od. IV.». 4». 

StSamur ullri fuft tpimiti 
FalUrt «■ «/l(ff«r# êfi 

'% 4in outioi multoi lii;i- 
te« ufi deAe vetbo com 
(unimi elegância Horicio. 
TetcncM na Conciiu « H«- 



O E T I C A. 

Hnm mtfefiílit Ufct U 

Cícero no L. IK. Epifl. ad 
Alt. Kllem Hlam ipfuiu , 
fuem/efalmar, multa ftfel' 
Itrnnt. 1. Livio , L. III. 

Nan fefellit Ackaeos I , f*i 
Jpe&afjtt tam ítnigiu ptllh 
citatia. 

Anhiii fui votpe laltnlts,) 
I. h. Animi intra vulptm t 
delcfi iff/ulUcti 1 duplictt t 
iríli , infiâírfí i animo» ef- 
conJidoí debaixo d i peite, 
ou dentro á3 pelle de »- 
pofa ) animo* doloroa , « 
eneanadorei , dobradot , e& 
condido! , Rtca'i;oadoe. 

i5'ii> velpi. ] I. h. Sut !• 

citiat fptclc I debaixo da 
apparencia , ou c>pa i como 
vutEaimente ditemot, dc 
finíeridaJe , e de amiiade. 
Hoiaclo illude k Fatiult 
que Elbpo defcreveo d* Ra. 
pofa , e do Corvo , na qual 
■ RapoTi fe moftraia rim* 
piei ao Corvo , pira Ihft 
fiirripiar o queijo , que el- 
le tinha no bico , o qual ■ 
indircxeti ave itludida dl 
fignz Rapiifa deianu ctliit 
do bico I quando queria or- 



I Tua 



■ "i"! 



Sapofa liie loutrava. Elta 
Fabula dercieveo Pedra 
elegantemente L. I. Fabula 
XIII. 

XLV. Trapotm-fe » txtm- 
fh dl vcrdaáeirt Cen(er am 
Pt^ta 4* Quinam» Vara. 



•^» 



cGoo^k 



ARTE 

Çulndlilio íi 
„ Hoc , aieh 



POÉTICA. I7f 

reciíatet ; „ Coirí«é , fodei , XLT 

hrc „ , Metiúi te pofl« negam ; 
erqus eupeitutn fiufliã : delcre jdbebat , 44» 



Et malè * totnaloi iiicúdi leddcrs vetrut. 



te(!ts a» Ptelm ÇulaâHi» aliam verftt , tllt Itg» " 
dn.i» I tmtnia , Ji c*iit , Ifit , t Mtnitm i/le 1 Si la li* 
áiy»' , dtptit ii tftt fraftroiíioitnU Untai* iuãã 
ã Irtt vrjfi , fuê n3» pidios tjertvtr têm Wt4lk»i- 
acirlt , mandava ri/car , $ meittr dt ntvt m Hg»"i» 
»s virjtt mel t«rn*aiUt, Ptrloi , fe ^ui%fS** éattt dtfti^ 



4)S QaiaãUh. ) Quinai* 

o Varo , nituril ile IW- 

Po«U «BrcgLo 



Critica ■certimo , e perf* 
p'ci;ifl!ino , que lulgi^* fe* 
vciiiDcnic, • com inipar- 
ciilidad* 11 obni , e cooi- 
poli^õei litteiirUi ) Foi 
yraiide ân.Í;o dn Poeti \ ir- 
filio. Contiia-fe o <nerni« 
Horácio , L. 1. Od, XVlli., 
c Otl. XXIV., que tíeititn 

Quii dejiãêrí» fit fadêr, aut 

Tam cari capilh l praieU 

pt iaguti-ís 
Cantnt , Milftmtnt , eú 
lifaidam Pater 
Vecem cum cilhara dtdit. 
Mrgí QainlUHaat ptrfttutti 

Jtfer 
Vrfuet i tai Fodir, tf IiêJ- 

tiliat fírtr 
Mntarrapto Fidts , nadafae 
Vtriías , 
Huasdi ullum imvemtnt 
rartm ) 
Corrige , ftdes. ) Quisâi- 
6d Vaio diiU I emenJa iT' 
to , e iflo , e mah Ulo t 
ft te aticvU) S* aáo ba 



lugai da Si vit. Tcrcnci* 
na Cumeilia Jlndrii, a. I. 
Tcl. 

Ktfitaíatn 1 A/Hj p»er,dit, 

/tdei fui4 h*ri Ckrjji* 

dtm haiuit i 
Ciccio, L. Vil. Epiff. «I 
AU. Hl. '£»rtt/ium i/hm 
tuam miii ecieanll fuia > 
Jadít , nnmmtj curare. Em 
Pliulo K-rc inteiro / 0«. 
dis. Dic titihi , /i »udt» , 
fUBt cfi , qttam díicart viã 
uxarfm 1 coina icfaie « »* 
liso Ercoliadoc áe Fetúa 
•D> ■ Satj'» III. 

4^1 St maU ttmaipt in* 
cmdi ftddtrt verfat. ) Em 
S. Metafórico. Ub.'Ei rtd* 
dite iacadi -vtrÇmt -mali 
tUtcralts ; e metter outr» 
*ei^ na bi|;ania , i. h. tmcB* 
dar 01 veirnt anil trab«llia< 
dai ,nu1 fcKos. Algum {«» 
wião tem crímtnailii Hart* 

Ciil .poi txr BJllBtldo du4it 

Meuforai, e eAat mtre fi 
contrariai , vataa >i« a ^b 
bifo ma, iuanuD tutu ^. fac* 



cGoo^k 



«76 A R T E P o E T I C A. 

^ , m»\\n ; 

ruiiwbat inanem ) 
Qui„ 

éer ê t*tt trra , i» f>f imtiieUt \ elU fQ» reflicava 
dixfid» mtii huma fi palavra , t nem ftean^ova inwil- 
menie , frm «d> imptdir qu* tu Ji tt amajjes a li 



Si defendere d«lidum , <{uãin verl 
Nutlam ultti vaibufti , lut operai 



rciro, « da tomo, ioftru* 
tncHto d« toineiro , s do 
outro* artiftit « e poi iflb 
bum l«ni «om Benilei ttr 
tiflrt , e outrut com Sini* 
don , e Dfcicr fermatis. 
Qu«m nia ti qje Itrnntei 
clli cm hum fencídc lijfu* 
ndo I e que com bellezi 
fc accommod* para expri- 
tnu ■■ virilt , e diveifai 



mi femelhtnts M«tiFon (o 
explici Juvenil Sal. VII. 

Sti vatem egregium , trí 
nm fit fuHica vena , 

Qui ail txpofituM /ilttt 
dtducirt , ner f KÍ 

Ctmmnni ftriat eermt» 



Por i 



r.sUqi, 



, fal. 









i pecfeitai , fem if' 
pemit , ficeii , docei , e 
•grad*«ei) ao ouvido i bem 
Como ai voltai i|ue o Ar. 
titice dl no loino i) fuaa 
obrai , e Te eflaa fahem 
farra bui hentat » e que fa 
não podem polir bem , fe 
metteiti outra vet na bU 
goinat pira fe Ihei dar no- 
nt pancailaii e depoii vão 

fahirem bem polldai , e fem 
cfcabrolidadei, ftc. He bo* 
je ceufa vulgar o tomes* 
rem-fc •• obiat de metal, 
e que muiio , fe oi anti- 
soa pelo teftemuDlia da 
FliiliA , h. XXXVl. C. XIII. 
até toineavão columnai in> 
leirai 4e pedra. Ora Hii- 
duino pela femelliaD;* dò 
feu Idiomi dia que ttrna* 
toi V4rjut tem f^bor de 
«iaUiciúNO, Quafi pai bii> 



landndui verfui , ufou de 
ternas , Propercio , L. If. 
Ele^.XXV. «.41. 

Incift iom tnguli» vtrfttt 
iicludert tem». 
Meu daulifTimo Medre o 
llluftridimn Deputado Al» 
tonio Pereira de Kigueire» 
do rerpoRileo eiudilampnie 
li objecçnei de Sanadon , 
e i Cenfura , com que Bea- 
tlei critica Horicio nelle 
lugar no Teu Difcutfa fo* 
bre ai Idadei , e Auihnrti 
da L ngua Latina- Conâii» 
reGefneT nefle lunar, 

Ineudi rtiUrt. ) 1. h. £«• 
cuàirt , emíndare i recu* 
nhar , emendac , dir-lhea 
nova forma. Outra truta- 
qia diHereiíte da prioiein^ 
roai continuada. 

441 Verttrt. } I, h.JMato* 

44] Nultam ultra vtrtum ) 
Suppri-Ie pela Ellipfe Ka* 
tittat I Hia diiia idiU kh 

U«H algiui 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 177 

Quin fiiw rivtli teque 8c tu* folui amttet. 

Vif bónus & piudeni vtrrui nprchemkt ixwitett 441 xLv» 

M Cul- 

mtfm$ , I ai tu»i »i'*i Jm rival. O tra/tr iiOévtlt ^ 
ttm t ftm Juijf rtprthêndtrâ M v*rf9í Imnfui» 



nÍn(>mio , Potolinet de Si* 

Tf]' lem eHe Terfo aHiin > 

iftl ttUrà vtrhi , ant ipe- 

rat infumiiat inanis- 

DoutCodicei do Viticdno, 

muito* lem , inhmtiat. 

444 Sina rivaíl.) Anti Teu 
mal , ou competidor aquel* 
It • que ama alguma peflba 






iport 



Sum PoT tianilaqao Te applE- 
C» iquellei, que prezãa mui- 

jão «quellat confat ■ de que 
nenhum outro fit apreso 
■■íuni. PoAo coma Imni 
rchema Proverbial , e com 
baftanie fal fityricn Affim 
Ciceio L. III EpiH. VIII. 
a Quinto feu Irmão. Hir. 
rat a»eier fire videtur. O 
Ai fuÁm iniftus t luim /a 
ip/t amam fia* rivali i 

Ttfu* ^ lua Jalut ama» 
Tti.) Tal be ■ loucura do 
min ^oeta. Cícero g. IVt/r. 
tAdhue neoiinem ctgntvi fre- 
tam , çtti fitl nt» aftimut 
videratitr. 

XLVI. Dtfcreoe-ft a etri- 
fafSe dl bam fiai tírreãêr i 
tiadtmtuffe a ctadtfeeaitn' 
tia da eeafir lifin/tir» , 
lama pertiitiafa d rapmia- 
fSa^dii/eu amift, 

, ^j Vir UwH 9* pr«tfnH.) 



I. h. Et UnavêluM O* iâ*ut % 
o vario não fó benévolo > 
mat também douto i o ^u* 
não be liTonjeiro , c tem jui* 
1« I e en^eDba «om fabedo* 

Horfcio ínfinúa n rutei- 
to , a quem fe deve pedlc 

Vtrfm . . . intrtet. ) I. b. 
Ãrla ff virlate cariiitti » 
/me /piritu C aarvii , oit 
atn /a til ateara li faSft. 
Verfoi filtof de aite , • 
de forçi I fem erpirito , • 
fori;a. O mermo Hoiacio > 
aflima verfo Isa 

.... Sint ptndera ff artt* 
Ed« L. U. Eptft. II. V. loâ. 

Ridintur mala f«í ctmpa- 

Caadint /crltratii , O' /e 

vtatraniur , 0" altrb . 
Si lactai , laudanl \ ftiid' 

qaid fcripiire iiati. 
Al fí Itgilimani capiat 

ftciffe ptim* , 
Cam laMis animam cti*- 

J»rÍM Jumat hinefti i 
Auátiit , iBarettoifae pa- 

rantfpltnderis liataímitf 
Bi /a* pfvdtrt trmt , •* 

bantri indigna ferrniur. 
Virta mtvtrt ltt« s f»am- 

vil iovita rectdant ■ 
Et verftatur adhae intra 

ptattralia Vifimt, 
Confi[>-r« efta Epia«Ia poE 
diante, < ff aOmitiiU «■ 



cGoo^k 



tlt ARTE POÉTICA. 

Culpibit duTOi ; incomptif iHinct itrum 
Trinfvaifb olano fignum ; «mbitiofa recldet 



ptRrinientot panlleloi lo* 
defta EpiHoIi. 

446 Darn.) I. h, Kifi- 
dtt , iltcpiítft , inctneinnet , 
n*n ftaítralaí , m^li /êitait- 
Ut ■■ Ouro) , iCpeiai , groT- 
r«Íroi , ímpolidni , triba- 
Ihadot ímpeifei ti mente , 
mil foantei , cruisi , ciiji , 
coinè dii Pftlio. O mefina 
Morkcio no «iUilo L. II. 

Imxuriímtla eamfifctt ■ 

nimit ajftra Jant 
íevot}t eúJttt I . . , 
Inctm-pt'i$ allintt attamfi- 
fn»m. ) Mareirl com bum 
fignil ptetu i i. li. lífcarâ 
01 TCrfo* que ião defili- 
nhidoí , t Tem graça; ao 
qual (inal oi Grezi>i chimão 
^th'i\t\i, O in (frumento de 



lifcar , 



apaçai 



mudai y c 
ma certa vaiinha direita, 
<iii ponteiro pontagudo 1 
chamado ó^thií , cttm o 

qual o Ctrlico picavt ot 
veiroi e lugarei difaoi de 
cenfuca. C-cero Lib. I1Í. 
Kpift ai DilaMJaai. Prf 
feri alter , ut gpititr , duf 
tus virficBlh txpenfum Ni. 
eiai t alUr Arifia-thus h»$ 

Tranfvtrft calam». ) Com 
"% pCuDa acra*e<rada. 
44; AmUtitJa rttíiít tr- 



namtnta. ) I. fa. ( fegunifo • 
antigo Ercnliadoi.) iVimi* 
trruta , 0" luxurimntlá i tlé^ 
toí irnatut amfulaHt 1 cof 
tari ot omatoi ezcelliTl- 
rnerf^e pompofoi e eítereiíi 
ot fíliúi bTÍlhmtei. Omef- 
mo Horácio L. II. Epift. 
II. a AuguAo , ,. .20 
Fttitiei epti , LaliamfU 

t<aHl divit* linguâ ' 
íttxwiantia tsmptjett 1 

nimis ajptrajeni 
Latvatit culta 1 virlatt 
tartniitt tslttt- 
QuinAiliano , L X. C. W. 
dl. St^»llur tmtaiatU ,part 
Jlaihrum hnge utlliffima Nic 
cnim Jltc coaffa crtiiiMm tfi, 
fiylvm non minLs agere, f««i» 
deitt. Híf/Ki autim Ipirit *fit 
idjicert , âetrahert, mular*> 
StdfacHiui in kit fimplicimf 
que juiclum , inae rtpIciU» 
vil dijicitnda fKnt -. prtmcrt 
veri inmen i« , hamitia ex- 
têUtrt , luxuriantia aâftrim 
gire-, ititriínala digirere 1 
/«luís Cfmpeiure , txuíiim- 
lia ctirctre , daplicii opera*. 
Nam <í damnanda fuat fuat 
^acittrant » ■* invenitnia 
fmat fwerant- Sec âuHmm 
cfi , *ptimum etic mãoisnii 
geitat , JS /cripta iit ali fm*i 
tempui repeaaaltir , Vt. 

De Ac f«u meímo pr«> 
ccitg pitcce tM<f« tímàf 



cGoot^lt^ 



A R T E ? o E T I C A. 17» 

Otnimenti ; pirúm claris lucem datc coget ; 
Arguec tmbiguè diãum ; mutaiid* noubit : 
Fiet Aiiftarchiu : non dicet , „ Cui ego •micum 4{0 
M ii .. Of- 

ftnné I etrtard ti tmaminitt MftSaici \ f-irà tftlmrutr 
M fa« efiãt cheiti àt tjturiiai* i trguirJ ai anifiMf 
fiat ( M ifuivttri ) : titlard at emjai fnt ft ievtm 
muimr i tm Hm fti » §0tie ia ftvtr.» Arifiarthf 
tUe aS» dird, Ftr fot ro^» hti dt ea sf*nd€T , é auf 



cido Horaciv , 



poit que 
mo coirigio o feu cAilo 
}uvenilintn(* fogoro , atia 
eottou 01 demaliidot ■ t 
exccilivui pcnfamento* , n* 
fua Epiilola XVI, t, il. dú 
LI., qu>ndo hum e lim- 
pTcz penfameato bi1i*R 
ia repetir, A cada paffb 
caniTa eAe preceito Te al> 
lucinátão Séneca TTafien , 
Lucano , ftc. Gonlirt-r« Ci- 
ceio ia Bruto , onde argae 
poT tlTo Gorgiai. 

44t Lucsm dart. ) l. h. 
áftrtUrmfaare \ faier mau 
pitentet , mili claru. 

AmUgui -diãum. ) I. h< 
AmphiUligitit , huma e:i- 
pref>3o equivocai ai am< 
fibologiat. 

Mutaada. ) At coufat que 
fe devem mudar , frinci- 
ptlmeate aquellat , que 
menoi ajTadâo ao feu x"^' 
to , bem que fe defcsnhe- 

4{a Fiei Aríflarckui.) S%- 
^aumente , acremente , fiel- 
mente BOtaiJi O) defeito) 
de feu amÍ;o , fem lhe 
perdóir nada , e com o 
*M» furará , e niarciiá oi 
*eifo) I que não forem di* 



Ariftaicho fot humGriM* 
matico e Critico de hum* 
penetri<;ão infigne , e d* 
huma fingular reâidio lera 
natural de Alexandria , e 
eentempataneo de Calli- 
macho, e Medre do Filbo 
de Ptolomeo Ftlidelfo ■ caf- 
tigou com feveiM critica , 
e Gom muita exaúidão ai 
obiat doi Pacta) Gregol , 
e nia obrai de Homeio re- 
parou muitot verfoi aduU 
terinot dnt legitimot i • 
fea pela fua re«iião huma 
ediqâo de Homero tio co^ 
reâa , que feu nome 6coii 
feriindo de atttibuto, • 
de denomiaaijio de todo 
o critico de )ão juiio i • 
de profundoí eíludo) ■ e 
elta fua Ediqío d« Home* 
10 he a que ptefentemen* 
te imitão ai iidi<iãef vul- 
gire) delle Poeta. De tia- 
io> volumei , que efcteieo 
efle fibio Grego , nada noa 
tella. Gicero , L. III. Ep. 
XI. AriJIatchui Hcmerl ver' 
/ai íffã nifabat , futt nait 
prtíaíat ■■ /ic lu , li^^l taim 
mihi lesari , fHiii difirtum 
ntit trit , ni pultrii mtum. 
O meímo L. IX. £piyf. Kt- 
atíi. X. fr^trt tUlfr ^ »t 



cGoo^k 



ífo AR TE POÉTICA. 
„ Offcmlam in nugi* > ,i Hae nujEae retit docent ^ 
In mila dMlfnm fenwl , cxccptumaue Hniilrfe. 

Vt 
tiSesr t meu amigt em ttufai de nenhuma -mt-iia i 
Vtrim eftms ctafat it ftasa menia , e- de «ed» tal' 
v*z ' txfêrád a veriaieirtt fíxaret , ê amargarat , /' 
vier » Servir de alvt de ri/e , t * Jer ridiculamtutt 



§fin»r ) iaeiUM verficulh tx* 
péit/nm SUiae i aUer ÀriJ. 
tarchui hei *J^^i^(l. E-^o, 
tanjuai» cri ti eu i anti f um 
íuáiealuras /um , mlrlim 

fint H no ChXI^^Epiíl. 

ai Ali. I. duid malta i te- 
tfm hunt leeum , quem ín 
Arijltcratia ege varU mtit 
eralitmtat , jaarum tu Àrifi 
tarckat ec , Jehe pinfere, ie 
fiamma . ãe ferr» , I3*t vaU 
dè gravittr pertexuit. O 
tnermn Cieero ni Oriçlo 
ín L. Pi/enem. Verumlamin , 
lafiiam tign Arifiarehum te , 
fti Pkalarim grammatieum 
haiemai , fuia run netam 
afpeaas aã maluat ver/um , 
Jeà pittam armit perfífug. 
re 1 /f/r» cupi» , fiild tan- 
dem í/ie in ver/a repreliendai. 
De Ariftarcho f*z tani' 
hem mtn^ão Plutaicho nl 
Vida de Homero. E por ir» 
fo illuriyamentc oi Cenfo- 
tea doi Efcrltoi ilheioi ft 



quinto r«n<to eDganide bv- 
mi fú vez pelo atiaiqoida 
lironjeiro, cUm ninheiíii 
CTdide! 



»lei 



tiiiõ ( 



£ que mal peloi pode icon» 
tecet ao EfcTitor , doque» 
induzida dii vani rfonjat 
peiruidir>fe peio fea imoc 
próprio de ijué ke hu» 
óptimo Poeta , « de que 
■áa egtegriít fnii compo- 
úqõet , petíiniado ao loef- 
mo tempo em bum perpe- 
tuo e veigonhofo erro > 

juâi^a fiirm zombaria f He 
íono efcatoecido aquelie 
Erciitoi , que bc louvad* 

carreiro. ConSia-fe o vei» 

fo 41 !■ 
Dirífnm ftmil , tfc. ) I. 

h. Quiim fèmel a pgpule ir» 
rifui fnerit O' mali exte^ 
plú$ I ou tarohem , ^«Dm 
Jemtl illum derideade laom 
dam falfam O" finifir» 



If^n dicet , Cur ego , fTc.) 




T«1 he ií.f,n,e coftume 


do bumi vez fat «rcanii' 


e razáo do adulador. 


cada , e mal recebido do 


4|i Hae nugae feria da- 


povo ; ou quaado hum» »e» 


cent in mala , »"«.) Soben< 


tu por zombaria louvando-o 


tenda>re illum amicam- Sim; 


pronunciarei fobre elle hum 


titai e:lai ninheiiia caufi. 


fiirn , e (iniftro conce-to. 


iSõ hum verdadeiro dofcre- 


Exceptum ^ifiri. ) J. h. 


ttiio a efte amigo < {mi 


Perwrii traOalBm , fidieii,_ 



cGoot^lt^ 



ARTt POETICAw itt 

Tt inala <]u«tn fcibiei int morbni repus urguK , XLVti 
Attt fan*(icui citor , & iracundi Diina ; 

Ve- 
ttaiad*. A^m etnn ft /»[t defutlU h»mem , fs* paáf 
Cl lepra , tu iairitta \ »u ttm «j //ai íiatidti ftriur- 
fadti ptít féimtijmt , la iKMliett pila tvUim it Diaa» , 



U hiUtum , dum criiH lar-- 
fiter a/ltntaati i lni>)iia>nen- 
te trttaito , iii}iciil>m«ni« 
attendiJo , em axnto acre- 
dita ao qna fcamente o 

XLVII. O Fiitã In/ipUit- 
ti , I iniaiil , ê fue ttia^ 
vU fi ctmprax, "«"í" '"» 
Jaat cimptfiqitt , teftama 
fer mal acctití , * taufar 
tediô. 

4%í Vt mala fuim/taHri, 
•*(. ) I. h. Vt fagituil illum 
qaem /taHit urgit j Como 
fe fnfC iliquelle , que ellt 
accommeltido de humt 
moteftii contigiofa. Quio 

periçof* peiruiião ! 

Mala featitt ) I. h. £(• 
pra incaratilU i a lej^ri in- 
duiavel , como diz o anií> 
go EreolUdor I re^ttnáo ob- 
fcTva Croquio. Cbimão-fe 
poit peloCbaiieniirmo mi- 
)et lailai ■■ courii , que Te 
lepulio CTue>>, e hoTiendii. 

Honcta rettati bem ii- 
«antente ■ dergraqidi con- 
diqán do mio Poeta , a 
Am de o difluidir , e de o 
apartar da mania de fazei 

JUaríui rigítii. ) A iAeri- 
cia ' alTiin «ppcilidadj , por- 

?ue «lia tnfarmidad* pata 
e curar requer fer trata- 
da dílicadaueate , com ez- 



Dinta> 






irofoi , de que f6 
oi Kcii utio por caufa da 
exceiliva defpeia. 0> qus 
a pidtccrn lulfarmenie cha> 
mão-re Arftiati. Também f» 
ehama lãtrui do notne da 
hum ptlTiro de cor aina> 
relia , chimido lãtrat , on 
laiFft , m oropenduli « a*^ 
e timbem fe denomina Au- 
me* , por ctuTa de cãr 
amirella > femelhante i do 
eura poiquc o* doente* 
fe põrm imarelloi , ou aça- 
froiídoí pelo lofto , por cau* 
fa da eatravafai;iio do fel- 
Plínio, I- XXII. C. XXIV. 
T. i). Varrt fiafiiini cign»- 
tHinalam intrtum arfuatum , 
fBM< mal/a earentar. Con- 
6ra-re Camelio Ceifo , L. 
III. C. IV., Lucrécio, no 
L. IV.. e o que enUna fo- 
bia efte lagar Jaiáo da 

Vreutt. ) 1. h. J^ifit , 
iiprimit i afRifC t abiic , 

4f1 Fanatíeui errar.) I.h. 
Demetiti* i a demência , a 
Inucuia. FanatUat traz a 
fua origem de Fanam , i. 
h, Deluh-am , o Templo 
dai DUindadai , porque ii 
portai doi Temptot fe cof- 
ramio pôr oi doidoti co> 
mo repaiadei do icfio do 



cGoo^k 



ríâ ARTE P O E T I C Ai . 

iniit povo, on por e»ati ...... .Vt Mali /mut 

àt peilír efmola. Bftei tie* Aifiriffit Liter Satyrif, 

m gytio por onde lbe« di He digna de fe conCaU» 



ínfurc 



n fe , e 



I Ta- 



.. illuftriqío do antigo Ef- 
cotiador , e x eiudlt* '*'>■ 
t« d* Getact ■ efte luc>.'- 
ConSii-fe Ulpiíno no ti* 
tuia , Dt AEdil. Ediãt. 

Irae%»ts Diana. ) & ii** 
cunda OUnt , porque torni 
oi homem lynifaticai. Hon- 



Stadoi , e de continuo m»- 

vem ■ cibei^i , coicem < 

«Ibof , B meneã» tlgumi 

veie* o corpo iodo co 

gt&ot eztiioidiDxrioi f Jc 

IMi ciufi dii iini e qu 

verica) HmiTmai que de ^Jo Ggaifíc* o eniino di- 



Pacta he c 



pjiitst. Tal foi Oreítei 

Íue por tei moito Tua mã 
e Tovextdo, e peiTegi ^ , ^__ 

do dat fuiiat. O) vqiadoí meio Ja «Audo , 
dai fuiias fíoítuítoi , ira.- 
niacoí, chamio Te finatíco), 
fimatici. Dii o mei^o Ef- 
coliador 1 Famiiicum irr»- 

rtm fati áicuniur fui a _ 

Paunit pircttiiuittur , ii tfi, te « Profeipi 

fBÍ lymfhatiet /piritn agi- noAurna 

tMitlur. D z-íe que padecem 

> cKtravjgancia fanática 

■i;afl)«i que liio bitidoí 

peloi Faunoi , i. h que ião 

•g-tado) pelt> efpirUo lym- 

filtco , i h. por hum ef- 

pitito de loucura. Oi Fiu- 

noi poít e oi dBinaii Ma- 

net , excepto íé Titeliai , 

'- - >utio fet fátuo*. O 



:cit*da poc hum 
. e divino ef* 






trina, acompanhada , 
da com o génio , 
da aatuteia. 

Diana , a qual Denfa tam- 

f« chama Lua, Beca- 

i divindid* 

t**el. Jul- 

gBTa-fe que efta eta JOo- 

rúa , mãi do> Lar** , e 



que 1 

Ia EpilepUa , ou Gota c< 

tal , a qual raoieftia a e 

tolída creilulidide doa ai 
IJgoi aitribuio a Harculi 
locttbáo , ou a ElialLei , 
h. ao Fcrj.d< 



u cnan<j** ena 
cada hum doi Intetluniot . 
i. h. no crefcente , ou min- 
guanK da Lu* ; e que apea- 
da do feu carro , cheia de 
cólera , e indignada o* pu> 
nha cm furor, pitncipaN 
mente nÍo fe Tcrpeitandoí 
oa feui Saciiãcioi. O* ho- 
mem enfuiecidoa poi Dia* 
na chamavão-re lambent 
Luaalicoi. Que cega , e 
lUei, i, *ã crença; Aflim em So* 
Hdiicio foclea Aias fe tomou tu'* 
riofo. Atí Fan fc icf uta«« 



cGoo^k 



A R TE F o E TI C A. it) 

Teranum tettgifle tinent fugiuntquo Poetam 4fi 
t^i fipiunt ; agiunt pucti , incauttque requuotUTi 
Bic , dum Aiblimis vetfut luâatur, Õc errat. 



/tmelhatiltmtttte *t hêmem fetin Itmem t»i*r , t f§i 
ftm dt P»tta liiáit , ewf» /uixf tfii rtrdUt it fi mtf' 
me -. at rcpaxft » ■ptrjefutm , # tp^z til* v3e êi <íe/l 
ptre^HJgi. Efit Puta em faanM ctm et t!h»S tUvtdtt, 
* »m* fxtatitt rtfiU t»m iacAtçãt /tui mrjts , t áef- 
vairait gjrm trraiU* ) 'éiajt fu* , cabiniê étntra it hum ff 



com» hum Deot tnfsllo ■ 
« por íflb fe chimitãa T*r- 
Ttrts pmiei , tiirotei ptnt» 
,C«*,oi nicdoí fera e^u[^. 
MfS Véjnmm tetififfe ti- 
intnt , (fc. } Tsdi efla paf- 
f«gefm Jie aUegotic* , c 
piaca cnergicamems a lou* 
ca , e obftioid) iadotili* 
diila doa mia* Poeiat , qu* 
enfurecido! fe embrivccem, 
quando fe thet eenfucío 
fua* obrit. Horácio poí* 
noi iQlitiúa que eftei taei 
Pnelai fe devem abando» 
■ar a fi irefraot , e ao feu 
tlepravado juízo, linda quão* 
do citei fe precipitem deii' 
tro de hum pot^-n , i. h. •• 
inda quand* cllet digâo 
oa maiorei defprofolttai , 

derencaiaadot , kc. 

Tttigiffe. ) Pot EniUage 
•m lu^ar de Tan^tre. 

4(6 (luifapimnl.) Oi que 
cllão. en ftu perfeito )ui* 
so , oi que não láo lau- 

Agltant putri. ) Ol rapa» 
Ml ot cottem , e petfe- 
fuem pelai raai , fiiendo» 
liifi iDil bictiaiicroa tídí' 



culot para o* ioquietatem. 

Intattti. ) Por EnalUge 
em lugar do adverbio /n- 
eauti , inc«nlÍdeT*dameBte, 
com imprudência , fem cau- 
tela í fem rerpeito algum > 
fem que pe)o alguiD ot 
coiitenbi. É ceitimente , 
porque o) rapaiei não te- 
mem o contagio ■ e perfc* 
gueni 01 futiofot ■ cono o 
otijeâo da feu rifo. Cice> 
TO inVtrrtm, IV. C.LXVI. 
Himt riiicali lajanas .... 
»t (SM pntrl fcáentar. 

4t7 Oum fuUimis vtrftit 
ruSatar. ) Ao — 



plindo 



O Paet 



ilclhoi 
I Altroi I fufpeii- 
' cheio de G mef- 
fvanecido , arrota 



fe ei 

^ í.tyri, 



( kc. 



Seguindo oi Manufcritof 
de Cruquio , e do antigo 
Incerpretc , ■ firmado na 

authotidade de GeCner, e 
de Cunimgaitiio , leio /a* 
ttimii em lugir de /Ȓ/i- 



' Hon 



dicutar 



cGoo^k 



i»4 ARTE POÉTICA.- 

i vcluti ncralii inteatm dtci^t «Mccpf 



f« , #> A hmm UfatirS* frtfunU , >«» ron» ê fcffarlttleirê 
fUé tfià á tfrtita para ufmr tt mshft , pfjit fM tfi^aft 



náa Poeti doudo > o fija- 
ti com Dl othoi paftoi no 
Ceo , eoaio contemplando 
•■ Aflrai , o Cco , kc I e 
por iflb DcAc lugir JtkHi- 
mit defifn* «quelle , a i|utm 
es Gregos chamáo /:ietè- 
«goi , i. h. qiK fomente 
ofba pita . ai ellrellai , e 
^efpreii ai couraiiafeiioiet. 
SaUimti em accufitívo 
concoiilando com vir/ui , 
paia 6%tíiSic»i ititot fublU 
■nei , CMpolIldo* , flevadai, 
affallidoí do fentido com* 
num, tratando fó dii nu* 



:e1e(lia 






jju/ Jum vilet hvmum,n»- 

tu e" inania cafttt. 

nenhuma «nergit , ou em- 

ttR paiece encctrir. O que 

■ITai fe dcclita pelo fe- 

RuaalMr. ) Erpalfaa , ie> 
pete «erroi pelo eftto , e 
ímpeto t t não fcfundo ■■ 
Icii dl Poclii ' arrebiiido 



«1« h 



t de Teu 



«fpUita di 
mento , e vomita veiroi i 
«U tlTnl^em: Vxr.Ki ruãatur , 
póde>re «iplicác, Patidtt , 
iittptti , S* nanfirtaiít ver- 
(ui fácil •■ raãui tiit , nta 
vtrjuí \ fil vetro) podrci , 
incapase* , e que Te não 
fsdeoi ítíKitt I ái airotoa , 



não «eirot. 

Oa Antifot ufirSo ieuit* 
mente ie Jtiid* , * de Ka> 
Otr em iccepi;So aâlia,a 
qual fae di{ni de Dbfervc 
çio aU peid fea ufa ttani* 
lato, 

Errat ) I. h. Snl admira- 
tione inftriatnr ; fe embiii- 
(a con 1 admira^So de fi 
propiio I demafiadamcnte 
cicduto da* fatfai , e iidi> 
lai adulaçõei.Commumtnta- 
te explicío outro) > Errãt , 
corre, er'* • *»''■ "dio ) 
e perdido por huifla , e ou* 
tra parte , fem fabei pot 

O mcfmo Poeta « L-Ib 
Epift II. *. i)S. 
Hic , mil ctgnattrum tf'' 

tui , curitfut rt/éã*l't 
ExpBlit eltehri atarHm > 

Hlrmfut mtraca , 
Et rtiit ad feft I P»l M* 

tcciáiftU , amici ■ 
NeaJ*rvSJlit,aiti çmifie 

txlêrta vfluptaã , 
Et iemptHt ptr vim tiumilt 
grati^mms trrêr. 
Cahe, defpenha-fe dentro 
de hum paqo i oa da hu> 
ina fiande cova i Íé b. o 
mio Poeta cahe fempie n«i 
erroi oa maii palmarei , « 
evidente) , Jic. 

A%t Vtlfti mtrMlií /«(«- 
lui aitcfpi.) Como o paf' 
rariobeiíw, que *At i *f' 



cGoo^k 



ARTI ?01TICA. 



Il, 

longiim 



In puWum fovaatnve •, Ikit SVCCVRRITE . ._ „ _ 
Clamet . lO ClVES ! non fit «ui tollere curet : 460 
Si quii ctiKt opein Teite , Cl flennitt«r< fun*m , 
„ Qui fdi an prudani huc fe ctcjeceiit , itquc 

., Sef- 
hitft Itmpê e triii»r «m v»i, íH< («»/* 1 ftectrrii-tnt , «J , 
ê CidaiStt \ n3» hávttj fHcnr aiviita a liratlt iaqutll» 
ftrigt I Ptrim Jt a'iam cempadtciáa prttKrar /*tetr' 
-rtlla t ê dtitar.lht huma terdc 1 ctmt J»tti , Iht direi , 
/é illt de frtfefit» , 4 ptnfaiominte Je lançara Jttfit 






:uli. 



preiti 

■ffai 

Dteidit in putium , 'fc. ) 
AUude i hiHoiia , que fe 
Tcfeo de Th*l«i MiltHo , 
e qual , >d tempo qge eaxi- 
tenipU» t e obfcTvm a* 
Allroi , cabio dentro de 
bum po<io í cnmo noi eifi- 
va Lacrclo ni fua vida , 
Clalio in Jteattf , Vc. 

4;^ £jc . . - Itngmm tta- 
niet. ) I. h. Ueit diu cia- 
mtt I ii civei , /aetarrilt , 
Jaeearritt i e'c. por niali 
^ne brade par muito tem- 
I ó lá , Cidadio» , foc- 



de 



ninguém karttk qi 
«m tírallo. Haracio cxpri- 
tnt« o dito de Homero , 
na.<igiv àuotv , como ob- 
ferva Lambiiis. O mermo 
Haracio, L.I. Epift. XVII. 

ííec femtl inri/tt trívHi 

adtalUrt eurat 
WraBa crure pjanum 1 licét 

illi plurima mantt 
Laerima ; ptr JanSum }»' 

ratui éitat O/iria , 
Credite , ntn luda i erudf 



lt$ I tiUtte elaitium 1 
Çttseri perigrinurn , vicl» 
nia rauee rtelamat. 
Alfunt lem unidament» 
Ungam com O ye-bo/uí- 
eurritti i. h , Valdi<tf mul- 
tam predaBum , fendo no- 
me ( cuja fyniaie não def« 
approTa Linibino : outroi 
porím ajuntão o hngum 
com o veibo clemct ; e fe> 
gundo cfta ryntaae o ac- 
cufatiio abfoluto Unfttm 
cRii poíln em lugar do ad< 
tetfcio Imgt. 

Titlere. ) I. h. AttelUre i 
Icvanta-lo pat> fiia do po* 
4;o , fte. O tntfnía Horácio, 
L.I. Epift. XVII. adSc^e- 
am , ». 6r. 
Credite ■■ «fii !ada > erndf 

Ice tellite .claudum- 

4to Curet. ) 1- h, Ãnimum 

appellat y attenda , empe* 

Qtti /cie i ) Kífete.fe' 



dicata. Como fabei 

ic (tirai ! He huma Etho- 

Eia t pot quanio HoraciO)' 



Baitei , 
proferio ifto como fe o 
dilTefle a peffoa de alsum 
viGnho que alli U acliits 



cGoo^k 



I» AKTE POÉTICA. 
„ Serviri nolit * „ Diciin , Siculique Poctae 



ftriftfê pajft , t nSt futira fa« < 
€fiâ réfptit» dirtii 



fnfcntt't ou antM com 
intti titia , como rtBe&e 
o doutíflimo Gernei , «Itai 
palavTiiiSo ád mefnio Ho* 
ncio, conio fc illi «ftivef- 
fe pr«fcnt* iquellc confli' 
Ao. 

Tud>) o mtti por diin- 
te he ■ continiit^io def> 
te difÈurfo. 

FrwlãHt ) I. h. Seltm ff 
vtlens I Por Enillase em 
lutiT àf Prudetittr j i< !«• 
ãnjlrla i De ciTo penfa^o ■ 
«tc pioDoãto , adrede , ipof* 
tidimente- O mefmo Ho* 
Mc!» L. [I. Epiil. II. «. il. 

Pruiem tmifii vitiafum. 

D*itetrit. ) Se dtrpenhi- 
n , h pr«cipitiii. Efta li- 
^in de ititíerit quadra maii 
■efte lugar ao fantido , 
que oprt/ectrit de Bcntlei, 
«le Jouiency , de Defpceit 
kc. porquanto EnipedoGlea 
derp^nhou-fe , precipitou- 
fe , lan^uu-r* para baixo 
na boqueirão Jo monte Et- 

4«) Sieall PatUt, ^c.) 
Refeiirci, contarei ■ mor- 
te d* Empedoclei Poeta 
da Sicília. 

Eirpedoclea Poeta , e 
Vilofofo de Agrifcnto ria 
Sicitia , derpenhou>re , Te. 
Kuodo a HlAoría, nai cham* 
nat do roonte Etna, para 
pcifuadir aoi hotnent qu« 
«11« batia ddo airtbatad» 



pira a companhia doi Dto- 
rei. 

Efte Poeta Boreceo quafi 
quinhentoi innoi ante* de 
Jefu Cbrifto , e trcreveo 
bum Poema fobre a Natu* 
reii dai courai , ^« rtrnm 
natura i affim como Lucre* 
efcreve» ea- 



I Lati 



linoi ; que 



:cle. 



aiefmo Ea pede lei 

■o L I. 

Qii*runi Aeraftntiimt tMM 

atimis Bmptdtclfi «ft , 

In/uU fmtm Trifntlrit Hf 

rarum gtffit in trh , 

iluMiH fitulam eiremm »»• 

fniã at^aãitas «tfutr 

Itaimm gltutis ajptrgit vU 

nu ai ttaáU j 
llalime terraram »r»t ãfi* 
nitui ti»*, 
Cícero , \a \. if Orat. , ". 
aif. Bmpeáttlii Piyjkm* f 
grigiur» PtiTna ftclt. O 
merma Horácio , L. I. Ep> 
XII. V. to. 
Vil f»ia nattiram matar* 

pteunia ne/cit , 
Vil fui cunáa putas Md 

Vir tule minera, 
Miramar , fi Dtmttritl 

ptcat eílt agilUs 
Cullafur , dum ptrtgri tfi 
ammut fina e§rp»r* w 

Qmm t* tantam int*rftê* 
titm Vfetniagia Intri 

Itil parvi lapiat , V wttBf 
juHimia euriã ■ 



cCoo^k 



ARTC POÉTICA. ily 

KarAbo intMituni. „ Deui immoiiilii tiibeti 
„ Duin cupit Empedoclei , aidontcm frigidui AEt> 
aani Aif 

„ In- 

áa S-cUla • Emptittta *V lewpt fue ie/ef* /er rtpatf 
d-' pT hum {"'wHcn immirtal , perdpitiuj* Al /■">£■" 
frit nt mtif dai thmmmat i* mfnie Etna, TtnÚf f»i* 



SUllai fptnle Jua . ju^at- 
ni vtgtritar <'f trrent ' 

Çuid prtmel t^feu^am lu- 
nat , ^aii prtftrBt f- 

. Çfíii vtlit at p9(Rt rtrum 
tttteardia dijeci i 

Smftdtelts , an SlertlnU 
am dtlirti acameit. 

4S4 Dius iaimtrlalis, ^e.) 
Empedoclrt , encheo-Te do 
gnnde defejo de (Iqtí* , 
« pot ifTo p[ectpitou're no 
Etm , m Bin que oi homeni 
fe perfuidiflem , dc que 
elle far> tiinrponido pi- 
it o Cea, «omo huna Di- 
vindade. 

Itle FITofofo eftafceleceo 
como piincipio dii coufi* > 
o fafo , o tr, ■ *%a» , a 

ti*i « concórdia ,' com 
que eltei fe unem 1 e o 
choque , com que Te dilTi- 

5 ia. Arilloielei o repie- 
endeo pTincipalmenie no 
L. I , e no L. VI. Ut Frin- 
tipiit. 

4ã{ AtienUm frigidas. ) 
Horácio fcrre-re de huma 
belliffin» Antiihelii , para 
vtuir, e conTencer o incf- 



declel peii . como obferv* 
o antigo Ercoliador , álxi* 
fat ot tngenho) trio etnia- 
raijaiss ptr eaufa ii fanfU* 
frio ae pi iai intranhat • 
EmpídeeUt enim âíciial !*■ 
ftnia frigida cir.ca praectr» 
dia Jangttint impediri, O 
qual IJogma , ou Doutrínt 
também exprimiu Virgílio, 
L. II. Gítrgifen , ». «li* 
Siit . hai nt pijpm nalurM 

eecidtre purUi , 
Frlgídus «iftitt: it tire» 
pratetrdia fanguit, 
Diogcnei Liercio , L.VIIf. 
XIY. rtfere ai diverfai 
npiniõei Tobre > morte de 
Eirpcdoclet , e «té ifta 
mefina tibuti , ou nartaçúi. 
Mil Timeo lefutando ffia 
opinião tlii, que Fmpcdo- 
ciei morrEra no Pelopon* 
nefo. Confira-fe Menajfe ena 
ai Notit ■ cfle lugar de 
Smgtnrl Liercio. , 

Horácio moHra pela HIC 
tocia, ou Fabula de Fnpe- 
doclei quão penifera , « 
petnicíora lie t «aceUifa, 
e immodeiada fede, t aai, 
bi^ío da gloiia 1 « bom 

Frigidm.) I, b, Ytf«r»i 



cGoo^k 



«IS ARTE POÉTICA. 

„ Infiluit. lit jui , licHtque perire PMtii : 
a, Invitum qui fetvat , idem facit occideati : 

H PtíUi a áirtiti , e pirmillã-ft-lhti t mtrrãt ttm* ^ 
* faanif ttm Ihei paricer -. Afutlli fme /atva hsm htmetn 
unira fitú vt«"it , faj. o m*fma , tfm» Je lhe tirtffa 



fteUiaif dtfifirido , louco, 

. tonto , fem iuizo ; ou Seitnt 

O* fraitm , ntn aejlaans Irã \ 

Mrâ nu afftãiít * 



í feio, dclib 






xeiminid* i reToluti 
determínadimance i não tU 
tando Inflimmido emin, 
«nfermo de metiincoli*. 

AEtaam.) O Ein* , hoje 
Mía-Giitl I he buni« inoB- 
tanha di Sicilii que vo> 
init* cfaammii > e iritmeC' 
{* com ímpeto pedrai, 

4t6 Infilait. ) Se «Tremef. 
I«u , Te darpeabou j ou pa> 
T« conre^Hii a fam* de 
Difindide I como dilTe tf- 



■ peii 






Porím irreneflidii pira 
fora pelo lago , e fogão 
do monte Etna , juntamen- 



d« t 



chincl 

que e 

gem alsuni Te defcubrlti 

<i encano e fraude diquel* 

le Filorofo. 

4if Sit jtti liceal^ut,<eíe.) 
Elli iBhamana afperei* he 
femelhinte iqurlla , que 
lemoi naquellc Ediíta dot 
Spírtinoi , fegundo lefere 
£liaiio , L. U. V, a., G.XV, 



fiOml)! , Litíãt Clatominiii 
hidtetater Jt gtrtre \ Per* 



ta-re 



Cl.i 



indecotof4> 



conduiiie 

467 Invilam ^mi fervml. ) 
O mermo Horácio L. t. E> 
pift XX. ai Litrum /«Mt , 



r Uhret. 






liem faeit tettdenti. ) T. 
^. Eamiem rem facit , •/• 
fH< ecelitns , ou is fui 
hune eceliit ; Faz a mef' 
ma CO ufa , como fe fora o 
aqutlle 



tRt hnt 



. Hel< 



leniTmoi NoLcfe que 
Grés» i itUTOí , idem . 
Gonftrae-fe com ditivo na 
Língua Giega. Da luerma 
locu<;ão uTou Luciecio t L- 
ri. De Primit Ctrferiius. 

Qtti pelerant igiturrerum 

primtráia Hei , 
Et Itti vllare via* , ani* 

melia luumfint , 
Alfue onimaHiu' fiut mer- 

teliíuí una , eaitm^u i 
O rnsfino no L. lil. 
.... ilttsrum UMM Utme' 



cGoo^k 



ARTE POÉTICA. 1S9 

„ Nec lêmtl hsc f«cit ; iwc , fi rctriâtit erit , java 
„ Fiet homo , & ponci FamofM nwri» imorcm. 

.. Nec 

r vfV« t AVffi Ite a primtira vtt_ fut tfi» ttmim etklê 
■m tal itfalin» ; ntm , ãinit fuanit t rêtlrgfftm át /tiittf 



V» , « àejtfilria ia iijtfi ■ 

O mefitio no L. IV. 
.... JV/mp' eadtm facU , 
B* fcimus fattrt tmnia 

Confím-re rohre cita l.ocu- 
cão , «it Sintaxe Pedio Vi> 
aotio , L. X. Var. LiS. C. 

XXI r. 

4tl tit€ Jenul ètefieit- ) 
I. h. Nem hum* fó vet f« 
derpeohou , ou Tt precipi- 
tou no BoqneirSo do mon- 
te Et ti*. 

Ntc /am fiet kamt, ) I. h. 
Atimal ratitnaUf Nem \i 
itiRÍi toinirá 3 fcr hum mi- 
mal dotado de nzáo i ji 
maia fabio > Tegundo dii • 
Definiijío do hamem ; re- 
dundo obfcr*! laiáo de 
Norei , ou como ouirot in- 
teiprctio > Alan raogii irit 
ratttnit eimpet • infaniit 
ftmper ; Nunctt maíi piiti* 
CÍpaii da ttiia t enlouque- 
cetá fempte. Poíi que nun- 
» dtiKará da querer fei 
Mputado tinmorlal; julgan- 
do , por caufa de -fui lou- 
cura , e Tobtiba , tudo quan- 
to he bumino alheio de 
íi , e indigno de (i mermo. 

Fitt hema. ) 1. b. NíC /a- 
ntit trit. Ella ftare cotref- 
ponde á primeira , 

Dtut iimmtrtalit hattrl 
dum emfit. 



I Je fmtfT UUhrt , * affa' 

O que elU doído i ni« he 
homem -, • afta ha a intel- 
lifcncia daquella lugar de 
CicrtQ , L. II. Epift aUl, 
tratr. Stá fupnt vtntrit , 
virufi It putatí , fiSailuf- 
lii Emptdiclta legerit i jt«> 
minem nan futalt ■ i. h. pa- 
lienlem , 9" fartem te pala' 
*» 1 / Ugerij I /eá parhm i«- 
tilligtntem , 9' paríim fa- 
nam , V prapemtitum inhu- 
manam. Tal he a iotelli- 
gencia de I.aitibin<i. 

4(9 Fame/ae martis , B**.) 
O defelo d* huma itiixla 
que fi^a (eu nome cela* 
bre , affamado. 

Ati antigamente o fui- 
cidio era huma coufa in* 
Tegundo diz Arilto* 



tele 



efe te 



■nào 



: KÍC< 

e Ptan- 



ha , c 
cifco Luifino, 
ConAra-re o grande PlAtúo 
lefeiindo e que Socratea 
cm outio tempo diffe ef. 
tando pata moiier. Hfla he 
a laxáo , porque otHomí» 
cidii de ii pToptioi Tedei- 
zaráo iDrepultoi , i. h. por 

Séneca , íit Canlr.^verfih. 
Conrulte-fe o eradiíiflimo 
Gutheiio , de lure Muniam. 
Adfirta-re que Gelner be 
de parecei que o adjeâi* 



cGoo^k 



190 ARTE P O E TtC A. 

M Nec Tatii ippiKt, cur verfui * fiâttet . utrum 470 
., filiaxcrit fn pUrioi cineret , ta ttíHe bi<len(«l 

,. K-- 
Htúã» etm a fea nttrtt. Nem «« ttrU hm ft (ait , i.ar 
fHê rnfio tenuu a mania àt f^v' »"■/** = /• ** "" 
tajllge it Ur frefanai» aã tmtf* i* Jta pai t «b de 

TO famtfae nefte lugar t«m linda depoíi ilt monoa ; 

humi U^aificiqío media 1 poit qu* a contrario ei 

poi quanto alie homem o niaíã nefando crime- Pai< 

doido peciende que Te fil> fio • Sat. | v, ii| 

!• da fuá morte i ou (le1> Pi» t duti tnguti 1 paert. 



I depoii de Tua tnorle. Jactt e(i Ittut , 

Alcuni luJeão devci-fe MtjUt . iifeti» , . . 
t fermtfat em lugit da Nole-fe que oianl'goici 



famtjat. tumavio p ntir dnu< dra- 

4;o Citr vtrfttt faâitât ) g5c< , que indicavíu fet 

Foi que crime, ou milda- conracrado o lus^t (ind* 

de pacelle cummettidi te- eftiiío pintadoi. O Poeu 

nha incorrido na inJíenm- cxpiime-fa por illuiío e 

^io doi Deorei para devei com hum f-il Tit^rico. Con> 

fef punido com a pena de fira-f; CafauHono. 

fe macerar fazendo máoi ^71 An tri/tt Udtntal nta- 



JctÍM aliftttd perpitrúvcril nou o tujai ferido do t ^io f 

'frcftcr futd punirideUat, J^ijit \ Diio p«r 1» lo. 

<fft. como diz o aa^igoEf- nin. I. li. Cai» magna rcve- 

coliidoí , como obfetva T»ntia iradandum 9^ htrríi— 

Cruquio. dum 1 Que fe dc«c tiaiar 

Faâitít. ) Outroi lem , com {land* leverencía ■ « 

àiãittl. horrfndo. 

471 VtrKm mlnxtrit tn Bidenlal. ) Como dí* o 

pttrht cimrti. ) Se por intif» Efcoliader : eião ai 

iientuia profjnade ti cln- leliqutai dpi laini , at quie* 

zat de Tea* paii. Bri paia 01 Pontilicei eniarravãa 

hum ;iaviftimo crime nia com hum Saciificio, PoC 

lefpeiiar ai ciniit pater* quinto immaiidii dual 

nit. Niilo Se commettião ovelhiii ni Arufpivet , 0« 

doui deliAoi I que erãa vio- Siceri]o'et piocur.iTã.i tiet 

I»r a fincidaje do lugir, prndigíi» ,. e aipiarío o 

a* quil fe deve religioro mcrmo liigir , canT-gr^do 

Tcrpeito í e falIiT 1 pieda* hum ariar no lugii oude 

.de que todoí nói devemoi tinhi eahido orai», o ^lUal 

• nolToi paii, aeiMudo-ot por ilTa h cbanava BíJsb: 



cGoo^k 



ARTE ÍOETICA. 191 

„ Moverlt inceflut : certè furít 1 ic , veUit utTui 
t, Objeâoi civeae «iluít fi frangcra clachtos , 
„ Indoâum doãumque fugit recitator tcerbui : 
„ Quem vtc6 ■tiipuic , tenet , occíditque legendo , 47{ 

ttr tam impUéii* fmertUg* vUlaiê s lufar ftrii* é» 
rmit. Mas t fat nt vtriaãe ctttfia , bt qnt tile tjiá furit' 
J* , * f H' Jtiutlhantt at arft , f ar procrra ft pSJt armhtar 
at grad i pêfiat na tita da gaiela , recilaier imptrlunt , ã ■ 
ieihi-mant fo^fatir » Jatit ', t « ientranu ■■ áqatll* 
ptrim f(" fSit agarrar , nunca « larga , t liaii-Iht Ituâ 

1*1 I poit que A'\t Peno; i* Ut ttt , i* Briunnirh 

Siienta! Hcttaut Itmplum fnitu/darK Daemtnum at Ha- 

faaédam , ^aed ia ta hdtn- ra»"! injulh Conliti-fe o 

titat h>fiiii fatrificartlUT . meftno Pluiarcho no lu^ir 

E» cftt o fepulcio Aa citado, p 416 , D. 

Numíni Te por «tniura a 47I Inttfi*t. } !■ h. Iffl* 

fe.ida «-quíilt do riio f« piut , impura! t ímpio • im* 

tinha pda mattt de al^um puio. Chaaia*a>ra Caflat , 

G«nio I e ot Antigo) te> caRo tudo o que «ra /an- 

piitavio todot «I Mtico- âat , pius t ttinãn , pio. O 

toa como Deofca 1 e An> meímo Poeta, L III. Ode 

joa de Júpiter i o que a II, «. fç. 

cada paiflb fe pôde Kr em Saepi Viefpittr 

e« Poetat 1 como noi cn- Ktgitãut inttfit aidit im 

fina Baxter 1 porím o que tagrum. 
ede erudito Filólogo , oáo 

lulgarmente inCruido na Ctrli furit. ) Sei» qo" 

Antiguidade , noi dii a>jui for a cauTa , ou o oioti' 

da morte dai Genioa an- "o, de certo eonfta o ef. 

aunciada peloa raioi , não feito, 

ke muito Tabido , e conlie- 47) Oi/eOas elalkru.) Km 

eido doi litentorca media- Gie^O *>,ii!f(X, , Jepimeitla, 

namente applicadoiao pio- eaneilltê , iticti ftrrtêt t 

fnado elludo de lio *alloi ai gradea , at ctncefla) d> 

coDheaimeotoi , aliii Tairoi f*rro , ai feriataj , que fa 

«m feui principioi. Ceita- oppõcm á fua fuK'di. Piau* 

mente Sixter , como ob- to , in Miiit. Glari»/». Nam 

frtva GeTner, apiendeo e ctrti ntfa* /tlariutn apad 

cjclrahio iíta án que refe- nu tft, ntfut hortat uHuê, 

re Plutarcbo I>t Orac. d*f, nt^ut finifir* . nifi dathrata. 

p. 4iq. E dl certus Vhas 474 Fugat. ) Com o fcii 

Briuaiúcat dt Gtiutt , f faftio , • aboticcimcato | • 



cGoo^k 



19» ARTE POÉTICA. 
», Non miffuta cutem , nifi pleu eiuotii , hírudfl. ,. 



I pí!U 



mata, ctmii a faitguis&^a , que nanta largarê 
Jim f«« primtirê Je encha itm ii fanga*. 



com o m«tlo <li fui pra- 
lixa , e impertineai* reci- 

tíçá... 

RtcUator ectrhai. ) I h. 
Htcitattr afax , immifíTi- 
ttrit a Dr-Cbmiilar infof)- 
portável ■ ttrrWeL i iníom- 
paUlvo. Tal foi I-'gu 



cíil , 



iiito) 



47t QutM verh arrif%lt.) 
I. h. Qiitm ie fafa frehtit- 
itrit tf ad f* rttiéxtrit t 
Aquetie puríni, > quem pód« 
mgarrtr , e puUE pira fi 
4)uinili> fuKii- 

Ofcldil Ugtnia.) Mita-o 
leniio-lhe oi íeu* verfot. 
Tal he o que á\t a m«f- 
mo Horácio , L. I. Sat.illl. 
T. II. 

Amaras 

Pfrreão /ugulê , eaptivm 
ut aaãit. 

476 M/ plína, cruarh íi« 
rvit.) { Bellilliin* fecnethm- 
<;a I ptli quíl compir» á Mn- 
(uifufi o Poeta defafifadot 
c mui prefumido de fi f C 
qne caufi lídio ia recitar 
*«ut verioi inlitiidot.) Nem 
larfão . ou deizão o qu« 
«ftá owrind.i repetir leut 
vertoi , fenio no Sm , « 
depoii de Ihei terem dido 
muitot ■ e repetido! louvo* 
rei I c t*«> Poetm lí» bem 
como * laiiguliu^a , que 
depoit de le itFettir á pel' 
1« , nao ■ !»{• , lenio dtr 



poii de altir bem cheia, 
« inchada de lantue. 

Do meiRio oodo com- 
para Theocritu o Aiu<rr t 
■anguiiusi. Pliut. na m 
Cotnedii , Epid. 

Iam egí mt variam in ft» 
raàiatm , atine herum exfâ» 
geht /an^uinem , Jenati foi 
cclumta tlaenl. 

Hiruit, ) A tanguifu^ 
he liuma eupecie de bi* 
cbinha, ou de cobtinhi, qn* 
vive n'agui. 

Cora belleii dticrefe 
Marcial o Poeta anfadonbo, 
c impertinente , no L. III, 
Eplerartima LXIV. 

Cecarrít tiii 0emf fti4Í li" 

Qaed foacuoifKt venit,/»' 
g0 efi, ar ingeiti 

Cirea te , Ligttrine , /ttt- 
tadt' 

Quii fcit , /tire eapií l wh 
mil Ptita e/i • 

Stc véldè vitium pericwlt' 

Ktn ligrit talulis MaM 

raptii , 
Xttt iipf»' fit**i» p*ra/lã 

Sait , 
Nte flc feerpltts imprttia 
timttitr. 
Horado, L 1. EpiH.II. «.|4< 
Si nafei /4naí , tm-rts hf 
drtpittti. 
C(infita-«e no mefina Uvi* 
J. Epm.][. V. f^ e a Epift, 
XVÍ. ». «■ 



1;, Goo^k 



REGRAS ANALÍTICAS 

BXTRAHIDAS 

D A 

J RT E POÉTICA 
o V 

EPISTOLA, 

D B 

Q. HORÁCIO FLACCO 

AOS PIS9ES. 



D., 



I. 



'e/Ji o verf» 1 :^ Ilumino capili , &c. até »;< 
1) Serpentei avibui , S:c, 

O que houvrr de tCctevtt , ou compor algumt 
Obti , excOgitará iodo o irgumento , depois d« «• 
Cogitida , e inventado o dilporJ ; t diCpoRo oBr- 
naii de modo , que nelle nada faaja ferawlhance ». 
hum monllro i ou em fi mefino Tcpugnint* i mai 
t^dai as coufas kjio a fi femelhantei , e entic fi qua» 
diem , e íe ajulleni. 

Logo em primeiro lugar ^áo necelTaiias três cou< 
f» : I. A Excogítaçáo , ou Invenção de toda a Mate* 
lii. II. A ajudada ecouamía , ou dirpoiiçio : porém 
aicoufai que fe houverem de narrar em hum Po«ma , 
tem huma coltocação differente daquella , que fe obíerv» 
na Hiftoria. III. O ornato da maieiia dcpoii de díf- 
polla ( no que attenda-je i elegância , e ao decoro, 

OBSERVA qXo. 
Efte preceito tt obrervari umbem aa Oratória , 
f «ffl atalfucc mitn Comfo<i<ií9 láttiruia i « •■« "*% 



cGoo^k 



t94 REGRAS 

mefnnt Artei , Cor 
fe átit lefpeiur, 

II. 

VtfJf e vtrfr 14 =: Inceptit gravibui , &c, útiw 
vtrf» n Drniquc lit (jtiod vis , &c. 

Não devem log* o) quc priDctpiitSo hum argu- 
mento f;rave , ou que protnetlâráo fallar com gravi- 
dade , ingerir com impertineiKJa am feii aflunipto 
coufas de pouca monta, eu algtiin tanto dcleícaieii , 
jtofto qua dplendidai , e que para ellag nos leve , •• 
^ue paicce , a mefina natureza ; por quanto he ne* 
ccITatío que qualquer argumento Ta)] ao ineno) nm- 
pjei 1 e^uiiiformet i. h. ttnha limplicidade , e unitta- 
tle. Kaião , parque fc deve prevenir a oíTentação, e 
jaâancia de engenlio no que for menos apio , e con- 
forme , como Horácio iiot adverte , e tuArúe cen 
«Ac {MopiiiíTuiio exemplo. 

111. 

P«/Vr * vtrf» 14 =r Máxima pars vatiim , &c. MÍ 
«• vtrf» )« zzSpíflandum nigris oculi» , &c. 

Faremos a tranliçáo para outra mataria , de mo* 
io que a nofTa Compofição não fc aflemcihe a hum 
monftro 1 e a hum portento prodigiofo. Demais dillo 
nio cvitaremoi hum defeito de maneira que incort*' 
mel em outro maior, ou ao menot igual : mas ten- 
do n6) emprehendido bum argumanto propvrcionado 
is forças de nofTo engeniio , • faber ■ o tratareinoi 
da modo , qua o fim corierpoiídt ao Teu principio , 
V maia. Aquellcj porém que cnllnSo couTai totalmen- 
te diverfas , muito farijo , fe houveíTe unidade em 
todo o corpo da obta, ainda quando feui meinbtoa 
Joffem divciíoij mu não lapujiuntcf. 



cGoot^lt^ 



A N A L Y T I C A S. S91 

IV. 

D fJe e virft t^ r^ Sumita materiam veHcit > && 
até ãa verft 46 = Hoc >met , hoc rpernat , &c. 

Como poii nói nSa podemos emprehender obti 
■Iguma feliimerue , icjual repugne ■ nofTi Índole na- 
tural , como fe dii I invitâ Mlntrfà; \op> devemoi 
coDruitar nofTas forçai , t enião provaremos que á 
proporção dcRas toiriimoa humi matéria , quando 
tratarmoa noITo alTumpto »5o fó com elegância , mat 
também com liuma ordem dectnte , c accommodada. 
A ordem poii decante no Potma requer pela maior 
parte que fe comece a narta^So , ou pelo meio da 
matéria , ou depois do meio , « depois traier , • re- 
petir com decência as coufai , e círcunfiaociai qu« 
fe tiverem preterido. 

OBSBRVAqXo. 

E<le Preceito vemoi obrer^ado , e Feliamenta 
defempenhailo no* maii fiibliniei Paemai > como aallia* 
4a de Homero , e na Eneida de Vírsilio. 



D<y</< • wrf» 4t r= In veibii rttam tenuti , &CJ 
mtí a» vtrf» 71 =Z Quem penes atbhrium , Stc. 

Em formar , e compor vocábulos fejamos parcos , 
c acautelados; poderemos pois com ai palavras tri* 
viaes , e do ufo vulgar merecer o c«nceito , « a gra- 
ça de Dovai ; Te ai copularmos , e unirmos com ar- 
te • fiigacidada ; f, h. fe as ajuntarmos por meio do 
huma certa tranilaçSo , ou conflrucçlo nio vulgar. 
Sendo porím neceíTario dar , e attríbuir bum voca~ 
bu)o noro ím eoufai principalmente novai , e de frel^ 
CO inventadas ; nits lho attiibuiremos com modera^ 
ção , com prudência, i. h. pedida de antemão a ve. 
n» e licença j ; oiim que traga fua dciivajáo de ori- 
K ii fciit 



cGoo^k 



t9i REGRAS 

{em Grega. Nem tão pouco noi lie prahibido fermat 
com decência oi vocabuloi ; quiniío a mcrma naiure- 
ji indica , e moflra a ínnovação das coulat ; a <\ui\ 
fe pcTinitte , e tolera unio nat palavtai , como ms 
demais coufas naturaei , e humanai, i. li. artificia», 
forem devemoi cmpenhar-nc» com todo o ermeio 
em ufar muito principalmente daqueltax palavras , e vo> 
cabuloi , que fe achSo comprovado! pelo aâual coDu- 
me , e ufn dos varões doutot , que >So os Juiies com- 
petentes nella natería. 

VJ. 

Zh/Jtf ver/ã 7) = Res geftae regumque , &c, ali 
«• vtrfo 74:^ Quo fcribi , 8tc. 

As ^loriofat acções dotberóet, «Ínclitas proeiai 
iot Ptincipet , • varões efcUrecidos e alTignalados re- 
querem , fe defcrevSo einverfo heróico, do quat ufí. 
tio Hoineio na Tua Iliada , e Virgílio na fua Eneida. 

VI!. 

Difàt • verf* 75 ^ Vetfibui iinpatiter junAis , fkc, 
mU o» fierfa 7S t= Grammatici certant , Scc. 

Os argumentos trifles , e lamentáveis , comoepi- 
tatioi , e 01 triftes queixumes dos amaniei , convém 
^'veifo ekgiaco 1 cUío author h« incerto, 

VIII. 

D(/i/( » vtrfa 79 ^ Archilochtiin próprio rabiei « 
8cc. ati aê ver/>=z Vincentem Rrepitus , &c. 

O) convicios acre* , as affiontas , e maledicência* . 
de que Archilflcho ufou contra Lycambei , competem 
«o verfo Jambico ; p»r£in os Autbores Cómicos , • 
Trágicos o adoptiráo por caufa deliia commcdidãd*. 



cGoo^k 



A N AL y Tl CAS. /« 

IX. 

J>efái o vtrf» S) = Mufa dcdit èShm , jcc. ali 
m» verfa 8; =^ Et juvenum cutas , &c. 

Aoi vriroi Lyrícos , e it Odct , ou aot Cinti" 
«01 , e aoi Hymnòt convém os louvores doi Deoras , 
dos H«róes vencedores , e dos Athletas , e dos Gival- 
los que corríío lat os Joíos Olympicos ^ e até ot 
ianoccnCes amotes juvsnis , c o* feftiai. 



Vcfát » vtrfa S6 1= Dercriptat fervars vicet , &e, 
até o* vtrf» III :^Si dicentis eruiit , &c. 

Como nenhum que for iraperilo da Aite Por- 
lica , pela qual fomos enUnadoí a guardar ai obriga- 
ções civis e da fociedade , (jue nos prefcrevérão nof* 
íhi maiores , e a obíervar os juHos , e competentei 
ornatos dai obras , pôde ufurpar para H com a ap- 
provaçáo dos doutos o nome de Poeta , esfcrçar-noi- 
homos , em accommodar , attendidns os varioi oSicioij 
e caraàetís próprios do lio me m , a qualidade dos ver< 
fos a matéria que fe derctevc , nSo tratando em tra-- 
gico coihurno hum afTumpto Cómico , nem cm Có- 
mico Tocco o argumento Trágico. Com tudo , atten- 
<lendo-re ao génio , e cataâer do Interlocutor a Tra- 
gedia algumas vezes delce da rublimiilade que lhe he pró- 
pria } e outras vezes a Comedia pela itiefma raião fe 
eleva á ruhliinidade caraãerillica da Tragedia. E por 
ilTo devem-fc conliderar a Tnituna , e génio dos íujeí- 
toi que falião : • liavti>do-fe refpeito a ilto , efcre-' 
veremos Poemas não fomente bellos , i. h, petfeitot 
c completos ; mas também doces , i. h. deleitáveis , 
e auviados pelos fcus ornatos: Porquanto, como at 
palavras , slo ot figoaes • figuras , que reptefentão 
os penfamentos de noffa alma ; tal deverá ler a lin- 
guagem , c o femblani* de quem falia , qual he ve- 
fofimil quo reja o Teu iniino. 

XI. 



cGoo^k 



I9> REGRAS 

0£I. 

T>tfJt » verf» il>:=: Si dicentit erunt , &c. mti 
t» verft 134 =Z Perfidui Ixion , &c. 

Logo d^fempenhe-re , e guarde-fe com todo o 
cuidado o decoro d» i>cfroas conrorme a fítuação , 
«II fortuna , ■ idade • e ■ prgtiai d* cada hum. Quan- 
do porím defcrevermoi u vidai doi Aijeiíot , h slo 
coiihecidoí . devemoi feguir a faina ; e dSo noi af- 
fafTat do que prercrevfião nofTot maiorci : porém fo 
áo contrario forem novas as pcfToas , e qu« as figu- 
Kmbi tm nofTas ficçées ao aoQo arbítrio e faiitalia i 
nós ai deverem»] fingir taas , que em nada fe dcl^ 
niatáo ( « contradizáo. 

XII. 

Deflt » vtrf» ii; = Si quid inexpertum fcenae , 
ê(c. alé »» verfi !{> = Primo m médium, media 
at, 8cc. 

Aquelle Poeta , que quizer fegundo ■ lua fanta- 
ÍM finjir buma Perfona^em nova , i. h, não decanta* 
da primeiro por outro al;;um Poeta , a deverá fingir 
unirorme a íi , e em tudo feinelhanle , e proporcio- 
nada. Porém como lie coufa difficit , e aidua tomar 
de fua invençio , e fiicr propriamente feu iitim argu- 
mento novo ainda nSo emprehendido por outros Efcri- 
ptorM , e por ilTo commum e franco ; f«tà mais acerta- 
fht trasladar , e traduzir a> invenções dos outros , que 
• Efcritar então Tara como de Tua própria invenção , 
Te nio guardar abfolutamente t mefma contextura 
d« argumento i mas dííTer muiiai coufas por outro 
modo , e por díverfa fórma. Por quanto aquelle , que 
pertender traduzir «tguns efcritoi e campoiiçdei , ain- 
da com fidelidade , nlo as trasladará palavra por p^ 
lavra; ma* fim o penfamento, c o fentida por outro 
t};uil penfamenia e fentido ; poii que nem todas m 
expicfi5ci fe conformáo do mefmo modo ■ divcHai 
lia* 



cGoo^k 



A M A L T T I C A S. i» 

liigim : Mii iMm fará hum exordi* pompofo , in- 
chado , • arrogante , por quanto deve crcfccr , • ■!!• 
ginentai-fe gradualmente o eflilo do Erctitor , bem 
como a voi de quem falia. Nem ■ nartaçio fe irá 
bufcar de muito maii alta principio ■ c de muito mais 
longe do quem convfm , e he raiáo ; mai enca^ 
mínliando-fe aprelTadainente para o leu fim palTari era 
filencio muitai coulal , como íibidas , com tanto que 
fejio patcntei e vulgaiec , i, h. Tabidas de qualquer , 
e deixará por dizei muit» coufas , que fegundo a faiw 
talla , e imaginação fe deverião accrefcenEar , fe o E& 
criptor reflíâif que aa nSo pódc diaer com boa gra- 
ça , e de hum modo pomporo. Nu (-.i-çõai pstcm gu- 
atdar-fe-ha a verireraelliança : • em todai aflai belleiat, 
e fubiime) virtudei Poetici) , d« comHium conlêolbf 
Homero excedeo a todot oi mata Poetai. 

OBSBMVAqXo. 

Era ■* Kotit ao lugat do veifo if} qne dís < S 

JVirr virium vtr>» , tfc. deixo advertido que Horacto 
not enfína que o Imitador nio deveri triduaii t le* 
tra o* lujitei dai ou tio t Poeta) , e Erciiptoict , aquém 
imiti , como Je«e faict o Tiiduâoi 6el , que nun=a 
deteri iH^iHir-fe d* Exemptar , que copfa trailadan- 
do-u pira (ivtro Idíomi ) parque nelle cafo o Imer* 
piete hc qual o Pintor, que efti obiigido a «xptip 
tnrr coro u pincel, quanta lhe fm palli*el bem ao na- 
tural, e fegunJo todai ai fuai ptoporqõet ,_ e aptlta* 
dei o obieíln , que intenta icprefentaii abaixo era a« 
Illuaia^Õea dilucidarei maii ella doutrina, e pieccito. 

XUL 

Dtfie é vtrft Ifl ^ Tu , quíd ep , & popnluf : 
&c. ali a» virja 17»=^ Semper in adjunâis , 6(c. 

Paia que poii poiTamot agradar a (odoí , dev«-ft 

obfervar o decoro corre fpondente a cada idade , do 

maneira que inttoduiindo-re hum menino , feja iivcli- 

nado Ml bidacoí , • ao> josoi j fácil «n fa enfadar « 

promp- 



cGoo^k 



«00 REGRAS 

|>roinptO em Ct derenfadir , e nas demaii coufat inconl^ 
ttntt c mudável, O mancebo porém pugibaiba , logo que 
fahio d> companhia das críançai . e ellá livre já da Tu* 
Miçio do pedagogo , ou do aio , folga de ter catai- 
loi : e cSei de caça , e tem ptaier noi jogoi cam- 
pedrei ; e£Eemma-fe ; e lotiia-fe flexível : porta-fe com 
•rpereia a refpeito dos que o advertem , e lhe dão 
bons confelhoi : he de génio aveflb , e inimigo di frif 
^alidade : propenfo a fec pródigo , c defpefdicado : ma- 
gnânimo : • appetitofo de muitai courai , aa quac« toda- 
via logo abandona , c defpreia : PoTcm á mocidade Í6 
quadtáo pifTatempot amororos , divertimcntoi , e cck 
meninas com oi da fua igualha. Mai e(]e mefino 
moço , quando chega á idadr viril , i. h. de homem , 
pãem o leu elludo em adquirir tiquejat , c ^ran^ear 
amigoi : cuida em confeguir o* cargo* honrofoi da 
Republica : Mas o velho hf rahugento , e impertinen- 
te : propenfo para a avareza , e exceilivo cm louvar, 
e engrandecer at coufai que fei em Tua mocidade : 
• ido tudo Horácio noi defcreve no feu texto CQiH 
toda a peifeiçio , e bem acabadameme, 

XIV. 

DefJe 0verfê 179=: Aut agttuT rei in Tcena , ScC 
§U «* v;r/« iSJ= Quodcumque ollendii mihi fie , &c. 
Podo que mais nos movio o coraçSo at coiifas, 
que vemos , do que as que ouvimos ; todavia nem lu- 
do (e exporá a viHa . e olhos dos efpeúidores : co- 
mo são , por exemplo , ' ai conras de Ti mcfinai ob- 
fcanas para Tc verem ; ou as monflruorai ; nu as de- 
malladamence triviaei ; mas depois d* fuccedida* no 
interior da Icena fc euunciaráÕ difcretamAnte, 

XV. 

■ 0«/.^« # vtrfé iÍ9=: Neve mínor, neu Cit , &c. 
êté M vtrf» aai = Vt icdcat mifttii , Stc 



cGoot^lt^ 



ANALTTICAS. »of 

À Cotn«dia ptec iram ente conftará de cinco a£loi,' 
nem em hum» fceni lè inirotluiiríÔ unis de quatro 
intcHocutoret , e tiinbem o quarto interlocutor Tall* 
ririi vezei, Porím em nenhuma Fabula , ou Hiftoria 
fe invoque Dcos , ou Deora , nem fe diga que inter- 
vier» o feu poder , e »u»Uio , quando i acçSo fe po- 
der executir peias forcai humana». Na* Tragediai poii 
o Coro defempenharáo cataâer. e dever fegundo fe 
lhe piefcnve no Texto. 

xvr. 

TStfdt » vtrft Joa = Tíbia non , ul nunc oiiehil- 
co , &C.. «ti aú verf» 219 = So(tÍlegis non difere- 
fuit , &c. 

AÍIlm como 01 appiratos , e decoriçóei theatraes in. 
Cenfivelincnte reccbéiáo adiantamento , do mefino mo- 
do fc augaientou em os Põem» o peio tanto du 
palt*raj, como das fentenças, 

OBSERVAÇXO. 

O Poeta no* adverte que pelo progrero do tem- 
po fe fia «rio muita) mudtn<;«i 1 e alteraqõei ; e oap- 
pro«a com o luxo, e pomporaf deeoraqóe» do thea» 
tn , tnaftnndo como ette fe auEmentou , para haver 
de diaer por additamento alguma* coufai fobre o pro- 
greflo , e o dee6to dai Fabulai. 

xvn. 

Jiefil* o vtrjB jao — Carmine quí trágico , ítc. 
élé «a vtrja 2); ^ Intererit Satyris , &e. 

Por iffo o* Poeta) Trágicos , ao» qiiaei fe dava 
cm premio bum bode Tragai , para deterem com ga- 
lanteios , e griçts urbanas o povo dado aos pafTatem- 
poi , inttodutitSo 09 Satyro) , donde veio a origem dai 
SatyrUf ou Fatçai , naiquaei entrão pefToa* ridtculat. 
A cujo itçòui compete , que 01 Pcofet . 01 Hctoei , «, 



cGoo^k 



•o» KE GR A S 

•* Vvtfts díllínâof , e principaet obfamm entre of 
aicfmoi giliDteÍM , e jocoliHades fauina locuçio de- 
cente , bttm tnie também decente , e próprio di 
majeflMle io% rujeitoi , ^ve oi AãtKCi reprcfentão , 
■lánname na> TragcdU* , tf»e não devem perdei feu 
decoro , • }>ta*idade , bem que adiniiiio u gT>çi* t * 
làccctu , i. h. dichotes : e iAo á exemplo daquelln 
mtrantf , qtie nai felUt dum faleuiDei frm enctia 
nai dançM , e bailei lioneflos ; idm Cogem , • evitía 
«t riltos dercompdlloi , como impróprio* que lá* di 
entidade do feu caraâer. 

OBSSRVAqXo. 
Con(irSo-fè « Kot» m Texto mR* lugar. 

xvni. 

Dí/Ve • verf* «14 ^^ Non ejo Inomata , & domi- 
IMntU, &c. âli a» verfê ajp rz AEquif accipiuM 
Animii , Kc. 

Via bafte em u Satvras cbrerrar que ot »ocí* 
fMilot Ibet fejáo accommodádof , e fem otnato , i. h- 
alsuiR unto nifticoí , e menoi cultos , não fi^ura- 
dsi , mai que dominem pelo peio du fentencir : de* 
ve-f« porím procurar que as palavrai , e ctprcfsóef 
quadrem it pclfoas , par quanto a liaguaicin e m«do 
de fallir do fervo differe da liaguajeni da criada , « 
a do Satyro também he tUverfa da linguagem do ho^ 
mem polido , e coiteião. Nem poia oi Faunos , e ot 
6aiyroi , que lao hun^ DeoAs íilvenres , fallaráó de 
modo que pareçfo nafcidos , e familiar) lados pela 
trato eni at Cidadci ; nem tão pouco uTarlõ de tn- 
tnot tão obfcenoi , que firão , a efcandaliien oa ou- 
«idoí dos ctrcunftantet ; ma* em o feti ar^rumcata to- 
mado das coufas triviace', e conimnns , i. h. em bu- 
nta matéria inventada a capricho obtervor-fe-haf tú 
tempero , e tal nexo , ordem , e colloeação das- pa- 
lavrai , que pareça na verdade fet lo^fa fácil , mas 
« lua imitacAo- íèia coufa difficulMãfiiaia. 



l;, GOOt^lt^ 



A N A L T T I C A S. ao» 

OBSKITAqXO. 
Ci>nGtIo>f« mtRe lugir jii Nota* , qut Tem loT»»' 
XIX. 

Dc/dfe • «ir/aaji= Syllabi longa hm\ rubjefta , 
&c êté o* vfjo *i^ z=: Legitiinuinqus fonum digi- 
tii , &c. 

O rerfo jimbico toma o feu nome do p^ jiin> 
to, o <}uat , pofque conHa de huma ryllilji brevc , 
e ouifi toflga , fe tleaominou ptt dlut tf fratcepi « 
pc fapjjo c prccipitido , e conHava na fua origvin 
fomente de íe\s jambot ; mai foi chaitiado triinciro » 
i. h de rrei medidas , porque dois jamboi por ciulit 
da Tua ligeireia faziáo huma fó medida ; porím dc> 
poii para fer maii grave admittío nai carai imparei o 
efpondeo , maa todavia náo deixou a fcgunda , e t 
^naiia cafa ; o que certamente Te obrerva rarai vezes 
tios trimetroi do Poeta Accío . e do Poeta Eiinio. 
Todavia por ede íó pé , ou pollo como convém , ou. 
preterido, podcmoi fazer juito, ou 4a diligencia. , ou 
<fa negligencia doEfcriptor. Mai nem tadot conhecen» 
O artiRcio do verfo , e concedeo-r* ao* Poetai Roma- 
nos buma exceflita vénia , e permiti ío- Te- Ihei huma 
licença , pela qual todavia o Poeta diligente, • applj* 
cado não fe portará com negligencia ; mas examina* 
li , e folheará de noite , e dia os exemplares dai 
Grego* , nem tomaiá exemplo das facécias , e dicho- 
tes de Flauto , OU de oiitrn Poeta Latino ; porque es. 
doutos M teputio menoi diligentes. ( Ifto eutende-fg 
em quanto í primeira lição , e conllrucçlo , porém 
em quanto i fegunda entende- fe do feguinia modo.}G 
pofto quBqua]qtter,nií(i feja hábil pid'a reconhecer quaa» 
íejlo oi Poemai , • verfos afpeios , e Tem harmonia * 
i. h. qiK nSo tem at medidas , m fíi» juítos , e nem- 
por ílTo os refute; e podo que aoj, Poetas Ramanoa-, 
ft tenha peinittido litiina licença Tem limitei ^ cona 



cGoo^k 



904 REGRAS 

tudo nSo k fegue qite podemoi vaguear livremcRte ; 
nem noi conrím que nos proponhamos para imícu 
9> Romanoi , mat fim oi Gregoi, 

OBSEBVAgXo. 

Para fe perceber toda ■ forqi defti Analfre be 
^Tecifo recorrer ii N«tM , que pui ao Texto cm ot 
veifai aetm* apomadoi. 

XX. 

DtfJe • ««■/• «7S = Ignotirm Tragkae gemii, 
ÍCc. alé ao vtrfs 194=: Praefeaum decici oon . Sc. 
Tudo quanto nelle) verfos dii Horácio tem por 
fim o lecomineiidar o grande cuidado , e diligencia 
que os Authorcs devem empcegar em corrigir , e 
caftigar exaâamenie ai luoi obrai primeiro que ft 
publiquem , e dem á lui. 

XXI. 

Dí/i/e « wer/i 195 ^=^ logenium mirara , &c. ãti 
m» verfa {ja rr PoITe linenda cedro, &c. 

Pofto que Demócrito julgou que o bom Poeti 
nafce ; e qot fe faz maii depreíTa por hum belloea- 
gcoho , e cifro, do que pela arte e erudiçúo ; toda- 
via nSo fe deve omittir a diligencia para fe adquirir a 
eiudíçio, e fciencia dai tagras , e preceitoi da Poé- 
tica % por quanto ai material qu« fe deveráõ efcre- 
ver , hão de fe extrahii dos Livroi Filofoficos ; e ai 
varias obrigações, i, h. os officios do homem defere* 
▼So-fe ein conformidade dai regrai da Moral , ou 
Ethica ; adquirida! pois com fundamento cftas iioçÒes 
H palavras de fí mefmas , nan iavita , fe feguiril5 
»0 argumenta depois de excogitado. Pata confeguii- 
tnos poii efte fim dereremoi admirar, e imitar antes' 
os Gregos , que fó amavão a gloria, e o verdadeiro 
louvor , do que os Latinos ambiciofos de dioheiío 1 
c pot jflò avatcnifoi. 

0B> 



1;, Goo^k 



ANALYTICA5. «o» 

OBSERVAqXo. 

ConlÍTáo-re ■■ Notii an Texto > que vem em oa 

auacMt dt» veifoi ipontarioi. 

xxir. 

Dc/i/e • vtrf* ) n =: Aut prodelTr votunt , 8(c, 
úli a» verfa )ti{ ^ Kaec placuit lemel , &c. 

A três coiiIm afpirao ot Poetai ; I. Inllruir r<Sm*iv> 
te , e tirar fruão di doutrina de feui vetToi. IJ. De* 
leilar fomente , e reciaar oi animoi com a nielodio- 
fa fuavidade de feui vttfoi : III. Conr*guir , e pòr 
em effeito ao mcfmo tempo huma , e outra coufa* 
i. h. inftruir e deleitar. Oi t]ue quiíerem Ter uteii , 
enfinando alguma coufa proveitofa ; devem obrervar t 
bievidade > e a clareia j i, h, devem falJar com huma 
brevidade inteliignrel : os que pertendem deleitar, fe- 
)io doces e amenos , e guardem a verifemelhança ; 
nem as fuai ficç6e( ccmtradigao a verdade : Oi qu« 
potém são igualmente uteii , e agradáveis pela do- 
çura de feui verros } conTeguem gloria, e levlo ame* 
Tecida palma. Porém fe lia alguns Poefas que nao 
podem defempenliar íflo abrolutair.enie ■, com tudo 
nem por ilTo deixem de fe fujeitaf i correcçSo , nem 
tão pouco ufutpem para fi , i. h., façáo ufo em qual* 
quer mediocM Poema daquella licença , que virem fe 
cencedeo em Obras maiores , como v. g. a Homero , 
a Virgilio , e aos demais Poetas de jerarquia maii 
dillinâa , e Tupetior. Ante* pois cmpTehrnderáõ obffti- 
var es preceitos da verdadeira arte , ii> que a deleí* 
tavel imitaçãs , c femelhança : de modo que quanto 
ínais no interior e bem no feu fundo forem conhe- 
cidos , ta,nto mais deleitariú e fsrto efllmadoí , bcAi 
como o são também at boas , e escellentcs pinturas. 

OBSERVAljXo. 

EAa AMlyft melboi fe percebei! , ndeilini^o-te 



cGoo^k 



•oé REGRAS 

Tobte ■ doutrint dn Notii, que «era iniinediitfinei< 
te »a Texto ■ coma também íe refleAir fobte «i II* 
lullia^ã«t , que r«t>te eíie lagar *«in edl>nt«. 

XXII!. 

VtfJe • vtrf» %66 =Z O major juvenum , &c. tté 
«V verf» 190:^ Quod non edideris , ficc. 

Ainda que em as demais coul» pela miíoT par» 
Ce louva , e peimitre a mediocridade , t«divia elli 
nSa fe tdmitte em 01 Foetat , <» que* , a não fc- 
t4m mui rupsricrei * « perfeitiflimoi , não merecem 
Jouvor algum ; por quanto aijueUai cóurai , que le 
(liiigwn p«ta o praier * não fendo deliL-adifTimat no 
feu género , fe rejeitáo , e deípTeiáo , como quando 
por exemplo Te apprefentáo aoi que ji ellão fartos 
Dl doces meimi uborofos , e groireiros j por ifTo nin- 
guém feaflbite a publicar bum Poema, que nSo for 
rigarofaniente caftigado e' corrigido; approvado pelo 
juiao de bons , « làbioi Cenrores ; e para que nlo 
•grade logo de lapents pela fua nativa . e freíca cõr ■ 
Kcolha-Ti! , « guardeafe fecbadn até piflar o anno no- 
no , porque fempre vem a tempo , e he oppotiuna a 
emenda dos efciitoi nÍo publicados ; b«m alTim , como 
a palavra que, depois de dita , t de pronunciada , ;á 
1« nSo pôde racolber. 

OBSKRVAtjXo. 

Af reflexões dai Noti* lo Texto nefte lacar da* 
vetR-fe conferir igiulmenie com it IlluítnqCei , que 
v«n tM fim. 

XXIV. 

DtJJt * vtrf» )9i = Silvellrei hominet , &c. *U 
4» verf» 407 n Sit tibi Mufa lyrae , 8(c. 

Nem por iflb , attendida a difficuldado , fo abaif 

ifone o «xetcicio , e emprego da Poeíia , pois deve* 

fe refpeitar a fíia utilidade, • dignidade. Sim a u(i* 

lidadc ( potfue « piimeirat mAhidci Iwnwt, eu 

gth. 



cGoo^k 



A N A L T T I C A S. aoj 

^rltnetrat leii , e at Cid>d«) recommendaveJi pela Tus 
hiBx , forSo «flahdccidai , e fundidai per vhúbi in- 
íignei ni eloqurncii , e ippMcadoa ii Hluftt , • con« 
lêtvãiáo le fó por adquirir aquella glorU , ^ite ei vCf 
fni fazem alcançar, A dignidade petcin , porque Apol< 
lo , que lieo o% leiíi oracutoi em verfot hcroicss , « 
pnr iffo chamados Pyihioi , fe comprova ter lido » 
man perito na Mufica , « pela mernia ratão tã« recoin- 
wendsdo peloi Poetai ; e porque também oi louvorea 
alTiin dos Deolei , como do> honieni fe cantavão , s 
fe cxalçnãe cm Aiblimci hymnat^ « verfui. 

XXV. 

lytfie • verf» 40S m Natura fieret , &c. «ti at 
vtrfv 4}) ^: Derifor vero plui lauditore movetnr. 

Ainda que lenlia fido feitio afTái debatida , Ca 
para fe efcrevcr , e (è compúr hum Poema divno d« 
tnu«OT , concorra mait a Natuteia , i. b. hum exc«U 
lente engenlio , e Ituma rica veia natural; ou a Ar- 
te , i. h. o efludo , e ■ erudição ; a ctuno , fegundo 
(> Teu penfar , Demócrito , o que também alfitma 
Quiníltliano , concíde maii efle dom a hum borti 
hatural , í. h. ao ellro , c veia P«etka ; todavia ella 
dom natural , e ellro, efta veia Poética Tem o eftu- 
do , eafcitncia do) precciloi dí Arte, nunca com ef- 
fcilo formará hum Poeta completa , c acabado , poif 
fó hum tal Poeta fe faz aciedor , e benemérito dot 
touvorei : Por tanto afTtm como nos outroi exerci- 
ctoi , e difputas 01 que pertendem levar es prémios ^ 
fe expãem a muitas ttabalhu) ; alTim também o de- 
verdó faier 01 Poetai , 01 qrraes não devem levar-fs 
do amot próprio ; nem iSo pouco acreditar aos adu- 
' ladorcs , e liionjeiroi , principalmente aes que delles 
dependem. 

XXVI. 
. Dí/A • ««•/# 4í4= R«S«* dicuntur , 8cc. *lé m 
«(r/«.4fi = O&atbm ia nueis , &c. 

AíCm 



cGoo^k 



•oS KEGRAS ANALTTICASi 

Affim como ot Reii-, oi Ptincipei , e prandai 
Senltoi«f coflumio dit > totturi de vinho , part qua 
e> feus Miniftrot Ihei revelem , c conrefTem o que cd- 
les guando nío Um bebido diílimulio , e occultão ; 
do iTiermo modo o Poeta vigie, eobferve, qual feja 
o Cenfor , que f«ça hum juízo verdideito , « impar- 
cial Tobre o» feus verfos ; como foi o illuflrs Quin- 
úilio em tempo do noíTo Poeta Horácio. Poiém não 
baila com tudo conreguir-fe hum Juii fincero . que 
faça *er , e aponte ot defeitoi , hc pncifo con- 
defcendei , e eilar pelai fíiat advettcaciat , e coríto^ 

xxvn. 

í DefJt « verft 4U = Vt mala (]uem fcsbiet , 8lc. 
ali «» vtrfo 47* C^ Non mifTura cutem , Scc. 

Devemos pôr fummo cuidado , em que não per» 
fiflamog coin afiinco em noflV opinião Tazendo-nea ia- 
cnrrigiveis ; e quando procurarmos com empenho a glo- 
■ia , e formos atrai do louvor , não noi façamos então 
dignos de defpieio , e ridiculoi ; vicio que bellamen- 
te poderemos evitar , fe attendérmos , e dermos ou- 
vidos ao parvcer e confelho dos homens fabíos ; re- 
fleâtfldo fobre tudo na douliína , que Horácio ttau& 
tnittio ncila fcu áureo Opufculo. 



11^ 



I L L U S T R A q E S, 



A D D I q E S 
JiS NOTAS. 



I T±u 



l Vm«n» tãplii.") Qiiinâiliano no L. VIIT, d; 
III. ufou d«i1e principio cm toni <l« Prove ibio , para 
provar ítt vicio DionUruoCo ajuntar em huina oraçSo 
O fublime com o raneiro , ii palavras antigas coiQ 
« novat , as Poéticas com as vulgares: %.'jm9fiií , 
í. b, CeiBiHHiiia , •ftitque app4Ílatar ^tt»cdam mixta t» 
varia raihne tiaguarum aratta \ ut fi ÃttUtt V>tr'^ 
ta , Itaica , ÃEaVtea ttiam álS» etnfnoiai. Coí fiml- 
Ic vitiaia eji ayaá aei , fijiiií Jahlimia bãmillhul , 
veterm nevh , peelica val^aribai mifeiat. Id enim (<)>' 
ie ejl mtnjlfam , qu*U Htraliat Íit prima ptrle HM 
de Artt PtttUa fiagil : 
.Hriniaif» capitl e<rviteni piSor e^aiaam 

lungeie Ji velit ,...•.... 
O" ctetera ex dioerfii oeiuris Jubjitiat, 

Atrum. "y I. h, Turpem , fttdam \ torpe * hediondo ,' 
f«io , &c. Hotacio por figura ufa de Attr na fignific»- 
çlo de JVíWoj , trifiii. E a(;ui na F»|jcd difle , v.4i), 

........ Erípere atrit 

Litibut implieltam, 
£ no L. IV. Od. XI. V. M- 

Minu^almr atra» 

Cermine coroe. 

4 Viefiaat ia pifctm.') Remato em peixe. Tal era â 
«Ratua da Nynfa Eurynome , filha do Oceano , •m 
Paulànias in Areedicií. 

IO Qaidiitel aadenál .... pattfittl. 3 Afliai Ovidio; 
J-IIJ. Avtr. £]«£. XI. 

.0 f "H 



cGootík 



sie ILLUSTKAq5E9, 

. ''. . .... Fêetmaéa lUtitlU v«t«m. 

Plínio L. IX. Epin. XXXni. QuU Ptelae lum ftét> 
E I*iui)eapio ne I» II. cmitta Symuiicho : \at Pot- 
lafmm, Luciino ni Afltgia i»i Imagfti , diz ; 1« 
Jmi ntt vtéri nte ire patlat 0* piUarts ; c no Her- 
tnotino : = P»ii4t V PiBtrts liiin. 

la SU a»a at olatidii.') O Poeta que Te tffalta 
dot modeb» que Iht appfefenu a bella e varia m- 
tatei* , dcTande-ro com m aimai di liberdade ; porém 
Horácio , tigido ceiílbc , defpcdaça cflai aimu , diteiw 
do aíTtifl : Até »g*r» livtrS» ei Patlai grenJt lieta- 
f* , mat ctm a cléufula dt aãa jí a^ajlartm dai.vcf- 
ligiu dm oétmrttm i Í.fli mermo pceceico tambci» dco 
Titiifvio aoi Píntorei no L, VIU. C. V. widc dii : 
nSur^ inwg» tji ijai ^aad ijl , fta fotafi efe \ a Pin- 
turi iw ) iiua^ein diquelU coufa que «xifle , ou p6de 
csiHir. E tal foi o collume do* antigos Píntotei , que lè 
«ncoiiavâo i natureza : díc m)i]. Sei naar pioguntuf 
SeStriit maif/ira vatiàt , fuim tx rtha* fiaílit imafi- 
mti t4rlà*. E dabi ptofegue á dcFJaiiur concTa fciao 
Ihqntpi inonlltpi. 

1 1 Serptnif a\ithiti gtmiatalur.') Se componh» tiom 
certo bifocn» uiim^t (k ave , • de krpciíte com hunr 
incrível , e inaudiío , e cílnpenda ^nero de monftro. 

14 Magna ptcfe/fíi, ) Affim também fe explicou 
ClCRro ao h. h De Oral. Maga» prtfireri, 

1 1 PuKpitriHt ■ - - - (HHtnHí. j Elle penraqncntfl ex- 
plica SiiTouÍ9 na Epift. a Leontio. Sed petiàt , ut tf- 
ricui FÍaccai ia «rfij Pe4licae velamine praeeepit , 
mtultii iiidett^u* furfurtis leearum ccmmanimn pani 
mit femtt iatkaatat material iccenUr emleaJit , (Tc. 

Emeodão-re por lug^re* coinmtini as digrertãci , 
como poi exemplo at dercripçúe! dos liot , «u áot 
montçf , » outroi femelEianiiei ornamentoi do Poe> 
ni% T^ hp poii I iJiterpTe[4ção da Servia em a Ek 
X. , apontando efíe lugar de Hotaeio , dizenijo que 
e* Ktnandos cncamtdot , pamioi purpúreas , liv 
dêjerifliéiut ptr in^èxiíín , i. b. f^r Jêgrej^tm. Po- 



cGoo^k 



E A D D I q 6 E S. 211 

réin tn que Rervio chamou ^x&àcíi; , ou dignpenet , ái- 
fteítôts , ctian^Oii Ariltoteles íTXtnoí'ia. , e|)jf«<liot, co- 
mo no C.\U., e CXVll. do Livro di Pcetici , Thucy- 
díd«s difTí ú^o^ài; t^oy, Confi[a.re Xuilio no L. I. 
Ep. I. »d Au. , e ai Not» de Matcilio á Sat.l. de Perlio. 
lÊ <lavm /«rui «■ ara l'>itaat.'i EnKnda-re paili- 
cutarmcnte da felva, corAigrada a Diana Ariciíia , i 
qual pieíidia o Rn Ntmtrtnjii , O Rei daí Selvat , ou 
NeiroTenre. Os Pfwtai Hoiranoi d« continuo Te occa* 
pavão na defcripçáo defta mata , como Ovídio ao L. 
III. Fajlir, V. aâ{. a pinta. 

Vallii ^ritinae fyluà praniiiCIaf êp*tà 
Ejl iociii , tnlufoè rtUigiaitt fatir. 
Toda a fiiva , cnino obfervou Strvio tm o L. IK. 
Gt»eg. foi confunda a Diana. 

Note-fe poréni , cem» obrerv* Tyrnvbo , qus 
nSo fó «m Alicia havia iium bofqiie , e huina aia 
conTaerada ■ Diana ; mat que toda a brenha , lacuf , 
ainda quando cta dadicada a outros Deoféi , cti taia> 
bem confai-rada ■ Diana. Virg. L. III. G. v. }{'• 
Sieuhi magoa Itvii «nli^a» Ttbere ^Ktrtãi 
lijgtiitrt leiíjat ramtt , aut JictiH nigrmm 
llicihaí trikrU fatrã ncinui attahat ui^rà-, 
Confirlo t« a* Notaa de Setvío a efíe lugar. Obrervc- 
fe taiTiben) o que dii' Juvenal na Sat. II, illiidiíido áa. 
ambiciorai defcripçóei , e o que dii Horachi , iti Satyr.I. 

17 Et prtptramtit tquae. ) He a Fonte d« i,%9- 
ria , que Ovidi» pintt do lugaf aciím citado. Coitfi4 
la-fe Juvenal Sat. lU. , e T. Livto , no L. I. 

Ftr amêiHti , , , tgrti. ') Pelas amenas catnpÍBas ^ •' 
florellas do valle Arictno. 

18 Aut finmea R.htaun>. ) EncMtrSo.fe defte ria 
TCpetidaj pinturas reiías pelos Poetas que ontavío as 
viâorias , * ot tfhinfos , que AuguAo , < Germânico 
liaviSo alcançado dos Germanos. Contíra-b Suetoai» 
na Vida de AueuClo , C- XXI., e na de Cláudio , C. 
I. , e Diãa Caltio , L, LIV. Geegrafo ditando que 
am Ictt wivps vira o* Roíuangi peleijac 0« Germa- 

1^ ii KÍa,' 



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ai» IlrlU ST RAÇÕES, 
nia , refere : Et veri jam triamphoi ex é» pleriíqni 
»raavire fatriam , Ve. O IRcrmo Hmacio L. I. Sat,- 
X V. )6. 

Tufeiáoi Mpinai jagmlot ium Mtmneita , áum^ut 
Vijfiagit Rhtni liiífum ctpul , katt cga íaá* , 
Q,iiai net ia AEái janent rerlantia , judiceTarpa i 
Kec reitant ittrum alijai iltram fptUtnda tbeatru, 
Ovidio no L. ni. PoQi. Eleg. IV. 

Alter tnlm 4t te , Khtat , triumphai ttdij{. 
E mais n'ouiío lufrar. 

SquelliJut iiimittat frmãa fiA arandiíu crinew 

Rííniw , e-c. . 

lS 4al plavim Jeferibitar arcai. ) Ot PoetIS ft- 
kiSo igualmente muitai d«rcripçãet fobre o Arct/' 
íris , por frt Iiii > menfagein do» Dtok» , c hum» 
PerfoiMíem muito frequeDte noi Poemw. 

19 Caprtfam. "} Oj Pmiíires coUumavSo nai Pin- 
toras de taçadai , e de meio oiiKito , purtrga , pin- 
tar cypTeftci i tMi Ião 01 pequeno» iiavioiinhoi coin- 
pridoí , ou Traçatas de Apeiles , coiDO lemoí em Pli- 
iiio , L. XXXV. C. X. , e no L XVI. C. XXXIII. 

ao Scii /imiilare. ) Ouira fenteiiça , em que dis 
que Te aíTemethão aos Vmloiei ainda aprendiíeí , e 
qiie apeMi pinlSo cetioi ornitoi tofcoí e fem perfei- 
çfio , aquelks Poeta* q»e emprebendem efcrever al- 
gum grande Poema ; quando todavia «penas podem 
ainda explicar as amenaí defcripçoes doi rios , e dw 
floreíla» , que «So pHncipios , e enfaio! , prtgj/Miiafi- 
ntala , e que pot ífTo «9 não Tabem accnmuiodat em 
lugír competente , e com ta« Bitempeflivos oníaioi 
deflai defcitpçóes «ffeJtio , e «iciio o Poema. Taf- 
be o <pé áiz Perfio , Sat. I. ». 69. 

Eeu madi htraei ftafai éftrre vidtmui 
Nagari fetitel Gratti , ntc p*ntrt lucum 
Arlifieti , ntc rai fatiirum Uniare ; «•(■. 
Nefle lugat cenlura PcrGo squellet Poetai , qm em- 
prehendem obras f;ravillimat peIo5 feui argumente* 
próprios da Epopeia , c demtn diSb lu^iom tfr 
fuás 



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It ADDiqtíSS. .3IJ 

fun forças , quindo edai nem ao menos ferilo fuffi> 
cientei pira traiar com dcHteia oi «gumentoi dft 
iDcnor circumnancia. Coiifíra-re o que enfina Lubino , 
• Calàuboiío neíle lugar , e o que dií ocfle lugit Tbeor 
.doio JHatciJio. 

FraSii navlimi. ) Confira & » Nota* ao Texto , 
c como ttmbem Ferfio Sat, I. 

ai ^mphtra ettflt iajlilal, ) Parafrafta ella lu{!ar 
S. Jeronymo na Epiil, a Leu fobre a educaçio da 
filha : Lepfm poeni fum ai aliem mattriain , V tur- 
reate rata , dam Yrtemm Jatttt cagila , ampiaram fin- 
aeit maaai , tfc. O finto Doutor inverte a o(d«in 
de HoTicio , e fai primeiro o púcaro. !>)ilonio ponim 
guardou a ordem no L. JX. Epift. XVI. Ne fi epila- 
gii mmjiell oput prtfaaum çlaaferimai , fetuuiòm ra* 
galas Flaeei , ubi amphera eaepit iaftltmi urtem par- 
tiiii €xi{ft vidtalur. 

Começafle a efaevar hum magnifico , e inllgns 
Poema > e empreliendeíla enornallo , e aiaviallo com 
cacelTivai deftfipçóei ; m» ignoro como fuccumbífle 
por fada de forçai proporcionada) a tamaiilta emprc- 
aa ; e ha;cndo tu entrado atn Inima obra grande , 
a viefle a arrematar em hum opuículo ; poii tendo ta 
começado a fotmar huma talha noa fiíeflei hum put 
catinlio, 

O vir a terminar ■ cantata em hum pucarinb» 
he o que. Horácio dilTe primeiro : Sirpcaltt avibas 
gemiitóre , C tigrthat aguei. Deixai oi piflbs da ii>> 
tureia , e perturbar a rerie dai coufii , e dtfunir ai 
coufat ligadai entre G , copular , e prender oi coD- 
Iranoi , e ai coufai i que entre (i repognáo. 

H Deaifae Jitt Vc. ) Va^' thtma feja /impltt , ( 
iam. A primeira , e a mais efrencíal d» regrai da Poé- 
tica , e que Horácio eftabelece como hum principio fun* 
datnental , heque o argumento do Poema ítlt^mplt» , 
e hum : e elte he o reruttado , ou confequencia dos vifi- 
te « doui verfoi que precedem a efle. Mas Horácio « 
como noi calina o ^utiiEaio Bitteux , di ao prin- 
, cipio 



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314 fLLVSTltA(;6E3, 

Ópio da mniiaét hama extentSe til , qual , cotrops- 
rec« , M Comuienudoret nlo peiccbftSo fufficitni** 
mente. 

Que cosra h« ■ Vniáeát em hum coinpolto n*> 
tutil , ou «rtifícial ? Em a Naiurera lie ham ■qnetle 
corpo t qundo todas as luas partes eíláo naiuratirwn' 
te liidai entre Ci , t rcpaiadai das outras de qua^ 
tpiKt outro corpo : c el!áo liadas , e unidas entre d 
naturatmentc as partes , quando ellas são feitas pani 
A ajudarem , e concorrerem jimtai para a pcr^eiçjOt 
c confcrvaçlo do todo. Ficil coufa li* Tormar-fe f6> 
br* ifto a \àit da Unidade que deve ter toda a iini* 
taçlo peetka } poii confifte em compér hum tod« 
•ttiRcial , de partet entre li concordes , aa quaes fe 
encaminhem d> hisma maneira direúa , e inTenfiTel 
> hum fim commum. E para aflim as dirigir he que 
O Poeta coineçaudo o leu Poema , propúam o lèu ar- 
gumento , e dii ; 

Eu e—itQ n cifef ie ÂehlUti. 
KHe thema attrahe a fi todas as partet éo Poema , 
« qutes refine , fasendo delias hum fó fujeito : Tal 
lie a Unidade do Todo : Porím ha tambcin a Uoí* 
dade das partes , que eflas devem ter : 

I. Vaiáãie át nataetia : Huma cabeça humana cu» 
caixada fobre o pefcoço do cavallo , romperia efta Uni* 
dadt; porque o homem., e o cavallo , ainda qna dtt 
Riermo género , nSo são da mefma erpecie. 

II. Vnláaie ie otjeBt : Queres pintar hum mis> 
fragio ; • pintas ptincipElmente brenhas , altares ds 
Diana i o que he deixar a teu objeâo para te occii* 
pares em accefTwios vSos, 

III. Vaidade d* ffparçS» : Começafle huma gran- 
de canthata , • nSo vens a faiei fenio hum pucari- 
nbo, 

' IV. ValJadt dt e»mfltmenta : Huma parta cfli 
«empkta , e a outra apenas desbaflada. 

9{ Dteipimiir fptek nãi.') Enean»m»j'n*i ««m m 
*pp»rtnti* 4» b»ia. Da Unidade pauí o Poeta d variei 



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I AtfDiqttis. %i;r 

dide ; na qua) r maior pirte doi Poeti) f« «nfpini , 
«flim coino em outroi pontol ; Pr^eàm-ft ftrtrevt^ 
/«■/« tfiar^. Ptru.ulc-ft f» « oir, ftj, p^Ud. , « 
timaJa ; a liiaa a gtfia t tnfraqiitte. TtfmÃcnt ^atã» 
■do /e (/í/e^it variar kam aJJmmfU , (/ca;i< élgumèít 
vtttt kiim maravithtft it tafrithw , t f^a Jà ntiu- 
m: Aflim Quinâihano no L. IV. C II. Ki.iHtiHt 
stripltntti emaia ftifulUlr «ifrurilít. E nt» L. VIU. 
C. in. Ciftí-Xvsoylai bmíí Utiltalti ft^uiluf »t/èl>H> 
lai. Paullo Orolio L, 11!. Semptr tfi éijetta ttevifJti. 

30 SaSaníem hvla.') O t^uk pert«ndA Hvtt ver< 
fin polldof e brilhinHi , qtiici A JoifnadM N«co 
fez , a quím Perfio mofa nt 8at. I. 

ííírui dt/ifiiiat. ) Confirí-re CoTnificto fio 1* IV. 
«^ HtTtmn. úenai Jlceadi fitit ntrvit 6" ârticullt. 

97 Target. ) O rtiermo CArniticw no L. IV. .i<W 
Sttrtnn. Oratia turgiJa (T iitjiala. 

)0 DtlpkiamM fiivU appingiu ) Kufino tn Eplgraah 
jluikrlagiae. L Vil. A verilo «lo Grego tt tómpU- 
faende n«fte diftfcbe. 

ttr jagã frtnitji laJet SeJphh Eri/mantki 
CtrvBt e* iaeanii JioUlbui ia petagi. 

jl Si tarai arte.') St he falta ie arlt ; i. h. ft (a- 
iguaria ai prtctUai d* arte, A Ifre , d« qtte ttéftt 
lugar faIU Horado , nlo ha a atte da ^uri , he t 
Irte do homem. EA* ht htim certo taâo dM Hmlte* 
precirof <1o bom , que percebe , e c6iitiecc atí quA 
ponto Ta pdde fer breve , fem fer afcum ; eterado , 
fem fer inchado ; «arfado , fem fer ctpHehofo , e fan- 
taDico. Conrultem-re ai He;r«« : ercutem-re 0« ami- 
dos fabiot , e illuftttdoí ; mai fe o Efcritot nlo tem 
em fi mefino lium confelho Fiabictial , quando ^er 
evitar hom defeito , cahirl «m ouitò , e trki^i ftiaior. 

jB Faiar intoj.) O Aothor do pfety««ico ^tofó'- 
n , e l£ Faitr Moai , rm Prftlofo do L. VI. Porém 
he melhor ler, imat, A Sala Emília , onde- «ri o jtf- 
£0 de ergiima , eflava fituada no outavo bairro de Ro- 



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■ílí II.I.V3TRAç6B3, 

tna ; como noi enfina Pedro Vi&otio na TopogniiB 
de Roma. CoaRtSo-k ai Notas ao Texto. 

31 M filei imitoiltur aert capiliat. ) Tutnebo ;uf- 
(ft ^ue Horácio allim filia , porque 01 Gtegoi , airt* 
da que o bronie pela Tua mateiia feja afpero , trab^ 
Ihavão todaTia com tanta «rtc , e perfeição at efta- 
•nai, e ai imigeni, que ptidendo eRe metal a fita 
dureza , e arpeceia , parecia adniittir a flexibilidade , . 
.e macieia como de hum vi*o animado. AiOm Virgí- 
Jio El». VII. V. I47. 

Extujent *lii fpWaatia tnelliaã ttm , 

Crei» tquidtia : vivai tlmetni de marmcrt voltai. 

}4 <2.ai» ptuere Ulam. ) O mefmo Horácio , L. IL 
Sit. III- V. sa. 

<luU fealptum infttri , ^aii /ujum dnrlui *Jf«t, 
V ]S Pontri } Cm lugar de Faetrt á imitação dot 
Gregot. Porque neUa accepçio Homero ururpou mu»* 
Jtkt vtjtt a verbo Tifiími, Ò mefmo Hotacio , L> 1V< 
JOd. VIII. V. 8. 

Sfllen aaac kamlitem paaere , aune deam. 

)7 Sptãandwn nigrh ttalu.') O mefmo Hoiacb, 
ti. Od-XXXII. 

Et Lycam aigrii oculii , uígrtjat 
Criae ditaram. 
Ol &^oi , e Romanos faiiSo muito apreço doi 
olfios pTÇtoi . e do cabello preto ; « hoje em dia oi 
logleies. Gatullo , mtratando huma lapiriga feia , dti 
no Epigt. XU. 

Snlvt nec mlilma putlla nafa * 
Net helU ptdt , ate nigrii atellii, 
Kee leogii digitit , nee are fieto, 
Nec fmné almis elegante liagua, 
AfTnn Fropercio no L. II. V.h% IX. 

Et eapul V digitei , (T lamina nigra piiellaa. 
Confiri-fe Luciano i« Diarum luditit. 

Nigreaue eapiUa. ) O mclmo Hoiaci* L, I. Oi 
XXXI1.V. u. 



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,E A OD I ( d B S. XI7 

Et Lytum nigrii acoUl nigrtjue 
Criat itc truta, 
C na Spift. VII. do L. I. v. atf. 

Fwf* ialui , nigrfi «agufiã/rénle etpHlai. 
Oi Giegoi poiim , e os Roinanoi também tãiião 
tpnço dos cabellot loufot. Catuilo no Bpithilaiiiio 
de Peleo. 

TIavml Afitinat vtrttx. 
£ Propercio no L, I. Eicg. II. tioibem aittibue b 
Cynthia cabelloi lourot. 

falii* cema tfi. 
O noíTo Horácio , L. I. Od. V. ». 4. 

Cttl fitv»ni relig*! c»mam. 
E no L. 11. Od. IV. v. 14. 

Phullidii fitvae ãtcartat partalei. 
Porém o Po*U ncfl» lugaiei vítupe» ci> cabellot 
louros , alTim como cUramente o dii Propercio no 
L. II. Ele;;. XIII. 

Tarpit Rtmtito BtlgUui êre tsltr. 
Confíra-r* o que díi Sertio explicando aquelle verfo 
«j»S de Vlrgilio na En«idi IV. 

Ksnium illi fi»vam Preferpiaé verlite trintm 
Aíjalerãt. 
40 Ciii /*fl« ptlviler erit rei. ) I. h. TIani pleni. 
f«c ; cabal e completamente. AiTin) fe explica. Auré- 
lio Cafliodoro , no C. V. De Divinli LellUailai, Se- 
eaaáai Libtr Sélemtalt ^ui adptlUtnr BccUfiaflti « 
heata Hiertaj/mê ptltater exptjitui eji. 

1% Oriluii haee virtai erit ty vtnui.') A virtude, 
O ■ formofuta da ord«m be a economia , ciiOvo/^/o., 
quando mudamoi pela ordem da prudência , e do 
confelho a oídem da natuieia , do lugar , ou do tem- 
po : Nafta economia , 011 onlem ião infignei o» Poe- 
tas : For exemplo o primeiro L,ivro da Envida de 
Virgílio dcíia fer o terceiro , e o Tegundo devia f«( 
primeiro. Aflim pois Horácio a exemplo de Home- 
ro declarou nelle lugar qual era a virtude , e a belle- 
u da oídeiu ; o que Cicêio exprimio em bum Ten- 
tid» 



it8 ielv8TKaç6bs, 

ti<!o piremicot i. h. proverbttl noL, f, Kfifi, gi Att. 
XIII. Filo HerennTo nu Lirro Ot Smiiniii ttindinguio 
TcE^ii , í, h tréinfit , 1 ordem , e àmoyofiliív , ■ ect>> 
nonla , ou dtffeafati»n*m , ■ dillríbiiíçio. Dii Cicer* 
RcJ L. I. D( Oratart , que o o9icia de RbetoTÍct> he : 
JavMfv ««fl f«ltim trdiat , feJ elUm m»mtat* qa»il»m 
at^ae jaditlr dlfptaftrt 'tjMt diffntre. C«nfií*-fc 
Quinâilniio , L 111. C. ll(. 

Obrerva o Froíetor Regío Bitteãx qae Bentltt 
dti fer efte lugar diffitil di inte)tí{encia , difititii I*- 
sul, Sanidon pcrfuide-re que j*in nane , quando ft 
répttf , quer díier , algumm vetei , de ^aaade tM 
fuenja ; como iiiquelh lueiir , anda Horácio dJt : 

JjiM nane ajlringei , jam nane grtaaria laxtt, 
Parím nelle «xemplo jam teiii trum fantido ditjuOJ 
Uivo , qual nio Te acha no verfo da Poética : 

I0M autt ditai , jam nmne dthentta dtci, 
Para que 01 dout exemploi fofTcm paralleloi , ftrfl 
precifo qtfC A lefT: ; lani aane dical , jam naitt «• 
éitat : qoe houvelTí o^pofiçlío entre 01 dout tempoi , 
C 11 dual acçõei , como a nSo ha. 

Explica-fe naturaltiMnre cAe lugar pelo princi> 
pio da imitiçSo , que he Tempre a fonte , e i cspli- 
caçlo de todii a« re^r» dai aifei da f mi taci o. 

Quando em huwii cidade acontece algum boH* 
ço acompanhado de algnrr K&o de violência ; todo 
o mundo acode a ver. Ao cliepar , *ê cada hum pof 
fi mefmo o çiie Te pafTa , e ln(true're fwlo) feut pro> 
prio) olhoi. Havendo al^um aiomento de íntervaTIra ■ 
per^vnti-fe aos que pndérSo Ter teftemunhai deile 
bolino , que he o que den caur» , e dccaftlo ao fuc- 
ceíTa , e todas at circumflanclas que lhe precederão. 
Eii-aqui o modelo Ha ordem Poética. 

Reprerentil^ o Dtenti Iwi«sinari» : A theatro 
te abre : o doente continua > fazer o que edara fa- 
lendo : laat nane dieat , jam nunt deientia dical- El- 
le calculava : continue : Trrf e deut /atem elne» , 
tfe. Ma quetn h« «fts hotetta > Tam tllt filhm f 
Co- 



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E ADBlçâES* ai9 

Come (fl condui elle com etlH , e ell» coai dle t 
Quil he o Teu cariâer í De que Te tratai Qtianiio 
for occafíio fe te dirá : fraiftai ia Umpai gmiitat. 
Eaéai parle de Sicilia i elle abordava i Italii. Quem 
hc Eníaií Que fci í Donde vttat Que pertende Í 
HuRM tempefLade o fai abordar a Kartha^ : alli Ai- 
fis indruido de tudo. Nós o tomãmot no roaixienio , 
cm que ell« foffre liuou tcapcnade : pintetnoi a teo^ 
peflade : 

Jam nune Jletí , j«m aaat Jtktaíis diti, 
41 In vtfiit Jertndií. ") Na ordem , e modo de Te 
collocarem ai palavnf. Sutndii vem do veibo fera , 
Jtrui , ftrlam , que fignitica aalr JMalaineiilt , Hg"' »' 
flhear Jegmdamtale ; deíle vcibo crai Tua origem 
Jtrtam , {grinalda , ramalhete , capclja tecida de florei ', 
ítriti , ordem , contimiacfo , fermo liuma conveifaçío 
ligada , Virgílio dii En. VI. v. lío. 

Matt* iattr ftft varia ftrmane /trthaat, , 

O noITo Horácio J. P. v. «42. 

Tanium feriei junliuraijae paliei. 
Os Interpretei deduzem ferendii do veibo fera , ftvt ^ 
/atam, que fignifíca fimear , laxirtar , fater nafcer , 
trear, E ella Jntelligencía oi fez cahic em hum fen- 
lide contrario. 

Dii WeTcilio Ter obriga^So do P*e(a formar , « 
jnnorar paUviii. Cicero nai I^ia dai doie Taboai : 
Fiagere uamind vire paetat. Varrfo no L. VIII. Oi 
íiag. Lat. dii : £j/e irai feetâe movi» virit Jetlít 
nalieaibai eanfaetaéiue fuirigere a arei pepuli. Do 
mefmo modo Cicero 00 feu Perfeita Oraãar , in Par/, 
Oral. attcibue aoi Poetai > fiteali*m fatiendtrum jua* 
gendtrumqae veriarum. 

4< H#c amet , Aee fpeniat. ) Serv» louva efle lug;ar 
.«>i* huma \ò vei em ■ Eneida IV. , e atí o apoBia 
na Georgica II. Deitei lu|:arei fe dcprebende , que 
«(te Preceito <te Horácio póde^e tomar cm doui ien> 
tidot ; a Caber , ou qu» O Peeia obfetve a ordem , \ 
«conoDiíi t ^itOtO/Alm i OU qua iotetpooba umbémi 
D feti 



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2M itLVSTRÁçãBS, 

o fra juito , e louve o que be bom ; t vitupere o que 
o nSo h«. 

framifi earmlnls saSer. ") O Autlior d<* Poemi pr»- 
metliáa , tnrianeiai» , tfftraJa á» piíUiea. Batteux ira- 
'duz : O Author ds hum Poeira canfiitrovtt \ de lium 
Poemi JiUtaJe ; dc huiTi Poema de hama eert» «x- 
Uniãa. Turnebo potém entende d*quelle Poeta , que 
no principio da Tua obtt infinú* , e promette que 
clle ha de efcrevcr hum Poema , allim como o do> 
datou Viigilio no principio 4a fua Eneida. 

Arma virumiiue tana, 
Aflím como também o mefmo Horácio maii adiante. 
neJU Bpíft, V. 1)7. 

Partunam Pritmi canlth» (T tlcHlt tellum. 
£ lo];o immediíiamenla dii, 

QttiJ dignam tanta ftret hie pramiffar bialu. 
47 Dixerli egrtgii , natam fi talliJa veriam , Ríd- 
JU€rit jiiaHura aavain.) O mefmo Horácio , no L, 
IV. Od.II, V. IO. 

Sta per auda;e> n*va Diíhjramlat 

Vtrba devalvit , numerlijae feriur 
Ugt fattttU. 
lanllara taltida. ) Perfio imitando a Horácio dilTe 
na Sat. V. *. 14. 

. . ...... luaãurã callidaf atri, 

Perlio falia da União , do Nexo em a Oraçio , ou 
cm it palavras unida* , • ligadii ; niat Horácio en- 
tende da en;;entiora unilo , ou compofição- de cada 
hum* das palavra) , ou dii flmplicei. Do naso da 
Oraçlo dix allim Horacie abiiio : 

Taaítim feriti , junííara^ue palUt, 
JO Cinãalh nan txaudita CelkigU. ') ConfirSa-fe ai 
Notas ao Texto , e como também o mcfmo Horácio 
(ia Epift. II. do L: II. , • A. Gellio no L, XII. C. 
III. , Propercio no L. IV. Eleg, III. , Suetonio na vi- 
eU de Caio , C. XXXII. , Ovídio noi Fafloi . L. I. . « 
«O L. V.. Fliaio . L. XXXIV:. C. V. Cicetp as «hi. 



cGoo^k 



E A D D I Ç {í ■ S. 22t 

Jipp. II. , ca Houti , e OLtcnTi Nota de Theodoro 
JUarcilio tt efte lugir , « > do eiudíio Tuinrbo. 

Si Gr»tte ftatt tei»at.') Como m paUviai fe d»- 
nvem da IJngua Gr««a para a Latina , o noiou Ser> 
vio louvando cfle vetfo iqucllc de Eneida VI. )). j4. 

€«ia frttiauí êmaim 

Ttrltgertnl eeulii 

Forque como ot Crc«oi feivem-re do verbo yfí^t 
para iipni ficarem /criiere 6" pin^trt , efcrever • plD« 
tar, alTim também póde-fc diíec Latinamenta P*r/«- 
gire piHargm , como fe fe diiTara /fcccpHv , ou ftrU 
píurAia. Potém oiiiro hc o parecer de Quinãiliaiw 
no L, I, C. V. acerca dai palavrai deduiiiai de orl- 
ffim Grega ; e de Ckeio no Pioemio da L. Ill- £>• 
Fiaiiiit : diiem pois que fe devem ufuipar ai pala- 
vrat Gregai faltando at Latinas , como por exemplo 
cm oi nonwi das artes , dai hervai , das doeiíçai , k 
de ouirai coufas rirfíe geneio. 

51 Haítkuat fáim.') l, h. Htbtiunt anSoritatem , 
eu rieipUntur i Kráo authoridade , Di> re ceber-fe-liÍo , 
admittir-fc>hão. ÂuStrUa» , « yiàei entre fi tem fua 
cogojçSo : e por iflb Cícero coftuiuava ajuntar cila» 
palavras. Certamente da autlioridatle nafce a fé, ím 
Muãiritate fidti : poiém Fidts he hum nome que Cs 
accommoda melhor ao verfo , do que a palavia «»• 
Striíús. 

;ã Invidi»!-.') Tratando com mbanidade da iniw* 
vacSo Poética dal palavra) difle nroteiicamente iavi^ 
Jt'„r. Prirciíno no L. XVIII. C. VII. obfertou ^av 
f hcco ufira delW verbo por licença Poética. 

}9 Sigaatum prtteftnit «tlm prgductre nemtn.^ IDp>. 
iwvar lium vocábulo marcado com o cunho ufado- 
ao piefente ( alTim como corre i tnoeda cunh/da com 
• marca , e dívifa aãual. Horácio ei^pllcou-fe Attio* 
Bwnte. AlTim formou-lè enlie di Latinei Armtimr^ 
do verbo vrnia , e yeBara do verbo vth*. Ti-rencio-, 
na (lia Comedis Eunucho a. IL fc, JIL diffe Carstif 
rum na nefjna fóuna , deduiiado-fe de Car» i e a if- 



cGoo^k 



321 ihLvsrnAç6*St 

tD bfl que Horick) chiima mamr, e cunbaf bem eo^ 
tno 1 moeda bum vocibulo com ■ forma ufada , é 
Tcccbida. CnRfira-re farfio , Sat. I. , Juvenal Sat.VIf.. 
c Qoinâiliano L I. C. VI 

(S- 19 Sivt receptai Terra N tf t anui.') Sobre ct1« 
Potta JulJo confífale Sueionio na Vida deAu;ii!10( 
C. XVI., Diáo CalTio L. XLVIII. , Geojrapho no L. 
V., «Sérvio em aj Notai ao L. 11. dat G«ofgi- 
cai. 

<f SltTiRjqiit diM píht.') A lagoa Pontina , a qual 
fe feccou totalmente pela diligencia de Augulto , co> 
Mo referem ot EreoliadoreS Acion , e Poiphyiijo ; o 
que tambcm aponta Qvíiiâilitno no L. III. C. VHT. 
Porím arjuetla obra não fe completou de todo pelo) 
éaus Cefares, pai c filho, como prova Pltnio , no L. 
XXVI. C. IV. Por quanto lombando dai vant pro- 
meflat , e da omnipotência fanática dos Magoi , díi 
que elie» fariio coufa proveitofi , fe efgotafrem , e 
faccaffem ai Lagoai Poncinai : poli que of Alados (è 
gloriario de que com a barva ma^ka da Ethtopia fe 
feccavjio rios , e Canquei ; JlJthpiJe herba tmuti 9 
fitgi" ficcari t 9r. Diz niaif o dito Naturaliza. Sit- 
erirtur hȇi< AElhiepiJt Ptntiaat palaJet , taaimniifae 
0ffri fubarkeni reAé^ar Itatiat \ Ve- Ji atiKI doi Ce- 
rarei tinha dado o Senado hum Decreto , cm que 
mandava fe feccaRcm eíla* Lago» , cuja execuçfo fe 
cncarfegou ao ConfuI P. Coinetio Cethefo am o an- 
no t72 de Roma edificada. Confíia-fa T. Lívio , U 
JtLVl. 

Logo lie poit huitia tdulaçlo do hèta , qnandv 
41t que ai.Lagoai Pontinas tinhCn ftdo rotaíniCDte 
feccai pelo Alho de Cefar. He confiante que al^ma 
ptite defla útil obra fe deve aoi Cefares , camo fii 
yi de Juvenal rfa Sat. III. , onde dit que eflas lagoa* 
fe acbavio tnfcnadit de roabidorei , ptincipalment» 
Da* pirtet onde ellavlo \i fecc». 

Já (ica advertido em as Notas ao Texto que a 
«Mm»- de SMut iielU tnfo So actia bíev« por liceu. 



cGoo^k 



K AfiDIçãtS. 13] 

^a Toetlca; i. h, pcli ft;ura S^UIt. Conliri-re PriT- 
ciano , L. V. , • iict*» «m ai Noui á EiieitU JV. 

(S9 Scrmaamn, ] Sermtari , i. h. Vfclmla i Ot vo> 
cabulo*. RhcniÍDÍa j^alemo na fua Arte dii atíim ; 
Veriam fmmi pr» ^uevii firment , í. h, vcttuU. Sér- 
vio em aín. III. dii : Sctltrart , ftrmuttm tfft Phit- 
tinam , i. h. vcmbatam Jrcijntiii (a yí^'* PJOuli. Stf 

Urare be bum vocábulo fiai^uenic no cílilo de Flau- 
to. O mefmo Scivio explicando aquelle vcrfo 44 d» 
En. VI. 

Vndt ruuat tttidem vteti , rtfjtanf* SibfUae, 
interpiMia v»cti pela palavia ftrm»aei. E no nitrcno 
lugar , . Stmre ftrmaaem tfft ftijftmnm , r. h, vtca- 
iutiim iomIi» figaifictai ; fitre he hum vocábulo áo 
muitas ligniticaçúes, £ na En. IX, dii : Vn» laniàm 
ferm»Bt imutat» , í. h. veabaU -f mudado fomente hunt 
voeabalo. E diz também na meru» Eneida , jtgmtm 
eft ftrmt ylyftmai ; Àgmr» be hum vocábulo pt- 
Ijftmt , i. h. de muitai AgniHcaçõe). 

71-7» Si Vêltt ufai . Qtttm fcucs arbllrigm 4/i , 
V jui ar MM-ma /«f u«fii/i. ) & tiâim o í^antr o vío 
que he • arbilra , o juit , * > rtgrg Jt lingii«g*m, 
cAas palavrat nada nienoi láo qbe ryncnyiras, QuMit. 
do & fafcita alguma coniellaçáo era tnfitecia de Nn- 
yuagem , o ufe decide na quellio, arbiirima. Quan- 
do fe deve cortar com authoiidads , Tem ttiío , t at6 
contra raiSo , o uld tem o diíeito para a fiiei , Jau, 
Finalmente qnando Te dtvam eflabtiecer Icii , ou abro- 
Xá-las , o luruio utb he a hi , «a norma , aarma 
U^atadi. Efta ufo Jiãt , fabfran» , « Iti tíli em p^- 
der doi Itomeni {[raves , quer» diíer , em poder d>- 
queltet que teodo fido «ducados . e inftiyidos com di- 
ligenciai tem fempre vivido naqucllet lugares, ondo 
h* 3 foiíte , e o manancial o mais puto da lingtr»- 
gem. Vau^taa flie accrefcenia , e com ruie , os boni^ 
c fabiof Efcritwei. AOim A. Gellis , L. XII. C.XIII.- 
CtafuatiiJé fttfiM «mitiani dvmiat wtram ^ tam maxi—- 
mi vtritrum */• He conls çmieQ&m* i"-í* udeel>i 



cGoo^Iií 



1x4 iLl.vsT«Aç6ss; 

tt C»pttu]n de A. Gellio , no qual , difputando fo^ 
bi« que (ignificaçSo , c intellijiiencia fe devi dar s 
Infra tetendai , dii belleíTiinoi p«nrimentOi fobte at 
Ke^rai dt linguagem , e quem ai prercreva , e como 
eflai i'e prelcrcváo , • por hum tactto confenfo fe 
■broguein. O mefino Horácio L, II. Epift, II. v. ilj. 

Ob^^tarota áiu ptpmfa Itfnat erntt , atqae 
Prt/trtt In lacem fptchf^ voc^iuU rtrnm . 
Ç.««t prifcil mtmtrata Cataatbui alqut Ctthe^ít 
JV«.if filat ioftrmii premit , C ácfert» vttajl*i. 
■ Adjeifttt atva . firie GENITOR prodaxertt VSVS. 

74 Qaê feriU ptffiat tiHmer*.') Em que jrenero de 
verfoi íe devcfiío cantar as proeiai , e illullres faça> 
nhai doi Reis , dot Capitle) ; Scc. 

(la* niiiaeraJyOt Latinos emendiSo por If amer». hamu 
vetei o que fe chama Pi ; « oult» veie« o que Te cha- 
ma MtJiJú , ou RAjflAiR* , em £m o que fe chama Ca- 
átaeit , 011 Compleftnla , e fim ia Jraft. Nefte \ufK 
Numerai páde ter (rei íiitelligcnciai : I. Significa Pe ! 
Cl pci do verlo hexenietro , ou heioico , iSo o efpon- 
deo , e o lUâyb, II, Si^nilica Medida: ■ medida , 
ou a exteiiiáo dn verío hcxanletto he de 34 terapoi 
(contando duai breve) em hum tempo ^ cortado* por 
numa tefara , ordinariamente depois do decimo ten»< 
po. Hl. Significa Cadiitcia , ou ConiftemtnU : o com- 
plemento do verfo hexametto fai-li: nndiãylo, e no 
efpondco ; o daãylo o anima pelat fuai fyllabai bre- 
ves , o erpooden o firma , o TulTenta pclaa fuai dual 
frllab» longa). O Grammatíco Viâotíno no L. I. C, 
De Metrit interpretou lambem eftc lugir, 

7 1 Vtrfibtti imparUtr janclii, 1 No) verfos junlol 
de (i<;ual mente. Affim lemot em Ciceio tia OraçSo pr» 
Arckiê. Epigremma alteriiU verfibut lengiafealh. Ho- 
lacio ufou do adverbio Imparittr em huma accepçao 
figurada , como notou Teiencio Sciuro em Sofipa> 
tto , L. II. 



cGoot^lt^ 



E ADDIç6eS. I2j 

Algumis vtzes fe •cha a mera , i. li. i pura Ele^ 
^ii fem hcximettos, comn iio Diadirineno d« Elio 
LtmprJdio } imi pela maior parle millurida de lon- ' 
yo , é hiTve , qiie lie a rií-jithtyita. , i; h. a Blegrii 
H«roica de Zonarai em o Aiinal III. O Elegidion . 
ou pequcua Elegia coima Commodo Anionin* tie i 

Ctmnuiat HenaltaM atmtm haheft tmpit , 
Aattalatriim nta piit»t iffi iaaimi , 
Esftri liammi jarii tr iiaptrii l 
Spcrani ^ulaetiiim tlúriai ijfe DfHBt , 
QH.im fi fit prinetpi nimiaii tgreg;: , 
JV«,i trit ijlt Dtin , nec tamt» tilhii itm». 
Algum iniladáráo em Grego eflei verToi , es qtiiM 
f« podem ler em Maieilio , que nota oi defeitos d» »er- 
aio Gteja , pslo que' confira-le o mermo fabio Expofilor. 
7 5 daerimenU primiim.') O Cinto lúgubre, a Ek- 
jia , ou fobre hum defunto , nu fobre ilgum lamen- 
taçlo , « BfTuHipto trifls. Coiifici-re Proclo in Chrtjtt- 
mtthia , e o Interprete de Apollonio ao ]I. ^rge-- 
mar. , que dii que oi antigos ufárãú das Elegias noi Epi- 
tifiai , Elcgiiá uR tntiqiii la tpitaphih. Diomedes , 
L. III. C. IV. dit : Elígi, r>So n btatilttnált JiMt 
lúudaaiU mtrtair. Feri enim defanHoram lauátt hae 
€armÍHe tamprtheaithant ; cbamoii-fe Elegia por nella 
fe abeiiçóaiem , ou louvarem os defantos. Pela maior ' 
parte pois nelle género de Poelia compreliendiáo 01 
louvores doi derunflos, Mário Vi£)otino no L. III. 
Grímmat. dii ; Elegiacum JiHatn qtitd matrtrí rtbui- 
f«e triflihiii madtti ctrutn aptier tjft viJealifr , Vc. 
Terenciano no L. De Meirií. 

Hêt elegtt iixtre , Joiet ^uaã clâufala latis. 
Trífiibat , ul Iroduat , apiior tjfe mâiii. ' 

Porím , diz Maicilio , nem Roracio agora nelTelii^r, 
nem os maii expozCrlo ainda a caufa delta conveni- 
ência: e julga certamente que cRst cauTa fora, por- 
que ilTifn como fís ânimos doi que chorúo , e fe laf- 
tisúo , *Síío d<ò*a t f desfallceidvs f t cooio cAxos ; 



cGoo^k 



tzS ILLÍSTRAÇÔÉS, 

•niin também o ni'ime[o da Elegia he quebrado li. h, 
defahiinado , e coxo. Por tanto Ovídio pintou a D«>« 
fa Elsgia coxeando, no L. III. jimemm. EItg. I. T.7. 
Veiiit adoreloi HUgcia nexa cayilloi : 
Et pule pei illi leagítr eller trai, 
Kòt<-fe porím de patlageni , com que elegante faiW 
taija di Ovidio i Elegia , e á Tiagadia figura humana , 
e acções , moHrando juntamente com huma maneira 
engraçadtílima os atiríbutos , que propriamente com* 
petem tanio i Elegia , como á Trsgtdia, 

Confira-te laminem Papinio , guando fallandó da 
merma Divindade dii , L. I. Silva II. 

Qiiai inter vulta pclulcai Elegi» prcpingaat 
Cttfier fjfucíe , divuiijue hwtatar tr ambit 
^/fírnar» falii.ra pedem : . . . . 
Onde devemos entender Pedem «llernutn , cerro Te 
diíTera , Verfum olttrniim : eflando Pe$ em lugar de 
Verfiit , como lemoi em Cícero no L. XVI. lípift. mi 
jíl/. XI. C(.(, Bi Arijhphmi Arehiltchi jomiot , fc 
ipifiola leiígipma ^vaeljue eptima viiletur. O Etymo- 
logifta dá também outra rai3» cm t^«^0{ ^ a rabet,na 
Elegia deixa o Peniametro ao Hexamelio , alFim c(v 
mo a vida falta aoi deíuntoi. 

176 Vtti ftatenlia ceinpti.') A Elegia, como fica 
obfervado , primeiramente era própria doi alTumptot 
fúnebres , e depois foi também dos ífTumpios galao- 
tei. Aflim o mefmo Horácio , L. 1. Od. XXXIIÍ. 
Ata, nec Huleai pUil ninúa mrmcr 
Xmmitis GlycerBe ; ner miferabile» 
Detanlet elegoí , cur till júnior 
haefn priteiiitent fide. 
Ofídio na Epiflola de Sappito , v. 7. 

pleadiif emtr meiíi e/i t elegeia flebíle carmen, 
í/ea faeit ed Itcr^mi" hatbltei tiUa meai. 
Pelo decuifo do tempo Te appticou também para (t 
cantarem nella argumentos alegres , e divertidoí, 

77 Exigiiot ehgai,') Oí verfoi elegiicos pecjuenoi, 

porque lio curtos , i. h. mutitadoí vtn liuoi pé ; aC 

fim 



cGoo^k 



E A D D I Ç á E S,. 227 

fim cotno Ovidio 01 cliamou txlguvt ntúdat ,' no t»' 
VI. Fafleram , v. a>. 

Au[t per rxigiiat m*gn* rtftrrt maiti '. 
I. li. tligot. E 110 L. J, Amornm , Eleg. I. cbamoil 
aoj vcrfos elegíacos brtves , allim como chamou ao» 
hexametro) longoi , í. h. compridos. 

Erga adtt CT lengii vtr/iui aãdt hrivel. 
E no L, IIJ. Amtr. Elcg. ]. Dt ElegtU Dea. 
Í''eíii7 oderatal Elegiia aexê cepilles : 

Et pala pei illi Ungier elltr eral. 
E no merino L. 111. Amrr. Eieg. IX. j em que chora 
a inorti; de Tibollo. 

J^límuana Ji nuiltr 1 mater ptaravlt Achilltm , 

El tangant mognai Irijlia ftle dtai \ 
Vlibillt iiiiiignpi EUgtia Joive eapilUs, 
Ah mmh tx ver» auae tibi «tmem i«tjt. 

Kcíle lugar teonoi *if1e o etyiron da palavra Elegia, 
Peta merma lazão chamou Ennio aoi vetlnj he- 
róicos comprídcs, como lemos em Cicero no L, IJ. 
das Leis , e em A. Gellío , L. XVIII. c. XV. 

77 <2,uii emiferit aaSer.') Qiiem foíTe o primeiro 
Auihor. ácft vecTof Elegíacos. Terenciano 110 L, De 
Metrif , dii que algum ião de opinião (]ue o Teu ut~ 
thor fora Cillinoo ; mas o mermo Terenciano não 
fe leiblve ■ decidir. Suidas no tKtyilftiv fai author 
a Theoclís natural da Ilha d* Naxos. Mário Viao- 
rino no L. 111. dia que parece 3 algum que fora feii 
author Caltinoo de Efefn : outros dtiem que ArchU 
locho : outros que hum certo Colofonio , p díj, 
B)aÍ5 : Super quorum eplniont »puJ Grammalitit mar 

5 ta áijfenfie tfi. O mcfmo dii Ifidoro no L. I. C, 
XXVIil. Alguns poiéin liíeiáo fer iquelle dloroi 
nio hum certo Tccpandro. 

79 Areltilteliam prtpri» rabiei armavit iamla') Ovu 
dio também ia liin fez turcntor do verfo Jambíco 
•o mcfino iVrciíilocho. Outro» faiem fer Tu* author» 
ioM» jDUifaci clwouda Jambei, como w» tniira », 



cGoo^k 



3l8 I th UITK AÇÓES, 

«uthvr Etymologifla. Lea-fe Dioiredei no L. XIIT. C 
II. , • EuAtthio i OdylTei , L. XI. 

O qtie Horácio dii nefle lugar he (jwe o Poet» 
Arcbiloeho irfir» ào ftu Jambo , i. h.. dn veifo Jim- 
bico ATchilochiu para exprimir ii fuii maledictnciii , 
e conviciol : , Por quanto sSo Oi Jambicos Hippon»- 
ãeos , « Alcaicoi. Pui Horácio, como cenho adver- 
tido , o yé Jambo querendo íignificar o verfo Janibí' 
CO 1 coino depoii diz no verfo !o. Hanc fectl ctplrt 
ftátm ) i. li, vcrfum. 

He também o Jambo h uma Écloga , ou Idyllio, 
ou Cinçáo , ou hujna psqnena Poefi» , Fatmatium, 
de wrfoi Jambos. Cic«ro no L. TiVI. Ep. ^J AU. 
diz : Nfinit aeccfl a íi /iaei : mihi at Ãrijtophani Ar' 
ihilechi Jambiii , Jic epljhla hiigi^ma qaaeijiic optimé 
viáetur. Adoptou poii a Comedia , e aTr3:;nlia o Jain- 
bico Arcbilociíio , poi fer apto para oi colloquios^ e 
fali» de muitai perfonagens em hunia merma fcent. 
8o Hune ptàtni. ) Ou o pè Jambo , ou verfo Jam- 
bico, Ji fica advertido acima que PrJ tambcm figiif- 
Sca o mefino que vtrjai. 

O veifo Jaitibico , oD pé Jambo fot adoptais 
para o tlieatro , porque be vivo , ■ breve faz ir a 
longa : fai-fe perceber pelo contrafte brilltantc da 
breve , e da longa : be nacitnlmcnte próprio para ■ 
acçSo , porqiw Ke defembataçado ; porque fcus nume- 
roí íio pouco fenfiveit , e porque a todo o inflantc 
ÍV encontra nas converfaçõei familiares. 

Si AUcrait aptum jermtaibmi.') Próprio, c accom- 
modado para os dialogifinoi , « colloquioi tbeatraei. 
Ariltoteles no L, de Pict. C. IV. diz : De tajet et 
Aelraí maii »<commfáado para a pratica ptpular At > 
J/imlica '. Oittniiim mttttrHtn fermeni pepulrr! iipit0mum 
tfi Jamhicaig , Ve. £ fobie )l\o mermo difputa no L. 
J?I. aáThcudtSia , Cl.. eVni. Confirafc Cícero no 
ftu Perfeitt Credtr , e Quinfliliano no L. IX. C. IV. 

nii Cícero no L, I. <;. Tufe. qut o Fpi!;ramm« con- 
fia de verfos alteinoi aiais cOtàpridoí bui» ijue outros. 
£f 



cGoOgk 



« adpi<;6bs. 329 

ll - ll £f fépmUnt vlaeiotmm jirepitat.") E qiw 
vence os cUmarei , e o funurro qui o povo j e a 
muUJctão (til pcíToai juntas fai no ch«atra ; porqua 
comprimidoí ot mermoi ellrepitoi Te fat mellior ou- 
vir , e peiceber : dadei eSrepicoí falfa o inermo Ho> 
rácio na Epidola a AuguHo. Do tnermo modo Diio 
Cliryfoftomo na Oração IV. De Rigaa dii : Hljlri,. 
ntJ acali tr inlintè tUmari. Luciano In ÃMtharfii» 
diz; TT»g«tÍtt inyítjs, apK^iiV, magawn vteifcrarl, 
C4>m*eiíi n TfOv ILaSv , remitiu ila.ita,e. E cm Phi. 
lodraio iwL. V. Afllanii. Tr»g»idiis ytyMii (pPiy- 
yna-t , elaaiui proniintitl. 

Í2 Et natum rtial «geadii. ) I. Ii. Âlfitai fc»tni- 
tac , ou gijiibat hifirianis ; E por Tua natureza accom- 
itioilado paia a acção theaccal , ou para n gíflos do 
hillríão. 

S j Mufa átdit fiiiíal Jivti , pri(r»igae Jearam , 
«•c, ) Notí-fe o que Pcalio dii Sal. VI. v. j. 

JUIré api/tx ttiimtris vtteram primtrjia remm 
Arque murem Jlrtjiitnm jiãlt iattnAiJJe Latina» 
Max javenti agilere jacas , V paliíet hontjla 

Efrtglat luftj^e (tati i 

Neflei verlos denola Perfio qual feja o afTumplo pró- 
prio da Poefia Lytica , que ni Romanos Horácio, 
BalTo . e outroi í>octai Irasladiráo ~^i Gregoj pata 
jOt I^tinoi. 

Os primeiros Ljrricos pois cantavSo em Tuas Pa«> 
lias os Deofet , os Krroei vencedores em os JogOl 
Sagrados : e elíes ião oi piimordios das voics anti- 
|!as 1 porém com o andar do tempo os Poeias , e ot 
Mulicos começarão a ercrever veribi lambam fobre 
fts amores , e galanieíoi juvenis , e o luxo , e gta- 
ccjos do) vcljios ; e nelle género de argumentos o 
Poeta BafTo tinlia repartido o Teu Poema '. o Jatat 
javeati , e lacai ftnet de Perfio devf-fe entender aC- 
iim lacai juvtailti ; laetM fiailtt ; pois be liuma 
EnalU^c Latina por imitaçSo dos Gregos , quando 
£e mio 01 fubftaativoi concotdadM cotn cutios fub- 
flan- 



cGoo^k 



h^O í L t U S T R A Ç 6' E s', 

'Jtaiitivoi i maneira de adjefltvos : NeHa int^lli^nct»' 
diverGficSo , e dilcordão oi Interpretes. Horácio na 
appliiação da Preceito fobre a Poefla Lyrica ex- 
priínio-fe de hum modo iiiaravilhofo : Confira-fe Tur- 
ncbo L. XXX. C. VII. 

£6 Difcriptm fervúre victi «perumgue cvhrtt ,'Ve.') 
Se' eu não polTo , e nio fei guard&t os vários to- 
que» , e earafleres delijnado! , como lou chamado 
Voeta ? Horácio acaba ds os defignar. Mas não ha 
fomente , expliquemo-noí com os mermos termos do 
Poeta , a c6r própria de cada género , do heróico , 
do trafico , do cómico , do lyiico , &<:. ha também 
certa còr , caraãer , ou ornato , ptoprio e peculiar de 
cada aíTumpto no lèii género ; o alíumpto póvíe f«r 
cómico , ou trágico mais ou menos. Cada parte em 
hum mcímo alTumpto tem Tua cãr que lhe Ne par* 
ticular : n'hiima palavra nSd ha parte , por pequerta 
(jue fu-ji , que nSo diva Mr fila própria differença 
delicada , e quafi infenlitrel , faltando a qual o Poe- 
ta náo he Peeta ; eur egâ Patta fulator > RHis de- 
licadas é qnafi iiifenílveis differenças , ou accidentes {e 
percebem , e como que tefaltáo em Homero , Virgí- 
lio , e em o noíTo llluftriHimo Camões , cujoi paral- 
lelirmos com o Poeta Grego , e com o Romano são 
o derempenho , e o credito da Poefia Lufltani v&c. 

Jtluitas veres fuccede applaudir-fe , e louvar-fb 
lium vprfo trágico em huma Comedia , ou hum ver- 
fo épico em hum» Tragedia : lie certamente hum 
bello «erfo , mai eflá fora d* feu fu*ar : ífea gntvit 
videi , tre. 

Vicei , as variedades ; entendáo-fe em quanto i 
matéria , ou argumento , e i ioveiiçjo j CtUret , »% 
cores , os ornatoi , os carií^cres , entendão-re em 
quanto á elocução ■ e i elegância. 

89 Verfiha$ Irngicít res ttmiea.') Daqui vem aquel- 
le dito de Plauto '. JaáaSiir guim ia tmgaedla eamicl. 

9j Et vnctm Cumaeáia ínilit,') E algumas vezes a 
Comedia elevit o tom. O que oSo obftaote a Come* 
dia 



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E A D D I (; 6 E S^ 131 

âU não (kvetá nunca fublr ao loin heróico : do iref- 
mo modo a Tragedia , ainda quando (e ab^ce , e def- 
ce de fua fublimidade , todavia (lan der» atií ao raf- 
teiro toin Cómico. O efiylo de FuJra dafolada li« 
(luebrado , abatido , por aflim me explicar , mas lie 
fempre liumj Rainha i^ue Te lament» em feui queixii> 
mes , que geine. 

Devc-fe obíervar , e confultar a erudita pKplíca* 
çáo de Donato áquellei vetfos de Terêncio na Co- 
media Àdelphi , A. V. Sc. III. 

Hei mihil ^uiii Jaciani >. quiâ agami quld tramem, 

eat qaerar Í 
O ceelamt * terra ! o marta Tfeplaai] 

Eftei douj vetroi «rtainenie são fublioies , t 
elevão-le ao tom próprio, c elevado da Tragedia. 

9a TtUphai V Ftlei" , ifnam paaper , & êxul, 
uteriiuí.') Não Ce confunda a pontuaçãe , porcjue h 
confund<^ e perturba o peiífamento. Por quanto nain 
Tclefo na fua peregrinação da TiíeíTalia foi dellerri- 
do. mal- pobre ; nem Pâleo pobie , mas deRerrado , 
como fe obferfa nas Tragedias. Da fua mendicidaiJa 
, falia o mefmo Telefo em Ennio , ia Telepha. 

Regaiioi retlqui feptal mcaàici Jiolà. 
O mermo em Euripides i» Telepha aíTim começa s 
fallar ao povo , e aoi circumflantet ; tianfccevo fó- 
■nente por brevidade a Versão Latina. 

Ke mi invidete priíieipti Gratiiít viri , 

Meodicut ialer optiiuatei fi leijutr, 
Aflim o narrou o Interprete de AriUofanes ia Aear^ 
naaei , e i» Neiuiat , e Suídas i» Tr.htfOÍ. Sobre o 
cxterminio de Piileo conBca-fe António Liberal ia Me- 
tomtrphtfi , Ovid. L. XI. 

Magneiat adit vagnl exfal , Vc. 
O que Horácio nelle lugar nos iniinúa lie , que 
quando fe inttoduiem , e faiem apparecei em Tceia 
Telefo mendigo , e Peleo defterrado , ain !a que são 
Perfonagent de caraâer trágico , ou ainda auc falUo 
na Tragedia , todavia fervein-fe de buina linguaj^em 
pc- 



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n 



332 ItLVSTBAÇtíES, 

d( hum eftilD humilde , e evitao Tubliiriff. 
1. h. dão Tc ferve , abdcm-fe do ufo d« palavras em- 
poladas , de pi e meio , fift/ulpedulHui , i. h. trágicas. 
Oí que jntetpretio divcrrameiíte , afFaftáa-fe o m»i« 
que be pofliveJ do fencido do Prtou, 

97 Projieil ampiiltat. ) NSo fc vale, não Te ferve, 
nio ufa de paUvcag altifomntes , omitte a elevaçáft , 
t a ítiblíme magefttde da nracio ; como fica dito : mas iiLo 
íè entenda ^ue fe nlo dii Latinamente Profíccrr empat- 
ia! , (]uerenJo fi^ntlicar uti empallit, AtTirn pois diz SU 
fenna em Maicello PrejUere mentUarm ; L. Séneca Epift. 
I. Prijictrt verba y fiopercio L. IV. Eleg. ull. VcrU 
jaetre j T, Livío , L. V. lacere jacai ; Lucrécio , L,V, 
Jàcert voeei. D« huma lociiçáo lemelhancc a eflai 
ufáráo Heródoto , L. Vf., e Homem na lliaHa XVIII. 
Porím a inteliigencia dt Prtjleit anifnlUi , rta 
dignificação de uti anipullii , defconvém , e nÍO qua- 
dra com o penfamento de Horácio , digão o que dif- 
ferem outros Interpretei. O Poeta poi» quet que Te 
entenda o que com verdade difTe Appíano in Punieh , 
O que em Latim íòt defle modo ; Ne:i eji ia taU- 
mllatihiti gUraliaai lacui ; nas dergtaças não tem hl- 
gar a jaAancia. 

Sefgaipeilalia vtria.') Por iransIaçSo dito, e toma- 
da dos Archiceâos ; como não racax veies fc expri- 
ni« Vitruvio ; Alguns entendem das palavtaj mMÍ 
compridas , dai quaes le ufa no3 dithvrambicoa. Con- 
fira-fe Turoebo a efte lugar. Cieero' 110 L I. Epift. 
JI. N»a Umtit amaina Marai iiajlfi XMicuftouí ./«fi» 
mai , ijuotiet paulíim itincre áeeeilere nau inUnipejU' 
vil amaenitalibai aiataathaimir Horiíeio fer*io-fe da 
niertra tranalacão , c«m que Cicero fe exprimis. O 
mefmo Horácio , L. 1. Epifl 1!I. v. 14. 

An Trafica dífaevit , V ampullalur in arte * 
Con(ira-fe toda efta elegantifTima EpifloJa. Advirta-(è 
com tudo que a elei;ancia , c a amenidade da Ora- 
çSo fe coltuma ajuntar pela maioc parte com a mag< 
liiloquencia , c gravidade. 



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e ADDIçtfES. ' 133 

99 N«a fílh tfi fultkré tfft paemat* , Jiittio fuá- 

'la. ") Nio bifti que os Poema* fejáo fotmorot , iejio 
docei , i. h. affeãuoroi. Palckra , formorai , tUtali»' 
nr , na elociiçáo : diihia , doces , teraoi , mntu , no 

' affeâo. A Elocaçán he poii qiitfi com« vtrfiteUrla , 
cambiint* , it variai cores , de fuilacórei. AriRoteks 
potíni no L. I. «J ThetJtíitn , ç, XJ, noi eofuia <]aa 

' a ortç3o ff fai doce , affíãuara , terna , fuave ^los 
affeâos que move , i. li paibetica. Con6ra-fo Cicoro 
no f«u Dialogo D« Pffiit. Otat. 

Hoiacio fallou em eflilo de Lf°iilador , áuItU 
fant». Ha dout maios , ou maneira) de faiei hum 
Pgeina affeduoro , paiittica , tacanie : I. OAâords- 

' ve exprimir 01 fantiiTientai , e affe^oi , que pertende 

'Imprimir no) outroi ; ou que deve cautár-llieit ouiroi 
diffctentes d») feu» ; e por ilTo ic fe exprime a trif« 
tesa , cHa fe imprime noi erpeâadoiei ; íe a colara , 
efta imprime o temor , e o receio. II. O edilo tle- 
M* fer conTorme i Gtuição , e ao eflado daquelle qtle 
falia, e que o A^or enuncia pelo Teu exterior: cm 
dual palavras ; O Eflilo e a Acção coiirurmem-fe 
coin a fituaçáo 1 e ellado do fujeito que fe repre- 
fenta. 

101 Vi rtJialihn* arriátnt , ila fliatihai adftat.) 
Liçfio confiante nos Codkei , e Alembranai de me- 
lhor nota. 

AlTim também fe «piimlo Flauto na Comedia 
Pífrui . Sc. XIV. 

. . . Vt mifitt , fH« illuJ gtjla fêciat JaeHiui, 
E na Comedia Perfae , So. 111. 

StJ Icngi ah Athtnit fe gnttati aatuaiil , 
£1 rit aáflíaí , eam ra memarel. 
Adfitrt , propiíamente fiiinilica , chorar juntamente 

. aquellat coitra* , que alguetn dia chorar por caufa de 
fe ratíreoi actediíaveij. AfTim leinoi ÁJUerumtire ein 
J^puleio no L. X. Premmpit ia ^adtcum , V alurttat 
adlacratnant , tsrc. Adfitrt poit fignifica , ti aUqatm 

fttt . choiar' iM preCiaça d« aigiiem j aílím corno 



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3^4 ILLtrSTRAÇÕES, 

■WUntibai aifiere , fígrifíci , ai fitmXtt firt \ chotar n« 
prerençi doi cjue chotio ; ou , como em inetliot Pot- 
tuguei , chocar com os que chotio. 

\tíi Tormal tiúm natura; Ve.') Conrulte^re a ex- 
plicação deAç lugar em Quinailtaiio , L. XI. C. lU. . 
e PJucarcho no Livro Dt AaiUiid.' PMmal. , e Siiiip«- 
£>c. Problein. 1. L. V. 

toS — 109 ^á fmaem fartangrun habitam, ") Vtrm 
t»d» ã v»ritdai« , e fiiMfáf ie faríaaa. Horácio pe- 
la palavra hthllai quer defignat ai mudanças , e va- 
riadadiei da fortuna , por amor dai quaej , ou no) 
tlegramos . como naa felicidades; ou noi cntrillece- 
noi , como nas advcrlidadei ; ou noi agaflaoios d« 
fn , como liai affrontai C contumeliac ; &c. Da mef- 
ma palavra Habilai ufou Albinorano » ia Cênfataliê- 
n* Liviat ; na Confolaçío de Lívia. 

€uií/ fi nan iatila At /e ge/^ffet <i amai , 

Vt fua iMi) íjftat inviitafa bana > 

Certamente tm toda a lituaçáo , ou eftado de fortd* 

lU , privado , c AuguHo , ou Auguílal , e Imperato- 

rá. 

Ill lattrprete liagui.') Sendo a lin*ua a interprc* 
te , a que exprime nelTos atfeâo). Laílancio L. VL 
C XVIII. tiiígma iattr^rti aitimi, Cícero no L. I. Jut 
ítit. litlerprttiftit ejl mtalU artilio. írudencto no Hjr- 
tono de S. Romão. 

. ■. ■ • • ^'"S"' 

láttrprtí animi , tnaatiairix fenfaaim. 
Kernef» C. ■- D« Nat, ham. ( A versío Latina do 
Grego dti afTiitt. ) Artieulalai ftrm» , inltrprii nt»- 

tt4 Davtiite la^aalar, aa Htrat.") Se por ventura 
falle o criado Davo , ou hum HertSe. Horácio neUe 
lugar fai hum belliffimo contrafte oppondo aiidadet* 
<• os mefníoj género* de vida , e as pátrias } como 
os velhos, moços : matroii» ; tncrettiies : mercado- 
ras , livradoms : os de Colchos , os AlT/tioi : os The- 
' '4iMi , 01 Argivoí. B lèguiado poíi elle exemplo nio 



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« addiç6bs. ijy 

«pp&S os fetvos »01 fervos, mas os fervos aos jllul^ 
trcj , e >ot heioes. Em algumas membrana) l«aios : 

Divuf-ie hqnalur, tn litríi( 

Lição (]ue foi muito apnrovida por alguns , porque 
também Hoticio mais a<liant« difTe por Inuna renie- 
Ihante variedade : 

Ntc ^aUiimque Dcai , ^uicumqut adhibtbituf kerti. 
-Porém lie muito grande a differença , e a intdligen- 
cia : por quanto nelle veilo Horácio falia ii^diníi>if)a- 
niente de hum Peoi , e de hiim Hiróe , certamente 
querendo defi^nar huina Peifonagetn trágica. Ora pro- 
ponha-fe como em liuma tabeliã , e eiiliiia-fe o atti- 
iicin Hella jfrte ne(te preceito. Horácio quiz notar , « 
defignar as diif^rençai , que coirpetcin ao mcímo tem> 
pn alTim d Tras;edia , como á Comedia : Logo deH« 
modo a lição corrente em todo» o* Códices , c tri- 
vial nos Exeiuplatei , eíTa raefma he a melhor j e a 
n,.!. I.gi.r. : 

..... Davaine Uquatar aa her«i. 
Var quanto fe dá muito grande dil¥erença lè faltar 
Iiuma Perfonagem Cómica , ou Trágica. Certameríta 
ufurpou o nome do fervo Davo na delignação de 
qualquer Perfonagem Cómica , porque a peflòa de 
Davo he frequente nai Comedias. E alTHn (anibein 
dine o mcfmo Horácio no L. 11. Sat. V. v. 91. 

....... Duvaf Jii ttmUai, 

Aílim como também iíedulio no princípio do L. I. 
tifou do nome de Gtta para icilinuar qualquer outra 
Perfonagem Cómica. 

Tfa^irove tgala 

Ridieahve Geta, 
Ji todos fabem que os Heróes são Perfonaçens Tra> 
picas. E por iflb Pírfio , Sat. I. difle : ZZ lítraat 
Jeafut.zrz tnttnAKaÃo as Tra^ediaf. 

Também outros lem alTim eíle verfo. 

.... Oavaint l«^a«tmr htrafna. 
Ufas tambeiti Mircilio refuta efta Jíçio por dwai r». 
Kãei : I, forque tal diffecen^a náo pôde abran^ 
bum 



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i^6 ILLVSr* A ÇÔtLSi 
ham e otitro Dnma , ■ Comedii , c > TragedU : II. 
foKjM em todu n AtLKbianM ie U eíciito o.noute 
Utrtt. Lambtno.l» afliiii : 

Daviiine Uqutlar Erifat. 

Como le Horácio fiteffit ■ difEercDca de tium fetvo 
perverro , como Dj*o ; c de hum fervo fiel « am*a- 
t« de fcu Tenhor, como Erot. Poicin ul differença 
he pouco illuHre , e mageRora , poit que verr* no 
melmo freiKro , i. h. fervil. ConSra-fe o que maij ex> 
tenfimente nota Marcilio. 

Mdiarufnt Jenex.'} O* velKoi chainSo-fe madurai, 
dii Turntbo L. XXII. CXI. Virgílio En. I. v.7i. 
Htt Eli/mat faell , hte »ivi mmiurat Jcefifi. 
Kota poíi Hefychio qu* o* Gregot (iiiião iXíTuifía, 
querendo íigaiíiçít âaui. Ovídio, Ad Liaium de aut- 
"*# filil. 

Quiã namtrti anan ? vixí maturifr anaii, 
I. h. Jeaitr; e logo depoii fegue-fe o pentain«tra. 
AQã ftrtem faeiunt , hatc numtttitda tUti. 
^\^ Mtrcatarat vtgui , tallariit vireatii mgelli, ^ 
■Ou kam Mtreedtr j«e leia fy"''"'" p"" muilai terral. 
Vir kmit agricultor. Horácio oppAi o mercador , e o 
agricultor , alTim como ao L. I. Sat. 1, op^ie o inei- 
icxlor , o lavrador , o jutirconfulio. 

O Jirtaneti mureat«rti\ gravit .aaiii. 
Milil ail , malta jam ^raãat membro taiare, 
Caairi merealar , naviai jaliantibat ÂujlrU , 
JUililia efi fatiar. Qmd êaim ? euneiirritur : harat 
Mamento tila mari veait ,. eat viB^rÍA lacta. 
j4prit*lam latiiat Jaril legam^ne ptrilal , 
Snb galli taatum eanfallar abi a/lia paífat. 
ille, datil vadibui , fni riirt extmSaiiit urbem «fl, 
Salai feticti vtvtatei elamat ia urbe. 

Horácio oppfiem o Mercador , e o AgricMltot , remo 
fajeitoi muito differentes no Teu teor de vida, Aflioi 
hãm «oiiso F«eu fin SofipatK>,i L. 1, .chaupu ao 



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-S ADDiqÔBS. 237 

Cyclope , AElnteum tallirtm , como fe diflir» AEtomê 
mfdtíj «gríe*lav> ; agricultor do monte Ktna. 

119 Aal famtm fei^aere , aat /ti tt>nvta>e.i<i« j'w- 
gt. ) Ou ftgiJ€ eia triai etalpu/ifôel « Fama , i. h. • 
9«« 0J .«ír»l PctUl já dlpri» . »tt ft /attl baai» 
atra dt to* invtafit . ladat ai fiiat portei [t ajaf- 
Um « tmctrátm entre fi. Hoimío neRt Preceito tra- 
ta de dom senatoi dn pcrr«n^er.f : hiiin íjoe fc t». 
me da lliiadi , ou OHyffe» de Honieta ; o outro po- 
rém he o rovo , que o foeta Cómico, ou Trágico 
inventa , e exco^iia. No primeiío género convém que 
o Poetí íi^a a Fama, i. h. que fe iiurediiiSo Perlo- 
nageni , laei qttaet Homero introduz. O Poeta din« 
¥*mam querendo dÍKr JFabelUi Hameri ; »s Fabuta- 
zinhai de Homero; AíTun Narcial in Sfeilttulii , 

Çuir^má Ja"!* tanit , danat arena tiii, 
I. h. Qfiicijaii in faiulii , tudo o quv encerrSo. u 
Fabulas. No fèpundo género aiienda o Poeta á co- 
hetencia , c uniformidade do todo da fua Compoíiçio ,. 
i, h. que nlo introduza algum campeão bumai *eze« 
«orno iracundo , outtai »ei<í como brando , e meigo. 
Ao primeiro geneio pertence aquelle dito do Teguia- 
te verfo , Scripter kfntratam , Wt. Ao fcguodo po- 
rém , Si ^uid inexptrlam. 

Toda ella paflasem > como dii o infí^ne Batteux , 
ati ao verfo i}4 efli cheia d* dítficu Idade >. Vamos 
a explicá-ias nella llluftraçSo humaidcpoii de outrai , 
attendido o ncxo^ com que «áo encadeadas humas 
noutras} e ellai ít, ajudaria mutuamente para retém 
dilcutidas. 

Reprerentar figuini* a Fama , he tepterent» 
hum fujeilo fecundo o que o maior número dot ho- 
mem cfi , ou Tabe-, ou dii. Uoiacio não dii fegmf 
Ja a verdeje ', por quanto a PoeJia fó fii occupa dOt 

Para mellior Te explicar edi matéria , podem-f» 
<lifIÍr>guÍT quatro cfpecÍM de mtindoa : o real , qu« 
«xifle , «t da que nói v^eOie» Êiiviqst paitt : o híC* 



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SjS ILtUSTRAqÕ IS, 

torico , cheio de nomei , e de faâos verdadeiros ^ 
mu que nán rubnUern : o fabulofo , ou fotrfico , 
pitfltizido peloi Poeta* Antigos , ou Modernos , que 
tein dido humi efpecie de exiilíncía ao que ellei 
imaginarão : finalmente o poffível , ou ideal , que ex<(le 
nu idéat de cada hum , lé^undo ■ extcntáo d« Teu en- 
genho. Soctalat em at Naveat de Ariftofanes' eíiàvt 
pofTuido do mundo rral : oi Horacios de Cnrneille 
tSo do mundo hiftorico : Medca , Édipo , Oreflas per- 
tencem ao mundo Poético ; Zaiio era do inundo pof- 
fvel , ou ideal , primeiro qire a Tragedia que tem o 
feti nome , otiveffefeito pafTar ao muiiílo Poítico, Ot 
três primeiros mundos comprebetidcm-fe no que Horácio, 
chama Famam , ■ Fama , ou a opinião commum , 
verdadeira , ou Fairt , com tanio que efta Te tome por 
verdadeira; o quarto pertence á fícç3o pura, a hu- 
tna producçSo inteiramente nova, 

Àat fihi emivenienlia fi-igt. ) Õa fe ta faiei iuiaa 
utra de tu* invtiiçár , tadm ai fiiai parlei fe ejaf- 
um , t ceacurdtm entre yfi. Quando O Poeta repre- 
fcnta conforme a Fama , fegue at ideai alheias t quan*. 
do elle produz , fegue fomente as Tuas. E então , fe- 
^ndo o preceito de Horácio , o Poeta ' deve ellibele- 
cer de liuma vez , data , e conciramente , o caraãer 
da Perfonagem que elle inventa , e repterentá-lo f«m- 
pre fcmelliante á fi mefmn : fibi eiaveaieitlia, Fi»-- 
aqui pois duas maneiras : Reprtfentar frganda « F*- 
ms ; ou Reprrfeiitar de jiroprin invenção, 

Horácio nos iconlelha fobrc hum e outro mo- 
do ; pois d>i fer difficultofo tratar felizmente os af- 
Aimptos de pura invênçSn ; por quanto parece fer 
CDufa mais Tegura tomar fiijeitot ji conhecidos , o 
ctijos caraâerei eflefSo decididoí na opiniSo p\íb1ica , 
do que imaginar fitjeitos aeriot , ou ídcaei , dos quaes 
ninguém atd agora tem ouvido fallar. 

120 Si forli repe.nt Jíkillim.') Se a aeafe de no- 
V> repftfeiitai ÂchiUe$. Outia vei fe fazem appaiecer 
■I Perronagcni de Hcineio , porque ptimciro u £es 



cGoot^lt^ 



B ASDIfÔBS. 239 

o mermo Homero «pparecer na Tceni : porem nSo at 
perlonagcni novai que i^ora apparecem , e Te põcoí' 
na Icena. Afliin Juvenal Sat. I. 

Stmpef egvfudilor lantiii»} niinqiiemnt repciíem. 
Alguns Interpretei de Juvenal entendem o veibo Re- 
ftaam equivalendo na íignificacíb ao Veibo Vhifcar» 
Confira-fe Turncbo L. XX. Adverf. C VIU. , &c. 

1 2 j MeJeo ftrax, ) I. h. NiUU timtai ; dcílemida j 
como íôa o feti merino nome. 

134 Trijlit Ortfttí.') Aflim fe explica Virgílio Ed, 

III. V. }|I. 

. ... Et Jctltrnm Fariii agítetui Ore/lei, 
E na En. IV. v. 47'. 

.Aal Agamtmttoniai feenli egitslai Ortfitt. 
136 Servttnr «rf imnm. ) Dtjtmftnkt.fe , guarit'- 
Je I iitflrve-ft ■ » /eu caraSer »té «a fira. Niflo confew 
guio Hrfmero , « juílamente , os piincipaes louvoret ; 
fohre o que aflim fe cxprímio Origenes no L. VIT. 
etntra Ctlfum. Nomera lie maia admiiavel que oi ou* 
tros Poetas > porque defempenhou os caraâerei , e aa 
perfonaveni dos léus lieróci taei , quaes os havia tn> 
troduzido ao principio , como a perfonagem de Nef*' 
tor , ou de Dioiredei , ou de ^gamemnon , ou da 
1'elemacho , ou de Penélope , ou dos outroi mais « 
a quem elle reprereniou. 

118 Jyl^cite ffi fr»friè ttmmuniê iitert.') Difieat' 
tvja t«iif» he Jiitr cum* prtpriti ci ceafoi etmmmai ,. 
fabidãi. Diz Hoiado fet enpieia arrifcada introdutir 
e tratar as petfonajieni de Homero de modo , qu» 
pareção Ter ji daquell* Poeta que ai trata , nio po» 
rém daquelle Poeta de quem forSo tomadas. Na ver- 
dade couTa he efla nlo muito Tacit, 

Traslado aqui por extenfo toda a IlluRTaçSo <t«' 
cilcbie Eatteux a tfíe lugar. 

Trati-re agora de determinar pieciramet>le qual Teja 
o ftniido delia! duai palavras PrcpnV , w Ctmmunia , 
de maneira que fe ajuflem com a explica-lo. 

EBu 4uat palaTiai «iUo em oppofísSo relativa .i 
• * 



cGoo^lií 



i^O 1 L I, TT'I T .R A Ç 6 í S í 

e a definição de huma deter minarii a definição <h 
«ulii. 

Cammaiit p6de fi;rníficir bum direito , hum po- 
der de iifir , que pertíitce iguiimenu a todos ol ha> 
mens , como o direito de refpiíar o ar } e então fob-. 
entende-fe íui , direita eommwn. Pódc flgnificar 
lambem ■ meíma coiifa perli^ncendo a todoí 01 ho- 
ipens ; entán robentende'fe ntgotiuia , obem , 3 cou- 
fa commiim. Eii-l^iii as defiiiíçóei de diitrlta. Ha- 
roais buma terceira fijjnificação que Te cbe|;a algum 
tanto i redunda , e he quando Te ufa para íignificit 
huifa qualidade , ou hum attribuio , que convém a 
muitoi : por tanto dii-fe que a faculdade fenfítiva lie 
huma ^iiãliáoJe cMtimam tanto ao homem , como á 
befla , ainda que em duai efpecici difícrentes : que a 
rwsãa he ctmmiim a Fedro > e a Caulo , ainda que 
dous indivíduos difTerentes na merma efpecie : Fttè , 
diz Quintiliano, c,mmum« £*'>"■-'•'• [""'• Logo ca.»- 
ntuitit tomado nefle fentido lignificará todai ai coi»> 
fài genéricas, i. li., cominuns a differentei efpeciei 
no meOnn geneio , ou > diffeientet indivíduos na mef- 

Prc-priíim fignificari poli, pela raiSo dni corre- - 
btivos , o direita de propriedade , ou a canja perten- 
cendo como própria , ou finalmente huma tjualidaJt 
frafria- E como ha qualididci que são cominuni , 
OU a duas erpectes no msTmo género , ou a dout 
ilndividuo! na iiierma erpecie , ha tanibem qualtdadei 
que S30 propriai , ou a huma efpecie , para a diítin- 
][uír de outra efpecie no niefmn género ; ou a hum 
individuo , para o' diHinguir de outro individuo na 
mefma erpecie, His-i tocamos no fentido de Horácio. 
Mas primeiro he necefTario diíer íimbem -que at qua- 
lidades que são próprias a huma efpecie , nSo Ih*, 
são próprias fenáo relativamente ao género . e que el- 
l^s ião comiruni relativainenie aos indhiiduoi : poi 
exemplo a laxão que he própria á efpecie humana 
, confidetada debaixo do fcu género « be liuou qualida- 



cGoo^k 



B ADDiqÓBS; 141 

d« commnn) 1 todot oi indivíduos liutnanof. Logo 
por confeqiiencU propriain tomado no ícntido maii 
rigoiofo , • mati ríAríão f6 pAde convir ái quali* 
á»d»s individuaei , que cnnflitu«m a exíllenctii )iro* 
pria e fingulir d< hum inditiduo , qualquer que ell* 
feja. 

Ora eftai qualidade) dillinâKai doi indivíduos 
fio atttibutoi I e modifícicõei que d« nenhum mo- 
do tocáo a enencia da elpeci* : íDo fEtsi , confide- 
lando o individuo da paite do corpo , a tigura , a 
còr 1 o ar, a eftatUEa , o gefta , a f^fionomia , o foin 
da voz , em huma palavra tudo o qua fax que Pe. 
dro aos olhai dos quo o vam , não he o mefmo 
4)ue Paulo. Conllderando^ por outro lado, iHo feri 
o narcimento , a fortuna , a educaçSo , os coftumet , 
o pocumento , as acçíies , o caraâer , em htima pa- 
lavra , rodas aa qualidades civis , e morats que odif- 
tiuguem na fociedade de todo outro homem quo 
não fajã elle. Eílcs tão os traçoi , ou finaes , cuja 
reunião forma o que íe chama hum cirader próprio 
■e individual : e lio por eflei íi^naes diilinâivoa qtto 
leconheceremoi Acliilles . Alexandre ,Augu{1o Cefar , 
o nollo primeiro Rei de Portugal o Senlior D. Af- 
ibnfo Henriques; &c. e Íf1o quati lèm 09 nomear pe- 
los feus próprios nomes. Mas , fe em lugar delíet 
nomes conhecidas , e c ara âe riza dos , ou por huma 
«xijlencia real , ou recebida como tal , ou paia Uillo* 
fia . nu. pela Fabula 1 hum novo Poeta que nada quer 
dever fenáo a li meOno , emft«bende retratar hum 
Fulano, i. b. hum tal homem , o qual apenas tem as 
.qualidade! communs e genéricas da humanidade , con- 
.trapondo-lhe logo por antagoniza hum Itcrano ; bem efl 
ti.. Para fe aproximar ao reaj , dará a eflas duai ptr» 
ibnagens affedoí , e paixões que entrarjõ em hum 
mutuo contrate debatendo, para confesuirem , e merece^ 
,Tem tal premio,8cc. Figurará fembiante* humano<, paixóta 
humanas. Fará apparecer figuras que obrarad , e que faf- 
UtiO como lè í*z cotie «s homent. Mis leiá coufa ba& 
" ' Q taa. 



Goo^k 



34% IZ.LUSTnA(;dB3, 

ftintein«ite difficil dir ■ <fla acção , e a eflet lâotet 
■quelle canflet de vrrdade j e de individualidade , que 
nSo fahc bem , fe não d« hutna cxiRencia leat , dipcilt 
tft. Grande felicidade feri , fe ã medida do defcjo fe 
confeguir o (im pTcineditado : e para não arrifcar a Tm 
cmpreia , acanTelharia ao author principiante que buf- 
cafle o feu fujeito , ou argumento na Fabula ■ ou na Bif- 
totia , o <^ual coin tudo feja fimpliiz , e uniibmc, co* 
IHD noi perfutde o mermo Horácio diiendo~n9i : 
KeaiUi llUeam tarmca dtdacU in /.Sal , 
Ç_uim jí preftrrei igi>«t' iaiiãaifae primui. 
Km a iflo rcfponderã o Author ptincipiante : Aflim 
náa darei coiifa alguma , ()uc não pertença a todo o 
mundo \ caufa alguma , iju* qualquer outro Efcri- 
tof não pofla adoptar aflim como eu , para lhe fer- 
vir de afTumpCo it fuis compoljçóes f Que mercct- 
mento teieí eu poii cm huma obra , que abfotutamen- 
te nada encena, que feja de minha própria invançSo ^ 
Ha certo meio de fazer d* hum afTumpto , que 
hs commum , hum argumento próprio , e particular , 
failita materíei frivati jnrit ifi : c he 6e nio leguir 
« Fabula , ou a narração de Homero pa/T» a pajr ; 
e de não referir os dircurfos de fuás Perfonagens pt- 
Jtvr* pfT palavra , como he obrigaçSo de hum Tr^ 
duâor fiel , como dia o noffb Poeta. 
Si 

Nte cirea vilem palulairtqat mêraberil trhem > 
Nec vtrium verh» «arabit rtditrt , fiiitt 

Horácio falia com e Author Dramático , que titã 
e feu BÍTiimpto de Homero : no teu Poema , diz 9 
Poeta , ha dua* coufas : a Fabula que be como o 
«oaterial do ediRcio , e os difcuffoi que reveRem , e 
lOrnáe efte mefmo mat«rtsl. 

Quanto A\ coufaa , tu nSo fetiuírát pelai mA^ 
jnas pizadai a rarraçlo de Homem Poderia «ccrefcerv 
«af-lbs aduM iuddeatei , fuep limit m antijof . tranf- 



cGoo^k 



£ A D D I 9 6 S 3. £4) 

pòr , tirar rfo lugar , ausmeiítar , diminiiir tanto rias 
caufas , como nos efFeitoi , e nas circuir.rianciai , í«m 
te alligares a efla imitação , ou para melhor diíer , « 
efta rfpeiiçio fcrvi! , que TiifToca o génio , o i qual 
podem checar oi Erciitoret de talento inaii otdina-. 
(io , e miit acanhado : 

Neí tlrttt vi/ent pntalmmqut marjífii «rim. 
Quanto aos díTcurros , iiSo farái repetir pelo teu Agi> 
mcinnon , ou pelo teu Aciíilles tudo o que livercni 
dito o Açamcmnon , ou o Achiliei de Homero , pa. 
lavra por palavra , coino faria huma menfageiro , ou 
lium Interprete , i. h. hum Língua , coinr>' vulgaimen» 
te diícmoí. Mas tu que és Poeta , e que tem toda 
a liberdade de empregar peiífamentos , ideai , raióet 
travai, que ferão propriamente tuai , e que nalceri6 
das novas (ituaçõe! , que tiveres podo ra Fabula da 
teu Poema, obTervando o que diz Horácio : 

Itfef vtrbam virit carobii rtidert fiáitt inUrprei. 
Advirta-lè que a cxptefsâo Fidai interprei , de qu9 
alguns Tradudlores dt valem como de hum titulo ^ e 
de huina authoridade para juftiiícarem as fua» liberda- 
des , nada prova a feu favor , e quando fervifle da 
provar alguma eonfa feria contra clles. Nada prova « 
{eu favor , porque Horácio nelle lugar não falia nem 
de traducção , nem de Traduílor ; mas trata de hum 
■ PocU , que tira de outro Poeta hum argumento pa- 
ra efcrevcT fobre elle hum Poema j pois deve fomen- 
te tomar o que lhe convém fem fe allígar á Jeir» 
nem das coufas , nem das palirra;. 

Provaria contra ellss , porque a traducção litte- 
ral defle Texto feria que o Posta queextrahe o* pen- 
famentos de outro Poeta , nSo deve verta-lo* palavra 
por palavra , como lie obrigação do Traduâor fiel , 
porque Horácio diz : 

Net veriam verbo eumBii reJJere fiJat lalerprei. 
Lo;:o efte ierfo nSo fe deve citar a favor das tradu- 
ções livres . e pirafitfeadai , coi;trji ai tradu^âes lit> 
te^act ( • liéii. 

es »■ 



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344 ILI-USTItAçãES, 

119 JUiacum carnitn.') Hum verfo tindo ilallíadt, 
ou dl Odynea -, por quanto fe prd« deduzir pari 
01 Aâos Dramaticoí , nSo fá 1 Iliada , inai também 
a OdyfTea. A Ilíada na veidatle he propriamente C»r- 
mtu Wiacwn , m» também a OdyHea fe pôde tomar 
como Cármen lliaeani ; porque de quando em quando 
toca at couras Iliacat. Algunt eftáo vulgattnente pei- 
fuadido» , como julgj o Authoi da vida de Donato, 
que ai Peifoiíagens Trágicas fe vÍo bufcar á Díada , 
e que as Cómica) á OdylTea. Mas Ariítorelcf no L. 
J>< Piet. C. IV. julga que ai Petfonageni Tiagicai 
fe extrihem tanto da OdylTea , cnino da Jliida ; que 
as Comicat porím (é tirSo «x Margile. 

tfi PubVita maltrtti prioat! júris erit.") Pi (Te Ho- 
rácio fer huiita empreia grande , e difficultofa diitr 
como couTa própria o que he commum . e fabido ; 
continua agora a díiei o como fe poRa ÍAo fazer , 
bem que tenha difficutdide. 

Se^ndo Horácio commuaia e* paifica : prapría 
V privaia tem a mefma força Significativa ; poriiin 
no Direito Civil tem entre fi maior difTerença. 

A matéria do Poema de Homero , ou da IFiada, 
e da Odyííea he púhiica , porque , c«mo díz Syiir- 
liiacho no L. I. Ep. XXV. Q.uiiia fmul a U carmtn 
profe^am tjl , jat emae ptrrlidijli , grafia paillcãta , 
rci libero tjl. L. Séneca Epilí. VMI. Paufi fitrt »( 
me iatcrraget • ifuari tani malla ab Epicur» heae O- 
Sa rtfiram pftiíii i/uAm acjirírum } QaiJ tjl tamta 
çuúie tu ijlai Epitari vates pntet tjfe , aaa publicai. 
-O mefmo Horácio L. I. Epift. III, v. i{. 

Privolai ut fuaerat apti , tf tangera viltt 
Seripltt Palãtinui ijuaecumqut reeepit Apalla, 
Note-re o que dh o Poeta em toda efta Epillola. 

Peccáo poi) , diz niarcíMo , ot que crfm qua 
Horácio entende por matéria pública , e comniuni 
aquella que ainda nio foi tratada, nem experimen- 
tada j poiím Tuinebo diz que Hoiicio entende pot 
Pif 



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E ADDIç6bS. 3^7 

Pahtita materiti Y\iva argumenta tinda nia tratado 
por outroi Poetag : e que tal argumento fera de hum 
direito particular , fe algum Efcritor o derempenhar 
de modo , que nenhum outro depois , ou fe atreva i 
cfcrevet fobie o inermo alTumpto , oii o pníTa melhor 
defempenhat ; o que certamente confeguiiá , Te ufac 
de fcntenças nem communs , nem triviaes. Os Gre- 
gos a quem Horácio imita com tanta diligencia , cha- 
mão iyM.\ix>,lt>. , i. h. circularia , circulares , is coufal 
vclgirei , c obviai , e que cHao patentes a todoi. De- 
fejSo pois os fabloi Gregos achar no Efcritor fan- 
tençai engenhoTas , agudas , (iras , t não vulgares. 
Aos rabiai ProreíTotes de Eloquência compete Teguir , 
e abraçar deftas duas opiniâet ■ qiis mais bem lhes 

1 ja Nee elret vHt"! fatalumifae .... trhim ) Or» 
fobre a iiitelligencia dede lugar debatârSo-fe de con- 
tinuo todos oi Interpretes ; mas como fe fofTem onda- 
hatat, elgrimidores de olhos vendados. Somente Porfyriiío 
apercebco ao longe o penfamento de Horácio , por quan- 
o explica-fe delíe modo: In eoj áicit , qai a principia 
úd fintai llieda Hemeri diferipferunt ; tPe. Horácio Tal la 
contra aquellei Poetas , que copiárSo defde o princi* 
pio até ao fim a Iliada de Homero , &c. E certa- 
mente s mefmo Horácio fe interpieta a íi mefnío 
deite modo , por quanto mais abaixo introduz o Poe- 
ta Cyclico principiando aílim o Teu Poema : 

Fertaimin Pridini caataha O* noiíle itiliim. 
O Poeta muito bem argúe efle cyil» , ou circulo, 
pelo qual quer fe entenda a indifcreta , e infulfa imi- 
tação do Poema de Hotaiero , que foi tamanha , que 
3 maior parte dos Poetas Cyclicos não fó coiião aoi 
feus esfarrapados veílidos , i. h. i% fuás defalinliadas . 
e inTipidas compofiçúes lindos pedaços extrahidos de 
Homeio, ma) tambcm atí fecubriao com toda a Tua 
capa ; í, h. nenhuma outra coufa mais faiiao que co- 
piar e trasladar Iliadas , e OdyíTeas. Poliano Epigram- 
matico delctevendo , c letiataudo no L. XI. Aaihota- 



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1 



■246 1LL7STRAç6e5, 

chama >o> ditos Poetai Cyclicoí auttOiTutkC 

hi^Offiov i-niuii , i. h. farts fUcntram verfuum , fa- 
ér6ei doi veifot alhe'oi ; e ido porque f& Ce tm- 
pie^avSo cm copiar Hutnero , Tem mudança alguma 
de palavra, Ln|o nenliúma admíraçío deve caufir o 
chamar Horácio a elle circulo , ou cyclo víltm fa- 
Itiluniíjae erhem. He vil , vilis , por caur* da* fabií- 
laynlin , e lie.fempre patento , e aberto, patnlui , 
porque n^o coriHa maii qu« de huma copia , ou ttat- 
laHn de Homero. Algui^s qitiíerão recriminar , mai 
não podfrSo , Iforacio por canfa dcRa Tua locução vi- 
Jím patularaque eríem , porém não advertirão era k 
fiia neceffaria dtfferença. Coiifita-fe Atheneo , L. VII. 
C. III. O KuKMlffTTlxaí também he patalai V vUh. 
O Cyclo épico , ou be antigo , ou he novo. O an- 
tigo começando derde o Cios vro a rematar na ter- 
tituiçllo de UlylTes i fua Pátria , como bbfervou Pro- 
clo ia Chrifimnathia : O novo principia na origem 
da queira Ati Tioiá , OU de Thebas. O Cyclo epico 
do primeiro modo he ell« , cujo principio Horácio 
póem allim : 

Ferliiaam Frínml çantaho V nelilU hcllrim. 
Tambein a Thebaida de Aniimaclio : hum e outro 
K< bem patente , e vil não tanto pelo feu melmo 
género . quanto pelos vicioi dot Poeta», Torfavia hum 
e outto be bem ordinário , c vil compatattvamente 
átd uutiAOt ÈTTinàv , ao cyclo epico de Homero. Qual 
he pois eíle cyclo epico de Homero f dirá alguém. 
Kerpondo : He aquella economia , e ordem , que Ho- 
mero feguio no leu Poema , de que Horácio falloii 
primeiro no verfo 41. : 

'Srdinit heee virtat trlt V venui , «s/ eg« falar , 
Tor quanto Homero principiou a ivt Ilizcfa não d* 
confpifaçSo , e partida do» Princípei Gregos para Tróia, 
mas fim da pendência de Acliille» , e de Acamem noti : 
e a Odyffea não a principiou do tempo em que Ulyf' 
íes fe retirou de Tróia, mas Hm da Ilha de Caly 
pro. Lo2'> ^ C}'clí> Epico de Uotneio he do >reio 
P«- 

C3.ifKi:,C00^k 



B ADDIÇJSlS. 347 

(lia o princípio , « da principio <l«poii pira o m<io ; 
e por iffo cfte he o miif louvado «ntre 01 Weftrct 
d> PocCa. Sobre efte Cyelo , on Circulo con(ira-íb 
Arillotalei no L. I. C. IX. reprchendendo o( Sophif- 
tif , onde dii : iti 0'j4npiiu -noínGií ^Hf^K , J^ic^ toJ* 
H-JmAOv > H»mtri ptt/im ejjt figurtm , pffttr tlrem- 
í$m. Vor raemplo , fe argumeniireni «ITim : O Cirtu- 
h ht Figura , e Ptema de H«merf Ac Clriuh , hg» 
« Pttma ãt Hvmtro he figar*. Pordm efle foRfina 
Uinbem tocou o mefiTto AriRoiclef no !U !• C. IX. 
Dt Demtn/lr. como quindo alguém capciorainento 
perguncaflè : jnae emaii rlreului figar» efi } Annt 
0tilem pcemm efi tireulus í Mil certamente Filopono 
advertio muito bem que iHo fe pôde entender , ou 
do Epígrammi circulir , qual hc o Epitáfio do Rú 
JHidat em Platão , ou do Poema , <]ue propriamente 
fe chamou circulo , tirealui , kvkhOi. 

Ella he a ntelhor diviíSo , que Cs poderá accanu 
modar aoiCírculoi Epicoí , Tem vellicar a authoiidi^ 
de de IfidoTO , como fe efte fabio ETcriptor no L. 
VI. fe pcrfuadine que o Cycl* Eptico dcduiia o Teu 
nome doCycto Parca) ; quando fcmethante penfametv- 
10 nunca veio á lembrança d« líidoro , nem fe (|uw 
por fonhoi \ mai ellr pcrtcnde fe entenda que afllm 
como da fimplet ordem doi annoi fe chama o Cy- 
elo Pafcal I do tnermo modo também da fimplea iW- 
lie doi verfoi , e da matéria fe cbamio cyclot ot 
Poemai. Ota digSo pois 01 fabiot Crlticot , que dif- 
tincçâo maii verdadeira Te pôde dar, ou em que Iit- 
%nt cabe menoi aquella eaclamaçjto reprchcnriva : 
Haam iaeplam ejl , tTc, líidoro não dedui hum Cy- 
elo de outro Cyclo ; tru compara , e fat o paialle- 
]o de amboi em huma coufa teicefra , i. h. naqnclla 
fimplicidade natural de que Horácio falia, 

1)4 • Ift Nee áejitiei tmiutor ín mtOam , Ynie 

peiem priftrre pudir vctet »at »ptrii Ux.") Se por 

hum exceiTo de temor te nSo atrevei a aíEíftarite em 

coulà alguma 4o Autbtt ^ do qocm tiiai ■ tua Fa- 

bu' 



cGoo^k 



34S ILLVSTKAQUES, 

huh , podetii acontecer cgue , coinponito tu nSo hu- 
ini FabuU Epici , como Homero , mis huma Fabua 
Dramática , que tein regrat differentei daa da Fabua 
Epica , te mettefTei rm tal embaraço , ao ponto qie 
i)lo podejTto recuar , Tem te envergonhares , nem r 
jior diinte fcm faltar as regras , e ái leis da Arte, 
que rerpeitSo « género de compofiç5o , em que tn- 
lialhas : 

Vaáe ftitm preftrrt puder vtltl aat »ptrU /e» 
Os Editores , • Commentadores , e parttcularm«Rt> 
Juvency , e Sanadon , que Tempre Te tem complicS' 
ito em novas lições , lerão rtftrrt em lugar de pr«. 
ferre ^ Tem attenderem aos dous nominauvos pudei 
4T eperii Ux ; rios quaes hum , que he paJcr , per* 
jnitte embora referrt ; mas o outro tpérit tex , re» 
<\ver froftrte. Horácio, que lie avarento de palavras, 
c Tempre concifo em Teus penramentas , ufou elle 
verbo em prererencía a qualquer outro , porque ex- 
prime em fua fignificaçáo igualmente ai diras Impref- 
s6ei que refenie o autbor embaraçado , Tem poder f» 
l)ir em hum indo pafTo , in arílt : elle não pôde ti- 
»ar leu pi , profim , nem para recuar , weíaí paJar , 
nem para profe^uir lua compofigão , vtlat eptrii tex, 
A lição de preferrt lie abonada pelo fabio Pro- 
feíTor Gefner , que a admitti* , e comprovou , a qual 
«» fesni iguaíiHente na lição do Texto. 

1[6 Vt fcrSplor cyc/icm alinl. ) Camt em putr» 
tempú » Efcripier Cyelico , i. h, cemo nos eolina Tur- 
nebo o Poeta Épico Rhapfádo ; por quanto os Rha- 
pfódoí , i. h. os authorei das Rhapróilias expunhio 
cm o theatro verfoi beiaicoí , os quae* lalvet etío 
como O! verfos dns dithyrambicoi. Algtins Commin- 
tarlorei perfuadírSo-re que Horácio cenfutaia o P«- 
ta Stalimo ■ author da peqnena Iliada , mas repu^ 
o mefmo principio deila Ilíada ; por quanto não he 
alToprado , nem inchado , como be «lie que Uoricio 
põein nefle lugar : 



Per- 



cGoo^k 



• Terttniaai Friam! ttnlab» 0* noiile btllavi. 

O Poeta Stafimo poÍ> pTÍncÍpiou modeiadamente , • 

«m hum eflilo filudo. 

ÍMoy ádS'tji Hoti Atifiíityiíit ifintiinv. 

Areti Itlaeai eiin$ , Í>ariaatam^uê niUnltm, 
A\im de <jue o niefino Horicio pouco tniis abiixo 
nioflra que elle repreliende , c cenfuta o principio da 
pequena Ilíada , nio cottio inchado , e em demaiia 
cmpolBfto , mai como deduzido de longe : Poíi tal 
he preceito que o noíTo Poeta piefcreve no vetfo 
«47- 

í?tt gtminv btUum Trtjannm «rJitar aí av9. 
Contira-le o que ofaferva Turnelw no L. XXVlIf. C. 
XXIV. onde cita eíle veifo de Juvenal , Sat. J. v.j». 

Haie ego n*n agittmt SeJ gaia magli fíeracleai , 

Aat Diainedeat , aut magitwa Laiyriat&i ; 

El maré ptrtiijfam pucrt , Jahfum^ut volaalem, 

1)1 Tantt hialu.') 1. h. Exeriíh Iragict , V fafjla- 
1» ; de hum exórdio trai;ico , e iiichado, AHude Ho- 
rácio áqudie liiata , ou eberliira de boca , i. h. ao 
principio próprio doi Author^s , ou doi Keprersnta- 
dotei dai Tragediai , de que faz uieiiçáo Periio , Sat. 
V. r. ,,. 

Fahala ftu motjlo ftnalur Iiianda IragneJo. 
Onde hiaada vai O mefíiio como fo o Poeta diflera j 

Magno fpirila (f greaJi hiala pronaacianáa ; qlte k 

deve pronunciar com grande elpifito , e com gtanda 
abertura de boca , í. h. em alta voi ; porque o eflí. 
lo da Tragedia he altivo. PerHo ufou do epithets 
ntaejio attendendo a natuteia da Tta;redia , cujo fim 
como feja Juâuofo , por ifTo fe initoJua a Trágico 
reprefeniante também trifle , e afílido. 

I}9 Nalcelur rUicalai inai.) Nalcerá hum ríHicu^ 
lo lato. Diz Quinâiliano no L. VIII. I. Oral. C. III. 
^' T'''g'l'' miramar Ulad : 

Sacft txiguuj mat, 

Nam 



!;,■ Google 



a;o tLLvaTUAçSfíSt 

titi» epitheton (txi{uui} «pluai propriun e^eeit ^ 
■« flui fxfptRèrtmut , V tafui fingaltrii mtgt! ác 
ttlit , V clúuJHla- ipfa uaial fyltabae , nta aJitaU , 
mJJit gratiiam, Imitíit»! eft ilaqat ulrumqutharútiuti 

Nffctlur riiiealiii mai. 

fite muftittla ftmpcr trMi» , fié juimilttnd* noaaam- 
^uam tft. Vim rtimi ali^umad» V ÍfJ« vtritram Aw 

QuinâiliiDo diiendo , ImilatM efi ntrum- 
■^t Hvralimi , Horicb imitou huma , e outra cou- 
lá, quer fignificir , tjue Noricio attendeo tanto ao 
que [>ettence ao caf» finjular , como também ao que 
lefpeíti í daufula de huma ryllaba. Confira-fe o que 
«bfervB Sérvio em ai Notis i Georgicx IV. > e i 
Eneida VIII. de Vitgiíio : e ái obretvaçóet , e refle- 
ndet de Sérvio convõm também ajuntar o que dii 
Hermogenet no fito do L. I. Dt litii. 

141 Ca^M Tr»jat. ) De Tioia conquíflada por 
tJIyfl'<!t. AíTim o mefmo Horácio , L. I. £piR. II. t. 

Rmrjum ^atd virlm , (T fciíí fapitniia po0t , 
f ri/e propvfalt nthii <xemplar Vli/ffim ; 
Qiti domitor Ttojae muUarum prtvidat uries ■ 
Cl móret hpiaiau/n infpexit ; latamquc ptr negaor , 
Damjibi , dum ftciit reáitani peral , afpera mullm 
PtrlmUl , vivtrfii rtrawt immeifaíilh aadit. 

Confira-fe Homero na OdylTea , L. I., Plauto Batthii, 
'A, IV. Sc. IX. Nee inagii idem ttptram eppUnm. (He 
■UlylTes qtw Tília , e confiilte-re no Original toda eT- 
ta ek^antilFima Sccna. ) E no verfo 147. 

Salult iiofif» alqat arbt etpla ptr dvlam 
t)tmum redact integram omaem exereitami 
O mermo Plauto , Pfeadtlai , A. IV. Sc. VI. 
Vift flHiV reram meui Vtyfei t^erit , 
■taluae haheet fignitm ex aroe BaUiant; 
14) Nen fumant ex frilgtre.') Toca Horácio por 
allusSo 01 Itgmei di guerra , que são o Samo diur- 



cGoot^lt^ 



t AODIÇÔKS. 15-1 

nn , o luieiro ■ ou clirSo noiíHitno. Sobre cll«i Ih 
gnsei confira-fe Vegecio no L, Hl. C. V. 

146 M laieriía JUeUngri.') Principio triiíctct <l« 
muito lonoe , como são 01 que tiimheiTi Papinio diQ* 
demna na Thebaida I. Advertirão pois bem os qub 
dizem (jiie Horácio neíté fUsar cenfUra Antimacho. 
^o que parece Horscio neRe lugar ciittca o Efciip- 
tor do Poema intitulado , Dieincdta , qualquer qub 
elle folTe. 

147 Nic gentia* erJítar mh bv#. ) Como foi por 
exemplo SValjino , ou , como fe_i;(iinh) outioi o dtno- 
minárSo , ^'ita(irno, author A(à CyprUen , ou di 
pequena tliaita. 

14S - 149 È' '" ftJitij rii , . , aiidltfrem rapít.'^ 
£ arrtiât» o «utíiate farii a mth diíi eirufiíj. Horl- 
cio dii no verfo 4( : Diie atyrlaeipic • ifue ke ^rb- 
prio Ja ittjlaate , em gne fe ahre <» Jcena ^ W jeln 
mine dUat. Agora porém rfeAçni o Poetí o pAnto 
em «lue convém principiar, Potier-fif-liía retnontafi 
defcrcvenc^o-fe ■ guerra de Tróia j ítí á primeira 'fó- 
mente , ou caufa do TuccelTo , ate ans dotn óvoi que 
Leda teve de Jupiíer rraniformado em dlne j de hum 
dos quaei niTceo a bella , e gentil Ke|ena , cujo 
roubo caufou a guerra de Trota : tal he ■ ordeói 
própria , e carafleriflka da Hiflorb. JílSs 'outfti he a 
ordem que fegue Homero, Neve -annoj hflvh que du- 
rava o cerco , e litio de Troía : no decimo ^líno , 
Achíllei reiíhio, e nendeníiou fortemente «om Aga- 
msmmon : pelo fucceíTo deHa pendtfncia tíeo Homero 
principio ao feu Poema , fuppondo o tiitOr ji itiP- 
truirib de todii as cirmnfhncia! qiie lhe havláò pro- 
cedido. 

149 - MO (1'iae áefpirtt impala nitrfitfe ^ejje ^ 
reliii.iait.') EÍIe ileixa * ijae nSo pMe tratar etm rfi- 
gnidade. Muitas sezes o talento do ArtiUa lic me- 
ro! comprelienfivo que a arte. Quando o ETcrip-or , 
confíderada a extensão do r=U talento , n3e pôde de- 
reniperihiT o .argumento > que fe propvi , depoir- de 
díf> 



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a5'l ILLVSTKA^ãfiS, 
difTcientei enfâíoi , e eiforçoi , em tal cafa enfiníb 
ai regia) «la prudência a deixi-lo. 

1(1 Sie vtrif /alfa remifcttJ) Introduz é< permeio 
fabulai : E por iíTo lemos em Seivio no L. II. dai 
Georgicax , Tatalat injertac. 

i{( Àttlota mãntntis.') Até que íc retirem ai ta- 
peçaria! : ConfitSo-fe ai Notai ao Texio. Propriamen- 
te Aalaít compctiáo ái Tragedias . e Sipari» ás Co- 
medíai. Juvenal na Satyra VI. v 67. 

.... Qattíti aalaea refnãit» teffant. 
Dii Lubino ■ efle lugar de Juvenal que Âalatm erSo 
huni vellidoa peregrinos , ou cambem huns pannos 
pintados , com que fe ornavão 01 tbeatros , e Te fa- 
liio ai fuat decorações. Apulfiafino no L. I, Ora tt 
mulatam Iragitam dlmoveta , O* Jipariuin feaenumm 
templiceít, O fipaiio , Jí pariam , era O panno que fc- 
chava 3 boca do Tbcairo. 

ijí Dante Cantor, vai plauJlle , ditai.") He de pre- 
Tuinir que u Hiftriao , ou o Ador da Fabula, quai^ 
ào derpedia o Povo 110 fim da rsprereniaçáo da Fa- 
bula , repeCia em huma cerca cautoiia , e modulação, 
Vai pUuJiu. Aflim efcrevia a eíle rerpi:iM> o antigo 
Poeti Prudência , como noi enfína Tutnebo , L. IK. 
C. XXIX. 

Vt tragicai tantar ligit» tegil era cavata , 
Graade all^uai cii/ut per hialam trimea unheíatm 

1(9 Signal kamum.') Papiíiio na Thcbaida IV. 
.... Paeram teiiira figaaaUm gramlna grejfa. 
Confira-fe Laãancio iiede Jugar, onde repete , e in* 
terpreta «Ra palTagem do noffo Horácio, 

l6t Ceiem i» vitium feãl. ) ElU he de eira para 
fe aiaelifar at vicie. Com raaSo dito , porque 01 nun- 
cebot fe tiiclináo mais deprelTa a abraçar o vicio , do 
c^ue a feguir a bella , a amável virtude ; porque jul- 
gáo que no vicio vem , e acbSo huma certa apparen- 
cia djs l'berdade. Errado capricho ! 

I7j Ãiuii venientei.^ Oi aanai qae vem , qae eref- 
tem. Depende a iocliigeiícia dcn<:i dous veríoi áx 



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E ADDI<;âB9. l^; 

mineira , com qite oi Anti^ot repaitifo ii diffcreit- 
tei iHid«s do liomem. O msi) alto periodo dt *i(f* 
liumana era • idade de ártcoenia annoi : até a elle 
termo aercia a idade , e defTe teriTio por diante de- 
clinava : em trás palavras , fegui^do AiiHotetes , Ja- 
vtalui , vigor , feneeim. Note-fi: ífla locuçío provei 
bill : Jli til ciiicttata anati cínte-fi , Jtpth Jai cia- 
.««M Jcícontafc. 

\-li) Aut agilur rti ia fciaii , aul aHé rfftriar.") 
Ott o acçSt Jt extinta a» Ihettre , »u átfii J< txe- 
euUda J« rtftrt. Tudo o c;ue fc prefenta no tltea- 
lio , prefenta-fb róments debaixo de duai formai , ou 
fazendo ver > mefina coufa , elta he a Dramalita ; 
ou dtiendo o que a coula he , efli lie ■ narrativa , 
ou a narr/içã». Deflai dua« fútina) a maii viva , e a 
mais tocante he a Dramática : I. porqne os efpeâ»- 
dorej fião-fe mais dot fctis olhos , que dos olhot 
alheios , «euíii fiátliiai > querendo diíei , acniii gai- 
tai maiar fidei hahttar : II. porque os olhoi indivi- 
duSo as couTas com maior ciicunfpecçSo : III. fina^ 
mente, porque de hitm fó golpe fe appprefenta á ima> 
■inaçío todo o feii objeão , e ifío Tem esforço algum. 
Mas por outra parte coufas ha , que a Arte nSo 
pede prefentar com dignidade , • com decoro para 
illudir o cTpeâador i oel^e cafo pois recorre-fe i nár- 
nçSo : Refeie-fe que os Horacios combalérlo na pía- 
nice ; que Hyppolyto indo em feu carro fora piecipl- 
tado pelos feui cavallos , e defpedaçido peloi roclie- 
doi: A raiSo delia conttapoflçSo provém de qiw o 
ouvido exige menos , e he menos difGcil de fatísfa- 
2er , qde sSo ot nolTos olhos ; 

Srgniiii irritaat aaimat demi_ffa fir aurtm^ 

l8ã Nee paeroi etram papal» MeJea trnelJtt "} 
Nem Mtdea iilncere Jeat filhoi na preftnfa Ja Fava 
afpedaáar. Confirío-fe as Notas de Maicitio i Salrr* 
V. de Períio , onde tSo fabio Commentader exptica 
efle lu^ar de Horácio } e juntamente as Notai que vem ' 
ao Texto. 

1S9 Ha- 



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s;4 iLLvsTSAç6es, 

iSf Ktvt miatr , ntu Jit faUU freduBlor mfta,'^ 
'^ Faiflm Uri frttiftmeale tiat» tHti. I. h. dividrr- 
fk-b* em ciaco paite* «lepeodcntet hum» deoutrai, 
C íoimtaào juntai huma ÍA acção compleu , cujo 
obj«ão oíi ilvo ft> devera anounciar no piimeifo »ão. 
Arillotclef porím nZo díftingue os aúot , e fó Falia 
lia duração inleJta da Fabula, que naturalmente con- 
ÍÍB de Ires partei , o fio ; I. Emprthtmitr ! II. F»r- 
vejtr têittf* »t ttjltieaht • lU. Viaci-iei , •« fuceam' 
Ur é tfit%. 

191 Ste Dtat iattrfit , alfi Jigaai vlnálee aaJat 
Jvidmt. ) ÍTeirt ialervfiha DhiaJaJt , fenát eccerrtr 
hmn ni diga* dt fe ftliar ptU jeu ptdirefa Nam*. 
A intervençío dos Deor<i pertence ao Poema Fpíco, 
por quanto be liuma lãuCi quem refere as catifa) ; 
alSm Virgílio fai ny Invocação do íéu Poema . v.12, 

Mujt mihi taufai mewre ; çus Namiac latfe, 
Raião . por que «in hum Drama , que be huma em- 
preia puraiuente humana , íi fe devem empregar for- 
(U huminas. 

Confíra-re Aiifiotelc) . C. XV. D« V*itiea , Sér- 
vio em ai Aias Notai á Eneida I. , e I3C. Apuleío 
fhrida IO. tratando do Cómico Phileinoit chamou 
»p% DÓt , ou (liQiculdad,es tr a nifccn dentes ixaáts s Arga» 
jntnfa Itpldi infltS9 , ec ntdti lacldè txpllcalvt. Al 
.vulgares Edições cm lugar de explicalti lem ccnat»t ^ 
«u agaatút ) porém a primeira lição deve-fe preferir. 
Cotvfira-fs o melhio Ariflotelei no C. XVIII. Dt 
Pnetita. 

I9# Ste gatria ptrfiati.^ Explica tfiuita bellatnen- 
te ella palTigem Diomedes , L. IJ! C. IV. , i cuja 
explicação pôde tambcm dar luz Júlio Pollux. nm L. 
IV. r.XV. 

I9( ABorii parttt tfiarui.') O Cfra fari • o^cie 

'it hnm 4lfo'. Qu^r dii^r Horácio, que o Coro atn» 

da que cnnfle de muitas figuras , ou fujeitoi deveri 

' 4ereiT\p.eiiliar as funcfúes de hum íò Aãor, ou de 

tijuinA unict petrona^m j come no Aiax de Sofoclet 



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B ADDIçtíBS. tSf 

9 Coro (ferende >t partet de Ái?jc ; t também d« 
Tecmeffa , « de T«ucto. No mefroe Sofoclci n* Ek- 
âra , o Coro toma o partido de El«ã» ; « ne EHív 
po Tyianno , o Coio favonía ao tai. O inefino Ho- 
tkío dii particularmente qual fcja o Oâcio do CoE** 

lile taiii fautMtiae , V can/Uelar emith ; 
Et regai tratos , (T éintl ftceatt iimtnitt I 
III* Júpct landtl nt*afat hrevit : iHe Jalishftm 
^ajlitiam , Itgtt^ue , V *p*rt'ii «tia parlil : 
Hle Itgat timmiffa : 4t»i^u» prttttup V trat « 
Yt rfdtat miftrif > ailal fartaa* Jupâriu. 

Por^m ia ÂJvtrfaríii , nos Apop ta mentol , l- XIX. 
C. IX. lemoi Auãêrii parti» : cuja liçlo abona pia- 
tonio , o qual dii que por meio da Coro as Poetat 
Gonumavfio defender-fe a H mefiroi , e louvavlo o 
íea olBcio , e emprego , o que pela maiar patLe Ic 
fazia na parahafis , i. h. na digrcfiáo , como Gt der 
prebende d« ArifloFaiies. E o Interprete de Euti^iidei 
i Medea dli : Ck»ram ia Faeta prrftaa jufium (7 «f- 
fudn JtfenJere. Por tanto huma e outra liçSo «S»- 
rh , e auBorii tie pfovaveJ ; niai qual das áut* feri 
ma» verdadeira í díi Mircilio que Iw a da Âãrit . 
a qual fegtiem Gefner , • os Critícos ia melbor ns- 
tne. O Coro pois em Sofocles fegue oi preccitoa d« 
Arte ; porém o efcopo , e a nira de Hosacio ite fm- 
lilicar , e fazer ver nlo os Neoterifitios . aia* úm 
quaei feJSo os preceitos da Arte Pmiíco. CertamenU) 
pois Horácio quii exprimir o ofGcio do Coro, qutl 
vemoi defempenhado por Sofocies ; e Ífio conforma 
o <]ue nos enfina Ariftotcles na Poetic» C, X¥II. S. 
'<., diiendo , fnc • Ctr» Je (ume ptr Jiam AHar , t 
fue ftj* parti éa laia , nSe ftt *m Euripiáei , mgi 
lanta tm Safarlu. Canrutte-fe toda a doutrina ét A>tJ- 
ilotelcs a efte refpeíta, 

NoW-fe que eftes , « ontrot muílos (èmeUiantn 
•irai dot GopiftH -HÍvlliiío á* afinidade doa tiaq^ 



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IfS ILLUSTRA^ÓKS, 

<>u[ai , áx qnil pDi mero tnnrejo , e jo^o fe fervia 
5*nio Agoftinlio n« L. II. Dt CivUait D,i . C.XV. 
^na ratimt Imftmtntat a8eTe$ , ivuarealar ouílertS. 
ApuIeJo F/arirf» I. Ex Ttba$ aSii V taHit. Alímda 
^u« muitM vciet (e pãein inuiUi pabvrat em lugar á» 
outnt , como âHt em lugit de Aailar , coino femoi 
em Terêncio iio Prologo da Fabula Piírmio. 

Qutd Ji iattiligeret , çuam Jlelit «Um aava , 
A<5to^i* oper» /nagif JhliJJe , fa"'> fiia. 
■ 9) OfiàurafHt viriU á^eoiat. ) I. I). Difpute , 
centanda a fivor da jultiçt. O Interprete de tnrípi- 
dei iaPhé«nlffai. Stmptr Chiirui libtri lafuitar , If 
atífuitati prepugnat , Vf, Elle l)e poii o ofiicio do 
«aráo forte. Logo Oficiam virlU equivale a fa mt» 
■aifili parte. Diz Horácio , como teflrãe Turnebo, 
» C*rt éifpate ftbre a tbrigafã» ■/• Paelti , e itepiii 
mojlrc t«tn Iciiver ijae t Pveta dtftmpcnhara ptlafat 
parte , e tnihtra a exptiÍBfSa dei circuajlaittti , anã- 
■J* h«ma Fabula elcgaulí , pellde , t graciofa, 

194 - I9J Ift» qaiil mediar intercíaal aHiil , Q^uai 
mau prapofilo tenJacat (S* haertet apli. ) Turnebo en- 
tende )Áo do Coro faliaiido nm coltoquioi com 01 
tiÍllTt6ei , ou graciofos noi merinos aâoi : por quan- 
to fora doi Aâo) p«la maior paite cantava argumen- 
tos tiradoí doi lugaies coinmun) , alheiot do argu- 
mento , 01 quiei timbem nelle lugar, poiém maia 
abaixo toca Horácio , &c. 

199 Aperlti alia ptrtii. ) Nota Horácio que no 
tempo da guerfa ai partas das Cidades Je fechSo , 
'« no tempo da paz Te abrem. 

■os Tiiui aaa , aí nane artchalea vinífa , luiat- 
fti* eemala. ") A fraut» aniigamtale nót era , eama 
■*gtra , tãa tamprlda , e guaraaeiJa de arei de latSa, 
Entre os Antigos ai palaviai dai Tragediai , e das 
Comedias eráo cantadas , e acompanhadas humas ve- 
ies com a flauta , outras veiei com a cicfiara. Al 
-ftautas etío. feitai de oíTos , Tlbia , da buxo, de Tal- 
-fueJKu 1 de htua Itmplez canudp de «na. Ao pfto- 



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ft ADDIçfÍES. i$f 

et^iâ erSo <lelgidii , c tinhio poucos furoi , Unuii i 
faramia» faut»'. nÍO havU inaif que huma , fimpUxi 
tinháo • Tom baixo , e pouco agudo , efpirart uli- 
lii. hm t«inpo de Horácio as fizetáo maii compiidas. 
kccrefcentando-lbei dífferentei canudot feguroi com 
■nneíi de latão : aagmtatuín-ft-lhes os furos , pata 
áeUtt te tirarem foni maii agudoí : em lugar âe hu- 
ma embocaváo ot Fratitíft» dual , huma i d#eila , 
cutra i efqmtda , tiiiii átxtrit V finijlrií. ponfio- 
ÍK Titijcf na palavra Tibia, O Poeta paíTa agoia a 
inoftrir a raiSo dtftat mudança*. 

Quando o tbeatio era pequeno « e o povo pou- 
co nuiuetolo i fabio , e fobrio , o Tom doce e gravd 
da fraiita antiga, e fimplei bailava para acompanhar 
oi Coros : mat quando a Cidade de Hoina fe aug- 
mentou . e qua o Povo le fei mai) nunierofo , e oi 
■rpcâadorei menoi fobrioi > foi precifo marcarem-fc , 
e diRingulrem-f* »aii oi rhythmoi , e que tt entoa- 
ções toiTem maii fottei , e mais aliai : fem o qud 
bum «rpefiador^que nia dava atcençáo , femibebedo , 
pouco inftiuido na arte , não perceberia o oierecimen» 
to da Melop<a. 

Depoii logo o IukO « iaxuría , accrercentada í 
Mune* , fe communicou ãi decoraçfits theatraei , a 
«M vefiidos dos Aflores. O tnefmo ellílo dos Coros 
padeceo fua tal qual mudança , e novidade. Oi Poetas 
fe dnxitia levar de todo o feu eiitliuliafmo j e fal- 
liráo a linguagem dos oráculos , que ou fe entenda 
com diificuldade , ou muitas veies nSo fe entende , 
nem fe percebe. 

3oa "Tuiatqiàt atmula.j Por t'aragramma dito pe(<j 
^oeta : AlTim Apuleio Flotida ]. Vaa tibia vttut 
Uttt tuia. Ptopercio h. II. Eleg. IV. 

THU/antjia tri/íitr ília tuia. 

±oÍ ~ acij Ptjiqiihm cícnií agrtt ezcienieré iilíler / 

» UTh€nt Laíier amaltBi murai. ) Talvex , como 6lr< 

R Am 



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ifS ItLVSTRAÇãES, 

ferva furnebn , Horácio dig* que ninguém tinha dit 
reito de dilatar al^um efpiço de terreno dentro do 
recinto dii murallitt , ( irnlm pamatriam ^ menat qtW 
Bio tivelTe accrercentado algum cimpo ao Império Ro- 
mano. VopiTco in Aurdiano : Pêtnieri» auttnt ntmiai 
prineipmm lícit aiáert , nifi ti , qai agri Barlariei 
àli^ua parte Ramaaam Rempablicam lecuplelaverit. 
■ 309 - ato Vinatjat Jiarn» Placarí gtniat, ) Nota* 
elo falia dos eiMíToa coinmettidos faíos magmficDi ■ 
« latito) banquetei , e comezanai nos dias feOivoi 
contra o Edião dot CenTores ; cuja pratica antes d 
ttputava como crimínofa , e nada boneAa. 

2 1 1 Namtrií, ) I. h. Aos vetfes , ái modulações , 
aos canto). 

319 Indaãus tfaid eaim faptnt, } Em quanto O 
povo Romano ignorava at artes , e os praieret cxoli> 
CO) , em quinto os Senadores , os CavalleirM , e a 
plebe ifTtflia aos erpeãaculos até então fem diftirto 
cSo 1 nenhuma maravilha nos deve cailfar o Ter ■ frau- 
ta , e todo o ipparato e decoraçSo theatral ténue c 
iTioderada ; porém nSo nos deve fttvir de «rpanto 
quí . Te crefcendo o luxo, e dilatando-fe o imperíot 
ctefcelTe também c fe augmentalTe o apparato , e as 
decorações do theatro. Sobie a miftura , e confutio 
dos Romanos de todas as ordens naquelles tempos, 
confira-fe Cicero na Oracío De Jíanifpieum Refp. , T. 
Lívio L. XXXIV. , Vakrio Máximo L. II. C. IV. , e 
Aeron. Coiifira-fe a reflexSo de Tutnebo , L. IX. C 
VI. que dit nSo ha/er toda a evidencia , e cetteia , 
a que propofito venha o que Horácio dit nelle luf^i 

114 Et luxuriem aJJil arti. ) Plínio no L. XVl. 
De Tibiit , C. XXXVl. dii : Paflquíim varUtút éeeef- 
fit V eantdi qaaíjue luxuria. 

aij Traxitt/ue veJJent.) I. h. Sfrma , Roupa roça- 
gante , veftido trágico que arralla pelo ehSo. Julio 
Pollux , L. VII. C. XIV. Sipp^ct rfxymiy ífififAM. eiti- 
eiipilfievOv. 

O mcrmo Horácio L, II. Sit III. r. j i. 

. . Um 



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E A D D I ; tf E S. ' ^^ 

Hbc $t 

Crtdt moát iafanum \ nihiU ut fofitntitr illt « 
Qui te JeriJet , tandem trahat. 

O trazer o vcflido de rojo pelo chSo he proprta ae* 
fia doi qm indáo com fiHo , « fpbtibi , como ef 
que andáo de veílidoí talarei , • qiia varrem o chio 
com a comprida cauda , íkc. e debatxo deite penfa* 
mento allude o Poeta équcllei , que defTanecidos ds 
f\ fe julgío maii fabioi que cn outras, Confira-fe O 
que dii Perfio , Stt. IV. O veflido roçagante era pro> 
prio doi frautilTas , e doi cithariftas , e tambein dos 
Sacerdote! Gentilicoí : VirgÍ)io O attribue ao mcrmo 
Orféo , na En. VI. v. tf4{. 

Ntt n»n Thrticiui Itnga eam vtjle Sactráai , 

Ohioijaitar namtrii ftpltm ilifcriíniné vircam, 

Virgílio introduz nefle trage Orfeo , porque era igil> 

almenta IHufico , c Sacerdote. Parece também quC 

Tíballo fignilicára «(íe veftido, quando cantflu : 

Imo viJclar lalU Uladtr-e palU, 
í lauto na Comedia Mentiechmai , a. I, fc. III. v.lf. ' 
Sujiine hcct Penienlt, txuviítj faeert , qaat v*vi, ntl», 
Ctd» . StJ elfecr* htnle , fella/c cam palia ftflta. 
Os que faltavão antigamente no Tablado , e canta* 
vio , e tocaváo cítliara, coIlumavSo eftar vedidos com 
feu manto , ou capa comprida , e por ifTb fe ped)a 
no Patafito , que faltafTe com a capa. Cornilício a 
Herennio , diz : Vt CithâroeJant , qoam pfaiítrit apli' 
tnè ve/iitai , palIA laaaratã iaátttui , tuM thlamyit 
furpurta , coltrUai voriii inlexta. 

ai6 Fidibai ftveris. ) Cicero , no L. 11. Di LegU. 
diffe : antiquai Mafitat ftvtrtlal. 

«17 Tatanáia praeteps.^ A precipitada , ou a arrO' 
batada eloquência qual rio , ou torrente de agira. O 
■utirmo Horácio L, IV. Od. It. r. {. 

Maatt Jeeurrtm velat amah , imlrtt 
■ ' {««M fi»p4r HtUa alatr* ripai * 
•--- Ri» ftré 



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Z69 ILLVSTRAçãlS, 

Ftrvet inmcnfuiqae rait ft»fumá» 

PindnrM tte. 

O mefino Horácio L. I. Sat. VII. v. %6. e 27. 

Viuthtt 

Fluifeniit hibernu'». 
Marcílk» não approva > íntelligencii c]ue fe di a 
frtttcft , toatando-fc na accepçáo de audax , ttmerf 
rh. Confiri-re L. XIX. Advirfar. C. IX. 

119 StrtiUgil acn étfcitpalt fenltntia Delptit.") A 
fiiiUafa ttãii ft élfirtttfía dai rtfpoftas dm Oraeal» 
Dtljie». Q Poeta quer fignifícar que as lentenças «to 
Coro nlo Como inenot certai do que 01 oráculos de 
^pollo .Del^co . Por tanto as frntcnçai genws , e 
^rjiipt\tií antigamente chamáráo-fe oraculoi , mraealé , 
alfía copio 01 ditoi de Catlo em Jun. Coluniella 
no L. II. Dt^RtB^Jl. C. I. fe chamar áo também £>r^ 
tMln. Confii«.fe Plioio no U XVIH. C. XIX. , o qual 
(^p. IV. do luérms Livro dii a razSo diHo. Cur nam 
vidiantw oratuU n ctrtiJKnia D*a maximtfue virídí' 
eo , ufa préfeãa. Confitao-re Safoclsi , Euripidei , • 
outrot. Convém advertir qu« eftei doui verfos 
. - Vtiliamque f'gax rteam tií divin» futuri 

Seftitegit haad difcrtpait ftatealia Delphit, 
aio sSo da fácil inulligencia , como logo á primri> 
ia viila parece , e fendo tão vulgares na boca quaG 
de todoí nSo fe decifra a fentença que ellea encerrão* 
Horácio, fecundo a que Te deprehende , noi inlinúa, 
como riifleâe Tucnebo, que a licença do Coro, fe 
.alargou , e chí;!ou a tal ponto , que 09 Poetat pelot 
feiís efcuroi rodeini 1 e efcoi)dÍdoi véos de fentençat» 
que continlião certamente oi pteceiloi para a dirac- 
ção da vida , e das acçóei humanai , pareciSo faier 
vaticínios , que em nada quafi fe differençavSo d» 
t«r|)n(las , e nraculoi de Delfos. Logo efle preceito 
fefpeita i% fentenças , e ás coufa; ; aflím como o 
vetfn antecedente refpeita á ínfolente audácia do Co- 
to no ufo das palavras : 

Et talit tl^^uium injtlitiám f^cuadi* ftatetpi. 
Cti 



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■ íiddi(;6e5.' i5r 

Ckêro no I>. I. P« Divinal, àeCpteit cites advinhaclo^ 
Kt , que «m as ruis coUumavão , deitadis a> fortetf 
não íó prognollicir o futuro , mai cambem mentiff 
para ganância fua. Taci fortei era mexidai, e ttra- 
4ai pela mfo d« hum menino , conume que aind» 
boje ft pratica. Tibullo, L. I. E)eg. 111. 

IIU f'tréi patri furtet ler faflulit , illh 
Rttlalit t triviii omnia ctrla patr. 
O mefino Apolio também fe (bamavayuríí/efB*, Adtfi- 
nhador, porque igualadai at foitet alfrumai vezes va- 
ticinaíTe os oráculo! , 'ainda que a Pythonrfra também 
ellivefre pofTuida do furor. Ceitamente fartei , ai for- 
tei também Te cbamio OratuU , oráculo), e a Sinua 
no Templo Dodonao , como efcreve Cícero no L. II. 
De Diviímt. didipou ai foriet : que ai fortes , fortei, 
fefTfin Oraculoi , OrataU , le colhe do que dii Ho- 
tacfo , 

Serlilegis n»n Jifertpait fenlentia Defphh. 
JSo 01 Jiiream.') Ailim Tibullo no L. 11. Elcg. I, 

,Agrítefé affiàu» primím fftiêtmt trgir» 

Camtêvit eerte rujtita verbm pedt • 
Xl falar primum ejt mejatatin avena 

Ctrmta , at ernaloi Jictret ante Dem, 
AgriíaU er minU fnfufai , Eatc/ie , rubinti 

Primai iaixperta daxit at arte eherat '. 
Kitie datai a plena memarabiU manut avili 

Dux paearit Hircut 

MI Jlf*a! etiam agreflei Salyrai aiidavit.') Dtpais 
• Pêtta lambem intreJaiia , fu apprefeattu em a Tra- 
gedia niis »1 Saibrei agrtjiei, DcHes Dramai Satyrt* 
cot Te «ncontra huma imagem nat Peçat , ou Faiçai 
Italianas , em que o Arlequim tem parte do caraãer 
dos Satyrot. A mafcára , o vcftido , o cllilo , as agu- 
dezas , o tom de voa do mefroo Ailequin , toíío ef- 
te complexo quafi rept«renta huma maneiía de Saiy- 
fo. O Satyro dos Ant)|;aa affeaelliava>fe ao bode , o 
Ai- 



cGoo^k 



^6% IliLVÍTRAÇfÍKS, 

Atlequla dm lulUnoi ao ^ato: o fundo da i<Ma ha 
O imímo , qiM be o lioinem disfarçado na tigutt de ani- 
nal. 

No Cyc1o|>e d* Euripidei , ■ uníca peça cleRo 
fcncro que noi refta , ai perronigeni são Polyfemo , 
Vlyffet , hum Siieno , e o COiu dos Satyros A acçlo 
he o perigo de UlyTet na caverna ik) Cyctope i e a 
maneira tom que elle Te falva da mcfina caverna. O 
caraâer do Cyctope lie a infolencii , e huma cruel 
fCTOcidide : o Siieno he jocofe na fua maneira , mia 
gracejador, e algumas vetei obfcfno. UtylTet be gra* 
ve e r<iio t parecendo condefcender atgumai veies 
com o génio de Siieno. O Coro doa iiityrot tem 
huina eravidade burlefca , e alftima) vciet Te torna grace- 
jador bem como o Siieno Alíin de que de pouco, 
ou de nenhum InierelTe be remontar á origem di.fl* 
cfpeâaculo. He certo que em tempo de Euiipidei ei) 
hum mixto do jocofo , e do Terio. Como o> Roma- 
noi conhecíiio o theatro Grego , pot iíTo imitárSo 
cfte género de Farçat , nio fá para entreter o povo , 
tnas também pata algumas veies dar entre a merma 
feriedade dis pelToai llTudas , « graves hum certo re- 
goiijo , e recreio pot meio deAe conttaíte do fetio ■ 
• do jocoro. O mefmo Horácio no L. JI. Epill. 11« 
T. 6o. 

Illt Bisath ftrmenHas , 9 /efe aX^ru, 
Debaixo da locuçSo BitHtit ftrmtnitui entendem-fe u 
S*tifMt , poil tomSo cft* nome de Bíon , Poeta Trá- 
gico I e Satyrico. 

A Tragedia dividio-fe em duas efpecies : Tr^c* 
dia pura , ou Tra<[cdu genérica , e Tragedia mixta , 
eu Tragedia Fatyrica. A Tragedia pura he aquelia » 
cm que Tómente figurSo ai Perfonagens Trágicas , 
taes alo as de Euripides , de ETchyle , de Sofocles , 
C de outros : a Tragedia mixta , ou Satyrica crc 
aquella , em que eniravSo Perfonagens parte Trágicas, 
parte Satyrkas , como he a Tragedia de Sofocles . 
\Sawii Stijfi ( w Séljfrêt fure»! * a qual touva o Ii^ 



cGoot^lt^ 



terprcM de Apollonio ao L. I. Argonaut.^ Inventou-fs 
«de género de Tragedia , pira com o rifo , deiraC^- 
tto , « dicacidade doi ítaiyrot fe abrandai , e adoçar 
klguin tanto a feverídade dai pefToai Trágicas. E por 
iíTo Vicruvio no L. V. C. VIU. edabelece irei gene- . 
rot d* Scenai , Trágica , Camict , e Satyrit». Na 
Scena Satyrica .deve-fe entender a Tiagedia mixta , 
ou Satyrici , ou a Scena Tragico-Satyrica , ou Saty- 
tico-Tiagica. Conlira-fe Origeiíei no L. VI Cealr^ 
Ciljum , e iracio noi feui Prolegomeooi m Litnph»- 
mtt AdvitU>r« poti que a Scena Trágica he media ea> 
tre a Trágica , e a Cómica , e participa dt ambai ; 
pois que conda de ctiorot , e de prantoi conto • 
Tr^dia , e de gtacejot alegrei , e fellivot , como t 
Comedia. Do que fíca dito fe deprehende a raiio, 
por que o> Aniít;oi unirão oi ^latyros á Tragedia, 
DJonwde* no L. 111. C. XIX. \t êrnavil em lugar d« 
nuJtvit. 

ííi laeum tentãvil. ) Tenltu , tti Prteufaa « éif 
vertimtat» , ai grafai para divertir , fem raia tad» 
Jaltar á gravidade prapria ée_ /tu gentra. Quer diíer 
Horácio , que hum Herõe Trágico , Ulyfièi , por ex- 
emplo ■ confeivou Cua gravidade no tlieairo, ittalami 
gravilale , e que em irente do mermo UiyíTes poie- 
rlo , a par , hum Satyro dá , com mafcára , e pis de 
unha cachada : contiaíle que deveria parecer multo di- 
vertido ao efpeâador femibebedo , que í& pcrteadiy 
ffpeâaculoi , c grace)ot licenciofot ; 

£• f»U 

llltachrit erat , V grata navilalc maranduf 
SptSalar , funUmtque fatrii . V petas , (T exUx, 

33) Grali aavitale ntaraadat.') Dtotnedei no L. IIL 
C. IV. li : Grata navilalt mavendut. 

314 PanSui facrit. ^ A intelli^encia perfeita dellf 
pcnfimento de Horácio pende lambem do que Ho> 
rácio dia na Eptltola I. do L. II. dirigida* Auguílo; 
Confitão<lè poM Dioraede* no L. III. C- IV.. e Da> 
oito 001 FfoleEOiiieRpi ■ Terêncio. 



cGoo^k 



%£4 ILtVSTRAtjÔES, 

tíS Riferei , dlcteei Salyrtt. ) Ot Sãíyrts fuiiat 
farts , e mardaiti : O feii caiiâer eri : Vnir de mift 
tara « gr'Vt ctm a Jacef» : UlyfTei filia com giarí- 
dada e decência, o Satyro refponde com jocafidaAe , 
ou com huma cxprcfiiD groíTeira , e tofca. Confira-fe 
Petlio S»t. I. 

3Z9 Migret Ía aifciirti AuníJÍ fermone lahtrnai. ) 
O Aalhtr Trtgie* aáa fc avilie par hum tjlUa bai- 
«o , e rnJJtira. A tazáe defle Preceito confiRe em que 
fendo o coiitralle o Tiindo do «rpeítaculo fatyrico , 
ft o cflilo do Aâor Trafico degenera também cm 
baixo , ( rafíeiro , igual lo dii S^yro , não í» dar/a 
conirafte. Maia : hum elliio inuiio elevado , e fubli- 
me torna T-r^-ti ia inintelligivel para ot Satyroi. Qual 
fera poii o eflilo da parte Trágica^ Affemelhar-fe-ha 
•O exterior de huma matrona de qualidade ■ que dana 
ça em hum feflim público ; niai clieia de modcBD 
pejo ella Te porta fempre com a decência , « gravi- 
dade COT lerpon dente i Tua condiçSa : Por meio dellc 
paratlelo Te percebe a força do penramento do noflb 
Poeta. 

O Poeta dílle aífcurai labtmei em hum feniido 
li;;urado , querendo fifinificar Faialat Tabtrnariat. So- 
bre eitat Fabula* coiifíta-re o que diz Diomedes na 
1.. II. C. IV.., • Donato no) Prelcgomenoa a Terên- 
cio , e at Notat , que vero hnmediatat ao Texto net 
1* luga^ 

3)0 Nttbtt V inania taplet.^ St tttvt â$ novena, 
f vá ftr ajfti artt. Q Interpieie de Arillofanes ín 
Vtbalai^\t: Natt ret nibil inumai , V nmhrmi , V 
mebulai Jieimai. Horácio também quii exprimir ao 
mefmo tempo tanto ai coufai de nenhuma moBta , 
como tainbem >t que são aflòpradai , • cheias de vtor- 
\o , i. h. vans. 

Diz Turnebo no L. XIX. C. IX. que fe nSo pcp. 
çeti« , e cçmprehende bem o que Horácio diz oeflc 
\etío : 

Q 



cGoot^lt^ 



B ADDIftílS. tSf 

O que o dito Sabío entende he que hum certot Poft- 
tat mormente oi DithyrambKos iffeâivSo a inchai 
çio , e a fublimidade dai paUvnt ; e cites mermoi 
Poetai pela maior parte efctevião febre o Ceo , as nu> 
vens, e o ar , c iÁo com maior mapoificencia de pa- 
lavras , do que com peio de fcntenças : e pot iflb » 
eftet taet Poeta) efcarnecia AiiRofancs. 

3)1 Mélrtaa mttteri jujja.^ A Mlliona que era 
mandada dançar pelo decreto doi Pontificet Gtntioi , 
como leferc T- IJvie , L. XXVIL AlTim Ptopctcio , 
L. U. Eleg. 11. V %. 

Aat quum "Dutiehiat VolUt fpallalur md arai , 
Gtrgaau anguifcrae ptBui aperte camii. 
Horácio alludio ao cofluma Komano , re|undo o qual 
et Matronas lendo cm ai mãoi tochas accefas dianto 
doi Altares de feui fajros Deofes djnçavão , e ftt 
movifio imitando em feu f,tAo grave hum baile , • 
dança fevera , e mcdeíla : Virgilío IV. v. 62. 

Aat ante ara Dtum píaguei fpttUtur od era*, 
EAe verfo de Virgílio ferve de ilIuRiar o lufiar ds 
Koracio, nio tão claro, t preceptivel igualmente « 
Iodos, 

3}4 IV#n tga iaarnaU.') Além do que fic* dttO 
em 81 Notas ao Texto, acciefceneatei aqui o qufdtQ 
Marcilio. Horácio inlinui-nos neíle preceito que ti 
lingoagem da Saty» deve fer mai) lublime que a ruf- 
tica , rtiai maia humilde que a trágica , de maneira 
que 01 Satyroi , ou Silenot fejSo fupetiorei aos canM 
ponezes , inferiores porém aoi Deofes , e aos Hcróei^ 

X){ Setyratam fcriplar. ) Se tu eferev4j/e Oremaê 
Sútfrieai. Horácio em poucas palavtaa lieícieve as 
Regras da Parte Satyrica, Os Saiytos faliem das bie- 
nhu , /Ivlt diJoãi : alGm cllei não tem a polidei , 
e civilidade doi que nafcfrSo corteiãos , n« velai iwt 
nati Irivlit. Por outra parte ellei são «omtadoret . o 
anoidaiet , rijarei tr iieates \ mas entre os feui gra- 
. cejoi nio piofirSo grolTitiai , nem expreriõcs obfct^ 
pai , que úSendcm 9 pejo , 'a^WÍA ftfttt: igno^f- 
II M7 



cGoo^k 



166 julvst%aç6m$, 

mi»fi^mt Ji9é ; e «tumente , porque u peffbu bòt 
Mftai , polidii , e corteiei fe ■fcaadaliiio ) 

Ofiudantmr eaim ijmiiut tfi cf ■», (f fnttr , V rti. 
Oi Satyro* nío devcrio mfFeãar oeflilo (te bum Cria* 
do de Comedia ; porque efte iie refiiiitk» paia hum 
Sileno I que fahe du mstai : por tanto o fcu eftilo 
deverá fer fimplet , natural , in^nuo , fem artificio | 
• o fcu merecimento a pura liaçáo » e o nexo na- 
tural dal ideai. 

> 9(6 Ifte Ji» taifr,') Continua poii agora Hotacio 
■ diftinguir a elociiçio Satyrica da Coiníca : A elo- 
cuçio Satyrica h* ruAica , a Cómica he uibana , « 
Attica. Na Satvn poli entrfo perronigen) campef- 
iiti , coino o* Satyrof , que eáo Deoféi ruflícoí : N4 
Comedia entrio perfonagena arbinai , i. h. Cidadáoa. 
Logo delle modo por meio dai fobreditai notai , ou 
caradcfei dillinâoi noi mofíra Horácio ferem trei 
clocuçõei difierentel , S'l^riem , TragUt , C»miea. 

*\Í EmunS» lutratm Simtnt.') JuTio Pollux no L. 
II. dii que Emangere , efcorchar , titar com engano, 
ke hum Verbo Cómico , e interpreta alCni a fua ao> 
ccpçSo I Emangtrt , i. h, étfrtuiart , circmnftrUtre , 
félltre alienem at lucrtre \ enganar alguém para lu- 
crarei. Flauto Epid. A. III. Sc. IV. v. jt. 

dai mt emunxijli , mueiiam mlalmi prttiu 
Terêncio , Pharm. A. IV. Sc. IV. 1. 

Bmuaxi argtnt* fmti. 
Confirio-re Taubmanno , e Donato em at Notai aot 
fcbreditoi Jugarei. 

■40 - 94t Vt JIH ^mivh fptrel iJem. J Tal he • 
nota da eloquência abatida, ou attenuada , e quait té- 
nue. Cícero no (eu Perreíto Orador , in Perf, Orit. 
Cr*iiiin'ii (uitilitat imilMíii ilU fwiVcn vidtlar e»' 
i/iinfittl , ftJ ttikil tjl txptritmti minut. Nem de Oia> 
tto modo ft explica Quinâiliane L. IV. C. II., • no 
h. II. C. I. , Ifocratei ia P«m(A(mm« , • Flutarch* 
■a Vida de Lyfiat. 

' «49 Vríãi tittrii tmpttr. } O têmpnJêr é» grS» 
ttf- 



cGoo^k 



Hrrai*\ l. Í. hmm hamtm Js pMe , dm gentalha , ^ 
qual ordioar ia mente fe alireientavi coin pobrei con)i> 
itt ; &c. Horácio poii falla em tom Provetbiil. Al-> 
gunt Interpieres enginadaiiiente tomárío o fiiHumti- 
ttr de Horácio n> mefoia iauliigencia , efentido, em 
que lemoi o mmdidum eictr de Marcial , L. I. Epier. 
XLII. 

Yeniil fni wiúdidani tíetr etrtnat. 
^ na inerma iotelligencii em que lemoi Upiéum «»>, 
ter do mermo Marcial > L. I, Epigr. CIV. 

jljt eittr ttpUum eaajiat V ajft Venus. 
O citcr maJiJam he elixum ; o grão cozido : O c»(r 
yriãmia he ttldum ; fecco , torrado. Por ilTo o Cmei- 
fait de Flauto, quereNdo ftgnilicar que eUe havia dç 
fazer com qne Teu fenhor íicatTe exhaullo de dinhei* 
ro 1 fecco , atido , fem lucco , ou chutume , e fem faii* 
giM-, dii : 

. , . , Vtrfah* tga Ulant kaJie fi viva ffahi , 
T«M friãuM tg* tUam rtdium ^uint /riSuot tfi 

OlTiano C. I. C»Uat. VIII. diz : Jitlndt adptfuit /«- 
Um , tlivai ttraai. t^aiiat pfji hatt .faptrlntulit ««- 
Btfirum hahtni citir Jriãum qutd lUl trtgalia vtraal ^ 
tx qaibui fuiaa laatàm fantfimut grana , rnlxaria Íf> 
ma , ttritei Jtagulat , Ve. EJi-aqui temoi em hum 
açafate o tit*r JriSam , e como poit fe poderia deU 
tar no açafate a tUtr moiidum , o grão coiido eni 
caldo í £ da mefina comparaçlo devemos notar , qu*. 
cm Latim também fe ufa populaimente a voz traga*. 
iia querendo deíi^nar o friãum tictr, Aflim timbem 
Petfio , Sat. V. V. 177. 

...... Cittr ingtrt lati 

Rixaitti p»pai» , (Tc. 
Nefle lugaj Periio allude certamente ao Cietr fríSum, 
Hutit.") Oj antigoi também fritavío , eu tortavSo 
U nozes. Confiia-fe Plauto na Comedia Pairai Sc. 1. 
Atbeneo também do h. II. maílra que u nozf* , o^ 
•velJans fq coiíSOf oti frilavSo^ ou toitaváo. Plinia 



1;, Goo^k 



l68 ILLVSTSAçtiSS, 

«o L. XV. C. XXII. ih : «acei avelUaas Urrerí. t 
Fedo ia Kueti dii qua nti F«(lif de Cem fc cor- 
tumivSo dcit» it rebitlnh» ■■ noiei totndtt : fp4r* 
gi J»tUat CertsIUui natei aftéi. 

Jjí Ptt iita$.') I. h. írataadui j P< npido ; i. h, 
tncundo. Nste-fe a Dilt^it. CIitina-re ligeiro efle pé^ 
ou porque tem fácil cadencia , «u porque nos *«rrot 
Jambicoí puroi tio inaíi frequentei as rTlInbis bre- 
Mt. Aífím o tnermo Horácio , L. 1. Od. XVI. t, aa. 
Cinpefct mtateni : mt fnsfuc peSerú 
Teittavil ia Jiilci Juventa 

Ftrvgr , (r in ttlerei lambal 

Jiilifit fareaUm ; 

E no L. Ep»i»n Od. XIV. v. t. 

Dtai , Dtttl nam mt vtlat , 
ínceptQi , «Vim prtmijfum earmta , lamta» 
Ad umhiíleum addactre. 
Na Od. XVI. do L. I, ilTiina citaito. 

Quem erimintjii cunque veles Biaáam 

Panei lambii i 

SIo poii os verfos Jambtcos praptiiffiinoi para a tn- 
TcAivi , e maledicência. Aflím lè explica Suidas. S^ 
tut lamhtii t* brtMt VF Uaga tanjlal ; iia caatmoteRm 
e* parvii iniliii aJ magna prtcedil. O verbo Grego 
tit.H.vl\ín , fignifica , MelediUli infeSari ; ultrajar , in» 
juriír , Scc. 

a{ } Nêiaea Jamheif. J O Poeta Horácio quer (• 
entendSo 0( trimetroi chamados Jambicoí por conlV 
tarem de puroi Jamboi. O verfo Heróico nio fe ito- 
Te denominar nem diâylico , nem erpondatco , por- 
que nunca pôde confiar , ou de puros pés daâylos * 
ou de pUTOi pii fpondeoi , fegundo a lei do verfo : 
o verfo potfm Jambico o mais ajuftado di leis da 
nMtriiicaçâo he aquclte , que confia fórnente áe pés 
puramencp Jambos , como forSo na Aia origem todos 
m Junbicos ; e tal he o Jambico , de que adiante 
lalla Horácio / v. 3]{. , quando diz: 

Pfimui ad tsetrtaiMm JimUit ^U •. (Te. 

»»4 



cGoot^lt^ 



r E A D D I Ç S B S. t6^ 

■• 914 ^uiHn ftnti rtiiieel Í8ai. ) D«bÍ« fih ttn- 
pnfti, trr. O (iicímo Horácio . L. IV. Od. VI. *. )j. 
difTe : 

J.ttti»ia f*rvtett pciem , meSqmt 
Pallitit iSam. 
Tottm lãui- maficat , • ^olp* , 011 compiflb muficft 
póde-fe tomar em trai fcntidoí i I. cada hum dof 
pct feja de bum f6 golpe > ou pancada , «(lim como 
lloracib nadí lugar díz qur o verfo trimetro , ou fe-; 
nario tem ftatt iSiu ; II. que em cada pé fe deia 
Jus iíiat , áout gnlpet , ou pancádai , como dii Te- 
icnciano no Lívto 4t Pedibut. lííibai fuiu fit áaabui t 
fsrt : E do melino modo também fe explica Díomedet 
no L. Ill' C. II. EHei doui golpet , ou pancadai sá^ 
«p<rir , o levantar da voz, e Pètfif < a paufa, o abai- 
xar da voa,, a<cadaQcia , ou como falia Viâorino no 
J^, III. Grttmm»t, €. á* tTtmttr» verfa , fubUti» tf 
fttjitit. III. finalmente que em cada compafTo , ou di- 
wiíSo vão dou) pia , ou lium metro , ou huma dipo* 
dia, ou huma iru^wyiK , conjuncção. AlTim no vcrlb 
£et)atio , ou Trimetro dáo-fe trei compilTos * ou di- ' 
vilões , como noi enlina Tetenciano. 

StJ ter fcriiar , bint Irimetrut dieilar. 
«^uinfliliano , L IX, Jnflil. Orai. C. IV. dil : Stx 
fuJei trei pinii^anei kaheat. Piifciano no Livro De 
JUtlrii dil : Q,u*niam ter feritar kie verfai , trei<jae 
dipediat habet , _/íve trtt ptdei JapUeti trimtttr diei' 
tar fivt Urnarmi ; ^e. E Viflorino L. III. Gtemm. 
diz que fe chama ttimetro : ^uIb jagotii per dipi- 
Jiem binii pedibai , ^íe ferilar : e mais adiante ; Fe- 
rílur iimtltr dipedlil tribui , hiae m numera pertii^o- 
aum trímilriim Graeci dixeraaí. O nofTo roefmo Ho- 
lacío , L. I. Sat. X. v. 43. 

/. Pollio regtin 

FeSa ennit pede ler pertujfe. 
I. b. Trimetrh. PolliSo canta ai façanhas doi Reii 
«dl verfos .fenarioi ; 01 quaei tem Ut% dimensóet. 
4] 4 Ifea Ha frídem.") llluHia.re cile lugar com ^ 
d«U- 



i,Goo^k 



ijO ILLVSTR Aç6KS; 

doutrina de Tetenciaiio no feu Livro De Metrít , • 
tatntisni com a doutrina de Viâorino no L. III. Gr«m' 
maticat. 

• Só Spanden fiablUf. ) AfTim umbem Te \t em 
Auronio Epill. XXI Spondii Uatipiátt. 
' »19 SnhtHhut irimelrií. ) I. h. Natis Irimttrli ; em 
ti nthrtt , i. h, cnaktcidai trimelroi Jai Poetai AecU t 
e Eaalf. Horácio condenina e cenfura ot Po«ta* Ae> 
do , e Ennio por terem introduiido muito* efpondeoi 
noi fjus verfot , o cjue oi fai pezados e lentot , Ca* 
tendo defcontiar de que feui Authorei tlnhSo lr»ba> 
Ihado com muita ptefTa , ou , o que be o peior , dt 
que nlo fabíáo a arte da metttlicaçSo , erímiae larpi. 
Pelo qus pertença aos Irimetrot conlirlo-fe at An- 
hotaçSes i Poética de Ariftotelei. 

aéo Ia fetaam mlffat.') Efla he a líçlo do inUgnt 
Critico Pifcator, o ^ual interpreta aífim efla luf;ar , 
perfuailido de ^«e Horácio queria diíer : Verfus (/«•• 
lieel lambUai") ml^iii ia feinem mugaa eam ptnitft 
X,h.e. cammaltii fpondeh ndmlxth') Ptemil (^feUUtl 
Pattam ) crimine tarpi aat eperae tehrtt nimiàm ca- 
râ^ue carentU , aat artii ignarmtae. Nlo fd Pilcator , 
mas também IHarcilio conjeflurárão fer a liçio dé 
mljfai em o nominativo do finguUt , e nSo miffts nã 
accufativo do plural , a mats conforme á fentença da 
Boracio ; e cfta merma lição rcgufrio , e abraçará* 
com prudência Dacier , Poinllnet de Sivry , Vaíatt , 
fcc. 

Mtgta eam paaitre. ] Oi Apontamentoi , Aivef 
faria, L. XIX. C. IX. dizem , e interpretlo : fllagnt 
gravitati O* dignilate plenai ; chetol de gravidade , • 
dignidade ; ainda que taei verfai não tenhán Teui jur- 
tos numetoi,,e medidat , ou compalTos. AJIim lemot 

em Cícero in Argia • Ma^na eam pimitere nautat t 

bem que Teja ditr> ^r Cicero em dlverfa fi^nilicaçSo , 
fra rrlagiiB mnliifiini C ceaala j com grande conten- 
çSo . e aíoti^à : e o mefmo Horácio no verfo jao 



cGoo^k 



C A D B f ; fí P S. 171 

' .,.,.. Sia» ffniir* V »rU, 
Soracio porém infinúa , e quer fe cntendfio m fre* 
qii«nt«t erpondeo) , de <)ue eftio ciiregidot , com* 
de bum peio , 01 veTfoi trimettoi, ■ 

si) Ntn qaivii viJet.') Antet delle verb pite» 
ler efcapido aquelCoutro , que de Hvndo aponta 
Sérvio am a Eneida V- 

Neí tautà tu mttrii vcnià ctn€tdUmr mtU 

• 66 - S67 Talut y O" iDlnt Spem veaUf raarM. ) 
Dic Horicio : Aiadm ^nanda tfitfa JtftniiJa , t a fah 
W0 , e efptrançaiB nt Utenfa Pattica , Uéaviít nãf 
mtreei louvtr , ainda fuí evitei a dt/eila, GcrtameoM 
os Poetai nfo fnn^lio grande louvor , quando errte 
noi píi , ou no verfo , bem que Ce valbío dai licen^ 
çai , que lhe tjo concedídai. Coniira-f« o qiM oblèr> 
va TfieodoTO Marcilio fobie a ponâuaçáo orthogra» 
fica dellet veifos. 

S70 At ve/Iri Praavi") Tal be a liçfo de Gttnef i 
que eu fegui no Ttxto ; porém Marcilio dii ièr axr 
cufada efli correcçio ; por quanto Horácio ainda que 
filho de liiim Pai IHertinr , todavia como jj'cí3adÍo, 
como cavalleiro , e como tribuno militar , podia mui- 
to bem dizer atjlri prtiavi ; nofibs avAi. L. Séneca 
tinda que Ibero , Siftainhâ de Naçlo , todavia na Ip. 
I, difle afitm : Sejlrit maierUui. O mefmo Horácio, 
L. IV: Od. XV. ». »9. diffe. 

Virtutt fatiííoi inore patrum , dutu , 
Lydls rtmifl» carmine téiis , 

Titjámifai V Ãathifen , V aJmoe 
Progiaitm Ventrit eaaemus. 

370 - 171 Plaatinti V numiret , tf lamdéverw fa* 
liei.) Horácio tiSo condtmna nem a elocução de Plan- 
to I nem o Teu eftilo cómico ; cctifura , e crimina 
feui gracejas , que pila maior parN pafíáo a ler baU 
xoi 1 e iniii^nos : cenfura mai> 1 Toa verfiikaçãn , em 
que o nilmero dof efpondeoi e dos djâvios faz pa^ 
líer O tempo , «11 compiflò , c a Iiatmonta do verfo ; 



cGoo^k 



±7» ILLUSTRAqfiKS, 

• tempo f que Te tneát levatitando-l« , e ibaixanila 
fltccellivimente o (ledo polle;;u , digitt i a harmonia « 
da qual fe julga peid ouvido. 

Rm fumma Uoracto iniinúa que o louvor da Ar- 
te Poética Te deve ír buTcar maii deprcãa aoi Gre- 
gos , do que nos Latino* : e prova illo com o exem* 
pio it Plauto ; porque ainda que efte Poeta tiveflt* 
fido muito do goflo dof Romanos , todavia nSo ex- 
fce<le'neni cm ot numero) , nem em as graças , 011 
líriunidade, Mio excede cm »s números , porque ot 
fttts trtmetrot «líáo carregados , e cheios de elpoa< 
deoi : nSo excede em as graças , c ^lantcio) , por* 
(fue são pela maior parte liumis chocartices infípidas t 
defenxabidas , ^ofleirai , • defcortezet , e como dia Do- 
nato , intrcprete de Terêncio fíafOMyiití , parvoiceÉ 
InTutras. Dit porím Marciiio que Plauto fe pôde mui> 
to facilmente defender em ambas eftai eoufas : Eirt 
os nomero) , pórcfue eth os trimetrol fa louva O *l* 
ciar oi jambos. Terinciano o confirma. 

Sed /fdi pedejirtt Jáhutút f»tte prenaat 
l^t quat hi/ttantur famltt de via palel i 
. VllianI iumiai traãikai fpêááaicis , 
El ia fiçunA» tr etterit meifui lecií. 
VUtmqiie ^ÍKt dum pracurtat fitbalií , 
I» mitra peecaat arie , nan iajtitiã. 

E V>£torino no L. HT. dii que os Cómicos de pra- 
pofito , e d; penfado viciao os jambos , nSo ÍÁ para 
que a conTonancia trágica fe comprima algnm tanto 
nas fabulas ; mas também pata que «lepois do cílilo 
profaico , outra vei fe levante ao eftito cemicoí 

Em quanto ao* i;Tace|os (ambem fe pdde facíl* 
mente defender Pbnto : pnr ouanto elle Ç6 he cho*' 
cwrreiro nai peffiiis dos críai1'iibni , e (los parafitos « 
ou gractofos , em que .fempre ap^tirece humi certa de-' 
COTofa aftucia , e malioia , ou minha. Ora oppanhamo» 
aoa Críticos de Piauí» ,hiim arbitro, ^e autliosídadt 



cGoo^k 



K ADDiqtíai. 17J 

»5o Inferior , tft« be Cicera , o qual no L. T. De Of- 
fie. louva Plaulo como cxcelltnte : Gentre jecaadi tle- 
g*ate , urtaao , iagtniefa , factt» , qual» m Atlice- 
rum vtUrt emnftdia. O mafina M. V»[30 , doiiio 
■predador da> VímÍu , o louvou também. Lonvitão-lha 
também oi Teut galanteioa , e graciofai facécia» A. 
Gellio no L. III. C. 111. , Macrobio , L. II. Sotara. 
C. I. , e Sidónio Ctrmint XXIII. , o qual em quanto 
ái gtaçM , faz Pldito fuperior ^oi mefinoi Grcgot. 
£t U Itmpart qai fatii fciiero 
Grai»i , PUati , falei Upete tranfii. 
Todavia S. Jcionymo Âful. la Rufiuum difle FlaalU 
nwn falem, qnecendo l^finilicar fianiltml e Donato 
em a; Noras a Terêncio difle Plantinat nagai , e 
Pttati (í'jLfQ}.oy!a.í. 

J7t - »76 Jgaatam Tragit«t gtaai invenljfe Camoe- 
ate DIeitur , cr ptaujlrii vexiffe poemata Thtfpis. ) 
Dii-fe ter fido Therpi» inventor da Poefia Trágica; 
&c. Porém he ella liuma quellío bem controvertida 
entre os Efcolíadotes, Coi)fiião-fe Laércio na vida de 
PiatSo , Suidas na da Thcrpis , Diomedes no L. III. 
C. IV, , e 01 Prolegomeno» * Terêncio. O mefmo 
Plutarcho porém na vida de Solon attribue lambem 
a Tliefpii efla invenção ; e dii que não fó efctevéra 
as Tiagediu , mas que lambem ai repreíenEára mui- 
tas vezes. 

277 Q_uae e«aerenl egerenlque,') O Coro ontava , 
e o Comediante reprefentaya. Quando cantava o Co^ 
10 , defcançava , i> h. não reprefeniava o Comedian- 
te , e quando efíe reprefentava , callavi-fe o Coro. 
Thefpij foi o primeiro que inventou o Reprefentan- 
te , para que nerte meio tempo da Tua repreièntacao 

Coro defcançaíTe ; por quanto ao principio as Tra- 
gedias eiáo ti reprefentadas pelo Coro. Confira-fe Laér- 
cio na vida de Platlo. 

Firanlíi fatclhui era. ) Conflrucçáo Hellenica. Cem 

01 cerei harrades de lerrat ie viahe. Confi[3o-(e OS 
pioIe^omcDOS a Aiillofanes , e a leimçio, 0« Co- 



cGoot^lt^' 



374 It-LVíTRAÇÍES, 

niecliintei timbem vínhao ao tsblado reprefentir cont 

« orat pinudai de vennelhSa ,. ou d* tinta fino- 

pli , como noa inftnie Tibulto„ L. II. Eleg. I. v.jT. 

Agrícela (T mi«í» fafiifaj , Batchi , rahtati 

Primas intxptrla danit ai arli chtfot : 
forem pirece fer mais vcrolimil que Tibullo poetí> 
catneiite ávx;>;('o*iÇE(» diffefTe mini» querendo Cgnil^ 
cirr a borra do vinho tinto ; poii <]Ufl cetcamente o 
vermclhSo dercubrio-le em hum fcculo pollerior í 
idade de Thefpií. Confira-re Prínto n« L. XXXIIl. 
C. VII. , • Eullathio á liíada II. Suidai porém na 
vida de TheCpii dii que Tiíerpis reprerentava com 
« cari untada de alvaide .|.t/^MvO/u> , talvez entenden- 
áa debaixo da palavra P^fimmyi/tium , como julga 
IHarcitlo , a cór , ou poftura encarnada , a que os I^ 
tinos chamío ParpariJJum , e Rnòric» , rcbique cor , 
db que uravio as mulheres. CoaRra-fe Flauto oa Co- 
media Traeuleittat, 

He própria dos Tragrcos a cãr encimada , por* 
que he Sacchiea : c certamente ai effigíei de Baccho 
alo muito avermelhada! em o rofle . como noi eu- 
fina Piufiiniai ia Athaieii (!■ Artajicií. 

17! Ptrjtnat , pnlUtque rtptrfr haiicjlat.') Efchy- 
To inventor d4 mafcára honella , e da opa roçagante 
também honeíla ; Tegundo a a£cepç3o , e intelligencia 
éo liidictofo Marcilio. Ou a mafctlra era hone fia com- 
parativamente >i borras , ou era honefla porijue re- 
prerentava bem ao natural a femelhança daquelles , 
que erSo taxados , e notados em as Comedias , de cujo 
cotlume falia Suidas la ifyi*-a.ayíhoi. A op* roçagan- 
te , Paila , era honefta , porque elle «ra o veflido do 
pai Baccho , ' I. h. vv^pm , cotno nos anlina Solina 
C. LV. Tal era também o veftido de ApoIIo , como 
canta Tibullo , L. III. Eleg. IV. v. jj. 
Ima viãeiatar lalii illaitrt patim , 

Nemqac hace in nitid» t»rp»rt veflii tftt. 
Confira-ft Ovídio. O rouplo > ou opa roçagam* tam* 
bem cil o veftitio , de ^i(e ufivSo «i citlíaríAu , 90«! 



cGoot^lt^ 



« de Orfro em Virgilfo En. VI. , e e de.ArioR em 
Ovidb , L. II. Pafi. , e Cícero no L. IV. «d Hirtaa. 
Geralmente ufaoio deftevellido oi CithatiflH , porqus 
«ftavão ilebaixo cia tutela de Apollo ; e uTavio tam* 
bem da Palia Irtgita , da epa roçagante trágica *» 
Reprefentantci Tragicoí , porque eftei ellav£o tam* 
bem n« tutela do pai Baccho , ín /«(</« Lihtrí fatrít» 
AlTnn poii lemoi em Marcial Syrmm Ungam , quereu- 
do defignar Palh Tr*s>" . I- X"* £pigr- XCVL 

Traajlttlil ãJ Trmgictt fe nt^ra TktUa talhara»» 
Aftafli hngiim la ^uojut fyfi* titL 
O inefino Marcial no L. IV. Epigr. XL, v. I. 

Mufii aet iofaao f^rmtte atjlra Immet. 
NeUe verfo de Marcial tonia-r* o Syrmete lignifican* 
do o mcrmo (]ae ftil» Iragie» ; em o eftilo piopiio 
da Tragedit. 

H« por tanto Palia , ope roçagante , hum ron> 
pSo que arroja pela chão, veflido conveniente, e ac- 
commodado aoi l>)gicos , como hum veftido divino ■ 
fó própria das peiToai áo» Detirea , e do* Hetáw , ce- 
nto aponta Filoflrato ao L. VI. de Apollonio. 

37g AEfehylai.l Outros também , alem de Horaeíot 
dizem que Efchylo fora o inventor dl marcara , ea-r 
mo Suidas na vida de Efchylo ; p '>rém Ariflotele* no 
L. De Ptet. C. V. dii que fe ignora quem fofle 9 
inventor, e defcubridor da marcara. Segundo ^lêT> 
vou Diomedei n« L. III. C. IV. Rofcio foi o piimw' 
ro que introduzto o ub da mlfcara. 

FiloRrato na, vida de Gorgiai , e no L. VI. A» 
Apollonio , e Athneo no L. I, com effeito faiem EC;' 
chylo ínTentoT da opa roçagante. 

êSo ííiti^ae catkarna. ") M talçar * ttthurm» , m 
iarttgulnt ; Filoftrato na vida da Gorgias , e Suidas 
na vida de Efchylo attríbuem também efta invcnçSa 
do ufo doi cothumní ao mefino Bfchylo. 

aSi Suect^l vttuã hij Caaudít , n»« fina multe 

SM «»? 



1;, Goo^k 



-27^ ILLQfTItAçãES, 

muitê Ituvir % L h. Appartttm « oiiliga Ctmtil» t»m 
haflaat» ptitfpa \ ttm maitt luilmenlo. A antiga Cf>< 
media devia a (ba origem ao gencto Satyiico , ou 
Jainbico ; género, cujo alvo era aiacar as fcSoas, 
(lifFainá-Iii p«tos feui golpes , « farpóei TatyrKoi , e 
mordazM : e como allim , não he muito de admint 
«{ue vindo a antiga Comedia de liuma tal origem , 
vtefTe tambcm a fer a nteAna Comedia antiga n<ordiZ( 
■ falyrica. Envellia com ai mefmai propríat pefibat , 
e ai detignava , e individuava peloi feui iiomei pro- 
príoi. Sabf-fa que Soaarts foi liiyiiiado alTim pela 
leu exprelTo nome ia Nubibai , em ai Nuvens da 
Aiillofanei. Ot Migillradoí . aoi quaes nem ao me> 
nos acataváa , abíleiídg-Te de oi fatyritar, piotiibfrSo 
por huma Lei fevera que Te defigniire cxpreflamente 
quem quer que fofTe pelo feu mefmo nome. Depois 
delia lei fiagíiáo-(é , c disfarçarão- fe os Domes ; mu 
continuiíSo. os Foetsi cm tomar para afliimptos de 
fua mordacidade acç6e) verdadeiras : e então Te «ti- 
pt\oix a Cuntdia mrdia ; menos petverfa , porém mail 
maligna que a antiga. Publica-fe nova lei que prohibio 
também aos Poetas o tomar para os aíTumptos das 
fU3i Fabulas «cçõcs verdadeiras : e defde então tudo 
foi fingido e figurado, nomes e acçne) : ella foi i 
Ctnttiia nuvii, como ide Menandro, de Flauto , da 
Terêncio , donde ffl derivou a noITa Comedia. 

■ t{ L«» tjlaecepta.') Puhlitta-fe » LiÍ , pit-fe * 
Zti. VJlt lei foi publicada em Athanas por hum cer- 
to Antimachn , e «lia diiia ; fín iTtt» nojutuftí» tÇ 
iiiixtíioí , nt gait mminatim taxtfttur in tam»t4ia \ 
que le nio taxafle \ i. h. que Te n3o infamaffe algwem 
na Comedia ; como lefere o Interprete de Aiiftolãncs 
in Areanan* 

291 Límae /aí«c} AíTim canta Ovidio 1 L. III. dt 
Font» Eleg. ult. t. 17. 

S»tpe ali^uoi eupitiu «rrtsm mul»r§ nlíufM» f 
ludifiam vim ét^imuMtftê aniim. 



cGoo^k 



B ADDI(;íÍES. 177 

Sêepe pigit (jfiiid enim áabiltm tibi Vtra faltrl ?) 

Cerrigtre , (T /oflg-i ferre laboril tnas t 
StriOtaltBi juvat ipfe favor , miaultfae lab»rtm, 

Canifue Jut crejeeni peBtrt Jirotl opui : 
Carrigtrtut ret tfi Unto magii «rãua , quaatê 

JHngiul Afijioreh» major Hamerut trãt. 

394 Perfeãam Jedei , Vc") Hunt Interpretei per- 
tendem qii« Hoiacio tomáta efla locução figurada 
do) canteíroi , que apalplo piíTando por fima com a 
unlia ai juntit dat pedtai ; outroi porém infinuão 
que a tomira doi oletcoí > que formão , e apcrfeíçõío 
com a unha ai fuai obras : porque os taet artificM , 
e O) Bftatuarios priíneiratnente formão at fuai obras 
tofca e grolTeirainance , e depoíi at vSo aperfeiçoan- 
do , e exprimindo com aquejia gtiça , e belleza que 
devem ter , apalpando-ai muito, e pafTando-ai cnm 
as unhas ; e por ilVo Polycleto dilTa que o mais diF- 
ficil trabalho era quando latum tffrt in angat , O bar> 
ro fe palTava pela unha ; i. h, quando fa arrematava 
a obra. AITiiti Horácio , quando qHiz «xprímir hum 
homem elegante polido , perfeito, e ornado doi niaia 
bello) dotes, dilTe ufando da mefma tranilaçSo no L. 
1. 5at. V. V. ja. 

Ceeceiai , CapUa^ut Jimal FtnUial 1 aJ ungMem 

FeSai bem» ; 

E por iir« Perrio diHe Sat. I. t. 6(. 

Vi per lútvc ffveroi 

Eyattáít junBnra uaguei. 
2ÇJ Ingenitim miftrã gaiu fertunatiat »rlt \ Ve.") 
Horácio nos moftta que os Romanos ainda que apai- 
xonados dot verfoi defpre7avSo a arts Poética, • o 
eãudo , e o conhecimento da Filofolia , * que con- 
fiados ao feu engenho , ou ellio natural , fe peifua- 
diáo de que finalmente rom o tempo vetiío a Ter 
01 nuii eacclientca , e infigne* Poetas-, muito ptín- 
cipalnwnte fe imítaflem, ou affeãalTem hum moda 
dp louGoi , I totiiáex «m M feut vfllidoí , no feu 



cGoo^k 



^yt tLLVSTKAq<>K9, 
trigc , e trste de fu>i pcObat. No que engrtçtdt^ 
tnenie , « com bcllcii lombando nota os Efcriptorcf, 
PoatM RomantH de loucos , t <le ignorantes ; por 
quanto niait abaixo dia qu* o piincipio, e a fonte 
de f« efcrevor com aceno , e diCctiqSo he hum co- 
rhecimonto p«t£eito , • huma complata fciencia da 
Filofofia. 

]oi P rg0 Ue-oMi , Qai fiTg*r iiltm , Vt.') Efla 
he a melhor liçio , e nÍo , como cortigítio algoni , 
Hui furgt iiltm. Pois deve-fe fobentendet o ablatho 
« mtdic; O mcfmo Hoiado L. II. Sat. III. t. sS. 

£( m»rhi minr purgatam tt illiui, 
O Poeta fcmpro apaixonado dos Qrego) imita ai Tuas 
locuções , ou Syntaxes. Hojacio pois urbanamente to- 
cou a Tua bile , bUcm , da qual falb no L, I. Epifl. 
XIX. T. 19. -ao. 

O Imitútartt , fervam ptcat ; nt mi/ti fiitft 

Bilem , fatpt }»tum vefiti wvin lamaltui ! 
E na Epift. XX. do merino Livro , v.. a(. difle ; 
Xrtfti etUrtat. E no L. II. Epift. II. v. 1)7. 

Exputit eíhhtrí m*rbam biltm^ut mtrmc» * 

El rtiit aJ ff/e 

Horácio n(o K 4]uii tocar , coroo diAe , no fcu «enEo 
colérico , niai também naquella bíIc , ou cólera Poe* 
ticfl , de que falia "Petronio. 

S04 ErgB fnagtr vice e^tif.") ImttOH Horácio nefle 
dito Bodiâado de Ifocrates , fe^nHo fai menção Plu- 
tarcho na fua vida ; b-m que Stobeo Serm. CXXIX. 
o atttibue a.Ariftotelei : porém Sexto Empírico o 
refuta na Tua obra ^i/urr/ai itfatA«nurír#/ , C. XVIII. 
\«6 Nil feríbeai ipft. ) Hfta cxprefjSo fe dilucida 
pelo que o mernio Poata diz ; pois que elle oai Sa- 
tyras . e Epiftolai he nurai fermaciaat^r , hum puro 
•traaoador ; nas Satyrat falia com 01 ^ilorei , e nai 
Epiftolas porém difcorre com feui amidos ; enuncian- 
do igualmente que fuai Satyrai , e Epiftolai nSo erio 
Potmas , mas fim Praticas , fermtatt , »u Xàyovç. Ho- 
ftci« Itt íoeti fómtBM oit Odet : poii que no 1. 1. 
Sat. 



cGao^k 



B A D D I q 6 B S. 379 

S*t. IV. V. ]S. elle meímo (e cxclue do m'imero «lot 
Poetas. 

Primum tg» tnt illtriim, Jedtrlm juibat e/^e F^elit, 
Sixttrpam aamem. Ni^ue taim tonclaátre virfum 
Dixcrii cff€ fatii; nec Ji^aii fcribat , uti n«l 
Sermani preplir* , piittl huae tjft Voetam. 
lagtatinl* cai fit , eul meni dtvtniar , atqne gf 
2Hagat janalariim , dti niminil hujai heaareni, 
Idcirtt qttidam , Ctinacdia , itêcnt Peem* 
EJ^*I 1 quatfivir4 : quòi ectr fpiritui , at vil ' 
Ntc vtrliii , me rtbui iittjl ; aiji qaid ptdt etrtt 
Diferi fttJiwai , /ermo mtrmt. ..■••. 

Talv«i digM que as pratkai , e coníMfaçSeí fo tt* 
icm «m oração folta , e não em vecfo < e que as S«- 
ryras , e ai Epiftotsi de Horácio cfíío ercritas ein 
vufot. Todavia, lerpoiído , juHamente ft ciumloSer- 
minei , praticai , atiaioamentoi , difcurfoi ; e ílm, 
porque não lie ti veifo , mas fitii a Imitação , a F/c- 
f-ía , a Fahula , que fai o Pofma ■ como eugenhof»- 
mente difputa Arillotele», 110 L. De P*e(. Cap. I. , e 
(ecuinte!. Plutarco no Teu ícatado fobre o modo com 
que lé devem ler , e ouvir 01 Poetas diz que não ha 
verdadeira Poella rem'3i ditas três virtudei ; e ac 
crefcenta que as Óbns de Etnpedocl» 1 e de Par- 
ipcnidei fobre a FyJica , « as Sentençai Moraes de 
Tlieogonii , não são veEdadcitam^nte Patjia , mn 
que eráo hiimas compofíçães medidas , e lijiadas por 
pé* de verfos , i. h. humas meras , i íimplíces v«- 
íiticaçõet a fim de evitar rómrnte a cbaneii da P ro- 
la ; o que também nos adverte Gerardo João VolTio 
no Teu único Liyro Dí Arte Petiita , pa;;. á. Logo a» 
Satyras , e Epiflcías de Horácio são huns difcurros ef- 
critos em verfe ; mas não Poemai. O ireCmo Horácio 
o nSo diflimula , porque no L, II. Sat. VI. cliama tia 
fuás Sstyiai , e £piftolai Mafam ptáe/lrtm , dizen^ ao 
«Cifo 17. 

^êiá pr^u iltu^rcn /aUrii mtitiqw ptjtjiri. 
He 



cGoo^k 



iSa ILLVSTUAÇ^BS, 

He fim Maja , porqua canci ya^o\\ « lie ftigjlre t 

porque cinu difcurrot , e aia Pocmai. Ha poii Mw 
Ja ptdejirt , Mmf» ftiltjlrit , mi Satyral , e EpifloUs , 
CO m pita tiva mente *ot Livrai dai Odei : por tjuanto 
iieftei brilliSo , c fobrefabeia nío t'ó at verfo* ; mal 
rambem aqucllat bellez» , e víttudei praprúmenie ca- 
laâeiiílicat da Poelia : e por ifTo nu Odes repctidii 
veies Te f;Ioiia de fer Poeta , como quaodo dia na 
Ode I. do L. I. 

(luti fi mt Li/rUit Vttibii tnftrtt 
fnilimi ftríam fiiêrt vtriitt. 
E no L. II. Òd. XVi. v. |S. 

Mihi p»rv tara V 

Spírílum Gttiat Unutm Gamttift 
Parta atn mend*:* dtJit , V maligiium 

Debaixo da Palavra Spirilum entenda-fe o cftro , O 
dom da PocHa , de Poeta , o qual Horácio íllulltou 
com a aturada liçSo dns Poetat Gregof , que faiiSo 
toda» ai fuat delicias , e occupaçãet, 
E na Ode XXVI. do mebno Litro. L 
Mafii amUai , iri/iliiam r metut 
Trajam praUrvii in man Crtticam 

Partart vgatis t 

Na Ode XXXI. 

Ç_uiJ itãicatam p«fc\t ÀptUinttn 
Vatti f Quid arat , 4e palera novam 
FaaJen, li^«trtm >..... 
E na Ode III. do L. IV. *. io. 

Sei ^lae Tiiur a^uot ferliU ptatflémnt , 

Et fpijfat atmirum eamae , ''■', 

F'mg*nt ÃEalia carmina nêhifim, 

Kemae prineipii urbium 
Dignatar fabaUt íaUr aiaeiilet 
Vatam ptutrt me ekarai. 
E na Ode VI. v. 19. do merino Livro. 
Spiritmm Pteebut tuibi , Phatbmt ãrltm 
Camiaii ■ «MiMfea á$dit Sattat, 

Eo-. 



cGoo^k 



B ADDIÇÕCS. iSt 

Cntr« u Odci , e Strments teiT) hum meio oi £p«- 
i/at , por alguma Ccmelliançi que tem com u Odet , 
e Strmoati. Tem por tanto alçíuma cnuTa do erpjfí< 
to Foeiico , de que carecem ai Praticas , Sefmtues, 
Lo)!o com ptopTiedade a partição dai Obrii de Ho- 
lacin he trimembte , Oátt , EpiJi , Strmentt, O Hy- 
itino fecular, Carmtn fatsalart he Oáe , ■ Arte Poé- 
tica , AriPtelica , Epiftola. Oi Grammaticot nio ti- 
lerSo ■ partiçio dai obtit , c comporições de Ho- 
rácio , tnai elles ii diiiacetáráo. Hoiacío adoptou 
ao que parece , o número ternário , em attenção as 
trei Gragat , e o> que apenai fabem folettar, • co- 
ohecer as letras ■ llurUnti , o tizerSo fenarto , e ■ 
cdei todavia fegue Sidónio , como fe vt do feu C«i^ 
mtn td Pefittm. " 

ifún fuei per Saturai Epifielarnm 
Strmtnamjae falei , n«vunifuc tpodêit 
Libras terminii , ac Peilici"» arlem , 
Vh»thi Itadiiat tf vagae Dia-)«e 
Confcriptit voiuit Jtnart FIéttai. 

Confira Te A. Geltio , L. It. C. XXIII. e Marcílio m 
fua Expo(içá« pteliminai ás Satyrai. 

I/ihil fcribeai, ") I. k. Nallum paem» Epieam , ou 
Drmniallciim ; nSo efcrevendo , não compondo eu aU 
guni Poema Epico , ou Dramático ; pois que Horácio 
«reteve fomente ai Praticas , ou Difcurlos , Sermaaei, 
que elle tinha com os feui amigos. 

J19 Spccitfa Iticií.') Efta he a lição de Gerner , e 
de outro) Critices j Itlarcilio porím li , Spteiofa /0. 
til t i- h. urbana , & jtecfa % Urbana e gractora. Ho- 
rácio apaixonado da urbanidade , e do* galanteios , 
fempiB por ilTo procurou com empenho el!e loutor. 
Também em Ovídio no L. I, Fajlarum Te lia >ntiga> 
mente , mas com menos correcçSo Ittit , c hojs att 
EdiçfiM corre Ai ((imas lí-fe jatlt, 

£1 bnmiah namlaa aúxtá litiu 
1 |a» 



cGoo^k 



sSz illvstkaç6bs, 

)30 VuHiu$ vtntrii,') pirá ■tguem , como Te coiw 
cilÚri efte huUíus Vtaetii com o aatecedciiie fptci»- 
/<* jwM ? Rerponde Mircitio. Honcio agora nefle lu' 
gar debitxo da paUvri Vtnarii aio quis entender a 
boa griga , o bom at nai graçai , mat Cm na doeu- 
çSo , e na ordem. Em huina FabuUiinha he ba(lan- 
tc o galanteio , em hum Poema a fetiedade , e fifu- 
dezi ; até h« neceflaria a boa graça e belleia , ou da 
elocução ,,e ecanomia , e do pezo , ptmltr^ , ■ fibei 
ftmtcitliarnm , dai fentençai , e da Arte , arle , cct- 
Camente ftiKt. 

)ii Vatáiàs tbltSút,') Altim O dii Artftotelet no 
L. II. êé ThtfdtH. C. XX, FaítUee eaaci«aibui aptat. 

jsf Or< r»tuitdo. ) Confira-fc o que dii AriÁofa- 
mi de Euripidei em Ptutarcha no L. De Aaiitni. 
Paem, 

)14 Pratttr laaitm , nuHlmt ãtfarit.") Dii Q. Cur< 
«lo L. IX. Avaiitia gltrimi , O* iaJhlUbilit tupidafa- 
mat. 

)»f íeiígii raútnibui ajjcm , &*.') O tnefmo Ho- 
acío , L. I. Epiít. I. V. f )• 

O tivel , tivei , ^asertad* pteania frimèm efi , 
VirtMi p»JI nummai. Mait lanai fammat ab ima 
PraJpett : hatc rtciítiinl javtaet dlãatu ftatt^at, 
Lteva fufpiafi Uealai laialaoiqae lertrt». 
Si ^u«áriageatu fex , Jtpltin mUlia iefuat , 
Bfi aalmmt íiii , fuai marei , V liagaa , fiáei^ne * 
Pkh$ erií. At futrl Imdaalti , ÍU« eri$ , eimnt , 
Si rtSi fatia. 

Bortcio por cita Irónica Froropop£a quis Agnilicar 
me of moradoKi de Roma cmpenhavio-fe inaii vta 
fsier enCnar a fem filliot « Aritbmetica i do que a 
Hlofõfia , a Rhetarica , a f oefia , e at OHtrai bellai 
Artes, e difciplinai Jiberaei ; e com butn Tal fatyiic» 
moteja os grandes Senbo res de Roma róownte occo- 
indo* cm tratar du Aui contai . c de coatir , « de 



cGoo^k 



B ADDIÇ^BS. 18) 

niiont6«T o dinlieira , ttc, Confira^e o <]uc dii mais 

mermo Honcio no L. I. Sn. VI. 

jsS - ja9 Ea '. Rem ptltrh fervart tuàm.") Ea 
pofto em lugar de Eatt ; bellamente ! admiravelmeii' 
t« ! cxcejlentemenie! Terêncio na Comedia EtmacA*. 
A. 1. Sc. ir. V. 74. Ea Bêjitr \ lauda. PctiOnJo. C>m* 
pltfit Triínatii» manai , 6* Eu , inqult , erg» vivlt» 

i )o AErtigt, ) No mermo Tentido Rublg» cm L. 
Séneca , Epift. VII. Efta ferrugem de ({ue falh Horá- 
cio , ha aquetla avareia , e aquella grande cobiça que 

01 homem tem de aroontaat riijueiai fobre liqueiat j a 
<)ual de contínuo Ihei tflá roendo , e attligindo o in- 
faciível , e ambiciofo coração , berti como • Terrugeni 
tóe de continuo o feno ; &c. Dedc modo criminava 
Horácio oi Roraanoi porque cm rapaiei nSo apren- 
diáo a Filofofia , nem fe appHcaváo aos elludos dai hii- 
inanidadei ; e que quando crefcião á idade de homem 
einpre{;avSe-fe todoí em amontoar dinheiro, viAo qua 
em mnçoi ló fe tinhio applicicJo á Aritbmetica. 

)j9 liec queJeamqae volct ) Confíra-fe a Intcrpre* 
taçSo de Sef*k> em a Eneida XI. 

)40 Vivam putrttia txtrtkat alva,') Bem remelhan^ 
te a efte penfamento he o que diz Ariftotelei no L. 
VII. #J Nie»m, C. V. , e Clemente Akundilno ia 
Vrtirtftic». 

)4i Ctnlurlee feniaram. ) Horácio atrende , « allu- 
de í diflribuição das ClafTei em oenturiai de Telhoia' 
e de moçoi. 

342 Cel^ Rhamitei. ) Oi txioçot cavalleiroi 

Romanos , que ainda vivem ao fòldo , e eflipendio 
da Republica , fe deleitfo , e preiáo mai» ai Poeliai 
divertidai , do que as graves , e Iizuda). Dezoito cen- 
túrias de cavaJlciTOi fe accrercentlrSo i primeira claf- 
le • como noi enfioSo Dionylio de HalicarnafTo L. I., 
e T. Livio. 

Nore-re a belleia com que Horácio pfiem o at- 

tributo Cel^ , não Í6 para fignificar aue 01 Cavallej. 

m montiÃit i cavallo eftSo IcvtJitaaoi , t altos, 

fin 



cGoo^k 



2 84 ILLVSTRAçtfES; 

fuhtlmet e* díri ; tnai também pari fígnifícar ao mel^ 
mo tempo t -rindeia , e dignidade da Ordem equef- 
tre, AlTim Papínio 

JV»n lahenít Nama Jiç Carla felijt 

Púmptig ate ceifai eqiiel, 
E Ammiano Marcellino , ludieihut ttifit , ilidem^aê 
mlooribai, 

Omae taVtt punãam ) Mcreee» • afpreva^S» gfaí 
ie ttiti, Oi antf^ot Haminoi nai Eleiçúei dos feui 
Magifltados efctevião o< nomei dot Caitdídatni em 
bumai Tabo» , ou Pautal encetada* , a* quaei nos 
Comicio) f« apprefetitaváo aoi que votavSo , e eflet 
|)unhão hum ponto em o nome diquelle pertenden* 
te a favor de quem votaváo : aquelle poii que )eta- 
va mais pontoi em o feu nome , efte eia o perten- 
cente que era elevado , e promovido i MagillTatuia , 
Cargo , ou Otficio da Republica ; * por itfo noa Ait- 
ttioret Lotinoi , e como nefte lu^ar de Horácio , P«n- 
Bam fignifica o mermo que Stfm^ium , voto , &C 
Sidónio no Panegytico de Anthemio, ou Caim. II. 
io. 

Tc earia phafa t 
Te fatiílij ferlpfcre Iríiut. 
.0 mermo Epift. ult. no íim. Cai fi extnimu lai fu»- 
fue panãa trtbiiaatar , VTc. A elle filhar ajuntou Sa- 
varonio mai) exemploi. O mefmo Cicero ufurpou eU 
ta palavra na fobredita accepçio ; e Menckento ín Ob- 
fcrv ~L. L. colliglo todos 01 lugaret , «m que o Ot^ 
dor Romano ufurpa a palavra PanSfam na infinuada 
■ccepção. Cícero na Oraçio pra Murtn. Quantum hat 
quatjlimel ia Staeta haiiltc puaíltram nàhil ietraxf 
riat . i. h. fafragiaruin ia CfntliiiJ Advirta-re que 
n» Tabellaí Judiciaei efcreviSo-re letras , lilerae t o 
nasTabeltai do) Comicioi punhlo-fe pontos . f«w9a. 
Confita-fe Fedo na palavra Safragatar. 

)4) <ltii mifcait atile dultl.'} Conlira-re Agatbiu 
00 principio do L. IIT, 
Í4I f«/íí/0 Confira>rt Flntiicbo m FtralUt. 

II0 Ifte 



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E ADDI96BS. 185* 

]fO Wie ftmftr feritt. ) ServJo «m a Eneida XI. 
louvou , e expltcou cAe lugar. 

Quoácumque mínabilur, ) AlIiiD timbein ft «Iplica 
Ptobo ifi Arliam Injiilalii , C. VUI.} e alTim também 
fe explicou o nolTo Poeta , (]uaiido no L. 11. Sat. 
111. y. 9. diz : 

Atqai vultiit trat malta V prêicUrt mlaaalU. 
Setvio o exp6em cm a Eiftida II. illufltando a pala- 
vra PrêmilUalii. E na Epift. VllI. v. 1- do L. I. 
Si gaatret , qaid egam : dit mulla V palchra "•<- 

nanltm. 
Vivere ntc rtSk , ate faawiler : ^ . . . 
Em ifrual fentido diiTe Virgilio «m a Eneida I. v.i66. 
Hint alqae hiitc vejtae rapei , gtmiaiijae aiinaatar 

Jn tte^um fcopuli : 

Onde miaaatar ecjuival a tmJuat , erguem-re , levan» 
táo-re até ao Ceo. 

Ifl - jj* Paacii Ofendar oututil. ) Confira-fe 
Longino no Teu Tiaiido D« Sahlimi. 

]{iS Bbirrat tádtm.') Erra feinpre ao tocar a meT- 
tni corda. Confiia-fe Fe^o. ^ 

){7 Fil Chterilai ille , Vt.") Dia Tuniebo que 
Horácio não tem maior lazão para cenfurar tão acie- 
mente o Foeta Checilo , quando 01 Teus Tcribs , alem 
de não ferem dignos de lombaria , parece que mere- 
cem al,sum couce -to > e admiração. Ora 01 verroi do 
Poeta Cberilo não eiSo tSo íncultoi , nem tão defa- 
linhados , e faltos de graça, pois que todavia mote* 
círão fer citados , e louvados , como vetfos de hum 
bom Author : « certamente os Gregos não etáo tio 
fáceis em prodigar louvores ; &c, 

){9 Q^aandeifut benut dermilal Hemtrai.') Eu mef- 
m« m€ iffjlijt ^u*nd» alguma vct écenUte a» tem Ht^ 
rteia a darmitar. Em ai Notai ao Texto guiado pe- 
las luies do erudito Gefnei , e de outros lábios Fi- 
lólogos obfervei que Q_aand*^ae equival neíle lugar é 
■ccepçáo de Q.a«nd9cuo^ac. HoracJo exprime-fe em 
,toai de quem d<!ivida , e nSo •m tom da quem profen 



cGoo^k 



28^ ILI.vaTI(AÇtfBS, 

buma alTefçáo pofitíva ! e ella fua merma dúvida h« 
logo Teguida de hama juflificaçlo ; , 

Vtrum tperi Unge fat tft oirepere ffmnam. 
IRaj «m liam Poemi tio exlcnTo como a Diada , ou 
a OdyíTea releva-fs o dormitar hum momento, i. h. 
cahir em algum ligeiroi defcuidog, «m aígumai fal- 
tas de menof monta. Qiiinúiliano L X, C. I. toca 
filie dito , como huma erpecie de adagio. Confin-lè 
S. Jeíonymo Epift. nd Paminachium , dt Errcrih. Or\g. 

J7a Mejhcribui tffe peetii. ) Náo Je fe^re aet 
P»et«i o Jertm mediatret i i. h. nát /c admitle eai 
Véttat » mediacridaJe. Todo o Aulhor que dá ver- 
foi ao público eíli no cafo do qu: refere hum con- 
to que dii : Oavi huma maravilhm. Se o teu objeâo 
fae inflruir-noi , tu jiádes ftllar-noa em profa , a cou> 
Ia fera maii clara , e o noffo mafmo interefle no» 
obrigará a darmoi attençSo. Se ta noi fallat em ver- 
fo ) he pois porque pertendet deleitar-noi ; de boa 
vontade aat quetcmos recrear, e divertir: mas tu, 
6 Poeta , cumpTe tua palavra para comnotco ; e lem- 
bra-te que nós nSo Qoi encanlamot Te não com a 
que he bello , e maravilholb. Cícero no L. I. De Oral. 
C. XXVI. Ilaijat ia iil artlhat ia ifaibui nan alilital 
aaaeritur necejjoria , ftd aoimí guardam liitra ahtt' 
Halia , quàm dHigenttr (f ^aim prapè faflidiaiè judi- 
têiaut f Neijat enim liUl , ntfat' cantraverfiat faal 
^uat cegant haminei , ficut tu fará nan banai Crata» 
rei , item in thtalra Aliaret mahi pt,-peU. 

j7( E( crafíoM angaenlam,') GMÍira-fe Plínio L. 
XIH. CHI. 

Sarda eum mttle papavtr.') Plínio , t. XIX. CVOT. 
Tapaverii falivi fuum tria gentra Jiai, Primam ejl 
tandidiim , cujui fimea tajiai» in fecunda menfa cnal 
tnelU apttd aallifuat dabatar, E Diofcoridei , L. IV. 
C. LXIV. Papavere hatttnfi tam mtlte pr, fefam» 
vlanlar. E efla he a raiSo , porque Petronio díi ; 
fed mtUitat vtrbarum gUtolal , 9 amtita Jiãa fa8^ 
jw jBa/í fapavirt C fe/ams ffurfa , Ve. Lojo H»- 



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K Á D D I í IS B S. 3S7 

ncio nefte lugar toei aqueDe coflume di fegunda 
raeia , e dii que íeria coufa abAirda.. c imprópria* 
fe fã poteíTe na meia a fementc torrada da dormi- 
deiía btanci juntamente com o mel da Sardenha ,<[u» 
he amargolillimo. Virgílio Écloga VII, r. 41. 

Imnii tgo SarJeii vidrtr lUi omariar hertit, 

)So IndeUalqut pUte Irpciive , (TcO £"> "■ No* 
tai ao Texto fica explicado que o Trothiii era hu- 
nii erpecie de piorra , ou pifo de muitos aioi , que' 
fe deitava por meio de huma ata , o qual ao correr 
fatia huma grande bultia , e ruido : o deitar poit ■ 
piorra era coufa que pedia fínina arte nlo vulgar , e 
para que os meninoi o foubeíTem deitar , erSo amet 
ttadot , e enfinadoí nas Efcnlas , deflinadai para efta 
exercício. Accrefcento porím agora efíe lugar de Am- 
miano , pelo qual fe virá melhor a conhecer o Teu ofe. 
Qaiim apiij Parl^ai nilbat Caefar JuHanul ^uatttas fca- 
Iam varíii motlhui excrceretar in camp* , axUiilis , f «i- 
iui aríli erat compaginatai , fn vaaum ix(a0i , anfà 
rtmoafcrat fila » quam retinent valida maau jlrlngtbat, 

jSl Rifam .... tallont certnat. ^ Em contrario 
fentjdo o diz Horácio na Epift. XVIII. do L. I. «.jj. 

Prailia ftijliaeas camptflria. 
)t6 ílonamqae prfnatiir in annuni.') Quinâiliam 
repete effe mefmo diíto como huma efpecie de Ada- 
gio na Epiflola aJ Tryphonem. Alguns tem drtimant' 
^ut ; porém Horácio iempre fe exprime por numerai 
impares , ou redondos. 

Julga Turnebo que Horácio derivara efle Teo 
preceito t f>^ confelho Ntnnumifttt , Ve. do Poema' 
do P«eta Cinna , intitulado Smyrna , o qual Poems 
teve huma giandiflima voga , e «ftimaçSo entre o«. 
intigoi : Cinna trabalhou nede Teu Poema nove annot 
aturados, e rucceíTivos, Do Poema de Cinna allim el^ 
crcvia Catullo no L. I. Epigramma XCl. v. 1. 

Smyrna mii vatit nanam ptjl átniqae mefftm 
Çflim ettpt» (/I , atmm^ut tdita pafi hyemem^ 
i9» 



1;, Goo^k 



iSS ILLUSTRAÇÕBS; 

)gi HtttrruU Otpheui. ^ Confira-fe Ariftofinct i» 
B«nrl , Dindoro L. IV. , « Suidal ia è^níniutl. 

}9S Vere jura miinlii. ) I. li. Vira V uxerl , ao 
vaiáo , e áliiulher, mérito V m^ritae , *o marído , 
e i mulher que tem mifido , como no L. II. $. 11. Dt 
d»nal, inter vir. tr nx, At Gloiai Martla- wyi^H. 

40tf Nt ftrti pudarí. } Certamente porque ein tem- 
po« anteriorci a Horácio os Poeta* foiáo cliainadof 
Crafaurtf. CatSo eiii A. Gellío L. XI. C. 11. Peití- 
t»t ctií /lanoi aeit traí , fi i/ui ia ta re Jfaiebat , 
tiit feft *d eaavivia «ppliculat , çrajjatar vetaiatur, 
Confira-fe Ciceto no troemio do L I. dai <Z,itJlSet 
Tafeulaaai. Gntjalór , entre o? Anligoi Latinos co- 
mo noi enfina Fefto íignificava o me^mo que JJu- 
l»t*r; e afTiin também o Verbo Grajjari , donde fo 
deriva GraJJatar , fe ufurpava na accepção de aJularif 
e a razáo deita accepçáo veio de que oi Parafítoif 
Parafiti , e Adutadores , AâuUtaret , graflaváo , e an- 
daváo p»'as ruas pita alcançarem o ir comer áí me- 
ias alceia*. EHe indiano coílume não dirrprexáráo al- 
gum Poeias famintos , ou golofoi , e deíle modo pto- 
flituiáo , e vilipendilváo buma fciencia tjo Juhlime , 
e tio illuHre pela fu a origem , e peloi feiu fim. Con- 
-fira-fe Reinefio L. XI. í*«r. LíÍT. C. VII. p.i?a. 

407 JWu/«e íjífue jeUri. ) Todo» 01 Poelai ufárSo 
da Lj-ta ; ma< muito principalmente os Lyrlcos. Em 
Homero [13 Iliada Apollo toca a citbara , e as Muiai 
alternadamente rerpondem , ou acninpanhio com a voi. 
Confira-fe a Ode XXXII. do L. I. 

414 — 41 S 2"' PytMn santat tiUcta , áiãSeit príài, 
Vc") Oi frautiftas , que tocavão nos Jogot Pythios. 
Higino dii 1 Hii qi-aqae ludii P^lhmílie , qai Pylhia 
etnlaveraiil. CoiilÍr3o-re a» Notas ao Texto, 

^20 Jfftniiiiirei.') Etitenda-fe , como fe Horácio 
diiTelte .'^iV aiifcnliiitrtf Confira-fe a EpiftoU »i Aa- 
gu/Íii<n. Do mermo modo abaixo dii : Vefanam itti- 
çijji timení , ire. como fe difTelTe , Sic vefanam, Cr. 

4£3 Si veri ejl , uaHuiu f«( rtlli fatrt fifii. ) 
£m 



cGoo^k 



E A D D I q {} E S. tt^ 

Em Cal5o lí-r« ualla brefu» , i. b. altQ €»náita j COU* 
ves («niperadai cacn aieite : pois «rcreve : VcriiM a^ 
fam traj^cam , W aoHam taldam , falit paiilum , Jtf 
ta hemini jejua», Mn também Va^am ohfanium h« 
tmdilum ; conHuâo temperado : e ettnare fiat r>nA«, 
1. h.Jnt ptfanh eandimcalii pcrf«(a; Vc. Seoeca L.XXIf. 
Epill CXXIII. diz: Hane pitunl amnei ijii, ^ai , ut 
ita Jieam , rtHi vivanl : querendo diier ; qai Uuti 
vivwil V afiparè : qiie vjvem regaladamente , e coni 
abundância , com te^alos , e afHuenciai. Portanto ob' 
ferra 'Turnebo (]iia Horjcio ditTe rtSi tin&uin , que-' 
rendo lignifícar , cibam apparaii tanáitum \ bum guí* 
lado ipparaEoraaieute aíTaionado com oi feui tempe* 
rol. 

416 Sta ^iiii donart.') I, h. npOirqiwvtív tm. Ca- 
tullo dit : Cui daaa hutte \ &C. Horacio na EpHlohl 
ed Aa^ujlim , 7.167. 

iP* rnhfam piagai danatat munert , & una 
Cum [eriplare mta eapiâ tarriSat apertti ,. 
"Deftrar iit vieam veadtatem Ihai , (T tierei , 
Et pipct , O* gaicqoid chartit tmlcítúr iaeptil, 

Horácio bem claramente infiniía ,'e moRra o ilergra- 
çado fim , e forte . que tem 01 rudei , tofcoa , e in^ 
íulfoí verfoi , vindo os livroi que oi contòn ■ fer- 
vir de embrulhar adubo> , &c. O mefmo Horacio L, 
1. Epift. XX. V. 1». 

Coiitrtílalai nbi manlbml fordefcert valgi 
Cteptrii : aiil liittai paftti lacituraat inertei. 
Ao Grego -n£piC|i-^Wi<Tei? correfponde o latino Ma» 
atra. Cenfira-lie Cicero no Proemio doi Paradaxai , 9 
no Teu Ptrftita Oradar. 

434 Multit ureutre etttuUU.') ConfirS-re Períio na 
Sat. I. 

4)6 ^i tarmina eendei.") Como fe dilTera o Poeta ;' 
Sie tu Jt carmina tandei ; Vc. AlGm como Ol KèJI 
cofhtmavSa euminir bem que fujeitoi hwiáo deadmit>' 
T tit 



cGoo^k 



tir i.{u» piiv«nça : do mefmo itwdo , ou por iguri 
ntio o Poeta dcre conliderar att^nCamente . qxnes Te- 
jSo oi fujeitoi dignos da Te confuliaicm toiro Jutiei, 
e Cenfocei de feus verlos , e Poefiai j para qui ein 
lugar de ítnm Ctui Juiiei , e amigoi , fe nSo tornem 
feui loinbadotei , feus loedoies fatyticos , c fcu) ef- 
carnec«dorei, 

441 £f mâli teraeltt iiteadi rtáátrt verfat. ) £ 
Uraar a metttr n« iigoritú *i vtrjti mal torand»f. 
Ji obfctvei em u Notas , que vem aò Texto que 
alguns com Ijentlei , Cuniiigimio lem ler natos ; a 
qual Kçáo Batieux pertende ítrinar com o que Hoiicto 
diz no L. II. Ep. I. V. 3j{. 

Gratmi Alexandre rtgi Magno fatt IIU 
Ck»irílút, iaciiith fut vtrfibiit m malè Datil 
Rellmlit acttptoí , regale ntmifme , P/ulippoi. 
Elle vecfo El mali Irraaíai , «Te. ferve de rerpoíla ao 
antecedente Bit Itrqut experlnm fruflra ; Vc. AlTim 
i2,ain^lUt mãaég que. a Fatia áepoU ie lir lealada em 
vSa dual t trtt vctti a torrceçáa de ftm verfai , ai 
tarne de »eva a metttr na bigariiú,, puta Ihet dar 

rtfarmar , e cempbt de aulrt modo. Dllil operaç6el fe 
empTCE^io na PoeH^ , 1 di inv^iiçáo , e a da exprefjio , 
qu Iccuçáo. A primeira fígura-fe pela bigorna , e pelo 
mariello , que dão ao ferro hunia fárma gtolTeira , e 
tofca : a Tcgunda figura-fe pela lima , que lhe dá o 
pelído , e a petreição. 

447 Tramvtrfo ealama ^fignum.y Toca , e allude 
i nota do poLiteiro , ou àAiXOu , qui] pintou Epifâ- 
nio no LKto De Poaderibai , Ifidoro no L. I. C.XX. 
Lea-fe também o que diz Euflatbio i lliada I. A/fim 
tamhem noi demait rcrticulos parece que Horácio to- 
ca os Jiiiaei , ou n«tai dot Críiicoí ; porém por ab- 
breviat a* omitto , c confirSo-fe as Notat que vera 
ao Teitp. 

4S ) V.f wh/* coem ftaUet. ) Horaci*. compara •, 
ambíçio 1 c o enceiírivo delejo d« Elludo Poético com' 



cGoot^lt^ 



K ADDiqÓBS^ 29! 

a mi iepn , ou faTui inctiravi:! , e com outras en- 
fcrniídidei , qtie como coiitagiorii cortoitipem a faii< 
de. AlTim Aufonio tomando ede lugar de Horácio 
dh c«m a ihaioT «rbanidacti poífivei no Prefício do 
Ttruarít , ou Gri/fa : Hane Itcam de íeraario numt- 
ra illiea utjira ■ tila Ptciiea Jeabiet eatpít exítttptre. 

te prurig» cammigret. AlTim 'taitibcm Fulgencio iiO L, 
I. fllythahg. diOe : Paetitae prungiaii Jalceáiacm 
4ixil. 

AíTim também Pefllo , Sat.I^T. i). 

Ifam^ue ejl fcabiefai , O* «eri 

Bile tamet : 

^S) Aat mtrbai regíui^ A tertcta , O fel dacrama- 
do. Os Romano) parece fe perfuadírâo que efle mal 
ata de algum modo tontagiofo. Conliiio-re at Notai 
«o- Texto, 

Ot Hebieoi também tinliSo hum grande horroi 
aon leproToi , como fciidoa defte mal por Deoi em 
CíHigo da abominável , e feia enormidade de Teui cri- 
mes , como lemos n* Deuteronomío ; 8(c. Obferve-j« 
que Tyndaro em Flauto , in Caplivii , finge fu;rir de 
Arílloronte , por eftar raivofo , e fanático , t Mene> 
£hmo fin^ia-re doudo , e louco , pata ^ue oi homeiA 
fugilTem delle ; &c. 

4;4 Aat fauaticai errtr,') Oa m hacurt , »u a 
faria : Aqual niolellia pidecião aquellei . que, como 
dii Ulpiano L. I. $. p^n. de AEdil. ed. tire* /atm 
bttccliuiilitr , vr iiaa/i dementei rtfpeiifa re^duní ; Ve. 
Cefles taes fanáticos havia muitos geneios > como ol 
Gtílat de Cfbelei , as Bacchnnlee . os BetUnarlei , Ve. 
B todos eftet certamente não deixavão de fer coota- 
giofos. 

Et iracaaJa Diané.") Acci<Jentef de gotta coral , 
oli epileticos , que Te denon.ináo também em Latim 
Morliui eaiucui , facer , eu cgmiliúHi ; por quanto 
cfta moleftia fe attríbue a Diana , aa í Lua, Arte- 
midoro na L. I. C. Xit. dii que á epilepria , ougot- 



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«9^ ILLUSTBAÇlÍBS; 

tt cotil r* fótaia etii a fantafia ao dormir ni fi{!urs 
lie hum Cyiiocefal* , por ier efta betia conTigrad» á 
(jUa f e diz : Aiaat euttm veltret m»rham ^avqae iU 
ium tdfisaari Lantt. liidoro no L. IV. C, VH. tc|. 
tando doi doentci de epilepr>a , Jt eaiaeli , ó^t. i Hat 
vutgui laaaticti vocal , quai per hanc turbam temi' 
ttlmr eai iiiftaia datmanum, EaJtm V ItrvaiU, Ipfg 
tfi Wr markui eamilitUi , ij tji , maitr V Jiuliaai , 
m» tãJaci Untatur. O Interprete de Apollonio ao 
t. !• Ár^anaut. díl : Marhti rnajtreí favtnliae cam- 
fa , faent tf tonai vacanl. Cornelio Ceifo L. III. C. 
jCXIII. dil : Mcriai ^ui camitUlil vtl maitr aomi^ 
natur. HiAimo iamb«m no L, IX. enrina que oi Epi> 
Iqiticoí iSo luQaticos. C^Jatal Innalicus , là ^aòJ ctr~ 
tú íempart Luaat patiatar. ARvn também JuIio Fi^• 
nico no L. ÍV. C- I. unio tedicat , V_ luaatitai » 
CM epilépticos c lunaticoí , ou como Te folTeni ob 
iwrtvQi , OU como nJo milito differcniei. E muito 
claranoenu S- Gregório de Tourt>no L. II. C. VIII. 
3?^ MiracuUi D. Marliai ttínt» o Lunático cotno bitm 
epiléptico , e faz Ter a merma moleAía , Marbui tit- 
aftfi^uf I tpiUptUtu t eaáatu$. 

Qvidio porim no L. I. D( Panta Bleg, I. attiíbue 
ft ^ÍVi\ <» vattcinadorei , ou oi batioloi. 
Stimui ah imptria fieri níl lali Diante 
Vadt tamtn vivai vatíeinal^r katel. 
De Plinio Te Taz evidente que o mal eadat* , ou epi- 
]4pl|> he também huma enfermidade ^pntagiora : Dii 
poja IH> L. XXVIII. C. IV. Defpai/nas camilialei mar' 
hft , hoc eft . contagia, regerimat. b- no L,X. C.XXIll, 
Camirialtm maibam difpni fuetum. F. Plauto ca Co- 
media Capteivei , A. IIL Sc IV. v. i &. 

Et Utit iftl , fai fpatatnr , marbal ialerdam veait. 
Praia la ai ijloc pracul reetdai . ultra ijlum a mt. 

ain', vciera, 
Jfit raiàaffin ? atifat mfeítatBi» tffe hajth mttim 

memartt pairta t 

Et 



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B ADDIfdKS. 29J 

Cl tum marlarn mihi *JJt , at f ni me tfaijtt iafpM' 
tarler- 
0> intigoi perfuadirSo-ra que fó çpni o ciirpo ft 
faravSo os doentes epilepeticoj, Caníira-fe Pluurcho ín 
Sympei. L. V. Problem. VII. 

Quindo algum homem intigimente , cetebnndo- 
te os Comicioi , cihia cm algum accideote epilepti* 
CO .pOiafTinentei não contiauavão osmcfmos Comiciof, 
Sobre o que coBÍra-re Scicitn Sammonico , c outioi. 
4{lS Agitaat fttvi incaufifue /ffuuntnr, ) T»l he 
poii o coRume dos rapaies , que coftumSo andar atraf 
dos tjoudos. Aitemidaro h- HT C. XLII, Pa*ri /<• 
çuaalur iaf*n»t. Dilto C^Fj^odomo Oral, ín Cteienit. 
^amn icmiaem ata faatkni pueruli fpeCleatur, 

4t7 Verfut ruliatur.') Confira Te o que enfíaa Ver« 
vo em Feflo fobre • verbo ruSare. 
■ Et error;) I. h. Furit ; apda furiofo . louco. Q 
mcTino Horácio na epifloU a Augufto uíou 4» p*li> 
\n trrtr na accepçSo da injaai» , v. 144. 

Et ndit ai /e/e ! Poi mt oceiíifiis , «mrti , 
N»a ferilãfils , cit : €ui fie txUrla veiaptai , 
El dcmptits ptr vim mealit grali^Mui trrat' 

Congn-fe no L. II. Sal. \\V. v, 4f. 

. • . . Kate papttUi , ieit "lagmai f*rmal» r^gu ^ 
ExcepU /«pitais , ttatt. Nuae mstip4 , fvare 
Dtfipieiít »mittt. ,. atfai «t ta ., fM tibi aamt» 
Infaií» pajiaire. Vtiut filvu , uii paffim 
PaUaltt trrtr ttrl»- dt Iramilt ptUit , 
Jlhfilujtreiwii , hie dtxtrasum ahil : unas atríqué 
Errar , fid variji illudit partiiai . hot li 
Cltie moda infanum ; iti/ula ai /apienlitir ilU 
^uí tt derlJet , eeuiam trahat. EJl geaai anuot , 
Slahitiae , nihilum mtlatnjit timeiílii : ul ignu ,. 
Vt rapti , fiavianfut ia tampp »hfiare quettinr. 

E DO I, U. Epjfi. I. v- 117. 

Seribimui ÍnJ»llÍ Jefliijae ptemala pajfim. 
Mie errar tamta , V ttui* injania quaatai 

Yir- 



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394 iVLvsrviAqÔes , e adoiç^es. 

Virtatií haÒMt , Jic ctllige : vatii avtrui 

Ntn Umeri tjl aaimui i verfai omnt , h»t fiuitt 



4tS - 4(9 Deeidil. , . la puteam /nvearnve^") Se • 
Pveta tah* em ham poç» , tu tm huma cava. Toda 
«lU palTagein he itlegorica , e retrata hum inio ?tse- 
M que faz vetfoi , que oi tnoftra , e que náo quer 
fer criticado. Horácio ttev«o ella JtçSo aot Poeut in- 
tioceis. Hum Cenfor fabio , qai fapia*i ■ acautela-fe 
biuito de tocar noi feus vcrfoi , tttigiff'* timent s fó* 
mente oi fatuoi , e os que ot nSo conhecem , *Ío 
quem oi efcutSo , 'e oi criticlo : egitaat pvtrl , iif 
e»allqut fe^uaniar. Se pois hum Poeta dcila efpecíe , 
« caadiçfo , cabe em hum abfurdo , ia palcam ; por 
maii que brad« , por maii que chame , meui i«iu 
mmígrt , ajudat-me com os Teflbn conTelhoi SVCCVR- 
X.ITE: acautelai-voi em lb« dar algum conlelho , 
n»a fit çaitfllere emret. Hum tal Poeta fe -admira , 
até na Tua loucura : elle a fei muito de propofita , 
pradeni , ft áejcclt. T>t-{* me credito , nSo lhe dígaii 
palavra : Victat ptrin Peelii : fc vo) li feui TerTol , 
he pna Ter louvado ; ipinhou-te , fegura te , e não te 
latgará fenSo quando eltivet bem inchado , • farto de 
louvorei. Tal a expIkaçSo , que aprendi com.outiat 
muitas erudiçãet , e doutrinai doi lllultriflimot Sabioi 
Thcodoro Marcilio , l^tineho , Batteux , Poinfinct de 
Sivty ) e- do incem paravel PTofefTot Jofc Valatt. 

464— 46( Dtui immartalii hãh(TÍ Dum taptt Em- 
pedteUf.') Tatvei Ulpiatio quii tocar eRa loucura, 
quandn dífTe L. VI. §. Vil. O. que alguiu Fibrofoi 
queriSo morrer pnr caufa At jaâancia : ja3aíil»ae ^atf- 
iàm Pliiitf-phtt mori vellt. 

' 4SI Frigldui. 3 I. h. laeplat ; tonto , pateta , &c. 
tinha pois cento e nove annos de idade. Defla mef* 
roa maneira galanteou Luciano a lefpeito do Ftlolbfa 
fciegrino. 



FIM. 



X,o„glc 



KimSram faptre tft abjelfii alitt aagii 
Et Itmpejiivnm paerit etaciiert ludiim ; 
^c nca verba ftifui Jijibai mtàulenáa hatinlt j 
Se^ veret numertfqut moáaíqme tdifcere vitae. 

Onoflb doutiflimo PoeU L. 11. EpiH. II. 
ed AasuJluM v. 141. 



Foi taixado este Livro em papel a qua- 
trocentos e oitenta réis. Meza 17 de Mar^o 
de 1794. 

%Am três Bjibrtcas. 



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