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Full text of "Expedição Portuguêza ao Muatiânvua"

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EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO MUATIÀNVUA 



DESCRIPÇÃO 



1>A 



VI AGEM Á MUSSUMBA 



DO 



MUATIÀNVUA 



CHEFE DA EXPEDIÇÃO 

HENRIQUE AUGUSTO DIAS DE CARVALHO 

■i 

Hij:r de, E:tado Miior de Manteria 

EDIÇÃO I1.LVHTKAIIA POR II. CABAMOVA 



VOIV II 

DO CtUiGU Ali CHIC\HA 



LISBOA 

IMPliKNSA NACIONAL 

1892 



fc?ií/«r 



pui 



JJL> 



VI EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO MUATIÂNVUA 

Escola em Caraau opp. a 234 

Na margem do rio Uhamba opp. a 248 

Agostinho Bezerra 257 

Caça aos gafanhotos opp. a 264 

Dr. Snmmcra 265 

O incêndio do aciimpamento Valle das Amarguras opp. u 2(i(i 

Acampamento Valle das Amargurai* depois do incêndio .... opp. a 271 

Itinerário do Valle do Ciimau a Muquinji opp. a 274 

Coraria* epatulata (chromo) opp. a 276 

Geckotida (Muquitc) 300 

Povoação de Quiocos opp. a 302 

Quisscnda 304 

Palma do rio Uhninba 308 

Acampamento Francisco Maria da Cunha opp. a 310 

Caça do cavallo marinho 325 

Angunza Muquinji 32!) 

Muhongo 333 

Filho de Xa Mujinga 837 

Meliacea 342 

António Francisco 352 

Capanda (rio Lulún) 35G 

Itinerário do Muquinji ao Cucngo opp. a 366 

Muxacla (monumentos de caça) 369 

A ponte sobre o rio Cucngo opp. a 370 

Rio Cucngo visto por entre arvore» opp. a 375 

Itio Cucngo opp. a 378 

Cabo António 380 

Bueorux, sp. (Cazovo) 384 

Remédios dos caçadores 385 

Acampamento Solidão de Julião opp. a 386 

Planta do rio Cucngo opp. a 388 

Quiinuanga 393 

Cavallo-mariuho 400 

Crânio de cavallo-mariuho 401 

Muiéo 404 

Angolungo 405 

Muhanda 408 

Itcngo 409 

Pelumba 112 

Itinerário do Cucngo ao Cuilo opp. a 42" 

Ponte do Cucngo construída pela Expedição opp. a 4-15 

Quiteca 438 



DESCHIPÇXO DA VIAGEM VII 



Pt- 

Detpedi.laa 4a Solidão de Júlia íchromo) opp. a 440 

Itinerário <lo Cuilo ao Lôvua opp. a 448 

Cor V a 449 

Carregadores 4H6 

Muhamba 470 

Esta v-""' Cida-l* do Porto opp. a 472 

i-hefe rec bendo o Muatiáuviw 475 

C***a*M 4*4 

Cacuata Andunda 488 

Muluanda 492 

Lubcmbe 500 

Miiteba 505 

Chibiuitila 508 

Ew.da no campo opp. a 512 

A Muiri 532 

K»'2>"iTa na padiola 544 

Ianvo-á-1'an'- 54»! 

Sa».a> 550 

Passagem do rio Luchieo opp. a 5X3 

Rio Lui'le opp. a 585 

Parte da comitiva do Congo opp. a t>14 

Recepção do Muatiãnvua o]>p. a *>18 

O • aungula tí22 

Cabniza «J23 

Xairibanza IS2Õ 

Paulo. Malia ".• Camonga ilSrt 

Eítaçà" Likíiiii" CunWiro "W- •' '*''■' 

1'lai.ta <la .-apitai d»' Caungula "PP- a '~ r ' 

1'l.tnTa .• ali.a-li. ila Estação Luciano Cordeiro (ipp. a MO 

Cavix 'l'-rt;r ifltltwj 6!I8 

Filipi..- •• IHnr.1» 7"2 

Paiansii 711 

I (í afilhai..- do .-lii-f.- opp. n 118 

O [H.rtalor 719 

'J'hrj<hr''*i>t 'ilfirlli f3á 

Cai-uata Noéji T-Wi 

Lema Tinido 711 

Fav-.rta ■!•• Catnitrulu 714 

líio I.'".\ua opp. a 71 1 

A Mu iri de Caiiapiiinlia 751 

' > MlMt"áll\ll:l In In -ii.lii maliif. "PP- ,l *""*" 

i^ni. iirica •• Mulolo 7H7 



VIU EXPEDIÇIO POBTUGUKZA AO HUATIAnVCA 

p»«. 

Chiquele 774 

Marabá 775 

Ambanzn Quingúri . . . : 778 

Os portadores da muBSumba 779 

Muiri de Quingúri 785 

O BâDgala Calombo 788 

Mucuáli 7!>4 

A Tcmeinlie 801 

Cahníza . . 805 

Muene Casse o Cantata opp. a 818 

Cabaça de malufo 821 

Syrnium Bnhndorffi (ehromo) opp. a 824 



índice dos capítulos 



CARTA AO CONDE DK MACEDO. 



CAPITULO V 
DO C17ASGG AO VALLK DO OAMAIT 

R -.ia. la em <•**» d« Joaé de VaseonccIIoa: Informações aobre oj eamiuboa. 1'ropoata do 
»ub-cliefc para ir ao Aomvo em busca de carregadores. A soberana Mona Mabaugo. 
Vl-it» que lhe fes o chefe da Expedição; ma apresentação e recepção solemue. 
Marcha para a KataçAo Costa e Silva — Na Katação: A nua distribuição iuleríor. 
M«n» Murfttizo. Partida du «ub-che-fe. Cumprimentos do Mona Mabaugo e de sua 
f:uiiilia ; o* pedidos de aguardente e algumas palavras «obre a propaganda contra 
.a -in iuirodurção, e contra ;i das armas de fogo nu Continente africano. A vida 
• !•• um vão considerada como equivalente â de um eiiht humano. Apresentação de 
carregadores Xinjei»; contracto*. Feitiços do Augaua CojiUongo. \ i-iia da priuci<za 
Mutumbo e ci>tratageuiaa para obter photogt-aphlay. A povoação do Mona Ma- 
baugo. - Viagem ilo subchefe ao Auzavo: O seu lliiierario; us dífficuldadcs do 
trajecto; -ai recepção pelo soba; presente*, ltellrada da comitiva; Incidentes da 
jornada; chegada â Katação — O cacuata Tiinbu o a« Mias comitivas: Couiblna- 
çíís-ii ; intuitos do Cae nata. Ajusto de carregadoroH. Queixa de Quieuza coutra unia 
rouiractado do I.oauda, ; resolução do negocio. O Itinerário a seguir. Nova vlaita a 
Mona Mabauiro; «atL-fação da sua curiosidade. Exigência* doa novo* carregadores. 
Conferencia > 0111 o Cacuala. revelação do aeti proceder astucioso. Mensagem de 
Xunga. Discussões ('um o gentio; recusa de aerviçoa e retirada de Tâuibu e da «n» 
gente - Pendência a resolver; Detenção de um aoldado doente e de aeu camarada 
pela gente do Auzavo; provldenciaa para regressarem á Katação. Visita a Mucanzo. 
i* velho Malhou* inata uni cão; discussão sobre o eoao; necessidade de limpar o 
-iiiiíii'' derramado; cerimonial usado e troca do proaeutos na occaslào. Dltficuldadc» 
nun-ilada* pelo uiau proceder doa carregadores com o gentio. Aventura» commer- 
eiaea doa Xinjea. Preliminares para um tratado de amizade com Moua Maliango. 
Crença eui feitiços. Como terminou a questão doooldodo. Procedimento do Anzavo. 
ltcgrc*«o de Augusto Jayuie -O noxao primeiro tratado: Preparativo* de mareba. 



EXPEDIÇXo POBTUGUEZA AO MUÀTIÁNVUA 



Alartne produzido pelo rugido do leão. Keuuião para accordos ; discussão c leitura 
das baaei do tratado; auto de noticia e cerimonia da tua assfgnatnra; manifesta- 
citas de regos^o. A condição servil nos povos do interior ~ Os últimos dias na Es- 
tação : Distribuição de cargas. Desordem por cansa do furtos de carne ; alvitre 
■obre o modo de a repartir. Concessão de licença ao ambaquUta Cruz para oceupar 
um lado da Estação. Conflicto grave dos Xinjes com a nossa gente ; providencia» 
que so adoptarsm na occasião ; excerptos do nosso Diário. Troca de presentes e dis- 
cursos conciliadores- Revelaçio de furtos feitos ás cargas pela nossa gente. Ca- 
ptura de um feiticeiro pelos Xinjes. Partida da Expedição. —Km viagem: Onxe 
Jornadas em vinte dia»; motivo* do demora; Itaj povoações de Mucanxo e de seu 
fallecido irmão Mucamt>o; oh ohmoh d'estc por sepultar. Aspecto do palx. Episodio 
cómico. Itefloxõe» sobre o gentio. Morte de um carregador Xlnje o exigências de 
rações. Passagem do rio Uhamha; oito bois afogados; repartição da sua carne. Xa 
povoação de Xa Quicasa; as doeuça* attrihuida* a feitiços. Chegada ao valle do 
Camau o morte de um outro carregador, seu enterro. Retirada dos Xinjes abando- 
nando aa cargas Pag. 1 a 18 



CAPITULO VI 
DO VALLE DE CAMAU AO RIO CUENGO 

Nn valle de Cainau : A situação ; consulta da gente experimentada no sertão aconse- 
lhando a compra de gente para oh transportes ; rejeição do alvitre ; vantagens que 
resultariam da nua adopção. IHllgcnrla» para obter mantimentos e rarregadores ; 
dificuldades na aeceitação da fazenda i|e l< i ; calculo do dispêndio com os Xinjes. 
Noticias Aewn de Saturnino, ila expedição allcmii o do estabelecimento dos Am- 
baqtii»ta*no Muqucngiic - Vfftgeui do njttdautc ao Mnxaela : ti m>u itinerário, po- 
voações <|ue visitou e Idea geral acerca da região e seu* habitantes ; escacez de 
mantimentos; regresso — Esperando o interprete : Aproveitamento da fazenda de 
lei. Offertas de Quiránua ; probidade do» Xinjes; morte de Quicnza. O mau tem|Ni. 
Noticias de vários personagens, de Cambongo e seu povo, de Ianvo, e dos ('anilas 
e Sequeles. Partida de uma diligencia para Malanje. Chegada do interprete — 
O valle e os seus arredores : Viagem de Hexeira ao Anzavo. Necessidade dai mis- 
sões agrícolas ; boas condições do valle para uma estação clvilisadora - o pessoa] 
em movimento : Contratempo, noticias do Interior. Partida da primeira comitiva 
eoin cargas. Vistoria e balanço dos recursos da Expedição. Noticias do I.ubueo ; o 
bls|K> Taylor, lnceudio no acampamento ; este recebe o imiuc de Valle dns Amar- 
guras. O cabo da força rednz a mulher militarmente á obediência. Preparativos de 
segunda caravana — Marcha das nocçõen : Viagens do subchefe e do ajudante para 
novas Estações. Xa Madiamba no Cassassa. Typos Chllaugues. A diligencia para 
Malanje ; novas da Estação Ferreira do Amaral. Abundância de peixe e rnça : 
danças e folgares. Visita de Xa Mujtnga. l*ma comitiva do Hei do Congo. Os úl- 
timos dias no valle - Viagem do chefe ; Kucoutrn com a comitiva de João de An- 
dala Qoissua. Povoação de Quldcos ; efTeltos da garapa. Acampamento de Xa 
Mujlnga i visitas. Prejuízo das derrubadas de florestas. A ultima Jornada — No 
acampamento Francisco Maria da Cuuha : As nossas impressões. Manuel Pereira 
da Silva. Preparativos de marcha. O primeiro parto no acampamento. Cambolo 
Cangonga ; os Rángalas ; o nosso nome como thema das suas cantigas. Viagem tio 
sub-euofe para o Cuengo. Angunsa Muqninji ; A sua família, estado e povos. Como 
se caça o hyppopotamo e ontros anlinaes. Dignitários do Muatiãnvua. Embaixada 
de Muone Pwto Cassongo. Pagamento de rações em mlssanga e pólvora. Segundo 



DESOUFÇaO DA TUGEM XX 



íjl .-tv *-» k:c*t : ariAi" J-»:ji; — V^ab-4 an-id-Zi* 4 ar vuliíz.^,; >"■—»# 



CAPITTLO VZ 

DO BK' C1TX«» A'!' EIv 



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ida» c qo< atlaaroa aali 

• mi RtqnllO) *iii luar. b». I'"-l.' líiitlli.-ni.P Allíii ,\ j.iii.Mir» , ... pai 

( ml..; <• . »l". Aulonlo volLa ao l! ■>»»••» o -»»iu ucntnpanhail MtthO 

tio Xa Madiainb», . t u'' uúo cjuorta >«gulr ua comitiva aoin «juo Ihr («im<iu »nli» 
leiloa t-. prorenl"- Sunua Mulopo paro que M ta!orlii»m« -nte i 

Xa M «diamba uulfonnUado • la primeira »«» ral-.a» recebo I 

dicncla oi eenbaro» da» poroneflee 4 o» »ir.t>aiwa» chefci de comitiva» bangnla»; 

BrigHRÉM «Is MbnftM • • as to*amtr*rl*n< 

UB t«t Ao MnaUivnvua aoi no*»»» qmrtwrtotj o que no» contraria * tantra 
•e-m qu»' d*UM aprovrlumr.» l*i- ]nin.» d» tnrea frdra. A expcdlcio pftui o rio 
I ml'.: IXfllcu Idade» da marcha im im< n<> 1 mliareado ; A no»»» canoa. l(»>orp»ul 
Mçlo da* ranra»: o uvmu Itinerário: preaanle*. O Xa Mndiamba almoça cvmiioeo* 

• recebo dg mi a Ir «.-ila e modo de agradecer. R©coidat*»f • 
de Rodrigo. • ^c-Mldade de eomtmlr jansado* paru paragem do rio 
f.uanguo. I ■BtOlM atnti r BOM flore-la. Man- La para falur. 
dança. VI» tu qun im« ía» o Miiallamua. Queixa» doa nonoi MtftfpdOfl • t nirv 

• Muallinvua- Quiinol.i • . gflfeaAiad B do Interior Ao rnconlxo de Xa 
Mad lamba. A uoaaa marcha oilauit c fatigante para o rio Lucbicu a |"»'i»;rni 
d'e*lc riu. Adoece o sub-ebefe. Paougem éj rio Luúlo. Reecpçlo do MuatlA 
tiroteio, embriague* • roubo*. A eeeçlo do i>< >.- .1. . .!•.#*, Oi domo* ■ 
C adore» «boruado» pela gente do MuaMunviiA inl«rnam ae 110 maio. (gn* 
roto o MuatitiiTua por cau«» da* AaBOfSI U I I NltlM i 
HocepçAn; dança»; feltlr«ilro«. Cl ume» d» Xa Madlaraba a noaaa tnlerrimrà". Qn> 

b-inan» da fxprdlcao vjo Ojo pott" Guilherme AlUn h ti tear aa carga». fcYg» 
paralorloa para a entrada na capital do Cauuguia — Entrada ueala «apitai I Embai- 
xada do Cauuguia; dceorden». Kaaaagem do rio Marital. Ltfgf de»lluado piam 
«• aca mp a m ento». Audiência; o* lundUo» do rei do Coiigoi leiâmo; lui< 1 
agaaaeiíUÇAc do Oauorula, A filhe de Mnfcba; o» aona amor** tom u-, iUI... || 
1'». idi.d.. , ir tjaiaaoje e iioiur>»<*o d*#.t..» par* cargo* da ií H-ul. 
tVf» peloa «ouro» que aa trantponavam. Apri<«eniacao ■ *fB gJ lM d#> êat dl lOi 
do K*t do Roliço ; notlrlaa da li < ( un rlle* llaeram parte. l*roaento para 

O Cauiik'Ml». O una o MoaUantua orollio para ai; admlraclo prloi «<»pelho>- A 
noaaa vi»lta ao Cauncula; a tua <[ui|»»ni:a ; troplieu da traneo» ; a bandeira p"rtu 
Rooza flttciua oa qalp&ora — A ««ffutida .julowii» de Outubro | Contlmreao da 
EalaeAo Luciano Cordeiro, IureailearÔoa * pro«ldencl*a aobre •• 
pelo» Soiifoa • outro»; lr*detuU«r,lo »oi rapaaea do Cong*} ex|Killaçoo» à» íxtdI- 
Uva» bariralaj « a noaaa, tntervmrAo. Andl**ncla«. Alarme da gazilva» doi Qal6cot 
naa IrrTaa do Cam.iula. S<r-^i,, t Mio» pulo MuallinTUa; como «ate •* apodera 
doa uogocto» do aeui an(ec<»»oret — Sa K* taça o Luciano Oorda*lro: Noticia, aobra 
a localidade. EataçAo e oulraa coumucçooi. Preparamo» para a Inaugurara., da 
EaUfao no dia 31 do oulubro de 1*W. Ae ooata» dlllgeuclaa para ae celebrar um 
tratado com Caongula , o tratado. Inauguração ; coiumuuic ação a 8- £x.* o íir. Mi 
nlatro do» Kefoolo» da Martoba e Ultramar «obre a» feita» d* Inaiik-uraçao o de 
lodo» oa trabalho» «omprobendldoa na capital doa domínio» do Caungala— Vario* 
«pUodlna: A noaaa lutvrvançio para QM avanroin aa gOBRlfM d» coramorib>, »C* 
roítlbiam aa expollaç6oa- A» contetiuoncla» d» ae nào cumprir coro rigor oa prefei- 
to» da ObtlaCo- tirando loubo naa rarraa da hxpodlrAo polo» Jtongoi; provi.;.. Min. 










- apprailu*{«o ** «JiIoío» IMIUwlaa rnaatradia. Xoílcina tt dimm 
p u aa l a rt aa. Ot kwh caaaalbaa a* Muatilarna • so Cau ucala — Noi <* lucldaaiaa i 
O p*4l4oa da V»»u. t'n> tr»u*o ; iiudduiu ; Jala aa* olo Cavar «■* I. O ra- 
■UM MM» Tu4i « .na ml» lo. Baca-.ta doa Qalòraa • o» bom** «Maalana. 
Cu paaaala •• rio Uru • rliiu áa latraa do Cuapb. A orrtmcaU da la 
Hfi. fl 'anotador Chico tatuado par aaa macaco: m«. coai*)uanclu. ITopar*. 
N«o« 4* aaarrna daa aaecAoa — Caaaa aiu cravoa I fui* dai ioulíi«rr. da comlUta 
4o Cooí» L'ua Mira irrça Mn prapaa li lat. A» no aa n til, vida». 

•um d* MaaaUaaua • da Cangula 1'oj laaaaalBaaa aorrlpllaalri a audiancla a 
• ta«a !« ■ » ■ t »a • arliar a pata d* rwrta- KuVaiuda dor tjsUroa da Maxlaaj 
aadlaarlaa Ou. InBnlaaaa tu pau a «Mr» (jalaana . I.nndw «a Caan«r*M, j«ra 
UMlllaMBlMarail 11 — Martitaalaa atcctaa: Xqy* (aula 4o Coo**. Joaau* Carid* 
r« ruIlK Bapaa a aaaunda aacalo p ,a a a aM laca* la ,.». iuiaaja. 

Xará nailUia 4c llaaralaa. Oa min aoaptdpa Quinararl a Aanonra. iMrudnraa 
4» adrla, aaraa laArrmacoaa aabro Ca-aanja. D erra** «a caaaililva do anhuma* ; 
a BOM* anaWaaau para lia «Tilar mala «apailatlVia. Um aerro que pralaada un- 
tar da aana paira, ammualnr rua uuWar o rorao m raaolra tau prodrnrl* - O» 
»! » ■ ■■ dlaa da aaa» da IHS: "• uoaaoa pra;aratlroi d* nunu a molarla* daa 
Ha«nln Kaflaaaa daa (torrai a Uala do Cauaal a no Nium. Iiorar* da Ml 
adulai.", aVtiiealroa; I n araria»; a aaaaa lnUrr«o(lo. A noaaa «trila m» I 
«fula; « um data racadoraa; oa Joiadaera. Aa noaaaa palr.in» cota yularorl. 
A »»aara u da >l«t»,rik aobrllil» do Muranta. Ildarmacaci. A m-.Ha do Xaa- 
bdara* Manta aoaartaada. CU|> a euua Valer» Labcuac cou aa na» forra». 
(•rapodidna U Caa»r*" ft* kll • ÉH 



CAPITITLO KITPLKMKNTAI. 



•alaadi daa Haai obaarrarlaai «IimicIo art"(r«phl--a da («pilai doa daralolaa d* 
Uaaacala Maala Xa Maujha a da doa dam la loa d* kl MU Caubaaa \ laoavr-alrnlca 
da partia* d'aawa a da ««diva ilinaaoa na ronCrraarU d* Itarllu por ulU da 

■ aa l tfal a ia m i pra l l.aa da rafta* a partllaar; «orne o*a porlai-wara dcraiaaa 
aaMraradlar • qaa aaaaa la a a ma ila Broa por partlhu- a por oad» ha toralor • r»ca- 
aaartaa a aoaaa laBaancia | c oaa M iraa l aa cr a. a aotara aa facloraa walaan l ag l rai 

■ aaaindiii aa «aadlal do Caaaol* contparnaaa rota aa obaarraaVM cu 8. Harradar 
au 0»ta a aa» L n aa f a um ua iua patioda; daaaeaa prcdouioaaua a aroaoldada 
4. lilil n u pa M iu aobra a avpbllta ; coaaldaracaaa aabra a axaallaaala daa Irrraa 



a «aa aaraaa para a i nada a p*«aa«aa a«ricallara: ca 



atcatoM q«a )•...)«!«« 



4a aaaMil *•• l'a««f ula a da Maala O — » ««« a d'aaua a da Capaaaa, i 4« Jdaaaa 
l ■»!■ ■ Uaaavwc* a à d» ». salvador 4a Coar» i aoaa a «amUaa raáoaaa eaanMrtiaaa 
uaarlHii par rartatracsaa •«• aalaa a —m oa poro» Tlttaaoa, ao» Mirllorlo. .1. 
aaplail da a «aia p iarlaaU da Anfola a a in u l dal l d» a» oraapai— rMaa ; eaa- 
auuraaaaa u ara m— poroa a awdo do apraraaiar a «aa anlrldada au rnuanrfci 
da 4r f lalnuiaU da aaaa proprtadadaa ao <|aa l a nn aaa o rorauaralo da Aapaaa 
a a aaalkuaaAo 4a «.iiraaua aaropaaa ; wê aoaaoa alvluaa para aa oatar r—a apro. 



io «tala pr 



«I— buMocur a atinaria d- Indica** • 4o 



apuavaaupa 

u«U> aa» «na alia »Itc i «ii.»i painna a aaaaa uprdlfio caminho» Tagarauv 
ua-ata a aaualaaoa raaaaa au l lr uaaa HeaDdadaa • atada paroaa ala aaa arra- 

| aad 4a aaaaa uado da rawrular um a caat* dlflctulo oa Iraoalkoa da ripa* 

fali — Dai— aalni i Prapnalaa mudar ao cartrao ata B«4 «arraiada, Jd ra 
Uaaa». ufuada a aoaa* anata 4a «ar roa» raapala» aoa aaaaoa iraoataoa a a* 'laar 
■ a, Uai apu l aaga a*a««4a á aaadlda •;•< aataa irahalba* iaan aaara la do aa ta* 
■adaaawja* l'. ( ■>'. • 



EL™ e Ex.~ Sr. Conde de Macedo. 



Meu respeitável amigo: 

De regresso da minha missão junto do Muatiânvua e 
acampado na margem esquerda do Cassai, tive co- 
nhecimento de que V. Ex." succedera, na gerência dos 
negócios da Marinha e Ultramar, ao muito illustrado 
Ministro o Ex."° Sr. Pinheiro Chagas, que me dera 
prova da mais alta consideração, confiando-me tão dif- 
ficil quanto honroso encargo, que eu não dava ainda 
por terminado, no interesse do meu paiz e no da pro- 
víncia de Angola, pois julgava de grandíssima conve- 
niência commercial e de boa politica, não obstante a 
ruindade da minha saúde, o ir pessoalmente a Maí 
Munene e seguir d f ali para o Lubuco. 

Tudo me estava mostrando, para o melhor e mais 
pratico êxito dos meus trabalhos, o conhecer de vim 
a situação da colónia portugueza ali existente havia 
doze ânuos e da qual faziam parte os dois europeus 
Saturnino Machado e António Lopes de Carvalho. 
dê?de os principies do anno de 1884. seis mezes antes 
dé :á ir estabelecer-se a expedição allemã do r-om- 
EiíTldo do Tenente Wissmann. 

Era grave a minha situação, mas não deixava d*s 
m~ informar do que se estava passando em toda e«ta 
região e da expedição do Tenente Wissmann havia eu 



obtido informações de muita importando, e de tod< 

r-tcs jic.,]iiicinn'iitMS fui ilancli) conta mensalmente 
Direcção Geral do Ultramar, por DM parecer que — 
serem verdadeiro» — 08 allemnes iam conquistando ii 

fluencias c ganhando terreno e assim se apoderaria] 
de todo eete vasto centro ooinmercial, com graviarim 

|.i juizo paru <» comniercio da provineia de Angola 
com a maior desvantagem para a nossa infhienei 
junto a todos estes povos. 

Avisado de que o Sr. Conselheiro Governador Gera 
de Angola, por determinação de V. K\.', enviara un 

rapprimento de varioa artigoa para acudir áa minha 
mais impreteriveis necessidades, pois havia um ann< 

ipie eu e os poUCOS companheiros (pie commigO 80 

guiram de Luembe á Mussumba lactávamos com falti 
de toda a sorte de recursos, e este supprimento, se- 
gundo as ordens recebidas, estava á minha disposiçRc 
na estação Luciano Cordeiro, no Caungula Xá Muteba, 
tentava eu diri^ir-me para ali a fim de reeelur os gé- 
neros de que mais carecia. 

As complicações e dificuldades, todavia, que se me 

ataram em Mataba e que eu tive de vencer com a 

máxima paciência e resignação, fazendo uso apenas 




e conseguir (Telles um modus rivendi de que resultasse 
a ]>uz untre todos, como eu sempre tive cm vista con- 
seguir. 

Nao me surprehendcu, portanto, a noticia offieial 
de que V. Ex. â determinara ao Governador Geral de 
Angola, para que, conhecido o logar em que eu pa- 
rava, me fizesse constar que o governo considerava 
terminada a minha missão, devendo eu voltar ao Reino 
o mais depressa que fosse possível. 

A intonçto de V. Ex. 1 nao era o desrwnsiderar-me 
nem tâo pouco julgar de somenos valia o mérito dos 
meus trabalho». Sei isto muito bem. 

Conheço o nobre caracter de V. Ex.* e, por isso 
mesmo, devo declarar com toda a franqueza que, tendo 
sido sempre muito respeitador das ordens dos naus 
superiores, vacillei sobre se deveria, ou não, deixar 
aquellas terras sem 8© tomarem algumas <las provi- 
dencias que reputava de maior urgenceia, meditando 
mesmo sobre se poderia deixar de ir ao Lubuco, como 
tencionava. 

E não estranharia V. Ex.* este meu procedimento, 
porquanto pela minha longa carreira de funecionario 
nas nossas provindas do ultramar, nunca deixei de 



me sacrificar pelo interesse publico, e eu dispunha-me 
a novos sacrifícios no intento de bem servir o meu 
paiz e cumprir, ao mesmo tempo, o que me era im- 
posto nas instrucções que recebera do illustre ante- 
cessor de V. Ex.\ as quaes se acham publicadas a pag. 
35 do primeiro volume d'esta obra. 

Xào eram sufficientes os supprimentos que acabava 
de receber, nem eram os mais convenientes, mas isso 
geria o menos, pois reduziria o pessoal a doze indiví- 
duos, que eram os strictamente indispensáveis. 

O que. porém, me abalou o espirito foi unia longa 
correspondência do meu amigo Custodio Machado, de 
Malanje, dando-me noticia da conferencia de Berlim 
e dos allemães terem oceupado as terras de Mu- 
quengue, o Lubuco! 

Perdido assim aquelle importante mercado, aquelle 
vasto campo da nossa actividade commercial, criado 
pelos portuguezes e adquirido para a nossa província 
de Angola, o facto de eu ir ali, nas circumstancias em 
que me achava, era expôr-me a ser mais uma teste- 
munha da nossa liberalidade, sempre em prejuízo da 
nossa soberania, expansão colonial e dos mais legítimos 
interesses do paiz. 



Tratei, poia, de me afastar das terras do Mua- 
tiunvua, antevendo todo» os perigos que n>d<-uvain :i 
nossa província de Angola por este lado, resolvendo- 
nie a completar em Lisboa todas as minhas informa- 
ções, e apresentar todos os alvitres que podcssem 
salvar, ao menos em parte, aquellas teasu B M inte- 
resses da província de Angola que tào intimamente a 
ellas se acham ligados. 

Ao chegar a Lisboa, era ainda V. Ex.* que me 
honrava recebendo a minha apresentação ofhcial e, 
ouvindo-me nesta primeira audiência, entendeu que 
sendo eu possuidor de um grande e bom material de 
trabalho, colhido dia a dia nas terras que percorrera, 
devia ser coadjuvado pelo governo para que todo esse 
material tivesse imraediata publicação, e, nesse sen- 
tido, me foram dispensadas as primeiras providencias. 

Como Ministro não teve V. Ex.' tempo de ver pu- 
blicada sequer unia parte dos meus trabalhos, mas é 
certo que de mortos auxílios sou devedor a V. Ex.*, 
empenhando-se para que fossem conhecidos no paiz 
e no estrangeiro, e dando-uic a subida distineção de, 
nos altos cargos em que V. Ex. 4 honra o paiz no es- 
traugeiro, fazer citações dos meus livros já publicados 



vimento colonial estrangeiro, e bem conhecedor das 
necessidades sociaes e industriaes de cada n-i 
muito melhor do que eu reeonheee toda a verdade das 
minhas aftirmativas, e assim não deixará de ver quanto 

urge que nos preparemos pm entrar em concorrência 

com todas essas nações, animando e protejendo os tra- 
balhos scientificos e procurando resistir a todos os 
meios de absorpçào, que, por parte dos estrangeiros, 
se estão empregando em volta de todas as nossas co- 
lónias. 

O campo de acção sobre que versa o assumpto deste 
livro, delimitado entre os rios Cuango e Cuilo, campo 
que boje nos não 6 contestado, constituo um dos prin- 
cipaes centros de resistência que é absolutamente in- 
dispensável nào perder de vista. E bem pouco se sabe 
acerca d'elle entre nós. 

Este meu trabalho vem assim preencher uma im- 
portante lacuna na vida commercial e administrativa 
da nossa província de Angola, podendo mesmo dizer-se 
(pie com o livro da fauna e da flora do meu cdllega 
Sisenando Marques, e com os da cthnographia e his- 
boria, da linguistica e da meteorologia, climalogia e 
colonisacão, feitos sobre as observações colhidas, dia 



a dia. durante a minha viagem á Mussumba do Mua- 
tiánvua. se torna bem conhecida toda esta região a 
leste da província de Angola e todos os povos que as 
habitam, encontrando-se em todos os livros indicados 
novidades, não só para Portugal como para os estran- 
geiros. 

Antecipamo-nos d'este modo ás investigações es- 
trangeiras que devem ser mais activas, attentos os va- 
liosíssimos prémios que se estão offerecendo para que 
se façam trabalhos idênticos, sendo mandados espe- 
cialistas para as terras do Congo e para as de toda a 
Africa austro-central, e assim é Portugal o primeiro 
a encetar estes trabalhos e a patentea-los a toda a 
Europa. 

E. por isso mesmo, permittindo V. Ex. a que eu col- 
loque o muito illustrado nome de V. Ex. 1 na primeira 
pagina d'este livro, cumprindo um dever que me 6 
muito grato, alcanço para o meu modesto trabalho a 
muito valiosa influencia de V. Ex.*, como um dos mais 
prestantes funccionarios do nosso paiz e um dos mais 
strenuos advogados dos nossos interesses coloniaes 
junto á corte da Bélgica, onde se está elaborando uma 
activíssima exploração nas terras da bacia do Congo 



CAPITULO V 



PO CUANGO AO VALLE DO CAMAXI 



mui, lijikopt fia lak-itai tu 

• |Uir virá | (I futuro ■ 

Deu portaooe». 



)>M> •«•■•< 4> li :>.•: lHfMHtar<W> mWo •• malalkM. Pnp«u4a Mb 

«ad.r u . A aalacfttM Moaa MtAaiir". VMU 

Ka»c*l(a.l. araa *|«l»«'iilft.;*« p rar-»|ata-. «til* atua, alarrHa faaa* 

• r» ia lUMrllHilrl» lnl«rl«r. alma Xa.anao. l-aa- 

.!«• ■!• M^iia Mafcaniu » d* •«• (aro II .a; o. i.adl.1 
«,.,ai-i..i. - i Iiiiii i i-tUrnu «cair a |h.|.i«-«híi «anira » Mta IMI 

'. UU *V an> orada «*» 

iI-mw A •!* hm rada hiimait". Afar>a#nu<âo d* «*wt»ic * » Viw Xta-)«a: cvrnlraa-aaa. 
.l-f-"« i .,./.:,,.. \ i.ila <1> priscas* Hatomka » mnl i |i aai |«n i 
,>_awcr*<- ">■ *• !mu Xali ■• aa da rab thafa a* Amar*: O 

lata |>rl* aaba! prr-b-alra. Rrfl- 

i aJ. ' "ato Taaalw a aa 

•aaaa aasaMlaaa I l ••aaafeaar-aaa . lasatloa d/> (a.- nata. AJsaft» da rai-Tr/ailerra. lJq»Ua d.. 

"dra aa» i a> n ta l da t.«n.U i-ia#rarloaa».rair. 

. i Mona Mahaafo; aallar»r,.\o da «aa «urinaaéadr. Kxlfaartat doa aorta 

. t icla(fcodi) ar% farocaaíar a aaa r io**. Un a — - 

■asa «a /...ura Mftraa* Ho; ni sai de éaattçea a ratlrada da Ttanba a ata 

aM#tanl» — rVudanrta a fa-a. :.. i> ...d* rua aoUado aV a l a a ér aro caaaa ra da 

(■tia «arda 4a Anaa«» ■■ * e«ianin VUHa a M an a m . 

M MalkKH xatt i tu «a» ; ftfa-raaldadr 4* Uaftar « atua- 

isillaaaail - aa iwfjaflio. OlAaauldaaWa aaarlta-i. . 

araaa t*«H i - a/PitiaOin - ..lura. ramamaLlai daa Xlnjaa. 

r*rrlaad*l ia Maliasga. I i'«aw.« 

laTaalaaM a l ••" da Auiru.li> Ja^-aar - 

II a «ai. |f|iaaa>ltai laalfada: IVi "lo |-rki raa[. 

- Italadfj ; auln de aaaaala 
■ ...H-tia Ja •■*■. •aaleii»»! ' ,-*a>a 4> racoaQo - 1 1 saa autua 

. <a f-ir r.aaaa 

la .i. ■ , . . iu aaiba- 

laaVi da 1'-^ ' ..«n a laaaaa 

■o lilario. laxar* da 

■ri»..*.», i >t*»lla*da#t>a llf'V«lftf ào d «rr>» sala II I a ia 

fali». I'i|aa»ad«ma l*nu... 

..la. na aaa"- íalU- 

Ka-tWiAaa >a».. «■ nlli. X ii. ".oa. I'aa.» 

i-i ioda anã •■!%#•. \a t -..>»a«;aVi da Xa 

IV«'-a*a| aa 4»-l<ai amr-Hl.ta. a I. I.. 1'imii • 

••aV» na «atarra. KXIrada dm Xlajoa abandonaa-lo aa «arfa.. 

| li I 




Ac 1885 •• i-.,ui 1 1 
achai 

do CMA. 
O eh i itamcnto, 

. I ■ !•• lhe I i-riptn 

pelo -<•'! ' ompanheixo 
ili viagem, para dobét 
lar as febrci ão pail 



EXPEDIÇXO PORTUGCEZA AO MTATIÂXvrA 



ile que e- n-ado; este, por «eu tnrnOj aoSrendo e grave- 

i! li tue da mesma doença, qi tuia a um bunho que tomara 

DUIB rincho, já depois • !<■ meio dia, o quando o sol despedia 

.-.. iciiiln i.-iiiiIi>-!ii ii-' bw no 

dia inuQodiatOi 

As contrariedades dn viu - nau tempo ■ qm rstivera- 

■I' dia a dfl noite, n irregularidade na-, horas de 

refoiefo, o dobifitamento era quo nos encontráramos, emfim a 

perderam r>: , . , do rio Cuongo, todo 

i bcch mi : .um ate ter i m^queuc-iai. 

» ) Bub-ebefe estando inul alojado na barraca de lona levan- 
tada mim pado, e exposto a uma temp ratara elevadia 
eima iiuiMnii adia, aáagrandec buiii:'l'i'L' ile nmii', nào pndin 
reatabelac Io promptamente como seria para deeejar; 

Q» 111 H |>reStOU II. is pnil.mto IIIM l.m.i i 

guir mamediatamente para a nossn Eataofio as cargaa que para 

.■i.[lli ■ r i ". t : "i i ; 1 1 1 r ■ i - nu ">] ilc outubro passado Uldo 

i conoloiaee n casa, cataram armasenadi num doa quarti 
MU babitaçlo. Neste quarto se ioataloi] l ■ntào o aub-chen 
iimii Mi.-iimrc- ••ondiçUôi para tratamento. 

Até ao dia 9 o nosso jn--sn.il i| -se na inudançn de 

todaa aa oi . e amando h tratam d 

.1. ■:-.-. .I.i-i ii :i|.'m iIh rouho de uma poreàn 

roupa de AmiaIIé — guardada mima boa malla d< coiro inglesa, 
■ 1 1 1 • ha doae aonoi UM acompanhava de Macau e qu>- .arroin 
liada e amolgiula aqui veiu terminar n si u serviço — nos fal- 
tava o ei-int.-iiilo d'- ura barril de quintn de vinho, que os rato- 
ii cuidado de deixar tapado e lacrado como se 
eafivean cheio. 

Em quanto se realiaara a mudança das cargas e íamos con- 
valescendo, aproveitávamos n f < ■ 1 1 1 j ■ ■ . ta/mido a corresponde» - 
ela para a metrópole o para Malunje. o procuraramOl também 

ofbnnax dm oom oa individuo! qu noa visitavam tohi [ue 

julgávamos indispensável no íntere 

Sabendo que o Cacuata TAmbu, que estivera comnosco cm 
Malanje, c se promptitieiira acompanhar a Expedição á Mui»- 



MBMYlii. I UNtM 



•«fflba demorava do Anzavo, a cinco dias de viagem a N.-K. 

do logar a qoe estávamos, pensámos em o mandar prevenir 

da n<>«aa cbegada á fUtaçao, o interc**á-lo em noa arraiijar 

.radare* para •c-gainuu* avante e<>m ■ mavims brevidade. 

Muaaa .\ngana ' da pnviutçau infitrmoo-Dos, que o melhor 

raotinbt» para Anzavo era o 400 da sua povoação vae para <> 

tiile, ■ srananl» o que i<r«ue a gvatc de Mona Mahango é 

• mm para tran*pnrie <i« carga», par »er nmatanhoso, e 

Ma camçad«rr» de líalaiije informado* disso pri<M Xinjea 

uram a •-• o motivo porão* 

Saturas» Machado, a ultimamente o explurador Wkwamaa, 

clw tãham ido. como ác**j»\ aui. vadiar aqncfle pot ent ado, que 

,•:,»-.. ■- dO Mu •' '-■■'■ IL3. 

mesmo Muana Angana que Timbu. quando ahi pas- 
dera noticia qw a tv.»«a Kxp>-diçâo t«- c»tava j.rrpar»ii'i-. 
- m M»L*aj- c«m destino para a Museumba e que tuia casu- 
la b- m ■] ^a Mona Mahango <rae o 
avisar da naaaa chegada, porque queria vir ao noato 
encontro. Julgava de muita conveniência o Moasa Angana qor 
■çêo fosse acompanhada {«do ('acuata, e que este apre- 
• rngadore*. Nwi» gente do Muatiinvua, dizia efle, 
havia d>- -■^•■1 r os melhore» •• maia argaroo caminho», e nau 
<e portariam mal paro latiámua h mandaria matar. 

Também «11- scouselhava a Expedição a não \ m tm r peh> 
'aianvo, onde otavam a camp a d a» muitas c «noiva» de Báa- 
Sals* qut> levavam Dogoeio para (.asseie, Pemde, T.»Jmjno, 
tlamtgula, l*h.eaps, rU-. E«u gente líakl pro|«alado ma« a-ti- 
contra a 
Bengalas sabe») primeira parte da K . r n ediyao 

Lai la passado 11 Cuan^u. e que fabricar» uma c 
Mahango para a Estação I'<>rtBgseza Coata e - 
1 para amedrontar os X 



« IhcaitaH* d* 



Xiaj». 



no Caianvo, e qui eeta im ■ ■■■ oppôreni-6e, se fo»* 

., p«Du Bitoas, ••! QOflaa marcha para o iiiii i 
SoiDpCI ■' IO6UD0 bietoi ia I 

B&ngaloa pro* oravam íntrigar-iios com todoeoa povoe 
ti min porém sempre i u I" m oamnoeco. Qm 

os <l;l omi-ur: ivio dO iliI«TM»r, 1 ■ 1 : • - dl 

1 1" .1 II.HH (li ÍX.-U-i ii ilr :■' I n.. 1H..-M.S .i_'.-|i!i - I', n:i \( nl.i'!i 

('um " li: I. ha toda a vantagem em aproveitá-loa 

mi i mo, • • 

eommerció mantonda 
i ledianeiroe, I izimo 

partido '1" que lhe offi n i e 
a interior, sem riaoo nas 

UCÇnOS. 

8âo elli de» ou 

. mas ciinln eonven- 

■ ni... i| i Buropeua que 

saom o seio BO ■ 

dente mir:nn a 
ii ii • i . . difier ni. i doa do 
' ommerclO] pouco lh< b !m 

porta • a aoa paaaagi d j 

i era portanto atido 

que deriamoa manifestar 

■ |iie iii • n?in ii... -• .ii ■ ij ■■ .• Lt 

•■ .- .-••li ^ l">:il •», i • | ' i « ■ 

1108 nâo fariam desviar do 
ttoaao caminho. 

O BUD-cliefc sabendo que era nosso empenho demorarmo- 
nos o menos pnsMv.l hm Kstuefio Costa t. Silva, ofiereotat M 

para ir ao Anaavo ao intuito .!<• arranjar carregadores. Posto 

■ •■! doente, e tivesse ene. |Mvi;ii-h i|ur reijueriaOB 

('.Hl i lii|)i-nIio l.r:in.|ilili(l;ule >'. muv-ii mV espirito, to 

tlavin, para qm- II' olo podesse 6uppôr que havia falta de 

confiança do eervíon para o qual se promptifiosva, o sendo 
que teria de ■tNkveaear uma região nâo explorada por 






HO» VI l.i.Ml. 







ito campo para investigações 
a fatiou e flor», entendi ii* alguns 

i oomi- 
nipiinlmr na sua diligencia, 
imo-noi m estudo da li 
. p que Mmpi teu mui' 

ijjulu, j»ir boi pare* w ■ i u» ■ delld depende i 
toa i n u naeSec 

In*. 
\ partir d» sitio olevado onde omeçava uma 

D que o terreno no seu maior decliva desça*; para 
ta largos incAiulms infil 
do-wi mais para X.-W. Esta depreeaaV » rio, 

ilações para N.. ma* formando ram- 
pas «obre tal» [iio descaem para lesta oonatí* 
brindo rallei am que correm rú atoa do Ctti 

A laa do outro lado do valle, cor- 

, assentava n povoação do M i 
nu o qne }> t que m chama Q 

Além -li» encosta e jwra nordeal obrem-ee alterosas Ber- 

ras que se di miums ajx>s uniras, • onda entre as 

ultima*, eorrendo para DÓI DD variadas curvas, se noa 

Blba e Niimvo, que 

isos, e qu« vSo lançar as suas aguas lá 

le, foi o primeiro ■ ■• .n -. . i f ■ ■ ■!.: 
thango. D'all( Qhoa: Mona Uncamba, que 

i mesea • que ainda não estava enterrado, «• Uona 

K>tJulu «le < "; i j . - i . ! :i i li M nl.-nil ■ :.. 

cargo mio, que alo 

pio a preenche-lo, porque um seu parenta fprimo) qne d r elle 

toporMoc r menor, U w cmi- 

de o largar, embora oito tivesae satis- 
igem jxara ser Capenda. 
K de neo to i lo, que é doaignado polo dai mnlbi 

mi estas i o herdeiro ao Capenda, poderem 



x 



EXPEDIÇXO InlíTI (.1 KZA AO MIVIIÀNVIA 



cilas escolher conjugo entra m homens do seu povo, pa 
o pix-fiM-iilii mí vive OQBI a ni nlli i i- t&t < ita ter dois Blhoa d*elle, 

■■i n'l ' •nt.ln |inr fll.-i n ■.iili. conselheiro a potentado >M 

Angana) coocedeado4h< terra e povo pua constituir o teu 
governo. 

M i M - 1 1 1 : 1 1 1 ;■ ■ ■ j i depois di i ohahitar ruiu CJninori^.i, tivera 

■ ompanhelro Qnibulun^i' de ipii-m tamliem iii«- n.-i.-e- nm 
doia filhos qu< un, Mona Gandaia <• Hona Kre, Este 

homem e lava também estabelecido em terra mm. Agora o 
terceiro cônjuge d'i la prinoeza ta Uona Quienza,de ai 
tinha por emquaato bò um fillm, m Imn^-n ile |n 

1 1 sonos, criança muito aympethica e de um typp q e p 

derar bonito. 
Uo» dói» filhoa maii relhos, Bfona Hucambs deixara desc 

dencia, i Muean/.o j.i tinha d"/.c fillm*. 

Desde 1HS1? ipn oh filhos «h Mona Mahan^o trajav.un > :ilr. 

Sola • i H' le i-udo ou em xadrez, foitoa 

pOT ií niilistas i|H'' mi- .--taliilici-rain neste logar, -endo 

o primeiro que aaaim quia trajar o falleoido Bluoamba. i 
cipiara ello ■ aprender n ler i- i-s.-n-ver português com '■ 

que ainda ah' encontrámos, e i infnrmou 

He feito tenção de ir a Ualauje entabolar n laçoea com 

e de ira] loonda pedir m I ta 

nailor geral da provinda para lhe ensinar a reger o seu Es- 

tiiiin ao uso dai terras de Muene Puto, e tambi d pedir-lhe 

<iui- .i imi-m.i ■.-•■ iudi -pendente do Jaga de Ca sanjo, poii nlo 

1 ■ num oom alie contra oi ni gociantea porta) 

1" uda nlo tendo eiu tempo algum eido 
rajeitoa i ■■ ■ J iga. 

Fragoso (rareia, além do oflicio de alfnyute i] 

ilaih-, (li-ilic.ii-.i m ;i i :.-:ii;ii- .i IÍIIimh riu* 1008 patrieios a 

ler, i crevi a u operações maia elementarea de axithmetioe, 

lo elle um bom talhe < !• - letra. 
U» tilhiiH ih- .Mona Mahango i- mesmo o.s netns, ipialido saem 
de suas povoaçdea fio esearranchadoa sobre ob hombros d« ho- 
lefiudoa da buuw para esse serviço. 







• 



(Lu in- anilar <• > qm 

Xnl i ; [imnilu viniui ver-noa 

n quando 

íll Hlljn 

do sen 

Bio aeua 

MTVOt !• Iiiiln qm 

-•■mii >•■ maio 

ijii. i II i, v i outro li rapo era m 

ii insulto 

podia 

que ok p ilhoe 

. '.; individo 

cl«**i idade qw 

n»B< - gt-rar. 

úa o papel 

logo que oaaee o ngi 
filho ■ obre 

■ i«. cHctunhii' 

• diem qm o era o individuo 

.'iiiin 

['nr m-ii nirao eafc . tratai ilo-*e <l<- filho, como ollo 
Capundit, -ii/.ia: — cO senhor meu 

■ 
fahaugo. i ilVitos, dá ordena em 



LO 



OtTOOUBU AO miatiánn r | 



:i" (.iivn cm wh iiniiii', segundo o que OOD olll índia ant 

combinado, sondo certo que todos o con idenuo e n 

DOrám depois, Os extraidl"! ;i slia |ii.v<i;ir iii-<i mino 

«e fora ontro qu ilqner, uKo deixando comtudo, quando n* 

-u.i )»r.- -.ii. 'i. dfl r'--," i.'i- i ■■mi' Mii.-n n 'mirana. 

Notámos que eetes povoo, ou porqui já eativeaoem oooatu- 

lliados, ás easa* lios Ambaqllixtn* ' n> • ; i . . 1 . . I • < : 1 1 ■ ■ : : 1 . ■ .li 

[Loa, . .11 porque fooeo isso de mo caracter, ou que lho 

Imiives-e sulu ■ imI.hIi. jicI.i k. ii |io|i utailo, nau BOI ipO 

qnestaram < i i urioiidade de boi vet e >aber o quo (t 

aios. « toda a hora. Pude - portanto trabalhar a* nossa ven- 
tado aii' a.. Mil |iH.-in. imra a que nos appareoia Qoiaooga 
doii i.ii troe companhoirot para convenar, oaoim como m Am 

•tas. que também OOOOlbiaia ■ DOOOaiSo pata DÓI visitar c 

ii-nii.-. .1- i m l.in i:i In- i iiif.inn.ioòes que. (li Sc j 

Bfona Mahango |á por v< boi havia chamado Qninonga pari 

saber como se havia de entender eom n eliefi da Hxpod 
que lln diziam ter quatro ollin.-' e p. H..> m cara nomo DUH 
luínonga respondia-lhe qm- n.i v.-nladi- .1 1 ti moira vez 
qne rira o chefe este lhe umuí-ra imilip. jini'i'm. coiiTanando 
1 "in .■iii-, ai ni.i- [mpn labea foram tkoappart condo e qne agra- 
dava porque a todoí Lallavi •• tratava bom. 

Att.-nta» as histaneias di Mona Malianm |'uru que fossemos 

vivar para a Bataclo, e viel ub 1 bofe alo eatar ainda oom 

pletamente n itabeleoido, reaolvemoa ir peaaoalmente visitá-la 

111.1 dia •!. Quasi tinia* oa Car.M • linliani s.-;uiilo j.i [i.uvi a Ks 

taçAo, o era precíac provídaaoiax de modo qne nas povoações 
eitíveaaem preveniâoa oom montimentofl para venderem ao 

|ii'SM..-il <|iu- iu augmontar. 

O rumo seguido boi primeiroe ;"» kilonn troa foi pouco maia 
.iu niniM.» o de leote, pauando m openaa uai ribeii . m ,1 •'-...< 



1 O habito «-m que estávamos do olhar por rii.m dai UtaOtaO, fu*ia 
crer ao» pretos que tínhamos dois modo» de ver, ou por outra qur tinha- 
inos «quatro olhos» (n\4$tu manhí), como cllc» dopOM DM alcunharam. 



::ií'i,Ào DA VI 



11 



importância; as malherc uinvcssaram-na a nad<>. o que eha- 
aoti a noMA i porque i 

qoe n em sígoe- 

tagne* t aobr< para o rio* 

■ a* arvores ali de pequi , N -:•• ;•< -v 

cnonin or iiii|iuri:i 

. ma* um pouco distante, 
ticava-iH» a povoação <le Quibuli 
pac 1Í0 Mona Caudata. 

Iioras annunciava-ac a nosaa 
cli«pMÍa a<» pb dd dewargi 

fiitilm laa no largo cm fi 

•Li K- ilva, associan- 

a cstn niani' 
da parte do |n'*»oi»l dn ! lo que 

iiih mora- 

IllIH. 

Mandoa-M! prevenir Mouh 

h » iri»i ar «o mei 

Li o ajudante Ibi-noa ihindoco- 

l.m OK OCCVID 

• il i co ii i _i ate '! 

'! ii. instaUAra, e 

■las relue-" todo». 

io ooa» o» 
e que na reali- 
dade era convidai pôr termo 
ife ííb <ju 
particul." jiiliçSo. 
d / udant« já habituado ao viver do aertao, anl...i lii.u 1 par- 
us reeursoa da arte culinária, c aquillo que para 
nós DUM ■•• sob a direc<;i\" j, M r •.•lie dada ao 
coxiiili ii. trnnsiormava-sc cm iguaria appel tosa, [ncluaivé, 
uma iiroa de milho que nos aproenMu, ura uiu 
expiem! uln eondueto para o» molho» de gui onu van- 
tag' tuiu ii !'■."• 



«'ítmi) J.m» 



12 



■!• ;.i POKTI-i.riiZA AU MI-ATlAX\TA 



.e 



Á hora mareada, ie qoe Mona Mahango nos espe- 

rava, saímos di» Estação devid; '.-ido*, e COMI 

i].- fuzilaria foi <> Bienal '<•' im :i partida para a 
povoaglo, onde M) haviam reunido todos os potentado» da* 

IO OB acompa- 
nham i i :"!■! Hk rana. 
A bandeira portuguesa ora levada oa frente por Áugoato 

.l.iviin-, irniào do .-m|i;i Aiukii:;.'". de -M . i ! ; 1 1 1 j ■ ■ . qUl '. I .-.lia ui:i do- 

.... uniformei da bdin cavallaria ligeira, t «Ta «eguida 
por uma musica improvisada oom tambores, cornetos e eutroi 

instri * >h nossos soldado! fardado-, os cont r actadoa e 

Olgunt carn idores eoin os seus melhores p.Hiuo rm; 

do», marchai àca. 

Por ultimo eegaiamos noa acomp lo interpretei de 

oncelloB ■• dou Ambeouiatas que tinham vindo 
le Quinonga. 
\ i entrarmos nn povoaeiío, Vlim.-i Quu . tua] emis. 

dl Ifona MabangO ■ ■•■ a^uardasa, fallou a Ya-eoiiei-llos 

para nos pedir em nome da soborana: — «Que se nSo fiaeatt sj 

de Muene Puto ao pé delia, porque tinha 

muito medo d'isao, t que quando re^ressas>..-uio ú E i.«çío 

podiam então os toldados disparar as armas á sua vontade, 

que todoí •■mi que o ien amigo branco ja tinha 

• lo i i o|,\ i i-.ulo milito 1 ■■ li i roíil 1'llllB. 

Guiadoí por Quienza, caminhámos para um larjjo assom- 
brado por duas grandes arvore*! ond< eatavi Muna Maium^ • 

• 00 B0U lado direito, uni jiouco afastado* 
poatoa em linha em', a, oa lena tilhos e ob conselheiros 
aa; do lado aaquonlo >■ da mesma forma sua «obrinha ■■ 

ira 1'aiiiinl) -ir.llai, >■ ••:-■ i.iliiili. d'i'-t i, Quimicn, Qni- 

Imlunp» iselheiroa do Estado d< M.diango. 

Ao iscntro, atrás d E laranja ' is ■ 1 n 1 1 : i .-- da 

M.lierana. e dos lado6 o povo; primeiro os mais velhos senta- 

•!■•:•. !' atr i os ra[l.:/.i : . « 1 • • I"'. 

Quienza sentou-s. h ira uni pOQCO á esquerda 

,• a iniiii da sua senhora, e defronte haviam collocado anemia 



14 



i>h,ao poirrrofEZA ao mi-atiã 




nu* demorávamos trcs dias em casa l> A. ■:■■'■ dfl Vaseoncellos, 
mas que rlepoía tariamoe mnite oceasiio pam oourentr sobre 
• iíim [irim i j ..-il <la nossa viagem por esta terra, que era asse- 
gurar um bom eanimle do romuji-ri-ii) >: Inzer um 

tratado de amizade para que os filhos de Muem- I'uln proi n 

•em e*te» logana pata N eatabolfloorem com negocio». * 
Oom nspoito aos Bangidus, disaemn» ainda: — «Que sabia- 

•- iii-<'iu elloa ospalhado 

boatos de que Mucno Puto 
lhe» queria mal, o i|iie n 

Kxpi-ilieiln vinha ■ i>n orn r 

com cllos no negocio e 

levantar- lhe» dillienldjlde»! 
Nuiiea Mtienc Puto j. 
nisso, pelo ítraiin. muito 

ooi reoonxneiidára fiiesse- 

m<M boi ann/.i.li- i-. tu Indo* 
M povos quo eneontrasae- 

iii"- no i •iiniiiini e Dum 

nu ■> 1 1 -i - w, i « |„|a convi- 
vência e bom tratamento 

■ 1 1 1 . - .Mm ii \'-.\ |iu« de 

iodou, que desejava n feli- 
cidade de seus filhos e que 
queria iabar por onda com 
■egiirnni.a ]» "liam passar os 
!!• que saem dfl 

moa terras com GaxoBdaa; qpu m Btngtflai qu< iiiiavain oontra 
U bOM tenções 'li i Puto eram crianças, c com o tempo 

ne havia de rOflOUBOOer >|ue a passagem ■ l -» Bzpodíçlo por 
«■tas torrai Ota UB bom SoiO para os seus habitantes». 




.. ««I.WIHI» 



1 Dmiim textualmente I linguagem de que nos servimo*. sendo c«ta 
| i|ii' imiK. fncilrnpnte podia wr eOlliywhendída polo» interprete* qae 
tinham tl<- lraiisniitti-1» ó* ]ipmoiu a quem no» iliiifriamosu 



!C 



iM BS IW1 ' l ' i ■'.■■ 10 •:■ •. inwr.v 



Bata foi a int. r j .r. t:içllo que VascOncellOfl õYu ao que ollo 
ia, e qii*' por outras pjilíf- Soara: — Que <• leio 

: ii i Quinonga i ntre m d'eUe. 
:i- Dotíoiaa sobre a orgaiÚBaçao dos troa 

c-ititilos ']• < ':i]h ínl.i. que depoia ■ pouco e j •■• rectificando 

e cotejando oom as que obtivi moa di outroe, constituirá 

apontamentos !!>■ < jm il m nlinMm.Mitn noutro volume. 

Vaomoncalloa ■ quem Darrámoe a partida que noa H/tram 
do I.hí. fugindo a duna bom de viagem do 
Ouango, contou que ta 01 Ulomnca ijui alfc acompa 

nhani, rugiram alguns; mus nlo te admirava d'iaao, porque a 
Saturnino Machado, que ara aliaa muita conhi i ido na can 
de Quimbundo, numa dai anai i ali, 

lhe (agiram 140 com ri car k aqui Ha data, num ■ mais 

tornara a Baber n>in >l wm ■ 1< n .- ! 

i »o qtoti m admirai i, era qm o Cu* 

.-.■In graadea diffiouldados, nlo tara ndo um bomom sonhi 
oido dai donoa doa portos; pois o explorador alIemSo ' 
Si liiin, apesar de ter pago o valor oorrospond< nte ■< quinhan* 
to* mil raia, tivera de retirar, e *.• nlo encontrasse .S. Ifaehado 
o o seu empregado JoBo da Catèpa quê o acompanbaru 
tu ii b paaaaj em maia •< sul, teria ] do a Madamje. 

I'..r intervi qçJIo de í ase Dos ooe comprai bi 

- ]n|.i equivalente de 6 a 8 p< ena de fimwtda de 
|ri, isto ê, em i' is ■ ntre &)51(MJ h tí ■- O, o que i rn ainda pn 
1 ao pagamento daa raçSea óm artigos de coimnx m io, e 
como ratiravamoa paras Estação, encarregámo-lo .1. continuar 
por ■ !• pn oo a forneci mmm di pdi | n 1 1 colhi i ia no i©o 
curral; i esta provideaeia foi pnrquo durante • 

mi. t/i a que ali noa demorámos, livrou dos de pandos diffieul- 
dadea, e pina t'<>i qui n « ^\<\>n ■■>■< jhtimi.. imjn nu 

ela i i ims doa Xínjea ia foi tentir muii.» . ■ ■ • i f-ilt.i. 
N.i ilin 9 ao nu-io dia já toda n no^sa bagn^-iu havia seguido 
para a BstaoBo, •• nós, depoia de noa despedirmos • !• ^auaoa 
.i-IIiis. d.. ,1. (jtiinongA, | irtiinos c inino» pani 

lá jantar. 



l«BCBJI\Xo DA VIAOSX 



NA ESTAI. V" 



•>. 



âc 



.»-»«• «-ntl<i prU primeira 
ai da E\ 
o<> dm H^tuntr 
se mtua de Mrjpuiaar a e*ani- 
t !>.-», <jw no immr<l>iii> knria 
<!•' { ■ o coniaaado di» 

Mib-vbeíc p*ra o Anz. 

A Kataçâo cr» a maia r#- 
paçiM e maia boa oooatraida 

■Lu que ae tinham f> 

e aaoadaa alguma* diftrul- 

< «arguir» o ajudante 

aa paredes aa fixriM-tn 

alta» e barrada* pur dentro • 

por fora. 

d plnn-ilt... ruja altitude •'• -or-tma arima 

i 'tuagu <»od«! o paaaiiBín, 
Ao Fonador e 17 

1 iianpi jn 

n— t a aitur» ••■ dravia rn «rue (az para n<>n>c»t*. 

local cr» •b-aaUrontad», o p-dr dtMr-aa tfaa » K-uçio 

«rapar n m triangulo qae firmara <-..m 

a» dâaa puvuoriV*, a da Mona Mahangu a Jc*-n<mle»t.-, c a de 






J 



18 




EXPEDIDO POBTUOUBU IO ttll kl iÃ\\ i • 



Occupava a Estação uma área de 13"' X ;")'", f>, ficando ao 

nu in o armazém :as de caixas, armae, muniçSas di 

li i •'. tende 6" ■ i m i porta ao centro 



to u 
las. 
to i 



um. j.mi H.-i de cada lado sobre uma varando coberta atoo Iode 

o h.'u comprimem . õoco a largura de um metro, a qual «luva 

tda para oa corpos lateraes. (aila um 'lr.-ti r eorpoa era 

dividido em doía • j 1 1 > ri ■ ■ - . avançando '..- il-i iVi !:!•■ .1 linli 

varando, ■ ■ toado cada nmduaajaneuai paia o largo om B 
da BetaçSo que olhava para o aorta. 

O» quartos eram espaçosos o o do fundo, do lado 'I" poente, 
•imí- dornúamoa, ara todo guarnecido de pra 

irdavam o» fardos de fazenda 
Do lado •: Leete ficava o ajudante, sorvindo-se do quarto 
frente para os seus trabalhos photograpbjcoa. 

Por coo idoseen i ciaesacargodosub-cbefe! 

10 I ado da Estação uma easa C01 ario 

e reveatida de i apim, 

Durante o dia 10, Enwpw' wib-ohefe disponha o i 

julgava indispensável para levar na ana i preparava 

oa i lioamentoa com m reepeetivai* |.r. -.iíji._. ^ . pn.-i tr»« 

doontea que Geavam na Estação, ih"< judaiite ii-atám 

distribuir armamento a cartuiehan» . organiaar a carga de ra 
cão que devia seguir oom o noaao colloga, e prini 
inventariar e diaj lelhor aa cargaa da Es 

do-lhes d volume. 

Havia pofa mu certo movimento o dii o traba- 

lho, qtu é mpr agradava] nestas paragens, e que »o6 fá 

olvidar, ein.pi ■ ■■ a falia d. i oiuiiiodida 

■ ii -. e m privações a que m nlo estava acoatumado. 
Porto daa troa hora», ao fecharem-se as cargas inventanadaa 
dia, sppareccq Muna Ifuesauto ai ■ ■■ ten- 

cionava retirar antea da noite para ii sen sítio, di.-t.uite da 
■ i."> kilometros, 
Era um rapaz altn, bom formado, doa leua vinte o cinco a 
1 ii-tn ai tvjio liim .■ Bvmpathico, de feípoea regula- 
res, bous olhos, de uni metal de voz DWJtO agradável, nnfim 



n a 

uin- 



fsamrlo ma grande contraste com os individuo* qoe • sinas, 
panheram por serem grosseiros d* feàjdes, ao porte e mede 
de faQar. 

Vemio prinripalmentc a conversação wln • «—- «-k» qoe 
tmi» abrir para o «manarão; a* vantagens que latia 
para aa saa» terra»; os direito* que cUe balata oeeapar já « 
lagar dr Capeada; cm desejos que nutria, depoi* de ter satis- 
feito aat preceito» qac se lho exigiam, da «aa Xaeae Pata a 
rrrnnW nanai e o p rot ege—c cotao ao Jaga de Caaando, man- 
daadD paca aa suas terraa ama feira cuta aat chefe o seaia- 



■ tocar a caixa de mu»ica de qae gaatoa muito, cau- 
a todtM admiração o movimento do crlindro; fumou um 
qae mostrou apreciar, e á Jr ap n d írb i a interprete ea- 
im eaapenabo de sol de p a rminh o e aiawaim , como 
Ui rrany B pela *ua primeira visita, o elle ag ia deoaado diaae 
a-pois, aja* desejava ver-no* na aos residência, para qoe o seu 
)•«»« aoa c o nhccco sa também. 

Era ama amabilidade que agradecemos, rajpoadeado-mo qoe 
alo atitariam occaanV», viat» a necessidade de aos demorar- 
tas alçam tempo para arranjar os carregadoras de qae preci- 



A» aais Itoraa e meia da tn«nhl do dia 1 1 partia o sab-cbefe 
a comitiva para nordeste, em des empen ho da saa diligen- 
■aranasandn a povoação de Muna Mahango com a ban- 
deira portuguesa desfraldada ua (reata, arado acompanhado 
U4« certa dtslancis pelu» tambores e cornetas e pessoal que 
Seara, e qoe por motu-proprio podíra para dar esaa demons- 
tração de apreço aos seus companheiros. 

esta pequena expedição, p e a ra depois da nossa 
rasgada, e sem que antes houresae d*iaso cooltecimcnto aas 

•, porque aease mesmo dia do tarde 
Mona Mahango e o seu companheiro, o nlho d'estes e o da 
•lona Gandaia, todos, com os seus consel heir os, 
• Estação cnmprimcutar-nos, trazendo como oignal de 
■aittidr um iarro de vinho de palmeira, por nao terem oou- 



20 



ic\i'i:i»ii. \o PO&TOOUBU àO mi-.wiãnm I 



seguido apanhar um boi ctm que Mona U ibango no» qu 

mimo 

A i i ■ -li wbrc i í ■ > ii : - 1 « I - 1 do tub-chefe. 

Mona ti i i < ju<- lho foi dito que mandáramos pedi 

eanogadorei ■ Tftsabn, roltounte para o «eu companheiro «as 
clamando : — tEa bem lhe disse hontem c a meu» filho* qu< 

i ih foliar Bozn o i amigo, o Banhar major, sobre os car 

regadores, e ■obre o oaminho qae alie quer seguir; nlo 
r.nn wi*o, 6 o senhor major foi ineommodai o» sou» fillioi 

quando BOI lli'- i > • > ■ 1 ■ 1 1 1 ■ ■ - 

apresentar todo» o» car 
regadores de que elle pre- 
cisar. » 

Como entre aliei m 

BI travasse «liscussâo sobre 

esta Htaoipi i •■ i'"--" 

DUM informados do que se 
[ratava, paia evitar que 

.-<'• ungi Mim m oqn 

os outros, OOTtSJDM a 

contenda, diaendo-lhe : — 

«Qin: .ic ■i-il.'i'. .unos lodos 
os carregadores quu nos 
apiv.ii-nta.4iM.Mn, quando o 
preço conviesse, <• que o 

sub-ehel*>- lor.-i fallar ao 
Cacuatn Tâmhii, como I ■ 

Malanjc se tinha oombúiado, para vir eoB a ma gente tran- 
sportar a» cargas que ernm para o Muatiânvua; que bai ia muita 
carga para contentar a todos; «pie desejávamos |»inni - : 1 1 ■ • •. 
ipiai-s nu ' ai re^adort-h ipu- M»ii.i Samba MahangO 8 BOUI filhos 

|m.iI:,uu :i| -!•■ ■■■> Hl. ii . poi-qu>- .-■'• Ililn ele i- ■ • m mandava luiseii |oi 

.i Malaajes. 

— «llilo ile app-.n-nlar se os (pie Minne 1'uto precisar, 
disse Quienza, c amanha já *.• vilo elmuiar todos o» Bani D 
rc* de povoneòes ipie hão il.: dizer oh hoOMNM BUI podem dis- 




>~* 



uuai um tio 









21 



pensar para este serviço, devendo apresentá-los em M 
ihor ni.njor». 
A | na Mahan a,e todo» 

l acompanhavam quixi adro, 

noa, jM.r nâo perc 
rnu- 

n na largo ndo (palhaço 

dançando i fanado moitas oiouioes ; • como o ajudante ratio 

a tirar [ihotographias, sem que 

apro- 
n:i do palhaço, <• a quo tõr.» motivada pela • 
*ul»i MS mandara collooar DO 

Urp'. logar qno jn de : ; ò' para 

discurso 
j*ir [M-tlir ««.: 

■. semelhante l" bida, | 

UHtt-la. Mas eJIeí lIeiCODlij.il - • 1 1 : • m:ii- 

turqoiram: — tQue tinha chegado lá a fama 
:ih"r major distril 
*f ■•'. 

— K verdade, disse-ee-lhee, que t > iM-mo» alguma, porém 
regadora* l»-lieram-n;. agua do 

i para os 
jrarr.'' andavam enl serviço im levar agua para 

a Eataçli :<mIhs uma porçlo do agua em 

pri- 

-••guida lamentarem a esperteza dos carrega- 

privava de satisfazerem um desejo qne engmen- 

tara tanto mata quanto mais noa demoráramos cm vir para a 

Ultima) i-sc uma pro- 

ida contra a inqwirtaçâo ài i de armas e pol- 

nte africano, por serem cousas 
tela doa sen habita] das nues- 

- importantes que so pretendo resolver, tendo a| 






QQ 



IMIPH.ÀO TORTrGITZA AO MCATIÁ 



em vista que n aguardente embriaga e embrutece, e inutilis; 

os esforços dos que teem de modificai uni. m dfl 

preto e de educá-lo aegundo oa aftna habitoa; e que ai mnai 

r ]„.|v.,r:i silo instrutni-iit.is i[UO lh« feri SmOC, B do <|iie se 

ih para nos rcpellir, e mais se afastarem do convivia com 
oa poi 01 aTaoçadoa- 
Para nóí é princípio incontrovarío, que n civilização que ■ , 
opor toa Afrioaooa, ou Bté certo ponto o querer nive- 
lados i "ii i ii lo m radica, Dlo progride nem a interv< 

do commeroio, commeroio enjoa príneipioi humanitarioe ae 

n IUUV in ii" seu interesse immediatOi Busca elle novo* HMT- 

■ ndoí para oa leoa produetoi o alo m abatem por certn de 
offorceer oa de maior pro 

Na região do continenjte que <"iilieccmos, isto é, nqnclla a 

que sempre n>i- n r-iiiuci.-. ■ [ ■ i.m.l-> alo eepeoialisarmoa oõtna, 

consideramos Btopieaaaa n pretendem Mtftbs> 

i com respeito á aguard* nte, armas e pólvora, aegundo a 

llieoria ■ • .-< 1 : 1 1 > ■ ■ ? . rida pelos pmp as. 

\.i próprio paia encontra o indígena as suas bebidas fer- 
mentadas que facilmente o embriagam, modilieandodlie a» for- 

nuis do v ■' a traiuforaando-lhce o branco doa olhos num 

11" criado de vermelho •• dando-Ihca em geral no aapecte 

te. 1 1 constante aso do fui la liamba "n diamba pm- 

tina Ur • i Afeito análogo ao do op o noa I nina | tarai» na oa em- 
briaga tanto aqucllas bebidas como a liamba os embrut ■•• 
e inutilíaa bem maia qw a aguardente, aonde talves maia pro- 
:ii s .1 aaude. 
('■uitani-so alguna caaoa de Bengalas e de aaturaea de entre 

O I.iu ' < 'n: li i' ih morrido por beberem duma jó vez, ■• 

i in excesso, porçiVs grandes d-- aguardente; mas isto Sun CSB 
sos exri|Miniia.',. ao passo que por vezes no nosso acampa- 

mesto, entre varioe, tomava --■ Dotarei bm homem que Miava 
portuguea C que já estava mmii :■■.•■ nuuado ao uso da aguar- 
dente, que ficava por dez e doxe di ia seguidos em tal estado 

ilo embrutecimento produzido p<-lo malufo ou garapa -. ■ | n- ■ min 

nos percebia nem noa o podiamo* •■iit>-mi>-< . 



ncecsirçXo da vxaocs 







Um mm aabemo ir.-s Lundai anoadoa, qne regres- 

savam <l'iiiii:i diligencio, Dfl quaes vendo a distancia numa flo- 
resta um I olado. tal i"eceio ti\ i ram cfolle que largaram 
m armas e d n fugir. 

Estes Lundus quando ih.- j.iram ao nosaO acampamento piir- 

B sua fuga, o haverem perdido as anuas por terem 

i uma guerra de Quiocoí que 01 queria pi rsegnir e pren- 

der. QniOco porém no dia seguinte aproaOBtava-nOl as arma» 

e ria-sc do medo qae ■ 1 ' • - 1 1 « - tiveram os Lundu*, quo nem ao 

toenoe o conheceram como amigo do 
sen chefe. 

Os Quiocos sio os que mais pre- 
y.aiu iea pólvora para a caça 

i- para aua defi /.a. Os Bangalos sSo 
os quo se lhe seguem DO apreço em 
quo a» tíM-m, pori-iii ha a notar que 
as comitivas de eommereio, quando 
regressam, pelii ambição do 

vendem u.s [ii-o|iri:is .-irmãs e tom sido 

vietimaadaeua imprevidência. pOTC, Ifl 
»Ao depois salteados no caminho 8 
t.Mn it fngir abandoiKimi.i .i rurgu . 
Pode diser-aa pois quo o prot>' pró 
u.i obter a arma de fogo com o Hm 
(iriín i|i.ii de a atíliaaz na caça. 

E quanto ao receio de quo essas 
armas possam servir-Ilie eontra os 
Europeus, nao o temos por agora, mu.-, aerodi Timos quo dow 
haví-|o (juuihIo a ririlinaçlo que m pretende Implantar entre 
. Uee, loja orientada de modo a despertnr-lhc cartai umlii 
i quando ae nlo •■ iro por uma eatecheae apropriada de 

aei comprehi od< c 01 benefidoa quo podem obter da trans- 
ai ' i' mie fazê-los paaaar. 

\ i \frie:i oriental ■• t.ilw/ .>s podem sor 

boje bem fhndsdoa, porque as modernas armas de tiro rápido 

idii toem entrado, mas cumpre kc diga que nào l'< ram intro 



** 



Be u sua importação é 
onde o preta •• »* que o 

tnuiafunnarniii p tornaram QonmmidOKM. 

!ii-li> comnos- 
llo llii «!■■ r hll- 

aain u/w o enjeitar-eo a todos m \ que i 

ijin-iriuuo.» 

V. e o melhor então será deixá-los ante» 

«•nire-guei a - aado qu< opere 

ragaronsiunir.', »u <["■■ mijam exterminados oe que lào incapa- 

• In vida cora uma raça mais forte. 
ia na sua carreira im O» 

w-oirdn* ; em preJB • que 

na melher KE in II' - acreditam, A canoa sncliarirui pode consi- 
derar-se um p natural d 

l**lr deaj ir prodticto, Kntre nesmo do 

1 lli <> .il I. •' fabrieadu uum allfl provámos uma 

também, © a 
maaufactii produzindo na margem 

nla iln ' da rilla de Dood inci- 

•r eate exemplo. 
(jim valor pode ter poíí ■< |n - "|-a}»ancla das roetrieçòVs ■ 1 •» 
intnid pólvora)? 

Kra uma qnostao <!>- opportuniuno para lesar une em 1 

A | 'i' tini apressar a evo» 

lucilo renas, apr indo a» suas tendcn- 

ia usos c !o as 

do modo 1 prepara-los paraus modinr-açoes 
ir passaram os povo» cultos. 

nnoH a regenerar o preto, deaçamoa 
um ; rotrocodamoi . . 

elar-noa com o ieo atraio para melhor 

camii • «In rua forma de linpua- 

de argomontar, para o faser-lhe 

para 1 De aio imi" ■ ■ ■ • lo na 






36 



RXPBDK tO POBT1 i I BXA AO MrATi.ixvr.t 



acquisiç&o dos vlementoa do cultura, para o que revelai uma 
I aptidão. BBfineiBO-lo n ler In- lorigerjidu do modo qOO 

• i.ulinii- i ■ni!i us sms COfttOmCK, .• .. 1 1. Hl punen al.ir- 

I- i-ll -aiiipn para o i h releio da actividade de que è* »us- 

tsepi que ili i intiaa de vingarem com 

ou recurso* .]<■ ipie ilispòç, incitemo-lo u trabalhar flO | 

lado, saudando e applauâindo aomo aoTÍdade os bons resultar 
doi <l'i ase trabalho, e as*im de um indivíduo inerti . de una 

IntoUigenoia julgada ret.u-dat.n m inferior « ipaxdu 

produiir, tono kn formar um homem novo, " me- 

lhor o mais idóneo cxplonnl.ii- d-i tem que é realmi DA 

É n»í!*tll pllUM ipl.- i-litào teremos di- ii gtliar <'M1 IIJii ftOVl 

-. ii" aproveitamento da producçSoem troca 

do <pir carecer, e aasí tornaremoa consumidor do qw o* 

ji.i:/.-s mais kVanÇ idos lln; podem uHVreccr. 

Eia aqui pui- a jn ■>■ < mia liunianitaria que de.-»rjaranii<h 
*■• fixesse, do quo interessariam elle e os povon ijue o p 

i m pretextei illnsoríoa de humanidade, que tá 

■i -•ih eontriluiido para atri-ar a evoliiofio natural <pl>' 80 iii.ni: 

reatava na raça negra e introduzir lln- vicioi que alia ' : 

nlirria. 

A aguardente nunca será um mal tã" pernicioso d. nu. adi 
«o quer (aaor acreditar; e ae o gosto pronunciado por eUa fosse 
reitado inicialmente, come eatúnnlo' para o exereieio da 
actividade do hndig*w no trabalho produetivo, aeria talvez, mu 
inatrumento do bem. 

A gente que oaoecarilo viaitavamoa, conhecia a aguardente ; 
ii.dus ■ pediam, mas túnguem ■ comprava ainda. Por emquanta 

.'• qaeatio de um appetite q leaejam ntísfaser, mas para i*»'> 

hade vir coma pn lente de unísade, preaente que ellea i 
deram, como puramente graoioaOj quando seja daa terna de 
Mucne Puto, a M obti nçâo di. ipial n muito exibem. «. 

ra rada um H"ja contemplado i i uni ipunlia-i miniino na 

partilha do precioM licor. 

.lá na margem do Cuanza oa Bimgalas se preoceupam com 
n compra de aguardente, e nós viinnH dar vinte lmlla» de l>or 



. I 



27 



racm por ama garrafa, o qqe corresponde potu >u menos 

i 400 gr> cora um garrado 

<&• agnonli i oa um boi de grandeza 

rryuUr. Tanto num como unto, }■<•<!•' dizerHM que a 

«ti» c rnst-Át apreciada e que se lha puni a al- 

i sagucio (ulo ''Angola», Calnndnlas e 

' mgo Andongo o Ambaca. 

Na nsir. 'ngo, nas povoações do Zunxu 

i^otMnoia, rimo* de Ambaquistas, que 

na omxaíIa eatavai upados « sob n '■ ilo mora- 

tarios h;> 
rsaj • :.arn interior. Alii «obro prateleiras e do solo 

ria-a» grande qoai rraíoes de agtiarilente jú v:. 

r toubomo* q m povoaçBea se fazia bom negocio de 

retalho. 

Mnhango e oe filhos que nó» 
lo lli n i II 
ohm dor, eoranosco e retiraram pastado 

roa do sabor agra- 
\Mf que só os tildo* de Mm-: bem 

pois um por um, julgand 
noa no menos um copinho para 
momIo daa sua* gnrgnnt.i -.ta. 

Et lia Mona Mahango pro 

om | ' r bebida 

■ ás provas, que ella e 
m «•«. esgotassem o pouco 

ao das po se muita 

ra anu»/ í i satella, por canso dot fogo», e mesmo 

■Igum ratOl 'pie os soldados 

em rodii ron- 

datii ; da madrugada. 

Xi o s'-ti sitio, como dissera, e no 

dia, l'J pn participar que ia partir 

/. para a sua ptvoaçao, mas como n t formado 




que m:iiiil:iriiliiiis liusi-nr carrc;_'adi ■>■-■ 00 An/.avo, não 

filo eo os devia procurar como llin linvianios rceommciulndo. 

]•:■ -* j i ■ > 1 1 ■ i • ■ 1 1 ■ l li t- o ■ 1 1 1 . ■ i| ■ i-. - 1 ■ o qoe b tal respeito tinhamoe dito 
a eun mie, e que nilo . • cm apreaentá loa, porque 

nó* o gratificaríamos bem. ao que alio retorquia avo tinln d< 

. ordens d'ella, porque n.i DOVOBÇlO de RU inã' OW 
hospede o o» irmàn* mesmo tinham rimues do que. «lie 
«bkliinic nti dm vi;-itn»8c, o que .-•■iiti.i deveras por gostar muito 
do » - < ■ 1 1 ■■ • i - ir oomnosci . 

1'i.mn.is >-. 1 1 . -é .- . - - i]<- Mima Maliango nlo OOfl ;'iiÍHi>m agar- 
rar um boi da manada para no-lo mandar da pMaOote, pediu 

ella para enviar • um do afim de " nw> 

tar. Agradecendo ■ boa íntonçSo, recusamos mandar > 

porque podia este emr B pontaria, matar outra rez, o que isso 

uiih causaria desgosto, podendo mesmo dar togar a qi 

l|ll«- I.TJI li VJIlll- | . : 1 1- . I \ IViTiim:- :-• - T 1 1 J •!• - .''111111 I.11I71S 

Não foi sem motivo que ae deu esta resposta, porquanto 
.!•!-• de vasooncellos informara noa, ane por oansa do cabo da 
força ter morto um do a tiro, as pi - se amotinaram, 

sendo ellc chamado para intervir; o eram já taes a» eompli- 

raçòis i i ijur -c j > if I . - 1 1. 1 1 ;i levantar um <jttittíj-i (demanda, 

crime) M lmiucm, que Jobó de \ aaOODl silos BOBaegttilE^M se 
não (aliasse mal.- niaso at> I OÍH rada, o quando algum 

lillio da Mona nahango o ii visitar, procurava alie convencê-lo 

de quo o Cabo nfto fizera aqtiella morte de propósito, ■ ■ qm : 
in os m'iis rapazes ahstar-M de BOfl fallor nisso. 
Kutre os Xinjes o malar •<■ um eào causa lhes tanta i uij-i • 
eOfflO ■-■ a uma pessoa da tribuj 8 se o dono >'■ 

individuo conhecido de qneo pratica esse delieto, dia logo: 

■ M alo porque nau te\>' coragem para im- matar a mini; 

mas provou que me queria mal». 

Sc o elo pertence a um potentado, então o caso $ DOOTI 

■iFez correr Magna noaao m minha terra, 'li/. <il.-. porqi 

cão é tanto meu tillio como qu.-dqm r p ■•--"a ilo m-u povo; 
veiu declarar-mo a guerra, «'■ porque conta QOQl 'peai •• ajude 
porá me matar». 



KIIVAO HA VIAOKM 



M 



pois ilinyV» quo viu muito loil 
rsodo-nos n causar admiraeio oon nrren advogando a 

•u mut: ia de <jue se servem para aggravar 

»u juira attrnuar o crime e por fim fase I" i squacar. 

que acaba finalmente por um pagamento im- 
portante, a casos se teem dado, com individuai que tiio podem 
aaiia£ do pagamento, d" di-L rapar 

.ar do cio, i-: no cllc, até poder 

Oar-n-. 

! > i Monalfucana liomcn» para 

•« tomarem iw seus nomes como carregadores, e disse-nos nao 
nu-iJ arranjá-los para o Caungula jielo \<vr «er o 

amir itanhoso; que a-riagen 

lioa era muito melhor e qao até á povoação dente, <jue 

i Mahango, nâo faltaria gi rar 

I .:*». 

• '«Imlava eile poder íazer-se esta viagem cora cargas em 

nica, coi: H-iidiu.-Jlo ■Ih soberana, 

u««» arranjaria os carregadores j«ira as levarem até ao i 'u.içm. 

e i" lia I too dias. 

Na ■ grande arrojo partir da Malanje com tio 

* carrogadorea, e igora uroa grande resigna- 

va» e paciência, porque boi achávamos .i mercê d'estoa poros 
que nao estio acostumados ao serviço de transportes, nem tio 
poucu a lidar com Kuro]»-ua de quem desconfiam. Era neces- 
sário contem) -nos alguma coisa para nao perder- 
de fazer o que projectávamos, o ao mesmo 
lulá-los de algum modo, para que também cedes* 
pM SM 

lou ainda das dificuldade* que I... tivera em se 
agarrar DD Mahango noa queria mandar, pelo 

lo o seu aiuipj ter chegado ha 
dias ao seu sitio e não lhe haver dado ainda de comer; disse 
tnair ■ Mahango também queriam ti 

t ao hospede, e qu podiam fazer sem que sua 

mne riga*K- primeiro d'esse dever.' 



30 



BXPKDIÇXO M»TI BI Kg* AO MIUTIÁM i 1 



li.:. 



Pedimos que »o nito ílWfftnnUMJIMIlHIIHj que quando a ocea- 
no propoi fl viriam esses presente» e scriain devi 

dai !'■ •gncLaoidiMi Que ala esperavamot por ellea para 

sermos seus junigi'.--, e |i!ir» i.uiiI.i in GuemMMI presentes que 
■ mavamos D Mun.i MfthtngQ e a Miau fiUtOfl. 'Hum Mn 
i :in/.i) via, estavamoi arranjando as cargas, faseado scctiar v 
.. tinlui molhado com m chuva» e reparando ulgun» estra- 
que haveria depois muito teiupo paru nus loa 
de (*.. 

I.'. ■; ■• I i. B ;i nlo-vfcm pedir-ii') : ruma, e «i 

upr< ' carregadores para Be tomar nota dos seus nom 

e para participar que ternos fazer a viagem por Qp> 

podlanoa contar ooxo 60 i ma do mu litio. 

A t;il linura, tivaiIUM SC UM di/n - ainda que (aliávamos 
dos ROMOfl QMM 6 dBo nos referíamos a alli . . u. oa mldjd 

i prevenido de que tinluuiio* pago a chio dl i AM c- nada 
t inhames a dar-lhe agora, senão o que fosse de nossa vontade 

>" lembram/a de amizade. (Jue falias amos assim porque 

todos ii (jue nearregarainoji de arranjar cari' no* 

prestaram um serviço, e na BUMBO terra esse» serviços ee 
pagam, quando olo tojaio ajustado», com ontrot nerviyos ou 
com proMntca; que ora eflt o fui um Oapcodsi pen o» grande 
neste Eatado s 'I' i ■ rifl reoabcodo de ode um bom presente, 
[índia di/.iT ijui- ii ii'. mi ijue éramos 

amidos, e <|iir elh- OUtrii DQ IBt< r DOM H UMjBoi 000 01 6JÍUM 
de Muene Puto. 

tron-.v MiH'.-111/.n niuil ito eoni esta explicação, e 

ainda continuou filiando sobre C «P "lures, asseverando que 

haviam de tratar muito bem as cargas de MbmIM l'uto, B por 

ultimo pediu Sm:., ( pi • -.. r,.„dv.-sst'in ir por (juituica lho 

eiinis purtieipar. ]iara «.-1 1 • • tr.i/rr todos os seus rapazes. 

Havia-nos dito antes o interpreto, que tanto Muean/.o eoiim 
Candalíi já o li:e, iam importitnadn por mai* do num VOS, dÍMd 
do-lhe que sendo tAo grande a fama do senhor major se admi- 
ravam que elle aind l BC bZo tivewe lembrado dfl 
j'.' 1 1 nu i para vestirem que BÓ íallassc em carregador. . 






M dfU Mucaozo, 41 
lOMft inl<i z logo cortar 

não recaísse o ódio» 
ipaiiliatam. 
idnla ou 

e receando que ©ate tosse mais 

;uln put nón, Mpri-ncntou-se logo no «lis seguinte de ma- 

jmra m.l. tos ir |kw Química, poi 

.ri« reu "» carregadores que ««taram 

pi'» a uiiirchiir por > --■■ raminho para m aptvK-nfan-m. 

BWmOf noU «loa seu* itoine*. 

H 84,-iis 1 ros confirmaram o que dissera Mu- 

raa*' 1», sendo os acaa- 

tirm ■<• nuoM 

> Mucanzo, lí»n.i Mucaailu, Quíeaza, 
1 1 . margem esquer- 
da dn Uhamim. I Q uími c a . 

atando |«ra les-sucste para entrar nn |»noaçlo «U- Moa* 
Mor. u menos de leste, 

ia da ril 
ma» 1 poii te sul.ir. 

■ llah&ugo, 
ine a Kxpedi- 

que Ibet deixava iotercMM sm 

tOS. 

.0 ira&civel, tra pneiso cate- 

•!»(avamo« prevenido* 

■ 0U1 com a nulo e inalo, e que 

M cediam em muito áa 

oom a máxima paciência, 

Be a si davn, o que noa 
rausavA 1 dio e ropuguaneia dorido Umbea á tua 

«ate grande priai 

> furmoe ao paiz do» negros, devemos 
[0 jairte os nossos orgulhoso» preconceito-. 



32 



BXFSDI0ZO POBTCOUBSá IO MiwiÂNVi a 




Estranhou Candala que pensássemos em ir pelo ÂnsAVO poi 

oito ii.. caminho para transporte 'li- carpas, e que se 

fossem pedir In i arregadores, quando M-ma Mulinn 
li lho* pi ii liam apresentar todo» quam 

Com respeito a Quimios infibnooi una uuu 

grande povoação o podíamos «••miar que nem noa fali. ■ 
ahi carregadores, nem sustento para a D nte. 

I miau li licidadiM M HM duvidaSj e obrigaram-noa 

ii roearvar ■ noeea opinílo ate 1 á roltn do aub-chcn-, procurando 

no emtanto entreter o de i lo B e.oitentá-lo», 

aproveitando l.uni o leni] n estiiilarmo." ok i-;u:ii l -ii ■ 

maia pxoaunciadoa doa povoa Xanjcs, conhecer a sua historia, 
lingua, usos c costumes, sempre que interrompiamos o traba- 
lliii da iuvi-tit;«i-i.-n- i disp&r melhor aa cargas, reparar o, •<\{y 

Otoa tpt fali i pona conservar C alliviar-uos do ti 
i!.h . |u. j;i estavam umtiiiãntloa. 
Pela imi-uieii que te dan aoi arftgei dí oommsTeío, recoí 

:■ grande a sua quantidade, porque d'abJ tinham 
do sair os pngamantoa das raro.» d<> pessoal, a doa carrega- 
dores que 3a povoação em povoação tinhamo* d«- i 

para i ioi idas qi ram muitas, a que alo i 

podiam dispensar. Estas tinham de ser pagas pejou que b 
portavam os artigos de Bommetoúj e como tanto uma '1 i 
eargae como uma d'aqaoilaa çazei ia d seu aarcegador e 

baua, quer dizer que um carregador traimpiirtaffl D 
para mais três l.õr< ■...-.. 

Era esta 0101 q .sit- importante, quando .• i .:•■ 

mos mais internados, e como medida preventiva eontn 
oom Joaó de Vaaoonoolloa fanorom-M oa pagamentos aos o 
gadorea que ali aa ajustassem com artigos de *un cuaa, dand 
lhe um interesse de ú " ,, «obn u* pn cu ilna lai luras do 

estslxleeilii.lil... 

D'esta turma não so desfalcava o que havia em doposâto com 
iiiiu-iitn que era avultado, porque já havíamos calcu- 
lado serem precisos mais do ií(>0 carregadores nSo obstante 
tarem se reduzido militai ' argua. 




84 



EXPBDlClO POKTIT.fKZA AO MfATlAsvL \ 



cediam oa povo» para comnosco ; porém, como aqui bo matava 
gado " miado ato »<■ fazia i**o sempre, i 

variava mesmo, segundo o que OTO possível di.-peiisur. 

O ajudante que tinha andado spoqQeatado com febres, acha- 
va-ae bem disposto DMuelle dia para aturar a visita de Can- 
dala a <!• lenheiros, o entendeu dever cansar-lhei 

i árias surpre/.oa. 

II ii u a Gandaia uma faca para elle cortar uma linha c 

tprM6Qton-lh'a depois inteira. Fe/.-lhc deitar num 1-th.<» um 
pi ipn nu i •iiilirulliu de pólvora que tapou muito bem e depois 
mnndando-o dcstap.i la, encontrou laço de algodão en 

logai «iu papel e ainda estavam admirando a substttulolo, 
quando o ajudam do fogo ao i eats explodiu 

como :i pólvora! K ri tio Ses todoí pasmados e d bOOM 

aborta ■ olhar para o Ioga* em que m dera a explosão a 

[)|0 i iu-uiilr:i\:iii! indicio i|.- >pie ali H tivesse queimado. 
alguma. 

Escusado -i i :l dizer que st» um pedaço do algodao-polvora 

quo tinhamos, e que o ajudante havia encontrado na carga um 

pOUCO antes. 

.lá m- alo Adiava noutra cousa senS - boni feitiços que 

sabia fasor o tagans ' i| itango, o tudo Desse dia lio 
admiração. 

Vi ndo o tubo de borrai ha de um filtro de earvto, que Be- 
tava num ilipuMt", e.*piuitar:ini-M- ipie fo.«*e illc feito ilo mu 

andando (borracha) a que por elle m obtivesse agua tio limpa. 
.Mostrou -ar II»*: uma almofada de borracha que se enchia de 
VOntO SC despejava pan H arrecadar, a sahendoquc t.iml.i-ni 

aquillo em Feito do seu undundo. alo quiseram ver mais nada, 
ntaram-ee e lá foram eontando a uns e outroi ainda amba 

lúcidos u ipie tinham visto, mas ainda a-sini Mi. ria Candala 

dera-nus t aipo para o figmar boquiaberto, maravilhado pelo 

que so estava passando ante seus olhos. 

Neste mesmo dia, depois do tlmeco veiu a princesa visi- 

tar-nos com O seu consorte e dois filhinhos ■ m o cortejo que 

era de uso acompanhá-la. 





I Vl.lflEX 






A |>r : . i' iindo oi -"o w? chama < ■• aim 

<|unndo se trata de cousas, Mn quando se 

Km (ilha do. Mona Cafonfo 1 , imià de Afòoa M ihsngo. Oa 
till*.- berdam o Balado de ^lulcinba 

WahanjC". 

do Betado mandaram pedira Mona (aAmfo 
laase sua filha e I de sua ama para 

d'ella; vi-iu eotlc Mntumbo que era ■• n 
o mu cônjuge Quinil Im •»• 

ice-lhe ser < 'apenda. 
A prú i nora, alta, «ir» 

e»tr.> nenfe de criar oa filho 

rml a 
mau tqniscl ruSefez-' tadr. 

•eia eonl áo com o pae 

ivi» criando um dVHrs, nS<> 

manter rol m jK-nson alumia. 

Klle acomps por ordem da ml r a |*-»*o» de 

mais conítaojf podia entregar, para a 

In mui» | ranha l i-la bem. 

odifl ■■ Mona Quimú-a ficar na mm 
to ii pi lo herdam o Eatado de 

Mal novo companheiro. 

l-ae muito a ouvir tOOara caixa de mu- 
niu canto jMim lhe 
oaodo fossemos agradecer 

u i feitas aa riattaa doa pr ncipaei pofc i t-tdo*, e como 

ulia mandado uni praaent' 

[liando pela 
rinha, cabras, ovelhaa, 



• Alguns trocam «j / por r. 



36 



BXMBUÇZO rORTrOCKZA AO MIATIÀNVI A 



o nito houve remédio sonso principiar i corres] lor>lbo d« 

!o ■ contentar todoa proporcionalmente ao quedecaila um 
w recebera. 

< > balanço dado •"' vinho, mostrou que m tinlia bebido muito, 
mai nlo o beberam squvlles n qm-in ■ ra nVhtinailo. Apm 
120 :.- arraflU] i» rten» ndo 10 r cada para toda i 

— ',:: u Lcnlif por uma voz, <• iii<- n> i> ivirp l'-'|'I": 

'■-. !■ .i ri |"i ii i|M.- - 1 > 1 1 c ■:- i|iiaiiiln ni.ii fizeram «ai 
DoniiBanu açio. 

Nà<» tendo possiveJ tirar retratos doa par o 
portanto*, porque apeou d'ellea tnnerem qw m prestavam a 

isso, nào o fariam ■. i receio de Mona ifahango, 6 OOItti 

porconseutoa mj porque tivesse mod moa te promptinc 

i .is num doa quartos cie maneira b 
rem-ae photographias Bem que eOei '.iHi.iiM--.rni. ebamaii 

:i ■ttençao p ura algum objecto que lhei di 

curiosidade. A caixa de mostos em principio, o roceborom-ae 

as visita* mi ''■'". '■ mH |.au'-iiin utn- -i .;n ■!■• ■ ■.- :n i. .!■■• - mais tarde 

ravoreoeram em parto oa nossoa desejos. 

No ília l'1 .losr ilr \ ';i>i'ni)i'i 1 1 < . - rela ■ ln ii içar eomnoeoo como 

combinado, amxiliando>nos dopou ao ajusta de oarrogado 

liou-se o pagamento pelos que apresentou Mona 

SfucansO qn« queria nesse dia retirar para o SOU feitio. 

Resolveu te que, si o lub-cheie eonse^uisso p<'lu iih-uo.- '■«< 
carregadores, B e •■• im t clausula de marchar pelo 

An/avo. fosse uma lecolo por ali, e outra vomponta hó ■!•• 

Xinj' •'• an <ji ira pi-ln csmlnho que julgassem tm 

lhor. por tanto o ajnste foa-ae ja" m >ta conformidade. 
Depoia de uma grande discussão em qui puseram in-m a 

prova a nossa muita paciência, contraotaram rraj 

roa por troa pi ■■ is de (ascenda de lei, eonaideraado-ae a arma 

1 1/. iri na como equivalente ■> ilua- barril de pólvora a uma 

e nu ia. 

Tornavasc ir-ti nt". uma ipn-H(àn ile sorte, DOMUO 

sxmas tinliam custado 3(1000 réis i sda ums e o barril do 
pólvora 800 réis. Dependia, pois, doa pedidos, e dos valores 






87 



juixoH 

K 

diw 
ri um l> 

vem 
<lt>iiroiln.« ufcu 

.1 j. cn.j c moía. 

a sua gente est.i ' sto 

1 . I " ■ • 1 1 . ■ ■ 1 1 • • • lid 

• • ]■■ Mu. H 'ii. ', ' CM logo 

a quaiu! da e ilc uutro m que pretendiam, 

oh i]i ■■ 1 1 . • ii ■ !■ ■ to por 

.-t.iiíti-. 

Io 
i - que orii o 
il" V*a qw Lu ' 
que I m ■'■'■ M Janje dIo 
rnuu ira o 

ireceumij iTaquJ ai 
,| i, . 
lito. 
iwlruoçoc», qu u] bua o d 

de r- 
\\ ■ ■ pelo a 
luiiitu teriai o» ji i» ■■ 

loal? 
v um oi i 

u 
l«nr • juatiça n qu< irri çular- 

| - -I . A. t*. Nog i 'i 

.1 / 

1 1 c ui '■;. idor, o quu 

o d< -•'' l i ■ poi 

| :.. nóa 





BXPKOIÇZO r-iuiM.i !■:/ I 10 KUATIAMVIM 



então l'0U dias de partida de Malanje i . >iq ■|imh.],i inic :i c;id 
Iioiimiii hc (lava uma jarda por ili:i para COmUj iiuporlariar 
na rações nesta data am 6:36S - 1 "" 1 e portanto tó a despes 
com este peasoa] montaria a Çhf59Q&QQQ réis. 

Se .1 i :-i.i quantia juntai vencimentoi e rações de 

Ompi ii r- í-j.i-.- 1. ■:-. i mitractadus 6 soldados, o CUBto d 

eonstruocfo das quatro Bataçfl -]>-v.a .-.nu presentes 

passas rioa, .• quanto olo montaria tudo? 

i ih pascoal pequeno tem il&o pois vantajoso por esta lad«; 
mas tem contra -i a ala i podei recorrer naa necessidade 
(uturaa á» Estações . jh.- mi. Ba aa Eataçues íium n 

oeoupadaa >• fornecidas com recursoi te para deanta ■ 

t|-as.-eiilofc • - t.il .i li i-ini.-nt-i - ulia.-tecidoh coimo este d'.' José d< 

ooneellos, nem coeamo precisávamos pensar em mais cai 
regadores, os poucos que tínhamos aram sufficíentea, ato i 

|mra todos os nossos trabalhoi como aluda para atravessai i 
grande I !ontinent< de tosta a costa. 

Ati aqui o. io tinhamoi conhecido differença nos volume* S 
ertigoa da commercia para viagem, que com poucas exoi | 
><■ tinliai .'. ado intacto», porque oi pagamento! B 

l-'iton i io Malanji 1 1 ir ■■ nt E itAcSet COm 

ponaavel para inato ato do pessoal ao noaao serriço. 

liem li/.cr.iiii os Allcinàcs cm s<- fornecerem de gado, poii 
eate pouparam muitoi earregadorei a eortoment< 

guino chegar ao sou destino, abatendo apenas dou ou trei 
Etrdos de fa/.i lida .-i sua car^a*. 

José do VasoonceDoa antei de w retirar preveniu-noi qu< 

Miican/.o tivera acanhamento de nos dizer quo seu irmão s< 

mostrara triste, porqllc sendo as eoi-a-. i|iie Mu- dei 

b iitr.il. i nina oamiaa rota aa tnangaj emquanto que cll« 

Mueauzo tudo qu>- recebera an Imm. 

Na verdade o rapaz não deixava de ter razão, e por ÍW( 

quando appareceu no dia BOguinte trata* a immediatamenta i 

atentar. 
C6mprehende*8e porque Uucanzo tivera repugnância 
itar o preeente quo se lhe da%-a, preferindo ser mimo 




108 i4 sua residência. ConaidetwravM indepen- 
lo inalo, e ";>" qi 

de lhe» vinha tirar inien 'lala, 

isícm inferior ao inal 

i moo !-hIhíí!«i quandu 
lenra-ee inferior ■ nua prima. 
porque • ra a herdeira ale, deanle da qual ee niU> po- 

dia assentar i altura, retirai. 'lo por MM i(uaiid» 

dava entrada na K*t. . 

rentes manifesta^-ííes de deferência 
nlwrrvain de uai m hierarchka, e 

n->voa para com o* tnaii v.lhos. 
iprimentos sân menos humildes que <>s po 

a, porém me respeita « 

fumar aswnt" lA 

«e os s- lheiros em esteiras, poria 

tadi» duado que te assenta em bano 

r trchia nao bi , Era poi 

Dçaa entre Mucan/.o e ' 
(lala NUiflo quindn lallavam. | [iui entlo havia O respeito do 

I maia velho, ii que ■'• de pratica x-TaL 
•Ula apreaentou-nos 30 carregadores para t-unurmi* n 
nomes, > ■ ■ 1 « - M<ma Mm 

iizerum o» pedidos <lc artigo* que 
' wlemos p rn- 

dc iprescntar Quicara por parte 
I i go. 

A maior parte doa pedidos. < aja, pólvora, lou- 

ças, missangas e obapelinl 

é, cm li^í'"» 
iiente ao preço porque as obtivemos S65O0 •■■ 
dava ir em 1 «Jhoo rêm, noa* por 

imtru lado quem nio pediu unia arma pediu um barril de pui 

raia íaaeiulaa, louçaa, mis- 
taiuraa e chapchnhos de sol, a todos estos ••lii- otoe dlo saldos; 
■ ipíe O cuntraeto em n'-i* regulou 



40 



i KPEDIÇXO P0BT1 01 UU 10 Ml kl IÍSV1 



O reis pouco 1 1 1 : i , :- de tn g peç, ia segundo o valor dado ás 

III". Ill.-ls. 

Encarando agora > qneatlo pelo que respeitava ai aoasaa 

loiaS] i imu ó podia sen ir pau i oeg b bi • 

jil n Expedição conhecia que alo ora possível faxer-ee na 
regjlo que tinha da atravessar] e |! ■ • •! < ■ armas, posto 

tbsBe de \alm\ era má. p-u-ipi.- alóm de m arruinar cum I. 

ii:nii exposta ao tempo, estava iqj <ibos e a ser depre- 

ciada pelos carregadores quo se Barririam dV-llas ou m tiw»- 

riam jh la* mat. já usada: . 

Alta i'isto o gentio, quanto mais para o interior, gosta 

de ter uma arma nâo attende ao iea rerdadeiro valor e quando 
nio tem pomua, vende i por objei Bi anti preço. 

Tiuiii" n os chapeai de sol da panninho da oôre t os leu 
■-Só carga- rajeitai i íeti i leio modo por que sào 
portadas. 

Qualquer d'eatei objeetoa, pois, saindo na occaeiiLo de prarV 
reneía á misaanga e fazendas, 'lava no.- mais proveito. 

Ficemoa algi smentoa a carregadorc . mas convinha 

i Eectuá-loa a pouco e pouco, esperando a chegada do BUh*cbefi 
para sabemos quantos slle angariara, ma» sem darmos logar 

■ L8, 6 por iaiO dispOíémO-nOB a aturar todos o* 
Ojue ttOS visitavam^ e a irmos tambciu visitai"-, pr." uramlo 
sempre nar 1'hiim : miipto.- .pie uns olVi-roi-i-SBClU algtOU 

Illl.-IT-S.-. 

Estavi :• no dia -- de Janeiro, am que o trabalho noa fa- 
tigam ha da jantar quando o sol estava pró- 
ximo ilo t-ni mi ,'lhu, fomos dar um pinwiifi ate" i povoação da 
Mona Samba afahango. 

< ; . • - 1 1 in i ..-. de ver ■ boa bnrmonU o,ue reinava entre ioda n 
sua gente. Num pequeno largo formado pelas oubataadc 
doncia da senhora da terra. i\«i ••■ • •■ia B sua sobrinha her- 
deira sentadas sebra hum esteira nviri-.imio mm dua» oh 

três mulheres já de idade que haviam chegado das lavras. 

Num;, jii-imi na elevaeAo, um pniien ,i!'.i-í idos e .«ih; 

baixo do uma arvore sobre uma tora já velha, extav.nn nm 



;:ll'..À.» DA VI 

Mucanzo. « > filho •"■-••• •■ o do 
prinv idade., brincavam um 

pouco adcaotc, o uu 

b«ix< uru arfo musica cm que sobn-saia 

tuna • tava rodeada por aljçui - ijnc 

>sim quo n.i!< avistaram dirigiram-** logo 
para u oímwi Lulu a - rnndo a nua alegria |»t 

iminháli i ira os 

cumprimentos « eonversaçlo vi 

indo <■•■ - con- 

ia mandar ensinar 

que nas 
li-rra* dfl Mnenc Puto 

S i nonte a 

. •;.!, deu logar o nas vantagi-i 

ir Ullia 1: | Maiiali.: 

|M>rtaato na necessidade de se avassnU Pntt>| 

a como ITonn dita do Capend k-cá-Mali 

nl aonuitido a isso est.- poti Qtado ■ que I 
r«illm 

I 

Wlllf 

i Samba <• de nua inna Mwia 

ir ii r no <':ij>iiiilit que ■'• um intruso, i 

.. que a ai 

ir . 1 -i jl i 

unigo com uma en 
fim de elle i ler». 

na Mueanzo 
tar já < la, tanto 



1 E»Ip rap»* ni' tet dspoisc 



' "um dois mai thoa q«W se haviam ;i| | do 'lo QÓB, 

-•- dispa/eram •' I':ií-i i n.irruràii i'HM historia, de que 

i tomando untas. 

Jii tarde dirigiiiw-nos todos para -Mi.m.i Mahangn, que ainda 

estava lentida no mesmo lo-ar, <■ di/.endodhe o filho qual íOra 
■ dom> coavam respondeu eUae 

— Que me Importa ■ mim OOOI o I apenda, que estA isóN - 
vidaiiii.ni.- ao KmíuIu: a- minha* terra» *ao de Muene Puto, 
' jiii- Mm ni- l'uto no» mande DMltMS pura os nossos filhos c 
negociantes para as nossa» terras e terá íeito a nossa felici- 
dade. O < 'apenda I*ir«; ' que me deu este Kstado, era filho de 
Muene Puto, <• sr-ulior ih- tn.l"- os portos do (,'uango por no- 
meação de Muene Puto. Quando teve logar a guerra do Am 
bomba de <a**anje, todas m bommi i' oram entregue* 

pOI 1'ire ao major Sallos. Veiu depois a guerra do Cazári, 
(Cazall morreu este e Mm -ne Pato Bio quiz mais saber de 
, mas iu'..-s nlo tivemos culpa d'aqmdla morte para 
MMdos i al>aiidonailo* por ellf. Estas terras 
tomaram a ser de Muene Puto, e se elle uBo ti B qtwrido 
tomar contn d'elhis o qui havemos d.-, nós fazer.' Ivp"i u 1 ! 
1 'hega agora o nosso amigo major que vae para o MuatiAnvua, 
pois elle que diga a Muene Puto quando voltar que também 

aqui tem filhos; ove m filho* de Hoaa .Mahango »&o 01 >«'"••<, 

e que nao os Beqaepa. Mande para cá os seus filhos brancos 
que sabem fazer coisas boas para nos ensinarem, etc. 

Devemos dizer que esta mulher, que parecia ter mais dos 
•i iis eincoenta annos, c que era de pequena estalara e delgada, 
ainda se apresentava com um certo desembaraço. Tinlia ainda 
frescura, era de aspecto sviiípathico e todas as madrugadas a 
viamos passar do p.-qm-na enxada ao hombro, á frente chis 
suas mulheres em direcção As lavras, voltando de lá muitas 
vezes depois das OtDOO hoTM (H tarde. 






1 Kra o quo tinha fallecido dois anno» ante*, e a quem succcdcra o 
i-eutulerado intruso, que ainda aio tinha a* insígnia* do poder. 






13 



Poucas eram m ooei /.iam os acua, de a terem viito 

uagittla, c rjn .1 1. .. .-!■■ raccedia era qus ire oon atroai 

ura dIo 
NBM • M~ .!• ijiivn. 

■40 do* iii 
ponli> paia lianuo- 

niicxr a> súbditos 

A. Liir.u o III" lodo loa, e na rvré 

caidava-M* via enluvar maia alguma coisa do que mui- 
•lii-c iras. tabacu, milLu 

l<i, inhaii la» ma* agradáveis ao 

poladar 

:ii]>i rao i fona S unho 6 os 

síIIim- i nlijun nesta parte do 

paix, ma- -iJn na* Borestas - w isso br 

•cram-oo* nl<> • j i i urraes perto da» ca*aH, peln n 

' abam il iicgavam n apprvximar-»e muito doa 

le uma noite M sentiu o rU| 
:ira o» ladi -te. 

Era tarde quaad da uosm visita. \'i»!i«in<>a va- 

is nos agradou a distracção, mas porque, 
já ter cbegado uni raeea que mandara 
buscar pi o seu primo l'alanga também 

o quo na occaaiao fez bom arranjo para ajuda 
da uliliu-tilaç.'. |."»*oal. 

coorreo-atM a tafornaçlo que nos 
que a jornada para Química com as nossas 
podia fawr etu meoo regu- 

lava nos, ja se vê, 

i . hm de mantiuiiMituH 

para eata jornada, porquanto em eertoa d onde 

l-rar sustento, tend «bado soffrido 

bastante» fomes i--r nlo M ter prevenido. Era esta uma quentão 
séria, ntl til de» ou doze carre- 

gadores sú para lavaram sustento para o pessoal. 



Traia .-. pois, 3a procurar nnva» intom n-a- 

para providenciar com ti mpo, •• as 2 horas da tardo 

■ In <lia L'M tivi i.i ..- il. -ii-jn i !■ I ■ - 1 ii- [ ■ . i ur : 1 1 1 1 • • 1 1 1 ■ • >- i|iic i i.i'..iiiin- 

lii/.i ii. I ' aos cnrrcg idon • porque ao* avisavam que j;« catava 

la pOTOOçiO dl M"i: I S.iimIu snli rlnli- Q .|ii. 

ollc vinliu muita gente* 

itii,,.-.,. | .. -:-...ii | ... ! : ii li.-.i i .. iiiiiinr alvoroço permii 

l ir «o encontro dos seus c ponhoiroa, e tóí trata* 

■ la de recolher a-. faxendaa "■ de dar providencias para o 

salho do grande numero de gente oui i bi gava. 

Reinara ■ maior alegria aa I pela chegado de i 

reforço, que aa oonaiderava de aumoja importância pp] 
c «oposto de gente da Lunda, súbditos du grande Mu.ci-nnu.i, 
.■ tudo li- ii ia acn ditar que mada li i ■ ■ a t|u< 

do ■ari'. gadorea. 

I»n relatório i in lunatanciado qtat nos apresentou o sub-ch 
sobre .1 nu viagem ■• conunissio, eque remettemos di primeira 

OppOrtUnidadO ao < : í:nv ;- i..,ia um 1 Mr.ulu iln qili' 

jnlgAmoa de mais inlm --" . para -. -u .r ■ a nu '• m nu 

espo içío doa (ad • 




lllnOlUllH LA MAKI.IU HO > 









4."> 



M\«;i.M |H' SI I! CHKFK V ANZAYO 



% 



2 



ÍMem<M já ijim» o 

•lia 11 
As 7 liiirnâ d.i mniiliA. :« 
baal 

animado <]■>« m 

-■li» 

■ |.i- f|:,li; 

(lCf ' : | '•■ T 

-«ivn.H a 

"^ •$&?"< Ilii kilo 

~ ipw n<» ramo 

sdoaralli ida» serre 

;«s, o mar) 

la* vlo siíHiii 
:«>8ma sorte Mipenteando *• dca- 
• r i i. N. \\ .. i, •. i :.■!.. um i^gii 



irw* UmlwiB |" mtr.i. 



Os caminhos seguiam pelaB aba» escarpadas do serras qua-i 
u pino, ou .-(ilj b '!■• < i itntsi, assombrados de 

ilciua» c emaranhada* florcíbl». O solo ;n-_-il..-.i). «-In 
n'10 mstdfam oa raioa solares, estava entlo escorregadio pelai 

agnas das chuvas -• a pequenaa distancia» a p m era 

ohslruida por imiiihos chrgnTaai 

aos pontos mais elevados, para no >lr<>cenM irem atravessar 

lli pressões piiiiIuiM- 1- | ■ ■• - li 1 u 1 ■ 1 " fi-i ri-liii ih li;n\ 

..li leabwi ih .-ih lagoas Bxtonaai de tguaa fotidaa >■ esvordea 
• las coro 6 on " dooimetna • 1 ■ ■ altura] ic fundo instarei e moile, 
interceptado! de arbustos e raisee, o que tonava a mu p 
gem diffifiliuwi. 

Era parti ia eram tão escabrosas ou escorregadias as subidas 
que, m m oqbtm torreaci ■ ■ em 1 aoai 1 

descobrir as raize* das arvores ati nos lia 

esboroameotoa 'I" solo, e çpu n 01 como as 

corda; de unia r-wada, o que muito auxiliou o smVchefe • • 
os seus companbeiroa oa • . servtndo-lbea de apc 

mios, |" ■•• a joelhos, de carto d< nhum lograria chegar ;| " ' 
di jornada. 

Dois rios importantes, nau pela -11.1 largura, mas pela torra 

da na oorn ate, como ».lo o rio 1 liamba e ■• seu aiiim 1,, 
direita o Nudro, em parto obstruídos poi | ia de 

anona, alguns doa qnaea implantando-ae no sou Rindo ahi 
regataram e ie robusteceram e perigoaoa pelos jacu rés •• hipo- 
pótamos que <>* frequentam ■•ih abundância, furam maia dois 
grandes entraves ao fran-ifo da comitiva, por ter dfl se fazer 

.1 sua pa ■'iin mui amontoado de troncos, oa maior 

ji padres, dispo ta segura a, 

noa 1 ram mais uma armadilha enganosa ao viajante estranho 

■ [iie dVsta passagem arriscada tivesse de wrvir-se. Mesn I 

indtgenaa maia afoitos a práticos, tiveram aqui Deceseldade do 
1 aminhar como m (batem quadnunanos, apoiando maoa e pés 
nos troncos maia Ermas. 

Se a tantas dificuldades acrescentarmos, que a época era 
a das grandes chuvas, razão tinham oa informadores para rejei- 



/iinrr*£t*'Í0 de Mona Mahango ao J/nata. JÍtiti 

JCicala Q00/ J kilem. 



si/t xaua 

*4 «V . /i ' a a afio 




ItilN.-AO »* VI VOEM 



47 



una tale perigoso caminho, a parto era um v 

drir» ilvj»rn ransporte da cargas. 

NfiBiiitMi-.' 'lá unia justa idea 

: ni"« com que m top* otn lodo etta M 
depois do pi 
a»W, 01 i Jluna Candala. toda* M 

: tical do que, aa !■• 
tr*;»u», i joe portanto a* subidas filo nu 
Uwm|iÍiLi <\< do itinorai 

liara na II. • na dn 

ll«^ «'■ 

lometroa JaaajBroIro m do se- 
miai rodo. Partindo de unia altitude de 768 metros m 

mu valle 
«aua «rl»ir> -..•!■.. depois de uma marcha de •*> k 
^wr» um rega IV< *ea a>rua. I 

lada •• !""■ içla de Matui ' andala, cuj* alti- 
*w * ter de 728 metros. Continnando por mais 

vkflnni«'tru.-< toboae ainda nu* 20 metros para em aef 
•"haf,, l kili te descerá povoaçlo d Sábi do 

*' ,,r,t ' 'li Ti 1, ■ >i-:i. rabindo, ora de- 

P*' mo d< lin n -nitra «erra bastante 

'""••a, | estio, um laa 

""tao, im que regetam j»raijiiti';i- i ■■;. p t.i <•■• i*. .• sUm do 
inda .i povoação de Mona Qnixuala na altitude de 
'»i. i la todo este percurso de 24,"» leiloa 

mda jnri ais pequena, nâo foi menos Lati- 

12 kílometros, as serra.» m-ve 

. tl " ás nutras >• ipre a raaioros alturas, para »«• 

Lo de Mona ' 'anzôli na altitude de 920 

l, ««U aontinu to da J kilometroa sobre i tdtún i tem, 

n» era seguida se descer entre nma 
íiili» getaego arbórea a um profundo ralle, 

pen ,'' kilometros, no qual eom* <> riacho Quini- 

na cuja margem direita, onde •■ 
,>v 'iuu a jornada, está na altitude de T«.T metros. 



18 



Mfifto POHT1 OOEEA Ao muni 



M [iam 
.litlicil 



Nu «da, o transito no* primeiro* T.f> kilox 

troa, fer.-so sobre uma serra ater a povoação do AngttBM) IUB 

• li -IV- l.uiiil.i (iiilnlir.il .li- Aii/.nv.i i ijiiiluli. il<> Mu . cuja 

.n- !• «iii diapOeiçto rcpilnr, i-sl/i xitiinilii ri. i alti- 
tude de BM nu troe, w guindo-ee ài poíi em descida oa i xten 
sio de - kilometraa pare nn> rali* rio IThamba ni« 

i]te correndo cora o caminho para pau- 

:-.ir iii.i;- inli iHiti- i-lli outro v:il|i- i ntillllitr BOU CUTM 

N.-W. 

P< pcorn iido di pois Eoaie .">.-"• I. em i aminbo 

sobre ama Berra, chegou i comitiva i povoação de Ai 
suja altitude de 840 metara I imbem le registou. 

A i|ii.ni:i '. iair«'in :••• i«rn nu no da i mcaorei 

altitudee a vencer, tomou-ae tsstidioea pelaa difficuldadea <• 
indiepeneaveit eauteiaa aà m dõ oaudaloeo rio Ditam* 

Ho uai. r.isvi muito largo. Tranepondo mim 
o de - kilomotrofl a altura de serra para descer ao rio na 
altitude de 806 mi u o caminho por •"> kilometror 

sobre iniiii sei irpada, para le d nsèr a m 

profundo, em que se registou n altitudr < i- ■ nomo ■ 1 ■ <■■ ■■ 
da primeira jbrnadaj 786 metro*. 

Bate válle fertiliesimo em palmeiras, vulgo bordUo, de que 
ee extrae a eeiVa para beber depois de fermentada (mali 

• sobrepujada de Frondoso •■ gigantesco arvoredo, quê pornlo 

ir penetrar oa raios solares, se eonaerva numa humidade 
inii uaiasima, a qual promove o deeeavolvimento da copiosa 

dade da ox< mplaree da flom tropical, ■!■■ cuja colheita 

nriqu ria em lo rbario. 

A quinta jornada oompn hendi ■ díffioil a perigosa pa 

do rio Nhôvo, depois ilr uiii.i i n:i r.li :i •!•■ ."'.."> kiloim 
■obre una serra; ■ õm una peatileneial lagoa na extensão do 
30 metros, e a aaoençlol maioi altitude, 971 metros, em que 
se encontra a povoai lo do Anzavo, ao lado da qual m estabe* 
leceu o aoampi ato B. Jannario, sendo o pereurso a oostar 

<lo rio I 1 kiloiio-tros, ijuc .<«■ venceu transpondo tn-s colima* 
distinctn*. 



WMCKlr\\'> Li VI 






''»HB|irtbiDd- tadoê a q -ting 

transito, r na >fc*a'à ro que a 

iradir-M- por uiu - N.-W. j>ara 

■ admirar a c-<ju6guraçao e acci- 

• • tinta rvgiio ÍMilada, ea <juc a* «rua* mi 

teaniln de saiu mui diverso e ca| entre •.-luiaenciaa 




tráM alturas, e seguindo difecffaa diferentes se e»cf.: 

•tancia mt dUtancia t-nim vinha ri"f»u», qu« apuram 

em» i—IuIim qu- *■• d«-»t»cam 4o tom arrnarlliadii e escuro 

•La» encostas, c-n-l tim *U- - o á esterilidade pela accao 

atiuuppacricus 

A sombria ruagcsta.lv ila uaturt-za, qtto «o alguns lugares 

se uapSo oomo a de ora abvsmo a que *e pretende fugir, ainda 






| mi DIçXo POBTUdCJOA AO mi wiãnvi v 



bo ton - amovente e myitsrioa pela neblina constante 

: ;ii 00(00 MS roo BObrC 01 faUea, enchendo-sc do 
mais tristeza O nninio do viajitutu quando h» nuvens tamil 

toldam o cóu oceuhando-lhe a nu cor e a ma hus vivificante. 

F.)i n.i r i que o Bub-chefe da i xpediçio, 

dopou di ■'• jornadai . ■ rante o eape 

, I.ICIlIn .j i.ili,!;.,-., ,|l|r a 11 li 1 1 IV /. .1 • 'I I IU I OD I 'lliplaC.aO, 

revei .-, ii diário: 

• Ou icjfl do ar puro das w da* aguas filo tinas, (lo 

frescas c tio potáveis, » minha Bando que ao partir estava 
assai arruinada, vae restabelecendo-se: sinto agora mai 

mi» animaçlo e maia \ ido, reapparci e , appetito, ao 

nu -um t.iii]"' i|U>- :-.- h. i mi ijin parecia tra- 

zer u alma ■ nvolvida.» 

Esta povoação era d< aspecto regalar; as habitaç8ea de base 
rectangular com paredea baixas mas perpendicularei •• cobor- 
turaa em duas e quatro agu vestidas de cohnoa da 

■ i: (li- |,:i|.vnis, tini, .mi jl iiii.i |„ (1101108 D ' 

annexoi ceraadoí de papyrtss. Viu alguns laigos arborisadoe e 
ilgoiti i- ' uliurii-. .!>■ tabaco, liamba, mandioca, jtnguba, canoa 

-:ii-<-1i:n-|li.'i. ■ 

'1'ainl» iii ;i,|in 1 1 ■ >tOO Bm maior numero, 08 pequenos telhei- 

rói de 'i 1 '" \i lémo i m que 01 rnoradorei guardam 

o seu muquixi. Estio BMCntCii sobre quatro i Btacai , 

de Forma circular, tendo por cobertura um < lembrando 

|mm 1 ii,.'iihs Liii^.ni,-., de 10 a lL' .1. i in,.'tii..s de altura e 6a 7 

,i, diâmetro. 

lícprosentain, secundo i-llc uhseivoíi, iiiiiiuiiii>'iiii).« erigidos 
, ih limira ilo Zúiuli mlailc, <■ que os gentiim construem 

i hm ,!. implorarem a sua protecçloj pode calcular-ae que 
cada (amília tem o sou, porque bo" no seu teoui crença ; rospi 
cada ma o do vizinho para que lho respeitou) o iTelle, e pelo 
acato em «j u< i, i a > propriedade alheia* 
Aavim pensámos, e é este ma principio de moral que m pode 

■ [■»-■ In n'.l'-r ii<> desejo ilc qnerormoi o bem ilo próximo i 

o queremos para l 



DESCSirvÀO DA VUOKM 






Den-ae mu eaao curioso ue**a povoação com respeito á noas* 
•ir», is com outros jtovo» e 

• narrado jx>r vario» viajantes, o i 
ta» i « na 

■» q«« |> nas alterações, se v.' , 

«uve o ifM já ac tetn dcsc noa convence que tra- 

tiium» MB).- ■ dn luvstua Éà 

dadecendo-sc o acam, uni iiim. 

abaadfload». (um o consentimento de * . collocou-sc a 

liaadeira da comitiva sobre -lie, e logu em seguida uma tro- 
V'*ii il't N.-W. acompanhada de um grande vendaval, annun- 
ciava grossos aguaceiros. As 4 horas da tarde continuava 
n estado do tempo chovendo jior Ioda a parte em redor da po- 
ruaçjo wtcep! «yo corr- «jue nlo 

tar a bnndt-ira içada, e nem '1 
K»nu ijiuui !•» a bandeira foi arriada, começou a chuva imme- 

r» trabalho perdi'! 

vallr do Bangidn encontrou a comitiva um bo near- 

lo de encher calaça» • ■ do U>rdlo para o 

ava umas tantas para si, que mandava vender 
iul* }H»vuai;iV» próximas. Esse humem, familia e mais eompa- 

i-ntretinham-M nai 
<|UÍdlo da tardn <in fabricar armadilhas da caf 
Ho pira o peixe. 81o d« variailas formas, cvlindricas, 
pvramidai-s, i damos conhecimento nos nossos 

|ihÍCOS. Aqui chamam lhe mujia, cm Malanje 
musún t nas tuarg>-n< do Cuango ii ajwii 

ti«Us as jw>roac«Vs wou a comitiva, ou chefes 

•-ntavam-sc a cumprimentar Muene Puto, • tanto elles 

■ «, dentou* traram a sua sn* 
. r queriam conhecer o sub-chefe, que era o pi -ranco 

que ali appar' 

lunsattnui' do as posses; 

una traziam gnllinhas. onti •■• de amido da 

mandioca, farinha, cabras, idos mau ou menos so occo- 



&2 



i mi WÇlo POBTVi i SE v 40 mi miasvia 



pavam nas lavras, mas nu geral Buam pobn-> ._• qualquer pc- 

• lii= no retalho de fazenda lhea convinha, quando mais não 

i ■ iilirircni o ■ ■ u> • >■ pudor manda QCCUlUU*. I >.-. n. 

porém, apraeentaranvee oobertoa ia cintura para baixo. Em 

|] poclem ellei ter uma cainibola. uni i-;ií;icii, ou li: 

-••li. t . - que vistam, porém 4 da praxi ostra ellei mostrar o 
corpo ao povo, para demonstrar que ainda alo toem d> 
algum que o& inhabilite de cootinuan m DO governo. 

1'uuco exigentes foratu vim eom o Mib-ehefe, uui 

por íkkii < ilerou .li.-iin. i.i, doi povoa '"ih quem o 

i. ii' ;ii il.ii n ii <_'ii, <> tjin- nós attribuimoi i rápida p. 
l" ih il; Comitiva; todavia, naturalm.iit. . |icdi:uu tabaco para 

fumar mi» i|iH' viam ]•< l.i pi iun- r.i \ > .-■ . DO) 8 foeselu todo* 

ila nic.-ma laiii.ha. por nur < hI<- um li.il.ii-i iiiln '■]!>•* (■■uno > n 

da gaudaçlo do dia. Bete habito dá i ntre todoí os povi 

• !"«•- •■ isitúiun , i ih i oinu | •■ ■ 1 < i ti tabaco, a qualquer - 
He o tiveram. 

O boi em que montava q inti rprete, dea grandi trabalho á 
comitiva e passou muitas Inclemências. Ma passagem do» rios 
julgaram-no pi rdido, a òV uma das v> ■&■* alguns homens tive 
ram de entrai na agua ■■<<• i cintura <■ min <■* machado 
taram os ramos ih' arvoras o arbustos que obstruíam o rio e 

(Hl QJUO cllc N embaraçava m-iii poder vnurr a ounuli'. 

Depois da p : do rio tíaOvo, sondo imp mia 

dar o animal pela eaoorregadia e alcantilada oneosis da serra, 

enti odi ii. i! bem, o sub chi (••. maiidai' polir ao inalutViro do 

vallr la havia pernoitado para o vigiar até ao 

pelo que promottou grati£cá-10i 

Ainda B comitiva iiào havia checado ao alto da povoação do 

ànzsvo o ja" o Cai nata Xembu, do nosso i hooimento em Ma- 

la ip. reeonbecendo a bandeira portuguesa, reiu ao encontro 

do !»ub-chefc, demonstram! ia -u.i pro\ ■.■rbial vcrhn.-ddade 

quanto eal l afoito por w» o sen antigo amigo, trati 

Immediatamente i> o aj Mar ao iea i illi •■•■ lluem Oaje 

u maia pessoas que o acompanharam a esto folia i tu 

iiaipulla ti rra» 






i|in- o - «o alojou, 

por nJlo estar prevenido apenas 
r». 
N» «lia lo preparado um i 

ter provei • umprinnn- 

A ■ nin lar. e foi 

(ando Anuro >■■■ ■ em 

rada de pnnninho encar- 

la ile ganga azul, sentado ao lado direito da 

do iNj bordlo di- 

m< i, tendo os pés sobre uma pelle de antílope. 

Era boi rançado, e 001 

do 
um mprimento ilo una 15 eentimetros. Tinha 

aa maça» do rosto salienti s, :m- 

• Basal, 8 era aleijo lo de mio* <• pés, fiiltando-lhe 
pes. Ah pernas estavam cobertas ÒS 
'totós o dr ulceras, K^]»r. ter 

niaia i . e pelo aspecto podia comp.ir. 

IÍB. 
A ; : Afii 1. 

■ ioda iencii investigar, so, como < d 

■[icu para o centro 
ou m também |>ode con 
ú raça q 

estava taml miro 

ios idade o n5o menos r» | qoo seu 

lento 
imito amor pelo malufo. Mm o teu m«- 

a-se 
to regular, foiçí 
d< Igftdos, enbello preto e levantado, olboi 
i bom postos e de grande alvura 

• ■ : i its da soa pollo. 




EXnCDlÇXo iN.KircriZA AO MCATIÀNMv 



Era e8ta a Muari (a primeira mulher) d<> An/avo, e que 
assistia ás audiências extraordinárias do sou senhor, <■ qm- 
(U cora os demais povoa que visitámos. 

i ■ fronta io potentado estavam os dois cacaatas ' ba pi A 
. Tâmbu E sfueneOaje, e o sub-chefe eollocou-so entre o 
An/:ivo e a Mu.-lri, pondo-so a seu lado em assento mais baixo 
o interpreta da Bxpedii 

Dispostos cm somi-oiroulo estavam sentados no solo ou sobre 
08 ealcanhares, alguns indivíduos de categoria, e gente do povo, 
e entre elles parte do pessoal <l.i ^unitiva. 

Tomou :i palavra Sttb-obefe tQt inti-rj<i"t--s f raiiMii.ttirnin 
potlOO UBifl OU nn-nos o seguinte ao senhor da torra: 

— Qoa p Ceonata Támim. pn lábia que uma grande 

l'\|i.ili .'ih tli: -Mmciu- rolo, agora Mtmp.'1'Ia |irozÍXB0 da po- 
voação de Mona Mnhangn, estava em viagem para a Mus- 
«iinilia do Muatianvua, aquém Içava grande* e valiosos pre- 
aentoa | que no caminho *>• .-.imbcra ipjc Anzuvo era súbdito do 
MuatiJii'. ii i i- residia neste sitio; que por ser ello um grande 
pi r> ntado, dispor do muita gente e estarem "as Mias terra» 
dois eaouataSi resolvera o ehefe 'i 1 "- olo podia vir na occa- 
sílo Eallar-Ihi — encarregá-lo ■ alie sul, -.int.- da o repn 

tar, entregar presente que llu- enviava, de pedir-lhe faeultasse 
todos 08 carregadores de que pudesse dispor e o auxilio dos 

referidos igaudo-so a remuneração devida u lodos 

« | ii*- .■i> i niii]i:niliassi > ni a referida Expedição ú Mussumba. 

l''allou em seguida ■• T&mbu por largo tempo, afastando-ae 

m do ass pto capital i- (ratando só da grande Kxpediçlo, 

d«« riquezas do Mneno l'uto, do bem que fora tratado pelo 
pessoal da mesma em Malanje, e dos presentes que esta levava 
para ■> .Muatiàn\ na. 

< Isub obefa vendo que o Ansavo nada respondia, s que Tumba 

nau tratara do ponto principal, tomou de novo a palavra para 
lhes dizer: 



1 Dignitários ItllmlltfriKis tm 1-2: t.i"I<> ilo Muati n 



— Q era liastante rico e que nada [ ■ — *"fV^ 

let; que o serviço par» que 

lava .ni de pan o mande potentado Moa- 

• u, e ia redoE . portanto desejara 

-, se podiam ou nio arranjar oa 
ulun-s que pi 
e q irar o maia breve poaeível para dar nu 

uhii. ijuo a unira iluviíl.i r.-tava a|ieuas 
no rani.n' ti Ao faltariam ram-padores para a 

MuMitmba, »■• a I ífuir j-Ias terras do 

ia o caminho, diaae logo 
■••I para o transporte daa eargao, o dasrre- 
aa diffieuldadea cora que leve tio lurtar, mostrou aa 
rqoe nlo çao. 

fortil em pretextos, n linda, qoe o 

nlo seria obstáculo, porqtt ac <-otiq>r>>!ucttia 

por um ostro nl inita 

vel para carg M qual • 

dariam a» grandei • já tinha ex] 

r? Se era seu pro] 
x l'.\ jiIí o desse interesses áqu>lla terra. 

<>s earreg n os 

. d'ahi, par.» seguirem para a Muasumb*? 

alie 

laao un. bom accesao, nlo bareria dm 

na aeceitar as eondioSee, e que portanto tratasse de orgnui- 

iae ao diu aéguúite, para 
dia •min Sinta pi 1 1 N 

1 ama li -lurava, e por i**o o 

ibu, a títn do 
maeguir que <• Al as suas ordens para o» earre- 

B que nio houvesse nisso 



M 



^TIANVIA 



A.; i -Mn.iri entenderam il< • i presi-nU-sr • > '■ 

I .■ -• 1 •- . Km.i i-iivií-ii lie' 18)1 OVO • l Ibfl KIB l"'iii garjBÍO. 

Infelizmente o* sold;nl<» encarregados de imitar u rez. jMir 
bito 3c pontaria, ferin lo morfa uma das melhon 

il.-i iiiana.lii '■ '|in- lilili:; uma fim <le im ,. . Quíj - - il-iliofe 

papar»'. i respondeu que ulo se incom- 
mudaste por causa ' ( . . . r . 1 1 1 ■ - caso i v. mt.'! morresse, ■-!]•• 
e a ma gesto tarai» m gostavam ■!■ c r 
Terminou o dia para i comitiva i taro apre 

quando o poaaoal ' -I. it.. mm uma boa ri-tVieilo i ín 

• i ■ i ■ - entra carne < mmufo — com danou i cantos atí i 
horaa da noite, tcom] instruraentoa de pancada; 

irai batoque rasgado, nm alarido Infernal, que angmenta 

oi ••i)'i ii.i- .! . [oando m k tu promoi 

i ou r ndíd •■ di IWdí 

b-ohefe que niamlára 

uma perna • i:i roa pertencente i comitiva ao Ansavo i 

ín n ue*si- ília .ín * i|i tagem, orna y roa 

da referida v* 

Oom n ipeito i povoação informon nos •■ sub-ehefe que era 
reaimonti de, mas relativamente mal situada. As i 

tas de iima appan ocii ■. eram como as que ji sonhe 

ciamos, de base t* ctangnlar, paredes de pequena altura o 
direitas, coberturas de forma pynunidaj, roí di colmo, 

nl.i nm-i mi duas portas baixas, omque alo pa ■■ 
oa d< mediana altura Bem bo curvar. 
A« raai i largos, nati aram tratados, a o trai i • 

i ntre monturos de immundicie, i doo • 
i por plantai agrestes, damninhni <■ som utilidade 
i.i-lli-/.i. qn apenas serviriam para tornar i povoaçlo 
insalubre. Como seria um p ■ pura as cubatas ffcser quel 

uLnlas .In c.ij.im. e,t. t a-.-., ali u 1 1 i.i i < ■ !■-:■ proporoSoe ■■ d|o 

,-e lembravas] de o arrancar uno d orlar, ao mo* 

facilitar ;: ■■ entil 
Existiam algni" resttgioa de cultura, mas do que ! mais 
trivial; tabaco, liamba, cabaça», milho, mandioca, também 




EXPBPIÇZO !•' 



\o m-ATiÂNvr v 



i cubica*, o: na sua marcha rertighioat arruina uns povoa 

para enriqueceu oatroa, m m olhai paia ir.' importa 

■ i ii m .1. •■ !• t : in:i:. ijoe deixa apta si. e procura sempre quen 

11 alimento embora passando I 

A gente <l*«?*ta terra, na maioria, entrançam oa cabellos, 

DUM Bio M '••'• 0OD0 enlrfl OUtro» povo*, ri uso de ns lllll 

• 'oiii s U 1 1 - I - : T l - • * ■< ■ 1 1 < > IH 

i>. '"•: Riram i cartilagem do nar /. | I" ahi um pe- 
queno pau oomo do Lul< Slo ■ idoa de oorpo, maa ai 

indivíduos apresentem<M pintados de >• rmelbo. 

Depois dl audiência que deacrevomoe, o rab-chofe por dif- 
ferentet reses procurou encontmr-aa wwn Annavo, Ifi 
Caje e TAmbu para I! ■■ b * rena a apresentação doa i u 

regadores que fosse pos*ivol arnmj.ir, i' para partir com ■ • 1 1 • - r- 
]>ara DiODJ M.ili n i^r<>. 

Indo fazer a.- miai despedidas :ni Aii/a\ lia IS, ■ 

Ute que podia partir ao dia seguinte, devendo levai já 
na earagadorea, e que ao leu encontro iriam li i i 
estavam ^wwi*iwi 

Numa foi informado o aub-chefe, da que 

vivia na» tema >1" Anjcavo, nasdiatajate, um príncipe poi 
Qnibunxe Eanvo, migo Xa ííediamba, irmlo do líoteba Um- 
bela, ipu' ili/iain Muati.'iuviia, maa muito maia velho do que 

v .-mil»' i- filhoH (In Muatiânvua Noéji ; e qu< buivo OUfa 

muito estimado na corte, tivera de expatriar ia, porque X 

que tomara possa do Betado, o queria mandar matar. 

Diaseram também que l invo i itava rendo em loceg 

nilirra ■■ M-in pn-tnaeSM, poreni nltimanienu- *cu 

írmio Mim i.:i. reoonl ndo u bum pom ia forcas para dirigir 

n governação do oetado pana que Rira i leito, pro] sorte 

abdicar i-ni BOU irmão mais velho, o «ju.- ,-ici-eita tal residiu 
iiianrlaram partiiipa la a I.invo i eliamit I" par.i HV inve 

do podar. 
Suppunl ■• este já devia toe partido, por» m, por falta 

le Doticiaa do sitio em i| II tava, havia já tempo, n*o 

mi il'i»9o certeaa. 



fiO 



| \ii DIÇlO POBTCOOICA AO \w \n\s\v\ 



No dia iiiiin<iii;ii.., toado adoecido um doscam . foi 

pi-i-i-i-in i| 1 <■» ■ -. . -. .11 1 [- ih ii.- ; r. ».-. arranjassem com esteiros uma 

: ■ • * í • 'i >-• ■ i • ■ para d ir .-: ;•■-!->-. i-. ih. e eontinuar a comitiva 
a eu» manha para a povoaalo de Canja, ando encontraram 
Quicnia e os seu» que quizeram logo seguir, visto ali nSo 

,ii ll.ll.-lll ilf <■• Hll- ■ r . 

A comitiva terá de demorar-M nesta sitio, porqoc hc 
MÍdadi de mandni- maia gente para *•■ apanli.n- <• !•< 
além ii'i.v-1. porque Quicaí* ãiaeera ter Bailado a Canje >«>bre 
o» earregadorei mas que era conveniente que o eub-cl 
pessoalmente lhe fallaaae taxabemj pan ell< M despachar 
bn ridade. 

1 'inij item niuiiiL ratmtlo '-"ia todos seu», tratando da 

w&emcfa, que é qoeatlo para elfos de grude i s, •■ que nSo 

Enterrompeo por outros negócios. 

Qbanda, í orna eeremonia em que o Mami Chibando, 

p<V dQ todOi 0* WUH nriir. ...- . dou in-i-i-ili.-n-. ■■ 1 1 • i 

conl mento, para afastar ama dotenninada doença, de que 

o chefe o todas a« peSBOM de sua família se arreceiam. 

Nu OOCOflifio :i ulinnda mi )..i i iilmr < 1 : i povoai 

ncll.i tomaram parto quasi todos o» aeue habitantes, que ao 

;i|ii-i -i ■niiiviim d ;i cara mais ou manos pintada d 

tendo alguns ramo* c.iupri.l..-; r lli \ivi.< iic piau 
tosaa postos a tiracollo. 

A- llllHH llnr.lK llll llll-ilr. fui II .i||li cliefi-, loVilIlllo lllll | 

nt.i iln fa/anda, lai lar a <'anj<-, que lln- | »•- ■ 1 1 n li^" d.-:- 

culpa de nân ter ainda tratado doa carregadores, porque nto 
nu- era permittido interromper a oeri ia em qu» eatara 

oceup i I ratar ■ 1 < ■ .nitros in-m-ii';-, iiiíi- .(ii.- ti.-:i> -■■ rirto 

que na madrugada seguinte lh'o» aproei ataria. 

.\iii':--nni.i o .-.nii i-ii. ■!'.• que lhe era impossível perno 

naquellc lo^ai ; ■• -i . ( - : • ■ itiva carecia muitO de COmoSti- 

veia e nlo os encontrava I -.'iida, respondi ii Canje oon 
toda a promptidSo qne já havia dado providencia* para qu« 
as mulheres fossem fazer fubá, B que Batei dl noite apparc- 
eeria bastante de comer. 






urç2o u* viaobk 



»;i 



impou a comitiva, e á» tre» boroa da tarde appanrcca 

ediato, com muita gente atrás 
uu-M- au potentado a cnm- 
>{>re»entar ao rab-cbt-i 
cJtrreçadoreí quo com ellcs haviam partido do madm- 
dfl Au: 

oaião disse Tâuibti que queria trazer o toldado, 
Hl moo elle continuasse doente o aconselhara a qoe se 
•rasa* mais nqtu-Ile dia para no immediato iazvr então a 

iitinuar a «na 
viapra. 

madrugada de -1. catando a comi! ipta (atra par- 

■ i j t • • a i 'aiije. 'U-se elle 

<!■• u ni>> t- 
dia .1 ia iibauda ucabára já a bora i 

toe ut.iii.i. 

c,lo do Anaeje. <«ndc dea- 
canoou para comer, o nu 

ando-lhe conheefai - que 

An trea 

paar», jwra se aggregarv. Anzavo e a comitiva i 

■ '■ lera* d 

i na *ua jonttdl 
rvgrctso até ■ -«o demorou para eomar e para 

tu o senhor da 
já bastante embríagad ainda nssiin, tralando-sc de 

a maior parte <U 

■. occup.-1'i borracha, mau 

o depois de doía dias de 

tar iria apre- 

. | 

"Ua localidade, de uon 
r na povoi 



EXPKiui. \n POBTOOOHSi IO mi ai iásvia 



Nu dia -'•"•. á* tí hora» <ln manha, saiu cila d'esta povoação e 
.' '■• liiiras da tardi" entrara na Estação Qoatt t Silvai, acom- 
panhada de moita gi-iite, e do poaooal da mesma que avistando 

i.i Km^i' o.s vi.-ij.-iiii»:» com grande .- ai i.-.t';ir : i.i o alvoroço correra 
u.i m ii encontrn. 










\ SI A CO.MIT] 



u 

i "ii nu secção do sub cl i fe 
idurea, tuas oono 

ignard a 
se reunissem, principal- 
mente o Cacuata Ttmbn coui » 
«na gcnto, que só se apresentou 
. para se .li i i 
tobre <• V ■ seguir, 

• • i m Mi- este, eetabeleeeniMM 
as condições do contracto e Guie 
rem-se o» pagamento*. 

< ).s oarrogadoree vinham gru- 
pados segundo as DOVOaoSea ;i 
qne | i" desejassem òs morar-ie o meãos ten po 

N logo algumas cubatas do nosso acam- 
pam* unio os desalojados a juntar-se com os seus com- 

Mn matar um boi t distribuir raeCes de carne o fubá 

.>■•- i|ii" guardando-so uma | 

para i 

auxilinu-noa no 
. . iprc ai 1 1" d 




H4 



DIÇlO POKTLGUKZA AO Ml ATIÃNYIA 



por Mona Kfutumbò, <i estava-ae pagando ao vigésima qusrto 
i|ii:iinlii si- .-«atin grande alarido para o lado Ao norte. 
Timbo oax i begava com os seus rapaste I por [ato intorrom.- 
i»-u -.-• o pagamento. 

Tumlm ilfpoi.s 'li'.-, cumprimentou •• rccordaçtei de Mulunjc, 
<• de manifestar com grandes exageros R sua satisfação por 
ii".- torn.ir :i vi-r, •• declarar Mtar prompto ■ i >guir \ agem 
para a Musaumba do seu Muatiairt na : procurou conveneor-noa 
das vantagens que ha> o inuot direitos á povoação da 

I k 001 l'"ll|c 'TINUIOS de 1 1 1 : i 1 1 1 : 1 1 1 ■ - 1 1 1 ■ . r- para i 

nada até ao Caasaam nu margem do Cuilo, omquanto 08 car- 
idoxes que di lá i ii ratn iriam la nuh i ai m di sped 

luai r.uiiilia ■• que tinham (içado a preparar o sustento 
• lli n lavarem. 

Respondi d m Ib< já • atar este caminho conhecido i orno im- 
praticável paru transporte da cargas, e que tanto ..- carrega- 

ilorc: ijii" i louxeramoí de Halanje, dou Klnjoa ja contra- 

ciados o rejeitavam : porém, eomooram i ao o preferiam 
eco se importarem com ai dífficulòadea, Ho intuito de iram 
á.s niaa casas, podiam marchar por ahi aol ommandi 

senhor capitão, indo depois mni ■■ cnnmosen iiuCíuii- 

bamba Condi «obre o rio Comaxilo, para Midi iriamoa por 

(juiniica ou Xaiapbo. rctinindo-no.- iic.-ti li>:..,i todos, par» 

|untoc seguir i o I Inflo. 

Não agradava muito a Tftmbu um tal ah itn . tnasi o eati- 

i relhos Xinjes, mostrou concordar c itea, aup- 

pondo ...• (pii: ii i|n. :i:in licava d'eate modo resolvida a contenta 

de todos. Plancon nic.vin<> ipie -• não -m-eitai am maia duvidas 

g este respeitei todavia olo iuci i doa assim. I torrinha o Tumba 
ano toda a Expedição fosse polo Ãnaavoj ande alie 

procurariam uitretl la »ob vários protextOfl até obegarom as 

!■.•- ■ lmv.i-. cuja i [iii.-lia .»■■ approximava (tio» lins de li 
', tendo portanto a Kxpedicílo de ahi invernar uté fina 

du abril, oque talvez para todo o pessoal th lo melhor. 

Ni^m inte&to Iraliallmu sempre Tàmhil com tôdn O diplo 
cia, aprt ' atando M portal doante de nós como se concord 




por t-ítar sob a bandeira de Mucnc Puto. Ob filhos do M i 
Puto emquanto estiver > m OMtu ttmi sào filho» de Mona 
Mahango, e se acontecesse ulgumn . •• impuagl 

do passar trabalhos. Este, receoso, nao so correu com o 
viduo quo fora procurà-lo, mas foi dar parte a Mona Mahango 
do pedido, ap]'-riii;unln iiu- o .-igual QjtM EBOObflHh 

— Mona Muli kogo, pro .ruiu (^uii-n/.a, quer que eu mostre 
o signal a Mucnc Puto, o pede-lho para castigar esso sou filho 
de modo que todos os outros o laibam, pois se mais tarde 
houver alguma m.iviílailr ii" ai am|iamentO| OlO doMjl QJM D 
seu amigo o senhor major se zangue e saia d'estas terras aup- 
pondo que < lia ti m feiticeiro» para mal ir n.i seus lillms. 

l-'.ii laril labei quem era n e tal lem- 

brança, pot causa das scenaa do ciúmes que se davam • n | 
ia.Joanna. ciúme.- iim- j.-'i se haviam mauifi itado mesmo 
ilc [■■ ■ - :> ih i I 'u.ingo. 

Chamado a contas, nlo ponde negar o crime que se llieitiijm 
.•al|.aiul..-M- qOB tinha coiupanhi u- llm queriam 

mal por causa ila mulher que o acompanhara ifl Malanje, que 
todoa pretendiam reqoestar. 

i 'oin respeito aos recciOí d< Btítiçoa, ji havinmos notado qtte 
n- ri.iilrai i-nliiM mu Luanda eram mm to mais supersticioso* 6 
timorato, que o f gentios, principalmente estando entre i-llc. 

T ratando -c duma qm-siào .li- . uni.;- ivs..lv< -mos que 
necusado pagasse I peca do fazenda a Mona Mahango 

d'ella o que lhe aprouvesse, e aomo I Btú l&elo a Quicnza 
e ao* DoatnotadM de Luanda, mandámo-lo prendas na cubata 
com n-ntiinlla á vista, para nao poder sair sem nova onh-m. 

Quienza doolarot) Gaito com o castigo qw H impoa 

ao délinqm-tit IllQ quiz tOCeitar |g fa/.i-nda. B 

como uós a mandássemos buscar á Estação e insisti»-, 
para quo a recebesso surprehemle-rios perguntando: 

— Muene Puto, quer o feitiço? 

— NSo, lho respondemos. 

— Pois parece! Quem quer pagar a peça, quer receber o 
feitiço, disse clle, rindo. 



to DA \ I 



67 



— Moiu» Mahnngo, C . II'', nlo BOCOÍta pagam. 

' s aos filhos do Muone Puto, como foz ao» das nuas 
r.rnu. Ku vira a.. 

o de proci der dn 
e »e houver aleira desgosto no acampam, i lo qae foi 

•-. .ir .Mu 

Dl ao impunga quo o ri 
■ i por Mivando-o muito pek 

bom i-r» ■■ li mento. 

I >. jM.n .lo Mil pn içaram aa danças dou m(o. 

ma que o» nossos antigos :itr«- 

BUaram parte, e a quo fixemos pOc BUI i. uno á moia 

paro socegar, \» : i por oaosa da» 

do q ireuío assoprasse algnmaa (a,.< 

para cima da l>- Ivora e oAtras 

il cambut ao petróleo, arroz, eto. 

aza aimla tinha atar os carregadores, de OUjOe 

DOta, para receberem pagamento; 

mu* rv«olv. ni..." 11A" cmit rifar .■il.-m d'. ■>i>-* mais Xmjr-, m-iii 

os que vieram de Aazaro, ao que noa 

calcular os que ainda seriam 

■ Dom que podi • • futuro 

■ apparecuu ' ,' tunpi meai ir 

pasaomoi por nlo ter vindo antea; tinha 

a>'iuiM-lhar -M..H.1 'l:i 
haago nli-t que 

Bonfer ia com '-11:1 algum t> i 

iha ião un- 
ia. 

•i Boa [i... dim i no • i|in- 

:-.i quo ní ■■ qnr OS 

Paia por. Q 

— Kste nR.. dorei para dar ■ Uneae Puto, e 

pura os poder ar- 

rutijiir, e n ciiminlio <• mim jior faltarem alim-ntos. Sendo ella 

ha u amij M > i -i t i :. ii -. na, e devendo 



08 



;.h. :■• P0RTC01 l./'. 10 MIVTlÀNVrV 



auxiliar Mueiic Puto, ticiria mal vi ai > .-ditaria M 8U8 

terras isoSo obrigasse os sen filhos ■ jantarom-M á comitiv 
do I touata F&mba, que de propósito viera para guiai a E 

de Mm-n.- Pato 80 M 'i;i. * >s Xinjes passando po 

aquclla terra, liavium de :il>usar, roubando U povoaçBea fi It» 
iria coUocar etn difficuldadea n Expedição, porque cllcs logi 
buí fossem eh n oberios fugiriam abandonando as cargas. 

Mona Mahangn i-llm e dissera já ter pen 

aado que, para seu BOCegO, era muito mais conveniente que 1 

liei i. f.is»c tuda i "iii 'i < 'aeuata. >■ que liavia de clmi 

seus lilli".- |'.n:i '■:. i.i.-rr mudar dfi resolução. 

— Se asMin ti/.er. disse QuinOnga, eu irei também BCOmpa 

idiar Mnene Puto. 

Chegara o i'aru.-ita ii i.ui i-iii i|ii'' foliava ','uinonga, 

a quem apoiou, n ipic i ra de espi rar. 

Agradeeeaioa aQuinonga O interesse ipu mostrava ter peli 

bem d.i Expedição •■ vaciliavamoa aobre d que n devia fazer, 

quando apparec. u l-Juien/.a eom i- homens para recebi 

i- • 1 1 1 o pagamento. Era oonveníi ate adia lo até coníi rem iarmee 
ainda ootn Muoanxo wbn o itinerário, o áoBcu]pando*noa por 

ter domingo, Qt ta sempre rasoavel, de bom grado ooncor* 

,|i.ii nu deixar o pagamento para a dia seguinte. 
«'.min BBttveaae i.. m disposto, dista ao interprete — que uSo 

BObia " motivo jiori[iu < -.•oiidiamo., , ( 'i d'i'l|i' ;i- I la-. . m i-.i 

,|in- leva> amos para o Muatiánv ua, i outras que traziamo 

Boseo como o tit tk (relógio), ■ ponta que noa mostram oci 

miulio Im :f% iiniNi» ]" iju< ii.i-. d<' muitos tirOB, BtC.j • - 1 1 - 

tatiiliiMii .!•■ m i- ludo, i- olhos nòo fay.iam mal 

eaaaa oouaaa, que todos já tinham visto. 

Satiafi» ram-se o» desejos do homem com muitas notaa ad 
rativas d'ellfl o de todos q acompanhavam. SAoatraram .-■ 

Ih.- os relógios, bússolas, ped tros. r<-\ ■ ■! •. . ros, facas, bii 

cílios, ete., e sendo convidados n esperarem para mt.-ih I 

.i lenhor capitão num instanti paseava a figura d'elles pam um 
vidro, ao '.'u ioftaua conselheiro grande do Estado) se suj< 
a eatai enindo .. nlliar para ■ maohina pbotographiea, e pouca 



Mi.-.* Kirçlo D 



dep mtadoa, analisavam o tUM o discutiam como 

i '«iiafn7.iT aemelhante oouaa. 1 1 ;«U 

xiam, c já iam acreditando qn ditpo 

tratar-nos para oe desporauodir di. ... :>1. i. 
! ..i. d< mostrai la que os 

ilnlnnje, e que lhe dissemos serem 
para o ltaatiâavua. estavam i m « iam mi 

iw.t. wu- ... abriu-' lascai-» 

XII* 

.1 1',, . 

ltr«M j>*ra f" w era 

. causa da 

A ide nttrati 

|».r guar- 

ilar iimii qn 

ha\ [Mira 

11.1)1 .-tu 

II V«T á sua 

.. 'i' 
ima .Hl I 

i Mona Mahaugo, o que muito 
iurra«l«in á gOS ta i'"voaçao, mo»truu-»« cata pnnalÍ6ads 

l„, r i laas que " para o 

•dU cBtiveasc presente na ooca k» a caixa, as 

a pessoas, porem que fosse no dia 

»pgu. ■ sobrinha á Estação que reriam a *ua 

. que qui 

'. bastante |»ar» se mostrar satisfeita logo que 

na madrugada seguinte oUa c Mu 








■(• 1. «V * 




7-. 



BXFCDIÇZO POBXUGM BXA 10 Kl amánvi a 



tomba foram .1- primeira» pe.«.<oar. ipn par, 

O l.lljlTtlif 1 NpOStOS ||jl v.irand I il.l E I:m ;:.i., QjBfl J.l. 

ir/. ■.•'Tear do modo que pOVO de tom 
vir |«m lhes tocar. 

Pedíramos a Mona Malian^o qu.- ni.mda.--i- as -na- rapariga.- 
punhada* de u • " 1 1 1 • ili i-i •liti:itn;.i .1 l.l:n rio vi, d. t . - i i i ti 1 1 - : • 

bombo*, milho. ('•■ij...i, etc, do que pudessem dispor, porque 
já de la/i-r grande fornecimento i ira o cantinho. 
.Muna i/iii.n/ji quando lhe apresentámos o sub chi 
medico do Expedição, pediu-lhe Ioga para fiueex um ■-•-médio 
que livi "-■■ d< -•■■- ferido na guerra pelas bala*. Isto doo 
a ama di» o ■ . ■ m quq preti ndemoa conrencê I" que 
para isso nao bovia remédios, que casou havia <-m qm •• me- 
diei podia iMimIiii- a lirda •• 1 tirar a (••rida, ma» evitai 

• •lia- entrassem do corpo, o un eo remédio para o ■ ra fugir 

lhe, •• que se elle 1 1 - . • - ínw .1- gUI na- [ •• ■■ I : :< ter a Ml 

11.H. ei-.i ferido. 
1 : 1 1 1 — ■ - mui [oand lespcdimo*. di.-M- ao interpn 

S« <• senhor major to--,- íimlli. i". ia já < - • ■ 1 1 1 ollo, nunca mftis 

• 1 largava. Assim dos demonstrava a sua tympatbia, o qnc 
aSo era para • !• iprozar. 

O < 'nonata Tãiiihu havia iladn nntieia a Mona Mahangu de 
que tinham vindo por t adore» da eôrte de Muatianvua chamar 

Qaíboinza Eanvoj para ontror na posse do Estado, < looib 

ooe perguntasse -•• alguma oouaa aabiamo» a tal respeito) 

qnaild uoh .1 Kstaeào. 1 1 1 ; 1 1 1 < 1 : '< 1 1 1 • ■ -. chamar o Caeuata 

para nos informar • n d'easa noticia, de qm também ha- 
viam faltado ao - 1 1 1 ■ • 1 1 ■ t . - 110 Alizavo. 

EUe pouco ih. o- ademtoo. Disse noa que morrendo o Mua- 
;ápua fftra chamado l'mbala, qui resignara em la- 
vor de Ianvo por SOI mai.- velho. Qua só int- nnaiiienn rnnuln» 
conta do Kstndo, imperando pela resposta que este de- 

qm tendo checado o? pori dore , < juiluiin/.a lanvo partira para 

,-1 Mn-, tomba. 

Interrogando o Caeuata sobre quem era UmbaJa, deixa-noa 
em grande perplexidade. Disso ser filho de Mutoba e prim 




i:u\À<t i>.\ vi 



71 



de Quibuinsa Ianvo, rua* que tendo este mais in D nâo 

> |M)njm i «do I mbala'. Deve ser assim, è como 

«•II' a, quando nada mui» nos ] ponder. 

■ para nós iin 

pena oc 1-orcBtâr- 

maii i theatro do* saci foroo-noa 

I \r. 

Q'i bo do Anzavo ta madrugada se- 

fazef-M o pagamento á 
«im {rviiir, j" . tva aproi litai o bom tempo na viagem e 

■ ipto capital, mau ir José de 

VasunuceUoa por do nuos me- 

ilispunbamos. 
Já Mtei imbu e Q i te o» bom 

:1:ui;iiii as cardas pura a Mua- 

■tOD.1 ji.:na. m:i'Io i. [mgajnento d«r 

cai dc i: i doe carregadores 

de Halo uuando-sc todos para nesta conformidade se 

■ I -.lusoea e as divergências; que- 

zeese transportar cargas para a Muasumba, ia então o 

falta»»!- pura a* cinco poças. 

i modal oao nos era indifferento; mas 

lo ao se pensa em avançar, todos 

o» in igoir paro > na, Lcmbravamo-nos só 

•uivua, c todo 
fn/ia ora d'eata titulo, portanto eon- 

1 1- qafl > li' ooni 
par. unisse para a IfoMU&Ba. 

ao pedido, e« ..do-au que cada carro* 

gad< n s o nada mais, e assim «e fez logo 



• (Jiulisl* RUI ., <l qui! St: Sfiglliq : Ba foi 

um imito mais uovo <1« laovo, Qiubain iba que d 



DIÇZO POBTCOUKZA AO Ml ATIÂNVl A 



o pagamento a todo», menos a doze que andavam dispersos 
pela» povoações. 

Reflectindo depois, e impressionados com esta mudança de 
resolução inesperada, itervençHo de Quinonga, com a 

iniiitV.nnça que o Cacuiitii queria mostrar por ir só parte da 
Expedição pelo Anzavo, c ainda porque a sua gente só I 
tasse o pagamento até n 1 i . tudo '-'". ív.-nos antever a necessi- 
dade de nos preoarar contra j« i lada, •■: <[•■ randojá, pelo 

iiniios, uma demora de dois a trtt moxi I BMJOI ília lnc.Jidade, 
em que nao faltariam as exigências de fazendas c de outros 
artigM a pretexto de BNMnte.* mm natural 

i ih imlois estes povos, não olwtentfl naquella região O nilo 
ih demonstrado ao sub-chefe quando por lá passou. 
Nâo confiando tp m servir-nos devi- 

il.iin.nl!- nuuia investigação dYsta nrdein, aproveitámos o favor 
de José de Vasconcellos, que conhece bem a lingua dos ; 
até ao Cassai] pm BM acompanhar numa entrevista com o 
OW-uata, a quem mandamos chamar. 

— 1.' nilii:iino8-lhe, que por elle nos ter enganado i D Mn 
lanje, dizendo que os rapazes da sua comitiva se proiuptifica- 
vam a transportar as nossas cargas para o Anzavo, nós ainda 
lá nà. ii |mh1;.iiiim;. . ...iii uma .'.i-.i, lonio a que 
fizéramos no logar onde estávamos. Que elle havia enganado 
o senhor sub-chefe no Anzavo, dizendo-lho que o» rapazes 
d'este e o* ama Bio Unham duvida em rir buscar as carga» á 
Estacão para ircni para a Mussumba, se Muene Futo accei- 
tasse o ir pelo .-ainmlio do dito potentado, porque os rapazes 
precisavam voltar ás suas casas para se despodirem das 1'ami 
lias e receberem destas oh alimentos que ficaram preparando 
para o cai ninho até ao Caasassa, e qu<- agora o» carregadores 
só queriam receber o pagamento até ao Anzavo, mostrando-se 
pouco dispostos a seguirem para a Mussumba. 

— Acrescentámos que annuiramos a fazer este pagamento 
por attençao ao Anzavo, que recebera muito bem o senhor 
sub-cle £ ■. BUM QOe nao estávamos disposto» a pagar a mais 
ninguém nessa conformidade, porque viamoa difficuldadvs em 




mpçio r>A vi 



73 



antm ia .Vnzavo as cargas que para li fossem, e lembravn- 
nvM-ibe que »e obrigássemos m -V tinham rooebidc 

■ seguiram o cantinho 

um prejuízo de peca <■ meia 

«la um, <• se polaa difficnldadea do tra, ondonas- 

i» BMffta, o que ora mui* nniui muito maior 

tudo isto nos desgostava 

huviamos d.' r.>iuiuuiii«-ar ao Muntiánvua, par» 
M caouataa que tinha no mu serviço, e oa a 

!'ni<i 

ócio ás suas terras. 

— R»'»|" utlo pelo que 

u «pie i pi-diíi .«'> paru o «pie 

por eaUr nu terra estranha e 

caro na • ■ elli- ; quo enquanto ; lio fora na 

vrnb- :n faltara :i Mona Mal r» ir t<xla 

a Ex-, se lembraram juiao noa 

1 H' clli! ip| Muíl- 

lâ nisso honra ■■ muito a ganhar ttd bu] 
pura com «•li.-, por lho !■ var unia grande Expedição de Ifuene 

todriguoi I 
Puto quando 1 tU ri em Malanjo, •• 
iSançava itiria tn» 

Muatianvoa na i|u : .i-:inga(rosí- 

1 iinimendando ao 
lOntinuaria a enganar 

' ' tariamo* na eape- 

para Quioi .-.: — Qae nSo havía- 

mos iDinladn a t. IB m p«.r (juimica, e que 

ainda apresentado 

ub aso «ra iveberem a ato. B« Mona 

Maliaiign catava diapoMa h Gases alterar a marvlii ruminada, 

..gatae o ne ja tinham re© 

'roítarcni, cudii , unm j H , ya meia de 




74 



BXFSDIÇXO WSetUQVBtà AO 



1az«nda que receberam a mais do que se tiniu» pago para o 
Anzavo. 
Quienza Ba «freto dobo o que noa ouviu, e di-p 

M muita rerbosida I 
— <> Cacuata foi hontem oumprimeutar Mona Maban;: 
pediu Hm ■ ■ .-cus lilbofl a irem pelo Anzavo c 

linha muito tmpçnho em que nfuene Puto 
I i' ro o ao» seu» amigos por ser BB 

t«rruH d'aate q a costumado a trabalhar. Este Cacuata, 

i tou i-iic. v.'iu aqui, ja* dnaa vezes, procurar Muene 
Puto, e flis.M' ter acudo i o acompanhar para •> Muatiftnvua, 
e bontam quando frUou a I ifahango, ella suppuz que 
líuene Puto o tivesse encarregado de lhe failar para »e mu- 

Era isto meemo o que baviamoajá *upp..*i rámo-aN 

poie muito aangadost e diatamoa ao Cacuata •> < jn- n»s . • 

iimIi. ii i ii pr. ii i di iitn. 

nuaja* d queria desculpar, ma» mais o entorraTa, pois 

on -'•' ■"' n gu< ■ i' 1 ■ n Malanje, nâ<> pmlia .hixar de no» 
por quo ot c ir idorei da sua comitiva cmm BBum 

wizavo, de 4u.n1 uto podi.-i .] a os Iovar para u 

Husaumba. 

T/miliii I tiu d<' • l!« 1 il] ir 1 ■■"ii ih'"!' . pn 
afastar-nos da principal questão e apreaantaildo novos argu- 
iinni.i- i[in- nada tinham com ooaao, e de que apenas se con- 
cluiu! Que alia ia 1 mpanhar*aoa á AEiisaumba; qu 

■. :iz:ivo ara máj que kbtano Puto nloae daria. sangar com 

ello e qne baris 1 de taix do ÂAtavo, • ■ ou ■aindonóaTorâv 

s como alia Guia mnirhar todoa muita bem, ato. 

Já a embrulhada ara da lai ordem, <juo lho ordenámos por 
ultimo prevenisse Quioaia para no dia seguinte oom toda a 

Bjantfl i'C'1'ii BI eargur-. e coili" <,'ui'-liza i-slivi-ssi- ar p;i 

nhado doa aarrogadorea, fnmos-lhea pagar. Interrompao-ae 

111 < «te trabalho, \i>n |U' nu- di-u-nus parti- 

do ter chegado do Cuango um portador da /nu.iM. ir.izendo- 
nos um recado dl) importam \» a QUO tivemos de attender. 



mçlo i 






ir: — Zui pede-Ihe 

que nlo past" a que o» 

jrain* furam para ir pela Expedição 

marcha, pois estavam contrnrimlos por » 

i- abrir u:i 1 . . •- por 

l"i«mdn o I ollos o i o que sendo muito 

viera tei ■ um 

que lutvi 

a* rarjrai- 'uto. 

\ quem ••Hl tempo mostrámos qu< 

1 n que ii 

lia -ih (colhido •> 

, que ■ ESxpediçXo *>■ dirigisse áquelle 
listavam admirando 01 dbj 

. :r :i noticia, diascram 
•lar credito a assoa I ellea tinham 

•-. que immediatamente os 
riam 

.1.. por) lude pari l rar ao 

O Zanga, ■• foi • -ncarregado >1< lhe disOTS — Que dormi *.*•• 
l«, porqui to sabia bem o caminho que ■!<' 

os amigos B roa a 

I l • l.ll|.'-M-, 

Appor (Lia povoações por 

pa«r - para o âomto. 

. iii.i» ao* representantes -los potentados 

utarani, dissemos que para 

10 o nosso 

ira para irem á Mussuniba. IVdinun para ae lhes pagar 

oito horaa da noite, aproveitando-oe 
do luar, emprogámo-lo comprando Das- 
i mulheres e >iuo appai 

ram pom aU .|ianhados da ' '.utdala, Quimica e 

Pahv 



76 



'.-■. ' 'I l>K,ÀO POMTlil 1V.\ Au 'II Ml 



1 "i '■ iil.i.-i-iiln O ajuil.ml.- t OlO (OSSC |»>--iv. 1 | 

saida iauaediata da mcçIo para o Anznvo, >• moa o dia 

27 em fazer a correspondência para a metrópole, conti- 
nuámos na bina da feohav CM Aturai os visitantes que 
mi da apparei ar. 
Ainda 'iii i's e<mtinuamoi oa trabalhos da -véspera; o 
chefe acondicionando as tuias collecçoes para José de Vai 
ri Ho-, u rametter Da primeira opportunidaik! [iara Mal: 

i ite pagando oarregadorea que apparecíani já contra 

ctadoaj o o ajudant* . já restabelecido, cm distribuir aB eargu 
boi homem que deviam u ompaubi lo. 

\ du boraa bai ia i m frente da Estagio um grande movi- 
mento da <'■■ carregadores, a uma algawnrra que nao 

deixava p< rc< ber o que m ili/.ia, dbo sondo possível ao aju- 
dante li/' i i lii-ii balçlO por nao lhe apparecerem 08 indiví- 
duos por quem cliania\:i. 

Pareces melhor interromper aata sorvido, dic< ado ■•- ao* 
cabeou que renniaaem primeiro oa seus rapati aram 

DOflO eDea buscar os volume, assim M (••/.. ma» já alo (bí pos- 
sível convt oefi Im > pagar oaa cargas, pois alleg&vam ano oram 
muito pesadas. 

— A» corgos nio silo paaadaa, ii e jo signos 

Mpacaram aa gne eacolheram, ma» os quo nlo puderem ou nao 
quísi tn tu transporta* las, eaoutam uV iá/.er moiíiu. nem ques- 

ttt i: entregam os pagamentos que rcci-bi-ram. 

Pouco depois todos entregavam os seus pagamentos ! A 

mas fasenflaa ji catavam immundna, ma* que remédio hi 

senão to I na-lllS. 

Como já fosse tarde, e DO intuito do ainda os convencer, 
dissemos que jjn.ml.i- em os seus pagamentos que DÓS jimfm- 
lariamoí (conferenciaríamos) BOSQ Qutcaia e Tâmbu. 

Depoil do jantar, ero sol posto, chamamos alguni daquel- 
les que tinham estado em Malanje comnosco, •• lembrámos-llie 
que ai caizai que ena muito mais pesadas, tinham vindo até 

A Estação, C ' -i a ain já moltO n.alu/idas; que .-<■ . .s raji 
teimavam em entregar os pagamentos, a secção nao iria pelas 



tem» do Anznvx un, decerto c»to M zaa% 

»«& ' dia ir alguém jx>r ali te * que 

achavam a» cargas pcsadiu ->• quizea*em juntar para m levar 
tua» • >- que assim ri/ tu «ntirgar ura 

. porqu o dividiria com o ( 







linun un nomeai que noe ouviram para fàllar com a sua 

orqnc Hueno Puto tinha muita razão, c voltaram já 

.!<• i quo iiil» lhea tiraaaoiaoí a 

lodoa iam depoii) levar as car- 
ga» a Cawbaniba Condi. t\uni [.■!.• trabalho ; 
já r*reliida. 






[ato na verdade era muito eonvenú nte, se elles o cumpris" 

BUM i|n ■■!!! no-lo garantia? Respondemos que atol 

duvida em scceitai esta proposta, porém já tínhamos tantos 
desconfiar óValles, que *•'• podiamos .munir aoaeu 

|ii-.<li<lt> ••nrrr-.mdii e.uln um nu Unir. il i ui.. M MnllOr 

.ijinL.nii ; •[!{•■ mu carregador eenecial levaria esses pagamen- 
tos marcados cora •■- nomes de seus donos, e no Anzavo, q 

-rui ii |"'.';ir nas i'iu>'iis pura < ' : 1 1 > 1 1 • : 1 1 1 1 1 ■ ; i CoUdÍ, eStCI 

iii i riam tal r» guês» 

Pareceu que annuiam a esta condiçlo o retiraram para nos 
il.ii- ■ resposta definitiva no dia h guinte. 

..•mil) poseivo] a laida da seci dia, escroviamoa 

; noite h" DO iNlfl (|fl remédio senào dar ra- 

çiV* a todo oi-to cininili pi -.-nal, i. .mo u,,- ;i-:siist:i il 

No ília ■_".', o I ':i' n-ii.i '. indo ctiinprimunttir-1109. como de cus- 

i' mostrou- m satisfeito poros rapa» - terem chi gado a um 

• i.. >• podcri-m cargas neste dia para ae- 

guirem viagem 

— Todos estio contentes e nSo ha maia duvidas. EV>i o que 
ii int. 1 pr ■• no ■ toi ouvido a Timbu. 

As carpi- t'. .r.-iiii de UOVO para largo, mas suscitaram M 

di tal ordem, que ás quatro«haras da I 
lodos pu» i.uii o ' ■ cargas >• nu ^ni- 

cos, iam bnac t u suas com-::- .• n tiravam, mas não sem pra- 
guejarem, fazendo nooionadoí com os braços, alo luu 

a . | > 1 ■ 1 1 1 iH> soube ■ rpn tar o que disiam. 

O ultimo a retirar já do noite, foi i> Cacuata com os seus 
Immoii.H, vindo prinu : i" dosp dir ae ■■ desenlpar te. D< curava' 

tranho ao que se passava, t que tudo era obra das crian- 
■ 1 11 ih que meamo Quicaia, rilho de Anzavo. o soubesse ou 

pelo manos lh'o ti dito, e qt Anzavo nlo ficaria por 

.'.-n anti 

Disse mais que ia contar no soba como as cousas -. passa 

ram, o bem qu Ifo ne Puto [boa bavia disponaado i-mi|tianto 
estivera com i Expediolo, e que iria depois ter comnosco ao 
camin 




BO 



BXHQDlÇZO POUTUOIIEZA AO MfATIÃSVrA 



enche-nos de aborrecimento, n cabeça nlo socega, e n5o só 
devem escapar muitos dado» o minúcias nos trabalhos NB que 
nos empenhemos, como devem haver prejuízos ou desfalque* 
na» cargas que m evitariam) N nus acompanhasse esse com- 
miaaario, homem que sendo honesto e de boa vontade] bas- 
tava ter uma medíocre instrueçâo para nos NT muito útil. 

Tm bonwn que rinha sido segundo Barrento no exercito 

osarevera-noa it Coimbra, offerecendo-se p«ra i eaempa- 

nii.ir, i- 1'i.ir Ikimu-iii. |H>r trinta mil reis menaacs, <l<- («mi grado 
teria findo i-omnosco. Bastantes vezes nos temos lembrado 
sentindo alo t< t aooeitado a aua propoata. 

José de Vaeoonoelloa tombem muito no* conviria por ronha* 
cer a lingBB d'estos povos, c disso-nos que se lho tivéssemos 
fitlhid" i ih -M.il.nije teria aooeitado serviço na Kxpediçito, po- 
rém tinha (eito mu contraeto oom ,: Machado e estava 

ligado pela BBS palavra. Mas s>- puni nó ■*■ tarde o pensarmos 
., nâo será indiíVcn - 1 1 c • - pura futurai expediçoei que i 

teiuo.H ide de se fazerem ai ompanhar por urn indi- 

viduo aeqaollaa condições». 

Tinham retirado m o fa» ndo-noa perdi i b mpo, 

daiul> not trabalho I obrigsndo-n08 a despezas, mas ainda as- 
sim reflectindo iobn tudo a que com i lies ra. •• por 
ultimo ii" MB ieaapêgO SOI objectos que tinham já em seu pu- 
der, e que podiam ter levado mesmo de madrturada oten em 
boi o Houbesu-einií-, rin-ee I" in que alo f8ra o «eo Rtb obter 

.ipi-n.r- ■ niêiitu. c u < 1 1 1<- o. i .ii.i decerto era con- 

Mgtdr a demora de toda a Expedição no Anzaro, no pna anta 

riam interesses para a sua terra resultantes du que li M b 
de dispender rum mantimentos e com presentes. 

Mas por outrn l.i.lo, intrij*ava-nos sobremodo a resolução 

inesperada de retirarem, e. ai ameaçai qne iam (asendo, e o 

próprio Tftmbo ter moettndo ignorar Indo i--"' 

Fosso 00] . " que -<• passar pertencia j.i :ms factos 

ias idoí i o qua reatava faxex ara mandar dobrar toda a 

iida, enfiar a miaaanga a reunir a pólvora, a dejtarmi 
por ser já a hora bastante adoentada! 




ECPKDIÇXO WltrUGfEZA AO MUATIÀNVI A 



Mandou-se immediatamentc dar roupa ao soldado, e esta- 
Yttaot peOSUldo no que havia a fazer, quando Caudnln que 

tivera conhecimento dn oecorrencia entrou, e querendo mos- 

trur-sc agradável, disse nos que n ( 'aeiiata nSo era mais que 
um foragido do tfiifttfftnTlia, aliás nilo consentiria que o* rapa- 
zes procedes» ih d'aqueUe modo com um soldado de Min ae 
PtttOj 6 '|ue M BÓI quizeMCmOO elle ia lá oun a ma gente sol- 
tar o soldado e trazer o 1'aeuata pr< sn. 

Para que este homem nos nao importunasse maia, demos-lhe 
a camisa que llu- haviamos promettido e ftgradooemoi 01 MUI 
off< recimeotoe. 

1'oino depois chamámos Augusto Jayme e lomofl ■ Mona 
Mahatiiro. a quem elle narrou o sureeilido o interpretou o que 
pelo eaminho lho tinhanms dito e o seguinte: 

— Que o senhor major níío queria fazi i fbgo BOntm 01 po- 
vos que encontrava no sni Ira mm to, mas que < 'aenal | e 01 
rapazes que acompanhavam mereciam — pela sua malvadez 

■ In amarrarem á traicilo doU homens <| i julgavam amigos 

c que dormiam descuidadamente » seu lado, estando um 
tanto doente — que se lhes desse um rigoroso castigo; que 
Mona BfabaOgO e todM viram como aquella gente tV.ra beiH 

tratada na Estncilo d«> Muene 1'uto, <■ se era verdade que o 
Anzavo dera uma rez para os csim l .ulun • >pu> lá foram com 
o senhor suli-chefe. Bete B pagara com um bom presente, • DUO, 
se a vaeca, rpu- por mgaiio se matou, não tinha «ido logo 
paga, fora porque i> potentado o dono d'ella nao o quiz, di- 
aendo que a sua gente também oomia carne, Bando esta quem 
a comeu, o que o Cacuata c todos oi que o acompanharam, 
durante o tempo que estiveram na Estagio comeram raofea, 

e si', em carne conn ram dois hois grandes que pagavam i» m 
o novilho ■• a vaco». 

— <• Banhar major podia, continuou ainda Javme, mandar 

lá o senhor ajudante oon soldados e dar lhe ordem para bnsei 
fogo e queimar as povoações se o soldado não fbsae immedia- 
tamente entregue, porém isto .-õ si' faria em ultimo extremo, 
porque Mo ene 1'uto nilo o enviara a estas I erras para guerrear 




A VIAOKM 



83 



mm m seus habitantes, portanto, se Mona Mahango como vizi- 
nha e amiga de - 1 ' 0ÍZ08N mandar gente sua i ratar 
amigavelmente d «tio, e se o soldado fosse entregue, 
ptilii-ava-so >' senhor major a pagar a Mona Mahango 

«er.- 

úiUU tomando I mur.tunl)o l'oi ()ii"iii IrariMiiittiu 

irmdo-a de considerações suas, que- 

• muotrnr que tínhamos muita razão, eque se fosse preciso 

ir buscar o h»M:iiI .ifi-ro«-iilo parapreatar 

ease serviço a lluene Puto. 

Seguiu-se Qnienza, que a seu modo narrou o quo ellc pre- 

seneeara na v ito ás i-arjM-, il- i.mli- eluiu: 

pazes, xnngndo* por nào ganharem a viagem, prati- 
caram o abuso de prender o soldado que lhes nilo fizera mal, 
elmente iam indispdi o Anzavo eortru m'<». (^m; 
i ; tor major dar alguma cousa pura o contentar 

ir logo a ■'iitrega do soldado. 

gustoJav ria i do i impungas de 
Mona Mahnm levariam diversos artigos que |i 

Ihi e da vacca, mm Auxato, mal 
booda' -se o seu pagamento 

•i- mi /..■ horas, partia esta pequena dili- 

uiíeui trazer <> soldado sem 

oV de maioroe di-spczas c de apparato bollioo, o que 

■ ■ -i qui stSOi 
Se lá mandássemos o ajudante eom vintfl boBMDI anuados 
de algnma confiança, Beria sacrifica-los a uma penosa • 

:i difficuld ■-'■' do terreno e a falta de recurso* pura 
• sn «;''•' em t ■ .<] ■ i " transito, e depois so a qm 

bmiveano de ser n pela força, decerto n«'» nào tt-riamos 

vanuguti. lo dâ povoação do Anzavo tio alto de 

uma elevada serra. E quando i begassemosa esse extremo ti 

I de nos approximar da localidade, e de arriscar de 

imos que por emquanto, se possam resolver á 
os pendência» doe viajantes europeus com os indígenas 





BXPKDIQZO POBT1 'I KZA AO MIATIÀNVIA 

no seio do continente; a prudência, a oontemporiaaeBo isenta 
de mostras de temor e o proceder sempre de modo que elles 
conheçam que ob nao procurãmoa para os enganar e espoliar, 
quanto a nós, são os melhores meios com que podemos luctar 
ali c vencê-los. 

Como tínhamos de nos demorar esperando a resolução d'esta 
pendência, nilo ipiizeino* adiar a nossa visita a Mona Mm an/.o, 
c no dia seguinte ál seis horas cmcia da manha seguíamos para 
o seu sitio, fazendo o noBso reconheci nu snto como de costume, 
<• «alvo iiii- pcmieno* charcos próprios da epocfaa, o caminho 
podia considcrar-se bom. 

( 'hegámos á povoação eram nove e meia, o logo Mueanzo no* 
ipparecea muito satisfeito, rodeado de sua* mulhcn-s è conse- 
lheiros e com todo» elles estivemos conversando em diversos 
Kj. in,. iiiiiis de duas horas, debaixo de mu telheiro em 
frente da residência principal. 

Ao interprete, que nos estava desculpando por nJln 
um- feito Wti vi.sita ha mais tempo, respondeu elle, que sabia 
termos todos os dias trabalho c nilo extranhava a demora, 
sentindo que nao nos pudéssemos avistar mais ver.es para 
conversar sobre cousas relativas as terras de Mucnc Puto. 

Paliando depois das noticias que tivera com respeito aos 
rapazei de Ancato, explicou-ee-Ihe 10 a* oonsat te passa- 

r4ini e a- providencias «pie se (ornaram, c clle garantiu-noc 
qtW "»o "os faltariam os carregadores precisos para Química, 
.■ <|ui- •■•.!.• forneceria agente necessária para .-<■ transporta 
rem as cargas ao ('assassa, pois até as mulheres estavam :>< 
tomadas ali a pegar em cargas. 

Kelativauii nte á marcha, alliaiiçou-nos que no transito SÓ 
«■ncoitlranuino.- como [intentado o (Jiiihinda (caçador) de seu 
lillo nlo irmlo, a duas horas de marcha para leste da sua povoa- 
ção, e por ultimo o (Juimici onde ianios acampar, <pie era um 
o e súbdito de sua mâe o qual faria o que ella lhe 
ordenasse. 

Dissemos a Mucanzo que esperávamos o soldado, e que está- 
vamos resolvidos a fazer seguir logo o ajudante com a sua 



jnrlu frente o estreito rio Quingnndo, que ao* zigue-zagues, 
atravessando o caminho que percorremos, segue para S-K., indo 
:uar no QatSMflM BID pouco ni-iis largo, o qual junto á 
serru e ptn doiras da poroaçfti dopoit dl confluem 
ora para \V. i.ra para S-VV. a entrar no 1'uang". O Quissenia 
abundava «M peixe mitldo nr-ia opoeha. Atrás da serra viam ■■ 
a» pontas angulosas das montanhas Mahaeso e Mulumlo CG8B0 

demarcando o logar da povoação. 

< ibegámofl á Mutação as duas horas e meia da tarde, t> 
encontrado na» lavras Muna Mahango, com a « ■ : 1 1 > ■ « .a coberta 
com um lenço por causa do sol, trabalhando mo lado das suas 
mulheres. Assim ■ | ' i • no.- ■<-. ■ ■ tou dirigiu-sc para nós, e tirou 
muito satisfeita coin as DotSeiai qnc Uu iéaaot do filli". • 
riu-sc muito quando lhe dissemos que • dia nos enganara asseve- 
rando que Mucanzo era ainda, muito criança para tomar j 
do Estudo di- <'api-iida. pois nào ora tilo criança que n&o ti- 
vesse onze filhos e algumas raparigas já com vontade cada 
uma do om dllior o seu companln iro! 

— Para isto nXo se é criança nunca, di eQt) ê coração 
que falia; mas para governar o Estado .'■ pn ■<■,.,, oahcça o o 
coração fecha .-o. 

E IA SOUTO todas as mulheres a rir, n i riudo-se ao pre- 
i i iio da circumcisào, a que Mucanzo tinha do se sujeit; 
para o qual • mie entendia ler elle ainda muito novo. 

( 'In -pira um rapaz com O correio il<- iNí.il.i nj--, mas não nos 
a noticias ilo Portugal que tanto desejávamos, o como 
••stivosc disposto a acompanhar nos até ao I 'uilo julgámos de 
toda a eoiivonii-ncia aproveitá-lo no serviço du cargas. 

Quienza viera participar-nos que tinha de au»entar-se por 

■IgUU dia.-, porque 1'ôra chamado por And dm de ' 'a.-.-aujr, 

para a resolução duma pendência que tinha com alguns filhos* 
delle, os quaes tinham ido á sua povoação o levaram algumas 
raparigas amarradas paia as mui terra . ('onlo-oia Amhumba 



1 No scutido de gente tia povonçlo de um [intentado. 




HII><,AO PATTAOKM 



-- 



I n a I nadaram os o uno nlo queria guerras com Ca- 

penda, procurava terminar a questão amigavelmente. 

I>i já havíamos dito a M" , rae 

ficara combinado cora Mucauzo logo que •■negasse o soldado 

• •um o ajudante du Expedi- 
ção paru ' tndala pedira para também ir 1 MM, 
jN.i» deaejava que oa seus rap 10 ao 
go em ecguiil.i. Portanto recommendámoe-Ihe que 
alo demorasse muito oa sua diligencia, pois nlo podiamoa 
tir MS ■atar os aeua ore*. 

orar-sc apenas três ou quatro 
• | i. também queria que os seus rapazes fossem ao 
di para :i| senda que receberem de Moenc 

da borracha e >• a Mil modo de 

porque outra oecasiSo ti!.. Eavorsrol lhos nlo appare- 
lo. 
< batínaimos n fazer pagamentos a diversos que appareeiam, 
•e a fazenda cortada e regeitada pela gente do 
Assai taram o» dias que tínhamot d< 

pelo rogreaBo do soldado no proi ate dos nossos 

attudoi>. itoií-iil.-inin u!" iaui.i- t.unlieiii preparando terreno 
para se celebrar um tratada com Mona Mnhango, atím de *•■ 
garantir i ta localidade por ooetoridadai por 

rngada do dia 3 de fevereiro sentimos um tiro no 

acampamento doa c rregadorea, e trai 3e averiguar 

nsgredir* a* DOMM ordem terminantes a e.«te res- 

toa-ee o velho Matheus, nosao antigo earrega- 

!■• maxila em Loanda, a dar-noa porte lo a 

linqiar a sua ■ M estava i srregada com buiu, esta se 

disparara e com tanta infelicidade, que a bala matara um do 

e M.IKII ' 

io ■■ pi •'■ imo ■!■ vosi omplicaçbes, 
ia lembrar o que *<• tinha dado 
com o cabo <!• ito, e que pan eia já i - ■ j 1 1 ■ - • ■ i ■ 1 1 , por 

isconcellos. 






Mudou ■'• i ■ ■■• r logo a Mona Condam qae um homem ve- 
llin dc Loanda Hm querer matara om rio seu, c que por: 
dissesse quente este homem tinha Se pa^ar-lhe, pois nós urn- 

■■ :ii!ul.'" - <■ |i'ir ' ■■Hl:-. i d'ostc i isO] i re que elo houvera pro- 
pósito iii.ilfaz.j.i. nao havíamos por Bm de ficar 
Ot ih; 

Como era da esporar, o novo incidi-nto <l«-u lognr e grandes 
controvérsia* u alarido, pondo por alguns momentos tudo em 
alToroço no acampamento a naa diversai | -. nSo Be 

(aliando noutra cousa durante o di». 

Apr ' a uniftao a Mima Maliango, resolves esta maa- 

«i.i i- um i ■■ .ii :u |. ■ i ;i -ih Bino Muoanzo. Gomo ara mulher e 
nSo estava presente Quíenxa, como seu rilho tandnla ora uma 
oriança, a Química alo queria envolvo . por- 

que o senhor major tinha vestido todos o de todos era amigo, 
o riste oòa insistirmos que o relho havia dc pagar a vida do 

cio, alia também assii tteadia para -<■ nào fallar mais 

nisso. Hi ii iimIu cimi iii -i java onvir n opiuilo de Mucaneo. 

Já n v."- que a pendeneda ora para demora, equg tinliamos 
■ i ■ nos precaver contra alguma cilada. 

A tarde fomos passear pelas povoaejbes, e sntrandonade 

< '.nnl.il.M viu omo an nu--,, encontro :i*srgurai'-noa que devi» 
mo.* estai '!'-<• um ■.-.rins pois não havia tio sor a nioilô <1" cio 

motivo para nau i-iuitinuarinoh oonin lurns amigos. EHle ficara 

BOntente que relho Matheus inandas?e limpar ii .sangue dn 

me caíra aa terra de Mona nfahange, recebmaompsrn&a, 
a tudo Bcava ai abado. 

A prineeza. eiiinn im- Ilu 'haianvamos, com quem depois 
eatívemos, disse m» iim- as SangaS dos Anpinas alo oram por 

eanaa da morte de doj mm sim porque os nossos soldados 

tinham alnis.nl" muito, indo de imiti ;is [Mivoacòes desinquietar 
as rapar; 

Muito naturalmente, acrescentou • ■ 1 1 : > i-ncnntram-nas a 

B7j mãe «ao ae contentam em tomar paste oas dnn 

de repente > t • lapperecea m mas ou i om outra <■ não se sabe 

para onde rio. PrOCUram-ee nas cubatas e nllo se encontram. 





UPÇXO DAVI 






l£u»ii<> unuu voltam, retiram logo outras c o* OOmpaob 
m-ee. Nada teem querido dizer ao nosao ai 
p»ra o nlo desgostaram, runs 1 1 • •_ j < • tenho ouvido tantos queixo- 
*», que estimo viesse para o prevenir. 

mio, seu araazio, ajnntuti : Se alguém os avisa que 

oa» fazem bem, e que todos eatio descontentei com bU< -. 

ditendo que sào toldai tfuene Pato e 

que rienm tà para faxer guerras e queimai ai povoações, o 

o oj prohibirem do eouversar 
■j rajiarigas faraó conhecer o que valem as armas de 

Mártir Puto. 

.■•■. v t'..iMiin'iidiiiii'i atoa, 

■ ■111. ido de noite na sua po- 
vikk;Jh noa mandasse chamar, e do acampamento prevenimoa 
'lo -'il |Ki»to estavam pr- 1 u» mini 

das 

Bempro a neami I Oi que boi iiiam a darem 

■otívoa para que « gentio tenha raclo de k queixai contra 
ellas que querem passar poi los, o que dizem procurá-lo 

par» e miaade I 

iffl o* direitos do gen- 
qio lhe '• querendo obriga-lo a roapeitar 

i* seus, naa pmpi OVOCa-lo, 08 MD 

inaignificanti indo logo conflietos. E isto 

sombra dos chefes europeus quo transportam c que 

I lingUS icolnrlililo» e itcrlltO* 

Cani intmnava a apparecer; traaia-noa oerregadorei 

|mx» t-ontractar, e consultar n ub-rli.-lV •-. .f .i-.- a 

[uerda e qne segundo esto era 
■ma aneurisma, qne B4- ia avolumando e cujo curativo, que 
Bmj prescreveu imi tente, ipenaa a poderia entreter por 

, tempo 

Ho nio estava porem terminada. Mucanzo 
in BOTohreiHM nella, • ftra aunado Quinonga e outros 
i para darem o sou parecer. 





EXPEDK.Xo POBTUGUSCA AO MUATIÂMVf A 

Mona Mahango depois da conferencia que teve QOD elloa 
rosolvou-se a i JU08M o nosso interprete e a dixer-lhe: 

— Que olo estava socegadji; que mio tinha podido comer ■> 
MU infundi i, desde que so matara o cão; que sabia muno bem 

'I He nlo ffen morto de propósito, porém tora morto abala 

>: noíi'i;i o mu sangue eniiu» se fosse d< uma pessoa, c este 
ainda selava na temeemqae m limpasse. Que oonheeia bem 

mi;- nós amigos d'olla e dos seu» filhos, mas o cSo morto 
<-i.i\:i entre a nossa e * IM Uttisade, era preciso livrar-nos 
• I i lie para nos podermos ubrayur; <pi«i o senhor major queria 

la/.er p.i-ar a vida do cio ma» ningnem queria quí Base paga- 
mento se li/.''.**'' r oll;i lamlii mi o nào (pn ria, mas que era mu- 
lher, e estava com medo qns. una grande desgraes. setívesse 

l hm i-air na sua terra por causa daipielle -- ; 1 1 ■ j_r 1 1 - • e que hó ii"- 
a podinnio* tranquillisar pagando a uni anpinj;a para o limpar 
' pua deaviar para longo todos os males que d'ahi pude 
vir a resultar. 

Nào nos admiramos do n r.nl.i pm-ipie piv\ iramos ano njo 
desistiriam da questão, o como o nosso desejo era põr-lhe 
tarmO] repetimos o qne por maia d r iuna vez ja tínhamos dito: 

— Qu o relho Mathens do Loanda estava disposto ap 
todas as despezas; se cila ainda nSo eomia iiit'nn.l<-, a coipa 
era sua por mio nos dizer o que o seu inraefm lhe dii-tava. 

Qoe Hl" deixasse ao nosso arbitro o pagamento das despe/as 

a fazer, porque podíamos dar menos do que devia ser, o O 
cito continuaria a afastar uns. i- nó* ipieriamos ahracá la eomo 
boni amigOS para seguirmos o nosso caminho. 

— O senhor major em muito bom amigOj mandou cila dizer, 
8 pi >r isso si'i diria, que um elo Dfl IM tem BN um tOTTO 
do Kstailo, r que se podia regular o pagamento pelo ruiu 
desse servo! 

A resposta paia nós -'ia ainda muito va«;u, <• por isso voltou 
O interpreta n rctorquir-lhe que nas terras de Muene Puto se 
nío vendia gente, e portanto que dissesse Mona Muhanpi 
ipiauto «pii-ria > tu fazenda», mas que fizesse as suas eonta» 
de modo quo nnquelle dia mesmo ficasse limpo u sangue. 








i-:xi>i:mr-\u POBTeOUEBA M) mi.uiãnvua 

Estava acabado! Nao se fallava mais na cpie.-.tAo! Todavia 
Matlnus mis ser generoso ainda, e entregou um barril de po-1- 
vmi.i .!.,: ..1:1 ■•... ;.:■. ■■uiis d» i .:ii-t . - ijiic s>- i><onoUúcn oom 
i II'- pir.i distribuírem entre si, c pouco dcpoi* recebia era 
ratribaiolo do dono do Olo, uma cilira da qual • - 1 1 • - entendi u 
depois di. morta t limpa dever mandar a perna direita a Mona 

tfohattgo r i esquerda m dono do olOj que era cw 

•'■li filho I :uidala. quo depois si- tornou intimo amigo de Ma- 
theus e O convidava muitas v. ■/■•- para ir c-mma- com elle. 

Terminara uain tM queotlo, mas restava ainda a do Ml 
Ikdo, OUJfl soluçAo esperávamos se demorasse menos tempo 

A princesa ao mesmo dia dl neanoilitçlo wiu pedir-not 

pui qai e OU" n-Uirdaj.se a partida do ajudante, ■ ■ 
vem incluir na comitiva »s rapa/es . | n. ■ dia aprcM-ntára, por- 
que tombem queria que éBos (buem ic Peindt íaser dga 
negocio. 

Havia dois annos que o fallecido Miuamlw mandara a pri- 
DiaÍM earavana 00 GoSSSlS comi êxito feliz, Muean/.o imita 
ra-o depois mandando outras, por varia >■ ,-ora todos 

estavam animados com o mesmo propósito para opproveito» m 

os p:e.;alii< ntõs ■ • J ■ i •- - ■ 1 1 í . .- ipie liidiaill i-eeol.ido 04 i '.\p'-.|;i_à- .. 
Nilo usam ir mais lOQgfl do < i-.-a |e ■pie lli.s liea a N-K. de 
Quimica na margem esquerda do Cullo, e nunca passam esto 
rio, com receio dos povos de 1'umliana o de ('aurícula. Da» 
pOTDOOSoe de Uona tafunlbjá ha muitos anuo* *a,hinm comi- 
tivas com negocio que obtínkom doe Btagoise seus vizinhos e 

d0S Allll.aiplista.-. iple r-e e lai» :.-.■, poVoacÒV*. 

I 'oun e.-mdo a ;er mai-. ] na ■■ 1 1 ra.]. i | bOHUclia pi-|o> |5ân-_a 
las, os povos do t 'nianvo e de ( 'afunfo principiaram a explo- 
rar aa margens do rjbomba até ao 7." ^rau ■■ d'ahi ptM leate, 
mas asaram de todas as MUtflllM por causa dos leões que 
infestavam SS frondosas florestas c nào qiii/.cram arriscar-»e 
a ir mais para o norte? e allirmavu-sc que a leste das terra» 
de Iiiee.i, u rOgílo explorada pcloB nossos benemérito» compa- 
triotas Capei lo e Ivens. entre o 18° e 1!'" meridiano a lest. 
1 •rcim., nlo devassada antes por europeus, tombom nâo 







i:m-i:iu.,àh i-. .ic i i i:i i:/,a ao miatiànvia 

lhe mandava Muene Puto, porém como J.iyme dissera que nâo 
podia voltai- oom ella, receando quo considerássemos A sua 
i' ih ... i-niiio uma desfeita. acce-itM B, entregando ■ .layrii" ttm 
rapazito para im- ,. -.. i -.:.-■<. pois nSu queria qttí peOSMMOIOl 
i < ;■ pi icíso pagar-lhc para obri livra* 

n iii o ]ur-o. Filiando da . lisse que foram os seus que 

a MBMMn ■■ n&o os filhos <1" Mu. iic l'utu, .• < pn- 1.1 novilho 

He por sua vontade. Que Bínone 1'uto dando Se 
comer ao» seus rapazes tinha pago muito bem a hospeda-- m 
que cllc dera ao» d'elle. 

— Que bc n ii- 1 gente alo eonoordava na questão das car- 

i;,i-.. 1 1 1 : 1 1 1 1 1 : i - ^ • • 1 1 1 alguém l.ill.n lln- para »c 'iih iidcr eonmosi i. 

nassa pendência, uma vez que Qaiceia <■ Tãmim nau tiveram 
força para a resolver. 

— O» seus filho» eram mau» eqnni unpi etter com 

Muene Puto o com o Muaiianvua. SUa estava já muito v.ll (0 
para poder ir encontrar-se comnosco ao caminho, mas mandaria 
u Caniala. porque nàu c-tiva Mier-ailo suppondn ipn Muene 
Puto ficava Bftngivlff 0091 •■llc. 

Agradecemos a Quienza o serviço que elle e os seus ini- 
j . < i t i -. ; - ■ - mu p re -i aram, e proinotteruo* «guardar a i-li«--_- ida <h- 
•layme e do soldado pura BntlO irmos especialmente f aliar a 

liana Manango g fim de serem devidamente gratifieadoe» 

Mandou-sc chamar u soldado n." IH, eom «piem nunca tal 
laramos porquo se exprimia mil em português, e por via do 
interprete sonhemos que reconhecia o capote o o cantil como 

seus, c contou antio, que estando ao Qnistiala. eom an rapai 
lo I laoaata qne vinha ao encontro do dm na tona de Mona 

M : 1 1 ; i n ■_ ■ ■ ' ■■■■■■■■■ '■■>'■ cuiitiniiass'' a jornada, lhe dissera qu< 
elles ficavam ali durante -i imite para i-uiivm ■ l ■ niadrn 
. c que mai* tanle ••>''■ rapa/ oh fora encontrar com a 

pri ira [eva de i arregadorea do Anzavo que retiravam da 

Estação. 

Tanto elle cuiiu o seu camarada julgavam que todos eram 
amigos, porque se mostraram muito satisfeitos cora o traia 
mento que tiveram na EstaçSo e conversavam com elles des- 



i 



KII\-AO DA VIAGEM 









cuidadamente quando chegaram outro* rapazes perguntando 

«oldados c vcndo-os disseram logo : — V 
mataram uni comera i . e emquanto o teu 

major iiío pagar esta» cabeços .1 ricam 

M, « togo lhe* amarraram os braço* atrás das COs 
Fitavam desarmados, não resistiram. O 4'J temi i que 

devia ir ao d ■revenir-nos para pagar o que queriam, 

«canto que lhe tiraram a roupa e o mandaram 
uir viagem. 

Disse ainda o soldado que nao tinha visto o Oacuata em- 
;<i lá «ateve, e u elle sabia do que *e passava então es- 
tava 

:i estava pois como o Tâmbu podia provar a sua inno- 
inda havia de nllegar que partira da Kataçlo 
ji mu; ii sequer chegara ao Quizuela. 

Kr.' ■ .Mona .Muhango o serviço dos 

•eus í >• »o du>' t<-tita-la dando-lhe um pre- 

para a irmã, a fim de esta se fazer representar no tra- 
tado que desejávamos celebrar com uma e outra, segundo o 
onselheiros. 

aprov< i t .imos a vinda de José do Vaseon- 

e que tínhamos mandado chamar para nos 

«present. «rida ordem as contas dos nossos fon 

mrntn» r dnn i ordem de pagamento aobte » casa de 

Machado, par:» ir comiiosco entregar o presente a 

U«na Mabango. 

K»u pf Mu tumbo, aquém 

dtjKn cia do que offerecera- 

mat a sua tia j»ra mí enviar ú mie, agradecendo também, 
m-j.!: t receio que 

sanca o iraria ao seu destino. 

Partiu ;■ irete •• pediu n Mona Mabango 'i' 1 " "'•■ 

•W< 'ioa par» Mona Cafunfo, porque 

havíamos encontrado na povoação de Mona Mutumbo porta- 
4ort* qno iam partir pura la, e como esta quisesse ficar com 
<■ lenços, dissera-lhe o interprete que isso nio podia ser, por- 




BXREOlf . ■ POBtl SOBA AO MUATlÃXViu 

quu dando nós pela falta d'ellea pensaríamos que tora elle qofl 
os roubara. BntgQ entregou tudo immediatamente, dizendo : 
— Va, v/i depressa, nao faca esperar O iinii :iin 
Miiiuinl.il <nir tinha r.i/ào para U MM 'l'-M"nli.iii<;a.* (i."ii 
muito contente, o tudo entregou BOI portadores, dÍMnd<HM)B 
indavia depois ijuc posto estes fossem impnngu de sua mio, 
ainda nílo sabia o que eeta n l I li"ria! 

Havendo nós oonversado com • •■■ divi.-r-<». potentados ácêiv.i 
ilo tratado que tínhamos em • [ata, e chegado a discutir com 

■ IN - e com o» leoa i mui lheiro* di\ i.hre qii 
vi» Ht-r baseado, temos a José de Vascom elfos c i xplicamos- 
lhe as bases que minutáramos, e elle encarregou-se de as ir 
mu rpretar a un- o Um nao ser uma questão 
di -unitiva, mas que se mandariam ao Guvulo governador) em 
Loanda e que este mandaria então a Mahango e Mona I 'afundi 

ama peaeoa grande para :■•■ , .--i.iii. !• . .-rem as i UgOea epe 

elles tinham « 1« - observar para estas terras lerem tomadas sob 
a proteoojfo de Mucne Puto, e para o* ntta habitante» - 

considerados filhos d'elle como <» ambanitas <■ subas d tro 

lado do Cuango. 

Todos se nni.-li-ar.iiii ^.ilisleiín ipio O velho 

consellnii" I Sandala ÇUÍ Betava docnle *e restabelecesse, pura 
também ser ouvido. 

(^uimicu, o aina/io d.i priín-. >M IJll OOmDMOO quaud I 

VaacoiH-i-ll"- nos dava conta da sua missão, observou-nos que 
os filhos de Mona Mahango o que desejavam era que Mucne 
Puto mandasse par» as suas terraa, chefes, mestre* >■ soldado 
brancos, porque os filhos de Angola levantav;mi icmpre eon- 
Hietos ■ "iii a* povoações, ijue elles sabiam que as guerras de 
inje foram devidas ,-i gente de Amlmca o nos soldado.-. 
pretos que desinquietavam as mulheres dos naturaes do paiz ; 

o perguntou-nos, se. queixjindo-.se . ■ 1 1 . ■ m ra/an contra um 

chefe, Mucne Puto uA.i i e q|q niatidariu OoQoOBJ 

■ ■iil i<> i mi mu lnyai . 

Respondemos como a prudência nos aconselhava, ma» este 
foi ate á ultima o ponto principal das suas desconfianças e 










RXP8D1I JtO POBTÍ 01 i ta ■■ 10 Kl vnÂN\T.\ 

— Foi porejne o /.unlii DOmpreibendea o que o seucoraeSo 
mais do» -j.iv.i .iu:ui(!(. R iina-eni • I " < 1 1 . • r-nlrou na casa que m 

senhora Hm destinou. 

TttntO Qnimica como mm mulher no.- [.reataram a maior 
:ii[.:i.;àii, nui.f i .-.i.i iii.mi.. 1 .- j.i 1 'ta 1 ladina a a cargo de quem 

• :i ,1 (UroCçSO dOl l r.il -:i 1 1 1- >■- til-*. 1ji% t inl.i j.i :i 

das chuvas disse-nos em seguida mas rapidamente : 

— O nosso rjn ind • n :ii ii- dSo deixe nc-i:i terra o 

feiíieu para afugentar 1 chuva? alo? 

— lí''|ietilili'>-lli'- <|iie nh> havia t'<i t i<;os paru rhover ou para 
1 hover. Todos podemos pedir ao Zumbi que chova e 1 Be 
1 ml., podo" satisfazer o* no.sso* de.vjus. 

— Nós já lia muitos dias que nilo vemos chuvas, continuou 
ella, e temos recaio que nlo chova mais. 

Esse 1 reparo da Mntnmbo obrigou dm a perguntar-lhc se 

eiVUUOS Hi'.S 11:- 1 lllpuilo* i 

— Nao o quero acreditar, tornou ella, todavia a BOtioia que 

nos Irouxernm de Mueiie <*anje faz-nie. recear 0» Mrja rei 

iada o que alie mandou adivinhar! 

ETetimnente, apezar do sul bastante quente a 'l" grau 
claroi do '■' ii bavia orna grande arrunuoto -'i oa ba a abaian- 

■;:ilii'.i-n08 a di/.er-llie: 

— Esteja doaoanaada que em ponooi diaa começam outra 

vest as chuvas, qi •■ D.do um bem pa» U suas lavras são 

um frrande mal para a nossa viagi D. 

Ri tiraram BIO pouco mais satisfeito* e m'* fomos jantar com 
Doneettoa « quem tínhamos oonYidadO] a durante a jantar 
008 allfl que o Anzavo mandara do presente a Qnientt 
uma anua, uiu barril dfl polvOTO, doil prato* 9 duas canecas 
e pedir-llie que se empenhasse comnosco para provar a sua 
intiocencia no quo respeitava ao mau procedimento 
rapazes. 

Também Vasconcellos nos Informou ter noticia de que José 
Machado i laln loeid-i na I. li. lo lirnirji do Amaral em f'a- 
tVixi, estava fazendo muito bom negocio c que Andala Quissúa 
mantinha com ello boas relações. 




'. ! 10KM 



OxalA dizíamos n-'>8 entilo, que o nador geral atten- 

deMO RO que II»' < - >- 1 •-..-:: . us >, l,i-.- :< :i. Oi'>siilnil«' (li' ••ji< nrpo 
doa DO COnCOlho d<- M:il:n:|'- i • I • - ;ivi ■ 

«aliar I ■;. nd rapar immediatamenta 

.r:«' i]« c u admi 

modo .-i npr o > h >u d • duquclle 

gnuul- | ror. 

ntavfl, iliirautc n iioin d'< ate dia •• no dia 
até ia 1 1 horaa da 

ciai obrígnnini-noi ;i .•uni. . j • t • -n i- -nt ■■ ili- 

b rto aa fiiíemlíi.» ■■ rudoa ob iiobbo» papeia, 
como Síonn Ui I 
l»p«r ii ha -i anal 

lli<- h;: i podido .-1" Z&mbí, e J4 n&o 

queixar i mo Mueno < 'anjo. 
A r 'i" '|ii'' se tratava, e riiwe quando 

lhe oarrou o que ao paMára Da ••••|"t:i ;'ii|iu-||. 

Parti fi| m» Mali.-iii"»'" i|ii" -i l:iln, 

e qne tinha nu adivinhar ae teria sido o sobrinho d'elle 

i)ue i. 

• para pagar a importa neia de 

. :i i.inienasa, ih putada no rala da quatro 
ra ao ti" que lh'oa deaee j >.■■ t-.t -i ]••■■]• r 
«caIhut a quoatlo. 

to i'i ■ que trabalhaste para saber 

^luanto rii i i .i juntar | alio, ■■ que w corrigi ene do mau 

rjuo iinli i- i.n- opnatantc- 

m anaa leviandade ■ 

vorl rapaz <lo novo a pedir-lhe quo pelo menoa o con- 

lle pagar já a Quiensa e obter 
i pura arranjar <>* outroa doí», porém o tio 
DOO a recusar, eensurando-o asperamente por andar 
wmpre na vadiagem. 





i.Mi i>h *u> l>oin TOIIEIIA AO MlUTliXVCA 








O sobrinlio nao voltou mais a procurado e filo adoeceu logo. 
i ■ ■ -»-.i. min .i \ . i ; 1 1 . 1 1 1 1 iir l'oiiht i poucos dias ilepoú morreu. 
i >.■ mi todos convencidos que a sua morti E&ra feitiço <lo 
sobrinho. 

AqaeDe -lia e o seguinte, como disso o interpreta, i nu 
• •i .)i -:iut'-"!<> si-^ru tidn o i-ctylo Al resina fúnebres, que eonaift- 
tiam do danças o bebedeiras c em a maior parte da go&ta ir 
em romaria vir o cadáver na sua povoação, que distava uma 
Ima linr.i i|i< murcha do ponto onde i stavamOI. 

Paliar com esta gente vul taet diac é perdei o tempo, por 
que hó QUidus em coisas que digam respeito ao defuneto, a 
Km de- ano este se enterre satisfeito e nJio volto disfarçado de 

algum modo ii atormentá-los com exigências. 

Aproveitámos pois estes dias na nossa correspondência para 
a metrópole, que desejávamos abrangesse todos -oh trabalhoso 
iiei-orreniMii!* até á nossa partida, que estava dependente da 
chegada do soldado h.° í>4 a de Augusto .l.-iyme o* quac* >.- 
nos apresentaram era lõ ás 2 horas da tarde, dando-no» este 
couta «la --na •'oiiimiss&o do modo soguinto: 

— Oa rapasea de Ansavo, depois dá partida do n.° 49, con- 
tinuaram a viagem para o seu sitio que fizoram era dois dia», 
levand •" &4 emanado í preai noa do potentado. 

— < "oníiiiaiii lli.- que nao pediam transportar as cargas por 
serem pezadas, e como nós nlo quizessemos diminuir -lhe o 
pé.y.o entregaram os pagamentos ipii- receberam. 

— Encontraram os dois soldados no caminho e como se nào 
tivessem pago as duas cabeças do gado que ellos e os compa- 
nheiros» comeram, ainsii-raram-no*; mandando depois o outro 
para quo viesse dar-noa parte c levar-lhes o pagamento. 

— O An/avo estupefacto pelo (pie ouvia, maiulou logo soltar 
os braços ao preso e em grande colora vociferou contra .11. , 
que vendo-o aleijado de pés e m.aos, ainda o queriam destra- 
çar mais. 

— Quo crime praticou esse soldado que veiu ás minhas ter- 
ras com o branco, tilho de Mm Qfl 1'uto. poderoso rei, protector 
e amigo do Muatianvua nosso amo? 





i i I.DIVXO FOBTtTOUS&à AO MIATIÀNVl A 



guMofl com uma guerra até os exterminar! Não, que cu não 
i|inri:i qm <> Muatiãiivua me jul unhreute im-.-Ii : crime ! 

— Você» nàn -aln-m ii i|in- li/.oraiii ! 

— Toem desgraçado m temi de bmi p* e i uni la não estão 
satisfeitos! Viemos, pira aqui por ordem do Muatiânvua, para 
tomai ii is o nàu I «••-ih i monda ! 

— Ainda lia pouco tampo atar uma guerra 

; i i ausa das suas ladroeiras, e vão agora n 
soldados de Hueiu Polo, amigo do nosso pae oMuatiânvna ■ 
quem ello manda u seu filhos, de propósito, part lhe entre- 
gar ©n | i'i toa ijue quis bdi :.ir-lli<' ! Um din acabam a» mi- 
nhas contemplações pelo velho! Que mal lhes fez o senhor 

major? Nlo o* recebeu hcmV Não lhes deu da somar i 

iram e quanta carne \m-.'- queriam? 

— São muito malvados! toldado v*e i «migo, eu lho 

de comer, e quando ■ •.-toja melhor, mui ih que o bei de 
v. vou já mandar um dos DMUS. rapasei ao senhor major 
para que oBo esteja am cuidado. 

De farto M foi para r.i.-a ili 'l'.unliu. que *c mostrou sem- 
pre muito d< ■-;:ntn- m o que. tinha suecedido c exclamava 

■ 1>- ijiiamlo •ih i'|iiiiinlii : '» i|iii- dirá airora o .-•••iilon- major? 

i.iii iraimi nir ião in ih em tfalanje] Que vergonha] 

— Ku cheguei, continuou Jarme, neste mesmo dia ao An- 

zavn a-. ('• horas il.i tardo, Imuita marrlia. e fui 1 

deaoia do potentado, exigir-lhe que me moatraau o soldado. 
Tanto ' II' como sua mulher queriam antos de tudo explicsr- 
>■•-, para me p rovaram ■ na imioi-emia, porém ou uào <>.■« qui/ 

■ bradando: 
I'"' ÍSO v..-r o soldado, e depois jimlmlarei. 

— Disseram -me qiu estava li >m i.i-a do Cacuatn, 

fui lo£0 lá. Vi-o, falln lio-, soube i-oiiiu o Anzavo « o ' 

e portaram com «li-, e voltei antflo com mais animo a 

faltar ao soba, porque já via que 01 Telhoi Oitavam todos a 
DOMO fevor. PiíKneMhajl logO nina jfr.uido ilo-anda ; narrei os 

factos 001 1 lo» sc passaram na Estação, fui chamar o Ca- 

cuata para testemunha e mostrei que elle» tiuhani praticado 








nu grande crime. Que ia ali do n 
para eorij ligo doa malvndot que tocaram oom a» mios 

nas < queria ver innuediata- 

ment- i;»nto roubaram ai le mandaram dar parte 

da» suii» um toldada 

tavu ilifinic • : >s! 

•omo a mulher procuraram abranda-lo, 
mostrando a sua innocencía, e ped 

aceeitaase uma cabra para o • r; porém <-II<- 

■■na «ua terra, em quanto te tratai 
unta questão, itava cousa alguma do poti 

tjuwn eQa ae apresenta. Nilo <|i ; i. ■••«•- 

Mm que ao l no chefe para «Mc os caal gar l' 

comeria da ena casa, agoi i c 

manha Mguinte, Javme arranjou i obje- 

etoa de que era porl ido» e foi lera-lo de nosso mandado ao 
i dIo queria acceitar; e dissesse 

^e ri va com elle porque tomariamoa B recata c 

itou, trai ta que o 

•regou para nono sen 

lepois a um velho que apresentasse a 
Lfl o capote e um cantil que na véspera á noite lhe Irou- 

- para o 

quo fossem buscar jus urinas, correias, eartu- 

18 os tivessem escondido. 

Jav lhe que dIo retirava d'al] em armarecarem 

tmliM esses objectos o quo o n5o demoxaasi m, porque dós, 

lie n&o apparecia com o doeu mios 

r ajudante coin os toldados, e nh> se queixassem 

ia ae algi > m/t «ucccdessc á [erra. 

— C^ue ficasse socogado, lhes dizias a afilar!, pois 

«u doía dias Indo li- seria entregue, Pediram-ue que dIo 

■ i * maloib que lhe apresentar 

Idade, o que tudoseceiton para 

•mo Cacuata Tâmbu na residência do qual se havia 






BXPB2MI ÍO i"iM UQVXXA kO W Ml ÍHVUá 



Servem os factos quo temo* apresentado para se fazer uma 
justa apreciação do que sào estes povos. 

^ppareoi a ■ arttgoi que Anzavo mandara entregar ■•> 

•i.''. ! r i . . c este por despedida ainda Km kt um pequeno pre- 
sente que o soba entendeu retribuir dando llu uni;. rapariga 
pare tua compaahi 

Em toda ■> parte a meema oonaa, mil aqui torna-ee mais 

uoiavol, por i-i-r 1 1 1 : 1 1 - 1. >]!'_'•■ da civil! nção o pagamento de di- 
vidas com gente, os presentes de gente, a sua venda emfiml 

Quando acabara' eate aso 'pi'- tanto repuj Europa, e 

como poderá aatn intervir para Dia pôr h rmo? 

Registámos .i ii.. ...i . I • que ímo h oonaegoiria muito 

te, comprando-aa toda agente que na aotualiil.ido >• 
I"" ti venda, e constituindo cmii i-lln um Estado aob a pro- 
tceçilo 'la Kurnp.i, ••m iiuiii região previamente '•■•(■iilliiil.i. 

i om Lugoato Javnic vi-iu um representante do Ana 
pare ii";- cumprimentar, •• ainda desculpá-lo pelo prooedim 

da .-na :_-'hic, ,: viiTum dois rapa/.rs li.nc i m 'i" Ohouata 
r&mbu •• outro ■ 1 < - ('ajo, pnr;i ■ <■■ represe atarem junto de nós 
•• noa Boampanhan m -i Ifníanmba, trenaportando as c 
maia valor destinada- • ■• Mn.it .'uivim, •■ (.■..mo •. •! •- <pi«' 

mu i- outro viriam com os seus BBjbnrdinado ao mw" encon- 
tro para E&aerem parta da comitiva, 

m.uiiIjíiiios vestir . i. . dois rapaaea quo ficaram senda bata 
lados de Jayme, para < o nem dao sua.- refeiç-Vs. pagandn- 

HlO m'is ai raçõe (pio lho* jn-rl .-nci.i ni o,, mo r.uii ::. 1. 1. ■!• - . ,■ 

ittro tomarem n nome» de seus amos como <• ooetume 

■ •litro (•lli*. 

Orapa/iulio ficou a cargo ■!<> ajuilanfc ipu ■•ncarri-goii l*Vr 
liando, bom meMro de cozinha, de ensinar-lho n arte culinária, 
e baptisámo-lo com o nome do Mau i I 

•lavi nos " ■ ' ■ -»• • dos objectos d i ri ;o qM 

levara, e d'aqui m I ruani gtatificaç$ i para elle, para oa por* 
tadores de Mona Mabango, pare u loldadoa a ainda -<■ vestiu 
o pequeno Manuel, eontomplando-te tombe seu dm 

Fernando. 




PçXo !>A VI 



106 



NOSSO PRIMEIRO TRATADO 




moinara a qucstio dos solda - 
Felinwnte meO» 

em de esperar em |irin<:- 
!" qae respeitara 

i ■!• ia <i^!«j^'/jui, o 

sem se recorrer * medidas ex- 
ircnuis, que |">diam ter ■ 
prom o êxito da Expe- 

diçio. 

Er i edmittir 

maior num< r» Í& carregadores, 
e era i&díepeoasrt] com- 
também que estea recebessem 
» fazenda ooi 501 que oa rap; ..■■■■. .1" Nnzavo entre- 

nnm já depreciii-: 

\|'|i..r> te* no acampamento, deu-se ordem 

|«ra que ■>» individuo assem impossibilitados de 

tt*n'l«nr »•■ apresentassem todos os dias ;i- 11 horas, para se 
bwt | a Ritniir, 8iib perm de ficarem lia 

Km* quando se resolvesse 

ha, Ksta ordem fez-noa saber que haviam mais 
tanta ■'■■• que pensávamos, •■ que alguns requeriam sérios 
BBJétdoa. 




1H'i IA)'l >]ftVC.\K/..K AO MfATlAXVVA 



" 



Iara qualquer projecto que demande dependência d'esta 

gente, é preoieo no cal nlo, principalmente do tempo para a 
mi.i exeençlOj entrai com todo* o» factores ainda os mais 
gnificantes, e mesmo assim surgem tempre difficukladee qne se 
não podem prever. 

N.im ,■ sem muita mili i ili ih ia que .-»•"■ poda fixar o Óui 
qoe deve partir uma Expedição do ... :ini|i;iiii. íitn. muito prin- 
cipalmente quando neste el a haja permanecido por aipim 
tempo; porque alem das relaçò. - amorosas do» carregadores 
'"tu H mulherei dai povoações, ha o» fornecimentos de que 
' lembram á ultima hora, c como naqnelln OCOUilO, por 
exemplo, aléin da- chuvas acoreaoiam aa doenças de qi. 
ii.iv vcv|irr:is de partida nos davam eonheeimtnlOa 

Aproveitamos a \ i-ita ave noa fex Mona Mahango no dia 
para se assentar definitivamente pela ua paru- desde que data 
nos podíamos considerar promptoa a partir, e BOmO ella vinha 
.•ipp^entaivBOI Hm lOT parente chamado < 'aximba, homem re- 
lho, ■•■ também ■ acompanhava Qui< Ima, qne i represes 
janto de nos em m.u-. In. • ■ - 1 . ■ - conferendaram com eihi sobre 
os dias que aeriam indi-p ae aveia para se reunirem todo 
earregadorea já pagos e apresentarem os que ainda faltavam. 
PudemOl decidir einquanto a estes, que em oito dias tudo se 
prepararia da nossa parte, para nlo bavi r impedimentofl a que 
o ajndante avancosM com todo a gente que se tivesse apre- 
sentado, >• .Mnn.i .Mahmgo li'/, logo correr nas povoações um 
bando | .1 - lo seu bolondo (palhaço), chamando a attenção dos 
individuou qm < ih mantimentos para vender, pois que 

podiam li negoi \i lo- i EatacSo, visto Muene Puto retirar. 

Ficou também assente que a comitiva do ajudante esperaria 
por nós na povoação . I ■ Mu. snso, porque a gente d'este ulti- 
mo di lejava levar as BOM cargas para ali e ir depois cada um 
a sua casa despedi r-ce da família, e receber oa mantimentos 

QUe Bativer.Mlii preparando para a viagem. 

Nesta entrevista obtivemos novas informações sobre aa 
famílias dot QsneodaS, que elucidavam o- apontamentos qui 
colhêramos para a historia d'este Estado, e (pie provam como 







DESCRIPÇXO DA V i 



107 



a moiv««in floe dominantes se too afoutando das praxes esta- 
l«clc« lemelhan .■■ '•.■<t:i suco il 

i Knuinji . .ii QuiCc i l« Landas; <• 
iom que dificuldades teriam de luctar 
conseguir, iju< ao domínio & 
entrassem boje aqm di# m tu oa 

• ■ que d'ellca furam th -■. lados pelo 
truzos qac se ma; I mbora nlo tenham satisfeito os pre- 

idispensaveís para «erem i dos como 

Basta salier-w; que os Bungalaa jú estio fle de um 

'■i"-. para só calcular, <> qui é qneatio de tempo, 
i . •■niri i bio '1'- passar para m mloi 'i' 1 Bw. 

• tomada», officiamos ■ José de Vaw 
da EstaçSo até nlteriorefl resolu- 

(!•• G idor geral, 1 o já haviamoi oambinadoj e 

utieularmente quo viesse ouxiliar-nos nos paga- 
ijue tínhamos a fazer aoa nossos carregadores e na 
Miipr;. 

parte da noite estivemos oconpados em dobrar 

tu outro melhor 1 m qualidade mas inan- 

ivae, uji medid.-i iln I1.1111I0 ([nu conseguim n ser 

1 » -i ior a um metro. 

no dia seguinte o de medirmos 

|i.i^!iiiii-iit(i iIm- ivi.;""' ■■ . » 11.1 1 para M 1 m 

de mani que fizemos muito rapidamente dai ■"> ás 7 

mantimentos pelas medidas qw 
IImJ< ». <■ -i*t» 1 befe •• o ajudante cortai am 
u fiu faca [»••]•• ilnl ■:.. M-jrimilo os 

toa pelo acondicionamento desses mantimento*] 
tndo 1 irmazonar. 

trabalhou bastante, estando o 
Urgo cm 1 1 Estação cheio de povo., mpre em movi- 

nento e cora aprvim< ai, por verem os bons resulta- 

dos dW si 11- trabalhos de lavoura. 











BXFRDK KO POHTUCTOMU AO Mi \ti\nvim 

Moa» BfahangO c o» «eus filho; :■ ululei- ito Indo ria fazenda 
quo se ia cortando posavam da satisfação geral in. nini. . 
entre nu Riaa mulheres, raparigas b rapazes, o exclamaram 
de quando em qnando - 

— Se isto fosse sempre assim, cm bem bom ! M.u* retirando 
tfnene Puto, quando roteará uma «nitra oocasiSo como esta, 
.ih que todos se teem restido bem, comem carne e andam 
contente* 'i 

Tinham rnzâo de assim pensar, porqne '-atávamos conven- 
oidoí ijin por mui!" tempo dIo tornavam a ter uma quadra 

tio bifa; hm- para •■ :in:m:ir i; aproveitarmos O '■' 

facto qne vivamente 01 impressionava, dissemos quo dependia 

tlc Mona Malian-.'"! •• <le - < ■ « i -- lillm- repetir se Mttitai \ l /.es o 

qne estavam rendo, Celebrassem ellc* <• tratado ''iii que lhe 
tínhamos lalhul" pnr ■ 1 : >. ■ - 1 • .- : i - >.,••■ e Min-ne Puto mandaria 
oconper > Bstaelo, iando4he então ^ramle ile>rnvo|\imento: 

qne diligencia sem \ -.mt empo !»• no. i i 1 1 1 ■ ■ - . 1 " ■ 1 1 ■ . . ( 1 1 ■ • 

procurassem as soai temas para no eatábelecareo a eom o 

tempo teriam mestres para «eus lillmi i n | e pouco tudo 

mudaria naa povoações, come unha mudado nn6 de Mucnc 
Puto, onde todos ie reatem como noa e onde já d3o ontraã 
applicaçQea aos panoosi 

- E Bfuene Tutu importa-ee Domnosco, qne estamos tio 
lon^e d'elle, e conceder-noi ba i »fc i o* aefleioe? Eram as per- 
guntas que todos aos fadam. 

— Oortamente, lhes respondíamos, e oa interpretei anear- 

. mi se de ok Csclarreer sohre n i| passava nu.-, run 

o lhos a lesta de Loanda, qne melhor oonheeiam. 

— Mas nós somos um bmtoa, retorquiam] qne uniu lábe 

um: lazer «■ lemos nu i|<> ijui- Mueiie l'uti. nau (pieira prote- 
l-i r- nus tomando emita ile nos. 

Deaerevendo*Ibe como le oonstituiram ta primeiras mis 
a princesa que eslava, ao lida de Boa tia, interrompi d dos 
dizendo — «pie desejava muito tpu rfeeei um padn para lhe 
ensinar e aos filhos a (aliar oom o Z&mbi da nfueno Puto; se oDa 

■onhease, Já teria pedido muita coisa para bem da sua terra. 



RIPÇÀO l>.\ VI 



!tr;i 



— <» Zftnbi ■ PtatO é Zárnbi de todi om 

imos nós; Mona iíutumbo Gslhvlhe come 

mtá InlUuido coinnosco, mas certa de que i >0e ■ ouve, e i 

attei 'lida. 

■■.'. 

Mas .' - queremos quo se faca a mneanda (tratado), po- 
mos agora é tun bom presente para mm 
■ M o Joga do Caasuinjr. e m nossas 

para dar tributos a Muene Puto. 
Eli dissipar novoa receio», que doire ''lies já se lia- 

riam manifestado nas suai! depois que Vasconeel 

Im lhe* h ira as ba^e* que tinhamo lo, o 

ide, procurando convencê-lo- do que 
Muen i prí-senti-H, quf estes a6 ao dlo quai 

lando nio façam falta aos qne precisam tra- 
balhar pura viver. Oi missi marioi de ofuene Puta i nanariam 
Mona Malian^j mar os seus povos, e. a estes a ti 

para o Kstado, e quando já houvesse 1> 
Itad trabalhos, depois lhos ensinariam a ga- 

para us tributos de Muene Puto, que OStO alo queria 
para para applicar em b 'bis suas terra.*. 

tas •• ••utras observações, que aquellos povoa, principal- 
meotr oa personagens que se consideram d'' mak respeito 
sor vezos no ixpontaneamonte, ou que poaoo mais 

"ii menos DOS transmittiain os interpretes, obrigavam no. 

i pensar que nos cria possivo] com o 
r alguma cousa d'e*ta gente, p Lu mando o* sen* 
«Mtui' -«dos alguns mexei de convivência, ■ que uma 

aissl" ti» I' lem |>odia obter vantajosos reenltadoa. 

Bata povo é mais inconsciente do qu< raao, e as sua 
ieqa> ■• ionn- 

raiu, sio devidas ao ei a que se encontra, factos nao 

ao» fáJtmn para confirmar a ne**a asserçAo. e sentimos ter 
■lê no» restringir aos qne alo mui- palpáveis, para mio along-.ir 
deiBasiadaiii-iit'' os volumes em qne se deve comprohcnder • 
retenha dos nossos trabalhos. 






I H« HCM i>i(. |0 POS rOOUl ■'■' ao mVatiànvi-a 

Á> .luas hotn I unia ila imite do dia 21 fomos despertados 
pOT grtndfl alarim- no .u':un|aiiii iitfi. 

Suntira-se o rugir do leio muito pTOZÍmPj e todos de armas 

BBgatíBtdSfl procuravam ru||ui-ar-.r nn pOttçXO de pruli !..■■■ 

losaoa boit, Oajud mi lembrou-aede ir com alguns K<>lda- 
para o lopir 6X0 que Mi íuppunlia andaria a iVi 

:in mm ■■iii'iiiili Imlili-M-. dll povoncào do Muna MaliailU"' 

pedir li" • ih n 1'ella, que alo molestas» m o animal, visto 

si-r um rei qofl tinha por cpstunti eonvanar com Mona Ua> 
bnngo sobra nogocíoi de c »tado. 

CiiIiiii a .Mi. a era a--iui, drixatilus os nOBSOS suntnlos. junto 
•i- fuguemu qiie ha\ iam arranjado, !'../.< ndo coimin 

a voracidade do facto nn nnc a maioria aorndita\ ., i •. . liando 
apeou por pn i auçlo, para tomarem a óV fcnsiva se o leão se 
approximnsM da Estação. Só« voltámoi para a rama. 

Nau 1'alhiM i|in'lli vi- li-iiil.r:i>-.-i- dl- ili/.-r i|l|r :> ■ |ii i-l !•■ I. S<" i 

imlii iln talK-1'idii lilho de .M"na M ihangOj quo rinha pedir- 

lln- para M •■ nl<- ir.-. i. - n i Dl 1698 MUI, 

Chovera li.i.vt.iuii- ih, • i. _'| Jgj (. hJIo - 

vido a taao qi Arrogado? Xavier m aproai i toi 

doente i i uma pneumonia, doença que bando nn pi i 

determinado noa prajudiía-. i, dmim-amlu nos maisdiasdoque 

h.i ■■ i;ili i- ■- i- ili-iilailn. la •lul.i , ,-iiiiM-iiM- |>or i-" ilc os aproVI 

para ter noaignado o tratado em projeoto, e oomo do dia 22 
appareeoBae .1" i do Váaooneolloi para tomar eonta da I 

rào. inii-i : um alie reunir ai >i .Muna Mih-hi/.o. Mon.-i i 'andala, 

Muna Pife, iruiàu i|r Muna I ,hii.-n/.a, qU6 (ura nuinr.ulu para 

ao . i ompanhar do ordem do Mona afahango, líonaQnni 

o Tcndala (..juil.inii i .li Mii.-..nzo. 1 )onjc. QuieAnua, < v 'iii 
'■■. Caximba e mais outros pui>on.-i;;oiis. ilo Kstado. 

\ i -ii ■•■ li o • 11'-. interpretando oa língua do pai/., .-ih base» 

do tratado, •• diss.-lliru dupois. ipn- residindo na povoaeao d« 

NI.. na atahango, na ipialidade do sou aaoripturario o Amba- 

tn <'ru/., o iiianilas.-i ia clianiar, para lltea tornar a ler o 

qna eatava no papel] para conheceram se < ll< Ehei tinha dito 

alguma cousa que nâo estivesse ali escripta; e que nos os 



npçXo pa vi 



111 



mandáramos chamar, para saber se qaeríam que se escrevesse 
idjíí* alguma • i Puto sabor todo quanto o oqmf 

cio il'' '!!• que II pois nós tínhamos von- 

ii' ura portador a Malanje com 
a ma 'li- pôr ao l que 

■ que !•'•;■.' mucandti csi ripta por von- 
■■> c que nós moa. 

de todo* os 
doi que |" la primeira voa ouvia aq 
tur. livra para ilodarar: 

Qae aio era preciso chamar-* tas, pois 

'os.- elle que , iiava 

l dizer q ■••tava ewripto 

usa differente '1" qae ca dito seu 

■ --•■■ j N'ntudos com quem tinha fall.ulo \><<r v/<> 

que todos sabiam bem a que estava na nm- 

tnnito bom que esta >■■ mandatai- já 

: i|ii" 
tinbam i-lh-b qae tiào se tivce-i fi-ito e mandado dias 
..o sitio de Mona Mahatigo o senhor 
inoibor '| iam o i ■> 

• .1-. filhos de Mucne Pote que i 
a tratar lodos do mesmo i •■ oa moi 

,i-i, tavai i. 

Mucne Puto noa quizi arabene. 

noa lhe agra- n to. 

ndar o que for da ana vontade, mat do que dós 

.'• que ello queira enviar para cá soldados du 

i. porque as mulhen par.: ellee, por «.•lies 

Muone I 

— I • idos, reaj I los, *2<> prei 

i, para fazer cumprir <> que 
se es: tanto aos tíllm» de Muene Puto como 

t ninhos a» terras d<- Mona MahangOj que p 
mi ip Iccer-ac ncllaa; para dcfcmli-r as rasas d.- 

que nellas se guardar, de qualquer inimigo 





BxnsnçXo pobtdoubsa ao kCatianvi \ 

que «e atrevesse a atacá-las; e também para ir os que 

■ "!•• in iuhiis, nicsnii. .1 | ■• - ■ 1 i « I ■ » do Mona tfahango, mu n 

pura maltratarem os luilji t:m t <•.-* i.hi=. !■••-- ■ ■ iiiquietar- 

Ihfl fta rapar:: 

Que m algum toldado W | -■■•■ mal. o.- «liifi-» branco* 

dana da quem i Ib i n, o c« >ti|furmui mda- 

riain voltar paca a* terra* da Sfuene Puto; mas emquato a 
eete ponto] podiam ellea dizer o que fosse da sua vontade por 

que BQ •■-'•revia na miiraii<la lm ília I m > [ ■ i' ••>• fosso procurar 

M • ■ í . i Mabango para pôr nclla o sea signa], um o que nao se 
podia mandar a ifoi a< i'uto. 

— N'>. ainda lembrámos sorem preoi toldadoa pura 
tomarem conta de prezos, levarem todos os mezea mooandai 

pura o governador em Luanda vigiar ob valores ijm- i-xistisM-m 

cana de Min-iir Puto, para a£ul a oe ladroes a inin 
das povoações d'eJ]ea que ficavam sendo consideradas como 
de iiiliu." ii'- Min')ii- 1'ut.K i i :!.,! " ai para, aavendo algum í 
os soldados aondirem logo para o apagar a tomarem conta nao 

entra-M alunem na* cobatae para roubai'. 

— Os soldados s5o preeisos. <■ nós cntcndi-nms <[iic ■ 1 • vem 
vir, porém pode Mm m- Puto mio ns inundar se lh'o pedirem, 
quando Mona Mahanga O seaa filhoa aprosentem rapazes para 

Euenam o aen 190 d • ■-■■ soldadoa. 

Muçum a I andala eetsvam ia aecónln 1 m >in ■ -i.l.i.uln.- 

•- ■ 1 ■ 1 1 1 1 pn ' HM», mas o que pediam cru que os chefes fossem Isu 

I' B< I "•' uliri 111 que "- soldados reijin-s- 

taaeem BB BUaa raparigaa e paru que as deixassem trabalhar 
11:1.1 lavraa o cuidar dos lilhoB. 

— Bfnene Puto, disse-lhes Vasconcelbs, mandará um bom 
elietV iuii, i "i iipaiiheirns .iiiiih desejam, c os soldados 80 vie- 
rem lnlo de trazer as suas mulheres, para se nao mett. 
emii as das pnvoaeòõs. 

Hoatraram-aa satisfeitoa a assentaram cm a (aliar a Mona 
Uahango, para ordenar que se reoniesem oa rolhca na »ua 
residenoia no dia Mguinte ao meio dia, a fim de todos porem 
um signal na mucanda significando a sim approvaçSo. 




tO Da vi 



119 



Jc-' ia partiu para tua eaaa naquelle mesmo 

(lia uo propósito de | todoi M Ambaquistas, Mona 

« seus conselheiros para virem 

ssistir u (estorna Booo 

• niadrugai].'i para noa auxiliar noa prep 

a, que no.» pnreoou coi I aser-se com 

apparnto, paru dar pOTtancia ao acto, c gravar 

maia na lembrança d'esto pino ou : a que se compro- 

iam. 

fumas com Augu me visitar Mona Káhai] 

quanto nós no» entretinha ■ o B<n lillio mais novo 

■mm «lia muita gostava, elle fbi-lhe dizendo <> QUe ■•• U-r. [a 
ília nu Eetaçào, do que oila mostrou ler perfeito 
conhecimento, c dernonstrou-o dizendo: 

1 1 qoi n tem a minha aiipmvaçlo, mas o 

qm ' i befe que Bfuene Puto nos mon- 
dasse fosse tio nosso amigo como 6 o senhor major, 
imos todos ictoi porque eUea dett 

Loa termoa «l" natado 
que ia eel 

Logo d" madrugada ao dia 23 prinoipiaranr a aflluir á po 
vi*i; I Igo, oa potontadoa «las outras povoações 

r Estação compareci mm os Ambaquistas Braga, 
OUtros, trajando OS hciii me 
i fatos, e como ainda encarr ipro- 

:m|i]iiiii -mos a Mona Mnhango, aos 
i e ao* ai conheoon m aa diaposiçoea de 

ellea i'oin respeito ii» catipulaoSi - do trai • por 

ira havi:. la parti- d'elles paro que se puzesse 

içlo. 

meia Pu n potenl 

.i» suas comitivas já noa esperavam, a qne todos >-t;ivmi 

. oda que ia aer :n.'nilada ao Goveroa- 

|oe Mona Uahango dizia estar o aeu coraçlo triste 

por nio ter agora um bom presente para remetter ao mcamo 

senhor em Loanda, como fizera o seu vizinho de Cassanjc. 

n u a 



114 



i \i i i>n,Âo rornroi'KZA ,\o munis 



Eram horas de se proceder & cerimonia e por isso mandá- 
mos para o local por clles escolhido uma mey.a, quatro cadci- 
ras e o que fosse indispensável para escrever. 

Augusto - 1 : i % 1 1 1 • • < a .-nu farda de cavallaria, servia de 

porta-bandcirn da Expedição, e rompeu I marcha Mgsid 
soldados e contractados armados, e vestido» com as sua* 
melhore* ronpaa, indo postar-se no largo em que todoB nos 
aguardavam. 

Segom-M o pessoal superior, devidamente uniformisado, 
acompanhado pelos interprete» e por José de Vasconcelloa. 

O» • ficaram nn K»taç&o com o empn ^ado 

europeu guardando esta e o acampainontO, annunciaram a 
nossa partida por descarga» de fuzilaria 

Depois dos rtiiii|i!Íiin'nto* do estylo, Mona Mue.mzo disse, 
que Quicanua c Caximba lepra» ntavam neste acto Mona 
IOgD| por nao estar pMMBtQ Mona QaÍ6QMk '^uiniicn por 
parte de .Mona afutambo iprMUitOll dois enviado» da MODB 
Oafiufb que vieram eapeoialmaoie para a representar, decla- 
rando: — qui! sua ama desejava que o que se fizesse pua u 
terras de Mona .M.dian-o se fizesse para as BOI 

Nomcou-se o Ambaquista, residente na povoaçlo de Mona 
Mahango, M:iini>l Kodriguea da Cruz, para ir interpn htttkl 
na lingua ilos Xinje» que se dissesse <-. fizesse durante o 
acto da celebração do tratado, para intelligencia de todos os 
individuo» presente»; e noineoii-.<e (iaroia Krugoso doa Santos, 
natural de Mulanje, que Mteva residindo na povoação de Mona 
Quinonga, porque oaoravil Im m. etorirSo ad hot para o auto 

que M lavrou da referida rerimonia, e em que M registaram 
todas a» OOCOmnOIH que *..• ..h-ram durante .dia. 



Auto 

Aos vinte c três «liu» do me* ■!•• taneún do sano de mil c oitocen- 
tos e oltcaU c cinco, na povoaçlo de Mona Samba Mahango, estando 
presentes: a Kxpediçilo 1'ortiigncxu ao Muiitiiliivun composta do chefe, 
major do exercito Henrique Augusto Dias de Carvalho, do sub-chefe, 

liharniMi Mim !,■ pj ira classe reformado em mujor, Agostinho Sue. 



nando Marques « do ajudante capitão do exercito da Africa Occidental, 
Manoel Sc x t cri o da Almeida Aguiar; Mona Mahango pelos ocas repre- 
mwota» do Estado, Mona Quicánua e Moca Caxioifaa; 
Muna Balão • afunfo também pelo» seus representante* Camba Muram- 
'-. «jnorasgalbi ; Mona Mucsnxo, Mona Candala e Mona Pire, filho* 
de Mona, Maksago ; Mona Mutambo, filha «le Mona Cafunfo, representa- 
da |w-lo sen cônjuge Mona Química; Mona PalaDga, filho do Capenda : o» 
grandes do Estado: Camba Angunza, Camba, Tandula, Quicorasoahi, 
outro* e sanita povo; os Portuguezes africanos residente» «m torra» de 
Mona M« o de Vasconccllo», Manuel Rodrigues da 

Crat, Manar] Joio Soares Braga, Joio Cunha Soara», António Ooncal- 
m GocMa, Joaquim Domingie 1 1 Manuel Ferreira (Mocongiu); 

• o* « ■pr egado» menorea du Expedição Joee Pftnttu fnsMlnl. inter- 
preta António Ikxerra de Lisboa, seu primo A,- Mtfaxbfl Hexerrae sobri- 
nho Manuel Bezerra : Augusto Jaymc, irmão do soba Ambango de Ma- 
lanj* e aolilado» do batalhão de caçadores O.* 8 de Atnbaca que constituem 
o daatacanseuto na Expedição; contractado* de Loanda e outros indivi- 
due* segregados & Expedição ; e eu < Jarciu Fragoso do* Santos actual- 
mente reaidiudo na povoação de Mona Quinonga que fui od Ame nomea- 
do secretario paru escrever este auto — *o deu principio a esta cerimonia 
'•ando-sc a Manuel Rodrigues da Crux aa bases para um 
trata' lecçâo c coniinereio entre Portugal e oe domínios das so- 

*— Tr""i Irtuis, Mahango e Cafutiíb, que constituem o Estado de Cspeii- 
d**cá-Mutemb* e >c exteude da margem direita do ('mingo il margem 
laqiWlda do Coengo, tcadu por limites ao norte as terras dos liarís, de 
Muatte Puto Casaongo c Cnmbongo do rei do Congo, e ao sul os domi- 
nioa do Capeada Malundo, a* quão» bases Crux b 111 na liugua 
de* Xinjea, e se resumem no seguinte : 

Mona Mahango e Mona Cafunfo, e seus actuava descendentes e gran- 
des da Estado snoa súbditos, pedem a jm I ■ Sua Mageata 
-a Portagal para todos o* seus domínios, e submettem «• ú 
nUt ratio dm seus delegados, cooperando da sua parte para que eata 
administração se torne profícua aos povos de que silo soberana». 

Solicitam Mona Muhango r. Moo I Carunín e seus povos que Sun Ma- 
grsud* haja |>or bem mandar estabelecer junto a eases delegados nos 
'Uaninio. delia» e onde maia convenha, missões eivilisadoras para edu- 
ração moral e religiosa, e ensino de seu» povos nas artes, orneio* e 
iadu- ape. faça mauter boas relações do amizade ■ commercio 

rati' rangelro* qne os procurem para tal fim. 

delegados do governo de Suu Magcatado encontrarão todo o au- 
la parte de Mona Mahango, de Mona Cafunfo e dns nuctoridades 
qu« lha* aio subordinadas no to do que regulamentarem para 

o desonro d u miseòe* de que forem encarregado*. 



Ilfi 



uiçlo MKnnow to moíxiXhvi i 



Accordnndo o» potentadoa presentes nestas btt»< 
um momi Hl" 'I • d para Irem conferenciar com Mon 

mingo, e saberem h alia se lembrava de maia alguma cou 
para díxex a Ifnene Pato. 

::ii,i poui 'I j":s t « ..!■►- ;i n ■nmiarom os seus logares 
<■ Mona Mahango pfllcM seu* repn e: 

— Que respeitando matto Haene Pnto| 8 desejando qu 
parabém da* suaa tarraa the ooneei elle a graça de ado- 
ptar OS BeOI [)"'■"• ■ mo litlio.-, lhe cu i,i'. : .- 1 i i . 

c.nti. . ;. '|u:il sscentar, Bem enriar mi occa- 

ilo portadores com n el da sua amisade ao senhor 

I tovetnador cm Loaudu. 

— -O ebofe da Expediçlo respondes: Qoe participas* 
n Mona M que seta mueanda aia apenas maa conunn 

.,. u senhor Ooramadoí de Angol desejos dVUa 

o de Mona l sfanfe a Mais filhos, para que se fizesse um tra- 
tado 'ia qw todoí oa poro 10b oi domínios ili ambai nu 
princesas Bcaaai tu Rabeado que eram protegidos por Muani 
Potoj nua em aomo doa aeni gori raadoí 'Uns se sul': 
dfl vontade as suas leis, o queriam -• t i o por MMM 

fiflioa. QBOoaaahorQtivernjiilor ilo An^oli i. mio ■ -.i. mu. u.,:;. 
formuliuia sntiU) o tratado defiaitivo o mandaria um sou • i- i. 
gado procarar M->ii.-i Malum ■ ■ im.i,. : . .,, mu 

filhos paru • ■ te v t reetineadoj e Beata ooeaailo poderia ali 

iii ■ : i . l-ii BÍgaal nii' • RU .,miz:nl> . 

1 ►<■ novo forem os grandes co nfe renciar e voltaram 

SQOtorisaejUi para se -.1 iomirom o* batOS, •' antO, de <]U>- 

havia de enviar origina] e copias para s. \]\.' o Conaelhoi 

governador geral do Angola o S. Kx. ti Ministro il<>.« neg • 

da oí Lriaaa ■ ultramar, a do anal aa aaeígaatnraa doa indige- 
nas por nlo saberem escrever >•■ limitaram a uma orai janto 
aos aena Bomi 'tos pelos dírereea ámbaonietM pr 

|.->, foi aaaígnado poi pelo* nu ulim ila KxpedieSn 

chefe fez de| uma pequenii alIocucSo de modo a «o: 

interpretada facilmente aos indigi nas. > , ni que mostrava estar 
1. to por ter podido comprir um doa artigos de anai 1 




r 



\o oa vi 



117 



que todo* ; .vim compenetrados d» 
importância «lo a> nara aem coacção, r ■ 

da ui iil t ta com os potentado* presente- 

Mtaneaannte marcaram um signa! ao lado do» seu 
raes, confirmando oa desejos qu»? todos lli> ou viram 

Sua Mag> 
■■ bondoso monaivna. Nesta ilaU tiravam |*>ia cata- 
.•idai a* bases do acconlo, para que em poncn tem|*o nau 

HUianga e Mona 
para 
tudo* (wrm po\ ma n A 

jaL 

>oa Magrota* 
1- Portugal, á Família Kcal Portuguesa 
governador geral de Angola. 

teia 
lhando D" uit 
DO bo desempenhar da tarefa qoe Hn> íòra 
' >la. 

ira» f«>ram enthi lidos, sentin- 

na occaailo grai ra da povoação •• isto com 

a máxima surpn*» do la razão 

om[ianhar-n'»s a Estação 

de rego 
la raçõe* de otxne de raeca :i baila 

aquistas qtM compareceram á < • 
tiin ira muita gente das povoações 

(-•r farinha», infunde. 
i : tli ■■ vía-sc muita gente das povoações 

da l i parte nas danças dos nossos e 

tor major fez-no» hoje rilho» de Ifneae ' 

irmãos. 
i- oomprehendesse •pianto os povo» genl 
devidamente •• qa 
um doeu ' que realmente ellea 

daaejani. 



120 



i KPEDigXO rOínTGfEZA AO Ml A7i ; . 



O que temos notado c, que o» vendido* proferem ser com- 
prados por pessoas da sua côr, o entre estai, pelaa qM M nSo 
podem olaatinoar como oiviliaadas, e cfaqni isonclno quo a 
cBcravidSo a preeentem i ll-'>, dorido á tradição, longe do 
meio em que vivem, nas torras povoadas pelos branco». 

prato m nte-Ke pequeno ante o nosso progreasOj nâo j>odc 

arrelar-ae ■■ tosco, julga-«e 

mesmo muito inferior e teme-sc da nossa Bupertaridai 

1 i- indígenas quando vi i iii brancos noa .suas terras é ai 
o namoro que II"'* dá animo ■ bji rem*ao dVllo*. s 
L'ihi ou 300 I preaOBtaaaem de uma vez em qual- 

■ 1 1 1 ■ r destas terras, estamos convencidos qi lugniam, 
pensando que oa iam buscar para oa tomarem 

Os potentados africanos c a sua gente, ao toem a recear-se 
de guerra» entre mu i outro». lo vi ncidoí sabem qi 

laiiiiiin. mas ipn- nã.. oi taram para Borom vondidoa; Bmquanto 
aos brancos temi D) porém que estes ob escrav i-.i ia. 

E aqui eatí a rasto porque oa Blboa de tíon 
oa macotas do aou estado por instíncto ou influencia trai 
nal, se nao prestaram com mai> facilidade á assinatura da» 
ii;i:i i para o tratado, e por r< ■/.<■» a* ilisi utir.m 

iMinv.iiiádos das vantagens ■ 1 1 1 • - podiam alcanrar, niM duvi- 
dando lo nosso deainte resac , e de que d8o quizessetnos obter 

iiiuil; . i como nada viam que DO IOU pai: 

um reaaar aaalo a* suas pessoa*, pensavam serem estas que 

queríamos e portanto que faríamos d'ellos nossos encravos. 
Bata foi a conclusão a quo fomos levado», depois de termos 

■ ■■!'•■• ■■ ••"''■ miiii ih todos ,'11,-i :i ..-(ta raepeito ■ pxn iaao 

a n^istâmos uesto logar.» 





DKSCRII\\" DA VUOBN 



1S1 



08 l I.TIMôs DIAS U l>TA 



&A 



ao] i ahadoa eeropn em oun 

M i|H" |n iiiii-tti.iiiios aoa pol.-n- 

. •■ para lln- • l-> : 1 11 • ■:• bom 

DBtnr-lhe que dBo 

aoa deviam ■ ■ oceupi 

niii-iiii- noa ditji 26 i 96 'Hl 

distribuir i :iru-:i- :>"- i ii I 

>.i •■ ;i|>n ■.-•iil-nlo- 

poi '.[••:!. \: bi ■.iii/.i.i, visto lhe 
rmoi dito mu i elebrado 
o tratado aí>HÍ)ii <■<■ faria, po- 
áo eDoa retirai ■ 1 ■ pois para 
o seu »itio com o ajudaste, que 
ahi doaria bbjh raudo : 

.".'i se calcula, i mesmo se acredita 

quauto vu«Ut mu Testa natureza, debaixo da um sol 

ardei ':*tantenv-i: algasam infernal 

B uma ebuaina de curioso* OTM tudo <i«i.t< m 

para aturar o» cai rea chegou muito além 

do ffl i d.ido esporar. Pediam uma carga, olhavau. 

I só para a arrastar, e 
tucjuido-lhe apenas com as mios, som mesmo empregarem o 



122 



KSSDIÇZO PORTfOfEZA AO MIATIÃNVIA 



menor exforco, faziam caretas e accionado* .!<• espantOj mos- 
trando assim aos companheiros que os observavam, que eram 
limando os de tentarem também reco- 
., |k< .., ' 
lir razu tivemos necessidade, ainda que isso nti 
D, d< I' vnntar alguma» ear, ;■:.•• para on animar e díspO 

i tomarem conta d'olIae. Foi prociao discutir oom elloij rir <■ 

i ■ i ■ -ih.. laOOU da sua fraqueza, de modo :i mostrar-lhe qne 

ii podiam fazer, mu que queriam enganar-nos; e a pouco e 

[iiiiieii «'niiM-truinins <|iii- ora uni ora outro doi mais r.-iiit' 
fosse separando a carga que mais lhe convinha. 

Era [ndubitare! que nina nuu ■•■'ii^a, om mau 

modo, um gesto ameaçador oa ocomUo, serio o bastante para 
lodos abandonarem as i-arga* o retirarem, sendo dimeil dt 
tornar ■ reuni-los. 

A tfente ile Muran/.o ..marrou emtim as C.irgHS com que 
mais M agtitara, e arnuuou as na tarde de 20 no largo, devi- 
damente protegidas da ehnva, para partir na n ia de 

-J7 tob o eommando do ajudante. \ esta da Expedição 

•4.ii.iiii-s.- para a e pl.tar I íoldado», 4 eontractsdos em 

Luanda e aipins carregadores de Maunje, que preferiram bc- 
guir triagem n ficarem i'oniiio>eo, visto termos de esperar alguns 

pan que se restabelecesse o carregador Xavier, ou que 
pelo nu li"- pudeaw Seguir numa rede, ti e.lo pelos seus 

.amaradas. 

POUCO d' pois de ter partido esta BOCçlO, Mona I 'andala e 
sua prima -Mona Miitumlio pediram para a sua gente »' parar . 

k earjras que lhes fossem distribuirias. Iíevostinu 
de toda a paciência para os aturar e voltámos áquella fatigante 

iço. 

\ gente em gora] ora Craca, i conhecia it bom mia old 
tava costumada ao transporte de cargas, que do mais se nio 
accommoâavam aos uua usos ■!<■ oondueçlo, amarradas como 

rara, antro doía paus que se prolongam para a Eros 

incensário para, :m I: iiui.l' ■ corpo um DOUDO para deante, BO 

apoiaram estes logo no solo, elliriando m aaaim o carregador 



DKacRnvÀo ji 






uinda a mudança da carga de nm 
para outro h 

Fatigifi' ii",;:i inieilOlUlJMIIMHI o Mn 

na ni r. para o continuar de tarde pia fresca, 

e procuramos socegar um | lo foi {>• j 

luva a tentinelu — ás anuas! o que nos 
i a sair. 
Hei r a e desordem enti -os, alguns dos quae» 

punho, jH>r cai ter chegado d»' i 

una vacca que- de madm- 
lòa mandado buscar para 90 distribuir em ra< 

varo vieram pelo c imh 
ronbo tinham ficado na K»ta- 

çiu, prini 1 viz di- 

• lltnr por mui conta para encontrarem o» 
roui ihi as desordena e pauladas. 

inseguimoa apanigua-los e fazer a di«- 

ra todo* o mesmo, e a geou 

Delia tornava-ae mais bravia ainda d» 

lizer-se — que alo maiores os oll um 

ni|in-li'-!nh« esta avidez q 

além da pnrclo que cobiçam para comer, l 

•la tuba, feijão, milho, <■!<■., i-.iui qm- 

1 amigas que sempre arranjam dm |M<voaeSea, e 
mesmo pani pagamentos a quem lhes transporto agua e lenha. 
liámos se-' 1 ate pelo kd 

o nosso pcssoul se alimentara 
assim melhor, que os imçdee fossem cm cirno bovina, mi< 
cansa da barafunda e desordens a qu a sua re|»u-tiçao ilava 
sempre logar, e para nosso o que já dissé- 

ramos a>' r-se o ultimo copo de aguardente — ainda 

bem qu© acabou í 

v* ser dividida t 1 por uma moeda 1 

I, a missanga por o para ra- 

çoes; ou então & necoseario haver nm empregado especial qu 
Uca boas e os distribua a um por um, • 



todo* «■■ ■ li t <- 1 n 1 1 1- . i HM pnrçSei insignificante» dai p 

do auimal êusecptivcis do divisão, ficando para olle e para os 
cabos o quo n3o fôr divisível pua todos. 1" este o verdl 
nu [o de eritar questSes, qu< lei tntam ite* por um p 
tripa que algum companheiro tenhi 

i ■ - 1 « i ■ » - a pachorra mais tarde de li r poj 

i".. h oito individuos, i ulo tivemos conheeimonto do mais 

■ 1 1 1 ■ ■ ■ " ■ '| i -i •••• passaram 1'iitn- "• 

viduOS di D qi lOtth 

i ■ ■ • i - aot qna ile (aturo n i ncontrem ou nossas ciremnstantias 
que adoptem o meamo rvatema. 

Nu dia 28 ccntínuamoi a distribuição dl que £ 

tal qual com nulo 1 1 « • ii i/i-nti.i fazer mgooio pagam, lar- 
gam, querem] m, alo h Importam com o tempo qu< 

rd« neetas coiititiiuulas :ilii-niiiiiv!tH, nlo pensam no p 
mento quo receberam, lu-in tào pouco lln rr<- qu< contra- 

liir.iin um compromisso. Bstlo promptu atoa, 

••"Hl" lhe igi dar a quando a ia stejam dispostos. 

E pox isto moa w e de muitos prejauos si n8o 

houver prudeneia, rei e muita cautela para óYelIi 

i|'i"\ altar aia quo for poasiveL 

Leniluiu-lins dh :-ni.H il.vcri-H r "* din itoa quo adquiria 
ompregando a força ou tratando oi bruseamenti . é tráfa 
baldado, o que noa foz perder num momento o que ae p 
ter ganho om mesea. 

tVevenir, evitar aompro pretoxtoa pari dos contrariarem, £ 

ii quo SO ih-ve ti-r iiii \ i-i:i «juainlu a mn -Milai!'' im> coll 

ai dependência d'ellea, porqm poi cada pretexto t' a de 

■ r f mu uma contrariedade, i atras do primeiro vem logo 
outro a aaaim tneeesaívanu ate, >'■ om nunca acabar de ques- 
tiúnculas que fatigam, aborr nu >• m, > . i .' • n < i • • penb-r 

o gosto i! a voiit.nl. iii proaognir, e muitoa vezea para nàu 

- uiubir na lueta vemO-nOS forçados a retirar sem levar pox 

■ li auto o trulialliu rinpri-lu inliilõ, 'I" ipn- .-•■• íipuiil nn i \rmplo.-. 

imaa dia cargas que tinham vindo transportadas por um 

só homem, nao podiam seguir senão transportadas por dois! 



BU\2o VA « i 



128 



ilizi.tinoí nos a Quicânua. 
ma» deviam 

ipctuMçiu o*-t mai.« rasoavoit < p >rqne 

um boa mo ajtu.lv a trantportar i 

• mosmo I»:tj_ kl que aquvllt- qtlv 

a troiuport* 

— '! pt-dir mai* rarregadm-v* i» Mona 

tenda a esta miem 

is. 
ar-not, n para 

. ira •• que linha <lit<- utn Si 
,<lár:i p ; :<>. 

altos berros o l «pi ■ Mona Mahanp> 

■lOHtM» uai »•, porqt paravam para 

i ultima hora prv- 

quc t -lia Um 

Puto partii i íuiií- 

i DTOBI01 

■;»v a 

Kxi>< i". 

r;i u filho (Toma daa molhares que viera 

i.i. e < Srm 

o aoubesi alie estava disra 

ivo» o <(<»•- fizera < Vuz. e 
•u para prevenir Moi e se tomarem algumas 

com <■" uvas companhoiroa mu 
lado il.» r 

i'i ILi : iji atoada <• daria 

nutro laili IWtiigiivz ou estrangeiro 

.1 .1 \ tm alo conviesse 

lie deferi- 

■ 



No dia 1 do março D carregador Xavier podia já sor ti 
portackl Dl rada, a por isso os sou* companheiros, que tinham 
l< rada cargas no Bc:imp.uiunt" no Mihhuzo, vieram buscá-lo. 

Neste dia Íez-Be a di : '0 das cargas aos rapazes dfl 

MonaMahango, a que i no Quioânufl e Carimba, porém 

ás 11 horas como o sol cru insuppurtuvi de continuar 

ien iço na manai seguinte, 

A.i 2 borai > • - r - 1 ■. mi; ■ ir.i udo, quando tomos 

despertados: por grande berraria <^ tumulto no acampamento 
dos carregndore.it Ondo logo nos dirigimos, mas a principio som 
comprehender o que se passava e sem BBBOBtraz quem DO-M 

"Nplie I.-.-I . jmr lllilis <|IIC illflTCli - lis <jll<- \ Í.IIIH.-N .. < i ■: 

ror. Na balbúrdia entraram oa Xinjcs cos nossos, m:i ■ •- po- 

tentadoB B oa velhos furcavam m. hciis familiares íi li varem os 

para tora do n amps nto. 

Em turno ilo acampamento viam-so homens correndo em 
lodos os sentidos perseguindo outros; alguns munidos de pitus 
OUtrOl de espingardas procuravam dcrruhar hs cubatas, escudo 
desviados do seu intento afastavam-sc aos saltos dos aaofl per 
seguidores para te dirigirem a outras. 1>i distancia em distan- 
cia viam " u iipu» em que uns luctavain para deitarem outros 
por terra, c os nossos que conseguiam libertar-se entravam DM 
idas e do lá saiam com as espingardai pui <> rainp«i 
da desordem. 

Kmtim para nós que fôramos Burprehendidos quando já a 
lucta otava travada, tudo uos confundia, e pureceu-no.-. mais 
acertado correr em auxilio dos potentados. Porém de repente, 
rendo um dos nossos soldados perseguido por dois Xinjea, 
conheoemoi antto tpn a oontenda ara com o* nosso» o proce- 
demos di 

O snh-chi ■■!'■.• por um lado e nó» por outro, e diga-se a 
dade auxiliados pelo» velhos macotas, conseguimos ir rcpcl- 
iittdo os Xinjcs para fora do acampamento, alguns deixando 
nos nas mios as espingardas <■ peai com que estavam armados. 

Afastados da Estação e ao largo foi entáo que adoptar. nu 
um systema de aggrcssáo que nSo deixava de ser perigoso 




atado elle nâ< 
tratar, e portanto u consequências podiam to graves. 

Que Moni Blabango nandai prevenir immediau- 

monte .1- ).. .\ i.:ujõi-.s de ijui;, assim oomo noa oaatigarú 
qualquer dos ooraot lubordinadoí que procedesse mal coi 

-'U-. lilliiia, também estávamos di»|> '*lo o 

rigor «pina rn>.- (••■-., j . i ■ ■ . -. ..--;. i . ponpn.' nào admittiainos inso- 

.1.1 c faltai de reepoito foeee de quem C 

— (^iie iih «sus cousulhciro» tinham visto ;i pn eom 

i|iu- nós atantaranins <■» seus rapa/e» e contivéramos os nossos 

por ellea maltratado* . iam attenoSo ia i aborl 

do» anciãos; ma* conm a |-rii«í--iii-i :i ■ l> -•. « ■ tor um 1 1 m i i i <- f vie- 
is procurar Mona Mahango para dar as suas ordens de 

modo que todoa Bounoa taboodo, q m noa tinham . ncon- 

trado bons como tmlgoa n nlo tomiamoi somo inimigos. 

tfOBB Ifahai i muito utllirta, pediu que retira»- 

. i-LT-idon ■• ipn- trampiillisa • l« 1 Dl BOI H " que 

s» pássara fôra devido a unia leviandade da raq>a/< - <[i\-- mu, 

ella, nem os potentadoa teni mbordinadoe podiam epprovat 
Klla também alo sabia bem eomu principiara n quostita c ia 

procedei .< arerifjuaooes, podindo>noa que fta hcji o mi 

Quimica cpi ise rnira reunir a gente de Mona afnttm 

i- i. i .lli. i ■:, -n:i |iM\u:ii;."n. ipjaudo entrámos na de Mona Ma- 
hango, disse-nos tpie todos os seus eram aibl IO» ■'" «- * -ri t ■ 

| >i « .111. i\ ;.| i- n:i povoaç/m d" m-u j.rn '.i ndal. i. «■ r.i"/oll no* 

que retiracaeraoa aoccgndos punpu- tudo oitava acabado e que 

I II.- iria fallar comnof.ro :i K^tacào depoia dt dar parte ■ Mona 

Motumbo do que se passara com raa tia. 
O» rapa/. - .- i-.ipurigu» dn> povoaçSea Betavam aoa magotes 

sobre as paqu.-na- alturas <jii<- as i< » !■ 1. mi . mu. iltandl 

aeoDteoi atoa a leo bel praaer, e oomo de costume gest 

. iil.mdo >• ,_t. t.nal., muitO UM Com i.s nutres. < '* lios.-.»;., i 

lot, tomavam jí ao inaultoa que Dm eram dirigidoa a 

aia . alarido que i ria, o aatavam teimoeoa mn se 

irrarem A finja (formas, tendo nós de empregar grandei 
esforços para os conter. 






DESCRIPÇÃO DA VIAGEM 



129 



reforçar-*© os grupo» do* curiosos que se 
— nanhl n> hilaridade constante, v como os nossos estives- 
ses anuo* r provocantes, advertimos Quicânua e Caximba 
tpp ti» m largavam, que era conveniente mandar dizer n 
Mo» xskiqrs fixease retirar aqucllv* gruj»o*, e Caximba 
partiu a nmr para i.v>se rim. 

Smãnt tocar o mondo ' e outros instrumentos, o que os 
mmn álfrpretarani por «ignac* de reunir gente para a guer- 
ra. ili^aíàrridavamoM, ma» |>or descargo de OOaacieMM man- 
<Ua*i turtgar as armas c annar os sabre*. Quicânua que cs- 
(*n m íbcmííu um pouco afastado, vendo estes movim 
itiput a nós imrnediutamente, pedindo que »e nâo fizesse 
%», qw era uma desgraça para a terra, e disse-no* que o 
toff s» ornado fura de retirar e nSo de reunir. 

Kl puxaram despcnebtfoi m movinMBtM dt bbmin 
«noa» o as mulli- . -. deram parte d'isso a Mona 

**anru que immediataim-nte nos enviou sra sobrinho Pa- 
S»««Ddo: 

~*Qts todos estavam inquieta» nas povoações, receando que 
*• «nau de Huene Puto fizessem fogo contra «lli-.<. qoi tam- 
B rua filhos de Mucne Puto ; que cila já tinha avisado 
Suado, que seria castigado quem provocasse algum dos 
***»»ÍBw«, e finalmente que Mona Química vinha já dizer- 
*°omi> principiara aquella questão, que nós podíamos aca- 
* 4es»i amigo» como «lai 

*^4&daiaos entio desarmar os sabres c encostar as armas 4 

•*lt da K»taçao, e mais animados com isto os macotas que 

. ^*» cumnoaoo mandaram chamar Quim-i-a. ■ > qual no* par- 

• um soldado fôra 4 povoação de Mona Candala e 

-ult.ir. lhe apertara o pescoço, ameaçando-o que 

^•tivease na terra d'elle o havia de amarrar, fazer, acon- 

r, etc. ; que era soldado de Muene Puto c nio nosso escra- 



' Instrumento de pancada usado para transmlssto de noticias e para 
T«- o • 




vo, e que podia vir queixar-se d'elle, que a nossa ainizudc de 
nada 11**5 serviria porque nó* o nío podíamos castigar. 

Dera-se o facto que já havíamos BUppo*to, isto è, tinha ha- 
vido uma provocação, que oh nossos na maior parti- ignoravam 
e de que só neste BOBNOto principiávamos ■ ter esclareci 
to». — Um soldado da Expeâlffo promovera <> eooflioto, çuc 
com outro povo podia ter ooBBttnMOQCÍM ffUMetaa. 

Ainda Mtiltl U refrega apanhámos com um dos taes proje- 
pelos dentes, O nosso collcga unia bordoada nus eottai 
que conhecemos nilo ter sido ÍQUockoal; 6 GD verdade, se 
nao fosso o respeito pelas nossas pessoas, emquanto andámos 
afastando uns e outro*, podiam ter largado fogo á Kstaeào 
mi mesmo ao acampamento .• ; ,'. -i I i;iut.ii-:uu a querer derru- 
bar as cubatas. 

O soldado apontado era reconhecido por elles rumo o Cam- 
buta ío de pequena estatura i, c era o mais irrequieto o insu- 
bordinado de todos. Contra ■ -11«- tinhamos já algumas queixas, 
portanto era forçoso castigá-lo rigriTOMltlCITltCi a cm publico; 
todavia quinemos ouvi-lo MD 

Allcgou que estando deitado vira .ir por nitre o caj. U 
entrar de reponte na sua cubata um r.q.az qM Iba roubara 
uma garrafa de azeite de palma <■ que correra atrás d'elle 
até á povoação de Mona Candala com o rito de o agarrar. 
(J\w este escondera o rapaz e esquivara-se a apn-scntar-lh'o 
dizendo nilo u ter visto. BxMptrado SQtlO 8 M ni se importar 
que Gandaia fosse chefe da povoação e filho da lobon&a, p«>r- 
iMin elle, e bobo oata o rnpHKaic por nlo querer fallar 

■ ••illl ■■ dl- Mllene 1'llto e Sllll COIUIIOSCO a qUCIll BC qllo- 

ria dirigir, que então o empurrara e lhe dissera tudo quanto 

lhe voill ;i bocea. 

Os quo tinham ouvido as representações dos rapazes de 
Candala a Mona Mahango reclamaram do soldado que dis- 
sesse o que oeeultava, bradando: — os que o viram deitar as 
mios ao pescoço do Muana Angina, gritaram-lhe que fazia um 
crime, o vocô respondeu que um soldado de Muene Puto não 
fazia crimes, e que ia buscar n sua nrma para matnr um iudi- 





a OAOEM 



131 



> Uai iU savasclo. Todo» enU<i buscar, armai e p.mse 

e n r n - T ua sui- 5, o» seu* companheiroi quiseram d< 

íeniM-W r tuarei.u então a desordem sem que ninguém pu- 
dssKulUr*) senhor major, porque os potentado! 

'nnaifiutnr os Meus para i M rc«- 

talwlNcuri urdem para (aliarem a bom com Bfnene Putu. 

A •aunuiay.'. dado nada disse, e foram 

nMM«*Miqir<'l ■ I"''" 'l 1 ' 1 ' ouviram M voltaram con- 

tra tsr. laliamus de «cr incxoravi ao caba 

«I» ftrçs (tara que immediatamente despojais telinquente 

<i* wt niformo c lln- • de carregador a cuja 

rias* pastava durante todo O tempo quB estives — ao ser'. 
*ls Fiyaliolu, ' Ih* 

bum» nas costa» com correias, 

trata rodo os angana* quo no* pediam cessa- o cas* 

liga, ■ s> i o os rapazes nos limites dai poYOaçSea 

iapktsTia em altos gritos a Ifueni Pato qu perdoaste. 

i ainda probibido de sair da esbata emquonto 

iiiob na Estação. 

«"■Bancara a tempestade, e u n lli<>s a ROT modo lamenta- 

**» ttconflicto* que se deram, e que Mona Gandaia podia 

"* 'Tilado, s«* ia bouvease dirigido a dói imme iate. 

*"*i ultnraiii « importnnar-nos depois portadores < 1 • - Mona 

^•"aajso. Vinha um pedir que • mos; que sentia no* 

castigar o soldado; que era 

"•tau do lodos que laissemos contontei da torra; quo o 

-,, ■, ■ ] í ii .-i.-u do mo povo a envergonhava) ato, \ 

aia <jne suaam ■ iri^r<-, porquanto li»- partii i 

^ta que noa retirar para <as- 

| alia mandava dlxOT qu« M OaiXOgldoCQI estavam 

nc ***»l ■ quando quiséssemos, e que haviam de levar 

**sirp»B da Uuene Puto muito bem ao seu destino. 

- com a máxima círcumspccçSo, por- 

> a dependei que estávamos dos 

idores, c a secção que estava j>\ distante de nós. Km- 

retirar |«ra Caaaanje, dissemos que nRo pensáramos 



132 EXPEDIÇÃO POKTIWCKZA AO MUATlAXVUA 



nisso, porque tínhamos » certeza que Mona Muhango havia de 
lazer cumprir os contractos, aliás nilo retirávamos, ma» cha- 
maríamos o Cassanje para receber toda a fazenda que ficaase 
naquella terra. 

Os circumstantes interrompem-nos immediatamente, alie- 
nando (pie iiin-in m queria faltar BOfl Bens contrario*, por.-n: 
que .-rã liuin dizer :■• a \ • . que alguns dos que viratn 

castigar o soldado estavam receando serem maltratados no 
caminho pelos aeua camaradas, e que estes oa intrigassem 
comnosoo. 

— Nada tcem a recear, lhe dissemos ainda, porque o soldado 
foi castigado por culpa sua; c agora vâo socegar Mona Mu- 
hango, que noa também precisámos deseanear. 

De lacto o nosso desejo cru estar só, porque precisávamos 
reflectir, mas mallogrado foi esse intento, porque nos apa- 
receram Braga, Garcia e todos os Ambaquistus que vinham 
de casa de Ya < >ic ■ llus, onde se reuniram logo que tiveram 
conhecimento das occorrencias do dia, decidindo deixarem as 
suas casas, e ficarem ao nosso lado para o que fosse preciso. 
I li.-.ser.iiu-no* I ; 1 1 1 1 1 1 ■ • 1 1 1 que Vuseolieellos nilo viera DOX c-t ir 
doente. 

Narrámos o que se passara, e mostrámos os nossas duvidas 
que tivesse terminado a questão, em vista do quo pediram 
elles para irem saber o que se pensava nas povoaçSeg. 

Kstavam todos muito reconhecidos aos brancos, dissoram- 
nos elles depois das suas averiguações, por passarem aquelle 
mau soldado a carregador, mas ellc commettêra um grande 
(lime tocando na cara de um Muana Angana, que podia vira 
ser um ília < 'apenda. A vista d'isto alguns lembraram a Mona 
MahangO que nos propozessem a troca daquelle homem por 
um bom carregador. 

Foi Braga quem nos trouxe este recado, c como viesse com 
os seus companheiros e com os macotas certamente para ouvi- 
rem a resposta, démos-lho ordem para immediatamente nos 
favorecer com a sua ausência. Ao interprete respondemos que 
nos admirávamos que um filho de Angola que faltava bem por- 




onaurçlo da vur.m 



133 



fegoex onwMr transmittir-no* semelhante recado! Ao* ma- 
cetas d orlersi s, qae Mame Pato nio tinha escravos, nem 
meara gea**, 
— Aquele homem passou a carregador, mas alo é eecnTo, 
« raDafUBU» peh» tua vida como pelaa dos seus compa- 
•s, pwqae todo* ais filhos de Mnene Puta como noa. 
•era oa alo, transmittiu-tio* o interprete como resposta 
i snguinie:— Qme nós tinham. « nulo cm nos zangarmos, e que 
Ambaqaiata* nio rabiam fallar, pois se alguém na povoa- 
tnbrou de semelhante troca nau fura Mona Mahango e 
algum rapax de M»na < 'andala de qae M alo devia fazer 
cato; qae o penhor major devia ir deacaaçar porque era noite 
tsllss iai a Mona Mahango que apresentasse no dia 

Mgointi' o* carregadores para partirem logo. 



• l>to | preludio para receberem alguma cousa, mas antes 
uso — escrevíamos nós no Diário já de noite, quando mais 
tnmqailloa — do que ficar a jornada empatada por mais tem- 
po, oa termos de retirar por falta de carregadores. Como aa 
cousas se complicam num momento ! Nio podemos contar com 
cousa alguma, nio obstante andarmos sempre na melhor dis- 
posição que se requer em um missionário de paz para viver em 
bua harmonia com os que o rodeiam '. Certan pre- 

Mucanzo e e.tperam conhecer a sua opinião. O que le- 
remos mais a registar sobre e»U pendência? Na verdade, que 
»— !»««»«»« de luetar com o gentio na defensiva, vá, mas ser 
um dos nossos quem provoque s luetu, •'• o ■[»■■ nio podemos 
admiti ir. 

ievido a isto, que estamos passando por mais uma pro- 
vação, que nio nos era dado esperar nesta localidade cm que 
Usloa ainda liou tem se mostravam satisfeitos, e para o que te- 
mos empregado todos os nossos esforços ; nio nos esquivando 
s aturar o aconselhar, nio »<< oa homens que nos acompanham 
di «lifferi renleaciM da previnem, alguns dos quaes 

nio alo menos gentios que os povos que vamos encontrando, 
mas também estes, que precisámos catechisar. 



Estamos cmlini á meroê da Providencia t temos constan- 
temente de aguardar os aroufcciíneatoa para obrar cm eon- 

(orillidade rillll ellcS ! 

Quem nos ler a sangue frio, o qm B0& ta inferir dos con- 
Hietoa que I > f > j t ■ tiveram logsir COIfl o gentio, quando ha dois 

dia» com elles huvimnos concordado um baea lawin 

«:. Iihnir um tratado que lltOl garante u nossa protecção em 
ii-in .-a da sua submissão à nossa auetoridadi .- 

Que o nosso procedimenl «recto nao nos parece 

poderia if80 aoffrer duvidas, porquanto, .-•■ « soldado que tinha 
ido provocar m raa própria n i o potentado do una 

poi iiaçlo — suppondo-sc forte com ■ influencia doa abafo 
ropeus da comitiva de que Guta parto, Diuneroea <• bem armada 
reUtrfUBonto — tivesse a convicção d>- (jm- u&o encontraria 

apoio; ou antes, se cs6c soldado passasse por aqui sósinho 011 
i iiipjinhia de Ambaquiataa, nlo srt se nt<> atreveria a fazer 
■ i que i' 9, mai ainda mais — falíamos pelo qoi temoa flato — 
apn-H-ritar-sc-ia submisso deante d'esse potentado o so qui- 
xease alcançar a garrafa ronhada [cria de o procurai' e depor 
II pél alguma dadiva, unicamente para poder apresentar 
lhe a queixa. 

Ksta é a verdade e seria uma injustiça, interpretarem-ee oa 

OOItflietos que forniu provocados, coinO dl •nmnstraeau dot maus 
-< iiiiinontos d'c8te povo e da sua selvagem. 

Por BBO BBCHino que é selvagem <: e.-.t:í mais sujeito a errar 

quo os da iii nu ama o6r, lenlo da sua mesma rapa, ma 

■oto com a civilisacao, é que devemofl attender muito 
principalmente a que lhe devemos justiça, pois ile outra forma 

nunca coiise^uiroiiio.» arrama lo do logW inferior em qm- |«t 

maseos e levant/i-lo ao uivai doa povoa oaltoa. 

K o que ;-■■ In.- afigura ser a nu Ihor politica no campo prn- 
iii i, a havomoa de proceder sempre sepinilo e*ta norma, em- 
bora a levem n conia da caturrice; e ainda que um ou outro 
faotC laoltdo ff po»sa dar contrario ao nosso modo de pensar, 

i n ijiii silo M-iiipn- os extranhos u estes povos que oh pro- 

vocant a revoltarem-se contra o seu proceder, que visa a de- 




DK*CRII\ÃO DA VIAGEM 



136 



pneiá-loí. deprimi-lo» rawmo «o ponto de cases estranhos se 
ttrnmrein oe mos verdugos. 

Devemos eoove: >;to por mais selvagem <| <;.■ 

•fja, sente sempre o prejo dâmno que se lho faz. 

1 todo» i tam os seus chefes, como oa que entre nós 

ui pretar os seus pães.» 

no se seguiram passámo-los fastidiosamente, 

fionjap os Ainbaquistao, o» interpretes o Augusto Jayme, os 

li receio do que lhes poderia sueceder, retirando 

l tkvuidn ■ questão pendente, nio desistiram de nos con- 

•r <L» PCCCClidarls de '■■< d.-indodhe alguma 

cousa, provando-llu- que não éramos inimigos d'elle e estima- 

Lindo-o a apresentar os carregadores para seguirmos viagem. 

.« e dias se perdem em resolver pendi -m \ : as com o g' 
que se nio importa Dom demoras, pois interessa nas despesas 
■ iajuntes sio obrigados a fazer na nua terra e tendo 
slptetn de ceder, seriamos nós, sobretudo no caso sujeito, 
jtio estávamos dependentes dos seus carregadores! 
E esto o mal que tem o sy»tcma. <iuo nos pareceu conve- 
rtienl ir, de ir mudando as cargas de Estacão em BstsV 

«,'Ío, utilisando para isso os povos vizinhos; mas se as Estações 
ficassem acida», as dUBculdadea desapparc- 

«•iam. porque as exigi pretextos para nos demorarem 

sul »< • levantar da feira, ao lembrarem-M que 

su (alteadas Ilu- fugiam e que iam ser consumidas com proveito 
ia novos. 
M»na Candala era rapas ambicioso, 'uiiando-se singular 
ji' b »eu génio iiroanjeto, e ninguém o contrariara nos na . 
i por medo, ou porque com elle estavam combina- 
is velho*, os quaes (merendo nmstrar-se nossos amigos, 
tmiaviu i i d'elle Ponderavam aue elle 

■ffl grande do Estado de Capeada, que pedia mesmo ser um 
e se algum filho do seu povo lhe tocasse ao cor- 
da certo nio G •>. Que dar-lhe algama oonaa era 
■igasl de amizade a que elle também corresponderia, e assim 
o» rapaxe hm Dm pertenciam e que receberam pagamento 



pan tBuuftostanm u cwrgM ficaram cectoi qae. d8q cónica- 

tiriamos que lhes nzeasem ninl nu caminho, e viriam imrac- 
diatamente buscar as cargas que lhe- furam dtttriboíOjM para 
partirem. 

Kra de certo conveniente o deinoranno-in.is o meno* possí- 
vel, e nao perder o» pagamentos já feitos, porque a greve 
cria -n-al. Nesta eonjuiictiiru linliamo.i de folÇOSaneOte tomar 
uma resolução. 

«E opinião de alguns exploradores, escreviamos nós então, 
e as BOtiM iiiHlmcç.Vs rccummendavani-ii<>*. cjue seria de gran- 
de vantageni p4ira as expedições que tMOB dfl infernar se no 
centro de Africa o afastarem-se no transito ou acamparem o 
mais distante possível da» povoações de maior importância. 

Quando ii lim ili uma i-\pi-iln;àn seja unicamente daMU 
penhar a commissfto de que foi eBflBBBgadl cm um determi- 
nado ponto do continente, e 006 podfl contar que leva com- 
sigo todos os recursos que lhe sao indispensáveis, cora ceri Ma 
poda de antemão estudar c seguir depois um caminho em que 
nao haja sequer uma povoação e mesmo por onde nao tran- 
siu- pessoa alguma. 

Porém se o fim da expedição é explorar comine rcial c 
titieamente a região que TM percorrer; M tem de esta- 
belMW relações <!•■ UMÊHÀIt cora os povos d'cssa região, cc- 
1' luar tratados com os sous potentados e levantar Estações 
nos pontos de n-conheoid» vantagem para o seu propósito ci- 
vilisadur, e que garantam a segurança do transito c demais 
vantagens a futuras comitivas, nao é possível deixar de pro- 
curar as maiores povoações e de acampar muito pro: 
d'ellas. 

Estas expedições regionaes que inm "avelmente silo de muito 

proveito para a sciencia © para o commercio. alem da dfi 

radas, tornam-se muito fatigantes e penosas, expõem os explo- 
radores ás iiiiiui n<ia> dos climas e scivagcria do» habitantes, 
e trazem relativamente grande dispêndio. 

Uma expedição que avança sempre, embora só em duas ou 
três horas por dia, muda do condições, nSo tem as diftivulda- 




poda dizer nossa i- encravada entre duas grandes província» 
littoracs, o domínio das quaes ninguém, em bom direito, nos 
poderá contestar. 

Como tentou H. Stanley, In ^encialmentc prat 

depois do uma gloriosa tr:ivf».«.in, ifaanpH fUtttgBOi para ex- 
plorações no centro do continente? 

Como elle procede, <1: • m na as communieaçoeB que temos 
lido; caminha ileva^ir, dc.-ni/.endo .atritos em frente, das Ks- 
taçòes que t • - 1 1 1 levantado c -.endo per estas protegido. 

Nu paia em que temoB andado, nlo precisávamos como 
elle de lio* fizer acompanhai de um grande séquito armado, 

porção grande é a iaflooneia portagCMn sobre todos estes 
povos ; listava que o pessoal que ficasse nas EstaçoeB tivesse 
onde recorrer, para que mistas nlo faltassem artigos commer- 
ciucs. 

Os embaraços, como já dissemos, apparecem-nos em vés- 
peras de retirar de qu.il mi r lurai idade, ou slo os originados 
pelo mau procedimento dos homens da nossa comitiva.» 

Estávamos convencidos que- a qui-stili olverin com . 

uma dadiva de fazenda, e que não era para assustar, porém 
vacillavamos com receio de novas exigências e ao acabarmos 
de escrever as considerações que pte c adia, eram dxau hora» 
da DOÍta do dia .'!, voiu o sub-chefe, que terminara a sua ron- 
nir no.- ijue nilo saíssemos porque havia muita humi- 
dade; disse também que se sentira o rugir do leio, e qu< o 
velho Mathcus lhe dera pari' que da povoaçlo, pediam para 
se nilo lazer fogo sobre o animal, ao qual tinham dado uma cabra 
para l II- Ntbar, mas que certamente voltaria i>ara fallar com 
Mona Mahango. 

Tão entretidos estávamos que nlo déramos peloB rugidos; 
i .imo não pudéssemos sair e o pessoal estivesse alerta por 
cansa da fera, encerrámos o nosso Diário, com o seguinte 
conceito que temos ouvido ao gentio : — Tratemos do presente 
porque nlo sabemos o que está para vir. K fomos-noa deitar, 
que bem precisávamos de descanço. 




Ám cinco horas iln manha encarregávamos Jayme de ir pro- 
curar Mona Mahangn e Mona Mutumbo, c de interrogá-las d* 
musa parti para saber *e o» seus carregadores nâo queriam 
Uinlwm friíMfiirtar as cargas como os de seu filho, p. 
wt&o maadariamoB chamar o . .!• ixarintuos a» cargas 

aaa «ia» terras i- pa.->sariatnos < 'uango UUJSalk dia mesmo, 
para entrarmos em ( 'ossanje no dia seguinte. 

ia estava presente, na supposiçao que alguém o 
fco via intrigado c . mostrou-se magoado e 

par otes, porquanto nenhum doa tesa rapaics 

usura a transportar as cargas de lfnm •■■!•• 

pagou para este aerviço e haviam de cumpri-lo ou entre- 

• |>ogaiii 

A »un mie o a sua prima trataram de accommodi-lo e 

mandarão dir qne conversássemos em bem com Mona 

1'andala para que todo i itn qua nlo huviam reservas 

parte a parte relativamente ao incidente que se dera por 

toa quo dariam levai a» cargas 

d*» Muei • stavaiu > dl MHO maltratados 

, [H-r nao terem procedido bem conino^ 
Era pftr um termo a esta questão, á moda 

mandámos os Âmbaquiatao, oa íulOTpratwa 
Javmi a Mona Mahango einco peças de fazenda 

— que era a cabra que enviávamos a asa filho, e assim lhe 
provavam • ramos amigos e nada tinham a recear de 

tia rapaxes, s- i<>8 fizesf M ar mais tem- 

po, anilo ai'r>'ditariainns que todoa eram uoaaos inimigos. 

rrssaram os portador, s latíaMitíaaimOfl por ter tenni- 
iumIo muito Imui a questão, e o Cruz que os acompanhara 
parti, ngo o ihamára jwirn lhe dixer 

que nos fixesse constar — ser cila muito amiga dos brancos 
ilhas ile Mu. in' I nos havia de tra- 

tar a *un a <pie no ília immediatO se trataria da par- 

ti"!* ila Expedição. 

i entre o» seus a reputação de bem 
ULuii noa um discurso laudatorio pelo 



140 



KXI-KHK.ÀO PORTCOtTEZA AO MtrATIÃNVIA 



muito que estávamos trabalhando em beneficio doa Africanos 
portupuczea que viviam no sertão para arranjar alguns inte- 
reaaes para as famílias que deixavam nas suas terras; condem- 
oou o gentio por ambicioso e exigente, por importunar sempre 
com pedidos, nunca se satisfazer com o que H lhe dava, ctc. 

Disse muita tolice mas com verbosidade e em tom senti- 
mental, que para produzir mais sensação acompanhava de 
gestos grotescos, sempre cmn o applauso dos patrícios e dos 
nossos interpretes, o que ainda mais o exaltava e o fazia pro- 
longar as suas considerações. 

Fartos de os aturar, despedimo-no* d'elles e recolhemos ao 
DOaso quarto. 

Quasi ao rim da tarde appareceu Mona Candala, com ar 
grave, envolto num grande panno, acompanhado de Quicânua 
que lhe servia de muzumbo, de Palanga, de Caximba e mais 
sequitu. 

Apontámos-lhe, como de costume, uma cadeira para se sen- 
tar. Fallou pouco, trazia uma cabra que nos ofisMOM, pedindo 
a acceitassemos como signal da sua amizade. 

Seguiu-se Quicânua dizendo: — que Mona Mahangn estava 
encatarroada, c por isso Mona Candala a representava para 
agradecer ao senhor major o ter socegado a sua gente, e ter 
mandado castigar o soldado que fora insultar um filho de Ca- 
penda na sua residência; que como elle e sua mac eram ami- 
gos, para nao se fallnr mais nu* ocorrências que se deram, 
traz. ia a cabra em troca da que recebera, mostrando-se d'este 
modo a todos que a nossa boa amizade nito fora interrompida, 
e que se aquelle incidente se dera, fora devido aos maus ra- 
pazes que cllo c nós tinhamos; qno Muene Puto e Capcnda 
eram amigos e nao eram os maus filho* que podiam acabar 
esta aini/.aib- : <■ linalmniir (pie no ília seguinte viriam 0> WHr* 
regadores com os homens de confiança que Mona Mahango 
ordenara vigiassem as cargas de Muene Puto. 

— Em resposta, agradecemos o presente da cabra, visto 
ser um uso do paiz, o qual nSo queriamoa contrariar; com res- 
peito á questão, estava ella < <|m viila desde aquelle momento. 






DBKurvXo da ruem 



141 



Qne fora sempre do«m> interesse que cm filhos de Mucnc PMo, 
de Capenda • do Muntiànvu* vivessem como irmãos e auii- 
pM, o qne não houvessem entre elles ódios e malquerença* que 
«tragavam s* terra*; que aeccitariamos, e mesmo pedíamos 
a M-na Mshtngo um velho de confiança, qne fosse respeitado 
pslas carregadores, para noa acompanhar a fim de com elle 
■us rntandsnaos quando houvesse qualquer ordem a trans- 
mittir aos carregadores e para os conr wite dos seus 



Mona Gandaia tomando de novo a palarra declarou : — Que 
(«doa os potentados eram muito obrigados a Muero- I*ut«.. ,• que 
n povo estava muito reconhecido pelo modo bom e agradável 
com qne a todos faltávamos. Tinha a convicção que nó* nlo 
consenti n «mm qne os nossos rapazes fizessem hullias e des- 
ordens com <• era do nosso interesse que as car- 
gas chegassem bem ao seu destino, mas pedia licença para 
dixer á gente da nossa Kxpediçlo que n&o nos comproim 
wni com os povos gentios por onde iam passar com o sen 
amigo, filho grande de Mucnc Puto, procedendo mal, como 
procederam ali nas povoações; e nlo fossem os primeiros a 
roubar seu amo MoMM Puto. Qm íullnva assim, porque em 
principio estranhou ver na sua povoação pratos, machados c 
pólvora e soube ■- mprados á nossa gente; qne natu- 
ralmente mais para deante haviamus de dar |>or falta d'este* 
e nlo desejava se dissesse depois que os 
roubos tinham sido feitos pelos Xinjes. Prevcnia-nos d'estas 
para os nosso» se eohibirem de praticar mais roubos 
cargas, pois quem os vestia o lhes dava bom comer, i 
e todos viam, nlo merecia ser roubado. 

i estava pois mais ntnn lição do gentio aos homens tpM 
st lho querem apresentar como civilisados ! Por aqui se conhece 
i cm vicio» adquiridos entre os povos mais em contacto com 
lisaçao, se transmutem nestes sertões! 
[de remédio senão agradecer-lhe a prevenção. Emquanto 
soa nossos postos assim n descoberto, nem uma palavra I 
nuu de desculpa com que retorquir-lhe ! 



142 KXPSDIÇXO K>RTl'OL'EZA AO HOATllUVOi 

Acabou emfim mais esta embrulhada, em que us que not 
acompaiiliiiv.iiii. >jite »ú viam em cada gentio um ladrão, foram 
por «lies iiH-siiuis apontados mino mestres no ofticio ! Ao me- 

. rnulwiv nu pedindo, o eonteotavain-ee com o na 
lhes dava; u ■ II •■- roubavam, tirando o quo em boa fé lhes 
fora confiado! 

AjuMJtr do mau tempo í- 'la muita chuva, na manha d" «lia 4 
vieram algiuis earregadon - para n ■ ■ - 1 •• ■ t- pagamento! <• outros 
para se lhes distribuírem cargas, mas nao appareccrain I 

im prei i ?<> .- . m ia ..!> chuvas jn-rmittiani que continuasse aquelle 

serviço. 

Mona ttfohangO entendeu dever presontear-nos com uma 
i ai M e Mona Mutumbo loni uma boa cabra para a noaaa via 
gi-tn, o que no» fez bum arranjo c que retribuímos logo. 

Como terminassem os fornecimentos que havíamos frito para 
a viagem, propozemot. a Mona Mahango. e fui ao cite, que se 
( ui o pagamento dfl raçòc, para dei 'lias cuiii l'.i/ 

ih* lei '■ qoe oadi on bata oompnv o troe qniaoan pua oca- 
niinho. Dou-sc ordem para que esto paganWQtO »e riTtKwWTI 

lia seguinte, o que ae effectuou. 

Nu dia li quindn irns levantámos, tivemos noticia que ainda 
de imite, uma porção de homens armado-, vindos das povoa- 
çoOS, passara junto ii Kstaçilu pelo caminlm de S.-K. dizendo 
alguns d'ollvs que iam amarrar um feiticeiro numa senzallu pró- 
xima. Mais tarde vendo que continuavam a passar de corrida 
['■>■ ... e raminho alguns rapazes com espingardas c Heohfta, in- 
terrogámos um, sobre as novidades OM haviam e disse-nos: 

— Que do noite chegara um aviso da povoação de Muna 
Quibulnngo, pae de Mona Gandaia, de estar aqnelli doente o 

d'- já terem murridu cinco mulheres nn povoação por feitiços 
do irmlo do Tendala de Mona Mucanzo, <i qmd . aã tempo 
soubera pelos adivinhos quo sua mulher morrera por feitiço 
de Mona Quibulnngo. 

Nao havia que ver, teríamos mais demoras esperando que 
se n solvessem ' stas pi mb ucias, nas quiu-s interviria por certo 
lambem Mona Mucanzo em favor do seu Tendala! 




BIPÇXO DA VIAGEM 



143 



V» 8 boroa e meta sentiram-se um pouco distante os canti- 
na da Tirlon». Krum os homens quo chegavam ri 
em a» daapojoe da guerra — gallinl as, paneJll*, 

» «a vrlho amarrado ! 

aona (aadala fôrn esperar a mu gente um pomo aMa de 
mma arwpa mento. Diziam depois que em aetençao a .M 
Vtts, (aera cortar as cordas que amarravam o velho, indo 
Mi» pm a povoação. .Mona < u .1 il i vein depois ao nosso 
rsaotni csmprmicntar-nos e dizer-nos quo aquclle incidente 
»a onia no* prejudicava, e que 001 apw 

MaiirU no dia seguinte todos os seus oatragi para 

f**rmu* partir quando quize#*emos. 

apareceram os carregadores que faltavam para recehcr 
r K , 'ts, e acabou-Hu OOjn mais uni fardo de fazenda da lei a qunl 
**• ao» dnixou saudades, porque era uma rede que nem j>ara 
"""•quateiroa sen- ia. 

B-M de tacto no dia 7 os carregadores, porém 

'"«iiiva até depois de meio dia pouco serviço nos deixou fa- 

> nl» a&edio senHo adiar a partida para o dia 8. 

**«cobemos neste din uma carta do ajudante j.r-v.nindo-nos 

Maeanzn partir com os seus homens e fazer 

•** contra Quibolungo, por causa da prisão que Mona Cnn- 

^. mandara effoctaar do irmão do seu Tendais, c por isso 

* * ia para avançarmos. 

'udencia que recebemos de Mnlanje no dia 

i alguns jornaeí i opole, e num d'elli-8 lemos 

u carta do eonanl inglez em Moçambique para a Real Sn. 

***l»<i re a delia organisaçlo 

7*^ expedição do nosso Mmpre laureado Serpa Pinto quo nos 

l,, *|TrNi.:Miioa bastar. 

-i.i : podo atravessar-so a Africa e viver-se no cen- 
' r '..r,||a! 

De tarde deapeditun-wm ■ 1 ■ - Mni.i Mahnngo, de Mona Mu- 
^*Unbo, de < 'andala e de todos os personagens mais importai», 
toe noa auas próprias povoações que percorremos, e mareámos 
» partida |>ara a madrugada d<> dia .seguinte. 



Não foi sem muito trabalho, depois de almoçar, que conse- 
guimos ver juirtir o sub-chcfe com a sua seeeSo, da quid fa- 
ziam parte os carregadores de Mona Mahango e de Quicnza, 
seguindo-se-lhea o empregado europeu Augusto 1'i-aar com os 
carregadores de Malanje. 

Como apesar de tantos carregadores que tivemos de contra- 
otor não noa fosso possivcl dispensar os carregadores das re- 
des de transportar cargas, pela primeira vez o sul. > Ih li- M fio 
obrigado a montar um dos bois, e DBS, a quem não agradava 
este meio de conducção, dispozêmo-nos a fazer as marchas a 
pé entretendo-nos com os nossos reeonli toa. 

Passava do meio dia qiuuido seguimos com Augusto Jayme 
atnis da ultima secção, de que faziam partir os cirregydarM 
de Mona Gandaia e de Mona Mutumbo. 

JA era tempo! 








Eiraax 




d- Ifni 

*• malorreo « 

nnn por nt+ ét n «• oatro 
bulo du raminb» por <>n«i" tinha- 
BMC de passar para &«• drwj 

a a tw modo no* demons- 
trar» m os melhoras desejos do 
tivpasruKMi uni viagem 
• 

ih<> para a |K", 
çao • i i d«' 

nós conln ' ido, B pod tOMM vn>- 
trea bom, porto come 
lindo* potque durante ni hora marehara- 
vi ile rliuva, como nilo quiséssemos hipo no pri> 
rea que n->r- pediram depoi* 

de |m*kaiI o I capar na •mu, )««<•- 

tade, tendo ajpenaa andado lo kilometroe, » 
mandámos prevenir o tob-chi ■!'■■, peloa ru 

rtavam a nua cama o os vol lli<- i<ram indíapanaa* 

-, para n&o nos esperar. 

i" 




1-Jfi 



EXPEDIÇÃO POUTITOUEZA AO MCATlAXYIA 



TtremM de atravessar um pântano, (icntidonos <> i-:it>. :nl« • 
usual cm miscro estudo. O nosso crendo AntOui 
xugar, entendeu torrá-lo ao fogo, o que noa contrariou baa- 
. pot termos fon; u ■ ecdu il.i que queríamos, a u.Mir 

ili- lii.tjiM d'agun, .10 quo DOt queríamos esquivar. 

O» carregadores, ou porque fosse o primeiro dia de viagem, 
nu porque lhe houvéssemos feito a vontade portiinuu-se muito 
bem, acondicionando as cargas o melhor pOMÍTO] num largo 
ilintante dos scuó fundos, que primeiro limparam rapidamente 
do capim, arniiijaiido-nos em seguida um alojamento em que 
nos ta modámos com o que nos m necessário. 

Já tarde e ao clarSo das fogueiras, mestre Marcolino apre 
sentou-no* uma refeioSo que improvisar* conforme poude, c 
pela primeira vez comemos infunde e com tal appetite que 
nos soube bem. 

Tudo estava em socego, o que ha muito tempo nao sabía- 
mos o quo era, c cmquanto saboreávamos uma chávena de 
LMifé ouvimos num acampamento próximo um individuo foi- 
lando aos demais Acerca das n i ommendacoc* dos seus anganas, 
pua manterem ordem c socego, cuidarem das cargas de Muene 
Puto •■ da necessidade ile nao dar motivo ao senhor major para 

• 111- ho queixar <lns filhos de Muna Mthaogo. Batpondia-lhe 
■l.-iymc, ipie os XinjeB eram filhos de Muene Puto, e que o 
senhor major era agora o pae 1 1 > ■ todos, que ali só havia ami- 
gos e era o interesse de todos chegarem M carpis bem ao seu 
destino. 

Ainda por aipim tempo (aliaram um e outro sobro o mesmo 
assumpto, a povoo a pouco se estabeleceu o silencio, ouvindo-se 
si de quando em quando um a dar as boas noites MM mais. 

Depois de lançarmos no Diário as occorreneias da jornada, 
adormecemos embrulhados numa manta de IA sobre a cama 
ih- campanha ao calor do um lira/.ciro. nào mu, nu, u HUM 
lembrado que apesar de afastado* da EStSteuo Costa e Silva, 
ainda estávamos dependentes dos Xinjcs. 

Dormimos bem, e de madrugada, depois de fechado e posto 
cm ordem de marcha o que nos pertencia, despertámos a gente 







MPçXo r>A vi 



147 



4o» diveruM acampamentos e i-onsegoimos sem baiba» aae aa 

pouco antes das sete horaa principiasse m dr»nlar a comitiva. 

As oito bom i na povoação de Xa Catou, oed* 

mulher* nos esperavam para noa «andar e acompanhar ate 

><M(|» de Mona M intaado c batcado a» palma*, 

wnmd» «a adeante oru atra» de nós e obrigando-ooa a pa- 

Tar partam para noa verem mais d< 

açSo que nos deram doa seus cânticos resumia-** 
i .. ■• .'• dia grande! dia de festa! ningaem rae ás 
ima trabalhar ! rafa o senhor major; chegoa Maeoe Pu: 
Tmhsaos feito apenas uma marclia de 5 kilometro*. Ao 
.moca á |K>voaçAo de Jlonn Mucauxo vieram ao DOaM 
•**" que já nos esperavam, acompanhando-noa 

*lí ■ ktbiuçao quu nos fura destinada por Mm-anxo. 

ib-rutuoa transpirado muito •• por iaM HiiaiUajHH Ioga íc 
"«,*, tomámos tuna porçlo de sulfato de quinina e em se- 
guimos nm logar á mesa do almoço, mandado prepa- 
ra 1 pio ajudai 

J* coubeciamoa a povoneilo cuja altitude pouco di (Teria da 
"Maia na I Costa e Silva, 7'i7 metros acitn: 

' <I« mar. Como iyuU l" ,: 'vesBe para despertar a mau 
"Vaidade, tratamos I provideDoiaraoAnoaoVqai 

"ovamos mais argente, ■ saber : de carregadores 

lo de algtmf, doentes, de arranjar OOtmi para nuxi- 
i oa da t mentos de raçoe» ao» 

as nâo tinham recebido, ficando a cargo do ajud 

lo, que partiu antes da resolução tomada de se 

m em faxenda de I «-i por falta de mantimento* a venda. 

^uiiwinzo vera eomprimentar-nofl fcJicitando-noH pela noasa 

•*gada ao aeu sitio, e moatrar-noa quanto sentia aa ©ccorren- 

><>ni a gente de MH irmão, e que e*t<- foswe 

qne se esquecesse dos bem ficioa ove «cm- 

l' 1 "" 1 1 -. • - dispensáramos. 

~E que nilo noa devíamos admirar da «"a maHada, pro- 

■ islle, porque conhecíamos o atrcvim-Mitn que tivera 

.-■.liar a scnxnlln do inalo do ien Tendala o 



fazendo amarrar o pobre velho. Ma» este atrevimento havia 
elle de pagá-lo e bem caro. 

Com respeito no eaminlio, disse — que o que tínhamos a 
seguir como melhor, na sua opinião, era desviar-nos do Caian- 
vo, para evitar OEJgBncias que elle agora de certo nos faria 
depois de estarmos tanto tempo em Mona Mahango. O bom 
i iniiiiho era o que partindo da povoação de seu defuneto 
irmão seguia paru o sol nascente ,■ . ju.- passava 18 ou 2" kil<>- 
metros a norto d'ella. 

— Nâo queria enganar-nos dizendo que podíamos partir no 
dia seguinte, porquanto os rapazes depois de receberem as ra- 
ções seguiam para as suas habitações em sitios distantes, e aó 
podiam esporar-Be no outro dia. 

Pediu-nos para darmos ao velho Quicor«/.õnlii um umhrâro 
de panninho de diversas cores, para elle nao marchar com a 
cabeça ao sol. 

A noite fomos pagar ■ visita a Mucanzo, que nos pediu 
lhe deixássemos cartas de recoinniendaçâo para boas casas de 
negocio em Malanjo e em Cassanje, pois desejava que quando 
o* seus rapazes voltassem do Peiude, fossem depois com im- 
pungas seus negociar a borracha que, trouxessem em estabe- 
l>''-ímentofl onde soubessem quem elle era, e as boas relaçòea 
que mantivera comnosco. 

Nessa mesma noite depois de recolher escrevemos duas 
euri.i.s inste sentido, uma para Custodio Machado e outra pura 
Narciso Paschoal. 

Chovera tanto depois de estarmos deitados que as cobertu- 
ras doa alojamentos funecionavam como filtros, e nós até de 
madrugada i-stivemos na ruma, onde puzrnins os papei* t 
livros, cobertos com uma capa de oleado e de chapou de chuva 
aberto protegendo a cabeça e os hoinl.ro*. K e.stu posição for- 
çada em que nos col locáramos, com a manta o a capa che- 
gadas ao corpo, e a porta da cubata fechada, provocou-nos 
uma transpiração copiosa. 

Fomos dar um passeio com Mucanzo pelas suas lavras. As 
terras pareceram-nos cxcellentcs para as culturas ordinárias 




DE4CIU1-VÀO DA vixaat 



140 



tar conhecemos da região, qnc nio diffcriam d*» d« nu mlc, 
■ lamina a» suas mulheres que cuidam d'elL*s depois 
do amanho que fazem os rapazes antes da sementeira! As 
terraa estarás) tio bem tratadas como as de Mona Mahango. 
BUIou-noi u intenção de comprar armas e pól- 
vora cm Kaianje para ir guerrear Quilelo, que se apoderara do 
locar de Capeada que lhe s, o o qual já conUva que 

Caiznrv, *cu irmão, lhe succcdcsae, £ para «ata guerra, diw- 
n<M Jarme, que na occasião era o interprete, Mucanzo dese- 
jara ato riurU como o que Muene Pato deu ao senhor capitão! 
Confessamos que no* intrigou ama tal interpretação e rimos 
suppondo que o nosso camarada, em alguma occ&silo que 
resse bem disposto, se entretivera com Mucanzo a exaltar a 
excallcncia dos seus chinelos, e so depois de muitas explicações 
conseguimos saber que se tratava de uma condecoração, a que 
Jayme queria chamar signa!, mas que pronunciava xineU e nos 
julgamos ser chinelo. 

IWoí do que se tratava, dissemos ao Javme que 

aquelle signal, como ello lho chamava, dava Muene Puto aos 
seus súbditos que se tornavam distinctos quer na guerra QME 
• ui ]«s, mas nio para os livrar de morrerem em combate. 
E ao no* rogasse então para pedirmos ao *uh- 

thofe que lhe desse um remédio para esse fim, tivemos de 
entrar U BOVU oxplicaçoea, adroirando-ae elle muito que 
Mnane Puto, ■ . 4a fazer, ainda não tivesse manchulo 

preparar dio para repellir as balas do inimigo. 

Kalluu-nos d M seus amuletos o couvenceu-nos que 

entre elles se fazia distinccilo entre amuleto* c ídolo*. Julgava 
qoo uma condecoração ora o mesmo que um amuleto entra 
•Jlcs, porque oa usam ao peito, nos braço», nas (ternas, na 
cintura, segundo as circumstancias que reclamam o seu em- 
prego, e como nos andassemoa com todo o corpo coberto pelo 
vestuário, nio sabia se além de usarmos as condecorações so- 
bre os casacos aa trazíamos por debaixo junto á polle. 

•W «lie gostava de saber, fomos minuciosos nos esclare- 
cimentos que lhe prestámos sobre o assumpto. 



'filando 111': dissemos nnf itíi mil • - 1 : : « i > - usar uma rondcco 
raçlo DB0 DlO GmM OODOodictl pOX UJaOM Puto, perguntou-nos 
se cito alo podia comprar unui c trazc-la ao peito. 

— Pode, lhe respondemos, como também nós pudemos com- 
prar uniu machadinha igual i do I 'apenda, como qualquer 
|»' mi jh ><!■• comprar umas miliu ■■ <i" Muutiaiivua : 

ni .Mona Mucanzo, se nos andarmos constante 

mente oon ■ maohadi&ha ou com as miluinas, íicíimos sendo 
Capando on tfuati&nnt? Riu-so c respondeu:* ■tem i 
ii nu ii amigo, e nós só pensftmos em tonterias por não termos 
mectxoi (jao noa etoainonb 

No <lia LO Mui-.iii/.i. anNÍli"ii-ini.s BI diatríbuiçfio das cargas 
pelos seus rapazes que foram apparcccndo, e resolveu Um 
I nuas pendências que se deram entre diversos, que preten- 
diam recusar-se a receber as cargas que haviam trazido á 
Estação, não suppoudo que tÍTOmomOl tomado nota 1 1 ' « • 1 1 • • - . 

Na manha de 11 continuaram a apresentar-sc os cari' 
dores e como ás 10 horas só upenmmoi BOI QwoonBi 

aliiH".--!!! iin|ii.iniii .Mona Mucanzo anilava no acampamento 

faceado rocommendaçòes aos carregadores — para cuida um 
I» ih das cargas e nao o envergonharem onm i>s wai amigos. 
pois i-llc queria a protecção de Mm KM PatO quando (OIBMH 
conta do seu estado do Capenda; o se algum nao pudesse com 
a carga, entregasse o pagamento a qualquer dos rapazes que 
estavam presentes e que nilo faziam parte da comitiva. 

Faltavam dez minutos para o meio dia quando principiou a 
deafllar • Eixpadiolo, aiacaha&do na tanto o ajudante com o 

pessoal de Mucanzo, seguindo-efl a ordem qm trouxi-ramos da 
Estação. 

Kstando tudo em marcha dcpcdinio-nos de Mona Mucanzo, 
abraçando-o c agradecendo-lho os seus esforços om desfazer 
algumas dilliculdudcs., que sempre ha para arrancar uma comi- 
tiva iiumi-rosa d'uma povoação, sobro tado quando ella é na 
luain composta como era a nossa, de indivíduos quo 

j» rtenciam a essa povoação ou deixavam parentes e amigos 
ia quem tinham dl ausentar-se por algum tempo. 






DKSCHIPÍ.ÀO DA VIAGEM 



151 



Podia faacr-ee a viagem á povoação do íallecido Macambo 
nnu» B, attondondo s que a começáramos muito tarde 

teidade dfl •'•instruir abrigo» fora da povoa- 
aeampaaoa tlojioin de ter juissado o rio Cóli, sendo o 
l kilumctro» no rumo que cn i>ouco ao 

■ 
Logo a.» sair da povoação descemos a um profundo valle 
onde corria pelo S. o riacho Quimbaogo, e pOBM depois pas- 
10 Kandainatc, affluoute d'i II- . 
Para passar o Cóli, julgou-sc ainda aaaim conveniente armar 
de da nossa canoa, servindo-noi de DB oebo em '•■•■/. . i . 
restos para a mover de uma puni outru murgem. 

combinado .-«'.miparam as sceçoc» ««paradas 

mna» da» indo a» barracaa doe frinfir •• frente de 

cada secção e disposta» toda» num triangulo; c aa carga» 

«diante, devidamente arrumadas e protegida» daa cbuvaa, 

vista» daa barracas. 

<so* bois de monta extraviara-sc da m a n ada, e 
ajiezar da» diligencias que se empregaram tilo se conseguiu 

sguzAJo. 

A marcha no dia 12 começou pouco depois daa 7 horaa o 
foi aperta» de X kilometroi entre os rumo» E. a E.-SK. con- 
tinua. i<> como na veepeM a apraaaalapaa ondu- 
lado, sendo cortada» o» depressões por linha» da agua de 
importam • da» quaea doaapparecem 
no tempo kVti), correndo quaeí todo <> oaninbo desde a i*»- 
roocao da Moeanzo entre florestas, BegfatwaofcM no» acam- 
[■nniirtito» altitudes sempre superiores ás do dia anterior, na 
alia de uma seira a Icetc da povoação il' 1 .Min-ambo B99 n 
I 

maia d>.: i corto passado ■ nga alr.> 

•amos a povoaivio de Qoicóxi, doando i ma frente pelo lado 
de norte aa terras lavradas que lhe pertencem. I >> «cançainoa 
nrsla povoação uns doa minutos, porque a» molharei a ra- 
paaio corriam para nós gritam] > : Voam Puto uua tueu$o4a 
(nnumoua («chega Mucne Puto, desejámos vê-lo »). 







152 KXI'KDIçXo PORTVGIIEZA AO MIATIÂNVIA 

Ko grupo do mulheres c crianças que nos rodearam, nem 
pelas formas, estatura, feições, ponteado, rMtuerio, gestos e 
vozes conseguimos destacar um typfl diverso do» já conheei- 

• I M..]..i \l.i!ui!'_'" •■ ii" Mucanzo, parecendo-noe a gente 

mais timorata, mais humilde t lambi m nutia pobre, que 
condizia com o aspecto da povoação a gfandeu dai terras li 
vradas que estavam A • ta, e que diziam haver necessidade 
de alargar moía. 

guando passámos na povoacAo de Mucanzo viramos apenas 
alguns rapazito- B pelas costas três mulheres que fugiam a 
esconder--.! nas > ul.atas, mas sempre curiosas, procurando 
obueem nos julgando nJo terem vi«ca». 

As cubai i,- ••) -.nu ile aluna muito regular o de maiores fren- 
tes que as de outras poTOftçQei dfl Xinjcs já conhecidas. En- 
tre estas barii bons largos lniij.ns de capim l (Bsombrados por 
frnudii.. (.- a rvi •!■•■.■• nào muito altas. 

Apontnram-uo* a culiat.i ein ipie liearu o corpo do fallecido 
potentado, emipiauto não vinham ordens de Mona Mahango 
para ser enterrado; <leuiora tpie .lera já motivo a que a- mu- 
lhorcs fossem insultar os da povoação de Mueanzo. Esta cu- 
ltua oitava completamente fechada i re.nla com pau.- em 

redor, para ninguém delia so approxim B 

Km<pianto se não enterrassem nu ossos do potentado, no- 
idiniii doi herdeiro.s podÍA tomar conta da povoação o do que 
lhe pi-rteiice-re, e ] >o i isao Mona Mahango nomeara o seu Qui- 
binda (caçador) para tomar conta dYlla, vigiando lambem os 

o..-...:, de sen lilho. 

Já depois de estarem alguns abrigos construídos nos acam- 

painenfoc notiinios u l li movimento extranh ni M > arga:. 

••iii Irciiti da ih. :-:-.i barraca, e fomos informados ipie ai 
Xinjce ]>ensavani em voltar aos seus sítios para trazerem de 
comer, no que «le eerlo nao gastariam nn ii" I 

lend.iiii.:. porén dever esperar que alguém nos viesse fallar 

O ini> i pn te dera parte ao sub-chofo que Quienza, o cabeça 
ila comitiva sob suas ordens, participara ipie na povoacilo .lo 



J 






baA pan 

njf »f **— ^*ti 
o tu*M.> ÍMKpMM 
i entre o gentio e mb 

qrsMtiiiariilui de qae 
• motivo. Por 
, «a tinta medo do prnrio oa > 
sendo certo que mais advogara a 
iíVOm, do qoe o» noasoa. 

que se tratava de levantar 
e que era levantado peio 
a* rapazes que foram confiada* A aaa 
•a* a combinar com o ajudante 

o boi que ficara atras, 
para ouvirmos Quieuza i 
awl aaa étaae : — Qae noa nao lhe déramos 
queriam uma cabeça de ga<i 
Que eoaaa tio differente do que noa i 
interprete! 

Efectivamente razão tinha Quicnza em m > 
de raçoea, mas a culpa nao era nossa, porque fira 
Makaago que á ultima hora ordenara que 
QtneAnua, e só uma % amo» e de fugida na 

it Macanzo, nao tendo sido nós que o ajuntáramos para aaa 
acompanhar. — Disse, paia, que lhe daria as rações que 11* 
mm devidas, e que tinha tenção, prestando elle bom serviço 
ale i^aimiea, de o gratificar, assim como a todos os cabeças 
das comitivas, todavia advertia-o já que nao era bom serviço 
iar os seus rapaze* para voltarem atrás. Mona Ma- 
aango mandára-o nesta diligencia para nos auxiliar aeonse- 
Btaadu oa rapazes u manterem a ordem e nao a promover 
eooflietos; que reparasse que ■ gente dl Mncanzo, sob as 
ardei» do ajudante, tinha vindo socegada e nao se queixava; 
a de Muna Mutuuilxi ■ Mona (Jandaia que marchava comnosco 
sambem estava satisfeita, finalmente que os seus eram trata- 
do» do mesmo modo que os demais carregadores. 



de tatu 



156 BXKDIÇlO l-ORTlCil-KZA AO MtJATIÀXVr.V 

No rocinto limitado em torno da cubata hó podiam entrar 
os caçadores, os quaes so lá apanhavam alguém extranho. 
MM individuo eM tomado com uma fera disfarçada em forma 
i.iini m:i ■ I.,-.. amarrado, livrando m: da prisão junto i porta 
da cubata por meio de resgato ou de venda, e se ainda esti- 
vesse prezo quando se fizesse o enterro dos restos do poten 
tado era sepultado com elles. 

Dizia Qaibiada estar agora «Mancado, porque os ossos es- 
tavam já sob a guarda d< mulher que fora Mu.iri do seu amo, 
e que esta nào podia ter relações com outro homem sem que 
M ii/.essem a* d rimonia* fúnebre», a» quaes só se celebravam 
dl pois dos ossos enterrados. 

Como cila »c não podia afastar da cubata que fizera ao pé 
da do .-"ii amo, todas as suas servas eMavam de.-esperadas 
pela demora havido iin se fa/.er O enterro, a por vezes linha 
mandado pedir a Mona Mahango que mandasse chorar a morte 
• In filho, ]>orque já depoi» >l • II ■ .-<• tinham enterrado muitos 
ililunton sem cerimonias, por ■■■• não poderem fa/.er, emquuuto 
os ossos do chefe náo tivessem sepultura, appareccndo os ca- 
/.uiulii.i d'aquelh;s defunto-, ti ida* a.i imites a podin m a.- Intui 
lias que os chorassem se queriam ter felicidade. 

Mucanzo tendo tomado conta doB filhos do irmão, fizera 
das inàe.i iieo c pouco tiidiam ido 

chamando pura si a» serva* da Muári, e iatO exasperara os 
companheiros destas, porque nào queriam abandonar a terra, 
indo de quando em quando procurara gente de Mucanzo. 

— Elles tcem razão, ajuntava Quibinda, e cu náo posso 
Dppor-me a que façam desfeitas a Mucanzo, e podem mesmo as 
rapariga» <pie para l.i foram enfeitiça lo mmh que me seja licito 

i vir, por ser crime feito cm terra a que sou extranho. 

— Ultimamente mandou dizei -me Mona Maliango, conti- 
nuou elle, qi untOITO m faria depois de regressarem todos 

os rapazes que iam acompanhar Muene Puto, e que seria no- 
meadi» seu filho (.'andala para tomar conta do sitio; e este 
do certo havia de reclamar as raparigas que foram amazias 
do falleeido. Para evitar questões i ntre o.-, irmàos mandara 






pn I» **>*• o destino esse |râm Tssis". 
habitação pêra ser entregue ao herdeira. 

uterprete c ertific o» n a » sjee, d e po is de 
• pruuite que lhe enviáramos, 
npn «a seguida á porta daqueBa 
peça por peça ao faDecido ano; troe em seguida 
ssrrtçára o peito e braços com terra e Ike fallara assim : — 
Muene Puto que tn desejava* Ter nio te enco nt roa, hh 
a toa terra e trouxe o presente qoe te mostrei. 
A rhava — mesmo dado o caso que nlo estivessem já com- 
binados, peio menos os chefes das comitivas Xinjes, em pas- 
sarem na povoação o dia 13 para comerem á costa de Qui- 
liioiia — nlo nos permittin que marchássemos neste dia. e para 
evitar novos pretextos qoe nos empatassem no seguinte cha- 
mamos os velhos e mostramos-th<- <> i>re*ente que iamos enviar 
a QuibtixU, o qaal nos mandara dizer de madrugada que os 
carregadores |>odiam ir comprar mantimentos á povoação e 
que a fazenda ra bem recebida. 

|K)Í8 d"isto os velhos, manifestando o seu agradecimento 
Muene Puto se nlo ter esquocid jjbinda, trataram 





ir.s 



EXPF.IMi.ÀO 1'mIíii i;i iy.A AO JJUi 



de fiUMI nri;in:n.i.;"'i-H aO* |l 

eram maus: que nao queriam obed ai ■■ a 
etc. ; e como comprehendessomos quo 
«|U<- Qoibisdn tosse c ui t .- ni|il:n I ■ . emii i> 

i|in- .'ir.nii|.:uili.i:- ■■•!■ »D mazombo i 

recendo pouco depois o durante a tarde] 
l'.i/.i irem negoeio no acampamento. 

Acabávamos • 1 ■ - jantar ■ [Hi : i- i- • .-■■■ ..[■>■■■ 

í i. 1. ■ .1 i'iiri'|i''.'i, A primeira vista mio o 

agradocer-nos o presente. CooTsndmoa 

eimeeii sobre os usos do paiy. •■ -.obre 
das de que t ralámos em outro lo>*ar. 

No dia 14 ás 7 hora» da manha, <!■[■■■ 
mos sobre a substituição do» doentes pi 
transporte di carjras, uvaiieou a ExpcdiçJ 
doentes o supprimento de agua fomos 
do i 'alua depois de o pastar ■ ron, tendo 
(|iiena, 9,200 metros RpMUM entra oa rumos'] 
sobre terreno bastante accidentad". 

A collina em >\ pámos era sobrepl| 

arvoredo, e a sua altitude registada foi do JSTÍ 
injerior á do ultimo acampamento, 11X0 obsf 
elevado por VMM :i maior altura. 

Se lamentávamos as pequena- marchas, 
■ recear (pie as chuvas e os doentes im. 

demoras, portanto ilo mal rnos; porque, se 

siado, a fraqueza dos carregadores Xinjes, e o 

o subchefe andarino.- ;i | »«"• p.ir 1'alla ili 

aceitarmos a montar os bois iram contrariedade. 
aa marchas embora pequenas davam sempre logar 
<le localidade e a entretermoa o pessoal i m moi 
sempre julgámos muito conveniente. 

A temperatura tornára-se insupportavel na* 
lona. Ne.ste ília nào nos foi possivcl trabalhar nem 
dentro d'ella, tivemos de nos .•iceommodar á sombra 
arvore para marcar o itinerário da marcha e i ontioUM 



* 



MtacraçXo da vi 






investigações sobre as línguas d'estec povos. Ab barraca* de 

Hidi ficadas para terem a necessária 
laçXo, serão abrigos multo iam tra tiagem, quan- 

ia ■'■ dosm praviamente escolher •• Ioga* em que -■ lama as- 
sentar, porte pura permanência sio preferíveis as habit i 

alias do que as que vemos nas •e&snla-s •■ i n ■ > n. 

diárias, os abrigos (!• ia (asem OS oacrAgadOMa, os 

-. além <li- mais frescos, quando bem revestido» de capim 

.iiii melhor das chuvas; slo também muito mais eeouo 

. | i .|U" dispensam um carregador para a barraca, e esta 

quando IDoDmkU i. mu t'.;nlo muito InOOmtDOâOi 

Proseguia I Bxpi '.-ilo a sua vi;igem no dia 1"' depois da* 
lioraa da manha, subindo primeiro pela serra em que B8ti- 
rera acampada para descer ao rio X-imôu. B 
pre no ramo entre E. o K.-SE. cortámos serras que se de- 
senvolvem em diversas direcções entre linhas de aguas, as 
qnaea em difterenCcs pontos dai RUBI margcn.- :ipiv.-.eiit.-ivaui 

is lavras de mandioca, cujas plantas nos impressiona' 
pela robustez da* bastes e grandeza das folhas. 

1 ttftlk de passarmos o rio [Jrinda Boaippamoi •• J4 Eal .-.idos 
na altitude do 968 metros, sobro a v.rt-nte de uma montanha 
BM nos disseram ebamar-*e Dinga. 

Passamos pela povoação de < 'ji . onda nos aguar- 

dava Qtsine&naa, que riamos pela primeira vez depois de sair 

de Mona Mmau/o. e que boi acompanhava ata* ao Drioda. 
Esperando i m ipie os carregadore» paaeaeaoia o rio, 

mo«trou-nos elk BI minas do acanij i dos AUeini :. ■ [ii. ■ 

.iam pelo caminho a S.-E. para o C im-i n.. .> 

(aUar nai vantagem que om-otitiariamoa se fossemos acampai 
ea povoação d'estc potentado, dundo-nos a entender que 
do sitio de Mucanzo comnosco por causa de Quicoru/.ónlii c 
uza o quererem intrigar com Mucanzo, por ello nos Kl son- 
«elhar a seguirmos o caminho dos AllemAes. 
1 ! 'gamos cançados, aborrecidos e trauapirando muito, tifto 
■relia fosse grande, 10:400 melros, ma» « 1 ■ 
ás ondulacòos do caminho. Além do soffrermos de dores de 






100 



EXPEDIÇÃO I-OJHTOrKZA AO MrATIÀXVIA 



cabeça e de nl ixumiito de ventre, o faoto de n5o trazermos 
DQI ias de lil dera logar a que a* bota» de agua 'I 11 ' ' alravamoe 
noa magoassem muito os calcanhares a ponto do os ferirem. 

O íiimi|>].mi i.m 1 rmii/iiiltiloi inoooto insignificante pelo tama- 
nho mas oiti demasia importuno, aguardava nos neste acampa 
mento. Quem tiver ■ infelicidade do usar de luneta mais mor- 
iiliculo 6| porque elle obriga BOtWtantemente a sua victima í 
.1 i-..:ii!i i:n- ■ vista, e nem de propósito, <> melhor togar que esco- 
llio na cara para a fiagcllor, e janto ao nariz, entre os olhos 
e os vidros da luneta. Esta panegoiefo constante dora até ao 
sol posto, sendo só então que no» favorece 00B) sua ausência! 

M» nào foram ■ estes os importunos que tivemos de atu- 
rar durante o dia. Lcmbrou-se Quicorazónhi de hob proe 
por vezes para nos atormentar soo vario* pretextos. 

Primeiro apresentou-noi um sujeito, como enviado de Mona 
■ . iinli'. para nos avisar, que Caianvo mandara retirar do 
seu sitio os Hângalaa armado* qut- ali BOI estavam esperando, 
visto '-li'- nau querer ipn-stòos com Mona Muhnngo que noa 
entregara os aeus tilbos para transportarem as cargas de 
Muene Puto, aere.sretitando que os ilito*. Btngalai tinham ido 

todos par feboQOO nas margens do Uhamba e que dali 

viriam ao nosso caminho. 

Kncarn :-ou uma . 1 ■ - desmenti los, asseverando ter 

estado no dia anterior com o ('aianvo, e censnron-os anpt 
Dante por noa pertenderem enganar constantemente. 

Como eete pretexto nâo produzisse o efieito deaejado, pe- 
diu então Quirurazúnhi se dávamos alguma cousa aos sous ra- 
pazes para comprarem de comer. Bem conhecia elle que uilo 

am razão, porqae ainda- Aátcrau I raa dias para pagamento 

de raçue», mas como eram crianças, observou elle. dissiparam 
a la/.i tida ([Hf. n i-i Imt.iiii eom a-- raparigas. 

— È outra mentira que TOOBBWQI nos está contando, lho 
respondemos, porque a fazenda das raçSea anda • ni ndw 3a 
ointura e da cabeça dos rapazes : MJBttUa fazenda deu-se para 
compra de comer e nSo par- estirem ; a de vestir fui o paga» 
mento que fizemos segundo o seu ajuste. 






DESCRIPÇÃO DA VIAGEM 



n;i 



— Esse pagamento, retorquia elle, foi entregue «os nouoe 
anganas e os rapazes com pouco ficaram. 

— Nlo somos nós, lhe replicámos, que tomos culpa d 'isso ; 
ifcmuft p-rdemos três «lias acampados, e as marchas teeni 

muito pequenas, o que nos esta prejudicando muito; toda- 
via, »e amanha continuarmos a viagem, quando se acampar, 
ikr-Ihcs-hemos alguma cousa, visto os seus anganas sen ■ 
pouco generosos. E fazemos-lho isto porque se teem portado 
hein e |>or ser a primeira cousa que Tocemecê nos pede. 

Mostrou-sc Quicorazónhi satisfeito o retirou-sc. A noite, de- 
pois de restabelecido o silencio nos acampamentos, ouvimo-lo 
a»ar da palavra e em grande grita recomniend.-ir u todos .- 
Xiujes — que olhassem bem pelas cargas do Muene Puto, c 
que se appurcccssem os Ilàngalas cada um defendesse a sua 
e morre- do do senhor major que era pae de todo», 

■ta Mona Mahango, Mona Mucanzo, Mona Mutumbo e Mona 
Candala! Era clle cinfini quem dava de comer e de vestir a 
lodos, o também pólvora para se carregarem as armas quando 
preciso. 

« Eli o que clle* querem, escreviamos nós no nosso Diário, 
lembram-se doa BAngalas para nos pedirem pólvora! Sio ar- 

•MM em inventar pretextos paru .• ni-í;:-'.'t< j desejos 

io momento a momento lhes appareesml K que remédio 
sento ccdi-r alguma cousa para nao perdermos muito mais ! 

<'ada dia de demora sâo 800 bandoa de fazenda ou 260000 
róis só para OS Xinjon! K se nSo cedermos podem «qui dei- 
xar-nos, o que seria peor, além da despeza feita que se tor- 
naria intrucii! 
Be;.- ittDtO pudermos, cederemos o menos 

vel, lembraudo-nos dos Chins que pedem muito e se con- 
m com povoo, nlo obstante pedirem sempre». 

taino-nos convictos de que no dia seguinte nào marcha- 
ríamos, porque mau tinha sido pensarem em que lhe devúu&M 
dar alguma cousa. De facto, logo de madrugada procuraram-nos 

V«t a li 



li 



EXPEDIÇÃO rOBTOOUHA AO MUATIÃNVU A 



o» cheios dii.s comitiva» dizendo liavi-r alguns doente» que não 
podiam murchar c que todos *c queixavam de terem fome. 

Tinha sido agarrado o boi quo fugira, c por isso dissemos 
que dávamos daqiu-lle l«-i •■ mais duas jardas de fazenda a 
cada Xinji\ ma» DO primeiro acampamento n 

Foram jimbular c voltaram pouco depois dizendo que nin- 
guém podia acceitar o boi que eram as pernas dos brancos 
para caminharem na» terra > i ■ SI uai Utvua, e quo todos liça 
vam muito contentos n- lhos desaemo* uma peca de fazenda 
por cada dois carregadores, c que nada mais pediriam até ao 
lin> da viagem. 

Pcrgunt.ini":; mi «• ibaoM se tomavam a responsabilidade 
do que promettiam os seus rapazes, pois tinhamos razão de 
sobra para os n&o acreditar. 

— Niii^ui :ii pnilc pedir mais nada. foi a resposta, c se nau 
eaini"- BUI guida d'aqui, acroscentou Quicorazónhi, é porque 
em iodos os acampamentos temos doentes 00810 podt roritfear 

senli"!- mb ohoffci 

Em todos os acampamentos se fez pagamento <le quatro jar- 
ibw da chita avariada a cada liomi 111. p"ilinilo-nos depois (^uien 

za, por iaton&edio do Qniotanai m Um pagávamos a elle a 

gratificação que tencionávamos dar-llic. para aproveitar um 
npM que viera vé-lo e que podia na retirada levar a chita 

psi as ruu rsparigati 

'lendo-íc dado carregadora três peças, apezar dVlle 

nao transportar carga como repn-M-ntava .Mona Muhango, de 
Brdo OOBl Quicânua mandámos entregar-lhe duas j»-e.i. . 

Acabara tarde o pagamento. De facto havia doentes, e ainda 
no dia 17, dando-nos parte .1 .-.nb-chefe qtW IUB rapa/, de Mòflfl 

1 'an lala estava impossibilitado por algiuis dias de transportar 
carga a pasta dia mesmo de m levantar, de combinação com 
o encarregado de vigiar pela comitiva a qm elle pertencia, 
démot por COOOlatdo O seu contracto para poder regressar. 

Como li";' ni"-ti i" ile se apresentar a MoOÉ ( BB* 

dal*, porque podia este suppôr que fugira abandonando a sua 
carga, aproveitámo-lo como portador da correspondência para 




DESOUPÇlO HA VUT.OI 



161 



Ju»é de Yasctsaccllos, a quem encarregámos de cootmonicar 
■ Moas Mahango o domo descontentamento com lodos os 
pela* pequena* marchas e grandes demoras que tiuha- 
tido. e muito principalmente com os homens que Tinham 
de os ripar, pela» suas exigências, pois que, 
n rex de aos auxiliarem, oa por modo dos npaxes, oo Urres 
■ahmados com elles eram o« primeiros a oootrariar-DOs. 
AproTeitámos os dias 16 e 17 em trabalhos exclusàramente 
de pabinete. nos e*tndos a que mais e*|>eeialmente nos tinha- 
dodicado. e providenciámos para se abaterem algumas 
cargas de modo a ficarem dois carregadores dUponiveis jiara 
p caso do termos de substituir maia algum doente. 

Estará todo preparado para continuarmos a viagem no dia 
18, e á ultima hora ainda fomos obrigados a fazer substituições 
por ser preciso armar-»e a nossa rede para o transporte de Pau- 
lino, contractado em Luanda, que se apresentou itn|M>**il>ilitado 
de andar. 

Seguindo o rumo entre K. e K.-NK. en Milnndo ora des- 
cendo as serras que se nos apresentaram parallclas tunas is 
outras e descaindo para N.-W., fomos acampar depois de uma 
fatigante marcha de D: 800 metros na serra entre o* rios Tumlm 
e Samba, muna altitude de 1:116 metros. 

rijo de costume, a marcha nlo fora grande, miu fôrn pe- 
derido ao excesso de calor. 
É occasi&o de dizer, por julgarmos de grande vantagem 
cação para os que teem de viajar em Africa, que 
deixámos do usar além do camisola, camisa e ceroulas 
de flanelU clara, calças, collcte e blusa também do mesmo 
i • azul e«:uro. Sempre que chegáramos de riagem com 
a roupa repassada de suor, despiamo-noe completamente, 
embrulhávamos numa manta de 12 e assim nos conservava, 
mos sobre a cama de campanha pelo espaço de meia hora. 
Tomáramos então mais uma dose de sulfato e emquanto houve, 
uma chávena de café, liem epiente. Cob«' a cora n manta 

esperávamos algum tempo c vestíamos entâo roupa completa- 
mente ens 



1114 



bxfkdiçXo mxtwutzk ao hoatiInvua 



A roupa que tirávamos ia logo para o rio, onde te deixava 
licor sujeita á acção da corrente, e depois de escorrida era 
enxuta. pp-tVrindo-ae aempre os logarea assombrados á expo- 
sição ao sul. 

Duas mudas do fato andaram sempre neste serviço por 
muito tempo, e quando esquecemos esta precaução e puzemos 
mais roupa a serviço foi quando ella mais se inutiliaou ou M 
extraviava. 

Não ó indifferente ao viajante em Africa o attender ao ves- 
tuário, seu acondicionamento, modo de o conservar e condi- 
ções a que deve satisfazer, conhecimentos estes que ti com a 
pratica se adquirem. Tanto estas como outras indicações que 
constituem advertências essenciaea, fomo-las registando pouco 
ii pouco e estio colligida» sob o titulo de cGnia paru uso do 
viajante em Africa», que se encontra no ultimo volume das 
nossas publicações: Meteorologia, Climatologia e CoíoHitaçSo. 

A falta de niaiitinientOB fez-xe «entir m-Kti- acampamento, 
c por isso nos vimos forçados a contemplar os mais dobili- 
i ido* com uma cabra que destinávamos paia nosso runclio, • ■ 
no dia seguinte para podermos continuar ■ viagem tivemos 
de sobrecarregar soldados c contractados com as subdivisões 
de cargas de dois homens que pelo seu estado de fraqueza 
não as podiam transportar. 

Devido a est..- providencias pudemos fazer no dia 1!) a nossa 
oitava jornada ipie foi de lO:7iX) metro», cortando iiiontanlins 
já mais iltArOMU • ROCidonteâH do que tis anteriores, pouco 
nos desviando no rumo E. Passado o rio Sequéji acampamos 
a 3CN ■ metro» distante delle numa altitude de 1:200 metros, 
aproveitando se a sombra de um lioiu t frondoso arvoredo. 

Nio podia ser maior a marcha, não só porque a temperatura 
logo de manhã era elevadíssima, mas porque eru fatigante o 
is alta» montanhas, e abafava -se entre o arvoredo que 
as revestia. 

Num doa planaltos a nossa vista dominava as depressões 
que nos rodeavam, c na alterosas serros cm escalões que se 
desenvolviam ató ao extremo horisonte. 




DEWKIPÇAO PA YZAOBM 



165 



Os valles eram formosíssimos e regados por linha» de aguas 
que ora se riam ora desappareciani entre a prodigiosa vege- 
tação, correndo para N., H.-W. e N.-NW. para irem con- 
riuir no caudaloso 1'hamba, cujaa margens se distinguiam DO 
rumo do X. protegidas por corpulentas arvore» cujas copas 
de«C' altura segundo o terreno se no» apresentavam 

com uma facha vcnlc ondulada. A sul i ..vamos a uns 

doze kilometros a montanha em que Caianvo assentara a sua 
povoação, e Qnicânua apoi pouco a leste «lesta, c 

cm b rior ama outra que dizia ser o seu sitio, o onde 

elle pretendia ir buscar de comer para nos dar, visto nio ter- 
mos querido Li ir. 

IVrto do nosso acampamento haviam algumas povoações e 
durante o dia por lá andou o pessoal procurando mantimentos. 
lera da tarde nm morimento estranho entre o pes- 
soal que estava mais perto de nós, attrahiu-nos a at tenção. 
Vimos alguns homens correrem aos seus abrigos a buscarem 
tiechas e armas, e neste numero também gente de Malanje e 
contractados de Loanda que, interrogados, diziam : 

— Kao sabemos se sSo oa liungalas que vem atacar- nos! 

Indagando, soube-se que alguns nptMf do Mueanzo se lem- 
braram de irem caçar, e vendo numa arvore uma grande pe- 
ia (macaco), fizeram-lhe fogo suppondo tê-la ferido, porém 
como nlo caisse, vieram outros buscar th-rhas. Batei eon 
engodo da carne, interrogados pelos companheiros, uao qui- 
seram dizer ao que vieram. Os que os viram, surprehcudidos 
pelo seu procedimento foram também basear as armas, e d'es- 
irn mais timorato ou mais velhaco interpelado sobre o que 
havia, disse: — Slo os Hâugalas! 

Foi entilo que Malanjes, soldados e outros correram a bus- 
car as suas armas dirigindo-se para ondo viam correr os mais, 
e conhecendo que era de nm BMOsveo que se tratava, caçoa- 
ram-se reciprocamente. 

Choveu bastante depois das oito horas da noite e também 
de madrugada, no emtanto esperançados em que continuaria- 
a viagem, para isso nos preparámos como de costume. 



im 



EXPEDIÇÃO POKTffifEZA AO MfATIÂSVl A 



Surprehcndcn-nos todavia quu o ajudante nos mandasse 
que os seus estavam promptos, e perguntasse bc podiu 
marchar. 

— Que aproveito immediatamente as bons disposições da 
gente, foi a resposta. 

Tinha Ngnido I L' secção e ja a .".' esteva proinpta para 
marchar, quando tivemos coinnmuicaçno da 2.' que a maioria 
nao queria levantar as cargas. Quienza a quem interrogamos 
alh-guu ser a demora devida a um doente que nSo podi;i h-var 

a mga, • • g*x pr< n-o miuí.m Ii< ■in-ui para o transporte de 

um barril de pólvora. Como Paulino já pudesse seguir a pé, 
os dois rapazes que o transportavam salvaram ainda ilVr-ta 
vez a situarão. 

Como do costume, BSgaimoS depois do todos estarem já em 
marcha no rumo !'".., tia i-xtensào di: i)(HI metros entre o ;in 1 
redo, entrando depois DOIDK clareira e mudando do rumo para 
K. \'K. Tínhamos andado uns SOO metros quando encontra 
mos Qnii-ny.it ao pé de um rapar que dizia s.t seu irmão, i- 
que jazia deitado á sombra de umas arvores tremendo com 
i sezão. 

Quizemos armar uniu rede para o transportarem, mas Quicu- 
za nflo aeceitou por ser quijila; que marchariam mole, nole, 
i-livagar) depois de passar a MStOi Instámos para resolver o 
doente a entrar na rede, mas nada conseguimos porque entre 
elles só se conduzem assim os mortos para a sepultura. 

nog no rumo S.-K. e ás 11 hora* tivemos de acam- 
pai numa Horcsta porque chovia bastanto ■ pOf já IVBUW feito 
uma marchado 11:800 metros. 

Ficámos numa serra na altitude de 1:105 metro» entre o» 
rios Luto 6 Oamitumba, deixando a S:õOQ metros de dis- 
tancia o encontro do caminho de Caianvo com o que percor- 
rêramos, ueninpunhando-iios então o I.ulo aos zigue-zagues, 
o qual segue depois para o N.-W. 

( 'orno o tempo continuasse mau, cada um tratou de se abri- 
gar como poude conservando-»* cm silencio, o que no» per- 
mittiu trabalhar, desenhando os itinerários, e principiando a 




■MMOBIPÇZO l>A VIAOKM 



107 



escrever n commnnicnção do mez e ainda o lançar no Diário 
as nossa» impressões acerca do caminho, e da gente que noa 

|>.;iilmva. 

Paru (j ie a sangue frio não era tio má como 

parecia. Uaando de paciência NtblBOttltHM áa nossa» indiea- 

lembrar que era a primeira vez que esta 

I se ausentava da sua localidade cm serviço de Eur-qx-us 

irregando oom pesos que te nio aecoannodavam ao »eu 
aso di' M tmer. K do facto oram pesada» as cargas paru ejlee, 
na maioria d«'b«'i«, <• até no.s aurprehend i alguns pude- 

ram caminhar asem, tendo as pernas tão delgadas. 

«'•nu «i génio irascivel e impaeiente, eono oao geral adqui- 
rem todos que toem vivido um certo numero de annos em 
ciando chegamos a eatin iilturas depois de se ter pas- 
sado por grandes dcecpeúe», incemmodofl| doençaa, imperti- 

ia* e faltas de alimentos, o mais recursos indispensáveis 
á vida e a certo» trabalhos o «aio já se não dava DO littoral 
a que estávamos habituados, nem mesmo nu ilha de S. Thomé 
ou no interior do Angola que todos conhecemos, e onde a 
classe de serviçaes com que noa acostumamos pela influencia 
dos auetoridades locac> im» ■ .b<<!>< rn submissa 

— é dever nosso, querendo apreciar o gentio que noe servia 
em suas terras, vivendo em n In >» na máxima liberdade 

e sem eoac çl o anetoritaria, «'• dever repetimos, tazer entrar 
MB linha de coniii tudas as más condições cm que nos encon- 
trávamos e que os abonam a olles. 

iio tal como elle é fora da influen- 
cia de civilisaçio, afteito a usos e costumes rudimentares e 
grosseiros, adatrict<> m> i|i teta alcança, o que não lhe 

penn r que nos pode prejudicar demorando- 

00*, nem tão pouco que seja DOSsivcl termo» de retirar das 
.•►a faltarem recursos. 

i editam estes povos que possa haver um grando inte- 
resse da nossa parte em noa internarmos pelos sertões, mas 
não nos vêem ta/cr DCgooio e comprar ge.\ 

todos o» levamos são de objectos diversos 



para repartir pelas tribus que vamos visitar; e querem pois 
para si o mais que dVUe-s possam alcançar, o todos oe pre- 
textou sio bons para osso fim, sendo certo que a final se con- 
tentam com a mais insignificante cousa. 

Afora as sua» nguttàçfiêê, »e nao dermos causa a que m i m 
molestados, c quando haja boa disposição e paciência paru lhes 
fallar e discutir ao seu uso, consegue-se vivor bem com elles. 
N'hs, OM estivemos seis annos entre m Chins, nilo encontra- 
mos os povos africanos tratando comnosco, nem mais supersti- 
ciosos, nem mais exigentes, nem mais falsos, nem mais mnus, 
nem mais ladroes do que os habitantes do Celeste império. 

Ató ás sete horas da noite ainda não tinha app;<n-nd.i 
Quienza com o doente, certamente porque nao tendo este me- 
lhorado, preferira ficar no mato. Era pois natural que na 
manha seguinte uSo quixessem levantar do MM&pumtO os 
carregadores esperando o velho Quicnza, e ainda que esta 
resolução nos prejudicasse tínhamos de desculpá-los, porque 
«i velho representava para elles neste logar a sua soberana. 

Pouco depois de assim manifestarmos o nosso sentir na eom- 
municaeoo mensal que principiáramos para o Governo, já 
perto doa 8 horas da noite, e depois de haver silencio nos 
acampamentos, ouviam-sc uns a fallar com os outros, c como 
elles dizem, communicando o que estava no seu coração. 

— O Muana Angana Quienza ficou atrás, nao devemos mar- 
char ámanhil, sem o vermos, dizia um. 

— Nâo senhor, objectava outro, devemos caminhar até o rio 
Uhamba paru arranjar de comer, aqui nada ha; lá esperare- 
mos que os rapazes vío buscar o seu velho. 

Um terceiro dizia: — O senhor major se lhe pedirmos que 
nos dê de comer, é bom, e nao quer que vamos dormir com 
fome ; só no Uhamba nos pode dar de comer. 

Acrescentava ainda outro : — Que venha o velho primeiro, 
o depois iremos para o Uhamba. 

Por fim disse um: — Nó» temos medo de passar o Uhamba 
com M cargas de Mucnc Puto de que não tomamos conta; 
a gente do senhor major é que as ha de fazer passar na canoa. 




DESCKIPÇAO DA TUGEM 



169 



Atinai, fechou um outro com applaueo geral: — Só a* po- 
r do outro bulo do rio. ctuqiianto os rapa» 
I vão buscar seu pae, o depois todos iremos levar 
as eurgus milito bem *ti Q 

íamos i i-lo esta» phrasvs á 1 1 1 - - • 1 i ■ 1 i que Augusto 

Jayuic 6 Bezerra, u quem chamáramos pura se tomarem pro- 
> a vinda do doente, im-las transmittiam. 
«Se é «ó o quo elJes sentem, o que di; mo» 

no seguida, niio será ih.iu. Porém aateumoa aue ai- 

cousa ficou ainda por ■ l i y. ■ ■ r . IVlo q ta íi rações, uAo 6 

o peor, porque dando-ihes alguma cousa, contentar-se-hào. As 
marchas teem sido em verdade muito petpMBaa, mas vê-se 
bem quo nio podem com as cargas, e alguns de facto Mtlo 
doent litO* pari ri ni-iio» esfomeados.» 

Esperar pelo velho era mau, porqtW aa raçAcs iam correndo 
como se estivéssemos em marcha. 

Iwrante o dia 21 agunnl elho Quienaa que só appa- 

receu com o companheiro depoii da 1 hora dl Urde. tempo 
An aproveitado medicando os doentes que nio eram poucos, 
enti iro todos o» hrancos. 

Chovera bastante o cada uni se conservara M tW aloja- 
mento triste, aborrecido e entregue aos seus pezarcB. Pro- 
curando distracção DO trabalho, n qmm attcnçito á« 7 hora» 
da noite foi attrahida pela voz de um orador que clamava 
contra os feiticeiros, por serem elles que ha dias nos estavam 
perseguindo com doenças, e prevenia, que se na comitiva ha- 
via algum, que retirasse feitiço, porque »<• fosse descoberto 
havia do padecer muitos tormentos. Nisto o orador foi inter- 
rompido pelo carpir de gente no primeiro acampamento, e 
logo SC espalhou <> boato de que tinha expirado um velho 
irmão do Quicorazónhi, tornando-sc grande .• geral o alarido. 
te velho já noa ultimas duas jornadas tinha sido por nós 
"-usado do transporte da sua carga, por no» parecer uma 
múmia e d« quem tivéramos compaixão, mas ainda nao podía- 
mos crer que houvesse fallccido, perauadindo-nos que tivesse 
o doente de Quienza. 



170 



EXPEDIÇÃO FORTtTOPKZA AO MVATlAxvtA 



O interprete que mandáramos M primeiro acampamento, 

|«ir» no» avisar tias occorrencias quo so dessem, acompanhou 

Quicorazónhi para a cubata, mostrando-lho que sentíamos 

uquella morte, que aliás jA todos deviam esperar, porque sou 

■ ■'■> ■■ I ■ i ' i ile velho estava muito fraco, eto. 

Quicorazónhi pediu-lhe i| -.o prevenir-nos que a DO 

lha que ouvíamos era a do costume, mas que em pouco tempo 
acabava, e que podiamoa dormir tranquilloa que elle de ma- 
drugada dm viria agradecer e pedir licença para m enterrar 

o cadáver. 

(filo de esperar novas dificuldades, registamos nós no 
Diário, peio meuoa ámanhil ó um dÍ4i perdido com o enterro, 
e os nossos antigos carregadores jA se queixam de fome c nos 
arredores nada ha para comprar! .li andaram hoje a bater 
mato em prOOOra de cuca e nilo a encontraram ! • 

Aa quatro horas da madrugada os curpidores necordarum- 
noí, e logo DOI lembraram o bello dia que tínhamos <!>• passar. 
A pedido dos soldados o contractados, que já havia quatro dias 
tinham direito a rações, pagamoa-lh'as, recommcndando-lhcs 
que nilo dessem n peroeber BOI Xinjc» que se fizera esse p 
monto para nJo sermos importunados por elles, pois haviam de 
■appOT-M eiim igtuea direitos a recebê-lo. 

Os dois Lundus de TAmbu 6 Caje, que faziam parte do pri- 
meiro acampamento, vieram zangados avÍBar-nos de ferem 
nrtião dizer aos Xinjis, .pie i -li..ravam o morto, que H QOa 
devia pedir o pagamento du vida do seu companheiro, e que 
He nilo <pii/,fssemoa pagar então retiravam todoa. 

— Do gentio inculto tudo ó de esperar, mas se de tal se 

lembrarem, dissemos mis ao interpreto que estava comuosco, 

e.-p'i'ãmoa convencô-los quo nAo teem razio para fazer seme- 
lhante exigência. 

Pouco depois Quicorazónhi vciu contar-nos a morte do seu 
parente, e como nós representávamos Mona Mahango pediu 
iis proridenoiai para o enterro do corpo. 

Queria isto dizer que lhe devíamos traprettar uma enchada 
para abrir a cova e dar-lhe a mortalha, que consistia do duas 






■ 



ItlPfÀO PA VUGEW 



jardas de fazenda para involver o dflAmetO c de tim lenço pura 
lhe ntur ú cabeça. Também DlU dêmos doze cargas de pólvora 
para carregarem na armas, quo em seguida ao enterro cobíu- 
uiaiii disparar. 

I ultimo dissemos algumas pilim dÍMdâdil da 

idea do feitiços e elle mostrando-so reconhecido foi logo tratar 
do enterro. 

Xinjcs mu nada tinham com o enterro, vendo fazenda 
na mio dos Malanjes, vieram como esporávamos, para a frente 
da nossa barraca gritar que tinham fome e pedir raça. 

ia aggloiiierand" gente e a algazarra jú fosse muita, 
na chamar Quieorazónhi e o seu companheiro Moboio I 
[amos que tizessem entrar aquella grata aa 
ordem, porquanto alo tinham direito a mais ra« 
biara que estavam pagos para toda a viagem segundo o seu 
ultimo pedido; quo ao pagara ngor < antiga por nada 

! > no dia em que os Xinjcs receberam. 
hendiam que Lato pudeste ser assim; pagando-se 
na occasiSo a alguns também cllcs deviam receber, cnmtudo já 
lhes importando a recusa, diziam: — E verdade, iiijis nós 
Mueiie hit«i é nosso |.;n . 1....1 temoa outra pessoa 
rec or rer, c mostravam-nos as barrigas, puchando-lhes 
pala palie, eomo a prova maia evidente da sua necessidade, 
•rani-no* rir cora a mímica, e promettaoUM que. se mar- 
chassem até onde se pudesse comprar alimento* lhes daríamos 
alguma cousa. 

— Marchamos amanha. 

— Fois quando lá chegarmos rccoborSo, foi a resposta. £ 
todos retiraram. 

Quieorazónhi qn ixiliára a conveneer a multidão a 

dispersar-se, |>ediu-noB uma gallinha para a festa do enn RO, 
o como a mulher de !' rogara na véspera que lhe com- 

prássemos uma por duas jarda» dfl fazer.da. mandámos pergun- 
lar-lhe só ainda queria fazer esse negocio. 

V, |i .,iii :-e acn dite ser esta exigência d'aquellaa a 

que nlo se devi.i utt>ndor, ou que pouco haBOTtafia se nau fosse 



172 



EXPBDIÇSO PORTCGCK7.A AO MITATIÀXVl A 



satisfeita. Mas quem conhece os usos destes povos sabe que 
lhes nao •'• indilíurente :i<> ília em qtie se enterra uma pessoa 
de fainilia, poder o chefe apresentar aos indivíduos que o 
acompanham a chorar o óbito do parente uma boa refi 
e nâo tendo carne de vacca preferem a tudo uma gallinha. 

Muito aprecinm e agradeeen que um amigo em melhor po 
siçao, se lembre de o» auxiliar com qualquer dadiva que con- 
tribua para os festejos fúnebres, e nós que acabávamos do ser 
auxiliados por QuiOQHttónbJ BID pôr temm | mua questão que 
ia l'v:mtar-se, que nos podia prejudicar em muita* jardas 
de fazenda, se os representantes dos potentados, a quem esta- 
vam confiadas as comitivas, manifestassem estar de accor- 
do com cilas, entendemos ser preferível dispender apenas duas 
jardas mi compra de uma gallinha para contentar esse homem 
a contrariá-lo eom uma recusa que em tae.i ciw nnistancias ser- 
viria de pretexto para mais tarde nao intervir com a sua in- 
fluencia cm acalmar os ânimos irrequietos. 

Na manha de 23 antes de partirmos, vieram os chefes das 
comitivas solicitar uma audiência, que versou sobro o pedido 
feito pelos rapazos para lhes matarmos a fome. 

— Temos andado pouco, dilseram-nos, m.i< »1< - furto tecm 
havido muitas doenças, já morreu um dos nossos companhei- 
ros (o que aliás nâo era culpa nossa), attamoi ha muito tempo 
fora de nossas casas, o ultimo pagamento MftboMO, • em ver- 
dade ha muita gento com fome. EUes nao podem fazenda por 
pedir, e tanto que víln já levantar as cargas «té onde haja 
tuna povuaçJo em que so vendam mantimentos, pedem somente 
ao senhor major que lh'os compre para depois elles os ven- 
dereis entre si. 

Agradaram-nos os termos do podido o respondemos: — 
Cumpram o quo dizem, que da BMM parte mio faltamos ao 
que promettemos. 

Desfilara a Expedição e no segundo acampamento, sem que 
Quionza desse por isso, ficara um dOsgnatdo doente de OIUD 
ninguém fizera caso, e com a carga ao lado. Providenciámos 
para que o doente o a carga seguissem. 




DESCBIFÇÃO DA VIAGEM 



173 



Havíamos feito uma promessa á gente na disposição de a 
cumprir, mos nio podíamos suppor que o ensejo se proporcio- 
naria tão depressa pura a verem satisfeita e por forma que 
nunca podiam imaginar. 

Caminhámos 8 kilotuctro* entre os rumos £. c E.-NE. sobre 
terreno accidentado, descaindo por ultimo para o rio (Diamba, 
onde já a nossa canoa estava em serviço a montante da tua 
perigosíssima ponte, transportando as cargas mais pesadas 
para a margem direita. 

O rio onde estava lançado nquelle amontoado de troncos a 
que chamavam ponte, media 40 metros, porém tanto para um 
como para outro lado, sendo as margens aos r> 
via pontos em que a largura variava de 50 a 60 metros. A 
velocidade da sua corrente era grande, e como a ponte ao cen- 
tro estava em parte debaixo de agua, e todo o rio se app 
tasse obstruído com grossos troncos de arvores, alguns dos 
quaes floresciam e fruetincavam como se tivessem sido de pro- 
pósito planta*]»» no seu leito, julgámos arriscado obrigar o* 
carregadores a passarem I ponto com as cargas, e por isso se 
30U a canoa que prestou um serviço importante, mas que 
cigia muito cuidado para poder ir de uma a outra margem 
dos obstáculos. 

,-ava ella ao longo da margem para ir curtar a corrente 
a um determinado sitio, e ia descair pela outra no lognr de des- 
njtin, onde os carregadores que passavam a ponte rece- 
biam as cargas que lhes pertenciam. 

As passagens pela ponte tornavam-se ainda mais perigosas, 
tf carregador' '-n seguiam colloear na margem 

ilinita o que lhes pertencia, sem attençao aos que para li 
neguiam voltavam precipitadamente, e por vezes se cstabclc- 
i-ia a confusão, chegando nos a recear que sobcarregada com 
tanto peso a ponte que vacillava, se desmanchasse de vez, e 
homens, cargas e os troncos tmlo foj.se levado pela com- 

As 1 1 horas todas as cargas haviam passado, a canoa afas- 
txra-se, o nos aguardávamos na margem direita a passagem 
do gado. 



174 



EXI'EDIÇX0 1'ORTUODEZA AO 



no de costume o» guardadores calcularam na mar^t-m 
direita h distancia a que os boi* poderiam cortar a corrente 
pura alcançarem Ibg&r de >h aemllBJ .■!" ". UM na precipii 
com quo os Hseram entrar na agua esqucceu-llies enrolar a 
conta .vi* paus dos animaes. 

Nilo lUOOOdcu porem como i ra dc "operar, A corrente le- 
vou-ob dc encontro ú ponte onAt u cordas se prenderam nos 
troaOOl que detniza 'la agua eerviani de esteios aos de cima, 
M qttaes i«e moviam coin a tona ipie n-ll'-.-* fazia a corrente, 
a o ns animaes apcruidos pelo* outros dc modo algum N pude- 
ram desprender, não obstante os esforços dos soldados c con- 
h.ioia.i..-. que ainda assim u liram desviar os tre» últimos 

e fa/.é-los retroceder para o ponto ila partida. 

Em poucos minutos morreram oito bois afogados, uns em 
seguida aos outros. 

Depois de mergulharem |" I" seu próprio peso as cordas que 

os prendiam rebentavam, e a corrente encarregou-se de os 

ii:i|i.|lir por debaixo da ponte para o outro lado, onde appa- 

i am de barriga para o ar, indo dois na corrente para 

logar distante. 

1 i -inu-nos ver 01 pdbroi fofasMl lootâ&do sem ser poftj* 
vel soccorre-los ! E depois que grandes recursos que se per- 
diam com aquella BWrtandadi- ! 

Era realmente muito triste ' 

— Grande feitiço! clamava em altos berros Quicorazónlii 
par* os poucos Xinjea que estavam com elle ao nos-o LoU. 

— Que grande praga nos rogaram! ISra qne nós pensá- 
vamos, e em seguida lembrámo-nos se nâo seria isso mesmo 
quo cllcs diziam. 

— Quem nôs quererá tanto mal? suspirava o interprete. 
Era preciso mio darmos prova do esmorecimento nesta con- 

junctura, e sabe liem nniito custo dissemos aos solda- 

doi B eontraetados: — O que nâo tem remédio, remediado 
está! Aproveitemos porem alguma cousa. Digam aos Xiqjea 
que os ajudem a tirar os bois do rio c já todos terão comida 
cm abundância. 




I>E8CRlFÇÀO DA VUOEM 



175 



uma hora estavam seis em U TOj i maudou-se moldo 
a povo i;i ajudarem nA busca do» outro» que 

tinham Mgoido pura baixo na comute. 

■ ri. - cada acampamento foram encarregados de 

esfolar e esquartejar m bois, por assim ser niais fácil o seu 

transporte, c nó* subimos cm ue ao alto da serra 

gostosos com esta nova fatalidade, e seguindo depois no 

rumo K.-NK. por um kilometro mim planalto arborizado dc?.- 

hm a um bonito ralis no rumo de E., e Jbinoe acampar em 

•^uileca, junto á povoação do Xa Qniessa no extremo de uma 
grande planura á altitude de 1:060 metros, sendo o percurso 
total il* jornada de 11:300 metros. 

Dtpoís 'la soana desoladora que narrámos, demn-.se no 
transito episódios que nos fizeram esquecer pm im»iii ■ i it ■ »>- » 
■rdueao, c que fora o (JUS pai &BMM em 
• r altitude. 

Os bomens qne até ivam os bois o os carregav^i' 

além d'isso com os volumes que constituíam as suas cargas, 

pé dizendo mal á sua vida, porque agnantATan 

agora com a própria oarga o com os apparclho* que perten- 

:.i..« .'iiiimaeSj o mie dava logar a ditos mais ou manos 

.racado* e picantes. 

l>a maior elevarão a que subíramos viam-sc a X. as mar- 
Nuôvo e mais além, a elevada montanha do Au- 
savu, que segundo M informações sobre o tempo gasto em se 
ir até. lá, calculamos estar á distancia de 20 kilomatXOS. 
PromptOS os abrigos em todos os acampamentos e arruma- 
e cobertas as cargas á frente das nossas bananas, tratou- 
■ 1 1 distribuiçio da carne dos bois já reunida, sendo a de 
Mil paia OS X.njes, e a de dois par» o antigo pessoal do tran 
mos uma parte, sendo uma rez completa para os carre- 
gadores de Malanjo. 

■/nr da abundância, houve ainda grande balbúrdia nas 
subdivisões de pernas, tripas, fígados, etc, por causa de digni- 
dades offendidas na ordem de precedência dos potentados a 
que pertenciam as comitivas. 



176 EXPKDIÇÀO FORTCOUBZA AO MIATIÂSVIA 



Aa questões succederam-se ainda nos dias 24 e 25, e por 
mais providencia* que déssemos para os contentar, com diffi- 
culdade conseguimos apaziguá-los, ou antes que cessassem de 
nos importunar. Sôfregos por carne bovina já nó» o» conhe- 
ciamos a todos, mas famintos OOmo estavam tornaram-ae insup- 
portaveis c me«mo temíveis! 

Aos de Muciin/.o dera-se um boi, c estes porfiaram com os 
de Mona Mahango porque lhos faltava uma perna. NSo nega- 
vam terem recebido quatro quartos, mas entendiam que lhes 
faltava um para estar completo! K um dos raptam mais novos 
e atrevidos vendo o velho Quicnza abraçado a uma perna de 
boi com receio de que lh'a tirassem, gritou-lhe: — Largue 
i i mw e vá chorar a morte do irmão, pois por nao o ter feito 
é que as doenças nao acabam ! 

l'ni isto o bastante para um levantamento da parte dos de 
Qnfenza, que queriam castigar o insulto, e tivemos de intervir 
fazendo entrar o rapaz na nossa barraca. 

Os de Malanje vieram lambem chamar-nos para vermos que 
1 1 1 • ■ -■* falta*! OUSC para rninplotlf I (U UB boil Poil - > 1 « ■ 1 1 1 <!>■ 
tudo mais, tinham cinco quartos! Foram ellea mesmo que se 
denunciaram e lá se mandou um d'es8e» para o grupo de Quí- 
mica ao qual faltava. 

Oh de (.'andala ]» Li |H;nicira vez fizeram motim, recusando 
receber o «eu quinhão que nos vieram apresentar a polindo 
fazenda. Certamente estavam satisfeitos com a carne que 
uns ni-i-ultav:iin. i: exploravatii-nos pi ir fazenda. Kse.udadns 
pela máxima paciência de que nos revestimos, discutimos 
ini ellos, procurando mostrar ob prejuízos que tínhamos tido 
nas suas terras, e que era resolução já t. miada depois da mor- 
tandade do gado nâo lhes darmos mais cousa alguma, e que 
M abandonassem as cargas nâo se queixassem depois do que 
viesse a sueceder lhe*. 

Lovou horas esta discussão e remataram por nSo querer a 
carne, maa como sempre esperamos que se nao fosse naquelle 
dia a pediriam no seguinte, manduu-ae guardur ; c de facto DO 
outro dia rcclamaram-na. 



I 



DESCRI PÇ AO DA VI I 



177 



i um depois si queixas individuacs contra os chefes das 
;ás divisões. Dm, por exemplo, tinha tripa, 
figado e bote, mas nào lhe deram coraçftOl chefe ticAra com 

iham i-.osti.dlu9, mas 
olo tinham peito. Alguns pediam que se tornasse a ajuntar 
todn a carne do seu grupo e que fencmoi nós dividi-la! 
Nu ■ iooraxóal) 

parto, n'i ■• M visse, guardava duas pernas na cubata, c 
razão tinham os seus rapazes para se queixar. Divkl 
aqn< pelos mm tinham menor ipnnhaO. 

noite nâo se fallava noutra euusa, o adormeciam jti fati- 
gados de tanto jimlmlar e de protestarem que no* apresenta- 
riam novas queixas no dia Bflgointe, fundadas nas descobertas 
ipie faziam pelas suas conversas. 

U pròmpto, armado i- eipiipado (..-.lir-noã lÍMDÇI 
para regressar com os seus rapazes, poripm 
Quícorazónhi lhes itAo quizera dar oarne. 
Era Bxplendido ivpo d>> afrieano, de alta 

estatura, forte, S lympathíi apre se portara bem, auxi- 

liando d( varias pendências. Como nos con- 

■<• Indo, combinámos com o mb chefe - o 

<pial tivera o fastidioso encargo do dividir, conservar snl,p- a 

sua guarda, fazer seccar e carne — a dispensasse ello 

em poi\-<te* a quem julgasse conveniente, fea< de couta 

que a mais ninguém a queríamos dar além dos seis indivíduos 

lhe recommendaramii.H. 

No dia 24 depois das quatro horas disae-nos o sub-chefe 

quo em quanto se saldava a carne que destinara para o nosso 

mocho nunca o deixaram, e tinha contemplado vinte e na 

■ se queixavam do nada terem recebido. Parece 

riam combinados para retirar de madrugada, e tra- 
tassem de fazer fornecimento para o regresso. Tinham sido 
tantas as contrariedade» que esperávamos mais esta e já re- 

■ dos. 

Vot. u 1» 



Tio enfastiados cstnvaiuos no dia '2ii, ipie di-.-.i mo* a Qui- 

coraaónhi que ae havia doontoe nu ^cmipauiento, como no» 
informaram oo interpretes, os spresentaaae ao Bub-chi fe para 

m i hei 1 1 o ou estado, a que duraste o « 1 í •- 1 alo queríamos 

ver um único Xinjc ao pé di no m barraca Bile para te 
tornai agradável e sempre manhoso saiu para o i rgo, e depois 
de obemar .1 iiiMii;."' di todoa nós em altoa herroa botou o 
seguinte pregio: Ninguém vae h arar o noaso pae o 

m nhor major porque elle quer trabalhar, c tem junto do si 

uma l:i para di !*i clíur r m RQUOlle '|'"' M/l '' 

motim! 

Em outra oecasiao BBDgava-BOa que tal cousa se dissesse, 
n oaquelle momento pouco nos importou, ponpie na .n 
dade tudo noa enobia de tédio, ata* o dia, que noa parecia o 
de UB rigoroso inverno em Lisboa. 

De dentro da cubata entretlvenioa*noi mais tan 
us bonitas paisagens que deafiraotavamoa, e ahi mesmo rei i 
Im -1,111.- ;. visitada Sat^ni-^-a, potentado «lu povoacào, que noa 

trOUXe uni presente, a que corre.-pondenHM com uni pnnno de 

bonecos que agradeceu reboleando-ae no 10I0 o esfregando a 
oom terra, o que noa oonveneeu que olle em auaívida 

nunea ■■ ii là'i Ima. 

Bomos oom alie visitar a povoação que era pequena mas 
a.v.ula, <: collocaudo QOfl UB pouoo diataate conseguimos fazer 
um esbocuto dVUa i de todo o nosso acampamento <jm. i««i 
pava uma grande ■ xteneàu. 

Os doentes deram causa a que já de noite se suscitasse uma 
i da» peores; attribuiam-sc a feiticeiro» todai 

as oontrariedadeB da ríagi m. 

Qufi ; n lho 6 RDOtO, acabrunhado pelo iiiMiltn do 

rapaz, foi (piem (<■/. correr o boato, Sonhara estar tudo enfeiti- 

. por se não ter chorado devidamente ■ morte do irmão e 
mu dos rapazes que o acompanhava levantou «ste pregão: 
— Tom havido muitas doenças 1 estio muitos para morrer! 
oito bóia > l » Ifuene PtttO perderam de n pente a vida na agua 
do rio! NÓS temoa comido e vestido muito C esquecemos o 







ISO 



EXPEDIÇÃO POBTnOOBZi AO MtATIÃXVlA 



hb4o (lo õ kilometro» e meio no rumo E.-XK. por um 
«000 v;illc até no riacho Camau, sobre a margem dircitu 
do qual acampámos. 

1 'assava da 1 hora quando ahi chegámos, e mandámos I 
sair dois can do Malanje com a rede para irmos ao 

encontro iIip . nl. rlirli', ijin- rn.'..nii-.iiii...- deitado á sombra de 
uma arvore extenuado e doente, Mperando 0,04 \ht trOOXl 

que mandara buscar, mas de que nao quiz sorvir-sc BOX 
sabei ano já estava próximo áo acampamento. 

A marcha, que íôra de urin l'.t kilometros . I . pui de quatro 
dias de descanço, nilo se podia dizer Ion»a, porém a fraqueza, 
e o desanimo provocado pelas contrariedades suecossivas que 

experiíin iit:u-iunn.-. tinham boi creado uo nal estai poma* 

nente que o mais pequeno excesso aggravava. 

Tomava-se portanto uma necessidade o providenciar para 

QUt EostOIS sempre rede» armadas, pois Dl V possível con- 

' i iiii U nossas forças d'ali em deante, e era preferível 
o sacrifício do abandono do duas ou três cargas, a cair algum 
de nós gravemente doesto» 

No (Maninho enoontribnoi poli primeiro voa m«g*lf qoo 
regressavam do interior com cargas de borracha, e que nos 
deram noticia que a comitiva que na VOOMM nos mambira 
cumprimentar já marchava adeante de nós. 

Á sombra de uma arvore, entre o capim, notamos que estava 
ib-it.-ido .ih hido ila sua carga um rapaz, I um outro que vinha 
na frente .!■■ n |uc lli< tallou, inforiiiou-nos que elle sen- 
tira uma dôr no lado c por isso doscançara. Costumando tint.r 
nquelln pontada recusou que mandássemos l.ii.cir uma i.mIc 
para se transportar, esperando podar marchar quando estivesse 
mais alliviado. 

.lá as BOBOU barracas i-stavam armados e alguns do pessoal 
anti- o o> MUI abrigos nas vizinhanças, quando 

dois rapazes novos, Bangalas, um tillio do .imhanxa Quissuein 

i outro .1" < loango, e que n distam subditos portugueses, no* 

vieram cumprimentar. Kstavain acampados com a sua gente 
do outro lado do rio, onde se conservava ura grande numero 



DKSniirçXo DA VIAGEM 



181 



de abrigos feitos pelas comitiva» que por ali tnu . c os 

Xinjcs na maioria aproveitaram DM |><>r Oitavem deeOOOlUNV 
loa, arromand irai om fronte das noaaaa barrava*. 

Estes rapas -ympathicos, gostavam de co a v er as 

i. ceiam Dondo, Pungo Andongo e Mal u 

■ oon o chefe portngoea em Cassanje, 
nigou-se a conversa, Umdo n |o do lhe- falur do 

forro a partíi do i oanda ooe alo dei- 
xaria do ehegar ■ Cassanje se ahi oontinoaMo a affloir o 
negocio. Tratámoa dai ramagens que elle* encontra ri. 11 

d as suas cargas a Loandn com toda a rapidi-/. 

eaeotadoa; da Deoeaaidade que tinham então de cultivar as 

ana» terra* como ■ ■■ I. m . ,,-. fay.i-ndn ilv.-r o tabaco 

10 t.cm bons exemplaras, porque em Loandn lhea 

-iam bem os seus prodnotos ete. j tudo isto ob aurpre 

bondou muito, moatrando doaejoa de ver esse caminho pr 

pio, maa duvidando que Muene Pnto quizesse ooneoder-lho 
icio. 
Depois doto! posto chovi» bastante, o informados de que ja* 

tinha chegado o rapas que flffl ■nininho e qne 

i recolhemos, e depois de eacr< támo-nos. 

\ meia noite, porem, o grande e.itn>ndn -l>- um tn.sàu pne 

i-nos o nao pudemos leei . porque 

c idiam-se, parecendo-noa que um tinha caidom 
■ xercêra influencia sobre a* escu-u .li icm. da no.s«;« 
bami ipiacs saindo do seu lugar fitai pai 

il>'/. metros de distancia. As cordas da barraca bamboaram, 

O panno afrouxou <: toni" n:> um filtro sub a chuva 

DM que com toda a forca cala pi-rpendicularmonte no 

11 empregai pau q WtOTC mal alojado viu-m- U 

•áidade de recolher á nossa barraca, c v.-iu a | 
porque noa Jijiiilnii a içar aa cordas e a desviar o chaTOO 
que se havia formado junto á cama. 

:,tado sobre cila e coberto com a capa do oleado, ora 
B padeci " - a dormitando 






182 



EXPEDIÇÃO PORTIí;iKZA AO Ml'ATIÂ8VUA 



repente, já perto das quatro hora» fomos despertados por grande 
nlurido, e carpir de gente em distancia, que se distinguiu ainda 
assim entre ■ Imlli.i doa trovões, e da chuva c vento. 

— Muito I" ih, dissemos ao empregado, se é maia um que 
morreu, dYsta vez ficamos asseados! Já andam de má* 70&tad< 
6 aproveitarão o ensejo para retirar, deixando-nos em um bom 
logar, nao haja duvida! 

Peri.-áuios que riria sido algum «los velhos que mandáramos 
regressar Oa dispensado da serviço dos transportes e que 
U n nasse em acompanhar a Expedição, maB enganámo-noa. 
Pouco depoi* informou m>. .I.iwuo >!«' ter morrido o rapaz que 

encontráramos no ottnínho queixando-se d'ui 

Circulara em seguida o boato entro o antigo peHaoal de que 
o fallecido, que era um rapa/, forte e que perlem iti ii pequena 
ÍVi ili tfuholo, morrera devido a fraquoza; porém o» que 
o acompanhavam já diziam no acampamento d<<.-> Hángala: que 
retiravam, porque as cargas tinham feitiço e <■ rontiniinssem 
i traii>[iort.-í la* morreria mais algum. Que era um castigo 
por causa do atrevimento dos filhos de Gandaia em irem fazer 
guerras com oa filhos de Muc-ne Puto; mas que o castigo por 
engano ia caindo sobre os filhos de Mueanzo que estavam 
innocontos. 

O filho de Quissueia que veiu detpedir-ee do noa e que dor- 
mira numa cubata ao lado d'aquella cm que fallccêra o rapaz, 
contou-nos que ouvindo os projectos dos companheiros do bile 
eido procurara dissuadi-los, lcinbrando-llie* que tinham tido 
bem tratados por nós; que éramos filhos grandes de Muenc 
Puto e nao deviam deixar-nos ali DO mato ao lado das cargas, 
quando tinham sido D&gOl ■**' Qnimu-a. 'I'i iniavam ".• r:i j ... .-■ 
que já era a segunda morte, tinliam receio que houvesse mais 
alguma e por iaao nao iam para diante. 

Agradecemos os seus IiOU OffiotOS •' oOo partiu. 

Vciu Quiconftónhi dar parte do fallecimento e pedir provi- 
dencias para o enterro. E com a excepção da ;;allinlia que não 

dêmos por nao * ter ; , ti/.cmM «* mesmas concessões que 

se tinham feito por oeeasiâo do primeiro enterro. 



oescupqZo da viagkx 



que foram levar a mortalha ■ Bfaholo, da 
nos parte que os companheiro* insistiam em ratirar, upezar de 
M tratarmos mal, mas queriam ir morrer ao pi 

Ho no caminho. Muholo r ndon-lhes. 

que se aquietassem, qn de se enterrar o di fum 

eomnoaco, mas o» interpretes pelo q onriram 

depois nao esperavam que fosse possível contê-los. 

Passado o meio dia ftppareciam 01 Xinjea aos grupos nos 
ipamcntoB a desamarrarem as cargas para l< . i 
OS seus paus arrumando-aa de novo; o ini • nòi 

um ralho de Muiutnbo sobre aqm-lle movimento, disae-noa — 
Que os de Mucanzo tinham dado a voz de retirada, c que se 
ih ficasse seria victima dos seus feitiço*. Elle e os seus 
esperavam porém que os chefes. ToltaMOBI 'I" enterro e fal- 
laasem muito bem comnotci. 
Compareceram os chefes, e i pelam Bfaholo. 

— Admirava-*e do que se estava passando, porque tinha 
aos rapazes que esperassem que elle enterrasse o morto 

e que .ria fallur comnoseo tobre ■ viagem. Chegava agora e 
via todos cm debandada deixando as cargas de Bfuone Puto 
que Mona Mahango lhea recommendára levassem ato Quí- 
mica. <>.» ralhai <lepois d'ieto aem lablam " que haviam do 
ditor na presença de seus amos. 

— Quiseram fugir de noite, acrescentou elle, mas pude con- 

agora aproveitaram a minha ausência e •!• 
quietaram todos para retirar. 

izdnhi Bngia-ae sentido, e dia*' BOfl ene se quizesae- 
mos dar duas jarda.» la a cada um, talvez clles vol- 

tassem. 

Queria este, como de costume, tirar partido das ciroinu 
11-; maa um rap ndnla, tomou a palavra e >1 

— Que tanto elle como os companheiro! alo approvavam 
a fugida da gente, e que ere necessário, ou que oe relhoa os 
chamassem já, ou deeidisBCm qualquer cousa, porquo os que 

im esperando eram poucos para o Berviço e além d'is*o 
tinham receio qpe o» mais os enfeitiçassem. 



184 



KXPKDK.ÀO l>OUTt*OI'EZA AO MCATllNVVA 



Quienza dormitava, nem tivera coragem para *e aiOtfoer 
na questão; mas o rapaz tocou-lhe e disse: — Você que c 
mais velho Inca voltar os rapazes para íallurcm com o nohor 
major, ou decida qualquer couta. 

1 .irto8 o aborrecidos com todas estas acenas, pozemoa termo 
!Í . -iitifi rencia, dizendo-llii 

— NAo podemos (a&er COBobinaçoei algumas sem estarem 
todos presentes. 

1'im.uii so e ficámos convencidos que nà<> voltaviim, porque 
MV pO&tO dt K pari ROi qtlO todoa haviani «ecordado loco 
qu«- o rBpaa expirou: ou mais fazenda ou retirar ; e como nilo 
dávamos fazenda, partiram. 

K posMÍvi-1 ipic iiut.ivm « -i u im.sMi ]n L ';.r pflnfiBlUfl em mandar 
r fogo sobre os Xinjes que primeiro desertaram, porque 
estavam"* tabre uma elaraçlo e com arma* de bom 
al< ame liuliaino» toda a vantagem sobre elles que nem de 
pólvora dispunham. Mas o que se ganham 0010 oeM OXpe 
diente? Pasar algumas mortae? Uai i.*t-> alo nvrla a nossa 
muna. B depoii m ooaseqoonclai? 

Nilo pardamoa por avisados, foi o que paimámos, rendo-Boe 
rodaadoa de numerosas carga», BXpostOS il ÍDolamaAtM chu- 

ras nu toado ih; mu ■ larga daproaalo, ano ena as montanha- 

iii.ii- afastadas na nossa Frente arniiiiada- umas apoz outras 

parecia nuo lá ao longe tocavam na abobada l 'leste! 




CAPITULO VI 



DO VALLE DE CAMAU AO MO C-UENGO 



kúeda kâkfojH PuMto maêto, túaxila «anilar 

i m| um pouoo, . togimoc». 



X» rali* 6> i ib pita da r*ni^ aiportmoBtada no aartlo 

a r--i.fr» é* r*"'' lUftafl M QJU r- .iiluríam 

iU mis *<i. , i»!.. ..1,1. r m. tu d ih. :.:■■- i u | .ador»»: AIA«atda4l 

arrwlkaciu da faxrml* .1. I. i ; i h]i nlo do dIa|M>AQ 000 ■ '• UqJM .\.'U--|... ••■• I 

híbirnliw», 'U rxpo-Ji(if) aJtanft o do oacabalocim ato doi Amtiaqiilfi u no Muq 

Vltfrm i|u aJinUDlo «o Mm.ii li: D « M** D*ra1 

á***wa d* i . r<*Tr»» -■ 8tp« , " P 

■»*": nto da nkaoada dl l*i. onYrtaada Quu-aoua ; \» 

XíH>*«: HP*TUt t\r <ín|i-(ií», O HitU tOMDO, 

« aa* |. ..... i. i .. [a pkM Ma- 

gada ti.i ini.t r i.i. i' raUe e >»• i«-u» arradona i Vtaflvn do Baiifift M 

AiHiin. N«-ír»»iij*.ir iihi nltaBaa arrttvlMi bo« Ha par» uma caia^An 

"i 'Min i' utldadU 

►#timtf4 f-m.UW it.l*i 

•i<. i.wt.»- « . i. 1iU;h> t»j i"f loetodl « paxodatoi t-.j* ptaM !»■ o i n da Valia 

•!•* AiMtrronM. ■ panlt- 

\.n 4.» ••iniiii!! (inuma M i.iui. 

y*r% n«i*« BataçaVa, -\* Mari lamba do <*••***». Typo» Chflangaaa, a dllbji Dela para 

Mal.-. . Ju Amaral. Abiiinli.il' lt da ptltO • ' ". « | 

■ *)!**«• ttltffa da ■> i -I.. I < nn»oa dlaa do 

vala* — VUavMi <iu cbffo : Baeoal n .... po 

vOAfto da Qnlòcm ; «flVilcu da (arapa. Acampamento >!«■ Xa Magnaja ; vtaU 

Aaa darrauaila* de 8«n«U» A ulliuu jomadl Nm acampuc- •*< I I I >*«» Maria .Ia 

Caafcar At aoaaaa loiprraaoea. ICanaV I R n M li Silva. Preparativo» á> marvba. 

pataMlr» paca* ao acampam talo. OanAolO OUajsogi ; «• UAnuaUs . o »<•••.. num m.> 

tbraia da* tua» canil**», VI... i.. -i. p OT * .-... Ainum» Koqainjl ; A 

•u uuiiiia, ♦•i*«io#t povoa, i intmaii Dlfn) 

d* Muallábvua. KmhaULda il. Mu. m Pa*J fftatTmfft PjfB BMIrtO dl rat;"».* DPI nlè> 
aaaam « poliora. áV piado parto n" /»• ampavi» alo. — Tlvfloo dl -■ pli i »niinu|uliu 
Aatool* fraucUfo « o »*u n< -.-- ■• lo ; • cmimi rela <l» i&l • ni Caa*>*lr> »> ii>>« lviudra do 
Mula Comlmni \ rmaJdlwgn lilllinoi trabollio» no arain- 

■aaa r aat : Nova* dlLltrvoclaa para alcançar . ,.-i do Jnaunat c Mauucli. 

raa poia a da partida da ahafe 




VAM.lt li* CUtAV 



m VALI.K DE CAMAU 



Grande era o desanimo do pessoal qae dividido > m grapM 
lamentava a sua sorte, o nós estranhávamos que nenhum do8 
homens que nos acompanhavam, todos já acostumado l rida 
nómada do sertão, apresenta .-• .i- um ilvitM, OH dissesse uma 
palavra qne nos orientasse sobre o modo de pôr em acção os 

■ lio tanto pela contrariedade qne i mos, 

mas pela incerteza do logar em que os desertores noa deixaram 
relativamente n qualquer |ionto omle ■ 

pto os alimentícios, porqafl tínhamos ainda assim em 
nossa companhia setenta pessoa» tau pa-sadas as primeira* 
impressões no* haviam de atoruieiitar pi-diudo de comer, c 
também porque as cartas que consultávamos nada 
'•sclareciam sobre a localidade; fomoB despertado* do 
abatimento em que ianios • tropel ila -ente que 

pretendia, por assim dizer, fazer uma montaria a um desgra- 
çado Xinje que entrava correndo no acampamento. 



18S 



ExrF.nii.3o POKTOQI BEJ 10 KtaTlAU 



Salvar aquclle j.- -1 -i- hoim m de alguma brutal vine/auça ijue 
i ji;.-t!!i '..vil, foi o qae aos occorreu, e aaimoa a buscá-lo 
para a nossa barraca. 

Interrogado, respondeu que rinha offBMOer-M pua ir dar 
parte a ■ que os malvados nos tinham deixado com ai- 

as no mato c di/.er-lhe qu rente sua boa 

cjir-nos. 

NSo nos admirara qm isto fone sincero, porquo entre tan- 
to* homem podia barer um que julgasse mau o procedei doe 

■ 1 1 1 1 ■ ■ ■ - . nau iil>-.taiito ["ir medo os trr :h-m]iij>:iiiIi:i<Ii.i j DOT isso 

lhe que podia oontar a Química o que quizease, mas 
:i'iv ■.•.•ih i<:.r que nio quoríamoi maSi gente de Capenda para 

O serviço, o que prevenisse Quicánua que <• BapenramO 

«•■mi o rapllZi-.M (pie lia Mia i ompanliia |i varam OBrgM de 

louça, visto nio irmos n Quimica. 

— Muene Puto fica aqui? perguntou o rapar.. 

— Firo esperando que passem U i liava-, e tfl d i/c nas 
povoações por onde passares que. venham vcnder-nos munti- 
mantoa; alo preois&moa mais • L< ti. podes ir. 

Deepedio-ae e panai. 

1'roxiino riu noite, como il nsas nurena etCOTM C baixas con- 
vergiam sobre o valle, tratámos de mandar cobrir todaa ia oar- 

L'.is M melhor pnssivel, e di-pnr Indo Ml liarraeas de pTOV* 
para a chuva que estava imminentc. 

1'r.oecupados, como se pode nzppftr, poi alo QOOln rmos 

a QOasa lituaf iphhXj aproveitámos nimla i> ensejo em 

craafitO nflo chovia para ouvirmos os interpretes, os dois Lun- 
das de Tilmhu e ""aje, e ainda os homens mais velhos de Ma 
lanje, práticos aeataa regiBes, nio «o sobre o ponto tpn de 
momento nos mtareeaara, mas também sobre o que teriamos 
a esperar dos povos circiimvisinhos. 

Informou-nos Caje, que pomo mais mi menos ao norte do 
logar amo.-, a ires ou quatro jornadas de distan- 

cia, ficava a povoação de Mnxaela, súbdito <!> An/avo. (^ue 
dahi até M lio CueBgO toilas as povo.açòes .pie se encontra- 
•. am eram já depi indl ncins do Muntiâuvua, c quando nestas se 



DE8CUII\\n da vi 



189 



soubesse '|u i Exp 'liclo, tendo por objectivo a Mussumba, 
B j>: irada no mato por lhe faltarem carregadores, manda- 
riam imiuediatamente toda n gente de que pudesg' N 
para gaa pelo menos para o Caungula, Muata 

lo Muatiânvua, o qual boi] ios form 

todos os carregadores precisos. 

i&terprel i e os «eus dois parentes que viveram 

anuo* para além do Chicapa e até junto do Muatiãn- 

■orroboraram que oh Liu > i ■ - ■ mm boa gente e que bastava 
o facto de os fazerem transportar as cargas de Mm Puto 
ao seu Muati&nvua, para se contentarem com o sustento qoo 
se lli , um panno para • t, e que se nâo demora- 

riam pelo caminho. 

li; Malanje nio conheciam a região ao DO 
i'tipeito aos Lundas também bom prestaram boai 
Enfim o d'ellea que comprássemos gente 

pois tínhamos muito quem vigiasse, e que esta faria tud 

rar e sem no* fazer exigei 
Bm laivos oata o alvitre mai» armado que rejdtimni.H i.i-o 
da pi je oonvencemo-not ijoe o • ano 

por ewto meio obtivcnitemos, seriam '1' | M| i J muito mais fn 
|K»r<| d tariamoeem terra • ■■■ eh sob a accjlo bene- 

uís 8U41S auetoridades. 
O preço da i pagamento por contracto 

livres; o deapendiu com raySee se nao fosse 
OT era u mesmo, mas em egualdadfl 1 ■ I ifa lumstancias 
favoráveis a viagem seria muito mais rápida. 
Urtircíiiidn niiifiii noa que o mau acartado v 

| rooader antes de tudo a um nvonluvimcnto das povo. 

reenrsoa do que poderiam dispâr, 
a para este fim partia o ajudante no dia immediato, -'■', com 
oa dois rapazc.H Luudaa, quatro soliLidos, quatro contractados 
i.oandn e quatro carregadores de Malanje. 
£»tcs ultimo» m abi ram ■ rd na do voltar do primeiro ponto 
encontrassem provisíe I mqnanto ao ajndante proi 
i um os domai do as indioaçft unoo mii 



100 



EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO MIJAT1ANM A 



veaae, até onde lhe fosse possível, tondo cm vista < 

■Um do .Miijin^.i, Anjita <■ Muxacla, ainda outros dois senhores 

d B pOTOtçIO que nos informaram |>odeiWI (bpor de gente. 

Se o caminho fosse acccssivel no transporte da* cargas, e 
segundo .1 distam ia, condições de preço e garantia de B> 

!, [a anctori iado o ajadaote aoontraotar cem 01 potentados 
até duzentos carregadores, c para Os incitar a inlm. ...n. m .,.• 
pelo nosso sérvio • a dar um bom pUDO a cada um. 

Ainda i le não d<-M-aiiç:iino.H m ih « Iicccr qual seria 

"•s feita com osXinj'-:-, 8 pelot nossos registo» 
apurámos a importância, chegando á conclusão que, se cllcs 
m: marchado i-m nnilia só lo kilonietros diariamente, 
nos seria ainda assim muito favorável. 

As rações dos duzentos c sessenta carregadores importaram 
DO seguinte: 

Duzentas quarenta e uma pecas de lei (do dezesete jazo u) 

equivalente, com fretes e outros ónus a * . 241*5000 

réis; quarenta dita* de chitu (de vinte e quatro jardas), idem, 

a 35000 réis, l ; seis bois (custo médio por cabeça) 

10 réis; somma 4814000 réia. 

Sendo de vinte o nanem de dias que oe Sinjee andaram ao 
nosso serviço depois de sairmos da Estação Costa o Silva, con- 
sumiu cada um por dia próxima n t ■ 1)3 róis. 

Si .i iu nvliH tivesse sido a niinima considerada, teriamos 
andado 200 kilomctro6 e por conseguinte haveríamos chegada 
já ao Caaaaaaa no < 'uílo ; mas segundo os cálculos c pelas infor- 
mações, estávamos a meio caminho, porque não só se perderam 
novo dias, que não marchámos por motivo de doenças, chuvas 
e outras causas sendo a despeza de 1705820 réis, como ainda 
COM dias de marcha só se aproveitaram 90 kilometros, o 
que augmentava o prejuizo, devendo nós ainda ajuntar a eetf 
verba, a importância de •}.'• ■>'."'. "o ,,'hs que foi o custeio durante 
os referidos nove dias cm que se não andou, de setenta pessoas 
que constituía o pessoal permanente. 

I ' i"> -• ili li a calculo, considerámos que noa 

teria sido conveniente transigir ainda uma vez com aquclla 




DB8CBIFÇÍ0 HA VlAOEM 



101 



• do duiu a quatro jardas de para 

continuar que di*u trcs dias do Comigo, o 

no pari ide ficámos, tinhamoa poia do dispendci 

inutilmente raçòcs com :i gente, eniquauto aoa dem 

ecuraoa o tunda com u que pe obtivesse, para nua 
transportarmos d'ali para o (,'ucngo. 

mo o que aio tem remédio remediado cata, ou como 

disem os Xinji ;»ga, xtariange («o que ae comeu, comeu- 

ii ■ il '■ iate trabalho oeatabelecer como principio, 

para futuro* contracto* com carregadores o pagamento que 

uma jarda do fazenda por cada dia de marcha, nao 

[MKlia aer Tau 

Foi por Isto que diaaemoa ao «juilantr ijin- ■■>■ om*. ;-ni. -'■ 

eontraetar alguns carregadoree procurasse nio exceder cata 

Saindo» pequena comitiva que linha al^un.- 
tratou-se inimediatamonte de providenciar para íonar 

.. melhor poanTel aa carga ••. '!••-% iandu-.-i» do solo e abrigan- 
do- a» das intempéries que neste local no* pareceram aa peo> 

. nlo SÓ COIO reapeitO . i •. i L- ti iii|» raturas «i mio a 

eram íòrti « tda 

A grande barraca de lona c oa oleados que trouxéramos, 
foram aproveitada 'guardo dai Cargas, fazendo-ae sobre 

lo do recinto coberto um estrado < i troncos de arvoro*, 

providencia di ào, mas que devia ti li-tltunli 

• ao uso dos gentios. 
silencio devi. In ao isolamento em que ficámos e de que 

intO OareOÍamOt, r Ml', : • 1 . i ■. a im- a. aprnvoiur n Irinpo 

qtiando nJo podlamoi sair para fora da barraca em estudos de 
sendo o das lingua* reservado para as horas vagas, 
quando tinlianio.t com quem pratb 

As passagens de comitiva* de comiuercio foram taiiibi-iu 
aempre |>or nós aproveitadas para colhermos ml iraaeôea acerca 
• i « historia, ethnographia, geographia e linguistíea africanas a 

io de interea ■• maia immediato aos 



192 



KXIT.DK.ÃO POliTI-firnZA A<l MIATIÁNVI V 



Neste mesmo dia cm que safam a comitiva do ajudante, al- 
guns Bángalaa que chegaram de tarde vindo* do Ltibuco, dis- 
f iram DOt ten DQ dormido "" MulosisOj a troa horas de marcha 
do ponto em quo e»t * >nde já havia chegado aquellc 

nlliciíl, .-quo também lá tinham chegado rapazes da povu. 
do Anjita para venderem mantimentos, maa que não queriam 

tar a fazenda do lei por ser muita ralla. Tinham sabido 
nu imiti- .interior que estávamos demorados neste sitio, por 

■ Xinje. «'axavulu Ihea disaera que seguia de madrugada 
do mandado do senhor major paru a povoaçito do Química, 
.1 liui d'eate arranjar oarregadorea para os transportes. 

Traziam trinta dias do viagem do Luhuco, o levavam car- 
gas de borracha. Satui bom; vendera to- 
das as sua.- (axandai aos Allcmâcs is esperava carregadores de 
Mal.-injc, para o transporte daa cargas de martím que tinha em 
di posito. O »<•< '. ' dava longe negociando ainda a 

Agi que lhe reatava. * 'b Alk-macs catavam fabricando 

o laTrando grandes beatos de terreno, porem os Chilan- 

guea nJlo se mostra, n porque <<* brattOOl obriga- 

ram BOI i força ■ pagarem tributos ao sen amigo Muqucngue, 

tinham ensinai; ■• • dfeatO l EaceZ fogo O as armas 

qne lhe levaram' ' ' marfim J:i vinha de longe para o M > i- [' n- D - 
goe >• COatara mais caro, por iaao oa Mngalas c Quiôcos só 

[imliaia negociar I aoha. Ditterani lambem que era muito 

bom negocio para lá o sal c os bois da margem esquerda do 
Cuango. Que os Allemaca estragaram o negocio da missanga 
e do búzio porque o vendia o !. aratu e de mrlhor qua- 

lidade do ipio <>s Bãngalas o podiam obter em Angola. Que 

i inuitoB Ambaquistas vivendo na terra de Muquengue O 

min i' •! : [ -:«h para este e para ou EQhoi il" .Meio' a troco 

■li- boiTuchn, o enalnaniiu a língua >\<- Mm na Puto ia criançae 
filhei dos seus hospedes. 



1 UanhnM da primuirn clasae dasuu ssrocíuçuo OJOt tiunluin K donO* 
III UM l.ubiwo. 



DE8CKII\À0 I>.\ VIAOEM 






OrtVr.ciam-no» interesso estas noticias, as primeira* soe 
ò no sen campo de operaçfee, porem nio 
com rospeito á nossa situarão, qn 
<► que mais DM podia importar newo momento. I M>-HM 

eqn< lias noto .ii* tjirde ; 

in\. que melhor eacta iptoa ■< que se 

• tu os B&agalas. 
Nada huviuinos r< coiumendado a Oaxavala sobre caiTegado- 
iii algunade 
Qnimicci, <• se se sujeitassem 
ao que o ajudante houvesse 
combinado com os Lu i idas, 
alo ! ,- r *i«i'i op 

portunu a sua lembrança, 
{«•rim nào contámos com tal 
rso. 
K.i oecasílo, o que mais 
nos impressionou da entre- 
-ngalas, I 
no MuloMo 
> c 
SM» gesto nlo quiT-T fazenda 
de lei, orne tínhamos nec 
sidad< i pausar por 

termos bastante. 

'lo ra- 
de Cufóxi que coi h 
ciamos, chegaram no dia ec- 

gninto os quatro cari' de Malanje mie tinham partido 

com o ajudante, <• corroboraram .'i ii < -r • < : :i qne j;í tínhamos. 

ii que trouxeram de proriaSea, i onça, c 

OCO ile mifcianRa e pólvora com que 

se preveniram o que era dVll.s e il<' algUM COmpanheÍKNI, o 

m-nos a faxenda Dl vendllhoM. 

Os de Cafaxi continuaram o que os Bângalas jú nos haviam 

dito, u saber: que na*, ultimas viagens as comitiva» que vinham 

Teu 1» 




104 



SXPKDIfXO FORTCGUEZA AO MtATií 



A Imnnrli.i 1 1 . i ■ i tni/.inin < 1 '. n j < n- lia fazemla. porque 0010 mnita 
iiiiiii 1 1 1 . i • i . i . ■ ,, gentio ■ •"•'•• il i ■■■• lendo preoi ■ 
havor no» mrdoa ontn melhor OB Dutroe artigos, para enl 
lia. 

liâim, qói j.i inili.!!ii n provai di que 01 ríi i adoa o 
xadre madoa do terceira, <■ qu< rasem vietn em 

BOM ■ que bttltam tine, 1" in como o aljjodilo cuja falta de Boi 
W protenáe encobrir rum enllaocal, também nài- .i^i-:i«i i 

qualquer d'c idos era bem peor para 

m u aso ■ |u< a fan adfl do lei. 
Bm todo o osso ■ i;iiu eataa aa fazendas a i|u>- primeiro ee 
de dai raeSee, poii oSo deviamos, aláni dos 

prejuisOS já BoftVM ■ C ar o nvllinr que liaria para ema 

lo mantimento». 1'clo que iaimm presi-iiriundu com 1 1 1 : ir i. ■:- . 

ipi'- para l'u i u i . i .- comitivas que til ■■-.'•" I : - > n ) . Ihot ni.i indic- 

pemuvel i irem-ee de meados e algodona de aegunda qna* 

lídade para i-nrnpra (!■■ Mistentu. 

Já ora tol poato quando nus foi entreguei um bilhete do 

ajudante, traznln pm- um expresso em que nos particip" 

'Jue a povoaeào do Mn ai.- tirava I!' kilometro» 41 

odo pobrt •• de pouoa gente. Que fizera diligencias 

ii ara Qompi n m.tn: ::iMini.h. porém que o alo conseguira por 
lhe rooutarem a faseada de lei, e que paia a roa comitiva oa 

i.i pnr rÍM.-nd". <,'ue caminhara durante o dia debaixo 
de cupinua chuva — O 'pi'.' iió p calculáramos o polo ijti.- n > i :i 
M dolongH — e qUO pnrtin "iii nrjruiila para a povo 

do \njii.i onda, segundo informações, esporava chocar ;m nu [<> 

dia i naturalmente também i ncharcad", pois jã estava 

rendo quando esorevia. 

Dava-nos serio» cuidados a questão do alimento, sendo 
indispt ueavel attnir ao nosso sitio quem ■> vendesse, nc»ta 

mesma noite inonmbimoi o carregador Mm I Ignacio, qna 

(aliava 1 >• - 1 1 1 poriu^m/, e em um sei tMMJO pratico, para de 

madrugada ir eom troa rapas) * do seu logo ao Muloaao DOgo- 

eiar iluas p-i;us i e.i.li. >ti .cguuda qualidade pnr bombo». 

e animar os vendilhões a virem ao acampamento. 



«SCKU\ÀO I'\ VIAGEM 



190 



ra dia i» n hora» da m«nhJ quando no» levantámos, 
já ••!!<■* haviam alKiLwin. e teriam nove hora» quando una Il*n- 
galas, que postaram, ideram <i <• an par- 

hora* do Muli.»».. já I. m Manuel Ignacio 

f«x.-ml>. compnu. Tau tee B&ngahu noa informaram que 

atra» dVile» vinham carregadores para transportar a» noeaaa 
carga», mandado» pelo aenhor naflJMn, < que erain acompa- 
nhado» por um «tildado. 

depois apareceram uns mpAxca que pre- 
tendiam DO " toldado não 
vinha na soa companhia, nem HWIMHM um bilhete, dis»e- 
moa • raasem pelas noticias que devia mandar o H 

.... p.-ilinun para voltarem á* miau co] ir de 

r. Ketranham lucAo. e avisámos o interprete 

para qoe de algnin modo oa i lagasse o <|ue 

«Hm queriam ipeíto a itinerário t « pagamento. Tado 

porém que disseram noa parteeu inverosímil. 

— Qoe eram de Anjita «• vinliam por chamado do leobor 
«■npitlo |win» levarem ai oargaa & U l*nto ao Cusaaaaa 

passando pela torra dVll I > fazer unia jornada até ã 

sua j i ao i "■di, «pie é um porto do ( 'uciipi, 

uniu ao Mosaela, porto do Lobale o uma d'ahí ao Casxaaaa. 
'ira isto era inacreditável, porque já sabíamos que n dis- 
a ao Muloeso era de 1 ."> kilooetroe, <• no prin 
com carga* olo pateavam d'eqni •■ qoe portanto alo iam ao 
Anjita com mflnos de duas jornadas. Também sabíamos qw 
I.ubale bí i carrogadorei oom oargaa olo podl un 

•r a distancia initn dia. Além i'itt0 ]" Itt cartas que. poe* 
auiamo* o pelòa DOMOl i alcolOBj a diataneia dilecta 10 < 
aupp' seguíamos o rumo d< maia favorável, 

■lava-no* maia do um grau, <■ com OOftUHI elle» nao BOX 
piidoa 20 kUometroo por dia. 

Insistimos portanto •■tu que esperassem pelo ajudante que 

seu* potentad ad elle noa podia i 

<> qae baviam i lo todoti Mas insistiram ane alo podiam 

eap- -iraram. 



1% 



MltftO TORTCGUEZA AO MUATIÀWrA 



Quumlo chegou Mnnucl Ignaoio o. ou t"'"s rapa» •-. informou- 
nos que no Muloeao acampara um soldado com mai* de finto 
eaxregadorea que o tenhor rapitffo mandara adeantc, e que de- 
iiiii.un 'iito 110 dia seguinte. < J 1 1 • • o BidiLi 1" 
lhe diium ■ 1 1 1 • - vinham muito» carregadorea, porque a gente 
iIhh 1 ■ • ■ ■ : . ; . _- ~ . ■ t« ficara eonto] : k> de Muenc Puto 

(jucii-r :...nir pelai mas tema para o Ituatiftnvua; que na» 

pOTOai ■ j 11 ■ - .1 1 'aiuata *1". 1 1 1 1 1 j 1 1 Mg» rava n r DOtíeiaa 

da noaaa passapem. para vir com smi pente ao domo encontro 
c que já estava arranjando o.-. 111-1 tit i imii t ■ ir> |i;ir:i a vi.-i^i m. 

Kra l>"in quí tudo iatO M IH BllUHe, ma* duvidámos do 
lautas facilidades, o para distrainnoa a nossa atteneao de tilo 
nnmn n mor tnrmhnain nraao dia, o qni 

• iiioc a|n-.iM:i.ir ■ nervieos que tios otli-rei-iain nn> rap. 1 :•■..■ 

de QuímoIi; que chegavam do iuti-rior ■• partiam 11 itro dia 

dc madrugada para Maianje tratámoi de (SbcImt a noua 
communii bum] para o Miniatorio e maia correaponden- 

cia para Maianje e LiaboU. 

.lií porto da noite, quando d< amoi do trabalho atu- 

radn d>- inuitM hora-. ■ 1 1 1 1 . 1 1 1 1 ■ 1 1 vi-raniof <• 

do, proeunram-noi doia rapasea que diziam ser de QuScftnuo, 

.• qne vinham a uo encontro para [hei darmoa > upaspara 

Química, na luppo içlo de que wtcvamoi continuando a Tin- 
gem ''"tu OB Xinjos. 

Na., oa aenditámot. Supposemoa ante* que tinham sido 
onviadoa peloi Sjnjoa que fugiram a que ainda catavam tio 

caminho esperando o velho Quit-anua. e qm- mino i-m. lhes 

uXo appareeeHae, pen umb que adi o teriamoc proaopor ria 
1. Para oh tino empatar respondemos logo que o v< Ihfl 
eatavra ainda em Química onde I iaxavala o (Ura procurar, c 
fpje -• queriam 11 m -a encontro the dinaeaomqua m}aoon< 
tínuavamoa caperaado que ■■11. ■ . oom 01 doia rapam 

ontregar-noa as carpas que levavam para (Juimii a, puis nâo 

queriamoa maia oogooioi com u« Xinje». 

1 »m rapaz.-* que di' f i-juvam pa.-ar a .-..Ivo j.i-rii. do.-, im^os <■ 
terem informações do seu Telho, promptifii m-am-sc ji prosepuir 



KM i.\0 l'A V, 



1:'T 



na sua num- ha ne»*a nv-*ma noite para apressar a vinda das 
la partiram muito satisfeitos. 
KH i.M ília 1 de abril chegaram -1" e mV 

rapazes que diziam pertencer u j>-. la, n mais 

longínqua a que Ara o ajudante, ma» andaram até perto dai 
horas da tarde pelo acampamento a vender as prorieSee que 
traziam, o aó depois nus vieram dizer qi iior eapitào o* 

mandara fallar comnosco para transportarem cargas, porém que 

• liam i nmar conta dVllus atè Camaxíbi, junto da jmvoaçao 

-saasa, porqac não lhes era possível afastarem-se 
i cpoeha, por muitos dias, daa suas casas. 

• rrogiwlo» Bobl ;ii .«-guinamos jiara ahi, 
meacioDaram por jornadas — Mulosso, Catalã, Tundali . Zaire e 

.. maia conforme i 
<■ aftuatiemoa Dica um bando ida por cada jornada, 

■ ram logo que nlfl ;o por menos de três 

peeas (24 bandos)! que era o que lhes tinha omvaoido 
senhor capitão. 

• os acr arregáinos o interprete <\<- n 

r a fio! o senhor 

i 'i líulosco ■• que qoando ohegnsse se pagaria 
vesBem ajustado som i II' , 
A noite escrevíamos no nosso Diário: 
■VilfQ outros, ainda m;> qU€ BI XiDJee? 

Já appareoeram hontem fizeram-mc <l<-.vii: ; .iiiar c 

• i* esforços do aladante sâo baldadnM. N. : i<> 
esla gente qnc nos pode eouvir! ParienoU, continuarei 
cavar na vinha do 8enhor. 1 quanto seja possível ! 

In Itaehado, que era un> arrojo partir de 
Mini. mi com - idores para 840 cargas, á aventura 

liu! 1 'n viu hem, como homem prs> 
ir..l):illi.i* i|i; iis de passar, para 

enorme massa do cargas! 
Appellarei ainda W para o Cacuata Tãiulm ! 

> com esta gente, veremos se o interprete 
e oa dois Lundas conseguem trazc-lo com os seus rapazes, e 






KXPKPIÇÀO romiaUflU AO MIATIÂNVIA 



binftmot u melhor íbnna de sair d'aqui. Be oata teu 

tetíra .'-mi i.-i folhar MS dm nata recorrer a lialanjel 

Mas o peor ê a demora neste meio insupportavel ! Chuva* 
torrenciaea quasi constantes de dia e de noite, um calor abra- 
sador DÉI barrtCM de lon :« . "mas «-ntnfiir. em i|ue se distilla 
por todos os poios, i-ni que os lnpi* *e desgrudam, » 
se torna em agua, a os miolloe noa parecem ferver! E por 
cima de tudo a humidade durante B noite attingimlo o iiwximn 
grau de satu 

Isto seguidamente deve lazer-nos muito mnl. c se tivermos 
ainda demora precisamos arranjar nma casa nas devidas con- 

.òee, ao nu-no* para trabalho I 

Se o Natal fui mau, a Semana Santa, em que estamos, nao 
se nos antolha melhor!» 

Aaafm eneerraramoi o Diário na noite do Quarta feira de 
trevas, e lego na madrugada Mgolnte se apresentaram os tae* 
rapazes de Muxaela á porta da nossa barraca, parlicipaud' 
qne iam retirar por dXo verem O pagamento! 

Procnránioa ontretê-loi para eapararem o ajudante e dizia- 
mos-lhi' mu O pagamento só ellc» podiam '..'-lo quando l-van 
taesem com as cargas para seguirem viagem c mareassem bem 

as pousada* que «e âeviam feser. A resposta porém ara sempre 

a mesma : - Ainda nao vimos nada ! 

Se lhes perguntava s o quo queriam '' Re.-pondiam — ra- 

ròes e trei pe< 

— Mas qne pecas? 

— Fazendas, pólvora 6 anua». 

— Sab-m ijiianto vale uma anua? 

— Quatro peças. 

— E quanto um barril de pólvora? 

— Duas peca». 

— EntaO BC »«hem isto, lhe retorquíamos, como podemos 
dar nas três pecas uma arma? 

l*m riso aparvalhado era a respOSt \\ 

Era preciso muita resignação e por isso continuávamos a 
interrogá-los. 



OE8csn\Xo da mera 






— A Mairi Calumbo, no Cueogo. 

— Quantas jornadas «lo >tó li? 

— Xorr. — EnUo querem um* |wy* por tres jornada» c 
ainda por cima rações ? 

— Muene Puto é muito grande, trm muita* cousa*, pode 
pagar muito bem. 

Era impoMirel resolver qualquer codm tem a presença do 
ajudante, e por isso puzemo* termo aos interrogatórios dizen- 
do-Ihea que esperassem pelo senhor capitão, mu elle* a pouco 
jco foram retirando. 
Ai 2 hora» da tarde cbegoa o ajudante mm a nua ]»eqncna 
comitiva, cinco carregadores novo» com o sobrinho do Muxacla 
e o» qae tinham retirado pouco antes. 

Par toa que no dia ani rapaze* que retiraram 

do acampamento, affugen taram parte dos que o acompanha- 
ram, qveixando-se qu< amos pagar um bando por fun- 
Ol qur conseguira fazer v>>lt.ir ■ •» que haviam retirado. 
< > que elles pediam era impossível dar-se-lhes, e além d'isso 
un» contavam cinco rondo*, outros sete e algmis nove: por 
itda |HMÍiamos decidir .-'in sabermos quae» as combina- 
ções que, se haviam feito com Muxacla. Dissemos ao ajudante 
qae de»can<;a»»c • 

rasos- lo-so o prim te n distancia ao 

Coeago não |iodia ser superior ■ 80 kilom marcha, 

já haviamos calculado regular cila de 
llll fjá ISO 

rupaze* ilo • acuata qM M DM apresentaram mostrámos 
''•contentamento | 
declaram!' mandar um dclles com iaturpi 

■ata Tâmbu: — Que se queria ir para a l!us- 
sumba com a Expedição de Mui-nc Puto, rtOJM jà com a soa 
iia c»uvamos ali empatados porque os Xinjes foram 
maur li? Anzavo pedia muita fazenda 

•o para chegar ao Cuengo, e do * uengo para lá ainda se nlo 
sabia o que os outros pediriam. Que nós pensávamos que o 



-■' x • 



i» l-ORTTGUEZA AO MCATIÂNVCA 



MiiatiAnvua era mais retpcitado, e que oh enninhoa para a 

.M iif-Miml i.i mm do amigos e nilo do ladroes, mas como nilo 

■ assim, m 'r.'iinl'u alo pudesse vir largaríamos fogo ás 

cargas, e rOtÍMfWnol |'.ir.i dizer a Muene Puto (pio Dia 
datae uiai.t fill vi-iiu- ■■ Muatitavua e tampouco 

sentisse que de nu I saísse maia DOgOOÍO para as d'elia. 

Os rapazes declararam qufi Betavam promptos a i ihaa az 

Cacuata. dom lembraram 
■ pi- ■ .■' -i-i:i conveniente 
aproveitai a gente que 

virr;i |i;ir:i levarem as 
oargai para o Cassassa 
no Coilo, "U pelo m> | 

.!!■ !.• Mii.M-; I 'a 

Imnbo li" ' "ii< : r_r.., quv, 

togando elle», indo por 

Muxaela, eram ciiien jor- 
D idai pan cargas. En- 
traado-ae em arer^ua- 
ç3cb com um doa rapam 

d<: Miix.-icla sobro I mar- 
I -I li, insistiu em nove jor- 
nadas, e quando se tra- 
ina dn ajuste, nilo res- 
pondia, mais do que os 
outros — Nós ainda uâo 
vimos nada. 

— Nem podem ver, lhe distemos, sonâo quando o sobrinho 
de Muxaela e o senhor oapitlfl chegarem a um Recordo sobre 
O pagam e nto, a quando estejam promptOl para lcvanfarem as 

eargaa que lhes forem diatábuidatBi 

— Disc i sobrinho de Tãmbu mi pagando-lbe* uma 
peça deviam de acochar, e a. '•.- iumuiamoi a dar meia até Mu- 
xaela, c que lá daríamos uma a quem seguisse para o Cuengo, 
o que fossem ellcs combinar com os seus companheiros, dando 
parte ao senhor capitão do que resolvessem. 




HÀH1I.1. »XlClU X <l A Mlil.ll» 



liii' egndorea de Ma- 

Unje mostravam má vontade ciu M 

lluxaela, mas que receavam BM /.ingas- 
temo», o quo por imo lo nada no» haviam dito. 

Na verdade extranhi 
que acabara de chegar de uma n cm qu« lura fazer o 

recor to 'l'aquclle caminho, rírto Bio lar tV-ito parte 

da sua comitiva um unioo carregador d< porque os 

quatro que foram chagaram *o até ao Muloaao, ponto obri- 
gado do passagem ás comitivas de oomnurcio OOU quem 
haviamos faltado. Como tínhamos de | ave- 

riguaçoes, reoommcndátno* ao ajudante que antes de qualquer 

deliberação nos apresentasse o n -I ol-r 

■ qm fizera, pois melhor ajuii 
iiomens de Matai; 
nos cm seguida chamar oh intC o Ebo c D 

alguns carreg colof compznbj Úi 

• Ih - por estes caminhos, <• depotl dl mostrarem 

fallar a tal rofpeito, rap] aram nosac* 

joa ir ■ Ifnxaela, ilisscrain — ser minboj o 

dm quizenmoa seguir com o- Xinjea polo tfoloai 
Gang* tia ao Xa Mujii i aianvo, e 

que no dia ímmediato ae podia acamj insaMnqidnjii 

1 issassa. 
— Que ii 'rixa ao Cuongo eram ainda dois ou três dias 

locém no Angnnaa havia de comer c parto li. 
as povoações nssa e Química que também tinham de 

comer e geni' iniiuo era melhm-, maia direct<> > !'v < 

mantimentos, emquanto que para Muxaeta era acmpiv .1 suhii 
ii povoações por onde m iiii.--.iv ii nada tinham. 

\ vista do que nos esposaram, mandámos ir ao aju- 

danto emquanto cale ia e a altitude da Muraria. 

A murcha tora de 86 ktlOBMtMM a altitode era do 1:300 

itude de 1 sOflO 
melros, mais do 800 metros em 3tí kilometros para tratisporti' 
de cargas, quando o pessoal j<i estava debilitado, era muito. 



202 



EXPEDIÇÃO 1'ORTUGUEZA AO MlATlÁNVi \\ 



I '-rguntámoa então uo» indivíduos que consultavamoB te, 
tamlo nós o caminho por ellei lembrado, estavam dis- 
postos, ajudado» por soldados c Loandas, a fnxcrem ■> mudança 
a poueo ■• pouoo para Angunaa Muquinji. 

líesp-.n-l- nun ;i r ISSO 1' • " '| UI ''"i"- 1 ": • i ■ i ; 1 1 1 1 ServÍDO lie 

bom grado, porque eis sorviço de Munir Puto. Calcula* 

i a viagem em quatro dlai penarem em doie. Por 

tanto podendo-BQ dispor de quarenta homcn» em eada •. iagen, 
viiniu. i|ii" a mudança se la/.i.-i muito ' DQ nove turnos, para o 

que anua preeltoi otacm-nta >■■ quatro 'lias, isto .'. « 1 . • i = - m. •/..•... 
Ante» isso do que fioumoi ali parados, ma- nmi" •> tempo 
ainda estava mau para viagem oom oargaa, doliberamoi meu- 
dar o interprete Bezerra com os dois Lunda», diligew iar qne 
Tamba viesae ao menos eom rinte rapazoa, poii era já um 

aiiNilin Imin para esta minlaiirji, qU« M faria onu., N AM 

de moa a meio. 

Kstava i]'-ciiliil<i ijui i»c (!■■ .;-!Í-i d , : . n l. ilc MitJOH la. a nio 

.ir i|ui- aeoeítaaae " oamlnno indieado, e naa condiçbn do 

pagam- nl" já estabelecida*. 

Nlo qniaeram, preteriram retirar, e nós tratámos il« ins- 

truir Bocarra ato »ó sobre -> que devia diser n Tftmba, mas 
ainda como devia satisfazer na tua marcha paia .. Anzavo, a 
uns qneaitoi qoc julgámot indispec Sm d« tpde i 

pan a nossa oarta geograpllica n inan-r numero de od.ircci- 

In- utns que se pndeaaem colligir. 

Ehuinámo-lo a aervirse da bússola, -l" podomotro e a fà 
ngietoa em uma caderneta com as respectivas indioaçoes, no 
ove wapngAmoi i boa parte do dia -. Oomo elle tinha • l • 

■rr.-r uma grande distancia jii estudada p<l" SJuâlBta DO 

seu regresso do Muxaela, e como a ehipanga ir- -. •nl- 'ii--ia) do 

Am/as. i ja | .•.ri-, | II e d' I- -rmina-la pelo Mili ele ife, EtCÍl DM leria 

c-irrigir as impariaiçõoa 'I" iea trabalho ■• ranrear oa carta, o 
seu itinerária com muita approximai 
Saiu -ria diligencia oa madrngada do dia 3, e noa (boroa 

lo;;,, estudar allenlaliienic ,. r-lalorio d;i viagem do ajn.l ani ■•. 
de que ibimos cm extracto o que offereco mais interesse. 










cintado no seu boi-cavallo pur- 
tin» ii .ijmlanta íia de/, horas 

da mauli bisco 

com a pequena comitiva índio* 

peOMVel, Jllnluililo |i(n; : .1: 

ou menos no rumo N.-XE. íH 
2:100 metros rabiado sempre, 

passada a linha de agua 
laatenãa, que corria pura 
W.-NW. a confluir im 
mudou de rumo puni N.-K 
■ninhando entre arvoredo por 
1:500 . tendo de passar nni.i nutra linha d« agua dono- 

minada Chaqu . que corria a W. da primeira. Seguindo 

. 1 quarto mais para <• N., deparou-so-Ihe ao flm do 4 
m um *iii<> encharcado, -'-i debaixo da ehuva honre 
demora, pnrque um outro boi de monta que ia do roseira 
arrebentou a corda com que soldado ■> ■egaraVO, e As car- 
reira» (òi [nternar-se na floresta cerrada a 0( 

Tudo ii jioBsoai teve de arrear cargas e de ir em sua per- 
seguiçjto, conseguindo-se agarrado depois de algum tempo de 
trabalho. 



L'1'4 



.'K.ÀO POUTUOUKZA AO MIATIÀNM A 



Continuando .1 marchi i" morna 6:300 metros no rumoN.-E. 
com pequenas variar"" [ indo ao sitio a qttí chamam Mu- 
Iobbo, onde m povoa visinnoa costumam ir feirar ob prado 

d&S li ■ . iti de .-ililiti utução, por aer ahi quC 

acampam a» caravanas dfl C rio maia para o in- 

f • r- : ■ ■ i- .,ii de lá regressam, i oadi -' teem conservado eu 
Dl miai* atei pura evitar que ellas vão acampar cm outro ponto. 

O percurso até ali foi de 14:*' m metros rui > - .- ■ i n i 1 1 ! ■ • • muito 
regular para cargas, porque apesar de subida era pouco 
dentado. 

O Mídosso é uma grande planara na altitude de 1:1 Ifl 
troa, desafrontada do lado de W. soado limitado o horisonte 
a N. e K. por elevadas serras. Alguns* fundos estavam OOCU- 
pados por Bíiugala-. MM pOUCO antM de o ejud ante ali chegar 
tinham acampado vindo do interior pelo caminho de leste. 

.Ia também ali estavam alguns homens das povoações pró- 
xima» rendendo carne de caça defumada, bombos, mandioca 
e jinguba. 

Fe« o ajmlanir diliu-m, i:i de comprar alguns inant.no otoa 
para nos enviar, porém os vendilhões não quizeram a fax ttd« 
de lei que elle levava paia tal fim, e por isso limitou-se a 

i nll [iras ei.un fazenda do riscado pura " [ i • - ■ ^ 1 1 • ■ t i . . jn r.s.i.il 

que tinha de o acompanhar. 

O descanço fbn. ali de duas hora» e continuando a marcha 
para Mujiuga, seguiu primeiro ainda no rumo K. NK. por 
1:500 metros até um novo pântano, para depois percorrer mais 
L:700 metroa anbiado no rumo N. K. Virando então novamente 
■ K.-NK. q caminhando nesta ramo 600 metro», entrou u po- 
voação de Mujinga onde neampou. attingindo uma altitude de 
1:1.'.' hi metros ,-|„ ... ,11,1,, i,;i,i. m ie fatigado de uni |" rcurso em 
boi-cavallo de 17 Iciloim-tro.* •■ meio, sempre enebarcado pelae 
chuvas constante» o tm-n uciai-s. 

A povoação era mui tn pobre de recursos», pequena c de pouca 
gente, no > mtanto impressionou-o bem com respeito ao trato 
dos habitante.-, demonstrando elles ao seu modo a sua satisfa- 
rão por verem um brai , tilho de Muciie I'utO, <p* muito 



r.ri\Xo HA VIAGEM 



M6 



principalmente despertou n curiosidade das mulheres, as quacs 
mostraram empenho cm conhecer se os seu» pés eram do 
mesmo feitio que os d'ella», se eram brancos como as mios e 
de carne, pou haviam-lhi» dito qm- eram de trapos do algo- 
dlo encobertos com as botas. 

!!• •:■■ u '.o a vestuário notou ser aqui ai i^elo 

do que em safem povos que ja tinhamoe visitado, pois as rapa- 
rigas na maior parto apenas usavam para oceultar as partes 
taos, um retalho de fiuenda SQspeneo jw>r filiras de planta» 
i;i» ã<- uma corda delgada que tr.izi.im atada em roda da 
domena applicavam para o mesmo fim as pclles 
BOI animaes, umit adeante e outra atras também nu 
■a ú cint: 
mio o ajudante foi visitar o potentado, tanto este como 
o povo one o rodeava mostrará) to MttiifeHoi pela pas- 

sagem da ExjR-dieilu de Muenc I*Uto para oMuntiânvua, porém 
Iastimaram-se de sua pobreza, que não só lhes não permittia 
corresponder ao presente que He' enviávamos dando de comer 
a visita, mas ainda apresentarem gente para as cargas. 

— I ns nada podemos, dizia o potentado, siga o 

rille. 9« HuMM Puto para e Muxaela, que este» dis- 

de muito povo e apre^-ntarâo os rapazes que t 

; i - ii Munir l'uto nilo continuarem demo- 
rados no matu ■ elmva c passando foi 

Nlo li_i Mssibilidade >' cousa alguma nesta 

: •inuou o ajudante a sua viagem no dia seguinte 
de madrugada, a|ie»ar de estar chovendo. 

Percorrendo 30" nu tn>.i para N.-W. entrou no trilho, em 
que marchou 2,5 kilometroa no rumo N.-NE. tendo de atra- 
vesaar o rio Ifasengo e seguir 1,5 kilometro no rumo um 

i'... en< trando pela primeira ▼«• o rio 

pTooto orne corria de N.-K. 

com facilidade montado no boi c marchou 

ramo N. K. nu 1:100, ficando-lhea 

leste as povoações de Gamba Angun/.a e de snjHa. Caminhou 

kilomctros no rumo do E. e passou o riacho Muquiza 



attlu.-iiii' dl. Niiovn. paru seguir ainda im ni>-«nn» rumo outros 
2 kilomotros, voltando entlo i N.-E., dirocçSo om qoe inàoa 
1 kil< nu tio, entrando na povoação do Mona Uta, onde dou 
■ ROÇO á comiliva <■ fui vi.«iiur Q |>'>t.-ii t.nli-. 

Também oeti povoação era pobre, ma* clis]>tMi}iu nimi.i a»i im 
de alguns recurso', alo podendo o potentado Bem ordem do 

Muxju l:>. eeder Ol pOOOOi rapazes quo tinha diaponiveis pura 
d HH..MI siT\iro. Todavia animou n ajudante .i procurar o 
Muxaola porque esto nào só daria gente da BUI pOYOaçlo para 
transportar mi eargsa da línena Puto, mau mandaria ohantar 

ii de outras, o ou pouco.» homens que Mona l*ia tinha Regai* 
riam então rom o» d'elle. 

Já no caminho o ajudante havia encontrado homens e mu- 

Iberos do Anjita i i carpas de mantimentos j>ara o Mulosso, 

a (piem disse que miR estávamos acampados eui ''.'■mau o quo 
|i;i- ih HU..S 1"-iii ns mantimentos que elh-s noa quizes-eni ven- 
der^ o >»to mesmo repetia a Mona Uta, animando o a mandar 
os seus tillios baseai nasdiocai das lavras paru negociarem 

■ "I.IHil-.-ii. 

lVosepuindo a viapem para n N. e .-.euipro subindo, cami- 
nhou 1 kilouu-lro por unia denM ti- n.- - t.i. para atravessar o 
Ho I 'aasuxa, mais 2 kilometros para novamente pássaro rio 

Noovo, <|u« nasci» na* montanhaa 1 1' -vadas que lhe Boavam a 

W. e depois 3lK) metros para atravessar um riacho alHmntc 
d'aipolle. Continuando num percurso de 4:*(Mi metros entre 
si-rras a E. e W. ao» «igue-zagues no rumo media de N. NW. 
v (travessando uma floresta de corpulentas arvores i-ntrou num 
danampado. Descansando pouco depois junto ila pOTQ«çlO •!>■ 

Musaila. iiiiina altitude approximada de U82I itrot, verifi- 
cou que a marcha d'e*B0 dia fora de 19 kilomatrOB, chegando 
como na véspera fatigado por causa dos prandeí BCCidl 
do terreno, com a roupa molhada da chuva <pu aguentara 
até Mona Ota. 

tu mo (bate já muito tarde quando acampou, »<» no dia im* 

mediato 31, de manha", foi visitar o poti-ntâdOj l proi tiroi 
penhar-se da sua missão com respeito a carregadores. 




BITÇXO DA VI 






;to o potentado como a gente que o rodeava ficaram 
mrpn -4 por <>* Xinjea corem abandonado as cargas de 

Moem raram a sua satisfaçí.. 

raraoe tjur ellea por i«<m grado ajndar- 

nos a proseguir a nossa marcha para o eea Ifoatianvna. D«-ram 

parando hi tampo 
para ir comnoeco á Mussunibu, i>a muito estava ausen- 

do pedir qoe o prevenissem da pas- 
•agt-ni ila Expedição para vir ao noa*" encontro, ma» o qoe 
rava era quo recolhêssemos um caminho 
tio perto do seu l 

io o ajudante dia li-> retirar no dia ee- 

xpcdir as soas ordens para se 
>rem caro .irre- 

gnndo logo seu sobrinho de acompanhar o bonpode t de vigiar 
os qoe Intuas- :'goa. 

udantc ter n^ssado no «eu acampa- 
no da parte do potentado o prcsen' 
la que lhe envia' .-, ovos, fubá, boi 

soo h< >ni|iamento ntuna posição relati- 
vamente a mais elevada de toda a nossa viagem, sobranceira 
a on> que *e ii 

zagn- para N.-W., podia oon a vista 

um largo horizonte e contemplar abaixo de si uni | 
soberbo, díatinguíndo-ee m entra aa drreraaa emiaen- 

rias umas sobre o redondo, outras agudas. 00 pi laDea 

m largas linhas de aguas crystallinas. ' 
.. ■ N.-W i atava a vo á qual troa me- 

xes antaa »nKir:w • a o potentado, com o 

mesmo fim com que elle visátava agora tfaxai ia. 

estava a secçio pho- 

'.•ao, nXo tivesse sido acompanhado nesta 

irslo por dois ou três homens transj>ortaado o material 

indiapenaavnl m interessantes lances 

i e os tvpos das diver- 
sas |>ovoaçòes onde • • :no ainda u i-Ktructura e relevo 



d'esB6 grande quadrilátero irregular, que viu aW., determinado 
por Mona tfahango na altitude de ?6S unsn..-.. Qnileea u de 
1:060 mi-trov, Mnxaela na de 1:320 metro e Anzavo nade 
!'7l nn-tros, e do qual jis tres linhas extremas de Anzavo a 
Ifooa Kahango, d'eate ponto a Quileca e d'ahi a Mn 
tinham tida percorridas pela Expcdiotol 

Foi pena na v. nl a.h-, m-m atra i asilo se noa 

proporoioi i'a o estudo tau completo dY.-ia ic-iÂii. <- tu 

ijiii- o.-, rios 1'hamha •• Nu.. vu, mi epocha . :u .pi.- .-. .ri-i-m m.-iis 

l.ilosos, sc apre8<-iii;i\ .nu 
perfèítanuiiti' •!• fini-l...-, <■• >m 

toda» «í suhh rainitieaeui B , 

serpenteando entre .i» emi- 

n. iician, ura .i il« si -Ih , i -,i 

OOCnltOe pOT tV..ndosos e va- 

I ...li- !:i;i. ';-:•...- .Ir . \. mola 

na da raperábandante Bom 

i|ii>- a natureza ali ostenta. 
Mas qurni podia pri nt 

eate ensejo, fito por- 

i|iu- infra o ajudante do nosso 
aoampanv ato, deai iando-te 
do itinerário tjua legaJâmos, 
RJra o da proenrar gente e 

mantimentos, para DM tirar 
ila péssima situará» <m qiu- 
dr nuliito havíamos ..•uniu? 

Kra eata maii uma Uçfta an< ror prolongado nestes 

■ertòes noi podia snsinar. Hoamo nu pooraa .'ireumstanciaa, 

«empre que houvesse i i. n... al'a.-tarmoa do campo 

das operaoooa oonvinha leva* o máximo nomeio de recursos 

qoo possuíssemos de trahall le estudo. 

oCaa B'- a photographia que no» podia preatar dooonnntoe 

importantes, QTM nraíto elueidariau inioniiaeííi-s ilu nliM-rva- 
dor faltou, eoi nos com esta», procurando tirar d'ellas 

o máximo partido. 



.i »•.- -i, 



tt. 




O ajudante desviando-se do itinerário que seguíamos, andou 
«br© m ondulações do terreno qoe mais te elevam entre oa 
ri«iB Cuango e Cuengo para N., e que constituem por assim 
dizer a divisória das bacias d'aqueUes dois rios que baixam 
rapid. ;>ara o norte. 

Foi nesta regiio que as aguas pluviaes rasgando sulcos deram 
ao terreno o actual relevo, dividindo-o em niassiços por valles 
tortuosos, oa quaes coutoruando-os se reúnem por vezes, para 
i novo se afastarem, ora mais para o norte ora mais para oeste, 
egundo a exposição d'e»ta» montanhas, encontram-sc tratos de 
ido em que a vegetação se desenvolvo mais do que em 
nutro*, e também alguns se apresentam muito mais desnudados 
do que outros onde afloram as terras avermelhadas em volta 
das bancadas de rochas escuras, tornando-se estes caracteres 
mais salientes nas abas das serras que olham a sul e oeste, 
notando-sc uma vegetação mais desenvolvida nas que olham 
a norte e leste. 

Uicia de leste apresenta-se menos deprimida, maia uni- 
forme e regular, mas menos cortada de aguas c por isso mesmo 
i uais árida, notando-se que onde prevalece a vegetação 
esta é muito mais rachitica que na de oeste, c que os maiores 
exemplares da flora nlo tem a corpulência dos que habitam 
nesta ultima. 

Eram pouco dados á cultura os povos visitados pelo aju- 
dante, porém destacavam-se ainda assim os de Muxaela qa 
sabiam tirar partido da abundância de linhas de agua ao norte 
da povoação. Bffl mandioca, tabaco, jinguba, milho, 

feijio miúdo e alguma abóbora, vendo-se bons exemplares de 
mandioca e milho. 

■i respeito á povoação informava o ajudante, sor eOt 
grande e achada, tendo as habitações oonstrmda MOO 

-yrtt-ma conhecido, vendo-se algumas rectangulares o com 
duas aguas mas o mais commum eram as coberturas ein forma 
pvramidal. As entradas eram baixas mas reforçados os seus 
aros, sendo oa que as revestiam superiormente avançados 
para resguardo contra as chuvas. 



fta ii 



H 



210 



EXPKDIÇlO I-ORTL-GUEZA AO MUATIÀNVCA 



O potentado recebeu-o como de costume, num largo á frente 
d» bui» residência, r pela i;ente ijik- compareceu nessa recepção 
nfliguron-se-lhe qn> ÍÍO era da* maiores ijuo ; 

visto, e emquanto ao cerimonial era jú differcnte do dos X':uy ■ 
e dos Hftngulas, indicando mais respeito para com os chefes. 

Silo já Landi pOYM, t por ÍMOO NfiMgM os braço» 

to com terra é uso constante de quem falia com os seus 
superiores. 

Nus penteados ■•lieuntroU diUer.-hç •'" e;iract.-i s t. T 

mens na maioria usam-nos levantados e ulguns trazem os 
cabellos atados atrás ao alto da cabeça. Al rapari: 
nos levantados adonnte o as mullo-re.. J4 .!■• MTU Idade dei- 
xam-nos caídos cm tranças, ornados com contaria, para o que 
preferem as conta* v> rmilliao e também pequenas chajm* do 
metal ainanllo. 

Entre as raparigas viu algumas de bonitas formas, de seio» 
sobre o redondil, avançados e rijos, mantemlo-se tombem 
direitos porque os apertam com uns cordéis que atam nas 
costas. Nào sao altas, teem cabeça pequena, pescoço curto 
mas reforçado, mãos e pés curtos mas largos e achatados, 
olhos vivos e escuros, boeea pequena mas com beiços grosBOS, 
nariz pequeno, largo na l«;i -< e um pouco abalatado. Hombros 
direitos e carnudo-, I n-.i- -. .- mli.n.. mas delgados era luiixo. As 
ancas salientei., M perna» proporcionadas á altura, coxas roli- 
ças, anpn lulan posteriormente, adelgaçando no joelho o com 
os calcanhares uni pouco snlient. : :. 

Também viu mtdheres de «cios caídos 8 chatos, que indica- 
vam terem mais do trinta annos de idade, e algumas i i 

clles muito compridos e largos, sendo estas ■ni "/oral mulhe- 
res de maior estatura, deparando com algumas que os tinira 
com a pelle muito quebrada e enrugada, denotando grande 

:ili.HÍmi'lit.o. 

< >s homens em geral eram de estatura regular, alguns altos, 
mas também de cabeça pequena, beiços grossos, nariz 
t»do, pouca barba, usando alinni* a pari entrançada, enrolada 
para o lado de dentro e atada. Tinham peito largo •• obsto. 



DESCKiri.Àii I>A VIAGEM 



21] 



braços comprido* c «blirados, costas curvada*, cintara delga- 
da, ventre grande e mn pouco laltaato, (frua» direita* tam- 
bem delgada* e jioueo cabcllnda» e sobre o mofara alguns 
loa. 

Tanto as niulhi-n-* i-oniu os hoti un a pelle u: 

íjna e lustravani-na > ria* gordurosas. 

* em geral traziam suspensos de um cordão na 
cintura, atrás e adeante, pedaços de ma bel la franjada, da gran- 
deza de um lenço regular, e o* li uleante, pcllea de 
pequenos animaes sobre um bocado de mabella maia grossa 
que a da* mulheres nur|>e:)iio em torno da cintura, e que o» 
cobria iu tos. Alguns usavam fazenda 
cm vez da mabella. 

OMBO orau iodo» traziam no delgado dos bruço* e 

int» redondoí la metal ou da missunga, e lam- 

bem cordoes cm que enfiavam algum frueto secco ou uma conta 
grande ile viilro, ou mesmo pau meço* de 

pau, «atoa eram muito usado* acima do cotovcllo. 

t>endiam de fios com ou - 
tanga, panaínhne, frootot, Ixiueooa, pequeno* chifre», dente* 
ile animaes. tubos- de natal ate, servindo letoa para 

|ireservar de varia* cousas más, e na cabeça além dl > que já 
ficou dito, ponnaa de iudiguns 

com sen* n-li-viii., fitas, folhagem da arroMB, ate. 

crianças até ao» cinca anão* andam nuaa, notando-se 
porf< m as raparigas teem as mães o cuidado, de as 

ao o que podem, me«m<> quado lhes dão de mam- 
mar, para que tilo sejam vista- loa ftianlsoa 

Foi e*te um u.- noa por mais de uma vez c 

entre todas as tribus que visitámos, o que nos pareceu ser 
uma manifestação de pudor muito natural u asxo fannalDO. 

A* mies, como já temo* dito, náo se descuidam dos tilhog 

;iUa certa idade, e eomo estes nlo possam aguentar-*e 

muit» ti-mjH» de pé, nem tio pouco aeompanhá-laa quando 

mais crescido* nas caminhadas diárias para o mato, para o 

rio e para as lavras, finalmente em todas a que dlo logar oa 



212 



EXPEDIÇÃO POBTCGCBZA AO Ml ATIÀNVCA 



mt viços domésticos, por isso vào escarrachados á cintura dos 
mães, quer atril opor ao lado e seguros por umas tiras de 
fazenda ou do mabella que os encobrem, ficando apenas de 
Eora :i rabeca, íiraoot 6 Si pernas do joelho para baixo. 

Sc as mios se sentam ou so estilo fazendo serviço em um 
determinado sitio, as crianças sio posta» no chão onde so en- 
treteem, os rapazes completamente nus e as raparigas cober- 
tas aóV.mlv dl cintura para baixo com qualquer farrapo. 
Vêem-M na nm "•* brincando, saltando c luetando 

completamente nus, mas 
jii Ti.cn -lie.-,,],, o BUMBU 
com as raparigas. 

As mães não as deixam 
sair da habitação, ou de 
junto de si se estio ao 
ar livre, e neste caso en- 
cobrem-nas onde a decên- 
cia obriga, quanto maia 
não seja, com folhas de 
qualquer arbusto suspen- 
sas á cintura. 

São estes povos mais 
\ caçadores que agriculto- 

res, e pode dizer-se que 
a pouca cultura que existe 
ó feita pclaa mulheres, e 
com o seu produeto os 
homens obteem das caravanas de commercio fazendas, pól- 
vora, armas, e a missanga principalmente pura cilas se enfei- 
tarem. 

Havia caça em abundância nas depressões em redor da 
montanha de Muxiutla, porém na occasiAo, raros foram os pe- 
daços de carne de caça vistos pelo ajudante na povoação. Foi 
informado da existência da vcaçAo grossa, como soco, veado, 
palanga, muhanda e também de caça mais miúda, como lebre, 
macaco, etc. 




DKSCBirçXo DA VIAGEM 



213 



Na epocha própria, a caça nlo só fornece melhor alimento 
ao gentio, como ainda lhe ria cotejo de adquirir em troca delia 
o« objecto» do nosso commercio de que car 

Também oa melhores caçadores vao longe a qualquer doa 
rios lliainba e Cuf-ngo caçar o hippopotamo, defumando a 
carne á falta de sal, para reserva no tempo das chuvas. 

Fazem uma grande cova rectangular de pouco fundo no solo, 
onde dispõem achas de lenha a que largam fogo, «na- 
tura fazem um gradeamento do tronco» e sobre estes collo- 
cam pedaços de carne que de quando em quando viram. 

A carne nao fica bem pastada por este grosseiro aystema 
do fumagem, o cm geral os pedaços assim preparados que ap- 
parecem á venda estão mais ou menos corrompidos, mas ainda 
assim, segundo alguns indivíduos com quem falíamos sobre 
o assumpto, preferem-na á carne frqsca. 

Nio nos surprehendia que Msim fosse, porque entre nós o 
bom apreciador da perdi x prefere-a um pouco sentida. A ver- 
dade, porem, é que será raro ellca comerem carne fresca de 
cavallo marinho pelas condições que se dlo na caçada. ani- 
mal ferido corre logo para a agua, onde vuc morrer; passado 
algum tempo é levado na corrente, e como os rios em geral 
•e desenvolvem cm largas curvas, quaai sempre sío encon- 
trados 24 horas depois no fundo do alguma das suas rein- 
trancias. 

Aberto, limpo e esquartejado o animal, no que decorre 

«lia, só no outro ó transportado para a povoaçAo dos 

caçadores, onde muitas vezes só chega no dia immediato e já 

a carne esta corrupta mas de tal modo gM BBtre DÓf Mril 

considerado como nociva á saúde. 

l'.ir \**o — a nSo ser o caçador •- . pro- 

curaram o animal e depois o preparam A margem do rio no 
ponto em que foi encontrado, que se lembrem á noite de cozi- 
nhar uma porção de carne — quando esta chega a distribuir-ae 
e a te, pode affirmar-se que já nSo está fresca. 

Na tarde do mesmo dia 31 alguns rapazes de Muxaela como 
tivessem provisões para vender e fossem mandados apresentar 



■JU 



BXPEDIÇlO POWI UfEZA AO MrATIANVI V 



ao ajudnntc para O acompanharem ao nosso acampamento, 
pediram-lho e obtiveram licença pira B«Mm«niU Urde par- 

tirem. Foraxa eetea vpe obeguaia, fizeram o aeti negocio, a 

como nio 'qui/.i H-< ih esperar o ajudante, para entrarem em 
ajustes sobre o serviço para que foram chamados, retira: 

1 ..ju.l.in t<- i'»i despedir-so na madrugada do din 1 de abril 
Í , Mm\ .1. -I.i, e [Mtftia com sobrinho d'elle por um caminho 
mais a \V. <• maia breve dn (| j/i [icreorrido, «té "in-ontrA-li» 

no ponto i ih que [.assara peu primeira rt» o Nuovo, ficando m 
iiiiiiii.iiihii.-. .■ih . jin M rio DOBOe BStM 01 dois caminhos. 

primeiro percurso mi ruiu» [ioti< tais 00 nODOl W.-SW. 

foi di- *"<> metros ató ao riacho < hibinda. que em grandes cur- 
ral corre para Oa quadrante* de \V. <■ vae entrar no Nuovo, 
e o immediato foi de 3,6 kiloinctros, no rumo S.-W. ató ao 
riacho Caiuahuto efluente do anterior, deixando no segundo 
kilometro a E. a povoaçSo de Mona I.uhanda 000 tinha agra- 
dava! aspecto pala tua boa ordem, ataeio •• n-gulure» c»ns- 

trucçoes, resguardadas com cercos de delgados troncos revesti- 
dos de capim secco bem unido e coroadas pelai verdejante.^ 
folhas dos rebentos doi DOamOl troncos. 

Também nos caminhos o largos limitados por estas divisó- 
rias, viu alguns pés de bananeira* <• arbusto*, que. OS podem 
chamar entre aUeo de Ornamantaofo, c em pequenos recintos 
rosorYados, guarnecidos de panellas de barro com ingredientes, 
alguns toscos bonecos de madeira, enfim o» taes muquixis de 

gOral Vi llerar.o. 

Era desaftrontada a localidade para M frfmdffl 00 W . e as 
eollinas d'esse lado illuminad.is pelo sol. d Da4 ■>■ umm*M do 
. iii ii dofl vallos, impressionando agradavelmente, porque a 
luz mais realçava a variedade de tons verde* da exuberante 
vegetação ainda molhada das chuvas. A determinação dos 
maiores indivíduos que a compunham daria trabalho, pelos 
innnmeros parasitas que, enroscando-se no» troncos das arvo- 
re» e dos arbustos, caiam dapoia eomfl EestBea B se enlaçavam 

■ le outros, t'n)in unli berturas abobadadas por onde a 

claridade diflicilmente se coava. 



UPÇZO M 7IAQBM 



815 



Muito «Ho estes jardins naturaes de admirar, quando de 
tempos a tempos com elles deparámos ! 

Si guindo o ajudante no rumo S. por kilometro e meio, 
mudou para S.-SW. cm ., inhou :.:.'JiK> tnatroi ata ao 

riacho < 'Inleca qoe corria para W. ."> kilonie- 

tros no rumo S. pani nitrar na povoação d<- Mueaugalfc 

ta era pequena e pobre, parecendo uma depi mli ncia da 
riu Anjita, que o ajudante visitara na sua paisagem e com a 
qual se comniunica por um caminho directo qu In ns 

infomiaci.es nao excedia 1 kilometro. 

ntínoando no mesmo rumo ainda por 1:300 metros, mu- 
depois para S.-W. andando l:- (l " metros para encontrar 
Niinvn no mesmo ponto em que primeiro o pas«arn. Ti- 
nha j iplniadn ii circuito em tonto dai montanhas onde 
nasço este rio o algum doa seu* uffluente*. 

Passando o Nuovo, entrou no caminho já percorrido e Poj 
pernoitar BI povoaçlo do Mujinga onde acampara nu sua ida 
para Muxacla. 

EetB caminho Bondo mais curto dois kilometros approxima- 
damente, ara ainda menoi accessivel para transporte de oar 

gas que o outro; c na OOCAlito muito n rn-gadio p»r cattM 

da» orrenciaes e suecessivas dos últimos dias. 

Foi no "lia 2 que laifl 'la povoaçito do Mujinga cm direcção 
ao acampamento, onde chegou neste mesmo dia depois das 2 
horas <Li tarde. 

Ni. ftfolotM encontrara ja de regresso oh ripara i quem 

havia fatiado para o serviço do ti insporta dai cargas, c de- 

que retiravam por nao lhes convir a disposição 

em q unoH de nó pagar um bando de fasendi por cada 

dia de jornada. 

Tauiliein aqui tivera noticias por uma comitiva do Mnga- 

las que regn-ssava do Lul ■>, que no ('uungula todo* esta 

vam preparados esperando uma guerra d. QuiôCM promovida 
BOI um pretendente iquelle Estado; <• que no Cassassa em 
companhia do vell. ita < '.itumhcl.ii estava Ianvo, Suana 

Mulopo do fallccido Muatiãnvua Muteba, que ha tempo» a 



210 



POBT UO DB E À ao miatiânyca 



tinha mandado chamar para tomar pouso <lo Estado, 
por Bor elle o filho mais velho do Muatiânvua Nw j ■ 

Este imli v itluo era <> mesmo u j.rupn.iiu d(i (jiiul j/i g« diria 
mi A azaro, (|M;m(ln |i i .-.tivera o nh chefe, tjuo a Expadiçlo 

lin.v.ivi Inic -utc- encontraria no caminho, ou que cila iria ainda 
assistir ao acto da sim pofte. Nns porém, pt-la <l>nu>ru que 
tinhutunti tiilo Mijijiuiihiinn .i ha muito tempo 

Ba Mn. uiiilia, |<i In Inctii il( eaminhar em torras do estado 
■ |i •■■ Ctt chamado a governar. 




r*l i :. DO «»> K»'l 



DB8CMPÇlO DA VIAGEM 



217 



BSPERANDO DiTERPRETK 




aira, como atrás dissemos, a 
|pri|urii:i diligo&eía do inter- 
prete, e calculámos quo, por 
muito bem que andante e 
por muito depressa que o 
uttn a despachasse, náo 
poderia estar de regresso 
BBtea de doze dias. 

I" i-:l necessário portanto 
distribuir fittAodl para ra- 
çíies, mas ainda fazenda de 
lei, a qual o pessoal nSo que- 
rendo acceitar, se convenceu 
depois de muita discussão da 
conveniência que havia em 
-i Miwunir, o do nSo se diap&r da de nn-llmr «[iKilidiide ne*>te 
togar, porque os vendilhões nos reduziriam com exigências 
altoriorei a aparada* circunstancias. 

Aqui tivemos pois mais um argumento, de que para expe- 

ia alóra do Ouango, o pessoal de carregadores nilo deve 

lo nos sobados em contacto com a civilisaçào, 

porque acostumados já a um certo numero de commodidades 

relativas e senhores da vontade própria, prestam-se a servi-las 



218 



EXPEDIÇÃO ronTrocKZA AO miatiànvia 



nSo com o fim único de se vestirem e de comerem durante o 
tempo que ellas duram, mas do as explorarem lambem. Cada 
mira ao propósito do comprar pelo menos uma mulher 
para sua companhia, mi um rapaz para o auxiliar iioh seus tra- 
balho». Padecem, soffrem privaoSoa e bnpSem i ai momo 
o sacrifício de ir subtraindo no pagamento das rações uma 
parte, jmra conseguirem o > !• .-i- j:i< 1>> intento. Ninguém podfl 
acreditar que a crente que se tem amoldado a ura melhor 
modo de viver por imitação dos povos vizinhos, que prospera, 

que mantém relações Bom os povos civilisados, m Dtfl 

apenas com boro equivalente a uma importância em ruis, 
de 66800 a 86ÕOO, que c o preço porque ultinuimente se ajus- 
tavam para o transporte ih cardas até ao I.ubuen mi ali'- á 
Mussuniba, no que está calculado se gastarão pelo menos dois 
mezes! 

Este pagamento, que em geral se faz com d iffe rentes artigos 
de commercio á escolha, so nello entra uma arma e pólvora 
que corresponde a metade, é o que o carregador lava oomigo; 
mais deixa-o á mulher e parentes, tirada uma parte para o 
soba que o contracta para o serviço. 

OottBMOQ e por sermos portiuruezes daudo-.so a cin 
stancia do termos eomph-iado i. : , - is nn/.i s ipiand 
no valle em que estávamos sem saber COma e quando d'elle 
podíamos sair — estes homens nao td continuaram ao serviço, 
mas estavam animados a proseguir, eonseios do que tinham 
de luetar com mais trabalho e por tempo indefinido, pois se 
propunham a la/ ■■ moção das carga» de u< ampainmto 

para acampamento. 

No caso sujeito, da compra de mantimentos, nao eram i 
bem as maiores difliculdadrs levantadas pelos indip.-nas entre 
os quacs os procurávamos, antes sim pelo pessoal que nos 

ai ipanhava, a «piem pelai- eircumstancias (pie se davam. 

podia convir a fazenda de lei i|iie não serviu «os seu* fins. I 'oui 
H DMMH ainda se davam outras condições, parto das quacs 
ficam c\|>ostas, pelo que bera mereciam «pie os desculpásse- 
mos, os aturássemos com a máxima paciência e procurássemos 



mnu\Xo dítuooi 



Rf 




OB tCTTU de IMIWMMf q»C 

•TigwiWi» », que todo* traba- 

Puto — o qual nio deixaria de 

que fúeer n ec e ssá ri o £as»r — 

efas padrcim, os seu» cheirs europeus 

te mu*. 
a fazenda de lai e em bom occastlo, por 
que mome nto * depois chegava ao acampamento QuicAnua com 
riste i ip a ae s de Química, de que te fizer» acompanhar par» 
noa auxiliar no tranaporte da» carga*, o* quae* aproveitaram 
o eaaejo para rirem com mukamba* de mantimento* que im- 
medialamemi' •• peaaoal negociou peia referida fazenda, parto 
da qual nio ebegára a entrar na* *ua* cubata*. 

IVoctumu Qaieânaa convencer-no* de que tivera grande 
desgosto quando lhe participaram o modo eomo o» Xinjes ao 
portaram, e que nio riera logo para o noaso Udo porque 
procurara reunir rapazes para nos ajudar a sair d'ali. 

— Nio trago muitos, dizia elle, ma» e»te* p«»dcui receber 
pagamento para marcharem com o senhor capitão, depois 

tn c animam outros a virem com elle» buscar noras car- 
gas, e a Expedição nio continua aqui desamparada padcr 
tanta* fomes. 

radecemos-Ihe a sua boa intenção e respondemos: 

— <>is.- nada queríamos com o» Xinjes, o que já tinhamos 
resolvido nio ir a Química o esperarmos ali o Cncuata Tâinbn 
que mandam Dar com a sua gente. Que pouco nos im- 
portara o termo* de padecer. ■ • une estimávamos estar naquelle 
logar, porque passando ahi muita gflote INHB <■•;-. rga* par» 
baixo e para cima. o < '«penda, " »'aian\ ugalas, o 

t" e O Muatiânvna depre 
de Mona Maluingo, que lantoi benefioioa devia a I 

ro por esta f&ta I" -ii rrutad", M o ■ suportar» 
mal com o» filho*, dfl Mueiie Pote, • ÇM Mona Mahango eoi 
aeus filho» comtcntindo-o, faziam a ena desgraça e das suas 
terras, porque haviam de ver um grande castigo pelo mal que 
nos. OHmWMfl. 



22> t 



SXPBDXÇlO PORTtTGCEZA AO MCATIÀXVUA 



QuicAnua dava-nos razão. Ponderava que nio sabia como 
apreBentar-ae deanto de sua ama so nao acccitassemos o» seus 
Berviços; que só depois de estarmos em Química e que tencic 
n*r» ia dar-Ihc conta do procedimento dos rapazes e doa seus 
esforço» em nos tirar da má situação em que nos deixaram ; 
que elle acompanharia também o senhor capitão e voltaria com 
gente para o transporte do reato ; que se nío queríamos 
ir para Química nos levaria paru Muquinji, distante d'ali quatro 
dias de viagem, mas que tínhamos então de pagar uma peça 
pela carga, e meia peça de rações, etc, ete. 

Como nao acceitassemos a sua proposta depois do muito 
insistir comnosco. pediu-nos que ao menos acceitassemos a 
comida que de propósito nos trouxera, um bode feio c pequeno 
— que nào resistimos depois á tentação de desenhar — e fubá, 
batatas doces e jinguba. Como estavamoB necessitados e para 
o nâo contrari.u- niai.-i ir. citámos, niiilmindo logo o seu pre- 
sente com muito pouco, o oquivab-nte a GCK.i réis, o que lho 
nao agradou. Pediu depois na retirada se lhe dávamos dois 
pratos de louça, ao que anriuimo.*, porquo dois rapazes do sei» 
fogo que tinham levado cargas de louça as apresentaram inta- 
ctas, apesar de oito dias de ausência podendo até ter ficado 
com toda ella. 

Se cate facto, por ser isolado, não era o bastante para com- 
provar probidade, tanto por parte do» dois rapazes como do 
velho seu amo, dá oceusifio de dizermos que os Xinjcs vivendo 
três mozes comnosco, sob este ponto se distanciavam muito 
de todos os povo» que conhecemos, e muito principalmente 
do pessoal que nos acompanhava, composto de individuo» <]■■ 
diversas proveniências que constantemente se tornavam maus 
modelos para imitar. 

Nem na Estação Costa o Silva, nem em jornada durante 
vinte dias transportando cargas, sem que fosse possível exer- 
cer sobre elles uma fiscalisaçio regular, murchando na máxima 
liberdade entre florestas e valles que só elles conheciam, e onde 
por algum tempo, a pretexto de descanço, podiam acoutar-se 
sem que o percebêssemos, e acampando próximo de povoações 



*?1 



v* BHBan fti 



pequena «eh» de lenha. E como no* surprche&áeaM «ata admi- 
rar*) procurou convencer-nos que o Chim que nlo roubar 
nlo pode ser tanto! E note-se qne cata mulher nu vésperas 
havia dado nTn « prova da probidade, fazendo remeiter a tua 
ama que tinha ido para Hong-kong, varias notas de banco no 
valor de 1000000 réis, que esta por eaquecimento deixara 
■obre a meu do seu toucador, estando convencida de as ter 
perdido no transito de Macau para aquella cidade ! 

O gosto pelo roubo que se tem apresentado como um cara- 
cter privativo dos indígenas do sertlo africano, cm quanto a 



882 : OUEZA AO MIATIÂNVIA 

(orna-ne mui* am-niuado (lo Cuaugo para a costa, e ó tão 
proverbial que o Oabix la iil • m" laa * ,,H " rouba»; 

e do Ouango ate ao ponto onde ohogAmoi npontam-H *ó o» 
. qui! registámos, e ulo nos para o bitu .niribuindo «> 
habito, N BBBÍffi jã se pode e-meiderar, BOfl mane exemplar- 
que dão ob pove;- que dl provlnoia il' 1 Angola rio eoramerciar 
10 iiiicriíir. Qomo os XinjeB do Mona Mahango »ào aquelie* 
.•..ih ipu-tn <n referidos DOVOi 1 <■•■ ni tido BMBM BOOfSOtO] BOI 
isso mesmo, talvez, foram tilei }U BOI deram prOTM de mais 
honestidade e honradas» 
Dcpoi» da dona entrevista com Quietou*] eomo chovesse 

muito, encarregámos ; ■■ lhe dar ue. i . i ! ! . ■ • de emni-r, 

para o quo 'contribuímos com parte do prescnti lo, o 

u in uma gallinha que comprámos ■ um doi rapacci que nora 
nu boi oomiti 

Apoau da chuva, d calor oaqw Uc dia fora insupport.avcl. Ob 
iip meteorológicos que te regtatarain mostram bem clara 

mente quanto nos era penosa a vida neste logar, o a neeessi- 
dade que tinhainon dê iimh afastarmos d'ellc. ( 'ho\ éra (linvu 1 1 <■ 
todo o dia c noite, a temperatura U baXMOl aloVOQ-M I 4*'" 
centígrados, sendo grandes a* variantes durante o dia e as 
iifGarencai para o ar Iíttb de 10 a 15 graus, acottaaitdo a htuni 

dade '.Mi iraeào ! 

Nu manhã de 4, Quicânua ao despedir-sc, voltou a insis- 
tir para que aproveitássemos o m rvien dos rapa/e? <pie trou- 
xera, mostrai) d n :is vantagens de sairmos já do vidle onde 

nes nlo podíamos lentir bem oom tanto calor, chuva- >• mau 
passadio, ■■ oomo nlo base possível chegar o um aecordo per 

causa do elevado custo em que nus itn portariam as viagens. 

mo para Mmpiiiiji, teimámos cm rejeitar o» sen- 

DÍBKC-nos por ultimo que vllavu para í.hiima i .d. • i" i- 
aii ter noticia que Tâiuhii viera ao nosso eliamamento, para 
então regressar a Mona Mahango e tranquilltaai ItW ama e 

filllOB. 

Depois d'elle ter parti, h, j-.tl--.Tiin.».- que talvez tivesse eido 

conveniente entrar i m ajustas, e qua houvesM vantagem cm 




Xiaja* que. ee diziam | 
passar • m par eet* levar mniu agaa, 
Mocoe Puto Mate lagar, vinham pa dir ■ « aga- 
até de madrugada em que Iwsxiam ■■!■ retirar para a* 



Tinham passado o rio Ubamba de manha cm p roc ur a d* 
■a* aa churras forcaram-noe a abrigarcm-ae oo mato e 
depois perdoam-se- 

Duraste o dia o Telho Matheua, que também «e afastara 
do acam{>ameato com o meamo intento, sentira tiro* a distan- 
ria a par tasu era de anppTa* que foss em aquellc» cavador sja 
40c oa fiaeram e <joe fosse Terdade o que diziam, maa á cau- 
!• la tomaram-ae precauções, porque podiam eer tatoneiroa e 
de uísiirugada ao retirarem levar alguma OUUBa que estivesse 
maia a tulu. 

Augusto Jarme foi conversar com elles e informou 
tinham visto havia dia» ua Xinjea que noa deixaram acampado* 
noa fundos da margem eaqoerda do 1'haniba, carpindo a |>erda 

morrera e lá fOra enterrado. 

poJs ila Haorta do seu parente que naquello meamo logar 

recebêrn sepultura, pareccu-nos sempre que velho nXo lograva 

aaade, anilava tristonho e abatido e nlo o mandamos regressar 

a, com oa tn-s rapazes porque Quicorazónhi lembrou, 

111, que m relho aeria iaao um pretexto para o* car- 

regaiinp -» da sua comitiva o quererem acompanhar, o atrás 

itea iriam to-l 



O que nao teriam dito depois da morte de QuienziiV 
mente que fôra feitiço nosso por nos deixarem! E depois diriam 
provavelmente (jiie começara o castigo de Muene Puto. 

Nao no» re^ m a imiiíví.-i, • ■ |ifcri»m04 ter dado 

mais alguma cousa a continuarmos no valle do Camau sujeitos 
;i* inclemências dos dias que se seguiram, provadas pelo» EftOtOfl 
•irologicos registados. Foi por OOrtO devido á mercê da In. 
videncia o n2o lhes sentirmos as consequências, que podiam Ber 
bem fataes, attento o mau cBtar do todos ! 

Nos dias 5, C e 7 houve chuvas constante» c torrcnciacc, 
trovoada* próxima» 8 imponentes, ventanias de levarem as 
barracas pelo ar, humidade no máximo de saturação; tudo 
molhado e bolorento, as camas em deposito, podres, u» rou- 
pa* sempre encharcada» durante a noite, embora abrigadas, 
as temperatura* elevadíssimas, differindo a das 9 horas da 
nianhit da das ;5 da tarde em 80° centígrados! 

Nós com uma alimentação pouco reparadora, já debilitados, 
aborrecidos, sem fundamento para uma esperança de em breve 
sairmos d'ali e vendo os recurso* a consumirem-sc, nem sequer 
nos lembrámos de animar a nossa gente a ir construir um 
acampamento em melhores condições no cimo da serra na base 
da qual estávamos, e onde . ia OMrartm as chuva» tive- 

mos conhecimento que havia um magnifico logar para esse fim ! 

Se os dias 8 e 9 se apresentaram um pouco melhores, ainda 
assim nao era tempo que pormittísM meeher em cargas, e a 
humidade durante a noite do ultimo augmcnt/ira tanto, que 
fomos obrigadoB pelos forteB ataques de tosse a levantanno- 
nos, accender a vella e até de madrugada entretermo-nos a 
escrever. 

Voltaram as chuvas e trovoadas nos dias seguintes, sendo 
notável que no dia 10 baixou o thermometro a 10 graus, o 
que nos fez suppôr mudança de estação; mas no dia 13 ele- 
vaudo-se a 48 baixou de repente a 22, continuando as chuvas 
c trovoadus. 

cE temos vivido aqui, escrevíamos neste dia, setenta pes- 
soas mal alimentadas e mal abrigadas, com um tempo horrível 



BIPÇAO DA vr 



225 



Mn <|'i<' uma se queixe de doença qne demande 
cuidados. Qual será a «tansa modifioadora? 

(/■imito a nó», provavelmente é porqi i r do estarmos 

num Vftllo, o logar em que acampam- •.* 6ea d» MUÍ&rontado e ob 

■ quadrantei do ml que maii I "minado com 

certa impetuosidade ti bi a gnoe, e sfustain os maus effinrioi 

adi tornar a localidade insalubre. 

■to qne tomo» de nos demorar aatún ter 

içSes a tal respeito ao nono Diário — ■ espe- 
remos por um maior numero de ob- e e»clareciiiieiitim 
•obre ou arredores para melhor apreoiaolo da localidade». 

toa durante aquelloi dial ate ao lia KJ um certo nu- 
ii de informações, que não deixavam de offerecor interesso, 

o co:i i»i em coordená-la* por oaoM dai interpre- 

i mimo-las agora. 

tulli i quando foi á Mu»»miiha em 

1876, algum tampo com o sen companheiro o 'li - - Lu 

que nào prosegniu. Imrpeilailo cm casa de Saturnino Machado, 

abundo. Tendo podido a este um Landa para nu 

m-lbe Saturnino a < acuata Vunje com quem tinha 

,ô©e o que mandara chamar á distancia de três dias do 

jornada. 

Este caonati igiado com rocalo da ir ;i Mus- 

«u tuba porque Muatiãnviia AiiiIiuiiiIki, viiL-m Xnnania, 1 1 » - • 
ii-iiipo duas pontal da marfim da lai para nego- 
ciar nas margens do Cmuigo. e aUe locnplotank-M oom D pro- 
■ e nâo voltou. Animado porém i Dm a i aperanea de per- 
dão por apresentar o dr. Pogpo com a sua caravana ao Mi;a 
tiânvua, :ic<<inpankou-o, o o potentado néon tio aatíafeito qne 
n. ih li.' ! 'ill"n na falto que oommettôra, e ainda o pri»'iiteou 
i vários objcctoi dos qi I ira o mesmo doutor. 

boi prestou estas mibrmaçSc di i ma >•* eacuataa 

tamb.rn n h diligencia d'aqueUe 

ua para Muene Puto ' > no Cnango, a QU4 regres- 

sando ficaram no Amuivo logo qne tiveram conhecimento da 
lli-; a acreditava que Ihoa convinha apr< 

v„,.. ii IS 



O ensejo do ao apresentarem naqui-lla OCpaaiio com m nossa 
Expedição na Museumba. Na curte, nquelle que apresenta ao 

Muatiâiivim uma c.inivnii.'! de eoaunwnoio é considerado pctioa 

muito idónea, o H Tánibu D Caje apivsenta.-soiu ii Expedição 
de Muenc Puto, dizia «> n<>bsu informador qui os wuí nomes 
Si ii'u> afamados. 

Sobre )i diligencia d'estOS últimos cacuutas, hmivc também 
quom no» aníi-masse que a visita ao potentado Muene Puto 
CaSSOngQ WÉ um pretexto, e que o verdadeiro fim era obrif M 
O Anzavo a cobrar tributou do* povos vizinho* para o Miui- 
tiànvun, o fazer guerra ao Cambongo, se fosse preciso, para 
«•lie o» pagar. 

Cambongo era um potentado que se dizia súbdito do rei 
do ( 'onpo. Saindo das suas terras em exploração para as mar- 
ircns do Dliamba, tornaram' lenfaot de tDD domínio que abran- 
ge a região eomprchendida entre as terra* de Mm no Puto 
( tasongo, Mueto Anguimbo, Mona Mahango, e Anzavo, sendo 
O rkl < uengo o seu limite a lesta. 

Ficava port.-intn encravado na* terras ji que o MuatiAnvua 
ebamava «nas, entre os dominios de Capcnda-eá-Mulembai, 
Cuiingula •• outro» vassallos m-iu, 

Quando pela primeira ?ez se exigiu ao Cambongo. da parte 
ilo Muaiiâuvua, que pagasse tributos como faziam todos os 
qniloloe, respondeu ojoe era súbdito do rei do Congn .■ não do 
Muatiàiivuji. Que ia estabelecera onde estava, na intençio de 

nau fuzir gnoma aos povos seus vizinhos, »■ m-.-i- propósito 
ainda eontiuuava, porém se alguém se lembrasse da ir porfiar 

ooo ella bodo tenção de o desalojar, ons o separara a o rece- 
beria a fogo, p"i« para isso estava bem prevenido. 

Os eaeuatas TAinbu <■ ( 'aje quando chegaram lis terras do 
Anzavo instigaram-im cm nonn- dn Mualiânvua a fazer guerra 
B0 Cambongo, porém cllc recnsou-se dizendo estar vdho e ter 
sempre vivido em boa harmonia com a<pielli' potentado. ■• que 
wn filhos se tinham aparentado eom as rilha» delir . vice 
vers». Que podia o MuatiAnvua mandá-lo matar a elle Anzavo, 
ma* que nil" farta guerra ao seu vizinho Cambongo. 



DBSCSTr\Xo DA ti 



Tivera eate potentado jon? lha tia que o 

eriára -ne Aníún 'ama. «jar j» ntar 

toa ma> tinha anbrv •■lie muita influencia, K»tn jkioju l>-vau- 

em trmp» sajeatoe* com Mona Mahai . Mkdea d< 

construir ama tranqueira par-» evitar que pente da 

povoai.i" afreta ítMMt* basear agua às : de um riacho 

iro»- limitar» aa i-m« d" Mona Mahango e aí »u«». Caniboago 

.rar a tia, 
ter mandado fazer squ.-lla uuu"tiue\ i« scni o consultar, i man- 
dato-a demolir, drieodi oa ■■m aad 

— Xao me tuett.-m medo os vizinho*, mu nio qOBro que ao 
diga ' >tar guer- 

ra* c»im rIIi-B ha de ser quando MM ]>p>v»qaen. 

u«ando .1- de tal ti i 

••* B&ngalas, ijh>- *âo oa mais atrevido», 

r» icnivia ainda boje; sendo certo tj 
atui» terra* com negocio, se prori: 

ia tronsaocíSes, ai» mandai] l>*rto 

daa veze- i->s il<- todo toe. Un-s ptrtl l hoje nio 

■ i que [>i rra. 

i|U< -li- dizia aos. BAageJaa ,,u«' o nnKarnvatn 
d<- que ninguém volt aria na suas terras para fa 

—Que me importa baol alguém oa fbi chamar? Se vêem 
ea, é atras do seu íntoreaM B alo pma HM 
bem, se <|nizerem continuar a ser recebidos como 
Nas sua» terr itga, nas minhas mi ■■ guando 

eu precisar •! n cus terras de M ando lã a 

•u ; rói urar o* Mângalas. 
— Primeiro que ao Jaga de < aanaje, diapenaon Pnto 

a *un ami rei do ' 'ongu meu am ■. irai n i d< : > 1 1 la r*v 

bocolo (aino '), que li Puto, para que todo» 

saibam da miaha la terra dVmde elle vãm qoe é 



1 Db to «Ino era de ama dai -grrja* de S. Salva- 

dor do Coaico. 







8DEZA AO HUATllMWA 



il«; ijut- preciso. Lá existe muito 
negocio da» terras de Ifoena Pato, porane 01 nlboi '1" <'ongo 
nlo suo como o» de I lananje, que fazem fogo contra os fQhoa 

ilo >"-ii bemfoitor i i M mu wa one ■ 

. \'Ao a mcomuh da voltar, o «<■ çoiserem exp 

armafl, venham ver quanto valem ai minhas. 

Depois da morte 8o tenente bovobo] GaaaJ n.i iin n-i d> < '.i .. 
Banjo, Cambongo prestou ■ ntei no» africanos 

goidoí conseguiram refugiar-se nas nua 
terraa, '1" qu< damos conhecimi nto iMiiui" facto biatofieo no vo- 
lume ■ -iu que •<■ (rata da e.thnour iphia '■ historia (loB pOTOÍ Tu*. 

Emquanto á religião dos povos de Cambongo, observa-** o 

moíiii" qu<- enti itro* que conhecemos, porém nelle* nota-se 

ama tal ou qual influencia da catechese do nosso antigo oloro 
M reino do Congo. 

Temi as kii ilcs imaginário! *im. ma* quo figuram 

.•ih madeira "ii ■ -ih marfim, mais perfeitas o bem ur-aludas ilu 
000 U que em geral tinhaimo TOtO. Se n OOion qm- Ibea façam 

iii.il. i- aataa da tontarom qualquer aogooio, empresa, 

i;i. eto>| f:i/'')n-lhe offerendas, c antam a dançam para lhes 

SOMO) n-rudavei,. e invocam-nas a 101 favo-; equainh. BlO 
ididoo, as provas >li- r.'i-Hiili.-e;nn-nto consistem cm in 
(betarem a sua çiln, chamando todns os parente* v aiui- 

gi.s para oumuem, beberem <• dançarem BB) dias e noites de 

jo lUCCessivo. Ao lailn do idolo de maiores ou nietiore 
dimensões que possuem, o cm diversos logare» hl teem o» cru- 
cifixo tu.- doa santo* :i (pie itidisiinctame.ntc chamam 
o ' c dizem : — .Se nilo fosso o Z&ffibi que bom 
i eompaizlo de nós que somos uns brutinhos, o idolo tal 
(o que estilo featejando) nos faria muito mal. 

As contrariedade*, nom parto», doenças, morte», etc., attri- 
i nas ou a feitiços ou aos idolo», e por isso lui muitos adi- 
vinhadores que teem sempre que f.i 



Dens relho, tal 



DESCBIPÇXo DA Vi 



220 



semelhai) Lunda, logo que um adi- 

dor attribue qualquer d'aquellaa males, :»ide- 

«•xtraordinwioí. itieeiro, o potentado ; 

um bando avi itra uma pessoa enfeitiçada 

-na» terras, e ordenando a quem ;i ita de 

ir o i'.-iiii i m ainda U a tempo, o 

r.i morto. No caao do morrido, 

o feiticeiro sendo agarrado é victimado pela populaça. 

O* feiticeiros hXo considerados como flagello* OS, e 

1 nilo lhes podem i n-i-.]. t.4i- <■ procuram 
desfii.- i lies. Todavia entre alguns povos, M o índh 

boje itentam-se 

i :u tudo quanto tem e om 
riba. 
Se ou causadores do mal foi m 01 idolof, pra ara le ooahe- 
[ual foi d'estea o que o promoveu, fl chama-ee o meeinheiro 
r o tratanu nto á vietíma, ao meamo tempo 

que se procura propiciar ii i.lnlii pura que pormittO QUfl tra- 

ato produza o resultado desejado o para que alo continue 

-cgui-la. 

di sonhei Ida qui e oura, > guo • unhem .> aiiri 

buo ao» ídolos, c a quo elles chamam ioca ijoiíil 

O adivinhador depois de ter dito ser esta a dfl que 

■ afermo o de estar devidamente pago o seu trahalho, 
indica o curandeiro quo so deve chamar para fazer o respectivo 
i trac logo uma pam ll:i bem tap.-ida, com uma 

pecial feita de umas determinadas ervas, que 
•mo nome da doença, o de que sempre tom fornecimento. 
iia o tratamento por oollooar ao lado do doente uma 
i panella nova com agua, onde dai 
umas folhas que procura no mato próximo e que silo apanhadas 
do ■- anu ocrtoi preceitos, para o que se foi scom* 
panbur como acolvto de uma pai 10a da familia ou da unaud 
do doente. 

Scrvindo-se de ramos de folhai» Curandeiro asperge 00D esta 
agua ti corpo Ioda Lo doente — o qual está deitado esperando 






i i inií.ÀO POBTU0OB8A AO KUATllffVUA 



.1 operação — dinodl) nina» palavra» do rito, fazendo tnuin 
o daii'1'i saltos t-m roda dVII<-. tudo muito exagerado. 

No primeira dia bus-se '.-to tratamento três vezo», urrindo 
.id.i vez um rimo de (blhae «ova» e guisa 'li- hj 
a que chi wâpula, 

Ni.b nutro» iliaa é " eafbn [BÍ asperge a própria barriga, 

npn ii;i ultima agua e da cuoopum qro lhe dei- 
Mni n curandeiro. 
Depoii de de spparecor o -"1 alo pode o doente tora t a 

• DO d ate tem de '•»)» rar i]in- •■(-!•• ap]»arcça OU 

ti-r a iMíiTr/.a ijiiii 'li' ilcvi catar teima do horiaonte nata 

eomerj alo podondo entrar, dos auia rafe mimantodnra 

o tratamento, carne de porco ira de bagre, daiai 
cia ao ■ ervaa oom infunde. 

A oura dizem ■■■■>• infiillivrl. durando tratamento tanto 

• ipo quanto o necoaaario paia mm n inltadol K »«; nài> »<• 

melhora ■'■ porqui i doença ■■ outra, c £ pzaaiaa ohami c 

aOTQ a'li\ilih:.il"r «|in • nalira OUtTO <uraiiil.-iro ! 

Muitos para ttoetAatan m o tratamento! principalmente em 
criança*, •!• |m>í r . iln [n-iim-iro dia em que aa ntporgem, i 
gam*Jho todo o corpo, deado • cabeei ati uu pés, oom 'luza. 

Dina comitiva do BAngalaa que chegara do dia HdoCaun- 
gula com carga* da borracha acampou atém 'l" rioj a pouco 
'!' poia vieram oi Ambanzei Qumprimenter-noi ■ l imbem colhi 
d'eUea varia» informaçòce o •nclarecimentoa iiuo conaigni 

nau Diário e ile que darei conhecimento. 

Angunza Matute, rilho da ama quo criou Cenngula, tor> 
oára-M pretendente ao Estado d'Mto, e convidara o potei 
quiuco, ttueajanga, para o ajudar numa guerra contra o seu 
soberano. Caungola mandara dizer a Mucajanga que ara me 
lhor que osperasseni que ia ofaaraa ■oahasaem paca " atacar, e 

i-Iiiil I •niihuinza lanvn no Ca»»a».-a para .- n r- j • < : . ■ I < t a Mia 

)ii para a Mu..- lia, )inri|iir hh < x hiii".cOI .■•lavam HK*al- 

tando oi caminhos. 

Tendo burro amigos entre o» QuiOcoí vizinho», catava dili- 
genciando ••vitar aquella guerra por ler muito prejudicial aoa 



DBA UpçlO Da vi 



-T. 1 



• d» Luuda cujo estado, a pedida da efirte, alk m 

a ir governar. 
< 'ontirmaram que Ianvo tinha o» «cos sessenta afino* > que 
era filho iii> Muatiânvua Noèjij o qual Rodrigues Graça visitara 
••iii 1848, •• que fora Sumia Mulo]*» da *•■» primo, o faUeotdo 
Muatiânvua Muteba coin quem vivera Lourenço Bezerra, 
negociante sertanejo Blbo do Golungo Alto, descendente de 
Earopoa. Qoe por receio de intriga* da corte lanv.i «• rxjni- 
triára em 1870 ou 1871, eonservando-se exilado, nlo obstante 
os recadoB de Muteba para ir retomar o seu lugar garantindu- 
Ihe a snccesaão no Kstado. 

Acceitando como bons o* conselhos de (ata, mac de Xana- 

tna, que era a Lucuoquexe de Muteba, nunca fisera caso doe 

loa d'este, •■ Xanama qna ambicionava o Betado de qoe 

conseguiu com o apoio d" ter Muatiânvua. fisera-lbe 

de morte, obrigando o u lcr**e nas 

: Ctangnla, refugiando-M Ianvo ainda dt'| 

medo d'ellc nas terras de Oapenda-eá-MuIeniba. 

Depoii doa Landas matarem o Xanama, procurou a corte 
indagar »<■ Ianvo n-a vivo |>ar» lhe entregar >• poder, porém 

'i foram raccedendo do 
Betado outros filhos de Mnafi&nvua, que poaeo tempo depois 
• ia ] un mortos. 

Boubanrfe onde astara Ianvo |w>r um Qnidco qoe nina nv 

carregada l.aiuar para ir tomar conta do lugar que lhe 

sacia, in-i lavam ou informadores — que pasaa- 

ram |>or Caungula de Ma taba vindos do Lulua a norte — terem 
lhe alii rlito que (^uimbamba Quinialaiica, irmão mais novo do 
a cm terras da Na Cambunje, no Tenga. 
sabendo qu© da Mussumba mandavam chamar Ianvo por nlo 
estai' tos com o Muatiânvua < 'angâpua, que apenas 

titdia u™ me. mo, M preparava para antecij 

á marcha do irmáo ■•, com auxilio dos (Juiõeo* do Cassai e de 
alguns potentados Landas do Luiúa coaqohtar-lls logar, e 
qoe avançar ainda Ianvo d'esta ves 

ficava preterido. 



m 



i:\VIM\v\O l-nliTUMIEZA AO MIA Tl vNVIIA 



Como é fácil de aompnhendor, <.»t.-«h informações que nos 
davam :i: i|ik- i inhooiam os usos do p.-iíz suscitavam, 

para quem cr.-i extranho 11 elles, um certo namoro de iiiterro- 
gaçffes, ãÉrigid&l Bio BÒ* ■ oKtn» como «outro* imlivi li 
quem i:mi>>^ travando relações e tambom aos nossos interpre- 
tes o homens da Expedição que tinlioin ronlieoinu BtOl pratico» 




jitt r.\i«Ti»o 



d'e8tes povos, e do conjuncto destas ínvaitígaçOas, que com 
o tempo forno* :nn |'I i:tn<l< •. t 'oordenáinoB os apontamentos que 
fazem parte da Ethno^rujilii.i e Historia tradicional doi povo* 
• |ii. OOnheoamOB, os quaes publicAmos um s<-|'.ir:i<l< ■. 

O» atra Xanama, diatanua aind* oa Amhanawaf da» 

envolveram-se por dincrentes causas. 




ih:- BIPçZo OÂ vi 






Morticínio doa maia affamadoa pot< utados do Estado, rigo- 
roso* ca- iicia* nn tribuiaotOi etc.; 

U»din i que mais exacerbou esses odius foi qn. 

il;i ikuilirojiopbagia doa I aodaa 

: .imdus. 

Em wwt Soa entre o Lulúa a o Calíinhi está dividido 

"-ibua sujeitas ao Mnatiâavu&. < ».-< maia próximo* 

■ e mab U em por chi . iaoda, 

Mm-n I • Papa, Mm-ne Gamba: > e tduene 

.. b toâoi tio conaideradoa guiloloa do Balado da afuitía, 

qil«- i lii. :rn d.: .Mn . m-ikI.i tributário* 

ido dignitário. 
Os nau »uj' atíftnvna habitain a região entre o 

ia DO Ltlbiuíxi, n:i altura <1m I n sniipi para .1 norte, 1! 
:irtiriii!i-»".' qOi |i'i|ii'ii:i ''.-tatum nia» de cabeia» des- 

prop caçadorea, asando d< flechaa o azagaias 

nndiía. Tcom fama d<- ■- - 1 1 ■ ■ ; ■ - . •■ ■ 
partoa pudendaa com a pelle da barriga, que logo de oriauona 
m ih udo para ai obrigar a < l • loair Soando 

pendentes, di- i Lo que no* homens o penis p * que 

seja i i rto. 

li os informaram estes liangaln», que alguns dos 

- : : ii. lei mi fbiti riagsni paru u Mil <ião no- 
ticia quele* que uào sao negros, maa rusto» |!.i K de 

toppdr qua a >. entn egro e pardo. Usam 

ir.. u.;.- uompridaa até abaixo doa homhroa i iSo oorpolontoa. 

i lli - i m-ae potentado* que dispScm de muito 

oortoa ih "9. 

O trafico com <-ll • . sondo do muito iatere >-, nâo 6 fácil, 

|x>rquu sao bastante desconfiados, e em vendo eninitiva* >li- 

xtranhoe f ■.-• -m p-u i ua doreataa onde vivem oceulto» 
i vegetação. 
Ha muitu tempo quo para lá nio vâo caravana* da* mar 
geos do i porque o* Qoiflooa do sul a pouco e pouco 

toam itabeleocr-80 no antigo caminho para aquella re- 

gião, o só deixam passar as que satisfazem u» sua» exigências 



884 



BXTSDIÇZO POBTCW RU AO MIATIÃSVIA 



<!'■ tributos. Xn maior parte «la» vezes, quando <>• mercadores 
regressam, i " i . un-i h ■ todo marfim e eera que trazem, dizen- 
(In Hm qm- por muito favor os deixam retinir e08B » vida, 

porque, se queriam faser negocio e 8» -sem no sitio d'ell<- 

tambi-m labem OOde 1 1 .■! • • de ir buscar n[n<lla8 mercadorias, 
'.ni.nndo lú iam a» caravana», tinham ou individuo» que as 

companbam «lo tomar procauaSaã para m occultarem qoj 
acampavam, e apenas um ou outro individuo de Bonfiançaora 
i aoarngado de proooraz o ohefe do» Scquoie.» paru lln> . 

sentar um presente de fazenda emn uma cabra ou ovelha, >■ só 
passados alguns dias ih- convivendo i que ->- eutaholcvm as 

relaçSea para negocio. 

As caravana- compravam, mandioca o gado miúdo, unte» 

de lá checarem, Ill isso, o mais com o sal ipie le\ 

»n faziam muito boa» transacções. 

Dizendo noa a estes informadores que nao deviam i 
douailo iiqueiiit earreirn de oegoeio o que podiam teraprorei 

tado ini-sino i'S IJuineos para intermediário!, responderam que 

mpre mau o negocio com o Quiôi-o ilo sul, porque para 

receber queria at medida* muito grandes e para pagar mu- 

li.iva-lles um pedaço que tícava para elle. rsto traz-nos á 
lembrança os i 'hins, que fazendo pagamentos com as mexi- 
HWfltj a pretexto de garantir a sua boa ipialiiladi ubam 

de i lo, qur de oada uma lhe» fica um peducito de prata para 

■ gaveta» 

A railQ i|U>- nos deram de rogÍMOS. 01 Scqucle*. 10 verem 

gente estranha, é pelo receio que teeni de que <>* levem para 

etOraVOI fora da sua terra. 

Por diftrantea indagaoSee a que procedei i sobre estes 

povoa, aoreditdmoa que *&» os oonheoidoa entre noa por Haa> 

' • p i ••!■■■ -■, risinhoa doa Amboellaa; «■ com n-.-peito ao» 1'andaa 
do norte também nos convencemos que serio uma tribu dos 
Aças do que nos fallou Scluwinfiirth, quando nau sejam M 
próprios iiborigene». 

Para eomplenn ato d'6Btaa nossas informações devemos ainda 

u n secular, que se falia com repugnância entre os Lundus cm 







comer a carne, dos «cus Bsnu&MuitaB) porém oma «'• antigo mo 

na, quando cllo julga ser pequeno o castigo da 
pena de morte para um delinquente, mnudá-lo entrosar ao 
acra s ' I ■>■•/,« paru osto o negociar com o« Oandaa 

vizinhos quo o trotam por cabras para o devorarem. 

foi i firmado mata tardo como veremos por fcfnsi b 

potentado na margem do < ji,porqu omoa 

loa três dias, e quo sondo Uanda e abafa dfl Uundaa, 
r.ni mt eate O caatigo mais repugnante que o Mua- 
,> lai toa seu* filhi 

QnÚUU díaa haviam já d< errido * 1 • ■ j . . . i - da [lartidii ilo int.-r- 
lava-nn* cuidado n sua demora. A nAo 8er por doeBOB 

podiamoa ir áa grandea chora*, ou cnt&o ao ( lacoa 

ta, «pie qaerendo acompanhá-lo estivesse reunindo gente para 
e*se fim; mas lambeu ■■ -r dorida a uma canoa extraor- 

Apesar do termos trabalho» em que HM entreiivesaomoa c 
do tocegii em .me se vivia no iti-ampamentOj MB paVte A 

lo ipi am em pi ura « 1 ■ mantimentos, etu 

parte a uma aula de inatrocçta primaria — que H m.-tituira 

por I ç.i iln - - 1 1 1 j . 1 1 : • . i • 1 ■ ■ .Insé l-';ai-lii litros, onde 

amam alguma aoldados, oarn gadoraa ia ilalanja ■• mono* 
1 qoal 'i.! nu. mi durante a viagem, e alguns discípulos 
tevi' ame aproveitaram — a em parte ainda- ao uma tempo que 
um grande numero .>, nAo aair d i NU alojem) 

nio .a. | tTel i ..nservarmo-nos indefinidamente naquellc 

logar, esperando opportoaidade da appancu regadores, 

;iii- <»s rocuraoa iam i lo o podiamoa chegar i una 

situação critica. 

■ 1 1 ■ i-.-t tu i -in ■.- iie fazer «eguir a Expedíçto a pouco ■■ POO0O 

ata sob d vigilância do Bub?chate a do ajudante, c de 

i rapidamente com oito lnmi.ii.- a Malanjc organisar 

' ...mi oa conhecimentos práticos j.i adquiridos, uma nova 

-! aapprimeiítns e carregmloreí de sobrei ulIentC. 

S« lias ne-re piojee' ■ i . r.inia- que teria 

ai. .1. di i" -..ai, porque noa já bastante 






EXPEDIçXo portiweza AO MUATIÂM". * 



enfraquecidos nâo podi zet marchas grandes a pé, care- 

cendo de gentia paru n conducção I ': lléo disto, a 

responsabilidade que assumíramos 00X10 chefe, obrigava-nos 
a estar junto da Kxpediçao, e por isso deliberámos mandar 

seguir o empregado europeu ( i doil cabos de carregadores 

<|ue tinhamo* na conta de mais es pi n 
Gamboa, e mais três rapazes á escolha d'estcs, ficando para 
oi MibfttiMb BO transporte dfl OMCgM] cinco i|itiiie^r:i> i':«itxi- 
liares) que contraotariamos quando priooipiWM •■■•<•■ serviço. 

Esta diligencia ia a Malanje com uma requisição de d; 
sos artigos que jul:. iTanio: ili mais necessidade, para ser sa- 
iu pelo negociante i 'ustodiu Muehudo. Podíamos a e»ie 
bom compatriota todo o seu empenho I D angariar o maior 
iinm.To de carregadores poMÍTel em um corto praao. 

Taiiiln 'in j "odiamos ao capitão Machado chefe "1" OOnOftlho o 

nosso antigo amigo o seu valioso auxilio, para aquelle nego- 

poder satisfazer os nossos desejos tào proiupiamente 

como deeejftvamoe. 

A diligencia procuraria pela sua parlo desempenhar s>i da 

in SOB) ■ ma\im.i rapidez possivol, não nos BBCOBtnUldo 

á volta na localidade, seguiria para o Cassassa, no Cuilo, peio 

iimerario escolhido de aceordo com os velhos carregadores, e 

OtM "T.i conhecido dos i|ue partiam. 

Todos trataram de fazer as suas correspondências, matou-eo 
UIIl dos três bois que se dividiu eui raçòc.-.. ili-l riblÚBde ->■ 
uma parle á diligencia pira a entreter pelo i-uiiii nlio até ao 
Cuango, e deram-sc-lhe cartas de recommendaçâo para ter 
soccorroB BO Lul <■■ cm <'at'Ú\i. 

Saiu a diligencia na madrugada do ]-. .■ secundo Manuel 
Ignacio que coidiecia um caminho mais direito, calculou-sc 
qoe chegaria a Malanje no dia 2 de maio. 

As e.luivas «• trovoadas mio cessavam, o no dia immediato 
depois do sol posto appareccu-nos debaixo do uma chuvada 

torrencial o interprete António I'... lurrapado. i as 

carnes á mostra. A noite, dflpoie d'ellc ter deseancado e 
do, cliamámo-lo para nos dar conta da sua commissao. 





DMCUPÇZO DA Vi 



•i37 



VAI. II. E 08 SEUS ARREDORES 




avi.-iiiH..-. at ma rregado António 

i5i-z.ir.i, BOIDO dignemos, de 
tornar um QsrtO nuniom de 
;i|MP]il,i!ii>nti-. ii<> mu lr;ui.>ilo. 
petofl <|iiii<'* DOS fbSBa posai- 
• -I • _undo os pontal deter- 
minados que já tínhamos, CêX- 
i ■"■ i .D ■ ,, ,. bem assíni 

iipi'ovi-i(4iríis suas iuloniiiiviV-H 
sobro o que observasse, para 

mo mnoi rwwaid>ment<i po- 

dennos <iar tlgOBI i-m-hircci- 
meiltoa sobre O qm- tusso mais 
verosímil e aproveitável. 
Marobara sempre debaixo de dhnva, gastando cinco dias at<'- 
ao Aiiibvo a quatro no rogrea 

As dtuui primeiras jornadas, a contar do aeampamento ate d 
de Mona Lubanda ao norte, luram as já eonbeoidaa 
no itinerário do ajudam* ipi.-nulo u -lo Mn-:;,, [g, ]',,; 

que modon do ramo em direcção ao Anzavo, caminhan- 
do .uii bagos Btgmvsagnes aobre lem-n» muito omlulndo, des- 
rofundos valles c transpondo ás montanhas que os 
dividem, aonumdo-ae-Uie mais aenaivel o ncce*so A ultima, ondo 



reaide o Anzavn, nio »õ peia differença de nivi-I com o viill.- 
41 (MM tinha '1' aoido • onde «"ira o rio Nuovo, mas ainda pelo 
ingrime dai BUM encostas, mu iiíii1iji->.-h- aos tni-cií-nln 

para vencer a altura em QUI Ifl om ontr a v am H pova 

Partindo de Muene Lubanda no nirao N. '/* W.-NW. aos 
3,5 kilometroi paaaoa: o rincho Quibuuxa c - tilometroi maia 
il ante o Quieta seu Afluente, OU corria para norto, certa- 
imuti: a confluir com outro» qn<- com m para N. W. a nitiar 
no Nuiivo. Seguiu ilcpois por 4 kilomHnis im rum" N.-W. 
nobre uma montanha |>ma descer ao riu Oamabuto que passou, 

manhando ta Eiejue-cagQea l kilometro mais para o norte 
para atravessar o ri" Capecnbn. 

Ksti a rios Ȉo de tal modo tortuosos que DO sen timnsii 

tontos ■ pastar mb seguida na ordem inverta, primeiro o I la 

|n iiiba marchando mui.- 1 kílometrO para DOBtO, dopoil D I '-'In -i- 

bntOj tendo Bato nm ])orcurso de 500 metros para N.-W. Oon 

tinuainl" por ^(Mi metro* neste rumo pa*x rio Muiala •"•' " I 

metros depois < 'nnupamba, rios que tainin m tornOO a passar; 

este depoii de l,o kilometro de marcha no rumo W.-NW. i o 
anttxioc depoii de percorrer 2 kili itroi um pouco maia para 

\Y. f atravessando novamente o ( '..uiabutn depois de andar I 

kilometro ainda nu meemo rumo. 

Seguia por I kilonv iro no rumo W.-NW.. •■ descendo p. <-■.-<• u 
ri" Zenza. Continuando por '■'> kil<>motroa no meotuo nUBO 
paaaou aovajnente o I anapamba e maia adeaate I kilometro 

Caiu aua. Marchou i-utà" 1 ,5 kilomOtTO para N.-W. atra- 
vessou a povoação de Mutombo < 'ariana, que fica na mai 

[Oexda do Cemabuto, com o qual deparoa outra vaa hw 
dii-o a passar, e seguindo I kilometro do rumo mai» pata 
norte paaaon « rio Muiala. No mesmo rumo ainda parOOTren 
1,."> kílometrO e tornou a pasioir ii I 'anap.-imha e nnn mais 1 
kilometro de caminlm entrou na povoação <1" Xicuje. onda 
acampou. I I pi n ih -o total da marcha neste dia foi de 2" kilo- 

matroa sobra aerraa» pântanos, tonai i Boharondas, atraveaaando 

os rios a vau, wndo a maior parte do trajecto por densas flo- 
restas, onde os caminhos principalmente nas rampas estavam 





escorregadios, obstruído* com tnuicoB de arvores derrubadas 

po e raixea a descoberto o lo :in asperey.aa ili» 

lulievam « marcha a molestavas] m pés, Poj vezos 

1I1.1-. viu o riu Nu. iv<> e todos os que jmi&bou 
(«ira este rio. e da todos OS valli a que tinha atn 
julgada eer o ultimo aqnello ao que maia daseeo. 

ntaç&O '|iie os Liinda* fizeram de Bezerra <• 
íiiuzumli.i da Bxpediçio de Miicm pato ia Boba XioQJe, 
deu-lha boa pousada |>ara pernoitar, c mandou preparar-lhe 
de bodi ii e ""iii elle bebeu matuto, ipie o ihk.ih interpreta 
• i apreciava. Socoedia-lbe porém •!«• ordinário, ipie depoi» 
da terceira caneca, gaguejava, e H bebia quarta, j* nao dizia 
cousa que se entend • ■.-.-•. 

iimi elle qae • povoaçto ara pequeBa. A maio* parte dos 
homens estavam aasentea quando alia chegou, a ai malherea 
<jue »o entretinham nas lavras regressavam de lá com carga* 
de mandiocas, que notou terem grandes. Viu u mulheree 
i tolhas, c tendo <■ mprado a uma vinte 
H •!■ uma jarda de riscado, disseram-] )i<- elliis qun 
ha muito tempo nlo viam um retalho de fazenda nova. 

Seguiu da povoai ramo unaaí do norte, e depois de 1 

kilometro de marcha paaaoti A novo o rio CfiW*ptmbffti Vi- 
rando a N.-W. passou, percorridos 2 kilometroa, o • 'anluia que 

para sudoeste e qui -hum do Camabnto l kilometro 

i nl ■■. Knte rio ipm eorre alii para N. via-se BOln r I ■ 

pamba, que afastado já do sou transito corria p 

elle jiela direita paia N.-W. Subiu ainda no mesmo run ■ 

tasiode 2,& kilometroa, e daqui desoeu inelmandoum pouco 
|wru norte ctu todo o p< rcorao da 2 kilometroa aia* ao rio Ca 

DJÚtoa, que também corre para o < 'anapaml.a. 

|ntu uo rumo W-.NW. por i kilometro, subindo até á 
povoação do Xa Musaua e desata marchando \\ kilometroi 

quasi no rum» W. passando ., rio l aluda que tamli.-iu eorre 

para o Oanapambe. Continuou rabiado i kilometro no rumo 
\V '/» W.-NW. para descer cm 2 kilometroa no rumo W.-NW. 
ao riacho Angombe também affluente do Canapainha, e subindo 



240 



KXPEDIÇXO PORTFQUKZA AO MlíATIÁ: 



usino rumo .limli i aminliou fX M í nntrol fàXã entrar D* 

povoação de < nnbango Mucanzo, tendo eido a jornada de 16 
kilometros. 

Xo quinto dia principiou a jornada DO rumo N.-W. em que 
caminhou 1 kilometro subindo, o cm seguida percorreu 1 kilo 
metro do coíbo W.-.wv. *• no mesmo ramo ainda 2:200 me- 
tros descendo parn o rio Ganapiimba, DM ji eorril para W. 
entrando dopei- no Nu ovo. Caminhou no mesmo rumo f> kilo- 
metro» Q com alie coiitiii i solu-i! o pliin.-ilto por 2:200 me- 
tros, descendo ,i ] ... , constantemente nu extensão do 3 kilo- 
metroa para o rio CMacola^ que corre para sodoaato e raa 

tampem i-nira no Nu OTO. SogUO ainda DO me, rumo por 

1 ,f> lulomotro subindo, o voltou para N.-W. num percurso de 

2 kilnmetros, doacendo atí ao riaoho Caxola que doem pan 

\V '/j W.-NW. a confluir no Nuovu. ' 'aminliou depOtl BB kilo- 
metro DO rumo N.-NW. 6 entrou na povoação de Quibulungo. 

r.i-.Midn.^ l' kiloanetrot para n. antro u m ilo < 'acuam Tâmbu, 
•obro mu planalto ono 'latada do Ansnvo, que Dia tio» ao N., 

iii:iipunikiloin.'tro, qoe percorreu para ir cumprimentar o pólen 

t:nl«>. Noivando ao sitio do Oeouaia, onda aooeitoo agasalho nu 

• • lo 1 1 !■ ■ ii i i, sendo In,];! .i jornada de L'L':-1 IH ' nutro*. 

OomO se deprehende, todo o caminho p< raORtdo foi OOZtanão 
poroerraa, indo a* aguai* que a* contornam reíoreareado Nnovo 
C a* dfettfl rio as do diamba. Pode di/,cr-se que ,im o lado <jin • 
DO! faltava conhecer do irregular quadrilátero de que já fallá- 

in.L. ■• cjui limitai a grande .ina cm .1. |.i-.-.- fn , ..o norte d,, 

>■ iininlio ijiir ilidíamos seguido puni n Mussiimbn. 

:•■ acreditar portanto, que attenta uma estnietui a de ter- 
reno tão irregular, haja muitos charcos, pântanos a terra» 
húmida» cm todo o transito. 

Todaa as quatro povoações por onde pasmou o in te rpr et o a 

que ti.- im oai abai dai montanhas que se ro i adem aoa valias 

mais profundo», são do pequena importância, vivendo B 
das suas lavras o da caça. A mil.- pojndoaa 811 a do AnaavOj 
que se OOniidera chefe de todas, e ás quacs tv aggregavani 
as provisórias de Tftmbu e de Quibulungo. 




UVÇZe DA VIAOKM 



-II 



para norte > >lo mais baixas 

aa da região do sul, também cortadas por muitas linhas 

de aguas, sendo ú beira ifeetaa -ri ■■ n ••npiílliuraa 'lifferentea 

ido '!•■ AnsavQ até m Cuengo. 
rarén óYellas < ■ -itu .h. AnzavoaoCassassa 

até :m |iara oou- 

..1o de cargas aos hombro» do hi>tuona. 
1 I i 'acuata TAmbu niostrou-se surprchendido | l mos 

acampados no valle de Gamão. Julgava-nos inventando na po- 
voação do Mouu M pela* inforniaçoV* que tivera do um 
Xinje que poucos dia* antes tinha estudo 00 MO sitio, B tJM 

iniir ahi unia gnn 
rav.iuios nessa casa esperando que aca- 
bassem as choras, B por isso consentira que os seus rapazes o 
os de Biuene ' *- «j oom o* tro levar mi lambo 

(presentes) á sita Lucuoqti-- ><-r»ndo 6 portanto, 

M Bosena so demorasse em sua casa dois ou três dias, ein 
nlloB chegando |i.i Acompanhara 

Bto o Ai io os dois cacuutas e os velhos que ru- 

deavam o potentado quando Bezerra se avistou com elle e DtOl 
narrou O que se passara com o* Xinjot, moatraNDMO indigna- 
dos com tal procc lo O velho Anzavo nio ter 
'lho Qoicaia, porque - ■ . •• lurupluriu 

i la Londu disseram aos «mos, que eram por nós muito bem 
tratad boa ano tiouxeramoa do Lo 

. e que por isso quamlo Ih ■•• dom a ordi d 
acompanharem o Moaiimbo, promptamente obodi a ram, porque 
um dizer aos seus companheiros que fariam bem om levar 
as carga» de llnene Tui" tf Muasumba. Os amos mostraram-ao 
m pelo bom to QUO tiveram os seus rapazes, c 

>u Bezerra paru e r, porque alie tam- 

bém o aoompi >go que chegassem os filhoa que tinham 

ido numa diligencia. ' / . ur-lhe que já se estava prepa- 

rando pura ir ao nosso encontro, moetrando-Ihc cargas de man- 
timentos uuiurnulu.s « prompta» para a viagi 

H 



242 



EXPEDIÇÃO POBTDaUKSU AO yiWTIÀwi a 



Decorreram doã ànu t ainda outu rapasea uuochcj 

vam, auriluiindo-sc a demora ao mau tempo, ás muitas chuvas 

i liariam passagem a vau. 
No dia 13 oloolttâo António BOMR* 'i'" i 
cuidado |ior : o. noticia* suas, dc*pcdiu-sc de Tâmbu 

PATO seguir para o acampamento na manha m giiinte. Tâmbu 
ii couunoiíilou ao* dois rapa/is que volt.a.--im para serviço 
ile Mueno Pulo Q (|iu- fi/e ":ir 1» -ín o m ii Mu/.umbo, a 

quem encarregou do nos dizor: — Quo esperava só pelo 

ZOO, mas no cmtanto. ipie l - m guit i i m CM 

ga» n jioueo e pouco para Angnnza Unquinjí, que ellealri iria 

atrar-nos com a família, a com Sfoeoi Cajá e Btaia trinta 

rapazes qUO era o- .!■ ipu dispunha. Que ii" I 

Y.iui d(iU Cacuntn* Angun/.a r Mulanda que linhani regressado 

de Ifuene Pato I assongo e havia pouco tampo qu< tinbai 

tado U" BJtiõ d'elle, r Como lhe.-. dl.-.»e.-c ijiii ivu ncolll- 

paohar a : !•■ Mm-ne 1'm . • imbo, pediram-Jlie 

ellea que quando chegasse ao Cussassa os niandu-n prevenir, 
porque ririam ao qosiq anoontropera também acompanharam 

.■mui a Bxpadíçlo, c que. este* também nos podiam auxiliar 
• .nu 01 WUa rapazes para o transporte das cari 

Bezerra, qui muito molhado ,■ l-ili^.nlo e precisar» 

comer nlo quia damorar-sa no Mujinge, onda pernoitaram os 

seus eoin] Milheiros Lundas, o veiu logo para o acampumento. 
No dia legni&ta apparoeoram oa Londaa qw corrobora 

:i-, noticia* qm; já tiidiaiiio:-, e pelo* exemplares que nos trou- 
xeram de canna saccliarina, tivemos mais uma prova de que 
tudo ta\ori i-rria MU região eoiu griíudes vantagem» ijiihH'! • ■• 
pensasse em m •cnpá-la cultivá-la devidamente, e se creassem 
meion de transporte fáceis até ao Cuango. 

A dispo ieà ographica do terreno, a :.liuinlaiicia d'aguas, 

Bojo regimen facilmente i- pode uielhiirar, a exposição hi neti 
ciada na peor quadra do anno pelos ventos do sul e raasto, qna 
sSo os das regiões mais altas e as elevações acima de mil me- 
troa para boas residências, tudo enifim silo condições boa» paru 
uma explorarão iigTJcola, a qual de certo encontraria campo 



EUPÇlO I>\ VIAGEM 



849 



para outra» producçòe» além da camia. Abrindo-se caminho» 
regulares para norte c nordeste rui* flon yue, u g< 

i<a e a caça dos grandes animaes otTerccoriam á explora- 
ção bons :' i anos, e também DM CODTenoi DM <!»'' (piaiido a 
região seja devidamente reconhecida, de certo que o* mineiro* 
lo onde exercer a sua actividade. 

I tugnl tendo de alargar a esphera da .nua acção em Africa 
além do Cuango — oppondo-se ao movimento da* naçoc* l 
peas que modernamente procuram cingir a província de An- 
gola inJ i •)" nus á faxa onde existem i>» seus j*>r- 
tos — só pode confiar na» explorações agrícola» para tornar 
• ■saa acção, aprove itando-se de todos os elementos que 
MB) ha MColos <>* indígena» do centro do continente. 
Hoje c uma liteta grandiosa que temo» a su»tentar, porque 
lios nossos rivaes em Africa nÃo se limitam a 
estabelecimentos em um determinado pOBtO, BdnOfl a alarga- 
rem-so por todo o continente, apoderando-se de povos a quem 
nlo rtOOnl de própria, e para que logo suecumbam 
caso tentassem resistir-lhes procuram, •■ liâo de consegui-lo, 
tirar-lhes os meios de defesa de que muitos já sabem fazer 
uso — as arma» c pólvora que só por grande preço obteem. 
Dcixáino-nos atrasar pela f.dr.-i rir iniciatíTa, c encantados 
maravilha» da industria estrangeira, tudo importando 
dYIlu e pouco produaindo, temM concorrido para o alarga- 
mento dos Ml idos, dando ensejo á ereaçilo de outros 
além da nossa metrópole e colónia», já os seu» 
agente» os procuram estabelecer na» terras do centro da Afri- 
ca, por nós constantemente devassadas, e aplanánios-lhe o cami- 
nho, porque fomos nós os primeiros a lá levar os produetos 
estrangeiro* que obtinhnmos. 

Animámos as outras nações a produzir especialmente para 
a, o nao Irai fabricar; e com o progressivo 

caminhar na BOndl da Prodnoçlo, n necessidade obrigando a 
achar consumidores, ci-Ios em campo dispondo de toda a sua 
influencia para com segurança se internarem nas regiiíes do 
continente que mais se prestem á exploração. 



244 



DXÇZO PORTUGUESA ao Mi-.vnÃv. iv 



A eoncorresoía rmr o— inrínm ontn devíe-oo tcnf } <• 

esta coik-iiiji in:;;i deu-se, mas de um modo tào prepicitado, 
que, ia oa htdrridnoi qoa lhe toflreram m eonat queneiaa nlo 
reiaem oompromBttido em quo alia mui* m 

n abandonado indo, e a província de Angola 
passaria por num maior eri.-i Soando ndstrioU apenaa aos 
seu» recursos. 

i '■ nu i h pod* pois competir no negocio do sertão com qu 
I--IM facilidade do i ramporfc ■;- marítimo*, n i inpçooa do direitos, 
fabricas produetoras o outras ▼antagOBBj quando ó d 'casa 
meama» fabricas que o negociante portugo.es se fornece do» 
meamos artigo» já onerados OOm lucro*, pesando aobM 0*t 
depois elevados fretes, grandes direitos, transportes terrestres 
sem segurança 6 raros, o ainda os encargos muni' -ipaea? 

qun revelam a fui ta de conhei iiin-niu >1m.- 
males da nossa administração provincial, o pouco senso pratico 
que ti;iuo.< ti<lu ÍOÇMtentimos pelas ii >0«p6| • 

a velbaria.-. que ntO Bbotiftin a nossa capacidade, e ijui n 

.1 mi pua provar que enquanto aa oiroom&taaciaa actuaes sub- 
sintircm, nao é com o commercio indígena que |""1( nooi contar 
para mantermos o nosso prestígio 8 aCçKo além do OOABgOf < 
jx >i- i.uiin iin-i ÍMi d nosso domínio de costa a costa. 

Para evitar que invadam 01 Irrritorios dos 

povos, que por cmquanto só a nós conhecem o estimam, para 
I II' :■". apossarem, e que noa usurpem o pnuco <■ 
que ainda im- nllcn i-i-tu, <•■ preciso lirmanno-nos, e só o con- 
segui n imoa por meio da agricultura. 

M.>. ]Mra quo a agrículliiivi . ni AtVii numeradora t) 

d' lorne uni nri.-ntivd regenerador dot 1001 indígenas, trans 
fonnando-oa am úteis auxiliares da nossa causa, oareoomoc 
mais '•iii principio de uma Ima orieni càn para si levar a cabo 

o plano que oom antaoodaooia m fixar, doqm ^\v dispêndio do 

•i:hi dai oapitaea por emprezas particulares, que ;-•> tenham era 
vista lucro.- mMtedUto- - ae mando livremente sem obediência 
aos princípios a que tiver de ler subordinado esse plano, que 
só o governo podo estabelecer. 



H pensar am aproveitar na Africa os terreno* 

par» ensaios de culturas que Ihet llQ estranhas, e sim tratar 

doa o inl i údai e que II «opriaa, que n poA n elussificar 

classes — as do produetOfl de consumo local e as já 

consideradas ricas. 

Pertencem á* primeiras: mai úlho, bei 

arroz, jiuguba ate; c ás segundas: canna lacoharina, Bafe, 
cacau, algodão, g tic >• bl terraba, i-tc., produetos que 

abundância a boa qualidade sirvam de incentivo no pró- 
prio local ao estai ito de industria» que os aprovei 

iiiSmos que .1 colona europeu proenre par» sou 

uso cultivar ■• que lhes «.'■ mais familiar, maa -uppórqued'essa 

produecio posaa an&rir pela exportação interesses que lha pro- 

melhor, C um erro de que ha muitos 

iploa na província de Angola. 

A batata da Europa plantada em Hovo Ri ■ ondeu-ae 

em Loanda pelo mesmo preço que a importada da metrópole 

fretes a direitos, c ainda assim o prodnetor tào 

poucos lucros tirou d r eaaa cultura, relativamente ás 

de fazer, que cultivou sim pari Mimo do 

pessoal da ma propriedade agrícola, m: • imo •■"in ;> niir;i 

in.ir mais ciu ciuirorreoeif aos mercados importadores. 

o trigo, que i atoada província 

nata : i h bem, também ara oeioeo. pensarem 

crer com i ia da America. 

A raallo d'i»to não tem sido >•■'> ms ! tHculdadea de transpor- 
tes, o seu l custo e os din itOS ÍU alfandegas «• o* mnsi 

cipaes — e»tá principalmente na falta da consumido: 

K desenganemo-uos, temos dl "< 

d'estea e de outros pi . e estes consumidores n&o 

podem deixar de -•< r oi próprios Indígenas. Maa para se tornar 
ii indígena consumidor e preciso primei] tetor. 

.i-se facilmente nas culturas que manda 
mos e qae lhea alo conhecidas, qni nem demaodea àemorados 

raa, nem r m esforço do t-nten- 

uem tio pouco lhes exigam tran «formação de habito»; 



KXIKDtÇlO FOBTBOUBU AO MCATIÂNVIA 



SaiMB*M bem c.rn os seus usos e costumes •• podem dediear-se 
a cilas os dois sexo*. Mos o educador lu > dl ier missionário, 
o propagandista que abnega de si e saiba aoflrer, renunciando 
á propris vontade, »•'> para diífundir i fé ohristi. 

E file por emquanto que pelos seus dote*, pela HM M 
nação e ilf-pri íiillnii-iito das vaidades humanas se accommoda 
ruiu mais facilidade aos recursos que se podem encontrar entre 
os povos gentios, e polo exemplo, procurando praticai* 
ih' lliorar as condições do moio em que tem de viver, incitará 
o gentio a segui-lo, >• a imitá-lo. 

Nío devemos descrer de que ee encontrem no nosso paiz 

i meu dedicados a quem se possa confiar a direcção d'eataa 

i"n .., e íiiij ijiiaes se assoei. m imtriiM para ou auxiliarem mm 

diversos misteres que constituem tilo meritória empreza; mas 

o que lhe» é. indispensável e sem n que náo podem progredir, 

Silo OS Jlec-.-aiiu:- llieio». 

nifesta-se entre nó» um mal, que j;i se vae tornando de 
clfeito grave, (guando se projectam cmpreziis em Africa, espe 
rain-sc do govenio concessões que garantam o» capitar* preci- 
sos, exigem-se menino lieiictieiosaneaobrecarregain osmnitos 
i -_'m : : ijm- ii giiverim jii tem contraliidn, e a Nação, digaxno. lo, 
já está cançada, porque na maior parte das vezes náo conhece 
os resultados vantajoso», antes sabe que houveram prejuízos, 
ma» (pie nào reeairaiu sobre os empre/.ario». 

Pela iniciativa particular ultimamente tem-.-r ori^misadu no 
paiz muitas associaçòi lirnclieciicia. l-l-.t.i-. assoe; 

mu&do nu ■• se dirigem ás colónias pedindo u concurso do 

seu OBOlo, DBnOM spellam em váo. Porque não se ha de pois 

organisar uma arvio.iaçào naei il para manter 

Africa por sua conta? 

Kstamos certos que os homens mais abastados do nosso paiz 
se n3o recusariam a tomar parto nesta assooíaelo, C á ma 
frente se colloearia a beneficente faiuilia re il portuguesa, em 
a qual a caridade está personificada pela nossa augusta e muito 
amada rainha | ST. 1 D. .Maria Ks, que o |H)VO jostainelil. de 
nomina — Anjo da caridade. 



m:-i BIFÇXO DjI '•'! mmm 



347 



Todo eatá na iniciativa, porqoe, para 'In- z» d'esta 

ordem nilo faltam varões benemeriti ri M ca 

estai»- lindas em pouco tempo M poderSo manter a -i ; 
e desenvolvendo-ee hâo de então attnír ití. amprezaa portionla- 
rara o campo preparado para aa iun- ■ < j • l - • 
itaudo oa prodnotoi nu proprii 
tacoionand i tanto aurn coma cm oairo eaao orçando 
ridadea aoa indig< naa. O no.-.-n (••nnmercio tara ■ 

pr ••!"■■!• -r. - africanos, base mala tolida 

i ip|'. inniiin (In ijiii- tem ijiin ato bojo, pqia 

inamnidoT t* ta lido o destruidor doa prodactot que .1 

natoresa lhea prodigaliaára. 

Di -Ir qni m inicie a empresa palaa miaadee, " governo 

ipel a desempenhar, e tanto mais activo quanto 

roais " progresso for produíndo oa 1 d i feito 

Qna m nos desculpe aata divagação, 1 na Eerarmoa ora 

tem ii" niln cniiln'oiilo por 1 uro|»!Uti atóaf;oru, 

janto ao 1 taango 1 do qual devemoa tomar hunediata 

1 mfiuenma que exereemo 1] nshabitan- 

n ce da proxinridade 'I"-- centros 
■ : 1 : 1 •■ r:i, j;i emfim pela i oa boa acepo- 
e altitude, fertilidade das terraa o abondancia de • 
i'i-|i. ijin- 1 • ■ - 1 . . • . t a ao vali.' <lr < '.inian, 1 itamo mtj 

doa depoia de doia mezea da o babitarmoa e pelaa 
úrfbrmaçSea que obtivemoa de dívaraaa comitivaa indig 

preveni) aaiaa, que com froqui 
o jiii .. ora para leato oca para oeste que alo é tio 

inaaliiltn- primoiroa dias, att 

humidadea •• elavadiaaimaa tomperatoraa, poia 
tre dozenaa de peaaoaa que peonaoooerani constante- 

!,, alo houve ama ii 01 jrav< .1 meneioner. Mas* 

tudo da eantroa povoadoa aio ora um ermo ou local imolado 
■ ;. principio ae julgouj visto ser ponto obrigada i paa 

la ae doai 
la v; te, Mataba ■■ Uns- 

Htimba do Muatiâiivua. Lopo que o tempo hoh pormittio, B mais 



248 



BXPEDIÇXO POBTOQOK&á AO «JATllHVOi 



tranquillos por os nossos dois companheiros estarem c*tabelo- 
n pontoa dinerentes o a contento dos povos lundus; 
mu melhorei oirenmstancia*, ; <> o pessoal das carga» 

estar também distraído com a sua mudança, e nos tres I 

"l"i M ColligirOD) novos conhecimentos para a 
nosM: 1 i, tratámos de estudar novamente ■ local j.I:n].-. fljgo- 

rando-a O melhor que noB foi possível, pua l lnmdar <■- i 

r i iik-iiI.ks que aleuiie por nos cmiv •11.1 nnOfl OM ella 

podk nr aproveitada cm beneficio do comtnercio. Tal era » 
nossa convicção que além do expormos ao governo as vantagens 

da sua occupaçào, pi rum.. .11: mar o negociante C. Machado, 

do Malanjc, a emprohendar a rcalisaçSo do aoBM projecto. 

• I salle é vasto, odoponn. 1 m qne acampámos — á altitude 
<ie t-oiS metros, no8°, B8,Q de lat 8., e 18°, B8'0 . long. 
B. de Grcnw. — ao sopé de uma montanha que olha» oeste e 
próximo do l >• » 1 1 1 riacho I !amaa, disfrneta-M um largo horisonte 

de «til i norte, porque n oaooetaidai d tanhaena 

sua iVi-nte afastadas superiormente descaem era rampas ra 
i! >li -adi tam-iin ile mudo que todoí oi ventos o varrera. 

Coitteglli t i -!■■ li" pmitos mn qtn- di-parátini.< 

boaa reftroneias, servindo im.. .lo i.min im.r r. . . ido 

nosso :n- uti (i.-iinr-iito, euja altitin i determinada pela 

ili:i da um grande nnmaco de obsen iam que se 

lios tivéssemos i -i.iln leeido no alto ria montanha na hase da 

catávamos, donunarianoi todo ■> ralle e o nosso bori 

seria ainda limito mais vasto. 

Al vantagens de terem agua e lenlia próximo, sâo as únicas 

a i|tn- .-itt.mdem n .!]„•! -i- .1 mi:i:. povo.ioões, 

e muito principalmente os acampamentos quando em mandia, 
e decerto os Xinjcs nos- teriam doizado boi fbados que oe i 
na parte maii baixa da depressão, se ii.. .ii: ahi ai 

trado os Bângalas, e se o ajudante que vinha na arai 

os não incita>n a passar o riacho. 

Pot canaa de uma >td)id:i de eên-a rio -"'« m i ih, ini, ao plu- 
nallo, nào j>udeiii08 acampar num explendido i.inu- 

arbo rifado. 



ume 

s na 



tO DÂ VI.UJKM 






Num raio do 15 kilometros cm torno do nosso acampamento 
n.Vi havia povoações, ficando a de Xa Quiessa ondo estivéra- 
mos a sudoeste, M caudaloso I bamba. Mais paia p 
•iil G para noite aíndi doai; uo 
leate leste do acampamento as indicadas nas viagens dos 
nos-- faa e a suaste a <!«• X,-i [asso e Xa Passa. 
Yh/. paris este v.ji i siaavo, eubdil 

lolemba, ■■•'•es tanto de um como do 

•lo cora respeito aoi Portugueses s£o as melhores 
em princípio d< soonli 
povoações encontram-Ko Amliaquista» estabelecidos raso 
bani 
N:i o ile Um b, que fies msdi i>roxiinad'este 

i In la* h encontram Amba> 
■ i '.'!• ba muito tempo manu-in n 
ecoo i ivo. 
A d • que mandámos a Mnlanj ia nossas 

m> |».rln .li. A 11 -li vi.i, v e.«ltivc 
hospedada na margem iqnarda na |»i\oaçâo do Zanza, velho 

Ambansa que tem nm forte partido para raooeóV 

inje; e tanto nm como outro estimaram muito terem oeca- 
iveia aos filhos da afnene Pato, sontindo que 
a Expedii Onaugo tivesse preferid 

• ■• •!■■ | ■« ■ i l.li mgo. 

BoudO fácil puis, por nm ' ■ -i i ■. ■ n;<. '■<■■ mi nim "litros 

os Mngalaa, ter nm be fio Cuango, visto que 

il<- todo» se diz cnpitãn i" nt ii mi. •/ o Onpemla, por noiín 

do allacido major Sal] rall< livre 

de povoao9es, ooe devei w «coibido para nma 

pio ngricolo-c" il •• civil: : fiora. 

dia, de 20 de abril a 9 di junbo, ta dias, o 

:^as de commercio p I as foi de 

70 a d a. At'' iii-iit..ii muito esta media, 

nâo só por ser a epocha mais própria para a saida das cara- 
nsa, como ainda {>elo regresso dai ■■< rnar&m nos mer- 

cados distantes onde se tinham dirigido. 






BXPBDIÇXO rORTCGl-EZA AO MirATIÃSVIA 



A agiu ali é enell ate, iu me&terei eme temos encontrado, 

c ns terras sâo magnificas como já dissemos, para serem agri- 
cultadas. »> rio tem peixe. In» abundância de caça nos matos 
''I' i- ■• muito Leni pasto para gado vaeeum. 

Nestas circunstancias um» povoação inteiramente nosso, 
fonnada com indígenas, em breve tempo i !• -envolveria. 

Nu 1.1. . n! M. In .li. lado di raâotote, um grude redooto que 

: se construía, demandando pouco tempo I i 
balho, limitaria o | o 000 N devia levantar a Eatoçlo 

iirtieial e toda: • 1< j ..-inl. • n<- i.i.v. e protegeria o sr 

de quaesquer aggrasaoea que pudessem dar-sc, do OOC duvida- 

mos, fiactuaiido sobre olla a bandeira portugueza. 

Na BxteaM án i dornSaada pelo redooto o sn om acampem 

as comitivas do commereio, construi r-sc-iam boas cu' 
nhada», mas separada.-, unias rias outras, lOftntl odo ■--'• noa inter- 

vallos a fiu redor o aolo limpo do ooplm por caoea doa i 

Estas cubata- deviam ser providas de lenha para 0000 a 

ipiiz. ■--(' i ■:>:;. : i". n ipn- seria para as caravanas de pequi noa 
negociantes um grande recurso que deveras aprei iariam. pois 

alo forçados a fazerem riageni apensa da 16 a '..'I kilomotroa 
pela neoesaidade que teeni de construir abrigoa, preferindo no 
tempo «ecco nSo os feaerem, dormindo ao ar Iwn . 

A um outro lado do redueto &e dividiria cm lotes todo esse 
I» lio torrão margin ftdo pelo rio para lavras, que se fariam ao 
BOaao e ao uso indígena, com as moradia* de perim io á imita- 
ção dos nossos casaca c outros terrenos seriam aproveita. I. 
paia cri ai. m • I • p<ln. 

Os habitantes d'fiBt0 povoação seriam os pretos resgat 
ás caravanas que os compram no interior. 00 aqoeUtf ODO >'u- 
propósito iiiaiiiliriiinis resgatar, casando os que da 
i ituir familia odandn -i aos homens a liberdade di i n-ollia. 

A Estação nos seus MtafrfilMshnftn toa oommereiaea aJéu de 

tun sortido foriieeimi nto de fazendas e outro- artigoa de com- 

.1, devia de tOZ .-cnipi in depnsil" .-ai e borracha. 

Todo» que vâu para o interior a oa qoe do lá legwwiij uns 
a troco de sal e outros a troco de borracha, azeite, ceatoa e 








DEBCRTPVAO DA TIAOBM 






mais artefactos, procuram sempre obter carne.*, peixe, farinhas, 
mandiocas o outros alimentos. 

Alguns Pfrrrgtilfn bom trajado roo negociantes * qi 

falíamos neste, projecto, eocararam-UO bom, c dÍMOnunHOOl 

Ht riu uma gmodo fortuna se so realisasse, porquanto os serta- 

qoe vfo a» ' le < tabaco ú procura de borracha, 
:u]iii nina feitoria assim montada, uío retirariam para 
os seus sítios sem irem antes AquaDoa mercados duas a 

, por encontrai em aqui oa precteos aupprimentoa para 

i « assim regressavam da vm pan d-scançar algan 

]>■<, assando d»- malhem lucros. 

Xa .Mujinga, potentado sujeito ao' que DOS visitou — 

di quem havemos de (aliar, regressando do Caianvo e ao qual 

boi conhecimento do projecto — em seu nome nosp<-diu 

depois que não desistíssemos d'elle Q o li/csscmos executar o 

impto que fosse possível, dispondo-ce a auxiliar- 

tendeasemos utilisar o sou préstimo, porque fia 

rojecto ama felicidade que Muei»; Puto ia conceder aos 

seus auhdito* que habitem oeetaa terra». 

■'.Tu-'- que assim seria, porque as caravanas Ou reéffl 
por conta própria, reunindo-se um certo numero de indivíduos, 
OH |"'r COnta doa chefes das povoações, BObafl OH .milnuizas, a 

quem peru no d, i em qualqui t doa oaaoa ara intareaaa gani 
trocarem neste ponto o negocio que rroBjmaaom por muro 

■ nssim voltarem eom nov.i forneoimento. 

Havendo tanto gado bovino Da margem esquerd;. do I niiigo, 

ijna bastara trasêJo á venda ali e meanlo 

paio caminho até ao fiiuiuíula, para o crc.ulor <n\ eompividoí- 
auferir bons lucros em borracha. 

< i projecto bem comprohendido daria interesse* a <[»■ 
tentasse, c nJo {aliariam carregadorea para <> tranapoi 
cargas para o Cuango, porque eompotiriam oa povoa de Xa 
Mujinga, das margens do Ohamba, do Caianvo, do Xa lasso 
., i-n: ba orviço. 

l^uantn a nós está sufticientemente provado, que para peque- 
nas diatsneiaa nXo »e recusam enas nos fretes dentro 



ila» n na, c quando mm serviço seja continuado «• 

interessem os -negará a haver concorrência. 

Adquirindo-se dois porto» do Cuango qni i-sem ga- 

lM de segurança, interessando nessa Bcquàlíçlo M (pé 

ili-lle» se hajam apossado, um a norte tro B hid do \ 

central — Caaaanje — e dotundo-o» de Ima-- < n- 1 .. . 

truindn ii" Ho I li iniba uma hoa ponte de madeira, IJUi é fácil 

fazer-sc, c rcgularisando o • para B projecta I |. ..■.•,,,„ ... . 

o d'esta aoa portos ■ i • ■ < mingo MCOlllidoí 

os nosso» triin.-|".rii -, mas tornavam-ee estes melhorameotoe 

um beneficio geral, que attrairia limito mais caravanas á nova 

povoação. 

< h Lundus e Quiocos que encontram diflicuMudc* M pussa- 
gen do Cuango por causa das i xpoUaçSei doa Kãngalaa nas 
suas margens, viriam até aqui fazer negocio. 

De Mil ai- Am casaes europeus, que mais tarde rodeai 
bons missionai:^.-, de que fosse chi fe ura homem de conl 
meatoa e • • -■■ ■: i- • ■. ■ i :• i-- : 1 1 ■ pratii o, iittrairiam algum âjnbaqui* 
tas que suo os aventureiros da Africa Occidental para ne 
e para lavra-. >■ por certo se estabeleceriam do Cuango at< 
á li -ira do» caminhos libertos, o iriam mesmo ■■■ 
toroaodo-M este valle em pouco tempo um o-iitro popul 

Apesar de valho e enriçado dissemos ao governo qae BÍ0 
teriamoe dorida, com os recursos que apontamos, do iniciar o 
projecto para demonstrar que Qlo era uma utopia. 

O DOgocianto ataohado por carto racillaria em iniciá-lo, por* 
i|'n lhe seria indispensável ter um bom empregado qoe 
il'- possuir certo.-, 'nlie-cimentos fosse dotado de grande abne- 
gação e paciência. 

Mii:irou-nos a pratica que só existindo estes etaOMltoa é 
que se devem empreln ndt-r com esperança ■ 1«- i sito as grandes 
• \pl<«raçòe» do que ainda possa Matar de bom m-sta ]<arte do 

continente, c se nâo íôr aaaim, também acreditamos qoe o 

pOOCO que existe cnir/i uai mios dos otranp-iro.-., que princi- 
piam a procurar relações directas com os povos do centro 

.lAfrica. 



o PBS80AL liM MOVIMENTO 



■ ttft 



orno não pudéssemos com 

©cca*ià< 'ii • < auxilio ijuoeape- 

■ I . ii-n. tta Tflmbo, i 
i • • 1 1 * ! < > jú fui 1 1 1 . ■ i < - 1 1 : i uniu dili- 
gencia jhuíi « Mali Mj' . urgia 

:i|>r<i . uit.i.li il<> jM-, 

soai, fazendo avançar uma boc- 

■ - nnjnto nu .'..•! pari 

uilo, estabelecendo na nua 

iiiutu-i'iii esquerda tuna nova 
i'',>! ic3io, cjihj dcnominariamoi 
«Cidade do Porto» e mandando 

rcmoVM para nhi a pouco e | 

1,-4» por toda a gente disponível, auxiliada «•mu ■ que 
pudéssemos attrahir no nosso serviço. 

dia ■>> ■ • ajudante para se |< ■■ U I 
eflbiio Mte projocto, i "li : - 1 1 r< • i .pi.- tinhui 

houvesse roa do local WD hl reaidt 

do Cassassu — o que 00 03 que 

iváraocargn noqne exercia a» «una hndoSet, oontfnnart/oe 

a chamar ao primeiro Cassnssa, a quem chamaremos d'aqui 

i a nomo Angus» Muquinji — eis o motim 






<£ IF*../^' 






|pi'M|iii lui.i instrucçòes que dêmos ao ajudante, lhi: deixámos 
liberdade de uc-çào sobre .1 marcha i|ii<" tinhii a fazer. 

S ■ a distancia de Muquinji i«sa, pela* informações 

ijiic "!.:;•,' -->■. n.\'i iii ■-•■ 'raxtdOj o nSo achasse boas as o 

i;õo., |LMI .11 . 1 !1 J i.l I' 00 prilm LtO [OgATj I '• '■ U I | f ' '"■ I lt< '"SCgUndo, 

pelo reeonl baento quí noi BnYÍasM se regularia o anda- 
mento do resto da Expedição. Faria levantar a Estação coi 
a gente que julgaste conveniente rc-ervar nn sua companhia, 
e diligenciaria já pelo transito, já onde se estabelecesse entre 

01 Landas, ooan (piem manteria relações, angariar n carrega- 
dores (pie ima eram indispensáveis. 

I : liávamos neste mesmo dia preparar as cargas que de- 
viam .ti iran.-pi.i-tadas pela primeira secção, porém á uma hora 
da tarde e *em que o esperássemos, um cydone acompanhado 
dl l iíi - trovoadas e chuva, atirou com as barracas por i 

nUgaildn • |.r,lae'i.i a ."r.ui.i. . 0Od« ••■lavam as .■ar-:,:- .■ 

molhando-se tudo. Deu i.-to logar a uma faina extraordinária 
para reparar ao menos em parte as grandes avarias «• disjwir 
nulo á espora de nova* chuvas, ipi>- eil'i i-tivaaeate ca iram já 
próximo da noite, ficando por isso adiado o serviço planeado 
para ipiando o tempo o permittiflee. 

1'ui preto chei-.ado ,1o interior nesse dia, C que «O explicava 
Omito bem cm portuguez, informou-nos ter gasto sete dias do 
I 'naiíLCula até ali. o que era uma lioa marcha. Naquclle ponto 
■Onbera que catávamos em caminho paru a Mussumba e ha- 
. já decorrido alguns dias que nos esperavam, suppozeram 
■U tivéssemos legmdo pelo raminho ile l,tuinihtmdo. 

A noticia t- ■]■.< Irausmittida pelos Hângalas, mas disse o infor- 
mador que n5o estranhassomos que cm toda a região da 1. 
fosse já cmliciíli. porquanto a transmissão se fazia rapida- 
mente entre os Lundus i • por meio do quinguvo*. 

Dera w eifaitfvanente a guerra dos Qoiocoa com Oaongala 
por causa do prod -mh-ute Matata, mas o Caungula conseguira 



• [ múuma ato ds pa iw e d i Vide EUmograpMa, pag. 373 e Í74. 








as Csaagala a cha ga da de bar», • filho 4? 

governo. O Estado cairia «ai daeadcoeia palas maas ragaaas s 
qoe bvera do* altime» asno», ak se sabia poria M lanw 
transportar pelo OaaagvJa, oa paio Bongnle, 
qoe «ra o raminho toai. direito. Também oanrira o preto, qt*e 
t^uianlaaga, Saaaa Mtdopo qoe ftra de Xanama e qur fugir* 
{«ara o Traga, já tinha morto o Muatianvua Cangapoa o m 
fizera reconhecer como Uoatiinvaa, recebendo o faroao oa 
ineigaia do podar. 

Para o interior chovi ra omito, e oa caminhos do Oaungula 
para leate estavam iatran»ita\ i m da* cheia», e dos 

pântano* qne se tinham formado ; todos esperaram porém que 
a» chuvas tivessem um termo atè ao fim do moa. 

Estas informações mais nos animaram a fnter apressar a 
saída da primeira secção, que chegaria em tanpa «pjMirtano á 
localidade mais apropriada para se construírem as caan- 
noa eram indispensáveis, ao mesmo tampo quo se principiaria 
mudança das cargaa. 
A| a abril an activo kmbauo para 

a secção poder partir na madrugada do dia immediato, se o 
po jiiTmittisse, o que se efieetUOU. 

imagem d" ajudtAN a da todo oh lli" «tu tieces- 
sano |nu ■■' . e dos volumes da secção plwtOgMpfl oa 

cargo, em eoja nmoçio se empreg.-n duoe, entrando 

ness 4 soldados e 4 eontractadoe, fbi 

gas < ias diversas e missangas, nove da Moobo, tri - da 

porvon (69 barri»), quatro de mI, uma da <■'!•.■■>■ agra, 

o ama com j da ea<l>-in». TiiriiWm i.i .. r . t ; ■ . .- M.nnn I 

para o serviço de eosinha, e um íobriiili< dl Bi . .111 

peasons, Soando oomnoaoo 26 homena, 7 inullnrr- •■ i i;i]..i/-- .. 








i \ii:mii to PO 






Era de nccessid ■ ix um interpreto para acompanhar 

ii ajudante, e por isso ooniraetaramos o primo i ■ que 

■•■ :■-!-.- p.iniii i ii '■ ■■: -. bem oono mn teu sobrinho em se* 

gundo grau B que ello cli eto. 

Na numera de carregadores qt 
ampanheíros doi contractados em Malanje, que njustámos 
nas BMOUI condições quo estos, depois de feita a primeira via- 
gem que em da tua obrigação. O pagamento i logo que 
chegassem os recurso* da Mal IDJ ■■• a aa razão de uma jarda 
de fazenda, ou o equivalente em outros artigos pi 
jornada dua* horas de nianlia. 

Nào se podia fiuter melhor oontrai |oili<los 

que tivemos, nem mais e>-< aa venejam-nas 01 

G ••-'■-: • lores quer niir.-l.:i --i-iii i|uor não, havendo ainda assim 
nestas o estimulo, porque acampados recebiam quatro jardas 
para oito dias c i-m man I para seis. 

EPelismente o u capo melhorara um pouco, conservai 

vnto 11. -SM. ipi.i>i n.iist.iiiio nos primeiros dias e as eh 
tiveram o seu termo, o ipm foi bom para a marclia da ;• 
6 nos permittiu no dia 2(! ronn i;ar in 
meehax o ■■■. reconhecer os estragos e projnisos quo 

-oHnium. providenciando sobre os primeiro» ao mesmo tempo 
qm; se procedi:) im balanro do ijm: tillliamOS. 

Apuraram- «e nove sueco* (!<■ m B contaria quo moi 

iram proxitoamonte a vinte arrobas, conhecendo m b r havido 

■■oiili., • i •■-■ |M-l:iH ruptura» ilo.s invólucros, pelos lio.- 

dos '• pela r i^-vis ralta. Tivei 

trabalho para de novo pôr tudo em ordem. Nas i QCOn- 

traram-sc também estragos, sendo mai» pars 
o do sementes de hortalu. ia; e nos fardos de fazenda- 
Imuve maiores prejuízos, principalmente entre ai chiti 

i iii.-iin li.iriui. iii ndo os dese- 

nhos. A pólvora também ali ih de muito roubada, pode disei 
qne por causa das chuvas ficara toda deteriorada. 

Tiremos oom quo nos entreter por alguns dias, porque nas 
nossas eircumstaneias nada era paru desprezar, tornaudo«ge 




DBSGBIFÇZO da viagfm 






indispensável que lodoa os artigos ficassem em condições de 
se !i] em. 

Algumas peça» de chita, cm que Dlo havia sequer pedaço» 
qui de.NKem um paimo i quatro jardas) sem manchas, manda- 
i \por por algOl há ri corn-tito do rio para larga- 

toda a tinta, e quando brai tardou muitOH dia 

i raròi'?. 
l'rocura-#c illudir o indígena boçal offerecendo-lho fazendas 
•das com oGree viva» sobre ehapas, i çnn por serem D 
vistosas cllc sempre aprecia, 
reconhecendo passado alguns 
que fora logrado. 
Basta i humidade para amol- 
lecer esta qualidade de fazenda, 
manchá-la e toroéde, porem 
quando molha-la pelo orvalho 
nas plantas, pela agua do rio 

de •■'"'!■ •• !l--s.i].|>areccm os 
desenhos, quando nSo desappa- 

m também a* Untai I 
do em partes completamente 
ca. 

i algumas povoaf St ■ ji en- 
01 individooa wcrupu- 
losos na escolha de fazendas, o que também conheciam estas 
e as preparadas ocoultan-lo a falta d-- tios, a poni-i | 
Mias as desviavam logo de si. 
íamos que os promotores d'eatas fraudes oommerc 
e ainda a de Bubrepticiarmat-' apr-^nitarem no merendo a» pe- 
nas dobrada* em medidas inferíoroc A jarda — medida que até 
" gentio accettava como unidade — alcançaram grandes 
interessei <.•-'"••*, porén aetualmente o individuo 

aue de boa RS seceita fornecimentos d'estas fazendas para 
negociar, 6 na verdade o explorado e lueta com grandes difi- 
culdades DO interior para ns passar ao indígena, cuja unidade 
Voe a II 




À(lO»tl«UO 



2M 



EXPEDIÇÃO POKTirOUKZA AO MriATIÂKVIA 



tem variado até uiai» do dobro da que se lho aprcticnta tia 
peeíi, exibindo elle sor medidor. 

Nio acecita hoje a peou fechada, nem tio pouco as fazendas 
que reputa de má qualidade naa transacções mesmo de gi 
ros alimentícios. 

O modo por que a pólvora vac acondicionada em barris do 
fancaria para o peão de uma libra, e que já fica reduzido pela 
espessura da madeira, presta-se facilmente a roubo». Uiua 
pequena pancada dada num dos aros do barril desune-lhe a» 
pequena» aduella», e uma faca introduzida num ponto do jnne- 
çio levantu tampo, c sem mesmo haver necessidade de o 
tirar completamente podo o especulador apoderar-se por nhi 

do MM rolitoltdo. 

A madeira exposta a elevadas temperaturas e as chuvas, dá 
lugar lambem a prejuízo, porque a agua entrando pela desu- 
nião das peca» de que é formado o barril, fax eom que a pól- 
vora primeiro se converta em uma massa e depois em tonOes, 
Como nestas eircumstanciaa é rejeitada, tratou-ae de esmagar 
os torrties » mio e de reduzir o numero de barris, dandu-au 
aos que se apuraram a medida que deviam ter. 

Todo» os volumes soffreram uma vistoria minuciosa, e par» 
■■•. i.ir maia perdas, COOU) havia agulha» 6 linha* em abundân- 
cia, estabeleceu-se um casão de alfaiates cm que se apn i 
taram fazenda» e guarniçòe», confeccionando-se panno» de 
diversas grandezas e romeira», aventai», bonés, tapa-pcitos, 
camisola» o outros artigos do vestuário e ornamentação ao 
aso gentílico. 

Tivemos a necessária pacii nciu para delinear todos estes 
trabalhos, fazendo mesmo os desenhos e cortes do que ao 
cmprehendeu, e de aproveitar bem o material do que dispú- 
nhamos, salvando assim muitos objectos que em mell. 
eircumstanciaa seriam considerados inúteis. 

A faina (Lu carga» entreteve o nosso reduzido pessoal até 
G de maio, cnn»oguindo-»o diminuição de volume», e o acon- 
dicionamento foi feito do modo quo ficaram á mio os que con- 
vinha transportar logo que se apresentassem o* carregadores. 



DXSCItlPvXo DA VIAGEM 



259 



Durante os dias decorridos attendemos sempre aos chefes 
da* caravana* e a outros individuo* que passavam para leste 
e oeste, B que vinham cumpriínentar-nos. DYIIes obtivemos 
esclarecimentos sobre informações quo já tínhamos e ainda 
novos dados acerca do que mais nos convinha saber. 

K interessante quando no gabinete — compulsando tranquil- 
lumente o que ha de aproveitável nas informações de diverso* 
individuo* sobre o mesmo assumpto, <■ muito principalmente 
quando estas informações slo do tribus differentes — reconhe- 
cer pelo confronto o lito do informador em nos ser agradável, 
noa rodeios de que se serve para nos transmittir a noticia de 
um facto que se deu, oceultando por conveniência na maior 
parte da* vezes a causa que o motivou, se d'ahi sobretudo 
pode resultar compromisso para o narrador. 

A primeira vista o mesmo facto contado por diversos parece 
cousa muito differente, quando, o que diifere é a forma por 
que foi narrado e as circtunstancias de que o narrador o 
r. veste jMira captar as sympathia* do auditório. 

Uns Xinje* disaeram-nos que Mona Mnhango ficara muito 
apoquent |tte os seus rapaces nâo levaram as cargas 

do Muene Puto a Química nos tennos em que se ajustaram 
e foram pagos, depois de terem sido por nos muito bem tra- 
tados. Acreditava que os seu* vizinhos, invejosos porque o* 
filhos de Muene Puto estiveram hospedado* na sua terra e 
■ DMram • elU <• no seu povo muitos benefícios, tinham feito 
os seus feitiço* para a desgraçarem. Já no regresso morrera 
uza e outros, mas ella receava cousas peores e por isso 
Mdgfra SOI Angangaa que tratassem de cobrar dos seus rapazes 
fazendas, para estar prevenida com presentes para os vizinhos. 

A lguns Bàngalaa deram-nos parte que Mona Mahango man- 
dara prevenir o Cassa nje de que nós iamo* conviílar Mua- 
ua para vingarmos as mortes que seus pães fizeram na 
guerra do Casal, mas o Jaga Ambumba rira-se e respondera, 
que estava em boa amizade com o governador de Loanda e 
sabia muito bem quo nós iamos de mandado de Muone Puto 
combinar com o Muatiânvua para *e abrirem bons caminhos 



260 



i>IçXo POBTOQOBZA AO miatiãxyia 



para o negocio, e que mal tínhamos feito cm nâo passar por 
Cassanje, antigo caminho do Muene Puto para ■ Musíiimbu, 
lido OUXho I" th recebido e muito» Bati guina noa 
:u ompanhariain com o seu negocio. 

KottU BOtiri.as ha\:;i de •. ■ - ■-■ I : ■ « 1 • - : i- . • qii" 09 Bângnlas não 

ficaram m com a l o pira o interior. Fiz 

propalar por vezes diversos boatos para indisporem M ] 
COOtlV Bos, a fim de levantarem difliculdadei i DOBM piuwn- 
Lr'iM, •• dopoia os XinJM da Mona M.dwmgo, receando q>:> 
liAngalas dessem assalto ás suas ]» | ii.i lhes rouba* 

rem o pecúlio que di- nós ohtivirnm. nju-os .-il.:t:iin ••• Um:. 
que cllos espalharam querendo lhe* dar confirmaçAo, c nao 
acreditando oa iuÍBci< noia d'eete meio paxá anogurv ■ 

tranquillidade, Mona MnliaitL"' [iruc-nroii provei 
presenteando alguns AroheJlMM mais próximos n fim de 01 

contar i m amliroa, BM MB desfalcar o quo di nó: rOCebfah 

Uns c outros cm nossa presença ao mostravam bamildem< 
M amigos, e censuravam-se reciprocamente pelo procedi- 
mento que livram para eomtmseo; •■ lote„*e de nós, n. i 

do perceber qual era •> fim Doiaato B receando quo ftUa 

lhes pudesse causar damnos, lembravam-se sempre de que foaae 
prejadioltl ao aeo bem estar e procuravam intrigar-nos. 

Alguns rapaxea 3a Malanje quo fizerem parte da expedição 

allomã, informaram rios terem encontrado no -lia "JS o i 'apitai i 
AgOÍax acampado no famaxilo. <■ que t Ih disposto a 

continuar no dia seguinte a sua viagem para o Cuongo. 

Por ellea soubemos que Saturnino Machado estava esta- 
belecido ■ trea dias « 1 . - man-lm do Muquengue ondo ficaram 
reaidindo os Allemaes; que era verdado terem ettMJA comprado 
fazendas a Saturnino c estarem fazendo lavras; quo arin 
a gonte do MuquongUO COm as espingardas pequenas qae leva- 
i:i íii. 6 com i Ma tinham atacado o.i fliilaiitrue». olirigando-Ds 
■ | - - 1 ■ ■ . 1 1 - ■ r 1 1 trihuto.. . i . ( 1 1 . • 1 1 1 • potentado ; que estavam fazendo 
grandes canoas para serviço da Estação nos rios Lulúa e Muan- 
sngoma; que a maior parte dos rapazes de Malanje roíttinua- 
vam ao serviço dos AlIcmSca, que lhes davam cm pagamento 




DESGUPÇlO l'A VIAOKM 



261 



iivos '| i- o bauquengua QtM tinham passado em troca de 
■-.das; que prohibiram a passa;.- D norte dos comiti- 

vas «i< : i<> B6 sujeitavam ;i > ■' . In racha «pie 

I ellea 001 ■ i "ii' dinheiro 

• >n com artigos de comnv ri to, o finalmente que era Deito }i 
terei- x-gocio com o> Baaa-aoio (indivíduos d* pria 

classe da por lil avam 

cm troca & das, pólvora, ata. 

I I I -■ - 00tic:;..s c Iiiinm.-. li'..- i|i Uleliifu i pia tendiam 

;>nr o Labaoo, alargando eob esta denominara" •> domínio 
do Muquonguc para o hoj !•■ a ti'- a" tia o orlaste ate 

ao Caasongo o para o oocidonte até ao Cuango i mil, 

•amos convencido- que im amtantO nlo deixaria da ME o 
que marca pelo norte o- dominios do Muatiãnvua, mas com o 

• i factl li-' oatechisar OS povos vixiiiho» pelos pio- 

rasses quo fossem rcalisando nos estados limltropmM. 
Os Alleraaea encontraram os liabitatites do Lubuco | n : 

oluçlo mais rápida, ( oou o seu auxilio iaai 
alargando as soas operações, abrindo caminhos para o /jiirc. 

li o que ato podiam por emquanto i ra presoindir do au» 
xilio doe africanos portuguesa*. > i n- .• ul <><. ariitiies 

OUfl tem educado nas arte» e ofticioa o» indi; 

lecenuu rclaeòe.» de amisade, de C0!lim.'rcio <■ ni-iui. d<: família 
com 01 I ■• nba ou Bana-moioj que introduziram DO dia- 

bjectos quo wee eram d>- conhecidos, 
<• adverbiai que i Ui i nau tinham 

quo oram iudispciiMtv.-ÍH para tornar ne-nos áspero, mi 
difricil o maio claro e intelligivol o seu dialecto, não podendo 
os Allemac» por muito tempo prescindir também de h fami 
ii cora a língua portugueza o com os usos c costumes 
d'a<|' ■ quem teem de se servir oomo auxiliares. 

Declaramos que muito no* aproa esforços que se 

Caçam pela regeneração dos povos africanos, mas comoPortu- 
guezes sentimos «pie •- nosso.-» s-jani aproveitados por estran- 
geiros, quo dopoi para si a» gloriai que lhe nao p< c 
tuucem o procuram esquecer-noa quando nào depreciar-nos. 



E dá-»e isto entre nós pela falta de propaganda e de conhe- 
cimento das cousas na» regiões officiae»! 

Ka Europa até 1881 nâo havia conhecimento do Lubuco, c 
já em 1872 MUNO de Malanje negociante» africano» para as 
bm&edJAÇSw, e tinham noticias sobre essa região para onde cor- 
riam a refugiar-se os elephantes perseguidos pelos caçadores. 
Em 1S7."> para ali principiaram a afiluir Ambaquistas com os 
Quiocos, c cm seguida a ellcs outros africanos portugueses 1* 
se estabeleciam com as suas pacotilha» de commercio uns pro- 
visoriamente ficando outro» por lá arranjado*. 

Foi o nosso velho sertanejo Silva Porto o primeiro europeu 
que devassou esta região, e em pouco tempo negociou a sua 
grande factura, sendo depois do seu regresso que o» explora- 
dores .ill-MiiHi;. <lr. I'oggc 8 \Ví>mii.'iiui ■ ni fina dfl tS81 ( BO 
intento de atravessar o continente, em vez de Be dirigirem 
para a Mussumba, por conselho de Saturnino Machado desce- 
ram com o curso do Chicapa e entraram no Muquengue, acom- 
panhados pelo quiôco Mona Congolo, amigo, freguez c vizinho 
de Saturnino Machado, com a casa do qual já tinha relações 
ha muitos annos. 

E necessário que bo saiba que Mucanjanga e Congolo foram 
os primeiro» Quiocos que exploraram pela caça a região do 
irináo do actual Muquengue que lhe succcdcu no governo, 
região que depois se denominou Lubuco. Este» Quiocos garan- 
tiram o seu caminho pelas margens do Chicapa ao commercio 
português, de que ellcs depois bo tornaram também agentes. 

Segundo no» informou Congolo, com quem mantivemos muito 
boa» relnçõ"* mais tarde, os Allemacs gratificaram-no muito 
bem pelo serviço que lhe» preBtou. 

Mal poderia suppór então Saturnino Machado que os bene- 
méritos viajante* allctnaes, que só tinham cm vista adquirir 
conhecimentos para a seiencia, c que eram commissionados da 
Sociedade de Geographia de Berlim, seriam mais tarde os doa- 
dores d'essa região inexplorada até ali por estrangeiros a um 
Estado que se havia de organisar quatro annos depois e que 
tanto mal tem feito ao commercio já por nós ali iniciado! 



DE8CKl!\3o DA VUGKM 



263 



Amargos dissabores tem tido o nosso compatriota depois de 
1883 nas terras <lu Muqueugue, como retribuição da boa hos- 
pitalidade, francas o verdadeiras informações, sincero* conse- 
lhos, remoçlo de diffieuldades e generoso abono de suppri- 
mentos a qne se prestara para MH til nlo só estes como todos 

■s alli-m&»s que o» procederam desde de - 
na» terras da Lundu! £ é devido a uma ingrata concorrência 
dos seu» protegidos que Saturnino Machado e os seus sócios 
nlo podei !»•)<' liquidar os resultados da sua já longa e 

moita trabalhosa explorarão. 

Moa, ao escrevermos hoje estas informações e depois do quo 
se tem passado, conhecendo que toda a cautela é pouc.i 

mos do nosso dever, 
chamar a at tenção dos governos para as occorrencias que nlo 
chegam ao seu ccinheciín ato 09 QJM i liegam ja tar<le para se 
i tempo voltou a Malanje o bispo William 
Tuvlor, superintendente das Missões americanas estabelecidas 
na província de Angola, e entre outra* cousas procurou infor- 
nutr-sc se seriamente nós acreditávamos que Malanje vieste a 
aer servido por uma linha férrea, porque eram passados quatro 
anão* depois qne ali estivera e nào ouvira mais a esse respeito 
do quo entio já lhe era conhecido, isto ê — que o caminho de 
ferro se faria, mas nlo por conta de Portugal! 

— Pognaion também se havia alguma idea da parte do 
i ndnr em Malanje um asylo para orphlos, c isto 
por ler visto três infelizes crianças, filhos de um europeu que 
morreu em exploração na» margens do Lul, a mie das q 

nada ter com qne as sustentar as entregara i missão que 
se encarregou de as manter e educar a seu modo. £ como a 
resposta nlo podia deixar de ser tento a ignorância do que o 
govei /.cr, retorquira o bispo: — Que acredi- 

tava na impotência de Portugal como nação colonisadora ! 

£ innegavel que a Missão americana em Malanje tem pres- 
tado e se exforça pela regeneração dos indígenas, e 
Alleniles no interior tem-se servido da língua purtu- 
;rueza para se fiuet eompreheuder dos que procura tutellar. 



264 



l>U;ÀO rORTIKiUEZA AO MUATIÁNS I A 



Devemos lombnu- todavia, que devido «os esforço» do linguista 
que cm principio os acompanhou, M. 11. I batelain, ellt posaue 
IQQI -i.iniiimtica om umbundo e portuguez, sendo assim fácil 
■os missionário* írtm-ae apeHeieuando com o t«mpo e com 
pratica, quando familiarisados com o dialecto de 
de certo prescindir&o da lingua portuguesa e a catechese fur- 
»e-ha depois neseo dialecto, sem que os portugucy.es o a» au- 
ctoridade» residentes ao seu lado d' isso se apercebam. 

O que si i-iu Malauji de cem succ.-iie no Dond©, «m 

Pungo Andongo e em outm pontoa onde estio estabelecida* 
■i . afiaaSes do lii.ipn '1 iyloi i UtOj aoroditâmoa, alo boi poderá 

!V.m-:i% i 1. 

No Lubuco quiz este bispo estabelecer tainhom missões e 
com o» ioooorroi que de bon grado e por espírito compassivo 

lln-:- | ■!■.•:- ( -ii.iiii .is pottngBOMa Baarcm Zagurj i Narciso 
cboal partira para lá o dr. Summers. O governador do Estado 
Independente uà.i consentiu porém qu«: clle entrasse em exer- 
cício nus terras do Estado, e aguardando BUS SUCtOrisAÇlo O 
infeliz missionário lá suceumbiu. 

Também <> missionário Campana, de I ..■■ ti . L 1 1 .. i . tentou osta* 
belecer-se nas terras do Estado do Congo, e já se propunha 
a ir para o I.ubuco ma.-» foi lhe recusado, por isso este bom 
sacerdote recorreu a Lisboa para se estabelecer na» terras do 
Muatiânvua. 

Ora M-. ii novo Kstado — apossando-se de uma região era quo 
tínhamos antigas relações, o onde exercíamos influencia civili- 
sadora, e que o* Wjloradori .-. allcmàes :i quem priipori-ioin 
i- facilitámos o contacto com os seus habitau nnt ser os 

primeiros, ao menos por gratidão, a respeitar como portugueza 
— não consente .Missòe» estranha» onde domina, porque 
deveremos fazer o mesmo ou pelo menos aeautclar-uos quando 
mais n&o seja, contrapondo-lhe Missões nossas que inutilisem 
os esforços de uma propaganda que nilo nos pode convir? 

Embora as questões da Africa oriental absorvam muito a 
attenção no, couvem nio desviar a vista do occidente 

onde jú temos perdido muito depois da Conferencia de Berlim. 




DESCRIPÇaO DA VIAGEM 






Aproveitávamos uo dia 9 '!«' maio « tranquillidadc cm 
ficara o acampamento, c o espaço IÍWB que pela saida de cargas 

tínhamos na bamea grande paru tmi rade, 

»<ib um.» tompentora pportavsl, modificada pelos vm- 

toe predominantes e fresco* de E. e S., quando de repente ti- 
mos distraídos pelo» Mtalidoa Í0 oapim quu ardia próximo. 




Tinham-.*!' passado já alguns dia* ãfipoil que a monção se 
declarara. As seceus manifestavam-.*" para M bandas do po 

'•es daa queimadas que se viam pelas quebradas das 
MiTCfl que fio deacoodo para N.-W., a DOS arredores do acam- 
pamento o capim seceo o vergado pula» rajadas do vento con- 
vidava o gentio a aproveitar-ae do ensejo favorável para a caça 
dos gafanhotos. 



266 



EXPKDIÇÀO l-OniTGIKZA AO OTTATIÂNVIA 



Lcmbnirnm-M! nesao dia ob dois Lundas c dois rapares doa 
boçaea que no» acompanhavam de fazerem a caçada polo 
MO bui is rápido, largando togo ao capim, f a mcdidinjne 
as labaredas seguiam bater o queimado com ramos de folhagem 
para os ^afatibntOH i-aircm no cliào. O vento soprava rijo paru 
fura riu .i<'.iiii|rii!iir-ni<>, mas ainda assim, com<> era frequente 
neste logar haver rápidas variações de vento durante, o dia, 
il ■'•mus ordem para immediatamente M pôr termo á QJH -i tilada, 
porém . ih i rilr-u infelizmente o que receávamos, ejánâo foi |«>s- 
eivcl cumprir-sc a ordem com a presteza que era para desejar. 

1 i vento tornara-.-." im -iinii e •• fogo BXtÍBgBÍa-SB numa 

parto para iipparoeer noutra. Toda a ^ente correu a auxiliar 
os primeiros que procuravam extingui-lo, mas o seu numero era 
insignificante para as proporções que o fogo tomou! As laba 
rodas que si-iruiaiu pela íV.-i 1 1 «- do acampamento de novo mu- 
daram di- rumo e caminharam para ellc! D'ahi por deante 
cstabelcceu-se a confusão, todos queriam trabalhar, mas o fogo 
inipi Ilido por um vento rijo afijgantnva-nos ! A barafunda tor- 
nou M itidcseriptivcl ; envoltos em nuvens de fumo espessas 
r limos obrigados a fechar os olhos. Ac chammas altas esten- 
deiulo.se rommmiicavauí a Mia velocidade ;is partes mais clc- 
vinlas do capim o mini momento fizeram desapparccer as cuba- 
tas do acampamento que pertencera á primeira secção. 

A elevada temperatura rio sol p-unia-so a insuppurtavcl das 
chammas; os pés escaldavam -se no solo, tnmsfonnando-se num 
verdadeiro inferno o meio em que estávamos! Kra indispon- 
sacrificar alguma cousa para salvar limito material OB) depu- 
sito, que já estava num restricto cerco de enormes labaredas. 

Cortar o fogo em algum ponto era o empenho, mas baldado, 
porque o vento estava incerto, tendendo sempre a impelliz as 
labaredas para O deposito. Kettfl r-\istiiun as caixas <le muni- 
dos OOMal melkom armai, pólvora em grande numero de 
barri», petróleo, urro/., fazendas, álcool, medicamento» em 
quantidade, etc. ! 

Fallar na remoção de volumes pesados com vinte pessoas 
e algumas invalidas, quando as labaredas já iam consumindo 



ai cubatas próximas e ae sentia o estampido daa arma* carre- 
gada» com baila» que se disparavam, era perder tempo! 

Decorreram momentos angustiosos c confessámos que 
•animo se ia apoderando de nós a ponto de nos approximannos 
da barraca daa cargas e de lhe voltarmos a» costas. Pela mente 
pMsavam-no* como visto rápida todas as desgraças que em 
seguida podiam ter logar! 

Só m»s e o sub-ehefe calculávamos a extensão e enormidade 
do perigo em que estávamos, mas era indispensável animar os 
que trabalhavam para entreterem o fogo nuns certos limites em 
quanto se pr»»eurava remover algumas cargas. 

A nossa grande responsabilidade, os nossos mais queridos 
parentes, a pátria, o triste rim da nossa missão, todas as nos- 
sas amarguras tudo nos acudia á imaginação esquentada pela 
imminencia de nm grande perigo, sem que nos occorresse um 
meio de salvação prompta e com desespero fitávamos o cata- 
vento na nossa frente. Invocamos a mercê divina, e porque q 
nao diremos, ainda hoje se nos affigura que por um milagre 
fomos attendidos! 

'• H-ntinoinente mudou, as labaredas correram a 

distancia parallclamente ao maior comprimento da barraca, e a 
coragem resurgiu em todos, e de tal modo, que ao nosso brado 
— acudam á barraca das cargas — homens c mulheres tudo cor- 
reu, tiniu lidmi! Salta aqui, acode acolá, traz isto, agora esta 
carga, mais este barril, safa este fardo — era o que se ouvia! 

José Faustino — o Cabinda mestre <hi escola, que por abne- 
gação ou grande fé se nao importou com a cubata onde tinha 
todos os seus haveres — como homem acostumado aos grandes 
perigos em viagens marítima», descai",", de calças arregaçadas, * 
barrete caido para trás, animava os rapazes cm frente das 
Inli.iredas, e bradava — nao esqueça a canoa, saltem rapazes á 
canoa; e abraçado a cila fazendo e»forço* para u transportar, 
dizia — Oh F... acode, allivia aqui, olha que morremos se a 
canoa ca fica! Deram-se ainda outros episódios que só mais 
tarde foram commentados promovendo alguns a hilaridade, ma» 
que na oecasiSo passaram despi Tcebido». 



EXPEDI(,X0 PORTUGUEZA AO MVATIÀNS TA 



scguiu-se transportar todas aa Oixgaj pura UEO logK l 

tado era quo o capim já tinha »ido queimado, e tal foi * IU- 

ijiu! momentos d>'jiiiii 'li I • •-> ii1;kI;i ;i uli ma, rimoB quc 

não houvera tempo ]><■■■■ que ■-■ trabalhara bom, ponju 

as labaredas lubiara já o capim ao redor do recinto era que 
estiveram as cargas. 

.\|i|>ni\iiii nim-ni.H rutilo da* nouBH» barraca*, (Nade bai I 
de material importante ila K\pediç&o, a nossa maior riqu 

os nossos trabalhos e registos de mu Ma» qual nilo foi 

a nossa surpresa, quando ao corrermos para cilas, bó vimos os 
logares que tinham occtipado! Tudo d'ahi DM ia desapparecido ! 
As «niiii. ■!-. n depois de porem ■ salvo o que lhes pertencia, ex- 

poiít.iiieaiiiontc correram a derrubá-las c a pôr eu 
o que lá havia. 

Que fortuna! que felicidade! exclamámos atiram! .- fati- 
gados para cima de unia caixa. B fogo fazendo destroços, DOU 
lido .ir cubata.-, o alimeiítatiilo : ■ com .1 cajiiin do toda a 

•acosta ia-oe amatando-ea para leste lobre o planalto. 

Estávamos eoccos por dentro. A língua, o COO da bocca, as 
pBcIaa, :i" mais poquono movimento panda qoe estalavam e 

nio havia agua que im;- saeoasse. Ainda de noite scutiamos 

aquelb dolorosa impn 
Que tnmse.s porque patifa in m que m expOem ■ desempe- 

nliar missões como a nossa nestas termal Naturalmente este 
acampamento ein que tanto desgosto soffreramos, ficou com o 
nomo «pie 1'eiu lhe cabia > Valia dai Amargura!'. 

Os BAngalas estilo acostumados a estas grandes qucimadns, 

i|i lie? 111. miio promovem ao deixarem o« BOUS acmiipamrti- 

t • ■ - ih ■;!.' i-pocha do .111110, mau os (pie estavam acampado 
niiiro lado do rio. tal susto tiveram quando sentiram O zunir 
das Lalas da» espingardas que rebentavam sem ninguém lhes 
tocar, que agarraram nus suas cargas a correr fugiram para 
longe á procura de logar seguro. 

Trabalhou-se liem e d. Ima vontade, ficando antes do sol 
posto as barracas armadas nos seus antigos logares já limpos 
de capim, e tudo accommodado como antes do incêndio! 




nF.somrçÀo da viagem 



269 



Ugtmi gentio» qne tinbam vindo ao acampamento render 
mantimentos, prestaram serviço na remoção das carpas, nm* 
- em omasioe* análogas, dois d'e lie;, ipir.- 
riam fazer uma remoção mai* completa, levando doai cargas 
de munições, de guerra para maior distancia com o fim do as 
transportarem mai» tarde ás Mias pi dados 

cjue os vigiavam agrad) h i-iurn-lhc o» seus bons serviços t 
paguruD-lli" faxendo-o* transportá-las de novo para a barraca. 

Tio Empresto na memoria nus ti i » theatre do tiniataro 

i os teus horrores, c o seu aspecto depoia da passagem 
do incêndio, que nos foi fácil desenbar a scena ameaçadora em 
rigo corremos e a rifltt do campo ante» de nova- 
mente armadas aa barracas. 

indo depoíl i noite queríamos descrever o qne ee tinba 
passado, parei um um sonho, e pelo receio de sermos 

taxados de cxaggerados, adiámos a tarefa, esperando o neces- 
sário sangue Mo para o fan r. 

• iratiticámos cada um do* homens camisa c um 

barrete, e a cada uma das mulheres dêmos tret. jardas de algo- 
dio para faserem roopSea, poií que o ftio da madrugada já 
ridava a abafar o corpo. 

BOnUDimioaçlo mensal ao governo, tratando d'este sinis- 
tro di /.iamos: 

tOutra devora ser a remuneração tbida a esta pobro gente 

pelo» seu» esi boi torvarem, e olo bYa r>--.it> mi .' 

se estivéssemos em terras de recursos, mau attentas as nossa» 
rias circunstancias, procuramos dar-lhe •• qne menos falta 
no?, ellei naii convinluu 

i '., poaco o qoc te perdeu! Mai o qne seria se nllo fosse a 
boa i ' "1":-. que .-iii '-r.il muitn timorato» e» 

, tratara »ó d< pôr a salvo o corj do lamentar os < 

gos o o desnpparccimento d que na maior pai 

casos constitui ik toda a roa riqueza! 

A data 9 de maio de 1886, Geou decerto bem gravada na 
memoria de todos que se encontraram no pavoroso incêndio 
rodeados de matérias inflammavei». 



Perderam-se algumas armas Winchester e Westley-Richurds, 
revolverei, traçndos, patronas, correame, massos de cart>: 
embalados c ■!•• embalado*, cargas Lcfaucheux e outras, cammt 
de campanha, ctc. £ o José Faustino, esse, aporia» ficou COa 
o que tinha no corpo! O pobre homem lidán 8 animara us 
carregadora i trabalhai i tn, i- poi isto Dm cedemoi i uma Ao 
empregado europeu que fora em diligencia a Malanje e d.' 
me.- I lie da nossa parte alguma roupa branca, e unia anilai n.i 
di! fato já u»ado ile Hanella mas em estado de lhe servir. 

Os dius 10, 11 o 12 foram empregados em reparar os abri- 
gos, e nas honiH de descanso o pessoal fazia commentario» 
vobre O que cada um dissera nu oceasiao de maior perigo. Era 
um caso extraordinário o onde nao ha distracções, suecede 
como na bonança em seguida ás grande* tempestades, reina a 
alegria por nos encontrarmos salvos do perigo c tudo dá mo- 
ti.n ú hilaridade. 

K a nossa alegria era maior porque, no dizer dos c ar r e g a do 

i« barriga» folgavam. ] >■ .i . | u.- ..,• viu carne, devido nos últi- 
mos dias a exploração feliz de dois companheiros caçadores. 

Ma tarde do dia 13 apparccoram alguns do» carregadores 
.li comitiva do ajudante que os dispensou na margem do CttOo, 
onde ficou com doze homens da sua confiança dando principio 
á OOSltracçuM das casa; para a Kstaçilo ('idade do Porto. 

Tinham chegado ali no dia r>, feitas doze jornadas, algumas 
pequenas, e descançando um dia por causa de um carregador 
OJTM adoecera gravemente. 

Podendo considerar-se dez jornadas em andamento regular, 
era no emtanto uma grande distancia e por forma alguma con- 
inli a eoiitiniiar a fazer a mudança de uma vez para tilo longe. 
Como no sitio de Angunza Muquinji além da sua povoação, 
havia nutra» próximas que dispunham de alguns mantimentos 
e as caravana» dfl commerciu costumavam acampar numa grande 
floresta que ali haviu, de accordo com o *ub-chefe ficou deci- 
dido ir file ali estabelecer o acampamento que se denominou 
«Francisco Maria da Cunha» para onde faríamos remover 
todas as cargas pelos carregadores que regressassem. 



DE3CRIPÇA0 PA VIAGEM 



•„>71 



i> >iih<in-l*e pela sua parte apromptou-se para seguir na 
primeira opportun idade, o que dependia de descansarem os 
carregadores alguns dias, e uio obstante os nossos esforço* 
para abreviar á partiila d'«fta comitiva, o apporecimento da 
caça nos arredores do que o pessoal desejava fazer provisão 
para o caminho, moveu-noB a conceder o adiamento do dia 
da partida já fixado, reinando grande animação no MM 
mento que á noite, se demonstrou por longos batuques. 

O cabo da força que luzia gosto na sua posição, tinha uma 
companheira, que elle entendeu cdui :ir inilitanuente, fazendo-a 
manobrar com todos os tempos «té nos serviços domésticos á 
voz de commando, o que elle imaginava ser indispensável. 
Aaafm raarcluiva com ella jwira o rio a buscar agua ou lavar 
roupa, para o mato a roçar lenha, .1 t'i,-> r fogo para a comida, 
a preparar o infunde, ate. Be os tempos n&o er.ru 
como elle queria, obrigava/* a repetir a manobra, dando-lhe 
I voz. rle primeira forma. O caiwil na verdade era um pratinho 
para o pessoal, e confessamos, quando eatBVMBOl trabalhando 
na nossa barraca bem dispostos, e os ouvíamos, que nos rimo» 
muita» vexe», maravilhado com a inania d'elle o com l MCien- 
ttaeilídada d'olla. 

O cabo dava-se ao respeito, tomava uns are» importante» >■ 
p^tav.i pom-o ile batnqae»; porém ei.mo nlo queria desman- 
cliar prazereB e todos folgavam no acampamento com a* mo- 
IhoreK 6 DftJl abundante* refeições que nos ultimo» dia* tinli mi 
tido devido l generosidade dos caçadores, nnnuiu, posto que a 
custo, ao pedido da mulher para a deixar ir tomar parle mim 
dizendo-lhe: 

— Vá, mas muito juizinho, o ou cá a espero na cubata, para 
saber ns horas a que recolhe. 

A mulher, que ha muito tempo nilo dei fruetavn um momento 
em 'I livre da* vintuM ciumentas do cabo, entlni 

siasmada com a dança o não reparando na fogueira, <pi<in 

o paJUM -pi. ■ vestia, c. com receio <h- .pio <> rabo a visse mim, 
iue era certa uma dósc de pau, entendeu ser melhor demo- 
rar-se no batuque para (bar tempo a que elle adormecesse. 



272 



EXPKDIçlO POi \ AO Ml ,vri>. i 



Qu [ipnz ijm.r ii marido MtSvetM immereo em sonino 

profundo entrou rflgaroeamente UB ■ <it nt-ii, porém tilo que e*- 
[iiv.i rSgittBta i • -in } ■ < > r- "t ■ .- ft. • > ipic o hray.i-iro Ih- 1 penilittiu 
d |i.inil() queimado, rompeu i mi • • --. • l:i ! n:i. ■■"■■ :- ora ■ - r 1 1 | u ntUgUM 

om no dialecto de Ambaca : — Sim acnhor ! ora esta, nao me 
faltava maia nadai Eta trabalha como um negro desde o i 
por do 'lia ate & noite, par» voefi romper pannoal muito I 

' ..>•.' • vil', Ixl.i . il.inca ■• BgOH i BtTOgS r.h }-:i n nn^ , im»i ■ i«<in. 
c/i BStá '> negro para o cunhar! t.ontiiiuc ipic •'• bonito! Du- 
rante ire* iIíjis, tgna •• int' lo. maia iiinl.i ' Pique Bebendo, ao 

toque da alvorada roda iiniuodiatamento aohre o» calcanl. 

nliar ■ jii.it i« » liainlor. j.ar.'! Min pam »6 :ij>|'ur<-t-i- d. 

de mini na dorida ordem! entendeu ? Agora tapo a porUi, um, 
dois. Dcitè-8o, um, dois c três. 

A mulher nau dava palavra rmn receio que cllc como COB- 

iiiín:iva ih.- fono ái coatas, o 'II' • prOBegoiu : — E nao diz mu 

palavra! Ku vou comprar mantimento..,, ai UTOtO agua <• I 1 

i- ■>■"■'■ ..'i'i'ia ai I.. ri- las! Si- não longe noite, t( 

mus tgorl uma boa vonveraa! Durma e depoÍB faltaremos. 
Como todo» foBBem vi/.iniiof, oa companheiros que nlo po- 

-.liaiu .-'ii.- !■ r o rifo, di> quando '-m (punido dirigiam-lbo unja 
graça, '■'.•ih i|ui- illr refinava nea exelamaçSea, alardeando o 
Omito trabalho que tinha mm .'lia, quando o i imtrario '■ quo 

era a rerdado. 

I ''-«ignára-eO " dia IS para a partida da aeeçSo e oa cnça- 
dorea pediram para irem em procura de um mim. animal gran- 
de, que ellea luppunhua taram ferido na véspera }i perto da 
iniiii- '• que tireaae morrido em togar nSo muito distaste. 

.Andaram por lá todo o dia e hcguinte ç não apparccia o 

animal. C • n rabo tivesse ido também procurá-lo, quando 

noa vein dar-noB parte que o animal tinha fugido. Como 
foi ísm"? Kntào fugiu d«-poip di morto?! Não .-i-nlior, i-eplicou 
o homem, milha assim uuuea se viu, dcixOU uma perna c fWiU 
"a a» trea. 

— Neaae ea«o, nlo ao prm ura mais. Dê ordem para que n<> 
apromptem, <■ de madrugada marchem com o ar. sub-chefe. 




KAfiCHl DiS SDOÇÕES 



E/r> 



arliram as doa* serçèe*. A do 
ajudante cm Í4 de abril, o a 
dw sob-efcrfc bu dia áO da 
maio. I>w relatório* re.«peeti. 
»•«• > \tractamos tp« ■ que 
julgámos maia rwwijl, relr- 
nndo-nos a media» quando 
^>B*«it i * r*W f a lguma » difie- 
reacas em ramo* c distancias. 
Em todas a» nossas viagens 
o» ramos tio magnéticos, mas 
noa csquissos que fasearas 
aio corrigidos logo da varia- 
ção da agulha pelo iuetliod<> 
de Labr< 

As altitudes registaram- -e conheceram diAervncas 

«eis, na occaaiào cm que *v marcaram mudanças do rumo 

lauciae, sendo estas contadas em terreno plano á nulo 

II" passos ou 14 minuto* por k. B BB BUMBO 

leutado pelo calculo em que entramos com as altitudes. 

\ distancia do acampamento Yallc das Amarguras ao da 

Francisco Maria da < 'unha foi percorriíla pelai duas seoçòes cm 

quatro jornadas, mas é distancia que as o :■ nas 

vencem em dua» e o* m uuiajornai.li. 

V«t u is 



274 



EXPKDIÇaO POBTOOUBBi AO »U'ATiÀNvrA 



A primeira jft conhecida é de lã kilometro» até ao MuIobso, 
que decompomos do seguinte modo. No yr> mo de 5 kilome- 
tro» elcvaram-sc — aegnindo o rumo X.-E. com pequenas diffe- 
reneas de miarias ora pgM Ifltte •>rn pjura norte— de 1:012 ■ 
1:071 metros, pastando a moio d'cllc o riacho Camnsíenda de 
agua potável. O raminho fui p.ir entre arvore» e capim, gramí- 
neas c cyporacct». em t>-rr<-Tn> ondulado. argillo-*ilicio»u •• em 
que predomina a siliea, havendo também algum húmus. O se- 
gundo p<-r> nr.Mi foi de 4 kilometro», elevando-»e »uece*»iva- 
mente do 1:180 I 1:124 metros, num rumo variando pura E. 
e N.-K. entre floresta» pobre», em terreno sempre ondulado e 

u qualidade. teroeúro foi da 6 kilometro» no i 

N.-E. variando como no primeiro, ora pura norte ura para 
leBte, «ubindo-se no» dois primeiros kilometro» a 1:1 tio metros 
para N descer a l:llil, altitude em que M :n:i)u[>< m. 

A leste d'c»to logar existia um vallr eoin alguns charcos de 
agua» potáveis, ma» constou aoB viajante» que Boccavam de 
julho • setembro. 

A segunda jornada do 11 kilometro», até uma pOTOSçlo tk 
Quiocon de >|'"' Wa potentado < 'aiurúin, foi fatigante pela osccn- 
gla I montanha» KMB que depararam no transito e que »e des- 
envolviam parallelamente umas apó» outra». 

<> rumo i jruido fui .i de K. inclinando niai» ou menos 

para N.-K. sendo o terreno muito accidentado, BObmdo uni- 
do que descendo. Assim tendo-se descido de 1 :149 metro», que 
.•■a .i :• 1 1 ■ n i.l.r do acampamento, iki percurso de 2 kilometro» a 
1:114 metro», houve que subira 1:194) 1:167, e 1:225 me 
altitude do novo acampamento junto á povoação do i 'angúia, 
t.-n.lo iiin i iiire ci.tan a v.iIIch mai» ou menos profundos. 

A* montanhas eram coroada» de arvoredo, porém a ultima 
• monta que dava accesso ao planalto, cin «pie acamparam o» 
viajante», era coberta de uma floresta cerrada. 

Encontraram um bom acampamento de cubata» altas e 
feita» levantado por uma grande caravana do ■ 'ongo (pie havia 
mais de um anno por ali tinha passado para o interior. po- 
tentado da terra vigiava-o para que »e nSo inútil iza»»e, por dar 






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275 



ensejo a que todas as caravanas de commercio que passavam 

■MnpMMfl m logar, do qoe tinha obtido ri raltado ■ poronçto 

com n veuda de mantimentos, c cllc com os presente» que 
recebia. 

Ot indiridtlOO qu nu no ararnpameni r.iurara- 

sc accados, condizendo o seu aspecto com a ordem, limpes» c 
boa di»po»içâo das habitações do iogarejo, que embora peque- 
no, produzia impressão agradável o se dettaetva, sobretudo, 
pela forma das habitações, de outros já conhecido». 

A jiovonçâo projeotara-a6 sobre a encosta de uma elevada 
serra próxima no sul, sendo coberta de arvores ccioaaaoa, entre 
as quaes vegetava o grosso capim e arbustos de diversos tons 
de verde, o noa produzia bom afttto ootre m hitonejBoa que 
afastadas do solo sobro pontulutes pareciam estar em cima de um 
tapeta de verdura. As coberturas d'p*tas habitações, pela forma 

inidul c altura, e pela côr parda do capim seceo Cai 
lembrar o* desenhos de certos lugarejos pittoreecofl, qae limi- 
tai, reses, existiram ti na fértil imaginação do artista. 

< >* Quiucus que ali estavam tinham vindo para o sitio havia 

annos, fugindo aos feitiços do Muana A&gl DJ Ambuniba, con- 

B o» da sua tribu como um dos maiores potentados, 

tua Importante Iam i lia que por d:\ 

com ii primeiro Muati&Bvna seu parenta instituirá a Betado 

ado elle ainda com a sua oQrte entre <» rioa < tailo 

e Qnicspa, acima do 9" ib lat. S. do Kquad «T, 

,l.i aqui M apresentam gernçòe» novas, QUO muito tem : 
didO dos habito» do* Quioeo* de além Cullo. 

• caçadores e lavradores, c negocio só o fazem na loea 
lid ide com o* negociantes que por ahi tnmi.it am. 

Os desejos do (.'angúia eram avizinhar-su mais das terras 
<i-' Mi to, porém como os Bângalas iam adquirindo | n 

inio i-obn- ai tema dos Capendaa, com receio d'eUea esta- 
ndo vivido em boa pai OOm 01 Lundaaecom 
o* Xinjea. 

Cnngúiu, a quem se fallou para r aipins rapazes 

para o 'transporte das cargas, declarou nao poder satisfazer ao 



276 



BOTDIÇXO POBTCOUBi ao miatiãnvia 



que d'elle »e pretendia, alo tá 001 tiles serem pouco», terem 
do saldar il. I- nuu lavrai c de aproveitar o tempo nu ca 
ainda porque nao queria acarretar .-obre si o ódio dos vizinhos, 
c por recear que ■■■ algum Dial a. oargai de H 

Puto, de quem queria ter u proteção. 

A terceira jornada foi de 8,5 kilometro», sendo o caminho em 
Cl U' ,m in ■ na alta montanha. Kh-varam m- em um 

kilometro a 1:9&8 metroa, aegaindo o rumo para E., sempre 

entre floresta cerra da, i c oh*] UQ depoia em direi pio] i.-NK. 

SkUometros desoendo apenai I metroa , contornando i"'i" oorte 
dois profundo- vallee, Xa descida para o segundo avistava>M 
através da floresta uma pequena povoaçio de Lundas vindoa 
do interior, que indicava pobreza, •■■ de que era potes) 
Quiaaenda. 

Caminliaram .-.obre O dorso de uniu montanha OU! »« ia 
esboroando por effeitO das ohm ■ nciaes, o que se man- 

tinha ainda pela forte •• denea vegetáçSo quo protegia em pa 

ci,. ■_: i- 1 ih 1 • .- lalitilr.- ii. 1 1 1 ii.. i .. (|in ili -.i i mi para v.-ille.» i i | n» - .- 1 

aprotandani oom o correr daa águia que rio avolumai te dos 
■ io ifflui nti :• do l bengo. 

I 'onlilinaraiu a marchar si.br' 1 e.-la clevaçlo para S. uniu 
percurso tortuoso de '2 kilometro», em que desceram outro» 4 
metros que tornaram a subir nos doía kilometroa Ngointet| 

tendo então rumo para leste. 

imparam pouco depois ao lado da povoação do6 Xinjea, 
de que cru potentado Xa Mujinga, na altitude de 1:250 ni- 
tros, :i beira 'lo caminho qWJ limita uma ^raiulc Ih.n-sta que 
ti nde pala ii sul. 

i "« « . ii i « iro Bcavu am grande descampado, qne pelas torne o 
troncos que jaziam sobro ■> solo, indicava ter sido ainda ba 

pi te&po a continuação ila ih. repta que as queimada! t; 

derrubada» M( i ttívai tinham posto a descoberto. 

A beira do caminho, entre a» primeira» arvore» da floresta e 
om grande cxtens&o, enoontravam-ae cubatas do di\> ■ 
pamentoa, o que mostrava ser aquelh; um caminho muito fre- 
qucntailo pi lai. caravanas indígenas de eommercio. 







• feari» de («cv. Hm 
y spi nc ií man d n n aoaaggra- 

o 



que «a 

ii a* Lábaro, davam toda ■ Kvca ao* p rt— ruín a nab- 
para sujeitarem o* povo» nimbo», impoat- 




qu* vinham ta comitiva alguns rapasta do 
de Malanje que fatiavam português, apenas roberto* 
d« animaes d« cintura até aos joelhos, ptvpoar- 
qae nsta se ni tuna ou doa* viagen» com carpa» nossas 
Fraaeiaeo Maria da Cunha, para torrai um 
que se cobrissem na tua entrada em Malanje. 
Xlo acoeitaram. 

É sempre assim, aio vicio» da educação. Nada tinham para 
iam coberto* como o gentio, teriam d«« marchar uns 
dia» neste estado, mas preferiam isso a trabalhar algum 
tempo para voltarem á condição melhor que já conheceram '. 
juarta jurnaiLi (bi frita sobre alterosas serras e profundos 
vallcs. Principiando sobre o planalto no rumo F..-SK. uinda 
dentro da floresta por 1 kilometro, desceram depois no percurso 



278 



EEPBDIÇlO PORTUGUESA AO MUATIÂKVCA 



de 2,5 kilomctroR «l«iix" da 1:198 metro» e continuando a 
descer ainda numa marcha do 1,5 kilomctro entraram num 
valle na nhitud.- dfl I ! I 11 " 1 BM brOB. 
Neste valia corria puni *ul um regato da boa «gua, soin» 
In por frondosas e alta* arvores, o que tornavam a 

muito fresca* 

Em um kilomctro de marcha alevanm-M no rumo E. a uma 
altitude de 1:166 metros e seguiram no rumo E.-SE. outra rei 

jxir 1,6 kilometro alerando-M a 1:166 metro.-, m.t :mdn -c «.t 

o solo OOUttituMo exclusivamente dfl areia branca auendo Êtê 

ali era argillo-silicioso. 
Per co rrendo ••> kilometroi no rumo maii para K. e por vezes 

i r I',.. desceram a um novo e profundo valle n« alti- 

tude de 1:108 metros onde corria o rio Lungassala em dois 
ramo», que atravessaram, o primeiro correndo para «d, e o 
outro para norte. 

Subiram depois á falda da montanha a E., sohrepujada de 
alteroso arvoredo e perootrido* 2,5 kilometro» e*i 
altitude do 1:180 metros, ficando-lho a norte o caminho j »»- ■ 
corrido — extensos valles, num dos quaea Be via uma plaut&çlo 
importante de mandioca. 

Continuaram a marcha entro E. e E.-SE. ainda por um 
kilometro, sendo a maior parte do percurso dentro de uma &0- 
resta subindo a 1;2<56 metros, altitude em orne sub -< ihi ít 
estabeleceu entre as arvores e com mas espaçosas o awrmps/ 
mento — Francisco Maria da Cunha — o onde esperou que chi 
gassem todas as cargas que nós para ali ianios remettendn. 

O acampamento ficou distante da povoação principal, qtn 
de Aiigunza Muquinji mis 2(K) metros, tendo por VÍsinhot I 
sul uma povoaolo pequena de Lundas, a oeste outro maior de 
i .iiioeos, e a nordcBte sobro a elevação entre os valles do tran- 
sito, a de Quimica, que era a dos Xinjes onde houvera tenção 
de acampar quando saímos da Estação Costa c Silv:i. 

Em toda a viagem desde o Camau, a contar das seis ató 
ás onze horas da manhã, o sub-chefe registou temperaturas 
variando de 2<>" a .'50° eentigrados, temperaturas que eram 



:ip«,aO da VI.10KM 






ieiadas polo* ventou qae predominavam entre E. D S. por 
vexei rijo» e sempre frescos. 

Eram portanto quatro dias de •. i:i faltaram ao» Xin- 

je» pira obogarem a Química, sondo a ninior jornada «o Mu- 
losso, uns 15 Idlometroe. Ora se tívessemoi dado três jardas de 

ida que fb**e a cada um <1 ;: . | n . - 1 1 . .-- carregadores, embora 
tivéssemos do apurar mais u DQBM paciência ainda por oito dia» 
teríamos ganiu pelo lado cconomioOj porque já haviam 

trido trinta dias depois que clle» nos deixaram, 
E isto mais uma vez demonstrava que era necessário tran- 
sigir, esquecendo proronocitos que só em meios civilisados 

ih ter cabida, se quisermos coneeguir alguma aouaa d'c»- 

povo». 

A neçlo do ajudante, como lava da seguir por mo caminho 

afluindo da povoaçfos, forneeeu-so na de Angunza Mu<|uínji 

e vizinhas do provisí»-» para aleito.-» dias, e no dia 2* de abri! 

VÍaga&) para Cililo. Bllde aeampou como 

dissemos cm D da maio, próximo das povoaç«5e» do Cussussa. 

No dia segui u t<- npre.-o-nti mi -.-;>• Chíbobua Ianvo a cumpri- 
mentar o viajante, traaondo am ma companhia un sobrinho 
e um interprete, 

Cfaibnilixa, vulgarmente conhecido por Xa.Madiai umomi 

o danominaromoi d'aqui em doente, aatava residindo oa mar- 
gem direita do Coik em terras do Cabembe, súbdito do Bun- 
gulo, cujos (liiniiiiio* se e»ti adem até ao LuaohimOi residindo 

aquelle chefe n.i margem esqw-rdn d'OBM rio. 

Do facto Xa Madianilia .ia filho do Muatiãnvua Xoéji, e fora 

Suana Afnlopo do blleeido Muatiãnvua linteba, lato 6, ■ 

auetoridadi' abaixo d'c*tc •■ (piem lhe devin sueceder. Por in- 
ia da corte expatriara-hi'. e a pouco e pouco fôru-se afas- 
tando até que ultimamente fixara e sua reaidenoia am temi 
do Anzavo, onde o encontraram o» portadores une havia dois 
annos foram encarregados de lhe participar de mandado da 
Mussumba que todos o queriam para Muatiãnvua, e que regres- 
sasse ao Oaaaaj onda iriam aapemWo todo» os potentados eom 
ns forcas que tinham para assistirem ás cerimonias da posse. 



281 1 



KXI-EDIÇXO PORTCGCEZA AO MTATIÀXVCA 



Saíra <lo seu domicilio no Auzavo em principio* d* j • 

com todas bi , içBea paxá nlo sor 1 stava na 

uai terras, de Mra amigo Cabeml spei-aud 

própria p:u;« .-■■•ju.v viagem, aproveitando o tempo cm mandar 
indagar dos lenhores 'I" Estado áaaem do Caseai, te d 

aCCOitkr o C*rgo para ip Iiamaram, <• se .1 '"•••. : 10 era pro- 

pi ia para passar o grande riu, riato ia tm-eameta&ciaa anormat ■ 
.mu ■ 1 1 1 • - te encontrava o pais para além d'elle. 

\p> tzar da pobre, vindo coberto unicamonto da cintara 

baix a um panno já limito usado, trazia 11a cabeça " <lis- 

tínOtivu • i - ■ lillio de Muatiám lia. umas pontas revi stidai il" lllis- 

tangai terminando mim peipn . .pi.-, partindo- de eobre 

as iin lhas e aJáttadlt da cara conservavam ob extremo» 
altura doa olho*. Fatiam lembrai as armas da algum animaoi 
qne voltam um pouco sobra a tentada. 
1 O velho oaxregadof CJhriatovain, que eonlioi-êra Xa Madiam- 

ba QUendo alie era Siiana Mulopo, viu o e lalluu 1 1 1 - - _ 

l>isse elle ipie iih;- operava para irmos junt' Mus- 

tumba, i como Chriatovam lhe ateste conhecer aa difficuMa 
de» com que estávamos 1 notando por canta de carregador**, 
fleou de (aliar com o Oaaanau para em trai 'lias reunir ob acua 

r.ipa/ea e os mandar apresentar ao noBHo serviço com um do» 
toldado* do .ijuiliinto. 

Sabia Xa Mad aml.a que seu irmão 1,'iinnalanga, com o apoio 
doa seu» amigos (JuÍoooh ,-. ,[,,„ potentados I. mulas das mar- 
gens do Lulún, 1* animara efieotivamenta a precedê-lo para 
se fazer Muatíluvua a entrara am < íonenda, onde já tinha eido 
morto Cangápoa traiçoeiramente por gente « I • Bíneae Capanga, 

que sendo ali aeclamado, seguira com n corte do aisnt*inadd 
para o Calânhi ondo recebera o lucano. 

— Porém, aereeoentava elle, os quilolo» que me eliam am ■'• 
porque n3o estão satisfeitos com Quinialanga, e D* vrdade 

1 li. ■ uma criança, principiou mal, acompanhando-se dos í/uio 
COS que OStào estragando as terra* da I.unda, e está matando 
ob potentados velhos para d*X ob bcub legar» a rapazes ambi- 
ciosos que sào os seus maus QOUBelheiros. 




DBSCBIFÇZO DA VIAC.EM 



2*1 



O flicto de Xa iMndi.imb» ler partido havia cinco mexes da 
morada oecolta, oom destino A Ifotenirin tax demo- 

rado do CuUo esperando o apoio 'los senhores: do 

Estado; tor ''lie a cortesã de que sen rmJ , > w aotíei- 
para a ooeupar o togar doMuatiânvua p:ira . ( n \xa — 

r ilc una edrtc de gente nova que lho fosse 
dedicado, a finalmente o sífirmar que s\ imoa> « n > n.»-.-:i com 
por ter a certasa de que bmtílinuíaoa o Ermlo para 
lhe entregarem o logar a alie, collocava-nos num estado do 

dorida sobre o i to de proceder a len respeito. PaItando4ioi 

bases segurai para o» nossos cálculos reconhecemos a neceasi- 
B de agoanlar 01 acontecimentos, cimo faz o gentio, o do 
aproreitannoi todo* oa eniejoa fevoraveíi paia o êxito da nossa 
empresa. 

erará * 1 1 • ter noticiai do qw M passa além do ('as- 

•.li ? S.iIm mli • ijm- i).'^ .is :iii.;.'nnn,. qm-rerá ii ommo: para 1 1 1» - 

irmos de cosias? Qnerera' utiliaar-ite da influencia do nome 

portai.-!;'/, para deafiixer alguma» difliculdadi'* que m lhe apri ■ 
iam na marcha? 

Foram eetei oa quesitoa que a nós mesmos proposemos, e 
sobro os óssea tínhamos de aguardar novas inlbnnaeOi do 
inte e de algumas comitivas que apparecessem antes de o 
i toa. 

Tendo de nos demorar sigam K-mpo no Vallc das Amargu- 

. oode estávamos apenaa oom alguns homeni indígenas, que 

na maior parle do «lia andavam por for.i i m pru.-nn •!■■ i :o_a. 
aproveitáramos Otompo fim trabalhoB que julpavamos pudessem 
offereoer interesse ao conhecimento da regilo e do» aeui I 

I, não dcspresaiido todas as informaeòcs do viajam M qU6 

noa appareciam e qu<- pudessem esclarecer-noi sobre estes 
assumpto*. 

1 1 vertas comitivas de Ilãngulas, vindas do LubuOO, oonfil 

m »* noticiai- qne já tinbamoa relativas aos AllemSesea 

Saturnino Machado. Acrescentavam que ok Allcmile* andavam 

separados DM RH diligencias o por grandes dietanciaB. O» 

que estavam no sitio do Muquengue pre s t a v am auxilio a este 



OgO. 



EXI-KDIÇÀO POKTtíjrKZ.V AO Ml WtítltVBA 



chefe com gente bom armada para assaltou ás povoações doa 
atados <i'n' reotutrau pagar lhe tributos* Be chegavam » 

amarrar gaitai não • entregavam, c emhoru os potentados »« 
sujeitassem depois, davam-lhes fazenda. A gente ou era ven- 
dida por marfim, ou era il.nU RO p.igaiiu-nto 001 Malanje» qu« 
a vendiam bttn ROfl Bângalas, on cru mandada de presente para 
o norte aos clu •!"••« nas margens do Lulúa para. sem oppnsiçao, 
se pudor dotoor por ecta rio até u Zaire 

l"ma das comitivas que nos prestou melhores informações, 
traxia gente nuiiprad.i ao» Malanjcs os quaes se diziam soldado* 
ínguerezes. e por etnquanto nilo pensavam cm regressar ás «ua» 
terras. 

Uiu nl ante ile Quiluanje-quiá-( 'assanjo infurmou-nos 

que os ingui-rêzes (allcmacs) amarraram um chefe Chilangue, 

fizeram grandes estrago» nas sua» povoaria ... mataram gado e 

-!••-, .aprisionaram toda a gente que nilo lhe» poude fugir 

•• entregaram-na ao Miiqucngiv o qual a distribuiu BUI p* 

tes pelos seus amigo» n.i- margens do I.ulúa, rocomiuendando- 

lli'-i- qUO deixassem passar cm boa paz os inguerõzrs polo rio, 
porque queriam abrir por ahi uma boa via pura negocio o que 
era nm lio ii.tioiíi paru todo*. Que já navegavam canoas numa 
patO do rio sem inconveniente ; que M ChilugUM que esta- 
vam satisfeitos com o uegooio dos Quiocos, Bângalas e quini- 
liare.s, m mostravam agora bravios contra ollos por tereu abi i 
o caminho aos togUOrêsOB, <•» OHM foram estragaras terras e 
já tinham prendido e morto gente. 

Alguns rapazes da sua comitiva mostraram-uo» tini»sira«8 
niabellns fabricadas no Lubuco já com risca» de côp-s, c cami- 
solas sein manga» •• ilnil.ir no pi ito i miilas |)or gentl de lá. 

DSfBUMUOOt também .pie junto ao rio BfuMMagomfl havia 
uma povoação importante, de que era chefe um primo de Mu- 
quOSgUO e que ahi os homens trajavam como o» Cabinda». Km 
vez do pnnno ser de algodão branco, era de mabelh» mas muito 
clara e o boné era também de inabella com a copa bordada. 

Apresentaram nos alguns typos de ChilnngUOt que M-guium 
na sua companhia os quaes nos impressionaram desagrailavel- 




M BCMPÇZO DA VIAGEM 



2*3 



mente. Ernm baixos, magros, com as costollas perfeitamente 
aceusadas. Tinham braços compridos, m&os curtas, pernas del- 
gadas de regular comprimento, rotula* salientes, pé* gmãêt 
« largos, cabeça pequena, rosto curto, testa descaída e larga, 
nariz quebrado, ventas um tanto viradas para cima que com 
©*b«': i.ioiites fazia lembrar um loeinlio, barba curta, 

UM grande» •• virada* para a frente, carapinha muito Ianosa 
e aorta, pescoço delgado e alto. 

Atliancarain-no* por vezes existirem bom typo* de homens 
entro os Cbilangues e de mulheres que se podem chamar boni- 
tas, de olboi brilhantes o ezpressivoi) feicSea regnlarea, bellas 
ias e de pello finíssima e aasetinada, mau bastante negra. 

Nlo vimos typo algum d'eetoa, o que nSo admira, porque 
certamente nito ao rendem; mau nito se devem confundir 00 
Cbilangues com os Lubas o povoe ao norte <1" • -1 !• ■»*. nem tilo 
|H>ueo com os que nelles se encravaram e sSo hoje os que cons- 
iu a sociedade mais considerada do pata ■ ap* Blthnamente 
se chama Lubueo. Os Chilangues marginam o Cassai de um c 
outro lado a começar das qnedai do Uai para o norte, o sendo 
nheoidamente selvagens r<«n> t i t u.-im um povo, que dillere 
dos seus vizinhos Tubinjes o Tucongos t.iml" in -il-.^n , SM 
dialectos, modo de fallar, e modo de vi\ 

1 1 dialecto dos Chi langues é o maia diffioíl do pronunolar doa 
QM conhecemos, por depender de grandes esforços da larjngO. 
l" iaila vocábulo poi uns outros especiaes que s&o 
repetidos pelo ouvinte on ouvintes, para a peaaoa que falia 
saber quo ó comprehendida, o até os cumprimentos triviais 
«1<> dia de per si silo limbos, e depois d'elles ó que segue a 
lunicaçilo ou noticia que kc pretendo. fazer, a qual. em 
regra, leva muito tempo. 

Todavia ha filhos <le Angola que o comprehendem c o faliam 
uinosco estiver mi Ambanzas b&ngalas, o inter- 

prete Bezerra e seu sobrinho que sustentavam conversa» nesse 
dialecto e entendiam-se bo 

N8'> ranaegaimoa saber qual fosse u origem do« Chilangue», 
mas sendo elles, relativamente, o povo mais atrazado entre os 




EXPEDIÇÃO I-OUTUGUEZA AO MVATIÀXVUA 



vizinhos que os rodeiam, e sendo certo d dialecto per- 

á lingua do prefixos, que parece ser característico de uma 

família, Mrtdítl •■• que Oi Chihmgue» fonun dos primeiro* 

emigrantes d'c8sa família quo desceram do nordeste para a 
iopreoefo ostro o Cassai e o I.ulúa, eeoi lando-M no estado 

de rudeza em «me nn H BOTO meio onde lhe (aliaram 

M eundicSesquo os estimulassem a progredir. Suecederam-lhe 
3opoh outra* oorrentei do amigrastof, que procedendo da 
mesma região do nordeate ji vinham num estado relativnm 
melhor e tpn 01 eonraxasarereraai do território queactualm 
habitam. 

E mesmo de CWr que tanto os seus vizinhos já citados a 

leste, < ainda os I 'andas, sejam o.< i\\u- .utiudiueat* teem 

terei que mais ■ <■ approximain d..- primitivos pOTOÍ d'essa 

família, que j • i ■ u i uma lingua distinota d- nutro? |i<>\ • >- ].' 
ooahecidos. 

< li* I 'hilan-iu ■.- • •-tãn divididoa *■ 1 1 1 tribm-. Mudo BI mais afas- 
tadas dos pnvos (pie i-stSo boje em relacSea oom aa oomitÍYai 

di- eommereio. as menos eu .upiellas emlim a q 

os vizinhos chamam <>« iVlumbas (macaco*. 

Na historia tradicional dos povos d'esta rcgiSo dizemos 
como »e Organiton o EMado do Lubmo, «pie é de moderna 
data, como quiôeo Mm anj nu i e M seus companheiros o 
fizeram conhecido da Europa por intermédio dos IVirtugueze*. 

(,'onio este enfado m- leio cn-ranilocidn BOI ullimns qUI 
ânuos, sujeitando ai |><'|iiena8 tribusChilanfruese outras vizi- 
nhas, deprehende-Be das Ínformaç/Jei que OolhemOl em toda a 
mirra \ia-em da» cumil i\ ar. ipie de !:i regressavam. 

A Allemanha o ji Bélgica, ou o Estado Independente do 
Congo, de certo farào main tarde :l historia do» povos >|ii«' 
teem conseguidn iluminar, mau nós como Português 
demos ser conveniente dar já publicidade aos subsídios 
possnimoí. 

E tal era o nosso interesse em que se apurasse a veracidade 
das informações que íamos tendo do Luhuco, depois quo nos 
internamos no contim-nte, que recommendamoi a eoUTenienoía 



i;ll\À'> l>.\ % i 



ajõ 






«los chefes dos concelhos de Gsssanje 6 de Malanjo levantarem 
nnto» il« noticia em que depozetsem todoi m nsgocátatei e 
carregadores que regressassem do Lubuco e imincdiaçooB, o os 
indígena» que <l'ali ok BOOUpUlfaMMaij dísendo que íoube»- 

4to ia oecorrenciaa que •■• tom dado o «obre que 
versam a* nossas ;9ee. 

l>a proi e Angola chegavam todo* o» ãiai oomil 

«o nosso vallc, de quo faziam parte rapazes de diversos Boba- 
dos de Malanj tdofl de Aixl Mia, Bân- 

gahu, uns sujeito», outro* nlo ao jagndo de Cassaiije, Oalan- 
dulns e indivíduos das margens do Lui e (,'uango. E como os 
<•].' Ees. de todas vinham sempre oomprímentar-not, tomávamos 
noU doa oa que traziam, pontos a que *c dirigiam, 

o qae iam Eazer, DOtíeiaa doa povoa por onde transi- 
e ontnui qoe julgávamos mil rolligir para os nossos 

E fiara sentir que ns iiifniniinlonc- fossem pouco osí-rtijni l< •- 

«■ih, i irígassom o. perder muito tom] no inveetigaçoeij 

para rectificar a veracidade de outras noticias que já tinluimoa 
colhido, nu para podermos harnionisar o que nos diziam com o 

In dito BObr lesmo assumpto, ile i I" a po 

dermos tirar uma conclusão que nos parecesse mais segura, ou 
pelo menos se approximasse da verdade, >1 nulo >> devido deB- 
iHiin ■ c exageros. 

Foi devido B ellaa que soubemos que a diligencia a Malanje 

npregado earopeu, que partira do aoampi ato em l» 

•1«í abrilj apesar daa chuvas, !Bra ! uno dia pernoitar 

lianvo, ti indo ■!• ••■ meado : ii ■ do Cabouco. No dia 

83 I" ih .d. < 'ih 

ado passado <■- rios i 'ami^-aii^a .• o Lua, :'i margem do 

qual acampou em 20 O O Luzau, CoM, <'am.-ist.emla, fajingae 

i in:irgem do qual aoampon em 81, t depoia o 
mameme o o Missau. 

O caminho tora sobre serras, mais accidentado do que o 

seguido peia Expi m sentido inverso o pelo sul, nio 

■ passado <> Uhamba, ma» em bcu logar o rio Cahica quo 



->i; 



EXPEDIÇÃO POKTIdlKZA AO MCATIÀXVr.V 



parece ser ou o mesmo rio que muda de nome, ou entlo uri 
afHucntc d'aquelle próximo da» suas nascentes. 

1'ansou o Cuango em 23, esteve na povoação do Amban/.a 
Zanza e foi pernoitar na do Qui.-Mieia ; no dia 84 passou o Ltti 
a vau o foi pernoitar na KstoçAo Paiva do Andrada que estava 
Oeoopada por José de VasconcelloB. 

Tanto Anguvo, como Zanza e Quissuciu receberam muito 
bem a diligencia, o mostraram o seu pesar por nós termos des- 
pregado 'i r • ■ 1 1 caminho Lodo prOOOfflC CU UoZM UahaSgO, BÚt 
nau era froqaontâdo pelo ('"iumercio. O caminho de Anguinn 
Muzuna que a diligencia tinha trazido do Caianvo fora sempre 
segando ollea o caminho doa filho* de Hoene Pato ptn ■ 
LiukLi. QOO '!■ i verdade, acrescentavam, que nem o Jaga DOU 
ob Uângalas ficarem contentes quando a Expedição so estavam 
organi.-atido em Malauje, porque tiveram DOtiolai MN era uinn 
expedição militar e umilo grande, que se dizia com destino 
ao Muatiilnvua para regressar com guerras de Lundas o expul- 
sar os Hangalas das suas terras. Viram, depois que nos demo- 
mos a construir casas, o todos esperavam por ordens do 
Jaga para conhecer tis nossas inteneSoB, 8 qW DMDdWMUBOl 
alguém fallar com < • 1 1 « • a fim ili no» proporcionar um bom porto 
para a nossa passagem. Como continuássemos em din •■ ■•;:•.•> ■:■•• 
norte, suppozcram então que iamos seguir com o Cuango para 
DOoDgO t c licaram surprehendidos quando BOUbtrHB que paaaa- 
nmoi o rio no Muêto Anguimbo. I)e Mona Mahango tiveram 
muito boas noticias nossas e sentiram que os Xinjes nos t 
sem abandonado em Camaii. 

Disseram que fosse a diligencia depressa ao seu dcBtino e 
<mc 1'oliaBM por caminho que trouxera, que i Ih.- alo levan- 
tariam dilVuuIdailes na sua passagem, visto ser de súbditos de 
Mueue Puto. 

A diligencia chegara ao Cuango com fulta do recursos, 
porém os potentados com os presente» que lhe deram peta 
• ainitilio, de fubá, ovos, gallinha, uma cabra, um carneiro e 
uru porco fizeram com que uào mmtisse essa falta, pois tivera 
de comer A farta até casa de VasconcelloB. 



DBSCBXFÇlO DA vi 



287 



Como o empregado tivesse chegado ao Ctiango com os pés 
ensanguentados, o» «nus eompanheiroo amnjarum-Ihe rom um 
bordão o umas esteira» uma Mpooiti tio rede o nesta o trani- 
mm até Aquella cata. Demoraram-se ali um dia e em 86 
]>iirtiram per» o titio de tíololo QninflMlgM DOMO 
«endo então Augusto César a jornada até Malanje, montado 
num boi que lhe empreitou José do Vasconcellos. 

No U a diligencia na EetaçJL 1'neirado 

Amaral, sendo o empregado hospedado por .Iom'- M 
preetOB a diligencia o» recursos necessários para o eaminho 
«.té Malanji pura oiule partiu no dia immrdiato, rbrgando 
II na tardo do 1." de maio. i i > 1 ■ • p> incitado • -í 1 1 :",' na Ksta- 
çl«> '24 dê Julho, e em 30 em Catalã na casa do negociante e 
10 amigo Beto< 
Foi n muito mais rápida do que podíamos pen- 

tear, durando .•■prnus doze dia»! O que mais nos animou foi 
«tinda a noticia que nos deram de «pie < 'u.-lodid Ma<-li.ul«. jji 
l.a alguns carregadores eontractados, c que viram o em- 
1 • rogado europeu no armazém d'aquelle nosso amigo e bom 
•compatriota cosendo lunl * de fazenda. 

Eetaa noticias foram tio agradáveis e produziram tal aflaíto 
no» onze oompanheiroi que h achavam i ntaocomnoaco, que, 

idoí na madrugada do ília o de junho aeoeoiados rui 

torno de ama fogueira por cansa do frio, •• na dendo verem 

■ longe descendo paia o valle uma comitiva trazendo á sua 
frente nm homem montado num boi, •■ olvidando o tempo qUO 
•ra imlirpensavel para se organisar uma caravana e vencer 
grande distancia d'esta vez com cargas. ..iippn/.-i aiu logo 
ser esta a nova expedição 000 se. esperava, correndo alvoro- 
çado* para a receberem. 

— Devem ser muito bons os noiroa carregadores, | foi grande 
o pfl D OU) todo U arranjou em Malanje para serem 

«lies! No emtanto ê possível, dissemos ao darem-no» a nova; 
e fomos mais um dos enganados. 

O homem que tomaram por Augusto Cozar, era o africano 
Félix Gomes Monteiro de Lemos quo ha annoa se estabeleci 



2*8 



BXKBDK ÍO POKTI 01 KZA AO MUATIÃ 



próximo do Caponda-cá-Midcmba, na mar DttlOj alllitente 

do Cuango, e que ia com a sua caravana á exploração da 
borracha iuw iii.-ir^;.'ii.i do I. mingue. 

Um sobeta de Andala Quitsúa ipm i mimosco mantivera 
relações na Estação Ferreira do Amaral, e a quem baptizámos 
do Joilo por dizer que queria ser iio.-m. alilli ubem tio* 

appareceu com uma pequena comitiva, que ia <]■■ ilo do 

velho Jaga ao Peinde negociar sal por borracha. 

Dcu-nos boal noticiai Acerca da Ealaelo Ferreira do Ama 
ral. José Machado tiulia Hjbído viver bem com todo», • 
isso era estimado pelo jaga que por vezes o presenteara com 
calieea..; ih- pulo. corre,-,j>oiideiido .losé e.iiu garrafões i 

, presente que o velho mais apreciava. Fazia muito ne- 
gocio e mandara já muitas cargas de borracha para .Malanjr. 

Conm i->tivf.-s<; doente um rapa/, da sua comitiva, pediu-noa 
Joilo para tomarmos conta d'ellc em quanto a comitiva se 
demorasse, i i|iii' ipiando estivesse melhoro podíamos ompre 
g*r no serviço das i-argas paru ir ganhando alguma • 
rapaz ficou e prestou-nos bom serviço, fazendo ainda 

viagens ao acampamento 1'Yancisco iMaria da I 'índia. 

A[ire*eiii rnn no algtxni rapazes de uma comitiva de 
Ban-jalas do i 'alandula de Malanjc que BQ dirigiam ás margens 
do Luchico com sal e alguma fazenda do seu jaga para nego- 
ciarem | >4 .1- In.iT.-ieií.!. e iii:..-.i ra o-- ijlli: este. potentado pedira 

ao governador em Loanda para nós resolvermos com o ', 

-■i iç-nc, potentado qlliiicOj nina pendência (jlic existia ha tOJ 

i uive ra mui li lli":- e oa d'elle. devido aoi deQuiasengiM! U rasa 
morto dois rapazes de uma comitiva do Oalandula e seque»- 
trado marfim, borracha e escravos que trasia pan QBtl 

ao referido japi em resultado das suas transacções. 

Ki i sobre e.-ta ipn -tio que versava o requerimento que no» 
era o governador Amaral, d uniu nos a faculdade de tomur 
sobre ella a deliberação que julgássemos acertada, tendo em 
vista o modo porque os gentios resolviam a» suas pendeu 

Os indígenas que se nos apresentavam, vindos de Angola, o 
que lá so consideram como gentios, por estarem mais afastados 



li 

r 




upçZo da vumtu 






dos europeu», fali em ewrnvo» 00m0 60« ■• cor» 

, caUKaudo-tio* iwo uma impMWlO limito flllaijj MÍai |)| 
v<l íju>- quem mais fallav;. :avos BOU 

m «■.unitiva», deo-n -rii laser o cátodo 

«noa <• d'ewil trabalho dare- 
mos conta em tempo importuno. 

11 (aliava de roubo» e morte», ma» nA» ■■• 

referi» a -, e O g»' MODOl d aflita que 

se tratava de ama dYssa» anulai •.-xpolmcòes c MOJBMtrM UM 

Mu a» comitiva» de oommereio Buo brada 

alçada da» no*»a» um pra-noa a qtuatlo, por 

que do bom dfl alguma couta »!■ Beto de 

< *alaiidnl:i, este jd ÒV ria Boas muito satisfeito. 

lagu estava esperando, dii not 

approximasseino» 
oxpor na uo-.»a pre a oa oa e na de Qmeeengae <> qoc i 

' mo nãn tinham»»" MD aqofille poteih 

i, alo noa iacommodava eemelhanie i -i;do ficara 

como d'antea. 

Em meno» tempo do que podiamos pensar as carga» iam 
Modo ara o acampa ii !•• ni'. \ 

' de maio a|ipareccram alguns nux 
primeiros vindos do oeste, doze rapazes lundas, que pediram 
• algum trabalho para ganharem um p.v 
Eram altos, poseantci •- de pi aia agradável. Tinham 

abandonado as trrras de Pato CtmimgO na ma) 

direita do Cuango, d m naturaes, pelas do Anzavo, 

vindo ultimamente fundar a »ua |*>voaçAo na margem dd 
rbamba a sudoeste. 

Ouvindo diter qae ratávamos empatados por falta de car- 
regadores combinaram apresentar-so, porque tinham mo 
dade d<- »e vestir* 

-\ju»ta«m-se por seis jarda» d<-ali*»dâ abariam 

-e dispoEeesem a marchar, e no dia seguinte de madruga- 
da vieram |>ara esse fim e transportaram as cargaa de muuíçòV» 
v«_ n is 



que erani a* mais pesadas, tendo o próprio chefe trocado a sua, 
que era mais leve por a d>- um rapaz cjiu- t-c queixou do peso 

dn que lhe pertenoeu. 

Dois dia* depois apresentaram-so mais cine lundas da 
povoa-lo próximo de Xa Mujinga, de que ara rli.ic Mona 
: i ■ml.t, c r*ti-í tízeram duas jornada» por oito jardas de 
algodão. 

U-.inava já a alegria BO acampam en to, porque a ente* auxi- 
liarei M ajuntavam as boas noticias de »uccc.**ivas comitivas 
que diariamente passavam; e aos bon-- rOOBMM de caca qne 
noa proporcãooavaiQ 01 ooeaoi rafjidnrna, ariraaniani os da pesca 
no rio Camau. 

Um dos carregadores, que andava mais descorçnadn por nio 
ver caça depois que; fugira o *<"<j que idl« mtppoz ler morto, 
estando sentado á margem do rio esperando pelas rolas obser- 
vou uma grinda quantidade de peixe e deu-nos parte d'isso 
por intermédio ii' austino. 

Domos-lhes dois cartuchos do dvnamite, ensinando ao Faus- 
tino eouin ipj devia empregar, o que surtiu exoellcnte effeito. 

Houve peba em abundância alo tô para onoeeoaoenipaaiento, 

mas para as comitivas que estavam acampadas na outra mar- 
gem. A nós trOOZeram aoa ires baldes cheios d'elle, alguns 
exemplares tinliam dois palmo* de comprimento e tízeram-no» 
lembrar a tainha. Muito foi levado pela corrente. 

Para os ( 'alaiidulns. Btogaiat atroa eram aqucllos cartu- 
chos umas armas especiue.* que tinhamos, noticia qne vogou 
sempre d'ahi ■■mi deante entre todos os povo» eom quem esti- 
MiiniH, ■ qofl já encontrávamos quando acampávamos em 
qualquer povoação. 

As cxplendidas noites de luar, as barrigas f irtus, como i 
diziam, as visitas de conhecidos e amigos e as novas relaçoe» 
que os nossos iam adquirindo, tudo o» Convidava a <ntr.t>- 
rem-se com a dança de que eram marcantei 01 nldadOl ou 
contractados, já ao uso de Ambaca e de Loanda. 

Algemai vesei adormeoamoa ouvindo onossocreado 

nio a gritar : — Vite, grande ronda, mui» jwira cima; niarc 




Anto- 
mrchn 



DSSCBIPÇXO PA vi 



201 



- anarante, brincar muito bem ; vira tu, page. Al mulheres 

Bcam, homens para trás; vira tudo, tudo, vitc, [Mg», etc 
< l| nua alo attendiam ;i- Mm 

. 1 1 1 ; 1 1 1 j 1 1 . - 1- cousa combinada, geralm wo, •• rm fim " 

monte ara dividido igualmente peloe dmnçerinoe. <> qu« p i 
■ ci bífl também umas vezos ii iirus mais do que tinha 

dado, ma* era sempre chaiqueado poi ter perdido. 

Raríssimo era o que nau |m; uva*ee depoll 

chaaqupando por Mn twno os outro*. 

i rente quatro dia* *ucci'*kívo* houve grande abunda 
de |" ■ i ' i < ■ partilharam oa carregadorei qm regretmvaiD 

de um ..:'• ii- 'l" :n-;ini|i;iiiicnto EYanoiaco Maria da I íunha 

p »s comitivas que appareeiam, porém n" altimo já foi neoea 
sario divi<li-lo em rações, cabendo quatro peixes por cabeça 
«o» que se apresentaram para receber <> lei qnjshlo. 

Em eompensaçlo, do din om qne faltou o peixe Augusto 
Jaymo matou uma grande palanga próximo do acampim 
e coroo nio foue l transporta' l a, fonm 

• da n retalharom a démo>noi ao trabalho d<- n deaenhar 
aaoeJa rednsida; esse desenho porém extraviou 

Kaquellc dia " |Miti-nt:idn X.i Mnjiii-.i ipii- s.-iiru ■ 1 •- tn:i-Iin 

i o CaútnTo, tembrara-se, porque tenoionava 
oa, de traser comaigo oito repesei para •■* offerecer ao 
iiuuu cargai m lha Bdhuumoa oisse. 
a elle já perto da noite a fomos pn que ten- 

cionava paaaar o riu e ir acampar do outro lado. po 
vir jí faliu oonmoaco áqnelhi bore, parque tiabnooi quatro 
olhoa e nSo havíamos de gostar que nos ineommodaaaeiíi l 
loa. 
Fomos ao si atro e offcrccerao*-lhe hospitalidade naa 

i- qne •'niavum desoccopadaa em numero Miflieient) 
oUi c nua Comitiva se alojarem. 

Como tinhamos abundância do carne e de peixe frito, <• 
ona boa porção de fhba que Augacte Javme arreai o, 
epreocatoa-lhca este da nossa parte uma buii refaiejto que ello 
e a na gente muito agradeceram. 



292 



EXPE1>i(,aO kh£!i<;ii:za AO mcatiáxvi a 



'.-li hk|m :n nbaram de eomer e wftno 01 nossos m ontretivea- 
•..iii nas flangatj o( apazea spproxiraaram-se; o o votho 

dois « ipanheiroa fein entio agraâecer-oos a boa botpitali- 

dade d conversar oomnoaco, Aunando ao nosso tabaco qoa 
;n bou excelienfc . 

n.i muito tempo que desejava avi coo a QxpediçSo 

e offioreci r-noa o* seu* serviços, poròni tinha medo que o i e 

mal |Mir í-1Ii> ser Xinjo. tendo noa rasflo 
magoadoí i om ■ ingratidlo da gente de Hona Mahango, que 
não soubera apn ciar o bem que Dm Bzemo 

Todos h que tinham passado ali lhe hariam dito que nós oa 

linhiiuio.* ivodtidi in . • • ; i ■ .- 1 ■ 1 - - . * ( j i « ■ ::n-i:ua ■ de roli\' 

■obre bj '"iisjw d'p«ta terra e nue dávamos bona i oneolhos; o 

sentou, <(<H por certo estaríamos melhor na sua povoi 
onde iam muitos Ambaqoiatas laser negocio com iívu* 

que ]>i>r íili transitavam. 

Em elle súbdito de Caianvo a quem ia visitar, e nada tinha 
com líona Mahango. Como »al>ia que nós tinhamos aprovei- 
tado os serviço do Lundus gt-u» vizinhos pura transporto 
de Cargas, trazia-noH mi-, oito im|..i/.' - para vi-r -v i|ii 

dar-Ihea trabalho-. 

Receitámos :i propõe ta i mas condiçSea doa eeua visi< 

nhos, e os rapazes ficaram do ir com os mau oa madroj 
seguinte, sendo ■ segunda riigem que cates Psaiam, 

Ainda (aliámos >iilm- o nosso proj.a-to « ! . - . - r :i 1 ■.!.-.-.■ r- «li 

lllllil lv-t:n;:i", ■■ da mv-t- -idadi .pn- havia dos poli-ntado» UOS 

ih cniii ur«-iit.', ijiiaiido livcssrmo* . 1 . - transportar car- 
para o Cuango oo trazé lai de l/i. 
Bnthuaiasmoa-ae o homem com o projecto e >i : 

— Pertencem estai i' rrai u i taianvo, e para olhar por ellaa 
rein d primeiro Xa Kujings fixnr-so onde eu eatou. I 

•• li OÍmentO Ora uma fortuna para nós todos. poi-ipic tc-ria- 

mos a protocolo de Mtuenc l *• 1 1 . ■ ejá nSo haveria receios nem 
dos B&ngalai nem doa Quíocoe. 

— A gente nie faltaria, Oaianvo de lá e nós de cá npro- 
arianioH a ^onU- pnvisa. Ou rapazes i-m principio tei 






DESC1tll'l,AO DA VIA' i .! 






medo «lo» branco», mi Ú ftdo-ec -He* aqui o MO 

nimloH o» no*so» a v-'-i Om < Ih b, viriam pedir-lhei> 

■enriça i n um puma para veetir, uma carga paru a 

aua urina •' miBWUiga* para Oní IUU raparigas. 

— Ku amanhã j.á fallo ao I líanvo nesta boa conversa, e 
,ui lhe ba de agradai muito. 
conversa foi rprete, d 

bastante tempo, '■ despodimo-nos, por Beram boru de cada 
m:i m H • Ihcr. Nó* a oite •■ '■>•■ ■.'■nu tio Diário: 

Se sstei homeni que nos últimos diae teetn apparecidopara 
portarem cargas, ríoasom togo de principio, sendo bem 
tratado» como recommend smpre ao* que os acompi 

nham, já estaríamos muito mais adiantados a n|n haveríamos 
consumido aqui tanta fazenda. 

Para os fins da nos»* misíào, o d Mi'- é a mu- 

dança das cargas d i ;ão para I pela gente doa po- 

. ■-. n '.a.- ■ r.r-i il •, i . -i i- . ■ inpn em i icro menor 

|M'«noal permanente, para a contei em respeito. 

ibatcndo j.i |>< !■•» ]i;^aim nl.i;- BO pi :d, já 
'i í ; 1 1 1 1 - i i ■ ■ . jii |i.I.i- ]n-i .1 1 ■ r • - — . 

di«Mitej de pli : i tpiiia ote., que si rio coneumindOj <• por 

• •• | • ■ - -• ..i l a adniittii- '. ire diminnindò. 

Todos pagamos aprendiza"' m. -.pe- 

de Malanje apenas mm ">'< r irn : 

l>or ino com muito ponoa fazenda para o que bavemos em- 

prehendido e é necessário ainda emprabonder, peor foi o 

te do querermos sair de vez da BetaçSo Costa e Silva 

com 250 hon, i isinhanoaa, poii boi entregamos ao sen 

arbítrio e eaminhámoi w mpre i receio do que por fim dm 

suecedeu — abandonarem-nos, largando as cargas no ses ol» 

Eu força, ob mporisar 

e transigir a todo o momento com divenaa vontades, poi 
« sacrifii ur aum dia o trabalho e aaforçofl de ml 

A nossa missão não consiste »6 fim hf ■■< tíuasnmba e en- 
tregarmos pre Moatiii i \mba- 
qutsta servia t por uma remuneração IH uite. 



BZPSDIÇZO WKDOQUSU AO miatiânvia 

Devemos ter em vista a sofreguidão do estrangeiro por 

imli. .jm- lí nosso '-in Africa, ou que tal é considerado. 

I)'in»o nos dào provas as inibrmacjSea que temos tido do pro- 
oedimento floa AUemlea do l.ubueo, e para neutral iaer a sua 
influencia entre este* privou devemos procurar todos o* meios. 
A paciência com que temos tratado o gentio, os presentes ao* 
potentado*, cujos valores se reduza m muito pelo tJttB PI ' ■ ■•■lie 
ih ■ ■:- ■•iii truca, as jornadas de grupos de individuos da I 
iIiç.im entre estes povo» a principalmente entra o» llângalas, 
quo 010 principio se nos mostravam hostis, tudo vae inspi- 
ram! iitiançH -• relembrando l BOOM influencia e antigo pres- 
tigio que sc mintam DOU paa, O qu« realmente c muito mais 
para apreciar do que pela força da e evitam-se ditli- 

ouidadei (uturaa para quem dos sign ou venha a estabelecer *<• 
para negocio cm qualquer ponto do nosso transito. 

Cada nolicia que vamos n (X bcmlo do interior mo-n-a-nos, 
tpU Bio poda&do DÓI dispor de recursos para attrairmos a 
DOS Oe povoa pela generosidade de dadiva», por rontade mi 
porque as cireiunstaiiein* • •■ obrigam, estão os Oatrangi 
fazendo pnr ioda a parti- o que podem para destruir a noasa 
influencia. Temos pois de nos despir di- pn eonecitOH, de e 
der a m&o e acolher bem maia Immundo g repugnante dos 
potentadoa on os repreaentantea d'cllea; e temos de attender 
I todo. ■ fallar-lheB com benignidade, como se fossem pi 
«antes cidadão* numa sociedade culta. 

Ainda liojc continuávamos nós na noite do 1." de junho 
" rap.-i/.c- do Conjíii >|ue ohegarem da ofusaambado lâmv 

li.inMin no* deixaram em duvidas sc II. Stanley OU as inissSeia 
ingieaaa no Congo já pensam no commercio da Landa como 
tuai.-N uni recurso para a rcali seus projector. 

Eatea rapazes constituem por assim dizer a guarda avan- 
çada de uma grande expedição do Roi do Congo que regressa 

da Mnaanmba-i 

Em 1881 o Rei do Congo mandara uma pequena comitiva 
ao Muatiánvua Ambumba (Xananiaj, com um pres.-nte de 
a/.cnda, missanga. ]iolvora e armas em signal de amizade, 




e pedia-lhe pura entrarem em rclaeoes coninicrciae*. porque 
ill.' r.i-.bia do seu amigo Muenc Puto muito negocio do que 
mandava amostras, precisando jjara Ih»» corresponder de 
marfim e de escravos. 

Xanama retribuiu o presente com dois dentes de marfim e 

-ravos, fazendo acom|wnluir a sua dadiva jtor dois 

emissários especiaes (cacuata* qne disseram ao Rei que o 

Mtintiitnvii» muito desejava que elle mandasse á sua Mus- 

»umba caravanas do negocio e asscgurando-lhe bons interesses. 

i » Rei aeboa pequeno o presente do Muatiânvua, e para Dm 

u.- não tratava com nm potentado pobre, determinou 

-•■ desse boa hospitalidade nos emissários e comitiva, e tratou 

•rganisar uma grande i xpcdiyAo com duzentas cargas de 

da», armas, pólvora, missangas, fardas e ate munda vn 

cornetas, barretinas e alguns garrafões de aguardente. Disse 

aos oacuatas que os demorara para aconi|>anharem aquella 

lição para o seu Muatiânvua <• entregarem-lhe um pre- 

sent> ti que li»» reeommeiídsTa moita particularmente, 

atim de (pie elle conhecesse a sua grandeza e ficasse sabedor 

que todo o marfim «• escravo* que lhe mandasse seriam Item 

pagos. 

Augusto Javine que acompanhara Saturnino Machado até ao 
Cuaiigo, quando •■ i Ibi para o Lubtico, > seu regresso 

NU de/"mbro do 1884 que encontrara cm Catalã a expedi 
do Bei do OongO composta de muitos carregadores, cujo nu- 
mero oio podk precisar mas que eram mais de eem. 

£stes disseram que na Mussumba ficara o principe D. Mi- 
guel, filho do Rei, qse ftra com cllcs, e no Caungula ficara o 
Mujinga Congo ou chefe da comitiva com muita gente tatnl>em 
de regresso. Traziam gente da Lunda qu<' o Muatunvu;; inun- 
dava apresentar para servirem o seu irmão Rei do Congo, 68 
encravo*, e In pontas de marfim sendo 4 de l'i. 

Iam adeante para participarem o resultado da exploração, 
c diziam que mi Mussumha deixavam já Cangúpua no logar 
do Muatiânvua, mas (pie no Caungula estavam esperando Xa 
Madiamba para tomar posse d'esse logar. 



296 



BXPKDK.AO POKTUGIKZA AO MIATIÂNVI A 



Voltavam pelo mesmo caminho que trouxeram: Malanjc, 
Lomlic , Lvotla, Bneoje ate. 

■ Verei i ii mui } distamos nu efWBumnicaçío de - '!> julbo 

ili 1885 I 8. K\.' >> Ministro do» negocio» da marinhn a ultra- 
mar. PeOM ipic o Rei il» <'ongo não terá tanto liara disp". 
muitO menos para arriscar. l'an ■<■< --nn- • j 1 1 • - a Internacional ■• u 
missões suas alliadas estão nào só a intrigar-nos, servindo-sc 
do Rei do Congo c. fazenda DMMS 8MXSVOI por temi portu- 
;;uc ■/.::.-.. como ainda procuram attraliir o pouco inarliin que ha 
na Lunda para Zaire pela» mesmas terras, amquantu os cx- 
j'lor;nl>iri - all< i io consejrneni abrir c;tininho ilo Muqui-ii- 

gue pil<> I.ulúa para as suas Estações no ul<<< Xain . 
trabalham do accordo com a Internacional, sendo o» escravos 
maia robustos empregados nos ruagamentos <l<- florestai mais 
indispensáveis. 

E para mim este projecto teve origem, depois que o tenente 
WÍMBMtDii !■■ :.n •.■■ou 'la :.na (iriun-ira travessia a H> tlini, 
dorido ás noticias enviada.- pelo fallccido dr. 1'. l'ogg< 
informações sobre a Landa apresentadas por M. Bíiehner a 
tombem depoii que a França se prononotoa pelo projecto de 

Hrazza, quando terminaram as discussões entre este e H. StM 
l'-y. Este projecto. M-iintlo as informações eme tenho obtido, 
vae .-cr a nadado p.-l.i nova expedição do Wir.siuauii. 

nfto porque de Bana trabalhos c sacritieios se possa alcançar 
leqner o juro do capital ile.-jM mlid" [ida Internacional, mas 

para uniu futuro nài. luuitn reiuoto doiuinarem < i vantagem 

oa povos que á força vâo sujeitando por intermédio de Muquen- 
gue; porque repito Beja uma vez — o inartini <• borracha, em 
ih mis (cnipn ilc que pode sappQr-8C, dc*apparcccin. 

A Expedição allemã do couimando de II. Wissmann tem 
«eguido a politica prussiana, isto é, unir o» pequi noa estados 
independentes para formarem um só, sob o domínio de Mu- 
quengue. 

As informações suo accordes em dizer que u 
voaçao em povoação homens armados com as carabinas que 

elle trouxe, recolhendo marlini e escravos, queiiliainl" rui. atas, 




DBSQBtPçXO DA VMQBM 



-'•••7 



levando criações, tudo a pretexto de tributou para o Mu 
ae Mnquengue e que os ÂUemlei tmcam por unidos «!«► 

.•ih i MD i|i potentado fica uiuito satisfeito, 

i:»ndo-lbes bons filho* a quem o Batido dure a felicidade 
que principia a diafruotar. 

As Etmiliaa podem resgatar os escravo» pez marfloi 
tituiram-se tTU mareadoa viciados por força» do Muqueleugue 
." i in esta i uercjn loriu . 

Tecni i construir boa* una que n d 

para colonos europeus que i i» um; estio lavrando terras, c 
vil) n din OOmiliva fahricam-s« l»oan 

canoas? 

O terror peloa inguerteea i tal, dissenuu-nos os informa- 
que }■' potontadoí distantes vto á residesoiado Muque- 

ia fazer acto do obediência e levar-lhes bons tributos, 

De diz sâo para os seoa Blhoa brancos comerem 6 com 

o que thea nAo paga o» banefioioa que <> Boiado está recebendo 

dVUes. 

Está o Muqueague dominado peloa Allemlea, •• »- <>u 
informaçiV- do que olloi tendo conatruiâo boas oanoasj toem 
já feito com este viagens pelo Lulúa. O Uuqui nguo leva 
escravo* e nurnut] •• pi ama i cpediçfo As oaaoaapara 

r até ao Zaire, moo tim. i ■ .i miadas. Esperavam que unia 
OUtra BXpedif i pelo Zaire se encontraria com ■ !!• - i 

B qual " potentado r< lçío apenas ficava 

um dos exploradores com o OK -nnano. 

O tenente Wissmann é muito inteQigente o conhecendo 

pela sua primoiva exploração o partido que podia tirar do 

Muquengut e do mu primitivo poro, era de esperar que 

izasse o projecto de os chamar ao convívio dos europeus 

Enterneci d». 

Dando COrpO a ettaa nossa» npprehensnVs mal podíamos 

DC que nessa mesma data se tratava em Berlim de org«- 

nisar o novo Estado Independente do Congo, do 'piai faria 

|>arte o Muq»- iodos os outros povos que se lhe iam 

sujeitando. 



KXnSDICXO 1'OUTIIÍIKZA \i> Ml XTIÃNVIA 



•J!l.. 



A falta de publicidade .In.- trabalhos portuguer.es nestas 

rogiòe* .lijini i • i-iin. |nh> ■'• cl*- 1 << .ír« das ultimai guerra de 
( 'assanje dosarmou-nos de documentos para na conferencia de 

Berlim --H.-.I •tit.-n- i o* díreítoa •' no.-.-a posse 1 1.1 Africa 

dental entre <> i>" e 1:.'" •!«■ latitude S. do Bqueder, pelo neooi 
na região mais contrai até ao mcrcdiano qttc paOH pala lago 
Tangunica. 
Mosteiro de Lamoi deapediu*ee da noa ao dia 6 muito »a- 

ti-feito pela hospedagem ijih turra ih> no paiuonto. 

ioimva Mgnit de ÀngUTUM Mmpiinji por UB caminho mais 
ao norte do (JUS o seguido pelo ajudante pura On-iigo, a 
tniiiar alii u rum» do nordeste para < 'iiiulii.i^ulo. Majia, I bania, 
('asscmlm, '.luiiVi.i M.-.ii i .Morti- dn < assns.su no <.'ullo) Muasu- 
Banba ao I.nangue, onde tencionava negociar a »ua facl 
l.)i-si mi!) cilf « 1 1 1 • tanta Capeada eomo Ceianvo, ena qa 

r« Do dia ••ih ipio lá ehcg/mi Xu Mujingn, tiveram pena 

que ■ naua iSxpadiçio alo pfwnnniifl pelas «um terras a cen- 
■araram Mona Mahango por duo ter obrigado os -<u. filhos ;i 
voltaram para ic\aiiiii m no»»»» carga* até ao ponto onda 
daviam chegar peloa mu contractos; iam boatoa da 

que oéa Betávamos no vallo do 1'nmaii porque queríamos mos- 
trar qaa Bfo tínhamos peeio dos lifuigalu*, •• nau porqtn o 

Galtaaaani oarrea^durea, paia se o» loaadaaaamõa buscar ao I '.i- 

penda ente os faria noguir iminediatamento. 

— Que Capanda ia Considerava súbdito ile Mio ue 1'utu 
e acu empregado, porqoa a fallecido major Sallce Ferreira 

n 'ira o mui antecessor capitão dos portM do CtMOgOj pelos 

serviços ipie pn stúra ás tropas portuguesa* contra o Jugit de 

inja qaa foi dapoato pala moamo major. 

As versões ipue corriam a nosso respeito i-riuii n 
curiosas e iodas devida» ao acuso, e escrevemos exactamente 
o que Monteiro disse ter ouvido: 

— homem de Caroau tem quatro olhos, grande» barbas 
c muita* armaa da vinte tiros. Trata todos bem a ninguém ae 
incite com elle. Tem uma agulha para ver onde está a caça, 
e ac (Li um tiro é certo que a caça morre. Tem também uma 





arma OMB OjM Data peíxet DO rk) Canian. Com mat« 
pode passar por toda a parte, Ioda a terra í 
A nua fama é grande mb. Gasacnje; m Ambancaa e Soba» 
i aos rapases que pastara inham cuidado 

COBI branco .piu está em < ":i tu ■■ u . j ■■ .i r. -e ■• provocam faz 

fogo e nao escapa Bem um«i 
Também diziam;- I m sabe de nulo, falia de I 

como «J já tivesse anilado pOC I I D BÍto tempo. Nilo 

passear, i ndo e lendo livros de noitt nhe 

oer bani aa torra». Mandou ixer uma rasa no tagansa Ho 

qaioji para onde vac passar algum tempo, «• já tem outra DO 

< " i- - 1- -a onde vae doaoanoai depoie.i 

líojinga dissera t\w o Snana Mulopo de BÍUtebft estava 
esporando O senhor major para ir com elle para a Mussumba, 
pois que na eompanliia ti '• • 1 1 • • ninguém lhe teria imíiI. i bui 
MC dl dias em nos apresentar carregadores. 

- dias 7 o 8 vieram chegando oarregadorea e o» auxilia 

e por isso em '.► mandámos seguir todas as cargas ipie nos 

ii e me-iiio .i nossa bagagem, porrpic DOS dispOSOmOS ■ ' 

'■T a distancia ao acampamento Francisco Maria da Cunha 

doai jornadas. Nestes dias eot qne as comii 

de Bftngalaa qu< n perno no homo acampa 

ilo o do lado i,|i]in..to do rio onde cilas 
nar. 

lie- íilti- das iin.-- ■■!■■ Inlnrinaròos ObtíVO] 

outra* para a historia dVítcs povos, rizemos alguns Oitudoí 
e tvpos Dthnieoa a sobro os dialectos e satisfizemos a 

• dade de todos, mostrando llies instruin-iito .. irfflM, W- 

volveres, otc., a aproveitámos a felicidade com mie estávamos 
atirando ao alvo, para assim augmentar a nossa fama, como 
elloa '1 ix« ih. 
1 taranta a noite mu esplendido candieiro inglês bIIívíava* 

UM d. | carga de petróleo rpie tencionávamos inutilisar 

para poupar um carregador e evitar algum prejuízo no arroz, 
ou DO café, como j.i se di-ra com uma barrica (U9 farinha de 

tri - 



31 N I 



i \ri dk,À(i i-ok'il<;ii:za ao miatiánvia 



1 >';n . li _: i :. 1 1 ■ l- • lu/i ini ficava acampamento hem illn 

iiiido. e hdm muaicata já ensaiada j» Ioí ooaaoa rapaces utiraiu 

os hospedes nn localidade .is costumadas danças, que por fim 
j:i no» faziam falta para adormeeer, tal ora o habito MB que 

oatavamoa de oa oartr. 

O aub-ohefà p:nticipara-nos que Angmtza Muquinji ainda 
nâo tinha id<> v'-\<> <■ )>or isso nao pudera ainda OODacgnír 
onragadofca para o Caaaaaaa. Xisto foram ipoaarâa 

longfl das pOVOacBaa, mais felizes, pelos auxiliares qin 

ajiparei-eram, <■ por iaa aia aedo do que esperáramos po 

iii-:. avançar para Rquellc pOBtO. 







* ,. 



oaocoTiu*. (ai 



UPÇZO 1>A YlAOEli 



:toi 



VIAGKM IX) CHKFK 



-|i> mi il o romper da manha 

<ln dia 10 de junho aproveita- 

■ •■ 11 iciiipn !i fíercvor no 

• otretidoí 

estávamos, e tfo socejjfndamente 

M dormia uíiiiJw n» Mtt 

ito que nem notámos que 

i aridlo da noite ji m tiniu* 

ili--*ip.ido. 

Um» aragem do sueste, e o 
despertar do primeiro paturi* 
iiloi lembrou boi qbõ ira tempo 
do guardar todos os nossos 
livros e papeis, o de u< 
í.nvlia que luivi.i n l;r/iT, i Mii|ii:intn António, 
■880 brado — lera arriba — nos nâo trazia o sul- 
de eaft. Logo que reio tratou 
de enmlar n cama e di iar * barraca. 

Deixámos emfim o Vall< dai nossas amarguras ás 6 horas 
[o sem laadadea doi nltimoi dia» pelo socego e 
rela) «ro bom csi ir que ali díafroetaramoa, posto qne mesclado 
tu desassot-ego por nlo termos noticias maia positivas 
da (Mirtida da nossa gente r! .- Malanje. 



• 






wm 




303 



KXPEMOXO POSTDODKSA AO Mi atiãnvi a 



Subimos ao alto da montanha, e sendo attrahida a DOiaa 

itttimclo para o acampamento cg stava nnlcndo, devido no 

demuião com o fogo que ficar. !l 10 numa cul>ata. vimos 
.1.1 longe deaoendo para o tafle um grupo de individuo* que 
o* d<- melhor fitui diziam »et Xa ftlujínga. K> . i ello 

■ i d< bianvo, no outro lado da serra que limita oTallepek oeata, 
e dirigúvee apreaaadamantc do nosso lado. Para i 

itru* i- aproveitar o tV< manha acelerámos a nossa 

marcha. 

O itinerário .|iir M-guiniox foi mais uma rrrtiliea. .,.. 

■•i.... poloi oollogae, Mudo u difièrenoat am «listmi- 
cia» insensíveis, divergindo M rumai isto, 

lo i-.-rto .pie u ,iii'ilin .los Ir. , >l. idos c 

am rumoi verdadeiros, davam pela estima para .i r o! i 

uma grande approximaolo e u rdenadai qtu 

ram pala obeervaçlo doi te unpamentos ou • am que 

permanaeemoa. 

chegániMH ao MiiIoxhu /is í) horas e maia, e U li horas <• 
um quarto ao acampamoato junto i povoaçlo do i • ■ 
t ■ i !■ 1 ■ ■ t'. iio uma marcha de 26 f 5 kilometroa. 

No UuIoho encoatrámoi parte da oanvau de Joio de 
An. lala Quinúa <|in j.i ragraesava de l':i»*.'le com eargus do 
borraoba. Pediu-nog o chefe para despacharmos de AngUQH 
Minpiíuji o iiMi companheiro, 1)111 eslava ao noSfO servien, para 
ir juntar-.-, i "In i-IIi-k i-iii r.imau; ia-nos portanto* M.-rvir .||. 
de correio para a Eatacito Ferreira do Amaral. 

No acampamento encontramos a.-, culiulas occiípailax pi 
Amhaipiistus e pelos BAngalas, quo no dia 8 nos deixara] 
Valle das Amai- uras. 

A |io\ ;ào lios Quiocox, como disseram oa nowos colles, 

ilc lai uioilo . il. i ir.iv.i .1.. ■ 1 1 1< - até OOtSO conhecíamos, qUC 

nXo resistimos ao desejo de esboçá-la oa Boaaa oarteiri de via- 
gam| •• como ala t'. d ■ eonstrueçXo de casai sobre 

pontaletafi dieaeram-nos os da povoação a quem intii. 

in r. ser isso necessário, porque no tempo dax grande* chuvas 

acendem ao sitio as agua» em enchurrads», ficando o Bolo 




DESCRIPÇXO DA VI 



303 



pastoso por muitos diftl Ê DO tempo leccO porq 
os ratos que tudo eetragam. 

A railo em pl.-iiiiiivi-l. -O Certo i ■• i|i.il 

ysàa* arvores produsts ••'• povoaçlo um efibito agrad 

a qafiOD passava no caminho, BUI loogC MM tivesse 

imprOMÍO BB0 um cemitério europeu na 

e disposição. 

lhanos vontade de Cai tiecimento oom •• potentado, 

m o Ambanza, ou utM o caboosi da comitiva dos Bfti 

las tão impertinente estava oom ■ bebedeira de garaps 

apanhara) e vendo eu que 01 nosso*, alo resistiam ás oflbrtas 
que para festejar 'i ih m Ambaquistas lhe fariam 

da fresca bebida — qm- conto cerveja :i |>< m i e asse- 

nhoreia do individuo que procura saciar .-■ -< m conta do que 
lesistimoi de esperar pelo potentado e decorrida 

meia hora uroscguimos na marcha para o acampamento, que 

esteva situado ao lado da povoação do Xa iiujinga, onde che- 
gamos a» -' horas, tendo caminhado maii 8:250 nn-tros. 

i [aviamos feito nina marcha de oen i ia 1 1 Itilometros, tendo 
apenas tomado como alimento dou chávena de o 

«> coxinheiro Marcolino ficara para fr.is, <■ como era de 
que no demorasse, — porque mn fora •• encontro da 
garapa no caminho para quem havia meses jâ nlo pr 
aguardente que era a sua bebida favorita enoarregou-se Josá 
Fanstino, que encontrámos acampada com a caravana que 
saíra antei de in''s, 'li- |iniiii|'i:uii"iiii' p-nM-diar aquella falta 

par:* nau cunrinuanii"' .i .-Mar um aliiin-iit". 

António trazia uma lata de carne que nos restava, e .1 
tratou ile aquecê-la e de fiuer mn pouco de infundi-. 

A vontade era boa a por iaso ti.i li «luria n Imlo, i mquanto 
entre o arvoredo 6 afastado das cubatas aglomeradas de di- 
M acampamentos se armava a ootsa barraca, e nesta se 
seeomodava ■ cama «• o que nos era indispensável para tra- 
balhar nau horus em que as visitas n<nlo permittissem. 

A primeira pessoa que nos appareceu foi o Muene (juissen- 

», chefe dos Lundaa que estavam .• serviço. 







logo nu cabeça com as alias virada* jiara liaixo e deitáraos- 
lhe ao peMOgO um oollar de Contai de vidro comum crucifixo 

• li- metal arnarrlli). 

Sentado aobn uma esteira agradeceu deitando • • corpo para 
o la.ln ilii-1'iiu sobre •> solo, o depois crgucndo-so fez o meamo 
puni o outm lado, e curvando-ne depois para a frente frÍO( ■ 
nou o peito oono tetra, bateu i' palmada! interoallan- 




BIPçZo DJ 



do-a» — nulii, 

Puto! cudit! '■ Ifjj pae! obrigado 

senhor do» pa ! obrigas 1 

IVestou-so a que o figura iaterpn 

:ninil"-lli iniiamoí 

df carregadores para chcg ir >i' pressa ao j ■■• do sen ataatiln- 
vua, ã presença de quem noa mandava <• próprio Mm 

• . a jin-íontáiiw-lii na jtagina 
■atador. 

Era baixo o grosso, <lc (Mito abaulado, MÍOI avançado», 
peaeoço alto e dir dar giandaca, \ 

larga <• Mpaçom estava um tanto i-urugnda; u» olhos eram 
grande», e encovados, com o branco gló- 

bulo i astante, m odo ai ipelladai e aapam- 

Ma, w rnsgaiucnto obtifljBO e ■ orbita ■ n IbraM da amêndoa. 
uno, um tar i base o abata- 

tado, a» venla» g onDiM 

ia, larga* c un (anta >•»! • 
beiço» muito grosso* sendo o inferior bastante descai do, I 
n eáfa to» era trança* delgadas, i: rtd o bigode o u 

barbas BB ada». As araifl pro- 

nunciada rouca ma» branda, e «w «• 

assado» ■ sua 

apparencia revelava, 

i'.ira nao tlespcrtar a curior^ 

demo» a ntaa uma bolacha 
liram entre »:, a a «dia ama» peqaeoai argolla» d>- 
bulo para a» orelha», e dissemos is mulheres do iio9x> :i 
pam<- ipraado lhe as bananas e a 

canna de assucar que trouxera paia Tender, e que nós depois 
lhe* pag I 

Era um dos primeiros Lundas que encontrávamos no nosso 

tranr r isso desejámos reproduzi-lo o melhor quo no» 

el. 

O hoiin 111, iminou por dizer 

■ nu poToaçio era pequena, roas que KÍBÍ a iria 

m a> 






:;ihí 



BXFSDXÇlO POKTlOrraA AO MirATIÂNVlA 



falliir :hj-. :-« ii» repeses. Q,w ara neoeaa a rio ajudar a visita a 

I' •■ ii a» Mia* •■Jir^.i ;i" M mi! i.'m •. ii-i •■ 00100 BÓI tiobUM 

mora em Bfoquínji, se alia nto pai . mandaria alguém 

ciu BOa iogai B dar-nu» parte do nuim-ru de r.'i|i:i 

I .... I ■ . i ni« .:• .i.iii. ir. O pri .1 iiir que mu* trouxe, bem como o que 

proii .i mulher, fui repartido entre 01 COMOS. 

A mii ]m.v... ..;,.. tomárn o nomo do rio que pai I >va junto 
deliu — afuzombo. 

Marcolino ohegéra á* 4 borne, porém &a 6 j4 noa i 
tara um ln.nn jantar, M'ndi. .i sopa una esplendida i laja de 
■jnllipKnj ;I ,ii.. aasistiu Xa líujinga, que pouco antei obegára 
ú mu povoaolo ta o receboras a udvai do (bailaria. 

Denioriirn ..• ->'< .. tempo necessário para dm traxax um pee- 

oonaiatindo de doía centos de fubá, sei» cargas di I 

bo* ' d "■''■ ". i ■ um ■ ' ito do jinguba a uma porção do foi 
. ■ mira da banana*; com que maito folgou o poaaoal. 

Apressam a tua jornada para noi encontrar ainda alij c 
padÚMia para paaaarmoa oom sOa o dia seguinte, poia i 
java reoeber-noa devidamente na ma povoação e mandar ma* 

lai- um carneiro para n n (jente. 

Era aubordinado da Qaianvo ( to alk súbdito do Mu< 

l'u!i), o tendo B fortuna de mm lembrarmos de passar pi In mui 

. .. .-cu coraolo Bearia triste ia olo aoceitaaa i a hu*- 

pitalidada que elle, apesar do pobre, ooa podia onere 

radeo moa, diseodo-Ihea que era baatante a sun Iam- 
branca, i o pre*enle qw ií pressa no* poude trazer, n.'.-i M-ndc 
porém ponivel demorarmo-noa maia tampo. 

AprOSentOU-nOa a mulber que era bastante gorila e j.-iav.m 

cada ' iii idade. mas d. :>:(i. cu agradável, e oi fllboi qut d'eUa 
ilidia, a miem démoa pedneoa da bolacha da nua go taranta 

Como estivéssemos jantando dcmoa-llic um jcin-i» cl., -av. d 
frito, com que .Mareolii 1 1 1 • txli-n f.i/ei nu: nina 

da coni uva, a depok da lha i icorrer o molho envoh sra o 

i in fubá e frigira-o em az.it.-. <> homem provou, c pomo lhe 
lOttOfl bem pedia liCOUÇa porá O levar pura ii nua cubata, onde 

disse que " oomeria com infunde. 




DESCBIPVÀO DA VIAGEM 



507 



Aproveitámos o resto do dia passeando pela flore» ta que se 

tendia muito mais pnra »ul desesJado para ou profundo» 1 
Ies, cuja direcção media inclinava para X.-W. <• que tínhamos 
ilc »travi'Miu ijui uma graml" ■ i • rrub.ida, porém 

rnni ficar as raiz»-* t parte de tronOOS, que com as quei- 
madas iam desapparecondo. 

Sc as derrubadas qu- •■»t«*« povoa fazem :>t testassem um 
progr o as" ia, mas isto só nos indicava que destroem 

o que a natureza lhes proporcionou generosamente; o qne 
também pua me consumido logo. Destroem nlo pen- 
na ]Hi«teridade nem sequer no dia de ámanhi. Assim 
estas terras que slo ubérrima» e onde correm abundantes e 
bcllas agua« m á metei 'la natureza! 

Quando toda a floresta desappareccr, as jiopulaçòes próxi- 
mas retiram e será OMÍê um deserto que jwra ali fica. Arvores) 
collossacs como esta» quando H tomarão a fazer aqui? O ma- 
chado derrubando e o fogo consumindo representam o atraso 
na civilj sacio d'estes povos e no aproveitamento de magníficos 
torrôr»! 

Regressando ao acampamento já os nossos homens estro- 
• pela marcha dormiam ao lado das fogueiras, despre- 
aando o abrigo das cubatas. Uni Aiubaquú>ta que residia na 
povoação • -|" r-iva-nos para nos cumprimentar, e por elle sou- 
bemos que Xa Mujinga tinha mandado queimar inato no logar 
em que se deitaram abaixo a» arvores para lenha», porque o 
destinava *•<'■ para acampamento de coniitiv:i» de BOBUO! 

!;i»tado da povoação e melhor St arem as lavras 

do r- i 'i"-*tinJiva-<»s |iara trocar com 

as comitivas por »a! fia. 

K aqui onde se fornecem os negociantes que vlo em jor 
nada ou regressem p<>r terras de Caianvo, e ás vezes a afluên- 
cia é tanta que as comitivas se demoram dois ou tre» dias á 
espera de forneeimeotos para o caminho e no entanto comem, 
!•• interesse para a povoação. Klo («ia gente 
ile Xa Mujinga e das povoaç>>s vizinhas que estio arrasando 
a floresta, slo também as comitivas de negocio. 



306 



KXWÍDIÇXO TOKTUGUKZA AO MMXllXVUJ 



. C*lcul;r. .: ii homem ipn todoí "» BBiMM aqui |)Uí8ani do >\<7. 
h doze mil |" ' um gnuide «■•tittiii 

dostruielo d'aquoIla bi-lla Borostsl 

BttavUDOfl Ofcnçadoa tombam, >• meei-rado <■ nosso Diário 

I :l I ■«.--! 1 ! |. ■ | jiii.o- .1 G Hll.l -li i:i!ll|i.'ll,li:i r 1 1 nnil i 111' « :it«' >is 5 

il:i uiaiiliã. .\ t-BBíi hora fizomoa logo Mgníf h oargai 10b ■ 
rigiUnoia do Joaé Rcattíno< 
Xh Ifujínga veiu dospodír-M dt nós. tnaondo-noa don ca- 

liaçan (Ir garapa C «presriitmi lios kcii rilho, um ln>m BMOOtlO, 
ili/.iiulo-iiim mt BfltQ qu' noi procuraria «'in seu lognr «e nlo 
lhe fbsM posaível, como desejava, ir viaítar-nos no noaao aoam- 

|i.'i to, [i.iivi onde iiiiiiiiB |icriii;iin'i i r algum tempo. 

Knuu 8 BOTAI 8 mcãn (inundo nos .i]>.irt.'iiini homem, 

edcscemoa am |iroftmdovalle no rumoS.-E. < lontinuando pouco 

in. ii.- mi no.- lio itinerário do sub do fe I DMbOM M lioi-cnla, 

■ •ih que ti- ■•.-lalirlccrrji o iieiimpami-nfn Franeiseo Maria «la 
Cunha, eram 11 hor.i;-. Aguardava-m ida todo p MO*] . 

mostrando o» carregadores ao uso gentílico a sua satisfação 

|" la ih. mui chegada. 




'■•' ■" nu • ii» I... 




DESCRI PI, Xo DA VIAGEM 



soe 



ACAMPAMENTO FRANCISCO MARIA HA CUNHA 



'* 



A* 



in liamos percorrido 11."» kilo- 
-•>» qunndo cbcgntuo» nu 
«campam ado porl 

a marcha a contar do Valle 
da» Amarguras de 1&280 me- 
tros i[u<- |» «limão» ter ro 
nnm dia, scnlo fosse o encon- 
tro da garapa no < 'angáin. 
da caravana de Jon- Fim 
em Xa Mujinga, a qual preci- 
sávamos que niarvhnr.e adeau- 
te de nós por causa doa objecto» 
de nosso ato que transportava. 
Angunza Moquinji ainda nlo tinha apparrcido, adegando 
ratar a resolv»*r demanda» de feitiço», ao» quaes attribuia a 
■torte de uma pessoa de soa família, e também prevenira o 
mb-cbefe que l"g» que ■c»bas>»fa »• demanda» o viria cum- 
primentar e saber o» carregador»-» de que precisávamos. 

Coeso esta pr omta sa thresae sido feiu por vexes, nlo era 
de soppõr que se realiza»»»- tio 0M0, e logo depois do almoço 
aaandámu» participar-lbe a aosaa cbrgada ao. seu sitio e com* 
binámo» cosa o sob-cbefe que se o pot e ntado nlo dease signa! 
da ai no praao de tre» dias, avançaria eDe entlo com a gente 



310 



EXPEDIÇÃO PORTUGCEZA AO MIUTIÀXVUA 



quo «o pudesse apurar do nosso pcB80.il para a margem do 
Cuengo, distancia que — segundo o itinerário do ajudante 
um boBMXD <■« >i " i carga podia vimrcr i-in dai» dia». 

Informara-nos o sub-chefe que Bppareciam pOttCOl géneros 
alimentícios á renda, ma» em compensação havia abundância 
.lê garapa 6 par isso «tu de toda a vantagom afastar o pessoal 
d'ali o mais depressa powlvol. 

Depois que saíramos de Lisboa ern ■ primeira Vtt 0D0 ou 
i- o huii obi (<■ riveramoi apartados, por tantos dias, a como era 
natural ontretivemo-nos conmiunicando um ao outro Bi d 
impressões, tanto com respeito ao que tinhamos iriaic 
que tinhamos ouvido. 

Era ponto assente para nó», que ] ■r.-.-- n t- n !■ -nt >■ na explo- 
rações, commciri.ie-, cm que as cargas são transportada 
hombroi de indígenas africanos que gotam da Uberdade a que 
se destinam a procura de marfim u borracha no* pontoe cm 
que se diz existirem mercados para o norte do 7" do latitude 
S. ilo Ki|iunlor, alo podem dar bom resultado; e que 
Allcmacs e Stanley eonscgiiisM-m alirii caininho para 
mercados pelo Zaire e afluentes, em menos tempo do que se 
ponta nlo viria óVabi nm dente de marfim para « nossa pro- 
vinsia de Angola, a nlo ser como curiosidadej e em poucos 
ânuos nem oa Bangalaa encontrariam borracha | :er. 

Honre tampo em que aa comitivas se compunham do t\ 
dos das casai de eommercio, os quacs carregavam os indivi- 

duos que BOinpravam com as suas pacotilha*, e estes «u 
•..nu k boi allmentoi que esses aviados lhes distribuíam, t 
para o regresso faziam estes acquisiçSo de norot carregadores 
por eonqira para oh volumes de negocio que trariam, vendendo 
00 lini oa volumes, e os carregadores eomo < M-rav»>. 

Também, « • 1 1 1 geral, quando no | In de partida havia ne- 

Sadi de contraetar homens livre» para o lervieodas 
gat, em ehegando :ih eomitivas aos mercados na sua n 

partO er.nn el!e.< ile : ped i. los, r para o regresso os chefes ou 
enciiiT' ,■ il".- do;- negócios compravam gente para trazerem a» 
cargas. 




DCSCKliNÀO DA VIAGEM 



311 



«asaaaat» a Ansmea u aVcwcec vantagens ane •-ui-. *n«ntr*, *•'• aia 
■a uotiu faucuaiá a Africa eum min» rm maiores lucn-a, iiio 
p a — mi: i potVtn da zona litoral, e que só mais unir, .ju 
v de irm am errtit numero de circamstancias é qoe se |»*l<rIo 
finar eaoverjrir a* correntes de emigração par* ali. 

triste que chegando esta orca»ilo *ú tenhamu* a lamen- 
tar a no* 1 » betb» torr" ! finhamento da» popo- 
laotaa hi|wi a/aa par a§d aúub n aaaastfraav 

!'p>ximo de nó» estavam estes povo* aniquilando o* m» 
•na com q«e • natureza o* favorecera, ■ era uma imptv\ 
ria da nona parti- nlu o* ensinarmos a apiwltái oa, quando 
mlaniiadarrs de moderna data, »* Ulriuâe* |-.r 
iani abrindo caminho» peio mu iâ de 

Angola e pn «-tiravam cerear-no* e tirar todo o pai 
•m em prov.it.. doa ternt' ado. 

Percorrendo a floresta rm '■ la acampam, nt" vimos 

sempre o HWnrtl Arv.m- frondosa* «• coi| 
dia mm»» dia riu *••!> o* golpes doe maobadoeon 

lambida» palai t-hammns das queima. 1 

E entre estas ramagens, tio longe qnantoa riata podia ai 
ear, l U montanhai RIM abai 

dos vallr* via Ituanaa da ramo que envoh 

lirissimas choupanas oooupand n-u insig 

•laeio ao ijiih riamos <• .1 que >■• chama povoação, 1". 
■ rar esta» pOToaçSaa, Ot navios qiH 'li longa <'in 
se encontram nO ;ilt<> mar, e aj spen- 

sáveis para a gente que nellei vao! 

E .-is comitiva» una frequentemente ali 

passam, porque aponaa *o demoram uma tarda a seita no» 

aciítii bus- 

t avara tn-s «lia* ■!<■ demora junto '!■■ tona | avoaolo para lha 

iminuus oê retervaa de alimentoa, te é anã a» Unban. 

Al nossas i 

tinuur eu ssoal om marcha, porqoe aapall 



procurava comestíveis cm diffcrentea sítios e nlo !■ 

Unto o deafrlqso, como imlii bueaVloa sempre ft*8 un-sinos. 

Tt$i nvritiir 'i roto do dia •• .1 noite fazendo 

a corrcupondi-iHM para a Boroj i termos de despachar 

do di.i M-yniiitc \inL-". o rapai de àndala Qntsiuai 

ãfl ooniianea, tftU MD pw ■ dia* I cntri-ipiria :i José Machado 

am Cafl&xi o qnaj a expediria logo para naSanje. 

Xin-o mi niiiiilià d-.' 12 foi pago i ito jardas de algo- 
dão o com um chapellinno do ao] pelo n rviçc de fretes ora 
três viagem do Valie dai Amargam ao acampamento onde 

imo*, e partiu comi a correspondonoia, na qual dávamos 
conta ao I toverno da nossa aitoaçlo o de todas as occorrencias 

importantei do mes de maio. 

Calculava este mensageiro fa/i-r .( -un viagem ora *cis dias 
á Estaçlo Ferreira do Amaral, e sondo assim antes de fa 
chegaria a Malanj< a oorrespoadenciu, podmdo partir de I .. ..uni . 

para ■ Ekxropa no dia lõ do nicas seguinte, que nos convinha. 
As 11 horas apresentou . i noa .Manuel Pereira da Silva, da 

risinhanea do loba Ambango de Malaaje, vindo de( lassou c 

uma companha de doae rapaz.?, chegavam i hjmuím 

<■ (picixando-xo de muita forno. Conto fossem oonheoidoB de 
Augfiixio Jayme mandámoa propír-lli" pura fazerem uma via- 
-.iii ao aosM serviço até ao Cnengo, deixando ficar ao noaao 
cuidado as poucas carga» mu traziam. Níto comprehendi iiu 
o interesse que Deite nervie» podiam ter •■ recusaram. 

negocio qne trasiam ara inaignificante, constava de 7 a 
8 arrobas .Ir borracha, -1 oabaçai d< aceito 
raparigas que obtiveram em troco do sai do Lai! 

Chamamos .Silva tme ae fazia entender bem em portugnesi 

e procurámos omi . m-êdn da<i vantagens (pie K propunham 

noa sana rapasoa e dissemos maia, qne lhe rompi 
borracha e o acoite pelo preço porqoe ie rendesse em Mdanje, 
cvitanilo-llio asBÍm o seu carrego ao n grassarem. Bate li" 
para nos dar uma prova da ioa i spesfi M dia» -o era 

muito lioiti, mas >> proto alo Banhe ce o K.-in (pio se lhos quer 

f.i/i r o ha de inorror com a ma fome e a sua miséria. 











Yiahaai ata ahíam da visinaaafa °> Ajnbaaaa llunda * 
d» Cango. |n iiMMf.Mii qoe costumara levantar 
I a aaesa pretende aht passar o rio, c ^pumiu por 
CaBgamba, Camahambe, Lucola, rarai»»anp». taianvo, rUaro- 
La, Caawa iodo para o < aongula j»elo oamiaao do IVmduupilo . 
continuaram depois pela margem esquerda do LftnMI par» ■ 
norte esperando ne»t* tnargetu faxrr o seu ne>. br* oa 

poros que jji conheciam. 



foi o Amhanxa aai « liitfk-alilRde» * psMagein >la 

expedição dos nossos dignos exploradores CspWlo r Itens. 



ni-t 



EXPEDIÇÃO PORTUOURZA AO KUAaXAXVOi 






Nio ••i;i in r. iluitiit •■ muito :m i t n:i i lorns as noticias desta* 

oomitivai bobo respeito «o moontiQ da reoweoa alhai 
sobretudo para quem se ia remediando, senão numa noutra 

povoaca iiÍk ou im-iios distante, c. qu< linha !'• de que <-n- 

OOOtrarla O tÇS UM mato» em redor. 

ir di Migrada vaia serviam de pretexto a alguns 

rapaces do peasoal ■ qnom pa ■.-. ■ com 

o sob-chefe para lhe pedirem que se interessasse eomnosc© afim 

■ t • - poderaa u |á da raa para i Bataria Cidade do Porto tra 
Quilo. 

Sabia o sub-clu-tV que nSo bm omnrmba desfalcara fàaei 

por já tenuiiH entrado pela da melhor qualidade que era real- 

iiienic una laatima toe da cortar em pedaços para raoOea, e 

■ 1 1 * « - ato ara conveniente fieanuoR maíto distantes por falta 

tU qm iii rigiaaac pelas iar;ías no transito. 

Gomo a fincada que safra era boa, ooavinhfl ieta> 

iiente o contrarin do que a nós. qm- esperávamos MCOnoa 
próprio* para raeòo.- j irto 6, 'poriam já um maior numero de 
dia* ile jornadas para obterem maior quantidade daqui Ha 

tazrllda que llào -arfe. ain em raeòe?. Alguns faliam -1 <li:i 
pau no.- para w.-lir e oiilros mais poupados arivradavaia Qã 

para mni» tardo acariciarem com idla. 

i baníamos Augusto Javine e os cabos, e se os não convei 

mos que ara normaiirio ir. Dxndaoâo m cargas para o<'uengo, 

dando tempo a ehogar a diligencia dti Malanje para 
gastar B melfaoi fazenda em raeòe» de que havíamos depois de 
Miitir B falta, liy.enio -lios oliodecer, e no dia 15 li» 8 horas da 
miinliã partia o suli-elnfo eom todo o pessoal, monos oito hoinoiíH 
que ficaram comas a», tlesempenhando também os soldado» e 
i iiiractndoa o serviço de carregadores. 

Preparava- -o i-sia ...não para niarehar seriam 7 Iioras, 
(paando ao ouviu grande alando no aeampameiítu. Era nmi 
bulha infernal nào só pela gritaria, oomo quem prOt ma I span- 
tar anini.ii- , mu la pi lo liater de pau- - - t 1 1 folhas de ferro 

ou objectos de latia que B6 BBOQntraasem á mio, parte do* 
quais, diga-»e de pfljatgfllW. pertenciam d nossa oosinha. 




roMflwçXo DA vi 



816 



[i.-i;B«nHM «obre mim cubata a em roda d'ella, 
o soubemos que dentro estava a mulher (M dores 

irt<>, e todo aquellc motim era para afugentar os feil 
• poder B criança MU B facilidad' . 

1'artira a secção jú depois da criança haver nascido, e MS- 
leeondo*se silencio cm iodo o acampamento apresentou- 
se-nos pouco depois o pac doridamente raiformiiado e an a 
e a uma dada distancia perfilou-se batendo com toda a feros 
nu Iwmdolcira da nnna. 

— O que ha ÒV ' ovo, ruim ? 

— Temos lá mais uma praça, respondeu clle, que não tom 

nl... saber COIÒO -■><• ha de chamar. 

— Vao ter com o padrinho. 

— Aqui o commandaute é o pae, a mâe e o padrinli< 

todos. 

— Esta bem, BaMo >liaina-lhe Henrique, o se viver quando 
regressam!"- i stalanje o baptiaaninoa devidamente* 

I I iiios-lhc utiui gallinha pura arranjar uns OtldoC i mâe c 
um pedaço do baeta encarnada para agazalhar a creança, porque 
já »e sentia bestaste trio de BMdngada. • ' homem ;i;rnni 

fez meia vnha ilin-ii i 'ara " pé dn faniilia. 

■h esquecer que doia can de Malanje 

:■■■■■■ • ! ram trabalho para se-iiirom com a M-cçito, por niio que 
rerem transportar 4i carga que «o lhes distribuiu. 

Era habito BOSSO procurar | pre BVÍtâT que DOS (Ufotl 

cessem, e como a carga era protextoj porque n interesse <!"■[!• n 
era ficar n» acampamento, tivemos a paeleneia de os levar ao 
deposito das cargas dehcando-oi eaoolner A pua vontade. 

Tanto os cabos das comitivas a qm ell< s pertenci. un como 

Augusto Jayine, que representara o soba da maioria dvili -, 

assistiram á escolha. 

I I maia velhaco e dosoamdo li Dibron-ee da pegai Dama pi 

ipien.i Baila que teria o muito dez bJlos de peso; com isto 
Jaymo exasperou-so tanto goe lhe dooj uma bofetadta 

Ki ii:i M seus a fesetom jnstipa c o cabo pedia*n0l ainda 
em cima que o oastâgaSSOmos. Ni i'e.|,i.n<lcmo . 



:-,ii; 



EXPEDIÇÃO PORTCGUEZA AO MfATIÃ 










cll.' leva a carga que escolher e nós furemos o pagamento cor- 
respondente. Se for meia QUgMj "in meio pagamento; H for 
um te roo l.imhi-m Bti dividir o pagamento em Ire*. Levou 

rutilo tn ii que estavam rapofadai aama carga. 

Ia j)urtir a secção quando nos :ij.[i.iif<'u um lilho de An 
gUBM Mu(|(miji. \'iiilin feliritar-nos <'m DOBM de seu par péla 
no*8ii .In ir.n] i. e tra/.ia-nos uma porção de carne de corça de- 
fumada e nin cetito de fubá que repartimos com o nib-obefe. 

DilMIBM ao rapaz que saldamos MtW seu pae oenip.i.io 
eoin demandas e que por isso Oto tinli.i ainrla npj mi-» -inl . ■ , 
mas que sendo alie quil"lo do Muatiítnvua esperávamos desse 
Ordem aos seus rnpaxes para transportarem as cariM 
Cassassa ou até ao Cuengo, segundo o ajuste que comnosco 
li/.. - - - ■ 1 1 ■ _ 1,1111- era uni bom serviço ipic fazia ao seu Muatiãn- 
vua i- também a Mucne Puto c com o qiin] tainhi-in lucrava, 
porque havíamos ile gratiticã-lo eoiu um bom panno para vestir. 

Depois das Hl horas chegou uma comitiva de Bângalas per- 
tencente ii faniliiilo I 'angonga, afilhado do t'a]i>'CÍilo major 
Saltes Ferreira, e que reside entre a montanha da IVn.i de 
< '.-i- . ;i 1 1 j ■ '■ n rio I.ui. Passara o ('mingo rio Muzan/.a. teodo 
ido ao Caianvo pelo ( 'angumbo '• ( 'amlmlo I 'nngOOM; estivem 

m Cabouco I mugem do Diamba o viera ao vallc de Gamão, 

'■mio depois o nosso itinerário. DestmKMsM a fazer ■> Ma 
OOgOCtO no ('.dni.i i- no Xueataiiliv nu margem do Lucliico. 

<> eliete. Iioiiieiu ainda novo. aprrsontou-se-nos como o filho 
de Clllllliolo e d.u-nos liolieia que em ( 'assanje ê entre O» 
Bângalas na margem do < 'uango houvera um revúftmmto de 
npini.Vi ;i nosso favor, pois constava que tinliamos tratado 
muito bem os seus filhos que si- linhain avistado i-ointioseo; 
que éramos pac de todos que encontrávamos no caminho eoni 
forno, e que estávamos concertando os caminhos para o nego - 
cio; que prestávamos ntu-ncilo ■ todos os que nos procura-. «a 
sendo estes que levaram O nosso nome para as cantigas da 
terra. 

Ao som do qtiissanje, cantaram uma d'essas cantigas, cuja 
interpretação feita pelos nossos foi a seguinte: 






i>i:m uni. m> da VIASEM 



817 



— «O senhor major, grande 1 passou o mar de Wlrf*4ff de 

!-• Pato! t <■ ii i conoto de Jaga coou •• Boato Cmbolo; «'• 

próprio Jagal K nosso pae. Sc tiveres forno pcdc-lhc de co- 

i II'- mio i i •• i m-iie-ti a barriga; m broa roo 

bado procom-o, qjm o roubo appan 1 1 ni ; ma> t.-m cautella ■ m 

Qu tallar bem pm-quc elb- tem quatro olhos! É o Jaga ! JlUligo 
de Oeaaanje, •'■ •< próprio Mueno Puto! 

iv.rani rio acampamento ji!.'' ás 4 ■• meia il.i t.n.i. , | | 
tidos eom os nossos a quem deram noticia que tinham vitto 

Malaujo i ;V muitas carga» |»r pia* para a nossa Kxpedi- 

elo, e que sabiam I -- 1 ; ■ ■-• UB já pago* muitos carregadores. 

A retirada vieram deapedir-ee. A eada mo dos tocadona e 

cantoria dêmos mu charuto t ti HUDi DjlâmOB-lnea qnc BioflaM 

li |ue alguns tio* .-•■li:- patrícios que tinham ido aio- 

moriaar oh Qniocos dizando-uea qoc Moam Pato noa mandara 
ii Mn.<Miniba para ajudarmos o tfuatiftnvna a bane Dm gnutnti 

Foi esta nina novii ronlo Afl OU* tivera BOtieía o sub-ch' fé 

neste aoainnameilto; e era de acreditar que alguns propalassem 

boatos. |" I i i-uttv.-tii.in-iii >lo.- (^uioeos um- i uipatarom u 

viagem, porque aoa Hângala» Bio agradava que negociantes 
nitrar com bObI BBI concorreu' ia, 
Klbs niostniraiii-si- muito indignados com o seus patrícios, 
B i| ai ii. i li.iiiiMiani nome» por propalarem taes boatos — pOI 
quando aaaim tosse, diziam aflea, iodo.» oa Btngalaa m jun- 

iii .is forças de Muonc Pun irrerem com os Qú 

dos cantinhos da Mussumba, pois i-ram cllc- que tinham ti cha 
do esses caminhos, morto as mulheres c filhos do < 'assaiijc v 

i"iii..'i 'lo- qnc tinham logrado fugirdhcs. Noa 

nio somos d'csses, diziam, somos amigoe e tilhos de BfUBBC 
Puto o o nosso Jaga ó atilliado do major Salles Ferreira. 

Augusto Jrviiic, que di- inaiilià andár.i 1. atendo mato em 
prooon de caça. tora a sua arenga com o interprete Bei 
Bata suppondo elogia-lo pelo boa serviço que. nos prestara do 
madrugada, Bturibando-DOa am lazer seguir ji seceiie-, chamara- 
Ihe um bom aabo do carregadores, o o Jaymo doBenvolveu-M 
lbe a i"ii aleira com qnc m aguentava, passando Qm bb altoa 



berros uma grande descompostura: — Que era irmão de Chico 

iil.v, toba Ambmgo di Maiunje. oapitio de Sua Mages- 

i.i.ii e i ícador d.. :n i|,.i que representava o loba o 

ikvi era cabo: ipie elle intreprete era .apenas um morador do 
(inimigo rjiie para mula jm I , irn bêbedo, rtc. etc. 

E |>or e*tc gnsto esteve fallando por muito tempo, sendo 
preciso para o fazer calar <jn> ) ruiBUTIIHI ■ -loa 

que (base matar nlgiiin .'1111111.-11, porque ttnhamoa palpite que 

havia di- encontrá-lo. 

Poi-ae muito latisfetto 8 Al B da tarde mandava pedir ao 

. 1 iv ido António uni prato para DAI mandar ligado de 

uma corça, pan ainda aa arranjar um bife para o nosso jantar. 

Quando VOltOU já vinha melhor c contente por haver morto 
:i i.-i.rea ijiii- tratou logo de repartir, riflo se es<[Ucecndo de Bt> 
B< na 1 1 quem . f-ti-v.- eni amigável cavaco, procurando con- 
vence lo i|in doaste doa Bflngalaa Abobb mal cm [aliar como 

fnllou. porque eram maun e traiçoeiros •• na presença <l'elb-s 

qui ria fa*tr*oe roapeítar como irmão ii,- um »rn 1 «pi. 

era. Bezerra, já muito earregado, deseulpava-se prOtOBtando 
qae bem aonheeia qaam era o soba de mais confiança que Bua 

Magcstndc tinha cm Malanje. 

Javme entfaoJÍ8Biaado polo elogio, levantou-sc, c de panno 
traçado lobn hombro, lieando-Ihe livre o braço direito e com 
grandes accionado.-, paia llezerrii, ora Ba liiigun il'ell". ora etn 
porttiguez faz um grande discurso sobre as boaa qualidade* do 
soba Amhango e sobre a sua historia. Da nossa barraca donde 
a luz da fogueira dcsfrucia\uuios animado i|iiadro, j.ti. t ■ 

aparar o que depois rocouipoaéinoa no seguinte resumo: 

Malanje 1 itevi em poder de três sobas antes de ser chefado 
portuglie/., eram elles do Songo, cujo estudo tora govenindo 
pi ir lemla- com o titulo de Ambanza. No Lombc. vivia ('ai 
com malituija (gros-o hracelete de metal) súbdito il" rei do 
OoDgo - Mais tarde h-mlie juntoií-si- com i-sti ipu- pau íirn n rio 
Lmiibe pua Malanje e mandaram vir Momo e Muieba. 

Bate ultimo foi castigado polo;, soldado* das expedições mi- 
litarei a Oaaaanjo, vindo então Ambango do ( ongo ipje sempre 






DEM.-ft!!\So DA «USO! 






fura vjuuallo a antigo i Puto <r 

Innjc, Muda «11-- quem formou i beiroe. »jm" eo 

de AudeU Q 

Muiili:» Imlui M SOU '1111 00000 [■ «o 

Era r r por nm ohelà BOrtBf '• o eoo*- 
tituiu um novo Estado. 

Qua 1850 m Eu gnorre « Ceeeanjt . a qnt 

apresentou n sua ganiu ao serviço «1«» tropas «!■• Sun Magoa- 
taJe foi •• sol ia Amban^o. 

— Ê por isto, disia Jevme. qno oh Bengalas nlo podou ro 

n tillio» ilo toba Ambengo, o muito meooi » mim qne »'»i na 
irmão, <• te otr. Bezerra m ohaina Bebo 'l"» oarregedorei ali* 
irão dizer pêra Caaaonja qno ■-'< :u-:in<-tn -•■ ■< i . u 

ida de mim. Qufi ■ ipi« 'II'- anilmm ipn «>u capitão th 

Uagoetnão. reJte-me i nuuend toj Dai •> tr< n 

■onda felíx nesta viagem ha d B o k'-'»'li" m 1 "' ■'" 

..I .li Bxpedielo da Boa atageetadi 

indo nos deítámoi ainda o oovaco oontinuv aate 

a«8am]'tii, porém óV tod qu i ■**■ o*!* ifflporataonn ara 

l'i/.'Tr.'l, i|Ur I"' '"!'. ia ÓV I la/rllilo-ao 00) deSGUlpOS, ■ I ; • i ' ■ t • • liiintik 

razão ao seu velho amigo Jaymo, o Mi | limeira i 

dor da Expedição di Sua tfageetodi ISI«Boi •• i D Loii l, 
filho da senhora i f - Maria II qoa Doni tenho, que o aon-ovâ 
muito bem conheces porqt Liaboe. Qua ella António 

ra õV Lisboa Seera eonbi moira v« a 

■ margem do ' !aaaaj| l dt a 
soe o queriam atoucinhar, aboca. 

i. 

Adormecemoa com i paleatn em que a l< m diaotu*' 

* deixava distingi ,omeatno 

■ 
Dvepvrtámoa as li hora» da uiadrugadu BOI OMUH dl renttnia 
lepraodn r^jameau 

•talar 
•utra, ('lif^aiidii nó* a rcwar <ju»! um» jú »< — a pro 
J' moa tombasse m noa ume 



:«*■ 



BZntUfZO POItTCGUKZA AO Mt.ATIÁNYI v 



prova <le que era necessário mudar do local, porque uma arvore 

riu circumstanoiíi i . i;i victimando quatro possuas que 

vinham .la povoação vender provisões im acainputiii 

No dia I8< ifan i n m ■:- c->1imi_ hm In i. im npamcnto, quundo 

i interrompidos pela visita doa rapazes de unia comitiva 

de Aadtk Qalaaaa goa ohfigar&dq Anguina Ambanza na mar- 
gem direita do Chicapa. Participaram im;- invm espalhado a 
noticia >la BQIM manha pura B MbmIIUiTm í 06 •-> rxn<M \i • 
i-ii-in. im 1 1. 1 r i ■- . í < ■ .|'n- -.< ;:u:i-.mi, ijur Im ,t contar daquellc 

lognr — Caungula no Lôvua, Gafondanga na margom da Lium- 

gllft Qf*nd>' im norte ilo ('amiiseii, ( 1 )|iiiiiuiii'_-.i lia Mi. n>" r 

Coilo ao norte d" < 'iimiuswi, fahuíuhe no Lubalo, CttndttB 

• • i itUOffO d'onde checavam. Não | tBCOQtWam ■ BBOÇlodo sul>- 

• Inti por ter este seguido um caminho DUÍI ■ iuL 

Iimi continuar » jomnda pelo Caianvo. AngOio* Mu/mia, 

Quitamlio-quiá-Quipiin^o no Cuan-o, vizinh" do Anguvo, onde 

ira Augusto fesar, seguindo direitos a ÁBgaBn Dembe no 

Lui, Mulolo QninangiM e Cafúxi. 
Sonharam que o ajudante astava no Caeaaaaa na companhia 

de lanvo, Suana Mulopo de Mutelia, que este se tinha di 
Mil" muito e por i*so Anguvo do Cawtti mandara portad 

ao Caongola paia aUe fazer a]>ressnr a marcha de lanvo. 

(Quundo eiitavam no Caungula, mandara este potentado os 

cacuntiis línlaada e flJigunzii l^uitcudc i os portadores que 

kc lhe apresentaram de Anguvo para irnii ao CaasasM ufim 
ilVli' r do velho ■ 'alllluhclai Iram initlir. m h Oado dfl MU BOM 
a lanvo, para alia avançar logo, porque ou quiloloi dii aloMUm- 
ba estavam desesperados com Mu ri bit e queriam substitui-lo. 

Também estes rapazes qm- levavam cargas de borracha 

diziam ir m goeid-Ja com João* Uachado, o que o tralho Quiesúa 
estava muito contonto comnosco por termos recomn* ndado 
para a Estacão uni bom homem ipie sabia tratar todos rum 
agrado, e que Quitári o potentado vizinho se lembrava muito 
das boas conversas que tiver BOflUIOfOOi 

Kra agradara! OUVÍX íatO 'lo gentio, « na verdade acreditamos 
i|H' Quitári, Quissúa e outros velhos com quem mantiv 




DE8CRIPÇAO DA VIAGEM 



321 



p8es M lembrassem dt DÓS, porquo os tratámos «i-iiipi. 

com benevolência. Keinnnirãmo-loH pelos seus serviços e rela- 

nito íi un todo i iaoSes 

que nos m ii.I'T:iim. i- 1:mil ■■ ir.n 

reoeraffl o inl que ellee tinham om que, quando nós 

deixássemos ii Kstaçào, para ahi fosse um negociante q 

III | •' li/i ::.-..■ In. n r. U"gOCÍ08 « n'.illl'i. 

Josó Machado tinha lucrei" e aqucllc p — iml^m. ■• imo 
«eri» o inicio, para com o tampo faoOnu iate se desenvolver o 
gosto pelo commercio, o tornar-ei eflaetiva a doi t oooup 

d'ahi ate ;np ('liando pelo nordeste. 

tea rapazes pediram-nos para ficarem doil ■ I : : • r* DO DOMO 

acaiiu ■ por ter ad ido seu companheiro. Estima* 

mot que houvi um este ensejo p rmoa â familia o a 

Custodio Machado, e aliei prestarenv-nos infonnaoSeade qne 

I nu .1 nossa carta e outra* para ajuizar melhor 

<ln qoe ia chamando a nossa «t t.-in.-à.. : •■ com., tinhamo- 

cm qne noa entrou r, mandamos o interprete I 
: tado qne precisávamos de (aliar lhe impreterivelmente 
passados dois dias, e que se alo podia vir o disseste porque 

ii iriamo.s procurar. 

O nosso aoampami ato conetruião a» parte mais desbas- 
tada da floresta c a* beira do oaminho donde se deafruetava 
maior boi estava aitoado na altitude de 1:260 mi 

i qne (amo . a R° 2l>' de latitude S. do l'".«|uador 

e i J.*' BO BO 'li longitude B. de Oman. : mas como era muito 
aaaonibradn por altas e copadas arvorea, a luz tinha aqui nu im- 
dunu. aos, que precisavamoe escrever ■■ desenhar, c 

maia curto noa parecia ainda o dia pelas visitas dos trauteou- 
tea qne DOS tomavam bastante tempo. 

nu os rapaaei a quem de I i grado donos bospitaEda- 

de já eonhociam o* no le ('afuxi (Estaçlo Ferreira 

da Amaral), depois dos cumprimentos] oan.1 o» nossos 

trabalho* l;í foram com u- nos-ms arranjar OS alojamen- 

tos que lhe oram precisos, para voltarem ao anoitecer o con- 
versar comnosco. 

vo*. n ti 



322 



dk.ÀO POBTOOOBCA ao mèml ■■ 



Aipins «los oan qw foram com o sob-chefè apre- 

i !•:• : 1 1 -i. uni 1 7 (!i'poi»«Ja> da*» hornf <• iii.u\'!vim-noitmui 
e lunk içlo d'« i Uega. 

Acampara no dis anterior na marfim ilin-itii fio CiicngVj B 
ili-iiiii n:i logo as cinistni.-i;8ei indiepensnreis, dn>><l>- 
pameato •< nome de iSolidlo de Jttlift», lembrança pela 
no» mostramos reeonlieeidoe. 

Partindo <> sub ohi Pe d'i ■■<■ log ir no dia Ifi .-is 7 a 
manhl caminhara entra i floresta no ramo B. tíE 
ii. i percurso do 8 ttilometros a nu ralle nu altitude •!<■ I 
mi troa, iato <'•, hm metros, n ndo i 

• ( n.-i iic 1. • .\nrr- i r.iui :ir> ■ nti*. 

N.'.-i.i- ti rraa baixai mas aooidentadaa caminhou 7 kilomo- 
ir. i . fim nu N ramo ore oai poaco maia para N., ainda 

por floresta menoe densa, descendo a um outro ralle tnaii i ro 
Pondo que o primeiro na altitude de 1:1B0 mi 
o rio Camaxilo em grandes vohaa para ti. W, Passou o 
vau i fui acampai- numa ■ I. pi icKo na altitude de 1:181 
tendo pé» orrido sobre mm rampa meio kiloraetro. 

A DleraçKo ara bastante arborisada i tomava n i 

—Camaxilo — desfruetando-se desafogadamente para N. ■ • \N . 
bonitos lancei de i ista. 

l.i.i ii.- - r . • | •• . i i t ■ . .111 riu..- acampavam aí i-iiinitivax ile 
CIO sne li diri nam para as terras a K. e a N.-E. <>u qno 

de lá regressaram. torreno desoae ali -n.i\ * nn-nt<- para K... 
mas para X. a qneda •'■ abrupta. Era bastante frequen 
[M-ius oaçadorea, que nas ti rra baixas que se lhe .-. ainda 

cni-.oiitnuii 1 ■.! r-i .iii I.- raça. 

A segunda jornada (ora lambem sempre entre Sonata i 

mi menus f.-cliada, sendo a nu-siiia a naiim /.a do solo ■ 

U<lo, deatwndo succeseiramente em i" kilometros, a 1:170, 
1:166 e i:i- '<> metros, atâ nm profundo ralle na altitudi 

l:ii!IS mctri.n. M-iulo o rtinio nitre K. c N. I.. n.a descaindo 

por reses para o norte Nu pereiir*n seguinte <!■• 6,5 kilometros 
itiiin a 1:194 metros para' de» go, na altitude. 

du l:i.»yy metro», ipm passou sobre troncos mal dispostos e sem 



_ 



DESCBirçXO DA VIAGEM 






•HH.--I. parte dos quaet mi rgulhevam na agua, Ludi acam* 
pouca diBl incia i quo dá aceesso ao planalto 

o rioj ficando o acumpamente que deooalnáni 

Ititude de 1:106 metroi. 

A . direita na largura de 8,6 kilometroB era muito 

baix.i •■ |Mintui So, por ter a epoeha dl 

deparava-se á medida que se chegava ao rio com grandes 

m que »e desagregavam e diftli oitavam ■ marcha que oa 

tinha de Ml feita sODM 00 nitre ellea, u que eru ]>i-noao. 
\ d lida da ultima eiicuMa para •■.-ia Ijiiixa em que ter- 

lo era bastante ingrime, em n raltado d»»gn»«- 
doa anebuiradu que a Dorroiain, w ndo ■ vegetacSo raateíra, o 

•oK-ok daa aguaa maito pron iodos. 

A distancia percorrida no* doi* dia* 1'ôra « 1 « '■'■- kilomrtros, 
difteria da marcha do ajudante que fora da B4, porém eata 

]>nr gUÍa 'li íl «ira para n -til. 

<> ajudante saindo em 88 do abril, para se desviar das 
Btrperfii harcadas pelai chuvas, tomara o caminho 

. ' | II. SK. dando uma grande \ olta para ir seguir o num. 

i- <i da ES. 'i K. eh passar o Lamba, 

riaoho afflaenta do I iamaacSò que o lub-chefo alo encontrou. 
Este rio i ra atravessado por uma perigosa ponte, tendo os 
carregadores da pOr as carga» á cabeça porque parte d'clla 
co 'li agua. boi em que montava o ajudante 
liou " rio ■ nado. 
A i o que '" hm: campar aa comiti- 

va» era um logar péssimo, o por certo doentio, em i.imp 

di de arvon do, i itando aa I 
v s«'i .i paragem ali por BOI da uma noite e por 

estar na proximidade de agua. Fora ali que adoecera grave 

mi carregador, lendo o ajudante de i<e demorar um 

lia o diapei iço d'ahi em deante. 

Na segunda jornada, tendo deparado com doia caminho», 
alada tomou ■• do sul, a por i.-"<> foi panar o Ouengo i 
al>aixo do acampamento Soiidlo dê Júlia, e aaaim »e jual 
a diferença d< 8 kilometroa a mais no itinerário do ajudante. 



824 



(O PQBTtHHJKSi am MCATiÀNvr.v 



A jornada eom cargas desde taganxa afoquinjj fai 

embnnirc em - i portanto do ralk d< Cama 

I:-in |n-.i'. mi :■"- i|in' i do oon- 

. i i que noe eaclan coe» m lobre aa i 

■ i tidn deliciem ■ i'i para 

os truaportot de carga* com ■ por< <juo 

encontrámos, aí dai am »er Feitos estabeleci i ba 

*.-. < j 1 1 .- o pagamento Posso dividido segundo .1» e 

quando hóv to é frequento, desconfiança d( lâlti 

|i;ii,-M!inlil». .-■>• :il ■• m:it- .- 1 j ■ • - 1 1 i - :nli- ml ulu » I 

I rosas prejuiso, ora muito pequeno ora rol Non 

mais tarde cot os, visto nâo querori na ■■< fa*oi '!:i cortada, 

pagai depoit 'I" M H ÍÇO t! 

Mhk n."i vcTcliulc isto cuatou-nos, i- foi pn 

os carregadorei oomnosco algum tem] conhecerem que 

eadiamofl sempre coro _] u - r ! ._--i paia o :d<- iiir:uniȒ. I *iir.-i---u 

eoDTo&iente propOr lhes —o qt i 

tar, para noa prorar que tinham confiança - ajnstoa que 

fnsiaiuog — d.-ir ■ 1 ! ■ 1 ■ . : i ; 1 1 • ■ r 1 1 ■ ■ i-m nussanga o ralor oc 
dente ao ajusta, e eoceitartnos esta comn moeda finda 
na compra de Eaxondna, on ■ l « qnaesquor artigo da 
tura que maia lhes conviosse. 

K indispensável da nossa parto, quando noe propo ta pe 

netraz no teío do Dontíncnto, procarar inspirar confiança ao 

[.•-.-:-. -.ii i|ue tem de noa acompanhar »1« • |mnto ■ 1 < 

i|i in :;«■ > ■ « 1 >■ ellc i|in ih -1 1 ■ 1 1 .«-• - ii".-. 1'v.itita as dtffiould 

l-Ull-l- MJ. |IM\.,;. ^.-lllilil MS. Íl|.-ilil!|lill II 

pare a pretexto d'ellas serem lambem contemplados. Pari 

parte do pi laoal o itracto aó tem valor emqnanto tran 

cm torras onde ""* reconhece m ao toridado. 
Como toromoí •■ no docurao d'osta obra de voltar a 

;l*.-mi>|>tM, ijiic ('• ilc • m |...rt in<-i :i ]iir;i flltlinilf I Xpl 

remoi 1 dar noticia dos potentados e povoa com quem 
conviv. 111 1 localidade, em qne noa demoramos para ■ 

romoçSo das cargas, o a dar ontrai informações quejulgl 
nau «era© destituídas de interea.se. 





AXfilNZA MIUI ÍNJI 



Ka iii.inlii dn dia I x O ImI>.i1Iio, <•. nitra 

bom disposto! para r of « visitado 

i u Moquinji, que jii d- 

8o bom 

iscguim< 
Em bomem já rd»».., de eh' 'ur-i. «!■• bom |K>rt© O 

odo a cal .-dto, 

i. Mulo ! ,;irt ' r 

»ta ale ií linha da nuca, com o cnlx-llo «ih n<h<r Mi 

i: amortecidos, sondo 
o branco mijo, o r la, foaaaa 

larga», curnudus c èjiJi> m< h. orelbaa rolatín > mu, 









sxfSDigto nBToemsu ao minlm u 



btofla grande, n •■ irado nte*. o inferior muito 

descaído, magia do rasto proni ->v. >* pi" 

fundas junt" .1- .' tantos da bôooa. Tinha 

.1 barba bastante espessa, grisalha) muito eo i a partir 

das orelhas c «marnula int. todo queixo, sendo 

dobrada um pouco para n par) lOT B traiu,-» •'iii • 

i.i.-.i.i terminar. 

tun encôfo ympathico, a, pelos seus gMtoa modert 
6 modo de fatiar panando, indicava Mr de caracter bondoso c 
que fòr.i ednoado par 01 àavan 1 da 

in I1111.I iiil" mesmo respeito. 

Pouco ambicioso do poder prefi rira o seu socegO DO wio da 

família, a 1 serrar*** no eargo ie Casaassa em que estivera 

três anitos por eleíçto doa povos, paaanndn-o no Hm d 
periodo a seu tio, homtn moitO mais relho 'I" que eile, 

pobre ÍC forcas para o governo lio Kxtndo. 

Angunxa escolhera oquouV ritio, onde veiu estabelaoer-ae 
oomo Bnana Mnlopo do tio, o distribuirá divi 1 ■• ■ !• •.- 

parentes maia relhos qiw o acompanharem, oada um oloa quaca 

levantou povoação em redor da do elude, ma» um pouco dia- 

t.ml.e. -rosi niaiiilo-.-e rada uma independentemente. 

CassnsHii era quil-do S Bubdito de Muenc ( 'apanira. 1 < 

iio fioa na margem direita do Lnlau, ao norte do 8* da lat, sul 

do Equador e qns confina com » terra dn» 1'amia-. Kubdii 

Muatiânviia. BOnhecídos por anjala iquita (que vestem poli 

. di .-.tac-indo-se a.-M-ilil do,-. anthropophai;os do meMllo 
|iai/. que vivem ao norte conhecido* por uitinjafo matvtno (qttO 
oceultam as partes gl oitasa com a pollo da barriga). 

I 111 do.- a-cendente: do actual Mu- 1 1 ■ • I apaie-,.i, UT:'I e '• ■ lio 
Estado do Muatiânviia, que t-ru ( Virulii por ser descendem. I.- 
um tio do primeiro Muatiânvua <• que tinha a* honra* d 
auetoridade, mandou 8air cm explorarão para oeste um doa 

descendente» do Caasuss com a sua trilm, e este depois de. 
cumprir a missão de que fora encarregado, escolhera terraa 
janto a margem esquerda dofullo para se 1 .-(. I" lecer c fumar 
um Estado de governo independente, considerundo-se comtudo 



DB8CRIPCÍ0 t)A V1AOKX 






panga, a quem do tempos a tampos en- 
.1 tribatoa "u autee pxeaeajoa. 
Numa cpucha já reconte, no tempo do Hvajítnvna N > 
.it. rãs migrações meamo ^' Lol&a 

juini Mate, por oauaa de muitna <•-■■ 

dl maior categoria, as quaei 

depoia f Botes trataram de s« 

anatei l'«:, nlo chegando 

qnt tinham uV que oa Bfingalaa os escravizassem. 

rVnnim se explici i|i . < tangais a 

res grandaa p • rujo* sjstadi 

vam |" I tte o grande paia da Landa, eatabeleoeaaeai <1 

o I -isasan e o Anzavo, inbditoa de oatroa qoilolot do Mn 
voa, hmvi.18 estados ainda maia para oeste, oh* geado 1 1 'iriptr* 
o Ànaavo ainda mais longe. 

nu prlo norte 

oa altura do 8" S. do 
Equador. ivo QM chega ao CaeogOj 

OU O k B IQgl 1" I 10 rio I.iiíi:! 

sul oom O de Quimbundo q ■ proximamente l 

u pelo oooidente oom o de ( 'apemla-eá-Mulemba cujo» lis 
raai.» nfinam com m povoeçí oa, de Sa 

Xa lasao, vizinhos de Angunza Muquinji, que se 
na margem do ( amaxilo, do nas 
kcila 

Esf to até ao Oucngo. tod 

ai, eomo vizinhos do (assai . ... . .. aol taem vindo 

' ' : oooa, emigradoa dos territórios dos seua 
oa Quissengue e Moxico, o para evitar ojm itSes tanto 
mo Muquinji lhes taem dado tombo*. 



1 • " 1 1 ioii-i. f, ..,„/„, ,|„ lato de 'mi potentado entregai omaparenti ma 
M "ih He ao acaralar com i lia Os QaioeoB ezlgcn tomeo soa sana 

m Lundaa para se apaNMtaian com nllo» <• rnunte.rrJn mutua» 
reiao&e* «lo amizade 



328 



EXra>K,A«l 1'Oim-fil-KZA AO MIATIANVIA 



A» povoaeòx-s hoI) o dominio USA ena pequena» o 

• doido já dissemos. A» molhen b, troe se d pou- 

cas, contribuem omito ainda .1 uim Boa o mo trabalho para «• 

i ■<■ 11 1 'l.i COIDl idade, pOÍK l'.i/.i 111 ;..-r.ii:<l. .- MÍorÇOl pai 

volver M lavr notam agua 8 leolUU B BOI MM reduzem 

mandiocas c milhos a farishM, tratam da cosinha e cuidam 
dos flaOI Biá ao» oito ânuos. 

Os hnmciiH daraate o dia ocoupam-M oa caça o m pesca, o 
ao tempo próprio preparam ai h rraa anti - de chi gamo a* 

t ■ 1 1 1 1 ■. Mi 

Para » norte, na grande daproMlo até ao Cofio, coaita, ha- 
ver aioda abundância de 1 iça groses, e < 1< ■ £•• »í í* das clmvaa na 

Teott om rioi ■-'■ M abundância da peixo grande, poi 

é dlffioil de apanhai por ser muita a velocidade com que m» 
[arado e terem M processos de pesca ás margens asaá- 
mitivi..-, nau h oonhecendo o uso da red< . 

Ob peixes grandes que se alcançam, pustu n r<> 

limitado, hSo os qoe desviadoii da força da oorreote vào de 

BnOODtrO ao* compartimentos qtn *>■■ lu/.em nas saliência* «-11 
reintranciaa das margens com troncos grossos unidos a forma- 
rem um labyrintho, •■ que oon o remoinhar da agua entro ellea 
nilo conseguem sair. 

Também usam das armadilhas de libras vegetaes •■(.jn-Baaa 
para peixe (lé incluir grainb /.a, mm nà turma cónica. 

Bio uns cylindros que usam prender por cordM ás mai 

do rio e deixani-nos ao acaso, esperando que com o tempo 

algum peixe l.i entre. 

I Soou) li 1 falta de pólvora entre MtM povos, a caca que ellcs 
obteem é por meio de armadilhas. 1'mas sào grandes fossos 
mascarados som rabet b Bztensoa tapnmei foit' 
B troncos do arvore» seccos, interceptando o caminho BD que 
haja indicio» ■!• :'■,■ (V. ■, ji M ■ 1 l ( .1. i. 1 pela caca. Kstes fossos |Io 
tapadOB na abertura com ramagem disposta «obre tronco» 
cruzados. 

Bata a caca que levantam obrigaudo-a acorrera gaitar 
sobre o apumo. O» animaes estonteados vílo cair na 




-1 11 ..iiuii 

a cova uu 



DE8OUFÇA0 I>A VIAfiKM 












íomo, on<i im ou ]>ontaí 

çadaa c na maior parta « 1 -•» *= reses ehi ficam pr peio 

cansai." b t-iido». O* i 

ttam i» paulada oa n f< 
Na maior parta «los casos estas armadilhas proparam^ae • 
■ohm tendo ii" (a do além dai de eordi 

dispõem •••■ piques raspentoe que o animal caindo 

nvllaa fique subjugado ou ferido o ale posea oaoapa 
Para o i larinbo (an- 

que m oncontra om 

■ armadilha d o 
rei i ,'n 
|H.r m confiar na prei 

í uniu doter- 

g In sitio para pastar jí som- 

• também 

ido trilho do ani- 
mal, jk-Iíis grande* pegadas qne 
deixa, atravesaam neete mn 
tronco sccco o delgado qne 
mant BOÚDJ do tàlll 

uma ]•• quena altura rabre 

içai a que o fixam, i di 
mo<lo a B baixo d< 

■m uma 

corda solnv v»to. Imiu-o ■• prcndi-m amfl N 10 qUC 

Vii muro OZtromO suspendam um toro 

di do oomprimentQ e no ex tre m o i ravam- 

Ihc um forro aguç.-ulii ••m torrna da (arpe qu< boti aonam. 

1 1 oorpoionto tnimal nau ]i<><|i-u<1.i paaasr por baixo do obsta 
culo atrai m tio pOUOO saltar por ser 

do, logo que aaaenta a mio no I orço para 

rantar parte-o, e o toro doapadido de eima oon forca bate 
no animal. Lo-*e-!] feno 00 00rpO< 




Utrfk 

«otiu uugclwi 



tóO KXPKDIÇAO WlltTCGCHZA AO MIATIÀNVI a 

O animal aietUtadi fbgi 
toma me paeai doa :'i horai prod 
offi íto fatal, ■ iido-M o bippopotamo boiando de encon- 
tro áh margeai ii" rio,om alg ■'- 

\ i: "■ I. unil.n» ditulo, p a outra aii« 

q para !■ Bea i olepti 
■ 1 1 ; i i .- tardio pelo que reepeita ao veneno, ehanuu 

•■ da primeira em ae fazer por baixo o adoante do Un 
:it í-.iv. saado um grande fojo que ia ma m mato. 

Ser lesmo rratema para caçarem <■ umbau 

(boi '1" mato), " i porco lUveetre) e também a palan- 

ga; m idoí diai qui morromi u 

n&o abreviam ■ ma morte 6 Cacada ou com panlndaa a] 
na cabeça. 

Com qualquer doa aainu idoa por a do 

l tai '■■■'•■ eu< nad 

parti •"■' ih i Ihada em tomo da rórida que julga ofiendida 

Vi 1 1 . 

']■''•'• ■ ■ i ■ ■ i ■ í • i- >l» cavallu marinho. A 

depoii di deacArnada í enterrada com oi ienfa o porque 

reci iam q i mioloa tragam epidemia í ti n i 

Ha falta de caça e peixo recorrem io i iruto»), w«m- 

■ \. arvorea) i ampdtsu (gafai 

Ha uma f.'r.iiiili- v:irifii.-nli- « 1 ■ - ivitu... .• .ijiaiiliaiu 1101 tom] 
por mi iu de j.i ■ j n« ii :ir. armadilha i|U«' '1 poi iii entre O 

Constam eetsa de nna pequeno di delgadoa troa 

cthoa ii" rtoi de um doa lados, tendo ao centro um pequeno 

ATCO do calunia, no alto do ■|i.ial mh um c 

fio fixo a um pontalletc em (rente d'eaai arco. 

\o meta mo '1" eordlo suapi ode ■-■ nm aunei d 
>lc (■.■iliiinia, <l> moilii ijiu: uma ponta d'eata fica «.1<> lado interior 
i iu li. ( te prenda um pedaço de mandioca. O rai alvo 

' mandioca corre |<ara rofi-ll O fica preso pelo p 

di niiiin m cerco, onde • apanhado pelo arma- 
dor. Succedc porem que alguna doa mais p teto a 
mandioca e consogoetn eaoapai 




DESCIUf\Ào tu VIAGEM 



831 



Na* tloreslas que se eat-n-I-m ai<- ao Cuen. jmJ- 

• • para o lado da nurt»" « nu truipo teceu, fazem estes 
* gmndi* colheita de maaseese, d<- 40c ••• apn»vi*ioaam 
jwirs a cstaçio «las chuvas. 

i>, iiam as lagartas em pnnellas com agua para 1 1« ■ 
uma fervura, pondo-as d- m ao "«'1 dm 

alguns dias para - . e quando as julgam • de 

se conservarem, guardam-na* em • 

•una eei I it« a mui 

dada de medida, tendo geralmente estes envolucro« H™. 
alto por (i"',l."» ii<- dian j-menram 

YCll 

•►sito d'< ndfoa «a* regiíVs em qno 

ha al> 1 de massewe, exporta bde para 

Im em que o nio ha. 
1 '- processos para apanhar o.- toa aio 0-* nos 

tando-se d:» graduação doa Solo (pllind 'i" >/uilolo) dis- 
se-nos Angunza que h;i IrM c a saber: 

nana (no singular mucuámtiana, ritlio d 

ia honras de Muatiâuv titulo 

• lis pelle da onça polo qua pagam cou- 
lãwna na cabeça e da Uteaao 1 
andam em wouha (palanqn 1 pagam > 

as v u.v-iiii *e a| LOÍaj «U 1 

idida» pulo lliiaiiiuivd.i. Ni ->.!i numero coatam-et apanaa: 
a Ln 'i 1 Hl 1 ': 

gola, X;i Cambai HUM, Uai, .Miir:ii /.., 

iiitmados càrula (dl ÍO do 

Muni lo ■ representé-l Una* 

mi reprei 1 tio) e que toem titulo de Mn 

ii-si- .111 pelles de aniniaes considerados il .an- 

dam escarranchados sobre oa bombrOl do y 

■ este mi do palaquim, e asam I 

DCem a • ' :nl:i. 

ada, Uueoe Maa* l. 1I1 ■. ' 'I >l >. 



332 



EXPEDIÇÃO 1'õRTfOl'K/A Aõ MIATI.v 



Cambáji-i.. Pomb eto. ■■■ ■■■•imbango (singular nuooanl 

titulo de nobreza) que na corte «c sentam BB) esteiras 00 nui- 

I '>ll-:i - . andam |p i podtTIl Usar I ■ ; i • ■ t ; * para i 

Bnhorea de povoação e aqui oon exocpçào de tucano 
bmc como outro qualquer Muene; d pontaram 

CasbSSSa. < :nn I >•■ ml ■• -, I 'aliatahila. A ii-uii/i ■ OUtTOS. 

A Lncuoquexc •• considerada i pessoa do maior grandona 

:. ■!.■!. In do Mu.i: i."i!i-. na ■■ para todos oa offoitoa representa 
Luéji, ;i mZ$ do pi m< iro DfuatiAnvua, depois de viuv.-i. Tom 

d .-..•li estado índepi ndento, i nd isior pelo nurai ro de 

tributários. Vire as capital to lado <lu IfuatiBnvua, e bo" pode 
Hl da ■'"!■■■ Mi companhia d'eete. 

nfuquinji I' mbrava le ooni saudade da Lucuoquoxe I sauna, 
:i íiliiniii do Múati&nvua Muteba, e disse que (azia muito bem 
:i"M )iuiii-i's <• qui» «Ta ile p-tiiu varonil. Dava gosto ri la, 

toií-iiiis i-]|«- e.uii i-iitlniMiiMiio, entre o seu povo montada no 
quimangata que paaa&Ta lempre correndo para a Mussumbu, 
trajando i lia, como uni homem, camisa, farda, banda, chapéu 
armad con nwuále, ou grande moa, suspenso do hombro 

esquerdo. 

Sendo em ília i|i in> 11:1. (■ ■, 1 ra certo fugirem os feirantee 
ih. •• i-lla de|ioÍK de eliejfíir ú nw resid. 
mandava pagar os destroços o roubos feitOS pflloa seus rapa- 
sea, quando nlo tinha ■ L ■ atridaf de alguns feridos. 

Era ília quem animava o sobrinho Sanama para 
guerra aos Quiocos, e cenenrava-o por consentir quo estos 

''íliv-j 111 iirruinando ".- estados dos quilolon nas margens 

do Cassai. 

Esto nunca a quis ouvir e por isso morreu, o o peor, ai 
oentava Ângunsa, (bl que a mataram lambem pelas culpas 

d'elle, BOndo depois da ai 1 iinn-te ipie \l ' 

tiu que eu viesse tomar conta do Kstado de Cassassa, que 
|>ouen depnin • 111 meu ttO, p"i<pi' ns rapaze* est: 

iimitii insubordinados a sempre '-m ema os vizinhos. 

Cassassa ha atmos passara por uni grande desgosto, <■ como 

n&o conseguisse que o sobrinho de novo tomasse conta do 



I 



DESCK1IH.-ÃO DA VIAGEM 



333 



do, distribuiu toda a oa •_■ ato por diversaa povoações 
Kc m file g.i uaga ou n úd 

principal < ou algum parenti i maia affeiçoadoa, como m rapa* 

■ i 1 1 1 ■ 1 1 ; - J ■ ■ ■■■ ■ • 

no a chipanga Soava próximo do eaminfao da muita pai 
•aejem convinhn-lhc paaaai poi pobri do qw oa rea 

:, para ia livrar do k doa grandi i Kd h 

ilii.s. 
ndo rogroaaou i embaixada da afuene Puto ('aMungo 

ii:i MubHUllll).!. il>- ■ [ n < ■ já tall.iiiiu.-, "■• '.■." 'I u. i i- .'.• í 

a a* ipanhavam acamparam na 

ohipaugi lacoal ia repn i 

taatea do oluati&nvua exigiram <1" 
boapitalidade condigna. 
E»i'- •■■■' logo reunir todoa o» 
»oua conselheiros e diaae-lbaa que 
■ •] nlo kJ dar de 
- boi bo i" '! i para o eami- 
niio, maa ainda demonatrar-lhea 
.nu !-■ ■■ ■• .i 1 1 1 • ■■ ■ 1 1 1 ■ >.-. pela 
i que haviam feito ro bou alua* 
. b imai i para c ida um, 
ando .'is nuas poi • apre ieotar 
a ,|u dar il» 1 iiiilainho iVon- 

ETez-ee a entrega do que ae apurou da eontribuiçlo rolou 
turia >• tm!i>« da embaixada ao moatraram muito aatiafeitoa 
a i boapitalidade, despedindo ae do potentado come 

I. DO dia ila |ii'iini'ir.'i jm-naila 'li hrn •■•-< , um doa I 

%*•* da Ifuene Puto Caaaongo passando por a 

mapdiooaa onde estava o dono lembrou-ee da i bar uma. 

1 ' ibada foi din ito ao rapa/, e fet^be sentir que já hu 

imtiiitiva, •• i|iu' maÍH daria «■■ n ( 'mmí.-u^íi 

assim o entondease, mas estranhava qua oa homens i quem 
iU-i fo-ssi-iu roubar. 




• 






BXPEDIÇZO POBTTOCESA ao MiATiÁsvrA 



Originou-ao d'aqiri uma b to, o rapas deu duaa bofe- 

tadas no dono da larra e i --i" »]i:iiiIiíiiii1h um pau quobrou-lhe 

;i ralirr.i. I liivindn u~ -riln.- ,'i,, f| i i ■ 1 ■ > v,,| 1. 1 1.1I11 ,-itrás 01 

I ■ : i : 1 1 1 ■ - 1 : ■ ■ - . ao tempo que bc juntuva povo do < '.-u<»:i.-«.ia ao lado 

tvrador, >■ de parte a pai itabeleoeu eonf i 

çoo a gi itaria i .1 bordoada. I >■ oaeuata procuraram apax 
a contenda, porém embora aocegadoa a questlo alo í 
jisfim. 

O ('ji*»a>uji e os cecuataa de BnTuatiftnvua eom reooii 
afuene Pato Caasongo, deliberaram que se constituísse nm 

tribunal para julgar e pôr ter á questlo, e Rcon resolvido 

quo o Cassasia tinha d< obrigar 01 w u* a pngar< m di 

j8ea aoa de Huone Puto Caaaongo quatro rapacei a aela 
rap 

Ah-íui if ilrpiiis d»' tudoBOoegado ed< accordi 

oa velhoa tomou o potentado de afastar todoe oa 

rapazes do caminho, e ello mosmo estabeleccu*se um 1 
maia n h| iI do 1 to om que eatava anteriormente. 

A visita de cumprimentos d< Angunsa tornara-se : :i> rei 

b iate, mas já i-rn longa, c r>>i - 1 1« - m^ inniM---, duaa per- 

. duaa gaUinhaa, alguns ovos e fubá, ri lolvemof 
cl.ir-lln- nm panno da coata dobrado, disi ndo-lhos ior para alm- 
1 por qu«' estava frio e elle agradecendo replicou— que 
podia fazi l" aonulmente porque ninguém ambicionai 

togar, nine ao fosse Cnssaasa luccediadl \> 

Sfoatiftnvu.i . 111 face da viu corte, tinha de apresentar-se ao 
povo 1 1 1 1 3a cintura para oima, afim di- mostrar qiu- mm ! 

nello ttloijiVn nu di-fi-ito-i .pi>- o iidial>iiiia.-M'iii d.- y-ovi-rnar. 

Tm lilli" di .Muiri.uiviiii deixou de Bucccder 00 Betado por 
ser torto doa "lli"s e om outro por ter teia dedos num pó. 

A despedida podiu-noi Angunza, visto ter*ec aviai 
Huene Puto, uma pouca de miaaanga para repartir pelas sua» 

rapariga* Demo* llm um ma ■■ 1. , di/a udn ipn> uào 110» lem- 
braria rué-lo se elle o nlo podiaeao, porque noa informara " 

interprete que aj raparigas que vinham veinL r ;m .um 
mento reOUSavam Iroi-ar 09 sou* gim crus pur ininsnnga. 










O velho c <• anjMutbotriM inottranmvM mdi- 

que aa raparigas catavam ! lo que os 

'ivcMem i ipre 

ciavam, <• <jno M rnpi Itâ de polvon 

e àr npre- 

nln- i-iui- 

•«. <.■ que tanto 01 sol 
■In algodlo. 
Existiu pon uterpre- 

mais uru jin.tviini. 

O ivrin i «o pugniiínito de ra- 

i e pólvora, d< i 
«luas jardaj 'i' ! ts lida, ' I arfluiram ao acato 

-an-ntos. 
Participamos immediatanienl ■!.• ■:•• <> bom raça 

: ■solução, e ' I 'li M- 

ano. 

, era n l opanhava que 

diffiouldadea, a «> interprete qu 

n a que jii iuih referimos, qa indo " > • 
i<t d alvar descai] pie m 

rapazet o I. 

.]<• mb polvo» luiinim h. 

nwnt<>, e dando-lh - saída po ritar ove m 

i, i|ii" já poucos ■ 
pagiiiiniiio ii. quanto aguardavas iseem 

I\f Malanje. 
Aagansi ido que i. too sea Mona 

riria procurar-noa, para que 

rara li rar as noasaa cargas par« o Cucngo. 
1 • Pltao da arma», o portador da arma do potentado — dignitário do 
Estado. 






KXPEDIÇXO romt oikza ao miatiãnvia 



De fncto anpareoeraiB, e noa dieaeinoe-lh< que para una 
viagem 10* p igariamoa apenai doai jardaa do faaenda, ■■ |»n- is»i> 

ramos melhor para rllcs rui ■-•■iitr:ict:ir«-lii- -■ pari iluaiB 

i ai d'e»tna oo pan ama n w. 

Preferiram mU ultimai portão o valho Àngunsa u ael 

|-<ri'|i:ir:uiclo para ir cumprimentar n imvo Muatttmvna que 

i boapedado polo Canajaa •■ tencionava demoiar-»i! ;m 
aea ri i ■■■ iço tíé '['ii elle rotiraaae. 

- K^M-ran-miiH então que Angunzn nos mando prevenir 
quando quer partir, foi a doma reapoata. 

It«*tri r-f iinnií* no nns.-o 1'iario do dia 80 maia um neeeimento, 
ara fillio da eompanhaira da Muhongo, carregador que admit- 
tíramoi am I Saftbri. 

Viramoi pela pri ira vea eata \ alie dai amar- 

gurai ■■In Mgttidi ao inoendio, porque u doi Bpreaentoti i 
randa agarrada ao braço de mn Kiaje que nlo queria largar, 

udo que alie li"- daaat ama porcjao de míeeanj 
.Mana II que tinha eecondida em si, e que lho fora roubar á 
cubata aproveitando-ee da i fosSo. 

Ume porçlo d< retalhoi de fazendas, citeíraa, panellae, 
tudo lhe deaapparocera oo incêndio, porem b miasanga que 
••lia tinha salvado e guardado muna cubata já fora de peri g o, 
luppondo-a em togar uguro. Rira ■!< qu«- 

npparocera ao acampamento para ae aproveitar da o< aa 

empalmando i> i|iii' !■•■ Mn' ileparanH' nem MT visto. 

o aceso fez com qu< a rapariga o visse, .• de tal modo b© 
roa a alie que conseguiu approximar-ae de noa arrastando -n 

comnigo. < Vnio se <]•■•*>■ a eirrumetam-in de tenc i grn- 

tífloar Bate homem, ponpi .Iramos trabalhar junto dos noa- 

80» tranaportando aa eargaa, exigimos que uns mostrasse a 
inÍ88aii£/i em questão que entregámos ;i mulher, e dar. 
elle uma porçlo igual inand.iiiKP-ln logo aair do acampam 

O hotiKMii alienava ti la encontrado entre oa deStrOÇOl do 
fogo, o a rapariga dizia que -li, a roubara de uma c 
como n5o houverrr t ■ ■ .- 1 ■ 1 1 1 u 1 1 1 1 : i b o para a queatio terminar, de 

liimlii iiik- ella, que já linha perdido bastante ficasse Satisfeita, 




DKSCKH-vXo DAVU6BM 



837 



entendemos . Ihor gretsBonr i> hum-iu poios acr 

que no» tiniu prestado, obrigando-o ntoi ■ restituir o que nio 
ora seu. 

Foi ratio que soubeinus da existcnci» ilVata rapariga no 
nosso acampamento, Q que já vinha d.i Estação I OBta B Bilra. 
<• v. II ii < alonga, eabo de um pequeno grupo 
recebera-* am pagamento da uma divida no taez de fevereiro 
e eatregara-a a Muhongo, um do* seus rapaxea, para viverem 
jontoa. Ella ao que parece j :i 
vbili ignorando porém 

qual fona o homem de qne 
ficara pejada. 

Nascendo uni rapazito, Mu- 
hongo quiz perfilhá-lo, e p> diu- 

no» puni tomarmoi 

do padrinho ipn uno*, 

do mau nm Henrique na 

Expedição, a eata que nunca 

conhecer» o pae foi uni doa 

:. I>uptiaaiid"-*e em 

Halnje. 

A rapsu-iça nlo era deaen- 

graçada, e como tn-n mnit" 

humilde a locegada antroten- 
do-Be com o filho o com o» tra- 
balho» diPiin :ii I- .' nau appa- 

odo nunca nai bnlhaa dai 

companheira», mereceu as nossas aympathiar, i mbora com 

OUStO lhei a n\ meássemos uma palavra, a nio ser 11 do ngrn- 

i |nir qualquer coima que nus hinbr.iva dar-Ihe para 

i. Blbo. 

i mulher. Muhoogo mu companhai- 

ro, rapaz novo o bem parecido, era doi m tít ladinos do pes- 
soal d ire». Por maia de uma ocoaailo o caatigámoi, 
in»iiilirai!'lo-iin oi |nc empregara em promorergr- 
do que a tempo fomoa prerenidoa; e como reeeaaaemoa que 
vol. ii as 




t-IMIO Ut. XJ. W1JIKQA 



S3fj 



nxi'Ki)H,Ào i>oifirí;ri:ZA ao MITATIÁNVCA 



ii ili.-i k- Icjiilir.-is-r <l b mulher límoi 

A esposa do chefe do concelho d< Melanj I ido de 

S ii-i to f 1 1 ■ 

noa o ai vigiar a filho, pelo d que 

:i mie compn -Ih mil .-->■ mim encontrei loapoi ; : ridede 
como garantia da erd id< cm qualqm r ti rrs portugut se. 

\.i iii.mlri ie 82 spreaentou-ee ■• filho de Xa Muj 
zendo-nos um porco th presentt de mandado do mu p t< . e 
ili/.<Miilii-ii"n i|in hc inti-rcctiíirii ji.n-.-i que alguns raj 
auxiliar-nos no transporte dai cargas, porem 01 velhos Ibrara 
do pareoer que 16 noi e que a8o podiam vir, por otM 

serviço h r di r em terra» que li 

tando-se assim que t3cs com vizinhos. Estes dSo haviam de 

ir que nu f a.- i'M|i.i/<> llio fiihcrin iir;:r interesses, e i 
podia lembrar-se de usai de feitiçoi contra II <■ <■■ 
d'abi qualqm i- de graça, 

— 'i ■ ■ i : ' 1 1 1 ser agradáveis a Uueae Pm-, dine elle, 

mas -' mpn l> tvia anta os pretos rapaces maus e os velhos 

procuraram i fitar conflictos e desordens, iga 

pedia que nos nâ<> sunga»*) ■um- v«m Hl<-, e lhe déssemos uma 

' (!>■ ijui h amigoS) occeitando o presente que 

inuiirlilV;). 

Viera o rapas na companhia do Hotui Ota de An 
portento apresentai i a » d n cedo de a odo a 
aos vizinhos e nos tendo 3e respeitar o melindre, que i 
ir. i 'i rcnultwlri i\v. niii.i dt-libernçac tomada, respondemos diri- 
gindo-aos mais i ftfona Ota: — Qne achava bom qu< imlni. «asim 
procedessem, porém que uns nas U rrai deviam auxiliar todos 
..* indhridnoa que >>* visitavam para negocio, porque i 
assim, u commerolo fugia-lhoi «■ ia procurar outros caminhoa. 

— Se quando estávamos em Oamau os rapazes de Xa Uojin 
fp\ fossem busoar ai nossi - pura ali, " 

as levassem até ao I >w ogo •• ot de Ca sast s - fossem bi 
:m < 'm n^ii. todos teriam obtido lueros puni *i e para is sou 
terras, i ooi nSo nos veriamos na pxeetslo de mandar 

a Malunje mui* carregadora. CstSS virinm tirar in 







:ir l.ii: • 

isea 



\0 DA VIAGEM 






povoaçdoa que fossamos encontrando d'ali 

*9 in doente. 

if Mona l"t i observou que sesia ora, boi em principie to 
• l 01 tivori doi brui ■ . roppondo que ode u levaria- 

i « ih- , IOVO .Mu:il,;'m\!i:i ilc qUOU fugiam, DÍO «jUrr 

i ar para i Un c <|"'' agon vam que o velho 

■»«• apromptasei para marcharem. U 

«S>tlu t<Tra tmlor M arrependiam de n.vi tiniu i<|n :> < : 1 1 : i : 1 1 1 . 

qnc viram oí que foram com fax ml:'. queixavam 
I d< > por 08 nSo tez mandado logo ao principio 
« |u mdo tiveram i do ali tei moi ficado. 

Estávamos ouvindo ostei homeui quando apperecou Qnis- 
Ia trasendo-nos nina gallínhn <• bombos. Vinha viaitar-noa 

viriam maii taxdi para 
i.i. i- qao entlo lavariam iw 
nos*- ' eea. 

O filho de Xá Mujinga destaoava*se tonto 'I" typa que já 
tinhamof figurado, que ene trregámoa o interprete e abj 

taa do o entrotor emquani 1 1 oouravamoi i nu lhor 

(kiníçao do o ri tratar. 

iu cm jllii ii, di- liomliroi largos aoarnu- 

dos, peito BalitMitc e de pelle finíssima i retinta. A teeta era 

espaçosa, <> nariz muito quebrado o arrebitado, i 

de, os b as, o bigode delgado o cortado, 

.... olho -.: indo . a • lobo preto e brilhante, a barba redonda, 

a« §at largn belldi i do porte capados i lovantados 

por ama fita bordada ji miaaenga, dando 

il n dull<l:ul:i :i c !>• ••;:!. 

Notando eatn oí Lundas qué já eonh iuon- 

latcriormonte, informaram-noa quf ■'■ babito, 

principalmente entre u Eamitiaa mais i lideradas, o i iprimir 

oa IndoH <lnn oabeona para distincçil". M-i-- ><:■•• «l « - nioilihVar 
■ ii...- do crânio já o encontrara t.niiln-iii Scliwviufurtli 
o* Dinkiis e Bongos. 

bera oa Lundus, Quioooa, Kinjej e Bengalas com qq 
tintamos foliado fuséom concordei eja que eram parentes, o 



840 



KXnEDIOZO POKTITOUEZA AO MCATI.VNVIA 



todos HHms < i . ■ iintepainãm que vivaram nu eomaranidado 

tlém do Cassai, o certo é que á primeira viata pela •ctutura, 

plijni Mni.i. i:i"ir de pelli- <■ linguagem im'.h claisifioariamoa 

iiiiin grupo ii.» ire» últimos povos omio inail -c nu lli niir-, <b-s- 
tacaodOHW doa Lu mins; coratudo entre todot ai povoa do Cnansa 

ao ' ' 1 1 . i r i — . • lii caracteres que |i.ir»-t-i-in imiloi imn. 

Agradecemos ■• ri-tribuimoi o« proa* atoa ']ui noa trovaram 
Xa Mujinga c Quissendn, c eoino a reBpeito do carregadores 

ficássemos na tona, continuámos mm .. nosso pi 

Mgnfa! as carpiu- j ».n-. i <> .1%. mi ] 1:11 11 1 nt< . 11:1 margem do OoQOgO, 
contrnetando dois rapazes que pur ;ili andavam desgarrados <• 
que nos appareccram, um eliama.lo Augusto, de Ambaca, pa- 
rente ■ 1 1 - um toldado, ■■ outro de Cassnnjc que se dizia sobrinho 
do Paulo contraetado em Luanda. Foram coutractados para a 

MusSIlluba. 

Como tiveíM- . ■ j ■ 1 > . 1 1 - ■ tíiI.i mn aviado do Qaaaaata 0001 uo 

encargo qualquer para Angunza, e no» viesse dizer que ,, 
I10*»0 filho, o senhor eapitào, mandava pedir com 1 que 

nprcaaasscnios a DOMa viag. m, porque o sustento que tinha 
levado DBtava aeabando c que nilo escrevia por recear nao 

ohogaaao -•' carta ú nona mio, vimo-no» na necessidade d«? 

mandar com urgência um tapai &B confiança li Estacão Cidade 
do Porto. Este portador teria não BÓ de levar uma carga de 

objei tos Miai» esseneiaes ao ajudante e saber do que 1 lie mais 

carecia para então mandarmos uma pequena diligencia, luas 
ia também iiienmbido ainda de pedir-lhe noticias das occorren- 
cina relativas ao indigitado Muatián\ ua, se OBtO seguia pBMI 

avante, e qunca os roonnoa qna podiamoa aaperar d'eUa com 

respeito a gente. 

Vunje, rapa/ novo, que já era reputado como andarilho 

entre oa companheiros e que conhecia bem esta região, com- 

prometteu Me a dcseiupcnhar-si da incumbência em doin dias, 
ficando O regresso dependente do despacho lio ajlid.int.e. Eril 

ua verdade ujna boa marcha, muito maia rápida do que podia 
moa esperar, B portanto tratámos logo de o pôr a caminho, 
dando-lhe uma boa cantiga da chita de nosso uso para o animar. 




DKSCRIPÇXO DA VIAGEM 



341 






aio sido aviando na véspera por dois soldado» que re- 

grctftuv.iin do Ctiengo, i|in' nas margem do CuBaxilo tiul..i :i i 

npparecido alguns rapazes das povoações próximas com carga» 

iwitiiii<f)it».i, dizendo prnciiiviri BM acampamento para 

fiizvT negocio, b qoo entre bUm eonheeeram Blgono iadividooi 

do Anzavo. qae Ikea aeseveramn aatar o cacuata Tílmbu com 

a nua gein> na povoação do ( '«cobra a N.-K. i que . inha pnr» 

nos acompanhar para a Mussumlm. • ncarrcgámos Vunj' 

■ •-■> visse-, de M B&imar ■ vin m fallar-no» para prestarem BUM 

rccimcntos, « a garantir-lhe* da DOBM parte I ■ > -n ij.ru de 

oe seus mantimentos. 

Coatava-noa a crer qm Tàmhu estando tilo perto de nos, e 

n» tençlo de ni..-' aeiiinpanli ar. tendo ainda alguma demora sio 

nos mandai--! |.i-.-m nir por qualquer dos seus mpazM. Certa 
ite aqnellea individuo* iam oan algam ■ I • itioo que preten- 
diam OOCOlter <•, f"IH'i >'" d IIH-, paia nos .-'Ti ai Jlgr*- 

dáveis, e sabedores das promessas de Tílmbu, lembraram-se 

de dizer que elle j;i "li se acha. a. nem idea memo de que 
i .nu mentindo a que d'ehl nos pudesse rwultar ■ 
niso. 
Partira Vunji-. e eomo dío deixaeee de no» cau»«r 
mu ollc faceio tã" repidam ata a viagem «o Cassas»» 
uma carga «os bombros, na manha" de 25 fatiando sobre 
eete aaaompto oom fcfannel, que m dizia tu to de Bezerra, quiz 
elle OOOTeOOl r I M .''■'■ d i -■■'■■ dias podia eliegar ao Hungtllo 
i.do do Cassassa, o qae em doze dias ostariu no sitio do 
Anguvo. 

Registávamos estas nota* com <> fim do ouvirmos o seu avô 

Bezerra, I c outros pratico», pois nos OCCOCTiro Gs» t 

idmís uma tem itiva para alcançar carregadores, quando nos 

a porque a mulher do Paulo desde que rompera o 

dia se achava som falia e numa modorra constante. 

Betava efla muito adeantada no seu eotado de gravides, o 
viaino-no* rei traçados para aconselhar qualquer 

cousa; porém quando chegámos perto delia já lá estava Be- 
zerra e um Bángala fazendo das sua*. 



A doença, diziam alies, em do idolot, e oomeoavaj 
■i pantomimiesc d dm> b byaaopadaa do agoa Cria boI i 
■■■ 'i"i" > dl mulher, qaejasia oatirada sobro uma esteira ao 
ilr ama grande íogm a 

M.iiiiiáiini.s .i.jih r.-r 11 mi :i rli.-i\-i'n:i ili- cnfi •• npagar lmm< 
lamente o ibgo, c obrig indo a oaUti liar-w atirámoe-lbe 

c ioda ■ forca pen a cara a igiu contida uma i pi çp 

paooBft. EUa doa aocordo do ai, a bnmeãiatamentc loa fiv 
bobar o oafli. Dai ito, mi ao one naturalmente ■ 

depoia râto o tudo, pastadaa duaa horaj já i mulher 

andava bptbalbando. 



- flâs 






i •_■!•.■ :...'. g .li i Insaela a comi- 
tiva <i<; nm v t lli. . Ambaqn 
|K>r ihnin António Pr 

QUe i-iii 1840 t-i • de 

iim:t compnnliin iiiuv.1 nu 
Calnfa, divi kfolanii . 

•• <|ni- residia do lítio <lo 

. -I»-, ■ . 1 1 ■ : - I ;i 

laTouni. 

A comitiva compnnll i-w 
d<' primof, wbrinhoa <• <!<• <•»• 
ir. 1 01 i • Uo, e troxifl uoite, 
borracha, estoirai a mobsllai. 

A ni" 
noticiai, qna por ran nu cu- 
Hoaaa <• noa nlo deixam de 

«•i : : i i-. . . - : tal nua íitámoi démoa d'oUaa oonheei 

■ iii' 1 1 - : 1 1 ; ■ . 8 tr.uinTc- 

é um logar nitoado pouco mais ou mcnoa l 

ponto •!! onc i itnvamoa, •■ que toma <> 
IflWnto do Coilo; caie nai di powdi 
do Mnatn Cumbnna, sendo governado por una • d( da 

*>u tnalmentc o < !ahima< 



' 






m 



BXPEDXÇXO POKTVGUKZA AO MCATIÂNVUA 



Nâo permitte i itt que os forasteiro» paaaem para o norte 
sem a competente licença ilo Unam, e os qne logram obfa i I J 

liceu. : residência <l'eSte potentado. 

K Canele una espade de feira em que o principal negocio 

■'■ n -:il • I > ■ l.iil. I . » i ] .- . - 1 " % : 1 1 1 llil i i llhltt i- ili-|.ii-;: 

linhiBj « limitar un grande largo, para receberem a divi 
oomitivaa de oommercio qu< ali concorram também á procora 
de marfim, borracha o gi Kto. 

Justificam--'- ■.<- «liniciililiidcs de passagem para o norte 
pela ambicSo de ae nonopoliaar o sal da que toda aquella 
regílo •'■ desprovida, o na qual ao desconheci m >>-■ proo-sr-o* 
de obtê-lo peloa meioa qne a natureza poeta oficrecer. E o 
•iil <ln Lm qne M de Oanceli' | .j- (• i •in í por »er o «nico qne 
ti-i-ju cnniicciíiii, •■ Mitriíni.-in noa .•"•iis antepassados - 
da • aalma d'onde i Ue k extrae. 

O Oaaaele i povoado peloa Peíndee, e da antrada lo com- 
meroi paia por eaae lado querem ellee *er o» intermédia 

rios com og seus patriciOl OOin <»■ t 'liilnnjruc* vi/iulio*. 

Qnando oa foraateiroa nltimam a pi rmntaçlo do aal qne 

tracem, a nuotoridade Eu correr bando Dessa it< para qne 

n-iirr n ti' iii j.i nau tem :ili ijuc fazer, deixando " logax para 
outro» que estio a chegar com negocio, o qne correaponde 
tacitamente ■ anotoriaar o povo a roubar ■•- ■ | n- • não quizi 
obedecer, 

Este bando i muito reapoitado, e o chefe de comitiva que 

f.-nlia i{Uiili|Uer impedimento tU retinir, lojjn <plo li;. 

mulo as mi.is transacções, íui-smo antes <!"■ Il<- correr com refe- 
rencia á sua comitiva, vao logo procurar a auetoridade |i;ir;> 
lhe participar a n I <■>-• impedimento ao mesmo ti-iii|><> 

qne lhe entrega maia alguns medioamentoa (emolumentos) qne 
podem aer araltadoa, segundo o numero de diasquo se estipu- 
lar para a demoi a. 

O logar daquclln auetorid ide é n mloso e por isso mesmo 

muito invejado. 

O sal va> empacotado em tolhas de arvores, de modo .i for- 
mar um rolo, que regula de Ri a '."> centímetros de compri- 






1>KS< Uirt.AO 1>A VIAGEM 



846 



mento tendo um dl i imi tro de groH&urn, ■ qM rh.mi D 
■ i|in- oorrcapande, mn ralor, » mu torço de nuijavdi li 
cndo ou iilgodio do qualidade interior, ou a 4<> n-i» approxi- 
nudamente. 

Bolm *•>! «■■mtJulti ;'is mux.i.*. 00X8 ln"'.i ■ !•• qiudqilei 

nero procarado, o negociante tem de pflr a ■/<■■• m tpt> 
Ambaqnittai traduzem por itraquiondas») <■ que eonabti da 
Buunnga*, contam, tachai ■marellan, UMMtf, pólvora, ífii 
barrete* etc. e muda de dim» junL-m da fttffndtt, ebita, ri 
Qd xadrez. Nlo querem baeta por nío DlM Mr dldo una-la, e. 

gnmdma, nem algod&o li»o, porojedgarem 

la mui* mabollaa. K na verdade IMO razJUi, poj* que ot 
parente» do António Fmn< com 

camisola* , raaacos, colletea e cidça* feito» da iiiuIkIU» | 
Lricadju, que reall Dodiram i» 'li«t*nda, mppondo 

terem feito* com a* nossas antiga* ganga*. A* aroma iiio m 
apreciam, e Tendem meamo alguma» qoe t"-rn de pras antas 
por dana «• trta jarda» do fazenda* ou o aen «qe-iralant*, « 
ImH rejeitam-no*. £ feitiço twnw» a asaM. 
(■*• maia ac compra crim o aal h gri, í-r-nti 

edadea « d* amba* oa aexoa, a aljrama borracha. Ap ra aan t aa» 
algam marfim ma* i difiv-il a aoa }m— la^iu a w l a w a vynU, 
*a "ni ■ I .:• . 

ft a wn a na aata já r pós» a Wiat i fc a para aatiafacAT » pro- 
cara r poi* alo moita* a* oamfi r a a ajas aaa «Icisao* la— ano n a£ 

t~m adhtd... 

-A* marfim magmm tmaga, efe*»**» AaaTmioFraar 
pnrqw a* ponta» rigieTara de oa a B w a al aa anrxaa « ai* 
•la mas*» jerand*-»- < M ffrínaa « Ba ra t a h a aaVca na i a» ponta* a 

• 




_J par» » m-gnrii» dWt 
nan «afi K> isanua 
Par» ama poaca 



EXPEDIÇÃO POBTDOÚKi ao MCATiÀxvrA 



..ituloa Wrarlia, |i r.i q80 ]'"■ dl i IDOa U |>a suadas 

pramoa escravo», que na rardndeja' nd m! 

— Hoje um escravo nlo bc tira por monos de 20 a 20 mu- 
\:i.-, (ora -i 'i 1 oi medic uni atoa para o Cabim 

• i Afasta. T.ni!" v.ii, inii.i cri "' uma 1 1 ode, 

e o gentio entende mesmo que pai m maia valor ama 

criança. Dia olle qu< «•••'lii vm ' <>» '1<» x<u 

novo poaauidor, i Esz-ee um bom eacravo; emqnauto que mn 
homem on mulher tmsta-lhea ■ > deixar oa aeua c mais I 

i' fogem, sondo noa obi ig idoí uni ernV t ãi 

principalmente amquanto noa nfo afastámos doa lognrea em 
qoé 1 1' 1 •• foram w ndidoa. 

António i'r.i co com o prodnoto da renda di bo icha 
qne levava queria eatabeleoer-M definitivamente ao Lombo, 
onde dizia ter já um. ir. oasinholi i terrna lavradas, o queM 
filhos, primo . lobrinhot e eacravoi ririam todos oeannoa 
mãe* um rovú i 10 O ;> . Soando alie ce ■ a n os o» 
a suguv 1 1 1 :< i" .1- suas lai raia. 

i Ira o portuguez d'este bomem, dissi mo» noa a S. Ex.* o 
Ministro <i< is negócios da marinha e ultramar, entende te Ix m, 
a .i mi ima franqueza <■ modo naturaltasimo com qne noa eon 
tavu os acne projectos a como encarava a quoetlo <!'• repn- 

,n- trafico naaria i th decerto com qu&lquei estrangeiro 
encanl ! i transito. Dado esti caaotcrú apor 

\ Miin-s i: Stanley r • lli [mir/,;iê ilo um 

português, como o Coimbra, que comprava e» rayoa para b 
portuguesas a la robanhadai o trazia prosoa w 

pai o pririi <ln |irrt>i i|ii< -<• i-iinqira r.^ula .li- I -m m h i 

.i i RBOQ réis, e I into António Frnnciaco< looutroa qui 

ido com gente eomprado vío queixi ' . i"ni|u. n m •. 

Li esta mau! 

— Kntàii .ii li.i miiii.i i-arn n i<uii|)rj( ili: uni lunurm j i>i I >2ÍH) 

réis — perguntamos noa a António EVancúeo, QcrescenI 

que mUitO ih i! lio ijiif i>.-cp ti lia i ||i ;: ■ | u . : : l lhe 

o oarga atro om d*csaea bomi roads >1<> Css* 
si-le at<j no legar onde estávamos. 



. 




XO DA vi 



347 



— M homem, respondeu noa Francâa 

e eu ■ r ■ V. quanto i He costa .1 quem m tau i %. nda 

nt. t ' Vêem do nfuquelcngue ro lata Com* 

de w5 podem ir os tadtvtduot qu< 1 

troce de um bom vmttopo (presente) luras). 

E ores de boas j ovo 1 1 m 

mintas mulheres das qoai o 11 fundo filho •'• para - 1 
do Bfoata e «* outros para a compra do b*L Os que teem este 

1 cd do de sndi r< m ■■■■ u • 
rnzão. mais ou menos, de dou muxji8 por ani Iode; 

.. 1 ih rapi / ou rapariga de 

dcíí 'l" Huata por quatorxe muxaa, •• 
produeto torna o \ 1 adedor n< gociante. 
1 1.: du • mus . o M111I.1, iiliii-m :i !"'•' i ■ mi Mu- 

«jui I' compro ndultoa por três 1 quatro muxas eada um, 

1 ;i; l lassele vend A -los por ;.'' 

ore ir qui das, e ] ir 1 om de tio I e ulo 

enU 111 1 !!< b que noa I p ra dói 6 bera me 

D or, porque depois di pi ■■ 1 a os media mentos, 1 mqunnto 

: pi rn vender, n&o nos projudic na 1 na 1 (gama 

BI ■ _'iiiu,. 

II. Wíssmann di bc-iios era Halanje, que ao Lubnco ama 

mui!. ■• 1» ih forra idn se obtinha por uma 1 

iiui, o que nos causou adi \ ; ora fiedmo 

■ que no tal Muqu^li r mm- hum 

o menor preço; o escrav-n i-uxtit <!■• km ., 120 

Ji"in s.ild-iiin 1 ,,;i.|i- -r |.,,-- 1 i-m-iiutriir por i 

Devemos notar, dá pela ambiçSo do sal 

•lo I.uí, 1- m'i com o d'c i-i provi meneia porque receiam qno 

Iquer outro Ih mal ao ventre '. 



1 Ql raia i l.unda para as terra* do Arnbaca, h 

. comitiva o Angokuabole, • irg" iilvniii u uu • i • 1 ul ilu lo Mu 

[u< 'ira origem ao primeiro jaga AndalaQuissúa nn- '■' »••• 

1 o estado dos Bondo» na margem e»qui nlu il-i I.uí. nlllinnr,- ,1,. 



348 EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO MUATlAííVUA 



Pd outro lado, nXo dito valor as fazenda*, dificilmente en- 
contram omcan Uns oamprc marfim «• o que fazi*m o* mais 

nbustndos negociantes hi-rtaiirjiis, nem todos o podem fazer, 
diz. António Franciflco — O negociante de fazenda, nas terras 
dos I,iiU(L .1 maior |i.ir! .■ ■ I '. -stas |.ior fíi-utc e depois i-ni 

ale nus terras do Mnata Cumbana vende a gente pOC 
marfim. K pois ainda a gente ■ 1 1 1. ■ > stu ;i . ■ mia, è a moeda 
riiiiil.ini. a; twawcçBw para a compra de outros artigo* do 
comnMrdo. 

Isto j* nóa íábianio.H pi los exploradores alleinàes ilinlmer e 

iiiann. Troca se o marfim por fracções de mtroa gCOWOi 

c estas por escravos, sendo estes escravos depois trocados com 

os Hângalas e Xinje* e em geral com os quimlaircs por sal. 

A maior parte d*e*ta gente ipm é levada em ilavceJo á 
nossa provim-ia, nilo passa das mar:." n- do Cuai Iguma 

chega até aos ■obadoa às Mal wj< ■. \ ao engrossar os povoados 



fitando, havendo rcpcllido do sitio a fogo os povos que ah» encontrou, de 
quem silo oriundo» os actunes Poíndes a que nos vamos reportando. 

Foram pois os antepassados d"e*tes os senhores das salinas de que se 
«poderarnm Quingúri e os seus, e que hoje constituem, o» povos — Hol •, 
Soiigua, Hoielon •• Bàugalas. 

Os 1'eindes niio eucoutrundo sal nas terras para onde emigraram, ape- 
sar ile ÍOrridot 1""' I HM] vinham procurnr os invasores das »uo» terras 
para lhe» darem sal em troca da mulheres que lhes iam offerecer. Com 
n tempo *r organisaram então as comitivas que todos os annos saiam ■ 1 :>. 
nmgtO esquerda do Cnango com sal para os IVindes. 

A linda diz .|in- os tilhfiH aprenderam dox pnef : i r ■'■ os togares onde 

mim as bananeiras, palmeiras e mulembas das terras de que foram 
expulsos, e se comerem sal de outras salinas que mio sejam aa de que 
comeram seus pães todos morrem do doenças de ri ntM 

Asseveram os homens práticos que ainda hoje quando appiírcccm ai 
comitivas de Biugalas, de Bondes e de outros povos, emtim o» qnimba- 
re», dizem idle-: 'aciniciinibn, anuirumo, mutua quilaiiguln, tnutuamixilt 
batulatc diá mulundo, leio muaiune henáquio eamuqmlr rtiw'mgoa t quiá- 
huhaha manitu.- (Meus parentes, vocês que ficaram juntos das nossas 
salina* leinhriirams"' ilc vir hoje vflr-nos e trazer-uos nm pedaço de 
sal. Bem vindos sejam, foi muito bom paro nós.) 



_ 



descmpçXq DA VI 



349 



•loa jagas, ambanxas, HobiiB e sobei; nào sujei 

to», OU que estão liisl.uil iHlienria '111 auiToii.lade. A 

gento assim obtida sujeíta-ee B Barrir os seus patrões c a tramt- 

v as cargas, e eis a ruxKo porqae principalmente 01 povoe 

que marginuD o Cuango se tornaram aogooiantee o conseguem 

i entrar a borracbj o algum niarlim nos concelhos a leste 

«la ii<>: i província, chegando slgons d'eaiu negociantes ■ irem 

•te ao Domlo, c moexoo a Loamla •• ao Imbriz. Bata é a var> 

e se nào fossem elles, ha muito que pela alfande- 
Loaml.i nem me.Miio hurraclia se exportaria. 

Hoje .1- ri,:is commerciaoi da [este da província anti 

Ouanza c oDaiKÍ< in-m los podem ter que posnam inter- 

n.n .,• r .nu, niiiriini "iii procura ile prodtietos ilo centro ilo 
continente, porque alo Bobam M Carregadores precisos, nem 
tio pouco podem arriscar o pagamento com os poucos que 
poderiam arranjar; li/eram -no quando Lívia es< 

E esta uma questão muito importante pura a ipial chamá- 
a «Menção do S. Ex. a o ar. Ministro .i quem di-soinns : — 

V. ex. â nao ignora «pii; o- estrangeiros, principiando pela In 
riaterrn que noa bostiusa i instantemente, ■-■ tnanteem em 
i da oBcnvidlo que nolla existe, e do trafico 

pura o qual teem concorrido em grande emula nos tempos 

moderno*; e digo i-seravidAo «■ Iralieo porque sào ilims mie 

emoa distinguir, Modo o trafico puramente euro- 
peu, com qual tem lucrado outras [lartes do mundo. 
Se prohíbirmoa ás tribui gentílicas, que se dis< m viver sob 

I prol jlo da nossa bandeira, a entrada Li ■_: ■ • 1 1 i i • ipii' i mu 

I • i - 1 ii ■ além ilo Cuango. ou se afastarão de nós ponpie a-, inlia- 
bilitanios de servirem o cominoreio apresentando Mie- i-arrega- 

pnra o transporte do carga.- dentro da provinoia i ousta 

do qual vivem ; 'iitào nos veremos em diftlculdadee para 

mil- os assaltos ás comitivas de commercio de tribus para 

tribos, Como recurso para occorrorem ás Mias Becessidadee. 

E demais devemos aOT franOOB — levar genl'' ipie se vende, 

desgraçados, esfomeados, amorutscidoa e nus para a nossa 

província nas condições em que vão, <■ um beneficio DUM elles. 



Os ooatraotadoí em Lanada, soldados e uniTcf.':"1<>n-n qnc 

o [..mliarjiiii d.i província, te Im fbtv poi 

muito mana que fossam, destacavam -<■ da imlo ■ oa <i<> 

>r ■- |ir<?M.-ivi-i.-< !■ r I 'Ins. 

'. • ... itÍIiy.t. i-null-ii .1 ' ser \\ iiFlo 11:1.1 1'nloi 

parmittindo o resgate de alenta que u vende do eanti 

lenti para se < mpregar no trabalho remam rado, e prohí- 
bindo o trafico para fora do continente, aia to* eram boa 

ta, mas catava ainda niai verdadeiro meio pratico da 

preparar oa povoa, que poi emquanto preoisam de tntalla, a 
aivili ato terem comprido em toda > raa ple- 

nitude :is nltimai li 8 decreto de 1876 a L878, principal- 
mente ao que roapeita a* boai diap wbn a inatrncçoo 

o educação doa i n içaea, aia ; i conaegoido tanto ad< anta* 

mento como ara i jai do i I ida A» civili ■ cto lo 

tios da do i i rmou de Angola, que já « teria feito sentir 

tambi ih além do I 
Na. • lejamofl ntopiataa, e devemoadtxl lo com Eraaquoza ao 

inundei inteiro, nlo fomos nós os 1'ortll (JUI I riefflOf | 

asernvidKo em África, mai sproveitando-noa d'aaaa mi inati 
n MM-i.il libcrtiimui muitos m li '" • de indivíduos que pi lo 

trabalho ooUocámoa em i lições de progredirem, de conetir 

tairem família <■ de entraram i aso convívio, desproxando 

..ncrilii- ml. n ri'.|' <1(. ji.ll lc iiit'..'ri'iriilail( >!• r um, i|i. 

(JUO IH'111 !■>■]. MI-.K, III' MIMI .1 ■ IJIll- li" ji' (;!" I ' 111 | 

exclusivo ilc liiim.uiit.iri.i-, -. poili-in v.uii.'lorÍJir. 

K só o i|u.' icinos 1'i'it.i r [miiioii, aenhuma ontra d 

•lo que In'..-, rumo niiiitu i"in dia o illuatrudo aso 

africanista o ar. A. P. Nogueira no sen in) I rro— 

i /.'ri \',i/i'i. Em buí i-iimi.h |nir<[iic |ioili min submiituir n raça 

indígena por indivíduos oa ana raça nlo tove nocoasídade ■ i « 

c aquella, b preforiu n |».lli-l:i, mi m . -m.. ■ xtiiinin:! la; 

i in ..mi" porque não Ua ragem, nlo teve fé, alo teve 

nu '.sino siitliririiii- intuição para o amprobender. 

Doa mdtvidnofl amancip.Hlns . I ■ i>, .. ■ i- . ■■ . smnos nii» tw- 
tomuiiliu» qui! graiulc numero dcllcs se cstubi-k-ccnini sobre 





UPÇXO DA VI ' 



8 -I 






**», nas [.i d< 8. Thi im |" . ,|. . Mi. 

j idade de tati : 

aa] qui tbhiuo idoançAda dm 

troa dorídi t ojoo 

f*t<-i ;i. bolha 

*»nn ■ oa que mnic aprovfiitarnni i nlinta i 

io pi ria. 

■v-iilv utro os . 

■»im teca i»l" dI arte* 'i' <•*», como 

propriedadi m.intinli um 

lo MTVil uni 

Kxnol çto qoc dnpoú m •oJalMcl 

^eaaca Lndivid qadla 

comrram elle» par» o | HM par» 

DO ic nola ntó noa concrlho* maia af»»: r.il. 

Nlo aa deixar ta menc Hoatrado 

»nmi»tn> Joio da Andrade Corro, 

«L» abolição e o que regular» a» forma' doa contractoa da 

(avsUçia) de aerviço» par» o* iodiridaiM qac a* foaaora m^tf 

•Ur, o a qara ae d*r» anu tn!«-Ib oficial, nlo eaqMc*a a panr 

•aa baaefiea» dar o maior d aa awo ta ím aato, qoa 




362 



EXPEDIÇÃO POÉTDGOBBi AO miatiánvia 



É possivil p8r-ae t ■ ih i>> tto trafioo, isto é, idosloc tolo gra- 

ilii.il de populaeòc* ^i-ntÍM dos centros independ* : B 

da DOmpn, paca aquellea qne so consideram Mijeitos ao domi- 
nio o í 1 1 1 1 1 1 • • i n ■ i .- l iu naçflee europaaa. K anu hnta ena que da 

cr-rfii e-tns liAn cli- •,.!■..•: i .m >> tempo .•> declooaçSo I 
nu.-ir/i :i d:ir-t.i ii.' i-r:i voluntária, e h&de&dmittfa 

facto imtiiral, (■■uno está sue lendo oa Europa e na 

tendo um doi pretextos para I o .1 escasseado território para 
anatonto de população, o que nem sempre é rerdade. 

Bode alguém ai reditar que 
■ omigraçlo da < 9úna para « 
America, e moamo a do nosso 
reino •• ilhas, ijm -e dá todos 
os annos pnra pontos deter- 
rninadoe, á voluntária <■ expon- 
taneiiV Al^ui :n 
ia fasem os convites aoa emi- 
;■■.-.. 1 orno .->!• Uiph arranca 
:■ |ipihk'*«i formal de i|iif 1 ih 
barcam em o ti i -■ * aprasado? 
1 1 ijiu' 1'' isto se nilo uniu venda 
M < in.i.-Mr.i.l.i .-til 1 . povoa civili- 

% sndo», que é bem peor «lo «pio 

>«it» iiqtiillo qne se faz 110 (•«•íitr» 
ilo c< >n t i 1 1 . 1 1 1 ■ • africano. 

A philantropin de que somos 

dotado té V|p 1 ietánaa ali, no 

que está longe, e. nlo ■■ •■•'■ maii perto, "-ni i-iisi», onda ia ha 

em ubundunoiu <■ onde ae dispõe de r> cursos psira ai taivai ! 

K um mal, dizem todos, mas é mu facto 1mt11r.1l : 1 iK > n: 11 

o timr partido d'>'llr offeri oendo-ae vantagem áa correntes de 

emigrantes, para (pie, em vez de irem pura os pontos estra- 
nho» pnra que silo convidados, se encaminhem paru ;ts nossa» 

colónias africanas. 

E porém outro erro, ile <pie tomos exuberantes provas e 
do que temos Boffrido as consequências funestas, por alo que- 



; 






»»t>i»i» iiumiD 





UFÇXO DA VIAGEM 



868 



srenuo» estudar o modificar o que é indispensável para as evitar 
«mnu w ia. 

lha -i .atraindo iw corrontea de emigração pari as noa- 
aaaaae |>eii8i1rao8 beneficiar os mal aconaelii 

doa, digamos a verdade, "* q ira ir 

qna noa tio estranhos, porque nXo 

la mesmo modo, oftereceudo vantagi \ trica 

as, «-ia que ■ venda <• uni instituição 

i* nossas colónias, onde 

»•■• nXi> |m"1«- iitt«'iitiir contra ■ *ua libera 1 >■ 

aos resgatado entro ■> 1 :. conformidade do regula 

aonto di- 21 di bro de 1- m voltarpamas 

sua nat : por meze* que seja, dopo 

arem em terra* portuguesa! — cm d para o* 

Bobado* ■■ Hiiiliinzai sob ma governo que lhe* é particular 
nenhum quer voltar. 

O indígena que esta sujeito a ser vendido entro o.h |»iv»j 
da região central, preciaa de ensino preparatório para qut 

iae e adquira as noções convenientes da liberdade que ae 
disfrueta em terras portuguesas. A impo.-içào ■!' -mi aprendi- 
zagem nlo é um attentado contra ■ liberdade; e so com o 
ensino é quo ellcs podem saber sproveitar-M d'ella. 

Ora o citado i • tudo proridenai respeito 

a est:; de individuo*, «obre o modo pratico de M pre 

jxarar para serem cidadloa portu^u do aproveitar aa 

tu de familia, da sociedade 

c da nova patris que encontrai 

Forque nos erguem poia o» estrangeiros, que oltbnamente 
íeio '1" continente ? 

u tendemoa e bem, d cu.*t.i da pratica, que o indi- 

aa í o instrumento activo do trabalho no continente ■£ 
., . qne o individuo da raça branca wS tem shi om papel a 
representar, o de dirigir e fazer pr< >1 !■• .. • • 1 1 ■ 

to I intelligcneia do preto se nilo desenvolve e possa pres- 
cindir da sua immediata tatella! 

n ts 






BXPSDIÇXO PORTOODiaSA \<i MiATrÂXVCA 



Porque foi que depois da abolição d» condição servil nos 
dedicámoa com maia afta, nlo por interesse partioular domo 
«)iur'ora f mas por inti i ral, a instruir, moralisar a iate* 

ressiir d : 1 1 ■ I ! .: • ■ n;i no l)i uefu-ios ila eivilisaçiío ! 

Forque reconhecerão idade da estudar <► indig* 

d»? estimulá-lo e di- procurar os meios adequados para o auxi- 
liar li. i .Hl evolução, nem auxilio di>S instruim-nti 

a de bárbaros, castigos, da que ainda sa alo lii>ertaramoeqne 
estio trabalhando a favor doa estabelecimentos estrangeiros a 
quem molesta u nosso testemunho! 

Fiiitcr cessar que se cliauia I eSCravidlO ;i" Ci 
Africa, sem que se ensine ao* naturuca quaea sao oa meios lici- 
tOf de adquirir uma moeda com . j 1 1 • - comprem KqOJllo da que 
carecem pura i.i-ecirri r IMOenidadea, nào é cmj i 

que n irantias de êxito; este ensino tem gn&def difi- 

culdades a venci r. 

E essa r-i HW 'I" 1 reoll miará mais cuidados e repqgl 
UM sentimentos luunanitarios, do que as nrdu.is lueias das 
classes inferiores entre ox povos civilisadoí |'ara grangeareOl 

os meios de subsistência? 

Sim i -raníeute, os indivíduos que entre nós. na maioria, pas- 
sam a maior parte da vida trabalhando no interior da uma 

mina respirando um ar viciado, por insignificantes Ba] U 

com qne proooram manter-se e á sua família contribuindo 

ainda para as despcy.as do Kstailo ; os (pie junto ás machina» 
quer do mar. quer em terra, com pequenos intorvalloa de da» 
Canço, as estão alimentando taml»-m por salário* que não com- 
pensam o que lia de nrdilii na sua tareia ; emlim todos aqm 
que um contracto obriga a duras imposições sem attençio As 
[ooalidadóB] lioraa de BOrYÍÇO 'li dia e noite e á qualidade i|< 
tralialli", . por remiineriiçòtís que mal elicgnni pira os 

siqiprir e úquellcs quo do si dependem — tudo isto não será 
In ih pcor do que a escravidão que a pliilantmpia noa ultimo* 
l. mpos tanto sé empenha em extinguir? 

Porqufl Mi'á >|ue cadl um em soa casa nilo cuida do satisfa 
zer »» seus sentimentos humanitários, de que actualmente ao 






(az turno alarde, arrancando da oppreselo m indivíduos, que " 
rodoíam? 

Puia entre nos a oada p«ssd se topa com opprimidos, mais 
desgraçados i odoom da ■■"■' Borto, <i" 

que temi trado outra M povoa gentioa 

sujeii 

do tom tido cauaa do fttr<.jilií.-iiii<iit>. d.i m. 

d;!* tribu* i)U'' povoam " contra A atinente, o.» que 

ngam noa nossos domínios i 
-i , '■ i> ■•!■: i ue progi rondo para 

ii. li IÍC'8 |Hir l|H-' ' -t''- ilclll " |.:i • ::;■]" 

1'". i iato que invejam 01 i imentoa estrangeiros u>< 

progadoí portugm pai i 

nanter, o cueta-lhea a I Jerar m dofereneia doe indígena* 
o, chegando n rappòr que afàstando-nos, poderiam 

«is do '.ir ■>•* •■"•iis final 

K • do .1 cegueira por mu I "I" e "- n forçou p< i 

i< teem conat gaiâa mover <>» *"u.s ;:■■ 

ih n i lueta, in imodandi a apenas, porque 

documentos, ■ trabalhei emnm, 

falsidades i oa insultoa, o Eui m reoti ir eaaea 
' -toi 'I' qui illudidoa por int< rcaaea de 

riduos o empn onham com maioroi 

do bo acl de aóa. 

B qui Iqucr eatt encontrado o velho Am 

Franciscc com oa ■■ u parentes o com ■ gente que comprou 
[..<!■ . ti pi [moira opportunidadt 

diria ado — que tinha nato Portugui i 

prnndo c* e d'ahi u* llni.-- ■■ ■• > 

4ju«* i tumados, oi cuitan<li>-*<' i\nv ••--!■ |>nrtn 

nju p i r um nfi h nno ba muito anno do <i'> 

• ivivio, que fnllavii inci • «, o 

''' ita familii in quem rapar 

ieu sustento, que oa levava para um sobado quo a auoto- 

ridutl' i • . • i - 1 n — 1 1 . - ,' i . |i..r .i.--iin ili/.i :• -.'i rcuilicoc i].' 

paru o aegnirem contribuía também .i vontade d'ej]at, pois 



366 



EBPSDIOZO POKTUOUB&â ao MVATlAxvrA 



muitos doa «'lis eompanhenroa fugiam e nada m impedia da 

fil/.ITCIll " lln- [II... 

Depois Sc c persa ''"iii António Francisco, inter i 

por meio Aos nossos interpretes a gente comprada, adultos <• 

crianças dos .l»ia Bexos i m u ro di se, e diasH raio nos orno 

sabiam perfeitamente que iam para as terras de atuone Pato, e 
como a sua sorte fora a de serem vendidos, estim u m do 

sido agora aos Alhos de ftloene Puto, porque elo passavam para 

.1 [i.i.lii- . I . ■ - - ',»n;. i.'ii-i. i}uv i iio.iifraraiii i 111 < ';i i . ;is ■■•■niiti- 

vafl do sul, patrícios o mesmo parentes ecu» que já vinham 

ilas terra; do Min-nc Puto, ijue no iiioi.trav.-im eontintos pelo 

In. ni tratamento qw tinham tido nas povonçSos de que 
faziam parto, os quaos os animaram na mudança de rida que 

iam fcerj que i stai am satisfeitos com Am. mi.. FVancisi com 

os parentes d'olIe o nlo viam motivo algum para pensar 
.•ih tugir, o que ■>» sou» companhi h am para dar mais 

iiiti-ri'.-s>-H itn < 'aliiniM. |..iir. I.. 'iii subiam 11.110 mni.r, :nn a xor 

vendidos ■ outros oegoi iantoi . 

Seguiu esta u ■ 1 1 s < para tfalanje na manhl do dia 86, e nos 

ainda i""' descargo .1. consciência, aproveitando a occaaito de 

i.ir a nossa correspondeneia, avisámos i m carta particular 

I. chefe .1" coni'1 Ih., a r.-|. . ■.!.. ria ponto comprad i por Ant 

BVancisco, para sei cumprida s lei que respeita aos resgateo a 

Para lá foram a com certeaa Gearam livres de irem poraae 
terras ondx as gargalheiras, as algemas, ai correntes pes 

o os BÇOitei ; la B julgam indispi-ii i-mno inoen 

para os oliri^ar ao trabalho em que os sacrificam, priv indo M 
d., j.roducto de todo elle. 









'z&atof 1 **' 



uruiu .«40 Li'1-ôi. 





DBSCBIPÇZO dam 



. 



&LTIM0S TBABALH08 NO ACAMPAMENTO 



^ 



11 Mi 

nado. Quiaacnda o Anpin/a 

ficai-: uri<lnr < 

gadorea nui i BCa ippn* 

r«n, o |»»r í»hm ijiinnd» 

«la KnUçlo 

i ';-:.. .1. iio |'.,rl«, tnmiiiiiH ;» 

deliberação de o fazer ali ir 

turvamente com unta carga da 

rancho jiarm o ajudante, e de 

mandar aair ama dilip- 

coaspoaU de Manuel Bezerra, 

da P u B Ún gea de Ij*****^* e de 

om soldado, todoa traa conei- 

drradoa bona para aurdau rafada*, afia de irem ao Bancai», 

entre ua ri<» Lucanc*. a í lncap a, ou* no» ficara para leate. 

-mare-no» v saàVfdbefi* ter nnaduriajtalo p"* 
rapaze* da naryi do Lutada, aja- 

O ajiubrit.- participava-i»* taaaVeaa Urrm danado ; 

Oaangau ■ *• 

de Xa 
Caungala, parte «p» 







DIÇÃO W)R' 



AO MIAI lÀNVfA 



queria que tile fosse directamente m Auguro entre o Lneaibe 
c Cassai, porqO€ I 'aungula só açora, di i dos dignitários da 
Jlussumtaa <-li.i:ii:it« tu <• Sunna MulopO de ÍÍUtebe pai 
posse do logar do Mii..iifiiivu«, o que (a d'fl M pobre 

v.Hhj expatriada. 

'm resceutava ■> ojudanb que X i m.i.i lamba | 
lha alo parecia que estivesse resolvido a seguir com brevidade 
na sua jornada, dizendo esperai q ■ abaixasses 

aio havei canoas de pastagem em iodo*, mus que julgava 
outra a cauta da demora, que um ou oatro pedi ria saber mas 
que 1 1 ;\ ■ ■ ae divulgava e que elle ajudante tinha querido indagar 
[nld seu interprete, mas tudo eram pretexi rae, e 

anula Dada podíi dix< c eom cert< •■'.•. considerando a qneatio de 

lanvii, 1 1 1 1 1 . i questão para demora. 

Sendo Bungulo o pot< utado da Lunda di 
maia próximo do i ■, e que pareeia nao ter mantido 

n loeSea eom 5£a Bíadíamba u« i-xilio por *<• u i nlliado :i<> 
pot4 atado doa Quiocos, Quisscnguo, <■ diaondo Manuel I ; ten i 
que ora muito amigo d'cllc >• que quando sua mia cativem 
(ia torrai do tio d'aquelle potentado ae creára lá; encarr 

de o cmdax aobro as doaconnanças em que estávamos 
de que Xa Hadiamba previa diffieuldadi chegar á Une- 

samba a investiu - da auetoridade para <> que era <■• rto alguns 

influente* cliamun m no. 

Dois casos se podiam dar. de alo ter ordem eu 
ila Mossumba para auxiliai a maroha de turvo, cu U las • 
qualquer oiroumstanoia bavi r demorado a aua embaixada para 
o Ir buscar. Em qualquer d'eiles, noa precisávamos que Bangolo 

ii.ir» eeilesnc vinte lioineiia para >> transporte da.- : argaa 

para o U ia reconhecido, c no primeiro ca*< i 

capa/, para soga rmoi nm iwminhfl por fora de ' 

lai nosso intento, logo que ahegaose a expedição de Malan- 
y. .i despachar todos os oarrogadorea precisos d'ond 
lemoa para o I u Bassa, para o sub-chefi d o ajudante pari 

se em duas secçoea paru •■ 1'ungnlo. Vi.li u-iam 
depois todos m caiu gadore • • i 



DBMSIPÇtO BA vuriKJI 



859 



tido de Malanje seguindo comnoaco o com o rosto dos anti- 
gos por 11 anta par* o Bungulo. 

erra lembrou-nos que talvez tosse, conveniente, 
no caso do sea amigo Bungulo nada podar dizer com respeita 
a Xa .Madiamba, e de nao ter rapace* pan i o ir 

então no Anguvo o dar a olk " UUHUO recado, pod este |>oten- 
tado tinha muito povo e estava i m constantes relações com os 
grandi-K qoiloloi da Mussumba. 

Aanuúnos, mu recomim lhe nraito i ente 

«!<»'• alo daria demorar-ae DO I 'assassa, procurando ir prenoitar 
na Estação onde reeelx rin BUÚI artigos de OODO para 

k t, c quo seguisse de madrUgi fallar a Xa M.i 

diamba a sem dizer aos nossos carregadores o sou destino, |wr 
que escreviainos aos nossos oollegaa ácêrea do que ia fiizer a 
dJUgonoia. 

Nb dia 30 partia alia e logo em seguida uma grania i 
vana de cargaa para o acampamento SolidAo de .lui 

A Bem do nua catava SDOoedendo no acaini 

d<> mb-ebofe, em que a Joamia do Paufiuo era o motivo .le 
discórdias por cansa do seu fatacaz pelo Manuel 'i' 1 Loenda, 
prindpíaram no nosso ns discórdias por causa da Joanna do 

•! .• um gador da Malanje. 

A garapa c as demoras nos acampamento* é que davam 
origem a estas discórdia», que mm dt»u*»ocegavnm, |>ond. 
dopoil de mau humor com tudo e com todos. O nosso Manuel 
já depois de algumas discussões acérrima.-» qm-rendo prova; 

i'saa occasiSes que nunca desinquietara Joanna, nem Qu 
■■:i :-• -■ ■ - : . {••■;■'■ ■!'• fazenda para cila ilo- OT j re ep O u dar. ein- 
birrou em bober com cila juramento, e Joanna que luzia luxo 
«m ser requestada por dirersoe, oapriehoa em »•• nfco rac 

M prova, pretendendo assim oceultar o individuo a quem 
realmente se havia entregado na au • companheiro que 

maadaraanoi na diligencia ■ m >\ mje. 

Pura fl juramantO fosse por deante, tratámos 

da mandar na secçio do pessoal das cargas o nosso carrega- 
'■liuiuol, mas pouco depois apresentou-se-nos com guia do 



860 



Kxi'i:i)i«,À(i ikh:ti <ui;y.\ 40 muatls 



uli ihefu o seu Manuel contract&do do Loanda, por M tornar 

'III t ■ J» acampamento. 

Saindo eata secção podíamos nó* |mrtir logo que NgNHU- 
sem aipins do* carregadores, <• por isso tratámos, de dispor 
tudo para esse lim. 

1. António Beserrd de encarregar o *>•» mi<> de 

passar na volta por Mona Congolo DO '^uicapa c entregar lhe 

d« sua parto uma por$to de chitas bonitas ove trouxera de 

.M.ii.iiiji , .' lim (Posta ootuentir que uno sim ama>ia > filhos 

que na ultima viagem ficaram na companhia «l'< 1 1> 
com o seu parente. 

Este nosso interprete en nu grande propagador ria espécie 
por toda u parte por onde andava, •- por isso j a eXtroahoTOnKM 
quando se passavam muitos dias -«111 que elle nos apresentasse 
11111 parente que encontrava nas povoações onde entrava, OU 
DM comitivas que passavam pelos nossos acampai u> mtOS. 

Uma grande comitiva de Bangajas ano acampara próximo 

de DÒB, feriu i-i râ-»e. em Malaiijc 110 estabeloi mu-nlu de Alfredo 
José de liarros, c o seu SbOfe aHinnou-nos que estivera cora 
Augusto i'.--ar i)in jii tinha distrilm as aos carregado- 

res que estavam acampados junto do arina/a-m do negociante 
Qottodifl Machado, t <pie só eqieravn por uns oito que falta- 
vam. Esta comitiva safra de Malanje havia vinte o cinco dias 
■ por isso na de suppor .pie a nossa (««tivesse muito proj 
1I0 < 1 1 . ii 1 ■_■ • ' 

Uns portadores que vieram de Anguina Ambanasa no Chicapa 
para Anguuza Muquinji, participaram nos que d'»li partiram 
tres oaonstai vindoe da IfuMomba, levando um d'elloi pt 
indigittido Muatianvua um presente da Lueuoquexo Macanda. 
Constava este de uma peça de chita, de moa braoa de baota 
• iie.irnadn, do flhilMIlinjfl "tu que tocava o falleeido Muatiánviia 
Muteba, de quem Ianvo tora Snana Mulojio, de um r«ilo de 
icontjn (esteiras) para a sua cama em viagem e do sambo delia, 
ornato muito fino de tio de cobre que as mulheres usam na p 
idino di-tiiK-tivo de nobreza. Esto presente era acompanhado 
de couselho.» sobre o itinerário que Ianvo devia seguir, o pelo 



UfÇXO J»A V1AGKM 



361 



pedido de s avisar logo que chegasse no Anguvo, e de ah. 
rnr que os fax >j de maior categoria da MoMB 

ugsem buscar com as suas forçna. 

lemos ter noticia que havia poucos dias chegara RO 
Oassassa o Mema Tuudn, oacuata de AngUVO, B que <■]]•• -li-.- < 1:1 
••tu publico ■ burro que 01 qniloloi dl) Mussumh.i mandaram 
dizer a ÂDgUVO que o mandasse buscar I OSD I bum gente, 
porém que Aognvo te reouaára a fa i quanto n 

m .ps aeua filho*, porque cooheeia u intriga* da 
Mussuiuba B não queria euvolver-sc nellas. 

MODa lia ■[!!( : i . . . : i : j r - 1 1 , / 1 .- 1 . : i ii. |»>rtailiíru8 BOmU-M • &■ 
;.: — <> .-i-iilnn- majur olO COnheCe os 
■quilkl que kc diz aos nossos pães em voz alta ó o qm- DÓI 

. o que queremoe eomoumiear de ver- 

diitcmo I" em «-grudo. Aquillo t'i>i espertou de Anguvo 

pnra que te alo diga a todo o tempo qu< Gd elle que ohuuou 

aquelle Mimtiãnvua. 

Anguvo remettera dou & palma ■ 

Iunvii |»ir um portador de confiança, o qual lhe disse — que a 

Luouoquexe mandara Babai de Anguvo m de beto boro i 

tia, ii :•. a. i- que o maudas.-e buscar p.inpianli. 01 qui- 

v.nn muito daaoontentaa como Sfuriba o reeorridoa 

cjuIm um a enviar os seus r-| n-.-< nr:.n[.- . •■ i II a nuba 

H irem esperar na mia OÒlpenga, <• ■]"" Muriba já l stava 
!n pura »cr morto; qm- os próprio* Mticní 1'anda o Mueno 

nga que o chamaram para o Balado já estavam da aceordo 

com osquilolos da Mussumlia BD mandarem também n mm gi nii- 
para acompanhar I.iuvii, mas todoe oti»-rav;iin ti r aotioiadaana 

' ., I: li I : . 

Fossem ou alo resdadebraa aa do 
dia, alba ftobroêaltazam-noa, >• aproveitam»! i uomitiva dos 

Mngabis para Icvaivm nina carta BUO eaonvOBtOl B0 ( laungula 

lie — que tínhamos alguns 'lia.- de demora do Cuengo, 

javamos conversar com cllc I I respeito ao Muatiàn- 

vua, e por iaao que DOa mandasse oito ou de/ rapazes para 
BOI ii-anKport4irom. 



As oito liunm ii,i ihiik cantava u aoampamonto nn gallo, 

6 pouco dopou apparecia-nos Augusto Jaynic com i II'-, pedindo 
que o mandássemos matar; ane era feitiço, cousa má ane lli'- 
succedêra em OUa « por isso já Dia DUOria ter. 

Estn superstição eziate também «a Europa, mas admirámo- 
nos quando elle mnítO QOM i c- 1 ■ • sentindo o cinto de um |i 
■ i .' il)ii;ivo, qm- lá/ lembrar a voz do Um do, DM àoM logo: 

é morte de par* ate, certamente do minha irmã'. Procurámos 
dissipai- estas impreesSes porém deitámo hm som o ter eonae 
/nulo. ■ guando adormeeemoa dançavam o» nossos c ok daa 
oomitivaa qua ficaram no nosso aoampami ato ao clario do lam- 
pião inglez e ao *om da liannoniiM <■. do tambor. 

Nu 'lia I de julho chegaram carregadora para dm transpor- 
tarem c ao reste 'I ■ cargas, pagámoa-lhe pólvora o missangas 

d' racjoea pare eU< aprarem R>meoimontM <■ partirem no 

dia logntnte. 

Noa ficámos ainda ao dia 2 em Ângunaa Muqoinji e jaj 
moà maií» «•■ ■■!<> para Que o ooainhoiro foi n pernoitar á mai 
do Oamaxjlo, onde no dia seguinte nos prepararia o abx 

ponpm contámos conliniiar a viagem e ir jantar com o sub- 
clii l'i lio i II arainpaini-nto. 

Mandámos prevenir o potentado que nos retirávamos no 
dia seguinte, ( riatO õlh 8 tai hm ia três dias chorando a m»i te 

ile um parente, obserravomM-lhe que ta qaiaeaae ecompanhar- 

nos ao Cassaas* nos encontraria no ('uengo, onde teriainoa, 

alguma il ra. 

Entretivi mo-nos durante o dia com Bftngalaa que ohe 

garam. de véspera, poi oausa de un doenti anula ficaram 
oomnosco, e deram>sM boaa informações sobre as questões dos 

Xaip-s, ilo ( '-ipi-nd.i -eá-.MnI.-inlia c dos Quioeos, o que augmen- 
tara o nosso pecúlio ,[,. apontamentos. 



i O corto £ que dois mexes depõe- tinha elle aoompaahado pelos : 

puxes da sua comitiva de carpir a morte de uma iruiâ; * mi uoticia 
trouxeram nu o» noivos carregadores que chegaram de Malatije. 



CAPÍTULO vir 
DO RIO CUÈXGO AO RIO CUÍLO 



Hcti tiatata noyaiii , tfaâirmdeit 

muJtfDÍ O ti"' ""i ! -i ■ forni if»u, •' f-;jii-i tci, 
hikIu Mmpxt no fjiiuiiili" ■ - Bmpngi to- 
do* 01 HbrÇOfl |»nm chogtra io toa fim. 

•«II • 

i ' roltolho i- ji.ir mmi |iu>adlu. a »ua má 
, rIU 

: r " -i'il | ' 

•lf Ml 

., ■ do rnb i bi - O ■■'" SoU lio 'i- JuW - l 1 1 pi ■ 

mirlnba. t.:ir. nn ■ u ion I da l loo; »*- 
irfoa optaodlOf ; m 

1 itfl l< llx it«l 
Jojftttd | 00(0 ffO BVloOlo. 

: ii" lON M Vlplua 

Ii»( ". 

1 

' • y ■ I- i" lo i In* "■ 'i* ponte, ■ ■ 

■ uai !"- Ou 

i i 

Ira • : I ■ ■ \ dlIlffDPlo •»■' llim uln de 

Hf*- ■ ■■!• iil< ■ da |oro ula I • i 

!»•*• - UaUmJo — 

u*> |i Aafmlo. altivo - o pi tn 

•rAHpAiiioiilo; . . do l.ulmln. 

|1 >LIVUM 

Ai ktnpSBii Dia ii" II uuavoj dotiroço» * [iirt". auan pUn* 

lo car- 
rt«í . ' ■ . I.mi" —Ai 

V. | O d . " ['"i ii 

Ud» <.'*••»•»• •' Mllulirlll. 1 

li "iii <\i. I I 1 ■ tu , 

OlC ' ' SOOU 

MhIm|m, t ui" ii.i.. . Muh )..., Untai 1 ml H lodo- 

b»i- 'i" tu ti i l)i i" i :n i. iiud i do 

llllf» dl Xtt M Miwili.iiiMi.i. fljf0> 

. -I» \ j H idlanom. I 

•nfajotm ■ .v ; *-.'i iiM-.nl a! D...-I" n.i luw. 

do t*rf>>« "* c4Ho d* Loadaj oooneU 6 I ilooflbolol. D< oi loa NO 

•eaiiipniiuMilu do» IUiu-iU». A Mii»n do \u M nvo-o> 

IIqpjOj »om <o4kfâo poio ofcet) Lo pom • CovojiIoj 



I* 

- ! "f 



IS/ 



■p* 



NAS MAUiiKNs DO QUENGO 

CoiBO Ilido li<\'ir:i ilivuliimenti' diê- 

pOBtO de '• ' j" IM. !i> li lioni- .■ iii.::i 

da tnanhl do dia '■'< de junho partii 
com 01 cii homoni aw bariam per- 
noitado con soo do aftampameato am 

direi çSo ao I tamajcilo, Lo chagamoa 

ás I> lmnií. 
U'ii;iri].isa M;iivo|;iim IDI ;>lui<".'" I ' i""i> 1 1 1 í ■ •. 

percurao nad i ancoatramoi do aotavol, porém dt 



Àh\ nu.- 

N" now 
jwík de t> nu logar, b emquant lozinheiro 

o.i coiiipiinlu-iros >l i\ UB UIBI fi r vi ira ,i uin.i DOrÇ, [< 

farinha da tn.iinlioiM ] .:i i-.« ' aproi 'oitarem a gamado nua lli".-> 

rerao-noe diafructando 
para o lado da noi to, que i ra oa realidade tobarbo para qw ta, 

ra prisioneiro durante rinte dtaa uniu reoioto 
limitado na densa floresta, am qn< ft a di 

nadas horas a* via o sol ai dai COpaa das 

auaa altas arroi 



366 



lo fovrwnnuuk ao huatiíi 



A now* vi i 
existiam valh doa, desti i !.> escuro 

do agigantado arvoredo e vegetação rasteira pelos acua tona 

clama. Em alguns valles sorriam varias linhas '1 
que p. -Li- direcçSea qo tn de Ir cair no rio Ca- 

mnxllo ■■ outras do Cuengo que aJHuc aquolle rio muito 
para o noite. 

i ' ni pequeno espaço de torra lavrad 
Oj d< monstrou-noa que bi o em 

red 'i . oào i Itando oomtudo oaquella tooaiidad 

. para o doeanvolvimento da popul 
Indígena. 

Certamente, pensámos nós, o desprezo pela rogílo, 
bom aspecto dói Impressionava, era devido 
oaminho que seguiam ;is comitivas d< eommercio; mas refle- 
tindo, Lembrimo boi que alo podia ser < tsa, porquanto 

ba doa annoi que as eomitivaa de Coaaanjo o todaa aa da i 

a poloi portos il" Cuango ■•! norte d'aquella 
loc didade =>'• dirigem exactmm nte polo oomú lio que percor- 
reramoa até corta altura, o qual se afasta dopoii para o Cun- 
dungulo s< guindo a linha <!'■ oorde it< , 

A oauaa oSo podia ser senla a falta da população em rol 
.1 grandeza 'I" paia. K até ali, pelo caminho que liaví 
percorrido di ide o Cuango, contavam bo ns pequenas , 
todas a grandes distam iaa umas daa outras, 

1 onnnnámos a men tu Ur< ■ ■•:■-" ao acampamonto deno- 
minado Solidlo de Júlia, •■ aproveitámos uma arvore n 
farcaçSa do caminho que tínhamos a seguir com o de E. SE., 
que tomam as comitivas para o Caungula e Lubuco, paraneUa 
n | . . 1 1 < 1 . r um pequeno pau no qual enleamos om papol em que 
mos:— Attençfio! Bate caminho •'■ •> <\<> Lubuco. Sigam o 

da limita. H. de Carvalho. K num tronco gr K>que 

jazia ao lado do caminho quo bulíamos de tom 

oon nmi faca •< seguinte [ndicaçXo Caminho do major. 

Estas rofèrenoiaa eram para o empregado europcn que eepe- 
ravuiim c mi os supprimi nto; <le Mala 




%■"£« «• P—*ftl d* ifinrrmr-ia Jr Anjmnxa Mitquinji +0 fio Cmivtf 

> J> wm*tM»M**i* dm Cmmím mm Am^u>n/< Mmlidim d* Jmlt» 

X—/« dmflmmtm áTott /,* 



/i/- ./« JrT /^f Mf 




■'-t-WÍ ^ ^' <•'* ^»" i 



Desde q iramo* o Camaxtlo c principalmente no» des- 

cainj muitas, o que a primeira 

■ iriamo» i-m Porl las de bulia. Eram gros- 

uns dispostos cm pyramidc. leu eletos 

m rectângulos ou cm triângulos 
cniZAndu-so a» nui* extremidades c assentes as fiadas, a contar 
sobre outra ate grande altura. Algun» tro 
ido* em acervo» conpsetM por camadas, e em 
nada dispostos parallelainente assentando oa dai ord< oi 
: foras noa intervalloi das inferiores, diminuindo sompr 
namoro oí ti buxo para dmA, de modo que o todo 

fazia lembrar as duas vertentes de um telhado; finalmente 
também vimos alguns troncos junto ás arvores em po 
diversas. 

btO para os naturaes do paiz e mesmo para os indígenas 

«Li DNN piw unentoe, loga- 

rea sagrados que >■• com ei iram Intacto». ;><•]>> reep ito que todo» 

igram. Junto a ellea coDocam pam II (■■mi ecr- 

iroga», e do mittnra pennaa de av< chifras de diverso» 

animaea i nauseabunda» mixordias, onde tamlx-m pren- 

tiradoí -li casou de s, tios de 

tal, ate. : DUO lolhas e rai l 

diversas planta». 

prendem tiras de ndo bdiftereil 

qualidade e a eflr, Conhccendo-se ainda aiBU Bthtt 

ia ilaa baetas, as quaes variam na largura. Aproi 

»!. laliencia» dos tronco» para cmi a» ma.- fm-.i- :, . 
afleicoarem, procurando dar-Ote noas de cabeças huma- 

nas, cheg iginar figuras completas de bomensj 

■ li mulheres ou -!■• auiiuac*. 

Al - chamam uns indígena» muxneia, os 

Amh lho naoanaa e os Lundas mwmia 

quinguima, diaitoguindo-so assim cite* doa que se finem nu» 

pro]iriaa poi de que temos dado n.i ■ i:i. 

i ; monumento». I por causa de Begoeio e jH>r 

causa da caça. Antes de entrarem nas suas empresas, o» bte- 




ressados c devotos '■■• am um ídolo para terem êxito feliz, 

o se os seus desejos se reaosam, voltam pelo lugar onde disjxi- 
seram us monumentos para <•* m< lhorar, facondo entlo o 
tcjos qoi In iiii comer, beber b dançar junto d i 

entretendo M dfi quando em iniando duram.- ■■ r ••ihjki fia festa 

sou Mnbelles i loa conforme Hum apraz, e segundo o» recurso» 
de que podem lançar mio. 

Os eantadon r- acompanhando m i: instrumento II 

chamam ohiseanje, cantam o recitam varias com] alia- 

■jvai a estes objeotoi 'li sua vcnoracio. 

Km alguns dilli-s viiiin.- u que i'li.'imiun — o.i agntdeeimcn- 

tos. SSo lenços n retalhos de fasendas fluetuaado a guiza de 
bandeiras, e fiadas de miau mesmo de contaria grossa 

enfeitando ih ■ -'iiljiiiirn*. 

Os monumentos «los caçadores transformam-u quando • 1 1 - - — 
■ ssam em trophous, porque as oueixadas, os crânios conv 

plotOl d0S0aniu(lii.t, C as maiores peças ossea 

mataram afto presos aos broncos, alo sondo indiffèreates a 
posiçlo e o tronco a que se pn adem. 
Sà<- na verdade interessantes estes monumentos, porque 

meemo os caçadores oxtranhos ri localidade, examinando « 

modu ]mh <|ue se ci il locam as ossadas, o lado para qi stlo 

viradas, a disposição d"s tronco.-.. a.> ligura* ipie m 

roem, ta i orei < llooaçlo das tiras, o que i ontem u panei 

las, ato., eomprebendem immediatamente onde ha caça, a sua 
qualidade, a distancia i percorr er para a achar, a epo&b 
maior :i1.iiim1.hi.'í.i, oi cognomes dos caçadores t'li.-i b, o tempo 
cm ave oaçaram, o que eaçaram, as ditluuldades, se as I 
ruiu, onde sc deve procurar agua, de comer, Oto 

Bntre estes monumantos vimos vestígios de tra no 

solo «•> » 1 1 1 fubá de mandioca, e outros traços negros feitos 

madeira queimada cm diversas ilirccçiVs, alguns cnizando-se. 

Também vimos os muqnJxis que na nas povoações, formados 

de capim com grosseiro» i grotesco.- lioneens de madeira em 

diversas posiçom ; o que tudo tem ínterpretaçJJes mais ou me- 
nos desenvolvidas e que aervoni de aviso ou de noticia para o* 




rii-sntii'i;.\o da viackm 



:;.;:i 



vnçadures <■ vi.ij.int>.-- de ímues, de doenças, do indivíduos 
que morreram, de perimi ■* qm -'■ devi m evitar, mi do nunmho 
que «e devo preferi) para certo» pontos. Tatnbem cnniineinn. 
ram facto» extraordinários que tenham suecedido entre elles 

como — guerras, morte», roubo», regi»t:ni.l inucíaa <> que 

realnx nte causava admiração boi profanou como i 

O DOMO AugOatO - 1 - » % 1 1 > • • andou *x :»ruí li ;i 1 1. !■ ■ :is imlu: 
do» caçadores o mo»trou-se BtttiffiútO por iverigunr que havia 




ITOT.II.. H..,Klir»TO« UB C»\AI 

abundância de boa caça próximo do Goengo, o também nos 
disse ter percebido que oa Quioooi do Mona Muchicoao esta- 
vam preparando para fazer guerra im Miiat.ii < 'umbanu, por 

eata nlo ter pago atí agora nxn remédio da feitiço qw .1 eu 

.':,■• 1:1 .1 Mm hico eo nlra iis BOUI inimigo*, nm- j.i DT0 

■luzira o effoito desejado, renninava a mdicacSo aviaando o 
viajai)'.!-- i|in th esaeni i BÍdado na paasageni do rio I iGvua, por 
• Qui ji ali estavam oxigíndo tributou iir guerra. 

Vo«- u H 



BXPEDIÇZO POBTUO0B2A AO .miatianm a 






A nossa nareha foi de .vi kilometrofl e sobretudo O quo 

itriltuiu |i:n iti^:«r foi » uàt aeia 'i" linda 

mui» bb fes sen i i- i|ii:m.i. para uma imanei 

que marginava o Cuengo, o&de tivemos t\< !Bar unia 

extonelo de :; kilo troi <).• d mí pião, venda dou ta 

reparar onde ponhamos ca pi ■. porqc I" qu< pi 

I ■ 1 1 1 J ■• ■ 'I' |">. da.- eliUV.i- -•■ OMI-.I \al'a |>;iM"SO, OXpObt" * 1 • - [ ■ ■ > . 
;i inteii: iil.i.li ilus raio* .sulari -. m ceou, l'i lidend" .-■' ■' si juiriUl- 

do-se cm torrões m on menon > b ficando entn 

lm> ivallos desigua<". 

Nu tempo daa chorai oata abando tavnim deve ser um fu- 

imi.-ii panti ola «S pela falta da Gecoente, bom também 

pelo traabordo daa agoaa d" riu um- v<-u> ju ■ m' ás que 

Seara QatagBadni dai maioroi ilepn 

n Bob-chefe, prevenido de qoe eatavai perto pelos rapn- 

aea boi dói precederam, veiu e.-.perar-non nu dcamaotellada 
ponte por onde tiiilmmo» de entrar nu neampamentOj 8 qil 
|hii|iiiii>- ileM-urtiuiir esta entrada lá o vimos na margem di- 
reita sentado sobre o tronco de unia grand< arvore ' ih qe 

apoiava ■> \ te por esaa lado- Era togar que elii frequentava 

durante aa horaa da toaior calor do dia para fogir á temp 
tora 'I' i-iiita na barraca de looa, 

i tna dffflonldada passamos a ponfc toa hombroa de dois 
rapaces qoe vieram ao ■ n i-t m t r« •. porqoa a parte oi 

du taiiiilciín. -i i : 1 1 nume ae lhe podia dar, i itera toda debaixo 

Eram qunsi doaa lmras du tarde qnando 6xi moa esta paaaa- 

;;■ ih, e I duvel pela suinlira | li i ■ i-iua eiieuutrámos O 

lognr em . [i ii- abroedmoa o sub-chofe, qoe preferimoa d< 

aentando^noi no referido tr io a seu lado. eui<|u:tiit'> ■ • arma- 

va a noaaa barraca e nesta se disponham 01 volumes di 

:'ein. a utravi i> •> ae.ini|'iunento expiísu» no sol amo 

ainda ia alto. 

O sub-cheíe infonaon-noi Aceres do qoe occorrêra de d 
importante At poii da suas ultimas commnnicacSea; e i 

nos dissesse, pele que renpeitav.i ;ms Iral.alli oHi-ceTíes 







DB8Cmi'VÀ0 DA VIAGEM 



371 



■ju<- pelo« arredor.'» d» iti-:iiii])riiiii-iitii estava tudo visto, que. 

. pana domorar-se ali por mais tempo b que estava 
prompto a seguir <lo dia G em deante, ficou combinado 

l máxima ln-.\ :.l.:.l.- d maior numero de 
l>ossivcl conduzir a sua comitiva para a Esta- 
ção Cidade 3o Porto. 

QtHÍXBVa-OQ O pessoal, c com razão, noo só da falta de ali- 
mentação sufliciente, como ainda de excesso do trabalho com 

a remoção das cargas, apresentando-se alguns I icim doentes 

O batUmten com f.-ii«l;i -. nos jiés. 

Ma.» noa não tínhamos remédio senão exortá-los e animá-los, 

h-mbrando-lhc <juo todos estavam prestando um bom serviço 

.i Expedição, e qne com o exeeeso do trabalho venciam um 

bando de fasonda OU " MU equivalente cm cada dia de jorna- 
da. Que esse lucro que lhos seria pago logo que chegassem M 
:= ii] i] ■!-: 1 1;- -t 1 1 ■ . -- ■ 1 1 1 ■ • esperávamos <'in breve, junto com as eco- 
nomias que Unham das rectas BOrvir-lhea-la para oomprarem 

alguma borracha jiara DOgOOÍO Bffl .M.il.injc. onde também bl 

viam de receber ama gratifieaçlo "* ijuc regressassem ao nosso 
•enriço. 

■ " tuta âaa raçSea cxplicam-se, jwrquo a pedido do 

pSBSO^l adoptámos no valli ■ 1 ■ ■ Cam.iu D >y.-ti ma, 'i'i>' n. '- |..iu- 
pava muit" trabalho, de distribuirmos os artigos destinados 
par.. indo» cabeça* do grupos de carregadores, ficando 

.1. .. fraccionar como entendessem. Elles do monte tira- 
ram ao o que julgavam indispensável para o sustento, con- 
seguiram assim ter pecas de fasenda e macetei de missangas 
inteiros e encherem barris de pólvora. 

rtea artigOfl iam coiinuereinmlo, e nu M.-danje o novo 

negocio que fizessem sobre o* produeto* que levavam, borra- 
cha, azeite, o ra, p< -quenas pontas de marfim, inabellas, m.i- 
ii|Nigaii>.4, elo., seria eritiln repartido igualmente pelos 
que Jaziam parte do xrupo. 

Ne*ta« viagens do exploração ao nutro do continente esta- 
vam costumados os carregadores de Malanje e das ciren 

unças a njustarem-se para o transporte de volumes a um 



372 



EXPEDIÇXO 1'ORTUGCKZA AO MCATIÃNM A 



ponto determinado, calculando demornrcm-se geralmente uns 
trea moxoa paru o caminho do Lubuco, 6 quatro par» o da 
Mussumha Ao Muatinnvua. 

Chegadas U CttgM a estes pontoa retiravam por sua conta, 

• i ii i. .c :ii . 'Uísa alguma a n n In r além dai raoSoa até Aqnello 

• :. mas rllcs lii-m o .sabiam c, afora algumas <■ pre- 

feriam isso a estarem maU Ic ni)io aumentes da» suas Iam 

Ntinea o» que nos aeompanharani suppozeram 006 t'iiain 

do domam m dm Ettacoot o ntvw ao seu Mrvíçjo, c *c 

pODOO lhes importavam essas demoras antes ■ 1 « cheguem ao 

Ciiango, porque Baía ou dmsum m aproveitaram iodo m 

casas ou mantendo ivlaçòos ,:<>u\ ai BOU familia* por inti-r- 
medio de parentes que os vinham visitar, é certo que na Es- 
tação Costa e Silva e depois no Valle doa Amargorai já <li- 

mnii «travam a Mia m.i vontade pelo serviço i pi la demora cujo 
limite, pelo que iam vendo, não podíamos precisar. 

A unta uai vniitaili' aoreaoia ainda, que pelo caminho ■ que 

chegáramos ao acampamento e d ? nhi até ;'i K.-.!.ieào im < 'nilo. 
quo com cargas so não vencia em menos de quatro dias, não 
.-e encontravam mantimentos á venda. Era necessário ir com 
prá-loa M piiviiaeòes de Angun/a Muquinji i- vizinhas, iniin- 
dandn-as prevenir eom antecedência para d'elles se fornece 
rcin, aliás tona preciso esperar que os moradores os fossem 
procurai*. 

Portanto para uma remoção de cargas era indispensável 
pagar rações •• contar eom tr< s dias para o pessoal ir comprar 
mantimentos e voltar. Kia o menor praso pooaivoL Pari 
no dia seguinte com as cargas tínhamos de contar mais quatro 
dias para a marcha. Suppoiído que se demorassi tn apenas tun 
para dc-scauço c tres para regresso, o praso menor para uma 
remoção seria de onze dias. 

Não havia probabilidade que fizessem iinmcdinlarnente outra 
viagem, nem se Ih'o podia exigir, e por isso era de presumir 
que o praso fosse de quinze dias, c ainda assim tinhatuos de 
contar com as impertinência.-, dos mnrralhcirns mais ladinos 
que a cada passo buscariam pretextos para se esquivarei» ao 




DESCRIPÇAO DA VIAGEM 






trabalho, il. «inquietando quem os Hcnmpiuihasse jwiru m 
tornarem tão salientes. 

Atti-lid.-rtdo ;i in.tulli, :.n<'i;i do* nviir.'"» di- que : 
silo dispúnhamos 6 nlo Convindo il.-l':iliiir nu <|ii<' unida tinha* 
moa de ■nperioi qualidade, emquanto n i n m os rop- 

prinetitci.s ijue já nlo podiam i :-i;ir multo 1 1 > 1 1 ■_' . . panaanoa mt 

convcnii-iil-' : i.ir o ]h-.v-,,:i| | ■ .• ■ « - ■ « i ■|ii«- ■> iimior 

■ ■ !•-!•. • ■! di' cargas fosso com o mb obefllj nlo Ml im- 
portando com as delongas nas nutra» riagunl. pTOl OMIld 
economisar nas racòcs seguintes o que pudesse sor. 1'rcparuva- 

: H a dispor M ânimos neste piupoeitn, ■ | im ti<i- In 

muram para o jantar. 

i <>mo também estivéssemos informados <!>• quj <> Paulino 

>. Manuel vindos comnosco de Loanda, e q» a |">r 

manos, anilavam ultimamente K i d«)MVMtÇBI pai causa 

de Joanna comjMinhcira do primeiro, <|iie cheio de ciúme. I 
completamente desorientado de cabeça estava inquietando os 
companheiros que nlo approvavam o procedi 
foi nosso primeiro cuidado logo depois de juntar providenciar 
para afastar o pomo de discórdia do casal de Paulino. 

Estávamos convencidos de que Joanna, pel.i rjM respeitava 
a constância, nlo era nenhum modelo; gostava de dí*trair-s* 
quem lhe desse trela, e fazia por provocar galanteio* t»r 
muito garrida, variando o* seus penteados aJuMÚro» 
a darem bem nas vistas, «aleitando o cotio 
de 4'iri r—a core* e grandezas, e naqu>Ua -y- ba 
de san a ria s apre»*titaado-*e com pauso» botos • 

e intrigava Paulino por aio gonlssew 




374 



EXFXDIçZo poktu«ii;kza ao mcatiAxvita 



Mn» o socego di Mani]mnK'iii •> que se separas- 

sem os dois, outrora amigos, a por i»so demos ordem a Manuel 
para no «lia seguinte partir com dois eompanhoiros levando car- 
gas e a correspondência uo ajudante. :i quem reeniiini 
OrdâOMM « Manuel que voltasse I >gu <jiii i hcgasse á Km 
a caravana do sub-ehcfe, quo dentro cm pouco» dia» para lá 
devia seguir. 

I 'liiiiiiáriíii.i depois Augusto Jaymc >• o.» rabo* de carregado 
res a unia conferencia sobre as questões que maia no» preoc- 
rapava — fa* ■'■ maroher o maia depreaaa possível a maior 
caravana de carga» que »e pudesse arranjar, e combinar a 
Forma do pagamento da» rações d'ahi em deante. 

Fiaemot-Ihc sentir o que cllc* conheciam tilo bem como 
DÓS, iato é, 'pio o* supprimentos quo mandáramos buscar a 
Mnlnnje já deviam ter passado rio Cnango, e qi ces- 

»ario poupar a boa fazenda e pólvora que tinliamo». 
i :ni-a ila distancia n por ser necessário ir comprar comestí- 
veis a Angun/.a Miiipiinji. a remoçlo das carga» para a Esta- 
ção ao fazia com bastante morosidade o que por tanto no 
interesse do i rvieo de Sua Magostado no» deviamos auxiliar 
mutuamente, pondo de parte exigência» c siijeitando-nos todo* 
ás circumstancias. 

— Que sabiam nilo ter a Kxpedição negociado, e que •>- 
reêursii.j que trazia muna grande parle foram ronsumidn- 

o sustento do pessoal, e também nilo ignoravam estarmos BÓI 
ri ate» de que algumas cargas tinham sido maia ou mettOt 
roabadoc por aliei. 

— Que o nosso interesse era desempenhar o serviço que o 
gOVerOO de Sua Magestade noa conliára, lazer os e»tudo» que 
no» estavam c.miuettidos .• irmos á Musniimlia, deixando o 
caminho aberto com segurança para os negociantes 

e indígenas que saíssem de Angola para o interior. 

— Que todos ganhávamos em poupar os recursos quo tinha 
nws. Em chegada n hora de fazer alguns sacrifício» quo esperá- 
vamos nJlo fosse por muito tempo, e que por isso o pagamento 
das rações seria etVectuado neste acampamento quando eativea- 







I>ESCR1I'VX0 DJ vi 



::;.. 



tam dhpoatoa a h» i ooutasdo Mrte do «qtUvAla&td 

* quatro junina ii" fiai na d qu< 

■tarem diapottoa h í*/.>t nova i 

moa aoa a •. idoí i i i 
.■tu ■■ mo i|m,iihIii acampado i |nvi 

se rcprtir |".r !■<•! 

<■*. 
Lcordaram em qua toàot <]<■ bom grado tinham & 
r ao que âetarminaaactDoa, pu "li um 

••- filboa nlo podam fidlar n ratido i 

ao ò' ' <|i«' <•'>! I ul^iiii» doa ' 

nono» fiusam da cooteotar, aconaolbamoa Auij ' I 
rata, «; «l^un» ralboi t\ 
para qu> •> mm ■< 

daa dt-lib*raç< i lar pura iiku i.ll. 

garrai ijm«»r» 

IVdoa unnuiram ;*rado a« iiuj 'laa |*.-la» 

Tfjn a* i 
para irriD «•■niijirar M*l u vitlla tomnniu a» carga* 

ia diatríbaidaa para a <;io. 

rta primeira viagrai mi ulo ia \r*> M»r 

■<; doenl' i'1'i A rii- 

o «ra ••••tii|'»nli'ii tuai» para ajudar 

buouma ^O" tran»p<atavatt a ead^ira. 

dia 4 dv madrngada 49a tnoitu w frU#, uiuiva va u 1 

-itigr., nii.du aaaiiu J» x uutúi».. pm-a 

fur.-'t o fuijraim-iit» d) uiiaMlltXJ> *J»'ui dv 

livnr ra aafal m da» iu-di<lu» daa eargua 

urga» d '• uUi bago 

tuiaaauipi j^imu na u nquiraJt! , iro jarda* >W far^aidau 

ivuru oatavui 
aaMOB 111. 111 i-tl. da !i\i'iii'.» u OUidai 

um dor »> ' "-4irjni#, #• ouumj 

m» aaira a JM ' 1 

oiii- a* mu» i-rti JtlU «1» ' o que ora un 
tancia «Invada puni rnç&oa. 




:;-»; 



EXPEDIÇÃO rOlíll i.i i/.A \0 MCATIÂXVUA 



A missnnga estava calculada em 9 réil per cada dezena de 
bagos, e assim a 27 réis corri spondiam noventa bagos. 

Sc 4 - • «i 1 1 1 1 v . i <!'■ letai daaa importanoiaa, 207 reis, add 

:">() por cento para ou desfalques que trazem ■>-■ nht<m.1o 
rias, os roubos feito* pelo.-, oani gedores, o transporta di; Mh- 

i mi--, os presentes a potentados, aa pastagem de rios, demora 
nas estaçBea, oto., i> custo de cada nmad'eataa raçSea orçaria 

por .".IH <■■ 

Sendo esta importância ili.-t rílnii.lii pelo* seis dias èomo 

eatava estabelecido em marehas, sairia a racSo diária a 61 réis, 
ma somo o prato mínima para a remoçlo do uma oerga catava 
calculado em doae dias a bnportanoia do cada raçlo paa 

a ser de 'Jti réis. 

Pagavam assim bem oa roabot mis haviam feito na poh 

Oaa missangas. 

Mas porque si 1 conseguia que o» entregadores, na maior 

parte tendo já completado mu mo ao aerviço da Bxped 
continuassem neste serviço com muito maia trabalbo do que 

podiam esporar, .-■ • - 1 1 j <pn- nos fosM- possivi I marcar llto o limite 

do periodo ou eme deixariamoa de carecer doa aena servi* 
o com a raçilo reduzida a monos de metade do que polo uso 
.-.•• lhos dava? 

Porque attes homena oram individooi Uvrea, pertencentea 

aos sobados avassallados de Malanjo qtto rodeiam a villa, 
influindo muito no seu animo o vivei- dos portn.iMH ■/.< •■ni- 

pena, <• por aoe reconheciam a Beoeaaidadc de ae cumprir 

iim.i ordem de Mneiie 1'itto, e de se etijeitarou á forca das 
circumstancias eme lhes nâo eram desconhecidas. 

Já o mesmo se nào dava ■•onm vimos com Oa povoa gani 
que pelo temor que tinham do serem enganados pelo branco, 
não transportavam uma cai-.i .-.. ni m lh< s dar o que se lho 
tivesse proinettido, i! eoni anteeedeneiu exigiam em viagi 
pagamento de rabões, e também paia os dias que tencionavam 
fazê-la durar além do prazo calculado. 

SlO Batei pOVOI que na F.uropa BC suppflc que vivem na 
escravidão, e por este exemplo se vê como lhes e facultativo 



o procederem como for da sua vontade. Nilo ha cabeças, 11R0 

• h.i senliorc* que os obriguem ■ trabalhar para 
i ■•lies nao quica 
K porque :i c>cravidAo nqui nunca foi que BM 6l)tM "» 

primeiroB, foto i'-. ontn n povos " do ''" 

mais bui contacto eoa ■ oivilUai 

•■•, os escravos ■ t.uii M individuo* que hm obtl 

m pelo tratico no interior e .-■■In > quem raoala tudo o tra- 
balho oojo prodooto em auferido pelo- -. • 1 1 1 1 . . » - - . I 

trabalho forçado i >!■■ .ijr.u.uli..., ni.<; ■'■ eerto ijih u I. i 

benigna emane ipando-os, encontrou-os ednfl I doi dfl modo u 
apro te ila sua liberdade. 

K DU < : ■ ■ ; 1 1 : ■ -..ti. . i - i- ni • j 1 1«- • - — 1 1 1 . •! ■ f i . 1 1 1 1 ■ - ].'.'. ■ .'■ ■ 1 ' :■ I < li I 

BgO, terão resultado eiliiaz a» merlidna tpU M pTOjeota 
\ igorar pela força das amua no intuito da libertar m que 
tio sujeitos li eseravidio? 

Aguardemos o u-injin i>btei n poeta cabal. 

K certo onc o nosso procedimento com rc»peito aos carre- 
gadores no serviço da Expedição foi regulado pelas circumx 
ias, ■• ilepõi» dviic* t»-rem a c la doBben 

tomar. 
Paio quo lemos ultimam.nto n<> reoentC livro — The fir»t 
aaeent of lhe AW/, do ar. <harloa Sonn rvillr La t rol»- ! 

: da K-tacào do Estado livra no LoabOj catanoaN 
proceder teria taxado de Baonrviata, poiaaaafan consideroc 

o» contractos feitos p.-lo m Inchado na ad- 

ministração do ooncelbo tl<- M.V. ■« carregador'-» .1 

súbditos portuguoze* que a seu serviço encontrou RO La 
Moa porém appellámoa para o publico qoe lerosnoeso» livro». 
< ,'otnparr-an o nosso proccl a Kataçio de 

Luebo, que se julgou cota auetoridade para quebrar aquellaa 
rentnctoa sem attençio as consequência» futura», n por um 
aJiiUmeoto simulado a obrigar os Jingaa ao serviço d* sua 
EstaçJo; providencia eom que •* congratula, porque nana 
anatarata obteve uma ceateaa de exceUente* traba lh adora 
agrícolas! 



:',:< 



EXFSDIÇXO EOBTCCKIIZA ao MrATiÀKYUA 



Os ,h,;.m,:. cimiract.iiliis c liiio li\ ■ I ■•ter- 

minudo, nora podinm tft-lo, para M alistarem ao K rviço d I 

Expedição. O» do Loainl.i. que se Dontractaram em '- 1 de junho 

de 1884, terminaram o mo serviço quando regressaram « 

ma cidadã em marco il>' isss. 

Se encontrássemos o w. Bateman no nosso transito nas epo- 
ohaj maia criticai da notai íato e quando os caro 

■ !•■!•'•- deixaram • I • c box rocSea — lu» réia por dia " : > 

equivalente na moeda que corresse durante seis mexes — c 
que n arriscaria a muito, m ainda isahni te r-ndirasse de 
iquietar estes nossos eonbraatadoa puni abandonar) 

serviço ila Kxpediçào. 

Porqna á que o n*. Bateman alo poz am termo ntnv> 

<■{<-. feitos pi-lo,-, r\|ili.railnn-s .illi uru B ''111 Malanji 8 pOt H. 

Stanley com u homona -i aen 

Africa oriental ú falsa te, i- ■ ju«- não «abisim i|iiiindn 
O lOn l';iil:ii-!o? 

Ba aa anotoridadea portuguesas nas |rmud<r* provinci» 
littoral procedessem como o ar. Bateman, nenhum explorador 

eacrangeiro lograria internara por ellas iontinento, 

que diriam ratita oa governos das nações a que perl 

i- ih }ji.-li«'l]li -i-itu.- da sciolu-ia 'i 

B sa verdade para a nossa causa, era b< m melhor que 
assim uveaaem prooedidoí 

A pratica mostra -noa que por ora na Africa não oirilisada — 
o já nSo é pouco n que tomos de exceptuarão europeu 

di.- si-r o|iportimista, d'- obrar -i-^undo os acontecimentos qUC 

se suecedem vertiginosamente, sem leia conhocidaa qu 

dcti-rriiilH-Iil, e pelo procedimento dou individuo;- de 'pie 

de aoen ar-ae, 

Nâo dispomos de grandes recursos civílisadores, Q por ínni- 
taa vi bos oj ""■""■ tratúnentoa humanitários baqueiam pt rante 
o (pie estamos pra i ndo. Ainda ni 
que desejáramos, r para a qual Portugal tem trabalhado 
i|in r i|ii<- tem feito to molar a sua bandeira, de espalhar ruis- 
sSes cora o único fim do civiliaar os povos. 




DBSOUFçXo DA VUOSX 



979 



i>ra uào era par» um dia, assim o couiprihf uthu 1 Wtu- 
z»i i\a« ia caminhando do um • outro lml<> de i para 

• • sru antro. As anibiy«V» da soa antiga ulliada a Inglaterra, 

-i que »e apossou do aol, biaqsiotM põe ooahooorom o 

avia nesse centro, nà .<• o pro* 

cipiundo-se, despertaram ambições ás naoSea qn 

01 para alargar os atroados do MH aQJDBMMfc) B 
a noasa obra das misaiVs paralysou dcantr "las dvaunArvadus 
cubicas com que- se procurou penetrai no âmago da Ali 
imuicar de la a» (abuloaaa riquosai que m preeuppuuha exi»- 
iatoa lenhorioa am que olla m dividia. 
Em tempo algmn eaaea riqueaaa pagaram m deapeaaj <|ue 
»e fizeram em procura Iiih, ■• com ■ ■stu.i pioiquiza» oh povoa 10 

recottli-< ■■ i-.ini norai Beoecaidadea a ol lhe i fi ■ i ampn liou 

der como aatislazi-lns. A» i icploraoSe detarni 

nado» ponto» mi a» irli>rioMiiH traWHnia* <■ 1 1 1 divortOl lOntidoí 

ih do arear com oa difficnldadoa lavai ' doan- 

teiros do com; iiue pi ir ultimo já M 

|r.Mli.'ii ;!■• ■ i 
Na sua passagem diapenderani todoa o* raom mm di ou 

punham DO inte&tO dl I omprir a Mfl mltttfí. Ml por 

uns dias a avidez do gentio, mn* nSo silo 

isolados raaidindo bimbo alumia nveaai junto d'eUe qua 
ar modifioaado lhe aoatmnaa. 
Alguns indieioa que m notam boi povoa do i i Africa, 

como habito» novos em substituição do* que I» 
ptjoi, alo devidos a uma itifii» i ■ doa 

Portuguezea, e neste caso | íar 00 a plantaçfo dti mau- 

diocj' jjlo e d« algumas horlaliyaa ; a sub- 1 

ç4o das flechas o armailillni» da viu;*, pelas uruua da fogo; a 
fiaçl kIío o o fabrico da tanga em sul > >!..» 

peites de animaer oo doa ■ I 

aer-ae am lanta foram o» Aiubuquistas <• liuugulas 

que implantar mis terras onde ae domoiavam para o 

nttgi" -ndisaraiu j" igcus que se Uu 

foram reconhecendo. 



:;*<> 



EXPEDIçlO PORTUGUESA AO MfATIÃNVtA 



InC> ilismentc tiwtfll ioia povos influem muito os caracteres 
regressivos e uma vez entre os gentios, nu io do quo 

em para ili-si -j:ir, -iiliiihiirm-se aos antigos usos que cousti- 
tuiin as suas leis, nâo oa preparam para a modificação, nío os 
podem educar, mas lembram-lhes as necessidade* que adquiri- 
ram COIB contado &t povos civilisndos. 

Acreditamos quo ó mais fácil hoje no europeu preparar para 
a civilisaçà" os povos que não triilmin tido rd.iç.Vs dinrt.i.-. 

oa indirectaa com o comi 

cio que lhes é extrnnho, do 
■ [ ii'- nqiielles a quem este di- 
algum modo se lhes tornou 

Iieeido. 

K ]»>r IttO iikmiio que 
qualquer viajante no centro 
do continente tem de regular 
o sou proceder pelo dos indi- 
viduo» com quem vive. 

Pela vistoria qtu fizemos 
a todas as cargas no VaOs 
das Amarguras conhecemos 
quo os carregadores tinham 
feito roubos, principalmente 
uos artigos enfardados; tam- 
licm fomos avisadi 
peras de deixarmos a Estação 
< 'u-!,i i SiU :i de variai fartai 
de objecto* que se venderam 
nas potoaoSea risiuhas. • • pautando depois o pagamento das 
rações por c.nusa das más eireum>t.meias de modo a resvir 
eir em parte esses roubos, mal podinmos suppor o ale 
d'e»ta providencia, porque indo paga? as rações, tanto na pól- 
vora como nas miss.ingas, por nós devidamente aeondieioiíadas 
naquelle vullc no mex de abril, reconhecemos dois m 
pois grandes desfalques tanto no.- barris de pólvora como noB 
volume* de missangas. 




~"fi* 



CABO mtuxio 





DESCRIÇÃO DA VIAOKM 



m 



K estes roubos si', foram 1'eil.n» JmI.is imiit^uIm 
vam ao nosso serviço, c no transporte da» OftlgU paia acam- 
pamento l':.ui( i-cu liaria da Canha c d'«;st>- pai t em 
que dm achávamos. 

Mostrou-nos este grande dee&lqae, i mo qne dopanva i 

• j_t i- ■ já julgávamos, critica», que o modo do 

acondicionar • pólvora o missangas para riagena i to esta, 

BB UM liiiliaino-. dt contínr os volume* .1 1 iiTegadoratj daria 

,h: ■ 1 outro. 

Nio !wi vigilância possível no Irau-ilii, II llão «cr ({IH [>U 

il.-n-1'iiins dispor de um guarda, de um olheira de confiança — 

que nau podia BOX senão europeu intoreasado na causa da Kx-, 
pediçio — pura acompanhar constantemente 11111 certo numero 
de carregadores, sendo obrigado a fazer parar esse -riijm 1i.i1.i-. 
a» ve/.e.H que um >i 1 ili s, .1 pretexto de qualquer Beeewidade, 
parasse também. 
Em maroba por trilhos em que uns andam maia apreaaada- 

mento do que OQtroa, em qae alguns se atrazani para bebi r 
agua OU inleniai-se do mato, em que muitos querem des- 
cançar um pouco arrcjindo os tardos, ele., por DMÍOMI cuida- 
dos que haja de vigia», e devido a fornia porque os volume* 
ȉo tnDaportadoe attentaa aa queetuee de eoonooiia e de dis- 
tribuição de peso, ha sempre logar e ensejo* para bc fazerem 
os roubo». 

Os roubo* (eitos nas cargas peloa próprios individuo» que 
as trans|>ortam e uso muito antigo, c houve negociante que 
so lembrou do levar balanças conisigo p; ia •. • ninar o piso 
d'ellas de jornada em jornada c exigir a responsabilidade a 
quem cabia. 

Ma» pan isto se fazer era iudisjM-ns ivel que as cargas fossem 
pezadas e revistadas todos os dias antes de se levantar o acam- 
pamento, na presença dos oarregadorea « quem eram distri- 
buidas, c d'elles K ^sem no novo acampamento também 

lis do pezadas; e que as cargas assim verificadas fossem 
Lonvi-niiiitemente resguardada» em logar afastado c seguro e 
ida» sempre de dia e de noite por individu de 1 -nii m .,-i. 



t:\ri:i>u Ào voktvíuezá ao MUAtiAnviw 



Qoanto trabalho, quanto tempo ' paciência bBd requer eete 
Bysteina? E haverá lempre opportanidade para o n 

l • 1 1 1 : i f i i - : 1 1 1 1 1 ■ n r < ■ V 

I '•■ beto Bigorna cousa se ganharin i i i ll> . quando peloe 

i-milrarinr «jm- m fa/.eiu « s cair gadvrcs ha garantia! do 

bc alcançar pagamento doa roubos, ma» c preciso que se saiba 
que u,- |»ivua que acceitam os referido? eontrai-to.-., t . . n 1 1 ■• - < > ■ 
impõem oondioSea que sào bem onerosa» e qoa antro noa oor- 
napondem I nm seguro de vida. Por exemplo, reput.-t-se a 
vida do carregador em nm certo numero de pecai de ttCOnda, 

i! quando ''II'' Ta. perca a saúde nu venha alcij-niu, 

«piencias de andar ao serviço da caravana em que se alistou, 
K Bio prove ser isso devido a quo.-tòen de forca maio 
i-in resultado ih ai ridentes naturars, o in|ire difficil, o 

chefe, o negociante ou a parte que contracta ob carregadm. -. 
tem de pagar pela vida. pelai doençaa, pelai deformidade! ou 
por qualquer nia/.i lia une tMgMD no corpo o» contractos, o 
que dá logar a longas demandas, prejuízos e damnos, qu>- 
nuuca sào cotni" ]i.-..i<lo.- pelo* pagainentor. de roubos que real- 
mente faz depois a auetoridnde gentílica que garantiu os 
contractos. 

Nós cremo» quo moio dl BTitU em parte os roubos é 
acondicionar todos os BftigOl I m TO lumes fechados a oadl 

de modo que o envofaoro »e nío possa limoladamente romper 

ou descoser. 

O» carregadores depois de receberem as rapSei pari 
para n\ngansa Sínquínjíj emquanto nó» traiamos de ir i 

Ihendo as cardas que deviam de seguir primeiro entre as que 
no» pareceu não ser preciso sujeitar a nova vistoria. 

Na tarde do dia 7 regressaram os ditos carregadores com 

os ieoj for simentoa, e A noite Augoato Jayme e o c ibo 

mais conceituado ontre cllca, o António do .soba ' 
fizeram ob seus discursos, convencendo a gente *ua subordi- 
ii iil . a receber na madrugada seguinte as cargas e a eogoir 
viagem, ficando ;••'> no acampamento quem Dativeeae realmente 

doente. 





ida 'U; 8 apesar do Brio, além da distribuição de 
cargas ainda fizemos pagamento de raoSes .1 ligou quib 

W apresentaram, e a uns quatro indivíduos que uo prin- 
ir.uii a Gtaer jwrte da caravana pretextando 
d< ■■ 

" i abo António logn que se levantaram, 
andaras da i abi ta nu i abata ohamaii<l<> 
aoonaolbando-oa a quo noe não fizessem eatar eoporando por 
!.•• Ibea darem ai rargaa; e nós iamoa prevenindo 
de modo a ai identei e meanio discussfes des- 

agradáveis, porque não deviamoi eaqaeeer que alguns eatavam 
ipiadoã, o tevestindo-BOS da máxima paciência consegui' 
BUM mie •''-• 7 honi.i e in«'iii partisse o sub ebefc oom a sua 
:iva. 
Quando através do arvoredo vimos deaappnrecer o ultimo 
carregador, escrevemos uo nOM ! ! rio: — iForam, mas uao 
trabalho, Inctando-aa com u reluetancia manifesta doa 
que preferem eatar na ociosidad* 
tenham de wfirer prr 

Temoi l que no cumprimento das nossas ins- 

truccSes empregamos t . .. i . para obter oarregado- 

aue alcançámos vamoe marchando 
• !>■ vagar é verdade, maa oom economia. 
Pousar que nlo enoontraiíamoi aspinbos na missão i 

acceitamox, teria oeqn< r ai diffieoldadea com que tiveram de 

luetar aeeti principahnente por causa dos carregado- 

res, Rodrigues Graça, Carneiro, Saturnino af achado, Lopes 
de Carvalbo, Sebatt, Pogge, Bucbner, i Meando que o 

no**" transito do Chiango até aqui tem i poi oaminboi 

fliataatce "!<• povoaçSee.i 

ido partido oqoell aprovoitámoa ainda a manhã, 

antes que o calor do sol se fizesse sentir i na maia li I 

dade para dar balanço á pólvora, conseguindo apenas apurar 

vinte barris bom cheios eOffl peso de libra, e um resto que 

• luirni mini barril de quinto ■ m i- que ficou menos 



I \l i:i)IÇÃO PORTITGUEZA AO Ml - ATUNVI A 



Havendo dificuldade» n<> ti-.m:-}...n. as <le muni- 

ções das nossas armas, contidas em caixa-, por . ai- i .1, »• i. 
poso, <• |»>r le nilii .ijiiian-iii ao.- u*o* iln iind» 

úr miii-as cargas que pek nu grandeza »ó doi» homens podiam 
transportar e que ilavam muito inoommodo entre o nrvn. 

)' ■ rváinus para U hOMI IDAU tVr.ic.iv ila.-. m.mliíU seguintes 

o serviço de combinar oi pezoa a grandezas d'ollu do modo 
a igualá-las e torná-las transportáveis por um »ú homem, 





buraca U ranta li ao m< io d'elh e i on n i 

to d rio ai p*i b entre o froi d 

e o descampado ali m em fronte da ponto. 

M' imo da dentro da ooaaa I 
qai diafruotavamoa, o quo noa diapox n rep com todo 

o e-smero i viigar. 

\ -i ii-::. en alta, e como ioa ombnv atiamoa i ti 
frio daa madragadaa, sendo só dopo i daa 
oomi aeidir sobre imanto, e aa !<► tornai 

inenpportavel, aendo penoao o ti r do trabalhar a nitro 

da barraca. 

<,'tiiz>'i ubir ao alto da Berra, porem a c ra «> 

trilho ■!««■- peroorriamoa conduaia-noe para o lado do sol, o 

mo lo, 11 1 nippoaàçto da ar ora d< avio i ã" I 
n. ia abaa daa montanhaa, o qual pi 

i- .iltii cm|iíiii na • deixara ver quo lamoa deparar com aa 

o planalto, em qua terminava a serra para o ladodoaul. 
Da i " dali una suave rampa até ao rio que a vinha eon- 

ur por '■ •-' lado, seguindo a aerra para Icete e di 
para ndoeato. 

O planalto catava maaoarad i grandi 

porem tínham-aa feito ah" recentemente derrubadaii importai)' 
ti >, i- •■ikoiitijíiiim- t . >< ! . . - •■:■ ■',■■ rnado, 

n3o baveria muito tempo, por uma pi quona p i qao 

l:i aa eataboli oera. 

Vimos algumaa onbataa am parte já orruinadaa com •• rolo 
i do entra ellaa, fragmentos da panellaa o il«' cabaçaa, ped 

ilc i'strir;is. <-.i-'i- <{•■ li rli: mJm<lioc:ii«, ura pill 

doira já aeado, o terreno soja di Ehba em differenfc a pon( 
caminhando um pouco para a extn ma, aaa ram]Nu |mm I 
•• sul vimos l.ivms il>' iiiamli'" :i c milho ainda ■ m p 

Notámoa I s ozomplaroa de vegetaçlo arl !<• 

porto, ■• í" 1 nSo Ebeaa o idto wq>ii * nrhusto» por certo que 

:i povoação devia de i daa margens do rio, qua 

do ciiim i descobrir p"! veaea do reo lurtuoso 

para o noroeste. 




teJo lado 

■ logares na nu rareava, » 

atuo de distai i ia mn : pisado ri 

ro ■■ dii i .» prose 

lividuoa. 

( ) ■ i ■ i • - l III liuii- 'li 

aonta baviam ••II'- dado dignai do hí pela 
expulsão ru doas da agua, e <[»'• o relho Matheua 6 maia ai, 
linfa nu ido t':i/i-r lln . tut i ' ipi rn aa mai 
ado •! *te, ■ ih que lambei 

«IVIIi'» nlii [u • •■ ■ ipjin iii |.n.str>. i iin il nu 

porém '1" togar em que eram esperados <• continuaram Ho 

• ■ p >r ' BUM ti 

am para : I hí com receio di lerem 

hendidofl por elloe. 

ii po lo ai . cu continuámos ,-i i ■ > d<» ten- 

O I;n! I com José 1 

te, 1:1:111 trtuohoe de dynamite para 

fasermoa o rio que 

apenas 20 a 30 tnotros de om (rente do a neuto, 

além de fazer amiudadas curvas ora muito fundo, seo 
di » ' :■" idade (6 milhaj \">r hora). -\ 
«jriui era limpid '. muito saborosa •■ fire* 
K opportuno '11/' r j lotámos 1 

'. para r quo ha 

■ !ordo entre as nossas medidas 

noa meamos pontoa •!*- poasagi m <-ii a 
pontoa muito prox largaras doe rios estio dopeodentea 

■ tn qu< . '. 

1 .1 abril, acreditámoa que lhe d • largui 

quo " passámos, talvox de 1' ou mais, 

te teu l< i" ' m alguns pontoa 1 n ter -". 

Lm, qu ; 

por 40 nu-tros, o 
i" de pa ur em canoa approxumr?a*M n 



888 



DIÇlO TORTCGOEZA AO MM I I ; V • i U 



ma largura de i" 11 metros, notnndo-se que 01 pós de 
na sua margem eaquerda indicavam que a a?ua tinha 

maior altura, e por < Beguinte quo •> rio tinha ahi 

mais largo. 

Oonvenoemo-noa mesmo de quo a liydrographui di 
Ctntral ''iii que andámos, !■ ih variado l>a.-«laiito eum OS 

pus. E para acreditar que muitos dos affluent< los prin- 
eipa.es li /.casem outrora parte dos mesmo* rios, hav< ndo muito 
maia ilha.- do que boje ae notam, e d isto dos dio ainda mdi- 

o Luangue com o aeu afluente Luangue peq 
LOvna com <> seu afluente Luelo; o Calanhe, o Ca ai e o 

LllcmllC, II I • partes i-lll ipli' o.- p;i -..-.:; mo.- 

em quo as íIIi.ms babou quo nestes rimos, tendem a desmoro- 
nai te i" las com ntes da» aguas, ficando nos dois primi 
memorÍM d'ell i . dm p< draa que afloram aqui e acolá, o quo 
i-in aliíuii- ]ioiiiiis, no tempo ■!" estio, dio p aa • l • ■ 

uma para outra margem. 

M aguando o I aeng I kilometroa de percurso -esta> 

beleeendo liam ora numa ora noutra margem -em al| 
• lias oiihi guimoa ter uma planta approximada d'esta pai 
rio, uào lairoim-amlo n.i margem direita, para o Indo do norto, 
indiciou < 1 • • trilho.-. frequentados para o interior, o que dos !'• z 

sor que nao havia povoaçBcs proximaa. 

A canoa bc* podia navegar leguidamonto por alguns 

|ion|ui- .• rio estava muito nhMmido i troncos de an 

alguns dos quaes mergulhando crearam raízes no fundo e fize- 
ram u DOvaa an'oreH libada* ás da» margens. 

Tara o l;ulo ilo norte offereoia tio CUHOSO KSpOCtO esta 

da neturesa, que numa occasilo, fugindo á elevada 

tara do acampamento, fomos para o centro da ponte o de lá 

boi antretive ■ a desenhar a paiza jcm l 'omo • ■• vê pelo 

pernada* de tronco* .|u.i.-i honsontncs lipu. 
ao leito o seguiram d< ama i d< outra margem, (bnnando 
are idai a atxavt asar o rio, e d'essas pernadas de diatanc 
distancia desenvolveram ic novos exemplares diminuind 
altura para dentro do rio. 





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:ii\ao da vi 



389 



11 ai fiadia 'lo filamentos e raizcs 

»'-rt« ova caiam ilcs tronou i <>oi o 

po Iam "ngrossaiid». 

1 r foTam pomo felizes ■» nossos homens 

h" que i assim o» 

i(H" I.;..|:iv.ii,i. • liir.-inte Uma ^T.inilc |«rtc do dia. N 

1000 a distancia o primeiro 
cartucho de dyiuunitc retinuu] B o» qse 

estavam na inarg- i poaco depoil á tona d'agua algum 

<!<■•' I;. Ioti i logo ao rio para 

apanharem o pexM que vinha á ■a p erikae, perdendo-ee porém 
muito. Foram maj ; m- eorroodo pala Iwrda (lagoa, 

r-ae no rio c espoiá-lo noa i»ontoa 
ando a D i-ontro ás curva* iujií» pronunciadas 

da marg 

A Uinla il<> ri» vimos alguma* pahnetraa novas qoa )■> 
mos M-r plaaf na data, por não encontrarmos 

idimtiiB provir, o aer 

|fl popolai i.illi.. 

Nia dm pai ratada a escolha do l««:al para rosidei 

te, i»â» ■ó j->r eatar i linda porojtd- 

c se na epocha cm <iu<- oStavaBMM agrando 
humidade durante a noite não fazia sentir mais os seus eff 
ire attríbair-ae isso á ardi n j>arte 

idas grandes rajadas de TW ma 

hora vinham banafieiar-Di 

Mas se isto imj dava tio* BUHtaj de julho e agosto, nio auc- 
<ría o mesmo nos mezes das grandes chuvas, c quaii 
m predominassem mando a 

erto muito doontn. A moa díaer que 

soubemos mais tarde nao ser o ab:i 
a isso, e sim por termos arumpado na sua vizinhança c 

umiu o filho do Mentianvui Ko - pandos da 

Mussumba chamaram para tomar o govi-nio do E 

A povoação que ali se estabelecera era composta de Lun- 
da», mas vivando afastados da corto ouviram mDag do 



890 



BXPBDIÇZO POBTUODB9U AO 



Muatilm lia 001 [< um imm. i 1 1 vontodi nane i 

i m oppo: n ' nu qw nós filhou de Uu< 

ih. íamo no '-li <'iii liiiirn, ., |, 
potentado. 

1 >.- |"''. M '• i/.inl In < ';i Dl' muito 

■ que fora Mm ih Puto que ii 

• :n, vulgarmente i inheeido por Xa Mudiambn, tomasse 
conta do Esta panhA-lo< 

I' isto ' spalhou m da tal i lo, que nos pequi i 

■In <'uni^i. ,u, I 'in'1,1 ji pntt lii-i-i ilc nó . e I" ■ 
porque Angunu Muquinji i i forneci . 

dorea. Todoí Unham receio de se npr i m >li unto >l" ■ 

na, i poi b homem, oonio veremo linha 

força quando lh'a queriam dar os qui se lh< 
q .|n. dJi io bati !■• -•: -i ■. um, 

ivamoa offi 1 1 i imanto muna quaad solidfo, por qo 
poui os bonn ai • i ■ i « • ficaram oomnoaoo logo de madrugada a 

.Mn procura di 'li provisões. II n ■ ■■ eu que. 

- • mui ao ai nmpanu i.: toxínix iroi 

I "ii tempo ora n partido poi trabalhos, i 

desenho, satndo de línguas, correcção i doaenvolvimonta 
ao oa apontamonlnB < tlmn^i-apliii n ■■!<•. 

Para desenhador faltava w muito* predicados, com 

tínhamos paciência o boa vontade. Rabiscando segundo 
i-, procurámos sempre reproduzir com verdi e 

ntretmhi s durante aa horas mais frosi ai da manhS] <• 

alcançámos ultimar alguns trabalhos que depois do rotoi 

w :i]iriiviit;iniiii ji.-ini :\s p-ivurnn ijUO Vamos Bpresontanão. 

]>:i- 2 para ai 9 bons da tardo o calor i a límpida agua 
do rio convidavam-nos a tomar banho, o que tix i 

ai ■Lm )■ , In iiiii;iriMiin. ili que tínhamos padecido baa- 

; 'iiii i ]ii imili.i- ,i:- |"-iii:i.- nu:- nir/i-A ili- (tgOStU I ■' -iiIh-h 

.i,i .mini anterior quando estávamos cm Mali rijo. ' 'h< ■ amos a 
tomar una trinta d'estoa banhos. Pcnsamoi que talvoa devido 
a i Ues í que só do quando om quando • átimos uns ligi 
o sonVúnento. 




DK8tKII\Xo DA VIAGEM 



391 



Hav ida um óptimo la » o banho, unia 

margem asaom brada por UB 
[tta para i|ual 

ujx>io contra -i v< locidadc 
da < 
Sai ii :■" '| ! • quinto twnho aentinxM •• 

!•_• alfinete mi barriga da perna din itrar 

na agua, lo por ui 

ijnaliiiwr planta •■ nlo Stomoa ca*o. 

|IC0 ante* do jantar o já cnnçados da ; ulinada 

truiamoa a noaaa Berta, nnn 
que mandado fiixerdc 

o-noa para raponaar; oomo a ceroula ae *v a 

barriga da perna ■entimoa mui B lavei qw 

impn :•> com ■> mio por íbradae.ili, 

molhada por qualquer sub^am-ia [><;;ajosa. 

Dm ' propoaito de ver o 

que ■- il-'<l«>s da d ontraram tangue, maa nlo 

!<■ provinha, chamáinoâ am nosso anxiUo o 

• ii iro que aoa ajudou na bu i ontrando-ea eotlo 

i e já repleta aangueauga, sangrando ainda a »•< 
no.« iloixárM. 

: u . •• alognuii i c ver quo 

:i i ; [tosa v: i i tAo doacorado 

orrêra d« nm golpe <)"'• Bieramoa na mia I 
mexeu na (Sal I «ta i Bilra. 

Um i adopte noa cotava r a aor v a do para n noifa d'< 

«lia. Em tal eatadi ontrava a noaaa eama de campanha, 

noa da uni para o outro lado, raa- 
e alia ora t"<l" o sen comprimento, •• ai mm do 

n auxilio do criado »|i i«t dormiu nuiiia 

1 1 pum ii" • de • invíncUhai o que 

oalnunoa. 

D'nhl ' it< foi pn cíoo trazer lemnre ■ i ama li \ 

cota uma lira (!<• lona, que de tompoi .1 tempoe se apertava 






i-u,aO POOTUGUB21 AO MirATllNVUA 



A caça foi um grande i ■ . u i - . . (jui: m - H|)|i:iri,'e(íu polo* 
rli pois '!'• «fitíinnoa por mu de qttú M dins 

. lljnl,,-. uns ■ • i>» nu»,!,, r;i].;i/.»M !l 1*111- ■ III' I. lIlOUllíl 

Eube que de ,\ tu a dia* u obtinha o |" oui i 
jinguba s « 1 • li i i , 

A caça priu piou pelas corçaa, nas na noite de 30 oa 01 
dona ' ■iiiImi-i:i-ih-h-iii!--i' porque m sentiram os cavaIioe*nia* 
rinhoa próximo, •• o mestra Augu to Jayme tei Ra ât 

• tara prova ou remédios apn igoadoa pelo meainheiro lu 
Químuanga, Bonhordi Dina povoaçfio do Ângunza Uuquj|rii dm 
margt ih (In i lamudlo, que tendo também um aramado caç idor 

M asara ftinij Jayme, noaeo Muxaela, i de outros rap 

d« expedii 

Quimuaaga i ra alto, magro, no i farto e multo direito; pe 
teria 40 .-1111111-. l tava o oabello rapado na frente 

• o re b I" eriçado e amarrado ntráa no alto da caL 

A pêra tratuva comprida e antrançada. Apona locourii com 
uma curta mabela do cintura para baixo, nyeil por larga 
correia onde enfiava ama bolça de couro, e outn . corroía o 

• i corpo traria sempre a sua pequena faca na bainha, 
largava nunca a espingarda, t na braç ■ apertado por 
dois Boa, n-:iva elle como amuleto um frueto wcoo a Em de 
que o braço nunea vergasse dopou do arma poeta am ponta 
ri/i. Do pescoço pendiam-lhe tamboin, proaoa por orna Rada 
de fraotos reocoa J onde ■•■ intercalavam doía bagos de 

i mu chifro de corça tapado com ■■• ra cheio do 
uma mistelu •■ porial •■ nu » do marfim. Eram 

• •-ti- • •■ dífttnctivofl ■!" bom caçador, tendo a virtude d«> 
afastar todot oi mau Rcios que o pudi saem prejudicar d 

de apontada ■ arma a qualquer animal. 

Era a este bomem a quem i Huqulnji confia 
ri [i] isoja do Ma lifio nt< - - :i<> Lul.nlr, ■• «tíi i li' qm ni deter- 
minava quando se devia pr úVr .!■• ipn i m:nl:i s iii.s mato* >• 

!• ' ■■ r 

Diaaera noa no dia !'» que em bn vc c Faria unia queimada, 

' 'pie nos preveniria d< ra para tninanii"- pn \ 




DBSCKEPÇZO da Vi 






relativj ate & segurança do acampamento, maa logo no dia 

inunvdiato depois do nn.wi ih ,-o, sentindo to eetaJidoa do 

. .,!!,• ardia aaaoprado |H.r um vut.> i'i.ii. . ...mim.- .i.. l..u-. 

para eaber o que no pa**u\a. e appareeei - o cabo da 

1 .M, i ili/.-ml.»: — K '• mal- i .ml. ml..: ,. fogo BIO 

vir para ca, e ae o meu 
majox .1 1 licença roa bu»- 

■ •.ir . minlia .u iii n >■ f.K.n " 

enepender u marcha. 
— Vaea faaer-lhe fogo? 
— 5Ho senhor, von ata 

I para o nÃo deixar 
panar, mas leVO-a por quo 

minha . abata ta inçou 
diar alo quero ano ■ espin- 
garda arda também! 

E :.' bom, mas •'• i 
lhor deixar a arma onde 

eatá, e ohamar ■ gente 

qlle ill|lli ['■Illl., |i 

, ir. Ao todo aramos 
aponaa des, contando i 
duaa mulheres. 

< > (u^.i fíi.-ivu ateado i 
distancia de ona áOO mo- 
iros do .MiiM, « 
■ ara impellido do sul 
mso lado, monimo- 

nos il'- p-aiuli i do 

i'..||i.igcm, o a 200 metroa 
em torna do acampamento fumo, queimando un facha 

dl eapin] alo nl i b rt( . atí o maia pre 

possivcl do aoampanunt.i i com o» ramos de dentro 

para fora, e aaahn se ■ ii qne aa labari idaa da pris 

quei m ada qne eram bnpeOidaa pelo wnl ndoafaclmji 

nua de vegetaç&o M extinçuimicm áhi. 







3iM 



i:xi'i:i h lOBSi IO m; ati.\x\ta 



' > trabalho foi (in 
moa doíoànçado»; ônm pouoo «ntee ilo hm] |Mictii, cmiiio 

■ ■ ainda do mesmo lado, ■ 
IuiuIh do norte e aesún doi isolámos para o mm de [aturai 
queimadas. Poii apesar d*( stn prorideu i mi 
poder doscançar, dou coitei depois, seria h 
dáinoa Bobrosaltados por causa do calor abrasador e doi 

ni"i'' <•. •• viiinw i ao u barraci plotamonte illu- 

minodsa 

Saltámos logo | ■ • fora dando cora a cubata do nosso ■ 
nlin a arder, devido ao descuido do um soldado que dentro -de 
outra contigua, i que já tinha rido paato do im Bsvera 

nina fogueira] de que seria rietíma se <> nàoarri 3« lú 

ainda adormecido. 

Pclizmonte niio Iiavin viiii", • . ■■• • Io sem C n 

localisax o fogo abafando o com are Pai 
\ amoi ' "in quatro bom< d para noa ajuda de que 

alo Guiamos cousa no* i porque oonln cáam o Loandsn 

Os outro rregodorcs, olhavam para o fogo pa mi 

contentando-ae em Faser couunantarioa Bobre a falta de < uidado 
<■ -■ ■ ■ 1 1 1 ■ < ■ n i!i'-;ji-.h;.i ijiii' podia uocedor, porquanto a ni 
barraca, onde havia algumas carga o pólvora de u*o, < 
apenas a doía metros di distancia do incêndio. 
I 'iiinii i .1 immovi ia c dos mimados e prejud 

o lerviço, ordenámos-lhe que retirassem, o coi am íi 

trabalhar, alguns entenderam ontSo afii aram 

na OUtrOS. 

Bntre alguns objectos pcnlitlon, l,i liimi >> .•irmiinn-m 

uniformo do soldado. 

Foi seta mais ama iinlii-.u.ri" pnm • i > i<- >\o futuro ■■■■- cuh 

)!•>- .- 1 1 - : 1 1 ■ ! ] . : 1 1 1 1 . ) 1 1 . . - >.• rulli-trili- ' 'II . >>l:idaa II11IIIS llns i.lllni*. 

do B8 DOSSaa eli«t;iiit«!- <\;\.-> mais: ntim-n m i-mi-i lii;h po- 
rém '| s ii!' 1 ii " li/."ss.'in iixpDiituiiCiínietite, por 

que lln - ■ •■ nis • in a nu uscumnlaçSo, nSo bò para a converta 
da noite com oa risinhos, mas ainda porque conservam i 
modo ama I mporatnm que lhes t imii- a^nui.-^ se a 



EUPÇSO DA vi 






una falta o P pra ha um cuba! •■ num 

ieate, porque onindo DUM cul 

te. 
Augusto Jnytne d< p< ■ i Huquinji, >, 

de que fazem tinha 

umai pouc u Ai que lhe 

[ii prehi adi >. | ' Ki : l 

ú bala I rir o animal nu • o que i lie nu 

o Hiilo cargaa de ohuniii<>, n ; \.i .. 

compreheudia, e julguva-se onl ia. Foi por 

moth ,, consultado Qu que 

alg p 

trabalho, <> qual durou quati 

Na '1" rio i sultoi di viataa pro i r tui 

oe romodios e ae oblaçoei aoa idok» especial - da caça. Oa 

ii> Quimuanga la> ar 'po d< ■'• 

o i" .i i pui onde " mi oraram 

folhai i8 de reconhoctdat i irludea, e que 

foram proourndi - por tombem na pi 

erficoa, om que < atravam folhi 

pc(]in n i' 'iii''- >1< aoimaes trituradi 

determinadaa an da pedacitoa da troo 

e»»« de arhuatoa oom rebentoa, sondo tudo mi ttídoemeh 
pequenos troncos furado», ou anVieoadn itrn em forma 

ilc boloa o cates envolvidos em trapoa de efln E * obj 

. un» para ae rii ponderem do . ligar 

u • .In caçador o oaitroa tambi m | 
som que ' II" di 
Po • ui permittido aaaiatír d 

tanga dar nmi di que a aosaa anua ■ 

per. 
Etn local npr pri 1 1" nbi io i anta o arvoredo mu 

\ii' i.ii iíi.i pequeno lera itado um 

ma do sol", tinham oollooado um b i madeira 



396 



KXPEWÇAO rORTlTQUKZA AO M^ATIÀNVIA 



acocorado, tendo Btaa eatreitaa A cintara, «o pescoço i 
braço*. A mu lado do telheiro plaatara-ae uma pequena b 
tifir.-i -■ d.. i.uti-H catavam dispostos dois cones de oaphn n oco, 
um tapava una pequei lia contendo agua, oaaoaa •■ t" 

lhaa '■ uma porção de ramagem de arbustos enfoi 

fnnilil ili- Vassoura. .. iHltrii «■• vi .1 .:■ ilnie, prato» de i- .lli.Ii» 11111 

tendo pedaços de mandioca ■ jingubae o segundo a niinx-uil»-. 

.■.iil.slanoia terrosa i|im .«o .•.■.mana fitei] QM I BUI OS de> 

in suja de branco — ó eousa indispensável principalm 
para todos oa povos além 'l" Cuango, «í tanto maia bo observa 
o leu um quanto maia noa Entornai no lortlo. 

A nossa arma envolvida uniu panno estava encoatada a nina 
Cbrquuna, entre o pequeno telheiro a ■ bananeira. Bata pi 
tinha 'mu redor uma caldeira onda i itai i pingando 

temente agua de uma panolla Buapi nsa, que tinha ui 

aberto no fundo. Nesta agua tamb d m viam folhai d< 

Em frente do telheiro espetadas do terreno, a i oo diatan 

tos uma da outra, catavam duae Forquilhaa da mesma altura. 

A cerimonia principiou por o mestre Qnimuang i n dirigir 
ao rio a numa goatícul tçSo ozagerada invocar o idol 
tutelar iliis aguas, paia que rieaae pura i livre de maleficioa 
:i que devia pasaar lhe pelos pés e mios e limpá-los de qual- 
quer cousa má, a lim d'elle poder apreaentar se condignamente 
ante aqui lie que dl couto A caça perseguida. Sentou-ee á beira 
•I» rio de I" que os pés hV:n«soiu eoin-rtos pelo agua, mi 

do-os para os lados e proferindo umas palavras sacramentava. 

Curvou ia depois <■ fea o mesmo com »a tnilos, e fallando «•■m- 

pri <:*< onvu a ii^ua da- mãos c i-in .-. ■ — n i.l .i do* pós. 

Veio pôr-so depois entre as forquilhas A frente <1" telheiro, 
ii-ulou <!«■ jinv.i. ili-u alguns saltos, desguarneceu I l li 
dos enfeitea que a ornavam, como pennaa, e dois pequenos 

bon ;- <\<- maili ira <|in terminavam • -i 1 1 forma do prego já 

riu-grei onluras o ilo tempo, n (pio tudo pojt sob 

ido em que oatava a figura do ídolo que invocava. 

Descobriu o que oMava debaixo dos cones, e trouxe o prato 
da oomida que veiu onerecer ao idolo, ai- panhando a offltrta 




DESCKIPÇXO DA VIAGEM 






i [troes, do que ■-■ denioron .-.l-mn i. m|i.>, pondo-o 
depois no i-liAo i-ni fri-iiti; d'elle. rVz •■ mesa D) pr&to da 

M n " no lado do primeiro. Km (bi ao 

■ bananeira a recobea nas mBoe algumas gotas do agua 
da ] •:< ri-- 1 1 1 . esfregou uma Da outra e poa-se em frente do ídolo, 

tnloa até Ri arem liem enxuta*, 
-.o entSo o com um pequeno pedaço de ampembe i 

DO |" iii. •■ uma t ■ 1 1 1 oada pnhna da mao, dirigiu-*e 

em m para ■ arma que ■ pouco e i eo c sempre rcs- 

moneando deaembrolhoo, indo deitá-la depoie sobre as duas 
ulhaa. 
Trouxe depoú a panella com agua, que no principio eel 

para defi te do ídolo e para junto da arma, l< 

toií-u ao ar, •• apre ■•■ ntando a no idolo bebeu nlgumai go 
Tomou depoia ama porçlo de ampembe qw apertou entr 
. deixando cair o po* Da agua, mecben-a 1» m com o ramo 

• l:i-. folhas e borrifou depois a arm; m <■-!•• ramo em (ndos o* 

virando a e revirando-a aobn ai forquilha», (aliando 
culando sempre. 
Acto oontinuo chamou Augusto Jaynv ■ qu< n esfregou oa 
bracoí a mios cora na Ibll ou que eetavam Da agua, ■■ 

cora a ampembe foc-lhe uma crua em oada palma da m 
diaae-lhe qne se os canoa da coronha da ara sendo 

ello quem lavon os canos por dentro e por fora. 

Jllllt I.jm,:- lis (i.-rus .1:1 llí ll.l . l- [li-|;l eopoldia I'.,- rfí 

alguns pingos da agua que f cair no p dabanam ra;limj 

» arma wm n patino cm i|ii.- «l.-jioi> .i tornou :i involver, 

tan<l" rorquilha •■ tapada de modo qne nlo pndi 

. T"ii)'ni ■ 1 • |mii> t )•■-.- li.-if.'iin de jtnguba e mn pod 
de mandioca e dou-oa a comer a Augusto Jaymt . qne 
assim na malaia, :' : " que deaae o primeiro tiro na <■ 

A malaia, á <> regimen * quo ao sujeita o individuo ■ q n 

. cousial i olha i 

Daadoa pela famí- 
lia, mas no modo de a tomar, quo devo ser 
vados, obrigando também ao isolamento a sua companheira 



. onioa peason que o pc 

por gastos, e aó a mulher <■ que | 
Ê •" ral o Bttribuu x o nau iticoesM 

pala* 1 1 1 • 1 1 1 .. -1-. - durante .-i malaia, sorarcndo 
ellsa ia conaequenciaa ú- i i ■ bem deea 
malogro. Ni t» oej nl um exemplo d'íaao oiti 

N 1 1 1 1 . - : i po< uppfir que vieeee ;\ qu< atito ■ malaia de qtu 

estamos fallando, e fomoa i íi ti rrii para evitar que 

Kl! t i « - - . rxoriirúo :i ,. ri. i;. ■ 1 ■ 1 1 ) .. ri ._•■"..• - ii. i uj:c :■■ Vi r.il--i'Io .; 

mulher de Jayme devia de ser vietáma. 

Aut i.i\ ficou na malaia nté á primeira ■ - ■ ■ . - - : \ ■ • cm 

que e lhe di parei i anima] para matar, e a buo ee 

abeira alaria estivi tiiiulx-in nu m. ra o seu M 

respeitante a i omida, tendo di dormir na i abata i m que i 

nhiune. Nu arma i dois podiam tocur cmqu 

fowne pohtu ú pruv.-i, 

Se » primi iro ore fosse bem i mpregado era o n mi dio : 
o acabava a malaia com uma grande reata feita pi li 

A oa principalmente ■ 

il<> oontrario, nSo entrara bom na malnJn, fulci™ 

llloliii' '.\i<\: -|" -li-uvi-l no.- ivnn ilio? ilo :il!.'-;il.' 

o iioiiM re infracção doi preceitos, que o i ignngi | 

raria ndívinhar, ei sempre a mulher quem pudoco, 

I" •!-< | li- -o u .Ih'. -<• uttriluiem aa infri i çb"< • ! I • i mpre amigos 

tçador qne içam a pn n ratar até oa maia inai 

contei movimentoi da mulher durante n malaia, o checam 
no a l< mbrar-se de ciroumatanciaa anteriores que pe 
■ I- o mu malogro, inclusive se olln em tempo pelos seus 
gestos o mi neioi »e tornou reparada por algum rapaz, omfim 
buscam um preti-xio • f ■ i .- ■ 1 ■ | • ■ • r p.ur.-i • i . - ■ • • i . . 1 ■ r . ■ I : t <• (]<• ; 
i|in- nunca u deslustre a Runa que tenha adquirido o seu i 
panheiro eomo bom caçador. 
Augusto Jajmi i ■■ ■ penni Iode retirar do logar 
quaea terminaram por Quiniuanga dietribi 
do mandioca a jinguba aos oíroumstantea p arem, 




■-.li a am|>i-ml> B palma» 

da iuXo <l U nua pcnun* 

o mais ornatos. 6» depositar ■ paaella DO BCU legar dal 

- c mios r\<< íiz-ra ao 

nos •■ ■ Imi ii. r< itO| •" 

qur 
ITOT. 
'Ih rio 1 . 

talvez motivo ■ in 

aOMo 

noite 'l' H o ontl 

das iin»si. imo* 

■ «nua e dirigii | m o rio. ' ta icua 
roda cbu aa par» ae a<, 

no Miando baixo uni 
u8 nutri*, in.: ido que lodoí " do que 

gi tar para i r os animam e ,jue B0 

iliinin 

o nlgiina direita no rumo de 

■ - hippopotamos . abam 

quizt r.-i ii i 

i de agua, e obrigaVfoi mwim a 
• ' da ponte. 
Pelo que 'I era uma família e 

do |> aquieta vinha « 

ii!'l'> mesmo muito próximo de Ja 
em principio ra. 

que todoí biiviain x :. 
pam . ia para retirar quando p 

iea que no i doía 

tiro* 'in <> aiiiin.il, qual DOW d 

!'•■• lume conseguiu incendiar nm feixe de eapim 

i indo no rasto da cara viu . algum sangue 



sté ao rio. Andou ainda pela margem algum tampo, e como nJU> 
m Ie paragem, rappox que o hippopol 

tii <•--.<■ íi|m ii. i , oiti ste >■ voltou pa itOi 

A in.il.-il.i in liiiíulu, >■ elle dnrante .1 noite alo podou- 

i|,. locegax combinou com oa teaa 1 em de madn | 

fater ato reconhecimento ta margem para o iul, poia tinha 1 

cortou d ' r ido o animal. 

N:i manhl do SI teriam 8 horas trabalhavamoe na no 

cubata, quando aentímoa tiroa de fuzilaria um poi 



K* ' 



1^. 



LiM >&> 






wS 






•. .. 



(WU,Ui -umijllil 









sete o aigne] de que fi)ra encontrado o cavatlo marinho 
ferido ]»>r .Tjiviik . A nii gria foi índeaeriptiTel, •• noa mandamos 
prevenir Jayme que alo eequartejaeae o animal porque 1 
riamoa re-lo e medi la 
Fomoa pela margem direita, tendo do atravessar nra vasto 

1I1 pamparl [•■ •* riu t'.i/ ..ui-v.i muit-i |ir<>mmc-iada para 

■, o que devi ler um formidável pântano no tempo dna 
chuva*, Tivemoa de passar o riu no* liuinliri..-» de Marcolino, 
o qual oaminhOQ aobrc usa armadilha perigoi 1 do madeiroa 




:ir<.Àn DA VI 



401 



ii» agua aguentai]"* i m 
iaa duas margens, i ein w maia 

tum broco quo a rio formai .1 

».• |i.»|: , i-i>nr<i) 

<'li mnra .i 1 ii 1 marga nde Booontrá- 

...ni. d do barriga ■ • de 

uma : idii ilii I" ilx rtod 




JW*} 






.:.i, 1 1 . •!-._. ■- d< mau de ria 

para d'ahi >• tiraro 

nnhá-la ont 1 o por 1 1 

av !n-!in n qao iça, por 
que 1 chalavnm do mi interior. K tio incommo- 
ii.nl" noa senti .1* mios ■• pés doani* 

mal pedimos que no-lo» levassem bo a< unpanu nto 

Vou. ■■ M 






! Ai" !>[.,Àm PQBTtrflCBZi AO M1ATIÃS\TA 



O animal qiie ora muito corpnlont [unioaei 

davam doi onnoa da idadi . tinha i npj coo- 

da raia di muda delgada i 2",2Q 

d'aquclle ponto no delgado '1" pe ." iy corpo di 

meio e a altura, da quebra dai coatanau roa te i'".:ío, 

sendo maia alt" atra-. A <■:■ 1 ■•■•.-. i tinha • *"". T< » • 1 • ■ «■•mi] 
r.ni nó 'i animal apn d< frente anui altura do l",50. 

Tinha oa péa i o 

ate lai touro o n dondo o tronco, d i ma p 

I irga ponoo noa teria de ( '"'.'• M '- 

< i> olhoa b orelha • io hippopol imo nlío peq a i ia n 

; mprímouto da eabi indexa da bocca; a n 

frontal •'• espaçosa. A cabeça escarnada do individuo de qtw 
tratámos, esta* do museu da Sociedade de Geogi l 

boa, e í d'ella o d< w nlio qtu i moa. 

< > hippopotnmo Ima o pclle . • i i do 
ofir multo clara. <> alimonto '1" que se matou Rira o i 

e encontrou-ee*lhe dentro uma grandi porçiu por dig 
Si. i Bquartojado •'• que m rapazes eon» 

( iomprohendc- -•• que Dato euoi ma mimai tív< 
Angu me quando bB< o ííu ao pi d< ri. Poi pulos doía 

dentei maiorca qne conheceram ter o animal api i an- 

uo . Noa trouxemos também para n Socicdadi iphia 

una enormes dentes de tu hm que • • meamu 3 aafaa 

li., margem do Lnombo, mas que poi estar mnito li 
fomos ver. 

Sfarcolino arranjou doi togo um l>it'>' da carne ainda fri 
preparando o em vinagro, tondo n esfregado antes com 
alho. Provámos o achámo-la n um pouco molle. A lerabi 
do mau cheiro na oci aaifco em que medíramos o animal, 
ii. .- rejeitar eata iguaria d segundo gnrfàda ; no emtnntu dov< 
moa dizer, qne se nA.« • tiveasemoe doante di nós um pulsado 
de corno do corça, urro* i aolhn de linguiçi i pi 

■ 1 ' ■'"" -i --miIm, i |ir«iv:ivi-] ijiii! COtWSW mo 

nio conhecendo qi ra do eavallo-marinho, o que ati 

havia do mIm r bi n. 



PBwaopçXo dí 






"•ar niu oxtromidi roa e ] 

rea do animal pela roolb u a flexibilidade de tinias aa 

I frieza da ]i''llr. 
Kr 
tam-ua km ; rtaran ! 

■ano carregá-la i 

oe noswM carregador u que até á ultima 

■ 

ia, X! 
líiii] liai, D que --ria piiui-aa bnraa il 

■!■». 
Estava • na ■ o caçado) - pc 

| .1 .(II :: 

lanto pari 

prazeotei] -feita apresentara ao« 

1 titn UittllquO r*»: 
ntt alu i alln 

^arapM, qnf ptir wr |»«|tirnn purçlii 
em : 

Intima animai;*" a f'«t*. 

Til»* ran» (»i n dia rui 
dm i ira um animal morto no tuatii 

|Mra ia gratificar*' 

ra !• um iiba«i na |Mirtillia ji«. ]>•■ | 

ih ajiima'» *<■ pfxiin-41 tirar-íh' • a pelli 
{,n~- ]-■• doa —'• l"in:-ttiu» nula daa dira<! 

A Mini ila |u!anpa >m palam- já tinbamo* coo Ir 

mm ti. deade •• 'anua. pad«-a. «nUram 

«•xrinj.lur- • variajabi ■!•■ 1 a 2 iii^lr» d»- nitujiriuirtiin, arada 
a altura nmtaado com a cal^ç» na ma poviçto natural d' i 
a l m g. O o«pria»mt4> da cabeça regalara da 0",I6 » " 

aeaa ala tintam paa*. Aa arriba* eraaa graodr* e larga*, 
mu oval r rapetadaa para a fp-ntr . A cV da pellc rra 



EXPEDIÇÃO POKH .1 ; ZA AO MFATIÃ 



dc um unarellQ tonado v todo o animal ò. do aspecto 

pesado. 
1 > ; 1 • « ih lio grupo <!";; antílopes) •'■ m cado 

mgu, elegante, di! pescoço comprido 
i ih i'ihii;. r ic :in > suprimento '1" corpo que observei terdeO"^ 

a \'".-J'K ■, .iri.-iiiilo tiunli«'in ji altura >\<- U"',S l( 1 nutro. Os 
pana <lisposto* no alto tio delgados, ligeiramente curvi 
para isento variando na grandeza de 0",2 a 0" r 24. a. 
lhas i nolinadaa para Irás, torminam em ponta aguda. 






• 






£i 



l 



A 



■ 






MIM ■ •• 



£G • 



t- "inli. . .'• recurvado. Aa pernas alo delgadas, ■> cauda larga, 
a pelle aronreDada i""- ígnat. lóoo .'• muito ligeiro o fea 
lembrar •> gasella. 

A iiiiiliiinilíi .'• Miiinia] 1 iiu .■ i-]i-g!inti . de pello Snissima* 

A qUe V;| ;„, (inl,;, |..,:| .. . r;l COn»Ícl I I : 1 1 Í : I limito QOVS.. 

Tinha um metro d« comprimento, :i mui nlturn de frent< 

'I ,85; as pi-nuis tiiiiiln-iii .rim delgadas. A sua cari 

de OTO gO lito delicado ; i'on*id"'rãnio-|:i Mi|n rior .i ■'■■■ lml:i 

a entra i aça que Domemos. 



BIPÇZO DA VIAGEM 



406 



<> >Og0 " ci-rvi.l 1 1 a • - OTO II OOBO i>iai<-r 

ntci. com grande armaofio d< rroada p 
Tanto este co <jue ao viram em 

M-ÍJ1. 

batnoa boa a carna di raado, mas um po a.Diiia- 

i a |i ■ontiiiiiii.i i| iinioa mudando ;«« 

unha . uuito mm inaoH 

pea,queorai do a comermos cama da vi 




i'::i - 'i' - im-tPiS 

i :,. .■ altura n|i dor ■■ ' 

i :.. 

K animal elegante e rto. 

«> il Mi lllll lio* UUliorOt aiiiina-'.- i|Ur \ itlluB, 

ido* pnrm trai 
po para além dos quartos doa •utra- 

ctadodeLo , matara um u margem direita d rioLabale. 






KXPBDIÇXO í-oiniotK/.A ao Mf.'.n. ; . 



11 Bi alas que i im-nos existir alie entre 

<• Cuenxa «■ CuaagOj chamam lhe abl aolo. Um doa seus pi ita 

na museu do Sociedade de 
li mbntr a do lii riabok, em ontrado pi i • >.- o 

i - . I :■ !■■ uidoa explorador* s Capcllo i [vou na sua vinj 
o Libonta >■ o I Inbompo, e por ell» ii. unido, e tamb 
Oryx baUu l, tentada por Schwoúdnrtli, •■ n que os Boogoa 

chamam nawJ 

6 mu antílope a que w ri unonto n da" diversos do 
i]n as povos ootro "•■ quaes tem o seu habitat. 

Encontraram os nossos rapaces abundância de maci , 

• mos nesto logar apenas a polumba, 
no* bnprcasíonou na occaaílo. É também o cojf, o a qro 
Angola chamam umbalaximba. A pelnmba que noa api 
taram uni grandi ; estendido tinha mais de. um mi oom* 

] .i i tn.-iii. i. o palio ora longo, preto e tu Iroso, sondo braj 
debaixo « l ; i anca, sobn oa boinbro i i outro bulida* 

lo doi rim •■ no peito tarabi m. Na cal 
i.inn.i n polia mu.' pi lie ili madeixa cm rolo caída para « 
. T inibem trouxa num a -u :■ !>■. 

A carne óV< ite animal é muito sdocú ada, < 
:ii. lu disso é rijo bastante. 

São as corças o voados muita frequentes, bem como 
^íizi'1Im.s. .-.i : vi- !■ .uitru.i, <■ os cies silvestres (mnbi > 
golonsea o muiéo na Limdn), o como d'dlc* ba vnried 
tamhwm figuramos • > que noa apresentaram! 

Havendo abundância de corne no acampamento, mondamos 

sair o ncia c testino n VngunrN Uuqulnji, 

compro de mantimentoB — farinhas, feijSo, bomba • t<- . . devi 
aproveitar a oecaaiao d obterem noticia pela comitivas quo 
ali acampavam relativamente a caravana quo esperuvnmi 
Malonjo. 

Noa no emtanto dioposc i n marginai o Cnengo ate 4 

igtun ii" norte, para roconhi cor se no i iiminhu 
iln Cundungnlo eneontrariamoa povouçSoa qui nos padi 
fornecer • lostiveis. 



fOSU UIH. ÍO DA vi \i;i,.m 



107 



taroha proxintan U de novo kilumetraa, 

aco&panhando o ria Uuongu polo nu margem direita, d ainda 
lumutroB j-i ii" caminho para d < tandun- 

daparando .ilu oooi noi b< oiupi to li B&ngalaa o ii<' 

mbuquistna que viajavam de i panhia pura n 1 1 

doa Peindea. 

r-.ini no- que aqucll i ■■. ih< o < aminho 

di t "■ ■ i r : . - ; alo hi ■ ■■ o proxúx ida 

ibalo, i - ncontravam 

que t* •■.■ • lando doa aooa 

i i :ii:i de alimento*, que tao : 
dopoia '!i> Lub ao Lw hii o, oudojd se voem oa Qníoeoa, 

i i ■ -.1 ndi ii um idílio nu toldado 

nos ii- panhára c qm para ntfa o comprou. 

Depois il«' pui iiulu por il iniiinl;'iiii'i»-l!i<' ilnr uma parta da 

D orai Ambaquistaa terem noticia do quo ■ 

guia ■!> Maiai rande exp< dição, em que rinha 

l nu l>"i. Sabiam que tinha paatado o 

qui .ii ai ii Mona Mahango, maa d< poia d'íato 

i . 'I úa tinham 

li' . ■• .i" :ir/i|ii|i.ui|iiili. ••:■•!•- . ■■ 

i I ":i 1 1 1 - . nu prclu nd< noe npi cai que lhe d< ra 

qm ih tinha eetndo um Angnnxa Muqninji, 

donde bavin • m do negociante Cuatodio MachadO| 

■ d outra pai t o dr. \\ olff da i xpediçAo aliem 
I.nl.i 

Qm ria o Ambaquiata, que fazia parte do ama i nmítiva para 
aqnoUc ponto, que Paulo i sooln i nrtaa o qm i ra para 

to Dom nem outro m ler uni bits, 

di vir depois buacar a destinada ao referido doutor. 
uiwtii .iiiiniinii que i ram oitenta aa oargaa que 
vinliiun. e que o ter ajudado Angu 

Esta noi rou bastante oa nossos carregadores, 

tra i <>ryu« diiruniu 



408 



l AO MUATIÂXSr.A 



Custodio Machado, attentas i tini c«rn 

janto i mi;, a caravi - outra 

qw • para •• ILubui ido doa Aliem 

li.-, jifiriii tu ilcnJro de oito dias, que 
o» pri ie junho. 

N:l ' |" ; ::i. I c|.' .|l|i " ] " -tt v . : . i lillM-;ir il cart.1 |' 

.i . li . Wolff, oeoreri a este explorador dando-lhe uotl i 






£&,áL£ 



i-i íT. 









'. _■, 



■. * 



~«f«r" 



pino nlo apparecesao <> portador, pi três dias 

mandáino* am ■!••» m-saos bonnn- ;i Aimuii/.a Mnquinji a 

de aaperar ali slgnma [tiva qu<j se dirigisse ao Lul 

pai i i , i. ■■. . r .!.. cartai ao seu destino, I 

tador uma grande comitiva de Baagalaa o do Ambaquistaa-de 

maia de oen pessoas, que lhe disseram i> t stad »m a 

■■■■> •■■'! < ii :i In Iuivki ^ii d i:<.«, tendo contado mais de 

Bntaa cargas, aoudo parte d i lias para Saturnino Machado. 



D] ICRIPÇXO 1»A VIAGKM 



m 



No ília :' tanbanvo, rapaa m domo 

parte do lei lido aviaado qne mu. amo o Caenata 

iaIiiiii ila (uai ■.•!■_. .« • 

& x.i Ifnjinga, <■ que Mbendoonde a&t Miir.am 
togo cltamar. 

Botava o dii i i ia queatfto oon o usa oomj 

hl potqui ama raj bai ia ■ bií iticado aro rapta 

que lho pertencia, o craaJ i TÈt». Isto provara-eOj -■■.■ 



.-* 









liu tinha de pagar o crime. Sc pagasse 

ii li. ii. ilo contrario tinhiuii do ÍW/ ■ um 

Amboi 'iiviom de seguir jutra o Coilo i aoompanha- 

X i Modiainlm pura a Mn irem con- 

■ i* no cem -ra Tàmbu segnir directamente pam 

zavo •• Caje viera para ali tu de se encontrar oom- 

xmmoo e d> i Uhofl pan o lerriço dai caigna» 






BZEBbiçZo rom d 



MtATIÂSVr.V 



AiiiImiiv. mio dava moita "■■ i i.>«esto «viso, ma» i 
rendi i desobfldoc«i pódio noe par» ser acompanhado p..i 
oldados, para que no rir., do [Mtrfto 

de ir, i sta lhe d ■■ i qui 

gencia urgente de que tinham de nos dar a resposta. Ambanvo 
eetsn ito por nadai m domo serviço c qu< ria ir ■ 

nosen ,it.' á Mus minha, 

Nomeamos log lábo António para o acompanhar, 

•. i ilnmo lo : . ,i. fiii-tn jini-íi uma diligi lirin, porque deV4 : 

o :i. povoação de Xa Mujingi 
d'ahi irão I úanvi em doi diai ■■ saber onde parava a noesa 

I rembranâo-nOB que ■ podiam encontrar ne caminho, mm 
mo i poú ' ange para também oe acompanhar. Bllee viriam 

«•Min -i caravana animando n .1 íiprcSSOr marcha, 1 \ UOJC que 

ora am bom andarilha viria mais adoante paru noa traser a 

vuTi fljuiiidcni 

Koets mesmo dia Manuel, qm chegara de Uuquinji, ini 
mon-noi que estivera ali com uns rapa» lanje ris i 

do .-olia Aiidi.ui-.i, .■ que estes lhe affiançaram isto a 

na pastar o Cnango o que devia estar, o mais 

lOBgOj li 11 ' 'ai.wr. 11. 

Nesta dom km tarde partiu a diligencia. 
Betai notícias animadoras den 

soldador, C ■ ■ •! 1 f 1 : n ■ t . 1 ■ 1 . ■ . -. 1 1 : 1 1 1 1 

trair uma ponti '"ia a Decossaria solides para : 

caravana. 

Foi uma distracção para olles e também para nós, 
tarefa fomos coadjuvado* julus r uu.- Iiorasemque 

o procurar caca. Ellc* iam derrubar b ires e 

cortar varas direita» u grossas para a nossa construeção, a ijun) 
denominamos — Quinae de Agosto por ter fie Utida 

nesse dia, que 6 de grande festa para a cidade de I 

Aproveita i i que já existia da madeira amontoada) tra- 

lando de a li;.'. ir dev . paia m 1>iv cila OS Utn 

taboleiro oom ■ ui i inça. 






i >::-.■ írn-i.Ài) D 



111 



d altura, 

bhm dar-Uw maior exi .igando-o 

mosiuas ih |>n - 

á a precisa 

"I •!■ .••. o qoe permittín que ■ ■■' >- b< 6jch* 
que gi»r>r -ua melhor paaaageni. A parta 

arvora derrui ond< partia b antiga poui ■. Barria- 

lo ponto de apoio, <■ aolla w gradaram i 
doe quo coooorreram para ■ 

i.i. Dm ria que i da dom» paesageu por 

uquallo i i ■ ! po la obra concluída. 

doa que, por emqaanto, na região am que 

ii t-nt.il a prUrn ira i to 

cípi tenta de febri 
português 

A d ';. b di da C panhía ProTídento d< romoa o 

• ■ ■ 1 • r dial lo, po i Bxpcdiçgo um o prego 

que i i" folga i ih poder aaaim 

utili.-ur. 

Trabalhava-eo som boa ronl \ãt da manhll c da tarda pala 

froBcu, e noa aatiafoitoa depoii d< largar o t i.ii<:illi< ■ i 
pai ti da pooti i onetruida ou 
á nu entrada em nm eal {dando <■ 

de "i ■ i n ai dib dia i iu« 

■ 1 1 1 !■ i phonomano que da icrovi moa do i la 

nta do no o 1 1 arío: 

• Nota - h.-i ili.ui qu "'■ ' quartos uu uma hora 

il, m forma iini.i i |" cie d< barra no horiaont 

claramente quando a p rior 'l<> diaoo aolar 

1 1 rando como num í eu, diminu ndo d< int< Deidade 

e pn liaeo por dh ■' ••- deada b i ■ pra» 

> quando ooi ta o diaoo i»'l" meio. Eu 
• 1 1 1 1 1 ■ 1 1 1 • ■ do toda a aua parte inferior, •■■■«■ 
ido a Bnperioi la boi lembrar •> naaeec d 

<. e -'i medida >| i ac dos&ppareceodo p irece •> -"I qne vae 

icnaôe». 



Por ilgoa tempo approximacUimente meta hora i-»e 

41 HUnOS]iln r.i ■ ■ .1.1.! :i :it .- 1 1 1 1 1 . 1 • ■ 3 1. 1 :illlini. 

E possível quo esto facto que r> ■■/\-.l.i i . : « ■ I ■ oxtraor- 

dixuwiO] a reja memno omito freqneaCe em Africa, prim 
mente nente Jogar, em todo o ca»<> para mim foi novidade, 

."li'i iiH-gmo o |iIh-ii.iiiii-iih m.i" ■!......• i: ;i,, i, meneio.» 








M M RH\\\0 D 



413 



VISITAS [NRSPERADA8 




So ontrotâdoa eatavamoa oomoa 
trabalhos da ponto na manbl 

• lu illll "> ilr ;iL'u-Ii.. ■ 1 1 1- ■ llfn. |. 

pariítmiB em (|iiiiii w r»ji|ir>ixi- 

iims , ii. <• iurprohondo*nos ouvir 
um — <lú líoonça — <|u<' niin ii.i 
do roa estranha, nai quo j--'t 
boi dIo ara Bsoal. Doixámoa 

II (|ll mO - t:l .'■ -1 i.l- : i I | 

(aliar ;i Qarcia Fragoso <i"x 

S.MIlIll-.. II ( l|l,1ll!llMriI 

• li- VaaconcoIIoi qoo doixam 
na margem do Coaogo, ocoor 
ninto-no» logo BOI fru/.iu algain.'i mu notioiâ. 

— N Kmdea, bago boaa notiotaa, aqui tom 

ir. Augusto. 

Comprabondo-oe a bi quo tomos n acguinto 

: — «Hou amo. Particípo-lbí quo hontom (26 dejolb 

5 boraa <ln tarde -■ o rio Cumgti ien isoonroniento, 

ir doa do pluoto bo ten n torrai mu •■•>m o» ou- 

n d'oIloa de nomo Mooaml>". -"linnlm <ln Quitobo tn 

do propoaita qaobredo ■ oanoa, auu qoe Felizmente nSo no» 

e«n»>" i & nu. 



Ill 



MçXo í-oimcrKZA ao mi 



■Oatrneim, amanha remoi i hegar .> Mona alahango, i*>>' 
landou . ; ni Costa 6 

do Muene Puto para M i que daríamos ir dormir. N pi •• 

que "■ cot egadorej reom pesados, e é preeiso 
pachai muito por i Um para ver :■•■ is lovo ■■> «ti 

■o ]!■ ai i i pscii ai • iitunidii. 

' Q i oflon doo para lhe li 

tei-o pagniiilo-lli'' !!"■ V*. de pagamento o qw 

tondor, poii dm pedin duas ]" cus s moía medidas. 
•Seguimos o oaminho do Caianv". com .-. 

nita bem na minha •• ioda. 
4.\ caravana «'• da 106 carregadores, ma niln-res e 

ajudantes que o ompanham fi Do V.. 

Augusto Cttar.t 

<'.i ioçO estava promptoj Qarcil para 

r parte ni nossa n feição que, nem de pi 
dia alo ooí deixava unvoi ih |ui r pi la abnndati 

[nalidade daa Iga rias, l rnuem a primeira o anica 

viv. que d d tiTomoi eoolho guisado e rola assada. 

i> coelho IV. ih apanhado i mio pelo carregador Xaviori que 
entendeu com elle mimosear-nos, grato por o luvn irado 

de ama G febre com um purgante 

boa 'i"- 1 1 de ruHato de quinina. 

Comendo i i todo o d Gan tri 

com aa suas noticias « satisfazendo ido. Con- 

tou soa ■ Ik qui a caravana se afastou do p mga por- 

que Anu- ■ "ii i|in- <'-*i" i' i • " sou irmão se lor- 

i ai exigentes com a passagem, u oncaminhou-sc por i 
ii mato para o porto ao norti . Mona Samba, que tivi ra notícia 
il i ma chegada áquelle p i lou logo ali um 

para acompanhar Augusto ú r ' : . . . . . \ ivouodia 

■ po ■! nessa nota pernoitaram na margem do Cuango, 

Passaram so uma noite rui Estação, <• na manha 
iam para o Lumonhc onde Garcia deixou a carai 

lltilllI.ilKlii ;i jnl linrhi li. •--..• . I i : i : 

hai tinham s*i«l«» j»t-< jii.nns |mr serem posadas a» cargns, u 







qur tililia sido bum. |< - «■■ :it:i-l.i\ íiim Ot OiOTOgpâ 

atros. ' tomo •' I' todoa os car- 

regadores traziam a sua arma, mottia i |i"i 

onde paa 
ifi 

ma enfermidade >l" tilii . 
indo Dm sppan c n im w cari 
:, caan que iam munidos <»» do iro» quo regn 

ram, tada qne dói os havíamos tratado Ix i'> i que ello 

m os filhos queria que m obrigassem todos 01 

carwga<li'i. a h voltarem i . i>:u-.-i !•••. 

. ■ ' 

Hòna Bffneanxo ira toda a roa gemV pr nnpta para 

: mio ' andala declarou i o manda 
porque 1 1 rtanu ato ai u tiro, o 

omito i" i ' ■ 

. , ., ,. 

o i • ■ ih slle Garcia para 

•1 • - Andrade, onda .•< com] osealloa OBt< re em 

tratamei isdiai depois. 1 1 soba Ambango upa 

mis I jurdai de fazendo para ter enterrada a 

lís queria por parti n «r ella ■ 

um B njor q i-i o ]'i"ii etoi 'i i ma terra, ■< 

que Ibei i nu too admiraçlo, porque o gentio era g 

m bi poder enterrar am na* iim.-i 

hi morra. 

Ea4 iquella Betaçi ipre 

tinhos, finando Joai bom m goeio ••< troco 
do gado »• de borracha. 

o Ambango e os mus tinham abandonado a 
numa montanha ao norte no 1 1 
a de Mui ne ' innje, e este potentado i ia ■■ 

afnene Puto Id mandasse nlgum portador |" i Slhoa 

.li- Ambengo < I sm roubada e abandonado 

do senhor major, immediai irai nb Ibi i levaria agu Riria 



4i»; 



i:Ni'i:iin,ÂO POBTDODBXA ao miatiã 






aprisionar o* orinúnosoi pua uYoa mandar entregar, Tai 

Aiubatipn v ■ 1 1 1 ■ ■ Augusto ilism-raai qui queriam pagarem 

<>8 prejnizoe que noa d - ter tid 

mas qno esse pa<lo só o entregariam a nm portada 

irisado a recebi lo, i nBo ■ Vasconoelloi dm i G in a que 
•tmiii negociantes, Notou Garcia i boa recepção que Ibe 
i-.ini todos oa poros, por onde transitara, api 

d c.M'otrirn, i une nunca esperara encontrai oa i-uminhos 
tilo limpo». Por ioda a parte ic faltava bem da nossa 
çâo, Bontindo-se qiu- a iiitliu-ii.-ta do Mucnc Puto se tonun 

n i poro», o que estava animando oa Slhos 
de Angola a rirem com gado tentar fortuna até ao Lu 

— Ninguém melhor que Josó de Vaaconoelloa podia tentar 
esse negocio lhe i nos, i um bomem Berio, falia 

as linguas d'c!i>t<'s povos, cimbrci- <> negocio •■ podU Ul lisarOi 

serviços, de individuo» i lo V e outro- rapazi I i DOO- 

Banos. Devem tar • ■* tiaiiallio .la Kxpnliçi iqu 

os povos se lembram <l, im>, ji-ir-ju.- mais tarde inrgirao i i 
diffiouldades, pelas ambições desmedidas reeultunu > da Falta da 
ooir. [vencia eom oa povo» civilisados o daqnillo que lhei 
menta as suas necessidades. 

— Iniciámos como viram <> acostumar cates pi voe 10 

de e.irn-to.- rc mnidoB, mai pagando directamente ao carre- 
gador, n ipu- <■ ito dillerente do uso estabelecido uqj icrtôoa 

da aossa Província, em < j n » ■ •■• > <>ntr«ctos sâo (• -n-- 

sobas e eates só Uns ilão parti' d" papami nto porque ficam 

eom um tributo paru - : . K que BUCCedeU? Todot 

resultaâo de aosso trabalho. Era uma co rami ate i 

i-iitri' elles, •• muito se conseguiu de pente supersticiosa c 

■IO o:- \:nji:: o rlirg:iivui 10111 SI rartras até < "aiii.iu, SCmdO 

al-miias reemil idamcnte pesadas ■• na maioria de 

paru os seus hábitos de * lucçlo. Também m do LnJ anda- 

ram lio serviço ilo transportes •■ ultimamente, poi •.■■/..■-, gru- 
po* >i' diTereas povoaçSee próximas >l" im to. 

— Vendo todo.-. • ■ 1 1 « s apura a iriaiiili caravana que para nó» 
se dirige de Maltnje, decerto reconhecem a uciae 






DESCKIPÇAO oa viagem 



417 



muito* »<! li" >-p< mii-r, uii.s & nlo teraxo querido con- 

traetnr-sc paru OQO " t-i-in emi 

os contractos. Os negociantes que seguissem as nossas pisadas 
decerto seriam mais feliz.es, po udaa i mi 

.1.- ii. is receberam buo de ter rtamenta •< gentio 

ha de desejar adquirir outros novos, tendo assim do recorrer 
tniuportee COmO uniro mrio para ii.- oliter. 

— Estes povos teem usos c BUperetiçBei >\w nito pom-moa 
ir de respeitar, e só com o tempo oa puderemoi Bfl 

d d. ih r.i- ii'i.'ii.-.-:, nu. i r-.uiilo bei <>■•• erroa em <pi<' libo 

rum. Por uma w, • :i força, oada n alcança d'ella 

— As diuis mortes quo se suecedernm com mt.rvallo do dias 

■ ih Xinji-n ao sorviço da KxpodíçBo, justificam até CeitO 

ponto o ebondono dai i arg i • nuisollc* hi< beoerqae 
proa dei nlo i"i o •! leria de ser e bio de mudar, por- 
que preeiíom lOtisfuer necessidades qin 1 l!m desperte .-. 

mos estos nonta considera] iÍOj como 

homem pratico e que ha mais de três nniios residia entro estes 
, o disse que seria elle o primeiro a divulgar 
aos seus ]■ i i]ue seguia jL-ua Malanjc, as vantagens 

que podiam colher em seguirem o caminho da Expedição cora 
o seu negocio. 
Trai Mona M.ii tango, ínfimnoD* 

nos ainda Gi roia, que se cila morresse o seu cônjuge teria do 

abandonar logo a povoarão. <? para junto da defunota iria um 
uAo sairia <1 . | tua ■" omponhor os seus 

roetoa mortaea á sepultura. Lcvam-llit- da oomer e de bebas 
Cartara enquanto eetá" na cabota morta maeantoa 

por obrigação ir guardando todos os ossos que do- 
irais da putrefacçà.. do corpo se forem desarticulando. Quando 
«Li a sua tarefa por profflgrta oa macotas mais vóltios do Estado 
procedem á contagem dos ossos, • a> < mnmodam-nos em uma 
inde panella, sendo depois enterrados | | ■lm. 

Mona Mahango teria de OBtor muito tempo il<-jM>sitada, |Kir- 
que amila se adiavam por enterrar os restos <lo sou tiliio mais 

velho Maçam )><>, •■ *■- do irmlo Useanso. 

Tot. B IT 



418 



RXnmçXO POKTUGtrKZA AO MUATtAxv! A 



Quo a povoação seria logo demolii do ■penas a 

nu. li fant depositado o corpo deYídament* reeguardada com 
unia cerca, j > .- « --:■>!. 1 . ■ .1 f-r povoarão [irincipal a da prin 
Mutumho, que seria augmenmda com as novas habitações da 
gente da povoação de Mima Mahango, que i II n tinlia do Ikt- 
dar GOmO seus servo», pois DO Estado de I diango o Oafimfo, 
havia distincçio de senhora» e servos, e entre astea diitío- 
goianvu m ■['!«- tinham aaiento 8 roto no conselho. O próprio 
amasio da soberana era considerado servo, sendo por isso mes- 
mo que não podia < .-.quivar-se a viver com «dia até que ella 
ooniegui ».-<■• t.T dói.-, tildo* i|tio eram oa bocoosbon para o 
estado principal de Capenda-cà-Mubmba. Pela morte de Mu- 
eaUBO seria suecessor naquclle Kstado o seu irmão Cândida, 
[iiu-i 111 -i- Muna MahangO uionvsec, como no In 

entrar Mutumbo que tinha um lillio de 1 a f» atinoa, já 
Camlala seria BUpplantado i s.slo por estn 

Kra 1 si a | praxi- i|ii.. d.-via soguir-SC, J" >r- DD, como já sabia- 
iii'. , <l u; Ir In, actual Capcnda, a quem os de Mona Mahango 
rhamavain illtl USOj apOSBE dr não ter ;n iiiM^nia;-. não )arga\ .1 
o cargo; ma» .-<>• <i larga.s»e Candala tomando pouse também nâo 
cederia o logar a 6eu primo, filho de Matombo. I 'mnplicar-se-ia 
maia ainda a ordem da BUOOOeslO, porque o» Ilft»gala* DM 

ultimamente vivi. -in muito boas relações de amizade com 

.1 Caianvo que era O immediato ao <api.-nda, (pu-riam que el!< 
lhe suecedesae e o próprio Capcnda protegia-o. 

< ontou-no* ainda Garcia que o deeappareoimento das ínai- 

gnias por oci da iimrtc. do ultimo Capcnda Mona Pire 

< ia um facto verdadeiro, de quo tratámos na historia ta 

<•10n.1l do» povos Tus. 

Disse-nos mais troe o potentado Caianvo trajava á enropecti 
O vivia sempre em muito boas rolaçòe» cmn o» Ambaquistus, 
que se estabeleceram paia negocio na sua povoaçlo principal. 
Era muito grato aos favores que lhes dispensavam 6 fallava 
muito de um hoim-m conhecido por CncutO, por o ter .-alvo do 
um traidor que numa iioit.- para afugentar o potentado, se 
lembrara de largar fogo á povoação. 




DBMBXPÇZO DA VIAGEM 



411» 



— Quem está na residência de < vo, continuou Qai 
parece estar num sobado de Malanji-, poil nlo «>■ masil 
entre h gente a ambição, como em outras povoações dou Xinji-s, 
de espoliarem o negociante. Ali ha a confiança reciproca, 
nhouaui-sc créditos porque o Caianvu obriga o* di-vi-dorcs a 
pagar. Vao ali acampar muitas coniitiv - I I '..ngalas, e um 

LmbaquiMta que lá «tá eatabeleojdo nata gado •■ rende a carne 
retalho a troco de borracho, <1" «pie tem auferido bons Iiutoh. 
r— É este o verdadeiro negocio que os Ambaquistas e os 
ipaxeu d) Malanje e de Fungo Andongo «leviam fazer, di 
mos nós u (Sitrcia. Couvençaui-Bc que as aactoridadca ]*<rtugue* 
xaa consideram livres todos os indivíduos que vào do ini 
para a nossa Província, e roa do interior traficam cora 

é pela necessidade dn fazenda c outro* artigos que lh>- 
evam, mas nlo è porque queiram desfazerem-se dcllctt, e do 
que eu lhe digo dlo prova as questões continuadas que os 
L-iantes teem na retirada com esses povoe, as espoli/içòe» 
ae ae lhes fazem de gente e os muitos indivíduos que lhes 
fogem. — Já lhes constou que estes ]*>vos roubassem ga< 
borracha aos negociantes, a nSo ser j*>r vingança, embora mal 
entendida, de questões nlo terminadas com negociam- 
comitivas qui- o» pi «cederam? 

— Por certo que nlo, respondeu O areia, mas nlo somos n«Vs 
os que mais ai BOa o trafico de gente. hTòa cmnlemin» 
nos com uma rapariga |tara companheira e com um rapazito 
para nos ajudar, c este educámo-lo e ensinámo-lo a escrever 
e daiooo-lhe um orneio, e quando tem idade e qw sabe tanto 
como nóe sabemos, <■ tio livre como n«Ss. Das comitiva 

para o interior, alo os Bangalaa do Cuango e os Calaudula* 
quem compram maia gente para aagmentar as suas povoaçoaa. 
je mesmo o maior negocio é para o Peinde e Lubuco; 
consta de sal, |»ours fazenda, miasangaa, pólvora e armas, 
recebendo-se em troco a borracha. Se alguém compra «rente 
aos Landas, Quiocos e Pefodea i para os reviro» n» Ia 1 - 

Estas noticias confirmavam o que já sabíamos, sendo para 
o norte do 0* no centro do continente que se faz o trafico, a 







EXPIDIÇXO POVJNMUB* ao KOATliXVO*. 



as correntes são alimentadas poloa Árabes, que dlo saida aos 
■■* pelo norte ti MooaBibiqae. 
A conversa fora longa c continuaria, mas como Garcia que- 
ria retirar o mais depressa possível, n«" honra remédio senão 
jiôr-llii; t.f i-nn>, « tratarmos de fazer a nosaa correspondência 
para a Direcção dos negócios do Ultramar, para Âialanjc c 
para a tamil ia, porque calculando Garcia chegar cm 80 a Ma- 
lanjc, ainda se alcançava o correio para o paquete de 15 do 
raez de setembro, o que era do grande vantagem. 

Ao Ministro da Marinha c Ultramar mostrávamos a vanta- 
gem que haveria de estabelecer em alguns pontos da r 
que já conhecíamos Estações, ou melhor colónias agrícolas, de 
indígena.-, ilos confins do distrieto de Luanda, ile Ambaquistas 
e de filhos de Malanjc e &B I'ungo Aodongo, «pie querem pas- 
sar por Ambaquistas, dirigida* po> europeus, dcvcn.l 
necer aos colonos gados, criações, ferramentas e iu&trumciitn» 
adequados A agricultura e também ou carros de formas espe- 
ciaes para transportes em terra, c quando desarmados para 
passarem os rios como so fossem lanchas. 

Lembrámos a conveniência de ficarmos na Mossumba por 
algum tempo junto do Muatiiinvua, para conseguirmos abrir 
ao commercio o caminho para Canhiuca, onde o Muatiànvua 
se fornece de marfim, e estabelecer ali em boas condições re- 
sidência pura uma auetoridade portugueza. Lembrávamos tam- 
bém — para evitar maiores despe/as e não exigir mais I 
ficios — o auetorisar os nossos collegas a retirarem li 
Bzpediçlo chegasse a Mussumba, e que nós, na incerteza de 
o governo de Sun ide .-ippros ar ••Mo prnji-elo. aguarda- 

ríamos que nos fisesH i ■< nder ou retirar, mas para qualquer 
|, . i ,,.. seria iiidispoiis;i\ i 1 eoiitai COm OS ncr.---.arin* n i'ur 
hob. Por ultimo instávamos por uma resposta prompta, ponde- 
rando que a fraqueza que sentíamos era grande, devido ao 
nosso estado anciu !•■'•. 

Ao Governador geral de Angola pediamos que lesa© esta 
cotnmunicação, lhe juntasse as observações que para mellior 
êxito lhe suggcrisso o seu bom juiz., e eonlii rimentns, que 



«PçXn r>A VIAGEM 



421 



empregasse todos ob seus esforços para tilo serem iuucilisados 
M sacrifício» da Expedição c jwira que se nau demorasse a 
resposta. 

ii Custodio M »sistiamos para mandar estabelecer 

casas tiliacs pelo nosso transito, pelo menos ate ao Caungula, 
quo fossem fornecidas além de fazendas, de sal e de gado, 
servindo essas casas de pontos de apoio á graiui 

qna eUe Mteva inter wiiia cora sou irmio no Lubuco. 
Também escrevemos ao chefe do concelho de Malanje agra- 
•u» esforços em «.|»t*:r os carregai! ores para a cara- 
vana que já vinha porto. 

A gent pedicào aproveitou o regresso de Garcia para 

i ia» As famílias, u quaee eram oaoriptel polo mes- 
mo Garcia por cujo serviço cada um o remunerou a sou modo. 
Garcia retirara, e o pessoal cheio de enthusiasmo queria 
iwstrucçao ria ponto ]»ara se fazer uma festa ú 
il.-i L-arSTina. Qaimtttnga •■ alguns vizinhos vinham 
.!■■ propósito ver »h trabalhos, •• tào satisfeitos liearam quando 

oonelnidoe, que dm pediram para coHooar na ponta 
um Zfimbi (crucifixo de motal) sobre um pedaço de baeta anear- 

i mia, para no viandantes a respeitarem e na<> !!»• - arrancarem 
a madeira, •■ para as aguas nas enohentei a olo deteriorarem. 

I ■iiiiH-lliiv -., vontndi ■. fixando o crucifixo do melhor modo 

Suo foi possível sobre a taboleta. Propalara-M para oeste a 
i este nosso trabalho, e a curiosidade attmiu muita- 
mullieres de uma poroaçlo distante, que vieram com a» suas 
pequenas cargas de mandioca, bombo» e milho para vender, 
ii entrarem no acampamento, como vissem que nós 

rhendo a visita de Ire.- Landas que Iia\ 
gado pouco antes dn ('uilo, de mandado do Xa Madiamba, 
largaram as cargus a fugiram em grande carreira. 

Dando-nos parte desta occorrenria, mandámoa recolher 
aqnflllaa cargas na cosa era que costumávamos trabalhar. 

Eram as visitas, um homem que se intitulava Catumbclai, 
roproaontante do rofll Oaonata deste nome, o mais antigo da 
ofirte da Muatiiinvua, que residiu próximo do Caasaaaa e qne 



EXPEDIÇÃO PORTrOVEZA AO MIATIÃNVIA 

estava ao lado de Xa Madiamba fazendo-lhe corte; ob outros 
oram rapazes da sua povoação que elle nos vinha ■( 
para o transporto de cargas. 

Participou-nos Catumbelai quo Xa Madiamba, a quem 
tratava de MuatiAnvua, eslava muito ■ lo por sou 

quilolo < , :i.--.-.i.-.-.i nílo li i até .nino providenciado para se apre- 
sentarem rapazes da sua povoação a buscar as nossas carpas, 
vendo que estavam";, BO mato goffirendo Comes e mal . 
quo por isso m.-mil/ira a elle Catuiuhc aipicllcs dois 

rapazes de quo dispunha para o desculparmos e nos com- 

1 1 1 1 1 1 1 1 • - : 1 1- as noticias (pie elle recebera ,|,,.s (pliloloí seus amigOS. 

1'õra nesta altura do seu discurso que se dou a occorroncia 
daa raparigas. Os nossos homens que tinham necessidade de 
comprar alimentos correram atrás iTellas para as chUMX 
o o que COnMgttta fallar n unia, disse-nos nSo quererem ollas 
voltar, e nSo se importarem com o negocio por terem modo 
da gente do MuatiAnvua. 

Catumbelai disse então, que não nos admirássemos do que 
se passava, porque era o costume sempre que apparecia um 
cantata do MuatiAnvua a pente das povoações abandonarem 
tudo que tinham, e que procuravam fugir-lho para nao serem 
agarradas e levadas ]>ara o serviço do MuatiAnvua; que devia. 
mos repartir eoin os nesse.' iilhos o iim- cilas deixaram porque 
tinhanms direito a isso, ou então consentíssemos que oUm 
1ovms.-.ciii (mio para o Muaf iánv na. 

Respondemos que não lariamos nem uma nem outra MM 
porque aqucllc* mantimentos representavam o produoto do tra- 
lialho il.Kpn ll.e. polires mulheres, o que dispor d'olles sem sua 
auctorisaoao era um roubo, que de nenhum modo auetorisa- 
riamos. 

— Tem sido por causa d'isso, lhe dJMenms ainda, e de faeto» 
análogos, o de roubos de pente para o serviço do MuatiAnvua, 
de que já também abusam os HAngalas e Q.uiocos, que alguns 
povos teem fugido da Expediçlo de Mnene Pnto, inppondo 
que nós estamos em campo para amarrar entropl-la 

aquelle poti ntado. Isto fax muito mal ao Estado do MuatiAnvua, 



' 



DMCRJPÇXO DA VIAGEM 



423 



porque Dm vlo fugindo o» povo* puni nutras terras que lhe nlo 
ubedecem, o assim augmentam e&Bas povoações eníranqii' 
do-se A* euae. 

— Tem reato Mnena Poto f a «lo estes coaeelhoa que deeejA- 
ramos desse ao sou amiga Muatifinvua, respondeu Catumbelai, 
|K>n]iie elle é BB homeai relho e podo ainda endireitar o sou 
01 rapazea na níusaumba toam estragado. 

Queríamos providonciar sobre o incidento, por iate Cade- 
ia oo nosso COSiaheirO aae tntaan do arranjar alguma 
cousn de comer para M hospedes que tinham chegado, aendo 
preciso que o tina* dai DOaaaa refeições d'aquclle dia, e fomos 
com Auguato Jayme e Paulo ao posto onda no* disseram 
rem escondidas ainda algumas das mulheres. 

Encontrámos Quimuanga no eauimlm, o qual nos auxiliou 
para podermos fallar ás mulher uhecidns. 

mi .lha que nilo voltavam ao nosso acampamento 
omquanto lá estivesse o oa cn ata do Muatiánvua. porque 

i vindo de propósito paru «marrar L.vnt<\ Procurou t^.ui- 
moaoga COnveoeè-laa <!■■ que nilo deviam ter receio, que Muene 

Puto nilo consentia nisso, mas ty is -imos 

se sabiam as cargas que trouxeram, ('hum aa enameraaaem en- 
trámos em negocio, c como ainda tivessem medo que voltando 
no acampaim ntn foss^nio- .!i;.i i nata, Soou oombt- 

nado retirarem oUaa a qtto Qulmaan 
mento ajustado, o assiui foram maia satisfeitas. 

1 liviíliu-ae enfio o fornecimento ji.h > pi ssoalj t ando dVlle 

uma parte Catumbelai a também a tua gente, que leva 
cargas para a Estação no dia immediato. 

Na tarde deste dia pela primeira vez BOI abelaacjáUM n 
fallnr na lingua da Lundu ás visitas, <• < atumbelai rarpreben- 
■ liii ", dizia que nos entendia. * ► anaaio satisfez-nos, c lemos-lhes 
ao B( '^Ttns dos nossos escriptos pio moatroa ter com- 
prehendido bem. Era nos ainda dlffloi] eomprehi i : ■ i • I" por 
da px ineiA] daa interpoIaoSeaj a doa prefixoa accum<a 

lados, dos eh ti* e rút para nós novidade, e (pie se tonii 

muito saliente*. 



EXPEDIÇÃO PORTtJGUEZA AO MIATIÂN I T A 



Reconhecemos que precisávamos de muita pratica, ma» nSo 
devíamos desanimar, porque a forma estava apanhada, e con- 
fessamos que d'ahi em deante com mais gosto nos dedicámos 
ao estudo dos dialectos quo ouviamos. 

Vinil! qin- l.rntAiini.x de fiÚtM ini sperada* DÍO di-vrinos Q 
tir a lacto, do que na noite de 9 para li», j/i bj urde, 

fomos despertados por grande conversa no acampamento, e 
como ouvisaeiím.i Pftulo foliar mais alto, perguntámos »e havia 

tlgama noridade. C > ■ resposta fosse negativa recommon- 

dámos que socegaesem todoB, porqne nus nao doixavam dormir. 
Reatabeleceu-se o silencio e logo de niadrii: ida, MB) grande 
xiirpnf/.a nossa, veiu Paulo apn Mia filha que a sua 

companheira Itosa havia ilado á luz. 

— Como se chama, lhe perguntámos? 

— A afilhada d .-mi patrão, chama se Jolía. 

—Está dito. 






e 




DE9CRIPÇA0 DA VIAGEM 



425 



VIAGEM DAS &ECQ0ES 



ia*omos já que a secção do 
i 1 1 1 1 . - afe 
DgO na ponto que no» 

. ;i mais ,-ni .sul, ;i im-álIM 

que tivemos dfl passar quando 

fomos ver » hippopntamo. 
^^^^ D'aqui I ;i'i jil.-i 

lliilli • «In -i- :uii] .ali -. :i t. . 

Bolldlc de .lulia. Bfl qual su- 
biu também a do sul 
ne qUO se seguiram, ultii.: 

doa altitude d>- l-.VJS 
-.1 nd<> i.> itiiuTai iofl da todn 
m meamos nté certa altura* 
A primeira secção tendo deixado o Cuongo em 1 de maio, 
alguns dias apen; de tennfaadaa as grumlm obu 

não mi encontroa oa nus na soa, máxima largura, mus o* t«r- 
oohansadoa ou cheio» da pantanoa a oa capins cm 
todo o transito rio mu maior crencimento, sendo por isso for- 
çada a <1< por vezos d'osses otatueuloa descaindo para 
sul depois da passagem do rio Lubnle OU Kulmle, 
nisso cm se approximar de umas poucas do povOAc9M aa <i«iaes, 
ainda que pobres, algumaa provisões Tenderam nos carrega- 
dores que a» procurara 



>^ 



m 



BXPKDIÇXO í-ointoiKZA ao KDATllKVUi 



As outras secções seguindo caminho mais dil ■ '< tein|xi 

já OBCCO, se não encontraram povoações a que recorrer, tiveram 
« vantagem pelo menos «li- matarem alguma caça. 

Todas as secções com cardas vencoram a distancia U 
[oraadu, tendo a maior de 19 kilometro» e a menor de lOkilo- 
metros, por causa da importante condição da exíetOttOi 
agua para o» gastos nos acampamentos. 

A primeira jornada fea te, podo <lizer-«e, sobro o planalto 
da «erra, sempre «través, de ti ore s&oa densa, 

seguindo-se as suas ondulações em largas curvas mais ou mc- 
no» regtdarea. Dormite o tranaito noa primeiroa 2 leiloo 
a maior dcprossllo foi de 27 metros, c no kilometro seguinte á 
maior elevação foi de :">2 metros, qm 

dn itro kilometro, deseendo-se depois cm 2 kilomi 

2"> metros para se subir durante outros 2 a 8 metros, altura s 
• |M" .-'' :ic:impO0 junto íi um valle .-irliurisado regado |>elo riuclio 
t 'amassego, « | ih- neate ponto corria no rumo de W. paia .' 
volta pelo N.-E. sobre o Cuengo ond>- atllue. 1 1 ramo seguido, 
feita» as OOrreOoSea, variou .mu todo o transito de l> 
nordeste. 

Nas maiores altitude* o» ventos que sopravam entre K. a 
8. ES. e que eram fresco* mitigavam em parte q calor .lo 
e a calma a que se esteve exposto nas depreasStt. 

A segunda jornada nos primeiros 2 kilometro» fez-se no 
ramo N. ■!■;.. marginando uma linha de agua que aiHueaoCo- 
massego o a qual se atravessou na altitude de 1:056 metros; 
isto 6, descou-se á maior depressão de toda a jornada, 78 

no lios. 

Houve que atravessar um extenso areal, em que se distin- 
guiam palhetas de mira nmarella, cereado de florestaa de BTVO 
rot de pequeno porte, B percorrido elle passaram os viajantes 
o rio Camassego. O terreno d'ahi para deante cm todo o per- 
curso, .pi.- poiii'1. m; afastou do rumo K.-NK., conaeiTon-ae regu- 
lannente ondulailo, variando as altitudes antra 1:064 6 1:079 
motroa. O caminho andado nesta jornada foi de 14 kilometro», 
porém aos 12 passou -se <> rio I.uliale que corre entre margens 




DEKCBIPÇXO DA V1AGKM 



«7 



ias na largura de 80 mttfOS BSodO ambas pantanosa*, 
o de trajecto difficil principalmente para os carregador, l 
estarem muito obstruídas com a* vcrgonteas o liamos dos 
urlir. se estendiam do umas para «nitras arvore*, poi 

aivuns partidas e troncos grandes jazendo M 
de parasitas, c cm tal quantidade, quo por vezes ill> 

molhando elevaoBea de tona. 

O acampamento foi levantado numa floresta «embria, NO OJUO 
corriu do sul uma linha de agua que. seguia para o Luhak. 

Todo o terreno da mesma natureza se podi era 

aroonto, com alguma mica e bwmia vegetal 

A ponte de passagem no Lubalí foi das peores OUi M l D 
oontraraai, Dotando em grande reina polo força ciai aguai no 
po daa cdmvas. ''-uno o rio • 1 «■ . ■ >v;i por assim dlsoz 
nbandonada, porque se encontrava a montante uma pae»: 
a vai mis carregadores ainda MaÍED Ri i mo a pas- 
sá-la com ns oargaa á '■■'!" ] t, procurando i n i"' ■•• oh tron 

cos mais firmes debaixo de agua o se;. m as niilos 

a uruiiH ^uanl is vegetae». boi I H que o aju- 

dante ia montado passou este rio a nado, o Bttb-ohefc t depoil 
doo, paaaámo4o aos hombroi dm- cam gadoree< 

A terceira jornada sendo a maior, 19 IrfloUOtrOB, foi ■ > 
directa M ramo K. a /i K.-NE. e a mais trabalhosa pelo acci- 
dontado poia Cjue do 1:071 metros que era a alti- 

tude do acampamento subiu-sc cm 2 kilonxtros a uma 
pina rasa na altitude d< 1:168 metro», doocendo aa dopo 
socalcos suecessivos no percurso de 5 kilometros a ura valle 
na altitude do 1:082 metros, coberto dl corpulenta* e copada* 
arvores onde corria o rio LutjM de sul para o nort'-, que se 
atravessou na extensão de 5 kilometros potra te subir a mo 
planalto na altiti Kra uma depressão em 

forma de vaso, de paredes qiiasi iguae», o no fundo da qual 
corria o rio ás curva* pêra o norte desça -is para o 

niinhando no planalto por '■'• kilometros no rumo um pooeo 
mais para K., a i tinham-se elcradn 



428 



EXPEDIÇÃO PORTCGCEZA AO KUATIANYi a 



oeviajunti -ma altura e O 

descendo então .'i 1:11'.* kilometros, altitude cm que acampa- 
ram numa tlí-r>- i;i junto BO ii" ' de una 
i" .■ |ii>voaold ii'- Landas, onde havia uma plantaolo de 
mandioca. 

A frente do acampamento ficava uni grande descampado, 
■ |M" hc estendia du sul paru norte com o capim ja queimado 
pelos caçadores, e que ora limitado a leste por uma floresta 
cerrada. 

A wcciío «lo ajudante, pouco depois de passar o Lobato) des- 

riou-se logo d'elle descaindo muito para sueste e dando ama 

i • volta, tendo depois de acompanhar o rio Luitopwa ir 

passar onde o passaram as outras secções. Querendo desviar*ae 

do largo valle, que certamente na oecaaioo era um extenso pau* 

tau !•• QOrria ■• I.nípo O outro* riheiros ., mgrosear 

o Luc-lii., caininliiiM di-puis paru ii norte marginando " Lttito, 
tendo de andar >■' kilometros M-mpri' «olirv cliàn lamacento. 

<> rio biantavo rae dai uma grande volta a oeste o corre 

depois i-ni curvas paru o norte já com o nome de Lucbo, d'011- 
de segue mais on menos entre N.-K. e E. para ir di ■aguar no 
Cuflo. 

Na quarta jornada as secções tiveram de ir ganhar a altura 

da passagem muna floresta, para seguirem ali o rumo do cami- 
nho usual, Britando -'travessar outros riacho.* •■ linhas de agua, 
o que teriam da Ocar, o por isso caminharam mais ou menos 
para N. descaindo por vezes para N.-W. num j>ercur»o de 5 
IdlometrOS Sm que O Manzuvo mi o l.uelio se afastavam para 
E. BE., tendo no» primeiros 2 kilometros descido a IKN •>'■ 
metros, isto 6, 68 metros, para depois subirem no percurso 1 

de 1 kilometro \>\ -.rir. .- |. m nos kilometros restantes 

99 ih' 1 1 . .-. 
Gtonlia .1 1 ■■'[■ rlds altura mudaram 1 ntlo ii<- rumo para K.-M'.. 

e suturam I IKWS metros, altitude cm que caminharam por 
2 kilometros entn- florestas mais ou menos densas c subindo 
em todo o resto da jornada, o que faltava para 15,0 kilome- 
tros, á altitude 1:110 metros, que era a do acampamento emle 



Planéaà 



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DKSCRIPÇÃO I>A VIAGEM 



429 



o caminho se bifurcava com um ramal para N.-NK. que bc di- 
rigia á povoação do Cnianvo u <■* n 1 1 muro para K. 3 /» E. 
por» a povoação do Cassassa, correndo um pouco distante de 
sul para norte o rio Luito que afHue ao Cuilo. 

Na quinta jornada o caminho percorrido por todas as NO- 
çÕea foi estimado em 10 kilometros, sendo o terreno bastante 
ondulado tanto nau elevações como nas depressões. O rumo nos 
primeiros 5 kilometros foi K.-NK. directo, dexcendo-sC a BB 
valle na altitude de 1:108 metros, c no restante foi o caminho 
.íu .^ues sendo a direcção média par* leoto, elevan- 

do-se na primeira parte a 1:120 metros para descer in 
Umenta B 1:065, altitude da Estação Cidade do Porto. 

Foi poi» a distancia i ntimadu peln caminho maia directo 801 

(jy,ú kilomotroa, distaooíe • •■ia tpt oomo veremos pouco se 
afa.->tou da calculada pelas observações, sendo o terreno baa- 
tntfl act-iilentado e por vezes o caminho tortuoso. 

O ajudante tendo i l£ tado para sueatt meontroo algonua 
povoações de Lundas pequenas e pobres, em parte al>aml< 
das, » que também ob»ervou i li: iu- [mm is que en- 

controu no seu tra&sitO, lOIldo informados t|in- se. despovoa 
aa habitações e ficavam as lavras desertas com receio do filho 
do U M que estava no Cassaasa de viagem para a Mus- 

sumba. O suh-ehi ■!'■■ qnfl DOMOU dotl DM BOI depois, teve ainda 
uma nutra informação em outro ponto, certamente devido i 
regílo ir sendo devassada pelo ooasa Bxpediclo, > saber — 
que se receava qu.- o Angana msjor àt lÍBOM Pato qnueMG 
prender gente para n levar ao filho do MuatiãnvnB. 

Estaa versòe- i mm oonsequenoia d>>- hoatos qoe propalar 
vaia a* comitiva* de Hângalas, gente 060 ooia, aventa- 

reiros astuciosos que abusavam da ignorância dos poTOl humil- 
des e inorTonsivos, quer para lhes roubarem as lavra* OUtt 
mesmo j»ara Ihoi rosnarem M mulheres o crianças que encon- 
travam isolados o que facilmente se lhes entregavam, pelo 
terror de cairem em poder do soberano da I.und.i. 

Oom respeito 4 nossa ExpodiçlO havia para os Bfuijjala* 
ainda uma outra conveniência em indisporem os povnH contra 




BZPSDIÇlO iMiiiriii i;za AO MUATlAsvi a 



fila, o que consistia cm nos diflicult u> m i marcha afretando 
quem nos vendesse alimento* e ipiem DM IHtTÍWaHf n<> I 

porto de cargas. < mi .-.• ipi. itavam *, 

qoa afraganteram di negociantce europeus di 
de futuro com elles no commercio da borracha. 

Os BAngalas, ou )""■', miani oa porque li».'* coDTÍnba 

mostrar que nos eram a ti', içoados e dedicados, aprcsentavain-se 
perante dói I UxnQdea o respeitoso», procurando-nos j>arn con- 
iii]. n- int.. i *u>bre 

tudo que dissesse respeito aos Portugueses, aos melho) 
que íamos introduzindo um Angola, aos nossos usos, costumes, 
etc. ; porém quando nos deixavam, logo nu pr i, se 

• n. ..ntravam alfjum povo, nào nos esqueciam, o atada | 
nu desconsiderar-noe de nu. d.. qu< d tua imagini 

se lhes ufligurnssc ser o ]" 

Pretextando mitigai relaçQee de amizade e de negocio, eiu- 

bora tivessem aggrnvoa doa povo» .. i ipn m tratavam, dii 

estarem estes esquecidos; e pelo antigo uso de darem sempre 

ll.itiii.i-. I"i;jav.im li. i.- contra ln"ih . il>' modo a agradar a i-siícs 

ii <\ 1. ■••. -j.ivam «s bons graças para servirem os seus 

interesses. 

Chegavam meamo a diz.-r lhes que nas nossa» terras tinham 

padecido, porque estando doentes nilo havia medicamentos neui 

iigns a quem recorrer; que nós em apanhando lá gente ilo 

interior com negoi io lhes extorquimos n fiueenda B ti.itavumo» 

de lhes dar caça para os matar, fazer pólvora. . t. 

Nâo te imaginam as diffiettldadeí i d que im> collocaram os 
Bflngalas o Galandi ai raai engenhosos mentiras, 

argumentos de que precisamos lançar mào e o tempo que se 

imia paia M .I 1 -trair, de modo a alcançar que o» povos 
que encontrávamos confiassem em 00*. 

Kui deeoi r. r .la nossa viagem d'esto ponto em deaiito que 
M torn.ii mi mais frieantes este* fjictoi entre u povoações de 
Lundas e do Quioeos com quem tivemos de conviver, l 
isso os iremos mencionando ú medida que oom ellee formoe 
deparando. 



DKSCHIPyXo DA VIAGEM 



43] 



A diligencia que sairá da Estação Francisco iMuriu da Cunha, 

aposta de Manoel Bezerra, do soldado ii." B i de Doinú 

ilo cm Loiíndu, :-'"ju ■•! i.l i K i lade do 

na margem 'lo Cuilo pouco mais ou menos no rumo de li 
i ■!■ i :iliu . 1 . ml. BMTOaa», em que p» 

ob rios Cuílo c Loangos, ratron i içlo do Cebambe, 
qoilolo do Maata liungulo. 
Este qoilolo í ii í". .i-i in .i i b diligencia que de lacto Xa Uadl ba 

por 70» I 6 ira consultado sobre se l regressar do Bxi- 

líOMQnib u pnrijui! oh grandes do Estado o queriam eleger 

ni;.i . i » I • - 11 ■•■ pertencera {■•■III lliortfl de Mui. li.i 

de quem tora Suanu Malopo; 8 eonio elle tiv.--.se :inii*ii'l<> ha 
pouso tíntuun shegado portadores de Mucanza, tvivernad.ir 

de Matah.i, ipOfl • 1 • 1:1 1 j i |i.ule ;■ Xa Mndiaiulia ile : . . r , ■ 1 ! ■ - .--)..-- 

pela o6rtO| <■ nua portanto dovfa apressar a tua jornada. 

X:i Madiamba n2o se contentara com estas noticias o mandar* 
partir homens de sua omli inra paia Quiinlnm.li.. .Mnausansa, 
ijíula outros Muatas, pOÍl QOOria Babai H podia contar 
o seu apoio. Aguardava as respostas no Caasassa. 

, que até aquella data Xa Madiamba alo 
mandara participar a Bungulo seu ainii;o ipie estava no (.'as 
nassa, talvez j>or este ser novo no logar, mas como ok env] 
il>- Mneae Poto lá lan UB procura de carregadores, d'elk 

as suas disposiol - «o» reclamo 

Mnatomba para que Xa Madiamba fosse ii 
o poder. 
Ora sendo Cabembe rabotdioado de Bongtuo, d< preheo 
que tndn quanto elle dissera era sob a influencia <le couunu- 
eom Cassassn, c oertsmente «-■ »i 1 1 X.i Madiamba; nav> 
.-i- tendo tido ■ tal respeito bobo o sen Moata. 

Para outro» homens deviam Der ile pi M M infbnnaofles que 

obtiveram de Cabembe, mas nio o foram pura o» itidigenas 

iláinoi numa diligencia que tinha por fim haliilitiir-iu.it, 

formar juizo neguro nobre os boatos qu OOtfiUBO 

insistência de ter sido eleito na Mussumba {vara Muatian.ii> 

o X» Madiamba, i indo bowreass qua» iu vidas, o 



432 



EXPEDIÇÃO TORTUGUEZA AO MlATlÀNVtA 



poderem alcuneur-se carregadores que estivessem di«|x>' 
seguir por um caminho diffcrente, e onde essas duvida» nào 
fossem ompeeíQioe á ootea murcha. 

Mas nào succedeu assim, ICCeitaram-BM oomo cousa muito 
natural « proseguiram logo no seu io para o Hungulo, 

doa de que Se Madiamba era o Muui 
e muito satisfeitos cm serem os primeiros a dar novidades 
áquelle Muata, se elle ulo ise já prevenido pelo 

sumba. 

A diligencia continuou a sua jornada descaindo um j 
pura sul, e conseguiu em três dias passar os rios I 
Chicupa n« ■ porto • {<■ lulu. 

N:i povoação d'eete potentado demorou-se ella alguns diaa 
ai empa ia, porque Manuel Bezerra euteodeu razer i icei I u 

■ i contrario do que lhe haviutno* determinado, isto ó, ir maia 
para o nul do seu caminho visitar Mona Cougolo, que segundo 

as ob de Wiaamann eata aittuulo no 8 o &7' 18" de lut. 

sul, ■• \">r oonseguinte fazer um desvio pouco m aenos 

de 70 a 80 kilometroe, o que oeeaeionou uma demora de 8 
.i ]n dias Mulo mais, que nos quizeram convencer depois ser 

devida no mau caminho, falia ih manl imrntu.-. . oor , 
despacho do Hungulo. 

Mano-'! linha recommendação do . nosso tal 

do no regresso levar om presente áquoUe potentado, paia 
.i elli rir: bei uma suaamazia com uma filha sua que ládi i 
depoaitada por oatu a de uma divida, porém o primo de n<-.- 

(^iiimii.m^a. •■ si Tiunejo, tendo sido mui* tardfl obri- 

gado a pagar aquclla divida, seguira cora a parenta e a tílha 
para o Luachimo onde so foi estabelecer, e na ausência dv 
ira i atendeu por eonvenii ate ir lhe augmentando a prole 
O Ihragulo que a diligencia encontrou, nSo era o amigi 
sua criação quo Manuel Bezerra esperava achar. Aquelle jk>- 
tentado havendo sustentado por três vexes fogo contra os ' 
cos de UouQuisseiigui , que em nome de seu amo lho exigiam 

b ml»!, conseguiu repelli loa sempre. Como conhecei ) ■ 

da ultima vez, que QlÚeaangttO era animado a truorreádo pelos 



>i» ser 
rarem 




DKSCKII'VÀO DAVIAGKU 



133 



partidários do um primo que derruba lo do pod f 

i - para 
b qual coavidára os parentes e oa quiloloi 'li - que no 

i ■ podiam m 

Ifuata ti i o nao 

■ ooido pelo* Quiocos que quiser :r na tmas 

■ cora aa dV-Ht-, não Uhm luindo alias o gosto <!■ 

• iji:>' na quiloloa p> i ■:• i-:«. " logard'elle 

i Hol.rinlio. tostara ■ rei Juç4 de n 
parenta, e de retirar com o* amigos que o quis um 1 1 

lar para a margem do Chidtnbue naa tetras de seu pae 
Caungula, onde ia levantar noa po 

novo Bungnlo dar tomlio a Quiasengue, nDe i 
nuiii-a o daria, maa Iam ide já pri vénia oa que Soavam 

sor, que passado tempo alo tossem procurá-lo 
pai i 'II' voltar .' . i#or«iue o& nSo atten- 

dm 

1 1 tacto dei i w mo no-lo rolai 

mtrou depois esse MuatA na margem do • Ihion Dl . I 

liom tvpo de homem, dos maii África conhe- 

quom mantivemos muito boas relag 

<> novo Bungulo diaae ao» nosaos homens ter ouvido ás pes* 

>"." i|U'! mate, '| ! "' no Casaaasa estava lanvo 

rilho do Muntifuivuu Noéji, em viagem para a Mussumba, onde 

i do I til" por eleição doa grandes da Lu 
porás atussumba nada sabia a tal n 

era para extrai bar, porque primeiro havia de tei assa no 

i quem ' ■ nlo Unha communioa- 

idosp tfo 
Quioeot d< ''i ícanjanga. 

Agradeceu muito ter-se Múmia Puto lai orno 

i|u:7.eHaem«N» passar pelas suas temi para Ir ao 
dava a ■ n tentar 20 carregndore*, e que quando 
taoaenioB com elh , •, nos apresentaris mais. 

Estes homens a< porém o Gebomba 

iram ao sen sitio tjuiz Ikea paragem 

t*l " st 






BXPKDIÇXO POBTOOUEZA AO Kl LTtiSVOA 



por virem do Bungulu, nem trazerem um nu 

para X:i Madiamba, o Muatianvuaja reconheeid rande 

ÃtemorÍBoa 01 rapazi i dizendo que já Xa Madiamba estava 

n»l( lulu il nti .- ilc diversos I l DO 

1 ii cumprinienl 

o que ec o m sem o presente di Bungulo, « I ■ -- 

rjam todos preso* somo • lo «eu serviço. Disse mais 

que voltassem todos o pedir a «cu an mussapo, poia sem 

olk alo o ■ deixaria pa ■ ir; não quuria que sueci 

cousa ma '• que Bungulo maia tarde lh< impul i i nlpa* 

por o nle h c provi nido. 

Majui- 1 Bezerra podin então a Cal» utb< 
rapa» i deixasse pau ur ao menos il" i nu ma companhia para 
no-foa apresentar, como prova de ter a diligencia cumprido i 
ínispao di- í|iu' t'.',i-.i , ■n..-:»rr<--:til.-i. de que Bungulo os mandara e 
li/.'i' ih i ■■ ■ i • 1 1 1 ■ iiã'i viiilmiii jii iikIok dm companhia d'oll< 

Aee< ili ii ' '.'l.niilir :„. | ., . . . ... Manuel 

apn míiitou-urm ok doi.- rajm: 

Nós li:ivi;mii..s nrili h.m|i. :n,s I iv . ■ 

d Kstavão Cidndo do lWtn -•■ .i pr.- ~ ute chefe 

da lOCç&o, para roceborem a complementi dai rações para o 

reato d n «agem, e prevenimnos uquellu noss mpanli 

para que tomasse as necessárias providencias ;i fim de que 
cllee seguissem ao Boa destino, evitando que ralis i X« 

Madiamba ou mm pn*M>as da sua luniitiva. 

A Manuel Bezerra fizemos icntir na presença doB seus 3 
companheiros a necessidade que liavia de nSo (aliarem ■ 
toa ajgunu Acerca do que iam fazer. Foi tudo trabalho l-al 
dado. 

Creio tm uso que quando ch< çaram ao i i já o Xa Ma- 

il .umIi.i estava no facto di tudo, e logo que Manuel Bezerra 
i atroo aa Estação mondou-o Xa Madiamba ciiamai 
mitii-ias dn h>'u i-oiiqiadrti e amigo o Angana major, M-udo o 
próprio Manuol une »c antieipou a dar lhe o maétu oon 
faria qualquer gentio, nfto uequocendo mesmo dizei li:- 1 que 



\0 DA VIAGEM 



486 



-u-regado de saber do Bungola se o» quilolos da Hu- 
sumba 4 j ii.-x i:-iii ■ alie para Muatiânvua, como mais tai 
próprio Xn Mndiauibn poi endo ínontrar- 

DM t ji< •• nos procedêramos como um bom quilolo, e «oim 
mvm velho •• ]irini''iitc. 

Já se vê que Xa Madiomba, que contava com <> .ipoio de 
Caboiíiln'. preveniu-o a tempo como & ria proceder am rolaeto 

tarmoi di 
Contrarioti-no» ba»t:uit>- l reaoluçlo tomada por Caba 
Km eeta mais «ma diffieuU.il> para jantai Al que tinhamOa 
durante ■ DOBBa lommiasâo, a contar tn< nu. il< 

■ju> reeignadamenfr aoooitámot tirando d'ellas o melhor par- 
. Couvoncemo aos que eram até eesenciaee, para bj riqoe 

cor os nosso» trabalhos eom um maior pi i alio & EactOl o do 
observa*." 

Bata contrariedade porém pooco no» podia importar na occo- 

»!!»>, porque toda a noaaa attençfio m havia voltado para a 

da cargas vinda de tfalanje que César noa 

tinha apresentado oa véspera. 

A • ['aquell t, i orno t bi ao de depn bondar, 

• •i importante da que ao esperai opl 

-, por [i •■■ qual foi « satiidaolo que di 

ti.ii.is nó* !<<• íipodi-ruu I": ■ i >* carregadores se 

nu ao longe, 
los os rap::/' , qae mi ivam i o acampamento principiai 

ir as suas arn lo^o uiih enfeitar a ponte 

duos ii>- chita de <li\. I.I- ,. 

que linham de melhor <■ podir-noi algumas cargas de pólvora 
par» aaudan i oa ••mi' .pi.- 

caminhavam I ila comitiva COO (, o qual vinha 

i num boi. e u a parto da musica lá foram 

para a entrada da ponte c ia seus inatrnmentos. 

Pode 'i ntre o gentio era lifoetaoto 

imponente, c aaquelle aram logo esqueeidee os aacrifi- 

alhos que t.. . li tinham sofi 

no comprimento dos ires. Já nlo havia <■ ,oos 



\:w 



BZFBDlÇlO POBTUGUKZA AO MUÀTIASVi a 



-i.iinniriii.is referiam-se acenai para justificar a alegria do quo 
todoa estavam pussuidos. 

A comitiva '. i iu chegando por g» 
o oa carrogadorea Iam collocainln :i 'de- 
vida cm local reservado que Be lhea destio \u 

do cada sobado apresentava-se-noa o reprenentante do r» 

clivn Boba •■nln-u.milii uns iiiiim iiiuiviimI-i "d ntailn, i|MC 

principiava invariavelmente pelos proteatoa de submissão a 
Mm n. ■ Pato, desejos que tinha em bem o servir, reooinmen- 

liando JÍ BUa protecç eus rillins, r lermil 

r:ui.l« • que im.h agradecêssemos os serviços d'elles, nilo nn& 

i iqueoi ucjnioa no regresso do o contemplar ■ alie soba com 

uma Imi.i gratiHeae.Vi c eom roupa* para *c. Ventir. 

Chog rnfim Angnato. Sentimos alegria ao vc-lo, c 

[ . H ■ 1 ■ ■ 1 1 1 ■ ■ - (l>'i\.ir lie O lulivai' |"'ln !"'U Imill -i-l '. ■..;!. (• |" I i lUl.rio 

porque bo houve, spresentando-noa na melhor ordem possivel 
i comitiva quo 4 sua vigilância fora confiada. 

.ii itinerário para o acampam» nlii, -alsu n |>nrtn • I ■ ' 

V c-iii >| Ifrclunii a passagem, <■ <• t< r -.'gllido din I 

«l«- Muna MalniiiLMi ;m < 'aianvn para nâo passar na povos«y. : . 

Mm iu/.. que estava de luto pelo seu potentado, nto dífieria 

no in. 

Para lá, já o diiwmns. seguira din ctamente do Valle dM 

Amarguraa em que boi deixou ao (.'aianvn, e d'ahi coitou ao 
porto do Aoguvo do Cuango, onde foi bem recebido, nio vol- 
tando por este porto eom receio do Calandula no Lul. 
ddnda assim na margem esquerda d'este rio, uma boraantoa 

de eliegar ao AmbaugO (Estaeio Paiva do Andradai Camliul.. 
. | iu ;■' Mi' Bairam-lhe ao caminho para impedirem a nianli.i 

■■li, ou entlo recebi n ni um glande pre 
carregadoraa que traziam cada um a sua espingarda, porta* 
ram ie muito inellior dn >| ra dado esperar de llasaongos. 

Souniram aa cargas em um ponto, rodarai 
r.un n .i reoebft-los debaixo de foj i 

M.unicl [gnacic prestou um bom serviço ã E^xpodiolo. Foi 
procurar Qambplo, a díase-the de um modo terminante que 









■a do Ao^ana m*f>r At Mova* Fuh» <•,«* r*. 
ur» mb ■ Mutilava», .- o«»ro * «u* svwi 

dffiutia do intento «!«• roubar oe carga», o luran. 
godores u.ue tinham de as entregar ao Angnna n *v»m 

p-».iIv|.1ii» a morrerem todoa M . . .• n.\o »,■ 

XAftscm i nloMO *u. 

K titio Carnl"!" pedia jmrn fallar ao oran- 

M lho nau Muar que eU« i ilava ■> 
■ -ir... julgando que foaw i II 
ih quea i m qw ria pagar po 

unitiva (1« moiraa genta qu< i puro n 

rior havia masca; qu< | rand» . poii > ilai 

moa raporigaa andava doento, nl mia, i il I i|u< 

estivesse pejada. 

Que semlo o Angana major que 

Lçato ficaria triste m 1 1 « * • nlo doasci mu i|ui 

alo ficando Inimiga d'al|i 
1 1 i, |hi atlo Augusto i olloil 

mais lordfl i ii luas jrallinhaa, . 
com um ponno de riaoado. 

Afom este i 
(!<■ cjno já no* , «■ qM ajo li 

importai: 

i Mona Kahango f"i ila \«>r nnlnu <i« h\%< 

■nem ubriu a KnUiç.Vi Coafa e Silva para A 

tar, encontrando» <ll -ralada, rum porta 

bu nova* t muito «««-a/U por 

K«p -ravo-ac cm Mona MaaaiBjo ajo* par* ali !"—*• um* 
miaaao d« Mní-n*- l*ut>», a \*« í#«o u»\< 
cuaraat «o qae *e e-nt Pjrs aa * a eaaa a «waa hh*»»o na * 
onl-m aaaafvel. 

A tal» do« aacaa 'p* jí lÁioavai 4a h>r»ÍM<* Om* 
¥ 1 n a d ii, e lanamgjilri Aajpeai* pr»«o*» a» intuam 4* aja* 
trata (aa da carga faar» pa«p»* v *t/> 4* rajCea, 4* iaai u . 
de raaa, a* oevoauatae a anta» * ngal ■ a taaaiwa* 4m» «"4a- 



m 



KXl'Kt)I(,'ÀO POKTUilKZA AO MrATJAJÍVCA 



ooioM ínipeoçlo ficamos. Mttifeitoa ilk com todos 

Quitcca, qu< atara o soba Slulngua sou irmilo, 1 

ir iHiiMi no da oam ou (68 , 1 sendo 

l D0M8 i.Hii-lii 1.., qnií aproveitar a opportunidade il<- t 
[-•filiai .111 nome de alguns contra as díflerençaa DOC pagamen- 
tos por causa das 1 
coes de fiucendaa, faltas de 
racòv.-. e ainda jtor paute 
d'ontros, polo pagamento 

ih). li ln : e foi apoiado 

nu lamuria pelos c ibecaa 
doa diversos fogos. 

Anciotoi por abrir 
nossa correspondência res- 
pondemos que noa infi 
manamos, ■!> •. 1 ndo t3U 1 
naqucllc dii içar c 

raserem as cubatas para 

I ralai nu de M acoinmo 

dar 1 de comer •• dormir. 

Não .->■ imagina a com- 

moçao que experimentei 

vainoa á chegada do um 

correio, catando no sei 

longe da pátria e teq 

»acrfc trado da familia •■ dos 

ns. Assaltava-noa n 

duvida, avivava-se a m- 

dade, dominava-nos unia ri 1 lu quasi esquecidos 

de nós e do meio em que estávamos, lançávamos mào do 
masso da correspondência, abríamo-lo, sobresaltava-not ao vêr 
um iobrcscnpto .iij.i lrira nos era extranha, ao reparar num 
invólucro de maior volume, ao ottentar num officio ou ama 
jornal que nos era dirigido, e revolvendo tudo sempre com a 
idea de que alguma cousa ainda nos faltava, quasi que ali 






Ci. 







.ilIvÀO DA VIAOKM 






queríamos ver entro toda a papelada B própria família 
que Dm pedinunoa pi m ootn n ; "io de 

que as kiiiih cartas sr ]•< nh'.— nu ! 

l'"r tuna inesperada li unica carta do Lisboa qOC 

.-. deparou entre nd mói l i ra ■ do 

nosso bom amigo I railhcnni Ul< d. que 

lOfl pudesse chegar ás nulos. Dava-nos boas noticias d 

«do» nossos amigos e remettia*noa ini hu uma o irta ia nossa 

querida mie. 

ih os olhos arrasados do lagrimas, fo ima I ali 

que sentimos ao percorrer DOffl t viela linha por linha 
carta ce cri pta numa letra miudinha, ■• em qu< olta i 
<•.- • -n t. h que ii".- eram mais oar 

Sei. Dimadoa para o trábaii 1 1-. 

i:i ■- i "iii i cimento de toda ■ boi cia. 

o agricultor Vbx, do Qui aoli evea de 

ataln. i tanto» obeequioa deviamoa, lembravam u ainda 

le nos mimoaear, o primeiro com mu boi de monta que tnuuv 

ra Auguai om uma porçlo de vinho, e I 

l.itii de farinha tonada e com 1 1 d 
também so nio ■• • ando*noi eimoa cognac, 

que lacliaa. 

O capitão Uacliailn via- 

nos, e pela sua earta vimos que oa BAngalaa qoe D 

ia do seu enl onrundíram ''"ti] •• ebeft i olonia 

ESaperança qoe oa ccaaiSo falleofira. Et maia 

um j ai '1" exi rcàto de Afr rida 

no aertlo da província o de uma lo tio utíl 

como era a i a penitei 

nao noa rodo&moa <l" ciar unia 

empresa no sertão, qut eoe aer arriscaria, tentada a dis- 

tancia de todoa "!> recuraoa de qoe é pooervel lançar milopara 

r c«in v.j! i.i na ki.Ic 

■rios que se escolhem para missões 

extraordinariaa como eataaeenaoen tudoome 

[ndividuoa a uma in-jM-eçào de laOÒV . 



440 



EXHBDIÇZO POBTOOOEA AO KUATlll 



ESttai h pratica* alguma vw bio de urvir 

d< aproam 
■i que m deve atteiider numa b colonial. 

n ;i BoeSodad iaJ 3o I 

U)do-4lOa no nosso empn ihl 1 > 1 : im-lilo. pi 

i na desanimador <> que noa diaia com n 
borracho que lho ouvi ir vi i • !•> m 
cíoa ilii Marinha •• ' (Itnunar. ■ : 
Appro 1 ;i Sociedade ,|i legociante Machado d 

10*00, !-• ftlguna 

in go< iili.nn enviado á noaaa com 

que cataram <!■ p na vttln d.. 

DOUdO 

Noa jomaea vimoa que in 
rador Serpa Pinto, apesar ii".- ret >i, ie 

ida ii ■ litteml e já padecendo fome, <• que um» 

boa ^ expediç, le Al. 

rregadoroe para se internar ]>cl<» '/..< 

Nu verdade am, ovívavàm-noa 

porem o deeejo ■'•.■■ protegsir nos nosso* trabalho* e dar-lhoa 
i. mau Dvolvitnonto, aproi i em sen t'. ■ 

poaíçlo lo* povoa entre oa quaea iamoa acampar. 

Findáramos n leitura da com cia o por alguiu l 

menti to transportara-noi a Lisbo 

moa ae realmente lá ol lo em boa ordem l 

"• trabalhos. Po imen< 

loa péla i 'I" acampa 

uniu ruidoso batoque) mesmo de ília. 

Na manhã seguinte di --■ chovamos c todo a cuid i 

bonita* B< ''In forma de campânula, que no&dhun 

dai arvorei qui ae eh vavani á entrada da ponte, e que colha»- 

i imot i I' »pe lid i 1" a< nmpoiw nto Solidão de Jnlia, q 

do fomoa luto rroropidi pi doa ca - 

Quiteoa dúue-nos qni se na véspera apresent. 
sua qui . • .'i i para qu< 01 rapazes doo gritassem, nuu que 

HO* tinhanioí tidn muita nuào <in ■ .|in-ivr informai >■■ 



DESCRI PÇXo DAM 



i:i 



empregado branco. Accreseentmi que cru irmão de mu Boba 

il«- Sn.. Hageetade, e que nlo queria logo no princípio qae 

ni-ussemoe znngndos Mn ellè. 

'.■■ que seriamos tempre jaetoa quando n bIm 
'i seu direito, mas nlo attendiamoi exigi I1GÍBI il"*arriMEoa- 
'^ue os pagamentos foram (I Malanje, ara ení, ao 

lho que iih rlin i ijik- ili'viain .li 

teontravam faltas nos ditos pagaracn 
Tamb i Malanje receberam racSes até ao CunngO| o 

- na Estação o empreg ido d< n i cad i oai 

:i de lei pai ate ao fim da rlagom, a 

poii tiniam a ezigfr. D*aqu] em deante, aeoreaceotajnóa, i 
• sírio paga» n<i d"l".-, i nu tnoana qo m 

ti.l ' 

Pediu enti homem para Irmoi tw un doa í»»-iim rap 

qae estava doente, > qae lh«' deeeemoe ma remedii para • 1 !•• - 
ficar I itrtd I". 

— \ i i. . tanoa 

alguns remédios, e «o fito doença tártea algom lhe poaaa fazer 
bem. o homem ouTindo eata reepoa entlo te nlo 

fomos n'''c qae fi/emos um f« - i t i «..- ■ * para matar Mona Sun 
Já se y. qoe era cate uni dos boatos que Quit> i I I nural- 
U9 ouvira entre a gente ile Mona Bamba, e qna era con 
lazer eeaaar na noi i Dumeroaa comitiTa, e logo 

de principio, porque podia iaao eollooaMiM em 

i iea »e por acj l algtma t-arrejrail 

principalmente do* que tinham obegado. Demoa-lba 
como resposta qu Pato nao fazia mal a ning 

porém o ■-■! muita» v. • 

:nr o» fllboa de U to 

Dm purgante que administrámos ao doente, B alguma» dóaea 
de sulfato de quinina durante l 

RrnVetindo aobre um BVÍM muito partic liai ,n i 

Aoguato .Inviin-, •• qoe era confirmado jx.r Ifanad Ign i 
de que nlo podiamoa contar que o» Haeaongoa panam»- 
('aaaai, pois todoa elle» traziam o seu DOgOO i o para o Anguvo 



142 



EXHDltiZo tOKTVOVMZA ao KOATllKTDA 



1 .unfrula e falia vam em fazei am reviro no Muata Cum- 
bana: i-ini^iih-riiiilu laml» m que X.i Madiamfa doquoror 

■ '.ir na nossa e.inqi.iiilil.i paia <■ 1 '.•intitula, n qual tinha 
mandado pronto para " transportarem para ali portanto 

•.i jm a •!•. : dj ti nu em entregar lhe o Estado de M>ua 

ida i|i!'- BOI B dtrt C i ii i _r.iil.-i-- ii • nlo 

tinliaiii cargas distribuídas nao ora mimem 
as qui' tínhamos a mais. embora se pudessem fnzi ri. 

■•■•■ : Lembrando-noi pelo balanço (eito -;" ; vohimei 

iam. q is recursos podiam apenas chegar para ir a Mus- 

ramba e voltarmos, quando era indispensável termos ali alj»- 
demorai sobre tudo H Xs Madiamba fb como 

te dizia do cargo de Muatj&nvuaj entendemos sor de toda ■ 
pastagem expftr novamente ao Governo a aoasa Bitnaçlo e 
mandar voltar Augusto com Manuel o iJomi soldados 

que chegaram na diligencia de Manuel Bezerra, |wa ag 

dan in ••"! Hnliitiji' as ordens • • .-i npanharen a 

esto entendeaae dever proporcionar, quer para pormaaeoennos 
• ih retirai moa, quer para se continuar a manter ali a ni 
ooi apaçto por alguém que boi odor. 




DESCKH\ao 1U VIAOKM 






MABCHA DO CHEFE PA1U Cl li" 




n.Nhl,' -• r i o dl i ' dl IgORtO 
IihhIjii 

dfl inivi-n» <■»• I 

(> ■/. Itnbi < iiiMiirAn 

«In* ebuvM natovn a i|i ujarw 
ivmiikm il» 1 

(MT todal ;i» imffttj < i , 

pMfdfl <li»» • iirtfaa. 

íMW/rllltr ÍJIJf BOI 
XIT» A 

à« mjvlruipvln ' -'),» 

rmaa, unia j>»r» «I1m a 
pira nó*, o mu» 
ja premido <k x—yn r*Uti*»nvnt* a orda*a da laar- 
rfla <y*a a» «nw cwupa ahaíraa 
«i* MalanJH. Doifiadtv*** ao acaaapaakaal» li/ 
Maiiifl ípmriti « a «ai geola eaaaw 4ea*' 
para a Eataç** Cidadã *. Parta, 

d. E^ad*!*, apa.jaiaa.fr 

<aa* ae a m i f— i r i a — dar «w» M— a|, 

Pa 





444 



KXPKOtçXo POlíTl lil IHA AO MIATIÁN I '. 



not restava o pepaj mus rlistrahia de quando Mn quando 

«lo trabalho chamando polo nomo >! Júlia, para ver 
ih' dan unos do comer. 

Mandámos substituir o* umgadovBa iloentee dando as car- 
pas que transportaram a gente mais valida, e a pouco o pouco 
i > ih marcha a caravana por fogo» ou compa&haa, o que 
li-vrm -ii t . íuj m i. porque contando com as mulheres a 
ezeedla ■ duzentas o numero de pesaoaa i La. 

v.- sete e ni' liiiuos dós, ooma de costume, d 

<la comitiva, o eomnoseo Augusto Jayme e Qui lo ..s 

Loandai e aolâadoa intercalados na fileira doa earre 

Cmii.i cada carregador trazia B sua arma na mau era d> 
etTeito imponente a marcha, Bobre todo quando elles procura- 
no nlo afrouxar na eantoa em ctiro. 

A gente epie viera i-ra em geral robuata, de elevada esta- 
tura o como a viagem tinha sido regular, pode dizer -s • ( pi<- 
fora mu reforço fresco que noa • imai no pi lento 

dúa trabalhos que ainda tínhamos a cmprehend 
de admirar que noa cansasse esta impn tsloj porque o pessoal 
qn< noa acompanhava da primitiva catava enfraquecido e já 
mnitOB imhviíluos soflriam do anemia, que mais ou menos os 
Otbiava, aOOdO preciso ter nnn um ou outro :ii'i:nr. 

i », porque uma doença de mala gravidade podia sor ■ 
a qualquer d'eUea. 

A noHh ibi de \'A kilomi troa, porque o calor apar- 

3o possível conseguir pelo estado do fadiga dos 
carregadores o ir acampar como desejávamos na m do 

rio Lubale, que ficava ainda a uns 12 kitometros de distan- 
ciado ponto «-iii qu«- pav.iiuo:-, -i"_iii;iio ,. itinerário daa outraa 
secçòes. 

o nosso rumo tendo lido de E. NE. na marcha ò\ 4 kilo 

tros até ao riacho I lamatula, arlhiente iln Camasscpn, que l 
para o I bengo na direcção de N.-W., mudou d< pois para K. no 
l.i OnO de 1 kiloiiuli-o para vilar .1 X.K. em o.."» k 
de manha ate passarmos uma linha ile agua que corria |w»m 
norte sobre o riacho Camassego. Caminhou se depois com n 




DESCliirÇÀO DA VIAGEM 



1 16 



.1,1 ■• cri., h luto, u eatfenalo de t."> kUometroi atrevoeaaft 
i» riacho CamaaaegOj que corre pata N.-W. n ifcgaguur n- 

hm -i pó. 

O ai-ampnirii-rito fui finto uns 800 DtOtrOl alá& d'í '• 
.i saída «la tlorcsta que orla D riaoho, ficando na nossa frente 
uma extenua planície, que se estendia para N.-W. e S.K., 
(In vr m « arvoredo que marginava <> Camneaepo. 

Feio perfil que aprcsentumoi se que o terreno era baa- 
dnlado, acima sempre de 1:000 metros sobre d 
«lo mar, tendo ■ maior altura a que attii aptrior a 

1:140 motroa. o dii taei , o que tinha 

bom para a mamba se nào fosse a calma qur iii i. 
ratice tendo conhecido próximo do acampa- 
mento rastoe aj r da fatigados, pedlram-aoe lio 

para a bem bater. Abalaram, e pooco depois apparecerani-noa 
tri dos nossos carregadores onda um com a *ua coroa, o que 
era um bollo t curso. 

Augusto trouxera-noi di Uabuije bom remendada i '■ 

ijiii- i-iii !' íii]>" mi «iiiiMinãra ]»'r < l • ^ ■ • . i i ■ 1 1 .• ilo i-rimlo, .• |n.r isso 

com ' t - 1- 1 • - vuli.iiini. ao antigo Mataste d< 

loii fatigarmos. 

\m cargai (oram bem Mondii lobre troneoa de ma- 

deira na fronte da noasa barraca, cm l"_n- 1 1 n ij •■ • -li- ■ • : t j > í 1 1 1 >• 

■ •iilicrtas para aa abri;;. ir da chuva q m muito 

ir, <• que alo noa poupou de uoito. Bate cuidado da 

ler pre< íao p i "imnrndaçJlo admirou dos, o 

deaeanoadoí por esse lado aprovoitánioi o socego em que noa 

•li durante o dia a ma to do pa—oal em buaca da 

»•.".■:! para noi Dccuparmoa em alguns tralialhos <1« galiiintr. 

A estreia que túbamoi marol lo oorn M 

i uo que reapeitava » mia Ima . .r. I. -n i . xiilm 'ego, 

i aos bous cuidados pelas cargas, o se isto continuar — 

u Sn 1 liaria- leremos de moditii i r i má upi- 

nilo ■ 1 1 • por òi •• funil In .Songo 

ih> tocante a tranaportt de carga , E porém oodo para 

mi-, • i . - opiuiao, u ito juigumoa com 1 1 lai o 



4W 



KXFBDIÇZO FOKTDOOEBA ao mi-aiián". i '. 



dar-lli<-s qualquer pretexto para demonstrarem que sSo to 
diffitreotea do que pelo seu proceder o* rappoKexnoe. 

Beeommendámoa á noite a precisa cautela com os fo 
TietO terem feito CU fimdo$ por economia de tenip<> e de traba- 
lho .!o. ■..■!•' ip o.-. . ijHo, ...i;. b i.i u paredes de una para outros. 
NJU> tínhamos receio peita cargas, essas estavam bem isoladas, 
.1 -.mui coi i Mo--,'i barraca, m.i- tiiiliamodo por causa d'i 

pois que algum tramam polTora e todos uni mi ii outro 
traziam cargas de sal, tabaco, uuendae, otc., como já d 
mios, para negocio. 

Na 11 1... i ih u-"i i ilo ília ••• oiini, . .|. : tomarmos •> nosso 

r.iii , emquanto António ■■■ MarcoUno pn paravam para a |oi 

o que era nosso, os carregadoroa depois de se aqu 
reoi ta fogueiraa, principiaram lar, seguindo n ordem 

il;i ínareli.l i.l:i ve-p.-ra, '.nulo l^uitecfl pedir-ll<>- :illt.-, i-lu H"liie 

de todos*, para acampar na margem direita do Lubak por esta- 
rem infoi iii.nlos que ali havia muita cuca. 

EUea já sabiam que nós, quand -.n 1Í1 lio c ta\ n eoi In eido 

e estudado, gostávamos de nlo perder tempo e de t isor msa> 
chás : i.unie , pon';in wiido e te o primeiro pedido da gente 
nova, e sondo necessário obter caca, uao deviamosde aer< xi 
gentes. Também era rusoavel nào fatigar o pessoal e por isso 

BOnuimos ao pedido, dando lie- ao mesmo tempo » polvo. 
um barril que estava em meio, •• que pinha bastante ; 

rendas. Fi/.emo lo lirar ila i'-ii-.:.i 1 oi-.li n.imoK .1 (,hii(eea que 

diatriboJaae o sen oonteudo pelos caçadores que na raspara 
mataram a» corças, 

A marelia devia ser de 12 Ullollietn.iH, como estava calcu- 
lado, «c ai':ini|ia;--iiMo- le 1 1 ■- 1 1 1 1 1 1 .1 ■. um acampar as m 

Sea, mas deeidimoi que fosse j to maior a pedido 

dos pro] idore 

s.ii aio ' in dhi 1 rão 10 1 lamassego no i 

4e b ■''•• •■ passamos este rio depois de uma marcha de I 

iiioiro.M Continuámos ainda neste rumo por :> kilomctroa BU 

sob da, e mudamos depois para K. NE. no percurso de 2:600 
metros BUbindo sempre, p. ■- c..miidiarnios um pouco 




\0 DAVI 



117 



l«irn N. ri. i cxteatlo ãfl 1 :•''"< I metros descendo ao riacho 

poj que corre em i i utrar no Lubalo, 

ao qual nos dirigimos, marchando 3 icQometroa no rumo Se 

i.. ih- 'in:i- liorat iii margem d'esto rio, para a 

caravana o panar com ia prooisaa cautelas oa primeira ponta 

com que deparamos, i itava i-m muito pooi catado do 

que quando ali pagaram : iraa lOCçSee. 

e ó CasaaJepo, ceparadaa j >• - i :i crista il«' 
uma eleva lo anca da ultrapassar, •• em m 'luas vasta» 

[-. i para o noa & . & -■■ lindo i , i wbre m affln 

do Quengo, estondendo-se i outra em ondula bn o Lu 

bale. K eata elevação a <■ i que n grupam 

naajD ia i nos princ I taengo e o Lubal . i 

que obriga eata altimo :i um grande turno p lo aorfe até i utrar 
no Cucngo. 

lí«ta mesma ••levação que também vai crescendo gradual 
inento '-iit altitude para suesti onde o I .i»sassa 

extremou pel satã os seus dominios com oa Xinjea; todavia 

. !i. tempo, como já dísm moa, d< M leoa ■ !••■; < 

lobrinho lluquinji, ijm « p ir que entlo tinha 

no tio, e ■ 8 alguns amigos pasmou cata limite para 

ir estabeleci i - ■■jkí< íu-untráunm •• nndc, n 

á sua povoação, levava rida maia tranqnjDa a eocegada. 

A ponta, qu lai toda hkt^uIIi.kIu i : , :,. 

• i Hl 1 • • I! I] '• ■ t '■ • 1 ' I : , Ullw 

iram rojei tas a impulsos 

trados da corrente, devidos ao refluxo determinado 

pelos grande» recôncavos das margens que estio muito pro- 

,1 i ll:i. 

Alguns òVaquellee xnaduim», apensa presos por um extremo, 
estavam irem eonl nuado, e quamlo >• enminhantu 

do mi Jo Rn oil ' pé, l irasse 

do movimento dos mai • po i quililn 

ao ri", e nlo sendo destro i pn riato pod tima aaqu< lia 

armi»l'lli poaito dispOBta ali para fazer 

i b anda» 



Quatro homens tiveram de tomar-nos nobre os I 
li:iv. - 1 1 • I< - ainda »-■ ■ aridade de m Durarem á pressa amas 

corda», qm entres conservavam tentas nas margens paca Uras 

•in .li- apoio noa equilíbrios a que (oram i do- 

a passagem. 

Pode calcttlar l LO iríamos naqw lia i alo |'1>m : 

sermos nos provavelmente que tínhamos mei 

<-'lli- r.u-M iii. [nirijiH ficariam ^ios de costas sobre a 

parU ' i 1 1 1 1 ■ ■ • 1 - > polltc. i'"i' ■• iv.-.'-. ijiti/iMim.-. : 1 1 1 í ". : -ris, 

c caminhar cniboi:> sffi ptrtS debaixo de •gua, como vnlgar- 
mente se diz, de gatinhas, sobre os troncos matfl 

bUm ato o consentiram, allegando que mi" era pr< 
molhanuo-noí, pois tinham « fores i i porte» precisa para 

BO não deixarem cair. 

Minai )• 

« > rio i muito t' Ttn.» . ., r .ih Mti.>s muito mais largo quo 

ii < ' 1 1 ■ ■ T i ; ; . . . miicIi- o 1-nnhi'Ci'lllo.i; .1 rni'1'i 1 1 to rlln SOperiOV «Jlft 

volo< i as margens ias focbadas por arvores corpuli 

c do grande po 

Deixando a floreste do rio Labale a una 300 metros, visa 
o* acempamentot em que «* nossas secções pernoitaram j 
porém, como ficou dito, Quiteca voiu pedir-nos para irmos 
acampar além do Ceniiseama, afluente do Lubale, que i : 
próximo, ■: ali'in do . [ 1 1 ■ 1 1 haviam extensas can.; 
QOrte, onde, Betando ag noticias qm uk caçadores tiveran cm 

Angunss ofuqoJnji, bsvia muita cara. 

Si"..in:iio- poifi mais 2 kilometros no mnin K.-NK., 
mo» o rio r 1, que c estreito, oorreado sinuosamente 

para N. \\\. <■ aiaiiiji/iiuo.s uns .">( k 1 nu 1 rus além d'cllc, api 
tando a sombra da* arvores já mais destacada* • mar- 

gens, tii-imdo na iio--;i IVoíitr uma grande campiím, que se 

estendia tanto para a frente como para os lados coberta & 
pim. quo promoUia grande crescimento, ontontando-se j4 em 
toda a na fresoura ia Ltura Is pouco mais do me 
podendo diser ta á vista d'efle que estavamoi ■ atrando na 
1 itaelo dsa cliuvas. 






■ ..A 

3 

A 

\ '< 

1 












t— r-.> 













^ :■ 



-* - ■- - 



DKSCRIPÍ.ÃO da viai;i:m 



449 



A dmn niarcmr foi pois de 14 kilometros, sempn,- cin alti- 
tude raperior a 1:000 metros, toai em ta i i ba cai i !. 
mento ás percorridas no dia anterior at<- ao acampamento r| () 
Lulu min !»i'iiijin; entre: .•iltuni* ijiu: vjiri.-ivjim no limite 

de 20 metros, mas do Lubide ao nosso acampamento trremoe 
metroe, isto oi chi tpw naqoelk 

:u impam 




t.«v* 



As*im i ' 1 1 :» v.-|ii:ra, todos i.l- -í ■ - , : -.!, i direeçlo 

leni cabos, coDocaram em togar isolado o em boa ordem as 
oufjaa il«'vi<J.uii' iir • robertas octm capim, G depoii procederam 
fabrico doa modoa, todo outroi i>at. 

| i proeeaeo de bater caça numa campina coberta do capim 
leressante, 8 mesmo da nossa barrar i. ÍSOOBU&O 

danno», pode i dlsfttral ir o quadro, qoc era digno de um 

hábil ptol 

voe a l» 



460 



EXPEDIÇÃO Po 



Os caçadores destinados a montear foram ni» vanguarda, divi- 
dindo-se poios lados deu in 1 'i-ram 

dever existir i eaça, a i ipalharem ■ grande 

distancia fechando o rectângulo. Os caçarlores maia afamados, 
i-.-i 1 11 1 nli:tii(lo vagnroHam itre O caj/n aunados 

outros •■ tomaram posiçSoe de antemlo combinadas, esperando 
ahi os que caminhavam para elb-s Buendo alarido, aatobi 
Agitam 1<> contai que pi ãueer bolho, procurando assim 

Dior os anima* - qut RO achassem para 
OSrtO •'■ qufl passado algum U mpo vimos grande nus 
ile ii m deonte dos caçadores que as 

perseguiam, caindo algumas aos tiros doi que as ama 

pé til 
De qtuuiilo •■in quando por entre o capim appavaciam a» 

cabeças dos perseguidores, e a a saltando em d!-, ersas 

ilin-r.;."..' • \ i. ,ii : .- aiiaii.i" . 

Foram mort&s dez COTOS processo, B tanta era a 

aatisfaçio e tilo grande a esperança de se fazer uma outra 

i igual, qiH OS Loaml i :><> m . . i . - <:i1ht se 

nJo no» faria dífieronça 'li morarmi j-noa ali no dia aegn' 
Conio liaviíiiiKis mandado j •■ ■ ■ J : i ao.» no.»-.o> • 11-gnn todas as 

■iras d | c qiiudispenaassem os rapasses que i 

varo c quizessem vir ao nosso encontro com o fim de obtermos 
algUfl pai» todo n ^..- - ... ..i 1 . ■■ afio querendo eontraria-loe, 

preetamo-nos i larer-lbet a vontade. Cumpre porem dizer que 
nos era mais vantajoso . onde tínhamos de 

demorar alguns dias pai i n ■■■>-.- nmW a Kxpodiçío. de modo 

n poder cila seguir toda reunida, contando arranjar i-ntre OS 

Lun I arrogadorei que nos faltassem. 

ÀpreSentOU O-nn:: • < l.ond.i \mli.in\n. •]<■ Min I 

rísitar o tio na povoação do QuiBsenda, e deu-nos parte 
que conseguira etoapulir-se, dizendo ao tio que o esperavam 
no Cassassa mais ao Tfimbu, visto o sen companheiro catar 
COO n Muatianvua, e que tanto um como o outro tinham a 

! mi- dl 1 Miiein- Puto uma gratificação peloi riooo. 

Disse que encontrara Augusto o os companheiros em nun 




DBSCRIFçXO DA VIAGEM 



461 



para o Cnmnu, o que esperavam pernoitar nesso dia no Caion- 
▼o; também vira o cào Zunga seguindo atida il" boi. 

Boa marcha tinham levado os nosBos homens, B calculámos 
que continuando aaaím chpgariam a Malanje com mais qaioM 
dia* ■! , 

Tambcm chegou um • d:i K*t ••ndo-no« um 

n dn Huli-clifCi', participando qoi o primeiro interpreta 

havia dia lava doente, "ih B penta esquerda como nm 

imliio, a ponto de a nSo a pod< r dobrar. I' ireeia que lodo 

J en DOJoeJhOj Sn Con*eqncncia de alguma > 1 1 1 ■ • ■ 1 ■ . pan- 

. ii que ai.- aquoUa data alo pudera am riguar, 

porque o padecente nílo se queixava que fosse devido a i 

quer d'ejm«» causa*, luppunha antes que mete resultado de 

tVitiçoê. 

O doente precisava de BXD tratamento rigoroso, uito podnido 

i» sub ii:i:ii : i- . 1 1 1. - li. •.!.-: r MU defeito, ainda assim ocre- 

ditava que para se puder levantar da cama talvez nisso mister 

..a quatro metei de tratamento. Bevia prínoipiado i 

■ á-l.i i |.r. venira-O que o abandonava caso eonllCC 
Ha -i tratava com remédios doa ini 
l.i.; i n isita ■ 1 1 a- - lhe lizcrn \ ira .. ja rod.-a [fi 

■In (.'enfio .- de uni te estranha, pelo que reprehen- 
■ l<ra, e como clle teimasse em se entregai BOI onrao 

mmendado.s pelou >.'ih ami"o- da (ainda, d. <larara-lhc 

ivamente que uto voltava i tratá-lo, «• d'essa resolução 
noa dava parto, salvando assim a aua reaposaabllidada como 
anã negado da eliaioa da Expediçlo. 

i i ajudante tand-i m irns commimicou que a Estação tinha 

armazéns na .1. rida ordem para tt Bebi r todai u oarga 
vinh.i In.,, i que tinham chegado nove* o 

ta ■■ d gula com a sua gente para i da comi 

tivn que devia aeompanhar Xa Madi.inil.a para .. h a 

se lhe devia collooac na perna ■ moang, ., a r imrem 

oe etnhiiixi I .. da corte e torças de diversos Muutn- 

iii formar o séquito de honra, que iria pelo 

caminho atú á entrada na Mussiimba. 



452 



EXmnÇlO PORTUQCKJtA AO IhTATIÀXVCÀ 



l''m ' 1..1.- Instante ■ ■ ■ 1. 1. 1 :* . . J N-r .--la ] i- >l :.-... t : ■ i . t - . .piam-. 

nos contrariava a impossibilidade do interpreto nos poder suixi- 
liar nas investigar'"" g o que ti ih:p>ii 

peito i vo Mu logo que ch< ja ■■ moa ao Cassassa, 

e linda mais a sua estupidez • - 1 1 1 preferir ao tratamento medico 
que o sub-chefé lhe podia faxer, aa mesinha- •■ intruj 
espertalhões gentílicos que u poderiam inutilisar par* P 

do sou» dias, lobrBcarrtgando-noa duraot< ■ riagem ou obri- 
gando-nos a perder alguns oarregadorea recursoa para o C 

transportar para Malaujc. 

Ora se de facto o Caongnla, um doa maia podflroaoa potea» 

lailn.-, .l:i Lundu, mandava oaouatea e forças para ae panluv- 

pam Xu Uadiambu c Iionras de Muatiànvua, 0* porque de 

certo tinha auotoriaaçSo 3a corte pura o t . > .-■ • ■ i ■ . . 1 1 i .-"*-. . embora 

anilho dVll i dos seus partidarioa viato a dieta 

a que eetova da oflrt* — não m envolveria emaej [aeaó 

a esta respettovam a com que nada lucrai a : a o Bungulo 1 1 
li/era sentir, dizendo que se alguém " lillio 

do Muatiànvua, . | in- eatava no (Wassa. para ir l ar posso 

do •• irgo Se aena antepassados, Caungula sou par havia de 
láb&lo primeiro do que elle. 

\ I • 1 1 1 i1'í-mi Caungula também non pariu ipava qúonRo | i 
enviar carregadoren. porque já o Muaiiãnvu.-i lliVig mandara 
pedir para un-lo* apresentar. 

A vista d'iato não noa reateva duvida que ate ao Caungula, 
pura onde B&guíamofl| tinliamo» de aeceitar Ian\o como Muh- 
tiftnvu a eleito] <• d'olle deviamoa tirar todo o partido para o 
Ihhii bxí( i nossa missão, quer do tocante ao cemmerejo de 
província de Angola, quer no que respeitava á grande 
nacional de tornar efleotiva t de reanltedoa pratieoa a expan- 
são dos ii iuinios, e a união das duas grandes provi n 
lusn-afrieanas por paiy.es onde e evidente a influencia que 
ha séculos os portugueses m - 1 1 ■ exercem. 

Oom o espirito sempre preoceupado com assumptos que 
diziam re»peito ao novo IfuatiAnvua, pela oiroumateneiB de 
nSo nos sor possível mudar de rumo com vantagem, embora 




PESORIPÇAO DA VIAOKM 






tivéssemos de alijar de alguma fornia ama» oiaom ata cargas 
polo menos, vieram aa noticia* do 

■ mais, obrígando-nos a reflectir BObn a dependência em 
que DOi OOUOO&vamoa doi M <jue necessariament 

. indo .1 medida gne o indigitado Moa* 

tiânvua fosse avançando para a Alussumba. 

u reagir contra :i influencia das msjoijR caçoes 

I lavor d' omc homem por parte dos nossos carregadores, que 
apesar do pertencerem a unhada* muito em eontacto comnosco, 

, 

i.i. i Mal i. iv :imos de ter uma imvi pn.v.-i d 1 isso no pro- 
. . ili i- do DOMO juiii.i iro interprete António Bezerra, noto de 
europeu, nascido no Qohlttgc Alto, educado DOI curopeua e 
apre ao s'-u ien iço. 

outro lado pensávamos também que havendo nós rejei- 

iho d>> Quimbundo » primeiro 'pie o DOMO 

AO abrira para a Mushumba — por estar da Quiu- 

OOt) iji!'' i • ataques ás caravanas nio offerecia garantia 

de *< ndo a isso que mm M I.imda- u> m 01 

ueiwe transito apresentavam geie-m -iI^miu ú i •■ j-ih u 

■•,•-: ■■ " mio i i'i! ipifriilii cortar direito HO Iliuiiodo 8 il':ilii 

Lnxavo ao Cassai, eontando embora que teriamoed* entre- 
ter relações com Quisserigue e com pptantadoa Quiocos seus 

iaa diligencia a alcançar vinte 

pura ali irmos, o facto de encontrar obstáculo da 
influencia de Xu II i era caso para grande ponderação. 

ii, o meio uniro. e heróico, 
contarmos com o apoio decidido do BOMO pw 
aoal, seria reduzir as nossas cargas ao indispensável i 
caminho pelo inato, tendo da abrir esse caminho pelo menos 
em parte u machado, e dUponno i."- a fbri i-lo Mn alguna 
!■ contra povos ipie noa qui/essem disputar a 
passagem, desempenhando assim o papel de salteador, porque 
i*m bem a ai lo ao a alcançaríamos pelo roubo. 

Passaríamos? Mas admittido que sim, o que tínhamos ganho 
para i oanaa do nosso paia? 



Em primeiro lognr nà<> tinhamoi confiança -Ik-Hii» no* 
aos homens, Mi ih mesmo noi Idadoa e Loandaa pura 

empresa d'eata ordem, quniulu • < # ntio se revolti 

til IP'.-, puis «pie [IIIIV1 CÕIIll timnbOf lígíll ;■■• i l\ 

t Lundus. tias dj< - pniniii I.- \<-.w i. 

nosso tini fintSo seria muito div< <|itelle que nos imjji! 

o governo e o pais. Deixaríamos de sei em 

inimigos, aras , podiamoi mesmo chegar t qualquer 

l to mais remoto do oool mas aó podiam 

vencer <ii uno.- . i . ffcser estudos, Dlo i' iíjiuio» 

oontaoto eom oi | ■ •■ • afinal eoii mos entrar na 

U wumba ferindo s matando, •• sem • alguma qm 
recer «u> Mur .|n>i ■ ncontraesomoi no poder i i 

. coi lenaniM;- !-.-■_-« -Lidos y Nâ.. vra possível determinai 

qa indo d'ali pod< riamos sai» - , coni-imio i qm- io,i 

.1 moi una saúde d< ferro, e estivos sdoí i ou 

forças para nova,- lutas. 

i. quando no desse o caso, muito de presumir, quoosQ i 
cos e Lunda* d'aquea do ,: i reuniaaom sem mais refle- 

xões sob o commando do Xa Madiamba, para si- anti 

por raminhos qu<- <\\< ihew.sscin, marchando sem diftV 

cuidados e com os alimentos á mio, B deparássemos com alie 
no governo do Kstadu ou mesmo que elle lá entrasse depois de 
... . mo il< iu it ii kiui nvclamaçao, como seriamos 
doa depois de o desprezar no caminho, n pudiando-o por 
uâo BOreditannos que era elle o Ifuatiftnvni .^.-nlliido pela 
corte V 

Suppondo mesmo que alie respeitasse oa brancos, como 
filhos de ilueue Puto do Calunga— cuja influencia >'■ realmente 
Ulo graude, qus até o* próprios kllemàea o eonfeesam — 
a quantos desaires nilo ficariamoa sujeitos, e depois o que 
poderíamos obter d'elle o doe que o rode*»*- m 

Grande era a responsabilidade quo sobre nós impendia, o se 

v.-icilliiiii-i; ilnr o partido a tom ir, d< sejando Gaxe*lo com liom 

im duvidas do do rito, o» novos 

i ceimentos que surgiram com rapidez aconsclhai-ani-noe 




DESCRIPÇXo DA VIAGEM 



455 



a não tomar deliberações precipitadas. Dcviainos do ter a 
necessária pa.- resignação cora o que noa contrai 

. i.i para a iodos ouvir «• empregar todoa o» eafoi 
fitando a nossa querida bandeira, para não compro 

litoi q infineooú da Pátria ''titre estes povoa ixtool- 

i nilo «erinos nós cmíim, que pela no 
foi '-mos dar na actualidade algnm documento que destoasse 
doa conheoidoa feitos do» noaso* antepassado» ao oantú 

■'es consignámo-las no nosso diário desse dia, 

<• hoji- i •■!. u-li. .!.-: niicmlciiio.s nada alterar, porque cilas, paivi 

menos, jn-t Soam I" ih onosso procihiii-jiii) dahi em 

leante com respeito a Xa ICadiamba, qne BOi duptuemoa a 

i.ir. 
Do tarde, já perto .1" I ;■ -i", Qojtooa proeurou-nos para 

l'i-iiviil. mil. por não appaivr.r um .1". 

lo morto um jacaré na oonâaenc i do l amannogn com 
- I ibale seguira paia o n ri. para o agarrar, batv< odo receio 
que tíveeae sido preto anata po liocoa que n dizia 

haver para aquelle sitio. 

N :i i • lendo remimil que tal prielo ae tlvee . reapon- 

amo* «pi k> nós ficar no acampamento no dia 

seguinte, seria OOJ ar ainda que o rapaz viesse, 

t>is não era bom ir ai ■ m haver i 

ih qualquer d'ellaa aatrfeaae retido o rapas. 
De facto, quando começava a escurecer aproaontou-so o 
homem que fl)ra longe w» te apanhava o jacaré, poo 

• Mi Branda velocidade no meio da corrente 
para o norte e clle já fatigado desistira, não vendo no regresso 
a povoação de Qn qut fallára Quitcca. 

I'i < te sitio no dia 23, na esperança de uma boa caça- 

da, em que afinal apenas se obtiveram tr>s corças, e nós soffre- 
aoa bastante cotn a variaçio do tempo, effoito de mudança na 
phaeo da lua. O dia que se conservara sombrio ate á* 
borós, logo que o sol descobriu tornou-se ardentíssimo. O calor 
era ai noa como ultimo recurso quereudo-nos scnUir 



456 



BHDldXO l-ORTfOUEZA AO HGaTlil 






]>iir;< poder trabalhar na rede ,u,.peut.:t a tronco* de arvore», 
;il>'-in da | ■-. ■•iiniii"il:i a que estivemos obrigados, de tal 

modo fomos oaustii tdM com a aUuvíIo & cjue 

pouco depois desistíamos ficando com dores de i lb«{ 
portáveis. Nao era possível estar n. anupi- 

rava-sc lú copiosamente, e ne no» 

i u melhor 6» pôr um lenço por debaixo do capacete o 
passear por e&tN ■ >'"■ ■ ■> . ■. Iv> aspirando de quando em qou 
de um frs DO i -.■ncia do bortell pimenta, 

A aragem que soprava do nordest [i lixmanti 

horas da tarde inn.i rajada ilr vento impetuoso que nos 
trouxe chuva o trovoada, com o que ganhai alli- 

vioa da» dores e vende-mm livres da praga de cambululoa que 

trataram de se recolher. 

Pude jantai* com algum apetite, c mais bem dis- 

postos 'Hl', imo* \iiju-in .laviue relatar episódios das guerras de 

uije, em que por vezes nos quiz demonstrar a loa] 
di' seu irmão Francisco Bernardo, Soba Ambanj." 

dio que elle tinha B todoa M B In d fU por serem traiçoeiros 

D tftrtm feitO fogo contra os soldados do UnenO Puto. 

O vento continuava a soprar rijo, e como i 

iln li. •■...-. na • nl.al.i . andámus fadando o acampamento ■té 
áfi novi horas, e "- earre^adores . i-jiIh ■> -i : OMOf eui- 

dados, sem que lb'o recommendassem apagaram oa fogi 
Quiteea veiu assegurar-nos em nome dos seu» que podíamos 
reeolhcv ■.•In reoeioa, qn* ollea vigiariam a* brasas com que 
am por eau»a di.- toa e do frio da i ■■■ i' . 

É realmente para admirar — dizíamos dói entrando na nossa 
liarraea eomo ..viu p-nti pode dormir numa atmoapbera tio 
pesada. Se não fosse o fuiim esvair-eo pelas lo oapfan o 

a renovação constante de ar pino que por ahi se faz, ainda que 
em pequena escala, com certeza já devia tCT havido muitas 
victiinas d'cste péssimo costume, que ainda assim lhe* acarreta 
incommodOJ . de que ■ lies uào percebem a causa. 

Durante a noite nSo choveu, c ás seis horas da manha do 
dia 2-1 já o iio.-.m. jH.ri :i -i.an.li ira ia vagarosamente a caminho 





DSSCBIPÇXO i>a vi 



4õ7 



cerando ser seguido pela caravana. O toque de corneta indi- 
cara a mudam, -< 'la i-:i<!.-m-iu, a. partimos com o* OOmpa&heiroi 
do CO • distando o que iamos vendo. 

Caminhámos coroa '1' 1:300 IQ< ti « DO rumo de loate, des- 
á - 1 1 1 i 1 1 1 . 1 < ■ ih 1:080 metros, para depois galgarmos a 
uma elevação no percurso do 1 kilometro ainda no m 
rumo. pautado então o rincho Luipo que corria em meandro» 
para o X. sobre o Luebo, que pertence já ao grupo dos afifa 
tcs occidentaea do grande Ouilo. 

Descaindo um pouco para E.-NE. cami&hámoi .*>:2<Xi metro* 
subindo ainda, e passámos um outro riacho, o Vampo, também 
aíHucnte do Luebo, e caminhámos entito f> IcilometroA no rumo 
1".. pode di/.'T m «obre um planalto em qm- I tnaior alti- 
tude que registámos foi de 1:160 moiros, descendo depois a 

uma linha de agua qi» nêcca Baqoadncí ' ODtíDBaodo 

no mi-Miio rumo d * omoa to riacho Ifansava rogSalaaâo 1:800 
metros de marcha, estabelecendo o nosso acampamento 600 
metros alem d'eate rio. 

l-'o; a iiov.mi man-ha <!■■ I 7 : .' Í00 metro*, de.*ccndo a um valle 
para depois de ganharmos uma eminência acamparmos noutro 
valle menos profundo que o primeiro, 0« . passaudo-nos 

:k • norte o Luebo, cujo arvoredo marginal, bem Ctrtotorittii 
pela sua robustez c grande altura, limitava o horisonte a mc- 
nur distancia com o que ficava Manxnvo •• ad< um 

um outro ribeiro, o Cabulo. 

Os rapazes do Bungulo . do Amhauvo que nos acompanha- 
vam, iiiHÍstiani ipi.- tanto o Cabalo COÍBO o.- .nitros ribeiros 
vizinhos que M lhe «■-guiam, e que tinhfBMI dfl incisar, eram 
as nascentes do Luebo, porém os Loandas, os Malanjc* que 
por ali tinham panado rgoa e •« tinham demorado nas 

suas caçadas, disseram-nos que aquellcs ribeiros »ao afllucntea 
do |" e que a nascente d'este fica nas montanhas em 

que - iad.i a povoação do Cnlundo Ianvo, ao norte do 

caminho que iamos seguir. 

K «empre difi arcar a situaçlo de nascei. nJbo 

maçòea quando nos nâo approxim&mos delia», e entquanto as 



468 



EXMCDIÇXO PORTtrtU KZA AO MIATI^NVIA 



I de aguas tiverem noines conhecidos, melhor é registá-las 
com esses nomes, nao deixando de consignar aa intor- 

ni.n .•iim m obteem, 
Na aba da montanha a que subimos próximo do Vam{>o 
encontrámos uma grande área lavruda >- milho, 

a atila una porejk) abandonada, mas de pouco tempo, porque 
no solo entre as cubatas por oinb tivrnoo de passar viam-se 

!>• ■ t ■ ■ -r- . t- .■•!•. |.:in Hat, .-Mm.;;,.-, gl*M ÓB ln:fl<-it .», CU 

cas de mandioca, (&h 

Os carregadores que vinham na frente nao se contentaram 
NB oolher tuna maçaroca de milho e uma ou outra inand 
Arreiíram as carga* nu c.uninho t trataram dfl Et» r '."Ilícita 
abundante. Aju Bar de chegarmos tarde ainda consegui 
poupar umi grande parte da plantação, ODftUtdo a que se 
fizessem mais estragos. 

K para evitar que lheB apetecesse volta novo saque, 

guisemos M ampar uquem do Manzavo, como u . 
pedia, a pretexto de haver muita caça ao norte. 

O ternno alo diSería do que até ali conhecíamos, parecen- 
do-nos comtudo mais rice am homui pela corpulanoía dos 
exemplares da flora que vimos e por ser maU pastoso o ti lho 
antro ■•lie». Em todo o ] o apenas notamos um peqi 

descampado, onde todavia se viam algumas arvores ainda que 
tl<! uii-iior porte e d'eata» uma ou outra rachitica, o qu«- i 
attribuir-sc ás queimadas, como podia também ser devida 
cilas que outras arvores que pareciam novas nâo tivesse 
: iii^.i.io. 

Ao sid via-so uma extensa floresta prol»ugundo-sc para o 
poente, acompanhando o rio Manzavo nas suas voltas muito 
irregulares, e ahi afirmavam m do antigo pes*oal que havia 
muita caça. 

Kra perto 'I" meio dia quando acampámos, e como ame 
casse chorar trntou-se logo de acondicionar as cargas i 
do costume. Só depois d'isso ó que partiram os caçadores 

companheiros o cuidado de 
e do fabricar fundos para abrigo. 



DKSGBIFOXC DA VIAGEM 






Aiinl.i 'li -ta vez foram felizes ob caçadores, porque matu- 
ram uma boa palanga; vieram lards DM tra/.i;. 
já esfolada e esquartejada. 

UB •"■ bonu <ln urde aj>] no acampamento um 

LondA de grande estatura mu» muito magro. Vinha tU 
gania na mio seguido de dois rapazcB e fazendo uma MD 
gritaria. Kra UB doi queixosoii doi rOttboi ijue se fizeram na» 
lavra*, 8 (Jttí os Sougo* qm D DO acanipauxiitn proi 

▼»m desviar paro que Bio I nt<> da <iu 

A tampo saímos da barraca para conhecer o motivo do 
rido, e já alguns dos nossos munido.- de pana procuravam cas- 
tigar a OH . do lionii-iii, i|ii" iw.iiM.l. rando-se roubado apon- 
tava a arma para um d'elles quo o um 

temos entrar todot oa dorida ordem e < i> mámosoquei- 

XOso jmra junto rl:i barraca, u fim •'■■■ tOOUV OOnheOJ 

DMOlO do sen aggravo. O homem n principio tinlia mi 4 
filiar, porém OOmo insistíssemos cm <in' ■ I • <•! irass" o que ci 

cera ali t lhe assegurámos que ninguém lhe lurin mal, 

tomou animo e disse — que sabendo vir Muene Puto com muita 

para o seu amigo Muatitavui que estava no Cassaasa, 

O» seus rapazes tiveram medo que o povo de Muciie Puto 

amarrasse as suas mulheres para as levarem pura o poder 

■li.' potentado e combinaram todus ';r i> :■ -> im uni", 

Klli- tjue era o chefe da povoaçlo ato qnizi.:™ dou só, poii 
o podiam prender e fazê-lo escrava do atoatiftaToa. Todos ellea 

im já padecido muito : li d< |>OÍt •!<■ terem 

fugido das suas terras, quando pensavam nhar ><> 

rem-se livres do jugo dos Mqatas. Agora escondiam-se no mato 

preferiam vivar enquanto eetrva * ^('hmumo I 
tiftnvua, porque esto sabendo do seu paradeiro os mandaria 
agarrar. 

Vivendo i indidoe, um ou outro com todas a» cau- 

telas vinha durante o dia ver as lavras e levar algum sustento 
fora assim que descobriram que oe tilliosde 
íe Puto ao pnmamill rou baram as mandiocas e Indo elk 
lá vira tudo estragado! Eram aquollas as suas riquezas, o 



fructo do trabalho da» Mias mullicn , id L< ir de 

chorar rondo tudo perdido! 

Acrescentou que o An^unza Muqninjí, quando ali passara, 
lhe dissera que o nonor major era o próprio Muei 
pessoa mito bot •§»■•- a t tendia aos pobres, vinha pois procu- 
rá-lo e queixar-se dos prejuízos que seus filhos causaram a 
uma. -ente pobre e que lhe.-, uno tinha feito im. 

Conhocia-sc que o homem estava nervoso, apaixonado como 
se foBse uma grajuli d< ■.vrrami iju- lo inopinada- 

mente sobre ■ m torra; ara precito <\<- algum modo suavisar 
as suas magoas. 

— t'i ii-in.iino-lo primeiro pm- elle e o» »©UI fugirem de 
Muene 1'uto, quando «estavam provei alo Muquinji qm- 
seu representante que vinha para o Muatiânvua tratava bem 
todo» os povos que encontrava. Ao contrario, 

na povoação OípOrando por Muene Pulo, para lhe vender n 
alimentos de que elle e os seus earecesaem. Muene Puto nio 

podia ter OODhoá Oto de tudo que Guiam Ol rapazes que 

vinham numa in.-n-elu • mu .1 mi 1 . muito udoante d 

iJisseinoa-lhe que se elle estivesse na povoação podia ver e 

fazer salier :i M ■ 1'utu ipiem lura o rapaz que rOttbáza, 

para Muene Puto castigar. Nio estaudo lá ninguém para 
prosencear o facto, nao ao podia saber quaes foram ■>.-, que 
praticaram o .rime. 

— Que Muene Puto porém quando passava, nao era como o 
-Muatiânvua. nao consentia que se li/a ■••■•■'• mal algum ao* povo*. 
ora amigo de todos, por tanto Íamos indemnisá-lo dos prejuí- 
zos que soffrêra na povoação, deixando! lie uma lembram,-.! da 
que ficávamos despedidos como amigos c nào <oi igos. 

Mandámos em seguida buscar um panno de sois lenços e 
lançámo-lo sobre os joelhos do pobre chefe. 

'•■• "■ m ima: : n:i iit.Mitaiin nto, .. nlegri* do homem I 

Largou a arma o agarrado ao panno com ambas as mios 
rojava o corpo iodo no hoIo de um para o outro lado, exelu- 
Iiian.lo — rmlii'! riilumjn! Mucur l'nt>i mimil tâtitro KUpiirila! 
vudii ! . . . etc. 




DESCBIPÇXO DA VIAGEM 



461 



Esfregava a cura, peito e hombro* com terra, exclamando 
sempre o batendo palmas. 

Todos o» nossos rapa/c» vieram ent.v Mn- no panno 

bolas de tabaco e porções de sal com que o homem ainda se 

BM>8truv;i li] . i-Coiihrcido. 

■ isava com mais confiança, e pediu licença para ir 
chamar os seus e animá-los a dormirem na povoação, porque 

Muene Puto não i sentiria cpic lln-s li mal i .-r-i Im.hu 

f> de todos. Também pediu li' Onça pura voltar ainda com 
as suas mulheres para cilas nos verem, pois nunca tinham 
po.,|n (..-. olhos num lionniu bram c 

Depois díis 7 horas sentamo-nos próximo de uma fogueira e 
rodeados dos Loandas, -.oldados. inh rprotr-» ■■ rahoras dos nir 

regador'--. aârertinio-Ioa avo Rfuenc l'uto muito nos p.rMinimii- 
dára nío consentisseraos que se fizessem roubos nas povoações 
por onde passássemos; que o que tinham feito na ora íl 01 
-. 1 ' . i < j i ^ • - 1 1 « - ■ I : : i .••■ fosse entoe Quiocos daria logar ■ que soffresse- 
iin •- com justa razão as inevitáveis consequências de tão mau 
procedimento, e qne por oauo de mela dtuia pagariam todos. 

rJenhum dos que nus ciu; nu havia do gostar <|ui- al-m-in fosso 

ta < ubata ou mesmo a sua carga roubar-lhe a mais pe<i 
OOOia, '• havia de no* proi urar | i bter 

- rouliadoa e c;wtigarcm-so os bui 'auto não 

. .. < . i sp< rar i|Ui ih :..i--( mor. aesa* providenciai BOI í r 1. 1 : x- i 

duo' q 'st.iNuiu nas .-nas i.-itis nau - ,- importando •["■■ ttOB 

passássemos por ellas. 

Confordar.-mi [■■■!■ • tinham procediíi dl-- 

gando que siippunh.nu que 08 da p' indo haviam aban- 

donado indo fazer novo sitio. 

Estávamos nesta fundarão, palavra, audiência ou i 
queiram chamar, quando M apreeontoa lai mia com as suas 
imllierea, e os rapazes com as suas armas, todos aattafè 
assobiando, saltando e elle gritando Mu u Puto, tâhteo 
ui&mjo! Abriram os nossos na para elles se approxima- 

«m, e outros que estavam pelas cubatas seguiram-os ficando de 
pi, atrás dos que estavam sentados. lo uma nova roda. 






BXPKDIÇXO MBTOQtnSA AO MTATIÂ 



Tomou a palavra o chefe Agradecendo o modo porque 
* io por Muene Pato, t apre- duas cargas de 

mandioca e duas de milho para comermos como bons um 
i aegnida ii| hxMtoa :ih nuu trea muiberea designando 

ijiiiil i.-.r» a Jli 

i recebeu então de uma rapariga uma pequena c; ., 

' i «eis ovo» do gallinba e uma outra maior com farinha d(J 

milho que nos offincu. 

i !.■ i ida u '!••■.- mulheres e as rapariga mtOOU 

os seu* rapaz- mine -i tinham visto um homem branco 
vam-nos com admiração, e reparavam nos nossos n 

movimento», fazendo os seus commontnrios ái 
da nossa pessoa, que decerto <ra muito d i florente- do que sup- 
ani, pois julgavam que nunca se poderiam entender com- 
r falta de quem conhecesse, a noKsa lingua. 

Estranharam muito qm- perguntaSMmoa ao obofa, qual o mo. 
li.c porque na siu» povoação eram as mulheres quem lavrn 
colhiam oa ffaotoe, fab taba e farinh 

mer e acarretavam agua o lenha pnra todos, emquonl 
capazei se. 01 cuj.a'. am apenas num recado ou era irem á caça? 

Logo qUO o interprete mittir ji 

interrogado bateu três palmadas c disso : vudit-. T 

dj tuna fumaça da cabaça cm que pouco antes de 
um pOQOO •!'• I.mIi.icc 1 ji.-i- s. m :i para .1 :-'i;i uiinri. Km si-;..- 
il> I 1 uçando-se para o lado do interprete come lar, entro- 

tendo-se também 11 riscar ''"111 '•* dedoa a torra e aparta: 
para os lados do quando em quando. 

— Em todas as torras que temoa visto com os nos* 
mesmo na chipeuga do Muatiânvua. disse elle, se faz o mesmo, 
e nas terr.i Uuene Poto nlo é iaao? Moa faiemoe aaaim, e 
já oa nossos pães também, porque as mulheres s© não traba- 
lharem o aon OOraçlo pode ser-nos falso, nao pensam no 
homem e nos seus filhos, <• mpn- l'"ia das nossas \ 

e •>,'., 1. ■,, [lõdontOfl tot oqui 'dias fazem O trabalho obriga-aa 
a pensarem DO MU homem, e nós conhecemos quando entrámos 
em casa ao cilas nos enganaram. 




DKSCRIPÇXO DA VMGKM 






Quizcmos contraditá-lo para o ouvir ainda, e dissemos que 
ostand" i II .1- sós nas lavras podiam fazer o trabalho mais de- 
pressa e aproveitar algttm tempo para conversar com qual' 

•l«' quem go unlhnrei riaru-ee e os homens 

tizeram antro tanto, comtnda or respondes: 

— Nnnri v.-i fora da povoação; as noMM 

bu um i roda 'las outras, 

e se uma se desgarra do rancho a» outras aceusam-na. 

O03 adi |K>r nl^um hre o assumpto, mos- 

trando ■ i ucía dos homens se empregarem também na 

•ultura e no m gooio pan i igmenbsrem as povoações e 
terem todoí de vestir; pon rindnpor resposta, que 

o trabalho que aa mulheres faziam bastava pnm todo» i 

e que nas vizinhanças todos faziam n mesmo, e que nao 
era com o h ibalho das lavra* que m p< i 

Quem caçava ou pescava é que podia alcançar alguma cousa 
pelo i *emos filhos cotOO 

U ta Pato, qac soube*w-m fazer fazendas, missangas, pólvo- 
ra, etc então sim, podíamos ir longe buscar gente, marfim e 

; oasaa terras. 
Como a DOti .10 fosso já tarde, distribuímos 

missanga pelas mulheres, duas cargas de pólvora para enda 
bomi « duas jarda» d* vidre/. :« Muári i uma 

camisa de chita. 

los agradeceram muito. «• lá fona munido» i-ud.-i um com 
■lho de rap i iii pura ta ulii:. pelo caminho. 

Uma hora dopo - i o Diário m bdssm impres- 

sões acerca da condição .1 que no» Tiritar*, 

do tivemos de sair a toda a pressa porque António nos 
dava parte dl bavi r IbgO D ■ •■■• -ampamento. 

Corremos logo ao lo. n : .»tro, q ■ ••ntc era dis- 

de nó» <■ daa cargas, a que se manifestara num grupo de 
anatto eobataa eonatraidaa no extremo oeste do acampain' 

recia-DOS. A maior ditliruldade que tivemos foi em 
tirar da dentro de uma d'o rapazes qno estavam í 

dos no somno e que nem os nossos gritos despertavam. 




A temperatura era já insupportavel, ainda assim, Am- 
e Adolpho eneheram-se de coragem, entraram do recinto que 
ia ser fechado pela» labareda* e cada inn puchando uni doa 
i ;i) .n .-:■ - - !>'!;.- ímiiiii-. .nu,. -: : ni i-.-i t ii UTMt« los pari fow. 

houve prajtticoa, porque se limitou o fog •» ás 

• cubatas, mas apesar de mais esta li. 
de que deviam de eitender ás mu 

irem U cubatas umas das outra», 

uiml;: assim iiAo lie'- MD ÍO Bt I ll.eml:i. 

eA gente da Landa que hoje no» visitou — e* no 

Diário— •preeentoU-ee*noi tio humilde como miserável, b muito 
ms (•••ri.Miurnto para esse estado o receia constante que 
toem ih lerem lerroi deextranlios. Doprehendemoe que 

ram dos wiih potentados no interior pare se livrarem de -• 

vendidos, .' que vieram para aqui onde pm I lilDO -• 

julpirani ■ inça, mas a vinda ilo Xa Madiamb.i tom. 

um turim-nto para clles porque temem que os seus >lmn 

encontrem <• oa levas. Procuram suppriraa necessidadoa quo- 
tidianas, uma uno pensam lia de ámanhH, nko tendi 

tos para •>• conservarem independentes neste logar. É dl 
ilít.-ir ipii maia rlin menoí dia oi Bangalas, Quioeos noemo 

08 Luildas os Mll)jli'_'llein. porqic 

mesma necessidade os lia de obrigar a irem procurar uma po- 
voação mais populosa que os queira admittir. Foi talvez a caça 

que o., eoiivulntl a • ■slal-cleeerein SC ncsle sitio, mau liem isSO 

mesmo tem contribuído para que ao menos tenham um- patmos 
00m que se cubram. 

Se como observadores que somos tivéssemos de julgar o» 
Luudas por os primeiros exemplares que já conhecemos, <lirin- 

• que .1- pouea relia sii este.- povoa pare aproreitarem oa 

raoi que ■ BStunasa lhe prodigalisou. 

Tomos esperanya que encontraremos gente em nnlii..i. . 
condieòes, para podi nnos formar um juízo maia. liaongeiro sobre 
os povos da Lundu, pois mio ■'• de erer que ntun period 
40 annoa que medeia entre a nossa viagem e a de Rodrigues 
Graça a sua decadência fosse tão profunda.» 



BIPÇXO 1>A VIAGEM 






Terminámos assim as considerações a esto respeito, porque 
na verdade precisávamos de maior numero de observaç* 
de factos para podermos escr d Dlil aibntesu. 

Passou-se a noite sem novidade, a tal ora o desejo de evi- 
tar um- no* pedissem nos demorássemos maíi um dia a pre- 
tosto «i.i UÇ*] que logo no despert m hu tratámos 

de acondicionar as nossas pequenas cousas na mala, emqn 
Marcolino nos arranjava uma chávena de café e 
lava a nossa barraca c distribuía tudo que BM pertencia pelos 
respectivos carregadores. 

Ai tuia i era nado, rompia ai: da avan- 

çada no rum" I'.. NI'.. direita ao ponto ile passagem no rio 
Luebo, c como que á formiga, os carregadores, levantando as 
cargas sobre o hombro e com passos curtos mas apressados, 
procuravam ganhar a diotancia ao ultimo companheiro que já 

ileirado caminhava no trilho ilos que o precediam. 

É occasiao de dixermos como um earregador levanta mi 
damente a sua carga çe ir do auxilio i em. (Jomo 

já referimos, a mulutuiba ou canastra que coutem a carga está 
ligada pelo fundo a uma vara que a excede no sentido do com- 
primento para um e outro lado, podendo dizer-tte que a extre- 
midade que tica pari» a fronte tem o dobro do comprimento da 
mu tica do lado opposto. Na occasiao de partida a carga está 
já atada c prompta na canastra «obre o solo. i las ta o carrega- 
dor passar o pé por baixo do extremo posterior da varn. 
pngando para o elevai um pequeno eadbrço ourando io mes- 
empo um pouco o corpo, |»ra a receber na inào direita, 
-ndo depois com ambas as mios pelo fundo da canastra 
: lo-a a si apruma-a, e agachando-se um pouco faz OOOB 
que oUe lhe vi cair sobre um doo o endirei- 

ta-K> rapidamente e rompe logo a andar. 

Po ' • metros a distancia percorrida at< 

que reveste a encosta de uma O ] ta, e 

uma rex passado este seguimos o trilho tortuoso aberto pelo 

* ompanhando as i láquelle rio que vnl&o 

nos ticava á direita. Caminhando ora uo mesmo rumo ora maia 

vot.ii w 



466 



KXPKUiyXo POKTUGUKZA AÕ MIATUNVIA 



pan leste subimos a uma eminência n« moam» encosta nu alti- 
tude de 1:860 metro», para ■! ■ 1:070 

metro*, ponto mb qbo noa coi ^ afastar do 

ainda M estendia para as bandas de S.-E. onde querem ai 

que . Até ali registámos 6 kllometroa d< 

Kntramos num valle muito .uborisado em que caminhámos 
2:400 metros no rumo K. '/j K.-Nl liflèreoÇM 

de nível, deixando pouco antes um trilho '|uc seguem os vian- 



ív'> 



.•*. 



. . .., ,.. .. • , 



dantes ({iie querem cortar para o Caianvo súbdito do Caasaaaa, 

■•viiaiiild :> |..-i...-:v;i ih p< l,-i ]»i\ caril. i deste potentado. 

Tivemos depois do caminhar sobre uma outra aba do serra, 
elovamlo-im* ;i altitude de 1:1 1 J ■ metro 

rum» médio E.-NE. 3:600 metrot para descer suavam 
B0 rumo de lesto pouco mais de 10 raotroB, n giatandi 
mais l:S0O ] ■ ile manha. 

A depressão em que entráramos era cortada pelo rio I 
que pela* arvores que no-lo definiam seguia ama linha pouco 
sinuosa para o noxt) , 





DESCRIPÇXO DA VIAGEM 



tr,7 



Tínhamos deante de nós ama planície que alargava para 
sul c que nos cru preciso atravessar no rumo E.-NE. para 
passarmos o ri". 

Os ipii mim nu rançada tendo visto os fundos das sci< 
anteriores á entrada da depressão, já se preparavam para acam- 
par, ma* <■■ mio o velho Ihtheua e outra rieaeeu d 

«O nosso encontro com alguns cartucho da ' I_v n:i:u it>- que man- 
dámos pedir, por nos terem informado que havia abuml 
de peixe no LuitO, todos se dispozeram a ir acampar na mar- 
gem direita n: i« 1 1 ; ■ - 1 1 • ili:i <■. ali pernoitarmos apesar de nào ficar 
longe a Estação. Foram mais 2:500 metros de marcha até á 
BraodOM floresta ao meio ila qual passava o rio c diversas 
liafcfla de límpida agua que a ellc affluem. 
A passagem na floresta tornou-se embaraçosa para os lio- 
carregados, por serem obrigados a procurar caminhos 
istruidos de ai 0M lai 1 1 b I '1 1 ■, algumas já em parte apo- 
drecidas, mascaradas por massiços de enredada vegetação, c 
que também estivessem livra da tXO&OOt e de hastes pen- 
ilcntes que cm alguns sítios se entrecruzavam fechando a 
passagem como so fossem espessas paredes, tudo revestido de 
parasitas algumas {ase&do lendirar a nossa hera. 

Podemos calcular ter andado mais meio Idlometro, em que 
apenas ganhámos no rumo directo un-. Kmi metros. 

Acampámos rmlim, bastante fatigados de errar nesse labvrin- 
tho de que a final conseguimos desembaraçar- nos, e, , 

dia* anteriores, trataran • :. idorSfl antes de tudo de 

acondicionar as cargas em sitio quo jul^; is apropriado. 

Kmquautu o pessoal se oceupava cm arranjar os fundos o 
Marcolino em nos prepara almoço, o como todas as nossas 
cousas estivessem em ordem, fomos logo fazer o croquis da 
nossa marcha que lura ile 1 *:.".< Ml melro.-,. 

O rio Luito OXtda Q passámos era estreito, tendo apenas 12 
metros de largura, mas de velocidade nâo inferior á do rio 
Cucngo. A passagem fez-se sobre uma ponte de troncos, esta 
porém encontrámo-la em melhor estado de conservação, o 
QtU «th devido a estarem ligarias as suas peçns pelas cordas 



EXPEDIÇÃO POKTUaUEZá AO KBÂXIÍXWA 
pendentes doo groveoe tronooo da* arvores a que B poari 

apoiava im* margeai. 

Vimos no rio, emqnanto aspi ravamoi que paaaa para- 

t m 1 1 1 - pc rn nii-, o que ai 

rapasei do noeeo antigo paaaoal, diaendo ollea que noa tinha» 
hm.- ue-ta viagem trazido a fortuna do lhe* dar ooroaa 

Si Marcolino e tatonio é que sabiam que pa 

■..' apenaa com ama tatá da oaim 
sorvada, o que nâo tínhamos nem bolai ha nem bombos em 
depoaitOi Realmente tínhamos sido afortunadoí em nos mVi 
faltar alimento na viagem. 

Xaquelle dia mesmo, embora so nao arranjasse neta caça 
n.-ni |"i\r. j.i i-st;»vamoi remediados com duas bons galliuhas 
o alguma bolacha que 001 mandara o ajudante por um 
seus rapazes. 

Ao meio dia já havia do acampamento peixe ■■ dua* corça», 

mas faltava o melhor que ■■v.' <• eondui '". ■ fubá. Algiuis 

raptai ieramdal lembraram--' .l< ir ao Caiai 

o de obterem a troco .1" peixe alguma* oapaiai do fubi 
outros voltaram para o rio; mas n trovoml 
que se não contava na oceasiâo rompeu de r< -j 

6 cessou tf» 4 horas dn tarde, alo lhes permittindo ti 
um regabofe nessa noite eomo tudo lhes fazia crer. 

aquento .-l...vi u <ji r i-. ( ■ ■. . m. >-no.-% a ler osjornaes que n 
loa l.i nossa querida Lisboa, para a qual nei te d a deade 
madrugada estavam volt.uloh todos ou nossos peni j dia 

qoa devia ter de jubilo em c«*a por ser o do annivei 
natalício do nosso filho Filippe, que -■• tiveaae sido folia 
riu ter terminado o quinto anno do ourao 
Militar. 

Completava 18 annos esto bom moro — eaor 

Diário ■• depois, como que domiuudos por um mau 
espirito, o penaamento divagnva e ' beguTamoa a temer enu 
algum desgosto, ilguma occorroncia funesta se pu<: 

,1.1'ii. rn. ..ri" ila fauiilia duraiitn .. |..-i .■ í , j ■■> .: 
nao tivéramos noticias d ! ella. 




DESCRIFÇAO DA VIAGEM 



4f>9 



A esta crise de desanimo 'i' 1 " r" ! '- ,; íoininire, 

HM In MUDO lenitivo | . i-j .i-i-:iiii.-. i. <• crcntCÉ na nossa boa 

In, c de que tudo havia de ter corrido bem e que todos 

o» nossos estariam BaqueOe dia cheios de alegria imos 

úr '■> i ti i > . eequeeer o togar ••m ou. 

a tempestade que sobre d<S etomando a leitura 

dos jnrnae», e («i*o no* bastou para B(M stippornio por 

to,* oim Lisboa esperando o [autor, que para noa nette dia, 

diga-se de passagem, cru lauto, porque alrm ih ^'allinha i om 

que n domo ajudante dos mimoeeira tínhamos peixe do Loito. 
Eram seis horas quando chegaram os rapaaes com a fui 

apesar de nilo ser muita 6 do ; Ontrado depoil de par- 
tirem nlo box também ame fartara, todos, a" ci.ari ; . • « i ■ <. 

Iluminavam os diversos grupos do acampamento, ■ eram 

iti- o seu i 
NA" ierii ih ■ í i abundanti i refiiMjlo, mai Dean pot iai 
conspiraram contra a sorte. <■ nn- UD ao som de uma 

■;i improi isada cie çjo i bar ai a •■ outros 

rindo os requebros, momicei a cantigas de ota 

outro que entn ellea passava oomo mau folgaaSo. 

Assim se passou o ilin ri t «'- i- l'i horS Om qno •'! corneta 

deu o toque de silencio, apagando-aa os fogos fora das cubatas 
recolhendo cada um ao seu abrigo. 
No dia 26 as << horas da manha já todi» estavam promptoa 

com rontade de chegarem ■'< K-tai,.'io, >- ..-orno a distancia a 

: era pequena, determinamo |ue ibasem adeante que 

odes -"hi i marcha [unto to riacho afluente do I 'mio, para 
de sbi legoii toda a comitiva oa dorida ordi 

Tínhamoa de aub r a uma pequen i i li cai i ■■ tia altitude do 

1:120 metros, •< • \>f -■ í<-s. por um caminho tortuoso cujo rn 

o ira de E, -Ni'!. Condo andado 2:200 metros deão 

depoÚ para rio, sondo ■> rumo medin seguido de N.-E. e o 

peroureo total de 3o kilometro 

Reunida toda a caravana desfilou depois, indo na frente ■ 
bandeira e atrás d'ella oi cornetas c tambort ■ tocando moa 

ulinario. 



170 



KXPK1HÇA0 POKTWilIEJGA AO MUATIAWI A 



O ajudante veiu espcrar-nos próximo do riacho para nos 
acompanhar, porém como fosse grande o pessoal que trazia- 
moa, julgámos mais acertado irmos acampar entre a Eu 
o o acampamento d« X« Ifadiambc» Passamos em redor de 
uma parte da Estação quo nos ficara a direita, indo arvorar a 
bandeira, pura o que andámos mais ÍKK) metros, sendo snrpre- 
linululos pelo fogo de regoKijn i[u<- de II rompas par* celebrar 
a nossa chegada. 

Sendo indispensável que todos oh nossos carregadores tives- 
MB) abrigo* onde se alojassem oonvementemento durante al- 
guns dias, deliberámos, para lhes dar tempo para conducçâo 
de materiaes e fabrico das cubatas, que as cargas fossem M 

3ll I frente da nossa bari-m-u em logar limpo de capim 
e devidamente rt--"^ n.iir]. nli. ilux cIiuvhs e do xulnlé que abun- 
dava, trabalho este que vigiámoB e no que decorreu mais de 
uma hora. Só depois d'i*t<> entrámus mi burraca para dil 
todas as nossas cousas e prcpiirunno-nos para ir abraçar o 
chefe, visitar o seu acampamento e depois a Estação, onde 
devíamos de fllx&OCai pOT convite do ajudante. 



.V. 



DESCIllPçXO DA VIAGEM 



47! 



NA B8TAÇÂ0 CIDADE DO PORTO 



. 



Jt 



.B^ 



nformndos que no acampam 
tio suli chefe todo i> 
estava a postos aguardando a 
nossa \isitii. para lá nos dirigi- 
rc '-liido» ■■mi um 

bom tiroteio da ftucilaria, fnrma- 
lidade esta indispensável entre 
itioi para danou 

: importância ■ |u. ililn 

aoa -< u ohaf 
Com-' Xa Madiam pa jnlgára 

opportnno estabelecer o seu 

m .■ ' i : 1 1 mio á ríata da nossa 

Estaçio, do I 

ein logar próximo, t-stalioleceu-se o buIi ohi Efe <-nm o pessoal 
permanente que o acompanhara, riato [V> ahi mati t':n- i t- 

mente podia ter conhecimento dí t..da*nso< rraseíai q 

fossem dando oom rda< \-> tfadíamna, 

e das noticiai <|u<- ■ k.-ii respeito chegassem do interior. 

1 Vmorámo-nos com o rab-eheft vendo o seu lu-.u.i 
e ouvindo-0 sobre 08 mata palpitastes suecessos dos nli 
dias, que • -iiic commuiiiear-noa imme- 

liatamente, o ainda sobro n que pensava áoêrea da demora de 



472 



EXPFDIçSo FORTUGCEZA AO MrATIÁJTVCA 



Xií Miuliamha, dcruora que mí estava dando, mio ofa 
portadores que tinham oh gado de diversos ponto» do interior 
llir terem affirmado mie vinham para o acompanhar a Mnssum- 
ba, por «cr clle o Muatiãnvua que u quilol..* • manda- 

vam chamar. 

<'oin|inn!i<ttido.* com oajii.!ap'i . de •mera estavam-'* M-para- 
• 1 1 ■ h ■ i ■ - • i i • dia 24 de abril, para almoçar com elM, despedimo- 
nos do snb-chefe para voltarmos nesse mesmo dia mais tareie 
a reatar a conversa acerca dos assumpto* que mais imp 
vam na occaeiito. 

Na Estação aguardava-nos já o ajudante, tendo o aeu pes- 
soal formado cm alas á entrada, o qoal A noesa pau igem doa 
uma descarga cerrada, o que foi do grande effeito para as 
povoações vizinhas dn C:i-:..i.-,i e do relho Caeuata Catombe- 
lai, a d'onde vaia correndo i gente, leaiitindo d pc i nm 
tiroteio de regosijo bem RtftentadOí 

Imprc*sti<moa4UMl IgnOBveltimute a Estai t.mdo-a 

pela fronte corria um riacho que era coberto na larga rua da 
entrada por anu ponte eoliâe de madeira. A avenida ai 

atraví.n do frondoso arvorado, .-ru que bonYOra necessidade de 
fazer uma grande derrubada, dava ingresso a um b* 
circular, ao centro do qual se construíra Itm elegante pavilblo 
nrtogiiiio ilc cobertura pyramidal. 

Entro as arvores, todas do uma grande altura que ficaram 
limitando ••> avenida, eonetmiram*ae as cubatas ■[> 

outro lado rognlanncnt'' alinliadas para alnjniaeatO do ]»'ssoal. 
Altas, solidas, bem revestidas, e com entradas eepaçosaa, 
destacavam-Hc muito doi abrigos, da* povoacS bae e 

de todas as construcç"» - analogai que tinhamoe riíto depois 
das dos Bondos, muito iirincipalmente das que se fazem noa 
acampamento! provisório* de comitivas, que em geral, c 
já temos dito, silo baixas, achatadas, de entradas estreitas que 
obrigam os moradores a passarem por ellaa quasi de rastos. 

O pavilhão era uma edificação ligeira, feita de bordão, sendo 
ligados os esteios angulares uns aos outros por meio de xadre- 
888 do mesmo material, que para esse fim fora cortado ás tiras 







DBSCRIHylo DA VIAC1KM 



178 



de igual largura e espessura, sendo os portaea de cada face 
largo», altos, terminando em ogiva. Al trepadeira*, iam ja re- 

riormonte os ângulos da eonstrueeao em din 
á cúpula, protcgendo-a assim da intensidade dos raios solares. 

Ao •■••iiin li.r. i:i uniu mesa fij iboleiro insdl 

mudo do regoas estreita» de bordão, havendo cm redor i'eDa 
espaço si:: lavam Suai pOMO.i 

t.ir-sc ú vontade cm bancos ainda do mesmo material. 

Foi este recinto destuedo para tomarmos as nossa» refei- 
ções, para escrever c UUnbem para se NCtibi 

< ) largo era limitado por boas construções para accomin 
cio do pessoal superior, sendo as QBtM espaçosas e de bom 
pi direito com coberturas em duas aguas, a fn unaoídaa com 
prateleiras para as cargas, tudo solidamente oonatrnidO 1 . 

Numa nu aberta perpendicularmente ao ma eixo finam 
lidai '« habitações para ú interpreto, cozinln iirú e ser- 
ventes da Estação, e DO Bm ■!' II i. em espaço devidamente 

reservado, enoontrámoa uma horta, cm que ja ae viam ai 

rios, c foi pena quo o ajudante se nffo tivesse leml" 
da nos mandar pedir •ementei de diversas hortaliças que tinha- 
inos numa carga, que por nao ser iai Ú tranapo 

logo fora das ultimas de que fizemos remessa. 

Do dois casae» de pombos que entraram na Estação Costa 
■ S Iva ja *e contava uma criação de vinte a Miatr. 

I mais era porque o ajudante encontrando ditficuldadeé 
em obter alimento pura todoa oonaeajain, ao mie tu 
trocar alguns por gallínhaa. 

\ aataelo ficava em 8 1 V 18" de lat. austral a IV 88 80 
■ >>tr. K. de Oreen. e a altitadi d< 1:086 metroaaoimii do 

niv.-l dfl mar, RobrC uma rampa qofl Hitnvomente m ■ st. 

ate iu) no Cuilo, o qual paaaava a - IdkmwbM i frente 

sul e fazendo grandes eurvas, ora para oeste, ora 
paro nordeste e norte, soado a linha media da atin dir< 
para noro 

Para oCtiilo atlluiam linhas de agua, que nasciam nas monta- 
nha» <\ n j i d iramos a oeste, sendo delias que M forneciam 



474 



EXPEDIçIO PORTUGUESA AO MUATIAXVUA 



aã povoações próximas, principalmente a do Cassassa, poten- 
tado da terra. 

A vinda do Xa Madiamba para e*te legar, e as mia* antigas 
relações do amisade com o velho Cassassa, que fora sempre 
acérrimo partidário d'elle, dera lognr a que se afastassem 
muitos rapazes e raparigas da povoação do potentado, com 
receio que este se lembrasse de n* dar de presente ao seu 
amigo, agora Muatiânvua. part formarem parte do seu séquito. 

A povoação do Cassassa, sendo a principal, era do apparen- 
eia omito pobre, estando na >••■• parte abandona 

que lhe dava ainda peor aspecto, porque i Dmo é do UO 
esta gente, cubata que nâo tenha morador, ainda que só tem- 
porariamente, 6 um recurso que Ihcsponj .. irom M nato bus- 
car lenha para alimentar os seus fogos. 

Estavailin- :i.i almoço .[irnnlo ,|.i parte de (.'liiliu: ;:./.a OU 

ChibuQM Iaiivn, rtllgO Xa Madimnba, se apresentou um ho- 
mem já velho, também de nome Ianvo, dizendo-se muzumbo 
(interpreto) d'elle, imr vinha comprimontar-noi 
pela nossa chegada ao sitio, e pedir lhe disséssemos quando 
podíamos receber seu amo. 

Agradecemos aquella aitonçXo e ficámos de vrii ir logo mu ■ 
acabássemos de almoçar, para elle vir quando quisesse, o como 
signal da nossa amisade enviámos-lhe uni raglan de panno cas- 
tanho eom forro eartuey.ini, lendo .is manjam gu ta de 
alto a baixo com sete ordens de galòc» estreitos de ouro fino, 
formando diversos ornatos e rematando em bico próximo doa 
hombros. A abotoadura era constituída por duas ordens de ala- 
mares de seda preta e fio de ouro. 

Kste objecto, <|iie nos disseram tntando o eomprámoa por 
2J000 réia ter pertencido a um general do uma das republicas 
da America do sul, eBtava na verdade em muito bom BBtadOj 
e salvo umas picadas de traça que tinha o forro, passaria por 
novo. 

A '. iaado Xa Madiamba de que o recebíamos, appareceu pouco 
dapoia escarranchado sobre os hombros do Lunda, ropraaOB- 
tante de Tílmbu e que estivora ao nosso serviço, o qual da 




primeira voz que trouxera carga para a Estação entendeu 
ikvrr juntar-sc ao séquito d'aqucllc personagem <■ jin-st-ir-llu* 
os seus serviços. 

Na frente dVlli; vinluim mi uiti. r.ipuzaj, espécie de guarda 
avançada, armados de espingardas, fazendo grande alarido pok 
roa principal da KstuçJlo, e a «ou lado, um doooo atrás, o mu- 
zumbo, trazendo no alto da cabeça uma espécie de espanador 
de pennaa carme /.i ti l de papagaio, a que chamam tala. 






• f-.iaao o u < atuiu» 



A certa distancia do n>5» agachou-sc o qtiimangata, e Xa 
Mad jamba ficou do pé, compondo as pregas do seu paimo. 
Dirigimo-nos então á visita, que nos abraçou, inclinando-»e 
primeiro sobro o nosso hombro direito o depois sobre o esquer- 
do, sentando-se em seguida no banco que lhe oflereremos. 
Vestia o raglan - M camisa quo em tomp" Du Am 

sub-cbefe, mas quo já estava muito suja, | á cintura trazia 
um panno de lenços que nlo estava nm melhor estado. 



47fi 



BOBDlÇlO PORTtTOUKZA AO MUATlisVfA 






Nb cabeça t ; 1 1 ! 1 . i tu. i oJUIMS I " m RíitO, <pi'' íisava .16 milu 
de que jA temos falindo, de modo a parti: 

par» a frente, e no topete trazia o muquiqui, muqutji Ofl 
ntiiqiiixi, ma forma <1>- pvramide cónica, feito do mesmo ma- 
terial das iniluiuas e de que também já demos conln 

ando elle se sentou .>.« I ijue o acompanhavam 

bateram palmadas por broa vezes, c cm Mg : taram-sc 

atras dolle no chão formando um scmi-circulo, ficando a soo 

lado, mas UB pouco á IVent luzuinbo. Nós ticAmoa defronte 

d'e]|c, sentando*ta ao nosso lado dirá 
da cm um banco raso o interprete Bex< 

Ianvo era um rolho Bvmpatbico. Apoiar de exilado ha ; 
tantos nnnos soflrendo constantemente privações est. 
conservado i ainda direito. Tinha olhos expressivos, pclle finís- 
sima :i ::-•■( i n.nl.t c limpa, o que se. .iltribuill «os bai.i"- qn 
todas as manhas elle ia tomar no rio. Era de boa figura a 
apesar de baixo nilo deixava 

tO SI ■ ' '"III" l:V.:- •:■ i.v [ ■ ■ > | .• - . i too e bem 

contornados, no que mostrava certa pw i» a» 

ia andando compassadamente, o alguns Landas no* disse- 
ram que assim era o andar de um homem nobre, que como o 
papagaio vae escolhendo o melhor útio ondi pousar os pés. 
i [nhi a palavra fluente, pn scindía do interprete, nua notai 
mos que, ou era esquecido ou de propósito para nos mo 
a sua importam-ia, <b- qnando em quando, tratando do factos 

idos, <■ qui-rimdo lembrar- se de nomes ài 
tios ou do 'latas, estendi, .i braço, dava estalinhos com os d- 

até que alguém do leu i quito lhe suggcrisse o que desejara. 

Principiou p"i- ia ;i | ■!■■ ■ ■rit.ir os seus companheiros um 
um, como representantes de fidalgos da corto do Muatifu 
| quem elle honrava tralando o- pelo-, titulos de seus a 
Disse que vieram em nome d'ellee chamado para ir to 
conta do governo do Estado de seu* avós, a qual no« nltâ 
annoa depois da mort< tio Motel.)*, de quem ••He fora 

Suana Mulopo, e por ter passado de 
crianças seua netos, se encontrava numa grande decadei 







DESCK1PÇAO DA VIAGEM 



477 



Acresci atou que estava aguardando a nossa chegada para 
irmos juntos pam aja, o qual já mandara por- 

: •- para o transportarem, poii an na bem do Casaasea 
estávamos msl por ser elle um quilo» pobre e achar-sc aban- 
donado pelot filhos, nlo havendo de oomer para tai l 
Tendo o seu antigo Muenc Puto chegado esperava .••■ que des- 
■ ordem de partida pua todo» obedeeerem. A gente do 
seu lOquito s.-mpre <jue havia alguma interrupção 'iii QM l II" 

olhava para alguém, baii.i pai imi-m .- 1 1 ■ j > 1 j 1 1 1 < 

mutòSt OtC., c no fim todor .i hum. 
por troa reaee, bateram pabsadaa e exolamarain: colombol 
1 Mustrámo-nos satisfeito* pola apret i ntaçlo dos repre- 
sentantes dos quilolos, a entra differentcB cousas com 

n o discurso que tivemoa de fazer ocoorre*no« ter [ha 

dito: — </ DUM peln tu ..-=.*.! j<irii[i<l.i ate* ali que prin- 

cipalmente entra oa Lundus havia uma grande indiapoelçio 
contra o prooedof doi oaonataa e outro» enviado» do .Muati&n- 
vua que tinham transitado noa oltimoa bampoa por aquelles 
caminho», que todos t> miam da Eallar no .-"lurai:.... a quem 
nttribuiam tod i ai mas desgraças é (agiam do na poder por- 
que pela coima mais Inaigniri. rida. 

— Ku sei. bo> disse elle, que isso assim é, mas a culpa i i 
qjU alo é do Mttatiânvua, »': d ilo.i quo abusain do 

■ mas miasSes qaa lhos aio confiadas. Um oacmata que 
laittdo numa diligencia por ordem do Muatiunvua n preeentaH) 

toa ms etVeit"s, êniquaiiio se llir i..\.. ij,, atenta a dar 

missão. Neasa qualidade ex^a tributoa 

. rouba Um i raparigas, oom< telborquc 

•m, e ae alguém lhea fita anu udT< se tiver | 

tar a cabeça. 

— Nilo se la/:, iii r. pr. IO iMu.itiuin u.i u.i .■."., i< 
ases abusos, porque a todos os !i i . . m que 

prexoa continuem a lubaiatirj a pa caso 

. contra «> próprio Muatilnvuaj o que nin atreveria 

m fazer por ser elle senhor de tudo que os seus subdit...- p..s- 
sam possuir. 



478 



KXI-EDIVXO PORTUGUEZA AO MC ATIÂ S v t ' a 



— Grata O meu amigo que o Muatiãnvua que I iprc 
vivido na Mussumba e cercanias ignora estas cousas, mas ea 
como exilado estou ao tacto de tudo, <■■ <M*in;iiido-me o meu 

amigo como devu governar o Estado c m ms 

quilolos sobre ii que íor da vontade de Mucue Pato, acabare- 
mos COia essa e outras praxes que te: 

liânvua, •• uiinlx-iM lhe promOttO que na Mussumba tá mui: 
matar a pessoa quo ae tornar perigosa á segurança do Estado. 

Visto a» boas disposições em que me pareceu estar i 
homem, qafl todos me apontavam como Muatiãnvua, e a quem 
faziam as devidas honras; e como elle ti oeionava seguir via- 
Bjan pvl<i tu.-n«...s ]iiu-;i o Gaungola na Dossa companhia, apro- 
veitamos a occasiâo para lhe diaer: — Que esperávamos que 
elle, na viagem que íamos fazer juntos, desse ordens á sua 
gi nte para nào roubarem . nes, embora a* W 

sem abandonada» ; que pelos maus hábitos que estávamos con- 
deiiuiaisdo devíamos esperar <ju<- alguns rapazes e mulheres 
il.i min que passava o Muatiãnvua, ma» que em vi.: 
de persegui-los ,• roubá-los, melhor i-ra tratá-los com benevo- 
lência, attrahi-los a si, fazendo 1 In» crer que o Muatiãnvua 
sendo o pae de todos •>• Lundus, tilo podia tratar ma] os seus 
filhos, que apreciava o seu bem estar e queria que engran- 
decessem as terras dos seus domínios, e que quando isto se 
M| Dús iiii» o poderíamos acompanhar porque Mucnc 
Puto muito nos reeommendára que fizéssemos amizade com 
todos os povos com quem deparássemos para proporc 
aos negociantes segurança dm raminhos. 

— E ae os Quiocos, disse ellc interrompendo-nos, vierem ao 
caminho dtsputar-nos a passagem, o meu amigo uilo faz fogo 
contra ellcsír 

— Nâo ha de suecedor isso; se os Quiocos tiverem pe&di-n- 
cias a resolver com alguém das nossas comitivas, hao de pre- 
ferir soluções a bem e uilo a mal. 

— Hão de procurar fallar-nos, e mis trataremos por meio das 
melhores palavras de convencê-los da sua scmrazâo ou então 
far-se-ha a justiça que mcr. ■■ •■•n m. Se as cousas porém M 



DESCKirçIo DA VIAGEM 



•»7!» 









pM«arein assim, e ellei* á trnicJio noa fizerem fogo, trataremos 
t-ntJlo de nos defender. 

— Muito bem, disse ello, e repetinna-no iodos o» «mm, Ver- 
dade fnUaram o* <\i"- DM dUMSNBI <ine meu amigo era bas- 
tante esperto e um homem ralbo ' capei i com 
todo». Diga quando quer continuar a riagem, paa i"i n 
no6 prepararmos. 

Respondemos que de bom grado se marcaria já o dia, ao 
-emes a certeza que o Mu.itiúnvua noi poderia apresentar 
50 rapazes de quo ainda carecíamos para os transportes. 

— Pois bem, '!;:•>'• elle levantando-i-e, vou mandar chamar o 
Gassassa, o Catuuibclai c todos os meus quilolos c procurarc- 
moa apresentar ao nosso amigo os úO rapazes. 

radecemoa a sua demorada visita e d<-»pedimo-nos dVlle. 
e de todoa os seus, asaegurando-lhe que á noite iriamo* 
versar, nAo o podendo fazer de dia porque tinlumio» muito* 
>rgos do que nos desobrigar. 
1.*' tirou Xa Madiamba obsorvando-se as cerimonias d» praxe 

untar m> ipiimanguta a que terminaram pelo disparar das 
armas por parte da sua gente, fazendo o mesmo a nossa quando 
etta passou á porta da Estação. 

Fomos dopoil ver o interprete doente. Infonuailoi 
staneiadamente pelo sub-cbefe m grave; 

• lerand" o tratamento que requeria a doença | ser ditliril 
fazè-In mesmo por diiTeretites circumsUi I ido a prin 

• > termo» da caminhar — itio garantindo o - 
toe cuidados que bouvesse, QjM N consegniaM o uio ficar ello 
defeituoso, receando muit- »se de ficar entrevado por 

alguns mezes — aconselhámos Ilezerra a que abandonasse o 
tratamento dos intruj-V» da terra, pui* •/. assim O MB dn t O 
trataria, aervindo-se dos rwnriKi» da medicina, recum» 

icntc tinbamos em depo* •> dle noa assegurasse 

já na véspera tinha pago e despedido os dois angangas, 



Este s^uBfaatfvo * por 



4H0 



KXPEDIVIO POKTttil.KZA AO MUATIÀNVf.l 



(jin- pn lembrança do Muatiuuvua o queriam i tirar ■■■■>■ 
feitiço, o mb-chefe, » nosso pedido, voli l<> •■ « tra: 

aotando porem que o i ira já muito peor do qui 

o deixou. 
Na verdade <> bomm apn i perna rija e de tal modo 

• ■ inchada que parecia prestes a rebentar por alu 
J'arecia que um tumor ie formara próximo da rotula, rima elle 
nao se lembrara d< ooum i>lg»«n»« que pudesse ter dado nn 
g tal uccumulaçâo de humores, nem 
dure* ou qualquer OUtro indicio, já andando, j.-i v*\ 
Lembrava-M s6 que vindo «ma noite de conversar com Xa 
M ! liamba, que elle txmbecêra no tempo em que fora Suana 
Mulopo ili Muteba e que era amigo do õeu irmão Lo ur- 
so deitara, c que pouco depois sentira príncipi ■ ar-se-lhc 
a perna o com dores taes que não só o nao deixavam socegar 
11; ■ nem lhe permittiam movê-la. 

Que mandara pedirão senhor tub-chefô para lhe acudir com 

al'_'uni medicamento, n u rapa/, soube que elle estava 

descançahdo e nao o quis acordar. A mulher e alguns nipnr.es 
de M.il.uije deliberaram faxor lhe remédios ao uso do suas 
terra*, mas nao conseguiram alliviá-Io das dores que estava 
soffrendo. 

Tivemos dó ilo homem qm i 8V8 com ;i | ■' 

dida Ó tronco encostado a tUH volumes que durante o d ■ | 
mulher punha de encontro ;i ]iiirede na cabeceira da tarimba. 

1'areceu-nos ser mais conveniente que o doente n»o sego' 
viagem e ficasse com a família na povoação do ( tassaata, 00 
vandu mento 411c lhe íi .• determinado, podendo quando 

melhorasse ir ter coinnosco ou retirar para Malanje. Ma» ii 
madn elle disso, ainda maÍ8 se ameudaram a- lam< Dtaçoci dl 

11; di --raça e os |iedi<los para Ip DOO abai:ih.|i.i*semo6, pois 

que elii arranjaria que o» rapazes de Malanje o ta sem 

emqnanto nao pudesse andar, e do modo a não causar prcjuiaoa 
á marcha da Expedição, ai legando que íicarin nos acampamen- 
tos esperando que esses rapazes fossem levar as cargas ao 
ponto onde nó» parassemoa 1 viessem depois buscá-lo. 




MCMUnlO da vuditM 






Como nlo podiam o s saber quandi çKo, 

nada resolvemos, na esperança qae scrin pai 111 ooa 

boa tratamento ficasse sen iii' tcxmdo,! I 

de poder seguir • ■ '■<**<». 

Jantámos n<--->- ■ I i:». com o hiiIi ch( i« , o qual TOOU 

iofiro* do que se tinhl i'.' tUt •• X ii Miiiliu 

da desconfiança que tinha de < | « i * ; alguma COO. I H. 
pelo caminho ou na MummuuIm, porqiu npi BMBaWI 

Tirem do interior com recados dos quiloloj paia miar 

a viuvem, nlo lhe tinha conhecido di ; i ' 

dizendo sempre estar «sperando novos pMi i !■!• ii i .p , , i-unr- 
dava a nossa chegada. 

E conto uives E i meio do o facoí ind u o n u 

algum de nó.« quanto ante.» com DJDa Mcçlo pai I /uln, 
■ ser Berta qne dai rasparia tinham ohngad m de 

mandado d'este potentado para o futuro M 
no seu sitio os qailoioi qns <> dariam acompanhai 

m mnA»r avançar o sul-- linda» aa suas 

inventi^açôe* metereologica* e bot 

Declaron-nos o IwVclMsl qua pthl HM parta estava pm 
a seguir no dia 2 ou 3 do mes SBMI d> 

parar a secção que devia ir na avançada bo4i 
Antes d'isso porém tínhamos de Uu-.t pagamentos Mn atraso 
e o das raçòes a vencer, tareia esta que principiam'* no dia 
segui: 

A noitinha fomoa com o sob-cheíe retribuir a visita ao Xa 
hf a dismh a, e ejle pediu-no* logo se maodavanv.» chamar o 
nosso Moári ebiasaoje ', peia lhe haviam dito qm «Be tocara 
muito twtn. 

Ytta o Adotpho ema dois coamaalstiroa, o soMad» a. 
qae arraajára para dk ma asoamaa haamuto na eorn*t* 
Fanaria.» qoe a* tornara «m bom locador d* tambor, fTm ff*** 



> Sosn* fftnfo p*«.i- tw*t*m m, -nncrseaMlA t-Wpfc.» fm fcwwrs sar. 



KZHDIÇZO POBTOOCBSi AO MDATIANM.v 



distante de nús e próximo do uma fogueira estiveram o» tr*s 
tocando divertias coutou, alguma* própria* doa indígena* 
canos, provocando a adniiraçí" l.iuidn q> 

rodeavam. 

Como esta visita era de mero etunprimento e <» pre 
Madiamba se mostrasse enthusiasmado com ■ aro 
de nos dizer — nunca brame nenlumi trouxe ca d'estas COVSM 
— e rumo estiveísemo» bastante fatigados, d< 
ficando ainda a musica a seu pedido, demorando-sc com ellfl 
is 11 horas. 

I>'ixãmos o nu . • seu Rcampamchto e nos 

mos á nossa barraca onde fomos escrever no Diário. 1 
depois o criado âjttonío apre»entava-no» unia <!i 
e uns bi ra de propósitos 

ronin-nos elle que nà" en possível por mais 
brir a Au u to i ■■; ■■■»■ ■. romo tínhamos n 
Cuengo, as noticias que chegaram da morte de sua irmã e de 
SM primo, porque o Manuel sobrinho dYllc filho rmã, 

que sua mae tinha morrido, e qu< 
pnehára pelos cabellos por elle na<> ter chorado como d< 

rte. Contou isto ■ um i ipai le Idalanji que lhe disse 

qm- i-liorasse, mas desso parte primeiro a Augusta J 

— K melhor dizei -Ih" já. foi a nossa resposta, COBtalldo OOM 
■ i t 1 1 1 iuferneira que nito noa deixasse pregar olho. Como po 
o homem estivesse a dormir, ninguém o quiz accordar, e dos 
•ie um bom sontno até madrugi da, do que bom c 
kOS. 

primeiras pessoas extratilius ri na 

madrugada do dia 27 foram o relho < 'assasse e oenos 

lata < ';iiiiiiil»lni. o qual jã era cacuata do Muatiân\ U 

Hoéji n" tempo dr l«'i 
Osessisn, como se vê pela gravura, feita sobre u 
; li::i qw- o ajudante conseguiu obter, era um rypo 
i atacava dos que até agora t<'inos apresentado. Bnngo <\< 
ih. conseguir» aguentar-se durante uma longa vida . 
bulada c sempre i "I" minguados reoursoa alim< otieios, <■ | 



DESCRIPVXO VA VIAQKM 4*S 



e peaco viera arrastando-se com o* seu» para a luargaiu do ( VUV 
onde o encontrámos. Mesmo ahi {tara disfruvtar algUUl sovego, 
e EberUr-se das exigências do Muatianvua, tivera de s# subur- 
dinar aos Qaiocoe vizinhos, coucedeudo-lhe» *» »»»* paruutos 
para mulheres, comtanto que elle» o auxiliassem Ita dolosa da 
sua vida e das povoações que ali oriAra. 

Tinha o rosto comprido qimsi ponteagudo, a testa espaonsa t> 
elevada, as orelhas grandes o salientes, os olhos grandes mus 
amortecidos, o nariz sobro o comprido, «Imlntuilo o ilo ventas 
largas, os beiços muito grossos, sendo o inferior ussás deseaidli- 
Usava a barba crescida, a porn rtivirnfla o o bigode espesso. 
O pescoço era alto o delgado. A cabeça sempre pendida pura 
a frente dava ao seu todo um a«jMict<» de ahiitíiuento, um \_mru- 
cer de homem triste o acabrunhado que sempre viveu na depen- 
dência e que nâo pode dcixnr de ser humild", 

Magro bastante e muito ossudo, eom a pelle em lodo u txryxi 
muito quebrada e enrugada, causou -no» lastima vi- Ui, e iti*i* 
nos condoemos ouvindo a.» sua* | ««lavra» eompssiada* k vituir**, 
mas proferidas eni vim i>»íxo, sobre tudo >\ihháh fkja/u^kt.*;- 
mos que a *up*rr*t'.';So pelos (nín/n *m um do* uud** q** o 
•ÉBgSf» *m eoufe^quejv-ls de ects/ m^j//*; \*:ui*fn*t * de*»-/*- 
ztado d* tudo. * d* V/d'/f «;•*♦: v r«xU*»a*u- 

O ?n0e £"*■«* iiwi««.. aptwaf ->. wi poM-oti/k. *.$t> muito 
eím}'i~*-.. Al> jrtsVKty. •.?*-* .t via*. «A>»M-.i-'/i. C«. </VU<-a» /i>/r.r#s 

COIL O» te^Lí aUil.iV*.<M. t '• 1!'.M* pf«.nV i V>U« t-l* <U. i//iii'/ 

um paimv d*: «Hiyot uu» • '.yofi* ai«'í mWn COv jvclifos, « i«* 
j«enia din::u- i- iu'^-.iij»« «?^H4 li.ib '*« J.i»í»««.r uiiiu/^x 

lai. l>:z.i •-•!»• •!■.• :.'i.i'-« .«« i yfi t i<., »...i* i ..,; <w»p<;MV,. 
iu^wsiii' eu w*i;.»;s ..-- >/«x»t«.» .>.' .»«■• >«•.« • *•,» «^ v.mm 
d" Jlw/riK *--j;-. • •. -• .,-- . í'.-> v v/.i...r' •« »vÇ'W< w>,y,u &■ 
V*ljj<. . r>i/>s»3* •»- J-f '. .. «i»? q<A'v ■->;/»«*<»■<•»* *• q-«». i> 

Md ísar«- ^rr< « '^ '. ••-.■-.• • ■#* ■* i~ t umÂ-fj*- «.a - ./x.«»ai. 



Era baixo a grosso, e apesar de denotar maia idade do que 
o Cassassa, que representava para cima de BO Bi BOB, estava 
ito c bem «lÍH|>c»to. Sempre galhofeiro, de olhos peque- 
bum bulIooaoB, indiotvn ser muitn ladino, e •• 
ouvindo-u acreditava-se o que era corrente a icu respeito e 
OUÍ filie nao negava— ter lido MO refinadíssimo ludrao, um 
bom cacuata como de si dizia, >■. digno discípulo do Mual 
vua Noèji. 

Nunca lallara verdade, e quando ello nos contou que íora 
nomeado cacuata por ter sido sempre un bxci Ileate oaxalapolj 

do Miiaii/invui» Noéji, u 
quem nu i tpre para 

lhe agradar — o que o »al- 
VOU por varias vezes de 
ser morto, poil não podia 
resistir A tentação das 
rapariga* — aoredil á- 
niiis, :i|)r-..n- di ''r crive] 
o que uoi 
dizia a verdade. 

Verificámos quo 
proferia b palavra n3u em 
taneiai esi epi a 
naoe, ou para mostrar que 
**»•* estava de accordo com mb 
pessoas com quem foliava. 
Explicava a BUI residência naqucllc lugar precisamente por 
ter sido muito estimado pelo seu amo Noéji. Trea vezes 
o mandara dirigindo caravana* do seu negocio aos amigos 
BAngalus do CuAOgo, e ello lícára sempro com uma parte <ia 
L-i iiti . com que ia fazendo ali na margem do Cullo a sua po- 
voação, deaoulpaado-ae o o Muatianvua do seguinte modo: 

Que aquella que faltava uma parte tinha morrido, outra ti 
fugido; o que o negocio estava incompleto, ■* uma por ter sido 
roubado pelos Quiocos e líangnlas e tombem p»r ter sido gasto 
em comer para B caravana. E nao se gastava — dizia ellc 



DE8CRIPVÀ0 DA VIAOKM 






rindo — porque todos o» povos po o paMCva 

neus amigos, conheciam o tucn '•• •■ i|u< 

punha no chão anu-, .li .irmos sabendo qaa OH ura 

do de N . ■■ • j i . :n.ii:il i.;im-mo dar boa eoinul; i-nn- 

presente de boa* A ainda com M poitM rolou. I 

i direitos. 

Dn ^iii i> «•.irreg.nn: i ra pando, e oomo tivesse 

boas raparigas, quando voltou do GuangO ontandea & 
amarei com ellas aúmoseaii<l> omi wíwungi 

sendai. 

Dava-»u bi-in <■• 11 il.i * j i »»- I itn «i 

gado de jornadas. ■■ jiiinv.-u lln- nicllior ■• | 
ali noticias da morli- de MD BttOj que h<- dizia estar mu U) 
I 

Xa Madiamba, Bezerra qtM ihecên H HttsBu 

Ho Ca*»a»Ha affirmaram-noi depoil que DMta narração 
quo ollfl boi Es wa devia haver unhai noal . Kstavwn »té 
informados que o Muatiiinvua Hl parara pata BUU 'I U 

matar pela* muitas ladroeira* que UM tinlm feito. 

Verdadeira ou nao, tomai nota dYlln i "li contou. 

1 uibflai conhecia qtta nó* gostavninos d< ouvi 
gosto a f. movi 

abava as soas narrações, o quo estávamos no ciun da» jn-*nrjas 
■ >['■' iria agradar, porque tendo boa oll.ito 

venceu-sc que na nossa barraca podia satísfaxer o »]>ctito do 

atar o bicho com um cojki de aguai ,ue era o quo atais 

tinha apreciado nas terras de Mucoe J*uto. 

O Cassasse nlo conhecia a bebida o apenas a cbegou *"« 
beiços quando lha oferecemos, porém eUe levou» dn um 
trago e acabou cem am estalo de linjrua, deiundo-se e rolando 
por terra, batendo a* palmas e agradecendo a Mueni 
aqoelle mimo eoe, exclamar» «Ue — já ha muitos ânuos nlo 
olava a sua barriga! 



> ••rsMitbcassMUMs 



i-i; 



■XFKDIÇXO POHTUOUKZA AO MtfATlAx\TA 



Terminar i nu primeiro rieita k Um 

ficávamos agradecidos, ato esteva DM mos hábitos, <• i 
oecasiio que ainda Bio o conhecíamos a fundo, nio d< 

de ser do effoito ■ um [><■■■>«■■ ■■> >!■ n"- apreaenl ir I ia im- 

mediato o» dnooenta rapazes, conforme lhe c couiuicndiu a 
Madiamba, para iraimportereni as nossas cargas o partirmos 
QuanA m àeto i dísum< 

' 'umprclicndc-su bem que «si IS nos tomavam mi 

teopO) mau por todos o.-, motivo* era-nos na i 

Havei .ii!<'iiili Im, alo .'•" porque carci i : de vi 

mas ainda porque dVIIas tirávamos todo o partido, | 
cipaliiHiiti pan <■> nossos estudos ethnograpliHi-b. 

Todos .1 iliiis (pte decorreram ate ao íffl &0 DMI forniu 
preenchidos, quer com as visitas d« diversos individuo» a que 
nos iremos referindo para apresentar alguns dos typos oom 
quem livemoa de conviver <l*ali eu . quer GOm pafru- 

mentoe em atraso ao pessoal e n i lolaçto de cargas, procu- 

to reduzir o seu numero, quer emlim com a acquisiç&o dos 

:.■ .1 ih i im. Nunca abandonámos os estudos 

■ que aempre no» tínhamos dedicado, visto que naqucllu loca- 
lidade encontravam"- mclhon , auetoridados para sanecionarem 
'■' rtsj eoneccSej que conhecemos aor bo» er, prin- 

eipalmente nalguns trabalhos de linguistica. 

Pagas as rações correntes a todos, fez-se o pagam 
atraso ao pessoa] antigo desde que 8e principiou de Camaa 
a fazer O transporte das carga* ate eata Estação, sendo a pri- 
meira remessa por conta do contracto em Malanje e todos a* 

mai» extraordinárias. Recordando <\ ;ste eára 

• ih 24 de abril, e portanto que se cffectudra durante quatro 
mi- dizer que saindo por 14l> peças em diversos 

iie. : . |Kil li ., foi -IIOs tliuilo 

barato do que se tivéssemos obtido carregadores, a qui - 

ila soldada (pie com certeza era superior, ainda teríamos do 

pagar rac&e, que a um bando \«>r dia de tuarch. muito 

CO seria, se só para isso oi -cnioe, contentando-so 

olles com uma peça cada um. 



BJPÇZO D4 vi 



•I.s7 



O* pa£. ' omo 80 pode imaginar, nào se 

fizeram era iiit-m- i- que ■ cada tus i 

: i- d< enumerar .1- ■ 

ipamonto mi ni". •>- iii' 

|H>n|< de 1 1. •' il M vingou» e por ímo as dilie- 

u de pa a relação a outro*, e liada 

iviamo.i facultado a i KColha (Ul '[nalida- 

das tanto adaa como da missangas. 

Como ri,..',,.-— • todos os dia* c bastante, fizemos recolher 
w cargas nos arma» n* il« Estação, <■ foi ahi qi 
fazer ama nova vistoria ás antiga* 

M avaria*, refogar O qoe fosse inútil o reduzir o numero de 
rolumee. 

Tai is novas oargas havia reducç< 

-. e porque era de justiça vestirmos os 
soldados < po jactados de Loanda, |> n:i D qoe 

nuoa mandado pedir BO 1 orrespondente na Mal 

t ■ • ■ 1 1 ■ ■ . 1 - ■ ■ allodllho prato 1 
imitaudo os cluunuilo- . 1 . Costa ái iseas de diversas 1 

•■ nnifbrme 1 os vistoso r<?> 

vir nas Dostaj dadea nas terras do 

10 já estávamos em terras da Muatiâhv. ODpa 

ihav.i; ier BoeUmado e ainda mnito principalmente 

)rqQQ nos interessava reduzir o numero das cargas, fizemos 
• : uniformes, substituímos ■ arma- 

|>elos que já estavam inutilioados < ;>lá- 

ios também com este» artigos os que até então ainda o> n'i<> 
cebido. 
BoQV) M revista, e a pedido do Xa Madiamba a E 

armai 1 1 > 1 m oabo foi manobrax em breu 

ido varias evoluções e o manejo d'armas, terminandb por 

iariabemsustent; >dmi- 

raçlo |" nu que todos carregavam ua arma» poli 

tltttl 1.1 grandi estes noa 

A improvisada musica do costume IA ia em seguida 
na Crente da fbrç 



4s.s 



KmDiçZo rOROOUBU ao kcatiIkvua 



Xa Madiainba ficou tio enthuni usinado, que uo dia em que 
isto »e passou pediu -no* um» imndeira portogooxn para a nua 
residência, c se lhe emprestávamos Beis espingardas e oorrea- 

pan armar os seuB çaxulapóli». Como as armas 
Kichunl* mu ii • |H>»ito ainda constituíam duas cargas muito 
posadas, cmprcstámos-lhe nao 6 mas 12 espingardas, com 
BWBI l ' [u-mu eOe a» destinasse virem á noas 
Estacão aprender o mju ma- 
nejo. 

O pedido bem percebe- 
mos nos que ec referia 
armas do commercio, mas 
li/.eiuo» de conta que era 
das do tim rap i 
tratara. Foi uma 
mais que abatemos. 

Coil I 

de mechormo* i DD Escondas, 
e o de distribuirmos alguma 
cm paga: 

a cobiça dos rapazes da 
itJTa de Xa Mndiamba 
e já todos elfos perseguiu 
os seus chefes e este 
aquelle afim de nos serem 
apresentados para transpor- 
tarem as cargas. 

se-no» o cacuata An<lunda, 

mais tarde o ajudante conseguiu pholographar, ma» qoe 

figuramos neste logari •lizendo-noa ter sido nomeado Csna- 

pumba jMira a viagem, por ser ello súbdito do Canapumba da 

Munsuniba. 

Esto cacuata vier» ao Cuango vigiando cargas de negocio 
ilo Mnatiânvua Ditcnda, vulgo Chibinda, o fizera-se aconq 
abar de sua família. Real i sara as transacções com os auibanuta 



i-tuA 



DESCRlPÇlO DA VIAGEM 



IS!I 



! 



Ota Gana indicados pelo líuatttnvna, e meumn j-m 

tivera ootioía da morte d'cBte. No Anzavo, ODde pass "i! 1 

um outro oaonata, Muluanda, recebfira também noticia da 
morte do inuao d'aquellc soberano que lhe suecedêra. 

Estes doil MCTOtM e ainda outros mais- riu quem ttllaMmOJf 
MtCTHB agora com a» familiai 8 peaaoffj dai comitivas com 
que saíram de seus sitio» residindo no Camisola, M|MM&do que 
acabassem as guerras dos Quiocos com este potentado, jHira 
com segurança regressarem. No i-mtanio souberam qtU .Muriba, 
que estava DO I M impozera para ser acclatnado, e qw 

os quilolos tinli.nn mandado buscar Xa Madiamba. 

atnctura l 'aungula aioiisidliara-ns a que 
raasem junto da m Muriba fazia 

vingar o seu intento, OU M -is quilolos insistiam em querer o 
Xa Madiamba, e tâo incertas e confusas eram as noticias que 
de ília ■ dia CthogaVUO do interior ijur ns eai-u.itaa deuior 
reeolveram dedicar-sc á lavoura o delia já estuvam comendo 
havia alguns me/es. 

governador de Matnba tomara então o encargo 
|>olos principaes do Mussumba do mandar os seus cacuatas dire- 
ctamente ao (,'aungula, para facilitar o transporte di- Xa Mi 
diamba pelaa nu tema em direcção ao sino dn »'n immediato 
igula de afataba, ondo •He Mucanza o iria esperar com 
as suas forças para o acompanhar á Mussumba, e crentes todos 
qoe tiSo oferecia duvidai» a eleição de Xa M«diamli i, aquellcs 
CcOrdo com Cauugida vil mm anilo ao Cassasaa 
para tomarem parte no seu séquito e ii tm ■< marchar 

diatamenle pi aba. 

1 > Casaassa em principio quiz oppôr-se a que Xa Madiamba 
fosse por esse caminli... alienando que < 'aungula, em quanto 
Xa Madiamba estivera expatriado nas suas terras, nunca so 
lembrara d'elle, porem agora como acreditava que era clle o 
Muatiânvua que a corte chamava, já Oueria '■ 

de o acompanhar. Queria o Cassassa que W pelai 

terras do Bungulo onde o ia acompanhar, e que este o condu- 
ziria então ao Mucanza (Anguvo), que devia ser quem havia 




BZPBDIçtO I-ORTTGI.EZA AO MCATlÂJívrA 

•li i dlocar a Inoanga i«» poma de Ianvo, filho do 

amigo " Muatiânvua N"éji. 

Mas com Mtc projecto lio Ciwhmmh nunca Xn M. 

, por «cr um cmninlio MO que se nào oncon* 

.1 r •' unoa alunem ^ndo e d 

porque Bongale Btaemqs landaraoac 

pessoal paru carga», Dane uundára a «cu •■ 

NB terceiro logar finalmente porque receava opposiçflo dos 
, i| \\ 
Qi a quota d'aqui em deanto òhmaMaroa 

1'anapumha, p.mju<- assim tratavam todo», era de esfci 
regalar e iptw r doj i gri alho era ainda muito ágil e bi 
• '. ivit da Mussumba, e lempre en 
mimando, jii»tift btb por isso a sua audácia. Embora fat- 
iando 10 se epreaentano oempre muiti mo- 
dos humilde, muito mansas, era de má u 
bm -ih" ornei] e den-nns prova* de sua ferocidade^ 

Porto ■• arrogante l> encontrava fraqui tas) 

dealoali i o cobarde coin aquellea que tinham tn< 

dnãOi Ini toa para alcançar os seus fins, a sua 

pliv . Indloava o sen caracter astuto. Km ho 

e alo podia ter confiança e do quem entre o •<■ diz 

— tem mil/rft. 

Aprcscntara-sc o Oanapmnb.i «l.i p:n-tc «lt- Xa Madiaiiibu n 
dizer que aín< [•:>: -i •.-• nms aos dois rapazes de Bangnlo QOfl 
nus i a cturgaa do I iiengo, porque ellea logo qae i 

ni o pagamento fugiriam. l.Vt-pondemos que nXo tornara- 
.<■» <loi rs rapazes desde a nossa chegada á Estucai 
e alguém no* prerinira que X;i Madinmba o» chão 
aerriço; que certamente depois de lá estarem, nada tinhamos 
rar-lhen, pui-eiii quando el los se nos apresentassem tinham 
■ rot i ber uma gratificação pelo aerriço qo* prestaram 
e havíamos de dar-lha. 

i ; M-i -nt. imo» que como Canapumba do Muatiânvu 
; ellc o primeiro a aconselha lo que mal estava luz- 
em obrigai aq ieram do seu sitio a noaso 



iIm la 

«li.ri . 



lo, 

noa 




DESCRIPÇXO DA VIAGEM 



491 



llttll' 

■ id< indo assim afastava nilo só M l 
de Bongolo de virem ao seu encoo KJ oomo todoí <>» ilas |i< 

tm.iii <!■■ |ia.Hi<ar, porqae corria a Tuna de 

i mau, ■■ que já ia forçando ao seu 
■ quem encontrava peJo caminho. 

Mala tarde oppareoou de boto o I EosapimbtfCoa oecaonatae 

1 Ki.nniln.-lai c um grandi mu i ro de 
toa e mulheres, onde vinham lambem os dois rapazes 
■ 1.- !' 

■ I '■' tara o nono eotu<- i-apaze» 

bum " que tom da noaea vool idi . i 
a gente quo oCanapurabi para lhe» pagara»» 

rações para a viagem o distribuir-lho as cargas. 

!• rapidez com que esta 

aa como d i' de 

• a perder o ijue liouvi Berooi* 

toa doa 
individuo» que »e prestavam a transportar cargas 

jumíba quo foaae com elle» ao 
a quem num bilhete qw demo» ao mesmo C&napomb 

iu segundo as forças de cada um II n 
carg;: lixas, e que depois dcssi fbitO Dmm 

fizesse sentir pelo interprete que nó» |wgariamn 
»ó na véspera do dia cm que 

COtll o sub-chefe, ás ordens de quem haviam dfl mar- 

char até ao < Saonguhi 

quanto esta g •■■ Bgoi 

lassem pelo p ma ao sen modo de transporte) ostivi 

Boa apresentar o 
ifoloanda Muruanda), tamlx d levado poi Xe Ma 
diamba i i «eu < 'alalu, por este ser «la i 

grande < 'alalu do M antepassados 

di» mie do primeiro Muatiânvua). 

Também em t<-m)M> se conseguiu retratar este cacuat; 
.i|n-:»onUmoa a boa gravura que obtivemos da | phiu, 




prestando já alguns esclarecimentos sobre este personagem, 
ooso quem mantivemos, sempre a* maia cordiaes relações. 

Bota 1 i-iii, de trato baata&ta «gradai iltOj farte 

bem proporcionado. Muito agi! <• bom '-mp 

iM":: to ou ireo b frecha-.. '*qui 

oende .> Mn )iiu«'UJili, ao manejo do qual on Lneigno. Do 

d« bons n !••..-, beoia se a influencia que nellfl bxi rviam. 

Arii betado, i nu boi doa 
trariodado todo " mu 
toma venoso M -.» 

sabem ko da peUo 

: um, ii pDiit" 
cata parecia uma pcllicula 
aadi onde «tu alto* 
rolevoa app iroc am «listin- 
etamente toda* us veias. 

Ura nesaea momento» que 
de um ímpeto proferia a 
phrasc que lho era pecu- 
liar: — Mona moeu" 
cálii ' > filho ■ i mio 

morro já! o que equivali 
a dizer: — E-m< 
i"'" : ' prompto pam 

tudo. 

«11.1**1.» ^° 8 B6U8 '"' 

lera, era 'li: 
De fa<-a cm punho e em passo gymiuulico procurava logo um 
r-jiaço livre, e aos «alto» e fazendo grandes trejeitos trai. 
n.iva oomplatamcntc a phyxionomia xytuputhica, empregando 
'lés esforços pam soltar palavras vibrantes. Era entao, 
qO lo roberto apenai ih' i ■ • ' 1 . - rli animai'» hravies, que elle 

com (reojuoaaia oeava para com maia liberdade se mover, • 
moIliKH de gaisoa a cintura e presos em baixo da» peruas, de 
qu« io gostava, era nosses momentos a incarnação 

venhulcira do HC-lvagin 




DKSCMPÇXO Dà VUOKM 



498 






Lembra-nos um dia, quando ja* tínhao eonfiança ooin 

elle, qne o rimos entrar pela nossa barraca naqnalla i 

utueae.mdo ;. mar i- .1 mondo por MOM 'li» '.Juiocos 

que ousaram (emqnanto .1 elle.) dizer eme nos vinham ai 
.• < trannasdo qne ufa i -i-mos muito d -los e nâo 

man<bi*fi ndiuir jn.l', . .1:1 ao. m lados paro do. 

fender o MuatiAnvua, que era o senhor de todas as terras c 

ato todaa bi ridas!) Noa porém qu< «penar j»«- ri 

lUtra palavra ri.-iíjiu-lln torrente de apostrofes fulminantes, 

e sem mesmo esperar que o Interprete noa e.umiiunicasso o 

i]in- elle queria, coma lhe nSo ouviaaenioa o estribilho oostn- 
to, quando o fimoa do auge do mu funu 
toe — J/ona mueurfmi luf/tco ed?í7- o qne foi da um >-tfeito 

nurj)r> li. d á< ■ih-, proroi ando a hilaridade em todoa qne orodea- 
porqne o homem parou do ahofre, riu-ee o exclamou: 

embainhando a faca. aguchou-so batendo «* palmas 

e disendo \fuent Puto, Mum' Puto uamt... e ao mesmo 
tempo 1 -steini o direita pedindi a (tabaco) que 

costumávamos dar-lhe a miúdo. 

Poi ontlo que o interprete diaao o que elle queria, e pergun* 
tando nós porque d8o continuava foliando respondeu, apontando 
mu dos Dossoa pombos que andava no largo — quando ouço 
a toa aquillo. 

Bra realmente um bom homem, c nós conhecemos que ao 
elle exerciamos bastante infla ncia. 

•-> pararmos Da Betaçto «Serpa Pinto, 
Capello o Ivens» tinha elle tido uma pendência eom um do» 
rapar.es do unta comitiva do Congo qne foi tia sntlo parto d» 
nossa Expediçlo. Krsi rapaz entendeu dever pór termo & 
qncstlo, indo ao lu-atnpauu nto «l**.-ll< lhe unia das rapa- 

rigas para rofens, em quanto Be nSo decidisse a pendem ia. 

la titulo pnr.pi'- o ir ■ •> de nqui 

cm deante — do occorrido, e furioso, sei mo pensar nas 

consequências, desembainhou o mm-uali e nSo corria, voava, 
direito ao» fundos em qne pernoitavam oa rapazes do Congo 

iíerando sempre. 



I vee ali, fazendo sarilho com a fuça e aos sslt. 
pura outro todo, n poarirel ao grond 
homens qm- o rodeavam o sarando bi 

iva desfazé-lo. Os do Congo, q defende 

: . egadaa i 
iii <'nt<> ' si.iliii.i-i-usi- ii balbúrdia i u-»o logo cm auxi- 

lio do Calala todos os raposea da tiva dia]:. 

in>-.lii-'ii i :-•■ »■■ .i ■■■■, libertais m i raparig i i 

rapas preso. 

do domo aoampoxni i i ■ 

(}<■ Luinl.i- .11 !n !■!•• - no roointo dl nomia Kitaçlo, e 
se aperceberam para • ■;- repellir defendendo .1 gi nto 00 < '<■ 

A votearia era rerdadeinunenti infernal, e aos qne 
da barraca <l ^.'imos a tempo, <■ conseguiu» 

Eaxer noa onvír shomando-os á ordem. Foi o bastam- para tp 
<> 1 'nl.iin 1 tnbainhaste a mu • 1 

1 'oiitinu " biiiiieni ■■in ii 1 porque tondo dircit 

a que se lli'.-i inteira. 

\. omponhou-noa a nossa barraca e elle n 

1 multi li |uanto a para 

1 iiiviíiin-lii, ■■iiviínos a parto contraria, c o resultado foi 

entregar a muiii ■<■ ■■ i-on.-in m /imiio* .1. 

3e maaangO feriiH nl.i.l.i .• .1. reeel.erem da 

II qne li. costumadas cruzes na boeca — 
reconciliação, mio podendo jamais nem tini m-ni outro fazer 

. ar aqaella pendência. 
\;i Maâiamba encontrara um homem naa condiçSea ii 

empenhar excellcntemente da missão d* 
Calala durante a viagem, sendo a principal a mi le, da 

que deu oonatante provas ate & ultima, pois 
regresso o fomos 1 m ontror ao lado do seu Mnatiftnvno, oui 
elle podia te» ido para sua casa na margi ra direita da < njidlxi, 
mídc- ■ povoayXo 11 que pertencia e toda a sua famili 

iii".- ■•■■iilieerr vivijim mi :dnniil:ineia. 

A missão do Calala tem muita importância, sendo sempre n 
mais arriscada, porque é elle o chefe da guarda avançada do 






i;ip<;À<i DA VIAGKM 



l!l.-, 






.Muatiãnviia S garante i nho que este 

Km guerra compre Um inundar depor log 
principio aos pes do Mn.' nu ri!.. <;ado 

-*o momento oabem-lhe as honras d tante 

.In tibaçlo, que m fa/. n; ■ 

a victorin. Deposta a C tmbaje*, MB^BlDtO ' W li I 

narra os trabalhos que passou e os perigo? n ijm- -'■ ■ xpos para 
nlcanear aqiu'ii'- tropbeo, limpanvna nu presença 'I" auditório 

o transformam Braaio numa tACS em qM ''' litSHB qualquer 

-•-montada e quando a nào haja, egos para. Calais 

ú o prinv .1 la iioíi i>oioos, «■ faseado o .urutu «In 

ide toum um gole c aprei CD seguida ao MuatiAn- 

vua que bebe como ello, c pola ordem de hieranl 

te* pasífim de mie .-In mio :. horrenda laça faceado todos 

igual libação. 

por .. Miifitiàtn 11 ku» 

I ':il:il:i. .iiie fió O pode dl- 

em «eu auxilio quando ne vir na di • ao 

ligo. Mi ' mandam approximai de -i. o que e'le 

raael de rastos, e depoii de lhe dirigir palavras sacramen- 

taes. lo os aspiritoB de si ores que deixaram 

fama de bons guei la talo do 

vaseollo, o este lers-e togo 6 I ca, rojaado*eo em segui.' 

nn |>ara outro lado, agrad< oendo a honra que soabou 
li. n eeber. 

■M dia não se locM mais, mV ■ ura o inimigo, ha 

is apenas em torno do acampam! oto de guerra jxara a 

defensiva em ear.o de m [■<•- - : 1 1 . 1 • I ■ ■ - 11 1 ■ 1 1 ; ... é todo consagrado 

tev< loj r, 1 la :."■ ta do I Mala, 
quo consistem om libaçSea acompanhadas de dai satoa 

durante a 

bm 111 . 1 exaltam. 
O Calala Mnluanda viera com uma pequena comitiva 
rlaeu< Pui" < '•>-•■ 1 ,: ■. ■ 1.0 
pelo o Lndi a fal- 

íamos, e com elle fura para o Caungula onde teve conhecimento 



406 



EXPEDIÇÃO PORTCGltEZA AO MUATIÂNVUA 



dos succcssos que bo tinham dado na Mussumba com rc 
aos nltímot .Mu.itiânvuas, e acreditava que todos i-a qoilolM 
midos para DM Sa M:nli.utili:», porque na«*- 

mo anteB do Xanama, já muitos estavam convencido» que u 
elle estivesse vivo era o único 'illm de afuatitavlM oapi 

{Invernar O Estado em lio» harni mia • 'Ill <i.« Vclii ■> sido 

essa a recommendaçilo de Muteba, tio de Xa Madiamba. I 
que soube que • •Il> (5n chamado, pediu ao Qatmgnla | 
parte da embaixada que Mtt ]>otentado tencionava enviar 
acompanhar Xa Madiamba na viapem para o seu sitio. 

Trazia na sua companhia u mi;» Muárj •■ três rapariga*, 
da» quites i 'ahuiza, de quem tomara conta no ' angula 
Mataba onde a encontrara, por ser filha de um grande pex 

ii;;'.;rni ila corte, elh- mitregOU B X R .Mailiauiha J U.* aOOB) 

nliar a Muári d'elle: M RU COmpanl também sei 

rapazes. Esperava que o líuatiAnvua nomeando-o sen I 
llu- mandaria apresentar mais rapazei para B guarda avançada. 
ih K in íi.i i [mi-IIii oceasiflo só disponha da gonte que lhe per- 
tencia, a qual nos offereceu para o transporte do cargas, 
de ganharam alguma cousa parn se vestirem, poi» estavam nus 
por andarem ha muito tampo fora de BOM canas. 

Gostávamos muito de o ouvir, c recommendámos-lhe que nos 
pp •curasse com frequência, pois quando nlo houvesse servido 
urgente teriamo* muito iniirissr ! ih -sácó 

de muitas cousas que diziam respeito ás suas terraa. 

Voltara o 1'anapuinba do acampamento do sub-chefe, a o 
os 22 individuo* iiik- apresenta» tivessem escolhido curgaa e 
d'clles se tomasse a devida nota, ficámos de fallar na noita 
desse dia, 31 de agosto, com o Muatiânvua, sobre o paga- 
mento das rai,'" |>an a -. 'a-, •ni. qu>- lambo» faríamos a mais 
alguns rapazes que ainda nos pudessem apresentar. 

De lacto nessa noite estivemos com Xa Madiamb*. Disse-n 
elle qua poucos BMD1 i an <ogadorc* se poderiam arranjar se 
Cassassa c o Catumbclai não apresentassem os seus rapazoa, 
iii i - - ■[li-- |Hidiamoa contar que no porto cm que iarno* 
o rio Luchico nao nos faltariam qiuintos quizessemoa. 



6rca 

orno 






Re*j>ondemoa4lM quo tinhamOS ].n:n-'ir<> de MBMV 00 DN 

sente, eqoe depois txatariamoa do futuro; que devia lcmbrar-se 
de que já lho havíamos dito ser do toda a conveniei 

om a Expedição o quo se faltassem os carrega- 
dores pmoisoa largaríamos fogo ás cargas que não [mi. lessem 
«eguir. Sc el!<' porta tinha dfl 'h-morar-se por qualquer motivo 
durante alguns dias, partiria já o nosso collegn o snb-chefe, 
com parte du Expedição para o Caungula, e de lá mandaria os 
Luudas que com elle partissem • ■ maia alguns carrega" 
doe nossos que fossem precisos. 

Ora nó» (aQámOfl lhe assim teflttinanti-mentc, porquanto vía- 
mos que os rapazes da sua comitiva Batam do M 
h.iliitnçSes particulares d'ollc, isolando-as do resto do seu 
acampamento, •■ <juc elle havia ordenado que se fizesse \xm 
iro para o cavaco durante as horas de maior calor. 

De modo algum podia o homum approvar QBfl M Q n-ímassem 
as cargas de UoODQ Puto; segundo disse preferia antes que 
-ie o sub-chefe e fa-lo-ía acompiiiliar 'I l.il.i, j.nr 

ano a Dar uns negócios já ontaboladoa 

laaaaaa* COniCaluiubelai. um velho raeiíal ih i ■ n j>ae 
qu« elle ! ; nha muito ein)'i iilin iin . oní i BOI ar a regressar ao sen 
sitio próximo da MusMimba. 

i I • : "ia, que como Íamos pagar rações no dia 

m'i .!"• rapazes que elh- im:. mandara apresentar, era 

ral que mais alguns «pparccessoni para lambem receberem 

uni pedaço de fazenda, e que podia o nos-o r.ilh-^a ir esperar- 

nos no CaiaUYO um OU doía dias porque era de suppor OUt De 

seus negócios com Catumbelai se i a esse tempo. 

F, a propósito il i.i em que estava do» seus qui- 

. fnllou-nos do pouco respeito que já se notava á auetori- 

ilo Miiatiânvuu, muito principalmente nos Cnpendas, no 

•ivo e mesmo entre oh Lundus rio Lubale ao Cuiloj con- 

veiieondo-se que " mesmo suecederia i m tn.h> " tO que 

tinha de percorrer até ;i .Mn-.-.unilia. 

ibrámos-lhe a conveniência de ir registando o que 
visse que poderia contrariar a marcha doa negociantes que so 
Voi u M 



488 



KXFSDIÇZO POBTUQOKi ao WOàXlímVà 



dirigiam para a Mussumba, para depois adoptar aã necessária* 
providenelaa, a fim de que «o menos o caminho qnc iamoa tri- 
lhar nao se fechasse, como já vetavam fechados os do sul. 

Dando-nos razão disse também que nos havia de consultar 
a tal respeito, uniu com ot seita quiloloa deliberar 

sobre as medidas que de prompto M dariam tomar. 

Surprehendeu-nos depois quando iamos ojuaai pata retirar 
• ■■"i> d pedido partíoolar, qn*- p»r ria do interpreta noa fea, 
de lhe mandannos um copo de aguardente jtara dormir bem. 

Ilaviam-noa dito, e até mesmo em Malanjej que <> Muatiau- 
vua nSo bebia aguardente, •■ ae.il.avamoa de ter uma prova do 

rario. Não nos admiramos todavia, porquanto quer - . ( Sa 
belai quer o Caoaptnaba e o Calala noa tinham feito o mesmo 
podido. Nós guardávamos aiudn uma pequena porçlo d'uatn be- 
bida, e lembrámo-nos que addicionando-lho bastante agua nio 
faria mal nem no» Londaa nem ao .Muatiânvua, e contentan- 
do-os assim nos livraiiamoa de exigi de outros podidos 

maia custosos de satisfazer. 

Ficamos certo.-, ooe ou Húngalas, Quimbares e mesmo os 
cacuatas sempre teriam trazido, como mim», runa ou outra 
garrafa de aguardente para os potentados da Landa aeui 
gos, e mesmo para o Muatiânvua, e nXo tivemos rebuço cm 
obsequiar Xa Madiamba enviando-lhe duas garrafas com o 
mencionado tempero. 

Haviam os nossos rapazes de Halanje transmittido a» 
chefe Augusto Jayme as noticias que receberam il 
rido os seus doia percutes, c o nosso acampamento durante 
alguns dias e noites tornou-se inhobitavel para quem qui, 
trabalhar e muito mais dormir, pm- • -ui i ihis raipidoiras, 
cantorias, dança*, musicatas, tiros c mais manifestações c^ 
dosas do estylo. 

Mas como o homem é nos seus hábitos a criatura que mais 
1 i.iIiik iim- n adaptai ás transições, embora rapidamente caia do 
sublime no que possa haver de peor, nós fomos-nos gradual B 
insensivelmente acostumando aos usos gentilicos, e tio» últimos 
dias d'estas condolente* cerimonias, que entre n»s chamaríamos 



DESCMPVXO DA VUOEM 



«N 



de ruidosa folgança, já ncui dávamos pela iufcmcira, ante» pelo 
■rio nu | n ijue cessaram sentimos uma 

falta qualquer para poder conciliar o toiuno. 

N;i manha do dia 1 d ro nao appareceram os Lundas 

para M nu;"»:.-», m:i.s v.-íu Catumbelui diaeivnoi que 

«;llos tinham ido de madrugada para a caça, o partieipou-nos 
também que ia avisar os seus tilbos para se apresentarem no 
dia seguinte. 

louco nos importava que estes viessem ou nlo, porque 
estávamos resolvidos a manter a deliberação tomada de fazer 
avançar tuna secção sob o cominando do sub-ebofe, o mais 
tardar até ao dia 4, e neste sentido lhe respondemos, tratando 
* ate dia de nomear os nossos novos carregadores e parte 
dos antigos, a quem lixemos pagamento do rações, para 
comprar mantimentos para o caminho, de modo que no dia 3 
estivessem promptos para receberem as suas cargas. 

Dos novos carregadores conseguimos que sobrassem quatorze 
para as cargas antigas, e no dia 2 apresentou o < '.mapuiuba trinta 
o dois individuo», homens e mulheres, parte dos quaes já tinham 
cargas separadas, e os que vieram a mail foram recebôdas p:t- 
giuido-se a todo» <> estipulado, 

Tornava-»c indispensável toda a vigilância com os carrega- 
ia de Quiteca, porque eram moitoi m auibosaaa de que »o 
fizeram acompauhar, c todos com cargas de sal, de fazendas 
<• do outros artigos para negocio. 

Irão ao Caungulu, diaiamot nós neste dia ao sub-chefe, por- 
que insistiam, o que não ora verdade, que tinham lido i-ontra- 
Loa so para o Anguvo no Cassai, e se ali chegassem podiam 
futfir-uos para o Lubuco com as suas mercadorias. 

Neste mesmo dia mandou Xu Madiamba ■• uiu/.uiuh'i |nrv: 

nir-noi de t<'i- <'liegadoo »>'ii in Luht-mb<-, il<- quem ha mui- 

toa annoc cet -noa lhe disseagemoa a hora 

que ello podia vir cumprimentar-nos. 
I Somo tíahamoi d pagamento 3c raçQee rccebomo-lo 

■ ■ il lie damos já noticia cnm o seu inseparas.l lilh», 
criança assas sympatbica e que elle muito estimava. 



DOO 



KXPEMÇlo PORTUOUKZA AO MVUTIÃ' 



vi' 



Lubembe eru filho do Muatiilnvua Noéji mu de mio diversa 
da de Xa Madiamba c do Muteba a qual sempre ©a acompa- 
nhou. A mSe d'elle era uma innà de X;; Madiaml-a B |>ortanto 
Mntilxi i-ni iriiijln de Xa Madiamba por parte do pM| e MÍbi 
par parte da mSe; pod- dizei M quo era irmão de ena mio c 
neto d" .-i ii |i.i". 

Conhecemos um outro individuo, também irmão d'> 
po, e que tinha filhos já homens, e por elles se vê a confusão 

[que ist:il»'lecêm na dynaatia 
daoaaa imperante o MuutiAu vun 
Norj i riai tado por R. Graça) 
com a sua cone: a, á 

ÍV y ^ l| " 1 ' '"^ escaparam as sua* 

nas c até as próprias filhas. 

lira elie que fazia oodsii 
sua principal grandes* na im- 

1 ! i ■ • 1 1 : i ].rnp liie. 

Quando Xn Hai 
rou da Musaumba, I/ibembe 

<|ii.- residia com a família no 
sitio de sua mie mi margem 
<lo Lulúa ao norte, nas 
nhaucas do» 1'andaa, retirou 
também pouco depois pura o 
acompanhar c d'ahi veio até 
1 'iiungula. 

Sabendo ali que seu inalo 
era perseguido por Xanama, 
c ouvindo os conselhos d.- < 'aungula foi estabelecer i 
na margem do Cuílo já cm terraa de Muata Cuml.anu, com o 
assentimento d"< sti Muata. 

Como sabia o oflicio de ferreiro, amestrou nelle ob rapa** 
da comitiva que o acompanhanun constituiu com elles o que 
chamam o seu estado. 

Fez uma boa povoação; as mulheres lavravam as terras, e 
oom o produeto do trabalho d'estns e dos seus rapazes 



e.' 






DESCRIPçXo DA VIAGEM 



501 



nou-se elle negociante, conseguindo ir com negocio uma vez 
a Loanda e duas ao Dondo, tendo feito também negocio cm 
Pungo Andongo, Malanje e Cassanje. 

A 101 povoação ia MgBlMlfettdOj pwque !■■ maia ora auxi- 
liado pelos seus poderosos parentes, Causgula •• ' 'hiuInum. 
Embora expatriado vivia bem e muito tranquillo, o nao larga- 
ria o seu sitio se seu irmil<> X;i Maâiambi o bIo tXTOBM clm- 
mado, pcdindo-lhc para o acompanhar á Mussumba, na quali- 
dade de Suana Mulopo (imraediato), podendo elle dopois ou 
voltar *o »itio de sua mile ou regressar to Coifo. 

Lnberubc apesar de filho de Muatiânvua nlo podia aspirar 
a ser Muatiânvua porque sua mãe era escrava, o muito prin- 
cipalmente porque era defeituoso, tinha íeis dedos na mio 
direita. 

Era esta deformidade que mais o prejudicava, porque eui- 
quanto á filiação, se elle conseguisse ter partidários na corte, 
punham de parte a praxe, sobretudo quando elle tivesse dado 
provas de ousado e intelligeutc para bem se desempenhar do 
cargo. 

Tinha vindo na oceasiao combinar com Sfl M-idiaraba sobro 
a marcha, e regressava no dia immediato a soa casa para M 
preparar e a sua comitiva para a longa jornada, devendo ir 
encontrar-sc comnosco no Caungnla. 

Mustrou-nos ter visto bem Loanda e outros pontos da Pro- 
•ia, fallando-nos de individuo» do nosso conhecimento. 
Como é de suppor foi a visita que uiais tflBpO BOI "eeupou e 
com certo interease. Habituado já aos nossos u»os sentia-so á 
vontade na nossa companhia e tendo I Uj cognoc, 

esteve fazendo jus a um outro jwr despedida. 

Tratando-se das más circumstancias em que nós íamos en- 
contrar nas terras do Estado além do (Hiicsps, por causa das 
desinteUigeocias suscitadas pelos diversos filbos do Moatiiu- 
rua qne se haviam snecedido no governo, e entre os (^iiiocos e 
os Landas, diase-nos qne sen irmão, logo que tomasse posse da 
regência, devia levar por deaate o projecto do Muatiânvua 
llutcba — mandar uma embaixada a Losnda para qu«- o Augu- 



BXTKDIÇXO fORTUGrEZA AO MBAT1ANVTA 

vulo (governador) fizesse oceupar por ordem do Mugiu- Puto 
as terras do Catado, Mn-sumba chefe*, sol- 

dado», bons ti negocio, e que i II" Accoitaria com D 

gosto ser chefo d'esna embaixada. 

— Mói • itamoj ía< ombídoí de foaer tratados com os Muatas 
que formos encontrando, lho respondemos, e muito desejamos 
que o Muatiânvua seja testemunha delles, e que uma vez uo 
Estado o? ; .remo» ser essa n ma r | ir iva que sr | 
<lar a Mucnc Puto de quo clles silo rcues, exequíveis o voluntá- 
rio!». Com respeito as lactas com oa Quiocos, ariigura-c 

|pnil<' j;i jidlo trju..-ii.i Ti/r-Us cessar, admit- 
tindo o que está feito, e de accordo com os seu cheí 
.l.-ni i:tr -<>t u <■ o nodo di vida no futuro nío só entre o» 
nhos, como dVlW para OOm o governo superior do Estado. 

E acrescentámos : — acabou de nos dizer que os Quioeo* 
-jn Lu&daa e os seus cln fes :v do Muatiíinvua, 

e que foram clles os primeiros que deram origem ■■■• .!. n.rnina- 
çtto dos Quiocos, querendo expatriar-ee voluntariamente; que 
nilo foram expulsos nem commoiterain • rime* nas terra». 

— Disse-nos também que Xoéji c Mutebfl quizeram attraí-los 
de novo, porém que convindo :i Xai 

guo com o poder do Estado para os s> rsns- 

tornou aquello intento, e antes delle Quimbundo o Muansansa 
foram também o» obstaculoi a essa repatriaçih> ; poia te v. 
diamba principiar por regular os negócios com Quissengue, 
insistimos nós, vence o peor da lacta porque tranquilUs* oa 
povos até ao Lwmbe. 

— Onde estiverem estabelecidos os povoados do Quissen- 
gue, Hoxioo e ^mbumba, garantadhes o Moatianvoa 

áa suas povoações, como qailolos '!" seu Estado, sem qne 
tenham por isso do pagar cousa alguma aos Muntas cm cujos 
domínios clles se fixaram, le cando oi governar independem- 
temente d'cstcs, mas pagando ao Muatiânvua os tributos como 
quaesquer Muatas. 

— As contendas pendentes entre Quiocos e Lundas, vae-aa 
Xa Madiauiba resolvendo com justiça oovindo o* pleiteamos; e 




DEHCRirçXo DA VIACEM 



608 



o mesmo se deve ir fazendo puni ;il>'m do (.'assai. Conseguido 
os caminhos ficam limpos, e a embaixada passarA 
oldadc ate no Cuango, e nos In tnoc '1 apondo os Bílngalaa 
que encontrannos para nlo ]]n>« mt alii inijn-i liii.t .1 |. 
Se alguma cousa neste sentido o novo Muntiãnvim tiver 
até ao nosso regresso, nós conseguiremos completar o trabalho 
desfazendo todos os attrito* por parte dos B&ugalas. 

— Sim senhor, disse-nos o .Suana Mulopo, logo que 1 
regresse para junto do MnatiAnvua empregarei todos os mona 
esforços para qne elle attemla aos l>ona conselho do Mil : 

m certo que os quilolos nos hllo de nj>oiar 
se qnizereni indireitar as terras da Lunda. 

A iapronio que no» causou este mdividao foi nraito «gra- 
•\, -. isso animava-nos a proseguir no nosso intento de oceu- 
par por parte do Portugal a região do Muatiânvu.i, aguardando 
como delegado do governo nlteriorM ordetM para tornarmos 
cftectiva esta oceupaçao, procedendo logo a construcçoes de 
bons caminhos para a passagem raa taes como os tinhu- 

mos ima;.- I recitávamos porem conhecer o referi 

reno d' ali em deante, para os projectar com mais segurança do 
êxito. 

Haviaino» pi [o ao governo, pela di! nan- 

dammos para Malanje, que ficaríamos na MuMtimba esperando 
ordens, e o qne nos dissera o Suana Mulopo iuo»trouii"K OM 
bera andáramos. Seria com o Monta Cnogoll que tentar 
fazer o primeiro tratado no Estad* • 

Como também tivéssemos dito ao Sumia M ■ nu» lura 

muito recoramendado p«r Mueno Pnto o abrinij"* um bom ca- 
minho da Mussumba para Min uca, em que se garan- 
tisse aos negociantes que m* dirigiam á capital a segurança 
necessária para d* li irem buscar marfim, dand» ••• OaMO inta- 
resse ao próprio Mualiftnvua, nessa noite Xa Madiamba, 
rindo-se a nossa conversa com seu inalo, disse-oos t*r goatado 
muito de ouvir o Suana Mulopo contar M m passara. 
Que agradecia muito a Muene Pato o ter-Ibc enviado um ho- 
mem prudente para lhe dar bons conselho* no governo do sea 



I 



504 EXFEDIÇXO POBTUaOBSi ao mi'atiàxviu 

Estado ; que depois da sua posso nos mandaria apresentar um 
certo numero de quilul" pura no* ajudarem, e para porem em 
execução o que ordenássemos a bem do mesmo Estado, por 
serem ollcs quem tinham voto deliberativo nos negocio» que 
diziam retpeitO á governação, pois com o que dej 
d'elle já Muene Puto podia contar. Que era verdade tereni 
havido duvidas em se consentir a passagem do negociante; 
para além da MiisMimbii, porém que conversando mis s<>i 
assumpto '(1111 o. qiiilolo.s i.lccorto conseguiríamos removê-li». 
Finalmente, disse quo rectificaria todos os tratados que fizewc- 
mos porque era para bem dos Landas, e estava disposto a 
mandar uma embaixada u Muene Puto e pedia-noa nesmo 
para o nao deixarmos emquanto Maene Puto iilo mandasse 
outro quilolo jiara nos render. 

Estava poir. lançada a ] .ri n i.- :r a |.cdra mi alin rC©S -lo HOMO 

edifício, e era preciso d'ahi pur di.-aiite ir lirmando •' influencia 
adquirida, tornarnio^nos indispensáveis, para com segurança 
aaae&tarmoc ai outra*, pois estando a baae segui», 
seria questão de tempo. 

Preparava-so a secção do sub-chefe para partir, o na vés- 
pera, 3 de setembro de manha, veiu Muti-1» 
de Xa Madiamba, apresentar-noB da part< d'eate <>* doj 
rapazes de Bungulo, os taos que Cabemhc ti 
para irem pedir a seu anui mu pn -, n i" para Muatiâtivua, 
do que demos conhcciuicnto, tratando da diligencia QM man- 
dáramos cm tempo a Bungulo. 

Muteha tamhcm fora contemplado por X; Madiambsi cor 
titulo na i (pie <> acompanhava em viagem, O de imme- 

diato do seu immediato, ou Muene Têmbue, e ficou fazendo as 
ve/e-i de Suana Mulopo, emipiantO Wtl foi i lUfl DOVOAOjUl 
buscar a familia. 

Mutoba era homem muito antipathico, nSo só pela sua figura 
e modos selvagens, mas ainda pelo seu génio irrascivol e ambi- 
cioso; todavia devemos confessar que p..r vezes soubemos tirar 
partido dclle, o muitas vezes o torturámos obrignudo-o a bu- 
milhar-se, convencidos sempre que elle tratava do nos contra 



I 





Ostentava carapinha farta, bastante comprida e fri/.ada, 
variando muitn de penteados, trabalho que era 

: i- mulheres, do que decorriam horas, c muitas vezes se 
Inviam interrupções só no ília iinr 

\pi W n;i oe.ctisiio com trancas delgadas em que 

I..11111 .-Tili.nl.is missangas grossas o outra contaria. 

Também o vimos usar aa tranças grossa» apertadas de dis- 
1 em díftanoll de DVOdo a formarem bojo, lembrando-nos 
as bolças para dinheiro feitas de miai [UC BC ny 

vam com anneis. 

Muito roperatioIOM, nunca deixou do usar amuletos ao pes- 
coço, o querendo dar-se ares de destemido, BO mais pequeno 
boato de npproxim.-n; ."'.•• ,'iuOCOí espetava uma pequena 

penna encarnada na carapinha, signal de se considerar em 
guerra. 

V. - t i . ■ uni;. aamÍM que lhe déramos, mas o mais usual 
andar sempre de corpo nu da cintun na, e raro era 

que nao apparecesse com elle <• COM a Cara riscada cm div.-r- 
siis sentido* cmn traços, pretos, vennelhos ou branco», largos 
o lustrosos, feitos com certos ingredientes em que ■ 
azeite de palma ou outra matéria gordurosa, e estes, ti 
deliciavam que tiiilm iveio de Uft enfeitiçado. 

Sobre a camiza trazia o seu chibole-eiíí-anzambi, feito de uma 
lira de baeta encarnada guarni oida de ura vivo do «1^ 
branco, tendo cosido inferiormente á abertura um crucifixo 
de metal amarello, que elle e em geral todos os indigt 
(asem muito gosto em possuir pimpo- conti 1 uelle que 

em todos os medicamentos que conhecem contra doenças, quer 
estas sejam determinadas pele-. Ídolos quer sejam 
]n-ln rós. 

Mnene lYmbne, assim lhe chamaremos daqui em de:; 
expatriára-se com o «cu irmito a quem nnnes largoo, e 

isso mesmo foi causa de grande numero de il 

iikI 'meneias porque passou Xa Madiamba, sobre tudo na 1 
paohia de Xsnams ao Tenga, que considerou Bfuene Tftmba 
feiticeiro, por elle lhe desinquietar as raparigas do seu harém. 





<A viAnm 



N>7 



Muita» vezes se nos queixou Xa M.ndinmKu da 

mtemente lhu tinha feito cato «ou Umlo-aobrlubO) 
tal modo as contava e justificava ■■ I I i 

i na «ua companhia, qu© no* chagámos a partuail 
<■">• também fomos Babando paloa qnilolo . ijm i II- n i ipi 
desconfiara que, alúm de ser 

[lho. 
Aguardaremos porém a d opnortima paia ttàlãt dal 

queixas de Xa M;<diainl«n i-ontra Ml '■' 
tomos no que mais importa. 

Apresentaram-se-nos o» rapazes i rain ili 

para noa lhe darmos cargas c teguiroii • X» 

Madiumbu para a povoação «lai. 

Os rapazes principiaram por no* qu< já sul 

— 'Que Itangulo ou mambiru logo com o iio*«h i 
rém que Cabembe lhe irapediru ■ paaeagem dizend" 
fossem bnscar um nraaupo par» o afuatíánvua; «li*** ttuHx*.- 
nun-lh'u mas nlo qu*ri»m ficar agora no «nu tu *tu\mm*MiM, 
como já ILci fora determinado por ' atutnbeUi, nu ■ > quaJ 

hariam pernoitado de veeptra por terem ch agad o teoito LaroV 
Vindo para o atrriçe da Manou Fulo, qu«nan fitar já a* 
mwo acaaiperaealo. 

O» rapace» ai* aVi riria da Ur razlo, poráai ale áá n aaai 
Dm «ae dead» e a a— urti «a «ae • B— gak "• awad-a tJáar 
» nin ara f par» o Xa MsliaaaU, * | w ra , « * « rsMvalaaeie 
a arfa «lo ; •toáiasnut úsl arrir |**a «** «tU» 
de caaaró • «afira» «ar Hm» COr» dada. 

sotar para t w à nrmm «arfas, w» mutm -W i-» a» rayh» 

> no «ottv dt» «apura» a»«-aa»v*a do **L-rÀ+<' , * «w» >«* 

I '*k- *i<i I.Lraar i la* am- IfãâáâJ**! ■ ■* j „. • • •«■• *j 

raduéVib-M, M aatacaa anotar da uma»» «aat- 
dade e na aaia — §a— i iduii mu. v. «Sm, i-w*»* 
ia dar «arpa. 

de latdt «ar «* sh«w uamanadmia dr Ha 
=*■ dws racUjtw» ar ò.»-«.i«W ..-. ti* —f-umt» a Casar 



soe 



KXPF.niçÃo iN-iitTiraUEKA AO MrATIÂNVUA 



greve para. nio partirem aob o cominando do HD ehefe, allc- 
ga&do quo bó queriam andar com o chefe, mandámos chamar 
Aui^iHto Jaymo, 08 cabos António, Quiteca, Negrão, e o Ma- 
nuel Ign.ieio que viera com oa névoa carregadora i consegui- 

mos convencê-lo» a fazer com que os seus r.n inçassem 

sob o cominando do aub-chefe até ao Oaianvo, onde oa de 
Qtdtece Soariam passando toda» as cargas para n margem de 
CoflOj vindo os antigos earrc-íuiloreH lmscar-nos e as cargas 
que por ventura ainda restassem. 

N" dia 4, um jiota-n ante.* il:i.s i' lioras da inaiihil, partia a 
comitiva, mas nâo deixara de haver vivas discussões nos tre» 
ili aa aiiicriniT.-. i mu Xa Madiamba a respeito da sua marcha. 
Eram ao todo 160 cari : ul ;.* que seguiram com a bandeira 
portugueza á frente que o vento fazia iiuctuar, e ao som de 

iliiui marcha "iii acrdrr.-iclu 1 1 • - •in't:i» n lumborCí, 6 ila aL-a 

zarra e assobios dos Lundas da comitiva do Muatiânvna. 

Algumas cargas da pharmacia que deviam ter seguido ainda 
ficaram, porque oa Lundas que a» deviam transportar, e alguns 
eram do Bungulo, não compareceram â hora il.-i partida; de 
propósito estavam escondido», ou como se dizia tinham ido a 
comprai a mio haviam regreaatdo a tempo. 







eiiuorruu 




DUCBXPÇZO DA VIAM.M 



509 



OS DLTDÍ08 DIAS NA ESTAÇÃO 



VffF 



■!>:■<■ Min.-i.t,. tinhniM de ii"* 
r.ir mais alguns dias na 
Estação Cidade <lo Porto, 
porque uléni d» cUmoj 

nt-rpretc — que carecia do 4 
■ ^Bt, homens para o transportarem 

imina jcirl-ulu, <iih- ira preciso 
l':i'ir-«', por n&o ser possível 
accoiunuxi n maca — 

M coiiliccimcnto á ulti- 
ma hora que um rapaz da 

companha ri <- .M 

Cfi bi£ Zátt^ -ff ^°* < l uc Y ' cr,un de novo, es- 

tava impossibilitado de mar- 
char por »er gravíssimo o sen estado de fraqm/a. Também 
o seu transporte eram necessários outros quatro homens. 
Acrescia o haverem ainda cargas de wai» pura o pessoal, 
nlo obstante termos admittido cincoentn individuo* da Lunda 
e redondo Lastante o numero d'ellas. Era esta questão rios 
transportes a qoo ''instantemente, nos trazia llrorootdai; foi 
negocio que nos deu bastante que laser nemuo rui regroaeo, 
quasi até m rir» Ouango. 



510 EDSDIOKO POKTUGUEZA AO muatiíxvca 



Por parte do Xa Madiainba contávamos com pretexto» tam- 
bém para alguma il< mora, porque fôramos avisados que •_- 1 1 > - 
ttpMWI Dma grftnâo comitiva de B&ngalas. 

Sendo certo que no Caungula tínhamos de espera 
desso a cerimonia da lucanga, c que viessem de dSffi 
tes terras os rcprcuent autos dos Muatas o as suas forçaa aj 
das, huvia toda a conveniência oa ao titio d'cllc o 

mais dapiQSM I. •>em inutilisar uma carga. Urgiu 

que empregássemos todos os esforços para que :i 
de ponooi 'lia*. 

Mas quando todos os elementos se dispunham contra 0Í 
■obre tudo niuu meie como :iqui lie i m que aos neliavauioe, 
cm qiu- t lítio im.: !:,lhr.:i. umas v. •/.<•> por falta de recursos, 
outras porque os que alcançávamos nos eram inteirai 
estranhos, muitos esforços se tornavam innfc 

Tivemos pois de sustentar uma lueta constante durante oito 
dias para realizar os nossos projecto-, ■• im cuitaiitn i.V> 
• ]-.<■■ furam as oocorrencia.i que registámos, oppostas todas 
proseguiinento da marcha da Expedição, que julgo de com 
meneia nu tlcioná-lan para .-..: poder lonmir um jui/.u tu 
sobre essa lueta. 

< \iiuí) •.■-tivéssemos mal alojados na barraca de lona por causa 
(bis chuvas li i-. com os pouco* homeuí que nus acompanha- 
vam, para o aoampanionto deixado pela secção do sub-chefe, 
cubatas estavam em bom estado, continuando o ajudante 
com o seu pessoal na Estação. 

Ficámos portanto ao lado de Xa Madiamba no intuito de 
desfazer dilliculdades c incitá-lo a emprelu n.lir a viagem, ao 
mesmo tempo que vigiávamos o perto, ficando 

nós melhor accommodados o menos devassados, podendo pro- 
seguir com mais socego noa nossos estados. 

Ás dez horas da manha chegaram três grandes comitivas 
de Bengalas com cargas de negocio. Era seu chefe prin 
Xa Mutcba, que já se esperava de véspera, linha um bom 
tyji.i este homem, e era muito bem conceituado nos estabele- 
cimentos commerciaes europeus do Doudo, 1'ungo Audongo o 





_je. Mavianio-io jáenconti ' ub-rauchito á entrada 

de Malanjo. 

Bn esta uma grande novidade para a tem, e ia grande bor- 
borinho na» |M>voi»ç5es e BO M lidiamba, 

porque Xa Mutcba era um grande Auibanza da margem direita 

>ri a irmft de Xa Madiamba, que lhe 
fura concedida pelo Muatiãnvna Mutcba, de quem elle tomara 

,ie, desde que assim ficaram apar> H que estreita- 

ram m antiga* relnçòea de amisade. 

Deecançarnin a* o unitiva* nas povoações do Oassassa e do 
( atumbelai, maa nem um nem outro se atreveram a marear- 
Ihes o logar em q«<- deviam acampar MO W do 

luatianvua, e por isso furam partieijiar-Ilie a novidade. Kllu 
despachou .latamente dois delegados seus para acoiiij«i 

nharem «eu cunhado Xa Mutt-ha ;i | 
o mussapo que este llie • nviára de véspera. 

Os chefes da» povoações segn X» Mutcba o doa d< Al ■- 

»s passaram pelo nosso acampamento, porque Xa .Muteba 
sabendo que estávamos ali, preferiu fazer um trajecto maior 

nos camprimentar atite» de te avistar com Xa Madiatuba, 
ficando de voltar para conversar comnoseo com mais «ocego. 

i esta visita a Xa Madiamba puritui>-ut>: àt MMflttt par- 
ticular, mas eoucord-m-sc que as comith D de acaui|iar 
ao lado dos Lundas para oeste, e nessa conformidade X 

mandou avançar toda a sua gente. 

ília uma certa iuiponcucia selvática a manha dTflquIlai 
trezentos homens! Haviam arreado a» carga» «obre o rapim a 
uma certa distancia da chipaaga, e cada um com a sua arma 
lazarina na mio direita inclinada para a frente, vinha «in ]>«a»o 

lendo entoando ern euro mu cauto guerreiro. Quando Já 

mos da residência de Xa Madiamba, era d< 

diefructáni'». "» pp-to* avan* vun, 

saltavam, corriam de um para nutro lado. agachavam- r 
deando a cerca da residência, uns cm altitude de quem vae 
fazer fogo, cantando ou soltando assobio», outros agitando aa 
arma» e fazendo sarill 



512 



DIÇXO MBTOQUKCJi AO WJA1 



Durou isto algum tempo e só cessou quando Xa M.-tdiamba 
i],|i.in'.'.ii no limi:ir <l:i larga porta dl ehipanga com D I 
cruzado DO '1" MU parenta Xa Mutcba. Recrudesceu então a 
In! rueira de assobios e do brados, terminando por três, q 

m.<. nu lueamo tampo que o* homens levantavam o braço 
direito segurando a arma pelo delgado como quem a 
apresentar, fazendo assim lembrar as nossas acclnmaçoes, e 
qur depois Mobe pelo ■ nt- i j.i.ii i 1 1 a mesma signi- 

ficação. 

É pOMtv>:l que a impressão que n [OOM a mesma 

que r< I" í -nu jiiti-rj.n-ii- i! Iodo. i. : : il ■■ ■■!■,:: .'... 

rincia da Angola acostumados aos usos dos europeu.H, po 
o certo é que M tratava d< uma manifestação de regosijo, <• 
deu-se só depois que X.-i Muteba fallou A sua gento, apresen- 
tando o seu parente como o novo Muatiânvua. 

Il.ivi i já doaa ou três noite* que o sub riu í tavamos 

i|ii:indi.i X:> Mmliuiilt.i espirrava, o uso das peasoaa presen- 
te» baterem as três palmadas compassadas do • 
dizerem — sejn para bem! afastem-se oi feiticeiros! i 
otc. E também registámos o facto de pedirem licent | quando 
iliili.iin 'ir pa^ar ]'(■!• deante de pente que estivesse sei 
OU de interromper quem OBtaVu < •■:r. . i ■.< . i :■< !■ ■ ; ibivain 

com os dedos para prevenir os qu< deviam de afastar-so e 
alo prestaram attençilo por qualquer eircuiustaucia ;i pulnvr 
que em voz baí» pronunciavam antes de os dar. 

Estas c outras cerimonias usadas como signaes de deferên- 
cia e de mutuo respeito tanto pelo* Lunda* como por Otttroa 

i M quem min ivemo . mereceram-noa registo espacial e 

d'ellas damos desenvolvida noticia no nosso livro sobi 
grapbía S Historia. 

Os reoom-chegadot depois de findas as cerimonias foram 
buscar as suas cargas e transportaram-nas para o logar em 
que tinham de fazer n aeampamento, e tendo de passar pelo 

nosso e pelo do Xa Madiamba, seguiram em passo aceelarado) 
soltando cantigas allusivaa a Muene 1'utu • ;«o -Muatiânvua, 
qofl um cantava primeiro e que todos repetiam em coro. 




DESCBIPÇAO DA VIAGEM 



618 



Xa Muteba 6 oe Ambanzaa que o acompanharam eram 
d'aquelle* que nlo tinham querido reconhecer o Jaga de Css- 

. ima» que M avara para iodou os demais efiéito» 

súbditos de Mneoe Puto, sendo os que teem mantido mais 
rvl.i i aa casa» de C Om m erclO jxirtiiguezaa. 

Tant" • 1I-- 0OJD0 Xa Madiainba « ', . com quem con- 

vivemos alguiin ih l>oa harmonia, tinham as suas po- 

voações na margem direita do Cuango liai de marcha 

para sul d" Ambanza Ilunda, ficando a de Xa Muteba janto 

keha Lassasse, fronteira aos Qu imbua, sendo Cataa o seu 
porto do < 'mingo. 

Além de fazendas, sal o pólvora, conduziam estas comitivas 
nlgun a de comprar uni 

boi, Xa Mu tuba disso-nos com toda ■ l"ianqué/.u qtW nio 
pedia aos donos para BO-lo • -aderem porque os destinavam ao 
Laibnoo, onde haviam sido podidoa Da ultima viagem com a 
promessa de seis escravos por cada um, por muito goe 
déssemos nSo podia ser negocio que Ih - i unvicsao. 

Pela naturalidade com que nos faltava cm cm troca 

do gado por escravos, vê->e boa que DÍO foram «o 

••em visitado o Lubuco — esta visto quo nos referimos a 
Portugueses e a Ali ai a 1 ei — que ai 

to; miu tiunli >«Bftogalas aprove ii:>.í 

nlo teem em mira vender a gente assim adqairida porqi: 
na provincia de > < "mingo para dentro, o eaorSTO 

deixou <i" » aar. K de CTO que nas com:' Ituja 

iduos que se considerem escravos de outros ou dos pol 
tadna a quem ** i pertencem, todavia é certo que de 

ta! modo sio tratados p-dos Ambanzas ou chefes de comitivas 
e tio boa é a harmonia c. a sociabilidade que reina entre todos, 
qu« para oh que visitam os sons acampamentos — nlo d ir 
ja na Pw nas nos sertões para leste do Cuango — ou 

slo todos escravos sob a obediência dos chefes, ou todos cons- 
tituem um ia; i; ih. primeiro caso feliz é então o estado 

■ ravidío, pois em palita civilisados nlo se encontra U 
liberdade. 



f»14 EXPEDIÇÃO PORTUGITEZA AO HTJATI.ilJ.Vr A 



A praz -nos insistir sobre esta nossa observação depois que 
temos conhecimento de alguma* exposições quer ornes quer 
por eseripto, que se attribuem ao» companheiros do explorador 
Wissmnnn no Lubueo, Ba qiM se allega que o* B&ngalns vl<> 
ali buacar escravos para os trocarem por armas e pólvora ; po- 
dendo d' aqui concluir-se, e mal, que ob Portuguezes em Angola 
negoceiam cm escravos. Aquclleè que o» Bflngala* adquirem 
ficam nas suas povoaçoe-s, o com o tempo com elles &«■ 

nj pek) typo. E é bom nâo confundir isto, com o que 
foi auetorisodo acerca de resgate», que geralmente se faziam 
ao sul do Cuanza. 

Devemos terminar e s tt; incidente por dizer, Mn reo«-io de 
contra-provns, que tanto uns como outros entrando nas terras 
portuguezaa onde a auetoridade se exerce effectiva e realtn 
sío muito mais felizes de que no meio d'onde saíram. 

Como se tenha demorado a publicação destes nossos traba- 
lho*, ainda neste logar podemos congratular-nos porqu< 
— já depois das nossas publicações: Carta a Sua !,' 
Rei dos litiga*, o O Lubuto, refutando as asserções de Mr. lia- 
teman contra negociante» portuguezes — confirma o que disse- 
mos com respeito 4 escravidão no centro d' Africa. 

Fallando-su da indisposição dos Bflngalos contra a nossa 
Expedição, disse-nos Xu Muteba que de facto correram más 
noticias em quanto nós estávamos em Malanjc e na» terras 
marginaes do Luí, porém quando elle saJra da sua smbauza 
para esta viagem já todo o Casaanje foliava de outro D 
Todos tinham boas noticias da amizade que o Angana Majolo 
havia feito com os filhos de Cassanje, que a todos onvia n 
bem e com bom coraçSo. 

Informou-nos que se dirigia pura a margem do Lulúa nas 
vizinhanças dos Uandas, onde oa seus companheiros iam 
prar alguma gente para depois a negociarem por borracha MM 
Chilnngues do Cassai, fronteiros a Mal Munene, onde tinham 
bons freguozes. Porém como Xa Madiamba lhe pedira para o 
escoltar até ao Caungula fazia-lhe a vontade, sendo certo que 
isso causava transtorno aos seus rapazes por ser a viagem do 





DESCRIPÇXO DA VI AO KM 



Mb 



Muatiânvua muito vagarosa. Este demorava m | OWrb M | 

a a raoebei pnni n woi rajwze» preoieavain <!<■ Ill a 

fazenda tias *ua« carpis para OOUMVtn •' nkni d'ÍMO ficavam 
sujeitos a fazer as diligencias que o Muatiun unho, 

por niio ter ainda forças suiln ientOJ pm i MM «'nu. 

Custa a eompreheiukr ú primeira vista 

faz aproveitando a escravidão no Qentrd «I niimnii , 

9 t. cm eomprehendidi). procnriH fundir as comum com 

intento do rcbiiivn- .. : . .m . í . - i'.>nsidi-nirll<> « de estima iiii 
que devem ser tomados u Kuropa M ir«lj»iUi<»p> kMolWTM do» 
nigueaea em Afinca. 

Previamente, rafaria X.i Hateba, oh bofai "mm levados pura 
o Lubuco para serem trocados por gente, e dapoil ««'guia vlln 
com os seus companheiros pura «» I.ulúu ■ omprar «cuia 

e voltavam aos Chilangncs no Cassai para B Iroear DOI l>"rracba. 

Nào devem ser ind inerente» este* factos, que j«r«'com con- 
tradizer-sc, ao observador que quer acreditar-se ; u mi-sme co- 
mitiva ia ao Lubuco buscar gente em ■ toais 
longe buscar outra gente, para voltar áqwdlo paiz »• troca-la 
por borracha. 

i.Iica-se isto assim — os que m Lubuco compram rabecas 
de gado veeeum pertencem á primeira soeiedad», slo os do 
Moio, os mais abastados e que dispõem de grande numero de 
serviçaes já educados por ellea e alo estes que convecut ao» 
Bengala» para aogmentar aa soas populações * os suziiiar» iu 
no a eg ocão sertanejo. Os Bangilas cio os vendem, j«or ís*u a 
eerreote d'ease gente, que é asais de emigrant/-» que d», eeere- 
voe, dirige-se para o nnid— le. Preeíeandn os do Lobneo por 
mm tara* de gente para vendarem eeaa* escrevo» aos povoe 
ama fce atras» ao norte a eme ee proi mr— para o» Arai- », qe* 
es peene esmxaeos que ee eanotitraso a m e* na erfsab 
eaea * p pv ik gie de eliennter a earraeeleja, riu enfio 
de BengeU», de Qeaoeos a d* «atro» pvvv» pr> 

a*, norte. 



Quer dizer, os traficantes da região central, depois das leia 
iry.ua abolindo a escrevam: podenOB 

obter do eommercio civilisado o que Dmh < iodí>panM,TBl á 
s:iti«t;n;àM das mal noeeaBidadea, tendo <!•■ procurar ■ >- múeoi 
produetoe aocaítaveil COIÓ que pod< ii> iii!<Tvs*cs, 

naturalmente foram levados a apruveitnrt-m-sc d» existência 
da escravidão em oerttt regiões para alcançarem aquellex pro- 
duetos, tajeitando-M a grudes marcha privações a muito» 
perigos. 

Mostra este ato, que ■ forma porque a Europa na melhor 
boa fé entendeu dever intervir para reprimir a escravidão em 
Africa, não foi salutar, e devemos dize-lo com franqueza 
quanto n» altura em que rio este* uossoa trabalho* já temo* 
dado provas bastante* do nosso modo de sentir a respeito do 
indígena africano, mesmo do mais rude — é até condemitavel. 

Os ser. i* que Xa Muteba já esperava, 

começaram logo no dia immediato, de nada lhe servindo o 
conselho «pie lhe havíamos dado a seu pedido, porque »< 
demos evitar uma d'eeeaa diligencia», nâo conseguimos evitar 
outra que se fez sem o sabermos. 

Queria Xa Mudiamba que o seu cunhado mandasse . 
armada á margem do Lubale apprehender sete eacravoa que 
em tempo tinham sido desinquietados para deixarem o seu 
viço. Havendo nisto inconvenientes, e sohn tudo di-niora, 
dissemos I Xa Muteha que o seu parente uào principiava 
a desempenbar-se do elevado cargo para que o queriam na 
Mussumba, i- que tanto elle como nós o devíamos <lis*uadirde 

niainl ir í-xi-i nt.ir semelhante ordem que o ia já indispor 
oa povos da Luuda, embora ollc tivesse razão. Dovii 
tratar de receber o tucano, e depois fizesse o que entendeaM 
a bem da sua justiça. 

Apezar d'este conselho não ficámos tranquillo*. Pomoa cm 
seguida á cubata de He/erra >■ mandámos ali chamar Xa Ma 
diamba a quem dissemos — que tendo conhecimento da 
gencia que elle queria se fizesse, lhe pedíamos nos promet | 
que nao trataria por emquanto de milonga* (demandas), pois 







DE8CRIPÇA0 DÁ VIAOEM 



:»|7 



devia lembrar-ae que fora e»»e o mui de Xauania e dos seus 
successore*, <• irue pan aOfl l ptOToitOM grangear 

agora amigos c tomar conta do Estado, do que cuidar do» pon- 
OM proventos que podia alcançar com pequena* queat5ca. Kllc 
bom sabia qw- nâl t.rras d» Lunda nao havia wgredo», e que 
quando partisse a diligencia para o Lubale todo» saberiam o 
que esta ia fazer; a n>>< lii.ir-ae-ia logo por toda a parte 

e quando <il<- depois passasse por qualquer povoação, em m 
de encontrar povoa á sua espera, encontraria tudo deserto com 
receio d'elle e da sua gente. 

<■"!:• nu ■-.. M tp» no» suecedêra na passagem de Angunza 
Hnqumji até ao Cassassa, e que os Landas so por saberem 
que nos vínhamos juntar com elle, fugiam de noa com receio 
de que o» trouxéssemos preso» pura o seu serviço. 

Também lhe fizemos sentir que essa diligencia se nio podia 
fazer em menos de dez dia», e que este era o tempo sumeic-ute 
para chegarmos ao Bungulo livrando-uo* <bis maiores chuvas 
que se no» apanhassem no caminho estragariam toda a fazenda 
e principalmente ■ porTONk 

— O meu amigo tem razão, disae ellc, c os meus C que 
instaram para que se fizesse esta diligencia; mas eu vou cha- 
mar Xa Muteba 11 dar-lhe ordem cm contrario, reservando esta 
e outras questões para quando estiver de posse do meu logar 
sperando que Muene Puto me coadjuvará. 

— Agora, oODturooa elle, devo communiear ao meu amigo 
'(Ui- tinha vontade que Catumbclai me acompanhasse, mas elle 
é um mau homem, engana-me sempre, adegando que as suas 
raparigas e algumas parentas se ligaram com os Quioeo* e que 
nio as pode abandonar; diz que mu fará acompanhar de sete 
filhos e que mande eu depois um d' este* oceupar o seu logar 
na Mussuniba. Quero elevá-lo ao cargo de primeiro Oanapumba 
a ver se d'estc modo o resolvo a aoompanhar-me. Acceitando 
tem de me dar os emolumentos, e se os nio der peco a 
B Pato aos obriga* a pagar o que mu for devido. 

Vimos que neste seu desejo havia algum proposi to reserva- 
do, e ocoorrea-noa repentinamente que podia ser de vingança 



518 



expedição roR-rrocEZA ao màmÈKfUà 






por cousas antiga», talvez pela pouca importância que Catum- 
bclai lhe ligara emquanto ello - xilado nas vizinhanças 

do Cuango. Aproveitámos pois a opportunidade de estarmos a 
soa os dois com o interprete par» lhe dizer que Muene Pato 
nos encarregara de obter que o MiuitiAnvua nao mandasse 
matar pessoa alguma, embora fossem grandes os seus crime», 
e que emquant» DOI «'.■«tivéssemos na sua companhia recebe- 
ríamos todos os criminosos que merecessem tal castigo, para 
os fazer trabalhar uas terra» do Estado, quer em caminhos, 
tfUB em lavra», quer nas coimtrucçoca do cadeias, de fortifica- 
ções ou de grandes casas para elle MuatiAnvua c sua fai 

Preveniamo-lo que se durante a nona viagem e.He orde- 
nasse semelhante castigo escusava de contar que a Expcdiça» 
continuasse a acompanhá-lo, porque a bandeira de Muen« 
nâo podia ser testemunha de BID oattigo tio bárbaro. 

— Que emquanto a Caturobclai, depois de sabermo» que elle 
tinha em má conta, parecia-nos que pouco podia lucrar 
a sua companhia, nobre tudo quando lhe reconhecia má vontade 
em se separar das parentas ligadas com os Quiocos. 1 ' 
mos muito que este lhe concedesse mesmo os filhos (povo) para 
n acompanharem, ou que o mimoseasse sequer com a maia pe- 
quena cousa, e que se ello lhe dera a entender á pouca von- 
tade que tinha em deixar a sua povoação, com certeza nao 
acecitava o Mj lhe queria dar o acceitando-o seria ape- 

nas por comprazer. Conclui dizendo que Catumbclai nio mar- 
charia com elle, e se marchaste regressaria quando se lhe 
apn-sentassc opportunidadc. Tudo que nos occorreu de prom- 
pto, expozemo-lo a Xa Madiamba, nao noa esquivando todavia a 
sondar o velho cacuata acerca daa sons intenções. 

Terminou esta entrevista, pedindo Xa Madiamba que lhe 
déssemos um panno para a sua Muári vestir na viagem : «* 
como o interrogássemos com respeito á situação futura dVlln 
dine-nos — Que muito devia áquella mulher, era a única, pes- 
soa que o nlo abandonara mesmo nos dias mais angustiosos do 
seu exílio ; tinha sido sempre uma boa companheira e se elb» 
continuasse a portar-se bem, faria questão com o* quilolos qoe 










DKSCRIPÇAO Vk VUC 



M 



queriam que elle fosse Muati&nvua,: ou ella continuaria •■ 
nua Muári, ou cotio elle nío MC '■■''" podia 

ditur qne os seus amigos e partidários a quiiowm f««er sub- 
stituir quando elle fosse MuatiAnvua, por quanto tá a cila devi* 
terem-no olles encontrado .onda com vid lem <li o tratar 

com muito carinho quando por ver.' m,... cosinha 

va, ia ao inato buscar lenha, nu ri» buscar agua, construiu lhe 
.1 c nli.iiu .- vigiira-o sotnprv paru quo MU sobrinho Mutcha •> 
nlo enfeitiçasse. 

Coiitoií-nos, que nni.'i da» ultimas partida» do sobrinho Rira 
querer embebftdsVlo com malufo pura dtpoil lho roubar a M 
o deixá-lo morrer abandonnd.. ao mato; inaa ella quo poiv 
pelas continuadas perseguiçõe» OOSB OtM dias autos ■ 
tara qual era o sou designi', Mud I I bMBM I despejando D 
malufo e arrastando o sobrinho |wra fora da cubata, OOfTM 
sobre elle com ;i m ichadinha, exprobrando o soti odioso pr«> 
cedimento. Foi nesta oceaaiilo que tUi teve OOttl 
tenções daquelle malvado. 

— Com uma mulher que procede dVnta forma, disso elle, já 
▼ê o meu amigo que cu ãlo devo itt ingrato, o como a tenho 
sempre no coraçlo, peço-lhe que a proteja, como me e*t/. 
a m 

Queríamos que os homens que na Kuropa negam a/» negro 
africano o sentimento da gratidão, ouvissem neste momento 
aqnelle anciio discorrer sobre as qualidade* apreciável, da 

opanbeira durante os quatorze annos do seu penoso ex 

Desejáramos a presença de um d'ea**a homens do estudo • 
de saber saquelle pequem recinto no meio do sertlo adusto, 
em que nós acotadoe sobre o fundo de uma penella, e «lie no 
banco do interprete que nos acompanhara, narrava 
tocante singeleza os actos de dedicacio da sua luuaíJóV 
coaaorte. 

Para quaesquer observadores, o juixo nlo podia ser outro, 
ou tinha (alhada aã homem a qaaxa m ale podiam negar Is**» 
srorimrniai <m ua ooiad : arne balarias raso, neta ea 
raasjnavs ■» aalb) a ífHai—iia dará de i 






XXPBDIÇZO POUTTOITEZA AO MIATIÀNVtrA 



defender a sua causa e commover o seu interlocutor. Para nós, 
já habituados a diverso» povo ■■-■. e que por prii 

■ ■ iíi [ >;■'- |.i Amou da meu 

considerámos maia ignorantes do que mau* — aquclh- hti 

nZo via deante de «i *ena< i protecl i ■> que • 

r [ 1 1 . r- ri • i. , ir em nós o necessário apoio para fasea 

gar o seu pensamento constante; era reconhecido <• a 
pagar com ojora i soa divida de gratidão. 

A Moári já nâo era moça, nada devia a belleca pi pica e 
Xa Madiamba me dm - 1 ndo muito mai» velho, claro 
não ernm n mocidade e a formosura a* qualidades que elle Delia 
apreciar! 

Reconhecendo que predominava nelle um bom sentimento, 
KMti.sfucmoa immediatamente 'i teu desejo, dando lha um punnu 
de acih lenços grandes, e foi com grande Bati 
pediu logci. Bi ando de nos m.iud rde pura asaiB- 

<s a audii que ■!'•'• í un * oui id ■ os | 

quo checaram de madrugada do Anguvo o da ' taingola. 

Tainl»"in tínhamos de retirar para attend pazes de 

M.iLíuj. im do Caianvo para levarem d para 

responder á coromunicaçSo do sub-chefe, serviços da qu> 
nos 1'Minbarnçámos e a tempo, porqai i lr-pois re< 

moa a viaits do rYmbanza X.i alutobu, qa insere 

sante, pelas noticias que nos deu sobre os preceitos bárbaros 
a que tem de rojeitar-se o jaga em Casaanje d aleito 

pelos grande* do Estado. 

Morrendo um jaga fazem-se as cerimonias fúnebres em que 
intervém •> herdeiro, e reonem-se logo os macota» (conselhei 
ros) que nlo podem ser jagas, e também os maquita», As fa- 
m I is dos (jmif.-. i' pnr uma determinada escala se foi buscar o 
l>'T<I>-iro. <»s priím .li'M'<-ndfiites dos que fizeram paru* 

da corte que acompanhou o primeiro jaga Quitigúri, do seu 

(o dos Cabundos), sendo o que tem maior grau entr> 
o Tendida. 

Este è o mestre de cerimonias, o qual, depois de receber o 
povo numa grande audiência, principia por dançar desenfreada- 










unto no som dos instrumentos do pancada na arena formada 
pelos espectadora». Vae depou bôsoax 61ho • !" nsnnitt que 
deve ser el<-:i anta I pOVO, discursando Bobre toda* 

as qualidades que nclle concorrem para ser um bom jflga 

Depois d'i»to pod' '-t'- já exercer u (hncc5< -. porque nao 
tem havido exemplo do povo nAo t«-r receb.dn l.rm ., :i|nv,,-n 
laeào do um jaga, ui<1<< .-i-iupre esta por grandes festas 

durante ins, quatro • mais dias segundo M posses da familia 
do eleito. 

Nào deve o escolhido addiar por muito tempo o sujeitar-sc 
ao cumprimento do?, preceito* estabelecidos, alia» começa a 

intriga, c reinando esta pmi. . ■. ,■, lendo 

to por feitiço» (mis ehamar-lhe-hemos veneno). 

Para a primeira prOTS 00 DNCeitO, é ( remido immii 

casa durante oito dias com uma rapariga nova, que também 
antes se sujeita a certa» cerimonias pari la cora um 

titulo de grandes** 

A ambos se untam os corpos com matérias gordurosas, nao 
UlM faltando wlinyratiflfto abundante, que thea é enviada pelos 
>tas, o ninguém os perturba I Bem mesmo o- 

Vivem durante aquelles oito dias um ; | tx>, mas logo 

em seguida o Tèndala \.i> buscar o jnga ii iLi " iuumíi i-h-h 
aapecial onde som-e a circumeisao. Esta casa é feita de modo 
i jH>rta tica á beir no dia em que o jaga 

BM para ser saudado | kU.TSf da 

um homem recentemente morto e gotejando sangue dos | 
m do corjM) através -lo riacho em frente da ta 
da, do modo que o jaga saindo, o miiis bem trajado QUt é pos- 
■ívelf bade passar Bobre elle, ensopando os pés no sangue der* 
ramado. Nessa occaaiao um maquita que o espera da-lhe uma 
faca como insígnia e com cila o jaga corta a cabeça á victima 
e banhando as mãos no sangue atira com «dia ao povo que a 

ebe com grandes alaridos, gritos o a» 
esfrega as mãos uma na outra procurando assim enxugá-las. 

Sendo rodeado depois só por maquitas, este* deapem-uo, « 
auspendem-lhe adeante e atrás, de uma corda posta á cintura, 



EXPEDIÇÃO PORTl.'GCTRZA AO MUATIANVOA 



pelle» pequenas de animaes e pòem-Ihe nu cabeça e noa braços 
«í pernas divertias inaignia» do poder. 

AgacJuiniKi' depois os maquitas, esfregam-se com terra e 
mjaiu-sc pelo chio, ao mearão p«MO qttfl tociun oh instrumento* 
r que o povo bera iia c bate palmas. O jaga passa então 

101 ffiaqtlitaa que se levantam para o seguir e appi 
do povo que logo o cerca. 

P.iiK. i .-nt-io dando grandes pulos e levantando de quando 
em quando as pelles para >{H-: todos vejam que foi circumei- 
dado. 

K depois rl'igto que passam á ultima prova. Enterra a aza- 
gaia que bru bi míln no joipo de ura rapai qoc aateja na 
roda qunndn acabou de dançar, c retira para dcscnnçnr cm 
quanto se cosem em panellaa as pernas daquella victima de 
mistura com gallinhas, caruc de oabra e de outros aniraaes, 
nao faltando a de um boi se a houver. 

A cerimonia continua geralmente até ao sol posto, vindo 
elle para fora onde esta o povo acompanhado ja com oa da 
côrtc. O Tcndala aprcsenta-lhe então uma das panclliis, <• elle 
dançando niette nesta a mio e tira um pedaço de carne que 
ali mesmo come. 

Todos em seguida tratam de metter por sua vez as m&os 
nas diversas panellas e comem lambem. Desde então até ma- 
drugada s.'i se dança <■ ln-lic : ultimamente <: jil aguardente. 

Dahi cm deante o jaga tem de se acautelar dos quixindas 
(escravos), que sao induzido» para o matarem de aipim modo 
pelos que lhe invejam o cargo. 

O jaga quando morre fica exposto om completa nudez em- 
quanto se nSo apresenta o herdeiro para o cobrir com uma 
esteira, c 6 então que, depois de lhe arrancarem um dente., que 
se guarda num cofre especial como relíquia, o vestem e lhe 
fazem o enterro de noite, *epultando-o com dois rapazes e duas 
raparigas. Sobre as grande '"es de terra que fazem no 

logar em que o sepultaram, depositam um homem e uma mu- 
lher mortos na occasiao para serem pasto das feras, com receio 
que estas ainda venham procurar o corpo do joga. 





Como Xa Mutcba tambcm fosso convidado para assistir ú 
audiência do Mtuttianvua e fossemos avisado» que este já 
va fora da residência, para lá nos dirigimos ambos. 
Encontramo-lo sentado Bobre uma pellc do Icupunl 
ii i-i i h ou menos num dos focos de tiniu dlijpM formada pelos 
indivíduos de maior gerarchia da sua comitiva, e em pé por 
inin doestes que estavam sentados de pernas encruzadas, se 
Rmn reunindo os rapa/' •■ BOBO as suas arma* e flechas, .-< 
os intcrvallos entre cllcs preenchidos pela nossa gente MM 
a curiosidade também ali levou. 

fintados no oblo MM tn frente de Xa Miuli:unha esta- 
vam dois homens ainda novos, com a cara, peito, bnteoa <- mios 
branqueado» de ampembe, tendo na cabeça uma espécie de 
Sspanador de DOUIM i-aniusjiins, distinctivn de i 
1c Muata, a tala a que já nos referimos. 

Paliava segundo ellea maú valho, porque representava o 
Anguvo, maíl graduado que o Oanngola, mau dava-se a i-ir 
cumstancia do ser o orador de menos edade que o scU com- 
panheiro, que de quando em quando apoiava. 

O Anguvo participava a Xa Madiamba que os quilobs da 

■umba insistiam cm que >■ rrinamtl de que era urgente a 

sua presença entre alies, porque o Muriba, que se apossara 

do lu ira VODtade doi Lundus, estava abusando muito 

do poder o tratava-se <!>■ <> derribar. Be Xa Madiamba, que 

era filho di- Muatiânvua e que aflai queriam para ou governar, 

■ li mora, ver le-iam forçados ■ ohamar outro, c ello mais 

VM seria preterido. Que muitos quilolos velhos tinham 

fugido para os matos porque a algun» do» seus collegas que 

UI-. contra a entrada de Muriba no Estado, mau- 

dára-os este assassinar e confiscara as suas populações e bens. 

O Anguvo recommeiídava a Cuungula que i-roporeionaaae 

tudo quanto fosse preciso para que a viagem do BM neto Xa 

Madiamba se fizesse com rapidez, e qne nlo lhe faltasse de 

comer e de beber, e também que tivesse bons olho» para 

euininho paru tfU i-lle não fosse incommodado pelos Quiocos 

do Quisscnguo e de Mucanjanga. 



524 EXPEDIçXO POBTUOUEZA AO MCATIAXVUA 



Final sondo grande u fama de C por imo 

nilo lhe mandava Ifl suas anuas; com cilas iria receber o Mua- 
tiânvua no Luembe, para o acompâ&hiU 1 depois até M < "allnhi. 

Também Oaongola mandava dizer ao MaAtiftnvue qae • 

casso com o seu amigo Muene I'uto, porque ello já BSm avi- 
sado que ok QuiúCOl de Mueanjaug;i voltavam nutra 
a gueitl o os caminhos iam ficar maus para a sua passagem 
e a da sua visita, c que se lhes succcdcsse alguma cousa depois, 
os quilolo* voltavnm-ee todo» ooDtra -lie. 

Xa Madiamba, respondeu logo, o que nilo era fn-qu 
rielle, como vimos mais tarde, felicitando-se pela boa amizade 
do Anguvo e de Cauugula, <■. di-pni* • !«.- lhes agradecer o b 
mandado aquellas boas noticias disse: — Que estava já de via- 
gem o que haviam de ter visto a gente do seu amigo SI. 
1'uto ii" « ■. i ii i i 1 1 1 1<> i|in' trouxeram; nfto pudera apressar 
porque tendo uma visita grande como todos viam, nlo a devia 
deixar lii-nr .-' o onde os carregadores a abandonaram. 

Narrou-lhe a seu modo o que nos BUCoedfira com os X i 
e a necessidade que tivéramos de esperar carregadores para 
l ■■ .. 1 :• t: 1 1 . ■ - vir ali'' ali. 

E terminou dizendo-lhes : 

— Que dormissem bem naquello dia que no outro com* 

ria a conversa. A noite já se approxima, , e quero hoje 

mesmo cumprir com um dever de justiça — nomear Caturabe- 

Mi < -iiiii (.um l d, logar que já ha muito devia oocupar 
se estivesse na Mussumba, por ser o cacuata maia TeU 
Estado de meu pae Noéji. 

— Km mu i-i-o aqui, já com suas sobrinhas «; outra 

te* ligadas com os Quiocos, v como o convidei para voltar á* 

;-. de seus pães, quero que •II' > nti •■ j.i na posse do C 
que Hw pi.-rti-ne.r. 

O velho Catumbelai que estava sentado ao fundo da roda 
em frente d'elle poz-se de pó, de grande cacete na mio, e 

■ ■■■<■ ■.'li"- ii" uni [i.ir.i nutro lado I" * 1 1 1 leguintM i-niio.-. 

fazendo grandes tregeitos e sempre apoiado pelos circunstan- 
tes: — Que era verdade o que dizia o Muatiánvua, e posto qne 





recebia agora aquelle cargo, outros sen «sem 

direitos tinham disfructado os seus provi. - 

— Fora > IN- n primeiro c a an a i o nomeado ]" In seu protector 
o bom amiffo Muatiánvua Noéji, <■ qoe M nao fosse por causa 
das intrigas da Musaiiinha num-» Mtei DMJQoJU) 
lugar deixando a casa e terras de seus pães. 

— Aparentado agora com os QnloOM ali tencionara morrer, 
porém o filho de seu amigo chama va-o para o seu NXTiço 
querendo que o fosse já ftOOmpanlur, nlo podia recusar, clle 
en soberano Q todo.-- MUI *••■ 

O enthusiasmo dos circumstant- - fia onoroMj >lois rapazes da 
povoação do Catam facas em punho, «lançaram vertigi- 

nosamente dando grande* saltos em frente de X.i Madiamba, 
brandindo <>■ ferroa e du quando em quando imitando intocada* 
corridas a um inimigo imaginário. 

No espaço por clle» deixado ao centr», prepara va-se para 

dançar iio infamo modo ■■ reino Cktambelal, nlo largando o 

grande pau; chegou mesmo a dar alguns passos, porém Xa 
Madiatnba, certan ttMBflO A sua edade levai 

o braço direito c clle deteve-se. 

ninbando entio para ir agradecer ao Muatiánvua a sua 
nomeação, esto quando o agraciado ia • ajoelhar, diwanibai 
nhou a sua faca o inclinando-» para a frentl i "tu 
houra d'elle lln luit-T na folha com a sua de um e outro lado 
que para ene fim empunhara, Bata eerhnonM equivale . 
declaração de lealdade, ou a um juramento por parte do no- 
meado de i|in- ettá pranpto d'ahi en ileante a sacrificar a sua 
vida pelo Muatianvua. 

Depoia d'tato os quínangataS. do Muatianvua acacharam-sc 
logo adeante do nomeado pura eate se escarranchar DM hom 
bros d'aquclli; que escolln> Itmoteodo M logC i i com 

alie • . rodeado «lo todo» o» circunstantes que o qi 

ram acompanhar até á hiui rOaidenoia cantando, saltando, aeso- 
biando e disparando as armas. 

Geralmente estas cerimonias fazem-so antes do sol posto 
para acabarem quando começa a escurecer, como sue 






526 



EXPEDIÇÃO PORTWPKZA AO MtTATlJU 



nesta dia. Na povoação do nomeado já estavam preparados aa 
comidas c liehidas para todo o acompanhamento, e fx> 
começaram as danças das raparigas que só terminaram quando 
i-u o sol. 

Deixando então ■> theatro da* sua* folias, é de uso aegu 
logo os festeiros apesar de fatigados par* as lavras, onde vão 
trabalhar até á hora em que o oalof é maia intenso regressando 
ás suas habitações j>ara comerem >• iloriuii 
três horas da tarde, cozinhando depois para a festa da noite. 
fato repete-ae também DO dia immediato. 

Sab.mlo do quo se tratara tínhamos levado na pano 
costa para o darmos a Xa Madiamba, mostrando assim que 
■ppran>VUMM a ii- 1 m ■ :i<;."i.i <jm- li/.era em reconhecimen!' 
serviços do vi II,,, nMi.it. i. posto ntto acreditássemos que este 
deixasse os seus commodos para emprehendcr uma viagem «jtir- 
se dixia vagarosa e arriscada até á Mussumba. Quando a ceri- 
monia terminou, entrcgnmos-lhe o panno na presença dos que 
ficaram, declarando qual a significação que tinha aquella da- 
.iiva. 

Como todos se mostrassem reconhecidos, dissemos não ser 
a nós e sim a Mueno Puto a quem cumpria agradecer, pois 
BÒa apenas executávamos aa suas ordens. 

Retorquiu immediatameote Xa Madiamba, que nem alia nem 
os seus conheciam Muene Puto; para os Lundas o Muene 
Puto éramos nós que elle mandara aquella» terras. Um quilolo 
do Mtiut iânvuii quando sac do sitio com ordens d'elle, é o 
prio Muatiãnvua para todos os effuitos. Só em caso de gu 
é que se faz diflferença de Muatiãnvua da guerra, e de Mua- 
tiãnvua do caminlm, quando algum quilolo tenha recebida 
ordens de sair para ponto diverso do theatro das opcraçSea. 

De noite, já depois das nove horas, levantou-se nina grande 
questão no nosso acampamento entre u carregador Uamboa, 
qBA pertencia ú povonçilo de Augusto Jayme, e Maria, mulher 
d'ostc ultimo. 

Jayme que se considerava insuspeito, fea-se acompauhar 
dos contendores o apresentou immediutamente a questão a Xa 



ilolo 
pro- 
lerra 
foa> 





eba par» ente a resolver. Este constituiu com o» seus Am- 
hanzaa um tribunal, c depois da» allegacSea de porta n purte, 
decidiu-sc que Maria tinha razão. Não se pode imaginar a 
bulha estrondosa que fi/eram 00 B&ngalas logo em seguida 
applaitdindo Maria, e para se dar por terminado o negocio 
pio ti Oamboa pogoa logo m owtaa d'ao^uOi ptoenuo, mai 
Augusto Jayme teve de vir a casa buacar com que retribuir 
ae ovaçòe* feitas á sua companheira. Faltava esta questão para 
termo* mais um dia de constante agitação e de infernei™. 

ivôra bastante até de madrugada, e DOO0O dtpoit de nos 
levantarmos admirámo-noa de ver á notaa porta o < 'anapuinha, 
que suppozcmo» ter marchado para o Caianvo em companhia 
da sua gente com a secção do sob-chefe. Vinha p«dir-no* 
rações para os aeoa |*>r «alter que Quiteca havia do chegar 
d'ahi a pouco a faxer igual pedido em nome doa mus compa- 
nheiros, porque o sub-chefe entendera e bem que as não devia 
de pagar. 

Allegou não ter seguido com os seus filho* porque precisava 
•aaistir ao enterro de um seu parente, não B podia l 
•em que nos o obsequiaasemo* com uma pouca d" pólvora, 
para mandar dar as descargas do r»tylo. 

Contrariou-no* bastante que por tal motivo deixas** d< 
ido para o ( 'aianvo metade da cano* e por consequência que 
ae tiveaae principiado ainda o transporte daa carga* p»ni 
inarg e u t direi u do rio. 

Pomo* procurar Xa M adiam ba, não *o para que manda* ■*- 

immediatamente a remoção aqoella parte da MajQg, 

caixa do* instrumento* e de uma outra carga que muci 

no acampamento doa Landa*, ma* ainda par» 

traniportar a grande peça da cadeira, Am- 

• Timbu diziam qaa sem o MoatiAnvoa lhe* conceder 

xnen* para o* auxiliar não podiam rr/ntiommr ma Uni» 

•Um de 



viagem ■ transportar aqoeUa cargn, qoe 
peio sen fiwd s vok 



;,- / -U 



Ojsj ai mar •«•dei. 



qa» ao mais tarde esanprhs, qa* 



528 



KXPKDÍVÀO POKTUGCKZA AO MCATIÁ- 



os rapazes a levassem para o I e ordenou ao Cana- 

pumba que fizesse seguir as cargas confiadas aos seus rapazes, 
podendo elle licar para chorar condignamente a perda d>> 
parente. 

Estávamos combinando com o ajudante para avançv 
ni'guint<! coiii íi seooKo, quando »e no» apresentou Qoitoea 
ticipando que os seus rapay.c* i D sub- 

iu (a nao queria satisfazer. K como lhe» disséssemos qti 
áquclli -.<■ deviam pagando M l 

de nos prevenir que os seus rapazes nau queriam avaa 
o sub-chefe, e que quando nao pudéssemos ir todos ji 
pediam pan seguirem com o ajudante; além disso qu- 
podiam continuar ao serviço da Expedi çlo se tivéssemos mui- 
ta* demoras pelo caminho. 

Respondemos, que em quanto nos chefes com quem deviam 
de marchar, nao havia estipulações especiaes, quo qualquer 

i:* cru um enviado <le Mm i 
no mesmo serviço, por isso li.r. :mi \<- uular COU) QUi BI liw 
determinássemos. Relativamente a demoras, quando ellao tò» 
sem devidas a doenças de rapazes da Bxpediç&o nao se p< 
queixar, porque todos estavam sujeitos a esse* 
estai» I- -■■ i ••■ iik .. wuiiii principio nao deixar um só doente ; 
domdOj o que elle já sabia, pois logo que se ap D nos 

chamou para tratarmos de um doente seu. 

— Que os officiaea ds Expedição tratavam \» m ■ 
regadores, e nós nSo os mandáramos chamar para os trtttar 
mal; que fosse elle para o pó dos seus rapazes d 

dança das Migas pari itro lado Jo rio como lhes has: 

determinailo <• <\u>- esperasse ahi, pois cru muito proi 

o senhor capitão avançasse primeiro e que então iriam com • -II. 

QiMtxou-«e sinda de ser pequena .1 unidade de medtd 
fazenda, demos -lhe min vara ilu comprimento de 83 • 
troa, segundo a qual o sub-chefe pagava, e fizemo-lhes m 

'(iii • inpr i| pag uni titi. Hi ,: 1 leito eutii upu lia medida, 

escusavam ile reclamar porque niio lhe dávamos mui»; era 
aquella a medida do bando da Expedição. 





OESr:Uli\ÀO DA VIAOKM 



529 



Pediu ent5o para lhe trocar a fazenda de lei por riscado, o 
que nao fizemos, porque era abrir um exemplo, c ellc bem 
subi» que tiiilnim trazido aquella fazenda para se consumir 
em rações. 

;Itulo de gratificação por elle ser chefe dm carregadores, 

dcmosdhe sei* lenços que tínhamos á mao, ordenando-Ihe que 

partisse immediatuuu-- junto do inb ebaft <• fliMirj com 

que os seus rapazes lhe obedecessem no cumprimento dos ser- 

uado», que eram Kcrviços de Muone Puto. 

l'artiu effectivarnente o com elle foi o Canapumba, a quem 
lemos duas peças de lei para diatriboir eia mçôv* pelos seus, 
vi tá ii ser dia de pagamento aos outros carregadores, dando- lhe 
também uma gratificação de 12í» grammaa de pólvora. 

K depois d'isto logo que a chuva cessou, ora uma hora da 
tarde, tratámos de fazer o pagamento de rsçCScs ao pessoal 
nomeado para partir DO outro dia, o que equivale a disser que 
■OtrániOf na nova lueta de distribuir cargas. 

O ajudante tinha instrui eocs, caso podesse encontrar ensejo, 
de avançar com os Songos por um caminho differente doG 
gula, fazendo transportar as cargas que mais lhe conviesse de 
modo a chegar ao Anguvo entre o Loembo O o Cassai pura ahi 
levantar uma Estação. Emquanto nos esperasse devia de 
ceder a trabalhos agrícolas com o seu pessoal permaii 
conciliaria os jwvos e far-se-hia estimado procurando manter 
sempre relações constantes comnosco, e informando-nos de tudo 
que chegasse ao seu conhecimento relativamente aos Quiocos 
o ao que. se passava na Mussumba. 

Com offeito, na madrugada do dia £ partia o ajudante com a 
'<'Ccao, e como fossemos pi que numa barraca de 

Landas estavam ainda duas caixas ijm tinham sido dilt 
das para segairem na secção do sub-chefe, conseguimos que 
os individuo» a quem ' ido destinadas se encorporassem 

«aquella secção. 

I Bangalas saíram para a diligencia que na vés- 
pera A noite o Xa Madiamba nos dissera ia mandar fazer a 
pedido de ( 'itumbelai. Iam buscar o* rapaiM que elle quisera 



apresentar para seu serviço, mas que fugiram quando souberam 
que ('atumbelai fora nomeado Canapumba do Muaiiânvua. 

Calculamos e bem que o pedido de ( .'atumbelai nâo era mais 
que um pretexto para se esquivar ao pagamento dos emolu- 
mentos que tinha de dar pela noraeaçlo do seu novo cargo, c 
que ae Xa Madiumba se considerara mais NptttO que Catum- 
bolai era agora enganado por elle. 

Nada iliasetnoa «obro a diligencia, e esperámos os acont 
mentos com a curiosidade apenas de saber quem M 
grado. 

Regressou a diligencia perto «lo meio dia, em grande vozea- 
ria, correndo como é do costume em taça casos, direita à 
residência de quem a ordenara, recolhendo em seguida ao seu 
acampamento, indo qiutsi todos o» homens que uella tomaram 
parte ajoujudos com as cargas da pilhai. 
nas cubatas e nas terras lavradas. 

As informações que dopoil alcançámos foram — que 
madrugada um caxalapóli do Xa Mudiamlut entrara á pof 
de Catumbelai e vendo este a beber malufo, bebeu com 
Interrogado sobre se a diligencia vinha, respondera que sii 
Pouco depois sen do outro lado do rio o» gr: - 

guerra dos B&ngalas, todos os da povoação e também o caxa- 
lapóli e ('atumbelai rada um debandou para teu lado indo es- 
conder-te. 

Os BAngalas nào vendo ninguém trataram de roubar o que 
estava abandonado e que mais lhe convinha, como gallinlias, 
esteiras, panellus, grues de madeira, oapaias, mandioca». Iwm- 
bóo, ginguba, etc, e também trouxeram um rapasito quo estava 
a cargo do velho < iatombetai e que no regresso viram entre 9 
capim. 

i ' ehefe da diligencia participando as ociornncias a Xa 

Madiumba, disso, que einijuanio I tabelai estava i-onveu- 

que tinha sido morto pelos seus rapazes e lançado ao rio, 

por quanto junto á margem encontrara o cinto do couro, a 

machadinha, a arma e a mutopa d'clle, o que todo apresentou. 

Quando Xa Madiamba nos veio contar tudo isto nào nos 



UKKCKlirçlo DA VUQEM 



531 



podemos conter o rimos m bom rir com grande pasmo d'elle, 
que ainda teve a ingenuidade de perguntar ao interprete por 
tpM kc ria o «eu amigo? TivemoH a pachorra de explicar no 
i ii t • rprete, e que ello transmittiu na sua língua, nquclla celebre 
fabula de la Fontaine — Le Coq et le Renard, e na qual per- 
IM amigo O papel da raposa ludibriada. 

Xa Madiamba bateu as palmas c em seguida levou a mão 
direita á bocca apertando o beiço inferior, amparando com a 
eiqtierda o braço direito; assim Boou algum tempo fitando- 
nos, e meneando a cabeça, disse como do costume : — Chauape 
Onatiâmua amudlmb» (tem razoo, enganaram o Muutiilnvua), 
depois dirigindo-so para o intCrproto— Ebtlo Mucne Puto 
fnlla como n<>#, também sabe contar cousas aos velhos antes 
-le entrar na conversa?! 

Sabe tudo muito bem, lhe respondeu o interprete. 

— É possível que me enganassem, maa os Bângnlas afiança- 
rum-me que perseguiram Cittumbclui, porém que lhes upparccc- 
ram primeiro os Quiocos a perguntarem se o novo Muatiânvua 
i fazer guerra com elle*, e que o declarasse para a rece- 
berem. Fora Xa Muteba qtum nwmmcndou aos seus rapazes 
que nlo havia ordem para fazer fogo, e que era amigo de 
Cacova, Muana Angana (chefe) d'ellos. Continuando nas suas 
buscas foi tíutâo que encontraram as cousas do Catumbolai no 
porto. 

Como Xa Madiamba se mostrasse contristado por nflo appa- 
recer Catumbelai, jidgámos conveniente dizer-lhe — que já 
ravamot que elle nlo o acompanhasse, o qtte o Muatiílu- 
vw» M achava rodeado de gente que nilo o aconselhava bem; 
estava perdendo tempo com questiúnculas que o desacredita- 
ram i prejudicavam a sua causa. 

Insistindo que mandara fazer aquella diligencia a pedido do 
Catambelai, tizeinoa-lhe sentir ainda que o pedido tora um 
estratagema para se nao dizer que elle desobedecia ao Mua- 
tiânvua, e aproveitámos a oceasiSo de o prevenir que também 
nlo podia esperar que o Cassassa nem Angunza Muquinji lhe 
apresentassem rapazes para o acompanhar, porque estes nlo 



KXPKDIÇAO PORTDGUESA AO Mi:ATJAXVl'A 






queriam segui-lo com receio de não voltarem mais Aa ituu 
casas. Dissemos mui», qu«- Mnatiánvua d : cccr que 

nao tinha ainda o poder de 6e fazer obedecido, por lhe faltar 
preceitos de que devia de tratar antes de 
tudo. Cumpris-lhc seguir pura o Caungula, e uâo se demorar 
exigências que lhe acarretavam initnisades; nlo lhe fal- 
taria depois muita geni o seu serviço e de boa vontade. 
Que nao tínhamos necessidade de o enganar, proscguimos, e 

com franqueza lhe falia- 
vamos; se esperava reso- 
luções de negócios da 
parte do Cassa»**, Ca- 
tumbelai e 

ouviria d'eiles mentira» 
visto que nfto tinham 
ragem de lhe dizerem a 
verdade. Que os homens 
e mulheres das sua- 
voações estavam «>. 
dido« ri« mato <• me 
fugiriam para o» Qnii 
vizinho», se pela força os 
quizerem obrigar a m 
punha-lo. Que já tiniu o 
exemplo de Catu.Mil 
^" Zjl^^^r 4? e que acreditasse que 

â mlM este mesmo estava escon- 

dido no Cacôva e i ■ 
li retiraria quando o Knatilnvna saisse da localidade. 

Terminámos a nossa cxhortaçlto moetrando-lhe, que inevita- 
velmente tínhamos do deixar cargas e também os doentes no 
Caianvo. A vantagem estava pois em avençar e quanto antos 
para o Caungula, de onde mandaríamos buscar o que tirasse 
no Caianvo. Evitávamos demoras ahi onde nao havia de comer 
e onde ficávamos longe de quem lhe podia prestar bons conse- 
lhos e auxílios. 




Como de contorne agradeceu- uns o conselho e disse — qne 
ia corabiiuir com o »eu «migo Xa Mutcba sobre a disposição 
da marcha c marcar o dia em que devíamos de partir. 

passava da* 8 hora* da noite, quando se sentiu grande 
gritaria e assobiada eo acampamento do» Bângolos. M andámos 
Augusto Jayme indagar o que era, e fomos informados que a 
MuAri de Xa MiatUamh 

acampamento sosinhu. no intuito de cortar as cordas com que 

o rapazito que a diligencia trouxera da povoação 

atumbelai, clamando que elle* nào foram mandado» para 

amarrar aqucllc seu parente, uma criança que nJo precisava 

de estar nas cordas. i)« Bangala» gritavam que o que tbe valia 

<:r ella Mttiíri do Muat iánvua, porque mesmo que fosse 

i liavia de ir para o logar em que estava a criança, 

para nào »er ativ. 

E occasiio de apresentarmos a Muúri. Kra de altura rega- 
lar e bastante robusta e nutrida. Davamos-lbe a edade entre 
i e 40 annos sem a preténçao de acertar, porque é muito 
1 caleakuf a edade dVsta gente. De uma apparencia bas- 
tante pesada era com tudo muito desembaraçada. Mulher de 
geniu ousado e muito talladora era por vexe* irr vía- 

mos que iiella »e verificava o proloquio : — .Se qneres ronhocer 
lio mette-Ihe a vara na mio. Orgulhosa, enfatuada, de 
modo* descomedido* e mesmo insolentes, achondo-oe inves- 
tida agora da funcçòes auetori farias, olhava para todos com 
uma certa soberbia. Nào possuindo nqtiella elevaçlo de senti- 
mentos que encontramos mais tarde entre as filhas de Mua- 
tiânrua e meamo entre algumas mulheres de potentados Mua- 
tas, revelara ella nas mais pequenos questões quer (aliando 
desabridamente quer gesticulando, as baixa» tendendo* da sua 
t vexes collocou em diflteuldades t i|iauheiro 

que por cila se deixara dominar, como • , por recoahe- 

eimei rutid&o. Porém, so auto sentimento ata louvável 

nello como homem de família, o i Mu» 

tianvoa, um dos seus grandes males, na apreciação dos «, 
rodeavam. 



WU 



EZFIDIOSO poRTi-ntKZA ao ih-atiXxvua 



:garam mesmo a «creditar que aquelU mulher no exilio 
virara por feiticcria o coração de Nu Madiamba, que a 
conheceram como bom Suana Mulopo de Mutcba, fundando 
nelle toda* as esperança» de terem um bom Muatifinvua. Iam 
rendo |n.rvm ijm tila anatava todas m molberei da aagaada 
(residência particular), e nao ligava importância aos represen- 
tantes dos quilolo», paru só comer o» milambo* com Xa Madiara- 
ba, e d'«hi proveio uin.i ml ou f|unl indisposição que princi- 
piou logo a manifoBtar-se em viagem. 

A gravura que apresentámos é copia de uma photographia 
obtida nove mezos depois de convivência com ella, o entlo 
tr.ij.iva a Muári ura grande panno que lhe demos de boa chita 
guarnecido de pequenos follio» de zuarte azul ferrete, tendo 
á cintura uma larga faxa vermelha orlada de galCies dourados. 

Com presumpções de que nâo era mulher que estivesse no 
caso de ter rivaes, enfeitava-sc porém de modo a chamar a 
attençâo, e a cabeça, pescoço e seio, eram verdadeiros mostra- 
dores destinados á exposição das variadas missangas e conta- 
ria* de que fazia deposito a que muito apreciava. No» braços e 
pernas trazia também argolas de diversos UMfM 

Quando no Cassasaa appareceu o cacuata Muluanda que já 
• oiilicccmos como Calais, aprcsentim u X.n Madiaraba uma 
rapariga de quo falíamos, por nome Cabuizu filha de Mucne 
e de Mulunda da fnmiliu dos cozinheiros da casa do Miu- 
ti:uivii.i. I'i>i este, (o Mulunda) nomeado Muári Muixi (chefe 
da cozinha) do Muatiânvua em viagem, e a rapariga Cabuiza 
amilombe (dama) da Muári. 

D'e«-*a data em deante a Muári descançou d squelle* traba- 
lhos tao lembrados por Xa Madiamba no exilio, e passou a dar 
ordens e a intremetter-se, no que fazia bem mal, nos negócios 
do governo a que tinlia de attender o seu companheiro. 

A Muári, que como diziam os Bângalas era na verdade atre- 
vida e que nlo se calava embora lhe nao dessem razão, recal- 
citrou e dirigiu-lhes palavras fortes e feia», e eomo (DD 'I 
mais ousado se quizease oppòr ao corte das cordas, dizem!» 
que as preza» feitas dormiam, como era costume, na habitação 



DE8CRIPÇA0 DA VIAGEM 



M5 



M fazia e que o» chefe* da» diligencia» no dia se- 
guinte é que as entregavam a quem U mandara, :i Miiári 
chamou o cozinheiro em »eu auxilio e uns puehando pura um 

<• outro» paru ■■ nutro oonteguin i ituári cortar m cordas 
ferindo na contenda um R&ngalu, e retirou com a crianva. 

ijue fez ell;i ! Bangoc do oorpo de uni B&ngalal Ghrende 
leegraea ia succedtr, ' espantado do< '.erra 

jue ouvia coutar o suecedido. 

A rociferaçlo entre m Kingalaa recrndccoea, e auecedo* 
rani-se a* ameaços: — durmam hoje os Lundas, que amanha os 
lalaremos a todos, e outra* do igual j.-i- 

Pouco depoii Xa Bfateba andava do ma para outro lado, 

r» entrando ora saindo da residem il de Xa Madiamba; a 

[uári já por este tinha sido reprchendida pelfl "''ti BUM pn> 

sedimento, e alguns Bungulas mui* atrevido» quando no restabe- 

i um pouco o silencio aproveitavam ©s»es BD para 

jogarem indirectas ano l,wn<l alguma las. ao 

;irio Xa Madiamba: — Se vae tomar conta do Bifado i 

i.cio para que a sua Muári pague este crime, lembro- so que 

tem troo irmã» tio (,'uaiigo que podem passar alguns trabalhos 

»r catua d'ella. 

Pedia-nos o doente Bezerra para aconselhar Xa Madiamba 
a que uccomuiodaaae de ajgnSM maneira o» BAngala», p< 
ee este* dormissem com a raiva, na madrugada seguinte nin- 
guém o« podia conter; que vivera muito temp» 
Caasanje e por experiência sabia o que havia g esperar w tal 
anoeedeaae. 

Respondemos que ale ttiamo» onde nSo eramoa cha- 

mado» ; e que nln queríamos que nem uns nem outro» se per- 
»uadis*em que tínhamos receio daa suas bulhas, elle > 
amigo de Xa Madiamba podia aconselha-lo como entendesse, 
mas de fn • o noaao nome no que lhe qui- 

sesse di/ 

Algum tempo deporá de reatahelecido o socego, estando a 
escrever ao Diário ou vi num um pregoeiro bangala lançando o 
seguinti- preglo: — Quem governa aqui é o MuatiAnvua, fui 



ellc que ordenou a diligencia que fumos fazer, nós vamos 
irniiipanha-Io cora seu irmão Xa Muteba, noeao amo; é elle 
quem nos lia de dar de comer na viagem, mal daquellc que 
no caminho fizer desordens com a sua gente. Todos - 
amigos, cada um .In nua com o aeu coração sooegadn. 

Assim tennii n turbulência nesse dia, mas no imim ■■ 

logo do manha deram-sc outros casos que noa desaaaocegaram 
o espirito, produxindo-nos uma excitação nervosa e febril ter- 
minando com a costumada enxaqueca que nos prostrou. A força 
do vontade suppria porém nestas occaaiSes tudo o maia que 

i.dtuva, para arcar com u» eontnuriedadi ••< > 
com grande rapidez surgiam umas após outras. 

Os carregadores de Malanje chegavam do Caianvo 
cura de DiAQtimentot, declarando <pi<- n.i povoação d'e*te c na* 
das imnicdiaçòcs nada encontravam, o que confirmava as noti- 
cias que já tinlianiOH, nao sendo portanto por causa da fa: 
de lei que mio obtinham mantimentos, como allcgnvam oe 
Songos. 

O sub-clul.' partieipava-no* que oa Lundus nio queriam 
proseguir na viagem tem chegar o sou Muatiftnvuu, a qa« m 
Bângalas iam seguir, e insistia por ordens para arai 
a sua M0{ 

Ao mesmo tempo quí liamos esta participação estavnn 
gressando oa Lundaa por causa da questão de Catumbelni ; os 

Bunguloa ainda nlo tinham usam idn cmii M oargai q 

d'aquella secção, e Xa Muteba com a sua principal comitiva 
ainda nào tinha sido despachado por Xa Madiamba; o» 
gos a pouco e pouco vinham também - procura de mant a 
tu: i mie linda D I i podiamo d por it cai n gadi rei para o 
transporte dos dois doentes. 

Cl minava o aub-chefe perguntando se <i ajudante podia « 
guir com os novos carregadores? 

O Muatiftnvua tinha já três questSen a resolver n'aqucll. 
manha. Uma de Angunza tluquioji, que esperava ordens na 
povoaçilo do Cassassa; outra a de uma comitiva de Bflngalaa 
que tinha tido pendências com o Oalala que acampara ■ 



DESCBIPÇÃO DA TUGEM 



;,:;? 



II otitru margem do Cuilo; e a terceira a <lo Oa- 
tumbelai, para o que olle fizera chamar os Lundus que faziam 
parte da secção do xub-chefe. 

Si', lurde, •• muito turdi-, |.>odíatnoa fallur <• combinar qiuil- 
■!'"•!• cousa com Xa Madiamba; por íbbo mandámos dar de 

lur i-IllqUJilitii ri'.-|Mi]idi:iliins :i" sub rhele: (>»•■ 

nom -lli n-iii o ajudante podiam avançar e muit- moa am- 
bos a um tempo, poia olo deeconheclani çtw noa faltavam car- 
regadores paru 01 transportes •• • 1 » - modo algum • 1< vi :iinoa de ir 
<ndo cargas espalhadas polo transito: que ainda «"mnosco 
•tavam cargas e doentes que era precito transportar, e que 
km disto alo podtMttM eOBtar emn <n l.imil:i< • tu. [ii.irito 
Xa Madiambu tivesse de resolver pendências leva pelos 

alas perto delle. Fin.il 1 11 . mu nossos carre- 

gadores antigo.» como oa moih-rnos, de uma e de outra secção, 
estavam passando pela nossa frente em prooma de manti- 
mentos. 

Em todo o caso sncMecentnvamda, m o ajudante, .pio devi» 
estar na margem direita do Cuilo, nào encontrara .hni.uiii.i.i.-.- 

em seguir, qn- ITapgaWfl. Bmbora tivMM de deixar algumas 
SAIgOS no Caianvo OOC jnJgaaae |>odi-r .lisponoar, aguará. 
elle sub-chefe o resultado da entrevista gas b aviamos de ter 
com Xa Madiamba, que ainda olo D OS Bi l Sado calcular quan- 
:■ logar 11 dia. 

bavamos do escrever quando nos participaram que o 
Miiutiâuviia estará dando rnidi. Bãngalus que vieram 

apresentar U RUM qOOÍXBS, t OOBW tínhamos int. resse OJBfi Bati 
audiência terminasse para fallarmos com slk I0DN OOC maia 
noa importava, tomos para onde estava Xa líadiambo» 

Bram dois rapazes os queixosos o faziam parte d* comitiva 
de Mona Saindo, que se dizia súbdito da ifnena Puto. 

A queixa era que o ' 'ulula lhes prendera seis pessoas na 
occasião em que a comitiva ia a pa**ar •> rio, A 
tilo entregava sem ordem do Muutiãnvaa. Os queixosos 
ponham que a.pi.-llas prisões se efTectuaram por conselhos dos 
QuimbarvH que i-iuvimi na companhia do < 'alala. 



m 



KXPEDIÇXO PORTCOfEZA AO aTlTATIÀ- 



Xa Madiamha respondeu que nâo eram Quimbares m que 
cstAvam coro o Calais c sim filho* do mu amigo 
que vieram visiur ■< íCaatUorna, <■ que fftm elk quem ■ ■ 
nara se fizesse nquell» prata no» tilho* do Suitida, pois deviam 
de lembrar-sc como se portaram e o qufl disseram quando foram 
para a* terras da Lunda- ram caso de mim, KM 

contou elle, nem sequer quizerain dar-me um pouco de tabaco 
c de sal que lhes mandei pedir, sabendo qu- sfosVOmba 

já me haviam chamado para eu tomar o governo do Gatado 
M Dexteaeía. Silo mau» parente* que disseram ser eu na 
desgraçado filho de Muatiânvua que comia bichos e que nlo 

ligaram importância. Agora já furam á Mussuml>. 
sal«-r quem <• o verdadeiro senhor de todas estas terras, se sou 
eu ou a criança que bi se introdusiu e tem estado a COSE 
que me perlei i 

— Quero ter ainda generoso, porque nem Cas- 

sanjes e tenho com ellfis, além do parentesco dos meus a\ 
de minha» Símil <i»e I" vivem, e por isso nlo faço o que devia 
Bra mandar basear toda u gente da Lunda que vae na 
comitiva o de que somente a mim pertence dispor. 

Como a audiência tivesse de suspender-se por causa d 
chuva, ndt >• Na Mutcbn aproveitámos n interrupção para 
abrandarmos Xa Madiamba e dispôrmo-lo a dar liberdad- 
preaoi B deixai vi-Itar ou llilngubia »em lhes exi ; 
emolumentos pela resolução da pendência. 

Alcançámos nJo tudo o que queríamos, mas ainda M 
desse a libeniade aos prisioneiros na manha seguinte, a q 
ficou de mandar chamar, mas foi sempre dizendo que em troca 
os queixosos lhe haviam de dar uma rapariga nova que tivesse 
os peitos abem arrumados em pé» : exigência esta que nos foi 
rir bastante, c cuja satisfação dependia de haver na comitiva 
uma iiyropha nessa» condições. 

Ainda d'aata exigência o dissuadimos & noil iam DD 

custo. 

< 'liaiuaudo OS dois homens, Xa Madiamha cingiu-se a 
lhes conselhos para o futuro, e terminou por lhes uant-r 



DE8CRIPÇAO da viagem 



'.:;•;< 



que vindo os prisioneiro» os mandaria chamar c lhes havia do 
mostrar que tile nlo lhes queria mal, e sim fcsjer-lli 
cor a sua falta, que merecia um hum castigo. 

Então os Bângalas disseram ao interpreto que enluvam agra- 
lo» a Muetie Puto, e que só agora sabiam que os rapazes 
a quem chamaram Quimbarc» eram filho» do Angana Majolo, 
do quem os Cassanjes apregoavam a boa fama. 

O Caasasan apresentou depois o seu sobrinho Angunza Mu- 
quínji, que nos já conhecemos; trazia seis rapazes que vinha 
apresentar ao Muatiânvua para o acompanharem, dizendo nlo 
poder dispor de mais gente como desejava por ser preciso 
aproveitar o tampo paru as lavras. 

Muquinji acompanhava o seu discurso do movimentos alt«T- 
nados dos braços, esfregando ora um ora outro acima do coto- 
velo com pitadas de pó branco que tirava de um embrulha 
que trouxera e collocára na sua frente sobre a pelle em quo se 
sentira coro a* pernas encruzadas, e sempre que Xa M adiam 
ba lhe faltava inclinava todo o corpo para a direita e jiara a 
• rda até tocar com a cabeça no chio ficando com a cara 
virada para cima. 

Em seguida fez depor adeante ilo Muatiânvua doas cargas 
de bombos, uma perna de corça já «ecrã e dois cestos de 
amendoim fresco, o que eUe agradeceu indiferentemente com 
um simples — nitianiê — indo dois rapazes levar tudu a Muári 
•stava á porta da sua habitação, como lembrando que 
para casa é que deviam ir aquelles recursos alime: 
que nlo agradou muito aos rapazes, poli já contavam com eBet. 

I'ra doa rapazes de Muquinji diwe que corria a noticia de 
que Catumbelai (ora morto pelos mu por os querer faxer 
prender para irem cota o Muatiânvua, com o que este se mos- 
trou de novo muito pezaroso, mas em seguida foi dizendo 
que ia mandar sair uma diligencia para ver ae apanhavam 
esees individuo* que mataram o velho caenata, pais esnhora 
elle fosse mau homem e na grande ladrlo qoe sen pae enri- 
quecera, ellea tinham eoamettido um crime gr a s i se ta so sjee 
precisava de severo castigo. 



Como a conversa promettia durar, dissemos a Jayme qne 
prevenisse Xa Madiauih» que nós retirávamos porque nlo 
• li (avamos naquellas mentiras, e que se eUe ordenasse mais 

nu diligem ia que nao esperávamos mais temp<- 
« iamos já seguir viagem. 

Estávamos jantando quando nos appareceu o Mua 
e como ftllr nfio podesse c- a equito que o acom- 

panhava, arranjámos com um cobertor um compartimento onde 
estava livre das vistas de todos e ali : 
refeição, repartindo da quando em quando tua pouco do qna 
tinha no prato com os seus, passando somente a mao para fora 
do cobertor e dizendo o nome do individuo que qtn 
tcmplar, o qual agradecia fazendo apenas bulha com 
e dando em seguida estalidos com os dedos. 

Mostrou-se muito satisfeito, e .li**-' que vinha prevenir-noa 
que faliam na Audiência em ma r ama dil 

assustar os rapazes de Muquinji : que elle nada mais tinha 
fazer naquelle sitio. No dia seguinte 

•is aos Bungnla* e I rida DO outro dia esperando que 

as raparigas do Cassaasa pizassem bombi'is jwrn comer no 
caminho partindo lo^-o que n.i-. quiy.essemo- . 

Foi tal a satisfação que sentimos, que tendo apenas uma lata 
de nabos á mSo Ih'a lemos para elle comor á n> >• in- 

funde. Como m' [hi.Ic eali ular, isto deu logar a explic;: 
no seu cozinheiro sobre o modi irranjar, pois PV. 

dos petiscos que •> MuatiAnvua mais apreciara no nosso jantar. 

Aproveitamos depois u boa disposição em que o vi amo* e 

ao» seus — que muito apreciavam que desse s qualquer cousa 

a seu amo porque também d'ella participavam, sobre tudo 
trat.mdo-se de goloseima» qui lhe fossem de -conhecida* — e 
mos que tínhamos muito empenho que elle entregasse 
todos o» prezos a Suinda sem exigência alguma, porque 
da pertencia á povoação de um Ambanza que sempre se con- 
servara cm obediência a Mucm- 1'utn. '.iin- era bom que todo 
soubessem que o novo Muatiânvua tinha todas as attonç 
seu protector Muene Puto e isto fazuvlhe muito bem, 



DESCRIPÇaO DA VIAGEM 



541 



porque estimulava o* Hângalas a procurarem a na Ifnaeamba 

para negocio como a de um Muati&nvua amigo, e que estes 

■inflariam a passagem do Cuango aos Quimbare» e outro» 

negociante* que viessem das terras de Mueue Pato para as 

BOM. 

I^evantando-se para retirar, disso ao interprete — Faça saber 
ho meu amigo que Um desejo um somno socegado, e que me 
basta saber o empenho qm- u 111 que eu proceda como elle 
qner, para. acceitar o seu bom conselho. Que vá amanha pela 
manha ver-me e verá o que faço. 

Já de noite veio Xa Mutcba com os queixosos agradecer 
orne de todos os liangalas os conselhos que havíamos dado 
no Muatiilnvua e pedindo que acceitaasemos como lembrança 
unia perna de cabra que traziam. Como a intenção fosse boa, 
acecitámos a dadiva recebendo elles em troea também em «ig- 
ual de amisade — Xa Mutcba um boné de velludo guarnecido 
de g»18e» dourados, e cada um dos rapazes uma pequena caixa 
de uma peça de musica, que muito agradeceram. 

Como Xa Mutcba se despedisse contando na madrugada 
seguinte ter de avançar com o resto da sua gente, pura toda 
a comitiva seguir de v.-z até ã margem do Lucle, onde nos ia 
esperar, aproveitámos a occasiao para pedir-lhe que recom- 
mendasse da nossa parte a todos os Am batutas que vigiassem 
os seus rapazes para evitar conflicto* com os nossos carrega- 
dores que estavam para deante, e que quando algum dos seus 
tivesse queixas a faser noa procurasse, por que hariainos de 
attende-loa sempre que tivessem razão. 

Tranquillisou-nos Xa .Muteba a este respeito, garantindo-no* 
que por parte do* Bãngalas nunca teríamos motivo para des- 
gostos. Abraçamo-noH e elle em seguida retirou, indo nós de- 
pois escrever aos nossos collegas pedindo que mandassem oito 
homens para conducçfto de macas e doze carregadores para o 
resto das cargas. Ao sub-chefe dizíamos também que nos espe- 
rasse no dia 12, poi» acreditávamos, a nao ser por alguma 
cousa extraordinária, que se nao i liara por 

nó» determinado. 



X» Muteha que já conhecia os usos dos Muatianvuas n 
deu e bera, nio dever jwirtir wn que o* preso* fossem ta 
guos nos dois rapastes de Suinda, o no outro dia lu^o de madru- 
gada tunndou-nus pedir para que lembrássemos ao Muatiamn» 
que os despachasse como promettera na véspera, o que fixcaio» 
immcdiataincnto cm seguida «os cumprimentos do costume. 

Queria o homem ainda demorar a questão para maia tarde, 
c allegava que SuincU preoÍMYa de castigo. ;nter- 

rompemo-lo logo dizendo qne Mu Cassanjc fluetuavu na resi- 
a do jaga uma bandeira egual á que estava llnetuando 
deante d'ellc. Nilo podia a neaOM bandeira, que era a do Muene 
Kuto, estar pr nvos inimigos c por isso oh 

i- ti t regava sem mais conversas os presos ou então retiravaino» 
com uquella bandeira, que lhe haviaino» dado, para junto ii>- 
homens que estimassem MoODC Puto o lhe obedecessem. 

Respondeu muito senhor do si — Que andar do vagar, - 
l>r •» andar; que estava coutando eonn. M eoUMl M passa- 
ram desde o principio •• a* raxSea que havia para castigar 
Suinda, mas nunca faltaria ao que nos promettera, aaliendi» 
-|u.' |,t- ■!■ :-i..t IM - aqui lie Imbanza, i ma» iiaUmente —y*" 
chamar os prisioneiros que entregou a Xa Mutoba. 

Oa Bângalas mostraram-se-nos muito reconhecidos e D&» 
Hzemo«-Ihe reoonanendnçfies para que nao focihauan os por- 
tos do Cuango aos negociantes que desejassem passar de um 
para o outro lado do rio com as suas comitivas, o que fixossem 
saber nas sua» t.-rra» que ao contrario do que espalharam 
alguns homens mal intencionados, nós nao tínhamos vindo 
;i MusMiuiba para Imstilisar aos Bângalas, uera tio pouco oi 

qooriaauM oonturfau! nos •mu negócios. 

O resto do dia foi empregado em preparativos de partida, 
c no- dia II seguiam todas as cargas mesmo as que eram de 
objectos do nosso uso que podíamos dispensar. Nesse dia escre- 
vemos bastante, porém ú noite uns portadores chegado* do 
Caianvo vieram pi-rturbar o sooego com que estávamos ulti- 
mando os nossos trabalhos, por causa do alvoroço em que pu- 
zeram o Muatiànvua, a sua Muári e todaa as pessoas que 




costumaram acompanha-los atí ae recolherem, c que riorara 
procurar-noa para lhe fallaruio* immediataiuente. 

I o caso— o ( -aluía participava que o ajudante e oa 

haviam passado o rio Cuilo, e que se prepararam 
para .seguir viagem de madrugada na dirttCjlo no Auguro, nao 
passando j.i-io Caungula< 

Imprevidência fora descobri r-se o que estava planeado, pois 
o resultado era de esperar. Os Lundus atemoris«aram-ae, e o 
Mnntifitivuii [íiulia a nossa protecção 6 que o ajudante nao 
partisse, pois iria prejudicar a sua causa. 

Ad nuilli.ron eram as peores 11.1 hiniui im inquietas, 

gritando nna. o tanhor oapitlo ara muito rapai] podia partir a 
deixar todos ali e por isso aconselhavam o Muatiunvua a mar- 
char já uaquella mesma hora para Caianvo. 

havia romodio Mn&Q tranquilliss-los, a»»egurando-Ihe 

que tal noticia nSo era mais que o resultado de uma conversa 

de carregadores com o seu Calala por o Muatiunvua se estar 

lorando e todoe estarem padecendo fome. 

<^uo bom via o Muatiânvuu a os quo o acompanhavam que 

as disposições e aocego em que estávamos eram siguaon 

tes de ijiii- • operávamos por oe ooaaoi doentea a por ellc; 

se o ajudante tinha passado o rio, fizera-o, porque havíamos 

inado marchar ellc na frente para o Oaungula com o neii 

la. 

Xa Kadiamba agradeceu o que lha era communicado, porém 
nem elle nem os seus ficaram completamente sooegados, pois 
alada Bmimi considerações sobre o mal que podia advir. 

Ponderavam qua O Muutianvua tinha pessoas de sua confiança 
junto «le Mucanza (Anguvo) no Cassai pura o informar de todas 
as oeooxxenoias que *e iam dando oa Mim.iumba, e na i 
dado d'cstas é que progredia por nao querer de forma alguma 
que se derramasse sangue por sua causa; que se o Mucanza 
visse lá o ajudante «em noticias do Muatiunvua, pensaria 
Muene Puto 11X0 fazia caso d'elle nem lhe ligara importa 
alguma, e isto iria altar» em parte os accordos u que chegaram 
os quilolos na Mussumba e passaria ello por um impostor, pois 



M i 



EXPEDIÇÃO PORTCGUEZA AO KTUTllV 



já havia feito saber a Mucanza que estava esporando por nós 
para avançar. 

Em >ii de tantos receios procurámos socegal-os, faz 
dil aqu<-lla hora um torreio dizendo ao ajudante 
aguardasse onde estava a nossa chegada ao Caianvo, e logo 
«jik- portador M ]«>/ a caminho o» Lundae, os BAngalas e os 
nossos entenderam derer demoustrar a sua alegria bailando c 
cantando durante t<»i.i • noite. 












■■U ■» r»muL4 



Fechámos o nosso Diário com estas liuhus: • — Decidida- 
mente nada se pode ordenar mesmo em segredo que se nao 
saiba pouco depois; •• aqui estatuo» desticadot a ai 
Madiamba, cuja estua, ao parecer bem figurada, cremos l 
. ia 'pie nos ha do dar ainda muito trabalho durante a viagem». 

íamos para a cama quando um rapaz de Xa Madiamba 
nos veio dizer que o Muatiânvua pedia ao seu amigo para ir 
conversar um pomo <■< com X;i ofntettt. qiM addiara 

a sua partida para o dia seguinte. 



DESCBIPÇZO DA VIAGEM 



MB 



O Muatiânvua combinara com Muteba partirem os BAngalas 
de madrugada para o Caianvo e também aa mulheres da comitiva 
d'elle, mas nío queria que isto se fizesse sem nos consultar. 

Como clle affirmasso que nós partíamos no dia iminediato, 
respondemos sem hesitações que era muito boa aquella deli- 
beração c que pela nossa parte disporiamos tudo de modo a nao 
ser ella transtornada. 

No dia 11 de madrugada tocaram oa gomas (espécie do 
tambores) a alvorada no acampamento dos Bílngalas, e come- 
çou logo o movimento de levantar para viagem, que entro 
elles ó feito com muita gritaria e assobios ; e pouco depois um 
silencio repentino mostrou que todos < do. 

Acreditámos que o receio que tiveram os Lundas de que 
parte da nossa Kxpediçâo avançasse fura o que impelliti Xa 
Madiambu a deliberar quo partisse o resto da gente de Xa 
Muteba que ainda ficara. 

Tendo chegado do Caianvo vários carregadores para o trans- 
porte dos doentes, os que destinámos pura Bezerra trataram 
de construir uma padiola com varas delgadas e fibras vege- 
tacs forrando o taboleiro de esteiras. Couseguiu-se com algum 
trabalho passar o doente da tarimba para a padiola que sobro 
os hombros de quatro homens lá seguiu, caminhando a compa- 
nheira ao lado d'elle com agua, tabaco, remédios e outras cou- 
sas que' formavam uma pequena carga do que no caminho 
poderia ser mais preciso. 

Seguiu também o outro doente e toda a nossa bagagem, 
ficando nós apenas com o que nos era absolutamente necessá- 
rio, o quatro homens além do cozinheiro e do creado António. 

Também mandámos Augusto Jayme para o ucainpainent< 
sub-chefe, porquo o ajudante nos participara ter havido um 
. niiilicto entre Gamboa, carregador que pertencia aos do seu 
grupo c alguns B&ngalas em quo interviera Xa Muteba pres- 
tando-nos bom serviço. 

Gamboa era rapar, turbulento c capaz do desinquietar os 
seus, por isso lembrou-nos ser conveniente a presença de 
Jayme para quo se nao repetisse alguma acena desagradável. 



646 



EXPEDIÇXO POBTUQUEZA AO MUATllXYUA 



Quando jantávamos annunciorara-nos a visita do Muatiàn- 
vua, que nn forma do costume vinha Acompanhado do antigo 
Muznmbo quo passara a sor Ampui-di, chefe dos seus domés- 
ticos e 3Iu:iri Muixi, o do novo Muxumbo. 

Este como o Ampuedi tinham o mesmo nome do Iam 
para nlo haver confusão tratando-se do novo dignatorio, ao sen 
nome juntaram-lhe o de sua mie, era pois Iauvo-á-Uane. 
Este homem viera de Caseanjc com a comitiva de Xa Mo* 

teba para negociar nas 
terras da Lunda. Vivia 
ha annos na ambanxa 

d'aq'i Ih i una prima 

ili \ .1 Madiamba 
tinha acompanhado n 
lher de Xa Mut.-ba e j* 
d'ella tinha quatro filhos. 
Pertencia oito A povoaç&o 
do grande Canapumba da 
Muagumba, mas em 
queno venderam-no 
escravo e do mio em 
fora parar ao serviço do 
negociante Carneiro em 
Quimbundo. 

Sendo rapaz experto 

aprendera com os Aniba* 

quistos ao serviço de 

a preparar o 




bada 

!& I 

, nlo 



UlTOlíOl 



Carneiro o ofticio de ferreiro, a coser pannos, 
tubaco c ainda a tecer as tangas de algodão. 

Era alem d'isso bom caçador e sabia, como ellea dizem, bater 
todas as línguas dos diversos povos do Muatiânvua incluindo 
chilangne o cassanje, e tombem conhecia alguns dialectos de 
ambundo. Era portanto um Lunda de muito préstimo para as 
comitivas de commercio dos Rângolae. Carneiro gostava muito 
d'clle e dera-lhe a carta de alforria e credito de fazendas para 
negocio. Troiisformara-o de escravo em freguês da sua casa. 



DÍSCBTPÇlO DA VIAGEM 647 

Xa Mnteba era um antigo freguez de Carneiro, conhecia 
Ianvo e a soa família, e sabendo as vantagens qne lhe propor- 
cionara o sen antigo senhor, offereceu-lhe a prima de sua mu- 
lher que lhe servia de aia, para viver com elle e com a appro- 
vaç£o de Carneiro fora Ianvo eatabelecer-se na ambanza de 
Xa Muteba, continuando a servir a casa de Carneiro como 
se fosse um pombeiro mas dentro da província de Angola, 
nos concelhos de Malanje, Pungo Andongo, Dondo, e fora 
mesmo uma vez a Loanda. 

Forte e grosso, bem proporcionado, de feiçSes regulares, 
olhos vivos, cabeça bem formada e bem disposta em relação 
aos hombros ; activo, discorrendo com acerto, sempre prompto 
para se tornar prestavel e tendo o dom de imitar com facili- 
dade nos modos, linguagem e nos costumes, os typos mais 
característicos dos diversos povos com quem tratara, foram 
estes os predicados mais importantes que concorreram para 
nos tornar svmpathico e agradável este homem, com quem 
convivemos até ao dia em que deixámos o continente africano 
para regressar á Europa, salvo uma interrupção de oito mezes 
durante os quaes estivemos além do Cassai. Havendo-se propa- 
lado boatos, que havíamos morrido de inanição, que nos tinham 
assassinado e ainda que os Luenas ou Lassas nos levaram 
prezo para as suas terras, fomos encontrar em Mataba Ianvo- 
á-Uane que por ordem de Xa Madiamba seguira disfarçado 
para o interior em nossa procura. Expozera-se por nossa causa 
e com muita dedicação; e em Mataba prestou-nos serviços 
importantes. Factos são estes que registámos gostosamente, e 
que nos levaram a provar-lhe o nosso reconhecimento logo 
que com elle e com outros regressámos a Malanje. 

Este homem aparentado com Xa Madiamba era-lhe muito 
affeiçoado, e nas suas viagens havendo descoberto o logar do seu 
exilio, procurava-o a meudo para lhe levar alguma lembrança. 

Quando Xa Muteba sairá do Cuango para a excursão que 
ia emprehender, já ali se sabia que Xa Madiamba fora cha- 
mado pelos quilolos para ir tomar posse do elevado cargo para 
que fora eleito, e Ianvo avisado por Xa Muteba que ia passar 



548 



EXPEDIÇIO P0RT0QUE2A AO MUATllSTCA 



pela terra onde estava o novo MuatiAnvua, encorporou-tc na 
comitiva porque oomo Lunda e como parente queria apresen- 
tar-se ao seu serviço. 

Xa Madiumba recebeu-o muito bem, e para o ter sempre 
junto do si dora-lhe o cargo de Muzumbo, até que vagasse na 
MusBumba o de Conapumba em que o queria collocar. 

Kra este um dos casos que exemplificava o que dissemos 
com respeito á escravidão nas tribus da região central que 
conhecemos. Este homem fora vendido em criança, não na 
qualidade de escravo porque o nlo cru, mas pelas necessidades 
dos quo d'elle dispunham para uma transacção. Passara, é 
verdade, como moeda de mão em mão, mas o negociante por- 
tngOM i mirim (Mii.uiicipimdo-o, reconheceu quo nesse acto 
adquiria um amigo, porque apressava o momento de o tornar 
independente, pois liberdade disfruetava elle na sua compa- 
nhia, andando no giro dos «eus negócios por terras muito dis- 
tantes de sua casa. 

A Mussumba, ás terras banhadas pelo Cassai e mesmo 1 1 
habitavam o» seus parentes, a todas fora ello negociar, umas 
vozes encorporado em comitivas outras como director de com- 
panhas e por ultimo com o novo Muati&nvua, como qualquer 
<juilolo de maior grandeza, tendo voto no seu conselho. 

Nestas circumstaucias vé-sc que não ó isto a que na EhUBM 
se dá o nomo de escravidão. 

Neste dia Xa Madiambu calculando que estávamos 
quiz repartir comnosco uma cabaça de malufo que recebera, 
e nós correspondemos á fineza addicionando no conteúdo da 
sua caneca um cálice de cogiuic. Mechendo o liquido com 
colher até fazer escuma, bebeu o achou exccllente dizendo 
<pie assim 6 quo devia ser todo o malufo dos suas terras. 

Extrunhondo-lhe que elle tivesse feito seguir de manhã 
parto de sua gente na comitiva do Xa Mutoba, perguntou-nos 
ho Mucnc Puto quando fazia uma viagem não mandava adeante 
os seus servos para arranjarem o acampamento em que i 
dormir, e os seus soldado» e quilolos para garantir a segu- 
rança dos caminhos por ondo devia de transitar. 



DESOUPÇlO DA VIAOOC 



Asaim erm mais ou menos, o feitas «a nossas explicações 
mostrando-Ihes o luxo e prevenções de Um» cortejos, elle nlo 
deu provas de que o impressionassem cssasdifforcnça* de gran- 
deza que se dlo ainda hoje nos diversos estados civilisados e 
disse-nos muito naturalmente — Nós somos pessoa» grandes, 
Mucne Puto é Muatiânvua, Muati&nvua è Muone Puto, por isso 
devemos ter quem nos espere de véspera, nos logares em que 
determinámos acampar. 

: nesta occasiáo que o Muzumbo nos disse, o que já tinha- 
mos ouvido em tempo, que o nosso amigo MuatiAnvua pelo ha- 
bito em que estava de tratar por Mueno Puto os filhos de 
Angola que dirigiam caravanas de commerci» ás terras da 
Lundu, suppunha que nós éramos da sua côr c estava muito 
satisfeito contando que em viagem podíamos dormir juntos na 
mesma cubata para conversarmos á nossa vontade livres do 
importunos, e que nu Mussumbu nos queria casar com uma 
filha de MuatiAnvua nova, para haver parentes de filhos do 
Mucne Pato no seu Estado. 

Respondemos cmquanto á primeira parte que pouco impur- 
tava a côr se queria satisfeito o seu desejo de termos a mes- 
ma cubata, mas que impunhamos a condição d'cllc se guiar 
pelos nossos conselhos; com respeito á segunda, que nao o 
podiamos satisfazer por que já contávamos muitos annos paru 
casar e muito principalmente com raparigas. 

Disse então o homem que uma pessoa branca do < Jm, ; > 
tem outros costumes, e por isso já ficava satisfeito ficando as 
nossas cubatas próximas para nos avistarmos durante o dia 
quando nlo estivessemos oceupudos ; porém que não se confor- 
mava com a nossa desculpa paru nao acceitanuos o casamento 
que nos queria fazer, c rindo-se dirigiu-nos a seguinte ama- 
bilidade — O meu amigo nao é velho; muin relha sou eu e 
estando ao pé de uma rapariga nova, bonita e bem feita ainda 
provo que um rapaz nlo vale mais do que eu. 

Neste sentido discorreu -s« com geral satisfação dos circum- 
■tuntes, que muito gostaram de !:>ll u > u rajwiriga* e de verem 
o seu Muatiânvua em boas disposições para o cavaco. 




V lanem par» o Caunralai O Interprete tem 4e m> trantiortadu em padiola. Ceriurabti 
a que M rabroecteo Maatllnrua intra de minerar aio» i-roade e enleia -lo •«■ aeqolto 
em Mnbi. NtM Ultn: A primata »f(« |J>u t n« fuil.. . »l.., ,\i,l.. 
aio velta ao Caaaaaaa e vt-ni aroinpAnlia<l<i do |imaV>aobrlaaa do X» Madlamha, -joe 
alo traarla acruir na comitiva t-nu qu«' La* foaiein aatlal-lioa "• pnvaajBS do rasco 4e 
8uana MaSope para que fel Interinamente nomeado. Xa ««.liamba iinlforralaado o *ae- 
Uno» pela primeira «*a ralca* recebe em audiência o» euheraa dai poroaeAre ■ na 
auabaaata* (brere Ar eoraltlvea benraJaii Exlrenclea da UibMea a a nona Inter- 
eenlrarUad» a< i Oe qatleioi reepondem em »ct de Vuaúluva» aoi noaaua qn«ail..n« 
Ho», • que aoe roatraria a laora eera que dTeeo •proYeUein»» Preja ia-a de terça «eira. 
A expedição paaaa e rte Caflo DnaV " Madre da raarraaeea terreno eacbareado ; A 
•oaoa. Keerran iaac to dai (arca* t o noaaa lllaerar lo ; p i « m i t ra, o X • Maalaniba «I ■*) • 
«omnoiro e rerebr de prea m ar nm rernlrer, eaa aletria e modo de irraderer. ll»<or . 
daç-'" d" K'-)rt,rore Orara. !Vere*alda4e da rowlrelr 'enfadai para paaaatrera 4» rio 
Laanrue. lt» nn aaeil r a ri ito 4e raialaboe atravec «ma floraata. Marrha para CefoaeUjiira. 
VUlta que aoa lar. o MaalUavoa. Qaeliai doe aeeeoa carreradorea eoatra a Muaatlniue. 
•faltara*», eaaaalxadofce aaa raea» d» laterlor ae eaeeetro da Xa Madlainba. A aaaaa 
■Irrtl extraea « fallranle para • ria LatkW a paeaaceui d'o>te riu. Adoece a aaa» 
• eaaer. raaaateta de ria Laole. Rreepraodo Muetleatuei tiroteio, embrlaruei e raabea. 
A erefie 4a •abrkeee deatle ae. Ot nceaoa rarrefadoree •nboraadoe pela rrnie do 
Maallaoraa IHmuiM oe maio. qaaet ft e» «eaa o Muatlanrna por cania dia danaoraa 
aa rucraa. reate remira Klaedr*. Kerapcln; daacai; feiticeiro.- Clamei de Xi Ma 
dlauaVa a Deaaa Internação. Qaareaaa aoiaai da expedição rio ao poito liallkreme 
AaVta traecar aa rareai. P n pa n t i iloa para a eatndi aa eapllal do Oaueruta — Raltea*. 
aaaaa capital I Embaixada do Caaarnla ; daaerdaai. Paaaaaaaa do rio Maneai, l^-rar 
«■.■■Hl para aa aeaapaaaeatae. Aadiaaciai oa eabdatu» ate ral da Coarai teta*»*: 
laarraeir» j apreaeaaaelo «a Caaanla. A liba 4e HatrW) «a aaaa aaaire. eeaa na ataa 
4a CaaaVolo ae CaeeaaJ* a eoca i eee» 4'eaate para «arfo* da furte Eia a ia aaa a m ai 
rareai petee geare* qaa aa araaeperlavaM. A p r i ecatateo a qaelxee aaa Mkdltoe de IM 
4e Ccaca | aatleiaa ala axp edtrae de ipaa ellae Aarraaa parte, rreaeala para e Caaarala. 
<> «— o MaatUaraa aeeotaa para ilj aatJBlraelo peeee erpalkee. A aaaaa rlarta ao 
CaaacaU; a eaa «jaJpaao | t iu pae» 4a era a lia | a a a ad a lra perlaaraeaa aWHaa aa qal- 
penara — A ercaoaa «alaieaa de Oalabr» ■ CoaalrareU 4a tataaaa l.aiHae Coraaire. 
InreetlKirJaa a prertAnaelai aobre ee raabee faUoe peiee Hoeejee a eatree \ aaaaaaataaaaa 
aaa rapara* de Ceap>; axpollafOea a* eoattlleai baacalai a a aaaaa laaarraacU. Aa- 
. Alarma da raiai» ai doa Qaatani aaa leme 4a Caaaarala. Kaaaelae falte, peai 
k | eaaae «ata «a ap u èaia doa ■■a« rln 4e aaaa liir n — Ma a>a»a,l» 




Lajelaao Cordato i Noticia» «obre a localidade. Ealacao • ««ima «•oalnajf&aa. Prajfa- 
rativoe para a la»up>rn<a.) d» Xauclo ao dl» II 4* outubro de IÍRJ. Ai aiaaaa dlticea- 

ela» par» ee rolobrar aio mudo coro Caunfnle ; o trata-lo. Iiauf ora-lo ; < ■na lo anfcl 

• 8. Ks.* o 8r. Mlnletro doa Jfofoaloa da Marinha * Ultramar a obra aa faataa d* aaan 
Carteio • d* todoa oa trabalhoa comprebrndldoa tu capital doa domínio* do Caancala — 
Varlua opleodloa: A noaaa luKtiu; lo para qna avançam «a couittlana da remia errln, 
a* raatllnem aa axpollacSe». Aa uaeacraeaetae d* H alo cumprir «ria rt*ar aa precallea 
4* ata l a ia , Oreode nabo lai «arre» da KxpaxIlcAo pelo* Baaajoe | yrarldaa icl aa. P ia m 
da approalmecAo doa Quloooa. Diligencie» fruatradea. Noticia» da aBvaraoa folaladta 
Oa noaaoa cooaatboa ao Muatianrnn a ao Caongnle — Novo» laddaalaa i Oa padldaa da 
Munam». Uma Balcão; atinnnanlaa; Julfamanto favorável. O caçoar» atam» Taade 
a aua mlaafto. Kacetoa doa Qnloooe a oa noaaoa cunaalhoa. Um paualo a* rto La&vaja 
a vlilu áa Uvraa do Caunffnla. A oorlinonia da lucaxura. O carregador Calco laauda 
pej um macaco; mia conioquoocla»- Preparativo» d« marcha daa aacçoee — Caaaa aua* 
panai fura daa muUtaraa da tumlUva do Couro. Unia outra laru feire pcejaalrlll 
Aa no.. a. oílccucUa a provldanolaa do MaatlU.ua a do Caanrala. Um laaiialaala 
: llautoi a audiência a a aoaaa Imvnancao a evitar a panada morto. Ifenballali 
doa yulikoa da Muilco; audiência», Como InAolnace aaa paaaa «atra Q nlocm • l .aal n 
do Uaunrola, Juramanloa • eoneldarecoe»— Mar.-h» 4aa aarcoae: Nova («ala> ata Caaara. 
.loar.na f»rlda por 1'aullno. $affnr a aarunda lorcac para o yulrapa a a <ltllaT*erle pare 
Malanjo. Noia comitiva do Uanjralaa. Oa noaaoa hoapadoa Qutnrurl a AaeTongn. IHfte- 
dorai da aorta; boaa lufonnaçoaa aobra Caaaanja. Darrota da coanltiva do Aanawaaaa, 
a n.»«> influencia para lho «altar mala «apollncoea. Um aerro que peelcndo maeto da 
«um para acompanhar aua mulher a como ao reaolve aata pendência — Oa aMaaoa dua 
do anua da 1SM i Oa aoaaoa praperallvoa de mareba a raaoloctee doa U»u«elea. NoUcUa 
daa cuerrae a laaU do Caaaal • «to Mauba. l>ocn(a da Mnarl ; adlvlabna , MUecdraei 
i noaaa luUrvençAo. A noaaa tlelu ao Caunpila; faata» doa oi t »Éaenn|aa 
Jncailiiraa. Aa noaaaa palaatraa c«tu Qulnffuil. A cheirada do Hui^aaU, a-baWJai eV* 
Mutauaa. lnlnrmacSsa. A morta do Muattiniu» Mnrtba confirmada. Cltaata • palita 
Mulnpo l.ubombo com aa auaa torcaa. Deepedlda» do Caunfula. 



554 



EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO WUTIÍNVUA 



todo o percurso foi sempre ein descida, nilo tomando em linha 
de conta pequenos ondulações, sendo a maior queda do terreno 
da sétima para a oitava jornada, em que baixámos de 1:080 
a 890 metros no peqpMno percurso de 11:800 metros. l)'aqui 
por deante podo dizer-so que o descida foi gradual, pois regis- 
tando nós '.)3:600 metros de marcha, passámos á altitude de 
822 metros, que era a da nossa Estação no Cuungulu. 

Contra mís, alútn de alguns incidentes e casos de força 
maior que se nilo podiam evitar, militava a circumstancia de 
termos de acompanhar o homem que os povos reconheciam 
como Muatianvna. Tivemos de passar os rios uns cm canoas, 
outros em péssimas •• .•in-iscadisaimas pontes e também riachos 
e linhas de agua a váu, c atravessamos terrenos oncharer- 
mesmo extensos pântanos devidos á chuva, que era coasl 
fazendo mesmo algumas marchas debaixo delia. 

Marchando nos primeiros três dias para o norte, atravessá- 
mos o rio Cuílo no porto do Caianvo, para irmos ao Ai 
tomar o rumo medio de N.-E. direitos ao Caungula. 

Foi no dia 12 que principiámos esta fastidiosa viagem, qoc 
começou logo pelas difliculdadea de passar o do< /.erra 

da taríinlia >;]n ipn- jazia, havia mais de vinte dias, para . 
diola que á pressa se construiu com os recursos da localidade; 
e fomos também retardados depois pelas longas cerimonias 
antes do tfuati&nvoa se pôr a caminho, toado vindo d« 
posito para lhes dar mais realce, uma força de Rangalas de 
Xa Muteba devidamente armados. 

<) Muziiinlio, desempenhando as funcçScs de Anganga i 
zinheiro), lavou os pés o mHos ao Muatianvna, o depois um 
eazalapdli apresentou-lhe om prato com pá irenaelao a um 
lado «• tuli:i. á falta de pcinba, ao outro. 

Elle então tomou entre os dedos da roSo direita uma pitada 
d.- tuba e riscou a testa da raiz do oabello até á ponta do na- 
riz e depois o peito do pescoço ao umbigo. Em seguida tomou 
pitadas de pó vermelho para fazer riscos doa cantos dos olhos 
para os lados c no peito de um e do outro lado no sentido das 
costellas cm tres pontos. Eraquanto fazia isto, toda a comitiva 



DBaCBPfXO DA VLAGBH 66t? 

em alas e prompta para marchar observava os seus movimen- 
to» em religioso silencio, e elle ia acompanhando esses movi- 
mentos pronunciando certas formnlas, o que se conhecia apenas 
pelo mecher dos beiços. Pelo que a physionomia denunciava, 
segando o dizer do nosso interprete, invocava os bons espí- 
ritos para ter orna jornada feliz. 

Acabada esta cerimonia sentou-se em um pequeno banco 
no topo das alas formadas pelas 'comitivas e pediu-nos para 
noa sentarmos a sen lado. Pouco depois sentiram-se os cantos 
de guerra dos Bàngalas que vinham avançando em passo gym- 
nastico direitos a nós, com as espingardas cruzadas á frente do 
peito. As alas recuaram abrindo praça e elles antes de entra- 
rem no recinto dispararam as armas para os lados e vieram 
então aos saltos, com as bocas das armas inclinada» para o chio, 
entoando louvores pela honra que lhes fora concedida de acom- 
panharem o Muatiânvua, expressando o desejo de que uma 
vez no poder elle se lembrasse que os Cassanjes eram seus 
parentes, e de que poria termo ás intrigas dos Lundas com 
elles para serem todos amigos e fazerem bons negócios. 

Em seguida agacharam-se todos para ouvirem o Muatiânvua 
que lhes disse : — Estou contente por terem vindo buscar-me ; 
vou marchar com o meu pae e amigo Muene Puto. A vós fica 
entregue a guarda das nossas vidas. Têem de defender Muene 
Puto e o Muatiânvua, se algum inimigo lhes vier no encontro. 
Avante. 

Os Bângalas agradeceram ao seu modo e partiram, seguindo- 
se a comitiva dos Lundas na ordem indicada pelo Muári muíxi 
(cosinheiro , que fazia de Chiota amestre de eerimoniasj. 

Seguiu a Muári com as amilomhe» faias;, e atraz esearran- 
chado sobre um quimangata o Xa Mu/liamba, que desejava 
fossemos na rede a seu lado, mas nós seguimos a jif> fazendo 
o nosso reconhecimento. Convinha-nos ir atras « a distancia, 
por que indo elle sobre os hombros de um homem, era uma 
boa mira para as nossas referencias. 

Marginámos sempre o rio Cuílo ate ao ('nianvo, tendo da 
passar três riachos seus afluentes entre florestas ijim noa fiz*- 



ÒW1 



EXPEDIÇÃO POBTUOUESA AO MTJATlAKVrA 



rara lembrar os emaranhados cipos cerrados da ilha da 5. Tka- 
mé. Os terrenos quo pisávamos estavam tio anela— ind— qas 
tivomos de acceitar o offerecimento de Ianvo-a-Uane de pas- 
sarmos sobre os seus bombros noa titios mais difcitm 

Xa Madiamba por vezes mareboa a pé, rindo asé para • 
nosso lado afim de irmos conversando com o auxilio doa âtnr- 
pretes. 

Logo que cbegámos ao loca] dos acamf 
Xa Muteba e outros Ambanzas a cumprimentar-oos, i 
Xa Madiamba estar muito satisfeito com a c omp— li is ant I 
fnziamoe. 

O doente Bezerra soflreu muito, principalmente catre o 
arvoredo. 

Considerando que lhe seria penoso p roe cg nir eecanasce, • 
tornando-se cada vez mais grave a doença do rapaa da esno- 
tiva de Manuel Ignacio, que parecia estar sofrendo de ama 
tuberculose pulmonar e de anemia profunda, e 
pouco podíamos contar com o serviço dos 50 
ramos estabelecer naquelle ponto um Posto que i 
— Guilherme Allen — ficando este a cargo do emprngad» Jost 
Faustino, acompanhado da família Bezerra, de um companha» 
de Manuel Ignacio, de Paulino e de Joanna e de anãs da* 
rapazes das risinhanças de Loanda e da dois s oH nd n s Toda* 
vigiariam os doente* e os volumes das cargas até que po d ai 
semos ir dispondo de gente em numera i 
buscar. 

Tomada esta deliberação tratámos de 
rações a todo o pessoal, determinando que no dia 11 èr as- 
dragada avançasse a secçlo do ajudante com o Calais d* 
Maatianvua, fazendo parte do pessoal da secção oa Landas 
de que este dispunha. 

Como nao fosae possível seguirem todas as cargas qwe «ala- 
vam sob a vigilância do ajudante na margem direita, ím ai • 
sub-chefe tomar nota das que ficavam, e em vista d*«ata nata* 
da que tomamos das cargas que estavam 
umas 50 que tinham de ficar esperando 



DKSCklPÇXc DÁ VIAGEM 



557 



Pretendíamos seguir no dia 15, pouco noa importando quo 
fosse torça feira, dia para nós aziago, o que já por maia de 
uma vez buvianios notado nesta nossa commissSo. 

Trabalhámos bastante dos dias 12 a 15 de madrugada com 
este intento. Logo no primeiro a pedido de Xa Madiamba 
mandamos o cabo António atrás ao Cassassa para convencer 
Mueno Tembue a vir juntar-se com o seu tio, pois á ultima 
hora recusára-se a acompanha-lo por esto lhe nlo ceder ama 
rapariga para o seu harém. 

Só no dia 14 de madrugada ó que o cabo conseguiu quasi 
que arrasta-lo a nossa presença, por que se mostrava renitente 
com o tio por se esquecer d'ellu logo <-m principio da viagem. 
Estava fazendo serviço de Suana Mulopo e queria ter os seus 
provento». A praxe era, que o Suana Mulopo levantava para 
a viagem com o Muatiânvua, depois d'este o ter presenteado 
com uma rapariga. 

So a nossa paciência demasiadamente provada é que nos 
ajudava a contemporisar com estas questiúnculas, no intuito de 
congraçar todos e de desfazer attrictos. 

d. mo dica tJTCWOB < ■ 1 - ■ ■ : ■ .- 1 ■ 1 ■ ■ li.in.-j.ii.inilo muito, ilcinov- 
lhes um pouco de cognac com agua, e lá fomos acompanhar o 
sobrinho á presença do tio conseguindo apazigua-los. Xa Ma- 
diamba deu a Muene Tembue um panno novo de lenços com 
que Ma Xutcba o havia presenteado na véspera, dizendo-lhe 
que assim fazia por nao ter ainda rapariga de que podesse 
dispor para satisfazer a praxe. 

Este procedimento deu logar a que depois o presenteásse- 
mos com um uniformo do funecionario civil — calça de galão 
de ouro e casaca com a gola, canhões e algibeiras bordadas 
também a ouro — para dle vestir, quando tivesse do receber 
as homenagens o cumprimentos dos chefes das povoações onde 
acampássemos, e no dia em que entrássemos no sitio onde 
residia o Caungula. 

Com esto uniforme demos-lho também o indispensável dia- 
peu armado e o espadim correspondente, BB bral carmesim 
agaloado a ouro c mais uns sapatos de trancinha nossos quo 



DKSCKlPÇlO DA VIAGEM 569 

•> Respondeu que naquellas terras quem governava era o sen 
píte Mnene Puto, e o que havíamos dito era uma ordem do 
Muatiânvua, podiam pois seguir os Cassanjes, e que fossem 
felizes na sua viagem. 

. O sub-chefo que estivera na margem direita registando as 
cargas, encontrou muitas d'ellas divididas em dois volumes, 
obra dos carregadores para se alliviarem do pezo, por isso en- 
contrava mais cargas do que carregadores, os quaes com licença 
do ajudante tinham ido a compras de mantimentos e ainda nSo 
tinham regressado. 

Era forçoso passar para a margem direita, mas naquelle dia, 
terça feira, como dissemos, não havia senSo a esperar cousas 
que nos contrariassem. Luctáramos nas vésperas para pôr em 
movimento os Lundas, chegámos mesmo na noite anterior a 
mottrar-nos enfastiados e zangados quando faltávamos com 
Xa Madiamba, por os indivíduos que o rodeavam nos respon- 
derem em seu logar. 

E de Buppôr que o nosso interprete lhe não dissesse metade 
do que vociferávamos contra elle e contra os seus, mas todos 
pelos nossos gestos comprehendiam perfeitamente que nâb 
Oitavamos nada satisfeitos. Procurou Xa Madiamba tranquil- 
lizar-nos, mostrando-nos ser aquelle um uso com que de ahi 
om deante e principalmente na Mussumba tinhamos de nos 
conformar, porque o não podia alterar; e acerescentou — 
Nunca deixam o Muatiânvua só, e mesmo quando vae passar 
algum tempo com as suas raparigas, fícam-no esperando fora 
da cerca um ou dois homens, quando não são os músicos to- 
cando nos seus instrumentos. 

— Rodeado sempre de gente, quando recebe alguma visita, 
um dos homens de mais consideração responde-lhes em con- 
formidade com o que está combinado entre os quilolos, ao 
que o Muatiânvua tera de se sujeitar. Muitas vezes este pode 
manifestar o seu interesse em proceder de um certo modo, 
mas se os quilolos entenderem o contrario, intrigam-no e pre- 
param as cousas de forma que se ha de fazer o que queiram 
e não aquillo que o Muatiânvua deseja. 



500 



■XPBHÇZO PORTUGCEÍA AO MUATIAWTA 



— Posso eu, disse elle por fim, responder ao meu amigo e 
protector uma cousa na boa intenção de a cumprir e os qui- 
tolos, ou o« que mo cercam em seu logar, decidirem depois o 
contrario, allegando ser para bem do Estado, e eu tenho de 
me subníetter, ficando no conceito do meu amigo com> 
mentiroso. Para ellcs porém o Muntiftnvuu nao tem mentira». 

— Isto alo costumes muito antigos que o interprete conhece, 
e devia de ter prevenido Muene Puto, poi» sempre que eu nao 
respondo ás visitas, 6 porque preciso saber o que so passa no 
coração dos quilolos. Estão as visitas muitas vezes demora- 
da* oito e mais diaa esperando um despacho, e a culpa nlo é 
do Muntiánvua que tem de as hospedar e de lhe dar do comer, 
mas dos quilolos que nao tem tomado uma deliberação. Se u 
Muati&nvua não souber comer bem (governar) o Estado com 
os seus quilolos, esta perdido; de tal modo o intrigam que 
pôde começar a contar os poucos dias que lho restam para 
viver. 

E na verdade com o tempo observámos que isto era assim, 
e que ao contrario do que se dizia existe no Estado do Mua- 
tiunvua um certo numero de preceitos que se respeitam, e se 
ha poderes absolutos que se attribucm ao chefe, ente só os 
exerce quando tem o voto o o apoio dos seus conselheiros. 

Nmh avisados destes hábitos tratámos dahi em deante de 
botar com os homens que o cercavam, e também de cate- 
chisar os principaes, para ganharmos uma tal ou qual ascen- 
dência nos deliberações que podessem influir de modo benéfico 
nos nossos trabalhos. 

Conseguíramos cmfim que se disposessem todos a seguir 
viagem naquella terça feira 15 do mez, porém foram exacta- 
mente os nossos carregadores que deram motivo a qu 
nao roalisaaso. Sendo indispensável — depois das gra 
cussSes que tivéramos para a partida — nào sermos nós a mos- 
trar que nlo estávamos para cila preparados, combinamos com 
o sub-chefe mandar as cargas de madrugada para a margeai 
direita do rio e irmos nós em seguida, e depois buscai 
pretexto qualquer para demora, o 60 este nào apparecosse, 



DE8CRIPÇÃO DA VIAOBH 



561 



apparentar que queríamos condescender mais um» vez com o 
Muatianvua acampando ali, para no dia seguinte marcharmos 
para o Andúa. 

Começara a fniiiii logo de madrugada. Já tinhamos dndo as 
nossas instrucçScs aos que ficavam c feito as nossas despedi- 
das ao doente Bezerra, recommendando-lhe que observasse a* 
prcscripçoes que lhe deixara o sub-chefe, quando ello se lem- 
brou de noa pedir algumas cargas para a sua carabina Win- 
i licnicr, com o que nos zangámos, primeiro por elle ter inuti- 
lisado iis que lhe havíamos distribuído, B depois porque as 
munições de fogo já haviam seguido na secção do ajudante. 

Reflectindo porém que ficando o doente ali soninho era con- 
veniente ter ao menos duas cargas na sua arma, fomos á 
barraca descarregar a nossa que tinha dez. Por felicidade ti/c 
mos a operação com o cano voltado para cima, porque ao 
caírem duas cargas, em vez de pucharmos a alavanca, puchá- 
mos o gatilho que immediatamente feriu a terceira carga e 
nunca o estampido de um tiro nos impressionou tanto! 

Perdemos completamente a cÔr e ficámos sem movimento, 
esperando ouvir algum grito que nos denunciasse ter a bala 
morto alguém no acampamento ! 

Ao nosso lado < t.i\ n l'aiilo de l.oandu, que tinha vindo para 
levar as cargas ao interprete ; ellc vira-as cair no cliâo, mas 
tal foi também o seu susto que perdeu o tino do logar < 
se poderam encontrar. 

I "issemos a Paulo quo fosso ver se alguém ficara ferido, 
pois nao estávamos descançados. 

A bala atravessara a lona da barraca, e fora bater de ra- 
no tronco grosso de uma arvoro que estava a alguns passos 
de dislanci.i. i otno felizmente a ím li nação da arma era grande 
o projéctil descrevera I u I muito alta vindo cair em 

frente da nossa barraca aos pés de mu dos carregador 
Malanje que estava sentaib nas estendidas junto da sua 

cubata. 

Foi s<í depois de Paulo nos trazer a lmla admtada de um 
lado que socegámo», reconhecendo quauto fôramos descuida- 
is 



DESCRIPÇXO DA VIAGEM 



K8 



O Muati&nvuA antes do passar o rio tevo do ptoooder ás 

cerimonias do eatylo, eacotijurando oa nogregadoa e.-pirito* 
que podiam ser-lhe fuuestoi durante ■ passagem, e apostro- 
pitando e amaldiçoando os que quizesem vir ao seu encontro 
ou enfeitiçar a agua. Depois, agradeceu ao« boné espirito» que 

Antes mesmo de se armar a barraca do lona, que lhe déra- 
mos para nos alliviarmoB daquella carga, teve elle de dar as 
diencia, sentado subm uma pd!<í entre o i-j»j • i u i . ;ki i '•> ■. •. . i 
ao Caianvo, que já o esperavam no planalto sobro a margem, 
* ! • que nos mandou pedir se o esperávamos, pois tinha de se 
demorar algum tempo a ouvir nqucll. qoilolM. 

Fomos dizer-lhe que sendo tarde nao tínhamos duvida, »e 
elle quisesse, de pernoitar ali, com o que o homem 6 M I6U1 
se mostraram muito reconhecidos. O favor porém ••rumos nós 
obrigados a fazc-lo por culpa dos nossos carregadores Masson- 
. li.,.. •>.'. [i.ii-.|ii.- muitos ainda DlO tinham ir . ■ . - . . 1 1 1 i * I ■ . m, 
acampamento, mas ainda porqii' > confusão que 

tinham feito com as cargas depois que sairam da Estacai. I i 
dade do Porto, encontrando-ae muitas dispersa» e alg' 
oeanltM antro o cupim. 

Foi preciso, com o auxilio do sub-chefe, de ".layme. de Qni- 
e de alguns Luanda-, i . uuil-as em um espaço ú frente da* 
nossa» barracas, c de proceder a uma nova rcorganisaçâo ; 
reconhecemos entSo que os péssimos costumes dos nosso.- an- 
tigos oarregldorea já M manifestavam nos novos, e que era 
preciso il'jihi em d>-aui<- MBt grtndt •• ígU meiu BObrc -li.-. 

Fez-se bom serviço durante o dia para prOflegnirmoa ajor- 
tiu<lit na madrugada do dia immediato, e Xn Ma<liamba por 

mais que batall li» m mio com o Cassaua e com o Caianvo, 

nao conseguiu soquer ao monos uma rapariga bem feita para 
Qm coçar a cabeça quando quizesse adoRBOOOr, serviço IJtM 

estava »*<■ i > ■ | .i- - > . . r ;.■■■ .i. mi . do aoa harauí 

A nossa terceira jornada, assim lhe podemos chamar, foi d« 
lã kilometro», aos zigue-zagues sobre as abas de uma serra 
baixa, vendo-se sempre ao nosso lado esquerdo, serpeando en- 



tre frondoso arvoredo, o magnifico rio Cuilo, tendo a comitiva 
de passar três riachos seus afHuentea nas depressões, o Lu ini- 
be, o Indainba, e o Andúa. Seguindo depois com este na» suas 
voltas acampamos sobre uma elevação, d'ondc avistávamos o 
titio do potentado, que ou deu ou tomou o nome ao riacho 
d'onde o seu povo bebe agua. 

Esta viagem foi-nos bastante penosa, porque do meio dia 
em deunte tivemos de marchar debaixo de uma imponente 
trovoada e num grande <1< < impado, e fomos muito fustiga- 
dos com a chuva torrencial, até mesmo depois de chegarmos 
uo loeal em que encontrámos o ajudante acampado com a sua 
secção e o Calaln com a sua comitiva 

F.ivun duas horas quando podemos almoçar, e isto porque o 
ajudante se lembrou de esperar por nós, alia» só o poderíamos 
fazer muito mais tarde. 

Xuieaçando chover aindo muito, o pessoal antes de proce- 
da á construcçao do» seus fundos foi empregado em dispor 
as cargas, que chegaram muito molhadas, de modo a ficarem 
protegidas contra o tempo. 

Prevenidos pelo ajudante de que a gente do Canapuiuba, 
que com clle tinha vindo, depois de se pagarem a« rações de- 
ilaiúra que não podia marchar no dia seguinte, emprolien.!. 
mo» nova lueta com Xa Mudiamlm e com o» mus conselheiros, 
■ -. m i ■■• l- 1 1 m ,• i ■ ■ ■ tosto que trançasse ao menoi o Oalala oon o 
ajudante para a margem do Cabâma. Era nosso fim destacar 
sempre diligencias do grosso da Expedição, nau só para evitar 
a aggloroeraçao do gente na mesma localidade, o que era BUM 
por causa de mantimentos e das desordens, mas também porque 
menores eram as dificuldades pura arrancar o Xa Madiainba 
e os que o cercavam dos acampamentos. 

Seguiu com effeito a secção do ajudante no dia 1 7 já perlo 
das 11 hora», porque os nossos também já se iam dando beiu 
com as demoras c fraternisavam, muito principalmente, com 
as mulheres novas da Lunda. 

E a rasuo porque o» Lunda» queriam passar o dia neste 
logar conheceu-se logo. Fora porque o chinguvo dera sig 




DESCBIPÇXO DA VIAGEM 



fi€5 



da chegada do Caianro com o Andúa, senhor da terra, 
rinha com a tua gente cumprimentar o Muatiftnvua e trazer- 
Ihe milambo (presente* de comida e bebidas). 

Os visitantes pararam a uma distancia de respeito, espe- 
riiitdo ordem para avançar, a qual se demorou emquanto o 
MaatiAnvua se vestia para os receber, aprovi-iiaiidu i-lli * > 
demora paru entoarem cantigas, fazendo-sc acompanhar do 
chinguvo, allusivas á. chegada do novo Muatianvua áquella 
soa terra. 

O Canapumba que fura contemplado com duas boas canecas 
de malufo, estava um pouco alegrote, e deu-lhe para fazer M 
pazes comnosco, sjggsjaent.aiido no* cinco rapazes para andarem 
ao nosso serviço até ao Caungula, dando-lhes nós de comer e 
de vestir. An ate a fineza, niimoseamlo-o 

com nm macete de missangas para a sua Muari. 

: vista deste reforço escolhemos cinco doa nosaos anti- 
g(M npsiM dt Malanje, que tinham cargas mais pequenas, as 
quaes passaram para os novos, e mandámo-los ao Posto fiui- 
lherme AHen saber como estavam os doentes e trazer cinco 
cargas de contaria. Um d'cllcs era pratico d'estus caminhos, 
indo passar o Cuilo um pouco abaixo da confluência do Ilidam- 

ba, seguindo pela m-.u tu, onde deviam 

pernoitar naquella mesma noite, ficando de se encontrarem 
comnosco o mais tarde na margem do LuugM pequeno, pois 
contávamos que iríamos lá em duas jornadas. 

Com respeito á cadeira, tivemos de lembrar a Xa Madiamba 
depois da audiência que tratasse de pedir ao Andúa dois rapa- 
zes para auxiliarem os que a transportavam até ao Caungula, 
na certeza de que nos nlo importávamos com cila, pois se ficasse 
no caminho era por culpa d'elle; o caso foi que alcançou 9o 
Andúa os dois rapazes. 

i i -vendo-se combinado que no dia immediato iríamos acam- 
par na margem do (.'abam a afluente do I M aguar- 
davam o Calala e o ajudante, para li seguiu a Kxpediçlo. 

F<>i a marcha apenas de S» kiK.metro», no rumo n.< 
K.-NK., t se tivesaemos ido na frente com certeza aprovei- 



BXKDIÇZO PORTUOUEZA AO MUATIÁXVI A 



mos a boi» vontade doa Lunda*, ->- qoaea nào lhe oon- 
indo u:| ,..r no planalto descampado com que depararam, 
subiram á elevação na margem direita d'aquelle rio e conti- 
nuaram a marchar para <» rio Luangue onde contavam achar 
próximo, sento alguma-, po ao menos alguma» lavrai» 

onde pode suem obter mandiocas. 
1 1-. i.m .... uça de tneoatrai 

como tivessem recebido ordem para acamparem na mar- 
gem direita do Cabftma, quando alii chegaram acconimodaram 
devidamente a» carga.-*; uai foram logo para o matto e ou 
trataram do construir os abrigos, do modo que antes que qui- 
zessetnos, e sem nos podermos queixar, era já impossível aeguir 
os Lundas. 

Quando Xa Madiamba chegou estávamos almoçando e di- 
ri^indo-so a BÓI hmenton que os sen* rapazes e rapariga» 
(bana paia doante do ponto combinado. EHe e os pot 
o acompanhavam , apezar de nao terem panellas para cosinhur 
nem esteiras para dormir nao deixavam so naquelle deserto 
o seu amigo Muene Puto. 

Aconselha lo ii ■ 1 1 1. - 1'nK.sc para de.intr, pnimotteodo que 

no dia immediato o alcançaríamos, mas o homem nào qnj 
então convidámo-lo a tomar parto do DOSSO almoço, « que fer. 
i ímiiuIi. .1 i • !-. lo tap kado i <■ pai. \ ■•■'■' ■■■ ''mm-r. Tomou 

também café que achou ser boa bebida, e a esse propósito tize- 
mos-lhe uma pregação nobre agricultura, mostrando as grande» 
vantagens que para o engramb tcínientii do Estado adviriam 
se os terras (buam plantadas de café, algodilo, tabaco, canna 
doce, chinchonas, ete, que pouco trabalho daria isso aos Lun- 
du depois das raízes estarem bem agarradas á terra. Assim 
muito.- li ranços viriam pnn-iirar os teus prodootos, como V,.- 
ram para I exploragao do, marfim o da borracha, porém da 
parte dos Lunda* devia haver mais cuidado para nao ae jmt- 
derem os arbustos que dSo esta ultima substancia, pois d-- 
l< iiibrar-ív que não podia haver rilhos sem mães, não podia 
haver ovos de gallinhas numa terra onde se matassem todas 
as giUlinbas, etc. etc. 






DBSCKlPÇXo DA VI AGI 



run 



Destas comparações ho modo dVIles, tirnvn 

para que nos comprehendeuem, rulo portpUl dl 
quente* reze* — t^ne o senhor major era muito mfc u : ■!■■ I 
subia fallar com ellca. 

Mas tem querer estávamos preparam 1<> diflooMâdn I dl 
longas para o nosso regresso; pois dnndo*ao o WâSt |" nttOO 
incidente, quo alterasse o curso regular dal munas, lt 
diam-*e as consultas, os consellioM, i ■ I | ■• ■ • as dcduoçBM dl 
que O Fitado do Muatifmvua muito tmba a perder M p " 
d'ollo, Mucnc Puto, no* nflo mandasse substituir por um ho 
de RU confiança e prudente que soubesse tratar todoj btJDa 

Neste dia, confessamos, a attonçXo que para <•• (ovo 

o Muatiânvua, preferindo ficar mal Moomnodado * seguir |Mtra 
o acampamento que M MU UltOl Um Fbmn i maia 

alguns kilometros adeante di»|x»s-no« bem, o entendemos dn- 
ver-lhe corresponder aturando-o. 

Mandámos armar a sua barraca, e Augusto Jaynie MTN 
entre os seus algumas esteira», « com capim iV/IIh 
tarimba para dormir. DmdMsUM miiiii lata bV Mm 'I' 
serra c a Maria do Jayine cosinhou uma boa |>oi 
de mandioca e assim se lhe pr- pnrou BOM r< leieJu» porto <l >■ 
noite que chegou para cllc, |«ara Muán I para o pOO/ 
pessoal que com elle ficou. 

Depois das duas horas da tarde entretivei «in- 

do com elle, ainda sobro a agricultara l nvio* de garantir * 
dos raminhos ao coauoarrio; e tal era a iNisst. 
qae o sab-cbefe mais Urde disse -tios (jaó chagara a 
qoa nos imaginávamos a*Ur «asando Nina prs 
ou co nfer enc ia entra povos civilisado*. Kra rmrUi qas 
por Teus nos s oc« ds»J, por estarmos tio (arniba/isado* 
a cor do* nossos osmntes, údlar-Jbas com» o Ufissno* n» 
ropa a qnea nos honrasse prestando nus atiançlo. 

Foi neato dU sjnn nela p r t msir a «/•* vimos Xs MâvlUmbn 

1 «mb ■« mim* «sm Um damos, 
4"> > «/(as, «s» s*. U mmlo 




MiS DCKDIÇlO PORTUCCEZA AO MtATIÀNVOA 

Este homem esqueceu-se naquelle momento que havia sido 
guindado pelos corte&So» ao mais elevado cargo do Estado do 
Muatiânvua. Voltou ao» açus antigo* tempo* de Suam 
lopo, tomou-nos pelo Muatiânvua, e dançando cmquanto Uw 
collocuvamos a arma ú datara, esfregou eiu seguida o peito 
e braço» com tom exclamando — látuco Muene Puto vudu! 
r/ii Noéji, Muatiânvua IMfi tatucuàmi, Colombo! (Fm, Rd 
dos Portugueses, obrigado! Ente superior, Muatiânvua > 
meu Pac, agradecido!) K em seguida começou numa dança 
desesperada de grande faca cm punho, gesticulando t bUmâo 
sempre no grande presente que acabava de receber. 

Nlo querendo que se fatigasse, abraçamo-lo e conduasimn-lo 
ao logar em que estava a pelle de onça para se sentar, e esti- 
vemos algum tempo explicando-lhe como devia faxer uso da 
pequena arma de cinco narizes, como la lhe chamam, e como 
■ devia de limpar. 

Ainda á noite lhe falíamos numa das recommcndaçòes que 
tínhamos de Mueue Puto, do construir uma grande casa no 
Cttagob, mas cm terreno que este cedesse, destinada ao» 
filhos e negociantes de Muene Puto que ahi se estabelecessem 
para compra <!<• borracha c de marfim á gente de I.iibm o, aos 
Q.uiocos c aos Lundu*. 

— Caungula disse elle, é descendente do Muuta Candala, 
irmão do pae de Luéji, mie do primeiro Muatiânvua; é por 
isso considerado, bem como o bau de ser todos oe seus des- 
cendente», avô do Muatiânvua. K pessoa grande, e por certo 
estimara muito que Muene Puto, que é o dono d'e»taB terras, 
o queira contemplar com uma feira como a de Cassanjc, e en 
mesmo lhe hei de fallar nisso. 

Aproveitámos a upportunidade para lembrar as vantagens 
que elle e todas as terraB do Estado do Muatiânvua podiam 
alcançar, celebrando nós com < aungtua já um tratado em que 
de parte a parte »e estipulassem as condições que deviam 
observar tanto os Landas como os filhos de Mueue Puto, para 
as suas relações de boa amizade e de commercio nunca nc 
quebrarem, mostrando-lhe os inconveniente» de se deixarem 






DB8CUPÇAO DA VIAGEM 



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aiar pelas intrigas de Bongalas e de quaesquer brancos que 
nio fossem filhos do Muene Puto. 

Foram de voto elle e os «eus que s« fizesse esse tratado, 
sobre tudo quando lhe communicámos o que sabíamos acerca 
dos Alleinac* no Lubuco, e que todo o território do Muquem- 
gue estava sob o domínio d'uquellcs que estavam abrindo pela 
navegação dos seus rios bons caminhos para o grande Zaire, e 
que agora os Quiocos já nio podiam pensar em tomar conta 
da* terras daquelle potentado. - 

— E porque nào faz Muene Puto o mesmo que estio fazendo 
os Inguerer.es? perguntou-nos Xa Madiamba. 

— Veiu Rodrigues Graça Tiritar Noéji, prometteu muita 
cousa e Muene Puto nunca mais quiz fazer caso das suas ter- 
ras na Lunda : mas Graça foi estimado, e se elle tinha queixas 
que levar a Muene Puto nlo era dos Lundu « sim doa escra- 
vos de D. Ànna Joaquina que vieram de mandado de sua ama 
dizer ao Muatiânvua que Graça era seu caixeiro, e que Muene 
Puto nio o encarregara de serviço algum. 

Para que Augusto Jayine nos interpretasse este ultimo pe- 
ríodo não se imagina quanto tempo e quantas perguntas tive- 
mos de fazer a Xa Madiamba ! Conseguimos erafim percebí-ln, 
e mostra-nos isto, com quanto cuidado devemos nos europeus 
conversar com estes povos que bío muito desconfiados, pois 
num momento por uma inconveniência dos interpretes se po- 
dem perder trabalhos de muito tempo. 

Respondemos que Graça viera na verdade encarregado por 
Muene Puto de tratar com Noéji de arranjar bons caminhos 
para o coramercio, acabando-sc com a venda do gente e fazor- 
Ihe conhecer que assim como Muene Puto nio podia vender 
os filhos d'ellé, que eram precisos para augmentar o seu Esta- 
do, também o MuatiAnvua nio devia de vender os seus. 

— Noéji acreditou mais nos escravos de Anna Joaquina do 
que no homem branco e mandou-o roubar; por isso Graça reti- 
rou e deu parte d'isso a Muene Puto que ficou muito zangado 
com o Muatiânvua. Agora quiz Muene Puto por bem orde- 
nar que viéssemos saber o que por aqui se tem passado, e se 



fuó 



i:xi-Ki)i(,'5o poK-rrmmzA ao mcatianvia 



o» Lundas já pensam melhor no que lhe» convém; determi- 
nou ao mesmo tempo que lhe* déssemos l»':i« < para 
que soubesse: cota o* teu» rilho* branco* e com cllm 
:i|iri'iidesseni a aproveitar a* próprias terras, as suas for