(logo)
(navigation image)
Home American Libraries | Canadian Libraries | Universal Library | Open Source Books | Project Gutenberg | Biodiversity Heritage Library | Children's Library | Additional Collections

Search: Advanced Search

Anonymous User (login or join us)Upload
See other formats

Full text of "Fabulas de Loqmán; vertidas em portuguez e paraphrasesdas em versos hebraicos"

iff- 






''^^': 



• fl^lkl?' 



'*'^.^'.*4 






V Vf * :. ^/*i;ir«>.::^V#i rii^^ 



'^^'^M 






-I..* »; 



.;v.^-**- *^ 



*1# 















■! _ 



^vi:%' ^ 



r-r.* 




THE LIBRARY 

OF 

THE UNIVERSITY 

OF CALIFORNIA 
LOS ANGELES 



























i 1 ' ■, - 














1 














FABULAS DE LOQMAN 



VERTIDAS EM PORTUGUEZ 



E PARAl'HRASEADAS EM 



VERSOS HEBRAICOS 



FOR 



JOSE BENOLIEL 




FABULAS DE LOQMAN 



QUARTO CENTEMRIO DO DESCOBRIMENTO DA INDIA 

CONTRIBUICOES 

DA 

SOCIEDADE DE GEOGRAPHIA DE LISBOA 



FABULAS DE LOQMAN 



VERTIDAS EM rORTDGUEZ 

E PARAPIIRASEADAS EH 

VERSOS HEBRAICOS 

POR 

JOSE BENOLIEL 

S.'s^. G. L. 

E KEVISTAS PELO 

GRAO-RABBINO L. WOGUE 




LTSBOA 

liMI'RKNSA NACIONAL 

1898 






! H ^1 r< 



A SAUDOSA MEMORIA 

DO 

meu sempre chorado DleKtre e ainig;o inolviilavcl 



22i03J:.5 



rREFACIO 



Restam bem poucas (41 apenas) das Fabiilas attribuidas 
a Loqman, o celebre e lendario sabio arabe, que mereceu 
especial men^ao no Alcorao, o livro sagrado dos Musul- 
manos (sura 31, vers. 11), e essas estao desde muito tra- 
duzidas em numerosos idiomas, e difFundidas e adoptadas 
nas escolas de varies paizes europeus para o ensino da 
lingua arabe. 

Depois de tanto quanto tern side escripto dcerca do 
Fabulista arabe, e principalmente depois do estudo de 
inexcedivel erudii^ao com que o eminente orientalista Il6n6 
Basset abrilhantou a sua traduc§ao das mesmas Fabulas 
em dialectos norte-africanos, seria presump9ao da niinha 
parte insistir mais neste assumpto, que, no fim de contas, 
s(') conduz a conjecturas problematioas e conclusoes nega- 
tivas. Com efFeito, nem se sabe quem tenlia sido o Loqman, 
nem ondo ou quando viveu, nem se e o auctor das Fabulas 
quo Ihe attribuem, nem se foi arabe sequer. 



VIII 



Das Fabulas em si, do seu valor litterario, escnsado 6 
tamLein falar : o leitor Ihes sabera apreciar a singelleza e 
profundidade. Direi s6inente diias palavras acerca do meu 
trabalho, que, destiuado ua origeiu ao 10.° Congrosso de 
Orientalistas, que devia realisar-so em Lisboa em 1892, 
s6 agora poude ver a lu/ da publicidade. 

O texto arabe de que me servi para esta obra 6 o que 
foi publicado pelo insigne arabista francez Augusto Cher- 
bonneau. 

A minlia traducgao portugueza, revista pelo illustre 
polyglotta e meu excellente amigo, sr. Gon§alves Vianna, 
ha de ainda resentir-se de muitas peclias inevitaveis em 
consequencia da resolugao que tomei de cingir-me o mais 
possivel i lettra do texto, cuja construcyao e syntaxe sao 
tao diflferentes da nossa. 

Para a paraphrase em versos hebraicos, desprendi-me 
da concisao demasiado arida da prosa arabe do texto e so 
aproveitei o assumpto e o conceito, revestindo-os de formas 
mais em harmonia com o caracter da lingua hebraica e com 
OS predicados da poesia. 

As regras de metrica que adoptei sao quasi sempre ana- 
logas ds da portugueza, isto e, a divisao syllabica rigorosa 
do verso, as cesuras correspondeiites ao tamanho d'este, as 
differentes especies de estrophes, a rima, ora emparelhada, 
ora alteruada, etc. 

Em varios cases, distribui os versos hebraicos por modo 
que houvesse dois graves, seguidos on cruzados por dois 
agudos. 

Os versos do soneto correspondente A fabula 35.^ estSio 
c'onstruidos de maneira que a tonica se repita de duas em 
duas syllabas. Cada pe, por conseguinte, fica composto de 



IX 



tres syllabas, a primeira e a terceira phoneticamente fracas, 
a segunda preclominante. O verso e de cinco pes*. 

Sabido e que nada definitivo se teiii apurado ate hoje 
a respeito das minuciosidades da arte poetica da Biblia. 
No eratanto nao podem deixar de reconhecer-se nos versos 
das Escripturas iimas propor9oes, uma medicao-, quasi 
sempre cadencialinente regular, assim como pausas ou 
cesuras pouco mais ou menos equidistantes, e, sobretudo, 
signal distinctivo, o eunbo mais original e typico de 
de toda a poesia liebraiea— o parallelismo. Nao podendo 
resistir a tentagao de apresentar um fae-simile d'este 
genero, esforcei-me por compor a primeira fabula nuni 
metro de dimeiisoes e cadencia analogas as dos versos 
do livro de Job, ajuntando-lhe, porem, a rima, e unifor- 
mizando a extensao syllabica. 



* Esta classificarau das syllabas nao coiicorda exaetamente com 
a que as graimuaticas costuinani dar das vogaes breves c das vogaes 
longas. Tambeui nao e do valor iutrinseco das vogaes em si que eix 
aqui trato. Refiro-me someute a dura^ao phonetica relativa, que as 
syllabas offereccm ao coueorrcrem num so vocabulo, ou em varios 
vocabulos seguidos, debaixo da influencia da predomiiiantc. A tlieoria 
dos que, consideraudo a lingua liebraiea como morta e scpultada, 
poem em duvida o valor quautitativo das suas syllabas, assim como 
a sua verdadeira accentua^ao c eutoayao, nao vem aqui ao caso. Eu 
uso da lingua bebraica em couforuudade com a sua ])ronuneia(;ao 
actual (entre os sepiiaradius), e assim e, se me nao engano, que se 
pratica com as ouLras linguas. ,, 

2 Submettendo as Lamentacoes de Jeremias a uma medicao sylla- 
bica, encontrei, depois de rej)etidas tentativas, que este pooma esta 
escripto em tercetos de versos de doze syllabas como os nossos 
alexandrinos, com as cesuras e pausas nonnahnente dispostas, c 
com poucas exeep9oes que se podem attriltuir a ernjs de copia ou 
de vocaliza^ao. lieservo-me para dar mais tarde uma complota 
deinonstracao d'este facto. 



X 



Emfim, para n^o cxcluir d'este quadro o famoso verso 
hybrido inventado pelos poetas liebreus de Ilespanlia da 
Edade-Media, verso que contribuiu nao pouco para a detur- 
pa§ao e extinc9ao da genuina poesia liebraica, antepuz as 
Fabulas mn prologo vernilieado por esse methodo c cujo 
unico merecimento c, a men ver, o do satisfazer ds exigen- 
cias piieris de uma metrica diametralmente opposta ao genio 
da Biblia. A arte d'estes versos consiste em dispor as pala- 
vras por forma que um xeva ou um hatai^hj, i. e, uma vogal 
nominalmente brevissima, seja seguida ou precedida por 
uma, duas, tres vogaes sonoras (breves ou longas), desa- 
certada adapta^ao ao hebraico do jambo, espondeu, dactylo, 
etc., dos Gregos e dos Latinos! Se, ao menos, esse traba- 
Iho insano desse em resultado uma cadencia, um rhythmo 
qualquer ao verso . . . mas pelo contrario, tirando-lhe a 
liberdade do andamento proprio da lingua, sem modificar 
sensivelmente a quantidade dos sons, — pois que hoje, como 
entao, de facto, se nao grammaticalmente, cabe ao hataph 
e ao xeva mobil a mesma quantidade que a outra vogal 
qualquer (excepto a tonica) — esse trabalho, ingrato por 
demais, so serviu para dar aos versos a mais fastidiosa 
monotonia, e obrigar o poeta a centos de licen9as contra 
a grammatica e as proprias regras prosodicas ^ 



1 A poesia couheeida pela designacao de □^ly |"ilJ<i Por exem- 
plo, e citada geralmente como modelo do genero, alem de niuitos 
crros de linguagem e de prosodia, em quatorze versos apenas, conta 
24: pes come^ados pela conjuuc^ao ^, sete pela preposioao 1^3, 6 
por 3 e outras tantas jjor ^ egualmente preposi9oes ; 43 pos iiii- 
ciados por conjunc^oes e preposi^oes sobre 56 pes de que constam 
ao todo OS 14 versos ! 



XI 



leitor podera, auxiliado pelas notas e referencias, que 
acompanham todo o texto hebraico, verificar que, uao so 
me abstive systematicamente (salvo em um ou dois casos) 
do que e costume chamar-se licengas poeticas, mas que, 
sobretudo, evitei com cuidado o estylo post-biblico. 

Num vocabulario de mais de mil e quinhentos signi- 
iicados, tres ou quatro palavras, se tanto, nao sao pura- 
mente biblicas. 

Se algum merecimento liouver na minha paraplii'ase 
hebraica deve-se todo attribuir aos preciosos consellios do 
meu querido mestre e amigo, o Grao-Rabbino e eminente 
sabio Lazaro Wogue, cuja recente morte veiu encher-me 
de profunda magna, e a cuja saudosa memoria ofFerego 
este livro, como testemunho de gratidao, de aflfecto e de 
respeito. 






pp)bb D^bi^'DT nn^n 
: b^^t'iy ]D r]DV bn 



i^nipn biji 



^^^ ^^ V>. V^ 



■ T ; 



r^"in ^^'^j 3nT T21 



2 

njs' TiDP iDV^ iS^bri. 
-ly-^ ^D3 tt'\s m3\n: 

f<:ir;n ^nx ^,*:u 111:^ 

• — : T — f : 

: ny^ v^3 pv^)i ^n^i 



1V_ ^|7.5'P i3^3n DNT 

T T : •• T ■ : 

V : • : T : T ~: 

. )Dy'4t? nx pp^o 

'^^DtrD '^^^t" V0 "inp 
: iniiDn ^y rp)^\ 



:rDi Dm DD^ -inti' 

V T — : T •• T : 

^^ n2r^b nxi N^i idt 



■ T : T • — : 



Xsr^] jLsal^ ^"''-*^J J'-^'^ 



iJzj Lx_w^_9. Lx^_;>^L_3 y.} j^.'j 1^"-^ "J^ ^J~^ "^"^ 

1. leao e os dois touros 

Urn Icao, uma voz, investiu contra dois touros. Achcj^a- 
ram-se ura ao outro c piiBcram-se a empurra-lo com as 
hastes, impossibilitando-lhe a cntrada por entrc ellcs. 

Afastou-so (o leao) com um dellcs c illudiu-o, promcttcn- 
do-lhc nao molcsta-lo se so dcsviassc do sen companliciro. 



6 



Mas, logo que sc sopararam um do outro, dcvorou-os a 
ambos. 

Eis aqui a significa^ao (dcste apologo) : 

Quando, cm duas cidades, sabem por-se mutuaraente de 
acordo os sous habitautcs, n?io ha iiiiuiigo que possa contra 
cllas ; mas, se se desunem, pereccm ambas. 



ip3 ir2)i) ri^ia n* 



9 1 



• T T — V V "^ - - 

y^P ^^vi HD^ ny^ 

~ T •• T • T ; T : 

1(1 '.I 

'rni DDtr ^y ip3 i?^ii 

- T - : - It T V :■ 

)::iiv:; rj']> in^ D'^i^ 

T-: T :• — T 

: ^vn; Dptr \niy3'2 



r.i 



: 1^5^^ n^vns □ti'P^ 

F^ltp^ rjDD^ i'^^?f?1 

: 111^!?^ -\ny fni^' ]5 



1) A prep. 3 adjunta ao adv. Qii^ e uma redundancia poetica 

Cf. Ex. I, 19; Ps. xc, 2; Is. lxvi, 7.-2) Reg. antes do v. C/. Ps 
xLiv, 3; Is. xMr, 1; Prov. xxix, 11; xxxi, 19. — 3) Job iir, 4; x 
22.-4) Gen. vm, 11 ; Estli., iv, 14. — 5) Job xxxix, 1. — G) Ps. civ 
11. — 7) Ps. CIV, 21. — 8) Job VI, 18.-9) Job vi, .5.-10) Geu 
xLi, 18. — 11) Job III, 18. — 12) Num. xxii, 4.-13) Ez. vii, 19 
Ps. Lxxxvin,4.— 14) Job xxviii, 8.— 15) Ps. xvii, 12.— IG) Job xv, 24 



17 

1(1 

T : — T I •• ■■ 

20 

TT t: V ' V V ~ 

)bi2rii ab iniN^DT 
Dpn Dii^'n n^iN^ ^Dm 

27 '>C< 



'28 



211 



T : • : - : ■ ' 

: c ■'[201 "n.N^s 111:'- 
: ^^^09 D"jp^ N'IDN* pT.n 



17) I Sam. xvii, 2; Gen. xiv, 8.-18) I Chr. xu, 33.— 19) Ez. xxi, 
14, 33; I Rcis vii, 4;'). — 20) Ps. xliv, 6. — 21) Num. xxii, 32.-22) 
Lament, ir, 2, 21 ; in, 43.-23) Ex. n, 12.-24) Is. xlt, 7.-25) 11 
Sam. 1,22. — 2(5) Ps. civ, 22.-27) Gen. xlix, 27.-28) Jul) xx.v, 
5.-29) Ps. CIV, 15; I Reis xiii, 7. — 30) Num. xi, 23. — 31) Ps. 
Lxviii, 10. — 32) I Kois XV. II, 27.-33) Ilab. i, 10. —31) Job xix, 
(5._35) Job XII, 19. —3*;) Num. xxiv, 23; Is. xi.v, 9. 



8 



;i8 :n 

: ^iTV"! r)nn li*np: 

TT ■ • • : ' 

i:i . 4-2 

V : : T : • 

T T : I • v; V — 

■)8 

T : • : • T : T 

n^pi ^y.l bm )b 

... _ . .^ . 

ipri) n^^ ^pv ^? 
inpw 1^^ nn?i pn 

n.T ^rtt'i^ HD ipn 

Kl ^•?P "^R^ ^? "1^?? 
: M^yi N^ini Nnpn dn 

: ^"iQV ODD ^^n 

p^Q n^-jni rj':^n 
: n;3 n^ ]3p "TjN* 

I: • : T • T T 



37) Jol) X, 20.— 38) Is. xlvi, 8.-39) Job xvi, 3.-40) Is. xt.ii, 
13.-41) Noh. vr, 8.-42) Hen. xxx, 8. — 13) Gen. xi.ix, 10. — 41) 
Ps. X, 7.-45) Ps. V, 10. — 46) II Sam. xxn, 45.-47) Dan. xi, 
32._48) Jer. i.x, 7. — 40) I Sam. xvii, 4G.— 50) Ps. xcr, 10.-51) 
Job IX, 25.-52) Prov. xxi, 13.— 53) Job xm, 24.-54) Dcut. x.xxii, 
34._r,5) Job XI, 15.— 5G) Gen. xiv, 20.-57) Prov. vii, 21. 



9 



nxn? vriN* bvr^ tpt^.^i 

H^^vi "i^p5 f^^;- I"':- 
fill 

• T I ■■ T •• T 

3^DD }>>* in^n lynn 

I V .-it:— j — . 

L "'' 

inn ?y ^r\ nvn pnci 
till 

I . . _. -. -r T ; - 

(ifl 

..... _ y .^ 

7(1 
7:i 

: in^st^ D^rz' n^Dit: 

T V ; • • T : 

: z'-^n ^Dir iHm bj) 

T - • : I-- T : 

711 

pr\^\ ab ^:: ^^ yii 



58) Prov. IV, 15; vii, 25.-50) Job xxxix, 10.— r,0) Job xvin, 
5. — 61) Nah. Ill, 2; Job xi,i, 21.-02) Lev. xi, 21. — 03) Ex. xxix, 
17; Juiz. XIX, 20. - 01) Zac-b. xi, 10. — 05) Ts. xxxv, !). — 00) Job 
XVI, 12.-07) Jol) IX, 13. — 08) Job xii, 21.-00) Job xi, 20. — 70) 
Job XXIV, 24. — 71) Job vm, 4.-72) I Sam. xxiv, 14.-73) Eccl. 
IV, 0. — 73) P:cc1. IV, 12.- 71) f;cii. .xxv, 23.-75) Num. xx.ii, 3.— 
73) Eccl. IV, 12. 



JV= r 



i,.'j^3 Ji-sJ _^^;l.' L "f^-j, aa-'Ls Li'-O (.w=s^^ -^'J' ^3 Jl^ 

Ij Ji ij'u^' Jj^ \V'iJ sJ.;;J^ .,a^L*.^M iJisH^ .sr^-'l , w_j 
jj\^, -J-M, .;^c^ a? i^;:_M->'J ujjt ^.aIvsM Ul J- 



2. A gazella 

Uma gazella, isto 6 uma cerva, aportada uuia vez pela 
scdc, chcgou-sc a uma nascente do agua para bcber. Viu 
a sua imagf-m na agua, c affligiu-sc da inagrcza das suas 
pcrnas, ao passo que sc rcgozijou o ul'anou da altura c 
magnificencia das suas hastes. 

Ncstc comcnos, lanyaram-se contra ella os cayadorcs, 
e ella fugiu. Ora, em quanto cstcvc ua phuiicie uao pu- 



12 



deram alcnn^fi-la, mas qiiando pcnetroii no monte e atra- 
vessou pelo arvoredo, alean^aram-iia os cayadores e mata- 
ram-na. 

Infcliz dc iiiiin ! disse clla ao expirar, aqiiillo que des- 
prezei salvoii me, e aquillo em que confia\'a foi o que me 
perdcu. 

T T— T 

• T ••; - V T T T •■ : TT- 

. D^h:! pi bv rb i^ "o^ij nii; ni^nn^ 

.-j-.— l =. -^ — t; — T :■ 

T T- • • T V T -T- : T 

-> 

. ri^n 'h nry ' ^^n ' 1^2^) Dim 

T T • V • ■ • • ■ — ~ T T - 



T T T T T •• " ■" " ~ ■ 



TT : ■ T T T T • -; - - 

• -lli Dl^3 DliQ 1^ -irS ]\S ^3 

TT : T It I ■■ 

. nTDHi ' nbn2: NVii ' VN» t^^i:)- 

TT : V T-: : • • : ' t .. - 

. MTHNi -jDD3 -ilW ^iipni 

. ^r\^w ^3 ^b n^iN^ ' ^12^ bv ''b nrn^ 

■ ■ T • • T • : • — • T— : 

. \-i^n T^N* ^^;ii ^iib^v" ^^P? 
: \-iTn ]n3 iitn* ^d n.i3 ^:i"ipi 

, ■ • T I •■ T V -; • ; T — :'-; 



1) Ps. 11, 2.-2) II Sam xvi, 20. — 3) Gen. viii, 7.-4) Juiz. vf, 
2.-5) Jer. xvi, 19. — 6) Ex. v, 13.-7) Pt*. xlviii, 6.-8) Gen. 
XXII, 13. —9) Ps. XXXI, 23. D'onde a palavra |p3, machado, foiicc- 






3. A gazella 

Adoeceu uma vez uma gazella. 

Os animaes, scus amigos, tendo vindo visitu-la, andaram, 
em quanto estiveram ao pc della, a pastar o fcno c a herva 
que liavia ao derredor. 

Quando se Icvantou da sua docnra procurou algiima 
cousa de comer, e iiao encontrando (nada), morreu de fome. 

Sigaifica esta fdbula que, ao passo quo vai augmentando 
a familia, vao tarabem crcsceudo oa cuidados. 



14 



?n}in J 



' rpD^; b^ nn*i5"iD ' n -^p, npy ' ^in 






I ■ 1 T : - ■.■•.-:• 

1':^ ^.^13'nn ' Din ^i3 

: K^P" ■'ON T^IOl 
III 

' nyrn ' ^Dsp -"^ip ^v^^; ' ^pi 

T*: 't t t;— t t*. 

. nyii bii3 D.T ]Vi:p d:i 

T T — I It — 

17 111 



T : T 

IX 



f : • T T 



1) Is. xxvm, 1 ; I, 4. Estes textos, assim corno varios outros do 
inesmo auctor, serviram de inodelo para o nioviincnto dos priineiros 
vei'sos d'csta fabula. E ignalmente debaixo da inspira^ao do mesmo 
propheta, que ado^jtoi esta forma dc verso, c o recortado e precipi- 
tado do e.stylo quo inais earactcrisaui on escritos do grandc Isaias. 
— 2) Cant. II, 14. — 3) Geii. xxvii, 20. — 4) Esth. vi, 12. — 5) Esth. 
IV, 4.-6) Ps. xxxii, 4.-7) Job xxvn, 20. — 8) Ps. cxvi, 3.-9) 
Ez. XIII, 10. — 10) Jer. xxxi, IG ; 11, 25. — 11) Is. lx, 4. — 12) Is. 
XXII, 4. — 13) Is. Li, I'J; Job 11, 11; Jer. xlviii, 17. — 14) Num. xi, 
24. — 15) Num. x, 3. — IG) Ps. cxiv, G. — 17) Vs. xlii, 2. — 18) Ez. 
XXXIV, G. 



15 

'20 . 19 

• T - — . T V T — -; ■ 

•TV ; ' T T : * : • 

: p^.^3 innp i^^ni }'^:? 

yi— T • : 't : t I* — •• 

TT — — .. I .. 

'Jfi 

T T : • T — : I • • T • : 

T \ :■ ■: T V ~ 

TT \ : T — T • ■• : 'T 

' 2)iV) ]D::m ncn^ 
' '^1.1'^ "Tin^ "ppi^ >'V0 nra 

.... .^ -f. • ■ -; : T 

33 

.3.-, ■ ■ ■ 34 

311 ■ ' , ' 






19) Ex. x.vii, 4; Is. lu, 14. — 20) Nmn. xxii, 4. — 21) Jacl i, 7; 
Ps. XXIX, 9.-22) I'rov. xxvii, 25.-23) Num. xiii, 23.-24) Lam. i, 
2.-20) II Sam. xx, 18. — 26) Gen. xxxix, 18. — 27) Jol). xx, 17. 
— 28) Job xxx, 3. — 211) Is. xxix, 8.— 30) Job xxi, 24. — 31) Nah. i, 
8; Jer. xxx, 11. — 32) Ez. xxiu, 33; iv, 16.-33) Job vir, 2; xxxvi, 
20.-34) Lam. n, 12.— 3.5) Dcut. xxxn, 10. — 36) Lam. ii, 12; 
Pb. cvu, b. 



IG 



T V : V T — T 

;» 
T •• T T 

: vyTD bj) 

T T \ : T : 

V "^ T • T : T 



I 



T T V — : 

T T V — 



T T T T T— 



10 

: pj) n|-iD 



1) Dau. viii, 27.-2) Neh. v, 2, 3, etc.— 3) Job. ii, 11. — 4) II 
Reis X, 11. — 5) Joel i, 4, 7, 10, etc. — 6) Joel i, 18.-7) Joel i, 
16.-8) Geu. XXIII, 8.-9) Jer. xxxi, 25. — 10) Ecc. v, 9, 10, 12. 






.^J! ^^> SM J^sLx^.l. J^ ^,y! J,! 



4. leao e a raposa 

Urn tlia, afflicto pcla violencia do calor, um leao entroii 
nuiiia caverna para por-se a sombra. Ao deitar-se, vciu-lho 
lima toupeira aiidar sobre as costas. Ergucu-sc logo o leao 
pOs-se a olhar, medroso e tremendo, para a direita e para 
a esqucrda. 

2 



1« 



Uma raposa que o viu riu-se dclle. Disse-lhe o leSo : 
Xrio e medo da toupeira o que eu tenlio, mas custa-me 
niuito a sua falta do respeito. 

Esta fabula siguifica que a humilha^ao e raais cruel para 
o houiem digno do que a morte. 



) nn^n i 



T V T : T ■ : • V V •• ;— ■•■^•. 

: • • — . : • ■.••.•:• t t t 

I 

' "in^ "Ppl nD^^ 3-13 ' ^j^o^i ]^p^ 

. ins vbv 'piJ ^3 ' r\i^)ib to^i is^sn 
— -J. -j-f —y. .. ^ . — . . 

' pnnsp n^i Nn^ii )^bv i3^ '^^itt' 

...... ...... I .. ■• ;- — T 

.K..-. •;- • • TT T 

' 3nn nD3^ D3n^ ii33 31d, 

T T : I V V • T T V T 

: 3nj<^i -in3^ hid nS^D d3 

T ■.•;■.■: ~ : • V T I It — 



1) Estli. V, 9.-2) I Kois xviii, 27.-3; Num. xiv, 44.-4) 
Jcr. VIII, y. 



jy3 - 






A 



5. leao e o touro 

Uin loao quia iimu vez devorar uin touro, mas nao ou- 
b'ava ataca-lo por causa do vigor dclle. Apj)roximou-se-lhe 
com tcngao de o cnganar e disse-lhc: aSaberas que de- 
golci um cordciro gordo, o quo muito descjaria que viesses 
a minlia casa jantar commigo csta nouto) 

Acccdcu a isto o touro. 



20 



Quando cliegou ao logar detorminado, pos-sc a olliar 
(em volta), e eis (que via) uin grando luontao do h^dia, c 
lima enorme panella. 

Ao ver isso, voltou-sc o touro e dcitoii a f'ligir. 

Disse-]he o leao: wPurqiie rctrocedcs depois dc teres 
vindo at6 aqui?)) 

Respoiidou-lhe o touro: «Porqiie sei que todos estes pre- 
parativos sao para animal maior de que um cordeiro.» 

Isto sigiiifica que o prudente nao deve fiar-se do sen ini- 
migo, nem ter com elle relay oes. 



T — : • : ~ 

TT T ^ • : 

T T : T : 

T T : ■ : • : 

• • T T 

b^bn m^b n^n 

•r — ~. • •• • 

: b\^ ^np^y Ti^ 

' ^')b vv n^ Nn^i 
nnp ^113 -i^Di 



1) Juiz. XVI, 12; Ez. v, 8. — 2) Deut. xxiv, 5; I Sam. viii, 20. 
3) Gen. xix, S. — 4) II Eeis vi, 23. 



21 



T I Y 

r, 

T : T T— 

It — — T 

' ib)ii^ ^b -])i ' n:v 

>T : ■; • - T f 

111 

: nm usy^: in 

TT 1 



^3^3 I^J^V ir\^ 

: 13^\N* d:; in^ n*p 



5) Nail. II, I.5. — (')) Lain, i, 8.^ — 7) Jiiiz. i, 14. — 8) 11 Sum. xxiv, 
14. — 9) Ps. XL, l.'j. — lOj E/.. xu, 7.-11) K(;c. ji, 11.-12) Is. 
XIV, 20. 



^U C^Js >ju;^^=s ^' ^^^-^ b v_JUi]! jJ jLi"i .w^^! 

^ j-^tj ^_j ^^ ^j^ ^,! Ijt N^ 

6. leao e a raposa 

O Icao, tendo envolhecido, chegou a iiSo podcr ja (ir k 
caga) contra os animaes. 

Resolveu em})rogar a manlia para alcan^-ar a Biibsistencia. 
Fingiu-sc docntc, c retirou-se a unia cavcrna. 



24 



Acontccc'U pois que qiialquor dos animaes que o ia visitar 
era por elle despcda9atlo dcntro da caverna c dcvorado. 

Vciu visita-lo a raposa, e parando a porta do antro, 
compriraeutou-o nestes termos : «Conio vaes dc saudc, 6 
rei dos animaes?» Respondeu-llie o leao : «E porque nao 
ontras tu, 6 scnlior do castello?)) Replicou a raposa : «Meu 
seulior, nessa intcn9ao vinha eu, mas estou a vcr, pelas 
pegadas marcadas no solo, que muilos sao os visitantes 
que entraram, e no cntanto nSo vejo que Laja saido um 
s6 dclles. 

Quer este apologo dizcr que nao convein ao homem 
precipitar-se num negocio, sem o tor bem examinado 
antes. 



n^i^n 1 



T • — ■ • : - • ■ : 

1 

T ; T * : ' TT T • 

' py |i"'p-iD nn ^dV 

: |\s* rf]^) pn^ :i0 

. nbn 11JQ ' nn ^nn 

It T T V — T 

III 

T •• • V T — T 

II 



1) II Sam. XXII, 5. — 2) Job xxvi, 12; Deuf. xxxiii, 11. — 3) Job 
XII, 21; Jer. xxxviii, 4. — 4) Is. lix, 1; vi, 10. — 5) Prov. xvi, 19. — 
6) Jer. XLVii, 3 — 7) Ps. civ, 21.— 8) Job iii, 17.— 9) Amos viii, 13. 
— 10) Ecc. vii, 1.— 11) Geii. xxxYii, 30. 



2b 



• - 

1:! 

T : r — ■ ■ : •.• T T 

' \nN?n3 v^-iy -ins dn^i 

— T ■ T I" 

T ■ • T : 

11; , ir, 

17 '■ ■ 
^T— — T •• • : 

T ; : • — 

,13 

' ]wr\2 y*E|? N^in'i 

: ]1T^1 ?i"i_.t? i^sj^i 
211 

' 1"i"iJ/^,^ byiii'n {^3 

T — T 

' pni bi33 i'? :n ]3n^ 

2.1 

' ^i? ' N*| n'0 ' |y:i 

' y)h: ^^0 151 cN^i 



12) Ez. XXI, 11.— 13) Ex. I, 10.— 14) Dcut. i, 17. — 15) Ez. xxi, 
14.— IG) K.sth. IX, '24; Dent, ir, lo.— 17) (icii. xi, G.— 18) Gon. xi.iii, 
27—19) ir Sam. vii, 18.— 20) Ez. xxxiv, 11, 12.-21) Jol) xxvi, 10.— 
22) Ex. II, 4.-23) Goii. xxvii, 21 . -24) I Sam. xxi, 9.-25) Gen. xxiv, 31. 



26 

T ^ V • • T - T 

■II] 

-'7 



•.';i -28 



I V T : T : • : ~ t 



26) Job XXXI, 4.-27) Joel i, 13; Num. xxii, 16.— 28) Ps. xxxiv, 
14._20) Job IV, 2; xii, 15.— 30) Jos. i, 7, 8. 



J 



jL»»,.''j j^l V 






sLx^ \b-Jt 






7. leao e o homem 

Um leao e um homem iam uma vez cm sociedade pelo 
caminho. Puseram-se ambos a conversar, c travarain uma 
contenda a respeito da f6r9a e do valor do animo. 

(J leiio insistia na poiidora(;ao da sua forya e da sua 
valcntia. 

Nessa (jccaBiao avislou o lioiiiciii, iiinna parcde, um (jua- 
dro rcprcsentando um liomem a cstrangular um Irao, 
c pos-se a rir. 



28 



Entao, u leao dissc-lhc: oNa verdade, sc os leoes sou- 
bessem pintar como os tillios de Adao, nao seria o liomera 
que afogaria o leao, mas o leao ([ue alogaria o li()iucm.» 

O c'onccito desta fVibula vein a scr quo iiaojustifica ao 
homcm o tcstcmunho da sua fainilia. 



I 



□iNni -nxn T 



T T I V ■. — T T : • • ; 



~- : ■ ■■ ■■ T : - V V T : 

1 

: nny^ rnp:^ f]i^ nr^ ^pi^ ' '^t^ah 

• T : ; — — T T- T 

4 
T T T ■• ■ ; •* : 

7 

' Dn.wnDi D-^n DJ1 Dpi {<iiQi 

HDN^M ^Db ' ^D ' nnx ir'w* ran iih 

: hdm kSin ^^i<n) ^^^i<n r]np^_ rin>\ 






rariN* nnDi<3 dij<- pi^i^ n 



1) Job XXXII, 14.— 2) Juiz. XIV, 18.— J?) Ex. xv, fi.— 4) Job i, IB. 
— 5) aeii. xxvm, 12.— 6) I Sam. xvn, 3G.— 7) Nali. ii, 12.— 8) Jol) 
IX, 2; Ps. cxLiii, 2.-9) Prov. vi, 30. 



-u ^h 






jj^] J.* ,^ Jo ^_J, >j;,ji3jj , ^iJi 



sUx-' 





a^ 


^^' 


^ V J 


b-^ 


^ j:_iLi 


> 


.V J! 


J=kJi 


L.^^ 


- 


• > 


» L.I. 





*Jij: £j5j ^J; aJLs ,,-.^> ^ _o»ck y' ,ij 



,-^ ^-T' v3 ^- J—: w^*- c^^ J*r. ^r' 



8. Agazella e o leao 

Uma vez, uma gazella, assustada dos caQadores, metteu- 
se numa eaverna, (para Ihes escapar). N'essa oecasiao, 
entrou um leao no mcsmo logar e devorou-a. «Iiifeliz 
de raim, dissera ella (antes de morrcr), per eu fugir dos 
liomens fui topar com quern c niais terrivel do que elles 
em forya e valor. » 

Eis a significayao desta fabula : 

Tal que foge de uiu perigo pequeno, vae cair noutro 
muito maior. 



30 



T — T : ■ ■ : — T 



1 , 
T" : • T T— -I — •■ : • 

: 3ij< 103 ati^ rni -nx ivjd tn* 

V T : T I • • ■ ■ : ~ T : t 

31TO \-innD ^3 ' ^^ ^1N ' ':'\^ pyT 

V T • • • : ~ T • • T — ' "^T 

: nn*2^ \nN*iio w mv d^in* T31 

- T • T T - T V It •• - : 



7 
— T — ■: — T • 



1) Is. XXXI, 8.-2) Gen. in, 8.-3) Is. ii, 8.-4) Amos v, 19.— 
5) Job xxxvii, 8. — G) Ex. xxvi, 3(3, 37. — 7) Is. xxiv, 18. 



^:^ JU-s ^ 






J-a> 






9. A gazella e a raposa 

Uma gazella, apertada pela sede, desceii uma vez a urn 
po§o, onde bcbeu com avidez. 

Depois, procurou saliir mas nao pode. 

Uma raposa que a viu disse-lhe : :<0 minha irma, crraste 
de todo no quo fizeste ; tivesses tu primeiro examinado o 
meio'de sahires, e depois descesses.B 

Eis conceito : 

Esta fabula tem em vista (advcrtir) os que so seguem 
as suas ideas sem recorrerem ao coiisellio do outrom. 



32 



T — : T— T 

' N^'^ji nJDi ^nii r\)mb 11^ d.t ^in 

T T •• • • ; : ■ -T ■■ I 

T : V I : : • ^ t - t t 

D*^D J^iin ^\S^ ]^3 ' "1133 lin Dlt2 

T • ■ • • • I • • I • — 

. ]N*^n '?N* ' -)iv 3i^pn 



T •• 



1) Jer. XIV, 3.-2) Is. v, 13. — 3) Gen. xix, 11.— 4) Prov. in, 5. 



^l^j ^oM [' 






10. As lebres e as raposas 

Entre as aguias e as lebres occorreu uma vez uma 
guerra. 

As lebres dirigiram-se as raposas pedindo-lhes a sua 
allian9a e assistencia contra as aguias. 

Responderam-lhes : Se nao vos conliecesseraos e nao 
soubessemos o que sao os vossos adversarios, acceitaria- 
mos a proposta. 

Eis o que signilica: 

Nao e prudente aqucllc (lue trava coatenda com que an 
Ihc 6 sup(!rior em fOr^a o em valor. 

3 



34 



D^^V^^D) niDii^M "> 






' inn? ^j^ys D^^yvii'^ 1?:)n*^ 

' |niN^ "lir.l ' i^P niry ijn 

' ppy iiiin -i^'n yii n^^i':' 

|??3^ miD^ "liVT J^'^ DJ<^ 



1) Prov. XXX, 25, 26.-2) Jer. xxxii, 19.— 3) Gen. xiv, 2.-4) Ez. 
xvir, 3.-5) Ob. 1, 1.— G) Jer. vi, 4.-7) Gen. xiv, 13.— 8) Ps. lx, 13. 
— 9) Num. X, 9.— 10) Prov. xxiii, 1. 






11. Alebre e a leoa 

Passando um dia ao pc de iima leoa, uma lobre disse- 
Ihe: «Eu dou a luz, cada anno, uni grando ni'imcro de lillios, 
e tu em toda a tua vida mal tens um ou dois. » E verdadc, 
redarguiii a leoa, mas com quanto nao seja senao um, e 
um leao.T) 

Per csta faljula vo-sc que inn s() lilho, mas bom, vale 
mais que muitos imbecis. 



3G 



n^i-iNui x^^n'^n N*^ 



■ T : T ' 



V •.• : — T • • • : T • : — t : t 

'■2 

TT • — T • ••; T T:T 

T T T •• ; V — : • T ; — 

• T •■ : I •• • • • : — : 

: ^>' i<y^ 1? bv ^;3 "^N* ' ]yni 

: D^ij^nn "ip^stp nnDj< ^b ]n ji'^n* 

: D^N^^tri r3 N^ini ' to^iSD ^3'^^^ M^n 

. . I .. . . _ ... ^ .. 



1) Gen. IV, 7. — 2) Num. xxin, 1<». — 3) If. xxxiv, If); Ps. iavt, 7. 



i^ ^JL^L-t^ l^'X^^^cs. ^Ji^Aj] L^ls ,^.Jl.S L,vli ^^J:,vi3^j j:2.~<y 

12. A mulher e a gallinha 

Uraa mulher tinha uma gallinha que punha todos os dias 
um ovo de prata. 

«Sc eu Iho augmentar o sustento, pensou clla, tambem 
ella poni dois ovos.» 

Porem ao augmentar-lhe a alimentafao, rebentou-se-lhe 
papo morreu. 

A})plicaso csta fabula a muitas pessoas, que tanto que- 
rem augmentar os seus lucres que ficam sem o capital. 



38 



-*nbi:i2^nm n-j;\s*n d^ 



. niobiS* n^m n^3 iiciJ nN^yo -Dn?2 

T T : - T • •• • T : T V : - 

T ; ' • T V -; T •• : - •.■•■: 

T : 

.. . . .... ^ — . .J. .J. 

8 






■: ■: T : V t t — • : - 

1-2 

' nmN^n ^nn ' nyp3 n^^n "hn 






13 i:! 



TT- •— : : • :■'■ T 

I'l 

D.^'cpa liin i^^n f^^y^ n^;]5 -^jk* 



^^"i^^"!?!)' gallinlia, nao e exprcssao biblica, mas rabbinica. 
1) Ps. Lxxxiv, 4. — 2) Cant, ii, 14. — 3) Ps. civ, 17 ; Is. xxxiv, 
15. — 4) Is. ibid. — 5) A forma singular rili"^^ nao se encontra na 
Biblia, naturalmente por uilo ter havido occasiao de se fazer uso 
d'ella, mas 6 muito frequente na Mixna. — G) Ps. lxix, 22. — 7) Ex. 
XVI, 22.— 8) Gen. xli, 47.-9) Gen. xxii, 3. — 10) Gen. xxv, 30.— 
11) II Sam. XIII, 5.-12) II Eeis viii, 12. — 13) Prov. xxx, 15, IG.— 
15) Prov. xxiii, 5. 



;jJj ^-^j*^ IP 






^-^ 1 ,- — ^ 



^^^JaJ" C-s3j '^jj ^jJv.'jjjJ C^Sj J, ><^C> C...«_^ L 









13. mosquito e o toiiro 

Um mosquito ponsou um dia sobrc a haste de um touro, 
e imaginando que se llie tornava demasiadamente pcsado, 
disse-lhe: «Se te incommoda muito o meu peso, declara- 
m'o, para cu mc tirar de cima dc ti.» Respondeu-lhc o 
touro: «0 tu, quern quer que sejas, nao del pela tua che- 
gada, nem tcroi conseiencia da tua partida. » 

Esta fabula diz respoito aquelle que aspira ao rouunic 
e k gloria, scm ter merecimentos nem considerayao. 



40 



-ICm D^DTH* J^ 



1 






\TiDD "liSD liSO nny i<br\ ' idn*'? 

— T ;— T • ••— ■: — 

,H , , 7 

— T I r ••T •; • ;• 

: ^^5nD \byp f^iy.x ' n^yr ins 

^iN^iDB \iin isb in ' HT vo ' |y:i 

: yi:ii -iiD3Di -iiDD ':'''DD ^-^i 

T : • T • T • : - T 



* 



31DT e propriamente mosca, e nao mosquito, como no texto 
arabe estd; na Biblia nao tem termo cquivalente benw detenninado. 
No hebreu post-biblico dA-se-lhe o nome de ]2f)D^- 

1) JI Sam. VI, 16. — 2) Ecc. xii,9.— 3)ISam.v, 11. — 4)Ps. cxLiv, 
14.— 5) Jon. IV, 10. — R) Dan. x, 8.-7) Gen. xlix, 15.-8) Is. i, 
14.— 9) Job XXXVI, 2.-10) Is. xi, 14.-11) Estb. vii, 5.-12) Neb. 
XIII, 7; Prov. vii, 7.— 13) Job ix, 11.-14) Gen. xix, 33.-15) Prov. 
xvii, 7 ; XXVI, 1. 



)L .Ul If 



1£HS 






4,^1 ,JLo lJlUjJI jL^31 j;^.^; ,^^1 jlj| 






14. hoinem e a morte 

Um homem ia, uma vcz, carrcgado com um feixc do 
lenha, que sc Iho tornara pesado demais. Can9ado e abor- 
recido da carga, dcitou-a f('»ra dos liombros, e posse a cha- 
mar pcla inortc. 

A Morte appareceu-lhe dizendo : «Ki«-iiui acpii ; para 
que me chamaste?» — aChamcu-te, respondeu Ihe o homem, 



42 



pai'ca que me ujudcs a pur outra vez esta lenha sobrc os 
hombros.)) 

Esta fabiila significa que toda a gente ama a vida d'este 
mundo, e que so se desgosta com as enfermidades e a mi- 
seria. 



V T - : T T T 



. f^ns bv nt^:^! ' nip^:^. mj^. 

: n^i^lLl ^^S'H I^DDD J7rU 

8 ^ ' ] ' ' 

. rpprib) ri)t2b p_^i ' inn vby 

' rjDpi ^ifi^i ^i: ' pyj? n^3 D").^ 

. rp^) ^bn ' nn ' \nvr, ' 1^:1 
^Dlin ^T3 ^bnjs^ -ipN^i 

: nsn ^b^ ]^^«t ^? ' \':5'^P V^^ ^^ 



1) Ez. XXXIX, 19.— 2) Ez. xvii, 4, 22. — Deut. xxiii, 26.-3) Gen. 
XXXII, 2.-4) Ez. XIII, 13.-5) Is. lvii, 16. — 0) Jon. iv, 8.-7) 
Gen. xLiv, 11.-8) Ps. cxlii, 4.-9) Ps. x, 9. — 10) Gen. xxiv, 15.— 
11) Is. Lviii, 5. — 12) Is. XIV, 29.-13) Ps. lxxxiv, 11.-14) Is. m, 
16.-15) Is. X, 32.— 16) Deut. xxxm, 12. 



-J 



JL:^; (0 






iJ«.wJ 1 Jl .>=! XwJ ..' 






C £ 



15. jardlneiro 

Um jarclineiro andava um dia a regar plaiitas. Pergun- 
taram-lhe : aPorque motivo as plantas silvestrcs teem tao 
bello aspecto com quanto nao sejam cultivadas, ao passo 
que as cultivadas cmmurcheccm e morrem tao depressa?)) 

Rcspondou o jardinciro: «Porque as silvostres sao cria- 
das pola propria mae, em quanto as outras o sao pcla ma- 
drasta. » 

Deprchende-se d'esta fabiila (|uo a cduca^ao dada jxla 
mae e muito molhor do que a da madrasta. 



44 



:i 

' D^iVi^^pp nob ' -i^N 
' D"1T^ ^P.^"i^? n^?!! 

•.• T : • - •■ T T 

1-2 

' v^i ^^^' "'"'.^ i^.t ^5 

1 ^.j— ^ .. .. 

1»V "itt^J«5 1^^^ ^lf< 
: iDiS ^b\ VD.S r\'m 



* DJI"" signiflca davrador, cultivador». A palavra quo mais pro- 
priamcnte conviria para designar o jardineiro sevia |"iri23i mas so se 
encontra na Biblia empregada como nome proprio. (Vid. Die. He- 
hreuFrancais, par Sauder et Trenel). Eutretanto a Mixna diz ]33- 

1) Deut. XI, 10.— 2) Jer. li, 23.-3) Dan. i, IG. — 4) Ps. lxxx, 
10.-5) Geu. XXVI, 13. — G) Lev. xix, 25.-7) Prov. m, 8.-8) Ps. 
Lxxir, 6.-9) Prov. xxx, 16. — 10) II Reis xxv, 12. — 11) Gen. xxiv, 
21.— 12) Job xxxiii, 25.— 13) Job in,' 12; Cant, viii, 1. 



i^^-i c''"*" ^"' 



^ ^:-~ J^^=^J ^-^*r: ^--tW ^^ ,*~^. ^•' c'^^^ c'^''^ 









16. homem e o idolo 

■ Um homem tinha em easa um idolo a que prestava culto, 
c a quern offerecia cada dia ura sacrificio, ate dar cabo do 
tudo o que possuiji cm despesas com o idolo. 

Appareccu-lhe o idolo e llie disse : «Nao desbarates o 
que te pertence por inim^ que de])ois me deitartls a mim 
as culpas)). 

Eis aqui o coneeito disto : 

Ha tal que disponde todos os seua bens no peccado, 
e que depois pretende que foi Deus que o empobreceu. 



46 

• v: T : • T 



^b n:iD^i 

T : • -" 



' n^T )b nnr 



1) Is. XLiv, 15, 17. — 2) Is. xLiv, 19. — 3) Is. ix, 17. — 4) Gen. 
xLiii, 16. — 5) Este substantivo e regularmente derivado da raiz 
verbal HDIi'i frequente na Biblia, assim como PID] ((sacrificio«, 

HDli «vegeta§ao, florescen^a'), Pl^^ m-ebento, arma-), ni^.! "es- 

sencia, perfume^, ni~l. "allivio, salva^iio, cs2:)a9o», HDD <(ac^'ao de 

passar, paschoa», H^J «victoria, cteruidadc», riDtp npunliado, 

palmou, nb'Q nsal", PI^B "confiaii^a, tranquillidadc", rT^Jf cclari- 

dade, luz», PIDlS "morticiuio, caruificina», sao das respectivas 

raizes HDTi HD^i etc. facto de nao se eneontrar, na forma 
substantiva, senao nos auctores post-biblicos, nao prova que seja 
uin neologismo. Nao vem na Biblia por nao ser esta mn diccionario, 
onde for^osamente devain caber todos os vocabulos da lingua. — 6) 
Ex. XXVII, 20. 



47 

T T - • 

...... y . 

: r\i2V bnri 



T : T T 



TT 

T : T T T T 

•■T ' v; 

T : T : ■ — : 

' lip ' IDN*!? 



7) Prov. XV, 14; Os. xn, 2.-8) Prov. xxx, 9.-9) II Clir. xvi, 
9; II Sam. xxiv, 10. 



48 



■ TT — ; 






pnD lb"" 

I - T 

' pyr. nD2^. 
I r 

: C^DD pDD^ 

.... -J- 
T : 



10) Ts. xT.v, 0.— 11) Lam. ir, If).— I'i) Jer. xi.vr, 9; xxv, 10.— 1;{) 
Dent. XXI, 20.— 14) Jer. ix, 17. 


















C^- ^' 



17. honiem preto 

Um homem viu urn dia um j)reto banhando-so na agua. 
Disse-lhc: ^O irinao, nao enxovalhes o rio^ que, por mais 
que fa^as, jamais eonseguir/is fazor-tc brancoi), 

Esta faljula i)rova quo o signal posto [)ela naturcza 6 
indelovel. 



50 



: 11^2 br\:2, ymb /^i; ^li^iz 
' n^D- -i^;p irx ' 'Z'^* i? im 

r ...y. T .1- . T T- : ■ - 

T : • ■ T T T T • ■ V • • 



/ 



1) Lev. XIV, 9.-2) Ez. xxxii, 2.-3) Is. l, 3.-4) Jcr. xiii, 23.— 
5) Gen. vm, 21. — 6) Prov. ix, 9.-7) Prov. xxvr, 11, 



^^ L^A \s 



u^r^ J 



C' -^ .-■• o " ^ ^ ^ J 






Sj^ J^ ^^va^^ j:yi J 



.;.' _Vc^ 



^Lii4,' .^^^.^.vCS. ^1 CX) f,w V j* X : d^wS a ' j 



^j XwiLs-^-"-^j jJLj"^ 



^ 



sLjx-' i J 


^J!« 








\^Jf..^\ 


^-\^j> 


d' 


* 





18. homera e a egua 

Um liomem andava montado nunia egua prenhe. Nuin 
dos caminhos, pariu. O fillio seguiu a mae ate uma pequcna 
distancia, e depois parou e disse ao donno : «0 men se- 
nhor, tu bem ves que ainda sou muito jicqucno para conti- 
nuar a andar. Ora agora, se tu prosegues o teu caniiuho c 



52 



me aband(»iias>, percceroi aqui, mas sc me levares cumtigcj 
e me criaros ate eii mo fazer forte, tambom por minha vcz 
trazer-te-lun as costas, e te coiiduzirei I'apidaiuente para 
onde quiseres)). 

Desta tabula dcpnliriide se quo os benclicios se devem 
conccder a (juem os merecer, cui logar do se prodigalisa- 
rem a quem nao v. dig-no d'elles. 



r : • T 

153 -^M Di^ pin-], pv^ ^st 

V T T T • * T •. ' : ' — 

' leyn v_\s nnx 12.^.1 

T" T T •- : 

T V — : — : ■ : ~ ■ ' ~ 

— T : I : V : v : 



1) Cant. HI, -20.-2) Nah. n, C — .3) Job. xxi, 10; Mich, vi, U.— 
4) Ex XXIII, 12. — 5) Gren. xxxiii, 1-4. — G) Is. lvii, 15.-7) Gen. 
xxxvni, 12. — 8) Ps. xciii, 1.-9) Pp. lx, 11, 



53 



111. 



1-2 " 

: liii^ m^ r^h pn 
. . . . J »- ^ ^ 1 . . 

. " ' I'' i 

. . . . _ ^ ^ . . I . . 

I :. . , 

■ : ^d'^: hdVlD nnn yi ^5 

17 , 

' ins y^triD -nb im r>* 

1 .. .. •• ;— I" T T : 



10) Mich, vn, 4.^11) Ps. ia-xviii, 38. — 12) Pr. xxn, 8.-18) 
Job. '50, ;}. — 14) Is. i.vui, 7.-1.^.) Dent, xiii, 9. — Ki) Ts. iii, i>-, 
1 Sam. XXIV, 18. — 17) Pr. xxxi, O, 7. IS) Pr. xxii, \K I'.l) Pa. 
xLi, 2.-20) Pr. xviii, 8.-21) Is. i.vui, 7.-22) Is. lix, 18. 



j-lr^j jL_^! \] 



LJL^ ^-^. j^^^= ^'^^ j'.y-^'^ -^'j ^^^' J^ c^^rA^: 
y.^% jJS\ \^U ji.^J\ >! L ^,L^i\V J JLi3 L^. % 












, o ^ ^ - ^ \ ' ^ ^'^ .. , 



56 



19. homem c o porco 

Uiu hoiiirin carrcgoUj inn dia, mim jiiiiiciilo um ear- 
luiro, tiiua cabra e nni jioi'co, c foi vcndG-los a cidadc. 
O canieiro e a cabra ncm sc; agitaram iicin se mexeram 
sobro (> animal; quanto ao })orc(), esse debatia se dc con- 
liiiUK V. uiio queria estar quleto. Disse Ihe o lioniem : «<) 
til, n p!^or dos animaes, porqu(' e que o carneiro e a cabra 
estao calados e sossegados, ao passo que tu nem te acal- 
nias nem te aqiiietas?» — -((O meu amo, respondeu u porco, 
eada um })orta-se conforme o que mais llie convem. 
( )ra, eii sei que o carneiro e procurado pela sua la, e a 
cabra pelo seu leite, emquanto que eu, infcliz dc mim ! 
sem la e seni leite, apenas cliegar d cidade, logo serei 
niandado para o ayougue sem a menor diivida.)) 

E.efere-se este apologo aquelles que, engolfados no crime 
e no peccado, estao beni scientes do funesto future que os 
espera na outra vida. 

' DV^i Dnii< ^3DD on-ii^ w i<b 



1) Gen. xxii, 3.-2) Gen. xliv, 13. — 3) Ez. xxvii, 24.-4) Is. 
Lix, 20; Jer. xlix, 23. — 5) Is. liii, 3. 



57 

: b)p ]\si v^p p,s^ n.spn i^^ ahu 

11''.' 

"1'?^ iSt'Js^ PNT 1^2 ' ^^liS' HDt^b ^D 



TT : V V : . ■• : ~ t i- 

12 



r,) 1 Rcis XVIII, 2r,. — 7) I<:c(;. II, 14. — 8) Pr. xxvir, 20. — 9) Pr. 
XXVII, 27. — 10) Ceil. XXVII, .'JS. 1 1 ) .I.t. xxxi, lil. — 12) Gcii. 
xLii, 25. 



J L-^_J= lij; LaJUU ilkJ^^\ lX .U. _^ ^^il J 



^. i/=aJ ,.y.' , .J \^^ J5l£.ju..i J.;.c 



L-r- 



20. A tartaruga e a lebre 

Uma tartaruga o unia lebre desafiaram-se urn dia a cor- 
rer, e lixaram por meta o monte. 

A lebre, conliada na velocidade da sua carreira, dete- 
ve-se no caminliu e pos-so a dormir. Q,uaiito a tartaruga, 
sciente do sou peso natural, nao se deixou ficar inactiva, 
nem se deteve na sua carreira. Do sorte quo chogava a 
montanha ao dospertar a lebre do seu somno. 

Esta fabula prova que a lunganiniidado v. a perseverau^a 
valoiii niais do ([U(! a ligeireza e a preclpitaoao. 



60 



I V •• : — T r 

' n5Din ' -\):2r\ b^:D 
♦ 1^^]^ ^^.i< ""tan 



1) Nell. I, 11. — 2) Prov. xiii, 24.-3) Prov. v, 1 — 4) Jer. xi, 
111. — 5) Ex. XXXI, 17. 



01 

I • - T ; • • : • 









I 



6) Ps. <jxix, -iU. -7j Dciit. 11. ;>(j. — 8) Gcii. xxx, 2«. — 0) Ecc. 



IX, 11. 






^ ^x-- C-^1' *J 4^ XL^'-r^i-il Ji L-i 






21. lobo 

Um lobo arrebatou uma vez um leitao. Indo a fugir com 
a sua presa, apareeeu-lho um Icao que Ih'a tirou. «Estou 
assombrado, disse de si para si o lobo, que nao se con- 
serve no mcu poder aquillo que arrebatei k ^drgiiy>. 

Isto quer dizcr que os bens mal adcpiiridos nao duram, 
e se ficarem nao os goza aquellc que os tem. 



64 



I 

, iiyn:^ N^iD rr^ nw: dvi dj^t 

•A* T • • • T .' T T ■ • T * ■ : 

. niKi yn-^ bii:i ' nnN» iv3d tn 

V V T I — : • • : ~ T : t 

: 1^4:;' ]^5p nii'n n^inil "in.'5''.l 

T T • : T : ■ • : ~ v ~ 

5 '. 

• : — T • : • : ■• • • : • ~ t 

, i^ij^i. ])bp^ ' '\W n^i 



1) 1 Sam. XVII, 34.-2) Amos v, 19. — 3) Job. ix, 12.-4) Is. 
XIV, 5. — .5) Gen iv, 28. — 6) Gen. xviii, f). — 7) Prov. xxii, 8. 



' *-;:4-" ».^ 1^ ,.0 "iJ _J bu«^U 5,^ ^^-^axJi .jLs 



p; >^" >^ ^.^x._..; ^jjj ^j^jo^ -_*^i ^ jL...^i «wj 
5^%'.'j s'^i. Jwi.l x*j5'l lA^ 'S^-'Li j,^l ^L^-' 1 jjl-^F^ (.!•* 

22. espinheiro 

Disso lima vez o espiiilieiro ao jardineiro: «Sc cu tivcsse 
nl^uem que tomassc eonta do iriini, quo rae plantassc no 
mcio do jardim, que me regassc c tratasse. do certo os 
proprios reis tcriam dcsejo de mo ver c de contemplar as 
minhas florcs c os mens fruetos.)) 



66 



O jardinciro pegon nellc, plantou-o no mcio do jardini, 
no melhor tcrrenOj e and(Mi-o rogando diias vezes por dia. 

Eiitrio fortaloccram-se-lhc os ospinhos, niultipliearam- 
SG-llie OS ramos, a custa das arvores quo o rod(\'vvani, as 
suas raizes pcnetraram profundanionto na tci-ra, c o quin- 
tal ficou todo coberto pitr ello. Tal foi a quantidade dos sous 
ospinhos quo ]a nao liavia ning'ucm quo d'cUe se pudcsse 
approxiniar. 

Esta fa1)ula signiflca quo quern protege um horacm per- 
verso fax com que se augiuente a nialdado c a obstina^ao 
d'este em proporcao da gcnerosidade praticada conl elle ; 
a ponto que paga cada benelicio recebido com uma ingra- 
tidao ao seu bemfeitor. 



T T T 

1 

••T •• : T T — T 

T T T T . I T : ■. 

' HDinn ^^)v bv oi^ ' ]1in^ ' nny 

T T • :'r — • It t — 



1) Enteiidcndo que o leitor nixo desgostara de ver um exemplo 
da prodigiosa riqueza que osteutavam ua synonymia as linguas se- 
miticas, vamos passar aqui revista aos vocabulos que a Biblia nos 
conservou para designar esinnhos ou toda planta que os produz. 

Alem de "ItDJ^, espinheiro, encontramos tambem : ' ■^^'Dt^' ' DTIin 

T T -^ • T • T— 

' bT\r\ ' inn ' pin ' y'l^vi ' i^p ' i^d ' -go ' -jdd ' ^^nj 
' 210 ' nr^ ' T^' ' c^i^iii ' nri ' icid ' n:c. 2) is. xxxn, 

T T T \ ' • • • • : T • T ; • V : ' 

11 — n) Is. XXXIII, 7. 



67 

1 

T i — r 'IT ' ; ' — ; 

' ^I'iJ nnn 12"^:. b2r] ^2br2 
: 'b)2i iin np_^3 D^^nnb 

. D^!2y2 nv ^D? r':}T^ p*^*.^.i 

..— . . I .. -J . T T T I — 

. nnc ii:^p:^ -id v^i |in 
nn'Z' b.s^ nny 'pv^d^ ' ^Di d^d 

- T V : • : ~ T T : 



1) Jer. XIV, 3. Comquaiito a palavra 33, no versiculo citatlo, so 

se encontre ua forma plural, niio nos parece illicito emprego do 
singular: 1.", por isso que tainbem achamos jmlavras da mesnia ori- 
gcm e significarao, como {^D3> i^isadas no singular, Is. xxx, 14, ou 
no plural, Ez. xt,vii, 11 ; 2.", porque ao ompregar plural, propheta 
nao obcdece a forma da palavra mas sim ao sentido da phrase que 
assim requcr ; 3." porque ol)jecto representado pcla palavra 33 

nao e dos que se oflerecem sempre a nossa vista (!m numcro supe- 
rior a unidade, como Qii^iD"!, «numerosas gottas«; Qili^^ti^, "cliuvas 
abuudautes", asseryao, qu(; comprovani os synonymos "T13, ~i{^D, 
-)j^3, ''P090') riDID) "tanque« como iS\j , etc. — 2) Cf. y'pj;, rny, 
^t^y. — S) Ps. i,'^^. — 4) Is. v, 2.-5) i>s. cv, 25. — G) Ps. xii, 9. 



\r 



J->.ckL AiL ioLj c. V-' —'''-■'' -ij' -»v 1.2, i'i' ^'^^ 
•• ^- - • •■ C- (2 'I ^ ^ ^^ - 

!j-> L J hi;L3 j:^ j^ .jL^u j;.^.[ JxJ jUi ijb 

- - ^ ■ ^ ^ ■• ~ • 

23. Umpreto 

Um dia de muita neve, um preto despiii-se e p6s-se a 
esfregar com ella o corpo. 

Disso-lhc alguem: «Porqiie csfregas tu o corpo com a 
ncve?» — «K que talvez assim o faca braiico, Ihe respou- 
dcu o preto.)) — Uin sabio (que isto ouviu) rcplicou-lhe : 
ftOli honiem ! Nao to causes dessc modo ; ora pode rauito 
bcm s(;r que o leu corpo euiiegre^a a iievt', ao ])asso que 
elle so podera augnieiilar iiii uegrura.)> 



70 



Isto mostrn que u inau podc corrompcr o Loin c honrado, 
mas quo o homcm honosto nao podcra jamais emendar 
perverso. 



^^)3n :d 



1 

. t'DDD ^^Dn3 n^p'n -\s i'^ np^s; 
7 

8 

: rf2^ mr. N'ln') ' ipn^ j^"? n^vp 



1) Ex. X, 5.-2) Ps. LI, 9.-3) Job ix, 30. — 4) Ps. lxxxi, 7.— 
5) Pr. XXVII, 22. — G) Job ix, 29.-7) Pr. xi. 3. - 8) Ecc. i, 15. 



ilar- a Jwv^;.:ii. \f' 



c^X'wx.' o-w ^yj.dv! J 1^1 ilsr^- o^JLs j"^- JLJi^c;. 



-T ^ 









o^ JJ.; 



SUi 






24. A vespa e a abelha 

A vespa disse um dia a abelha: «So me quisesses deixar 
estai' comtigo, assevero-te que fabricaria mel tao bem como 
tu, e melhor ate.)) 

Consentiu nisto a abelha, mas eomo a vespa nao lograsse 
realisar as suns pretensues, feriu-u ;i abelha com o sen 
ferrao. 



12 



Sentindo appruxiiuar a iiiortu disso a vcspa: «Beiu me- 
rcci de certo a fiinesta surto que mo alcauyoii. Pois se 
nao mo f'oi dada iutollig-encia sufficicnte para fabricar pez 
que fosse, quern me metteu a mim em querer fazer favos 
de mel?i) 

Esta fabula refero-se aquelle quo so onfeita com o que 
llic nao pertence, e pretende exccular aquillo para que 
nao tcm aptidao. 



ni^Dini r\'^''\^r\ -q 



: mrrh 

• T • : • 



. 15 ' W^^l 

—T : 



73 

T V — • 

, I 

• T : — 

T T — 

T ; V — T 

T V.V 

' nriD iDj? 

T — T 

' HDiiyn 

T T — ;— 

T : ~ 



1) Ex. XXXV, 32, 33.-2) Jor. xxii, 30. — 3) Job xv, 10,-4) IT 
Sam. r, 20; Deut. xxx, 11. — r») Is. 14, 0. 



74 

T : T 
T : V It 

' ^^^) T"iv 
' main npi 

T T • — 

'• : T 

D^Di bD 

• T T • 



1) Deut. XXXI, 17, 21. 



75 

T 

■' pin ^^3p 

T : T r 



i? DJi^ ^^^ 

' min nipn 

T V I : • 



TT— : 



]) Pr. XII, IH. — 2) Job V, 2.-3) 11 Clir. xxiv, 13.-4) I's. 
cvii, 27.-5) Vi: xx, 3; xviii, 1. — 6) Ez. xviii, 25, 



76 

• T ; 



TT I •• 



1) Ez. XXXI, 15. — 2) Job XXI, 5. 



jr^ 



rc 



J..? Li ^-:^^-H ^,jU J^^^.' jLx-.:..Li ^ji}\ J,c ^_^,i;.L5 



sLj^x* ij.a 



i sjj;. ^ ^=a3„ jj^ ,,L^;^1 .^j ,,! ^^.^J ^' i.'A 



c" ." r •• O 






25. iiienino 

Um dici uiu rapazilo deixou-se cair nuiu rio, q como iiao 
sabia nadar, csteve a ponto do se subincrgir. 

Implorou o soccorro do uin transeunte. Este approxi- 
mou-se e pos-sc a admoesta-lo por olio tor descido ao rio. 

Ora a orian9a bradou-lhe : aO senhor! salve ino primciro 
da inorte e adinoeste-iiio dopois.T) 



78 



Esta fabula inostra que iiao c cunvcniciitc o ccnsurar 
mil iiidividiio iia oecasiao em que esta sepultado na des- 
graya, sendo este muitd man ensejo para censuras. 



• 

: ^lH) v*12D vb^i U'zi^M Mini 
, d;:^ )2b )2) ' Di b)p3 Nnpii 

V T - • - T : • •■ ; 

' pMiij^b it2)v "^n i^ps vt^^ 

: nnpin? liy^n icib bii^V) 

' pin ^b ]nn ont? ' j<i ' i^^n idn* 

. |iD-iiiu bp^n im ' ]DI ^i^ 

: DinDt' -]t:?nb ny ' nin^ nsib ny 

. iiDN^b nnDin ny 'pdd .si^n Ss* 

I T T T • • • • T : T - 

: D^iiN* bv b^:iy3 inys nzn. 



1) Jer. xxxvin, 22.-2) Job xxx, 25.-3) Ps. lxix, 2.-4) Job 
XXXIX, 29-, Ex. II, 4. — 5) Ps. cm, 4. — 6) Ecc. iir, 1. — 7) Ecc. iii, 
7._8) Pr. X, 19.— 9) Lev. xvi, 2.— 10) Pr. xv, 23.-11) Ez. xvi, 12. 



'T'3 , c?'^ r^ 



L^J! VJii b^c ,_ii^ ^!,.J! j_..^- X 5> ;-...^ 

^ ■ \ •• .. J" ■_ 

-•-->* , vs .^^o c^.,;-V^ s^Oj ,2, _^.>iJi_y vjud J 1.^^ 



jL;jc-- Ij-j 






26. A crian?a e o escorpiao 

Uraa crianya andava um dia a caea dc gafanhutos. 

Vendo um escorpiao, que llie parcceu ser mn grande 
gafanlioto, estendeu a niao para o apauliar, inas retirou-a 
logo. 

Di.sse-llic cntao o escorpiao: «Sc me tivesses posto na 
mao, ter-tehias de ccrto cscarmentado da caya dos gafa- 
nhotos.j) 



80 



Desta tabula resulta que o lioineiu dovo disceriiir entrc 
(» bem c mal, c tratar cada cousa polo modo qnc Ihe 6 
adeqixado. 



. ^-"Dn D'nb nb mi ib^ 

• T T I — T 

: 2v;}}r\ nnn t^bn D^py i^D 
. 'p-'VN^i li'Nn D13^ ni "^{^ ' -1DN 

•.•'VT - •• T T V 1 •• 

: b^p5 DHpi D"ipyn b^^ hdd 
: b'^)iD) DID bi<ri vt nr-n 



•• T TT 



' n:iDn ninj^ N^bi'? ' 2ipv int^ 

HDIN ppb ri«ipin ^D iiy ' D^m 

« 

' bDDD llnb TDD IJ^i ^3 ' V'^^ 

..... y . y ... — . 

. ':'Di:u i<bD non dn* ]^i dj^j 
• -DDH D^D li'Ci niJO liJ::b 



1) Cant. VI, 2.-2) Ex. xxiv, 11. - 3) I Reis vi, 25.-4) Is. liii, 
7.-5) Ps. XXXII, 7; Pr. xxiv, 12. 



L'Uv;^. 



.v=. r 



La^j vJI^j ^viTa jc ^,»vJ ,JL , ,l-i=5 'L/» sj.a_* Ihss-^ Ja-'Law J^ 

27. A poniba 

Um dia uma pomba, apei'tada pela sude, esvoa9ava a 
procui'a de agua, qiiando avistou sobre um muro um vaso 
cheio della. Precipitou-se para o vaso, com tanto impeto, 
que rebentou o papo. «Desgragada de mim, exclamou ella, 
por minha precipita§ao em procurar a agua, acabci com 
a vida.)) 

Isto significa que a lontidao e a paciencia nos negocios 
valem mais do que a pressa e o estouvamento. 

6 



82 



T — 



linn? i^^n 

2 

; • — T : T 

• T T ; V • • 

. D^rvB -nnn 

•T •• T r 

: D'lO ]\xi ' nil"' 
. D^bpD? ipnn 



1) Ps. xviii, 46.-2) Ps. xLii, 2.— 3j Ex. xxv, 20.— 4) Ps. cxxxix, 
8.-5) Pr. XII, 27. 



83 

7 .■ 



•T : T 

s 






• — T — ; V T 

(1 
I * T : — : 



• T : T - T : ■. 

10 

pyn w 

: a\^ ^yi3D ^y 



— ; "" : 'tt 
T • : — 

■ T — V I • 



6) Juiz. V, 21. — 7) Jer. xviii, 3.-8) Dcut. xxxin, 28.-9) Ps. 
cxix, 20. — 10) Job xiir, 25. 



L3 fA 



C^ 






^ V^ ^ ^'•. . L7 •• C/ 

28. Ogato 

Um gato cntrou iima vcz na officina dc um ferrciro, c 
encontrando uma lima caida, pos-se a lambc-la com a lin- 
gua. Ora, comcgou a correr-llie sangue da lingua, c como 
clle julgasse que era da lima, foi-o cngolindo, e continuou 
atd que se llie fcndcm a lingua e morreu. 

liefere-se esta fabula a(|uelle que espcrdica os sens bens 
Bem nccessidade, e que, por nao tor calculado as suas des- 
pesas, se lan^-a, sem o saber, na ruina. 



86 



T V 

. im^iiD niiiN* n::^ bn2 ^nn 

T • : T : - - T V : - — t 

. inn? ^^^"^^1 ' n^"'^ ^^1 '"^l-l 

' i^'pD^i "nb^^i v'iipb iiy f^Di^i 

: i^n!? psnni liiii^b p^ni 

: Ipti' rjP? P^^^ P^1\ '^Tr?^! 



1) 1 Sam. XIII, 21. — 2) Este termo nao e biblico, mas post- 
biblico. — 3) I Reis xxi, 19. — 4) Zacli. xiv, 12. — 5) Job xxix, 10 5 
Ez. Ill, 20.-6) Jer. vi, 16. 



^^Kj ^\3^ f^ 



hS \Lii3 lis!, ^JL' a > .XO! ^Xi3 ]ai;^u..U 1;-^ LKU 






29. ferreiro e o cao , 

Um ferreiro tinlia um cao que nao cessava de dorinir 
todo o tempo que o ferreiro. andava na sua lida. Mas, 
logo que este parava o trabalho e se sentava com os sens 
companheiros a comer alguma cousa, eis o cao que accor- 
dava e punlia-se em pe cm seguida. Uma vez disse-lhe o 



88 



ferreiro : «0 cao da fortuiia! — (de desgra^a) — porque 
razao o ruido dos martellos que fazein tremer a terra nao 
te accorda ; ao passo que quando sentes o leve rumor dos 
queixos logo te crguosVi) 

O scntido dcsta tabula c o scguinte : Tal individuo lia 
que ouve o que nada importa aos sous interesses, o que 
descura o que Ihe pode ser util. 



:Pt?r; trip ti'^^ n^3 
' n5pp )1N^^ dn? 

V V T • T ; 

• T : ■ : v; v 



1) Gen. IV, 22.-2) Est. v, 9.-3) Is. xli, 7. 



89 

' D::ii^ b)p '^bz'3: 

V V T T 

]^J? DJT ]li< DJ 



4) Jos. VI, 1. — Tomamos a libcrdade de introduzir iia versao 
hebraica utn conceito differcnto do do toxto arabe, jtor nos pnrccor 
que quo mais devia iiiteressar ao cao iiao dcvia de certo scr o 
ruido das martelladas. 



.^_,^Jjij tt >- j uo p» 



■C i; £. s. 



sLx» ij-fi> 



.X/:sx.4A) 



:a>' *j' 10 1 jlJJi^) --Livl j^j i^^:^ w_) J,Jl 



^Wl?^^ 



30. Os caes e a raposa 

Um dia eneontraram uns caes uma pelle de leao. Appro- 
ximaram-se della e puseram-se a morde-la. 

Uma raposa que os viu, disse-lhes: «S6 esse leao esti- 
vesse vivo, tericis ja de certo sentido as suas unhas mais 
afiadas e mais longas que os vossos denies.)) 

Isto sigiiifica que ha muita gente que insulta as pessoas 
mais illustres c poderosas quando estas teem deeaido da 
sua primitiva categoria. 



92 



b^r^ri) DiDbpn b 



V V : ■. T T 

V v : ; T 

: nnsn - 

V V T ; T : — 

T^ : ■ — T 

• — T T ; T 



HDD bn^ bv 



1) Juiz XIV, 8; Ps. xxii, 17. — 2) I Reis xiii, 25. — 8) Deut. xxxiir, 
13. — 4) Jer. n, 23. — 5) Ps. cxl, 8. — G) Ps. xci, 13. 



93 

7 

T — 

T T - T 

-lii i<b)b 

T 

8 

nppnnp Dnn 

I TT- 



1". ., 

]in) ny tt'D*^ 

12 

nppnpn n^53 



7) Is. IX, 17. — 8) Gen. m, 24.— '.)) Num. xxii, 4.— 10) Is. xiii 
10. — 11) Ecc. IX, 4.-12) II Chr. xvi, 10. 



i9. 



v_^',\V jLiii j.jL^ J.**^ ^w^ -'-^' ■'--'^ ^-'-' ajLjLj 
* iwvsr^j LiLai;.) ^^^'j iJ^-^3 /«^ "^^ i3 i-l"^^ /-r^ 

31. cao e a lebre 

Um cao audava unia vez a ca9a de uma lebre. Tendo-a 
alcanyado, cntrou a mordO-la com os dentes. Ora, d pro- 
poryao que o sangue corria, o cao lambia-o com a lingua. 

Entao a lebre disse-lhe : «Vejo que me mordcs como se 
cu fosse teu inimigo, e que em seguida me beijas como se 
fosses meu amigo.» 

Kefere-se este apologo aquclle cujo coragao oncerra a 
perfidia c a velhacaria, e cuja apparencia e de amizadc e 
compaixao. 




96 



•T : T • ;— T T I T V V T T 

• T T : • T I : T • : • • :~ 

• r.^n "i'p "in ' »\D n.T mn ' nnj^ 

T : — : T ■ • • V V : 

T — ;— : ; • T T T ; 

• ■• : — T •• T T — ' : V — 

: ii|Tf n v^D) D^iiS^s ^;5n 

4 



1) Prov. XXX, 31 — 2) Jer. xxxi, 21. — 3) Ex. xv, 0.-4) Prov. 
XXIX, 5. — 5) Jer. ix, 7. — 6) Gen. xxvii, 41 ; l, 15. 



5 






32. ventre e os pes 

O estoinago c os pes disputavam um dia sobre qual dos 
dois contribuia mais para o sustento do corpo. 

Os pes diziam : « Nos, pela nossa for9a supportamos todo 
o corpo.)) A isto respondeu o cstomago : «Sc nao fosse o 
aliraento que eu vos don, ncm aiular podcricis, qnanto 
mais supportar alguma cousa.); 

7 



98 



Esta fabula significa que aquclle que emprehende um 
negucio scm ser ajudado por alguera mais forte c poderoso 
que elle, iiao alcanya exito nem para a sua empresa nem 
para si proprio. 



' ^HDinn m^ Dv iHN □1"' D^b:n 

T - ; • ••T • TV *~: ■" 

. i^r\^)n lib ni-i"' lii^v ' ic^sb 

"T- : • T T V V 

3 

. b^bi Di"> 3iiyi \-nni itrys 

• TT :■:■■. • T — : • : ~ 

— T T T ■• I • :~ • t' : • •— : 

: 7^n nw_ ^sn idd? -inn pps 

. irD-i| t^^Db "iisn^. i^nn ' ^in ]^i^D 
: n^b^n yqri bD3 wi. Dmn* nip 



1) Mich. 6, 2.-2) Dan. i, 20.— 3) Pr. xviii, 37.-4) Job vi, 2.— 
5) Ez. XXII, 22.-6) Gen. iii, 18.-7) Is. lux, 10. 



^Ls^JsJij j.^i^v;..'i P 



C 






33. A fuinha e as gallinhas 

Infoniiaram a fuinha dc que as galliuliaB estavam doen- 
tes. Lcvantou-se logo, A'estiu uma pellc de pavao e foi vi- 
sita-las. Ao chegar disse-Ilies : «A paz seja comvosco, 6 
gallinlias! Conio estais de saudeVj) Respunderam-llie as 
gallinlias : 

<fA nossa saiido sei'a pcrfoita no dia em quo nao tonie- 
mos a vcr-te a cara. » 



100 



Eis conceito desta fj'ibula: lla liypocritas quo mani- 
festain exteriormentc a amizado e occultam o odio no 
cora9ao. 



— \ V T 

T T 

; ubT[ 

• T 

•2 

T 

T — ; v ~ 

: Dbn 
b3 md ]^>? ' npiS* 



1) Gen. XXX, 11. — 2) Na rcalidade Hiili /• deveria dar Qniili 
on, no jilural Qnliili" — '3) ^ leitor nao estranhara a frequcnte re- 
peti^ao da mesma consoante se tiver presente que sao gallos os que 
usam da palavra. 



101 

: in 

TT 

n^li. in;, v 

T T : T T 



ij\^ ^j^ju^\ rf 



jL»J 61 a.Ls:^ ^La^ Jl >,J^^j J"^" -V^lj jl-^--'' /^-j'j 



3i sol e vento 

O frio e o calor (o vento e solj desniiarani-se a qiial 
dos dois conseguiria dcspojar um homcm dos sens vesti- 
dos. vento descncadeou so c levantou uma tempestade 



104 



violenta. Ora, o homem ao ver que o vento crescia em 
violeneia, apertoii bcm contra si os seus vostidos e envol- 
veu-se por todos os lados, de sorte que o vento nao foi 
capaz de Ihe arrancar o fa to pcla fnrya e impetuosidade. 
Mas apenas, aclarando-se o tempo, brilhara o sol, derra- 
mando o sen calor abrasador sobre a terra ardente, o 
homem apressou-se a tirar os seus vestidos e levou-os d 
cabega para nao abafor. 

Signifiea esta fabula que pela humildadc e bondade do 
animo so consegue tudo o quo se quer dos nossos seme- 
Ihantes. 

. DDinn mnnn n"iN^:i3 niin 

T : v— : — : •• ; — t 

. inins IV ^^iih i-^DTiib iD^n) 
: inriDpp n?^ Dts^n nito^b f^di^i 

: i^'^v.^ tit^'D^i ^\s^ri fi2V'r^)i 



1) Jer. xn, 5; xxii, 15. — 2) Geu. xt,ix, T,. — 3) Is. liv, 8. — 4) 
Jon. IV, 8. 



105 

5 

. toirp ^121 ivjD'n ' nD.Nj ^vin io 
. npi2 nnp '^i<2 b^ip) fVD ngiD 

: n*i5iDT -iDynQ ^iddt ' nil'' ddh 

. iiDS liS b^ns DIN* n:i"in^ j^'? 

. D1T5 n'pt bt53 ^iD"'. npjp.i 

. nn riD^ii t^D^i id idg b-Db i^'.i 

: Dn3 1312^: ^1 b)p) ]i-iQ nil);"! r],si 



5) I Reis XIX, 11.- (i) Is. i.iv, IG.— 7) Prov. xiv, 1G.-8) Prov. 
X, 12; XV, 18. — 9) Prov. xxv, 1.5. 



J;:zl!j ^^j .^^UJI ^jJ! UssJ^l yi bJlj'ljiJ X::^ 

^ ■ ^ '■ c ^ •• • ^ 



35. Os (lois gallos 

Dois gallos brigjinim; o vciiciclo iiigiu c foi occultar-se 
num canto, c o vcnccidor su])ia para uiu telhado elevado 
e pOs-se a l)atter as azas c a cantar a gloriosa victoria. 
No raesmo iiistantc^ uina avc de rapiiia que o viii lan90u-se 
sobre clle e Icvou-o. 

Esta faljula prova ([lu- <» lionicm iiao dcvt^ gabar-sc; das 
suas vaiitagciis. 



108 



:^->*^nn*2n D^Hji"inn rh 



' ]"iD^ DV12) ^VT3 b-^r\\ DDiS* bv 

• T T ; . — . - ... . •— -T 

' ]"iN^3 "itDi:^ )v)':^ rr^d7 nbyc^ 

: wbDD^ Dm i^^vi y^9? y^?i 
' D)D b'ip inoD TpT. ^TV. ^^^r?n 

: ]-inD nD| niT ^y n^.; n^^ ]ti 

: n^n ]p ini"] Dit^? inpn t^^y "^j^? 
. "•nitsfp iw bsp ' "i^?^ HN^K ny? n^i^i 



1) Gen, XXV, 22. — 2) Is. xlii, 13. — 3) Gen. xxxir, 29; Os. xii, 
.0. — 4) Gen. xxxii, 11. 



- -~o i: . 

36. Os lobos 

Uns lobos viram uma vcz pelles de boi de mOlho n'um 
regato. Como nao houvesse ninguem ao pe dellas jDara as 
guardar, resolverara entre si bcber toda a agua que os 
separava das pelles, ate podcreiii approximar-se-lhes e 
come-las. Aconteceu porem, que foi tal a quantidade de 
agua que tiveram de beber, que todos rebentarara seni 
poder alcan9ar as pelles. 

Isto prova que quein nao tern juizo faz ds vezes o que 
nao convem. 



110 



^T • •• : — •— : • 

' ibnp; pp;;p n^DkNtT 

T- • • ^ T - • 



T : • f - T : • 


' Q^J^T 


' D\1^'Z' 


' 1^^) f^np DV^^j^5p 


V T * V V T T : 


' ]vi 


' Wl^ b'D 


TT T •• : 



: Iran:) iDti' bxDti^bi 

; T TT — — 

. Dy^5 D-'b?!^ ip^3 nniy 
' ^v? in 



Ill 

T 

— -J- . _ . . 

' ii?|T^i D^? -inn ID IV 

T 

. ny^D i-i no b^ ^yob 

T • : 






w? 



37. ganso ea andorinha 

O f^anso e a undorinha associaram-sc para viver em 
commuin e para pastar num mesmo logar. 

Um dia saliiram contra elles os ca^adores. Quaiitu a 
andorinha, aproveitando-se da sua a<i;ilidade, bateu as 
asas e suniiu-se, ao passo que o ganso foi alcangado pelos 
cayadores e innnolado immediatamente. 

Esta fabula appliea-se aquelle que convive com gente 
quo so Ihe nSo asscmellia e quo c d(^ outra categoria. 

8 



114 



iMin) -i2i2n lb 



' D^s ]t^ 'l^^*^<t. ' 'Pi^n -iin-jn b^* 
: -njv D1D3 ' c^HN ^r^'3 ' i\^n ' "nn^ 

T : .— .... . T X ; 



•, — ;— T : • • T T : •— 

: b6^^ in-N^^ t^'^ijt ^^^t TO i^l 

-inn^ I^^N^ ' 3^DD ' n^3D ' 1313 IDN* 

' 1^1?: ' ^His^ 1^31 ^i"*? ' n).^n pi 
D^Dp cn^y^ bv ]n) r\b3 mto 

' D^Vn ^^y3T ntrp. ^3111 v^iN* 

. DMt^b pD^i r|:3 i>iii t'lp 



1) Is. XXXVIII, 14. — 2) Ecc. IV, 8.-3) Ruth, i, 17. 



115 

.... -J- — : • T •• — T T 

^iin ^'1 1? v^ ' I'PP ' ^^'^) ^^ ' ^? 



4) I's. cvii, 27. ^f)) I Siiin. .XV, li» 



ji'^^'lj ^'w3^ ia=ka iJo'Jij wsr-^j Lj ^ ^kLj .u J" ^^ ^ y^Jo 

38. cao e lobo 

Um cao, perseguinclo uraa vcz na ca9a um lobo, estava 
todo ufano pelo seu vigor e pela vc'locidade da sua car- 
reira, e gabava-se da fuga do lobo deaiitc delle. 

Voltou-se entao o lobo para elle c disse-lhe: «Nao cuides 
que o mcu raedo provcra dc ti ; a quern eu terno 6 liquclle 
que te accompanlia e que anda a ca§ar-mc.i) 

Esta Icibula prova que (» lioniem nao se dove gloriar 
senao das qualidades ([ue llie sao proprias, uem euvaide- 
cer com as quo llio )ia<» pcrtencem. 



118 



' 1TD b:s3n n::\s ' Diin ^\s^i 

-T • •• T ■ T ■■ T ' ■■ : 

' ^1 ' DJ^i ]T1 ' 2^3 n?"] rD3 

.... .J- ._ y -f _ I .. . 

. isnnn ^sy d^>^ i<"D3 ^i;), 

' bb::''? ' ^D ' ii^N ^it^ m'D i<b)b 



T T ; 



: ^ilD^D^ ^-^^i^ 



1) Ps. XVII, 10. 



119 

: inn ms?; dn'j N^rii 

' N^ii':: DN^ y:! 3:3 n^nn^n 

nti'u 1:^,^ n^D^ 
... — ... . .J. 



>a^Li LoJi j.jJl Ujj£ "^1 JL\ J J Lai ^=k! LK jli 

jiJcJlj , ^'-^^ '-^^ V^ '-rr^ /^^j^ jLOl TTj'-'^ ^' ^''-^' 
vJU^CJ >^'! C^ 1^} \jiijis i.Aisr^\ »jLi v_^^'J^ ^Y 

39. Os dois caes 

Um cSo, cujos donos cstavam para dar um banquete, 
saliiu, e, encoiitrando na praya outro cao, Ihe disse : «Sa- 
beras que temos hojc festim em casa; vem commigo, di- 
vertir-nos-hemos juntos." O outro eao accompanhou-o e 



122 



ambos entraram na cozinha. Mai os creados o viram, um 
(Idles, pcgando-llre pela cauda, atirou com clle por cima 
do iimro para o meio da vua. O pobre cao caiu se'in son- 
tidus. 

Quando voltou a si, sacudiu o po que o cobria. 

Os sens companheiros que o virao perguntarara-llie : 
«Onde tens andado hoje? onde estiveste a divertir-teV 
Pois, o quo parecc c que nao estas bojc capaz de atinar com 
caminho.)) 

Esta fabula signilica que ha uuiitas pessoasque cliegam 
sem ser convidadas, mas que saliem cxpulsas, ao peso do 
desprezo e da vergonha. 



' Yvir^ irii^ ^N* n^iS Y)r\'2 2b3 

T T : • : V : • 

i^y-i^D b-D'7 iSnp ^iiN^ in 

T T-.. : T : tIt • -; I •• 

T • •• : ■ : T • T— ;— : 

. mnn b^ i:^^]; ' ^nis* ' ni ):b ^:. 

• •• : T : : • •• t 

: VT3 n*^*n ns^ ' ^yi nnN* i^bn 

I — •• •• T T • •• T ~ ~: 



imbDN"' Dnb i:'!!^ nrnti'p nn^n ^^in 

• • - T T : • • : - :i - I - 

: ^m^-i nv.n 1^2) iDip iTPi^ 



OQ 



12 

V TT ; • : - : r: T^ . . 

T V V : T — T — : ■ - : ■ 

: n-i.i?iD i^Ji ]nT ' \y_r] 21:;, ni;?^ 



. a^sn nnc^ nn'^*D bs b.s* -dd 

. — — ; — : V : • T V T T 

. \snpi ,sb -r^ni ]n^*0 iiin:; 

. n^sc/p njir -in iN^i:^^ l^'^P, Pl 

: iiS3 T2}ii2 cpn □v^^:ii qv^^ 



J-'^j ^L.i! f. 









40. homem e as duas serpentes 

Um homem viu um dia duas serpentes que brigavam 
e se mordiam com raiva, quando outra serpente cliegou 
e as reconciliou. 

liomem disse entao d recem-cliegada: «Se tunao fosses 
peor que ambas, nao terias intorferido como medianeiraw. 

Esta fabula prova que o mau procura sempre gente da 
raesma especie que elle. 



126 



■ T : - : • T 



. D^pnp an 

V V : T • 

... -J. -^ 



127 

— T 

T : — : • 

— -T — T 

• T I ■• 

051:3 3.^5 



j>j:s.<w 



■J~J 



,K fi 



^y^. ^-.^'^J^ vJ*^^ L^"'J>=LLi ics-j-i. ^M-^-s^-'l-i ix* ^Ji 

i>_r • ^ ■ '' ■■ ■ ' I ^ " ■ 

^r O' ■■ ^ ^^^ C' w" ^- .. I 

41. cao e milhafre 

Um cao uraa vez arrebatou um peclayo de carne de um 
a90ugue c desceu para um rio. Ao atravessa-lo, viii na agua 
a imagem da sua presa; mas como esta imagem Ihe pare- 
cessc maior que o peda^o de carne que elle trazia, lar- 
gou-o. No niesnio instantc um milhafre descia e o levava. 
cao andou a ])rocura di» bocado maior, mas nao o encoii- 
trou. Voltou a procura do que abandonara, mas foi de 

9 



130 



baldc. Eiituo disse : «llliisao alguina tevo menus funda- 
mcnto razoavel do que a minha. ALandonci o (jue tinha 
no men podcr, p;ira eorrer atras do epic me nao conviiilia. » 
Esta fi'ibida dirige-se aquellc que abandona um objecto 
de pouca importaneia, mas que tem seguro, para ir em 
busea de outro incerto. 



T— T : V V - 

' bn it"2 nn; nsta dud n^D 

— T T T T — •' " V V 

. niQ2\ L3p.t^n Dipp )b:2i<b irpD^l 
' bv t5N^ VD-^D in: 1-IJ2 N^^D 

— • — : T ■ • T r : V T T 

: nn^n c^^' vnnn Nn''^ Mnvb r^ 

.... T : — : — : T : i t 

. )}2b)i na r\npb it^d it^^n 
. ^D2 b^v)r2 -hzib ' nntr \s^tri r<^^ 

I . . . ■^ • ; • T T : I • T 

' ^02b ''b Vi^i ^:^)izib \n^2c 
: ^iDT^ D.by 1^3 iiT^i ur}b ^D 

. ^1 ' -ip{<n .s^ ]^v ' v^p^ i^"^ b)m'D 

. it^*j;n ini< ^i'^'^ v^^^ ^^-"i "'■^^ 

' ^^l^* ^i:n t^^? br^ n^tr 

-^m' jv^»p |f<«i ' rain C.X ' LDVD DN* 



. '\n pp ' 2^5i^ ' -p-^^n d:,^ did 
. icn; ipn Dn'p pM^ 'p-g: i?;) 

1 X — •• It if — . 



;i?p 






Aqui termina este livro que cont^m quarenta e uma 
fabulas exactamente. 



T •• • T ; — : — 



APPENDICE 



saber e a ignorancia 



J.'.'"a^ Xx> jJL^ -;:s. Ax)] o^ 



O sabio vive eternamente depois da sua morte, nao 
obstante os sens membros desfazerem-se em p6 no sepul- 
cro; ao passo que o ignorante e como um morto a andar 
sobre a terra; e contado no numero dos vivos e no emtanto 
ja nao existe. 



r . T "r • : T ; - : 't T 

' inp-ibn pN 'p^i ^'f 'p; nra lys ^>'l 

T • — : T T T ; 'It , ; " 



A modestia e a inveja 






Quando Dens qiier descobrir a virtade que se esconde 
na sombra, suscita contra ella a lingua do invejoso. Se 
fogo nao lavrasse em tudo quanto o cerca, nao seria 
conhecido o perfume do aloes. 



"ipn nil Dn '^'xs '^pvp r\)b2b b^ n?^^^ on* 
: iti'n ]Wb f^tDr^^ ^w-d t> nnii?"! ' D.^vn??n 



Elogio do sapientissimo e benemerito Grao-Rabbino 
LazaroWogue^ 



n^r^^ r^j) npt' 2^:n j^i^n 
: nyip^i ^icn t^*^s'? i^'^r^' 
' not:' ^n^ v^n ni:::^ m'-i 

— .. -J- . . -J- — . . . 

— ■■ T ; • T '^ : 

: m^Di ^N* ^DDiD3 inn' 



' nniii ny;: npr.:^ ^sn 'bx 
: nnini^^m bub n:r\ n-iin 

' D^j^y nib^ }>-ii^* iDb n^^ 

: nbv^ HD^* 'p'j^ ^'^^i^. r^^^ 

' nD3 ^y nsn^ m:^d ^n^iD 

' in^ ci|2.N*. 1^ niiinb ]3 ^y 

: ntDViT f^D) HD'f D^p iSlDN* 



1 Era ainda vivo o Grao-Ral)l)ino L. Wo^^-iic qnarido fiz csta 
poesia, cedendo a iiin .sciitiiiicuto de profunda gratidao e dc adiui- 
ra^iio pelo homein que, ooino mestre e aniigo, nunca me ucyou os 
seus j)rec'io.sos conselhos duraute a coiniiosi^ao o revisao d'esta e 
d'outras obras. 



140 

' ionb Vi^yi ^n^*^ n^:n dm^ 

: nsni^^nb niN^^ t0 '^\sb 
: n^ijo^") ''iDD i:^\s'7 "i^'^b 



: n^p ci .sbi inn nnnD ah 

' npb nsii iDv;? 31^3 n^t' 



' p>v in3'^i ^30 ^p^ ^3 i)v 
' npbn^i 113? 1133 -i^nri 

: niip nil "i^m3 n)^3 bn; 

' ion ^3 '?y3 )b D^ribi< |n^ 

' pl^l HDN^ □- 1^31-1 bj ^3 

: niiD 1^3 b^n nt^yi "iiy 



141 

' PD'iS^p i^iN^: 'h'2^ nnpT 
■n?-^D bv nn ^n^ n^Ti dt 

It T — •. ■: •• •• • ; — 



•• • — . . ^_. ^ i.. 

' f"ii<n 2bnp -^pD.N} rif^T b^ 
' nniT "ii.s? ^^D^ 1^1^ n.:?n 



' nr^^n j^'pb nb b^ rbv-^ -]\st 

: n;iis pi? ^p inmN* ny 
: nc^ p.i^ib ^3b dji ^'p 3"i 



Naufragio 

Ao meu querido Irmao Salomao Benoliel 

' nib) HDT n^n ^nz ^3D'^ 

— T VV T •■ •• — 

' nn ^Di3 bv mntr D^n ^m*' 

— ■ • : ~ T : • T — • • : 

— T •• -T •• : : • 
— T T : - : V — T 



T : — V : T : 

' ^;iDCN -ipsp pliiD ^bpn 
: ^:)Di'\ i)i b::)D b)m ^:^ 



' n\:i: ^li'.s'i ^>y b^ im b^ 
' nn^ nDnbr2 did pimoD 
: n^in D^n -^bv vi-i^n b-3 



inn If y? nbpn '^pn np>* 
' N*in mD^n -im nitr dd^ hdw* 

T T V T — T T • ■ 

iniDD n^Di ^i^'ic n^3 ^d n^h 

T T : • T •■ T 

: ir\2) inn nn^n pN^m 

T T ; T I V T T ; 



144 

' CiWip ^9iy ^nj; ^p^^yn-HD 
' dnn n^^^ n^^D hdid n^h 

T . — _ . , -J. _. 

dn;n jxrn v^'spi 3113 ^^^^r\ 
: Dinn ^:d ^b^? Dy -i:*m. 



•T •• T : - : • - : -. t 

■ tt:t- •: V V It 

' ^10 ]'i"iN* nil inm 

• T - •• : ••-: V V T ; 



' ^3-ip ^bv -IDHi ^^K "iSs* 

' ^2iiy iwn ah dn^ ^b 'bhi^ 

' ^3^ -on i2p; ^b \p nHN* 

: ^3 nn; ::>pi ''i'lp yo'ii' 



' raii-i Nbj ^^33 TIN* ni3n 

' m^D bp_ ]m-D TV m^pN* 

' riK^p r|,s^ nn3 jniy^^i 

: niiiin ]"ind ^^3 ^n^ ^31:^13 

T ; T • I T" : T ■• •• ■ • ; 



T T . I ■• T — : 

' ^iN ''by. n^ dn3 ^^ nroin 
: ^i.s Ti^i "ii.s^ ^-^ bi< nDN"'i 



Zara* 

Feliz de quern passou, por entre a magua 
E as paixoes da existencia tumultuosa, 
Inconsciente como passa a rosa, 
E leve como a sombra sobre a agua. 

Era-te a vida um sonho: indefinido 
E tenue, mas suave e transparente. 
Acordaste. . . sorriste. . . e vagamente 
Continuaste o sonho interrompido. 



' b?ii vn y^ K^v? DpiT DHi^ 

: D'lDJN* ■':d b^ ^ito:! b)i^ bp) 
' ^'nm V. b-D niii^rn "ib Tig 



* Foi publicada esta poesia na Zara, edi^ao polyglotta, dada d 
luz em 1894 por Joaquim de Araujo. 

10 



Endechas de Luiz de Camoes a Barbara escrava^ 



Aquella captiva, 
Que me tern captivo, 
Porqiie nella vivo, 
Ja nao quer que viva. 
Eu nunca vi rosa 
Em suaves molhos 
Que para meus olhos 
Fosse mais formosa. 



Nem no campo flores, 
Nem no ceo estrellas, 
Me parecem bellas 
(Jomo OS meus amores; 
Kosto singular; 
Olhos socegados, 
Pretos, e cansados 
Mas nao de matar: 



* A traduc^ao hebraica d'csta poesia saiu iia Pretidan de Amor, 
do men illustre e carissimo ainigo c mestre Dr. Xavier da Ciiulia, 
em 180(5. 



148 

Uma gra^a viva, 
Que nelles Ihe mora 
Para ser senhora 
De quern 6 captiva; 
Pretos OS cabellos, 
Onde povo vao 
Perde opiniao 
Que OS loiros sao bellos; 



Pretidao de amor; 
Tao doce a figura, 
Que a neve Ihe jura 
Que trocara a cor; 
Leda mansidao, 
Que sizo acompanlia. 
Bem parece extranha, 
Mas . . . harhara nao ; 



Presen5a serena 
Que a tormenta amansa 
Nella emfim descansa 
Toda a minha pena. 
Esta e a captiva 
Que me tern captivo: 
E, pois nella vivo, 
E for^a que viva. 



Ao meu dilecto amigo Dr. Xavier da Cunha 

'^V)i^b \inpb nnoi:' 

' ''^Vinpb DID ^inii'DT 

' ^:r\D^ ^^^^ "1^ nnn 

. . — -J- • : — TT 

: -]-]in in'T3 n\^^ 

TV" T I •• 



150 

T T - • T •• ^- 

rn^b nnott' nn^n w 



T • T T 



■ T -;- T V T ; 

' ri'iv'^ iint^p T]i^n d3 

••T • V T •■ T : 



T T ; • V ; — ; 

n^iD 2b'^D nn3i 

T V T V V • ~: : * 

T • ; T •• T • 

T ■ ; T • ■ TT-; 



' mPdi^ myo Dpn 

— T ■•■•.•; T ; ■ • ■ . 

' \"inpb iiTN* \-inDir HNn 
' ^;:nnp^|? Din ^)2pD) 

• . — T • ; — TT : 



T T T V T 



A memoria de David Cohen 



if^21 DltD inii^ n^vHD ly ]dn* 



T •. 



I-T-- 



' T]b v^. ^J^ ' \^n ' D^Di ^^r\) '^?^ 






Epitaphio de David Cohen 



: inn T-iin 
: inn\inD 

: iPDi n^pn 
: imj n^D^ 



' ]r\: i"n.2 ' jriDpn ^^ ' in^'j^ Da; 

, |Dpi nli< ' ]Dtp; TDD ' ]m}, 2b 

' ]^itt^ n)y ' \^23 iii<3 ' ]^^ 



Epitaphio de Arao Cohen 



: np-iDi mtsD 

Iv VT T ; • 

'' DlV^'i piii 
: obriZ i^DD 

: HD^iDl 

T T :- 



' -iinto Dij<3 

T V ; 

T; 

' 13^ D^.^D 

ni-iintoi ni3T 






T T :•■ T T T • T— : 

' -iiN*i |n y^)itp ' "iiND? n^^n 

' niDD^ "^^iD ' niD^OD nS 

' onitD nyaiN ' nnins nun 

' 13b b^ Dinn ' l3-f<yOi 3113-^3 

« T T : • T 

' Dibti^n bi3Tb ' diid'? dd: 

T — : • T - ' — • 



INDICE 



Dedicatoria v 

Prefacio vii-xi 

Fabulas 

Ao leitor 1 

leao e os dois touros 5 

A gazella 11 

A gazella 13 

leao e a raposa . 17 

leao e o touro 19 

leao e a raposa 23 

O leao e o homem 27 

A gazella e o leao 29 

A gazella e a raposa 31 

As lebres e as raposas 33 

A lebre e a leoa 35 

A mulher e a gallinha 37 

mosquito e o touro 39 

homem e a morte 41 

O jardineiro 43 

O homem e o idolo 45 

homeiii preto 49 

homem e a egua 51 

homem e o porco 55 

A tartar uga e a lebre 59 

lobo 63 



156 



espinheiro 69 

Urn preto 69 

A vespa e a abelha 71 

meuino 75 

A criau^a e o escorpiao 79 

A pomba 81 

O gato 85 

ferreiro e o cao 87 

Os caes e a raposa 91 

cao e a lebre 95 

ventre e os pes 97 

A fuiuha e as gallinhas 99 

sol e vento 103 

Os dois gallos 107 

Os lobos 109 

ganso e a andorinha 113 

eao e o lobo 117 

Os dois caes 121 

O homem e as duas serpentes 125 

O cao e milhafre 129 

Conclusao 132 

Appendice 

saber e a ignorancia 135 

A modestia e a inveja 137 

Elogio do Grao-Rabbino L. Wogue 139 

Naufragio 143 

Zara 145 

Endechas de Luiz de Camoes a Barbara escrava 147 

A memoria de David Cohen 151 

Epitaphio de David Cohen 153 

Epitaphio de Arao Cohen 153 




Acabou de imprimir-se 

Aos 3 1 dias do mez de Marco do anno 
MDCCCXCVIII 

NOS PRELOS DA 

Imprensa Nacional de Lisboa 

PARA A 

COMMISSAO EXECUTIVA 

DO 

CENTENARIO DA INDIA 




UNIVERSITY OF CALIFORNIA LIBRARY 

Los Angeles 

lus DUE on the last date stamped below. 



IfflgiiitW^^ 



SEC'D ID 



URO 



FEB 1 2 ^- 



r^eiLtH 13 



Form L9-Series 4939 



UNIVERSITY OF CAUF0RNIA-L09 ANGELES 




L 007 680 794 



UC SOUTHERN REGIONAL LIBRARY FACILITY 




AA 000 366 781 3 



PJ 

7680 

L96fPo 

1898 









>1^. 



t;:^^^r*-i 



W^- :^ 



Art 







•V*'