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THE LIBRARY
OF
THE UNIVERSITY
OF CALIFORNIA
LOS ANGELES
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FABULAS DE LOQMAN
VERTIDAS EM PORTUGUEZ
E PARAl'HRASEADAS EM
VERSOS HEBRAICOS
FOR
JOSE BENOLIEL
FABULAS DE LOQMAN
QUARTO CENTEMRIO DO DESCOBRIMENTO DA INDIA
CONTRIBUICOES
DA
SOCIEDADE DE GEOGRAPHIA DE LISBOA
FABULAS DE LOQMAN
VERTIDAS EM rORTDGUEZ
E PARAPIIRASEADAS EH
VERSOS HEBRAICOS
POR
JOSE BENOLIEL
S.'s^. G. L.
E KEVISTAS PELO
GRAO-RABBINO L. WOGUE
LTSBOA
liMI'RKNSA NACIONAL
1898
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A SAUDOSA MEMORIA
DO
meu sempre chorado DleKtre e ainig;o inolviilavcl
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rREFACIO
Restam bem poucas (41 apenas) das Fabiilas attribuidas
a Loqman, o celebre e lendario sabio arabe, que mereceu
especial men^ao no Alcorao, o livro sagrado dos Musul-
manos (sura 31, vers. 11), e essas estao desde muito tra-
duzidas em numerosos idiomas, e difFundidas e adoptadas
nas escolas de varies paizes europeus para o ensino da
lingua arabe.
Depois de tanto quanto tern side escripto dcerca do
Fabulista arabe, e principalmente depois do estudo de
inexcedivel erudii^ao com que o eminente orientalista Il6n6
Basset abrilhantou a sua traduc§ao das mesmas Fabulas
em dialectos norte-africanos, seria presump9ao da niinha
parte insistir mais neste assumpto, que, no fim de contas,
s(') conduz a conjecturas problematioas e conclusoes nega-
tivas. Com efFeito, nem se sabe quem tenlia sido o Loqman,
nem ondo ou quando viveu, nem se e o auctor das Fabulas
quo Ihe attribuem, nem se foi arabe sequer.
VIII
Das Fabulas em si, do seu valor litterario, escnsado 6
tamLein falar : o leitor Ihes sabera apreciar a singelleza e
profundidade. Direi s6inente diias palavras acerca do meu
trabalho, que, destiuado ua origeiu ao 10.° Congrosso de
Orientalistas, que devia realisar-so em Lisboa em 1892,
s6 agora poude ver a lu/ da publicidade.
O texto arabe de que me servi para esta obra 6 o que
foi publicado pelo insigne arabista francez Augusto Cher-
bonneau.
A minlia traducgao portugueza, revista pelo illustre
polyglotta e meu excellente amigo, sr. Gon§alves Vianna,
ha de ainda resentir-se de muitas peclias inevitaveis em
consequencia da resolugao que tomei de cingir-me o mais
possivel i lettra do texto, cuja construcyao e syntaxe sao
tao diflferentes da nossa.
Para a paraphrase em versos hebraicos, desprendi-me
da concisao demasiado arida da prosa arabe do texto e so
aproveitei o assumpto e o conceito, revestindo-os de formas
mais em harmonia com o caracter da lingua hebraica e com
OS predicados da poesia.
As regras de metrica que adoptei sao quasi sempre ana-
logas ds da portugueza, isto e, a divisao syllabica rigorosa
do verso, as cesuras correspondeiites ao tamanho d'este, as
differentes especies de estrophes, a rima, ora emparelhada,
ora alteruada, etc.
Em varios cases, distribui os versos hebraicos por modo
que houvesse dois graves, seguidos on cruzados por dois
agudos.
Os versos do soneto correspondente A fabula 35.^ estSio
c'onstruidos de maneira que a tonica se repita de duas em
duas syllabas. Cada pe, por conseguinte, fica composto de
IX
tres syllabas, a primeira e a terceira phoneticamente fracas,
a segunda preclominante. O verso e de cinco pes*.
Sabido e que nada definitivo se teiii apurado ate hoje
a respeito das minuciosidades da arte poetica da Biblia.
No eratanto nao podem deixar de reconhecer-se nos versos
das Escripturas iimas propor9oes, uma medicao-, quasi
sempre cadencialinente regular, assim como pausas ou
cesuras pouco mais ou menos equidistantes, e, sobretudo,
signal distinctivo, o eunbo mais original e typico de
de toda a poesia liebraiea— o parallelismo. Nao podendo
resistir a tentagao de apresentar um fae-simile d'este
genero, esforcei-me por compor a primeira fabula nuni
metro de dimeiisoes e cadencia analogas as dos versos
do livro de Job, ajuntando-lhe, porem, a rima, e unifor-
mizando a extensao syllabica.
* Esta classificarau das syllabas nao coiicorda exaetamente com
a que as graimuaticas costuinani dar das vogaes breves c das vogaes
longas. Tambeui nao e do valor iutrinseco das vogaes em si que eix
aqui trato. Refiro-me someute a dura^ao phonetica relativa, que as
syllabas offereccm ao coueorrcrem num so vocabulo, ou em varios
vocabulos seguidos, debaixo da influencia da predomiiiantc. A tlieoria
dos que, consideraudo a lingua liebraiea como morta e scpultada,
poem em duvida o valor quautitativo das suas syllabas, assim como
a sua verdadeira accentua^ao c eutoayao, nao vem aqui ao caso. Eu
uso da lingua bebraica em couforuudade com a sua ])ronuneia(;ao
actual (entre os sepiiaradius), e assim e, se me nao engano, que se
pratica com as ouLras linguas. ,,
2 Submettendo as Lamentacoes de Jeremias a uma medicao sylla-
bica, encontrei, depois de rej)etidas tentativas, que este pooma esta
escripto em tercetos de versos de doze syllabas como os nossos
alexandrinos, com as cesuras e pausas nonnahnente dispostas, c
com poucas exeep9oes que se podem attriltuir a ernjs de copia ou
de vocaliza^ao. lieservo-me para dar mais tarde uma complota
deinonstracao d'este facto.
X
Emfim, para n^o cxcluir d'este quadro o famoso verso
hybrido inventado pelos poetas liebreus de Ilespanlia da
Edade-Media, verso que contribuiu nao pouco para a detur-
pa§ao e extinc9ao da genuina poesia liebraica, antepuz as
Fabulas mn prologo vernilieado por esse methodo c cujo
unico merecimento c, a men ver, o do satisfazer ds exigen-
cias piieris de uma metrica diametralmente opposta ao genio
da Biblia. A arte d'estes versos consiste em dispor as pala-
vras por forma que um xeva ou um hatai^hj, i. e, uma vogal
nominalmente brevissima, seja seguida ou precedida por
uma, duas, tres vogaes sonoras (breves ou longas), desa-
certada adapta^ao ao hebraico do jambo, espondeu, dactylo,
etc., dos Gregos e dos Latinos! Se, ao menos, esse traba-
Iho insano desse em resultado uma cadencia, um rhythmo
qualquer ao verso . . . mas pelo contrario, tirando-lhe a
liberdade do andamento proprio da lingua, sem modificar
sensivelmente a quantidade dos sons, — pois que hoje, como
entao, de facto, se nao grammaticalmente, cabe ao hataph
e ao xeva mobil a mesma quantidade que a outra vogal
qualquer (excepto a tonica) — esse trabalho, ingrato por
demais, so serviu para dar aos versos a mais fastidiosa
monotonia, e obrigar o poeta a centos de licen9as contra
a grammatica e as proprias regras prosodicas ^
1 A poesia couheeida pela designacao de □^ly |"ilJ<i Por exem-
plo, e citada geralmente como modelo do genero, alem de niuitos
crros de linguagem e de prosodia, em quatorze versos apenas, conta
24: pes come^ados pela conjuuc^ao ^, sete pela preposioao 1^3, 6
por 3 e outras tantas jjor ^ egualmente preposi9oes ; 43 pos iiii-
ciados por conjunc^oes e preposi^oes sobre 56 pes de que constam
ao todo OS 14 versos !
XI
leitor podera, auxiliado pelas notas e referencias, que
acompanham todo o texto hebraico, verificar que, uao so
me abstive systematicamente (salvo em um ou dois casos)
do que e costume chamar-se licengas poeticas, mas que,
sobretudo, evitei com cuidado o estylo post-biblico.
Num vocabulario de mais de mil e quinhentos signi-
iicados, tres ou quatro palavras, se tanto, nao sao pura-
mente biblicas.
Se algum merecimento liouver na minha paraplii'ase
hebraica deve-se todo attribuir aos preciosos consellios do
meu querido mestre e amigo, o Grao-Rabbino e eminente
sabio Lazaro Wogue, cuja recente morte veiu encher-me
de profunda magna, e a cuja saudosa memoria ofFerego
este livro, como testemunho de gratidao, de aflfecto e de
respeito.
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1. leao e os dois touros
Urn Icao, uma voz, investiu contra dois touros. Achcj^a-
ram-se ura ao outro c piiBcram-se a empurra-lo com as
hastes, impossibilitando-lhe a cntrada por entrc ellcs.
Afastou-so (o leao) com um dellcs c illudiu-o, promcttcn-
do-lhc nao molcsta-lo se so dcsviassc do sen companliciro.
6
Mas, logo que sc sopararam um do outro, dcvorou-os a
ambos.
Eis aqui a significa^ao (dcste apologo) :
Quando, cm duas cidades, sabem por-se mutuaraente de
acordo os sous habitautcs, n?io ha iiiiuiigo que possa contra
cllas ; mas, se se desunem, pereccm ambas.
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1) A prep. 3 adjunta ao adv. Qii^ e uma redundancia poetica
Cf. Ex. I, 19; Ps. xc, 2; Is. lxvi, 7.-2) Reg. antes do v. C/. Ps
xLiv, 3; Is. xMr, 1; Prov. xxix, 11; xxxi, 19. — 3) Job iir, 4; x
22.-4) Gen. vm, 11 ; Estli., iv, 14. — 5) Job xxxix, 1. — G) Ps. civ
11. — 7) Ps. CIV, 21. — 8) Job VI, 18.-9) Job vi, .5.-10) Geu
xLi, 18. — 11) Job III, 18. — 12) Num. xxii, 4.-13) Ez. vii, 19
Ps. Lxxxvin,4.— 14) Job xxviii, 8.— 15) Ps. xvii, 12.— IG) Job xv, 24
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17) I Sam. xvii, 2; Gen. xiv, 8.-18) I Chr. xu, 33.— 19) Ez. xxi,
14, 33; I Rcis vii, 4;'). — 20) Ps. xliv, 6. — 21) Num. xxii, 32.-22)
Lament, ir, 2, 21 ; in, 43.-23) Ex. n, 12.-24) Is. xlt, 7.-25) 11
Sam. 1,22. — 2(5) Ps. civ, 22.-27) Gen. xlix, 27.-28) Jul) xx.v,
5.-29) Ps. CIV, 15; I Reis xiii, 7. — 30) Num. xi, 23. — 31) Ps.
Lxviii, 10. — 32) I Kois XV. II, 27.-33) Ilab. i, 10. —31) Job xix,
(5._35) Job XII, 19. —3*;) Num. xxiv, 23; Is. xi.v, 9.
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37) Jol) X, 20.— 38) Is. xlvi, 8.-39) Job xvi, 3.-40) Is. xt.ii,
13.-41) Noh. vr, 8.-42) Hen. xxx, 8. — 13) Gen. xi.ix, 10. — 41)
Ps. X, 7.-45) Ps. V, 10. — 46) II Sam. xxn, 45.-47) Dan. xi,
32._48) Jer. i.x, 7. — 40) I Sam. xvii, 4G.— 50) Ps. xcr, 10.-51)
Job IX, 25.-52) Prov. xxi, 13.— 53) Job xm, 24.-54) Dcut. x.xxii,
34._r,5) Job XI, 15.— 5G) Gen. xiv, 20.-57) Prov. vii, 21.
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58) Prov. IV, 15; vii, 25.-50) Job xxxix, 10.— r,0) Job xvin,
5. — 61) Nah. Ill, 2; Job xi,i, 21.-02) Lev. xi, 21. — 03) Ex. xxix,
17; Juiz. XIX, 20. - 01) Zac-b. xi, 10. — 05) Ts. xxxv, !). — 00) Job
XVI, 12.-07) Jol) IX, 13. — 08) Job xii, 21.-00) Job xi, 20. — 70)
Job XXIV, 24. — 71) Job vm, 4.-72) I Sam. xxiv, 14.-73) Eccl.
IV, 0. — 73) P:cc1. IV, 12.- 71) f;cii. .xxv, 23.-75) Num. xx.ii, 3.—
73) Eccl. IV, 12.
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2. A gazella
Uma gazella, isto 6 uma cerva, aportada uuia vez pela
scdc, chcgou-sc a uma nascente do agua para bcber. Viu
a sua imagf-m na agua, c affligiu-sc da inagrcza das suas
pcrnas, ao passo que sc rcgozijou o ul'anou da altura c
magnificencia das suas hastes.
Ncstc comcnos, lanyaram-se contra ella os cayadorcs,
e ella fugiu. Ora, em quanto cstcvc ua phuiicie uao pu-
12
deram alcnn^fi-la, mas qiiando pcnetroii no monte e atra-
vessou pelo arvoredo, alean^aram-iia os cayadores e mata-
ram-na.
Infcliz dc iiiiin ! disse clla ao expirar, aqiiillo que des-
prezei salvoii me, e aquillo em que confia\'a foi o que me
perdcu.
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1) Ps. 11, 2.-2) II Sam xvi, 20. — 3) Gen. viii, 7.-4) Juiz. vf,
2.-5) Jer. xvi, 19. — 6) Ex. v, 13.-7) Pt*. xlviii, 6.-8) Gen.
XXII, 13. —9) Ps. XXXI, 23. D'onde a palavra |p3, machado, foiicc-
3. A gazella
Adoeceu uma vez uma gazella.
Os animaes, scus amigos, tendo vindo visitu-la, andaram,
em quanto estiveram ao pc della, a pastar o fcno c a herva
que liavia ao derredor.
Quando se Icvantou da sua docnra procurou algiima
cousa de comer, e iiao encontrando (nada), morreu de fome.
Sigaifica esta fdbula que, ao passo quo vai augmentando
a familia, vao tarabem crcsceudo oa cuidados.
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1) Is. xxvm, 1 ; I, 4. Estes textos, assim corno varios outros do
inesmo auctor, serviram de inodelo para o nioviincnto dos priineiros
vei'sos d'csta fabula. E ignalmente debaixo da inspira^ao do mesmo
propheta, que ado^jtoi esta forma dc verso, c o recortado e precipi-
tado do e.stylo quo inais earactcrisaui on escritos do grandc Isaias.
— 2) Cant. II, 14. — 3) Geii. xxvii, 20. — 4) Esth. vi, 12. — 5) Esth.
IV, 4.-6) Ps. xxxii, 4.-7) Job xxvn, 20. — 8) Ps. cxvi, 3.-9)
Ez. XIII, 10. — 10) Jer. xxxi, IG ; 11, 25. — 11) Is. lx, 4. — 12) Is.
XXII, 4. — 13) Is. Li, I'J; Job 11, 11; Jer. xlviii, 17. — 14) Num. xi,
24. — 15) Num. x, 3. — IG) Ps. cxiv, G. — 17) Vs. xlii, 2. — 18) Ez.
XXXIV, G.
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19) Ex. x.vii, 4; Is. lu, 14. — 20) Nmn. xxii, 4. — 21) Jacl i, 7;
Ps. XXIX, 9.-22) I'rov. xxvii, 25.-23) Num. xiii, 23.-24) Lam. i,
2.-20) II Sam. xx, 18. — 26) Gen. xxxix, 18. — 27) Jol). xx, 17.
— 28) Job xxx, 3. — 211) Is. xxix, 8.— 30) Job xxi, 24. — 31) Nah. i,
8; Jer. xxx, 11. — 32) Ez. xxiu, 33; iv, 16.-33) Job vir, 2; xxxvi,
20.-34) Lam. n, 12.— 3.5) Dcut. xxxn, 10. — 36) Lam. ii, 12;
Pb. cvu, b.
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1) Dau. viii, 27.-2) Neh. v, 2, 3, etc.— 3) Job. ii, 11. — 4) II
Reis X, 11. — 5) Joel i, 4, 7, 10, etc. — 6) Joel i, 18.-7) Joel i,
16.-8) Geu. XXIII, 8.-9) Jer. xxxi, 25. — 10) Ecc. v, 9, 10, 12.
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4. leao e a raposa
Urn tlia, afflicto pcla violencia do calor, um leao entroii
nuiiia caverna para por-se a sombra. Ao deitar-se, vciu-lho
lima toupeira aiidar sobre as costas. Ergucu-sc logo o leao
pOs-se a olhar, medroso e tremendo, para a direita e para
a esqucrda.
2
1«
Uma raposa que o viu riu-se dclle. Disse-lhe o leSo :
Xrio e medo da toupeira o que eu tenlio, mas custa-me
niuito a sua falta do respeito.
Esta fabula siguifica que a humilha^ao e raais cruel para
o houiem digno do que a morte.
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1) Estli. V, 9.-2) I Kois xviii, 27.-3; Num. xiv, 44.-4)
Jcr. VIII, y.
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5. leao e o touro
Uin loao quia iimu vez devorar uin touro, mas nao ou-
b'ava ataca-lo por causa do vigor dclle. Apj)roximou-se-lhe
com tcngao de o cnganar e disse-lhc: aSaberas que de-
golci um cordciro gordo, o quo muito descjaria que viesses
a minlia casa jantar commigo csta nouto)
Acccdcu a isto o touro.
20
Quando cliegou ao logar detorminado, pos-sc a olliar
(em volta), e eis (que via) uin grando luontao do h^dia, c
lima enorme panella.
Ao ver isso, voltou-sc o touro e dcitoii a f'ligir.
Disse-]he o leao: wPurqiie rctrocedcs depois dc teres
vindo at6 aqui?))
Respoiidou-lhe o touro: «Porqiie sei que todos estes pre-
parativos sao para animal maior de que um cordeiro.»
Isto sigiiifica que o prudente nao deve fiar-se do sen ini-
migo, nem ter com elle relay oes.
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1) Juiz. XVI, 12; Ez. v, 8. — 2) Deut. xxiv, 5; I Sam. viii, 20.
3) Gen. xix, S. — 4) II Eeis vi, 23.
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5) Nail. II, I.5. — (')) Lain, i, 8.^ — 7) Jiiiz. i, 14. — 8) 11 Sum. xxiv,
14. — 9) Ps. XL, l.'j. — lOj E/.. xu, 7.-11) K(;c. ji, 11.-12) Is.
XIV, 20.
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6. leao e a raposa
O Icao, tendo envolhecido, chegou a iiSo podcr ja (ir k
caga) contra os animaes.
Resolveu em})rogar a manlia para alcan^-ar a Biibsistencia.
Fingiu-sc docntc, c retirou-se a unia cavcrna.
24
Acontccc'U pois que qiialquor dos animaes que o ia visitar
era por elle despcda9atlo dcntro da caverna c dcvorado.
Vciu visita-lo a raposa, e parando a porta do antro,
compriraeutou-o nestes termos : «Conio vaes dc saudc, 6
rei dos animaes?» Respondeu-llie o leao : «E porque nao
ontras tu, 6 scnlior do castello?)) Replicou a raposa : «Meu
seulior, nessa intcn9ao vinha eu, mas estou a vcr, pelas
pegadas marcadas no solo, que muilos sao os visitantes
que entraram, e no cntanto nSo vejo que Laja saido um
s6 dclles.
Quer este apologo dizcr que nao convein ao homem
precipitar-se num negocio, sem o tor bem examinado
antes.
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1) II Sam. XXII, 5. — 2) Job xxvi, 12; Deuf. xxxiii, 11. — 3) Job
XII, 21; Jer. xxxviii, 4. — 4) Is. lix, 1; vi, 10. — 5) Prov. xvi, 19. —
6) Jer. XLVii, 3 — 7) Ps. civ, 21.— 8) Job iii, 17.— 9) Amos viii, 13.
— 10) Ecc. vii, 1.— 11) Geii. xxxYii, 30.
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12) Ez. XXI, 11.— 13) Ex. I, 10.— 14) Dcut. i, 17. — 15) Ez. xxi,
14.— IG) K.sth. IX, '24; Dent, ir, lo.— 17) (icii. xi, G.— 18) Gon. xi.iii,
27—19) ir Sam. vii, 18.— 20) Ez. xxxiv, 11, 12.-21) Jol) xxvi, 10.—
22) Ex. II, 4.-23) Goii. xxvii, 21 . -24) I Sam. xxi, 9.-25) Gen. xxiv, 31.
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26) Job XXXI, 4.-27) Joel i, 13; Num. xxii, 16.— 28) Ps. xxxiv,
14._20) Job IV, 2; xii, 15.— 30) Jos. i, 7, 8.
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7. leao e o homem
Um leao e um homem iam uma vez cm sociedade pelo
caminho. Puseram-se ambos a conversar, c travarain uma
contenda a respeito da f6r9a e do valor do animo.
(J leiio insistia na poiidora(;ao da sua forya e da sua
valcntia.
Nessa (jccaBiao avislou o lioiiiciii, iiinna parcde, um (jua-
dro rcprcsentando um liomem a cstrangular um Irao,
c pos-se a rir.
28
Entao, u leao dissc-lhc: oNa verdade, sc os leoes sou-
bessem pintar como os tillios de Adao, nao seria o liomera
que afogaria o leao, mas o leao ([ue alogaria o li()iucm.»
O c'onccito desta fVibula vein a scr quo iiaojustifica ao
homcm o tcstcmunho da sua fainilia.
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1) Job XXXII, 14.— 2) Juiz. XIV, 18.— J?) Ex. xv, fi.— 4) Job i, IB.
— 5) aeii. xxvm, 12.— 6) I Sam. xvn, 3G.— 7) Nali. ii, 12.— 8) Jol)
IX, 2; Ps. cxLiii, 2.-9) Prov. vi, 30.
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8. Agazella e o leao
Uma vez, uma gazella, assustada dos caQadores, metteu-
se numa eaverna, (para Ihes escapar). N'essa oecasiao,
entrou um leao no mcsmo logar e devorou-a. «Iiifeliz
de raim, dissera ella (antes de morrcr), per eu fugir dos
liomens fui topar com quern c niais terrivel do que elles
em forya e valor. »
Eis a significayao desta fabula :
Tal que foge de uiu perigo pequeno, vae cair noutro
muito maior.
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1) Is. XXXI, 8.-2) Gen. in, 8.-3) Is. ii, 8.-4) Amos v, 19.—
5) Job xxxvii, 8. — G) Ex. xxvi, 3(3, 37. — 7) Is. xxiv, 18.
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9. A gazella e a raposa
Uma gazella, apertada pela sede, desceii uma vez a urn
po§o, onde bcbeu com avidez.
Depois, procurou saliir mas nao pode.
Uma raposa que a viu disse-lhe : :<0 minha irma, crraste
de todo no quo fizeste ; tivesses tu primeiro examinado o
meio'de sahires, e depois descesses.B
Eis conceito :
Esta fabula tem em vista (advcrtir) os que so seguem
as suas ideas sem recorrerem ao coiisellio do outrom.
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1) Jer. XIV, 3.-2) Is. v, 13. — 3) Gen. xix, 11.— 4) Prov. in, 5.
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10. As lebres e as raposas
Entre as aguias e as lebres occorreu uma vez uma
guerra.
As lebres dirigiram-se as raposas pedindo-lhes a sua
allian9a e assistencia contra as aguias.
Responderam-lhes : Se nao vos conliecesseraos e nao
soubessemos o que sao os vossos adversarios, acceitaria-
mos a proposta.
Eis o que signilica:
Nao e prudente aqucllc (lue trava coatenda com que an
Ihc 6 sup(!rior em fOr^a o em valor.
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34
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1) Prov. XXX, 25, 26.-2) Jer. xxxii, 19.— 3) Gen. xiv, 2.-4) Ez.
xvir, 3.-5) Ob. 1, 1.— G) Jer. vi, 4.-7) Gen. xiv, 13.— 8) Ps. lx, 13.
— 9) Num. X, 9.— 10) Prov. xxiii, 1.
11. Alebre e a leoa
Passando um dia ao pc de iima leoa, uma lobre disse-
Ihe: «Eu dou a luz, cada anno, uni grando ni'imcro de lillios,
e tu em toda a tua vida mal tens um ou dois. » E verdadc,
redarguiii a leoa, mas com quanto nao seja senao um, e
um leao.T)
Per csta faljula vo-sc que inn s() lilho, mas bom, vale
mais que muitos imbecis.
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1) Gen. IV, 7. — 2) Num. xxin, 1<». — 3) If. xxxiv, If); Ps. iavt, 7.
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12. A mulher e a gallinha
Uraa mulher tinha uma gallinha que punha todos os dias
um ovo de prata.
«Sc eu Iho augmentar o sustento, pensou clla, tambem
ella poni dois ovos.»
Porem ao augmentar-lhe a alimentafao, rebentou-se-lhe
papo morreu.
A})plicaso csta fabula a muitas pessoas, que tanto que-
rem augmentar os seus lucres que ficam sem o capital.
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^^"i^^"!?!)' gallinlia, nao e exprcssao biblica, mas rabbinica.
1) Ps. Lxxxiv, 4. — 2) Cant, ii, 14. — 3) Ps. civ, 17 ; Is. xxxiv,
15. — 4) Is. ibid. — 5) A forma singular rili"^^ nao se encontra na
Biblia, naturalmente por uilo ter havido occasiao de se fazer uso
d'ella, mas 6 muito frequente na Mixna. — G) Ps. lxix, 22. — 7) Ex.
XVI, 22.— 8) Gen. xli, 47.-9) Gen. xxii, 3. — 10) Gen. xxv, 30.—
11) II Sam. XIII, 5.-12) II Eeis viii, 12. — 13) Prov. xxx, 15, IG.—
15) Prov. xxiii, 5.
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13. mosquito e o toiiro
Um mosquito ponsou um dia sobrc a haste de um touro,
e imaginando que se llie tornava demasiadamente pcsado,
disse-lhe: «Se te incommoda muito o meu peso, declara-
m'o, para cu mc tirar de cima dc ti.» Respondeu-lhc o
touro: «0 tu, quern quer que sejas, nao del pela tua che-
gada, nem tcroi conseiencia da tua partida. »
Esta fabula diz respoito aquelle que aspira ao rouunic
e k gloria, scm ter merecimentos nem considerayao.
40
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31DT e propriamente mosca, e nao mosquito, como no texto
arabe estd; na Biblia nao tem termo cquivalente benw detenninado.
No hebreu post-biblico dA-se-lhe o nome de ]2f)D^-
1) JI Sam. VI, 16. — 2) Ecc. xii,9.— 3)ISam.v, 11. — 4)Ps. cxLiv,
14.— 5) Jon. IV, 10. — R) Dan. x, 8.-7) Gen. xlix, 15.-8) Is. i,
14.— 9) Job XXXVI, 2.-10) Is. xi, 14.-11) Estb. vii, 5.-12) Neb.
XIII, 7; Prov. vii, 7.— 13) Job ix, 11.-14) Gen. xix, 33.-15) Prov.
xvii, 7 ; XXVI, 1.
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14. hoinem e a morte
Um homem ia, uma vcz, carrcgado com um feixc do
lenha, que sc Iho tornara pesado demais. Can9ado e abor-
recido da carga, dcitou-a f('»ra dos liombros, e posse a cha-
mar pcla inortc.
A Morte appareceu-lhe dizendo : «Ki«-iiui acpii ; para
que me chamaste?» — aChamcu-te, respondeu Ihe o homem,
42
pai'ca que me ujudcs a pur outra vez esta lenha sobrc os
hombros.))
Esta fabiila significa que toda a gente ama a vida d'este
mundo, e que so se desgosta com as enfermidades e a mi-
seria.
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1) Ez. XXXIX, 19.— 2) Ez. xvii, 4, 22. — Deut. xxiii, 26.-3) Gen.
XXXII, 2.-4) Ez. XIII, 13.-5) Is. lvii, 16. — 0) Jon. iv, 8.-7)
Gen. xLiv, 11.-8) Ps. cxlii, 4.-9) Ps. x, 9. — 10) Gen. xxiv, 15.—
11) Is. Lviii, 5. — 12) Is. XIV, 29.-13) Ps. lxxxiv, 11.-14) Is. m,
16.-15) Is. X, 32.— 16) Deut. xxxm, 12.
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15. jardlneiro
Um jarclineiro andava um dia a regar plaiitas. Pergun-
taram-lhe : aPorque motivo as plantas silvestrcs teem tao
bello aspecto com quanto nao sejam cultivadas, ao passo
que as cultivadas cmmurcheccm e morrem tao depressa?))
Rcspondou o jardinciro: «Porque as silvostres sao cria-
das pola propria mae, em quanto as outras o sao pcla ma-
drasta. »
Deprchende-se d'esta fabiila (|uo a cduca^ao dada jxla
mae e muito molhor do que a da madrasta.
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* DJI"" signiflca davrador, cultivador». A palavra quo mais pro-
priamcnte conviria para designar o jardineiro sevia |"iri23i mas so se
encontra na Biblia empregada como nome proprio. (Vid. Die. He-
hreuFrancais, par Sauder et Trenel). Eutretanto a Mixna diz ]33-
1) Deut. XI, 10.— 2) Jer. li, 23.-3) Dan. i, IG. — 4) Ps. lxxx,
10.-5) Geu. XXVI, 13. — G) Lev. xix, 25.-7) Prov. m, 8.-8) Ps.
Lxxir, 6.-9) Prov. xxx, 16. — 10) II Reis xxv, 12. — 11) Gen. xxiv,
21.— 12) Job xxxiii, 25.— 13) Job in,' 12; Cant, viii, 1.
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^ ^:-~ J^^=^J ^-^*r: ^--tW ^^ ,*~^. ^•' c'^^^ c'^''^
16. homem e o idolo
■ Um homem tinha em easa um idolo a que prestava culto,
c a quern offerecia cada dia ura sacrificio, ate dar cabo do
tudo o que possuiji cm despesas com o idolo.
Appareccu-lhe o idolo e llie disse : «Nao desbarates o
que te pertence por inim^ que de])ois me deitartls a mim
as culpas)).
Eis aqui o coneeito disto :
Ha tal que disponde todos os seua bens no peccado,
e que depois pretende que foi Deus que o empobreceu.
46
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^b n:iD^i
T : • -"
' n^T )b nnr
1) Is. XLiv, 15, 17. — 2) Is. xLiv, 19. — 3) Is. ix, 17. — 4) Gen.
xLiii, 16. — 5) Este substantivo e regularmente derivado da raiz
verbal HDIi'i frequente na Biblia, assim como PID] ((sacrificio«,
HDli «vegeta§ao, florescen^a'), Pl^^ m-ebento, arma-), ni^.! "es-
sencia, perfume^, ni~l. "allivio, salva^iio, cs2:)a9o», HDD <(ac^'ao de
passar, paschoa», H^J «victoria, cteruidadc», riDtp npunliado,
palmou, nb'Q nsal", PI^B "confiaii^a, tranquillidadc", rT^Jf cclari-
dade, luz», PIDlS "morticiuio, caruificina», sao das respectivas
raizes HDTi HD^i etc. facto de nao se eneontrar, na forma
substantiva, senao nos auctores post-biblicos, nao prova que seja
uin neologismo. Nao vem na Biblia por nao ser esta mn diccionario,
onde for^osamente devain caber todos os vocabulos da lingua. — 6)
Ex. XXVII, 20.
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7) Prov. XV, 14; Os. xn, 2.-8) Prov. xxx, 9.-9) II Clir. xvi,
9; II Sam. xxiv, 10.
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10) Ts. xT.v, 0.— 11) Lam. ir, If).— I'i) Jer. xi.vr, 9; xxv, 10.— 1;{)
Dent. XXI, 20.— 14) Jer. ix, 17.
C^- ^'
17. honiem preto
Um homem viu urn dia um j)reto banhando-so na agua.
Disse-lhc: ^O irinao, nao enxovalhes o rio^ que, por mais
que fa^as, jamais eonseguir/is fazor-tc brancoi),
Esta faljula i)rova quo o signal posto [)ela naturcza 6
indelovel.
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' n^D- -i^;p irx ' 'Z'^* i? im
r ...y. T .1- . T T- : ■ -
T : • ■ T T T T • ■ V • •
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1) Lev. XIV, 9.-2) Ez. xxxii, 2.-3) Is. l, 3.-4) Jcr. xiii, 23.—
5) Gen. vm, 21. — 6) Prov. ix, 9.-7) Prov. xxvr, 11,
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18. homera e a egua
Um liomem andava montado nunia egua prenhe. Nuin
dos caminhos, pariu. O fillio seguiu a mae ate uma pequcna
distancia, e depois parou e disse ao donno : «0 men se-
nhor, tu bem ves que ainda sou muito jicqucno para conti-
nuar a andar. Ora agora, se tu prosegues o teu caniiuho c
52
me aband(»iias>, percceroi aqui, mas sc me levares cumtigcj
e me criaros ate eii mo fazer forte, tambom por minha vcz
trazer-te-lun as costas, e te coiiduzirei I'apidaiuente para
onde quiseres)).
Desta tabula dcpnliriide se quo os benclicios se devem
conccder a (juem os merecer, cui logar do se prodigalisa-
rem a quem nao v. dig-no d'elles.
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1) Cant. HI, -20.-2) Nah. n, C — .3) Job. xxi, 10; Mich, vi, U.—
4) Ex XXIII, 12. — 5) Gren. xxxiii, 1-4. — G) Is. lvii, 15.-7) Gen.
xxxvni, 12. — 8) Ps. xciii, 1.-9) Pp. lx, 11,
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10) Mich, vn, 4.^11) Ps. ia-xviii, 38. — 12) Pr. xxn, 8.-18)
Job. '50, ;}. — 14) Is. i.vui, 7.-1.^.) Dent, xiii, 9. — Ki) Ts. iii, i>-,
1 Sam. XXIV, 18. — 17) Pr. xxxi, O, 7. IS) Pr. xxii, \K I'.l) Pa.
xLi, 2.-20) Pr. xviii, 8.-21) Is. i.vui, 7.-22) Is. lix, 18.
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y.^% jJS\ \^U ji.^J\ >! L ^,L^i\V J JLi3 L^. %
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56
19. homem c o porco
Uiu hoiiirin carrcgoUj inn dia, mim jiiiiiciilo um ear-
luiro, tiiua cabra e nni jioi'co, c foi vcndG-los a cidadc.
O canieiro e a cabra ncm sc; agitaram iicin se mexeram
sobro (> animal; quanto ao })orc(), esse debatia se dc con-
liiiUK V. uiio queria estar quleto. Disse Ihe o lioniem : «<)
til, n p!^or dos animaes, porqu(' e que o carneiro e a cabra
estao calados e sossegados, ao passo que tu nem te acal-
nias nem te aqiiietas?» — -((O meu amo, respondeu u porco,
eada um })orta-se conforme o que mais llie convem.
( )ra, eii sei que o carneiro e procurado pela sua la, e a
cabra pelo seu leite, emquanto que eu, infcliz dc mim !
sem la e seni leite, apenas cliegar d cidade, logo serei
niandado para o ayougue sem a menor diivida.))
E.efere-se este apologo aquelles que, engolfados no crime
e no peccado, estao beni scientes do funesto future que os
espera na outra vida.
' DV^i Dnii< ^3DD on-ii^ w i<b
1) Gen. xxii, 3.-2) Gen. xliv, 13. — 3) Ez. xxvii, 24.-4) Is.
Lix, 20; Jer. xlix, 23. — 5) Is. liii, 3.
57
: b)p ]\si v^p p,s^ n.spn i^^ ahu
11''.'
"1'?^ iSt'Js^ PNT 1^2 ' ^^liS' HDt^b ^D
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12
r,) 1 Rcis XVIII, 2r,. — 7) I<:c(;. II, 14. — 8) Pr. xxvir, 20. — 9) Pr.
XXVII, 27. — 10) Ceil. XXVII, .'JS. 1 1 ) .I.t. xxxi, lil. — 12) Gcii.
xLii, 25.
J L-^_J= lij; LaJUU ilkJ^^\ lX .U. _^ ^^il J
^. i/=aJ ,.y.' , .J \^^ J5l£.ju..i J.;.c
L-r-
20. A tartaruga e a lebre
Uma tartaruga o unia lebre desafiaram-se urn dia a cor-
rer, e lixaram por meta o monte.
A lebre, conliada na velocidade da sua carreira, dete-
ve-se no caminliu e pos-so a dormir. Q,uaiito a tartaruga,
sciente do sou peso natural, nao se deixou ficar inactiva,
nem se deteve na sua carreira. Do sorte quo chogava a
montanha ao dospertar a lebre do seu somno.
Esta fabula prova que a lunganiniidado v. a perseverau^a
valoiii niais do ([U(! a ligeireza e a preclpitaoao.
60
I V •• : — T r
' n5Din ' -\):2r\ b^:D
♦ 1^^]^ ^^.i< ""tan
1) Nell. I, 11. — 2) Prov. xiii, 24.-3) Prov. v, 1 — 4) Jer. xi,
111. — 5) Ex. XXXI, 17.
01
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I
6) Ps. <jxix, -iU. -7j Dciit. 11. ;>(j. — 8) Gcii. xxx, 2«. — 0) Ecc.
IX, 11.
^ ^x-- C-^1' *J 4^ XL^'-r^i-il Ji L-i
21. lobo
Um lobo arrebatou uma vez um leitao. Indo a fugir com
a sua presa, apareeeu-lho um Icao que Ih'a tirou. «Estou
assombrado, disse de si para si o lobo, que nao se con-
serve no mcu poder aquillo que arrebatei k ^drgiiy>.
Isto quer dizcr que os bens mal adcpiiridos nao duram,
e se ficarem nao os goza aquellc que os tem.
64
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1) 1 Sam. XVII, 34.-2) Amos v, 19. — 3) Job. ix, 12.-4) Is.
XIV, 5. — .5) Gen iv, 28. — 6) Gen. xviii, f). — 7) Prov. xxii, 8.
' *-;:4-" ».^ 1^ ,.0 "iJ _J bu«^U 5,^ ^^-^axJi .jLs
p; >^" >^ ^.^x._..; ^jjj ^j^jo^ -_*^i ^ jL...^i «wj
5^%'.'j s'^i. Jwi.l x*j5'l lA^ 'S^-'Li j,^l ^L^-' 1 jjl-^F^ (.!•*
22. espinheiro
Disso lima vez o espiiilieiro ao jardineiro: «Sc cu tivcsse
nl^uem que tomassc eonta do iriini, quo rae plantassc no
mcio do jardim, que me regassc c tratasse. do certo os
proprios reis tcriam dcsejo de mo ver c de contemplar as
minhas florcs c os mens fruetos.))
66
O jardinciro pegon nellc, plantou-o no mcio do jardini,
no melhor tcrrenOj e and(Mi-o rogando diias vezes por dia.
Eiitrio fortaloccram-se-lhc os ospinhos, niultipliearam-
SG-llie OS ramos, a custa das arvores quo o rod(\'vvani, as
suas raizes pcnetraram profundanionto na tci-ra, c o quin-
tal ficou todo coberto pitr ello. Tal foi a quantidade dos sous
ospinhos quo ]a nao liavia ning'ucm quo d'cUe se pudcsse
approxiniar.
Esta fa1)ula signiflca quo quern protege um horacm per-
verso fax com que se augiuente a nialdado c a obstina^ao
d'este em proporcao da gcnerosidade praticada conl elle ;
a ponto que paga cada benelicio recebido com uma ingra-
tidao ao seu bemfeitor.
T T T
1
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T T T T . I T : ■.
' HDinn ^^)v bv oi^ ' ]1in^ ' nny
T T • :'r — • It t —
1) Enteiidcndo que o leitor nixo desgostara de ver um exemplo
da prodigiosa riqueza que osteutavam ua synonymia as linguas se-
miticas, vamos passar aqui revista aos vocabulos que a Biblia nos
conservou para designar esinnhos ou toda planta que os produz.
Alem de "ItDJ^, espinheiro, encontramos tambem : ' ■^^'Dt^' ' DTIin
T T -^ • T • T—
' bT\r\ ' inn ' pin ' y'l^vi ' i^p ' i^d ' -go ' -jdd ' ^^nj
' 210 ' nr^ ' T^' ' c^i^iii ' nri ' icid ' n:c. 2) is. xxxn,
T T T \ ' • • • • : T • T ; • V : '
11 — n) Is. XXXIII, 7.
67
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' ^I'iJ nnn 12"^:. b2r] ^2br2
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. D^!2y2 nv ^D? r':}T^ p*^*.^.i
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. nnc ii:^p:^ -id v^i |in
nn'Z' b.s^ nny 'pv^d^ ' ^Di d^d
- T V : • : ~ T T :
1) Jer. XIV, 3. Comquaiito a palavra 33, no versiculo citatlo, so
se encontre ua forma plural, niio nos parece illicito emprego do
singular: 1.", por isso que tainbem achamos jmlavras da mesnia ori-
gcm e significarao, como {^D3> i^isadas no singular, Is. xxx, 14, ou
no plural, Ez. xt,vii, 11 ; 2.", porque ao ompregar plural, propheta
nao obcdece a forma da palavra mas sim ao sentido da phrase que
assim requcr ; 3." porque ol)jecto representado pcla palavra 33
nao e dos que se oflerecem sempre a nossa vista (!m numcro supe-
rior a unidade, como Qii^iD"!, «numerosas gottas«; Qili^^ti^, "cliuvas
abuudautes", asseryao, qu(; comprovani os synonymos "T13, ~i{^D,
-)j^3, ''P090') riDID) "tanque« como iS\j , etc. — 2) Cf. y'pj;, rny,
^t^y. — S) Ps. i,'^^. — 4) Is. v, 2.-5) i>s. cv, 25. — G) Ps. xii, 9.
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J->.ckL AiL ioLj c. V-' —'''-■'' -ij' -»v 1.2, i'i' ^'^^
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- - ^ ■ ^ ^ ■• ~ •
23. Umpreto
Um dia de muita neve, um preto despiii-se e p6s-se a
esfregar com ella o corpo.
Disso-lhc alguem: «Porqiie csfregas tu o corpo com a
ncve?» — «K que talvez assim o faca braiico, Ihe respou-
dcu o preto.)) — Uin sabio (que isto ouviu) rcplicou-lhe :
ftOli honiem ! Nao to causes dessc modo ; ora pode rauito
bcm s(;r que o leu corpo euiiegre^a a iievt', ao ])asso que
elle so podera augnieiilar iiii uegrura.)>
70
Isto mostrn que u inau podc corrompcr o Loin c honrado,
mas quo o homcm honosto nao podcra jamais emendar
perverso.
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1
. t'DDD ^^Dn3 n^p'n -\s i'^ np^s;
7
8
: rf2^ mr. N'ln') ' ipn^ j^"? n^vp
1) Ex. X, 5.-2) Ps. LI, 9.-3) Job ix, 30. — 4) Ps. lxxxi, 7.—
5) Pr. XXVII, 22. — G) Job ix, 29.-7) Pr. xi. 3. - 8) Ecc. i, 15.
ilar- a Jwv^;.:ii. \f'
c^X'wx.' o-w ^yj.dv! J 1^1 ilsr^- o^JLs j"^- JLJi^c;.
-T ^
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24. A vespa e a abelha
A vespa disse um dia a abelha: «So me quisesses deixar
estai' comtigo, assevero-te que fabricaria mel tao bem como
tu, e melhor ate.))
Consentiu nisto a abelha, mas eomo a vespa nao lograsse
realisar as suns pretensues, feriu-u ;i abelha com o sen
ferrao.
12
Sentindo appruxiiuar a iiiortu disso a vcspa: «Beiu me-
rcci de certo a fiinesta surto que mo alcauyoii. Pois se
nao mo f'oi dada iutollig-encia sufficicnte para fabricar pez
que fosse, quern me metteu a mim em querer fazer favos
de mel?i)
Esta fabula refero-se aquelle quo so onfeita com o que
llic nao pertence, e pretende exccular aquillo para que
nao tcm aptidao.
ni^Dini r\'^''\^r\ -q
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1) Ex. XXXV, 32, 33.-2) Jor. xxii, 30. — 3) Job xv, 10,-4) IT
Sam. r, 20; Deut. xxx, 11. — r») Is. 14, 0.
74
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1) Deut. XXXI, 17, 21.
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]) Pr. XII, IH. — 2) Job V, 2.-3) 11 Clir. xxiv, 13.-4) I's.
cvii, 27.-5) Vi: xx, 3; xviii, 1. — 6) Ez. xviii, 25,
76
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1) Ez. XXXI, 15. — 2) Job XXI, 5.
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25. iiienino
Um dici uiu rapazilo deixou-se cair nuiu rio, q como iiao
sabia nadar, csteve a ponto do se subincrgir.
Implorou o soccorro do uin transeunte. Este approxi-
mou-se e pos-sc a admoesta-lo por olio tor descido ao rio.
Ora a orian9a bradou-lhe : aO senhor! salve ino primciro
da inorte e adinoeste-iiio dopois.T)
78
Esta fabula inostra que iiao c cunvcniciitc o ccnsurar
mil iiidividiio iia oecasiao em que esta sepultado na des-
graya, sendo este muitd man ensejo para censuras.
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: ^lH) v*12D vb^i U'zi^M Mini
, d;:^ )2b )2) ' Di b)p3 Nnpii
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' pMiij^b it2)v "^n i^ps vt^^
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. |iD-iiiu bp^n im ' ]DI ^i^
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. iiDN^b nnDin ny 'pdd .si^n Ss*
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: D^iiN* bv b^:iy3 inys nzn.
1) Jer. xxxvin, 22.-2) Job xxx, 25.-3) Ps. lxix, 2.-4) Job
XXXIX, 29-, Ex. II, 4. — 5) Ps. cm, 4. — 6) Ecc. iir, 1. — 7) Ecc. iii,
7._8) Pr. X, 19.— 9) Lev. xvi, 2.— 10) Pr. xv, 23.-11) Ez. xvi, 12.
'T'3 , c?'^ r^
L^J! VJii b^c ,_ii^ ^!,.J! j_..^- X 5> ;-...^
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-•-->* , vs .^^o c^.,;-V^ s^Oj ,2, _^.>iJi_y vjud J 1.^^
jL;jc-- Ij-j
26. A crian?a e o escorpiao
Uraa crianya andava um dia a caea dc gafanhutos.
Vendo um escorpiao, que llie parcceu ser mn grande
gafanlioto, estendeu a niao para o apauliar, inas retirou-a
logo.
Di.sse-llic cntao o escorpiao: «Sc me tivesses posto na
mao, ter-tehias de ccrto cscarmentado da caya dos gafa-
nhotos.j)
80
Desta tabula resulta que o lioineiu dovo disceriiir entrc
(» bem c mal, c tratar cada cousa polo modo qnc Ihe 6
adeqixado.
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..... y . y ... — .
. ':'Di:u i<bD non dn* ]^i dj^j
• -DDH D^D li'Ci niJO liJ::b
1) Cant. VI, 2.-2) Ex. xxiv, 11. - 3) I Reis vi, 25.-4) Is. liii,
7.-5) Ps. XXXII, 7; Pr. xxiv, 12.
L'Uv;^.
.v=. r
La^j vJI^j ^viTa jc ^,»vJ ,JL , ,l-i=5 'L/» sj.a_* Ihss-^ Ja-'Law J^
27. A poniba
Um dia uma pomba, apei'tada pela sude, esvoa9ava a
procui'a de agua, qiiando avistou sobre um muro um vaso
cheio della. Precipitou-se para o vaso, com tanto impeto,
que rebentou o papo. «Desgragada de mim, exclamou ella,
por minha precipita§ao em procurar a agua, acabci com
a vida.))
Isto significa que a lontidao e a paciencia nos negocios
valem mais do que a pressa e o estouvamento.
6
82
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: D'lO ]\xi ' nil"'
. D^bpD? ipnn
1) Ps. xviii, 46.-2) Ps. xLii, 2.— 3j Ex. xxv, 20.— 4) Ps. cxxxix,
8.-5) Pr. XII, 27.
83
7 .■
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6) Juiz. V, 21. — 7) Jer. xviii, 3.-8) Dcut. xxxin, 28.-9) Ps.
cxix, 20. — 10) Job xiir, 25.
L3 fA
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^ V^ ^ ^'•. . L7 •• C/
28. Ogato
Um gato cntrou iima vcz na officina dc um ferrciro, c
encontrando uma lima caida, pos-se a lambc-la com a lin-
gua. Ora, comcgou a correr-llie sangue da lingua, c como
clle julgasse que era da lima, foi-o cngolindo, e continuou
atd que se llie fcndcm a lingua e morreu.
liefere-se esta fabula a(|uelle que espcrdica os sens bens
Bem nccessidade, e que, por nao tor calculado as suas des-
pesas, se lan^-a, sem o saber, na ruina.
86
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. im^iiD niiiN* n::^ bn2 ^nn
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. inn? ^^^"^^1 ' n^"'^ ^^1 '"^l-l
' i^'pD^i "nb^^i v'iipb iiy f^Di^i
: i^n!? psnni liiii^b p^ni
: Ipti' rjP? P^^^ P^1\ '^Tr?^!
1) 1 Sam. XIII, 21. — 2) Este termo nao e biblico, mas post-
biblico. — 3) I Reis xxi, 19. — 4) Zacli. xiv, 12. — 5) Job xxix, 10 5
Ez. Ill, 20.-6) Jer. vi, 16.
^^Kj ^\3^ f^
hS \Lii3 lis!, ^JL' a > .XO! ^Xi3 ]ai;^u..U 1;-^ LKU
29. ferreiro e o cao ,
Um ferreiro tinlia um cao que nao cessava de dorinir
todo o tempo que o ferreiro. andava na sua lida. Mas,
logo que este parava o trabalho e se sentava com os sens
companheiros a comer alguma cousa, eis o cao que accor-
dava e punlia-se em pe cm seguida. Uma vez disse-lhe o
88
ferreiro : «0 cao da fortuiia! — (de desgra^a) — porque
razao o ruido dos martellos que fazein tremer a terra nao
te accorda ; ao passo que quando sentes o leve rumor dos
queixos logo te crguosVi)
O scntido dcsta tabula c o scguinte : Tal individuo lia
que ouve o que nada importa aos sous interesses, o que
descura o que Ihe pode ser util.
:Pt?r; trip ti'^^ n^3
' n5pp )1N^^ dn?
V V T • T ;
• T : ■ : v; v
1) Gen. IV, 22.-2) Est. v, 9.-3) Is. xli, 7.
89
' D::ii^ b)p '^bz'3:
V V T T
]^J? DJT ]li< DJ
4) Jos. VI, 1. — Tomamos a libcrdade de introduzir iia versao
hebraica utn conceito differcnto do do toxto arabe, jtor nos pnrccor
que quo mais devia iiiteressar ao cao iiao dcvia de certo scr o
ruido das martelladas.
.^_,^Jjij tt >- j uo p»
■C i; £. s.
sLx» ij-fi>
.X/:sx.4A)
:a>' *j' 10 1 jlJJi^) --Livl j^j i^^:^ w_) J,Jl
^Wl?^^
30. Os caes e a raposa
Um dia eneontraram uns caes uma pelle de leao. Appro-
ximaram-se della e puseram-se a morde-la.
Uma raposa que os viu, disse-lhes: «S6 esse leao esti-
vesse vivo, tericis ja de certo sentido as suas unhas mais
afiadas e mais longas que os vossos denies.))
Isto sigiiifica que ha muita gente que insulta as pessoas
mais illustres c poderosas quando estas teem deeaido da
sua primitiva categoria.
92
b^r^ri) DiDbpn b
V V : ■. T T
V v : ; T
: nnsn -
V V T ; T : —
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1) Juiz XIV, 8; Ps. xxii, 17. — 2) I Reis xiii, 25. — 8) Deut. xxxiir,
13. — 4) Jer. n, 23. — 5) Ps. cxl, 8. — G) Ps. xci, 13.
93
7
T —
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-lii i<b)b
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nppnnp Dnn
I TT-
1". .,
]in) ny tt'D*^
12
nppnpn n^53
7) Is. IX, 17. — 8) Gen. m, 24.— '.)) Num. xxii, 4.— 10) Is. xiii
10. — 11) Ecc. IX, 4.-12) II Chr. xvi, 10.
i9.
v_^',\V jLiii j.jL^ J.**^ ^w^ -'-^' ■'--'^ ^-'-' ajLjLj
* iwvsr^j LiLai;.) ^^^'j iJ^-^3 /«^ "^^ i3 i-l"^^ /-r^
31. cao e a lebre
Um cao audava unia vez a ca9a de uma lebre. Tendo-a
alcanyado, cntrou a mordO-la com os dentes. Ora, d pro-
poryao que o sangue corria, o cao lambia-o com a lingua.
Entao a lebre disse-lhe : «Vejo que me mordcs como se
cu fosse teu inimigo, e que em seguida me beijas como se
fosses meu amigo.»
Kefere-se este apologo aquclle cujo coragao oncerra a
perfidia c a velhacaria, e cuja apparencia e de amizadc e
compaixao.
96
•T : T • ;— T T I T V V T T
• T T : • T I : T • : • • :~
• r.^n "i'p "in ' »\D n.T mn ' nnj^
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T — ;— : ; • T T T ;
• ■• : — T •• T T — ' : V —
: ii|Tf n v^D) D^iiS^s ^;5n
4
1) Prov. XXX, 31 — 2) Jer. xxxi, 21. — 3) Ex. xv, 0.-4) Prov.
XXIX, 5. — 5) Jer. ix, 7. — 6) Gen. xxvii, 41 ; l, 15.
5
32. ventre e os pes
O estoinago c os pes disputavam um dia sobre qual dos
dois contribuia mais para o sustento do corpo.
Os pes diziam : « Nos, pela nossa for9a supportamos todo
o corpo.)) A isto respondeu o cstomago : «Sc nao fosse o
aliraento que eu vos don, ncm aiular podcricis, qnanto
mais supportar alguma cousa.);
7
98
Esta fabula significa que aquclle que emprehende um
negucio scm ser ajudado por alguera mais forte c poderoso
que elle, iiao alcanya exito nem para a sua empresa nem
para si proprio.
' ^HDinn m^ Dv iHN □1"' D^b:n
T - ; • ••T • TV *~: ■"
. i^r\^)n lib ni-i"' lii^v ' ic^sb
"T- : • T T V V
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. b^bi Di"> 3iiyi \-nni itrys
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: 7^n nw_ ^sn idd? -inn pps
. irD-i| t^^Db "iisn^. i^nn ' ^in ]^i^D
: n^b^n yqri bD3 wi. Dmn* nip
1) Mich. 6, 2.-2) Dan. i, 20.— 3) Pr. xviii, 37.-4) Job vi, 2.—
5) Ez. XXII, 22.-6) Gen. iii, 18.-7) Is. lux, 10.
^Ls^JsJij j.^i^v;..'i P
C
33. A fuinha e as gallinhas
Infoniiaram a fuinha dc que as galliuliaB estavam doen-
tes. Lcvantou-se logo, A'estiu uma pellc de pavao e foi vi-
sita-las. Ao chegar disse-Ilies : «A paz seja comvosco, 6
gallinlias! Conio estais de saudeVj) Respunderam-llie as
gallinlias :
<fA nossa saiido sei'a pcrfoita no dia em quo nao tonie-
mos a vcr-te a cara. »
100
Eis conceito desta fj'ibula: lla liypocritas quo mani-
festain exteriormentc a amizado e occultam o odio no
cora9ao.
— \ V T
T T
; ubT[
• T
•2
T
T — ; v ~
: Dbn
b3 md ]^>? ' npiS*
1) Gen. XXX, 11. — 2) Na rcalidade Hiili /• deveria dar Qniili
on, no jilural Qnliili" — '3) ^ leitor nao estranhara a frequcnte re-
peti^ao da mesma consoante se tiver presente que sao gallos os que
usam da palavra.
101
: in
TT
n^li. in;, v
T T : T T
ij\^ ^j^ju^\ rf
jL»J 61 a.Ls:^ ^La^ Jl >,J^^j J"^" -V^lj jl-^--'' /^-j'j
3i sol e vento
O frio e o calor (o vento e solj desniiarani-se a qiial
dos dois conseguiria dcspojar um homcm dos sens vesti-
dos. vento descncadeou so c levantou uma tempestade
104
violenta. Ora, o homem ao ver que o vento crescia em
violeneia, apertoii bcm contra si os seus vostidos e envol-
veu-se por todos os lados, de sorte que o vento nao foi
capaz de Ihe arrancar o fa to pcla fnrya e impetuosidade.
Mas apenas, aclarando-se o tempo, brilhara o sol, derra-
mando o sen calor abrasador sobre a terra ardente, o
homem apressou-se a tirar os seus vestidos e levou-os d
cabega para nao abafor.
Signifiea esta fabula que pela humildadc e bondade do
animo so consegue tudo o quo se quer dos nossos seme-
Ihantes.
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: inriDpp n?^ Dts^n nito^b f^di^i
: i^'^v.^ tit^'D^i ^\s^ri fi2V'r^)i
1) Jer. xn, 5; xxii, 15. — 2) Geu. xt,ix, T,. — 3) Is. liv, 8. — 4)
Jon. IV, 8.
105
5
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. nn riD^ii t^D^i id idg b-Db i^'.i
: Dn3 1312^: ^1 b)p) ]i-iQ nil);"! r],si
5) I Reis XIX, 11.- (i) Is. i.iv, IG.— 7) Prov. xiv, 1G.-8) Prov.
X, 12; XV, 18. — 9) Prov. xxv, 1.5.
J;:zl!j ^^j .^^UJI ^jJ! UssJ^l yi bJlj'ljiJ X::^
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35. Os (lois gallos
Dois gallos brigjinim; o vciiciclo iiigiu c foi occultar-se
num canto, c o vcnccidor su])ia para uiu telhado elevado
e pOs-se a l)atter as azas c a cantar a gloriosa victoria.
No raesmo iiistantc^ uina avc de rapiiia que o viii lan90u-se
sobre clle e Icvou-o.
Esta faljula prova ([lu- <» lionicm iiao dcvt^ gabar-sc; das
suas vaiitagciis.
108
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: n^n ]p ini"] Dit^? inpn t^^y "^j^?
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1) Gen, XXV, 22. — 2) Is. xlii, 13. — 3) Gen. xxxir, 29; Os. xii,
.0. — 4) Gen. xxxii, 11.
- -~o i: .
36. Os lobos
Uns lobos viram uma vcz pelles de boi de mOlho n'um
regato. Como nao houvesse ninguem ao pe dellas jDara as
guardar, resolverara entre si bcber toda a agua que os
separava das pelles, ate podcreiii approximar-se-lhes e
come-las. Aconteceu porem, que foi tal a quantidade de
agua que tiveram de beber, que todos rebentarara seni
poder alcan9ar as pelles.
Isto prova que quein nao tern juizo faz ds vezes o que
nao convem.
110
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37. ganso ea andorinha
O f^anso e a undorinha associaram-sc para viver em
commuin e para pastar num mesmo logar.
Um dia saliiram contra elles os ca^adores. Quaiitu a
andorinha, aproveitando-se da sua a<i;ilidade, bateu as
asas e suniiu-se, ao passo que o ganso foi alcangado pelos
cayadores e innnolado immediatamente.
Esta fabula appliea-se aquelle que convive com gente
quo so Ihe nSo asscmellia e quo c d(^ outra categoria.
8
114
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D^Dp cn^y^ bv ]n) r\b3 mto
' D^Vn ^^y3T ntrp. ^3111 v^iN*
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1) Is. XXXVIII, 14. — 2) Ecc. IV, 8.-3) Ruth, i, 17.
115
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4) I's. cvii, 27. ^f)) I Siiin. .XV, li»
ji'^^'lj ^'w3^ ia=ka iJo'Jij wsr-^j Lj ^ ^kLj .u J" ^^ ^ y^Jo
38. cao e lobo
Um cao, perseguinclo uraa vcz na ca9a um lobo, estava
todo ufano pelo seu vigor e pela vc'locidade da sua car-
reira, e gabava-se da fuga do lobo deaiitc delle.
Voltou-se entao o lobo para elle c disse-lhe: «Nao cuides
que o mcu raedo provcra dc ti ; a quern eu terno 6 liquclle
que te accompanlia e que anda a ca§ar-mc.i)
Esta Icibula prova que (» lioniem nao se dove gloriar
senao das qualidades ([ue llie sao proprias, uem euvaide-
cer com as quo llio )ia<» pcrtencem.
118
' 1TD b:s3n n::\s ' Diin ^\s^i
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: ^ilD^D^ ^-^^i^
1) Ps. XVII, 10.
119
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nti'u 1:^,^ n^D^
... — ... . .J.
>a^Li LoJi j.jJl Ujj£ "^1 JL\ J J Lai ^=k! LK jli
jiJcJlj , ^'-^^ '-^^ V^ '-rr^ /^^j^ jLOl TTj'-'^ ^' ^''-^'
vJU^CJ >^'! C^ 1^} \jiijis i.Aisr^\ »jLi v_^^'J^ ^Y
39. Os dois caes
Um cSo, cujos donos cstavam para dar um banquete,
saliiu, e, encoiitrando na praya outro cao, Ihe disse : «Sa-
beras que temos hojc festim em casa; vem commigo, di-
vertir-nos-hemos juntos." O outro eao accompanhou-o e
122
ambos entraram na cozinha. Mai os creados o viram, um
(Idles, pcgando-llre pela cauda, atirou com clle por cima
do iimro para o meio da vua. O pobre cao caiu se'in son-
tidus.
Quando voltou a si, sacudiu o po que o cobria.
Os sens companheiros que o virao perguntarara-llie :
«Onde tens andado hoje? onde estiveste a divertir-teV
Pois, o quo parecc c que nao estas bojc capaz de atinar com
caminho.))
Esta fabula signilica que ha uuiitas pessoasque cliegam
sem ser convidadas, mas que saliem cxpulsas, ao peso do
desprezo e da vergonha.
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J-'^j ^L.i! f.
40. homem e as duas serpentes
Um homem viu um dia duas serpentes que brigavam
e se mordiam com raiva, quando outra serpente cliegou
e as reconciliou.
liomem disse entao d recem-cliegada: «Se tunao fosses
peor que ambas, nao terias intorferido como medianeiraw.
Esta fabula prova que o mau procura sempre gente da
raesma especie que elle.
126
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41. cao e milhafre
Um cao uraa vez arrebatou um peclayo de carne de um
a90ugue c desceu para um rio. Ao atravessa-lo, viii na agua
a imagem da sua presa; mas como esta imagem Ihe pare-
cessc maior que o peda^o de carne que elle trazia, lar-
gou-o. No niesnio instantc um milhafre descia e o levava.
cao andou a ])rocura di» bocado maior, mas nao o encoii-
trou. Voltou a procura do que abandonara, mas foi de
9
130
baldc. Eiituo disse : «llliisao alguina tevo menus funda-
mcnto razoavel do que a minha. ALandonci o (jue tinha
no men podcr, p;ira eorrer atras do epic me nao conviiilia. »
Esta fi'ibida dirige-se aquellc que abandona um objecto
de pouca importaneia, mas que tem seguro, para ir em
busea de outro incerto.
T— T : V V -
' bn it"2 nn; nsta dud n^D
— T T T T — •' " V V
. niQ2\ L3p.t^n Dipp )b:2i<b irpD^l
' bv t5N^ VD-^D in: 1-IJ2 N^^D
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: nn^n c^^' vnnn Nn''^ Mnvb r^
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. )}2b)i na r\npb it^d it^^n
. ^D2 b^v)r2 -hzib ' nntr \s^tri r<^^
I . . . ■^ • ; • T T : I • T
' ^02b ''b Vi^i ^:^)izib \n^2c
: ^iDT^ D.by 1^3 iiT^i ur}b ^D
. ^1 ' -ip{<n .s^ ]^v ' v^p^ i^"^ b)m'D
. it^*j;n ini< ^i'^'^ v^^^ ^^-"i "'■^^
' ^^l^* ^i:n t^^? br^ n^tr
-^m' jv^»p |f<«i ' rain C.X ' LDVD DN*
. '\n pp ' 2^5i^ ' -p-^^n d:,^ did
. icn; ipn Dn'p pM^ 'p-g: i?;)
1 X — •• It if — .
;i?p
Aqui termina este livro que cont^m quarenta e uma
fabulas exactamente.
T •• • T ; — : —
APPENDICE
saber e a ignorancia
J.'.'"a^ Xx> jJL^ -;:s. Ax)] o^
O sabio vive eternamente depois da sua morte, nao
obstante os sens membros desfazerem-se em p6 no sepul-
cro; ao passo que o ignorante e como um morto a andar
sobre a terra; e contado no numero dos vivos e no emtanto
ja nao existe.
r . T "r • : T ; - : 't T
' inp-ibn pN 'p^i ^'f 'p; nra lys ^>'l
T • — : T T T ; 'It , ; "
A modestia e a inveja
Quando Dens qiier descobrir a virtade que se esconde
na sombra, suscita contra ella a lingua do invejoso. Se
fogo nao lavrasse em tudo quanto o cerca, nao seria
conhecido o perfume do aloes.
"ipn nil Dn '^'xs '^pvp r\)b2b b^ n?^^^ on*
: iti'n ]Wb f^tDr^^ ^w-d t> nnii?"! ' D.^vn??n
Elogio do sapientissimo e benemerito Grao-Rabbino
LazaroWogue^
n^r^^ r^j) npt' 2^:n j^i^n
: nyip^i ^icn t^*^s'? i^'^r^'
' not:' ^n^ v^n ni:::^ m'-i
— .. -J- . . -J- — . . .
— ■■ T ; • T '^ :
: m^Di ^N* ^DDiD3 inn'
' nniii ny;: npr.:^ ^sn 'bx
: nnini^^m bub n:r\ n-iin
' D^j^y nib^ }>-ii^* iDb n^^
: nbv^ HD^* 'p'j^ ^'^^i^. r^^^
' nD3 ^y nsn^ m:^d ^n^iD
' in^ ci|2.N*. 1^ niiinb ]3 ^y
: ntDViT f^D) HD'f D^p iSlDN*
1 Era ainda vivo o Grao-Ral)l)ino L. Wo^^-iic qnarido fiz csta
poesia, cedendo a iiin .sciitiiiicuto de profunda gratidao e dc adiui-
ra^iio pelo homein que, ooino mestre e aniigo, nunca me ucyou os
seus j)rec'io.sos conselhos duraute a coiniiosi^ao o revisao d'esta e
d'outras obras.
140
' ionb Vi^yi ^n^*^ n^:n dm^
: nsni^^nb niN^^ t0 '^\sb
: n^ijo^") ''iDD i:^\s'7 "i^'^b
: n^p ci .sbi inn nnnD ah
' npb nsii iDv;? 31^3 n^t'
' p>v in3'^i ^30 ^p^ ^3 i)v
' npbn^i 113? 1133 -i^nri
: niip nil "i^m3 n)^3 bn;
' ion ^3 '?y3 )b D^ribi< |n^
' pl^l HDN^ □- 1^31-1 bj ^3
: niiD 1^3 b^n nt^yi "iiy
141
' PD'iS^p i^iN^: 'h'2^ nnpT
■n?-^D bv nn ^n^ n^Ti dt
It T — •. ■: •• •• • ; —
•• • — . . ^_. ^ i..
' f"ii<n 2bnp -^pD.N} rif^T b^
' nniT "ii.s? ^^D^ 1^1^ n.:?n
' nr^^n j^'pb nb b^ rbv-^ -]\st
: n;iis pi? ^p inmN* ny
: nc^ p.i^ib ^3b dji ^'p 3"i
Naufragio
Ao meu querido Irmao Salomao Benoliel
' nib) HDT n^n ^nz ^3D'^
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' n\:i: ^li'.s'i ^>y b^ im b^
' nn^ nDnbr2 did pimoD
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' N*in mD^n -im nitr dd^ hdw*
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iniDD n^Di ^i^'ic n^3 ^d n^h
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144
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' m^D bp_ ]m-D TV m^pN*
' riK^p r|,s^ nn3 jniy^^i
: niiiin ]"ind ^^3 ^n^ ^31:^13
T ; T • I T" : T ■• •• ■ • ;
T T . I ■• T — :
' ^iN ''by. n^ dn3 ^^ nroin
: ^i.s Ti^i "ii.s^ ^-^ bi< nDN"'i
Zara*
Feliz de quern passou, por entre a magua
E as paixoes da existencia tumultuosa,
Inconsciente como passa a rosa,
E leve como a sombra sobre a agua.
Era-te a vida um sonho: indefinido
E tenue, mas suave e transparente.
Acordaste. . . sorriste. . . e vagamente
Continuaste o sonho interrompido.
' b?ii vn y^ K^v? DpiT DHi^
: D'lDJN* ■':d b^ ^ito:! b)i^ bp)
' ^'nm V. b-D niii^rn "ib Tig
* Foi publicada esta poesia na Zara, edi^ao polyglotta, dada d
luz em 1894 por Joaquim de Araujo.
10
Endechas de Luiz de Camoes a Barbara escrava^
Aquella captiva,
Que me tern captivo,
Porqiie nella vivo,
Ja nao quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos
Que para meus olhos
Fosse mais formosa.
Nem no campo flores,
Nem no ceo estrellas,
Me parecem bellas
(Jomo OS meus amores;
Kosto singular;
Olhos socegados,
Pretos, e cansados
Mas nao de matar:
* A traduc^ao hebraica d'csta poesia saiu iia Pretidan de Amor,
do men illustre e carissimo ainigo c mestre Dr. Xavier da Ciiulia,
em 180(5.
148
Uma gra^a viva,
Que nelles Ihe mora
Para ser senhora
De quern 6 captiva;
Pretos OS cabellos,
Onde povo vao
Perde opiniao
Que OS loiros sao bellos;
Pretidao de amor;
Tao doce a figura,
Que a neve Ihe jura
Que trocara a cor;
Leda mansidao,
Que sizo acompanlia.
Bem parece extranha,
Mas . . . harhara nao ;
Presen5a serena
Que a tormenta amansa
Nella emfim descansa
Toda a minha pena.
Esta e a captiva
Que me tern captivo:
E, pois nella vivo,
E for^a que viva.
Ao meu dilecto amigo Dr. Xavier da Cunha
'^V)i^b \inpb nnoi:'
' ''^Vinpb DID ^inii'DT
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A memoria de David Cohen
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Epitaphio de David Cohen
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Epitaphio de Arao Cohen
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' niDD^ "^^iD ' niD^OD nS
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« T T : • T
' Dibti^n bi3Tb ' diid'? dd:
T — : • T - ' — •
INDICE
Dedicatoria v
Prefacio vii-xi
Fabulas
Ao leitor 1
leao e os dois touros 5
A gazella 11
A gazella 13
leao e a raposa . 17
leao e o touro 19
leao e a raposa 23
O leao e o homem 27
A gazella e o leao 29
A gazella e a raposa 31
As lebres e as raposas 33
A lebre e a leoa 35
A mulher e a gallinha 37
mosquito e o touro 39
homem e a morte 41
O jardineiro 43
O homem e o idolo 45
homeiii preto 49
homem e a egua 51
homem e o porco 55
A tartar uga e a lebre 59
lobo 63
156
espinheiro 69
Urn preto 69
A vespa e a abelha 71
meuino 75
A criau^a e o escorpiao 79
A pomba 81
O gato 85
ferreiro e o cao 87
Os caes e a raposa 91
cao e a lebre 95
ventre e os pes 97
A fuiuha e as gallinhas 99
sol e vento 103
Os dois gallos 107
Os lobos 109
ganso e a andorinha 113
eao e o lobo 117
Os dois caes 121
O homem e as duas serpentes 125
O cao e milhafre 129
Conclusao 132
Appendice
saber e a ignorancia 135
A modestia e a inveja 137
Elogio do Grao-Rabbino L. Wogue 139
Naufragio 143
Zara 145
Endechas de Luiz de Camoes a Barbara escrava 147
A memoria de David Cohen 151
Epitaphio de David Cohen 153
Epitaphio de Arao Cohen 153
Acabou de imprimir-se
Aos 3 1 dias do mez de Marco do anno
MDCCCXCVIII
NOS PRELOS DA
Imprensa Nacional de Lisboa
PARA A
COMMISSAO EXECUTIVA
DO
CENTENARIO DA INDIA
UNIVERSITY OF CALIFORNIA LIBRARY
Los Angeles
lus DUE on the last date stamped below.
IfflgiiitW^^
SEC'D ID
URO
FEB 1 2 ^-
r^eiLtH 13
Form L9-Series 4939
UNIVERSITY OF CAUF0RNIA-L09 ANGELES
L 007 680 794
UC SOUTHERN REGIONAL LIBRARY FACILITY
AA 000 366 781 3
PJ
7680
L96fPo
1898
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Art
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