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Full text of "Meteorologia, climalogia e colonisação : estudos sobre a região percorrida pela expedição comparados com os dos benemeritos exploradores Capello e Ivens e de outros observadores nacionaes e estrangeiros : modo practico de fazer colonisar com vantagem"

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METEOROLOGIA 

CLIMALOGIA E COLONISACÃO 



EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO MUATIÂNVUA 



METEOROLOGIA 

CLIMALOGIA E COLONISACÃO 

•9 

EtttudoK Hobrp a região percorrida pela i>iiM*(|Iyfio 

comparados com os dou bonemeiilnii exploradores Capt^llo o Ivcdm 

o do ootroH obHcrvattores nacionacn o fitraogdroH 

MODO PRACTICO DE FAZER COLONISAR COM VANTAGEM 

AS 

TERRAS DE ANGOLA 



PEI.O 



CHEFE DA EXPEDIÇÃO 

HENIUQUE AUGUSTO DIAS DE CARVALHO 
■■j«r U EtUdfi laífr dr libikríi 



KI>IVA4> Ilil.ritTKAIiA l>OR H. CASANOVA 



LISBOA 



92 — Rua do Diário de Noticias — 9% 
181)2 






V.? 



índice das gravuras 



NB. — Como seja de couvcniencia distribuir as gravuras por todo o vo- 
lume, a paginação á esquerda, é a do texto que u elJas se referem; e 
a da direita, oode foram collocadas. Neste índice, indicam-se map- 
|ias, plantas e diagrammas que n^ fazem parto da collecçíto do 
Atlaa. 



5 — Mappa estatístico*. 5 

tí — Díagramina das emigrações de diversos i)aize8 O 

7 — Idem da emigração de diversos districtos de Portugal 8 

ly — Panorama da cidade de Loanda (>3 

*>4 — Uma parte da encosta do bairro alto da cidade <i4 

iHy — Obsenatorio meteorológico 68 

75 — Diagramma das pressões 7õ 

77 — Idem das nuvens 77 

H4 — Idem das temperaturas absolutas e medias 84 

í»l — Idem da variação das temperaturas Í>1 

1>3 — Idem das huniidades !^G 

i»8 — Idem da tensão do vapor atmospherico. . . í*8 

V >3 — Idem dos vcntots 103 

1(4 — Planta da cidade de Loanda 107 

1*>8 — Diagramma das temperaturas j / lOH 

um — Idem das pressões (modificados pelos] 110 

!*)*.* — Idem das luunidades t ventos j 114 

110 — Idem da teusito do vapnr atmosphericoí ( HG 

IIG — Idem do ozone 1 lí* 

138 — Hospital de Loanda 138 

1(15 — Diagramma, necrologia do liosi>ital — lH7!t-I888 !<>;'> 

Hir» — Idem relativa á unidade os óbitos ((luadro synthoticí)) IGti 

178 — Porto da cidade de Loanda 178 

18;'» — Inveja — jardim d'aclimaçiÍo vm Malanje 185 

J87 — Planta da villa de Malauje 187 

JJSH — Fazenda de N. António Pasehoal 18Í» 

liH.» — Kstação Ferreira do Amaral 11M> 

l'.»l — Sitio de Andala Quissúa lí'4 

lii-J — Estação Paiva de Andrada lí>8 



VI EXPEDIV^O PORTUGUEZA AO MUATIÀXVUA 



lí>2 — Rio Ui 2(hí 

194 — Rio Cuaugo (marfçem direita) 200 

194 — Eiit«v^ CoBta e Silva 210 

líM} — Valle do Camau 216 

198 — O acampamento do Valle das Amargura^^ ardcudo 222 

liK) — O acampamento F. Maria da Cuulia (Mnqiiinji) 230 

20í> — i) Hcampameuto Solidio de Júlia 240 

201 — OrioCiiengo 250 

201 — A ponte da Expedição sobre o rio Cuenpo 260 

202 — O rio Cuílii 2tíG 

202 — Estação, Cidade do Porto 270 

203 — Rio Lucliico 27t$ 

2(a — Rio Liiéle 284 

203 — Eritaç.io Luciano Cordeiro 290 

204 — RioChicapa 29G 

204 — Acampamento H. deCarvalho 298 

2(U — Rio Luacliimo 300 

2(Hi — Povoaç.lo de Clnbanpfo 320 

207 — Rio Cliiumbne 330 

20S_ Entaçào Conde de Kicallio 350 

20!> — Rio Rtchtmi ou Cacliinú 3<iO 

209 — Povoaçíio do Catnig:u]a ile Mataba 38*) 

2(H» — Palmeiras de (pie cxtrahem o malufo 400 

20ÍI — Rio Luembe 420 

2(»9 — Rio Luia. 430 

tíOl» — O acampamento Júlio «le \'ilhcna (Mataba) . .' 480 

2(>í» _ Kio CaHKai 5<X) 

2í)íl — Rio LuKsanzcji (passafreui da Exiiediçilo) Õ20 

211 — Luamhata (Colónia iwrtuguozn) 530 

211 — Planta da Colónia 540 

212 — Cnlílnhi (Mus^umba) 5(íO 

212 — Culânbi (rio) 577 

212 — Efítaçílo Piídiciro Chap:aí* 579 

543 — H. de Carvalho (de rcírrosKí) em LislK>a} 543 



índice dos capítulos 



CAKTA l>EI>ICATOKIA AO CONSKLHElKoJUiao DK VILIIKNA. 



INTRODUCVAO 



(*õn«[der»\'«H>ii ^raca i»bn>: colonUAção no vonladelro ftenitdo da palaTra; cmiftra- 
Vin de dlversoM paizeu da Europa om b«t)etÍcfo dos (|ue Ibc tio «"xtranhoi r dca- 
tnkvolTÍiiii>niu do popnla^-ào nua lhc)> curreK|*oDdts; etforvo» de todoí ou paites nu 
crvar colónias para aprovcltanifiilo de noa cinigraçAo p neceioidade «ton Portu|nto- 
zea fazen*ui coIoiíUar on vuKtiMlinoii U>rritoriOB da^ Huait po»o«iiue«. ilenerallda- 
(1«^ <Hjm respeito uos dlvorroi factores ui<'teoroloyicos (|ue mais podom InAuír iia 
raracUrittifa d'nni clliita, comparHvÕeit de rtitrercntcn locnlldadfít ileulro e fora 
du uici^ino c»Dtliii>nU^, ]M>la iuteuhldade o TariaçucH dVKKeii factores, os que uiais 
ioMaem sobre o orfaniÂiiio doi> st'rei> vivos t> roíiK» ptrdem i>er looditicadot. Colo- 
nos <inp se devput preferir para os climas ex('ei>iiivHiiirnt<> qnPiitfs e húmidos 
«> como esteit podem beneflris.r as rotidli,-OeH do solo a tomar mais faril a acUma- 
ÇSo da ra^a branca Pafc. 1 a (M 

CAPITULO I 
cidadp: dk loanua 

Ideí* lEeral Rebrc a sua to]HiffrapbÍa~~Obitcr\'at4irio mfteorologico — Kua roíirítituiçÃo 
HOfial — 8eu aspecto mi>t4!orulogtco — liitluonclaii do» votitos Nob os |ib<tiomoiios 
tnctporolog:fcoii t-oDHidcrados — Ia'U dcfliizidas «' conllniiadua poU practlca — tii- 
ttopucia» cllmatoricait — Hospital Maria Fia — Movluiooto hospitalar no ultimo dc- 
rennlo — (.'omparafão d>i'ti> iiioviíiieiito com om fai-tox mcleorologicoM — Deduc- 
\WH — lufluouclaf Hobn] os <mn>pfU)i e iiidlRCiiaN — DocnvaM mais prcdomlnautes 

— M«>rtati<ladri> — Estudos enmparntlvoK rom o» outms hoejiUaes do litoral — Oc- 
ducvípfí- — CoifldíTHv^eti Hobn* it liyvifiH» nu cldath* de Lminda — Mt-lhoramcnton 

I! ncrc-Miditdc de oiitron acoiift-liiHdoH pein practlca I'iifr. tl.'I a IKI 

CAPITULO II 

Vi )ST( >S MKTEOIK >U M i ICOS 

Itl«'Ia íTCral daii tt»4-alidud('s — l>otPnii[imi;n<i d"« l'*"'»"!^ — SiHiiivSo d'«ii^ cin n-laváo aos 
ontro' — 'A'*n& do acção e n*li'vo do m-u ^nli» — foiíili';*'!'» rbi atmo^jOiTa ciii fiida 
uma da» localidadfx nu dcli-riiiitiadtiK pcriíxlofi — IVi-síin — Ti-mporatiirai* — IIii- 
iiiidad).' — 'IViiann do vaiH>r — Nnvciií» — Knladi» tio i-i*u— (Jlmvjs-- KIcru-uMilJidc <■ 
uutiio — (.'oiiiparação do cada iiin trcstc* clfiniMitorí mui iinivliitror) cm outras zonus 
do coiitiiiciitc c os rfírlítadiw cm ubm'rvau>ri«ni de <(Utr«ts conliiicntC'» — Princípios 
deduziduH c coudiv**"'" rliiiiat<-ricii» — I>(ienvas <|nc roai« prcdoiiiiiiaiii cm cnda iinia 
da» localldadfrt. — faiiNAK que )Kideiii iiiriítir pura cbhks dofiivaN, dCfruiido o iiteti 
modo de vèr c como ac me nlipiira poiler iiuMlÍt1rarcm-r»c e>it:in caii»:!-* em heneHcio 
dos habitantes — i'la>itifieai;ào ilos elimaM pe1<>--« retrimeiíi' dou )icu-< faelorcíi inetcti- 
r«>lo(ricoii r n* i\uti deveui preferir (>« emi(rrante.-< de diversas tcrran do no*i<" 1'aiz 

— Culturns íietnai'-' e ncce<«i|dad*-K de iniva" — l>'inie>iicarã" de imvos aiiimac"! i- 
urfTciicta de faz*»i" de-jcnvidver ok que ainda existem — (''niildiravõed ueraCf* sobre 

4t- elemento- exixtentes e rinm> rtprov«'[t.nl-o< Viisr. IM a .'Md 



; PEDIRÃO 



JEZX AO MCATIANVCA 



CAPITULO III 
COLONISAÇAO DE ANíJlfLA 



(U ptimtirvm ImhNlho» : — Kupltta ojirrii^Ao ile fix-l'» pui ijtio •<• cuiiliecv ■!«• Ifulntivtta 
par» cwloiiíftar n? ti-rnu Mib m ii«ibrrjiiilA ihf roíinu-Al, lontHiKlu-M- -«KlIrDli- a» iu»U 

|>r<>rh-uait. d«rf<l«N A lub'tltKrulr* a*l[iiliil*lr«'. • ' > Iluiitcin: — Tua UlrU 

iiiliit'.' Keral |i(in|iir iiio virKamtii a» U-nlAlfvn' i-i, em <i»<> itn aponUun 
f*i>t>3» •)rini.>«irani|o n uiH-<'g<|itnilo de i-AliiOAr |>rAi'il<'<iirii-tit>' «■ iiit*' «Av lu D'>i*»ae 
torrM* iraleui iii»ri» a viilicarítavAo «!>«sr» ouMulo*; — Trrtialbo» ''o» In4lir«*iia<i — 
RkIiiiIim ifumn oti««*rvft(Ín •Ifaiino* iiuf^ c<»ivriit><'m, •nu v**f*» fralikthMt tnrrmriir 
lualll IrxIoK ni* f «furço-i d* 1eiit«tlri4M para it rMlnnUav^" <'iiro|i4>lu f rnqav ar [iriiva 
AD TnttlMireii» |h>Iim ffiui t««ii) ^al>(ll•t irdti'* K|>ntvi>lliir-iic; — ('nliKil.1ii iut«'r-tn>|)Í- 
vttcp: — Almiii» r^xcinplo» iln> iniin iniMllv*)*** ""■ '("<* ti**'i» "■'l*'' •*Tii]ii-rh«iMlMn*, p«>r 
uuilr «e couh<*t-(' qu(ittl<i í' rit-i'0*tarío n ratuiln 'loa cii|iltulo* uai* rUireo i* ilit nulriu 
roíKlI^^o, t>a«e rni ijlio «levem ní^íiMilar pAra íC aJrftnçar <■ cxll«Mlr»r*Jatlft; — I*nj- 
Jíiciii» ti»" ^olniita» a^riroln* : — Kapiíla analf**' <I'>^ i>AMAtl'i« «• *l(m artitaru, saa» 
i1l(Hi-i>l<lA(loft iin «•xccuçt^j *• Como »-1i'1IaIa* on dlmlnittl-A* ; — ri(i.n<» cxonnh»'!» : — 
Kalitdo iirArth^n |Mira '■ i)i-rt>*Har1o t|pAÍnviilvluieuiit iIp ■<x|)l'»rAt,<|l4<i >lp«tniÍi)<to a* 
ratiina Ibvtiriaa tiA tii*>tro|Mili<, cfiitvrni.M<iii]ii ijik* o va«in (ImiUnto <Ip foritigAl no 
urrlilcnU* <li> Afríra iln atil, ai* InniAró uma r«*nlndi*irA >< Hon*wt>nt>> rtiliml« jiortu- 
KWiim, qiuindii O imballin Ai* avrniurfilroa |i|r «ulMtikthl» |)ur iratiDllirM ile vnU- 
BM < I*«ir. iwa A 47S 



CAPITULO IV 
llVtíIENE INDIVIDUAL, KAMIIJAU K rUDUCA 

OnDrmUdadtia:— l*rvftrHp^'6f'> (I«t1iIa« A prapIloA, nortvriílailp ilti a« obannkrtantnpolt) 
rnroprnroniniiiilfi afrirano; proTAilninn n h^ irlriHirrtntlibnli] ]iATftaapIfinAfi«i(riiiu 
r il^iiilrn r i(ii<- IiAk IrrrA" Ílilt>r-trci|tlrH«'» a> rA^a* ifiitlo ÍIMlÍITV*rf-iil>*K A» iliit' mala 
liiilN>rtAVA Á lij*tfi»iiir>, <1i<fitihAr-»i'-lilAiti. — 1'rniirIrAo uoyCrr : l'rc-crltii» rlfiuPiitA- 
rog súltrr a L}'fci<'tu- iln liiillvliti)», ■)» roqui. iln rr^liiarlfi o iln AliiiiniitA\JÍii: ruii»*<- 
Iho» pr<>vcutlvi)9 pArn a t-«nn-rvii^-ã<i 'lu« rojttiUrf» runrrAra du «rKAuUmo, — (!na- 
diçAca Cfl)H*W«(N> (|U« •*• •Ifrom Oar uo* IndivMixis <|ttrprr>u>Ddfiu(r<'lotii<>ar acirmu 
(CAnirrilA ; ponitir ^f dfvrn prcff rir o* o&AAdo« <iiif' •<> t1»'r«*ni AL-omimnliar deAVii 
anillicrrn, coiihcHtuf^ntoM practlpii** i)iir itcvoín Atl(|itlHr '*>1a» «■ aqucUpi Aiiti^ (lu 
pArttdA. — A iMtrd» (;u davIo: — n« provcnltvoa ctnilrM o» prímclrox 1iil'4iiuiuoi1o<i, 
pnoM-rípvfi*'" «< prrcpftiMt faprriAi** aii tt)i>lu, ■■ dl»lnii-v«'"'i' : vinliA* i tnrru.caiilKlUt 
c eii|ilA>l»« liidÍK|M>ai>AvnU, incxi-a piii (|Ui' •(• ili-vnm (A«*'r a« vlil)ri'nit. — Nf^< lltiirAl 
d'Au(r»lA: — L'uii»t(liirA^-fii** gvrtívn tuLri' a liyau-ur ItuNvltluAl, cATAflTeí met*io- 
roto)fici»p ciijuii ÍiifliM*ui'lAA tuiil» ■•* ■i*iili'i)i, t' ciiiii') aM«'iiiiai <■• "«'U» piinivin)» rlIVl- 
lo« : «luoiiva» iiiAJ" trlvjAOi'. otmo |in^v<<iill-AA ■• tudIf<Ai,'AiM llHTApi-iilliiifi t> p)iaruia- 
ri>1ti||ílcA# iiiiiltii <*lciiir>iiiAn>* p«rA i> ai^ii iraiAiuPuin; fdi'lAD luiuto ri'm*« aobiv a* 
riíiivonlfuit'* rtitr«f^ bjrirlcuii'** para haliIiAçtVM, alIiDouioafvcMtnariri*. — Kin iiiar- 
rba ppl(i «ortAo: — Mrlna dr irattupiinr, dl<«|>fi'lvftr>ii paru ah inArrhAA a põ, prcvcn* 
t]To< hyjloulffrd f dl) fomrrlinrnioii liidUprnaAVPla; pmvldpiirlA* eoui iTap^It" ã* 
narfcaa r> lirjrlriir a olfaf^rvnr •■iii inarflin; lt/gii'iii< iio* aranipaiitoittoa, ffrlv'^*»! 
«iHTclrloa »• iliviTtlmciito». — Na n'glûi a i'<>l.iiilanr : — (.'"iialitir\-A<i rlc li«hllA\'!l«^ 
v ilf titotiliaa ApntprlA*lA«, Imviífrti» v d«-»iiirrri,'&t!i<. para " cami di> diH'iivAa : tU*t- 
lnf(-i'lAiit>'i «- &nti-it<*|>li<'tj9 ; ■AtiflAi-uriilndA* iHitt-tAvirra, ilAal('rrA»4'd<>B rlr>», hjtrfone 
da rAitiillA r >ln coiiimnnldHd^, liyttl<'ti)' twUllf n, r&t* rl:^ll•l>H• r dirrrflninnluR li.vrilt- 
niroa; tiiflbiiramenUjtf publlnv <-'>ti> ••rron*)- vora ■> •aD«Aiu<*Bto dft rcctjio t» vuuaÍ- 



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III."* e Ex."'" Sr. 



Conselheiro Jnlio de Villiena 



inscrevendo no alto da primeira pagina dVste livro 
o nome de Y. Ex/ procuro manifestar publicamente 
quanto Ibe sou grato pela muita consideraí,'Ao que 
V. Ex.* se digiiou dispensar-me como Ministro e Se- 
cretario d'Ehtado para que elle tivesse a mais prompta 
publicidade. 

Ex.""" Senhor — provas publicas de quanto sou de- 
ílÍL*ado a V. Ex." e do aprí-í^o em que tenho tido sem- 
pre as boas intençòen de V. Ex.** na superior adminis- 
tração das nossas colónias, as tenho dado quer 
apoiando o seu código administrativo que ainda nào 
foi comprehendido, quer acceitando em principio as 
Estac^ôes civilisadoraj^, (jue infelizmente uAo foram in- 
Btituidas a tem|)o e de costa a (!osta, pois nos teria 
poupado a nnutos desgostos e prejuizos, quer cha- 
mando a attençao de V. Ex.^ para os j>rojectos pra- 
ctico», de colónias agricolas em Angola e de occupa- 
çôes em terras da Lnnda, como se nie attiguraram de 
prompta execu<;ào, económicos, de utilidade e de re- 
sultados immediatos. 

KepL»rtandõ-se este livro a todos estes ti^abalhos, de 
extranhar seria a quem o liasse que eu tivesse esque- 
cido o estimado nome de V. Ex.* i)ara me honrar pa- 
tririonando-o e nào lhe tributasse, neste momento, a 
homenagem que lhe v devida. 

Este meu novo trabalho, bem como o da ethnogra- 
]>hia e o da linguistica, nâo sào mais do que ensaios; 



nJio priniíun pela forma c ling"ua*reiu, vn o <.'onlie<,'o, e 
mó púdeiii reooninieiidiir-se pelos bons tk-scjoH <le, sondo 
escriptos com pingelesa, serem precinos e daros, para 
que l)em se compreliendam oh e«ttudo8 d'unui obner- 
vaçAu paciente e tenaz, como convinha aos sacrificios 
que o Paiz lez para os reiíiunerari 

Produzindo o que é compatível com as minhas lor- 
^•a», que é mais do que o mesmo Paiz e os seus pode- 
res pul)licos podiam esjierar, e, na partilha de dedica- 
tórias dos un*us trabalhos, reservando como me rum- 
pria uma parte jiara V. Kx.", creia ex.'"" conselheiro 
que 8Ó sinto, nào seja esta tAo brilhante ipianto mere- 
cem 08 talento» de V. Ex." 

Sabe V. Ex/ muito bem <pie dons princípios seteem 
posto em evidencia entre as nações colonisadoras. nni» 
inteiraníente o])postns. com respeito ás terras inier- 
tropieaes: um, substituir o sen indígena ])elo indivi- 
duí> da raça branca para transtonnar o território que 
aquellc occui)a, e o fim é, u extincçAo <hi raça preta; 
o outro, aproveitar o indip^ena como elemento natu- 
ral do trabalho, preparanch) com elle a aclimação da 
raça branca ]>ara com o tempo se confinidirem os san- 
gues das duas raças, scn<h^ o tim, o bem de toda a 
humanidade. 

Qneni delineou um código para as nossas posseH- 
KÔes ultrauuirinas como V. Ex.', fazendo interessar na 
etui administração, o elemento inili^^ena, demonstra 



MT) Claramente qiic é contrarío aoK elimina Jorcs mi 
raça j»rt'ta e jíortanto que ó ]íreeÍHí) aproveital-a e 
edncal-a devidamente a poder nivelar-íie eom a ra<;a 
brancA, 

K indispengavel melhorar, poití, as condiíjrjes da 
actual existência do individuo da ra<,*a preta nas ivgiòe» 
t-m que se encontra e beneficiar estas regiCies de 
quanto sSo susceptíveis, ]:njn]ue conseguido isto, a 
tduca<^*ào d^aquelle e a aclima<,'ào do inílividuo da raça 
branca, 6 uma questão .de tempo. 

Nos paizcs quentes e húmidos, duas sítí as caracte- 
risticas, cujas influencias predominam sobre o orga- 
nismo dos seres vivos: — os factores atmosphericos e 
todos os dependentes! do solo. 

Pro}iondo-me a estudar a colonisa<,'Ao das terras de 
Angola, algumas inexploradas e outras onde a explo- 
rnçAo está npenaa iniciada, precisava conhecer antes 
de tudo, 08 seus caracteres cHnuiIogicos, o que nào 
podia ter logar sem o estudo dos meteorológicos, do» 
geographicos e uinda dos peculiares a essas ternis. 

Alcanrou a minha Kxpe(li<;íio um grande numero 
<le elementos no vasto cauipo dos seus trabalhos, mas 
para estudos relativos, c por isso, tomei para base das 
compiíraçôcs a cidade de Loanda, onde já existe uma 
jiopulaçno das duas raças bastante densa, um obser- 
vatório meteorológico 1)eui nu>ntadt> em (jue a serie 
nílo interrouqiida de registos merece toda a confiança. 



c iiiii liospitnl LMii condivòen de se equiparni* aos me- 



11 



lore» 



do 



nostto Paiz 



Situada a cidade á heira-inar nu lun paralldo in- 
teniK-dio aos das diversas localidades, (jue comparo, em 
dirterentes niercdinnos e iiiinia altitude iníVricu- is 
d'i'stas; Iratci jirinieiro, disprmdo da maior sci'ie de 
elementos estnlisticos (pie me foi ])ossivel íinijíar, de 
estabelecer princijiios geraes; e, variando depois as 
hypotheses, por deducvôes, pude concluir tias peque- 
nas alterações na applicaçào desses princípios, ms lo- 
calidades que confronto, servindo-nie de C(>ntr!i[írovii 
os estudos feitos por nacionaes e por estrnnj^^eiros no 
mesmo continente e fora d'este e tand)eni no hcmis- 
pherico do norte, e muitos foram, os que consultei. 

Mesmo para generalidades, o estudo feito por esta 
foniia, tornou-se demorado e cmujiria-me dando dVlle 
conta Uílo ser extenso, varial-o na sua exposição, in- 
teressar o leitor com a narra(;A(í de factos aj)rc»))riados 
e elucidal-o, querendo su])prir defficienc.ias, com dia- 
granunas, pondo em relevo a Hn^rua^rem dos números, 
que sendo de confiança nem a todos agrada. 

Os diaj^rammas comparativos, porque sejam dema- 
eiaílo <n'andcs e ]>ara mais commocli<lade do leitor que 
os deseje consultar, pareceu-me de conveniência se- 
panil-oH do texto e reunil-os em nm atlas. 

Inicio este meu ensaio, dando nma idéa geral da 
necessidade que se nos está impondo, de fazermos co- 



I 




lonisar os vastissiinos territórios (jue actualmente con- 
stituem a proviucia de Anfí^ola, manifestando como 
ella 8e deve emprehender, demonstro o que ímpoi*ta 
estudar para que na practica ne tentem oh trabalho» 
com a «rarantia de bom e pronjpto êxito. 

Os dois priuieiros capítulos, sào os alicerces sobre 
(jui* fiz construir a miiilui obra; 6 onde reuni e dis- 
puz do melhor modo ([Ue me iVii possível todos os ele- 
mentos que obtive, para o conhecimento, sob diverso» 
pontos de vista, da» reffiOes que estão por explorar. 
Comprehendem por assim dizer, as bases sobre que 
fa<,'o assentar a colonisa(;ào, os trabalhos preliminares 
d'onde <leduso os princípaes caracteres, que distin- 
íruem as regiões umas em relação jIs outras e onde 
estudo OH s(5res vivos nas modificaç,ões mais frequente» 
do seu organismo. 

E no terceiro capitulo, que, procurando por em relevo 
que nos niio tendo sido coKjuisadores e sim explora- 
dores das terras de Angola, pouco nos tem ini])ortado 
nào só a aclimação da raça branca no verdadeiro sen- 
tido da palavra, como taml)em o corrigirmos os erro» 
e imprevidencias do passado, principio por levantar a 
coustrucçAo da obia com os fracos recursos d'um liu- 
Tiiilde operário como sou e com os materiaes de que 
mais facilmente posso lançar muo, na convicção de ser 
}mm succedido porque aproveito o que é reconhecida- 
mente practico. 



o (|uai"to capitulo é o fecho, o cooipleniento da 
obra, a liy*^iene fiiie deve »er observada pelos individues 
<jue trabiilhaiii na cniproza, — colonisa(;íioe aclimação 
dos seres vivos ás terras <-i>l(iiiisadas: e no estudo da hy- 
ȍieiie considero o individuo om todas as phases em 
que me parece dever tonial-o para o fim em vista. 

Já vé V. Ex.* que é niuito modesto o <pie posso 
apresentar, nnis se este trnballio d'al<^uni modo. pu- 
«ler iutiuir no animo d'aquelles que tendo a rapacidade 
necessária, o modiíiquem e transformen) para muito 
melhor, eu fico muito satisfeito, por assim ter contri- 
hiiido, cm1)ora com mna insignificância, para uma *>hra 
mais prefeita no interesse da nossu eHusn publica. 

Ex.'"" Consellieiro — historiando as tentativas da 
colonisaçno pela ra<,a branca, tanto entre nós como no 
estran»(eiro, apontando o que se tem feito e os fnctos 
vieram depois condenmar, nAo tenho em vista outro 
objectiví» que nào seju o Ieml>rur esses factos para que 
ae nào repitam. 

Com respeito ao modo porque ultimamente os go- 
veiTios teem procurado fazer derivar as correntes dos 
cmifjrantes do Paiz para as possessões africanas com 
o fito de por estes as fazer colonisar, eu tenho a cer- 
teza que V. Ex/, em these, condemua o principio: e se 
esta fosse uma d*aquellas questões que V. Ex.', fora 
do poder, se propozesse a tratar no intento de aju^e- 
ficntar um projecto modelo u seguir em beneficio da 



colt.misín;íU) iluH excellentcs ivgiòes que ]K>s»nimoH vm 
Angola e da ai'liuiaí,'ào a esta» rej^fiues diís iiossow fmi- 
grantes, coin])letaniente livre de i|ualqner outra ordoni 
(U»coii8Íderavõe«que nào fossem estas, — V. Ex."* decerto 
re^uluiucnturia em umarepartivà*^ especial, as circtun- 
Htiineias em (jiie o ffovenio facilitaria a eiiiijfra(;ào para 
ns in»ssns colónias. 

Ha anais de 40 annos, sabe-o V. Ex.', decretou-se 
um tributo na« provincia** africanas para um fundo 
esjKfcial de colouisavAo, de que por vezes depois, oh 
Ministros se teeni lendiradi» i- dV-llc auctorisam a sa- 
Iiida de verbas com determinadas ap])!i(af;òes, de que 
infelizmente se nào i-ecoidiecem resultadt*s producti- 
vos; e íandicm ha treze, se creou na rej)artivíto do 
ser^^v^ de saúde da direcção dos negócios do ultra- 
lunr uma necçao especial para estudos de aclimação e 
para a organisa<;a<i de estatísticas medicas tle todas as 
nossas possessões ultramarinas. ( >ra estas duas medi- 
das que muito podiam ter já contril)uido para a me- 
lhor soIu<,'ào do problema, a practica ([iie c a conve- 
niente, da colonisavíio e (hi nniis pronqita aclimação 
do8 nossos emigrantes; decerto ]>or circumstancias 
muito imperiosas, teem sido olvidadas neste intuito, 
pois n secí^ào nào obstante a boa vontade, muito Ijons 
desejos, zelo e grande nmnero de pnblica<;oes ilo seu 
chefe, jíor uma mal entendida ecoin»niia, quando do 
fundo da colonisaçào se lhe podia destinar uma per- 



centa^eni, uao produziu o que se devia esperar, pa- 
rece menino que níio foi bem cí)mprelieiitlidu e todavia 
acredito que os Ministros e Secretários d'Estndo dos 
Negócios de Marinha e do Ultramar no periodo refe- 
rido, querendo aproveitar h emijLcraçào do Paiz em be- 
neficio das nossas terras em Africa, deviam ter neces- 
sidade de esclarecimentos que r6 aípielln secçilo, 
quando re^nlaiiiiente organisada, lh'os podia fornecer. 

Vai Citnsidero os fins com que foi lustituida Uíjuella 
sec<;rio, d'unui alta importância colonial para o nosso 
Paiz, e sinto a indiffercuíja que entre nós ainda se con- 
serva com respeito ao que se jjrojecta de bom, mas 
cujas vantiigens só podem apparecer annos dejxns da 
execução de certos e detenninados tral)alhos, alguns 
que carecem de nniita iiitellifrencia, estudos ]>ractico3 
e cajiital, e (pie só nos seus preparos e iniciaçSo con- 
somem bastante tempo. 

A Hollíuida, a Inglaterra, a França, ulrimamente 
a Allemanha e a Bélgica, nações muito mais practicas 
do que nós, estilo ])roseguindo com grande persistên- 
cia, nao se poupando aos sacrifícios indispensáveis 
para conseguirem a aclimaçiio da raça branca nas 
suas possessões inter-tropicaes. 

A theoria de que vingam colónias europeas nos 
paizes 08 mais insalubres, quando se succedani as 
correntes dos migrantes, sem attençfíf» aos que mor- 
rem na aventura, foi professada por uma escola que 



actualmente está condeinnada pela seieneia por inlm- 
luanitaría e por anti-ecoiioiuica. 

Grande tem sido a despeza que o Estado tem feito 
nos últimos 50 annos com as passagens o subsídios a 
eniijíTantes e com os sentenciados, muito principal- 
mente depois da existência da seeçào de aclimação, 
que foram parn Africa e de lá teem regressado ou fal- 
leceram sem nada produzir. E é mesmo incomprehen- 
sivel que, sendo encarjro d'aquella secçào asestatistícas 
medicas, esses indivíduos tenham se<<'UÍdo ]iara as di- 
versas ])08sessÒes africanas, nào deixan<Io nella ref^is- 
tados todos os esc]arc<*imentos indispensáveis de que 
carecem a(|uellas estatísticas para os futuros estudos 
de aclima<,'ao sobre cada um d'esses iudividuos. 

Os trabalhos da aelimacào dos seres vivos precisam 
eer dirigidos convenientemente, segundo as indicações 
da rtciencia, e para que isto se faça, niio desconhece 
V. Ex/, <? necessário copiosa colheita de diversos ele- 
mentos estatísticos (pie abranjam series de annos 
il'onde se possam estabelecer sobre bases de confiança, 
detenuinados princípios e firmes deducções, que con- 
«tituain leis de colonisaçao. 

Decorrendo as paginas doeste livro, V. Ex/ depara 
ílifierentes vezes com as faltas sensíveis que eu noto, 
de elementos estatísticos de que carecia para provar 
muitas das minhas asserções obtidas na practica e 
todavia devo dizer com respeito a Loanda, que refe- 



rindo-se o» meus estudoH ao decennio de 1879 a 1888, 
eKtá 08t<? período coinpreliendido no da existência de 
aqnella sec<;âo ^jue data de 1878. 

Se a» estatísticas medicas publicadas pela repaHi- 
çAo de saúde até 1878, de pouco valiam, as que a 
secção depois tem feito publicar, e assim o reconhece 
o seu chefe, sào muito incompletas, defticientes, e mal 
orj^anisadas. 

Haro é o volume, em que se ai)resentam completas 
as d'um só hospital, e, devendo cada volume abranger 
os de todos os hospitaes no anuo a que se refere, niío 
ha um seípier, em <|ue fijfure a nuuoria! 

Eu tive de ret^orrer aos boletins oíKciaes da pro- 
víncia de Angola, mas devo dizer a V. Ex/ que que- 
rendo proceder do mesmo ]nodo ]>ara as outras pro- 
vincias, nao me foi possivel, ponjue se num dos seus 
boletins, se encontra um maj)pa ou registo do hosjiital, 
passam-se mezes e niezes em que se nào vê sequer a 
nmis insignificante referencia a este estabelecimento. 

A secção Hmitou-se a dar piiblicidade annualmente 
aos documentos (|ue archivou, mas isto nao era o bas- 
tante, e, mellior seria que nos boletins officiaes de cada 
uma das províncias se publicassem em separado, se- 
gundo modelos convenientes os mappas de todo o mo- 
vimento dos seus hospitaes, e sobre estes e á vista dos 
relatórios dos resj)ectivos directores pulilicaifentào, a 
secção os estudos que durante o anno deve ter feito. 



Aimin este ainio su publicou um irrosso volume, o 
ílas eNtatistleas dv 18^7, e na parte que í^e reftJiv íi 
Luanda, an deducçõer* annentam sobre l»a!«es que níio 
podem merecer confian<^'a e por í«8o eu me Hmitei ás 
e>^tatÍ8ticas niensaes liospitabires, de que deduso prin- 
ripioti que jindeni ter upplicaeílo á cidade; mas todo o 
meu trabalho, cí)mf) disse, é referido a um doeeunio. 

lia, porem, neste volume, uma noticia de trabalhos 
em projecto, da sec(,*At> de aclima<;;lío, que é d'uma 
jjp'ande importância, quan<lo se realisem; e dei>oÍ8 do 
qne nesta noticia nos diz o seu clieíe, seria ocioso eon- 
çti*ínar aqui os defeitos, direi mesmo, os erros a que 
nos eoudnseni as deduc<;òes a (pie se pode chcfrar kc 
<i estudo fnr feito sobre as estatísticas mensaes e o 
quizennos contraprovar pelas trimestraes, ou j^ela 
annual. 

Basta ilizer que uma daa deduc<,*oes para Loanda, 
V uma tiiste conclusão ])ara o seu estabelecimento lios- 
])itnlar. fpu^ honra o nosso Puiz pelo seu ilhistrado j>e»- 
soal e excellente material: mortalidade no hospital 1 
por 1(5 europeus, 1 por 12 indijj;'ena8; fora do hospital 
1 por 37 europeus, 1 por 17 indígenas. 

"^Fambem nao se p<')de asseverar que os indígenas 
adoecem menos e morrem mais do (jue os europeus; 
e sim que, no hospital, raro é o mez, em que nào es- 
tão em tratamento maior numero de individuos da 
raça branca do que da ra^a preta, e é d'e8te8 que mor-^ 



rem nmÍ8, caso que notei e para que chamo a attenção 
das auctoridades a quem cumpre estudar o facto. . 

Ex.""* Sr. — bem conhece V. Ex.* que as estatisticaa 
entre nós, carecem de muitos aperfeiçoamentos, pre- 
cizam ser parciaes e feitas por entidades capazes, para 
que sejam a expressão da verdade. Nas capitães das 
nossas provincias do Ultramar alguma causa se tem 
procurado fazer neste sentido, mas hoje precisa-se 
mais do que generalidades e em todos os ramos da 
administração algarismos de confiança. 

E indispensável que nos governos do ultramar se 
organisem as especialidades do serviço de estatisticas 
e na direcção dos seus negócios no respectivo Minis- 
tério, uma repartiçílo devidamente raontadn , só cuide 
de aproveitar os dados que lhe forem enviados para 
jiublicações de propaganda que elucidem os nossos 
emigrantes, os nossos industriaes, os nossos nego- 
ciantes, os nossos capitalistas, emfim os braços, a in- 
telligencia e o capital portugueá que nas nossas ter-, 
ras de Africa ha vastissimo campo para exercerem 
com vantagem a sua actividade, mas . . . (jue é preciso 
saber luctar porque aá condições do meio síio muito 
differentes d'aquelle a que estavam habituados; e 
para este nias . . . tem a sua attençao de incidir sobre 
as boas publicações medico-coloniaes, que se fizerem. 

A medida que estes trabalhos estatísticos se fossem 
aperfeiçoando, nmito elles haviam d'influir tam1>em 



no animo dos governantes, portiue deseu*c«ni*nio-noft 
e V. Kx/ o Hiibe por experiência, lep-islar-se para as 
colónia» qne hAo tào diflerentcB no «eu modo de ser, 
ouvindo intonnaí;ôeM iU vezes tito discordantes quan- 
tos OH indivíduos que as prestam, sem eonhecimentc» 
de tudo (jue sobre o assumpto existe publicado oflicial 
e particubir, anti^jo e moderno, nilo distinguindo o 
que garante idoneidade e o que ba dv differença nas 
epoebas em que foi escripto; — o homem ainda o mais 
intellio^ente, o mais dedicado ao estudo <' o das me- 
Ibores inten(,'òes, bade sempre errar. 

Ha estuílos, sobretiubi, como o da aeHnm(,'ito nos 
paizes excessivamente quentes, que se uAo fazem em 
pouco tempo; sSo nuiito complexos e todos os factores 
que ncHe tomam ])arte precisam de nnnos para serem 
devidamente ai>reciadoH sob diversos pontos de vista. 
Nr»s, mesmo no nosso ricu solo de Portugal temos 
exemplo de ipiantos annos e com que ctiidados se 
consegiu" a aclimação d'uma planta (jue Ibe era ex- 
tranlia. 

Com respeito í nossa Africa, neste sentido, ba 
muito estudo por fa/er. e. mstc meu bunulde ensaio, 
eu tenbo a experiência, que muitas vezes para escre- 
ver uma pagina, para obter uma deducçâo, estabele- 
cer um principio, mnitos dias passei a reunir elemento» 
dispersos, a coordenal-os, a subordinal-os a diversas 
condiv<Vs. a obrigal-os por assim dizer a falar ; e quan- 



ta^ 



tas vezes por me faltar o mais insignifieante daJo, 
todo ensc meu trabalho era i>erdido! 

Se os dados estatísticos forem re;»'istados nas loea- 
lidades, eomo <> lenihru o »'liefe da sc'('<;ím> de aelima- 



•ao iiíw seus u 



stud 



os luciueo-edioiiiaes, es 



ttid 



os. 



poni 



tie 



tenliH a mais subida eonsideração, entou eerto que as 
diftieuldades que em-ontrei desapparecem para os que 
empreliendam iuvestiifaçoes analog^is. 

J^x.""' Cnuseilieiro — as esta<;ões eivilisadnras em 
determinadas regiões, que s/í por si ironstituirinm 
postos de uma o('eupaçii<i ettectiva onde ainda uao 
chega a alteada da nossa auetoridade e, como V. Ex.* 
as projectou, eram centrou de colonisaçSo indigeua 
que se tornariam com o tempo Jogares de faeil aeli- 
mai^íU) j)ara ok vnrnpeiis; a exeeu<;ào d<» endi^ro admi- 
nistrativo por V. Ex.' ])rojeetado nmi as moditieaçòes 
que era necessário fazer-Ihe, attendendo aos costumes 
dos povos c agora á ditíerença da epocha, modifica<,'ÒLs 
que V. Ex/ mesmo leudji-ou; as colónias penaes agri- 
cohis e as de voluntários por conta do governo, (jue po- 
diam ser quintas regionaes de aclima(,'ao de que seteem 
feito apenas tentativas mal succedidas por erros de 
origem ; e tinalmente o desenvolvimento da» missões 
religiosas, jiara que d*estas se destacassem funeciona- 
rioH <le ambos oh sexos para as estações e centros de 
colonisat;ao exjiontaneos de indígenas e de eur<t[>ens; 
o que nada é extranlio para V. Ex/ e sobre o (pie mais 



í 



ou meiK»* tem provídcneindí) eomn Ministro; hSo quci 
tf»es i[ue nnioldmiHs u nin plano, a <|uu niw) t'os«e ux- 
tranlu) ds precisos estudos iii(*i1ú>o-coloiii;u*s, v fliriírido 
na ]jractii*a com os iMnivcniuntvs cuidados, estou eerto, 
rosídvcria o problcuui ponjue se tstno euipenliando t\H 
na<;5e8 que teeiu iiitereaseií no címtinente africano. 

Apenas para <*I]e pí>sso dar este pe(pieno sidtsidio 
filho d'unia ol)serva(;;H» pra<*tira, mas nin^niem como 
V. Kx.', hoje. livre d'a(pielhi atmosphera buro<'ratica, 
eí*nni;Çii(h»ra para a epocha, que existe nas re|>arti(;'V'S 
onde eorreni os nej^oeios eoloniaes (pie transfonna us 
nielliore» intenções, diftícnlt:! todos os projectos e inu- 
tilisa os exforv<Ȓ< dos mais activos trabalhadores^ po- 
dia reunir todo esse nuiterial devi<h) ao seu tormoso 
íalenti> e com os ní>\'os eschirecimentos (pie depois 
tem adquiriihn tra<;ar e preparar o pret-iso jdano, para 
que, em <K*ca«iilo ojípoi^tinia ou por sua influt'n<*ia que 
tí unuta, ou piu* sua auctoridade como Jlinistro que 
decert*) se nào fará es]»erar, po>tsa ter iniinediata exe- 
cução. 

Bom seria, tjue este meu modesto estudí» sobre 
" Metei»rolf)"*iji, Cllimalotria e Colonisacao» fosse des- 
jjertar em V. Ex.' a Ktia demorada attençào para tra- 
))alho tao inqjortante <'í>mo seria esse, e, decerto V.Kx." 
não terjí tem|)o jiara o laborar eí)mo Ministro e Secre- 
fano rlT^tadí» em etlVctivo serviço. 

K muito ]»e<pieno o n»eu subsidio, sei; carecia de 



^Uà 



iiitelli*jenda mais robusta, de mais abalisados conhe- 
cimentos, de melhor educação de espirito para esta 
ordem de estudos, mas apj)ellando para o acrisolado 
patriotismo de V. í^x/ e collooando-o sob o seu va- 
Hosissinu) j)atriocinio, estou certo, (pie bafejado pela 
sua recouheci<la superior intelligencia, V. Ex.** o trans- 
fonnará, no monumento (jne nos <'onvem: — o nosso 
melhor j>rogix'sso em Africa. 

Convencido cpie V. Ex.'* a])reciará neste livro, a 
sonmia de dias de trabalho (pie elle representa, a íj^rande 
vontade de ser útil ao nosso Paiz e sol)retudo o desejo 
de corresponder o melhor que posso, á alta jirotecí^ào 
que V. Ex." como Ministro se di^ínou dispensar-lhe ; 
teiTuino ])or jiedir a V. Ex/ se di^pie acceitar a hu- 
milde dedicatória, como a mais profimda prova de 
gratidão de quem tem sido 



De V. Kx.' 

com tod() o respeito e coiisidera(,'ílo 



antigo admirador 



Ileiírifjue AuffHsto Dias de Carvalho 



TERRAS DE ANGOLA 



Se qneremo» Attrftblr a emigrftç&o pmrA a- 
Africa, preparemos o palzpara recebera eml- 
(Craçio,— uma emigração si e Tallda. 

João db Axurade Cortoi (En- 
tudo* flobre ai Provloclaii ul- 
tramarina*, Vol. III.) 



A acUmaç&o é nua «ciência que en«lna os 
melhores processos para moiltflcar, corriRtr 
on transformar a« localidades e formãla as 
lels por que deye dlríglr-se toda i humanidade 
na occupaçio e exploraffto do toda a raporíi- 
cie da tetra 

Dh. M. F. Ribkieo, (Arcbivos 
Medico-Colontaes, paft* H) n.*^ 
prugramroa.) 



INTRODICÇÃO 



CwutidermçSei genes sobre: colonluaçio do verdadeiro sentido da paUrra; emÍffi«çÍo 
de diversos panes ds Kuropa em beneflclo dos que Ibe i2o estranhos e desenvolvi- 
mento de popnlaf So qno lhes corresponde ; esforços de todos os palces em erear coló- 
nias para aproveitamento de sna emigratio e necessidade dos Portugneses faxerem 
colonlsar os vastíssimos territórios das soas possessí^s. < Generalidades com respeito 
aos diversos factores meteoroloffiees qae mais podem inflnir na caracteríNtlca d'am 
rllma, eomparafSes de difltorentes localidades dentro e fora do mesmç continente, 
pela intensidade e Tariaç5es d^esses factores, os que mais lofinem sobre o organis- 
mo dos s^re* vivos e como podem ser modifleado*. Colonos qne se devem preferir 
para o» oUmas excessivamente qnenles e húmidos e como estes podem bcneflclar 
ju condisses do solo a tomar mais faril a aclimaç&o da raça branca. 




iilnnieiu' o explorar as terras 
ilii Africa iiitíTtrnjtioal <' hi»)p 
u |»rim'ipfLl ]>rt'or('ti|)a»;ilo doò 
Kgíadne cia Eiimpa í[Tir mim 
pnrtiani na aKporprjlit p»i|itii'íi 
I* CMiiiiiií-n lal (Ivfilít parte ilu 
fniilincMlc iitVic'uii(Mlf|n)ifiquo, 
f>» INirtiipieze» ctiiuu desço-* 
bridorfs <* ileanl<^iní9 no seu 
pro^eetíoL*civiIit?a^'âo — írnaíri 
tarde os oBtrangf^iwB que elIcB 
ali p:uiaram v livraram ilr mi! 
pcripís -iIcbViMularairi oi* priihiiuloí» inyuíiriuti que l^uvuI- 
viani fBfnB ro^iiVis ailuBtas e íib ra<;aB indí^onaB qmí iiB habi- 
tam. 

Mas coloiiitfar c explorar lâo vastas reçiííefl intertn>picaeB 
ctim qin' fim? 

Pnfciirará a rurn ftranea BuliBlituIr o imlí^ena e tran>íbn!iar 
o» territórios (pir rJI*' m-ruiiaV 

Nio me pareee que seja este a inirntu ibiB nav^íeii rpu' iiiain 
ee empenham em obter Iarp;tt8 territórios na Africa auBtro- 
central e estou mesmo inclinado a que sâo a» diffieiíldadea 
industriaes e sociaeb em cada uma delias que impejlrju geua 



llIETEOROIX)01A^ CLIMALOGIA K COLONISAÇXo 



|><.»r eiiKjUiiiito com Ukw» ot»v» r^tiuloH c bu tevni cm viata 



ttiuli 



ilibrur 



iHi 



:it; 



bandi 



tionrur an bua» 

matitrr i» »pu prestigio nacional <' abrir mivo» mercado* ao seu 
conimercio r Ab Mia» iiuluntriíi». 

Tecm toda» cllíit* mais um fim jinlitico d<t que luimanitario 
e civilizador, c fó jíòcm a vista iia ;s^'Mudcza dou tcrrilorioH 
(|UQ ambicionam kcui hc importarem^ fivt iicnta vcrtipnota 
il>Mir]i^*Sõ 8f|tnram j)ov(t« <|ii(f fítllauí n mi-snia liiiíjua i* toem 
lueínioB UHOH f eoutumcí*. mcrmo íril.Kiy d<'|>fiid<.Mitoii dum 
c»tado e até «e oeL*upam leiTÍt<»rioj* cujn.4 liahítaiite» igtioram 
u *|Ur lhe» vstílt» fazendo. 

Oh 1'ortUj^xiczeH, jMirém, tí-em raiçoca de ordeni niaiu elevada 
para «e ojíporem .4s tendcneiíin al»rorvi'nteh daH outra» navoe»*. 
OfcMipani ha fieeulos os territorion da Africa central, que Ihcii 
itAo iícndo di(*]>utadoH, cfqUfcendo-hc ee é (pie iii\n ifjndrani. 

íí» iiavò<'»j que a nuleza do^ cllniai* e a for^a fliiiiiiiadora 
do uiianma palustre IhcH creoti embnravoi» enornict^, ntubando- 
IhnH aH niaiii prcciofas vidas do» feiíH co]onni<. 

Deveuioíi, poirt, confiar nos no^-i oi» trabalhos jíi reaÍihadí»K eni 
todaH aB noiBau píiKjesííòe» atVieanjis e tinir a indispen;avel 
força do toduH u» nav^iw^ Iradi^òc» seciilarríi para uoh collouar- 
nio,4 cm frente dan nai;òi*y qu*- ch^-^an» <• nin^trar-Ihin no campt) 
da pratica que toiíioH o principal pova da Kuropa ua cohuii- 
Aoyfto daa terraB da África central c qne nomos os luiicos que 
podemos adof^ar o transformar a natureza dos seus Indigenaa 
e o Bcu modo de ser Bocial. 

DSo-se em nó» e non nossos visinlios a legle^ — Hespanhoe» 
e Italiano» — circumstancias muito espcciaes pelas quaes — 
afora o» judeu» — oceujjamos unt don prÍmeÍro« lopircs entre 
a» nayòe» coliuiiyadorai*. Somos ott pitvoH (pie melhor se adaptam 
ài terras c nos climas intcrtropicaes. 

Devo notar todavia quií ou jiideim nílo hi' dedicam a traba- 
lhos apícolas nuis ao eonimercio, em rpie a nua actividade 
tica iftcmpta da» intlnencla» dii*ecta» do tiotn^ que, nas re^iiles 
entre i»s trópicos^ sftti bem j»eÍ4írcB que a» da atniosphcra. 

A extraordinária ooncoiTcncia que as outran naySes da 



5 



EXPEDIÇÃO PORTlKitrKZA AO MLTATIAnVUA 



povcrnos a rocorrrr a osac mnin pnnBantlo mais na acquÍi^i^'Io 
de I10V03 inorciíilos il<> que na eii|oiii:^u<;âo. 

Nfto deixa dr iiiHiiir talvcy. nvMii <]cvot*aiUira alK^iirji^ílo 
o que 8f rhtii píit^Handí» na AihitÍcíi laiit» dn Nort*» nnrin dn 
Sul. Alihn (lo i-nuniifb CL-niroa iÍl* nii;;ra^'àt), vAht piMicurandu 
i^ea^çir contra a entrada dos iirodutítoa de industria» eumpéaB, 
deuinvolvcndo aa nacionacs a bn|ndanliir-llics a íuitipíiinfinoiv 
cia. 

E eBte decerto ura perigo gravinsinio para a a t'Í<lad4'fl indua- 
triaes o para oa grandes e.entnM «li* rniigravilo da Europa, e 
a» nayiVs qnií uihIh hc terni ptK^to ciu rvídi^neifi Ijcni reeo- 
nhecem dot* |>erigoa u tratam di* bo preeavt^r contra ellee. 

OfTerecom-lheB aB terras du Africa central o cnaejo e. &s»\\n 
vêmoe a Ita!iaj a Franya, a Iniclaterra, a Alleinanlui e a 
Bélgica apoàaareni-;*!^ de vaatLsainioi íerríloriíM sem s*' impor- 
tarem »e a 81UI ra(,'a Ur piUo liaUituar oti nAo, aiM eliniaa <• ao» 
lral>Hlho8 que ellry nídiuiinn píii-a im-lhor se fa^sera cxplorav-l" 
laniii agrieola cuiun fítmim-rriíil. 

NiV) t(M*iu pensado un ei^ludo da.^ aptidòo» de eada terrilnijtt, 
uem doB bcus climas, nem na maneira mais iacil dn^ eulonoa 
europeus ahi se entregarem a qualquer trabalho eonm kc 
eBlivcsHrm Bolí a ae^-ili» dos elima» quo t'i»rr('hpíiiid»Mn áa terrat* 
da aua natmalidade. 

NKo Be tem euidado tnmbem noa meif>ii maiu úteis e maia 
(ícomunieiía para tnizcrftM ao progrejííio «> á cJviliíwirílM asi rn(;aa 
tndigiMia?, rmlioru se falli' rum iMittuitfiaHUio na aboli^iln ila 
OBcravatura e na In^ietica ínHuoueia das miaaòea. 

E' ueecí^íario, »em a menor duvida que ao estudem o» 
indígenas na Bim origem e no seu modo de ser Boctal. Deve 
mesmo deterrainar-sr j^a luucyões do íiomem trnjileal naa aua» 
roais intima» rela^^ncB com o aolo, com o clima, com a alimen- 
Un^Htí e eiim aa forniam organicaa qui* o earaeterÍHími v íWtutiíy- 
guenif uAo nó dr trii»u para trihii, ao sul e ao norle do equador, 
mats do próprio europeu que ac colloca ao lado dellea o alii 
quer iraballiar e viver. 

Ab nayòcB da Europa ao que me pareço uào ao prcoccupam 



piTvir-nott dt' i'xrmi)lt» e df fiitimulií, |H'f|i;iniiidií-iii*ít ]mra 
luctar com toda a mulirtuçn c certo» di^ qm* liàu-dc pnpir o 
geu tribiitu de wiuigur, vendu-»f ini]jtiH»ibÍlitadoH de sf* udaptu- 
rein imií eliiimti e ás localidíidí^e. 

NíMiliuina navílo vuum Porlu^al, além difHo. mh*' i'ii'Aor 
intereppar im dminvolviínf^nlí» das Biian fídimiax, ** indi^fiia 
d« »frffto, t\\w V 11111 ciiliiiu) pn'('iitBo, nni tralj.dliador jior 
excelleneiu lu*» paizctt ainda iiAo rultivadt»» v nmiti) prtiK-ipal- 
uieiite nos temíorio» paltitstn^tí, jHin|UO ni-lk' w? dá a favoravtrl 
circiinifttancia da quaai imntuiiidade para "• p.'iludÍMn" cIiroTiicu 
e duina tortf* rcsietonría or^^anira án maiiÍfVí*tav*"'!? a^^udan. 

So nói* iVinnos tfto acrivf»» ipianto prfvidcnf*-**, t'?fn roncor- 
rcncia dan ontra» naçfíoB a<^r-nos-lia tavonivcl i lu vez de 
pn-jndirial, (pitT attcntcnins iuih liirtan qn*- i-nljio a tiavar-í**' 
iiut« prnpriat* roluniutif procimindo cada navi^*^ alcutivar a inaiot- 
eominn do vantap^ií* que \\\e íT»r pot>»ivel, ^i«jr na» rcbpcctivnH 
niflropok-ií, oiidi' 90 PHíá tomando na Tiiais alta conf"id*Tavà" 
liid<* o ípu' p/tdc nnxiliar n auirUM-ntn da (■niÍp*a<;An r da 
popuÍa^'ilo. 

K para enta parto qite Portu;^al trm Je pivBtar tud» u feun 
altcnyâo r jal^fn por i^tio il»' toda a ttpportnnldadt' fa/rr alfru- 
inaíi olj.('rvayoí'ti a n*«jH'itií do dctíiiivulviuimto da p<tpulaviVi 
á^ l*ortu;çal o das iiav"<'8 tpu» llit* estilo fa/.oiido concornMicía 
naK Huats etdoníufi o apreciar ao nu^bnío tciiipo a ínfliRMicia da 
<Miiip'avâ(» tanto »(» au;n»''ito iln po])ulaçA*i na niftrnjttilo como 
110 das propriai» cnloiiiah. 

Sài» Immu jinti^Hff at* correntcB de onii^ravâ'i portiiiruoza <• 
alii fcttAo II» Whii^ da Madf-ira f as do8 A^on-H ht-xu como na 
lar^uim«imoi4 território» ilott HtttndoH Tnidoíii do Bra/jl para 
bt-m pateiiíennnn «puinto <*lln« 80 tiM»iii tornado titoÍB a todo» 
01* p]'o;rrfíro8 da liuinanidado. 

Daí* n<Jt»baH coinniun croaíla» oní I<mIo o tt^nipo pidai* convnto» 
da cniiíífavílo cxjiontanca. podomo» n*p<'tir atpu an italarniH 
íjur BP iioB d<'panim «a» nhrat» nnti^n e lit^roicait: ■ Colónia* 
emincnt inter antiqua et heróica opera». 



MET£OKOI^C4IA, CLIMALOOIÀ £ COLOXISAÇXo 



OfVõ confi'í»ííar tmlnvía «juc entre nó» Ht* tciii Icvaiitndtt uiim 
R^rte <li'iifn'ii<;a a rci [icito ilan vanta^**!»» ihin nuBtíns ariuat^H 
j coloiiina. fiiZí*iiilii-8c ospalhar a 'Mii d»* qiin ollns i*«tA(i hciiíIii 
^kiii encardo pL^eudo para n nuHrupole c i{iu' ciii lo^ar de hc 
^iiizerein derivar as ciírnMitoft d»- iMtiijrravâ." para rlla», m* llií*»- 
tl«* tíTran na pntpría uiftr«»p<»ic c **<• t'Mv«ia armtrar n» t*'rn*noH 
iito BC acham iiicultoit. 

Ha iiin ;rí"i^'ií*sim<> «th» noHtr tihmIi» de prnHar, poin está 

'CMinhccidaiiifiito [»rnviulo que a cini^ravAo ê nn» phenomeno 

tormal, -uma funcvid duma mioiedade activa e bem re^julada. 

*Me meviiio dizer-»e que u euiip^avl»» «'^ um modo de ser 

i>cial o qut^ nunca rc poderá cxtin^íuir. K neste caso sSo an 

y»lc»iiÍaft <i meio main pratico di* u aproveitar nt> propritt inh*- 

íRHC da nietn»poIr. ilo ]iro»^resHo, da Rcieneia e da liumanidade, 

Xílo in»ii»tiria neste a^■tUIlupto se nfto tivepue fi(hi al^nmaft 

,L)ulj|íoa<;òoti, sUHteiitaudo tilo erronenh dtHLtrinah. 

< I* facto» auctoritauí «» minliati eoii^idera^'oe» e jmititicam 
1» conclusòc» a que clie^o iiei*te tríthalfin, K os* fadou tpiandu 
vltMlu/.idot» dos numerott níln podem deixar em duvida o n<)KKn«*Bpi- 
ritít e é |H)r iíHo que. Hcmpre que poíso, reccíirro ás Kittatititicaí*. 
^P A vitita dcHtHK nio»tra-»e: o au^nentu da popula^ilo dou 
^^ priucipaen pai^e» ila Kurojta durante o actual século até ISMIÍ 
|i<»r decennioa e mh niediaa aunuacs que pòeni em reli-v»» o 
xtraordinario facto di> iut*ij;^iiticantlfi^Ínio anpnenlo ila popu- 
iav^o cm Pitrtiifíal. 

A» navòf» qm- comnoM-o e»tào concorrendo nn denenvulvi- 

mentodecolouiaH, como se vê no maj)pa junto, levam-not* Cirande 

ta^em no au;;menti> de sua po|iuhif;âo por anno; asHim ; 



K 



fli'H)>:ihlia. 

Altrtiiiiuliii. 
lutrliiterra. 

Itulia 

Hel^Mni . . . 

Ht>lllLll(ll&. . 

Portugal . . 



310:714 

•JlM):-27! 

-J42:ÍH»r> 

U7:á:w 

;í7:7.V3 

2IÍ:744 

17:070 



ROI^OOÍA^ CLUIALOOIA £ COLOXISAÇXo 



N 

b 



D«'V(» confi.'8í».Hr loílnvia qiu- ontro liiís sí* tom Icvinitíuln iinui 
forto ilcprmif;» ii mpcití) dnH vtnita;ítMi» da» iionítaH aftiiai'b 
roIítníuH, fuxiMuld-tii* t>h[ialliar a i<U*a di* i|tu* (dliiH ftttilii 8i*iid(i 
utu encargo pesado paru a nK*tn»pole e que em Uty^av de »e 
fa/.erem derivar as lorrentes de *^iniícraçà<t para ellas, 8e llier; 
dt" tíTra» na proprlii niftropij*' »• ne í*a^'Hiii arrtttt-ar hh ti'iTtMu»« 
qno 8c acham iiicuitnii. 

Ha niTi ;rravi:(ríiiin» erro nente iiindn do juMiwir, ptiítt eutá 
ret'iiuln'('idH!ii<'Ml(^ pnívado <pie a eniif«;ra(;iii ó um pIjoiíojiiLtiid 
nonual, — ^uiiia fiuit\'ài> duma noeiedade activa e bem rejLi^iUula. 
IVmIií memiu» dizer-se (jne a emi^a^-Jo ú um modo do aes 
social e fjiie nunca se poderá extiiifíiiir. K neste caso h^o ai; 
coliinias o Uieio mais prntico di^ a apmvritar no próprio intc- 
pOBHe da metn)polc. do prit^ji-eaBo, da Bciencía e da humanidade. 

Nâo iuHÍBtma nusle ayHiimpto »i* nJlio tivf^Ho lidn al^ima» 
pul>licaví>etí. sxiMtentandii tTei frntneas doutrina». 

ih facto» aiictori^Mtii tm nnnlia» coiiniíleraçíic» e juíitiHcau) 
atf eonclusòcg a «pu' eliejjn nente traliallio. E ok factos (|nnndii 
i]edii>;ido0 dos números nh\ podem deixar em duvida o noi^bo uHpl- 
rito e é por íhho ipie, «iMiipro ipn- poyfio, reccorro á» Kstatislicaj*. 

A vittta destas mostra-tte: o au;^n<>nto da popida^*ào do» 
principaci* pai/A-b da Knropa duranti- o actual nofulo atr l^XW 
por d4'cenuios e ns nietliuí» annuno» (pic pociii i'ui nd^vu o 
extraordinário facto do ínHigiiiticantifíiiino au^iiento da popu- 
iai^ão em Portiiijal. 

As na^*rifH ipu* coiuutíhco estAo t^oiiciinoíidM no ílettenvolvi- 
nient4idectdoniatif como me vr no mappa junto, levam-noft <^'ande 
vantafTom no augiuento de biia pupiilacilo ptii- anno: avHim : 



Kmiivn 


. .'rftírÍKlI 


inclividuoH 


ilt^í^piiitlia . . . 


.•Í|(I:TI4 


.. 


Allciiuoiliíi. . . 


:ií»U;27l 


.. 


Iiií:ljit('rra . . 


. 'M2M*Xy 


H 


Itália 


Uiráaíl 


H 


HMlffK-il 


M.líiH 


t 


Kollanda . . . . 


20:744 


n 


Portugid . . . . 


17:070 


• 



ti 



EXPEDiylo PORTUOUEZA AO MUATllSVrA 



fmii rclavi*» " Vitrtit^al i\n o iiiifíiiuMitti utu primeiro» fjO 
AiinitH (l<í r>1Í7:MM iittlividiioH, <t i\yiv dá a itiKÍ^iiitíL'a]it(.' media 
íinuual i\v 11:^54^. Drado iHfií), porém, até ISHU h au^;ni<*iituj 
foi d»' 1HX(:H7*J a qiio cuiTcHjjtnidL' um aupiKMitu aiimml di 
L*r):l»24 habilaute». 

lia píirlíitito um muvinifuto pro^j^rcsíiivo, dnplicandí» noi 
ultimo» HG HimtiH V iíri'io nit-smí» tpic tn! tirm aíMTUtuado. 

Nào em), dei'*'rto, calculando que a populaça*» portu^iezi 
duplica d*^ 9<> em *M> anin"í*, n rpn* é naliin-ute de p'and( 
monxiidadt:'. 

Faltam á iiusya populavdio todo» oí estimulot* ({u»' jiodeii 
CínicoTTiir para lhe dar yigot e eu, escrevendo este trabalho, 
jul^o cjiií^ uui díiít mais ffcundoa meios dn Tii**lhorar aw roíidi- 
Çoi'n da popuhi\;Ao portu^^uexa é por um lado aproveitar da 
8UU eiui^a^-iSo e por outro recorrer & colonittaçfto do» logarui 
i|ue a isso Be prostnui na jiropria uu*tntpide. 

Nilo ha a uieiior eidouiHat^-àu eiu alguns territorioa da uietru" 
polc e iiâo BC tem feito dum iiiodt) eensivel a <'mi;íraí;^o poi 
dentro do paiz o c ncco88ari(k provoc^l-a pelou uuiim <pK* v»th 
ao alcance doj* j^overnoB a ípicm inciiinUom i'Hte.i tralialhoí». 

Aiuilynando a;^ora o {liíi^ranuna baí^eíulo ti(d>n' ott dadoí 
eatatincoB de iKHíi com reícroncia á suporiície, populaçliti 
BUa dem* idade de diverBoí Estadit» da Kumita, võ-lu' (pH 
uliicla asairu Poríti^j^al sendo do» do menor »uperticie nAo c doi 
^ue teem menor pupula^Ao e muito meno» de deiiHidade. 

Por elle se conhece que n popuJaçSo e«pecifien dac* tiavOe» 
considerada» »ílo: 



Ilolliiiida ):i:i 

lu^MiUi-rra \VJ 



!J01 liultitiiiitrs (tor kilometro qumlrad* 



Irall 



lU'! 



Allniiaidia 86 



KrHUVJ 



72 



l'ortU|.'uI 50 

Hettpjuil 



ia. 



Havendo quem acredite que n emigração ó causa para quo 



7l¥,TKOUOUHilAf VlAUMÁHilA E COLONIHAVÀO 7 

nJlo priispor^ n. (lonsidíi<Íe d»» poptilaçors, ou vojo por exemplo 
que no anno <ic IHH4 fiuifçraram tloa scguinifs paizcs: 

1n^l:i(<'iTa.. . . 2l'J:Iil* liitliUniiti*» 
AltmimiihiL. . . ll'í:ã:tí; » 

Itiiliu r>!»:4õll 

PnrtlIgHl illÒíti 

o conlrariri oxactamcntc ; isto (\ 09 pai/.oLt dond»' mais so 
enii)L?i*a Ȉo aipirIU'8 <[nv u\tri^svu\nm iiAo m'i maior auf:nnonto 
«Je popttln^Slo conio aintia dv sua (liTt^idafir 

Kntn* in'»H rute* uictíliiit iacl»» nr dá iMiiii rí'la<;Ao an ipir b»' 
patttia cm cada um iIo» diBtricIu» dii Hcitio i- itliuB adjacriiti>B. 

No dia*cramnia qut* aprcsoiitti noto: por ondu ko faz mais 
einiírravfto ê "ude a populaçíio aii^íiiienta. 

Rfdu/.idõs íi nuincni» o» faeto* dfbto dta;cramma o addicio- 
unndit-IiuM oíi ipu* nod (nrimceiíi aa catatií^licaíí da i'inÍíO*ftV'^** 
obtemos um qualn» quo muito cicdnreco i\» niinliao d(*du(*y<Vfi. 

Uiftrlctait rotiula^JÍD II. i*or k 2 tUnfgrmittMi 

Piirlo 4(;i:S«| VM IXSÍí 

Kudt-lml 1.^»::>S| UM) •_»<;.% 

K I)i>!ííiiHji. ljr.:L'7l Hl It^iiT» 

Bra^a (lit:l»;i 117 1»S1 

Aoírra 7l:»i2íl ÍW iviV, 

Viuiinu. -in.rjlH» '.H> .*!% 

AvPÍro rii:lUí) SH IK^ii 

Horta. (iI:í)Ufl TH 472 

Coimbra. . . . l'í»I A^M 71» 77r. 

Vizmi ;i7l:ri7l 74 Ilítf) 

LUtxm. HiS;U:il» Ih L».Hí 

Mria. I1»2:!W2 .Vi Ii;7 

VlUa RuttL. . 224:02^ 5M 1074 

ÍSuurdii L>S«;Jl»H 41 211 

Faro... i:ií»;142 40 I7!l 

Saiiljimiu 22<»:HKl 'A» IM) 

Castrlln Itriiiir-u. Ii:J;ÍIH:í -hi 2fS 

Kra^^aava. HiHMÍúl 2r» U7 

Kvur» HMí:K'iS 15 Jft 

Portalcf^n* 101:J2fí If^ 15 

Beja 143:UH 13 10 



EXPEDIÇÃO POKTUOUEíA AO MIATIInVOA 



São bem eloquente» t-atcs números para coui provarem a nopBi 
aíservà": '|in' a cmi^ravào v. muito favorável ao auginento <h 
popiilaçào f&pPcíHca ><''ja ípial fôr a Iot;alifla*le em que este 
tac*to ac veriHipR' e posso ontaln/lcefi* o priiu'ipi<» (pie: a «^mi- 
gração t- nm »i^nal evidente de vitalidade e de vigor de um 
povo. 

O eseriptor frune**/. Paul (ífirtarel elie^íiu no i*eu livro — 
Ab Colónia» Franeezas (iMSííi a (.■(uu'lu8ne8 identiea» ás tpic 
eu apresento. Díis-no» o illustrudo esfrlptor: 

A Inglaterra jiovonu ji América th* Nortt* e a Austrália, 
tem enviado para a ludía e para Afriea milJMVB de emíjcranie», 
eonitndii a nua jioptdavãn triplicou passado um seculf)! A Ru»ttia, 
sem fpie nÍ8Po se fculta ('fito reparo, tem-fe alnrpulo sobre 
metade da Ásia deede o Ural ao raeitíeo e do neeaiio (ilaeial 
ao jdnnaltvi eenlral, e apezar di-ste enorme aupmento do 
território, o ezar em ISH(> eontava mais do 82 milltOc» de 
vaa^allo» enupianto ceu tio Alexandre I ap4'nairt tinha nn'tade. 

A Allemaniia fpie nfto tinha eojonia», via fu^çir-llo- todos ob 
annoB emigrantes aos milhares para os Estados Unidos, Hra/,il, 
MiMitevidcu e |ior todo o Oriente até ao Japílo o apczar de 
tAo vivas correntes de emigrarão a sua pn|ii(!aí;So du]'lirii 
todos OH 4'^ iinnos ! 

iíaftaríd conelne deatas citações: «se nós, franeeze», conti- 
nuamos roíno dissolutos piíueo mis Ím]íortando eom a flueluaijJo 
sempre eresconte dos povos visinhos; se nâo tomarun»^ medidas 
enérgica»; se, em uma palavra, nào tízcrmos esforças por restsi- 
helecer o et|uÍliV>río i[ue deixa do existir em nosso [irí-juizo; 
deixamos de ter logar entre as gi-audes na^'<^es e o uiiieo meio 
de restabelecer o equilíbrio é: colunisar de novo». 

E o que diremos nÓB? Portugal tez o Brazil^ para aqui 
envia s<'mpre fortes eorreiítes d*' emigravS" neste secnio; a sua 
população (piasi duplicou e o«»nta as mais Iwllas colónias de 
eniigranti'8 no Brazil, nas ilhas de .Sandwich e i*m »S. Fran- 
cisco da (*aIitomia. 

Relativamente estanms um jmtici» melhor ijue a Fran^-a e 
lambem damos um contingente ác factos para provar que 



UKTIÍ(»UOL<MaA, (LnfALOUlA K COLONISAÇÀO 



9 



quaiitd mais donea (• a p(i|niiín;íitf diiin paiz, maior imnicro »k* 
emigrniitfn reírtBta r se luVi «<* Ihrji |)ri'|iararfin U^rrcnnR 
pn>i>rit»», viUi elIcH c^tahflcfrri-Jii-^ir rm ferras cstraniíciriíf c 
concirtTtT alii para a ritpifza jiuhliea. 

(h par/4's oiiflc a popiihu^iln csoacria t^ntiVi a caiiiínlin A» 
sua mina porrpir a niit pnpiilarAn dcjírncra c titule fi fli^crfíorr. 

Diz (iaf)an'l elianiaiHlo à iMilotiiifavào iiin tlicboimi : cpio 
iinia <latf iiiaiiii ^rav<'>t clia^atit Mt(.*Ía<*H para a França v o nHi» 
colfuii^ar. pofípif* imwi »*■ nivela foint» **• tf<'!n comprflífn- 
dííln mal (»íí itit«'rfi»He'» di* família, quf nusim (.•uncnm' para 
fiizi-r diminuir a pupiilat^Jd. Parí^c*', dÍ7. ainda v»to escripíur, 
tpic a França drjHíÍM dv alj^um trrnpr» adnpta a ln<:uhr(' tlicnria 
de MahliiiK, lí pliil<»nhjilin in^ric/ (pii- pn-tcadi- tiircm felizes 
o» j^Mjvos i-m ipic ■> nnin» ru thtn umvUt» vwvdv n do» naiíci* 
mi-nlotí ponpif- au^íiufiitain aH rii[Ut'zafl *• bom cMar })ara o» 
<|iie dolirrvivfiu. 

Kí'coiiIk'l*i!U a França o» pornici(i»ofl eífcium di-Hta miseranda 
iliiMiría (• pnKMira dcwtniil-a. O próprio WiiíTan*!, para a coiti- 
hatrr, rifa o dfjiartamcnto dr < 'alvadon, ondo a pojitdaçflo 
diminuo na ra/An invtMva da rí(pi4'/ji ipic au^nionta. 

Rrfon* f't*tf «'scriptor com p-and*' ma<;iiar jhm- ditieo ter 
sido trHtrmindia, «pu* o» hahifantcK ic laífiniani cnni >» nasci- 
montif df maiií um Hlho, jtonjuí* ó maip itm individuo quo vem 
participar da JH^rauça <• fazer diminuir a fortuna dot* outnm. 

Pn»tHBÍa, i* rom a maitu jui*íiticadíi razJlo, contra lÃu fatal 
nluTraçilo d*» <*Kpiriio djupifdlc i»ovi^ i* citando cstí' tristr 
exemplo^ mo:4fra a l>aix)-/.a do scntiniontoi*^ <pie dá a modida 
iLi maneira ver^íonhona poripu* ai»(íim «e offi-udo n moral c of 
diroitoH da humanidadr. 

IVobporam íii* naçòte, cuja população aii^nonta inccssante- 
in<Mito como pniBpcra a eocicdado (tndn n^ familia» ttAo itumo- 
.roftan. SAo facto» rcci»nlíccidoR c Pídylíio que ontudou ser a 
cau»a da decadência do íieu paiz — Sparta — a diminuiçàfi da 
popuiaeíV*». tiott motdra quanto ilfvrniois i^er cauteloi-oH em evitar 
qiii* UB nofB4>i« vindouro^y imitando ae stiafi palavra», poeeam 
exclamar: Porttigal m(.»rre por falta de habitante»! 



IO 



EXPEDIV^O rcfUTLGUISnk AO MUATl 



A emigra^-Ao íiunca foi perigot^a nma devo »er dpKtinmU 

iintf*» a rolniiiuiir d nno é iHiypn do mie ir OBtalMdrrfr-»*^ em 
pai/.CB fstranjLTfintB. K jutcíbo (|iic aditptnnng ct>mo priocipio 
vital ser iiidÍ8pon»avcl cuIonii»Hr as noseas terras em Africa e 
cid(tr»ÍHap a todo o c-U8to. Será e»te o nosso ]>ntcedimrnio mait- 
lí-víintado r iiiaitt pairittfifo. Será mesmo uma das mais vivaB 
afíiniiavi'»'» du imffa na^Mniialidadi*. 

Todae a» nai;r»f», de onde saem emigrantes, ^e nós somos 
coIJítrados num dos j)rinieiri»H Iof;;areí* — demonstraii! (jue as 
pnpulín;m*n augiufiitauí, daado-se exaetameutr o eontrario do 
prinL-ipiíí estabelecido por Montesquieti : (► ^íFeitn ordinário 
das eidonias c eiifra<pK'eor o paiz donde recebera os colonos 
Bem ipiê estas sr pitvoem. 

E eí*s(*neiaim(Miti' íalsa rtimilhanti' afHrnmtiva ])nie; qm» a 
emigraí^ílci, i-omu pi tliese, faz augmenlar a popnla^àu no paiz 
df onde tiw v iiiHuf p*Klon»samente nu augmento das puv(»ayoe» 
<»n<le se Hxa. 

K isto o que provam os fact<»s quer sejam referentes a 
Pnrlupd qiier a ipiabpier nayào da Europa. 

O jiriíieipio í|ue apresento vm eunlrapogi^-ât» ao de Montes- 
quieu, é o que oa facto» nos impõem e nos devem servir de 
atiíniaçjko nn todos os nossos traballtos para fazer detviar as 
eoiTiMitt^H íli- í'niigrav?l<» para an uíiBfMtí eolmiías. 

A emigrarão \Mv dar-He nu mesnu» i)ai/. dun eampMS para 
as cidades ou de umas provineias para outras ou de unia para 
outra nni;?lo no mesnto ou ainda de um para i»utrn e<intin<*nte; 
— e em todoj* os casos, todavia, attesla a vitalidade e o vigor 
da povoaçào em que ella toma maior ineíM-menlo. 

É exactamente nestas povoaçSes em que se registam os 
maiores números de nascimentos. 

]*rovam-no as grand^H nayot-s de emigrarão fonio íftd a 
Inglaterra, a Allcmanlm e a Itália. Houve uma epotlia em 
que a Inglaterra ivgistandn li emigrantes por l:(HHí habitante» 
contava 'ò>> naseimento» por eatc mesmo num(*ro. 

È neste paiz que mais se faz sentir os effeitos das oscillaçòe» 
no movimento da popidayfto devido aos emigrantes e nas c i 



xergoROLoorA, CLrwALooiA 



11 



mento» e n dr. Burdier paru pnivnr qui' a 4'iniííi*n<;ào cKtá 
muiin lon^jp tlr ílinihmir a |HijJula<,'ft(» (loinlv cllíi mhc, rita-o, 
piir(|ui' At* »-'m IO amif»» a Iii;;laterra \*v\ii (♦mi;rravào periicii 
2ANNJ:(MKI ilo Keiu habítatitt*!», todavia viu a «iia ))v»jmlH(;ilÍn 
AU^nufiitada d»' tiinií I.INM ):(»()(>, 

Kntrr ih'ih, oii dirtciviitrn diiítricto» de m:ii(»r »'iiiif^'a(;!lo sSo: 
porto, Bra^a, Avoírn, Lislma, Vizcii, Ponta DoIjíUíla, Anji^ra, 
Funchal v Horta; v v tanilicm ncstoB dintrictofl que sn obsi^rva 
«I niaiiir iiiiiiicro df iiatirinuMitos. 

Ketei* <'Xt'ui|iloi* ta^fui-iuf cn'*r ímiuu» iiuidam*'ntal njíriíicipio: 
que a povita^ft'* de que miúé hi* emí^u é aquella em que lia 
maior numero de iianc*tnii'ntoH. 

Para h*' tazer uma idên da intcnHidadf do fini^rantcH qrie 
entraram na America iI('|miíh da nua deneiíluirta, bania dizer 
qUR de IHKI a 1HH4, ÍHto i% no enrtt» eMpaço de Hf) annott hó 
da Europa rt^erbfu *.>.íiíír):lU(í i'inl;;raiit»^n. l)f|ioÍiri de !H7n, 
di;fi o dr. Honlier, o numero d<* etuijírantt'» quo da Kuro])a 
vlo colnnisar a» ten*a» da America Hujj:mentain de 30 por 1()(); 
e todavia a ptipula^ílo da Humpa continuou nempre com inuitu 
maior intenBÍ<Ía<le o geu nicivÍnif*nto ase(Midí'nte. 

A França qu*- ni» periíHlo de \Hb4 a iMííl aponant fonieceu 
pi»r aiino 1 enií*;raiite por l:(KK) habitantis (bi-llit> c-uidado 
*'M*' importante anuiinipto; pconira ib'ti'nniiiar-!li(* as eaiiHjiH ** 
tomar uk pnivideneiat* qen* hi* IÍh-»» aíi^mani Uiaii* aprnpriaila» 
— inclunivè penna i-ni etitabeb^eer premion para animar o» 
hitbitante/. na propaj^a^ào da e»perie. 

(I íçoverno dn SuÍHHa quiz jmr uni termo A emi^n^^-ào dos 
Hi*UH lialiitjintfti jfara ou («n^ajamrntoH militari*H non exeiritOH 
entrangeiruB, unis bem depren^a foi fd:)ri(ca(l(i a reconhecer do 
i*eu erro porqm- a pitpulaçâi» »'m todo o paiz decrescia deeme- 
dídamente. 

No noseo paiz nâo ij)' tem estudado d»*vidamente a» queatííe» 
de emi^açllo e lalia o material maia iiidiHpenHavel |iara bt^ni 
a apreciar. No ••mUinto eonnef^ii reunir alfcuu» dado» para 
comparar o movimento da oníijíraçíli» com o do» óbitos e 
naflcimêntOB e o mappa que junt<> prova por tun modo irrecu- 



12 



EXPEDIÇÃO PORTrOfEZA AO SirATIÂKVrA 



niiV('l ijnr ijuHtitu maiií forte »'' a eniif^faví^n luiiior v o rxcrtího 
(loH ]iaHi*irii(MiloH «libro o» obittii^. 

A popiilavíi" que oceupa um territririu « alii encontra m 
recun*oH maiH jjrcciíitiii para vivtjT, .'ulapta-.^c a cssr territíH*Ío, 
fre:*ce u <k'8Ínv<»lvê-»e aí';í;uiulii a .ilmiulHucia d<»H elementc»» 
tle que ]»iiilt' iliHpnr c dat* ÍiHlu<ní*ia^ <pie a erream e (limilnaiu. 
lia, pnrrin. alpniH lacton-s ijuc rr^^iilaru a <leiirtida<le dx- uma 
p<ipula^'Sti, »eiHÍi» a ai^rieulliini. a iiidiiHlria du oit recursos 
aliiueiitare» e r»» pivulucloi* Í!Klu;*triaeB ou (pie itiaÍ8 directa- 
mente Be tomam em enni«Hlrra^*Ao. 

A popnla<;'â<> é jiiMiipre prt^jMirciotmJ á qííaiitidntle ãnn ^nb- 
tfirttenciaji, poilrniln iiieisiim t<>fmular-ne nina r«pjai;Ao eimn» 
(pierin Aeliillert ÍTiiíllard, ipir tanto ln»iu'(>fí a Frain;a enni oa 
weiití i'HtU)|on demii^ra[iliiei)H. 

O liinnerii ipie deíiaiJpíiroce^ de uma piqudíi(;3lo doixa um 
loj;ar víi«ío. <pie é loj;o tiib.^tiluido e Hcmpre eoui vautaj^em 
i|Uaiido o <pu* (^ sul>rititue 8e apreíienta mai.s ajdu para ** traba- 
lho « UíaÍK útil jjara n eollrctividad**. 

A 4'tnÍffi'a^'ílft actua pois na piípulai;?^*^ q'"' ""' 'l*' "ri^reni 
eonio um ehtiiiinlante e titi ciirreuten da naliida prodn/mi HoKrc 
a» iia eiifrad.-i uma verdadeira aHpira(;So, tpu' tetu a maid 
ttahitar inriueufin no pai» dvt orif^em o uma furto noçfto siduv 
o da clii';íatbi. Tor irtio nui paiz nndo a omip-avíio «e íuijhV, 
c*»mii uma HUprêma necessidade procií*u de ter terrítoriorí 
jiruprioB em nutro» contlneutotí e Fob n acçJii» do nntro« ciimaí< 
para que abi formo nnvoíi paizoR A biui iiontilbanva e ondo se 
encontrem novos productoa fvtrricolaa o alimenlanu que veubaiu 
completar hh alimento:t do paiz de mídi* viwxu «m eniitrmnlei^, 
au^inontar o estimular a;t in(hirttriaH, dar impnÍHi» ao eoninn*rein 
t' ooucorrer para o enjírandecimeutn tbi navílo. ipu- ycrá taiiiíi 
nutirt fortõ e tanto mai:* con.iiderada quanto niain pofbTO}4aH 
forem «B colónias que alimenta. 

Ha quom condciuno an coloniaHj dizendo quo o» (tocriHcios 
que com cila» »o fazem uSo hAo compenKailou uem »e podo 
contar ci»m o Heu auxilio poia ipu' ott c-tdouot* tratam do ae 
onriípiocorom o do promover a Hua oniancipa^>Ao. 



^tKTEOROLCM^IA, CLIUALOGIA E COLONISA^AO 



13 



Ma» é emU* iiiii iinulíi d*- vOr iTradn t; um íir;íuiii<Mitti tutil, 
soja qmil Inr I» cainpn t*ni ([ut* w quí-ira cxaniiiiín* esta i|í]<'Ht3Íif, 
— tm iiHliiHtrÍH, III» foiniucifio, iin uu|;iii('ntti da pnjiiilurAo c 



liueçrM 



ti^ll< 



mal li 



'ui-fie 



:tiiufu. A noRMa i*pu]>(*m r 
iiKUi na roiíinihnçao r ioi laiiilHMn pnr un-in ilr «.'itltiíiiíiH (.[Uf n» 
ii«iHrf(iK alH»rip'ii(M Hr ioraiii apo.s:t:iiulii dns h-rritorif.t, tpK* liojc* 
fitamos <K;cnpando. A» ilhatt dos Av"rt*K c da Madeira «So 
brílImntitiitimoH documento» da iioiíwi col(ininavà<". No iiU'nnio 
caAo oHtn II Bra/il. 

E p<)rqui' n?lo itavMno» nó» ap>ra, aproveitar rol» iini jdano 
ilfvidaitMMitc or>j;anit«ado n vat^tu trrritorio <ptt' poitHuiiiioH na 
Afrira int*Ttropical? 

S4»> <'í*ti'?i íaititH tào poítitivoH, que raxíí'» alpinian oj^ pndtiu 
dfulruir, luaB quando mesmo, us nài» qmlrniii aeccítar. ajiíe- 
»eiitam-0O ar^nnifntoK d»* onÍí*ni nn-íal »■ nitrai, que embora 
IritlirectoA, illumiuam a raziio. 

A iwdeni natural do dei^iiivolvimeiíle driu t^oeiedaíleu civili- 
MulaH ó qm» o pae educa o» tillun», enii>ref;ínido todon 0:1 »euB 
enfor<,'ot* pam i|ue ellen ne eina:ieipom eoiu vrnita;ífin e;<|HTand(» 
que hailtam íazer uzo e tirar Imln o jirovriti» da rfluearàn ijue 
r«*eelM*ram, conHlilniiid'» iii»va fajjiilia ipu* por weu tunin i- 
i^lueafla i* se de;tnnndu"a para ir formar outro iiueleo aoeial e 
a«iHÍnt t»e rolMii^treeui ai* naeioiialidadfy. 

A f^maneipav^o é piíin nm faeto de ordem natural (|ue temo» 
n ewperar e n pae pi-evideníf, trata de a preparar orientnn<Io 
a <'tluea(;ílti «lo tíllio para <pií* llie .leja |)rovt'itowa e i^e traiiíiinrmc 
rui inlf-rt-tue da lanillin que lln' deu a f^xinteneia. 

A» luiv^ifí* qi"' pti. itiicni ciíloniaí* devem |>oÍ8 conuiderar 
ei«t;w como Hua:i tillta/ r í[iiaiido proerdani eomo pães» previ- 
denten deeeri" tralwilliani jnira a j*ua eninuei[)aejlo, man í*endo 
a edncavàõ ijue Iheii derem Leni orlriitada, l»Ro-de HnliBÍHtir 
snqire aw aftinidadett já oxi:itente8 que eontinuarâo a eHtn'itar-Bt' 
into mif^K {piauto nmior for a eonHtderavíio. j^atrrnídade. e nu 
r»'lai;òeí( Hoeiaea e eomuiereiaen ipie nu cada uma didla» 
uouheriuo)! manter. 

Interemumi a» itaçòes com a emancipação ãa^ emio colónias 



i|imiiflo » Aniliiiiii |)n*|tarnr-]lir'ii v (juniulo n mui ]K»liticH eitluniul 
le'nlin |nir divina: yuz r fiftmhnlr. 

Srmprc ijiif iii* ciiioína* hv lln*t* Ivvnv tmln ti |>ri>^^í»M> lU* 
i|m* hAo HUHceptivei» e i|UHnt4» m»ÍB Íntima» fi>reín hm relaçiVa 
qm* »v rntaln'U'vniii »|Urr ooinmt*n.'ij»t'» qiKT iTulunlriíif» tjuer 
d(^ fíunilian, (jiut híicím»*»; iiiíiíh vaiilHí^ciiM uutVrc a na(,'ft<» «p"* 
hhhíiii i'iiiti]i3't4h*iulru i> |iapt*l de Ima iiiAr, it/ula a f'ii)aiiei)>a^'ão 
df tpmltiu<*r dm|Ut'llnH dt^ siiai* HIliaH. A» ivIím^-iV» que e»»a 
iiHt;^** d(*]M>ÍM inanti^iii i-otii oh |>ovoh traiintoniiadoti i^ni iiav^o 
livre, não mitAu luciitis iiti'ÍK nciii int-iKin vatitajoitaH do que 
wm tciiqtoH oiii qii'' sv i*ni)iiit*rvai'Hrn huIj n nv\i r*'«^iriiii*i) roltmtial. 

A nów l'nrtn^iii'Z('H^ futni» nj^^ilii, c"Uinpn'-iios |h)Ík, dar a 
rada uma thiK iioiímih roloníus tniiii adiuinititra^-jltt iq^prupriadu 
ao i.*araL'tt'r doci tiulipMia» v ao Hini niodu df wr Moi-ial v 
iiidutitrÍHlj toriiando-H Hempri- pm^rettAÍva v aHHiiiiilndora. 

E' TM-ccHHarin Hliii]>litii"ar íodi» o Hi'i*vit;t» adintitÍi*lnitivt» <í ter 
IP tniidatlti «'tu tiizer da» povoa^-ríein indi*;i-nait, fcntn»."* a^ricolan 
e induKtriaes. riMliusiiuIo-Hc Un\ii a admiitistravào neute oaím* ao 
enníno dnn |iro('i'Mttos a;;t'oti(ti)ticoH dt* iiiain Hiiiiples applicaçilo 
i' Ah onlttirarí de maior ntilidiMli'. 

Oh vf^oiioH iiurtro}Mi]itau(t)i, a hou tuniii, abrindo fazeudurt 
a^icidatti eoiiu» hk que já exUtoiu em i]H7,v.n^itf no Dotubi' 
^niiule, no Alli» l>nnde, em Mulanje e i'iii iKiIrns pitnti»x da 
iVoviíieia de Angola devem tuniai-Mc e»clioljt!* (»raetirat* |iaia 
ofl índi^MiaM que se devem ;qii'oveltai* para o fi»iueiiti» da 
íipjrionltura em tinia aqnella vuHtiHHima Pmvineia. iM 

< )s indi;;enaH por iiiain duma ve/ i» teu)t»H eurrípto, aduptam-He 
com facdidade aos titios e eiiHtuuLe» dos Porliig-uezeu que »ào oa 
TuaÍ0 bnihtloct pjira com elIi-M do que os de toda» a» imtra» 
naçtVd que He priparam por nos fa/erem eoneorrenela em 
crula uma das nonHUn eotunía^. 

Toda a prosperidade ile n^mi colónia, em que ob BerviçuB 



f) lIofim-nH? cm ospceial it Provlueift tU* AugoU por tu^ra tístnaque 
lie reportam oa traballiMã du tiituhu uiimitio no ceotro da Africa. 



XSTKORObOOlA, CLIMAU)GIA E f OLUNIHAVlO 



15 



ílo» inrliponaíi se toni« •» primeiro dr^monto do fnryH, d<*ponde 
li» maneira |»ir i|ue elles fim-m LMlncJuiita l* (Íi-vôiiios ílirifjiUíft 
c«ni vordjuloiru sciiíio practicíi. 

poderá alpiiiia ila« ntmtuta e(»lt»iiÍnK toriiar-Hi» in(lf'priid4'nt<:' 
A mclro|H»lf' toiliivia, i-onut nMí;An <'n*)iílora, tem tudo a canhar 
com *■!•«« PiiiaiR-ipayiW) »' taiUn inain Íh<' Hrrá favorável ipiaiiío 
mui» intelli^entcmente se tiver ob»t»r\ado i» rrjrinnn iia 
adininii«tra(;A<i nobre o» fiindriiirnlos: ywjz c Uh*rthnh. 

EsciieaiiirtH de ir btittcar ex<'inp]o8 a outra» na^íVó f ínvm-ar 
o qiir fnifcedcii ao» Kt^tados l'niib»8 da Am«'rÍi.*a do Nt»rle cfll 
rcla^^o jÍ Inglaterra. Kra rjioniu' o prop^rHPo doB colonos 
nmerieanoH, mas a Iiipilatt-rm nào attriidia ííb n-elamncMVn 
que elle» lhe faziam, iiào (piiz dar-ílit-K ah repdia» i)t»n|ae 
inviavam; « portanto oé colono» que a» exlpani como uma 
neceíKiidade ao aru pn»pre»t>ivt» dryinvolviníento, prorlaniannn 
a »na independência que íiouberauí luanier pela for^a da» arina^. 

(>B modernoB Ettlado» Unidos do Hrazil cada vez mais vai 
estreitando suas rciaçõca com Portugal; a noAsa lin^iJHTiwn, 
o6 noiteoti nzoB e eostuinet*, o no. ao activo commoreio que 
nunca deixou tle ir ali prover nctis anti^j» con»iimidores e 
|>rf«novcr a prricura de noHHos pnMlnctoet pelatt nova» pera^»í>es; 
ultestam a fecunda coloninat,'fto (jur soiibetnoft iniplaniar e 
dirigir ale ao momento em (pie de colrniia portupie/-;i por 
oxponlanetdade dti rwn;ào foi declarada livre e independente, 

(J dever da metrópole é ucr practica e penijtre jnata e 
honesta em t"do» os fieu» aetou para com as ctiloniaf*^ *• «oh íi 
intercííie da humanidade e da eiviJÍBayào m detfideratuiM ú qiie 
o maiftr numero ik» homens que for poi<stvel tenha a mais 
laríía vida media e «íozem de toda» as eommodidadcr e bem 
esim' a que tiver direito. 

O que precisamoR acceitar como indiapensíivel, é fa. rr que 
as corrente» de emif^ivâo expontânea procurem a» nossa» 
coloniais de preferencia a quaentpier outras e iirto coupcf^ne-se 
quando colonos subsidiados vftit primeiro pela nua actividade 
croar iraballio para os que depois por una conta pnqtria se 
/"orem apresentando. 



RXPBnívXn PORTrotTKJSA ArTwrÃTiÍNvrA 



Trati 



cmo», pin8, iw cornpr o» i-rm» nu uohíiíi pumicn c 



>liti 



ilonial. 



]troL' unindo cstrwitHr mh layt»*» (pir ui 



ti^in aH uoHsaí coiunms 



ol( 



mh 



patriH. 



K <h 



ílar- 



<"vc cui<lar-«o para iíbo d<^ (.'títutlar *irí trrntnnoB inats 
prfHliirtiviiB e prcpiiral-oa para iU'IU'ft nr catabrlcufrom cnlonins 
ri-íriílarrH, niari coin ii^tlituln r cctMioTtiia: r riitrandu im rogiAo 
a i.'i>lniiimir v**m iílc^ian dt-iiiiídas *> bnii aítttriitfH bolin* n ttfu 
i,rliiiia, liypc*iu* a w^iiir, rccurac»» do paix, Hiia tUiiiui, nnn Hijrn, 
í]iK' í(t' i)«'Ví'iit apri»vi'itar, tacilidarlr» d*' H<.'clifim«;à<» e ainda o 
í\\if niai»* ímpurta an ra<;a8 com (piem ffiim» de vivrr, n estudo 
ihiis \\ut^u\» (\n<' falam, don »t*n» iiHott i* cimtuitVH, das aptidooB 
«'Hprciftr» <li' cada uma fIrlIaH o Hi'rvii;iiK ipji- m^t* p(Mli'ra 
prt»star. 

Urjítí ipir intftftrPmoH ao» piviTiio» i^BtranpMms (pif noa 
fístfto aíífíTrdindo qu»í ntW os jiorhijíuc/.pit podêmtm tanibcm «' 
com rc')*nltadoH falvrz mairt tnvuravris crri^rir tM»nii« i-Ilcí* m* 
t-rrtm ipu' ae apontam lui adminintra<;io das colónia». 

No gorai í^ nAo âoniot* só nós Forlu|riií*Zfií qur lurretíêmoa 
eonsimiH, )U'n*dita-Ht* ptidor n-Holvcr att «pmHtovs inaJH tran- 
scendentes de Kfoniiniia l*tditioa aom oonlifccr: fonid um 
juivo nanfe, viv**, crifnnpieet', nToiíHtitm' c niorre líonio iia^-ào; 
p'»r ipii' «ipiao» cHtimar da biui p^mleza r da sua dreadencia; 
por (|Ui' inrifís favorrcer ou retardar vM.*'» seus destinor»; <jual 
a inriufueia ipie tfiu snlire um fíTUpo fthuien as mijíi"at,'òi*a o 
as cidoiiias que ellati fundam. 

Não í poHsivoI lima naçAo <*ol«nisar um ]>aÍ7. diíferentr do 
sen sem importar o tpn' r do cntudti da p*o!o^ia, ú» elinialrtpa, 
da aulliropnjiipií. «• da ethnolu|íiaI 

Mandam-sf fímeeionarios para a» colouuis eoni miia ordem 
de ideias nuiito diversas <>m todas <>Htas sciencias e apcna» 
com o Hm de ;íov(!nuir e diri^rir. 

Entre nós, com excep^S^» dos últimos tempos», dipimus, a 
tMilonisaçJIri nas tendas da Afriea foi mais uma ohra de dcstnii- 
(;âo do que de viviÍica^'âo ! (^u)tsi se deseonhecia que a 
acelima^âo dos aniunu*» e das plantas augmenta o aiar^a o 
poder do homem; que a adaptaç&o dos colonos á regifio que 



MKTKOBOLTHHA, CLIUALOOlA B COLOKlSAÇAo 



IT 



ii*í (• oxtranh» iU<t »o faz por eprnal em todns oa colónias: 
qaf i'nitiin a lu-fliiniíçílo ilon inrltifoiíns á eivilÍRaçao nova a 
ijm» d** prctiTide t'Íiíinia!-oíí, (.■onufilu*" unii» partí* im|HirtantC' 
dA Rctencia de c'oloniwii;íVM! 

O Imninii naiícc, vive, suffrr v. imtrrc Hf^iiTnin íís iiiHiicmMiiK 
do rlinia i* dn t*n|n. p uns diHV>rf'nt»'s loteares da triTM nÍlo ne 
paf)8ani e«teB factim d<' um modo idêntico^ »Ío dependente» da 
raçu o dn nacinuMlidadr. 

S*i r<'C<»rr<^ndo átt eíttatintiení*, onde o numero Be applica á 
coniparnçilo d»»» facto», n/i» pinlênios eonliecer de soicncia a« 
iiiaiiifciKta^'ocK variadas da vida e da morte, da »aude e da 
ilocnvíi. as niudan(;iin incenwiní»'» no CKpaçi» e no tem])o se^jundo 
aori^'fnidoh litiuM^iit*; iMo i*, nós p<»dênH»H conhecer du intíuencia 
(lo clima e da raça íobre «i prmliicyào, marcha e a repartirão 
ilan d<ieni;a9. 

Infelizmente as nosKaK i^titatistican nas eoh>nÍaK i*Hn ainda 
mnílo difficiente» sem a homugfneidade precisa pam (pie o 
Trabalho, que ouzo emjtrehender, poFHU Ac>r niai» do tpir lun 
i"nr«ilt» e niõRlrar a uriíeneía ijue ha, dns ;íi»verni>í* jircíilurein a 
iiuiirt tieria atten^ílii para rstc importante nuno da aih[iinistra<;n(t 
colonial. 

Nada é iwohuh) na naturcy,;i, cada ner vivo está Knjeito á 
ncçAit resultante dog objectoi* anin»ado« e ínanimadon <pic o 
cercam e reage ííobre eH»e« objectos. 

A mcHologia c pnift um estudo IndÍRpensavel a fazer, para 
completar o da elimalo^j^ia. Xa<ni<'Iíe cncontramo» tudo o que 
rebprila aoH uh-íoh i-xIcriori-H i* ipif muito importa conhecer, 
ipiando eus tenta colonizar Hcientiticamentc; no m^giindo o ijuh 
pela minha parto poKwi apreticntar reduz-se: a uma dedncvSo 
de leia e aprecia^ilo de factos que obaervet e que teeni 
Applicn^*Ho ao viver do indígena e do europeu na região que 
percoiTi e na8 que lhe iieam maia proKÍnmR ou lhe ftJlo HÍniilare». 

ConHÍdero poin o lutmem, <*onio individuo inolado, como 
parte inti'gi'ante da tamilia e de uma ííotÍedad<', proeuratuio 
tletermtnar a acçío que elle exerce no mei»i em que vive e 
acptellM que o meio vem a exercer sobre elle. 



w 



EXPI 



LO muatiAkvua 



AcLvniipiínliurf 1 o Imiariu im tnll);llln^ <• nn cu/.a, mi om iia 
família, nn pavoHçào oní íni** vivi^ <mi uh folnniii i-in t|tu' 
trabalhar, na sucioiiailf ciiiHni di' (juc laz parte, c ai t iin íalarfi tlu 
que elle ijpvf fajter para coiitervar u sandf e <lo que deve 
rvitar, dns cauzat* da» dooiíyaH e dn» jimmoh di* hr evitar, dntv 
alimontiw, indiiHlrias a (pir ri» juidi' rufrcpir i'tr. rir. KiitranM 
um pínu'o na Iiv^íimh' cidonial, ilr cada individiii», de cada 
faniilia, da liKralidadt* ou\ 

< > in«*u Hm prini-lpa! iiciti' trabailm t- inotirar (pio a 
emi|^ra^'à<i »' iitii hciK^ticio v nào um mal paru u paiz f que 
nos eiiimiH dari no^f^iti oultmiaft fia Icíh «^t^rarn, a qiit* se deve 
atttMidm' pani Iwm st* n-^fidar a (.'nloniparílu. 

í 'n*i(i menino í[\u\ nn dvMvirrí^rdrstn Traliallín. parri In-m em 
relrvu a neL'e^^I i(|;ul4' dr pi* crvar nnin rejjarlieàn de enii^rat;à<j 
e de colmiiBnçàn im Mini.sterin iln^ Nef;;ot'ioB d<i Ultramar, 
oiuJe ae rDnie(;íim aí».-* rolunos índuií n.* i-nidarfciuM-nloit íobre 
Uii litualidade:* e cliniati para onde pretendam ír cstalielrcer-He* 
e netitn repHrtiyjti» a« iuKpee^MVti Hanitariai* a 4*«Hep colomib 
devem ser fi*ita;i em bazes ne;^tiraH v lubiirdir.ndan a mn plíun» 
de trabalho tílu . imjtlei^ ipianto teeiíiido. 



Corno e nalnral, quando se tnita duma reíriàu enfro ob 
tropicoti, prinuipaimi-nte dar» que se nos aítífíuram daa luaiii 
queuteií ua zuiia liirrida, ** que b*» pretende i-onliecer vm 
primeiro lo^^ar, sâo aH modiíira(;r»eB da temperatura; ponjue nr 
eon»idern que nu varii^;ueti do faliir ríIo ar. iiiHiieueia.i de 
nwilor iuiportaneia a que «i Ihuuimii tem ih- se luibníellcr num 
clima novn, 

A temperatura, eomo mi-io exterior, actua ndjre todor. os 
sereíi, mtulitiea hh Liuas iormas*, an imaí* ftnie<;M<*íi e o» 8eU8 
eostunten; e por íhso a resistenein do Itoiuem ao calor e á» 
maximan e miniinaH tmipenituratt tem de ner e^^ludada. nub ado 
de tudo if que o cerca, n vista dos factoí^ qur olaervei. 



MKTE0RUL06IA, CLIMALlKil K COUlNl^AVAO 



11) 



A trmilíTatnra inpHin »or\*o do bneo á grando divií<So dnb 
irliinut» rut (|U('iitt>ít^ fríoit c t(>Mi}irnultM, mas hh IíiiIihh ímiIIht- 
Uiica». pidíií* <ini«*» w rirfiiiiiKToviMn oh t-Iinias, rncíTmin i'in 
»eit iT*iMnto, locnlidadoH n» iuíiíh attiiHtjula» wina» das ontraB e 
niniUs voz<^s att niaií* (li^^ilIlilllaIlt^•^t ilrlmixo do tnitra rolarão 
dirtorontí' da t(Mn|it*ratiiríi modia. 

>jào ó só a ti*n»j>4*ratiira que exerce miKi inHtienciíi eobre us 
iiM^iEOit ttrj^Aos mi poliro a jiosrí» vida, c jior isí-n lia (Hitrns 
tJictorc8 atinoBphorioo? ijue Bcrveni ]>ara aBsiinilhar uu difle- 
renyAr ou climast. 

A hvmidivlr^ jior oxoinplo, exerce 8ol>re oí nosso» or^ílr»» 
mim infinoneia nSu nienoi* importante; í« fnmntvH toritt^f 
tytfulrtirn ou irmjfihm-it dos<'inpoidiaiii taiiilM-in um jiapfl na 
dístriliniv^t» do ewlor e da humidade <■ jutr fnnsotpioneia nats 
moditíoai^^rM-M iiaprt*t*HM!« nos nnf^son nr^àn»; í/m rtirttirnt» fiit 
jfrrmfito fitmoKjfhfrica uhu foeni monor importaneia e teeui de ser 
estiidxdns em rela^Ao á nltítmle o á latitude; a hiitao dv 
vitfHtr otmijitphtrírtt influo na prosHÍo o nu maior ou menor 
taeilidadfí nas tune^^nosi urganioas o na vida vop:olativaj ertinn 
mostro juleanti'. 

A. de Humlnddt definiu clima: — O conjiuicto de varia^^òeii 
atmoH|dierÍen»; — n tomperatnr», a liiunidado. a ralnin da 
rtlmitsphora. o« ventíis, a tonsMo mai» ou inenns fnrto da 
«lectrieidade Hlmosphorien, a. purezA do ar em preBent;a dos 
nitar^mas maii< (mi menos deieterio», omtiin, o pviu ordinário 
da transforonoia e da sonuidado do eon; ponpif (nilo8 l•^toll 
plK'n()mon(»i« mais ou meno» afloetam o» nosso» urgàos duma 
mAneira sensível. {U 

K o principal taett»r a toniperatura, no que nm írvandc 
numcru de causas exercem influencia mi sua disiribuiyào sobre 



(!) O dr. Miimtfl Kcrrfim Kib<^iro rlrfiiiiu^ rlium. lut iiitriHlii(M;iÍ() uo 
««•u livro — A ColohÍMi^'i(> Luito Africauii — de tim m<>d<i maia coinpb^to. 
considerando aponus cmno uma fiuarçSo do ar u nílo o isnlmnenro dti 
|f»t')ftlidHdr; bHm>iji-t*o UH.^ lulitii<U'a c por i«s(i o yahdiviíii' >«'gun(Í<í at 



20 



KXPKDlçIo PORTUGLfiZA AO MUATIÂNVUÀ 



a iíU]n:rticie do píobí», luiins vexe» tnzcmlo-u uluvíir c uutrae 
íiUaixíir. 

(*oii!i<^K<i''»'lf> estuíliir iilí,nins «los princi|mes factoroísTni-lcoiMi- 
l<i;ci*^^"'« tií*s Estai^Õfs (lít iiotiKa Kxpi*di^*iÍo o qm* maia ft])[ilit'm;rin 
tíMMii i\ a»'rlÍiiia<;A(i r ciiloiii.síiijài», |)r(K'urci deduzir iihfarnrlrrrh 
propriíiH do!* fliiiifití i[W teràn calninfiito uuiiia djis í|uatro 
lei» primoixliau» duma aii|tlit.'avfl" universal c-uíiio sân; y«7*/W«- 
ridfidr, gurvfinHiJf)^ òtfctuiiffntff í: Taruihilifhiilt' invtvttndotjii^tt. 

Desejaria dciMn» do apontadas as l*-!» priíuoixiiaee (pu* ros- 
]H'ttaiu fto fliina nietrurulo^riro Jipn-sentar al^imaa nu^-òcii 
|iliysialo;íR*aíí relativas a influencia da temp^rattuvi, da Immi- 
ilíiilc, lia jires^Hílo e dn vapnr aninispiírriet» snhrc n fuiu-ein- 
iiíiUíerilo iliis lutsHos or^àu»^ wuvss iiiteliziuete este iimhi traliídlm 
tcin de se restringir tuia poueos elenieutos que me fui ]>of<8Ívol 
ajuirjir o fíea muitu aquém dn minha boa iiilonyàu e do 
préstimo que (pieria idje tivN-sne [tara o paiz; todavia, pouco 
que vaILa, borà»» podiiis ]íara 'o* alieerces duma obra qut- 
jMidem Ser dispouta» pela rej ;ir-!ii;ào de aee!ima^'Ao da Meere- 
taria don Nc-^oeius dt> ritnimjir a (piem eum]»re empreliindel-u 
e deeertít eimelnirá ipiauílt» »<• juntem ns bmis materiaes de 
ipie aiml;t In^je t-ari-ee. 

Siib o piintt) de vista da liyK'^*ue e da patliobi^ía temot 
de estudar o solo^ e das foniíiderayrten (^ue elli* jmii suíç;?erir 
fascer a» deduev<V». ctmi*» pani as <lirt'eren(;a» de clima nob 
serviíno» dos phennmeuo» atmoBplierieos. 

^1j\'h<'I Levy ('t reduK a questAn doa elima.s nus djus loeali- 
iladeí», eonid o prul»Ietua da eon»titni^*iti» individual se deetunpne 
em unia serie de estudits que tem por olijecto o temp»*raiuf'Min. 
a idiMsynenisia, a heridetariedade ete. ; e eatabeleee eoino 
principio: (ju*^ '« eliuia eBtá paru as Inealidaiii-s eumo u género 
jiara a ejipeeie, invulvendo na sua eirfuniscripvâo climas 
'Terem iielo» seu» iilienumemíB. 



ipii 



(* \\v. Dulnudaii por imirn liuln etmchie i 



anihetn iiue a zona 



ipn 



(I) Triitudo dtí bygieuc publica c particular. Paris 1862. 



MKTíCOROLOGIA, CLU1AL.UOU E CULONlsíACAO 



21 



• 



tórrida t* iinia serio (1l* ciiirius (Hircinrs. liofTcriíulo uns ãi)» 
outrtK), pi'los cíiractiMv» iiiíU!* mi iiinnis tri^santc» t[nv ini|Mírta 
cnnhpccTj V qno ha Inraliilarics qiif» aprziir t\r sujeitiis a 
coudivoos t\\iim anald^íJis «Ir fliiun inuttMinilojíicií, iupannitauí 
tiMlaviu (lifiiTiMirjis nmitn i*(Hitiiílt'nn<'i»s: d*' bíduíiridadr v n*' 

Sâii 08 nunií cãtndoft a[M-naft di* «dia**rvadt>r golíre ;d;;iiii> 
caractere» da «ícíi^rrapliia, i* iiàn sau estes aiiiíla nurtiiu ieilfih 
coin o» enidadiíH tjui' rxij^fiu i»» iioinenH da seieiíeia, jj<iis fi» 
I108 retVrinioH ao que- vinms d»* mais wiIicTifi* na eimetitiii^^Ao 
jçeoidfçica do solo, contípirai;So e wituaeíío dotí centros em que 
Hcanipáiiioít, ítwidoeiti attciirílu n ijui' iitfs ei-reava ctuii ri'H[ieito 
at»# trcn reino» ila natureza: dr eullí-ceiímador ilíis tihrifivayõeb 
luctcorologieatt eatitellogiiniente tV-ltas jtein huli idiete da Expe- 
dieâii na» estaeòcs eu» que níis denigram' >» al;fiim t(^iiqjo, e 
das (Í4>a ii<»8fo8 tieiu-ineritoíí exjiloradoreH ( 'aj.elio c Ivrns na 
Kiui |)riiiieira exjddravào ás terras de lacea^ que sfln d<' t(Kla n 
i.ronHan^*n e ainda das dos nrieeos ]>ostos nieteurolofri^Mjs nu 
litoral e em S. Salvaflnr dn rVmp); e oiriqiiaiito á jíatliolnpa. 
de analytieo. PiTvindn-inr de Inise. a:* Kíitatiitlleati. llitt-pilajaret 
íle Angola, i|ue mo dá juuilfi immkii mi relat;àii ás j>u])ula<;ííep 
onde exi»rem os hospitaes, mass eum n qiie tenlin de me con- 
tentar. |»t»rqnea eliniea jiarticuiar, mettim» a nuinieipal, ainda 
nào teni i»wlido or;;aiii&ap ** sen scrvien di* nutdíi que pospa 
dar pidilieidadc constante ás suas Estatísticas ii qiie na vi r- 
dade era um (íervi(;it de «rrande importância para as loi-altdadet' 
que jtrecitam de mi^ra<;»'eí> e para <» u»nií't» palz qiM- precisa 
alimental-as. 

\'m ^raníle nnniero d<' doenyas iiHectiiogas fazem jierecer 
!►» homens e íis animaes ijue se aseociani á biia existência. SAo 
unms devidaa á tnultiplicayfio no fanf^nc da victinia do seres 
interoseopicos rndimentares; outras á sua quantidiide, tendo 
os mais i^Tíive» 1» heu hahitut nos pai/es excessivann^nte (pieiites; 
e tts Verdadeiros parasitas vivem dciíaixM dnrna tailra Innna 
rliffercnto do que ac comportam tora desse meio ou nas lati- 
tudes do norte. Está reconhecido cuiutudo que lia lun limite 



de temperai uni tavonivrl á (.'xitífrncin fie tiMliw os seres 
viviiií. 

Scpmdo (»» iljtiloH tlois tliviTfiiií* i«liHivaíin'ÍMí;, at* tfjiijKTa- 
tiini» in«ÍB nltas ípif »»■ ivpistam a«« íibrifío iht» mios golnres 
iMitlr (liz<T-;*<* im K\)r'«pa. nAo »'Xlm'(1i.'ii( a de 4<>" c'**nti^ra<ln». 

IVrirt íi jiriíiiazia: Palrnno, ('u^Iiari, Piza e Oran^í**, om 
(lue t» rhcrriHimfnvi arniwi de H*.>" j> 4<>'*; Catania, Nápoles, 
Pavia, Liifpiest, llolimlia v Pariu que varia t\v liT' a í5ÍV'; 
Génova, Pavia. Turim. Milili». \'enina. PnifTJ» e Stoekoliun fie 
34** a riT". 

Lirlma (• I'(M"tit ]iimI('iu eon»Ífli»rar-s<^ fiitilriradan cntri* at 
ultiniiiH. [uii;* ripiiiaiulii an íiraí»o " ainm de I.^^Hlf uhi* iiM-zf» 
iiiaiít <(UCMr»'s .lullid e A^oiito, a« inaxinia» trinjuTaturas torain 
fiii Lií^hoa de ÍUJ" a 35" e n*» INjrtti dn 3ô"; Evoni torna Ingar 
entre as tíej;imdas, poi» íuiç itieanui» Tiiczr» e aiiiiuit ii iruípc- 
ratuj-a maxiitia variou di* HS" a iUí"; p rampii Maiur iia» 
l>rinii'ira», ptiittno lucitinn pi^riudu re^istou-ee a maior tempe- 
ratura i\v a*»" ii 4<»^ 

Na Asin rejíifitaiu-sr luai:* alta.s touijicratnrai* 44", 7 — inas 
a m.>stfa eidaile d<' Macau iufi-iramcnte iiiaririuia de o(*"a*W', 
em Poudiehery 45*', em Aptrakaii n<> mar Casipio e em Ba»»ora 
lia Mo&opttTamia 4;V\;S. 

Na Africa tecm-HH rej^intado tiMiípcraturas aiiula mais eousi- 
deraveis. eitaudo o ilr. H. ('. Li)!nharfl (** eui Kíiudi iuj Alto 
K;ry[>1o 47",4 e n<» Senepd 4M". 

A» temperaniraH que apur;Íun'n uns iimpíiiii* tcrritorin» como 
vcninoa cm diverso» aunos em diferentes altitudes, lougitudee 
e latitudes, ainda nos mezes mais quentes, nunca excederam 
a ít2'* e é de prever (pie em nlpimas localidades, é esta, a 
luaxinut; e ntaitras, nunca esfn excedera a Hõ". 

O referido dr. T^oudiard. auetiiritladi^ lia^taíile j»rae[iea no 
estudo da elimalopa tios paires da zona tórrida, eHtabelece 
48** eomo a teniperatuiii maia elevwla sob a Influeneia da «piai 



(') Tratado de Climulogia — 1877. 



MBTBOIèOLOOIA. CLtMALOOU E COLOXISAÇ^O 



23 



ImkIptu rcaistir ob HÔrct» vivos. Cita n iiiPMim (loiítftr, romo 
'•xcppv'^^ t|Ui'ni tciilia tiii|i]Mirta4lu iltiraiiti' altriins ininntfis. 
iniiiu«MK'ia8 dl* tciiijMTatiiríiH iniiít<i nuún i'|i ^a<laH. ronni jkt 
exemplo 32*' acima da tí-iupcratiira de a^iia a IVi-vití iiiíis 
isto, (i diz vWv inrtfiiio; r um fa^ti» ís<dailo iju*' nào podi- t* r 
M|)plii'av&«> Hit estudo do caliir at]uní<|)li('ri(.(i, t^oiii i^m- |H>rÍ;^tu> 
a vidii dfi fter qiiP 8p expòf a obwi iiiHiiviKÍa. 

O dr. Annand, om áf) do ninio d** lH4<i, nhftprvou na 
Aliaria que mu tlionnoinctro cxiíonto aon raiítf* holai-cs sulilu 
a 12",;'), o <|ue fra uma atiuosplitTa ai>rahadin*a c dtMi loifar a 
t'íMí8eqiit*iic'ÍH« Ainr-^tas [íara oi* ipn* <i livcratn de Mipjjoi-tnr 
por al<;uiii tf-mp*». 

r*oui rt*»p*ifo ao Seiío^al, o dr. líuTioulan no seu 'l'raíado 
iIhm dnrnçHH doa EuroptMin nos paizcs (pientfí* (HcgiÒf» tropi- 
fae» IHííM,) faz notar qur a» varÍat;«S('H das temperatura» no 
meumo dia um» numa trnuulH amplitude é ■» que cdinmava 
nml» a atteu^'uo dos medieo^t; e romti al^uuf^ nbsrrvailores 
prote»tiiMtoni crmtrn aH o;nind<'»i altura» re^riníadaK, attribuíndo-itrt 
â nui Hxposleilo iliiH lutitrumeuloí*, rir?» fai-tnH dille eouLecidon 
em Março de l>t,">4, durante a expedivii" d** Pnd-ir, em que o 
ihermometro tendo mareado áa T) hora» da manha 20*^, ás 7 
»iiliia a 30" e áB 2 depois do nieiít dia attiii^u 47". 

n que V eerto, é que alem de 4.'»" a temperatura e exceBsiva 
e caructeriíta aK loctdidadeH sujeitas á .sua infiueneia, peloti 
nccideiiteR que a neienvia já menciona Hob divei-Ros nomett: 
rfittp fff ftolril , vntip f//' rhftUnr, (mjthí/.rif sohtirf. hrttt apait/ríft/^ 
ttttn nfruk, fomirnsfh/fitj» hitz»hlitij <t*; a que tauibem aljcwnK 
impropriamente teem eliamado htMohtçíin, de8;<nmvâo a que o 
dr. A. Kordier, profo.^Hor de j^eop-aidiia Mi^diea nu Enclmla 
íle Anlliropolof^ia de Vsxrh elíWHifien de iníeliz comi» Hvufuiíni;! 
<le ícdpe df ealiu'; jmrquauto i*ste ai'eidi'nte tanto ne teui 
«ibourviulo <le dia pida exposição aos raios polareR, eium» *\r 
nouto, na« barraeau em que ne Hoffre eoujo num calor ile 
i^tttiiín. 

Kitte» aocideiiteg toem-»íe Ml)Hervadn em toda a parte «uide 
A temperatura *!<» ambiente se lorna excessiva, mas con8Í* 



BXPEOIÇXO POBTUGUEliA AO MSmAXVTA 



(lor«-é(? iirnií* íVei|nciili' uji lin]i:i [friiKM[mluníitf vm Hínnbaliu 
'■ Mjwlríwtíi í*('mjif« i|iii- n TÍn'i-iii'piuiti<» Jici-iis:t luiin tí-iiíjuTíittirn 
í4iijn'i'inr íi 4*'". 

Na niurclia Jinii n^^imiMUo «-iii lit-i'li;iiiijtiirf ilr iV.\ :itt;u*.i(luH, 
iriiiiTcram \\K Vím outro n-pimfnío rui '.\ im/rK v iim-ío contnvii 
(icrtrion acriílí^iircK S!» lmiin'iiK mortíis. 

N« Cliiiiíi •■111 174'» í|Ufi]nl(» o ilií'niiiiiiii*lro fin Pekim panhoii 
aiom tle 4^y\ iimiTirain ll.4f*<' [»t'í<KoaH. 

Na pHitsap-iu ílo mar viTUidlio iiiorrcm lunifí»?* ivi*liPíra<loros, 
inaK ÍHfto iiAu a>l]i)ira, juiniur ahi ilfaufr- ilas niacltínas, o 
tlicrrnomrtro hoIio n p<'i'lii ili-. 7(>". Km IS74, o LivorptMil, nu 
mar vi'riin'lhi> [H-níiu nu 2 ilias ',\ í>tticiaí'H c líl maritihuirew. 
Iiii aiuio aiití's í'nrnnti'ri cu, cm Ailftii. a lll)8^a canhoneira 
T<*jo lio (.'oníiiiaiiilo lio illiislrailo oHicial d annaila «MitAo 1.' 
ti^iUMití» (N>Hta < 'aluai, tpu* para poupar o hcu pr»s»oal do 
n'i'hr^%'i(lorcn (•oiitrai-lnu Araln-s, ipic pcilirani iinia í^xlnirlíl- 
taucin HÓ para kc siijcitan-m n iiiHuciifin ila rlcvada tc'ni[>fra- 
tiiin ilatí caltlciraB por al^unn ilian: durante oh «imh amioji da 
niiulin roT)imÍHHão niii Macau coTirtíou-iuc de ali^íuis ca.sos e 
prcítfiiccci dfiin á liora do di:* nu (Miiui*, ijuc íudo di' um para 
itiiln» lado. calilniiii rcdoudaiiicuíc no hoIo p(*rdct)do lo^^n a 
fxitftencia. 

Na Alp^ria tainhcm híIo frc(pit»iitcs drptct» caros, attri- 
buindo-iic al^ui» (»ljitos a dídirioi*, (pic hc un^ sAo de (jft/ftis t/e 
rnior, ontrt»H HCf^mrlo alpinn iiirMlicon, fifto do alcooliMun. 

Na Italiu. na Fran(;a, na Hrl^irica p mí*Mno na lufflatcn^a c 
tainlteni nos Kntnc|íts ruídos, no Mcxico c na Austrália uc 
ínu re^'Í»tadn ilaípíi 11i*h ricctdcuIrK. NAo v iiuia íloiMii;a *|iie 
(irdui uMi Inihifat ilrtiTunuaiIi». aprchonta-ec todaH a» vczc» 
ijuc ]>or uui calor exccHhivo uni homem ne oollma e]ii ceríaí 
circtniutauciact. 

Nâo posKíi atfiauçar ípie hc nSo tcnliain *]ado denti'» cnso» 
fatacH nan re^iActi ipie percorri, porem uiln onvi fallar dLdles 
e c certo <pie o thenuometr*» exposto tiitui-a passiui Mí'^nudo 
ou halutaulen KumpiMih ah'Ui di- r»S" cm .Mrilnn^c *• nicHiiin uob 
nicxcK em 4Ue n t-eo entava limpo dr- 1 1 de .lullio a 7 de 



: 




MKTEOUULUUIA, CUUALOOCA E COt.UNJtiAV.\o 



:?» 



*Viit«lir»t niuicji {mKBoti <1(» 55" o nn» iiic7J'n inaí» inn-nti-H junto 
a«i r*imnjfH t» »!•» inaxinm tol ;>iV'. o i|iuí ticam uiiiitn lonp- das 
aluíras^ ropHtadaít pur divrrsu» nbsrrvadores m» llieniMimolrí» 
eX|iiititM cMiiio (Ins iii:iii>ri*B <|iir »<• conlircíMu, l^ly í>2'*, Ork-an»- 
vill»' íirv, Itiskza 7á", Cami» 'í*' 1'**"''* - Mrnlja 7*?". 

Sf paspaninM a^ora n coiisnltar o t.licrmutiiftni na» niaxiniatí 
t«'ni]M'raliirau ao aln*Íp> (Íoíí raio» milarvi* [lara fimliprrnnoa 
dou íciií* i-fTiMtos soln'»' *» li4Jiu«'in. (l<*vu Irinluar qiM* cm toílat* 
Uíí Iiiiiiliai-L publiravòí'"?, tratando di.8 in«MMí< cxlrriori-s ]>arti 
*vinpn* do principio í[Uc* 1103 território» pitlustroft por cnitpraiitn 
o Kuropcu »ô pode acr considerado a intellij^rncia qn** dirijí** 
os tniliallios a^ricolu»^ o o indi;coTia a torça ipie o» fxocuta. 

As c^nwaa, ipu* se me atti^imn. no campo da practica. 
elf varem a tempcratuni, iicitaudo-sc «pie ii:í afíaHlnineiitos 
entre an máximas crani pouco bi'iií*Ívi'Íj4. ília a dia. cni cada 
uma «ias Kstavò'-?? l""nnn: u coritípiravao da»* terrat*, o sen 
alTastamento do littoral, <»nentavS<» cm rcdaçlo a»» regimcm 
do» riow entn* o» qnaes acampávamos, dirccv^o doa ventos 
pn^dominando o dat* rej^iòes baixas, do norte, aii»eneift de 
tliire.stas Muni hoIo tíêeco, hh nionlanlia» ipie lum aliripivam rio 
eiil e leste, a raridade de pântano» e eharron, o ccm limpo 
durante a e8la»;Ão sêccn e canil tdia tido pa!'a o norte; í' o 
abaixamento, notei puder c^ttabeleeiM* com'> re^fi-M, Hcr devido 
â altura acima do nivt-l d<> m;tr desaífrontada de outraitf 
proximidades da costa, affastamento para siJ, ventoi* predo- 
minante* das rt*pòes altaH. entre sul e b-ste, proxinndade 
de pântano.^ t<'rraa cticbarcadas, liumidade, no lempo das 
idnivas o ito liin[io i* no das srccas, nidiulnso. 

<'»Mno n'fíi*a p-ral é «abido ipie a hititnde, lonn:it.nde r 
altiludo mtiito ÍnHiii'in nas variat^òes ila tempenilura »■ ejue aa 
altitudes ti-eni utmji ^rraiidr importância na p'o^mpbia medica, 
pitrrpie respeita an iiicsnio tcm|>o n» bypothesfs sobre (|ut' 
repontam: a avaliação da altnra da atmoppliera, a distribniyftn 
dos »én's o^^;ani^adofl; e sua.A manifestações pliyHioioj^i^.as p 
pathobt^ica^. 

Km tliese a temperatura abaixa, á medida t[uv nos elevamoa 



26 



EXPEDIÇÃO PORTUQUEZA AO MUATIAXVCA 



acima ili> tiivc[ <1(» mar» mus podfiii dur-ae fxct^pvíí»^!* como |)(»r 
exeinjilu us* v»-ntiití (iu<'iit<'.i Miprarciu nas altiiraf*, riii(|iuiTit<i 
t)» iViu» rfiaiiiii vm baíxuj v oiiiraíi riirinustaiu-iatf »)iic Icníny 
prtra 08 casns particulares <lc Ptstmiar, iiotaii(l<t-í;i* j;*i ^jiu* lia 
(lifTtrfiiraíi tsfiísivui» cnlri* o mir cniilií^tMiiiífí* n*» li<'ini[^}ilii'rÍo 
iln tiortí- ctHU n íjUt* at' [ulBífa lin (lu ^ill. tniiilu et Ttn (|m' n 
fíjuaíhfr tln'rmi<-'f> fica muito iuni« a mtrti ipic n jíroj^apliicn, 
pois o» lugíire» mihIi' t^v ti-iii tibsicrvmlu maioiVB calurcii licam 
fiituailns entre i» IO" «■ n 2:V* tK- latitmif íH-ptí-ntrional. A 
tenip^ratiira iiUMlJa aiiiiual m-eta píult* lU» ^Idlm r de 3.')" a 
*)(>"; fora desta zona é lulrr ns tropieop, oiid** »e <'tt<<tuírjnii 
118 paizrB niaÍH cpieiUea, t<iutt» un trui]>ii dag sevcati, couki u«i 
da» clmvaíí. 

Na» asccnsorfldr iiiniilanlma cetn eBíabclecido como priuripio 
que, em inedia^ por eada elcvatjiln i\v UiU'" liavía uiu al>ai\a 
m«'nlii de temperatura líe 1 pau eeutíjírado, e lluml"ddl 
entre t?» paralleli^s íiS" i* 71" uo lirmisplu-rio norte n^fittínu: 
fpie a uma eleva^-Ao de 7S a M') nietrua correspnudia niii 
ahaixauiento de tiMU|M'ratura íipiivrdente a unui de^l-K aeàt» 
de 1" lie lalitude para nnrte; e sendo aH«ini, t^alá raleulado 
(pie III* eijiiadnr clcvande-nos a nnia alfilinlr di' líHHI inrfroSj 
rorrespeufli' um abaixamento de í)",l 

Sào tantas an L-aubatí pi*rlurbadc»ra8 a considerar, alfíumas 
ainda ujuio at* f1nrei*ta» ipu- pareeem insi^iiticantes, que eó â 
ni<'di<bi «]Ue t*ôr tratando íle cada E»ta^'ào as poderei ir 
deseriminaiubi. panpie me (ibri^:aní a i*ahir nuíita» yt/.ni, Ibra 
íhi» rep'a» eíítabidcelda.'*. ícnbi) jtnr ashim dízer dr parlirnla- 
riiiar «a re^ra» para cafbi Kblatjílií e bó de])ois de conhecidas 
t*ida». apresentar *i^ eonclusoti, pnrque á face doti factou 
meteorub»fíicu8 observado» pode eou»idcrar-»e 4pie tt» paizes 
que perc<»rreni08 estãu »(tb unui mesma modalidade, e niVu 
admira, porque as nossas latitudes variaram apenas entre 
'.»" tyj' jLoanda» e 7** 1><* jAu;riuna Andmiiza n<> Tliicapat. 

Hondin ]>ara noíi provar (piantn os meteoruln^íistas di> 
áociilo passado erravam disseiido <[U0 no estio o tbonnoíuetro 
níLo subia mais ontrL> oít tropico.-í «pte na» regiões pulares, 



I 





^^^S^m 




^^^H 


^^^V METEOROLOOfA, CLIMALOOIA K COLONISAÇÀO 


^^1 


^^ nprfisí^ntn tn»i «juiulro intíTfsHuntf »i.il>ro dífferL-ntos lutjarea do ^^\ 


^^- lit>iiiis(pÍK'rÍo du ntirtc v, himu ter cm 


attciivtl"' 


tiH altittulcti, 


IjUt* 


^^^ achauio0 CõiivoriiiMiti* truiiHurcviT. 








^^^^^^^B 


I.nl(m<li- 


Trni|i«>rHliini 




^^^^H^ . 


r)",38 


32«,3 




^^H^ Foiídtclirn. 


11-.55 


44-.7 




^^H MaUras .... 


13«,45 


4ÍV.0 




^H Hfit-fl-Kukili 


H",.J1 


3«M 




^^H i.:i Martiiiii|iir . . 


U",Hri 


:í>.i> 




^^H LH-Vrru-(*nu. . 


llt".lL> 


;m",i; 




^^H iHiilac (Kfry|it('i. 


2.V.IÕ 


47\4 




^^M Tjc Cnlro 


ÍM>*.L' 


40^.2 




^^H Ka^Hoira (Mi-ttapf>rauiei 


:«>",4:i 


4.y.3 




^^H 


3?'.3ii 


:í8".:í 




^^H Nltplrn 


4(»",52 


SH^J 




^^1 lítiirit' . 


4i"-r»4 


:W".u 




^H 


I.V.Il 


:s7",f» 




^^V CninliridfZi* (.Mn^t^aL-liUsOlb) 


■i-j".*ir> 


.'«".r> 




^^H Tailnuo . 


4:íM8 

4ít".:t»; 






^H 


^m 


4:j",42 


a3",4 


■ 


^^^1 (*a^liiiri... 


4.*V'.4n 


3t»",l 




^^H 


43",r.i 


38M 




^^^1 lt<>|it);iir. . 


44"'.:ío 


:M"J 




^^1 Tiiriíit . . 


45",4 


:m;",í» 




^^H 


4r>^â« 


ar»",*; 




^^M 


4r>v2H 


34^4 




^H 


4H'\;V> 


88«,4 




^^H 


r.(K-.r, 


3ri",4 




^^H Aiiii-ri«|iii' ilu Nord. 


fi.V.il 


ntí^j* 




^^H ( *o|)i'iilin^ii<' 


:».v\4i 


;í>,7 




^^H >f nHcmt. 


rir»",4r» 


32",0 




^^^H Nftíii f I^nhcAtlfir) 


r»7'v» 


27",8 




^^H Srorkholin 


r)i»",2(> 


;3<;*,o 




^H 


r)9«.M 


33v. 




^^H PiHrrílImtirif ■ 


n^H^.fM; 


;í:]".4 




^^H Kyatiord (Ulutido) . 


ííiivíii 


'j*>",y 




^B 


74",4ri 


ifj-.í; 




^H l*ort KIÍHHltilli. 


»;9".rtti 


i»;"j 




^^H Ainrriquf* du Noni 


6,V.»» 


fl 





2H 



KXl*KDlvlo l-OUTfOirKXA AO MrATlAXVUA 



Se comparurnio» o« afliixtiinirnCos miro cata» tenijMTiittinii* 
(\nv «lo niaxiimi», coiiiom í'(tnlnn*i(liis ciilrc iis miniinHH, V("-hi' 

(jllr hAu niflHUTH a^UrlIfH. 

AprtHMandt» eaaas ditfifrony;!» i^xtriniia» em Uk\» t\ íutumi 
viai^cin cimcluínioft: 



Limitva tias variuçòon ilti» ternixTuíuriif» inaxiiiiat*. . lH''^4í{" 

Limitoit 1I.1H varniv*"'»< il:iii t(*mi>enitnrtt)* miiiiiiinit. . 2~ — *2t^* 

I)iff«'n-nv«f ■ Ill"— 21^ 



S** iiK*ttuiu p(«rtiM]õ, eoiir.iiltando a» teiu|i4TatiiraH oxit-cnuiH 
inAxima:^ v uiinimnit vm oiUraM liK'alii1a(l<*8 [mrn cnmjmravão 



Ktii S. Thunii. 



. T. iimxiinu :W" T. iiiinimu IH" Diff.' 1<5" 



Kui S. Sutvador tio Cimijí»». 
Krii L«»:imln 






12" 



íjryt 



Vnrti I»*vnrinnií main hni^v a» no.tna.i L*(»:i.ui]frav"í'H, tf>rva?nlíi 
outroa pi-rioUw; 

S. Thomê de 1874 a 8.H T. iiiAxima 33- T. ntininiu 18" ÍHff.* l.V 

S. SiilvailuriluCimjcM IVtMftãiii' ■• • íJ7*' ■ « 12* a If»" 

K.minU |H7!» ri «> :«(" . * 13" h *J(I» 

liititrciiv» Manitii*!* IHTr» n 78. . •■ * ;^í" .. » 12" - 24" 



Levainnos a concluir OBta» notaít que ad temperatura» :e 
flevani ai!*atitnnd(»-n'iM das ni.Uns, 4|uc an auiftlihuicH h&ii 
míiitir»'.^ arta^ítundíi-iiiM do <Mpi!idt»r. (jiic a Itut^iUidr nn rrla^io 
ao litoral íiiHur jmra a uiaior i- lutnor tfiupfratnra <' tpic :».< 
diHcn»ii^'a)* hÃii muito maiorcíi f*ntr<* nu mínimas tcmpcralurao. 

Parrcf ainda ahHini á primeira vista qur aa tompcraturaft 
máxima}* nào exct-snivag ])ara os miírranti'!! curiipení', porem 
^ coíiveuÍ»'nt«* It inbrar qur- \m iiiuximan idcntieafl e muito 
nuperi«»re8 iMn pcriodoB de aunos, meumo <m loealidaile» da 
Europa muito a norte do equador v reputadni' d<* Ijoni» elimar. 



MBTEOUOI.OOIA, OLIMALOOIA K COU)NISAÇXO 29 



L»ÍBlMia, por t'xempli», nu latitmle uinirtí* HS*^' 4íÍ' ih> periínl' 
lie IHSl ji \HH{\ a])rt'm»nta-iHi.< as m-fipiintrK triujifnUnrru»: 



Aiiitit 



Maximu MtfJij jiniiiiiil 



18H1 


;í>í" 


k;» 


1882 


;*<;■■ 


Kl" 


IMK'» 


:i;> 


15- 


3HK4 


:t7« 


irv 


1885.. 


:íí>" 


ITi" 


188(5 


:U" 


l.V- 



Km Paris na latitiuU* norte 4K" 5*»' em <jut* a media animal 
regula pt»r 11'* no» annoH couBidiTatloí* iIoh mais qm-ntcíJ, 
• ibKvrvaram-ííe as Bi';4uint»'íi t<'nlpc•rilíura^ maxiiiiaí*: 



nnn . 


M- 


l7tHÍ 


. . H5" 


I7r>:í 


3(1" 


1751 


. ,15" 


1775 


:í5« 


I7i»:í 


38- 


mH) 


35« 


iwi-j . 


3íí" 


1?*II3 


. 37" 


mm 


. ar»" 


lí^IH 


. 34" 


IH4-J 


. . 37" 


1852.., 


:U" 



As tempcraturait medias anmiae» naa localidzide» a qiu' me 
tvnhò referido em AfVira, íífio na verdade muito mais elevada» 
que a:* de LímImui c Paris, mas as máximas rnrr(';ipondênte;<, 
oonio «e vê, t^ilo Íiií'<'rii>r»'H i* n*iativ;iiinul<' 'Mn jil^niiaí* 1'azrm 
ílirtVrenvat* w!n»ivei«, No« meitmot^ [htÍimIuh, donde cxtridii aw 
ikua.^ maximuHj etitfto repintada» c-onio inidinu ilejit^ett peritMli^n: 



LoKudfl do 1879 a H^í itirdin :25*> 

KoiiriMiçii Munincs i\v is7lí u 78. m á4* 
S. Salva*!'. r .1.» Toit^. Iwl n K5. - SV 
S. 'Vhimív il«' IH7-I 11 KJ 2^ 



30 KXPKDIVAO POUTUOfEZA AO «fATUNVCA 

('imm r SMbúlt» tia rf^^iilo rir ijuc nu- orcupo a »\\\ th» 
Ki|iiiiiliM', a t'|HK*ha don ralt>n*K )|Ht» inaiw ki* sciitcin. |n»ii* 
i!i/,i*r-i*t' («in ;í<'ral, i|IH' «c í'sti'iMl«'m dv < hiUihro a Main, hciuÍh 
ft* niaximoH do I>i?zon»líro n Marv<», ** cxiniliimlt* »1ji>* pul*]i- 
oa^'n('i* tl4»(» bi*ii<'nicrihn* cxiiIorailftrcH ('íi|h'11o e Ivi iih jiIjíiuis 
doti rep8t<t» iU>» inozí-a (lostr? p«'riinli)f* rm diílVroiitcs iatitiulett, 
— com eatfí», aimla vanio* corroUrirar as iiossaft aaHorçoo». (*| 

Hpocli» Localldadr» [.mitud» T. muximii T . meJla 

12—1877 guiioiiíTurs i4",oa- ;n" -jt- 

1, 2 — 1S7S < 'lu-i.nila I>.4r 'iS" í?ri" 

3, 4, r>— 1H78. . Hir Ii'Vi2' -ií;" 2«>" 
7 — 1H78 Aiidnmlm 'IVniWiic llvJl' ;í->" U\" 

1, 2 — 187ÍI i < ft*«i'auji .r .*.» .n .ir 

4, r», 6, 7— 187ÍI Pu-iut* ii(» Hni^ttiivH HV;V>" 28" »»" 
$—1879 I'nutr.> Aiidonpn l»".:fír ;í«^ IH" 

Ari t«Mii[HírafuriiH niitrniia» attin^fiu uiiíinn* ;rraii, mj aiito**, 
aii;íih<'iitaui á im-íliila tiiu' inis intiTnanioit lu» cntuincutc, luw 
affastaiiHM 4í» i(|Ua<liir o quanto niaii* non rlcvaiUíM acíitia <!*» 
nivt'l (lo uiíir. 

Aiiula atíBÍiu em geral as toinperatura» qiir í*iiiih*Ttinoii, iu\h 
pasmam abaixo do 2 ^au« o iio litoral nlmixo di* 12 snulii as 
(k' S. Tliomé iiUHtii a1»aixi) da linha *\u njuínlur p'iip-a]i]iii-n. 
i\niu'n iiitV'riin*C'» a IH im |)i'rÍ(Mli> df i[iu' nlitivriuos Oí^cliuvei- 
m"*nt<n* dr t'oiitiain;a. 

.1, Cit M. pMindin. clit-fV dn lltmpital militar df Koule, diz 
(|U*' priixiiiiu d*' «Mpiíidíir i- an nÍA'o! dfi iiiuf ruiiica o tlnrtim- 
m*"lrt* drH(*ni idinixo Ai- IH" {•rntij;rMiliih, 

Ih' accMinld, jmrtiiiilt», a» ol)Hí'rvm;n('H |Mii"tii;;n('ZMK coiti ctitc 
])rÍ7u*ipio, dfvniKiH di/.<'r que nAo nott iiaifcc i[iii' tia AiVica 
iiKTÍ<lioiial d(» Ktjiiadiir ao paralltdo 14", na rr-fiiiooccidoiitalatc* 
ao meridiano 2'S\ av pusMain rcpwtunuiiilaií lf*ni]>fraliira.H — nbai- 



(') {>H niiiiieroH n i<tH|urrtlH ilii data dim aiiiio» indí^Mi» o» Mipzesdt^rcfo 
nuiu». 



METEOlCOLOtilA, CLIMAWJGIA K t:<:)LOM8AVAO 



31 



XuíloU"; íodavía «Icvojíi ílizrr ^iM' aUaixo ílc 10" »»<• |;iy. mentir 
o iVio, mniti» |iriiK'iiialin<'nt)' oiitn' oa ituIij;i'ii)iB *ta iniJir» so, 
para as máxima» ti'iiLp<'niturat»^ iim panno apfnu» ou m«MioB 
qur ÍB9o, um rrtalh*! dv fazrntla, com (|ni' noa (ii*t>iiltam as 
parti*», IlicH i' ftiiffiuit^ntc, roíim vi-ntiiiUMita, nào U-cm o iiuliií- 
penuavvl para »r cobrir na cpoclui íIjih uífimn'» temperaturas 
e pnuíurum as fojçuciras ui»m<í unu»» n-eur.^o ]>ara roa^rt-m 
com vantn^'fm a ciííías tiiii|'fi'iitura:í, (pi'' *ào origem de 
íloent^nit» ctnun tcrri iicc;isiàii ííe |tn»var. 

Heí;iftíija-»L' rui M^ilaujc uma tfuiperaliira miuinia ilr 4" 
eentijíradiiH, porem alii rjieontra-ae lial>Ítai;íl*> e aliuieníneâo 
iMUilortavci e posau at!iaiu;ar peia minha \n\v\v, ([ue mV» eoiilicci 
o frio (|ue iueomiiKMla^ (jue He Ufrua iitipeeilliu aoi^ moviíuentoft, 
«entia-me bf»m. 

*h\ uA" nu* surerílm o mesmo na tnarj^f-m <lii f\jèní;". em 
Jiitilio (lo aiuio t*i';4:in"ulf, If^Hf), na latitude >>",!.*» t^ lnu^itinie 
IV^V')' ^ altitude I KM)"*, em que durante 17 dia» se registaram 
temperaturas mínima» de 2" a M" v em todo it mrz de .lulliu 
rrjíistei ir>dia}t <*ntre 2^* c 4" que me impre»«iimiMi Ijartlaiitr 
o frio de inadrii^ada^ vendo-me oí>rij;fulo al^íunían vezoH a 
imitar o itidi^-iia aproxiruando-me duH 8nn8 fof^ieira» e mitras 
a andar atr depoi» da»* H horaa, prira ipu' pode&ee entregar-me 
ao.s traballiob de carteira. 

Ê preciso nutar em primeiro Iii^iar «pie eu estava eiitili» 
ba»tau(o entrafjueeidn, fnv.endo o aea»o etmliecer que n meu 
»anpic era a^^uelo de uma eòr rn^^nda elarn, o meu aliijamrntn 
alem íie pesíiimo íieara maí situado, aSvSoniWreadudo lad<> leslc 
[Mir uma »(>rra e muito limitadt» o ]i(U'ts(»ntr dtm larid» de huI 
e norte pur e^fiesnaa HoreHtas; i[ue rurria próximo do aeamjia- 
meuto pelo < **'Hte, i^fpiiutbi cm zipie-za}íuc» para o Noroeste, 
M rio Ciiêngo, c alem diti»o que Junlio e Julho »fto os nieacb 
dai* seceaSy dos veutti» fortr» e frepco», e o ceo mai» claro. 

I*ari'ce poi»j ijur a intíueneia da altitudr* para a elívaçào 
da temperatura é deatmiida aqui pela latitude, vento», contí- 
^rav^o do terreno e outraa causas de qxic hcidc fallar cm 
temj}o opportuno. 



32 



RXPBDiyílO PORTIlOrKZA ÁO 



EstAS teniporaturan ininima», «<• jnnu-a iiniiortaneia tor-n» 
l»aríi nórt Knropr-iiH. sftif aiiifJn assim ar* í|m" iiiai:* iiiiitilízaiu o 
iiuli^ícTia lia actividad*' flr ipic i^âí» i*iiííf'jttivcÍH. Sào a eama 
dt' pnovimoiiiaB, cíitarrhos r hnnichitr», Kctulo niai» tr<'(|upnfri» 
iiaH r<'^iò('H uiaiu alt.iH. as* |iin'iiiM(H!ÍaR coiii ttTiilniciaw juira ii 
Boiuiio. Ah puipvna» c fiauaricitiy rritiaraiti i-)'m|iri',í|ifainlft 
as trmpcraturaH rratti inaiu baíxatji. 

O Iriu, ([Ur para ii«'i» in>s rlima» tíMiiporados v um ut»thnH!anU' 
para n fraballin. i-m (jin" prociiranu»» i-ontraltalanyar a trinpo- 
ratura ipir rí<*n lalta para rra^ir ai» mric, nitre o» Ínili{;rna8 
V u CDiitrarii», íiírna-us inlialaM», t*ftmi>ri'i'i'm Jtmfn fl«» iVi^irira:* 
(• nmi fIirtttMil(]ji(l<'íí Hí' riíiiHcpic arrancar de jiinJit d<d!as par» 
líS Ir.-var aii trahalliu. E iwstr» caBo» ipn' dp iiidip-naw inaip 
r*m t*ontaL'tii tnm a civilitiavà" rfv.*nrrt'm a^^ u>n da níj:uardí_'ntf 
fonin i('(iii'íto de olovarcin a tniipiinhira dn tiicio intrrior 
priiL*iii'arido npiililiral-a judo incnit.H miti u rxtrrior, r íIíhIo 
tem ri'Hidtadn t'iíiii*r<pn'iK'iari ;íravc.s dcviíln ai» ahn^o. 

<* ini^*ant»í rumpíMi na qiialipMT das Inrnlidínlcs da n-pAo, 
rtn <pi(' i*i*tiv<', dcvidaiimiír |nt'paradof m-^jiitiaio ms prucfifos 
ípn- llir prHitcrrvc a Iiv^Ílmic individual twida li-ni a recear 
da» haixan temperaturas. 

K (las temperaturas máximas (pie preeicam niaits acautel- 
lar-se, p*>n]ue a eaiisa mait* freípiriitc rias doenças é " resfria- 
mento. A I N'vac;Ao eonlínna da teiiiperaíurn dimitiue a 
faraldade di- priMluzir ealor <* ]>"r ei»n8e«|urii(-ia u uniu de 
a perder. K at*i*ini se explica a i^rande uiortalidade das en'jiní;HH 
(Mitre ort indi^ennH, tmáv nenhuma vestimenta rn-m preeaugiVs 
hypcnicna a» preserveram ilejiwi euu»i. 

No Europeu, e ou eoufesso »ou um exemplif, ao lint dum 
certo tempo de reííidencia nesta repifto, n nf^ílo d«» calor 
torna-.*e maii« sensível nos dous or;;jVos ipu* <lirecíamenl*' 
est&o em relii(;?lo com o ar atmo8pbtM*i<'o: fi pulmão r a pe||e. 

A respirav^o retarda-se, a temperatura eleva-se mais f1*' 
um ^au dl» ipit? nos é trivial, t(»rnamo-no.s patlidos anuirei- 
Imitos, ecnte-sc a Inxidftu dos tecidus, diminue a (puiutidadi* 
de acidu carbónico rcgcitada pelos puliu^cs, omtim diminuo 



>IET£X>ROLOGIA, CLIMAIX>OIA E COLONISACaO 



íí;í 



it capaoidíuli* Jo piifiiiAti; |ircdoiiiÍiiain a» licpatlnaa c a com- 
Uutttâo orfçanicu *'* iiKMitiíJ íu'tiv:i. 

Tom n'ap*:'i!u íí pvlli', vniti vs.iv^pra de tal mmlo Jis ipiUíiti 
tuiicvòfs i[iií' as fnipi^-òfrt smUTaos bâi» o» j>rinii*in»a tributtM 
i^ue papaia ob nn^Tanti*» e iiH-eniHf viajante» atravez »»»taíí 
roc^iotiB. Ainda as^iiii dfvo dixcr (jiir de tal doen^*a mais 
soffri nn minha primeira oMumisafto colonial em Macau, pouci 
tempo drpoJH de entrar nrsta jnmsêBsi\n pi)i'tu;íut:'za. 

i.í Europeu que eonae^ue inudifiL-ar a nua plíVí^inlu^íia pul- 
monar e cutaueu. tem aitida ixwitn a recear du equilíbrio de 
funcçoe» enire a pelle r a nnK'o/,a tli;;estiva; e entre a niiirniíii 
dl) egt«imag<> e a do inteutino secco; do que resulta um entado 
de dyHpepaia, que o» condijuenttM v os temperos (adnbusl 
maitt picantes muitas veicen uâo batttam para a moditíear 

A aelima^'Jto iiidiviíiual níln ae nliteni sem eusto e é neees- 
tutriof anteH de tudo, que t^Hleja vin liarmonia eum o meio 
em que quer viver. 

A» modificações, que »e produzejii no Europeu tendeu» a 
íippniximar aeus tecidoií, da^ áuA indi;íenas, porque embora 
nem e*to» nem aquelle pareçam .soffrer do clima é eertt» que 
(I meio onde. vivem actua: *obre o» te.cido8, oh orgào», e o 
tjr^nismo de ambos; e liade aehuir sempre ([iie ahi perma- 
ne<;am e até ôobre «uas geraçríCH fiituraa. 

O indígena encontra sobre o Europeu vantageii», mua vida 
niai» fácil, fauna e flora relativamente abundajite e hc lauto 
numa como noutra encuntram inimi^oH^ nào é duvidofii), que 
teeui encontrado alií muitos ami^o.^ com que miti^^ar a ftnne 
e sem traljallio. 

E p<»r ultimo. Hídire o (|ue ti^nliu a í\l/.vr de ^'ueralidadeB 
com reHpeito ti» temperaturan, citando ti facto lu^tado por 
LÍvin;r8t4»ne : «que o fanatismo, o mysticiBUio e a religião He 
de«invi»Ivem e vâ«i atifouentanilo do ('jibu da Boa Esperanya 
para Africa tropical» ainda dig*» que me pareceu <;eral e«(ie 
facto devido ao temperamento nervoso don indígenas, a^çitado 
p«|(»8 Bectarit>8 relipoHoH t; inq}ost4>reHf que se teeui alastrado 
das costaR para o centru do continente. 



A hiiMiidaile, L'inin) se sal»*', r uni <j!t*imMit<» uhy iiieuoí 
íuij»òrtnnt<^ \mrn n d*'tunuiiiíivà'» "h funictiTi^Mi;^'* '1^"" rliiiia 
tlii niH' a tciiijK^ratiira. Km aíiHoIut»» nclia-sr* ijivulvida no ar 
fui tjnattlidmli :* taiiíi» inairt c-uní*iilrravi'ií» nuaiiti» a trm|Miatura 
<* pt'e;i«âo H&o main olcvailaH, p, pasmando o lltiiito de satiirav^o, 
vai dejM»íilar-âo «obre tm cmh-jjou sni<'it«»íi íi sua inHucnfia. 

A afilia tem uma ti-ndrncih a traiiaíonuar-H** i-m va])t>r e 
HHta dÍH]jimi<;A(> i*(Htipndi[Mide-»e quti h<> tornu lauto maitt 
BeitMÍvf'I i|ua]iti} inaim- fõr i> ralor c unMio» |ii-onunc-iada a 
|)rfs!*ao aliMOiiplicriea, 

i> ar i'oiitrui, pnÍK, apia fiu prnptirçiV»^ que variam Oinn 
A temperatura e da dmiparay&o dosto» doia elementng sv 
dcdu/, o j^Tau dr tíMiriAo d^t vapnr a diffciviiícti ti'm])t'raturad. 
Krttaiidit it vaiiiM' Íi)tiinaiiit*iitc li^adn ao ai\ a mui pn-inMi^-a 
uianiftMta-st' á luaii^ piMjui-ria iinidaiKja d*' temperatura, t* 
abaixanuMito da tiMiiprratura la» appar*'c<T a humidadí' t*m 
aljtimlanria U" ar rrufriarlu; r i- ptir ihm ijuí' á noito se v? 
iU'põr <t vapor da ajívm <'in gotaH ipu* silo n rrbulíado dum ar 
Hnturado de liuuiidado. 

Xotei (jur a lium idade altiiiffi* o Heu máximo anlcH do 
iiasecr do mA, dimínin' á medida ipie o hoI se eleva tdir;^audo 
HO miniiiu) ([uaudo o i-alor nrtua un máximo; e marelia em 
BHiitido inverso, até ao pôr dt> boI. Ma» estea reHultmlod beiu 
eoim» ari amjditudeBdab variav^Vb ditterem, eoniii farei vêr, com» 
a mudança dat* esta^òfs. altitudej;, nevoeiros*» jinveiiH e oiUraít 
eauriUri t{ue ])iMlÍ!moi» chamar uu)diíieadoref*. 

i> vajiõr da a*rua muditíi-a tniiitf» a ae(;ilo do ineid atnuM- 
plierieo, fçoiíando dum papei protector pira o» nnimaeíi .e 
vepetac», abrigando-u» da inlensidado dos raioa ardente» 
do 8o]. 

Se a atmoapliera tosse privada de vajMir da apm. seria 
excr'itt)ivo o calor durante dia, a emii^nfio do calor da terra 
fur-8e-Lia rapidamente para o íinnaniento «' log-i» ipie o ko] 



ri8AVAO 



85 



dtfVHpparcccsfie im horÍBinitr 8uci't»dfr-B«-hia um rcbfriaincrto 
que SC tomaria inltMíKí* rluraiiti' a noite 

Semjtrr «luo "» ar rru a^itadi» jnir novas e-amaihis i|Ui*iitca 
que Bubafituiani »» que »e rc-striavatti, ufto se via u orvniho; 
o Umbcm quando an nuvens intfn-cppt.avain n radiava*» tfrn-stn; 
vrrticiil, II rriífriamcntn tiiininuia r o orvalln» rra intíijLrniti- 

CHlltc. 

PariícCj poi*, (jui; ii cnlnia do ar v auevut-ia dats nuvens 
íL^o caustas qut! uontriliurni para a d<']>otii(;iln do» vapore» 
condenuadíià nobre os eorpos Hujfitos :i >ua inHuenoia. 

Na barrara t\v Imia, por v«'/.t*»j muito principalnuMitr no 
valle das AniarpiraH pi cm abril, o no Caunííeila ib* Matalia 
em setembro e laitubn», niai* cntào numa rnbata ao h/aí do 
paiz, notei: i^uando att tem]ic>rat.iu^a^ niaxima» eram án» 
mcdia»^ a n<»»sa roujia de flnuelbi «pie dnraritr a noitr itítava 
pendurada, tb* madrupnbi t|iiando tiMvida pinpiva, eomo br. 
tivetifiie sido molliada. 

Em Malanjc durant*^- o mez de sctembru em que a tempe- 
ratura máxima apena» attin^íia 21*", mas ao boI :W', o vapor 
da iiyua de ime »v acbava saturada a atmonpbera tanto me 
affeetou que duranií^ todo ess<^ m<!Z, estive entrevado de 
rheumatismo «in uiidms as pernas. 

Em ;?<'ral, em toda a rej^iSi» tpie percorri, o ar de tal tnoibi 
fica saturado do vapor da aj^ua (pie bastava a temperatura 
baixar, um p»Kieo diu-ante a noite, pura que se fizesse unia 
e«nden)*ai;âo ([ue para o solo equivalia a uma verdadeira 
ehuva. No Caunj^ila, já o disse, (*) vi essa eondensai;So pobre 
aa folhas das plantas em tbrma de Htieos ou lulberus, eirnsc- 
quencia das plantas n&o absorverem o vapor da agua, a» quaes 
ae desfaziam em [iart<* ealiindo sulire a terra; r parte evapo- 
purando-»e de novu depíti^ d«* cjivaila a temperatura dn meioj 
I- por vezes em marelia, ainda depois das nove bí.trns, succedia 
oncharcar-se-me a roupa royandu pur uma planta. 



{^} DvscripviUi dn via^in— 'Vul. U Ciip. stipplcincntar, 



BoiUfriíifOiuIt cita um fat*tu luais friuinte du qui* este. Kiim 
acanipamfnt" »*in <|U<* f^ntr-vf. numa noito px|)]('mli(la. notuu 
chovei- ciipiii«;niu*nti' ntiiiia fltiroiita |>roxiiiia, <» íjik* n luz da 
lua IIh* |H*nnittia vÍt; <» cntuflando a causa couIh-cími íkt o 
vapor rln afíua coiifli*n:íailu sobiv n» copas daa arvoros que se 
cHtava df^faziMulo nii cluivii pela diiniiiuívuo da tcnipfrahira. 

i_*ra »*' a pn'T*<Mii;a fio vapor da apia drulro d»* certos limite» 
iiM ar V uti! a todnt* mh »crc0 or|rani»Hdn«, vê-ée que alta 
iiuportaiicia cjl** iiAo h-iu \t;n:i íiI;íiuu*, priucipalniruto vcgf- 
tíict; I- no t<'iMpo i-in ipn' t*altiiui ai^ ciiuvan r, cnnio »v pode 
cxplifiu'. a for^'a vrjíctativ» ilo arlmsto da iiuindíocrt *• o trosco 
vf^rdc da8 ann» follinit. 

K aahido (pie ccrtort vi-^íftai*.-* cfíiTtuam »>» iiiíivinii-iiTtis <pic» 
»ko ufct^Hparíiiu á sua («'oundavàlo njlu jM-la iiiHueucia do» raios 
soIaroB (1iu£) mas boI) a ac^ão ilo vapor da B*^m, 

A luz c o cxcirautf do inoviíiKTito v**;íf*tal tr como nos 
animacH aii^mcnta a iut(.'U»Ídadr daa duan func^>rK>e. 

A forya d<' vitaliíladc qm* rstc elemento atm<»9pluTÍco, 
duvido ao ^andc astro du dia, cummnnica aos ecrea vivos na 
n';riâ<» de que me oeciipa, merece eer estudada pcloa honicns 
clíi i*t_'iencla. 

Ao espirito do (dtservadúr curioso apenas llie não escapa 
um ou outro facto do8 maii» tríviae» «• já muito citado^, como 
por exemplo: a miulanva da colorayJko das riorc» e folhas^ 
tirada» do meio em que viviam segimdo a disposi^-Slo e 
intcuÉiidade da luz; o tecdwir e abrir das flores; o estender e 
curvjir 11» tolhas; o desealiir e h-vantar doe tri>nco8; plieno- 
nienn^ qit4' »v ohtíervauí na tranuifí^Ao dtt dia para a noite; 
o inqtedir a mudança da côr da pelle do camaleão ahri;(andu-u 
da hl/; a iiiHnt neia que exerce nobre o pi^ruiento da pelIe do 
individuo lufuiina! (|ue tem dado motiv»» a acreditar-»e <pic o 
preto habita o» paixeu excessivamente quentes, porque sua 
|>elle lh<'s pennitte supportar as elevadas temperaturas. 

O estudo da luz não »r (az no continente africano sem 
iiN i:<fnhe<'inientoH hcieutitiet»» iiwlirtpíMitíavei», (? eu, muito hn\^ 
de os possuir, chegava a contímdir dos seus eflfeitus sobre a 



METKOSOLOGIA, CIJMALí>CU K Cm*OXISAVÀO 



fK-llf, ccmi o que pode »e.r attribuido ao» raios caloritícos. Era 
importante diíttiniriiir rapa ilifffrrnça, poniue decorto uma 
acçâi>, quali|tif'r t[n(' srja a «'aiisa cxrrcitln nobn- a prlle ilo 
individuo, hadc t'H]tnlli;ir se fiii tudi» o Bt'U orfíaiiiyiuo. 

A luz, cumo u rjihn- (|Uh ê dado supportar, pode nfto mudar 
t> branco em preto, todavia ô certo «pic um c outro deste» 
elemento» tem acyào própria e moditicani sensivelmente o 
urgAniêmo do» sorcB vivos, e com roítpfMro á In/ parece que 
rtizAit teom <»« Índií;euaH do centro ilf> coTUin<'ní<* i'iii Pt* ncii- 
tiroin bem andandti nú h a<Mi eorim 

( )ft movimento» para a ferundaí^au diií* plantat* pela influencia 
da humidade, activam-sej nllo pelu deneiivítlvinutitu d*'» ^aze» 
devido a<»p etfeitor* da In/., maíi p»*]»* vapor da a*íua que »í5o tào 
intensofi que faz reviver a planta já juljfada morta e [hh* isto 
se reconhei^e que o vapor da apta é maií» necessário n muIriíJJlo 
lios 8pr<*« que as ;frand<'8 seccas tendem a destruir. 

A influencia das seccas e das liumidadi-s l4innni-se-me 
frisante nos cal»eliun dos indi^íeiíasj que se afiresetifavarii mais 
encrespado» ou niaii* Iíhhí» e faceiy de pentear, i*ejíuii'l«i o 
ternjHi era aceusadn pelos inHlrunienfuií mais necco mi maiís 
bumido e cll<»8 niewíuo u rec^Jidieciaiii, pois esL-olliijiiu a epi^ba 
para a nindan<;a dos seus penteadt»» a capricln». 

Nas altas montanhas, (piando a teníj)eralura á sombra era 
das baixasj era ao sol das niaís ejrvadna *• certamente porque 
o vapor da aj^ua era eiitilo nií^nos aliiiinlantí^ liavia eahniia eo 
c^i mnntinha-ae limpo; e lanilicni re^rigtei ex|MMtn ao liid (jue 
iiie custava mais a supportar a sua iiiflneacia untes e dcfiois 
do meio dia das 10 ás II hta^an da nianlià e das 2 ás 4 da 

Nas rc^iòes de menores altitudes o vapor da a^rua attln^íu 
sempre um p-aii muito próximo da tíatura(;ilo il7'* e \)H"j n fpie 
nos prejudicava altamente nas tuncyfíes do u(»8So org^antsino 
principalmente puluifVs e pelle, mas em compensavão tudo 
tinha a lucrar o reino vr-j^ii^tal. 

A precipitarão aquo^^a na atmosphera ou se revelava á 
suptitticie da terra, nas cerrayòcB e nevfieiros a que os Anibun- 



J 



EXPEDiçXo P0RTUGrÉz>nf^5cÃTrjRn?CA 



iiÍBt;i8 rlianianiin ciiclmbo, ou nu toriiwi» (itvorsaB de nuvcna 
siiHjxMiflJiH a unia <'orta altura na atniosphcra. 

Astíiin, KiK*L'i'íÍia na^ ri'^i«*K'h niontiiulínsas, ijui' (*aííuulu a 
Exp(MÍi(;'àtt 111) valli', tiiihniiioa mibri* uóh a» niiviMis iiiv(ilvi.'níl*j 
UB eniueM da niontjtiiha; cnicpiaiito og que l/i viviam, estavHin 
rorU'a»lníi ilnin iifvocirn, 

Si-iiipn* (|Uf a trni|MTaMira iln ar iliff^Tia muitii da do solo, 
o qiif «t» dava jr«'i'alnii'nti- d*- tíiis di- aliril a tine do agiisto 
(*in íjiu' as (t*n»j>f'ratiira8 ni^Mlian »h* mais Ifaixat», rrsx ijnandti 
ttidmin lu;;ar oh ncvoriroH niaiii* on m4'n4»ft csprHttot^, direi 
fitú OB iM-rradoa qui> custavam n <liit0Ípar-8i\ hnvendo diaB em 
que o sol a vxi»U> podia npparfcvr, o (|ur r fn-qiirtiti' <-ni 
Cnzenpi tr ii\ix\mn vm cpie: nào apparccia. 

NestOB uK'y.r8,dt'pnÍB ilr pôr II »tí\ V i\v mailruju^afia^ ith en-tu 
que a tcmporarm-ii dn amliicnti' cm qiu- vivia ora muito 
maÍH <'|pvada qm- o ar fxtcrno o qiutiido a tf-mpcratura 
resfriava, a Iinmidíide quo aontia, tonuiv«-*í» fxccíietva de- 
vido á unmada uai« im ini^noB i^Hprstta do uevoeinf que 
existia Bobre a teria. 

Era trivial ipu' t» faíMnilHi se tornava iiicnos fnMpuTiti- no» 
rt'^i»toft dai* oltHí-rvav^KS. ú medida qm* nir Ííi inliTnJiudn para 
o cpntru ih* cnitinunte, 4>ml>ora as difFcrenvH» de altitudos om 
quo acamprd. Kiitre ewfaw nas mait» <d*'vadas, rt^latívanu-nte, 
na cpocha própria, foi unilc se registaraiíi mainr nunioro de 
dÍA8 de eacímbo. DivorsaH foram as eaiiftam qm^ na» noa»aa 
EKt.a<;rMís 1'iuicorreram jiara essas dift*erenvíi8 e das que se me 
artíjj^urHin ter razlo di? ser, talarei trataiulo de eada uimi. 

(.)» etfeitiffl das nuvens sobre o boineui hío diverstM doi 
nevoeiros. Anuella» concorrem a e^juabir a temperatura e a 
impedir iiH exírrtnnd dn calor e do frio. \ât> sâo as rnivcns 
um enrpti disliuutu^ iiiudani de iormas e4JUtitJiu(cm<nK.^ c 
carrefítubiB de eleelric idade divenui, tem também nmviuji-ntos 
muito ditterentes. A altiu*a em que as vi foi também nmito 
variada, depend^iilf das estacões do amn'» e das liorn» do 
dia. Toda» estas variayòes, poin, e ainda as devidas ás visí- 
nhanyas d*í montanbas, florestas^ rios, cuetas, lagos etc. e 



XBTEOROLOOIA, CLIMALOGÍA E COLOKISAÇlÕ 



30 



*lo fijuatlor, Mâo na viTíIad»* cauHJisi i|in* fonírilmiain para um 
coii luaiâ ou moiioji n^bului^o, maííj ou tiu*nt)ii claro v jinr 
eonB(f4|U('nc'iu mnis ou nifiniA JiiHuiaiit sobn* o nosso or^atiiHuut 
flcí tiuxiti diverso^ *jue oh n^^voeiroH citjaH influiMicia» níu* vin 
tomo ilr nôí <'ni([naMto o ila(|Ui'Ilati uti** mibn' n<'m. 

Ni> grmi i>8 rr^^lutits livpinnrtrlfou da riutísa KxjjiMli^-ào v 
»>*» que obtivi' dm jniblicaçr»'» (iobr»' m iumm»;* ilnininií»»* um 
Afrira, a|nvscntatii luna amplitinli* rlan niain larpis; iiiait í'iii 
rolovâo ãn loL*ulula(lt.*i!i^ utt iln Kx{M*ili(;itii, iltuiotaiii mi\\ts rc^iila- 
riilade e certuiuoiitr, |H>n|m* na ri'j;iào |a^rc'(HTÍi!a a» lulituílf;', 
MD nltitiuli'H, a ^.MUitíííuravàt» iloAitlo, rt*^iiinMi livdi'o^ra|>liÍf(i, 
«■.«tadii do fiMi, wntdrt jjnidtuninantrs t» (LnnpiTaturaH st- piu)*? 
«lizer íjuí; íiiHiumu dum nntdn riinhtanlr i* r('t;ular. 

O» vapore* da a«;ua na eBcala da wUuravâo, c4>n»orvaram 
tniiibfm utnu tal nu i|nal n-ij^iilariiladr o iph* já nAo succede 
rui outras I«»i'jilidadi*H ciijaH coudi^-òea aàu diversas eoino ae vê 
uo quadn> *o|^iinte: * , 



MezcA Anno 

Jullw a Outubro ... i 

Õiif iihrti n Novembr*» • 18H4 

ru-zvinbni ! 

Juuciro H K('vt'n»Íro 

Abril u Mfiio 

Uiúo A Jauho 'f IHKTi 

Jniiho a Kctoiubrrt. . 
niitubnfHDrEfinbro 
.l»iii*iro n Ft!vcri*ir<i ^ 
FVvorcinj u Julliu. . IHSIi 
A>;o0tu ft outubro.. . I 



tivlii^óc» 


Loaitda 
ctdude 


CortRO 

S. SaUjdur 


S. Thoniff 
ciJdde 


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57 a 91 




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77 H 1)7 


f)r> a 82 




(>í> a <N) 


71 a lt7 


«2 a !H) 




71 a !»-J 


lir U 1W 


íV» a 91 


72 n í*o 


-12 » 1L> 


tis n 1>H 


47 a 99 


fiH u tMl 


47 H H7 


72 a '.L» 


<i2 n 91 


(tr> a 88 



Mezoít dl* maior buniidnde de af^osto a abril. 

(Víuio »f vv a irtaior constância r i'in S, Tlionic c quando 
»(' tratar di* cada uma da^ Khtav<^»'*H da Kx|ird(^íli» uinHtraroi 
qut- an huan ciirvau liyífroujrtricaH cortando mi div(*r90K dias 



40 



KXPBDigXo w)nTuoiTKXA AO muatiInvua 



att da« uutraa loialiiliulf»; c maior •! uuiium*<> df vi-zcrt iint" 
ainlii infrriíirtiu-ntr án ílrlla». 

Ri'4.'nrrcii(l<» íi^íoni ás i»b84M*vaçiV« iliia lifnrmrritnH explura- 



QtiilonpieM. 

(.'actitiiiik 

Hw 

Ctiiquila . 

T«inlnia .- 

riiKf*uiijf 

(';ifrt:iiiji' 

PuUífll AiHtoitf^o 



iíeWB 



.luiicirtf u Ftnproinj 1 

M:irv<» a Mirm / 

JiiLli» 

SeftMnUru 1 

( Miftilirí» n ni'Z(Miilírf> I 

Jaiu-Jm a KiniTi-irii j 

AUril ri JitMin 

Af;í»Htu I 



Aiiliit 

1877 
WH 

|íí7í» 



IKa mi 

13 R 02 

n a a'> 

45 H lui 

:»;»ii «1» 

áítu «í» 

17 íi iWí 



LIinitCK quL* tcem inuitn mainr aiupliludf «nu' na encontrado» 
ii;i8 EslJirnrH ilíi ExiH'di*,'íli> t" ijiftítiiii í[ii(' Ml» !it»n*al. 1'iini 
< XrrjHjíltJ iliM idíilliiis ;u*íllll|i;imrillíi.^, i|lH' tifaitl drlill" tlrlrt 
latitiidvíí (la rc^'iKn anti'n i.'»Mirtidi*rada c nu iiiu' iriHnt- iÍ<*L^rrtif 
AH boas altituden e a «'pindia; nan outruM muito influiu alem 
du8 ^andi-!* akitudcíí »* proiuiiieiadt» aífa»ttanir'Uío ilo i-quadin', 
o i.'1'u cunstauteiurnt** íuldad**: r isto uornílxmi tudo quf 
temos dito ni^atiiá jindiuiinart*»*, tratando do vajxo' da a;iíua 



« « 



i 



Pouco iL'nú áv dixtM* \u\ ^eiitTalidadt' hobn? as chuvas, que 
nào eutcja conliPi-idn, mas sendo perto qwr dos nevoeimn e 
dn» nuveuHHS oluivan, a dintanfiu é in»i^iitíoantLS porque o» 
vapor4_'B atniospIi4'rÍr(t[í nr iMinsidoram o rrwcrvatorio diu 
precipita^^òoH aqiuHut^ debaixo da forma líqiiifbk ou da rlmva 
e da solida e crvBtallina ou da nt^n* : vnu n-fmr-me ao que 
jul^i niai» m'LT8ttario. 

Nas Iticalidadc» í[íw íriíuta a comparar dAo-st- eircumstanciaft 
topojrrapbii-as o atuicspliericas quv muito concorrem para 
modificar a propuryão i* u frequoncía das ehuvaWj Hend<» notável 



METEOROLOGIA^ CLIMALOGIA E COLOXISAÇAO 



41 



sobro tnío o quo se M com rcupcito a l^f^atidn cm que 8h 



ikUccefl 



vm annof». i|m* |»uuca r n cliiivu ijut! «r rt-gista. 



No interior a Expfdi^-íUi a mru cnr^íu tove uccaBtáu de oHtar »u- 
joita a ohiivaa tinTrnciacs c foram t-xaríamniTr i-ntau, cuja ([uaii- 
tiilu(lt'Bi(.>u&ii iMUidr uiin-ciariJclíiiiiHlruiiRMitu. •Jamais drixarátlr. 
me lemlirar uma marcha (.'ntri' uh rius Lustfanzeje u Lulua 
atravv88an<lif uma flori'»ta a pê tluraiitt* 7 horart scmpri' tlebaixt» 
d*" fortf?* currrnto» áv a^ua ; c tamítfm ncamj)ailoa no Luam- 
Iwita Jo jaufiro a uiaio ãv lS,S7j «lias»' noiti'ii micci-isbívos con- 
i»tuntvm«ut#» chovendo íçrossaB conhi» df a^iia^ v al^umuH veze» 
chuva» f\v pidra. 

Mah ciuii rrttpeiío a [icdia m\ no» cauaoit ailmira^âo no iioHto 
rc;rro»f.o, jA próximo <Io < 'uaugn, no raoK do outubro, numa 
madrupida, em iim valli* »»nd** havia]n«»a pcruoÍia*lo. niio bó u 
ipuiuf idade ma;* a «^randt-za; mm pcrtV'ito» oubus ítiipt-rioreK 
em fllmensòi*» aoí» dadoit, cpu^ onlinarianiontf se taz^-m entre 
niV» para jogo. 

Também ibiu conlicífiincrito d*' factos ipic nos silo friviaes, 
mas por se ]>a?sart*m lu» erniro di- Africa, iiAu dovcm deixar de 
Ber mimvionadoíí, porque «e repetiram muitas vokhb: chover no 
h»jí«'' eni <pu' vííavaníou e na meftnm oceaBÍ^o nÃo chover ii 
difttaueiaB aprcciavcin â vi»tu; ainda, eliovcr no alto de uma 
montanha m»*no8 (pie em baixo; c finalmente, entre duas 
iocalidadeg, cliovcr mais numa que noutra, 

Nófijiodêmowrstiidar a teiií]n*ratura indrpriuboro da presBÍlo, 
da riceirieiíhob' <■ ria liuoiiilíhb', ujas qio<i'rnd<i nrrujtar-no» 
da» chuva» c que luVi [loilroio» prencttidir de couheeer ok 
voiitoB que hAo oiua da» Buaa eausiis principai'^; transportam 
jt« nuvens, dissolvein-na» ou preci]iitain-na» em ebuvap, se- 
pindt> o aeu estado eléctrico, sua temperatura, sua voh>eidade 
B »ua diree^'5o. 

K' cabido que onde ha (bnis corn-ntes aerias que se ene*m- 
Iram, basta <pu* imui seja uniir^ fria que a outra para haver 
precipítai;&(i de chuva; e o eluMpie^ aó^ de nuvens iinpellida»; 
p«r um movimento rápido, é sufficieute para trauHbnuar em 
chuva^ o vapor vesicular. 



42 ExrKDTvJIo roKTuanEKA ao muatiAnvda 

Na rogiâíi a (|iu'. nw ífatnu reterind»» i» caíur «in f<nl rleain- 
volvií urna coiTL-nlo asfi^-riduiitt; eaiTO«ín!lii de liuiuidadr, iju<' ú 
substituída por uma de nr friu, vinda dos poli»»; v o rneontro 
drslas duas corr*>nto8, combinado com o uiovimcnto da torra, 
produz OB ventos gorar**, do *SE. E«te« ventos, s&o dosvímlo» 
(h'Mv riiniii, riniforiiu* o nn\ i-stA para o imrti* uu para o sul do 
fífpmdor. ( Niinpanuiilo na incsina í!p(a-lia, días, nu-zcs t; annots 
o8 dias de uIiuvhh íjuc se rofíiHtarnm duraiitr a viagem da 
Expcdi^'ào, com os rrpietadng pdup obptTvatorioB já menciona- 
do», vè-s*; que auíçm^-nta ci*sr imun-m^ á medida tpi<' nos affas- 
tanu»» do cíjuador. 

. ., ^. KvpcdilAu l.r»inrlA Tónico S. Tbouá 

Anno Mi.M. Dia» ^^^^^ ^,^^^ ». S«lv*dnr Clrt.-lL. 

I JiiHio ji Outuhrn . . HM 7 íl 17 - 

lftS4 'Oiitiibn.aNnvcTiiVíro 32 IT» O 5 

( DpziMiihrn lí» 7 <\ A 

•laitriro a Krvcrfirn 37) IJ 4 lí « 

i Abril uMiiin 17 -Jl 15 Ití 

lH«r> ' MRin a Jmilin 21 O O O 

i .lunlio a l?(!li*mhro. . 14 b O U » 

' Outiihr»HlH>zfmbni *il 341 II O 14 

í .íaiMMrf> }L F('Vi»l'rÍin .'W( 7 II .'I í 

18ftf» ■ l'\;vi'i-(ir.. nJiilivo . i:»)í 57 íl H 22 

I Aí;<i8lti a nutulip» . . Hl M 5 14 

1887 í ''*'"''*'^* '^ '*^'''' ■*" **'*^ ^** ^2 '^-^ 

r Muio a Junho 21 ti l 5 2 

Reconliece-»e neste quadro que no mesmo período, ha uma 

díff»'ron(;a spnHivp] fnlrc o numero de dias que cliovera na 
cidade de S. Thiimé e o <|iic' rliovru em S. .Salvador rnais a 
seu mil; que salvo ixcepçòi-a dv iiúUm di; idnivaa (•m I^oanda, 
iHt» annos de ISSIJ r 1SS7 (|ur elioveu. a tendência vra para 
»c observar a lei; (jue na» Kstav'*^*^» 'l**^ Expedi^'ílo sem|íre a 
norte da latitude de Loanda mas a sul do Con^^i, mais clioveu 
naquellas do que nesta Ic»ealidade; e sempre mais, que na 
própria cidaíle de S. Thomé. 

Vejamos o que se passa, a este respeito, no registo das 
observaçUes dos citados exploradores, Capello e Ivens, e em 



MGTEOROLOOIA, CLIMALOOIA E COLOXISAçXo 



43 



LÉ«>urcnço ^InrqiioA polo qnatlro »L'^inntí% cm que na Incalitladfii 
ae^em a ordem das lutítude^ attViHtaiuhi-HP do o(iiuid«>r. 



A IMM> MfVi^m DÍft« 

1H7;> AUril ii .hillin .10 

IHiH Outubro n ilrztMiibro. . tíO 
• o-f.iJft>»t-'Íron Fevereiro... 42 

t AfíOâto 2a 

.Julho 2*; 

,u-^*>»<'ti*iiibrn. 11 

ÍMarçn a Maio .... íJíl 

J:iii)>ir<t 11 l*Vvi»roirtJ».- 37 

IM7i Ilezeinhn» lí* 

I87i» NovfníbroiiDezí^mbro tíl 

.l.iniMro n AIh'ÍI VJt) 

VSl.tut a Juulin... . . . i>l 

isTi Julho :n 

/Aif*'i»lo ...... . . ■*{! 

SotoiíibronUt^XiMiilxu. li'*_' 

- .- ..Jrtiifini II Abril. , 1"J(I 

fM;iLu a Junho bl 



LncBlIiIndra 


Ahfitifli^ 


Dl»* dr 

(■bum 


Um[i\c úv Bnií»!Uivn 


KH») 


17 


Ciíssaigc 


ÍHÍ) 


Çl 


m 


945 


3 


Piinp) Aiiílougo 


l<>-2*) 


1 


iMlLlplillt 


IIWI 


7 


Tenibim 


131 il> 





Ri.'- 


i.-»7;i 


17 


riiioiíiU 


IlU'i 


9 


(JllihMI^IlfS 


«li!* 


12 


Lourt'ti(^'<^» Mur4)iiC!i 


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45 


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2 


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.1 


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i)S 


M 


M 


4» 


w 


w 


10 



< >b.Trrva-ííe aiiidíi a mc^mn loí citm reapeiit» a latitudes, 
uirKtiio ftem ser preciso coiisidiTiirtmw an itiez<'H úv muiur 
frequência de cliuvan; e coinqiiaiito an altitudeH, lia niaiM 
tri-qiieneia noH maiorej*. 

Hu fiivmiiHtaririíirt loeai*s eiija iiifliH-iu-ia no pronuiicia 
tuiiitii iuuÍh Htdjiv a dÍMtríl>irM;itii das t-htn'aH qiur a:^ dÍHt:uu'ia!) 
ao equador e (deva\'Si> afiina ih* iiivrl de» nuir: a nituavílt» da 
localitlíide ímu um recinti» limitudr» do lado njipt^stt» :uía viiitt^ís 
humidim; o trajcL't(» d(»H vciititt^ Imttiidu:^ atravL'z uin paix 
alto (^ frio; a aproxiiuaí;à(í de f^randea reHtírvaturtutí de liumi- 
dad*;; ctc. 

XSo He }mde dizer (pie as eliuvati sejam muito abinidanteb 
em toda a rej^iilo que rutudanioH, pois, ronio vereuujH noa 
mui80» diaj^ramutas, raroH aão oh dias que registjimuH mais de 
1Õ(* niilliiuetrf»», poueoa entre 50 e 100; e os que maia ee 
encontram, é entro 1 e 20. 



44 



RXPEDIÇAO PORTUarEZA AO >a^ATlAK\TA 



niidc lia inai» frequoiicin ãv cluivaií. *jin' t* [tara o criitn» 
flii loiítinenlo, COTO certeza níl" v entre !>« |mniIIeloH 7'^ e l*" 
sul i1'i r-f|iui(l4>r, <)ii<' S&4I mnit* alMinilnnteK. 

Snlir** Iniv^ijíilas iniito com n'H|M*itít :i freijucncia como á 
Í?itriiríiiÍail*'. aiíwví-rii hciii rcrejo <K* orrar, «jiie cm ^eral, na 
Z(»na íMii «[ue 1'sliví'inoH eiitrií o 7" f íl" |iní'aHi'I*>H, airui de 
Malaiiji'. a raridath* ('• (•x(.'('ji(;ào; pol» uiuiu im lurncs atlurttaiioK 
da» no^ha« Entai^òt-n jjimcaH vezt*» »e deixaram de sentir e a 
lioraa miiitn diver^ai* Hendi* mnlr* fieqnenti-.H nas reȒi*5e!* baixas 
o qiio attriWniniti.H á iuíiiienfia de niait>r temiieratnra. 



Os ventofl operam como modificadores sobre o» outros 
eleuienluH meleorohtgicos que podem favorecer ou prejudicar, 
segundo rin mais tVeipoMitcíi, os rsrren viv(ts no nielt» que a dles 
CutSu expiístfiH. 

Lembrei-uif- pnrii uma r;ipidn ajirecj.-irf^i» (btndi- sopram oh 
runuiH, eMtaIu']i-eer uni/i esrada em uuíiuraH, em (pn* o zero 
reprcrieutu calmaria e iíefíu«-:ie a iu'dem dua llj rnnios a rodar 
do W pelo N; t* atísini leremod com rewpeilo ao» 4 priueipai b: 
\V^:^I, N=5, E:^^y e S^^l.'í; e ojt luitros iícam intermédio» 
u entes números e a Kí. 

Nesta eí;ealn foram poin traçailos, nnn dia^raniman que 
apresento de cada Eitta^^So e dos observatórios, as curvas dos 
rumuH de ventos. i\n lioras das obnervarnen de manbA, de tnrdt* 
e de noilc. 

por ajií^ra bastará dixer: (pie comparado n período de Ioda 
a nossa viafíêui, com o que se jmssava em S. Tlionié próximo 
4bi equador, S. Salvador num meridiano a norte dos das 
nosfasKntavoes e de Loanda; poiíei» nwiis ou nieuos apresentam 
OH s€*^inleM resultados: no equador muitas calmas e predo- 
minam ventos dos ípiadrjinti*s do S. kimkIo uimÍs fre<pii'ntes 
entre \V e N; em J*^. Salvador os dos quadrantes lie \\\ maia 
frequentes entre W e S; ua.i Kstay^e» da Expediyào, lutvendo 



METEOROLOGIA, CL.lMAIX)aU E COLOKISAÇaO 



45 



qiitfbruila» rntn* N e W» fonim iiuii» friH|Uoiiti!8 o» tli* E, pr»^- 
(loinin.tiulo fiitn' S o K; rm Loanda pn^JiHiiinarnai ns «lo ImiI*» 
lio mar e íxat* uwaca dv uiaioivs ralniTs, fclizmciitt', «m tloi* «jua- 
(IruiiteH lio S, sfiulii frmjutintoH hh calniarian. 

1)«8 ubníM-vav'"»**'* »l<* Lniirciivo Martuu-s, n<m aiinnn de IH7(i a 
IkTH, ívita.-* |irlii ÍlIii:*tra<lo itrtii-ial d» arnuula real, u ^r. Auí^niiito • 
CaHtilliu^ hJouíiuIo variail*»» ik-* nmxM doa v»ínt<ií*, HxaiKln-so em 
acosto, ftetembm o d('vcȒinlmi ok venton dt- ESK a S8\\'; em ja- 
nfini, juniu» (' luitidin» df Na KSK; iu»rt niitriM Tiic/.tí.s cahnaii íí 
variavfis. ( NiiiftidcraiiiMr iiCnta l<H'aliilad(\ o.t nirzi'ti d<* maio 
e juiilio <irt maÍK uiiiriio»i t* dtdiciutMfs do íiiiiih, n im*/. de ne- 
lenibrít da« Ví-nlaniaí* riili<' H ** S. 

l'aitsuiido fiu revista a» obí*L'rvav'Vií iliis biiu iu<TÍlns txjdo- 
radoreH Cnpello e Iveiií, encuutn» no mez de dezfinbn» em 
Quib-iipiett predominando *•« vento» intre X e W; em Cíaeonda, 
jjíneiri> e iVvereiro, oh i\*íh <|iiadninti'H ih* S; no Hir de inar<^''> 
n nmio iMitre S r K; iio Teiubtia e ('liitpiila i-ni Juulio r ,s4'leiu- 
br** ort de E e \ a S; u que eatá d'- aenu-dn eoni ob veutoa 
que predominaram na rr;íiSo em i\w andou a miidia Expe- 
JlvSo. 

Em cada uma das EHtn^>i>eii de qm> trat«j, ue pode pois nmito 
aproximadamente deduzir mua l*'i pm- nie/.e» para o rumo 
doa ventoíi ipn» eonn» vfrcnm.H m devem eonriiderar di- nioditi- 
cadores beneíieo*. 




ITm doH plienomemM nieti*ondo^ic(th que depende da electri- 
cidade e men-een ojh euidados ibi Exjjfdií^-Ro para m' repintarem 
*'m toda a viap-m, foi o ozone. 

E Habido que as ennmaijòeH qne «e desenvolvem dna popu- 
la^tVn deHtnMMU em p'ande jtarte o o/jine do ar; v a direeçSo 
doH vi'Utoh que aei»mpan)iam a;t trovoaibiM moditíeam nmito a 
quantidaile do ozoni:* (pie cxíttte na atmoi^plHra. 

Atteutundo nau obaervavòe» da Expediçào, vê-ae que foram 



4G 



EXPEDIÇXO POBTUGUB&A AO MCATUKVUA 



i'f<CÍHta(la« iniii'»rrit ((u;mtt<l:ulrí» di- ozone fin dia» de tenipê- 
i'iituras iinMKirr», Iminiílfule iiiaínr, ilo cluivai*, trovc»a<laH^ réo 
ruiTcjjíulo dl* TiuvoTis [• (Mint wtUoH f^iTaoR Iminidns. 

O ozoiu' paHKa por ti-r proprií-daden deninfectaiitcH i* antias- 
niatieatt. <* |)nm'(» apjiruTt-c nas liM%"iIÍdadf::i em que a atinoH|diera 
è carregada dr ctHnvina »u>ie«ptivfis de oxidavii". 

DaH localidades de que i»btive ro^istop, apreBenta-8r Luanda 
em primeiro W^nr cpianto á ipiautlilade de ozone, media 
aniiual, nunca inferior a íl pMiit* redtizidop a OBoala deeíiiml; 
('on^íl^ /dtaixo; e depois a cidade de S. Tlionié, om aunou í'om 
mediuH, pouco ncinia o outiiiH com medias, pnuco aljaixt» de 2. 
Na re;riilo a ípie nv* ri^porti», vm ;jranH nAo forauí r»Mln/.idus e 
ainda iVHnim, o i*i*u l^j^ar, hc rtumant (•iiía(^*òi'rt «c apntxlnia du 
Cougti fMitre íl e 4; mmtra» deve ficar nniit<> pruxínn" da 
cidade de S. Thomé entre l e :*. 

i) (isíinie íie^undtJ o dr. Lonibard iniliK' rtoiíre o traliullui da 
n*Hpira^'3o eoinit um estimulante, pniti a» niauiieKtavi^eH niaift 
fortes d(> ozone ci>nvíipondi'iiJ á inai(n* actividade da rehpi- 
ra(;ílo. 

A circulaçilíí, diz ainda o referido medico, tem uma relagílo 
tfto intima com funcçòen roKpiratoriaít que ne nunlítíc:i «liuii 
mtxlii idenlicfi pt-las cirenniHlauelart «|tir ai-tiiani mlirc a r*'s]»i- 
raçâ«. 

Uni dort plirnonieniís mais iiH]niftaiil*'M da respiração, é a 
tranHpira<;Au pulmonar e é e.sta, um dos principní'M fuctorea do 
calor animal. 1'iirtanto uh nitentes exteri*treH qm* moditicani a 
cÍrcuia<;ão iatim iii dum modo (^ner^nco f-obn* tndu o orjLíaiiií-rno 
dos seres animados; e uiu desse» agentes que actua dum iiiado 
mais prommeiadu, é a pre^tião atmospherica. 



Sabe-se que fts puisa^^òrn accejeram-se tanío nnus» quanto 
o ar está mais rarefeito, quem dizer que a pressão diminuo 
quando nos elevamos. Quando descemos nota-se qtie a pressão 



'KOKOLO< 



ktoviSAçXo 47 



I 



augmeiíta^ iib.<erva-8e \n>r vezes uinu dlminuíyão lui frequencift 
d»8 piilíiíiyot'«, ao me^mo tt'm|»o qiu^ h rcspini^ào se acedera 
e a circMiU^àii h\^ drinora. 

Tambr*ni a prrssào atniospliericn <*xorce uma grande iutímii- 
ciii sobre a acliviílad** muscular, mais intonsa f porlrríisa 
quando a pn'fís?l(i *• furtí-, uma íntíiirncia fioiticlliiintc ti do 
frio. 

Ás varia^SiíS da pr^aeio atmotípluTica, ims (juatlruH dr 
iibsorvat^'iVf! qu** ofuisultfi^ t^ath* intimamt'iit<- liffnílas ctíin aw 
dns tfinprraturas «' das humidadcH, auj^umta com a scoeura 
dti ar V diinimw (piando este «'• limnido ** carregado dr va[ií>rr8. 
Niw tíuas Oi?i.'ilIav'*t's í[u»itidianas, scí^m» uma marcha inversa 
á da tfmpíTatura; híIo tanto mciiorcH quanto o vn\nr v niai(»r 
e tanto mais jtronunciada^, qi(ant<i a temperatura af>aixa. 

Vê-8C, pois, fpie iijlo importa menci»* cKtndar a preshfto 
atinof*pherica duitia re^iilo, -do que a nua tem|ieralura, humi- 
dade e outros eh_'menlos mc*tft»n»loj^icHs para o eonhtcinu-iitu 
dum clima. 

As oscilla^'í5cs do barómetro qui' nos Intiicam as das pressões, 
6&0 regulares o irreguhires; aquellaw t^i-gumh) a^ lioran do dia, 
me2<»R, estações, altitudes e latitudcy; <^ estas ainda debaixo 
da influeneía don mezen, ('Hta^^ot*», altiltides e latitudes; e 
também dos veiit»iH, ilaH lempesltMleti y da humidade atmos- 
pherivH. 

Devo já notar que na reglào de qur faln^ as nn»dÍHeaçííc8 
da preftsão almos|»heriea apenas se trailu/,em por um pe<piem> 
iiumero rle milliiiu*tros e p4irtatito j)equena é, a intluencia 
wdirc ti corpo humano o nfto se acentua, dum modo pronunciado, 
na modiHea4;A4i chis nosson orgftos. 

As observayòes indicam maior inHueneia rlan híngilude- que 
das latitude^r, sobre a pressiVi. As iliífereM<;as ilah alturas 
indicadas pelo barómetro é ipir e^tào na razSlo directa com a 
altitude; cMsto que é sabido, cpier dizer que na maior altitude 
tendo o bartMuetni <le su[i[Hirtar menos peso ihi ar abaixoj 
dimiuue a altura nclle indicada. 

Ckon respeito ás latitudco, na mesma' localidade eram íSlo 



48 



EXPEDIÇÃO PORTUGUfiZA AO MUATUxVUA 



roffulnres íití obcillfiyrirfl que repetaniii?^ que o luironiotro ftin- 
(.'cionnvii para nós (.-omo \mi rclopo, erniiire qm' mt» nosfos 
ri?tíÍ8t(ifi Bf iiJln iiHMíeiMiiavíiiii Muirus causas qu** |fO(liam in- 
tíiiir cuino luíidiHtadoras nobre aa suas useillavrMB. 

I>i)s lidsídM f*l)Herviil(u*ioH e pontit.s nirtri>nil<t;;ii'n(4 cstuílei 
uuia MTÍr fl(í auiíos tt das suas medias íiiinuacs consegui cuU 
ligir i* quadro seguinte: 



I«ociiU4«(1Pt 




Lmtladptt 


iln 
UrMtiwlfh 


AltllUflP- 


lireaKÒUb 


rlA. 


UÍr<lH).t 




38" 4:r N 


{y :r \v 


í».'r' 


754-7Õ7""" 


(Í-S""' 


S. Tlioinr. 




if- -j<»' 


ti" W K 


ô- 


7i,8-7.V.»"*"' 


(|_^.«. 


(■«tlljín. . . , . 




ij" :^)' s 


14" 47* 


5ÔÍ»- 


7i:t-714'-- 


0-.>'" 


LnHllt);t 




K" i\y 


i;í" 7' 


òll" 


7.'i<>""" 


tí-^"'* 


huiiriíiico >lttr< 


tllfi. 


áõ" 5«' 


82- ;->7' 


õ- 


7tíl-7G2-"" 


IM)—' 



Atteiideiido apenas ás louptmles, vê-»e por vf^iv quadn» que 
lui hemÍ8pherio sul, affa^tando-nos para lestr <!<i nu ridianu dt 
fireenwich, iTHuIla unia ditniuui<;!l(i lU' pns>à(», maior em 
relíiyAo ã dn fipiador gtograpliii-í», que U" liemisjilicrio uortt 
para n oeeidente daijuellr meridian*». 

Km relavào á altitudff nAo ínqtnrtando a ]atitu(le i- Inngi- 
tude, uola-se, (I (pie era de ci^penir, a preeeAn diminiiiu nem- 
jíre na ra/.fti» inverwi da altura. 

Com respeito á latitude, teiidti i-m atteny&o a altiíudc; n 
influriíria na iliniinui(,-íl«i, é nimor ainda a cimnidenir no 
lu'mÍKplirrÍo sul ipie III) henuí*plirl*in iHirlr. 

As ogcílIíiyiVí» da pn*Bttâo a e<nitar <l<i i qnador para eu] até 
ntt parallelii lã", aeinia de UHM)'", [MUien differein de 0-1, e 
0-2 e iiào kíIo e.oni]U*r|irniI)da» no iiichuio liniíte porque lia 
diverbas eaut^atí que íiiHue net^tías oi^eÍ]hn;òi's. do que Irrêmob 
(»eeasião ile iallar no deeurrer deste iiumi rfífudo eomjirova- 
tivii. 

Se prfiseguinuos mais ]íara o interior do continente, com- 
parando, no geral oa rcgintos das Estações da Expedirão com 
os obtidos mais a aul, pelos beneméritos exploradores Capello 



MKTEOKOLUGIA, CMMALOOIA E TOLONISAÇIO 4Í> 

w Tvriífi, íi rleducyâo é ainda a mesina, <|mí potlr e<mBÍili'rar-Be 
Intua lei. 

I.«iliiií|i< - ,.„„i,,.j. Llmlic» l.lmilv» 

I^iitfilailr. M .lo ;: Jf.f.i 7 Alliluili«« dJi* «!■« 

nju«<lnr ' prn*»!ÍM"n ni»ri I la^Vtr» 

>Ulaiyp i>" 32' 16" 1»' 1 151" (WJ-WíI*-' 0-2*"' 

K*t»vâii K. lio Ainnnil. . '> O' l»í" 42* 832- (Wí»-G'ja— (M"*- 

EbUçíu R (Ir AiMlnida. M" 3»' 17- (i' 701« 7iK»-70]»" íM-"" 

,E!*fiu;Ài-, Costii r Silva . . 8-28' 17" H-T iflõ* fjí)l-*ili8""" tí-^™» 
E.*^^-;!!^ Valle dait Amar- 

fTiiriis «•' 3;í' 1K" 2H' !(H2- ()7;i-i»77--' lUS-" 

>fttaç2o K. MHriíi ilii 

Cunha 8- 2*»' IK" 50' 12<;(Í"' II*;0-(Ui2 (»-2— 

Estwça.» SoImUo fie .Iiilia 8« 15' lí>" .T IKHi- *ín9-4í71»'- IM-* 
Ectuvil" CicUdc do Porto S" í)' li»" 3*)' 1085'- íi(i4U4.i7«>""" o-r»-« 
Kstav^^i Luci}iur> Cor- 
deiro 7" 2<i' 2I>* lí" «22'" íiiM)-!;!!!"'»' l»-2'-« 

|£»taçilo M. de Oirvalho 7'- M' 2[»" õD' 7r,r,* llHÔ-íJíiT»"" tU2*'~ 
»sCaçSn Condn de Fi- 

i-)iIho(») 7" .'W 21" 17* 758" t;U5-70;V"-' fUC,-- 

iHitiijí*» SíTpii Pinto, Ca- 

|R*llo V IvfíUH 8" 2ir 21" 31* «77- tíH7-lí!tl'*'- o. |«.« 

:Htiivâ'i Pinheiro Chafran «"21' 23MI' lOOÍI" (i71-(Wtí"" CM— 

, 7» 20* IIW ir>' ,^ ,. .^ 

_ ^ . ., I>i- De I>c 

I , ^.., , íaiiii^ifiií htiii ((»:»"••" (Ml""" 

I J" (Ia *i3 X 1- 

Do registo d« observações ás terras de lacca 

I.Aiitudf t ^..„it«.í^ l.iiiiM«?A IJmhft 

Loea1(i1a>1f>« .S. .lo i.' í. ,> ^ Altiiutl.-» .la- .l».. 

[uUofif.iiPB, 14* 3' 14" .V H*;!»"* íiHy-tí^i— O-â-* 

:awnd:i 13" 44' 15" 2' 1(>42" í;2ím;32'"« (>-2-- 

lie 12" 22' 1*)" 5lV 1573- li.» W.;»!'— i uj-"- 

.ndaiiib:i T«iiil>utt. . 1 1" 21' 1«"50* 13<X>« lK"»«;-í;r>H-« (Ul— 

^Chi(|niUii H»":M' li»" Mi' IIH0« *;»»;'>-*;i;7— (l-I-*" 

CA-^itiiiijc 9" :Í5* 17" 57' ÍKK'»"' (;HI-t;K4»'" ()_2*" 

turjHr dr Bni^rAiíÇa H"r>,V UV'\V UHMy* (i7I-ti74""- (M — 

'migo AmiIou;^).. . . Ih3í>' 15^4i' li»2(>" tj75-n7H-« (>-2"" 

(') Na paragem du juiihu purit julho, a proHHÍÍu qut* uuuca »<.* elv- 
» maiu d*? 7<X>"'" pasHou ropt-ntiuumfiitu du 679 u 705 o counurvou-ec 
Icpois de 7(»<J u 705. 



ÔO 



EXPEDIRÃO PORTUOUKZA AO MUATIANVLA 



Drt itiK|»c'c^'Jli» (Ir aintuis (ta <]umlrn8 vô-so qur; iiiif^inrntarain 
as IiHif^iliuios, iiu;:^m(Mitíiríiin hs pníHHRrScH; jiproximamu-nos á*t 
eqiiadoFj auf^mcntain as prcssí^csj e mxlvty num *■ rimitro ca»Oj 
o que é geral, — crescem aa altitudos diminuem as pressões. 

As differença.s que se notam nestes quatln»» na rt-fj^ularidade 
das oscillaçGcs indicadas íst*^» é, alem dr^ i)-2, toem lo^ar eoin 
excepções e nos dia» em que influem cauzas conhecidas que 
inHiearei tratando de cada uma das Kstaçr»eR. 

Aa oBcillavòes iiTcpUarns apontadas, notam-ae na epoeha 
doB maiores calore»^ especial das chuva», de setembro a 
abril. 



Para bp aprneinrpm a? influrneiag motedrolof^it-aB sobre o nr- 
^anisinn humano é neeotísano dí»tinííiiir a intcnHÍdade^ eoustan- 
cia^ nntilafidade d<' cada um dos factores utnuíspheriuo» mais 
importantes e tomar em consideração o» que, embora menos im- 
portantes nu areidentaes, pfidem aupnuMitar im dejíajqiarrfí-rdc 
todoj segundo aa condições em que as loenlidade^ se apresentam. 

A temperatura, coraí> se nabo, oeenpa o primeini lo^ar na 
ordem dos moditieadores da vida. UcHi^iando-se um clima de 
qu''nte ou triíij já fica t^iifficií-ntemente caracterisado. 

A humidade, tensão dn vapor, pressilo» vento, rr^nnir^n das 
chuvas etc. Ȉo factores meteorolof^icos, que em peral se 
conjupnn ou relacionam cmn a temperatura e desta depende 
o modo de ser de cada um dclies. 

A apreciação de um clima, 4pmntn A temperatura, deve 
fasser-se sob dÍverno.s aspecton qutí ntw ])odem a|>reHeutar a« 
suas variaçiles uaH 24 horas, em 30 dias ou num annu, tomando 
em conHÍderaçàf» as medias extremas e sobre tudo o j^^rau de 
temi»eratura mais frequente. 

Considt-ram-.se eimio climas quentes os que tecin uma tem- 
peratura superior a 1;V' centip*ado8. 

Ob climas de lo** a áU** são os climas quentes propriamente 
ditos. 



UET£OKOLOOIA, CLIMALOGIA E COLONISAÇAO 



'}\ 



Oa cliiimB de 20" a 2f)" sào oh vVunii^ muito íjufutes. 

Os eltiuag de '2ò" a 'àiX' aâo v>a climas i^xecssivoa ou climas 
anlontcs. 

Eita clasHÍtiL*AÇd<> devida a Rocliard é íjeralmcMite acceite 
cora alíÇTiniaií moilifieaçfVs e o sr. Manuol Ffrrfira Híboiro, 
miopia a cta^BiHcai^ão di*H climaH tiMnh» por lianc a Intitiuli- ilo 
combinaçilo com a Icmppratura. 

F»»Uíi»a<íriuií adoptou a elaa^lHfavíl'* doi* fliiiins ~ om : 
hyptírtluTiuicM», dv calor conataute, luuitt» húmido; liypothur- 
mico; e m*?»<ítlienuic'o. 

Todas eBtaii claA^ÍHcaçj^es servem para faoilltar o estudo 
dos climas c as suas intím^iicia» iu»9 colono»; mas c preciso não 
cwpicccr cjui* ha larj^oa coorticicTitt-s <lc corr**c^*3o para cada 
{aeiíir duiiilnanti* v asHini a ici tpic si* t^tabclucc para um. 
podi' n2o Bcr applicavcl a outro. 

O dr. Lombard tVita a claridlficaçâo dum clima pc!<» vstudu 
áa sua temperatura julga de maior importância aprecial-o 
untes de tudo pelo seu estarlo de seccura uu humidadí* e 
citamlo aa opiuiríoH de vários homena de ncieuela, GaHparin, 
l^uetelct, 'Alphon3e de Caudolle, Matteuei e Martins; e as 
oxpericncras d»* U. Maurice em (ienova e de Gaaparin em 
4)ra:i;íf»; ehf^a á scf^uint*^ eonelunS*). TTni clima é tanto mais 
huiuido quanto a^ chuvat< s^o mais írequentvH e maia abuu- 
«Iftiitea e quanto t» ar é inaÍK saturado de vap4u* aquoso pelos 
ventos inqjreíniíidoa «le humidud'' atravessaníht os mares ou 
passando sobre os la^ns e ríos. A humidíulc atmospheriea é 
tuiilo mais pronunciada ipuiuto o ahaíxamcnto da temperatura 
impede a evaporai;íto do solo. 

Vê-se, poÍH, qmj (► estadit thormonietrieo e hytínnnetrieo da 
titmosjdiera sào 03 elementos de maior imjiurtancia no» cara- 
ctcrcB distiactoa dum clima. Todos os outros elementos me- 
teorolojã^icos, exerccTidí) ac(;So sobre os corpim vivos nXo são 
mais do que, modificadia-es da temperatura ou da humi- 
dade. 

Para a distincçíUi dos clinma, alem do« eanieteres meteoro- 
lógicos teuioa ainda a considerar oa caracteres geographicoa, 



52 



KXPEDIçXí 



iato é, temuB de cunhtícer da Hua dititribui^-ão uubre u super- 
ficie do írl<'l>'> y portíinto. da intíiu.'iicia que iwbre ellee exer- 
cem a latitude, lon^itudr e nllitudo. 

Os efFeitod da» nmditicavoc» dn atmosidiera snbro n corpo 
baiuaiiM. sào maia ou menná intonsojii v prolnnfjadoa, toinponi- 
rioa ou pormaneiittís; c ac^iindo n» liuiitu» vm í\nr hi; rt'8trin- 
gem. Oh indivlduo.s dt»BBe t-orpo, linífreni iipoMan altiTu^iriuB na 
uaudc, perturbaçòetí mouientaneaa de que « faci! rf»tabele- 
ccr-80 (t i'<jiuíibriit; e easafl alterat^-noB no jty^o rrffiiljir da» 
tuncí^òes SC jtriduu^am e nj^ravam aprcKenlan<l<»-ap plu-íuiiae- 
iiod dusconheclduâ no catado da saúdo, ou Hii;i)mentc em dadas 
circiimstaiUMas sào dtí fnpurar detcniiiuuihia altoraí;í^<*8 qu(; 
jielii pratioíi é lufil prc-vL-uir m couibat(.*r; a ntàmn teiiio» mo- 
dilifin;ue», resultado daa atmoHphorica» e pur conHetpieucia 
'iiíi* climaK «jur hílií di> doniíniij da phtfithdtujin, pttthahttjifi e 
jfmjfhi/hwtft, 

Siínilo <> ideal doa emi^fantCB do nosso paiz (ia clímaii quen- 
tes; — é indispensavi^l marf.ar-llie» por eraquaiitn^ ^^ limttr da 
sua oxpaiuíili» tííiíçundo t» (.'ni|>n'^i) que quLTi/ni dar á huu neti- 
vidadi-; e aluda, eiu rL-]u4^'il^it jt uua cuiiHtítuiyãi), teiiqieraintMito, 
licn-ditnriedíwle, naturalidade, «t^xo, edadu e nutra» eircuni- 
utíineiaH petndiares ao emiíifnínte t:i)narderado no paiz donde 
«alu- e iiaquvlle para onde pretoiub- mijírar. 

Alô ai^nra icciti-so apr(>viMtadii as oocanioe»^ seni methodo, 
sem platio ilctcrniinado de auít-niâLo, sera consultar essa »cien- 
cia eoiuplcxa i[\w tem (i niinii* de Hiiítoria natural daH Rocie- 
dades por onde se pode coíihcctir, -qual o nicio que melhor 
eouvem a evoluyílo colonial do indiffeiia iIuh diversa» regimes da 
nossa meti^opole. ilhas adjaccnteii t^ do vasto itn]feri(» que 
etunprehrTide os nosno» d<miinios na Africa na Aftia e na 
( )ceania. 

NAo baHta cora effeito demonstrar nmita actividade, des- 
pender muito dinlioiro, eonviíbir tr^ emifírantes a eonverí^irem 
em fraudes nuis^as pura a» terras de Africa e ter pretcn^-òes 
a uma politica colonial; tudo será |»erdido senão noa inspirar- 
ULus nos conselhos da scioncia. ICxemplos de desastres, é 



VETEOROLOniA, CLtMALOOIA E COLONI-SAÇXo 



r>3 



irecUo rupetir uempre^ Iia-od já neste kocmiIo, im liiaturia de 

itdoB OA piiize» que teoni ettlMnins. 

A eo!»»iiltiíii;St» iiílo ])ocli' viii^^ar hciiIi» quando ha nua» base» 
rcpoa»am nobre o prt^feito cnuhecimonto do» cdiínas e das 
niv-aa que ob habitam e Bobre a liypene f a aullin>p<j- 

Sc a eulouisayáo sctcntifica 6 dos noecoB dias, é corto que 08 
nossos antepassados deixaram na» eol<inÍas vestifíios de que 
seguiam um nK*thodo; a se (*8te liojo, tem oncontradt» eontra- 
dietoreií, t) tambi^m certo que a cllr» r dt'vido--o que pura lá 
ic vê demais atitígo c de que admirar. 

EáeoIhiu-8e para estabidecimeiíto duma cidonia, unm boa 
si(im^'il4^ marítima, eui que o cliuia hi_' ciniHiderava dií »uppor- 
tavel iM.t ouropou, oud^^ bavín abundância d«3 ufçua, de provi- 
■deR e próximo, madeiras para combiistivid e também outras, 
tf materiaes para conatrut-çào. 

Seguiram-Hc depois conriídera^-òos dunui outra ordmi tin 
Jque.Ae attendia á hyj^tíue e ás medidas de conforto; o dalii 
o melbor fabrico de nioradían d(/ ^raiKb'za proporcionadiiH iih 
íumiliã», as rua» de larguras prujntrciuuadas a e.s^uh novas 
liabrtaçiles; e secundo a espécie de colónia se conHtruirauí 
Asieitorías commorciaos ou as feitorias agricolas, os tfiu- 
jdim, etc. 

Do litoral caminbou-Hc para o interior à medida qiio a 
catechcBO dos povoa indígenas se ia fazendo, p(>reni então já 
II nietliodo deixou de ser atteuilido, pnnjue oa c4donr>fl m\ ti- 
nham em vista os interesijes do emprego da suu aetiviílade 
jcomo linanueiroa; a adminístraçilo publica limitnva-sc aos 
interesses da sede no litoral, nSo acompanhava, pn^teccio- 
nandn^ antes cuajijin por medidas restriclivaí*, as aspini^í^es 
do» colonos no seu avam;ar vcrtijíiuoso pehM sertòeís; uâo se 
idbava ás distancias, não se estudavam as loctJidadoB, pouco 
importavam os rccurdoa, emíiin desordcMiadamentc se foram 
creando povoavòcs que sujeitas a diversas influencias, annus 
depois desappareceram. 

Muitas vidas e capitães passaram pclaa nossas colónias du- 



rante hocuIob, nem que dcixutsucm os iimÍB itiHÍ^t]ifít'untL*B veti- 

ti^iott; e vustipoã ]i;u i^' )iui{>rt*;ead gniiidinenH c|iio cíthiraiii 
ileHa^trudaitientc. 

Vitruvio já no Beu tempo a]írt*eiarji, niuiiiti» a oníigraçâo 
<luui paiz menoB quente para niíi pai/, mui» qufntc; — c niaÍ0 
penivol quo em sentido inverpo. 

Qitftt' a fritjidiu rfjfíoiitfttts n/fjittra tnuJwuutur in ndidaa uon 
poHitinit diirttve, sed disutdvtmfur. (^uor tínffíii t,r ctdidea stih 
srptrufririnnni rft^iottcK JtifJtdrtH, utm modo nou fnòorant im- 
fimffitiofit' iuci vnlt^tttdi/nhun, sid tfiuiu vfnifirnutufitr. 

Dum modo ^'i*í"al, a mortalidade duma rnça aupuentn á 
medida qne ae dcalitoa pani o ec|iiíidor, ainda afuím d<>8 |>ovo» 
enropeufl qtit* miiiw rnu;^;ini jmni os paí/es quentes In^le/e», 
Alitímilei*, Frani-ezert, ItaliaiioH, lli'r.|midioert o Portu^nie/.ea 
bSo ob iiltimoa dous ob ijur niaie roaintem; e de todu^i, ub 
mulheres, rtísiatcm mennt*, uonairlerainlo-se a cauíiu onde está 
estudada, as mt'trorlia^ÍHB e ob aborto». 

O erteito do* paires quente» sobre os curupou8caraeterÍBU-Be 
prineipalniente pido numero i* fíravidude díis caçou de phtiaica 
pulmonnr, febroB e liepatitea. 

(oin respeito ai»B prinieirot* deve^ poin, intervir a Bciencia 
para evitar que ob individuuH cuja propcnsAo é coidieeidu 
pura tal df»enya nSo enii^írarem para o» eIÍm«H cuja tempera- 
tura seja muito superior ao du tucio em que viviu. * H puixea 
quentes que teem uma aeçào maia funesta sobre ob euhípeu» 
bAo aquelleB cm que n2Ío lia uma esjieeie de inverno, utna 
eataí;ltft íreBca» em que o seu t»rfranÍBmo jm^aa ret'nz<T-He e 
rfpuuníir; nia« jiób iVdiznierUe na noe^a vasta provirieia occi- 
dciUal do coutinento afrie^no, temos, cm albina pbmaltu» 
onde Be encontram esBas eBtn»;of8, •» nieio dr eondiatermoB 
o augmenti> de calor devido á a|)ruxiuni<^'ào do tjquador. 

O perigo doB paizes reside prineipalniente, no paludirinm 
devido A miséria e Ab terras pantanoBas, mas ob eft'eitoB deBtaa 
cauBiiB podemos nós diminuil-os e muito^ e será esse um doa 
assumptos para que teidio de eliaun;r a attenyáo da noBsn 
politica colonial. 



MKTKOKOI.OGIA, CKIMAI.OQIA R COLUNISAÇAO 



on 



KatA provado quo é infMioA pernicioso o calor qtui as inaiii- 
'BtíM;ík'H ti^lltiricau a que (íIIp dil mui tas vczr» orí^fiiij ifito (!•, 
rt'ííÍào (Í<* que mo ofcupu c muito mais projudieial paru ih'»h, 
—o solo do que o ctMi. 

CotMprolundo-sc bcni — quo !u*8ta zona entre o 7" 30* o \f 
"ÍUj* ao ««1 do oqtuidor - em que apezar das temperaturau e 
buinidadca andarem alfan, bc conservam de dia para dia cm 
variai;i1ie» ní;fiiiare8 u que outras cousas moditíeam as suas 
línâucncias qtie no? podimn prejudicar; temos maia a temer 
le tudo — que contribu*- para <is pernicioso» effeitos do solo, 
;do qtie dos elemento» atmosphericos. 

A íamie das trípida^-Mcs d**» nojoso» navios de piicrra apezar 
do muito Bei'viço nas coátaa das provincial do c<mtinente atri- 
ro, gosam sempre de melhor saúde que os europeus em 
torra; e se de ultimas doen(;!is do cdima sfio attacadaB tem 
|Íf6o logar quando ir* aprt^xiiuain da» costas, ou por muito 
[tempo estfto fundeados no seu p<»rto} c ainda assim, apuri- 
|lATn*6e esses casos, conn» insijrniHcantc» relativamente ao mi- 
mero dos indivíduos das equipaírens. 

Ok coli>n*»s mesmo, resistem tanto melhor quanto mais se 

Iscmptam de cultivar as terras, revolvcl-as^ voltal-as e pir a 

m os ^nnens que eonteem. ih médicos hollandezes que 

^tiiuíto se lêem occupndn desta» rpiCHtoe» susteulam que os 

cuinnos |Kidcm viver em Java, mas coni a condição de nâo 

cultivar nem arn>tcar as terras. 

Nos c<mhecémop em Loanda alguns individuosi que ali viviam 
á passadios cinco annos sem ter Hotfrido uma única doenya, 
Inclusive as febres; — e um delles que retirou passado mais 
J^nun tenípo, está lioje vivendo vn\ I^islH»a e continua lo- 
cando boa saúde. Pids este individuo a]iezar de tilhí» dum 
K» bons médicos que residiu muitos annos cm Anp>la. nTio 
ó nâo tomava preventivos, como nfio era dos mais cautellosos 
IO renfíuardn, rcedllieiido a casa muitas vezes ás 3 e 4 horas 
|ti madni;i:ada. 

Voltando aos colonoB apícolas que s&o os que mais teem a 
loflVer nos paizoc quentes, é sabido quo si*) depois do boIo ter 



51» 



Exr&DiVAu roKTUGi;fc:zA ao uuatíánvua 



Mi} Jirr<)t<'arl(i o cultivado c qiic- o esgoto da» apias, sua 
iihaorjívao pelo» ve^etnoa estilo p^íinmtiílu»; o» pântanos e 
flirin'**» ilfsajijiarocLMii c o ])hÍz ti»rnu-bO »io. 

Km Vf-riludtT as baBCt* ]t!ii-;t uma culonia om paires qucntcB. 
hài) tanto mais Hcrlldan, (jiiaiito cila» at^Hcntain Hubre um uunor 
miuirrn d»- ra<lavi'rí'h d<^ arrotradorrn da primitiva. 

A fundayào duinn rolonia — dá maus ou boné resultado», se- 
gundo a cxi»t*-nL'ia ou ausência dfi» tt-rras pnntanusas c daa 
manifestaçíV» pathoIo;çÍca8 noi» liabitante», racionaes c irra* 
cionaofi. 

K ])(u* iíílit i[\u' tí-nlio tíUBteutadn n principio, quu nlo 
dovenios fiinilnr unta vnloiiia a;írii'o]a r^inipí-ia, hi^uí *\ni^ a 
toulia prutmlido nti lofalidadi'. fiti <pítí tvo prctrtidtí íuiidar, 
iiUKi primitiva de indif^cnas da rcpiilo ou d<* mitra «pial- 
<pu'r africana. 

O paludii«]uo, c mais iuteuBo quando falta a vontilai^âo; c 
mal duH jjaizca qucntea em que essa falta »e stMite. O isthmo 
de Paiiíâmá dá-nos um exemplo frisante desta aesci^âo; o 
sen ciiiuinho de ferro t*'m custado uiaiu de Ií5 eontoa de réis 
por kilnirietro e milharei» de vidas de trabalhadores na maior 
partti irtaudezcB; e foi tal i> terror pânico cpie se apoderou 
dos traliallindores cliitis, quti se matavam. Avalua-»e que o 
numerti *\r cadaverc» de operários na con»tnu'víio desta vla- 
çiStf, rc/;^ulauí pelo numero de travessas da linha. 

Felizmente abundam uo8 nosso» dorainios as regimes em 
que ha uma larga ventila^So que modera o calor e impede 
que se produzam t»s phen«tmenos paludeauo» em alta CMcalaj e 
isto está df$ aceordo com <■ (pie assevera o dr. Bordier: que o 
j>aludiíímo v muito nienoa frequente no hemispherio std que no 
heniisidíerio norte; — e baseia-se no apuro de bcus trabalhos — 
que a febre paludeaua é 2tH) v«-ze» mais frequente ao norte do 
Equador que ao sul. Entre varia» estações de bons successos 
do acclimavoes cita o» Ilollandezes m» Transvaal, os Inglezes 
no ('abo, os Francezes em Santa lleleua, na ílaurieia e na 
Keunifto. 

Entre nós pouco se tinha pejisado até 1877 no estudo da 



I 



MFrrEOBOLOGIA, CLIHALOGIA E COLOXlSAçIo 



57 



acclimavâti e nílo ntlinir.i quo us CBcrlptorea cst range Iros qiio 
muitit $r ocfujiíira dvwf^ oBtiulo nos |ijiizi»ít i|U0Mtr8, ui>» nào 
citem. Mjls realmontoT nó» apiV8t'nt;au<>tí batttantos oxomplog 
e muitos dcvirlos a<> cruzatut^nitn fla« ra^-as dog noBsog emi- 
ín'antt:'S emii os imli^íonaB das ItionlitUidcB» om ipu* »*• teem 
éstaholccido; — cbl* na /VíVicaoui ji;;li'uI, ffl8e« cruzanifiitos nilo 
fonini mni» lon^i% vra. íbso devido aooHtudoda OBcravid&(i — v. 
(?etaniria couvencido* que de futuru hadu eonhecer-sc do «eu 
proj^r»'B80. 

A noBBa índia c Macau tom ctnidiçoes de iniiialiibridade 
modnio tclluricatí nu maior '^ran que muita» rogiòos da Africa 
Piu'lU|ruoza (' conitiido sào ai|urllrrt rmuRoa ííHtaboIrrinu-nloB 
qn<^ hf podem olianirtr liojc víM^laflí-íriíH eolonia» portu^tu-za», 
porque ahi ob uru/,auientiiB vin^urnui prodi^ioBaianiti'. 

Ni')8 temos também uma eolonia africana, an ilhas tlc Talio 
Verde om qut; hc vai ai-ntindo v> eHcitu bom doB eruzammtoa 
doB n(»BBOd emijL^ranteB eom ob indígena»; e todavia ainda não 
lembrou á no^wi politica colonial, fazor partir dcBta» ilhaB a 
emi;íraí;ào para a nostia província de Angola, quando Babi-mos 
fpu' o ria;;('ib) da fume qur de annos a anno» dízima parte da 
populuv^^*^ *1^B ilbuB, noB BobrcBaita para providenciar de 
modo a pouparmoB algumas víctimas a cbbc Hagello. devas- 
tador. 

pjncontram-8C ncBtas ilhas, cxcellcntcs arrotea<b>ns o culti- 
vaiflore* a quem a aorte é muitas veze» adveraa peia incle- 
mência do tempo p ingrati<b*\o do boIci; esse» lioinens empre- 
itariam iieui a iína aeíividatle na» boat* rugiòeB dir Angola. Km 
muitos dclleB corre jú sangue europeu, adquiriram seus usos 
o costunieB, eram excellentes colonos que iriam preparar a 
ucclÍm;K;âa para ob noítsuB metrupolitanos principalmente do 
Algarve e ilhas adjncenteaje tanto uns como outros, bem 
reclamam melhores rcgÍ5ea e mais interesses A sua activi- 
dade. 

Lembro o que já iicou exposto — que nós europeus temos 
mais a recear d(i solo de Africa que da sua atmoBphera^e no 
geral, assim (!í por toda a parte: — os seres vivo» estáu para com 



58 



EXPEDIÇÃO PORTUQUEZA AO SnTATlAWUA 



a atmoBpliera cm relaçíVs (^xtromas Íntimas, a ca<la instante 
IhpB njuba a (ixigenin nu aciiln carhonion c lho» rcBtituc aolilo 
carbónico ou oxí^tMtio; mna niaiu intima, (^ uiiitlaalipivAo c4>mi 
o Bolo; o Be todos íU*jjoÍ» da ifiui niortr Iliv coníium o» (.'Iriuon- 
to» de que efto conslituido», cqiiivalo a uma refitituiçÂo — por- 
que a jjlíintH nilo absiirv»; wnâo o qm* n trrra Ihr tem fiiriie- 
cido c o animal BÓaprov*'itndiri'ctaoii indirr-ctuiuont»' — t» que 
a planta lhe fornoce de. hrrhivoro un carnivuro. 

NÓ8 vivemoB du solo, absídutíLUiciiÍL' lmjiuo a batata, a 
beterraba e a víiiha, da pvttaasa qne ellc contem; como 
outras plantas, vivem da B<»da v ainda (Mitras, da «ilíca 
ctc. 

Fixada» aa phmta» ao aolo, nào cilas dr todo» oh hi-rea 
vivoBj a» tjue lecni jriais nccensidiulc (te cficoíhjt do ti-rrono; 
ma» cada s^r vegetal ou animal, rrtpK-r um certo nirin tillurico 
e »e a cunstituiySlu dcBse meio vmi a umilnr, ííunbcm i» indi- 
viduo muda, 

Soffrcm aa planta», com a pobreza do solo i m matérias cal- 
carias,— Boffre também ii homem de doenv^is pn>pria9; abunda 
o Bolo nestas matéria» o rh jdantas áo ipic fa/^emus uso [uira 
noBBa alimentayuoj transuiitlriii ^^ramb- r[uanlid;)ih' dr.ssaít 
matérias para o uu8Buorf<^ini»mo, í[ue nos [irejudica scnsivcl- 
meute. 

O Bolo exerce uma graii<le acçào.Kobn- a evohiyílo social 
e antCB de se determinar a localidade para o estabelecimento 
de qualquer colónia ou povoaçà*», é indispensável, fazer-Bc a 
escolha pelas condiçocH <;eoloj;ica8 ipie apn^senta. 

Da uuiior ou men()r permeabilidn<le du »olo e ilo bubsolo^ 
Be conhece do caracter pantanoso qne |)ode apresentar a loca- 
lidade; o subsolo íirgiloso ipie reteui a a;L^m a uma peípiena 
profiindidade» c particulannonlo mau, sobro tudo» se a arjçila 
é sobreposta dura solo pemicavol que deixa passar os va]u»rcs 
de baixí» para cima. 

Sem Be explicar como o fbrrn actua, »* certn ipie diversíis 
auctoridades t* i-m díífcrente» iocalidad*?»^ estão de acctírdo 
que a argila vermelha muito ferruginoBa, provoca a dysinteria; 



METEOROLOGIA, CLIMALOOIA K COLOyiSAÇXo 



59 



e seja qtial for oiitroti modos do acçilo que o fciTn pode npre- 
aentur» é certo que nos pjiiz(ts(in<'ntí*fi, tcui o iiiunnvcniL^uttJ 
de ser ain excellente foiuluotor de calor o portuiito durante a 
noite, augmciita a intensidade sempre perigosa, do in*adia- 
mento tellurico, Sc o ferro que ha em abundância cm toda a 
repàít a que nos reportamos, fo»»e procurado para as indus- 
triai* e explorado devidamente, seriam aproveitadas as quali- 
dades preciosas do metal e diminuír-se-hiam ns seus eifeitoe 
tellurieos. 

Procunm-se sempre para a iiistidlnvão dos nossos estabele- 
cimentos cm paizes quentes, localidades em que mais foi 
proferido o gíjsto pelo pittoresco, — d*M|ue as condÍçi5e8 indica- 
das pehi sciencia; busoava-se um vallc* rinoiilio som importar 
oit ctHuvios miasniaticod de qut* era iiupre;;nada nua luxuriosa 
vegfetavS'»; eseolbia-se um porto, uma enseada comraoda, bera 
abrigada dt»» veiitoH olvidando que essas nicHinas condiçAes se 
tornavam chusíi de doenças endémicas. Ha pontos em que 
ee reconhece haver presidido á sua escolha mais a agra- 
dável (pie o nlil. 

Nilo é dirtV-rente o estudo das coudiv'V'8 geo^^raplúcas para 
a esculhu tluuia refçiílo a colonísar, principalmente, ipiando lia 
o fim de desinvolver a colonisayJlo com indivíduos que lhe sAo 
extrnnhoít n 8ol)n' ítido ípiMudo se trata da rai^a branca em 
Africa, ípie é a qm^ até hoje, tem encontrado maitirea difficul- 
dudes. E tratandri da aeclima^So desta raça, não se deve 
perder de vista que na me^ma re^çiâo, ha climas perfeitamente 
locaes e deve haver pivferoncias dumas em rolayâo ás outras, 
sct^undo a» e.imdi^^i^íís que apresentam, a espécie de colónia a 
instituir, mister do individm» que procura ahi estabelecer-se, 
caraeieres dos vísinhos ipie as nuleiam etc. 

E termino assim o que me pareceu conveniente dizer sobre 
as generalidades naa terras em que vivi al^ns annos e onde 
o homem tem a desi-mpenliar dífterontes papeis durante a sua 
existência; meio inanimado em que elle vive rodeado de 
outr<»6 seres que como elle teem a soArer das suas influencias 
e sempre en» lucta etnn aquelles e eetas que lhes »2ki advcr- 



60 



EXFKDIÇXO PORTUGCEZA AO «tTATIÂKVUA 



Bos, servindo-se ao mesmo tempo do préstimo do» que »«; Wm 
tornam favoraveÍB que se traduz na máxima pliilosopUica: 
vlvttíM viveut luptí». 

Entro agora no (|ue é propriamento resultado doa mous tra- 
ballioH Horvindíí-nK' do irMj)iirtantt.' materiíií que trouxe a 
Í^xpedi<;ílo voni n'i*[M'itn a<i liiu ]irliu_'i|)al deata nl»ra; rulmiina- 
çJio ItetM f^iiteiidida dn;* víittln» tcrrilnrid» qm* conHtitiH'in nt* 
planaltos do nosso (Uunijiin no oceidente de Afriea; obra, que 
diviíliinfís iMU rapitulos rir;íundii o Itinerário <|iie neifui para n 
eentro dn fontiiieíite, íazcrulo Beniprr a» ennipara<^*Òf'(í com 
outros trabalho» análogo» <pie me foi poaaivLd eneuntrar publi. 
eadoB e dfvnii merecer contianv»- 




CAIMTILO I 



CIDADE DE LOANDA 



Ia ferti «obr* a íoa toi>ofraphla — rits^rvatorlo niolcorAloifiro — Kus cutiattlnlcNQ *><h 
riaJ — Sea ««)M>rln ioi'lror>tloi}lc(> — IiiflufiK-liL<> <tn» vcntu* «ib o» pllrimniriifia iti«liMtri>< 
lu|ric«H r4i|iBMprai('>^ — Lei* iIoíIoxíiIr» i' i'<tnlimi&«la» pi'lA prarllrii — IfittiUMirla^ i-lltnn- 
trrlra* — ll">(;>ibil Maria Tin — Miivlinciitii hi<M|iiu)iir ii» iiIiIin)* ili-i-ciuil** - ('»iii|iarii- 
^An ílViilt? uinvliiifiiht f«iii iM fai-li>A nH'li't>nil«i(rii'"'« — iít^ilurçiic» — lulliicnrla-H MuUn' 
tis rur)*iM>ii4i* lti4llK<'iiati tloviiv-»'^ itinlf prt>i1'Fnilniiiilf> — AlurUliHnilm — Kstitiluii imiiii- 
|»AralÍrOfl iram ut imlri>» lioHpílai*^ i)«i lillora) — IifUiwvi»»-» — ('MnBl«liTiivi>f!* Bt»bn^ k liy- 
Iflrur ita rldmiltf tl« l^tiula — ALfUiuruiiii^uio" •• uri>«>Baliliuli:>t|pnniruA ufURM-ltimtlw* pela 
prarltra. 



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IJKÍÍCIÍIPÇÃO DA CIDADE 




itun<la n nlc^^fc ^' fiimiosn cidu- 
íIímIc S. l*aiiliMl'AbHiiiiiji(;jlo th* 
Loaiida. capital *la provincin 
ãv An^^t»lii ú beira luar na la- 
titiuir S. .lo ?:<iu«(li.r S" 4*.)' 
L* na Iniiij^itiidr K. do Ori'!! i ') — 
13," 12' âí')''; t'naverdad(!ui>mo 
Hoou dito no volnin*' 1 da Dfs- 
rripvâo da Viajícm da Kxjjí^ili- 
yâo a iiipu f.argi» á Mussiuiiba 
do MuatiAnvua, duma conti^- 
rarito muito irro^dar e corla- 
icnte por l»htt m»ííjjio, mal disposta sobre dou» plano» dando 
»íçjir A divÍBÍio i'm bairro», de líuropeua e de indígenas do 
ionrinrntc do liivrrsa» provrnienciaB. 

n piam» superior ó unia eslroita faixa, »v pítdu ansim iMin- 
iderar na parf(í uiai» povoada, dirccí;ilo NNW-SSE pouco inai& 
>u mon'»»» que deacahe inn rampa» para o» lados WedeentroNcE- 



{}) K fstu » nova loiígitudv ujtiinaiiiviilr adiiptnrliipfliiuoininiffeAodu 
'top*uphÍ4i. 



64 



EXPEDIVAO PORTDOnEZA AO ITUATlÂXVrA 



Um outro plauo, umie alti>, í^uiitornn aqui^lk* do 8 pam E 
íjiuí tiimbcin vleseali*' eonio o anterior, í?in extí-iiHais niinpas 
pjira ontrt* N c W, fjiu' se ligam com a» daqucllas por uiidu- 
loçiVfi muito sinuosas. 

Kna haftc deafa» rampas, á bcira-mar, ijiir aMcnta aantifín 
fidndc, ipie. om í^tTal. He ileainvolveu. iieamlo roín a frente 
virada a nr»rte H<d)rf uma larf^a curva ipio tenuina em pro- 
nunciadas p(mtaa, ambas coroadas das suas históricas tur- 
lalezas, a do S. Mij^uel e a do Penedo, a primeira, maior 
a N\V, e a cmtra a NE, distantes pouco mais ou menos 
do moio da curva^ ponto mais reintrante da linba frente da 
cidade. 

Devido a<»» inttTcsfciautes estud"» doa srs. Paul Ciiuífat e 
P. de Loriol, os principaes caracteres geulopcos até apu'a 
conhecidos »âo: depósitos tertriarios e cretacicos debaixo de 
forma de prés <* de calcareoa branciní, e de ^rés avermelha- 
dos, amarellados, main aníÍ;;oH «pie u» calcareu» cretacic<»s 
fixando Be sobre os shistos cr)*8tallinos, acc<unpanhado8 de 
ferrn mapu^lico. 

( 'omrespeitoâ sua tiipti^*aphia. dii^se eu, o bastante, nu citado 
volume da líescrip^-ao da Viagem, mas em resumo é eonve- 
nionto lembrar, neste logar, que a cidade é banhada a N e AV 
pelo mar e assombrada pelo» (pmdrantes do S por imm serie 
de elevHvòes, n5*i muito altaií, «pu- desealuMu depois^ para t»s 
rios C^uanxa e Bengo os ipiaes ciirrem affaíitados da cidade 
vindo de SE, desembocandu no litoral o primeiro pebi sul e 
o se^^mdti peln norte^ variando as distancia.^ de 20 a 3() kilo- 
metros. 

Pelo motivo destes dous rios mais próximos passarem tâo 
affastados^ sente-ge a falta de arborisa^âo, impressiona a 
aridfz de toda a crusta d*» solo, que sendw cm baixo aroont»i 
clanij nos taludes amarclla sendo superiormente averme- 
lhada. 

A falta da;^ua deu l<);;ar a (ptc os antigos abrissem po^'i»s 
nos rpiintaes ou pateos de suas propriedtulos a qtie chamaram 
cacimbas, mas as suas aguas eram muito pobres, solôbras 



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METEOROLOGIA r CLIMALOGIA E COLOXI8AÇAO 



05 



meftmo; og miiia abiistmlc» c n frovt^nu», Hzerani construir 
cUtoriiHA para recnilifr n» a*j^tuis thm chuvas, hlmhIo a maioria 
vedada com o bettimc do Libon^, loculidailo na inaríjcni do 
rir» Lifiime no norti* do rio Dando. (*) 

ila» uti cliuvati, ennio VLTt*moii, tiinmram&o esctiiteflH o 
aquellae provideneiaíi, uào eram fiuffieientea para uma cidade 
que tendia eempre a desinvolver-se na sua poj)ula^'ài> quer 
eun»peia quer indipcna, p por ifigo al^tnins vezfs, »v tontou 
fazer derivar a» a^ui» ilaquilles rins para a» proximidades 
da cidade ; e ni> entanto governo e particulares, mandavam 
bujíciu' em lanelia:* aprojjríadan. a;^na tUt riu IJmjío. 

Era inn renu-dio, (pie ab*ni di- dispcndion» era pnr vezes 
ineftieaz e o que Be conse^iia era para o eBti*ictamente indis- 
pensável ás primeira» neee&sidade». <*) 

Por ultimo, devido ao8 exfor<;og da ('amara Municipal de 
188t>l.S.Sl e ao» prestantes irabalhos ottíeioso» do inte||i;^^entc 
e brioso major de .-.rtilheria Arnaldo de Novaes Kebollo, foram 
fi*itos os estudos da eaiialisat/Jlo <ta a^na il(» rÍo l^'ii^4) [tara a 
cidade; e hoje iVlizmcnte alii corre r-lla, com ^rand»' proveito 
para o seu saneamento. 

A parte alta da cidad**, tem uma cota para cima de 60 
metros de ditierença de nivel da beira mar, ticando o idíser- 
vatorio raeteoroI(»<i;ico na elevação do larlo do W,cuja altura, 
dada pelo barómetro é de 51)'", 2õ, sendo a do terrado da» 
observações, 2()"' acima tio solo. 

Este observatório é dÍ;j^no de mencionar-se e se de facto a 
sua instituição é antiga, devo di;cer que antes de 1878, &b- 



(I) Houp tem|K>» vMo» imii qiu* i>»> Pi>rtii^i(*zci^, ^uvcruo o particiiiu- 
reii, uio cMir.4>iitruvuiii diffieiíIdiulcH piiru a|iroviMturi'iii-j>0! dos rucursns 
que ]hf*9 offcrrcia a iintiirrza! Entào eram 08timi liados ho tnibfdlio 
pela» deiiioraihifi roíniiiiuiii-a^-tíoa com a m^^tn^fHilfi i; dAõ »v iif^iiardava 
como aj^ora que a metrojiolc tudo \he» iniviuttse inclusive o que hâo de 
comi*r. 

(') Casos dv força maíor, mau temjKt para navegavuo, reparos cm 
lanchas ctc. eram motivos ]mni n ubasfroimniito din^ínuir. 




KXPKniçAO PonnrorKZA ao MUATUíí^TA 



publica^MV» (lo8 aeu» rogistu» ti traballids wh* rraiii regu- 
lares; e aii obístírvay5fB iiio p(Kliaiii im'r(n'i'i' niiiila roíi- 
íiauça. 

O director das obra» publicatt, u distincto, zelozo u intelli- 
^ente ofHctal de engenheinis MunuL'! ICaphnel Gorjílo^ quando 
«•III IS.SS, de noYii aÃSuniiu n hí-u olovadti cargM, dfpuis d*; 
uma pirtinaz *• ;^av(' domn^a t|iu: n obrigou a vir tratar-si* á 
mutropule, — reconhecendo du necessidade do sfí cuidAr devi- 
(bimonío daí|uellr cptabcincinientt), propoz para qm* íosse 
iionioiídu sou director, o ontào tenente da Armada Keai. Uui- 
llu^nne Gomes Coelho e este distincto c activo official cnadjii- 
vadn pela dirccyão das obras publicas^ dispoz-Hc a (»r^aiiisar 
um novo material, ajn'(qiriadn aquelle estabelecinienín, que 
devia ser de primeira ordem p4'la importância do ])orto da 
cidade. 

Situado comn disse, do seu terrayt)^ é d(»minada a cidade 
por todos os quadrantes e distante do mar 1^7 metro», quasi 
na mesma longitude da fortaleza de S. Miguel, estáperteita- 
mento deaaffrontado, 

È dividida a turre na sua altura em trez compartimentos, 
sendo o primeiro da escada ao ])a(;amar que dá accesso ao 
gabinete de traballm dn director^ quarto que se tomou do andar 
nobre dn cditicio couti;;iiM á direita, o segundo, já na torre e no 
andar sujierior alinha deste, é uma espaçosa sala, onde estilo 
bellamente dispostos, todos os instrumentos que demandam 
abrigo doa raios solares; desta mesma sala a um canto, uma 
bem lançada escada em espiral estabelece a cnmmuníca- 
çito para o terceiro piz(tj quarto abobadado, dontb- se passa 
para o terraço. 

Pertencia esta torre a uma egreja que foÍ a catbedral 
nesses tempos, em que, para se manter a religião ilo Estado 
se nJo olhava a dcspezas, nem a dífficuldades de transportes. 
Suas parcdoB alo do uma enorme espessura e como se com- 
prebende, para apropriar a torre ao estabelecimento que ó 
elogiado até pelos otticiaes de marinha do guerra íngloza 
que o visitam, foi indispensável fazer-se muitos molhoraoicD- 



4 

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1 



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LuAKDA Pllg. G6 




METEOROLOGIA, CLlMAtOGIA E C01-.0XISAÇA0 



67 



>, cuja iniciativa pertence an faljecido governador António 
"Elrulí^rio Dantas, difitineto c* e«iiiniulo officialdanoBsa Anuada, 
qae apezar de pouco teuipo na uiliuÍiii:«tra^-Jlo da Provincia, 
deixou fieu nome li^do a vario» nielhoraiuento» porque muito 
ae intcresííou na cidade de Loanda, merecendo especial men- 
cftte, ospharops e o impulso dado ao descnvolvimentr» da 
ístnicçlo do grandioso e explendido hospital que elle fez 
ilenominnr: Maria Pia. 

lioines (^oelho, publicou as obsenMX^òes m^tt-itmlnfí-ica» e 
leticas deste nia;xuitieo estabelecimento ciduiiial sob sua 
«lirec^-io, no triennio 1879-1H81, e como elle as faz preceder 
dumA advertência, com respeito aoa instrumentos e suadíspo- 
«içio nu observatório, as transcrevo noatc logar por isso quo 
AÂ ob»ervaçr«'s a que me v..m referir sAo baseadas na leitura 
desses instrumentos. 

ADVERTÊNCIA 



Kt«tú 4*stiibcIocidn rato observatório no cdiÂcio maís elorado de 
IvOAnda, na torre da tuitiga H6. 

Coinpl(ítiunt-*Dto rentannido e melhorado, pruqn» á iniciativa e cspc- 
cIaI ftollicitudu du eoiieitdluMro ^ovcrtmdor poral António Kleuterio 
Oantaf, tialUfaz liojr vnt*^ imIíHimo iís coudiv^V'» mais rígtjrosaraeate 
«xigidftp p»ni uma ttoa oxjxiítivào dos iuiítniiucDtoi). 

I^atUiide 8" 4«' 45' 8. 

Longitudt* 13« 07' 27" E Orecawicb 

DintAncia nn mar IS?* 

KlcvavJlo do trrraço sobre o solo 211" 

linmmHron, — í^yst^mH do Kow* de cBca]a inetrioa. A rcducçao da» 
Alturas á temperatura (^ do tlierinometro centip-ado v foita pola< ta- 
boaa dr }Iac'glic>id. 

AltKtuflf daii tinas doa baroniotnjs ri9«',25 

PmjeJtrofOfiro. — Dii Aupriisto^ da conetrucçilo do Nofn'etti e Zainbra. 

An d»;ducçor8 psycliromo tricas são feitas pelas (abias de Ha^gliens, 

«alcuUi!a5 poJa formula do Au^sti) com oh corflirumtoH dtí Kn^ault. 

A humiilude reUtiva do ar c expressa eiu fruc^òes do estado do 

iraçiUi rrpresrntndo por 100. 



68 



EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO MUATIInVUA 



Os tlionnoiíirfros doí^riíiiitloa A drtrnuiiiavi^^ tlx ttnnpcmritra v liuiiii- 
(Indtí ilti Hr t>í*ru') nillofMuloe no abri^i <lo sitl, du rhiivii it Jii iiT}h]iui;í(0 
«um rochitn do. par«JoH diiplnH de xíncn, pintado dn braoro oudu u ar 
cin*iila rivruniciitu. 

Elovnv"o «lo thci-uiomcti-o 

Sobre o terravo 2 metit)» 

Soliw o solo 22 * 

Sobi"** o nív«l mídia IÍ7 « 

'Jltrriiiftmrfro fif trnuiútrào atiíar. — K um tlicruiomctro de muxiina do 
symtvma l^liillíps, ronstmeção do NK^^tti v. Zaiubra, do ri*í*iír\'aTorio 
i»HpbiTU'o preto, ntrttido rm mu tidto do vidro borniotifamcnr*^ fcciíado 
o exhauisto dr ur. Kytá ."itiindo a \V do (d»w^natorio c i'xpoí-t<i aonratoK 
directoK do sol para marcar a trmiH;ratiira maxinm da irradtavào Folar 
L>m catla dia. 



Eloviivão sobro o stdo. 



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Tfteniifnuftrox f/o írrottÍa*yiv tii^turuo f dttn fonjft^VtíturaM vj'irn}iaM tia 
relvti. — Um thortnonirtro do ni^ixiniu o oiirro do rniniiitu do Nfprotti e 
Zambra, deÍta)Jns im rrlvu <■ rm ]iri*fi*it*) rnntatto cnin nlbi. ('xpoi*ti>H 
Uvromonto a quidiiuor irríidiavít'». mnrciim íih tomperatuniw oxfronia* 
da relva o o de ininima faz conbrcor a irradiação nocturna ou fi^r- 
rofttro. 

AneuioffnílJio, — Ro^Htii rontinuamouto n dirc^çAo n voloridado do 
vcnt*i. K invoni;no de Urit!» (.'np"'!!" <■ couKirurvAo do Cassonii. O ou(a- 
yeutti do dr. l'iurri Suiitb, ó o motor do rogibtu doí runi<i»> dt* vouto c it 
TCntoinbn do Robinftou determina o registo daa velocidades. 

£21e^a.çuo modin do eutnveuto o ventoixtli» 



Sf^bre o hoIo . . . 
Altitude media. 



á4 metros 



Ânfmomctro. — K o de KobiiiBon modítívado por CaHwdlu o. «orve 
para a obnervaçâo dirootu da velocidade do vento correupoodcnto a cada 
uma daft hora» de obi»ervavâo. 

VM\í situado a 3 metros ih\ divtanoia do anemo^^pho e k mosma 
altura. 

VHnmftros. — 81o de Babinet, de Í>",1127 de diâmetro, firmemente 
collocados no terraço do observatório. 



MKTEOROLOOIA, CLUULOOIA E COLOXISAçXo 



69 



í>oY>rc o tprraço 3 metros 

iif>br<* o &«lo 23 •» 

Allitu(l« *;« 

Os dtt uHtavi^o iiifurior chUo situados no torreuo adjacentf uo úlmer- 
vatorio a 'i^iR da altura nobre o solo. 

Difforcnça de nivel entre as duaa estavões. 'J<i™,ri 

KvapOTmnrtro. — Vm \a^c\ cyliudriro de linco de 0^,2523 de dianu^tro, 
tiivp!adn o fírrneiitonro cnllocado snbr*-' o terraço, perto do iidonu'trn da 
«■Btaçao siipprior v períeitamonte exposto ú livre acção do vento, ao 
orvalho e i chuva. 

ChitHomHriK — K o do Jainotí (ih SZ-dan) dt>8crÍpto e adoptado |)or 
Heripiiy, sondo oh ^ant» ozoo(iiii*'írir'í« rfdiizidi»»* á i'»cala diH-Ímal. O 
tempo do ox|H>sÍ^>ào do papfl ozn[i<inietru'o v «lo 12 horas^ daa 9 da 
manliiS ás \> da noite e dae» !> da noitr án *J da manha. 

As confi^riiravõen da« unvens stlo indicada» pela nomenriatura i\e 
Howard e a qnantídade é cxprosia pt^raljir^iriímioíi de O a 10, denig^iando 
O o cen sem niivouri e 10 o ceu eiimjilffainrulc rni^nberto. 

S2o o declinonietro para obflcrvaçAo da declinaçtlo Tnafrnctica, o 
unifílar para dotcrininuvflo da oomjiononte liiiri.-^iiutul da força maguutica 
terrestre c o inidinomctro j>ara observar a iuelínaçtío. 

Maffnetomrtro tir tirc/inaçãa. — E di» ooustruotor Thomaz Jí>uo». A 
barra magrirtiia dosfc inHfnunonto A hydraulic» »• órra, tom í> oonti. 
niotroH do romprimonto <• ;í5 pnimmiiH th* pvxo o fHtà misprnsa por «m 
fio do «cda som tornAo. 

Knipro^ando nm tlinodolito, que faz parte do deoUnoniotro. faz-se a 
obaervaç^) referindo a direcvilo ilo eixo ina/niotioo da barra ao angulo 
SW da oorfina da fortaleza de S. Miguel. Eí<tH mira eftu a 550 motroa 
de dÍHtanroi o o hou azlumtli verdadeiro foi dotonninadu per um ^nipo 
do 20 idiHrrva\'n(f8. 

MtifftieO'$nftru umjilar. — É o do Thomaz Joneíi. 8ào oylindrícos oa 
doiH magnetes deste instnmieuto^ sondo o desviante macisso e o des- 
viado ôoo. 

o comprimento do primeiro eptA para o sepindo como l.íl : I. 

Cada divimln da esoala ih* murfím, fixa a" oonlo, tem n valor an^dar 
de r.Oll o os n<»nioH do prato azimtulial permittem approxinior as lei- 
turas ati^ 20 tfeguudos. 



4 





70 



EXPEDIÇÃO PORTCGUEZA AO MUATIANVIA 



A obfiervução doH dusvKkH fas-sc emproputd» a^ dÍMtiinpiaH ■l'''',.'>72 c 
S"**^,!)»? c O tempo íir num oHcUlttv^o tio macete dcyviftiitc doduK-sc do 

O metbodo du ob^errav^o t* o de iiir. Lttinout l' uaB (*qitav*>c>H ciiipre- 
gtidttti. u!<KÍm c'oiin> iin» divtTsu.H dediHMlet*, wf;:u(nn-Mí o» mcthodo» 
ad'i]»ta(Jotí lio í)berrviitijrio do K»*w. 

Jiíaf/ut*ttfntrfrr> tíf im^fimirão. — K o iueUiJi.niit^tru tlf t;oustru('Víto de 
Barrou- A a^MilIm de iiii-liua^-Ao r dr fonuu rlioinlMiidal, tem m eouii»n- 
tneuto áv 76 niillimotros u l millimutrf» du i^spuKHura. 



Diâmetro do oirculo vertical. . 
Diâmetro do circulA horíttoiítal. 



!»,r> centimotros 
KM» 



: 



Obtom-80- a iiictiuavito uia^ieticn, tmiiaiidn a niudia daB íi* K^turASY 
antt!B o depois da ínvitííÍio dou jmlds da H;;iillia. nas Ifí j)ohí\*'V'k quo 
tomfi uo mmdiuiio ma^notiOo em reluviut aot* diúd zvroti do oimilo ver- 
tical. " \ 

Os tn.18 iiiapii*totiH'truM euu montado» Md)rt' colummtti di- ulvcnaría 
em nma casa iíinlada de madeira em ctija eouHtnicçôo ac uiio udmirtiu 
ferro. 

Todo» o8 iu8tmment08 deste observatório estão aferidos pelos 
padroeA do obscr\'atorio do iutante I). huiz. 

I-£orni*lo 

As obHerva(,'ue8 meteorií|*>írÍeaH f<iÍo fVUa» lodos o» dlan iÍh Í* liorunda 
manbil, meio dia, 1 bora (f^imultaneas iiilen]acioiiaei> ím T^ O"* Wat<biii- 
gtou) 3 horas ilti tardo c D da uoítc. 

A deelinaçílo o im-liunviVi maRneticas silo obserxadas duas vciees e a 
componente )iorÍi'Oi)tftl iinm vez em cada mez. 

Faíem-po diuriamcnto duas leitura» á.** íl da mauhA e 2 da tarde do 
deeliiionietro ]mra eouliecer a varia^'iio diurna da deelitia^-ào. 

X.H. O amrmo^rupho e os tliennometroi* da irradiaví^o solar c ter- 
restre só comevaram a funecionar em 1 de jaiifini de 1H82 e jwjr ÍHSoaB 
snas indicações nilí) vilo rej;*:i^tadas aimbi neste primeiro volume. 

A veloeídade do ventti iiniicuda iioh niappas (' o niiriiero de kilornc- 
trí>8 percorridos pelo venti» dtiiante a hora jirecedente â abscrva^àn. 



: 



Lounda 1 de março de 188ã. 



Gtmiea Coflho, 



XKCBObolooia/climalooia k colonisaç^o 



71 



CONSTITUIÇÃO SOCIAL 

Antfs tlti outrar nii apníLMayao dos factos inoteorulof^^icos, 
flevii dizer, ijiif i\ con8titui<;ílft <la |»tn»ul;i^'âtt da t;idade en devo 
dividir em europeus h afrlcauoH, di.-st.ucaiulo oh iudigcnuB dot 
extranijo»; e aiiidu uuljdividir-íío a dos eiiropcMiB, em duaa 
cLi98P!!ij eidadSos <• dfportadtis ; e os africano», segando as 
diversas |iriiVf;nÍom'i:is c rinanto poggivel^ sop-undo oa cniza- 
meiítuH d<.* ravJiij. 

A cstatietica da popula^^áo du cidadtj níio pode merecer 
confiança, pois nu* Irni^rn, ípir de lss(» ^ Issl devido ao 
falletrido adminisíradíír do coiicolhu Joaipiini Salles FeiTcira, 
Cfftava calculada para muito maisj tio que se vô, por muitos 
annos depois típiraraté dezembro de 1W87; de Hx\)H indiíçenas 
e 145^Í europeus. 

E para muito mais credito^ a que su apresenta lo^o em 
janeiro de IHHH; nos Boletins da Provincia, de láiôiH) indi^íe- 
nas e 2íMM> europeus; ainda qm-^ apozar (Lis alteraçòi'» dos 
que niorreran), dos que viveranj, dos que saliiraiu e doe que 
entraram na eidnde, até esta data; continuam permanecendo 
aquellea algarismo». 

O dr. Manuel Ferreira Kibeiro nos bous Estudos Mcdieo- 
Tropicaes (iSTT-lSiH) já jiotítu a falta de coníianva nessas 
estatísticas c ainda assim: a pag. 2òií c 2òl, conseguiu apu- 
rar e aprrsenta, os seguintes quadros de p«»pulayâo para 
diversos annos. 



Adqu* 


Kari»\\T>ui 


.\f:*i(>aui)» 


Toul 


1«51 


mo 


11:735 


12:5(55 


1«61 


\.m 


V2:4\)2 


1:3:412 


IHtii» 


imn 


IHJ^M^ 


I-I:W4 


iH7i; 


■1027 


10:4«*J 


ir):38í> 


IWl 


UM 


12;lia 


l.S:r><i6 



Por estes dados vê-se; quo havendo augmento de população 
até 1876 (*) neste anno foi ellc só tievido a europeus por- 



{*) Em períodos títo longus as iiltcraçòcs suo tilo iusiguifíautcs quo 
sito iiittcrcditaveis. 





72 



KXPKDiyj^O PORTUi 



O MCATfAKVCA 



quuntd UÃ a.frÍL'íinf>B dimiruurum de ;}(ÍÕ4 individuod o q«o nfto 
Ví verosímil a jult^anin^ti pidan sc^iiiiituB iiotiiB nhttdaH jtidn 
iiu*»nio dotittir. illiiiitradn piiljlicistji africam» e um difs j»ri- 
meiro» o maiti cautolloíio» iiiveutijçadon*» d(? tudo qm* intercsisn 
ao deuenvolvinionto da» nossait colonin». 

A» fètatinticas da cÍdad<\ do lHí>S a 1H7H, int(.» *' de 11 
annos, ron^ifita III.'I4 fiimpcus e T^IO" africatMM falleridos; por 
ííUtro ludu, as de; entraila dt* d*'|Mírtíidoíi dr iHíio a 1H73, 
com excluaSo do» aniuw de 18*>9 h l>í72, foi di? 20K3. 

Sft noá rocordaruiDií que ni> aíiim dr- 1S77 deu ontrada eiu 
Luanda, <» importante pesHoal da Kxjii'di^'ài> de obras publica» 
c dofl eatudoa do caminlio de f^erro de Ambaca qm* nttrahiu ao 
»pn*i<;^o duH ohniB, tambom muitt» africano com auaa famílias, 
de fora ila cidado ; c já o sutficicntií, para conhecíTmo» do 
pouco valor daquelles algarismos. 

Sò com aquelleB niuueruB, »eni mesmo eiitranaos fm linha 
de conta, c»mi. chíob e oulniti mi^raiitca voluntário» e nasci- 
mentos; »e vc lop^o, que nem o av^rt^ítclmo de 1H(ÍII para l-S7tJ 
\ii*\\t- spr aú devido a europeu», nem tHo pouco que o decres- 
oinio para IXSI, jmde ser devido adfflpijpulai;íln de i^uropeuti, 
aupncntiuidi» apenas oh afi-icanot», deKiõl ÍndÍvidui»fl. 

(*omo oB meus trabalhos, se baseiam para o cstud*» da» 
doenças predoniinanti^s, sobre ob movimentos hospitalares e 
nãn mi- foi posBivel, alcançar sequer, para o nmvimentu da 
popuL*Hjíl«í eurojieia, estatísticas dê ciinliaii»;aj ]miuco importa 
agora a certeza da população da cidade. 

Fica pois este trabalho mais restriclo, mas que porfdle se 
convençam, as auctoridades a quem compi^, ipiauto urge 
aperfeiçoarem-se iis estatísticas para que se possa fazer um 
trabalho, mais dcsiuvolvidu, donde sededuzam osprincipioi e 
leis dl* contiança, (pie ú de interesse para o paiz e em parti- 
cular, para cada um fhis seus habitantes. 

£' certo que entre os africanos^ ha um bairro, chamado dos 
cabindas, que nào deixava de ter importância se fosse espe- 
cial, mas a maior pavte das mulheres nâo são oriundas daquella 
reíriâo. 



METKOBOLOOIA, CLISIALOOIA K COLONISAÇAQ 



I 



£m (»ntr(»ã Imirroa (If afmmiioK. a confauflo, aimln i/ iiuiior, 
porqu»' também n4í»lea, »p encontram lioiiu^nB do differfutL'» 
|kai/.c», do »iil, de Ie»to v. do norte, p de diversa» disfanoiaa. 

Xu populaijilu europeia, eneontram-aometropolitunoa de toda» 
Hft no^fSHí provinciano das ilhas adjacentes, e alguns estran^ejrog; 
e lambem jA crazamontoíí d(* tíuropriu i^nn tílliMít de europeus 
indi^i'na8 da província e ainda CA>m tillia» de inílett africanas 
de diversas proveniências etc. 

Devo ainda, lembrar <|ue sSo ranis oe casanientas que se 
registam, em íace dos nascimentos que se sabe teeni b>gnr, 
Tiaquclla cidade. 

E tudo isto 8^4) faltas de gravidade para quando se pretenda 
fazer um estudo consciencioso sobre colonr&a^'ilo, tmíavia 
reunindo o material que me fui possível alean^'ar no lit(»ral da 
província e o que é do dumitiio da ubservayão^ tomei como 
b&se dos meus traltalhos comparativos, — a cidade de Loanda, — 
para as deduev^^es a que uw foÍ dado ebegar no estudo das 
regiões portugiiezas em que estive; que me parece de toda a 
vAntageni, mesmo indispensável, fazer colonisar quando como 
se me affigura, se tonuí snpptfrtavrl o «dima quor por um errto 
numerode medidas qne fazem parte da hygieni' pnbliea- — -i' sAoda 
competência dos governos ; — quer por outras da iniciativa par- 
ticular, (jue eutrnm na liyííienn social que aoii mesmos governos 
cumpre fazer dirigir e tiscalisar; — e ainda as que fazem parte, 
da Iiygiene individuíiJ, que por eniquanto nos africano» nZlo ei- 
vilisadoB, tem de ser tutellada pelos delegados dos governos, 

A CIDADE SOB O ASPECTO METEOROLÓGICO 



Diz o dr. Balthuzar Osório nos seus estudos de Pathologia 
geral — Tentatha dum ensaio de MeUorologia Medica — 
18ft9 : I Dos pLenomenos que os obsei-vatorios registam o 
cuja causa se conhece nlginis ha, todavia, de que os seres 
organisadoB se apercebem muito antes que os instrumentos 
meteondogicos destinados a aprecial-os us assignaleni. 



74 



EXPEDIÇÃO POttTUOUEZA AO MUATlAXVUA 



Xeate caso estão a preseío e a temperatorn, ma» díz ainda o 
rpferidn dtnitnr: «n» ulienomcnoB tneteoroloMrico» estilo tâo 
intimnineiittí li<(ndo», n altiíra^'ilo dum dollos iiinmnanaltcra^-So 
de tanto» outros, que lia uiiia p'aude díÉlieuldailo <:iti diutrinyar 
a acçSlii t[\ic cada um didlos teve iiuiii determinado effeito 
prõduJ5Ídu.D 

O mesmo doutor, citando vários exemplos da sua obeerva- 
çSOj em que fica comprovado que as alterações dos phcnomonos 
atmoapherieoa influem dum modo mauitosto no organismo 
humano^ ctinchie que, se individuo» sSos se ressentem doB 
pluínomenoa atmospliericos, o effeito produzido por estea, BcrA 
tíuito mais considerável quanto maior {nr a hua debilidade, e 
o desiquilibrio orgânico. 

Attonlaudo no pecúlio que cousejíui por diversos modos 
synthetisar das observaçòes meteorolofçicas de Loaiida no» 
sete auiioB de l>*7i» a insf), deduzo a!;jfiuuas leis que est5<) em 
accordo con» as tradiroen doH linmtMiií practicos c outras que 
me parece de necessidade considerar bem nellas dn futuro^ 
esperando uma serie maÍ4tr de aniios e toda a cautulla nas 
observayòcs pois se jiodriu estabelecer preceitos, formular os 
preventivos jiara uma lucta mais vantajosa da parte dos euro- 
peus e africanos contra o meio em que teem de viver. 

PRESSÃO 



Como as variayocs do peso da atniotípbera, Ímj)resBÍonam 
nilo s(> sensivelmente o homem como todos os auimaes que o 
tcBtemunbatu por diverso» modos na »na actividade; e pelo 
agente — pressão — quo inicio n» minhas consideraçi^cs sobre 
os phcnomeno» meteorológicos da cidade. 

O período que estudo è c»Ma(» disse o septcnnio de 1H79 a 
1885 c A media da» pressrSes annuut^s medias neste período, 
foi do 756,11 míllimetros; a máxima de 7*30^25 no mesc de 
septembro de 1H79 e a mínima de 753,20 nos mezcs de. abrii 
de 1883 e março de 1884. 

O diagramma que apresento e formulei por mezes, tendo 



ilETEOROLOOIA, CLIMALOGEA E COLOXlSAçXo 



75 



em attonvâo a meflia do tieptdimio a que chamo norraal, moa- 
tra-noa lop) nu priíiiciro exaiiiv <[iie ns mai» altab presBÍieâ e 
as menores amplitude» de varia^'5e»!, luem logar de maio a 
oatubro c o contrario se dá nos mezcB de outubro a abril. 
Destaeam-se neales grupos que aa máxima» pressSea, slo 
nos mezo»: julho e setembro; as minimas nos mezes: fevereiro 
e abril; e podem eonsiderar-se e»çuaeB e intermédias ílquellns, 
as dos mcsecs: novembro, dezembro o janeiro. 

Como tod(»H OB dia^ranimaB hSm fi*ituH em jjequenas escalas 
que nào permittem a traducçàu de frucv"'*?» inferiores a 0,5 
da unidade adoptada, em vista dos registos do observatório 
que considera todas as fracçíSes, deduzi tabeliãs de que faço 
aceomjianliar o» diaj^ramuuis para mais confiança nos princi- 
pios a estabelecer. 

No caso BujeitOf a talícILi r^pn^íMita os mezes pela ordem 
decr<'8coi!te dai» prestiweíj em cada anuo rio septennio duiaidc- 
radu; e inferinrmenle indico as preií»nes máximas e minimas- 
do anno a que corresponde, a jimplitude da variayJo e a me- 
dia desse anno. 

Como nSo podia deixar de ser, confnmtando a tabelkt com 
o diaji^ramma, vê-se que ha pi-rfeito accordo nos principio» 
geraes que jií estabeleci. 

E diremos, como não podia deixar do ser, porque tanto oh 
diagrammas como a» tabeliãs que apresento, sào trabalho» 
feitos em vista dos números registados pelo observatório e se 
ipresei fnvccrtea na construcçâo dos diagramma.s, as escalas 
HÊo tao pequenas que esse despreso é inapreciável. 

Pjira I» homem da ae.iencia, mesmo para os leitores maia 
estudiosos, eram aufticientes aquelles registos para aprecia- 
rem das nosítas connideraçoes e conclusiíes. 

O meu iatento porém, formulando iis tabeliãs e construindo 
os diagrammas, foí tornar este trabalho mais practico, de 
modo qu*^ por uma simples inspecção, poupasse ao leitor o ter 
de occuparse com atraducçao e comparação de números, o que 
demanda paciência, muita attençSo e poucas vozes deixa de 
ser fatigimtc. 



76 EXPEDIÇXO PORTCJGUEZA AO MOATIANVUA 

leies peli ordem decrescente das pressões 

1879 1S80 1881 188S 1883 1884 188A 

Setemb. Julho Julho Julho Julho Julho Setemb. 

Julho Setemb. Setemb. Agosto Agosto Setemb. Agosto 

Agosto Agosto Agosto Junho Junho Agosto Julho 

Outubro Junho Junho Setemb. Setemb. Junho Junho 

Junho Outubro Outubro Maio Outubro Maio Outubro 

Maio Maio Maio Outubro Maio Outubro Novemb, 

Novemb. Novemb. Dezemb. Abril Janeiro Novemb. Maio 

Dezemb. Dezemb. Novemb. Fevereiro Dezemb. Janeiro Janeiro 

Março Março . Março Novemb. Novemb. Dezemb. Dezemb. 
Abril Janeiro Janeiro Janeiro Março Fevereiro Março 

Janeiro Abril Abril Março Fevereiro Abril Fevereiro 

Fevereiro Fevereiro Fevereiro Dezemb. Abril Março Abril 

LimltPi mkxirao* 

760,25 759,06 757,02 759,51 758,23 758,56 757,27 

Limites mínimo» 

756,47 755,11 753,73 753,91 753,21 753,21 754,25 

VarlaçÕP» 

3,78 3,95 3,2Í» 5,60 5,02 5,35 3,02 

Modian annuam 

756,93 757,05 755,69 755.81 755,57 755,68 755,85 
Media dos 7 ânuos = 756"",11 



x- 



i 




%ÂuiAff 



31UTEOiiOLOGIA, CLIUÁLOGIÁ E COLONISAÇaO 



77 



Deduz-»e da eomparn^-âo quo em Le^anda as presíocs nas 
iBoas medias mensaiís stí^fut-m a ordom so^^iiinto: 

Muiuras JuMmi v .Hciftcinlircf 

Iuicrmcdtfi« ■ uoviTiiSro, dt;zei»bro e janeiro 
f niarvo o maio 
Menores fevereiro e abril 

As variaçSeB das pressões sâo dos factos meteurologiccts que 
mais influem sobre o organismo de todos o» seres vivos c 

ditfrn iitrs síli» as cauzas tjiif tMintríluu-ni para espas varia^-iVs, 
e al^iiniaa devida» a outros píiciKiuieuoB atmosplitiricns que a 
seu turno, pret?Í8am ser estudados, paru se conhecer até onde 
pode cliej^ar da sua constância ou pelo menos, no <pie possa 
haver do harmónico, comas híia estabelecida», como regimen 
de outi*otf que so conliecem aíFectanJu ** organismo desses 
ícres, que nniito importa saber os inciua de os poupar. 

Pari-TL*u-me puis conveniente csfadauiln íis pressões eonhe- 
[cer do (pie ludlaa jHissa influir do e&tado d^» ceu; e ])rineij}io 
das nuvens mt que respeita á sua quantidade e variayoes, 

NUVENS 

Pela inspecção do diagramma, tendo em vista o circulo 
[interior de referencia, conhece-se ser de maio a outubro que se 
reí?istainnH nunorfH quantidade» df^ nuvens, ao metnio tempo 
que, H niai» iar^Liía anipjiíude nan buas vnriaçvíeg,.iato é menos 
accun»ulayâo de nuvens, e é exactamente, este o período, em 
que sâo mais altas as pressões e numores as amplitudes de 
anãs variaçíSe». 

Se examiiuisaciuús agora a tabeliã da quantidade de nuvens 
no septennio considerado, dispondo os meses cm cada anno 
seguindo a ordem decrescente d^essa quantidade, vê-se que, 
com oxcepçjlo do mcz do julho que no anno de ISTíí tnmou o 
primeiro Jogar por ser o da máxima quantidade 7,1 ha como 
ihAo podia deixar de haver analogia cum que o se deu nas 
ircssdes. 



METEOROLOGIA, CLIMALUGIA E CULONliiAVAU 



77 



IXmIiiz-sií tlíi ('(Hiiptinírâo que tíiii Loniidu na pr«!8Buc*8 nas 
ftUii» mudiutf mciibiicfi sc^iRnu a urdem ficguiiitc: 

Maioret^ jtilho <• erptrmhri) 

' juiiliM, iipmttí V- outubro 

iDterraodiue unvrriilir»», d('i!(.'iiil>p> e janiMn» 

f niiirv<> V luiiio 

Meuoro» ftív«rfini e uhril 



Ab variaçííOB das prfssucs sSo doa factos mctcoroIogieoB que 
mai» iufltioni sobre o organismo do tudos ob seres vivos e 

dif!V*ri'Htí*íi nâ<> as cauzas *jiio cMnitrilmoin para Q^i^ak variaçík-e, 
it íiljíuiuas d«.'vidai* a oulrod jdunHímfnufct íiirn<ft!pÍKrict>» <pR* a 
seu turno, precisam sor estudados, pani sf ctmliecer até onde 
podi^ chnpir ila biui fonstjuuna ou pída itn*iio», no fpio ptie&a 
haver dL* liarmonico, coiu aa kns estahidccidas, i-íjiiio ro^^imeu 
de outroá que se eonhecem uíTt/ctando i» urfíanismu desses 
acre», que muito importa salier os mtios de os poupar. 

Parcccu-mo pois conveniente estudandu aa pressões conhe- 
cer do que ucllas possa influir do estado do ceu; e principio 
pelaB nuvens nu ipic respeita á sua quantidade e variações. 

NUVENS 

Pela inspoeçào do diajujranmia, tendu em vista o eireulo 
interior de referencia, eouliece-se ser de maio a outubro que se 
rojtjistamaa menoroí íjuantidade» de nuvens, ao mesmo tempo 
ípic.aniais lar'!;a amplitude nan tsiiati varia^*tk»Sj.isto é. menos 
aceunmlação de nuvens, e é exactamente, este o período, em 
qne vht mais altas as pressões e menores as nnijditudes de 
auas varia(;òeB. 

8e examiirnsaemoB aflora a tabelJa da quantidade de nnvens 
no septennio considerado, dit>pondo os meses em cada unno 
seguindo a ordem dccn-scente d'e?Éia ([uantidade, vê-se que, 
com exccpçílo do me/ de jnllio que no anno de 1879 tomou o 
prtmciro logar por ser o da máxima quantidade 7,1 ha como 
nao podia deixar de haver analogia com que o se deu nas 
pressões. 



78 



EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO MUATIÂNVUA 



Meus pela ordem decrescente em quantidade de nnvens 

1879 1880 1881 188? 1883 18S4 1885 

Julho Abril Abril Novemb. Abril Novemb. Abril 

Janeiro Março Novemb. Dczcmb. Março Março Novemb. 

Dezemb. Dezemb. Maio Abril Novemb. Abril Dezemb. 
Abril Fevereiro Dezemb. Jaueiro Fevereiro Dezemb. Março 

Março Janeiro Fevereiro Maio Agosto Janeiro Outubro 

Setemb. Novemb. Março Outubro Dezemb. Fevereiro Fevereiro 

Novemb. Agosto Outubro Fevereiro Outubro Outubro Janeiro 

Agosto Setemb. Janeiro Março Setemb. Setemb. Setemb. 

Junho Maio Junho Setemb. Janeiro Maio Maio 

Fevereiro Julho Agosto Junho Junho Agosto Agosto 

Outubro Junho Setemb. Julho Julho Julho Junho 

Maio Outubro Julho Agosto Maio Junho Julho 

Limites maximofi 

7,1 7,3 6,6 6,5 8,7 6,9 7,7 



4,8 



^,3 



3,3 



LlmttoR minimoR 

5,1 3,8 4,8 

Variações 

1,5 2,7 4 

Media annnal 



3,6 2,3 



3,3 5,4 



<1,3 5,7 5,7 5,8 6,1 5,3 5,4 

Media dos 7 annos 5,75 



METEOHOLOGIA, CI.IMAIX)GIA B COrOXISA^AO 79 

Deduzo trc»ttt tiibella como da inspecção do diag;i*aiuma: 

Maior quantidade dn uuvcns: (Ic novembro a abril 
Menor >• ^ m ilc jiinlio a eet(.-inbro 

Mezt'1! de trauBiçSo: irmio o outubro 

pCôtacam-PC irestea grupos: 

Maior 

novembro, dtjzembro,inttrvo, abril, fevereiro, jiiueíro 

Menor 

junbo, a^>fito,juIbo, screnihro 

le conftideinrmos as variaçòes de: 

uovtMubro = dezíMníirt» ^ 1 

aremos para os outros mezes: 

fevereiro — 1,5 

janeiro ~ moio =: outubro ~ 2 

março = junho s= 2^5 

setembro = 3^ 

abril = agi>8to = 4 

julbf» >= 4.5 

Com exoep(;iltt: dn nif»x dn abril <pit^ no» aniios do 1SS3 e 
1885 passou alum da regularidade que se nota nos outros 
iinnos; de outubro e maio que sSo mezes de transicçSo; e de 
fevereiro que tende a variar de b>gar no grupo dos intermé- 
dio»; — reina uma perfL'ita harmonia, das amplitude» de varia- 
^i5e8 das quantidades de nuvens, com as daa pressões; isto é» 
quanto mais acounuiladas estSo asnuvens, maia utTastAda de nós a 
cur\'a dos limíti^'s miuinios das cpiantidadi'» de nuvens, 
je as cur\'as das pressoL-s, andam abaixo da normal do se- 
ptennio. 

Comparando estas disposiçfSes, com as obtidas para as 
pressões, salvo pequenas diÔ*erenyas, invertida as das nuvens, 
^cmo.s as das pressões. 

As pressões me<lias variando no período do 7 amios entre 



m 



EXl-EUiylo 1'OHTUOUEZA AO MUATIÀNVUA 



millimetroH, 7<iO,25 e 753,21, tiveram uma amplitinlt) cm 84 
mczcB lie 7,04; o a media do stepfemiio Bendu de 7õí.i,JI, o 
máximo da» vari;i(;(V8 aeima fui df 0,*14 o abaixo de 0,54^ 
total 1,4S o que dá para cada mez, a variação de 1,7 centi- 
millimetn»rt, dfcertn uma iiiHiiíiilficancia. 

Da lueama surte n (jiiiintidade de nuvens variando de S,7 
a 2,3 tiveram uma amplitude de <],4; e a media do« 7 aimoa 
sendo de 0,75, o máximo das varia^òe» aeinm íV*i de 2,í>5 e 
ahaixo de 3,20, total (i,2 o i|ue dá para eada mez (),*»7 da 
unidade. 

Ainda por atpii «e vé <pie ais rjiriiiròí?» máxima» acima e 
abaixo das tmrrnaeg, estilo na riizi\(> invi-rsa dn qm* tuteeedeii 
eom as das pressões; c se nAn lia o rigor nas propor^nles, ns 
primeiras de 0,Õ7:I e ua seguidas de 0,S:l í isso devido o- 
que sobre ob phtínomentia de pre^sòfs e. nuvens^ ha <mtn»8 
ageiít"*» atmoHpImrieos mnio principalmente os ventos que 
n*'lle» iiiHiicni. 

Dfvri fazer sentir que o reparo que fiz nn mez de abril 
eom resprito a nuvens »o dava também nas pressões mas em 
sentido Invers»! em rula^ílo an nu'/. de março; u também é 
para luifar com respeito á quantidíule de nuvens, as difteren- 
ças jiara iuen(>B nas medias entre (»h nu-zes d*' janeiro e feve- 
reiro, d<f abril e maio, o de setembro e «lutubro. 

ESTADO DO CEO 



Ê uerto que o estado do oeu, inflne sobre os phenomeno». 
a qut^ me reporlu e embora só me pousa eln;rir ás fdiser- 
vaçfies do triennio do sr. íiomes Cuelhu qm- faz eiunprehen- 
der todos 08 casos nos seus registos, dfto-nos estas, bastante 
luic para a» melltores dedueçôee sobre os qviadros (pie for- 
mulei synthetisando todo o periodo e que neste logar apre- 
sento. 

Peb» ipiadni n." 1 se conhece da numero de vezes das 
variações do estado do eeu eom referencia aos mexes d» 



MKTEOKOLOGIA, CUMALOGIA E COLUXtHAV^O 



bi 



kesuio uome cio triennio; e pelo qtuulro n."* 2 da onlcm dc- 
•*ceute em fjui' so Kuccpde o» mczca cm cada caso coiibí- 
leraíh), aeiido o iiumt;n) d(í vtíxr», us unidiídfB dfi refc- 
n^iicia. 

Aíi comiÍ<lia'ay<Vs jt^erae» tíatàu fm [nTfcita hurnionia com o 

^uo ticou dití» com respeito á quantidatlc dv. imveiiB: o ccii 

^ftlá sereno e com algiimais nuvcn», noa mezes de maio a 

►utiibro, sendo certo no que regpoitu a pouco nublado, nublado 

muito iiuLliulo (pií- so destacam o» mczes de junlio a Kctom- 

fro peio menor miiuern de vezes iieisHe egtadf», liavendo no 

primeiro cut^o a couBÍderar, dei&embro intermédio aoe menoreH 

juMio ^.' acolito; e os meze» de fevereiro^ man;u e abril, intor- 

xaedio» aot* maiores julho c setembro; no terceiro caso 

apparecc, outubro numa onlem inferior lU» maior, setembro. 

Estado do ceu 

N.' 1 

Numero rle vezct* dr 



lt}7U-lbbtl Ci'n Alifiimao INiUcii Niiblailn MuíIk 4.:ianM titiuo* 

«cmiii iiureii* uulilodfi iiublailrt bpiiu 

<l i»-l a-.i i-f( 7-11 10 jc) 10 

FanBiro •}<> 5 ít\ sTt U4 41 1^ 

«veruiro ... 3«) <1 4l' 102 111 iM áft 

Lar^-y 21 4 4^ >í7 142 44 22 

Abril 17 4 44 7:í 122 (\H 32 

^>Iaio tí8 K; M HO KX» H4 âú 

' rtiDho 9H 17 81» 47 .'ííi 2<í 71 

fulho 122 10 15 2H 40 r>3 Otí 

jto 70 10 aií a7 Wí 52 111 

lL*tenibn> . . . *«» 13 4'.» :íH 74 fí5 Ô2 

íuliibro íi7 líi 5Í» 77 *ii» 4í» 34 

;ovemliro. . . 2:J 12 .Vi 7í» 117 511 10 

íezcinbro... ,20 11 3,1 Ms 124 r>l 14 

É ni»tavi'I t«uibL'm <pie sendo oa mezes de maio u outubro, 
>s nue se reg^i^taram tendo menor numero de vezets o ceu com 
Igiuna» nuvcn», «âo ns (\uv se regiataram tendo maior nu- 
mero de vcíseH o ceu encoberto e apresentando claros. 



82 



EXPKDIV^O PORTUGUKZA AO Ml'ATIÂNVl'A 



Sc iompanimoB por rnezes, o» nuiueroa que lhe» correspon- 
dem notí divoríií»» casos eonsidcradoB para o Estado do ccu, 
nota-se — que ailo ijb luczes do mai(» e de inUubro, o» que :*u apre- 
sentam com um aspecto maiu aemilluintc^ sendo t<jdavi!i o 
mez de nutubn» •» mais favoravcd, mono» t^nrre^ado dt; nuvens, 
menos encoberto, aprese ntando-se com maii>r imniert* de 
claros e mais serenai o cou. 

Estado do ceu 



t.'U 

wrtmu 


Alguma» 
uuvtm» 


pimrn* 
nntilntiti 


Nttblwlr. 


Mnito 

lltlllliulll 


ClnntH 


Kucíílwrlo 


n 


0-1 


í-n 


4 -li 


7!t 


1» (nl 


Dl 


JuUio 


Juilliu 


Outubro 


Krvcrvir<-> Jiiuriro 


Aliril 


AíroHti) 


.lunlio 


M»io 


Mní(* 


DexiMiib. 


Miirv" 


Setiniib. 


Junho 


AgriSto 


Oiitiilini 


Novpiub. 


Marvft 


Dczeiíib. 


Nuvfinb. 


Julho 


Setfinb. 


Solcirili. 


Juucirit 


JMiifirn 


Abril 


Jnllio 


iMt»'n» 


Outubro 


Nnvrmli. 


Sftcmb. 


Mau> 


Novcitih. 


Af,'OHtlt 


Sríoiiib. 


Miiio 


Dfznril». 


Miirvo 


Níívcinb. 


KfVíTviroDfZfmb. 


( íurubro 


Janeiro 


Julho 


Abril 


1 ftiriiUni 


Maio 


(Jutnbro 


Abril 


Fcvrreirít 


Apjí*to 


Fevcrrin 


.Abril 


Sctfinb. 


Marvo 


FeviTí/iro 


Noveinb. 


Fevereiro 


Juuho 


Junho 


Outufiro 


Jjinciru 


Míirv» 


M»rvo 


Jauciro 


Agosto 


Setenib. 


Junho 


Miii» 


I)t:zt>ui)>. 


Di'xeiiib. 


Murv» 


Doxonib. 


A;íOt«t" 


Aigr*»sto 


JiiuIk* 


Jaueiro 


Aliril 


Abril 


Julho 


Julho 


Julho 


Fevereiro Novemb. 



N.B. Oa nifxct* yiio <lif»i)oyt<>H scg-inuío a onlrni JctTCKCiintp vm «(Utiu- 
tiibuk', pelos CUBOS cousldcratlog iui:t uumIíuh do trionnio áv 187ÍI-1.SM. 



Vê-se neste ípindro: que osmezesde jnubo. julbn y airosto, 
sendo os que se apresentimi eom o eeu ninls limpo, silo tam- 
bém nqueiles que o apresentam muis vezes tmcoberto; o mez 
de setembro qno se segue lo^o áquelle», pouco ditíere de abril, 
quu é o jn-imeiro c«m respeito a claros, nào obstante pode- 
rem considerar-se um e oulni, doa médios n*» caso das nuvens ; 
que 08 mezes de Janfãro, maryo c dezembro, sondo dos muittís 
nublados, sâo dos menos encobertos; que os mezes de maio, 



I 




outubro <• luiveiuhro, &endu os mt^zen rlnssiticados como na 
«rdem dut» primeiros, poueo iiubludo», tíTut tíatcs oh iiuíze» 
interuiedíoft uob cuboií de ceu limpUj L*<im cxcopçào de uo- 
Tcmbro, os íntenucdíos ainda na ordem ilo» oncubert(»6 c o 
me»mo se pódc dizer com respeito a claros; tinalmente, que 
o mesi de fevereiro, é aquelle em que, o ceu ai)re8enta me- 
nor numcr*! de veze» claro», dos mais carretfadoa de uuven», 
mas ainda atiãim, dos menos encobertos, conservnndo-se mi or- 
dem de eeu limpo, c pimco nublado á mesma altura que n'esta 
ultima. 

TEMPERATURAS ' 

Os diagrammas que apresento com rcspcití» iW temperaturas 
iibsolutas, máximas «> minimas, e ú» rehitivas medias da» três 
tib8erA'n^'<les d»» dia, todas â sombra, de tal modo estilo dis- 
postas em rela(;ào ás eircumfereneias interiores e exteriores, 
que se torna logo saliente, que no septonnio considerado, no 
que respeita at>s limites Inferiores, a ordem dos messes dos 
maia para o« nien^s quentes, é a seguinte: 

ul»ril, tiiurv<'i fevereiro 

dpzfníbru, jjuii-irts uovcntbro 

inautf outubro 

junlin, setembro 

jidho, H<n)títo 

Ainda nas temperatura», os raezet* de maio v outubro, os 
considero de traiisi^wlo pura as duas epoclmis, n mais quente do 
novembro a abril, e a men<i8 quente de jiinlio a fcctembro. 

Examinando cada um dos três dia^aiiiin:is de per si, nota-se 
que no das temperaturas mínimas, lunima pequena differeiív», na 
ordem dos mezes, na epocha mais quente, mas o que nâo dcstnie 
o que pode considerar-so (>omo lei geral. 



fevereiro novembro, dezombro 
janeiro, março, abril 



84 



KXPKI)I\;Xo POUTUGUKZA AO MUATL 



No que reepuita aue limites isUporioreA [mm aa tempera- 
turas niaximai* »• para a» niediat* daí^ trfs ul^crrvHt^fjetí iliurin», 
no aspecto gorai, diz-nos n diaíp*ainn]a a urdem que se observa 
doB mezCB iiiaÍ8 quentes para os rneiioa quentes, que é a se- 
piiintc: 

f«!Vi*ri'irii. rnar^o, iiliríl 

jutu.'Ir'>, nnveiiiliro, íluzeiíiljrn 

maio^ oiitubn) 

jiitilii), si!teiiibi'o 

julho, agotttn 

Demorandinnoit a examinar n dijigi*amma (pie reapeita ás 
temperatura» mínimas, conservam-BC oa mcamoe mezes nas 
efitai;(ieft elatíHÍKeadas inai« quentes e nienotí qtirntí!**, ti tam- 
bém HA de tramíiv«Vi, [Htrúni, ati uiezfH é ([ue mudam apena» 
de Irtg;ar, o que ni<i faz alterar a lei geraí; 

fovennn», dc»ombrt>, junoim 

abriU iimrvOt iinviMiibri 

tiiitulirOf mui"» 

julho, petoinbríi 

S*_M'vÍiid<)-me «lu nitísinn artítício ^ito uneí para nu preesÒes 
eniti n-upeito íis suns* varia^-oes, e prueurarHL) rL*tluzir a» am- 
plitudfti jííira a» eiimjiaravoe» A unidadfj ulitenhci a disposi- 
çà*í dos meiseri pí*lji orrlem dn amjilitude das variayí^eK, que 
para liS teiiiperaturan riiaxinius ijue ê: 

oiiliibro — (|i'Ki'iiil»ro ^ 1 

setembro = 2,5 

jaueiro = abril = junho — íJ 

niar<;o = 3^b 

fevereiro = agosto — 4 

jitlho =^ novotnhro — 'i 

maio — 7 



Silo pui» os limiteb de 1 a 7; ma» devo eonsignar^ ([ue Jio íío- 
ptennítj, se encontram viu'iavòe»nyethemeraes super ii)reB,«endo 
a nuixima registada de 1 l,íl no dia 4 de agosto de IH.SO. 



1 



METEOUOI-OOIA, CLISfALOGIA E COUJÍÍISAVAO 



85 



Partt a« tompornturas medias c diversa ;i (liri|Hi8ÍySu : 



dezembro = 1 
janeiro = uovemlím = 1,5 
Bftombro = outubro = 2 
feVereiwj = março = abril = agxíutu = 2,ã 
maio = juulio = S 
julho — 3,5 

Senda o limite vntro 1 t; 3,5; é muito íiifcrinr ás variaçHcB 
ledias iiif^iifiaetí tíin uada aniu> que toem por liuiites noB 84 
leze» — a, 73 e ^,59. 

Para as temperaturas minímas aindai outra é a diBposiçSo: 

iiovoínbro ^= 1 

fcvjiTíiirn = 2 

janeiro = março = setembrn = «U-m^mbro = 3 

abril =^ julho = outubro ^= 4 

agosto ^ 4.5 

inaio=:junhos6 

A amplitude dvi» varia^íVa mpusaea, que neste caso nunca 
íxcedem de 1 a íi, dâo comtndci para a» anniuies no período 

I considerado, unia atuplituilc «uporior, variando entre 5,9 
' Vr>-Be pela dÍH|>oi(i^»3o obtida para an variayi*"*** de tenijinra- 
iora, cm qualquer doa trea uasoi», qu<* em ^eral, o« mezes mo- 
D08 quentes são os que om media toem uma amplitude de 
rariação maior, entrando ncHte numin*(i o mez de mato eonsi- 
deratlo de tranaicSo, para íi epítolia niem»B quente. Do mesmo 

j modo, nota-sc a menor amplitude, nos mi'zeH maia quimtes; o 

^Bqne mostra a oonstancia das tem[ieraturaH mais insup portáveis, 
^Be nesse numero entra, o mez de outubro, de transivSo para 
^Hft epocha mais quente^ mas inats IjêJii^io ipn- o mez de maio. 
^H Analysando agora as talieUas cm que colloco os mozes do 
^^aeptennio pída 4(rd*m decrr*seentf das temjieraturas, ainda 
;om mais preeÍ8Íl<s por n2to haver desprezo da» iVacçííes dos 
igistos (h\ ol>3nrvat(»rio, se eontirmam as lei» jVi deduzidas 
los diap'anmias e ainda se deduzem outras. 




86 EXPEDIÇIO POETUGUEZA AO MUATIÁNVUA 

Temperaturas máximas 

1879 1880 1881 1888 1683 1881 1885 

Novemb. Março Fevereiro Janeiro Março Fevereiro Março 

Março Abril Abril Fevereiro Abril Março Maio 

Abril Novemb. Dezemb. Março Fevereiro Abril Abril 

Fevereiro Fevereiro Jauciro Novemb. Maio Janeiro Fevereiro 

Janeiro Dezemb. Março Dezcmb. Dczemb. Dezemb. Janeiro 

Maio Janeiro Novemb. Abril Janeiro Maio Dezemb. 

Dezemb. Outubro Maio Maio Novemb. Nevemb. Outubro 

Outubro Maio Outubro Outubro Outubro Outubro Novemb. 

Junho Agosto Junlio Junho Junho Setemb. Junho 

Setcmb. Sctemb. Sctemb. Setcmb. Hetcmb. Junho Julho 

Julho Junho Agosto Agosto Julho Agosto Hctemb. 

Agosto Julho Julho Julho Agosto Julho Agosto 

Liinlteii maximon 

31,7 31,8 30,5 31,4 30,8 33,3 33,4 

LimUeH ininiraoti 

23,1 24,9 22,5 24,8 25 25 26,9 

Varfa\"ÍJc»» 

8,6 6,4 8 6,6 5,8 8,3 6,5 

Media annual 

30,6 28 27,8 28,6 28,5 28,8 2ÍÍ,6 

Media dos 7 annos 28,í) 



/] 



METEOIIOLOOIA, CLIMALOOIA K COtONISAÇAO 

A media dos sete aiuiu» foi de 28,9^ houveram temperatu- 
ras annimes superioreB até mais .1,7 e inferiores até menos 
1,1. A maior temperatura nas maximaít foi de 3*í^4 e a menor 
de 2iJ^l. Qu4-r ilízer ani varia^'<'te8 entre estas foi de 10,3 
euKjnanto (pie entre a» »n&A media» aunuae» foi de 2,S; o 
c|ue moatra haver ^ranile irre^uhiridade na» nvetluímerae» 
pelo monoa em aljçuns mesjes a dua eíJUHÍderailo« menoa (pien- 
tes. (*) 

Attentandn na tabeHa vê-»e que o mez de outubro tomou 
o oitavo io;;ar e abaixo dollo junho e Bctembro; o logo em 
BC^iida alteniíLtívamiintr^ julho íí a^ontoj podendo eoiisidenir-se 
Julhoj na ordem inferior. 

Subindo, o mez de maio noía-ao ser muito variável e nSo 
contando com e!]e, alternathimente se apresentauí praieiro: 
novembro, janeiro e dezembro ; e depois, março, abril e 
fevereiro. 

O que estíi d*-. aeeoi'do e nSo podia deixar de ser, com o 
dia;^Mnima n^^pectivo ; e assim ela^Hitiei) os laezes de 

Miiis qiieiifi'H, viiriaçiVs iiitiTincfliafl. . . . fcveroirn, inttr<;o c iibril 

Bastanri; (pu:iit«s, vjiriaçòííi* irrcpiilares uovemhm. (ieí£tíml>rocjii.neirií 

Qtieutes iutennL'(liiip,variav''»(í» extrema» mai*» o ruitubm 

Meuog qucutt*tt, varia<;uuH regulares. . . . jiiiiUo n BotiMiiliru 

Modera<luH,varÍHV<H*H (li* maior Hinj>liciul)' jii]h<> «* ttf;*>í*tn 

Este agrupamento tom de ser moditieiulo em vinta da ana- 
lyse que ti-m de se fazer nas tempcratunis medias tpiando 
quizermos apresentar uma lei ^cral ; traballio este que faço 
já, sobre a tabelhi que apresento agora. 



(*) KíiN*. facto ton»on-»e íuíiisÍvi'1 ilo mou rorpo tí por v*íy.(íHiioiiit<*rÍor 
cm ilivorsiifí roífiiVH, o rophtci iio meu Oiuriu «oh mezt'^ di' junho, julho 
e ajiçoítto roíiniihíradoí* ihn? maií* frcsen», |H»r HírinsuppnrtavHuti'iii}iera- 
U\n do ambi«nt(! dan 3 para as 4 hfiraB da tardo. A «(Mi tempo apn^cia- 
r«i «stc facto. 



88 EXPEDIÇÃO l»ORTUGUEZA AO MUATlAxVUA 

Temperaturas medias 

1871t 1 H8[> 1881 1888 1883 1 884 1885 

Março Dezemb. Fevereiro Fevereiro Abril Fevereiro Fevereiro 

Fevereiro Novemb. Março Março Fevereiro Abril Abril 

Abril Fevereiro Dezemb. Abril Março Março Março 

Janeiro Março Abril Janeiro Dezemb. Janeiro Maio 

Dezemb. Abril Novemb. Novemb. Janeiro Dezemb. Janeiro 

Novemb. Janeiro Janeiro Dezemb. Novemb. Novemb. Dezemb. 

Maio Outubro Maio Maio Maio Maio Novemb. 

Outubro Maio Outubro Outubro Outubro Outubro Junbo 

Junho Setemb. Setcmb. Sctemb. Junho Setemb. Outubro 

Setcmb. Junho Junho Junho Setemb. Junho Julho 

Agosto Agosto Jullio Agosto Julho AgOBto Setemb. 

Julho Julho Agosto Julho Agosto Julho Agosto 

2.5,ͻG 25,28 26,02 26,48 26,08 26,34 26,91 

I/imttoít mínimos 

18,95 18,08 18,77 18,92 19,88 19,33 21,25 

Variações 

7,01 5,27 7,25 7,44 3,08 7,1 5,66 

MprliiiP Anntiapu 

23,10 22,90 23,01 23,51 20,76 23,42 24,36 
Mediu dos 7 anr.os — 23 



l\ 



BTEOUOI-OOIA, 



U>KI8AÇXC> 



89 



A media das nniiuafíi dn 8i*ptenni(i foi dí* 23; registaram-se 
temperatiirai* amxna'-» iji;|)*'rii»rf« i\t{^ l,.'5í) e íntVriorcs alé 
menuB :i,24. A maior ti-"mperatm'a foi dt* 21, M e a mt-nor de 
18,77, Quer dizer, as variaçfSea entre eetas foi de 9,19 eni- 
quantn qno ontrc aqnr^llas ini de 2,00; jrrívndr diftVrf*nt;a (juc 
nSo pudia deixar ilr tiar-nr e tica comprelieiididíi, nnn fimitoH 
cxtromos nunisa^H jfí iadicadoH 8,73 v íí,r>íK 

Tambeju no»ta tabtdla, o me-A d(í outubro ocfiipa o oitavo 
logar B abaixo d<*lb', por sua ordíMii oh mt^zes de aetínnbro, 
junho, julho o acoito. Logo acima ib^ laitiibro, está o niez de 
maio, como a indÍear-no8 precíaainonto w tniiisiçâo para a» 
estaçfÇos, e sf com í-uidadt» apnrarmns os mezos acima, tjue 
sâo 08 da estaçilí» (pienti^ u ordfMU obsei-vada de mais para 
menos quente é ; janeiro, novembn», março, abril, dezembro 
e fevereiro. 

Onqiando estas ordens, como resultad*» a que che^amoB da 
analyse dt»s regÍ8t<»8 dat* tcTupiM-aturaií niediaR mensaeí* do 
septennio, com a» qne ficaram estabelecidas para as tempe- 
raturas máximas, melhor se destacam as differenças: 



'IVntiKTiitnriifi ininllan 

JHwiro, noveinl)!^», ninf^í» 
abril, dczpnibro, fevereiro 
maio (• ontiibro 
setembro, junho 
julho^ agottto 



ToiDponituraA maxlniBA 
feven>iro, mar(,*o, uhril 
novembro, ilczcmbn», jnm-lro 
mHÍo e oiihibro 

junho, «eífinlipi 

julho, agotfto 



Comparando a novadi»p<»BÍyjLo '^oní as variaí^or* que HíCíí s3o 
can*c»pondente8 e tendo presente a dedueçâo para as tempe- 
raturas máximas, tem de se dar uma nova forma a esta, 
de modo fpie abranja ** que ae obserra nas temperaturas medias. 

DoB meze» niaifl quentes, «en<k> fevereiro de todos o mais 
quente de varia(;àít hiterniedia, npparee*^ nus medias o nienuH 
quente, conservando a variarão intermédia, e os outros me- 
zes mudam apenas de lofrar. 

Mas ainda ha a considerar o caso das temperaturas mini- 
mas, para fixar a verdadeira formula da lei a estabelecer para 
o que rac 8ir^•o drx tabeliã correspondente. 



90 EXPEDIÇSO PORTUGUiSZJL AO MUATlAxVUA 

Temperaturas mínimas 

1879 1880 1881 1888 1883 1881 1885 

Fevereiro Dezemb. Dezemb. Janeiro Dezemb. Fevereiro Fevereiro 

Abril Novemb. Fevereiro Abril Abril Março Abril 

Janeiro Fevereiro Março Fevereiro Fevereiro Novemb. Maio 

Novemb. Outubro Abri! Março Março Janeiro Janeiro 

Março Janeiro Novemb. Novcinb. Novemb. Abril Março 

Maio Março Maio Dezemb. Janeiro Dezemb. Novemb. 

Dezemb. Abril Outubro Maio Maio Maio Dezemb. 

Outubro Maio Janeiro Outubro Outubro Outubro Outubro 

Setemb. Setemb. Setemb. Junho Junho Sctemb. Junho 

Julho Junho Junho Agosto Setemb. Junho Af^osto 

Agosto Julho Julho Setemb. Julho Agosto Setemb. 

Junho Agosto Agosto Julho Agosto Julho Julho 

Llmil«it maximoii 

21 20,2 20,í> 21,4 21,5 21,7 22,5 

LimitCR niinimoi* 

13,5 13/> U 13,5 15,2 14,2 l<i,(i 

VariaçõfíH 

7,5 (5,7 6,9 7,9 «5,3 7,5 5,9 

MedlaH annuaeit 

17,51 18,09 184 18,3 18,3 18,4 19 
Media dos 7 ânuos =18""" ,2 



/l 



Variações de leutperalura^i 




Se%^m6no_ 



*/wtnJto 



Líèhêgfêçphiít da hftjtf^enfitt 2/oeionAl. 



METEOROLOOtAf CLUALOOtA £ COLONISAVÀu 

A media tio septennio foi de 18,2; tendo chegado a ariniial 
muíor até mais U,H, e a nu-nor, ató menos 0,69. 

Como »e vê tanto nas tomperaturiis minimas como nas 
Tncdia»*, dcu-sc o contrario qtit* nas máximas, ns inferiort'8^ 
aiTastaram-8e mais da normal. 

A maior torapfratnra da» minimaHj «ubin a 22,õ v a menor, 
desceu a l'^jõ; dando uma amplitude para as varia^ne* no 
fieptennio que é de 1), muitigsimo superior, a da» media» 
annuacs que abrange 1,41^ Ha portanto uma irregularidade 
grande nas nyehíliemeraes no» meze» mfíuos qut^ntetí. 

Kxaminando a tabeliã, ainda encontramos o mez de (jutubro, 
no oitavo logar e o mez de maio, variando entro o sexto 6 a 
oitavo. Em seguida descendo, encontram-se por sua ordem : 
setembro, junho, e o julho e agosto, que se podem considerar 
equivalentes. 

Acima do mez de outubro apurando com cuidado, os mezes, 
dtí maiií idtart ttímperaturas segiundo os diversos annoH, a or- 
dem df'creBc<»nte para as temperaturas niinímas é^ fevereiro, 
abril, dezcmbni, raaryo, janeiro e novembro. 

Ha apenas uma alteraçà*» no grupo do» mezes mais quentes, 
sem que o primein» e o ultimo deixem de ser os mesmos e 
essa altera^'âo, em nada modifica o que já ficara estabelecido 
tratando das temperaturas medias 

Temos agora a entiidar o que respeita aoK limites «la» va- 
riayòe», a» quaes eongIoband(»-as, aa de todas art teniperaturai« 
num só quadro, dá o seguinte resultado : 



dezembro = I 

outubro = 1,4 

jttiiiíiro = setembro = uovcmbro = 1,5 

fevereiro = 1,7 

março = 1,8 

abril = l,y 

a^sto == 2,2Í 

jaaho = 2,4 

julho = 2/) 

maio — 3,3 



92 EXPEDIÇÃO PORTUOfKZA AO MfATI^ÍNAfA 

Em rcsuirui, u incz «Ir niai<» tlestacíi ob tre» inezoa já cnn- 
sideradíis maí» nm^nt^t), fevereiro, março e abril, dos luciios 
qiHTiU'K,junhi), julho, ajjDutíi o «ctombro. 8ílo esttosntt^Kos, que 
tíH'ni uma maior ainpUtiuk- do variaçiic»; t- como as sua^* tt-mpe- 
rrtturas lunximas, slo ai ruímore», segue-ae qut* a amplitude »e 
í'stond<* jiara a parto inferior da escala o portanto, uecu»ando frio 
por vrzcR. 

Omczdí! outubro, ('*o riiL*/, fniiHÍtlrradit di' tran8Í(;lo, dos me- 
xes moiiOB ijui'nt(.¥(* para o priuxiiro p^Tiodo da estagio mais 
quente, navombru/dfKi-mbn) t- jaiii-iro; do tompi^raturas infe- 
riores em algiiiiHannosaoKdutíogiUKloprriodíi, apresfiita-se com 
uma amplitude pequena, logo em aeguída, á de dezembro que é 
e^ual á unidade, isto é, intermédia n dtjs nie/ea daquelb- periodo. 

Finahuente, o mez de íiote.inl>rí> (pie pertiuiee á estação díiH 
lueno» (jueuteB, tendo uma amplitude muito menor que osuutroR, 
como as liuas tem])eratunis máximas, pmieodiiferem da« dos nie- 
zes do aeu ífrupo, nej^ue-tte tpui é meunscxteuKaa escala de ;;raus 
inferiores que abrarij^o, e por coniíequencia, deixa de liavor frio 
ncBto mez; e cnm respeito ao mez de dezembro, raciocinando 
pela mesma forma, é oate díísmezí-s quentes^ a main moderado. 

Km rertuiiiOj pode aeeeitar-se para as temperaturas de 
Luanda como lei: os grandes calores sÂo de outubro a maio, 
o» menores de juubo a «setembro; mezes de iransiçSo, maio 
com a máxima am])iitude de variações e taitubro com a mais 
pequena; e os mexes pmlem classiticar-ae: 

fevereiro... j O» <le t<'mp<*raturHB euporiorcs. sepiiiuio n dispoHi^-âo ilos 

miirvo im'zei!iiiKli('Hilos,i.'oinHm|)litiidi*8cU'viuríav<Ve'ineiisaeHdAs 

abril . . . I iuteruiediuK ; 

dczemUn». . lOs de trin|irrHturaH imnieiliiitas ás dos primeiros, se^iindo 

nnvcmbrt». .' tainlíeni u ordem do» meses, com amplitudes dcvariaçiWs 

jaiHuro. ... 1 das inais pctpieiiH»; 

, jOs de iimior tcmperatuni uu Of*laf;3o incuos {ptriitc. o pri- 

^ ^ L / meiro de iimnlitudi? intennedia cutrt- as maiores, e o sc- 

I giujno. eatre as menores; 

. „ jOs de teiiiperatuniíi meiíoref*. podendo conuiderar-Be de 

julho f í. 

) frescas, sendo u Kiiiplitudi* diis vnriaei^ies diis me* 

1 norcs. 



^^^^^^^^^TâStmHoijõãiÃ^^ 


L-LtUAX^atA 


K COLONISAÇAO 


o^^^^^H 


b 


HUMIDADE 








^ 


^^^^^ A cidatlo di' Luíuulíi é 


uma das «_• 


xe<'HSÍvann 


.■nte huinidat» e ^^1 


^H pelo quo já teiuoEtflito uâ 


o ú devido ao phcnomenodas chuvas; ^^M 


^^1 otitraH (Icvom ser poi» aB causaíi, qm* cimvem 


ind 


laj;;ar na atino»- ^^| 


^^H plifT.H (^ no solo. 










n 


^^1 Pelo ilía<(riimiiia Ju m*| 


[ttciiuio qm' 


• tormii 


lei, 


i-n» que sr 


j 


^^H proauntuiu oa \[m\U'A máximos e luiuimos 


da 


humidiídt? 


^B 


^H mezes e u norma] do ptriodo, vO-sc 


que a 


»»rd 


em jKir qin 


' ili« 1 


^^1 mezes na atraãtaiii da modia »f*ptc'mi 


ial é a 


sepiínte: 




^^^K Mlan lia nvrniAl 








abkixu da nontial ^^^| 


^^^^^K ago»to 








inarvn 


■ 


^^^^^^^1 insrco 








fev «infiro 

jau eiró 
uovi-inbro 
junho 
outubro 
julhu 
4b*s!i_*mbn) 
si^tOMíbro 


3 


^^^^^^^1 outubro 








^^^^H 








^^^^^^^^^B , 








^^^H 

^^^^^^^H niAÍo. 






•• 


^^^^^^^1 uovciiibro 






•• 


1 


^^^^^H 






^^^^^H «lozerubro 








HgOfltO 


■ 


^^^^^^B 

^^^^^|H 




■ 


.IS 1 


imites de eada ^^M 


^^L Tomando a menor dati 


amplitudes 


entre i 


^^M mes do dia^raiiima para 


unidaile, a 


ordem dos mi«c» pu 


las H 


^H umplitudea c 


íMitembro = 
maio = 


-1 






.1 


^^^^^ 


= dfzembro =^ 1,4 






^H 


■ 


agovto = 
junho ^ 

julho = 


= 1,5 

-1,7 






j 


^^^^H 


ijovfmlír*» - 


:^1,S 






^^^ 


^^^^^H 


fovereiro = 

outubro = 
jftUfin» ~ 


= ;! 
= 3,05 






WÊ 



:)4 



EXPKDIVIO HOKTCOLEZA AO MCATIÂNVCA 



Da combiimyâo ilan trcB 4lii(iiusi\;n<*s drdiizo: fiuc a moz de 
julhti, qiu» na escala das íinipliludvis tniinni um Inj^ar intfnae- 
dio nas do» limitt'», indica-ims ijiic^ a imnliri do ptriodo, »»• 
aproxima um pouco mais do limito máximo qm* do limite 
miuimu ; — e «orve-noa j^ara base dn tlassiíicíu;?!'» dos mczcs 
maia c mcíiius humiduitj do que clit*. O iiu_'Z de maÍo^ io^^o 
abaixo no limite máximo, donce muito no limite mínimo, onde 
toma o sc^çundo lo^ur do^ ukmios at^astados da media; e c(tmo h 
<%mplitu<b', apenas, dittcre da unidade 0,2, «jutrr istodizcr^ tpie 
nos sete annos, C8tc me:*, regista ob graus de humidade mai<tr 
numero do vezea acima da media, que o de julho, que apenas, re- 
pinta dua»; lo^^ii niaiit^ é maift humlflo qno julho. O nuz de no- 
veníbroj qiie é o que »e lhe se^ue na onletn deeri'íteent*' no liniite 
máximo, tom um lo^ar muito superior no limite minímo, e 
como a sua amplitiuhi, ê a immediata acima, U,l á du mez do 
j\dho, <• jiorque iuva limite» acima tia normal, se tornou inte- 
rior HA humidadeí* do maío, mas é BUperi<»r áíí do julho; por- 
tanto o mez (Io novembro, já foi collocar-Rt; entre julho <; 
nmií). 

ÁHftim, discorrendo mez por niex, obtenho a Ho^iinte con- 

clusilo : 

iibril^ maio e agogto, 

mezes de muís hamidad*- eom p''(|uena8 amplitudes de varia- 

ÇÒCS. 

Fevereiro, junho e setembro, 

xuezes de meni»s humidade eoui amplitudes intennedijis sendo 
o ultimo de menor amplitude. 

Janeiro, mar^-o e dezembro, 

mezes iutenne<lios com as uiaioros amplitudes sendo a de de- 
zembro egual i\ de abri!. 

Julho, outubro e novembro. 



mezcs intermediou com amplitudes úitermedias abaixo das 

maiores. 



3IKTE0R0L0GIA, CLIMALOOIA E COI/OKISAÇAO 



Portantt» do mitubn» n mar^Mj, »ul>»títuiilo u mez de fevu- 
rein» polo do julli'», é um poriodu (pie no distiiiffuo entre us 
maioroB o monoro» liumidados. 

E este, t» da» ehuvaB, o eouu) soÍ iln tstm rc^^imen, t-m diver- 
sas rej^it^tís d«» continente, nâo extraniu) «jue fevereiro nSo ap- 
paro^a, p<»Í8, de janeiro a fevereint \\h sempre luiiu HUBpensfto 
de chuvas, epocinij a que us naturaos ehatuani jjerpieno estioj 
qae corresponde ao m>89o veranito de novembro, 

A subdivisão na elasaificaçiln deyte periodo, para main e 
para nienoct, o segundo as suus amplitudes, e.stâ em harmonia 
com í»s inezes de mais o menus eliuvaa rof^istadíia. Aasint, 
janeiro e março sS*» niezes de mais chuva»; ímtubro e novem- 
bro d(í pequenas chuvas; dezembro, intennedio, e jullui, que 
é um mez de* estio, é i» que aecusa maior numeni de dias de 
cacimbo e nevoeiros. 

(N)nu» L^ natural, nn nieziís que se sneeedeni no período dan 
gramles chuvas, chaniadoH i}» das despedidjis, abril c maio, 
cm que teem lo^ar aa cheias, as apms estagnadas etc, e o 
de ag(istu, em qUe se acumulam os eífeitos do cacimbo, sJo 
os mais húmidos. 

Foi n<*8tt'a mezes que mais Hoffri de dores Hieumatlcaa e a 
minha ritu)f;i dr Híiiirllfu^ ea!í;n(l(>, rruiu una bons hygraraetros. 

Com rcsjíiál-o .-los ninzrH nicnns humidus, temns um pririii-in» 
hífçar, setembro, ídtinu» mrz do i-stio i; em tpu? jii se registam 
poucos dias de cacimbo^ depois jimho, um que já desappnre- 
cem os effcitos das eliuvas e por ultimo, íevereiro que como 
ficou dito, ó beneticiíulo pela suspensão das chuvas e que 
sendo dos mezes nubladtw, é do» ipie se rej^istam menor nu- 
mero de vezes encobertos. 

Analysandíi a^ora a tabelhi vm que dispuz os mezes em 
cada anuo, scguntlo a onlem decrescente das suas medias, 
accusndaa pelo registo do obsen-atorio, nSo é fácil logo i'i 
primrira vista, lazer uma de(bK't;!lo c<imo nas dofl outros pho- 
nomcnos, mas, j»ara que níli» reste duvida, de que p(>r ella se 
chega ao resultado do diagramma, |)or baixo de cada mez, 
colloquei a graduaçàf» «la media correspondente. 





. EXPKDH^XO PaWTTTGtTKTIA 


AO MITATIAXVUA 


■ 








BUMIDÃDES 




■ 


^^^^^^^^Ê Disposição dos mezes por anno segundo a ordem decrescente ^M 


^^^^^^^^^V 


IHHd 


IhHl 


1HH2 


lHf4.1 


IRHl 


IHKÒ ^^1 


^^^^^^ 


Sctciiib. 


lícxi'mb. 


Jain.'irn 


Aponto 


Miu\*o 


Ap^^to ^^1 


^^^^^1 


Hôjl 


•»l.:íí» 


'.);j,'i 


;i;*i/J 


•14.;» 


89,3 1 


^^^^^ 


Abril 


-V^i>st»t 


Maio 


(hilubro 


Ahril 


Abril ^J 


^^^H 


85^5 


Hr»,íis» 


i)a,r> 


í)4/. 


í»4,l 


^1 


^^^^^^B p 


Maio 


MhÍh 


Junho 


Jillhr. 


Muio 


Jiuii-íro ^^H 


^^^H 


Híi.KS 


■S4.1Í1Í 


;)-j.T 


i);i<i 


!'2,íl 


^H 


^^^^1 


ÁgiwUí 


Abril 


Novnnb. 


Muio 


Junho 


^^1 


^^^1 


Kiai 


K-IJO 


lil.T 


n:i.2 


1*2,:. 


^H 


^^^^^H 


Desenib. 


Novniib. 


ApiPto 


Novfiiib. 


J:iiiL'tro 


Outiibrtt J 


^^^H K.%69 


S2,*i7 


M3,ÍHt 


í«»,4 


ÍI2,8 


í»l,l 


Kt^li ^J 


^^^1 Julho 


Março 


Junho 


Abril 


Abril 


Julho 


^^^ 


^^^V 


M..VJ 


s;í,iir» 


><!».:j 


l»2,í< 


87,!» 


^H 


^^^^^L Fovcniiro .Tniicirti 


Julho 


Míirço 


Junho 


DcZfUlb. 


^1 


^^^^H 


.si,o;{ 


Ki,m 


.s«,K 


1)2,1 


H7,4 


^1 


^H^^' 


NtíVfiali. 


Outubro 


Oiiíubro 


iVzrnib. 


Apjfto 


Marvo ^^1 


^^r 


«0.82 


h1,77 


87,4 


íll,8 


87 


^H 


^^^^^ 


Fm crrin 


t Sfri'iiili. 


Si'lt'iiib. 


FvTfrciro Novf mb. 


DfKumb. ^^ 


^^p 


stuo 


«l.íiH 


.sii,4 


1U,2 


8(;j 


82,9 J 


^H De^niilr. 


.Jtilh» 


K(*vt.'rfiro Julho 


Mnrço 


K«;v«*r(*íro Sfítotnb. ^^ 


^^L^^^ wja 


7i»,ÍHi 


~iH 


Hr»,2 


ÍHM 


8«,i; 


82,4 ^^ 


^^^^^^H 


Outubro 


Jiiueiro 


OoKeiiib. 


Stítcinb. 


Sotomb. 


Xovftnb. 1 


^^^^H 


7í>,79 


77,MÍÍ 


Hi,í» 


8v»,r> 


H3.ÍÍ 


80,K 1 


^^^^^^^L 


Junho 


Murç» 


KoYcrcirtj 


1 JmHMnt 


Outubro 


Frvrrriro J 


^^^^^B 


79,75 


7Ȓ,83 


82,8 


87,7 


79,8 


^ 






Ijtuiltí* máximo* 




H 


^^^^^r 


h:),71 


íii,aíí 


'J3,!» 


'Jf»,2 


W,9 


^M 






Líniiti>« tulnin 


ÍOf 




^Ê 


^^^v 


7ií,75 


7(i,.S3 


82,8 


87,7 


79,8 


^^ 


^^^L 


5,dl 


14,5G 


11,1 


&/J 


10,1 


^H 






M«Nll»jt «nnuacn 




H 


^^^B 


81,98 


82/16 


8rt.ft 


ih! 


88,7 


^M 






Mrditt 


doB 7 nnnos 85,83 




^^^^^H 



98 KXPEUIÇAO I-OKTUOnSZA AO MrATlÂNVLA 

o» mozi>0 t[\w ilíít» a curvíi mai» regular, lieKonibn», jíiiiein» o 
niíM\(», .seiiil'1 tlftiti' mt-Zj as que tcjuloiu para inait*; i* restam »»« 
í|f ndvnnbpt <■ 'mlulirí* i|iic. vdin ti juilio <jiu' lln* é rpial 
proximmucMitif n<> liutiíi- tniiiiin«>. ^Ao U8 du periíido que 
triHlfiii |»ara UH-nos huuiidadc; a nr^riuida jiarti*. ctmi a fXCf- 
|)^'íio do iiK*z de jullin, abraii;;*' o» uifzcií (k* mais c íU* in<.>nt)» 
Inmiidndff (lesUcniido-Bc ua demaia ptda sua aproxiinnvAn da 
noriTiul, abril, mulo v ii^ro^tu; (> oa outrtts^ junlio, K('t(íiiil)nt <* 
fi'vor«*iro, rAo ns df niciuts Inimidadí'. 

K notavi'1 qui' iia [►riiu»'ji'a |!art<', o niex dti fevorein» quf 
«•ra " t[u<i maií* «r attastava da iMiriiml, foi tomar lu^ar cntr*.' 
aqiudlfs idrininfí iiu^zt-tt; «• i» di* jnllin, íjiit* tia ?t<';riin*la |>artc ^ 
lainbL-iu tMjut! maia se attaí^ta da iinrmaK tbj fii|locar-i*f junto 
df outtilirof o ijur maip dill'- hc aproximava iia amjilitiKlc dn 
ntfatttanicnto. 

TENSÃO DO VAPOR ATMOSPHERICO 

So tanto an pressões como a» tempi*raturas e ImmirliiilcR na 
cidade d<* L(>anda se rejíifitain como a^^Mite» pronunciadwiii 
que muito iuHuem HoUrr 03 acres vivos, outros phenomenoa 
ha, qne lieiulo fime^-òert d aqiielleít, por exeinjilo, n vapor da 
atmoAphera, enja tensilo ilepende i>rineipalmeníií da ac^ílo da 
temperatura nobre a luimidade, também proeisuiii sur cimei- 
derados. 

Se eoiitVoíílarmos o diap*amma da tensão do vajtor ntmo»- 
pherieo com t>^ dan temperatura», nola-se mnn p*ande rienii- 
Ihanva nas cui'\'aH doíi soub Jímitc» oxtronios, HUpcriorcEi e tn- 
feriítreíi. o dn jturnidade. rom[i«rado com et*teti, ho na ampli- 
tude entre o» Jimile» em alfítuih ]>iintt»8 sefçne uuni onÍt?m 
annlo^n » datpiolloi» no que respeita a aupiientar ou a dimi- 
nuir, é <'erti) í|ue na Htm contí^''in*a(,íVo, pelnn limite» inferiore», 
porque rt d'>.^ íiU)ieriore8, »alvo nuia om»\ura excej)Çílii, iumou 
a iornui circular, apresiMita-íie com uma forma opposta ás dotit 
uutroK din^rHunna:«, couffiderundo diinnrtrn o que paten pelos 
nie/cs de maio e novcnjbn». 



I 



METKOKOLOGIA, CLISULOGIA E OOLONISAVAo 99 

£ disto SC deduz já uma lei geral: quo as tensões do vapor 
variam na razão directa das temperaturas e das humidades; 
havendo comtudo excepçilíes, devidas a outras causas, algumas 
das quaes sSo conhecidas. 

Tal qual como nas temperaturas, a metade do perímetro 
abaixo do diâmetro considerado, mostra-nos que os limites 
minimos por onde clle passa são os mais affastados da media 
do septennio, em que se destacam os mczes do junho, agosto 
e setembro, porque todos os limites, medias mensaes, são infe- 
riores áquolla; e scguem-sc-lhe por ordem, junho, outubro e 
inaio. Nu outra parte, a superior do perímetro, os limites 
mínimos aproximani-se da normal destacando-se janeiro, feve- 
reiro e novembro que quasi a attingcm, e depois março, abril 
e dezembro oue íi excedem. 

E pois na estação cm que as temperaturas são mais eleva- 
das que se registam maiores quantidades de vapor. 

Examinemos agora a tabeliã. 

A ordem por que os mczes se aíFastam da media do septen- 
nio é a seguinte : 

lu-iiiia <la tifinuiil abaixu da nonual 

abril abril 

fV'V('i'i'Ír<) dezembro 

inurvo iimrço -f 

jaiM-im fevereiro # 

iii)V<-itil>ro janeiro # 

iiiaif» novembro # 

dezembro maio 

niitubro outubro 

junho ~ setembrí» 

a«r<>rít" * a^>8to 

jn!li(t » junho 

setembro # julho 

A lionnal jiassa nos limittfs máximos entre junho e agosto, 
e nos iimitus niininios entre março e fevereiro. Os limites 
máximos, Julho, agosto o setembro, pasí^am abaixo da nonual, 



METEOUOLUOIÀ, CLIHALOQIA K COI.UKIlSAvXo 



99 



E disto se tlerlux já uuij» lei geral: qup as tensões do vap(»r 
variíim iia razSn directa das toinporatiintií o das liuuiidadoR; 
havrndi» romtudo <.'Xft!]tyoet:t, dirvida» a tnitraí* taiisan, al^una» 
das qimes híIo conhecidas. 

Tui qiuil como nuH tcmiJcrnturaH, a lufíadu do perímetro 
abaixo do diamiítro considerado, mo»tra-nob ijuu os limites 
tuinimos por onde ollc passu sht os mais atíastados da media 
doséptennio, em «pie se destacam os mcsces de juulio, afronto 
e setembro, ponpití todon oa limites, medias mensaes, kí\o infe- 
riores áípiella; e fle^rm-ni-se-lhe por ordem, jnnho, itutiibro e 
inaio. Na imtra parte, a superior do perinuftro, os limites 



inmimi>s aproximam-si 



da n 



oníin 



1 «b^stj 



aciindo-se janeiro, 



feve- 



reiro e novembro qiu; quasi a attínífcm, o depois março, abril 
e dezembro ouo a excedem. 

È p<»is na estação em qne as temperaturas «Jlo mais ídeva- 
das 4pie lie re^ristam maiores quantidfideB ile vapor. 

Examiiiemoa a;íora a tal>ella. 

A ordem por que os mezes se aífafttam da media do «eptcn- 
nio é a ne^iinto : 

nílmii (la nomia) aboixi* •!■ nwnitAl 

Kbi'il . lllllll 

fevereiro th'Z)'íiil»ro 

iuan;n. março + 

jauolro. . . tVvLTMro # 

lioveinbru. . jauoiro * 

«min niivt.*nibru « 

i|t.'Zoiiibro #.,,,.,,♦.- iiihío 

outuliro otitubnt 

junho 4. ■ - . . setembro 

JlgOílto • ... llfTOBlO 

julhi> # jnnho 

BVtoinbro • . . Jiilbo 



A normal passa n<is limites máximos entre junho v jigosto, 
e nos limites miuimos entre março e fevereiro. Os limites 
máximos, julho, agoãto e setembro, passam abaixo da normal, 



ÊXrâDIçXO PORTUGUESA AO MOATlASVtJA 



e OS niinimofi fevereiro, janeiro o novemhrí» tmubera abaixo, 
qna«i t(>CHti(l<» na niM'mit]. 

Piírn o esttiílo íliiii vuría^-òus, áciído u inez de tíeteniliru o qu( 
as tem entre limitea luain reslrictuH, isto é, tíendd e«te mez 
que regista menor amplitude de variaçruí, reduzindu esta a uni- 
dade, t)s outros mezes, jji.-las siins amplitudes, tomam esta dis- 
[losiyJlo : 

setoiabnj -= 1 

dezembro = 1,5 

agosto ~ I ,tí 

julhos 1,H 

initulirn = l.í* 

janeiro = novcirilint ^ 2,*i 

murvo = á,3 

fiíveriíiro = abril == maio r= 2,4 

junbd -^ 2,7 

Do coatrouto dest^is tn»» disposivòet), eonelue-»e: que julhu, 
apísto e setembro s^o oa mezes em que se registam menor 
quantidade de vapor; e u eontriirin ims mezeíi df dezembro, 
niaryo e abril. 

Seícuem-se a estes, por sua ordem, ntivembn», janeiro e feve- 
reiro; sSo intermediou entre esten e o« jirimeinjíi, também 
]»>r ttiia (irdem, í)h mezes de outu1>ro. de maio c de imilio. 

Ve-se puis^ que a nAo serem »)» uieze8 de inaío e a^tistOf 
que »cndo do» de maior humi(hide 8Jo dou que aceusam me- 
nor tontulo do vapor, ao eoutrario do (jue sueeede eom ob 
mezeB de feverein» e novembro, que seudu doK de menor hu- 
midade Háo do» que aecusani maior tengâo, nu;ipnentand(» 
a humidade, aupnenta a teusUo do vapor ntinoejjherieo o 
amplitude por mezen etirrespondeiites, eoui exeeja;iio d(» mez 
de mar^o que i* <|na(*Í ejçunl noH doun ph<*nom<'no8 e sempre 
maior, na tensão do vapi>r. 

A» execpçòet» que nntíimos, jiodem »cr Ínflueneiada« pelo 
estado do ecu, trovoadas, eaeimbos, chuvas, ehuviseoB, tempe- 
raturas minimas e, emíim, ventos, no que renpcita t\ atmos- 
phera, e tnnibem á proximidade do mar. 



4 





METEOKOLOOIA, 


CXIHALOGIA E COLOXISAçXo lOl^^^^^^H 




TENSÃO DO VAPOR ATMOSPHERICO 


■ 


Disposição dos mezes em cada aono pela ordem decrescente ^H 


la-u 


1880 


iN(fi 


ÍHKÍ lf*K3 


18>frl 


18t*A ^^Ê 


Al.ril 


Dfzciiih. 


DrZCtiib. 


Marf;i) Abril 


Abi-il 


^H 


•il.ll 


2(1.07 


22,23 


22.112 24.17 


24.4S 


^H 


Mun,"» 


Abi-il 


íVvíTL-in» Jiiiifird FfVfi-riro Miirv 


^M 


•^ ►..■)!:» 


\\K\tl 


20,21 


22,77 23.4IJ 


23.45 


^M 


FrviTf-mi Nnwmb. 


Abril 


Xuvoínb. Mfirvo 


KfVfrtúro Maio ^^| 


2*1,4;") 


lí 1,2*3 


2<J.m) 


22,07 22,IMÍ 


22,53 


^H 


JaiK-irn 


Marv» 


Niivcinb. 


Abril I)i'?:cii»b. 


JniH-iro 


^^1 


•JO.-JI 


i:m:í 


20,iH 


22.Mr) 2l,lMt 


21.21» 


^H 


Mnio 


Ftíverctrt 


► Mrtrv<> 


K(^vcTnir<» Mrtitt 


Maiít 


KtntTeiriJ ^^H 


ll*.lí(> 


I^.í^í» 


!"J 


21,41 2147 


2147 


^H 


Dczcinl». 


J)ui«'in» 


.J;iiR>íro 


M:ii«> Nnvomb. 


DfKL'inb. 


Dvzotiib. ^^H 


lí»,;'>2 


1^,77 


1H..'»4 


20.112 21.35 


21,10 


^H 


1 Nnvoml). 


Muiu 


Miiiii 


J)fz<'mb. .Tniiciro 


NitVlMIlb. 


Jhllbn ^^^H 


^^ft 


17. :h; 


I7>!t 


20.41 21.14 


llt.llS 


^H 


^^^^^^ Outiibri) 


Outiibni 


(Jiitiibro 


Uiitiibr«( ihitiibri) 


Uiitiibro 


Novouib. ^^^1 


^^^H 


i7.*>r» 


17,4Í» 


Í7,8l» n»,fl2 


17,52 


^H 


^^^^^H Jiiuho 


Síttinub. 


Sfítomb. 


Juuho .TmiU" 


.litiiho 


Outubro ^^^ 


^^^H 


lô.K-i 


l;V2l 


17.25 IMO 


17..SIÍ 


1h.:ío I 


^^^^H 


Aííosto 


tluilhn 


Stítfiab. Julho 


Sftfinb. 


A^iHtn 1 


^^^H 


I4,l'l 


I4,r)7 


1G.(Í5 17,(K'í 


i(;,r,2 


^J 


^^^^^H 


Juillld 


A(ít»í-tii 


AíTOJítf) Aifrifitu 


AlTílSto 


JuHk» ^^H 


^^^H 


ia,n:i 


14,11 


1.M4 ii;,Ki 


l.-),47 


^H 


^^^^^B Julho 


Julh.. 


.lulh.. 


JiiUm Solimíb. 


Julho 


^^H 


^^^H 


i3.r»(» 


13.ÍÍM 

1 


14,05 l(i,Sl 

LÍttilt4.>M uiHxlinnK 


15^1 


^H 


^^^1 


2(>j»i» 


22,23 

1 


22,í»2 24,17 

l.linltCA mintinna 


24,4H 


23,10 1 


^^^H 


13,50 


13,*:« 


14,0.-» ií;,>íi 


15,aíl 


^H 


^^B 


Gv'íd 


«,55 


8,87 7,3íí 
MofllM anniuc» 


y4í) 


^H 


^H 


17.37 


17.75 


lí»,54 2*),47 


19,73 


^1 






HedÍA do eepteutiio l«.l!t 




1 



102 EXPEDIÇÃO PORTCGUEZA AO MUATIÂNVUA 



A media do scptennio foi de 18,91; os limites das ampli- 
tudes das variaçÒea annuaes acima e abaixo foram proxima- 
mente eguaes, o primeiro de 1,50 e o segundo de 1,54; 
total 3,1 miliimetros nos sete annos, que na verdade é bem 
pouco. 

Entre a máxima e a minima nos H4 mczes, a amplitude foi 
de 10,9H que se distribue 5,57 acima da normal e 5,41 abaixo, 
também proximamente eguaes, o que mostra muita regulari- 
dade e donde se conclue que, sendo pequenas as differenças 
dos limites das amplitudes das variações raensaes, é porque a» 
nychtliemeraes se succedem com regularidade. 

A tabeliã ainda para este agente nos íipresenta o mez de 
outubro, em oitavo logar; e tomando a media das medias dos 
mezcs que tícam acima e abaixo, tomam os niezes a seguinte 
disposição : 

abril^ inaryo, fevereiro; 

dozcmbro, janeiro, novembro; 

maio, outubro; 

juuho, setembro; 

julho, agosto. 

Tal qual a disposição que t<mmram os mezes pelos limites 
das temperaturas, consideradas absolutas, máximas e mínimas. 
e relativas medias das três observaçries do dia, todas regis- 
tadas á sombra. 

Comparando esta diáposiçào com a das Imniidades, encon- 
tram-se as excepções dos mezes de fevereiro e de novembro 
que sâo dos menos humidris, e de maio e agosto (pie são dos 
mais humidosje isto, para que possa haver analogia, mas não 
sendo proporcionaes as variações, como ticou dito. 

VENTOS 

Os diagrammas que apresento, não sâo mais do que uma 
expressão aproximada do facto, porquanto no da frequência, 
o do centro, apenas considero o» oito j)rincipaos rumos ; 






r 

f 



^ f 






I 



>■•" 



METEOROLOGIA, CLIMAI.OOIA K COLOXIáAÇlO 



Ml) dti L'B(|tienlu, c aprfsiíntndn a v('loculndc eorreupoií- 
ileutc a etífa freqiicnciii, e iiiu v. outro nil'» reprorluzííin *m 
Vento» |»fla ordem (pu* se Bucccderam duranti' o periodo 
confeideriulo; íiiialmeiíli*, no da dírt-ila, sâo aprcnentadoii «»h 
limite» extremod (bi velocidade, em cíuIíi mn ilo» nieze» d" 
fipptrnnio, M'i'vind<»-lln' de bíiM* ft modia d*- I.'í,ri kilitino- 
trtírt. 

Em todos os tn'H 8<í nota uma irre^ularidadt^ ^unde no qiKt 
respeita a frequência» e veloeídadei*' no niebmo mcz, mas <'* 
, notável ípie no da trequeneia, em totlo o pijriodo, lui «ma dis- 
tincvíVi í^rande dtw niezo^ de nmio ao de outubro. 

Frineipalmeuti» nu qiiadratitf entre os raios que designam 
o8 mezeft dr jnndo r (N* srtnnUp», íis ti^inis que reprchcnlam 
D» rumott rc^istailos, tomaram Itirmati niuit" b*'milliantehj ipiasi 
equiditítaiite» e t!.e;;iiii]df» com respeito ao numero de veae» 
que prtídomiTuiu um riunn, a ordem da escala observada anteti 
e d(q>iii» daqiudle* uu-xc;:*. 

Vld^a^nente ouve-se talar de muita» ealmaci em Luanda, t" 
é certo que, nas horaíi das obaerva^^íle», pouca» se registam e 
Btt tpie ae rcí^itítam, bíIo em ^eríd, de manhS e nofi meise^ de 
abril íi outubro, sendo o maior numiTo de vezes i?m julbo e 
agosto, muit sempre, em t^o pouca qimut idade, que numa obcala 
de reduevíio, lia mercês (-ni ([u*' é ditfiell aprceial-a. 

E notavt'], eíttando a trcnti* da cidade virada ao norte, 
qae em todo o perimia Boptennial, silo exactamente oh ventos 
deftse [a4lo, de oeste para b^stc, {|ue reinam cm menor quanti- 
dade, íazendo-se a transi^'ílo di* lest<' para tíente, prlot> qua- 
draiiten do sul. 

Neste^, qui; se podem d<miinar de predominante», a ordem 
que se observa, «alvo tuna •>uíra excep^'il(», ('•: AN^^Í^W, S, E; 
noB outr*)», os menos predominantes, ceí-a or<b*ni /• : NW, 
N, NE. 

(*omo na epoeha do eaeiíulM» <m das tenqjenituras interiores 
tende a e^iialar-so a predomirmncia dos ventos, nos ^tuiio» em 
que os cbossitíco^ succede tender a estabelecer-síc uma tal ou 
qual uniformidade na frequência, como licou dito. 



w 



KXPKDIÇlO POUTron^UA AO MTATliNVrA 



(!k>m respeito u vcliH*Í(bide, noto que ai; do» ventim, iiAii pre- 
«Itiininautoií, l* iiiuítu inaib iVnca i[Ui* «b do uutn» ^rupo; t* i\\w 
noa du main a outubro, »<• observa, cimo paraá freijuencia, uiu 
tituto ou (^uaiito de liarnionia. 

Attentnndi» ni» diap-nnuna oní qu*; ao travaram as medias 
doB limites fxtrêuioH, dentro doR quacB variam as voloeidadcs, 
vê-tje aiudii: (jue uo« niezes de Jullio e a^)íito ort «uperiores 
ftào tangoutOB á media do Keptennir); iir de juidin e setembrt» 
involvem et*ta proximamente a meia díítaneia; e og de 
maio e outubro. iio« «eun liuiitt^s miiiiuioi?, delia i^e aproximam. 

Para o Indo tnatrario, hAo ott limite» miuimos, ile dezembm 
a mar(;o, taiiíítmtos á in»rmal e ficam os intermedioa, abril e 
novembro, eiu ipit! a normal no prinn-iro jjahííji jiroximaniejite 
tMpiidistante do8 limite* extrrmoiíj e no tie«íundi» íiea interior 
a amboB ob limites. 

Veritiea-Be jjuíb, com oh véutoB, lambem duas epocbas dis- 
tiiictafl com respeitti iíb «uati velocidudpn, A« maiurêB, Bendo 
mom)r a amplitude de. variação, principiam no mez de novem- 
bro, que Hu^meiílauí em floral atií no mez de mai\'o, de^ta- 
eando-tíe, na iiitensiilade e freipieneia. ois ventoí< que predonii- 
num vui dezembro i* níar^-o. 

Em vista lia planta ila cidade^ depuis do que Hcou exposto, 
vê-Be ípie. em n-hirào aoB venlois. a jiarte mais bem sifnatla 
f". a que Hea na ele vacilo do lado de \V e depois, a 
nuii» alt4i, im direcyAo S\V-XE, notando-He ipie o bairro indi- 
piua que Hea na eiicoeta iresíta, já eBtá abrigado e uh> 
obBtanti' níi runa bem dispoítas, para serem arejada.s pel<»8 
vcntoB predoniinantes entre W e S\V, teem as Imbitavòes, 
eontra ui, as porta» e janellaB virada» piu*a eBBas niOB e iterem 
baixas para'elima tíVo quente, eonio é o de Loanda eom o 
aeere^einío dos lo^on que iielbiB nninteem eunftantí-mente oh 
miíradore» de dia e de noite. 

Km lioa verdade, a» habitavòeíi que se eutendem da forta- 

oeeunam 



^ 



leza d<' S. Mi<íucl ao lioBiiital Maria l*ia, bAo aB 

o io^jar maiít favtirccido, e tainbcm o cemitério esUl bclla- 



ipie 



mento si 



tua dl 



MKTKOUOLOÍUA, VLIMAUOUIÁ K COLOKISA^lo 105 

Parece que 00 tree poiítcm em i|ue ee construiram aqiielhi 
fortaleza» lutispital e ceiniterio^ estãu iiulicandu hujc os inarcoB, 



oní qi 



\U: íKrve i 



h fut 



nrtí CS 



tn!ielecer-sc a tVcnti* da eidatlp. 



A eliamada ci<la<U' baixa, a antiga , a nA<i ser a única 
cireuiiitttHiieiu de iicur á hetra mar, o que na actualidade tem 
uni valor int^if^niíieantej nAe s() fiecm mal ttítuada luas mal 
dispttiitaj poÍB em parte alguma recebe a Iranea vcntilavâu 
predominanto tio» quadrante» do sul. 

O ar. dr. Manuel Ferreira Ribeiro m»» seus Estudos Me- 
díeo-tropieaes, já eitad*»», depois de in*» dizer (*) uque na 
cidade de Loiínda, o miasma, em pleiíitisima liberdade, evifii 
u vida dos mais ousadot> e tpie alii, a vida He torna eomple- 
nientc iiniirniijivídn I pí^rffuii ta a tiuf líc pod*' altribuir a inten- 
sidade dos miasmas, e faz et^ta per^mta porcpu- fVira inter- 
mado que nSo »e encontra nas sua» praximidadeg pantamts, 
nem lajLíôas, nem ajrua» eíttafíiiadaíi. 

•lul^o nâi» **rrar respondendo ser a eaiisa prineipal, oii vento» 
de entre X e E e ib; entnf N i^ W, que nas eptíclias das 
maíoivs temperatm-a» de outubro a nndo^ predíauinani com 
maior vrlucirlade, <; lembro fjuc as praias cbaniadas do Fcixt.' 
e a do liun^u. a primeira quasi a oeste e a se^inda (piatii a 
leste da antij^a cidade, bairri) á beira mar, bSu consideradas 
dous foe(»a de infeeí;ito, e quando a» afinas ahi espraiam na» 
grande» nmn^* e no tenq)o das maiores temperaturas as sua» 
eiuana(;òeB víIo eablr stdíre a cidade e sejíuem de enc(»utro á 
«ncusta, sendo depois arrastadas com as arf^ias que se accu- 
inidain eom ondetrictos, que jii foram antes depi»eitados sobre n 
íolo da eidadf l>aixa. Terei oeeasiào de mostrar que o vento não 
influe só, assim directamente, para aquelle rci-oiducido mal; 
infiue ainda sobre us outros aj^entes atmospliericos, pretísJlo, 
temj»eratura, liumiibule e teiisito do vapor, que nmito ali 
nioditica o organit^mo dos animaeSf priueipalmente do lu»- 
mem. 



(') Pajriua ^T»!. 



106 EXPEUiyXo P0RTU(4UKZA AO MUATIÂNVUA 

Outras causas secundarias, de que fallo adeante, e tanto 
estas como as daquelles focos pestíferos, causas que entram 
no dominio da hygíene colonial, de ha muito pela acçlto admi- 
nistrativa podiam estar destruídas scnâo no todo, em parte; 
e a vida, ao contrario do que nos diz o illustrado medico, pode 
tornar-se fácil, pois um bom numero de europeus, duma reti-- 
dencia eíFectiva bastante demorada, assim o provam; e 
ainda mais fácil pode ser, muito principalmente para os ínno- 
cionarios públicos, que alem do período limitado que ali teem 
de residir, toem as incalculáveis vantagens de poder vir á 
metrópole em determinadas e}>ochas, mudar de situação, de 
localidade ctc. 

Espero provar que não é tão mau o clima de Loanda como 
se affigurou ao meu antigo cí)mpanheiro de trabalhos em Africa. 

O illustrado publicista partiu de hypotheses ftindadas em 
difficientes bases, e estou convencido, quando se reunam maior 
numero de dados estatísticos e baseados nestes se procure 
destruir as más condições da cidade, pelo menos as mais pal- 
páveis, o seu clima ha de tornar-se mais aupportavel nâo nó 
aos europeus mas para todos os indivíduos dos reincts animal 
e vegetal, que uli se enc<mtram ou vâo juntar. 

Os mezes do mesmo nome do septennio, pelo valor da ve- 
locidade dos ventos, tiguram pela sua ordem drcroscente do se- 
guinte modo: 

F<'.v(!n!irn r>40(J kilonuítros • 

Mar^o itUHi 

NoviMrtbrcí 4HÒ0 » 

Miiio -ifiOO 

Dfzcinbrd 4450 « 

Outubro 44r)0 

Janeiro 4450 

Sí^tembro 4<MM) 

A/?osto ííílfiO 

Abril 81MH) 

ilulho Íiri50 '. 

Junbo U:^^> 

O que está de accordo c<mi o que tiouu já dito. 



METEORÒLOÔIA, Ct«niATX>GIA E COLOKISAÇXo 107 

UUtribiiintln agora por meze^ aquellos velocidiules, segundo 

a frequência ão» ventos correspondentes, conittitui <► ijiiadro 
íjut* }(e aeffiii'. 

Mf-í.^. N SB E 8C H 8W W NW Totnl 

F*nuriiirO '^«H» UHí 1.51» -JtM» 3íN> iHOÍl ^afil» ;«Hl r>4lH> 

Marvo nt) 150 lOJ -Jli!) 7(»í) llfMt 2;t.jl» 40ít 5I(M> 

NuvcMnbni lOD fjO ftí» 1(K> líiO Urn) 24(X» KHI ii^ryi) 

Muio 10.) r>í> KKJ lôi) 7ííi» nnii 1301» a5<» -í:>(j<» 

l>e««mbrii 10:) !(>:> H^} 100 (ÍO ) 14.00 1750 250 4450 

í)urubvo lOíl 5»! 50 lOí) 550 1100 2400 100 4450 

JaUfiro :?:U 20J llK) 150 550 VMV.) 1700 20i» 4454» 

Setembro HM 50 50 10» 4'.)J 1000 '2Mi HM) 40Í.N.» 

Ag.Mí'» -20 » 5.» 2.).l 150 4i)0 5!» I 2050 400 31»50 

Abril -250 100 200 áôO »300 700 KiiV» KiO 3Í)00 

Jnlbo. . Wi 100 100 ItH) 7<K» KH»:» 110(» ;W>0 3550 

Junho.. I<iii KHi 1(»0 -20() soo h50 tloii -jtH» ^54» 



Hjuiini. 



hí:)I) 10)0 io(»o itíoo 7i»H» mm) -^a'»*» 2K5i» 52(J5u 



Como o dÍH<i;rumma da trcíjuoncia dos vento^ <■■ frítn Hobrc 
o» numero» de vczrt* (jue ne re^ititani tu* difiViL-ntes VL-ntos, 
em t"do 1» período dt- S4 niezes, da analys»- deste quadit* c^ ein 
presença da(]ue]lf dia;íranima dednz-se: que sendo d vento 
de W o que reina eoiu mais frequeneia, é também nquille que 
tem uma volocidad)* n»aiít intonsa, sef^iindo-HP, por sua ordem, 
na» mesmari eondiyòes, com respeito A velocidade; SW, 8, 
NW, SE, N, E, NE. 

Attentandr» afíor;i nu plnuín rlíi cidade, vê-ne qur os ventos 
N, E e »SEj Hcriilo dn lítd*! do mar, se íosaein íV<'quentes e de 
t^rande velocidadr, íiiuíth liaviani de concorrer para o seu 
saueameutOj H»»bretiulo qiuindo o projecto do aterro sobre a 
praia do Himgo tiver sidt» executado, v como o projectara o 
muito eschirecido, intelljgente e probc» enjçenheiro ]hlanuel 
Raphael Gorjâo, quando director das obras publicas dn pro- 
víncia de An;í<da; ma;* reinando eoní maÍ8 freípiencia e inten- 
sidade do qui* aqu 
dos primeiros^ com respeito i\ praia do Peixt^ 



CS (írt d<* NWj estrs teeni o inconveniente 



108 KXPKDIÇXO PORTUOrEZA AO MIATIÂNVCA 

Os do quadrante de entre W e S, que s2to os mais frequen- 
tes e intensos, que muito beneficiam a parte alta da cidade, 
nJio o fazem egualmente, como seria para desejar, na parte 
baixa, que é assombrada por aqnelln. 

Vejamos agora como os ventos influem nos agentes atmos- 
phericos, que mais interessam ao organismo animal. 

Este estudo tem sido feito ultimamente no obser\'atorio de 
Loanda, e por isso só me refiro ao primeiro anno completo 
<juc podemos obter, 1887, mas já diz o bastante para estudar 
a marcha dos phenomenos. 

Para melhor comprohím.sSo fiz os diagrammas cspeciaes 
em que as ordenadas sâo as escalas do phenomcno a estudar, 
ns abciíísas os mczes pela sua ordem, e as curvas represen- 
tam a frequência do vento em relação ao phenomeno que se 
estuda. 

Esta frequência foi dibtribuida poios S rumos principaes, 
formando dous gnipos, os dos quadrantes de W, que desta- 
quei das dos quadrantes de E, por linhas diversas, como a 
legenda indica. 

Examinando o das temperaturas, noto que as curvas ther- 
micas, qualquer que seja o vento reinante, todas tomam em 
geral a mesma forma, dum vaeo mais <m menos pronunciado, 
que principia em abril e termina em novembro, sendo o fundo, 
do junlio a setembro. E sensível tamben», (jue talvo alginuas 
excepções, as curvas devidas aos ventos dos (quadrantes de 
leste, apparecem sempre inferiores ás qu*; »ht devidas aos 
ventos dos quadrantes do oeste. 

Também c de reparar que no.s primeiros cinco mezes, de 
janeiro a maio, se destacam, como mezes d(! mais altas tempe- 
raturas, fevereiro e abril; e nos três mezes finues, de outubro 
a dezembro, o de mais alta temperatura é novembro. Só fa- 
zem excepção para este idtimo caso, i)s ventos de E e NE 
que t«>rnam n temperatura em dezembro, mais alta que cm 
novenibn). 

Em geral são ventos mais quentes, os de XW a SW pelo 
AV; e menos quentes, os de NE a SE pelo E; í* pâo os pri- 



Ten^ er aturafir 



Afirtima. 






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Jan P\t^ Muffo ^ihtíii Afnio i/i^rrAa i/aíJuí A^oeío S>í. Out.. ,V<?t» De 



Àfd.vima 



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/li fT* jÍW' J/ttryíT jiòr-f/ JfaiP *JnMha tjítific A^rrtíf .í>/ ^vA -Vffp" J?ra:. 



Afedia. 



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73 



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•Jítn j*''^ SifíT'fit Abr^I líaií- t/i^nAi:! ./uf^e -Iqesío ,Vr/. 0»t(. _V<íf* MtTX. 



mciroãi, ij« maiís Í'nMj!iinit(í« e quo- repistani niaiorrH vcluci- 

Vom rcBpcitn á prfiis&M atmuiípheríca, dá-so o invrrsit. íU» 
que ttc nota jjara as temperaturas. <) que nestu« se ti^çiira 
com»» (lepri*sRÍlo, íili apr(',*íí'iita-se <'in elevav^l'». isto é, as maio- 
res pr»iHBr»rrf líilt) notí nu'zi'8 ile menor i^alor, dv junho n setem- 
bro, e íuHuem para K«;r menore» os vuiitos dos qiiadranti'tí do 
W, qne fonim os que notei inHuir para elevarem a» tempera- 
tnrai«. 

Nofi primeirort eincu raezes, o de abril, ju> contrario do 
que 80 dá nas temperatura», é o mcz das menores presHtSes, e 
o (K-' maio, das mais fortes. fle^iindíí-se-Ilie fevereiro. Nos três 
ultimoti. é o mez de outubro o de maicireti pressíHes e ode do- 
zembn», que é o das mais altas temperatura», regista prcssSes 
memis fortes. O mez de novembro é dos de mais altas pressííe» 
para o eano dos venl<>9 quíub^atites d<' leste. 

Analysando aflora o diagraiiuiifi ibi humidade, apezar de 
mtiito irrepilar pelas grandes umplituden de varia^'ão, noto 
que o mez de iiuilo, eom exeepyâo do vento de XE, é influen- 
ciado por todos OK oiilrot» pura í<er duh mais húmidos^ e que 
<» vento <le NE influo para tornar mais humid<>» os mezes de 
janeiro, fevereiro, março, outubro e dezembm; que o vento dí^ 
N, também concorro para tornar humidft» os mezes de janeiro, 
fevereiro e dezembro. O vento do S concorre ainda j)nr« 
au^^mentar a humidiule do mez de janeiro e dezembro e tomar 
IiumidnH ftit nn'>íe«, de junho e ujLroBto. O vento de W t<»rna 
liumtdo setembro e vai augmentar a humidade de fevereiro e 
dezembro. Finalmente o vent4» de iSE, que 6 um dos benignos 
para todos, ainda assim concorre para aupnento de himiidade 
no mez de a^j^osfo. 

Em iterai no» muzes de janeiro, fevereiro, niaryo e dezem- 
bro sjlo os ventos de-N e NE os mais hmnidos, e nos mezes 
de menores teniperaturas silo mais Ininiidos o» vento» de S e 
W, t4)mnndo-8e bastante »cn»ivel que no mez de junho muito 
influa o vento de S. O vento NVV ò o menos húmido em todos 
os mezes. 



110 EXPEDi^AO FORTCGUEZA AO MUATIÀNV^A 



Por ultimo, ainda por este diagramma se traduz que os 
mezcs mais húmidos seguem esta ordem decrescente; dezem- 
bro, maio, março, fevereiro, janeiro, agosto e junho, consti- 
tuindo assim dous grupos distinctos — de dezembro a março e 
de maio u agosto. 

Considerando agora o diagramma da tensão do vapor atmos- 
pherico, vejo que sendo a sua disposição análoga ao das tem- 
peraturas, e portanto inversa á das pressííes, se em alguns 
pontos nfto deixa de ter concordância com os das humidades, 
é certo que era outros se apresenta ao inverso, e ainda mais, 
que nos phenoraenos, influem os ventos também dum modo 
diverso. No geral sâo os ventos do AV c do SAV que mais 
elevam a tensão do vapor, como succede nas máximas 
tempcratiu*as, ao contrario do que se dá com as pressões e hu- 
midades. 

O vento de S\V é o que regista a maior tensão do vapor nos 
raezes de dezembro, fevereiro, novembro, março, janeiro, 
maio, outubro, setembro c julho ; e destacam se ainda, influindo 
o vento do W, no mez de abril c junho^ o vento NE cm maio 
e o vento 8 em agosto. 

Os registos das influencias dos ventos sobre os phenomenos 
considerados no anuo a que me reporto, e nas suas medias men- 
saes, ainda se prestam a novas deducç5es. 

Com respeito ás temperaturas noto, oní gín*al, que os ventos 
NW, W, e SW são 08 que apresentam as mais (ílevadas; os 
ventos NE, E e SE os que apresentam as menos elevadas c 
iinahnente, N e S, as intermédias. 

Noto mais, que na temperatura media das H observações á 
sombra, durante o dia, sendo no periodo dum anno, o vento E, 
que apresenta a temperatura inferior, 22",5(), para as máximas, 
apresenta um augmento de 2",(]() e diminue para as minimas 
de 2",0õ; "sendo notável que para as máximas em todo o anno 
a amplitude ó apenas de ^V',Or">, para as medias ó de 1",08 e 
para as minimas de V',õ^-y o que friza beui <> caracteristico do 
clima ser bastante quente, havondf» eomtudo ventos qiu^ in- 
fluem a tornal-o supportavel. 



fre^sào ahno^kefica ( media J nttlliineiT^ojS'. 



ss 



«t 



r" 



€0 



SB 



S6 



âa 



K*- 



\2 



Uí- 




t/ttn. frv. Maf'c& Abr^íi 2fúLÍo *7mnko </ulhc A^osío -5V/^ Oní. AVí» 



^^^^ MtrrEOUOLOGlA, 


CLIMALOGIA 


■ 

K CO 


LONIHAVAO 


^^^1 






Temperaturas máximas 






^H 






Urtinn i-i- 


itti^rtiti 


rm 






^^1 


^^f M.zvK 


N 


NK 


K 


WK 


H 


s\\* 


w 


^^^^H 


JuDvin^ ... 


•27 


25,H 


2ií,a 


27,25 


2ÍÍ.3 


2'.l.2 


2H.55 


^H 


FeviTfin» , . 


. :í7,4r> 


2(Í,K'> 


2«,*i 


30.10 


2t* 


2Í»,7 


2í>,&í> 


^H 


Março 


. 30.»r> 


25,*; 


2(-:,7ó 


2ít.H5 


27.4 


2íl.y 


2ÍS,25 


^H 


Abril 


. -27,25 


27,í» 


2M,r> 


:io,io 


m 


íMlt 


30,H1» 


^H 


Maift 


. 1»4,2(» 


25,(>f» 


24 


25 


2i>,05 


27,í»r) 


20,45 


^H 


Juiilm 


. 24.ÍMI 


23,G5 


24,7 


23.85 


22,00 


23.(MI 


24,40 


^H 


Julho. .... 


. 2145 


20,05 


21,K 


21,t»5 


22,20 


23.25 


23,15 


^H 


AK<ií*tí) 


. 22,70 


21, «5 


22,2 


21.H5' 


2I,Í> 


23,ÍI5 


22,5:» 


^H 


SctiMiibro. -. 


. 23,or» 


23 


2.3.85 


23-45 


25,(i5 


25.40 


24,35 


23,b5 1 


Outubro.. . . 


. 25,211 


24,<t5 


24 ..30 


20,15 


2(;,K5 


27.05 


27.(i5 


24.75 ^J 


Novembro . . 


. 2l>,ft5 


24,05 


24ji5 


27,55 


2í»,lí5 


30,35 


27,í»5 


^H 


Dezembro. . 


. 2f>,25 


24.h:) 


25,i»5 


2H,25 


23,25 


2W.50 


2<;,25 


^H 


Mediu iLumml 'Ji}^'2'2 


24,45 


2ã,10 


2ÍÍ.21 


2(í,01í 


27,50 


2(Í,G5 


^H 


m 




Temperdturas medias 






^Ê 


V 




(xrHUH ec 


ntifip-jKJ 


Iit4 






^^M 


M.f." 


N 


NK 


K 


KK 


H 


NW 


w 


^^H 


jAucinj .... 


. 25,iKi 


24,5<i 


24,31 


24.54 


25;^ 


20.70 


27,l»M 


^H 


Ki'M.'rL'in> . . 


. 2tí,t»3 


24,70 


25,2H 


25.80 


2(i,r)3 


27.77 


2(i,lHi 


^H 


Marv'> 


. 2r>,w» 


2-i,yii 


23,f»y 


24.(i3 


24,04 


20.4ít 


25,im: 


^H 


Abril 


. 2I),4Í» 


2íí,0S 


25,70 


2(V3S 


20,4i» 


20,14 


27,2!» 


^H 


Muio 


•J'2AH 


22,5(; 


22,7(5 


21,H3 


^•2,44 


23,7íi 


23,00 


^H 


Junlio 


. 2i,w; 


20.5! 


I9,5;J 


lí»,2« 


19,97 


20,07 


21,3Í» 


^H 


Julho .. 


. 2(V22 


1W..W 


1H,12 


iH,Kr> 


IW.KO 


20.1(5 


20,51 


^H 


^K A^MIi*tM 


. 2t).4(i 


ií>,r>(í 


líl.OH 


1ÍK05 


n*,44 


20,40 


2(».5r. 


20,90 ^1 


^H Sctoiíibro ... 


. 21,41» 


21,23 


21,05 


21, IS 


21,H7 


21,N2 


21,71 


21,S0 ^J 


r Outubr»' 


. 23,43 


22,42 


22,4í< 


22-MS 


23,(i2 


25,2it 


24.57 


^H 


1 Novembro.. 


. 25,12 





23,70 


25,37 


25,«1 


20,tii» 


25,H1» 


^H 


1 Deztmbro.. 


, 24,1 >4 


23,04 


23,40 


24.14 


24,í»5 


24,94 


24,02 


^H 


1 MtMiiit atuuii 


il 23,53 


22,59 


22.rHl 


22.!»2 


23,40 


24,;*» 


24,25 


^H 



112 



EXPiiDiyAO POKTUGUEZA AO MUATIANVUA 



Temperaturas miflimas 

Grau» centígrados 

Mpzph N NE K RE K SW W NW 

Janeiro 23,95 23,35 22,B5 22,tí 22,95 22,10 24,10 23,75 

Fevereiro... 24,8 23,65 23,55 23,75 24,40 25,05 24,25 25,35 

Março 24,75 22,75 20,35 22,20 20,90 23,55 23,85 24,85 

Abril 20,75 24,7 23,85 24 24 23,85 24,25 24,75 

Maio 19,4 19 20,20 19,^5 18,70 20,<» 19,05 19,90 

Junho 19,»>5 18,75 16,7 IM* 17,90 18,75 19,25 19,^5 

Julho 17,75 17,95 17,25 18,10 17,70 J8,8(l 19,20 18,25 

Agosto 18,85 18,15 17,10 17,60 17,90 18,^5 18,35 19,45 

Setembro.... 20,5C» 19,30 18,05 19,35 19,95 19,9*» 19,ÍK) 19,90 

Outubro.. ... 21,95 20,4 2l,l<» 20,85 21,25 21,75 22,2<» 22 

Novembro... 23,65 20,4 22,60 22,65 23,25 22,40 23,60 24,50 

Dezembro... 22,35 22,15 22 22,45 22,45 21,95 23,60 21,95 

Media annual 21,53 20,87 20,45 20,80 20,94 21,42 21,80 22,04 



Press&o atmosplierica 



7(H»n"n+ ... , . 



Mozes N XK K SK S S\V \V NW 

Jaueiro 54,74 r>4.70 .-)4,94 54.1(» 53,22 54,211 53,71 54,94 

Fevereiro . . . 56,13 55,47 55,63 55,12 54,62 53,28 54,79 55,52 

Março 55,58 56,(»4 55,46 .53,74 54,73 58,40 53,91 55,05 

Abril 55,14 55,4(; 55,65 .54,95 54,(Uí r>4,78 53,83 54,.59 

Maio 57,26 57,45 57,84 57,52 57.30 55.59 56,21 55,M3 

Junho 57,14 57,61 58,71 .57,33 5«,65 57,83 56.72 56,53 

Julho 59,45 59,.57 60,(M) .-,<J,44 58,77 57,41 5«,23 58,44 

Agot*to 57,88 59,11 '>8,7(» 58,(»2 57,83 .57.ÍMI 56..51 .56,86 

Setembro 58,10 .58,iU 57,99 57,4M 56,42 56,35 56,80 f)7,12. 

Outubro .5<í,13 56,34 56.20 .5.5,81 55.61 r>4,96 .54,60 55,51 

Novembro... 56,53 56,34 .5(;,39 55.80 55,41 54,37 54,93 5.5,66 

Dezembro... 5<i,79 .55,96 55,67 56,14 .5.5,1H 54,95 56,1W 56,82 

Media anmial 56,74 56,89 5(i,10 .56,28 .56,(»4 .55,77 55.47 56,07 



^^^^ MBTKOROLOOIA, CLIMALOOtA F 


^lõnmsÃçA^^^^n^^^^^^^^^^B 






Hamidãdf 


) media 






^ 






Oníiis (lo 


âHturav^u 




■ 


^^m Mcx,t 


N 


NE 


V. 


SK 


N 


S\V 


^^H 


^H Janvirn 


85,1S) 


8» 


74,t;ii 


S2,5« 


83,85 


71M51 


71»,8tí 82,lti ^M 


^^ FoviToiro . . . 


IH» 


lH),2r> 


77, Hl 


Síl,15 


80,1 tf» 


7H,itl» 


80.1H> 82,5(» ^H 


^ Mar^o 


w),y3 


lll.lKS 


77 


7t;.25 


7s;i-» 


87.tjU 


84,111 82,73 ^H 


^H 


7í>,37 


74^Tt» 


8(I,(W 


7«t.(iri 


77,81 


Hl, 33 


82.4*; 77.;w 1 


^^K 


«l> 


Kií 


9!,.jU 


8l».75 


88,94 


88,82 


1K),12 ÍM»,5<> ^J 


^^M jiiiiii" 


84,4() 


77 


87,75 


85.21 


J)5,50 


87,18 


88,27 85,itl ^H 


^H 


80 


82 


83,25 


84,33 


85,25 


H4,28 


80,33 81,(>2 ^H 


^^B AgOHtf 1 ...... 


7u,a'i 


HtMhS 


8(1 


87,lili 


88.88 


80,513 


80,113 ^H 


^^1 Si'tcinl>p) . ■ . 


7í>,iH» 


7W 


78,4í; 


><i,(y> 


SI. 34 


82,52 


87,53 .S4I,50 ^H 


^^H Mutnbro 


81.1 


M5,I8 


81,75 


81,15 


74,72 


81,87 


^H 


^^m Novembro. . . 


88 


&^18 


83,líí 


7íl,15 


7i»,l2 


71»,0Í» 


7!»,0i» 82,131; ^H 


^^H Pezcmbro. . . 


!U,ir> 


KM) 


í»â,fi<» 


110,18 


8M,80 


i»2,l8 


1»2,18 80,33 ^H 


^^K MnditL Mniiual 


S4.H> 


84,74 


82,27 


84,5») 


83,(iO 


83.71» 


1»2.38 82,82 ^H 






Tensão do vapor almospherico 




J 








Millhiictrnw 






V 


^^Ê 


N 


XE 


K 


RK 


N 


8\V 


^^1 


^^H JUD<3ÍP> .... 


20,í)7 


2(U1 


1H,Í)3 


20,-23 


'JUjíít 


21.12 


20,77 21.5tí ^1 


^^M Fuveroiru . . . 


•JI,fMS 


:ío,74 


2<M3 


21,1'i 


2(),f<3 


22,18 


21,53 21,51 ^J 


^M Março 


20.77 


111,83 


20,82 


lí»,82 


19,23 


21,18 


21,06 20,H5 ^H 


^H 


2< I..S7 


18.115 


2<l,.S5 


20,8(» 


20,211 


21,37 


20,47 ^H 


^^H 


17..s;í 


líl/JG 


18,02 


iKji; 


18,45 


1ÍI,*U 


^H 


^^H Jnuho 


ir»,s,M 


I4J;í 


14,81 


i4,(><; 


15.71 


it;.i»2 


^H 


^H Julho 


. ia,88 


13,54 


13,*I3 


14,31» 


1 4.1*5 


15.25 


^H 


^H AgOBtO 


. U,()2 


13,87 


13,88 


14,50 


18,í)íl 


14,6G 


14,25 14.H ^H 


^^H Setembro.. 


. U».31 


15,51 


15,47 


15,71 


l»i.l5 


n;,i8 


16,10 l»).Oti ^^ 


^^H Oiitiibni .... 


. 1S,(>S 


17,83 


I7,0(i 


\1,4H 


18,21 


111,38 


18.47 17,40 J 


^^^1 Novciiibn». . 


. -JtKiVJ 





2ti,!H 


20,41 


21.13 


21,»;*; 


^^M 


^^^P Doztnnbru 


'2ii,;ia 


2!«>,5í» 


22,ft7 


2i,:{o 


21,2!» 


22,21» 


22.20 llf.81> ^H 


^^M Mctlia aiinnal lf^^3(> 


16,32 


18,07 


18,2(5 


18,81 


11»,24 


18,f)3 ]i;,mf ^H 



114 



EXPKDtçXo PORTUGCKZA AO MrATlAy\*irA 



He doa três qandn>s tomamos al>>;im8 voiitoíi no acaso, pi>r 
exemplo: o lio S\V em rela^ío á* tí'mi»eratm'as modia» annuaes, 
au^iumtn paru a» máxima*; iV\*J<> f iliniiniu' jiara nu niinimaB 
2"jX*'^ ; RGiiulhaiitcmeiíto o do S nu^inííiita para as máximas *i",tííi 
e diminuo para a* minimas !í",4(í j o do SE do m«*8mu modo 3",2í> 
pura as maximauí» 2",I2 para amiiiiiliiiaii ; o d<>N r',lí'.í paraas 
máximas o 'J" para as iniiiimas eti*.; mantor-s**-hÍa, poraásim 
dizf>r, o oquilibrio durante o annu se nâo lumveBsom outras 
caucaB t[ue inHu(*nt'iaHseni nad variatjocH de temperatura». 

Passemos a;^»ra ao estudi» do qmidro das prepsíteB. 

Ab íuap vuriavoes, em relav^o aos ventou, silit dt* .*? a 4G 
eeiiteseímoâ de millimetros, o que seria insi^utícauto, ao ollas 
nílo íoss4*m de »\ já bastante baixas. 

Noía-sr o eoutrarin do que ('* ;;eral na» ti-mpcraturas; «So os 
ventos dos (piadraiitf.s de K ([in* aprrsi iitam as maiores 
presBiVB, lí «Ao os d*)» ijuadraiites de W (pu- apresentam a» 
maib inferiores. 

Pode pois, aoeoilar-se a lei, que os ventos influem sobre aa 
pressSeti na ra^âu inversn do modo com" infineiii jtobre as 
lenip«'raluruit, isto é^ o mesmo vento influc elevando ;is tem- 
peraturas e diminuindo as pressões. 

S^ejamos a^ora a inareba da sua intiueneia aobre as humi- 
dade s. 

Com restpeito á humidade é notável que sendo o vento do 
Wf o do lado do mar, dos mais (pUMites o que accuea maia 
humidade, é o aeu opposto E, o do hulo da terra, doa menoa 
quentes, quem aecusa menos hnmitlaíhí ; e o N [lotle eonaiderar-sc 
inlermedii). 

i^ó ventos NE e SE vâo oceupar its logaroa entre AV e N 
e o» de S\V e NW entre N «' K. 

Sem lazer reparo uo d*» S que se eoliuea entre S\\* <j XW ; 
tamliem ae pode catabeleeer a seguinte lei: na cidade de 
Loanda, o vGntn W à o que mala intiue para angmento daa 
humídades e depois os dia^onnea ou intermédios (h)s quadran- 
tes de E; o venti» E é o que aecusa meni>s humidade e ae- 
guem-Be os diagonaea, oa intermédios dos quadrantes de W 



* 



Hxtmicfade fin 






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I T' 



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METEOROLOGIA, a.IMALOGIA E COLOXISAVAO 



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oppiístos ãc^xw^llus; iw vento» X e 8 jmdom eonsiderar-se o» 
-que mnrcjun ii trnnsiçni». 

N" qiH' roHpfitu á tensílo th) vn|ior Jitindhplicrico, vi^-se quo 
A)tà vciitofi do» quadrautcrt d»» 8 sào ns quo ivpiatam maioree 
quantidades, 8W, W e 8, »ht os primeiro» na oecala, ordem 
observada nas temperatura» absolutas máxima» e mediaft. o 
contrario e nos !imÍtí*B tn«?nor(íB do que í^e olmerva na» preesòen, 
e muito discordante do <|ue se nota nas hninidadc.tt. 

De íacto, nestas bSo ob ventos de \V que se destacam na» 
medi;ií> niensaes pela grande qiiantidíide de tirana que aeeu- 
eani, pori*'in o8 de 8 e 8\V apresuntam-se jjitíuindo no pLuno- 
meno dum modo que os collocu intermédios entre *ía outros. 

Da iuspoegíla jícral, eoncbie-se: que t»á ventos que inHueni 
no an^ijniento <la« tí-mperatura», iniiuem do mesmo nioilt», na 
tensílo do vapor atmoepherieo c de modo contrario, nas pres- 
BÍÍes, sendo certo ([ui* n de W, ipie é dos mais quentes, é o 
que mais inflne no au*íniL*iitii da humidade; e os ventos de N 
e NE, sendo fltin njeiitís quentes, sao fhm mais luuuidofi, notan- 
do-se nestes, iiin <lescenso liygrometrico nos mezes de junlut 
a setembro, ci^nm <i tborrnícií. rpic notei nestes mezes, o que si' 
nâo díl com outros ventos, u que attribuo a <piestilo de influen- 
cias de outras causas: maior uu menor abundância de chuvas 
e de cíic inibas. 

A situaeito ^eopraphica da cidade, ]t(»8Íyâo á beira mar, sua 
topographia, falta th* arvoredo^ qualidade do suio, decerto, 
muito concorrem um cauáas que fazem alterar oí iduMiomcno» 
atmop[ihericnn, na re^idaridade da sua mnrclia t-ui relai;âo ás 
lutíucncias conhecidas; c por conseguinte li dos seus effeitos 
sobre o organismo dos seres vivos e, muíto principabnente, do» 
já affcctado» das influencias mórbidas. 

Tudo pois, que possa providenciar-se para que esses sere» 
melhor consigam resistir na luct/i contra estas InHuencias, deve 
ser um dos primcir<»8 cuidados da mbninistraçAo superior da 
província, a queiu nSo faltam recursos, unis falta-lhe a aucto- 
ridade, maior latitude na sua acçào, que é indispensável lhe 
«ejn facultada. 



Emquanto maior numero de olemcntoB eetatisticod nào vie- 
rem enru|iic!cer o* archivuâ ofticiueK no (|iie reapolta ao regi- 
mcTi metooroliitçico da cidadi' *\o Loanda, pode oatahelecer-ae 
coinít U'i ijue <»â mezes di>: 



jiutliit, julho, a^ístn V Hftfinb 



rn, 



4 



sâo OS mezes das luiiíon-s pie^síòrn, de menor quanti- 
dade de nuvens l* nifLÍ**r atuplitmU* ãv suas varia^^ot*»; o» quo 
apreflenlam o ecu nmior numiro de vr/.cs eneolíertí» e eoni jiou- 
cittí diuseliiroa, mas tnmbiiin maior numero de vezetí limpo; oa 
que reptttani aH temperatiu*»» menuti elevadaU} sendo a» dos 
uiezes centraeii de grandes varia<;i^e» de amplitude»; o de 
junho, ('. dos menos liumidou v de amplitude de variaç^íen in- 
termédias, o de a>;oato é dos mais luiínido» e de pe*|uena8 
amplitudes de variuí^A-o, o de setembro t> menos húmido e de 
menor auiplituiir de variai;iVíi e o de jidlio lotjo abaixo dente; 
silo osde menor iLUiaru» de vapor ntiuospluiheo, sondo o cb- ju- 
nho do maior amplitude de variaçflo e u de setembro de me- 
nor; os que rejíistam as maiores quantidades de eaeimba o 
de ozone; o de setembro, alguns annos, na segunda quinzena, 
regista chuvas ou chuviscos, sendo raro que este plienomeno 
ae d^ em maia do quatro dias; nestes mezea, os ventos que 
pn-donduíun eiun niaií* frequência e velocidade sâo o» de 

w, sw .■ s. 

Maio e outubro, 

mezeí* eousideradoí* de transiytlfi para Unhfi> os phenomiínos, 
cm (jue a frequência dos ventos e sua velt»cidade muito mo- 
diticam a intensidade deasca phenomenos. 

Janeiro^ maryí», novembn) e dezembn». 



aSo nn mezes das menores pressítes; (pie registam maior 
quantidade de nuvens e menor amplitude de smis vuriayòes; 
aquellcs em que o cen ae apresenta nublado, vendo-ae mais 



T^fisãú do va/wr* ahncsphefi co fni/Iimeh'Os. 



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Jan. Fe» A/tífçc ^U^-t/ Afart* Jnnho >/aUio A^0»fa .S'ct'. Oui Xot?. l^fx. 



MKTEOROLOfUA, CMMALOOIA E COLOXISAÇAÍ» 

ve/CB claro dn i|iii cucubi-Tto; bSo ob da» luaib alta» tcmpe- 
raturrtB, fton<Ínai* nmplitutlos das variaçm-a ilas inai» pfijuona»; 
08 primoirutii timit^ ah* o» uuiíh hiiuiidoH dott iuterm^-tliod, í^cndo 
as variav^ea de maiores amplitudf.*»; os d(í novemhrf» e dezem- 
bro sSo OR quo se lhe seguem cm meiínr humidade e ampli- 
tude di: varia<;3o; síÍo os que refriatani n teiisilo da vapor, 
tanto em quantidade como em anipíituilr ile vuria^*ue», entre 
as maÍore»e menores da escala; aqucllcn i-ni que se observam 
as maiorei* quantidades de chuva» e as menoroa de íizone; 
Bâo nestes mezes que predominam em maior quantidade os 
ventos de W c com maior vehjcíJado a» de \V e iSW. 

Fevereiro •' abril 

fijo os mezes em que ae pressões sào variáveis mas inter- 
médias, como intermédias sHo as ain|dUudes de suas variayiíe»; 
sAo tts que apresentam o et^i nubladi» send*» intermédia» as 
quantidade» de nuvens, bem eumo os claros; os que registam, 
como o mez de mar^o, as mais altas teniperaturasj sendo in- 
termédias as amplitudes das variayòes; o primeiro é ti menos 
húmido e o ãi;gmulo o mais húmido e as amplitudes das varia- 
ções sâo pequenas; sào oa que accusam a maior quantidade de 
vapor e e;^ml amplitude de variayoes, que é das maiores; 
os que registam algumas chuvas; o primeiro ó o que iiecuga a 
maior quantidade de ozone e o segundo a menor; silo aquelU-s 
em (|uo se iiuta em maior quantidade vetttos de \V, de S p do 
S\V ; o sendo a velociílade do de W nmitu auaior, podendo 
diaer-Bo quo fevereiro e março sSo os mezes que registam as 
nuiiores velocidades de vento M\ 

INFLUENCIAS CLIMATÉRICAS 



Estudadas as eoiuliçòes atmosplierloas que earacterieam a 
cidíide de Loanda, dL*vo pnK*urar agora conhecer da sua in- 
ânencia sobre os habitantes. 

No campo pratico dos trabalhos da Expedição a meu cargo, 



118 



KXPEDJÇlo POKTUOUEZA AO MfATllNVUA 



(>ccorrendo-ine traduzir grapliicaracntc a» ^bgerva^fV* mcteo- 
roloííica» feitas miu a máxima attcnyão *; ruitladntí polo mou 
oollfgíi Sisfiuuidu Marijui-Hj tivi* tírinjírc vm vista, como por 
veze» rt dÍ8Be a S. Ex." t» sr. Minifttn» diis (Nilonins, compa- 
rar fjiíísa trailucyâo com a ijiní iiw iunv.*' {M*rmittiilo alcançar 
do6 i^uaílroí no8ologici»(í e nocrulo^icos tanto do europeu» 
como de indi|!:enai» na« localidades cm que fossciu ieituft a« 
obaervavi^cs, pois asBÍra «e poderia tozer uma idca do *eu 
clima r da iutiaeiíeia deste pohrr o individuo hominal indi- 
j^ena e extraiiho li localidadt*. 

Cumprchende-Bi-' hfu\ ([iie muito desejava taxer um trabalha 
priíticii e util, miiíi nunca choquei a suppôr que sorin cum- 
plctOj jnir nài> ipiorur íiiM*-mc diflicii <)bti'r todo o material de 
que carecia. 

Reistrin^i-iiu' ])oÍ«, a umctstudo dt; compararão doa elemento» 
que ne encontram im litoral com o» que «e aleanvaram nau 
diversatí reíriòes d»í interior, em que residi, que diverj^em em 
latitudes, loUjL^itudee e altitudett » portanto nas «ims disitancias 
no equador e á costa e na tsua aitura acima do nivel do mar, 
lí quf muito iníiue na elinia!o;;ia e patliolojLjia dos logare» a 
comparar. 

Sob o pontí» de vista da enderaieidíido, bem queria ticar 
conliccendo ii» Icicalidade» e a» iloen^a.s que Ihett eram pro- 
pnat» e que lhes eram exotic^is e dan sua» intiucncia» aobre o 
europeu o sobre o indif^ena; ma» into era estudo para um 
e«peela!ÍRta e por ií^ho liniitiM-nu- ao que 4'ra da cdjserva^âo a 
meu alcance, sidiordinando as de<hK'(;òeít ao que ê conhecido 
no litoral. 

Na cidade d(? Lofitida, onde se encontra um tib^í-rvatorit» rae- 
teorologic*» nan bua» coniliv^H em que o deBcrevi e com 
registos de toda a eimtíanya, também existe em excellontes 
condições, depois do anno de 1X82, lun grandioso hospital, cuja 
direc^íio nos primeii*os sete ímnfw esteve eunHada ao conse- 
lliciro^ dr. António Ramada (.'urto, r pela publicHyào das «ufls 
efltatisticas, na tolha oíBcial da Provineia, obtive ns elemento» 
que me auxiliiuram nas minhas investin;aç5e8. 



Ozone yor nxezes 




^tái^r^m^ita lim. Jhy»w0^f<ni JVm^i^nmZ 



MKTKOKOI-OOIA, CLIMALOOIA K COliOXlSAÇiO 

Encarrugudu de dirigir ob tvabalht)» cia cnnfttrnc^à<» deste 
inagiiitico editícMii, durantt* «ia annoâ de ls70 a lS.s2, tc*m lodo 
o (tabiiTit-ntíi transcrever neste lu^ar ** relatório t|uc sobre essa 
constnicyJlo apresentei no I." de junho de. IS81 e foi pu- 
blicado no Bnletini da Província. 



P 



3Í«^t^l*4-|| «ll> Il4>K|>Ítlll >Xtii*iii I?iii 

III.""' L* Ex**" Sr. — 1'arH »iUti^*t'nI:er a cornmunii:avA<^ àí* V. Ex.* u." 

227 t!o cmrontt'. i:ui <|Ut' me ó lU-teniiiiiiLd'* aprustMitar im fim d»- ciula 
im;)s um rnapim da <lcf>p<;xii c execução «Uw trulMlho-* dua ttbrus u mo» 
cair^, ^friiudo n modelo f{iw. aeompniilui h mtiiuim communio^áu, ('omo 
iictualnicntl' íí<'< rstDti diri^riíido <i.s truhnlhníi du cmtPtruovito do hnt<|>ttal 
desíii oi<l:Lilc, uUiiiiameut'' d^iioitunndo Mariii i'ir^ a rlla me vou icpnr- 
tíir, teudo df riícrriT a <lndt»i* oIÍÍí-Íjh-.m dt- mu iiào iMM|m^iii» inniKTn do 
auuoH u extractar cipiíit» d*: iilminf d'>L-uíii<'iit<>j)^ atim <U* jiiíttiticar <|ne 
m*^ aproximo da vvrdadc o muis pomiiivel, tiuandn apresento a» datas e 
(jUHiitiiiti í\íiv nv Iftjm no inap]iíi incluím. 

A titiiíitrucvií'» di'E«íc ho!»i)ira! vem de Itiu^ra dafa; ]H)r([ti:tnt<i em prin- 
cípios cIm anuu de lWi4 Hi'(idif íroveniiidor prnil denta jtrnviueiu o Ex.*"" 
CoiieieUieirri .1. Hapíist:i de Andrudc, iioino'>u uma cDiniuir^flào i<r<pec*ÍHl 
para eettudar uc^^ta eidatlef o nudlior Inoul para a LMliiic'a<;Ao d» um hoif- 
pitiil, viift" de ha muito e^tar eiunliriiimiln u ediHeio ipU' wí apn»pnara 
para Tal 5ui. 

Kttc.i/lheu rtisn eoinmistfão, coui<> miii^ pn>[)riu, «i local omir »t: «'iiruu- 
travaiti nt> miiiuisdocxtiuctoi-oiiveutiidi' S. Ji»»/* («uidi.' <**' rt^th foiísrniiiido 
o liottpital Miiria l'ln) c moskl^ snitidii ortiriou o rrfiu'iil<> pivi^rnador, i-m lii 
dfjiitdiodtJHSu uumsparu o sempre Uunl>radomiuititi*t>dop uegoeiot> de ma- 
rinha V ultramar, " fouíndlicini Jiípó MondeH da Silva I*eal, <|ut* em 17 
do Heteinbrn taniboui d(i rofrrido unun,rLTerondoit a portaria n." -M4 (d«i- 
ciiinontí" A) na qiuil Sua Mapíí^tade lioiivo pnr bom ap|>rovar a rfíVrida 
Incnlidadf. 

Km juDiu (principioM) de IKliõ ainda aipielle ^>vifruad(ir iiitontou dar 
rouuv» á rt'alÍKavH)i dn «cu pmjocto *• fez rome^^ar oa traballioH indis- 
peuH'iv*-ij« tiob a diree^ilo dn meu antifço camarada o eondísoipulo Fa- 
jardo, oníSo tenente, o nopw anuoue dispiuideueom tfu^BtraballiutiH ijuan- 
tiu de réic 5.'í4iriH». 

Hem Íut4*rrupçàu sef^uiram u» traballiott at^' lO dr ahiil il<' 1WU>. diís- 
)»endendo-;íc nestoi* 3 mfxe« i- meio, réi* ^<Ji72<). 



EXPEUlçXo PORTUOUEZA AO MUATflKVUA 

Nur|UiOlti data, ovuilo untAi) ^«viiruadur tli-Atti proviuuia v fallvcidu 
cODÍrit-ulinirautc C>trdo.so, aa^figiioit uma )i<irfrii-'ui inuinbiiulo Mi»|M;n(l<*r 
todíiR UM (>hrH!4 (Mn fXOCtiçSo im ProviiiL*in. pnr cntiMuiiT qiiL' so cíftíivu 
daudn uma intiTjirftavao rrnnica, a applira^íio das ;i " „ «d valnrom. 

Mandou L'sto fi^viTimdor, umU tanU', proceder u outras obras quu jul- 
gou preferivciH nos Interpu^es da l'rr>vu]i*ift, como por oxeuiplo : deaobs- 
trucçAodo rioLuoalIa, p do p«rt<.' duCtiuuzanatt proximirladoí* dr Orinin ; 
coUíírrui'VíS'1 dr filtradas ciirrvt*-'hns ii Iwtr t\v Chz-vuiíi», Mulniijr, Uo- 
lun>ff>"Alto e outrat*, rt»*. 

Krando poriodo hoiivt*, i*iii qiii* iw.ú» nv iijlo attvndeu A c-onstrucçAo 
dcttte hospital, hnvciido-sc* dÍ8penclide> nos primuiros tLMnpo» (V21Âã.'(() 



Km ÍHli ac-haudn-rii; por Hv^runda voz a diri^r a adiaiiiietraviío debita 
Proviucia como ^iveruador n ja mcuciouadu oousulhoiru foutra-alini- 
ratitc, J. Ba|»tista d»* Andrade, ouvindo diftert-nteií auetoridades. com- 
miste'V's e)*peeiaes e eoiu u appr*iva\'àit dn Ministro das Colónia», o Es."" 
Couselheirt» ,}n^o de Andrade Corvo, determiotm (pie pela dirievÃo daa 
obra.H publicas da Provineia de ipie era director o Sr. Capitão de eupe- 
uhniros da índia, Claudino A. Carneiro du Souza c Faro. actualmente 
director do Kerv'ti;o áns obraHpublieafl eru Ca1>o Verde, apre^eutassf? um 
projeeto e orvainentn pura a e«)nj»lruevJt" dum boripital em Lounda uo lo. 
cal e«eolbidi> peluf^ pt*rit(iH, n inejíino ipur S. Kx.' nu («eu jirinxeini ^<>ver- 
uo em 1S<;4 já havia proposto ao tiovcruo da luetrupule e que obfi\era 
regia uppmvavào. 

Em II de jullm de lí^?;'). foi apresentud» u pedida pnyeelo. acumpii- 
nbado dum relaturif e r»rvaniento na iniitortaneia de réin ll';i:<HHtifHMl 
(dotniiiftitnn R V O M-ndo notavtd que tiio reeonheeida era pelo referido 
govcruadar a tn'ee!*sidade dcsfa eonstruevá'», qui? mesmo untes de eou- 
fceciouado o orvuinonto fez dar prÍDcipio a trabalhi>s instante», u no 
l>riuieiro trimoBtre de»»v auno se diapoudeu f 



eui jornaes. rei». . . 
eui nuiterities, ríi». 



II qui' rtnmrníi (doeunicuto D) r6Í9. . . . 



4a3524<i 

7ri4iSlS»l 



Prosejpfuirnm oa fruballioa soin iuterrupv^o ató priucipioe de raar^*o 
de 1H77 havondo-6i* dispendido o K4'<ruinte : 



No anuo de líi7r) 

« * do IKiG 

Janeiro e Fevereiro do 1877. 



14:.S27íík;í» 

ia;4i7i:>rȒs 



Nn direi^çito drt director Faro.somma fh. '2!h3f»2áíWJ 



METEOBOLOQÍA, CLIMALOOtA E COLOKtSAÇlO 



De^cmbarcon iifafa pi*'*^'!"!'!)* u wt|»cdi^*iio do 1K77 em 21* ik- rnaio; 
eãturnm siiíspcnso» (is tnibulhort d» fonstrucçíi» dnsdi* fins dt' jnn«»iro 
dense anuo p lit»viu-iie diãpoudido fttr oiirAu : 



De I8tí4 a um, rói». 
Du 1874 a 1877, réia. 



Total reis 






DÍKur H V. Kx." i> ijiiu 8(í fez at/* à chegada du cxpudição n buíncndo 

rm hífonnaijòfls, |H)r í«ho quo di'fi»'inbnrí|M('i nesta i'idttdi> em I de se. 
t«inbro de 1H7H ; oomtiido, cssaa hífonnaçòfe dpvL*m ineret-LT toda a cou- 
fiauvAí »ào flhiít di* npi^rarioH c trabalhaduri^s «{uc (*xÍHtiam fiitilo uesta 
obra f (ístào do accordo cimíi as i|ue tciilio obtido de pct^moa» que acoai- 
pftidiHrHin a coimtniovit" por meni euriosidadt^. 

ExocutadoA outavain os sc^suintos tra))a]hos : 

QiiHlrri enfiTimiriaK em paredes, mm os actuaes pés direitos, apenas 
rt;b<iL'ada.s na exterÍ4>reH de duas e eolaírta» a ziiieo t» pheitro uma dVllas, 
Bvndu a sua anmivào de madeira. Km parte att^ialluida etita* que tinha 
c'olhK*ada« em twus nupeetivuH Iodares a» jtortaí^ da» jaiíeUa». 

IVomptas a colloearem-^o estavam a* Laixilhariaií ipie exi(«ti.*m em 
dua^ »• ttít portas de deiitn» tJe uma. 

Finabnenti" estavam eoiístruidos os alicerces do» corpos doK quartos 
partifuhireei <". dos oltíriaen e dort ortíciacs interioreK. 

Na cxccu^áo deste traballio devo fazer notar a V. Ex.* que <i.s mate- 
riatífi, cal, anda o agua precisa, fórum traiiHporta<Ios uoh famtí* da 
uliegnnría do governo. nHo pagoK ])<da direevilo dat^ obras pnblica^t; que toda 
a pedra einprogaila na aKenaria feita cí^taxa nas proximidades da obra 
]Ktr<pmutu, '»u era daw ntíiias do extineto convento ou do reveíítimeuto 
do rcdiicto abahiartadn \hi:^ h'>llandozt*^ (vulgo porta negra); que o salá- 
rio do mefttn*dHsobra.-« era de lj(KK)WíÍs cm dias utci«e muito pcquouA9 oa 
dos opernrio-f, que attlngiam a 4lK> r^is; e finalmente que nA<» houve ne- 
cuáhidade até eutiío, de movimentos de terra, ipfuquanto fni aproveitada 
B zona ou pbmn superior da localidade e huiih ou menos nivelada. 

Dp8(Mnbareund*» a expedi viii» referítlii ••ni 21* de mai*> de^se auno 
(1877) foi determinado que de novo prõ!*eguÍ8§em o» trabalhos desta 
coustrncçâo cm 4 do junho doBi*e auno. 

Come^;ou o pc««.><oat por elevar as paredes do uorpo doa quartoí) jíarti- 
culares edeorfieiafH,eemíieí*uidafez construir portas e arma^^Vi para ci>- 
bertura da enfermaria fronteira, já motiuiunada enmo eoberta; eoneluiu- 
se o «olho desta e astumtou-te o nmdrirnincuto e s<i|ho daqueUa, eon»- 
tniinim-»G cano» cm frente do corpo dos quAKos o os que ligam todo» 



i 



EXPEDIÇÃO POHTITOUEKA AO MDATllíCVtrA 



UH 4}tiarto0 í\i! buuHn das t*nfi*niiiLríiiH nu iiln dirvitu do iMlilifín, fiiialiiiúute 
ttfhuva-Bt' oin coiiPtrtiovAo, (|iitin(lo chi-irtioi íl." U»' p**ttwil)rf» do 1S7H) o 
1'orpo (Irt frente, Imveudo olM^ífadi» :\ miu íilliini iip iiiircdc-i d" Indo di- 
iritif, iiào isv tLnxIo pt^iiHUilu itTt' «Mililn cnitiu lipLi- ito uontro uHduuMtltiff. 

Parrt esUí"» trjilmlhoH dv iilvcuarin, foinn a f'x|H'divií*> j« u^o encon- 
trasse pudra e isc vcudesni* por prvço* cxceunivo» uon mvrvndort, teve a 
dircfvio de explorar pcdreiriuí por hUrt conta, podundo ralniliir-iM' como 
ovrto, i|ne lun inctnt riibico de peilrii nu oluii iiàu itnpurtiivH era mcuos 
de 1^700 réÍH. 

O i*xi;ettsivf» HiiUrio dof» t^xpi^dicirtiiaríoii^ ii olovav^" ^l<'t* MiaríuB doa 
operariof* inclifrenait, tis mnviniuntoi^ de rerru c|uc* eomevurtiin lou<> uo 
(Torjio d» frente, a iieei^itKidiLde de ulfati e etiipesi>iL»< Hlvenarta> ubuixu da» 
linlmti lio «oiilho ]i tomar o nivel d<m j:'i (-olhirudoii i> pur eouMet^iunte, dti 
profiindort e InrjiptH alicerers |iara ensat* parefles. *• tíiialineiite a pninde 
eare«itia de inatrriarK, inadfira. pn:;íaria, e»I. uimeiíto. ajíuaw r aiudik 
df rraii:ipnrteB. pitr íhwi ipie. o alnirnel de um eaiTn de bois nilo era in- 
ferior a li7<K) rêití diariori, dfn lopir a ipie ne t!ÍKpendeHt>e lioí* iinnott : 

l>e I«77 (4 de junho » ^-il dedexcmbro». I '>:;'>lUi.H(»ri 
Do IH7N {ntv no 1." il.. .sctemltm) ;i:^:(M:í64<í4 

Toiul, r/is.. . 4^.r)Tí^i'-N;i» 

A' teata da direc(;ílo durante i^nte período ri«feve entilo n Kx."" major 
de en<?enheirot« Henri(pii> Mnt^n. 



(Jitaudn a V. Ks.* a liata il" meu •letíeuibariiue uiítula pruviíiria é jKtr- 
(|ue neeea dattt ro#fniim*ou do roino o E».*" Diructor do surviçodiiK obrAs 
publioAts MantK'1 Riphaid Uorjãu, quo tomou poHí>e dú m>u ear^i, e anxi- 
liando-o iromtt m^ eiuitpnii. tive oocariiilo de tomar eonhecimeiito da» 
minA d4-tt.'nniiia<;iM'j< no ipn* reítpcita a esta obra. bem t-oinn do mui iitubi' 
ment/» r despeziL^t (pie «r tízeram. 

Uo I." de stítombro dosAo auu<t atéinurv4> dt» commte, em (pic V. Kx.* 
tomou posae do car^o de Director, uimlu uu divido os trabalhos deata 
couíftnicvito «m trea [Míriodoí?; <t priniuiro. do I de tíetcmhro de lH7ilay<> 
de juulm de líSSl), gob a direcví" do major de uu^ouheiro», Manuel Ka- 
phael (íorjío ; (tefifundo, dit I." de jullio de IHMO a 2-4 de dozembro do 
mtíHino anuo, tíoh a dírec^lo do major de arlilheria. A. de Novaes <«ue- 
dtííi Kebidio ; terceiro, desta ultima data até ái(uelia vm ^[\n' V. Ex.' to- 
mou poHiíH, <pie ot^tava sob a diroc<;il<> do major tW infanteria, Joio Car- 
Io(* Kibi')|H». 

Como V. Ex/ duve ter notado, a fwpnravdo da cou»tntcçân em diver- 
soet (K!riodo^ é d' vantagem mTo m; pura a melhor urdem dcs minha 



METEOROLOGIA, CLIMALOGU E COLOlíISAçXo 12Í 



iuforrnAvito, como pura bem iliHcrimiuar a» (lt!itp«ziMi aucrorííitidatt piOns 

rxtímvHít d<iíí tnibiJhntt por íú\w emprelicmliduH. 
No prliiioiru ptirioUo i-luiiKÍtiquoi a dcetpoza : 



D#> 1." (Je uetembro h ítl <ie Ueíumbro tU' 1878.. . 14:3515741 

Anno <lr 1879 8ít:»ítir)i:»K*H 

I>(. 1." dr JHiiriíY» a 30 d(í jiuih» de 1880 I-J:õu'S:i'JU4 

Srtmnm róis mi;4Hõ^:Vi."i 

NAo mu faz coiiipr('tit'iider uvsta V4'rbu u importiuivid do i*ut>to o fretei^ 
dit!^ tiniiavVí* df IVrm da» cobertura!' ipir idn-^jarauí em maio dr 18«í>, 
pcir(|UL' nàii vieram oa di^vidoií irBcIarfciínriitn» du MiiiistiTiu dut* NopK-iu» 
do Ultramar, por oiidií' dpvum ter sido piigaK. 

(>8 trabalhos (jtu' m- tMiipreheiídiTam um Ul pi^riodo, foram : 
CoucluRÍlo dai^ ulvfMiiría.-< dati parrdcF mftítraf^r diviíioriai>doi'or)><t da 
freuri% com jn'' direito ib* .V^.li^l; imiií»' das ahis dfhsc cor]»). :n» centro, 
por um [ifryHtilI'! íuaiji^jttin (nnU-in (Icirifa) ubi'^Hii(l>i a i*nlumuata a '■^^ 
da HiiH uUuni ; roíi.-^triirvà'! da^ iilvciiariívts da ^a^a d<* ImnliOM i* latrinas, 
daseaferinariai* v corp" dnH quart<ií:i particular»?^ [H"') \ eoutttriic^^o dun- 
dtf UK ftimlav'"'^' das (tua» ultiinns ciifentiarias as mui» tdovftdaí* acima 
do Holo natural (4'"<1) : uuiíln jHir iimroA de alvL-iiíiria dt- cinco corpo» ího- 
Iftíloe A vtn\iw.it\n do fditicio, iMu (pic ('• nmifo variável a iiifl'rr»'Ti(;a d«' 
iiivtd dos Holos ilii i-diHiiii »• do terreno natural ; seníb» tnnxima 4"'.7 mi- 
nÍ!na'J"':enní<trucvln da atvtmuria da» csrndaB que unem oa cíirpiw m*- 
lttd'>(í d't rdiHcio, fnnnaudn <» corrcdnr rentral na cstenwlo d« IHhnií- 
tro»; «onstruc^')lo de (ispi-K»»»»* muro!:> daji rampaf tpw reformando uf uU- 
irercfíi daf ultinia»' eiiteriaariaH dào aecej^H) do hido dn rdificio ao pjitro 
imde se eleva «> enrp*" das suas dependências, em que a ditTerem,'" de 
uivei è de 4"'.ií ; grandes aterros dn eorrtulor central na extensão de 4<( 
metros, r da>t rauipasquedelb* partem; coustruc^*)ln ilus alvenarias desde 
00 prt»fundo8 i> espessos alicerces do eorpn ilns dependências lit^ A al- 
tura das verpLs tias portas ; eo]|oeavib> de caixilharias uiis janellas 
de duas enferMiarias, portJií^ destas e interiítres em uma delias ; assen- 
tamento i\tt tteu sullir), factura «■ cnHoca^tlr) de arinavào (madeira) da a- 
bertura pelo svstcmu de qnc já existia o assentamento de sua cobertu- 
ra (pheltrn) fartura de 4<J p<irtaã para janellas e 32 interiores ; collocft- 
çAo das arina(;iVs de ferro para nt* cobcrrur.is lím 4 enfermarias (|Ur re- 
pdjuu pur 41 melros de comprimento, c en» ttido u enrpu da frente ap- 
jmiximadamrnt^Mb' i>2 metn>s, o que deu loptr, paru maior soliilex e al- 
tura dos subots, a elevareui-sc us- panjdes a meia espessura r|e mais 
l)*,3 (I que se fez nas 4 eufermariu», a tijollo. 



124 EXPKDiglo PORTCGCEZA AO UVl 

Kt^tct* traliallioH, frito» í*oh a ílin-fçSn ihi Ex.*" iiinjor (>(itjtto. cnu«- 
ttim iju âi'U iiltiiuo rL'lntorio. 4? cm piirtp «lo viMott nus pli(»to;rrn))hins 
que liivou d'(tstR eoniítnicçflo, maiKlndnri tirar diíi« autc» «le íhzít « i-n- 
trt'ga (Ií> MMi carpo. 

S4';fin'-í*«' íloiMJÍs, oomoHcou dito, H ílin'cví<» do Ex.»" innjor Novaca, c 
i»cnf»r iuM|iU'Ui» jM-ritido, nclnindu-roi- iiimoK ntirrutl» :i inliniiiifítravii'». luais 
desnttroutudti |)ur (iiii oi-rtu tiuiiiem dt* coii^trufvi^^'^ qttu tonniuanLiu uu 
«e suspenderam, mui» regulares os sciu dittrreuto» «(^rviço», « fiuahuen- 
to oucoiitnindn i»in dcpimito mn certo ntimorn de niatcriafs n*ípn-iU«do8 
pelo «eu aiitri*esi*or, poinU* »lar-i«r pando dcíiciivolvimcntu nos tralm- 
I1k'h V por ÍKí*o a siui dcspeza (' rrijirivanifinc Miprriur, iintnndo-sf iim* 
do» iiiatcriacH em deposito iipeiintj Uu- eatú a eurgu a deupczu eoiii u for- 
Hocimento do madeira». 

Classifico 11 siiH deapexa (1 de juMiu u 31 de dezembro). 

JoriiHcM . I*J:2*í;í-i555 

Matcriaoâ lti:íi;5."iilUl 

EmproitadiLA , 4:S'í3i4l5 

Sommn, r%*\6 :tri:4:it"i<;il 



Us tral>iilliuti cxecutaduH sàti ^'cnilmente couliecido8« porque <*' justa* 
mente uuabc período que nffluiram a e^ta obro f^rundu numero áv visi- 
tantes: o f]uc arh<*Í natural. |iitri|Uantiiitcpr<K'edin ao.s trub»IlHiíi(|ue mais 
«-Inintam u nttcnv:io, eou)ii.'^àn m^ ri'bni-os^ f^^nanicríiiit-ntos. pintoras r cm 
p.'ral. lijf itbraH dtMarpinteria. 

Maitf depenibaravHdo qui* rteu aiitoeesiíor, comu v\W baalaute aetivt», 
iutelli^ente u xoloso jMilo uerviv^, n2o deM-Mudieoia, u^o oeeultava a 
injustiça ria c^mparav^o; c cônscio de ipic lhe aprada enta minlni frnn- 
ijucza r lealdade, aproveito a occa.-íiào dr deixar consignado o i|ue 
muita» vezes nu' dísne : "ipie a sua situuçAo <*ri) muito maiít favorável, 
e que foi preciso (pie sen auteressnr hutasse com i^riniiles diDicuidades, 
para elle prí»se^iir com t3o l>oni cxito.** 

SAo etítes trfibiilhos os sepuintes: 

Coiieluiram-se hk alvenuriíití diis paredes do corin» das depeiidcDCiHa 
do hospital, lavanderias, arrecudavòe», cosiuha, ete.; as pilastras nos 
topos da» enferniaria» a servirem fie apoio n^. coíierturaw; as cim:ilhas 
de duas enfermarias; as colunuiafa» e frontAo do perystíllio (ordem 
dórica) a címalha do corpo da frente que <'* o entablamento da referida 
ordem para com aquelle concordar, tfíndo uma cacada muito menor. 
Behocaram-we interior e rxt4!riormpute. as qnatro inodcnnis ouferma- 
rina e o corpo das dupeudeucias. sendo caiadas a branco w» fuais pare- 
dea interiores, e f^uaroecidas de umarello as exteriorPB. Rcbi>coa-»o 



MKTEOKOLOfilA, ULIMALOOIA E COLONISAí;Io 125 



e gaanu*vt*ii-Bi* u frente dn edifício até á nltnru dos soiiUtot*^ coUoearum* 
se iu'stc Jií* piirtiitt de dentro dus janella^. Forniiriiin-íir uh anniiçôcs de 
furro jil cntltjcuduri li inadeiru v cribríraju-iH* de tidlui de Mars^dtuu Ai*- 
moa-sd eoiu simplen us de madeira o vor]Hi das dopfmdeiiein^, fttrrartim- 
w I! ciibriram-tn* tiiiidx-in com aiiueíUi trllni. (-*i>IlitL'!ir)iia-3eportui«ijai'jn" 
UfflIiiH de duiiít eiilVnuuriaH. Vif;aram-w r ji}<mifiI1iarairi-(Rí »s referídíie 
4 «ridVniiariíií* v Cadcs *>^ quartog do L'or]M> de iidiiilDÍHíriiVi^'W*>dafnMite;- 
IViíicipiariLiii a elevur-se o» ativerciis para a eapvlla, caMti mortuária c 
de aiitopstaK, corpo íteparnjdo do mlifícin, lado dirnito, á ^nte do tnaior 
pateo i|m* foi ajariUnado v. ium\ aí* CDinpftfMiteit vattetas de pedra bri- 
tada. Km prineij)!!» de eoiK^trueçao e.-^tavain fuiiil>eia nnia dai* epciídas 
de eantaria ii fronte du edífíeio (lad'i i-Hiuenlo) di'ueei-tisiMiphtimiaeia, 
!• o pn(t8eÍM i(iM' «lev»' eoutornar o editieio. KtftHViiiri pnaiiptíK» a »er e*»!- 
locados doiiH purtricn para enfennariaii o 08 uroti para » caixilharía da 
fronte. 

Pel*> {|ue rtíspeita aninvimentoi» de terra, «leixou já lureessivel a nova 
rpfrndii da Maiaupi, emprepulos em ati-rro ji fn-nte ilo eililieifi iiiai^ de 
•líKllí metros eiihieoft dc; f<'rra fxtrnliida diiina /grande j)artc ilo rediipto 
do? hnllnitdexoB, jA citado, e fínalmente aterrados fpiatro qnartoB do 
vurpo inferior. 

Como éo vê, 08 tnilMillio»" *\u>' iiiaítf ferem a vista «Ro o» IVitos uosee 
periíMli», mas i* Iwrn leiídirar (jite iiii))ortauies fonun oíí de alvenaria uo 
periíKlí» auíeriíir, iioi> só aliaixo do wolo nuturat lin maih di- 4<MMI me- 
tros eubieos e ainda defti' no solo do edifício, regula príJXÍniaineTiti- por 
I-kMJd metrori rnbicos, 

Trtitiuulo HpcuaH da eoustrurf;Âo do edilício^ a«âim eomo julguei arer- 
trtdo drtíi despezas feitas eioii » explora^Ao de líedreira» e abe^-ourin da 
direei^ito di^eriminar o «pu* teve appliein,'tlo a esta obra. tandtem me 
parcee i|ue devo ttcparar da (U*t»pej5a feita pelo direetor Nitvaen ;i que 
fui ajjpliciidu a inoviíiientob de terra uo larpf ú frvulft do editicio, uo 
meiu fi t*i;ii lado empierdo e na nova estrada da Maiauga^ que t* dc 
1 :W75:5<)il. o (pie rrdiiz a dottpeza d» constriicçáo durante a mui írerencia 

a ;-ia:rK>4rni. 

Em 24 <Íe di'Keinbro de T8K0 foinon pin*Ke da diree^,'ilo o ex.'"" major 
RilH.'iro, eomo disse, porém, pode ilixer-se que prineipiou a «xereer o 
carg«J nu primeiro dc janeiro de 1H81, visto que feita estava a de»peza 
htí entilo. 

DeHperji feita netitu administravão, que conta do 1." de janeiro a Ki 
de marí,o rie ISíSá, é de ia:04.Si7;í(» hm». 

M* trabuUn*(* qne etiíào se executaram sÍo os seíjuinteH: 

(.'OnKtruÍram-()>e de alvenaria diianarcadaf: qne formam a galeria, fundo 
do íorpo da frente e we ligam iVa arcadaa do corredor central do edifício, 
At' parede? da capella á alíiira do vértice dat» ogivap, coneluind<»-«e o 



EXPEDIÇÃO POUTUOUEZA A<l MITATIAKVUA 



fiocvo «In» CMrtus littcriitf». CouvluÍu-tto ti cKciuIn ilc ciiuturin ila jilianiia- 

cia imU'ii-hi' |)riiu'ipiii ú pymcírioa, qur dA atrifHSoA». íahiPKln H-cretaria 
r das cmiiíultiií*. 0»iieluÍu-Hr o «nouo dai* LHilnmnataíí du t'rn»rflu (.-(.im a 
coin|M'lL'iitu bulnustradu. Priuciptou-M; a catiicar o tecto da citBii du 
eDlradrt. í'nucluiii-se a L-aaa da f^iiardu em qui- no frz tarimltiid, rnovoía, 
anmíim, fiiltitU'». pralolcim». ctr. Kt'l»*>fnr!nii-w v pianifoTimi-** a» 
diffrn'nh'M .siilas r (piartuH du i*t»rptí da fr»'iilc. Mciidn hm jHirrdi-í* tW al- 
fftuiri pintadas a 'dm r ludlan i^i* collocariun as portati iiiterion*s. Divi- 
.diu-fl(^ H n*HÍd(*iicia do dírecfur (mii cinco c|uartoR |M>r tabique» dt? ma- 
.d*Mra. I)p in»vo (*e (^niariK^crrniii a uinarrllo as parodrs das cnfrnnaria» 
rontijfuas ao patc» ajardiuadn da ea|Hdla. Complftaraiii-iic ocoll<K-aruiii- 
av diian arníaçiV» para a cnhertui-a df madeira r*'vi'stida di* pheltro 
du» dou» pt'i|iu>noi4 r<irj)o»t aniicxos an da friMitc. Fizorani-**' fiiicn t-ai- 
xtlKnriaH p;»r» m^ vidraças do rorpo da frf*nt*». An«fntou-e<' ui» portín 
numa du» **ntV'niiana.s c asfM>ulliaram-âi' dua8 ea^as de hanho. Kiual- 
mente fez-se pnjHt*(ruiro8niovirn<íUt08d(.' terra na tVvnte i* latlo do editicio, 
e Hn»lnir»t(' c«U'u|o ijuc »te deHa|.'^aef;iMi e trau8]H>rtou para vtina de2*IIN> 
jiietrnH eulneoii de terra. 

Xo curto período de^fa adininii^íravilo nío deixa de i*or inipoiijinte 
H acrpiiãiçAo de niuteriaes: pedra, uiadeiraH. tijollo e cimento, poia 
para oh traballio.-^ tjuo mi empn'henderiun, nu depoaitoit já ratavam 
exhauatos. 

Se^iH'-8e H;^ora a adtiiiniatnLV*to di* V. Ex.* que tuinltein julpuci «i't?r- 
tadu dividir em dois líerimloíí. um nuii petpu-no com referencia ató ííd 
de abi-il. niex em 4110 me foi pi*dido o uui]>pa. que pf»r prawle numero 
^v iufornmyijos que tinlm u cnlher uAo me foi po»»ivoI envial-n lugo, e o 
outro, o i|Uc' se BCífUC dc»i»a data imu d''anti' e n (|iii*jA .ne refrrc o dito 
mappa. 

I)Upoiidcii-»e de 1<> de mar^O a 30 de abril do corrente^ 4:ti83^'im 
prâin. 

Oa trabalho:» que eiitito ne executaram foram oase^miuteH: 

Contíuitaram a» alvenarias da paretb* da eajietlH até A altura da ci- 
inaDiii e |)arte desta, coustruiram-f*e a tijollf» as paredes da eamt aunexa 
Ha daA autopciia.s) com eaíxait de Ar, ntr á alturH da» o^rÍMitt ; proee^U 
xani oí* traballioií de caixLlhariu dt* c<iriMi da frente, tendo-íu.- H»i«entAdo 
oito na» jaiiella» e iluai* nuí* portas de dentro e interiores do corpo da 
frente. prÍucipiou-8(*ac8eadH de cautaría para a secretaria. clicj^iuido a col- 
locar-8C cinco degraus econcluiu-se um masnanu' de alveuaria cm que as- 
«enta o patim. Kebocou-8e e ínianieceu-Bc ííxterinrmente a arcada do lado 
^ísquerdit da t^aleriu do c<tr|n>da frente, bem como as das casnè de bii- 
nhns conti^tuiA e us do corpo de quartos particnlures fronl<'iro e ainda 
oa murus que Uj;ara todoR o» corpo» inolmioii do lado da ca]>clla. Forra- 
/atn-t»c dt* madeira os tctus do» quartos, residência do director o h»bcu- 



MKTEOkULOOIA, CUMALOGIA E COLONISAV^O 127 

taraiii-t)i^ os r(Kla-p/'i*, aro» o v(irnpi<ientvii« innldurai^ « tomuv>*niiii-8« a 
nnvstii* "s tabM|iU's df iir;r:iiii:if»HH. Fízi-tíiiii-hc !inimv*V's «K* madeira 
|iunt i-utKTtiirafl tlt* ijuatr» uasa^^ di* buutio, a:>sviitarain-!í<> i'ci>lfriniin-Hi' 
a mndeira oom revestimento dt* pheltro e ainda al' vibraram v asMoallia* 
ram-m.* ratas inri^inas casaH p parte dii praloriíi da frctitc corn'«pondent« 
& ri*AÍdoiicÍiL dn din>(*tr>r <■ alujainonto da pliaiMniiLÚa. U('f:,'nlarií!arain-sr 
dnitfl )mtt;os, rin tine um foi ajardinado. n'i'td»(>iiilo ns ('ompctontca vnlletaã 
do ijudra britada r untnt m* aproveitou para horta. 

Pulo AVifUNiia tjin' adoptei, julpo havt-Toonso^íuidooiuiento de V. E.x/ 
faxer conhecido os trabalhoH einpreheudidos nesta obra pebis difFcrcntes 
direcçÕL'» ([lU! m* h3o sutcuedido duninte a sua duni^rwi : bem coino, con» a 
inHxitn:! aproximavito. as itniiortancian eoin eUcH dirt]n'nilidHÃ. Insisti» em 
tornar liem leinbnídi; tpie nu jiprencia do director Furo sv níSo entru em 
linha de couta oan transportes de materiaes e at^tia, <pu' torum pa^rort 
em sejíavado da couiitrucvío, e por certo errava ae quizcBatf h(tjediscri- 
imna1-o8, <■ ifue a pedra oxístia no loeal da obrii; tpie ua gerência do 
director (rorjAo falta a importância do en^tn da aiiiiav^'^ de ferro e seu» 
fretes, por u;\o existir díssn eouliecimeutos ua secretaria da iUrec^*ào; 
que un ífcrencia do dir<'efor Níh ae« uío fíubtrahi a despezít feita com o 
dusmoronamonto dos douít balimrteéi do rmlueto dtit» portas ne^as; quu 
«onsegui apurar as dvspezas feitas enm transportes e rxploraçito da pe- 
dreira corrcspoudeute á constmcvi^o denta obra em tndos os períodos 
que »e setfiiiram dende 1 de jniilio de 1H77 até esta data. 

E fav» CHta in»Írsteucía, [Hin|ue é possível eiipp()r-M" ipie ha exa^en> 
ou dcspeza aprcHentada, p(<iti naturahneute nas differcntes estavõe» em 
que se pretvuda apurar as contas dosta obm, uAo ac attcudendú^ eom^J 
fiz, a ipie differente.4 verbas neUn pistas se acham envolvida» com outras 
da me.sma desi^juav-lo em cla.-í.ses diffen-ntes, como por exemplo, em Ko- 
Ihiià de abe;;oiiria. em folhii;* de i-\ploraçào de pedreira, em folhas do 
deposito ^ural se (nicmitrani luuilaâ e importautei^ verltas (|ue a cHa per- 
tencem; por certo, o total ilii despeza será ninito menor rio (|Uo indica o 
mappa t|Uo envio a V. Ex," 

C*omo roriumo, a importância que ae h; im [uappa, ^^'•>ino despexa do 
AUtecCdente, compreheude as se^^uintes verbas : 



l.« — De julho de IHt;.') a IO de abri! de iMítJ. . (Wl-j-JSO 

2.« — Do fevereiro de 1H75 a maryo de 1,S77 *iÍ»:ai>:ÍcS-i80 

a* — Dl! 4 de junho de 1K77 a 1 de setembro de 1H78. 4J:*:57.H.iá<tí# 

4.« — De 1 de Hi'feuibro di- 1S77 a 31» de jnnho de tH«0 rt«i;4S3^r»33 

6.* — De 3(1 de junho a 31 de ilez.-mbro de LSSl :i'i:42Uâ«ilI 

6.» — De 1 de janeirrí a 15 de marv» de l-HH] l-J:<ti.H57:W» 

7.* — De It) de março a :^t de abril de IHHl 4 !(>33á.VU 

Total I!t7 ii;i7 j1s7 



128 



KXPEDI^aO PORTUOUEZA ao MITATIÂSVUA 



Prcbouchiiln i>t»ÍH, *t iimppit, emnu ui« foi dotcrroiniiilt», i* jusíificiidas 
n» firttiií» V importam ia lí u tjiit" fUe (k* rcfwn', leinbm-int! sercouvonioute 
:i|irc»i.'iitHi' a V. K.\." iiiiiti uiiuuciosa uotici.i <lnf) trabulhoc ((tii* niiidu liii 
a trtzrr para u oouclupán ilrstc t*íVtficio, biMii como tlcí t<!inpii v deppozu a 
eouHuinir ooiu olK% •> quo coiiHtttuirA a íicginiila partv d'estc num traba- 
Ilto, ipie s4!i*A uuviada inain tur<lt' paru tiào demorar a romostsu da pri* 
u»*ini )pii' m*KÍa data ò. da maior urff<M»cÍa. ^= IVhh ^iiardi^ a V. Kx." = 
Luanda 1 di* junhí» de IHSl. = III.""* r Kx.""' m: Dinu-íor da» obra^ pu- 
bliean da pníviíicia d« Auirola. = (a) Htjnri<pu' do Cnrvalliu. coudu- 
ctor. 

Documento A 

C-opta da portaria N." 211 - Stiiid » prrHeiítf. a Sita Magcstudi' El- 
Il4*i, oorticio u." I3*J d í Hi tlc jmdr» do líorrciitr aimo do ^rovornador 
líiTal ria províiiria di* Atijjola. participando tine a (^ommittmlo pov ídie 
unrnoada paru etrolhcr o local pura a odiHraçilo do novo hospital iriili- 
far dn Luanda dmiifiriniru, |Mir tUfl*ertínte« rasiíee, como o mui» pn»- 
pri<f, nipndli' rni tpu' vr aclmin an niínati dn cxtíucto couvf uto di' S. Jovòi 
nmudii o imrsmo AlI/;u^to Scnlnir, pela StíL-r»>taria dr Kí>tado dos Nofít>- 
uÍo8 da Mariulia r l^ltraiiuir, t'oroimniii.*;ir ao dito írov<"rnadnr tjrral, em 
roftpoãta ao ifi:ii ciíiido oHieio, em ipie liouvo jior bctii approvar a men* 
ctonada oscolha. ^ Paço, em 17 do setembro d«' IHIU.=^oím' rfa iUlca 

MrtulrH fjffU. 

Dacumealo B 



III.**" e Ex.""* Sr. = Ê dt! ím nniifo refonhcfidu u tmut^Ksidudu dum 
hospital ua província, ipu- aatintu^*:! nu maior jçrau afw itreoritop da liy- 
(íicm* ccloitiíil, I* iVf* pro^r**}'HÍV)iíí i*xiffi'nriaí* do trnipn t* dn aiipnonto 
da popalavi""*- 

J)ontro aii líonatmevòifn ItotipitalarcH um- |>ot>saimoít, V. Kx." bom o 
gubu, uvidium» uHtd uVotuH i'ondÍv*'i:t<, i* cada dia su faz i^ontir nniis a 
nciTMJtidado dt> an Hubntituir por li'i8pit«UH iMm^tniídoH roufonne 08 pre- 
i'i'Íto(» da ?cit'ni*ia motterna. 

Era para dmejar <pif a cutn nri^ottííidadi* bv uttcndei^rie vtu todos 
0!4 |>ontos da província, man na cofres publico», infetizmcuto, nâo 
ustÀo habilitados para a dcHpi*za i|nv eatAB reformai) exij^fem. 

Todavia é justo ípu* »<• fa<;a al^^uma ooiiiirt, rpiando nnn possa 
í(cr tudo, i* (pK' tíc comotM* eí^ta obra bumanitarin pida capital da pro- 
víncia. 

At^ui OB exi^onciad da «ua crcitcente {Mpulav*^'^ ^^" ■*^<^1<* v<'^ maio- 
res, aqui coucom*m o» cufonnox de doenvíitf mni» irravoe de toda 



UETKOUOLOOIA, CLIMALOGIA £ COLONI8AÇAO 



1^> 



II proviíicÍA, ítí{U\ ft |rtí880A] rechnicn ^ iiiiiis niimcmati c dtdpMi' <h; inuiti 

O hoHpital itc Loaiiihi drve hlt ctjiuleiiiuuilo cm tiúim* du hy^àt-iH!. 
pon|U4* vFtÁ UH8 peioriiít L'ondiçuu«> puttsívviK. Atfi*iiii uxprctsf^ri a miuha 
• i])iiilà(i, c«*iii ■• voto um:tori^a(|i> du jiinUi <lr t>HU(lr. vm cuinmiHsilo, ila 
tjUíiI tive H htiurft do ser relator. 

TMio^tliit:!! dl- LiiiLiidii tM*in vtdhn. iiuil :i)int|iriad'i f i)ll|■^>'^1lHd■l di* 
niiHAliuiM, )iiiutÍt<'Hrjiiido-Hi* rum t'r(*i|iiciu-i]i i>k Mrtririií< i|ii ini'pliitií*iiii> 
uoho-coIotiíaI. 

Um lí»cíil, tiui' admiruvidineiíti' sf prupta a niitu imvu edififaçío, 6 o 
]iliuialt') dt' S. JiiHi'-, ijit<' imtnraliiiriili* liMnl>ra a tuduH tm (|ti(* conlm- 
iM'iii a t(>iJti^'rH]diia da cidade; iiiiia área *íxlL'in*a. uxurlltMitc cxpniíiçiiíi e 
uni coujuMflo ílv tinXtiif. ii>. coiidi^iVít t'Xi;;Ídaj* |)iu*a iiiiia rdíticavào dci^ta 
uattirexa. 

Hido t[in* rtíHiMdta ao r<yi*l«'nia de (•oiii*f nu* vild i|Uc »v deverá adoptar, 
pinnifla-iní' V. Ex.* ulpriuuaíi cnní*idrra^'òef- justificativa}* do pluuo quií 
vou ler n Ximíxti de jfropnr. Nin/.'ui*ru dcuconhccc (jur tia ipicutiVí* rela- 
tivas i\ liVit^iciic liit^pitalar hc apri*Mj]itHiii á In/, da Hcicucia modcriia. 
debaixo de novo aspecto. Ot* íiomciin mais dlstiiieto» de U*tio» o^paiKeít. 
mediuoft e ciif^enlieirog te^!iri-Be preoccupado de^ta tnatcria« fjuo a todo» 
intervtfsa. e por uma gt^rie de trahalhni* AMcecitrtivainetite aperfeiçoado», 
tCMim eonsef^iidii realí^dr os iiielhoramciiros ipM* fiMlos ok dia» obser- 
vamos. 

Em pretHíiu,'a ila lumiiio^a di.scns^ilo i|uc se tcvantiai hm Kiiropu 
t»obre a espécie de liuHpital ijue uieihor Hatitftaz aoH preceitos da 
hygitiue DUHO-cotouial. haveria lofrar piu*u hettitaç^lo uh csetdha do 
(iyi<tema, pc a^ vautatrtMiii do tiuiipiud-barraca n:1u estivei^Hciii de «obra 
demonstrada» {ada.** cifras de mortalidade, divuiifc at> tUttmas campa- 
nhas e moderuamcnte aa lucta filauica das ditas umís poderosas ua^iHib 
da Kun)|m. Nào /•. talvez, nitvo o íivfitonja modcriianieute iií<ado, lun» 
data de muitn pouen rt*mp(k a applit^a^ào que delle »p fax nm t-^ larf^t 

È lÊiiibido i|iie em totlos ot* hoapitaes av mauitet^ta, em uiuíe uu 
ineuott tempo, a viriav^" atniosjdierica. Ksta e-ntA iííi raxilo directa do 
Muuieru í\v dotaitos. reuni(lo>4 dentro do mcsui" recinto, \> (• pur iiiso 
que Miuliel Lêvy «o suu livro de liy/çiene. trittaiido dos peijueiioií e 
doi» ^riindes hnspitiu*B, disi que ennunciar bem o probli-ina. ê rcHíd- 
Vcl-o. 

E na verdade, uin<fuem (h* Inia fc optaril por grandes a^^>;louu'- 
ri\<;*wf> iU' doLMitee. cuja Uitttoria /* a i\n» epideimus muiti morríferas, 
pMvenÍent«t* do conta;íio e da inCoeçili» uoso-c^donial. 

Mui jndicio»ainento obtiorva heifonukttu <pte o principio do» lioj^pitaut^ 
barracat> uâo ê outra cousa que a de8aceumula\,%^o dos doentes, ieío ^^ 



130 



KXX*EDI(,À<) PCtinnirKZA ao MrATlÂXVfA 



Attenimv'i(o de todas as infliumctas du iije^fflumomçíto dn inr<*L'ção c du 

RocMuttectda u foiívcriKMicia da dL'>uLci*iiinit1açài» o a ucccsAÍdadc do 
dtir tí. cH«Ía dooutc um oprto iMíbn do iir rospiriivid, roltou-se a ntttniçito 
doa hornriis tcdmicos^ para a cucfdha do sy^tcma qae mullior satisfaz a 
estas c'<»idiv">L's. 

Os liof*j>tta*'s de íWnim "iimdruMííuinr cdiu utii pateo ao conín» \iv- 
rarii uutitralnieiitc substituir as autigau construcyius cm nmuissu. As 
CQferiuarÍHH foram dispnfttas uns quatro faecs do edificio, cotn galerias 
áo. !Hor\*iv'> «V*'* |>in)baiii rin iMiminimicaç.^o^ do i\\íí* rnsiiltou ficarem to- 
d:ií4 i-oiii iti.iLh^ luz c- mais ar^ 

Doiifrc õ^i hospitaoH assiui coustruidoíi, L-ítari^i o hospital ci- 
vil *h* Virunii dr Áustria, « ks linspitars iiiilit^irim df Strashur^» e 
Motx. 

Mais turdr paruewu couwuieutt' >tiit|iiiiuir uma das ipiatn» faces, 
tlundo ao edifirio u forma chamada df ferradura, ípic peniiitto inollior 
tirejanirMito. O liospital di.* Kodolpho, coustniido um ISBl im capitJil 
au.Htriacn. «'* um rxtMiijdfi d'rHto sysfoma, as i^xi^^ncias sompro orcaftíu- 
tcg da hyfríciíe detenninaram^ em |)ouco tempo, a í^ujiproâsÂo das faces 
latcraes, dando ao bnupital a fonua linear. 

Siiucedc. poróui. por poucas que sejam as enfermarias do hospital 
roín esta forma, toruar-so em uxtrcrii" iilou^udo, o servi^'" da iidmiuis- 
travào ditlivil, v a ittmosidirniquasi a inesina em todns as fuforinariíis, 
coutra ns preceitos da Ixia hy^ieiíe. 

Km presença deste ineonvieiite, [(^nihrim natural mente: frftfcinuar-se 
a linha, foniiando com as suafi divísõrs perpninas enfermarias scparadfiA. 

Er» prueiso. porém, li^ar nsfas di* nntdo (pie formassem systemn, 
D'e8ta ueeeftsidHile proveio a fornia radiada, de que ha exeinpht em 
G]us^'ow e em alpimas ridades df Itália. Autoine Putit leinliroii a 
foruia duma estrella, disposiçilu <iue favoreci.* n pri}pHt;aç^o do mephi- 
tismo cm to<loB os sentidos. 

A forma radiada tem o ineonv^-niíiih* de aproximar para um dos 
extremos as enfennarius, dirtícnlraiido a ventilação e n acçào dos rains 
aolares. A dÍHj>oaiçito em Ilidias parallelas, foi a <pic tmmediatameutc 
8i! seguiu. 

Ab cufermarias assim dispostas ti^em atmospheras dilTenmtes uma9 
dus outras, e reuuein todas as eondições de salubridad**. 

Silo deste systema oh hoHpitaes em pavilhão, c os hospitaes barraeas. 
O hnppital em pavillmn as^>enta snbrc envasamento do al)ol)adn biMn 
ventilado, eum o pavimento das enfermuria-t ao abrigo da humidade e 
das cmanaçTies do solo. 

Pelo que respeita á capaeid:)de das enfermarias, ao volume de ar 
preeiso par» os doentes, ao numero c m forma das janella», e aa condi- 



MKTEOROLOGIA, CLIMALOGIA K COLOXId^AVAO 



131 



çòcê i\ii cstubilUladc p (Ircuagcni, u8 hospitaes vm ])AVÍlhil:) HattAtHKOin, 
qnuntu 8c \wdii Uu^cjar, iio actual untado da «ciunuio, noa preceitos da 
hygÍL'iic. 

Recúmrnendn-80 que estes hoapitaes uílo tobhain mais d<* qutMiiri audar* 

Oa lii>s*i)ilaí'â lianní'a« ti^cin ainda *»ol>ie esnteí* aljçunia» vantap^u» 
que deteriijiuuni ii pnjtVníiiciíi. Os exeell«iutt»rt nisnltíidui* olitidoH uns 
tendnti barTíU':iK. dnraiito ns iiltiiiiit!* carMjiMnlm^ rlc i|i]r foram thcíitrn ii 
Europa e a Ainericu, lizorarn cpie se (•oi)ia.*is(' dcAtaíi (■(>i!9triK'^uíí!i tudo 
que ol)prei*em de utU e appileavel aos hospitacti permaueutce. Deste 
BveleiíiH V lun excelloute e.\mnplo o hospital dp Leipzie, ultinmnn'iitP 
co»»tniidii ruiifuniMí todo» i»b prceeítoí» da wicurm iiHKli.Tua. O tvvio 
Ua» eiitVTinarias *'• de nvistriiin aiiif^rinuii», nu d** lícitfirdaeli. i»tti r, for- 
iiiadu dl' painéis incUnadus e dispimto pavalUdaiiieute át» fuipeiia» dai» 
parede». aiiroveitund«>-8e asítini para cubo do ar o eiqju^Mi do víln do 
telhado. As paredea uiio preeÍBauí í*er tào alta», eonio nos pavilhões do 
tet'to Iif)risrmtaU vantafren» que f»e traduz em eeonomiiu K elaro cpic esta 
coudivíVj s») iiodií vrrifiear-sp na coiifltrueí,*rio aharnu-ada. nn dum aô pa- 
vimeutu. Alem di^sifa, o hospital hnrraea retin<^ tmlas ns oulrati enudi- 
çõe» e urnu extreni.i i^inijíliuidade. 

Pelo que respeita au umturud de constmc^ilo, «m paite ueuhuiua »e 
exige que a barrara hoKpitnl aeja toda de madeira. E aceresce que os 
flibríf]^:! i\o iimdeini nao ^•■erabneute c^nusideradof* mai.s Hiiscopfivrií* de 
impretrnavfics miamuatiens, v nitif^nem dn^eonhefe qnaiifo t'* diftieil e 
dispendinsD desiut* cciímar uni navio, oiide se manifesta alguma epide- 
mia. É [wirt, iudiíferentu o material de coustrucçiVj, vitito que uào i*- ellc 
que aniteju^ira as oou<llviie8 hy^ienicas. 

Cousíiíuite f» voto «Hebirecido da Sociedade da» Seieni-iasMedieah de 
Lisboii, iii>íli'in Hcrvir u loim» a madeirn, o tijoIUi, a pfdra, liavendo 
nesta escoUi» n eunHultar a neccssUladi' da ouciiíiiilo, o climu, os meios 
de que sr disjim^ a natureza provisória nu permanente da obraieoutras 
eoQvenieneiaH. 

A vibtu destas eonsiderav'V'íí, (pit- sJo o resultado do nstudo a qup 
procedi sobre a matéria, lía^so a deserever o hospital, ruja edifieiit;í*»t 
teuho u huura de propúr a >'. Kx.* c na qual aup]H»nhit haver atteudido 
m todos os preceito? da liyg-ioue noso-coUiuial. 

O edifii-io (MU jirojeeto oecnpa uma área de 121tH) metros quadrados 
proximamente. Compôc-ac de seis planos dispostos parallotainoiíre, b 
comminii<-audo entre si por nma ^ileria ccutrul. 

O primidro p]auu,deHtÍua(hiaoser\ií;oda adininistravíto^ eomprehendo 
dum Irtiln, crtsa da jrnnrda, arrecadavuew, alojamento do phannacentieo, 
deposito-» de medieami*ntos, pharmaeia e laboratório, c do outro, casa 
do porífiro, siier.^tari.i, sala das sesaòos d» junta, sala das recepções e 
consultas c aposentos do director. 



132 



EXI'KIHVX0 l'OUTUarEZA AO MUATIÂNVUA 



Ao Begumlr» ])lHnu, curreepoudiMn : ilitiu laUn, (|iiutorzt* (juartof* portv 
o.1iei)iL*H, e do outro lado, ipiiil iiuiii<'nt dp quurtnti pura Uoentfs piirti- 
pulari*H. 

Scfcae»n-8e no tcrouíro i; rpturto phiuo.i, ipmtro eufemmriao ctiin rupA- 
citifliie piirft 5Í4 tioenfes rada nina, ctiuípctindo a cada doi;ntc KXImflroíi 
cnliifOH (U* ur iifmosphi'i'ii'<t ('onHttiiitf^rnrntP renovado prlo tiyM(*ina de 
cobcrtiiru df Ki^iterdacU. 

O ijiiinto plano L-ompreheudc : dum lado, uma eufcnnaria paru otheíautt 
iuferiort?* e outra iiaru innlliert'»; e do outro, tre^t cufermaria» «»»prfiacs, 
tnn« jnira 83'j)hiUtÍL'Oí«, outra para sanioxo» « n tercííira para ophtulmicoB. 

(I »L'xto plauo fOmpòo-8t' da unfermaria dou pri'8its, df quartos^ iwila- 
dr)í4 puni pri'í«(»H df stf^nrauva r dr <iutras dtquMidfnviart do lio^pitaU 
Corroi^poudeiii ao tixtfiioi* do rditicio. ruirt» o nepiudo florueiro plimon. 
timu ea|HdÍu o í<aL-UrÍt:>tia c o^ apumMitoiei do L'Hj'tdlilo, i* do ladn oppo^to, 
uma ('tj^pavosa coMulia v d<!spc*iit«iL. No cxtruino du cditívio, v do lado ex- 
terior, ha H» casa» de disseçòei* u mortuária. 

Ah onforinariaí» atísciitain Híibrt' uaixaí* df ar. a um metro do tíoIo na- 
tural. A iiula lUíVnnaria corrf[*pondr um quarto para o tnifiTuifiro, 
nutro ili'ntÍnado a al^runi doonti* qin* í»ojii prorisn imolar ^n'. uma ptMpuMia 
copiíilm. ca.-ía de bunho, lavutorio t* latrina. Nop eppaço»; que peparam a» 
enfermaria», ba jardins e outrv o Kíguudu c terceiro planoíi um prandc 
parque arboripado, d^popitoi? c timípteíí para nm trompletonbafteeimento 
d'ap:ua. 

Concluindo, nutro a esperauva de ipu- ao ilIuHlrado ff(»v(^rno de V. Kx.* 
deverá a proviueia mai8 este nielhorammro importante, qu»* interenua á 
t^ande publica. 

A edifíuaçào dum bo^pital nebta eidade attet^tarií a i^ollicitude eom que 
V. Ex.* atteudc* án «naf primeiras ueceesidadep^dotaudo-o eom umu obra 
t?.o titil, e, desde )ia muito, t$o roeommendadii jm-Io voto doh hiínien» 
oaebireeido;*. 

Aeompauhuiti e^te relutorío oi* denenlios da obra e o respectivo orça- 
mento. —Deuí Guarde a V. Ex.' = Secretaria da» Obrai Publiras da 
Provincia em Loandu 9 de julho de 1H75 — III""' e Ex."" Sr. fonstdheiro 
•loííc Bnpti:«ta de Andrade, ffovernudor jferal denta proviueia. — (.'lau- 
diuo A- Carneiro de Sou^a e Furt», director das obras publicas. 

Documento C 



Projutrto dum hospital paru a eidnde de Loundn. i<ua dv^eripçlo e 
orvanieníf» provável du despezu. 

Approvado om sossílo d(f ctiudelho teehuico daf obra» publíea» 
de U) de setembro de IHlf). 



líK.S(:|íll'VAO 



O (Mlificio iMn pi'OJt*t'trt, ocfujm nina úrcii dt; l'Jl<M) iiK-tros quii<lrH(.1wR 
aproximiulumcnrc*. C*>mp<>tí-sií iIo ^ni» planos, dispostue puvallolumeutt' c 
comiuiiiiu-aiidu futrc BÍpor umíijriiliTiaeouírrtl.DprirufiropIaiin»» dciíti- 
Diido íi'j serviçu dii udiniitisfr.içdo. Miídi- ali úa fn'iifo H;i'".4l) lu-iMipa 
uma úrea cie I^^I7 nictroj* <|iiivdrados uproxiiintrhLmriitr. ComprcIuMidc 
dum Ilido r-AMi díi ^iiiirda, urrocailaçilfi, alojuiiiiMifu do phanimcrutico, 
ili>|>i>sit<> tlp mi^dioAiiiiíutos, pliarimuda íí laUoratnrio; o dn nutro, l-usu 
do pDrtoir*», socrotaria, saiu daa ai-awVi» n cousultas r aposento dn di- 
rector. 

Âo sr^itmlu plano, i-urrctupiind'-]!! dum lado iiuat^rz.- qunrtuâ para 
oftictJifÂ, V dti nutm i^íual iuiiiut" Jt; tpuirtos para iliícutes particularc». 
A ár»«a que ofcupa (' du 144H mi'tn»s «ptadrados. 

ScgutMn*»c uo tt^rcuiro c quarto plauoH« quatro LiifiM-inuriusfoinrupu- 
tddnde para '2i doiMitus cada umu. roíiipetindo a rada do<-utr liX)mittrotf 
^'ubicos dl' ar aírnojípli^TÍco, constautnrm-tite rrmivarlo. A arca qui" in«.'iii' 
eadn uufrrinariu ('■ «!<■ 4<'Jl) muEro.H quudradn.s. Ah-iii th* í'H]mt;o dv»úuíiih> 
pura aH 2i eamati, cadíi mitrrrnartH tem um ipiurtu pani aipim dm^nto 
quv 81*1)1 preciso iflolar-scs nm riuarto para enfermeho, uma casa de. ba- 
nho, lavatório o latrinas. Estas sào oolltifadas noi* don.s fftrpns rtvaii^*n- 
ilort «ni forma ile torri''Vrt, os ipiaurt ríí«altam da liiilia da íMifiTuiuiia 

â»5i». 

o quinto plano, eomprehuude dum lado uma (!utenTtiirlKparaottit.*ÍaoH 
inferioroK v outra para tiiulhcroH; e do outro, três miformariarTspiTÍjit'», 
«ima para sypbilitíeoit^ laitra para rtamosoi* v a t<!rc-inra para oplital* 
mit'08. 

Cad;ií I iifiTinaria trm as cafia.s nnor8»arias paru iim si>r\'tv(t inde- 
pomlonli'. 

O Hi?xto ]i]auo i'onip>ti--rtt' da tMifiTuiaria dos prcíioK, <lr quartoH 
isolados ]>ara prrsuH dr M^jç^irauva ^ de outra» dcpeudeucia» do tius* 
pitai. 

CorrPííprtndrni au rxti-rior do «dlficío, rntr** o itCjcnuido c terceiro pla- 
nos, uma eupella v. HaclirÍ8tia e osapoííentOHdocapcIlHO, oduliiduoppoã- 
to nma cí^pav-^^a ro.slnha i' de^pen^n. 

No i>?(tremo do fditíeiu c- do huU» i^xturior ha a» eiuati de die»oç<Je8e 
mortuária. A» (^ufermarias aBSc-utam »obri; caixas de ar, u um metro do 
0OIO natural. Xoa oãpaçoit qui' reparam a» oufermartaM, ha jardiott o 
^ntre o sv^undo l* terci-iro plauo», um ^'raudi* parque arUorifadti. ilejio- 
sítoa r tanques paru um rompleto aliastrcimeiíto di' npua. 

O terreno onde hl> projicla executar o plano do novo hospital, ^ 
tfxtremain(-nte ucciduuUkdo u comprelieude^audesdepreaaõusdu terreno. 



134 KXPKDIVXO POttTlTfltTEZA AO MITATIANVLA 



CAIXA DU .\H 



O puviíntMito til! todutt nt) ciifiiL»> Hca pelo iiifiioa um mt*tro nciíiia tio 
Bc>lo uatnriil. Natt cjivuíj formmlaít ilente nio<lo^ o ur ê coii«tikiite- 
mciitu renovíulit por meio de iVãsíus praticndit.'* ti;ih puriMlos. con- 
fonnfí (íBttlo rcprL*3(*»tíit!a.s no dirnenho. 



KUNOAUKXTOS 



O» eaboueoci para os funclaineutos daH parudcs tno^triiê terão l"fSt> 
de pr.ifiiiididaíle por l^^iO de lar^íura. SerÀo preonoliidos de pfroBsa 
alveuurin, oroscendo as paredes eoin i>"',Sií de es|tesi*ura. Pura cada 
lad'> HearA uma srtiiuta <lf O™, 15. 



rARKDKe 

Afl ]);iredert terÀo 7 metros* de altura. compndieiidiMiflo a ejiixa do ar. 
As paredes do pruneiro plano, a ciinalha c plaríliiimlm ter.lo as dimen- 
BÔe» desi^uadas uo dei^enho. Todas híÍo de alvenaria, 8olída)neutc 
constiHiidas, einbovadaii e rebocada» inferior e extcriírnneure euni o poi- 
eivei uiíuiuro, de modo que fí(|uem eoiiipletameute deseinjK^iiadaiíi. 

O ^ameuinieuto do cal uào diíveri ter espessura inÉV?rior n <t",003, 

VKUMKXl-O 

No eeutidu tongitadiíiul da uutennuría e no meio dustueorre uma pa- 
rede até á altura oude aveeiíta o vii;aiiienti>. Kytu luirede terá tauto» 
vuos quantas forem ae frestas exturiorus c em coiTeeponduncia directa 
com utfte!?. Ae vigas mcttida» pelos topoi* em caixas de tijollos, forma- 
das nas paredes, asfíenfanlo líobre a parede Icvantndn ao centro. 

Sobre o vij^iuneiito aí«ãeiita o ítt^rrafado e soalho. 

conuiiruiu 

O ti«t((ueleto da cobi-rtiira 6 fnnnailo do asnas dnpl/is, dÍspnndo-sc as 
peva« confonní^ e&tá ri*presentado uo doseuho. A caixa de ar superior é 
cxccurada ]teIo systcma americano ou de Heiferdaoh. Aft faceAque fica- 
ram para o Indo interior, serào apiiarelhadas com eemoro. FicarSo a dee- 
cuberti) an linhuí; »• os prndnraen. 

A cobertura ú de telha chata bem fubrlcAtU, com a» dim(«nsue8 de 



MlflTEOUOLoGIAy CI.1MALOG1A iâ CõLONlSA^ÀO ];)5 



(K311 de comprimento, 0«",23 tle largara u <>~,01íí Ue tí?i»eíi8iirH, e sninír- 
|M>yi(;ilo íltí ''j. 

Ab ripas, onde clUe dcocaiivnin, tevm O-.Olô dt? liirgitra por l)'",<>IKJ4 
dA t*ii)iess(ira. 



.UXKM.AS 



Art jmiíílliii^ diif! tMitVnimrias tticm l^.SO de liiríiriini «; de ulttira 
ií'".4<), Ah viUniva» esâo do tív^tcinii d:i« paUiotuá, utyido nos ho^itituotí di'. 



rOHTAS 



A» portftH AÀo t\v ciu^ipiiidiit t>t'iii aiveca o de boa qualidade. Aotaboas 
iiào (U*V".MV.o Ter ineiioe de O^^ílIM de. KSjiossnra. 



ci.-nÀnKU 



O volume do alvnnaria de todn n edifício^ t^onforme as diiiu-iiíiric;i< in- 
dit^daft. iiteliiidoR os vàos d:i» purtiis c. jatK^IIaK c das frestntí e\tin'Íor<'H 
o iníi-noree, importa m» U:r><>l) im^roft fuliico» aproxiiiindQjnente. 



aKK.l 



A superfície total dos telhados prefaK (í7(K) metros aproxiinndamentc. 
A ffliperfieie rotal do pavimento pavji .-ioallirtr impnrfii i*m UKll) morros 
quadra do H. 



ToílH .T madeiri exposta ao tempo sení pintada de hnmeo a óleo e 
iKim ashim os aliwirrs c vidravam A piníuni daf* portas «orá tin<;indo 
fay^u A piíirura interna deve t;er toda b<>m invernitiadiL. 



Pnr>i se tevar a elfeito a munsa de alvenaria, calculada em 14:5(MI 
metros eubíeos eoin os requisitos ííxipjidos, sendo oxeenfados n embolo e 
o rebof;'» vmn jtortiíivel esm^TO. pode ealcular-se a di-spcza \\ r/utlo de 
áíJf)!) réi» o metro enhieo. 

Imporia em 3tl;2*>'>á'tí*í» rêiw. 

NB. Neate calculo é incluída a despcza com o ttjollo que tem de wr 
empre^rado. 



13C K.\í'EUlvAo i'UUTt't;i;£ZA AU MtATlÂKVLA 

Piirii o murlciruinciito dos fretou (pio srrjlo roíistriiidon ronfi»i*inr wí 
iic'li;tiu R'i»rc!íí!iiíadoH no dosiMilio <• piílo svfltMnn dcf+oripíf), duiid(>-i«v u 
|M>rí»ivrI <*HtHbili(iad(! »• solidez, podo vHtculnr-Hi' n doBpnKa A riizAo de 
fíiôiHiU rt''is |ior metro qiiadrntto. 

Sendo ii siiporficie Total áv li7(K» inotrofl quadrados 
iinportJ» rm ;«:5(K>àíKK> 

A cobertura è dtr tellm ehatii m (.rnohct. A razíío de 
42 tclhui» \wr metro «piadrado, mio precÍH.iH 2í<l:4(.M) te- 
lliHS. Cttlvulado o pn*\'o detttaM á razuo de IfJálNM) réUu 
inilliuiro. Ur-IuílkIo n despezji de uiào de obra e o tniHto 
iliiH felbHA,i-ol>ei-tnr;is nus einnÍoÍras e nos eitpigòcK, im- 
portii em 4:5l»!Íá4íX) 

Para artsoalhar uma An^n de 5*2(10 metros quadrados, 
ealculada a deHpoxa A raxAo do r><KHI r^U o motro qua- 
drado^importu em átí.íMJ«»ái)0(> 

Silii preetiM \'2'J |Kkrta8« das quão» UDkAft alinotadadaif 
e rmtra» n;?o, tíMbi;* fomideta» de ferrti^-ni. Poib» calcu- 
la r-ne^ » raxiSo de .S(»itKNl n'Í8 cada porta no local da 
obra :í:(Mi(>á(»(M) 

Silo pitTÍmi8 18(1 janeI1as« datj ipiaen jis qiic i-orrtí»- 
pnudem lí» enfermariaí* ttilo do ^y.stennt das palbetuii, 
(itaadaH noíí hoHpitaeR de inodenia countriicvito. Culcula- 
d;is á razHo de .'tíi:(M)*J n-ií* |>o>itan no bK*ul da obm 
em (;:4«í>^líH) 

I*nra a execu^-ilo da pintura. dundo-!*e tautas maon 
■plantas fossem precisas pura um trabalho bem neabadu^ 
/• votada, incluindo «k tinta» e a milo de obra, a verba 
de mWíOOO 

Pura arredondar. H07i<KM) 

Somma HiíiíHKláUK) 



Inqjiirta e^rr iirf;aitit'nto tia quantia <)<' cento r dose contos de 
rí'iii. 

Secretaria da,s Obras Publicaíii da pDviucia em Loauda. íl de jiilbo 
de IS?;') — Vlíiudiuu A. Curmíro df Si»uzft * For"^ dirtíctor. 



Documento D 



Miippa da.s obra:? cm execu^rio durante o 1." trimestre do anuo de 
187.'i, com desiííuaç.^.o do andamento que cllaií tecin lido c «nu des- 
pe »a. 



LOOIA E 



fsAçXo 



\'6T 



Dlstricto de Loaoda — Cidade de S. Paulo de Uanda 

DKSIUNAyXo K hOVAU UAS UHUAS 

Di'íi-t*r principio As obras dt? um novo hospital uo oxteuso pliinultii 
dl' S. Josi'*. U »'dificio i'in fx^ouçíio ontupii uma iín'u de I2I00 luptnm 
L{iiHdcudoi} proxinmmrnti*. (.íompiV-si* de seís ])IanoK díspoHt<»H pHrAlIfdu- 
m»;nre, t* oomnmnii^tindo ctitro hí por uinii ^'alt-ria iH^iitrul. 

O primeiro plano, destinado ao tftfrviyo da atltniniittraçAd, oonipru- 
hendp: de uni lado, casa da ^oiarda, arrnoadiíyilo, alojamento do jdmr- 
mai*ontÍ4M». d<*p<)HÍro áv medicamentos, pharmaciu n laljoratorio, e do 
outra. cuBii do porteiro, secretaria, nala das í*e«i»òí»s da junta, sala daa 
rccep^-iVs e eonsultas e aposentos riu director. Ao scírnndo plariú corrcH- 
p*'ndi'iii (!e um laili». 14 nuiUto.H pjira ofticiaes, e do tiutn», i^ninl iinmr^ro 
de quarlo.s ])ara doeuten particuíares. 

Scgiicro-flc no terceiro e quarto planos, t|UjUr<> enterniariaá com capa- 
cidade para '2-i doentes de cada uma, omptítindo u cada doente UM> 
metroH enhicoí* de ar atmosplicrico, constantemiíiite renovado jícIú sys- 
tema de cobertura de Ucifcrdacli. {> quinto plano comprehcndf', de um 
lado, uma enfermaria para iifticiaes inferiores *• outra para mulhere.'*, e 
do outro, tre« tMifenuarias «Hpeciaea, uma fmra Byphíliticos, outra para 
sanio^oíi, u a terceira para o]}htalmicOH. 

íl eifxto plano compúc-^ie i!e enfermaria dos presos, de qtuirtoH 
isolador^ ]»iira presiit* (U' sejriirATiva, e de outras dependências do hoa- 
pítul. 

Correspondem ao exterior do edifício, entre o ncírundo e terceiro phi- 
noa, mna capellu e sacliristia, e os apoaentoH do eaj)ellílo e do lado 
tipposto uma ejupuvosa eosiuha e despcu-sa. 

No extremo do edifício e do lado exturior ha ns eiwas de dissevòe» 
V. mortuária. 

As enfermarias estào fwihre caixa:4 de «r ii mn metro fio soln unfural, 
a cada enfermaria corresponde nni ijuarto para enfermeiro, outro des- 
tiuado H uljTUUi dcMíntc (|ue ucja precisf» iaolar-se, uma pmpiona vnsiuhHi 
casa de hauho. lavatório c latrina. 

Nos c»pavos íjue yt-param as enfermarias ha jardins e entre o se- 
gundo c terceiro planos um ^ninde piirque nrlnirisado, deposito» e taii- 
t\Mv» para nm completo alia.^tecimento <le u^nm. 

Despesa durautfí o trimetitrc. Pessoal 433á2-Ht, material 7r»4il;i| réi». 

Ulíííervnçrto íjeral. O material eouptnute deiíle nítsumo» compreliende 
DJIo tuanente u que f<»i enipreptdo durante tíste trimestre, mas tand>em 
u <|ue vst Hvudo uppUvado nas obras que continuam em exccucSo. 



iâ8 



KXPKUIV^O l'UUTCUL'KZA AO UHATIÀHWÁ 



Com reliiçJlo A cidade, cm f?eral, ob cleinonton c»tatistioos 
sâo incompletos, ul^cim* insí^íniíicanios e outrciB iho feilui* par- 
tindo de ba»ei» arcdiitectadas sobre intbnuayòuB i|ue nâu bio 
verdadeiras o por iíiso, no que reftiíeita aíis eatudoB noaolo- 
gicí)B « neerolo^í^ico», inc limito aos oaclarecimentos bfispita- 
lares. 

Devo notar já que no períoii> ([ue considero jMvra este» 
estudos de lS7í* a IKHS ha a considerar que os rlomentus sSio 
de dous hoBpitJteH, o antigo da Misericórdia até 1884 que jíi 
muitos auno» antea havia sido coudemnado, eatabclecido niuua 
dna ruaa da cidade e impregnado das próprias doeu^uia do 
hospital e dcptiís da(pirdla data, o moderno Ho&pital alaria 
Fia, aífastado das povoayÒea num espaçoso lar)^> sobre a 
extrema da cidade alta, entre 5<) a <iO metros acima do uivei 
do mfir, numa bella expo3Í^'ilo e dispoai(;ilo e de grande cuba- 
gein, bcueticiado pelott veutoa predoniiuantea. 

l>m'ante a construcgâo iizcram-su algumas modiHcaç<5es ao 
primitivo plano no sentido de mellmrar as suas condições 
e por ÍB8o numa rápida noticia dou dello agora uma ideia. 

O eiificio é muito viísto, tem de tVfute \\2 metros e de 
fim do lõO. 

As enfermarias em numero de seis, regulando interiormente 
de 44 X lU metros, sào isoladas umas das mitras i^n* largos 
eBpayoé ajardinados e uma galeria central de 4 metros de 
largura. Annexas ás enfermarias ha quartos para banhos, 
retretíí, entermeiroa e rouparia. 

Kntre o corpo da Ireule e as enfermarias o conservaudo o 
parallcliemo de todoA iu corpos, existem outros dois divi- 
didos cada um era 1(5 espaçoaos quartos para officiaes, i)ffi- 
ciaes inferiores c particulares, e também delles atfantados 
por Jardins. 

Uma das enfermarias é dividida cm repartiçRe» segundo 
doenças especiacs. 

O corpo ao fundo do ediíicio destina-ac a cosinhas, arre- 
cadaçries, lavanderias, banhos geraes, enfermaria especial de 
indigenas o prisoe». 



MBTBOROLOGtA, CLTMALOGIA E COLOlíISAÇXo 



Este corpo, estamlo huiti iiivil inferior ao Ic ídíIcm» ihIÍHcío 
(4 inctrot»)^ com elle «a uoininiinica pur ainplah rampai» mui 
accetísivei» a todo o «enn^o. 

Ao lado eàquerdo do cstabclecimunto, e cnuui a aeu cen- 
tro e delle afTastado, origiu-so um elegante e apropriado edi- 
fício destinado a cai>clla, tond<i a sguh lados, casaa mortuária 
e de autopbias. 

O corpo da frente (o da gravura) dostina-sc A pharraacia 
e depondcncÍH8, arrocadat;âo j^cral dt' rou|iai*, facultativo de 
SfTviyo, casa da guarda, gálio dv. entrada, portL-iro, sala daa 
BeBBrtuB da junta, net^retaria, gabinete do chefe e boa residên- 
cia para o adiiiínií^trador do hospital. 

O cditicio è iliuniinado a ^az {'MH) luino&), a agua è cana- 
lisada para as enfi-rniariaii o quartoíi dt-! í>aiiUos; e a comida 
d levada da casa da distribuiv^> cm taindiiros sobre raila áa 
enfonuariat* e (piartoi* do dttcntcb. 

E cmíim um hoispital modfdo, i[nr limira otí trabalhos de 
Portuguezca cm Africa e tem<6Ído admirado polo» estrangeiros 
qnc o vÍÃÍtam 08 quacB em gerni lauto lu»» depreciam. 

No diagramnia quo em seguida apresento, qm- nilo é mais 
do que um {[uadro dcnnmbtrativo do movíiueutn houpitalar d« 
Loiínda pitr mezes, durante o deccnnio do 1879-1888, vê-se 
logo, salvo rariííííimab exetqiyòop, cpie nus mezoB do junho o 
tmtabro ha um grande decrericimerito iio numen) do doentes 
cm tratamento no hospital no quo respeita a individuo» euro- 
peu»; o tíimbem »o podo assevcírar que nesses meze» o 
numero ihw que ticani em tratamento pani os mezes seguin- 
te» decresce, nâo se dando o mesmo com respeito á mortali- 
dade, que augmenta. 

O mez de maio, que aprejeiítci como de traníílçllit de ceta- 
ç-^es na meíeorologla, ò aípiolk' cm que no iioapiíai ae regis- 
tam para os europeu», maior numero de doenvaSf de curas e 
dos que ficam por curar, sendo certo que o (d)ituario nesse 
mez é dotí menores; o que ipier dizer que as con»oqucncia8 
da estação da» chuvas se fazem sentir ainda neste mez 
sobre o organismo dos eiu'opeu8, mas dum modo benigno. 



140 



KXPEDIÇXO PORTraUKZA AO MUATIÂNVUA 



período de 1879 a 1888 



Movimento hospitalar da Cidade de Loanda do período, distribnido por mexes. 



Kuroptíu» 



Mczc» 


Doente» 


Curados 


Fal Ice eram 


ConttDuam 
doenteít 


1 óbito 

por 
doente 


I óbito 

por 
curado 


Janeiro 


. 2893 


2134 


71 


688 


40,7 . 


30 


Fevereiro . . . 


. 2912 


2109 


6(» 


74:^ 


48,5 


35,1 


Março 


. 3022 


2194 


<>2 


766 


48,7 


35,3 


Abril 


. 302Í» 


2219 


49 


761 


61,8 


45,2 


Maio 


. 3321 


2461 


56 


804 


59,3 


43,9 


Junho 


. 2975 


22Õ9 


62 


654 


47,9 


36,4 


Julho 


. 2B35 


1936 


79 


62<» 


33,3 


24,5 


Agosto 


. 2Õ2H 


1825 


73 


620 


34,6 


2/> 


Setembro . . . . 


2467 


1829 


50 


588 


49,3 


36,5 


Outubro 


. 24(i7 


1769 


54 


644 


45,6 


32,7 


Novembro. . . 


3043 


2272 


50 


721 


60,8 


45,4 


Dezembro . . . 


. 2939 


214(» 


57 


732 


51,5 


37,5 



Juueiro .... 
Fevereiro . . 

Mur^Mi 

Abril 

Maio 

Junlio 

Julho 

Agosto 1407 

Setembro . . 
Outubro.. . . 
Novenil)ro. . 
Dezembro . . 





A 


tncaiiofi 








)m'iite> 


Curadoí. 


Fallcccram 


«.'ontitliiiiiii 
dornttvs 


1 ..IH-. 

por 
ilociiti- 


t ..hito 

por 

oiirmlo 


1282 


723 


(>8 


4!H 


18.8 


10,6 


1273 


638 


51 


r>84 


24,9 


12,5 


1502 


861 


63 


578 


29.4 


16 


i503 


85() 


57 


590 


26,3 


15 


1438 


796 


81 


561 


17,7 


9,8 


1340 


781 


78 


481 


n,i 


U) 


1289 


738 


88 


473 


14,6 


8,3 


14(»7 


931 


93 


446 


15.1 


10 


1322 


776 


94 


449 


14 


8,2 


1272 


714 


97 


501 


16.7 


9,2 


1L>54 


679 


CH 


507 


18,5 


10 


1415 


834 


í;2 


519 


22.8 


13,4 



uE-rrEOROLOGU, cuiMALOorA e COU)yidAÇSo 141 



Na quadra do efitio, inezea iiienoH quentca, oa que sSu cmi- 
sidenidog de mais favoráveis aa eui'opeu, julho e Agoato, noto 
que Ahi aqurlles que, repatando niaiu curas dt; doençíií*, silo 
tnuihfMii (>« qut' ridíitivameut*' rcgiatnui, quer pftrn o uuiiutíi 
de doenteB (juer paru o numero de eurí\dos, u maior numero 
de óbitos, comii &i' vv neste quadro. 

O moz de outubro, quf como o moz de maio, toi jjcr nós 
designado como mcz de tranBÍ^'2lOf mas para a peior qundra 
metetn-idogica, ó lambem uquelle em que o europeu mais 
Roífre 110 ueu organismo, pois i» accrescimo de doença» em 
novembro é de õ7)), sendo importante a mortalidade em 
outubro relativamente ao numero de doente» e ao niunen» de 
eurailo». 

Com respeito á mortalidade t»So ob mozcs de abril o de 
novembro os mais beni^noK para ob europeu». São estes o» 
mezes extremos ao» das tranííiy<5e8 indicadas pnra a inetro- 
roiogia e marcam-noa ellea a quadra mais doentia para o 
europeu, de dezembn» a março, sondo todavia nesta quadra 
que a mortalidade se pi»le eonsiderar media, relativamente ao 
numero de doi-nteu e de ourados. 

Tratando-ae dos africanon, no geral, veritica-se pelos mime- 
ros, o que muita vez se lhe ouve; qiie o tempo que mais 
se coaduna com o organismo fio europeu lhes é mais desfa- 
vorável. 

Analysando o qtmdro respectivo vé-se que se regi«la nn 
movimento do perioíb» maior numero de doenyas nos mezes 
de março a setembro e maíor numero de (»bit(ífl de maio a 
outubrit, nâo podendo attribuir-so só, o augmento da morlali- 
diule ao augmento do numero de doentes, porquanto ctmipa- 
rando mezes dos referidos quadros no seu obituário, em rela- 
ção ao numero de doentes e ao numen» de curados, a despro- 
porcionalidade ê muito giande; por exemplo : janeiro, rm 
que se registaram 1'2X'2 doentes, os óbitos foram de 1 por 
18,8 ; juJho registaram-se mais 7 doentes, os óbitos tbram de 
1 por 14, íí; sahiram ciu*ado8 em janeiro 723 e os óbitos fo- 
ram dt: 1 por 10,6; em julho sahiram curados mais !."> e os 



142 



BXPEDIÇXO PORTUOrEZA AO MrATLÍKVCA 



óbitos foram ilr 1 i>or 8,3. Podcmo» coniparíir ainda oiitroa 
em que a diífore]ii;a do numero de doentes «eja pequena, 
conv» por exenipUi, agosto e dezembro, ctc.; e vê-so que a 
cau^a nJlo ê n do au;<mento du numero e sim outra em quo 
nfto deixa de influir a e*taçilu inelcorologica. 

A ordem dos niezcti pela sua mortalidade para enropeii» e 
africano» em relaçíu» ao» doentet*, é : 



ineDoros 

in(enm'tlio6 



KnroiH*Mo 



AMvuiM 



libril, maio, novenihro innrvo. abril, fevereiro 

\ dezembro, rfelcmlno. março (kzembro. jtuieiro.iiuvembrú 

j fevereiro, jiuibo, mitubro iimio. jiiubo, outubro 

maiores janeiro, ago^ti Julho agosto julho soíenibro 



No que respeita a afrleanos, abstraindo dos mezes de maio 
e de «tutubro, que na meteorologia para o caso das tempern- 
ratiiraii máximas, considerei de transi^-âo, a ordem jMir que 
os mezes estão dispoatos é exactamente a que tomaram para 
aqiiellas teiupi-ratiiras, sendo a deduc^'Hi> inversa. Nestas de 
mais í^mínít í* para menos quentes e affora de menor para 
maior mortalidade. 

Os números justitieani poii?, que o or^nismo do africano 
soffre tanto mais quanti> as temperaturas diminuem e elle» 
tanto o coidiecem que á falta de roupas, durante a noute, 
procurara augmentar a temperatura dos seus aposentos, man- 
tendo constantemente brazeiros, que por tmtro Indo ]lu's é 
bastante nocivo. 

Três fliívj^rammas apresento neste logar, relativos aos annos 
de 1S7U, 18yO e 1881, que por mezes permittuuj fazer a 
compara^"âo dos faetus metcoi*ologic08 com o nmvimento hos- 
pitalar da cidade de Loauda. 

Este movimento ò. apresentiulo cm forma de estrella, se- 
gundo os raios que dividmi o circulo interior em 12 partes 
eguaiís que corres])ondeiíi nos mezes do annt». As marca^'òc8 
ao lado esquerdo d(>s raios representam o movimento entre 
europeus, e ao lado direito entre a&icanos. A cor negra nas 



METKIUIOLOGIA, CLIMALOOIA E COÍvOKISAVAO 



143 



extremidades designa óbitos, a meia tinta ao centro designa 
doentes que tícam em tratamento duns para outros mezes, 
e o ospa(;o elnn» entre íif|ur*llaH. tíntaa representa indivíduos 
que sahirani do hospital eunidtifi (ni melhorados. A Bomma 
de todos os três espaços ò a totalidade doa doentes em cada 
mez. Cada Õ"'/XH)r> representa um individuu. 

As curvas cxterif>res rcprcâentam os limites máximos o 
minimoí* dos phduomeno^ meteurolofçieos mais importantes 
que se consideram, traçad<ta em enda mez pelas suas déca- 
da»!, repretientiindo im circulo» intennedios as medias amiuaes, 
sendn a» suais ei+cnlíiH as indicadas. 

Examinando o» dia;tfi*amnms, deduz-so ctnno lei f^eral 
que : 

Nos meze» 4le junho a siítemhnt, vni que hr preasPHts silo 
nltais e de grande» amplitudes, as temperaturat? também de 
gi-ande» amplitudes, cm que as humidadcs tendem a eqnidi.^- 
tanciar-ác da iiorniaL potlcndo dizer-sc intermodlas, a tensilo 
do vapor atmodplierÍL'it baixa mnb de ^^rande amplitude, cui 
que nh> ha ehuvart e o ozone se apresenta em pequena quan- 
tidade; no que reupeiía aoH europeus: o numero de doeií^^as 
dimiuue, a mortaliihule c relativamente maior e ba doeiíyas 
cujo curativo é mais demorado; nos africanos o nxunero de 
doença» é médio, a mortalidade maior, e no mez de agosto 
grande ò o numero de doentes qur- tieam em tratamento para 
41 mez se^iinte. 

Nos mezes de Janeiro a maio, em ([ue as prcssites se con- 
Bcrviun por vezes abaixo das medias aunuaes, sendo a ampli» 
tude das suas variaçr»es das nufliart, em que as tenq>eríiínras 
sâo rias mais altas e as amplitudes das suas varia^-Hes das 
mai(n*es, as htnnicbides inuitci variáveis em relayâo á*» medias 
annuaes^ em que as teiiôucs do vapor e ozone se conservam 
sempre altas sendo pequenas as amplitudes das variações e 
om que se registam as maiores chuvas, nota-se no movimento 
entre enr(q)eus: que angmenta o numero de doenças, a nu)r- 
talidade ê media, decrescendo din^ante n período, ao contrario 
do que se dá com o numero íle indivíduos curados ou me- 



EXPKDIVXO POBTUnilKKA AO MUATIiWTCJl 



Ihoradofl, o que íuk suppor que se torna mars d('nioradi> o 
trntamentd ãv nh^imna diíonyas; n*i8 atrieaii08: o numero Jo 
d(jon^'Uá é inciHir nus |irimeiro» tre» meze», os das maiores 
lemperaturua, e auí^meiíta no lim do período, a mortalidade 
é menor principiando a au^mentar no ultimo mez, maio, i? 
diminue o nunicm di^ individuou curadtts «m niellioradoii, ipie 
íiVA crer demora n<t tratamento. 

Nos meze» de outubro a dezembro em que fu pressões 
principiam a baixar, tonmnílo-jíe pi>r veze»* ha mediflí* annuaep 
a« maxiuuiH i* pequena a amplitude das suas variavòe», a» 
temp<*]*aturatt passam a ser altas aproximandu-se seus limite» 
mínimos da* media» anuuaes e jarrandefl as amplitudes de sua» 
varia^MC», em tpte as huniidades descem quasi às medias 
annuaes l<_' nad aniplitudts de varia^rie» intenuedias a ten- 
são do vapor titmospherico e ozone ]>rincipiam ft elevar-se 
acima das nn'dias mensae», epoelia dat< cliuvai!, dei*tacn-se o 
periodo doentio para os europeus, au^uenta o numero de 
doenças, a mortalidade é daa men^rres e diminue o numero 
de individuits curado» ou mollutrados; nos africauou, diuiinne 
t» numero de doenyas, de mortalidade e de individuns curados. 

Parece pois, que «Jo ostíís três mezes (»b ptMU-es para i» 
curativo de doenças tanto para europeus como para JvtVi- 
canos. 

São muito detHcieutes us esclarecimentos estatistic4is que 
me foi possível alcançar, para que me seja dado discriminar 
qnnes as doenyas ijue, em dado periodo, torani causa da niorie 
de europeus e causa da morte de africanos, distincçAo que 
era de toda a conveniência se fizesse, pois c de tinia a im- 
portância para se formularem sobre Ixjas bases preventivos 
que devem t^er ailoptados por im» e outros que mi^írem 
para a localidade (pie se estuda e para os s«'us iiidii;í'naw e 
sem o que a aclímaçilo de individues extranhon continua 
sendo um estnd»» |)or fazer. 

Nào podendo fazer-se essa distinc^àu, i; certo que se encon- 
tram os elementos para etmhccer das'doenyas que causaram 
a morte dos indivíduos sem imp<u'tar sua natiiralirlade, sexo, 



MKTEOHOLOOIA, CTJMALOGIA E CULOXIBAÇAO 



edade d constituiçSo, mas tantu num como nimtro hoâpitiil em um 
muuiy iKí ;^ral. in*m i'8tM cIiibíiíHl-íh^íIíí apparocc jiiir ht^spi- 
tap», embora »i' oonho^-a o nuna^m (io obilt»» om cada mn. 

Como <í8te trabalho c apenas um ensaio e seja meu Hm 
estudar n peinodo que durou a minha misBito no centro da 
Africa, líontentn-nií' e.ni conifHinu' o metc-rial obtido pola 
Exjtodiyílo com o do litoral da pruvineia dL' Aii^fda, ««'tidii os 
pontoH eoasidorado» Ambri^c. Loaiida, l>ondo, Hen^iella e 
3I"srtamcdc8. íMnbora as lalitud<?8 sejam mu iiuífirL-iiite fíictor 
pura que so possa e*<iviccer. 

Para n Km em vinta, apurei a» eloment(»9 para um dia- 
p'amma nccrologico-metcorologico, de nj^)i»tt» de 1S84 a ju- 
idío de ISSS, (|ue srí nâo í realmente a expre»HSi> da vprdarb' 
porijue OH faetíiít mett'iunlii^ift>» híim n« regitiita<li>í* no «ibtit^r- 
vatorio de Loanda emquant<t que a» doenças que foram cauíta 
d** morte, estão en^chilmdas em tndos «quellos hn&pitaoH. é tmlavia 
um fírande auxiliar para a» divertias re^iòea que desejamos 
etmiparar. 

Ob niBzeB sáo colloeailoB pula ordem do numero de doentes 
em trntamentí) e i'orain dispostas as doem^ai? cm cinci» j^ni- 
pos: doenvas íj;oraes, em ipio destaeo an febres riAo distin- 
guindo suas variedades; doença» do systcma nervoso; do 
apparelho respiratório; du apparíllii» di^cestivo; *' n^o classi- 
ficadas, em que íiz comprehentlcr at* do appareHnt circula- 
tório, do pellc, otc. por serem em pequeno numen», para 
n escala do quadro fínipliicíi (pn- uns diK'in,','is nínda aesim 6 

No* últimos cinco uiezes de IH84, a mortalidade foi nmior 
no» mczes de arrosto e novembro, sendo relativamente nupc- 
rit»r afjostit ao numero di! d'>êntfs e foram as doenças ^t*- 
raes e as do apjmn-Iho rí»s])irati»rio qm^ mais contribuíram 
para o obituário. 

Reparando no quadro anterior ilo movimento hosjdtalar 
8)'» de Loanda no período de 1.^71' a IHHH, vê-si- que o ny/. 
de íi^osto t^ o «e^u)do classttíeado dos de maior mortalidade. 
tanto para europeu» como para africanos. 



N(t aiun( de 1H85, »ào mezuâ de mninr mortalidade 00 dr maio 
a pietembrn c «lo a» doenças geraea em que a* febres entram 
de 2 H õ. as do íin]»«rfl!io reí*|>ÍratorÍo r nt* di» íipjmrelln» 
dif^etitivo aa que iniiis e<nitribuem para a mortalidiide; é rxaeta- 
mento e»te o período de uiator mortalidade para os afríeanoH, 
salvo em Mo^samedes num ou noutro tiiez, em toda» as mais 
localidade» estudadas, o que se pri»va no decorrer deste traba- 
lho. N<»ta-»e ([ue o mez de a^josto, excepçílo o Ambriz, em 
toda» as niiinis litcal idades é o peior dos pciores para o 
europfu e ijtie ti mez ib' Jidlm, (roni exeep^'So dti Ambriz 
e J!u8baun'di*K, pouco diflere d'anuelle no n^^ísto «le maior 
nmrlal idade. 

No amio de iSMíí apreeentam-se como niezes de maior mor- 
talidade: fevereirn, julho, setembro, outubm, novembro u- 
dezL*iribro; mais contribuindo as doenças gentes em que 
entram ah febres d(^ 1 a (i, as dos ap|)arelhos respiratório e 
digestivo. 

Com reia*;2lo aos mezcs de jiilho, setembn» o novembro, as 
classilieaçíle» r«> ipuMespeita aos doentes eiin>peU8 e africanos 
já ficou fita; o me/, de fevereín», na escala do decennio, é o 
main faviiravi'! para ns africanos quer no numero de doenças, 
quer no mu oliituario, quer, emíim, no numero de doentes 
curados; os mezes do imtubro e dezembro podem 'jonsiderar- 
se influimhi i[uasi do mesmo modo v numa escala intermédia 
sobre o orgauisiuo ilos uurtjpcu» e dos indi{i;enas. No u»ez de 
fevereiro as doenças que mais contribniram para a mortali- 
dade foi^anj as p-raes dando as febri'ri nm bom conrÍn^ei\t<» e 
aã do apparelhí» diiroativo e noa dons niezr.n outubro e dezem- 
bro as dos apparolhop respiratório e dif:;eativo. 

No anno de 1S87 o mez de maio tomou logar entre os de 
maior mortalidade já classificados, junho, julho, srtemliro, 
outubro e novembro. As doenças <pie niitis eontribuiriim para 
a mortalidade naquelle mez foram as gemes e as do appare- 
lltk respiratório, F/ neste mrz qur os curojtens címtaíu maiiír 
numero de doenças tendo porém a sua mortalidade em rela- 
çSlo ao numero de indivíduos doentes e dos curados das me- 



MKTKOUOLOOÍA, CLIMAUltilA E tXíLOXlSAV^O 147 



nore». Para os africanos 6 ellc considerado era Bppiída ao de 
Abril, que rejLíista inaiur numero de doenças e de mortalidade, 
quer He compare ao uuiuero dt* indivíduos curados ijut-r se 
compare ao iiumern de doentia»*, e jA se pode classitienr como 
o do começo da poor (juadra. 

Ko primeiro senicetre, os mezos de luaío a Jitnlio. que já fo- 
ram classiíicado!* nos outros annos como inezpy de maior mor- 
talidade seguido o exposto, já se sabe que para elle contribuem 
com maior contÍn;íente os africanos sendo as doenças «reraea 
e as do apparelho n^spiratorio aquellas que mnis os affc- 
ctnm. 

No quadro st:;jruintu n^o dispostos os mezes por sua ordem 
segundo o movimento hospitalar na cidade de Loanda tanto 
para cur<q)eu» ciimít para africanos, considerando os números 
dê indivíduos re^istadi>s nos» primeiros mezes de cada quadro 
eguai á unidade. 

Annexo apresento a pixjporçào do obituário para os doentes 
e curados destacando os enropens dos africano», fleí^iiiido os 
mezes a ordem dos menos para os mais favoráveis a uns e 
outros. 

Pelo que ticou exposto e do exame dos quridros, eoncluu 
qne sâo mczes cm que os europeus maís softrem iio sen orga- 
nismo e se regista maior mortalidade relativa ao numero de 
doentes e de curados, janeiro, fevereiro, março, julho, acosto 
e outubro; nos africanos sâo os mezes de maio a outubro; 
portanto os mezes de julht>, acosto e outubro itilo niaus a uns 
e outros. 

Os mez*'s de abril <• dezembro si\o e«rualmente favoráveis 
a europeus e africanos, o mez de nuvembi-o é mais favorá- 
vel ao cm-opeu do que ao africam», sendo paru estes imi mez 
intermédio. 

Resta pois a considerar os mezes de maio, junho e setembro, 
que para oa africanos silo dos penres e para os europeus s?li»o8 
que se seguem aos melhores; e os inezes de janeiro, fevereiro e 
março, que para os europeus sào considerados de maus, para os 
africanos são os que se seguem aos metlrores. 



148 EXPEDiyAO PORTUGUEZA AO MUATIANVUA 



IC i-* * íí OC -J 



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•■ e ií s "5 S '^ S!^ 5 n 






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c* -2 =; I « 2 3. §. f õ I = = 









MKTKOUOLOCtA, CLIMALOOIA E COLOKISAV^O 149 



Proporção dos óbitos para 



ll.H'iitt'0 : : I 



CtirHilut iiii iiM-llioraiIoM : : 1 : 



'A 


|1iii'm|H'Uk 


ttnKjffiui 


H 


Ktift»p<'( 


, 


liiill^i*ti.-i> 


I 


JuDk* 


33,:{ 


Seti-inlint 


u 


JiiIIk. 


:i4/> 


Sctuinbro 


íi,2 


2 


Agoetn 


:{4ji 


.Jitllm 


14.IÍ 


Apot.tfi 


•J5 


Julhn 


í^,3 


5 


Janeiro 


411,7 


Aj^'^^rll 


10,1 


Jau ('iro 


ÒW 


Outubro 


n,2 


4 


Otitnhro 


4r),(i 


Oiitiibr-d 


n'.,7 


<)iitill)n» 


;^-j,7 


Maio 


1I,H 


b 


Jiiuho 


i7.ít 


.linib^t 


17,1 


Ffvorciro 


;r>,i 


A^OÍ*t41 


10 


4) 


F(»vcn'irn 


-JS.5 


Mitio 


17,7 


Marvo 


Hfi.a 


.limbo 


\\\ 


7 


Mhfv" 


JS.7 


NíniMiibn» 


l^^,^) 


Juiihu 


:«i.4 


Novi-uibro 


!(► 


w 


SL't<'iiibr(> 


4!l,3 


Jiini;ir<í 


IH.H 


Seltíinbro 


:«>.:> 


JuiH;ir«» 


Ul,»i 


•) 


Dfjscnibro 


57,5 


Drzembro 


±i.H 


DííXiiinbro 


;37.r) 


Kevcníiro 


12.5 


10 


íMhío 


5ÍI.3 


Feverí-inr 


a4,íl 


Mnin 


43,;» 


Dozcin!>r(i 


13,4 


11 


Xnvenibi-õ 


tHl.M 


Abril 


á*;,a 


Al>ri1 


4f>,*J 


Altril 


16 


lí> 


Abril. 


til,s 


Mnrv" 


:>ít.4 


Niivciiiliru 


45,4 


Miirvo 


1*5 



Pode portanto. e8tabt'lc'Ct*r-»t? t» principio, i-xccptuaiuKi cib 
inczfH ilíí abril, novcinbrti e d^zciubn», qiio oe infZf» rni iniv 
iimi» sittVrc o afritraiui .s?L(i u» mai^ lavoraveifl ai» <.mii'o]h-ii o 
Tice-vursa. 

O rc^lmon iin;toorol<j*,^ico para o» diversos iiu-zrH tieou doji- 
nidn, inas como m» di;»|;írainma, quí* lonunlfi di.^ d<icnvah, tracei 
£8 curva» dos phonoiíicnoíi de tnai» importância segundo a 
disp:í6Ívíi*' do» mozoB qne se se^eiu pela ordi*m decrescente 
do iiniiH-rti d(í doente», coniparamlo ati curvas netTolofficas 
com .ujindlatt, noto como •ítMJi/raiidíMk'» (pu* no total dab doen- 
^■ati quando estaa augnientam bouve elcvuçjo de prciísio, 
diminnivA<» di^ re)n|)f'ratura e de tentâo do vapor atmoiiphc- 
rico, 4U0 a humi<.la<le tende a conttervar-»e constante no 
Aeii limite máximo e a au^^ontnr no limite niinimo e o oz(»ne 
pimcait Toee8 diminuiu na sua rpiantidade. 

Noto nmit* fpie sempre que a diminuivàtt de leniperaturae é 
maiíí í»eTif.ivci, aupinentuin as docnvas do appare lho retqtiralo- 
rio e da-âo j^crnlntontc oste augmcnto no» mczes defifavuraveia 



150 



EXPEDiVAO POKTLtíCEZA ÁO iiVXtlASWX 



|jnra í)b africana!*; iu»to tamliein tyxw »v (h\ n aupTiifnto da» 
doenyas di> uppurulho (ii^^i-stivo boiupru qtu' a» prcssiVi» t^ãt^ 
mais clevailat», as liuinidade» máximas nos iiie/.ob <*iii qtie 
a iut>rtallJadt7 c maior ]iai*u os europ<Mi8; noto atmla que, 
exceptuando ng iiiczos de j;u\cir<», fcveroiro e inarço, os inezoa 
em (pie o numeri> de doeiíyas ^^eraes nuginenta e n» telíree^ 
sSo oá inezeB em que a inortíUidade é maior pai-a cm eumpt^u» 
e íifrieantiti, jullio, a^çoeto e outubro, e sâo aquellft*, em que «e 
m»tum maioroB tlittereinjaa ao» rtígisto» meteuroiogicuô do 
día^aniina para ott uiezes que lhe itstão contíguos. 

»Sào mezee de nmi» variedade de doenças cau«a de morte; 
janeiro, fevereiro, manjo, jiinlio, julho e «etembi-o em que 
inelui as do apparelliu eirculatorin, ile pellc e nÍo ela^ciití- 
eada». 

Em tiído.-í Od niezes mai» uii mrno:i se n*;;i«tam doeiíras do 
«ystema ner\'o3o, e rum é aquelle num anuo em que deixa de 
haver pelo menos um óbito devido a uma ou luitra doença 
deHte syatenia e para esf a», causando a morte, oRpeore» mezes 
silo julho, setembro, dezembro e janeiro e sJlo os ntViean»»» 
OH mais vietímadoB por (*Ktarí doenças. 

As febres sÍo u maior HafçoIIo para cm europeu», prineipal- 
ment*' as renittentes; kSo affee^-í^es niorbidai* que mais se des- 
tacam im litoral e no» valles, todavia mostram as estatísticas 
e a practica que com o augmento de latitude para o auI bc 
tornam menos intensas. 

A estação socca ainthi assim iio litoral eoni respeito a te- 
brea, é a mais favorável aos euro])euH ao contrario do que se 
dá cora os africanos, mesmo indigena» da localidade, e razão 
teem os homens pruetlcos que aconselham a<is europfíu» que 
por algtuis anniís residam no litoral, que de quamhj em quandív 
aproveitem esta eatav^lo p^na mudar <le residência para as 
regií^es altas da provincia, qtiíindo nilo possam fazer uma viagem 
íi Euro])n onde se devem demorar até outubro, viveuih» assim 
algimi tempo ao abrigo das doenças causadas pela snppressâo 
ílc IraiiftpíraçSo que muito prejudicam o seu organismo enfra- 
quecido e lh'-*s podo ser fatal. A estação das chuvas em qual- 




MKTEOROLOGLA, CLIMALOOIA E COLOJítSA^AO 



lõl 



quer localiilaik- «la provincítt ó n mais prejudicial parn os 
europeus. 

Do iiiovimintíi (lít ílcf.ciinio a i|n(t inf triilm nfcrido, cm 
media, a entrínlti dorí ilnfiití-s im liusjiital iL- IvkukÍji con«titue. 
o Bt^Ȓiiinte ([imdro: 



It4itniilx« 



jAiioint K<*i( •'■'**! m 



Mb IV» 



Abril 



Vnl* 



.Imitiu 



Kurn|H'IIH. . 


. i'(>;í 


iiH:i 


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2:^> 


Afrit.'jiii'j(*.. - . 


in; 


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i:it; 


i;w 


i:ji) 


121 


KittrJKlA» 


jiiiii» 


AffílHlo 


hpitftutin) 


Oiiltittm 


XftVffiiibnt 


L»i(iuíinli 


EiiropiMiK.. . . 


2;íit 


líli» 


21)5 


«tô 


258 


á44 


Afritiuno}*.. . . 


iiH 


llM 


IH) 


107 


HU 


117 



8ppiranu*nte o teaipo di^ mt-norefl doenças para europeus 
(* dl' junhn n (Mitiiljro f jiura o^ íiíVicanoí* dn ií('tí*mhrf> a tVvo- 
roiro. 

A» fcbi-oB paludufiiiiiti, ÍKJio!ías ou imdanuriuaí* tM»H accL^asoií 
pemicioaoti, ruris»inio C-. n mrx d^f* uunnH e">nisiíU*radon n<> 
deconnio qui.' deixou de a» liav»ír, tcTininando i-in al;fmití pela 
morte. Assim por exemplo, foram íatacs no anno de 1H81 os 
moKea dp fevereiro e agosto, no anno de IHH2 os mezeH de 
fevereiro e novenibnt^ no annu de !HS;-Í o mez de aj^osto, no 
anno d*- ISSH os mi-^zes de jauf.'irn e .setembro. 

No diagrauitna necrologicn dr ]NW4-lrt>*^í, recouheee-se 
qne ort nieze» de maior ipiantidade de febre» cuuHaudo a morte 
istn r (b' 4 a 5 ff»rani : 



INMl 



IHhA 



IHNII 



1H07 



a^^tstvt 


jiujciro 


jiineint 


fevereiro 


iiiurt;' 


Buteinbni 


iiliril 


tVvuroin» 


mur^*o 


julhn 




junho 


abril 


ftctembro 






tyzonUi 


junho 


iiftvoíiibrti 





mezea cm que liouvc menor quantidade isto é, 1: 



ontubr'» 
liovoíiíljm 



(•etctiibn) 
novciubru 



t*i';L'iiihro 
■jtit libro 
uoveinbru 



duxenibrtf 



uovcmbro 



EXPKDIÇAO HOKTirOtTKZA AU MUATlAXVCA 

('<»ino vif-tv. (liap-amiuii se refere a necríiloffiji de todos oe 
liiis]iitaí'8 a íjuf luo tenho n-forid*» ih> litunil, v. convenieute 
It'ml>rar v^i^h n<'rro|(»j;ia. 



No nnnu dv 1KK4 it mez du deuemliro. (|iu* uíih fflirea íícciípa* 
um locrar intermédio, rep;ÍHtou ;í ciuíob lataes, podendo pois 
diziT-we i\\v íin-tade da iipirtalitlade tui di* febres, N»» anm» 
de iHHn «t nii'/. de fevereirt) regÍ8t<»ti tma cnsoe; os iintn»s 
nu*zi*íi, ^^ht aptmtadiíô, oada um eimta douH easos. No annc» do 
lMS(í u mez ile julho rej^iHlou tretj enstiri; ua (lutniw nâo indi- 
eadotf, d(>u«. No anno do IHrt? o» mezes df^ afí;o8to i* outubro 
re;<itttarain eada um dou8 oaeo»; os mais njlo apontados três. 
Em 1 HHH, o mez dí* fevereiro rejfijiíítdu três casos; (taoiitros, dons. 

Salvu aljítmui-s cxcep^rtes, podem*»» eslabidecer eimio prin- 
cipio, abstraindo da ideia de naturalidade para os individuct», 
f\nv. oR iiifzos ipn' fllfs t»otfreiii mrnttí dn ae^*Ao nuirbida das 
febres, é do setembn» a dezembro e sottVeni mais de janeiro a 
upísto. Neste ultimo puriodo soffrem mais os europeus do ja- 
luíiro a abril e os africimos de maio u afj^o^tn. 

Ha i|uem pndesso a theoria de que a raça nejjra tende a 
desíipparecrr pehi plitislca, mas em eom]jenria^'íl«i nas sims 
terras em Afriea b?Io oh individuíís d'fsta raça que as liHonle 
rotear }mra ípic alu .st* torne mais faeil a viria no «Miropcií. Oh 
j»ai/.t'h de Atrieíi, «uub' prosperam an suas iribusj e»tà<» ellas 
aftVíltas an impaludismo que as torna inhnbítaveis aos euro- 
peus; é este que impede a extensão dos braneos nos climas 
quirntes, como a plitisica modera e impede a extensão dos 
íitriennos nos elinias temperaílos. E quando me retírn ao impa- 
ludismo, eomprehendo as tebres, dysenteria e a hepatite; e 
tamlíeiíi não quero di/.er (pie o atVieíniu seja refractário ao 
impabulisnio e mesmo ás fclires intormittentes, pois demais o 
ti*nl*t» provado prlits Mptrismos que dVUe soflVe, embora em 
alpnnat* localidades da nossa prfivincia de Angola estuiladas 
menos di» tpn* em outras partes ilo continente. Aiísim na 
Serra Leoa por exemplo, morrem 2,4 negros píu* 410 .euro- 
peus, de febres palustres. 




JIETKOUOLOOIA, CLtMAIX^OlA E COLONISAvXo 1?>3 



A (|iiululíulr tia fiíbre é que diíFertj um j^íirnl; craqunnto no 
<*uropi>u, |Hfr tíxcmplf», toma o ty))o(juott(liano, no atrii*ani) triina 
um íiutro, torçàii íIí* tn-s fia tivn dia», liavoíulo uni ãa intur- 
vallo em quií o act'íí»so nâo apparece. 

A» inHuencia» malaríauas toriiam-8(; mais «ensiveís cum a 
iiitiiirtitlade t\it calor »■ abundância day chuvai*, c por íh«o, »e- 
^luulit a latituilc tloH liospitacs nn litnral si* rcfijifítani mc- 
nor numero de casos de febres nuns <[ue noutros e aempre 
mais noH furopeuh cine mais snftVfm rio qiuj **» africanos com og 
limites maximns daquelle** a<;entt:B atinnK|ílierici»B. 

Ainda asísim, conm m' viu no diaKi';*nuna, iiAo g^í» rh febres 
pni()ria8 du paiz que mais contribuem para a inortalidade; 
disput.-iin entre si a primazia as dorrvt^-att dos apjiarellios rett[ii- 
ratorio e dij^estivo e isto pela circumEtancia que já apnntei 
segundo as eondiçfíe» meteortjlogicas, ora a» primeiras mais 
victiuiuni t»s africanns ora as sof;undas mais victimani os eiin»- 
peu!»^ nâo sendo todavia estes isemptos daqueilas, ciuno aquel- 
les (b'StaB. 

Kn íí^rnptí das primeira* úz comprehendor as brnnebites, as 
pneumcniias e pleurenias, as j)litÍHÍca,«i v tubérculnsen pulmu- 
nares e destati ns africanos, prineijiahueiite ds aalm^aes do 
interior mais delias soífrem nus mezes de maio a outubro. As 
que se registam <le dezend)ro a maryo sjÍo em maioria na 
<:onta de europeus, que taiubeni delias n2lo são isemptos quando 
teoni Umpa permanência nas localidades nos mezos de junho 
e sotend)ro. 

E como re^*a iterai, devo dizi^r já qtie a imropeu que se 
mlapta ao clima, passado um cert*» numero de aiinoe de rchí- 
dencia íoffre mais no seu organismo uít e])oclia em que tam- 
bém soffrí» o africano e das doenças qa(; lhes sâ^» mais vuJpi- 
res entAo. 

As phtisicas eneiMifram-8t! nas repões nmis visitadas pelo 
impabidismo e é por isso que nas ref^iòes mais altas o indi- 
viduo atacado dessa doenyJ^ mais resiste na lucta pela vida. 

Ah iloenyas dos orplop abdõminae&, como ficou dito, fre- 
quente nos europeus apreseiitam-se debaixo da fonua de dys- 



154 



KXFKUIVAO PUUTUUUKKA AO UUATIANVUA 




pcpiílA õu gatttralgiii, embAmço ^aotrico, tlmrrhf'»} dysentcria, 
ln'paíito e splenite. 

A (lyôpeKÍa de qiif muito uotfrcnn oa uuropeuâ, principal- 
mente no litoral, porqiio a dJgtístâo se faz com difticiililndc, 
p)do considcrar-íio eonseipn-ncia do uma anemia [inidiizida 
pold impa 1 11(1 inmií mi dovidíi Bimplc^monte á inHvu-ncia do 
clima. Di*lla também ifoífrem ott afrieanoti, ma» ^-Ihes menos 
frequente e gubretudu menos grave, 

(J umbara^'» pi&lrico como a dy«pep»ia reina em todo» ob 
tempos entre os europeus, mas iiota-íe maii freqnetKlu quando 
ccíracçam os primeiix)8 calores, raez de outubro, e aegiie nma 
nmrclia ererte**nte á medida que a tiMujicrutura «e eleva até 
niaryo. Os atVicanow tainbcni t*ort*rem businnte tW j^a^iral;íia8 e 
einbarayoií f^astrico». 

* > ipu' sobretudo prcdmiiiim no ^ífujjo da.s di>en^'as do appa- 
r»'ltio digestivo «iV» as diarrliêan c a» dysenteria*, e se ííras- 
»mn com frequência entre oa eun^penit também n?lo deixam 
de serem dellaA atacadofi os africanoit ainda qui- menos f^nves 
V o caracter nienoM maligno. 

lia atinoH em que eeta» doença» t(!em nniÍH dettenvulvímento 
que cmtros, por exemplo, no de 188Õ registaram-se todos oa 
meze» óbito» de que ellas foram causa, suceedendo cpie no» 
mezes de fevereiro a niaÍo contribuiram para a mortalidiíde 
de cada um dellcs com cerca de um teryo ; o que talvez fosse 
devidtí às grandes chuvas que se registaram de 1HS4 a ISHõ. 

A bepatite e(Mn ou ft<*m abe<í.-iso é também unia ilan tb>eu- 
yas que apparece com fn^quencia. prineipabuente nos mezes 
de abril a setembro e algumas vezes de dezenibro a fevereiro. 
Complica a dy^enteria. Stia frequência nos africam»» é ainda 
menor <pie a dyseuteria. 

Isto nota-80 também om outras regiões. Uoudin diz que 
registando 7(* casos de hepatite no Senegal entre os europeus, 
apenas registt>u 1 nos africanos. 

As Io:nbrÍgas, a» aecaroides e teuias sào frequentes entre os 
africanos, principalmente nos logares em que cora difficnldade 
alcançam sal para temperar as sua comidas. 



METEOKOLOGIA, CLIiíALUQIA K CULONlSAyAO 



155 



Todaa ostíu daenyas, ju:i'upaclaâ no tliafpvimma do lSíS4-ISSíí, 
com M8 ílo ap|jar(?lho digejítivo, fazem L-nlr, ísnlvo al^mnati 
exeepçòe»^ t|ue oa mezeu em qut; mais» ciutribiu^u para o obi- 
tuário, 8S,(i dc abril a agosto. 

A» di»t'in;as dn Hvstfina nrrvo.so, ttítaiii)», nuMiin/^ntrH. «imino, 
mesTUO luuL'ura e Iiypocundria, L'í)mo cauBa de morte, mait* «e 
notam entre ois atricanoa que no» europetis; e este é o pnipo, 
podi' dizer-»e, c^ue menos infliie na mortalidade, vo^istando-se 
os mezetj de foverriri), jmib<», julho f aponto, como o.h <pie 
aprcHeiítam maior niimern do caaojí. 

(Jh rlienmaEismo» foram incluiib)» nau doenças geraus^ de 
<|U<' snlVri'm iiílo só os «Mirop^iiB eonin oh atricamiH, em eon»e- 
qiicntia de re^íViamentoti <levitlo» n varia^'tK;8 de temperatura. 

Os nifzew de jaufiro, maio, agosto e seterabn) sfto os que 
rtí;íiiiitam maior numerí» de eaiíõíi causando a morte. 

Salvo excepçiVa, pode dizer-se que as doen^-as clatisificadas 
de ^eraes, era (pie fiz entrar a« anemias, caehexias etc. « 
também a variida, pode dizer-se que dílo maior contingente 
para a mortalidade nos mczos de abril a novembro; e as não 
clasíiitieaduíí, <*m ípu' Hz eompr^-heudcr a» ulceras, nos mezes 
de novembro e mar(;o. 

A varíola (pui»i se pode considerar, eorao a moléstia do 
Bomno, endémica entre *»h africanos, pois me*mo da pi'imeira, 
raro é o europeu que delia tom soffrido, causando-liie a morte 
nos hospitaes. 

Em resumo, o (•uro[ieu .«ofifrc bastante no sou organismo 
das febres iutermitti*ntes, ordinária, simjdes, perniciosas ou 
renittentes e destas mais das melauuricas; e depois das in- 
testinaos: dysenterias, hepatites, splenítes, anemin e hydropo- 
sias e tíef^uidnmente, de brouehites, de pueumuniaa e também 
dc plitisicau pulmonares. 

Se silo estas floonyas os jirincipaes fla^íellop de que mnin 
se tcem a temer os europeus, ê certo que a medicina aconselha 
hoje preventivos, qne de algum modo nttenuem a sua inten- 
sidade que 80. nSo devem desprcscívr, pois lhes permrttem resis- 
tir na lueta coatra o.s estragos no seu organismo; c alem 



156 



EXPKDICAO POKTDOUK2A AO MUATIÂKVUA 



dtíllos pude uinda a superior u(lminÍ8tra^*2ii intervir muito cm 
flou iK^noHcio, fHtiibnlcct^nili» aanitarios na» ri'>;ir»t'r( p!ííTialti(.'aH 
de i[iu' pude ^araiitir-aL*, aluiu di' Moaaamydfg muito recuidif- 
cido, 1) d(; Miilan;;e, prinuipalmentc aaiora que »o trata de 
ligar enfie» planaltos ao litoral por tranitporteti rápidos c coin- 
niodos. 

A cniigra^'fto que se faz por Portugal paru paizes de climas 
quentes ofltrangeiroa, quando ossa» coustrueçí^es se iH^ain, 
lerá jMtis tudo n «canhar, eonverjíindn para a província de 
Angola. 

E vem iiíjiii d*' muld"' citar n nt»nu' di> prestante ministro 
do ultramar, Luiz. Aumistu ReLoIl^í d:i Silva, que se immor- 
tíiiison vineulandii n sen nome A^i etíl<mifis, esereviíudo om nui 
dos HPUrt nlatnrioíí d»' ISlJíí: — «Para as naçrtes eselareeidas a 
«aude e a se^inin^m eonstitufíin no ;^>vemo das possesavles 
de alfin-iimr os dous fundamentos principaes duma boa admi- 
nif^travào. 

podem (»tt neg(»ciantcti, agricultores e tml<»B os europeu» que 
tenliam meios de fortuna, obter imi partido maÍH se^u'o vindo 
Á Europa tratar-»e, mas ainda aseiíu, tanto est<'fl como ti» invá- 
lidos no litoral, (|ue recorram aos «anítarios, voltando, precí- 
aam do ter cuidado eom att reeahídas, (pie ^ào frequentes, au 
respirarem dtí novo o ar insalubre, oripan dos sens padeei- 
luentoy, E uma nova aelini;u;ào a que tcen» dv sujcitar-se, 
que demanda como a primeira, nào sn os preventivo» como 
como ainda a escolba dos mozes para essa sef^unda tíxavAo. 

No dccennio a que me reporto, a mortalidade irntre ns 
doentes africanos ò muito superiora que ae regista de europeu», 
sendo o munero de doentes destes, por vezes, duplo d»? daquel- 
les. Morreram naquelle periodo 7:í3, de 34:281 doentes em*o- 
peusj ií«to o, 1 pítr 47; r morreram X>^), de líí:2*.H doentes 
africanos, isto e, 1 por IH. 

E esta uma ([ncstílo importantissima, eujat* cansas preeitíam 
0er estudadas, pois parecia que os individaos africanos nas 
devidas propor^M^es, no m«Ío (pie llies é próprio, deviam sentir 
muito menos as influencias do cluna. Certamente uma da» 



: 




METEOROLOGIA, CLIMALOGIA E COLONISACAO 



157 



causa» 4jue concorre para isto, que no» piiroco anómalo, deve 
pn»curar-ye na falta de observância das leis hygienicas, niuitn 
principalmente n«» que respeita á alimentaeào, «brifjos, ves- 
tuário e 1'íilta (lo exercício ila» íori^íia ilw tictiviilaile de que são 
ftueceptiveis. 

Seríi outra cauía, falta de cíiidado^, no neu tratamento, 
peJa pereuasilo de que sendo naturaes nào caroceui delhis 
como 08 eiiropeuflV nu «er/i porque o seu organismo requer 
outra forma de tnitanieiito diversa destes, ainda qiian(Ín a 
a doen^*a se possa diaj^nosticar do mesmo modo ou se 
apresente ao observador com os mesmos caracteres V 

£ isto tanto mais me impressiona, a mim que não sou espe- 
eiallsfa, quaiito é certo que as conclusões a qiti- chcií*» pfliis 
números, nus (*iíin|(iira(;oe8 dos diversos hospiíaes da /nna <lii 
litoral, itie eoniiu/.em a resultados muito cm deshannonia 
com o í|U(' vulf^aruieiite se diz e julguei ser devido jí pra- 
ctica. 

Examinemos o quadro sepfuinte : 

ANHOS 1885-1«86-líi87 
Obituário: 1 por cada uai dos Bumeros dos doentes tndjcadn. 



1 


I.Ofll 


1*1 ti 


Anit 

5 


trlic 

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5 

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19 


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41 


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-2\ 


Março . . . 


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19 


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111 


111 


29 


M 


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19 


21 


Abril. ... 


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24 


22 


19 


20 


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2') 


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Maif>. .... 


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20 


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21 


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17 


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41 


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17 


7 


12 


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A^í»)*to . . . 


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V2 


14 





U 


o 


17 


14 


Si'fi^inhro. 


48 


ia 


^H 


24 


2í; 


18 


12 


14 


o 


12 


Otitubn». . 


47 


h\ 





\t 


12 


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(f 


](» 


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Nfívrinhi-d 


31 


iii 


21 


li» 


a 


12 


Cl 


24 





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Dníembro 


40 


•j:» 


*l 


Ifi 


7 


li; 


20 


24 


:)o 


19 



158 



EXPEDIÇÃO POUTUGUEZA AO MUATIANVUA 



Este quadro formulado sobre as eatatisticas dos hospitaes 
indicados aprcsenta-noB para cada um dos mezes, no período 
de três annos, o numero de doentes europeus e africanos para 
cada um óbito. Nelle noto que não é só em Loanda que 
a mortalidade nos africanos é muito maior que nos euro- 
peus. 

Também no Ambriz, nos mezes de janeiro a abril, agosto, 
setembro o novembro; no Dondo nos mezes de janeiro, e abril 
a setembro; em Benguella nos mezes de janeiro, fevereiro, 
maio, agosto c novembro; cm Moseamedes, nos mezes de 
janeiro, fevereiro, julho, agosto e dezembro, succede egualmente 
o mesmo. 

No geral, em todo o litoral regista-se maior mortalidade 
entre os africanos que nos europeus nos mezes de janeiro, 
fevereiro, maio, julho e agosto, quando o numero de doentes 
africanos é muito menor; e ainda nos mezes de abril, 
setembro, novembro e dezembro em algumas localida- 
des. 

Nota-se mais que, a regular pela mortalidade nos diverbos 
hospitaes, os mezes mais favoráveis tanto para europeus como 
africanos tomam a disposição seguinte em que o primeiro era 
cada uma das localidades é o mais favorável. 

ElUOIK'U[* 



LoitiiiUi 


A 111 li ri 7. 


I>mi<r<> 


Hfii(rii»'lln 


M<>s?.aiin''Ic'.H 


aln-il 


setembro 


setembro 


novembro 


julho 


maio 


ílfjOriiu 


alnil 


janeiro 


fevereiro 


mar^o 


abril 


íjaneiro 


nmrví» 


dezembro 


jaueiro 


fevereiro 


1 março 


maio 


janeiro 


setembro 


março 


Julho 


t abril 


junho 


outul)r<) 


iiovemltro 


arrosto 


(tiezenibro 


a)u'il 


fevereiro 


janeiro 


outubro 


fevereiro 


uiiiio 


junho 


junho 


dezembro 


Ijullio 


março 


dezoml)ro 


maio 


novembro 


1 setembro 


agosto 


afrostft 


dezejnbro 


(fevereiro 


agosto 


outubro 


julho 
noveml>ro 


^^jjullK. 
/outubro 


(►■maio 
(junho 


junho 
outubro 


1 setembro 
(novembro 



Mt:TKOR0L.0OlA, CLIMAUJOIA E COLONISAÇAO Iflí) 



Afri canos 



I 



dfZfiiibrn 
fevereiro 
mui<i 

linarv» 
abril 

(junlin 

outubro 
novembnf 
jullto 
setembro 



^}ihri) 

jitiirip' 
.inaiii 
Ijiilbn 
( inurvo 
'iiovcmbrn 

diiirmbro 

oii(ubp> 
O fcvcn-im 



iiiar^M) 

itbril 

iHotumbni 
/'Mitiibro 

ilfZfiribm 

noveiiibru 

fcvprcini 

jancirt» 

julho 
. mui o 

( agiwto 



iiua\'<i 
julbii 
ubrll 

iii')V<'i«br'i 
iílczciiibp' 
inaiii 
jaufiro 
junho 
ffViTfirn 
tiíítfmbn» 
iiutiibrii 



jtillllO 

outiibrti 

cabril 

(mivriíibrn 

t maio 

/Juiiliti 
frvcrcirí» 
miuv 
jnnoirii 
(k^Zfinbm 
ap»í»to 
iii?}(!iubro 



A» cLavuta» infiienni \>t^ mc/os rui ijut' n iin»rtalKlnile á 
eí^iijil, e o zem, il<^ l;iilít ih>» lueze», que uão Imuvf óbito». 

l)u quailio minirricn da iici-nilo^Ma ilr»»* diviTíoi» liospitaes, 
dedtun por mrzi.*;* a Miiperloiidaílc <l;iií IncjilidaJcs ••tu ([lie vWv» 
existem qac ò o seis^iintc, tui í|ii(* atí h-trart aí[iliab(.'ticaB bSo 
as iniciai^B das Incalidadcs c a t»rd<'in c <!»• iiiciiny pnra mais 
nmrtalidadtí, t* aubeiiteiidu-se íjuíí t\u inez vm qur taltani «.'nítaH 
inieiat»B é porque se nâo rcgititaram obitDS nan Idealidade» 
correBpondeiitos. 

Junetra Kcvcr Março Abri) Maio Junho Julho Aposto Kel<mib. (inlub. Nuvcmb. lii*xciiib 



L 


1. 


L 


L 


L 


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I. 


L 


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M 


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M 


A 


D 


|1> 



1(K) 



EXPKDIÇAO PORTUGUEZA AO MUATIÁNVUA 



])o8 quadros dos niezes por localidades, deduzo para cada 
localidade 3 casos: mezes que é maior a mortalidade para 
europeus e africanos ; s<'> para europeus ; só para afri- 
canos. 



I^OAiuIa 



Anibríx 



l>onil« 



Bentruella Moníamedo» 



julho 



novembro julho 



junho 



março 



1." caso 



2." caBO 



3." caso 



agosto 


dezembro 


novembro 


setembro 


agosto 


novembro 




dezembro 


outubro 






janeiro 


agosto 


julho 


abril 


dezembro 


maio 
junho 


outubro 


agosto 


maio 
outubro 


»etembr(> 


mar^o 


janeiro 


janeiro 


janeirtk 


outubro 


aposto 
outubro 


fevereiro 


fevereiro 


setembra 
dezembro 



Entrando com estes mezes no quadro das localidades noto 
para o 1 /' caso, abstrahindo das localidades em que nXo houve 
mortalidade, que em Loanda, com excepção doa uiezes de julho e 
novembro, foi onde se registou menor mortalidade de euro- 
peus, relativo ao numero de doentes e menor que a dos afri- 
canos; e que os mezes de julho, agosto e novembro conside- 
rados em Loanda de maior mortalidade para os europeus o 
são ainda de mais, para os africanos; no Ambriz, os mezes de 
n(»vembro e dezembro sâr» classificados egualmente maus para 
europeus e africanos, sendo talvez novembro a favor destes; 
no Dondo, oh mezes de julho, novembro *e dezembro também 
se apresentam como iut?zos de maior mortalidade para uns e 
outros, sendo julho miiLs benéfico para europeus; em Ben- 
guella, os mezes apontadoii são mai» desfavoráveis ai)s euro- 
peus do que aos africanog ; em Alossamedes, o mez de março 
é mais desfavorável ao europeu c <► mez de agosto ao africano. 

No 2/' caso, Loanda, (jue regista o mez de dezembro como 
um dos do maior mortalidade j)Hra eurttpeus, ainda assim nesse 
mez é a localidade mais benigna para elles; o Ambriz, no mez 
de janeiro é classificado abaixo do Dondo, onde a mortalidade 
nos europeus é maior, no mez de maio A a peor localidade 
j>ara os europeus *' em julho tonm logar immediato a Henguella 



MKTKOKOKOUIA, 



iT-OKIÍiAVAO 



161 



■ 



<'iu i[Ati HC rc/rlsta iiiíiiiM- iimi^tulidade entre o» eurojicu»^ o 
l>>mfl(«, nus (líí aííObto c «nihibro, ^fj^uo-se a Ht-iipirllíi, a 
\H'ov l(ieali«la<le para euri>iH'UH; liciii^urlln, nn juJlwj c a^oato, 
já Hcini (litii, CHtá claBijifieada camo a pf.ir liH-alídíul*' de to- 
drtííeoin n'íij)eil(> a n<*crol(>f;iíi dv. (mn>])tni3 tkib de abril u outu- 
bro eoiu *'xei'|j^'ílti tio iiiez de inaio ; Motfíimede», iio& iiiessoft 
indicados toma um Io;íar inti.-rna^dii» eiitr*' a» outras Iwcalidade». 

No 3.^ caso, Lt^anda ainda aaaiin nâo é das peoroã lo- 
calidade», nos lUirAv» cuuBidorados, para o» africaiioti ; u Anibriz. 
noH nu^ze» a (pu* kc r(*í'ere o tpuidro, t'- a ptM>r lofalidíidn para 
*ts atricanort; o llondo está no nieeini» caeo; Uenpiella em 
janrirti c fevcnjin» tauibfin nào r da» pi-on-s ])ara a^ africanoí*; 
Mossaiueiie» em setembro é a peor, mas cm jan<'iroe dezem- 
bro tíima lo^^fur abaixo de outras, sendo o Dondo aquclhi em 
(pie oti aíriuauoH registam maÍ4tr mortalidade. 

.V tradiie^'ào feita pnii' tíyuthetir(ar-tie nos Be;^uinte8 (piadrott 
eiu que oy números de ordem indieam a cÍarisitiea^'io da loca- 
lidade, nas itroporçòc» de 1 óbito paru o numero díis doente» 
tratadott noa hospitnes ao* mczê:* do trifunio 18S5-18K7. 

Já 60 víi que mezes que bc. nao re»íistnm, é porque sJlo 
benif^norj i relativamente) aos individuoti a que se referem os 
ipiadroH, e ai^ localidafle» itiío inticripta» coimidcram-iíe as mais 
favoí-aveis nos m<*zes em que se nota a falta. 

KuropiíUK 

V«x«>4 I." 3. 



Janeiro.. . 
Fcvrnjiro . 

Miir*;o 

Abril .... 

Miiiit 

Jiuilio 

.IllIllO 

A^íiímín .... Ijimiitlii 
Setembn>. . 
Outubro . . . Ambriz 
XnvtMnlm>, 
DezLMiibpi. Loaiitiu 




n. 


Anibríz 




.i." 




Míintínim 


dcH 


Ooiidii 


MnsHainiMU-ti 










.Vijiln*iz 




.Mo!<ftuinude» 
Aiiibrix 


Liíiiwdil 


Dundii 


. 


Bciijfiu'lla 


Mn88uiiicdu» 


Dondd 




Itcu^iiL-lIa 
Kciignclhi 


Moflsaraodcs 


Donda 




Bcnpifllii 


Lotiuila - 


Ainbríz 




Duiiilo 




Aiiibris 




Domlih 



I 



EXPEDíVÍO POKTrOrKKA AO MTATlAJTVirA 



Africnnoti 

Mfz.-í. ]." í." n." 1." 6" 

Jiiuuiro . . Benpu'11a M<>s8Atnpdc« DmiuIo 

Fevi-rvir» . Dtnniu Hciijírnrllii 

Alnr^!U. . , . Mijf*siiinod<'B Unamiii Ambriz 

Abril 

Maio 

Junlio Duudu B<Mi;rut,'Un 

Julho . . Luaiiflit 

A^iiftto. . . . L<»niMlu Mi>»}(aiiiO(li'M Antbriz 

Keteinbrt*.. • Oumli. Bou^juolln Lnaudíi MoíísAmcdca 

Chititbro. . I^iMtiida lictifrtirll» Ainbriz 

NnviMiibro Lmiiulii 

Dcxcnibro. Lituiulu MoiíKuiiioiIfK Atnbrí^c Duudu 

EaU'S (jiuidrotí ([Uí; »!' roícTcm ás estutístíciíB luigpitalarfn, 

iiidit-ani-imij L-umo s<* d^vrin t;Iííi*nitífur u» uic/i^s nas Im-aliihi- 
dftí (loB lKt^|)itao» para <)« individuou í'iiri»|)iMi8 *t aírit-aiioit, 
toniíuiil'1 por Ij.ise a mortalidade rtdativameiítc ao numero du 
doentias de que clle* &Ku atíicados. 

Athiiii por <'Xi'in|)!t», tratnndo-tir df riir(tpr\i8, o nicz de jn- 
nriro ipu' ('• iimii no Aiubriz» «^stá no 4." lo^ar; u ipit* qiu*r 
dizer que ainda li;i uma Itíealidadt' nente niez peor para o 
europeu (pie rui eHeala day Joialidadea fie encontra ser o Dondi*. 
que nau apparece nesta classilicnvâo, porque janeiro ecado lun 
mau incx nutro» eílí» peorRs do qu<' ellfi, março, julho, ap>8to, 
outubro, novembro a dííziMiibro. Oiitrft exemplo para os eurc»- 
pouí, o inez de fpvoroiro que nâu tem uma &ó localidade 
inseripta, nào quer dizer que; em lodo» os hospitaes bt: nAo 
rc^iBtasBt^m óbitos e BÍni que na eneala deste» em todaa hb 
Iticalidadcn t» o maia heni^íiui para o.^ enropeu^, e querendo 
eonhefer das pretereucia» ilan ioralidaderv eneontra-se no 
quadrn anterior da» lotalidade** que no lenido nâo se regista- 
ram óbitos e depois sepue-se a ordem, Loauda, Mossamede». 
Ambriz e Henguella. O lioKpital deata eidade, que tbl o que 
registou mais obitt»» neste nU'z, ainda assim conta como mezes 
de mais mortalidade ontroe mczcs, e por isso níto entrou na 



I 



MKTEOUOLOGIA, CLIMALOOIA E COLOXlSAçXo líí3 



classitíoaçito. Ainda vntn* (.-XL-mpIo para os oiu-opeue, iio niez 
de agosto apreserta-se em branct» o 2." Jogar, do quadro dos 
hnspiííios^ (í c'ímhiH'o-.s(* alii dever trr entrado a localidade 
que falta, Ainbri/, v. iiilo entrou porque <f nifz dt* afjfíhto, t'oiuo 
já se í-Hbtí, nâo i elafsificadt» para o europeu dn» de maior mor- 
talidndc. 

Coiuprehendida a traducçâo destes tjuadroíi, dtíduz-so sem 
duvida alguma que para o europeu a ordem de preferencia 
das iotalidiLíl-í», a ref^uiar piilo movimento nrcrnlo^íicn dos 
oeu» hofijiitatí», (!; Lí»anda, MosBamedes, Anibriz, I)<un]n c ]5imi- 
guella «* que os mt-zos mais brui|ín(>« differt-m M-puulo as 
localidades; assim, Moesamedcs, mais ao sul, eome^^n a quadra 
em selonibro jjara terminar cm fevereiro o df'i>oiíi junlio <• 
julho; BíJUíCUtilLii que ó u cpie fic lhe se/^in' para uortf, romeira 
a quadra eui uovi-nibru para terminar i'.in maio* o T>onílo 
apenas differe de Loauda em (|Uf_^ uo lio»pÍtal desta cidade o 
mez de outubro é dos nudliores omquauto ipio aii nâo; co- 
meça a quadra em janeiro para terminar como mez de junho 
■e depois passa ao mez de setembro, e no Ambriz, ponto maia 
a norte, regista dnns quadras bonijynas, de ftíverrint a abril 
e lie julho a setembro. 

Com respeito ao» africanos, a re^riao do sul, Mos^aiaedes e 
BeníTíelta, siVf-lbf'?* mai^ fav(»ravei» e a centra!, a do Quan- 
za, Loanda e Doudo ó a pcor, o a do norte, Ambriz, inter- 
média. 

Na regiflo do sul, os mezes benig^nos ficam ititcreallaibís com 
OB maus, a>>sim : em Mossamedes regista-se fevereiro, abril a 
agosto, outubro e novembro; em Bcnguella, marçtt a maio, 
julho, a^fosto, novembro e dezembro. Na regiSo central, o 
Dondo, março a outubro com exco|ji;íto de jiitlio; e am Loaníbt, 
de novembro a junho. (* Ambriz tem nm peritubt de abril 
a setembro com excepção de agosto e depois janeiro e feve 
reiro. 

Esta ciag8ÍHcaçíl(» iUucida-nos sobre os mezes que devem 
aer preferidos para a entrada de migrantes nas diversas h>ca- 
lidadcri consideradas, tendo em attençilo também, a menor 





BXPEDIÇAd PORTtTOUKÍSA AO MCATrA^VlTA 



iatensidaile doa factos meteuroloit^Luoií ijue iimis pudom iiitiuir 
no seu or^ani»mo e constituem os &i'^intea quadros: 



I^MXlft 



Atiibrli 



Eunipeuti 



llvtxlu 



BongllvUu 



UtUMUniKtM 



inain 


abril 


jmíbo 


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juoho 


junlku 


julho 


j mUkj 


a^>8to 


jnlho 


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dffosto 


setembro 


outubro 


outubro 


tfutembni 


tftcuibro 
AfríeAnOB 


outubro 


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iioviítnbro 


iniiio 


novembro 


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nuiio 


ilexcmbro 


junho 


dt^zembro 


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junho 


juuciro 


outubro 


jauciro 


uovcuibrí» 


(lezctnbio 


fiivcrcir» 


uovembni 


fovtínnro 


ilozcmbi-o 


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Ors pliiíiiumrjiuB niiJt»'oroh);2ricuB a que tive uni attL-ii^jão, 
fUriun OH já líntudiídoá com re8|Mdti» á cidaíle de Lí»aiida, íjiio 
nào devem diffurir muito doa ipio ho rcf^iatariam nas mcgmaa 
t*|HK*lias ein t^utra» Incalulado. 

ExamiijaudM rate quadro no qiio respeita a curnpeuí, noto 
que em Loanda oa raezos de maio e yutnbru foram o» mezes 
qne peloa motis estudos meteorologicoa considerei como dp 
traiifiiçfto para as* duíia epochas diatinctas do cíaeimbi» e das 
chuviía; e que junlio e aetembro sào os mezOB maia benií^noa 
no que respeita á intensidade dtia phenomeno» Htmo.-4plierico«; 
e para os africauoa há mezea dí^nnV(M[ilirí> a fevereiro, quo ala 
ofl daa maia altaa tetnperaturaa o aípiídlea em que todoa os 
<mtn)H plientimenoa inale quadram ao aeu or^aniamo. 

Noto maia ainda, tMnn n-iípeito ao« eunfpeuti, qm; iio Ambriz^ 
qne tica ao norte de Loanda, a cpiadra de entrada para oa mi- 
grantes uvan^!ou o naa outraã loealidaiea miila a aul atraxa-ae 
c quanto mais para Bid mais se atraza. 

<^ím roflpeito aoa africanoa, oa dona pontoa da rogiíio cen- 
tral, Ijoaada *• Dnndo^ nílu diffemu nos mcv.ea pnderidos; no 
Ambriz, oa melhorea mczea aào comprehendidos entre aqucl- 

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íwintHtfi n^ct^^lo^tax- do hospital d^ Loanda. 
no decennio de FSTS a JêSS. 




METEOROLOGIA, CLIMALOOIA E í'OT.ONIflAçXo 165 

les, nn rc^tâo di> sul, só os inezes de maio c dezembn> são pre- 
feridos como do» melhore» a ambas as localidades, Bcng'uclla e 
Mosí^nmodes. 

pode nssegiirar-ae que de outubn» a fevereiro é a melhor 
epoclm para o africano vir du interior úxav a sua residência 
no litoral, e de maio a i»utiilí[o \mrti a entrada de euníjjciiK no 
litoral; já »e vê que ncítte» jierioduíi ttc^xuado as lutalidades ha 
mezes que ofterecem raais vantagens que outros, náo só por 
causa das influencias da atmoft])hera como du solo. 

Pam mais osclan^eiuiouto do que tenho exposto com refe- 
rencia a mortalidade da eidadL; ilti Luanda, tanto para euro- 
peus coiuo para africanos, apresento ap^ora em diagrainma a 
curva uf^crn]ii*çiea hospitalar do decennio de lrt7y-lSSS por 
annos, notando que u dr 1S84 se refere apenas aos últimos 
cinco mezes por falta de esclarecimentos estatísticos. 

Noto neeto dia;.ci'íinima qne a curva doa europeus, que andava 
abaixo da dos africanos, paasíiu para eíma, e He consr*rva nos 
annos de 18X1 a 1HH5; vnltaiido de novo, até ao íini <!o [jo- 
riodtíj a tonmr logar acima; mas, reparando nas alternativas 
do numero de doentes de anno para anno, vê-so que a morta- 
lidade dott europeus se conserva, pfU" aiMjim dizer, na propor- 
cionalidade daquclle numero, o que n3o suecedo cora os afri- 
canos. 

Eu* não devu esquecer (pie o perinrh] d(* lSHl-lS>i;í, que é 
O que se toma mais ecnsivel na alteravào, é o ultimo período 
da existência do ontàu já condemnado hospital da Misericór- 
dia, ainda <pie nesse periodu turnou-se mais sensível o 
augmento ila pi>pahn;?li» europeia. Tandíem nilo devo esquecer 
que ao hospital de Loanda affluem doentes europeus de diver- 
sas loi-alJdíuleri da |irovíiieia. 

Referindo si unidade os óbitos no mesmo período, (djtive a» 
curvas de ])roporcionalidade de eim>peus e africanos doentes 
para os óbitos, em que se vê que a dos europeus é muito infe- 
rior á dos africanos, e salvo muito poucas excepções, quiindo 
se eleva a dos africanos^ idcva-stí a dos tmr(i[ieus o vicc- 
versa. 



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166 



EXl*EDlçX0 POltTUGLEZA AO MUATLÍNVUA 



O facto da nmíur mortalidade i?utrfi «» africaiioi», quando o 
numero de doentes é muito menor coníjjarndo aoa europeu», 
quaiulo a localidade (*m que se tratam e o tratamcníí» para a» 
meftniUB dtH-nça» íiào o6 racBmoSj precisa do sor 4'studado dcvi- 
danientCj porque deve haver outra» cauea», alem da» que já 
apontei, c do que poesa ciuisiderar-aií extrimnliuario, que in- 
tluxun para o que noa não parece ser natiuul; »* uu tenho 
apprehen8(5c8 de Berem inauificicntcB no» efFeitos praeti- 
co» a nosfta patholofíia e thcrapeutica na raya africana. 

Demanda esta investi^^açfto lon^cíi practica o um estudo 
aturado, pude dizer-se, de dia a día, (pie nfio »ào decerto com- 
pensado» pelos honorários que teem actualmente o» poucos 
medicííí» que estilo no serviço dos hospitaes da província do 
Aníjola. 

Mas cumpre aos f^ovenu)» informíirem-se, logo que se faz 
lun reparo detttes, se ha ou nflo razílo para elle o Iwiveudoo? 
providenciar, iiiduftivamontc a «(►mmitísòes especiaes dimi 
certo numero de annos nos hospitae», arim de que se fa<;aeste 
estudíi. 

Quando iM sentinifutort lunuaniturios »v prtuuíiicíam como 
cm tempo alfjpun, a favor da ra(;:i afi'Ícana, cabe *íi'ande res- 
prmsabilidade pôr de parte uma qupfttftn d(!sta ordem, tal 
como ó, ííalvar muitos doentes africanos que recollicninh no» 
nossos huspitaes, nflio sendo inditferente o niuiMTn daquclle» 
cujas doenças deixam de ser estudadaft. 

É certo que muito contribua para a mortalidade dos afri- 
canoB, como dísae, o dor^preso entre ellca pelas leis hyííienicas, 
e reriro-me tunt*» á individual eomo á fiublica. 

Em abono da venlade deve dizer-so que nos ultimotí vinte 
annos, os govemadoroH /^(.j-jips Ja província teem pela sua 
parte mais ou meno» procurado em beneiicio da cidade de 
Loanda, dispor a popidaçSío africana da classe inferior em 
bairros, nas mellioros condições de salubridade; mas níto tem 
sido isto o bastante, porque as habitações nâo sâo as mais pro- 
pria» j>ara climas (piente^j nem a 6ua cxpoBÍç<lo é das mais 
favuraveis. 



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par-^a a moflalf dade^ J 






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METEOROUKUA^ CLIMALOCUA E LOLONISAÇXo 167 



< )? lisiiriMs i<ir;ím íístabclfícidon im tuinln da t-idarli' .subn* a 
eruHtstn ([lui alliu íi N\V. Ak ruas iuratii tni^-íulan na din'i'VíViJ, 
inaiH uu iiK'n<*H, WNW-KSE, mas as portas <lat* habitayòe» 
para essas ruas na ttirnam nas puurt*» comli^-rK*» pusaivuiu. 

As habitayíie» cm ;íi.Ta! nkii ptqucnas, n3o tendo a c«bn»çem 
doar pr('cíiia, flonni vi'iitibi<;iltt (;aluz íiulisjM-iiHavoirt. Al^umaa 
teeiíi fipfnaM nina fíisa, ('(MU unia divisnrja dr paus revi'9tidos dv. 
eateiraíi ou do um fçradpauunito tir troiu'(»íí drli^ados, cheios oh 
intorvailuft di- harm rpie íoi adolpiçado o tornada) pastoso em 
apta para Hf Hmoldar á obra. 

As paredes rxlrcmad :>ílo f(Mta« por imIc lueBmo syatema, 
mas com duas ordens de gradeamentos sendo os troncos esteios 
mais ^osBos. O r.'Veí*tinieiiti) dt* barro tanti» anterior eonio 
líXterioruiente aliíta-HL' a eolliúr, aeudo eiu alf^iuiias coberto 
esse revestimento duma camada de eal atía^rnda á colher, ou 
o (pio e mai^ trivial, caiada a !>roeha pur liua» ou três 
vezes, 

Tet m pou(;a altura a-\ paredes e a cobertura disposta cm 
duas ai^uHs ti feita pí*p uni í^radíiamento de varas i\m\ resis- 
tam ao pf so do capim ou cobno com i[ue oâ revestem. 

Kni al;;umas ve-se raii;^aiueutot) de petpieuaí diiueuiòes nas 
paredes da frentCj que mais silo iVcãtas do (|iii* janella^^ e »e 
fecham enm portas de madeira pela parte de dentn>. 

Familías se aeeoinnmdauí nesta.-* pecpienaa habitayofs, em 
quo ha sempre uma atiinníplieni pesada, devida a(* fumo dos 
fo^ort tpuí niautocm constantemente de dia e de noite, salvo 
poucas excepçfles. 

O Bolo em ^ora! nâu é batido e quíisi sinupre fica ao nível 
das mas, quaud<» nâo inferiorj succedcndo no tempo das gran- 
des eluivas tícar eid»( rtr» ile a;íua v pastuso pnr muitun dias. 

A ialín de aguas potáveis ([Ui* havia aa cidade de Loanda, 
o elevado custo por ipu^ se obtinham nieisnii» as melhores du 
ptrços, era uma das causas nniito prcjndiciaes para a classe 
doa liabitantes menos favorecida que tinha de se sujeitar lis 
más c em pouca abundância, dascliamadatí agiias da eaeiniba, 
c. muitas vi^Kes f\s das chuvas. Nào s('> na alimenta^*ào llies 



1 



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168 



EXPEUIV^O FOUTUUrEZA AO MfATlANVTA 



eram nocivas, mas, ainda linvciuld pouca quíuiti^ladc, nâ» 
havia as lavagcMiB (|Uo híIo indí»pcn8avcÍ8 em (*liiua.í (|iiciiteH. 

8i* n cHmi^iola lar^a c as f al^-at* qiu* m* vilt» aíloplamlo ciu loptr 
de pannnj^ para as elevadas t<Mnp<*raturaí* s** p<»d<' c<mfiiderar 
na forma o mai» próprio, já nâo se pode dizor o mesmo com 
ri'SpíMtn ;is liiiiiiidíidíí», cliiivatí o cacimlm. 

As iiabitai;'rít*s (mii l^ttanda nào sati&fazcMii Hiiaiuiciitc úa ne- 
ceHsidades dos liaLitantt^s, nem 9v pódt-Mii oppôr ao deaenvol- 
vimcntc» das doíTiças qiuí mais concurreiíi para a degeneração 
phy6Í(-*a tanto das mdlliepes fumn das croan<,'as, E ncctíssario, 
pois, t\\\L' siíl) f*sti^ ponto de vista se tftniem toda» a:* provi- 
dcnt-ias qti*^ a hy^^ífin' colonial mais recommenda. 

OiiranlL' ii iiiinlia rslada na cidade de Loanda, tive occa- 
piào dv projectar dirtiTcuíí-h ei»nbtrucçõrb e em toda* cilas 
procurava fazer eoni ipir a temperatura interior fofse bem 
re^cnlada pela ventilayào. 

As }ia!jita(;oes, eoni o ctírrer do trmpít^ dtvem melhorar na 
conRtnievil"» I' na ditípopií^-Ao Inlf^rior, t(^ndo ítf?ni]íre vm viula a 
temperatura, a vrnlilaví^o <• a uiaii* correcta limpeza, ih indi- 
^enan ptub-rao taiiiar-sf niaiu liabein eonHÍIlletl«l•o^*, imitando 
at* niaií* hy^ieiíicaB liubitayòe» que se apre»eutaui em eada 
localidade. È entilo que a Mia raça bc ha de avigiirar o adqiu- 
rir (|uaHdades pro^íresbivaí* <|ue hoje nfio teeni. 

A eanuitída v nni isolador tanto em relaçilo é tenípcratnra 
— como li Jinmiiladí — pt^lo que diz reí4}jeito a entaii intluen- 
ciu» exterioivH. N<» qm* fila i^c tiniwi inai» util é todavia na 
re;fti]arldad<* da ttMn]>i'raiura do forjiD r noí* <»h;<laeuloí aos 
aiTi't'('eimfiiíoí< jtur int io dt) radiaim-nto. 

Oíí iMiiMpriu^ iiiinea drvrni alimentar-sc eouio n» indifçena», 
embora aproveitem com vanta*íem al<;mnat« da» »ua« emnida», 
poia od alimeiítot^ tiilo dotitiuadotí a refazerem oa or^^o^ <• ob 
tecidos, e claro e«tíi quo o or|t;anÍBmo doa branco» — ada]»tado 
Á» condições do »ett meio — exige o» alimêntt»»*a que estava 
habitiiadí> HCfjimdo an eondiçocR de vida, de Incnlitladc e de 
eliiaa. 

A qualidade da fazenda, a cor (^ fonna do vc»tUitrio, i*Ílo 



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MKTEOUOLOOIA, tXIMALOOlA E COLOKfSAçXo 169 



questões a que »e m5o tem aíteiuliila oiiln- (in [lomciib <K' tra- 
biilln) iiiamial, quer africanos quer ciiroptuit*, v taTiibeui iia» 
noiiSM:* (ri<]>íis nltrainarinas, v pSo <^iíh*'i* iniliviflnoí* ou (|(u* ninitt 
Bu uxjjòiíiii áfl i[it,í'in|M'rii*íí ilii i-Iiiim. 

Em fíeral nota-so, entre todo» eate» individuu» aíricanoB e 
eiinijícurt a qm' maia »«.' rt*]»oríam í^stan luiiihan consideraeòoi*, 
que uàtj tazem o exercieio eoavcnieute e tio preciso em 
paizos intertropieaeB; e eu devo dizer iiente Ie>gar quf na mi- 
nha lon^n [KTniaTirneiu em AtVica em diversos pniitr»B iimitf» 
distantes ja deljaixo do equador, já deste e da eosta niaie ou 
monos artastadõs, alem dun» certos usos preventivos para 
resistir niellun* na Kieta contra os clima», nào bó as circum- 
Btaneias me oliripiv;im a díspí-nsar, mas mesmo fujçia, fptanto 
era piíssivel, do tnmsporJe de rfMlen i^ de maehillas, eommo- 
didado que a^^ruda, mas e ititiito ])n'jiidieial ao «'uropeu. Tam- 
bém íiurante *» dia, de tol a sol, me einjín-^uri, na maior 
parto do tempo, de trabalhos que mo attastasseni da carteira. 
Quando me via forcado ao traballn) de eBcriptnnn,^5o aturado, 
procurei, como ainda hoje, fazêl-o em jejum, ou ipinndo sup- 
punhn já estar feita a di^^estao. 

A lalta de dislrac(;oi's, ainthi d*: noutc, foi senqiir no tra- 
balh<i que jjrocurei entreter o espirito de modo a ])ôr em 
exercício n^ ton;as de actividade. 

Fugindo dos excessos, sobretudo no que S4* nw proporcionava 
eom maie facilidade^ practicando um regimen iiví^ieineo eom 
que me famiharisei e observando uma» determimidas prescri- 
pçíle» adíiniriday un practica eomo salutares preventivos, 
posB<» asso<ri]|-.n' que a poiíeo e pout.ro í'iii jircparando o int:u 
organismo para ns inclemências v privações a <pu^ tive de me 
sujeitar no idtiuio pfi'i<*i]o *\n minha Tiiissílo ah-m do Cassai, 
muito lon^^e de todos os reeui*Èos, mesmo dos natnraes^ n que 
ja mo havia acostumado; e poaso cornjborar o que diz o indí- 
gena do Seni*f^ai: «quando o eiinipeu comer em Africa o 
que c«»me o si-u indijíena hatle, relativamente, passar bem. 

Ctmi respeito á ipialidade de alimentarão [tani o europeu 
em Loanda, n?lo resta duvida cpie é a melhor possivel. Sc a 




ÍTO KXI'KniV'^0 IfíUTUnUKZA AO MfATllXVCA 



clneae moiui» tavorecida a níln \»n\r itlíter na (|iuiMti(lu(h- que 
lhe é in(lis|j<íM8avi*l, ê ituo ihívidn, <jimnti) ii luim, a dví*.'ilo da 
atlininistrayâi) àujterior da Provineia, a um ajK-go «o no»iM» 
*yfttema rotineiro dt» nài» no« qiuTonuos dftíviRr du t|ue «o 
practica na mctrDpiile som atiençâo A differonça dos meios e 
ás nrccnsidadi-tí da vranv Uft nítMirtot» í|Ut.' niait* hc ciMidttnem 
com atí Inrrati at.:tivaj> doit ií^imih liabitanti-tt. 

Já pani od africanos menos favorecido» n&o só a qualidade 
íla aIínionta^'â*» t* fraca, mas a t|uaniidad<' r dofficlfule. Nào 
alcan^'am entes jttdos rcndimfntoH do seu trabalho oh intiv 
riíSBOfl i\(*e(*ssarios para usarem da Jiliiuent;ivAo europeia, e sí^ 
até aqui a questão da falta de a^ua podia servir de pretexto, o 
que iiiio era, purque a al^mnat* leijoas em redor ihi eidadtí 
faeihiuTite se provi<Uniciavaj (juando^ a eunslituireni-^e ceiei- 
rns de Hubâistencias eimiJarcs ás eurt>peias, t* ainda esia causa 
jirejutlirial ao i>rpiiiÍMnu africano <IfVÍdo a falia de sit orien- 
tado na ediica^*ào datí suas forcas vitae» (pie liào muitas, e bem 
aproveitadas já tinham concorrido píira lhes diminuir os 
attrictos na sua existência, nsa^ ainda houi custo esse venla- 
deiro e natural priuluctor de trabalho rural eni Africa teria 
conq)li'tajn('nre transfunuarlo aoidatlc de Loanda de modo que 
para ahi iin iitahnente, mati cm ;rrande cícahi, tiveese couver- 
p;Íd(j a emi^jra^Ao r capitaeíí da nietnipe *■ das ilha:< adjacentes. 

A ciflade de Loanda Já drvia na actualidade estender-ae 
nuiito para leste o sul, e com certeza se faria em boas 
condições ípiando uiitírantes europeus dirij^í^ntes e capitães 
nisso se enqKíuliaiíií.em, 

Os indígenas da cidade e niif^rautes africanos (pie para lá 
convergem detinham á iaíta de trabalho, de exercício ilas 
forças ílfí sim actividaile; e como o nieionâo é bom, succede o 
que já tem siílo notado j>eloa exploradores e cecriptores 
GStranj^iros estudando as raçjis africanas: apreseutam-ite aqui 
typos muito inferioriza aos que se voem em outros po«tos 
principahuente em certos paizes dti interior. 

(guando as coudiçoes du existência mu(h'm, e«tou eonvon- 
eido que desapparecem a» cautas dt> definhamento pelo me- 




Tidts^ *j O ijiu" ii"s (li/ íi j)nu'tii.'n. 1*( rtu ili- (juntm fuiiínri vivi 
*^m Loanda com um ]>e88onl africano importuiitL' un i*.(.'rviço 
ílaft ol)rnB jniblicasj (»pernrio» i- tríil)iilliaiii)rcti; v. v citIu ijiie 
esses indivitluo» ec destacavam muitn dos typíts raoliitiutís, 
aneraicos que mal» iuipresbionam os observadores que se dedi- 
cam ao cspf^cial estudo daa niçan. 

K essas corniit/òeii mudam com iit\ corríMitc» de mip*a(;iU:a 
que geralmente baliidaR de terras cm que ha activliiade, 
vâo levar vida nova áquellas em que procuram fixar-se. 

Este tacto nio pa;ftou de»ap])eroehidit át. iiaròi'» curopciaB 
t[iu' viram drsoiivnlver j>aize:< txtríUihin* â custa de sevits ptíVOB 
e diilíi ;l iioríiada lueta em (pif iiutí últimos tempo» teera 
andadi» cui i-ouíitituirrm colónia» huiih no vasto continente 
atricaiit», 

Nào devemos nó» esquecer que tò no aam» d<' IHHÚ emi- 
graram de Porluf^al para a America líJrUBíJ individuou e para 
as noísa» poi" se tísi^en africana» apenas 270. 

Nns ultimo»; nove anno», cerca <lc 1;')^I:<K)() indivíduos teem 
emifçrado de Piírtu^al e quíifii linloa jiara a America, n qm- dti 
lima niodia jhu* atun» ã*' ííj:7*I0 individuoií. 

N<'íf, que fcoinoti »enlniiM'tí ile V!it*titíHÍmas jJotseBsrjes^ qui* nilo 
precieamos entrar na lucta da partilha de expoliações de 
território» m»» povoa africauod, que hasta que saibamos man- 
tiM-mis uíís dominioiff que noa legaram os nuFfos passadim jiara 
qu*' nt»s nâo r<iuhi'in, o que é nmitu mais iacil, como po- 
demos ser inditferentes ás cfirreutes doa iioseos compatrio- 
tas qutí noh fogi-mV iMirque nht rncaniinhaj-os para oj* t«UTÍ- 
torioH qui* bào prt»prl<t|adr dtt hcu paizí' 

Herão mellion-ri mi climas a que erecs emigrantes se foram 
suji*Ítar na America aos que lhe ofiVreceriain diversíif^ Iniali- 
dades na jírovinciíi de Angola? Nào decerto. 

Kncvnitrariam ali intcreiíses mais convidativos no emprego 
das suas protíssíSen do (pie naquella província? Também nâo, 
ponpie nesta trabalhavam na aspira^So de te tornarem pro- 
prií-rnriort, *'mquanro na America, bc alguns preseutemi-ute 
chegam a scl-o, é muitu tardi , e o quo é pcor na maior parte 



1 



EXPKDIçXo l-OBTCOfEZA AO MVATlANVrA 

daB vezes, vê-se forçado a renegar a terra da sua naturali- 
dade. 

A (juo0tJlo (.*; aiiidu do iiauBo sy^tcma iMtineim d*.- udiiuiiie- 
tr(i^'ilo (? do nosso ff.itin iiaeioiíal tlvlitar correr. 

£ncaniinhou-8e para a America a emigração duma locali- 
dad«:t, (»s nu(í ficam, pendam <|ue é muilu bom; iiAo ^e entmla 
doe cffiíitus, igu«»ra-8e do fíima. doe ttaballnit*, d<>h tiacrlHciop 
e das priva^*i)eB por que passam esses mijçi^antes, esqueceiu-se 
mesmo destes iiidividuoft, uào se sabe do tim que tiveram; 
moi* eontiiiua a atíscviTar-se que é muito bom e as correntes 
vfto auí^nnentaiido íie anuo para anno. 

Pois íirti;íura-8e-me ufto ser díffieil desviar as correntes 
encamiiiliaudo-as para a província de Au^'(da, aqui orientíindo 
os natunutí na agrifultutfi tlo^i ju*odui'lo« similíun*:* (.'uropi-us, 
que, cudta a crer, ainda nesta cpoclm se importem, como sâo 
carrp^auifntort de batatas, arroz, cebolas, assueares, fariulias, 
álcoois^ tabíieos, mrlla^Mis ete. e mesnm diverso» tecidos do 
alfíodão; e na metropolii, dando pnblieidade uestatiuticas que 
ellueidem os povos que procuram emifçrar, fazeiído-lbes conhe- 
cer o destino doa migrantes nos ulíimos 2õ annoí. já para as 
nossas podtjfsaòes africanas já juira paisses estranhos, quaes 
teem sido oh ^acritícios thina e doutros na sua emigração c as 
cireiuHstaueias cin «pn- actuiihui-nte vivfin. 

O iMintVoíito nào ê dcíiíuvt)ravri aoa que teni corajosamente 
luctadoaté hoje peh> menos nas nossas pnssessríea oceidentaes, 
Angohi (■ S. Tliunié, 

Sc a qutístiio dn livfifif^ne individual requer da parto (his 
europeus cm .*\fricn muitos cuidados, nfto é menos certo que 
tambnni ó preciso tel-os o pnqnMo indip:ena, e se este nfto tem 
a educaçflo jírecira \ii\xi\ os coiiIh-imt. pertence á auctoridade 
pn>vidi']iciar d*' nimlo ipu* coinpn-licnda a nccestídade de o» 
ter f' coiii«t ^tlíscrval-oB. 

Mas todas as medidas de hyjfione individual serSo insuffi- 
cientps se por uma or^anisaç^o previdente do sei-viço medico 
8C nilo cuidar com o mesnn» esmero do Eaneamento do homem 
como do soh». 



P 



<)a ingleze» na índia coiiipreliemierain o ijue l*u tlcítojava 
ver entre nó»: é ao» indií^ona» a qaem confiaram fasser propa- 
ííauílíi tia lUí-fltcina oiitrc os seus eonipatriotaii. 

Tivrrani <Ií* Iticfar, o iiào pfnu*n, ooiitra i> caracter reliposo 
flc HUíiH vcliiíirin», ma» iL!can<;anuii attraiiir oh iníiip'níirt áa 
('HCola:5 (I(A inLMlicin.*! dr (Vlcuttá, ilr Madnibta, de liiiinhaini^ 
d« A;íru c lí» scciíadaria» dtí Labor c dt^ N*aíí[mrj « um imlÍ4í 
*»m l.S3f) eonflo-j^uiu triumphar da» prevençòe» de seus uurre- 
li/íiouarioá, polo qup eeu retrato foi collocado nu ainphitheatro 
lio í'ollet<:ia Medicai do Calcuttá. 

Tiidoft (iB finiioH sahoni ilcHtjiH r^cidas pvindr n^^ln^'n^ de 
alumiins habilitmlDs que Be espalham pela índia, fazendo pro- 
paganda rias noçííep de medicina e de liyfçifiie, enoiutrando 
entre os seus, credito e auctoridatie ; o que os medico» euro- 
peus já nâo obteera senão dittícilmente. 

Sào este» medico» coluuiaea que niai» teem dlvuli^adi), e 
ccmi proveito, o n^o da vaccina e tio «nlpbato de quinina. 

As estatifltieas apn-srntani ultimamente differenças impor- 
tantes uom relatai» mo pasísailo no movimento de dítentes no» 
seuH luíspitaes f Huiiitartorf. Eiu iXTo contjtvani-fie 7<Hí di't*í<*8 
eatabclccimeutoíí, ciu que ioram tratados cerca de 2AW:IIW 
individuo», sendo relativamente o obituário muito menor do 
que em epocbas anteriores. 

Entre niM, o ipie ha a tn\ re8]R'ito, pode fazer-se idtíia pela 
Ueor^ariisaerio ilit Scírvíc^ro de Saiid»' ibis Províncias Ultnimu- 
rinaa de iSlí!!, que de alj^um lundo boneficirmalguum» locali- 
dades sobre a íneíTicacia do decreto de 14 de setembro de 
IHS4, e ('íMutudo nestr* jii-ovid^nciava-se para qu<' líussein 
creala» nas província» dn ultiMniar quatro escolas de ensino 
medico pura híibi!itM(;àt» de iudíviduos que poilessem coadju- 
víir os eínpre^ad<»s dos quadros de saúde M'aquellas re- 

E' cata reorí;;ani»a^»âo devitbi :i brilluuih' penna daquídle 
ilbistraib» cstiiflista í|ue já mencionei^ KcIm-Ho dn Silva, que 
queremb» anqjiiar os cpiadros teve de se sub(ir<liii;tr ás circums- 
taneina financeiras do nosso ultramar. Elle mesmo reconhecia 



174 BXPEDIVXO PORTUaCEZA AO MUATIÂNVCA 



já jtani a opncha que nSu podimu aatigiazcr o&bcb quailnitt tÍA 
nocf^Hhidadrs c era força dar-lhes maia desenvítlvuiitíiito no 
futurii. 

Ilnjp que essas necessidades augiiientnrum, porque, na» loca- 
lidades para que providenciava, se desenvolveram em popu- 
laçílo, e outras se leeni feito e desenvolvido de|>oÍ8. devemos 
nJlo esquecer o final do seu decreto (pie procede essa reor- 
^anisaçào: aOastar i> necessário é tio preciso como ecommii- 
sar eoin aet^rto. Piírde-sM muita» vezes mais nào dihpi'nd<*ndo 
bera e a temjjOy do que projMtreionando sem liberalidade fnus- 
tuosa, mas sem mes<iuinhez, os recursos ás necessidades in- 
declináveis." — 

K ])iu'quf foi leira niurfa n do decreto de 14 de sctrinbj^o 
de 1S44 na creaçiio da líseolu de ensino medico cm Loíiiidar' 
Porque infelizmente nós, Fortu^uezes, somos muito theorico»; 
tudt» que nílo seja sobrecarrcíjar a educavSi» de um individu<t 
ciim um curso muito di*ernvi>lvido de tlieorina, que a maior 
parti' das vezes nn vida practica de nada serve, uSo tem 
%*alor. Fi»ií o decreto bcni n dá a entender, que a inten- 
ção era dnm eun-io muito juactico, ptirque o tim cm viísta era 
habilitar indivíduos que podessem coadjuvar ** jies&<»al 
technico; o as liçfles {jue ahi se ministrassem, seriam bem mais 
profícuas que a leitura das pa^jinas drt Cherneviz, o todavia 
eesa li-itura em al^ijumas localidades tem melhorado muit(»ft 
doentes, e decerto os que aa recebesBcm, mereceriam mai^ 
contíaura que od curandeiros iiidij^eiwis ipie todftii n» souiauas 
coucorroni para uu*riue]itnr o obituário doa africanos e muitas 
das victimns são t^epultadas sem que de sua doença c morte 
tenham conhecimento empregados do sers^iço de saúde. 

Lifanda é, na verdade, uma cidade de ^ande inii»ortancia 
pelit i*eu ptirtí» coniuicrcial, mas tanto esta como a de Hcn- 
guella, cujos rendimento» litjuidos das auas alfandegas atlin- 
fíom nos ultiinoí* annos, a primeira côrcn de 4<X> tM)ntoa e a 
segunda de 2iÁ^, nfto teem sido consiilenidan devidamente 
pelos poderes públicos no que respeita á hygiene que a 
admiuistraçUo provincial cimipre dispensar. 



Se por mais tluina vez teulio (.^acriiií<t i\xh' miittíK( iu<'llií>ríi- 
mcntcis, fió |>clíi iniciativa pnrticulftr, deviam »cr fuijircliendi- 
d(»B, alf^tins ha (pn- á adiaiiiÍHlni(;?ío mipfrinr pcrteíico jirti- 
jiUíver lí, m-ííse eiiijjiíiiin), «cr foadjiivada pídat» í 'amara t» Miuii- 
cipaegj vistn a stia ttcyào estar tâu restrieta que llie nàu é 
periuittidii «'xccutar n (|nc plajuni* tit-m a precieia auctorisa- 
çâo; o orf priíiieiriíd ini/Ihuraiiirntds a proiiiuvor devf m jter os 
reBpeitantes ti hvfíioii"' jmblifa. 

Falando d<^fstatí tridadí.-s, nili» ot;(|uiM;n imtra» localidade» nh\ 
is6á*i litiiral coino do intfírinr da Provincia, i\w «àu interpoatm» 
conimeniaea v centroti a<íi*icoÍaíí de ÍinportaneÍn que estJo 
deiíeiívnJvcLido-se, v em toda» é uma necessidade impreterível 
o taTieiinienIo do hoIo. 

Nas povoarilen primitivas (teeiílarcB qne ae conatitiiirnin mmii 
urdem, a^j^Iomeraiulo-tse apenas prédios urLanoSf tendo t.('i em 
vista o conimcreio, eomj»reh(!!Hle-sf! (pie lia arrostar emu a» 
difiíeuldíidcM de inoditicar o exÍ6tento,o que de alíO"»* modo 
contraria oa proprietário»; mas principiando ob nielhorauientoH 
pelos arre baldes das povoaçAes e trntanda de sanear os 
espaços entre aa habitações pnr meio de eultura^ do reeõuiu'- 
cida^ vantajj^eii» para a tsaluliridadey depiíi» a p<meo e poueo 
proccdendo-BC arasgamentos denias nas melhore» condiçí^es de 
ventilação, — o^* pritpfÍ<'tarioa lornar-se-hào auxiliares das aucto- 
ridadcfi (pif bem caibam diri;;ir esse» trabalhoí*. 

A villa do líoiido, qn*' de 1HK4 a 1H8H paHi^ou pnr uma 
completa traíiBÍormav^tf de melhoramentos c[ae muiti» honram 
seu» iniciadores e os liabitantcK <|ue para fllet* coneurreram, é 
um bom exemphi a citar. 

A falta de a^ua que havia cm Loanda o as pequenas cliuvas 
que se registavam em annog sneeessivoíi, desuni uiavam as 
tentativa» dease i^enero, mau já quo se nílo Boute aquolla 
falta, potbí tranafonnar-se até a^ora us terrenos áridos em 
cultos, constituir jardins e prados na própria cidade alargan- 
do-a, ctmii» disse, e procurando fazer plantações que hoje se 
conhece muito concorrem para beneiicial-a nas suas c<»ndi<;-òes 
hygienieaa e animem a constituirem-BO povoaçíles que desen- 




n 



r 



176 



EXHKDIV^O l»OHTUOL'KZA AO MUATIÂXVIU 



volvendo-»*» as incitem a aproveitar as margens doa rÍo» IJengo 
e Qiianza. (.:*nn ([uc muito tom a lueiar a eidaíle. 

Pn-yrnteiiHMíte iiào si' (Icsfoiílu-ee mie ok platamm, ob 
eucatyptusj oet heliantlnis te^m etnK'i»n'ido para que em terrí- 
torií)»* iiiítívlubre» e dotípovoaiUíu se coiintruitfseiu povoaytlefi que 
se tuniaraiu furttíii* e rieaí. 

Cimveiiyo-ine que a talla d*- eíiiivatí na cidade de Lnaiida 
é devido em parte ao dobbravar nem i-egra do fronduso arvo- 
redo de que iiindii eonheei al^iin» exemplares imporlatites, 
fazemlu-me leiíibrar mu, que ainihi lá deixei j)roxiiu<í «lo 
tribuna], aqudla explendida arvon- a que os eliiub ehamaiu 
de pa^ijnde, eui f[Ui" L'«>nla(i, [leiídendu dm» trnneo:* tnuibVcrhaee, 
eom o lempii li^audo-de ii terra, se iram<toruiam em ^^rossos 
tnmeofi dnudr uovíis rebeiitíts ffinmuu novas ai*vore8 lipulaa 
e por entre ittà troncos Be pasia eouut mim Inbyrínto de areadas. 

O» arboricidiín, uns matando com Ín;rretlienteií a» arvore», 
outros (U'itaudo-,M jibaixo com maeliado por alletori^a^'ào 
oítieial, esqueceram o velln. adagio francez uTout arbre de 
eiuq auii wiuve la vii- dJui lionunc». 

^la.H iwlii foi m\ em Lnandti qiit^ observei ebte vandaIit>mo, 
deeliatftaram-be llore&tAâ em diversos pontoe das uos&as pobses- 
sòea atricanay, eiíqueeL'nd^>-fK* oh malefieio^ qur i» auteneia das 
íloreHta» aiTai^tam para o clima dum paÍ2. 

Ambaca, e»se logar qm- fora por asfeim dízí-r o beri;o da 
civilÍPa^'âo do gentio atrieauo, por muito tenqio o jogar de 
maior densidade de popu!n(;ílo avassalada â nuttii Província, 
talve^i p<»r iistii mesmo v. porque dtqioib da ivlirada doh mis- 
sionário» a e»(piecêmo», tornou-se um deserto. 

Ila^njinnos, diz Havcret-Wattcd, *» Kauat ile HokTima era 
uma dufl rcgiòes mai.^ furteis da Ásia. E^t^■ paiz arborií^inlo e 
bom regado por numero&a» linhas dtí agua era um jujraiso 
terrestre í ha 2õ annos porem, apoderou-»e doa habitantes a 
mania das dennibadíie e depois a guerra civil completou a 
obra d<' devastayào incfmlianrht o ri'sto das arvores que 
existiam e as consequência» nào se Hzeram esperar: transfor- 
mou-se num «leserti» árido. 



u 



Níi ItuIÍíi, as ílcrruIjíulaH <|Uí» si* totmi ffito para (» íU-scnvol- 
vimento ila» p!anta^*Ò4'."* «'típa^adas ili* cafr, chá r cliinclitmaH, 
priueipiaiii Já a dar ctiidadots á atliiiiiiitttra^rAo publica. 

No líttí <U' .lancinj, já a scit-ncia asHcvi-ra: (jui* st* r(.'gista 
hoje uma istai,'ào de uecca quo iiâo t^xistia antes da» demi- 
badaíji tpu' (**■ tizfnuM nas finrrstas para a» plaiitayíírft; (pU' 
íUiainiiiii ciHisiiIrravflninilr o luiiucro de trovoadas c coiut» 
cons('íjiU'iu'ia diiniimiu a tonna(;àn do ozone *|iii' se rc^ihtavn 
nu ííraiidí- «piaiitidad"'. 

(í dr. A. Hordicr» ipir por vr/.r« roíiPiillo nchtc incii cstinlo 
coiu]>arativo, diz »jxil* iul-ííiuo cm Fraiií;a se ha fnquecido «i 
axioma:^ «Onde }\ht existo aí^ua nh* lia jdantnn, onde nílo Fia 
plantas uh* lia iiiiitiiars c oiidr iiili» lia aiiiiiiar-s, iiAo lia 
honi"'ii,s». 

Apfra o ri*Vfrho: (piando jiabs^d a ])rimi'ira vez por Adcii, 
ImT^S, rinpriiht'i-inc ^-'iii tra/.iT de terra jmra Lurdo du paijiu-te 
nina Ú'n\ Fattfíiud-ine, e para provaras* niinlia:^ tlili^cnciu», 
t'rui*tHdas pctr nào encontrar sefjuer uma Inllja írcMcn, trouxe 
o que vi, uma vn^jftun serca (|tu* arraiii)ni'i dinn arUiisto ipu; 
estava a «"Xiiirar ]>or falta rlv apia. 

*Jual iiÃo tsi-riji II iiliiilia r*iir]»rr/a (punido pela terceini vez, 
eiu 1H7Hj cinco ânuos depois, dcsfuiharcava uaipulh- p«irto 
■lepaniudo com íoruiosiin jardins eiu (jiie ns cauteiru!* estavam 
rcpletofí de Hores de rores luni div eriças e írcscaH e as prav»r* 
e rua» com arvnii't> de altura muito repiliir! 

Eír cíUuo lue explicaram o c^iso: até iMTíí nào chovia 
natpielli- paiz e a a^ata parautttMla povo;t^'Ílo obtinlia-be cm 
>;randi't. tampics «pie destilavam (hi sal^athi e cifusi-rvavam-isc 
truetoií da Kuropa e (miro» eomcHtivcia em gelo artiticial. 
Altirío u cMiial dn Stnz, succederam-»e as trovoadati e {^raridi'» 
eliitvas V a iiiAo do fíonu*m t'c/- o resto. 

Homens iniiilo práticos, Da Iníílezes, trataram de aproveitar 
dos liem'ticioh que a natureza IIivh proporcionava. Klles nào 
^lardam para o dia de amanliíl o que podem íazer no de 
hoje, e basta »('» isto para jiou levarem vautajfem sobn* o indi- 
í^ena ile Africa, fpie neste pontt» ou nós eopiamoa dclle ou 



178 



EXPEDIQ*l0 PORTUOrKZA AO MUATlAmaTA 



«He de nó», ponjiuí lambem o ffíftmarhica (dia de ainankA) é 
I) termt» CM»m quo ae fecliniu pcndoiicius que «e nRo quorem 
rfMiIviT, oti ]jor »« lliii ãnr unm iiiiiHirtiim-iH qm- ii?ln tcni 
ou |iorqui^ con^^idrifuii d<i iiicomiuodu tratnr dum aHhUiu])ti> 
<pti- llicK npparuL'0 iui^spfírHdo. Tui (}(uil nóti u aboim tic 
pt^rdf o t4'iii[io, qiiL» tào prociocui «í na nussa ciirtn vida. 

^h mídicos *' os cngenheirns ainda mift povunçrníH do litural 
<la prnviiR'iíi dl" Aii^oln, trom respeito ao sou Bttnt*ainL*iit<», teem 
papeis importtiittftt a de8(Mi)j»L*nlinr não »{'} nos novoH mi*l1iora- 
wcutoti a MiiiprelR^ndíM* vtnnu ainda iioh detuitojí a corriííir do 
que Re fez no passado; e tod*» u capital a dibpeador i*om a exe- 
ciiçÃo desses projecto» será bem paí^o depois com a» mígi*ay<5e» 
qiu' liAi> dl* tíxar-rt<' nas loealidadi-í* qut* ^r foroni beneficiando- 

Ha If) annoH atra/. jHMliauí aqiicllatí rntidndett recuar pe- 
rante a falia do» etcnientoH jiara a iiiilo deobra, todavia hoje 
esses elementos nAo faltam na 1'itivincía. O que falta sâo 
indivíduos diri^entort de capacidade conhecida e material 
euifpiarito ae nâo aproveitar o que lá existe por falta de 
iudtutriaes. Mas este mesmo já abi che;;n Imje em transportes 
fáceis e menos onerafíos que em mitro tempo. 

E cabe aqui dizir tpie o oliHirvadnr eunseiencio.so nacional 
ouestran^çeiroqiie visita qualqm-r das colónias, se Burprehende, 
eoiin) nós Portuí^uezes tilo jriaiidiosamente iniciamos a tibra 
de sua civilisayào, elevando monumentos, tazcndo construcyoe» 
imponentes á himiJlianva dos melhtíre» da metrópole em que 
se reconbece que n uíaterial einj>re^ado e a sna disposi^-âo, 
em reo^ra, uAo s?lo recursos das localidades onde existem o 
sim enviados da iueír.qM>le. K cntiin comi ípie custo, com que 
sacrifícios se devia ter luctadis p.itii qm- alií cbejLfassem e se 
executassem os planos que neccsaariann-nte se elaboraram, 
pois essas construc^-òcs, que sào monuineutaes, foram devida- 
mente traçadas e por homens technieos! 

Fizeram-»e, líl existem; as qne se conservam é ainda o 
que de mais valor possuimos, e as (pio foram abandonadas 
ainda attestam pehis sua» ruinas conn» entào os TortUj-^iezoft 
pensanun colonisar o que iam cftuquistando. 




I 



METEOROLOGIA, CLlHALOOrA K COLOXISAVAO 



179 



Nâo liavia enlâo barcus a vapur, n2o havia tule^aphos, 
as comniunicaçfies da metrópole com o noísu ultramar fazíaui-se 
de annoâ om num*», injiH havia uiolhnr que cttseB elomcntoB do 
progreutío: ob ^uveniudurtie, ^oveniuvum. 

A cidade de Loanda tem d'e8»eB moimmentoft iilts ponto» 
iiiais elevado*; mas com o tempw ídarg4Hi-»e parti a parte baixa 
e esqueceu uma necessidade iiiipreterivel, de qm» já tenho 
talladu mais d^iuia vez, amparar a» terras dn bíiirrn alto, ha- 
vendo hoje também necepsidade de a» amparar no bnirm baixo; 
Bilo iia verdade obra» dispendiosas, niatt **• [»reeií*o Í"azerem-Be, 
e emqtiaiitit a mini nem tht preeííOí* uiai» etludo». 

Muralhar a ene^is^ta do bairro alto que olha ao8 quadi'antes 
do nerie, rodear a cidade á bcinmiar diuu aterro feito em 
boaá e)Uidic;(1es, no que muito já u auxilia a parte do enminlio 
de ferro em explí)rai;iVj, o fazer o que é indiâpeneavel na 
barra du (j.uatiza para qtio as correntes fortes de&tc rio nâo 
continuem a sobrecarregar de areias o porto entre a cidade e 
a ilha, hão ohraa de *devadi> cuhti». 

Também an que u» nossos antepassados tizeram e existem 
nuB nossas posses.síie^ ultramarina^, niVo foram de pequeno 
cubto e i)A rendimento» d'eflsus poâsobsòes eiitavam muito lon^ío 
do que elhi» hoje percebem. 

Tornam-Bo mai» tíoi-etcentes o» rendimeutt»» da IVovincia 
fomentando a a^j^^ricuitura; e a anctoridade que se proponha 
a promovcl-a mat* seientiticamcute, creando receitas^ aproveita 
prcBentemente a l)oa vontade que se manifesta doa emif^rante» 
do paiz em 8(! dirit^irini para Anjíola. 

Desenvolva ee pela a^íricultura a matenu prima e a abun- 
dância estimulará os industriaes a aproveital-a, 

Ti^a^-atlo devidamente um plan<» de administrando com o títo 
de ij executar, sem que isai) dependa da vontade doo go- 
veniadores, (]^ue apenais exercem oa seus ear^oB no pe- 
ríodo de três aimoaj já a Frmintia piaie dibpõr duma 
parte de seus rendimento* para coutrahir um enqíruttimo 
que lhe permitta fa/.t-r aqmdlas e outras obra» de nâ(> menoa 
importância. 



■ 



180 



EXPEDIVAO l^ORTUGUKZA AO MUATIInVUA 



(Vim roísjjt.'irii a Loiíndn^ a» tibrii» <jut* apontt*! muito lifto-tlc 



concorTLT parn tf>rn«r nmiE» wi 



lubr 



t' a cu 



iadi 



E JlciiFíindniirstíi cíí 



\}\(\t 



[\u- para m cnropou, proppntrnirnte, 



pcluF fniuiiMMliilíulps <|ii'* já íiiii (lisínicla, t* a nirihor lucaliilatle 
(lu littiral lia JVnvincia, pnfvaili* rias finuparaçt^o» que tenho 
tVitn, cu iiílii vacillarri im actual luninr^iitt», n»- fòr consultado, 
oin informar o fíuvtTno tjUf p-aiulr rcupiniftabilidatU' aH»umiria 
BO ik* rt^potitf ordcnaríst,' que um íIoh nf>Ba<»0 corpo» do infun- 
trrin, completo, ali fosflíí p4'rinaní'Cf'r Roni qiio fopw aconipa- 
iiliadu de rucurwin alinientícioti imli^pcnRavtMs. 

E tristo di/x*l-o, mas ó uma vmliwU'; a razão principal 
nilo c o clima nem a falta ili- Imuí* reeur«oii médicos c sim a 
falta de aliniintavÃ*' ^' de alirti;ort a[irttpriad<i«; c, tratandi>-ÃC 
dum grande niuncro dr cnii^írautcs cpu* para a.lii foHstMU, nâo 
tendo nu <pic cniprrpir lopi na for^-a» de sua jictivicladc e 
jior conutnpuuicia f«u'vadot( a niantcrem-se na inacvílo durante 
al^nu ti'mpit, é íhík) um do?* pec^rr^t* nialt-íi para o ory;anírmo do 
curopi-u, cm Africa. 

Sl' uii't*ui<" partr desse rr;;iu»onto tn\ de cmiíJcrantCB qni- 
zesfcni nu fnsM-ni luaiidailíis cstabcleccr-iíc no intf-rior ]tara 
n.1o prejudicnr ns ludiitniUrt* da cidade uoít «eurt recuríos, 
cntfto o alvitri' era ainda jjenr parn ellen, |iitnjue nenhuma 
]ocalida«le do interior eutá }ireparada para receliêl-nít. 

Prova poia, tudo isto quanto un podere:* publiciii>, diptrabidoí 
com ítutro» ncjrocioit, teem descurado ou lifíado pouca irapor- 
taTicia H» recljinia^-ftea feitas mi» idtiraoR annot* pela nn^aa 
imprensa periódica íobre a jj^ande emiírraí;Ão do nos!-o paiz 
para a America e da necer^idade de seu aproveitamento na 
colonif-a^*^^! da noí*^a Africa. 

f*uidar do naiieauiento da» localidades que se dev<»m fazer 
cídoni.-iar por eur<)|*euíí, da aclima^-àu de animaes e vopetaee 
que lhe» sfto próprio.-*, é i> principal a attender; e nós nada 
temos feito, nós que temoR vaRtas v riquisniman jKtPtíeísi^ea 
no continente africano e todo»* o»* nnn(»t* vêmoB fiig^ir do paiz 
milharei» de iudíviduotí (porto de 17:í)()0) para ir trabalhar 
<'m lerriiH oxlraubat* I 





MKTEOKOLOOÍA, CLtBlALOGIA £ COLON'I8A(;X() 181 



A auliinavân im aiitrs ii dtimeíiticava«> doa aiiimacs e dos 
vegetacs, em l<*i."i\li(lad»'h i-ujn meio é diverso donde &ht 
oriundo», tein Kuh* nuuti» ntlcndida peluH (íaizes de mau^r 
eiui*:^rai;ào. 

Os hollandesses o dr ín<ílezea que ftft»» oh primeiros f.olouisa- 
dores^ dessa ac']iiiiai;ílo tvvm alcHiii^*ado vaiita^^eiiH na hv^rieiítí 
publica; e hoje a iniciativa |iiu'tiuuini* drlía upoíViíc Imuti inte- 
resses, procura de»envolvel-a o trata eenipre d^- novas auli- 
maçocs. 

Oom respeito a animaes, a liirttoria de An^íulu no» aponta as 
noeaaa in)previdenciafl; podiamr)» ali ter em abundância divor- 
sidadctí lie que se inieum a propa»ía(;So com vanta^eu». 

NAo »t'Vt\ tunipo dt; olbatinos seriamente para o que mais 
iiOii df'Ve interessar actunbiienti' eoiao na^il'», que ê n apn>- 
rcitamonto daa noesag poHsesaScs atrícauasV 

As n«»saatt imprevjdenciaa no século (pie está a Hndar, sito 
cxcolíentefl lições para uhu nos deixarmos supplantar pelos 
iiovoa colouisadorcB europeus, que si') a^ira se lembraram de 
AíVicfl. 

TímIoí* ijs paixeg (M mais inalígmts se modiHcam pelos tra- 
balhos publicosj pela cultura c pela aclinla<,■J^(^, «- é sobre 
estes trea pontíts de vista que no» cumpn- prot-nrar rc;,^enerar 
ns nossas culonias para (pin *dlas produzam i^ remunerem a 
mSe pátria dnn «íacrificios qru! tem leito para as muuter. 



^ 



<v^ 






H 



CVPITILO II 



POSTOS 3fETE0]{<)I,(KiIC(>S 




lilHii gi-ral tts» |iirnli«ln*ti* — n<*tonnhtiM,'Ao iloa ISMtoa — fUnuflw •f^w 
ontni* — SííMia ili- ai-vn" *• ri-lrvo da -íi-ii «i»I(t— rnmllfAM >U 
(ta«* l(>rnll«lut)i'« ■•Tl) <Ii>trnjtlli»iloii |M*rto«li»o- IVr^AÚi 
TcOdAo itu Vll|»í'r— Ntiv»*»*— f>la<l<i *l'i «•«•o — Chiiv»* - Klrrt/IrU 

paratin «Ir* cii'U um <r»-«ii*H ••loiiiriii<i- (-4>iii Knnloird* «>vt «Mitn* 

vAi** )-lllnAt('ri<'A<( — l"i><ti^'.i- ^lU' iiinl'^ |>r<><|imiln4iii <•«« rmta WMs 4i** 
(^ftnxA* (|no pndfiii tutliifr pura f*«ni> <tM<'nvH<, Hr(nui<ln a mw maAv 4» 
mo afllfrura po(l4<r tiini1iH<'nrciit-">* «■••In» raiiMua «*ni \tmeêrin Atm 
ração doa rtlntR^ |»'|ip« n-|rini«Mi> <t(<« ^'ii» fArlorr-o ni<Ttr<(trrib>f4i 
furlr n» cmlgrnnli'» Ar iIÍVitmiu Iimiiu iÍh )in*»<t I*a)ii _ rHtnf^a 
flM At* nova*— I»omr«Mr«çÃn dt' tiftvo» nnlm*r« « Tirir«^«ts Am «iw 
qar nlnila «xUu-m— rouFidrrAtòi** ititmcb ■«bn- •<■ •irmxnf/M r> 
ftprov«ltitl-A-. 




íAflTlLO II 



POSTOS MTKOliOLOÍilCOS 



outniB — Zniia »|i* a<>iffi<i f irli-vn «In ^vt\ «ild — Cnndiçnr-a lU iitiiiit>:ptu>rA fni rail» uua 
úãM \ovA\iilailfn «m "li-lfriitinnil'»» |H»ri'»rto« — l'ro»i»Ao — TfinptTniurji* — lliiuii<l*«lf) — 
T<'aitâi) lio VB[i(ir— Ntivr|i4 — lil-lailn «lo cipo — ChilVAit — Hl<>4*trir!ilíi<li< n Oion*' — ÍViID- 
Itiir«;Ão iln ruila niki crcKloH rl<>m*MiloM roui analiiirni' rni nitlrift £<ii)ii<« ilo foiílinavU* «» 
rM rca^nvvhi» fm o)ii«i<rvAUiri'»i <lt* oairoH fAttifnoiíH'-) — l'riiM-i|)<nw ilt>t)uie(ili)ii (_• roíwll- 
çííoK rllmalfríra» ~ l>tM>iK*a« .^iio niA)<c |>n>«lniiifniàtii <>ut i*iitU anm •!««> Ii<rnliiluil"fl — 
{^BtiMAn i|ti<* (NHlfin Ittflutr )t.arjt *>af>ah iliHnif,*a'-, •i>frun<ti> o iiti>u modo <li> Vfr f iioiii» m> 
m« Affiirtirn |>o<lt<r ni<x)ltl<-amn-M*' (•■ino ra.niiiut (•ni lH>u<ric'lii tl<i« hnltlUintrM — riaoiUH- 
caçúo <l<n> elltiiftf |M'Iini rt>]rliii'*"« 'l"» MMi* fa«'r'>r«>i> HH'l'"inií*»ir'<"oii v n(« ijn*- «Icvnin ](rr- 
fprir €1» catlfirnnto* i)r tllvi>r«aK lirras do iin»««> ]'«tx — CtiltiirNa artttnt-o •• niTruolflft- 
t\fn rto iinvan — I>oni(^4li<*açAn ilt* iinvti* animar» *■ iirK''iii'ln •!(■ fuci-r ilrAinivnWrr m* 
r|nr ainda rxInK^m — roíi^ldrrd^tVn ir<'ra<'* «oltri- n> (■li-iiu'ntri> i'xlalritl<'i c romn 
B|troT(»Í[Rl-i>F.. 



I 



I! 








unto» foram n» pobtos metcon»- 

ln<íÍL(»S i'Stí!b(*It'l*Í<ltií* JíClit Kx- 

jH'iJi(;iloj tluraiite h ítua via;<t*iu 
♦ir Mulanje ú ^MueBumb» mt 
ríiLãnlii, qunutJis iih Ehtuí;ritíB 
uii aiilivti^ ijiiiiiitMH [(irali(];i(ti;M 
í'iii íjtu* ti'V(* (Ir íifjiuipar jjur 
ai^iim (liuiu, iLiiiat> vtvA*» no 
])rn(>oi*it(» d<; iMHibtruir ffsa» 

Kslu^-ní/B, <'ni cMniipriínrnto dt» 

" ^'- (jue mo tíira muito rí-couimcn- 

dado j)t'Io Governo, e outraB bem contra tninhn vimtade, ma» 
idjrifíaíifi pola» clrcnmataiifiais. 

iJrstoi» iioKíos ajionníí conríidcro l;l por sorein os dv maÍB 
iiuportaneia v-iii rola^-iln at* Imhu nuin*'r'> di* ttl>fien*açr5cB que 
Hc rí*o;i.<tarani r (|iu« por tíiiii nrdcm. sídj n titulí» d*' K»ta^*?íeB, 
toraiu já debi;ruadaa cuiii aa ruspcielivati counk-iuidaB e alti- 
tudop. (S 

Distriimcm-BO estes postoB, ««lore « re^iAo i.'oiii|tn:diL-udÍda 



d 



^ 



{') Tiiç. 41». 



^ 



l! 



186 



EXPBDIÇXO PORTUGIIEZA AO MUATlAXVUA 



I 



entre oa meredianue Ifí'* 15' f 25" 11' ([ue <:u divido em duaí 
partes; íi primeira do Malriujc no rio Cuango entre os paral- 
lelofl *.t" 32' e M" ;I7' deBcondn om altitudcB de 11Ô4, 701 
metros ncimii <Io nivel do mar, o n soj^uiula do rii» Cuíingo ao 
Calãnlii, iiíHuenteB do Liiiza^ entre ob parullelos M" 2V n 7" 
2íi', variando íía aUittide» de 7ãH a I2<><« metros. Sílo, por 
assim dizer, diias icona» tendo ambaft proximamente 1" de 
lar^co, t'*ndo a primeira de exteiiHàí» pouco mnií de 1" e a 
outra pouco differindo de iV\ 

A primíura, a hul da aepun<l:i, tirn ])or Uísim dizer lobro 
um plano inelinad> que ollia a nordeste, ouiquanto aipiella 
n8«entn fiobre uma taxa oiuhilosa em direeçílo a le^te, mai» 
ou menos eavada, e, ripezíir ilc Hear a norte, nílo deiàcendo á 
profundidade da primeira. 

A disposição defttati /onas mostra bem elaramíuitc que, 
tend<»-me sido taeultada a '•seollia do itcuerario para a Mue- 
ftumba e e<Miveneido em ^[nlanje que luida tinha a lucrar a 
minha mis^ào em íeguir o autigo e jâ nuiito conhecido cami- 
nho ])or Quimbundo, foi meu intento ganhar â ítahida de 
Malanjr liijtío o paralh'lo S" l^^)'' e delle pouco nu* atlnstar em 
direcção il 3lusHuml>:i. 

NJUj sem diffieukladea assim o con»e^ui até ao Cuilu, porém 
as cireumstaneius anornuiL^H rui qut; se eucimtiava B lefçiào, 
e dahi em diante, a ueeeBsidaile qut^ tinha tfido o pe.'ifroal da 
Expediçiio de se retemperar da» torçae perdida» durante uma 
Incta de soIh mezea com falta ih- recursos ou antes, de con- 
vah'3cer em localidade que otferccti'SRr í^araTitia, e a convicção 
de qui* para a frcnti' dejiaravamoti eom o riíiíj;i'llo da fouuí cm 
todt» o transito, pelo menos at<^ ao Luaehimo, foram condições 
estaH (pK* ae me impozeram a «c^iir para o nortt* e ir residir 
por al^mi tempo na capital do (.-aunjerida, de que ainda hoje 
me n^o arrependi», antes me felicito, uko obstante a volta a 
que fomoB foryado» para scípiirmoa pouco mai» ou menos o 
para! leio em que caminhávamos. 

Km prineipin tjunbcm recusei o caminho do norte, por ser 
f lu prftt' Li^nhtHMdo pelos exploradores Otto Shutt e dr. Max 




METEOROLOGIA, CIJMAI^GIA E COIX)NISAÇAO 



187 



Kuchner no bcu regrcaso, nins segiiindo-o inflis ou nienoB, 
tíintí) uít marrliii j ara ii ÍIuí>e.uiiiLa canino no regresso, procu- 
rei Ktíuipre entrar em pnvuavòes que ]«»r elle» nho tbram 
vitiltadaii. 

Detínida a regiào a que se referem a» ohservaví^es meteo- 
r'>lo:íit'íis e unja analyse e estuflo eomparativu me itriipunlio 
fíizer, 8í>ceorrendo-me ílo maior miracro de elemeiílnii de 
que me é possível diíprtr, eu deví» agora dar uma ídeJa geral 
da situa^*ão de cadíi um dos posto?, porque íib condiçiVs do 
solo e outras, especiaes das visinlianya^, muito iníluoin sobre 
os diversos Inctores raeteorologicoH reí^istadot*. 

Vllk de Halanje 

Sobre o concelho de Malaujc e sua capital, villadn luesmo 
nome, na Descrípyílo da Viagem da Expediy^o de Loanda lu* 
Cuangív dei conheciuienlo d'* que era do meu douiinio, eoin 
respeito nos uzos, eostuines e linprimgem dos seus indigeiíuíí e 
dl) ;;rauile iiuiuero de migrantes que pani l;"i teniu eimvergido 
de diíTereuten ptnitnd di» e<mtim"nte^ modo d<.' ser encial d utis 
e d'outroB, rehivoes que enin ollej* lêem sabido manter, >ujei- 
toB apenas aos seus propritíB recursoí, os europeus que om 
diversas epoclias tecni residid»» na villa e sertí^es do coueí lho, 
desenvolvimento progressivo do sen eommoreio e da sua agin- 
eulturu e tiiiahuenie, como »c me atiguruva melhor, poder 
aproveitarem-»e as for^-as di* actividade dos povos grupado* 
em logarejo» disseminados nn vastíssima regiSo <|Ue ct»m- 
prehcíuie n concelho e territiírif»» ailjncentes an rio Ciiaiigo. 

O posto cm Mahuije <M'a, iia jiropria habita^-íV*! em que eu 
e o snb-chete onenrregadn da,s i)h.-<ervnç(V-í estivemos aloja- 
dos, na rua prineipal du villu, cuja phLiita apresculn para mais 
fácil comprehonsAo da sua topographia. Assenta a villa numa 
elevação cuja parte superior é uma estreita faxu na sua 
maior largura 40í)"\ tombi poucn ma:.* <le ] kilometro de com- 
primento. 

Para norte e sul descabe n terreno em rampas suaves eobre 



P 




p 



oa rios Mnlanje o Cuijí, este muiii distante dn villa du que 
Hqiiello, o Hxnhitè ge^uindo o «eu eur»*» nndulam*;ntfí para 
«udoeste, vão conHuir no (juauza que 8l^;]^ic pani ocdtc iiilo 
muito HÍtíistudo da villa. 

Para <»e6te e leste »e^iicm caminlit}^, que ^âo o pn)lungn- 
mento da rua principal da villa, diíscondt» muito suavemente 
4) de iewte e em maior queda a(» sahir da villa o de neste. 

O rio Malanje, vindo do nordeste, corre nas temia baixas 
eiitrt' a rdíív;n;?lo da villa <■ aí» serras que o aeonipautiam, des- 
lucaudo-íií' dfítttai) pela sua altiu*af lonaa e pntximidade, a mon- 
tanlia do Amban^o, nome que tomou do ttoba que o vnl^t diz 
»^r o primeiro que c<mi nuetoriíía^ílii dt» rei do (Vju^o veiu 
í*fttnbelfíer?r-i<e iiaH ÍTnniorlÍH\'(VK daquefbi moulanhn. 

Alem dafl linbita^-nes da villa, já nan rampa», contam-Be 
al^^tma» ar\'ores de bom porte; maa onde o arvoredo ó mais 
den&o V na niarp.im do Cuiji e para leste e oeste, â medida 
que nos ati*ai>tamos da villa. 

A liabítaçào da Expediçâi» era pequena, com a frente vi- 
rada ao n irte e, como as demaip, suan paredes eram feitas de 
adíibe, reviiíitidaâ interior e exter.ornieuEe de cal e por cober- 
tura tinha urna etipe^sa camala de capim, assente ttobre o 
BÍmpl<'3 vnrêdo do madeiramento. 

Pouco mais ou mennj* situada a meio da rua principal, de- 
poÍ8 (h' uma si-rie di' obsi.MTai.-^ios, fnnnu determitiadait as sua^ 
citonleiíHilns j;i itulieadas, e hcm comti, por a media de um 
fíraude numero de obí»ervai;r)es harrtmeiricaa e liypsometricaà, 
a altuni aciuui du nível do mar; e assim ticou conhecido 
o lo;;ar em que foram feitas as observavoeB metcondiH 
gicas. 

A habitav.^í*» "Ta simplcís; um corredor ao centro, tfMidn 4"' 
de comprimento e um ípiarttt de caila lado de án-a a]>roxima- 
damente quadrada, For jaTudias, em i-ada quarto^ liidta nin 
raagamento a meio da grossa jtari'«l'- <bí frente^ que ura 
rectangular, 1 ^ n,7.*> metros, tendo uma porta ile madeira 
oara o fechar. 

No« quartnpj a meio da parede do corredor, havia ns portai 





ih' i'i>itmmnit'ayâ<i |J!»r;i cstr, «jiu* wm topo« tinha ]Kirf;ií4 
«las m^Miias íiiinftisòcs, uma |mra a nui r «intra [«ani iim 

[JíltfU. 

<* qunrtn «ía rlireita foÍ dcstiimdn purn armazenar u» carjiça?, 
e iiflle pernoitavam n í^mpregado subalterno e iim friado 

atricafKi, n ila rpqiK-rfla em «» nnsbn alojamento, meu o do 
snlí-ilieíV*, (pw alem da mitbilia citrrosjuindente, ainda estava 
ínemnidn vam ci ijiit! nn» i;ra maÍB essiMicial dr b;i;i;aííOTn i' 
nití^t^n niatrrial de tralKilhi). Era nt*Btu quarto quo OKcreviamoH 
de dia e de noite v. niub- se recebiam viíiitas, tta maioria ^obasi 
com o heu eoHtuniado cortejo, tjiie às vezes era tal inm lunitos 
individuo» nâ(> lo;;ravam entrar im qnurto e aeomiii«idHvam-60 
no corredor. 

l'oik' dizer-iíe poinj i]Ue e»ta era unia cata em que hc nho 
davam eondiyòc» íd;Epimaii para um jioat»» motcoriílopitMi; no 
entanto o meu collcga, sujei taudo-ec ao que tinha, diípojs da 
melhor ionna poásivel od sou» bons luptrumontog, repartindo os 
pelou diversos eom[mrtiinentoií c deu eonie^-o án ob8erva(;/ScB 
no dia II de junho (l>i''^4). 

Xa !itdia do neu parallelo, u lijuid a que me eslou n-ferindi*. 
diiila apr«)XÍnaadaínente do lit«praK <ui kilometnM ;;iO; <• ,ln 
Equador, \H\0. 

Devo rc!ní'nnn'ar aj^ora *» que já ditíne ('j qno o Diupio de 
Itraííanf;a, ao norte de llnhmje, e (^ntala, poueo inaitt (ui 
uieiioH a lehK*, teem allitnden huperioren e que, entre eata» 
loenliihultM limitadar* polo.s rios Litealn e Cambo, i» priíuclrí» 
grandi' at^uíTite do <Juai:/,a o o ultimo do Tuantro, existiam iií* 
eordillieirjii* correndo ura para nordeste ora para non»este 
do.s Hamboíf e doti Boiulott ile Andála Quittftna e ih'i .Mn<^M. 
havendo ipiebradari, em nmati e outran, (pu* benetiani a re^ciíl*» 
para o lado de leate, por omle traubitou a Expedição diripin- 
do-8c ao Uunní?o. 

Tratnndo-ge de Mainnje, nào devo esquecer também, que 



(*) DoM-ripçJlo tia Via^iin Vol. i 





4 



d 




KXPHlbxv^o POurnorEZA ao MiTAXiÂN^arA 

iílcm lia inontanlia Aiiiljaii^> em freiítu da vílla, lmutu sobre 
<i rio C^uaiiza n Lonibu, du muito mai» importância que o Ma- 
lanjo, t' íjuc tauto eute, como a»|ut'Íle e o (-uiji, im ficca&iio 
du8 chciíLB, tnubordum lu èna^ i\}*iia» sobre aa terras, diai» 
4epoiíi de cesâtirem as cbiivas; as ijuo Hl^hiu mai» tlistantoé 
duB rio» e ])viiu'iiia[tu(»nti' nu ílchprotf*p:i'Iíi!* «b; nrvorctloe, 
cm eonsequiíiutin d.i.s t'[i*va(latí tuiupíTaturap, ilti tal mo- 
do seccam quu r.u-lunii u v^um-se desliii^udiiH em esjtcbéois 
toiTucB, de forinaií muití" irrcííulares o al^unins tio capri- 
chosa» que mts ífiziauí lembrar as ruínas duma y^randc «-x- 
plo^ilo. 

Expo&toa cates csclarceiuientos, direi <jur >* pni.niíi ibis 
<ibriervat;i*!oft em AFalan^ít» abranji- M!) <liiis, dr. 1 1 d*' jidho a 7 
de outubri», que é couaidfrado uma parte da L'sta<j'ilo ilu anuo 
luaU beníg^na no coutinente africano; mas ao favor do barão 
de Frain^Hiirt, que fazia jiarte da expedi(;ílo allomà do tenente 
Wiasmanii, obtive o reaiimo daa suas obaervayÕea de mar^M» a 
junho e. ainda i» sub-ebcfe, no seu ref^resso, teve oecaaiito de 
fazer obsen'a\;5eB durante a esla^ào i\n inverno de I8H7-1H>!S. 



CaFuil 



$ 



E UDi logarujo, ctiiiHtituido por três ou quatro povoações 
<lÍ8tantes umas das outraa, que assentam sobre as ekvavocs 
4|Uti existem num larpi valle entre as suceessivas muntanlms 
de Andábi (^uissua qlie lhe íicam a (leste o c(U'rem para 
noroeste, e as de Taifa Ma^ouffn que lhe tíeam a leste e cor- 
rem no mesmo sentido. Ptule dixer-se unia kirtça craleria, onde 
»e penetra, vindo rio sul, \i*tv vntvv. duas montanhas elevadas 
que a distancia mais parece mua, rascada a lueiít rm foruui 
de A"a»o. E»tcude-se descahindo no rmno de nordeste, para 
onde o horisonte é mais vasto, deixando-nos a descoberto, bem 
visivois, 06 pontos cuhniuantes das montanha», Anguvo, Ca- 
fàfa Cambuluma, Anibnuvo, (Janivanvo, (; ii arvoredo que mar- 
gina u rio Luf. 

O sitio em que estabelecemos a Estação Ferreira do Ama- 



>jT' '"W 



MKTKUUULOOIA, GUtHALOOIA E COLONISAÇXO 191 



nil i- a uxtrema^a norto Uu elevarão, onde utfHentiivn a ^aiizalln 
(lu t-nba 8ú Quitari, um bubditu ilofi maia ctm&ideradoitt do 
jaga Andala <^uiífeua. Nctibu txtrfiua, Jí^ a ek-vaçâ^» estreitava 
e dí.'talua nu ratiipas pelo («^"dle e nort*/, maia abníptamente 
»obre o tiii Luliaiula o pelo leste para onde vi&ava a Estav^^t^S 
4t dpsceiísii íM'a suave tiitbro uma dejtressilii pequena donde se 
.^ul>ia oiiduhuiientiípíiruas saiizallaei IVoíiteíraSf eujo stdo pouco 
differia em uivei du da Esta^ào. 

Esta, cujas cuordenadati «^coiçrapliicaa e altitudes já deai- 
gnoi, oecupava unia poqueua área de i'2 x 4 metrttfi quadrado* 
divtduía eui tre;* eiímpartiuirtitiíÓT mu, o do eeiitro, tpie era 
uuiití avançado e elevailo em pareileí que nt^ latertien, eeiido 
deslcis, i> da esquerda o uosfeo alíyauiento, e o da direita arma- 
aein de earga. 

As paredea eram Ijarradan interiormente e exteriormente, 
•cada quartil tinha uma pequena janidla parn a trcMite e no 
^compartimente do ceutrn, dcbtinadit a receber visitas, traba- 
ihob de gabinete^ 6 oudo ae íez a porta de boaa dimenaries 
para o exterior. 

Os inritrumenti^á meteunilo^ieiM lliraiu diôtrilmidus pcdua 
diverana uiJUípartiiuenU>a e i» pi-riodu de obáervac^net* neale 
posto foi de 32 diue, de 'Jl lU* nufubru a 21 do nuvembru. 

E.ste pi>ato, tieuva poia dtj^taute do de Malaiije e pnuco maia 
■íHi menuà a acu nonleste TU kilometroti^ iato é maia para o 
interior que o de Malanje 4i"i kilonietros e maia próximo 
do equador que aquelle r>;5,4<X>. A sua altitude era iníeriui' de 
322'". 

llodeado de eievatUia aerraa eoui a!^uin liiM"ÍEi.iuite para 
leste e maia aiuplo eate para nurduate, deve aer a ti^iia meteo- 
rologia uniito iutlueiieiada pela» eondiyòês muito eapeciaea da 
locaíidade, aoberba ve^etavà's p"audt; qujintidade de agTxaa uo 
tempo de. inverno, contextura e manifesta» ondula^-oea do bolo 
4i aimla diapoaiçãn daa serras, suas profandaB quebradas e 
fiHjndubti arvoredo, (pie em alj^maa é ba^tanttí doní-o c alte- 
roto. 

Nilo é para estranhar pola, cm vista de taea condíyrfea, que 



I 




1»»2 



EXrEDI^Aíl rOUTUOtlKZA AO muatiahvua 




n<» mcanio período fie encontre grandes differenças no regi- 
men doB facture» meteorolnpfifoít, nehta loiulidade, doa que 
»e rffifiíjtíiin i'iii Malanje o por confpgninte do eonhecídii no 
litoral. 

CamávQ 



p 



A liK-íilidailc ijiic Tcni rstr nome v o tt»rtninni< iruiiiíi vasta 
jilanicii' liiiiitínla ili» ladn de K'ísti^ e dn iKirte jn-lo riu Lui, 
i[iif (Irpoia corroiulo w nuin" un-di^ niính-ííti', vai desuguiir no 
( Hian^o- Ei*tt'Tidc'-Bí' na «iia larjíuru Knbrc n fonlilhciru que 
vem d(.^ Andai» í^iiissua, nti direc^-i^o norncste, dí*gfaliindo 
Henipre atí ao Luí, rnnm qu<* Hfparaiídn p&ta da rep:iàií da 
.Iinf;a. 

Frauea para o lado dn sul <^ cnptnda ]ieKts atllucntí-sí-squer- 
(Itís dn Luí, Hthc suavementr auf* 'J** ki]<*int'ti'i>^ t*ui que «e vê 
fiimo que isolada i- imponente, na Cirande el«'vavâi>, eni forma 
do chapou anuadn dt* alta oopa (iid)re o rodoudo do Anibanpo 
qutí SC- avista lambi-iu do ratuxi. 

No transito da Eíita<;Ãn Ferreira ilo Ainaiíil aTr aqui desci 
por vezes, mii» pode dizer-se, que a maior depreasflo teve 
lo;,^ar autrt* íIc cutrar em MuloN» (^uinhaiiírua onde paí^pa o 
rio Luluuula r di'pi>ii* d^sto isitiu, uub doz<* kllunuMroii, onde 
havia refine fundo.-* feitos pelas lijrmoi, maa (pio na occanifto 
eslavam cmnphtatnoiUf* secco». 

Foi d'eÃte l<tji;ar ijuo tive de suhir para a [tlanieic, avistando 
lo*(i o Andmn^'o, dn tpial, si'«:nindo o irillio em /igiieji-xapu'», 
ora nu* aproximava oní nu* atfa^lava. dinaiitt' trcs liura» de 
uma nuireha regular. 

1'or vesses deparei cuui grandes poryí^es ih- turritorio ape- 
nas cobertos de eapiín a <\iu' a gente dos povoador distantes 
rhriuiavam ilosertos e tW (-[tw fugiam pcda falta do aguas. A 
beini dos rios Lui e Luluunifi, foi nude vi boa» eulturab e já 
iiu ( 'anuívii, nos seu» arredores, também as povoaçí^es que 
a])ezar de pequeiuis sào muita», todas teem seus cuiTaes de 
gadi> bovino e lavram as torras annoxasj contando apenas com 
as necessidadfs da [>c|uilavâo. 






I 





METK(íkULUGIA, CLIMAUíGtA E OOLOXISAVAO 



193 



A Etitavilo aqui cim^tniirUi, tnmtjii n lumu» <Jt* Píiiva lic 
AnJrftda; era «iagela, tinha por base uni na-laii^uln IO x õ 
Tuetrog i|níiflrailni! v apona» sv fez nrlla um cDiiipartiuuMito 
reservado th- r\"' dr lar^ín para alnjauiculn dn pessoal superior 
e* rtibrrvaiio at^ srui» trabiiIiHm df i^túnnvtv^ o rfístanlfi de»ti- 
iiou-Ko á arniazonu;r,.ni das farfíatt. 

A» pareduft tinham de altura ^V" (* na da íVi^iitt' unia larj^a 
porta a<» ciintm, e uma janella de cada lado mas um pouco 
altas, davam a luz e o ar necessário á sua cubii^íom. Nilo 
»endo potisivel barrar an paredes por cauna dan auperati- 
(;i)es do gentio, foram ri'V<'8tidart a capim int<'ri(»r e exterior- 
meaite. 

Ficou estabelecida n Estavíto, Inu" a lenti' da povoayilo de 
Ambango, tpu- nilo sendo a de mai<»r importância pela sua gran- 
deza com respeite» a outrati vÍMÍnha», mas muito mais distan- 
te», é coni*id<'rada pelos Honhore» desta» como a do cliete |)riri- 
cípal da lt»caliilade. 

A Ireníí! da Kataí;ào ficava virada a SSW, e em para esBe 
lado que maia vasto era o horisímte. 

Os instrumento» liiftcoiolojíie*»»^ íWrain íHwpontus o melhor 
que era po:4»ivel, e determinada a localidade pelas suats L-oor- 
denadas ^'o^-aphicas, reconhecemos estar pimco mais ou 
menos a nordeste da E8ta«;'ílo Ferreira do Amaral e dVlla 
distante 4íS,r) kilometros o mais próximo do equador 'òH. 

A Hua altitude sendo Kil"' iiileríor á d'aquella, fasi unia 
ditferenya importante da de Malanje que é ile 4r)il"'. < I pc- 
ri(Hlo dar* obnervíivèes loi pequi^nri, de dezenove dias, de 1 a 
lít de dezembro. 

Au condi^MVs especiaes das localidades descrlptus o as de 
hitirude, fb* longitude e do altitude c(mi respeito ás da villa 
dr Malanje, hizeni já prever que devem existir iatiaencias que 
moditi^jíiem os rcí^imens dos diversos elementos meteoroloj^i- 
ros, que- temos do considerar. 

Se num rápido exame tenho em vista a fauna e Hora, nZlo 
me paree»^ que essas nnidiíieji^*òes sejam desfavoráveis, por- 
quanto os exemplares com que ia deparando, foram sempre 



^ 




J 



pMr.H molhiireti; »e attondo ao que <ib6cn'ei sobre aa po)mlaç?!ei, 
aH;íítira-80-me que oft individuou aqui teem mais longevidade, 
nâo yilo de constitui^'ílo iiifiTÍnr íu»s que eouliceenios mm luaioroa 
altitude» e luuib uffaí>tudaíi latitude», v í». iiutav^d que a nmit»r 
parte desm» jxqíuIaçnoB, isto ê, m íeu« ttuidadore», nfl'» sAo 
jiaturneji daqui, un» vieram di> inírle e outros de leste. 



I 



■ 



E a eapttid do districto cm que p»verua a ruullHr Mona 
Samba, o principal do? domínios de Capenda ca Muleniba, na 
niarj^em direita do rio Cunn/^o, onde estabeleci a KBtaçRo 
(íortta i; Silvíi 

Situada imiii piaualtu em relação ao rio, que se estende do 
lado dl- leste ató Á encosta da cordilheira que se eleva para 
U4n-dobte, como que separandoo dníj duniioítis de povos de 
outras proveniências, é desaftrontada do lado do norte para 
onde o terreno desço suavemontc até além de 20 kiloriieiros, 
onde registei HO'" de diH*ereuva de juvcd para mí^nos. Kiachos 
e litdms de aj^ua eorlam estas terras, vindas de E4SE e vHo 
culiir tio Cuango. 

Marginando este rio e nas serras próximas, que se conhece 
por entre as quebradas sueeedcreni-sf^ uniaií ás nutras, veem- 
se tiorcótas de individiuis de boni porte Attigura-se-me que 
com o tempo se fizeram derrubadas importantes, para o 
estabelecimento das povoaçííes visinlias da Estação, que 
a rifdeinm pelo sul, e ainda para as lavras de que vi extensas 
áreas. 

A Estayâo, cujas coordenadas e altitudes já s3o conhe- 
cidas, íicou em lun loeal desotlrontado, com a fronte vi- 
rada a norte e oucupava unm área de 13 x 5,5 mel roa qim- 
dradog. 

Bem dividiíbi. com quartos espaçosos e paredes de boa 
altura e barradas interior e exteriormente, tendo uma va- 
randa entre os corpos extremo» avançados, ainda assim, como 





MITTEOROLOOIA, CL.1HAL0G1A K COLOXiSAVÀQ 1^5 

todo o pessoal da Expedi^^o aqui st; reuniu c tinha àe 
demorar-se por iimivrnieucia de hiírvi^'(»» uápefiatf» u ainda 
de uti^ariar carregadores para au^mentar o huu pessoal que ho 
rticonhtícou s«r luuitu df^fficlente, ao lado dtdla teve de eon- 
struir-se uma barraca espa^-osa com cobertura um diias a|^ua», 
ao uzo da terra, com janella e porta de dimensões regulares e 
boas condiçnrfl de cnbafíom para alnjanionto dt» sub-cUefe, seu 
posto nietcorolopico e casa de pliarniaiMa. 

O periodu dan observações nesta Jocalidaile l*oí do 35 dias, 
de 2ri de janeiro a 28 de fevereiro de ls,sr>, r nào come^'ou 
antes porque <* .sub-eliefe teve de sahir UTuna cnnunissào im- 
portante de serviyo ao Anzâvo, ao mesmo tempo <pie fora en- 
carregado de explorar a» caminhos sobre a cordilheira de 
que faltei e que tinham sido acouteelliados pcdo» interessa- 
dos, comu i>â muliioreií para o transito da Expediçà<> ás terras 
de (^assassa que se reconheceram ser de diftieil accesso para 
cargas, nuiito principalmente na cpocha das grandes chuvas, 
que já r'stava deehira(hi. 

A simples inôpee(;ílo d'iim obtiorvaílor cousciencioóo eom 
respeito á orographia e constituivilo do solo bem como á Hora 
com qne depara na reçlào de que procura fazer uni rceonhe- 
ciment<», embora muitt» geral, é certo que sâo esclarecimeutoB 
adquiridos, que muito contribuem nas investigações de cau- 
sa» que mais podem ter ínfinidt» nas alteraç<^)C8 doa phenonunins 
meteorolo^^ieotí, síd)retud<i quand<» estes phenomonits se ocitu- 
dam em Esía(;òes nuiito próximas, como ah dá com as da 
Expedição em todí) o seu transito de Malanje á residência do 
Muatiãnvtia no (.';danlii. 

A Eí^laçilo Costa e iSilva, mais para Icatc quo a de Paiva 
de Andrada 43,5 kihmuítros, tíca diatauto 17 metros num 
parallelo umis a seu norte, e num nivel superior 04 metros, 
o que quer dizer que a Expedii;*3la seguiu da Estaçtlo Paiva 
de Amb-ada num rumo medi<> de ENE para o CuangíJ, descendo 
muito mais do que subiu, e continuando depois pela margem 
direita teve de ganhar a altura doesta EstnçJlo e mais aípiella 
diífcrença. 



< 



Camau 

É um vallc! viuto^ am forma de bacia de larga bocca; e a 

Es|j(-'d3(;íto, nrjimjtíindit n» tMicosta ;i (>odto snhranooira ao rio 
do inesmií noTiii', nttluciite án riiaiida (^ numii altitude impor- 
tantCi 1012 mctroa acima do nivel do mar, ainda a»»ira rsiava 
mima altitude muítc» inferior A do (mtros muitoe pontos que 
fífním fiitíidoH em redor, «endo a ditirrens:a para " alto da 
montanlia de 2<K» motro». 

Dr sul u norte da frente do aeamimmento desfructava-He 
um lar^n» ImriHiintt*. ponpie iid fucunífis das diversa» monta- 
nhas c[U<-í fonuíini «> vjdie, inulinadíin iuporiormenle sobre o 
redondo, para o liido cumtrario descaliem em rampjis iiuaves a 
constituir o fundo, i' por tal modo i*iln i1e:<rtí1VontrtdaH ipie todos 
(ts ventos varrem esHa larj^a depressão de terrent»» cuja parte 
maÍ8 funda na diree^*ãu uoroettte nâo tinha eotas inferiore» a 
M4 metron. 

Todaís as montanhaí» na oecasiílo oitavam rcv(^Btidas de alto 
capim, ma» em eMmpenwK^ílo o arv'»redo existia ao» í;nij)08. 
como formando enormes ramos de uma fidhagem verde 
escura qur se via sobraneeira ao viírde tdaro d<t eapim, 
qiu' eneobria até meia altura os seus grossos tn»neos da base. 
A orof^raphia nâo s<i d"este valle como de toda a regiAa 
do (^uanffo a*» <\ien^o minueiosamentí* a descrevi já ('» e seria 
ocioso ajíora ir alem desta ideia ;j;eral. 

O que devo é lembrar qutí tendo a KxpedivAo chefiado 
A esta ioealidatb- na epttuha das chuvan mais intensas e fur- 
^;adH pehis eireunislaneias a aearnpar no sitio em que foi 
abandonada pelns earre^adorej*, sempre na eepi^ran^-a iK* en- 
contrar recursos para d'aqui sabir, nàn pensei mesmo em tra- 
tíir de conimodos, nem para o pessoal nem para as ear;i;:i8. 
Kram a.* barracíis de Inim ris abriffos do pessoal euro- 



(') Dtfscripçitn (la viagem da Expedivito ilo ('uiingo ao Chirapa. 



METEOROLOGIA, CLIATALOOIA E COLÕNÍSÃVAO 



iy7 



poti e (hví faríra», <i o» fundo», almrracnuiotituii indígena» 
leitíLs a tofla ã presea e «em ordem, o doa earreífadoros u mais 
pcBsoal iníeriíir. 

O valle 6, na viTdadtí, iim jnnito de paRsagein para jitf 
íJoraitivaB dtí (.Mtmme?rcii» nutre <» oeste, norte h k^ste, ma» 
podo diziT-se «jiie iiuiii rai'i de 15 kiloiin-tnM iiíli» Iiiivia cm 
rednr uma povoa^-Au. 

O pfisto meteondogk*!! i-ra p<Ks, numa barraca de loiín, o 
peor f|ti'' ]j(H!ia sor, mibrctudo nu opot-ha v na Iticalidadc um 
í^mi Hl' uístaUirlcfeii. 

E (>íira \\ f.omprovar bíiata (pui c^itc a|i,''iiinaa tranBerip^rítíB 
d(* Diário da minha via^^t^n. 

Dia 3 dti abrii — «apuxardaV-btivu^o calorneète diafoi iu»up- 
purtavtí!. D:* l'<ictn.-í niL!tpr>ro]i);íic<M qiio »e toem rc;^Í!ítadu, 
moatram bem lihiramimttí quanto uoa é peuoaa a vida uesto 
logar v. 11 net^tíSHidadi* que tcnioíi dt? non affastar irrllij. <.^lnf- 
vera dm*ant« it dia e uoute, a tt?iupuratura na barraca tdfvou- 
ae a 40" eeatigrados, sendo grandes as variante» durante o 
dia e a» difforom^as jjara o ar livr«í do lU a 15 í^rans. accu- 
sando a Immidade tM>" de »atnra^;ão.» 

Dias 5, Í5 e 7— :aehuva8 conatantes e torreneiaes, trovoadas 
proxiniMH <í imponontod, ventanias ii<! Irvan-ni i\^ barracas pido 
ar, Ininiidaibí m» niaxiiin» dn Hatiira^-Anj tiidn ntulhada o. bolo- 
runtii, a.s camaa oní dt:])i»riit(í piídreu, art ritu[mrt sempre en- 
charcadas durante a noute embora abri^íçadas, as temperaturas 
elevadíssimas, ditForind*i a^ das \\ hf>ra* da manhã da das 3 
da tarde em ^iU"!» 

Di.uB 8 R II — uiim p(tiu'ii moifiores, mas a humidade na 
ultima uíiute elevon-ao tanto que ttunoa td)rif3^adnH peloa fortes 
ataques ày. tuswe a levantarnio-noH i* íazernm-i atpiecer a bar- 
raca eonservandi» nella (i»^o attj dt* madrugada." 

«Voltaram as chuvas e troA-oadas now dias fípguintes, sendo 
notável <pn* im dia 10 haixftu n tliermometn» a 10 ^raus, o que 
noa fez su]íp<tr pntxima a miubuiva <le enta^-iln; mas no dia 13 
e!evou-se a 4H, baixando de repente a 22, continufind(í a» chu- 
va» e trovoadas!» 



% 



E teniuâ vivido aqui, «bctovííi neate dia, 70 petísoas mal 
alimentadas e mal abrigada» cora um tiMupo horrível, e feliz- 
mente, àcm íjue mna se qut;ixe de tlounça <juc demande cui- 
dados! Qual BGfá a cuiiea mtHlitieadora? 

Provavelmenfí^ e porqiie, apezar do estarmos num valle, » 
logar em que aeampuninHj tiea tlesaffrontado, e ob vcntt»8 dn 
quailraiite do sul, que maia teem predominado com certa im- 
petuoBidade, são benignos <• nífiu«tani <»8 mana effluviog e tndo 
qui' pode tornar a localidade insalubre. 

Por eítea trecluts se conhece quanti) são impróprias as 
barracas de lona para uma viajçem na centro de Africa^ em 
que estadít de exeita^So se tíucontra o viajante quando, ubri- 
ga lo nessas barracas, tenta íaxer alguu» trabjvJhoi^ de gabinete 
que demandam atteuyãf» e as precibas eautellas, sobretudo 
tratanih» de cálculos; o.s miolos parecem Càtar numa eftervcs- 
c.cncia constante, tào mal me sentia, tanto softVi com a expe- 
riência de alguns mezes, que d'ahi em tkmnte, u barraca só 
mo »erviu para tlorniir e pouco tempo depois abandonei-a 
completamente. 

Tantos toram 00 desgostos, as contrariedadeâ e prejuizoa 
com que a Expodi<;âo tevo de arrostar neste valte, que, depois 
do fonniílíivfl incêndio de íí de maio, que jamais posso esque- 
cer, o deiumiinei das Amargura»:. 

O acampamento ticava pois, mai:? \kiví\ lL'Kte da Estay&o 
Costa e Silva, 43,5 kilnmetro», e a sid do purallelo dVsta, 
10 kilomelros; mas numa altitude muitissimo superior, 247"' 
acima. 

O perioilo das «bservayuf» {"oi de 47 dia:*, de 1 de abril a 
17 de maio. 

Anguoza Muquiaji 

Fi)rt;adofi por falta de earrogarlnres a fazer a pouco e pouco 
a rcmot;àn dn cargas do vaili* das Amarguras para a Estação 
Cidade do Porto, jif> Cuílo, como fosse grande a distancia, 
entendi não dever dispensar o pi^queno pessoal de que 





tlibpunha, v por íssh, subdividi cssíi distancia o?ii dona acam- 
pamentos. 

O priíuuiru i\n iiuiiUi lot-iilidíuk' cpiii denominei Francisco 
3Iaria da Cunha^ m> qual no» ilirigimus eobre terreno bastante 
ondidado, tendtv desfido a prutimdos vall<'8 para subírniini 
muito mais, sendo certo que a altitutle desta locjilidade toí 
lima duH uiaiitres rogifttadaií. 

O acampamento foi construído na parte maia desbastada 
da riori-títíi (jue se estendia para norte- e leste e á beira do 
rumiíiho, donde se dtirtfruetava para oeste Iu>risonte um 
pouco maior, mas nos era cortado pelas serras a oeste e 
sudoeste. vVinJa assim, as arvores entre as quaes tieoa (w 
acampamento, eram tiío corpolentas o copadas que a luz me 
faltava para escrever ou desenhar auteh das X boras da ma- 
nha e depois das 4 da tarde. 

Três pequenas ]M»vnaçi5cs viam-se sobro as serras, e pouco 
dislantf* do acampamento, na queda da floresta para *)este, 
ficava a dt» poteníadt», que era a maior. O terreno do 
lado d") norlí- desealiia «uaveuíente para um extenso valie 
distante, ojub* putisa o rio ('amaxibi, aííluente esquerdo do 
(íueníço. 

Sobre H orof^raphia da regiAo para norte o leste eu disse o 
bastante, tratando da viagem da Expedi^Ao; e a densa flo- 
resta em qut' tiveram ãv ser ret^istadas as observaçtles m(*too- 
rolofçica», era o bastante para influir muito no regimen dt)» 
factos. 

O acampamimto ficava a norte do anterior uns I:? kilome- 
tros, quasi tomou o parallelo da Estação Costa e Silva, e 
pouco mais [mm leste d'a<iiiclle *M kilometros c numa altitude 
superior á deiíe de :ih4 metn»s; portanto .*)<)1 metros em ní- 
vel superior ao da EsUn^ílti í^osta e Sdva. 

Como o paralleío r (piasí o nirgun», e ja-las «Mitras altitudes 
registadas, pode dizer-se ser esta a linha ([loueo mais ou me- 
nos) em ípie come^-am para o norte as altitiules abaixo de lUlU 
metros, e assevera r-se que esta localidade que descrevo, foi 
a que dejmramos cr>m uma iiltiíiid<' mais considerável. 



L 




o ))ijrirnlí> finu (íbaorvaçííes nonta localidiido foi dt? "21 Jin», 
de 2') 4t' maio n 14 de julho. 

Cuengo 



Na maríjem direita di> rio <'uenp> e pom-o (rtíllc dit^tante^ 
a uns vinte unítros acinui do sou nivt*t, ^t^ fonslruiu iifsta 
solídjlo mu acampanii^nto :\ *\m' n snli-ilicfíj d<m(*minoii Soli- 
dão de Jiiliit. 

O ac'am])aiti(':]it4> as»<*ntavn Ãtihn- luaa raiu|t:t junto á Iniisc 
da Borra a leate, quij se ia ííateridendo para o noroeste, aconi- 
paniiando u rio. 

(Joia H tVfiitc para o otiste, iloininnva n nL-aiupann*nto, não 
»ó o rio om parto, jior tnivv u iVniidoíín arviirr-di* ipir <> niarp- 
nava» luas tatnbem a lar^^a planiuic alou» ilV Jle, planície cjut» 
no tempo iIíih ;íTan(l<'H rlnivan Hca alagada prln trasliurdo 
das a^uas du rio ti dan íjik^ se, di-spindiain solirc a8 rampaií de 
oeBte em que terminam as ttírran planalticaa d'ee8e lado, ba«e 
dtí nn"Mtanlia« quo corriam para o norte v. noroeste. 

A planície é ik-seoberta, mus as lerraa idevadas tpie a fe- 
cham tanto d'uni coinu do outro lado do rio c sobretudo pani 
8ul, Silo coroadas ih' «rvnrêdo de j^rande porte. 

At4S*itnbr)uln o jK-anipaiin-ntn p^Jo b^stc. d'tdli' »*' dosfruetava 
mu bom horisonte para a «ua iVrnlc, tiond" cortado para o lado 
do norte pela densidade da» altHS arvores. 

(>»m exeopí^ao da planicii', qutí níto é mais do (pii' uma lary:a 
depresaJlo do terreno descahindo para u »iorte couiu o rio, 
certamente devido ú» intensa» clinva^ vindas do »n], refriíV) 
mnnlanhoBa, todas as terraa qiw^ a cí-reain sAo ^obrt^pujadat} 
d'nnni vi'i;rtin;ílo KUpiírabiimlante t' imptíinMil*- pi-bií* ^lim[■n^òeíí 
corpnl^Mita:* ilnj* jiiniti vjiriadtíti indivíduos. 

Sobre o primeiro plano da encosta do acanipamrnto, vi em 
abantbmo os indiciou d'uina pnvoa<;?io rrecntr*; prqncna «im, 
maa em que Kt; recoalieeia disposta a pHrnnuuícer ni^:>»e lo- 
gar, pois se cui<lou lojjode desbastar a floresta, aproveitando a 
expogiçílo dae terras para leste que conseg-uiram dcsaffrontar 





MKTKílUOLUííIA, CLIMALOGIA E COLUNISAÇJCo 901 

para as riilturus <l(; jirinicira iicL-essidadc, r <>« exí-iiiplariís 
novoK fie iniliio, ftnjíln, ;íirig^uba, mamlioca, t^ram jii promet- 
tedoros. 

Tainbíím jtintu ao riu viwua ijiif duBtacados tm viam exeni- 
plnroa ainda imiitu imvuff di* jinlineiraa. 

Tiv*' occasitin (U'. i'\ainÍMar o tern-no ali'*, ^raud*: distancia 
do lofal dii Hfanipamrtiío i; do rt-Biillndo daH luinhafl nlísiírva- 
çÕGH, laiitít oroí^nipLifaK cmuuo liyilrn;írHpIiifaa, dtii tnmta tra- 
tando da viagem da ExprdívAn. 

Jul;,^» pois, bf-r rtutíicientv! o ipu; a^iira dt-ixo dito jjani iLiiia 
ideia ;íL'ral da localidade um quu foi cstabtdi-'t.'ido o posto 
nietf!í»rcilo«^it;o. 

A lofalidndi» nàit i'ra muito distautfí da do ultimo paj^to, 
mairt para Inato 2;*i kiloinctfort, v iiiiiii parallelo mais a teul do 
12, mu8 1()1> metr<H tMii uivi-! inferior. Na reíi;iâo que atra- 
vessei do Ciianíío ao Liil>ilai:dii, podf dízer-se qiu-, ti-ndo-me 
elevado a partir dit (-'Eian-í.j, ftd de Anj^^nza Miupiitiji em 
diaattí, iatf» c da» moutaiiliaí a t»estt; dn Cueii^o que eomeva 
a larga depresisâo, ou melhor o iuiulâo euja» encosta» a leste 
bâo a."* i\\v: wiititentaiu 0.4 altos p!uaal(or<da re^íàct di»K ;írandes 
la^os. 

Eate i\indà«t trni a bcinHcial-o em todort os elementos me- 
teorolo;;iros que eontribuem em alto ^rau pnra a iniíídnbri- 
dade (rensa refjjiílo, os veníoí* dos quadrantes do sul rpie «ili» 
os mais frescos e em geral, mais eijustaiites e de maior inten- 
sidail"'. 

n período da-í obài-rvaí^òcri fi>i pequeno, do ir» ilia.f, de 18 
de junlio a 4 de julho. 



Cullu 



Na uiar^íem esquerda d'oste rit), d'tílle abastado 2 kílometros, 
sobre uma extensa v muito suave inelinavi^'" de terreno, base 
donde partem as elevav^es a leste, ticuu estabelecida a impor- 
tante Estaçfii) ('idade do F(hrt*>, visinha da pequena povoa^tlo 
do potentado (JatÉnsfca, súbdito do Mnatiânvua. 



i 



202 



RXPKDiyXu l>OKTlIUUKZÂ AO MUATIÂNVUA 



A EvtaySo foi constraida no extremo da floresta que HCgtiia 
daí montanhas do lado do sul, tendo sido jíreeiuo dermbar 
alf^tníus arvores que serviram paru a eonatrueyílo. 

D'e8ta Eâtayào já dei uma noticia desenvolvida; pur ieeo basta 
dizer <jue ella i'ni dehaffrontada para ti» lados de leate e norte, 
nâo sendo f^raude u huriatmle por aer eôto Cfirtado pelo alto e 
frondoso arvoredo que orlava o ritj, que correndo pela frente 
omlulainente fiegejihia para o norte. Apezar da boa altitnd<» de 
lOSõ"', ainda af^isim, relativamente ao eaminho por onde tran- 
sitou a Expedii;ào v com rrspi-ito Ah terras a «uL íicava muna 
baixa. 

i) 80I0 era cortado de ravinas e entre fastas a veífeta^-ão 
era luxuriosa, e, como estávamos entrando na epocha das 
chuvas, pude dizer-se que devia sem incommodo, de março a 
maio, viver-se e transitar-se nesta IocaÍÍ<lade. 

Em redor eram extensas as tiorestas, e eomo estas eoroa- 
vum as montanhas, decerto d'esta disjHísiçiio du solu dimanavam 
condições especiacs que modificam as inHuenetas atmor*phe- 
ricas, nâo senilo catas nioditieatjoes desvantajosas para os seres 
vegetai^s. 

O posto meteoroUi^íco estabcleccu-se em :*ma barraca feita 
&(* uzo da terra, mas de maior área e euba^em, e ficou 
distante t\*\ anterior mais para leste Ò2 kilometros e num 
paraiUdo a seu norte distante do diiquelle 10. A ditterenvade 
sua altitmbí era pouco inferior h 21"'. 

O período das observavries neste posto foi muito rasonvel^ 
47 dias, de 16 de jullio a IH de iigoeto. 

Este posto pelas suas coordenadas, altitude e período das 
observnçí^cs, proporriona uma boa comparação com Jlalmijo 
c Luanda. 

CauDgula 

Esta Wftlidade é conhecida peh» titulo do potentado Caun- 
;;ida fpie nelln estabeleceu a sua residência. 

A povoação ou antes o grupí» de povoayí^es que a constituem 




2U- 



MIÍT>X>K0LOGIA, ('LIMAIXKJIA E C0I>0NI8AÇA<I 



203 



e que se donamina quipanga do Caungiila, é o povoado maior 
qne vi ílfpoís de tpr passado o (^lango. 

A reaideiiciu ti limitada pur um corciulíj ctnn ;i trentí' pai^a 
leste e d'c:lla distante pouco maia d'um kilometro, ficando tam- 
bém com a frente virada a let^te e loi imde se construiu a im- 
portante Esíaçílo Luuiant* Cordeiro. 

D'e8ta, bem otimd da localidade e terrenoB adjacente», eu 
disse o ípie fui da uiínlia nbaorvaçào e estudos na DeBcrip^í2U> 
da viagem, e julfío sufficieul*! por afíf>r.'i lembrar (\iu' a locali- 
dade ó ettrtada a oeste e sul pelo rio Lôviia que hu dirige 
em ruim» médio para noroeste e pelo seu aíHueiite 3Iauif>ai que 
vem do sue&tc ; a norte é cortada também por riaeluis aíRuen- 
tes do raoemo L(*vua. 

A leste é o horisoute inturcepta<lo pela floresta que se- 
gue pela rampa e se prolonga ainda numa boa extensão. 

Para alem do Lúvua vê-se o terreuu a elovar-se, j'i me- 
dida que se aíFast.i do rio descortiiiando-se na base as extenaati 
lavras do CaiuiguJa, 

A Esta^'3o ticava numa altitude superior ao rio, 44 me- 
tros, e pelay suas eoorderiadiis eui reluyâo á ultima^ Cidade 
do Porto, ficava mais para leste (5:? kílometrob e nuju paral- 
lelo a norte distante do d'aque!la 72 kilometrog. 

O posto meteorológico, que era uma barraca que pouco 
differia da dt» auterlor, é o íjuo para ente meu estudo consi- 
dero mai» a norte de todo» os da Expedição, eendu na alti- 
tude um doH inferiores, mais abaixo que o da Cidade do Porto 
2tí3 metros. 

Este posto, numa latitude intermédia entre a de Mnlanje e 
a de 8. Salvadiu* do Conjío, e ntiuia altitudí^ tanihiMU íuter- 
media ás d*(!Bteh dous postos e mais para ]vt>U' do iji» Malanje 
417'", emquanto que este está em relai^ào ao de S. Salvador 137'", 
isto é, o triplo da distancia, é já luii posto bom paraacompa- 
ra^'9[o da uiutL^oriilofçia dVsta zona no seu parallrlo intermédio 
com os qui- ji liuiítfun ** em geral, da zona com outras maia n 
sul cujos trabalhos aquí sâo devidon aos beneméritos explora- 
dores (^apello e Iven». 




EXPEDIÇXO PORTrOUEZA AO JIlTATiÂKm 



dnn rstas ditfercn^^as 6en6ÍveÍ8, rliRposiv^) do fioh» das três 
l(H-íi]idadiís iijuitd divorsíift e condi^M^s dtí habital)ilidndp tam- 
bém iiíuitu diffiTíMite», nL*ctííitfariiuneiito deve iliver;rir a me- 
toi>rulngia no *fXrn\i i\r intf^nsidadc d*»» Hfiis phtíni*iiRínoB e tal- 
vez meamo im bcii rc^Ímí'U. 

É ctTto poriMii, ijiK'. ty.x liK-aliihitlr íÍm qiur trato^ aí^rada ao 
ob8i*n'aíior n rírii aií])i*i'tii im ([Uc i'r[í|níita aoH rteres ijur iii-lla 
vivrni, Av\ti qual tV u tíniu» iiiiturril a que pprtonceni, Affigii- 
ra-i*c'-un* e ttMiliu dit*> por varias vczea no dccorn*r da» nii- 
nhafi publivav*''*'^» 'l^i^* ^^'- '1^" coiidiyiV*» p cirt-uiUfitaiicias na 
capital dos douiiiiiofl do Caimpila. ipio a tõruani rofiimmen- 
davcl para a c(doni&a^'Ao enrftpria, podondo as miâs(^e« que a 
deveiti líiiuaminliar dovidaiiii-iUc, traiiKÍormal-a ili* principio e 
aoiii •;raiid<'» ilink'uldíid<*s iiuiii ui^itro de i^^i-aiidt? iiupurtancia, 
o qual, em poiíc"» tompo, lia di- alarífar-ac para híflte al6 ao rÍo 
Ca«ftai . 

PõBBo int!iíuio aviinvar qm* tiu rrjai^ilo iÍh tor^-as do nosso 
paiz, querendo obttjr-se rrsultadoa praeticos das tendas da 
Lunda quo lhe pertencem, oà trabalhoií de inieiavâo devem 
fazer-8C de prefereiíeia iia re^íiao a norte do parallolo S" iJO'. 

i) periorlo das nbsen^av "*•<■«? nesta localidade foi de 02 
dia», eoniev**''!^^" '^'^ ^- '^'" "Utubro «■ terminando mi II de 
dezembro. 

Lyachimo 

Na margem i-squia-da d^estu rio e perto d elio, mas um pouco 
Bobranceiro, ee estabeleceu o acampamento Marianno de Cai*- 
valbo, na euppoBÍyllr» de noa demorarmos aqui apenan al;s:iins 
dia». 

A ]oi.-alidade era torneada a leste e norte pelo rio que se 
nSo via por i*er mar^rinado numa faixa de 20 metro* por 
frondosas arvores, a oeste, para onde se t^stendia uns 'í(MÍ me- 
tros om rampa muito dí>ee, t-ra cortada por um artlut-nte 
do mesmo Luachimo, tambr*m orlado de, boin e copado 
rvorêdo que ne unia á floresta a huI «• que cobria o hoIo 

• 





METEOROLOGIA, CXIMALOaiA E COLONISAÇAO 



2or> 



I 



att' juj rio, L* cuni relayàu Uf> ftcampamontri, ficava mima de- 
vaçâo não inuitti filta, que depois descahin para B<t ínniar a 
elevar. 

Podt; dizeruL* que o horisoiite um rudur dii localidade era 
mais interceptado pelo arvoredo do que por elevav^es viei- 
veis; é pi)rquo a^ terraa do oe*te d'onde vinliamos, jA a Cirande 
distaneia iam desuahindo até ao rÍo, 

Ab piívitavòes que visitei e foram bastantes, com exee- 
pçilo d uiua, íodaR eram de Quiocos, e existiam nlnri ilu arvo- 
redo qui' eereava a Inealídad** v oufras na ]iuirp'ni direita 
do rio. 

A» terras eram explendidas para a ciUtura, e digo aâsim 
nh*} 8Ú pelas lavras qui' vi em grande» exlenai^ea adjaeentt'» 
i\a jtovoaçijcg, maa ainda porque a localidade de qui* e^tou 
tratando e me pareceu, quando uella entrei, um terreno aban- 
dooadíij edtava no meu regresso transformado numa boa lavra 
de mandioca, milhoa v amendoim. 

A díspnaiyHt» da-4 povon^Ò"'» era maia acertíula que a^* do»» 
Lundaa que conheci até então, e refiro-me nisto nilo ás quipan- 
^a» ou re»ideneiaH de potentados, mas ás |Htvoíi«^'.rí[-H (MU ferral, 
da»! que encontrei pehf transito e se podeui chamar lo^an^jos. 
As habitay(Va eram mais iauladat^ uinaa das outrau^ melhttr 
acabmhin e espa^-oaaa. 

Nas lavra» também ni^tei melhor ordem, mais cuidadas e 
muito mairi variadas de culturas, sendo maiores as purçííei* de 
terras cidtivadas. 

Obrifíaram as cireumstaneias, como bi- conhece pela l>e^- 
cripvàit da Viagem, a ter de me demorar mais neste lo^çar do 
que espeniva, e por isso o posto meteortdogico, sendo numa 
barraca eoiuo a dos anteriores, fornece um perÍod«» de obser- 
va^í^es de 30 dias, de 12 de janeir«t a Kl de fevereiro 
do anno d»* iHMíi, nílo menon imiiortante a considerar que 
outros. 

Ficava estr posti» mainiiara leste do de Lueiami rordelm 72 
kilt»mftn)à e num puralk-lo a anl do dV-lle apenas 14. A í*utt 
altitude era mai?? baixa 56 metros. 




i 



1 



20tí 



KXPKDigXo HjUTríUEZA AO MrATIAK\*UA 



Muito próximo do rio, compreheade-ae que este nâo podia 
deixar de influir lmli um eri-td luiinero de phenoraenoa meteo- 
rolowicoH (ibttfírvudoB. 

Cbiumbiie 



É 



estP um dos rios iin|»f'rtantes t.-ntre 



é rtítím^iiti 



Ch 

ih 



íca 



e o 



pa 



Cass 



sai 



tior pela ena exten: 
polw sua prnfundidadt,* r voloeidtide, contando um certo nu- 
lue.ni dt' ilhaii r aíHoraim^ntos de podra, al;Lruns dos (pines 
não ehofjani a ser ctibLTtoa nn^snn» na epoclia du» maiores 
chuvas. 

Áquoni d'tíáto rio, num «rrande df>scam]tad<i e dVdIe distante 
2 kilometrnfl na direoyíli» a leslf, o»tabeleceu-8e a Estação 
Condo de FicaLho junto u um rincho, afíluonte do Chiumbne, 
que a contornava pelo lado do norte. 

Ficava a EstíiçJín distante 1 kiií>raelnj da jutvoaçilo de 
Chibango Cacuruba Muala, suborditiadi» a Caiuij^tda. 

Esta povoação (^m nivel superior á Eataçân e n seu oeste 
era tauibeni enntnrnafla prln norte por um afHueuli* dorhium- 
buo que eorriu em um tuudo valle. 

Pelo lado do sul á frente da EstaçSo, a localidade era limi- 
tada por uma densa floreata que se estendia para sueste até 
ao rio. Esto antes de confluir no Cassai é engro&sado ])ola8 
aguiis do Luembe, que fica mais a leste, e depnití pelas aguas 
do Luacliimo de que já fallci. 

Tanto o Chiuuibue como oe seus affiuente& t|ue prtspnm na 
locaIid:oíe, biSo marginados por altas e eopadas arvore.^ que 
limitam o horisonte e apenas permittem descortinar a letite, 
mas distante, duas eutminancias das serras vindas de ^^.ueste 
para noroeste que separam as terras baixas em que correm o 
Chiumbue e o Luêmbe. 

A Eataçào foi construida sobre os três lado» d'um rectân- 
gulo, ficando o quarto na lirdia do caminho para o ri<i, que 
era o caminho dos viandante!- pnra leste. O aeamimmento 
do pessoal de cargas prolongava-se para a e.sqiicrd:i da 





4^ vv^^f^-^ lU -M ^^Vi^^Mtit^ 



1 



MKTKOUOLOGIA, (JLIMALOÍJIA K (lOLOXISAV^^O 207 



Efitavâo, tieando » da comitivH ilo Congo no outro lado do 
caminho mas de*empedida a frcntti da Estaçílo. 

O gnlo dii KsliLçAo descahia primeiro suavemente e depuia 
em f^raiifle ileclive sobre o riai'ho que a contornava pr*lo lado 
e fiiuitoií. Esta rampa, «nu partia duvnlamt^ntr df*s<ilirtti*uiila 
de grandcB cordas h arlrnstoa fui ;t]ífiivtíita(la pela Expedição 
para uma puqiirua horta, íoide vm |íuuco» dias ae conseguiu 
coliicr i-xplLíiididos rábanos e rabanete», únicas aementeB que 
resistiram A» inclemfmciaa de tJo Ion«:a quanto fastidiosa 
via;íeni. 

Próximo da Incnlidade, a nortr principalmente, havia abun- 
dância d*' ca<;a p'nsaa e dV-sso hidn por vezes a onça ou o Ico- 
par<Ui vieram íazíT seu» estrajçroa de nouto á povoaçAo e aos 
acamjiaincntns. No de Muatirmviia levaram uma creança e mn 
cfto, da Bstaçíli) um càn e uma cabra, da pitvítaçito uma mu- 
lher velha. 

Krtta ou outra fera da lUiíBUUt famiha c1u'«;(mi meymo a 
tentar pem-trar na barraca do suh-ehefe que a tempo foÍ cor- 
riila. 

Foi mesmo indispensável no hir*^> da Estação cunstruir-se 
uma armadilha com um mirante Buperionnente, onde de nonte 
íicava um vi^íia. 

O posto muteorohi^ico Heavíi iniinii btia barraca revestida 
de capim e o perindo das observ.-n^-rM^s ncnte foÍ n m:ui»r, de 
1">1 diasj desdtí 1<) de fevereiro a l*i \U: julho. 

Ficava este posto mais para leste do de Marianno de Carvalho 
Í37 kilomotros, mas num paralblo maia a seu sul apenas 7, 
tcmlii tambcm uma [u»qur'na ditirn tiça na alti*iide, S metros 
para ujenos. 

Keparaudo-se na differença da» coordenadas com respeito 
a Malaoj'^ pode dizer-se que «vste po^^tn em relaçílo ít villa 
ficava siruadu 2" a seu norte e fV a seu Icíite e em um nlvel 
inferior de 39(.> metros. 

Fonilo de parte as eondiçoi^s especiacs das hicaliiladtís» per- 
mitte a situiiçílo doestes dons postos dedm-çnes boas d(ts estu- 
dos comparativos do regimen da sua metconihjgia. 



qno, «stamlo im stiii torra <> Miiatiriíivua, ente Jtf tmlu podia 
<iiíj)<"r «té dn Bua própria vida. 

Kflti- incldonti-' u qui; fui hn-adM, Jui^tlticando ub luínhaH 
approluMiHÍleri sobre o* tcabulho» a^rieolas quu me 8urproÍn;n- 
doram nL*Hta localidade^ pri»va também a boa qualidado do 
«olo V o muito qu(» iuriueiu snbn^ a exhuburancia da vtifÇf*' 
taçSo a» i-onilit^ooH im^teoroloíílcaí* que: «e di^o na locali- 
dade. 

Mhh d«'V(t niiiíbi notar cpn' duH floi-cstart a nort<* da qui- 
pau;ía do Cauiiji^iila, qiu- filo cimuiava aeu matti», noh íbrauí pn*- 
8fntc*ados niií *«xfellente boi, gordo e corpulento, « ainda ^J 
porco» que podiam biMii rivali»ar c(mi os iiudlioriís do iiossso 
Alomtcjo, o qui^ prova ainda a* boas t-ondi^^i^es qmi «<* dílo 
n»!í»t:i !ocalida4lc para o de»t?nvidvimL*nto dV'até» íii^ailod. A Ksta- 
t;^o ora muito «implcB: ir*i» grande:) ttiu&A conBtniidAs como as 
da ti-rra, mn» altas^ bi^u ar<'tadat^, toda? cmn a frciUi^ numa 
mcHma iinba o doslaoadaw umas daa outras. A trcutt' um lar^o, 
<i rodííando o»te c a Kstayáo pelo lado de luete e fuudo, ae 
eutabeleceu o acampamento do pcBHOal inferior grupado se- 
gundo a» siia» terras. <*» instrumentos nifteomlogicos dis- 
poHtoa na liabÍta^'Âo do 8ul>-cheíb estavam em tilo boa» eircum- 
Btancia»* emno noa poBt(»H anteriores. 

Ficava eati* mait* a Ichte dn |»oKti» Condi' dn Fieídlio 'Jl-\ kilo- 
metros, niaa ntnu ]*arall(.do muito luaiu a riul do d nquelle, flib- 
tante 70 kilometro» o em nível superior lU) metroa noima. 

Galànhl 

Foi na margem direita d este rio na primitiva Munsumba, 
antiga cajíita! do nntip> paiz dos Oabiin;:^>ts, ([ue estabeleci a 
ultima Etftayiio, qui* denominei PiídnMm Clia;^atf;, pur «er ne8la 
localidade em qm* tinha de terminar a minlia via^m no 
eentrií do Continente, «egundt» aR instnicyrws que me íoram 
conliadart pelo illunlrado miniãtro, o cíMiAellieiro Manuel l'i- 
nlieini Cha/i^aH. 

De pouco tempo portl^m, fui a minha residência netsta loeali- 




METKOUOLOOIAj CLIMALOOIA E COLOXISA^Xo 211 

daiie, pelos motivos que cxponlio diíscrevtíndo a viagem da Ex- 
pcdiçílo, (' mudei a Estayâo para a mar^çein esquerda, que tícou 
110 ftitii» d:i «'Xtínctu Muítríumba di» Lnanibata, onde encontrei 
uma cidnnia iniptirtantí* dtt Portiifíiu*zr*s ilf Aniliaea, que ali se 
eutabelí-ceram, contando 03 primeint^ 11 juinos de eftectiva 
residí-neia. 

A primeira ticava ajuínat; maiti a lesti* da 6l';;iiiuLi '.) kiio- 
nietroB, differindi) a latitude de 1 kilometro maiu para sul, 
«endo a sua altitude, maia elevada b metroa. 

Pode diz»ír-Be pois, que a sítuaçílo para o poAto mtíte))r<do- 
gieo era a uiesma, e assim imí-n iiidieíini at^ registos barome- 
tricoB e tlu iiuometrico». 

E por fstai* razíVs que tratmuns da ne^unda localidade, 
Luanibata, jj^randr planicii- que Sf e»8tendia na direeçíSo de 
norte a sul, occupando a colónia a parte aul, onde o ímiIo prin- 
eijviava a descahir para <i oeste, sul (v leste, correndo nentas 
terras baixas riaelioh c liolms de a<;ni^t M^i<^ i^^iu cahir pel<i 
lado do nortr sidire n Calímbí, que no seu eurs<» médio »e 
reúne ao Cajídixi, a seu leste, e seriem para noroeste. 

A ei«lo!uii (lecupava uma área pnixiiuamentí' de mil metros 
quadra*li»íij tíeando as liabita^Vs ouln* eantêiros cultivados 
do luilbos, mandiocas, tabacos, batatas, abóboras, hortaliças 
euro[têas, íeijoes. ^iiií^uba, ctc. 

Na» ti-rras baixa» em redor, efitendiam-se para ttaltís os 
lados as íírandf^s plaiita(;òes dos Lundrts da Mntísumba do 
Calânhi, que consistiam príneipaínií-ntí* era mandiocas, algo- 
dões, tabacos, niiílms, feijoetí, bananas e ^in^nba. 

O horisonte era Jnrpi para tfídos ot* ladd.^, nti-nosduma 
parte do norte, pru* eauna da undula^^àn do terreno que se ele- 
vava para esse lado e era colierto de aitcriíso arvitredo. JYv^i 
que (» horisonte, era nmis curttj para os lados do norte 
e do oeste, por causa das altas montanhas cerrada» de a^^'orêdo 
cujas abas olhavam para a localidade, da qual nilin obstante es- 
tarmos distantes, se via por entre o capim mais alto que conhe- 
ci, os caniiulios para diversos sítios, st-iido uni d tí^hcs o que li 
Expedi^'ilo teve de transitar para entrar na localirlade. 



*■ 



2 



BXPRDIÇJCo POKTUOUEZA AO MUATIIHVUA 




Na» terra» baixas d'eB8C lado havia abundância de pal- 
meira»* dl- que se extrahia a bebida que maÍB me agradou, 
entre a ordem de malutos dos povos com quem convivi du- 
rante a minha niieaâo. Nae do latio de leste, ao entranntis no 
Luambata, íi kilometros ante» de chegar A colónia, vi ainda 
09 indicio» das extensas várzea» de arroz que lá tinha conse- 
guido faz^r vinfíar e desenvolver o portiiguez Lourenço Be- 
zerra, instituidor da colónia aíifriciila portu^ieza, que denomi- 
nei D. (\'irl<K^ FíTuando. 

Tanto da cnlúiiijt como dt* toda a regiSu da« iSInssumba^ cu 
descrevendo a tninha viaffera, fui bastante minucioso; por isso 
nâo 80U a^ora mai» extenso, dando apenas uma ideia <íeral do 
sitio era qne foi ratabeloeido o posto meteoroli»gieo, que era 
uma boa casa com cobertura rm -1 u^mis e licava sobranceira 
Á etthiuia, eoui a frente para sul-sudoeate, lado para onde a 
localidade era niaie doeaffruntada e onde registei as chuva» 
mais intensa» e permanentes. 

Ficava este posto em relaçSo ao anterior, no Luembe, apenas 
1,7ÍX) kilometros a seu sul, quani na mesma latitude, e 167 
kilrHTietroR H seu leste, ma» jA 1H2 metrojí mais alto. 

Considerações geraes 

O campo de acyãt^ dos estudos meteorídogicos tícu perfei- 
tamente dctinido pelos elementos astronómicos e terrestres 
expostos. 

Onltimn ptfsto tiea numa Ifititudf ipu- dirtere jipeiiasda d*» i>b- 
servatorio de Loonda, no litoral, 4õ kilometros para Beu 
norte, e delle dista, numero redondo, l^KK^ kilometros. 

Entre oi* postos extremos ha a fixar, pondo de parte as va- 
riante» ilay latitudes, cuja máxima é de '2i>i) kilometros: que o 
solo de Loanda a Malanje segue ondulamente, elevando-se 11 54 
metri>8, isto em 3<)ÍJ kilometros; que, continuando nas suas 
ondula<;ijctí, vae descendo até ao Ciuiugo para tornar a subir 
até á maior elevaçíto, Angiinza Muquinji, 126G metros, na 
extensão de pouco mais de 20<) kilometros. 



HKTKUKOLDGIA, CLEMALOaiA K COLONI8AÇAO 



213 



Quer dizer, v\n mino do porcureo total rogista-se im pri- 
meira parte uma importaule eleva^Slo, e na aeguiute uma de- 
pressão j^rainlOj eIevaiulu-8<' dt^poi» i> sido mais 112 metni!!. 

E notável que na restante uietadu da exten^ílo, »c;mlo as 
latitudes doa postos proximamente eguaes, ou melhorj a do 
ultimo it)t(_a-iueditt á do primein* e dii que ae lhe ae^e, o do 
Cui?iifj;(N Imja uma outra larfra deprenHâi», differindf» apenas 3 
metruH a altitude do ultimo posto nui rela<;ào a do Cuengi». 

O» 200 kilometn>H de differcit»va entre ii» latitudes extre- 
mas (ís divirlíi fiinda ao uipío, a dA-iíe a cireunistaiu.Ía que o 
também em Anfi^unviíi Muquinji que U'.m Íofj;ar essa diviHf\ií, iftto 
é, OB pOBtoB meteoroliigícod d'ahi em deante íoram distribui- 
do8 numa zona 1*X^ kÍloinetr<>H a «eu norte. 

Isto quo se deu eomo uma easualidadc, íacilitíi o estiulo na 
aprecia^-ào dos i'actí>8 Hietr^oroloiíico& relativamente ás eondiçòea 
do solo da regifto explorada, entudo que início pelaa presaíleB. 

Pressão 

DÍYÍdido o eampo da oxploraçfto meteorológica da Expedi- 
ção em duas zona» pelo parallolo S** 2G', estendendo-«e a do 
sul, do nií*rt'dinno de Malanje ao de Muquiiiji, 2^Xí kvlometroa 
aproximadamente, e a do norte, do de Muquinji ao d*i Calâ- 
nhi, poueo maia de r>íH) kilomctros, hm piisso a anulysar ob 
registos do» phenomenoa observados em relaçtto a eada unia 
das zonas. 

Na do aul variaram aa pressõoH entre (JUO e 704 millime- 
troB, e na do norte de títíí) a 710, sendo pois a amplitude 
para ninbas as zonas de 44. que .se distribuirara scRundít ob 
poetoB do modo que Indico. 

1.* zinia 



Meuor 

Maior 

Vrtrinçiio .. 
DirtorcnviiB 



MiilanJ'' 

liGi; 

4 



4 



eainnvu Oiiriiiçu 

7IW» tíil2 



-^27 



11 



704 
4 






20 



«73 im 

4 2 

—14 




216 



KXPEDIVXO PORTCOUEZA AO MCATlAxVUA 



Vii\ iir» Lunrhiiuo que mais ho íí%i*rniii sentir as fortes prcs- 
aiÍBs, ecomtmlo nSo era osati a loenlidado de menor altitude; e 
nSlo ee pode dizer qiio irnse devidt» á differen^-a de latitude^ 
que era apenas de (j kilouietrofi, deve attrihuir-Be a que no 
Chiumbuo o pcriudo daii ub&ervaçrie« foi de 16 fevereiro até 
16 de julho, e os últimos mezes» fazem parte da <qM»oha das 
maiore** preiísoeH do atmo, piiis como já anuotei a pa^jf. 41), 
nenta Irrealidade, de junho para julho, a coluro ua barométrica 
que até iihi era iiilerior a 7(X) millimetro», repentiiuunento ele- 
vou-«e e !uanteve-se sempre acima d'i*âta graduaríio. 

8e 08 períodos eum]>arados eorrespondeítsem apenas ao das 
menores pressfíes, isto ó, de fevereiro a abril, era o Chiumbue 
que tomaria o primeiro lug-ar na chinsifiençAo. 

Salvo oKta excepção, eu vejn que a» loeididades tieam clas- 
síiieadas sentindo a ordem das mentires para as maiores altitudes. 

Tendu em atti'iiyào as estayoes do anno, as maiores pres- 
flOe» ciii qualquer das zonas, reps1arani-»e nos meze» de maio 
a outubn», II tpie já ínra notado vu\ Loandn. 

Este tacto ó comprovado em todaâ as localidades de que 
apurei rcf^istos melefirologicits, íih quai*s disjionlio ap^ora em 
um quadro pela ordein do nuas íatitude^. 

Como se vê, apresento localidades em que só se apura uni 
mez de obsi-rva^ào o em idfíumns mesmo pste nào é com- 
pleto; porém heivc essa indicação, nno só para a comparação 
das localidades por mezes com respeito a este iniportante 
agente atmrirtpherico, mas aiuda porque elia mv» da a conhe- 
cer pouco mais r>u nienívs at^* ondr jioíUmii che^Hr íis maiores e 
menores ])rí!tí^ries durante o anno iih loealidfi'1* a qu<' pertence, 

por exemplo de Camávu apenas se íK■^•ll^^l n presft.no no me» 
de dezembro, 7n:i niillinietms, e como a re«;Mlar pelas demais 
localidades «>s luezfs d*- janeiro e do dezembro siio aquellori 
em que se regi-atam menores prtíHHRes, seni esta das menores; 
e como a amplitude naa localidades de qiu* conheço os registos 
annnaes, com exceperu» de Lourenço Marqm^s. não vae além 
de S mtllimetros, decerto u?»o erí"o dizendo ([ue a jjressiio em 
Camaii regula entre 702 c 710 milUmotros. 



L 



UETEOKOLOOIA, CLIMALOGIA K CULOKISAçZo 217 

L4»rallilitclpp Jau. Firv. Mur. AL*. Mnl. Jiiii. Jul. Aeo. .St^t. Out. Nor. Dcx. 

S. Salvador 713 IH 712 713 713 715 71tí 715 715 714 714 713 

Caiingiila 693 692 693 

Luttchimo 697 697 

7C>ti 

Chiuiiibiio 69769 8 6íl» 699 7l)0 7<J5 

7ÍS 

Cuilii 672 673 

lOHS 

Cueiiíí^ 669 670 

iior. 
Luembe 690 6S9 6Hy 

«T7 
Caláiihi 67'» 1i7(l 676 679 

Mu<jinriji .... litií* mu 

I W*i 

Cuaugo , . 61»:i 696 

Camau.. 675 676 

ItiiS 

CamAvu 7(»2 

701 

Loaudu 755 7f>4 754 754 755 757 759 757 758 756 756 755 

Duque BrHKUiivH *»"2 *i73 

IIMUI 

Cafuxi (ilil lívu 

Muluiijf 662 663 665i 6<>3 fí64 666 im 665 666 664 663 662 

] i.w 
Casamij*' 684 6H4 680 683 685! 

Ohiqttita 666 

Aiuliitiihii . , 657 

13<M) 

Uií 63M 632 633 

irr.n 
rni-onda (»30 l>31 

liUlí 

yiiilkMiíítieH 690 

• «íi» 
Lí'urriivf> \[iii-(i.'" 760 759 761 7C5 761 768 766 765 762 760 756 754 



J 



mCPBDrçXo PnRTUOUEZA AO MCATÍjJíTVUÃ 



Afl Víiria^ítes mcnsaes rm tmluí* jih htcaliJados v rojt;riiI/ir 

oBcillarom entr»* O o poucu maj» de 2 ', frrquíiiit*' O e até 

pouen mai« (1(* I. í/om oxcí^pçâo do i^nt' mo foi po0»ivel apu- 
rar, encontro em Lourenço ilanjiu*» uma do 7 e ontrnR entro 
2 e 7 ; no Cliiumbuc uma do f»; no Cuanpfj uma de 4 e era 
Caswint^c uma do ;S. 

Em Lo(ii<.ni;o ilarijurH <■ im Cliiumbue pode a maior diffe- 
reuça attribuir-se íí niudanva do ostaçâo, ma» ulo tendo a 
certeza que ruge; facto so dt* nessa eptKíha com resj>eiln A» 
localidades marí?iuando o Cuanf^o, talve» as circumstancinfl 
locae» c a do proprin ri<i iriHujkm para a»* nmi(»re8 amplitudcB. 

Tndica e»te quadni que aw maiores pressOen quer no littira! 
quer no interitir. rtoja (|ual T.r a distancia ao e<[uador e a alti- 
tude, teem logiUMion iiK'zi.'n di- niaíi» a outubro, ÍíIo ó, pelo que 
tícou dito tratando de Luanda, uo« mezeis de maioi-ea tempe- 
raturas o de umitít ion*âi» de vapor ntmosphorlfíi. Succcdem- 
se aH presftòoii na invorsHi da» tcuípcraturad c tU tensão do 
vap(»r, o qnc pn>vam todo» ob dia^rauima». 

Teiulo em atten^'?l(3 a» altitudes das localidades^ eu noto ser 
muito re^íidar na diftorenças de presBÒes na regiílo íicciden- 
tal que obtudo. m \)\kV' iiionunf dizer-Bo que a» menores nào 
differem dae maiores^ em geral, mais de 4 milliraetros. 

pode »uccod*'r no» mozos de junho ou jullt*» destacar-se 
umamain fortf^ presftáo, »obrotudn na^ terraíi maia baixa», mas 
esBa» apimtnm-He como extraordinárias. 

A menor pressão re*í;Í8tada foi em Caconda e uí» Bié fi;í<>"""; 
nia« peloB moze» devo rtuppõr que no Bió se devem ivgitttar 
ainda inferiores, o comtud<> o Bié ó inferior em alíitudf a 
Caconda de (»*.» metros. 

Aqufjljí juvsH.lo /■ inforior â de Loanda tlt* PJf)""", íhío è^ 
de Y*i aproxinuubuu('nt(f j nAo d(?ixa pois de havor mu des- 
equilibrio importante para os indivíduos babituados ao meio 
de Loanda, que mudem de residência para o Bié. A patholo- 
gia compete pois, n*conliecencbt da constituição e cimdiçòes 
dVsse individuo, apontar-lhe o que jmde encontrar de vaula- 
gcns ou dr iíu-onvcnientoH ncHtía nnulanya de meio. 




^ 



XKTBaBOteoiA, Oliuàlooia e colonisa^Xo 210 



Toíiíis AH oiitnuí líicíUidadeB com respeito áa menoree prea- 
B3tí8 rostringeni-se dentro tVíHjiielle limite, e portanto a» maio- 
rea, se í* regular, ditferiím d'aquellat» 4"'*'\ mra imtA h loca- 
lidade em que essa dittiTcni^ia attinja <» dupli». 

O (|ue c certo porém, «' <jue itetidr) a zona do litoral, em 
geral, i*Htn'ita ilt» ladit do oceiílente, a I4<* kilítmetrnn já se 
registam altitudes aiiperiorcs a>^<)Oinetn»a^ podendo dizer-ati que 
d'ahi para o iulerÍDr an diflferenya» da» luenoro» pro»»íVe8 
nunca excedem 7Õ"*", i»tu é, '/ia da menor, e portínit<t, nSo 
Bendo grandt' <» <le»<'quiIibrÍo, este deve eer favorável ao indi- 
viduii ipK' deixa ha terra* em depresHÍto para viver nas mais 
altas, onde encontre outras vantagens qtie facilitem a sua lueta 
pela vida. 

<_) regimen rle dia a dia daá preáautií mulliur wf (^rttuda A 
vista dos diagraminas quo Hz d** cadn |>osto meteorológico, e 
comparan<lo-oa em egtiaes perioditB com oh de S. Salvador do 
Congo, de L<»andaj r ilc S. Thíimr, jjor 4dlcs se conlieee das 
diffi^rençan no mesmo dia n!L^» loualidadeií que se comparam, 
tornando-ae sensível que se resiste mais facilmente ás varia- 
çíletí quanto mais para o centro do Ltiiiitii)'*iite e mais ele- 
vados. 

C) resultado das ítscUlayjtís mensaes durante o anno nas 
loealidaileH, Loamla, Malanje, 8. Salvador e Lonren<;o ^lar- 
quês, nari prímeinis Éoi egual a zero, e nn ultima 12""". C^uer 
dizer, naquellas a columaa barouietricn subiu tanto quanto 
desceu, e em Lnurenço Mur(pie8 desceu mais 12""", isto é, a 
soinma da-^ menores pressões excedeu a das maiores. 

Aii iioíei eoui n*Mpeito ji Ltiatula qur sjo» nn ventos dos qua 
ílrantcB de W oh que mal» influení nan ítieiioret* jiress^Vs, em 
S. Salvador do Congo sSo os de ESK e SE c também as 
grandes ealuuit, em Malanjo silo o» dos quadrantes do S, que se 
podem dizer gerao» para todas as loeulidailes do interior, bem 
como oa de entre E e \V pelo N os que iiiHuem para as 
maiores pressões. Km Loureni^o Marque;* pitreni, lia dífferen- 
ças scnsiveis e <pie melhor se apreciam tratando especial- 
mente dos ventos. 



EXPKOrçHo POUTITOITKZA AO MUATlXwVOA 



W 



Kxaininuiiito a» pre»»í^eH, tuinandu para liasu u luedia aunual 
nas liicalidades em que as obtive, v\i eeparu o8 messe*» em dous 
grupos: o daa nieiioreíj o o das niaiuron preasCtes. 

Perteiicendd ao primeiro oa de outiibrn a maio, nftu deixo 
de notar cm divoriiaA localidades qiio ha um on outro mez, 
cuja pn-saSo é t*;íaal ú das uiaioreei, sendo trivial na re^iSo 
oecidfiUal janeiro r. tfvoreiro entrar nense numero, *ni fxeeder 
as anteriores para tnrnar a baixar, o que ê devido à influencia 
de outros a>íente!* atnioflplu-rit-otí, dando lofjar a interrupção 
daa elniva» a uni pequeno estii» dtí 20 a IM> diaB, a ipie oa 
naturaea em alguns piintos da prnvineia de An^)la chamam 
quimttmjaUif e al^çuns mais piítvticiís :i annuneiam com alpima 
antecedência. 

Do <|uadro daa pressoe» medias menaaes, deduzo os grupos 
da» menores e maiores preasdíes para a» localidades de regieto 
annual conhecido. 



Mfuore» presnúcs (*) 



S. 8*lv!i'lf>r 

inarvo 

janeiro 

liliril 

"1('/-('inbroj 

iiinui 



outubro 
novombro 
fevereiro 1 



t.nniiila 

imirv" 
iihril 
fcvcrcin» 
dezembro 

IIIHIO 



iiiarv<i t 
janoiro i 
dtízernbrfiJ 
fovi»rpiro I 
ítbril 
iiovombro! 



Traiisivílo 



rmtiibfo jf 
iiovfrnbro^ 



IIIHIO 

outubro 



junho 
a 1^1 isto 
setembro 
juMtu 



Maiores pressòc» 

juuhu ) jiintio 

Hf^StO 

setembrfí 
juibo 



afjnstfv 1 
Bormíbro i 
julhr. \ 



novembro 

dezembro 

ffviTviro 

jauein» 

outubro 



uiarvo 
iiiflio 



Sftembro 
abril 

HffOEttO 

julho 
junho 



(') As clmvutas iutUcauí eptialdude de prcMÂo. 




o p«rÍodo das inaiore» preaaíJes abrauge oa niezea de junho 
a Botcmbro, e como exccpyíto vpjo que era Loiírenv*» ^íarquca 
ae IhfH foi ;2^upnr o int*?: de abril, L'í*rt)iinonto jinr cirtuirnsíau- 
ciaH que H(* (U^ram uease mez e qutí naluralineuli; ao oonlio- 
cem eatudando na outroa factoa meteorológicos. 

Noto qu»^ em S. Salvador c (mu Loanda, níln tíjíunindo <> mez 
de maio no^* me/.es di- traiitíÍ^'?in, ó comlmlo na escala daa 
menores presBRea n do nuiie elevadas e, porque u mez de no- 
vembro eoiiservtfu a pressão do moK auterior» iiSo dctítruiu o 
pritieipio eatíibelecido. Também em Lourenço Maniuea 8Ucco- 
deu a presaSo era março egiml A de maio, maa \A vejo u raea 
de outubro o au[)erii)r na eaeala daa menorea pres3Í5e3. Náo ae 
ernt portaiitOj ilizemlo quM nas Itícalídíides indieadas o mez de 
maio é o de tranai^iu do f^rupo doa mezea de menorea pura 
matoroa prceaí^ea, e o de outubro o do traiiaivào do grupo 
duH mezea daa maiores ]>ara nuínores pressões, pondendo con- 
tai'-Be que esta ao pode fazer de outubro a novembro. 

Reparando em algumaa outraa loealiilarlea era que é raaior 
o peritHlo de obaervíiçí^ea, eomo por exemplo no Chiurabue, 
no Calunhi; no Bié o tarabem no Cuilu, no Cuênf^o, no Luerabe 
o moamo em Caasanje, nota-»e que nestas lorali<bidea pinU-rA 
haver alguma alterarão na ordem dus raezea, ma» oa grupoa 
ihp oa meamoií. 

Níia locíilidadea dn regiào oeeídcntalpode já eatabelecer-ae 
coroo prineipio quo o mez de julho ó o mez daa niaiorea prea- 
ai^es, e o de março o daa menores, que ua de junho e acosto 
sào 08 daa menores no seu ííi'Upo, o ode aetembro i' iuterun-dio 
entro eate e o de julliu. 

Com respeito ao grupo daa menorea prcaaSea, alem do que 
esfá dito eora respeito aos mezea de janeiro, fevereiro e 
mareo, nota-ae ainda que oa mezea de novembro e de dezem- 
bro 80 devem cunaiderar doa inferioroa neate grupo. 

K aabido que oa regiatoa daa preaaoe» aào feito» peJa lei- 
tura dort barómetros, e nlo ae deve oaqueeer oa caaos eape- 
ciaca daa dcauidaa rápidas ou maiorea differençaa de ampli- 
tudes devidas a tempeatadea e outras eircumatancias, que me- 



i 



? 



EXPEDIV^O HlHTirniTKZA AO MrATÍANVFA 



í 



]hor BB aprociain na fUialvHe do reju^iiuen dia a dia om cAtia 
IttcalitbuK', faB()8 v^ica (|uc se tlriítacum uuiiia rii|Mila im*i>C(.'vAi) 
aoB dia^raintua» em cada pi^sto nií^trurnltígie», o cm alguns lia 
em que se conhece ter-&c dado uma eubida ou doBcida que se 
nào repete. No i'htudo das oBcilIaçiVa portanto^ ixh* se deve 
fazer entrar em linlia de t-mita estes cano» idiilado:*, pois (Vtnx- 
tro modi> tigurariniii aa amplitudes muito maiores dn que 6 
normal. 

Em LounMn;" Man|uoB, cíírtamerito por estar iVu*u dcs tn»- 
picoa e por iiitiuencias diversas daií cornínití!* oeeanieais, é 
onde nutt» as prei^sòos uiuitn maih vaiíaveis; im oeiítro do 
continoule em ref;it*ie« altas quaiit»» malí* próximas do equador 
nota-sc mais constaucia e meiíoroã Jimplitudes. 

Durante o dia em geral, nm qualquer das lofalidades, as 
maiores pressões rrgistam-se nas observuv<^s da manhã, as 
menores às ;i Iioras da tardn. v a» interinediasj apmximanilu- 
se e egiiidaudit por ve/.(»s as maiores, ah* as registadas ás 9 
lioras da nottc. 

Pelas differeuças das variav^Ve, reíM»nliec*e-se!)que apraetíeu 
tem indicado: que a niellior «ípMcha para viagens no iMinti- 
iiente aíVicano, mesmo para o eviropeu, é de maio a outubro, 
pois nestes mezes n&o se sentem t;into as difFerenças de pros- 
atíi} como nos outros. 

• K já que por incidente toquei neste ponto, que se me afi- 
gura )ie inijHirtancia c a «pu- Ih i i\\- n^trrir-me om logar opjHjr- 
tuno, trafaudct das providencias iivdisjuMisaveis em auxilio 
da aelimai;iio dos eiu^opous, cu devo a^ora lembrar que í^e 
deve prestar atten^'ÍLo com respeito atie «niigrantea do nosso 
prtiz, que »p destinam a qualquer localidade* do continente 
aliMcan*), em se conhecer da jjressâo a <|Uc ellcs estavam Imbi- 
tuHdoB, piiis iiAo é intlitt'crentc, comprehende-ge bem._ que os 
organismos dispf>stoH asupjiortara pressjlo a que se habituarnm, 
patísem para um meio em que esta seja muito diversa e su- 
jeita a varia(;òes diti'er»mteB. 

A tendência natural é procurar-«c o equilíbrio, e os próprios 
irraeionaes, qualquer que soja a gi'andeza c qualquer que seja 




p 




o iiuui» i^wv liabtti-m, ntis dh> exe-injílos frisantes, huiido-iiuB 
uiaiw trivial n qiio se dá fiitre o» |ííis(ijiro« e ns peixe», subindo 
ou dtíiiCL-ud** iio&ou luiMí) íité ú altura cm t^iie eufcíutniui pruMÍlo 
convonífíiiti' ao neu nrpinisino; ÍííIí) é, (jtiando a jircBsâo au- 
gmenta ellea Bobnín, íi se diminm^ deaiuMU. 

Sendo ufisim, bh n(» projiriu contincnti* mis i/uuht^fonio» já 
quii ha IoL;aUdadL'i!i, oouio pín* oxrniplit, L<fanda, (^auiinda mi 
Bié, cuja diflerença entru iw prcssoe* c dtiiiKt jLiratid*- iiiif-mr- 
taiu*ia \ti\ri\ (jur j>o8tía st-r fíifjuccida, c dovír iiidicar-st* aus 
eniijíranti-Hj conhecida a pressão do nirio d'(nub' sahfia, íjual a 
localidade que niain lhe eonveni, rjuaTidn n seu íiu> tírja csta- 
beltícur-ae coin vantagens ao aeii or^^^unisino ciii uma ila.n htvti- 
lidados da nossa Africa. 

L*ni ilidi vídun dt- I*i»nta í>eí;;arbi sujeito a uma pressão 
normal de 7<>4 iiiiUinictnís, nu d<» Funchal »ujetto A de 7ò2, 
<ai dl' LiHbfía i- Pnrto á d*' 7(ii">, pniiet» seutirji dt>8 efleitos da» 
presáòeB e]ui;^randi) jiara Lnatubi, cuja pressan ncu^iuai regula 
por 707 iuilliuieti*oií, e luidhnr para Loureii^'o Marques, que ru- 
;^da por 701 ; mae niit succederá ahsiui para certo» orgauisiuua, 
He niiprrareni |>ara hícalidade» cujai* presí^íje»* luinnaeti sejam 
dt; U04, (h' O^Jn e ainda de ia<*ui>r nunieni de niiirnnetrob. 

Decerti», utn iudividuo cruui» "ir% d^ Vizeu, cujo orpuiigmo 
está tMpiJlílírado ti prcsnílo n<H'iiial de 71'.1 niillinntrns. uirI!ior 
qui^ o (b* Kvura, cuja prctítfào é de 7^^;'), e de (.*anipo Maior quo 
é de 7^í7, ha de »ujeitar-iíe â de S. Salvador do Con^i, que é 
de 714 nullinietr(»s. 

Da luesiua sorte, <i« iudividuo.s cujoí* <»rf;ani»uio8 i^ítt?l<> díts- 
porttíiH a .snpportar arf pres»?i<í» da Serra da Etitrelhi 042, 
d< Mniiíi' Alt^tjre t)7(i, e da iiuardu 1575 milliiuctroa, devem 
Beiítir-si" lieui e luelhnr d(*crit(i (pie i>tí anteri(»reb not planaltos 
superlnretí a líKIU mctiuí*, cuja» prepsèei* são variavejíi i]»- (JSI) a 
íii-íiJ miliimctros, por cxçniph>, Malanje 002, Calâiibi 07i), Bió 
ÍiH2, I>U(pie de Hra<:iuu;a itl'J, Pun^o Andonír*» 074 etc. 

O nosso or^^nismo habitua-se iuaÍ8 facilmente, dentro de 

cevUtA limiteH, a supportar menoa pezo de ar, do que o conlra- 

i<i; e dip* ileutro de certos limite», porque na região que 



1^ 




p 



estudo, nào ha altitudcB superioren a 1710^ (*) e por con- 
Bepfuiiite nflu lia a rt* cfínr da rarefacção do ar, íhIo é, dat* diffi- 
eiildnd(*ft de n^spiravâo e nem da ncecssidade de estoryo» mus- 
culares ninii» eonsidcravLutii. 

Naa altitudes euperiore», a falta de oxigénio díi Itigar a 
doen^rt» que se tomam endémica* ou aís^udas, sendo frequen- 
tes, nauzenH, vómitos, dóret* de cabeia, lontura.-*, syncopes, 
doença» do coi^açAo, ínsenHibilidadeB, delirioB, nâo cBcapando 
o cérebro a ser envtíncnad»». porque o win^ie, devido ;i falta 
de oxif^enio, enc<mtra-se e<im um excesso de acido carbónico 
e cesKa de elaljorar tào claramente. 

Estjis perturba^'í!íe8 que seutinioí*, devidftíta um eatado imperJ 
feito do t»xi|íenio, compIicanfl<i-B(í aiiubi por [di(»nomenos phy- 
bícoh, dâíi lofçar a palpitaç«*í'fl precipitadas da cnra^'âo. 

Parrot, Lortet e outros tpie procunirani investigar com 
ri^or das diíFeren^*ab rntr»' ^*s ntunertis de palpitações a diver- 
sas altitudes, levaram-nie a concluir que se pode estabelecer 
corat) princípio: que a ll)UO metros, no mesmo tempo, se con- 
tam niiiin r) palpitavííes que á beira-mar, e a 15(lf) metros maia 
7 do que M HHH). 

A diniinuiçAo d<* pressão t'f origem tlt^ dtfeuças; mas as 
alturas em que estas se pronunciam, variam loni o estado do 
individiu», sua raça e espécie, e ainda segundo as regifíes e 
formas d'uma mesma t*k'V;»yllo. 

A KspediçSo registou por exemplo» jínriinnininh iluplas e 
de canicter j^rave, em Malanje (1104'") im mez de tictembro, 
na margem direita du (.'uaugu (7(iõ'") no uiez de fereveiro, no 
Chimubue (7õS"') no rnez de junho. 

Na primeira localidade' dcu-se o facto entre europens, na 



n 



{>) Dos nriHMíh beiíciíieritriK exploradoras Ctipello u Ivutih tin viagem 
de Cucondu pura o Bi(% pouco mais ou umuos, nu paraltelo 18" e muru- 
diiu:in IO. As muioruH rL>gi»ta(lHH pela Kxpediçào uío excedem I3<X)*, 
nau querendo dizer euiiitudof que uilo haja superiorcfi, eui juonta- 
uhas que avistei. 




J 



JtlKIKUUULUUIA, Cl«l.UAL(MtIA £ COLONIZARÃO 




«eí^itula num africano nascklo no (íolungo Alto, mas quo de 
criaii^'a ÍCtrii residir oin Loanda. 

Ab bront'hitf'(i fonun doenças trlviaefl scmpro nas altunw 
BUpfriores a KKKr', mas fofum biMii^ias, e eataa mni» ee de- 
vem atfribuír Ab mudanças bruscati das teiniioratuniB ; eom- 
tmln (Ifvo notar f[ii'' *í nn» mezepi dt^ menor*.'» jiressoeti rjiie 
innlrt se prommciaram. 

As d(>('m;as dit apjijirrlíii* rri^[iiratiirio fílit ns ([uc maia se 
«eutLMu L'om a diiíiiiiuiyili» di* jircbbâti, L'.omtii(b» (b^vt» iliscnr que 
nem a» tysieatf, nem hb tuberciilo^eH Bcjam dooiíya» <[Uo ee 
pronunciam como avultam noã lioítpita(í« do litoral. 

As modiHcaçòos da tensão do oxi;íenio, <juo ah* am mes- 
inati para (» acido carbónico, interessam tauto á rcépiraylo 
vegetal ct»nMi arjíiiia! ; por isiio o» vegctaes toírreni tauto 
d*uni luí-ii" atmot]dn'rÍL'i) dccniuprimldo coiiio o» aniiiiac». Ha 
meí<ino plaiitacs quo, vivendo riu certas alturas, suo iiieapazc» 
de viver no» valles, mesnm ein caso de e^md tempera- 
tura. 

Tratando de aolima(;ao, ihi bwubrarei aíjj;7inH alvitres dot* 
mais popularL^s, c(ím »puí so tem comiiiguido eombiUiM* as doen- 
ças dtívidaíi íi dimiimi^'ào de pretiBÍlo e outro» cnunt ])rrventivoH 
a i;vital-as no qiumto ó jiossivel. 

A press3l*> atmospUerica ;^o»a uuí papel th* importante na 
organisa^-ílo doa serca vivoa que eatíl provado, todas aa vezea 
que para esses eerea o meio se modifica, ou teu orpinísmo 
não resiste e desapparece^ ou tem de se aujeitíir a uma modi- 
fica(;iío funceioníd e orgânica que ILe penuitta acommodar-se 
piu* uma transformação mais ou menos longa a esae meio. 

r^crtenee j)i>is, ú sciencia indicar como fiC deve fazer essa 
moditieaçào. 

TfimperatujiLs 

Considerada a regiíln explorada dividida em duas zonas, 
aprcBcnto já para cada uma ob quadros resumoa daa extremas 
temperaturas ao abrigo dos raios aolares, noa periodos do 




226 



EXI'ED1VI0 POKTrOlEZA AO MIUTIÂSVUA 



observações em cada posto metef>n»logico, para iiina apn^eia- 
çSu geral dna elinins sob csti* fíicto d** nuiis iinjMirhinria. 



Tenprniltirm* 



1.* SOU a 
MttlaiO" Caftaxl (*amiivu On«iiicn Catnau Mu<iiiliiJI 



Miuciíim» 22" H 2Í>" ií4" a 2Í»" 25'' a 31** 24" » B3'* 23" a 32" 27- a .'W^ 

Miuiiima 4" » 15^ liVa2l>' lô-a IW" 12'a2íl" 4"air,* U»»airi« 

Jlclias 1!»- H 25" 22« h 2iV' 2:í" h 27" 22" a *►" '21" a 28" 1S»« a 3*5- 



Mc^dia duA períodos 
Dft:^ im-iliiiH 22.2 2:í.í> 24.it 25.2 

2.* xoua 



23.2 



21.7 



TL«nip«*rsi<irn« Cnriitru Culln ('aiiiigula La«rtiliui> tlifmnbuv l.nciDbi< Cmlâiihl 

MrtxiiiiuH . . 27" II 30" 2-i'ii 32" 23"a 32" 23"rt 32" 25" a 3it" 2í>a 33- 2.ir"a 33" 
Miuima». . . . Íl"al4" )í' a lli" lG'a21- lt;'H21" Í»"a2i>" K^-u UMt;-'«21" 
Mediu».... líí-a2I"2t>"a2rr2l"ii27o2l»a2»''22-ii28-21-R27-21"a30" 



Das medias 



23 



Media dog. periudos 
23,2 24,2 24 24.2 



24.G • 23,7 



Em vista dVstos uuiiM'ni« apenas, wmi attcnçâo ás situa- 
yòi*s dos pofltus o mi*zcií das observaçòctí, en vtjo peli>s limi- 
tes das inedias das ires obstirvaçòcs diárias qmi ns climas das 
1oc*h]í iludes dr caila unia dai* zmuis triidcin a Hcr oxcr^ssiva- 
meutt? (puTiU-s, tMMUtudooad»' *e nutimi liiuiteamais cdevados, é 
onde st* dá a mais larj^a amplitude de variaçíícs, e onde são 
maiores as mt.*dias dos peritidos. 

Xíito imiis que na 2.^ zona, a que tica a norte, mais a leste 
o na mais larga depressão, é onde se registam temperaturas 
mais elevadas^ e que pelas medias dos peri(»dos mais ou menos 
se conheee dan ondula ^*í">es lU» ^olo^ isto è. relativamente 
umas lis outras, se an l(»eal idades nfto mais ídtas ou mais 
baixas. 

Comparando a media ilos porioduá eom as annuaes de 





UKTEOROLOOIA, CLIMALOGIA E COLONMAÇaO 

S. Salvador do Cong(>, num parallidn miúUt iiiaii* iw norte, 
qwe é áe 24" 33', e eoui a de Loanda num parMiUdn cunjtre- 
hendido \m 1.* zona, quo t" dtí 23" 62', crciu nâu crnir buppundo 
que aa nonuaes na regíAo qun comprehondn jih dnas zonas, 
em qualquer das localidades, nunca nírâ ii^fcriín- a 23 nem 
superior a 2(i íjrauH. 

No oriente, muito mais a buI doesta região, eu encontro 
normaes também nesteB limites. 

MHyotte 12°,ai i'ri",'>õ 

Róuninu a(*^,f>l tí■^^7i 

Lourenço Marqupfl 25"',ô>! 9-l",lõ 

No occidcntt" taiubeui «e pode prever que bucccederá o 
mesmo. 

Local lilndcii Lutilude 8 ilo Eq. Mt-iIlMH 

Biíí 12-,22 21 

Ca(*onda l^''^^ '2í> 

Qutllengues l^^^B 27 

Eíitos nunieroa d3o margem pura aereditar-sc que, entre ca 
pKrall<']ot> lie S. Salvador du ( 'ongu o o de Lourenvií Marque», 
CBta vasta re«^ião áv 20° de largo uproxiiuadanienle se divido 
em diversae zonas lliennieaa, e que a primeira \u\y mim eon- 
sideraduy entre Malanje e Muqiiiiiji^ nào é das menos tavnra- 
veia, e mesmo a Bt-frunda, dn Uuango ao falíinlii, nâo é daa 
mais quetitee. 

Não quero eom isto dizer que nSo haja Incal idades a sul 
meuoH quente» (|ue a» eeiudadas na(|uellatf zomiit. 

Passando jjara o hemiflpherlo do norte, eu apnntí> Incalida- 
de& com as normaes muito mais elevadas. 

LoeaHd«(I«& LiiUIiKtr N ilo K(]. NiirmiM*ii 

Guynnaa 4«.r>t) 27\8 

Scneiçai 12".41 22«,tí 

Autilhas U"t52 2(i",G 




228 



KXrEOIÇlO PORTrOlTKZA AO UTATIÂNVFJt 



ScgMii, i.iiín' 10 («11 ^rmiH a norte do equador, no anuo 
de IHfif), íij-irêiienlou uma uuniial de 2H" IT, variando to- 
da» as Buas luaxinint* mtnit^aes de 2'J" a 3(>", tíondo apenas uma 
de -^ÍV', 

Nu regiJlo de quo me occupo, a maximu iibstduta n?lo exce- 
deu 34'*,8 o esta nntou-sc oní S. Snlvadnr do Coníí*», no dia 
20 do fevereiro de 1SS4, rcgistando-se ciu Luanda no mesmo 
dia 33*^,3^ que foi a máxima do aono. 

Entre estes limites, uma ou outra registou a Expediçilo na 
zona a norte, e jior ser raro não fiifurani no resumo j sAo igaras 
as registada» pelos exploradores (^ipcllo e Ivens aelma de SP, 
mas em Lourenço ]^Iarques appurecem algumas superiores 
a 3H". 

lia diversidade ptiis, de zonas thormicaa a considerar na 
parte do continente africano ao sul do equador, eomtudo a 
tonida pode suppor-se mais ao norte da rej^íílo em que 
andei, e o equailor llnjrmieo a norte do êípuidor ^eojíraphieo. 

Creio, pela situaçito das litcalidades a que me tenho referido 
e re^^istoB de suas temperaturas, que ns curvas thermicas do 
mesmo ^au descaliem par;i o oriente e toda» viradas para 
budoeste. 

Estas minhas deducçoes vejo-as corroboradas por H. Marié 
Davy ('l dando unia ideia ^eral da distribuição das tempera- 
turas medias nniiuaes á riupfrtieie do ^lobo. 

Alexandre liumboldt foi o primeiro que teve a felix iííríi 
de traçar sobro a esphera linhas que passíissem pelos pontoa 
em que a temperatura media íiase a mesma, dep<Ms d*elle seu 
tiabalho ha sido eoníiiinado jjor um ^rando numero de meteo- 
rolorçístas, r» qual »t\ podu ser completo quando as observações 
se nmlripltqutuj. 

Aerediraudo tpip as da minha Kxpedi^-iio eram maití lun 
subsidio importante para a rectítiuaçào do traçado áni* liiihaB 
isothermicas, as enviei para o meu eollefça e amigo Mr. Gau- 



(') Meteorologia gvrãl 1S77 





MKTKOIíOKHfjrA, t IJMAIJIOIA K COLOXlSAtAO 22í) 



tliiuC, em Paris^ que as aprcBentuu a unia ootnmiftSo especial 

de meteorologistas <iue bem as acolliernm. í*) 

8abÍa-3e que e^cifttiu ao redor do equador uma zona cuja 
toiíiprrntnra media nninml é superior a !?:'>", e esta tícíi com- 
prc-liotidida hobre o ctintiaeiíte atVicariõ entre duas Hulisi» dcti- 
ffnadas com o nuiuero de mais 25°, uniu muito a norte do 
equador íçeo;çra|jliÍí'o (pK-, cortando o canal de Suez no paral- 
lelu 28*^ aproxiniadjinieutc detcaliindo para o ocuideute, vidia 
para o noroeste cortando o j^rande deserto, e vai patsar pouco 
maia ou menos em 8. Luiz, pouco acima do i)arallrdo l(í; a 
outra a isul, meiíoâ diatatite do equador virada para sudoeste 
descaliindodooccideiite para o oriente, aqua! partindo acima da 
embocadura do Congo pouco mala ou menpg do parallelo 6, 
segue a cortar a» naseontes dos afflucntes d'aqiiel!e rio c do 
Zambeze e vai terminar abaixo da embocadura d'e3le, pouco 
mais 011 menos no para]lelí> I><, 

Já ãc vê que eata demarcaçjlo é multo por geral, isto é, 
fui determinada com uma margem muito larga para os seu» 
limites, e certamente por bc nào conhecerem- obaervaçôe» 
intermédias. A regido que estudo, já fornece novo3 elementos 
na Africa meridional para traça loí mais rostrictosj porquanto 
nas dnas zonaa om qim a dividi, a regular o traçado como 
julgo dever ser pelas mais frequente» temperatura» máximas 
das medias, a curva de maits "20" deve ter basitantc sinuosa 
pelo menos até ao nierediano 24, partindo da costa K-cidental 
a norte de S. Salvador do Congo descae para t. Cuango ató 
ao pnrallelo 8** 30', c segue aproximando-se lainlulamente) do 
eqimdor até ao 7" 20' afíantando-se depois até ao 8'* 20' já no 
merediano 23. 

A sul desta linha icotliermica até ao parallelo 13, ae que um 
dia se poderem tra^-ar com confiança tâo decerto inferiores 
a 25'\ e se na conta orientai nós deparamos com a Mayotte, 
Lourenço ^!a^que8 c outras localidades ja com dados Euffi- 



(■) Ver correspondência final. 




t?3() 



K\l'EI)lVÍO 1'OUTLOl'EZA AU MlATlÂXVfA 



ciontoí para supponno» as euae modias annuacs superiores a 
25° ó porque neccefariftniente se cUo nhi circumstancui» capo- 
ciaes, que tornam mais olovaílns as teinporniura». 

O oijuíulor tlicrmÍL'o fui trnçad*i pítr Hinnb<tldt pastaiiHo nn 
continente atVií-ann at» norte iln «íquailnr f^rograpliirtí. rnzaiitlt> 
aproximadamente o Ouanlufni, seguindo com a costa o golfo 
de Adem o contiuuaiidu tíintuK-amentr, depiMH du Nilo «egpit» vi- 
rando para nítrncate e deeealiiiido ate ás boceaa do Niger pn>- 
ximo do Cabo Formor(t. Prosegue depois no oceano ipiatsi 
parallclo ao er[unrilor ^eíip;ra])lii('ii. 

Ora como tive oceabiào do niortrar ('i ao iiortt* do equador 
regÍ8tam-8C temperaturas máximas muito mais con&ideravein 
do que as que encontro no sul, o como a ifotlierraica de mais 2fi'* 
pm- mim tu|)po.Hta <' maín ao norte ipie a indicada por Hum- 
l)oldt, é de erer tamlM lu que o rqiiaiKu" llíermico patse ainda 
mais a norte, embora <is pontos extremos nas costas sejam os 
mcsmoB. 

Com respeito à exposii^ào ao sol noá dia^çrauimas da Expe- 
dição, vê-se ser frequente a temperatura de 3ã" a 45*', regis- 
tam-se alguma» de 45** a 50" e poucas acima de 50** sendo 
mnximns uma de 55" e algimias do 54'*. 

Tratando d'estaB temperaturas, já aprceentcí localidades (*) 
era que se tem registado de G2" a 72", e portanto nâo s&o 
também aqiteHas das luaia conbideraveis. 

Sâo em geral os ventos doa quadrantes do norte e muito 
principalmente do lado do oeste que predominam para estas 
temperaturas mais elevadas, como noto nos diagranimas. 

Succede muitas vezes ser a temperatura do ar nuiito ele- 
vada, emquanto ao abrigo dos raios t;olareH a tbennometro 
nào regista das mais elevadas. Por forma alguma i^e deve 
entender que o abrigo seja unui barraca de tona, porquanto 
com estas deu-sc para nós u contrario, eer a temperatura intc- 



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rinr muito niiiís olevuilit i|in' dii exterior, differindo por vczc» 

E [mm esto íact*> em !<><íar injportan<t r*u cliamo a »fft'ni;!lo 
d'>a leitores que tencionem viajar no serlílo atrican»» ou possam 
ter inriucnfia sobre os que tenham de fazer murcha» noA&a moio. 
Pela praetica, nSo cunatu que us índi^enaR fíofíram doestas 
teraperaturas, e é certo tpie da parte d'elJeíí nítt» lia resj^ujirdo 
algum tia exponiçào ao hoI, e tn enlrain no» rtemt peíiuciioa 
abrigos para dormir. 

Vê-se numa ou noutra jiovoayílo uns ifdlteiroH ou uiií pe- 
quenos recinto» ftrotegidos com capim do lado exposto ao sol, 
mas poiíeoK individuo» nelles âe ^ibri^am e maiu »fLo usados 
piira conversa» particulares ou entào para os i[ue teem do 
trabalhara pé tírme, como plzar a mandioca, niulhíir o iV-rn», 
mas ê geral dispeusarem-se d'e88es abrigos. 

Julgo ser indispensável jwira os indígenas as tempera- 
turas que se registani maís frequentemente, pois notei smipre, 
qmmdo a expoHÍ^*âo era mais fraca, ou qmmdo <» sol estava enco- 
berto, mesmo em pleno dia^ que clles procuravam aproximar-«e 
de brazeiros se existiam ao ar livre, ou recolhiam-se á« cuba- 
tas onde os faziam atear, conservnndo-se junto d'esteB ainda 
na esta^-âo mais quente do anno, muito principalmente em 
dia» mesmo de leves nevíieiro», parecendo-me t|ue jissim pro- 
curavam restabelecer na tf^mperatura o que llirs faltava. 

Para o eui'opeu também me conveneo qui-, havi-ndo dn Mia 
parte algtmi resguardo e o uso de vestuários aprojiriados, nto 
é doestas temperaturas que elh* mais tem a recear. 

PnH-urando evitar a exposição ao sid, das 1 1 horas da 
manhã ás 2 horas da tarde, mesmo nos trabalhos ou mardias 
em dias successÍTos, ca que tenho ama experiência longa, 
tanto em Macau como na ilha de S. Thomé e i-m Angola, na 
direoçâ'» de tral>alhos publicais, onde no pess/>al S4d> mínha« 
ordena contava bastantes europeus, devo dizer (pie mais se 
aentia esaa exposição em M;u.*au, o que na» marchas pela 




(I) VoL IL UefcripçZo da viagvn Valle de Csmau. 





MKTEOKOLOaiA, CLUIÀLOGIA K COLONlSAÇlO 



riiir i!»uito maia elcviulu í\mv ilo exloriorj (lifíeriíido por vczea 
l:í o maia ^aus {^). 

K jíjira f8t(^ factci t-ni Ini^fir (»|)]n>rtíitio t-n (.'liami) ti nttni^-So 
(Ijfi loitoroh qtie tíMieioneiu viajar n<» siTtíl»» atrican') on possam 
ter influencia sobre o« que tenham de íazer marchas ncsso meio. 

iVla practica, nh> consta que ns inílifíonas snffram «Fí-stns 
Uímpenitiiras, c ó certo quo da. parto d'clIoíí nkn Ita n-n^ianli) 
al^^m na cxp(íi*i(;âi» ao sol, c só cnTrain ni>n m-us [ifiqucntiB 
abrifíos para dormir. 

\C'-tíft miniii uu iinutra [lovoaí^-íiii iniii telln-irois im luii* pe- 
cjuenod rfcinto» jjrotf^idos coxn capim dt) ]iuUj oxpostu ao sul, 
mas poucos iiuiividuoR iiellos se Jihri^ani e niair» são usados 
para conversas [larticularcs ou cntiSo para os fpic tccm de 
trabalhara pé iirmc, como pi/.ar u mandioca, malhar o ferro, 
mas é j^cral disponiíarem-se d'fB»e8 abrigo». 

Julgo ser indispensavcd para os indígenas as tempera- 
turas que se reíjistam mais trcqní'ntcincnt<', pois notei sempre, 
íjuatulit a exposíi^ílo trn mais IVacii, ou qiifunlo u sol rstava enco- 
berto, meumo cm ph-no dia, (pio idh'f* procuravam aproximar-sí' 
de lírazeiroti «c existiam ao ar livre, ou recitllnani-s<' íis cuba- 
tas omb' os faziam atear, eonaervando-se junto dVíLes ainda 
na est^i^âo mais quente do auno, muito principabnente em 
dias mesmo de leves nevoein)S, parecendu-me que assim pro- 
curavam restabelecer na temperatura o íjui.' lhes faltava. 

Fará o europeu tnnib<!m inv. cimven^Mi que, liaventb» da sua 
parte* aiiíuni ri'sf;uardo e o uso de vestuários a|u*opriaíb)tí, nào 
é dCstas temperaturas quo elle nuiiii (irm a recear, 

IVocui'ando evitar a exposiyílo ao sol, das 1 1 horas <Ía 
manhit úa 2 horas da tarde, mesmo nos trabalhos ou marchas 
em dias suecessivos, cu que teniio iima experiência lonjía, 
tanto em .Alaeau eomo na ilha lie S. Thonié e em Angolíi, na 
diree<;Sf> de trabalhos públicos, onde no pessoal sob minhas 
ordens contava bastantes europeus, devo dizer que mais se 
sentia essa exposiçílo em Macau, e que nas marchas i*eia 



(I) VoJ. II. iJescrípçuu da viagem Valle do Cnninu. 



McxF* 



Mnrçn 



Abril 



Mi 



Junho 




METEOROLOOI.^, CMMALOOIA K tOLOXISA^AO 

Rxfrnnoii Ampllhtflr* 
LMslKUde* 

MAXlnw» «liiliuN» HaJi.'* Min.' 

S. Thomi'- iíTaÓÍ) :Jliu-Jl 2 Ti 

S. Siilvíidur Con^^ âõn3H líl a IH s ;i 

Cliimiibue â5iiâ3 l><hi 16 H 1 

Calanhi 25 u 31 V,UU', i; .H 

LoHudu 27 a 32 ■ií4ii'il f» .H 

Bié 22til'5 líhilõ 3 4 

Miij-ottc ' . . . 21» 23 

H*'imiou 3» 24 

Lourenço ^fn^r|^(!fi íffi a 34 ín n IH H 7 

S. Thoint' 27 a 30 25 ii 20 3 5 

S. SiiUíKlor. 2« n 33 2l> n 17 ". 3 

Clniimhuf 2» a :i3 2(» a H; h 4 

Ciuiiau 23 a 3<) Kí a 5 7 II 

Lounrlu 211 n 31 25 a 2t» ft 5 

Dni|iiedcHra;ç;Auç.i 24 a 2<S It:» u 15 4 4 

Blé 22 a 2(5 Ha li> 4 7 

MayottL' 2y 22 

Rvuiiiou 29 23 

Lourenço Marqnes 25 a 31) 21 n 10 5 5 

S. TUomi' 2<í a 2Í» 25 a 2Õ 3 5 

S. Salvador 23 n 33 21 a l(i H> 5 

Chiumhnr 25 a 32 20 a H> 7 10 

CíilAnhi 23 a 31 2*1 a 10 H 1*' 

MiHininji 27 a 21» 7 u f» 3 2 

Caiiiuu 2G a 32 14 ii 4 ti K» 

Loaucla 23 a 2Í) 23 » IS r; '> 

Bií' 22 a 2U 12 u S 4 4 

Mayotte 2M 22 

K<'itDÍou 27 21 

Loni'pnço MarqHOi? 23 a 20 20 a 12 ti íi 

S. Thoin.' . 2<>n2tf 24 n 2<> 2 4 

S. SaIva«ÍMr 22 ii 34 l'.i a 14 12 4 

Chluinbuf 2*1 a 30 10 a í» 3 7 

Ciieujfo 27 :i 30 fs u 2 3 O 

Mtiiiuinji . 27 a 30 (i a 1 3 

Loauda 23 a 26 21 a 17 3 

Mnyotrc 26 21 

Kvuuiau 25 2<' 

Lourençij M:irt|ut!8 20 a 20 17 a 1» 

i 



20 
24 
25 
23 
25 
23 
20 
27 
27 

26 
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24 
28 
26 
25 

20 
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25 
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23 
25 
L'4 
23 

25 
21 
::3 
20 
22 
21 
24 
22 



1 



^ 



234 



EXPEDIÇÃO POHTUaUEZA AO MUATIÀNVCA 



RktrvmM 

Maxímni* }|litlin(ii> 

Julho S, Thomí .. 25 n 27 24 »i 22 

S. Salvador IH a :^> lô a 12 

Chiuinbue. 29 a 82 U a 1» 

CuUm 2» a 31 Ifi íi 4 

Ciiengo * . . 28 a 30 íi ji K 

Loamia 21 a 2;') IS a 14 

DiKjuedtiKrtigaiiva 23 a 27 lU a 15 

Malaiije 22 a 2« 14 a 10 

Audniiiba .... . 25 a 32 12 a 3 

MayntN*. . . , . 2*; 22 

Ilrllliiiill 25 li) 

LourtMn,'o Manjuea 20 a 27 



Ainpliiu<lM 



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Aíffwto S. Thomí 20 a 28 24 a 22 2 2 25 

S. Salvador. 22 a 32 17 a 12 10 5 20 

Cuilii 24 a 32 15 a 3 S l-J 23 

LtH'inbi» 23 a 32 19 a 11 9 .H 23 

LrfKUubi 21 a 2tí IM a 15 5 3 20 

Malanje 22 a 2G 10 « 4 4 B 22 

Pimpo Andongo. . 20 u 30 10 22 

Camebi.. _....... 28 n 31 Ití a 7 3 9 23 

Mayotte 2*1 22 23 

RiWiuiou 25 19 23 

Lourenço Marques 23 a 29 6 IS 



Setembro S. Thomí 2i> a 28 24 a 23 2 1 

8. Salvador 25 a 32 is a 14 9 4 

Liiiimhe 24 a 33 19 a 10 íí 9 

Loanda 22 a 27 20 a 17 5 3 

Malanje 25 a 29 li! a 7 4 9 

(MjiquiUi 28 a32 ]«a H 4 8 

Maynttf 2tí 21 

RéiiuioD 2ii 20 

Loiírfinv" Marrim*» 20 j» 32 7 

Outnbro S. Thomí 2ii o 28 25 a 23 2 2 

S. Salvador 25 a 33 ID a 15 H 4 

Caungiita 23 a 30 20 a 10 7 4 

Luembp 23 a 32 19 a U 10 n 

Loanda 24 a 28 22 a 17 4 õ 

\ 



2ô 
21 
24 
22 
23 
23 
24 
23 



2ti 
23 
26 
24 
23 



23fí 



Fr*CI»EnK*AO VOHTVfíVF.'AX AO MTATUXVrJÍ 



Jandro 






IVTriTlro 






SUrço 


J 


frâíi* 






Í8" a 2i« 






«• A «S» 


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1». Mivr(|uo« 




— 28 


I* Mnrijirc» 




— 28 


Íj. Manitips 


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R^uiiinri 




-27 


S. TlimiH' 


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UtMlllioil 


MayottG 


1 
1 


— 2G 


Mayiittc 

líl'l)lli'>ll 


-27 


S. Thon»- 

Míiyolír 




fuimpo 
I^auda 


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— '2ii 


Ivuindji 
rliiuiiilMie 


/ 

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-2« 


CliiiinibiH» 

L^iíujda 


;-i.5 


S. SalvJHÍor 

Ijuacliiino 

rH&aanje 


! 

1 


-24 


Calnidii 
Carotufa 


-25 


S. Salvadi/r 
(.'abníUi 


— 24 


Caoouda 






S. Salvador 


) 








Cul&nhi 


f 

1 




Ltiuubiniu 
faesanji- 


\ 


- 24 




1 


Atiríl 






Mui* 






JUIM 


■ 


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Í«-«W 






ííl" a IS" 




Mayoítfl 




— 27 


S. TlHun..' 




-2»; 


S. nioini^ 


-25 


S. Thomí 
Loauda 


í 


-26 


(']iiuitd»ic 
Mftyotfc 


1 


-25 


Maviílíi' 
(_'liiiiinliu« 


— 23 


Kéuutuu 
diiumbiie 


1 
1 




LojiMdn 




-24 


MlKJUÍnJL 

Iti'uiji>iri 


(--« 


D. de BrnpiDça. 

L. MantHc» ' 


-25 


S. Siih adur 
Mnf]iiiiijÍ 


( 




S. Suív.ndnr 

1^'innda 


I-21 


S. Salvador 


1 




rsinuiii 


/ 


— 2:í 


Ciumií;!! 


— 2<) 


Camau 


1 


-24 


hii' 






L. Manjtics 


-«9 ,_ 


Bié 




L. Marqufí 


1 






■ 








Calãiibi 




-22 




■ 


Jaifto 






Ai:ti«io 






SoirnihrD 


^ 


2A" « !>• 






a&"ajf<f 






?.V « «!• 


1 


S. T1iom« 


í 


— 25 
-24 


>>. Tliomó 




-25 


S. 'Ilíoint' 


— 25 


Andiiinbft 
Cbiniiibue 
Marotte 


1 

1 


CuJIu 

Lui-iribe 

Catiichi 


/ 


-23 


LuoMíbe 
Mayotfe 
Miilmiji.' 


í 


Cuíltt 




- 23 


May^tfv 


1 




rli)<]iijtla 


{-'' 


R^'uiiion 




— 22 


.Mablnji* 






K<*uninQ 


I>. de Hr&gnnça 

Muíaoje | 
L. Marques ) 


-21 

-2() 


Puiijfo Andon 
Réuuiuu 
L. MnrquoB 


-22 
-21 


Loa Ilda 

L. MaiqiicH 
S. Salvador 


— 21 


8. Kalrador 


} 




8. Salvador 




-20 






Cnenpo 


-19 


Loaiida 






Loatida 
















Orttabrt» 



Stl" n Jir 



8. Thomé 

Cafuxi 

CuÉ^.-rttijf 

Lueinbc 

Muyotti? 
S. Salvailor 
]v>uu(la 




METKaUOLOOIA, CLIMALOGIA IS COLONlSAçXo 



— áti 



•J5 



— 24 



23 



Novembro 






HMOmbro 


W^nii" 






17"' ■ sa- 


S. Thonií'' 


1 




Mayotte 


S. Siilvador 
Mnyortc 


r 


-2i> 


Uóuiiinn 


1-. Marques 




í '.UMiyiila 


Cmiu^íula 


r 




l^nill«uguu8 


Ca«artMJe 


■25 


L. MarqufH 


Riniuioii 




S. Salvador 


Loíiiiila 
Cutuxi 


t 


-•>4 


(_*UIIIÚVU 

I^>anda 
CasHUiije 



!-27 



— ilí 



o 



:io 



Ê notável que eKtando a cidade de S, Tbonié quasi debaixo 
do equador ^eo^fraphico, na quadra mais quente. uíLo ó a loca- 
lidade que tem media maís elevada; no oriente, a Mnyotto, 
Ri^union o Lourenço ilarques apreBcntain-8c cr)m maiores rae- 
dioâ. 

A cidade 8. Thomé bô em fevereln» atting^e 27'\ mas cm 
compensação no^ «nitros mezes de menores, nâo desce abaixo 
de 25*'. 

Oa posto» meteorológicos da Expcdiçào, com excepçito do 
Caungula, o maia a norte, todos bo ajireHentara com media de 
25" para baixo. As Hiiperioreii sSo poia de Caun^^iila jiara o 
norte c dn parallelo l*) para o aul no oriente, notandi)-»ií qiifi 
Loanda noa meze» de fevereiro e abril accuBa media*) entre 
as superiores. 

Parece jkiíHj qne entre o oíprador e o trópico do hiil hn uma 
zona thenniea (lui oceidente) que v. muito Ikvoravol, e decerto 
esta comprehenderá a zona do S*' ao 13", a nul do Equador. 

Os climas 8ÍSo muito variáveis em relacSo a cada raez^ 
mas beneficiam-nos as altitudes e até certa altura as lati- 
tndes. 

Ha neeíca clinuiH a ront4Í<lcrar an temperaturas maia fre- 
quentei máximas e niininiaH e a» am|iIitM<b'tí dVstaB. tra- 
tando-iic da uclimaçào du homem, e, em iterai, do todos os 
BcrcB vivos. 




538 



EXPEDIÇXO POKTDQUEZA AO HCATIAnVCA 



A faixa thcraiica de Lounda envolvendo it do S. Thomé é 
envolvida pelan dah uutraa localidades. 

Quer isto dizer que Loamla, registando na estavitio mais 
quente temperaturas extremas mai» elevatlas do que se rogiatam 
na cidade de 8. Thomé, as regista menoa elevadas que aa 
ac(.ui8adafl nart outraw lin-alidadea a seu luirte; e, este facto de- 
nota í^ue u clima dii cidade de S. Thomé é o mais coutitante. 

A rej^idar pela frequência das temperatura», a eouataucia 
d'e8ta8 nas máximas torna ob climas maia prejudiciae», isto é. 
8lU> od mais quentes. Maa eatea ainda aSo muittí variaveiâ 
segundo o descenso das suaa temperaturas minimas, e eataa 
regiatam-ae tanto menores quanto maia para huI do equador 
e mais eievadaa sJlo aa localittadi-s. 

Pondo de parte atj três lia-alidade» do oriente, e tendo ape- 
nas em atteni^ão aa amplitudes dae faixas tliermicaa, creio 
nJlo errar chissiticiuulo por mezee de uií-llior [lara peor os 
cUmas das outra» localidiulcs, aognndo a diapasíyilo que se segue : 



Janolro 


Kflvnivlro 


Mjir^it 


Abrit 


Caiftnhi 


Ciifiiiíro 


Chiiiiidnio 


Ciimaii 


Citang» 


Culãiihi 


CaliVulii 


CUinmbuc 


Luaohimo 


Chiuiiilmc 


S, Salvador 


nu 


Caconda 


H. Salvador 


Bi^ 


S. Salvador 


S. Salvador 


Cacouda 


Loauda 


D. lie Braganva 


Casstmjc 


Lnm-himo 


S. Th.rni.:* 


Loancla 


Loauda 


CasrtuiiJH 




S. Thomé 


S. Thoinó 


Lixuula 
S- Tlinmá 






Halo 


Juiilio 


Jullic. 


AgnttA 


Camun 


Muquiují 


Audumbti 


Cuílu 


Mut^iiiiiji 


ClUMlgU 


Cuílu 


Crttuchi 


C-liiuiribm! 


Chiuiiibuc 


ClICURO 


Malauju 


Ciiliinlii 


S. Salvador 


Chtuiiibiii' 


Lucmbe 


Bié 


KoiukIu 


Maluitje 


S. Salvador 


S. Salvador 


S. Tlinmé 


8. Salvador 


Loauda 


Louuda 




D. de Brngauça 


S. Tboiné 


S. Thomé 




Loanda 

S. Thomé 








METEOUOLOOIA, CLIMALOGIA E COLONISA^Xo 28í» 



8t>toD)l>ro 

TíllCIIlÍH' 

MaUiiji' 
a. Sjilvjnlor 
Loauila 
»S. Thomí 



Ottiubro 

Lucmbe 

S. Salvftdor 

l'atiiif;iilH 
('afuxi 
LoHiidn 
S. Thomó 



KftVrUbro 

S. Salvador 

Caftixi 

Cuiiu;nilH 

Cas«aiijc* 

Loatida 

S. Thonu' 



CainAvu 

Cuiinjriila 
S. Salvadur 
(.-««sanje, 
Loaiida , 
S. Thoini» 



Vê-se pois, que do equador geographico ao jninillelu de Quil- 
lengiioB, 14" pmxiniamcntG, dovcm aa locnliilíulft* que estudo, 
ser cunaiderailíiH ilf divcrsofl climaa, juidííTidii ^rnpíU'-tí(í t^ui 
zonas thcrmicas dUtinctaB: mais elevada, iiiftutcí elevada e 
interinodia. 

Maia fk-vaJa t-utre os panillelog dr S. Tliuuié t- de Loauda, 
menoB elevada entre os parallelos de íVfcisauje e de Quil- 
lengiie», intermédia entre os paraJlelos de Luanda o de Caa- 
sanje. 

Na primeira vão frequentei! aa temperaturas máximas de 
30 a 32 graug e na secunda de 28 a 3<). Com respeito áe 
temperatura?* mtniuias, Loinida iiilo n*gi»ta temj»^ríitiiras infe- 
riores a IT, sondo a uiiuima inais freqiu-nto, coinu em S. TIio- 
mé, 20**. Em geral, qualquer que »oja o mez que se examina^ 
nota-se que quanto mais para o interior do continente estilo 
as localidadeti e quanto niiiidros sSo a»* suas altitudes, mnie 
deeciMuatí minima», re»giatando-&e em muitas, de abril n setem- 
bro de 10 até 1 grau. 

Estudando as temperatura» eom respeito a longitudes, pare- 
ce-mo que íd(*ni du Cuaii;^!», pelo monos nas localidades eujo» 
registos aJU» conhecidos, noto que» nos mezes da esta^-Jlo do anno 
menos quente, de junho a setembro, se apresentam temperatu- 
ras mais elevadas do que nas luculidades aqueni do C^tango. 

Xâo é posaivel com tâo poucos elementos eatabelee-ir como 
principio «e m menorea varíav(>eB mensaes teem lagar uha 
maiores ou nas menores altitude», sendo certo comtudo que 
em 8. Thomé ou em Loanda su registam as menores tanto 
para as máximas connt para nt^ mínimas, e que nas maiores 



^ 




240 



KXPEDiVAO I^ORTUOUlfZA AO ULrATlÂXVlIA 



altitudei) 6e regiãtum aã luaíorea variações entro as extremas, 
Imvemlo comtiido cxcopyocH entre cstaw. íIcvÍiIo certamente a 
condições especíae» dna localídudfti. 

Como &e nota pelos diagrammaK, alLo um gt;nd pouco exten- 
sas as difleronçn» diversas entre a» extremas ntaximn*, me&iuo 
nas localidades rpio cu eonsidcro de melhorei elimaã: aa maio- 
res, mnU trequentee, regulam por 5", registando-se al^nima» 
superiores até 1»." Em compensação, no8 mesmos dias notam-se 
nmiores differenças nas extrennis mininms. 

Isto dá logar a que as ampliiudet; das uscillaewes diurnas 
sejmn multo mais fortes do que as quo se notam em geral na 
Europa, e estas na rcfjiiio que estudo, sAo tanto maiores 
quíuili) mais para o interior e mais pit^ximo do equaílor. 

Em climas temperados no nosso c(mtinente conlieceni-se 
variaçnes diurnas extensas, como por exemplo as que in- 
dico: 



1^1 rali (U lio» 


ViirUv'***'» iliunifl» 


*1'"|[1uI1m: 


^\in 


IJortliMinx. . . . 


sr-tíí 


iifUÒVC. , . . . 


H".1VJ 


SiouiUí 


S".:53 


WrHailIcí* 


7".!KI 


Nrtplcí* . 


7-,;í.H 


Parih. 


?.:í1 


l-von. 


7".:íi 



Eu estou eonveiicido fpie, 8e a cttnstaiicia du pcijuenas íUUpH- 
tiides eutro as tcmpcratiu'as máximas ua^ diversas localidades 
que estudo, em Africa, é o que torna prejudicial o clima ao 
organismo dos seus habitantes, a jçrandc descida nas mínimas 
e muito principalmente quando as iiacitíaçòos te dSo lirnsca- 
mcnte, uâit \hr» r mcniiii prejudicial. 

Se a ncliuiação se faz para cxtranhos nas epocbas de maior 
constância di- tí-nipepaturns máximas, iiâo quer isto dizer que 
elles Uilo teiilumi de u^ar de todos os cuidado»* nas epochas em 
que as temperaturas miuimas s£o mais extensas. 

Eu noto nos diagrammas que, em todas as localidades em 





UETEOlCOLOtilA, CLtMALOOIA K COE^ONISAÇ^O 241 

qiio tiátive, as Biiaa curva» thtírmicua, sendo bastante «iidiila- 
àas, apre*entain-Be comtudo em dias succcssivo», com cona- 
tancia ou ililiVriíulo apona» dn 1", sendo u maior partri das 
ditiLTeuyaB, de dia para dia, de 2** a 3". Porém comparando 
a faixa thermica d'e»tas localidades com a de Loanda, nos 
mesmos período», cu noto que em geral a extrema máxima 
doesta cidade poucas vezes píissa acima da das outras locali- 
dades, e que a extrema minima priíicipaluiente nos mezos da 
estaçAo mais quente corta a media das (mtran locnlidndes ou 
d'ella muito se aproxiimi; alem d'i»to a in»'dia de Loanda 
pouco difiero de ser equidlstaute das suas extremíis máxima 
e- minima, emquauto que as das outras localidades em geral 
Be aproximam muito mais da sua extrema máxima^ chegando 
por vezes a ser esta distancia */? e */•* ^ '^^ vezes maití, da 
distanciada media para a sua uiiuimu, c raras vezes menor do 
que '/». 

Estas gi'andea differenças para as min Imas nSo deixam 
de influir muito, meamo no organismo dos seus indigenae, 
pois 86 era Loanda, como ficou dito, á vista doa diagrammas 
noôo-meteorologicos se regitítaíu maior niunero de docn^-as nos 
africanos e mesmo mais mortalidade nos mezes em que as 
miuiiuas tliermicas mais se afastam das noruiues, e essas 
minimas em Loanda nunca chegam a 10*^, nas outras locali- 
dades cm que sSo frequentes em um dado período do anuo as 
minimns abaixo de Kl", chegando om algumns a 4, 3, 2 e 1 
graus^ dncerto a influencia deve ser nmior, e isto é corrobo- 
rado pida praetica. 

Sào as doengaç maie predominantes pelo decrescer das ex- 
tremas mínimas aa do apparelho refepiratorio, sobretudo pneu- 
monias e bronchites, as gerae» e as febres derivativas doa 
rcsfriam<'ntos c suppressTSes de transpira<;ao. Por outro lado, 
a constância entro as extremas máximas dsi htgar ás anemias, 
e esta com a^concorrencia da humidade e do húmus ao desen- 
volvimento do micróbio, e por eonsefpicucia ã diversidade de 
febres que se dizem próprias doa climas quente». 

Com o afastamento do litoral e eom as altitudes até uma 



1 




determinada altura, muito teem a ganhar 08 BoroB vivos, que 
aluda ix»»Ím precisam precaver-se de fautelIuB para melhor 
resistirem ao meio em que se fixarem. 

As diffcrentes miffi-a^-oes indígenas biS tiveram em attençSo 
as comiiKMliJíulee da vida^ ou antr^ direi, a facilidade de 
obterem recursoa natiiraes á mâo, e naturalmente despresaram 
as terras que viam maia alUis ao lado J aquellas em que se 
estabeleceram^ onde ficaram nas peores condições meteoroló- 
gicas e sujeitos ás suas intempéries, principahneute no que 
respeita a temperaturas e, como veremos, a liiunidades o 
á tensSo do va]>nr atmoapherico, o que mais influe sobre a 
organisa^itii Imnuuia. 

Também para nÓ8 Portuguezes foi isso iiidiffcrente, fomos 
ao eiicimtro d'aquolla3 populações para as aproveitar, sobre- 
tudo as vitíiuliaií do litoral e doa riop, f alii niuitns vidas 
Buccumbiram por nSo poderem resistir ;ia condições d'e8ses 
meios. 

K tanto essas iiii^a^'oes dt; ournjuMis coin<» ili' afrieauos nem 
sequer diligencearaiu prnlonpar sua viihv, tentando modificar 
as eondiçi^es do moio que lhes era extranlio^ nem tão pouco 
Be lembraram de munir-se de rocuràoa cimi que podessem 
equilibrar o seu orgímismOj ao menus anníquillar em parte o 
que reconheciam ser causa do que o ia enfraquecendo. 

llojt* folizmciito n praeticn «j^andea ('lenioutõs ha fornecido 
á ficiencia para <|uc se ]tí>aiía pronunciar como dfbtruir senào 
no todo, em parte, a» causas que mais podem couiribuír para 
a lucta, quando se queira fazer resistir o organismo humano, 
que dV'saa projiriedade é susceptível, num meio que è diffe- 
rcnte d'iupiflli^ a que estava habiluailu. 

A scieneia aconselha, mesmo aos mais rebeldes á aclima- 
ção, quando devem retirar o, a tempo, voltarem a restabele- 
cer-se no meio que lhes era familiiU*. 

Eu lembro mais adeante alguns alvitres conhecidos pela 
practica, para que o europeu se prepare a resistir com algu- 
mas vantagens áa mais elevadas temperaturas o i^b mínimas. 
e que fazem parte das precauçOcs hygieuícas que nSo posso 



p 






METEOROLOGIA, CLIMALOGIA E COLONIZAÇÃO 



243 



deixar de aconselhar a quem pretenda acHmar-se na regiSo de 
íjue trato. 

Humidades 



n 



Em geral, os regieíos hviçrometieos da ExpediçJta foram 
sempre elevadissimoe, destacaudo-se aindu as&int para menos 
os mezeâ da eslaçSo do anno mais fresca, do junho a getembro, 
e isto tanto no interior^ como na região do litoral e nas ilhas 
ao lado dií contineiíLc. 

Dispondo a» localidades segundo att duas zona» em que 
dividi a região explorada, designo em cada uma oá limites 
extremos entre os quaet* variaram o& graus de saturaçílo de 
Imniidadcíí relativas nesíias localidades dui'unte o periodo das 
ííWoi^vaçòes, e as medias d'esse periodo. 



1 



HumI(Iik<le« MalAnJe 



C»fux{ 



l." zona 

Ciuui^vii 



Extremai*. . ÍÍO a 89 72 a «9 72 a S9 



Medi 



HamtfUdOii 

Extrema». 

Aledius. . 



73 



CucngD 



ítl 



Cuilu 



80 
2.» rona 



Cuango 

59 a ÍH) 
72 



CaiDAU Muqalqji 

50 a 9ti UAiJb 
7õ 49 



Caauifula LuAcliinin ClUumbuv Luembe 



(íl H 75 34 H 84 G9 a 90 71 a 93 42 a 92 47a87 
09 53 81 7b GB G4 



Ca períodos são muito diversos, maa ainda assim nSo po&so 
deixar do notar que as normaes niíiís elevadas, salvo uma 
ou outra excepção, pertencem ás localidades de menor alti- 
tude e ainda, que na zona a snl (1.^) I»to é, a mais afastada do 
equador 4* mais próxima da costa, as nornmes e as raaximaa, 
»ilo em geral nienore» que na zona a norte. 

Ora o estado hygrometrico ou a relaçílo da quantidade do 
vapor existente em um volume dado d'ar, com a que esse 
vo!nmo devia conter se fosse saturado á mesma temperatura, 
é luna tujicySo da temperatura e da pressão. 



244 



EXl'EDH,AO PORTUOUKZA AO MUATiÂNVCA 



Maa como hab localidades daa zonas cotisideradaa já se 
sabe que as oscillaçílcs das suas presBÕCfl sHo muito pequenas, 
podendo em aí^juns mezes acceitarem-sc como constantes, è 
poÍB a temperatura que naquellas localidades maití iiiflue 
Bobre íVi humidadus que ae refílstum. Aitula assim v- certo que 
onde a pressão í: menor se registam humidados m:iito eleva- 
das. Já ficou dito, tratando dt' Loaiula, que as íniiuiiladc-s rela- 
tiva» variavam muito com o-^ ventos e d'um modo muito ditfe- 
rente do que auccede pjira as tmiijoraturaa e tcnslto do vapor 
atmoBpliericoj ihctores do quem ilepeudc, e por isso as lei» 
que BC deduzem para as huniidadf^í* são uiuito menop regulares 
que para csbob factores; cfvnitmk» examinando os dia|L;ramma& 
dia a dia de cada uma das localidades, nuío que em geral 
quando a temperatura baixa bruscamente, el<*va-»c a bimiídade. 

Parecia pois, ipu^ no.s nu-ze» dn estaeSo du anuo niai> quente, 
deviam ter logar em todas as localidades^ ats mmores humi- 
dadea, uias nSo suocede assim o certamente pelas influencias. 
alem do-^ ventos, d'oiitra8 causas especiaes ás localidade?. 

Grupando por raeze» as localidades de que conheço os 
reg^istos de bumidades relativas, sop;tindo a ordem decrescente 
dan ?uas latitudes», indico alem dos limiti\s entre que variaram 
os g-raus de satiu^açao de suas bumidades, a extensão das 
amplitudcíii abaixo e acima da^ medias do mez e estas medias. 
Lembro porem, <pie a Mayotte e Réuuiou fijíuram noe f^rupos 
com imia ebcala em cente&imos, mas que pouco importa, 
por serem equivalentes aos graus de saturação. 

Ampaiudes 



Mczc* 



Janeiro 



L^^calMad t<s 


KxuemAn 


Mctlina 


Abaixo ArlniA 
dai mediu 


a Thomí 


75 a 8Í> 


83 


8 6 


S. Salvador 


Õ4 a 98 


79 


25 19 


Luachlmn 


7*2 a 93 


81 


9 12 


Loandft 


79 a 98 


91 


12 7 


CaBsanjc 


59 a 87 


68 


9 19 


Mayotte 




88 




Caçoada 


53 a 89 


71 


18 18 




r 


METEOROLOGIA, 


CMMALOOM 


E COLOXISAVAO 


245 


m 










Amplltadei 


Hmai 


Lo<:alUlAdM 


Kxtrftnan 


M(HUa« 


Abaixo 


Aoln» 


^M 


• 








dju mediu 


^M 


Poverein 


S. Thftnit' 


7í» a 93 


87 


8 


6 


^^ 




S. Salvador 44 a Íl8 


78 


34 


20 






Luiirliiiuo 


Tl a yy 


73 


2 


16 






Cbiumbuc 


75 a d2 


82 


7 


10 






Cuanço 


59 a !H> 


12 


13 


18 






Loanda 


70 a m 


87 


17 


11 






Ca^sauje 


05 n.H9 


78 


13 


11 






Mayotte 




85 










Cacoudn 


18 a Ttí 


54 


36 


22 






Réuniou 




82 








Marvo 


8. Thomí 


70 a í)2 


a3 


13 


9 






S. Salvador 5f» ft ÍKi 


77 


22 


19 






Cliiumbiic 


Gi» a 92 


80 


11 


12 






Loanda 


78 a 99 


95 


17 


4 






Bii^ 


(>4 a ÍK) 


75 


11 


15 






Mayotte 




8G 










Béuuiou 




83 








Abril 


S. Thom<i. . 


75 a 93 


82 


7 


U 






S. Snlvad»>r 


51 a 99 


78 


17 


21 






Chiumbue . 


54 a 89 


73 


19 


16 






Cumaii .... 


70 a 96 


83 


13 


13 






Loauda . . . 


76 a 99 


94 


18 


5 






IJ. Hr.ig^anç( 


i 58 a 80 


75 


17 


15 






Uilu'.. ... 


31 a 75 


49 


18 


26 






Mayotte.. . 




85 










Rruuiou.. . 




63 


■ 






Maio 


S. Thomé.. 


71 a 86 


80 


9 


6 






S. Salvador 


48 a 98 


79 


31 


18 






fliiiiinbne. 


•49 a 88 


G7 


19 


21 






Muquiiiji. . 


47 n 1S2 


52 


5 


10 






CunuLU. . . . 


54J a 80 


60 


10 


20 






Loanda . . . 


64 a 99 


93 


39 


6 






Bih.' 


3U a 58 


43 


13 


15 






.Mayotte.. . 




84 










HéuDÍou.. . 




82 






\ 



^^^^1 


EXPEDI^lO POHTUtíUEZA AO 


MUATIÀNVUA 


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AmplItoaM \ 


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S. Thomé. . . 


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S. Salvador. 


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D. Bnigaiiv» 


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Kriinion.. . . 








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Agoflto 


S. Thomé... 


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S. Salvador. 


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Loftnda . . , . 


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81 


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10 


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P. Audongo. 


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66 


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22 


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Catuchi .... 


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10 




Mayotte 








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lÍAMinifui.. . . 








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Setembro 


S. Tlioint'. . . 


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11 


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S. Salvador. 


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Limmlíp.. . . 


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Loainhi .... 


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Muliinjf. . . . 


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Chiquilii... 


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Mayoítc 








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Ri^uuion... . 








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.^^ METEOUOLUUU, CLI^ULOGIA L 


CULÚNISAf^ÀO 


247 


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Ain|>liuiilri 


Sáezea 


I.iK'All(lii4lríi 


Bxtrcuiiu 


Mi-ilifts 


Abaixo 


Ari 111 a 


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OnUihto 


S. Tliomr. . 


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S. Salvatliir. 


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Kóuitiou. . . 






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Nnvaiiibro 


S. Thoiní, . . 


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S. Salvador. 


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Hcnniou. . . 






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Dezembro 


S. Thonié.. . 


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u Oií 


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S. Salvador. 


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78 


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Caim «rida. . 


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Cainavi . . . 


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Ivurtuila . . . 


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Casí^Hiiji' . . . 


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Mayiilte. . . 






77 










R«''UUÍ«>TI .. 






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Quillciií^nio.H 


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77 


17 


Ç) 




f Com respeito iL Mnyotte 


e íí 


Rijiniioii, noto ji 


(i que HÁ 


hurai- 




{líulea decrcsueni eoiu as 


teiuperatiirij 


Is, isto é 


, as bua 


s uor- 




luueci hSo ; 


meuores (|UUudo 


a» das temporaturus 


também 


eão. 




Xo8 mezfs de initio a outubro, 


em í[ue 


BC rcgibtam as menores 




tcniperutnras, aSo também 


aquelles em que o 


e&tado 1 


ky^ro- 




métrico é 


menos elevado. 














mesmo succcdc nn cidade de S. 


Thoraó, 


em Loanda e 




em S. Sal 


vador do Congo. 












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248 EXPEDIVXO POHTLGUEZA AO MUATIÂXVUA 

Com respeito As localidades estadadait pela Expedição, vejo 
que no Chiumbuo, cm que o periodo é maior, de fevereiro a ju- 
lho, íiH liiimiilíiduá iuruin decrescendo; no Caun^çuia em três me- 
zes de temperaturas elevadas, ellas se conservaram altas ; e 
em Malaiije nod mezes menos quentes relativamente lU uutruí 
localidiulfs que com ellus se gru]»am, registam-ào das menore;» 
huniídadea. 

No Cliiutnbue dú-se porém, uma circumstancia, nos mezcs 
de maio a junho, em que as temperaturas maximiis oíciilai* 
pouco, oanscrvam mais constância, é quando as hum dadís 
descrescem d'um modo notável ; e no Caun;2^Ia no mez de 
novembro em que o rcpinen das temjieralnras maxiíius ê 
maior, o regimen das limnidadrp ê o maior, Í3ti> em rclnçào 
ao8 mezes de outubro, novembro e dezembro. 

A longitude decerto inflne nefites factos que nn» imistra- 
ram o» dÍHg'ramuiab, 

Os Ldcmentofl de quo poeso dispor, repito ainda^ nSo só com 
respeito aos postos meteorokígicos da Expedição, mas tam- 
bém OH dos obsei"vatorÍos e de (mtros observadores, refeí-em-se 
a curtos pcrioilos, e não podem por isso deduzir-se senão prin- 
cípios devidos a comparuvocs do localidades que se e&tudam, 
e acceitar os que a practíca cttnfinna. 

Noto que em geral as Oi^ciila^-òos das liuiuÍ<la(Jes sao luuilo 
variáveis^ e se numas localidades sâo abaixo das normaes 
BUpcriorea as que se registam acima, em outras dií-se o con- 
trario, principalmente nas localidales de maior altitude. 

É sabido que pelos limites extrenus maximoj eu apenas 
po»30 concluir, cooiparando localidales, que em alguns dias o 
estado hygrometrico d'uma excedeu era saturaçilo o doí mais 
elevados que se registaram em outra; por isso querendo clas- 
sificar aa localidades a quo me reporto em cada mez pelo seu 
estado liygrometrico, penso ser mais acertado, confi'ontar o 
regimen raedio diarít) de cada uma delias entre si, o que se 
torna fácil á vista dos dia;4'rammas. 

Com excepção do Luanda e das illia», comparando esses 
diagrammas de dia a dia, attigura-se-me nSo errar asseverando 



i 




I 



»> 



METEOROLOGIA, CLIMALOOIA E COLOXISAÇ^O 249 

<jue niiB localidadeB que eatudo por mezes, sào consitlcraclii» 
mais humidnB aquelluB em que aa ainplitinles abnixo das nor- 

mac3 gSti menoreB; c assim conse^ii claí*6ÍficnI-n8 bciíJo n ili»- 
poei^ilo (jue He segue de maÍB para iiumioh húmida. 



Janflm 


PevptTiro 


Mai^o 


Abríl 


Luadiiino 


I^iiachimo 


Cliinmhue 


Caniau 


CaBHttllJL' 


ChiumliHL' 


Biè 


D. de Bragança 


Caconda 


Cnauífo 


S. Salvador 


S. Sulvftdor 


S. Salvador. 


Caíísanje 




Bi.:< 




S. Salvador 




Cbtumbue 




(.'acoiida 






UjlÍo 


Junho 


Julho 


Agosto 


Muquiuji 


Muquiuji 


Malauje 


Catudii 


Canmti 


Chiuinlme 


riiiuuiliue 


Malanje 


Bié 


C'uenp> 


Cuilu 


Lnombtí 


Chiumbue 


Í5. Salvador 


Auilnndia 


('iiilu 


S. Salvador 




S. Salvador 


Puuíjn Aiulou^^o 






D. de Bra;;uu(,'iL 


S. Sulviidnr 


Sctcmtro 


Ontnliro 


Norembro 


DflK^inbro 


Malauje 


Cafuxí 


Cafuxi 


Cassanje 


Liieinbe 


Caungula 


Caiiupihi 


Camúvu 


Chifinila 


Luembe 


CaHHauje 


Caiiufyula 


S. Salvador 


('ai*artnjc' 
tí. Salvador 


S. Salvuflor 


S. Salvador 



Se comparo este quaudro eoni ti análogo das temperaturas, 
vejo que salvo alf^umau excepçoe», tâo iiiaifl huinidua aa que 
accusam meiíur lemperatuni. 

Oâ postos metooroloíricotf toram cíitabelecidos do modo como 
já íicou dito, e decerto na graduaçilo das luimidade& muito 
lofluiram em alguns a vieinliança dos rioe, ãtu floreBtaB e das 
montanha:*, <[uer dos qtiadranfes do mJ. quer dos «iiiadrante» 
du norte, e tnuibem as Anu» altitudeb ; u eui todab^ a umis 
ou menos densa vegetaçSo, qualidadu do golo e a epocha tloa 
re^ifitoe. 





£ jiuróm de notar que tanto a uídode de Loandii como a da 
ilha de S. Thomê e as das ilhaa da Mayotte e Kúuuion, em 
BÍtuaçÒce tào diversa» cora respeito ás localidadps da rogiáo 
que estudo, apresentam medias mensaes, principalmente nos 
raczefl da osta^ílo quente, nnúto maia elevadas que as máximas 
d*eBta» IfrcalídadeB. 

E tanibeia iioti» que em algiuis mezes se as localidades de 
menor altitude se apresentam mais húmidas, noutros, dá-se o 
contrario, e niiula no mesmo raez, a diiíposiçio nân se^ie a 
orflem das altitude» nem tào pouco da» latitudes em relação 
ao equador. 

E tào irre^ilar o reí^imen das huniidades o está depen- 
dente de tautas causa» accidentaes, que ú mesmo muito ditlicxl 
para uma determinada k»ealidade dizer mais do que, elcvan- 
do-se a temperatura diminue a humidade; mas esta diminuiçSo 
ainda é moditicnda por outro» a^^entos atmoajtherieo» e condi- 
ções que se dào na localidade. 

Pelo regimen diário, as cidades de Loanda e de S. Thomé 
apresei! tam-ee sempre superiores ao de todas as outras locali- 
dades, e cora poucas excepções a curva hygrometricu mensal 
de Loanda deixa de ser sempre mais elevada que a de 
S. Thomé^ ha porém mais constância nesta cidade em relaçJto- 
á normal do que naquelfa, e isto está em harmonia cora o que 
diz respeito ás teiup<.Taturas durante u dia. 

Podem attribuir-se estes factos á perpendicularidade dos- 
raios solares ; mas ê certo, porém, que as tempt^raturas dimi- 
nuem tanto durante a noite na cidade de í>. Tliomé que a» 
hnmidades sentcm-se muito mais aqui, que em Loanda. 

O practieo considera Loanda uma cidade bastante árida, e 
comtudo, vivendo alii al^imi tempo, nào deixa de reconhecer 
que »> seu estado hyproinetrico é elevadisí?Ímo, e isto que pa- 
rece uma contradieçSo, justitica-se pelos ventos, que mais pre- 
dominam c que sât» lis mais húmido», de noroeste a sueste pelo 
oeste, isto é, os do lado do mar rodeando a cidade. 

S. Salvador df» < 'on^o que fle apresenta todos os mezes, 
quando uàlo no ultimo proximamente no ulfímo lo^ar, é em 



I 



1 



É 



METKOnOLOGlA, CU.HALOGIA K COLOXJSAyio 201 



rela^'3ío ás outra» louiilidadcs, n i|uu está maia proxímii do- 
equador, uma dae que tica niaie perto da costa o já numa 
altitude superior a ;'>0(í metros, e iiào é dae classiticadas de 
mais quente, embora registe em alguns dias temperaturas 
muito mais elevadas das que se registam em outras locali- 
áíxdvs. 

Isto que parece contrario ao que ae devia ceperar, é canfir- 
raado pela practica, porque S. Salvador é uiiui localidade 
árida, e sJo aqui o» vontuH du ijuailrante de Buositf, a osoasBe^ 
de vegetação, qualidade do buIo o a pouca *»bliquidadc dog 
raioB solares na grande parto do anuo que ccmcorrem para as 
grandes uscíUiigòcM das siuie luiuiidades. v pur consc^aiinte 
para o muior giau relativo de secciu-a com rcspeilo aos potto» 
meteorológicos da Expedição e ás outras localidades a kuI. 

Com excepção de 8. Salvador, noto que nos mezes mai» 
quentes sSo as localidades de menor altitude as mais húmidas^ 
e SC alguma excepção teidio de accut(ar, comn í 'aniau no mez 
de abril, é isso dovidí) a ser o abrigo do posto uma barraca 
de lôiia, á situação d'eBte em relação ao valle qiiií descrevi e 
ainda á muita vegetação, e á graúdo quantidade de chuva» 
que ali cahirara desde março, e n3Ío serem as temperatura» 
das mais elevadas, não obstante sentirem-se excessivas dentro 
das barracas. 

Nos mezHs mais frescos, de maio n outubro, são as locali- 
dades de luaitir altitude a» .que registam maior humidade, o 
inverso ilo que st^ dá com ha tempcraturae^ notaudo-se serem 
as que tícam a sul menos húmidas. 

Ninguém ignora que os diverso» graus de seccura ou de 
humidade de tal modo impressionam o organismo do» seres 
vivos tpie este* logo se sentem o o (b-nuiieiam. 

Quem di-*sconhece que uma planta bujeita a uniu rapidn 
evaporação, recebendo da terra pelas suas raizes menos agua 
do ipie a perdida pelas suas f<)llias, secca em pouco tempo? 
que uma evaporação nuiito rápida, destroe, e muito depressa, 
nos animaes, o equilíbrio necessário ao preenchimento regular 
das suas funcçSes ? 



I 




-254 



EXPEDIÇÃO PORTUGITEZA AO MUATllWVUA 



I 



Segundo a tradicçlU), eete pântano fora em tempo uma 
Roça, e ainda llie chamavam Roça Arrayal, quando em 1873 
.eu tomei posse do cargo de administrador do concelho. 

Era de faoto uma depressão do terreno em relaçJo ao 
nivcl da cidade, raaa n!lo muito aetiBivel, elevando-sc depois o 
.solo niima rampa suave até às e&tradas de que falei, nos seus 
confine. 

Abandonada esta porçSo de terreno que nilo era muito 
grande, com 09 tempos tomou-se deposito de lixos e de mon- 
íurod da cidade, e entre este» desenvolviam-se nSo só os coquei- 
ros a uma i^raiide altura como a vegetaçílo, sendo esta e 
.aqnellea emmaranhados e por vezes occultos, bem como as 
ramadas das arvores por trepadeiras e grossas corílas que 
interceptavam a passagem para o interior, alem da parte que 
• estava mai» a descoberto á beira do caminho que contornava 
as habitações, fundo da cidade^ por esse lado. 

Nesta parte a descoberto o solo era uma espécie de rede de 
grandes malhas, trabalho feito por grandes carangueijos ver- 
melhos que habitavam no subsolo e por esses buracos se 
conhecia, lançando nelle» pequenas pedras, a existência de 
agua a uma pequena altura, 

Pareceu-me de toda a conveniência para fazer desapparecer 
este foco de infecção, onde, com excepção duma pequena parte, 
08 raios do sol nao conseguiam passar entre a folhagem, 
antes ile tudo descobril-o. 

Inteiramente extranho ao clima e na peor epocha do anno, 
de janeiro a março, dispuz-me a lazer aquelle serviço, dispondo 
pai*a isso de eiu"opeus degredados já muito deteriorados no seu 
organismo, e de africanos, sei'\'os das Koças, que os seus pro- 
prietários mandavam apresentar á auctoridade para serem 
xastigados, tambf*m extranhos ao clima, e por este debili- 
tados. 

Moralmente, para com a minha consciência, eu assumi uma 
grande responsabilidade, pois tratava de fazer trabalhar em 
um logar excessivamente húmido e debaixo duma tenipera- 
J;ura abrazadora e constjinte, um certo numero de homens 






MKTEOROLOOIA, CLÍMALOOIA K COLOKISAÇaO 

num meio que lhes era estranho c para ob qujiee, a alimen- 
tação até ahi, alem de parca, níto era própria nem substan- 
cial. Era prL^ciso pois, eu dar-llu-s u exemplo, cxpondo-me e 
acompíiiiliando-os no traballu), as^imiindo ímniefliataniente a 
direcçáo. 

Auctorisado pelo Governador da Provincia, antes do troço 
de gente seguir para o trabalho, fazia distribuir o suljihato, 
cafó e aguardente a eada um d'eaHe8 meus homeiíB, sem dis- 
tincç2ln de eur, e no campo, antes das seis horns, era o pri- 
meiro trabalho, fazer fog:tieiray do que era pogeivcl, na área 
em que marcava o servi^-o do dia, 

O trabalho da manhSl terminava íis 10 hora«, e um novo 
cálice de a^iardente se dava a cada um dos homens que reco- 
lhia dejini.s ao quartf^l da policia sob o meu conuiiaridí), onde 
lhes era ditítribuido o ranelm. 

Estes trabalhaduri'8 a quem forara distribuídas manta» de 
13, embndliadoa nollaí, dí-'Sfan(;avam cntÊlo, se queriam, até 
ás 4 huraa da tarde, e depois de terum comido o rancho da 
tarde, das 5 até pouco depois das G horas, voltavam ao pân- 
tano, unicamente para serviço de remoções de monturos e de 
Jirapeías e cortes de trepadeiras. 

Conseguiu-se astíiin descobrir tudo o solo e depois proce- 
deu-se á abertura de valles, phintaçí5es, etc, transformando 
uma parti' em horta, qiu* se detitmiinou — ITnrta ^IIlíNir — e 
que foi d'uma grande utilidade não só para os militares e de- 
gredados, mas ainda para a fazenda, como se veríl peto 
documento que publieo; e próximo d'e8ta destinei uma deter- 
minada área devidamente cercada e com rcpartimcntos para 
crcaçocs. 

Passados alguns mezes nos quarteiríHes mais sêccos, entre as 
valias já se viam liabituçries para fil^mns eunq)eus o índigenas 
do melhor coniportanicnto a í[ucm confiava os bcna exÍ8tcnte3, 
G na constnieyílo d'eatas habitações segui o antif^o uso da. 
terra á falta de outros matcriaes. 

Eram as conatnicçnes simples de madeira com a cubagem 
indispensável e precíea ventilaçJlo. 



« 



256 EXPEOiçlo PORTUorezA ao mcatiíxvca 



O esqueleto devidamente aprumado e bem ligado era for- 
rado exteriorraento por tnboaB especiaes vindau doa Angola- 
reSf (/) pregadas nas prumadas no ueiitido da bua lareira, 
de baixo para cima, de modo <pie as ordens siiperiore» ttobre- 
punham-se sobre as inferiores, como as noa^att antiga» taboi- 
uhas de janellas. 

A cobertura era diapoata em duaa agiiaB, cabindo para os 
ladoa, e revestidas do mesmo taboado c pelo mesmo syãtema, 
de modo a tícar a cobertura aulicntc cm todoa oa sentidos ao 
revestimento externo da liabitaçSo. 

Com o tempo foram as cobertunis ainda protegidas com 
telha vã. As aguas das chuvas e mesmo do cacimbo desliaa- 
vam-Be ila cobertura e caliiam sobre [nwjuênas rampns do solo 
batido em redor e eram deaviadab daa habitaynes, 

Nas plantações houve sempre escolha do que era productivo 
e do que era saneador. 

K certo <pio durante o tempo que ilu-igi estes trabalhos, os 
preliminares, que eram decerto os peorcs, nenhum dos indi- 
víduos do pcs&ual foi d'elleB victima. NÍo devendo occultar 
porém, que tanto eu como os trabalhadores europeuB, quando 
em principio nos eiieliiiri\ivamu8 até aos joelhos nos ludaçaes 
e molhávamos a roupa na folhagem orvalhada da noite ou que 
ainda bustentavam ív^na das chuvas, tinliamos a devida cau- 
tella, quandit recolhíamos, de friccionar o corpo com aguai'- 
dente, á falta de álcool, e mudarmos de roupa. 

Também devo dizer que das creavOes tive de fazer retirar 
da localidade o gado suino, para salvar o quo fui possivel. Este 
gadu pela sua natui-al especialidadt^* escavava o solo, e de tal 
modo que o recinto em que vivia era um lamaceiro, um pân- 
tano pcôtilente constante, o o gado começou a eoffrer mais ou 
.mcuotf, morrendo algum. 

Retirado da localidade, o que sobreviveu, dcBcnvolveu-so e 
procreon. 



( ') Povonçàc ao bul da ilha. 





UETEOM»X>GIA, CLIUALOOU E COLOXISAÇlo 



Creio íiinda que doviíln íin.s jirnvontivoa com qíic bc iizoram 
aqiKílIcí* iraballiíis, tíinln ciinjjUíUB romo africuuotí, i*esÍ8tiram 
á gniuíli- íiuniida-lo :t qui* ostjivam Mijcitoí*. 

l)u L-untnirlo, isto t», dn laJtn du» iiccfbbarluB cantella» pai'a 
com a litiinidade^ tivo unifi jumv.i cm Loaiula, de que é 
iCBlí-munlia o meu antigo amigo dr. Maiuiol Ferrt-ira lli- 
beiro. 

Na inadru^i^ada de 7 de dezembro iIl* IS7S lui tiiu;ar o tazer 
abrir as vallatí para ug alicorcc» da Eccola Proíiteional. Nâo 
Be registavam eliuvas, havia tompti, ina$ rni foinpensayàn, so- 
bretudi> neste dia, um df-ntist^ímo uovotMro ainda ás II liora*, 
hora *'m que torminava o traballm d;t iiiatdiílj nAn havia sido 
dit^^ipafh). 

Dí.'poÍB do traçado, »enteÍ-iiR' jmm baixo baueo, na testa 
da valia da frente, dirigindo oa trabalhadorcB na cava. 

E c**rti> qiio tanto ou cituio aljíim» d'o*tos rocolhrmo* doen- 
te», e do resfriamento sucecdcu-iie a yupprostiao rio irauspira- 
ç4o e em seguida aa febres, que nos pnitítraram por alguns 
diae, sendo obrigados a sujeitannots-noti ás preBcripçíieB me- 
di cae. 

Acreditamos que a atTecçAo do orgími^mo tcvo por causa 
principal a buniidado, e depois as emanaçòes da» torras que ^o 
estavam revolvf.-ndo e deslocando, também modificada» pela 
exposição á liumidade. 

Oh effeitoB dírcetos da humidaiie tobre a jiarte externa do 
corpo e também sobre oa bnmchio» ainda oh menos affeetadus, 
com o lompOj fazem-f^o mais ou menos sentir; no emtanto 
precavendo-st! o individuo que a ella tem de se sujeitar, obser- 
vando as prescrip^òes quo a practica aconscUia, emquanto em 
aetividuile, jiude rosÍ8lir-lhe e mesmo fazer retardar os seu» 
etteitOB quando nílo tornal-oa meno»^ penosos. 

Eu lembrarei sempre n conveniência que deve liaver para 
individues que emigram do nosso Portugal e ilhas adjacentes, 
no intento de trabalhar em algumas das notiias possessões 
africanas, cm se lhe» indicar iot-alidades, cujo estado hygro- 
metrico nJo diííira muito d'aqnellc a que estavam expostos, ou 




2ÒS 



EXPEDIÇÃO PORTCGCE2A AO MUATllyVTA 



quo 8© dirijam p.ira aquollas cujo estado hygromotrico conve-^ 
nha àt especialidudoB da »ua constituiçUo o áa da *ua pn>- 

N." 32 — »» p^vi?riiaíl«ir ria proviíicia dt» S. Tkoiné * Príucipc i? íwa» 
dt_*iH'n<lrui*i»K (1t*tt!rmhiA o winiíiit**: 

Teudo sid» pur portaria d'c;ita data exouerado de sofrclari'.» da coin- 
missáo adiniuÍAtrativa dit hurta militar, o rajiitilo do cxcriMlu de IVtrtu- 
gttl. HcMiriíine Au;r«*'to Dias do (,'arvttlho: lifi por couveiiienti? louvar 
cate tyR\c\ii\ pplo>t tmpurtaiitUittiiv»* tralmllii»^ que n*ulíâuu u*aquella lr>- 
calidui]».', tiiudti hii p'mL'o tempo foro «Ic infor^''>oR puluiítre». cnuív- 
jifuiniio o qnai-i compU»t<) cuchuffo de tilo poriíyosfí pântano: iM'udo dií- 
vido ao seu xido, e a'>a «eufl esfnrçoi» que 8P obtevo lAo importaute nit>- 
lliommcnto. O qur mando coimniinirar ao referido cnpitJo. Henrique 
Au*!U»to Diaf de Canalhú. pura »eu oouliooimeittn o ^atiãfav^o 

l\ilrti-i.í i|o jrovenjo <la pn>viin-ia de S. Tlminr, íUde juueirodc 1^75. 
= Grr^triu Jt»*/ iíiVífíni. governador da proviucla. 



Tensão do Tapor atmospberico 



da } 



É este um do» ngcntca cujas variações dependem das 
pressão, dn temperatura c dn humidade, qualquer que seja a 
fonnn por qu*» estn se manifesta, *• sâo iiKuiitieadas pel(»s veii- , 
to», condiv"Viií j^eo^rapliicaa e pecidíareii das iocalidadeií a que 
se reportam. 

Como SC ví" em todo» os diaícramma* que apresento, é ge- 
ral, descendo a pressão i-Ievar-se a tt-mperatura. diminuir a 
humidade relativa e aufriuentar a tensão do vapor. 

Do8 diai^rammas de cada um dos postos meteorológicos da 
Expedição apret^ento ja os limites entre que variou a tensS^o 
durjinte o perit^lo das é-uíis obser\avòes e a nn-dia d'esse pe- 
ríodo, dispondo os postos, nas duas zonas em que divido a 
rogifto estudada. 

1.* zona 



Tn*ii> I m. m. I M«laiO<* 



r*fti3[i 



Cunim Cvaiign CaiMia 



Limite» ... 11 a 11* T. ;i 1> T n 10 i:> a U* 13 a U' 8 a 13 
Mediai.... U 7 7 17 14 lU 



METEOROLOGIA, CLIMALOOIA E COLOKISAÇAO 



259 



ToBiio (m. m. ) Caen^ 



Ciiílu CauiiituU Liiarlilinn Cliluinttar Lu<-iijIm« 



Limito» .. . ít a 13 b u IG 5 ii lo 7 a 10 7 a 21 14 ii lí> 
Medias.... 11 9 íi 8 16 15 

Tanlo na 1." como nn 2,* zona houve imi decrescendo na» 
três primeiras localidades, isto v, niis mezes de jiillio a dezem- 
bro; e também um decrescendo naa que se lhe Bcgiitram, de 
janeiro a junho. 

Devo notar que no Luacliimo o período das obâervaç^e» 
abrange parte do mez de janeiro c* o niez de fevereiro, c accu- 
fiando p(.'queua teusJlo do vuj)0r utm<íiiJijlierÍco c devido certa- 
mente a poucas clmvas, a terem sido oe ventos predominantes 
doft quadrantes do norte, a» cahuaríaa do noite, jL^rande quan- 
tidade de humidade rehitiva e nts influencias locacs do rio 
muito próximo, florestas era redor, eua altitude ser das jnfe- 
rioresj 766™, e a sua latitude ser das mais próximas do equa- 
dor, 1^ 38\ c ainda outras, como qualidade dn solo c as qiu> 
devem ter escapado á minha obáervaçSo. 

Se tenho em attençilo os mezes de observaçílo, eu vejo que 
o registo do ilidaiije, ([uc foi d** julh<i a Hetejiihn», pnuri) dif- 
fere dos do Cueu^n e do OuíÍu nva mezcs de junho a hm de 
agosto, e do de Luembe em a^sto e setembro; o de Cafuxi 
e o de Caraau, no» mezes de outubro a íins de dezembro, 
pouco diticrem do de Caun^nda no» meamos mezee; e o do 
Cuungo, o de Canmu e o de Jluquinji, nos mczcs de janeiro 
a junho, pouco differetn d<> di* Cbiumbue, de fevereiro a ju- 
lho. 

Nas localidades que compareij as dilVerenças devem-se mais 
Á» latitude» do que ús altitades, sendo certo que a menor 
tendão se nota nas localidades que esti\o na zona inais au 
norte. 

Se comparo os limites da tensão do vapor atniospheríco com 
•08 das pressões, oe das temperaturas e os das humidadcBrôlativas, 



1 



EXPEDIÇÃO PORTCGUEZA AO MOATlJtWVtTA 



eu noto que^ uude as prefiaí^tos sAo maÍB elcvaiae, na tempera- 
turas miniinae lUí^noroH e as humirlftíles inaíoros, ó ondo ge- 
ralmente a íimplitudo da toiíHÍlo aljaixo da normul é menor. 

Encontro corno exeepçílo por px^uiplo^Mintuinji, quG nocu-sa 
mcnoroB medias barométrica, ihermica c hy^i^romotrica, c rela- 
tivamente uma media elevada do teiigilo; muti n2Lo só o pe- 
rÍod*f da» uli.sf.'rv;u;òe.^, uo» me/ee de maio u juidio, a aua alti- 
tude elevada e também a eua situavSo numa ílore&ta o ainda 
o abrijío do posto ser uma b:irrnca de lona, devem ter intíuido. 

Os dia^^aaimaa mostram que i\& menores ampliiudca da 
variação e a maior quantid;ido de tensAo do vapor toem logar 
nos mezes maia quentes. 

Comparando as mc.liaa mensaea da tonsno do vapor nas 
diversa» loenlldadeíi, como tiz para o.s aíçente» já confciderados, 
contírraam-ae estas deduc\'5e8, e novo» princípios se deduzem 
para nma melhor apreciação dos climas. 




.ilOIOB 


LoPilIdaitra 


M^1a« 


Amplliutlnai 
Abfitxo Adina 


JllDGÍrO 


S. Thnnu' 


21 
17 


•2 
2 


a 




S. Salvatlor. ..... 


3 




Liincliima 


. 9 


1 


1 




Loauda 


2'i 


3 


8 




CnB^iiujo . - 

Mavotte 


18 
26 


3 


1 




CtUMHltlft 


16 


'2 


& 


Fevereiro 


S. Tlioinó 


34 


3 


4 




S. íSalviKliir . . . . 


IS 


2 


2 




Limcliiino 


8 


1 


2 




Cbiuinbuc. ... ... .. 


19 


1 


2 




Ijoauda 


17 
JB 
1» 
26 

13 


2 

4 

2 


2 

4 




Cassnnje 

Mavntte 


i 




Cacoudu 


4 



(1| S«baatsnilo-«o «baixo • aelm* (1m mi?(tt&«. 



k 



I 



I r 



^ 



I . 



METEOItOLOOIA, CLIMALOGIA E COLONI8AVÀ0 261 



KeiM 



Março 



ÃbrU 



Maio 



juiibo 



Julho 



S. Tlimiir 

S. Siihntlor 

Chiiimbui* 

L'>iiii(la 

Uw 

Míiyotte 

S. Thoinó 

S. Srtlvfttlor 

('Iiimnlmc! 

Ciinmii 

LoaiJila 

D. de Brangauça. 

Bíh 

Mayotte 

S. Ttinin^- 

S. Salvador 

Cliiumbue 

Muqiiiuji 

Cain.-m 

Lottudii. 

Bié 

Mayotlc 

S. Thmní 

S. Salvador 

Chiumbutí 

(.^iniiiço 

Mii<|uii)ji 

Lauiifta 

Muvotto 

S. Thomé 

IS. Salvador 

Ciiiuiiibiic 

(-'uéIii 

I^rmiida 

]). do Bragança.. 

iMftlanJc 

AndiimbA 

Miivuttc 



Icdlat 


Am| 

AbBlso 


lí tilde* 
AdUiA 


22 


1 


2 


IH 


2 


2 


lí> 


<■> 


2 


23 


'2 


5 


16 


2 


3 


25 






22 


2 


2 


18 


3 


1 


47 


1 


3 


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3 


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24 


1 


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3 


17 


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16 


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10 


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2 


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3 


3 


21 


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4 


10 


2 


2 


24 






20 


2 


2 


14 


3 


2 


12 


2 


5 


11 


2 


2 


10 


2 


3 


17 


3 


b 


19 






18 


3 


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12 


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2 


10 


1 


5 


u 


2 


2 


lã 


2 


4 


9 


2 


4 


12 





3 


6 


2 


4 


n 







262 



EXPEDIVAO fOUTUOUEZA AU MTATIANVUA 



Agosto S. TUrim''. . . . , 

S. Salvador 

Cuilu 

Luombo. 

LoiíniU 

Mnlaiijc 

V. Audrioffo 

Cntuclii. 
Miiyoít«. 

S«tombro S. Tiioini 

S. .Salvrtdor 

Lnei»l>L» 

LnuD<la 

Miilaiij*' 

Ciru|uiln 

Mttvottc. 

Outubro S. Thonió 

S. Salvador. . 

(.■.niti;,iila 

Liuirnbe. ....... 

Loiiudn. 

Cufitxt 

C»ft»tinji*. ..... 

Mttvotre 

Novembro S. Tlimn? » 

S. Salvador. . . . - 

Cauii^riiíu 

Loaudiu 

Cftfuxi 

CHgpnnjc 

Miiyotte 

Dezembro S. Thniní 

S. Salvador 

Cauii;riil.'i 

Cntnttii 

I.ir)nu(U 

CaegAigc 

Mnyotte 

Qnillciigucs 



Irtlia* 


AnpUta4H 
Abaixo AetmK 


11) 


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2 


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21 


2 


6 


17 


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2 


±A 






•20 


8 


3 



► 



Nesta (líftpoíiçâo por mezeB, em que as íocalidades, como ó 
sabiilo, BCgucm a onlem daa latitude» atiutatulo-se do equador, 
nutn-60 lojijo num rnpido exanio quL- taxiut os tjbtíorvatnrioB 
iiiiB illm» do 8, Ttioiiió e da Muvotto couk» u do litoral do 
coulineiitc, Loaiida, accusam a tenaio do vapor atmoBphorico 
muito maib elevada ([ue aB localidadoB no interior; que ó geral 
cm todns as localidados, ser maís elevada a terisílo no» mezes 
de ouíubro a maio, o mcno* nos com|irolicnilidos entre maio e 
oulida-o, ct-taçíio uoiibiderada mai* fresca. 

Taiubi:iu noto (^ut-, no í^^ral, quanto itiain para o interior 
do cou1ÍMi:'ntc íí uiattí para bid d<* ecpiador, ó jíienor a teubào 
do vapor atmosplieríco, influindo as altitudes, e por conseguinte 
a pre»HÍio. a temperatura, a íinmidade relativa o tambcra oa 
ventos ]>rednnnnanleinieii.sa.s altitude* para a fazerem au^uen- 
tar ou diminuir. 

líe^^ulando-me pelaa medias meneaes, en obtenho por luezes 
a disposi<;Ho das localidades Bcgumlo a ordom ila ruaíor para 
menor tensÃo do vapor atmosplieríco. 



Jâaíipo 


Ttvenitú 


Março 


Alirtl 


Mi\\ otto 


Mftyorto 


ilayotte 


Mrtyotte 


Loaiiiln 


í>. TK«»nn'* 


Tjoauda 


Loaudii 


S. Thtiiuó 


Loauilu 


K. Tliom»! 


S. Thomé 


Casfianj c 


Chiiunbue 


rliiuiiibnu 


fiiiumbue 


S. Salvador 


Cupsanje 


S, Siilvadur 


<_'aMiau 


Cíic-uiida 


S. Salvadiir 


UÍ<'! 


V. de Bragança 


Lu a oh i 1110 


Cuaa{;o 
Caçou da 
Luachimo 




Bi^* 


ttnlo 


JuullQ 


Julbo 


As»» ti) 


Mayottt: 


8. Thoinó 


S. Thoinc 


S. Tliomó 


8. Thomé 


Mayotto 


Mayotto 


Mnyotto 


LoHuda 


Loauda 


Ltiiiuila 


Ldtuida 


S. Salvíidor 


8. Salvador 


S. Salvador 


Linínibe 


Chiumbtic 


CliiumbiiG 


Maliuije 


Mnlanjp 


Camrtu 


riifnfTí» 


riiiuiiilme 


S. Salvador 


Mm{uinji 


Miiipiinji 


ritíln 


Cuilu 


Bié 




I). de Iti-níraiiçi 


íi Pimpo AndouEo 



264 



EXPKDIÇXO POUTUOUKZA AO MCATIÂKVUA 



Sotombro 

Mâyotte 
S. Tlioiiu' 

Malaujc 
Lucnibe 
S. Salvador 
Cliiquilu 



Outubro 

S. Tlirmié 

Miiyolti* 

Li>aiidn 

Luembe 

Cftftftnnje 

S. Salviidor 

Cafiixi 



NMTMnbru 

S. Tliomi' 

Mftvottt' 

Loiíndu 

S. Salvador 
( 'auii^nila 
( 'afuxi 



OrMMilbru 

Mavoltfi 

Loauda 

l^ttilItMipiOf) 

S. Salvador 
Ca.ssaiijc 

(.'ajitúvii 



AtlL'iitaTulo iiOBta diapOii'n;ât) i* iimb coiTospondentea íÍb tein- 
peruturn» c ás liuiniilaJcB, cu vejo aqui, as localidade», com 
pequena» differeiíças, tomarem a ord<nii das temperatura» e a 
Inversa das liumidades. 

Com rc3peito h& temperaturaB, devo Itímbrar que foram indi- 
cadas as localidades que occusavain o mesmo grau, e por isso 
iuditferente a sua colhícayio no gru()o. 

Noto uue S. Siilviídor, localidade de eonstaneia nus temp*^- 
raturas em o período mais quente, accusa neste período menus 
humidade e é das mais variáveis cora respeito á tensão do 
vapor; o Malanje. qui; na urlcm das tr^uperaturaa toma, no 
periodo meiios quente, nin ln;;iir iiiHTiUL-dio e lui das iiuuii- 
dades é uma da:^ primeiras localidades, na das tcnsdes de 
vapores é trtinl>i'm uma das intermédias, e que o Luaeliimo, 
em mezes do periodu quente, que na ordem das teraperuuiras 
toma logar entre as menos elevadas e nas das luimidades e 
a primeira, na das tcnsòes oceupa o lo^ar maia inferior. 

Havendo puis atteni^3ltj aos mezes dos registos e lembrando 
que as huíuidadcs i*stJlÍo dependentes de tantas causas que se 
toma um agente muito irreg^ular, âem erro se pode asioverar 
o que fic«ni estJiÍ>i^lfCÍdo, que a tentijln do vajior se eJ.A^a quíisi 
somprr' que Im i-Ievat^les de temperatura prouunciada e dimi- 
nuição dl? bumidnde. 

E nindiHcad.n esta re^a, tornando-se mais ou menos saliente 
fieo:undo a epoclia da» obtierva*;i^es, d'unma localidades em 
reln^'iLo ;is outras, conforme o seu afastamento da costix e do 
equador c a sua altitude; pois a tendência, enmo se vê bem 




METEOROLOGIA, CLlklALGGIA E COLONI8AVÀO 205 

na Jispoaiçâo por mezes, para esta», é de apresentarem menor 
tensão tle vapor. 

Pondo (io jmrto tis nnulltit^ailoroi*, tioiulo certo <[ne a Imnii- 
dado devida iia cliuvae Il-iu uma iuília-ueia pnmuuuiadu boLro 
a morbidez em geral, dlminuiudo-a, vê-se que a tentão do 
vapor também desempenha, um papel importante &obre o orga- 
nÍBHio humano. 

Examinando os diagrammas, vê-se que a curva das tenaÔes 
segue uma onJem inversa das prcssòce. Onde se regista nic- 
nur pnr^Bsio ó onde se accusa maior tí-nsíío, e cíMmo os mezeti 
de nienfíres prcssí^e» sào aquelle?, ondi^ se nota a maior mor- 
bidez, ainda por este lado fíca corroborado que a tensão do 
vapor também nellas Im de influir. 

A tensSlo do vapor mndifieu o orgnnibnío, muito principal- 
mente no qae i^espeita no np[íarelho respiratório^ uri'j;i]iando-ae 
as anemias, que bc tomnm menos ou maid protnndíie, e tcom 
grande dcbenvolvimcnto nas regi(*>eis cm que as tenípcratiiras 
sSo mais elevadas. 

íjfl indigrMiaa n3o soíTrem menos dVsta doença que se ma- 
nifesta mais rm nienoâ aguda e eompHeíida eom outras e se 
tornam bastante ^^raves qimndo sobretudo se elassitieam de 
cachexias e sâo aeompanhadas de diarrheas. 

Differentes silo as causas que então se aeemuuhim para 
affecçâo do organismo do individuo; e d'o5sa affec^'ão s^o quasi 
sempre viciimas, e, mais a» creanças que o» adultos, e entre 
estes, mais os homens que as mulheres. 

Indirectamente, i»6 m<Motí quE^ na parte liygieniea apresiuito 
para os indivíduos, tanto europeus como africanos, melhor 
resistirem as iniluoncias baronietricas, thermlcas e hygrome- 
tricas, hào de beneficial-o» também contra as influencias da 
tensílo do vapor, o em geral pode dizer-se que os preceitos 
bygieniciís adiiuiridos pela practlca, c se nào devem esquecer 
para a aclimaçSo meteorológica, sào applieaveis na aclijua^ão 
pathologica. 

Se foáse 8Ó necessária a primeira, n pouco se reduziria o 
trabalho de aclimaçilo na rcgiílo que estudo; pois no deeurrer 



i 



igfiô KZPfiDXÇlO PORTUOUE^SA AO UUATXÂXVUA 

irestii [niblicaçào tenho iiproriontiido paizcs eiijos agentes 
atmoâphcricos correspondenieâ éKo accuando» em graiin mab 
elevados, e bastava iinplanifir rinn localidaiIpH quo bo compa- 
ram, OB lueiori muiti aiiL-quadod imqufllois paizcs contra ae intliicn- 
cias dVsset a;];eatc8. Mhb do que ha mais a recear c da acli- 
mação contra as induencia» endúiiíicní, que tudo faz crer nào 
se poder fazer d'uma niauoira absohita para o* europeus e 
que 80 pani tornar mais fácil a sua existência, demanda conhe- 
cimentos CBpeciaes das hicalidades e daa doenças ondéuiicad quo 
lhes bS(> })ropna[i, para que so a[>ureiu iudieaçiíi*» proplivliitioas. 
Com respeito ã tcn*ào do vapor atmoíii>h»TÍeo, me*ni(> em 
Portugal, ha localidades quo so podem collocar ao lado das 
que estudei e alí^nima* a denunciam em maior qimut idade. 

t.ocaU<liulF« Altiladcé MAilifti* LUiiIIob 

Moutc Alegre 970 íi 4 a 8 

Moiu-orvo 415 1 1 i» u 18 

Porto 1*10 12 7 ;i 38 

Vizen. iOi 7 4 a 10 

tínaiila 1039 7 4a O 

Serra da Estrella 1441 5 3* 8 

Caiiiiio .MiiUir áti 9 5 a 12 

LíbUiu 25 U ti a 12 

Parece pois, que nilo será dVstc ajícnte ieoladameute, quo 
tenha a recear o organiíuuo dos cmig^rantes do no8»o paíz alem 
d'um certo limite da cona, iato é, alem da zona do litoral 
que já destaquei. 

A condensação e o resfrin monto do vapor da a;riii» ^' um 
dos agente» princi|iaett, ainda (pio dos gecundaríoa da mobili- 
dade do tempo, luanifestando-se nas nuvent»^ nevoeiro», chu- 
vas e neves; e j>or isso reservei para depois da teubào, o 
estudo doâ diagrammas no que lhes respeita. 

A» nuvens, já o disse, em Africa, actuam sobro o nosso 
organismo d*um modo benéfico ; ó como unia autepáni que, 
acima de núi, noâ res^iarda do calor do sol ao mesmo tempo 



■ 



r 




METEOROLOGIA, CLUIALOGIA C COLOKISAÇlO 



que inipeJo oa reàtriamentOB devidos á irradiação torpcstre, 

O* uevocira8^op6r«'in dum modo ililTorente, porque eiii c<m- 
tucto com oá uodBos orgílo» nos obrigum n viver num ar «ilu- 
rado de liuraidAdc. 

E muito varinvel n altura Job nuvens em relaçfto ao tolo, 
bem como ó variável a eapesba camada que ellas conetituem^ 
e a* tbrmn» com que te apresentam á no«sa vista. 

D'ellaii resultam as corrciílcti eléctrica» mais ou menos for- 
te* e a maior oa mení>r quantidade de chuvas, na que influem 
nào ^(1 oa outrofl aííentesatmíMphcricoá como tamboni tiivniníí- 
tancintí c^jícciaes da loeaIi<lade que se crítuda. 

Em geral, pode eatabelecer-BO como principio, rjue na re- 
gião a que se referem estes meus trabalhos, é caracteristico a 
atmoàphera mais ou menoa carregada de nuvens. E o no pe- 
ríodo doi* mezes de mais elevadas temperaturas, que é também 
o da» chiivaeij como veremos, e no dab menores preasííefl, que 
Bo registam maiores quantidades de nuven»; e duninte n din, so- 
bretudo ao moio dia, é tnaÍ6CO!i2iideravel a sua quantidade, que de 
noites de manhíl. Eo-que-dízemos para a quantidade, também »e 
verifica para a variabiliilailo dnasuasalíuraí* com respcitoao boIo, 

Ficou estabelecido para Loanda, em relação á quantidade 
de nuvens, que havia dous períodos dibtinetos no anuo : 



Míiíor quantidade tms mezes 
Moin;>r ■» «i « 
Ti'íuiiíiçlo 



de dezembro ii ahril 
de julho A Hcrembro 
míiio a outulirn 



Em S. Salvador ám Congo c cm Lom'enço Marques noto a 

mesma distincçAo doa periodoa^ porem nestes varia a ordem 

d'is mezes. 

Período das maiorca 



8. Balrmior 

novembro 
dezembro 

nbrll 
joueiro 
fevereiro 
março 



Loand» 


ttourvaço >lftnitips 


novembro 


dezembro 


dezembro 


jnneirM 


murço 


iKiveudtro 


abril 


março 


fuverciro 


fevereiro 


janeiro 


abril 



>tETEOROLOGIA, CI.IMALOGIA E COlX)XISAçXo 



269' 



Em todas a» localidades us mezes mais frescor aFto os quo 
ncciíAam menor quantidade de nuvens. Influo o alnstainonto 
das cofitns e a aproximação dos riu» para o a'igiiiento e o di) 
equador e as altitudce para a fliuiinuii;.*:o. t') 

Salvo uma ou outra excop^ào, a ordem por que 9e Bucce- 
doin OB niezoB lu» decrescer de nuvens em <juantidade, é a 
eejruinle; novembro, duzi-mbro, março, abriJ,jaiieini, fevereiro; 
outubro e inaioj setembro, aj^oBto, junho c julliu. 

A ordem é pouco mais ou menos a inversa da da:» pressões, isto ó 
OR niezes das nionores para atí maiores preesòes equivalo a 6uc- 
ciHbiTem-Ke das maiure» paraaa menorcB quantidades (b' nuvens. 

Dispondo pur mezes as localidadeB segundo a ordem decres- 
ecnto da quantidade de nuvens, com excepção de Lourenço 
ilarqucs, coutirma-sc o ejitabelecido. 



J.itif'lro 
CilliUllli 

Liiai.-liiturt 
S. Sulviulor 
CasHínije 

Louiidn 
L. )f arques 



Cuango 
Luochimo 

Chiuinbuc 
S. iSulvoílor 
Ca»Banje 
Loauda 

Cfíí-niHlii 
Jj. Mur<|ucâ 



3Urco 

Clkiuinbue 
Imunda 

S. Siilvurlor 
('íilânhi 



S. Sulvndor 

LohiuIji 

Cíiiiuiilmc 

Jí. ili' Ura;:<:aDça 

Ciuiiaii 

L. Afiirijiics 



Mulo 

8. Salvador 

(/utuitlií 

4 'IjiiiinUnc 
<'itiii:iii 
MtH|iiinji 
L. Mai'quo8 
fíir 



Jttnllo 

Loauda 
S. SalvuUor 
Chiumbiic 
L. Man|ueft 
CneiifTo 
Miiquiiiji 



Juibo 

S. Salvador 

L, .Marí|Uf!» 

D. de líragançíi 

Cuen^jo 

Auduinba 

Chiiimbuti 

Cuilu 

Mnluiije 



S. Sulvudiír \ 

Iioiuidii ^ 

Cuílti 

Í*inií_'o .Vudon^o 

Liiciiilio I 

(*lli<{tlilt]( ) 

L. Murqucii 



(J) Reparar Cuango, Ca^sanje u Lirnchimo. 



^70 



BXPEDIçXo PORTDOUEZA AO MCATIXnVTA 



Sotrabra 


Outubro 


XoTcmbro 


Dciembro 




í>. Siilvflíloi' 


Cttfuxi 


Caunfrula 


CaniAvu 




I.)U'inb(.* 


Ciisàftuje 


CaãBuuje 


Ca uu pui a 




Loaud« 


CauuguU 


Cafuxi 


CaseaiiJL* 




ChiquíMn 


S. Salvador 


S. Salvador 


S. Salvador 




Malaiije 


L. Marques 


Louuda 


Loa D da 




L. Marque» 


Loandn 


L. Marquea 


QuillciiíTiií'» 
L. Marques 


i 



SguiIo poib certo que a menor quantidade de nuvena dá 
Jogai' íi iiin augmenlo de presisâo, nas maiorcB altiu'a8 o» eftei- 
toâ da diminuição de prcfisão sâo contrabalançados pelas nu- 
vens em maior qiiaiilldaJe, e e certamente por e»te facto que 
na rcgi.V) montanh^ba que estudo^ u vida se torna mais tacil 
nas altitndeg de lUOO a 1500 metros. 

Em geraJ, mesmo na epocha das maiores pressòe», ífeto é, da 
menor quaníidflde de nuvens, o ccu xè-te menoa ou mais mi- 
lílado c por vrzes encoberto ou quatí encoberto, podendo 
me&mo dizer-se que poucos sâo os dias do anno em que o 
cen se aj)rosenla completamente limpo. 

Em Loandau proporção rcgul.n de 0:359; em S. Salvador do 
Congo S:357 e em Lom-enço Mnrquots (fora do» trópicos) 103:262, 

Noâ regJBtOá dos postos meteorológico» noto, cm Loanda no 
anno de J.^>f4, que nquellcs (> dias de ceu limpo &âodistribui- 
do»; 1 no inez de juílio, ,'J no mez do agoátOj o 2 no mez de 
setembro ; em S. Salvador do Congo os 8 dias que encontrei, 
2 no mez de julho. 4 em julho e 2 em agoeto. 

Em Líjurenço Marques no anno de 1877, dividem-se o» 
105 diiis limpos em duas epochas distinctas, umn de nbril a 
setembro, em qiie variam nesbOBníezcBO» din8 de ceujimjtode 
11 a lí^, e a outra, do outubro a março, variando o numero de 
l a 8, sendo a ordem a bcguinte: 



* 



maio 18 

juuUo 17 

ayriíslo 13 

Juulto = setembro 12 

abril 11 



dezeiubi'o 8 

novembro 4 

fevereiro fl 

jaueiro — outubro 2 

roarço 1 




METEOROLOGIA, CXilKALOOtA B COLONISAV^O 271 



Na clutíftifitrayaíj de nublados destacam-Be nestae localida- 
dea nos mesmo» aunoa os encobertos ou ijuaBÍ encobertos, que 
dao unia sonimíx no fim d'e68es annoa: 



Lí>nroiivo Mariiuee 
39 



S. Salvador 
24 



LoHuda 

90 



Sfiiidi) para notar quo ondt! «e ctmtnrnin niaior nnnu^ro de 
dias de ctíu linipu^ foi tanibum onde bl- rc^íistarain maior nu- 
mero de dias de ceu enc<.*berlo, e também se deu o mesmo 
para o menor numero. 

A nSo ser em Loiu'enço Marípios, niSo é fácil naqnplles 
anuuB apurar a ordem dos me/os uubladiíij, L-oiutudo uom res- 
peito a Loanda ficou defítiida pelo apuro dos elementos de utu 
eeptennio. 

O que parece porem poder tixar-se sem duvida^ é que a 
«podia maia clara do anno é de maio a setembro 

Representando o oeu sem nuvens por O e o ceu com])li*ta- 
menle eoberto por 1, e examinando ]»or mezes o estiulo do 
ceu díia b^calidades, consiga rectiiicar deducçòes e obter ou- 
tras que SC podem aceeitar eomo principioa. 

Estado do ceu 

Lork]f(liid«i 



&. Siilvador. 
Luaelítiiio. . 
Culânhi .... 
Cuftugo . . . . 
Lo«nda . . . . 
Cassaujo . . . 
Cacoiidii — 

S. Síilvftdnr. 
Luacbiino. . 
Chiunilatc. . 
CaUiilii. . . . 

Cuau^o 

Loanda .... 
Cassaujy . . . 
Cacouda. . . 



•impo 


NuUlatlo 


(IrnuilirlarldaJtf 


Janeiro 









31 


1 





W 


1 


<•> 


21 


0,93 





7 


1 





ãt 


1 


{) 


24 


1 


1 


25 


0.00 


Feverciru 









28 


I 


u 


10 


1 





18 


1 


3 


25 


om 





28 


1 


(» 


28 


1 


1 


18 


o,i»r» 


O 


13 


1 




272 



KXPKDI(;l0 POKTCOLICZA AO UCATlISTVDA 



l 




t.o«iUfla<1e* Lliii|M> 



S. Siilvadnr. , . O 

Chiiimlmc* .... O 

CaIâiiIií. . O 

Loniidu <> 

Bi^ O 

S. Salvador O 

Clihimlino II 

ChiiiiUhi 1 

LoaiiUn O 

D. de Bra^ADçn. . 8 

Bié 8 



S. Salvador O 

Chiuinbuf 7 

CnlÃulil lÕ 

Miiquiuji. .... -t 

(*Aniau 3 

LouidA ......... 4 

Biô 10 

S. Salvador. 2 

Cliuimbiie 14 

Cueugn ...... 3 

Miiquinji 5 

Lmiiu-Iu 1 

S. Siilvíidnr 4 

Chiumbiio I - 

Ctiílii fi 

Ciieuf:*^ 2 

l.fmiutii . . 3 

D. de Hraçfanv» • • 1 ~> 

Malauje -M 

Ãiidmnba.. ..... 11 



Março 



Abril 



Maio 



Junho 



Jullio 



XnMarlo 


o mu <to pIari<Udp 


81 


1 


31 


1 


31 


1 


81 


1 


24 


1 


30 


l 


30 


1 


30 


o.i»(; 


SU 


1 


23 


0,74 


23 


0,74 


31 


1 


21 


0,77 


17 


o.n 


5 


0.33 


14 


0,78 


21 


037 


15 


o.;m 


1 

28 


0.í»3 


10 


0,53 


10 


0,70 


u 


0,G4 


29 


0,97 


27 


0.87 


14 


0,14 


16 


0,62 


4 


0.50 


28 


0,90 


16 


0,02 








'0 






i» 






íklETEOROLOOIA, CLIMALOGIA E rOLOXI8A<,'AO 




LocAlidadev 



Limpo 



Nnlilado 



(■ ratt de e) ■rldafla 



Agosto 



^ 



S. Salvador 

Ciiílii 

LuiMiiUc 

L'».'uii|fi 

Maíiiuji' 

l*uT][r" Andoupo. 

S. Salvudor . . 

Liifinlio 

li<>}iii(líb 

MhIíiujb 

Chiiiuinu. . . . . 

S. 8«lvftdi>r 

Oiuuiíjrula . . . . . 

I.uoiiibe 

Loiunlii 

t'afiixi 

CaPBiinje 

S. Salvador . . . 

rMiiiifjiiln 

Lofinda 

Cafiixi 

Cassanjo . . . . 

S. Salvador 

Caiiii^lft 

Camávn 

Loanda 

Capfaiijc 

t^iii]loti0;ueti . . . 



2 

10 
2 
2 
4 
U 



Setembro 



Outubro 



Novembro 



Dezembro 



2i» 

2\ 
2\ 
2Í» 
27 

11 

3i» 

24 
2.'i 



31 
21» 
7 

31 
1» 



:íii 

30 
30 

21 
30 



31 

n 

31 
l!l 



0,98 

O.tíT 
O.itl 
0,í)3 
O.Sb 
0,50 

I 
l 
1 

(1.80 
0,77 

1 
0,£)0 

1 

1 
0,8â 
0,92 



1 
1 

1 

) 

0,% 

1 



I 



Com respeito a 8. SAÍvatior do Congo e a Loanda veritica-ae 
o que já ficou ditu : que todon os mezea bAo nublados com 



274 EXPEDIÇXO POKTlTOrKZA AO MUATlÂínTA 

oxcepçilíi de juulio, jiillm o í»p>8tn, i|ui' ftejc:iieni de mais \mni 



ti. Salvailnr do Congti 

Junho 

Aj;o»to 



Juuho 

Apiftto 

Julho 



i 



P 



Xí> Ihiqnc de Hm^^nv» »-• niaí* nublado o mf^z de abril mie 
o de julhi), f* ([UíiJquer d'eítea menos <[uo fia correspuudenteB 
em S. Salvador o em Loanda, sendi» o do jullm egnal no do 
Bié. 

No Bié, é inaiH nublndo o nu-y. d*^ ntHr(,'o que u de abril, e 
este maÍ8 qiití o de iniiit>. ( oin execjí^'ilo do iiwi de julbo em 
Malanje e no Andumba, que se apre»entaium no* dias de 
fibfliTvai^ílo na máxima claridade, isto ê, eom o ceu limpo, 
detttaca-8L* o niez de maio no liié íie todos o8 mezes na» loea- 
lidadea consideradatí, por eer elle o que bo apresenta com me- 
n(»r quantidade de nuvens^ isto é, o primeiro na escala dos 
claros» 

Em Cassanje os meze» de janeln» e novembri^ apresentam-BC 
como cm S. Salvador *• i»m Loanda completamente nublado», 
o de|M)is «ejipiinini por snn urdem ])arH mui» elnros dezentbro. 
ieverein» e outubro, o.h quae» em S. Sídvador e em Loauda 
se cimaervaram como ou primeírob iin máximo grau de nu- 
bbidofci. 

No ginipo de janeiro dt'stac(m-se eumo mais elaro (^aconda, 
que níí mez de fevereiro «e conservou enmo em S. Salvador 
c em Lnanda nn máximo grau de nubínib*. 

Op três inezep de fpbservavSo "mu Miilaiije de mais para me- 
nos nubliiso» seguiram a seguinte nnleni, agoslti, ísfti-mbro e 
julho; e só com excepção do de setembro em Chiquilla, cada 
tnn dos mezes dc. apresentou menos nublosc» que naB outras 
localidades. 

A maior ou monor claridade do een ein consequência do 
numero e da espessura ilaií nuvens é um elemento na mete 






I 



MKTCOKOLOGIA, CLIMALOGIA K COLOKISAÇXo 



rí>Iogia importante ji considerar, i)ois opera com*) iiiodítícíiLlor 
nâii sít com respeito aos phenomenoB da preptiâo e daj* teuipe- 
raturns ninií ainda wiLiv n ostado liy^^roTUfírica dí) iM^jj^iflo qu*» 
cobre, ínHiiindo por coneequencía t.'m imtroB píienoiíu-iiofl nào 
menoe iraportantes a considerar no centro di- Africa, lensào 
de vapor atun>Bphorico, luz, electricidade c por conset^iinte 
ozone, c ainda sobre a quantidade de cinjvas, phenonienoe estes 
que de forma» muito diffcrentes affectum n nr^aiiisnio dos 
sercB que nesse meio teem de viver, tanto animaes como ve- 
getae». 

O que pela analyse que fiz^ ee pode desde já asBôverary é 
que a proximidade das costas, a presença de correntes mais 
quentes qne as dos mares que at* banham, a visinlian^-a de 
a^ia em íonna de laf^os, de rios, lie canaes, etc, latitudeti e 
altitudes elevadas, a proximidade de montanlms, priíieijjaí- 
mente dos lados em que sopram os ventas quentes e húmidos, 
são circunistancias que contribuem para tomar o ceu mais 
nublado. 

Cbuvas 

Nas terras de Mataba e lías alem do Cassai, durante os mc- 
zes de novembro e de dezembro de 188(jj acampado no Luam- 
bata nos mezes de janeiro a abril de 1887 e era viagem de 
recesso entre ou rioB l^hamba e o Cuan^o no mcz de outubro 
dVste mesmo nnno, vi cahir ehuvas torreneiaes imponentes, e 
acredito que haja locali<:ladett em que se recolha num dia 
quantidades enormes; porém, pelo que ajjuro nos outro» con- 
tinentes, parece-me que a regiilo a que me vou referindo, nSo 
é d'aquclJa8 em que se toma mais notável este phenomeno. 

Em Loanda alem de serem ponco frequentes as chnvas, 
raro ó o dia em que se mede mais de 3.'i""", porém em um 
dia de janeiro de 1^84 mediu-se 55,2. Em S. Salvador do 
Congo a máxima no mesmo anno foi de 44. Em Lourenço 
Marques nos primeiros três niezes do anno é frequente regis- 
tarem-se entre 40 e 52. A Expedição em algumas hicalídades 
obteve máximas entre 30 e 4t\ mas posso asseverar que so 



«1 



276 



EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO MDATIÍNVTTA 



todas podefsem ter sido medida», as registaria em maior quAn- 
t idade. 

Os n(i8tí<)3 pxpliiríidorí^ô Capí^ili» e Ivens, qne na Mia viagem 
áa tcrriis de ítwvn cHtivfram (^xpi)Htrttí a tre» íqnjchas sticces- 
aivafl das p^andcB chuvas, embora as não mediíísem, aceiísam 
dias em que duraram G, 7 e 8 horas, sendo frequentes entre 
'J e 4. 

Estes dados pó por si puucD indicam sobre a quantidade de 
chuva», pois 08 números que aponto, estão muito longe dos que 
81? conhecem na Em*(ipa e mesmo cm l^irtíi^íal. 

Nd meítmo unnu de 1SH4 mtídiu-fie em uni diii: 

Serra da Entr«llA ».-. Ifyí"" 

Vizeu ........ ^* . . • , , 84"»'" 

(íiiarda. ......*.*♦..< . 74*'" 

I'iirt<i. 112'""" 

Mna estaa quaiUidiídcB innximaí* de chuvas recolhidas cm 
um dia nào teem cimipani^-iln com as Beguiiites: 

(íéiHre — um Jí horas — i^lO'*"" 

<T(.nt"vt' — « '^ H — !(«>«•• 

Joyeiiff — * 4y - — W>(>"« 

BnixelIftB — » 24 ■ — :i(i"" 

Pouca» silo as htcalidades qne me íbníccem elementos para 
apreciação da quantidade annual, ainda a^sim eu noto que 
aquella quantidade que cabo na» ilhas aos lados da parto do 
continente que cstudn, c miiíto &n|ieríof ti que cabe nesta 
parte. 

S. Thoinó l:4ííl«2 

S. Salvador 81I7--.Í) 

Loanda 14a**,rj 

Mayotte 1 lOTa** 

Ki^-uuinu 1 ifiHtí'"" 

Lourouço Marques. . . . , iíS4'"'",iJ 

Luanda, como ae vê, apresenta uma quantiilade inferior á 
que se mediu em um só dia do mesmo auno na Serra da 




Ebtrella, e S, ftalvador e Loureiíçu Marques enooutrani em 
Portugal localidades que no mcômo «nno regietarain quanti- 
dades muito superiores. 



Monte Alegre 9(»y'",tí 

Moncorvo ôdô""" 

l*orio 828-" 

Vizeti 1 :07i>"',3 

<Tuarda 877""- ,7 

Serra da Estrella. 2:7r>8""",r> 

Campo Maior , 5(35'"'" 

LiHbna Tííi^^.S 

Evnra (ífítí'-*" 



8. Salvador tica abaixo da torceira Ittcalidiídc, que c Monte 
Alegre, e Lourenço Marques depois de Libboa, que é a 
fiexta. 

No próprio continente africano eitam-se localidades que fa- 
zem dirtercurad aeiitsiveis das que estudo. Na A]*íL*ria de no- 
vembro a abril reeolhe-ae TãO^^" e de maio a nutubrt»^ exce- 
ptuando jnlliOf I:?7"""; cm í.íoudar a 22iíU metros do nltitude 
mede-ae anuualmente U30""'*, emquanto que no Mar Vermelho 
e na Arábia pouca chuva se regista. 

Na costa oriental aasevera-ue serem abnudantiasíma» as 
chuvas em certas localidades; eu »ô possuo elementos para 
ajuizar de existirem differençaa sensiveis, nas localidades que 
poBBo comparar. Absíui na Mnuricia eahe anuualmente SlílH""* 
eniquantii que no Cabo da lloa Eí(pcran(;a apenaa 5í)(í. .Se- 
piiudo pata o norte pelo occídente até ao Zaire, em qual- 
quer das localidades os registos' pouco mais dfto que Loanda, 
mas já na costa da <Tuiné as differenças sSo consideráveis: 
em Clirisliaubborg recolhe-se 41^0 5 na Serra Leoa 4HUl> e no 
Senei^al íUUíO. 

No Cabo de Falmais eahe 2080 e na ilha da Madeii*a (;4(>, 
repartidas quaei entre o outomuo e o inverno, sendo bó em 
UMVumbru l*:íO. 

A» quantidades de chuvas que anuualmente se recolhem na 




EXPEDIÇiO PORTUaUKZA AO MUATlAlíVCA 



Asia e na Aiuericu, moãtraiu que o continente africano lhes ó 

iimitii interior. 



A*lB 

Costa di' .Malabar líofio-"™ 

« • Uliutte.-... 43:^1 

MttlmhuMifvur. . . íi4.>it""- 

Coromaudol IWt*'""* 

Kiitíily âiau'-- 

Coloinb».» . 250fl*» 

Cherrapongi 15n(il)""' 

DaijiliiifT . . . , 2l7*v— " 

RaiiiToun 43l'<I"'"' 

Siuírapoun» yOW)*"' 

Mjkcuu Ití^O""" 



Ama rira 



< »rtí^»r>ll 


173*)— • 


MÍ9IÍÍS9Í)M. . 


n;iw**«' 


Uaífprrerrr . . 


:tí»2' ►-• 


MHtrtiiba. 


4SS(i-'- 


Tivoli 


271KI-- 


HhíIí 


3-^5<l-- 


Hftvnna 


o._>lH>*- 


(invaiiiiL' , 


L's:in-" 


Dfinerur.i 


Hi:»o'— 


Caveiu' 


.jwi»*~ 


S. hmt {yUimuhio) . . 


7nn-« 



MiiitHB outra» localidades ainda podia citar, uiaa crt;io &er 
este numero o suíHciente para comprovar a minha nsécr- 
yiío. 

Xa Europa mesmo, cu eneontn» localidades oní <juo se reco- 
lhe annualnunte muito nuils de lOíX)'""' do dmvaa c entre 
eetati aponto algumas. 



iJoiívn-s .... 
CiiliiruivtTU . 

Tergensec 

Kiitotz 

8.' Rambert 
ToUiiozo. . * . - 

UUiiiu 

Cervicento . . 



1 UK>"»' 


CouccUttuo 


1240'"™ 


HrJU"- 


VaUlonadoni. 


155(»— ' 


lOilj-"" 


!'i«c 


lasd-»' 


IIÍMI-'"- 


Jicrne.. 


1 14Õ'"" 


i:iU)-"" 


FribcHirj:. 


li'.»!"- 


líi.Ví""" 


SiiIzi^b<Tf: . 


I240-- 


242<h-' 


S.' Ktieum' 


lain-- 


lí^N)* 


Aurilííic 


114(1"- 


2(»(K>"- 


Alifíinttí . . . 


17411— 



O dr. LoiuLarJ citu Coimbra rectdLendu 5710""", a mais 
forte quantidade de chuva ob&ervada iiii Europa, »endo Ma- 
drid a que api^esenta menos, apenas 25í>'"", aindu aesim o 
duplo de Loanda. 

Nos postos meteorológicos da Expedição nào se apuram 
registos anntiaes, mas para as comparaçiVes da rre(|uencia o 






1 




1 



í 



JlETEOttOLOGIA, CLIMALOGIA K COLONISAÇaO 279 

C|uantitla(le daí clmvu» regietadoâ noa pOBtod cntr** n, nos 4 
observatório» conàideradoà e ainda com o <|iii' Ini obsurvado 
pc!o3 exploradores rn|H'llii i; Ivens, recorro aos ropstoi* men- 
ina cif. 

Jíineiro S. Thomé 31 -14 41 11 

S. Sul vii(Ii>r 31— !i 1 1:. 'jCy 

Luiu'liimn , , -Ji) — 2 ÍJ 2 

Calâiilii :íI— 27 

C'iuin*ín ti — I .*! íJ 

LuiimJa ;tl— .S »i2 .V» 

('jiíisiinjt'. . . . 31 — ]l» 

Maynttc 31-11 V2'A 

Cticf hhUi 24 — 7 

K.:'iiui.ni 31 — U 'JU 

Lourenvo Manjwcs . . . íil — 12 í*<i 02 

Fevercirci S. Thomé 2í*— 7 12ã ôO 

S. Salvador 2>í— It» llS 3f5 

Lnachimo..* 1<)— ."> ;J4 23 

ChíiimbitL- 12- S 3;*) 7 

VnlXnWi 2H— i;l 

t.'ii«ii^'^o 2^ — 1 1 ti7 211 

Líiaiidii 2S— 2 IO t» 

CiLHsanje. 18 — U* 

Mayotte 2S— 12 2-Jõ 

Crtcftnda Kí — 2 

Uiniiiiori 2S^1(1 'i'!.*) 

Lmireuv'" Mariinott . . . 2^^ — 12 l'.lií 40 

Marvo S. Tlioimr .'(1-14 Sil 22 

S. SiilvHtW 31— S l-Jl 44 

Chiiimbuii 31 — 13 I Iii 32 

CiLlânhi 31—23 

Loaudn 31—2 ô 4 

Bi»! 2*1-17 

Miiyottr 31—14 117 

Kt-uiju.ii 31— Iti ;i<Ni 

Lonrtiriv<> Maripio» . .. 31 — íh I2(J Ttá 




{)) O* Dinuorn* N ciu|afrda «io !>•• <ll«s *\e olwervAfio o o« da dirt^itn i» do ctnivat. (f) A 
qnanlIilAile •'• rcfetiiln u mllllntctm». (.1) O* niuiiEru» InOIratii « <|niinllda<tir cm mllltmclros 
uir*i|)ila num illa. 



i 





280 


EXPEDIÇÃO POBTUOt-EZA AO MtTAtL 


^^à 


^ 


M<vav» 


LocaIIOikIimi 


1'llUV» 




^^^H 




Abril 


S. Thom« 




175 

2(h; 


^1 


S. Salvailur 






ChiumlHir . 


3í)-l2 


7(i 


^M 






Caniati 


30—19 


Í5Í* 


^H 






Loíiiitla .- 


, 30- 5 


íiO 


^H 






I>, lie HnuiffAiiça.. . 


. :w— 17 




T^M 


* 




nii- 


2Í»— 





I^H 






MHVOttO 


. 30— lá 


114 


^^K 






Kotuiion 


30—11 


]l»3 


^H 






L. Mari|noB 


. :mí~ 7 


31 


^1 




Maio 


S. Thoiné 


31- 7 


28 


^H 






S. Sftlvndor 


, 31— 4 


33 


^1 






Cbiuinbuo 


31— Ifi 


•fia 


^1 






Cairiiihi. 


•21- íi 


' 


^H 




- 


^tlIql^^nji 


31— 





^1 






CaiiiMii.. . . - 


. 31- fl 





^1 






Lniiadn 


31-2 


0,4 


^H 






Uiõ 


U- 


II 


^H 






Mayottc. 


. 31— 1 


v> 


^H 






lUuniou 


. 31- í) 
31— 1 


75 
13 


^H 


L. Mflrriues . . i . . . . 




Junho 


S. Thoinó. 


30- 1 


0,-2 


^1 






S. Salvador. 


30— 1 


17 


^H 






Cliiiimlnu- 


. :ni~ 





^H 






Ciictiir<> 


3(>— H 





^H 






Muqiiitiji. . . 


3U— 11 





^H 






Loanda 


30— 





^H 






MayotU- 


3C^ 2 


3 


^H 






Kruiiioií.. . 


, 30- 7 
30— 1 


3í 
1,1 




1 1 


L. Alrirc^uca 




Julho 


S. Thomí 


31— ti 









S. Salvador. . . 


. 34— 


11 







• 


Chiumlnie. 


31— 
. 31— 









Cuilu 






Cucn^) 


3!— 








% 

) 




Loniida 


31- 










METKOKOLOGIA, CLIMALOOIA E COLONISAV^O 



Motra 

JuUiu 



Agosto 
» 



Sctcmliro 



Li>caliilii<l<^« 



Dliu Ac 
cbnvH 



D. Jo Bragança 31 — O 

Malonje 31— O 

Auduinba ... 31 — U 

Mayotte 31— 1 

líriínÍMu 31— 8 

U Munines 31— 6 

S. Thomif 31— 2 

S. SttlvnUor. 31—0 

Cuiiii 31— e 

Lufinbe 25 — 2 

Lf>niida 31 — O 

Malanje :il— U 

V. Autlongo 'J2 — l 

tiutifiii ;]i— i 

Mamíte.. 31— 1 

liéiiiiiou 31 — 9 

L. Míin|iies 31 — 2 

S. Thomi' 30—11 

S. tinlvudor 30—11 

LiRiiibL- .. 30— 1 

LtKiuAix 30— 1 

Maliiujti 30 — 6 

Chiiiuila 3I>— 7 

Mayottp 3(>— 7 

Rêuniou 3i> — 7 

L. Marques 30— tí 




daiJe 



0,6 

38 
9 
O 

i) 

II 
4 

30 
2,4 

ti3 
68 
81 
0,2 
15 

31 
35 
40 



MaxIiub 



0,4 
O 
1 
7 

O 



1,0 

38 
39 
30 
0,2 



32 



Ontulini S. Tliõin/'. 31—13 57 

S. S«Iva(|.)r.. 31— 4 iíO 

Cauiifrulii. 2Í>— li 11)3 

LuemU- tí— 4 21 

Loaiida 6 — 4 21 

Cafuxi 11— 6 tí3 

Ca««iiDJe . 14 — 4 

Mayotrií 31— 4 16 

Iti-uniou 31— « 60 

L. Marquca 31— íl 5y 



20 
13 
18 
16 
10 
25 



20 



f 



28: 



ICXPKDIÇXO POBTOOCBZA JIO KDATIInVUA 



Mwe* 


ÍHKmlMtule* 


rbava 




>l»linft 


Novembro 


S. Tliomó. 


3<»— 10 


125 


29 




S. Sulva«lr»r. 


3<)— 11 


Uli 


tí 




C^uu^mlu. 


30—10 


125 


16 




LouimIií. 


3t»— 2 


fi 


5 




Ciifuxi. 


21 — 11 


172 


58 




Custiauji'. 


311-21 








Mnyottc. 


. iMt— G 


217 






ItiMinioii 


3*^—10 


132 






L. Maniiies 


*>— 10 


21 


6,5 


Dezembro 


S. Thornó.. 


31— !) 


81 


M 




S. Salvador. 


31- 7 


54 


1» 




Caauguln. 


11- 3 


3 


1 




Cama II. 


l!t- 7 


11t> 


48 




Lf^aiidii. 


11»- 7 








Cn9i^m\\r. 


31- 








Míiy^iitíí 


31— 9 


2oy 






R*'uiii»ii . . 


31-U 


30H 


1 




yilÍlJt'll(5^UB8 


líi-1'2 




1 




L. MiirtjneB 


. 31—13 


117 


31 



Um rapiílo cxanu; bubro vnU; r<*^i&to por in**zes é o bastante 
para »e conhecer: que uni» estayOeíi (las maia elevadas tempe- 
raturas, isto L', de outubro a abril, em todas a» localidades 
chove com mai« iVtMjunicia v cin niuiin* qniiuliiljido; <|iii' das 
raargena do Cviauj^i» para o iiit(M*inr cljnvc iinuto uiaií* (jue para 
o lado da costíi occidetital; que nas maiorei* nltítudeti chove 
mais que nas iníV^iore», seud<i au cxcepçòt*» duvidaií a circum- 
Btanciaa locaea; que^ áqueui do nicrediano 24 iia epocha das 
maiorrschuvrta, aâo eatas maifl tVtíípicnteB e regiatam-ee maio- 
res quantidades naã lucatidados mais próximas do equador; 
finalmente que, de dezembro a rnar^'o. oá quatro uiezeii de mais 
frequência de chuva*, recollje-fic iu.'ii«ir quantidade e sào mais 
frequentes no oriente, em Mayotte, na Réunion e em Lourenço 
^larquos do que em todas as outra^i localidades qne se com- 
param. 

Por este Indo veritíca-se o principio que as chuva» decres- 





METEOROLOGIA, CLIMALOOIA E COLOXISAVAO 

cem para sul e da costa para o interior, mas já nào succede 
o mesmo no occidente no que reapeita ú ultima parte, au<;men- 
tara íla cí^sta para o interior. 

Aa causas ijuii cantribut^n para tornar as chuvas maia raras 
ou abundante», unia» sât» f^oratíB (pie kl* reportam ás duas prin- 
cipacs circumetancias, a altitude e a latitude; e as outras sJlo 
puramente locae». 

Estas teem uma influencia muito maia pronunciada que 
a dirttancia jlo ctjuailor ou )i í'Ievnyfl.o acima do nivi*] do 
mar. 

A primeira t* u iiirii» íriípurtaute « a aitua^-io da localidade 
em um recinto tVehadn do lado opposto As correntes dos ventos 
humidodj uma outra tambcm importante é o trajecto d'L'bte9 
ventoa atravez nu rogirica altas, maa ainda ha uma outra n 
considerar, a aproximação de ^^^'aude.s rcBervatorioa de humi- 
dade. 

Para caracterizar um clima pela» chuvas nSo basta só conhe- 
cer da Avi abiuidancia ou rariíhide, é preciso também saber-se 
da sua frequência. 

ir a frcí[uenciaj mais do que a abundância, que emitríbue 
para tornar húmido um clima, sobretudo quando a evapora- 
yào é pouco pronunciada, e que o solo bc apresenta coui uuia 
tVaca inclinação. 

Apreciar o estado hygrometrieo da atraosphera pelo-* dias 
de chuva, »ó nos pode dar noçi^cs aproximadas, ponjuanto 
certos observadores designam [>or dia de chuva, aquelle em 
que íiiija uma precípitíiçSn aquosa do qualquer duração, cm- 
quanto que outros chamam áiiu de chuva» áqucdlcH em que 
cahom imotas. 

M. (lasparin, distincto a<rronnmo . que tez um estudo espe- 
cialitisimo sobre as chuvas em todos os continentes, chet,^a a 
estabek^cer para o europeu, que o numero de dias de chuva 
diminuo do equador para o polo. 

Entretanto, nota ellc, tpKí rutro o» tnqiicõs «e contam 1(iO 
dias <le chuvas, na Alleiuanha e em França ao norte regis- 
raiii-se 144, na Scandinavia 133 e na Ruísia líMK 



<j 



284 KXPEDtÇAO PORTrorEZA AO BTTATIAKVITA 

Mas a par creates re^ultadoB gefae» lia grandes ditfercngas 
em outras localidadee. 

Quando na regiito mediterrânea ue contam iH dias deelmva, 
na Inglaterra obiscrvam-ae lôíi, isto é, qiiaBÍ tanto como entre 
os trópicos. 

A altitude, como euccede para a quantidade, influe para 
augmontar a frequência, porem sâo nvuneroiiag as excepÇ'*ehí 
o que 80 dA também nas localidades era que a Expodiçlo esta- 
beleceu os seuB postos. 

E na Italiu onde se faz sentir mais no continente europeu 
a frequência das chuvas devido ás altitudes. 

Localidftile* Alllluilr» TiU> de rbuvu 

MiUo i2(.»~ sa, 

Turim t??!- 109 

S.' Uotlmrd 2075- 161 

D'uma certa altitude para cima jKirem, acontece. o mesmo 
que para a quantidade, e devido talvez ás mesmas causas, 

assim: 

S,' Utiuard iMíd- HJl 

Numa altitude muito superior á anterior localidade regista 
a mesma frequência. 

Em PortUí:aI, com respeito a frequência, noto o mesmo que 
para a <piantidade; com respeito ás altitudes, sHo mais as 
excei>çoes. 

Monte Alegre ílTO- 110 

Moiu-orvo 415" 97 

Vortff., HXV- ÍMl 

VizfU 494* lli) 

(iuarda 1039»" 120 

Serra da Estrella ItMl"- 9S 

Campo Maior. 'JHÍS'" 87 

LinlKift íJã" 111 

Évora aiS" laS 

As excepções dependem de diversas eírcumstancias: a apro- 
ximação de mnntanhas, fazendo baixar a temperatuni, resfria 




MKTEOIiOLOOIA, CLIMALOGIA E COLOSI8AÇAO 

as nuvens e precipita-as; o género dí^ cultura euniribiic egiial- 
munte píira modififar u numero de rlina de chuva; onde existe 
rimiti fspeBííi a vt'p"tii^*au ha nvilf. frrquencMii *[ne tiOB lof^are» 
aridng ou uiai» desprovidois d'c]lii; a iueIiua(;ílo do &(»lo e a ena 
constituição tninbem concoiTera para nugmentar ou diminuir 
a iVeíptencifljpor ittfo rjue o desajtparccimento das aguas nedte, 
quer pelo escno quer pela evapuração, diminne a liuniidade e 
por confcjjpiinte a frequência das chuvns. 

Analysando jnir mczee ae localidadeB da região a que bg repor- 
tam i>» nn^ufi trahallioe, vejo que pela frequência dats chuvas, 
clhíí? tuiuani a diípoisiyào (pie se segue, que é a decrescer. (^*) 



S. Tliomó 
Rónuiou 
L. Marqiiea 

CrttíPiínje 
Cacau fia 
S. Salvador 
Cuan^'í) 
Luachimo 
Loanda 



Cliiuiiibuv 

R^UlliOíl 

CaH«anje 
LuaL-himo 
Caliíiilii 
Mayotre 
L. M»n[iicb 

S. Salvadnr 
S. Thomê 
Cncotida 

Loamia 



Calânhi 
lituninu 
L. >íarmie8 

S. Tlionié 
Mayott« 
Cliiumbuo 
S. Sulvuclor 
Lonudii 



Abiil 

í>.i\v Hra^^aiiça 
S, Tliniiir 
Clúiuiibta.' 
Mavotte 
K^uuiou 
S. Salvmlor 
h. Mar(|ue» 
I^miida 



Maio 



Junhn 



•Talho 



Atfovto 



Chiumbue 
RíMiiiinn 
Calniihi 
S. Tlioni*^ 
S. Salvador 
Loa n da 
Mnyntte 
L. Miin^iipg 
\fii<{intiji 
i'aiiiau 



Rt'*unioii 
Nfayrittc 
S. Tlíonin^ 
S. Salvaíinr 
L. Marquofl 
Chiuiidmu 
Cueujço 
Mitquiuji 
ííftanila 



Réunion 

L. Marques 

Mavotte 

S. Thomi' 

H. Salva<]<)r 

Cltiiitiibiio j 

ritílu I 

t'in'U(ro 

Lcaiida 

D, de lirapui]n;ai 

Malauju 

Auduniba 



RiMIlliol) 

Citíhi 
S. Thoiné 
L. Murqtiuí 
Luenilii' 

Mavotte 
*S. SuIvHLlor 
Lonndii 
MiiIaDJe 
Catuchi 



P) O • indica ii£o ter rhovidu« u a chaveta egaaldade de frequência. 



I 



EXPKDIÇIO POUTIOCEZA AO MUATlXinTA 



e«irmbro 


Outubro 


Kovpinbro 




UfiPvtiíro 


>^. TIm.IIU! 


Luembc 


CftHftanje 




QinI!('U(.Mie» 


Lutítiibc \ 


Cafuxi 


Cafuii 




Kt'Uuiou 


«'híquilhi f 


Catiuguta 


Cauu^iila 




L. Man)uuti 


Mii\M»tt(í 1 
Kéuuiúu 1 


S. Tlioiné 


S. Sulvador 




Canmvu 


L. Marques 


S. Thomó 


( 


S. Thoiní' ( 


Muliitiji* i 


Cas^aujtí 


Rt'tiitiou 


MayoftL' \ 


L. Marque» j 


Héiiuiou 


L. Miirijuca 


CAlItl^IllA 


I^auda 


S. Salvador 


1 Mayotte 




S. Salvador 


>>. 8alvíi<if>r • 


Mayotrc 
Luauda « 


1 Loanda 




Catitiaiijr 

Luauda « 



Teiidu bem presentes oa altitude» c latitudee doestas divri-^s 
]ue:ilÍdadeM, nota-be que La bastante» excepções; coiutudo, no 
continente, ífào mai» frequentes as cliuvas nas maiores alti- 
tudes; e com reapeito á» latitudes alem da região d» litoral 
«m que faço entrar S. Salvador do Congo, na epocha daa 
grandes chuvas, ieto ò, nos mezes de outubro a março cora pou- 
pais exeepçríes, &âo também maifi frequentes a» chuvas nas Io- 
calidadeu a uurte do piírallelo H.", pôde díscerse desde que o 
terreno mais descabe para a grande depressão onde corre o 
Zaire. 

Notu mais, tanto era relação á quantidade eomo á frequência 
das chuvas, quo quanto mais para o interior do continente mais 
ae pronunciam estes dous factores, e aiigura-se-me ijue na 
regiilo a sul da que percorri, a mnis elevada, tenniiuuiJo a 
equatiírialj será aquella em que cabirào com mais freípiencia 
maiores quantidades de chuvas, decrescendo d*ahi até ao Cabo 
<la Boa Esperança. 

Isto Li confirmado pelo que observei e ainda pela narraçflo 
4Íe diversos viajantes que teem andado na parte meridional 
4I0 continente, porquanto multas vezos sem que se esjtere, nas 
localidades em que estive, os rios próximos trasbordam até 
grandes distancias. Ha portanto no interior do continente uma 
zona entre o 12." e o 15,** paralelloSj quo se destaca pelas suas 
altitudes, onde chove mais. 

Devido mais á frequência das chuvas do que á quantidade^ 
tenho de citar mesmo nas terras nâo cultivadas os enorme» 





individuou da ílura indij^^ena c líU'- <j altero&o e espeseo capim 
que clie;ía a nccullar aos viandíiutcg o» trillios poi onde ob 
jÇ^iiflft maia prat-ticoa *n coinluzoni, e inide luuitaa vezes bo 
perdem sem c^nscieiuna duma boa dirccyAo. 

Em geral, onde ha írrandeB Horeatas e mesmo onde avege- 
taçSo é exhuberante, dizera oà naturaes serem ahi frequentes 
as rttuvab. 

Leiubrando-me de dis|>'ir os meze» pela ordem decrescente 
da f"ret[nfMieifi das i-huvae, qun t- a rnu* maiu tmp(>rta para cara- 
títerisar um clima no rpuí respeita n ftua liuinídade, salvo uraa 
nu outra excepção, noto que essa ordem pouco differe da que 
o dr. Lombard apurou pax^a a França e Itália do sul. 

Jiiiifiro Nov«*nil>r(t 

Marv» Dfzetiibrií 

Nnv*'mbro riniifiro 

Dezembro Mjirço 

Oiiíubrn Outubro 

Abril Maio 

Maio Al)ril 

Kevin ir'» hVvíTeiro 

Setvnibnj SetfiHbro 

Arrosto Julbu 

JlllllO Juulin 

Juillli» AfTíwto 

' o mez de fevereiro, já o diese, c o mez em que se nota em 

toda a região que percorri, uma diminuição de frequência de 
idiuvati, principiando cm umas localiiladcs noí* fins de janeiro, 
e em ^uitraa, í'i*teiidcodo-t*e pelos primetniB dia» de março^ 
podendo consJderar-se uma estação de euspensâo de chuvas^ a 
tal quimaiifralíi dos natucacei, de oeu mais ou mono» claro, que 

I geralmente dura de 15 a '20 díatí. 

1^ De chuvafl de pedra apenas obhcrvei no Luambata um dia^ 

mas miúda; e arimirci já no míni regreeso, na margem do rio 
Uhíimba, de nmdrugada, uma iniptuiente^ era que a» pedras ti- 

f nham a forma de cubos nSo inferiores aos dados que regu- 

lannente se fazem para jogos de gamilo e imtro». 



j 



18 



ESPEDIÇXO POUTUOl-EZA AO MUATiJtKVtJA 



Tuinbfin ni) Caunguln e cm alf^iins dias de joma^la, vi 
dtíjíOBto Hdhn* n» tolhiiri dv jilíuitas i' arbutttoKf como uma especit? 
de teias branca», tu aj^iia» devidae á humidade da noute, que 
n!U> 6e evaporaram, e muita» vcze» mosnio depois de 2 e íÍ 
hnraa de exposição ao sol. 

Secundo a contiíjuraySo i- cmisf iíiiiyâo do solo, o clima da.-» 
localidiiik'íi V. iiunlitícado ptdas ciiuvae. í(ue o tornam maii* ou 
nienr>8 próprio para a resisteacia dou eeres vivoa na sua lucta 
pela congei'\*aç5o. 

Era geral a» chuvas operam beneficiando sobre o nosso orga- 
nismo, porque dimínue a quantidade de humidade relativa, que 
é um dos factores metcorilogieos que mais concorre nos paissee 
quentes para o jirejudicíir; píirem se aquellan »h} frequentes 
e se bílo más at» eondií^òcs do solo, mais concorrem para tomar 
húmido o clima da localidade, e por consequência para 4i tomar 
tuattí morbidii. 

Tanto a rhennoraetriu como a hy<;Tometria d'uma região se 
nindiíicani pela direcção dos vento» predominantes, e por isso, 
antes do entrar na apreeiayâo dus climas das localidades, devo 
ogíjra recorrer aos diap-amnias para cí>nheeL'r da influencia 
deste agente sobre os que mais caraeterisam o» climas. 

Venios 

Os ventop apresentam- se nos diajD^ammas numa escala muito 
simpletí, em que a calma érepreseutula por (í, e dividc-se a 
unidade em deseseis paites, sendo a 1." o W, a 5/ o N, a 9.* 
o E, a l'í.* o S, e a Uí.'' o W8W. A» divisíles entre estas 
representam os ventos intermedira pela sua ordem, asaira a :?.'* 
é o WNW, a a."» o NW, a 4/ NNW, etc. 

Rpparando-se nos diagranimas, v^-se lo^o pela filtura qite 
Beguem as eiirvíia, se pertencem aos ventos dos quadrantes do 
norte ou <lo sul, e ao mesmo tempo se do lado do W ou do E. 
Por exemplo, de 10 para cima, os ventos s^o do quadrante do 
sid, e 08 indicados entre 13 e 1(). os mais altoH, do lado de 
oeste, epara baixo de 13, do lado de leste. O invei-so é para 
os do quadrante do norte. 



I 




METEOROLOGIA, CLIMALOOIA E COLOX1SA(,AO 

Em gera! pode diser-BC que predominam na regiilo do litoral 
no occidente, 08 ventos de 8E a NW pelo lado do 8, sendo 
entro os de W e di» SW os mais eouBtante»; e no intrrior oa 
de entre E e W do hulo do sul. 

Devo advertir por Í8»o quo nas localidades maia ao norte e 
menoa internadas, principalmente nos inezes de temperaturas 
maia elevadas, supram ventos dos quadrantes do N, numas 
maia de leste e noutras mais do oeste. Por exemplo, Cassanje 
do lado de W e Caiuigiila e Luacliínio do lado de E; o tam- 
bém se dá o easo eomo na regiuo dns ^^Il.■ísnmhíls, de soprarem 
de um e do outro lado. 

Nos raezes mais frescos esêccos, demaii» a niituhru, iMieuntro 
as sejruintes differenyas: 

Junho, predominando os ventos de entre E e S uo Cuengo, 
no Muquinji e no (.'hiinnbue, 4)ude também ae notam as calnuis 
de manhã e li noute; 

JulhOf os mesmob e também calmai^, em iíalnnje, no Du- 
que de Bragança, nu Andumba e no Chiumbue, e os ventos 
de entre W e S em Pungo Andongo; 

Agosto, também os de entre E e S e ejdmas no ruílii, os 
de entre W c S e cjilmas no Luembe e em ('atuehi, na de 
entre N o W e alf^ina de SE em ^ralanje; 

Setembro, ainda us de entre E e S e calmas nu Luembe, o 
08 de entre N e W e por vezes S em ^[alanjc, e entre NE o 
NW em Cbiquilla. 

Oa mezes de maio o outubro, que eu ti-nbí» considerado de 
transiçJlo, também, sepindo a situa^íSo d:in focalídadow, fazem 
differença. 

Em maio predominam os ventos dos quadrantes do E no 
Bie e em Camati; o os de entre E o 8 e calmas no (^lengo 
e no Chiumbue. 

Em outubro predominam os ventos dos quadrantes de E em 
Caftixi, ní do entre N c E no Cauní^uin, e os de entre N e W 
e calmas ura Cassanjc. 

Com respeito á estaçíto maís quente e em (pie sSo mais fre- 
quentes as chuvas, é aquella em qne se registam mais vezes 




^ 



200 



EXPKUIÇXO POUTlOrEZA AO MlATliíaXA 



luii^ lucalidadbB que cuiiiparo oh ventos ãim quailrantes du 
iiortií, mus tíiinbcMii ha ilifteronv«b a notar meeino nas locali- 
dades inaist proxiniMtt: 

NoviMiihro, jín/tloruinuni *i» ventos de entre E e S, e regia- 
tam-se culmas om Tíifuxi, os dp entre N e E e também cal- 
ma** no í'ímn*cnla, e os de entre N o \\ «• ainda enlmns em 
Catísanje; 

Dezembro, predominam o» ventou cK'. WSW e de SW em 
Cainâvii, its (b^ rntre N e E no Cuuti^ula e (^uillen^ie», o» de 
WXW e de N\V «íni CasBanjY% n'ííií*tando-flp em traias calmas 
do norti?; 

Janeiro, predominam on ventos dou ipiailnintes d»> E, 80- 
prainb" d<i nnio día jiara a nout»' mait* do norte ipie d" tul 
no Cnaugu, no Luaeliímo e nu Caláiilii, porem aqui também 
sopram do W e repstam-se calmas como no Luacblmo, e sSo 
mais constantes oh ventos do N o. \V em Caeondn e Cassanje; 

Fev«;reiro, predominamos ventos de entre N e E no Ciuin^ít) 
e no Luaebimo, ina» no Cuanj^o lambem se rojíistam us do 
AV e d*. S; ])redonunam os ventos de entre N v \V rm Cas- 
sanje e no ("alânbl, ma» aqui re^ristam-^iir ainda im d** entre 
W e dti S; e prt^ilominani os de E <? do S nu Cbinitibue; 

Março, predominam os dos ([uadrantes ilo S no Bié, no 
Cbiiimbue e m» ( 'alaiilu; p(»n*ni nesta lofalidad"..* rcfí7cítam se 
luaib do lado do \\\ eimpianto uat; outras mais do lado do E; 

Abril, prL*domÍnan» os ventfjs de ontre E e S em Camau, no 
Cluumbiie, no Calânhí e no Hié, mas em (Jamau, também se 
reiristam princípalnuTitc de lardr para a nontí», do lado 
d<» N. 

Os ventos du lailu di» W são mais húmidos fpK» os de E, e 
os do lado do X mais qurntoti p bumidoií quo na dti lad(> do 8; 
são estes quo sopram com mais ÍntL*nsidatle e tti]U(.dlL*s a quem 
se deve a frequência e a maior quantidade de chuvas que se 
rei^istani cm todas as localidades. 

Vc-iíc poi», que sendo o» ventos dos quatlrantetí d<» S os quo 
gerahncuti' mais hc re;íitt<'iin na» diver^as lncididadcé que com- 
parti, opi rani cl los nos si-u» clinuo», como um moditieador 




METKOnOLOOIA, CLIMALOGIA E COLON1SA<,ÀO 291 

benéfico ijiifr t-om rei^peito á temperatura quer eoni respeito 
á liuinulade. 

Km S. Thíunt-, yân os vento» ilo S, SK e SW que nmia pre- 
(iuiiHimni em IímÍoií i»b mezes du unno; em S. Salvador da 
Oorif^o i>8 do W, SW, S e SE; em Loanda od de We S W, o 
lia fsta^'ào raaia fretea mais os de NW que os de SE. 

(_)» nossos beneméritos exploradores na stia iílorioga traveptia 
<le Moítaniedcii á coutracopta, pasíiaiulo numa re^^iíl^t muito 
maii* a sul, entre o II e n Mí ja^raus, eneontrarani : na Iluíla, 
111) mvA de Miain^ jtnnltaiiiaando i\n v4>ntort dob quaílraiites di^ 
Sj u^^ Huiube, em junliK, os vuiitoii di» tMilre K e S, <■ lautti 
num uouio noutro lopir poucaís vezes os de N; em Muene 
Antenque 09 ihai, quadrantes do S e poucoe do» quadrantes do 
N; no Luapula^ em fevereiro, poueoB do S, preduminandooH de 
entre NK e N^^'; no Zumbo, em maio, predominaram oh de 
entre E e S. Tantu neste logar eomu no anterior accuBaiii fre- 
quência e p'ande quantidaíle de eliuvan. 

Elite» refíiototf apparecem ainda a eontirmar o extraeto qtie 
íiz por raeze», em presença do» dia*,Tarama8 respectivos a cada 
uma da.s localidade», doit registos do» uieamo:* explifrndttres na tma 
primi-ini viagem e doâ oLservatorioii a 4pie me tenht» referidíK 

Maiti uma vez devo repetir que sâo poueoe ob eleuientite de 
que ditipimlio, para estabelecer priucipios deiinidos, nà<í só eoui 
respeití» a este muitrt imp<»rlante a;í'ente, mas a Unlo» hh qm* 
teulio procuradoanalvHar; portpU', alem de tudo, dào-se eireum- 
stancias locao«, com (pie é índispensaeL'! entrar em linha de 
conta.qnando se trata de apreciar >> nu»do de operar de i-ada um 
doB lactore!? ípie onstituem nm clima, e mais ou menos in- 
fluem no orífanismo dt>8 seres que a elle teem de se sujeitar. 

Neste caso, o que ac me alí^ira poder atiseverar-se, é que 
atéaoCuanp» »í\íí ob vento» de W a 8, e para lá do (Humgi> 
08 ventos de E a S, a que mai» »e devem a frequência e a 
quantidade de elmvai*. 

Decerto, por um lado o oceano oct-idental e por ontro o 
regimen di»e rio* e a alta regi ííõ dos lago», devem cuutribuir 
para estas diSerenças. 



292 



EXPEDIRÃO POBTUGCEZA AO jnTATIÂNVUA 



Com respeito á velocidade do» vento» nos dia-^raiumas com- 
parados, vê-»e que cila é muito mais forte em Lnanda do que 
em i[nii!t|Uer lucnlídado do inTcrior. r* ferida aos motsmofi pe- 
rio lori dl* observa^'íl >; o, foiífroutíidíie ontrr si ns locididjidei», 
KJlo maia fortes as velocidodeB quanto menores ne altitude» 
das localidades, c inain próxima»* ellas estão ilo t-quador. 

A nàu aor cm Camau e uo (Julaulii, localidades que posso 
chamar larf3;na valles, nào »c registaram ventoa de grande 
força. 

Na rep^iàoquf [MTeorri, ê urna rarida^lt*, pelo meaus, não se 
sentirem as trovoada» em todos os mezcs, nui» distin^iem-se 
mais nos mcze» em qm- a humidade relativa é maior e sobre- 
tudo do meio diii para a nnutt\ 

Com respeito á electricidade, a Exj)edi^'J5io proLurou ava- 
liai* um d<Ȓ* phcnomenos mais importantes que dcJlu depen- 
dem» a modiíica^-jln do oxypenio, isto é, o ozone pelas sua» 
reacções, cujo tistudo rt-hõrvei para este h»^ar. 



Ozone 



A marcha rnd d;is rcae^*r»cs do r»zone estuda-se melhor em 
presença das curvas dos dia^rammas; e, pui-que esta marcha é 
modificada pela iiiíiuencia de diversos ajçentes atmospherieos 
e couUiçòes do solo, dá logar a anomalias, que devem ter uma 
consequência importante sob o ponto de vista liy^ienico. 

.Sempre que a atunJsphera é carregada de efHnvios susce- 
ptivcis df* oxydaçílo^ rareia e che^a nichinci a nílo encontrar-se 
ozone. Em alguns paizes este facto é considerado de gr'ave, 
porquanto está provado que diminuo a reacção do ozone eom o 
apparecimeuto do cólera. Por tnitro lado tamUein IM. Schcen- 
beiu affirma qae o ar muito caiTcgado do ozone modifica a 
reapiraçilo, activando a de tal forma que produz affecçòes ca- 
tarrhaes. 

Diversos especialistas teem luitado ainda, que uma inflexão 
rápida na curva nzouometrica é seguida d'um augmeuto consi- 
derável de mortalidade. 



i> 



Vê-âe pois, í|iuxiil«i iin[Kjrtfi ostuilar iiat^ regiões que se pre- 
tendeiu povoar a prodncçSo de ozono, e muito principalmente 
quíin^lo se trata do eourinonie nfrieano, e para ahi bc procura 
fazer eunvergir a eirii^ravâo do nosBO paiz. 

Ob dia^auima» mais completos que poseo apresentar, sSo 
referidofi a Loanda c a 8. Salvador do Congo, og qnae?, com- 
parados aos períodos das obser\*açi^cs dos pogitos meteorológicos 
da Expvdivào, mostram que as curva» ozoninuetriciíR dVstes 
fiSo iiiiiitu ÍTiferiore» aoa d aquelhia capitães, o que decerto é 
devido, alem de muitas caiisnií que put^Fo aitontar, n du densi- 
dade dns tnas populayòe» e a;í{íliiniera\;rio de lialjitayòep. 

Em Loanda existe mais abiindantwi de ozone que em S, Sal- 
vador, e aqui também muito niai» (pie em 8, Thomé, mas em 
qualquer destas localidades, sendo na curvas traçadas jtelas 
Buaa medias mensaes^ eu noto que na maioroí^ ordenadiis ee 
apresentam uiuu dou meze» da esta^-ili» nieuos quente, aquelle 
<jue aeeuí>a menor temperatura, e as menores num do» inezes 
da estação mais quente, o (pie accu^a maior loiíiperatura. 

A ordem em que disponho os mezes pelo decrescer do ozone 
e auííuiento do temperatura, é eousequencia em Loauila d'iun 
<rerto numero de annos;em S. Salvador o cm S. Tliomé, d'nm 
iinDO, por falta de observações em mczús de outros. 



T. 


iMAUila 


H. HaUmlur 


8. TliíiraC- 


(ia"t)<> 


Tpmx<pr«turn 


1 Urtnc 


Traipr-ratan 


Oxftnr 


Tíinpiraliu* 


agoHtn 


ii;;iii*t<i 


jidlm 


julho 


junho 


j uulio 


setembro 


setcmbri 


u;;ii!<tiií 


aposto 


julli'.! 


jnlho 


jtllllrt 


jnlli'* 


jimtio 


junho 


HgO»tO 


a^nsto 


junhu 


jnriliM 


H*'rnribro 


RotPiubro 


janeiro 


setembro 


oiiluUrn 


'nitubro 


outubro 


(b'Zi'iiibru 


novembro 


outubro 


*bril 


novembro 


íuverclrit 


lioveiubro 


frvcn-in» 


iinvtMiibro 


dezembro 


tlezembrti 


iniifirn 


oiiíabro 


innrço 


inarv'> 


111:111 > 


janeiro 


!iov ombro 


jaueiro 


dezembro 


nmin 


uovíínibro 


mftiíi 


(IfZtMnlkro 


abril 


maio 


JHUciro 


Jnuciro 


abril 


umb^ 


fevcrcim 


nbril 


dezembro 


fevereiro 


feveroin» 


nbril 


aiuif) 


aetrnibro 


nbril 


março 


murvo 


março 


ainrço 


outubro 


fevereiro 




294 



EXPEDIÇÃO PORTUOUEZA AO MUATllWVUA 



O director do obaervaturin t\i' Homr, M. Wolf, cuii8Íderand<» 
a lUiirt-hít íumual do o/.uiii; repretiontíida por uma fui-vaj nolii 
que a maior ordenada ptírtenuo ao mcz de fevereiro, e a mai» 
peijuena ao mcz de aj^oBto ou de ueteuibro. Eiu Lisboa em 
alguns annos tem-se dado e^Bc facto, porem ha outro» em que 
se apresenta: a máxima em janeiro com a miniimi em setem- 
bnti a máxima 4'm ít-VfrLnro eom a uiínima em jiillio; a nui- 
xima em aljril uom ji mínima í-rn setembro, e também a má- 
xima em abril e(»ni a minima em a^>sto. A& minimae nos 
outnvs postos de l'i>rtu;^al variam entre jullio, aífoslo e setem- 
bro, c as máximas sào mais variáveis, havendo-as até era de- 
zembro. 

O «|ue è eerto jMtrcm, i* que no eontinente i-iirojjt-u pronun- 
ciam-se mais as reacyòes n<»s meze» do invern») «(ue nos do 
verào, isto é, nos mezes de temperaturas mais baixjt«; o mesmo 
que se dá nas looalidndvs qiie cytuilo: ansim cm Loanda temos 
a máxima em a^jfosto no mez de menor temperatura, e a mi- 
nima em fevereiro ou mtir^-o no mez de mais elevada tempe- 
ratura; em S. Salvador do CW;ío a nmxima em julho e a 
mípinui em uiar^o; e em S. Tliomé n máxima em junlm e a 
minima eui fevereiro. 

Noto que ni's mezeB da cstav^o mais iresca stS ha uma 
differeni^a na tíiíUule <le S. Tli<mu' em qTic ti mez de janeiri> tniiuKi 
o lo^çar de setembro nos de maior quantidade deozoiuí; e nos 
mezes da estaçSo mais quente, em qualquer das três loealida- 
des, decerto iníluiram as bumidados rebitlvas que se viu nAf» 
seguirem uma ordem re;^ular, devido aos cacimbos, ás chuva», 
á mai<)r ou menor densidade de vegetará*}, au estado do ceu 
mais ou menos carregado de nuvens, á direcvAe dos ventos, 
ás trovoailas e aiuíbi ás eontliròea rsjteeiaes das liH^alidades, 
para que se lujteni as t;xeepi;òc8 <le alguns nu-zes fazerem 
diflFerenças sensíveis na ordem em que se deviam correspon- 
der. 

Com respeito aos postos meteorológicos da ExpediçAo, os 
factos impoem-se para que distinga dtias zonas com respeito 
á constância do aznnv que mdles ndto. Uma entre o« mere- 



■ 



MBTKOROLOGfA, CL.IMALOQIA E COLONISAVAO 



21í5 



dianoft de llalanjo c du Cuilii, c a i>utni uiitro o de Caiingiila 
e do Luembe, eendo pouco mais ou uienus esla a diíitincyílo 
que Odtíibeieci das duaa zonas por paralloloií, nina a norte e 
outra u Biil. 

A do norte, ou anttía podemos chunuir-llu; aufira a de loute, 
pela conataufla; *' pouco alnnulanti; de ozone, haviMido diaa 
succegfiivofi em i\\ir se nilo encontnij Kcnilo iiiaior »i numero do 
dias em que »e n3o regista do que aquellca t-rn f|ue se nota 
a!p;iinia roac^-ao'; e na do **ul, dá-sc o eontríifiOj n:lo obstante 
taiiU) numa como noutra Buceedcr-ae um iieriíido dt? obterva- 
çào que abrange pouco mais ou menos os mesmos mezes. 

Devo lembrar que em ambas as zonas oa }>oi*to» tbram dlu- 
poato» pouco niaiii ou mcnoa numa linha; na de ocí^te, que par- 
tindo de iíalanje^ latitude 1»" 'i\'2\ terminou no Ciiilu, latitude 
H" i)', se pode dizer SW-NK; n nade lestOj j)artindo do Caun- 
fíula, latitude 7" 2<'*\ det>e:ddii píu^a o Lticuíbe, latitude S*' 2(1', 
aproximadamente N\V-SK. 

O rej^imcn do ozone nestes poãtue deixo-o resumido neste 
qiui<b'o : 



I/ociktiitiMlf» 


Lai. 

8. il» Kii. 


hmg. 


AlTlni.I.*» 




Oxui 

VnriuvA" * 


Hf 






> 


Coim (Ic fírsttí 










.Muliiiiju. . 


í»" ÒS 


IG" 10 


n5-4« 


jl|]|i<> 

acosto 

Sííteinbrn 


I 

I 
I 


ii 
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11 


'2 
4 


2 
2 

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Cttfiui . . . 


*.»" d' 


16" 42' 


KÍS" 


nfiveinbro 
(lezeiíibrí) 


1 

I 


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á e 4 


Camau . . . 


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701- 


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Ciiman . . . 


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abril 

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Ciíílii ... 


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Kín:»™- 


julho 
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1 


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3 e 4 



1 



:í96 



EXPEDtÇXO POKTUGIEZA AO MIATIAKIXA 



Lornllitotlii* 



l.nt, 

H. <to Bi\. 






AJtltntle» 






tt*»Hlf 



Varla^to CunaUnt-U 



Zuua de Icete 



uuCuliro 



Cnuuf,'ulii. 7*" 2<i* 2i>- 10' íí2*^" uoveuibro O a 



i» H 2 o e 1 
O f 1 



Lunehiino 7" 34* SIK' 5!»' 



Cliiuinbuo 7" 3«' 21" 17' 



Lui'uibtí. 



tt" 20' 



21" jr 



76tí" 



751S* 



ííTT- 



dezembro 





n 


1 





j mio iro 











fpvoreiríi 


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1 


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fevereiro 


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abril 


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1 


íiíTOsito 


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2 


(' 


M-Icmbro 





a 


4 


1 



Como se vr, a primcirn linlm do ])oston nSo só é ninior do 
que a si-jíiinda, nuis funua unm vnrvti nmitu mais pivnuu- 
ciada. 

Na pnmeiíH u\*t<* ([uc é nos niezcs quentes, de novembro 
a fevereiro, nas marj^^fiis do ('uan;;<i. que a Ex|)edÍVí^o cíIicou- 
trnu niaitir ahinnlaiuila dt* ozone, e que nos mezes fescíBi, ju- 
nho H setembro, nos pbvnaltos, ieto é, uca extremos d^esea li- 
nha, noá postoa iiiai.-* elrvados eui rf.davílo ao uivei do uiar, 
ibi tambom onde se re^íietjirauí as maioreg reacções do ozone. 

dmveneído qui^, com os abaixamcutoB ile temperattti*a, devem 
coincidir maiores reacçfíos de ozone, cu nJlo posso deixar de 
swppnr que nos ])hinaltí»8 oh registos obtidors jioueo podem 
ditterir do máximo em eoíintanein e na extrenui ; que nas 
terra» baixnn, pchi eontrario, os registos pouco podem difFe- 
rir ílii mininu». e é natural que as máxima» se api*oxÍmeni 
das do S. Salvador dit Conj^o. 

Uaniau, já numa altitude Intermédia, se pode dizer eutre o 
Cuan*ío o Mufpiinji, cuja» observações foram feitas nos mezes 
de abril e maio, que também se pode dizer ni(*zes de tempe- 
raturas intenuediari aos niaiti quentes e mais frescos, de algum 
modo corroboram a minha í^ujfposiçilo. 



r 





Cam respeito á zona de leste, é de notar a raridade do 
ozoue; poie tanto oa limites mAximos siU» muito Inferiore», 
euiut» a con&tíiiicia cm dias successivos é de se níSo regista- 
rem reaeg lea ou de se registarem eiu peijuena quantidade, e 
ainda asaiiii imn mezea mais frcscott. 

Em outubro e mivembro, no f auugula, e (mii iii:ir<;o e maio, 
]io Ciiiumbue, as pouca» reac^-ijes que se registaram, decerto, sAo 
devidas em parte, como se conhece á vista dos diugi-anmíats, 
pelas trovoadas que aquelles accusam. 

Creio quu ora Liíanda influe a direcçJio doa ventos de entre 
W e S para ns reiíeyòtís do ozoue que se accurfauí, e que nas 
loealidailtís do interior ns ventos de entre E e S contribuem 
para a ialta t\n ozone: \K*h} meno» esta nilo pode dtnxar de 
ser a ÍiitL*rpretaç5o doá íactus conjugados cm pru&enya dos 
diagi-ammas. 

Os postos da Expediçílo podem ter sido mais ou menos 
iniliieneiadoH eom respeito ao ozone pela-* pKVnayi^ies próximas 
e fcua di«poBt^'ílo, por isso b^ubro: que em Malanje *> pofiti» 
estava situado na villa, e nmna baixa próximo existia um pân- 
tano e uilo muito distante o cemitério; o de Cafuxi foi csta- 
beleeido numa povoa^'ào e o de Camávu muito próximo da do 
potentado, maa tanto esta como aquella eram pequenas, e as 
outras que as rodeavam ticavam dítstautn.s dVllas r dos postos; 
o do Cuaiigo estava a pouca [liiitaneia de íi ptivoa^ries, mas 
estas também eram pequenas; ó certo porem, que todos estes 
postos foram situados próximos de rios cujas terras nas mar- 
geUíí estão mais ou menos encharcadas durante o anno, prin- 
cipahuente nos mozes dii usiaçào quente e onde a vegetn^-iio 
ú mais densa, c também perto das ten*as lavradas; u de Ca- 
niau tiemi itrdado sobre a aba d'uma sen^a a meia altura do 
valle, e em redor nflo existiam povoações; o de Muquinji numa 
âorcBta, ea povoa<;ilo mais pn>xima íicava a mais de uat kilo- 
metro e já numa baixa; o do Cuengo também próximo do rio, 
distava das povoaçòrs mais de '2 lepias; e o do Ciiílu a pe- 
quena distancia da povoa^iVo do (Jassasíia^ que se reduzia a 
umas 'M) habitaçíles, estava situado nunm aberta da floresta 



U 



298 



EXPBDiçXo poirreauEZA ao muatiXnwa 



|)a.ssa 



ndo-llic 



Muat 



tanvua 



jroxi 
com 



mo 

toil 



o rio, num n ucu lado foi t^í* 



tab 



euicer-Ke 



a a sua oomitiva, qui.^ jimta com ha uoh 



lianííala» que ali iam acampar, se pofic calcular uma popula- 
i;ho de mais de 2* HM) pestioju sempre muu íi^í^lomoriulo de. 
Iiabitai;i1e8. 

Emqiuuito íi Koim de liíste: o po^to do Caungiila era vÍ8Í- 
nhu fio ULvuupameiíto dn ^luatiauvua c díbtuva pouco mais de 
um kilomcLro das povoações do potentado e dos acampamen- 
tos da» comitivaR do commercio, o nào exagero raloidando 
todas estas populações superiore»a vKN»0 almas, ha ipiacs com 
o pessoa! da Expediyílo, occupavam um recinto cercado de 
fromloHo aFvoredl^e ví^j^eta^Ao, cujas densidades au^mcntavam 
á niediíla i^ue se a[iroxiuiavam dos rios t^ue corriam próxi- 
mos; o posto do Luaeliiiuo. juntii do rio^ estava muito afi^stado 
das povoayí^eB, porem era visinho do acampamento da comi- 
tiva do lIuatiAuvua, ipu- neste lu;;ar principiou a en/jcrossar, e 
o recinto em que ticamos, era tanibum entre densa vcí^eta^-ào 
e arvoredo, o que elles chamam matto, e eu direi nístt»s de 
grande âoresta; o du Cliiumbue, num recinto i|ua^i nas mes- 
mas coruliv>*i's do anterior, ma» nuiit<f vasto, Unido também 
ll«^r vitíinlu' a cíunitiva do Muatiânvua^ <pie se tornou de irrande 
iniportanc-ia pelo grande numero de forças iiii'- alii se reuni- 
ram, distava da povoaçâ*) ih> jmtentadn 2 kilDinetroti, nuis á 
frenr*^ do posto e jiroximit i-xistia um lo;;;ar renervado pura 
tít'pulluras; e o posto do í^tiembe tieava entre a poviMi^âlo do 
potentado e os divert;oA acampamentos de Lundas e t^uiocos, 
e calculo mais de <!(MK> almas que viviam aos prupos em habi- 
tações aií;^Hoiueradas em torno do pitsto, num recinto em que 
a vegetarão era soberba nacorpoleneia e densidade, e, como 
disse^ vendo-se, entre esta, imp<frtantt"8ári'aA de terra'* lavradas 
sobre as abas das montanhas ipic nos liniitavani o horÉsonte 
em todos oh sentidos» existindi» também, próximo da jnivoaçao 
do potentado, o h>ííar destinado ao cemitério. 

Ainda se dào outras circumstancias que nílo escapam ao 
observador que estuda os povos coiu quem estive, e taes s^ào 
08 factos: de nào haver logares reservados para as suas dejec- 



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çftes; oa moiituroa de detrictos anímaca e ve^otaoa a^^jj^Iomc- 
rados pouco didtantCB da« haUitaçrjes; em al^unt» lo^arcB o& 
carlavcres insepultos, no ar livpp, noutron or» et>r[ms d^w íallf;- 
cidui* potiiiitíidu», uspenmdo a putrt'Íae^'ào deiitn» dat* liabita- 
ySes para depoi» SL>rem devulamente guardados ou seus o^sos, 
e ainda em outros, onde »e usa enterrar os cadáveres, a indif- 
ferenya níio gó com respeltti á altura da cova mas ao logar 
em que se abre, veudo-se muitas «ipullunis pelo* caminhos, 
sendo para clles preferível o sobn-pujal-aB dv mnnticulos de 
terra c de troncos de arvores, a faiífl asi t'iinda« ; e íambetu o da 
eoiubustàit de maleiraa coustaiil<Jín"'Utt' de dia e ile nnute 
dentro das habitaçt^cs e próximo d'ellas, cujos vapores passam 
pop entro mu revestimentos duqnellar!, clirirando jU vezes, prin- 
cipalmente de madrup;ada e d(í nouio, a formar espessas nu- 
vens 4pie se demunim, pairadne n muito 2 a i5 metros acima 
da altura du uulo, e que Ím[)resMLt»nam bastante o organismo 
de quem ívm de transitar piír entre essas habilayòps. 

As modiHcaynes por qur estàu passando eotistanlemenlo 
essas matérias, orif^inam divei^sas emniiaçòes, effluvios mesmo 
imjjcrceptivei^, iilf:íuna dns quaes apoderaiubí-se do nxygeulo 
dl) ar, diminue em quantidade o que devia ser electriaado, c 
por isso a falta qiu* se nota de reacyáo do ozoue. 

Essas emanações portanto, sob constantes e grandes limni- 
dades e ainda temjieraturas elevadíssimas, como são as que se 
registam ao ar, ua kõuu mais ao norte, acima df 40" centi- 
grados, desenvulvendo-Me, dfto logar ás diversas influencias que 
contribuem iiodcroí>;?mente para a morbidey; o niortalidíiije, 
tornando por isso os climas insalubres e de dtjlieil resitíteneia 
para os eères que lhes sáo estranhos. 

Hoje appareceni partidários da theorJa, que a abundância 
do oKone mu mn certo limite é salutar, itol* que elle mata os 
í^ermens. Afii;^''nra-se mesnin que certas doença», como a scar- 
latina e a variola, por exemplo, tomam incremento nos lopires 
em que se encontra maior abundância de 4)3:one. 

O dr. Bonlier acreilila fpte a *jf''pf**' ne niÍo é uma d^K-nya 
devida á producyílo do ozone, é dependenti- de al^um pheno- 




300 



BXPEOIÇXO POSTUCUEZA AO MUATIXKVCA 



í 



lueno euBinico aiialogur o coneideni-a intectuosa e contagiosa, 
dcvúlu a lun iermentd anímndo; cinquanto que* a iiiAiienza 
suppòo 6cr uma doençíi d*' ordem cosniicn. 

Desde que parot-e que o ozone tem piHipriedaíloíí tfto impor- 
tantes tanto na pr(>dui*^*ão dan opideniiarí f* ãa certas doenças 
eudéniicaa» enmo iinti atiecçmíB eatarrliaetí mu inflamatórias^ 
é du toda a neeesísidade que o» noufeos diíílinetos médicos em 
Africa Bê dt-diquem eom interease á» invcítiga^í^o» indispen- 
sáveis jmra o estudo desta questão, que se me afi^çura de 
grande valia, tanto para 09 indif?enas como para os emigrantes 
•que para lá estilo convergindo voluntariamente. 

DISTINCÇÃO DOS CLIMAS 

Conlíecidaa as eondiçoes do clima de Loauda peKis sou» 
-caracteres met(;(»rologieos e geographicOBj í"a\,'o a distine^-ilii 
dos climas das uutrati localidades por deducyão relativamente 
áquellcj aproveitando os poucoi* elemento» (pie ditíponlio para 
•diversos meze», e partindo do principio que para as mefaum» 
latitudes o cHraa é o mciímo, devendo aitribuir-so as diver- 
geneiaâ As differen^'a!i da^ altitudes das localidades e condi- 
"Çiles que Ihee sito pneuliare». 

Ha earacleruH que síIij eomnuuia a todtís ot clima», que po- 
dem reduzir-se, como ficou dito, a quatro, a que se pude 
<*lianiar leis de periodicidade, de successâo, de intensidade 
<.' de varÍa^*ílo doe diversos factores meteorológicos que os cons- 
tituem. 

Para apreuiar daí* inHiiíMicias dVsses factores sobre o orga 
jiismo humano, naíuralmrnte devo principiar pelos de mais 
importaíicia, e acabar por aquellee por cuja acçào menos se 
apreciam. 



I 



Localidades entre os parallelos 6'' e 9" a S. do Equador 
Fai divido a regíAi» entre os parallelos de Loanda e de 



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1 

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1 


'■•'■■illÍL ' V- ■ 






















ilETBOBOIíOGU, CUMALOGIA £ COLOXlSAçIO 



S. Salvador dn Congo em zoaa», grupando neuta» as localida- 
des pelas latitudes que mais èc aproximam. 

!.• S. Salvador do Congo 

r," 17' 

2." (.'iiuii|;ulu, Lu;ur1iiinú e ChiumbiK' 

7" 2ír 7" M 7- :íS 

3.' Muquiuji, Ciiengi», Cuílti, Liifinbu tí Cnlituhi 

H" 20' «" 15' 8" í)' 8" 2t)' 8- 21' 

4.' Loiíiida, Cafuxi, CamAvii, Cunugo o Camuii 
8" VS y« H" 38' 8" 28' «" .'W 

Como t>tí caracteres de Luanda foram estudados siAnx- nin 
período de 7 annos, eu devo antes de tudo vêr se ha diffe- 
renças ftensivei* para as localidades que grupei cõuí acpieíla 
cidade, na 4.'^ zona qur abraiije a largtxra de 'ò2\ 

Loanda, CaFuxi, Camávu, Cuaago e Camau 

As temperatiu*as s<j por si caraeterísam bem um clima sob 
diverso?* as^pectim, em quf.Mitos e frins^ o cada um doestes em 
tixos e variáveis; e c»ta distineyíLo i>btcm-8e pela extensão das 
escalas thermometricaa aprccindafl em períodos diversos, de 
24 horas, no i^spa^o de iiO dias, no espado de um íiuiio e ainda 
pelas variações em dons dias seguidos. 

As localidades que gnipei com Loanda, reportam-se ás 
observações nos mezes de outubro a maio, mezes da estaçftO' 
maia qutnte do anno, o para analyi^e daa temperaturas com- 
parfidas deve ontender-se no c[uadro abaixo, que os graus á 
esquerda respeitam u Loanda e os da direita á localidade que 
se lhe compara. 




ileze» 


LúciU[(l«>le'i 


Maxiniaa 


Mn«I1ftji 


MIdIisiih 


Outubro. . 


Loiiu'1h. Cafuxi 


2U"— 27" 


23'— 24"» 


21"— 2<>' 


Xoveiníjn» 


LojukIh, Cafuxt 


20"— 27" 


24"— 24" 


21" — 18" 


DeKcinlin-o 


Loiunlu. Cmniívti 


28"— 28" 


2ô" — 2f)" 


• 21" — 17" 


Jaueiro , . 


Jjímnda, Ciuiugo 


27"— 29" 


25-'- 25" 


22"— 18" 


Fevfrcií-n 


LiríLtuIa, Cuauj!^ 


29-— »(>' 


2tí"— 2n« 


22"— 10" 


Abril. ... 


LoiuiiliV, Cíínmu 


3(> — 28" 


21;- — 24** 


23" — 14" 


Maio . 


Loiíinlii, Ciiirmu 


3<>._21H' 


24-— 23" 


22"— 8 



4 



KXPI&DIÇlo PORTUOOKJSA AO STtTATIÍKVTA 



Como 06 v^. pelHi» muiliaâ iUL*n«aeâ, o vVniui dV^stas liiculitla- 
de» \un\i; classificar-se (» mc**nn>; [ínrem, reparando na» ampU- 
tudos, ij ãv Loanda é Hxu, t* o das outra» 6 variavol, decerto 
muiii vantajoâo para o or^anítfmo humano quando a elK" ee 
habitue. 

A Mornuil aiinual dt* cada uma das localidade», »cndo aquel- 
le» ob nif/.i'i* niaiâ quente»», mV» pode deixar de ficar coni- 
pieliendida entre 2(y* e 2;V*, e a re^far por Loanda, cuja me- 
dia 8C considera pouco maie de SH", desta pouco devem dlf- 
ferir. 

É I' <'lima pois, dl* todíiB ellas, áns niaib quentee; porem cm 
cada uma se dão outra^t condi^*iVíS motcorolo^rieas e própria» 
que it benotíeiain mimus em relac;ilo ás outras. 

Exaíninandti a uuuxdia das toni]ieratura:í ile cada uma das 
localidades, nota-se mai* irregularidade nas de Loanda do que 
nas outr;íí*. Nestas, tanto rus mnxinias cíono hs medias, v3o 
tuim crerccudo até tuviTeiro, t* decrescem dep(»ÍB, e as míni- 
mas »e;ruera sempre num decrescendo, com'excepv«ode Loanda, 
que nau succede aí*rtitii. 

E a humidade relativa, .sem duvida, o agente atmog])herico 
que na ordem de inqmríanei.M se .se;íue á tcmpt^nitura; por- 
que caracterisado mn clima j)iír esta, ainda n define ein mais 
ou nií^nos huuiido *- vm niaib ou menos seeeo dn (pie íiipudlen 
que tfe lhe comparam. 

A simples inspec^àn dut> fliajírammas l- bastante para te 
euiihecer que em Loaiida a humidade relativa %■ muito supe- 
rior Á de todas as oiitras loealidmies^ e nâo setido as dos mezeg 
de outubro a fevereint das maiores, eoui mais rnzUo as dos 
outros niezes silo BUperi(^^es ás dos corresjunidentcs nas loca- 
lidadi's que conipam. 

( h me7A's de abri! i* maiM >ílii mczes muito húmidos em 
toda^ as localidades da rcjEriâo que estudo, certamente por ser 
o fim da eprudia da^ •rrandrs chuvas; comtuHo, como em (Ja- 
mau, que se refere aos mezes citados, sâo inferiores na de 
Loanda e as d'esta nos mezca anteriores são superiores ás das 
locdidades nas umr^en» do Cuan^^, creio nâo errar classifi- 





<;anfl(>-as de niniA |Jiira inonuá liumidas n:i urdum que se »e^io, 
Limiidii, ruanjíit (Mahango), Canwhii Cafuxi e Camau. 

('t»m n-sjuitn ii» j>rc6si\es, tratando de Ifícalídatles r[Uo muito 
diftVíreiíi L'iii altitudes ua aprcoiayâu djin condi^^òes dum clima 
«ntre determinador limites de toinpcrati:ras nuriimea, ttá tcnliti 
em attíMi(;íln as :iini>litiidea dt- nua» <iwÍllayrníH. 

ÍMííltís tyrmuá viiju que a murtdia da» priíssòt'» em cada 
unia daâ localitiado!* conservou um tal oii ijual parallelismo 
eitm a dr Lf>anda no* raezea c^rre8p^^ndeIUé&, porem arpii 
houve constância em dias buoccssívos nas luais baixas, eiuíjiuiTíto 
em <'amau c etn Cafuxi hj nota ul^riiina cí>iíiilaiicia nuij uiai» 
iilta:«^ e em ('iimau e no Cuan^o ue notaram maítt obCÍllay(!íeHf 
ainda quo, d»' dia para dia, de (M^qiumari aniplitudcs. 

Onde mais st* Hzcram acntir as humidade:*, c onde maia »e 
fizeram sentir as pressões e é onde se notou menor frequência 
e se roci»l]ieu nHMíor cpiantidade do '.diuvas (^ tnmbcm ívndc a 
media da quantidade iie ntivemi foi menor. 

(^uni ri-fepelto ao ea^-imbo, que também infiuií nau hmnidade» 
relativas, só posso citar o que se observou em Loanda e (Ja- 
:r*au, nu niozde maio, na primeira localidad'- l.ô diaa « na be- 
<;unda '2, dirtVren^-a esta tilo scuHÍvid, que, conservando-se a 
marchadas humidade* em Loanda na atmra do mez anterior, 
desceu baetante em ^'íuuau. 

Em Lt*aMda cliove muito pnmjo, o que maii. eoricorre para 
tomar insalubre o clima nee^a localidadtí, e admira esto lacto 
p(irqui' a maior frequência e a maior quantidade de chuvas 
nas outras wilo trazidas pelos venttíS don quadrantes do W e 
mais do S que do N; e silo exactamente estes orí ipie maís piHí- 
dominam ern I^aumla em tmlob i>s mezes. 

A tensão díi vapor atmosjjlierico coiijnga-se com as tempe- 
raturas, mas a notada em Loanda é muito superior á que acen- 
sam todas as outras localidades, as quaes decrescem scfruiado 
418 localidades a ordem das temperaturas máximas, (Man^o^ 
Camau, ('afuxi e (.'amAvn, o que se dednz ilas medins dos seus 
Aliagrammas. 

A electriciílade decresce e^m a elevação da tcmpi-ratura 



EXPEDIÇÃO POKTDOrKZA AO MrATlJSTÇVTA 

em cada uma da» Liculldades, o que tambr^ra se dá uom o 

ozone. 

Depondentõd e^tm tluiis íactore* dua t«mitomtuniíi, cuuiu oa 
mezea de obaervaçòes aKo differcntes, Iimit«i-me a dizer que 
Afl Idealidade^ li niargoni do Cuango, accusando electricidade 
atniodplieriea de p*andtí importância, denotam (|ue ahi se pro- 
duz nxime em pequcim (jnantiiiiide, e ui^to tem vantagens 
Loanda para as suas melhore» condiçSe») pathologicaa. 

líflíUivam^nte, e tendo em vií*ta oe periodnis de oUservaçao 
e allitudtís ílaa localidadeB. querendo di:?pr)r estas pelo decres- 
cer das reacçocâ do ozone, toma o primeiro lo^r Loanda e 
segie Cuango, Caraávu, Caíuxi e Camau. 

Da aimlyse das eondiv'»**» elimaloííicas dYvstaá localidades^ 
deduzo estarein sub o luosnu» clima muito quente e húmido, 
conser\'andõ-ee cm Loanda lixo com respeito A temperatura e 
pouco variave] nas í*nas maís baixas pres»Aep, tendo ainda a 
desvantJigem reiativanienlo ás outras du taita de chuvas e 
maior tensão de vapor atmospherico, e como condíçíJes favorá- 
veis, a atmo&phera menos carregada de nuvens, o» vento* 
predominantt'8 peroiii <lu \iu\o do mar e produzir-se o ozone- 
era abundância. 

Na ordem de preferencia para aa localidades contiuentac» 
os factfi.s iridioíiui í'ítmíui, Cafnxi» ramávu o í "unnp*, no qu»* 
crek) indiiir aa coiidi^'òert geop^aphicas de cada uma, bua bilua- 
ç3o em relaç3k> á costa e ao equador^ sua altitude, e ainda a 
menor ou maior distancia ao rio (\iangt» e seus principaes 
artluente*, II outras coudiçòes relativas â cmtijíuraçSo e eons- 
titui^'íl'> do aeu solo, que muito contribue para alterar a mar- 
cha dos pheuomenos mctcarologicos. 

Antes de entrar no listmlo dot> climas do outras localidades, 
nílo devo esquecer que uilo apresvnto observaçòef relativas 
ao mez de maryo, pi>rquc durante esse moz o* registos sAo- 
da viagem da Expediçilo entre o rio Cuanj^o e o seu g-*íindc 
afHuente direito, o Uhamba, mas as temperaturas sào das maia 
elevadas, a atmosphera sempre carregada, as chuvas muit» 
frequentes c intensaf; i* a refínlur pela prodigiosissima vege- 



n 




METEOROLOGIA, CLIMALOGIA E COLOVISAV^U 305 

taçàf) e tlensas florestas de corpoItMita» arvoredo aã huinidaílcb 
relativas devitmi «er muito próxima» da saturação, acreecendo 

as cnlmaB e ventos frjicos ijue mais tornavam insupjjortaveis 
as InHueiictaB dHB rievatlas tonípcratiirMô na» uiureíian; </ tiulo 
ÍBt<> Ciírrobura uírida que at* terra» à mar^rtii do Ciuin;,'*) 
iiiHucnciíLda» por futr rio o hcmih afHueiUeB, á esquonlri n Iaií 
i; á direita o l 'liamba, tendo fondiç<V'.s que benericiam i> clima 
relativamente a Loamla, mais beneficiado é em Cafuxi « em 
í'amau. 

Na inar^í-íMn dirfitn do < 'n/in^t», (mií Mahaní^i. o na esquerda 
do Luí, em t 'aniíivu, n-'KÍí5tarani-su rloeiujan do appar<.'lliti retipi- 
ratorio de pravidade e tainb':*m do apparelho dipetítivo, bem 
C4>nu> anemia» e fobn^s palutstreíi, o que nJlo Buccedeu em < 'a- 
ítixi nem em < 'amau, sondu para admirar sobretudo nesta loca- 
lidade oâ mezea de abril e de maio, período pcor da etítaç&o 
quente e das eh uvas, periíHln que em Loanda se toma notável 
pela maior aíflueiieia de doentes ao seu lioupital, tanto »'tiro- 
peus como africanos. 

MuqalDji, Cuengo, Cuílu, Luenbe e CalíDhl 



► 



As loealídadee qne Ki'Upei neBtu zona, estilo dispofita» for- 
mando anpdo cujo vértice é a do centro, mas a zona abranjo 
uma bir^rura pouco mais de metade da anterior 17* e d'e]la 
tíea pouci» distante. 

Ab obí*t'rv:i(;òe9 neataa locatidadea t»âo referente» aoe me- 
Kt*** de maio a outubivi e de janeiro a maio eom excep^^âo de 
abril. 

Pelo quadro da» temperaturas (*) vê-se que a nonnal da» me- 
diae em Muquinji, m» mez de maio, foi ej^ual á de Camau e 
inferior á de Loanda, e a de jnnlin ainda superior á de Loanda, 
Hendo rm amigas superiores á do L\ienpo. Em maio foi de 23" 
e ein junlio de 22'*. 



(') Píig. 2:13. 



1 



306 



EXPKDIÇXO PORTrOCEZA AO MUATIXkVCA 



Ab maximaa absoluta», que useillaram no Mnquinji e no 
(.'uengíj, (Ití 27" a 30'*. uiiilarain UíMiipre niaÍB elevada!» que as 
de Loandn^ que variaram entre :íl"e 2V*" mis mezc» de niaío, 
junlu» (! julho; a» ininiuiaa, que no mesmo período so*fuirjim 
H »iia marcha entre 9" e 1*', em Lnanda tiveram por limite* 
extremos 2H" e 14**. 

Se as mais elevadas foram mais fortes do que as de Loaiida, 
também as mínimas foram muitisbímo mais fortes, o que deve 
attribuir se nàlo eô li situaçào ^'eofrrapliica das localidades ma» 
aindu á entaçSo do anno em que todt»ti ns factore» atmo^phc- 
ricos concorrem para aquellas differençaa sensíveis; e não 
devo esquecer também que Luanda está debaixo das influen- 
eiaR maritimaK, e a jul^íar i)or Píimau, em abril e em mai(>, as 
preferencias do clima i*mquanto a tvmpvratura sâi» para Mu- 
quinji e (Vengo. 

As pressões eonsen^Hin-se constantes nas altas, emquanto 
que na zona de Louuda a constância teve lo*ar nas baixas, o 
que é bem peor. 

A tensào do vapor atmospherico se^iiu uma marcha ana- 
lopi 11 das temperaturas mínimas, muítn abaixn da de Luanda, 
oscilhiTído aquellfi entre '.) e KJ millimetnis e esta entre 17 e 
20. Da nieama sorte as humidades relativas foram muito infe- 
riure» ás da zona de Luanda, sendo no Cueiif]^» superiores hh 
de Muquinji, inHuencia nào sú do rif> que con'ia próximo do 
posto, mas ainda do cacimbo de todos os dias. 

Variaram as humidades relativas no Mtujuinji de 45 a õr> 
graus, e noCuen^ro de li^a 75, e, aparte a& intíuencia» apon- 
tadas no (.'ucnpfo, pude dízer-se que o elimn cntàu ora sêcco; 
e nhi admira lembrando que as pressífes eram altas, que so 
re<;ist;irani muitas calmas, <; d<' tarde e de nunte predíunina- 
ram em ambas as localidades ventos, as mais das vezes 
escassos, de entre N e E, e que a atmoispbera quasi sempre 
se consers-ou limpa de nuvens uu apresentando-se estas em 
pequena (juantiilade. 

Talvez devido á altitmle das localidades, suas condições 
espceiars c aos mezes de observavâo, é certo que foram nestes. 





HITTEOitOLOtílA^ CLIMALOOIA £ COLONISAÇXo 307 

tínãa iituÍB BC pronunuiaram ns rcaçues do ozone, pois ii suu 
marclui ibí variável entro os líinites 1 e (i graus não reduzi- 
du8 o na inversa da» variaçoe» dn» hninidadcs relativa». 

Tatitif vni Loandu como em S. Salvador ainda n^sim a pro- 
diicvào do ozone é maior. 

i) prriíHlo da» oh:*erva^''Vs no (An'lii foi maÍ8 longo^ abran- 
gendo parte do mez de jullm e todo o niez de afjttsto. Tendo 
preaentes oadiagramuias, parece que aa difterente» curva» me- 
teorológicas »cgiiem como ae fosse prolongamento dos postos 
anteriores, podendo cnnyíderar-se as suas difFercn^^ai* devidas 
aos meze» e ás altitudcB em ijue íi>rani feifaei as observa^-òes. 
A normal das temperaturas medias foi de '23** superior á 
doCuenp:o e â de Loanda, que foram de 11^" vm julln), e á ile 
Loanda em a^^>sto 20". A» máximas nu Cuílu elevaram-se até 
32"* o as minimas desceram ate 'ò^ ; elevando-se as maxinins 
em Loanda até 26** e descctido aa mínimas até 14". 

E meuíiH quente nos mezen conaiderado» n clima da zona 
de Liwinda, pí)réni a extensUo das useillaçríes entre que varia- 
ram as temperaturas diárias em Loanda foi mais restricta, 
dando loj^ar a uma constância maí» difficil ile eupportar e que 
mais prejudica o organismo do que a variabilidade que ue nuta 
na zona dn Cuílu, sobretudo quando acompanhada de mellio- 
res comli^*òes de outr4ís agentes. 

A Immidade relativa conservou-se om tttdo n período muito 
inferior á de Lfíunda, e sendn muito irrejíular luis suiiis Lrufcca» 
oscillaçòes, noto, sempre cpie as lempcraturas na relva se 
elevaram d'um modo sensível, aug-mentarnm também fen^ível- 
menlf* aa [nimidades, e cí>m as auíih iiKcilIa(;òe8 rapiílas ee 
conjugaram do mebmo scntidtj as da tensão do vapor atmos- 
pberico. 

A tensào teve por limitet no IJuílu tí e 10 luillimetros e em 
Loanda IG e 20. 

As pressões foram sempre mais variáveis que em Loanda, 
onde se nota constância em dias successivos, e decerto devido 
á pouea quantidade de jiuvejis quo se registaram o muito in- 
ferior á de Loanda. 



1 



« 




A vjiriav'Íto das nuvens para menos coincide com a yai*Íayào 
dají luunidude» para mais. FoÍ nos ultimou dias de aposto que 
se iiotitirain maid aa humidadcs com os ventos lortes de W, 
denunciando a entrula na estaçSto das chuvas com as primei- 
ras que se recolheram em pequena quantidade acompanhmlas 
de trovoatlas. 

(\>mo no (JuengOf continuaram as calmas do manha, c pre- 
dominaram 08 ventos de entre E e S, obsorvando-se de tarde 
frequência noa de SE. 

As rt;iu:y»V'B do ozono cimtinuarauí a numitcstar^sc nos limi- 
tes dos postos anteriores, Muqnínji e (.'uengo; e im zona quo 
estudo, é para crOrque se nâo produzam maiores quantidades 
do que as indicadas, a nâo ser por causas quo se nAi» podem 
prever. 

( > Lnembe oíFerecendo-nos abdcrvaçdes no mez de ap>sto 
perinitle í|ue Ríí cnmpjiremofl com jib d'cbte me» no t/uílu. 

As normíLcs dan temperaturas medias são eguaes, as máxi- 
mas absolutas elevaram-se ao mesmo grau o as minimas des- 
ceram mais no ('uilu, devido á altitude. 

As huinidades relativa» desceram como no (.'uilu ; quando 
aqui a 'Aò graiH se elevaram pnígrossivamente a Hõ graus de 
eaturaçllo, no Luembe desceram de Hb a õ<>, para se elevarem 
c coneiTvartín» nos iihinio*t dias entre 70 e. 70- 

As nuvens re^istaraui-se semjjre em pequena quantidade o 
abaixo das de Loanda, seguindo as pressões uma marcha va- 
riável entre limites mais largos que a de Loanda; e a tensão 
do vapor atnnKHplierico, variando entre IO e l.*í niillimetros, 
conservou-se por alguns dias, confun lindo-se com a de Loanda^ 
om 17""". 

Predominaram os ventos de entre S e W de manhã e á 
noiíte ; denurician.lo-sc aqui, dias antes do que succedeu no 
Cuiluj a entrada nn estação das chuvas. 

Sem crnt, pelos caracteres meteorológicos p(»de dizer-sc que 
o clima de Luembe é o do Cuiln. Nit que toca aos me/es de 
8etembi'o o nutubn» são as normaes dns tem]}eraturaB medias 
de Loanda interiore-i ás do Luembe e também ás máxima» 




absolutas; maa om compensação as mínimas desceram a lU", 
quando cm Loíuida desceram a 17". Hendn pcqneiia a liifíe- 
rcri^a entn* ns maximiis, htmve vantagem jiara o clima <1b 
Loanda na amplitude das variações thenuicíie. 

A faxa tliermica de Loanda entre os limites extremos, má- 
xima o mínima, sofi^uiu uma marcha ondulada entre a da me- 
dia c da mínima de Lucmbe, n qut; prova a fixidez da tempera- 
tura em Limiidri, que juntamento eum a da pre^^ilti baixa, da 
alta teiiBÍlo do vapor e da humidade restríeta entre os HO** e 
90" de gatnraçâOj torna o clima mais insupporíavel e doentio 
que u di> Luombo, ptdo men<i«, noa mezes n que be reporta esta 
analyse. 

Ofl ventos eimtinuaram preinminando, ef)UM em Loaurla, de 
entre oS e o Wj porém chefiavam aceusanilo menos velocidade, 
e as nuvens sendo em menor quantidade, sempre que aupiien- 
tava em largos limites, tizeram sentir as trovoada». 

Apezar da Expedição, tanto neste logar cuuuf no Onengo e 
no Ciulu, estar acampada próximo dos rios e sentirem muito, 
de madrugada até ás H horas do dia, a influencia do abaixa- 
mento da temperatura iiâo só oa europeus e(íuio os africanos, 
apenas se rcj^istaram ligeiras doenças do apparelbo respira- 
tório e riíeumatismo ; e tratando de Loanda mostrei que os 
mezes de junho, julho e agosto eram os de maior mortalidade 
para europeus o africanos e para estes ainda os de maio e de 
setembro. 

O interregno que se nota de falta de obser\'açoes em no- 
vembro e dezembro, f(o devido a ter sido nestes mezes que 
empreliendi a viagem do Luembe no Calãnhi, dcmorando-me 
eiti Mataba 15 dias. 

Sobro estos mezes limito-me a dizer que nos logares em 
que me demorei, as medias das temperaturas variaram de ^8^ 
a 27'*, e as presaiJes entre 070 e tiDI millirnetn»»; que a 
atmosphera, com excepçSo em algumas madrugadas, se apre- 
sentava bastanto carregíula de nuvens; que foram frequentes 
as cimvas e pi>r vezes torrenciaes c so sentiram muitas tro- 
voadas, principalmente dos qimdrantoa do N e mais do lado 




EXPEDIÇIO POKTUOCEZA AO MCATllXVtJA 



do \V ; ([uu rrgitttci bastante calma, proiloiniiianiio 00 ventos 
de untrt) E e í^. 

As ob»ervaç«5eB no CalAnhi retcreiíi-ae de janeiro a Hn» ic 
março t* parte de maio í') e rediuem-se a poucos elemento». 
D^eBteB mezes u mais ijuente é o de fevereiro, euja normal dae 
tenii»f'nitura8 foi de 25", sendn a de janeiro o a de março 23° 
e u dt' maio 22" ; o que ihe dà utn lo;^ar inferior na disposi- 
çSo daft localidade» pela ordem decreifteeuto das temperaturas 
medias no respectivo quadro. 

As máximas aba^dutas elevaram-so aié íi2" nos primeiros 
três mezes, e nSo ehcgaram a 30** em maio; as minimas va- 
riaram imquellea entre líi° e 21", descendo em maio do 20" 
a 10". 

Para corroborar que este clima é muito mais benigno que 
o da zona de Loanda, basta dizer que a marcha da media 
das suas tcmperatm'«s diárias se^j^ue uma linha que corta por 
vezes as da« minimas abéulutas de Loaudn. 

As pressões noa primeiros mezes couscrvaram-BO baixas, va- 
riando ainda assim entre 4""" e por vezes conservaram-se cons- 
tantes; us de Luanda, sendo mais variáveis, a escala de suas 
oscillnçòes nâi» foi mais extensa. 

Com respeito á quantidade de nuvens, houve muitiia irre- 
gularidades, descida» e elevn^^^^es rapidai*, alguns ãhit* superior 
ás tle Loanda, e dVssas oscilla^^àe» bruscas resuUum certamente 
as mnitas trovoadas, frequência e quantidade de chuvas que 
registei, n^o tendo coinparaçào no mesmo periodo ctíui o que 
se accusa em Loanda, qxie é em pequena quantidade. 

Termiimrauí as chuvas em maio, e neste mez elevaram-se 
as presflSes, devido ao Bcnsivol abaixamento das temperaturas. 

Em janeiro e [rnrte de fevereiro predominaram os ventos dos 
quíulnuitu» do N, sendo os de N\V que deram mais frequência 
e quantidade de chuvas ; no resto de fevereiro e março predo- 
minaram os de entro S e W, c também frequência de chuvas; 



í') Aiinn.ití 1867. 




METEOROLOGIA, CUMALOGIÁ E COLONI8AVAO 



311 



e em maio os vcato» de entre 8 e E l* ali^tins do W, que iiintla 
trouxeram algumas chuvas- 

Nesta localiilíule, enoontrando-iue num (."«tailo atiemieo bas- 
tante avan^-arlo^ im>ucó dias díípois do me Ut faltado « »iul- 
pLato que tomavfl, como preventivo, toda» a» tnadnigitdtu, e 
Bendti tnrçjulo a julçar ama demanda imiiortante que durou 
treH (liitH sarfCí*»ivi»s v\n qut* «'ative seiniJn" expoHtti ao hoJ^ na 
secunda quinzena de nmrçt», fui accommettidi» d'iuna febre 
comatosa que me prostrou nr> leíto mai» de quinze dia», sem 
coa?eiencia do que «e passava em torn<j de mim, teudo Hido 
longo o periodo da eonvaleBcen^a, para que pudcptie disi»ôr 
das forças ae aetiviílado que ia adquirindo. 

Attribuo tâo attrtbnladõ ewtado a q!ie eliep::'i, á falta d(,' re- 
eursoa medieoa e de aliujontayAo, e ter eiitnulo ni-sta loeaii- 
dade já multo enfraquc;'ido dae ultimae e fatipinteií Joi*nailati 
a pê, ípiando o orjíanÍ!*mo se sentia muito infineneiado dos 
meioB tào diferentes a <[Ue estava hiilKtuado. 

Nàf* quer isto dizer que o elima da localtíiadi' fopse peor 
que o» das outra», puis u mez de nmr(;o niVo tem siíb) ftLvnra- 
vel para mim depois qutí residi em Afrieíu 

No anuo anterior, im r'luundjue, estive também ííravemonte 
doente com febres palustres e diarrhea; em Loanda no anno 
de 1H82 fui tratadt» duma febre comatosa e ju!pid«» jterdíilo; 
em S. Tliomé no anno de \Slú, havendo sido poujiado das 
febres nos annoa anieriores, tomei d'ellas conheeimenln por 
uma comatosa que me poz a vida em perigo e seji^uiu-Be, mna 
p'ave diarrliea, pelo que fui obri«ííido a retinir para o reino 
onde ainda no anno sejruinte, e também em uuu\o, as febres 
nâo m*' Iar>;aram, obripando-me a passar quasi todo o mez no 
leíto. 

A Bcieneia apresento estes tiíetos que elia poderá apreeiar; 
mas íití^ra-se-me que nào fui só devido íÍb más condiçííea do 
clima no Calãnlii a que dovo attribuir a alteração da minha 
saiide. 

f 'ondiçl^es especiaes se davam no Calànbi no tetnpo »-ui que 
ali estive, guerras, fomes, cadáveres insepultos, péssimos abri- 



I 



312 



KXPBDIÇAO POMTUOUBKA AO MITATI 



goB, pnra que 11ÍI4) bô o meu pcsBoal como ob habitnntoB 8cntÍB- 
Bííin iiu seu orpiiiisino diiH iriflin/iitriíis rllmalofílfas; coHitiido 
forau) UB atitMiiiaB protundaB rb iloeuvaB nuiis tatae» e também 
a epidemia <la varíola, (|ue, ^raBBando naquolla ivfriào, devido às 
gutTraa dv l-SíSõ, recrudesce», em grande eBeala, e pro;rrediu 
com a:i ullima» de l>tSíí para I>ÍH7, e mais ae desenvolveu 
até ao (iiic-apa. 

Morbidez própria tio clima ni>ta-*e mais na» niargena do 
LuembL',no5niíízu8 de:i;»jrfto e íQt.3rubro, do que lu» CalânUi, 
noB líiezes de junlut a março, o que refluía pelo que ac observa 
na zor^n di- Loainla. 

Em resuino: a 'A.^ zona do Mufjuiiiji ao ('alànhi, estando 
Bob um eliina muito quente, pelu.s outros cnracteruB meleon»lti- 
gicoB, muito priíH-ipnlmente noi» lu^areB de maiores altitudes, 
tem melhoree cuudiyòes de vitalidade para ob seres vÍvím do 
que o da 4." /<»na dn Luciube a (^^amau. 



\ 




2/ zoQi — CauDgula, Luachimo e Chiumbue 

Ab localidades b^o dibpustaB nesta zona de mudo qiu* eBta 
abrande a laríjura de i'J' e tica niaiB distante da IS.^ que esta 
da 4/' 

Para a annlvHi' comjJíirativa das cendiçoe» do clima da pri- 
meira locíilidad(í teiilio de me níferir iioá mezes de outubro a 
dezembro; dn secunda, a parte de janeiro o de fe%'ereíru; e da 
tercfira. aos nuv,es de f<*vereÍro a jullio. 

Sàt) cíiniieeida» as situações >;eo;íraphicas de cada uum das 
localidade» para que na aprecinçào do^ caraeterea meteoroló- 
gicos c(»mpMradort «e jtoe&n depreiienilf*r as dlttVrenças que se 
lhe» deve attribuir; pnr isHíf na analyse qiu! faço por niezeB, 
ebcusado é dixer da l(»cal idade de que se trata. 

PelaB normaoB das temperaturas medias, o clima tíea com- 
preliendldo nos mesmos limites da 4." zi»na, differindti menos 
da ^i,""* que Ibes sào infen<ires que doB da 4.*"' a que sâo supe- 
riores. 

No periodo da estaçãli» quente, tenho a distinguir <íb mozea 



MKTKOROLOGIA, CUMA1.0GIA E COLONIáAÇXo 3U] 

de outubnt a tltízcmbru dt* normncB e máxima» ab^nlut^s mais 
elovndíis, e iniiiiinas muis inieriores; ti os niezes de jnneini íi 
jibrjl em que as norniaet sào menoa elevadas, ae maximat* 
maia, e as minima» tuais inferiores úa da 1/' /una. 

I)i' maio a julho díi-ao o mesmo que de outubru a dezem- 
bri\ pnrem sendo as minimnK imiiln infí^riores e relativamente 
meno.j elevadas as nitrniaea l* niaximoB. 

Emquanto ú temperatura 6 ti clima da íi.'* zona maia bene- 
iico que o (la 4.^ e eíte mtdlior que o da 2.*"', tendo ainda 
a«atm o da 4.'^ contra «i, ser moiioj variável, e em alíjutna» 
localidade»*, como Luanda, ser quael fixo. 

A humidade rrlativa mu mczes de outubro a janeiro é maia 
fretniente na zona de Loarnla próximo da haturagílo, variando 
de 7;") a í^ò grauu, emquauto iieata a sua varÍa^'Ílo nili> iiidi» 
alem de 30 desce a 09» noa mezea de fevereiro e março 
accuaa maiii a humidade esta zona certamente devido, a maia 
frequência e maior quantidade de chuvas que regista, cir- 
«umstaneiaa especíaea du aua sitnayão e da conti<^iraçAo e 
natureza do »eu boIo, a» Bubitait alternativa» da temperatura 
do ar, maiores quantidades de nuvena, í^randea caímaâ de 
noute e ventoa predominante» do lado do W. 

Oà niezea de abril a junho sHo relativameutc maia aécc(»a 
neata zona que na 4.''* o qni^ atribuía a aerem maia frequentes 
aa eh^vadaa tempcraturaa do ar e descerem muito a» minima» 
absolutaa, muíto attaa aa preaartea, menoa carregada de nu- 
vens a atmoaphera, cen maior numem de dias límpo a maU 
intenea a lu/.. 

Aa prcííhòoHi bàIo menoa variáveis e relativamente maia bai- 
xaa na zona de Loanda do que neata, dependência das tem- 
peraturas, <hia hnmitladea, doestado cen e dnft poucas chuvas; 
e por e^teri factoii é sempre maia elevada ne^sa zona a tensão 
do vapor atmoapherico, (iuja marcha ae conjaga com a temj>e- 
ratura na relva. 

Com reBpeit(t a chuvas nâo ha comparação posaivel senão 
com aa localidades continentae» da 4." zona, regulando a fre- 
quência polo mesmo; mas, ali terminando em abril, nesta e na 



n 



EXPEDIçIo PORTUGUESA AO MUATIANVUA 




H.* zonn tt^rmiminim emMUoadoH -áe mato. e recolheu-ac maior 
rjtiatitiflatk* na 3.*" zona. 

A» trovoada» sJo mal» trefiuenteB e inten&as no interior que 
no litoral, e c^iservarain »e mais na* terraa baixai que na» 
alta», c na 4.* zona maia do quo na 3/ e nesta maie do que 
na 2/ 

Fru(luziu-8Q mais oxuae na zona de Luanda, u tbi nesta que 
HO produziu menos. 

Predominaram, d^ initubn» a março, os ventos dos quadran- 
te» do N mai» de E, re^iatando-se alguns de entre 8 e E, 
sendo mais froqnentc3 as cliuva» com o» de entro N e E e de 
entre S e W. 

Pcloi caracteres raeteorol,i^ico8 pronuncÍu-'m', t^-uni exce- 
pção de Loatida, de pi^efeiencia pelo clima da 3.'^ jsona eui 
relaçào â 4.* e pelo doesta emquanto á 2.* 

Ajíora direi <[ae no (^aun^ila, mi porque houvesse alim?n- 
taçAo sutticiente nilo só piiru oa seus habitantes como para o» 
hospedes que sempre ali concorreram em grande nument por 
sor uma boa localidade de passagem para as comitivas do 
commereio, e na occasiíLo eramoB muitos, ou porque se dJío 
causas favoráveis para diminuir a morbidez, é certo que du- 
rante o período que ahi vivi, apenas me conetou ter morrido 
uma diifl niullieres qu(* pertencia ai» Mvuítiriiivua, que liaviachc- 
gíuio dias antes da margem direita do Ciumgo, onde residira 
al^ms annott, vindo de lá anemica; e ainda assim tenho ra- 
síles para Bup]>ôr que suecumbiii a um envenenamento^ como 
dipo cm iíutro logar. (') 

Só o nosso pessoal então contava S(K) indivíduos de diver- 
sas proveniências, e tanto estes como outros que se lhe ag^gre- 
garam, tralHdharam eiimn em loj^ar al^í-uin, no serviço de cons- 
trucçnes e rcfíiilaritíaçíln de camiiilinítj havendo a citar só 
ligeiras indisposiçíeà e uma <»n outra doença geral, benigna; 
e comtndo sabe-se pelo movimento dos doentes nos hospitaes 



(*) Descripçáo da Viag^ein vol. II cii|i. VIU. 




METEOROLOGIA, CLIMALOOIA E COLONISAÇÀO 31Ò 

do litoral que os mezeu dt^ outubru a dezembro bAo d<>s peorCB, 
reinando as febres e, com graviJaílt?, a» doença» do apparclho 
respiratDrioj nendo o de novembro dr»» mais fatao?. 

Nos mezes de janeiro e do fevereiro, tanto nu Luaeliimo 
como no Cbiurabue, onde jd Oo recursos alimentícios Be obti- 
nham com difllculdudo das povoa^i^es doe i^níoL-o», mais ou 
menoK dihtiintosi, e onde o pCBwml da Expedit;ao estava infec- 
cionado do paludiamoj pode dl/.er-se que sentiu menos da3 
intluenciae do clima que na» margens do CnangOj quando este» 
mezes sSo penre» no litoral, quer para europeus quer para 
africanoB, no que respeita a taes infeeç(^C8. 

Devo notar com respeito Á& populav<^es do Caungula e dos 
Quioco» nas margens do Luachimo, que em i^jend o »eu aspe- 
cto era bom tanío nos Iiomení* como na» mulhere!*, qu^ foi 
onde notei dar-eo a maior longevidade^ eque as-creançaB eram 
bem formadas, promettendo vincar; o que ja nâo suceedia nas 
mnrí^ens do Cbiumbiie, cerfaTuente porqoe a ]ntpubu;Jlo ali, a 
do Cliibauí^Oj mais fora do contacto cotn a utvilií*a(;ilo, vivia 
quasi num estado primitivo, pouco lhe importando o modo de 
melhor rct^ifitir á» inclemências do clima. 

Nesta localidade, depois do mez de fevereiro, prouuncia- 
ram-se as anemias mais ou menos comj)IÍcada8, doença» do» 
apparellins respiratório e digestivo, rheumatismos e oatras^ 
devidas nJo sú ás iiifldciicina das alterai^-ríes na nuirclm dos 
diversos caracteres atninrtpli(:TÍcos que doniuiciaia m transição 
da estação das chuvas^ mais quente c húmida, para menos 
quente e sécca, mas ainda ao estado do organismo do^ ituli- 
vidnos, quer europeus quer africanos, que faziam jiarte da 
Expediçílo ou a acompanhavam, eatar já aotfrendo durante 
douB annos das alternativas doe clinuis mais ou menos palus- 
tres, sempre expostos ás inclemências dos diversos elementos 
atmospliericoB, empobrecidos de sangue e de forças, subonli- 
nadofl n uma alimentação que alem de escassa era pouco 
Buliíítancia], e ainda á falta das mais indispensáveis commtKli- 
dadett. 

E nâo era de extranhar que tod4)8 mais ou menos soffressera 



J 



expiEDiçXo PouTtrorEZA ao MrATiAsvrA 



da ntorbidoz du clima, que pelos díven^os caracteres incteoru- 
logicotf é peor qm* o da zona d^^ Loaiida, quando é sabido que 
nesta cida<le, onde não faliam recuritoÉi o comnitMlídades, t>« 
mezctt de abril í' de maio sAo nSo só 08 mais mórbidos como 
aqíLclles cm que o tratamento das doençiM é maia. demorado, 
c que os mozee de junho c de julho sAo dos que contam maior 
mortalidade; e ainda, que sâo irn doenças dos apparelht>s ree- 
piratorio e digestivo que mais se fazem sentir de abril a julho. 



1,'* Uu — S. Salvador do Coogo 

As nonnaes das suas temperaturas medias, mez a mez, 
comparadas com as de Loanda, faz vêr que as de S. Salvador 
nos niezes de junlu»^ julho, acosto a outubro sSo eguaes Ás de 
Loanda, e nus ualrus, isto é, na estação mais quente, inferio- 
res, variando de 10** a 20''. A» máximas absolutas sio muit*i 
mais elevadas em 8. Salvador d<» que em Loanda e as míni- 
mas sSo muito inferiores ás daquelhi cidade. 

Sendo pelas medias o clima menos quente que o de Li»anda 
ainda tem a vantag^em de ser muito mais variável. 

Considero ainda assim, no que respeita a temperaturas, o 
clima de 8. Salvador abaixo do da 3," zona. 

Com respeito il lunnidade ndntiva. em ttwlus os mezes, a 
media é muito inferior á de Luanda, dandu a media annual 
uma difFerença importante; quando em Loanda regula por 89" 
de satura^*âo, em S. .Salvador pouco excede 75; e pixle equi- 
parar-ae á da 3.* zona, certamoute, porque a altitude desta 
coiTespondc á aproxima^-âo d"nque|la ao equador. 

Apresenta-se a atmosphera mais carreg'ada do nuvens do 
que em Loanda; chove ctmi mais frequência e em maior quan- 
tidade em S. Salvador, iJO dias no anno, Htt8""" e em Loanda 
apenas 2(».dia» e U/]'""'. 

Porém, por deducçiVs, conhece-se chover menos em S. Sal- 
vador (hí {pie na U." e na íí.'^ zona, e ainda que é nmi<»r a quan- 
tidade de nuvens todos os mezes que nas localidades daquel- 
las zonas. 



L 




)1KTK0U0L00IÃ, CLIMALOQÍA E COLON18AÇAO 317 



A tens&D (lo v;tj)i)r jitme»8p}ienco varia entre limites que se 
aproxiiiijiin dos inttírniPflíon A 2.' p 3.'' zona, muito inferiorea 
por niezoti ao8 de Luanda. 

A» presBíjes »ào mais constantes em S. tíalvadwi do que cm 
Loanda, isto é, sfto menores as variações entre as &uafl medias 
mensaos; l> tondn de altribuir-ae a differonva do 4<^'""' na pres- 
fiSfl nimual f»ntre aqiitllas localidades à altitude de S. Salvador 
ein rídai^a.!! a Loanda, podp dixcr-se, eom respeito a cate 
aí;ontt.% qut; o clima de Loanda ó maifi bi-tieficíado; c portanto 
ainda o do 8. Salvador, tomando lun lofçar superior ao da 2.'* 
zona, tica abaixo da 3/ 

A evaporação è muito superior em Loanda á do S. Salvador, 
e talvez devido a este facto é que a locmlídade de »S. Salvador e 
arredores, apresentaudo-se boL> um aspcelií bastante árido, em 
Loanda ainda se nota mais aridez. 

Accu&am-se muito mais calmas em S. Salvador do que em 
Loanda, re^istandu-se nesta cidade mais ventod de entre N\V 
e NK do qu« em S. Salvador, e a<|ui muito maia ventos de S 
e SW ; e certamente é por este fatíto mais beneticijido o clima 
de S. Siilvador, pois que estando muito mais próximo do equa- 
dor do 4|uo Loanda t^e jipresenla com normaee de temperaturas 
medias inferiores. 

Em regiinio, oií climas das localidades que consident a norte 
do parallelo \\", pertencendo aoí muito quentes e húmidos, dis- 
tingiiem-se ainda assim pelos çraus de temperatura e de hu- 
midade e extensão das* eacalaa entre que variara; e ainda 
pelos outros caracteres uTcteorologicos c também geofi^raphi- 
cos. E assim a classificjM^Ao do mais jtara o menos benigno 
deve ser, segundo as zonas, H.*, L'^, 4.*, 2.", preferindo-so em 
cada uma d'ellas as localidmlesi de maior altitude. 

Localidades entre os panllelos 9 ' 6 17" a S. do equador 

Esta repâo é muito mais larga tio que a anterior, e por isso 
mesmo permitte uma maior divisão em zonas, nas quaes do 
mesmo modo grupo as localidades pelas latitudes mais proxi- 




918 



KXMCDIÇlO POUTL'Ol'£ZA AO 



^ 



^ 



m&»; e nlndu que para et^tas eu tli^ponliii de menor numero de 
eleuKMitoB ilf rnmparnyâu, aftígiira-»e-ine chegar a resultados 
(|Mc íâu coníirniados |icla practii-a. (') 

f>." zoua — M»l»]ijí', Cue»íiujc <^ Pimpi AimIoiijío 
ti.* EtJiia — Aiitiumbu, Auleni^up e Lunputu 

]i."2r n."22' n."3iV 

7." zniiii — Ww 

H.* íoiift — Cttcoudu i.* QuiKcii^ies 

ia."44* I4.M«* 

ÍK* zinm — lliiill» c /iiinbu 
Ifi/* U5* 1.V' âK' 

líK" zoiííl — HllDlUp 

111." 42* 

Na o.* zona, cuja lar^^ura ó de 7', as oF>sen'açoe» com res- 
ppílo a Malanjt' rcferem-tio aoa mezos de julho a outubro, 
Pun^it Andong^a an inez de agosto v. Casí^anje aos inezi'8 de 
outubro a (Vvereiro. Ha j <^rí»llro, alguiiti eli-UR-ntos j>ara ajui- 
zar d<p vWrnn d'í*tta zoi a not niezeu da» duas e&laçdes mais e ' 
nieno» íjiiful'', ri'!ativHuu'iit<* aos dntt zouaa a í<u norle. 

No ]n?rio(lo nuíi» «lueiilc vnriaiani: ( lii Loíi.da, ah roin:f.c» 
daB tempera turas medias do 2*6'* a ^G*^» ai nixinjiB sbiohitas 
de 'JK a íIÍÍ" e as luiiiiiiiats de J T*' a Si."; <m Caiíiniji*, ae 
iioniiaes de 24" a 2b'\ as iraxin.as de 20" a .'Jl'* o ae uiinimaa 
de 10^ a IS". 

Nn período menos quente^ em Loanda, as normaes luram 
de 19" a 22*^, aa máximas do 2rv' a 27** v. as niinimas de 14" 
a 17"^; tendo oseiliado am Malanjí». as i»opma(í:i dv. 2n" a 22". 
as máximas do 25" a 27^ e as minima» de 4" a ICT. ^^M 

Vè-ee poifii, fiue pelas temperaturas tom preferencia a 5.*^^ 
2ona á 4/ e por consequência á 2." 

A humidade relativa ò inferior â da 1." zona nâo obstante 



(*) Ab obscr^-açíVa meteorológica a d>sta vHuta repiíl». 4-om excepçlo 
átm de Malanjc, obtivp-HA das viagens dog coalic-cidoíi exploradores Cib* 
poHo c Irens. 




i?CT t-ltíVíídH, pois que em Cassauje foi de 45 a tU fíraua de 
fcaliirayàti e eia Míilanjí^ de ()() a ><*J, devido alem do outi*a« 
causas, ao ^ande numero de rioa e liniias de a^çiui que ro- 
deiam esta» localidadL^s ; maa é muito variável, e podt; equi- 
parar-Bf « da ;S.'' zona. 

A presiiao, no poriodu quentr* eendô baixa o no menos quente 
maÍB iilevada, num e noutro tíverauj ama juaiur amplitude 
de variaçòea que era Loanda. Este facto, auxiliado ainda pela 
maior quantidade d** nuvens no» mezoe da estíi^-ão quente, 
o ceu mais limpo di* nuvem* no» mezes nieno» quentes do que 
em Luanda e tninbt*ni pela frefpiuncia e quantidade de chuva» 
naquclle» mezes e menor tensít» do vapor atmoiiplierieo, con- 
Iribue para a preferoneia do eliuui d'esta zona ao da 1.*; 
ma» por earaetereei idêntico» o dii í."* zona é ainda o mai» 
vantajoso. 

No periodít da.-* BeecaB predominaram ob ventos de E mais 
do 8, o no ilae chuvas os de entre K e \V e tíunbem oa 
de SE. 

Pungro Anibiii^o no niez de agosto apresenta caracteres idên- 
tico» aoi) de Malanje, e por isso nâo tíz menv?lii repecinl d'esta 
localiibidf. 

6." Eons — Anttumba, Aatenqae e Luapula 

Sâo dÍBpostas estas três hjcalidades numa xoua, tundo de 
largura 14'; e referem-ae as obaer\'açòes em Anduuiba ao niez 
de julho, cm Antenqne ao.4 meiíi'íi de novembn» e dezembro e 
as dn Luapuhi ao niex de fevereiro. 

A normal da» temperaturas medias nos mezes mais quentcH 
variou de 22" a 24*\ as máximas absolutas de 2G" a 29" e tu» 
minimas de 15" a 17"; e no mez de jullnt foi a normal do 
1;V, a» limites das máximas 2íV' a íÍ2" e os das minima» .-$" 
e 12", 

Por estes elemuníos, comparado» com os idênticos «o? raezee 
correspondentes uas localidades a norte, deduzo que as medias 
anniiaeB sfto da« mais inferiores, tomando o seu clima mais 



^ 




EXPKDIVAO PORTUGUEZA AO MUATIANVTA 

fAvomvel poltt8 iimjJitiidei» entre as «xtreiíuift cIah niAxíiuas c 
minimad nbiíolutns. 

As humidadca relutivíis jio uicz do julho em toduB ai* loca- 
lidadcBf cm ^eral, nãti pet)iic*na8, mus rnnlnu-ntc no Andiimba 
furam íntiigniticnntee, (fscillAiidu entre 11 e 3õ graus; em no- 
vembro f* dezembro furum bastante tortcs, oscillando entre 54 
e \}1 f^u», notando-se que de niadm/riula variaram entre li- 
mites raniio redtrictos, próximos da saturação, de Hl para 
einm, devido ww {j^nindes abaixamentos das temperaturas e A 
frequeueia e ([uaiitidade de chuvas que nesta Kona so obser- 
varam; pois, no Limpula, pelas mesmas eausas, também a hu- 
midail** se sustentou entre õ(> e HS ^raus. 

A tcnsio dti vapor atmospherico oseíllou entru 4 e IH mil- 
limetroM, menor «pie nas zonas a norte, facto que attribuo ás 
altitudes, que por sua ordem formu l;i<X»"', 12tí(r e 1070*". 

Ad preseotiít, que em julho se conservaram altas, oseíllaram 
entre limites de 2"", mas, nos outros jueze» descendo, tive- 
ram maior amplitude, entre os limites de õ""" e de 6""". 

Predominaram os ventos dtis quadrantes do W, e tanto os do 
L N como (»s do S trouxenun chuvas, rcíristanfhvse mais frequên- 

cia e (pmntidade d'este lado. 

Aclimado o indivíduo lí alta pressão d'esta zona, facilmente 
o seu organismo resiste ás influencias dos outros caracteres 
doeste clima, «pie ê mais benigno de que todos os consideradoii. 

^ 7." lona — Blé 

Os caracteres meteorológicos do Bié foram estudados nos 
r mczes de marv«> a maio; e, analysando as suas temperaturas, 

vejo que nh* niuito inferiores ús de todas as outras localidades 
L em pnrallel<)íí a seu norte. 

As humidades relativas estio tamhem muito lon^e da satu- 
ração, variando de 43 a 75 ^aus, e sabe-bc cpie frào frequentes 
as chuvas em março, um dos mezes a que se refere esta ana- 
lyse, e qne a vegetação é tuperabnudante. 




As prcssÒe» dcvidiís á íillitiul*' dn IoojiIu1;i*!l', Í573'", sSo 
altas, parem cm março, que »2U) ns baixas, n amplitude das 
(iscilJaçi^cs ('; fraude lUi íí""". 

A t[uantidadt! dis iiuvena foi muitíi variavtd; fomíudu. se em 
l(í diíis do periudii ee registou a umxima, cm 20 nàf» bp regis- 
tou ncuhmuíi. 

A inarcha da ti^nsâo do vapor atitiosplierico, (|ue sopiiu sem- 
pi'e tmm deerctíuendo do int^z para raez e nos liraítos de lU a H 
iiiiljiinrtrofl, cimsrrvou um tal nu f[ual purallolisiua cuin a das 
trjuptiruturas na rtdva- 

Pn*dõminarani os ventos dos quadrantes de E, entre NE o 
SSE, mas muiti» maiti dn ^S, vcntiw das rejflòes altas e mais 
tVfÃCoe. 

Por todos estes caracteres ó preferivol o seu riiiiia an dae 
Iriealidades da zona antecedente o por eonsi^^iinti* aos de 
tilda» as zrnas a norte. 

&.'' £ona — Caçoada e Qulliengues 

Oíi caracteres meteonilop;i(u).4 ão. Qnillenífuns o de Cactuida 
ret*erem-se ao3 inezes de dczemliruj janeiro e fevereiro, que, 
comparados nos mexes eorrespotideiites eoiu *i^ das mais pró- 
ximas Iffcalidades a seu norte, dão eunui resultado o seu clima 
ser equiparado ao da 2.'' zona do iinrte, rpu- para mim é o 
peor de todus. 

A mirmal das temperaturas medias em (JuiJlen^nies foi de 
2i*'\ variaiulit as smu* máximas aUsoJutas ilt; 2(1" a Ml" e as 
niiuimas entre 20" o 2'^"] a iioruml de Caconda em janeiro e 
fevereiro variou de 24" a 20'^, as máximas de 23" a 28" e as 
minímaa de 15'* a l-S'*, sendo as máximas e mínimas de ja- 
neiro superiores. 

As luimidades relativas em i^uilleu^íucs f(»ram muito variá- 
veis de ííO a 86 graus de saturaçUo, e em ( 'acenda de IH a 
Mi), o que para os raezes de dezeniliro a fev<Teiro dá vanta- 
gens ao clima, superiores ao da zona de Loanda, ainda assim 
inferiores ao da zona de Malanje. 



< 



322 



EXPKDIÇÃO PílRTUOrESSA AO UVATlHWVÁ 



As pressões variaram ontre 3""" tautu numa como noutra 
localidíule, limití'» que »e podem oquiparnr ao» dn 1?." zuiin, 
liavL-ndn noBta* luc/ilidaduB menor coiintancia. 

A teiiHao do vapor íitnio8pherico seguiu a «ua marcha, oscil- 
lando i?ntre 7 e 2i^ millimetros, sendo o» limites mais inferii»- 
rtíH o3 du Caconda, o que nfto adniinu porque a altitudtí de ('n- 
conda é de 1H42'" t-mquanti» qiu* a de <^ui]|erigiit*B é dt: Htí3"'; 
ainda aíBÍni sào superidrfs ao» da 5.* zona <* mais ainda ao» 

da a.'^ 

A atmofcpliiTíi apri'briiltju-w^ niain on uu-no» canTíríída em 
quantidadt; du nuvtuia, tendo a tnarclia d'ebKaquantidad<f umitu 
variável, «» que nilo se deve cxtranlmrut tendendo á frequência, 
^M) dia* em ô(j, e â quantidade Hl' liiuvaH que se registaram 
nessas luealidadc» nos luezes do dezenibn» a fevereiro, 

( )á ventos foram muito irrofíulares, predominando era t^uil- 
len^uett os doí* qiuulrantes ilo N, sendo luaib frequentes os d» 
Jadii dn \V e em Caeonda os de entro W c 8. 

Por estes caracteres classifico o clima d'e»ta zona inferior 
íinda .'>.'*, fpio é n que considerei abaixo do ila .-í.^, o melhora 
norte do pantlleln de Li>«nda. 

9.' zona^Huilla e Zumbo 

As latitudes dVstas lf»eali<ladert áhu uma Zdiu» lar^a ^J3' em 
altitudes muilo diversa», a 1."' de I7:ÍS"* t- a 2.*' de .'Uíõ'", o que 
»ô por eHta ditierença dá caracteres muito dístinctos para o 
clima; mas como o periodo das observações se refere em ambas 
ao lueK de nmit», reíiro-uie a easla uma d'ellas em eoinparaçJlo 
com a?i anteriores. 

Xa Huilla a nurmal das temperaturas media» foi de 21", 
a máxima 2."^ e a miuiai/i 4", i* que dá para o clima nu'lhore» 
c»*iuliyueti ás do Jiiê; no Zumbo a nurmal fui de 'J4*\ a máxima 
de 'MY^ e a mínima de lIS*', condições inferiores ás da Huilla 
mas superiores ás <Ía l.í.^ zona. 

A humidade na Huilla oscilln entre 24 e ilõ ;xrauH de Hatu- 
raçi\o V no Zunlb^^ entre 41 e 1*2; porem nesta I»>calidíido sào 
maiH constantes e próximas da saturação. 



I 



r 





MKTKOUOLOGIA, CLIMALOOIA E COLONISAÇAO 

É i\ huniidatk^ rt'lHtivíi muito buperior li d*> Biú, iiiíub lixa 
i; pruxiiua da saturação que a observada na» localidades a 
norte na 4.'^ zona; c niHo i** drvidn a cliijvaH. porque nonte niez 
nht fliovini nem numa nem nnutra iDcaliduilc, nem tàn jxiuoo 
devido á íjuantidado de nuvenu; 6 devida ú, Hituayãu ^^eogra- 
jdiica das Idualidailes, natureza d<» «en Kolo, deuHa Vf'fj;etni;'âo 
e aiudu a roiaareni por vezes alii* oa venttw dos quadrantes do 
S, na líuilla raai« do W e no Zumbo mais de E, sendo pre- 
dominantee os de NW. 

A presflílt* na HuiHa é mais elevada, mas oaeilla entro limi- 
tes mais rL'ntrÍL-totí lí""", umquanl)» qur t;o Zumbo, siiido maia 
baixa e eoui grande ditYerenya, varia «iiíre lí 

Al* diíTercn^-as dr; longitude attrilíuo taiubom as f^raudes 
ditíerenças dos caracteres d'eííta» localidades, e um só mez de 
obBen-ayílo deixa-me em duvida 80 as devo considerar sob o 
mesmo clima. 

A falta de mais tdemeutos, ccuisideraudo-aB aasíni, direi <jue 
é muito mais beueticiadoocliuia da Huilla, e bc deve, ua ordem 
de preíerenciaB, eollocal-o na oiicala abaixo do clima do Bié. 

10.'' zoDiL - Humb6 

Esta localidade numa altitude de ]<HJ7"'^ mais distante do 
equador «^ no mez de julho, aprcsentn-wo com caracteres me- 
tcoriilngiciis (pu' nào tavorecem uiais o iieu clima que 4ís estu- 
daduíi a ni>rte do parallelo 10". 

A nonual das téuiperaturan medias é dr '2\'\ *' S. Salvador 
e Ltuuida apretíeulam-se com normal ej^ua] e o Cuenf;o infe- 
rior; teve por máxima absoluta :Í5", ejçual á de Loanda, o é 
de ftuppor que a do Hit; seja inferior; teve porminima3" o a das 
localidade» da ^1.'^ zona deve ser inferior. 

A humidadr rí'lativa oscilJou entre 28 a 97 graus de satu- 
raçà*», o que denota superioridade á da (>.'* zona. 

A tcnsSo do vapor atmosplierico é constante, oscillanilo entre 
2"**"; as uuven» foram rara» e a teusSo do vapor atmuspherico 
tendo jinr nonual (í""" variou entre 4. 




324 



EXPKDIVAO POUTUOUEZA AO MUATIÃNVUA 



Na LMcala deve pois, eáte clima tomar logur entre a U."" e u 
H.^ ztma. 

Em ciHiclusào, apenua pulus «eus caracterea mftfurolu^ieoíí, 
eiitouJeudo que estL'8 uliuiaa duvem ser considerados na ordem 
de nrnito quentes e húmidos, ainda ansim disling-uí^ni-Be, e a 
escala de preferencia affigiira-se me ii que indico, tendo em 
cada zona i\» localidade A esquerda a príninzia. 

Iluitiu, {)) Zumbo 

Aiiilniiilm, Anteiiijiuí» Lu.ipiihi 

Hninlia 

Mniiuiuji, Ciumíl^j. CjiIíViiIií. Cuíln. Liiembe 

Malauji', Puii;r<j Andnii^o, Ciitisuiijc 

Ciivuuttiis Cíuillfuiíues 

S. Snivaclor vlo ConpM 

Cumau, Cafuxi. Cnmavu, Ctiauf^?, LoaiiHa 

Caun^'iil!i, Tjuacliiino. Oiiiiiiibuc 



^ 



CONSIDERAÇÕES GERAES 

A facilidadu com qne da nossa metrópole e ilhas adjacentes 
espontaneamente se emigra para o.-* climas muito quentes o 
para alguns excessivamente quentes (tórridos) impressiona 



I') Dcvidf» a Hiiiíi HVMicrnii poblicavit" il*> ilintitiL-Nt ini^lirn iKkviil, f^ub- 
rhiífií J. IVnnrH d^* Xití*i'imiíiito, «iiL-arrvgmlo il*' Hi.'rvi\*<i tiaiiitiirii» ii;is 
cotittiiatí do phiUíilto de Mnesamedos, tem a ilitilla uma tutrípcnatura 
tiit;cUnde21>", tí dIviduin*SL' a^ estações do anoo, c<imo o fíz, piílatt tt-iu- 
fKTiiturHít G chuvas; e mibdividHm-se cKtiiH tAnubom iin» de inaiorf^ li das 
iiHMinri*H. 

K dtinuiti' 11 (TstaV'^" ^^^ eliuvas, de mittibro a iibriK 411*' iik tebrus 
|ialiistn*H «1* inanifiiHtarrtU) vm iriainr uuiik'i-o, untando utiiiollc (uvíitaiito 
incdicu qiití coiuejdi' a i«ua maior iiituuf^idade. oom aí:' i»rinitnruíi v. ulti- 
ma» claiva»), isto £% not^ mazc» de (ttitubro a duztrmbru e de inarvo a maio, 
e II menor iiot^ incze?' ínterittediarm^. 

KII1' ilotiiK- bem (|ur as foriiiaiit p^niven ihi iiifoxícaçitr) |iiihiKtTC ufto 
ícfin a siia nriírom ikih torriMios dr» )iliinrtltn c vrein da3 Trrra.s baixa» e 
|)antal)<lHa^4 de Capaiipímln' e Jiibalbi, niide tem íopir o maior desen- 
vnlvimeoto do gcrmeii tellurlcu sob a inflnoncta do calor e da humídado. 



P 





METEUKOLOGIA, CLISIALOOIA E CULONISAVAU 

quando se comparam ou caracteres lueteorulogiuos das tiTraa 
de que luaia »e emig^ra com os d'aqucMas para onde se desti- 
nam. 

Cri-io Btír (t iiKnneíntn i)[iportuno [lani fliniiiar a attonçài» dos 
pudores puLIicofl e de todos ua coiiipatri(»taíi (jiu* lerem este» 
trabailuís, jjíxru os dlagramraa.s comparativos do» caracteres 
ineteíirolo^íicíi» df Lisboa e do (Nín^ío, ijuf iiproarMito sfj^miiílo 
oís periudoj* dort pttutos nieti-oroloíxicos da Kxpí'di<;íii«. 

Escolhi o Congo por ser enti' um postn onde podia obter 
4ibsf*rvar('*íeK meteoroto;^ifiis Jinuuaes e onde as tcmpí-ratiira» 
medias eram das mais interiores; o Lieboa, porqu(í na metró- 
pole é onde podia colher uma maior eerie de observações 
annuaes e a temperatura media é intermédia entre a de Évora 
(• a do Porto, a-* tret* nnieap localídadprt unde d«'jjnrei com 
registos de tmiiperaturas medín» t^w niain se aproximam de 
20" e de maiores liuinidade». 



l.iH-Blíiladcd 


Tnri|i 


orHliirn» iiii-iliiii> 


nnituai'* 


Hiiiiililuitr» 




•lâ» nirilliiA 


itttn )niiiJinii.-« 


lia* iiiaxlBi» 


m<Mlin nni)ii«J 


E^OfH 


ir.vi4 


lii'\41 


■2<t".01 


(íTs-J 


LUbou 


14".Í*I 


nv.i4 


1S".4H 


7lí'\7 


I»orto 


14",:í2 


l(^Hl 


JH^,<i4 


KSi-,5 







Aa phle^nH^iut( brimeho-[iiilm<>imro8 reinam de mulo a setembro^ liu- 
vidHií HO Hbalxaineiito (Ih.-' íi-injMTMtnrHH, <• uli ao8 vont^s frioa « A 
frendii. 

Af* tiiícuvu.!* do H].t|mrclh(t jL;ai*tro-iiite»íÍiial iirrkui)>:uihiiin umiis iii* 
d(ti'iiçtiíí jmlurttn-.H. oiitriií* n« <Í(hmiv!»!* l>roiK*lio-pnlinnnarP:*, ohíMitH-ciulo 
tis fnt.'AmA8 <'Hiii4iis. 

{) rhounmttsnin iirliciiliir upimnHM^ rliiratitt; a cstíiçiV» (liií« chiivits^ e 
ti^in |im' cmiria h luiiniduiU' d» hoIo. 

O OAUurbuto. ípie íili r mm. r dcvid'» pi iini|iHlinriitr » niti aliiiieu- 

E^íte rcja;!!!)^!! erÍolo;fÍcíi dad díH*uva» mais frcnjucott'-'* w* pljinalto, 
di.^vido H um miídii'0 bastante praotii-o, folizitietite ostá d<? nccordo cuin 
o pouco que a ta! reitjH^ito podia dizf r trHtniido do («Htudo doH flimas 
i\v divtT^ui* liindidiidi'?*, upi'ima pelo fpir era di' observHçilo (• sem 
c(HiUi.'ciiii('utn{f da i'npi-cia[id[Ldc do aãsuiuptu. 




326 



KXFEUIvXo POUTUGUKZA AO MUATlI?IVDA 



Ob dia^amuuis rnuBtrum pur mexes u grande difTerunvu do$ 
caracteres metcorologico8 do nosso piiix com a ru^íiu atricana, 
principalmente a analv^ada entro a 1.' e a "Z zona, isto é, 
entre as purfJlcdos G" 17' S c o 12". 

As proâsJ^oB são muito mala variáveis e entre amplitudes 
grande»; as temperaturan so^iem uma marcha sempi^e niuitt» 
interior de setembro ji abril, hó njs mezes de maio a apwto 
por vezes se elevaram acima e se conservaram alguns dias; 
as humidade» relativas de outubro a mart;o prosepiem numa 
marcha <[ue sendo muito variável se v& muiti> mais veze» 
acima do que abaixo daai que &c obi^crvanim cm diver&aâ> 
localidades da re^iilo que comparo, e Hera uma das c^iueas a dif- 
fereiíça na frecjuencia «las chuvas 130 dias e nâo a quanti- 
dade 1^7.'))/'"") durante o ann(»^ pois no Confço a que se refere 
o dia^ramma no mesmo anna em (>6 dias choveu mais, HdS mil- 
limetros, (mtras niuítar eauBas devem conc<vrrer para esse facto. 

A tensão do vapor atmosphoj-icíj foi sempre miiitt» inferior. 

JA BC vê que aa outrua localidades do reino om condi^Mles 
mais favorecidas nos seu» caracteres meteorolo^^ieos do que 
Lisboa mais se destacam nos seus clima» (raípndies a que estas 
considera^-òes se referem. 

l^Ias 8C estas diíTerenças siio tâu g^raudes, multo maiores as 
sentem os noBsr)H metropolitanos que và<i colonizar paizes 
estrangeiros, muit<í mais quentes o cm pcíorcs condiyòes do 
que aquellas localídadcít. 

Os emigrantes das íllias adjacentes^ ainda assim, são os que 
pelas medias díw tenipiTatiiras e dai huniidade» melhor resis- 
tem âi^uelles climas. 



I 



I,vcaliawln« 


Tonp 


«raninu mvdUik 


«.imnBu» 


HniuMad» 




ilaa ni«HlU» 


iliiK iiiintniA> 


!*•■ maxIaiAs 


mMIa lumiuil 


8. Miguel 


13*MVt 


18-,40 


23",80 




Funclial 


l«n,l.J 


i4".3f; 


2í»",7S 


»55*-,7 


Pnuta Delíriulii. 


17M3 


13",47 


i!<M:> 


U''*4 


A. do Heroiarnu 


ir.^^íít; 


u^4^^ 


IS^ÍMI 


83it»-,3 






MKTKlHiiM/XÍIA, CLnUt.tnnV K COLONISAV^O 



Mae, UinUf j^arn una uuiin' piír.i ípiiti'<H, eu ilevo fazer sentir 
íjuo Sfmlu <la» intiní-nciíis d;i> triiijtiTaliiraa que mtiia tom 
11 rticear n seu or^^iuiiíuin, que nas torrud umi-í altns iK^ nula 
umii úii» Koniitt qiir. iinalyti*! (% niuiti» priuf ipaniouto, u fiul do 
pnrnllulo 12, isto é, Lmtpu i)rt parfillelod do Bió f tl'j Hiiuibi; ftc 
«ncontraiTi líioutidíLd*'.-* ilc uiuiln baixa* tenijHTaturah v fiii iiic- 
Ihorets curuli^ni'Ei para u riiijuvp» ila Mut aL-tividjulf, dt» qiu» 
muitas ]ocaIÍfladí'!i da Aiut^-lcti di» sul o ili' 'Mitnn* pontoií do 
^Inljii paru iiiidí' tvinn íMinvtT/íido L'inTrntcs bitocM^peivas de 
e]iii;;raiitfn, L*iija uíaioría, íiitL-íiziiioiili;, teui pa^n enm a viila a 
8ua HVtnUuriu 

Se arrojada tem aido a temeridade irésía** miihare:4 de vi- 
climas quo, lactando pela existência, fiiíjirani da sua terra 
natal cm bu.-ica d'ontrH uude fusae aiiu» prtMluetivd o seu rh- 
critieio ti. esforço nng rrabatiioí* íJe suji |n(>HssA<i, srnilo rela- 
tivaiuíTitf iie([iUMi<» (I numero d'fu[ni"l]i'6 íjiuí vÍvoui, erro iiidt-K- 
culpavet isem duvida tom sido da [mrtr dng noí*íto8 ^tívrnianlfí* 
náo terem procurado investigar da» circumstancias doH luvln» 
para nnde ainda cinitiriua?n a i!ief;;uir toílos os armots niiuia ferie 
pro^roeiíiva de 14 a IS mil iudivldinH, qur att»Ínt váo di^ap- 
parecendo do paiz, e muito podiam contribuir i)ara o seu de- 
senvolvimento, colonianndo devidamente pelo iii''iio.s as re^çiòe» 
mais elevadíiH da [irovineia de Angola. 

Cabe aqui apresentar uui extracto dn ^raudtí <piadi'n rle 
temperaturas medias uiintuied de diversas localidades que con- 
sultei na Ueo^^-aphia c E^tutintica Medicai de M. UoudiUj jjitr 
ondo se pode calcular qiiaiUo mais favoráveis siio a»* íbirt loea- 
litbules de que me occnpo. 

Algumas aqui se encontram |iara nndc tecm ido efitabele- 
cer-ee mnitos dos norrsns enii^rautíís, e sinto niltt poder ahi 
grupar, pí>r falta de elementos, o fjniudo numen> de Uealidaílen 
nào 6Ó do Brazil como da America do norte, e de outros pon- 
títs do ^íobif para onde os nosso.s homens do can»po teem id*) 
trabalhar em pro[)rielales agrieolas, ums podo aat^evcrar-se 
que algumas d'eEitaH excedem mesmo lu temperaturas mais 
elevadas das que são indicadas neste quadm. 



^ 



KXPEDIVAO POUTUOCEZA AO MUATIÃNVIU 



Mr»tl«tidf>» 



Kiii dl' .Tmifint , . 

Honoluhi (illms de San<l\vU*h) . 

Huviiim 

\"ora Cruz. 

l*orío Aiit'Miin 1 Jhiiuiích) 

MaitHiiKiis f Ciib») 

Porto Uii-o 

.InniiiícM - . . 

S. UiirrholuimMi 

Haniviíi ',»..... 

Siuií» Cruj! 

Maiiilln 

C'ub<> dí' iVliniití. 

l*RrHmiiril«> 

L'aU-uTru , . 

Adi'n 

Sinpiimra 

ItouiLuiti) 

S. Liiu (Miiruiiliâo) 

PurA. 

MnrjwuvUu . . . . . 



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*J" para Mil lia liK-aliiiailes arinia dv HHH»"' lic* altitiuU', qui* se 
diitiMvin Tias nit.>{lia» niinuaoâ das nostas ilhai^ l; do al^iniai» 
terras du rt^ino è imÚA nas iiiiiiimas dn i\\\e. um inaximíis, e ciu- 
tjuantií n liuiiiidadt'r* n»lativa(* pnci»ntrain-iíf nobfa-; inuitn niai» 

n iiKí^iii i-mi^rantf. tniiispnrtad»» c-nm a» devidas fonimodi- 
d;iilí't* a rssan tiTras altati e riuMuitrando alii a«i oiitnir. .si> ([Iil' 
íífja, t» nmfortii e foiidi^'íV.^ uin ijtu- vivia na bua (r>rra natal, 
Acl:ina-6i* a aijrumfiít ditfeiviiç,'aí* tjuc se devem dar n<»8 «aitro» 
carncteroií ineífondoo^ifiis de menor íiuiHirtancia cjue tf-nipera- 
turat c Immidndeg, niati na crtcolha d'eM*aíi altitudeh nào dcvtí 
Cíiquofor-sc a que deixei dito com respeito i\» prt^psfieB. 

Emquantii ti» tr^rras uiedian em altímdos, isto é, entre 5(X) 




i 



RKX)'", r mniti) iiiain ííh de incruji* altitude tratando-Kt! de 
i^aloiiisavJií» L^uroiíeiíij cmi iiiflint(> pnra que elln st» prepare, sendo 
08 eleiuento» du trabalho o iiuli^eiia, <iue nessa tarefa pode ser 
dirigido pelo inimpeu já auliniado ás terrub altas^ e acunipa- 
nhadn pfir emigrautc» da» ilha» de Cabo Verde e da China. 

Estos 0iu'O]itrar?io oh clíniaH daa ItH-aUdadoB que aiuilysei, 
lacei» ao SL'U oriíanieiuo, r* iliJinar-sf-liijo ao trabalho l'oíiio bc 
foHJsem peiíH iadi/çeirns; o^ para que não reate duvida Bobre o que 
avanço^ basta h-nibrar que "^ principaee cnracteree mtíeoro- 
lo^ieoH da» terras d'iiqiiflh'8, re«íulaiii por os d'eBtaB locali- 
dades . 

Tt'tii|>frat»rus lumltat» iuiuuAir« Hniuitlado» 



I.nraliilui|i 



■In» iu<<<llw da* iiitii.'* da* ui&x.** m/ aiuiual 



8. Vicfiitr (ChIhi VtTilt?). 
S. Tliia^ (Cabo VltJo). 
MiiL-Hii (China I 



2H-M 


21", 13 


3í(i",<;4 


10f'%i 


2i'i"M 


22".2<i 


37",38 


73i-,9 


22»,77 


'Jiy-Xt 


á5",17 


788-,G 



A nossa vaBta pnjvincia de Angola só pode engrandecer-se, 
quando »e aproveitem ai; rv^irití* iVTtilitíHJmaB que possue, de- 
síMivoIvf iido-tn/ di^vidanii-nt*' a sua íi*í"ri(.'ultura. 

CliegaiooH a uma epocha t-m que »e reclama protec^'ào à 
industria nacional como ineío de »e salvar o paiz da critica 
aittiayào a que foi levado por ter sempre dependido do flore»- 
eimenlo díis na^-òes estrangeiras; mas nJlo devemos esquecer 
tiue, o que se ponsa pr<»duzir na província de Angola, ò tam- 
bém nncionnl. 

PriíieipieinoM nceten tenno» a trabalhar, mas empregando 
todos oe nossos esforços para tornar etla província o celeiro 
agrictda da» nossas colónias visiidias v da metrópole, que é 
fácil tin-níd-a depois, uiu bom mercado de concorrercia cora ob 
da America, da Ásia e da Eur<>pa em ]u'i«diict<»s similares ao 
que pitr elles se exporta. 

Ilajíi boa vontade; pro»iga-se com niethodo, primeiro, cui- 
ilandi» em obter d'4di o que temos de pedir ao estrangeiro para 
n»tE4íKi cmistuno e <jiU" pur ennpmnto só a peso d'ouro temo» 
alcan^-ado, ouro que lauibein nâo é nosso; aproveitem-ae os 



1 

•1 



KXPISl>IVAo POKTUUUtCZA AO MUATIAnVUA 




recur&o* nutoraes, ab melliorcii terra», bon» aptas convntcp, 
matlciraa, ferro, iirgilla^, cíilcure).» onde ob liaja, oa inolhoroô 
pa^tott; tMUu|Uo-sc no trubalho o iiidi^ciui, pondo ii &eu Indo 
para o animar em pr[ncij)io, os cmigranteti da (.'hina e de Cabo 
Venle no trabalho habituadn^; e por eatea as terras saneiulas 
clmniRm-se os nosíos eniifrranloí*, qurr nietrop*»!ilano8 quer 
dii* ilh.iii preparadiiâ pela necem^aria aclimayíko nas terraií nltns; 
e feito isto, decerto, em pouco tempo teremos coni>eguido o 
snfficiíMít'^ paru cntfto a n»iti|ía tarefa ner mais «jrandioíEB e n*»- 
bre, inniíinuob o lojçiu' ipie nos pertence i-nín* as iiav'^»ei* imi|i»- 
ni^adoras. 

Contando o nosHopniz uma emif^rnyiln uiinual, rolativumente 
importante, e vastissimas ponsemsòe» em Africa, que »e subdi- 
videm cm regiíirà em que a» Hona climas de muito quentes o 
húmidos HO distinguem ainda por earneteres que os toiTiam 
mais fáceis e sahdjres que aquellet* para onde se diri^çe a emi- 
graçàn do m>íbo paiz, e sAo Mi.sceptivei» de melhoramentos que 
09 devem beneficiar, impÒe-se aos poderes públicos prepai-ar 
devid^imente as torras que oH*ereceiu mais vantaíifcnB para a 
cnlmiit-açftn europeia, que devem ser primeiíi) aquellas cujos 
climas se tornem mais fáceis íios emifírantes e pouco a pouco 
para hi fazer convergir sen&o de todo, j>arte das correntes que 
nos fcrgem. 

A colonisayâo, uAo sendo devidamente preparada, ist<» é, 
nào sendo scientitícíi, feita como ultimamente, em que os go- 
vernos apenas dispensam ctmu» providencias da sun parle, o 
proporcionar transportes marítimos aos cmip*antes para os 
nosBos portos do litoral africano imde lhe tem parecido con- 
veniente a_f presença de europeus, »e assim se eoubegue des- 
viar a grande corrente por alp^uns mezes de continuar a 
epgrogear a ciJonisaçao de paizcr* estrangeiros, mV» ró este 
resultado de momento é ephemero, mas ainda, afíastará por 
muitos annos d'aquellab regiòca, ou colonos c os capitães de 
que tanto carecem, e coutiuuaruo infructifems na propaganda 
08 esforços dos Itonions practicos em fazeUas valorísar em 
proveito do paie. 



É 



{¥•' 




MKTKOKOLOÍilA, CLIMALOGIA E COLOXISA^AU 

• O conhecimento dos canu-tere» meteorológicos e dos geogra- 
phieorf numa dada regiUo, »e é o bastante para a preferencia 
dos climaíi, nJlo o *' para a das terras a colonitar. 

Stí os eeroH vivos no iiiatUfL^m em rela^MV'» muito intíiuu» 
com a atmofipheraj devemos jembraj^-noa que mui& intima é a 
bua liga^'ilo LMMii o tíiiln, f por iíso é indispensav^-l para a colo- 
nifca^vu» duma determinada regiào^ o conlieuiuiento da compo- 
sição do seu solo, do desenvolvimento dos vegetaea e auimae» 
tpií' nelle vivem, do* que i; podftivel vingarem eujeitoá ao gen 
('lima o aindii doa cnídíidoK (|U(í requerem algiins para que 
pOfí>am aclimar-ee e dnmvtiticar-ise de conveniência para a 
colonitaçâo que ee tenta implantar. 

Enti* o»tud(f dematida i'onhecimt.'nto;* »'iip<.'ciaL'í qiic iin* fal- 
tavam, no emtanto eu dir<'i a[iennii íi^cneralidaili-s mm alcance 
d'uma í»btíervaçâo practica. 

A Btrai-titicayílo é quíitii todji luíri^-foiítal; n<»ti^i a t*xÍHr.uncia 
do liiimut, aHgurando-»e-mo a maior (|uantidadi* nat» terras em 
depi*essâ.)j, a» qnaes por toda a parte onde andei, j?e compu- 
nham interiormente de gneisa e granito com uma camada de 
areia maid mx menoá compacta, umas vezes misturada ctim 
mica amandhi e qna^i semí>rp jírotogída por terra vermoiíia 
em que abundava o torro. A silica predominava cm alguns 
loirares á argilln, mas esta pode dÍ2er-fie caracterÍBtica das ter- 
ras que conheci. 

A maior abundância de mica amarella encontrei-a numa 
Berra do Cabln[ii, mas fui informado qne mais para uú havia 
í:^andí' quantidade da branca. 

Nas Horestaa em maiores altitudes era frequente a areia 
brancii micacea. Penso nSo errar acreditando que a potassa e 
a soda entram em [►eqtiena quantidade na comp'i»ii;ílo do solo, 
e que a soda entra mesmo com uma insigniticante percenta- 
gem o mais nai terras alem do Cascai, pois só assim posso 
explicar das pequonissimas quantidades do sal que so fabrica 
de plantas rnupiellas teriiis o o nâo fabrico nas terras áquem, 
quando cm mczes successivos se n3Ío encontra nas povoações 
uma partícula sequer do que importam das salinas do Cuango» 



3S2 



KXHEDIVXO l*OKTrOrE2A AO MrATlANVrA 



do Lai e do (.Huiuza. As terrae baixa» são em geral pennea- 
veÍ8 e férteis e d*ahi i» facilmente se impregnarem de maté- 
ria» orgânica», que se t»trnam cau»a niai» ou luenvs immediata 
de indalubri(]ade; sào pobrissima» ile mat«írias calcarcas e de 
mineraes só postí4» dizer rica» em ferru. 

Talvez (li'vidu a eate ultimo faet(t. cm alfíumat» Inealidade» 
o indi;íena come pedai^u» de terra, o <|ue nàu extrauhei por 
eimlieeer d'et!0e ueio na provineía de Angida, na (juiné e na 
China, eiubora as terra» come&tiveií» «erem de difFerente na- 
tureza. Km Matíibu. onde mais roparo fiz no faeto, pareceu-me 
Bvr iirg^ilJa bustaiito t»írru;íiinisa» uma etípeeie de masba, a que 
chamavam hhí/wwí/w e consideravam um bom alimenti). 

A falta d*' oal, a abuufbincia de ferro, de arf^^illa e também 
de iiilica e a quantidade de matéria» orgânicas que penetram 
no fiolo, influem decerto no organismo das plantas e dos ani- 
raaes de quem aquella» »2lo intermédio nas sua» rdaçiVs com 
o »ohí, e apítiin st" explica n nuiior ou menor ticmora na <»s»ili- 
cayâo normal, o racliitisin<» de iiulividuoá <{ue na primoíra 
infância tiveram uma alimentavào menos própria, as ende- 
mias de fL-bres palustres, a prcdnininancia da firma dysenthe- 
rica etc. 

Mas ha meio^ preventivos hoje já vulgarisados, com que se 
podf combater essas prruiciosafl ínHiicncias, ^ra^as á eívi- 
tisa(;rLo cloá puvns mais ;ivan<;fidufl, t; «ptamln quizermo» proce- 
ccr i\ uma Cíjlonisaçíiu bem entendida^ de resultaibxí proticuòs, 
lemus rk' i»s «.MUpregjir. 

O intniem ú na vordade a expressito do sitlu c-m que vive, 
jíi o dizia Cicen». e quem penetra no ci-ntrn do ct.mtinente 
africam), iilhandf» para os tvpos com quem vai deparando, pode 
r<'lativame(it(! ajuizar da pnjápfridadc das tribus a que per- 
tencem pelo aproveitiimento do tolo. 

A muito poucu se reduzem aa culturas dos indígenas que 
conheci, e o que ha mais bem cuidadn, mais desenvolvido e 
de mais díversiila lo, deve-se â direci;ãti de porf^^rnozes euro- 
peus, tendo algumas d*c]lnfi com o tpmjto, sidí* en.-aiadas nas 



terras alem do Cuangii, que se espallmrani no centro do con- 



P 




tineute em diversoa sentidoa, inditiandi) ao vinjante a iiifluenL-m 
da niyBsa primitiva civíliflaçâo em Africa. 

Eueuntra-ae actiialnionte cm Malaiije dí>8 molhaieii exem- 
plares díi variada hortíoultiira eiirupeía e suberbu» da fçraiido 
agricultura especial doa paizos quentes. E certo que, devido 
pos esforçdjj duma })equoiui eoloiiiu de compatriotan, Malanji', 
que lia Ití aiiuní^ tíra iipt.-iiíib um pustu eumuiurcial avan^'mlí), 
se transformou em quintas de aclimat^âo de indivíduuB do flora 
e fauna extranha c do rostabelecimento da indtçena prestes a 
extingiiir-se. 

Fora doa limites do coficelho, niSo exu^ro assegurando que 
pana leate do seu merediano extremo, as populu^des indi^eiuis 
cultivam poucos prí)ducto8, e estes em t3o petjuenji quantidade 
quo mui lhes clie^a para <» seu consumo, e a cultura ê feita de 
modo a dar-lhca o menor trabalho preciso. 

Neste dcutidi), para base de seu systema alt^ientar, a civi- 
lisa^^ào nâo lhes podia ter levado ve^^etal que mais oa podesse 
satisfazer que a mandioca. 

Planta que pega de estaca, tem o grande merecimento ser 
toda aproveitada, tubérculos e tblíuis para a alimentarão e os 
troncos para novas planta^'oos. Oíí tubérculos sào c(ímiveÍ9 
crus, cosidos, guisados, reduzidos a pi'» e este a massa, pas- 
sando apeuíití por uma fervura, sêccos dejiojíí d'efttnrcui trcs 
diuri na agua doa rios, torrados ao fogo. As folhas comem nas 
cosidas. O trabalho de plantio reduis-ae a (lar na terra já re- 
volvida uma eiichadada u. fazer uma pequena cova onde intro- 
duzem 3 pedaço» de tronco que procuram seja pouco tortuoso 
tendt) de tamanho '2 a ^! dueiutetros e eucontam-lheí* n terra. 

Em seguida á mandioca preferem ns milhos tanto o que nos 
é vulgar ciimíi OH rniudoB ebjjcciaes dos climas tpieutes, que tam- 
bém silo de rápido rioroscimento. As plautai;òetí silo ú supei-- 
iicie, e o milho lançadi^ á terra cm 4 ou f» dias já dá tíignaes 
dí* vida, e em algumas Jocnlidades vimos a planta de íjr^nde 
altura e grossura can-egada de fructos que comem cosiíios, 
torradofl, cnís e também *)s reduzem a farinha de que fazem 
massas c cal(h)B. 



I 



1 



334 



EXPEDI^XO POttTrOUEZA AO MUATIAKVUA 



P 



A aracliulee «mi. h mais vul*çnr entre elles, a ginguba e entre 
nôá o íimendoim, planta rasteira o vigorosa, cultivam-na laiu- 
bt*m ma» iiSci kp cnc<»ntra cítpaMiada oin trinta abiiiidancin como 
as [irimcíiras. (*omcui ti tVuctít tonid*», cru e tanibeiii torrado, 
o qutí V. preferível, 

Seguein-se dopoi» oé feíjòcíí miiidos fgouro», algun» mesmo 
pretos, mais ou meno» raiados, «jue dopoÍK de sC'cco8 comem 
coitídoB ou e^ui^doB. 

Ah tíeineuteirafi riilo leita» eom petpiniK» tral)aIho; limpa a 
terra á «tiperlicie, depois de uma eava delj^ada^ o preeiso para 
que u« área a semear ella iique solta, o encarregado da hemen- 
t«Mrn lom a [lonta do pé debvia a terra um poueo para o indo 
e na depressili» lançallie do alto '\ sementes, e com o mesmo 
pé as eitbrc! eom n terra que desviou, íiizeudo tudo ieto muito 
"•apidamente. 

Ha InealidatWs oude se oneontra a abóbora amandla, que 
CMmieui cosida ou guisada e também a balata doee, que eomem 
oosidae assada; em poucas registei e em pequenas quantidades, 
a eanna paeelmrinn que maseam a tnmar-lhea o sueco. 

No Luaiubata eultÍV(>u-^e por alííiins annos n arroz, e diver- 
sos Vêgelaes ibi uosmí liorlieullura se píautaram aJii, devido 
aos egforcoa de Lourenço Bezerra, e em Quimbundo, devido 
aos onforvoíi de T^arneiro e de Saturnino Machado. I)'e8te» se 
esjmlharain dtviTstK-í» vendo-se ainda em a];íun8 sitios a uosea 
couve bem como tomates e eebollas, mas degenerado o tomate 
e as eebollas. 

Aproveitam ainda os indígenas de al^^iirnati plantas expon- 
tâneas, as follTUs e fruetos e também tubérculos que luzem 
entrar na s^ua alimentação. 

Para o *pie eidtívam, eneolliem as torras nas margens dos 
riftó, mas em altura que no caso dns cheias nUn sejam inun- 
dadas. 

Tanto a mandioca, como os milhos, a araeliiiles e os feijiWs 
em tndn a região se desenvolviam era qualquer latitude, lon- 
gitude c altitude, o que me pareceu é que a pnictíca os con- 
venceu da conveniência da exposiçiio das terras lavradas, de 






METEOUULUGIA, CLlMAUtGÍA E CiíLOXlSA^AO 

niiítlo (|UL' as a;;ua8 á&é chuvas, a luz e a inton&irlaJo diis rnioa 
Bolar(_*8 íejam agenttfs benrtíi;i)B para as plantas r wh) ílohtnii- 
dores. 

Alguns pí:vo8 ifi-m j>laiititíir> tabam, c da re;íiAo (pie viísitei, o 
superior «ra n íle ^lataba, íMitre it Luembo e o Cast^ai^ dept>i» 
« de CalAnlii; ma» tuiiif i uma poiçàíi do í^ul, que me deram 
CanfTDUibf-s )■ HióiKin, que muítii me a;í;radfm. Nau inargena do 
<.'uan;r'» também «[ipareeeu em almiulaiieia, uiaK tilo bêeeo quo 
stí rpiluziu a pó. 

É <K'eert(> questfii) th" qualidaile u do nunin de *> prepa- 
rar, 

i) preparo <[ur vi tazer n»» Luambata ó primitivo: reduz-ae 
n nina ex]iohi(;ào das lollias al^íuns diatí ao ar e clcpoiíi mim 
alniutliriz ehina^al-atí <• íi uuísbh daieiii-lliu iurma de bolaH ou de 
pyriímideií. <,) do sul, a ipio me referi, alem de mais bem euniJu 
vinha em torma de nMo e de bastaute extensilo, podendo pcr- 
fritiiuiente deisdobrar-íse e eordincnr da boa fírandeza da Mia 
follir. 

o al^(vd?L<i é expontâneo, xuíd* notei inai;* quantidade na 
mar;;tím direita ih» Chieapa na ])ovoai;;lo dr iini p<»leiilado 
quioeo, que na ptivoa^íAt» dou Xitijea im margem do Cuanj^o, e no 
Luambata; e d clle vi fazer uso no Luambata o8 Amba([uihta8, 
fabricando tajigas e boa** coberturas para cama; e nos outros 
j)õntoH fiarem ah pnstatí em linha», o que me convenceu que 
prio menort, »v. proeunm faz<'r propa^Ljar nestas localidades. 

Como exp4)ntanet>, teem ainda algumaB loealidades diversas 
espeeieii da Vtananeira e da pabiieiía e dr outros frueton, já pou- 
sios, e mais ou nienow ácidos. 

A pahueira bem como a bananeira, que para ollcs devia 
ter sido uma riqueza, mu* tem t^ido ptuipada pela sua igno- 
rância, íi de.struit^ào. 

L'ma daé espécies da palmeira, fornece-lhes para a alimen- 
taçílo o que <m Iraiicezes cliamam manteigja artificial e o azeite, 
e outra unia bebida que, depois de fennentada, ê um tanto 
jicre-doe<-" e em quantidade o» embriaga. 

Com esta bebida e uma analofira do me! e também do mi- 



I 



33a 



EXI'KDIv5o P0KTC0UK2A AO MUATlIXVlTA 



Ihó, de que fazem uío em jf\jiini, umas vezet ncoinpaiihundu a 
gingiibn fre»ca, nH» locnlítiftdcki em qiií* hnvin falta do recnr- 
8<)ft nliirirnticio», diziíiin ellcs — vnutriththtnn n Mtftt fomf. — Xn 
nuMi re^rftiso, numa povtMiyào da uiar^oiii esijiuTda do ÍHiílii, 
o potentado nw dUeu que o eou etutcuto havia õ dias á falta 
de mandi*>ca, era ** ttuinino f*'rnn'ntadM da j)alraeira e iin» 
tubérculos pequeno», forma de jMílyedros, que etisidoí t<*mnm 
uma c"*r avcritielhadh, Hondõ brancos em cni, e faz lembrar o 
^)8to dn inlifimc. 

Também cumo expontâneo ainda vi. em algumas tloreatas 
para aloni do ('iitsai, a j^ruhsa trepadeira, de que »e extrahe 
agomma elástica, vulí^armente denominada f/nr/ffii^n, borracha, 
tornada rariíbulc nnd»' alMindou, ainda pela iíxn»trnneia dos que 
a exploraram eomo niorda ate para oiitrrem íi;íua t* lenlm, que 
[hm ihivii mnici tiahalbí» tim alcançar do que o corte feito na 
trepadeira e i-L't-itllnrem a seiva nobi-e uma folha em que a 
envolviam para a transportiirem. ^_ 

8e a flora, no que rvApeita á produe^-Au alimentar, eBW^^f 
tâo empobreeida na variedade e <pminidíide, nio está menoa 
exhauhtíi a fauna tanto torrefttn; eonu^ aquática. 

De avoíi, it rriaití vulgar, sào os ^allinaeeos e de pequena 
grandeza, e nào ha abundância; eomtudo a Kxpediçào conse- 
f*uiu tel-o8 em pmptírçòes a rivalizar com oh melh<»re8 da 
Europa» e também uma j^rande collecçào do pombo»; vi nt> 
Cauiiííula bons patoa e, pelo que conheci enj Mahmje e mai» 
a leste, acredito que oa perus se dariam bem. O.s indifcenas nâo 
comem oa ovop, f^uanlam-nort para cn-avSo; mae, ou porque nàí> 
os cuidem devidauu-iite, nn pi>r (qualquer circum8tancia,é certo 
que se encontram as gera^M">©8 mort;iH no» orn» ípie offerecera á 
venda, o que nào i*uccedeu eon* oh (bt KxpedivSo que todas vin- 
caram, o que attribud ao bi»m tratamento na ana alimentação. 

Para le»te daa raarpens do ( Juango, apenas deparei eom 
gado vaccum, numa quantidade inaip^niticante no Caun^ida do 
Chicapa e no Cauii^da de Mataba; e aqui também suino do- 
mcíitiuo, quCj et» corp<dencia e cordura, «e j)odia ^-ollocar ao 
lado do8 bíins cxeniplarr-s rio no^tío paíz. 





MKTEOKOLOGtA, CLIMALOtílA E COf-OXIáAVXo 337 



O cabnuii onconlra-sc maia ou menos, mas 6 <lc pequenas 
(liracnsoc*:^; f também se vê, em poquenn. quantidiulu, do ove- 
Ihuiu, i_'o:n u jKirti^ínlariílailt* já ^abiilii «Ic pi*nliT a !à ; depois 
Alt Cuaii^o imilc notei melhores exemplares trestes, foi nau terraa 
do Cauiipiln ãf> diieapa. 

A caça cbtii muito rebtricta tanto em quantidade com*» im 
espécie; o quo mais ge nota ê a corça^ al;;um antil jpe maior, 
8ÓCC0, vendo, quimalan^^a e mtihauda. 

E raro nppareeer n boi v o pon-o silveátre, marf apparecr^m 
aipma cileií e al^"»!!** ^;atf>8: e 8i» vi um lmwIIio no aeampamegto 
Solid:";*» de Júlia, na maríTeni direita do ( 'uenpi. 

por diuiH vi'7.es iis minhas unhas de máoB o pés a pouco o 
poueo se flubstituiram \utv novas, o este tacto, (pn* titut me 
incommodnu r ?*<'» uClh- reparei pa-i^^ados alj^uns dinn em que 
80 ia i)pt?rando, attribuiram fiH indi^cnas ao \mi da caiTie de 
veado. E' ptiH.sivel, porén» devo a*lvortir que, quantt» a tino {^ 
modo de fallar, porque se 2 ou H dias «eiíuidos esta lazia parto 
da minha refei^-âu, passavam-so mezen em que uã» lop-ava 
vel-n. 

Do» rios, de lon^^e cm lon^e, obtrem hh indígenas o eavaMo 
marinho, a na cíttav^i» da» rbnvan alfi^uiu jieixo de maiores ou 
menores dimensncR, o ref^ular nào excedendo f '"',() Hcndo mais 
frequente o meudo, qua-^i todo com muita espinha o mais ou 
meno* chato. 

Uâo-lhes nomes diversos 4e;;undo suaB formas o côrc», fa- 
zendo crer que silo difforcute» aa especiea, ma» com respeito 
ao ^;o9tíí HonHÍvel, destacar-ae-hílo, quanto a mim, doa que 
comi, n?io umiA de 4 fp*upo8. 

Tanto Rodrigues Ora^*a como outrora viajantes í^ertauejoa 
dílo noticias de ]»eixes «pie ihih sâ*» tríviae» como: robalu, dou- 
rada, tainha ctc; ou declaro, talvez por pouco ver!*ad') na 
nomenclatura é uílo «cr eapccialiata, nem poaao dizer mesmo 
se ha, sequer, «emillumça cora taos qualidades, 

TAo poucoB rcmrwís alcançam os indi*íenaB da sua fauna que 
8occorrem-r;e das divereaí; espécies de macacog^ de ratoti, de la- 
gartas d'arvoreB, de gafanhoto», do que conheci uma enormo 



338 



KXI*KDIVAO POKTUOrKZA AO MlATlAXVfA 



variedade, o ainda dos tenuitto» d»% eonptrucçiW do &alalé e das 
«fpulliiras. 

Al» liijrarta» tmafHrjíntit Hnocam-iiai* sulin* rstciran e d^ellas 
iiucm dci*(>rit(^ para a »*p'jcha de maior eseastíez de alimenta- 
\'ão caniivora. Por vezes tive iie«JOfiBÍdudo de admittir na nii- 
idia parca refeiçAn n nmsjtt-ssf e o turtiêtfjtif, rste» sHoanimaculos 
pretos um Uintit ^urdiirontos (pie torradt>8 t^ht sal)oi*u&08. 

Provei uma vez íijíudo de iiuiejieti. ípie pnr dôee rejeitei, e 
ura bifo de canie dȒ cavallo marinho, q:;n estou convencido 
i{\iç comeria em «nitra (qualquer oceasiAo pnrque e&tava bem 
temperado, iiian uie repujííuni, ptirqu<* lioras untes eíitivo 
desenhando o aiiimal reduzindo a^ suai» dimeniOe» em escala, 
e me recoitlou na batoradaBitauseahuniLns com que fui mimo- 
iM^ado ao uu*dir a sua cabe(;a. 

K portanto hoje a alimtMurivilo doB povos que conheci, mnis 
hervivora du que carnívora, e Udvez a euto facto bo possa attri- 
biiir a raridade do scorbulo. Tambora se pode dizer que é 
adorieaíla pt-hi íaltíi »pie te<*ni de «ai, ii que .-*<• umi» toma sen- 
BÍvol ao paladar por ^erem a» comida» muito apimentadas e 
assim eitn.^i*«rui eu illudir-mc dnrnnte nuve mezps. 

A re^íular pehi zona de .Maliuije, Pun;;t> Andon^o e ( -assaujo, 
ípie peliis seu» canicteros meteorolopjícos tieou considerada 
intermédia ás zona» do norte e do sul de quedei conliecimcnto, 
tudo me h-*va a erõr que 9.0 \uu\v enriquecer com indivíduos 
exóticos, tanto u tiora como a fauna d esãa vastisãima região 
nocentn» do continente: e, quorendo para alii fazer converfjir a 
emifínivào do no»»opaiz, é uni dever do» p^vernon, antesdetudo, 
enviar para lá mii^mVs encarrejçndas, s-^vindo-se para isso dos 
indígenas, de estabelecer em diversos pontos viveiros d'eb8cs 
indivíduos. 

A aelima^'ão do trip», do arn»», do centei*», ile hortaliças e 
fructas diverwiST dw batutas, de inhames, de 1>eterrava e do 
café está ensaiada e mais que pi*ovada em Malanje, em Pungo 
Andongo, em Ambaea, na íluilla, em Caconda e outras h»ca- 
lidrtdott no sul e seu:* arredores, eonio a de tttdos os nossos ani- 
maes domésticos ; o portanto o trabalho hoje i> de alargar a área 





MKTK(>lCOK<m]A, CLIMALOOIA K COLOXISAVA** 



sno 



a que ae uircumscruvom esses ensaios, c prociinir pessonl etlo- 
nco que (rdles cuide dovídamcnte, como se está procc-tlrtulií no 
eontiiK-nti.' inirnjjeíu 

Cííiu respoíto aotí íiniiim(*H, n (jue w» tem feito, dcp<>ÍH (IniiiH 
viuvem iiiaritiiiiH lt'^ngu, <mii (|ito elles uc^ueni Keiiiiin* itial ai*- 
tMiiiiiUfiflnilus, V larj;jil-u8 ao ar livre, eaporamlti ([iic a natu- 
reza ti ciles se amercê I 

Vi explemlido» exemplares d*; ^allinha» de c;ista i-ju Ma- 
lunje, que se pagaram n 4:>õ<XJ réis; e se o seu possuidor ti- 
ver íeito o que llic «conselhei : — Hbrif!;al-oB c<»m «s conunodida- 
dea eoiiveuientcí* l* uma alimeiítavíuí por tílle ou pe-ssoa de 
sua conlinii^ft regida, estou certo qiu" a |iriíurençíio se fani com 
bons resultados. 

Cheiro a convenoer-me que se nào fosse a influencia porla- 
giieza, ou por outra, se na regiUo que visitei nSo tivesse en- 
trado a niandiíicii e os milhoá, seus povos, aetnalmonte muito 
reduaidoíi rm numero, ou teriam emif^rado paru as eoíttas, ou 
teriam sidti virtluias da fonui pela sua negligencia c, mais do 
que esta, pela ignorância, na hicta de fazer substituir os re- 
euraon de alimentaij'âo que beus passadun imprevidentes de- 
vnstaraiu, esqiieeendo o» <jiir Hk-s haviam de liobrevivor. 

O mein imturalmente não ó bom, mas os sens habitantes 
por falta de cnnvivio com os povos mais avan(;ado8, enerr- 
radoô em áreas cujos horisontes sào muitu restricto», nâo po- 
dendo HJuizar o que se pasea ab^m d^elles, ainda o tornam 
peòr, destruindo e nSo eonstnibido. 

8e ha mais tempo a Europa para \t\ tivesse feit<t convergir 
OB seus agentes, quantas victima.s se teriam poupado a essas 
popuiaç(^e8 e ipianto »o não tornaria mais iaeil hoje a eoloni- 
Baçíl(» eMn>peia I 

Aos cuidados ib» num amigo ('. Mncliado, deixei eu, nu 
Villa dí* Malanjo, H ctisiies de pomboa-eorreios, que levei de 
Lisboa com todo o cuidado; e elle á vista das instnieçoes do 
'<lireotor dos nossos pombaes, fazendo-as seguir com todo t» 
escrnpulo, ílesde o princípio, dirigindo elle mesmo a coustnic- 
çSo do pombal e assistindo ás suas refei^'ites, conseguiu que 




â 



340 



ExreoiÇAO i'oHTCOirt:zA ao muatiívvtà 



elles nifi cxtranlinescm u pastiatlo um auiio, grando já era a 
({iiantidado ilo gora^^iVs (|tLe m) havium »ticcodido. 

Em boa v*'r(latle, jnir uouba partv {M>diam(>s tov W\lo tnuiio 
junisje HO iioé (.Kidc eervir de dcâcidpa n attrn^-ín que no» me- 
receu I) ]{razil, as guerras civis que dopoin Ha^idlnnim o pniz 
e ainda o que nna tem cuslado a uoKtia reí^uií*r«^'iSo |»el<) íomento, 
nào diíviamoB ler csquecidi» qutM?ra indispeuííavcl reconstituir^ 
u que 6C inutiliitcra e iiie&mo destruirá. 

Na supposiçào de que nâo «ou exi^íente, entrando agora no 
afisuniptt» ducolontgnvâo, meramente como homem practioo, eu 
procuro tam)H'ni juntar al;;umas pedrn» para a Ihiko de&tn obni 
grandio»i, que devecharaar-Rc: — a unsfn n'fft'un^t^àftcolonitd^ 




-^^m^ -*-'■ <è 




CAIMTl liy III 



CULONISAÇÃO DE ANGOLA 



l>« |*rtiiiolru« trabalhei*: — U«i>l(]a narraçA» ili? fackiM vm *nif «c ruiiUrri.* ilaw k-ntativB 
pitra rolunUar a» tf>mu boU o Si^bcrniila «In Pnrtuiral* toniAn<ln-M> «allrntr* aa mal» 
profícua», de\i<[at a iBtclIisfntr» attiniiiUlraçOi'*; AprpiiiDxiivcm: — 1'uia i<li'fa inuitu 
gwral |>nn|u<T uiio vluirarain n» tontalIvaA Oc roloniiiB^â», nu ijur hc upontaiii fiit-loa dr* 
laonstrjtiido a d<'(.'r>»a]4la(l<> ilo tiin^lar prndvnuifinti' o <|U«' nho aa uo»sa» tcrru* iralúm- 
luar c< a vuljtaritia^-AoilVfiAoa (^tnJo»;— 'rr«)iallio» «lo» liidltrciiaB: — Kituilos i1'uiua olmor- 
VMv'" *'(-' ao"*"^ MU4' o<M|Vl^at■t•u], )«ni> vmv» trabalboi>T loninr-N» liiutll IimIuk o» t'af»rv<>* <li! 
tratatlvan pnm a cólon |pa^-ào europeia f* i<m qiir «p prova a* vaiitagnim ihjIom f|ni< tcriu ' 
aabUlo ilVI|p«M|iniviHLar'»t>; — Colimla* iiitcr-ImpU-ai'»: — Al)niii* rxpiuploK ila* má» ruu- 
tllv''o« BOI <|no tn*in aiilu i'inpn'lu'n<ltilaH, por <iittl<' of riinbo«-i> iinaiil» i' ni'if«HarÍu d 
iwtailo <lo« OBpflllUiA aii|r>ríurr« o d<> nulra* coniHv'''^"- bAu> t>iri i\nr ilcvfiu aaitrnlar i>ara 
s<< nloKDVBr u ctUo •lf>«i>j«tlo;— PrriJ«L*U>ii do colónias ayriculo*:— Rai'(ilu auAl>-*e <Im» pa»- 
nado* f dm actuar*», «aaa (llfflrnlOai)rii Da (*xíH'UvA<> (■ roíuo eviíjil-aH on <limiuiiil-a>; — 
Plano* pseqtiIVflA:-~E<itnilo pralfto pnra o nocp^Karin doitMiVfilviíiicutii fie <*xj>lnraç5tfa 
<ti>«truiurln a« fulHn* ihiH>iia» na tnrtni|K>li>( coiivi*iict«a<t«i <)ii(> o vntiin ddiitlnio il6 Por- 
tiifral II» nrridiMilr <li' Afrlra iln Sul, pv lomará ttmn vcnlndctrn *' fl(}rvM*<-iili4 ruluola 
portn||u*sa. t|itnn<ln ■> Irubnllio r|r att-nlunHn» for wiibollliildn [ht tmbnllio* «li* txilo* 
niM. 





os PRIMEIROS TRABALHOS 



P 




(»moacl(» Paulo Dins de Novaes, 
oupit."iti-mói' clii» ciinquistíiH de 
tciTíid (lo rei vVn;íii|ji, tove p(»r 
oiK-arfíi» filem tle coiujuigtar no- 
vas teiTRfl áqiu-Ue c outrua «o- 
boniuips, o t'azel-U6 povoar ro- 
-^^jf^ VS_^^^H ^p ^W iiailiiido-n» por itrvftídoft tl/Kl- 
-^ ^ — ^r }{f,fi fiffft og foros e mitnuiifíM 

f/tn' por nttnt itfrvÍt;o8 mfr^vttt- 
acM » . 

Esto primeiro eapitào-inór 
" que nào dêiseoiiheeiji a» terras 
cuja arlniinitítra^So Ilití tora confiiulii^ s<'> citi 157.*) irolla timiou 
posse, e atr eutào, a uussa í^dbeiaiiia ilunvnte noventa auno.-*, 
quasi um «eeiilo^ lÍmitou-fie a muito puueo. 

Descoberta a cOíita nu 14srj por Dio<ri> < 'atn, ilesile a embo- 
cadura (lo Zaire até á biihía dt< Santa Mm*iaT demai^eudu coiu 
diversos padr^ics, Megiiiu-ae-lbe Hartholomeu Dias, que pn)»(í- 
jjuiu na demareaySo até Anjírn Pf?([uciia. 

Mais tarde passaram h vitita dos imdròeH d'a([nelles ousados 
navegadores os nil(t menos ousado» Vasco da ííania e Pedro 
Alvares Cabral com a miss&o de descobrirem novas terras 
para deante sem se dfterein nas jíl descobertas, eoiifienfuindo 



344 



EXPKUIVJ^t) l»0UTr(3rEZA AO MlATIÂXVfA 



u príiiHMro, i*nlrar iiomnr das índias, eo scgiuido, Tuudundo de 



lôiH). fui dí' 



ir toui n amiírica Uo kui, nosfia costa 
iK-cidcntnl, rujo lo^^nr ijui* m-onliceru, drnniiiiiiou — Santa 
(Jniz. 

por terraa a dentro do cínitinonto afrk-aiii» akanvou Dio^ 
Cam, navc';2;aiuiu o Zaircs li mais tju-dtí i*uzundu-bc transportar 
pclua Bcrtòfs, chepfur ató 8. Salvador do CV»ngo, e ahi foni o 
rei, »e entabolaram a» rclav*» do aiuísadc o de comniercio 
d<i 8CU povo com 4)8 Portii^iiezeH; o tJo se^nrns foram estas 
rrl«^MV'íi qm» duranto fiufo aniioH 8« ivz muito, porquanto 
l>io^fii (Vm alem d(í eBtudar a t'o»ta que de8cob»'ira, e por 
dilVrr<'iiti'!i ve/.e» s»* avistar com o rei do Congro, viera dua« á 
uiciro|i(ilc, d^oudc levara da ultima, cm 1401, a primeira 
mÍp»Ao portii;[^iPza eivilÍHadora, com o cncafRO especial de 
educar aquelte rei, eua família e povo, pedido do meamo rei 
a Dio*ío (_'am, o foi «atiafeito por cl-rei D. Joàii II. 

Tâo boad relayV'8 eoiitinuaram a «cr umntida:» até ao tempo 
em que Patilo Dias <le Novaes por reclamaçi^» do Angola, rei 
do I>on;ío, foi i'ii(arrf'fíado, em lôõií^ de acompanhar da m(r- 
tropolr n embaixada d'e8te rei a sua ]>reBenya, mais com o 
intento di- sondar ii buu animu, do quo attonderá sua rccla- 
ma^*ílo. ( M 

Paulo Dia-í dl' Novaes clicifando á barra do rio Cuanza em 
maio de lõiiO, a])e^ar ile ter fallecidò »» rei com quem tinha 
do .avistar-ae, como o HÍIh» que auccodera tinha os mcAmos 
deíiejotí de amiitadn ei»m ott Portu^ue/e», Novaes sii cíuh 2U 
d«m Heus houíena, ioterníiu-»e pch)n »erlÒL's até ao Pun^jo, ca- 
[)Ítal do I)on;ío, (^> onde residia o o esperava o rei. 



* 



' n ri'i Ui> Coiipn vonsi(|<_<ruv}i mui a illia tW Loaiitlu, v pnrtntito wi- 
u\i*n' (lo zhuftit (jiie mIí m* cxploriivii r citrriu m» fuiitíiifutr como inoe- 
(Ih; V r*A poviiâ do ])()ii^o jiretcmltTinii c\|)lorn)-o nimii atictonmi^iio 
d*Minellr mm. Knte |irohtblu a «'XploravAo quo oft Porta^nezuíi iiiuiitt 
vernm cn\ seu fiivor c o rei <lo Doup» prcroiulin tln juirte di* Portuga, 
ft!* iiirsninít fluiizndc r ridiiçòcs r|uc tililia uUnuv;«'Í'T o rei íln Cougo. 

(') i> recinto ún» |»cdrnit. vul^ro Fodnt» Nr^rurv. 





METEOUOtOOlA, CLIMAUlGIA E COhOXISAÇÀd 345 

i\jãf cíílcular-íic eoni que ditliculdades este iirrojado via- 
jante teria de luctar para então atravessar o sertão de^dc a» 
margens do Cuaiua, certauifiUe dn entrada, ate Pungo An- 
dongo; quanti» llie custaria ciíiivenetír *» rei selvagem, para 
poder regreshar era bíia paz cnm elle e o seu povo; e como 
nào estaria denassocegado o seu espirito, 8abendo-se que elle, 
resolvendo ijiternar-8e, ordenara ás earavellas eob aeii com- 
luaudu que regressasBem n Portugal bc não voJtasBe num praeo 
que marcou! 

Porque um regulo «ubditu do rei llio |»r'>moveu guerra, este 
apre*sfi-Hc cntiSíi a dt-spedir Paiild !>Íaíi dn Xiivae», para que 
lhe trouxesse soccorni-í do Portugal; f [>orqne nepse tempo, aos 
poderes do Kiítado mai« importava aíi explm-açòes na Ásia e 
na America — as iutormavi^eij de Novaes srtbre o^ sertí^es áo 
Dongo só aunos depois toram attendida», jil em tempo d'el-rei 
1). Sebastião. 

Podeniiís anseverar que u cunirgo priuripal durapitAo-múr era 
fazer colonizar por eurnptíUH as tenvm do Aiig^ilu,* e neste in- 
tuito, Be organisou uma expedição importante, que se dividiu 
em sete euibnrcaçMfíi, eoniposta de padres jesuitas, outros cle- 
rigoá e miesionurioii, alguns dot^ quaes jíi tinliam estado nas 
terras do í íongo, artistas e homens de guerra, gêfife luzida e 
Litii tivmtttlft. 

Segundo o missionário líomingos d'Abreu de Brito que íoz 
parte d esta expedida'»: ^trum •Joii ftomecit do» quat» erôo a 
viaifor parit, thlltn chatíuit^ t^apateiros c o/faifotes^ e Ituê delle» 
ttjM'ffti<frfio I in KH(í* lifficwH, i/tttm* fttr smtiít itidttstritts st tomO' 
rum mm hhhuhí^ rm^miwttrTífUj r a/f/nti jmíjíi' t/t/lt-H acabarão com 
iiiimriaH r nvceHHÍdade jht falta dv nwininha» &.''» 

A advertência doeste misHionario que algun» d'estes homens 
podiam ter préstimo pelas suas protíssí^es, ma:í outros pelas 
euas indnstríaâ por desnecesnarios teriam de regi'es8ar, c que 
a maior parte d*aqueUa expediyãu, que um outro escriptor de 
tempo, diz ter sido de 7*K) pessoas, havia de ser vietima da 
miséria e da falta de recursos médicos; mostra que nessa cpo- 
chu, logr» á primeira tentativa de colonisaçâo europeia, se 



a 



34G 



EXPKDZÇlO PORTUOCEZA AO MUAT1ÍNVCA 



reconhecia o que era do KUportlua o i|UAntu importava provi- 
dencear para (jue e«ta vin^^sBt) »ob as inHu<MK'lttn dum meio 
que era inteiramente câtrunho ao sou pessoal* 

Desembarcara a expeíliçíU» cuiu relijíioiío aparato na ilha de 
Loanda, sendo recebida com manitcMtta^^/ios <le Jil<*-jyría por 4<3 
portujçruczefl, que cnm auftoriRnyâo «lo rei do Oonfjo furnni d<» 
8. Salvador alil e8tabeU'Ccr-8e. 

Paulo Dias do Novae»^ jul;j^n mais acertado fundar no con- 
tinente a principal povoa-jio, c pani iat;» cbcnllipri a bnhia fmn- 
teira^ onde deu começo à villu de .S. Paulo, pela constructjjio 
d^ima cgreja dedicada a S. Sebastiito. 

Logo que desembarcou na ilha, mandou o eapitão-mór par- 
tir das tornw do litoral um dclcfrado de sua coutiauva para 
junto do rei do Donj^o, no Pun;;(», e com eate Il-z celebrar um 
tratado de alliança qu<» dm*ou H annoj, tendo sido »occon'ido 
aquelle rei pela» forcas portujínczas cijiitra o roonilo r».'belde. 

Paulo Dias viu-se forçado a conquisuvr terras o a fundar 
nestas preaidiod fortíticaJoe, para garantir a sepirauça da 
soberania portugucza; e deptM» delle, ató 1*321, isto ti. durantu 
os 135 annos que decorreram depoin da fuuflaçâo da villa de 
S. Paulo, OH capitàes-múrcé tivcr.uu de pro^eguir na conquista 
de novos territórios para inutilizarem o poder africano e nRo 
podaram attender devidamente á colonisaçào europeia que se 
pretendia iniciar. 

Pouco era o tempi> para derrotar tis chamadas guerras dos 
vários régulos nào ava^sallmlos, ea^tigar as rebellíAes da rai- 
nha Jinga e de outms povos e ainda para sustentar lucta«^ nào 
menos perigosas, devidas a macIunaçÉV* de jesuitjis e de outros 
funccionarioa cívís c militares que mais attendiam aos seus 
interesses pessoaes que aos iuteresses do Paiz» pouco lhos im- 
portando o desprestigii) da auctoridmk* chefe, e á quebra d& 
soberania alcançada, nfto sem grande custo. 

Vieram depois as forcas navaes hoUandezas inquietar a 
acção administrativa dos chefes da possessão portugueza que 
se foram succcdendo até I*)4H, qnando appareceu esse henie, 
Salvador Corrêa de Sá Benevides, que iio dia lô de agosto 





JICTEOliUl-OGlA, LM.IMAtOGiA E tOuOVISAÇXo 347 



ciíin um punhiido de bravo-* qiuí t» «cumpaubavmu, consegue 
(leiciiibarcur nu villn, dcettl'>jnr ori n<dlftndi'zea e reconqutBtnr 
para Porrufral i^ pr)?^^'^!:!!!^ que dunintc fjtiasi doua seculdflj íi 
proçf» df tnntíib vida» ** rhiiiryoá vaUtrofeos, ae havia alcau- 
Vad<». 

Aitida ci»nti*a oh timh <1o Coiijío o do Donj^o, os cnpitlei* 
iu*ircá que so \[\v se;;uirain, tivcTaiu de suBtentar g^uerraa pelaR 
quae:i Be subiuctteii o primeiro e bc inutilisou o segundo, a 
ponto de abandonar a sua rpsidcncia, ondo »o instituiu o nosso 
melhnr prtísidii», conhticidcí pído das Pedras Ní';íraH. 

Sâo d'esse século a» explora^-òes conimerfiae» que infeliz- 
mente, consistiam m* nefando trafico da carne humana, levas 
de indtjren.is roubados á família e á pátria, para ti*alial!»arem 
nas terras de paizes que lhes eram extranhos, om l)rnertciiide 
seus proprietários. 

Tornou-se tât» extraordinário o movimento d'e^te comuiereio 
nos portos priucipaes d'aqu<dla nossa possessão até parte do 
século XVIII que segundo Lopes de Lima: tnjov^niatiU'» e 
governado» adormecetido na pro}tiM'r idade de riqtnyztiít descuida- 
ram~9e dt* m/tnfer a nonaã txrhiMwo tn/ircantM. fst.ijntlttdo uom 
tratados com el-rtd' do f'<nii]ti — em cujos portos só a nat^tío por- 
tugtuíza podia fazer renfjatex; h a pouco e pouco ae foram intra- 
duzitulo iiavioH ffttrttiiiifciros a ne.tjocUtr nos portos dr — - LoantfOy 
— Molemfjo» — Cabinda, — c «o de Finda na fmcca do Zaire, 
sem qite tdijuem ae lembroMe <h atnlhnr estn qut^Òra nos nosaoa 
direitos, pelo pouco caso que se fitzia dtt toe» postos — fduU im- 
portant-esn . 

A grande parte da gento exportada, como qualquer merca- 
doria da possessão africana, era comprada pelos fazendeiros 
europeus n.. Hrazil, e este facto demountra que jA no patsado 
se reconhecia que nos paizes inter-tropicaes para os trabalhos 
rudes da lavoura se deviam procurar individnos que menos 
oxtranhassem as inHuencias do seu clima e do seu solo, mas 
•os Portuguezcs esqueciam que, roubando os elementos natu- 
raos do trabalho que, antes, os seu» maiores haviam enquis- 
tado em Africa, estavam inutilisando os esforços que se cmpre- 



eXPKDlçXo PORTUOCEZA AO MUATIAKVUA 



hundiftui para u» povnar ou iiu-Ihor rolou i»nr por compn- 
trioths. 

Aimla inaiiií aucturiifada comu era aquella exporta^ílo pelos 
podvivfl du EftliiJo, c por Miait auctoridade» protcíjidíi, a» uoiu- 
municaçòe» entre a metrópole e aquella pojtftesíitM fa^iam-fte por 
intermédio dou porto» da colónia qiiu se ia desenvolvendo no 
Hrazil, t> OBftiiu sv. foi tornando aquolla^ díípendencia d'eBta, 
até, das próprias «ubsiatcncins para ob cnrupeuB o para os indí- 
gena h. 

Todo u L-ijiiimcreio vra beneKfiívdo para «»s portos do Brazil 
e d'aqui ealiia panv íib d*^ Angola e de BenfçncIIa, por preç»>» 
elevados e mais oneradifà com a nova viagem; onde as otfcrtaa 
eram apenas de ^^^nto. 

Até \li\4, aqiií'lla ntittsA poãsraaâo atricaita tiào toi mais que 
um theatro de opersit^rtes de guerras e de aventaras comraer- 
ciaes illicitas, em que cada um no tim das suceessivas pelejai^, 
somente tratava de repartir o» despojos; (/itvernado)*e9, o£i- 
eiúts, ititít/itttntthi», homens ãa iijrvjn t do vlaivstro, feitorvn da 
faxeitda ét, todos dclapidftvam e trnficavam d'um modo escan- 
dtdowí.Ta ('* ) 

Foi a administração sensata e honesta de l). Francisco In- 
nocencio do «Sousa Coutinho que deraareou cu primeiro^ traços 
d'uni plano intellij^ente de reforma», em que o trabalho era o 
instrumento, par» um futuro do prosperidade», em que os 
abusos do passado desappareeiam perante a jmis e ftò«írdadú 
que foi a -divisa da sua politica. 

Empreliendeu este inteJHgente governador, civilizar os povos 
afrieanoã e durante a sua julministrayão de cinco annoit, de 
1704 a 1772, fez mais que todos os seus antecessores. 

Niopoude elle abidir o prejudicÍalÍssimo trafico que, ainda 
por muitos annod, proseguiu com todos os males, vicios e cri- 
mes, despovoando o» serlííes, desmoralisando os aventureiros e 



(I) CtxUci.* (la Kcal tiibliothcca da Ajuda Aohrc na iiossaa diversa» 
poflflciWiOft no occidcQtc de AfHcft, conaultutlo \Mr Lu]M'fl de Lima. 





METEOROLOGIA, CLUIÀLOGIA E COU)XISAÇ]tu 34D 



nSíistamlo Oi CApitalistas hnnc^tos^ dtí tentarem omprozus cíti- 
cAze»; todavia, aproveitando oa brnyos indijtfenaa deu come^'0 á 

exploração a;;^ricolíi, adoptando o ayptema seguido na nuítropole, 
ríí^j^idarirtoii iit* transaijòrd rommerciaos; tomando para biise o 
que 66 íjuia na Europa, conaefi^uiu proteger oâ pequenos con- 
tra as ambi);rifíi doa pfrandes que foi reprimindo, o, aufçmentou 
as reeeita» da poísc^&iVi'. 

Instituiu na capital, uni terreiro pam providencear em casoK 
de fome. que se tornaram vulgarefl ni»B annos anteriores; quo- 
rentlo valorizar a abiimlaní^ia de torro do (Tt^linip», tVfz cons- 
truir uma íabricu do tundirSo d'oudo oblevr canhrieíí com ob 
cumpeientes reparoa para i>» jmrquci* de campanlia; tez prin- 
cipiar e eonclnir coní>trucc;(''K'3 do importância *• da máxima 
neccí^sidado, fnrtalezas, prnsidins, rr^nidencias ortii*iai»i*, divorsoa 
cditiciotf para as rcpartiçí^oa dn H-ttado, luiapitaea, tienndo 
muito adiíarUada a tra^atíi í^oauda. 

Nào ('»quf!tiou a inatrucçilo publica, poia alem do muitas 
eicola» primaria», também inau^íurou uma aida de geometria 
e de tbrlitieaçào que deu bt>nB resultado», tendo iníelizmente 
de &e. IVchar pouco depi>iâ do aeu gov<_írno [lor nJSo haver quem 
subíitituisae oa profe»»ore» que tinliam tailocido. 

DadoA 08 ])riraeÍros passos por tâo eaclnreeido govonuidor 
para que u ociosidade iVisse yupi>laiitafla pelo trabalho, e a 
quem nâo faltou tempo e receita» pura tudu que cmprchendeu, 
como era natural, oa que lhe «uccederam procuraram sustentar 
AB bons providencias da sua nunca esquecida admintfltraçào e 
entre e»te.* torna-»o maia para rocommendar h governo de 
AntoTtio Saldanha da Oama{ ')quede 1M07 a IS 10, fez abrir de 
novo a aula do mathematicu, iniciou ab csploraçi^res de minas 
de ferro o de cobre nos aerMe» de AngolA e as de enxofre de 
Benguella, estabeleceu uma caudellaria no Dande de que por 



(M A esto ^voruudor »e dovu n eoffuuila toutAtivu, fio at'cori!o com 
o govt^rnador úe. Scua, Franciwo José ilii Lacerda, de sy ílomiobrir ca- 
minho para a costa oríctital através dos territórios do MnatiÂn^nia. 



SÔU KXPKDiVÀU 1'OHTViÁVEy.X Ali MLATlAXVUA 



nmttu ttfinpr» ^t- utctiiivíirain bclloti t^xcmplaroi», <loseiivt>lveu 
maÍB a a^yriciiltura proporcionando no coiumertMo novots pro- 
duct<»H, u gotuiua copal, u canluiuumo e outro» de grande 
valia. 

SJlo di;íaoé tamSem de aorom rcííiítiidoi. eo:iio de bon udmi- 
uístravJ^o, os jíoveruoB de Motia Fúo, de 1810 a IHIU t- dy 
Tovar d'Albuqucrqiie du 1819 a 1821^ iiins fui este ultimo 
quom maÍB 6tí dedicou a tomcntar u a<?ricuituni^ promovendo 
em eflpei*Íal o dei»e]ivolviiiK*nto da plantaçUu do al^Uo e»ti- 
mulando o» plantadorr», (jraratUindo-lhcB a venda comu se re- 
conhece polo extracto do »eu officio de 22 de junho de 1820 
ao Minifttro, conde dos Arci>8. (') 

Por conta da mevraa fazenda ainda este governador iniciou 
a uaveg^i^^fto doa riod Dande u li^ngo e principiou a conBtruc* 
v2o d'um brigue do j^ierra. 

InBtituiu ottícinab de tíaçAo, de ulfavates «• de aapateiroA; 
fez iniciar cm MasBan^ano, o fabrico de cal, de tijolo e de 
telha; e organiaou uma ei>mpanhifl de artitíces e outra de peB- 
c«di»reB. 

Vi*-Be peia, que estava reconhecida a necessidade de prose- 
guir na empreza de 8ouba (ViUinho — educar o indígena no 



(1) «Tive li huura du participur u V. Ex.* em oíKcui n." 17 datudo de 
2() de iMtriibro do niino piis.sndo, (|ii(* tiiiliu uniiuado Ji ptnntarõo do olgo' 
dSo (t*Atand'j liojt* caUaliiuMitr iHímuAilido qtiv t* a prlitcipal riqueza 
d*estc reinot »• tciida-ae ptnutiido mitihm tr.nto0 de mUharrs dr prSj me 
tucat ro(pii*ridi>ulf;;uiiti cuininunduiitoa du distrií-tua, «piu o*f u^rtcullDres 
Ihcn roprvsuiitam <j tiuncrrtn a falta dt eompriídafeM^ pois uiiigiiem até 
hoju (tacportou íi(|»cllc ffiíuoro para fora d'o»tc rdiuo, comprando »<Í o pre- 
cÍBO para o conoumn di.' al^cum fí(>, ou para o tecido dii« t(mgo4í e qae 
nâo ff^ndfi coinjiradoros Ik-ava o i*imi rraltalho iiifriidiforft : tf julgando 
ubBõltitnmcittu prceit^o uniniar U8te ramo dt* a;;r'K*nltiira v eumincrcio, 
urJcnei h todos oa i-iitnmaiidutitoH do» IVosidius o Districtos o se^itutc 
^=^Q%ir logo que houcetuir graiiãt por<j\o de. afgodào e nào nppareceMem 
fíompradorífã a r//c, neste com» êrria cmnprmln por etmta da Ural Ftxxrnda 
pela yeitorifí do PreMdio, êendo proinutofto n ãnl, pidt^ora, fazendoê t 
Oifuardenír, ou comprmht a d ÍM/ifiro=^ tendo prinuMto exposto ua Junta 
da Real Faxenda «'Mti:* arbítrio, o qual foi approvado. . ,,.•.... 




MICTEOUOLOUU, CLIMALOOIA K COLOKISÀÇXO 351 



tniliíillio, foinn *t unitii meio, de se tomar prodactiva a agri- 
cLihiini (■ tuduM t\b indiiHtriai» i|iie se iniciavam. 

i> ;íovoníu de ( 'astello-Hraneu de \í<'24 u IS^Í^* também foi 
prcvtrUnite para o comuierciu e aiçricultura alem de outros 
mellRiramento» públicos c de preparativos belIicoB a que a» 
circumBinncins t» forcaram. 

Promoveu em muÍH lar^ra escala a culturii du algodào, ani- 
mou o fabrico do assucar e alcanvou da metrópole conceBô5o« 
importante» para o commerciOj estimulando a exploração de 
ferro, salitre, enxofre, petróleo, carvíln, inadciras^ ouro de 
Lombije e outrus produeti»ti. 

O sen BuecBBBor 8antA Comba 1U(> governou pouco tempo, 
mas ninila asnim fez g-eneraliaar a cultura do café já iniciada 
em alemãs l<icalidade&: e a Junta que Be BCguiu até 1835 
teve de bom conBeguir a abolição do exclusivo do marfim. 

Foi pena ([uo o ffovernador Dominjícs de Saldanbn d'OIi- 
vcim L>Hun)^ que tomou cnnta da adminÍ8traç&o dos reinos de 
Angula e de lieií^uella rni fevereiro de lS3í!, fallecesee me- 
zes dcpijíe, em u^ato; pois principiou por iniciiir providencias 
de ^Tiuidí' iiliiidadt', rntre (dltits, a or^nisaçào duma compa- 
niiiíi da^rteultura e de in<lii»tria. 

O goveniador que lho euccedeu Munufjl Hernardo Vidal 
pouco maiH BC demorou que um anmi no (reiíempenhu d*» seu 
oiirf^o por ÍBtfo que nAo deu cumprimento ao decreto de 10 de 
dezembi*o de I^íití, que abidia o trarico du cBcravatura, no 
emtanto nesse pouco tempo alargou o nosso dom inio para alem. 
do Fuuffo até ás terras do aetiiíiíeoiiceilH», Duque de Bragança. 

Coube ao seu .sucí^essor Antimin M;mnol de Noronha (1.S39) 
íl gltjria de provídenuuar paru .svrein eunqjridas as Jísposiçitcs 
do referido decreto de lH3lí, mas conio era de esperar a abo- 
liçAo do nefando traHcu nas pra^'!(s onde* us mercadores não 
conheciam melhor emprego para os seua capitães^ occasionou 
uma crise commercial, retirando u maior parte dos interesBa- 
doB com as suan «írandes riqupza:^, Hcando apenas ob que ambi- 
ciouíivan» continuar no traíico clandestinamente, sujeitando-Be 
aos riscos dos bloqueios o das severas penas qne a nova legÍB- 




352 



laçSo impunha aos in(i*actoroity n qne uílo ilrixim de inqaictar 
pi>r vezes ii a'lmiiutflnii;il<» supcrinr dii ptMsosbitrt. 

Iniciarnra-sc n<u ífiw tn:» aiitin^ de í^ovitiio ntú 184-, di- 
versas cmprezas de cxplorav&ti, de mina», niaritiuias, de ooni- 
mercio, agricnltura c prscaria»^ promovendo-Be*o deaenvídvi- 
mcnto de novas eulturas. 

Foi no goverui) si^^iiinte do Eleutherio Malheiro, que o eji- 
piCSn-tcnente Pedro Alexundi*ino dii íMnha e tenente Cíareia 
iizoram um reconh^-oimeuto nos «erfi^es de MiwNaniedr-s eon- 
BOguindo-Be alargar *n nossos «Imninios sobre os planos eleva- 
dos deCacondaeda Hiiilla, procurando logo inieíar-se o desen- 
volvimento neBsett lions lerritorioB de eulturus d*? reconheeidas 
vantagen». 

Podo dizcr-80 que 1S4U é a data quo demarca para a pos- 
sessão portugiiezfl, já entâ<:i vastissima^ uma nova epocha de 
traasformaçàn, quer para u desenvolvimento do commereio 
licito, quer para o das explorav'^^ agrieolas, com garautias^de 
ttom êxito; como <» fui de notável a do 17(j4, para a inicia^'ili> 
d'e3la trauí-formaeíti, devido aos esforvos d" exeellente gover- 
nador L>. Fraiieiíseo Innocencio de Sousa Coutinho, 

Comprehendcu-se que o g*ivemo queria acabar de vez com 
o trafego infamo, nocivo a*»8 interesse» das nossas possesgi"5es 
africanas^ cujas culturas so nào tinham desenvolvido pelos 
braços que IhcK foram roubudotí ifin benetício das terrnít estra- 
nhas quo fertilizaram; e a pouco o pouco se foram alcan^Jindo 
vautageu» dos bra^-in* quo pela repressão da lei jánáo podiam 
sahir para fora do paiz. 

Nos governos seguintes até ao d© Peihpo Alexandrino da 
Cunha começaram na metrí>pole a merecer mais attenção as 
excellentes regimes de lodo o nosso grande domínio, e grupos 
do europeus auxiliadob dus africanos por ellas se dlssimiuaram 
e procuraram valorisar an localidades em que assentaram de- 
diwindo-se ás eulturn» de maiores interesses. 

E vem a propósito transcrever neste logar os esclareci- 
mentos de Lopes do Lima, sobro o estado da agricultura ai> 
tempo d'e»te ultimo governador. 




UUTKUUOLOGIA, CL.IMALOGIA K COLOMRAçXo 353 



«Ali riiltiva-8e o milho, o t*eij^>, a luamlioca, o íti)iamii «& 
iM)iut» em Ioda a Africa — banindo «i arado — prcpai'ando a 
toiTa com a queima do» roHtiilho*, e quando muito com a on- 
xada^ — tí semeando á mào no cometo da» cliuvai* — a saber 

— em maryo e em outubro, o assim nâo faltando as a^mm, s« 
obtPiu duas foIlieitaH mt auno: nom ími nconselliaria p(»r ora a 
introdncviio do miítboduB mais pcrtciitoa — em um paiz de 
íjentíi çafara e rotineira, — c aonde pela feliz extincção do 
trafico lia escravatura superabundam pi»r ora os braço», que 
faltam era S. Tbomí* o om outra*» partca.» 

'(Parcee-me que em taes eireuuiBtaneiaa <» que eumpre ás 
anrtnridades ó persuadir aoB moradores do» preaidios do Ma«- 
6an;;an(i e Muxima, e aos sovas feudatarins doe dii*trictob de 
Icolo u Beuj^o, Dande, e UuIun;;^o, que empreguem or* «eua 
escravos, de que já não podem fazer veniaga, na tiU) neco». 
naria graní^earia de mandioca — para assegurar primeiro que 
tudo a »ulisiiíti'.iieia d)> povo, e as vítiialbas do» navios sem dc- 
pendeneiíi ilo Bra/^ilj — naô de millio. e feijào, que umtto eon- 
virA que nilo diminuam; — c bem assim na cultura do aljíodào 

— fácil a todos ; — alem d»» apanho da eera a que estão aífei- 
tíís, {M — tudo para venderem em Loanda, em cujo jiorto» 
boje tio cheio de navios, a tudo acharão sempre a venda 
certa. « 

oAs mnrpeiin do (^miiza e ilo lion^o síí** na vi-rdade inhos- 
pitas para eurojieus, c seria barbaridafle projectar ali colónias 
de gente branca; imis os negro» que as iiabitam, — e o« mes- 
mos pardos d<' Massangano, -- incitado» ao traballio podem 
tirar ^ramle proveitr» dn sua grande fertilidade — mesmo sem 
alterar a n»tina da sua gro8ft»;ira bivoura: o mesmo se pode 
dizer da ciibide de Henguella, e seus arrwlores — aonde oh 



(') ÂcOrca da eOra nota L. Lima: ãeria br>iu acouselUal-t*» |M»r t«'ii 
bem a iiàu afu^utar oh vuxanipH (?oin u fo^u, eiií^iiuLnclo-M." ii ii^ar d«^ 
cnrtíç^fi (ou ADtei* L*aix«Vi«) pura mudar, o nílodof^truir rnt cnlm^^aK. apro- 
veitar o m«!l, c iiáo <'lianni«i'air a erra. 



354 BZPKDIÇlO P0BTUOCE2A ÁO MITATllHVUA 

ewopeiu le dlo mmtomAl^masaondenAohafidtodecereaeB: 
o milho, e o feijlo (e meuao ordinariamente a £mnhá) ali slo 
muito maii baratos do qae em Loanda, porque as margens do 
Catombella, e os riquíssimos sertdes do Bié, Hoilla, Quilen- 
goes e Caconda (^) prodosem tanto, que muito poderiam ainda 
exportar.» 

cAbastecidoB os mercados de S. Paulo de Loanda e S. Fi- 
lippe de Bengueila pelo trabalho rural dos negros habitadores 
das terras paludosas e doentias da beira-mar, que lhes ficam 
visinhas resta em seguida crear valiosos productos para expor- 
taçSOy d^aquelles que ali são jA conhecidos, mas cuja delicada 
cultura só pode ser confiada a cultivadores mais hábeis que 
os indigenas do matto, apenas próprios para semear e colher 
toscamente o milho, os legumes e as raízes farináceas ; extrahir 
mais toscamente ainda os óleos da palmeira e da ginguba, e 
as gommas de algumas arvores, e arrancar o musgo urchilio 
que lhes veste os troncos; e caçar os dentes de marfim e ca- 
vallo-marinho, nas mattas e uos rios e lagOas. — Já se vê que 
&lo da cultivaçSo do café, — da canna de assucar, — do anil, 
— do tabacoy — e mesmo do algodAo, — cujo grangeio ha de 
sem duvida, na parte material, confíar-se a esses negros bo- 
çaes ; mas o seu amanho muito carece da direcção de pessoas 
entendidas.» 

tE nas saudáveis terras do interior, cortadas de bellos rios, 
abundantes em lenluvs e em pastos, — nessas terras aonde os 
brancos vivem quasi tanibcni como no Hrazíl, taes como ; 
Pungo Audoiujo, Attiòaca e Diif/m d^ Bragança — ao norte; 
Caconda, HuUla e Biè — ao nul; — que taea culturas devem 
emprcheuder-se em ponto grande, formando ali roças dirigidas 
por brancos sob cujas ordens trabalham os escravos.» 

«Para isto se conseguir parece-me que conviria: 

1,** — Guarnecer os bons presidies do Ambaca, Duque de 



(') Notn L. de Lima que cm Caconda já começava a produzir-HC al- 
gum trigo, ervilha e outros Icgixme». 



MKT£OROLOGtA, CMMALOGIA E COLOKKSAvXo 355 



Jiragança, Podra« rle Puiigo Andongo, e Caconda, da siia maio- 
ria <1r ftoldadoa brahcoB, ou pardos, para lá tranaportados com 
toda i\ po5HÍv<»I commudidadc ik» tempo do cacimbo i *) ; des- 
tinar-Ihts alpimas terra» para as cultivarem cm commum, e 
distribui r-se cada anno o producto por todos, como no tempo 
do governador M. Tovar ; 

2.^ — Crear presídios novos em Hié e Huilla e guarnecel-oa 
do niCBmo modo rom gente branca, dando-Ihe o caracter de 
coloniaH militares ; 

'■5." — Oítereccr terreno» de sesmaria nSo só aos moradores 
de Angola e Bengudla e suas dependências, como a todos ci- 
dadíios de Portugal e seua domínios e ainda mesmo aos es- 
trangeiros que lá se quizerem naturalisar (-1 ; 

4.** — Franquear de direitos <1h entrada a alambique», cal- 
deiras, cilindros e toda a espécie de machinas niraes e indus- 
triaes, e facilitar todos os transportes o commodidadcs aos 
emprezarios das novas colonisações ; 

5.'' — Animar com mercês lionoritícas os lavradores preseve- 
rantes na exploração de novas culturas». 

«Nns feracissinu»s sertões de Angola e Henguella nao fal- 
tam legoas de um sob) virgem muito superior em força pro- 
ductiva ás já cançadas terras da America — banhado de ri- 
beira», fonte», e arroyos, — e ali mesmo sem difficuldade »e 
podem obter escravos cultivadores pela decima parte do preço 
que custam no Brazil (e cada vez irno sendo mais baratos); 
e nem de tnajLleiras e lenhas se exnorimenta faltan. 

«O café de Angola milito melhor que o do BraziU e apo- 



(') Kota L. de Lima: — e não como oa vnilius purtugiiezea que o 
uosso 1'OiiHul uo Brnzil reim*tteu para Angola em I^HK e foram inunda- 
dos paru u proâidio Duque de Drafcanva em eí^taçtlo imprópria, que 
morreram qniu^i toiloa 110 caiiiinlio. 

(') O mesmo iiutor : — Também me parece que 09 negros Urres do in- 
terior proeiíroriam vir formar atdf-aB em redor dos nosaos presídios, se 
ahi se lhes dessem maninhas e se lhes j^arautissem as vantagens con- 
codiílriH Ro^ Índios do Brazíl pela lei de 6 de junho de ITTf). 



3ÓG EXPKDIVÀO POKTUGCKZA AO MUATlAXVUA 



nas inferior ao de Moka e de S. Thonié, tein segura a venda 
em todos os mercado» da Kuvopa.» 

«A canna de asAuc;ir tào geral e tao bí>a, como dizf^m ha- 
vel-a nestas regiòos, aonde annuahnente ne consomem para 
mais de 20CM) pipas de aguardente, além de nuiíto assacar^ 
daria producvííes tào análogas ao goeto do paiz que não care- 
ciam ]>or eerto ex})ôr-se aos riscos da navegação para achar 
boa venda sem competência entranha.» 

«O tabact» é excelleiite para a conteeyào do rapé e charu- 
tos ; o algodão f (» anil sào duas matérias primas, a que o es- 
tado do progresso da nossa industria assegura indubitavel- 
mente um contunimo certo na iu<*tropole.» 

aO algodão d<' Angola quand<» seja bem cftnlieeido dos noB- 
S03 fabricantes tenho i)ara mim (pie será estimado, e o com- 
mercio apoderando-se delle, será d<v>de logo necessário os es- 
tiniulos lembrados pelo governador M. Tovar, para <[ue essii 
matéria jjrima venba a figurar nos mappas da exportação an- 
golense com uma cifra m> menos rgiial a que hoje ali oecupa 
a verba — 1'rzella- lia 10 annos aluda desconhecida; mas 
que já não carece de impulso,- -antes começa por ventura a 
temer-ac a sua superabundância.» 

Ainda cita Lopes de Lima o arroz e trigo de que havia 
ensaios r\n Ainbaea. l*Mn.ir" Andon^o, Duque de Bragança e 
Caeonda. 

A trausfoniiarào poniuc nt-sta ultima parte do seeulo tem 
passado a pmviíieia de Anjrola, driíionstra que os inovemos 
que se hão sueerdido na metrópole, depois de implantado o 
systema cou^titueional, ree<»nliecerani eomi> indispensável au- 
xiliar as uftssas provindas de modo (jue fossem realmente co- 
lónias de 1'ortugal e dClla a mãe |)atria obtivíjsse as eompen- 
saçò<'s peliís euidados ijue llieij deviam merecer. 

As eommunieaeòes th' Anemia eom a metropide faziam-se 
com dittieuldades e a jon^o; pra/.os, e nào menos difticeis e 
mesmo arriscadas eram as communieaenes do seu litoral para 
as rcííiòes a;íricultadas no interiítr. nào ol)stante os esforços 
de alííuns ^Governadores em: abrir e re^nilarisar caminhos ; fa- 



MKTEOUOLOGIA, CLIMALOGt £ COLUXISAÇaO 



357 



«er acquisiçÃo para o servi^^o de transportes, de nuímaett du 
paízetí cxiranho3, como muiireu e camellos ; organisar o *pr- 
viyo do carrogadnrê." rm tudds m pvosídioa o nus pnvoaçriPB 
do litoral ; in^^tituír nnn catiiinhus iiiai:i frequentados para ga- 
rantir 8eguraní;a e conimodidades ao commercio o senúço de 
patruIhíiH ; mandar construir embarcações apropriaflas a nave- 
garem n<>8 rios, o outra» providencias policiacts, 

Us governos da UK-tropole cuidando das primeiras, ani- 
mando a iniciaçik» de emprezas quí^ com o tempo «e tornaram 
rr^íulares em determinados prazos, jn nisto, prei*taram um im- 
portante servi<;o tanto á metrópole como ás Huas posseusues 
occidentacB no continente africítno por que niaifi se estreita- 
ram as relações commerciae» entre estas o aquella. 

Manifestamente a este tempo, já a metrópole produzia muito 
menos porque a concorrência estrang-eira inutilisava os esfor- 
ços doa prodnctores c os capitães encontravam boa culiocaçrio 
na troca por ]>apeÍR de credito e p»r isso, a vnJ^p jiatria nJlo 
alcançava das suas possessões tudo <pie elíns já podiam dar, 
a maior parte, revertia a favor dos mercados estrangeiros, em- 
bora por navios nacionaes ou nacíonalisados. 

Da regularidade das connnunicaçòes rrsultou reconliecer o 
governí» a necessidade de reorganisíir e crear serviços na ad- 
ministração íraquellas poflseasi>e3 c assim conseguin dotal-as 
de [tesstial e de material que foi coneorrendo para os muitos 
melhoramentos tpie «e foram pnmuueiando de|>ois do lH*iy e 
se tornaram mais salientes de 1879 em deante. 

No emtiinto uma questão de maior importincia esqueceu, 
muito principalmente depois de 1878, era que, para os habitan- 
te.» das nossas possessíles africíinas, deixou de exrstir a classe 
do libertos, o que restava apenas d'esse trafico extincto em 
18.'3(>; vdttcar os tiovoít riJfjfJãos f/r mofJo tpér. rlh^n st. rompt^ne- 
intfftiem da li^/frdadH tfutf se lhe conredin e pf.lo seu trubalh** pre- 
parassr. ãe^idumt^ntc o turrmo para a colonisaçilo europeiíi, sem 
a qual essas grandes possessões, continuarFio sendo para os 
nossos metropolitanos o que sempre foram: — M^/ym df ^f »**•»- 



368 EXPEDIÇXO POBTUOUEZA AO xiTATilarvaA 



DepoiB d'e8sai series e longas discussdes diplomáticas qae 
em differentes epochas, principalmente neste meado do secolo 
tÍTemoB de sustentar com a In^aterra e outras potencias, con- 
seguiu emfim Portugal, definir as suas possessões africanas; e 
na de Angola, pelas conferencias de Berlim, de Bruxellas e 
de Lisboa^ se não eram oãses os limites a que Portugal tinha 
direitos incontestáveis, todavia demarcam ^lle» um vastissimo 
território que devidamente valorisado, só por si, é o suf&ciente 
para ser considerado ainda uma grande potencia entre as maio- 
res potencias do mundo. 

Presentemente auxiliados pelas forças poderosas que a indus- 
tria e sobretudo o vapor nos proporcionam, cumpre-nos pro- 
seguir com a certeza de melhor e mais prompto êxito, o que por 
epochas successivas, os nossos antepassados tào corajosamente 
iniciaram nas terras da possestíão a que me vou referindo, al- 
cançada por elles como é sabido, pela descoberta, conquista e 
sibia maneira de influenciar no animo dos seus povos, tor- 
nando-nos estimados e sujeitando-os á nossa Soberania. 

Apreadiatam 

O bosquejo historiou que a largos traços expuz, cselareco o 
bastante, sobre o modo porque so foi constituindo a província 
do Angola, cuja grandeza territorial sempre ambicionamos, 
pouco nos importando nos primeiros tempos, tirar d^essa gran- 
deza o necessário proveito, pois só tinlmmoã cm vista susten- 
tarmos o litoral para facilidades dos navegantes que contor- 
nando-o, seguiam em busca das riquezas dos paizcs asiáticos, 
ignorando-se do merecimento que poderiam ter os seus ser- 
tões. 

Mais tarde quando nos lembramos (resses sertríes que fo- 
mos obrigados a conquistar foi para lhes roubar os habitantes 
com que fomos preparar essa grande colónia portiigueza, de- 
pois império e hoje republica o — uuazil. 

Vivia-se naqucUas terras á mercê dos seus recursos e se 
ahi nos mantivemos valorisaudo as doscobertas e conquistas 



METEOROLOGIA, CLIHALUGIA K CULONlKAÇlO 359 



d*e8BeR Arrojados portuguczes que citoi, cujos ncnues a uobhh 
posteridade nSo pode esquecer, alargfando sempre o domínio 
da nayíío e fazendo alguma coisa de proveito para os seus 
povos e para o nosíio paiz, e fez-se muito, deve-se ao bom 
senso de algumas das auctoridades e á dedicação de compa- 
triotas de qne se acercaram, e, constituíam a ena principal 
força. 

Pagamos uma aprendizagem de aclimaySo eustosissima em 
vidas e de trabalhos que se frustraram iia maior parte, con- 
correndo para isso multas causas, sendo as principaes: a igno- 
rância das influenciai dus clima« que orani iiitoiramente exira- 
nhoB e de saber reagir-lhe^; a falta de conhecimentos pecu- 
liares ás regii^ee que se iam picando e í,e pi-rtenderam explorar; 
08 grandes e promptos intercsBe» explorando a servidão que 
era um modo de ser entre os povos africanos e iinalmente 
desconhecer-se o partido que se podia tirar dos recursos natu- 
raes que só mais tanln, pelo caminhar da civilisaçio, foram 
aproveitados, traiinformamln-ns, em instnuuentoa ou motores 
de trabalho. 

Querenilo ser lual ao num paiz, íetdiu de ser franco e pre- 
ciso na exposição doe estudos que Hz, sobre o que se tem 
emprehendido com respeito á colonisaçào de Angola, e sobre 
o que é da minha observação practica, e nâo se veja nesta 
expoíiiçi^o, pen^amctUr» reservado de censura» a governos, a 
emprezas e a particulares, pois se apontu faltas e no intuito 
de se nio repetirem, attríbuhido-as á deffícíencia de informa- 
ções. 

Tenho meemo a convlcç&o^ que mais ou menos, os que teem 
prncuradti inHuir nesta ultima metade do século para que os 
emigrantes ila metrópole e ilhas adjacentes, se dirijam ás terras 
de Angola, de preferencia a coloniaal-as, a irem fazel-o nas de 
paizes estrangeiros ; o teem feito, na intençàí> de se aproveita- 
rem 08 seus bons resultados fertilisando-as, <■ de concorrer para 
o engrandecimento da noi^sa nacionalidade. 

Deseulpa-se a nossa inacção por muito tempo com respeito 
a Angola porque perante os vastissimos territórios que pos- 



360 KXPEDIÇlO PORTCGUEZA AO «CATliínTA 




■uiamOB em todos oa coatinentoB, a grandes dístaneioe da riiAt* 
patrÍA, com caracterei muito diffêrentes, linguiigens, n&os v 
GQstiime» dos teua indigenas tio diverfo», como divei-âOM e^rmu 
OB esudoft de civiliRaçEo em qae foram enoontradoi^ e % uria> 
diuimas tinham de ser, as exploraçSes do solo daa muitas e 
especiaet regides de cada um d'elleB; nSo eia para eztnaluur 
mesmo, que entre os que nos offerecessem mais vantageai 
de interesses, fossem preferidos os de mais immedlata reali- 
saçftb. 

Assim^ foram as possessões na America primeiro attendidas 
que as da Africa e a todas, as da Ásia, nSo obstuite as gran- 
des difficuldades da navegaçSo. 

A mãe pátria na verdade para distribuir a sua attençlo por 
tio longe e accadir ás nftceitfiidades de todos os povos sob sua 
soberania, era neceesat*:o q'ie fosse grande pelo menos nio só 
em populaçio como também em recursos de capitães e de va- 
riados conhecimentos scientiâcos. 

Assombra o mundo inteiro, como uma naçio tio pequena 
conseguiu dominar tantos povos a ponto de, ainda hoje, entre 
todos, ae encontrarem vestígios e tradícçSes do sua soberania. 

Lembra-me ura dito espirituoso (Vurn bom companheiro 
pari»ic]i8e, que seguia viagem para o oriente no mesmo pa- 
quete em (^ue eu ia para Moçambique em 1877. 

Fundeado» em Ilodeida, lenibramos-noB d'ir fazer um passeio 
por terra com a curiosidade natural de vêrmou alguma coisa 
de ]\Ieka e como de costume apresentou-ae-nos um língua que 
tomara o encargo de no» euelareeer sobre o que houvesse de 
mais notável. 

Ao aproximar-nos d\ima grande laiçea. uns 12'" x 2"" ex- 
claina eute: fia a SfpnHura da mott Eva! 

O meu comi>anlt(úro próximo (Vurna das testas depois de 
olhar por vezes a lagea em todos os sentidod, pergunta : onde 
eM a vahftiaf 

Aponta o língua para a extremidade ojjposta, onde se diri- 
giu aqnello amigo e sobre a terra caminhou em passos regu- 
lares para o extreuKi em que eu ficava e diz-rae : o. 17, — era 



METEOROLOGIA, CLIMALOGlA E COLONI8AÇÀO HOl 



^equei\a, sempre sujriniz que, a mãe da hunuinid<tde fosse muito 

maior!» 

Hoje estou convencido pelo que observei nos 8ert?íes de 
Angola, muito principalmente das terras niarginaes do Cuaugo 
paru o interior; que se alguns dos naturaes d^esscs grandes 
paizes em que dominámos, percorresse os limites de Portugal 
também exclamaria: não pode ser^ esta tei^ra é muito pequena , 
para que possa ser a do f/rand^. soberano^ a que os nossos ante- 
passados se suòmetteram! 

Succedeu pois, o que hoje se considera natural, os poderes 
do Estado íuubicionaudo que viessem engrandecer u ua^-ão, as 
riquezas com que depararam nan poi^sessòes asiáticas, os seus 
primeiros exploradores, promoveram para ali, successivas exp*;- 
di^'Òes de aventureiros ottciecendo-Ihes interesses fabulosos 
para as irem buscar; e tantas riquezas foram entrando na 
metrópole que os invejosos estraugeiroí* trataram de nos fazer 
concorrência. 

Era muito o que tinliamos só no continente asiático e nào 
sendo possivcl tudo occupar com garantia de segurança, per- 
demos o melhor dos nossos dominios neste címtinente em favor 
daquelies. 

Nesses bons tempos, se parte das riquezas obtidas tivessem 
.sido empre;::adas no <lesinvolvimento da agricultura e das in- 
dustrias, nílo si') na metrópole mas nas ubérrimas terras que 
possuiainos v.in Africa, decerto não teríamos perdido a mais 
importante possessão do sul. 

Mas v\n vvA d'essa api)licayào tudo »c despendeu em appa- 
ratits faustuosoí> e em eonstrucç<Vs que denotariam grandeza 
<' bom gosto para a <'pocha, mas que tornaram improductivos 
os capitães disp('inlidí)s; e niais tarde quando nos lembramos, 
como ficou dito, de vah)risar as terras <[ue pt>6suÍamos no e<m- 
tinente atVieauo, oecorrcn povoar estas terras de metropoli- 
tanos para as despovoar de seus naturaes habitantes. 

Animara o trafico das gí-ntes em Africa, a navegação entre 
alguns portos da America do Sul e os de Angola; e como con- 
SíMpicncia tornou-se indispensável fazer do Kit) de Janeiro um 



862 SZPBDIÇIO PORTnGDKEA AO HOATUIITUA 

entreposto commercial entre « metrópole e Angola* Ooniiâe- 
nda esta pouessio de improdnctíva pelas iníonnaçftes dos que 
mteressaTam no nefiuido trafico, os govoraantes mantinham-na 
como nma dependência da colónia — Braail — que ia flores- 
cendo á cuta dos braços dos seus indígenas. 

Nlo se tratou de reconhecer da ntilidade das terras doa 
sertdes que se foram conquistuido no occidente de Africa e a 
tradicçio proseguía robustecendo com o tempo, de que essas 
terras eram impróprias, nlo só para os europeus como para os 
próprios indigenas. 

Depois da independência do Brazil tomou-se indispensável 
estimular, garantindo interesBes á iniciativa particular para que 
se conseguisse, ao menos, de tempos a tempos que navios mer- 
cantes traosportassem directamente para- os portos- de Angola, 
carregamento de mercadoríaB que suppríssem as que deixaram 
de ir do Brazil e como nessas terras 8(^ haviam instituído 
presidios, aproveitara o governo esses navios, enviando para 
aquelles presídios a maior quantidade de indivíduos que pelo 
seu porte se tomavam prejudiciaes á sociedade na metrópole. 

Não era uma inovaçSo porquanto já, do Rio de Janeiro se 
enviaram para ali, levas de sentenceados a deportaçSo por 
nfto convirem na colónia, o que se iazia da metrópole para 
esta, desde os primitivos tempos. 

É certo que, tanto os sentenceados como os judeus depor- 
tados de Portugal para o Brazil, coIoiuBaram em algumas das 
suas temia, mas este facto já tem sido notado, sempre que as 
colónias no seu começo tcem sido povoadas de elementos 
irregulares de dissidentes e de criminosos, vingam e mais 
promptamente que com outros elementos. 

Com os tempos pela brandura dos nossos costumes, foram-se 
substituindo as penalidades que se cumpriam também na metró- 
pole pelo degredo para as terras de Africa e d'ahi proveiu a 
necessidade de organisar devidamente as forças militares diri- 
gidas por officiaes europeus. 

Vê-se pois, que por séculos cntendeu-se íazer povoar An- 
gola de aventureiros que se iam aos seus sertões era no intuito 



UKTKOKOLOGIA, CMMALOOÍA K C0L0NI8AViÍIO 



363 



de enriquecerem em pouco tempo c Umitaram-se então o» 
poieres do Estado em (azer auj^^mentHT a 6ua população euro- 
peia com alpin» ínnecioiíarioB, seiUt-nceados e o» pcores ele- 
mentos (io ni>ás'> exercito {'} poii é tinindo até meados do 
actual século em quem recahiram as promoçi^es, mefimo, dos 
officiaeis. 

Meumit assim, como farei conhecer, no ^Iccorrer d'e8te meu 
trabjillio, ullo se âoiiburam aproveitar ested elemeutos para a 
colonituiç&Oj não só porque u escravatura deixou raizes prcju- 
dtciaee até nmito tarde, 1878, n^as ainda pctrque nfio quizemos 
prestar a precina attouçlío a uiu 1'ucto táo grave como Ibi 
sempre ii da nossa forte corrente anuual d*cmigrantes do paiz 
e iilia,s adfacentcá c, a pr*>curar saber colonisar o» sertAes afri- 
canos. 

A escravidão aluda hoje, como o teulio eseripto por vezes, 
é um modo de ser doa povos africanos, é por aesim dizer a 
condição de 'Yi» iLi população que conheci fora da alçada 
das nossas auctoridadoB ; r a sortt.* nilo hú dos vencidos mii^ 
do8 considerados criminosos. 

F«»r Ioda jl parte a eseravidiln onde (existiu, foi o ponto de 
partida da divis&o favorável do trabalho; entào ]>roduzia para 
a epocha, como as machinas na actualidade e mVs se tivésse- 
mos, como deviamos, aproveítadt» doesse estado com que depa- 
ramos em Africa fazendo explorar o seu solo, como o iniciaram 
os jí^íiuitas tí nmis tarde Sousa (_^oniÍabo em vez de nos fami- 
liarisarniiiií apenas com olle para exportarmos as viciiman como 
quíd(|U('r merundoria, teriainos preparado as terrns conquista- 
da3 para serem colonisadas pela notssa emigração, mas também 
teríamos educada no trabalho livre as gerações que se fossem 
succedendo e já as machinas e nutros instrumentos agricolas 
e induHtriaes teriam substituido os braçoíi servis. 

O trab:dho forçado e sem remuneraçilo alguma aft*astou o 
voluntariado^ o dos homens livros, da concorrência; e ii'a*pii 



(■) Eocoatram-s» alj^umos liourusus oxcopç<Vjs uos seus ijuatlros. 



M 



864 XZFKDIÇXO POKTUGCKXÂ AO UVATlÂMmA 

nasce a ooiotidade qne impera entre ot porot afriMiMa deede 
qve o trafico deixou de existir. 

Eatre nós os da raça branca, deu-se ahi um fiueto que pff«- 
jndiooa altamente os interesses da possessio; porque o tra* 
bdho se tomara uma condiçSo servil, nenhum branco se que- 
ria humilhar trabalhando ao lado do preto nem sequer iaola- 
damente receando ser por este considerado como um ente de 
classe inferior (*) e se este odioso se nio houvera pronunciado, a 
propriedade teria sido logo maia dividida, a agricutam mais 
variada, os interesses mais repartidos, os proprietários ver- 
se-hiam obrigados a adquirir machinas e utensílios agricolas 
para alcançarem em menos tempo maior producçXo, as ope- 
rações commerciaes teriam tido maior desinvolvimento, os 
redditos do Eatado augmentariam a ponto de se ter feito o que 
era indispensável, construir: estradas, caminhos, canaes, pon- 
tes, linhas femsas e outros melhoramentos de interesse á com- 
munidade. 

£ nSo se diga que o homem branco nSo pode trabalhar em 
África, poia ó da observação que o dedicado ao trabalho re- 
siste mais ás influencias do seu clima que o compatriota qne 
por qualquer circnmatancia sustente uma vida inactiva e vem 
a propósito transcrever do capitão d'artilheria da Marinha 
franceza, Laboria, una iuteresinaiites eaclarecinientos sobre — 

os TKABALUOS DOS BiíANCOS NAS COi-ONIAS TROIMCAES. 

«La reine detí íles tTan^*aiscB, Saint-Dominfjiie, n'a pas com- 
meucé autrement. (^) 

«Ses premiers cólons, fròres aventureux des boucauiers et 
des flibuBtiers, mais plua próvoyants qu'eux, obtenaient des 
premiera gouverncurs im terraiu de quutre conta pas géomè- 
triqnea de largc sur aoixante de long. 

«Puis ila ac batísaaient dea ca:»es convertes de cannes k 
sncre et fonncca de planclica de palmiera ou de roaeaux. Les 



(*) Tiimbem Lfthoria cita <'Hte facto. 
(2) Lrpcalicr. 



METEOROLOGIA, CLI31AU>aU E COLONISAVaO 



36Ô 



habitatiuns éuient toujours sítuécs prè» de Ia mer, ou d*une 
rivicre, ou d'une aourco. 

«lU cultivaieut dea pataten^ <lu manioc, dos bananioris^ puis 
du tubac, qui!» envoyaicnt en Krance ou qu'il8 cchangcaicnt 
contn; dt'» marchandÍBes d'Europe.» 

La graúdo culture est néo de cee modeatcB comuieiíco- 
inonte; et Ic-* nèp^rca nVnt en k travailler qu'un terraiu dé- 
friídié et ararubli par les blance leur» niaitre». 

A la Barbade, en 17^4. une colonie de blancs a dessê- 
ché, cultivt! un terrain niarécageux; aprèe troía annre» d'un 
travail dirige, il est vrai, par LeKcalier, la eoloiiiíi prospé- 
rait, et comptait déjà une population de troifl àquatre inille umea. 

En 1()52 Tabbé Biet, en revenanl dt; la Gnyane, oíi il 
avait été conduire huit centa Européena, passa par Ia Bar- 
bade et Y troava cin(/uatiM miUe. ongagn^ blaiies travaillant 
la terre, et cet état de chusoB dura cinfpiante ans. Cost la 
déscendanre do ees Européens qui a peuplé [os Antillfs an- 
glftises; elle contribnait encoro, vingt ana plua tard, à peupler 
les (iruyanes anglair«e et hollandaise, 

En \X'2\ cctte niêrae colonie de Ia Harbade comptait cinq 
paroií^ses de rintéríeur qui se livraient particuliêremont à 
la petite culture; des blanca tuiltivaient le mais, le tabac. le 
gingerabre, le coton; ólevaient des bestiaux k la manière 
d'Europe. On eum|»lait dana cotto íle, ipii n'a que ^0 à 
21 lienen carréc» de suporHcie (ou en d»)nnu k Ia Guyane 
fran^-aiao íÍG^OOO ! ), mixantc-quhize tnilln enclfwea et ttHsttte- 
citt*/ loilh- hlfincH dotnipilié»; deux milb' eoldat» blanc», dcux 
mille noirs, quatro millo marina, en tout qiutrente et un mille 
blancs. La Guyane, qui a le vinqulhnf de la *urface de la 
Françf (dít-OD)^ u'a que mille cinq cents blancs! 

Cetto íle de la Barba<le, qui corapte 120,000 Ames (Ia 
Guyane íranvaise nen a que 21,rKXí) est cependaut entière- 
ment déboisée, et pendant úx nioie de Tannéo privée de 
pluie; elle est plus chaude que Ia Guyane, désolce par la 
tíèvre janne et les ouragans. El les blanca de cinq paroissea 
y travaillent k la terre, et prospérent. 



866 BXPEDIÇlO FOBTCODUU AO MUATIÂWUA 

A Saint-Domingue les aoldats blancs ont &it ias íbrU de 
Fòrt-aa-Prince et la grande route dn Cap k JacmeL Les jforta 
OBt été oependant établis dana lei vases qoi boident Ia 
mer; et la grande roate, longae de ÕO lieoei marines, tm- 
yer»e les marais de TÂrtibonite, les vases de TArcabaú, lu4 
hantes montagnes de la Selle, des Oonaires, de Plaisance. 
et da Dondõn. Ccs travanx ont dure deux ans. Soavent on 
faisait joner la mine; le» eoldats travaíllaient k tentes les 
henres da jonr. II apéri, dira-^on, beau conp de soldais? 
Qa'oa se détrompe, il n'en est mort qu^un, et encore est- 
ce Téclat d'un mine qaí Ta tué. Le fait est si extraordi- 
naire (% que lorsqn^on le cito on peut craindre qa'0 ne 
soit taxe d^être an conte ridicule; et cependant M. Barbé- 
Marbois^ qai le racontait à )a tribuno de la chambre des 
pairs en 1819, assure qu'il est de la plus exacto vérité. 

Á la (iuyane même, oíi il est passe en príncipe que les 
blancB ne peuvcnt travailler Ia terre, les soldats du bataillon 
d'Alsace et des matelots ont défriché une grande partie des 
palétuviers de Maconria et da petit Cayenne, à raison de 400 
francs le carré. Les habitants les préféraient poor ce travail, 
parce qu^ils allaient plu» vite et quHls résistaient micux que 
les nègres. 

11 est inutile de répéter ici que le fbrt de Cayenne et ses 
prcmiors établisaenicnts ont été élevés par des blancB. 

Ce n^est donc pas Tinaptitude des blanes k travailler la 
terre, dit im cólon anglais, qui einpôchc de les employer k 
la culture de» torres de la (iuyane; car, à la Barbade, un 
grand nombrc de descendants des familles originaires tra- 



(1) Ce qui precede a été dit k la chambre des pairs par M. Barbé- 
Marbois, Ic plus grand eunemi de la coluuisatiou par les blancs. Quaat 
à ce fait de la pcrtc d'un scul kommc pendaut des trarauz si i}énible8 
partout, je puis Tappuyer d'uu fait semblablc: je n'ai poiutperdu dliom- 
me daiis mon cxploitatiou de 20,000 mt''tres cubes de rocbers; tandU 
que j*en ai perdu 4 daus uu fort détaclié, ou les liommes restaieut oisifa, 
ne pourant Otre conveuablemcut sur^'ei^é8. 



MKTEOKOLOOIA, CLIMALUOIA E COLONISAvAo H(í7 

vHilleTit ilanâ \k» rlminpH coniine y travallaifiit híiirs aieux^ 
et íIh j>ar;iÍ8B**nt plu^ i\tríá i»t miciix portants que les Llancí» 
qui ne travaillent point. (Toat la facilita uvec laquelle on se 
procurail dea nègre», c'eat aust^í l'intíuence de Texeniple 
qui ont entretenu cette opinion qn(.* rhomme Ulam* ne peut 
supporlor len fíitipios ãc. rAíjriculturií ; íh; prrjuí^f^í fí^t tlaiis 
Icrt rolonifs le principal obstaclf ii rimlustrit- i]i'8 Kiirop/íons. 
On dirá peut-étrc que lea blaucs qni travaillont la lerrr* sont 
créoles et accoutuinós nu climat dè * Icur oufaucc ; on en 
conríeiít ; uiais á Surinaia ou voit uii *írttndt* UDiubre de 
HoUandaia et dWIlemands labourant leiu-i* rliauip», ut qui 
consorvent leui" aanté. Enfin on eat piTsunflé qup ponrvu que 
le ouittvattíur m* «'oxpost» pas trop à Ia i'halour du' Jour, W 
na rien ii craiudre. Ce qui fait pórir luiit d*j sohlat» et de 
matelots, cVst rinteruperance ; c'est auasi Ic passago subit 
du chaud au íVoid ; iU travaillent et transj)irent • 11» boi- 
vent, «'enivrenl, [>a»iient lea nuitu A 1'air. Le li-ndeinain Ia 
fièvre leu saisit et le» emporte. On a bupprinit! le talia piu* 
aus troupe» eoloniales an^laises, et depuis treut ans que cette 
mesurp a éte pri»»' li*, inortidité est descendu au Unix de celle 
dKurope. 

«Entíu, on IH' Buurait trojj le répéter, les blance peuvent 
cuUiver la Uuyane comuií' il» Tont défricrhé et eultivée i1 
y a luuiuB d'uíi niècle ; et si depui» il» on »ont empêchés, 
ce n^eet paa la fuute du climat, mais ctdie de la vantté (*); 
c'est que rurgueil Jcur a dit et répétó jusqu^à tatiété qu^aux 
colouies le travail de ia terre n'est pa» le travail dea liommes 
librcê. maia celui des esclaves ; que lá l'lionnne blanc, quel 
qu'il soit, í'U uii être privilegie, le -gíjntilliauiuio de la 



(>) Ln reproductiou de cotre imtúg uu peti vive ti'» cu lieu qae par 
le beHoiu qu'oii u de rcatiembler dcs exemples k oflrir nus travaillcura 
blautrtf. NuUH Huvous, uout*, que Ics coloiinde laUuyaue Rout de» truvail- 
letír*. ot qu'iuiti politiiine iudií«poiii4uhte daiij* leur pottltiou daiigereiise, 
leur fait f)eule redotiter rjue lo truviiil blanc »o trouvG hous les yeux du 
travail noir. 



368 KXPBDIÇZO POETUeUECA AO HUATliWUA 



natare qni ne peat que commander car s'il trmvmUait à 
l'égal dei nègres^ rignominíe à laqaelle íl serait d^M>sé te 
réfléchirait ror toate la race enropéenne ; Thomme blanc det 
oolonies ne tenút pios qu*im homme comme un aatre.i 

Ce qni òái le snjet de cette sortie contre les colona blanct? 
OQ plutôt contre leor façon d^aglr, pent être jnstífié à raiton 
de leor position dangereuse et toate exceptionelle. A la 
Gnyane, plns que partout aiileurs, ies blanos sont en mino- 
rité; et Ies forces répressives; rénnies sur nn seol point dana 
Tile de Cajenne, sont plua oa moins éloignées des habitationa 
da continent, 

La discipline niorale a dú en conséqaence venir en aido, 
oa platot tenir lieu de la force armée, qui maintient Fordre 
dans let masses désarmées. 

II est résolté do cette nécesdité Fanoinalie dont se plaint le 
cfaevalíer de la Rue^ auteor du pasHage que nous avons citér 
anomalie qui disparaitra peu à pea avec ie motif quí Ta fiut 
naftre. 

Toutefois, comme Tesclavaje existe encoro, il est bon de 
se rappeler un ócneil sur lequcl plusieura colonisatíons blan- 
ches ont échoué, 

U est donc tacitcmcnt reconuu que le travail de la terro, et 
mênie dautres travaux encoro, ceux anrtout de la domesticité, 
ne peuvcnt ôtre, à la (juyanc», Ic parfago des blancs sans dan- 
ger; et dès qUon enfreint cette règie de Taristoeratie de cou- 
leur, ies ancicns coIon» !í'en inquiètent^ et foiít tout leur po«- 
sible pour rempOclier. Ainsi, pour citer des faits, faissant 
partie d'uue eonimÍHBion cliargée dMnspecter Ies domaines du 
roi, une caleche me fut accordée jmur Ic voyage; arrivée à la 
premiiíre habitation que la eommission devait visiter, noua y 
trouvânies VhixjHTU et Ies inspecteiirs reunis, ainsi qu'un di- 
ner offieiel, digne des sonimités coloniales et gouvemementa- 
Ies (pii dcvaient y prendre part. 

Arrivés à Cayenne, depuis quelques joura seulement, Tigno- 
rance d(*s usages nous causa une surprise (qu augmentait une 
traversée de quarante-neuf jouríí, passes en étiquette mari- 



KETKOKOI.OUIA, CLIMALUGIA E COLONISAV^O 369 

time); en vaiei le sujet: le cocher dti la caleche et uu suldat 
de plantou qm mV'^'^^^P^nnf^it^ vinreut se placer à tiiblo avea 
la commissiim, uan sans sT-trn gravcmeut laissê donncr à 
lavfr par dea négreiísos en jj^raiide toiíue orientale, et armêcs 
de l>aí4&in.s et d^aiguières en argent. L'iin et Tautre, soldai 
et cocher, étaient bhmt^s ; ila ne pouvaíent inanj;:rer qu'avec 
de» blancB: cet usa^e sauve bien des luaux aux inSçres inêmes. 

Les uègres esclave», pour qui ce spectacle est douiié, en 
tirent des conséqueuces ansez plnisantoii, bien qu^elles t^oient, 
au fond, d'unc justesse rií^orcuse. 

lis ])onfí<'nt (avpi*. raiftnn, oar cela est exact) que ce n'e8t pas 
a oouleur qui cause la diatinction, maifl roisivité, ou plut^it 
rexeniptioii dii travail de Ia terre. i>u de Ia domenticitó; aiusl, 
en reatrant chez voos, si vou» demande:^ quelles pcrsoiine» 
sont vennes pendant votre absence, vos nègres vou» ré|x)n- 
dent: jMTsomu;, 8'il n^est venu que des simples soldatH, des 
oiivriera, ou des domestiques nuirs ou bbiiies. ('baque vísiteur 
au-desauA des viaiU'» sana junii, dau» ie viieabulaire noir, Ba]»- 
pelle un monde, et un eufant, uu petit monde; quant aux tra- 
vailleiir:*, li pas mondo, vnilà hi chissififutiou dc8 iudividus, 
d^aprèa les imirs de Ijl tíuya?ie: ello rt-traucbe du monde tout 
ce qui travaille. 

CeBt à garantir le» ntuiveaux (Miltivatfurfl blanca de ces 
idéos funeBtcM à tímt uoiiv(_4 L*tJibiiiisement que le íondateur 
devra sattacher^ en attendant qno cou idées 8*éteif?nent 
avec la caubc qui lea inspiro. Alors il ne rostera plu« (iu'à 
prt^server le nouveau colou de la fattjí-ue moralr qui, sons 
la Kone tórrido, niiit de rinecrtitu<h' do réuiíair autaiit que 
de la LTíúnte de ee Vdir abaudonuer san» renaourcea, sana 
appui et aiiun atille, Bur dos torres si difíerentea de eelles 
qu il a fertiiiâéc» de *e& premiera travaux. 



u 



Nào tendo nós ate ao presente aproveitado devidamente 

d'e88e phenomeno social — vscravifiàfi — qtio aincla existo no 

centro du continente e cuja evoIuf^Ao para quo doriuppuroça 

I ainda se njlo íará sem decorrer bastante tempo ; também niio 




â70 



KXPKDIvXt» POUTUOUEZA AU MrATliVVUA 



soubemu» aproveitar crscb mitros oliMDcntos — os pcfUtoncca- 
dos II d<7grcdo — que nmitu pudiam tor ciineurriílo para n valo- 
nÍMU^*rM) i'uri»p4*Ía. 

Sti evm o íenipUj depois de <*xtinctu o illicit»* trutíco, foram 
apparccendo nas noasas posscss^^ do occidente, um ou outro 
dos capitSlo» (• tripulantes dns navins mercanto.s que, encarrei- 
rado» do Hrazil para o8 seus porton. conheciam dt»8 tralmlhf»^ 
feito» pelos pretos nas royas d'e3te império, e das vantagens 
ípie podiam obter e^tabelocendo-se, ou no cominercio ou na 
agricultura nas localidades que se Ihe-s affígiirou de melhores 
Víiulageiíti, tendo em atten^';u> a» ili:ítanciaa aos pitrtos mai» 
procurados; e tambcm da metrópole para lá foram bcguiudo, 
a pdueo e jkiuco, imi ou rmtro agente de couunereio do mais indis- 
pensanavel couBuuuno, que mais tanle ee dedicava a agricultura. 

Foram estCH por aníim dizer o» iniciadores das grandes pn*- 
priedades, e Ího grandes eram, que ainda hoje, salvo uma ou 
oiUra excepç?lo, ainda nestas se vêem extensa» áreas de terri- 
tório por cultivar. 

Para iiiimttT estas proj)riedades era necessário que o eus» 
teio durante a prnducyào, lesse ecnnoniien e a valorÍ!ía^'r;o de- 
pois íoíj^e a mais lucrativa possível. A imitayau pois do que 
se fazia no Hrastil, nas noseas possessores africiinas do occi- 
dente, estreitaram-se as uniões já conhecidas entre as pi^eeio- 
sas culturns da canna. do café, di^ caenii e du ulgod&o com 
os l>ra^*íis servis. 

As pequenas proprieihides desíippareeeram perante as gran- 
des que se fonuíi Miuititnindo, em al*);utna'* regiões á custa 
deslaa, e os degredados tpic iam entrando nos prcsidios qu« 
podiam arnítoal-as, tiveram destinos muito ditferentes ou se 
lhes permittia dedicarem-se ao commereio, ou se obrigavam 
no servi(;o iuili(ar. 

I'oucart eram iiois, as actividades, as profissríes e os cupí- 
tacs que convergiam para a« terras de Angola, e os governos 
inconscientemente, contrlbiiiram para que a iniciativa parti- 
cular se n'iu primunciasse pnrque ignorando do que podiam 
valer estas terras pouco delias cuidava. 




MKTKUUOLDGIA, CL.1UAL06IA £ COLOKlSAçXo 371 



Miiiitivermii-sc as noásiu poásesftòes atricau?»*, sejamos fniii- 
cos, s''iii fiivur da nvxe pntria, ou antes os recur«oa que esín 
Iheá ciivinva, ii.ia nu^llinruá iiituncrios, não oram os mais con- 
venientes i; nlguna tnram ati' pi-ejudifiaL-a ao sen dcáenvolvi- 
inentií. 

Citaçucs podia fazer muita» porque os faetos sào ainda di»s 
meudfH d'e»tf «ecnlo e tuxo me refiro í*t*i aos governantes^ tnm- 
bom aos indiintriacs e no coiumerclo, que entendiaíu para lá 
enviar tudo que tivessem de peor e di* nuií.-* piniiipra inutili- 

KecMinlu-eeraiu o« priin*'int& governos constitucionae» das 
ímprevidencias do pAs«;ado, pensaram o bem que dos no$fiOis 
domiuioi Gin Afriea podiam aut*erir-so receitaa em bcneficioa 
doa cofres do Estado, exhaustos com as guerras no.s ultimo» 
governos absolutoá ; mtu lá vieram os papei» de credito maia 
utu.i vez desviar a atten^iio dos eapitalialn» e dos iudu^jtriaes 
pani concorrerem a enipn^zas de utilidade e de interesses na- 
quellfis po:*heí'fíòep:. 

Ti«rn*iu-:<i Indispensável por parte dos "^n^emo» reformar 
eiíiupli-taiuente o sy^teina de adiiiinistraeílíi duri nossas terras 
africanas, i* era for^-o^o fazer derivar a emigrarão do noifbo 
Paiz para ali a fazel-as colonisar; todots o reconheciam mas 
faltava a iniciativa. 

líeffenerar o que já exi&tin e na maior parte crear de novo, 
era traLallio paru (piL- faltava o onnlieciíiiento de bases sef,nirae^ 
pois até ent?ia, eouio se viu, tudo qitantn te euq)rehcndera 
nesíias terras toi enjeito aos riscos e pcri^^^os ilas a\ enturas. 

Olvidou-se que uâo era ])0H8Ível a euíoiiiyarào íicm a aeli- 
inaçru» e todas as tentativa» que se fizeram nicMno nas mellio- 
re» regines, não deram nom ])odiam dar os n^snltados que se 
<^speravam e infeiizuíente d^isto sào exetujilo» an primeiras ten- 
tativas que rttd) a protecc^ao ofíicial dot f^nvernos se pretende- 
ram iniciar no Occidente em Mossnmedes no Oriento, cm Temba, 
djfttricto de Cabo l)ol*radn. > 

Devido a infí>noaçne!> <k' derlleados funccionnriotí, pn^cu- 
rou-se aproveitar aqnellas regiíilDâ onsaíando-eo a «clividade 



1 



J 



572 ElU^KDIVÀO t*UBTUOUKZA AO MUATIAXVCa 



do eralgrautCA cia mctropolo e ilhíia adjacentos, ma^ a nu» 
orionUçâo dos díngontost e a.s faltju de conhocimentoB e*pc- 
cincrt u dti cjijútueM iinliriponnaveÍ8, j>iini ciujtrc/.aíi d^atjiiclltt 
urdciiiy pin mu ineio que não cm conhecido c muito distante 
doa recursos que sú a metrópole lhes podia fornecer, foram 
cau^aa priniordiues de gorarem as teuUtivaB. 

Boa era a intenyuo, mas a inutiJisaçãi» do» esforyos e o mau 
succedso das tentativas mais concorreu para desacreditar as 
nossas possessAea c aflaatar por alguns annos or emi^ante» 
do Pfiiz, que continuaram a cnf^^rnssar «» correntes |Mira paízca 
estrangeiro», cujo» cliuuii* eram muito peores que oh d aquel- i 

la& regiiVes. ^H 

Animaram-sc alg^uuR governos a proporcionar transporte ao* ^^ 
emigra):los que no Brazii uíio encontravam coliocaçào, mas nas 
poãsosBocã para onde os encaminluiraiu nada e^^tava preparado 
pura os receber, e por isso, os qno níVo foram victimas dessa 
nova aventura, tiveram de recorrerá beneficência para regres- 
sarem á metrópole. 

No enitanto tiuhamos exemplos de indivíduos que da me- 
trópole seguiam voluntarííi mente i>ara quahiuer d;is nossaa 
posaesBoea, protecciouados pelo.s que lá estavam estjihclecidGL 
quer no coumiercio quer na agricultura, que não sà re^istiain 
ao meio, mas progrediam e conseguiam com o tempo também 
estabelecer-se com vatitagen.s faltando-Ihes ainda assim o» 
recursos que é dado esperar dus poderes itftieiaes, e cuja falta 
só encontra deaeulpa^ em serem ainda acjinh-idos os rendi- 
raentiiH d'cHsa« possessões. 

Oh individuo» que se iam cstabeleccudo em qualquer loca- 
lidade, cuidando de si e dos seus interesses, sem que o pen- 
Hassem, iam preparando terreno, beneficiando o meio, em 
prol da ac]Ím;i(,*;to dos indivíduos parentes ou amigos que da 
metrópole mandavam chauiíir, ou que lhe eram reeomuienda- 
dort e admittiam a seu serviço; e neste triibalho que nilo eram 
maiti do (pie flirigeuteíj recorreram á aetiv idade dos esforvon, 
e ao emprego da» tbryaa dos indivíduos alricanos menos ex- 
tranhos aos climas e sem o auxilio dos quaes «lios decerto 





UKTKOUOLOtilA, CUIHAtOGIA K COtOKIHAÇXo B73 



succniiibiriani na lacta th' tuniar mais faoil u vida para si, 
(>ara oa sens flcHccndentert e ciiiui)atrintaH •!'■ í|iii' !*o foram 
rodeando. 

Nestes trubíilliith preparatórios de Bniicanif^ntu iiK-nnBcipnte, 
unicainente pautados pelo que a pratica ia acon»cUiando, 
quantiitt vidas na pK/doram depois de inlatigavííís esforços e 
de incalculáveis privaroea e »acriíicit>8?! 

E íizerani muitOj — porque, a esses deanteiros no nosso pro- 
^e»tío em Africa, se lhes deve, alem da taci li lar a acclinín(;ílo 
dos que lhe succederam, o pudermos hnjo ílizer com i-oidwci- 
niento de causa^ como «e deve CMUpreheuder a cohniiiia(;ilo dos 
feracissimos territórios que ali posaxiinios. 

Nào tinlmin elles d cortOj sequer a^ niK;mí^ itiaís esKcnciaes 
Bolíre (V solo n sobre a atmo.sphera das localidadea que fíxplo- 
ruram e pode-.so por isto ajuizar coiti ([uantn custn alfipimna 
tcLMit Horescido o se tornaram hubitnveib por eur«])euH. 

Tentativas se tizeram em An^cda para vin;ínrem colónias 
a^ricída» militares e penitenciarias, que se cfiegaram a consti- 
tuir cm diversas regii^es, mas estas foram de pouca existência, 
por defeitíis na oríí-anisav^o, dettielencia de eonheeinientoa e 
iLl*íumRh, diga-fte a V(_*rdacie, j>i)r incapacidade de quem as dí- 
riffia. 

Todavia estas cidnnias que dfníonstrapam a boa vontade 
doB cliefes da publica admtnistravào da pn>vincia, tiveram 
uma vantafíem, tornar conhecidas as regimes no que toca ás 
preferencias de culturas pnra f\ resistência do individuo 
eurcípeu, c ainda nSo »(\ dos cuidados que rra indispensável 
rodear este, procurando faeilitar-Ihe a bua lucta ahi pelo 
traballio como também a necessidade de estudos para o 
aprovoitameiíto d essas (í de novas rej;Í(Vs a explorar. 

As colónias peuitencíarias devem na verdade dar resultados 
satisfatórios sempre qne ellas forem devidamente estabelecida» 
e se orf^anisem sobre o projecto, com as modificaçnea que a 
epodia exija, doesse ^rrande vulto que o escreveu, líebello da 
Silva, que immortalitíou o seu nome, nessa rapiíla passagem 
pela superior ntlmíuistravâo dos nepocios do nosso ultramar. 



1 




E hojo que eo trata duma lei [laia ruíncitUMitv« nu crime, 
lei qnu teve o» !ip[.Inusoii «lo j»;irlanuínto (tiinuUc que o mi- 
nistro que ft aprcíicritfiu o lir. bi^tpo (k- Hethiiíiiíla, |)iticivl:a â 
fiua leitura, é ent^eju leuibrar que fouitin nós iw Portugiu^/t.*^^ 
os primeirns quo iniciauioM fundar LMiloniaii mm^peinu iioa pnizcft 
intertropieae» cimu v^utu classe de lutlividuiM. 

E i«c iiciu todji tecundamm, al;^iiuitv4 nti UruKtl itiraiu do 
bous rcsultadoA. 

A Inpflalerra eoiri esta elai*íi<A fez afi euas pn>rjioras coló- 
nia», Maryland, Sydrjey e outrtiâ auHtniliaiui:!, as qiuu'rt, ha 
nlgtina auuob ao o)qio£«rani n receber da inetro{Kile (in sena 
erimiiiosoâ — porque »q. tornaram foeiedítde» dcu»Hií o eum- 
plieada» como a niAo pátria e a rep;eneriivi<^ do* eortilemiiadf » 
aqui, encontraria tanlíití diftieuldade.s emuci U. 

Ha de/« anmm atraz^ acredimndo que nie podia tornar iitil 
ao paiz e iíb colónia» africanas onde autetí tiulia pastado uma 
graude parte da nitnlia vida era teu fen-i^-o, êm diven-on p*'- 
riodicos escrevi como se me afigurava potlerem dar boné resul- 
tados as colónias penitenciarína, chep^uei meamo em I^iunda n 
angariar por meio d'uina «ub-^cfipví^**» Ciqiital para a« primeira» 
dctipezad da in-stalIuçAo d'uma que projectei e mercecu a «Ic- 
vida attenyão do Governador Geral dn Frovinciíi que a uum- 
dou estudar o prnjtfclo por uma conimistâo tít|)ecia] e mai» tjutle, 
Li.sboa n jini|>li"'i, dedicando e^ite trubalho mi Ex."*" t 'on^e- 
Ihein» Juliu de Vilhena ontào Miniairo doa Negocio» da Jus- 
tiça; (') ê um auno depois, na intelli^eute adniinimrat/ilo do 
sempre lembrado ;;ovcrnador FtTreira dn Amaral, soube com 
f^raiule re^obijo meu que nas proximidades da villu de Ma- 
lanjc Bo instituirá a colónia penitenciaria — Kttftrrnnça — que 
mais tarde tive oecaijiâo de viaitar. 



(') TniH»wrovci t» [»rojocto; 




IM."'" (• K\.""' Sr. — Qiitiiuln o inniro i'«'liirL'oul't iniuiftrrn, untt'i'»»FP'»r" 
ilu V. K\.* iioí* nejrocio» il') iilrramar, o ii-ibrt» Viscoude de S. JuiiuAno, 
faz sufltar a timi^Ta^^ln f|tifí <liis ii<is8nK ilhas se pro]iiinlm n ^opiír jiarii 



METKOllOLOOIA, CLIUALOGIA K COLOXISAÇaO 



375 



II pruvineia ilu Aii^>Iil, pur não usCur (!»ta preparada a r«cvbvl-(m; du- 

ttTiníiHMi ao piveniM pTul iViunu-Hii pr^vimiu o infori!iaí*Ktí wiltn> um 
vvrVt iiuiiu')*!» ^\^^ (picbitot^ in(Iit«ptiiit'iivt'Íi' á n^aliííavHo «ie colnuiuc a^fri- 
co\h» (* M rrHrrvaj*M* <*in dcpnttito n fiiii(lt\ tic filouiísiiçào, iniuidutlo 
crcar lia mais fio ti-íntu aunos. 

No MfrcattHi^ joninl {\i\ T^oaiida, no JMrtiat Ha Sacietloilr. ffr Oritr/ra* 
jJtin. da nn'Hiiia cidad»', vi i\o */nrinif fltiji Cutnnimt. riii fins d« ISSO, fiz 
piililii-iir aljíniis arti^Mí* suTixtVitn min tiio uríTÍmlíi.s prnvidi'iirÍaH do 
S, Ex.'. pfdfi nitiito ípic d('si'jo — iinn vôr mi proí*<:nt<' — L*ainn<iis noy ««rros 
do pHíísadn, orjíaiiií«aiido-í?c tacs íiihííIuÍvV-s tpiL*, u mou vrr, ííiíiido d«- 
vidamento montaduti. hiln d<; dar áqaclln proviticitt, uu áiptetliifi om quu 
Be fstaULdocfffni: rPKultadun íiifHlcuIav**!». 

K fiLiitn mais rasjln tinha para o asHrvrrnr, ponpin me necupava em 
cítrutlar o artítiiiiipt'). theorica v. ]>rHtÍt'aiit('iit('. tiavia mais \\v idto iliiiioh. 

Anfc» tlr priíSfpiir, piTinitta V. Kx." cpni cii (diaine a »\\\\ attnii^Mlo 
para n qin^ mi chCTCivi iio Jornal doà Vffloninjt^ im» Íl dii maio do 1S7S, a 
propfmito da pnrviucla do Moçambiípic. «m Kopiida a um artipo que no 
mosino nnmrro bo I»^, wií>ro a nrffaníífrtçán de AVí^Vd* fu/rírt titia oin 
S. Tliniii-'', •••wiilfttt. iptij aiiidrt IhíJii p^'ll^o ni>ria í^nin osUlndcciT iH» lado 
d»8 prníinHÍoiiae«, de tpie tallei. e mosmo mii iiiii ftit initnt pniiti» dtí 
t|(iiLltpi»r (1h8 noHitae po6HOBi>)»otif por ctmia do paituMilarop o dat* vuinara^ 
rnitideipaeit. 

Dixia ontilo; 

1'reí'C'iiíi'iiieiitt! i'sfaUeleeein-!*e cnlíuiian :i;»rie<d.'in eoin faeilidadi'. em 
(pmI(|Mer parN- t\o ^Ir^Un terráqueo, jieja ijiial Fnr a difitaiiria de oud*) 
I'P'K'e'Iain; porêiii ê nocosMirio |mra a hiui iiifttallnçito, dixpendcr-iMi o 
cApifal proí"ií«*. 

rita*Kt4 niiiitai4 vi*x(>í« o fxmiiplo da prosperidade daRcoloniaM inii^IcKas 
i! ainerieaiiati. e efiiu-Iue-í*i' ipn' ii raça aitirlo-ítuxorda é a uuiea quu 
p"t<tíue o He;;nMÍít de fundar, ^k'ui loiíp* e.<'tiilM'Ieein>fiitos ipie vhipiui o 
rtiireneein. 

l^iirectMiwe uma da."- e;iiisa> priiic-ipuc.<. aiiula une feeiíiidaria:* cui 
appareii<!ÍM. da iidVrioridaile dai* oolniiiasportiipiesa», fraiiceiEai, italia- 
niit*, etí'., conf^íprc na dinieuldude qne rnconirain eí»fe« (íntonosdo w; pro- 
verem eL'oiiomieaiuenfr. ao í«atr úv sou p«Í7, natal, de Mído i» rpie lliert Ct 
inalíí neecfíwirio, ermio ve.síidoí* OHpeeiaef*, ferriiinenta!*. ufen:>ninf» e. 
uiarerial iiulispenuuvel par» He esíjf I;iJi'eerein em um ou outro clima tà'» 
ennuiUMlamtMito eorrio ho wto de nua iiunilia. 

Km Londres, New- York e Dtil Un, exintem fn'<i"de»^ armaxeiíH quo 
conteem todos os olijcctos noeesíarioH, dewte a easa <le d<>ts andaren, 
ai/' nos riltínete» o upilliai*, pnni em 24 hora» tus croar um ptivoaçilo 
num decerto. 

Ahi av uueontram barraean, coHJuhaf), atííuiuait i|e car|»íitteriat forjag^ 



^ 




fuiidivVM, iiiníiilinK ptirtaloiK. liiMilItTinsfconumu-H», lub^rMturioisphiir' 
iiiacinH, líiu uuui puiavrit. toíl.i-. m-* unMVHsnriuM nri'cKK:iri<iH u iiitlu6lriii 
iiKxli^niA. 

Aiiidn tnaÍK. lirntiiH firmriznis. -.c pmjr (M>ni|ir:»r :i |»ri\*«> «-'iiliclrciilo 
.«nin iirt'r»;tiiliL(lo tlr crtcollm. mu iiiutoriíU ooiiiplfto, pnr lU. 20, 4*^ lllO 
4<K). iTc. lihriiK ú vdurndr; ;in)iu|>fiiilt»(lo ili* iiiiij imta tlrtAlliailn. Km 
uma horii lirpiUM ila n'(«oluçào do |>urrtila. aí* íhá eiiihaivur )|ual<|CM'r iloh- 
tM vn»»é Min)>iilHi)t<.*)i com tntlo n <|U« (' ucvesuano ao vi»|f>ii«i purn ]iutier 
vivor 2. iO. 2(* HiiuoH iMii *|iiiil<iiit'r \mrtr ijo mundo, omin tvu\\n ffvttWnáo 
o»laÍH'li'c«ír M«n rf^^iduiiL-ia. 

K iiicoiiteiífavi'1 ijuo oMu.* jin^^ndfr íurílidinlr'* dt» dct*I*cav»'> <» di* inn- 
tiiIu^>Ai> fiilnim Miiiitn 1*111 liidiu di* fnntti. na Itn-vidudt* citni r{nu um 
iugtox ou um amrrit^aiio t^v dn'idr a lt!var f(cn trabalho a tal »u lai rr- 
friào, ouiIp julí^a o prodiu*to maU vaiitajoíwx 

Srmprt' ipn* <*a «'hIoho» partniii d" )*)Mi paix. «em o^rrcumott iudis^iru* 
saveii* para i«r i'i*rrtlMdr'rm'ni oní ípiftl«|uer pnutu t- vivop-m im». primei- 
ros aiitioi*. K4'm eitiitar i'iii)i 4i prnducto iln m-n traliaUm, «• titialmcuti* 
qitamlo n ceotKMntH niio provida á acqiiiitiv'^" •)'i*'«rifítt riM-iir:4oit; ax uiKtal- 
Iftçò^H das colõniurt «tirÀío iiiiero:«A.tt o iusutficifiif*:'!) c BUcceiiorA conin il 
de IVmbn om (pic o» eolouoH nao Heharnin nu oovaiaííUi mmiAo iuduflivieu- 
L'ÍB dt* nitMOrt. (• ponuo dt'poÍ« u df'i^i'or<»vo:muMit<i: pido ipi<> lii fica- 
raiii rpnisi tofln^ xcpidtatio^. v nc qut* vtvfntni al)aiid«)naram ■• Ofitalnda- 
einuMito. '• 

lV'diu-w; vm It^iSl inforniuvVH 'i- proviíK-ia. ipu- já o\wtiam noa arclii- 
vi>6 da* M*orcUria8, c a propottito lombra-uu* jil Tvr ttícrípto: «Nio t^o 
novoh ta*'» pcdidii!». y oii»ta a rrí-T ipio nada officíal cxifla Bolirv n asMm»- 
pto tio pcriíHlti liou ultiiito:* trinta anii<K-«: iMÚncpicin nielhoi^pit' o tptudn» 
do .MTviço dr rtaudo poderá infornntr sobre u^ ponto.n maií« «ahibrcs da 
pmvinciftV do que aí» alfando^iM íMd>reoprt»gTi?Hí»ivi>d<-*»M'nv«dvimfiit« do 
«ca coiumorcio, do Mias indurtria^ v du «na ap-icultura? do que as 
anotorídndcii judieíarít e admiuíMrativaM, sobn* a indob*. ntorniidndn « 
aditiiilaiiHMítu rivilÍHador do» jmivoíh smIi Mm al^adaV dn ipir a direcção 
dan iil>raM publicas. íiobrc o eiitto n condiçòcn maift adcquadaji da-* rdi- 
í^caç^V^ I' i*KtradiiH a HC/jnirpiii-He? 

4>ru ns fniiccionarioH ii tcstn dVstatt iiintirniç«V*H isiln ottripidos a vw 
vifirrm iinnnnhncnto ttous relatórios a»»*» clndci* iIiia prnvÍni'ÍM«, e ratea, 
conipnlHanEl(i-(M. fiolire cllct* cnnt(t!m &uh optnUo ao l>inM-if»r dou nego- 
cioít do iiltniniar. ciij*».- trabiillioí' upn^t^iMjta ao minintrn rt'!«ptiitivo rom 
aa Huat* aiu-t'irii*uda(i jdevnií scl-<i| intorntavVs; ciniit). poÍ», ptidcrào 
pan^ar himii n*pant an iiifnrmaçôctt qnr de novn hc pedem, e i-htào ao 
alcaitc« di* toili>s que »e dedicam á prosperidade detttiatj ricufi pi^rolas 
^ji v.itntn |Mtrtti;;ueKa. e que tão iinproprinnn^nti* i«<' dcuornínani colo- 
nifla^!!t 



h 



METEOROLOGIA, CLIMALOOIA E COLOXISAÇlo 377 

I)l'[hiÍ8 triutu uhv^tu'Í a uvtuiyar i|ur iih iiitoniiiiytV*» iriam pura o 
arcliivii d'* nrniist4*i'io o «c o nobre ^Iilli^(ro. jmrriiiHliiiKTfiri-mnsritinriH, 
íb*8e ittilfsritttúl'^ it^tsi» infiinnMv'M»8 ipisim rrimir-ín.' a «intrus innitu!(, de 
que nín íthhi »<^níí> ».'opi)i.s^ w iniiis rardd. <|Hrtiuiii si- pciL-ínsTie do uovo 
tíin tíiofí ciiloidart, i»e reptitiriam os peilido.-* de iii forma ^'iVjs, pnrque as 
biiBCHK uaqiicllca arcliivos bAo «cmprt* infritctifems. 

Por luaiK d'uiim voz. •'• fcrto, w tcrn jienmido cm cvtuboleccr folonias 
dou nottHOH uiui^rantcí* cm ilitTorííiitOí* j)OHt*>iis de Africa, o h«» rcm ofFore- 
cído cmifciííiueíí iiiHits rm mrnoti ffivoniveis ii'>i» onlntio*!, c^m n tini du ng 
li^jur li jiropriednJo lie innflo ipu», (fita pan^c de pae» u Hlhoí*, ma» é 
cert" tamUem qne todas toem alitírÍJido. 

E rmtfl» HH tonrarivao r1'iii.>«tal)av<'os dt'. colauias afrruvjlaB por ooufa 
do gm'enK> na Africa orcidiMital c i>riciital, tccni abortado prios erros 
de iireci]>itaç!t(>. e osee mui uJlo p hó iiohso; |>oÍ8<[iie a cllep deve a Krauça 
ter MtLcriHcado tambinii «eiri rt*su[tM<lo, millitirec* de victimaH c iníthòes 
de francos desdo o w)cul<t pasi^ado ntíf lí<õl, (pierfíiido desenvolver )i xiia 
ÍJuyaiiu por aiiuellei* estabeleuímcutOK. 

Hoje aí[neHa pr>-i.sei«i*ao fraiivexa nan é maU «pie innii i-olitnía pe- 
nal, onde pelart nltiniati estatiâtícaa exiíitiam maits th- lU:itiKt de^e- 
dado». 

Os iiot«í(os faltecidofi cHtaditttaH, manpiez ile S't u Íie)>çlIo da Silvado 
tamltcm ou luluii^tros Muudtit) Lti>d c Amlraile Ctrvo, i|uizi'rum orjLraiii- 
»al-a«, e o primeiro chopou me^mo a ereal-aj* de nucioiíaew c e^tran^i- 
TOs em difter«nteí* |>outos di! Aiiifolji i* Moi^iimbltpie; jiodondo dizer-w, 
<pie a milito cnsfo, s/» se cotiseíjuiu fazer ]ir*t(rredir a de Mf^tiomnicn, 

O ex.""* ttuteoei»áor de V. Ex,", no mL>!tu)o intento, ma.-* \\\\\\á praetico, 
tornoH-se mais pntvidente, salvando a tLMnpo sua reHpon^abitidade. 

Podia S. Ex.* tol-AH cruado e tirar melhor partido do que iptalqtier 
outro iTiinietrit, (*e S. Ex.* ho nllo preiide!<í**í, como o fez nmitu ve^, «endo 
jfítvernador de ilirtercnte» poMseHsVtí do Klíianiar, com hs ipiertfrir-H da 
prase. de mijeiíar seus projectos a coiieitiltat* da>* diverfías tnstaneiatj 
por onde titdiani di: correr; pois S. Kx." pelos stnis muitos couliecimen- 
loH práticos, p(»ripir raraA s&o na cnloniaa uacionacs c estraii}>i;iras que 
S. Kx." nao conhece, |)or fcr visto oii e:4tiidado. i^abía mais do que at4 
informa*,''**''^ 4"*-' -'' 'í'*' iiodiam fornecer c ansontal-as em bases isep^iiras 
que otTereces^em promptu dettenvolvinieuto; mas S. Ex.* íiidm de levar o 
prt»jecto a cunHelIio de ministros e para uilo recuar, vctido que uiln lhe 
faltavam emi^^routes (juix »vit autes prudente do que precipitado, e bum 
haja jior isso. (Kinpie ]in*parando tra)mlhog em uada jirejuilicou novas 
tentativas para taos instituiçõps. 

Se;;nin-s)* V. Ex.", e pí'nnitta-inr' a fVanfincxii. mais inexperiente e 
]tor issif mais infelix^ ahra^uindo a» theuriasile nl^iiuscavalheiros. infati- 
piveis trabaihadoreíi da Sociedade de (íeopxophííi \W Lisboa, decreta 



378 



EXPKDIÇlo POUTUGITKZA AO MUATiJtXVUA 



nm re;íiiliiint?iitr» (rcinifrraçâo. iI'i(t|tu*IUH (lepeiKloiiciHH. 

KKtOH triiltalhori pttriuiit irrlt|)l-l■llt■llí«ivl<í^4 hr as circuinâtaueiuit ihts lo- 
oiiUdaílcs fiii qu« ceniiti mta-^tM-H pc <lt*viiuii KHtabclccur fo^sum tiu*s. i''iin'r 
FO í(uppo2oraiii. 

r>ríranÍHanilo-iR^ iiina miaj^n om S, íSalvmior da Confftt^ surla aimi (fuv 
V. Kx." muiria que si- (^«taWulofr.-tKi' a piíiuiúni colónia a^írícotii? 

K suimIo tilii Dii v.ui t]iial)|iK*.i' ]M)ntii diis ii(i.4hh> j k >.<(.>««! (««(("leit ull*aHfHil<r 
ílofí ctiittroB eiiroptíiii* vtr V. Kx." t\iw wriam sutHciotife.-* aj* artipt»» qiio 
liH iiii*tn>|toltí Hf* ih'VÍain (jirlo rf^^iilaiitcnroj (listriliiiir iioh im)!!!!!!».-*? 

Nào UmiIio a mio oh rtiícritioH (Iccníroa, ruas lernliru-utc ftuo o prttíMml 
Bupfiríor iIhh rutatytTM tínliii ikr mi|)oriiiTeiulL'r iitit* volitniaíi MírrtC"ln!« rinp 
tiottHORtiinifrrunteff — '({iioparu lú KOí^niintn cmi tiiitt fanlos inait* ou iru>n<>» 
iiriproprinHpHruahi hc Uí^tabcIci-criMii; i* t|u»' iuih cupitavx tU** nuHhUh pn^ 
vim-iax Ati^iibi c MovaiiiIjmiuc Ht» or;j:iLUÍ.'«iiriani 7"ri'rM piwtrHttrtii 'irmi' 
ffm-^o da.f «piao.* faxiauí piirU- trt-r a;:n<?iilti>n*t* t\n iUi<tri<*to. 

y^tiiajunfftjij tintmrn p'tr pritiL-ipal Hm ]irt*parai- <]ttarU'Íít a ruerher u^ 
iímij;raijt(;tt i; propriririoiuir-llirn colloca^Xo. 

])>^viiiin olla.'i coutar eoin um fuiid'^. rmiiposto do (pm ammalnipurfí m' 
ordritoii, toí>K(í <*olirado .sohri' os riMidiíiifiitus inluauríros c i^oiti m <pii* m; 
poduH^io iidipiirir |>"r íiiil)nrripv''H's, ipiaM.ttpicr dnnarivnt* d artoit dn iHniD- 
licencia, iiiauffiirudos [núti» [im^nm> juiit:if«. 

IhCo. Kí.""' Sr.» /' byllo em thvoria o ftHsim wí ronHCpiiu inuit<^ ei» 
outri>s tompoí*, t: *ui iiif.Hmn devo couÍimsíu- a V. Kx." (pir nu- iifiiiio (xipe- 
xar de ncr nos uohhm.h dian) tio ter atcam;adn em Loaiidn. no aiinn flu 
187Í), parji o a.-*ylo D. l*edro V. :i (piuníiii de *í<Kli'KK> réi.t. e tn;?* Iierie- 
tíeiot: a duH» vinvati. liquidou para unm !.'><^;^('X>i> rêift e para outra TÍ*\b 
220i1K>l); cm H. Tliomc também para a aMtoeÍA(;&4> pietcatoria do Seixal 
'ilOálM*íl e maU de .'ítHlilTíKt pitra ou* rejiaroí^ d'nma e^níja; em Moçam- 
bii[iie maittlt* l:(Hl(l-j(MMj rrif para ;i eHcola dnrtr-ii »• rirticíoi*: cm Miu-au 
tainlitMii maift^ \utr lirtft» unalo^ritH p»ira o ndle^^W» de Nil^hii Smliora fia 
('<iiii*>^i^*ào, uirm irmandade ií um parlicular: cm K'iuiida aiiidii ullima- 
mente para a umtalluv.to d'iiinn iroloniu peual-a;:rri*'<>l'i tivo a í^aiít^fayun 
d(* ver coberta uma HubserÍpV'''> *'ui mimos de i>tto díat^ com niaií' de ittn 
couto u (luatnHTCutof mil réÍK 

Aia», Kx.'*" Sr., oh nofi^of iPntm-ioíi ípie geralmente i>.u» os ipie cuutri- 
buem para entet^ netot^, e.-*riio muito oneradoti enui inipoi<toH e eauçadoíf 
de tanta eontribuiv^o nftíeinetu, e quando »iío os pinleres públicos ipie 
recorrem á nua boUa. se uilo »v. e^tiuivam a abril-iL^ hAo nieuoH ^ner«i- 
Bos, c itiftfto cnrrcpi)oudom nos favores da metrópole, iio que oitn deixam 
de ter rafito. 

K fallo aH»iim, por uxpcrícucia; quando recolhi de Movambitpie vinha 
fiob a intlgeucia do enrhiifliasnio eoni ipte fora ac«dhiila a orj^auÍKaçjlo da 




Mt:'rb:oiu»LotítA, cumalooía k oílunisai^Io 



379 



rucUa tVoi-trJi r oJficitM^ pani ii t|iiiU iiiiiU tni mono» uoiicDrrnruui "r tniro- 
poiíH ilf* ttHlii 11 pr >viiK'ia. c utiinfi-iiic, eniititiido com ii flcdicuv^" <)> 
nivcrondihsim » prclíMl» (('iiqnclhi pn»vitii'irt, cpio iV»r.i meu comiiitnhtMru 
lio via^^iím, <! «lo tiiíriíistiiinn iimpricrurio ilo ./itrnnl fhui Cotnni(Vi,Hinm»- 
titiiir-uoHcrii i'oininÍ!*íi)lo paru ampliiirmoK a snlKHcrip\';u> iln provÍiK'ia, n 
liavoii(l!>-iK>K itirii^^iiln iiohIii i'api(ul iih prttKiintt lU* iiiiiitt iiiipMrtuiiciaufpiu 
lluís L!iiin[i<*rir( iiiteix-ii.^arurn-í»!' por aipiulla iiistitiiiv-u^ furam tuo» a» 
pr'»nnís»as ilo a liiuii.-Tito ciii ailiaineiito, tpiu tíiiti*iiitiíii;*»» dopintír *\o iii- 

tlMitO. 

Qiian 1 1 1 ».ibní iiianpi(*x ilc Sá, ipiix ajtríiveifar n projrrlo de .J. K<t- 
inurn. dii faxor iiidtalliir rm PrinbiL iiiiia (polónia acrriírola do 40 eattaoe 
«liirf illias « í»i! Idinhnvu de recorrer a inna HiihHcrÍpVíV> iiaeiniial; no fim 
•rultNiiísmir/.cv, apfiiat^ havia couíti';ruiil<i mnoiMiíi) L>riitw o tantoft mil rrit*! 

.J:i V("' V. ICs.*, portHiit<s <i>«> ra».1'j ha para mal í*o vurrucpninh-r a Mn** 
iiituiiloH il'i ;j^ovorii(> Ua metrópole i; t|uu iiu iiinii ou outiii vt^x lia oj)p(>r- 
ruuiilaiK) de iuHiieQctas, poduiii iiiníta« vexuH falhar, u iitUj (^ portanto 
o.^íti' iiin m no SBi^tiro paru «er coriitidciratUi tontei *\o reteita do rofni de 
miip-ravi'"- 

l*ara *?»• i''j:i:*tituir otritmiial tUi Jtiufu^ fui Lnaiida, hntiveri dilHciil- 
dadciii. pni.s (pio OH a^ricultorofi maiti pr'>xímoH rut^idiaiii a uniu tUr^rancia 
ulií iiiferlur a 40 kiloitmtro», c ptirA nm lo^iu* olfícioao, latiçar d'cIleK mSo 
pcria obripal-op n maus transportcíi, alem de iiicommodoí* e artaí*tuI-os de 
mus orrMpav»"'i* tpiolidiaiia!*: recahirani portaiil'» as nomcuvU*!* om tre» 
anttL'0'* ]><'i-ruí,niexen enEabelecido» na capita). 

Ufunido uma voKafpiellc tribunal, jirevinto foi hign ipie náo nmís ^e 
rcanirio, u rpic u roj^ubimcuto a scgair-ae nería formulado pelo proeiíra- 
dor lia cor'a. 

NadamatH f<u fux o, »c o ar. ^venmdor peral u.lo estudar «lovidiunente 
o assumpto, prupur nu pre^iaatt alti;ra\r*»ert, seri a(iiii*Íle ílerrelo de 
V. Ex.'', letra morta, eomn o tem sido o bem elaborado t«õbrií i-obmiad 
penifeuL-iarias do falleeído miuistn» Ucbeliu da Silvo, de que om pritici- 
pio fallci a V. Kx." 

Aiiunalo doti melhnrcH dusejua e verdudeiraiiiotitu dedíeado ao defliii- 
volviíuTiito d<» uoti8o Líllrimar quiz V. Kx." loj,'o emprehender a exeeu- 
vlo de t^uas medidas jtrojiíctaila!*, e lembní-me que aiiidaa pri^eipitav^o 
foi a cauea de Herem trancitornadart n» intetivôeH de V. Kx." 

Sabia o transporte Jtulia, do uosso Tejo com u barraca para a hUta- 
çffo Cii^ittmuhm de 8. Salvador do Congo, o V. Ex.* querendo aprovei- 
tal-o, fatMtltou pas.ta^f-ens a eini;|jraiitea ipio queriam exercer a sira artivi- 
dailc na iirovineia d'Anp>lti. 

Oemora-wí o traitsjmrte nitn nu dez dias no porto tie Loanda, e eom 
cxuepvJo de 4 ou ,'i daquelltid imliviíbioí*, no mesmo transporte re;rrCH- 
saram iio reino, punpie lá uilo encoutraram aonde íc cmpref*ar. 




»80 



EXPKOIVXO IHIUTUOITBZA AO MrATlAKVCA 



E V. Kx.*, njjo ifrnnr.t pnr rtTfa, ^111» u iiiaior \tavtr. dos rmÍLTAntca 
eram hoiiRm^ quo jú tiiilmiii oaUí^I» em Loamla. ou enino vniitrrjLcndo* 
118» obru» |)ul>lit*a!4, *»i cr:ii|uvlluti qm* tinham ctimprido fliMitvuvtt: \^>Í9 
nem incumn «ítn» i|u<! ímii pru]Mir4<lnrt pura iMicontrun-nn dirtirultiiido», 
»v auíninriim u lá sv. dnninrarom uljicum tiunpo t^vm iMuprff^o. |H*rt)Ut* 
t*iii(piutitunun^iu'iavain niln tinlmin ni<Mns rio provcrmi hk «uns iireeíAÍ- 

Teiibo-mn dirigido a V. Kx.* com UuH a frjiiKpiitsa i^ por ímo dcx*» 

diic(*r. qito crfíio noii t»on>^ rc^rtuU/idoK da^ crdiiuinn Ai^rieolaÀ dit iniriatiTa 
do p»veriiti. iptnitdo na:* l»n'iilidinlt'i* fin «pie w prrtfiMliun í^lulH-looel-a*: 

JHit/atifr, titJiiuffo, J'unf/ft, Ihiifue ttr Hrttffn';it, .MuMJtiinfntlrit v niOMiin rni 

diffiTOntc* iHiiitos dl-' llrtujnrlhx, i^K^ uHii(.Mit;inMinibarrAra>iif iit<»* i*crvhido 
doniiHloli)H(»»anii*ri(*Anoitnii dos quo se rnciMitram uo» liuziirci» de que j& 
fallid ; (Ml muJA simplf*i«. dof^qui^oi; cx|M>dÍvõeiido nbra» pu1>1ít'fl<t l4*vunta- 
ratn t*in Ltnirfiivo Maniiips r nu Doudo: eont um piipicno lin.-4pital resi- 
dtMiriaM de prti.snnl c<n])oriõr, eh*., c prtra ali i*n ntando lopro um rhcfe 
hnin). cMMu um piMpiPuo |K*^t4n]l1 de tntlinl)n(i]<>rt*i< (tudijrnnu>í). mndico. 
cntVnm'iro « mui HftL-crdoir; que em annuzvuit on de|>*>8ÍtoH «n viSo rrco- 
lliondo género» o artijff»s indiíípcnwiveiH para a rnanutonvan d^jt futuros 
colonos, ow quaois apituco t* |»om'it, ú medidti que toroui ilcuendiarrando 
*\M Lonnda omu uh roupa;*^ CcrrammitHM n mai^ urtipm qu(! lhe silo im- 
modiaramenti* pretúpa?», :»enVi p«do pivertio prnvtiicial (Mu-auiiuliudo» ao 
loírnr do wu dentino. procurundo-íe-llu*!» as onmmodidade» inaifi iu8tau- 
tes u compatíveis com os reruríttih para i^mo Hiu creadoH. 

A direcção d^etttflM coJoutDH tom df t*or especial, c deve considerar- 
i<e coino tutora dit8 coIouok, atv ipie irt^lc» pelo »cm) bom proceder e l>ous 
resiiltinlos qtu' top-in usutriitiid", poshsam d'eUa eniuueiííur-w c viver so- 
bre »\ cmborn cm principio, i/oni nlpunas concessões qne o governo lhes 
]>o»tía *lis]ti'uaar. 

Assim, creia V. £x.* que ellas prof^rediràn e. 8e.n-ir2o de núcleo a 
attrubir utnos emÍ^An1i'H. os qnaes Irnstu entào n%-. Uie» coneinla imlbaa- 
p.'iifí |>'>r ('oníuindoti eonvidativoí;. 

E para csjuum colónias poderiSo i;fuuo remuneração ]Mtsfiar o» rejçreue- 
radoit das eolonian-penacA. 

Quando tratf» d'eate assumpto recordo-;ne sempre da Nova Gailrtt f1*> 
Sufy que nito foi em principio outra coisa, penío uniu rolonja d<í dH;fre- 
dados c que fornm entes jielo trnbuDio que ebunifiruni ]mra ali volun- 
tários emijirrautes ; e d'e]la tizerain o que hoje é, um império de ri- 
quezH». 

Heninviailo extenwi neste trabalho ipie a V. Ex.» dediquei, termino 
pcdiudu n V. Ex.* »e digiic dencul]iar tnuta iiusiidin e H' sina dií^peu- 
snr sua costumada benevolência h quem ím\ deseja ver se^úr »\:iiite 
pnypiitos que sendo bom iniciados hilo de concorrer para o dosiuvulvi- 




METEOROLOGIA, CLIUAUOGIA B COLOXISAvXo '^S\ 



meuto (Ia provincÍM tl'Aik/;ola, fazeiulo-A eutriir na ordem que lhe per- 
tence I» par Uatt miiia florc^ceutcs poescfiftttes cnlnolacs c^tranf^^irRa. 



III.*"" e Kx."- Sr. — Naitti lui «pie iu^ttliqiití inolhor n. tieconsiiUuir y\c 
colitiiiiiH p<Miitcni'iuriiiH um AtVi a. «Í<> que o «leoroto e relatório t^Kw o 
prí'i'<'(|i». ilcviíln H lirilliiintc ÍHn!ífra(,'àít do fallerido vHtiiílit«tH Kcl>e!lo 
íin Silvii. cujo noiníi r niiulu hnjc um ilos inai^ fflorioBon hniztVs paru 
Pnrtuíral; uo cmtautn para reforçar os «eus theorico» arf^iinioiitoíi. per- 
mittrt V. Ex,' (|uo »'n Ifníbre o ipie ti prattcu me sup^fcriu em abono 
da iufitituivA'^' d'u]tin eidonia ii^^rieola ]UMial na província de Aii^rila. 

A intnirtiKora c iiuporfante despeza tpn- uieii!*almpnte faz u fazenda 
|inMira i-irtn oh ilf^redniln»; a trí!ttU»i)im KÍtti;i<;ào a fpic muitas vfze« 
OH v*;moH iN'ilniíidop; ob viriotí d*> ipie ne dcvíím affastar e Hiialiiiente a 
conveuieneia pura eltct** para a pntvineía e para a t>ociedade eui ^oraU 
que »tí emprefjue as fori;aH w aptidilo dVHHos individuott em trabalho 
profii MUI, que alem d<'s rentilfiid"!* immc<]iatot<, fm distraia. inoraiÍHC e 
rcíjeuere; jiiKtificn esta tn»tituíi;:io que airm ih* Hur útil é humani- 
tária. 

Se(ruem todos n^i itioze» ile LisUja nos paijuotC!*, para Au ^jobi (agora 
111 viln 17) fiframb* numcrn d*r!Bíie8 dcs^av*^*'^^ í'>*''^'i*l*>'*'^' i^l?*"**' a<^'^">~ 
])an]iaiioa de miillieres e filhtit*. Clioííauí a Loaiida c depoit* de apreHcn- 
tadoíí á aduiiiuist.ai,,'ào do Coitcelho, .sito inundados para a forlalezu du 
S. Mii^ueU «>iide kími aijuiirtelailon íudiMinetnmeute eoni kuhk familiar 
etn lima eut<erua e. u quem íijH.-iiaíi ye «lá jjàtí e rancho paia ui e que tom 
de chepir para as faunliaa quaudn a» tenham. 

Xuuea nc Ihen deu verttuurio durante tr^H annoH e mein, tempo ipie 
l)enuaneci em Louuda. iiào obtítante ho terem frito deaeontoH aos ([ue 
trabalharam na." obras publicas d*w|U(!lla cidade, ^^0 n''í.< por dia de 
trabalho. 

Kniquaato a» idira» publicat* tiveramdctieuvolviuu'uto e podiam man- 
ter ^^rau<]c pOH^nal, todoK os (íit^redadnr* eoiii otHcio e ni««mo tiiibulha- 
doren, toram almirtido» uaipielle hcrvi^'o jtor onde venciam DalarioH se- 
fTUudii í*itíi aprid^d muifM íiifcnore.s a íUKI rei» em dian nitris e dVssea 
foi alliviada a iU'í*p*'za ila taz-emla; porém Io;;o ipn* eentíou adora<;tt"da 
iiietti^piile para a> obra^ juildica:^ c a pnn iucia ce viu forvada a mie- 
Ceutal-oc^ com seuH parcos recurso», u maior parte iVaquelle» indivíduos 
fnmm uiuuda^loíi apret^eiitur á fortalecia, por nift lhes t>cr po^ctivcd com a 
diminuiv^ dos •>alnrioH proferem a tseu nustento e vcstiuirio, e tanibenu 
dípa-Kc a veribulc. ]irefiTÍrem a oeiositlade oom pour«ada e alimentai;iio, 
ao tral>allio mal remunerado. 

Disto resultou, como era de esperar, se al/runs havia nniUH, tomar- 
00 a maioria pcMÍraa^ o que facitmentn ee eomprehendc, eabendo-so co- 



J 



é^ 



eXPEOlvXo fOUTlTGCEZA AO M^ATrJ(X^TA 



ini* H Ih) rcspi^ítu an voUha então i*i»tnlMfl«c'iduM e (piv Utuiiii Cfennilu, 
.110 tt*inp(> vm qut» ifo.tTimu » |trítvim'iii « «r. coii!*elln'ir'i Cneiniio »lt' 
Al)>iii|U(.'ri|iu\ m* i)Ao fohM' a t^uti tifiitii t'<tiuIfitL'i'ii<}oiicÍu oiii nunuír ao» 
pediduH do fomincniio^ )t:ii'a <|Ut.' mio K*vuits(> |Mir ilinutv n mmi in- 
tento. 

lVnni(to-ite a kI^iiih d'a(|iii!jleii iuiIivíduoffSDJumquaeH forem n^stins 
.^niti'i)va>*i. H titulo tlr liroiiceHilntí n allinuçiuloM par» t(('rviv'>^ dtr parti- 
ciiliin^H ijiie Hl- i*'«ralH*)r(;aifi ntni riiV4*ntas. tíliar^ na utiiíor parti', tlc* 
i-u^iíA dt* fiiniiiieroio, o i\w prejudica 08 Hlliot* do pniz com alpinui in»' 
trueç.lo, í[XHi por certu »v upruvcitariuni. so uu-y* íotitítni u<pic<llrK. 

'raiiibeni por um abuwj a niultoo do» )»i*utt*iicvikd<v w^ «oiitH pravat 
nos tnr|mK da puarnivào e por U»n ns indivíduos dy Ui! cla^fw w» nài» »^n 
4>pf^'arÍ()s 011 truhaDiiidurrH iliis nliriii» piildican. huo tavonioirus, ufi(i«iis 
e. ikj:vi\tvt>' da aiR'toridudt!. 

K portanto 11 ta\4*rna um uouto. omlc ftc joga e «o projecttun íavu- 
uha»; D todoe a«piellos indlviUuoi^ »%i protu^íin nuituauMtnte contra u 
jiinuntençuo da ordcu» o do *<.»c'ojfo publico c ni'.-ííino a (axov dos vicio» 
o crime» OH niaÍ6 iicftiíitiiti; Ituveudo exciíiploit, lU* occnltarrm ok roubo» 
nti priipria rortiilezii yoii domít-ilio i- meMiii)'dr rtHibiirinn o.s rofr<'.s doa 
í4Uttrt<'ÍK (' duri t*ar«v*"'"^ Mípcrionin. 

A |>«r d*Í8to, por outm lado, nAo ec tax distiiicvM» tíntre tis KCiitfnvíW 
c uilo ô raro vvr, o ãvnUiiiceaUo a du^udo coni trahnlhoH pnbluof». uiuda 
jnuãnio por toda u vida. uetcociHudo e pu^svaudo vida rf^^ata^lu; cm 
quanto i|uc outro:^ do tíiuiple» ^cn^l'nva dt* degredo de 'Iode 4 anlM■^. cjui- 
u;o> toem ]irotoc^-òcif ; — íujcitoH ao ri^ror da ilicciplina núlitnr, traba- 
lhando obrigados pura o K^tudo* apoua» com voociíncnto doraiiclioc ti" 
rciíi em iMas utcís! 

A huvor disímcçòo^. parcL'e (pn- devi» m-t jiara e^ten, — \Kí\ti uími /• 
astiltii V uUcíTíi-s*-* P<*r jirecleo fecbnr o» ttWutt, a tal arbitrariedade! 
Na» /" tal, — o que «e preeiwu, é que 8e j^overne bi-ni e com equi- 
dade. 

Concedendo o governo : por liuniauidade ir crci" rnoeimo no antigo 
preconceito de su aproveitarem us dcgi*odHdo8 para so dcsvDvolror em 
An;r()!a a pro])a;;ai;itt) ritropí n. que a^ mulberrí* dori «lenteneendos of? 
Hcoinpiihlieu) ; -nii mal infirmado 011 porque uunea llte oecorreHse inda- 
;^'ar, pureee. ij^^ionir a Morte d'aqmdlai>, tpio é a main deít^iiv"*bi c nii- 
((cravel que é p(i8divol imapiíiar-w e f^uteu aeciíu, entio íougv de Horvir 
paru a pro))H;;av-^' da eHpeciv e ueiu poduui «ervir aoi* seutenceados se- 
nAo de um oneroMo niartyrio que maiii lhe augnionta a r^ua penalidade 
e muitAH vozcH tem «ido caui4a« de lh*as a;í;íravar em nova^ oondeuma- 

P0B8O citar exemplos; c trcs ou quatro muito modernos. 

Easan misérias o martyrioH nem de çxemplo podem »vn-ir A clas«c 






ij^aioranri' do ll■>^^(> povo, {fcrnlnieute a qiip tltí maior roíitui^rntc iioh 
trrJnie», |tor<fm> !«f im.*^.-*»!!] longe, iiAo oii vi^oin, i* iitMii HiiUr U^r o luiiito 
jiuueo )|Uc a íi»l ri'**j>eito w tt-m CHcripío. 

 almepivdo i^uu U*vu Aíi tniillicruã a iiooinpiLikhariMii jmiuiOIl^h tlcs- 
fn^içndos, tctu ]mr recompensa; (U*]k>ír tlu muitas lajL^riíiinH, HHi*rifíiMus e 
])rivav'it^!^ <»i <i»»i i!>i}|>ulliirii no eeitútcrio t\v KiiiimU, mi fiifrircm <lo8 
i:(m)])J(uli«MroM. pimi iiidividiioj* cxtriiiliiiít. <iii nhiilrin-riri? ipmiid» a rari- 
ihnh' íippurt^-tTi' 4*)ii lítMi niixilio, rima pHH>ii^«<ii) paru u iiH-trojinlc d" <pu* 
fesiiltii II Hí*])aravà»» e nmii« tanlc o eií(|uecimnut«» dob H<íní* jurr nina vida 
ipio fHiiibfiii iíi> tiíl» (' Ima, )'■ ptisiadtt cm paiz ('oi]1u>L*idn, Itrnipiof liuit- 
pUaltriro. 

O ffoviTiio i\uv. farulta aipii-lhi ciwrcM.sjlo ao.s iiidlvidno.-t tpie pi.duí^ 
luia i^àfi irpidlidori do mimi pai/., tem iiintt ^raudi* r<'t4poiiriuÍMlidH(U' iIuíh 
trUtes i-(iiisiu]U(íijt:iaft d'o.Hí«u coiiuuri!«iLo e rjiiaiido a iijio «iiiiúru rccutiar, 
|»i>nptu i»KU seriu uma nova pcnalidjulc, tcni d« Hcr previdentunlirijoraii- 
<lo U8 gi)vcniadont8 c Aiirtoridadett liK'af.fi a pr(ile;;nr ah famiÍíaAdVAMr!« 
duA^»vndo8, ]trninovtmdo-thi-^ trahallioã oiii vez do hh ri!p<d)irfm« e 
ntl(>4ilíiun'tii c-iiiii itidipia^Ao iimu ida:t.s('. ({wv tein o mcriro df vicViinut;! 
rcítijíiindut*. 

Kiitre (trt i^init(MKÍadoH, Kx-""' Sr. — Ha bom « mau. Mitito» lá vilo por 
CMtupiduz e ifçuoranoia e oiitrot^ |»or UilUim u muâmo erimcit AlboH da sua 
má ' fdm^avjlo. Tenho vivido outro miiitoíi o om dittoronte-* |«ir(t'B, o 
HtHaiiv>> 1* V. Kx.* ípic ora fácil a rogí^iif^ravrio d*al;(tiiiiii f*o difl^routo 
fosí«f ji iimiioira de os (liri;jir o do oh tratar. 

Ha provornidadi' om alpinn. ó vordade^ tnii» ó oortu ([na a maior 
parto praticam oa crtmctí allioiott á «iia vnutailo. o o (pio miúti om todos 
ollos. improKt«itjna, ó a oHoula do T.imoríro, iVondo «'Kuom para a Africa. 

Vindoij do tal L'sL'ola o emtoutraiido t;iti Loaiida por ooinjmiiliuiroi», o)f 
:i^cntot« do polioia o tavoriieiroí», oníiijilfitaiii h miul odiíoav**" "'^ ooiosi- 
dado V LMii todos os vicio»; o mais tardo vivoín no centro tia minoria, 
jBom ooiittoiomciu t\f. ípio vívoírt o do que vatcm. 

l'ara ovitar oh malon apontados o ho a]jrovoitar com ittílidado a.'^ di.s- 
posii;òort doK norttto:} cndiffOH, foram ulrimainonto oroados os proaídioH. 
mH» OHtoH Kx.'"" Sr. ko olioirarom a for c)ri,''HnisadoK. o ipio duvitlo. *'* niii 
«ovo oactijfo, alom do impitst*» poios iriíiiiimi'?* romprtonton, vaocstalw- 
locer como lv\ <i priai-ipio (-oiidcnuiavol ilo ho tornur militar nm HOUt«u- 
ceado, iucliiffivò o (pio toulia t«idu oxpuUo da^ Hloiras do õxoivito ; uAo 
HrttUfaz ao fim da rc;;oT)<TaçAo pelo trabalho » fíiialmentc ^ nin pcrífro A 
Sií|;rLiraiicit diia htcaliihLdu.H rmdo he; iii^titiiiroiii. por ím.<ío qxw om for^a o 
ammdoH, u^lo so lho L'oiitni]>oiM]o fori;a snporior om nnnirro o (pia- 
lidado. [todiTJo robollar-rio com vantajr''it<< i-'')nfra a ordom o i\» insti* 
tuiv '»<•». 

Prooͫ:i a(|Uolla freutv <!** um ostinudf*, do rocomponsas pido trabalho 




384 



KXPEI>IVA<> HOUTUOrEZA AO MUATIAMVGA 



e ct>tii|»oi'rmn('nrf»: c que «ejnm OflucHdont e rrArailo» nXn Ur\\»riátni*ntc 
e*miti ('iiri'tt r^piipuiiiff^H ti dc^iH^rH.KrtHrio». imi** Hiitex ri>iii MiilvÍtlA<lK c 
pfrtmaBH'} pl■lu^^ Umim cM-miiIoa t; onneflIinK. K ti fsti? sfiitíjo i|iH-* lejtií*- 
lou o eiiiiufiito jiublioiHtu i< iiiu-trtrida*lf ipiu já oitoi, tH0t(M|iiv vo Ip 
ncH n^^titanuMitoH trunoezot* (laru u« dtífn*utlAd<>M cm fninK i*<i)oiiiai» u 
a*tnuH iiitj|(lt'f( ttiijditrt o projecto quií touM'i a lil«'nliiíie de h V. Ex.* 
dodienr. 



I*i*<\j<*r*t:o «lo i-oKT^ilanieuto 
d^iiniii Oolonin ii^i*Í<^olti-i><Miii.l 

Art. I." — luHlituir-HC-hu cni Muriti, cniict;llHi i|n <iitfmnjit'i\Itn^ ou 
litiiii» ílilí* dtvií*<M'r< de i^utuft Aminnfft, nu iiHP fiinrtTfiit^ d«t ('iitnf>*t, iTiti- 
ccllio d« Maliiujf na pr<>viiK'Íu dr Aii^Ih. irtim coIítnia-iteiiiit-ti^rricidA. 
de í|iic farào parto os itoiuoncuado»: a trabaIh»^ piililícofi. n dr^íT^do 
perpetuo e a de^frcdo tf^mporarío quando iwflíirendo iiovai» ponaH ou por 
wiíi livro votitudo tqufroíido -«iijoitiirfiii-soi ao roírulameuto da m- 
liiiiiu. 

^ iiiiii'*!. — 'raiiilRMii KC udinittLMii nu i,'o]uiiÍii iiiclividiiii!^ di' ainlxis oi* 
»exo»*, ouriipeu*' v tiiiUp.'ii)U!i, que por fiilfa di' riHMírwí* t»u qualquer ou- 
tra circuinHtanciu.ttti itubnícttani anu rr^ulanicutiK^ifMpociausderaaclaiise. 
Ari. 2/* — IHvidir-w-lia a cnlouta (»ni "nmtn» clasupt*: 
!.• De de^fredo perpetuo e tnihallin^ publict)»: 
á.* Do doffrrdii roínporario: 
a." í)(í rcjrcuorados e fn>b a arção [tolicíal: 
4.* Do víduutaríoK. 

Art. •'!." — A ponimiioiiuia «ni raila luiia dai* primoira^ m.'i* eU^^'Oíl. 
é Bulnirdinada an teuqM» do eunti^ú doítijriiado nus HcntenvaB o ft pa^sa- 
f[i.*m de miiHf' para iMifrai", »ó imhK* ter lojjar por propn^ra do íjoverua- 
dor ^jiíral da iimvinria ^«õplud^> infitrinaçòos da diri'r(;iÍo da colónia c 
aueturisaçào do pivcrno do Seia Mafrosíiido. 

1|| uuico. — Uí« individuott da 4.* 1'laíice tieauí ttiijeitod au pratíO c outras 
claUBulaK doH i*t*UH contraetoti no acto de adiniiuMâo, 

Art. 4." — Todoft o» coloiiot*, poirtindo Hua8 aptidòvH, trãballiatn tii* 
reetpcetivaa elasne», am eoinmnin ]>ara a coloriia^ ])or ou<to pon^^boin: 
aliuiontii<;An, votítiiari'». iii?*trumniros. torrainoiítufi f utonHÍIioti iudis- 
poutíavet», i^einonto», plaiitUM, nalarios *• outras foniTSáões BO^uudo a 
cIaiuw a que pertcuceui. 

1|| uuieo. — As luulborrH quo acoin])auhnrtMii np coluno» fanem parto. 
Ihíuí oomio oh lilb»»**, lia olanso h ipu" o^nes pcrtoucoiu; |M>r<^iii aqucllas 
|>odorito her oiiiiiroí;a<las f*Ofn"id" wuí* hiibitori em ir-rvivos eí<peciíiei» da 
eolouia o entes. f*i'^iui(lo suas edades^ senlo educados UH Oí*onla pn>ÍÍH- 
aioaal. 





Art. 5.° — Vivem as coIouom, «e^ndo Httih classe, om grupos He 4 ou 
r» nKllvifliioft 011 ooni stm» familUít. Cimclo-a»; «^in alnjiiinctifr>p Apropriít- 
áoit. HUJ4*tU)!ii ROíiH iloiiiiciliDH V iicrtoiícos lí tiiíi|»e<!(;ilo diuria dadinrcção 
tí <\n» <!in]in_*^''ml<ip' ]iiiru tiil fítii iiniiioadoK. 

Ari. ti." — A(* lijibitaç'JCi* dn** coIoikis, •lif*j»nr-i*e-hA<'' (oonfnrmo os 
planos) por vla»8e» uta toraodoí uHtabelpciíneutoa da dirLXvito; de modo 
tiup abram sobru ampla» nta« de facil vi);ilancÍA e numeradas pnr or- 
tUnn de oatliegoria áo» eolminn para os liiiiltOH «^xterioren ondo («criiodo- 
tnici1iado>4, ob apentCí* de jxdieia ou guardai* da i-tílmiia. 

;$ uiiicn. — EiH tfiiaH habitador» terào os eolmioí!, aiém dai? Huait vaUas 
com n» rettpeetivos artigos do vestuário; uma eaiua de iona eoin a indie- 
peiínavel entcnra; uma mexa portátil; um liawo com aMPCUto de lona; 
um lavatório taniliom portátil com i«eus pertencei de madt^ira forrados 
intf riariiionío de zinco; iiifinnita. cnpíi i> chávena de f"»Hia de tíaudroíi; * 
um tiillioi'; tri's (oiiIlidH; uuui manta: ferrnmentaH i^ ttt*'n.*iIÍíH* da coló- 
nia a tteu cargo. 

Art- 7.** — A aliuieutaçiU) v dividida eui trun iefeiv'V'8; 

].* atitei de citme^nrem oa trttfHifJtos, cnfé u pno mi b<>laelia de embaniuo; 

á.* no iiintr tHa^ do caldeiro mio iiiteríor ás drt8 praçar* do exercito; 

íí.' *Ífftojit dr rrctihrrrm dos tmÍMiífiom, idem. 

S5 uujeo. -~ Esta;^ dtuis refei(,"Vs 5or3o (pmutn po^ftivel vuríadaj* e 
abutidautcfi e acompaidiadaí* nenipn* de 2r>l>^ de pAo ou farinlia. 

Art. H.* — O dia de trabalho da colónia í* de sete horas, variando 
Bepiiudo as E^tuçòeít, de manha: dtis '* à» 10 ou das 7 úk 11 ; e do tardo, 
dan A iIb '». 

!§ niiieo. — Antes da priíneira rcfei^-iin. teril(t logar u^ limpezus e la- 
vageuí^doMdiJitncilioi^e *\i>s eolono»; edepoiíf da ultium ati' ao reeotlier^oH 
pasKcio» e distracções que seja possível proporcionar aos mesmos colonos. 

Art. iV' — Todos o;* colonoK segundo o nexo, terilo alem do vestuário 
que pOBSHiu ]>»r sou tralialho partimlar adquirir: 

'2 bluHas, dl' fí.inella: 

"2 parcH de eiUvas. idem; 

2 casacos, idem ; 

2 saias, idem; 

2 saías, de algodito; 

3 pares de ceroulas, de tíanellit: 

3 camÍAota.«), idem; 

4 camisas, de ul^odiío; 
â (oiilbas fie untos; 

*\ leugos. de algodão; 
'2 nmnDLH, de là; 

1 chajieu de pallia, aba larga, ao nso do pais. 

2 pares de sapatos. 

25 



M 



386 



EXPEDIÇÀO PORTU6CEZA AO MrATlJhC\'CA 



S UDK-o. — Na fít« do cliapou ler-ite-ha: Colónia pmala^rk»ita; uas 
blusaft « L'iibacuti linvurú •'« fopiinteei diminclivop: i\.^i6 coi*t)i*, a c^rt'» 
difíereutvH, i^tijLFUiido :í ulatfHV. I.', 2.*. 3.*. 4.': uae ;rt>UB o uiiint>ri> tiue 
Ibeií iwrttMici' |h*1o reglstii; subru u canliÂo. briLvni'M|iierdo,odÍ»t'iiu'ti\ij 
de siia proiÍA^ao on ntreiípaçao; u do lado direito, o jMjllcia] ou de qual- 
quer Pinprfif^ ou enoar^ na colónia. u2u profíftaionaJ^ quando o» tenha. 

Art. lo.o — Ffirramoutas, iirousilioH. ntohiliafs. in^triiincntos p quae#- 
quor utachiuAH. wmeiíteti e jilantAf» (|ne se di^trilmam nos colonoí», bJSo 
propriedade da coKniia. á rr^iMíOPiibilidade diiquollnF. n jmr íé*o tnrfto 
de pafçar por doacontui* qminsquiT deíivint* mi dunmoH. qur m* proxo 
extranbo» ao Mrviço. 

J( iiuico. — o» artifíoji dií venUtarío dislribiiiil»»'* ni»-* lolonow, hy^n •pie 
estejam pap»s. o qiie se farn Mutibcm pnr d^HcoutO!'. hSo propriedadi*^ 
duH colonoi». 

Art. 11.'' Qujuido a colónia coini^ce u produxtr; u9 rendimento» de 
cada uma da.^ claases cnlrar<lo em um colire eejiecial c ««tes dividir-so- 
liiSo lio tim de cadív anuo rm trr'» parte»; — primeira, de»ttiu)da ao co»- 
teauieuto e liosenvnlvinnMif»» da prtfpriodade iittnnúi: rw^uinlft, para ali- 
meutaçi^o o rouiuiioriLÇiío aos rolonoei: — terreira, para um» caixa eeouo- 
niiea de lodo» oh coIomos por cIuhiíPb indintinctanirute. 

S l.*— A remunerava*' c»" diuhein> aot* coIoqob. seu» dutarioik serio 
proporeiauacij uott j)roduetos com que tenham entrudo em cofre. 

H ^." — Efltu rtimuueraviío ^/i bo deve fazer meudalmenro no anuo su- 
f^uite. 

^ 3.**— No prinioiro anno sn se abonara jn^r empreutimo ao? enlonoa 
qu« quuiram. at/* h qiiantia de tieMeuta rr-ÍH pf)r dia^ uteÍK, Ruhíudotaes 
quantia» da caixa económica iio inodtco juro de ti *' ,| ao anuo. a favor de 
tudo» UR colunott. 

j^ i." — Findo o primeiro «uno. {Mxlrrilo a« cnlouof^ de bom Lomporta- 
monto c aptidão noii tjerviçotf. obter, quando })ur motivo Justiticadu. a 
6 *',|, até I |„ d:i «piauíia que llio pertence. 

§ 5." — Ji^mquiiuto niio rnliver \mg*} um empréstimo nAu ne faráoutn», 

I ti.* — Oh arcijç^ts de vestuário siU> foruocidoB pula caixa eemiomíca 
undc entrarão os deiicouton para o mMi pH|;pkm*iinto <^ii) um anno e maii» o 
juro de l> *\ „ a fu\or de todon ou ctdonoK. 

5 T.* — Toi]n« ns abono» tVitoK pela cAÍxa ríon»» liquidados no fim de 
cadu anuo feita a divisáu doe rendimeuTOd da colónia. 

% K" — A todos OB colonos ho distribuirá uma cndeméta. om que êc 
fani constar todo o jo^^o da caixa cuui o possuidor ilo cada uion, 

^ y." — A eseriptiiravií'* da* vademrtai* será feita jtor uni ■•mprefntdo 
DHpi'ciat cm presença de tcstcmuuluLS, quando o colouo a «pio olla jht- 
tnt^'a nào saiba ler. 

Alt li." Conccde-ac noa colonos como premíos ; 



I 





].** — que trabalhem pura bí um oii dois dias por semana, quinze at^ 
trinta dias sngtildos, segundo seu kcIo o actividade no Bpr\'iço, bom 
(.■ritnjMirtnmDnto e clasíte a que porteu(!em, itujeitaudo o» produetos do 
títiu trikbiillio uutí ratoioB já iudicadnt); 

li." — ^que sejuni lioeucuiidos, com ííxcep\'tto doj* da !.■ elastíe a traba- 
IhaiTin fcjni da colnuia para particularCH, qnaudo eí«tes oe nfianeem e 
«lies se tornem difrnoíi de tal concfissilo. í*iijeUandn-ijie tnmbem á* con- 
diçòits de ralmo meuoH uo que retspulta ao secundo terço e teudo do 
aprcMentar-tiir todoti 08 domingos ou polo menOH um em cada mez (cou> 
fortno a distuueia) ua colónia; 

ti." — quo 8«jam di^pensadofi tem]>orariu ou indeterminadamente do 
serviço de fucliiitat* e tranuportes; 

4.*" — que accumulem nas respectiva» classes com suas profissões, em- 
pregos pro])ríameute da colónia, como: os tíe escripturaçilo. jç^iardaSf 
policia:^, fieia. apontadores, chefes do trabalho, etc 

5." — que HLjam compreliendidos na pctiçAo de iudulroa ao poder mo- 
derador, a fim de jmssurem u classe mais favorecida ; 

ti." — que uni anuo antes de expirarem suas senteuçAfl (u)ereeoudo-o} 
sejam passados A classe dos regenerados ; 

T." — que depois de um anuo de bom e eftcctivo serviço nesta ultima 
classe. Hem dependeiiciti de utitru poder alem da direcção, sejam passa- 
dos á ultima classe, dos voluntários, onde terào de Ber\'tr por contracto 
em determinado praso como fica estipulado ; 

8.° — quo 08 da 3.* c 4." classe sejam contemplados ao Mibirem da 
colónia, com determinadas porçòtis de terreno, onde se queiram estabe- 
lecer na pMvineia. ií»entoft nos primeiros eíueo anuos do qiiacsquer 
imposto», c íorucccudo-Ihos o Kstado por uma só vez : terrameutju, 
plíiutas, utensílios agrícolas e os indispensáveis, livros íllustrados e 
apropriados; e também a admissilo nos livres colónias agrícolas c ín- 
dnstrínes quando estejam estabi^tecldas. 

Art. IS." — As faltas dos colouoa ficam sujeitas As seguintes puni- 
ções : 

1." — adinoestaç^ particular ; 

2." — repreliBusíto na prenença da classe; 

S.° — reprelteusilo ux presença ue toda u colónia; 

4." — serviço de fachinas e transportes sem vencimento; 

5.° — emprego em taes serviços nae horas de folga e nos dias ferío- 
dos ; 

6,^* — multas nos snlnrioi^ af/< dex dias num mes ; 

7.* — passagem tempururiu ú closãe inferior; 

8.0 — prísjlo em dias de feriados e na» boras de recreio; 

9." — pvolubiçilo durante um anuo de se «ecupar de trabalhos parti- 
cnlures; 



J 



388 



EXPKOI^AO PORTUGUGKAr 



iAmvla 



refci 



10.** — príflÀo tíié oito diitft com trabAlhottitom a primeira 

11.** — txabaUiuii com grilheta; 

12." — pris&o an «egrodo em cf^aB »eguÍHo« até Ih^ aggmvad» com 
prolúbiv^o de fumar e da primeira refeição ; 

ly."^ — prisão utt' trintii dias loui obri^javAo de trabalbníi sum a romu- 
iteraçáo do idtimo terço dos rateios qne reverte a ftivnr doa outros co- 
lonos ; 

l-l." — expulsa» da colónia e entregue ás aiirtoridades comiH-tcntes 
com perda dot^ iuterotti^eK dii caixa orouMmicii. 

% uuico. — SerÀ«> cumpre HpplicHdan CHtaa penas aoa colouoa quando 
p«^la l*'i f^i'ral, «iiaH faltas não ti^uhiitn de »er jiiliTHdnspxr tpiuhpier tri- 
bunal dutcnnnindo e noi^e euiM) 8ur>t eatrej^io m iiuctoridadc eoiiijieteiiteT 
pordemlo o direito » tõdnsoB hou^ bavere» na colónia. 

ArC. 11." — Nas miai» respectivan cla^t^s. podem os colono» de mai» 
aptidiVi. habilitaçiKte e melhor eom|ior(:umeuto. acctimularem FCns s<*t- 
viços csppeiaert com os ticfruíott^ã carpiK, pelo (|ne pen^cberilo ' j da lo- 
t«y^ indicmla para o» (|ue apoiiaí> posíiauí exercer taee car^*^»^ : 

1 ajudante de pharmacia. réia iíQO 

1 cnfenneiro, róis ÍV)0 

4 amanueuacs (um ajudante do profeaaor) a HáO róis 1 j2H(> 

1 apontad<>r p^rat, réia 320 

-1 ditos (p4»r ciásseis) a 24<) róis Í>tíO 

2 ficií* a 21W réis 400 

1 continuo, róis 24*) 

1 porteiro, ró'ÍH 300 

1 correio, róia. ÕOO 

1 abcjçrAo, róia 400 

6 earreiroí" a 240 róis I A440 

2 tratadores de pudo u 2iX) róia 44M> 

4 chetViíi de trabalho por classe a 300 róis. ... 1 J200 

16 gnardaa a 30J róia. 41H00 

4 corneta» de 8i'rviç4j a 240 reis IHíO 



Art. l:'»." — A policia da colónia será foita [íelot* nicHnms cnlouoa cm 
cada uma das elasaea, recaindo as nomeavas cm indivíduos de Iwtm 
coniportumeuto e de niaitt Hptidíto nu at;r\íço da colónia e paru exercer 
taes fuiit'v«*ea: peto ipie terno nina gratíHcav^ diária do 60 róis que 
reccbcruo no fim de cudii íícmana. 

5 nniro. — O numero ile poliriam em cada cUs!«e uJt» excedurá ' j da 
tittalidade dos colonos e sào immediiitameute subordinados ao chefe da 
classe. 





METEOUOLOOÍA, CLIMALOGIA E COLOKISAÇaO 389 

Art, Hí.»^TchIo» os policiatt cm qiiHlqiier flitunçâo, «ccousidemin de 
»erviv'i nu suii clnstie e |)r(?8fiirn Hiixilio aos dfi ouírafi. qniindo pfdido, 
jHilo rt?H|»et'li\o apito, <|iic devem trazer f!>u»iicii»os aoa peitos das 
òlounet. 

Art- 17." — Em cada cUkm*;, aorJto ot* policia» divididotf «m ctKpiadrHS, 
dofi 4tiae:4 iim será ^^'adiiado em eliefe. 

§ iiuico. — Todo.H o.H polieiatt por eneala, detalhados pelos ehefes mis 
sufte esrjnaílras faràn de iinite. Hervi^o do ]>atrtilliaft devidamente arma- 
dos, e OHtoB ser«ío roudadoa a differentea tioraa pelos chefes e ptiardas 
para esnc tim uoiucado». 

Art. 18.** — 0« chotua bi*m como os giiardaH andarAo sempre devida- 
meoto armados e além do* carífti« para ijuc forem nomeados teeiíi piír 
^seaia «ervíí;» iioetiirno de rondiis. [»nr todo r» reciut'» da eoloníu. 

I Uliico. — Tiinío entes como ot* pidieim^ de «ervi^-e niittiirno, ditriiiite 
o aervivo iisarào jmr ditíriíietivort uma laiitrriia^ presa adiante aiun tiu- 
turito. 

Art. 1!*.** — Limita-»e a alçada dos apcntcs polieiacs para com os 
iufi-aetores tlat* e'nitrave»v'V's rojftdumeiítare.s. li reprelienitilo particular 
c á prJH-io em eaea jinipriu até á residuijJfj do díreetor da coIomÍh: e 
para enm n» criíuen mi tVIfaH de maior g^raviílade a enjtdiiKir os infra- 
ctores eom a competente partieipaçào por eMeri]>to a um dos cmpre|L;a- 
dos supcriore». rpie provulrneiarú na eoitformidade de aim» tiii^triic- 

Art. á*>." — AuuexM a eada innu das liabitavòe» dos eolouop. Iiaverito 
ptirvõee de terreno, divididas em jrlélju» epiaes em ;rraudeza. para eada' 
um do(< colouoi», ilc modo que esta nem ãcja iui^uHieieiíte nem tilo pouco 
OxujL^erada em relaçiln n necessidade e fóruns de um homem ]tnra as 
tratar devidamente. 

^ 1." —Nestas glélmn tniUalhauí os colonos nas horas de fol^a dos 
fier\'iços da colouia. ipiaudo premiados ou licenccados scf^uudo o (|ne 
ficou estijMilado a tiil re.-í]iiMto. 

Jí "2." — Nas ffjebas, se re8er^'arâo espav<>s, jiara ercaçAo daves e de 
gado miúdo, para liorticultura e aluda para alf^unms pl&utaçòus de ra- 
pido fnietn; sendo a^ divisões de eadii unm das ^If^bas feitas pelas 
arvorei de frueto rmtnraes ou jA aclimudas. 

g 3." Os ])roductus (iiis ^débas seriln eiitre;íueH ú dirervílo i»eIo íieu 
valor no mercado, s qual on os fará efmsumir em proveito du colouia 
011 transaccionar im> mercado, entrando o resultado liquido ua caisa 
económica. 

Art. 21." — Devendo aproveitar-se aa aptidões e couhccíraeutos dos 
colonos, scrito estes distrilmidow em traballwH d'agricultiira, dartee; 
d*ottii!Íos ti outros em proveito delles e da L<olouia. 

Art. 22.** — Para os trabalhos apícolas, além das liabitaçòes e seus 




394 



EXPEDIVIO i*OUTUõrKZA AO MUATlXSTWA 



mculo impresso. l>i*iu uuuiu twlas an onlviiA de caractt^r |iunnaut*ntf*. lio- 
rarios e ns inediduM jMVivtíntiv»* do tiygiene mandndas oh94sr*ar pelo 
fitcultAtivo dft cnlonia. 

^Vrr. 37." — Avisoã ou ouiniucioi* e inoamo ordcu» de oocasíâo. cMArilo 
Itatniifes uiia oftioinafl o em ooin|H»tcnles quadros na;» paredi»» osteriorve 
da m.ti'rc(aria ã altura dr. éereni liilaii. 

AjTt. 3S.«> — Ou iítjrvi(;os de lran»|H>rt<', c«»rroioH »• todott «m *|||ií roj*p«fi- 
tam a gado, l«eri^> determinados pola dirccvHO cm fítt|iei.'iuo*< tn^tmoçòe» 
ti conformo as quadras do anno. 

Art. 3í>." — O dirtHÍnr da colnniacmnoinedadirffv^lo.correppoude-se 
com fi governador ^ral por intcnncdio dn «wcrctario do ^ivemocdiroi- 
ctetnente com todas as uuctoridadcH. 

Art. 44)." — Tina linha telep-nphiea uuirú a nccretaría da colouía com 
a cstaçuo tcle^rapliit-a imuÍk próxima, ipiando Uso seja profertvol ao 
eatabcierimeoto d'uma linha dirpota, ú central de j^oanda; e unir>5e-ha 
lU ofKcíuaa, eaaa* de jnt)ii*<Í&'* ^ alojamentOA doa chofra por mnio de 
redoí ttílcphonioan. 

Art. n." — Xa ioBtrucç^es eap«!cíac8 de traballios de eump^f c offíci- 
UH»; eerito formutadafi ]>fíla dirocvâo se^iiudo o que se observ» un pro- 
viiieia para o non Mfrviço de obra» publicai 



Oi*vU'ntciito 

Ex.*" 8r. — AnttíB do entrar no calculo devo prevenir V. Ei.* que 
piirto díi hypothtíse de que os alojamento», propriamente dito? de colo- 
nos, tolb*^iroa o aívlífm de trubalhoi*, tttSo térreo» e ao uro do pais, maa 
em melhoroi» condições de ventilaçilo r luss. e que oa edificiot» cuutraea, 
os dr iidmtiiistravào. «orno FCcretarias, bibltothera, museu, liin*pital^ 
]iharmai'ia. íirrccudacôe». etu., í«ío em dois andares, sendo o iuíVrior de 
alvtíimria e o superior Bystpma unuTÍrano, »c^indo-se o modelo da 
barraca que se montou em S. Salvador do (Vmgo. 

A eapclla. observatório, abHp>aria, pris>Vs e aljfumas arrecadações 
•ito de alvenartan. 

Suppoudo o estabeleci meu to destinado a 5U0 colonos, scriV, iipproxi- 
madaineute, a despeza: 

l'2ò burraL-jiH-alojamentoa. a ííilá<HH) nus 3:7."iOi(HX> 

10 ditas americauatí a 1:4004* ►«-►*» réis 14:0<M>ii.iO<» 

Anilar inferior para eutas 4HXK»4O0Cí 

Caprlla, observatório, prisòca c 2 arreenduvòo» tí:(H>t60<iO 

Mobília e ulenwilio» paru os atnjanieutoK dos eulouos. - ■ Itõll.tiOiíil 

2í>:"250aOO 



I 





HKTEOKOLOOIA, CKIMALOGIA K COLONISAV^O * 301 

Dum oHiuuil ttiqwrinr do exercito Imltilitaiii) com o ciiriio da sua 
aniuu (lirucfiT. 

Diiin facultativo, qiii' tani purío rio íinaiir-t de waitdt* da pro- 
víncia. 

I>'Min aprnnomo. qui; será cniisidcrndii cmprofjndM <!ji iirovinfin. para 
os efteitof. da rcfcriua. 

Dum fucerdott» pura ttKluy ort t;tti.'Ítot> t'iint*idt.'rudn ^'uptdlão do exer- 
cito, ipi(* terá a m'n cnrpi a cdtica^'iio n*IÍ^i(>t>a. tod'>^ oh ruií^tr-Ttrs du 
£uu. profiftsjlo c auxiliar a iiii<rnK'^*ào. 

Dois protiissorfr* liahilirados ao niixiiio dos riirt»o8 elemetitaros. qu« 
podem .<4er einpn*^adoN do comtiiÍM«Ao. 

D'iiin iitticial nuhalturnn do exercito, liahilitndo ema o curí« de Bua 
arrna. Hferrturio. 

S( 1" — (.'ada um d'(.'í!tL'b lumtviouarioa aUiiu tiofi tirdviiad<*a <|iii'; teoin 
diruito peluí^ ^uac i>osiçMt3»já udi|iilriduH, tcnlo: como p-utiliravào nO"'g 
d'e8se8 vencimentoií; oomo ajuda de «u^to quiiixe mil r^ia mtfunaes; ê 
sempre <\nr tculmin de naliir cm serviço da eolooia a uma diatanoia BU- 
perior de.') kiloinntr<>f«. tranp^porti' por r.niita da miasma. 

g á."— Para o raín» dos profi-SHnrop, ipiaiido rllf* nAo MJauí fui»;i'io- 
uarios do Kt^rado, os m'u» ordi-uadoe cq u i parar- se -b^ ao soldo do!< alfe- 
rea do exercito t^ para o effvito de rnfonna«i aos cmprcjorado» civia d& 
proviucia. 

í 3." — Quandn adrKjça qualt(Uf!r destes funccionario», scr-lbc-ha for- 
necido p(,'la colitnia e rni rasn rir Illai^ gravidade pelo E(*tado, o trata- 
mento medico iudivponíuivel jierdrudo n direito Á gratilicaçãoe pagando 
r> tratamento pehiR seuít ordruados AOf^indo o difipo8tn mipnivincia para 
OB ofKciaoâ militarer*. 

S 4." -XAo pi»rdem direito ^ti ajudas do custo. 

S o." — Oi* lofrareH de coinnuKnito tieutu fujeitos ao praifo de finco 
anuoi^, wí ftntioti tw (|uae« turão din-ilo a pa^Ha^fin de regresw» áuictro- 
jmle. 

Art. átí." — Cumpre em peral á direcv»**^ da colónia. 

— O lovantamento da»* plantara |2^eral e Cí*pcciae« da colónia, nuaa 
differeníe?* divi«»u'íii c .-iu)>-divisrie8 e ainda dos territopio» timifrophoftáR 
prínif^iras povoações, rh >piae:4 devidamenre nuinerada» e vam as respe- 
ctiva:» referencias estarSo patentes cm f|uadn>fl uo ^nhtueto ila direcç^lo 
c dVílIe» tíe cuviatào cjqdas para as tfecret«ria» do gT>voruo fçeral e 
MioiMerio do Ultramar;— apre^t^ntaçào de qtiaesqucr projecto» d*s 
mcllioraraeutos acom|iaidiHdos dou respectivos nrçamcutoíí e planos mol- 
dados a eaeas pianta:4 de tpie também nenVi mandiidas copiai* nquella» 
dnas BU]icriorc8 et^tnçòeíc a conveniente derttribniçAo d'alojamentot* por 
dafises, do» colonos o íiuas familias tendo em attcnçAo todas aseircnni- 
etauciae prQvietaa o'c8to rvçulameuto; — a determioavtlo dog serviços 



éJ 



RXPRDiçXo PomrroiTEBA ao m-ATtAxvcA 



qtlc a cuua lun compctt.' lUariaiitvnte, «uj^iiudu o qui* fíca estatuído, tni 
vitttu diid (lelil)frav'*'^^ *l't direcçtlo com rei<t]MMtn no» tni1»aIho» para n 
oxoviiçÂn de (piHOHqiicr plauos e (ítitiitloíf piwi^to» nu uúo uo ro^riil»- 
monto; — informar todos oh mezen o pivprrirtdor jr^rnl r<»m a |»reoi»a cla- 
rczii dti todas as occorrfuetaã i|Ub 6c dori*iii diari&incure ua colónia vm 
fui:e dofl livros; — de actas, onde ne farA constar an delitieraçTiev e reso- 
IuçiVh adoptadas pela dirvcviS» »obrp todos os ramo» da adminifirra^-jlo: 
— do dtiirio tMii <pi<* m' laii^'aiii oh »er\iv'>>^ dt^terminados, n-. trabuUioé 
executados c rpiac^itpier alri;rav''»«» durante »> «orviço e ordena ahtíiigna- 
da» |Hda dÍn'cvAo ipie í^cnii) eKcripta*! c )iiimt*radfli4 t*m livro e}«p«*cíal: 
— ^de cnlpaB v catiti^oM dos colotií>«. de rcmuncraçiV» aoti mesmos: — de 
receita c dfHjMíza: — domovini('ntí>daí!aixa<fL*oiiiimica:^do inoviíneutu 
do hospital edtt pliarmaoia: — de obrfervavVsmetedmIopieas; — do» três 
reinoN cla^!4ÍHi'adnr« uo iiuihcu; — de matricula e frenuencia da^ escola»; 
— da cutrudu o r^aluda de ipiacmpier produi;ti*s ila c4>loiiia e ct^jtecian» 
dos colonos eoni dtíflinj^uaç^o de seus valore» e destinos: — ernftra das 
|>eqncnas ntinudcuciaei que se dercui; a tím ile. o niiv-^mo ^iveniador eui 
vÍ8ta das comj)etentes plantas e dem^uhoii <le projcctoM. essas iufornia- 
çòtís e eseliirecimentos eoni e^ojiias de lodos os documentos a «juc se 
referem; posbu com verdjideir»» coubeeíniento infunnar o (r<>venio da 
inetropoli' e dar-lbe a devida publicidade no Holetini Olticial. para que 
»i* torue do doniiuio publico, (|uul o êxito da instituição. 

Art. 29." — Cumpre aos membros da direc^'do: 

(iirfrtnr, diri^rir e observítr <pie se exeentem tmlos os trabalhos deter- 
minados. 1Í!*calÍí*ar os que respeitam aos differeufe» jrabiuefcs. reparti- 
çòofl e outros estabelecimentos a carp> especial de cada um dos meiu- 
brOB da direcção, euitirn superintender em todos os ramos da a(bniiiÍ8- 
travSu da colónia fazer manter a ordem^ regimen e disiúplina doa 
colonos e empeuhar-se que relt^osanwnte sejaiu cumprida.** tudu» as 
disp<i8Í<;t'»cs do rep^uiameuto; 

facit/UUiro, alt-ni dos devere;* que ú sua posi<;iio sao ínlu-rentes^ como 
deleífadn da junta de sande da província, terá de dirigir parte dos cur- 
ao8 tbeurÍG08^ onde pí>stia Ínter%-ir eont seus antoritnrioa conhecimentos 
bem como os trabalhos do ob»enatorio e nnuen ; 

a(frf>wuuOj nilosó o eucurpfoda principal direcção e ensino es|>eeial de 
todos o8 triibulhos jiractieos e the»)ricMs respeitantch ho m*u cui'so, mas 
ainda o d*- expeiiiMiciah. tentativas e ensaioti de novas cultura.* para a 
província, e de instruir c aconselhar cnlouos e particubtres em tudo o que 
possa interessar ao desenvolvin»euto da apicultura em freral da província; 

royir//f7/i, tudo unde a bcrn do estahtileeinuuito. possa exercer da sua 
santa e nobre missilo, e mais — auxiliar noià cursos us respectivos 
professores sendo seu car^ especial nu direcvào o de thesourciro da 
<:olonia; 




METi-XJKOLOOlA, CLIUALOOIA E COLONISAçXo 393 



prcffMortn, nm rogulamentu ottpecial com respeito ru runitiit IIioíi 
^tí^i^uarú !4iia:4 ftii)cv<>0»*. Heando alóin d<^ fal f(t*rviv<» h seu ear^o. dt^ um, 
a bíbliotlioca dpvidnimmtc narhato/^uda, di: outro, o museuu v. úb8i>rvutú- 
río coroo HUKÍliar do facidtatiro; 

Hfcrrtario, responsável pfla boa escriptiirav»t*» de todom os livn»» v 
âxptidluiitu da dirfcvJlo, tem maia a seu carp>, a t^Hcriptiiravil" da Ciixa 
eooiKnnira tant'" n>> <|ue respeita aos mciih livr<)i» i*<nnit Iivr'''t(í do cada 
tim dos colimuít c aiuda a inimiídiíita vif^iiaucia sobre tndan vl» arre- 
cadações e depósitos e com especialidade da casa d'nrniai! c armn* 
mentos. 

Art. SíK" — O pessoal subalterno da colónia, empregado e especial- 
mente cnntractado para tal tiin, nu tirados de ontrc os crtlonori se;,^iDdo 
o 4110 tiea estabelecido, bum «orno a policia exercem os misten-P que 
soaa dcsiínittvôe!* iudtcam e mais as fancçòas «[iie lhe forem marcadas 
pelo dtr(>et4ir da colónia. 

Art. 31.* — As iustrtifçòes fçcracs |>ara cada um d^esses^mpref^ados. 
que a elles ne distribuirAo, serão inipi*e8Bas e sancotonailas jiela direc- 
to, couf')Hue Huas resoluções. 

S uiiieo. — As especiaes ou de occasião pura deíermiuailos servidos. 
ACrJo cseriptas uos livros das ordens e lidas ãs noite» dopeis da clia- 
mada do recollier. aos c<donos. 

Art. 3:í." — Toilo.-* os colonos terAo direito. ;*eja i[ual fnru í-la.Mst: a que 
perlcnvam. a fazer (|ual(|iier represeiifa<;ilo ao dircí-ror da colónia, que 
este poderá exi^U-a por e:*cripto r na eourVtriuidudc da lei frcral, para 
caso de jul^mentos que se nito podem prever a que terão de ser sujei- 
tofs seniUi depois de formuladas. 

S unit-o. — O representante senl acompanhado á presença do dire- 
ctor prio clicfe de xua esfpiadra ou de traballio, conforme as horas em 
que c»*í*ns represMitnções tenham logar. 

Art. iiíi." — Semilliantemente todo o colono tom direito, nas horas de 
folga, com a devida vcnia de faxer por escripto ou verbalmente qual- 
quer ])cilidn iiorf membros da direcçílo da colónia, ou â direcçilo em 

l'ni ri'ibuuu.1 uJinqMi.-íto do capellilo c i*^ duÍ!!> ]>rofossi>ret(^ decidirá das 
representaçòer* e petiv'">es que tenham de ser sujeitas ú apreciaçilo da 
direcção, por imo poderem ser resolvidas lo^>. pelodinu-tore se aquclte 
uito SC julgar conípctcute para as decidir^ entilo devidamente instruidas, 
us fani Mc^iir ás auotipridndcs c«impetentcs. 

Art. ■li>." — K facultado aos colono» recorrerem para o ptvenio (^iTal, 
das delil»erav*Vs da direrç'*'^ *ii^ colónia, quando ne jtd^^uem lezadoa 
nos seus direito» e interesses em vista do (pu* ó disposto neste regula- 
mento. 

Art. dfí." — Km ti^dos ob alojamentos de colonos existirá um regula- 




A experiência deve pois giiiar-noá noa tnibalhos u seguir 
para a coloniwiçSo de regiuiís por explorar, aiiufatnndo-noH do 
que »e pt)de prever de iiieHiciix nu d« mau)» retíuludoí» nu ten- 
tativa. 

E ainda pela experiência que os homcnH aqnelles que, co- 
nhecem ns nossafl pORítesHÒen afrieanas e as teem acompa- 
nhado naa suas evíduçiVs, iiín poíiiani approvnr que n» últi- 
mos governos se proniptiiiríihsem a fazer desembarcar nas 
suas praias^ os indivíduos considerados de prejudiciaes á socie- 
dftílp na metrópole, e, também os que nunca se farailiarisa- 
ram com o trabalho. 

Nào sXo d 'estes colonos que as nossas possessões carecem, 
ali precistt-sc alem dos que siiibauí explorar o levem al*^im 
capital, 09 que sejam mestn-s em determinadas protisíòes, 
os que sejam dotados de conhecimentos e d'intelligencia para 
dirigir trabalhos; e de trabalhadores de campos afleitos ao 
serviço rude, mas probos, honestos, nRo acostumados ás dis- 
traeçtVs da cidade, d*aquelh'K que largando o trabalho, encon- 
tram prazer em descansar junto da mulher e dos tílhos, e se 
alegram tmvindo lêr o que Ihoti recorda a' sua terra natal e 
tudo o que respeita á sua pati-ía. 

É com estes emignintes da m3e pátria que se eonstittiem 
pátrias A sua semilhança e este, deve ser o tim em vista pro- 
curando eitloni:*ar as nossas possessries. 

Tratundi» de cidimisav^o eu nílo me retiro ás capitães do» 
districtos no littoral porquanto ahi, sob as immediatns vistas 
de auctorldades, o que se re<|Uí*r ê uma certa oi*dem de me- 
lhoramento» materiae» e do reforraíis de serviços, que essas 
auctoridades nSo desconhecem e maft ou menos por estas e por 
aquellfs instam, o se us nào teem podido promover ti por 
as circunim»tancia8 económicas dos districto« lhes não permittir. 

Nestes legares, cidade se lhes deve chamar, qualquer em- 
proasa, companhia, individuo que tente ahi estabclecer-se au- 
bordina-se ao que esta preceituado e para úã individues é ques- 
tão de tempo a aclimação se lhes é faeil nos primeiros annos 
a resistência ao meio. 




MKTEOttOLOGIA, CLtMALOOTA E COLONIáAvXo 399 

Mas esta aclimação nâo se pode crêr completa, porque até 
Agora nJo 86 tentou cora os devidos cuidadua lie promover u 
«oloiiisação. 

Ha orji^anianios que bSo Inaptort a domarem-se a um novo 
clima, muito distante d'aquelle que lhes era próprio, pelo que 
de;a:eiK'rara, exlinguom-se muita» vezes snn tor produzido. o\i 
«e produzem, os fructos eSo de pouca vida. 

Deparei cora europeu» em Angola quo tinham naw suas 
terras, uma n*sÍdeTU'.ia de 40 anni^s apmximailfimênte e d'e»te8, 
conheci ôft^uidas goraçòe» que permíttiam progredir, mas 
nestas familias morreram muitos individuos mi hereditariedade 
pai*a vingarem os existentes. 

Do passado, pouco mais gerações conlieci, mus v ocrto de 
lá tercn» sahidn individuns dessas segundas ou terceiras gera- 
ções e na Europa progridem comu so o seu organismo ou de 
seus antecessores, nâo tivesse sido modiiicado pelos climas a 
que esteve exposto. 

Kinguem ignora quo os nossos emigrantes raetropolitanoB 
principalmente, fiunlqner que seja a classe da sociedade a que 
])crtençamj protissjVi ou eniprego a que se dedicam, ao deixa- 
rem as terras de huh naturalidmle, váo para Africano intento 
apenas, de mais promptamente, pondo em acção as forças de 
Acliviílade de <|ue podem dispor, adquirirem meios de fortuna, 
e regressarem; nenhum pensa iícquer »'m constituir ali fami- 
iia; e assevero que rara è a pnipneda4le de europeu que era 
Africa tcni pasí^ado de puis a filhos. 

I*ode dizer-se (jue, depois que se eeítabeleecn a diuturni- 
dade do serviço para os funcciouarioe do ultramar civis e mi- 
litares é que, vamos vendo eutre nós indivíduos que se aven- 
turam a demorar u sua permanência cm Africa entro 20 e 540 
annoM, e alguns sào bellos ex*'inplíU'es de adimaçJlo. 

Apezar d'Í8tu, ainda hoje, qualquer negociante ou agricultor, 
por muiio bem estabelecido que esteja e que tenlia mesmo 
creado faniilia em Africa, se encontrar quem o remmiere de 
todos os seus trabalhos e saerificius, abandona a ftua empreza 
pnrn vir esiabelocer-so senilo na terra da sua naturalidade. 




EXPfiUIvXi 



rOUKSA AO XDATUNVUA 



em i|UA]qu<!r localidade cbi »iui pátria undo «e Ihv atipire viin- 
tajopn. 

Kepito, temos sido somprc aventureiros o nâo colonos c 
]>ortaiuo apenas temos aspirado a uma aclimavSo de tempo, e 
qnantog indíviduoH Mcm o pensarem que o sen organir*rao lisiava 
completamente moditicado, rcgresíiando uo clima primitivo tcem 
sido vietimatj lui nova aclima^'i&o piuiãadoã poucos unnos e 
algnns até pusHaduit poucos mczes ! 

No momentu em que, preparanno» uma encolhida rcpiào 
para a eoloni»ar por uma densa corn*ute de tamilía» emignmtcs 
de uma determinada provineia do nosso paiz mas trabalhatlora, 
e, (pie nessa re^jiao, eneontrem as culturas e animaes a qHo 
estavam habituadas, qne nAo tenham necessidade de alterar 
os seus usos e costumes logo de principio, que se lhes faça 
comprehender a necessidjidc para sentirem menos das iutíuen- 
cían de eltma, de sujeitarem u !«ua vida a um repmen de 
hygiene individual, eonio toda a romniunidade a um regimen 
de hygicne social; essas familian entrando numa terra em que 
liie Heju usual pelo menos uma parte do que vêem hXo de fe- 
cundar e progredir. 

Os Boers sfto um exemplo frisnntc, mas entre nós iiUima- 
raenlc lá temos os habitantes do — Districto de Mossamedes (•) 
— que nos |ir.jvam qne quando se fayam colónias em rogiSes 
deviflíimente estndmlas e He proceda como é de conveniência 
tendo em attenyào o que a scicncia c a practica aconselham, 
as tutunis gernvÒes serSo os colonos próprios para qualquer 
região do continente. 

Isto leva tempo^é verdade, mat também nÍo se pode esperar 
que com rapidex se faça em Africa o que levou séculos a 



(M FuUauilo dVttte dictrieto, eii u3ío \mhm <]i'Íxiir do rlmniar a aftoiíçJo 
do« Ifilores para u recente e importante pulilicavil^ — ^ Dietrieto de 
MiixoAinedoH — do inteliigentc facultativo da noí>«a Armndn Kenl o 
dr. Jom» Pereira dr> Xttveimi*nto. trabalho bní^oado no íeti e^tndo de 
ol»h^r^'tt<;ào practica durante al^tMi» anuoH e vpif ellticida perfeitamcínte 
«tíbr»' o futuro da coloniwiviio euroiH.*ia do nífcrido distríoto. 








l*ALHi:if|A4 ilK ULK k&THAUk^ u MALOO 



Vil^, 2<iii 



1 



METEOROLOGIA, CLIMALOGIA E COLONISAÇAO 



401 



fazer em todos os continentes hojo na vanguai*d& da gítíIí- 
Baçâo. 

Acceitêmos a nomsn po38c»»âo, conu» elln fstá e princIpiO- 
mos como se deve principiar, tcndn nós hoje a vantjigoui piira 
avançar com se^^urança, a experieneia de todos os instrnmentoa 
do proí^rcBSo aproveitáveis para o quo é mais instante. 

Loufre do n<ífl as utopia» e tndo que k' illusorio, que só po- 
dem cHUitriljuir pura no» desacreditar cíiuio colonizadores. 

Para que isto se consiga e nflo cahirm<iâ em erros do pas- 
sado, (V indirtpeíiBavfl quo He viil^arincm nutre nÓB, conbcci- 
mentob sobre o verdadeiro estado dau uo.sttas possessòen. 

Tratando-se da produc^ào, ó conveniente que nn metrópole, 
qualquer individuo que dej)ara com um producto africano, te- 
nha a comprêlioiieilo: de quaulot* saeriíicio», e8forf,'os, trabalhos 
edoL'UÇrtasenilo[iêrdfido vidas, representa esse producto; donde 
a sua proveniência c como se vence a distancia d'onde veiu ; 
dan eireuiuataiiciaB especiaes do »iAn eni 4|tio fecundou o (puies 
as da alinouphera sobre esse solo, e d"umíis e doutras aa quo 
mais. influem bencHclando ou contrariando uáo mó u formarão 
d'es6e producto mas aíuda o orf^aniamo dou seres vivos qu*í o 
acompanharam: de comoee mauteem as popula^-òes nesse meio 
e conse^ruem resistir na lucta pehi vida; quaes os seus usos e 
costumes, a sua linguagem e rela^òes que as ligam aos euro- 
peus nuiis mi menos vieiíihos; quacs as dÍstrac^*oes que estes 
ulii eticoutraru, como Li.-cm procurado facilitar a vida pela 
alÍmentaçàO|Vestuario8jabrigos emedieina preventiva; e, ainda 
como conseguem manter communica^MVs com outroa centroi 
europeus o com o litoral. 

O productor ou foi africano ou europeu e para qualquer 
doestes castts, é necessário saber como intoi-veiu o nosso com- 
morcio, c ninguém ignora que só para satisfação d'e8te quesito, 
muitos tfáo os conhecimentos espeeines a estudar: diversidade 
de transportes ate Cfísce productorea, artigos de maior procura, 
os que podem ir sendo inlrodnzidot* com vantagens, espécies 
de transacções e forma de as fazer até á líquidaçilo conqdeta; 
modo do acondicionar esses artigos não só para os preservar 



402 



EXPfiDIÇÀO PORTUGUKZA AO MDATliXVCA 



das intemperietf do tempo moa ainda em relaç2o ao sjsteina 
doa transportes; recursos com que pode contar o fornecedor 
d'eBhí»B artigofl que lho ^nrantara pelo traneíio a gua segu- 
rauçu c no» diversoe ioj^area em que sejam prueurodos, m 
seriedade das transacçt^es; o custo dos transportas para cada 
um d'es»e8 artigos, e o ónus de que teem de sor sobrecarre- 
gados, desde oponto de partida até á siui ultima transucçáo, e 
vice-versa, os que teem de pezar sobre os productoe transac- 
cionados ató aos mercados a que os destinam; e outroB que por 
sfíCundarioB, nÍlo sSo meuoa indispensáveis. 

Ainda sobre as transacções commereiaes é preciso estar ao 
facto: dos estabelecimentos que existem nas localidades que 
se pretendem explorar; doa recursos materiaes que entraram 
na sua construcçâo; d estos os que sAo iuditrenas os que foram 
importados e como se importaram; como se mantcem os pro- 
prietários e os seus auxiliares e quauto estes ibe custam; de 
qtie recursos podem diepôr cm beuetício de suas famílias e 
sendo possivel rod<'ar<^m-sc de melliores counnodidades quanto 
estas importariam c se seriam compensadas pelos lucros a 
auff^rir; e ainda outras condiçiVs que nJo podem ser indiffe- 
rcntcs a quem deseja explorar o commercio numa desconhe- 
cida regiiSo. 

Pouco ou nada d'isto se tem cscripto entre nós e é certo 
que oB que se tem aventurado a ir trabalhar nas nossas pos- 
sessòcM africanas, no intento d'um mais prospero liituro, ijtrno- 
ram como as coisas realmente se passam ahi e acreditando 
que o homem é coemopolítji e ora toda a parte se vive, vão 
coufuidos que a sorte lhes nâo ha de ser adversa. 

fim primeiro logar está provado que o homem n^o ó cosmo- 
polita, as raças humanas diversas supportíim dnaigualmente 
um mesmo clima e por isso mesmo, nâo jioíiem habitar indif- 
fercnteraente todos os elimas. 

Sob um clima diverso^ por tal forma se modlÉicam os cara- 
cteres, que por doem^as morre o individuo^ como pela «Éeriíí- 
dade se extingue a raya. 

Numerosas sâo as causas de degeneraçUo que concorrem 





MICTEOROLOGIA, CLIMALOOIA K COLONISAÇXo 403 



par» estes factos e entre estes temos: falta de aclimação e a 
iiunlificaçâo do próprio clima; o paludismo e outras causas 
inlierente» ao solo; as próprias d'uma alImcníaçSo nho repnra- 
dora e o alcoolismo; todas as doenças sobretudo as epidouiicas 
e coutagiosaa, principalmente a vaiiola, a tiaica e a syphilis; 
o ainda outras sociaes como, mudança de costumes^ contactos 
dr povos em diversos graus de civilisaçílo, emigrações, etc- 

Entrc aa diversas raças, comtudo^ lia indivíduos que me- 
lhor se aclimam aos paizes quentes do que outras, por exem- 
plo nós e oa noasos visinhos hespanhoos muito melhor que os 
habitantes das nações ao norte, os chineze» muito melhor do 
que nés e os judeus devido aos sons usos e costumes, teem 
posto em evidencia o cosmopolitismo porque se aclimam facil- 
mente a todos os paizes por onde 90 tccm espalhado c multi- 
plicara-se de um modo prodigioso. Díívo porem notar que os ju- 
deus nSo se expÒem ás intempéries, vive noa logares povoados e 
pabem proteger-se contra os frios e contra oa calores demasiados. 

O que se -reconhece já de verdadeiro na aclimayilo para o 
homem, também se dá com respeito aos animaes, alguns de- 
generam e desapparecem, outros ha que se transformam acli 
mando-se e progridem, e ainda oatros que pelo facto de pro- 
tegidos pelo homem etvilisado se tomam cosmopolitas como 
•lo os nossos animaes domésticos, o cavallo, o carneiro, & 
cabra, o boi, o porco, a gallinha, o pombo o gato e o cSo. 

Mas este estudo da resistência do individuo e dos animaes 
que o devem acompanhar na colonisaçito das nossas posses- 
sSes africanas é de tal natureza e demanda tantos conheci- 
mentos especiaes, que a. meu ver áexts ticar a car^^^ de uma 
instituição otliciul que pri:ici]»ie em reprimir as ambições dos 
emigrantes, depois de oj inspeccionar devidamente no seu 
physico e moral e nos seus padecimentos próprios e de seus 
asceudentCB, investigando das sims profissões, das circurnstan- 
cias particulares das terraa de suas naturalidades o dos usos 
e costumes ; aconselhaudo-os para as regiões unícas que po- 
dem ir colonisar com vantagens do seu organismo e do ílm a 
que pretendera dedicar-se. 




404 



£Xl>£UIvXo HOUTraUKZA AO UUATIÀKVUA 




O que couvoíu parem que C4ula um crestes índiriduos co- 
nheçam, repito aiuda^ eiU) a» vcrdadeiriu aituaç5e« d*AqucUa» 
refçirteB e como tudn nlit roíilinouto se pa«6a, o que constituo 
por ospíiu dizer um cur»» coKmiíil que 8cría bastantn extenso 
quando so queira espoe ialíiial-o segundo as regii^cs, meamo só 
coDi respeito ti possessfto a (pio se referem os meu4 trabalhos. 

As noticias que muitfu* vezes 8o lêem no* nossos perioílicos 
quer metropolitanos qu«.T ultramarinos illudem os leitores que 
procuram ellucidar-se sobre o desinvolvimento que vfto tendo 
as noiBan po^iisesHÒes^ n^i mí faz uma ideia ftor t*Htes e:$eripto8 
do que realmento se pasba nas diventas localidades ainda as 
mais importantes. 

<Js que praticamente as conhecera se formam um juizo se- 
guro do mérito desses escríptos ou pelas suat* preix-cupaçÒes 
ou porque lhe ó inditforiMite, n&o se dào im trabalho d*eecla- 
recer o publico como os devem aeccitar k assim snccede cor- 
rerem com exa<]foro certas noticias que se umas vezes podem 
ser a favor, outras sAo desfavoráveis para as possessões e isto 
tem contra si a desorienta^*âo «m que se encontra o nosso 
espirito nacional no que respeita ao que realmente possuímos 
no ultramar. 

Um dos nosHOB talentosos eseriptorea já suppoz a possibili- 
dade de se almo^*ar em I^anda e em seguida depois d'um 
b<:im passeio a ptí, ir no mesmo dia jantar no Ambriz. Um via- 
jante, robusta v cultivada intelllgencia que o acaso levou á 
ilha do Príncipe pretendia por terra inlernar-se no continente. 
Muitos outros factos ou podia citar qiio provam quanto o nosso 
metropolitano está lonfçe do que se torna trivial a quem vive 
nas nossos posaessòes. 

Eu cito ainda um facto que se passou comigo ha doze annos^ 
estando ou em Loanda. 

A associação 31 de outubro, tem uaquelLi cidade um bo- 
nito the^itro para recreio dos sócios e a pedido da sua direc- 
ç?lo, rapazes de esmerada ediíeneJlo como euriosos, tríitaram de 
promover algumas recitas, para melhonLinentos do mesmo thea- 
ro e ainda para beneficio do asylo das orphils. 



■ 




MKTEOROLOOIA, CLDIALOOIA E COLONMAvXo 405 



Ntíflsji opochana metrujMile inuiti» príncipalme.ntn na CApitul, 
como oonBnqiuíncia (líi initMativa de nxplura^M^tefl i* clw tniv^sitiau 
no contiuv-nte ntricanu, o iIíih expoili^^MCH du et^tmlo de camí- 
lilioà de i<prro o de desinvtdvidot* tservií^oií de obraa |HiblÍea8 
nas nuâsatt va^tisaimaa possesâdea uo oriente c no cccidente 
do niosnio fonrlnríitc. promincii»u-âo iim ferio movimonto a 
favor da iioísa i'/iti8a africana, ialava-^e da.H iionsan poHsesgiVs 
com o intercBíie de bem as conlieecr, o om torlíiu aa claBses da 
sociedade Be noton aspiraçòce de iiidividiinH irem procurar 
ncllaa fortuna. 

Pelot} jornaea soube-ite que no tbeatni de Loanda tte esta- 
vam levando a etleito espectaculoA com grande êxito e n?io 
fultíiram artista» em Lisboa que se lembraHííoni de ir explorar 
aquelle tbeatro, uoh mezen eiu que falta a coueorreneia nos 
dWta cidade. 

Nâo âei pttrque, me fcji diri;iíidji uma lur^^ correapondeneia 
por um nosrio popular o bem conceituado actor, que depois de 
me apresentar os nomes do diversos actores e actrizes cm 
iiumei"o de dezeseis com quem tencionava or^^anisar uma com- 
panhia o o reportório de eBpectncubia que podia representar, 
nie pcMliii o íiilormaaee ae era actírtada n tentativa e como jvd- 
gava devia ser feita a proposta á direcção de modo a obterem 
resultados, e ainíla outrod i?3clnrec'Ímentos com respeito a alo- 
jamentos, alimentarão, scenario, etc. 

Lembro -me que fui bastante minucioso nas minhas respostas 
e emquanto a interesses dizia: anão creio que os actores se 
di&p<inham a tazer a viagem na 3/ classe do paquete, mas se 
alcançarem ner admittidos na 2.* pelo preçi> da C5.*, jçnardem 
e»sa quantia nu algibeira porque sempre c maior d<i que os 
lutrõB que [iodem auferir fiímla nn^smo que se dcmoraascm na 
exploração do iheatro desta eiiiade durante t^ mezes». 

Dizia também que se os actores durante o dia se dedicassem 
ao commercio ou a outni qualquer exploraçJlo em que podes- 
sem exercer a sua actividade e as actrizes encontrassem da 
parle do publico europeu os maiores favores de hospitalidade 
que lhes r proverbial em Africa, e ainda hoje o sustento qao 




40ti 



KXPKUIVÀO l>UKTt'aCKZA AO MUATliXVUA 



UAquella ei>ochaj embora os preços de caiuarotes, de cadeira«« 
o de logares de plateia sustentassem o custo elevado oin que 
eram cotiuJos, nem assim pelo theatro a companhia oliteria 
pastados seis mezesj a importância indispensável para passa- 
gem de regresso. 

Bom seria que a populayío europeia de Loauda se encon- 
trasse numa situação tão prospera em todoa os sentiilos o a 
aô-icana de tal modo desenvolvida que pudesse sustentar uma 
companhia modesta de theatro jjl não direi todon os di;ir*, mas 
ao menos, uma vez pnr semana. 

Apezar da transfonnação por que tem passado Loanthi noa 
ultimo» annos e de se nos aliançar que ali se estão mantendo 
por .aluguel can*uagcns e carros do passageiros, ainda uáo 
creio que se sustentem companhias de tlieatro e de outras di- 
versões. 

Só se illudo quem nílo conhece dos elementos de que se 
constituo aquella popuhiçâo e não reflicta que e díver&o qual- 
quer sacrifício pelas commoilidades e bem estar individua!, do 
que se tenha a fazer por divertimentos repetidos. 

E ainda cedo para estes, Loauda carece ainda de muitos 
melhoramentos materiaes, do muito pessoal que os rcalise e 
de muito commercio do interior que incite a promovei os e 
com que os possa conservar, c ainda que se relurce a inicia- 
tiva de necessárias emprezas que vinjpiem e floresçam. 

O actor âcou satisfeito com a minha sincera resposta e agra- 
decendo dÍB8**-mc: que annos antes, um dos accionistas do tliea- 
tro de Loanda n animara a levar a effi-ito a fmpreza de explo- 
çSo sobre que mo havia escriptc», pagando a associação as 
passagens no paquete de ida e regresso e neste sentido ten- 
cionava fazer a sua j>roposta. 

Mas via pelas minha:» informações que mesmo obtendo tal 
vantagem pani a companhia, o custo mensal de quarto e co- 
mida para caíla individuo não p(íJendo ser inferior a 31* mil 
réis^ o deixaria nunm precjiria situação. 

Um outro facto mais, era que intervim por descargo de 
consciência. 



■ 





METEOROLOGIA, CLIMALOGU K COLONIBAçXo 407 

Em 1882 lia-Be em imi dos números do Diário de Noticias 
cujo mez me nílo recordo que ma indivíduo que a titulo de 
colono pouco tempo nntes, tinha ido píira S. Thomé, regrea- 
«ara mt intento d*ir Á terra du sua naturalidade bueciír a fa- 
mília e nlí^na patrício» para bc eôtabelecer como agricidtor 
naqur»lla ilha^ poitt deparara ali com o café aoa uionliculos ao- 
bre o golo sem quí^ 03 liubitantoa o aoubesuem aproveitar. 

Esoasado é dizer que tão audacioso individuo chegando á 
terra, nSo mai» ftensnii im ilha nem no café que ali^ segundo 
elle^ apparecia aotí luoutet. mas o que custa a crer é que tal 
local tivesse tídu publicidade, o. que me obrigou a dar-lhe 
couvenieiíte resposta xio Commercio de Porluffcd por ter sido 
neste periódico muito lida pelos uoasob coiumerciante» e luduis- 
triaos que mezc* antes eu lastimei a medida otHcial, ado- 
ptada C(nu respeito Aqnelln e a um grande numero d*? cini- 
grantes. 

Todos ellcb tinham t<ii<lo coutractadoa como colonob para 
paizes estrangeirtíg e ebtavam a bordo d' ura navio eatrangeíro 
para seguirem ao seu destino. 

Por uma circumstancia qualquer a aucíoridade entendeu que 
deviam dcsem))arear todos, mas cm vez de os enviar para iva 
Buae terras. iel-OH eiiibai*car no paquete qno estava prompto 
a partir para Africa e por lá «o eupalharauí de (\'ibo Verde 
até An^^ola, sem lho Ím[>ortar qual a bitua^'Í!0 em que ficariam 
esses desgraçados ao desombarcarem nos seus portos. 

O resultado foi como previra, uiorrer.MU na maior parte e 
alguns regrosíarcm pouco depois por condolência doH comman- 
dautes dos piiqaei,es ou por favor doa habitantCH europeus que 
se quotiísaram para libertar da miséria esses infelizes eoinfia- 
trioias digno» de melhor eorie. 

Mas ebtes factos (\\w se repetem entre nós, mostra que so- 
moB pouco cscrupuloBos em n31o evitar erros já coudemnados 
no pansado por nós e ]>elas na(;òríi que nmis &•■ interessaram 
em aproveitarem os bcu» emigrantes pani o funtlamonto do 
colónias á sua &l'milhanya nas possesHues adquiridas entro tró- 
picos. 



^ 




4m 



EXPEDIRÃO POHTi:ai:KZA AO JUUATUKVUA 



Em ITíí.-l jHir i'xciiipl<> o duque de Cftoineui, lerabrou-Be de 
substituir a perJii do Canadá pur um fçrande t'Mtahelix'im<'Dto 
de cultivíidoree eumpL-u» na (rnyana, tuna iuiai^inou fazel-o 
sem t» auxilio do» naturacs. Conseguiu orjEranieiír uma expedi- 
Vào que »e compunlia de l<í mil individuo», iusenaatus de to- 
da» as classea, no intento do fazer em pouco tempo uma rá- 
pida fortuna e entre a multidílo^ al(Mi) do trahalhadoreg de 
cuiupo. conta vam-»e capiíulistas, jovens de tina educação, 
liuniliaa inteiras de artistas, íicl:tl;íi,»s, estalajadeiros, padeiros^ 
uma ^ande quantidade de emprefrado.s civis e militares, até 
troujHi de ronii'tÍMn(e9f fie musico» e dtt bailarinoê, destinados a 
divertirem a eolonia. 

O governo enearregou-se das subsiâtencia:) paradous annos, 
muitafl proviítòes a um tempo que foram consumidas e eetra- 
gada« em ;rraiide parto na lun^^a viagem. 

Ueaembarearam aquellea IG mil individuo» «obre as praias 
desertas e impraticáveis esquecendo quo »ob um clima tào 
qnente e num paiz luiinido, era duplo o principio de cor- 
rup^*ilo para o8 alimentoB e d'epidcmia para os expedicio- 
nário». 

Todos ahi pereceram sem deixar mu gérmen de 8ua poHte- 
ridade nem o menor ventigio de sua memoria; e custou esta 
expediçílo .K) milhi>e» de francoa ! 

(Quanto nào tem despendido o soberano do Estado Inde- 
pendente do CyongUy pela ambi^Ao de aciis agented em trans- 
fornuirem di* repente a po^í8essao do Kstado qvie de tudo 
carecia nuiii E»tadu a par doó maid civtlisadoay ! 

No oriente os inglezes esquecendo como procederam os 
seus governos jjassados com respeitu iie po:fi3e8srieâ que colo- 
nisnram nu buJj pel(» qm- rtoreseeram ao ponto que ae torna- 
ram liDJe coloniaH da maior importaneia; entenderam agora 
que por intermédio de emprezas de grandes capitães Iheu 
seria possivcl transformar promptamente a vastisítima regilo 
de que SC apoderaram n<> centro do continente, em promptoa 
mercados para u que lhes sobra de suas industrias na metró- 
pole, e essas emprezaa erraram porqnt- nito pode haver mer- 




METEOROLOGIA, ClãMAÍjOQlA, E COLOXISAÇlo 409 



cado» onde nào ha con^uraidore» que paguem o que consomem 
e o ivsultíuio prevô-ae pelas noticias que vamoa lendo nos 
tseufi periodicuB. 

Devcmoa de&illudÍr-noB, nos sertí^es africanos tomos de accel- 
tar tudo como no estado primitivo quando seja nossa intenvílo 
aproveitar os seu» Iiabítantes, sem os qnaeft eu creio que nSo 
hu coioniearilu possível; é preciso Fazer d^elles os |)roductores 
que convém aos nossos mercados e consumidores dos produ- 
ctos das nossas industrias. 

Na província de Angola ha zonas da mais alta importância 
por explorar e sem erro posso asseverar que alem do mere- 
diauo 14" ha vastíssimos territórios senão em abandono quasi 
abaiulonados o, a maior parte, ainda completaitKMitc desco- 
nliceidoa das adminietraçòes provinciaes; — c comtudo, nao 
»ko ellus só explendidos pela exliuberaacia e formidáveis 
exemitlare» da Hora, algims ha que bAo muito bons pelas suas 
altitudes e exposição no que respeita a salubriílade senão 
Jíuporiores pouco dííferindo dan localidades que mais so consi- 
deram sobre este característico na metrópole. 

Si»b o ponto (Ic vista agrícola níto ha rcgiSlo alguma para 
despresar í o que ha, é necessidade de escolha secundo as 
culturas que se pretendem fazer vingar e quando se trate da 
colonisaçâo j>or individiios extraidiog ao seu clima, principal- 
mente 1'uropeuíi, câsa escolha tem de assentar sobre bases que 
garantam segurança de cxito. 

Explica-se a luoroBidade no desenvolvimento agrícola da 
província, porque aos primeiros 3 tíeculos apenas se tratou de 
consolidar a nossa soberania nas terras que se iam conquia- 
tando ou avassaliíindo e infelizmente de vender os seus liabi- 
tantes para irem desbravar e cultivar as terras de continen- 
les oxtranlios deixando incultas as que si- lulquiríitm. 

A lulta de braços indígenas n2o podia ser substituída pelo 
que tenho escrlplo por europeus; estes mesmos que lá exis- 
tiam, quer voluntários quer obrigados, ou eram futíccionarios 
do Estado uu commerciantes, nâo se prestavam a trabalhar 
na terra ao Indo dos servos. 




410 



EXPEDtçXO PORTCOUKZA AO MUATIANVUA 



Os poucos que em principio se dedicaram a dirigir os tra- 
balhos de lavoura eram victiraa» d'e88a sua aventura ponjue 
dcftconheciain o modo de ae precaverem contra aã iutíuenciaa 
do solo e du clima. 

lalo nos dizem 09 factor, porquanto aa re^^iòes que se pre- 
feriam para agricultar eram decerto us mais cunvenientes 
para a producção ma» as peorei^ j>ara a vida humana, as 
margeng paludosas dos rios Ben^, Dande, Cuanza, Lon^a, 
Cuho e outros, quaai todos, quando já corriam pouco mais ou 
menoa numa perpendicular á co»ta. 

Os mezes das sementeiras »ho exactamente aquelles em 
que maié soffre *» organismo humano p o dos europeus com 
diffículdadeâ resistiam por aloura tempo, ás diversas febres, 
diarrhéas, dysentheríaa, pneumonias q outras doeuyas intía- 
matorias; recunlieceram-n'o as auctoridadee superiores, maa 
faltav.im-lhe oé elementos iudispensaveits para o estudo do 
saneamento preciso e oâ recursos para combaterem essas 
doenças. 

Em todos os tempos os governadores o as aiict(»rid:ides mais 
esclarecida'! faziam sentir quanto era necessário dar providen- 
cias para que os eurupeua podessem reagir contra o clim» 
mas o peor nitu era este, eram as iuAueucias do solo. 

Nâo prociííamotí ir muito longe, Féo Cardoso na sua Me- 
moria publicada em 1825 já dizia: «O clima de Angola não 
pode chamar-se doentio para os naturaes ; cotatudo os euro- 
peus precisam usar de grandes eautcllas, para evitar, ou tor- 
nar menos perigosas as moléstias da quadra, que apegar d isso 
quasi sempre os atacam : as desordens e irregularidades de 
toda a egpecie, a que «e entregam ali os habitantes^ e que a 
natureza do clima parece promover, sâo a causíi principal da 
mortalidade que se observa neste paíz.s 

Depois d'e»te, em 1838, o coronel Fortunato de Mello tam- 
bém numa memoria faz sentir a irreguhu' vida dos europeu» 
eob o clima do littoral da provinda que provocam as doenças 
o a mortídidade. 

Lopes de Lima diz no seu Ensaio sobre a Estatística de 



: 





MKTEOUOLOGIA, CLISIALOGIA E COLOXISAÇlo 411 



Aiifíoln V Uetiguplla — 1846: «a colonisaç&o desses scptt^ea 
tSLii pnKluctivíjrt, e om geral mais salubres que as terras ma- 
ritiiua-s, (leve merecer um particular cuidado, ao gt»verno. e 
âquelle."* que se [iro^uiayn^ui ii euriquecer-ae licitameute em 
ani paiz tão abundante em prolucçt^cs valiosas. 

Mas diz elle íamb mu — «Ots futaes inonuvenieutes que exis- 
tiam para oi* bruticod nu tempo a que se refere Fortunato de 
Mello, exÍ9tom ainda em grande parte comquanto haja no 
presente, hospitaos e rigoro^sas ruedidas sauitariiiBB. 

As restricç^íes para o Brazil beneficiando Oíí seus ricos pro- 
ductos café, cacau e outros em prejuízo de similares dii pos- 
sessilo Angola e terras anncxas; e, a permissão de subirem 
d'cí4ta, trtdo8 OH annoci corrente* de gente eomprmla para. ali, 
sem pagarem tributos, no fito de; desenvolverem aquollas e 
outras pi'oducçòes^ íuutili»avam os esforyos dos bons portu- 
gueses para etuprezas prodiictivas no fértil solo d'íxquella 
possessSlo que podia ter rivalizado logo com o Brazil de i[uem 
foi antes da índopendeacía, uma colónia escrava, pois d'ali 
recebia aa fascondas, os moveis, e ató as aubsisteneiaa em troca 
dos trabalhadores de que carecia. 

Quebroii-se L'mfini a cadeia de Interesses lícitos e illicitos 
que nos tempos passados unia aquella possessão ao Brazil e 
depois doeste se tornar império, estreitaram-se mais os laços 
que ligavam aquella á mâe pátria. 

Bom foi assim e é tempo agora nSo só de aproveitarmos 
das suas ubérrimas terras para se evitar a maior parte da 
iniportarâí) que consome^ mas ainda fazel-as produzir muito 
miiis paia que possa fazer concorrência com mercados expor- 
tadores do que seja mais procurado. 

Por falta de estudos tecbnicos, pessoal dirigente edoneo, 
conbecimentos peculiares ás localidades, nllo vingaram as 
empreztis industríaes que se iniciaram em diversas regiões da 
província, mas no que respeita a culturas, é certo que vaga- 
rosamente e á ctista de muitos sacrificios e de muitas vidas, 
se fizeram propriedades, algumas boje de grande importância 
e se outras com o tempo se anuiquíllaram, foi isso devido a 



BXPEDIÇÍO WRTItWJBíA AO MUATlAXVTA 



terem gorado ais cmprczas do transporte* que Íomoiu facilitar 
a vida doe produeiorOB. 

EiUre o mcrodiaiio ile Ambaca e o Cuan^o ba regi*teá, omle 
•e depara com plantaçOos de cate^ de algudâu, de cunna e de 
tabaco, alçuma-i já oceidtad ao viaadanto por uma lien&a vejje- 
ta^At) natural, que íaz guppor na occaeiA.'), omle «e descobre, 
«ereui plantuyiVs cxpuiitam-ii», o tô dcpoia d'um determinado 
cfttndo de obaervaçAo »e reconhece terem aido alii collocadaa 
pela inãii do lioinetn e este, decerto, «e nilo Foi eiii*opeu, foi 
indigeua por eile educado. 

Ifito deu-ae e aluda ao repetirá aempre que se correrem 
riaco^ do avetituraa; qualquer acmeute laaç^kla á torra^ como 
tenho dito por vezea, cm pouco t^inpo Horeací e tructíHca; 
porem valorisar a aua collieita df^pendf. de a fazer transportar 
ao lagar onde ae conauma, dítH-utdaie que tem aido aempre 
tHo grande, que muitíia doà iadivulun-i ae nilo pn*çrtrftm com 
a vida o seu arrojado commetlimento tílD distante doá fitcoa de 
civiliaaçAo que a custo ae iam creando, desanimaram c reti- 
raram para ir emprej^p o resto das for^-as de atia actividade 
onde cliaa podeasem ter collocaçJo íi|)ropriada. 

Creio ter juatificado a-i priíicipacd catiaaa porquo a nossa 
província de An^la até hoje náo nttingta o debinvolvimento 
de âoreaccncia de que é auaceptivel mas ainda ha uma outra^ 
o nào ae t«r proseo^uido na orieniaçio da ediua^^ào do elemento 
natural do tralmllio. i\tio ali é o indigena e t2o bem fôra 
iniciada peloa [^adrt^s inif^aifínarios de diveraiis ordena a ponto 
de ae aentir ainda deeaa educayÂo oní todo o sertão para leate 
do dieitricto de Loanda; iuHuencía que depoia d^elles so foL 
transniittiudo de paca a filhos. 

í -omprelicnde-8C que a falta de bons directores, ou jaelhor 
por eauaa dos dircctorea qiu; depoitt ae toem improvisado entre 
ellfb, deeorientaram-se os dlacipnloa, oa quaea abandonando 
aa terraa de aua naturalidade, onde íloretieeram aa culturas 
inieiadaa; aâo oa cspeculaiiorea que procuram por todoaoa meios 
expoliar os povos mais abastados do nosso convívio prejudi- 
cando os interesses do commercio da provincia. 




METEOROLOGIA, CLIMALOGIA K COLUXISAVAO 



413 



Katcâ homeniif AiiibatjuistAs ou oh por clles cdiicivdos, uiedia- 
neiroB entre »6 'ináWnhva da raça miropeia eãtabL*toeid(>s na 
pn»v"mcitt e aujiiellcs [ji>vo8 (jue podiam ser exirellunteri turna- 
ram-se nooivoe e iwi^tim hoje é uma necesHulade estabelecer 
en(re estes^ boas miBsdes civili&adoras para 00 fazermos pro- 
duzir pijiB d'outro modo nune.i elles constituirão convcnIenteB 
mercado» para as nossa» industrias. 

As missões educando os indígenas maia selvagens no tra- 
balho e, aa emprezas nu indivíduos que procurem dar boa 
coUocaçíl(» ao» seu» capitães, aproveÍtando-»c do trabalho indi- 
gena, inuitu hSo ile concorrer para a coloni.Ha^*;U) europeia. 

Maá para que isto se faça é níícessario que o nosso publico 
seja esclarecido H(d)rc o que podem valer as explfírayues na^ 
terra:^ de Angola quer a;;,^ricola8, quer induíitriaes, entrando 
em linha de caleulo com todos os factores que mais ou nieuoB 
influam nos resultados d'cssas emprezíis e presentemente, pode 
fazcr-se j)ar uma propaganda seria, som tícçoes, e ao alcance 
de todos, [u»r meio da.s escolas de instrucçAo secundaria o de 
publicaçi^es oificiaes económicas. 

Trabalhos dos IndljeDas 

A abolição na no^sa sociodade, do trabalho (Ui liomem 
roachina^ foi não »6 um ncro de justiça, mas de boa politica e 
d'umíi sensata adrainistraçSo; e para as nossas possessões 
africanas, a origem dj uma re|i;eneraçílo de vitalidade pro- 
gressiva no florescimento a que tinham lodo o direito. 

Em toda a parte o trabalho dependente das forças humanas 
foi considerado a principal condição que distinguia o íííTfodo 
senhor e por irtst> mesmo que era um trabalho nào remunerado 
era pouco productivo. 

D» exph>radore8 dVíste trabnlho kó pela abundância de Lra- 
çoe, poliam obter resultados ílas su:is emprezas; e dalii, a 
constituiçJlo da?! grandes propriedades e de culturas de mais 
prompta e menos dispendiosa producçAo. 

Para as nossas possess-Vs, como se viu, as consequências 
d'cstc trabalho foram desastrosas, nAo só porque pela abun- 



414 



eXHBDIçXo PORTUGtTEZA ÁO irCATlX^rVTA 



dancta da oíferta dos bra^*o» doa captivos, se ori^lnoa o tra- 
fico para paizes extrunhoà que era uma exploraçAo lucrativa 
Bem o« menores incominodoíí, mas ainda porquf». ns braços 
aproveitados nas nossas potitifBsòi*s, returdunun os pn>^reíi8oa 
na siia agriciílCura e na.H Biiaa industrias. 

Nos últimos tempos Icmbraram-so os governo» da institui-" 
çâo da clíiáse dos libertus, como a que, devia estabelecer a 
transicçSto do koimm escravo para o homem lixire e na verdade, 
pnrn a questão do trabalho, foi uma merlida de grandf". alcance 
tí que deu resultuilos satisfatórios. 

Foi d'eistji rtnsse que ttahiram a maior parte dos pequenoa 
proprietários a<rricolas que existem em Angola, bera como os 
melhores proíissionaes em artes e otficios. 

Estava por lei designado o praso da existência d'aqui*lla 
classe, porem o Ministro Andrade Corvo que previu em 1 875 
que se precipitaria a sua extineçlo, foi previdente, dando ao 
serviço dns obras publicas em todas as possessões africanas 
grande desinvolvimonto, para que os indivíduos que iam 
receber foros de cidatlFlo, api^ovettassem da aprendizagem 
adquirida, no trabalho que lhes ia ser remunerado devida- 
meíito. 

E devo dtzel-o, foi esta uma grande medida d'aquelle esta- 
dista, a quem é cedo ainda, para se lhe fazer a justiça que é 
devida a muitos dos seu» actos como Ministro dos Negócios 
do Ultrainar. 

£a já: tive occasiSo de dizer que entrando em 187$, no 
serviço das obra?» publicas da província de Angola, encontrei 
em Loanda, um bom pestioal de operários indigenas, que em 
1880 nSo era inferior ao europeu que da metrópole na data 
anterior havia acorapanha*1o a JírecçHo d'aquollo serviço, 
com salários elevadissimos, e nito era mais productivo. 

Também n3Ío faltaram bons trabalhadores para as con»- 
tnicçijes do estradas e na ^ade para o serviço de aterros e 
desaterros por empreitadas. 

A ptir d'eâtos Lomens que se tinham apresentado com uma 
boa aprendizagem sob a tiitella de seus ex-patrSes, viam-se 




METEOUOLOOIA, CLIMALOGIA E CULOXISAçIO 



conAtantemente a pedir traballio cm todos a^ ubrus em cons- 
trucçHOf indivíduos dos dous sexos c alguns que vinham de 
terras dietanloe. 

Muitos rapazes furam educados em oíRcios, sendo certo que 
em 1888, quando regressei do Interior a Loanda. alguns d*ei- 
tes que vieram cumprinientar-nie, já dirigiam traiialhoã o de 
responsabilidade. 

Nas propri idades agricolae de maior importância no dís- 
tricto de Loanda^ e na ilha de S. Thomó, vi en, indivíduos 
<[ne íorniN (^iliicados na classe de libertos dirigindo os traba- 
lhos da» machinas com consciência do que estavam prati- 
cando, sendo estes índividuos muito considerados pelos seus 
patríles. 

Antes mesmo de tíSTG, era todas as roça» da illm de 
S. Thomé, havia um grupo no pessoal do trabalhadores, que 
foram os grandes auxiliares dos proprietários e mal destes, 
se assim nilo fosse, não &('> para manter a disciplina entre to- 
do», mas ainda porque eram elles os que verdadeiramente 
conheciam as pi-opriedades e faziam desinvolver as planta- 
ções. 

Estive com alguns proprietários e administradores que nSo 
conheciam ainda, quaea eram os limites da sua Jurisdicyiio, 
ht^m como rito sabiam o que existia na propriedade de terras 
plantadas e por plantar. 

Tendo do proceder á delimitaçílio de algumas royas, nào se 
suppouha que os pmprietarioH me apresentassem títulos ou 
qualquer documento que me podease eâclarecor. nâo sfinlior, 
apresentavam-mi! indivíduos do tal grupo considerado, jtara 
me guiarem. 

Como se tratava de conciliay&o entre visinhos e estes, con- 
fiavam jtlenauiente no que fosse testemunhado por aquelles 
homens practíco» das propriedades, era caso para dirigir a 
bússola e seguil-os, medindo. Os proprietários ou administra- 
dores que mo acompanhavam neste serviço, me dihsenun, ter 
sido a primeira vez que percorriam os limites da propriedade. 
A planta acompanliada d'uma memoria descriptiva foi 



416 



EXPElHÇlo H>lt'raOCBZA AO tfUATíAXVOA 



basu sobre quu m formularam uh títulos nau inâtancÍHit eotn 
píítente». 

<2imntlo oiii isTií, o« trnl)AlliA(lorcg 60 despediraimlab n^çau 
al^untt uprnvi>itaram-*e di>H conhecimentoií que tinham diu 
plantações nos seus corttinR, c sem que ou adniinistradorvs 
percebebscin, ahí foram cnlhí^r café v. vendel-o no commorcio, 

E é assim como tse explica quu nesse anno livetíse entnuU 
maiH quantidade do café na alfandega de Lisboa, não figu- 
rando no p*gÍ8to as principaes roças exportadoras^ MonU 
Café, todas de Agua Izé, Santo Amaro o outra», as quacs, se 04 
adminititradores p(ide<)st>m ter fejtti acolheita^ haviam de figa 
rar com mais de eincoenta mil arrobas. 

Também nas |)ropriodadeB mais importantes do nertio <\i 
Angola, se dA o facto ainda hoje, dos administradores, coa 
fiarem a direcçAo de trabalhos por elle determinados, a indi 
gonas que íoram educados na propriedmie. 

Xâo foi pois, só o trabalho braçal mas também t> intelli 
gente índigeua, que enriqueceu bastjinte os soas palnms o foi 
desinvolvcr a agricultura o as industrias era quo foi beq 
orientfula a sua educaçlo. 

Para a educação do africano sorlanejo nada ha melhor qu 
o ensino practieo, o que elle vô fiizer, incita-o a imitiir t 
quanth) se convence que d'e8se seu trabalho, alcança lucrt 
imniediato, aperfeiçoa-»e o netivn-o. 

As tradícçòcs da dependência em que estiveram dos ha 
mens brancos, toniaram-os desconfiados o é, ainda cedo, part 
desvanecer ae impressões a tal respeito aos que, teem vivid< 
mais aH*astndos do nosso contact<». 

Succedeu tanto no occidento cumo no oriente quer em poí 
scBsAes nossas quor estran;:;eiraB, p<nieo depois da alwdiçSo d 
trabalho servil, qu.indu por iissim dizer se iniciou o trabalb 
assalariado^ receberem os trabalhadores a sua feria e na maior 
nio comparecerem 2 e 3 dias seguidos. 

DiMiionsira este facto, que os indígenas nJo tinham muit 
ncceshidades a satisfazer, que predominavam nelles gosarc 
primeiro o producto da tarefa feita, antes de encetarem outri 



METEOROLOGIA, CLIUALOOIA B COLOKlSAÇlO 417 



que acreditavam paganclo-lhes o patrão aquolle trabalho dcllo 
alcançara ou havia de alcançar interesses muito gn-andes pelo 
q\ie lhes devia ter pago muito mai« ; e que aguardando serem 
chamado» de novo para trabalhar, pensavam poder Bcr crbc 
reclamo, pretexto para exigências de maior salário. 

Ma» isto não é para t^xtranhar o o tempo ae oncarrogou de 
fazer comprehender aos que eatão em contacto com oa euro- 
peu», que nSo trabalhando nfto podiam viver na sua commu- 
Bidade e a evolução vae-fle fazendo, nJlo tSo depressa como 
era para desejar na província de Angola, por ser muito grande 
em relaçlU) ao numero de núcleos europeus que por lá se 
encontram, e grande a distancia d'uns aos outros. 

Mas na illia de S. Thomó em geral e cm particular nas 
povoações principaea do Angola, é notável a gnmde differença 
qne de anno para anno se sente depois de 1880, na grande 
concorrência do africano ao trabalho remunerado o sente-so 
tanto mais este facto quauto ellu mais vae contribuindo para 
o desinvolviraento d^aqnclla ilha e povoações citadas. 

Mesmo ao sahLi' doestas povoações para o interior do conti- 
nente qualquor que soja o sentido om que se siga, reconhecc-so 
já dos henoficioa da lei do trabalho livre, embora, a par dos 
vestígios desastrosos que ainda se nfto conseguiu fazer desap- 
parecer, do trafico abolido em 18.*jt). 

Depara-se pelos omninhos no sertão, com pequenas proprie- 
dades Agrícolas tnibiiliiiidus por famílias ou indivíduos associa- 
dos que negoceiam os produetos com os que transitam por 
esses caminhos ou vilo negocial-os aos mercados mais pró- 
ximos. 

Vêem-se uas abas das serras e geralmente próximo de rios 
ou de riachos aldeolas d'\un certo gi'upo do indivíduos no qual 
seni diílicil uâo encontrar como ciíefe ou cabeça, um d'es8es 
HlhoB de Ambaca ou discipnio delles, que na maioria se nSo 
é, foi, ofiicíal ou pelo menos pra^a das tropas moveis ou das* 
companhias da guerra preta; d'e8se8 indivíduos que fazem 
requerimentos cum facilidade e nas conversas mais trivíaes, 
usam sempre da linguagem forense, como por exemplo: t^ti* 



418 EXPEDIVXO POUTUGUKZA AO MUATIINVCA 

8€ me fa^a com vista o peiaxit — quando está a comer se quer 
que llie dêem o peixe. 

Em geral, interrogado» os individuoa d'e8sea grupos, sobre 
anua proveniência na localidade, mais ou menos a resposta é^ 
que foram escravos ou filhos de escravos do sr, F. ou do sr. C- 
e depois de narrarem umas cousas com respeito ao seu pas- 
sado terminam por dizer: e como f*ômo3 filhos de Muene Puto 
aqui viemos fabricar esta libata ])ara vivennos. 

Envolvidos a maior parte doa homens em tunya^ de aigodáo 
por elle tecidas, raro é nquelle que se nJlo entretém, sentado 
mesmo conversando, ou pas^seaudo, cm fazer linha íiando-a das 
pactas de algodão; como de pedayos de madeira com uma 
íaea, fazendo cachimbos ou biíu^alas ou as caixas de tabaco. 
» Encontrani-Hc nestes gru|)os homens que cortam e cosem 
roupa mesmo exterior^ que fazem calçado e que trabalham em 
ferro; e um ou outro cuidam da lavoura, do gado e da crea- 
ç3lo; mas cm geral (restos scrviyos os mais rudes, bem como 
os clianiados <lomosticos de cosinhn, e, de transportes de 
agua e de lenha, smo cargos das mulheres que sao auxiliadas 
peh>s menores de ambos os sexos, facto este que notei entre 
todos os ])ovos que conheei alom de Amhp.ca. 

As culturas entre os indígenas do continente, por emquanto, 
sendo pimcas as exeepcòc^, nào vào alem «las indicadas por 
L<>]M'í* de Lima t;intit cm vari<*dad)' v^^\\\^^ cm quantidade e iríto 
pela ra/à') muito sini]>les poniue nicni dos arredores de Loauda 
nada lia i[ue erítininle maior jfrnduer^o do (jiie calculam poder 
consumir os produelore-i. mas nota-se (pie liavendo esse esti- 
mulo, (jue ?;('( puile s''r ereado íaciliíando-se as eoniniunicaçòíía 
com as cidade'; c villas de iiimís (lenida poiíulaeào, ha todos os 
clemeuíos para :i^' aui^^meiííar a jírodueeào c nao serem es)[U«- 
cidas as culturas de ali^odào. eanna e eate de (jue os indígenas 
mais ou MicMor; f^e tem ocenpado 

Km ('a/.en,ií(i eontaram-se L*nii plantaeòes de eafé perten- 
ceiítcs a indiireiías eom uma proilucerio total ih' 1.5(H):(HM.) 
kil<is. numero ijue cí;tá actualmente muito reduzido pela 
<'onstÍtui*;ào das grandes propricdatles europcas. 



KVraiMOLOOIA, CLIMALOOIA E COLONISAÇSlO 



419 



Nu Gulungo alto a pequena cultura pelos indígena» ó rela- 
tiramonte importante e aht existe uma faBeoda do prinu^ira 
ordem, Monte Alegre, hoje creio pertenço ao Hn-nco Ultra* 
marino onde »v cultiva princii)almente a canna saccliarina. 

Ha mesmo regimes que foram aproveitadas em tempo, para 
arrozaes e se n?lo fosse a concorrência do arroz que entra 
na província, decerto muito se leria desenvolvido e com van- 
tagens a sua cultura. 

A Expedição a meu cargo fomeceu-so em Ambaca d' umas 
seis saecas de an'oz ahi produzido e posso asBcverar que o 
achei oxcellentc. 

De Ambaca até ao Cuango, raro era o sobado gentílico, e 
povoiíç^ies pequenas mesmo, em que se nâo encontrou jía<lo e 
creaçòes domesticas das que nos sào triviacs, sendo certo que 
em alguns lagares ha maia abundância o animaes mais desin- 
volvidos que era outros o que ae deve attribuir mais a intluen- 
cias naturaes^ do que aos cuidados dos ãeus proprietários. 

As plaittayòes da canna cstào muito espalhadas por toda a 
provincia, de norte a sal c para o interior atè mesmo nas re* 
gides da Mussumba, as melhores, s2o as dos europeus c afri- 
canos de posses, que as fazem deainvolver não se poupando a 
fazer os trabalhos de irrigação de que carecem. 

O gentio em geral esquiva-se a estes trabalhos, bem como 
os habitantes dos concelhos que se contentam coma vida gen- 
tílica c por isso apresentam pequenas plantações e só nos 
logares em que uilo ha necessidade de irrigaçi^es para produ- 
zirem. 

A facilidade de obterem a aguardente como gratiticaçJlo 
d'um Bei*viço o mais insignifieante a qualquer europeu ou a 
seu aviado, é decerto o motivo porque elles ainda nno dllo o 
venladeiro valor á sua cultura em maior escala. 

Devo dizer, ainda assim, que no concelho do Malanjo, já 
os habitantes os mais nides comprehonderam que interessavam 
em desinvolver as plantações nas suas turras c levar a eanna 
ás grandes propriedades para ser distillndu, pelo que, deixam 
mu interesse a favor da propriedade. 



420 EXPEDIÇXO PORTUGUEZA AO MUATIAjTVUA 



.Também adoptando este Bjatema eu conheci na ilha de 
S. Thoraé uma propriedade que se desinvolveu em plantaçôe» 
de café. 

Pertencia esta propriedade á Santa Casa da Misericórdia e 
era arrendada em praça por um certo numero de annos. O 
arrendatário se bem me recordo era brazileiro e tendo oatra» 
propriedades de que era administrador e ficavam distantes 
umas das outras, conheceu nSo poder dividir a sua attençSa 
nem também o pessoal de serviçaea por todas. 

Nh propriedade arrendada, já existiam nos seus confins, 
havia tempos, indiviíluos forros que constituíram famílias e 
elle permittiu-Ihes que continuassem a viver ali com a condi- 
ção de cuidarem da propriedade entregando-lhe de todas as 
colheitas metade du café limpo, ficando a outra metade para 
elles, mas esta era ainda sujeita a uma outra condíçSo ; nSo 
podiam vender o seu café a qualquer pessoa, sem saberem se 
elle estava disposto a pagal-o pelo preço que lhes fosse offe- 
recido e sendo preferido quando acceitasse tal preço, o que 
sempre Buccedeu. 

Lucrou o arrendatário, lucraram aquellas famílias, a pro- 
priedade e a Santa Casa que mais tarde a vendeu por muito 
bom preço, e a tempo, porque depois o café teve uma grande 
baixa de preço e libertoa-se das difticuldades de administra- 
ção, faltas de Ijniços e outras contin^oiunaH. 

Verdade ó, que talvez I»ojt' lho foese mais conveniente pos- 
suir a pn)})riedadL', que as inscripçÒes <'m que converteu o 
capital adquirido, mas isto é um incidente que ha 15 annos 
se nâo podia j>rover. 

Pelo que tenho exposto vê-se que os filhos das terras de 
Anfíola, orientados na sua educação sSo ou naturaes elementos 
do trabalho nas t^utxs terra», e a orientação faz-se com bons 
resultados daudo-lhes exeniploe praeticos para imitarem, isto 
é, na questão de trabalho, collocando ao lado d^elles quem 
sabe trabalhar na empreza que se tem em vista; assim por 
exemplo, tratando-se de desinvolver as culturas do arroz, do 
chá c mesmo do ópio, poderá encontrar-se melhores trabalha- 



MKTEOUOLOOIA, CLIMALOGIA K COLOJÍIdAvXo 421 



* 



dores que oa chinezes ? tratando-se de deaínvolver a purgiieira 
e mesmo a canna, eu lembrarei os filhos dos noBsos. archipe- 
lagos de Cabo Verde e dos Açorctf, e tratando-sc de cereaes 
procuraria naa rfí|^i<^efl mais a »ul do noseo paiz os trabalha- 
dores que sendo de capacidade para serem imitados^ pelas 
condições do seu cUmA e de sua constituíçHo physica menoa 
tivessem a soffrer do meio extranho. 

Com estes bons elementos para serem imitados nos traba- 
lhos de producvílo, que também podiam obter-se e dos mes- 
moB palzes^ para os de outras industrias; eu creio que muito 
BO faria cora respeito á practica educação dos africanos serta- 
nejos de Ang^ola e se facilitaria a colonisaçào europeia, 

E, nâo é novo o que lembro, pois já Lopes de Lima 
disse : 

«Bom fora também, a meu vêr, asaalarlar no estado da 
índia e a ser possivel na mui populosa e agrícola comarca de 
Bardez algumas famílias de colonos para irem ensinar aos de 
Angola o amanho das várzeas do arroz^ c mais ainda o dos 
palmares de coqueiros, — o modo de crear estas arvores pre- 
ciosas; e de extrahir de umas a sura, de outras o coco, — -e 
de reduzir este a copra, e d'e8ta tirar o azeite, — o de pre- 
parar o cairo para cabos, etc. Estes colonos intertropicaes, 
bem fáceis de aclimar em terra ufricma, depois de transpor- 
tados íl custa do estado, deveriam ser alojados também por 
conta da fazenda publica em alguma terra da beira-raar (pró- 
xima á cidade de Loanda) aoude hajam coqueiros, e visinha 
de imi dos rios, cujas lezírias paludosas se prestem bem á 
cultura do arroz; — nem será difficultoso de topar um terreno 
com estas condiçÕes^ nas margens do Dande, do Bengo, ou do 
Cuanza, ])ara o dar em apanágio a estas famílias com a única 
condiçilo de o terem cultivado ao modo aziatioo dentro no 
praso de dous annos, durante os quiies o governo aería obri- 
gado a fornecer a cada cazal — sementes, ferramentas e uma 
consignação alimentícia estipulada d^antemSo: d'ahi em diante 
cada uni teria de subsístu* pelo seu trabalho do producto do aeu 



422 EXPEDIÇIO POKTUOUEZA AO MUATIÁKVUA 

lote de terra, aendo-lhe também concedido o adqairír succes- 
BÍvamente novas terras de sesmaria, se as podesse cultivar : 
penso que com estas condições nfto deixariam de acceitar a 
emigração para Angola alguns d^eesea indastriaes Goanos ave- 
zadoa a emigrar, nfto sú para todas as partes da Azia, ma» 
ainda para a Africa oriental, — mais doentia que a occidental, 
— e aonde todavia vivem bem : quando porem tal expectativa 
se nSo realisasse, lá tem o arsenal de Gôa boa porção de 
condemnados ás galés, que estSo fazendo despeza ao cofre da 
índia e melhor era que a fossem fazer ao cofre d' Angola, 
aonde podiam ir ensinar nfto só a plantaçào e aproveitamento 
do coqueiro, e do arroz, como também officios fabris que 
alguns d'elles professam, e de que em Loanda ha bem me- 
diocres artistas, — como por exemplo — os de marcineiro, etc. 
O t^ estimado azeite de coco, extrahido por mãos indianas, 
entendo que pode vir a ser um objecto importante de expor- 
tação; e uma vez ensinada a sua preparação, com ella se 
melhorará a do azeite de palma (ou dendem) de que ha grande 
abundância, e que se vende regularmente a 200 réis a ca- 
nada, — e do de amendoim (ou ginguba) óptimo para luzes, e 
cujo preço regula por 250 réis a canada. » 

Muitas sflo as cauzas enifiiu. devidas a circumstancias espe- 
cialíssimas, quti teeiíi concorrido para os sertanejos das terras 
de Angola, terem paralysado na pequena e demorada evolução 
que so chegou a manifestar entre os povos do continente, tor- 
nando-se notável ainda hoje entre alguns da nossa possessão, 
a repugnância para o traballio aturado e ereio que o tacto do 
seu isohunente da soeiedude europeia o estar mais próprio aos 
seus antigos uzos a preferencia na questão do trabalho, o que 
lhe permitte mais liberdade de acçào, tem tanibom concorrido 
para esta repugnância. 

No tempo em (pie a escravidão era admissível nas próprias 
terras em que as nossas aucíoridades dominavam, para faci- 
litar ao connnercio transportes, impunha-se aos chefes de 
povoações a contríbuíçào de apresentar xun certo numero de 



METEOROLOGIA, CLIMALOGIA E COLOXlSAÇlO 423 

individuoi para carretos, a administração superior da pos- 
se&B&o mvsxuo d^elleti carecia e d'aqui nuaceu o tributo do car- 
regadores. 

Habituarani-se os horaens, servos da tribu, a este serviço 
que o faziam á Bua vontade a custo apenas de raçScs porque 
o pagamento do frete era para o soba ou chefe da tribu e 
como tal serviço dava a estes um interesse, tratavam elles e, 
ainda hoje, de mandarem aviados de sua confiança compra- 
rem geute^ no interior para augmentar a população dos seus 
domínios. 

Preaentementí-^ us carregadores alc4inçam*8e com difficulda- 
des para alem do Cuango, mas dentro da província, pelo 
menos na rríciílo a leste de Luanda, ieto é, entre (is rios Dande 
e Ciianza, obtcem-8e dos sobados quantos homens existam 
com forças para esse serviço, notando-se sor o seu custo muito 
superior ao que era ainda em 1877 e o peso da carga a trans- 
portar muito menor. 

Eu penf*íj^ que a facilidade e barateza d*c«te meio de trans- 
porte e garantia de sua segurança, tanto para aa auctoridades 
ctuno para íj connnercit) e agricultores; foi a principal cjiu«a 
que demorou a iniciativa pai'ticular de procurar outros moios 
de tran}'p(>rtes que libertassem a humanidade africana de tão 
penoso e aviltante serviço. 

Mas, em verdade, as povos sertanejo» atízoram-ae a ello e 
preferiím-no a trabalhart-m numa propriedade iigricoln, ou 
em serviço que os prcudaiu durante um certo numero de horas 
no dia, mesmo ([uc a remuneração seja correspondente ao tra- 
balho produzido. 

Cora respeito á apreciaçJlo doò trabalhos que prestaram os 
indigenas no serviço de obras ptiblicaa do lí^77-lS80eu tran- 
screvo alguns períodos do relalorin do illustrado engcuhciro 
Manuel líapliael Gorjilo. 



«A principio a escassez de trabalhadorori indígenas, apezar 
da sua proverbial reluctancia para o trabalho, não foi tantíi 
quanta era de esperar. A influencia jà cuti^o notável dos ostu- 



424 EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO HUATIXNVUA 



dos do caminho de ferro no animo dos indígenas de uma zona 
vasta e populosa fez com que logo de principio concorressem 
ao trabalho alguns jornaleiros e com que se sujeitassem ao 
pagamento quinzenal^ prescindindo do pagamento diário que 
denominam raçSio.» 

• Como era natural, porem, ni\o estando habililados a traba- 
lho doesta natureza, produziam pouco por ignorância e por 
falta de vigor, proveniente mais do pouco exercicio de traba- 
lhos violentos do que de pouca robustez.» 

cDurante o primeiro tempo especialmente, só concorriam ao 
trabalho cm mezes alternados, de modo que tinham uma apren- 
dizagem muito demorada o havia sempre uma forte proporção 
de trabalhadores inexplicáveis.» 



oPouco a pouco, ponnn, os jornaleiros indígenas foram-se 
Libituando ao trabalho e affluindo om maior numero.» 



• Á construção da estrada (Dondo para Oazengo) concorre- 
ram : 03 pretos do Dondo, obrios e desmoralisados, como quasi 
todos quo reriidem nos centros principaos, em contacto com os 
europeus, foram os pcores a todoa os respeitos; os de Cazengo, 
Goluii;^o, ^laysau^ano (; Aiubaoa, mais morigi-nidos, mas com 
eBj>ccial idade o» n! timos pouco robustos ; os de Malanje 
e rassanjcj (^ue davam trahalliadore.s relativamente bons.w 

«K para notar ([uc os HaihmdoB, os mais robusto-s carrega- 
dores do Dondo, motsirarani sempre uma grande repugnância 
pelo traballio de estradas^ ao (pio parece por apreciarem muito 
a liberdade que t<M.'m (piando transportam cargas, de regula- 
rem o trabalho como Ilies apraz.» 

«D*esta importante experiência do trabalho voluntiirio indí- 
gena do interior de Angola, pode em resumo eoncluir-se que, 
depois de alguns mezes do aprendizagem e exercício, podem 
eonsiderar-tie traballiadores regulan's i)ara remoções de terras 
e exploração de pedra, produzindo proximamente dois terços 
do trabalho médio do jornaleiro portuguez,» 



MBTEOBOLOQIA, CLUtJll.OOlA E COLONISÀÇlo 425 

«Os Operários ainda eram pouco perfeitOB» mas foram estes 
os empregados sob a direcção de mestres europeus, eepecwd- 
mente na construcçào de aqueductos onde as emanações lellu- 
ricas nào sempre nocivas aos brancos.» 

Trat/mdo da eslrada do Douibe ao Cuio, ainda o mesmo 
engenheiro noH diz ba:ituute sobre o trabalho dos indigenas 
d'aquel]a regíílio. 

«Nuo havendo europeus livres para capatazes foi preciso 
lançar milo de degredados, dois dos quaes fizeram serNnço 
regular, e também de alguns indígenas, que tanto nesta como 
em todas as obras se mostraram faltos de energia pata se 
imporem aos trabalhadores, e pouco morigeradoa para se faze- 
rem respeitar.» 

tEniquanto aos degredados, mais uma vez ficou demons- 
trado que europeus, especialmente quando mal alimentados, 
niio podem nesta zona ser empregados na remoção de ter- 
ras.» 

«Â concorrência do trabalhadores indígenas foí a principio 
muito limitada c a frequência muito iiTegular. subiu depois 
lentamente até attingir o numero máximo de IWy o decaiu 
outra vez, quando se desinvolveu a «pidemia do jmlt^x jíertt' 
transj que devastou o concelho, causando a morte a mais de 
1:000 indigenas e afugentando um grande numero d'elles, 
apezar de hw ter eslabelecidti |Mir conta da obra uma ainbu- 
laucia onde recebiam tratamento gratuito, ao qual, pur via 
de regra, preferiam o dos curandeiros gentilicoa (quibun- 
dos).» 

«Em todo o caso pode dar-sc como demonstrado, qne do 
indigena do Dtmtbe Grande se faz sem grande dííliculdade um 
trabalhador regidar.» 

• E todavia para notar que no concelho ha duas raças dis- 
tinctas pela aptidZlo e mesmo pela assiduidade no trabalho: o 
mom-dofuije, dcRconfiado e tímido, rude oní aprender e de fre- 
quência muito irregubir; e o mon-humht, mais sagaz e maie 
apto para o trabalho, competiudo seuílo excedendo, em des- 



426 EXPEDIÇIO PORTUOUEZA AO UUATIInvUA 



treza e em vigor aos melhores trabalhadores do dístricto de 
Loanda.B 

<£m geral op indígenas nSlo trabalhavam a seguir um mez* 
Quasi todas as semanas ou quinzenas se substltuiam, o que 
difficultava a aprendizagem.» 

«As mullieres foram com vantagem empregadas no trans- 
porte de matcriaes c nas remoções de terras; mostravam em 
geral mais asniduidade no trabalho do que os homens, o que 
nlU) admira por estarem mais habituadas aos trabalhos agrí^ 
colas, e também nma habilidade c vigor notáveis para o trans- 
porte de pesos á cabeça.» 

«Os salários dos homens eram de 10(), 120 e, raras vezes, 
150 réis; o das mulheres de 80 a 90 réis.» 

Aproveitando-se da constituiçrio política dos povos da raça 
índigena do continente, constituição que ainda se mantém 
pouco alem do littoral; os europeus que se foram estabelecendo 
nas suas visinhanças quer no commcrcio quer na agricultura, 
alcançaram vantagens em pouco tempo, porem é certo que 
d'esse aproveitamento, nem a humanidade nem a vasta pro- 
víncia de Angola attíngirnm o grau de prosperidade que devia 
resultar se aqucUa constituição tivesse deixado de existir e 
nos liouvtiiiHcniotí oníponhado em fazer comprel»ender ao preto 
que uilo V um ente inferior, e aliii imi homem como o daá 
outras ravíis a quem lhes assitíte direitos como deveres a cum- 
prir na siteiedíide. 

(^UiMn percorre a zona do littoral, do Ainbriz para sul regista 
proprieiliide^ de *i;ranile importância pela sua fírandeza terri- 
torial e pelos trabalhorí empreheudidos, porem todas de mo- 
derna data. 

Figuram entre estas a <lo Loje fmuladu por um homem que 
nào tinha nieioM nem illustraçâo mas d*unia aj)tidão e perse- 
verança admirável no trabalho. 

Hcni i)rovida de niachinas, de apparelhos de distillação, de 
bombas de irrigação a vapor e de (tutroH utensílios o ferra- 
mentas próprias; bem como de boas habitaçòes para o petisoal 



METKOROLOOIA, CLIJULOOIA E C0tON18AÇAO 



427 



tnibftlhador, enfermarias, anuazoiíB, depOBitoB, etc. e com as 
plantflçríeB florcsccntifisimaB dispoBtas na melhor onlcm ])OBfii- 
vel; (lenotavti não aú uma exeeílento direcçSo como execit^'áo 
intelliji^ente de trabalho». 

Esta propriedade ha vinte annos, chegou a teruma prodac- 
ç&o de 800 pipas de aguardente, hojo n2o sei das Buas cir- 
cujustaneiaH. 

< ) director a que me eatou referindo, foi o próprio individuo 
europeu que tundou a propriedade, c ob trahalhadores eram 
indlgeiíaB; uma devo notar «{ue esse europeu rcBoIveu-se a 
luctar no seu emprchendimeiito contando com todas as con- 
tmriedndcsj unicíunente e«ti'ibado na sua boa vontade, porque 
nílo podia fugir íía induencias do mciOj era um doe noBsoa de- 
gredados por tf)díi a vida. 

Taes íbríLUL a tiiiportancia dos seuB traballios, do bcu com- 
portamento e doB aerviçoB que a sorte mais tarde lhe per- 
miti ju prestar á província, que por vezes a pena lhe fora 
commutada. 

Eatc homem piYiduziu porque era um verdadeiro colono e a 
propriedade que cllo fez e deixou como é notório num grau 
de prosperidade uvan(^'ado, passou para seu tilho que elle tinha 
mandado t^ducar na metrupule. 

No valle do Dande depara-se com uma grande propriedade 
agrícola que também foi fundada por um europeu^ que se pode 
dizer trabalho de ctdonos e colonos cmprehendedores como 
devem ser todoa aquelles que se dÍBprtem a luctar com aB 
gigantescas diiHculdades da Africa intertropical se querem 
auferir meios de fortuna. 

O actual proprietário 6 sobrinho do fundador que com seu 
irmão fallecido ha 10 annos herdaram a propriedade; e foram 
estes ousados colonos que eu conheci em Lounda. 

Educados por seu tio proscguirani ellcs na direc<;ào dos tra- 
balhos executados por indigenas, dirocyjlo tâo intelligente 
quanto producttva, e íio tempo já se notava: magiiiticas plan- 
taçries <le canna, machimis perieitamente monta-las, pelo que 
vive dirigidas, tendo-se feito operário por necessidade; habita- 



428 EXPEDIÇÃO PORTUGUEZA AO MUATIAnVUA 



çSes bem situadas o que é raro vêr-se ; defezas de terreno con- 
tra as cheias do rio perfeitamente bem executadas, por toda 
a parte emíim, a demonstração d'um trabalho aturado e bem 
dirigido por este compatriota, que ali constituirá sua família. 

Um seu filho, creio que o mais velho, quando eu regressei 
a Loanda da minha missito na Lunda, já educado no reino, 
para proseguir na direcçílío doa trabalhos da propriedade, 
ficava substituindo-o na occasiào. Seu pae foÍ meu companheiro 
de viagem para Lisboa. 

Soffrendo de rheumatismo ha annos a esta parte, aenSo 
todos, cm annos alternados, vem passar a estação quente nas 
propriedades que possuo no norte e fazer uso de aguas que 
lhe são aconsclliadas. 

Aqui temos o exemplo ie perseverança no trabalho que só 
se dá no verdadeiro colono e nâo no aventiu-eiro e também 
factoá que demonstram bons resultados, quando se sabe orien- 
tar a edueaçílo dos indigcnaa. 

Mas nilo Im muitos d'e8tes casos a citar, não obstante as 
propriedades importantes qiie se fundaram se umas na mesma 
epocha outras mais antigas, porque destes luctadores isolados 
morreram uns antes do terem conseguido o seu fim e outros 
quando poderiam começar u tor o fructo de seus trabalhos, 
que na maior parte dos casos, foram parar á administração dos 
defunctos o ausentes onde sr perderam nas demoradas questííes 
judiciarias que so Buseitaram \ passando os traballios da proprie- 
dade mais tarde a serem dirí^idus por administradores, na 
maior parte das vezes, extranlios ao moio, com o fim único 
de ulcauçareni em pouco tempo interesses que ilic permittam 
regi'essar ú j)atria com algum pecúlio para se estabelecerem 
na previsão de adquirirem melhor futuro do que teriam sem 
esses iuteresBCs. 

Nao é só na vastíssima bacia hydrographica do Cuanza como 
nos valles do Luoalla que se vêem propriedades de plautaçí5es 
soberbas ãa canu.i, também as ha para sul do Cuanza até ao 
Dombe. 

j\Ias tanto estas como as da região montanhosa de planta- 



UETEOROLOOIA, CLmALOOU E COT.ONISAÇaO 429 



ç5eB especialmente de cafc e as do pIaa'alto em qiie se devem 
comprehendcr 08 concelhos de D. Pedro V, Pimgo Andongo, 
Encoje, Dnque de Bragança, Malanje, Talla Mugongo, Ca- 
conda e Huilla era que ha propriedades nao bó daquellas duas 
plantaçi^eB mait de eereaes e onde o gado vaccum vive e pros- 
pera; OB trabaliios iudigenaa teem-ae feito sentir muito prin- 
cipalmente quando dirigidoô por europeu» de capacidade; e 
maia teria, repito, ae estes, proprietários ou emprega<lo8, nâo 
pensassem era retirar para a metrópole depois de terem alcan- 
çado em algima annoa um resultido remunerador do seu tra- 
balho em vez de ae ligarem á torra que exploram ou pensa- 
rem fixar-ae nclla e transmiítil-a produ;iindo, aos deacendentea. 

Eu lá vi pela regiào por onde transitei os vestígios de gran- 
des esforyos mallogrados, é frequente mesmu deparar-se com 
antigas planta^õca em ruínas, que noa indicam as victimas doa 
que as fundaram sem deixar succeaaâo immediata, devido á 
insalubridade proveniente das numerosas lagoas, a estingeua, 
a inuudaçrSes, á falta de trabalhos de dranagem, de diaaeca- 
mento de pântanos, de irrigações cm extensoa valles, á carên- 
cia de soccorros médicos e de transportes fáceis; maa, apezar 
de todos cfttcs obstáculos naturaes, afigura-se-me que pcor de 
tnilii, fitram as extorsiica que por divoraoa modoa, cm todos ob 
tempos, se teem feito aos indigenas aíTastando-os do noaso 
convivio para o gentio visínho. 

Oa obstáculos naturaes podem vencer-se quando noa desen- 
ganemos a trabalhar nas reglíl^es feracissiraas do vasto domínio 
a que hoje chamamos Angola, reunindo os esforços combinados 
do governo e da iniciativa particular, aproveitando o» indí- 
genas para coloniaadorea das auas terraa, porque aó depois 
d^ísto feito, é que a nossa emigraçAo poderia para ahi seguir 
certa de que com bom êxito, lia de vingai* a colonisaçio que 
ao inicie. 

ColoQÍas latertropícaes 

Eatil perfeitamente conhecido hoje, que em lodos oa paizea 
quentes, a ventilação moderando a temperatura impede que 



430 KXPsmçAO pobtuodkza ao muatiAnxta 



86 produzam oh phcnumenos ])uludeano8 c portanto quem poè- 
suc como nÓB, um vaHtÍBaimo domínio no continente africano 
rcpilando por ime ?;")() kilomctros de coata e muito aproxima- 
damente uns 9(X) para o interior, atfastado do equador ther- 
niico, entre 7(H) a ÍKM) kÍlom<>troB, com uma configuraçfto do 
Bolo^ variadisainm que o permitte dividir em zonas distinctaB 
tanto do norte a buI como do (U'stc para leste, e, destacando-se 
peloB tíviVA caracteres, a» inaritiniaA das contincntaes e ainda 
nestas^ im niontanhosast das piau alticat»; tem grande nmDeio 
de localidades ú sua dÍ8[)osi(;âo onde se encontram os bene- 
licoB modificadores <jue impedem o desenvolvimento do palu- 
dismo . 

Por cauí^as diversas, o paludismo é muito menos frequente 
no hemisplierio do buI que no do norte. O dr. A. Bordier 
querendo debaixo dNíste p(mto de vista, fazer sentir a difterença 
entre os dous liemisplieri(»s, cita — -que a febre paludeana é 
2íK> vezes mais frequente ao norte do equador do que ao sul — 
apreciaçilo (pie elle bazeia, sobre estudos feitos com indivi- 
duou do lUfsmo paiz estranhos aos climas. 

Com respeito á parte au.stral do continente africano, nós 
PiíbenioH que os HolIande/,e8 eolonisaram, jm^ítado tempo, tra- 
balhando din'ctaiiiento no seu hoIo, o (pie nào conseguiram em 
Javíi; aíjui vivem uTm eultivauíbi nem revolvendo as terras 
Mcni ([IH', lis priniirivofí tralialiioí; tcnliaiu sido feitos j»c1ob indi- 
ireiías. 

Na Imlia, [n'lo nirnos, nnnia .irrandtí jjarle, o» In^^lezes nio 
írrni .lic.inradn oíi roubados <pie fS}KTavaui das ííuas tenta- 
tivas de colítnisaeào ctiropcin. íiírauí niuitn niaís felizes no sul 
(hl continente alVieano rni qne a popul;u;i\o branca depois de 
l>!7r) errsee de ."> a <• mil habiiantfs pnr anno. 

Oh Ini^lezcs mesmo, (cem jiote continente, a experiência, 
da^ diiHeiíMadr^ eoni ([uc u-nn Inctado aíi- jiara a sua acli- 
nia»;rio irmitnraria au nort'- do equador, na Serra T^eoa, vendo-se 
obri.uaih) o iLTovi-rn»» a íazer r^ubstitiiir a iruarnieào ennq)eia por 
tr<'p;i.s iuili.iírnas. 

Xo Ki:yj)io. o dr. Sr/nn j/f t^xw ahi viveu bastantes aniioti, 



UKTKOKOLOOIA, CLTMALOGIÀ K COLONISAÇlO 



431 



■ 



diz, nHo ter conhecido ama única tamilía europeia que propa- 
gasse numa serie de geraç5e8^ a maior parte das creanças 
europeia!* sJlo victimas da vietunrfite e os próprios negros nfto 
se aclimum. 

A França tanibera nos ofterece factos de quanto teem la- 
ctado com insuccesso para fazer colonÍHar por Puri»i>MiB a 
Senugambia e a Uuyana, emqunnto qut* actualmente a sua 
colonisaçàu prospera em Santa Ilelena, naMaurieia e na Reu- 
nião. 

Se estes factos provam que no hemisphcrio do sul o quanto 
maia pi'<»xin]<» do limite tropical trm vingado a eoUmisaçâo 
enrupeia, n&o quer isto dizer que próximo do equador e a seu 
norte, nJlo haja repíJeft em que se nJo tenlia tentado e com 
resultados satisfatórios como por exemplo, as do, Borneo, 
Sumatra, Malaca, Pará, Cayenna, Dcmerara, Cabo Verde, 
*SandwÍch, México, Haiti e Macau, que se deâinvolvcram em 
períodos maia ou menos Itmjtíos, sendo dr notar que silo oh 
nossos emigrantes que para a maior jiarte dVílIasj relatU'a- 
mente toem fornecido um maior contingente e são dos que 
melhor resistem aos seus eliuuis. 

Os Franeez'^8 que rm diversas epochas teem tentado fazer 
«olonisar a sua Uuyana por iiidividuos da raça branca", nSo se 
poupando a despf^zns nem os governos nem a iniciativa parti- 
cular, registando data^ í\ine8taB como as do, \i\Mj lli^lí, 1(í33, 
1G-Í.-5, 1052, 1004, 1703, 1707, 1787 e 1852; reeonlieccram 
por fim ser inútil empregarem-se mai« esforoos, pma a acli- 
maçjlo, na verda<leira acepção da palavra, do honn^m branco, 
emquanlo ae nao eonst^guisse modificar as oireumstancias do 
meio, moditíeaçAo quo segundo os homens practicos se |>odo 
obter com <» poderoso auxiliar dos pretos marrons bem dirigi- 
dos nesse importante traballio. 

Estes pretos descendentes ilc escravos impoiiados de Africa, 
que ^M>r imprudência dos europeus fugiram piira as densas 
florestas e se con-^tituiram em tribua livi-es, alii se aclimaram 
íi pri»ert»aram dum modo prodigioso. 

Se os homens da sciencia forem attendidos, a França apro- 



4*32 EXPEDIÇÃO POHTUQUEZA AO MUATIÂNVUA 



veitando-sc d'aquellcs colonos d^iina raça, a que mais se 
acommoda aoe climas cxccsBÍvamontc quentes, húmidos e sem 
ventilação, educando-os de modo, que sob uma dirceçSo intel- 
ligente desbastem a» grandiosas o rica» íiorestaH do paiz, mo- 
difiquem convenientenií^nte o regimen das suas innumeras 
aguas e cultivem as terras por clles a descoberto tendo em 
vista que a producçâo seja de utilidade económica e sanea- 
dora, nâo é para duvidar, passado algum tempo, e o tempo é 
um factor de importância na colonisaçao, o solo e os caracte- 
res meteorológicos se tenham modificado de modo que, novos 
esforços, melhor orientados de seu principio que os registado» 
até 1852, nào tenham melhor successo. 

O archipelago das Antilhas de clima reconhecidamente insa- 
lubre deve a sua actual imi>ortancia pelo desinvolvimento pro- 
gressivo adquirido á custa da fácil aclimação do homem e á&& 
culturas indigenas do continente africano. 

Também uma grande parte das colónias inglezas prospera- 
ram rapidamente devido aos muitos trabalhadores d^aquelle 
continente, que os seus cruzadores a pretexto de boas prezas, 
e para os hnjlvZfS foram, lançaram nessa» colónias, sem os- 
trabalhos, riscos e doaj>ezas em os irem resgatar aos ser- 
tões. 

A ra^'a d'est(' eoutlneiite, na verdade, tem tomado uma 
parto activa cm todas as rc^iríes dos paizes (juentes onde tem 
dominado a europeia, pois não só, reconlieeo-se hoje, onde os 
indivíduos (ICsea raya deixaram de ser i-st-ravos para ser ho- 
mens livres, }>roerearam em todos os paízes que difFerindo* 
pouco d(ts seus até aos excessivaniento quentes, u3o aecusam 
necessidade <le grande resistência ao frio ; mas tiimbem pos- 
suem estes indivíduos, o caracter especial que o torna um tra- 
balhador exe(íllente, nos jiaizes ainda não cultivados na larga 
zona <'quatoriaI, tal é — a iumiunidade absoluta para a febre 
amarella e também a relativamente muito grande para o palu- 
dismo. 

Ora se isto é assim, devemos convencer-nos que no próprio 
continente, nas terras em que os seus indígenas se aclimaram. 



METEOROLOGIA, OLIMALOGIA £ CULONISAVAO 



433 



embora nuo Bejam eatas as mais benigna» pelas coudiçríes do 
solo e da atmoa{)hcra, aAo cUcs decerto os melhores trabalha- 
d<»res para ats ínzvv produzir seja qunl for a CRpccic de eultura 
que se tenha cm vista. 

Estando provado peloB factos: que os peores climas d'es- 
saa terras na nossa possessão, Angola, nJLo sSlo inferior es a 
muitas das colónias a que me tenho referido dentro e fora do 
continente; qm; o afincano o mais rude, c digo o maia rude 
porque nu tempo da escravatura, o monos íntelligontc traba- 
lhador tiue foi para os paízes estranhos, não levava decerto 
mais vanta/íens ao maia rude da actualidade, sendo devida- 
mente ensinado, produz e bem; que para direcçSo d'um certo 
numero de trabalhos agrícolas e industrtaos nós podemos re- 
eorrfir com vanla^ens aos emigrantee da China e das nossas 
ilhas e contractar filhos de Cabo Verde e da nossa índia de 
reconhecida capacidade quo se prestem a expatriai*-se por 
íilgum tempo; que na classe de operários e de jornaleiros, nJo 
podemos encontrar em parte alguma, trabalhadores mais 
económicos para as terras a quo me estou referindo que os 
indigenas senão d'ellas, do continente; que é fácil presente- 
mente, aos filhos da nossa metrópole resistirem por alguns 
aiuiOK ás indueueias ihm climas dus peores regiões; csíando 
prova«lo tudo isto, vê-se, quo nSo nos faltam os elementos 
indÍBj)ensaveis para fazer deserivolver cxhuberantemente a 
prodticçJto de variadissinias culturas e ao mesmo tempo tornar 
já, propriíut alguums regiões para a culonisaçâo europeia, 
outras em período nâo muito longo paru a aclimação de euro- 
peus o para a de culturas que lhe são usuaes ; e as restantes 
só para a colonisu^ílo por indigenas sob a direcção eui*opeia. 

Quem tenha lido todtis as minhas publicaçòcâ, sabe que te- 
nho estabelecido como principio para miui, que o prelo se 
educa mas aproveitando a sua educat;lio, urranraudo-« do meio 
era que vive; e nilo deve concluir que seja este o motivo por- 
que tem produzido nas colónias europeias fora do conti- 
nente e continua sendo incapaz de fa/.cr produzir as suas 
terras. 



434 KXPEDIÇZO POBTOOmBÁ AO USÁTUMfVÁ 

' Também tendo ea moitmdo por veies, m mhih* iqnniie,' 
que as geraç9es se definham nos poros qoe ▼isitoi, que é 
grande a nunrtalidade das creanças, nlo se jidgne qoe penso, 
a procreaçXo que é prodigiosa entre elles, nlo possa Tingar» 

Taes conclnsdes tanto num como noutro caso sio erróneas, 
basta que se consiga trazer os indÍTÍdnos qae habitam nos 
▼alies para as planuras e dispôl-os de modo, nlo só qae a 
educaçio seja a mesma para todos, mas ainda que o trabalho 
lhe aproveite em favor do sen organismo e do seu bem estar, 
para se alcançar o que entendo d^ellea se pode obter. 

£' isto uma qnesti&o, d'um bem estudado plano procurando 
evitar os erros passados devido á falta de conhecimentos das 
localidades e á inconsciência dos indígenas na sua lacta pela 
vida; e ainda, uma observação de preceitos de hjgiene pra^ 
tica, da qual me occupo em capitulo especial. 

Ao fundarem-se em geral, povoações e em particular, em- 
presas de exploração agricola nas terras de Angola, os ini- 
ciadores decerto attenderam a muitas condiçSes aos fins em 
vista, porém, é notável que na maioria dos casos, pelo me- 
nos no que hoje nos é dado observar, esqueceu a de maior 
importância e nos dá a maior riqueza que podemos ambicio- 
nar, — a saúde. 

Não se tratou de investigar, como a sciencia hoje recom- 
mcnda, 8C havia pântanos ou aguas estagnadas ainda que 
fôsse numa detenninada epocha do anno, nas visinhanças e 
quae» as nianifestaçOes pathologicas que provocaram quer nos 
indivíduos quer nos animaes. 

Os homens práticos, reconhecem pela existência d*um certo 
numero de plantas, os legares pantanosos ou pestilenceaes de 
que nos devemos aífustar como prejudiciaes ao nosso organis- 
mo e, este meio de investigaçFío, nào é para desprezar quando 
se não possa alcançar iuformaçoes sobre as doenças ou sobre 
a mortalidade do paiz, o que será muito melhor. O dr, Lom- 
bard acceita como conclusão de seus estudos práticos, que um 
paiz é essencialmente palustre, quando o máximo dos indivi- 
dues que failecem, tem iogar na estação du estiagem. 



MKTKOROLOOU, CLIMALOGIA B COLONISAçXO 435 



Hn mesmo regíSes em que, os Aniraaes selvagens durante 
tnuíi certa epocha do anno, fogem delia, por a considerarem 
mortífera, embora estas tenham acima do nivcl do mar, uma 
certa altitude. 

F^ui gerai ijuniido ella» »ào coruadas de florestiu» de forte 
•densidade, em que com dííHcuIdades se p<Sdo penetrar, se na 
estação das grandes chuvas, as agua** nJUi teem prorapto des- 
nppiírccimento, ficam estagnadas, ou represadas, ainda que 
seja temporariamente, é contar que a expoBÍç?U) d'estas aguas 
^3 temperaturas elevadíssimas da eataçfto, se decorapBem ra- 
pidamente tomando a localidade uui foco de persistentes ema- 
TUiçSes, fazendo-se sentir seus eífeitos destruidores, a grandes 
distancias e por isso é indispensável ter em muita attençilo 
a predominância e velocidade dos vent'>s, quando se trata de 
um reconhecimento tilo importante como é o da escolha das 
localidades para a vida do homem. 

Também se não attendeu, o que era indispensável ás con- 
diyríe» geologiciis, e todavia da maior ou menor permeabili- 
dade du SL>lo e do aub-solo se pôde ajuizar do aeu ca]*ucter 
mais ou menos paludeano. 

O sub-solo argiloso que rctom a agua a urna pequena pro- 
fundidade, tí partíeidariíiente inMu, nutito principalmente se a 
iirgila é coberta d*um solo permeável cm que os vapores teem 
sahítla de baixo para cima. 

Sem se explicar como o ferro actua, c* certo que, eu leio 
citações de auctoridades que me deixam em duvida e me in- 
eitam a sollicitar estudos de capacidades do nosso paiz, sobre 
A infliieneia que a sua grande abundância nas diversas regi<leB 
de Angola, p/ide ter no organismo dos seros vívoh. 

Assevera-se que, nos |>aizes quentes, um solo muito ferru- 
ginoso, dá a «'stes paizes, mu caracter que os toma próprios 
à malária. 

H. Martin c outros attribucm a inalaria nas províncias in- 
dianas d*(.)rÍBBa, de Midnapour, de Sumbhulpour c em Ben- 
gala, a latf-rifi', argila vermelha muito ferniirinoiui • o mesmo 
dizem Steyuc sobro Hung-lvong, Fcatherstanhaugh sobre Ar- 



436 EXPEDIÇÃO POETUGDEZA AO MUATlASVUA 



kansas (Eatado^-Unidos) ; e outros viajantes, com respeito á 
Serra Leoa, a Freetowu e a Algéria. 

O que se sabe de facto, é que o ferro é um cxcellente con- 
ductor de calor o por tanto durante a noite, deve augraentar 
a intensidade sempre perigosa do irradiamento tellurico. 

Havendo tanU abundância de ferro magnético e outros mi- 
nérios do mesmo metal, o estudo que lembro devia satisfazer 
também aos quesitos de pesquizns se nessa abundância, não 
existir&o alguns minérios preciosos, que segundo as tradic- 
çSes e a constituição do terreno, é de presumir que exis- 
tam. 

A zona montanhosa da província, na maior parte inculta e 
por explorar, em extremo accidentnda, é sobrepujada de flo- 
restas com arvores de alto porte, variadissimas as espécies e 
algumas preciosas ; e o terreno ainda nJ\o desbravado e natu- 
ralmente productivo, está coberto por uma camada de húmus 
que lhe augmenta a fertilidade : pois nesta zona, sujeita a 
emanaçííes telluricas monos nocivas do que as tornam a zona 
baixa, a do litoral, eminente palustres, é onde se nota a maior 
abundância de ferro. 

E' innegavel que na colonisaçâo dus possesBoes europeias 
inter-tropif.acs, cm principio predominou nos iniciadores, o 
attraetivo polu vogctaí^-no cxhubcrantc o p<»la riqueza até certo 
pontí>ilhiHori;i(loí proprii)^ climas; i\ se deu prctcroiicia, o que 
suceodc ainda hoje, ás laíituílcs mais próximas do equador, 
txOii vallos dos rio-s, cinfim. ás ro^^iòcs mais insalubrCvS. 

Ora ni'i:i, que em Angola possuímos um território que 
abrange um Cirande numero de. graus do latitude o de longi- 
tude e entre estes, (mdulatjòes qu(í n^A proporcionam cxti^n- 
sas planuras oui maguiticas altitudes, com caracteres mot(!(> 
rologicos tào distincton, ([ui^ quer elevando-nos acima do ni- 
vel do mar, on atlantando -nos do etpiador, podemos alcançar 
climas que pouco didiram dos melliores a ([U*^ estamos habi- 
tuados no nosso continente europ<!u ; cumpre-nos pois, ox[»lo- 
rar devidamente a zona do sul <' mais altas para o desenvol- 
vimento da popuiayâo branca, ainda híije nniito petpiena, d'onde 



METEOROLOGIA, CLIUALOOIA E COLOXI8Aç3[0 437 



as geraçSes ftclimadíus, conhecendo us condíç3ea especiaee 
do trabalho e da cultura do terreno, forneçam ou explorado- 
res convenientes pura os terrenos férteis mas insalubres das 
terraa baixan e também das mais a norte e para todo o leste. 

Nas regitles altaa, entre 800 e 1642 metros de altitude 
acima do nivel do mar, eu classifiquei (*) pelos seu» caracteres 
meteorológicos os climas de diversas localidades conhecidas, 
do 8.** parallclo para sul, e d*e8te8, para a preferencia da co- 
loniaa^âo europeia, se devem escolher por emquanto os do 
Bió, Huilla, Huiiibe, Matanje, Caconda e as das localidades 
visinlias, também a» das mesmas latitudes que pouco venham a 
dííBrir nos seus caracteres de mais importância, tende em at- 
tençJlo entre estas, a outras condi^M^os essoneiaes sem o quo 
o suecesso que é para desejar, só muito tardo pode apparecor. 

A abundância e qualidade das aguis em toda a parte, ó 
uma necessidade impreterivel, sem as quaes tem de se recor- 
rer aos esforços humanos para as obter, quando se tenta uma 
exploração quer agi'icola quer industrial; em Africa porém so 
A Bua existência representa uma riqueza inapreciável, a sua 
escassez ou falta, representa a esterilidade absoluta, a miséria 
e a fimie, e estes males se U'm dado em algumas nígirícs 
de Angola noa annos menos pluviosos. 

De nilo menos iniportíinte, classifico a condiçi\o das fáceis 
communicjiçíles entre a localidade a escolher e os mercados 
de mais commercio ligados com os melhores portos do lit- 
tonil. 

Também nilo é menos essencial a cnudiçlo da existência 
de florestas, que devem ser debbastadas, mas nàu destruídas 
completamento em paiz algum, muito principalmente sob os 
clinuu quentes, pois são ella-* um poderoso meio de sanea- 
mento do solo quando o maeluido seja intelligentemente dirigi- 
do noB cortes a fazer, para o aproveitamento de nmdeiras, lo- 
gares a cultivar e ainda para beneficiar a regiUo, por uma mo- 



(1) pag. 824. 



488 BZFEDIÇXO FOBTUOUEEA AO XUATIIHVUA 

diiicâçlo de curacteret que è áãào ao homem ^canç«r pela 
MU tralMiUio. 

Ha ainda, oatras oondiçSes secondariaa que nlo sXo para> 
desprexar, «obretudo quando se trata de promover a colonisa- 
çlo em regiões nlo exploradas, como sSo m existência de cal- 
careos, de argilas, de saes ete, que muito ínflue nXo só par» 
as construcçSes a erigirem-se, como ainda para a yida da» 
plantas e dos animaes que teem de acompanhar o homem n& 
colonisaçlo que se emprehende. 

Projectos diversos, em Angola, de colónias de expioraçSa 
agrícola, goraram entre nós, quando podiam ter vingado e 
estarem na actualidade florescentes se, a pratica tivesse ser* 
vido de lição e nSo olvidássemos os bons exemplos que te- 
mos, attendendo-se aos íins d^esses projectos : uns de coloní' 
saçfto puramente de indigenas africanos em que para modelo 
tínhamos a fazenda d^exphração, que a iniciativa portuguesa 
creou no Brazil e em todas as possessões africanas sob a de- 
nominação vulgar de roça; outros de colonisaçÃo militar indí- 
gena, com que deparei em 18*^8 dando bons resultados na 
villa de Inhambane; e os de colonisaçâo europeia, uns tam- 
bém para militares, alguns para emigrantes forçados a con- 
vergirem para a província de Angola e outros para voluntários, e 
finalmente algiuis para sentenceados ; e de todos esses proje- 
ctos, só temos a recordar desastres e insucccssos ; e se al- 
guma cousa resta em Mossaniedes, é para provar que se ti- 
véssemos empregado os recursos de que dispúnhamos cora 
mais perseverança o critério, nrio nos dizia o estrangeiro 
hoje, que somos incapazes para colonisar a» nossas possessões 
africanas. 

Projectos de colónias agrícolas 

Seria indispensável proceder a um estudo muito paciente 
de investigação nos nossos antigos archivos, trabalho este que 
se njío faria sem tempo, para se conhecer: todas as tentativas 
de colonisaçfto em Angola desde que se fundou a possessão 
portugueza; quaes as que se emprehenderam, o fira que tive- 



MKTEOBOLOOIA, CLIMAUOOIA K COLONISAÇXo 439 



rara, e of elementos, pessoal c material de que dispunham; e 
finalmente as condi^*oes das loculidiídes em que ae estabele- 
ceram j mas todos estes quesitos me tomaria demasiado longo 
e creio ser sufficiente uma rápida analyse sobre os trabalhos 
a que me vtju referir. 

Até 1704 como se deprehende do qtie está escripto, o que 
mais preoccupou a admiiustrai;ài) das terras descobertas e con- 
quistadas foi conHoUdar a nossa soberania c o que se podia ter 
feito com respeitii a eoloui.saçâo seguiu ao acaiío, sem uma 
dirpe\'ào pensada, apeims tendo um fim em vista augmentar 
a popuhiviio, » indígena pela conquista dos povos, a europeia 
com 08 auxiliou, de foryas militares, de homens da ip*eja Q 
do claustro, e de dcj^edados, uns e outros mandados da me- 
trópole, das ilhas adjacentes c do Hrazil; e se essr' augmento 
de popula(,'Jlo »e manteve, deve-se aos missionários e ao eom- 
niereio do Hrazil (|ue d'elle cuidaram até com as projjriaa 
subsistências. 

Ás occupaç4>es tiveram logar demoradamente a partir do 
Loanda e de Massangaiio para o interior entre os rios Cuanza 
e Ben^o, tendi> anteii começado por S. Salvmlor e estabele- 
cendo-se depois coramunicaçôes por terra, entre catas e na 
oceupnt;ries que se fizeram, até Loanda. 

A recordiàv^o dVste-s factos apenas a faço uosto momento 
para mostrar que o» pontos occupados foraiu escolhidos pelo 
lado strategico, tendo cm vista a melhor resistência da pe- 
quenas forças de que se dispunha aos ataquers da^ numerosas 
do gentio e nào n que era indispentavcl A» novas populações 
contra as intiuoneias dos meios que lhes eram estranhos, iní- 
migoíi bem pijores que os gentios mais agxicrridos. 

t Tuanieeiam-se as margens do (.\mnza, na persuusAo certa,- 
mentc, quu era uma eommunicaçáo fluvial de importância para 
o interior que non convinha manter e «o mesmo tempo que 
fortificados algiuis pontos, seria uma boa baío de opera- 
ções a efVectuar contra os régulos poderosos a norte c mais 
a leate em quem ee nAo confiava pelas ituas successivas trai- 
ções. 



440 EXPBDZÇlO POBTOOmSA AO mJÁTliXVUA 



ÂB populações protegidas por esses postos militares^ fie»- 
vam mal sitoadas nos profundos ralles, janto ás margens doa 
rios, inconvenientes hoje reconhecidos, entio mfty»^A« pelaa 
vantagens de que era a principal, sem duvida, a fSsrtilidade do 
solo d'onde sem casto obtinham o pouco que se cultivava em 
abundância e em variedade. 

Os missionários, como homens de intelligencia e de estudo, 
deixando avançar os postos militares, a pouco e pouco foram 
destacando-se de Loanda e de S. Salvador para o interior, 
escolheram as melhores localidades para a sua propaganda, 
conseguindo cathechisar os povos vencidos, d'estes se rodea^ 
ram e foram elles os iniciadores das colónias agrícolas de indí- 
genas. 

De 1575 a 1594, mairi com o íim de manter o prestigio da 
nossa anctorídade do que colonisar partiram de Lisboa e do 
Rio de Janeiro para Loanda varias cxpediçdes militares e de 
homens condemnados a degredo, no emtanto vê-se que sem- 
pre houve o pensamento de fazer aclimar a raça branca, pois 
nos últimos annos doesse primeiro período de occupaçlo já dft 
Casa Pia se mandaram para lá mulheres no intento de consti- 
tuirem familia com os expedicionários qne iam estabelecendo-se 
nas principaea povoaçSes. 

Pensava-se já nesse tempo e bem, que para aqiielles expe- 
diciouarios era de necessidade, uma companheira da mesma 
raça, uma cadeia que no futuro os prenderia ás terras que 
trabalhassem e que essa companheira educada na metrópole 
seria uma boa mae, a geradora d'uma raça apropriada ao 
clima intertropical e por conseguinte dos verdadeiros colonos 
portuguezes. 

Nós não podemos dizer, na accepçito em que se deve tomar 
o termo, que a raça branca colonisou; mas a aclimação deu-se 
porquanto vingaram os seus cruzamentos. 

Seria essa aclimação temporária, isto é, extinguiu-se com 
um certo numero de gerações? 

As causa^ que para isso concorreram foram muitas, nem 
aos próprios interessados o facto importava; estes alcançando 



rA, OX/IHALOOIA E COLONI8AÇAO 



refiultados im mediatos da aventura quo os levara ás terras de 
Angola, tratavam de retirar nilo lifíando a mais pequena impor- 
tância ao que abandonavam. {^) 

Nao era a mulher da raya preta, a boçal do sertSLo, que 
podia estreitar relaç3ea de affinidale com o homem branco, 
entrcpiva-He-lhe é certo com a facilidade brutal, satisfazía-o 
num momento nas sensualidades bestiacs, c era repellida cm 
seguida para o trabalho que se lhe exigia até um novo mo- 
mento de eguaes condições. 

Quando as geratrizes eram assim consideradas vê-se bem» 
que os seuB fínictos pouco apreciados deviam ser. 

O modo do ser da mulher no:< sertOes d'Afi*ica, infelizmente 
ainda hoje se pode dizer o mesmo, considerada onte muito 
inferior uo homem; e a supremacia com que nos primeiros 
tempos nos impozemos aos indivíduos d^aquella raça^ contri- 
buíram ató, para a tomar mais despreslvel pelos seus e a prole 
devida ao cruzamento com o homem branco se por este era 
abandonada por aquella era o<liada. 

VGem-se na actualidade, no fim de 4 séculos, poucos exem- 
plares, tem-Hc cscripto, do cruzamanto dos portuguezes da 
raça branca com os da raça preta em terras de Angola; e 
quer-se attribuir o fauto, á incapacidade de aclimação naquellas 
terras, esquecendo de estudar as condições que se deram, 
muito ditíerentes das que hoje «e dào para vingar a confusão 
dos sangues. 

Os dados socines demonstram que só depois de longos prasos 
se aclimam os sêrea que mudam ilo meio que lhe ó próprio, 
para outro que lhes ô estranho; — mas ainda assim, como se 
está vendo com as plantas e con* os aniraaes domésticos du- 
rante esse praso, todos os cuidadoíi rtâo poucos para que se n!lo 
extingam antes da aclimaçílo. 

Em Malanje, Custodio Machado tentou cultivar o trigo, do 
primeiro anno apurou hervas e pouco gri\o; no segtmdo, d'e»- 



(<) Algiunas exccpçons conheci 



442 EXPEDIÇXO PORTUOUKZA AO MUATIÂNVUA 

tea o que ponde Bcmear, muito pouco germinou mas o que 
obteve fecundou mais que no anno anterior; no immediato, a 
producçllo já foi superior em numero e na qualidade dos grãos 
e agora, como vSlo decorridos 4 annos se proseguiu na sua ten- 
tativa decerto, a sua propriedade ha de chegar a produzir trigo 
idêntico ao da Europa. 

Quantas gerações de trigo representará o resultado que se- 
deseja? 

Para o homem vem a corretsponder a séculos e essa demora 
que faz desesperar, ainda assim, reclama que se cuide devida- 
mente das suas producçdes como s2o cuidadas aquellas isto, é^ 
que SC uno dcsprescin os conselhos da sciencia e todos os 
esforços que o indiapensavel empregar para que vingue a acli- 
mação. 

Mas isto sabe-se I»oje c ora inteiramente desconhecido íicr 
passado, portanto nào devemos levar á conta da nossa incií- 
pacidade de colonisaçào, o que era devido á ignorância do* 
conhecimentos da epocha e ao nosso espirito de aventuras. 

Não se fixaram á torra os nossos }»rimeiros trabalhadores 
em Angola, é certo, porque o commercio era o que mais lhes 
convinha e nisto imitaram os Judeus, procuraram abrigar-se 
das intempéries da atmospliera e do «<»Io; e cmquanto manda- 
vam os souíi aviados aos sortnes basear a nioreadoria que lhes 
convinha, banqueteavaiii-se e distrahiam-se, distruetaiub» os 
lueros das suas nefandas operaròes mereantis. 

Ain<la assim o seu or-íanismo snílria mais pehis orj^ias c 
deboches do que pelas febres do paiz. enfra(jueeeu(lo-se de 
anno para anno as suas funeoòcs r, faitaudít-lhus os conheei- 
mentos e neursos espceiars para as restabrlcrcrenu assin> 
mais uma eausa (pie explica a pequena descendência que vin- 
gou pelo seu cruzamento eoin a mulh<'r j)rêta. 

Kxhauridos de forcas os homens, e as mulheres com quen? 
80 libavam alem de mal tratadas, nào estando á altura de se 
nivelar cimi ellesj nào podiam dar bons rtísultados e os junieo» 
que foram perfilhados e educados, se deram algumas excepções 
durante tempo para o aperfeiçoamento da aclimação, muitos 



• 



destniiram-n'o, retrocedendo a pouco e pouco a predominar o' 
sanppuí africano e i?e modo que, em Alguns desappareceu com- 
pletamente o europeu. 

Outro tanto nÍ(o Buccedeu com os povoa vencidos e eo acom- 
niodiíram ao nosso convívio, e9%e» colonisaram, como se deve 
entender a eoIonÍBaçào; aelíiiiaram-fte ás terruR em que »e 
estabeleceram, trabalharam no seu eolo, e pelo cruzamento 
com typoa tambcm africanoa mas de paizes diversos, procrea- 
raiu prodifíiosamcnte. 

Todia esta culonieaç2o ter produzido muito mais, eu o sei, 
mas devemos lembrar-nos como a pouco e pouco temoa engran- 
decido a área territorial da província de Angola que hoje 
conta ].25r):T7r> kilornetros quadrados, distante da mãe pátria 
quL' íiperiRB abrange uma área jmkico superior a H\) kilomctros 
quadrados^ dos quaea uma grande parte ainda está por pro^ 
du/>ir. 

Tara os homens practícos e para os que so teem occupado 
em estudar a movimentaçtlo da província de Angola nas suas 
differentes phajíoa mais características, o que muito mui» po- 
dem dizer e melhor do que eu; escusado será justificar, pondo 
em relevo o» factos em que mo baseio para me pronunciar 
pela eolonisaçào indígena, como iaiciada com proveito em 
diversas regií^es da província, mas para as conclusões a que 
tenho de chegar n'\u posso prescindir de o fazer. 

Noa meus estndoíi ethnographicos seguindo os íios que me 
prestaram os dialectos doa diversos povos da região central àrf 
continente ao sul do equador procurei demonstrar que os po- 
voa com quem me avistei nâo eram autochotonos das localida- 
des em que residiam, por camadas em diferentes epochas 
vieram do norte do equador, certamente fugindo ás invasflea 
de povos estranhos vindos da costa do nordeste, umas seguindo 
para a regiiio dos lagos, outras descendo por entre esta e o 
ramo sul do grande Zaire, as quaes depois com o tempo so 
espalharam para leste e oeste e ainda sudoeste e sueste, 
terminando talvez a sua emigração nas altas cordilheiras 
do sul. 



444 EX!'EDIÇX0 PORTUGUEZA AO MUATIÂNVUA 



É para mim principio assente, e assim, o tenho demonstrado 
na publica^*ltLO dos trabalhos da rainha missão nos territórios 
em que dominava o Muatiânvua, que a raça sendo a mesma 
se dividira em tribus o os povos d estos ne cruzaram e é de 
crer que, a raça que se destaca no sul tenha contribuído com 
um forte contingente nos cruzamentos que se deram, como é 
também possivel que, os povos occidentaes a norte do conti- 
nente, nelles tomassem alguma parte. 

O que nâo é para duvidar nas terras da actual província 
de Angola d que, devido ao transito seguido pelos escravos do 
interior e mais tarde pelos individuo» resgatados e emigrantes 
das tribus de diversos paizes, teve logar o maior desenvolvi- 
mento da população nas localidades para nós de occupaçSo 
effectiva e continuada ; e dos cruziímontos diversos que se 
tecm dado, sSLo provenientes as gerações, cujos descendentes, 
mais contribuiraiu para a colonisaçào, que eu entendo, dever 
chamar propriamente indígena. 

Esta colonisação fez-se sentir mais quando teve uma direc- 
ção europeia sob a protecção official, e também quando nclla 
intervoiu directamente a admínstraçUo superior das localida- 
des occupadas. 

Eu me explico, os missionário» da propagando civilisadora 
que 80 (listinguiaiii pela cruz, embora os interesse» ])articula- 
res a que iniruvauí e sem me importar dos meios de que se 
serviram para os adquirir, conseguiram orientar os povos 
africanos, fosse qual fosse a sua proveniência, nas explorações 
que lhes oram jiroveitosas, e o observador regista os factos de 
ter sido essa oricntaçito, de tal ordem, que as goraçoes descen- 
dentes dos síMiH educandos se tornaram agrícolas e proHssio- 
naes. 

O governador Sousa Coutinho e outros que citei, tiveram 
ahí uma prova de serem os indígenas capazes de produzir 
quaudo bem dirigidos, e, por isso iustituiram feitorias agrícolas 
e escolas de artes e de officios por conta da Jieal Fazenda, o 
que se tornou incentivo, por seu turno, mais tarde para os 
particulares se resolverem a aproveitarem-se do trabalho dos 



MKTKOROLOOIA, CLIMALOOIA E COLONI8A<;aO 



445 



indígenas, fnndando propricdadoe, no que a historia om boa 
verdade, regista abusos e extoreSes inqualifíeaveid, muâ que 
80 deainvolvtram á custa d'<!8te trabalho. 

Depoia da rotirada do8 misBioTiarioB de divort^aa ordens e 
sobretudo dcpoi» que o trafico da (iscravatura cessou (J836), 
a pouco e pouco foram apparecendo nos sertões por entre as 
llorcâtAS, ainda que muito distantes uns doa outros j lopa- 
ri*s cultivador pcloa indigenaH e jà som a tutclla dos euro- 
peus. 

As pluntaçopã do café^ da cnnna c do alpodJlo, despertaram 
as amhi^'i'ie.s wjis mais ourados portu^ezes do actual hocuIo já 
encarroiradoâ para as terras de Angola, mas estes só attende- 
ram jÍ (lualidado das torras, acreditaram na facilidade da» 
coninujincayi^eH fluviaes c tiunbeiu que nSo lhos fjiltaria Rente 
resfçaLíidiL uo sertíloj como libertus, não só para ou trabalhos 
da producçfio como em seguida para o transporte dos produ- 
ctos e nada mais lhes Iniportou. 

Tâo grande foi u audticia em se aíFiístarem dos recursos do 
primeira necesr^idado e presciudirera daa conimodiíladcs a que 
estavam habituados num clima quo lhes era desconhecido, 
como cm SC apoderarem por meios industriosos pnuco lícitos 
dus propriedades doM iudit;eims que floresciam, pura augiiion- 
tar a grandeza das que foram iniciar- 

E lia tradi<,'31o c nSo de Inn^^ data, que uma das principaea 
propriedades ugricoins d.a illia de S. Thomé, passou a serdum 
eui*opeti, por causa d'unm espingarda luzzarirm que este for- 
necf-ra a credito ao seu proprietário que era lun indiffena. 

O pagamento devia ser feito cm cafó, mas numa L:erie suces- 
siva de trausacçòes de anno para anno, a dívida avolumou o 
acabou por se liquidar com a hypotheca da propriedade que 
nfto mais tornou a sahír do poder do europeu. 

D*um modo análogo a este, deixaram de existir as melhores 
propriedatles dos africanos cm terras de Angola. 

As grandes propriedade» feitas á custa do trabalho dos indí- 
genas, inutílisaram a colonisaçSo existente nas localidades em 
qui' progredia, afugontamlo oi* pequenos proprietários livres e 



j446 kxpediçXo pobtdoukzá ao xuatiIvtita 

joê que por lei se iam Hbertuido do trabalho forçado, que fo- 
«am estábeleoer-te nas povoações do gentio, o qoe paialjsoa 
senio atrasou, o movimento agrícola e industrial da província. 
Se a machina em tempo tivesse substituído o braço indi- 
jgmia, a forçadas circnmstancias tombem teria feito iqiparecer 
mais cedo a locomovei a substituir os seus hombros. 

Muitas cansas concorreram para o desinvolvimento da agrí- 
jdoltara nlo ser tio rápido quanto o permittia a força vegeta- 
tiva das terras; o que os factos demonstram porem, é qne a 
^grande prosperidade a que chegou, cuja influencia se reco- 
nheceu mais do sectdo XVIII para o XIX, foi devido ao trar- 
balho indígena sob a direcçSo europeia, sendo para notar ao 
-piesmo tempo, que o angmento progressivo da populaçlo era 
também devido á procreaç&o de naturaes do continente. 

Klo se pode dizer que os trabalhos que se emprehenderam até 
.entSo, nSo foram projectados e estudados e na practica alterados 
e mesmo inutilisados os que se iniciaram, e, que muitos indi- 
víduos fossem victimas na execuçito d^elles; mas estes footoa 
só hoje podem ser apreciados, imaginando o que devia ter suoce- 
.dido pelei que se sabe do actual século. 

Da colonisaçSo europeia á custa de migrantes voluntários 
.ou degredados quer tivessem seguido directamente das terras 
de sua naturalidade, quer das do Brazil, se influiu na produc- 
jç&o foi apenas no que respeita á parte intellcctual, instrucçSo 
de indígenas e direcçilo dos trabalhos de construcçílíes e de 
explorações de que se conservam importantes monumentos e 
também ruínas. 

Mas pode asseverar-se que até á data do decreto de dezem- 
bro de 1836 a acçSo do governo central por muitas circum- 
stancias que o desculpam, pouco se fez sentir directamente no 
movimento progressivo, em particular, da possessão a que se 
limita cEte meu estudo. 

Coincide com o iniciar-se uma carreira regular de paquetes 
para os portos de Angola, uma intervenção mais incisiva do 
ministério dos negocies do ultramar na administração provin- 
xial, notando-se que muitas providencias dimanadas doeste 



MCTEOROIjOOIA, CLIMALOOIA E COLOXI8AçXo 447 



ministério não fího mais do que uin reforço ao que havia sido 
providenceado antes, pelas melhores adniínistra^'(1e8 provin- 
ciacs ou por et^taa sollícitadas^ á falta de recursos. 

Se^tndo por ordem de datas, liniito-nie a ennumerar as 
providencias que se rae aiif^uram de maia iniporljincia sobre o 
AfcBumpto de que me occupo, pois fornecem ob elementos 
precisos para as deducç(1es era que tenho de prosegiiir. 

Em fevereiro de 1811 decretoií-se a permissão da nave^^ 
çSo directa eutre todos os portos do reino e dos dominios 
ultramarinos porem em setemhro de 1H.')0 fez-se sentira acçào 
protectora do governo, estabelecendo-st; carreiras regulares 
de navegaç?io por paquetes entre Lisboa e as possessítes de 
África occídeutal. 

Com esta medida nSo só o governo animou a iniciativa par- 
ticular a fiwer convergir a sua attençno para aquella» posses- 
£3es, mas elle mesniu pelas relaçdes que mais se estreitaram, 
se fui esclarcoí^Tulo no que era mais instante attender para 
valorisnr o qm^ licrdamoB e o que ia pelos povos sendo offe- 
rccido d nosBa soberania. 

Tinha sido auctorisado o governador de Angola em outubro 
de 1H'ÒH a conceder terras por sesmarias a paisanos e milita- 
res, o a forneccr-Uies instrumentos, sementes e sustento du- 
rante um aimo, e logo em novembro determinava o governo a 
transferencia de Portuj^uezes emigrados em dífterentes paixes 
para aquelia provineia. 

Se foram efites qb que chegaram do Urazi em 1839 e o 
gtivemador Noroulia mandou para o presidio do Duque de 
Bragança, no intento de tkzcr ahi desíuvolvcr a colonisaçSo 
eui'opeia^ era ella composta de vadios de que o nosso cônsul no 
Império, se quia vêr livre, desembarcaram em Loanda na peior 
quadra do anno e dos que seguiram com o destino ao presidio 
raros foram os que lA chegaram, porque o« outinjs foram mur- 
rendopelo caminho atravez o sert2o; e isto é tanto mais notável 
porque prosperava nas margens do rio Catumbella a colónia 
AsHeiceira funda<bi em lf?30 por indígenas sob a direcção euro- 
])ein c naquelle meemo annu se fundava, em Cabo Negix) o 



448 EXPEDIÇIO POSTCGUBEA AO KOATliXVlíA 

estabelecimento agrícolo-commercial de Jaoome F. Torrei e, 
no districto de Bengaella, o oommercuJ, industrial e «grisola 
de Sampaio^ fillioi & C.*; ambos também de indígenas oom 
pessoal director enropeu. 

Em 1849 Bollicitaram ao governo, algans dos nossos emigrados 
no &aBÍl, transporte para fundarem em Mossamedes ama coló- 
nia, o goT^no annne concedendo 18 contos de réis para aa 
despesas de installaçSo devendo elles observar as instrocçdes 
decretadas por lei de 3 de jnlbo doesse anno. Ka barca bra- 
sileira TBntaHva Fdiz desembarcava no porto de MossamedM 
a expedição que se componha de 25 famílias e de 77 mance- 
bos vindos de Pemambaco e também para a colónia a fundar 
três engenhos para o &brico de assucar com ferragens e uten- 
sílios próprios. 

Nós somos sempre assim, ainda se nSo sabia se a ezpedíçSo 
poderia resistir ao meio, se lhe seria fácil alcançar os recursoa 
para se alimentar emquanto a canna se devia faser, mas oa 
engenhos para moer a canna que ainda tinha de se phuitar já 
acompanhava a expediç&o. 

Uma nova tentativa de colonísação se fez em princípios do 
anno de 1857 com allemães e alumnas da Casa Pia de Lisboa, 
e a estes colonos foram concedidos terrenos nos valles do 
Bero e do Giraul e nas margens dos rios Capangombe, S. Ni- 
colau e Caroca. 

Dirigindo o trabalho do» pretos conseguiram elles produzir 
canna, algodão, cereaes, legumes, batatas e fruetos. Organi- 
saram pescariíis ao longo da costa, edificaram povoações e re- 
produzirara-se. 

Aqui nota-se o que tenho dito por vezes, é o trabalho do- 
indígena iia terra que bem dirigido produziu e modificou as 
circumstancias a tomar o solo, mais favorável a aclimação dar 
raça branca e é de suppôr que com o tempo se reproduza aqui 
o facto do cruzamento vingar como se deu entre os descen- 
dcntes dos HoUandezes com os Hottentotes. 

Lembro ainda as datas de 1857 e 1858 de tentativas de 
colónias europeias na Huilla sendo uma militar, que tiveram 



HBTEOROLOOIA, CI.IUALOOIA K COLONlSAÇlo 449 

OB inconvenientca da falta doà neccsfiarioâ trubalhoB prcpfira- 
torioB. 

£ limito-iuc a istu uo que rettpeita uo Dietrícto de Mossa- 
raedes porque para este meu trabalho é o sufficiente e porque 
muito deBcnvolvidamente sobre a colonisavâo da raça branca 
ncBte deetricto, a ultimu palavra na actualidade^ cncontra-sô 
na recente publicaçUo jú citada do esclarecido o catudioso fa- 
cultativo da armada o dr. J. Pt do Nascimeuto. 

Devo porem ainda recordar quo de 1839 a 1856 tantiis fo- 
ram as concessões feitas pelo ícoverno de terras para a explo- 
rayíU» agrícola sob a denomiuaçSo áv insnuirUutj ry<;«* einfim 
fazeiídaaj a diversos particulares quo em 21 do agosto d aquelle 
ultimo annOj regfulaiaentou o processo das conccysoea, indicando 
as auctoridades que as podiam fazer e outras minúcias* 

K tanto a4uellas que se fuudaram, como muitas outras que 
se fizeram depois, se produzem, é ainda o indígena, o motor de 
trabalho nSo nó na exploração como no saneamento da Ideali- 
dade, 

Recordarei também aa colónias penitenciarias que se insti- 
tuíram na província de iniciativa dos seus governadores, unm 
d*ellas a de Santo António na margem do Bengo que teve um 
succesfto infeliz por defeito de orgauísaçAo, mà administração 
e uma dirccçAo menos sensata da parte do seu chefe. 

Não se deu cumprimento ao decreto com força do lei de 9 
de dezembro do l><ril) que creava as colonia-s peuiteuciariaa 
no ultramar em que se regulava o traballio doz> condemnadoM, 
a sua educaçilo moral e religiosa, o ensino primário, agrícola 
e industrial, se estabeleciam as prescripçÒes relativas aos 
moios de correcção e de repressão que se deviam empregar 
para conter ort condemnadi>B nos limites das leis e dos regula- 

I mentos; e é para sentir que se não diligcnciae&e dar execuç.^o 
a este decreto porquanto, eu pelo meuos convenço-me, que 
seria de bom resultado. 
E tal foi a minha convicção, depois de ter dirigido o tra- 
balho tlc degredados na ilha de 8. Thomé e na cidade de 
Loauda que como disse, á sociedade de geographia nesta ci- 
: . 



450 BXPBDIÇXO POBTUQOUA AO MCATllVTUA 

dâde e depoii ao goremador geral da prorínoia de Aagoim 
apresentei nm projecto que foi diteotido e me propnnlia a 
fiuser executar para te organiur nina colónia penifteneiaria. 

Parte dos mens trabalhos foram aproveitados para a insti* 
tniçlo d'ama colónia de volnatarios que se iniciou sob a deno- 
minaçlo de — Jidio de VUhena — porem a escolha da locali- 
dade, a falta de trabalhos preparatórios feitos por indígenas e 
uma direcçSo ignorante das condições da locdidade, do pes- 
soal e de conhecimentos essenciaes para as plantaçSes a cul- 
tivar, justificam mais esse insuccesso. 

O conselheiro Ferreira do Amaral no governo da provinoia 
de Angola exactamente quando predominava o fovor ao meu 
projecto sobxe a institaiçXo da colónia penitenciaria, em teiraa 
do concelho de Malanje ; examinou nlo só o projecto mas to- 
dos os trabalhos sobre análogos e sobre tentativas de inicia^ 
çlo de taes colónias, e conveneendo-se da sua utilidade con- 
fiou a escolha da localidade a um medico. 

Não era este, especialista e errou, como hlo de errar todos 
os que nXo tiverem a necessária practica das condiçSes daa 
localidades sobre que teem de dar o seu parecer; e para que 
se conheça da sinceridade como procedo nas minhas aprecia- 
ções eu cito a portaria provincial de 13 de setembro de 1880 
que mandou instaliar aquella colónia em Cacollo-ca-Hombo 
sob a denominaç&o de — Esperança — na qual ae descrevem 
as circumstanciaB vantajosas do local escolhido, dizendo-se 
próximo de uma floresta, de uma pedreira de cal, de largos 
jazigos de óptimo barro e cercado de agua de 3 rios correntes, 
o <^ije, o Senga e o Cabombo ; e os relatórios do delegado 
de saúde, do agrónomo e do conductor de obras publicas em 
serviço da colónia que cinco annoa mais tarde a sentenceiam 
a inutilisarem-se os esforços d'aquelle benemérito governador 
dizendo qne: aguas só existia uma corrente permanente a do 
rio Ouije, as outras eram temporárias, seccavam com a estia- 
gem conservando no subsolo impermeável um lençol de agua 
que prejudicava as plantações e a saúde dos colonos; a pe- 
dreira calcarea explorável distava da colónia 45 kilometros nSo 



METEOKULOOIA, CLIHALOOIA E COLOMSAvlO 451 



poílendo o custo da vu\ ticar por menos de lOrMXX) réis o me- 
tro cubico, sendo por eete motivo as babitaçOes no uso gentí- 
lico palbotas iuiniunflas. (M 

Alem do inconveniente da e»colha da localidade, contri- 
buiu muito para se inutilizarem todos os bons desejos docon- 
sellieir» Fcrreini do Amaral a péssima udministmçílo e a inca- 
pacidíide do pe»Boal auxiliar e eu que me illudi com o» tra- 
batlioB de in^tallaçào c que officiosamente infonuei e. ex/ do 
muito que esperava d'a4uel]a tentativa e da boa vontade da 
direcção, neste momento confesso que fui precipitado, ao 
mesmo tempo que sustento que f(»i um grande mal nâo se 
Aproveitarem todos os elementos de trabalho, pessoal e mate- 
rial que com sacrifício da provincia o seu p^vernador reuniu. 

Era mais cordato tazer-ee a transff^rencia da colónia para 
uma outra localidade, inclusive para leste da villa, onde se 
estabeleceu ultimamente a missSo catholica do rev. padre 
Campana e que bons resultados ustá apresentando. 

Quando eu cheguei a Malanje de regresso da l^Iussumba, 
outubro de IHll, Koube do insucesso da colónia — Esperam^a, — 
da sua extincçao por portaria ]>rovÍncial de 14 de junho de 
188G e, confesso pelas infornuiçòes que me foram dadas que 
senti chegar tarde e nSo estar administrando a provincia o 
conselheiro Ferrtíira do Amaral^ pois apezar de fatigado da 
minha cominissilo e nu; sentir com necessidade de ar pátrio, 
ter-nie-hia otferecido ao intelligente e audacioso governador 
para tumar a responsabilidade de salvar os seus muitos esfor- 
ços em prol dos interesses da provincia e d'uma classe repu- 
diada pela sociedade que pela sua regeneração pode ser 
ainda útil a si, à familia e á mesma sociedade que a re- 
pelle. 

Que nSo era o clima táo deletério como se pode .nuppor o 
provam os europeus que próximo da localidade em que foi 



(<) As (|ue eu vi eram barracas coui u ueccsiiaria cubagem de ar 
e luz. 



4Õ2 EXPKDK^ÀO PORTUGUEZA AO MIJATIÁNVUA 



estabelecida aquella colónia ali vivem mn dVlles pelo meno» 
lia i\0 annos e fazendo proitperar aB proprieiladeH agrícolas 
por clle fundadas. 

Teein vivido os degredados trabalhando em Loanda^ no- 
Dondo, em Benguella e em outros pontos na reífiJlo do litoral, 
pelos seus officios e muitos, no revolver das terras, alguns 
mesmo no trabalho fatifíanto da exploração de pedrcirasi; mas 
d'esta classe de individues em diíTerentes localidades da pro^ 
vincia, apontam- se trabalhos por elles executados, mas é raro^ 
apontar-se família por elles constituída. 

Oá raros exemplos sào devidos ao» de^edados que traba- 
lhando por sua própria conta ou por conta doutros progridem 
vivendo á custa das commodidíules e dos recursos de que se 
rodeiam e fogem dos rudes trabalhos da lavoura nas regi?íes 
por explorar. Os que teem vivido em commimídade, isto é, 
aquartcl lados nas cidades e principaes povoações, resistem 
mais ou menos tempo ao clima trabalhando nos seus officios 
ou profissões, mas dâo-sc circnmstancias no viver da caserna 
que mais os iuhabiiitii e mesmo, os inutilisa, para serem os 
btms creadore» de gcraç<>es que convinha. 

Haseando-me pois nos factos cu direi a^jora, os projectos de 
cohmias a^íricolas eurojíoias tiveram cm principio o defeito, de 
faltn (lí* couln-cimentit practicn das localidades e da aclimação 
das cultiiraíi que se enuaiarani, r da preeipitaçílo em despender 
menos eoiivenií-ntemeiíte os eajtitacA de que se dispunha. Dos 
indivíduos que tomaram partf na tnieiaçilo de algumas colónias 
os que resistiram, reproduziram-sc; e em líenjruelhi, em Novo 
Kedondo e em outras ioealida<les jú s(^ encontram emprega- 
dos nas fazouílas, homens l)rane(>s naturaes de Mossamedcs. 

No sul da i»rovineia, nas maion^s latitu<les e nas regiòos 
mais eh*vadas, «piando a iniciativa particular se disponlm a 
cnn)reííar os preeisos capitais nt) intento de emprehender a 
colonisaçào europ<ia como deve ser, é para onde se deve fazer 
incidir os emigrant<'s edone»»» <lo nosso Paiz. 

Ksta cmi>rcza, (planto a mim pode auferir bons lucres para 
o capital ([ue tem a despender quando se athipte o que pela 



METEOROLOGIAf CLIMALOGIA E COLONISAÇAO 



453 



I 



practica adoante lembro para base d'ura plano de colonisAçSo 
europeia. 

Os projectos de eolonias apícola» indi^uaB, b&o o^ que 66 
executaram com bom exit9, foram trabalho» devidos á pra- 
ctica, íaiciadoB pelos intelligentes misBÍonaríoB e Beguido» de- 
poiá peloB homens que fundaram fazendas. 

TemoB exemplos nas diveraaB latitudes e altitudes da pro- 
víncia, mas com respeito aos cuidados da íiclimat;2o tornam-ae 
mais frtaantea ob que He apontam iia ilha de 8. Thomé por 
causa dos seus caracteres climatogieo^t mais distinctos. 

Do que ha de melhor nos trabalhos einprohendidos euj 
Africa e do que me Kímbra de conveniência na actualidade 
adoptar para mais j)rf)niptoa resultados, grupo um certo nu- 
mero de disposições que seguidas, atigura-se-me serem as bases 
de boas colónias nus muitas regimes inexploradas da província 
de Angola. 

Planos exlq uiveis 

Tenho dito, por vezes que os africanos com que deparei 
estabelecidos em determinadas lf»calidades, na sua maioria, 
não eram indígenas d'ahi, e portanto (querendo aproveital-oa 
no trabalho, ee devem considerar como estraubo» ao solo e á 
atmosphera sob a qual vivem e rodeal-os dos cuidados de que 
carecem o« individuo» em taes casos. 

Actualmente os africanos, reíiro-me a sertanejos, ao estabe- 
lecerem-se em qualquer localidade, só pensam na facilidade 
de obter os recursos que lhe sâo indispensáveis para viverem 
e assim escolhem as proximidades dos rios abeirando os ca- 
minhos de mala transito e nSo longe de Horestas; portanto no» 
logares de menores altitudes lembrando-se apenas, do peixe, 
da caça, das madeiras para os seus abrigos o fogueiras, das 
comitivas de commercio que podem passar, e das terras na- 
teiras para sem custo e sem necessidade de rega, obterem o 
que lhes é trivial, actualmente, mandiocas, milhos, feijiíes, 
amendoim e alguns fructos; o muitas vezes nota-se muito pró- 
ximo d^essas localidades, planos elevados que pelos modifica- 



4M EZPSUIÇZO POETDQOBA ãO MBãTiâwnU 

dtnret atmoipliOTico* tornam o olima ahi, muito maU laporteTd 
e deviam preferir para residência permanente. 

A escolha do logar para povoações è de nma grande impor- 
tância e neste sentido, as missSes que hoje estio espalhada» 
no centro do continente, estio prestando relevantes serviços á 
cansa da humanidade e os africanos em pouco tempo, hlo de 
comprehendel-o e muito o hlo de apreciar. 

Esses missionários tendo por chefes, homens intelligentee, 
dedicados ao estudo, que nos bons livros adquiriram os conhe- 
mentos mais essenciaes, para na practica dirigirem os traba- 
lhos em que podem ter applicaçlo com resultados de bom 
ezito, na escolha de terrenos a explorar, alem do que a obser- 
vaçlo lhes permitte ajuizar de vantagens e de inconvenientes, 
unda procuram dos individues mais velhos das visinhançaa, 
obter informações que julgam indispensáveis sobre as quali- 
dades das terras para as producçSes que lhes slo usuaes, sobre 
os recursos com que podem contar até uma determinada dia- 
tancia em redor, sobre os caracteres dos povos visinhos, e daa 
relações entre ellos, sobre as comitivas com que podem contar 
e sobre mais outras minuciosidades para os fins que teem em 
vista. 

Em gerai, os chefes doestas mi«ft5es ao prepararem-se para 
estas emprezaB longiquas e cheias de perigos^ reconhecem logo 
a necessidade de coragem e de abnegação, pois que tanto elles 
como o pessoal de que se iizcrem acompanhar, coilocados na 
região a que se destinam, teem de esquecer completamente 
todas as commcdidadee e recursos que lhes proporcionava a 
civilisação que deixam, pelo soffrimento de trabalhos e misé- 
rias como nos primitivos tempos, c, lembrar-se apenas que os 
seus conhecimentos e os braços dVlles e dos individues que a 
si puder aggregar, por muito tempo, teem de íunccionar, antes 
de avistarem os moveis, os instrumentos, os utensilioa e as ma- 
chinas que nos paizes civilisados apparecem todos os dias pa- 
raljsando os braços humanos. 

Devemos dizel-o, todos os individues que emigram do nosso 
paiz para o centro do continente africano no intento de ir 



UKTEOROLOGTA, CíAHkVOOlA « COLONI8ÂÇAO 



estabelecer-se como colonos, devem dispor-ae a ir atacar e 
desbravar um deserto, contar apenas cora o que ee lhe depara 
de natural e portanto prepíirar-se com o que lhe seja posBÍve! 
adquirir e de maÍB essencial e proveitoso para a lucla. 

£m geral, pelo menos uo nosso Paiz, n2o emigram os indi- 
viduo» que estào bem estabelecidos e mesmo aquelles que se 
satisfazem com as compensações que alcançam do emprego das 
forças de sna actividade. Se as nossas posacssí^es em Africa 
estivessem já tSín desinvolvidas que qualquer artista ou ope- 
rai'io8 chamado de luxo, qualquer viajante capitalista, indus- 
trial^ emprezario emfiui, encontrasse ahi uma boa collocaçSo 
para os seus prestimosos trabalhos e serviços, seria inútil to- 
das as minúcias que vâo ler-se no decorrer d'eBtas pjLginas. 
Isto escrevi no Jornal <ffu Colónia» em 23 de junho de 1882 
pnr outras palavras : 

«Quem emigra, de seu pniz. naturalmente tenta exercer a 
sua actividade a tn>co de um melhor bem estar em paiz estra- 
nho e por iaso é de suppôr que seja a classe menos favore- 
cida quem entra com maior contingente na emigraçJlo.» 

«Ora nilo se tendo^ até hoje na província de Angola, pro- 
videnceado cousa alguma para se receberem os emigrantes, 
ainda que de ha muito se recniheça a sua necessidade; sue- 
cede presentemente como sempre, que os emigrantes andam 
de portii em porta a pedir que o» recolham e se cou<loam 
d'elieB atd encontrarem emprego, d 

«(.) emigi'ante que nada possue alem da boa vontade e acti- 
vidade precisa mais do que terra parn traballiar; — alimentos, 
vestuário, domicilio ferramenta», sementes, phintns, algum 
gado, crcação, e, recursos médicos em quanto da terra nfto 
tirar <» devido proveito, isto é, capital para a acqiiisição de 
tndo isto, que lhe falta.» 

«Mais ainda, os colonos apresentam os produetos do seu tra- 
balho no logar da colónia, porem estes precisam de ser per- 
mutados e devem sel-o onde sejam procunulos; é pois para 
este transito e garantia de segurança que it indispensável a 
protecção do governo.» 



456 BEPBDXÇZO POKTDOUBSÁ AO KITATllinrUA 

«De que servirá o etUbeleetmento de eoloniaa agricob» e 
tonuirem-«e estas muito productívasy se m diíBcaldades de 
transporte e a soa marcha a descoberto aos assaltos doa iadi- 
genas se consenrar como até agora ou angmentarem, eontí- 
nnando a sencir-se a falta de influencia da proteoglo offi- 
cial?» 

«Já em outras occasides e em diflferentes epochas, tanho 
citado muitos exemplos neste jomal| de abortarem as tentati- 
vas de se aproveitar a emigraçlo do nosso pais para Angol* 
e de se tomar realisavel a colonisaçfto por europeus num oa 
noutro ponto d'aquella vasta província, e tudo por causa de 
imprevidencias dos governos da metrópole e dos governos lo- 
caes.» 

Hio de vingar os trabalhos dos missionários pela forma por 
que 08 teem sabido iniciar e systema que adoptam no aea 
proseguimento, despendendo os capitães conforme os vio adqui- 
rindoy de modo que, a sementeira seja productíva; e hlo de 
arruinar-se as emprezas especulativas quando os nlo queiram 
imitar. 

Os governos pela sua parte devem ter comprehendido tam- 
bém, que na administração teem de adoptar um systema intei- 
ramente diverso do seguido, que se coadune e esteja em har- 
monia com oa povos a administrar; de pessoal modesto, mas 
intelligente c trabalhador que bem se compenetre da sua 
missão, que seja mais director de uma sensata educação que 
ílagellador de interesses mal entendidos embora revertam em 
beneficio da eommunidade encarregada de administrar. 

Com respeito á colonisaç&o pertence-lhe providencear para 
que ella se faça com garantias de êxito para os individues ® 
para o desenvolvimento das posse8s5es ; tendo em mnita atten- 
çao a escolha dos Indivíduos que pretendendo emigrar para 
ali, precisam da sua eificaz protecção. 

Os chefes de missdes, como é indispensável os imitem os 
chefes de colónias, nos seus trabalhos preliminares iaeem inte- 
ressar 08 filhos das povoaçòes visínhas e pela cathechese, 
modos patemaes que lhes sSo habituaes, conseguem em pouco 



METKOROLOOIA, CLIMALOGIA E COLONISAÇXO 457 



tempo, turnal-08 bons auxiliares para proBegxtírem na realiza- 
^lo de sena £ns. 

Absíiii íSo elles que vSo Ab florestíis flirigil-o* no corte daa 
madeiras que &Ão necesBarias para n con6trueçj(o das habita- 
ções e o corte é feito de fonna que o deabnHtar da floreeta 
nílo Bpja prejudicial nem á salubridade da localidade, nem ás 
culturas que se teuham em vista ensaiar em substituiv^o do 
que é preciso derrubar. 

Bastam estas cautellas para que os educandos reconheçam 
do apreço em que devem ser tidas as arvores que se procu- 
ram conservar, das rasHes de prtííerencia no di.'8baatar d'mna 
floresta, modo de fazer os cortes numa arvore sem a arruinar, 
inconvenientes das derrubadas a eito, como se pi-ocede nas der- 
rubadas píu'a o caso de culturas de vantagens, o systema quo 
66 adopta para estas na sua disposiçSo e como se cuida d ellaa 
durante os primeiros tempos do seu crescimento, etc. 

Nmla ha como o ensino practico para as intelligencias que 
estilo limitadas ao que os olhos podem ver num meio tâo aca- 
nhíido eomf> ú aquelle em que vive o individuo por civiliear 
no centro do continente africano. 

Aquelli! ensino practico logo nos trabalhos preliminares de 
uma coionísaçAo e o que d'elle se deriva como consequência 
dâo logar a um certo nuiaeru do CHclarecimentos que princi- 
piam a faxer Iu;í naquelies entes que tanto delia carecem o 
estes sSo o bastante para reconhecerem das imprevidencias 
de seus pasmados que por ignorância foram destruidores de 
poderoso» bens com que a natureza dotara as suas terras. 

Havemlo falia de pregos sabe o dirigente tirar partido dos 
liames, das grandes íibras que podem extrahir d'essas gros^tas 
trepadeiras que se encontram enleadas d'unias para outras 
arvores e d'ahi^ um novo estudo de trabalhos até ao seu 
emprego nas construcçSes e o que antes faria o indigena estra- 
gando, falo-ha de entAo em deante, aproveitando tudo o que 
pode ter utilidade. 

A liypi^tbese è que, a regiào escolhida é bastante extensa e 
onde nAo ha falta de agua corrente, rios ou atfluentes d'estei; 



468 EZPXDiçIo POBTuemeu. ao mdatiIvvuá 

e, na pnmncia de Angola com exoepçlo dos que fienm iqnem 
dai cordilheiras que separam as terras do Caango das do li- 
toral, os príncipaes rios correm todos poooo mais oa menos do 
lado do sol para o norte a oahirem no grande Zaire eomo indi- 
cando o descendo das terras mus elevadas para o equador e 
mostrando que esse descenso é mais oa menos ondulado entre 
esses rios até á encosta occidental da rogilo dos grandes la- 
gos, no plano mais elevado, no oriente do continente. 

Ha portanto sempre entre rios, togares altos mais ou menos 
desafrontados em que se pode elevar nma povoaçlo e «Ua- 
posta de modo a ser beneficiada pelos agentes atmospheriooa 
que operam ahi como modificadores do clima para os seres 
humanos. 

Sendo possível, deve escolher-se essa elevaçSó dominando a 
regiXo que se pretende cultivar e quanto mais central fòr, 
melhor. 

O traçar da povoaçio demanda conhecimentos que devem 
ser do alcance do dirigente nlo só com respeito i meteoroloc^ 
mais vulgar da localidade, mas ainda com respeito á hygiene 
indispensável e ainda os que sSo peculiares á practica de cons- 
tracções, ob que bc tomam familiares mesmo, na falta de instm. 
mentos os mais elementares, expediente a que tive de recorrer 
por vezes no construir das EstaçÒes da Expediçfto com a snr- 
preza dos indivíduos que me observavam na direcção dos tra- 
balhos. 

Tendo uma fita métrica facilmente traçava no terreno ângu- 
los de 5 a 17õ graus com muita aproximação, variando de 5 
em 5 e nâo a tendo, para o que me era preciso, ou construia 
com um liame ou com cordel se o tinha, um triangulo equi- 
látero ou um triangulo rectângulo ou ambos, o que me era 
fácil; para o primeiro dividindo o cordel em 3 partes eguaes 
e para o segundo dividindo em 3 partes, tendo a primeira 3 
unidades que adoptava, a segunda 4 e a terceira 5. 

Assentes os triângulos no terreno por meio de estacas col- 
locadas nos anguloâ e desenfiando-as depois, obtinha linhas tSo 
extensas quanto desejava, que podiam ser perpendiculares ou 



SasmOBOLOGlAf CLIMALOOIA K COtONISAvXo 



451) 



• 



formar qualquer angulo com outras antes traçadas segundo as 
conveniências, línhtiii que se tinha necciísidade de medir tam- 
bém me não era diffícil porque para o cato de pequonna cxten- 
sAes o meu plano ê justamente da p-andcza de 0™,:í c sem 
grande trabalho iinprt>vÍBava uma titã métrica e para medidas 
superiores ao diâmetro recorria ao meu passo rcp^idar, deca- 
metro 14, hectometro 14G, kilometro 1470, o que também po- 
dia traduzir em tempo 7", 72", 12' 

Adaptando estes principies um dirigente, homem practico 
orientando-8e polo sol porlc traçar como base a línha trsta ou 
tVeiite da povoação viraila ao rumo que lhe seja conveniente, 
quanto a mim de modo que as directrizes dos arruamentos 
que lhe devem ser perpendiculares sejam van-idas pelos ven- 
tos que mais predominem de entre E e S. 

As tliroctrizos doa arruamentos devem ser traçadas quer 
sobre a linha da frente quer sobre a linha d'ura doe lados 
extremos, ãe modu que, para cjida Indo dti directriz se conte 
meia largura da rua e mate os fundos das habitações na linha 
da frente ou das frentes sobre a linha do lado. 

A hirpira das niiiH principaes nâo deve ser inferior a trea 
vezes a altura dnn habitações e as transvereaes duas, contando 
que de quatro em quatro, devem ter a largura das primeiraB 
para praças ou largud que podem ser ajardinados. 

As habituçnes devem ser distanciadas do solo pelo menos 
1'" o de altum as biiaa paredes, podem regular por 3'", 5. Con- 
tando poirt com a máxima altura da cobertura l"\b a lar- 
gura das ruas longiludinaea será de 18"* e das transversaes 
menores 12'". 

Foço comprehender nas habitações não só os quartos de 
donuir pai*a os colonos e suas famílias, um quart<r especial para 
toda a familia, cosinlia e ainda \ima Área reservada para crea- 
ç&o o outra para horticultura. 

Seguindo o uso dos naturacs que julgo de conveniência con- 
servar-se, nhi só as cosinhas s3o isoladas dos <]uart<rs mas 
ainda CHtes, se devem separar uns dos outros na repartição de 
cadji colono — e o todo limitado por cercas no alinhamento 



400 EXPEDIÇXO PORTUOUEZA AO MUATIXNVDA 



das mas, as qaaes devem ter uma altura que nSo deve exceder 
o peitoril das janellas doR quarto^^. 

ÁB primeiras construcçòes nfto podem deixar de ser feitas 
ao uflo gentiiico mas já aperfeiçoadas, sobre pontaletes acima 
do solo e portanto tendo por chSo um estrado de varêdo, ou 
de troncos rijos encostados e bem ligados uns aos outros por 
liames tendo uma área proporcionada ao destino que lhe dá o 
colono, dormitório e onde possa ter, a sua roupa, uma meza, 
lavatório, dous assentos, um cabide, espaço em que possa 
mover-se e ainda logar para que possa no futuro ter onde 
guarde o que lhe convenha e para isto, uma frente de 3™ e um 
fundo de 4"' é o bastante. 

Suponho em media serem precisos 4 d'e8tes quartos por 
cada colono distando uns dos outros na linha de frente 2™ por 
causa das aguas das coberturas e dos fogos. 

A cosinha e casa de família julgo conveniente ssrem tér- 
reas separadas também uma da outra, sendo esta de maior 
área que as dos quartos, porque ahi comem, recebera visitas 
e é onde á noite se juntam em roda das fogueiras, mas é suffi- 
ciente õ™ por 4"', e qualquer das duas se devera construir atraz 
da linha dos quartos e numa e noutras, se devem reservar 
espaços para arrecadação de louças, utensílios c tarabera de 
fen^amentas de utio dos colonoti. 

As coberturas de todas as habitilçÒes devem ser feitas em 
duas ordens systenia de lanterna, com duas abas e de modo 
que, as aguas caliíndo no solo tenham faci! escOo para os 
arruamentos. 

Penso pois que uma área de TK)'"- ó muito sufHcíentc para 
cada colono e família. 

Na área destinada a ser hortícultíida, obrigaria o colono a 
cuidar pelo menos de quatro arvores das já reconhecidas como 
frondosas, preferindo entre estas as de maior utilidade para 
a povoação, n^o podendo mencionai as porque dependera da 
regíSo, c<nno são por exemplo, a mangueira, o cajueiro, a pal- 
meira, o coqueiro, a mafuraeira, a giitta-percha, a coleira, a 
nespereira, a figueira, a laranjeira, e muitas outras, cujos fru- 



METEOROtOOlAf CLIUALOOZA E COLOXISAV^O 461 

ctoB devem ser o tributo único ein principio, para o bem da 
commiinidaJc. 

Para o proveito do colono, plantaria todas aa liortaliçaB o 
tubérculos du já reconhecida aclímaçfto como ínliume, batatas, 
etc, e as plantae uteia próprias do continente, cujag folhas, 
tjiIoB e tubérculos, são comostiveiô e também ieíjòe», abóbora», 
jiêfu, tiiudianhoca (*) e fnjctos indigenas e alguns europeus e 
americauoB nSo esquecendo a banana, o ananaas, a ônicta do 
condti, o dilolo, o mamoeiro, o mel2o, etc. 

Já líC vc que no taihilo especial qup lhes reservo, protiuro 
apenab o que eo lliea tornaria de mimo e fora da povoaçíto 
encontrariam os cereaes e outro» productos de necessai^o con- 
sumo, como são 08 mílli'>8, onde fosse possivel oh trigo», o 
arroz, o amcmii>im, a.s mandiocas, onde fosse posaivel a fava, 
a fajoca, o grão, a lentíllia, a ervilha, etc, e em outros to- 
gares destinaria as plantav*''^^^ j^ C4)m intuito» de outra (»rdem 
de intereB8L'B para ob colonOH, o café, a baunilUa, o cacau, o 
gergelim, a bon'acha, a laranja, o algodAo, o tamarindeiro, o 
urucu, o anil, o linho, a saccharina, o tabaco, a qnina, o euca- 
lyptus, as madeira» reconhecidamente boa» para construcçíio 
e é de coiivenlencia fazer propagar, o coqueiro e as palmeiras 
de mais utilidade. 

Também a colónia devo promover a creaçSo de gado vac- 
cum cm logar robcrvado bera como do suíno, ovelhum e ca- 
brum c ter algmn em curraes próximos da povoa^So mas cm 
local próprio, attentas as condições hygienicas da communi- 
dade. 



(I) Esta plouta a que também chAmam/«í//^<wo, tem para mim ^^'ande 
valor e descrevcn-a Welwitch o qiic* nu ipnnrava. 

Ph uma vargca e don pcus jieqiiciioB jç^âos dc|}OÍB de séccos ao sol* 
torraiu-Bu ao fogo e motí-se eonin o café, o 6 certo que pasBado pela 
n^iiu a fender como olle. peto aroma e aabor uos iilude como ao fosse 
este. 

PtiH HiiiiK núxes fax-se um excollente cliú que cliaiim a transpiração, 
1* lembrando pelo amargo o 5Mlphato de qnina. substitue-o nos seu» effei- 
to» contra u« febres. 



462 EXPEDIRÃO POUTUGUEZA AO MUATIANVDA 



Ab avcâ domesticas íicam ao cuidado dos colonos janto das 
saas hnbitaçòes c o meio do dirigente conseguir que se pro- 
mova a procreayão com grande desinvolvimento ó premear os 
colonos que apresentarem um certo numero de exemplares de 
determinada grandeza e passado um certo tempo. 

Contando que a exploração qualquer que seja a zona em 
que se tente, é feita entre trópicos sob climas muito quentes 
6 húmidos e podendo dispor d*um grande numero de zonas^ a 
preferencia deve rccahir na dos climas menos quentes e onde 
a humidade mais diste do máximo grau de saturaç&o. 

Quando o fim da exploração é de preparar uma localidade 
para a colonisação europeia, entfto é indispensável attender-se 
á facilidade de communicaçdes com o litoral, quer sejam fia- 
viaes, quer terrestres e ainda que d'esta colonisaçSo possam 
advir futuros colonisadores para regiões menos favorecidas 
pelo seu clima e mais distantes. 

Apresentei dívernas zonas climalogicas segundo o exame de 
seus caracteres meteorológicos, mas dentro d'estas a prefe- 
rencia ainda é, para as localidades de maiores altitudes. 

A practica está aconselhando a que se prosiga alimentando 
a colonisaçfto europeia nos plan 'altos da Huilla e da Humpata, 
e comtudo por meu A'oto, feitos os trabalhos preliminares por 
indigenas, devia também já inieiar-ae em Caconda, no Humbe, 
no Bié e em Mulanje. 

(Veio que nestas localidades hão de fecundar os enropeus e 
a sua progénie niaif* facilmente irá colonisnr de futuro as loca- 
lidades de outras zonaí*, que pelos seus climas tomam um logar 
inferior, do que os novos migrantes que para ahi forem dire- 
ctamente da metrópole e iilias adjacentes. 

Para animar a colonisação africana ou melhor direi para 
animar os povos de Africa no trabalho de exploração do solo 
6 de todas as industrias cujas matérias primas o solo lhes for- 
neça, julgo de conveniência aproveitar-se parte da corrente de 
emigração dos china que se faz pelos portos de Macau e de 
Cantão e de se engajarem por contracto índios de capacidade 
provada. 



METEOROLOGIA, CLIHALOQTA E COLOXISA^Xo 



■ 



Em ISl-k havendo fiilta de braços na ilha de S. Thomó lem- 
brei ao governo a conveniência de se ensaiar na ilha, numa 
das roçaa do Estado a sua exploração por euilivíulores chins 
e ncto nos eeria difficil de milhares que sahiaiu annualmente 
de Macau para a America, conseguir que centenas d^elles pre- 
ferissem sei^vir em terra» de Portugal. 

A minha lembrança não mereceu a devida attençãu, mas 
era tno grande a falta de braços para a a^ícultm*a, que se 
concedeu ao» proprietários, os fossem contractar no AccrA e 
noutros pontfls visinhos, e também o governo provincial man- 
dou contractai' operários para o serviço das obras publicas. 

Para ensaio vieram bastantes, nfto correspondendo os resul- 
tados 118 exigências dos contractos que deram logar a grandes 
despezas. O opernrio nhi ta para o trabalho sem uma rnçSo 
de café e de pSo, e tinha depois duas refeições no dia em que 
devia entrar arrox e carne, ou peixe e uma raçSo de ap^iar- 
dente. Os salários regulavam em cada dia de trabalho de 400 
a 700 réis e duus andaioas de vestuário de seis em seis mezes. 
Alem d'is80 haviam de ter alojamento especial os que tives- 
sem mulher, tendo os alojamentos pagos pelos patrões. 

O dia de trabalho era de -S Jioras e queriam um dia da se- 
mana para si. 

Os contractos doa trabalhadores das roças variavam apenas 
nos salários sendo de VJi) a 3U0 réis; e foram feitos para o 
tempo de 2 e 3 annos, o que se cumpriu rigorosamente, sendo 
o transporte de regresso também por conta dos patrões. 

Ainda hoje me convenço que teria sido mais económico e 
proveitoso, se em vez d^aquelles operários e trabalhadores ti- 
vessem sido chins os contractadoe. 

Em primeiro logar podia o governo proporcionar passagens 
aos contractadoB nos seus transportes de guerra quando regres- 
savam de deixar em Macau um dos batalhíles do Regimento 
do Ultramar e tindos os contractos proporcionar-lhes o regresso, 
quando transportassem para lá esses batalhilos. 

Os contractos sendo análogos aos que eltes fazem para o 
serviço das plantaçt^es em Havana, Peni, etc, eram muito 



464 EXPKDIÇlO PO&TOOnEKA AO UUATIÂirvnA 

nuús vantajosos pani os roceiros da ilha; e nesses serviçaes, 
operários e trabalhadores, encontravam-se individiios de nraita 
nutis mérito, execatando trabalhos mais intelligentes. 

Entre elles viriam também especialistas em piantaçSes de 
grande valor, qae conviria adoptar na ilha, quando os seva 
ensaios fossem de bons resnltados, como por exemplo, o chA^ 
arroz e outras. 

Muitos d^elles acostumados ao fabrico de amidos, de sab5esy 
de óleos e do que lhes é usual com respeito a plantas teztis^ 
teriam educado os indigenos nestes trabalhos proporcionando- 
lhes assim no futuro, um modo de vida rendoso. 

Como individuo para aclimar-se estou convencido que é 
aquelle cujo organismo mais se doma ás influencias da atmos- 
phera e do solo em Africa ; e para suportar a expatriaçlo nua 
me parece quo haja outro a suporte maia resignadamente. 

Os chins encontrando-se isolados num paiz estranho esmo- 
recem, porem sempre que se expatriam com família e vSo 
viver em communidade com patricios, tratam logo de consti- 
tuir bairros aos seus usos e costumes, affastados das popula- 
ções indígenas e é certo que poucos annos depois, esse» 
bairros industriosos se encontram augmentados em populaçSo 
e desinvolvidos pelas transacções commerciaes a seu modo. 

Em todas as terras para onde elles toem emigrado ha does- 
tes exemplos e até na nossa ilha de Timor para onde algun» 
teem ido cumprir sentença imposta pelos tribunaes de Macau. 
Se uma das emprezas particulares que procuram explorar 
as nossas possessões tomasse a iniciativa de fazer derivar 
annualmentc uma pequena parte qnc fosse d'essa graade cor- 
rente d' emigrantes que sahom da China para paizes estran- 
geiros, eu creio que em principio seria a melhor colonisaçfta 
a tentar. 

É incontestável que por toda a parte o remexer das terras 
causa doenças e que estas doenças sao mais numerosas e mais 
intensas nos terrenos pantanosos e onde existem aguas esta- 
gnadas o também, que numa alta temperatura mais aggrava 
ainda as causas normacs de aífecçdes mórbidas. 



Mas o que tambein é sabido é que na índia, na Africa e na 
America ha regiões entre qb trópicos cnjas culturas as mais 
extensas, Variadas e niaif* fructuosas silo o resultado d<» tra- 
balho de Immens extrnnhofl ao clirait emboni aclimados mas 
que nào sSo dos seus indígenas, e na maioria esses homens 
são chins. 

Xa índia trabalham milhões de brancos e ahi a tempera- 
tura é muito mais elevada que em qiialquí.T das regimes a que 
se reporta o meu estudo cuja nonnal varia de 2ÍÍ a 25 graus 
centígrados, beneficiadas por outros agente» atmosphfricos. 

O que impede pois os europeus do trabalh/irem nestas re- 
giões? Será a própria fertilidade do seu solo? 

Sendo esta a causa, podem prcparar-ae as localidades de- 
baixo d'uma atmosphera mais benéfica com indivíduos do 
próprio continente, ou de paizes cujos climas quo supportam 
pouco dilliram d'jiquelle a quo teem de se sujeitar, para que 
possam mais tarde a seu lado trabalhar os europeus e baftta 
que a vaíqh se lhes marque tarefa cgual que a produzem cm 
'/s do tompo do que a fizessem aquelles. 

Este facto dá-nos ainda logar a uma boa disposição — que a 
duraçíio do dia de trabalhos no campo — devo ser regulado pelo 
que se pode exigir &o indígena, 4 horas de manhã e 3 de tarde 
e portanto ao europeu, 3 de manha e 2 de tarde. 

Não só entre nós, também nas colónias estrangeiras, cm 
tempo se notou o preconceito de que o trabalho era só pró- 
prio para os servos, muFto principalmente os de lavoura. 

Observei nas nossas possessíles africíinas c mais frisante 
nas povoa^-fòes indígenas que era maior o numero doa privile- 
giados do que o dos obrigados a trabalhar, É de suppôr que 
o homem branco habituado no seu paiz ao trabalho, consi- 
derasse do vil fazel-o ao latlo do preto por causa daquella 
circumstancia que nJlo passa sem o devido reparo. 

No presente, felizmente, este preconceito vae dosappare-, 
cendo, principalmente era Angola, onde os africanos vi\o vendo 
o branco trabalhar junto dclles e habituaram-se aos lucros 
lem os quaes reconhecem nào poder satisfazer ás mais ins- 



■ 



466 



exi'EDIvl0 PORTr6rE2A AO MX^Atilm-rA 



p 



tantcB necesBÍdades que erearam no ci>nrivio com o» tmlírtlha- 
doretí europeus. 

Em Malanje vi al^in» "lo» nossos provincianos. triíLiallKi- 
reiu nas pn^priedadeíi u^ricolas como se estivojísem na» axxua 
próprias terras. 

por vezes olnerviM em (Las sncreflsivo» um d'e88ea homens 
truballuu' produzindo o dobro do quo ([ual(|iu*r doa indiana» 
sob sua imraediata direoçJlo. Alojado em casa do seu patrão, 
comendo á sua mezu, este homem njlo estranhou o clima e ha- 
bituado á vida do campo e só pensando no bem estar da mu- 
lher *' doa filhos, |iela i[Ual se cuntraetara para trabalhar t-m 
Malanje, resignou-se facilmeute a fazer parte da família do 
patrSo poucu lhe importando a falta de distraci;«Vs que se dá 
entre o pequeno grupo de europeus que habita na villa. 

NJlo obstante me convencer que se encontram regiiVs na 
provincia, onde já existem aclimados alguns compatriotas esta* 
belecidos no commercio e na ap;ricultura e, onde o nosso tra- 
balhador do campo podia auferir melhores interesses empre- 
itando as forças de que é capaz nestas regitles, subordinados a 
um regimen de hygiene indispensável^ para tornar fácil a sua 
aclimação; ê conveniente só serem estimulados a seguir para 
essas regii^es depois dos trabalhos preliminares para a sua Lns- 
tallaç^o terem sido executados por africanos. 

Kstes convenço-me, hoje maia que nunca, depois que exa- 
minei as estatísticas nosologicas e necrotogicas dos hospítaes 
da província, cai*ecem de principio^ tanto ou mais cautellas ]\y- 
gienica» do que o nosso emigrante. 

Cltamal-oa a povoar as terras altas, proporcionar-lhes aloja- 
mentos mais amplos com ar e luz indispensável, oriental-os a 
obterem da terra rectirsos em abundância e variados para uma 
alimentação muito mais própria, e, ainda preparal-os para a 
vida social cora as populaçi^es da raça branca, é já um grande 
beneficio; mas educal-os a tornarem-se precisos a estas popula- 
ções em vez de serem anniqnilados pela sua civilisnçâo e levan- 
tal-os ao nivel d*^ *e uniticarera as raças, é humanitário, o mis- 
sJo que corresponde ao progresso do século que está a tíndar. 





JiKTEOHOLOOIA, CLIMALOOIA E COLONISAÇXo 467 



I>e fiobejd toem proviidt» os actuaes mis&ionario.s qiiti traba- 
lliiim em Atrica que eHtâu á altura dos eucíu*ffos que lliea farnni 
cojitia<3(>B, e niuitoií outro» lionií.-n» dí^viJauiPute prepíirados^ 
e^tou eerto ftcg^uirâu no caniiiilio que elles váo trilliandoj mas 
todo» oi beuí euforçoB »e iriutiliaam quando não forem condju- 
vadua pelos elementos de que vlo wirecendo no seu progredir 
roíitinuado. 

E occui&iao de «e pronunciar a iniciativa particular em 
auxilio do» que trabíilliam e doa que querem trabalhar era 
Africa precipitando a precisa evoluçilo doí* pcub povos em 
bonetício da humanidade em geral e do interesBe particular da 
nossta nacionalidade. 

Capitaliatas. industríae» e negociantes, asaociando-se o eon- 
triliuíndo com capitat*» ou valore» equivalente» da» sua» indu»- 
trla« e do seu commercio de que tanto se carece numa empreza 
colonisadora em clima» intvrtro[iicae», ei» o que é eafiencial 
desde já; e digo desde já, porque temos a certeza de que o 
governo pensa em proporcionar ao» israelitas concessHes ao 
sul da província para ahi Be estabelecerem. 

E de crer que reconsidere melhor e se conheçam dos incon- 
venientes de tal medida^ muito principalmente quando aquejlea 
individuo» nJio »^ do» descendente» de Portugueze^ com quem 
podíamos ter ao menos e8»a contemplação. 

Sabc-80 e tenho-o i^Bcripto mais d'uma vez que o» judeus 
0AO apena» negociante» e capitalistas e está provado que onde 
entram, a agricultura uSo progride, com a mira no lucro de 
transacçí^es concorrem com producto» extranho» e prejudicara 
os cultivadores. Mais ainda, e alguns exemplo» podia citai' em 
terras da provincia, o judeu negociante, impf^e-se e consegue 
Httraliir a si o cmumercio do gentio prejudicando os interesses 
de antigos estabelecimento». 

Angola deve ser a colónia agrícola de Portugal por excellen- 
cia, quando todos os esforço» da nossa parte concorram em fazer 
de Bcus filhos os lavradores de que carece, e á. medida que o <T>r- 
mo» conseguindo as nossa» industrias e o nosso conlmercio en- 
contram campo vasto de consumidores para os seus productos. 



468 



EXPRDIÇIO PORTUOtTEZA AO MUATIÂNVUA 



Dir2Ío, onde vae o judeu vao o ctipital e d'eíitc &e preci8«i 
para ànr deninvoivimento A agricultura. ^ían a a^rículturii nílo 
8e faz sem agricultora» e o» judeus neuí o gao. ncin sequer 
cavam a torra. Os Boera também se pensou quo catabelfícen- 
do-ee nas terrae alta» Je Moãsamedes, seria uma ^^'ande acqui- 
eiçio para o deâiavulvimcnto da apicultura do Di)it2'ici»« mas 
ellea são apeiiaa bon» caçadorea, creadorcs de pulos o ho- 
menB de o^cíob. Os que nSo retiraram teem vivido pelas sua» 
imlustriaB, no (pe o nosso governo o» tem auxiliaílo até agora 
com unia prolpcyâo etticaz. 

Precisa-Be de capitaL (s verdade, mas este pode obter-«e 
como disse pela asBociayão dos elementoB mais imp^^rta-ntes do 
uosBO paiz, que encontram com o tempo a reumueração van- 
tajosa quando este fôr empregado em proteger eetaçòes, pa- 
trulhoj? ou intendência» civilizadoras diri^idafi por missioná- 
rios que tenham dado provaB d^unia aprendizagem sensata. 

As intendências eslabelecer-se-hio nua planos elevados a 
contar dos limites a sul para o norte por emquanto até ao pais 
dos IJailundoB, entre o Cuanza e o Cuanffo até ao pair dos 
Jingas e, como conveniência politica, <ntre o Ciiango e o Cas- 
sai noB pontos que já indi(|uci sob o titulo de primeiras occa- 
paçOes nas terras da Lunda, em (Quimbundo no t^uissenf^e, 
em Cnban^, em Alataba e nas terraa do Caunf^da nas proxi- 
midadett doH rios LOvua, (^hicapa e Luembe. 

Eíítas missões dirigindo o trabalho indigena, terio em vista 
desde logo, as do sul, de lazer acHnuu* as planta^'i3e« c domes- 
ticar os animacK que r^ào uuiis usuaes ao uus»o metropolitano, 
dirigir a construcção do habitações sob um plano, próprias 
para os climas quentes e dispostas do forma a coubtltuirem 
06 centros, as principacs villas, eVuprcgando quanto possivel 
os recursos das localidades podendo para o serviço d*esta8 
construcçòea, organiaor um pessoal de artistas na classe dos 
sentenceados escolhendo- os entre os que teem dado provaa de 
morigeraçào e se tornam dignos de clemência. 

Kâo querendo apontar factos que são dos nossos dias eu di- 
rei apenas, que um dos grandes males das tentativas decolo- 





MKTEOKOL.OOIA, Cl^IMALOQIA K COLONISAgXo 469 



nieaçSo europeia tem sido logo no seu principio as grandes 
despezan iinproductivaâ, as chamada» de luxo, que em geral 
8Ò se fazem quando as administraçÒea sFio por conta do go- 
verno quo ct>ra a maior facilidade o sempre na melhor inten- 
ção auctorisa osaa» dt!»pezaa. 

Conheci em Moçambique, em Angola ena ilha de S. Thomé 
muitas pro|jnedade8 agrícolas de compatriotae, algumas j/i era 
via de progresso e outra:* em iniciação e do que menos impor- 
tara aos seus proprieiarios fura das conimodidadcs <la sua resi- 
dência pessoal. Os cditicioa ostavum delineados eobre o terreno 
de antemão escolhido, satisfazendo a um certo numero de con- 
dições e construídos apenas, um ou dois quartos para aloja- 
mento do proprietário e familla se a tinha e o resto ia fazen 
do-8e, á medida que as circum.stancias do pessoal da fazenda 
e de material reunido, o pernilttlam. Hoje algumas contam 
em verdade bons edificioa mas decorreram annos para se con- 
cluirera. 

As consideraçòuB do economia e de aproveitarem o seu pes- 
soal ein producçào lucrativa, nilo se dá em geral nasadminis- 
traçi5es por conta do governo, porque estas teem em vista 
outra ordem de consideraçueM umas, u bem da humanidade e 
outras, de qne o capital proptírcionado pido governtt, náo pre- 
cisa ser remunerado esquecendo-Ihes que, esse capital ó obtido 
á custa da contribuição que se pede aos que trabalham. 

A acção do gijveruo dcsej^-a, como deve ser, que se façA 
sentir no que só a elle é dado fazer e que ocioso Keria dizer. 

Eu estou convencido que a missão mais ao sul, no fim d'um 
anno de trabalhos, reconhecendo da bondade do clima e do 
bom êxito de algumas plantações e da procreaçito de alguns 
animacH, animará que para lá se encaminhem algumas fami- 
lias de emigrantes das nossas províncias e ilhas adjacentes e 
é nestas alturas que, é precisa a directa intervenção da asso- 
ciação de que fallei e do governo. 

Do governo, facultando aos emigrantes todos os commodos 
indispen.<%aveis para se apresentar na missaio, satisfazendo e lies 
a um certo niuiiero de quesitos antes de partirem das terras 



4T0 



EXPEDIÇXO PORTITOUEZA AO ML'ATlXXVCA 




de 8ua uaturalidade ou d^squellas cm que estejam cstubt.-lt^^^i- 
doa um certo numero de annos. 

Da asftociaçiííi, a |)rfitet\*So indi»penBavel no abonu df n;- 
cursoH a titulo de (fmpreíftíiuo cont u piviniu rasoavel, •^ran- 
tidos |>oIo governo e serão pagos pulos emigrantes bobro ii» 
contribuições devídati ao fisco nu».s de que Bào dispensadas 
primeií-oi* annos ale serem witisloitti» o* seus dt-Liit»?. /t asi 
ciaçAo. 

Nos abonos feitos pela atísociaçfto ns missões, devia garantir o 
governo a isenipçâo no reino, de direitos du exportação de tOfliLs 
as uiereadorias nacionaes que para ellas enviar, satisfazendo 
pelos seus cofres a importância dae facturas com o respectivo 
premio quando accusatla a sua i^ecepçâo pelas misftòes »• estas 
irào a pouco o |Mmco pagantlo em espécies, o valor das impor^ 
tancias nas repartiçtVs de tassenda do distrieto. 

O governo precisa eroar devidamente uma repartição esp 
ciai de aclimação que se corresponda com as atictoridadev 
administrativas do paiz em tudo que respeita a emigração. 

Das respectivas repartições do serviço do saudc de Angola 
tanto do govomo como camarárias, dos agrónomos, das missòea 
e das auctoridadefl dos concelhos, obterá a n?partiçào da acli- 
mação todos os esclarecimentos de qne carece aos seus Hns ; 
pois c esta repartição, o tribunal que por ultimo deve dar a sua 
opinião se os emigrantes devem ou não seguir para os paize» 
a que se destinam. 

Os iudividuos que sollicitam a protecção do governo para 
emigrarem com destino á-í terras de Angola, serão obrigado® 
a apreuentíir-se á auetoridade administrativa do seu concelho 
oadc se formulará o respectivo processo no qual deve constar: 
alem da naturalidade, filiação, edade, sexo, estado e profissão, 
as doeiíçus que tenha tido, tempo de tratamento e sendo pos- 
sivel que isc apure, outras informações medicas com respeito a 
seus ascendentes, o attestado medico da occasiào com rrspeito 
ao seu estado physico, o registo de seu comportamento e attes- 
tadoB edoncos sobre a sua profissão; e das terras da sua natu- 
ralidade era de toda a conveniência que constasse no mesmo 



1 




METEOROLOGU, CLIMAT.OG1A E COLOXISAçIO 471 



processo, a sua altitude em roIaçAo ao nivel do mar, media 
anniml tliermoinetricaj bíirometricu o hypBometrica, a distancia 
ao mar o ventos prodominanto.s. 

<>s procobfios exumiuíulort pela auctoridade administrativa do 
diííhicto c por ella devidamente informados com respeito ao 
cumpurtanicntii dou individuou a que so ref^Tcm, aâo enviadofl 
li npartir&n de atdima^-ílo nn<lp o facultativo clíeie, em taco doa 
dados estatiâticoà que se devem encontrar colIig^idoH no archivo 
da meema repartiyâo «obre diversas rcffiòcs da província, no» 
respeclivuB processos obcrcverá a sua opinião, se os indivíduos 
que pretendem emigrar pelos seus precedentes phydicos e l>e]a 
ultima inspecção medica cstSo ou nSo, aptos para irem C6ta- 
belecer-btí em alfíuma daípudla» repues, e hó depois se o ^- 
vemo retolvcr conceder a pmtecyiV» que lhe toi requerida a 
estes indivíduos, lhes «erá facultado o transporte para Lisboa 
a fim de seg^uirem ao seu destino. 

E cntii> qiu; a associa^-ào pode prestiu* aos emigrantes os 
primeiros credi'os sobre a hypotheea d'uma parte do producto 
de suas colheitas cujo valor do credito será garantido da 
forma {\nr' já di.<s(' ou por uma outra que olTere^-a nuiís aegu- 
ran^a. 

Presentemente como tenlio dito, os indivíduos da ra^a Angolo- 
Saxonia, estabelecem cnirmias agrícolas em qualquer parte do 
globo seja qual fòr a distancia d*onde -procedem porque dia- 
piSera <lo capital preciso para u sua installaçâo. 

Uma das causas princijuies, ainda que secundarias em appa- 
rencia porque os Portuguezes nas suas tentativas para fun- 
dar eolonios em Africa, nâo teem' sido tào felizes t; o» faz 
deeanimar, consiste nas ditficnJdmles que encontram os emi- 
grantes de s(í jirovcreni economicamente ao sahir do seu paiz, 
de tudo o que lhes é mais necessário, como vestidos especiaes, 
ferramentas, utensilíos e o material indispensável para se 
estabelecerem em terras intertropicaes sob um clima que lhe 
é muito differeulc e tão comuiodamcnte couío no seio de sua 
femilia. 

A exemplo dos grandes e especiaes bazares que citei haver 



472 



EXPEDIRÃO POBTfÕUraA AO MTATÍí 



em LondroB, New- York o Dubliiij para fornecimento de todcid 
08 objector necepsnrioB, a colonof* de que ja falli?i, podia & 
aasociaçio tomar a iniciativa de orgaiiisar pelo meuos um, em 
qne também ae encontrasse oífícína» de carpinteria^ forjas, 
ftindiçrtcfi, moinhos portáteis, di8tilleria« económicas, labora- 
tórios, phaniiacius ; era uma palavra, todos os accessorioB ne- 
cessários á industria moderna ; e podes^e por amortisaçSeft aer 
fornecido ao colono ou a colónias. 

Eu lembro que a experiência tem mostrado ser inconve- 
niente abonar ao colono subeídios em dinheiro einquanto da 
terra nSo alcançar o necesítario para a sua subsistência e da 
familiii HO IX tem. Os subaidioa devera ser feitos em espécies; e 
emquantu os colonos níto poisam trabalhar por sua conta devem 
estes, ser tutellado^ pelas missões. 

Só depois de terem satisfeito os seus compromissos. serSo 
dealiçados da tutela e considerados proprietários das ternu 
em que trabnlliavam ou d'(>utras (pn* prt^tiram o lhes poaaaiu 
ser concedidas. 

Ab rai»8i*5e.H á medida que vâo distribuindo os terrenos 
parados aos colonos ia habilitados a serem seus proprietários, 
vflo proseguiudo na sua tarefa alargando a zona a valorizar 
pela agricultura; e á administra-lo provincial pertence propor- 
cionar á niiíièião ofl meios, pessoal e material, para as garantias 
que a ella cumpre dispensar em proveito dos rendimentos 
e de modo que, os colonos não sejam distruhidos doe seus tra- 
balhos. 

Eu creio também que a associaçSo emprehendendo a explo- 
ração agricola própria na parte fertilissima da zona baixa noa 
districtos do Loanda e de Benguella, tendendo a aufjmentar 
e a auxiliar as pequenas propriedade» pela populaçSo de 
Angola tanto na chamada pequena como na chamada grande 
cultTira ; e ainda attendendo ás Lnduâtrias correlativas, com espe- 
cialidade fabricação de assucAr, manipulnçíHo do tabaco, e outras 
para aproveitamento do algixlAo, das gommas, do carvJo, do 
ferro, das boas madeiras, ãas argiUas, eto., ulcimçaria em 
pouco tempo grandes lucros. 



METEOROLOGIA, CLIMALOOIA £ COLOKISAÇlO 



473 



Com o tempo seria esta grande ussociação nacional, que 
decerto tomaria a 8Í ob encargos, nSo menos lucrativos, de ligar 
oa iiiercadort dfi maig importante consumo com oa portos mais 
procm-ados do litoral, por vias férreas mais ou menos econó- 
micas, segundo as circustancias e talvez mesmo a de promover 
em grande escala as communicaçÒeB cora a metrópole pela 
navegação a vapor. 

Mas para que a culonisa^'So tal como a comprehendo seja 
efficaz de seu começo, isto é, para que abreviemos o tempo; 
o que é d'uma grande importância para que tdla produza e 
fecunde e indispensável tanto pura os eui*opeu» como para os 
indígenas: é que estes e aquelles observem preceitos e regras 
hjgienicas, que muito propositadamente reservei para tratar em 
separado. 



'*•-; 



CVCITILO IV 

MGIENE INPRTDU.VI., FAMILLUÍ 
E PUBLICA 



QvnemlMiKtM:— Prei)crípç3ei cl«vldM á praetlea, Docwiildadfl de at ubgenmr uiiito pelo <m' 
rvpeti cnmo pelo lifrlaano; proT» <lfl que a tiyrleoe coiilribala pim a a<'UtnaçAo irusi 
e dVatro • que uas l«rraa Inlor-truplcaes ■> ra^ ■■ lenilo Itiilitreretito* nt> qun ninli Im- 
ftortara à bygteav, deflnliar-CQ-hlam.— Priaielraa uoflio:— Proceltvnolamentiuw lobr* 
a hygleDO do ladiTliIao, do corpo, do TotuaHo c da alIiuenUçAu; eoonrlho* pr<>TOtitf- 
To* para a consorvaçAo doa regalares ftinçfies do orsaoUino. —Conitl^nos eciK^cliica rtae 
«<• dcvciii (lar tio4 IndtTldooi qao prrtitudem coloniiar ai lerraB d'.Vagúta; poniun «a 
drvcin pivffliir OM fa«adoft tine te fizerem acompaobar de aaaH niulbt-rcs, cocibcctmta- 
lof pncticoH i^uu dovrin adquirir e<tu c aqaoUe* anlei da partida. — A bordo do navioi 
— Oi proTPiitlvos «otitru os primeiros IncoBunodoa, preacrfpf Dos « prooeliot csppclava 
%o melo, r distracçrion; vfsltas á terra, eantallas e cnldadoa ladliponiaToISf mctoR em 
que ae Ueví*tn faxer ■» Tla|,'<'n«. — Xo llttoral d^AngvIa : — CotitldeniçSeB gerae* aobr« 
a by^ene loiIlvEduai, cararlerua mekKtrologicoí ctOas ídAucdcIbi mai» te ■eotem, « 
roniú attennar oa anua prlini>lrai fifrítom; do«Dçaa mala trlvlftca, roíno prcTenll-aa e In* 
dicafOra Uicrapoutleaa i* pharmacologlcaa multo elemAnlarea para u «eu tratam