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Full text of "Policia secreta dos ultimos tempos do reinado do senhor d. João VI.; e sua continuação ate' dezemrbo [!] de 1826"

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V 



POLICIA SECRETA 

ÚLTIMOS TEMPOS DO fiEINADO 
DO 8£Nm>R 

D. JOÃO ri,', 

B 
SUA CONtlNUAçKo ATE" DEZEMXBO DE 18t»» 



LISBOAí 

Na jMPiieKs4 DE Cakdido António da Silva Cauvalho* 
No 6111 da Calçada do Garcia, passando oAreo, N.* 42. 



1ÍJ35. 



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IQAN STACK 



JNTRODUCÇla Ti^ 1/ 



fc^uANDo em Julbo d« 1834 lomámoa a nosso cargo « 
direcção da Policia secreta, isto he, da alta Policia, 
tivemos somente em vista promover, quanto nos fosse 
possivel, o bem geral da nossa Pátria, esclarecendo o 
Governo sobre os seus verdadeiros interesses. De nada 
apro^veitarão os trabalhas e fadigas de haraa Policia in- 
teiramente nova em Portugal. Os males continuarão da 
fnesma forma, parecia que Portugal corria cora o Se* 
«hor D. João 6.* para a sepultura! He impossível recor- 
4ar o reinado deste infeliz Monarcba , sem traaer á mo» 
^moria cousas mui tristes, e dolorosas. 

O Senhor D. João 6.% cujas virtudes e qualidades 
|)essoaes, o fazi2o amado dos Portugueses, não ti n lia 
^alentos administrativos ; clle precisava , portanto , de 
1)ons Ministros, e Conselheiros, de homens para quem 
«s assumptos sagrados da causa publica não fossem hum 
jogo, ou brinco de crianças; em fim de homens de hon* 
TA e patriotismo, de politica e saber, que se occupassem 
\íQ, feítcidade da Nação Portuguesa, e em manter a sua 
independência ; porem elie jamais teve a ventura de ea- 
ícontrar taes homens, só achou em lodo o longo perio* 
do da sua regência e reinado. Ministros, que assim se 
appellidavão, sem qualidade alguma para o manejo dos 
^egocios públicos! Huns, frouxos e indolentes; outros, 
tímidos e cobardes; outros, intrigantes e egoístas; ou- 
tros, em (im, ignorantes, sórdidos, yénaes, insolentes ^ 

003 



IV 

e malvados. — E com taes elementos estabeleceo bum 
Governo de estúpidos, sem energia^ sem talentos, esem 
patriotismo; em liuina |>alavra , huma-cellecçao <le ma- 
nequins e autómatos, que se movião á vontade das im- 
pulsões estrangeiras, e nunca segundo os interesses da sua 
Pátria! Póde-se dizer afoutamente, que nunca houve 
Soberano com mais Ministros, e mais mal servido! (l^ 

Outro mal nao menor concorria para as desgraças 
de Portugal. As sublimes qualidades do Monarcha , erãô 
"contrastadas pelos influxos de vis cor tez ões, que só lhe 
linspiravâo bum animo remisso e timido, e com taes 
qualidades mal podia discernir os homens de caracter fir- 
me, francos, e amigos da verdade. Por outro lado, via«6e 
huma Nobreza corrompida , cujos índividuos, pela maior 
*partê,'estavâo bem longe de imitarem seus maiores, poh 
só cuidavâo em amontoar rl«|i^za3, em axtorquír ao So- 
l)erano honras que não merecíao, empregos para qu«. 
eráo ineptos, e graças de que er2o indignos^! 

Eis-aqui em poucas palavras a verdadeira origem 
dos maíes, que nestes últimos quarenta annos tem feito 
'os infortúnios de huma Nação, que eaminbava a passos 



• (1) Impossivel he imaginar no mundo civilizado hum só 
.Monarcha, em quem se possa suppôr interesse, ou gloria, ou 
.satisfação era ser aborrecido de s^us súbditos. Pelo contrario» 
he no respeito, amor^ e voluntária submissão dos povos que 
consiste a segurança dos Thronos, a gloria do Monarcha, e a 
conservação das Dynastias. A tyrannia , o despotismo , e toios 
os abusos do poder, qne se exercem em nome dos Soberano», 
são obra de Ministros sem luzes, sem honra, sém patriotismo, 
solícitos tão somente de seus próprios interesses, e até dispostos 
a sacrificar Nações inteiras á sua ambição, ao seu capricho^ i 
sua perversidade. 



Idrgospara adim (otal dtssoluçâo, poriilo sé querer adaiP» 
tir este principio -— de que a Soberania nâo be patrlmu* 
t)io particular dos Príncipes , mas só sim bum deposito 
sagrado, que se lhes confiou, para promoverem a felici- 
dade publica. Voltemos porem ao nosso objecto. 

Neste estado de cousas, ou mais propriamente, 
íiesta enfermidade moral, se achava a Nação Portuguesa 
quando tomámos conta da árdua e implicada tarefa da 
Policia secreta. O nosso primeiro cuVdado foi livrar o 
bom Monárcha dos repetidos assaltos dos seus inimigos^, 
e sadvar a parte da Nação, que huma facção poderosa, 
«sanguinária^ pertendía immolár ásua raiva, e ao seu fu» 
ror. «Houve todo o cuidado em prevenir os delictos, e oa 
tramas, serh fazer victimas: em nenhum tempo, seja«nos 
"per mil tido dizc-lo , a Policia de Portugal foi mais sua* 
ve, menos arbitraria, e violenta, ao passo que nao ha* 
via • pef fid ia , fra ude e m a q u-í n a çã o q ue senão pogesse 
em jogo ; para derrubar o GoVerno do Sei>hor D. João 6>% 
e substitui-lo- por outro fero^, e sanguinário. O. cidadão 
pacifico gosou de todas as garantias, a sua conducta era 
hum titulo valioso para ser restituído ao emprego, dequo 
tinha sido expulso, fossem qiiaes fossem as suas api- 
nioes* Sabia-se iudoa lempo, e de tudo se fazia o uso 
conveniente com prudência , . com juizo , e com. modera* 
ção. Tudo era exactamente observado porque, a dizermos 
a verdade, onde não ha costumes, não ha segurança. 

^tão .se pense que queremos fazer a apologia da 
Policia, de Portugal , ou que somos apaixonados desta 
instituição, ao contrario, diremos êm muito alio e bom 
vSÔ03.,. qu§ fora para desejar que a lei de !25 de Junho de 
.1760, ç as outras - a qne esta se refere, nunca tivessem 
exuiido.; e para eorjojbórar esta nossa opinião, e dár** 
mot ao mesmo tempo huma idea do que tem sido a Po« 



Tl 

licia entre nôs, perialtta^se-nos bumii pequena digrei^ 
eío. . . 

< Houve tempo em que o Intendente da Polícia paisàva 

'ás cadeas, e ahi sentenceava verbalmente os presos, que 
se achavão á sua ordem , sem mais processo, ou formu* 
laS do que a sua vontade, e capricho! DiSbreates penas 
tínhào então estas victimas desgraçadas; huns erâo ex^ 
patriádos, outros voItavSo para os segredos, outros iSo 
para a inquisição, e poucos erão postos em Uberdade;^ 
porem cora condições tSo violentas e penosas, qae me^ 
Ihor fora ficàrenl na cádea. A Polícia de Portugal reu« 
nía então era si os tre^ poderes-^— legislativo, judiciário ^ 
e executivo — * o mesmo era o Intendente imaginar e 
«andar, que ser pára logo obedecido pelos juizes seiíe 
subalternos, ^m cumprimento d^aquellas leis tão mons- 
truosas, como iníquas. Prendia-se bum homem para ca» 
•ar, ou ser Frade! Prendía-se buma mulher para s^ 
examinar se erà homem, por que tinha fallado com Ut 
bêrdáde ! (fi) Ordenavão«se posses , e o que he mats ^ 



(2) Madame D'Entremeuse, que chegou a Lisboa no anno 
deisOS, vinda da Bahia abordo de hum navio seu, e carregado 
por sua conta, foi preja por suspeita e mettida em segredo, e ó 
navio embargado: sendo solta dirigio-se a Queluz para fallar 
ao Príncipe Regente ; porém este escusando-se a dar-lhe àudien- 
cia , ordenou a hum dos seus Camaristas que ouvisse Madsimè 
D*£ntremeuse^* quero, disse ella ao Camarista, que o Intenden- 
te seja obrigado a reparar os damnos que me causou éom á 
prizão injusta, e arbitraria que me fez; e espero que o Príncipe ^ 
desapprovando o despotismo do Intendente, dè hunia prova de 
que o seu coraçlo repugna ás atrocidades da polícia , e que b 
seu governo he justô. — Este discuráo, mais ou menos enfeitado^ 
«egundo o gemo e talentos de hunu Franceza: , que andava via- 



sHencíó sòbrè çtfusas pendente»!' AprehendiSo*le pap6i/i|^ 
p>r meio d0 rigorosas buscas ^orás para 86 roubaram pe*: 
çàs juslificMivas, documentos e titules ímporiantes pari^, 
búró a defesa (isto mesmo, se praticou em Dexeoabro de 
1636J} e intiuduzir outros que comproinettes^m ! £ des«. 
tÊ síorte di6pui>bâo os Intendentes a seu bel prazer dasví-. 
dás, ebénà dosCidadSos seip recurso, nem aggravp^ pairar 
algum outro tribunal, (â) 

■ ' . •' Ainda nao bastava aquella lei para a devastaçSo. 
do género Jiumano, lei que já concedia aos loiendentes; 
á mais ampla, e íjlimitada jurisdicção, a ponto d^ellesv 
airogarem es direitos de todos os tribunaes; era preciso 
muhiplicar sem fim os actos arbitrários de ião mona*; 



jasdo e ooaiaaexciaiidix pejo mundo, abordo :de bum nario seu, 
e carregado por sua conta , levoufa de novo á cadea e ao sfgre»^ 
dâl P Intendente Manique fa;^: erér ao Pnacipe» .^e Madame 
If*ZpUeiaeme e^ boçoem , e não mulher, porque , dizia elle , se 
anão fosse nio tejia faJlado coin tanta liberdade ao Camaris- 
ta ;. accre&centaç^do, queSua Akexa tinba feito muito bem em se 
ter negado a fallar-lhe, por q^ue ella naturalmente levava em 
vista algum projecto síbísIto contra a Sua Êeal Pessoa! Debai* 
xo deste piineipio deo ordem o Intendente ao Corregedor do 
bairro alto para que^. acompanhado do seu Escrivão, e de hum 
Cyrurgiâo , passasse a cadea è verificasse se Madame de Ô*En* 
tremeuse era com effeito mulher T ' 

(S) Manoet Gonsalves* de Miranda, Intendente da Policia 
em 1772, tinba segredos, e subterrâneos na própria casa da^ 
ma residcrcia , aonde méttia os ptezos chanlados de inconíiden-^ 
cia, os quaes por alta noite iSo á sua presença pm os interro-^ 
far, -e decidir da- sua sorteia Estas vitimas Hftfigra^adas CTaa 
depois ç<^«|uzidas para ^bo^do de bum navio « e nunc^ maisN.se^ 
i^bia d'ellasv 



X 

respeito dos Commanctantes , e OflTicíaes dos corpos da 
segunda linha da Capital , com referencia á sua conduo 
ta no dia 30 de Abril -^outras acerca de alguns em« 
pregados eivís, e noilUares, e de outros indrviduos-— ob- 
servações sobre a conducta de alguns criados da Casa 
fteal relativa ao dia 30 de Abril, e subsequentes — apon* 
lamentos curiosos — noticias estrangeiras —* plano geroJL 
de tegurança<publica-^&c.. 

SEGUNDA EPOCHA. 

Do 1/ de Janeiro de 18t5 ate o ultimo de Dezeni* 
bro do mesmo anno: contêm — boatos do dia, e inda- 
gações importantes — estado das Provindas — regulamen* 
tos tendentes á riqueza industrial — noticias eslrangei- 
Tãs— noções particulares remettidas de Londres e Paris — 
reliatorios sobre o espirito publico — enfados de Sua Ma* 
gestade o Senhor D. João 6.* contra o Marquez de Pal- 
xnella^ ligações deste com 'A 'Court; pcsquizas sobre to- 
ados os seus passos ; e dos do Embaixador de Inglaterra ^ 
e de outras pessoas — o que se passou com Silvestre Pi- 
nheiro —» notas biographicas acerca dos emigrados do 
Brazil — outras a respeito de alguns olficiaes do Exerci- 
to, e empregados civis — mappa de todos os Comman-^ 
'dantes dos corpos da 1.* linha , contendo huma nota so- 
bre o préstimo, e conducta civil e politica de cada hum 
d^elles, bem como o espirito, e estado de disciplina dos 
seus respectivos corpos — certo projecto oflericido a Sua 
Magestade por alguns Liberaes Hespanhões — magôas- 
'da Senhor D. João G/" por occasiâo do reconheci menta 
da independência do Brazil — politica europêa — vaticinios 
sobre hum futuro calamitoso— few gene ia dacumprimen-^ 
to das ileaes promessas feitas em. Viila Franca^ coma 



XI 

a \inieo remédio de salvar a NaçSo Portugueza dos ma* 
ks que a ameaçavão — intrigas da Corte de Madrid — 
descobertas de algumas circunstancias que induziào a crer 
(quatro meees a/ites da morte do Senhor D. João 6/) 
que se projectava envenenar este Monarcha *- aponta- 
mentos interessantes — &c. 

Esta epocha compr^hende outros successos não me* 
nos importantes 9 e de interesse g^ral, os quaes, se bem 
que tiverão lugar em outras epoclias, UuUâo mais ou me- 
nos ligação com os assumptos da Policia Secreta, e en- 
tão foi forçoso tratar d^elles; e são— 1.* Conspiração 
tramada etn Mafra nos princípios do anno de 1807, pe- 
U Princeza D. Carlota Joaquina, contra o Príncipe 
Regente seu marido, na qual conspiração ontravão al- 
g\ins Nobres, « outros indivíduos, cujos nomes, e mais 
circunstancias^ constão das invisligaçôes summarias a 
qne procedeo em Mafra e em Lisboa, de ordem im- 
juediata do Príncinpe Regente, o Desembargador Joie 
Anastácio Lopes Cardoso, então ajudante do Intendente 
Ijucas de Seabra da Silva — ser viços que prestou nesta oc- 
sVão o Padre Jo2e Agostinho de Macedo, como espia pago 
pela Policia — 2/ Perseguições que se seguirão á evacua- 
ção do Exercito do General Junot ate' á Setembrisada , 
em 1810; q^Jem influio para esta« perseguições, e com 
que fim ; receios dos Oovernadores do Reino de que a 
Constituição proclamada em Hespanlia no anno de 181f , 
iftfluisse para alguma tentativa em Portugal; medidas de 
precaução que então se tomarão, equem as insinuava— ^ 
3%** Exposições dos Governadores do Reino j^ra a 
Corte do Rio de Janeiro, em Outubro e Novembro de 
1816, contra o MarecUal General Marquez de Campo 
Jijaior — 4.* Intriga dos Governadores do Iteiao contra 
•o General Gomes Freire de Andrade ; e parecer parlicu- 



XII 

lar do Marechal Beresford, por eHeescfipto em Junho 
de 1817, contra o direito dB defèza d^aquellô OieneraUi— 
5.*— Assassínio do. Marquez de Loulé, pessoas inaplica- 
das neste attentado, e desde qiiando se tramava -^6.* 
Correspondência interessante do Monsenhor Horta com 
o Ministro Tbomaz António de Vilfenova Port^igal-, em» 
181^ 6 princípios de SO-, sobr« o estado das cousas em 
Portugal, e necessidade de se lhe acudii*; testamento 
poliiko do. mesmo Monsenhor. -^ 

TERCEIRA EPOGHA. 

Do 1.* de Janeiro dè 1826 ale' 15 Dezembro do 
mesmo^anno: contem— «boatos do dia, e indagações in** 
teressantes — morte do Senhor D. João &*— receios de 
que a^ Ratnha viesse^á Bemposta, e assumisse a regência 
do reino -^-^conspirações tramadas emdifferentes sentidos, 
desde 10 de Março ate 3 de Julho deste an no — ap posi- 
ção da regência ao juramento da Carta Constitucional—- 
intrigas do- Embaixador de Ingialorra contta eslti Car- 
ta ; 6Ud« ligações com os prineipaes chefes da rebeUíao 
na Provin<5Ía de Tras-os^montes — ^conveFsações de Car- 
los Stuart em despi esé da Carta, e do seu Author — 
prdvio conhecimento áx)s projeetos de Magessi , e de 
outros consj>iradore& , na Ptovincia do Alem-Tejo — 
conspiração do Prior mór de Christo •— conducta singu- 
lar do Ministro Barradas, e db In tendente» Arriaga— - 
conspiração da noite de ^I de Agosto — certo plano de 
alguns patriotas ílespanhoes — vistas da^ Infanta D. Iza- 
bel Maria — traição do Ministro Guerreiro; exame de 
todos os seus actos; sua dtmissão — ligações do Inten- 
dente da Policia, Bastos-, com a f^cçjk» rebeld^e; quem 
lhe escreveò de Hespanha, á quem veio dirigida a car- 



XIII 

t« 8 Lisboa , quem Ibn enti^tgoii ^ m reporta que el« 
]e dèo ao. que se i^e propunha ; e soa conducta ftubse* 
quente ^\é 15 de Dezembro -««-pesquizas em Londres*^ 
esforços do Gabinete Britanaico para destruir cm Portu^ 
gal o^ systeoia constitucional-, e evila-lo em IJespanba;. 
sua Hiâuencia nos conselliosda Infanta regente^ uiedian«> 
t» o auxilio do Embaixador Por&ugue» em Londres ^ 
Marquez de Palmella , e a incapacidade do Ministro 
dos Negocios^Ebtfangelro« em Lisboa., D. FrancUco de 
Almeida; insinuações coiU^a o. Ministro patriota., JoZa. 
Gaf los de Saldanha ; e dictadnra formal contra o Coiv- 
sdheiro AbrantesJ! — club sedicioso. composto de alguns 
Pares, e outr^». indivíduos — » vinda do Marchai BereSii. 
foid -«n manejos, que precederão á requisição das Tropai^ 
Inglesas, e o q^ie se teve em vijstst Qom este auxilio— «> 
perfídia, e ref<tls('.da. conducta do. Ministro Canniog pa-^ 
ra com o pailido Liberal da Peninsu|a — noções partia 
culares. rcmettidas de Paris— * correspondência ímportanf. 
te recebida dp Rio de Janeiro-^ projecto concebido pela. 
Pnnceza: D. Mai;ia Tereza,. c seu partido —-esclareci* 
naentos eaviados ao Imperador do HrazJI sobre o estada. 
das cousas em Portugal — extracto> das sessões da Ca^ 
mara dos^. Deputados ; e da dos Pares^ — i resumo das man- 
terias mais importantes dos 3ornaes do dia; juvzo criU- 
co sobre os mesmos — clamores públicos contra os Mir 
nistros, Trigoso, e Quintella ; ']iih.o sobre os seus actos; 
anarquia, em que cahrmo^; desordens, que se segui-, 
rão.; caminho aberto para a usurpação. — (ô) 

. ». i< I ■ «i m I I II I H II ■ ■» I li» ! II ■■■■» ii|« I , I n I ■ ■ I I I I . . I .- I ^■.-w 

(^5) Quando hum Governo e&tá entregue a homens que^ 
esquecidos dos. seus mais sagrados deveres^ nâo escutao outra 
Jei ^ue a da sua vontade/, e do seu interesse , não pode deixar 
Governo , seja qual for a sua foima , de se ver collocada» 



XIV 

Esta 3/ epocba da Policia secreta estamos conven* 
eidos que bé a mais ítileressante , tanto pelas persoiia* 
gens, qiie nella* figurão , como pelas intrigas e maquina:* 
ç5es occultas, que então tiverão lugar: e quando sobre 
isto podesse haver duvida, bastaria considerar, que foi 
t£tl o esta4o a que as cousas chegarão nos fins do anno 
de 18S6, que tendo ò Intendente geral da Policia por 
8(Hi primeiro dever prevenir o transtorno da ordem pu- 
blica , era aquelle que precisava ser mais vigiado ! Lo* 
go desde os primeiros momentos da existência da Carta 
Constitucional , sendo ella atacada pelos redobrados es- 
forços do partido absolutista , a Polícia Secreta não só 
dèo ao Governo exactas e preVias informações de todas 
as trancas urdidas assim na Capital, como nas Provin« 
cias; mas atténta á direcção que tomava o espirito pu- 
blico, e a tudo que mais, ou menos, podia alterar a 
boa ordem , não duvidou fallar com franqueza e verda- 
de, a Sua Alteza a Infanta Regente, sobre a marcha 
tortuosa que seguião os seus Ministros, vendidos, na 
8úa maioria, publica e escandalosamente aósinimigos ins- 
temos, e externos da Carta, e do Soberano! Deixando 
dè parte as disposições que tomámos á chegada da Cur« 
veta Lealdade, para que se verificasse o juramento da 



em huma xjiize perigosa, O que então se passou em Portugal , 
anais claro, o que estes Ministros, e seus agentes íizerâo, he 
mais ^rio do que se pensa. A indolência ^ a inércia , a igno- 
rância^ e a maldade, e por que nâo^ a perfídia e a traição « 
devião ser a consequência do estado a que chegámos. £ hoje\ 
oh grande Debs! pedem-se dotações, recompensas, e indemni- 
fiações I He justo que se conheçao os homens , e que a posteri- 
dade fique sabendo quem forâo, senão os authores, os msíra-. 
Jiaentos das desgraças de Porti^al— - 



Xr 

Carta, índepenâente da licença i que eniâo ie pedia ^ e 
imploraípa em Londret a Mr. Canning} diremoft qu» 
por vea«8 quizeoios pór termo a esta Policia » pedindo 
€er aliviados da sua direcção,, porem nunca se quis atten-^ 
€er á nossa rogativa. Não era possível vêr a sangue frio 
ba/dados tantos esfofços e fadigas, abem da tranquilida* 
de publica, sen); a qual nSo podia existis a Carta , neia 
seguro o Throno do legitimo Monarcha, o Senhor D. 
Pedro 4.*^ Mem era possivel deixarmos de vèr a incom-- 
patibHidade de buma tal Policia em huma Monarquia 
Constitucional, se bem que nos recordava mos^, que em 
18£0 eUa tinha existido, e durado até pouco tempo ante» 
de espirar a Constituição dessa epocha, com a diflerença 
porem de não pr^hencher os seus fins, e de ser dirigida 
por Manoel Marinho Falcão de Castro. . . . (G) 

^ (6) He triste &llar «ada bum dé si, porem muitaa vtu$- 
bIo ha outro lemedio, principalmente quando occoriem cousas 

,que nae deveai ficar no silencio. Em fevereiro de 18i25 pedi- 

i mos aos Deputados João Bernardo da Rocha» e Pato Munis, que 
tratassem nas Ccnrtes de extinguir a Policia , tanto por que este 
estabelecimento era inoompativel com o systema Liberal , como 
por que o Tartufo Manoel Marinho » então Intendente , estava 
maquinando contra a Gonstituiçao ^ &c. &.q. Nâo satisfeitos com 

. isto , passamos a íkllar com o Ministro da Justiça , Joze da Sil- 
Ta €arva1ho , para que acabasse com a intendência dos Mani- 
ques, aonde nós servia i»08 de ofiiçial maior! Achamos, dispos- 
to o Ministro para esta medida; e passando a formar hum relató- 
rio, que nos pedk) , sobre as repartições, commissoes e ^dmínis- 
teaçces,, que se acbavâo a cargo da Policia ; seus rendimentos, 
aplicações e objectos em que se enapregavâo &ç. ^ a Policia foi 
com effeitp extinctal Pacil h« imaginar q que nos aconteceria, 

. depois da mascarada de Villa Franca, vindo o.inçligio Marinho 
para o Mini&terio da Justiça^ aonde* nos achávamos na classe de: 



He tempo de corrermos o punho á galeria, e de 
analisar esta nossa introducção, que já he assaz estirada 
e quiçá fastidiosa ; mas convém fa«er primeiro buma de^ 
clara^ão. Dizem-nos — ^^que a fi069a eiQpreza he ardúa e 
perigosa, e que devemos contar com terri¥eis e mui po- 
derosos adversários^— Tudo isto se nos diz, e tudo isto 
pode ser: porem nós perguntaremos se por ventAira esta- 
mos boje no mesmo estado em que nos achavanios nos 
ãnnos de 1B^6, e d7? Estario as rédeas do Governo 
fias máos dos inimigos da Pátria? A influencia, e o 
^uro estrangeiro em mov-imento? O partido da Carla, e 
■da Soberana, illudido? Certamente nâo: as nossas ac« 
iuaes circunstancias Jdiversificão muito das daqueife lem« 
po. Hoje itào se trata de destruir a Carta , -e tirar o Thro- 
no á nossa Augusta Kainba, armando os Portugviezes 
iHins contra os outros, ao contrario, boje ftó se trata de 
dái* estabilidade ás no€sà« Instit^iiçôès politicas , e de 
manter a nossa independência nacional. £ então que te^ 
mos nós a temer? Nada, absolutamente nada. Náçôee 
illuminadas como a França, e a Inglaterra, tem tirado 
grandes vantagens com as producçõeà desta ordem ; e 
por que não faremos nós oulro tanto T 

Lisboa 19 de Fevereiro de 1835* 

■ ■ ■ ■ ■ , — -- - - ... 

Amanuense, e debaixo da direcção d'àquelles, que na Secreta- 
ria da Policia erâo nossos subalternos I ! Huma redonda dimis- 
sâo , e privação de todos os meios , foi o que tivemos por nossa 
devoção em terra de hereges. Neste estado nos achávamos 
quando, em Julho de 1824, o Conde de Sub-serra, en* 
tâo primeiro Ministro, nos mandou buscar na sua sege pelo 
official do seu gabinete, Miguel Joze Marfins Dantas, para nos 
dispor a entenlermo-nos com o Intendente S. da S. Ferras, o 
qual neste mesmo dia nos chamou para tomarmos conta da Po- 
licia secreta , á qual demos forma , methodo , e regularidade. 



wm- 



Âddítaipeiito á Introducçlío. 



Iw^C 



b»nii%TCftiA*if09 sem davída hama grande ommmS^ 
we deixastemoê de dír a reiaçaa dos Hscosi doe poí* 
g04 e traballios, poc que leni passado os pape» da fioi« 
sa Policia secreta; os quaes perigos, e trabalhos formão 
Í4jma historia tio extraordiaaria , tão singular, e tio 
«tiriosa^ qtie difficilmente seria acreditada se não fosse 
acompanhada de documentos authenticos: enote*se, que 
as dilíg'encia8 que se fiserão por estes papeis , be buma 
prova irrefragavel da soa importância. 

A* maneira do Piloto prudente, què procara aeo* 
Ifaer«se a porto antes que a borrasca principie, nós tra* 
támos de pór a salvo os nossos papeis mais importantes; 
e para este fim Icmbramo-oos da casa de.... no Real' 
Aiosteiro da .lí^Wr/T^r. para onde os maadimos na 
tarde do dia 15 de Dezembro de 18f 6 , deixando ficar to* 
da via |ia casa da possa residência aquelles de menos in- 
teresse. No dia seguinte 16 , appreseota-se em nossa casa 
o Juiz do bairro de Santa i;Eabe] com buma ordem do 
Intendente para apprehender os nossos papeis, e com 
efieito leva os que encontra. (1*) Entre os agentes da Po* 

{1} N Fãsse V. m. sem perda alguma de tenpo ás ce^as de 
V.\Á^ eabi lhe fa^ apprehenâo em todk» oâ papeis relativos a 
fâgtctea de policia , ? e em qaae8<]uer outm que lhe jpaveeaiem 



licia secreta, que o Intendente Bastos chama a si, e 
emprega na espionagem debaixo da sua immediata 
direcção , .o quCj. he assaj; qurioso. ... ha hojn.,. . . que 

lhe denúncia os papeis existentes no MósIcíto da a 

^Tivemos para logo prévio conhecimento- d*esta de- 
denuncia , e em consequência os papeis são reaiovidos 
sem demora de cstmr^d^ , cv jm^-^M^e. . . . no mesmo 
Mosteiro: não cjueriamos, nem devíamos afíligir huma 
senhora virtuosa q doente^ pondo-a na alternaliva|4^ * 
«ntrégar oslpapeis, oa de falCar á. vprdode. No dia S8 
bôtn. pioistro pas&a ao JMqsIj^íf/q da. .^.. .. de inii 
tdlig^«iÍIK:r<ç0m a Hiiorjinér de:S, Benlp d*AvÍ2, mas^ 
em.*yió ^ ^^'ér^ti^^ ew- ve? efe pap«ii > só encontra estia 
mpofÉa*W^»$ãv «4(0, «t/aa>-^ Neste mesmo dia outro» 
iiiifuilt»]í'N^ãni né^^nofea easfli. ejsigindo 'os papais , pm vir-^ 

\ ^ /■>^' ;;L ^"TT-^T ;: -T-T ' . ; ^ 

dignos . de suspeita s láVraÀdo-se de ' .tijdo .' os > 4 utos péofessa rios. 
Deoç giwde 'a V. nji. Lisboa 16 de De^emlKo de 1826 -r- Jo26r 
Joaq^iim Rodrigues ^e Bastos -r- Sentior DezenabargadorJuiz da 
crime do bairro de Santa Izabel.»» 



. Auto de «usça e achada .d£ -papeis 9m casa de F. . . • 

» Anrio do nascimento de nossò Senhor Jezos Christo da 
mH oitocentos vinte e seis , aoi dèzesèis dias do mez de Dezem- 
bro do dito anno, nesta Cidade de Lisbfoa, e' casas de mora- 
da de P. . . . , sifa na tua èò Alecrim , onde foi «o Dezembar- 
gâdor, Francisco de Paula d* Aguiar Ottèlíní/ Jiiiz dó crime 
do bairio de Santa Izábel , comido EsíJiivlô^^dtí seu cargo , era 
ctimprimento das orâenf' expedidms pela' loteziãencia geral ^a 
Policia ; exigindo de D. '-. . . m^ilher' do *s«l»redHò ?•.,.<<>• 
dos «s papeis peftepcoRtBs^ a fisfe^ )lierJ»rao,appFe8fntádaS' dois 



wiíii^ço .da' diligtfnçifi , .e foi esia — .pji pgpcisf ç«« 
/^. S. procum 5 partirão no ultimo PQqi^etc pata Ingla^, 
á^rra.-— ^(3) Aq ri j 'pai-áraa-as-diligencjai^ eo» «uoltos do 



safcoy, conteiKÍD entre étles quarenta' e trar inas^ ; apfiarecendtr 
fflfaís entre huni sactí dob' mas8M« £ií2eMlò no ladd qcasetita e 
cinco ; coâstando igual»eiite pela fobvedita D. ^ ^ . nio ía«. 
zesém já assistencn na cása« q\i» habitairia no Canpo-peqfoeiío 9. 
acqual se acba ao, presente ooM esòríptos; niô sé enpootiaódo: 
ittais papeis alguns na busca ^ue m déo na dita casa,; d«lerni»*> 
i^ândò o dito ministro, que se ecieerraraeai of Bobmditof BMiaiDe 
DOS sacos , em que se aduTão » a fim de ta §um élMts remeis 
sa á Intendência geval da Policia * tudo na i 
nó aviso datado, de deaeaais.do eevieqttt; 
I9I05SOS iubQcadas pelo minisbo, 9t pnt.mMl «MÉkrfe« Kda te«i 
do, me ordesíou o dito iniiiístra, lãwtmm # pteiMB Mia* ^na 
a^signa comigo escrívfo, que do« «ínfaa ft paliar n'cUfl*' o fe« 
contheudo na verdade. £ eu Luii íkmtfÊéÊ Tota o eficrhri» e- 
ifiâgnei-— Ottelini-*— Luiz Henriques TaU.*-^» . 

(2) » Remetto a V. S, a inclusa copia dá conta 4iie o 
Brior mór da ordem de S^ Bento d'Avix dirigío ao Ministro dos 
Negócios Ecclésiastkei e de Justiça , para que visto dedaiar-se 
na inesma conta que os Livros, e papeis de que ella trata forão 
entregues a D. . . . mulher da F. . . . V. 6. akija d'eUa a en< 
tvega ieh mediata dos tefÍBrtdcM Livros e papeis « que logo remet-^ 
terá a esta Intendência coai o aeiigtiardo , e cautela conveniente. 
Deos guarde a V.8. Lisboa tt de Dezembro de 1826, Joze 
Joaquim Rodrigues da Bastos -^Senhor Desembargador Coire-/ 
gedor do Crime do^ bairro Ahè— f» 

- (S) a* Terna éè de4affa{lo« que âssigna D. . . . casada 
cam F^. *** aos vmte dois dias âo mea de Dezembro do anno 
deciail:oâoeent06 vflile a seis ^ nesta Cidade de Lisboa, em a 
rua do Alecrim 9 propriedade- numero três» segundo atfdar»^<:ásiif * 

o S 



do(íumeniotf e tiiukn imfiorUmíet j -€ p«ra;»«. n&cr be 
icsle o lugar dé. • . * ' 

Kra eofivenieofe tirar os papeis- d'aqit6lle Mosteiro:» 
QO dia 16 de Janeiro de l^tT voltarão para nossa casa nA 

onde habita D. « . . veio e|>ezeaibargacl(>r Martinho Teixeira Ho^ 
mém de Brederode , corregfedor dò crime do bairro Alto , comi^ 
f o Escrivão do seu cargo , por ordem do iilustrisiimo senhor In» 
tendente geral da Policia da corle e Reino» elle Ministro íhé- 
daterittiiiou » qae lhe jfizesae entrega • de todos os LiJirros, e pa^» 
peis, m. fos^s» refeiia jt copia, da centa , que o Piiof nidff de S» 
Benlp d'Avk..bavia diiigida ao exeelltatissimo Minislro íáos Na* 
9QCÍQ8 BedesiaayoQB «e de- Justiça « e que na mesma conta, se 
disia t^rafla.8id«( eõtregu^s poi.D. v. . a elia D. . , . , sua sobrt^. 
niia,- vmiiUiey.>«b(KF^^u«. aiqaal idedaiou^*-ser verdade o ter 
HCçbido. de4i^'d«flarada^>Tia os Liaraos» a papeis em qiiestio 
OMoo ' m mefuaoL^^Vf^ dito; fluas que i|0.iihimo Paquete Ingtes». 
faA d^eirte «posto italiio, »osiiu»etteo^parja j»erem entregues a^seu. 
mariio; oque asskn nio^^fiim, se na. occaaiâo d'aqueU» remessa^ 
nao tivesie de lhe mandar outros ol^ctos, .que lhe erão neces- 
sários;; por quanto, naoi sendo ^pa^pés. dlntaiesse ^ave» não\ 
eea essencial sefetnrlbe remettidos. . Peelaron outfo sim^, que st** 
mãbaaitea. papeis e Livros nio er|o de m«kyieifa alguma, peiten^ 
cenles, ou relativos. á objectos de aerviçp:, .mas.síqfi tao sfSmeiH' 
te papeis e Livres ^slatiyc^A seus negof^ passares ^ e in^esses 
particulaies , por jssp^pe :tpdeft:jesi»pf4^^4«(aaiitM ae serviço ú* 
nbio .sido. entreguei por .«Ha decbii:antis. D^. ,i .aoiDeaembai^^ 
derJuic dp^crimiede (JaMuIzsbel:, .(H9 otí^Okio^ illostrissmo*. 
seniior Intendente gca^al da PioIiaia-isrfi.sdeLtattdq maiidmi -.i^lv 
Ministro Uvjar o pre^n|eí.%9impr«.:iiii^ «MgBOu^tfORi «^eclaran^ 
te^ e. comgo. Esorivio em-ift da. «erdade..- S en^ilosa Romiet.> 
Lattio, de .YaseonceUaa *^ escrivi^r- Tei«BÍra Homam --•^dcae'. At^^» 
mao Leitio de VascooceUos — D. . . . »» .. .:>: .r. a í ar 



kttOMi âett>e*sa> aiii 4ciettiifarÍovAié-« 4ia 7 de Maio. 
(4) Neste dia passarão para borda do Navja .D^ Aflbn- 
so , Gapkio Joãoi Luím GoiisaI?et ( exceUeote Capitão y 
• excellenie bomem) e seguirich-viagem para a Babta. 

Desembarcarão na Bahia no dia 16 de Junbo, e 
aaediante a intervenção do nosso genei'oso e bom com* 
l^atriota, , António Esteves Chaves , que então se achava 



(4) ' O qne entio se passou na Gamara dos Deputados a es^ 
te respeito he- digno ^de se mencioiíar. Hum Deputado, Tavfc« 
rêsr de Carvalho, na Sessão do l." de Fevereiro, disse—»» AMoa 
^s tliz5es que acata de ponderar o Senhor Gl^, tenho hum» 
«bnsvdeTá^o que nSopofiso perder de vista, eqàèmea^pfésêntahttte 
ihisterio, que nâo^i éittender, eseoentsnâoiliohaeste agora ^ 
krgar de ò4egeninAytr > eédnsiste em quê 'P. x r. he tnesirregadoèi^ 
hiiraa eoítf flãiisât) fóite 'áo Seífio^ e ali se tfae dá diabeiao adiantado 
para ajuda decusfbr tfste mesmo homem he prezo para irtpára^#( 
<»ommbsão^eaoéntrodiadá-8e*ibe deoidem da Intendente humaF 
bvEsca geral etn todos òs papeis de Policia , ou qfue indusSo sus* 
peiçâo, fàzendo-se* apprehençSo em todoaelIeS: hoje merece «« 
confiança pata ser encarregado de huma commis^ ftva do 
Beâio, e durante a confiança dá'«e4he huma busca^redoada eai» 
todos os papeis. Latét anguis^»— »» 

O Deputado Miranda , na Sesi^ de^ fO de Março*^»» 
Mio faHann na bwea e apprehensãb dos papeis, que no év^ 
segsdnte foi iazec-ee a casa' de F. . . . por maruiado do Inte»»^ 
é«a^<t e támbem nio fiJIaxei na qualidade doestes papeis, çtfs 
teáto cuideâo púdião dár ao InUmàente ; por que se* eu desen-^ 
volvesse ests peato , e ésis parecer tiveste sido dado para ordem' 
doi^diav eu^nho em -meu poder docomenios que se aqui os ap*' 
pneentasse, éem^^a mèoor duvid» eaSdiesiá esta Camarav dal 
SBaier esfautp.—- » ' • • • ^- - "•• * ' ^ •*• '-"''-^ 



ua Btthia', e fela^icMi^dv^ nas Cas^s , m^itis F<»peitUvpit| 
deita Cidade, passarão 0$ oosios papeU p^ra a Hp^ 4^1 
Pagador geral, d9» tropas, ^oaqiàoi Bento, aot^le 3!V) 
dQOiorarSo kuna 3^ dias, deixfindo-nos vêr. «(juelle tírar-j 
zilejro, Aa cohere^cia d^. todas as^ saas i.dàa» e acções ^ 
que 6e ha sobr$ a, terra algum Enta que possa conciliar 
o respeito cora a osliina, be p homem de. ^u^açàt> % 
generoso, o liometn que, por esle titulo e nenli|im;ou,«t 
Iro, se torna cavalheiro: porém voltando á nossa histo- 
ria, os papeis forào d'ali para bordo da Nau Pe dr o 1/ y 
Commfindanle, Francisco Bebiano de Castro (assombro 
de bondade, e de virtudes) e partirão para a Ilha de^ 
Santa Catharina., esaapando de hum formidável pam»^ 
peiro, que durou oito dias. Virão a Ilha de SanU Ca*» 
Iharina, e a do Arvoredo, e seguii-ão depois para o Rio . 
de Janeiro, aonde chegarão no dia 31 de Agosto do 
mesmo anno d© S7, abordo da sobredita Nau Pedi:o 1/ — . 
No dia seguinte 1/ de Setembro fizerâo a sua enirada; 
Qo llio:, e por convite pessoal der Monsenhor Miranda f^ 
Chancellef Mor do Império do Brazil/ boiítem digno- 
por sua beneficência, por sua grandeza d*âlma, e pof' 
stia hospitalidade, passarão para suaca^a, onde «stive*'! 
râo por espaço de quatro mezes e meio, é onde forão 
Vistos peio nosso Encarregado de Negócios naqudla Cor-' 
te, João Baptista Moreira, cujo acolhiàiénío e urba- 
riiJade, também não he* para se esquecer^ nem para dei-^ 
xár-mos de confessar o direito qiie elle tém i estiii>a, e 
veneração dos seus compatriotas. [ ' , 

De casa do Monsenhor Miranda passarão os pa« 
peis em questão para bordo do Brigue de juçrra trçzc de ^ 
Maio, o qual estava a partir para Lisboa ^ parem sobre- ^ 
vindo circunstancias ,,^que nos fizerão mudar de projecto ^ ^ 
tiramos os papeis de bordo d*aquelle Brig.u&,.e. p:a,9SkaQ.O,9a 



mant 

9í:i§wffáxAò9 em casa Ho eomHierkiftnle 6aiDl)aio, iiA» 
Ufaa'<iaé cobras^ £ra desac^rtO', senão» loucura, remata- 
ob,' trazer a Liiboa os papeis em 4al momeoto^ .D*all 
{MssarM paca; bordo dò BrigHe — Formosura *<» o qual 
141) ba, sido. a fretado para Lisboa com a condição de tocar; 
sal^iia' da Madeira 9 aonde devíamos ficar com os nossoa 
]iápèk;fpotrém,t.nomar, ni^obouTerào forças humanas que 
resolvessem o Capitão Rosendo a cumprir com o ajuste 
que iinba. feito no Rio de Janeiro , recusando-se ,. debaixo 
do pretej^to de ventos contrários, máo estado dos mfts* 
tros &c., a tocar naA^adeira» 

i Na manbãa do dia 10 de Abril avistamos na latí# 
tii4e de d&\ iâ9', drstante da costa 7 a 8 legoas i liuma. 
Embarcação que parecia ser hum Cocjuarlo, a qual a* 
ctkigio ianmediat^amente para o nosao Navio: o susto se 
apederoi] então do Capitão Rosendo e de todos nós, aug^ 
mênt^ando á maneira que o snp|)ostp Corsário se híat 
aj)roximafido; dreritro em pouco tempo estava tomnos<^ 
{»f e fazendo.nos humtirò de bala, ó nosso Navio atra*' 
%es9Q\$. « Neste goídíIíoIo desoémos á camará , e njqdadoa 
por bjum marinheiro da nossa confiança, tiramos algu** 
ma lãa a dois colxões^ e aUi metemo« òs. nossos fa|)ei#. 
mais impoTianle&: em. quanto estávamos .n^sta operação^ 
A nosso còmpanheií^Q.de viagem., D. F. de*S. y M. , poc^ 
boniâid^aqudlaa fataljdades que. aetião sabem explicaria 
tev<e< a indíscrípção 'de( rasgar certos papeis, e de bs lan* 
çar etn certo. lugar, sen;io alia;^ iiumboBÍcm. mui esper*^ 
to: .como atraz dé humá fatalidade vem logo out^af. 
bum do% marinheiros paasa a deitar hum balde d^agas^ 
1)0 lugar onde dinbão sido ]anç|Klos as papeis ^ e estea 
apparecem instaútarâamen tapuio mar^^em grande q»aali« 
âade! 0:SUjx>Bto Cor^safiò era a Curveta: Urania ^ Com* 
maadiliitt o Capitão de Pragata graduado 9 JAiguéi Oii 



xxfr: 

e por esta rado' oi papeia > q<te «tidavla bouiodo .ealre' 
a Curveta eonosiò Brig^ue, davão catitta áo&.atfaotr hpnt' 
Bicaler sabe iaimediatamefite da Curvdtaf «paáha.os- 
papeis, e leva-os paru bordo: neste: lance fktal julgairi»-* 
magnos inteiramente perdidos. Se o facto de lançar os^ 
papeis ao mai-y fossem eliea dè q^e natureaa fossem ^ àó de; 
per si constituía bum acto suspeitoso , e ptinfaa por con«' 
sequencia o. Commanda^nte da Curveta na rigorosa obrí»>, 
gaçSo de nãa desamparar mais o nosso Navio, mesmò.^ 
sem nos fazer violência, porisso que vínhamos; para Lis*, 
boa^ para onde. a Curveta seguia, por ter acabado o se<t 
critseira; que deveríamos nó& espetar atténtá a gravidada 
de taes papeis? Que da Curveta sabissem oito òu dez sol* 
dado^ para tomarem conta desnossas pessòai, e da nos>* 
sa bagagem ; porem não succedeo assim , apenas vem a 
uosÉo bordo o S^tindo Tenente, Manoel Thomaz da. 
SrhrarGoTdèlto , o qual procedendo ái indagações dòcu»* 
tnme, è examinando a identidade e circumstanclas dos 
Passageiros, pergunta aquém perteticem os papeis que se. 
tinbSo lançado ao mar. — O nosso companheiro , qãe.sã 
achava affiictissimo miais por o comprometimento dos 
outros , que por o ^o próprio , respondeo aproposito ; 
e perguntando o nome do Commàndante da Curveta ^ 
passa a escrev^^Ibe hupia carta , para qae tivesse a bon^ 
dadé de Ibe entregar os papeis ! O Tenente Cordeiro Ie«^r 
va esta carta! Os papeis são entregues im mediatamente ao- 
Q0960 amigo, e o Navio he desembaraçado ! ! ! Nunca o Ente«. 
Supremo ba «do tào benigno comoneste momento ! O noaso> 
nome, o do nosso amigo e companliêiro, e sobre tudo^ 
aé nossas diligencias. .. . nAo podíXo deixar de causar, 
interesse áos^ amigos da humanidade affiicia, a hotaant^ 
veidaídairámeoté beneméritos* O Capit&e Tenente^ Sn^. 



Teiiênletj^Coiráefro/e Ot>iito; o Comitii»iarro, FrancU* 
crt Ahim>fõ Corrêa f e o primeiro 'PUoto, Fr&Rdnco de 
&lirán<hi Pftrdr^fio'; to mar!Vo-> sobre «i toda a reipoosabi*. 
Iklad» para saitrareni dois homehff (que eiies apciíat co« 
nbeciio de amn^) da cruel e amtir^a 8Ítua^*ão em que 
bitma ímiUcrip^ao oe tiaba eoHocàdo! (6) 

(5) » Diário náutico da' Curveta Urania — a crusar — do dia 
9 para 10 de Àtrrl de 1328 — quarto das dito ao meio dia — 
Naveguei com o pano que mo<tra o diarto, bom tempo; rento 
nfkiiito bonança , e mar com pouca vaga. Vio-se pela prôu hum' 
Bergantim ao «qual ooiaeçaixios a cassar , e ás 1 1 boraa e* M • 
miijatos ihe fizemos- hum tiro de báb , elle imiiiediaiaiaente: 
fftraV€sso«r; e entreguei €em novidade. Couto— «» ' ^ ' 

M Diário &c. — do dia- 10 para 11, de Abril de IftftS— 
^arto dò líieíodia à^S-r-Vônxfii eittr^a com o paooque mostsa 
mappa, dlHgencíando aproxima r-ino-oos do fiergaotioi de 
^ faz menção o quarto precedente, o quái estata itiravelsado ; 
em di^tanciQ de tiro , vio-se à cfima d agoa boi#ndo varias ibihaa 
de papel esoriptas , déo^ parte ao Senhor Commahdaate , por 
cujo ifíoti vo mandou deitar o Etscaler ao tuar para se apaiilurrein 
ês ditos papeis; apanhar ao-se todos aquellee que se devisarâo, 
e ordeno-u- que o Official immediato, Efcrwãoy é mais Offi" 
cheèy . lessem os sobreditos papeis ; forio examinados em cima 
da tolda > f s6 continhãò cousas áe negocio^ e copias de fuc-' 
túras deJazendasStSizileins; pertaDciao e^ papeis a hum paa*. 
sbgeirô q^ vinha no sobredito Bergantim; -depois dé regíi|tado 
mandou pedir o dono os papeis deque se falia, dízebdo, que por 
ter deidonâado. da Curveta sei Conaiio , e áquellas' copias coo-' 
têi^m carga. BráiziLéira, por bbo aa tinha deitado ao mar ; nmiii- 
dou^ enp-egar o' Senhor Cammoftdante os pçpèiê de jrtie se fal-^ 
la, Y%À hum Official de.P^tenla fazer o regíséõ do Bsèrgantim »' 
vind^ dc^ Rio de Jaaeiro com destine para Lisboa ^ Capitfto^o- 



XXVI 

^a maobia do dia ti én tramei H Hftft%> ttlisf^' 
em nosso sagmíBenIo a Curveta: dêcnoâi fundo em JBei* 
lem pofto da no»le, e de fkoves perigos sdmosí anhtaça* 
dos : a Curveta dá (uado ae* imsido tempo » f)^HÍ«it 9^ 
a«Dbgos da luimarkidadc demomo a sabidik da soià Esãalav 
Goi.qaaato^ &ndaa aa formalidades do custiime em. Bel* 
Jcm , o Capitão Ilosfiikdo nos. leva a terra: então <Jer no-r 
vp s^ômai salvos y hum, fu^^indo, outro, lej^itimando-sQ 
njà Policia dp Porto de Bellem ! ! (6) 

O £iriguQ Formosura he para lo|o assaltado poc 
tropa e helieguias, capiiaDeadoa piÚQ corcegedoc dobaír- 
r». de IlerAolares, Villar (7) o qMal fa;^ apprelitfiuào coi^ 

2Êmdíèi AníffÚQ da $ilva---<deaoimna-iM FosaKisara-Hjcs^^a»-* 
sucar, couj;os, ,aguarid^9r)tew^t|;ipaU^« ã>6 peiiBoas-^Uiaa éci> 
wg^im :M , «00» dois i]|ass#gijiiies, e ims. meaiaoa peiDeBcente&L 
SM àiíío» paaiageirar: dôsse o Càpitíbi -^e i>as^ cogten 4^ B^^is^: 
tísàii» c». CosáariOs dk &imxwi^A j^tea |ot»a<U> duas Smbftu^^çiDee 
li^vkgfês&i ; a não defi m^m mviéiàeÊ: entcegeat tendo eaa. 
'VMitii e Nmedíi^^e f«l]<k, sem autn^. novidade^ S. C.-^mí 
• (6) He i^HisAt» o passo qMS eRta<> dea o noenH) atm^i elle 
j«lf ^«k que em MHihum Imgwr ficava tae aeg0r<> eemo em^ casjt 
4ft Hin^ à» Cadaval^ eat I^daoiços; eoniiefuientdia^t& ahi se» 
léaoibe^. e: ahi denva nessa noket; no à» segaUUe saUját da 
Quoi d«k &tt^^^ toa kuffi&segei ée. mesmo- J^aqae ,. a^m^ «que eèp^ 
)e ô^ saS»a«^ a faaiei: as miM vèitOK em Lisboa « a|á %at$ aiubas^ 

('^) Ss^i hoioem em» o^aefmMb* Sembktfio d»' afa»eniaiMi6L 
.Boet^: s^pseiMiApiast,. ^e e)kr fiArieavat. oam testefysauhaa &ln 
sas> ^ GÂât saor pssa ae rispaTemi da mejannei, nenit p«ía> ààafèr ai 
o)»miilo a&v4)jK d^^hiMk bom^ift 910, por lnlim^ tempo» fai .ei «Hi 
iDítftu«aeftfa d»» ioiyridade» A^iiyitf Jk, moiiafaB^. & pan^que» aSà>^ 
H^ff^f» vagai ogra4ikiie(.eBteSfli8a asme^âi). òitáBcmm^oreaaeatdDtet* 
GÍdftcM)i«iiGapi|MiIâDeBter kidwíoSiafMMtoQuislMAis^ai 



xxvn. 

t^dé «s noliof «MHtot, t iKip^iSy lâm eieapat«m ôb que 
se ftislmtão «kfttro úmcolxée^^ ovquaet fotio dttc^benot 
pelos dotdftdM no a€|o de detfttâretti os okmdos eoUães 
pura se deitareitii Gâhir&o, finatmentc , os nosfeos papéis 
eiA pode^ dos imdiigos depois de tontee voltas e rodeies, 
de lautos cuidados, de tantos perigos o trabalhos? Apeaae 
atocepar&o tre» livros de r«^isto dentro deheAM oondeça, 
e de baiko d^^htiina poaoa tk roupa , òs qtiaes no^ for&o 
etitrogues em Inglaterra pelo Alãiífanve Lord. . . . (ê) 



c^ dois m'ãIvado$ hvaitò á cadea do CasteHo, por xAém dehtima, 
ptoAencia arraejadá a deslgttio cem t«6feilii»lbas fàUm , atqlMes 
s^nék existetn. .-. . Qmm poéetià ttíAé escapat ao Airdr Atiieti«> 
CO d* estes incansáveis perseguidores da humanidade? Em todo 
o anno não dava o Sol tantas voltas no inundo, quantas élles' 
nó espaço de lnaiia hera fadia dár a este^ oa áqueUe» \bó por 
qee oasasto» pi4Miufl€Sar'«e «m &vor de Carta, é da.lfgiltnia fi»^ 
bOTpmal. Manquem nto oonlieoe xiofimm qin os cofaie# ee desr 
{Mfete qije^ies<insiw&o^ . . ' 

, (a) .» Sffi vista de ^ V. m. me cotnoiaiiica na qualidade 
de tcffèe^ot de BeHem duja tara as aoha seiVinâo, relativa" 
menie s-dlligeAciá de que i^èròtilmenfe ^i iíteumbido p4o ai6U 
antecessor á cerca dos Palssagevros dwgados do fiÃe de Janeiítl 
a-liòtéé do naVio-i^ ForaiOâura-*** P. , . , e F. . . . : oitapre-me 
di«er-Vhe que deve pregr^dit naiaeínia dHJfepôa , faie*de coil- 
^tk pata ésia liiU:fitíetHík es baAs eom os papeis apprabemtí- 
dbs ataâs individood, afim de sefetn por V. m. eaanmuideB » e 
séfpaifadás todos ds que cáativ^iem aisatmpto de sespeita; e éann. 
dcMtHé pa^e a fiM do regblDad^ dèifta avet igiaiçao , qae nraHe 
e hHiito íf^etedorilHateKido attentas as^eirciinitaudiisde^qQeseiiems*. 
rt^áte ^Ète <;aso. Deo^ gaa»de a t.-m. Liéboa 15 de Abril de 
lf*8í— Soíe- Batata FMre de Lfala»-^ Senti* CotwgodÍMr dt> 

Crime do bairro de RemekttPés*-**» - — ~ - - 

o 9 



xxvm 

Houirc logo nolicU de se 't<!r«m:bn^dò pstfeh à9 
npAr* e erovcoosequencia, ordenasse ao capitão de :Fca» 
gata 9 Joxe Maria de. Campos, que p9«se abordo dai Cur<» 
Ycta Ur^nia, e ahi- proceda a hum çcTnseiiio de iaveiUg»^ 
ção sobre o caso dos papeis : este official procede a eHe 
acto, ouve atripula^j^n, ouve os.Oi1)ciaei, einierroga o 
Çommaudanle Noronba. , o qi^at, se coaiprom^lte eiõ 
siias respostas; diz -^ que não sabe o qiie'coni.iiibâo os 
papeis ;. .qiie recebera huma carta para os eatregitr.; 
que r)ào vira os passaportes do navio; que não sou* 
bera o nome dos Passageiros &c. &c. ! Estas res- 
]|0Sla8 y tão mal calculadas quanto estukas^ tendião a 
faxer a desgraça do Cçmmandunte Noronha, e talvez a 
dos dignosOfficiaes daCurvela Urania; todps tremeoa, e 



Faz«se necessário que V.^rn. m^infor^e «eentr^ m papeis 
iq)prehcndidos a F. , . . abordo do navio Portuguez — Formosu- 
ra*— -^fe encontrarão algumas .cartas com sobre-escripto iio Duque' 
de Rjzan, Embaixador de S. M. Christianissima nesta Corte « 
e caso que assim seja, V« m. mos remetterá i)elo portador desta, 
ou com a maior brevidade possível. Deas guarde a V. m. Lisboa 
16 de Abril de 1828. — Joze Barata Freire de Lima<-^Senbor 
Corregedor do crime do Bairro de Bellem— ?>» 

« He da. maior importância, e da im mediata recomenda- 
do de Sua Alteza, que sa verifique a prisão de F. . . . e F. . . . ^ 
que ha pouoo chegarão, do Rio de Janeiro abordo do Navio 
Formosura. Oueira.poi^ V,£x.* recomendar esta dilligencia a 
alguns Officiaes que mere<^ bem a sua perfeita confiança, bem 
eomo aos Commandantes das guardas dos caés, junto ás mar* 
gens do Tejo , e guardas barveiras; Deas guarde a\V. £x.* Lis- 
boa 16 de Abril de 18t8-r:lHustriaaimo e Excellentissimo Se- 
nhor Brigadeiro Graduado Commaodante da Guarda Real. 44 
Policia— Joze Barata Freire de Xima». 



XiTX 

vacíD&o nSo fossem ellurs dár lugar a bum conielbo de 
guerra, que a todos mais, ou menos, comprometesse: 
porém o digno Offidal interrogante só trata de salvar 
aquelles, que nos faavião salvado I Nada se escreve que 
possa comprometer ! (9) 

£Uaqui, finalmente, a historia verídica, everda- 
deira dos trabalhos por que passorão os papeis e livros 
<da nossa Policia secreta ; papeis que occupavfto dois 
baás, dois caixotes , e dois sacos grandes; papeis que , 
como já dissemos, foxão a final apanhados: resta agora 
aabf^r como taes papeis e Jivros voltarão ás nossas 
màos; a explicação he simples: forao«nos entregues pelft 
rrefeitura, aonde se acbavão como intactos, sem faltar 
lium só!!l 



Lisboa 18 de Marçq de 1835.-^ 



(9) Curveta Uiania 1 6 de Abril de 1 828-~ *»Quarto do meto íg 
S —Tempo como acima. Veio hum Escaler do Arsenal com o Ca» 
pitão de Fragata Joze Maria de Campos , e o EKrivâo do Att« 
dítor« para inquirirem sobre huns insigmfteanies papeis que se 
apanharão no mar, pertencentes a hum passageiro do Bergantim 
mercante «—Formoãura — que se regibtou á veíla , e depois de 
serem perguntados o I Ilustríssimo 8e»hor Com mandante, e o 
Illustrisdmo 8enhor Capitão Tenente, o Guardião, e os Ma? 
sinhéiros , que tinbSo hido no Escaler , se titxrailo ao pòr do 
EídL Veio^lmma das bombas que tinha hido. a concertar ; içarS^^ 
Me os Escaleres, e não honve mais novidade. M.^--^» 



POtlCIA SECRETA. 

,PÁ^TE PO DIA as DE JULHO DE 1824. 



£> 



átpAHi»w»ift qiiíi Befnar^ò àã, Silmra enl»v& pa« 
M o MioíUffio da g«i«fFa. 

fisla noticia em éi^uFgada por alguns inditidiioa 
de Tras-o8-monte8. 

C^rm ^e S^ia Ma^sstadt fieara afewi» detgDStoio 
com a paHída 4o Mar«efaal Bamiocd ; e qitt dÍMtfa foro 
iileiicotaáo a anmôr ao q^ie ^henêio ob aaiia Mífiiiifctt- 

Vm Pt^pt ffOféaar ^emuí • caaa . por oaUo anaéa^ ef 
£»i— •eiiM gomHfea Bríi«B«io9 máumm a.Batfetfliiá 
parim» s<n^ dsotora-^ A partida A> Marflebul foi geral« 
mottta^sliBiada)^ etlia^te qua Suai Ma gcrta d c o arguira' 
das repetidas miSa» que fetf á Harnfaa. K&a eaooatra & 
apftrovtt^âo p«bliea 9í faelo ét andarem €Wvo, a Sá^. 
caafiifa«ctd«a a&pidaa da» Maraahal, a«ada aMIuttnpda ata 
€««ÍÉ^ a^Prafaaàa-Gapkat. 



Indagações. 



Nx> dia 10 do iQK>M>anU pciia volta daa 9^ ki»i! ar d» 
noite entrou eia^ caj»a de Joce Papulo.* Jfirirge , naarador 
na» raa da Arrábida a Savta laabc) , hm» ttfl Manoel 
Joaquim Fsanao^f' o .qual' p^i^JMÍpitfndo- a fallar solire aa-^ 
iiMvptoa-Batitíeai^dii^iav^iljuaa Joftiatlii Mk jMtaioJtí^Mvai 



pôr emexecuçJLo psícu» projçcto^ oodin^SQ dç Abril, nem 
tao pouco levar a Iropá ao Rocio; que o plano era fa-» 
2er a occiamação da regência da Senhora llainha no 
Campo» pequeno, mas não naquelle dia; e que o PaU 
-va, e o Copitão mor de Albufeira, Negrão, forao os 
que mais influirão para que elle, Infante, desse buin 
passo tão intempestivo quanto precipitado: accrescentan* 
do — que isto nSo importava, por .'que elie viria breve 
governar Portugal — j? f 

Este homem hè da Província de Tf as*os«moi)tes , 
e tem muitas ligações com os presos implicados na rebeU 
}ião do dia Si), de Abril. Talvez conviesse oavir o tal 
Populo sobre o que fica referido, - ' > 

He chegado a esta Capital o celebre P^drâ Fa^iil'^} 
bem conhecido por, seus máos ieosturocs. He agora Uatn^ 
dos apologistas do Patriarclia, disendo — que^crevèraem' 
Inglaterra hum papi^I em seu favor (e que tal seria!) no 
qual rebatera ascalumnias de burn periodista Portuyu fg < * 

Este Padre he irmão de hum tal Manoel Eugénio ,' 
Cerieiro, e empregado no Commissaríado , que se di»» 
tinguio grandemente hô dia' 30 de Abril, correndo então 
ao Rocio aoffei-eccr-sè aoBelforl^ para tudo ^que" elle qui-: 
zesse,' pois que estava prompld,* dizia elIé, a servir até. 
de Carrasco — Este homem he hum estúpido, !mon hui») 
estúpido máo: agora anda dizendo publicamente— que 
El-Rei se tinha feito Pedreiro Livre a bordo da Na» 
Windsor Castle — : ' ' \ 

Murmura-se da demora de julgar , e sentencear q* 
implicados na rebelíião do dia 30 de Àbrií; e qoe o De* 
líembargádor Ferrão seja o Júizdevassante. • ■ \ 

O Hespanboi D. Joze Agostinho Fueríles estafes-' 
perando que a Corte de Madrid o reclame, e diz qbe a * 
Rainha n&o saie de Portugal, ainda mesmo qtiaotdo aobri^ 



t 

gkmn pm ifUe énofia-^què teu TrnXa ààBá^iwãftí o ia- 

ft Imni! ínámâiio^ qM «steve pifeio na «esoi» enleai « 
^iiai'^4iade pMÚr ater com eUíB ipoKa óoat^ih^çí^* 

£st£ ifs partícidar obt^aas|b> o £iiifaaÍM4or d^ 
Be^paoJ», s ^ib d« «e «abcr quMn o ^ociírji, je i« m4 
•#« 09iita(^ com A Raià)!^ . . 

Pai^«ié ^ yipêk a easa «/ 7t na rua 4o Ncirtei 
jaaB4^ €o«8fea bay«rem leimiMi 4e p«Hoae Mupeiiait 

Também %e passa a observar a e^ta dn Paj^Jon^ 
A|rofiiifiiip^ ém Paâr^içó^ ^^oode pareoaae maqfij^a coiw 
tra o goYerttcu 

A cerca dos Padres Jjnronjrmos , aonde agora se 
Jiint&o os individuoa que «a reuniãf^^a loja do Capelista 
Tiburclo, em Bellelxi, vai a ser iguatanente vigiada. 



<;ax>eas. 

O Pad»: Bmgftf ^ o fiadMml Ubriiea, <^ ét 
«dhâo J^plps, astSD câMsafido o jeaiòr^ascanda^ i^ iBa4aÉ» 
O-fiai^iie fiiaga iiia m\á <abeistaiaeaie laos pffeaòSfr-99 '^^ 
luh$EíiM èila ren^ediaDÂo irt.0 , ohm «que elle u\sà eo^lar 
jt 4iBBbfiça ^ aaaaJ|ba -h- i? O ;B49tcfa^í^l Moraes liaoibeifc 
^ia^-vf-vique jo itâêm^ i&&d .w^ ^que eUe be ;e isostaura^a^, 
e€|tte fuor seu vesp^io ae ibe «oio ckl 4e sofiper ^ pena vlki^ 
ima^m^xEsí^ Baobai«d be protegido p^o -Cavqeretix) ^ero** 
mmo, 4)q«iai coatféfile todo^ qiiaate ^oe prtzos ^erem&xeri 
«ofqiiaei, «em «uae. otgías, bein lea çaa^ifisslado «a^ua pe»- 
^vecstdaáé, -« ^pdr cOMeqHencia os atteniaáoe deqws 4&è 
4c«f)aces; ^/or predico iguala ^«etíg^^^^ò 4e||al a este 
iFe^eito, não faltará quem deponha cootp ri ^ii afliq trte. - < . 



ííum tal JoSo de Souaa lie o conduclor da corres* 
pendência dos presos de bumas para outras cadeas, e 
para fora destas. Este homem janta muitas veies com 
os presos , e salie d'ali quasi sempre bêbado. Vém eniâo 
para o passeio publinOf eactui, nacompanbiade Faulo No- 
-gutira; de bum tal Félix, livreiro, morador nacalçada de 
Santa Anna; de hum Padre, baixo, muito bexigoso, 
\òno e porco; e de outrob indivíduos, principia a diser 
mil despropósitos com offensa daboa oídem^ edo respeito 
'devido a Sua Magesiade. 

Também tem sido visto ali o Desembargador do 
Sanado ) José Ignacio de Mendonça Furtado. .. . 



tôrovtcíeTictad ^ 



A falta de agoa para o abastecimento dos habitan- 
tes da Capital tem-se feito sensível nestes dias de calor 
excessivo,' que augmentá por isso o consumo^ ao passo 
que dirainue a nascente. Em Julho, e Agosto de 1829 
adoptou-se bum metbodo vantajoso,' qual o das barcas 
*de agoa, que durante a noite enchião na outra banda 
do Tejo, epela manhâa se appresentavão nos pontos dos 
caés d*Alfandega, e Sodré, onde o publico achava promp- 
lo, efiacii suppriíBeiUo. ^He verdade que boje appareceo 
buma barca com agoa, porém tem poucas torneiras a 
pipa, eneeessita-se melhor methodo para a distribuiç&o, 
.'já que o pavo afflúe ali em magoftes. Cumpre também 
. observar, que Jia época citada havia ali hum capat^» de 
rChafaris, que era revesado , e as. barcas e^tavS^p <iebaixo 
da inspecção do Major Engenheiro, que dirigia a des^ 
tribuiçfto. £stes» e semilhantes actos, acreditão o Go- 
verno , por isso que mostrão que elle se emprega «obcii^ 
no bem publico^ 



•• ' - - 'Queluz. 

EsU madrugada partio para Quelas hum agente 
Ncoin' as seguintes instrucçoes particulares. 

Quem são os Hespanboes que vão a Quelus t Qimm»- 
tas veses tem ido abi o Embaixador de Hespanha? Tem 
falfoido^á Uainba, ou a quemT Que Fidalgos freqiient&o 
mais este sitio? Com que pessoas se com munição ! Qocim 
sao as outras pessoas que vão visitar a Rainha? quando 
esta tbes uão falia, a quem proeurão? Que se dix em 
. Queluz sobre a« sabida da Hainbal Que votes sabem do 
palácio, que se possão considerar sediciosas! Que pessott 
visilão o Conde de Cintra? K finalmente, que iodivi* 
duos sus|)e\tos se achfto actual q:iente em Quelutt 

Procurará entrar no jardim com o pretexto de querer 
compraralgunsarbustes, que deverá efifectivamén te coropfar 
ou gratificar, quando se não vendão', feiendo-os- condu» 
2ir para Lisboa: tratará de tomai» relações com o jardi* 
neiro, lamentando sètnpre a sorte da Kainba, &c. Se« 
toilhantemente se condusirá em ouiro qualquer Ingerem 
Queluz, mas a propósito, e com prudência, para não 
■ ^ár lugar a desconfiança. 

Fará huma encommenda ao jardin^ro para voltar 
■0. -Queluz. 

-^ - Convidará para jantar na casa de pasto hum.a- oa 
'owtra pessoa do Paço , de queiti possi^í tirar algumas no* 
ções. Terá o cuidado de deitar agoa nos seu vtnbo, ede 
iallar 00 assumpto só do mtio do jantar por diante. ««• 



(Para o Conde de Sub-Scrm) Illartrítsimo e Ex- 
celIenUssimo Senhor — Tendo daio principio á Policia 
secreta, que espero preencherá os seus fins, lero ás miot 
4Íe V:; £«.■• a c»fiA J4Hita d* Pírflâ dia* i* # <iue «f«ibo do 
enyiar ao Intendeaie. De bofttew piwll^jef tm 1»^ 
4iHno espafio de iecapo, ^ com i*iiu pnesiSt wfc^foí poç- 
mel &Mr*se oais, £u espero qv^ » «orm»pewÍMcía^ 
qim woH ^tab^koer es» tod<» » lUÍM , stjft ieai^id^ # #Mf 

4iwa;0 á Oapltdl dii^ei a V, £»•% qM^misni <%• 
liade eo«io Lisboa, «h9ia de Indívidii«» 4e taMas i^T^ 
(çSee, ede ba«»siis de tantos interesses^ <^ P^de m$ 
j»iiidbuBsatt4ie obeorvada : .^ m^s ^e piéde frser-teJie im^ 
4Mr o esj^ito publioo, e .&z^ obferVar o# lodividuQI que 

se tornar«» aad^smias |^ seus discoriK^ a acçSee* 

4. nar^avHMKç&a <tfm m téos noi^do foisens a demora 
ide^alfar, e seAtaM^iur «implicados aHt reMiíSo 4o dí# 
J0 «de jMml^ a queno Deseashari^ór Fmw ^ ^ ^i»^ 
^dàvftBsama, deve msmçsms iodii Mteação. do 0o?mi9 4e 
& :Ala4;esMk; poie .<|^ aisdefas^gM, e is» mém Jui.zas, eé 
díBrwai desmiioar os^elictM, «om íNNynifo 4e^mi^ paBonOfp 
4a adflw]iuiia9fo4it jtisliça. Hue» oftMú«o ptompio f«odii«i» 

rá o eiieito saudável do exempla^ isMaMpcar^ arfdi*!^ 

Estou organisando hum plano de seguran^í^ ^«^l^ 
!oa , tM»& a Voa diiieoçâordaa pce^ukaw d* P«liei^ secre- 
tei logo ^ae « teaiMt oisiaolaidb ea«ii^i $t V. &(:** Init 

^a copiii# ••','♦.'.. : % ' ' ;.■ . « 

Lisboa S8 de Julho de 18fi4. 



* • PARtE DO DIÀ M DE reLHO DE Jêt*» 

Wnia-se qtte o Prezidcnte dos Estados Unidos re« 
eebera o Ministro Plenipotenciário da Corte do BtazlL 

. Corria que estavâo a chegar a Lisboa seis luil Hãt 
aarerianos» 

Na Praça foi desmentida esta noticia e di»a-se^-» 
que a causa da demora dos Paquetes em Palmouth foi • 
chegada de hum correio de gabinete | que por momentoé 
e Governo Inghz esperava da Rússia* Os Paqneles sa» 
Virào Jogo depois. A, noticia do embarque de tropas eu 
trangeiras foi de grande consolação para os amigos d^£l^ 
'Sei j e de descorçoamento para o partido sanguinário j 
e inimigo da ordem. ( 

Drvulgava-sè qu^ o Governo Português estava dis» 
posto a reconhecer a Independência do Brasil. • 

£»palbava*se que os presos implicados na rebellião 
de 30 de Abril iâo a ser soltos por estes dias. 

Assevérava-se que o Embaixador de França pedir» 
os seus Passaportes. « 

Os malévolos dizem que he chamado pelo seu Go^ 
verno para ser réprebendido pela sua conducla relativa 
ao dia 30 de Abril. Os amigos do Tbono, porém, di« 
zem-— que o Embaixador se retira por se achar desgos- 
toso , e não querer ver outro dia semilbante ao de 30 de 
Abril , que elíe julga mui próximo f>ela falta de medidas 
enérgicas da parte do Governo de Sua Magcslade, par« 
conter e punir os seus inimigos. 

Indagações. 

' ManoelJoaquim Franco, mencionado na Parle diá- 
ria de hontem , acaba de ser preao. Este homem não s6 



eslá implffuidff paii«bttti|iOhdodía,M^| mm aQhiiMN» ao al- 
cance de particularidades que muito cpnveria descobrir para 
o bom andamento do PVocetso, que se está formando 
mfí$ pMsoá P<Mte<a; depor a M«p«to écr dita Manoel Joa- 
quim Wmuco a» seg«ii&ies^ pc«soaS"-«^Jozo do. PopuI» Jóf« 
ff , iBfiCador aa rtsa da AiPabida , a Stat» Isabei , N."* tlB 
— João António dos Santos , caixeiro, moradev na Gaè« 
fadft 4rSai»ta( Abaa , N%* èO, iB^* âfider-^ao^Bèneficia- 
dko' Aiite»i«i Joze Farfieíra-} «orador m» Mia. da Ma£8o^ 

Ma loja dè ckapóos ao Roaio mi ««ror 37 e 36^, d* 
Malktas' IWbort)^ deMiraoda., ha qaempoK» igaaiaMnt« 
ãêifdíi sobre aeonduçta ofimitosa do sobpeéHo Kraficv, 
e Qosi e^sifiaalidiad» bum et^kado do diii» M»lhias<.p«^ 
nome Domingos, 

Ha ttciljeia de quanai liojaa dm Meveadòresv Fran* 
cisco de PàiAsL Gaii»ar&e»y eKforeN-a; e na do R^tro^ 
«fiírov CaigriUio^, ae peuaem dia«iaiH»nte a4giias partidis- 
tas da facção de iO d« Abril, que se^ariirão digcfes d» 
#ite^aç&o por «nas iaveoliffafi eonlra o Goferno: inda- 
l^a-se se isto he exaato , e o fim que ki^ão em visl» taea 
iatdiírkdnoa^ 

O Padiie: Fabião ,. do qmm se fallouboi^eai , dsna 
iioje^-*«que elle. tiniia racebido diJikeifo om França po€ 
erdem do Senhor Ii>f»n^i$, n»0! sé pata pa^af as di« 
iridas, que ali tinba coi^lttaido , ibbís para se prover do 
vettuario, a fazer a sua jf^rnada attf Lisboa* -— Ainda qm 
aHe homem n&o mereça consideração, por ser biint iadi*» 
vidíio mui insignificant^e, com tudo, aitenta a eiicimf^ 
tancia de ter recebido dinheiro em França de ordem de 
S. A. o Infante , ficjlk> em observa-lo todos os seus pas- 
sos, poíque pode ser q,iie fosse encarregado de traaef aU 
g^íioa^correspo^deaeia para Lisboa» 



dntiÉot ptetitys, tewêe mtcartt N/#Sy rua idft<iiioria, 
i»uro de Andttliis. Também Gcão «m «bstrvaç&ò «s «em 
(«woK , pttm Sé ^ d«r liiitnm 4>iMta em o«ieR«iio oppori» 
tuna. 



ilfSCnifflSfrTO 4 DFE iw^Atn^AitiA. 

o ofceervodor d'«8t« -Oérfio <íia£ « seguinte «««XHnfH 
DÍcaçâo em dala de hoje — ♦* 8e <m ac«mteciineniot 
eb flita "9)9 éé AhrW decorrente •aimo erW funestas 'ao le« 
gttifHõ <ii<o*fe4^o de EHiei Nos««> -Secibor , ««MíeMene mm 
eulipetáòs t^ OiBolaev «ks^ ClotjM) , a >6aber'-»-da 4."* 
Companbia, o T«iie^teAnitotiÍQlj.i^2 ^Ribeiro, e^AMerei 
Jh&m 4l«rci«l«atd l^eriiMÀo, ouja coiíâ«cta'iiiio beiesuanlm 
por ser publica a iodo o mund^; « "Cepilfto <da 6.^<Cónw 
jMtiiPbiia^ Anfo^nio Af atiool iLiaduvíci , com^dero-^ t\i tão 
culpado, mi posso dimr «jue mais, pelo ^ue ibe obéero 
tm no dia iM do referido mex : eerièo t^iiatfKd horas dm 
tarde pouco mais, ou menos, veio elle á sua Gompaf^r 
nbia, e chamando todos bs Saf|;entos , fez-Ihe appresen- 
tar relações de Esquadras, e por^llas entrou no conhe*' 
cimento de quantos Soldados dormiâo fora do Quartel por- 
f e^^ Ueen^ 4ã C!or<dael para Uso,; e não ficando: sati 8- 
feilo com esta indagação , ordenou ao Alferes Hercjulano 
Qieífiiaia.diio.9 quíQ ind^gM»e befn dos 8arg^t)tas, e Cabos 
s^ Pfiaças qi^ bav^ri^o proaiptas no .Quartel aquella 
ni^Ue <)^ ae seguia, visto 4ste\Alferes aebar-ie lazende 
serviço na sobredita !6/CompsMEUiia; e com efleito,.se- 
ri^ já ^1 rpQsio vi <ea) bum 4^ quartc^ .da dita Conopa* 
iU)ia' reuujdios os Sa^[«intos delia, -Oa.bos, e Aaspeçadas., 
Crodito AJfi^se^; >^o aDoitecer appaceoeo o dito Capitão, 
vi$t44o . á {Jfekis^ajij, .« naadou .por bum Soldado buscar 
a/S^ (ÇaA» ban4a.^ ^esp^ada y gola, talabatte, eiarda^. 



10 

k,c* e diise ao 1/ Sárgoato que lhe gtiárdarsse aqiiiU 
lo^ que talvez aqiiella noiie lhe fosse preciso; encumí- 
tflioufée para o quario de D. Gil, e ao romper da liia- 
shâa appafeceo dUe na scena que todos presendámos ! 
Logo esta promptidão não foi do acazo, mas sim d^ an- 
tecipação que elle tinha, e accresce, que este Capitão con- 
tinua a prociírar a companhia' dos dois, pois o vejo sem- 
pre com elles, e por isso tenho, e todo6 devemos ter ^ des- 
confiança destes três indíviduos. 99 

í5 O 1.° Sargento da 3.* Companhia lambem tra- 
balhou bastante nesta noite a rogo do seu Com mandan- 
te D. Gil: pore'ra eu oão pude observar-lhe perfeitamen« 
te os seus passos como observei ao Capiião da 6.^; mas 
ao em tanto tenho dejie alguma desconfiança, e ciiama- 
ae António Joze Guin)arã«s. n 

i 19 Relativamente ao espirito dos Soldados em geral, 
nada tenho collegida que nos possa dar cuidado ; mas 
não serei descuidado na observância das instrucçoes que 
x-ecebi* 91 



Queluz. 

o agente qaé foi mandado bontem a Queluz dá, 
letn resultado das suas indagações, a seguinte participa- 
do. —^99 Qtreluz — Este sitio está verdadeiramente bum 
deserto t a Senhora Rainha vive constantetnedte na Sua 
Camará. O Embaixador de Hespanha esteve aili ha hnm 
ihez pouco mais, ou menos, pela ultima vez; quiz fal- 
]ar ú Senhora Rainha, porem ella se recusou a i^o; "• 
instando o Embaixador para lhe failar, dizendo que li- 
wha negócios importantes a communicar-lhe, continuou 
liti mesmla escusa, de forma qne o Embaixador se rei4- 
rou sem Ibt failar, tendo o mesmo.bido a QueluB poiíeò 



11 

tmpò %nteB. "N«nhãn4 Fidalgos alti vão, a ti&o serem 
os empregados tio Paço. A? Condessa 'da Rtbeiía erá a 
vnic a pessoa desta ordem que mais frequentava Quehis, 
a qual depois do díâ 30 de Abril mui poucas yeses tem 
Indo aJii visitar a Senhora Princeza Viuva. Algun* m* 
dhiduos se demorâo na casa de pasto de Queluz-, <)iiaa* 
do vão de Lisboa para Cintra, e quando d*aili vem pa* 
ra Lisboa-, sendo estas as pessoas que mais parecem fre- 
quentar aquelle silio , mas não consta que se communi* 
quem com pessoa alguma do interior do Paiacio; e deste 
não sahem Yozes que se possão qualificar de sediciosas, n 

n A opinião em Queluz , ou o seutlmento , a les- 
pélto da Senbora Rainha, fae ultimamente de huma na« 
tiiFeza mui indiflerente, pòr ter a mesma Senhora adop- 
tado osystema de não prestar aquelles soccorroa com que 
<}'*antès acjidia a algumas pessoas; dizendo agora, qiie 
nada pode dar, pòr que nada tem, de que resulta di* 
-2er-se, que mesmo quando ella se retire n2o causará isso 
sensação , nem se sentirá a sua falta, v 

79 No <lía SS do corrente passou por Queluz, vindo 
de Cintra, o Marquez de Pombal^, e neste mesmo dia pe- 
la tarde chegou o Viador D. Àffonso, cujos ^criados dis- 
serão qtieêlte iiia .despedir-se da Senbora Prrof^za viuva 
ppr que partia para as Caldas , onde ba Ivum mez se acha 
a Condfs^de Gintira.— «19 ;.,... 
í 9» Vai. com tudo^Qiieluz hum Brigadeiro, na coin- 
panhia de <iais. outros militares, cujos nomes oão pude 
saben Também vai allí três vezes na semana o mestre 
de piano da Sereníssima Senhoralnfanta D. 'Anna de 
Jézus, oqualse demora desde m^anbãa até ás nave edez 
)K>ras da noite : este bomem apparece com bastante di^* 
ftlneiro , e -tem^ affiKrtade certo descontentamento pelo «te** 
Nsem cba«iado'|>araaqtt^ áieroicio.-<-)i> - • . .. ^ 



If 

bakn de Bellen , «Mwftca quem «ttí 'cutãi» ^Mw w niib i^ 
|Mr «iippoMai ^N» «lie «e ae4»a em ««(Ueirafâe. •«*« 

99 EÍM»qt»i e que jMlde mp«rar «mu á^ev^ida eir« 
CMtnipec^&o a ledpeiio éoi onos oocumãRftei em Que« 

l»A«re «o DIA. 85 DfE JULHO BE 18€4. 

Hoje cspa1bou-se pela getvie miúda a noticia que 
em breve viaba o Senbor Infante á frente de buma for- 
ça Franceza, e que era indubitável a declaração de guer-. 
rá da França contra Porti^al. Esta noticia aahida da& 
furnas dos malvadxis ganhava corpo com velocidade ^ •• 
era acreditada por bum populacho imbecil. 



Io4agaçoes« 

tei-, ipyee» «o .Litaoeivo., espera tèir ate lê de à^goêlo;* 
¥iÁfcma fiara eniâl) graaAes aconiecfonentes afsvw da. 
Rainha ) eora. quem ee dtx em-iMiotaolD; f itada graaAet 
etferançM no Rei.Feraaado, e aâseemt que dèe. nSo •»«.; 
frerá apatbico a partida de sua Irmãa, e vingam JO%y 
ftappostuie HWfthos« Acettalcfiita, q«e a «kemeca da partida 
do finfthaíiuidori lie íiiha de.al;gttOi«t cerai BiMiíoaç«éê':iili« 
íimttímeMe tee^idasde Madrki. 

: Tatn titio observado o Visconde de Vehroi, « na«> 
oboiBa circunstencna dignea :se oflmoea seu respeito. Os 
lodividuoB qiia nsaí» o froquentôo 4&o«<-^hufn 4oeè iÍMBk*'. 
rieia<--A4ftwio da Roia-«--rtf J»«m>&«l.8WU€is<-p^enu)rQ9a9! 
dos na Secretaria do Generala 4$^ ijr^ovMM* Yd^ievMvc 






Tfiealiro de S. Carloí. 

eitil Vitt^ B^ M^fk^ âíMi«dKt:ta, %^àè S>. A. D. Mmm 

da Assumpç&o, dígnou-se ElHei N. S. houf&rr p(»m it 
Sua Prezença o espectáculo do Real Theatro de S. Car* 
los. Nâa etottntr o iijHteiFif' e^lor «9te?a a plaCea api- 
nhoada, beoi como os camarotes , nolando-se entre ot 
espectadores pessoas i% %»éejè ^t% elasses e jerarquias , que 
sollicítas procurâo todas as occasiões de gosarem daafia« 
vel Presença de hum Soberano tão querido do seu povo. 
A*s nove Voras chegou Sua If agéslade á regia tribuna , 
acompanhado por suas Augustas Filhas as Sereníssimas 
Senhoras Infantas , e logo retumbarão os vivas = Viva 
EIRei= Viva o noaae Aug4i«to Mnsiarca, Pai dos Por- 
il^;,lleae6i=;=: k estes Vifuil i^«»po|Kler&o ee^ni entínisiasmo 
««>esfWtadâ£es9.e.aiM«ir«i<&iada wtii» se p*r «enlura a 
séfKK>\fM»tiltn(4o àmitámvi^ do Tkmcm^^ qiie>d«sdeiilá 
sioraliikeAie ^ doMwra* a publica opíniãD , « aterra dt 
lbaii]H)fiw^*nã« VMH%v«««ee«f>a^a«k>9 q^i^oMinUivod^ Frafh 
^ Ua Tetvfiar-se piur< desift^ttigeacias. ooffi o GovcTao df 
Sh» M94;«»tade>; e^ue os psezos do b^^rorose altentada 
do dia BO «f ao f^ostas ets liberdade «tn. po4K5o# di«s. Sek 
aúlbaorle» tx»l<or, ain^a qt«e em pftfle destiiaídos de v#i 
ro9ÍmiUiaii!fa ^ tem comtudo visos^ úé probabilidade , f0»* 
isso qíue, a^ foitade medidas (\de q«eba publicou quevau* 
mes) e a impuiãidad» dos- rebrides do dia dO^ desan»m&o 
os mais ^mes.^«Ateioa<io TkroTK> de Sua Magej»te4e, ao 
passo 5(tie «dão «orfua aM malévolos , amgiaAd^tet ft pp^ 



ro de pes»oas sahirão ; e coneluida a representaç&b clo#»*<^ 
acto foi novamente Stta'"Magâtade acompanhado por 
aquelles vivas puros ^ e nlo eftrondosas v^scvías, qtie em 
outros tempos mrais provavào exaltação do que amof. 
pxatá qne nUnca $è perca !de vista a iiner^s$a&tè'maxi« 
mfi-^qoe asojidea doTbrono as^ei^te no ^mory-e íéspe^ 
to.do po-va» /'* '. .. 

' . ' ' ' . » •" ' * 

PAETE DO DIA te DE JULHO DE m«. '- ■ l 

Apenas se espalhava que Sua Magestade da.va.bu^ 
ma amnistia aos prezos implicado^ na rebellíâo dç 3[0 4» 
Abril. 



Indagações. 

Joze Aiítonio de Oliveira Leite tem sido observada.* 
Os individiios que mais o frequentSo sãò—^ o ' Medico? 
Vieira , e hum tal Mota , frlho de outro àò Desembargo 
do Paço, sendo este o que lhe vai levar a» fibtrcias do 
dia, e o que, entre outros de níáo caracter, espalhou 
pelas lojas do Rocio, aonde está a maior parte do tem- 
po, que na Inlendenoia geral da policia havia humar 
Loja de Pedreiros Livres. Os criados de Leitfe dê Barros 
diíem que seu amo não entra para o' Ministério por qué- 
não quer, tendo sido aliás rogado por Sua MagesladeJ ' 
que ainda o não dimiltio do lugar de Ministto'' o SecrtS^ 
tario de Estado dos Negócios do Reino. — ■ x ^ 

Frei Joze da Rocha , írade Jeronymo , a respei6<i 
do qual %e fez buma queiíca a policia, he hòâíém sehí 
costumes, nem caracter, embriagasse, a miúdo,' e ^6s4^ > 



excessos. Em ofuUo t«cnpo mostroií«se consUtucional fxmU 
tado» griUndodettido aéi ioff ora o&o consta que esteja 
abertaiMM^e,!^ Mi;^^! rel)f 14^ Ç^flha'dp.Ge]Ferao | mas 
x^ se iniMuftista. ga|tifly!M >. ,4o; dia 30 :^ coo ve8| con^ 
tudo observa-io de perto ev^^x^àúfi do seiíj^soío inqAiieCi^ 
. } ^ Nen|Luii;a:.<;çi)s'yjl^efa^ ^s indivíduos que 

frequeat&ç a.çwa ^ps Jçrppipjpfu/ , ... , .^., r 

f .. 0.^aidafib|^, pfip^ão;fle.^^(^está desUgado por 
se achar, iimtplícado Ha rebellião dy dip 30 de Abrjl , dis* 
se a bup dj^s.o^/^rv^doi^s— *que ejn breve se vingaria 
{fcffoiaes^pal^^voís) d^s panças e desavergonliados ; acene» 
cealando -^(|ue p priqfi^irp.a quem bavif de tirar as trt» 
pas era ao Brjgadejix) Tdles Jordão por ser hum maroto 
de marca.— ' . * ' 

Hào coQvêm proceder contra este bomem , nem 
cantra neuJniip oatro, que tenha a facilidade de mani* 
ícãtar os seius senti menXos, e opiniões , huma vcs que não 
ataq^ o Govi^o» ou se torne perturbador da ordem 
publicai ppia; qtte tam^m he Çfte o melhor meio de se 
jsabffJTeip f^^ cousas a teippo para se prevenirem , que he o 
jKraodç,%||d4 j^gliçia.^ Çn^retante fica em observação. 



CáDEáS. 

* ' •-" *^ **" -i** ' •*•' - ' •■ ■ f '' • I . :.%) t.. .. u 

Os \>Ttto% da Cadea.dajCidadle çU^e^o que^tlnbã^ 
*indp^^caf!lafe.d€Fftl'is,j»ara o Mâdj|reira,.qtte jw acha no 
Gaftte^lo: affrji^arse ê^^ PfgQOÍp- ,...,. . : . » , »^ 
.^ ... O 4«i? (^e J?or4jd<ç:.Q?iía|, e ji^ta.^.untor^ que «e 
acbão na Cadea da Corte^^ .tem grandes esperanças no 
Arcebispo d^bMe^ç^m^liti: iftq;í»^,^esRprfp que elle se 
intflfeiM (M)|ii(,p, Ministro d^, J(u||íf9 par^ /^-íPÍS ^'tw^a; 



m 

46iUtM.-U - ^ ■■■■■■'■ ■'■■ - ';. •■;"'•; •'■'■—'-• 

•• / ftúmábs ótsefvâdoVesdrtWetótp^ 
lh*éaímenté âtjirt 6e tfrfíAèróvfe/* ' / ....':.. 
' *' ^* «'Défrònic áb 'q<tórtW'aé''Vlrt'*P»?eifó'Ká'!í6tna ta- 
berna, N/ 41 , ciijo *>iíb^ie^*cjhaTÍ1i 'AIVA^- 'òtrcíér c*òtf* 
tohem ilgú-á^^ tKI <fití'tfiW'âB iíonlem 

jiúoi- feoidado dá 1^ C^òrtiNhMar/ '^(ít^|írtHl|W^ 
'áiis^ JÍ 4ue" o^'í$eiMbòr'|1tÍfahfè' «ra faintto^ àíiúíàáo*' e?À 
iFrança— ao que respòríiíco «í cKtó -Aívifa-i^ qtié' dle ^líhW 
«scripló a* ieu t*âi diiéháo-ftiè qiie ôei rt&á'dávà Vifrfciítri J 
Vquéqúeriá vu jpaira l^dna^jât; éqtifererfdo l!lR%i «rtrt 
a e&ia rogaliva, o Conde de Sub-Serr a se oppSsc^a^r %íbj 
e accíekehtou — qiíe^ se^íllé agõmi dSéíetiÍbá'rrfa«^é Iodas 
as tropas cbite^íSô JBgò p^aià-Hlh.^-^Bà W«mâ-oYilífH3 
Yoí' ò''Soídádò, 'âitéAdo^qíiefiéiihuTntP^IWtit^rta hb 
quaftd — rfemâlaridxi ássífh ò WbíHieiíb-^lôma^a^' qné 
eílé chegasse sõ pai-á vft-tófeta^a éfatíbò*Palikpfoha.*^* 
'' 'lie lias Ubernis òiVdc oSSkiftííidfe ifcfJÔí? ffidb q-úafti 
td'sabe, e se ífttebta ftíiiefr'; -pbí eátf^wikif ^iò^eonvé» 
proceder contra o laberf>eiro Alves, nem contra o SoU 
dado Souza. Também he este o melhor meio, conce- 
dendo certa liberdade, ém Vèrilfe comprimir os ânimos » 
^'áfe-criMiefc<T^itif5ft»ft^-4Íd^'^^^ '-<'S'''Í "^ 

' ' '- Ssiá íMiiHic4p«i^4i ^iM^fpf]«44itHSèl<te*is:>«<rfMHB«^ 
se considerar sincera ; flÍh^Siefblt^N>»<:(»i»||iitefilidãDÍy 4Bebà 
li^-^r t^iiiitraè; íipé^ai a'^^sfft)>Uia^y èMdsí mai% 



Vi 

^^to 8íâti?^#f^fi^ M^T^-^^.f wunM^.coivtaiité 
dçji^tf^l P|fiBÍ:ia^8 Já m<^lçiaftadç/^ o',diipitao, Ântoni<^ 
Af§j)p?l lfi|4uyici,^,9 Tpenle,, AiUonio Illlyirp^ e o 
Âlfer^f) ípz!^^ej^ul^o^Ferfn\M n; ai fica a meu cttl- ' 
dia4o ç.^ffyigo.diÇ ^f ÍM^ ençarrejjado..-Tíf x 

- 3Raacw*'^o«wiw j . 

Os três militares, que vào frequentemente o^^Miiift, 

seu filho, ou sobrinho, o qual tem hum beiço rachado; 
e o Major António Guedes^ -«}«• dizem ser casado com 
huma filha d*aquelle Brij^adeiro.^Os dois primeiros resit 
dem na rua direita de S^nta Iftntfta N.* 86, 1."* andar; 

tpi\iofwejp^ flA.fm 4í^(» ?PW*f^-* '>• Qj^ríjrid^íro, 
bp M(^o jlií. í^/^r^l, Q:tÇ^ j)arçp^çftn9 Caço dei^ue. 

i^if Q T^e|ite,:^^t)^ri<^,^ e^c^JVÍa^jr Çwf'^ <^<>W,fw«^, 
ipujbfç, A Jrftim». vjçiL,qMe^e^liiyçjp.fkein Queluz fpi np dia^ 
¥Msm^\f^9 aahip^9.^:aji^jpi^r^ tiÍjÍK)a,j)ela V)íta /JM . 

e|tiicçr^, ^Iv. ^o^a,^7^ ^,dÍpispjí^o^ n^ çf^s^ 4e pasto ^^ 
sjçj^ndo npjdj^ ^^JÍ».te pçj^a, ip.ftr|^3|§i^ p^fa Mfc^Qfi. ' Ap^, 
dão.;^uaÃk sef^pr^ dj9i sej;^,^ e cpmmi^çic&q-se <:f)t!??^pouc|^f ^ 

c<MJJÍí;<í|ff ^f^- ^R <^^1^Pn9.9^f!Wm. I(j¥^: Suíl. Af a^esude a 

8f?iflfi*Pií. «Í?W ,cpÇj,o .£j^|J^|^ ^a^Í^.iro^,;^<^u^e j^u^^ii^^^ 
se suppõe serem agentes do Brazil em Portugal». 

O Mestre ds piano da Senhora Infanta cbaiha-se 
JVfanoel i^^^^^^^^^; fíf^aiíiii lyMtiíiin nm Queluz, e sábio 
4' ali 4i onze horas da noite. 

a » 



1* 

Taínbem vai á Qiielúx mui frequentemente bctm 
diirives da' ptata' chamado I^ríncipe, oquat he pròte*' 
gido p^ela Senliprá RalnhSiV 6 ha terâpòs pedíohiima 
capatàzia , e por ult|niò o liigar de afleridor do òflicio ,' 
e aíjuelle cia Cidade ; porém nada obteVe até hòjèl He^ 
bomem de conhecido maocarácler, fallador, c inquie* 
to, a ponto que os mesmos seoa ^ollegas geralmente o 
dèteí^ad/ ' - >' > 

' Foi* posto ò 8ÍghaT rieeomend\idò " por 'EfRéí »^a- 
poriá que àéiíà pani'a'fesíráda de Qoehjz de batio, ^' 




' As gozeías recebidas' déitiichtetópòsítfvamcntfe o 
I>ôato'da vinda *dos sêrsmiíttanoVerianosJ Vferâo âe 
passagem l entre outros; o Bái^Sb de Quiníelta',' e hum 
Soteíhbo' ão 'Cfonde da Povoa ^ que se dir éncarrégacfo 
de negocio» de ponderaçáb'^pârá àeu Tiò. Em Loníres 
corria noticia qiré a^xpediçâb Pbrtágiieca àe preparava 
para '^á Àmericál FieTisberCo Caldeira; agente áo Brúiit 
emlngTátérra , tíhiiâ suspendido a conclusão do empt-es- 
timo, por que esperava fâiélò còm' maiores vantngeoT. 
Con\iriuavSo com actividade os armamentos naVaés', cpie 
dizem destinar-sé' para o bloqáéio de Argef :' suppoe^se 
poi^in que esse tiè hú^m objecto ostehsiVb de t&ó forte es> 
qíiipamento. PÍò dia í^ réunifào-se èm' Londreí os icoir . 
missários Fortugií^zes, ^ Bi'aziIeíros'y' par a arrWnj^r defi- 
mti vãmente os^negocroB dtí Brat[t:'nadá ^éocàtudo' hâtra 
transpirado* » - • . :i — . .- 



-1^ 



Nétilittnt botti^ 86' etpalharia boje, nem occorrt 
cou«a que mereça consideração, e de Jte^ar a fefâatroie 
á parle díaría. ' ^ 

Coino nas Cadeiis ha onde se maquina com mafs 
seguraíiffae^d^oàda sabem a maior parte das noticias 
áferâdoFálv 'qérè se espálbSo com o fim de inquietiir os 
aniniiòsf/^é |>6r o Govéirno em coftftis&o; tem a PoUeiá 
sécrelÀ tt^ado ars suas diisposiçoes, pMk quet em cada 
hârá*á.das cádeas hajaf d*e9tre-'òs pretos, bum obierra* 
dor, que de parte de tudo quanto occorrer ali que meret 
ça consideração. A l^m* d*e9tá medida , outros ageiíles de 
fora são encarregados de-vkiiar- as Cadeas duas vexes na 
9«iEÍatia 9 .para-a» cotivéni^es ç^ombinaçdes. 
. . P*€ntro em pouebs dias cada ham dos Corpos 
da goaiiiição. da« Capital terá três observadores , Uum 
Soldado,, bum Ssargento , ^ &c. ^ dos mais kitelligeátesi 
para comrounica«em os casos occurrente», sem que i^ans 
&aibao dos outros, a fim^de se pão conibínarem. 

.:.: Quanto áa pesquisas em/ (^«elui cumpre ^tUxer^^ 
que todas asique tião ibremiièilas por pessoa de'deBtro 
do Fá^,i<|ue reíwa asítoonsas como etlas sSo,'e.nâb co« 
mo a muitos .contém quê scjãp) sefão iofrttctuQsas» e 
âic 4Husorías> p^r^est^ mioliro tratao^^se de descobrir se 
bavori^ ali* alguém que fosse capas de desempenhar este 
s#Fví$OfCom verdade, e segredo; eeom-eflèko encontrou^ 
se bum criado ^pániculap^'- ébâmado • « • • enoartegado 
de' dtar 'agoa para oquifrl^ da Rainha, -o <ju»l vdo á 
Policia âeereta bohtem á noite, debaixo do preteiUo d^ 
vir a Lisboit -ver buns parentes, e ficou dscainprir as 
nstrucçoes^ que sè Ibe-^déião» L. ' . ! . . 

Hum outro agen^te enetkrregado de ir ao sitio da 



Porcalhota toda8 ai segundai (èirai, quartas, e sabbadoa, 
das oito para as nove iÍ9f«s <t» noite , para receber as 

9^h»immm ftor#> ... :, , > ^... ..:... ..,.:, .„;. > 
Quando occorrer cousa de considera$^q^^€|^q,^,im^ 

qiis^ estqva ali. a .^UiRíia,, ve? oçHrpP^l4"iM.r»BCA;;. €;^W¥è 
AfifBftNa» aianla tmf,ta,lgMW 4p« w^lp» d« c;asa. <H^Wf| 
fftiíJi vií ?8iiwa-Jl^. ao çi^BWiolío : fei^m^ie, e^g^y 9: U%% 
l^A Q^sn. a»i?abeç« ^qi^a^tej^lfi^i 0( tçjcrçjr^ 49^!qHf 411 
PAWli^ík^ qMe^ nl9r qiW ii<4^«r o, Q|i*eU||. 



(Para o iiHtsDâchtse .geral /dÀ Policia) N;* |. t^IUhh»;» 
lri|siák> elKxcsdlettfiftsínia. SetriwMr* —r> Neste nainento, 
meíà botmtdapQtfttsk) ineiqf:dja>' ni) táàdidiiciá da Eyceitt 
letitissifiia MiaJÍAtno da Juiliça^ af>{«ixéceoi Uun» PádreT 
cp«St«eQhaioa BmíIíd> hwiMffi. muito* aiscsido e deige^ 
nio inqulcboy. or(|nal M.psesabça.âei vairoafipeaioía&.iiòci^ 
fefaaxòenti^f Blitflâ^ eod QCiBso[|tteacta< da. M^Mto Senhor 
t«i)idédo;liitiRa'JjgTejf «oiCtirafib Si. Liiix; Uai do^flranr^ 
fa*^ dktndçf-vr )tiera em^ reeaaaponaa úíi tei) sfdç • Gcnislti? 
tuc^dSHii^':«i oaipi^^iar. dci g!m*d«i , cittièai: quS) osta noita 
Hioslfflaana^ é Siia* Majestade, nim m$iV p^ra: sefrer: onaia;; 
qoa osté^vat.pnHftimov afif» daa^ eor^^Qi» .pHnjcqtw qMudki 
a(.'Gfsta)Jiaalja9AáiQm:d^c(rdN9<2 b»i9i>;df||ffaidad9S9 epvtm 
tite ,stpmi$los^,. .^ <». PAm^Ipi^ai 1^1 y^d^r tMdpi bftlA «a 
Aeja»«vtff(q)ual ^eiái 0:fe«i|Jta4i)r).-7rM K^ repal^idflt tfi\M 

tônVía< Sttít^iyfegfaltíllt, ,e^9J;fW:f^èBWr«iJMi»4^|p; P«ftf 
guarde a V- Ex/ Lisboa 27 (JWiílftlfefltífe I8f^. .. . . 4 



cr? 






' ^ tio monfi«hlo em^ que o eoàbàie e' coiVtíAú^ 'ÍAk 

áas piàixoès faz váciitar oslànimoSf e^áftou^ar o»ttiato 
'felosós 'defensores díò Thróno, drífiJC àèria gMttrdài^iflHi^ 

cto, quánáo inna a héò^í^iSáde tktíbhmkt & dòâe6¥âífk 
ÍX)(Íò$ os Pítrtagtiejfes,^ é inr<y$t]:^i>%es t)ÍJè i6 l(iè« támipte 

promover a comaium felicidade, e sanar- MlMilfe» pt|iM) 
tibs', qlie%W(^i3ffowd^l'^itWltí«ds'ftsH&o tisiáttídta Pa* 
^m. Sêiido eila <áf eviprlmelca qae nos. ábafanç»inf»^fa 
ttttJt-e^èr. paiia:>ô' PttbHdo, idevem nl^ssofr ãefeitbf: ser fèleYa> 
.dos, aiNJendfiffido-ae aéipeirte peiôs Wnà 1]«8(bjos: qlie Hqs 
.amrcnâo., e -pelo. jiiasto é)iiiil 6m a ^iie fios pjrop^fnos, 
<|0ii b» noBíiter a imiu)4iit«dafl<^, .€» Hf^Ufifâ? i^s ^iemp^tof 

des oioraes e civis. : 

'Poste i»lÀ :ai. ipia(M$(|a«^ 4o^ .çoiil«j[,iO: ^<>^ P^modíco, 
'^ivsaiè^ )»«b(i<;M, seij^.div^^ikbp eai di.v«isas Mssoei^ 
tewf^íy baâ^pill^^pf^fvvMekMfci^^. »£Ugos-soiiiç/os mais iai|)Qr* 
tanle^ «saitm^t€is'ip»|iV»fef>fry |tm.ii^>QÍo do Goverao Mof 
4iilr«âMBx>lni<Mfeificlq(9 «^dfi^s ii^io$.<4a conialidbr a acttiajl 
ordem de coutoê; eoitibaten^o eihtíjmado. ^sjpBUf^^êy 
elaknes coai.'4'ft')»(^.lffid^fD^,^ítf^i4ps i«qi*i«to* f yertigí^ 
ftosefe f^er^orbii^. ett^f nJblfita /fKaiH)uilidiide. Resfoiívá .o $^ 
dè«è^i« or se^niido <Iiig«rf ^: pM» a^-nnticUs- eslf^ii^mriMlf 
;ijuíÉ aâftb |fiibHe4d«ííí <¥04li~ aa c<fi^enii?ntjea a|}Pt#Kpi|B» cf 
dibii isfçmaJtnrfttffriO (|i^ iiriu*lí?r. 4e irit«ressame, em iioti^ 
cias nacionaes quando as IH^Wn <>|i^^> i4« *Í(^9Jt9 li/opa^ 
Os objectos de sciencias H^tí^<^ commercio, e industria 



pB^i 4êttfpffi,\\3^fl^r (ttfftiacto.oette Perio4l<H>f-l?«iii como 
1)oàIqtíér xorreffKHiãeiicta<|uftndoitetíMttifi«.friiiica d0 pt>9« 
te ^ e as8Jgfi«di.'i|^r peftoa conbeotda , -ou na Alta âctta 
"^j^òT quatqmer ovitím «uja âírma «eja j^onbeçidá poT Ta« 
^élifto; bio poieài se entende qitiando' « eorre»pohdctte|p 
for em ettilo decente e-otoderado, não contendo ata* 
quês pessoaeSy. (içm refepljarf^o ^fiipirito' de^artído. Inler* 
jpokulanienjte df^rá. o. redactor atguns artigos de bistofiay 
•Ittter^lpra ecritic^^, quanto couber eoi seus mingpadaa 
teleotos:; aproveitando .j)or isso as melhores obras de que 
Mii^rer notícia , biimas ve^os traduzipdo , ouUrai copian* 
4^1 ^ mxíítp mai« exlr.»cXafido ^ ou ofTerecendo fritos d^ 
fMR>pria4b%fa.: •••'.,•.:.:. 

Públicar-te-lia em todas as.()iJí9i»la4 ff*iras e sabba* 
lloSy 0(1 nós dias ioMiiediatos , qHOfido plgtim d^át^uejjes 
for de guarda ) devendo o Periódico €Òn#tar , pelo mer 
'«os, de huma folba^de impressio,. afora cúsauppleaienloé, 
que sê .ainiudatao conforme as circunstancias oexigiréui , 
^ o ibòRi^an^imo /com que o public^o: acpliíer o áovo 
jornal. 

« ' Àíilufcstiípçífes fè<er-sc-tóò Das Jcjils do costume : 
«sendo pdrtriráèstíre IfOÓ: semestre *40í) na lei, c 4400 
)}or ánifo. IFblhá éo reis-— supplemenios ,S0- reis^ e gia^» 
tts p'àra os' ^tfèlgrtanles. A venda avulsa' faxet-se-ha' na 
loja de João Henriques, rua augusta; c nae demais lo** 
jàè-obde 9è'veHàem «emittiánies públíoaçSes. í ' ■ ^ 

•'^'- O pnm«S/é numtero^ Wbirá riodia «de,. , .♦ e por fe- 
ita tedáiá oredáictorse, .6ònfbrtíie'ôiB^iiiideBéjoi, ffoderem 
f^seus ésfbrços eAcázOlfenté contribiíir ^raeoosQÍidáçãb 
^a tSòverhò dè Suá Afagestade o Sebbof D^ Jófto ê:^; 
tièitígfá^o da ndssáèá^a' Religião ; pubTiea ttmnquilidá^ 
déV^lépíAíííéridèd^ií^cibÀàL ^« * ' -^i* - k-^i': *í ^ 



PARTE DQ DIA. 8« DE JULHO DB IBt*. 

Corria que Sua Magestade tencionara Ir para Ma- 
fra « onde se demoraria al^^uns dias, 

Neoliuu} outro boato se espalhava boje. 



ladagaçoes. 

o Chanceller Mattos tem recebido insinuações d« 
Queluz f para que, por todos os modos, trate de salvar 
oàindividtjos que ficarem pronunciados pelos factos de 30 
de Abril, manddndo-se«Ibe mui positivamente que assidi 
o fâça , ao que elle está disposto por sua adhesão áquelie 
partido. O llespanhol D. Joze Agostinbo Fuentes be o 
canal d'e%tas insinuações. 

O Marechal Póvoas hâo tem sido visitado nestes 
últimos dias. 

O Ministro da Rússia, e o Secretario do. Ministro 
de França Mr« Le Gros, esli verão boje com o Embaixador 
de Hespanha , demorando-se o ultimo por mais de hora 
e meia. Hum criado de Francisco António Marques Gí- 
raldes levou a casa do Embaixador hum masso de cartas, 
que se suppõe serem para Madrid. 

Erhpregâo-se todos os meios para se saber a natu« 
reza das conferencias do Embaixador de Hespanba com 
os Ministros Estrangeiros nesta Corte; assim como o 
contexto da sua correspondência para Madrid. 

Na rua de S. Roque, defronte do Certeiro, ba 
bum Drognista por nome Silvestre , aonde «e reúnem 
vários malévolos,' e enlre estes hum certo Marques do 
Commissariado, que acompanhou os prczos a Peniche 
no dia 5 de Mhtío, e que ali se queria demorar pàra^ 
legando disse , jogar a bola com as cabeças de certo» 

a 



2l 

individues. Igoalmente figura na mesma loja bam Luís, 
1/ Tenente da Marinha. Tirmâo-se abstido de reuniões , 
e agora as faaeero de novo com grande descáro. 

' Tem sido observado o Padre Fábiâo , e nenhuma 
circunstancia apparece que exija mais pesquizas a seu 
reipeito. Pede ás pessoas do seu conhecimento, e que 
d^antes ofavoreciSo, algum dinheiro, que, segundo diz, 
h.e para pôr a casa, por que seu Pai, e Irmãos o não 
querem na sua. 

A casa da rua do Norte, de que se fallou na Par- 
te diária do dia S3, he de buma mulher chamada Maria 
Luiza da Conceição. Achão-se ali alojados Francisco 
Barnabé Teixeira Neto — o Coronel , Joze Caetano Cezar 
de Freitas — o Abbadé da Raiva, António Vicente da 
Silva Amarão — o Padre António Moreira Aranha — e 
hum criado por nome António Francisco. Não consta 
que tragão enlre mãos projecto algum contra a Governo» 
A dona da casa parece que deve ser chamada á Polieia 
para tirar a competente licença , e dar parte, todos os 
dias, na forma do costume, dos hospedes que tem em sua 
casa. 

Não se verificão as reuniões em casa do Padre Jo- 
ze Agostinho, em Pedroiços; porem verifica- se ser elle 
"terio a pregar quasi todas as tardes, em sentido contra* 
tio á boa ordem , na loja do Capelista , Tiburcio , em 
^éllem. 

Continua grande alegria entre op homens mar» co« 
'iibecidamente aífectos ao partido sanguinário. Luiz Ai>* 
ionio de Araújo, officidl do Desembargo do Paço, ami- 
^o do Padre Braga, entrando na loja do Mercador, Fran- 
cisco de Paula Guimarães, bontem pela tarde, lhe aper- 
tara a raSo , dizendo — deixe, que tudo vai bem — Es- 
te mesmo Luiz António conferenciava ali muito com o 



5Í5 

Padre JSraga , e qua&i todos os dias era procurado por 
este no Desembargo do Pstço. No dia 30 de Abril, e se- 
guintes, appresentou listas de proscrjpçâO| e coadjuvou 
por todos os meios os bon-orosos attentados que enl&o tU 
verão lugar. 

Convém que S. Ex/ o Conde de Sub*serra saiba, 
que algumas pessoas se queíxâo do seu guarda portão ^ 
por não as fazer entrar em hum quarto, em ves do pa« 
teo onde, dizem, esperão por S.Ex.*" 



CADEAS. 

Continuão ali as cousas no mesmo estado, aceres- 
cendo , que agora vão á cadea da Cidade alguns solda- 
dos de 16 e 18 , os quaes tem sido vistos fallar com os 
prezos do dia 30 de Abril. 

Falla-se ali de positivo na soltura do Caeiro , e de 
Joaquim Rodrigues da Costa Junion 



jLadàew ^uiviico. 



Os indivíduos, que se reúnem todas as tardes neste 
lugar, mencionados na Parte diária de S3, continuSo a 
forjar, e a espalhar boatos e noticias absurdas, com o 
perverso fim de desvairar a opinião, e inc^uietar o Go« 
verno. Outros individuos se juntãa com aquellet, e 
são — hum tal Fonceca, Inqueridor — Fr, Jote Leonardo, 
Frade DocQÍníco — hum Cámiilo Alexandre de Azevedo 
— re bum D« Luiz, que be o tal Padre baixo, torto « 
porco. 

He indispensável algum procedimento contra estes 
perturbadores. da ordem pubKca, tanto mais escandalo- 
sos, quanto tem sido a moderação do Governo, O pu- 
blico aprova sempre os proeedknentos da Policia quan- 



26 

do conhece | que se ordenão com razão scov segundo 
fim. ' 

jíudiencia de Sua Mageslade^ e dos seus 
Ministros, 

Tem-se disttnado para cada liuma das Secretarias 
de listado bum observador, que deverá concorrer ali 
diariamente, e com mais assiduidade nos dias de audiên- 
cia dos Ministros, para ouvir os pertendentes , e as suas 
queixas. Semilhantemente outro observador be destinado 
para as audiências de Sua Magestade. 



floje entrou a Náu de viagem que havia «ahido 
deste porto com destino a Cabo Verde, onde esteve, e 
depois a Gòa, e mais portos de escala. Parece que. foi 
obrigada a voltar em consequência de ter sido eucon* 
irada na altura do equinocial por huma Fragata Frazi* 
leira , que depoisde Ibe haver roubado mantimentos, e 
o precioso , fizera assignar termo ao. Commandante de 
voltar para Lisboa. 

(Para o Conde de Sub-Serra) Dlustrissimo e Ex« 
cellentissimo Senhor. Levo ás mãos de V, Ex.^ a copia 
junta do plano de segurança publica em que faliei a V. 
£x.^na minha carta de fi3 do corrente. Este plano, qif« 
não be posto em execução em toda a sua extensão, ape- 
nas serve para dár direcção | e methodo ás pesquiza«.dii< . 
Policia secreta. 

Tenho a honra de ler ^— &Cr 

Lisboa S8 de Juibo de 1824. 



Plano geral de segurança , 
publica. 

Hum bem combinado plano de segurança publica 
interessa tanto mais, quanto as continuas oscillaçòes no 
período de quatro annos tem Uivado os espíritos a lium 
siado de exaltação perigosa, que facilmenle os pode ar* 
astar, tornando-os cúmplices, e réos de execrandos de- 
ctos, e attentaçlos: a tarefa mais nobre da Policia bo 
}revenír os crimes, assim como a justiça tem ha sua mâo. 
>s meios mais efficazes de os coarctar, que lie castiga-los 
liando são com mett idos : huma Polícia vigilante aco* 
arda os ousidos, amedronta os tímidos, e díminue o 
umero dos delinquentes, ao passo que assegura a tran* 
jiiilidade publica : be por isso que no plano que se 
apresenta , procurarão ligar-se todos os diversos objectos 
que podião ministrar á Polícia dados seguros, para po- 
der obrar com prudência, e acerto em matéria tão im* 
porlanle* 

Objectos que merecem a aUençâo da 
Policia. 

Opinião 'publica» — O exame das causas que influem 
sobre o espirito publico. Quem são os individuos que 
desvairão a opinião do vulgo? Com que fim? Quaet 
são as doutrinas que elles propagão? Se acaso são ou- 
vidos, e se se Ibes presta attenção ? Se taes indiví- 
duos vivem com reâpeilo á lei, e á moral? 

'eguranga pública. — Se ba symptomas de convulsões 
civis, meditadas, ou excitadas por indivíduos de es- 
pirito tumultuoso, e dados a desordens, ou sejão Li- 
beraes, ou aflectados Realistas; ou por descontentes 
de não serem contemplados pelo Governo , e postos 



â6 

cin lugarei de representação, ou de pingues rendimen- 
tos t Se taes indivíduos se reúnem eoi Clubs, conven- 
ticulos, ou mesmo em lugares designados, inda quando 
•ejão públicos, como passeios, praças, ou outros silios? 
Convêm observar maduramente, se espalbao no- 
ticias aterradoras. Se exaggerão factos, engrandecendo 
os objectos, ou transfigurando-os inteiramente, para pro- 
duzir effeitos desagradáveis, eaugmentar a inquietação. 
A coincidência de circunstancias, o caracter co- 
, nbecido dos indivíduos, e as suas pertenções, são for* 
tes indícios para a madura investigação. Os pasquins 
incendiários, ou em menoscabo da sagrada Pessoa de 
. Sua Magestade, ou dos seus Ministros, exigem huma 
• mui particular attenção, porque tendem a desacreditar 
o Governo, as suas providencias , e todas as medidas 
publicas, exaltando assim o espirito do publico, e 
promovendo a anarquia , e a rebellião. Se acaso se 
excitão companhias, ou corporações a appresentarem- 
se em acto tumultuario a Sua Magestade, qu se se 
promovem assignaturai para fins oppostos ao Gover- 
no do Mesmo Augusto Senhor: convém indagar quem 
são os agentes de taes actos. 
Minisiros de Estado. — Convêm observar em que conta 
são tidos os Ministros de Sua Magestade. Se se sup- 
põem aflectos á causa da Realeza? Se tem intimida- 
de com os indivíduos suspeitos de bum e outro parti- 
do ultra ? Se gosão da confiança publica T Qual be a 
opinião geral sobre a sua conducta , ou talentos? 
Quem são as pessoas que procurão desacreditar os Mi- 
nistros de Estado? Se se falia em seu desabono, ou 
com desprezo de suas pessoas? Se se maquina para 
fazer-lhes perder o seu credito, ou influencia, ou pa- 
ra torna-los odrosos por meio de calumnias, ou de 



29 

ardis forjados a áesignio ! Se nos respectivos actos do 
seu Ministério acolliem com affabilidade, e Ibanesa os 
perlendentes , e se acaso o publico está satisfeito com 
todos, ou com parle? 

administração de justiça^ Magiitradosj e TribunaeM.-^ 
Se a justiça fae bem administrada 7 Se ba vicios nos 
processos, ou nos julgadores, ou abusos deauthorida- 
de? Opinião individual sobre os Magistrados? Qual 
foi a sua conducta respectiva aos dias Sé de Agosto 
de 1830, e 30 de Abril de 1834? Qual he a sua con- 
ducta actual, e quaes as snas opiniões politicas? Se 
. são firmes nos seus princípios a favor de £IReí Nos« 
so Senhor ? Se o serviço publico sofre por efTeito de 
erros de officio qAie elles commettSo , ou por prevari- 
cações que se possão legalizar? Se em pregão o capri- 
cho , ou a força , em vez da lei , e se se prestãò a vin- 
ganças particulares? 

Clero. — A parte da Policia que diz respeito ao côrpo 
Ecclesiastico , he talvez a mais dificultosa de todas. 
Hum povo que respeita tanto a Religião como o po« 
vo Portuguez, tira em grande parte o seu caracter, 
costumes, e opiniões do pasto espiritual , que os Pas- 
tores minislrão ao seu rebanho. Cumpre por isso in- 
dagar com toda a destreza quem sào os Clérigos^ ou 
Frades, que abusando do Ministério Santo, ou esque- 
cendo a sua obrigação de Pastores, corrompem amo- 
ral publica," ou maquinâo contra o Governo de Sua 
Magestade ? Se no occulto do confessionário soão as 
máximas que devem soar, ou se por hum a escandalo- 
sa profanação, os Ministros da Religião pervertem os 
penitentes n*aquelle lugar ? Quaes são as doutrinas qiie 
se propagão, ou insinúão na cadeira da Verdade! 
Qual he a conducta particular , 'e ostensiva dos Fra« 



des noft teui respectivos Clauslro'^ ? QUem ós visilfBt , e 
quaes as pessoas que elles mais frequentâo 7 i 

Força militar. — O ftinesto exemplo do emprego da 
Força armada no dia 24 de Agoslo de 1820, re^uzio 
esta classe ao estado de ÍASubordi nação em que se acb%« 
A promessa de postos, ou recompensas a itnpeUç pa- 
ra o lado d*aqucll<r$ que isto Ibe promelterem.. He 
precizo por isso vigiar com muitq cuidado esta t4emi- 
vei Corporaçãp , e situalta por maneira , que inda 
quando queira , n^o tenha meios para poder o^rar. 
Convim indagar o gráo de confíauçà que merecem os 
Commandantes da Força armada^ e dos Corpos? Se 
acaso tem credito entre os soldados? Quaes as .suas 
opiniões individuaes? Qual foi a sua conducta^ nos 
dias S4r de Agosto, 15 de Setembro de 18^0, p 30 
de Abril de 1824? Se estão firmes na causa de liiKci 
Nosso Senhor? Quaes são os individues que mais fie- 
quentão, e por quem são frequentados? Se são froxos^ 
ou relaxados na disciplina militar? Se são déspotas , 
Qu leveros em deqí)azia, a designio, ou por Índole? 
E finalmente todas as circunstancias^ e actos que.pos« 
sao dar indicios do seu caracter, e cooducta. 

Quanto aos OíBciaes inferiores, e soldados, cum- 
pre indagar o estado de subordinação em que se achão ! 
Quem são os individuos, principalmente Frades, que 
mais os communicão? Que dizem de £iRej , edos 
seus Mini$troí>? Quaes os Officiaes em quem tem maior 
confiança? E se acaso se reúnem em magotes, mos« 
trando descontentamento? 

A conduzia de todos os habitantes, sem distinção 
alguma, deve ser vigiada se be conforme á lei. Osestran* 
geiros, e viajantes com particularidade. Cumpre saber a 
que fim vem á Capital? Quaes as pessoas , a quem ^são 



31 

srQeemsl^daiiof» e «quellas com quem tratSoT Se estia 
I^^Haados pelos Ageates das Nações a que pertencem , 
e legitimados. pçla Policia? Se sSo pessoas de conduçta 
suspeita? Os jugafes d*onde vem , e para onde se desti* 
não ? Qfjaes ^i sjuas opiniões politicas ? £ tudo o maíi 
que possa manifestar a seu caracter} e motivos de viagem. 

Qua^lo a meadigps , convém observar se crescem 
em nuoiero consideravelmente? Se acaso augmenia a.mi^ 
seria? S^ (bes faltâo trabalhos em que se emptegoem! 
6a dai>^.:g^ades repartisoes , como Arsenal Real do Exer« 
cUp , Af arínba » e Qhras. publicasi se despedem grandes 
quantidades de operários, que possão produzir desconten- 
tamento publico? Se o preço dos alimentos de primeira;^ 
necessidade augmenjLa. rapidamente, e qual a causa deste 
augmento? . . 

Quanto á toci^ade em geral , devesse indagar , se 
alguma medida ^ Q^ le/ promulgada encontra geral de* 
sapproyaçâo! Se por, ventura algum augmento de direi« 
tos, ou contribuição çs^usa descontentamento? Quaet 
suo as razões que se produzem contra ? £ quaes os symp« 
tomas que se manifeàtão ? 

A* perícia do observador se entregâo muitas outras 
cpusas, que dií&cilmente se podem enumerar, e que lhe 
não devem escapar sendo babiU 



Pessoas que podem coadjuvar as secretas 

indagações 9 e observofôes da 

Policia. 

Mtn cadfê bairro •—Hum commissariç, que terá debai« 

xo das suas ordens os cabos de vigia , e que dará fau*^ 

ma parte diária dos acontecimentos do seu bairro ,» 

• á pessoa, ou authoridade que se lhe designar, inde* 

pendente dos ministros dos bairros* 



m 

JSm cttJa Áíà^ «H éMricfé , mi4b nMâ efe ¥mk de cem 
< m^wmídyící, talêás ficará mearr^^da <h vis^m Jedum 
^ tm ires mcn , gue façdo eftte numero, — tíum cabo 
' t]« ngin, q»e djariaraenie dtu-á patte áo cpmixlitsa» 

* TIO dò seu bairro dos ^on4«oÍ9ierA<6ê'dtt sda mu ,> ou 

* distríctd. . j- I . . 

"' fiitarào á{>es8(Ki d^ighaiia para esiBe itm tnidò quãhti0> 
" liou^w de notaifd nm sem' respécl^vé« corpos; ' 
JVtys Tconvcnito». •— -©ors f^tad^a =q«fe ÉWTííça» tHaíscèTH» 
^ fi-ança , e t|<i]e p^ta mésism ioíantírra dii4^ *é '^^át <ck> ' 

* cntwt. ^ . . .> 
Jftíf» ditaria* cí(mesy cZíjfojr.-i— Eínisàáa icorp6raçâo%<jnx 

' individuo de maior confiança, e sendo a corporíiçâo 
numerosa, dois individuos darào parte cíe x:|ii»[aa' 

* ocoiitetírt-. Na corporação poiwtt di*ô' barbeiros pro- 

* tnirar«se^-^a anararrar o maior n^amè^o' possível, por* 
'* qatetísth classe de gente naiuraimettle curiosa he fre- 

* tftíreni-d^ft por mairas pesse«s. ' 

Cúsás. cte páslú^j bateqttins , • i^aren , e hospedarias^ — 

Convém atrahir os moços pela esperança de^Igutn 

"' *prertílo , -e éllcs serão os ra«is extictos inforrmKlores^ 

* xlè quánkò^^ passar nas respectivas catas aonde servi* 
lem; podendo igualmente saberem pelos outros moços 
seus col legas o que se passat 'de interessante nas casas 
piíVlficúlaTes. " ^ 

Em casa das peHott^ áe -a^ú Jerarquia , pu fortuna. -^ 

Os guarda portões, e.e«c»deiu>s são o melhor velúcu« 

^' Jb> éiáfeUies SG podem obter èodius-as informações m^ 

*. teressaates. ,r 

iVos ^vemm aiKnstísrittSj ^ ttepetéifôm ffuUica». — «Sttm 

"^--inãi^iiduo 'dte^ceynâtfnçai, escoHiido d'entre os e^ipre- 

gados 9 commuflioar«^q<iiaálo M pffssav^^ que p(|s&a 



pértdtbàr e ét^té^ pMkòj # a bondoeto iiSvidual 
^ ' cfos seus coiBp«p>liéii^, 

P^tvócti ipjte se podem tmpregair at^iamentt.' «^ Ai 

tsònftràbandistffs. Ã facilidade com qtie esta qualída- 

'" àe de gente evAra em DYuitaa. cstsaBj o seu «exo, a a 

sua natural índole, fte oflèfece todos os meios de id^ 

dagaTeiti , é saT)èrem ttido quatnto convenha. 

V^rídWrSes, ebeíforinheitos. A entrada franca què 
tem ,^ e o muito qae andão por diverso» bairros, ar- 
rabaldes da Cidade , e mais circunstancias , os habi^ 
]ita pára alguns séreoi empregados ' neste íím cofll 
proveito. ♦ 

As meretrizes. Nestk r lasse podefn*se escolher al^ 
gumas de certa ordei» , porque muitas vezes consc» 
guem {>eIa'ÍQdu&tr\a, ou pelo arti&cio^ eai que pelo 
commum estão mui exercitadas, informações, e par- 
ticularidades mui interessantes. 

N. B. GòiiioMnteressà múí pãrtícnlarmérile sabèr-se 
'qnanlo st pas^a. nos regimentos, por isso q«e todtfs as 
tiesordens publicas, e as v ioíen las osci Ilações sdn premem 
dimanado da Força drmada ^ convém qiie dois officiaés 
iiíferíores empteg^adosem' cada hum dos d ifTeréntes cor- 
pos, tenhâo huma paga certa que os anime, e esti- 
•^màíle a prestarem tSo interessante serviço. No caso p^» 
rem de darem hum annuncio de importância, deverão 
ter hum prem^fo exfraortRnarío , alem da pagh diária. 

Quanto aos individtios acima referidos, empregado^B 
nas pesqtíizas, e qíie nSô sâo milKares, rwSo convém ar* 
íifíraf-H^s^-p^a diária , para nSo faíerem disto offecio», 
ífem pes<]^?iearem tomo dtsem : lie por isso qttè 8e'lhes 
tlalé'^tlfntr -gtâtífieaçãò ' proporcionada e conveniente, 
i]ilíi[MÍô^¥ro«Kx:efèf!n^qyalquer nottciía verid4cn e interessante, 
o que não deixarão de faiei^i»éhi esfjáPôrt^a do preaio. 

i 2 



34 

NÂò sendo provável que a reoompensa pecuniária 
•eja inceotivo bastante para hum Religioso, ou para in- 
divíduos que vivem em melhor condição, como os que se 
'«chão nas differenles ciasses; parece conveniente affian-*^ 
çar aos primeiros certa protecção, para subirem aoscar* 
gos Religiosos, ou mesmo para se secularizarem ; e aos 
segundos, lisongealios com futuras promessas do algum 
emprego para el(es, ou seus filhos, se os tiverem.- Assim , 
a mola real do coração humano, o interesse, ps fará 
.obrar com aproveitamento e energia , e a Policia colhe- 
rá bum gráo de vigilância e credito, que muito bade 
desalentar os perturbadores do publico socego, seja qual 
for o. partido a que.pertenção. 

InstrucçÕes para os observadores. 

Eiiãdo da opinião publica do dia anterior. — Form a-se em 

' resumo o apura do que se ouvio, e se existe individuo 
que mereça ser notado , designasse pelo seu nome , e 

< ^maJs circunstancias occorrídas. 

Palacioi /ieae«. — • Nota*se tudo quanto se pode obter, 
..que sirva de iilustração, com toda a clareza e res* 
peito» 

Ministros de Estado. '^VdamtsmB, maneira, com v£r^ 
dade e singeleza. 

Nobre%aj e criados da Cosa- /2ea/.*— Idem, 

Ministros Estrangeiros.^^ Idem. 

Intendência geral da Policia, — Idem. 

Boatos. -* Repetem-se os que se ouvirão , com os nomeai 
das pessoas que os propagSo, quando são dct nature- 
za subversiva, e oppostos ao .Governo de Sua Mages« 
tade, notando com especialidade aquellas mais me* 
, penbadas em os espalhar» 



$5 

Mòmíf09.^ 'S.-empregadof può/^oi. — • CoAvèm declarar 
. ^aquelles que paraltsão o andemento dos negociot pú- 
blicos ;. se sSq veoaes ? Inimigos de ElUei? Sua con« 
• ducta^ e quanto praticão para detacredi tarem o Go« 

C/tfnOk*— Não deve escapar a mais pequena círcimstan« 
. cia, com especialidade aconducta dot Frades nos seus 
; . £on:Teatos , e Parochos nas suas Igrejas. 
Força.armada.-^ClixsAqyitx circunstancia deve ter parli^ 

cipada com toda a individuação. 
Puiçuins j poesias injuriosas^ satíms ^fc— Convém co« 
; piar :tado quanto apparecer neste género. 
Noticias estrangeiras^ e n^rctònoes. — Repeteiii«se todas 

quantas forem de interesse. 
Theatrqs^ e rnais divertimentos pu&ítços. — N ota-se tudo 

quanto houve digno de ser mencionado. 
Casas tie pasto j <:affés^ ^ Aoip«dbr2ar.-«-Fas*se. menção 
do que occorre, e observasse quem de novo cbega, ou 
.parle. 
Casas suspeitas de toda a ordem» — ** Declarasse a silio , o 

. nome- do dono, e quem as frequenta^ 
Gateia^úu publicações novas, — Nota-se quanto houvtt 

, de extraordinário , e a opini&o dos críticos* 
Indioidtm» suspeitos y nadonaesf ou estrangeiros. ^f^Qh* 
serv&o-se com circunspecção, e mencionão^se todas aa 
cireunstaQcias notáveis. 

Lisboa £8 de Julho de lâSáw . . 



., ' (Para o Intendente geral da Polícia.) N.*3-*- IIIus* 
trissimo eExcellentissimo Senhor. O despacho doMarceli- 
^np joise Gonçalves ;ind^nou todos os verdadeiros amigos 
de £iKti| attribue-se ao Conde da Povoa, £ eom^ffeito 



se- 

que premio í^ecebérão aquelle» que eítSo prompfos a ver- 
ter o seu sangue érri defeza da sagrada P«ssôa de Sua 
Mageslade, e do seu Governo, quando os que aberta- 
líieíTte se declararão seus inimigos, em vez de castigo ob- 
tém pingues e honrosos cargos?! Como se identiíicaírâo 
CS homens bons comí o syâtema que felizmente nos rege,' 
(fúandor vêem cofundido ó vicio com a virtude, a tíai- 
ção com a fidelidade ,' e a perfídia coni á: firmeza de ca* 
rlicléri? ^nal será entSo a partitea dostions, se osetíi-^ 
pregos compelem aos malvados poT* terem sidfo crímího- 
s<bâ? Desci]ripe"V. EvA esta cífusSo- de justos senlimerr-* 
tos, e digne<-^e ponderar quaes podem ser as fâneátaa 
conseqilèflcías de* semlífratite obrar. Ainda datâo de* 
fresco as expressões proferidas por este mesmo indivíduo, 
jSfrra poderem ser esquecidas; ainda lembrâo as caiu ni-*^ 
nias espalhadas em 30 de Abril enois dias subsequentes, <?o- 
Bfio por exemplo-^ Venha de tper na Intendência a Lafa- 
dò^ Pedreiros Livrei que lá tinha instaurado o Infen* 
dente j he uma salla toda ornada de preto com- tumiilo 
fio ^eío j agora hão "de pagatlo estes patifes! i^c, *^Ni^' 
deve igualmente esquecer que ãirida ha poucos díasf, no 
dia f & j exultava com hum seu parente Francisco JoUt^* 
Bradí, e seu igual em senti menlos, quanto achegada 
àtí Infante, e ánova Crirzada que se estabelecia em Hes-*^ 
pírtiha. No dia !IN5 foi visto co-m Bélfort passeando 'no 
Rocio, e ao despedi r-se apertandb-lhe a mão, disse — nAii" 
go veremos em que isib pára f-^ Bit áqirihuraa afnoslra 
das doutrinas que professa Marcelino Joze Gonsalves! E 
por ventura taes indivíduos podem nunca acreditar oMi- 
ifist^ríot 'beeida-o V. Ex> Déoé' guarde a V. Éx).* — 
Lisboa S8 de iulho de l8'84-— ^ 

' P'.' S» 3 n^í usa achará V. Ex** húma copia ddplnnb ' 
qífeori^anií^i^ para fegutet o« ttabaflibs da Pôfioik^íecíe--' 



U^-f bra' Xr^x^d Imiri sys^etna s^m o qiiocl 4udo leria coq« 
íuÁQíf e de nacl^ 4pr4>vâitdfiâx> ^s minlja&. (odigas» 



JPAfiTE DO DIA Sô DE JULHO DE 162^ 

IÍ5pániou-âé <i«e á Nati de viagem , à\ém «k l«rw» 
'"èo toiíbadá pela Fragata Bra«ileif o , ttte forãp tirados ôs 
ihdí?idims (jThe ião pwws por opiniões polítícaa. Dicía-ifc 
^atuòein qne quatro dias tfcpofs encontrara Iruina Fragãf^ 
'ta Ingfcra com quem fal&ni , -e ti|tre esta Hie dAra a noli^ 
cia de <^6a ter-se declarado a favor do Brazil. Esta uhí>* 
ina ctrcunstancia. prodtiíiò sensação entre o corpo com- 
tn«rcial; e se bem qu« não \\e ófficíal, porq^ie a Nau ^ 
Yiagpem esfá iuròmfmunicavel, hé geralmente acrediladn 
"por eSeíto de^ta uhíma errcunstancia. Com tudo sãofal* 
-sas tacs asserções, porque sabe-se que a Nau arribou p<ir 
falt-a de manrtimentos, máo estado^ e acofitcci[ilefitofl<fe 
sublevação a bordo ^ &cv 



Indagações. 

E«tá aparado que o Madureira a&o Tecebeó cartas 
'algumas de Paris, como dUserâo os prejios da Cnlea da 
Cidade; o que etie recebea foi buma carta dos presos da 
totfé tie S^ JttiJão : e como seja natoral que coatinue as* 
ta- CK)rrespondeficia , émpregão-se todT>s os meias pam 
apprehander o conduclor em occasião opportuna. < 

Jerónimo Gcondcaa', com kja deflouça ao Catbà« 
tis, pregt)6Ífo fam%eradadfodia 30 de Abril , cfíteve pdr 
alguin tempo moderado ^ esem leceber os amigos na \é^ 
^; principia 4e aovQ^iíiiont^m lá'forllo vistoso Padre 



38 

rjòze Manoel , o Patire Sabino , e a Mesquita da Marfnhlk« 
Parece que o sobredito Grondona está no caso de Sjcr ad^ 
moestado, pelo niçnos, de modo que produza efieito. 

Slockler : desembarcou hoje pela volta da huma hora 
da tarde 9 e com a comitiva de cinco seges dirigio-sii a casa 
de seu Irmão no sitio do Rego: ás 5 horas sahío Stócklér^ 
^procurou o Excellentissimo Conde de Sub-Serra , ahi 
)be disserâo que S. £:(."" não jantava em casa; e passan* 
vdo á Bemposta nâo pôde fallar ^ EiRei. Depois pascer^, 
a casa dehuns parentes no sitio do Resgate, e àhi sede* 
^orou por algum tempo até que voltou á Bemposta-, em 
cuja volta procurou oulra vez o Excellentissimo Conde 
.de Sub-Serra, iças também lhe não pôde fallar desta vee, 
t^eservando^se a fallar-Ibe á man^ãa pelas IO horas da 
manbãa. Entre outras visitas teve Silvestre Pinheiro, o 
qual entrou ás oito e melada noite, e safaio ás onze e 
três quartos, se bem que esteve esperando qqe Stockler 
•chegasse de fora, pois que serecolheo ás dez horas e ineia* 
Stockler vai residir para a quinta chamada do Deserto, 
que fica na estrada de S. Sebastião da Pedreira. 



Hoje na audiência dó Reino estava grandemente 

etnpenbadp em larga conversa o Cabral cpmmendaddr:^ 

Oom outro Trasmontano reprovando, e criticando o Mí- 

• nidierio; onvirão^se^ihe derelance estas palavras — seelles 

.estão com medo— -Expressões vulgares na boca dç certqa 

indivíduos do partido da Rainha, que julgâo seretn aii\- 

.daite^pidos, ponjue vetm , que por alguma forqaa setran- 

zige com hum partido, que por todos os mcv^os devia s^r 

,redu«iclo ániillidade absoluta. A experiência deveter:mof- 

. trado qqem são os verdadeiros amigos de ElRei , e os d6« 



9^ 

noclados/propugnadoret çlo seu Governo : a eslea cumpre 
dár consideraçSo porque a merecem, e lançar o véo do 
esquecimento sobre alguma leviandade que lhes posta ser 
menos favorável. O espirito publico inteiramente propen- 
so á ordem estabelecida , não deve ser desvairado por 
actos pouco reflectidos, que por vezes alienâo vontades, 
ou desalentão ps homens amantes da ordem. Hoje goza- 
se buma segurança pessoal que não existia desde o mo- 
mento que Sua Magestade foi restituído aos seus sobera- 
nos Direitos, até á epocha em que se retirou para bordo 
da Nau Ingleza; esta circunstancia he devidamente apre- 
ciada pelos bons Realistas, que promptos derramarão o 
seu sangue em defeza do Throno e do Governo, buma 
vez que continue a affiançar-Ihes os bens de que tem go- 
zado. Cumprão-se pois em toda a sua extensão as Reaet 
promessas, e attenda-se ao merecimento quando acom- 
panhado de buma conducta lizuda e louvável , não se 
prestando ouvidos a intrigantes ou a malévolos interessa^ 
dos no descrédito do Governo. 



Paquete. 

Â8 folhas Inglezas dão de officto a partida do Con« 
de de Munster , Ministro Hanoveriano junto a Sua Ma- 
gestade Britânica, para o Hanover encarregado, de buma 
missão extraordinária. Passa por certo que este Ministro 
vai conimissionado para fazer embarcar bíim contingente 
de tropas cujo destino se ignora. 

(Para o Intendente geral da Policia) N.*4— Illus- 
trissimo e Excellentissimo Senhor— No mesmo momen* 
tQ.em que recebi, hontem á noite, a carta do official 
ipaior, Olimpio Joat^uim de Oliveira, fiz proceder ásin« 



dll^açSes necessárias sobre o assumpto recomendado na 
♦cKta carta. V. Ex,* verá da nota junta, o que se apurou. 
Deos guarde a V. Ex.^ Lisboa td* de JuSlio de 1834. 



Quantos liomens vierâo de Alcobaça? 

Trinta e sete. 

"Que vierSo requerer í 

Que kSua JVf agestade os aliviasse de pagarem dirimes* 

Jáfanarâo a EIRei? 

Hoje pela manhâa. 

Quantos lhe faltarão.? 

Sieis. 

Que lhes di«se Sua Magestadet 

Que fossem á manhãa pela resposta. 

Quando se retlrâo ? 

Se á manhãa vier o despacho que esperão, relirão- 
^ee á manhãa mesmo, aliás $6 partíe d^^elles, e os outro« 
ficão. - - 

Gomo «e ebama ot oiadar? 

Manoel Fialho, Soldado licenciado de Infantaria 4t. 

Este Manoel Fialho he quem osdirige, e estão al- 
:^ttm tanto desconfiados de que nfio terá bom êxito a sua 
:pertençâo ; p«rque hum Padre dfe Alcobaça que estava 
da audiência ao pé deStia Màgestade disse ao Mesmo Soi^^ 
«líhor — que era melhor dar-fhes tudo.— 

Lkboa S9 de Julho de 18ié. 



Nenhum caso digno de notar-se t«ve lagar hoje. — 
^^'Stockler |abio com síeu filho pelas nove horas da mar* 



41 

nhS^ , f^i ti easft do Ex^elhnHistntno Goutle de Sub* 
Serra, porem não ibe fallou ; voltou para ca»a agonie 
horas: ao meio dta Aegou o Cjrurgiâo FiTippe, c logo 
depois o Brí'g:ad<iío Wt»íI: á liora e meia da tarde che- 
gou Jbão Antonro Rodrigoes Ferreira , vuígo o Ti» 
Titn , o qua] se demorou coxr^a de meia Wra. Stockfer 
sâhio ás quatro li^oras da tarde , porem pouco tempo an« 
tes foi visitadt) por hum capitão de navios chamado Cu- 
nha Reis, e por "hum Antonm Maria, casadío com huma 
filha da Marquesa de Soides. Voltou Stockler para casa 
pela volta das oito horas da noite, e ate ás nove nSo tor* 
nou a ser visitado. Vai papa asCaldas com toda a famí- 
lia no dia 9 do próximo mez de Agosto; e já começou 
a n^andar algun» movei» para a X^uinta do Deserto. 
Lisboa 30 de Julho de 18S4. 



PAfiTE DO DIA 81 DE JULHO BE IdSé. 

A penas 9e ^c^ift qne se eGftava aprofDptarrdo buBMi 
Fraga^^a -de guerra -para levvr o Marquez de Abranl^ pa- 
ra as liba». 

Indagações. 

Joze Accurcio das Neves escreveo áfamilia, dizen- 
do-lhe — que em brev^ iria o;||eu. processo remettído para 
as Varas da Corte: esta nova alegrou em extremo os par- 
tidistas da facção de 80 de Abril, quecontâo scguroscom 
o bom êxito do processo nesta estação , 07ide qnem o de- 
ircrá sentencear, h"e sem duvida cúmplice tiergual delitíto', 
se acaso niío fáFha a rhz pfi^tílifca. * * 

Acaba de chegar do P<yrto João 'Ribeiro Viana t 
di2*8e lertido ali^constatitem^e aborrecido, e despreirtí»^ 

K H 



do em consequência dos vivas que deo no Theatro á 
llainha. 

Não consta que João Carlos de Tam alliciasse oa 
agoadeiros para irem requerer em tumulto a EIRei : al- 
guns capatazes dos chafarizes assegurão isto mesmo ; e 
que requererSo o dito Tam por ter sido sempre a favor 
d*elles agoadeiros, e não annuir a cousas do Senado da 
Camará, que quer meter capatazes de casaca» e não 
quererem outra vez o António Joaquim. 

O Commandante da Nau de viagem diz — que o 
jg^overnador que levava em sua companhia trocou cm Ca* 
bo-verde o pouco dinheiro que tinha por moeda braZiU 
leira. 

D. Álvaro não foi visitado-hoje por pessoa alguma 
de consideração: sahio quasi á noite, e dando hiim pe« 
queno giro voltou para casa. Tem ido visitar seus irmãos; 
e tem sido visitado pelos Marechaes Vasconcellos, e Po- 
voas. Oft Oíficiaes dos corpos do seu commando só de* 
sejão que os mandem para os. corpos a que per iene ião ; 
e dizem que D. Álvaro goza de boa opinião entre osSol» 
dados. --^ Os Soldados o que querem he, dois ou ires me- 
aes de licença para irem ver as suas famílias, ate sem 
mais ajustamento de contas. Entretanto estão animados 
do melhor espirito. 

t/aclèod. 

O Numero de vadios cresce cada dia , e com ellos 
a multiplicidade dos crimes: a impunidade os alenta, e 
a deficiência das leis criminaes nãq os cobibe pela certe« 
sa de poderem, sem risco nem incommodo pessoal, ea- 
fregar-se á devassidão e ao ócio. A habitação do crime 
DSo assusta ao vadio porqae o habito o costuma a ver* 



43 

sç pmado da liberdade temporariamente, pela certeza de 
bem prompto recuperalla. Se por ventura. o vadio cmves 
de ir habitar huma insalubre cadea, passasse a ser occu« 
pado em huma casa de recluzão, que lhe servisse de es« 
cbola de emprego e de virtude , elle sem duvida nâo terra 
perdido para a sociedade, e de membro gangrenado, tor« 
nar-se-ía útil, e de proveitoso exemplo. Lembra que pou- 
co seria necessário inovar para seguir hum plano judicio* 
so neste importante as&umpto, e bastaria adoptar o que 
a illustrada nação Ingleza segue relativamente a vadios y 
para diminuir o seu numero, augmentar a moral publi- 
ca , e fazer cessar tantos crimes que diariamente se estio 
vendo. A casa da cordoaria he por certo o local matia 
bem adaptado para se recolherem todos os indivíduos sem 
emprego, onde podetn dedicar-se á fiação do linho e al- 
godão por macbina , e a mil trabalhos do proveito acei- 
tado. Alem deste estabelecimento podem fazer*se outros 
por Parochias. ou bairros, para recoibei* mendigos em es- 
tado de trabalhar, crianças, e outros infelizes, viclimat 
da precisão e do total desamparo.— ^£st as idéas são sus- 
ceptíveis da maior amplitude, e dignas da attenção d^ 
huma policia vigilante.—* 

Hoje apenas occorreo o seguinte. Erário ^^K esta 
repartição chegou boje o plano de augmento de ordena- 
dos, o qnal foi levado pelo Excelleatissimo Conde da 
Povoa , que rccebeo as mais vivas demonstrações de af- 
fecto por tão grata nova , a ponto que levado quaisi aa 
colo pelos vastos salões do edificío, poz p^ no chão par% 
receber as congratulações dos seus súbditos ; congratulai!- 
çÕQs tão lexpressivasi qpe algum» lhe beijarãg a nilol \>r .: 



Clafn<yrcs públicos a cttca do provimento ãoi togip' 
r^t «^ tímprcg-oíw— Eiti rwtiUnima epôcha, apreg^» a voa* 
ptiWica^ se tem tráfieaáo tSo esconda te«itipent« com o» 
logàres ê empregos publico* c<ymo «c^l^a^mfente. Na Ca- 
pital kwi i«'fKM«a4 loja» onde se fazem depos-Hos ^« 41* 
rriíeiro , para ge dár, í<dgo qw se alcança o e«ipiieg'o q«ei 
se desejia) « mH <:aBae« torjnssimos vcrídiem em ai moeda 
as gTaç<«5 • «MPcês <]ue hum Sobefarvd tão ç^efteroso dis- 
p«nfi«a) c oom qiie em stía Real mente jnlfa prfer»raT o- 
naeríto, ©u serviços rekrantes. Por desgraça sâo os fa- • 
i»ulo6 de nl^ms iK>bre$ chegados ao 7'hr*0fio, quemafa- 
ntotaveU »e faxem , e «sU inddente jmièo á paMieidade * 
cem que ee Irafica em settrillvariles co^ntraclos desafora* 
dos^ foaeib 6up|'>ór q^ie seus amos s^ sabedores de tndoy 
a4iás inãa se encumbiriâo tfrnto a muido dedozias dtreque-^ ' 
rH»en>1o(d. 'Se est^a b« a'mar<;ha q^fé-segnem semilhantes^ 
imgoG\o% fio Paço, mi^is 4?orpe be a dois TTJbiwiaes, oíide 
os einf>regad08 maioires i?<énd^m até os despachos triviaes: 
ba«tará a pomar o Desembargo éoPaÇo, Mesa daÓoTis* 
cteneia e oiiâens , e Oonselho da Pa-zernla ; em qualquer 
deites,. hiii»a consulta he fiefta sempre a favor d'aqa€flle 
que melhor paga j e be poF issaque osclamores e quei- • 
xas são geraes corítra o estado actual de publica adm»i- 
nistração. 

Lisboa 31 de Julho* de 1824. 



*l!eJeioi periortfaiía a wdetti pitMica na praça de 
lòttros dte 8«UtVe, e^m cotrsequenrcia do p©»vo obstar por 
dáíás vdíes 'á prhílío ^dedors hídrviduos, que o itiinístra 
inrVpídtÓT x\\fk tiiandar pttínder pbt eflfeitô €e hnm d'eU 
k» t«r saksláo á praça ^ e o oiltrò ^ que estaya- poY bai- 



45 

xo do camarote da inspecção ter lánçaâo vôíes oflisnsivart 
Ú authoridado. 

0«»mfo rólõ 6& míhí^po íft^pécl^r pareceo inteTii^ 
fjestvvo por otàmar (Fàll a prízâô d^afjijtçHe rrrdivrduo qiie 
fiakou a praça ,fpor aicutiha — o cafa-falé — (já ha imii* 
té erimUnoso no bairro tfe Aai^alvt) o quBt agawandh 
iiutúf toHfo com détiõdo, gaahoti geral apiplauso : foi jii*^ 
tamefite nesta occasiao qoe.eíle mmrttro ordenovi que o 
prendessem ^ acto imprudenle e pouco reflectido , polr 
isso que os ânimos disposto» a fowxr do tafí íncHirTduo to» 
sisarão logo em alta voz^òseU 'partido, e com repetidos 
'lurados gritarão — nada, ijad»,— 

A -segunda prizão' também d*ali ordenada foi ain^ 
da níais infempestiva , pois que tendo a íkwtlioridfhde so- 
frido aqueVfe desar , nSodena expôr-se àsegando, e rae»- 
«osf afnrda a mandar executaj tal pnsâo pda t^oHciír. 
Esta segunda prisão ia tendo KJOnseqiieticiàsrfífneslísÉtmB^ 
porqnie alguns indivíduos cbegaréto adeit-ar mao áfs baio- 
netas áos Soldados, que.corrBo inflamados péhitríncb^í- 
<ra, e a^u+lhoados pelos^ seus offieiaes, entre estes o ajyí- 
•dante Malafaia, que se achaca no camaro^ <^ estada 
•maior. 

Diremos^ com VmparcieíV^âe cjue o ministro Mayíjir 
lera^ boas q^uaKdadès, e que a- svm conducta em gera!., 
não obsiante a parte que tomou- nos aconieeimenlos do 
dia 30:, tem sido regulai* e prudente; iodavia não- o foi 
assim boje, em qtie devia mandar executaras prizões-, 
•d*aqfie1les dois indivíduos, á saliidè e fin^ dodívertimeií- 
to, ou n 'outro sitio, e.nâo IH) momento jé citado; do- 
vendo já lia muito ^r sido prezo o epi-mívifMo calafute , 
«e por ventura o bairsro de Andaluz não tivesse bum es- 
crivão do crime tâo prefaricadt)r. 

Por esta occaslão também cumpre. dUer, que to^ 



46 

do» fallão na urgente necessidade de refundir a Guard» 
real da Policia, porque a matéria está disposta, e osin- 
dividuos deste corpo procurão cada vez mais inflama-la , 
appresentando exemplos diários de actos de aggressâU) , 
sem fatiarmos da noite de 10 de Maio , pois que ainda 
hoje pela manbãa a sentinella, que estava á porta da 
sabida da Igreja do Loureto á huma hora da tarde, in- 
sultou todas as pessoas que por ali quizerâo sair segundo 
a pratica. 

Lisboa 1/ de Agosto de 18S4. 



Alem do succedido na praça do Salitre, e da par-- 
liei paçào que se segue, feita por hum dos observadores 
da Cadea da Cidade, nenbnm outro acontecimento dig- 
no de mencionar-se teve lugar hoje Domingo. 

99 Cadea da Cidade — O Capitão mór de Albufeira, 
NegrSo, o Bacharel Moraes, e o Maier, tiverSo hontem 
huma conferencia até alta noite no quarto do Capitão 
mór, da qual se pôde alcançar o seguinte.— -Procurou o 
Negrão a Maier — se se tinha descuberto a casa aonde se 
fazião as conferencias, e sefabricavão as proclamações-— 
aoque respondeo o dito Maier que não. — e continuando o 
Negrão — se sabia terem prendido algum dos sujeitos que 
ali ião respondeo o Maier — que não — então o Capitão 
mór disse — bom bom, foi huma felicidade, aliás estava 
muita gente comprometida, ebebom que elles andem por 
fora , pois ali nos sSo muito úteis.' 99 

Lisboa 1/ de Agosto de 1824. 



47 

PAETE DO DIA « DE AGOSTO DE 1884. 
Apenas se espalhava que faa?Ia nomeasâo de novo 



Miaisterio. 



Indagações. 

o Padre Francisco Pereira de Castro , que veio d« 
Samora tratar do livramento do Sota Leonardo , já se 
retirou , c disse que brevemente tornaria a Lisboa. 

Também se reúnem na loja do Grondona ao cav 
Ihariz — hum Cabral , do consulado; e hum tal Dou« 
rado. 

O conhecido Bacharel Sá continua com todo o des- 
caro , lançando olhos de desprezo , e rizo sardónico con- 
tra indivíduos que nâo são do jseu estofo; acompanha 
muito com hum tal Corte Real, também amigo do Cor* 
Yo, e ambos na noite de @5 de Julho próximo passado 
meterão a bulha os Vivas que se derão a Sua Magestade 
no Theatro de S. Carlos. 

O Stockler já não vai para a Quinta do Peserto^ 
não obstante ter mandado para ali parte da sua mobilia: 
vai jesidir para Palma de baixo nas casas de Joze Joa* 
quim de Castro, em cujo sitio e mm próximo está Sil- 
vestre Pinheiro. A's cinco da tarde de hoje chegou a ca« 
sa de Stockler o Doutor Barboza Araújo, e demorou-se 
até ás nove horas da noite, pouco mais ou menos. 

O individuo que escapou de ser prezo na praça de 
touros do Salitre na tarde de hontem , por ter insultado 
a authoridade, e dado lugar a huma desordem de funes- 
tíssimas consequências, he o íílbo de hum Almeida da 
casa das carnes. Irmão de António Joaquim de AU 
meida , official do Conselho da Fazenda. 

h 



45 

O Palriarcha' mostra-sc taíMeita lia dí», e falia 
com urbanidade. Por em quanto mo consta que esteja 
em correspondeneia com a Cruzada de Hespanha, mas 
brevemenle se saberá com algum gráo de probabilidade. 



Regimento 4 de Infantaria. 

Hum dos observadores deste corpo participa o se- 
guinte em díalta de hoje. 

jf Relativamente á conducta- do* GMBeíaes , e ôfl5- 
ciaes inferiores, nâo me-tem «idb possivelí exarttiiíar mais 
db-que o já dito. Quanto am soldados não pode haver 
motiva algum db receio , pois aindte* qtje' ó- publico; se 
persuade que elles estão costumados a barulho , e parti- 
dTH^, isso- são historias, porque os soldados, sem' que ai- 
gbma authoridade superior ou inferior os conduea , nun- 
ca firemo cousa alguma; logo , havendo no? corpos bons 
Officraes, e bons inferiores, os soldado» hão»de ser bona 
ptor força. -^ Tí- 

Queluz. 

Nada de consideração tem occorrido neste sitio. 
Hontem pelas seis horas da tarde chegou ali o Brigadeiro 
Pedro Izidoro , o Major Guedes, e o Tenènle Emelhe- 
rio; apenas.se apearão dirigirão-se logo para o Paço 
aonde se demorarão ate' ás dez horas da noite. Hoje este- 
ve ali a Marqueza de Bellas; huma senhora por appelli* 
do, Padilha; e o Medico Manoel Pedro. 



Politica do Governo quanto ao Brazil. 

Pass» pof certo qtre' a poIllioaF dé Porltigal qutfnto 
ao*BraEÍl, he mandar huma- força' expedicionária logo que 
appareçao resultado das ne^oeiaçôe^-entabolá^ds emLoti- 



4Í& 

dres cnère os comTnUsarios PcTtiignezes, e Braxileiroi. 
8e o resultado fosse fa¥orav«I , e Sua Alteia Real estivesffs 
de acordk) , a força expedicionária se tornaria em auxi- 
Ua<iora is ordena de Sua Alteza; e se pelo contrario fa^ 
llíiassem a« negociações, entSo esta força occiíparia hos- 
tilmente qualquer ponto do norte da America Portogueza , 
e faria por dar certo ponto de apoio aos Braziieiros mo- 
derados , bem como aos Europeos cançados de tanta 
anarquia , e devastação. 



Paquete. 

As folhas loglezas dào a sahida de Breit de 16 va* 
sojs de guerra Francezes , que se dizem destinados a servi- 
rem de escola de Miirinlui, devendo cruzar desde cadíx ai^ 
ás lihai do« Açores, A Inglaterra acaba de ordenar oaug* 
mento das Forças navaes no Tejo, e em vez de bumaNaii 
que para aqui se destinava, vem mais outra de 80 cha* 
Hiada Oceano , e duas Fragatas. 



jVoea. 



Nada occorro hoje digno de notar-se. 

Quanto ao Bacbarel em leis, Francisco Xavier 
Soares de Macedo, de que trata a nota do oCBcial maior, 
Olímpio Joaquim de Oliveira, em data de 30 do mez 
passado^ cumpre dizer o seguinte. 

Este Bachaxei foi ba annos Juiz de fora em Torres 
novas, onde fe^ hiu» lugar mui sofrivel, nào sendo acu« 
«ado de peculata, notando^^se somente ter sido mui affeí- 
' ^oado ao beHo sexo, aio qual por vezes ^aerrAcava alguns 
idev^resinbereates ao seu cargo: com tudo os moradores 
de Totres novas o elogião, e teve fama de justiceiro. 

L S 



50 

No tempo das extinctas cortes veio a Lisboa reque* 
rer novo despacho para segundo lugar de letras, e não 
obstante ll^o haver prometido Silva Carvalho nSo o ai- 
cançou, por cujo motivo se retirou desgostoso para Leí« 
ria, onde tem huma pequena casa, e vive com decência. 
Depois de ter Sua Magestade assumido os seus inauferí- 
veis direitos, requereo o Almoxarifado de Leiria perten- 
cente á casa do Infantado, e o alcançou; di^em ter ser- 
vido bem este cargo. Ha três annos que tem estado sem- 
pre em Leiria , e ha poucos dias se acha em Lisboa por 
motivo de requerimentos. 

As suas opiniões pofitícas são moderadas, nunca 
manifestou exaltação, e antes pelo contrario quem o co- 
nhece assevera ter-lhe sempre ouvido pugnar pela lei , e 
reprovar os actos arbitrários de todos os tempos. 

São estas as informações que se poderão obter de 
cana es seguros. 

Lisboa 3 de Agosto de 18^4<« 



(Para o Intendente geral da, Policia) Illustrissí- 
mo eExceilen^tissimo Senhor-— Levo ás mãos de V. Ex.* 
a copia inclusa de huma carta que Joze de Andrade Cor- 
vo dirigio a seu Irmão, Francisco de Andrade Corvo, 
Offjcial de Cavallaria 7, oqual se achava em Torres no- 
vas com licença, e hoje está em Lisboa reimido ao sea 
regimento! 

Nada mais curioso que dizer Corvo sí seu Irmão — 
q^e fizesse acciamar EIRei, com luminárias, eTe Deum 
em acção de graças — como se Sua' Magestade não esti- 
vesse já ha muito acciamado. O que Corvo queria era 
que se representassem em Torres novas scenas semilban- 
t«s aquellas que desastrosamente tiverâo lugar na Covi- 
Ihãa» e Campo maior: agora, vendo frustrados os pzoJ9cl09 



5t 

àá facção revolucionaria de 30 de Abril trata decorar, com 
fakos pretextos, os desígnios atrozes dos conspiradores, para 
os salvar do ponto principal que he -— a rebelliào aber- 
ta que teve lugar naquelle dia para tirar o Governo do 
reino a Sua Magestade. — O Juiz de fora de Torres no- 
vas não quíz annuir ás sòllicitaçõès de Francisco Corvo , 
triítou-as cõin o desprezo que mereciSo. Deos guarde a 
V. Ex,* Lisboa 3 de Agosto de 18M.— 



Copia da caria que Jo%e de Andrade Corvo dirigia 

para Torres novas a seu irmão Francisco de 

Andrade Corvo ^ em o 1/ de Maio do 

corrente anno. 

Meu Francisco. Saberás que o bravo Infante aca* 
ba de salvar por segunda vez a Pátria, descobrindo hu- 
ma facção que tentava assassinar ElUei , e toda a Fa* 
milia Real; toda a tropa desta Capital esteve bontem em 
arm^as ^ eo dia 30 de Abril será hum dia memorável noê^ 
fastos da historia Portuguc%a. Já estSo prezos os mal- 
vados, e entre elles os Condes de Villa Flor, Parály , a 
da Taipa, &c. &c. 

Eu appnreci im mediatamente á cavallo naquelle 
dia , e andei sempre ao lado do Infante, o mais bravo 
liomem que tenho conhecido , e portei-me como Corvo ^ 
porem, meu Francisco, qual foi o meu desgosto por tu 
aqui n&o estares? Posso a«segurar-te que quando vi en- 
trar o teo regimento no campo, e te não vi, que me 
correrão as lagrimas; se tu aqui estivesses de certo com- 
mandarias o regimento naquelle dia. Vai logo ter com o 
Juiz de fora, e fáze com que nessa terra se acclame Bl^ 
Reij e que se ponhâo luminárias^ e se cante Te Dcum' 
^$n acção de graças^ 



5f 

Paiva Raposo foi quem descubrle tudo ao Infan* 
te, e agora levará o diabo m Pedreiros fívfes, e tfittm- 
pharâo os homens de bem. Sou teo «aoo P. 

Gax^êãy e êuppl€ment4> rfí *o^ — O espirito publi- 
co , felizmente , he o niellior que se pôde desejar d«poif 
de tantas etâo continuas oaciliaçôes! Quem observou ja- 
mais tão grançí^ eotliqsiQsmo con?o o que ae divisou ao 
dia do dcsembarJAie de S^ia Magestade de bordo da Nau 
Windsor Çaslle? Quegn , imparcialmente falUndo, vio 
ate' hoje tanto amor a EIRei Nosso Senhor, tanta mo- 
deração, e tanto respeito áboa ordem? Quem poderá ne- 
gar, que em tempo algum estíver&o os Portugueses mais 
cflnveneidos do respeito que devem á legitima authorída- 
de ? Houve por ventura em OMtra qualquer epoch^ , tan- 
ta rancor á perversidade, o tanta indulgência para com 
c» pervei«os) NSo per certo. £ tae5 , e tão felizes dispo- 
sfçdes devam eltas acaso «er eonvertidas am favor dosini- 
laigo^ do soQCgo publieo, e em despreio, abandono, e 
ruína da sociedade? 

A virtude essencial do bom Governo consiste em 
pomovep de bo|i fe tudo quanto possa consolidar o sys- 
t^ma estobetecido , fazendo oom que aquelles que concor- 
ram cqm e ^u tributo de intel|ig^ncia , sejão igualmente 
animados de zqIo peio bem commum. Esta mutua ooaour- 
rencia %6 fédesw déseni^olvida quando osindívidxios em- 
pregados esterj&o bem possuídos de hum verdadeiro e des- 
iatereMado aapor para com a Aug-usta Pesspa do Sobera- 
no , e pavá com o seu Governo ; manifestando em todas 
aa«»as acfões aq^ietles puros sentimentos de adbe^o e fir- 
meza, e em seus escriptos aquella dout/ína solida que 



53 

Tp6ãé 9ér\íf Sé iê^itím & Mrá âff<áè^&6* A& éipifh& jSil- 

Com magoa o confessamos , X&ò féfigió' ét$t&(? os ac- 
tuaes escriptores de enèá^iflUf o< é^ii^ito' péM^o^ a bem 
do systema estabelecido, como outr*ora nas epochas de 
triste recordação 9 procurátâo os assaliaríados desvairalo 
para lísong^afem^ a^ f^òés é<k q«^ úifénéjehiííò os negó- 
cios do Estado. £ (Sò-nr éffeito, ainda que se conbe^âo 
as boas intenções do redactor da gazeta de LUboa , pode 
«caso duvicTar-seVque o melhòdo informe e impróprio que 
segue, deixa de produzir o resultado que se podia esperar 
de hum papel redigido debaixo das vistas do (joverno, e 
que como elle deveria ser sério e moderado? Diremos que 
apenas se notào naq^udla gútein hOiti ou outro artigo em 
boaf ligimgetti , cvidterttélr produeçôéfr d^ eMIi^nhá-, c hábil 
]^nna ; sendo aliás verdade ihdisputaVeV, que' ahtA do 
wéo estico elitVg^uíl^ta', se apreseniâb' chocârriceè qiiè 
causãb t^io^. PÍSb tocaTtamos^ nest^a nyaferítí' se pòf Vèn*» 
tUra- coftí a ^aísteta' de hòjè, na qtiaf ^é á^niíutitíà tíuth 
ftUf^í^éWeMo , não botJVéSsfe ápptírétidó fiimi aptíiHoffdfe 
tíe sandices, que em vci dé convidar á Wliirti, éníbjSÍò d 
leitor iriais tenáá, 

Jul^áfriosr que stfu' aulhbt Grtgorlo J^z^ dê Noro* 
f»lía' he boitiem de bólTs' senttni^tos , niés* islò tíSt>' btisVá 
pitt^a ser ©seíiptor publico, sfc betti què Ue'ésséri<li'al para 
Bcr bonii vassa;llõ : be aqui o lugar ãt noliai^raoi qúe-bà* 
\endo buma commíssao de censura deveria nSo sóatlender 
pèla^dòutrinaj^ mâs ig^íalhiefftfeí jieía- linguagem; já^que as 
itíelboresmax^imas^xpressadhs em Portugocí?/btirbaro, cém 
«stilo cbocafreiro'pr<3vocao o rtíoj e^&&í?à*riáa a^motejosou 
a ditòfr grikí^jatíol»e#>, aopassò que prudutleiií htfài péssimo 
eífeito em gerfel; jáque^iWfdiíítocmè avàíiSoisé muitas* tí 
lluiiiafS' \€is^ dií tííHiéúdéy oufúkiàkàe^ dàk» cousas ,- «á 



54 

pela maneira com que se ennuncíão , ao paaao que se of^ 
ferecem armas aos inimigos do Governo para o deprU 
mir, e desacreditar. 

Lisboa 3 de Agosto de 1894. 



PARTE DO DIA 4, DE AGOSTO DE 18W. 

Corria que tinha chegado hum expresso de França 
<com a noticia de Sua Magestade Christianissima se achar 
graveipente doente com bum ataque de gota* 

Indagações. 

Hoje pela tarde achando-se na loja de bebidas do 
Nicola o Neves de Artilharia , chegou-se a elle hum Pa- 
dre da Se, chamado Corrêa 9 e com certo ar de impor- 
tância lhe disse em voz baixa — não sabe o que vai de 
novo ? chegou hum expresso de França com a noticia do 
' Infante ter feito hum manifesto em Paris sobre os acon- 
tecimentos do dia 30 de Abril, em que pertendia justifi- 
car-se para com seu Augusto Pai, e mostrar que os seus 
passos só se dirigião contra o Ministério, e algumas ou- 
tras pessoas que''cercaYâo EIRei — e accrescentou-— em 
consequência desta noticia sahe a toda a pressa a Fraga- 
ta Pérola, e Sua Magestade foge quanto pode do Pam- 
plona. — 

João Casimiro, Coronel graduado sendo pergunta- 
do por hum Offidial do Ultramar, chamado Manoel Jo- 
2e Profirio, porque motivo a Náu de viagem arribou a 
Lisboa, respondeo — que dera lugar a este acontecimen- 
to a falta de mantimentos, e ser contra monçfto — Es- 
tas razões não forão acreditadas pelas pessoas , em cujo 



eirculo, no caà do sodre, fallava o sobredito João Ca% 
simíro. 

O ex^pagador de Yizeu, Joze Francisco de OliveU 
«a ^ Sampaio i morador na-calçada do Marquei de AbraiK 
tes N/ 9^ a respeito do qual se fez buma denuncia 4 
Policia geral, não consta que tenha reuniões suspeitosa* 
em «ua casa. Fica com tudo debaixo da competente ob* 
servaçSo. 

Joze Joaquim Vieira^ procurador de causas , niO«' 
¥ador na trafessa do Guarda mór, be bum dos que coaa 
«aais aí&nco .tem espalliado-— que Bernardo da Siiveixut 
•atra para o Ministério da guerra — accrescentando — • 
que elle Bernardo da Silveira está muito esperançado mêt 
que lhe dissera Sua Magestade. -^ 

Excepto os Officiaes da Divisão de Montevideo , 
ninguém mais tem visitado D. Álvaro nestes últimos tre* 
dia^. 



CÁDEAS. 

'Sobre as desenvolturas praticadas na Cadea da O* 
dade, pelos prezos implicados narebelliâo de 80 de Abril, 
só tem sido interrogados aqueltes dos outros prezos que 
não estão ao alcatiee deste negocio , deixando-se de per* 
guntat os que poderião dizer alguma cousa , por terem 
presenciado os desatinos do Padre Braga, e seus sócios. 
Parece que ha buma raio occiíUa empenhada em trant* 
tornar todas as medidas da Policia! 

O Prior de S. Martinho visita com frequência os 
prezos do dia 30. 

Guarnição da Capital. 
Nota-se algum descontentamento entre os soldados^ 
por se lhes não ter pago asfardetas. Também se tem no« 



56 

•ttáò , qtie^a.éteeSfaAfde Oficiais pana os è«q>os. da gum^ 
niçSo da Corte, he em geral d% indivíduos de recojiheci- 
àá má cobdticia.: porem 'b^ quem digai que isto be feito 
•om desigmo patia, poderem, ler mais bem vigiados, -eai 
<jpiantx> nos regimentos das .Proviacias se cottoqão IndivU; 
áaos dijgnos de mais confiança, por isso que ali faiiãa 
aaonaeíos necessários de espreitar seus passas ,. ^. acções.. . i 
O espirito dos soldados da Divisão de Montev^idaft 
•oatiqtta a-tar' bom^ Depois q^ieSua MagefStadeae dignou 
af>{MirecerTnb sitio de Bellem. á wr^esta tropa /o.seo â«m 
Sbusíasmo! tem crescido a -ponto de.muUoè qaawseaic « 
eentinuação doser^ço, efn vc2 das baixas que se Ihiesps?»* 
awtei£o« . . . 



Bellbm. 



Espalhava-se boje neste bairro — que o Príncipe 
Hanoveriano, qne esteve em Lisboa ha mezes, e que re- 
sidio no sitio da Junqueira, escrevera a íiuma mtjlhercom 
(|crem'aqui viveo, diaendo-lbe — que dentro em pouco 
tempo contava vir a Lisboa com as tropas Hanoverianai 
<|ue se tiobão pedido* — 

TamJbem se espalhava neste bairro-— que os traba* 
Uios ao Arsenal continunvSo com grande actividade, em 
consequência das nottcias recebidas de França sobjre a fu- 
ga de S. A. o Infante; pois que ElRei q^oeria ter huma 
Esquadra prompta para se retkar para os seus domínios 
da Brazil logo que chegue a Lisboa seu filbo o Infan- 
te. — , 

Estes, e outros semHfaantes boatos, .sabem da loja 
do Capelista Tibutoio. 



•. Nffedík occorre hoje i)ue mereça consideração: ape* 

.fv»s bafioticta do Marques de Chaves ter recebido ulti- 
^mafúeníe caitafi de seu Tio Visconde de Canellas, o 
qiiiil se acha eâi Madrid. Parece (}ue o Marques recebe 
lestas cartas por mâò particular, e qtie ninguém as vd; 
assim Gteoi dito a bum dos observadores hum Joze Bei^ 
to , que foi soldado de Cavallaria 6 , e se acha actuglf 
.mente em casa do Marque;^ de Chaves. Os criados deste 
Alarquez também tem esf>alhado — que Bernardo da Sil# 
veira entra para o Ministério da Guerra.— 
Li^sboa 5 de Agosto de 18S4. 

PARTE PO DIA 6 DE AGOSTO DE 18t4. 

Divulgara-se que pelo correio de Hespanba se tN 
jihâo recebido noticias de huma rixa bastante grave enji 
Aladrid, entre as tropas Francezas e Hespanbolas, h^ 
vendo grande numero de feridos, e dezesete Franceses 
mortos. 

Dizia-se que Sua Magestade Catholica tinha man« 
dado bum Coronel Hespanhol a Paris, encarregado de 
objectos de ponderação. Que em Badajoz, e Cadiz con- 
tínuavSo as fortificações. 



Marquez de Palnoella. 

Di«-8e qiie em conversa mui particular e íntima , 
dissera o Excelientissimo Marquez de Palmella a hum 
Fidalgo seu parente — 99 que desgraçadamente observava 
nao ter partido algwB t^ o sustentasse, quando os ou- 



tros seus colIégaB se haviâo esondado cada bum com seu* 
partido, que procurava acreditaltos» — S. Ex.* attribuia 
òo mèsnio tempo este estado de exulamento á imparcia* 
lidade que tem seguido no seu mini{»terío; o publico po» 
rem be de opinião contraria, edizque aconducta aibbhi 
gúa e pouco franca de S. Ex.*, tem aíTastâdo do seu la- 
do os bomens de bem , que em todas as suas acções oao 
podem ainda conhecer os verdadeiro» sentimento» polHt* 
€08 de S. Ex.*^ 

Entre os actos que mars prejudicSo a Si Ex.*, no^ 
to-se-a escandalosa protecção que dá ao jogador Gaspar 
Feliciano de Moraes, homem estúpido & venal , sanguv*- 
nario rebuçado, e por isso mais^ perigoso I Esle-Gaspar 
lie creatura do Desembargador Leite com quem se cor- 
responde, e a quem communica quanto se passa na se- 
cretaria; tèndò particular attençSò com cHé quanda se 
recebe dinheiro dó Erário^ o qiial.lbe manda no mesmo 
momento primeiro que a nenhum outro, com carta de- 
<^òmprimentos: além disto tem sido notado que ainda lhe 
conserva hum correio da secretaria ás ordens, quando a * 
lienhum dòs outros Ministros talse tem feito». 



Paquete. 

As noticias mais interessantes do Paquete que aca«- 
ba de chegar, sab — que Sua Magestade Christianissiaia 
se achava bastante doente com hum ataque de gota nos 
braços, por ciyo motivo ficara em S. Cloud, para on- 
de tiwha ido por poucos dia»; Mr. de Vilíélè descaía todos 
os dias da aura popular^ nas Gamaras erão reprovadas 
todas as sua» indicações ; e failava-»e que d Duq,<ie de 
Montemorency entrava para o Ministério* 



, (Para p Intendente geral da Policia) N/ 6 -* 
Illustris»ímo e Exceilentissímo Senhor. — O artigo tnciu* 
4P| que levo. ás mãos de V, Ex.% he para o primeiro na« 
mero do Periódico de que tratei na minha carta de t7 
-do mez passado. -Devo repelir aqui aV. Ex/, que aga- 
aeta de Lisboa cada vez causa mais nojo ^ • indignação : 
i^e preciso hum papel que encaminhe a opinião, e isto be 
a que a ga^seta não faz. Deos guarde aY. Ex/ Lisboa 6 
4e Agosto de 18S4». 



JPara o primeiro numero do Periódico. . . . ero 
seguimento d introducçâo. 
O Altar e. o Tbrono são as duas solidas colum« 
M.S, em que » se firma- todo o-magestoso edeficÍQ social^ 
e querer destrui -Ias, ou enfraquecê-las, he o mesmo que 
pertender òomo Sanção , desabando a abobeda , ficar se* 
piiltado debaixo das suas ruínas. .He porem ial a.perver* 
sidade dos homens , e a tendência que ha nelles para aba* 
sar das cousas mais sagradas e respeitáveis, que muitas 
i^zes acontece que espíritos perversos e ti>rbuleotos, eom- 
a pretexto de defender o Altar é o Tbrono, .^(K>mmet*- 
tem á sombra delles os mais atrozes crimes, e os mais- 
escandalosos. excessos. Foi com o pretexto de restituir ao 
AJtar e ao Tbrono todo o seu primitivo esplendor, e na^ 
tjural ii\ageslade,,que no fatal dia Sé de Agosto de IMO. 
^ronseguirSa os cha^mados regeneradores allucinar hum Ex« 
«Tcito, que olhava com. rancor para os Comandaivtes In- 
glezes, porque o sopiaváo, e fazião- conter nos limites 
4os seus deveres* Foi igualmente agora ,. depois que a- 
lealdade PoTlagueza restabeleceo no Tbrono de AíTonso 
Henriqufes o nosso adorado Monarcha o Senhor D. João 6.% 
qçe homens bypocritamentç zelosos das prerogativas do Al-* 
t^r e do Tbrono^ commeterfto os sacrílegos excessos 4<> 



é6 

ftmeko dia 80 d« Abril, éSa ãt pranto '€ détútòj em 
que a Europa vio tíotn horror desacatados os mais «<»- 
gradot direitos y incommumcai>6l 'epfe%a a petóoa do me-* 
Ihor dos Soberanos, seus próprios Minittro$ « «servidotes' 
stepiíltados em lugubres masmorras, eosmaistieis tassallos 
arrancados do seio de soas famílias, e prirados aflé da«^* 
qtiellas attençôes c comodidades , qne a santa ReligiSõ' 
qucí professamos manda observar para com o» maioreí' 
facinorosos convencidos d'enormes dellctos: foi em no*^ 
roe do Altar e do Thrond, qúe 'tantas famílias inocentes 
se vífâo * no ^rttimo termo da dór e da agonia, cobertas 
de lagrima?, de magoa , e de desespero çâoi Foi em no- 
m< cie hiima Religião santa, que prega e ensina a man- 
sidão, a fraternidade, que manda obedcfcer e soport*r 
C9ni) paciência f»JLo só os erros alheios, mas até a oppres*^ 
9Í0 dn a^tb«ridades injustas, que tantos malévolos for-' 
járao ijaiibai^s de listas catnmniosas, em que se apon*' 
tavão ccHQo criminosos de alta traição tantos iiidividuos, 
q«e níSo tinbâo mais culpa que ter por inimigos os vilís- 
simos tsevandijas., que sem missão nem authoridade, seT 
ttnh8o arvorado em jwiaes^ das acções e das palavras' 
allieias ; e para que não faltasse horror nenhum, foi- 
ei» nome desta a«gusla Religião, que alguns Minis^os* 
de Jezu& Cliristo , indignos do sagrado caracter de que 
estavâo revestidos^ abusando «em pejo do mais santd^ 
roini^erío) ousarão na cadeira da verdade, sómeríte^ 
con^sagpada á explicação das doutrinas Evangeticaè, a» 
vista do tremendo lugar aoticfe está presente aT)ivinda-- 
de, pregar o homicídio, a <les«niâo, o ódio; espaflrar a' 
s^sania, acalumnia; n^encronar personalidades odiosas; 
armar o braço do assassino, e chamar publicamente á re^' 
belWâo a maltidâo ^gllo^ante! Foi naqudla mesma ca-* 
deira áa verdade, que àam homem, -ou|>ara meHroi* (fi*' 



m 

-Mtí hum ai^nallro i envolvido -^{n^^luiin babilo (1^ Wgw> 
-eomo.o seu coração,, »ftefltrev€0 a dL2cr^=:n Aída^iCiian- 
^if ças .coneébida^ fia. faial q>oah^ <ja Conaituigão , .d4- 
m.:i9fm ^ugo ^ue saião ido^^utre de rsuas «miU., sar 4^ 
79 goladas, porque estão corru|>(a8 «o» sua oiigem 1 iíi»'^ 
*í Grande -Bepi! e iserfioe^tasota expramães q^e a tua 

foioraJ isaiUa ^en^ma! c he^um tal oioaUro -teii MitH4- 
•troL.. . JLfteKcruto^çu mLo teus (le&paio», ,«óa osreapèâ- 
«tanDíos. !i . , -Mftft que noa Quaiprirá laais adfoirajr «m^tM 
.Befandas, palaiusta» , la^aÉivKidadie «ou .oal)Stt]xk> ? .Hxamina- 
*]»oa. > As- csíãniçaa itifida mo Jaascida^ dertão morrer, per 
i«»taire«íi ^rmèaújlas ab^<m» nai^ idè^h/comiíUiciormit^: èm, 
oe^fllLà ãeiastfBtoeeE.a tiiaíaprjte, ^al -pacierja «er a dos 
(hooutns fekoav que gavião l^dacdo coaa otliberaot, « «4 vide 
'debaixo ^o «eu regimen ? S«m dtivida Hies tocava parti* 
}ba mais avantajaida ,. e mesmo oom élles deveria saa da- 
Terendísfsitna morrer, «eg^undo o heróico teiwedio oi>i» qaa 
•intentava curar a enfermidade ativalacianaria , exteimi- 
'nando a espécie liumanaí ! Hoa-rivelbe a eoiMeqtta&cmy 
mas eila be justa segundo as premissas daqueliePreflfadoty 
•devendo isto servir para ao menos deseaganar^-rios de que 
«nos exaggerados ou Ultras^ o juieo não «lie melhor qile 
'«ccHaçâo! 

Não tem «ido com tudo menor t» nosso pa»mo , • ab 
ver que no. tempo da chamada regeneração: apai-eoessem 
tantos es^riptores, tantos peoriodistas , que com teima- 
do affinco trabalharão paira «ieseemrnar doiilritías Va- 
rgas e ítbeoricas , defeiider bomens qoe bem pouco b 
merecião , e desvairar a ^na^o , ao mestno passo que no 
presente período todos emudeoiâo , ^sefn 4iaver quem 
'ousasse tomar a «ai^o combater estes oxciessos, inspt- 
^jrar a confiaaça bo iegvtíÉio Oofverfio, BAOBtrtfr as vaii- 
.Mgens ^eJbwBia eqrdeal «loifto eo^^re lodfi a grande fs^ 



mília Portugiieza, e faaer tonhecer á dftssd tncnoé inf. 
truida , e por iftso mais fácil de se deixat seduzir, e im^ 
buir em edêas falsas, o verdadeiro espirito da Rdigiâo*^ 
^8 seus deveres para com Deos , para com o Rei , è pam 
com o8 seus compatriotas* 

Amamos deveras a nossa Pátria, aborrecemos sin^ 
<eramcnle toda a facção, ou partido, e por isso nw 
«ballançattíos a esta trabalhosa tarefa , ainda que supek 
ríor ás nossas forças^ e fracos conhecimentos, e porque 
nunca fomos periodistas mais penosa se torna para nós, 
ido que para qualquer outro que ja tivesse entrado em se« 
tnilhante carreira. Algumas veses empregaremos a arnáa 
do ridículo, ja que desgraçadamente -se tem desbotado 
tanto entre nós aquella seriedade, ^ue em outro t«mpo 
distinguio os Portuguezes, i a trodusindo-se, «especialmente 
em certas classes^ hum espirito de leviandade , que só Ibes 
agrada o que be burlesco, e nada aprovâo que os faça 
pensar: daqui inferimos que progredindo assim em breve 
seremos em vez de nação , hum povo de arlequins. Ob« 
serve-se como no theatxo ja as scenas mais patheticas são 
recebidas com rizo, guardando-se os appiausos para as 
mais indecentes pachocbadâs, quando estas deveriio fa« 
zer sabir envergonhados da platea todos os homens que 
tivessem algum sentimento de modéstia, e de decên- 
cia publica ; e note-se quão trascendente fae este vicio 
ao actor, por isso que quanto mais mimoso, mais sie 
desmanda, e mais insuiia o publico com ridiculos tregei^ 
tos, e indecorosas pantomimas. Na Igreja reina a mes« 
ma falta derespeitQ, e muitas vezes be tal obprburinh&> 
que escandaliza as pessoas piedosas, que só se lembrâo 
do modo porque seus avós seporlavão na casa de 
Deos. As mulheres se tem tornado homens, isto be^ 
tem perdido aquelle modesto pudor que hM ojnaior ai^?a» 



6$ 

çtivo de bum sexo , de que nem deve apr^ximar-se a tui* 
peita; sabemos que muitos leitores nos chamarão gotbi- 
cos, mas nós affoutamente lhes respondemos que semi* 
Ihantes maneiras e usos, são o mais evidente sympihoma 
da corrupçãp dos bons costumes, do enfraquecimento da 
virtude, da Falta de Religião, e da carência da boa mo- 
ral, e que jamais perdoaremos em nossa censura aquelles 
tícíos que podem ser transcendentes, e ter perniciosa in- 
fluencia na publica felicidade. A superstição, e a devas« 
9Ídão s&o dois extremos que se tocão^, e onde qualquer 
delles existe be força que a verdadeira Religião seja des- 
conhecida. Não se receie por^m que nós jamais descemos 
a baixas personalidades, semilbantes excessos mal sequa- 
drão com o nosso estado, profusão, e sentimentos. As 
pessoas nos são ii^li Gerentes, e só os vicios nos perten- 
qem , a quem declaramos desde aqui huma guerra de ex- 
terminação* 

Certos estamos de que as pessoas bem intenciona« 
das, amantes do seu Rei, da sua Palría, c da publica 
tranquilidade aprovarão a pureza de nossas intenções, e 
o. ardente desejo que manifestamos de vèr de huma vez 
extirpados do terreno Luzitano os germens da discórdia ^ 
da anarquia , que nestes últimos annos tão funestos fruc- 
tos produzirão, e de que pela mercê doCeo, e pela pru- 
dência e benignidade do nosso incomparável e digno Mq«> 
narcha , nos vemos finalmente libertos. 

J>ARTE DO DIA 7 DE AGOSTO DE 1824. 

Espalha va-se que o Excellentissimo Conde de Sub« 
serra partia para Paris, e que era substítuido no Minis^ 
terio por Bernardo da Silveira. - 

m 



64 

Corria que ot Mtnistrot d* Áustria , Phitsia , e Fran- 
^ peA&o os seut Passaportes , em consequência da In* 
glaterra se declarar centra o systema constitucional. 

Repetia-se o boato do embarque de Sua Magesta- 
de; accrescentando-se, que as pt'ecio8Ídades jaeStarZo 
abordo. 

Este boato, que apenas principiou a espalhar*se enf 
Bellem j vai passando com rapidez de boca em boca, e 
^contra láuitos crentes mesmo oa classe mòdejradá« 



. Indagações. 

"^ ^ Está apurado, pela participação que se acaba de 
receber de Queluc , qae o boato do embarque de Sua Sf a^^ 
gestade para o Bra2it, tiasceo no Paço de Queluz, een« 
grossou era Beilem. O agente tf diz o seguinte a este 
respeito. — » As Damas da Senhora Rainha tem dito qui 
BfRei parte para d Rio de Janeiro , e éiítregá o Oover- 
dú no Senbof Infante; bà etrtco dias que aqui isenão fal* 
Ilt' tt^outra cousa. Ascriadair também dizem, que Sua Ma* 
gbs^ade mandara ultimamente participai* á Senhora Rai« 
n4ia, que Etfa podia sair e ir aonde quisesse, ao que re»* 
pondera , ^e não precisava de tal fícença , por que te 
nSo tem sabido, he por que não tem querido em razio 
de se achar «loente e não preza , pois que não podfa con* 
«iderar-se como tal / sem Ibe provarem primeiro os hci^ 
em. que estivesse cu]p«éa. -^t» 

— ;;>4>TaailB|eiii se d» «o JPaço^qiiea^Seiitor Infan- 
te já eslá em Madrid;, e. (|iie escrevera quatro cartas a 
eeu Pai, dua« da« quaes Stfa Mâgestade guardara não aa 
tw^aCsa a ído a j?»sfta atgmásu ~ »» . 



m 

:• r •' CrUAálfiçIa DiK CaFITÂL. 
' HfÃm as? pirfticipftçws rcoebklaé hoje dot 
4e» oorpoft da gii»n>i$fta de Lisboa ^ cancnofio oo Iwn 
«fiei to dá pmmpts iitedfcl* ckr maiMbr paf «r aoê soldados 
os fardameif tos atrasado»» 

Huui dos obsarradores do neginiento N.* 1 de ía^ 
fiititarm explte«-ao deste naodo,*— itNão ha aada a ao- 
leNse netije eotpo lenSa o grande oonlentaiiieato d4s 
soldados, por Sua^Magestade lises maadar pagai os vea- 
cimentos de iardamenlos e fisrdetas^ qiie esUtT&o em dí- 
ii4st^ Desde boje ao meio dia^ em que se íet pnUica 
no regtfiMtito «esta oxdeia , he inexplicável a alegria dos 
soldados^ se bem q«e o sea espirito emgetal tem sido 
S€|nipreboái.t?*ai 

. Í»| - Iil IWIl l 

QUEL-UZ, '* 

JSJRei N.o9sx> Senhor pagado pelp alto da Porca- 
ll^Qta hqje áaôite mandou saber quem era hum lodividup^ 
^iie passou ao mesmo, teaipo,. o qqal dizendo que anda- 
va em delUgencia particular do real serviço^ Sua Mag^ 
tade ord^ou que lhe viesse fallar ^ e pergitatando-lhe o 
^j^ome^ disse-lhe que continuasse na delligc^ncía. Era o 
^agente 19. 

. . í 
^ . JSapirito publico, 

O espirito poUico tem ticb notàvéié tarfaçoes^^ le 
bem que* a pubfioa tntaqaitidade não tem sido perturba- 
•«da púr íbraaa-a^jlma.: Os boiúios-dos acoatecimeosos de 
.Madrid espalAadoscota^entbiisiaMnay eekaggeradosqoaa- 
to á fislta de inteiligenéi» enltre-at tropas Franccsaa e 
Hespaniiolae^, aoimár&ie os hometis do partido Constíta- 
"^looid fxaltado^qae,^ xilB^IDÉStt pequenas ciroattstaaeiasy 

n 8 



m 

yeem motivos de huma proximA decltra^lo cie guerra , e 
em cada cabeça de vento, hum eQtbusiaaia défeãftor dot 
lonhadoi direitos do bometo no estado danaloreaa ! A 
enas illusorias e tão íemotas esperanças, deo calor a che- 
gada do Paquete, que apresentou Sua Magestade Chris^ 
tianissima bastante doente em Sé Clood com hum ataqtie 
de gota , e huma preconisada desunião entre os partkl<ia 
Ultra-Rcalista , e Ultra-Liberal ; partidos que de mui 
perto se tocão ptxt i&ao quasSo extremos. Cada hum 
citava , como prova, a dimissâo de Mr. de Villele, e 
como motivo de descontentamento, a continuação da 
estada db tropas Francezas em Heapanha^ contra o voto 
geral da nação Francexa, coma se poriventura a opinião 
publica d*aqueile reino, se cifrasse na^ particular opi« 
ntlo de meia dúzia de esturrados. 

Os homens conhecidamente Jfnoderados em suas opi- 
niões econducta, anhelão pela Expedição brasileira, es- 
operando que está medida poderá sanar as profundas feri- 
'das dê htifkia passada e viciosa administração', e os ma* 
'les causados por homens tln-buientos e egoistas. Desejão^ 
' tambeoí cóiii^ anciedàde a prometida* lei da frartquia do 
perto de Lisboa,- como única taboa de salvação no esta» 
dò à(ítual, convencidos que o commercio, e a industria 
só podem prosperar á sombra da benéfica paz, da seg4r« 
rança , e da tranquilidade publica. 

Os malévolos que prepararão o horrível attentado 
dodia 30 de Abril , estSo algum tanto descorçoados com 
aé medidas tomadas , e cam as ordenadas devassas, ou 
summarios, nos bairros de Bellem e Castelio. Cohibem» 
se por alguma forma em suas extravaganies novidades., 
e irèeontieiítrão-se por .egeito> de: temor. Tém^se espalhado 
a. noticia, que a sojberi^ia e a lei ultrajadas, promptas 
T&o iksfianregar ogolpe jjiHtceira sobr« ospri<ictpa^ &U^ 



67^v 

tores dft9. scenáe de^Unio horror: oa »anguiiiarioic porem t 
ainda que desalentados, affasião a ídea, como iiDpoHÍ«. 
▼el na execução » representando os Minislros^ deilUuidot 
de força,. e ener^^ia para ievaretn aoeabo a justa , e me* 
tecida sentença» - 

A tropa conservasse socegada^ eá excepção dot 
regimentos 13 deCavaHaria, 19 de Infantaria , Batalhão, 
de Caçadorea 7 « e parte do regimento. 16, que estio to« 
talmente pervertidos, e vndisciprtntdos^v-gOxKo.os outrof, 
de tranqiiiUdade , e eonservão-^se com respeito ao Goter^ . 
no, e com o melhor espiríto , mostrando-se satisfeitos coai. 
o aviso da Secretaria deEsfado da Guerra ^^ q^e Ibesniaiii^ 
da pagar as fardetas atrasadas. . ! .> 

O Clero regular está amedrontado çom a remioçãq 
do celebrado Braga ; mas não esquece que .o seu. reino ba 
dest^ mundo ^ emmaníTestaoppoúção das máximas evan* 
gelicas, maqijina quanto. pode « e como pode,, sem det* 
prezar meios, iiem tão pouco desanima no epnseguimeM. 
to dos ims,. pondo. eip acção todos o% recurpof ao feuai« 
cançe^ » . 

Paiie da Nobreza , e das çlasset opiilenlas» n|la it 
pronuncia com firmeza sobre o paternal Gov^^ç de.9M. 
Magestade ^ e cpnseicva o estado de apatbia y a i|K|ífef^«i 
tiimp^ 

. Das^communicaçôes, recebidfta hpje^ iHNiê/COiistik^qiMi 
loeieça consideração; apenaa bom^ dos obs^vadOfli dn 
Cadea da Cidade àk% o seguta.te* - ^ ^ : » 

CoMka ^Ciêaâit. r* » Contifiua vM^Mkt C#dea # m^eib 
ma: relaxação quanta á líb^dade que o Careereiro Jaro?» 
oysM concede wê prw^a/^ |m:0o de SO df Abl^s M 



B9 

fer de^áfov^, íieado a prÍ!»ei#aiio qéaito cto ex^Corregè^ 
dof áe Beja , presídick por eiid : ei|fi dias dto sMião dura 
eilá^ m«tfa9 yette« lat^ as ^is, è ires hora» da noito, ba^ 
Tendo sempre huai guarda poita para vigiar <)ii# al^unt 
áo«ioútfof prez<»B hãor biç&o o <1«e aK a^pasaa. O fiacba« 
tet Mdraeshe inòMmbiiiá árdínariameote desta detigancia 4 
a «ehdo^ tcrtvez o menot babii, He o mais exaltado, e w 
trãvaganttf ; dii afaertainente »-^(|ue €{iief denraniM aél4 
fkna gota de salgue peio Senho? Iofante«-»*.aio5tra leiô 
#ebtiço fervôf ôsoa deeejos de fagir, e patcotèai 8«fii*pi>»« 
eào^e o^ pescar <le >ftâo ter feilo nó dia SO todo <{aanto 
as circunstancias lhe permitilo a fayfút da caasa revolõii» 
éioiiaria- dac|iietie dk^ 99 

• I» Fora dM gvaéet , naa priaôea^ a que chámio qaar# 
«69 parlí^lillEires 9 ke oade e^ peuna o segunda Club ( maia 
féspetlawel) no qual sa acha Açcuêrso dai^Naves, quasar* 
Té depi^asidente, Oaeiío^ Pinto, e todos os mais que^ 
oêeafpió os ijnès^os quarfcô»: .quando ha sfessio passflo 
para este Club parte dos prezos que compõem o priôiet* 
lo, e ai i:tá^e«i assuas dispk>sfçées geraes; dali dimanãoas 
sifa» éommunicoçoefr para toda a pàrtd, existindo aindai 
a mesma pess<>a q^ie jé apontamos encarregada da con» 
ducçSo desta correspondência ; ali gira bastante dinfanfna-^ 
eom o qual tem comprado o Carcereiro [alem da sua má 
Tontade ao Governo de Sua |ilagestade] para consentir 
tudo quanto aquelles prezos querem praticar, a ponto de 
jfii8er*ll^e» c^niumcám» oa meínnos segredos. Isto está 
^namenfee contlecido*, pois saba^s^ eom toda a oertecà 
que o Juiz de fora de Oetf^a«i tH* passar as noites co«d o 
ato áifeigo f^acb*e Brti^- Wò^ségfredo^; aU èorria eniie ellas 
a^vda^-^trqué Gbéta^ Ct[t«nro eahiaf por €in!e8< djfa^^ e quo 
til wià^ seríÃa teé^is^iu^M tm dtoa^^^eaiéliâii í$* fiaaivttft» 



60 

dar «f*:- Bd(an4o-«e igiratmeiíte , q^ à« eovias já «li «#> 
tâo em tal relaxação, \q«e os preso» ãe cómnitinteã^ dè. 
kúmu pBífn oiíítA Caifea .p<>f %nm ioòdxy tefegrafitó. » 

ttOsaniIrnteâ do^GoVefdoéfirfrfão na«»iseride{igendai| 
Ifendb a iaiu de ptõvidehciad ttti caso de taota ilnpor^ 
tancíá , « nada pmMmêm apro^íreiiah dé «êú* ll^abaUios sè 
as^Oitfs^s ^onlíAoarem fioiQeftiíro ««tado. Pãnecé, segiffi* 
<do o bom pensar , que a primeira medida c^e det ia ado^ 
ptar-se para ei^ilar tantos malc^, he a deposição doCar* 
«reieiro-; porqjúàQlo , ainda qoe te adoptem todasas me* 
didas de precaução, cooservaodo^se otnaesmo Carce/cíto»^ 
e os guardas que lhe sâo correspoiideBt€S , fica sempre 
exitsindo a causa primitÍTa da desordem, qoe necessária* 
inenié iba de frustrar «q«id]a« medida», e proiridíncias : 
«endo lambem tetto, que hairendo «ia» mesma» Cadoaft 
pfezo9 de muito^ qmbo» cmumtaticia , « de crimes muit# 
«menos ímportaAfte^ , o dilo Garceveiro os b&o deixft víjbí« 
tíar D«in se^tier dos setis: stmigòiin 

91 Na Cadea do €!a«leiIo -coivi» bontem o feoaèo««* 
«»qftie'Kià Inglaterra saliavia austado o «iT>barqiie doa flaí^ 
«oTèrianoa, porque ali tinfaa hatido no Parlamento bii» 
ma re^okição httMA , iendo caiifdo morto» mesmo m> re» 
tínt^ do Parlamento nywto» de aeu« membroi^^^-^^se^ # 
q<ie for , tudo isto s&o ín«ectíiras prôdaeida» pelbsmto qna 
Jbes causa a «tmpki» idea da f i«ida de tropas «slrangei^aa 
7>ata PortugaK n ) 

Lisboa 64é A goato de IMSê. 

ÍARÍTE ©O DIA^ DÉ AGOStO DE IBU. , ^ 

- ' Diiiai^sc q«e S. M. o Impetador da Rbssta em iif 
^áal^ d»aprÀva^o iiana «iivfeadov a iSI^. JEs.F Malrquil 



70 

de Palmella, e Conde de Sub-serra, a Gr&oCruz daOr« 
dein de Santo Alexandre Newshy. 

Este publico e lísoDgeiro testemunho que o Impe« 
rador da Ruuia acaba de dar aos Excellentissimos Mar« 
quez de Palroella , e Conde de Sub-serra , prova super* 
abundantemente que estes Ministros estão nos príncipios 
da Santa A^liança. Asbim se discorria hoje na Praça, e 
em outros lugares públicos. 

Corria que tinhSo entrado em Hespanha mais dez 
mil Franceses para reforçarem as tropas daquella nação 
que ali se achavão. 

Indagações. 

Oex«Deputado Peixoto sábio hoje de casa pelas no« 
Te horas da manbãa, dirigio-se a casa do escrivão do 
crime do bairro alto, e depois passou á de D. Pascoal 
Tenório, aonde se demorou pouco tempo, e voltando ou« 
tra vez a casa d'aquelle escrivão, sábio logo; e dirigin* 
do-se pela rua da Emenda, encontrou abi hum sujeito 
baixo, grosso, e de sobrecasaca cinzenta, com o qual 
veio conversando mui de vagar, parando algumas vezes 
até ao largo do Quinlella , aonde se separarão. Seguio 
pela rua das Flores, arco do Marquez, e rua do Arse- 
nal , a cuja porta fallou com hum Domingos da secreta* 
lia da Policia. D*aqui seguio para a rua dos Capelistas, 
e entrou na loja do Bessone demorando-se mui pouco tem- 
po. Passou á Secretaria da Justiça e sahindo logo , re« 
colheo-se a casa , não tornando mais a sair. Fica em ri- 
gorosa observação , e só se mencionarão os seus passos 
quando occorra cousa extraordinária. 

Joze Teles foi procurado hoje ás II horas da ma- 
nhãa por António Tbomas, conselheiro do Senado. Sá- 
bio Joze Telles pela volta do meio dia, e foi v6r o Pa« 



triarçha ao Grilo. Depois dirigio-se á Junqueira a casa 
da Condessa da Ribeira^ aonde jantou com o Marquer 
de Lavradio. Suspendesse a observação sobre os passos 
de Joze Teltesi visto o agente 15 cooiprenaetcr-se a fre* 
quentalo, e communícar as suas idêas^ ou projectos. 



óQutnd^ 



2a. 

Appareeerâo alguns pasquins hoje peta manhâa nas 
iesquinas das ruas princípaet da Cidade nova , os quaet 
forao arrancados mui cedo pelos agentes da Policia se» 
creta. Todos contem o mesmo, e sào feitos pela mes- 
ma penna — Morra oPamplona, que nos atraiçoa, mor- 
ra, morra. — O incluso foi arrancado da esquina da cal- 
çadinha chamada do Tijolo; parece ser aleira disfarçada 
do ex-Cor regedor de Beja , e na mesma persuasão está o 
Desembargador Sampaio, a quem mandámos hum dos 
pasquins para que dissesse se lhe parecia ser a letra dis- 
farçada do dito ex-Corregedor ; em cujo quarto na Ca» 
dea. convêm dár huma busca immediatamente. 



Paquete. 

Hoje de tarde fundeou pelásseis horas hum Paquele: 
as folhas Inglezas nenhuma noticia notável apresentão. 
Parece que o gabinete Inglez conserva pouca intelligen- 
da com a Santa Aliiança, a qual pertende fazer renascer 
o systema continental. Dá-se alguns indícios que Portu- 
gal aceita exclusivamente a mediação de Inglaterra no 
^u systema politico. 

Os Argelinos depois de algum bombardeamento pe- 
dirão a paz , que lhe foi concedida , debaixo de condições 
Jnui vantajosas para o Governo Britannico. A Esquadra 

o 



7« 

I^sUi^ que tM n iicUava eirtraii em GV«lt%r^ onde l^ 
çpawYm aié orideiu ulterlcMrea do 9eu GftVQCQO» 

^( Pam a Tntendente geral da Poficia) N.*6. Ilhw- 
trisaima e ExceHetitíssimo Senhor -— Já prmeipío a re« 
ceber alguma correspondetieta chis Províncias; devo poU 
prevenir a V. £x/ que só mencíofiarei os factos que me- 
recerem mais attençãd , e foiem dignos de ciiegarem ao 
%6«1mcíia«iM(0 4o G«>veriM» da Sua Mageatada. 

Incluso acbari ¥• Ex/ o rasuafto das noliciai va« 
eabidiaa da CovíUUm sobrf' os aeoHtecimeatoa uUíaMicKiaa« 
ta ptalieadoi iMM]iiatU vill*» 

Daoas^wda a V. Ea.*" liAm 9 de Agosto da 183^ 



Os factos ultimamente praticados na Vilia da Co- 
vilbâa, que vamos mencionar, merecem toda aatlenção 
do Governo de Sua Mageslade. 

O Padre Braga escreveo antes do calamitoso dia 
SO de Abril a hum Frei Manoel Maia^ também Frade 
Franciscano naquella Vittai diaefido-Ibe — que em breve 
ião acabar todos os Pedreiros Uvrea -^ e. outras cousaa 
que davâo toda a idêa do que e^tav^k paia acontecer i 
d'onda se pôde inferir que o Padre Braga sabia do pro^ 
jecto da reballiâo do dia 30. 

Com semilbaate noticia amotinou-se logo aquella. 
VilUi demaneisa c|ue quando chegarão aâ proclamações 
de S. A. o Infante, já a Coviihãa estava em anarquia^ 
ps amotinadorcs, capitaneados pelo Juiz de fióra^ Ma« 
Qpal de Mello Pereira Bulbõesi pelo Padre Joze Gabriel)^ 
pelo citado Frei Manod Maia^^ f^lo Juiz do povo i pela 



75 

dre Joaquim Coelho , commeterâo toda a qualidade 4b 
•átei&iÉdo» eèAtra ot aulNlit^AMi do S«a ií^gmmde» 

O P^dfff Joat Oabrial |è» cmi • joai or jf^tfrtp 
da akf Âa ^t <pr^lMa«sôai «^ p»ro^ ^las ía4i#U«a aftniiN» 
en eaaa do Juú da £6r#4 o^iuU pMpM ao^M-íaiJA^af at»« 
re^ deêmàut kodo t#«ú yodaaiagi$et fM^lat tmêã im ViU 
U «m abas ?<i«ea, a«MNiii4» # {nhi» a» atiaiiiiia^ ^ a0 

. . H^inw Te Deuio «n «qgSa de jTf ^^O»^ # a«Uo «a 
Púlpito o Padre Pedrp É^v^ F«Í9| o jquai €« ^wdb 
pregar as máximas pmwi da m^ráU ãamim^ pam pacH 
ficaçâo dos ânimos, fallou no palheiro do Troca | e no 
Conde de Paraty , o qual , dizia elle , fora mascarado 
ao Paço pata assastitiar Elftei; éemodo qtre n&o houve 
calumnia, nem desa&r^^ qiaemi^ vomitasse do Púlpito 
a baixo para exojtar o povo contra os suppostos Pedrei« 
ros livres. 

Depois d*este sermão seguío-se o que era de espe- 
rar -»<)uebrarão-se muitas vidraj;as, e continuarão osgrí^ 
lp$ sediciosos p^ muito tempo—- 

A* chegada da proclamação de Sua Ma^^estada, 
X]oe foi enviada pelo General da Província ao Coronel 
jjpraduado de Mllicias, Francisco Eduardo ^ reunio*se a 
Camar<a , e logo bum dos facciosos tomou a palavra , e 
disse— que a proclamação era apocripha ^ e obra «los Pe« 
dreiros livres; que se #ião dei ia obedecer ao que ella di- 
aúa^ jnas &im ao que o Senhor Infante aiaadava n^ 
suas-— então se levantou o Vereador mais velho ^ Luís 
Jo» 4e Almeida Saraiva^ vassallo honrado » edisse*-* 
i)ue liada tinba co<n as proclamasões do Senhor Infante « 
porque só reconhecia as do seu Rei e Senhor. — A esta 
falia principiarão os revQlU)JK>9 a desanimar , e seguirão* 

o^8 



n 

se as medidas necessárias para reprimir e conter os ma« 
4evolos. 

fín actualmente em Lisboa qiiem pôde depor sohite 
«stes factos, e vem a ser todos os Officiaes do Batalhão 
-de Caçadores d, e com particularidade o Tenente Joza 
^e Fi^tieiredo Frazão t e parece-, -caso se ordene a4gum 
procedimento a este respeito, -que ninguém melhor podia 
«er encarregado da diligencia do que o Provedor da com- 
marca , João Manoel, visto reunir a necessária capacida- 
*de e prudência, ao conhecimento dos factos revoltosas 
"praticados na Viíla da GovilliSa. 

Lisboa 9 de Agosto de 18S4. 



PARTE DO DIA 10 DE AGOSTO DE 1824. 

Corria qiie o Governo de Sua Magestade acabava 
«de mandar hum emmissario a Cadiz para saber o que a1i 
se passa. 

Dizla-se que se canfirmavao as noticias de Hespa- 
TÍha sobre o descontentamento entre os Hespanhoês, e as 
Francezes. 

Espálhava-se qíie ámanhaa liavia iium conselho 
Se estado sobre objectos da maior importância; supptr- 
nha-se que seria para tratar das negociações brasileiras. 

Repetia-se o boato dos MinislTos d'Austria, Prús- 
sia, e França pedirem os seus Passapojtes, em conse- 
quência da Inglaterra se declarar contra o systema con- 
tinental. 

Divulgavá-se que o ExceMentissimo Conde de Siib- 
Serra acabava de vender a sua casa do arco do cego ao 
Baião de Porto Covo. 



75 
Sjrcbca do ^ommeroto. 

■4 

As noticias que corrfão hoje na praça tCo as se» 
guintes. 

Que esta madrugada bavião partido pessoas das le- 
gações Franceza , e Russiaira para as suas respectivas 
t^ortes com despachos da maior importância. Suppunba« 
se que o Governo Poftuguez tinba decidido aceitar aber- 
tamente a protecção Ingleza ; por esta occasiâo referia-se 
— que o Embaixador Francez se queixava do Excellen* 
tissímo Conde de Sub-Serra , por isso que não adfaerírsi 
ás vistas da França. 

Que a guerra eralnfaMivd, por que a Inglaterra 
Intrigava em Kespanha contra os Francezes. 

Q,ue o descontentamento em flespanha , principaA" 
TRente na Catalunha , se havia manifestado com sympto- 
tnas aterradores, e que por isso o Governo Hespanbol 
tinha pedido á França bum xeforço de mais dez rail 
SPrancezes. 



ed do é/ocíre. 



l<7enhumas petas se espalharão hoje de tarde «neste 
isítio, repetião-se apenas algumas das que se divulgar&o 
na Praça e em outos lugares. No cafie do Grego, entce 
•os muitos que ali vão , nada se dizia que tivesse nexo^ 
-ou merecesse consideração. 

No íim da tarde espalhou-se quê estava entrando 
4ium Paquete, porem depois veriãcou-se ser íalso esle 
^rtimer. - > 



76 

A% Icjat dos Metcãàomê Paula« e Pedro /oze da 
Costa , 8&0 frequentadas por alguns sectários de 30 de 
Jlhrii: esUs Iqa» oitão no caso das outras^ onde se 
anaJyMo tcyloB q% actos do Governo 9 e se inventão mil 
.luHicias absuidas, paj:a inquietar o« ânimos 9 epromoi^er 
a amarqmu Dúítt-se bc^ na ic^a do tegundo, entre ou« 
iXMê cousas "-^ que desde o dia 6 do coirente iiavia ordem 
jdo GovBrno piara «arem sokos os preaos dos acon teci men- 
tos de 30 de Abril; porem q4ie «lies só queriJLo a sua 
soltura por hum acórdão da Relação»-— 

O feoldado Jtíxe Beatos que se acha em casa do 
Marquez de Chaves, pa.íUí ámanfcaa jielas oito horai 
4» Aeldiãa para ViMa Real: «eria bom apprebvnde-lo 
«o eefiiiabo, para se lhe dar bum a buaca, deixaado-o 
«amiúdo 6^^ o leo deatino no caso de se iiie não ea- 
contjMdr 004i6a alguaia de iaiaresse. 

Havendo noticia de que no sitio do Lumiar 9 em 
casa de hum Escrivão c he i n a d o João Egydio, partidis- 
ta da facção de 30 de Abril, se reunião todos os Do- 
mingos alguns individues «tttpeiiosos; apurou-se — que 
as reuniões, ou ajuntamentos, que ali tem lugar nos 
Do«iifi]goi, iiSo tem outro «bjeçte sais q^je ntitlazercm 
os convidados aos dese^^M do Escrivão João £||;^ío , que 
geeto de dát bens íantaies — - Por esta occasiâo relerem- 
se m «evidedes dá teosene, os boates e as «loticías,, 
analysão-se as medidas do Gtfverae, àw^m^ãe lasiiitaa 
êoKoes , e a anal cada b«aQL «e retila para sua casa. 

Nfto.ee pede tAamar a kbe àism club fMfi^viso , ou 
hum conventiculo onde se maquina contra o l^stado,^ ^ 
como se tem querido inealcar não só a respeito deste 
homem , mas de outros , que não são affectos ao Gover* 



4^ SuaJlas^9<}e: cad» hum podi» ter a opioílo que 
f^uUeJT e \\%Q! ser por ella responsável» com tanto qna^ 
qyon^o ^ir para a rua a dai^e fiçar em casa : fatiar do 
Qovçr^o t <Hi dos ac^os do Qoverao » cada biini eq^ sua 
ca»^ ou n*huin jaotar particular 9 ião cousas ja tão tri- 
viaes^ do costume a tão geraes» que se fosseioos a reputar ii* 
to como bum crioAe, s^ia necessário «laudar fa^er Ca* 
deas para duas parte» da população de Portugal. O mais 
que sç po4e a 4eve fazer 1 ba r^prmit ai^es actas e roas* 
mo piiuilos coQi todo O ngfxíy quaudo praticadas etn 
publico çoxn Q pex^arao a crimiooso ftm de perturbar 
a boa ordetn. Se fosseoioa a considerar par conspira* 
^ap aquillo que muitas yeim mo pasia de huma api« 
DÍào, ou de buou açw indiscreto 9^ estarjaimos todoa ot 
dias a conununicar eonspiíações aoGo^roo; artsuUada 
seria enlâo burpa perseguição sem fim» A qual tiarii^ 
couisígo bugia crise ^ aiaia ou meDOt íaiat^ porisso qua 
end vez de se restabelecer a. cpo^aoça, raunir oa^nimoin 
e reaoimar o espirilp pubijco, ao contrario^ ló se trata* 
v£i de espalbar o terror,, e a consiernaglo* 

Em Belleiu appareceo boje bu^ P^^^^4^^^ qMftdi* 
z\sl — Portug;uezes á lerta que SUlei desaria«-T« 

Stockler. 

Este bomem idolatrada seu poder, e dos aaus co^ 
abecímentos tem sempre osAiufestado santlmaiitas aoaiiap. 
rios a. tudo quanta be. ordem ,. e só se distingue pox es« 
lux conijinuamente am ppposigão com o JjstaiDa estabe^ 
Iwidoy ÍAdft quando este system» &>iae fii^p qaarJdo da 
Mtti. tdèas. edatejos« Assim em todo a pariod^' .qioe £lRel 
Nosaa Seobior aasiunio ioGoveoiP 9 se aioitfou e^a.na fra«, 
^uamm^ da jp^/sm^ « M9i|;aa Maia conhiiyidawaata poaaip 



7B 

affectos a Sua Mageslade, então Príncipe Regente, deff- 
apreciador das imminenle& qualidades que oadbrnâo. Nm 
epocha subsequente em que SuaMagestade por Bum ras» 
go de política, escapa como por milagre ás garras da 
tyrannia Napofeoníca, apparece Stocklér em campo adu«^ 
lando o fofo Junot, e a companhia de arlequins que a 
seguiâo, esquecido ja que a extraordinária bondade do 
generoso animo de bum Soberano tSo virtuoso, he queno: 
Lavia dado consideração á obscura e ignóbil raça dehuns 
infelices aventureiros nascidos nos confms da Alemanha. 
Apparecem em @4 de Agosto de 1820 os-desastrosos acon* 
teci mentos do Porto,* eis Stockler em campo com felici- 
tações, e protestos de adhesao ,:que bem depressa se con* 
vertem em ódio , porque não pôde obter vçtos para se 
sentar entre os chamados pais da Pátria f Derrubão-se 
as vãs iheorias,. e.apparece o Governo íegítimò de Sua 
Magestade, he Stockter reconduzido ao seu Tugar, onde 
quieto e fiel se devia esperar vê-fo empregado com zeta 
no serviço do seu bom Rei , a quem deve cargos e fortu- 
na; ei-Io prompto aalistar-se nasvermelbas bandeiras da 
anarquia! Ei-Io maquinando contra oTfarono, e serviu* 
do aquelle partido que com mão sacrílega quer derramar 
o sangue dos mais fieis vassallos', e deslocar os mais fir« 
mes alicerces da Monarquia , para inerme a entregar a 
mãos sanguinárias ou inexpertas. 

Eis aqui em tosco e abreviado quadro a carreira 
politica de Stockler, carreira que ao passo que o enche de 
opprobriò , foi tornar infelices os pacíficos habitantes da 
Ilha Terceira, aquém coube em partilha serem governa- 
dos por este homem inquieto, e de animo refalsado. Foi 
òonsptcua a condiicta de Stockfer nestes últimos tempos, 
depois do aziago dia 30 de Abril; a intriga e a perfidia 
forão as armas de que se servia ^ semeando a discórdia ea-' 



ire os incautos babitantes d*aquellá Ilha. Ao pasto que 
usurpava os atributos Magestaticos, tinha o arrojo dedar 
t>e^ja«'mãoy'-einbaía o vul^o. ignorante conâ a. espontânea 
^abdicação deEIKei, e encarecia no mérito varonil da 
Senhora Râinlia 9 e Infante D. Miguel. Nestes actos re« 
}>etidos tprnou-se conspícuo hum certo Tenente Coronel 
^Palmeirim seu apaniguado , que com a soldadesca des^u* 
iVeada quebrava as vidraças dos que não puzerão luinina* 
rias quando ali. chegarão as proclamações do Senhor In- 
fante. Este Palmeirjm inda Já sé acha^ fazendo quanto 
pode, a ponto 'que se destacarão infamea seus sateilítes 
para perverter o bom espirito dos habitantes das outras 
ilhas, sobre tudo S. Miguel que tão firme se mostrou pe* 
la^causa de ^IRei. 

Por todas estas circunitanGias classificamos Stodkler 
iXMO numero dos perigosos inimigos dò Governo actual. 



Noticias do Correio, 

Km Braga maquina o partido sanguinário com' 
grande actividade, e os enthusiaslas espalhão que estão 
próximos mui extraordinários acontecimentos, esperan- 
do-se em Lisboa cousas de muito gosto para os partidis' 
tas da Rainha. . 



Na dattá de 5 decorrente se nos diz desta Cidade^ 
que he necessária huma vigilância extraordinária, por* 
que os malvados não perdem tempo, nem' vaza» 



m 



N|a •• pode dttvWbf Iqiit 0% Í4iÍMlÍ9ilft49 'SkroQi» # 
dta Palrifl., que preparár&o oi MoofacÍ(D9nl09< lit .20 ét 
Abpii, tiobân oaciil^ corireftpcÁdeRoif pikfa litfKnMÉÉl 
pontm do Reioo; e quaado diflta nâa. &M» proita.idf 
ftwliM 4)110. vaoiea iDe!OGÍofiar/afioi>t6qidaa.^eaL: Campa 
M^Mav, baàaiia aqiie ja:cUiianM)f.a rwprito da0^ilbia.| 
pata not ooa«efiee/facM'd«qiiBtla ver^aiia» > i 

V. }f a «MiUo qaé flaiitia eed Caoapa maionlwBnaJu:) 
f&o ínktt^faHda^Ooasrno. daâilaMageiík^^^ 4a^ qiia} •arikf 
•li«fiiS'-^ á Paiba Joio JUbtriáaiEir^iFoAotca MaoHfi ^ «if 
£jr{iniitMuiaf«9- jiittiíp ÀiiAmííq N^cito»' ^Of^ilísaila M 
Assenlo d'aquella Praça -»o Padre FiaaDÍtpa- da J&HiA 
ftéabora éa Aaipaiô ifiiôMiçaiw-FeMMéo deiSon»a Mi* 
gue»«t«viK ^cfaaiJlaiÍMt\ieta ffmieaB%iMi^ra«ft^infJbiq»Hia 
Procopio Canhão, Capitãada^Cavallaria 8 — co Coro* 
Bel João Gatvâo Mexi^ -— |p!sta facção coinmunicava-sa 
com o Ajudatíte^*0|tíeiis ÁeS. A. o ftifartle, Francisco 
Henriques Teixeira , boje preza > por via do Negrilo, e 
do sargento de CavaHaHa 9j Félix Nogueira Torres, a 
^|aal im ineses foi çliaipada.,para a 9^rejtaria«d9 ^nente 
^i isL Praça de SJva»^ Maxlipriaiio d^Brlto Moàinho* 
coastaado que be ia&i/^ne etjix çsc3?evçr iliff^rf^iiles ç^n^cte^ 
res de fctra. 

Foi este sargento quern sábio de Elvas p^ra Carn^ 
po maior coberto de rani«s>4ia*tarde de 3 de Maio com 
as proclamações de S. A. o lafaale, acompanhadas de 
bum officio do CorregedoY de Ekas para a Jub de fora 
de Cani^po maipir» jiq qual lUa ordenava^'— que ftjsaise lo^» 
ff a compeienAe co^a^n^tii^iiraçSo a tocio» ot Comqiaodaa- 
tes miÍitare&-«- p que s^do iamiediatamente execqtadc^ 
com repique de síaos ^ coaxQsiui o mesmo Juíft de fóra a 



Çlòroy Nobraiay ^^ovo' faxendo iMnir m mesmo tem- 
po em paçada iodos oi Corpos da guarnição da Praça, 
QOTn os S6|Uft cais aceados «niíomies : então o Coronel 
Jo&o Galvão léo as prodtamações .á freoto da tropa ^^ 
s||g;oio-se IrniM.. salva-' de itrtilbariar a que respoaderfto os 
Corpos cpçQ ires descargas. 

. fieuoio*se a Camará, e larrou-se htjm auto extra* 
^dínario^ que foi assignado por immenso povo , insiig»- 
4o pelos facciosos para essa asúgnatura. He preciso ao*' 
t^t que o. Padre João Mariano nos ^ seus «er^ôejí dava 
sempre huma ídéa mui aproximada dos successos de dft 
4^ Abfil, e.tan to. assim que np acto da assígnatora do 
auto perguntou ao povo «^ » f« ellc era^ ou nâo propht^ 
ia na tua ierraj accrecentando , que elje sabia isto Ii% 
muito ietopo , que a sua propkecia eslava verificada , . 4. 
que o S5U partido tinha triumpbadov» — 

A este segunda acto revoltoso seguio^sf kum Te 
peum : subio ao Putpito o Padre João Mariano , e abi 
9a' presença do liei do^* Kets ^ inflamado em ardente có« 
lera, provou que ainda ate hoje nenhum orador sagrado ^ 
a não s^ o Padre J^aga , tinha mais do que eito sacri* 
legasifUte pn>faaado o santuário , pregando — nqtic de* 
via correr o nmgue da Portugue%€» neita epocha , ca* 
ffio emótitraja correra odot Jtudeot^ que aistns ojul^a* 
pa preciso^ e ia aaonicccr ^ pela promeua que o Senhor 
Jnfanie tinha feito de tião embainhar a tua enpada , em 
qtianto mo déise cabo dç9 Pedreiroi livre* ; que etle êe 
sentia enfurecido , e que desejava ensanguentar suiàs 
mâos^ • . . « — Tanto neste sermão , como em todos os 
mais qtiQ anteriormente pregou , designava serem os ne« 
gociantes-, e outros hoaoens abastados os Pedreiros livres^ 

tendo esta a razfto porqfie a plebe (1) andava contente ^ 

i t ' .. " ■ ' I . II I ■■ I , 1 ^ li II 11 1 ■ ' I -^ 

(1) Aiada qae esta obra iiio<«d»itM a9*M, peUa mwtmt 



esperando que hum dia se procedesse cotitrá taes pessoas,' 
para então começar o saque, e o assassínio; pois que o 
dito Podre igualmente lhes dizia-— nque assim se tinha 
feiio em JVnpoíes» n — 

Houve illuminaçâo por Ires dias, e repique de si- 
nos, até alta noite, asjanellas eas portas enramadas, e 
a musica- tocando sempre. Nestes dias os chefes da facção 
òrganisarâo hutna lista de quarenta e quatro Cidadãos' 
para serem prezos e remetidos a Lisboa, chegando o Pa- 
dre João Mariano a requisitar a sua captura, o que não 
pôde conseguir. 

No meio de tanto horror e susto, quiz a Divina 
Providencia acudir aos honrados habitantes de Campo 
maior: no dia IS de Maio chegou ali a proclamação de 
Sua Magestade datada de bordo da Nau Windsor Castle, 
a qual aterrou os perversos, erestituio desde logo a tran- 
quilidade aos mesmos habitantes, fazendo desapparecer o 
grande perigo que os ameaçava. Vio-se então correr o 
Negrito a casa do Padre João Mariano, dizendo pelas 
ruas — « que itxdo estava perdido, w — 

Os habitantes de Campo maior illuminarão logo 
as suas casas, o que sendo sabido pelo Juiz de fora, 
mandou então apregoar, ja depois das nove horas dá noi- 
te, que se puzessem luminárias: efoi na parada dodial3 
que o Coronel João Galvão lêo a proclamação de Sua 

que seriâo precisas, todavia não podemos deixar de dar a defi- 
nição — de plebe — segundo os melhores autores. Plebe — chus- 
ma infame , gentalha perversa , vulgo temível , cujo oiiicio he 
ter ódio ás cousas presentes , gabar o passado , desejar o flitufo , 
« crer facilmente tudo, principalmente o que pode dar cuidado 
e pena : só quando tem medo , he tratavel e humilde ; uniba- 
mei^ amiga de quem vence. 



83- ^ 

Magèslaâe, dizendo — ^/quc por falia de rtctbimtntoê de 
ordtns te não havia logo publicado, 19 ^-^I \ 

Tornou-se a convocar, o Clero Nobreza, e Povo 
para formar bum novo auto ; porem forSo mui poucas 
as pessoas que apparccerao na Camará, porque o Padre 
So&oMaxi&no andava com os seus sócios, fazehdo asma^ 
iores censuras 9 EIRei, e aos seus Ministros, a quem 
chamava — Maçons rc/ínado« — apparecendo o dito Pa- 
dre neste dia com o fato de saragoça mais velho que li* 
nfaa , quando nos anteriores se apresentou vestido de ba^ 
tina de lila, e sempre com o melhor vestuário. • 

Os dignos habitantes^ de Campo maior vendo com 
magoa, que a tSo faustos acontecimentos se nSo faziâo 
ao menos aqueUes festejos públicos , que se fizerão á che- 
gada das proclamações de S. A. o Infante, passarão a 
determinar huma solemne função em acção de graças ao 
Todo Poderoso por haver livrado a Sua Magestade, e a 
Aiuitos dos seus leaes súbditos , do furor e poder da mais 
brutal e irapia facção; a cuja função concorrendo a Ca- 
mará , e os Officiaes da guarnição , este acto se tornou 
mais brilhante. Os facciosos começarão então a e%f^^ 
\ht3ir ^-^ii que Cita função era de Pedreiros livrei j que 
agora melhor $e conhecido , raias que ficassem certos quc^ 
o Padre João Mariano havia de suòir ao Púlpito mui 
brevemente , e que então d' ali os desmascararia sem pie* 
dade. » — 

- _ Murmurando-se da falta de felicitaçoe'S a Sua Ma- 
gestade por hum tão plausível motivo , apressadamen- 
te sç fizerão estas no dia 17 do mesmo mez de Maio; e 
consta que para assim mesmo se fazerem fora causa o Ma- 
jor de Caçíidores N/ 1 , Jeronymo Rogado de Oliveira^ 
que serve de Commandaate do mesmo Batalhão, e igual- 
mente o Juiz de fora, poisque o Governador (que se fej$ 



iòen^i «^ BeiH ntcfe dte quanda • ^Miitca^ 4<miil 
te da sua casa um iegoiida noite d^ pHbUco feg^mo) , f 
fiPotonel Joâò'Oalv&0| ainda não querião aoauír a que 
it fisesseai taes fdicitaçoes. 

Houve fo|;o artificial» e poesia» na casa da Cama* 
ra^ sahíndo d^ste ajuntamento voies, queduiao muicla*. 
ta e distioctameote — nvipao Jf^antc^ fue êUcvirá.-^ 

Finalmente tendo o Juíe de fóra procedido a suai« 
Biario contra o Pndre Joâp Mariano » sabe^ie que oGo« 
varliador » e o (tronei Galvão estão em campo a favor, 
deste homedif o que tem exaltado a canaMia^ e alguns» 
caesarfstaa saielifies do Padre » os quaes tem assevera- 
da ^» 99 ^«0 a Ckunara lhe agradecera qfj^cialmcnie Qbom, 
$$irn%é^ qUê pregara em ^ de Maio , por occatiâo da re-. 
^p0to dai procldfnúçéci de S, jí. o It\fanU*>i — E fu« 
gindo de Gámpb maior o sojbredito Padre João Maria« 
mo^ consta q<iè ti rdfa passaporte em Arronches, eqire 
viera pára esta Capital ^1 aonde se acka refvgUdo ; em* 
p£egão««se portanto todoi oi meios para o 49^cobrir e 
prender^ 

(Pará o frttiíiidente ^eral dft PoUcift.) N. ■ 7«- Ittat- 
tfissitóo e Excéffentissímo Sènhàt — EfttèHdi-»flle' coo» 
o Jui2 do òrime do bairro do Castello á respeito dos pas- 
quins, e passando tròje d« miintiSá cedo á^uelfé ministro 
a dar huraa busca no quarto do ex- Corregedor 'de Bgáf 
encontrou com atkho sefe pasq^s da riletruiá leira 5 e 
ihéat dô^qué scencontráAoliôfltenfí affixados ^ttldífleréft<» 
tes ruas da Cidade iiòva ! Apeftàs oságénte^ da ^ófici« se«» 
c/eta me apresentarío os pasquim, .lorgí> àe ilie figurotr 
II fetfa do ex-Coríegeddí de Beju; e á vista Út fcntíia 
cafla, qôè matidei pedií úo {>é2embâfgâdõt Saibplifo(«^ 
cripta €tti odlfo teflápo por aqneíle èx-ÒdíregedoV) parfit 



{^oviUMr. n trtr»^« jà nJk» p^dú» l»<^v^ àivi4A d« ^ur oi 
juuqvÍM ersuDf obw »u)i. ... 

Este ex-Carreg^edor foi sentetHciíidp' /]^^gr«^o.pe||« 
peluo para A ngola, por^if r a^^«9j|»i|49 «Ma inMil ipulher ; 
e tendo finalmente esgotado todos os recursos da cbica* 
na j procura agora luetflolar áesoTtrno transtorno daor« 
dem pj|bUça;V e|» ifke» çicqiinjrtaMUsj^ este 

homem seja removido immediatamente para a Cova da 
Moura , e que não h^la a mei»o>( demora na sua sabida 
pi^ra Ans^ol^ , ^té peUs suas libações com o$ preios im« 
p}icacU>s na rebellião de 30. áe AbriU , . 

Não deixarei poreai de dixer a V. Ex. » que he ndi* 
lurai que h^ja qtiçm se eimpenhe por eUe ^meqi^ para 
conseguir a sua demora Aa.Cadeà, pois consta qup d4 
dovs contos de réis a q^ueiq Ibe conseg^uir bum avizo pasa 

MO Mr^ír; se assim acontecer .desde já digo a Y. Éx. 
'au^ na mesino dia deve acabar, a Policia, secreta , coma 

nutii e desnecessária : cumpre pois a V. £x.* prevenir 
aguelle moiy , faltando. cèaro,, a 8^ Magestad^s^ • aos 
8eu9 Ministros, sobre o ipáo estado da ^dmiiústr.açâa 
da justiça , e a escandalosa prevaricação dos TribMnaeey 
e OMiis repartições publicita JD#oft guarde a V. £x/lâa^ 
boa 10 de Agçsto de 18^. . 

t)é e^tra<^rdíiiario nada occerre hoje Qiiê Biere^ 
mencioaar-se: repciiâo«se apenas qs boatos que òorrlaa 
aonteoíit 

As npiaii que apparecerSo »a gaiefea de boje á Iíúiq 
artigo do Jornaí dos debatas agradarlq emgér^l, por 
ilio que a^ jua doutrina be sâa e moderada. Oxaló» di« 
aiftç o» bei^iiitilíiiciaaado»;! cjue tão santa do utri&a nS^ 



^i5 

iíeja somente lheoría , e que èm breve o espirito concilia* 
dor venha sanar as profundas feridas reabertas pela per« 
'^fidia'| e pela tj^aiçâo. 
' - Lisboa 11 de Agosto de 1884, 



PARTE DO DIA 12 DE AGOSTO DE UU.^ 

Espalhava-se que hum criado de S. A. o Infante 
tinha . sido ^rezo em Setúbal , e que era portador de 
cartas. 

Corria também que acabava de chegar hum expres- 
so de Madrid em cincoenta horas: não transpirávâo po- 
jem. as, noticias de que era portador. 

Asseverava-se que Tarifa estava em grande desordem, 
em consequência da revolta de dois regimentos de Milí- 
cias. ' .' ', 

Diziarse que ó Excellentissimo Conde de Sub-serra 
partia para Londres na qualidade de Embaixador Ex* 
traordinafiQ. 



jd^aca cia 'Sommercto. 

•s 

Na Praça repitia-^eo boato da partida do Excel- 
lentíssimo Condç de Sub-serra para Inglaterra; accres- 
centando alguns — rque he em consequência de receio, e 
que procura assim pôr-se a salvo. Taínbem se assegura^ 
va que o Ministro Inglez Thronton he chamado pelo seu 
Governo , e substiluio êni consequência^ de algumas in- 
trigas, do Marechal. Èeresfo rd. \ ' 

Dizia-se igualmente neste sitio — que o Marquez dei 
Âbranles dava seis mil cruzados aquém lhe obtivesse hum.' 



'87 

tiimlo para se livrar ialto , sogeitando-se a não viver em 
Lisboa, mas sina na sua quinta da Povoa: accrescenta* 
vgo^-que hum F. Xavier, seu rendeiro, > era o agente 
d* este negocio.— 

Parece que esta noticia não tem fundamento al- 
gum: entre tanto o Governo melbor saberá o que ha a 
este respeito, avista dos requerimentos do prezo Marques 
de Abrantes* 



Indagações. 



Hum Picador chamado João Pedro que se diz ter 
sido em outro tempo confidente de S. A. o Infante, an- 
da aliciando os soldados da Divrsão de Montevideo. 

Lui% António de Araújo , official do Deicmbargò 
do Pofo^— Continua este individuo a ser escandaloso, ê 
se bem que por vezes tem sido notado, dá-se como certo 
que elle conta com grandes proteçoes, e por isso conti- 
nua a propagar noticias as mais aterradoras. A sua con- 
ducta civil he bum tecido de crimes: sabe-se que está' 
pronunciado no assassínio aleivoso perpetrado ha annos 
ao pe do arco de Santo André; e igualmente em alguns 
roubos públicos feitos a vários, entre outros a Manoel Cae- 
tano Dias: consta também que quizera roubar o seu pro- 
tector e patrono o Monsenhor Cordes no mesmo dia da 
sua morte, insistindo com a sobrinha para lhe dár a 
chave do escriptorio onde elle sabia estava o dinheiro, e 
como esta se recusasse, passou no outro dia a forjar huma 
carta' anónima que remetteo ao pai, dizendo estava na- 
morada de hum cadete da marinha, que furtivamente 
introduzia em casa; o que foi origem de ella ser recolhi- 
da a hum convento aíé que se descobrio a calumnia. A 
estes factos infames se accrescenta o de chumbar dados , 



#.«NM>i!l^ <«ttH; ^ *♦ «•Upco dè hum* ràf^tf* miM^ 
doro M run aiigiaHa» e «01 íí\Am úe {mmm PrMÍito 

Murmurasse do despacho feito » tiMl tet B«ili^ 
filio I «mtgt«d<» éo BfásíU par» Laile da Aula do com^ 
tMftim da Cidadã ik P^rto: ditf-ie--^qua ett^ diespacW 
ptcalKO em ktani hrtfMin bebaéa aaia ifilerval». •-« 

Joze Alexandre da Costa, Corregedor .A> cii^ dli 
Cidade, aílirrnava hoje-^q(i? Marquez de Abrantes ia 
a ser sollo— ^accressentaado — qtie fallava serio, pois que 
sabia isto por luuna pess<^a da sua amizade , a qual ii« 
t^hci «elações com ««tira de caisa do £j|ceUei)tt«iiiBo Ar« 
ce,bis|»o MitMStro da ^usliça— «-Seja o f|4ie for, das lespaa» 
tas de S. Ex.^ és pastes tmleijessadas nos negiOCioH dea 
prezos icnpikados oa rebeliiâ» de 80 da AWily que Iam 
feqiierliti«ntos na sua.secxetarJa,- se p^ova t}ue este &V^ 
|iiatto está iactiaado a &vor do^ £EftC€Íos«s 4*ii^4i6lk dia>^ 
fs suas, resposlas^iiko coacebidas sempre <ie$;te« («rmos^-* 
f) D0 tus isAa petríe não aepódan queixar com ra^oc», cor^tgo^ 
^ í^a. iimoctneia , nada poHoJmcr , 4900 ier ^áom q i«* 
$€ndcnie^ ifc -— Nuo perdemos de vista este nt^^eia. 



OOÈLtJZ. 

Alada que a aotiial r^sidex^ia^ iQiieliia, «da 6aa !ifa« 
gestade a Rai^iha, apreseata hum cdei)re e ej|;trAordi» 
oario eoairaste co4a o que foi outrWa , ja pela aihieitd* 
de pessoas, « ja pelo Doiinero das que &equefitavfto o Ptt« 
ço; com tudo orem por isso esitá lâo <leser4ò Ç9«ia ae 
su|)pôe. Ten sido vistos al^^tuis iadividuos antiSareÉa mo 
PaQo de noite, e mesmo a)f unaas segas com lOMUiArta 
^ao*sido encontradas no^aji^inlio «que aJi «oftAaa* Ol^ 
saf.ya-st lambeai uUiqpamatitc^ q^e wOSbeiêmiàMvãtfm 



gue.fotrio guarda nfi Fafo^ %Íq recebida por Sua Ifa* 
l^estade a RaUba coio .muita afabilidade; beij&a*lbe ji 
juao quotidiana meote e duas vezet pelo meaot» a mui- 
jto«. d'eHes quaado são rendidos lamenião o aiiado da ra» 
ehuâo em que cgnservâo^ diaeui ellef^ Jbuoia Sfobcr» 
giie podia &zer a vaaiura de Vartug^U 

Xaaiodetgoito pattfiâo as oiadida» violeaiafi a of acioi 
arbitrários , como moti^fto rQc;eio os ineios de tiblesa ein 
momeotos arriscados, e de publica osciUaçlLo. O borro* 
rozo attenlado de 30 de Abril trouxe comsigo, no meip 
d^laníoã foaJesi acoasofadora pr^va ^u^e fae |^rande o 
HiiBierp dos aoai^ e .deftiiso/«i 4p melhor dos Beis ; - li^ 
ippai tt|do facto ^ que nem a boadade da j^eperoso animp 
doSenbor O. João 6/, nem a sua incomparável cl^mea« 
^u^ o tem «alvado dç inimigos per&dos e. saiigui-sedei^- 
iof 9 que só mas^^ÍJ^^- ^ favor, de bam syiteoia que qa 
escude .contra 09 seus atrozes crimes. . São estes traidar^t 
íjA que A voz publica apregoa por ajpdá Jmpimas; buaa 
atlribuem a demora nos processos á falta d^foj^^- noGo^ 
>erno; 9utros a medo de exasperar iuim partido que pii^« 
tão como numeroso em fojça ; ^ queiles dizem que a dc^ 
mora be consequência infallivel de estarem as devassas a 
processos entregues a homens^ que jogando com pio de 
dois bicos querem servir qoem melhor os reoiuneirar ; es» 
tes a pontão Ferrão coma cauzal da demora ma qual tem 
pão pequeno interesse. Em aurama todosNceasurSo as de- 
jtoog^Sy e talvez com justa causa. Se pois ao ^cprpo pbjr* 
fico, para o salvar da dostrui^So e da morte., tantas ^e 
tantas vezea se applicão remédios violentos, porque raeâo 
ao eçí^ moral deix&r^^se-ba de os applicar, quando o seu 
ei^do impariosamente o reclama I Ha momeatos em que 
^. seisara de btua membro gangrenado salva o corjlp 
l^doí fjoeai |>o« i#so ababU cirurgião espera que a gau* 



90 

grena se mcinifesle cotn symplomas atterradores , para 
"^proceder á amputação. Para grandes males, grandes re* 
médios; o processo dos implicados neste horroroso atlen- 
tado, dere ser concluído com energia e brevidade, e se 
cumpre fazer hum exemplo, faça-se em tempo que pos- 
sa aproveitar, desalentando os malevo-los, e mostrando 
que o castigo ha-de prestes seguir os crimes perpetrados 
por qualquer perturbador do publico socego. 



( Para o Conde de Sub-Serra ) lilustrissimo e Ex- 
cellentissimo Senhor— Devo dizer a V, Ex.* que as or« 
dens, que mandão pagar aos corpos da guarnição da Cor- 
te os atrazos de fornecimento de fardetas, tem causado 
em toda esta classe geral satisfação. Atéqui todas asquei* 
xas qqe se lhe ouvião, rodavãó sobre este ponto princi» 
pai , e parecia que a maior parte do seu desgosto nascia 
de semilhante atrazo. Os malévolos também se aprovei- 
tavâo desta circunstancia para entreter e fomentar o des« 
contentamento nos Corpos: removida a causa, cessa ne- 
cessariamente o efleito ; e tem sido observado, que os sol- 
dados não só estão satisfeitos com tal determinação, co- 
mo ja disse, mas ate tributão louvores ao Governo de 
Sua Magestade. Tanto pode huma medida adoptada a 
tempo, e executada com promptidâo. 

O Intendente geral da I^olicia terá mostrado a 
V. Ex.* as communicaçôes da Policia secreta; por esta 
razão, c mesmo por falta de tempo, não tenho enviado 
a y. Ex.^ copias, ou dupplicados, mas eu o farei sem- 
pre que occorra algum cazo extraordinário, ouimportan* 
-te. O Intendente me tem dito que ElRei está inuito sa- 
tisfeito com os meus trabalhos, que quer saber tudo, até 
o que se diz D*elle seja cm que Sentido for: pôde SúaMa- 



'91 

gestade ficar certo de que a Policia secreta nSo tem outro 
caminho a seguir senão o da verdade. ' 

O Padre Braga acaba de ser removido do Limoei- 
ro para a Cadea de Bellém, em consequência das com- 
rounicaçôes que tenho recebido a respeito deste Frade in- 
quieto e turbulento. Mandei logo hum agente para esCa 
Cadea como prezo , para ver se elle recebe \isitas , ou al- 
guma correspondência; e para pesquizar ao mesmo tem- 
po sobre a conducta do Carcereiro, guardas, &c. • 

Chamo a attenção de V. Ex.* para a carta da co- 
pia inclusa , que enviei ao Intendente a respeito do ex- 
Corregedor de^Beja. O homem máo, o perverso, desde 
o momento em que o he , anniquila os seus próprios fo- 
ros, e conspira contra si as leis e a sociedade; e deverá 
viver no meio desta quem só procura offende*la e per- 
turba-la ? Decida-o V. Ex.* — Deos guarde a V. Ex.' 11 
de Agosto de 1824* 



t//oea. 

N«nhuro caso importante, ou digno de mencionar- 
se tem chegado hoje ao conhecimento da Policia secreta. 

Hum dos observadores remelte o Soneto, que vai 
junto a esta nota, dizendo que algumas copias girão por 
diíTerentes mãos: como não contem nada de oifensivo ao 
Governo, não se trata dedescubrir o seu autor. Lisboa Ifí 
de Agosto de 18Sé. 



p 



19 

A* morte de dois Lobos» 

^ontto« 



reli«ncti«o««e a iBédi<l« daé oflfansat 
Peitai i Pátria Y • ao Rei não juUiooir»; (1) 
- Foaea aa t<Mio Iniz ^ Par cmbattinix» , 
Que «li VIM 4arè as ^evidat noétapcmému 

Ham^Deaunciaiite foi: (C) t^igoa Iai|piaMa« 

Do Omtor I qu^ àfalàoo aa Aeiíiò iataira ; (||^ . 
OatfO) que fm MuúêU^^ e Cé a ie H wim t ^ 

^^ Pvegoa«ao«aai lAfoela ae£isdaeaças! (4t). 

Llbentéi, oa nealiftat <«iaUadai« 

Segando Norte, ou Sui ventou no. Berta » (%) ', 

Eis os ínclytos Dons da s la a s Morgados! 

Que Patifes, que Brejeirâas^ lotei 

Troca-lhe, ó Rei , os oito mil cruzados, 

Pòr aiio mil a^òilos de Cbieot^^ ' . , ^ 

(1) Nio justiceiro (isto lie) não severo. 

(t) Todos Babem (oa nem todos, sabem) que ò Sf inbtro 
MarkihOf .na qualidade de Intendènle, ou chefe dos espias « erá 
quem denunciava aô Mini<ttD da 5u^ça as pessoas ptfígo^as ao 
systema Constitucional; de que o outro nadanbia, stmtojo qtMl 
elle Intendente lhe communicava por si, ou pelos ditos; e que 
as ordens de remoç&o erão expedidas, quando ai participações, 
pelo Marinho feitas , erâo de^mrtuteta a exigir esta medida. O 
Visconde de Manique, e outros, forão victimas destas denuncias 
feitas peio Marinho. Foi elle quem apostou espias » que vigiavia 



(P«r« 4^ Ifiipdatna gn«l 4a Poíleia) If / 7 Ul^iUlk» 

III III 11 I ■ I ■ m^^mm^mm^m 

todos os passos d'aqaelle8 indivíduos, e quem iodícoa a nec«s8Íp 
âade de sua reoioçSo ; assim como chorou com eiles quando fb- 
tfe á Imcadeorfa buaear m paanporte pani asoa «diida ; éasovf 
te que lend^ skio algoii, fingia enteroeeer-se con m éMtkio <iai 
«icCiflMs* q^ éite meamo acabava de «eiificMi 

<f} T^do» «a^m (ott «em 4odot sabeai) qnà o If arlnhi cta 
queiii (f^va cenó usdinbeirDs áa Ititendeiièía akupniAo J«?#» 
«iodko iiitiíuladé«^oCeiif!or-^«qtte fiú ^nefli se ineiim^io de # 
lefiielMr peJUiopÉMa Iptewkliícia |Mwa «s étvemr a«Aertf aáfli 
daePiio^itNÍai. á«4íeilelílaBÈas4le9ls^£Kib mM Pe» 

Ikia» alem <b»*f#ep6aff aMJMniiiãdts quer yséeèHtf o f«r«éíco. 

<4) Toiki ^víii» ate ^zelas és iúáiii , •* lolke ée 1«H 
eaiei íívísq» msAgUkàtíÊ p^ Mínirtr^ J e afu iai IMre Gomes » 
MÉ q»Ma elio tiiUafi» da viAi^ • sioite êt ifibriNe , ^ta M^ 
fwDdac áa ji^iiyiif aiaighii » i|ai «s Csunaias tnittidairii» a Bftei; 
e cagoe âvipys iaepi» wuila te Éi|W i> • 4ivertiiiietito ées «miojtes , 
qoe eenheeiia htm tqael «m a Sérvio do ^ai«i<è , que as a»* 
«guerra! Be vac ciMMlaneeY « iiel#r de>q«e.ja hofe ai n g i i ea i 
doyiáa^ i|tte M aa aiia.eata ^ ^qae t^têêms ewoiiMo o Regenera- 
ésr JéasÉsè f^etaawtas Tteaum , quando veio « lisboa pieparar 
a ácc*bi^, ifiae fetúmo tenpo tiefK>k rebettoH no 1^y1^D; <en« 
d»»<n»>aliai>iiit |>ata explicar ocfedieo, queeHetevetlesde o fáti» 
m^êo <en» nsBegesKcaéaies^ «eqoe f}elo9 talentos delle seria inex* 
pbcKviel. Fet isso « tisiõs lõ^ |jteiBl)ro da Imrta Pfeparatorfar 
ilaeCosm; Mbtttreif&tadie; ^onsdlieim d*S^éo; istatie. 
aos èmptegmiàan lUmtávm 4e Governo Constitucionat , no quat 
o^gaBODa aaiíios vM «ruaadés » e ao qual 4tfw 4e «ttioto cha* 
iio«««»Sifsiema td^^MWfaaeiaâor**^ 

t 4é)r A»iaa jofanírip «mliosé^et aefvis 4elodéi os «3rstema8. O 
Msijijtoj ÉManieada para êr áá Poria êxpk)iat o escrito pn* 
blàoa diw 4aia f^ommm êú-Mkã»^ o ÍVas os montes, partici»' 
pando 06 estorvos» qu0 adiava áiaaiiuleiíi^^^sCema. Bepeia 



recém attençâo, ainda não posso dár huma parle circuns- 
tanciada , por não estarem concluídas as indispensáveis 
averig^uftções; e tudo quanto possa comprometer a pubU- 



por insinuações do Dezembargador João da Cunha , foi nomeado 
para o pingue cargo de Intendente geral da Policia , onde to- 
dos , os que o conhecem , sabem que elle nâo se . descuidaria 
de sil Depois foi nomeado pelas Cortes, Carcereiro -d' ElRei , 
quando entrou no Tejo ; pois que tanto significa a prohibiçâo »' 
que se fez a Sua Magestade de o não poder demittir , assim co* 
mo a outra authoridade daquella época ; sendo ambo^ por este 
facto reputados os dois baluartes da Constituição. Depois , come« 
ÇQU a fmgir-se Realista , e a frequentar Queluz na decadência 
do sjstema , e priqcipalmente oa decadência do seu cargo de 
Intendente , cuja extinção occupou por algum tempo as Coites , 
e foi finalmente decretada por ellas. Comparadas as datas da« 
qnella^ sessões , e da sua faypocrita conversão ao Realismo » se 
conhecerá melhor, scf foi a sinceridade, e pureza de sentimentos , 
ou senão foi. a ambição de adquirir novos cargos na iminente. mu«- 
dança política » quem o determinou a este posso i O seu digno 
companheiro Joaquim Pedro Gomes leo pela mesma cartilha , e 
aprendeo a mesma lição ; ainda que mais bronco e mais pezado 
no que pensa e no que faz ; só se despegou da arvore da Cons* 
tituição , quando esta veio a terra , aliás ainda hoje andaria co- 
lhendo nella os mil cruzados que eml)olçou , em quanto ella flo- 
receo. £lle soube da revolução de. 18^0 muito antes que nin- 
guém o suspeitasse em Lisboa, porque elle e mais .ninguém , 
havia hospedado , e occultado o primeiro motor delia. Foi logo. 
distinguido com cargos no novo sjstema para si , e para seu Ir- 
mão ; ao qual para darem hum maior emprego , o tirarão a 
quem o servia , começando por este rasgo a dar-se a conhecer o 
reinado da ju^iça, e o respeito ao direito da propriedade ! Final- . 
mente, a Constituição .avinda acabou .primeiro, do que elle aca- 
basse de ser Conselheiro d* Estado delia I , . 



ca^itifurdlifa iMf A lureséntê ao GôtWM^i logo ^orpoiM 

Iè2er^kua]« enfotição c^IttctMH'e» ^ '^v. •* ^ 

» Eniretaitto pôde V: Ex/'- wéég wmt a 8tf » JfagoU» 

ide^ f^ue tanto o manifesto , cbmo òâ otíCrot papeia^,^ 4t 

qtfe faltei a V. Ejí.* ha con^renci.a que tiyenaos bonteift 

á nofle^ eáxespeito dos quaes V. Ex,* me diz boje, qae 

EHlei está implicioate por toda a demora , receando i|w 

depois imo appareça o manJfeUo , e 9e diga que tudo ht 

£4)g4do com o fim de perseguir ^s Inimigoa do seu Gti^ 

fera^^ 4}&o-de ser appre))endidp«.nas mãos dos propric% 

conspiradores, de outro moào V, Ex/, eeu passaria^ 

mos pelo desg0$i0 4e Ver vertfteados os receies 4e Soft 

Mítgestadey e impunes os inimigos da ordem' publica;» 

]>e ko^ aié -â OMinbia ficarà coacluido este hopertaoM 

luetg<icío« > . ^ . . 

Das communicaçoes que Tecebi; boje nadaoonsl» 
que mereça attenção« Deos guarde a V. £x/ Lisboa Vk 
de Agoato de 18S4. 

'''*-'■■■ ■ ■ . 

í- • : (í^ra o f ntcndenle geral <ia Polícia ) N/ 8 -^iHuN 

tnssimo e Excellenttssimo Senbor^— Nenhuma cousa no* 
tavel me he iransmiítida das ProTÍncias. O que -bojé UrÊL 
sido objecto das-ccifnversaçSes publicas, hé á soltura dê 
Joze Â^icursio das Neves *^ Manoel Gomes de Mello— ^ 
António «loaqnim doft Santos— Manoel VassaMo, e ou^ 
4fos — que fpi recebida cora hum geral desgosto. 
^ Jo2e Accux»io ibi logo visitado pelòs seguintes in« 

divid^ios— o Vigário de Santa Rita — o Padre Procura- 
dor dos Bernardos^^ o Desembargadoc; António Germa» 
]i.Q da 'V^ga*-* o General Victori^i*— Jorge : de Mçsqui- 
ta^r^ Âmansio da JM^nta doConamercio—ç António Lui^^ 
Carcereiro , da Cadea da Cart<ç-^ A' sua chiada, a Qása^ 
)pn{ar&oHe fogi^tçsi . ,. . . . "^ -^ 



tonductor da correspondcBcia dK»« presos «^pifoi^ttiM^ 
tenros ^«s Còátaft tia Coité , e^GasleUa *^ ^ pte outros ia- 
Alviduò^ ^iH^nSo foi pmútA 9áh»-9é qtiem «rlb; là' mb 
Aegada a casa pozerCb-^sis luminárias 1^ 
^ flc para notar que tanU^ osbólíeíros dás segas, i(aa 
is SficoAtrár&o á porta da casa d^ José A^curtiaf eonsâ 
és das que se actiaví»» á da Ma«aeè Gofncs ésMello, ^ 
llSo àbertamerile a qiHStn os q^eiHa ou^ír-^-itae as pMi 
>iostdades da EIRei ja eáta^í^ abordo"; íhíêtui^ cotfiò- iT 
prála AiExc^llentisèimo Gofidte dêSíib^im--- 
f Maaoat VassaUa ft>i ^isto na Rook^ aeampatbsri» 
yh lium^ guerrHha , q» o Isívata «orno am triouif bo ! 
^ Por esta - modb debalde ia pme^ifarà iUr - direeçS» 
iao espirita publico» Deos guarde a V. £x.* Lisbaa Ml 
áé Agosto de ító*. 

( Para aottcra? maior da secretaria da^Pelida, OliflíS# 
-pio Joaquim de Oliveira) lUasif issimo Sénbor. Satisfazendo 
ibacÃas/ quê recebi tiUimamente de V. &% nas quaes 
ver pede algumas rva^s a respeito da certos índividuoa^ 
lavo ás siiaa mSos mã três no^s jualas contendo a resaoMi 
dêque ma lo» possível aparar a respeiEd dos indivíduos da 
qne tratão as mesmas notos. -Qaantô aos Generaes dasal 
éanta com a brevidade pessml.o-iv^Da V* &^ &g» Lisbaà 
15 de Agosto de 1B^4-^ 

Nota N." ];. ~ CondttDÍa polHita dé Ofrmrgi&h 
«S'«m<i>*^0 Cyrurgtãa mòr Simas, quando •-regi«ietilid^ 
M partío para Titia Franca a unir-se ao Senbor íiifa»^ 
Sa, estava encarregada dos doentes da fiospital i«gi^ 
lÉDíantal de S% Fraircisc^^^ e por isso não acompanlKm ^ 
iflfgimeiito« Logo que esta torpa regressou /bass caaEi^ 
as ouUos , o Major Oilveira a quem*sa iMrim ^tAãêmé 



cicio, df^ 4i»a |»r#tft&(v Porefla^oDeatÍM fcft«ie-Ui« c^mey 
}bo ik 4aveUi|^$&a, ,« l^o«iv«j%> iiidivi$luo» qaie dejmse* 
^rjk> fes^lk OpAstúu64<»9Al^ .«.t«r dito ^ue oi ConUUu* 
i:taaa«9 ião krg»r |ago 4 Cidade. . O n)4Ío caracter daf 
H^teaiiudit* 1)^6 d^piudiâo, e oisoiDento deeiiêrv^scencia 
fm qm p 4inlião feljtp^ re$oiv«o a «oaunisaão creada ^ 
jbaoi, <)tiaivio. 9e4b« reaiaU#f> o^conialtio^ a mandar abrir 
devatsa »o di^rioto do fogioBeMo, Andal.^» á cerca da 
jpoiídiícia politica de&le Ciriír^iâo mor; cça^ eiTeito^ não 
appareoeado n\ng^m quo .dep\vte$9e couU^i^ foi JtUolvi* 
lio .por £aIUi de prova. . 

. ^in abono 4a vetJade dey«-8C dizer ^ ^ite he hábil 
i;id sua iprpâsftão , e ^e f^as ve2eft foi elogiado pelos seas 
#ape£ÍQre&: coopta que jtc^ia booi caraclear e copdAHClay 
inosUar^o desde oextiacto ^-stei&a muita moderafiâo eia 
$uas 'opiniões: di«-se quf^ passa a servir no rciginaen* 
to,]9. Alguns dos ^Ms^colJ^aa (e<n"Sefnof trado pouco 
fifeiyoaícloa Á $ua pettoa ^-e aeai ffor h»Q o #bonão maito^ 



^ NotaN.* • — ilíanocí d^Casiro Cwrrea ck Lacera 
l^:*-^Só, sesofbe ter ^iáp demittido por ser -afiecto ao par* 
^ido liberal. I^a2«cç que.em <nitro tempo fayorecco oquí? 
|o as.ideas do partifdo moderado, queiendo as duas Ca« 
piarAft> ^rezp a sua JaUa de conhecimentos, e lipiitado 
l^bHiio^. não Jfae deo preponderância algunm. Diz-se qu^ 
a eausa da sua demissão foi inimizade pessoal do Coof» 
^e.4e S^b-^S^ra^ pois que. ^te oflktal tem intelUgéncií^ 
fiaiUur>,^ l?oa çon^ucta, Sup|)oc-8e acbar-se hoje na Prq^ 
Ifiinciad^B^i];;^, .j)orem ao cer^o nada consta,, estaudfliji 



9È 

Cw/c ífeaí — Eftle ccW>r€ impostor {»òdb durimte o^ pe» 
itodb da campaoha da Peninstila, ^poj- laso quefadâvit^. 
alguma cousa Ingiee , toirodusir-te com o Caminrsssffto' 
em chefe do £)iercito Inglez , e por actos de báíxeia coti- 
séguib por 6m ser empregado no departamento d^ tritnÉ^ 
portes, a9signalandt>6e sempre peia atia oond^cta nr^gúlitr^ 
e repetidos calotes, que de vet*em qiniiid<> lhe aUrabiSTo 
seus dissabores. Na- oQca»»ão da entrada- do £xefcib>^ Afi- 
liada em França acompanboti^ esto então CJonnmssarh)^ 
conductor de bagagem, a Divis&o higleza que entra» ho- 
sul da França, e ali o nosso cavalheira dMndtísIrraqdtz 
passar- por filho d- Albion, entre os seus concidadãos, e por 
filho de um Milòrd entre os creduh>s Praticezesj-fiem de- 
pressa porem foi reconhecido por hum imposlt»r, e-tsfe 
de figurar tristemente entrre tod^ o Exercito quecomdès* 
prezo o olhava, jà pela sua má* eonducta ,- e ja pelodes- 
presivelardirde que se vatera^para merecer at^uma con-^ 
sidèraçito. Atguns calotes, eganhos i^itos cotei hidtoeiíAs 
a Jogos de basard, babilktárSo o. nosso beroe a dirigir«se 
ate Paris, onde quiL- figurar com a mesma conhecida inK 
postura, econsegiiio passar por pessoa disttncla entre at- 
guiift credqjjt>s Parisienses; porfímiásombea dasihtrodiié* 
gdes, e conheci mentos* adtiuiridòs, enganou Huma Sènbo« 
ra Parisiense de alguma fortuna , e eom ella pertond^eor 
clesposar-se ; , mas as- pesquisas da Pòliata , ondis se diri'-^ 
gio o offòndidò Pai a queíxar*se do nosso cavalbeít^, 'O 
obrjijou a dtixar aquelta capital , llkatTo dtia soas fàtett« 
fruas,, sem dizer adíeos aos amigos« • ' 

Voltando ao Exercrto o despedirão por iíieapar^^' 
Indigno do serviço, não lhe< valendo de nada a sua m« 
Ihm condescend^noin para com o Deputado 6ommÍM»r|p>' 
^su^H^rij^da, quepor-Tezesrocncarr^avadfts tuasoiH^' 



4waai«re«i» para ftfrcondèscendenteiLaiijVvelodailAi^ Es«il 
4t, ravaa-iião es{)^ado de {KÚna. adversa Ibituna. y poc ea^ 
4»itíca» ckcuflst anelas o^-^ávafhtiro Cotlç Reat , e Gr«i« 
<ea>o seu apuro por«|]«ito deteimosas instancias dealguna^ 
'kfnplaeavtts a^ore», que tendo notas pKo»issoria« e ier* 
4ra«^ pafladas poi: eUef «Qi consequetteia dadínJkeíra deeiD'*^ 
^lestímos, pertendem ô embolso ç e ameaç&o con prU 
:jp^Ov, segundo^ ar kis^ àií Fsan ja , qne s&o severas- pata os; 
imudulentas devedores* .Não resiste q hèroe a tanto afan 9/ 
e.para.evkaT qjaestoes salda as suas contasifngindo para o. 
(Porto y cem seguida pára Lisboa,, Gònservaodo*se en^ 
modesto* incógnito até ao aRAo de 1817. 
-^ . . Nova oacreíra. ppojeela o insigne ca.valbeira» epa«% 
jsa Uso aUa «essa oK^ceeano', para emclimeís remotos dei» 
jiacieneme.. He a Bahia a piimeira cidade brasileira q^ttii 
pisa 9 e eDver;gaiid9 ò uniforme e in^ghias de Major da. 
JSngenbar ia «^ Inglesa, apresenta-se ao crédulo Conde de.. 
^ íhílmai qctaoiecebe cdm toda a Ibanei^e afiàbilidcule,, e Uie ' 
ifanc^iera -a sua> eatía. Vasto campo se oferece então áò 
JkcissQ Quixote,. qiie.obeÍ9 de boncas e obséquios^ se té* 
com» t^davazio de-m^os- pecuniários,, e mui propinquo. 
^% vender a fáváa, e diagonas qiie Vanta ventura lhe acar«^> 
-Iftárão! naob desaniçia com tudo, e ferlíLem engenJio 
r#piftaat« ^ emprehende Jogohuma subscripçSo para,]IIji«» 
-s^inar a, cidade com o-, então moderno invento,, do gai, 
«9i:l^ofiieo.'SgbiiGrevem:96-Baibanos com aquella género* 
aid^de qua Uies be característica ,,:e eippolga o cavalhêi-^ 
]le'ãvukiMd|i^om;mai apra&andoi.naite para as cuiiosaa, 
^•^periienctas., ...Aqui des^^rçoa o hesoe vendo cbegar a^ 
4mk» falal^dfx Ainesto ensaia,, mas.^ a fortuna Ibé, depara 
'hsim cbiimco*Brasi]eiir4| que consegue m-inistrar-^jlie aigurA. 
#G^ydr<^gen^o; -afouto emprebende a operação, e sén^> 
idèaíi)!iLQQfkheeÍ39|ei^<^a)g:UiQ:do iavenio^ apresénu meite 



g««^'fogo CIO gnx, Rfás bfa fhsrentiira ! ao urânio lÉo»' 
tncáío Be Sífeíg^, e «va^nofa > õbrlgádilo a- ans«Mida « voaM> 
ria do» cittíutfítatttes ao imighe heroe a eaf|{>OMiiy«e ia» 
ta Atente ebm bsea -jaz , pata calcar aBciwtetèsa ck iiaaâa 
tâo metecida «ift^áa» 

Gorriáò e a4»eâiDn^arih> deixa >eite aaw «l^raclie Jt 
Bahia , e pta«%à >& PSemíMSitHíco a leaftar no*a fonaM : tiÉ 
ácdfaklo pdo Genertfl) e vai me^ar para casa «lo Aju^ 
êáiíle GenefoI Tetlesr^ flibò da ilha áa Maddra', homeià 
de instruc^So e<le boYn caractar. Aqoi ^sa prrfmrávM 
g*artde9 infoiflíifiros pata o'na««) aTcnturehoi A fetda In- 
l^ieka que tio proveitosa tlte foi dá nb9 oliios ao Coâstil 
iBmaiíiiicõ) qiie debalde procufia fk> Âlniaúiíek aHlkar 4 
fíome do cavalbeiro Cone Keal : jwíg^ a |m>poBÍlé u^íf* 
dato chamar , e t(ie declara que por atDenç&ò aò séu prote^ 
ator Telles be que irão procídía a tnandaHiie dat faijiiia iar^ 
ra , mas qae tomasse catft^a , quclo^o qiia loniá«^ á vei^ 
fir bum uniforme que lhe não compelia, ^reoiamavs 
éo Governo para seír punido com todo ò^riíforl A* estaít 
expressivas palavras perdeu o atearão o fiM^ig^mdo hc^l 
roe, e correu a acoitár-«e em 'cã%à éé 4eif ^patmiio, M 
quem por muito tempo occultóu ò s^<ieds)>« 'Cowdotdo o 
honrado Teties de ver sem emprpg<^ ar e^Ve 'sei/^atffdè^a., iW 
propõe ser empregado no quaitel Gi'»erá4\ e «prettipiw» 
do-o entendido ná sifa arte èdn^áé^tie "Cairelo etieafP^par 
de traçar o acampamento noscaflApoi^e Ij^iiiirtfçu, pér 
occasmò dos suspeitos moimento» milU^Ves nli<qtfellã Cip»- 
pilatiia. He^fliao que de lodo sédésmaséara o^èlbenoèv 
é mostra a sua ignorartit^ta ate' dò« rudifâtfifto» <iiiadiéi- 
ttinticos, atti^ahindo o justo despráso a kfto de Iodes at 
f^n^haÁi^^bucaiioâ. A tudo foram ra^Ma ^aaia^eai^ de^»aiii«íi 



iiilbe9'irtftiM|»^ Hns dUa* atf que ^lova cula^ro^i 

di a conhecelo df teâa^ fiUif» dU em ^u» Tellet ^bi% 

«k »et^(v moalftdo .emitiu» fbg^c^ c^vaIIo^ (ama ette 

.41 ffeio 90$ deote«t e<rlex« ^e ei^coatro a bum murO| 

4M)çie bale cotp n qaNc* ^e 9eu^ dona», aponto ^ue lue 1^ 

jpçio iiem stfiiido». paifa ça^fi c|q General por ser a maif| 

frojuima, julgaadq to499 que Telles estava morlo : ao| 

4ati^ki{>Su.de Corj^e Real cH^i^ fi n^ii^ia 4o «uccesso ^ a eie 

^Mc ui^antJQesla m%fQb^^pa.Fik ciisa» e lrat% de empai:* 

m9^ q ém^WQ % U^tM^da velor ^«le epçontra, Ke<;obr% 

^l^, ^ laiiMdot» por efiEBNÍt<i^ d^ operagão dp t^ep^aoi 

Uz %^mm^ €} aponta 4Da dive^os legadot » (jue proci;^ 

radas em seguida nâo apparecem^ nem tão pouco o di^ 

n^lieiro nem cousas de valor. Busca-se o heroe mas este 

já eslai^Hc 9:s%i^ Jkvanda coi^sj^o % f M^t«a execração d# 

todos os Pernambucanos» 

Depois deste roul^o. iitTaoM abortou no Rio o in« 
iigiie Corte Real, .dando-se por Medico afaipadp e to* 
mando o nome j^Vtbnquercjue: ali continuou o mesmo tri« 
^p e soube ganhar aíTceJ^o de bum>a Senhora rica, que o 
fecomenciou ao Ministro Villa Nova Portugal» Conseguio 
este biltre obter togo einpregç de Afajor do estado maior^^ 
e como faltava JLngle:^ foV empregado etn huraa legação 
dipiomatica!! Os acantecioientos políticos que obrigarão 
Sua Magcsiade a voltar a Portugaf, accarretárao iguafi 
isente nauitQS para^^^tas para a Europa , veio entre ellej 
o nosso fttmígerado beroe, que á siia chegada quiz dls^ 
tiaguir^se constitulndo-^se orador dos eaficfs a favor do 
systema^ e^fisien^ã. Requereu ..ser Wfn^gs^P diploma* 
^^l^^(l9i)^l^ JMI o ^onbecli9^io da suo yída e^caadab- 
8» 9^e lodiOStiputiliiGavão qmSuU^» <Ítoft em^prcgos, To9# 
M^*^:^nt^ inimtigo d^iquelie sys^ma , e appafecf u cons^ 
tamemaate of^jm^^^^^, ^ A^«l»s BifUcuja^ a d^ bu<K|^ 



certo t.a;e, t\i qtie pôde èvadir^se^ porqM qtiii 

^ 'Depile qtie Sma Ma^eslade foi ^restiUiMo 009 «cot 
Mstif^iinets diteitos, appareo^o O^rfe Real consianCeiVièfi^ 
^te còtn os 'Corvos,' e Sáf dignas emulos de tão^otiVpK 
ctio lieVoé, cVtnda hoje osvisUa animdo; tém bHimi'perti^ 
aSid do Eàtado, e grandes esperanças de ser eRy])»egad^ 
ãi(>iomâticâmenMs, por isso que «e di» valido do KxceK 
lentíssimo Marquez de PakneUa; He provável que o ob^ 
tenlia , no momento em que' o ^mérito e hútíi coit>p<Mai^ 
iriè^ntò nada òonseguem ! £stá ^ctiibl mente vivendo e«fe 
liuma Hospedaria com o teiebn! CoroneP Canatrar ro« - 



*• PARTE DO DIA 16 DE AGOSTO »B UU. 

Corria que Joze Accursio das Neves recel.era tuitti 
avizo para ir para o Alcm-Tejo; e que o Barão deèan« 
de fora probibido de entrar no Paço , e riscado db reaf 
serviço. 

Tal noticia reanimou bàm pouco os ânimos. 

Espalha va«se que se andava forrando de veludo cra« 
laezim acamara da Nau D. JoSo 6«^, a qual se destina 
para levar Sua Ma|^estade para o Brasil, sendo com« 
fnandante de toda a Esquadra o Almirante loglez* 



Na Praça confirmava-se boje a noticia dá reroTl^i' 
de doiá Batalhões de MUicias em Tarifa; áccrescentaa^ 
íò-se , que a guarnição Franceta , q«e estava crft Tafí 
i^fa 9 tinba sido acutiluda pelos Hespanhoêi* - ' ^- 



À»çeverava-se qiie no próximo Paquete embarcara 
o Ministro Inglês Thornton, o qual era subslltuido por 
Sir WiHi«.orA'courl, Ministro Plenipotenciário Britan- 
nico. em Madrid, tendo S. M« Britannica resolvido qut 
d*ora em diante houvesse em Lisboa bum DipIomaiic<^ 
da cathegoria.de Embaixador, 

Corria na Praça que o Excellenltssimo Conde da 
Povoa passara bum avÍ2o para dos krofres do Terreiro se« 
rem entregues 87:000^000 reis com destinp para paga* 
mento da tropa. Tal npva causoii fortíssima sensação; 
1/ porque dizião queístò daVa idea que os fundos doem- 
préstimo contraido estão esgotados; e 9.^ porque no ca« 
so contrario 9 vera servir de pretexto aos malévolos, que 
Ja assoalb&o que o dinheiro no Banco se guarda para a 
occasião da fuga , que se representa como mui próxima. 
Também díziãoy que se a estas considerações se juntar 
a manifesta infracção da boa fe e ordem, deve qualificar* 
se esta medida como sobremaneira impolitica. De outro 
lado da Praça se dizia, que a administração do Terreiro 
estava debaixo das ordens do Ministério do Reino, e que 
era d^^aii que dcvião emanar as ordens para ser mantida 
a regularidade : que aquelles cofres tem applicações por 
lei, CO nno pontes , estradas, e melhoramento8.no U^no , 
cujas ajppllcaçôes só podião ser alteradas por outra lei. 
£ por ultimo dizia-se/que a estás razoes accrescta a mui 
ponderosa de se suppór que os cafres públicos , por mais 
sagrada que seja a sua applicação, dependem da vonia* 
de ou capricho de hum Ministro de Estado, eentãoquan* 
do assim se presumisse estava de todo petdlUo este resto 
que eaLÍste de credito publico* ... 



tÕI 

' . ■ • . . • . ^, 

IM» Mutquèz d< PattMlk^ • CMd« de StAb^rM intTia 
Fallava-se ik>« desturbiot rai HttpA&lMU . ^ 

Indagações 

o l^aáre Castro ; Alberta t3 ornes âe Oltveira, írl 
inâò de Joaqdm Pedro Gomes; FráiK*isco João Bradí*; 
joze Pedro Cardoso, do Erário; JUanoel Joz« Pereira*^ 
também do Erário, por alcimka ocorro d*'orro; bunÉ 
tal Lobmbo, procurador de causas; e o Im&ao cFo Padre 
jFoze Manoel; são aquelles, al^m de outros , que mãíá lé 
cmpenbaVào hoje em espalhat oboato sbbf« os preparatw 
7ds qúe se íaaâào na camará da Kau D..'^õâo ^/ 

Ô Marquei de Cbave», que pertendé ir ao silio dé 
Óbidos com a Marquèza sua miilher, (icou desconienCé 
por Kua Magestade lhe dizer— «qúe ik> Domingo 93 fbs^ 
áo Pago — Por este modo politleo ejudick>so ficou éá« 
tendendo o Marquez de Cliaves, que Sua Magestade 6 
Baò qucfría poir muito tempo fóra de Lisboa. ^ 

* ifozé Telles tem dito que não quer inv6}ver*se èln^ 
'liegoctos poéticos y e expréssa-se pot este modò^^demõs^ 
tempo ao tem-po. ' • 

ô Saliazar qoe sahioba dias dasOadéa:» diofiímoeírei 
M bum dos propagadi»res de nolicks àterrãdàrfets: còn-^ 
veria dar alguin destino a este kidWiduo visto ser butíd 
tíidíò. • ' 

Neste uItinM>Do«)ingo pFcgóu tiá A'nl6ràhtWfttt'á'íê* 

Senta, o qual procurou- mostrar que o estado d^^abandbno 

e irreverência em que se acha a Religião, procede de estar 

tudo DdRS mSos dos Pedrerras livres que rodsavaao Tlire!^ 

6 



m 

w^ A^MM^}^^ por mila t<aipo w» tiumeur ot^Ieiíi^ 

4^^ %ç%baii grtii4« Trilit^n^l qiie era q freia deníu fWt^ 
i^f a ^ual^#ra f> <»uAboi:4 de tQ((o9 oi 4^^9€ft(Q«. O, Px9% 
f ad^r piOíT M^MpiQ trb^io cN^ furor grUQ^ dci pulpUc^ «Qi^ 

jUgumaz tnformaçôta biographicat sobre a cpnducia 
de D. Atvaro. 

D. Álvaro pariindo de Lisbofi çom a Díyíiâo ^W 
^6m éeguidiL foi rn^andada para^Mon^eviéso, %^ZD\k <)e iík 
fnvel er«dUo como míiilar , « maaiiealo« coDaianfeiB»^ti0» 
«dlids&o ácaosa de Portugal , nao «e ooB^Uaaado Uh9 t 
««Éi m^smo «stand^Le» boa iateUigeaeia com o GfMK)(al 
Lecdr, Barãoí d^ JLagiuia. Os furiestoa aciNilfeiDieato^ 
% d«^à4 Agoalo ^ 15 Séteoabno IftM), «penas aoá«&a »«• 
^u<!t}ft hemi«phmo9 pirodiíairâo d^sda ]<^ga. lUDa.itcii&ai 
ffilve os ILitPivpeos; muUoa dos: <|ue.tfl|a9rJi»fão; ligadoa 
poi vuiculos da tangue q inieres»» de £iiiiifHia.á.aa«iaa à/b 
Portugal ) priaeipiama a dkergic em opiaiSea e oedEidiie«i 
la , daquaUe* da teus oamarada^ q^e pe« k itorca ia a . Mi 
pov oMtiHm aalaaea -tepulavlo» • firaail' por siia< Píq^i 
lvia« At^<Baa pfoqaettas ^i^ à» socceirMu^ .feitaa pdoa 
«hawaiiÁS KgeoeFadbsea da Poitugal , ú^n\A9Ao.^ hgm 
sagrado, de s^atdadat^ ibi^avas .e fieb 4 causa do /sen Uísi {. fiotl 
tnlào qtia D. Alvará te poz á Deste da^ualla pocfão do 
tropa {M que quÍ£ se^k a sorte «le Pociti^i , ! e jitfgoi| 
é0««p Mpafiaiosei da Qavão doLagiioa, A qn&Lsjsrvia a 
aaasfi ido Pra»! t quasi: kiunt aaao db aoa^npa mento e^ d^ 
Iftáigai, iseo) johagarem ot pr«NiiMittii^otík refoiçoft da Eifpct:* 
f»> c fca^ df»si!ttgaany . a.tata.biaYa.tappa qsia qada.lhQ^iXM 

8 S 



Anrfr niais que capituTar com seus írm&oé d^artna», e t^ 
tírar-se para a Europa. A honrosa capitufação que ob^ 
teve acredita o chefe desta tropa , e mostra que teve bas* 
tante caracter para desprezar ot ofereci meatos vantajosot 
que se the fazião se se unisse á causa do Rio. Em todo 
este tempo nao conheeeo áquella Divizão outro dever mais 
que* sustentar o systema então existente em Portugal, e 
D* Álvaro, bem como os «eus soldados , manifestavâô 
Sentimentos cons^itucionaes nada equívocos:., as idéaven^ 
tão recebidas, o numero de periódicos, e de producçoes 
anómalas que se lhe enviavão, os conservava em hum es^ 
tado enthusia«ticof qtié lhes' fazia acreditar s^r ofsyste* 
7úa que havião abraçado» o símbolo- da perfeição. Beaflk; 
depressa á sua cliegadá a esl« Porto se desvaneteo o prés* 
ligio, e entâk> conhecerão que as brilhantes ibèorias 1n«» 
culpadas muito variavão na pratica r conservou-^se com tu« 
do a Divisão firme em hum priticipio^ q«al ode ser fiel á 
•a usa da El Rei Nosso Senhor, > até hoje permanece: \m^ 
balável. De&te principio se acha possuído^ D. Álvaro, » 
até ao presente parece não haver deslizado da earreir» 
d» honra. Sabemos com certeza que ficou bmií sentida 
pela noticia da prisão de seus dois irmãos, mos comtu*- 
d« não nos consta que por tal mol-ive mudasse de senth- 
Bientos. Observaremos que tem sido viskado por glande 
Bumero de pessoas de- alta gerarahía , entre estas muitas 
militaves* Nota-se que os Mereehaes Povoas, eVasconcel- 
los. tiEfm' ido* visitaio alg4)nMis veaes; oGoiide de S. Loa* 
renço d^ias; o Conde dte S. Miguel foi- no Boníngo lo- 
go^ que chegoi» des. Caldas onde esteve dois raezes ; Pei- 
xoto, qjue foi dasexiinctas Gortes, e<Mitrae pessoas^ stts<« 
peitas que diartaioente pass2o a ser observadas^, porque a 
frequência destas só pôde ter por objecto seduttr D. Al** 
^mfo^ NSo podemos por wh quanto apiesenler facto «sia. 



r<Mr 

Seq.detftbonoy e MffeTêranH» ser o espírito da Dititlci 
fotalmenle favorável á causa de Sua MageUade» i 



Opinião á cer caldos Ministros de Sua 
Magesiade. 

A opinião geral que nestes últimos dias parecia 
mais tranqutUa, apparece de novo em estado de agitação 
inostrando-se pouco favorável aos Ministros que compõem 
o Governo. A maioria dos habitantes da Capitai pensai 
que o8 actuaes Mmístros nsío podem salvar Portugaf do 
apuro em que se acha: a incapacidade de huns* e a 
|)Piico conceito que^ outros merecem , suscita a descon» 
ii^nça, ^{^A recear buma^ críze mais ou meãos funesta. O 
p4iibUca temex^ue os acontecimentos futuros tragão as cou^^sg^ 
41 tal extremidade, que seja então inevitável a mudança 
4e Ministros,, e a nomeação de outros por influencia In* 
.gieza, o que seria a maior das calamidades,, no estad^^ 
de desgosto em que se acba a Nação» 



Extracto das Doticias do Correio* 

Agosto IS 99 Os. sanguinários andão por aqui muíu> 
*C<>n^tentes : huns, dizem que he por se terem ja soUado al«^ 
guas dof da seu partido^ implicados nos factos .do dia 
âO de AJbril ; e outros^ que be por que elles esperão gran« 
.des cousas que Ibes sejão £» votáveis , iignorand^-se poreia 
^ual seja a verdadeira causa da sua alegria; eeodo certo 
que se junlão em pequenos. grupos, conversando mui sa« 
j^feitos, e dizendo cbufaa indirectas a algumas pessoas que 
pof ei\fi» passão^ e qui» coohecem não serem do seq pac» 



tm 

flíi^f'Stffiií%'àoi tifty^iiiérviduos já «uiffnajtko tteob im 
se não remiram , pomn afio teia fiiiío cmo ii «Ut ft iBtímr 
iiein*8e do mesmo modo. u-^s» . 

ç^lmaaie decidida a f^vpjr d^ 6i*a Magçstada a RainUaj^ 
f de Sua Allea;!^ o Iç^fenle, çqw a exçepgão, de hum pe- 
^^eno nuia^fo d« l^ooçiena ^oawdo^. A miismfi ojpiaSo 
I0iii9^ ««ii qtt?si to49 esta Praviaçi^.»-r^ ^ 

' A gosto 9 -^ » Os máos , ainda que nutrem seus pep<à 
tersos sentimentos, todavia não os expressão , porquere^ 
teifto muito do Governo, w— * 

— » Eftddo dà opinião publica — A' opinião bég**^ 
Vá1á:)ente boa : os inimigos de ElRei não se distíngiieâi^ 
rivem assustados, e apenas se dtri Ao. wi— - ''-^ 

"^y^ Empregados pu biio o ê - O Corregedor he moroso, 
indo^çtUe e ignorante : oí negoçiçs pulplicps ^n\ suas qpâos 
ancfôo sempre em grande atraeo ; os politicols são des^pre* 
jsados, e quando executados, $empre o são em sentida 
opposto ao Governo: excessivo contra os homens mode^ 
íádbs, e indulgente com osinimtgos da Ikhí He>Méti( ; con* 
templa muito as pessoas poderosas; he aéccssiveí a élad 
|)cnhos, principalmente do bel lò sexo; recebe sem fkstié 
h seu presente í eéria fim levâõ-se neste Jui2k> Salários abu^ 
si vos, que elle consente e recebe— A Ganffasa aetual hé 
ioda do partido rebelde de 30 de Abril, eto èiljoíi dias dtf 
Worror seus membros figunário mui distihctaroente.»-^* ^ 

' — y^Ciero — Os Religiosos Ctipuchinhos do Con* 
l^nto de Saátd António «ão todos. do {>«riíáQ râèeU&^t 



«09 

«10 :<k Sua Maf^iKtftde.^ efalU^çe |^ f#yor da faceio laa^^ 
guinaria. Ha iieHâ còrperaçM (|tiatro Raligiotpt , . c^itif 
86 avantajâo mui dUtiMtjGifBí^te ^ • $Sto -^ o Pa^ 
Ai« Lobmgeê^ o Padre Lardello , o Padf« Frei Caetano, 
e o P^re .Aisureizi : est^s (|tiatro são furiosos. Este Cou^ 
vento serve de pooto de reunião ao Capitão mót| e Coi^ 
|€5gedwK-^ ,, . j 

A^lby— «Os ttialetolos tètli espalhado (Jttó A/< 
ità Pmtò loítta para d Porfò.-^)> 



i Agosto 6/*^» Çom a Boticia que ^^ espalhpii da miH^ 
^í^^$f^v;Cl^ 4^ji^f^f0â (^ .E&lado^; exaltárão-se os sangui* 
pafH>%i e começarão íogo a dUe/-^ huns, que o Mar^ 
q.iief fie Cbaves-enUava para a guerra; oiUxos, <|ue em 
|pmeade.Gei>er^tissia9o.; .^ojutj^s^ que fíoha governar a 
Província» Nos primeiros momento^ dç exaHação houve 
B^uUos* abmfpsy muitos ^9 rabeos, e grande Feunião em 
^asa do Barão de Pai^los;^ mas eom achegada do correio, 
qiie destpentio ul iK>tipia^ conieçarão a esiiH>rec«r^ e o& 
s^us corlpheosi. entre o^.ros o Baebaret Domingos Alvea 
IjQb&f adizer-lfaes— ^ que.se,acon»moda$5em, porque br e<« 
Yemente sahiria o Conde de^Sub-Serra ; que embora 6^ 
ea&sem osoutros, que não erão tão máos para osRealis* 
tas como se duia w -*» — 

^. • '— ►j»'Ejn Mondrôes^, Atima fegoa 90 Oeste de ViHa 
l^at, tamben^ se exaltarão,, eesti verão a po4%to àé repi^ 
Ciar os sino» e p6r li-^ro inarlas^ sendo o Coronel de orde» 
l^|i»i 4í^«^í<> TeUew de Azevedo Cabxal , .eo^Vbb^ 



1)0 

€é dia Prêgueisiá , ò« que ex^itão no pôvò â exáltáçio còm 
às noticias q\te espattiio , e qtie<lizcui Hies s2o transmUv 
fidas na Correspondência que o primeiro tem cota o Te« 
lílcnte Salinas de Cavaltaria IS. 99-— > ^ * ♦ 

• ' — » Na Comieirá houveras mesmas alegrias ,' tòqnei 
de viola &c. , com a noticia da dímiésão do £xoeflèntis« 
írmo Conde de Sub*Serra. Os que ali tem fomentado es* 
te frenesio) revolucionário são 9 o Alferes de Ordenançat 
Manoel Luiz Alves Corrêa 9 que tem muita influencia nos 
rústicos, como Comovandante que lie da companhia ; e a 
Cupitâo de Milícias reformado, Jozé Rebello de jMoura^ 
pela sua correspondência com Yilla Real, ecom Manoel 
Monteiro, ajudante de Infantaria lâ em Chaves, cujn» 
noticias são logo esjValhadas coiii inteiro credito pelo filho 
do dito Capitão, Luiz Rebello de Moura, o qual naquella 
òccasiSo vociferou com enthusiasmo, dizendo— «^i^ora 
quero cu ser carrasdòy jã la vai o pantahnas , o nosêa 
J^arque% he Generatimmo, Sua Magestade fugio para 
Filia f^igosa^ o Senhor Infante não tarda a chegar^ òfc. -— 

— »Frei Jõâo da Comieira Rebello comprovou as 
mesmas noticias. 99 —- 

— 99 Na Freguezla deSover , contigua áda Comiei- 
ra, houverão alvoroços da mesma ordem na populaça; 
insultarão de palavras o Abbade, que dizem ser hum di*» 
gno Ecciesiastico , e proferirão — morrão os Constitucio* 
naes, viva a nossa Rainha, e o nosso Infante, que sem^ 
pre bá-de ser constante, 99 — 



(Para o Intendente gerni da Policia) N.* 9. IHus^ 
trissimo e Kxcellt^ntissimo Penhor. Tenho concluído as 
minhas averiguações sobre o importantíssimo negocio que» 
Y.£x/ sabe: nenhum embaraço ba para que a deiigeii« 



m 

cia le demore por mais tempo ; ella pôde ser feita á ma» 
^hâa pela maobãa se pitrecer a V. Ex/, e par^ que -oie^ 
leja frustada» convém escolher três ministros de confian* 
ça, que executem com a devida circuospecçâo as instruc* 
çôes que se I&es derem. V. £x/ me dirá a que hora devo 
comparecer hoje paracombiuar-mos sobre isto. Deosguar* 
de a V. £x.' Lisboa 16 de Agosto de 1824. 



■■Siii 



PARTE DO DIA 17 DE AGOSTO DE 18t4. 

o boato que setem espalhado de virem Ingleses pa« 
ra Portugal , apezar deter sido desprezado e rebatido pe- 
los homens de senso , tem com tudo occ^stonado graves 
contestações } e contínua a causar receio, por isso que es* 
te Paiz se diz será forçosamente victima de interesses 
alheios, e sem duvida alguma tem que obedecer aos ca- 
prichos da Inglaterra. 

Espalhava-se que o Excellentissímo Conde de Sub* 
serra fora sabbado passado com o Almirante Inglez vi-» 
sítar a Fortaleza de S. Julião da barra. 

Corria que ás guarnições das Naus Inglesas tinhâo 
rficebido do Arsenal Real burneis e frascos. 

Este boato dá lugar a muitas conjecturas. 

Dizía-se que na próxima semana os Ministros da 
liussia, França, Áustria, e Prússia, projectâo ir aCin» 
tra , onde se diz haverão conferencias particulares sobre a 
face actua] do estado politico da Europa. 

Em toda a Praça não se ouvia outra cousa mais 
que fallar da partida do Eminentíssimo Cardeal Patriar* 



119 

tAM pata « P^fM. .fl«iM 9 4i^%9 ifÊé Sua EntiimicU m^ 
Cèbera ordena de pari4r inifBedi#taiiieDte pava a^^ndle 4«- 
^ar t ^ qua a4i «a Hie «amtnuiiteafiAo at aMena 4» Skià 
Magetlada. Oiitroif aMevefávfto qua ia para aaua ^aintá 
de Saaio Antónia do Tojais a por átn alguns affiraan*' 
T&e qua ara mandado Miir do Reino por ordem fagia« 
Em summa estes boatos er&o rseebidoa eomavkks e acre- 
dHados ; por que t^ kç, q Um JMiffie de que go^a Sua 
Eminência , e o muito que l>e estimsido jjjeralmente lium 
Prelado de t2o olta gererchia Eoclesia^ica , em quem se 
não def i$2o nem tal^aiop * naos botn coração , nem vis- 
lumbre ^'a^ueUas T^rtudes Evan|;èlicas que deviâp iilus* 
traio I 

Kepetiãp^se na. Praça alguns dos boatos acima 
iranscriptos, aosquaes nenhum credito ou importância se 
•dava. 



Na audiência dada liojepor S. Ex.* o Conde de 
^u^b^serra na secretaria 4a A|§iri,nbj|, concorreo grande 
nqtpero de requerentes , e entre estes havia buma senhora 
que sa dizia lillia de hum Tenente GeneraL Quando ibe 
tocou a sua vez, dirigio-se a S. Ex/ com bastante acri- 
Ri^onia, ppiulerando-lbe em voz mui alta — i» que Sua 
JMftgestade lhe Jiavia içand^^do d^r a pensão que Ibe per- 
tencia 9 mas.de^raçadamentis para ella , S« Ex.* be quem 
*te oppunha — » A esta invectiva respondeo S. Ex* que 
não era assim, mas que ella não estava no caso de exi- 
gir tal pensSo. A requeio^te jevantando *^ntão mais a 
voz redargio^ — 9f muitas cousas nãp ejttão no caso de se 
fsverem , e nfto obstante se faaem ; V. E«/ deve <i lugar 
qae oeeupa á OoMtitaí^^ | e tnat d«vei>ia «ar MuMslan» 



11» 

ciNh» nM:« r^ál pmi foivr jàs4;if« , e nfto para impcdrr 
qiie élUi te fiiçaf«^9» A tlky ttMimto «tttqiie íkt nbwnrot 
8V>Eii/>^V. ffl. fttte A(]4ii pdva mv infubaf , ou cncò* 
m9t^^h^ib€úwími»f Ora t^acmii iho»<~A «ttat fMM 
Hivfi» scí relimtr * fccfueimle diixaadio os «ircahstanrei 
adtdfnwlo» d» ousadia. 

^aotibctt' eoaeofff«o-4 amdltncis da S. Km^* ai Con^ 
da da & Mifiiék^^om kiiEii roastõ de pafVeí» e Ihé diiw«-^ 
ffifa alto 09 requarTAiefitot paf a a» baixaa^^Hum p«laa« 
dimta 9«a lai cnurfo^ dí«M ae obMvmdor -^ por q«anl<y 



Conde da l^&vosu 

MnníêpúUú^ daitr^M— «Na pagada levaaaa acabto 
de énitett ihh if^tíds canft trigo q4ie se dcaiiaa para o 
Gôc&fÂia^rbdo : ke^ita iía&pia daa mameroiat^peculaçôei 
do Et\é^imiímm0 Conda âm Pavoa , qae éoffi prelaxtd 
d«4«rrl$o rral, tnaia dtêtredilo ^ pfejai«o cttuta ao Oo^ 
vcrnFOy ck> fiia qalMtat ▼awtafens possa apreacutat coitoo 
ec^noiKiks , &c. Ba lampof^ qna por aua ordàm o Cont- 
mÍMfio C^i^doeo^ €k>iit%KSD«t oa aoBimissarios 0« e^pociH 
Ifild^ia» da 4rigò )^^ liíea otàenoâ doclaressam pot escrif^o 
oprafo p^ epÊíA jpcfàAa feravaer asie gan^ para ^^ 
Bit^M«ff%v: ^adie ftam' jalganéa qua sa tretatra deajnst* 
déèlâfatr o BfsiííiÊfíím para (tep<Âs abatar aquiAo qoa eif^ 
ti^«, éhl piTçó ou aoff¥aiiiaiM»lr , nâ aiparaiiç«F da séf 
oaiidcy ; iiràís »&o 'aé««^««eiôí asarai >, por qiM dois dias dè« 
paia feaíbariô cimatarasy ato só os eomraísfarros qi«a 
lilrtAo dado praiçòy mas i^tmaat» toditis o» oiiltos qiie ^ 
nào linhâo feito, dizendo-se-lhes — que ossHls ganèroS nã^ 
conviobâo por ora— •£sta'lDafcBa macfnavelica foi por 

T « 



114 

este facto logo conhecida , e muitos disserão que os pre* 
ços se pedifio por aquella forma , para faier jogo , e pre<« 
textar serviços que não tinhâo lugar, por quanto , quan* 
do se queria obrar. de boa fe , annunctava«se o for-» 
necimento dias antes e por olmoeda, que era o meio 
de estabelecer a concorrência , e obter género bom e 
commodamente. EfTectivamente confirmou-se o caso á le% 
tra, por que o Commissartado por intervenção de hum: 
•x-caixeiro do Excellentissimo Conde da Povoa, man^ 
dou a Gibraltar comprar o trigo necessário, que sem du« 
vida ba-de custar mais caro do que comprado aqui , alera 
de ser pago á vista com o dinheiro do cofre do Commis« 
sariado, que tem a applicação do pagamento dos seus 
credores, em concorrência com os encargos de outros 
fornecimentos diários. Ora quem nSo ve nesta triste me«- 
dida, apregoavZo os homens cordatos, hum funestíssimo 
exemplo de má fé? 1.*^— por que quando o Governo des- 
ce ao triste emprego de negociante, que ba^dc ^azer 
aqiielle que se dedicou a esta vida? S/-— porque aqui 
podia«fie comprar o género por igual preço huma vez que 
se tivesse posto em leilão o fornecimento, e se colhia a- 
dobrada vantagem de obter género, que ja deixava no 
Pais as braçagens e outras despesas. E 3.*^ — não se abria . 
o. exemplo de huma contravenção de lei , que arrasta 
comsigo tristes consequências» Estas reflexões erão segui- 
das por outras mais amargas , que tendião a representar 
a especulaçio do Ministro, como especulaçfto mercantil 
forjada á sombra de pi^extada economia, e que tem só 
por alvo engrossar a sua riqueza colossal , única mira da 
sua sciencia financeira , na qual he secundado com pres* 
timo não vulgar pelo seu mentor o Desembargador ifoão 
Baptista Esteves. 



116 

Marquez de Palmella. 

Tem-se manifestado o maior deseontentamento em 

consequência da gazeta de boje apresentar mais huma 

pro?a de que se pertende transigir com buma facção^ 

que queria roubar o Tlirono a Sua Magestade, e privall^ 

de teus mais valerosos defensores! Não dufidão assegurar 

que S. £x/ o Marquez de Palmella se conduz por bum 

modo equívoco, e que pertende transigir com aquellet 

indivíduos que prepararão os dias de luto desde 30 dè 

Abril até 9 de Maio; porque se assim nSo fosse não 

feria . relata> na gazeta de boje a ida de Sua Altezv 

o Infante á casa da moeda em Paris, onde se boterSo 

medalhas com o seu busto! Diz-se— que lanhar na ga-< 

zeta do Governo circunstancias desta natureza , no roo* 

mento actual , he querer conservar em esperanças o parn 

tido rel>clde dedO de Abril , o qual sem duvida deve exah 

tarese com semilhanies notícias — e accrescenta-se— que 

ot^ExcelIcntissimo Marquez de Palmella não pôde deicul<« 

par*se dizendo— -que bum tal artigo foi inserido stm a: 

seu conhecimento— -pois que achando-«e a gazeta debai*^ 

xo da sua immediata inspecção, como Ministro doi nt^ 

gocios JBstrangeiros , nao he crivei que o ledactor Lopes 

inserisse Imma tal noticia sem o conselitimento e- plena 

approvaçio de S. Ex/: que a não ser anim , então vê^se' 

que o Exeelientissimo Marquez de Palmella não sabe o que^ 

se faz na sua secretaria, e neste caso apparece hum mal 

não menor e he— ^ o desleixo com que S. Ex.* trata os 

negócios públicos, e o abandono em que tem a« reparti* 

ções a seu cargo. — , - 

Também se falia na desintelligeacia de S. Ex.*. 
com o Excellentissimo Conde de Sub-serra, suppondcr 
alguns que as suas vistas slo lujpplaata-lo no cargo de 



príffieiro M im6(ro> tegiiodo. a vontade eÍMtrúcçôes d» 
gabinete Ingtez^ ã d^úétn S. ETx.^òbédéce êegikmente. 

Ivri^ ffit^ M péssa t^d mMá^lú em %ii6 o P^tor 
ifov dtClirrttò^ e otttfèv^ è€&\A» de ser |MEeto« |mr 
Ifttinasèiit bttinã nev» cwtsiilrtf ãe,. «iir e<nithittèç&i» cb 
é» 90 tle A hiU ^ ácilénddNHpé-llM» oi tiM^ijr éi ckKet»i 



Gfrtft» de OtbralUr eom datfi* d» ífr^ WeèHtíÊê S^^ 
ks-^qae na Hespanba eaolittoa a lavrar o'.feg0tla<iiH 
turreição^ qaeaclui graoée nuioera de aeeiarfos«^ ^ees4» 
lado de npj^rassio e desgosto !enii t|t}e m>paf<o« ee âcbãow 

Poc ottiras earta» de datasiibsvqfoeatai «e dNakii^ qaa 
a partida de VaMes- que d ali sabita -mm de- aci» ' C tenloa bo*» 
flieB»9- havendo igoalmíenle eabtdo mab dbiaa eada biMúai 
de ee«i- bomeiM» Haiaa destas desembaiiãoa ein Aliacrta^ 
ande fel bèfli recebida» ma» se^do achada oiaiebou pa« 
ia G«tiiiida> onde recebiad tedas o^ dias ^refisfef^e.^ fripo»« 
io que projeotavão dirigirem-se a Málaga» Da^oalfa^^ar» 
tida ^o fanvia ainda notieia* 

He facto lereEii os rebeldes diabeisía* èaiabaâdaacia^^ 
ar não Ibe» fatiar' eoasa alguaia. Os Fràaceies ^ue eeliof 
emOadís mcr&trão desGontentaai»»lo eólúMvhwÊommsmí^. 
tecitneatoft d# Titrifa., dai^ em- pubKao tmàh» à^^-lÊmfmtf^ 
ifkofs^^ e r»2o dimdâo proelamar qtw be m^ na a rqaeefik»^ 
que elles' Franfceáse» apomo^ aio qiiemada par ieso laar^t 
diér aa|isfeiW:)»X]aaiido .se^ fbéft ordenai 

Era voz geral qoe na Coruaba e ae^ Ferrei ttnha a^ *> 
pktééíáé ci3fmm<9q&o à jbi^of^dae-rebiãldes^if' • 

Algiiaiaa'«^arra« de Fràaçá f«dUb em desialeUigen» . 
dà eotia tw Sobèranoi^ qtia eoínpdeai' a Santa AtliaMga t . 



«i)ei«Meiil«-«t ^ue «m YolMmiiibtrg • c^boq* éè interenM 



(fWa o iOoiiti« de SoÍ>Sierra ) f fltittriMÍiiio^ « Bx^ 
c€flefilÍ99ftBo Senfaor-»^ Teodo a Policia fecfeta emprega* 
(ia a «era maior attenção tobm os panos ét ceitoi íodin- 
•duos que^ por*^ raaís tle liimi motivo^ se tornai^ão suspei- 
tos ; de8eobtrio*se que «ni casa de -ham, tal Seixas Casiél'» 
lo-faraneo, ex-Proiredor do monte pio Iherarioi tinlia 
lu^^ar faitfita reàAÍão demtBtasesy omèe se inaquíiiaf a coih 
tra o Governo defitta Majestade ^ em segtitmento' da cons^ 
pirafio de 90 de AtH-tl. Ainda que pela cathegoría dos 
'Tfidi^idoos qee' ali concorriSo , isto he, pda obscuridade 
de faunsf e má reputa^b de outros, como N./Exf' logo 
"verá dos ^ua aomes, poiíco ou nada havia a tamer.; to*' 
davla.aexisleoòia de hum» manifesto , que estava parraef 
impresso e publicado, contra Sua Magestade e o seuOo»' 
^Tsmo^ e a &-VO]* de S. Alteza oJofante, edaAainba 
sua Moi 9 cbamava toda a vigilância 9obre os conspira^ 
doffss. 

Soa Magestade sendo para logo -scieote deste «ego^ 
«ie- por vía.do lalenéente disse a este—* que -o maior 
serviço ^ae A\» Lhe podia faser , e de que jamais se es<« 
«quecerla^.^ era a «pprehensâo do manifesto; porque nSo 
se -tendo a4éqat apprehendtdo papei algum desta mrturesa 
aos de 90 de Abril ^ e achando-se agora o corpo de. deii«< 
cio , não podi&o diaer qae er&o invenções , e acabavCo 
por este modo todos €»s argumentos âa intriga contra ot 
seus amigos e defensores — A este momento sabia-se que 
o manifesto estava em poder deMarnoel Joee Gromes FÍA« 
to., que «e acliavar na Hospedaria da Albanesa ; mas con« 
TÍndo ap]>feheiidt*kx em^oasa éo Seixas , . esperou«se què 



118 

voltaste para poder deste, apesar da impaciência de Sua 
Magestade para que se fizesse logo a deligencia. ConvU 
nha apprebender o manifesto em poder do dito Seixas por 
duas rasões; 1/ —por ser a sua casa o lugar das reu* 
niôes; e S/— ^por ser elle quem se dava por seu autlior. 

Nenhum receio podia ja haver do bom êxito dade« 
ligenciai porque a este tempo todos os movimentos dos 
conspiradores erào sabidos na Policia secreta. O estilo e 
certas passagens do manifesto , fatiâo crer que este papel 
era obra do Prior Mór de Chisto, e não do mencionado 
Seixas^ e assim se verificou , como V. £x/ verá do re* 
sultado da deligencia que acaba de ter lugar. 

Forâo chamados para esta o Juiz do crime do barrro 
do Limoeiro, Oltolini — o do CastelÍ0| Joze Maria de 
Ijcmos— e o de Andaluz, Mayer — cada hum com o 
seu respectivo Escrivão d*armas: ás quatro horas dama- 
nbSa achavão-se em casa do Intendente, e ás seis partio 
cada hum para o seu destino—* o Oltolini para casa do 
Prior Mór de Christo , e Joze Maria de Lemos para a 
Hospedaria da Albaneza-— e o Intendente com o Mayer 
para casa do Seixas. Tinhamos combinado e assei>tado 
que qualquer estrépito de tropa c alcaides frustraria o 
negocio, por isso que em quanto se abre a porta ájuHi* 
ça, ha tempo de inutilisar todos equaesquer papeis: por 
esta razào não se quiz o auxilio da força armada. 

O Intendente teve a fortuna de entrar sem diSicuU 
dade em casa do sobredito Seixas, e fazendo dar huma 
rigorosa busca em toda a casa, nas gavetas, baús, ca^^ 
mas &c. , o manifesto nào apparcce; faz dar huma no- 
va busca e nada de manifesto , aflicto nSo sabe que deva 
fazer, lembra-se de mandar recolher o tal Seixas á prU 
xão, porem logo hesita; a este tempo, quando estava ja 
pp,ra se retirar, abre huma qaeza de p^no verde eahi Qp« 



119 



€on(rB o manifesto, e outros papeis!! V. Ex/ ti&o pô- 
de fazer idéa do seu contentamento por causa da inquie- 
taçSo em que estava Sua Mageslade, receando que nao 
apparecease cousa algfuma. Ao^ernpo em que o Intea- 
dente est»fa a partir para a Bemposta, a dar parte a 
Sua Magestade do que se passava, recebe Iium officío 
dó Ottolini dando-lhe noticia de ter eaconirado n*huDi 
segredo "xla secretaria do Brior Mor as bases do ma« 
nifesto , escriptas pelo seu próprio punho, e outros pa« 
peis subversivos I pedindo ao mesmo tempo instruc^* 
ções -sobre o destino que em taes circunstancias devia 
ter o Pnor Mér, o qual foi depois conduzido para Rí« 
Ihaforles. 

Não ha termos , nem expressões com que se possa 
descrever a habUidade que o Intendente, e o Ottolini, desen« 
volverio nestas deligencias, a primeira das quaes^ e tal« 
vez « n^ais iorportante, pode dizer^se que esteve perdida. 
Sei qiie.EIRei deò hum abraço no Intendente, por que es- 
te dando-me outro, teve a franqueza de me confessar o 
quê linba passado ^cora Sua Magestade, e o contenta- 
mento 'óm que^se adiava o mesmo Augusto Senhor, pa« 
recendo*lbe tudo hum sonho. A deligencia do Prior Mor 
também esteve perdida em razão de se lhe não encontrar 
cousa ^alguma nas primeiras buscas que 'Se4he derio ; po» 
rena vendo o Ottolini que o Prior Mór manifestava certa 
inquietação, tratoudedar buma nova busca na sua se- 
cretaria^ e com efihitò encontrou, como já disse, nfto só 
as bases do manifesto , mas bum soneto infame contra 
Sua Magestade, e bum caderno de apontamentos, por 
elle escripto, conteodo muitas invectivas <:ontra o mes- 
mo Augusto Senhor. 

Joze Maria de Lemos também encontrou ao tal Go- 
mes Pinto bum soneto idêntico ao que foi achado ao 

T 



120 

Prior M6tf é Mtràl 6br«i poftíoM doci^oá^A RiMttlha» 
• depriiaindo E)R^« 

Este Piftlo be a«iit cotitn^cUb ppr «u^» iMld^de»^ 
be aquelle que ba anno» fip? lançar fogo Ufham navio ^ 
^iie tiikba de&pajcbftdo para a índia , par% r^«iji»ar, o» tapi* 
gnradorií» Ingletes &c. 

TcidftB «filas ddigenmsr Q^^^ prrBcipicwr&o á$ seta. 
horas da isanbSa e andarão é» da» bora», fo4rão destcap^ 
nbadas de maneirai que sendo prezoe, oSeixa%| o Pk)>« 
^lo, e a Prior Mór , oinguean deo por UU 

Os indivíduos qtta se leunião em eaaa do SfHia%^ a 
fÍMi £azião paite d<» GoovenfUculo qiw aili tiiiba' l^gar 9 
são — o celebre Coronel Pontes— oCoronel Can«v»froiy 
dadigado---* Baiffianâo JoscrPií^iro^^ j» Gat>'H&o. Arro- 
bas-p^ Q Alferes J^w MaiiijnOt de QivaltarÂa 6 «*r-^JMa* 
Ròal Joze Goraea Pinèo-^-^Maaoel ;Gla.udiiwiy de cas» do 
Prior .Alóv-^ a b^m lai Q^úmi-^— . He tialitttarl qm mm» 
BignwíV^ slicoFiíeovratriC'^ oqifte8ecáfac»l:d»i3abfir tnadiatfi''. 
ta oa ftoterròifaiortos. &iSosa»>9:pi!i«20«.^ . > f . 

V.- Es.^ veci a nvaiatlesio , e todot oa^alro* papesa,, 
q«e &wao afpiebtiKlidoa aos pr#aoft: por eilesi teaftbna 
Soa -Afaugeslade deaa fiear coRv^eiKido.dé qtítt aaiá»as|DMan 
çâesf contf a a Sua Real PaaaaA nib ião in^i^eapç&M do» pmw* 
Mq LibepaJ^ coni^ sentem. qovridoiiaicalieBt a^ StoiM*--' 
gastada^ aMa Mioiabroa das» Poiencfía». BatJcáa|i^ifBa;.[Ma 
MM Mandadas qtie^ a contínaar á ilieanaaí iin4i£Sa!«i9à Mi 
Nsareba d^os oegoctosi puhtióof, pádtfR vtii^r IiiéB} éim 
tjaiando aomsi^o aMd)i9tiiiiodaiMocuii^sía.: aiiss4sMUV'. 
pt*>ine ¥. £s/ q«ie ea hiai^me afaaiando ^tm*»' Ql#Qt<a»: 

He paaobc» qrae a«k4if a ú.^.^ fi^^ qw a iMiSiwgaat 
Tulgar dos conspiradores naquelIeconvô^licaJQ ar«%-»^ear.í^ 
U«ás6êio asBsaasitaMiat n» dia ^ 4s^ Ab^ aaM^fi^ Uiâ^ aca- 
W0.9. Q aâo lariftittoa ayoioja hrajBiii^^ 



i eróprezi^ cémeçoda oaquelle dUr-^Uto alludia*M a Sua 
Mageslade, e parece-me que nestas ej^preasoai tambern 
•itá dito liido. 0$ ultimoB boatoi.e noticiai aterradora! , 
taes como a da faga de Sua Maj^estade para o Brasil^ 
em consequeocja da chegada de seu filbo o liifaate, for* 
jadas e espalhadas a designio^ para inquietar os anitnos^ 
e desvaíraf a opinião^ também be objra d*esta boa geote^ 
que ainda bontem espalhava— -que Vi Ex.* ia morar 
para a casa. do Verney ao caés do lojo paia estar em 
silío ma4s conveniente para o seu embarque— «o que não 
meticionieí na Parte d-iaria por muito absurdo e grosseiro* 
Direi a V. £x/ que desde os princípios de Abril 
que o Prior mór de Cbrislo não desamparou mais o Se- 
Sihar jAfaate, ájemotando^se no seu quarto até á huma e 
duas bor^stla noit^ Os criados particttlares de S« A. 9 a 
com •especialidade iram CjrrtJiTgiâo^ podem depor a estç 
respefta por ierem sido tcatemuafaas oculares doesta cir- 
cunstancia. Também me consta que desde aquelia epocbi^ 
at^ a^^^ra tem conservado^ aí mais «ctiva correspondência 
com a Rain^ba^ equei^ sota liepnardo ia frequentemen* 
te a Âua casa, o que faz crer que o Prior mór tambeo^ 
está implicado no a&sassinio do infeliz Marques de Lour 
ié^ assassinlo pro^lado desde 1^7, por tlk ter desço* 
berta a EIRei , então Príncipe Regente^ a conspiração 
):ramada em Mafra contra a Sua Real Pessoa; accresf- 
cendo mais» (efoi oq:He apressou aquelte cruel assassina- 
to^l^ser elle Marquez de Loulé quem fez sairEIRei para 
Villa Franca y transtornando por este modo bum plano ^ 
i)ae não era oiitra cousa mais que a cóntiDuagâo, ou 
s^uioiento da conspiração começada em 1807^ para tí« 
lar o Governo do Reino a Sua Magestade, como se vio 
depois pela rebellião de 30 de Abri), da qual foi e be o 
p rjmairo insUiuneala a Eaioba sua muiber. 



122 

Não acaftarei esta carta, que já he assas longa, seni 
referir a V. Ex.* hiima circunstancia a respeito do Ex- 
ccllentissimo Senjior Arcebispo Ministro da Justiça. S. 
Ex.* não 60 lem qiperido conlernporisar com os facciosos 
de 30 de Abril rnc^s, o qne lie peior, tem-os animado 
Véputando^os innocenlesT Disto já havia noticia há dias, 
^orera agora apparecem dois ca sos^ que o-tornâo grande* 
inentè suspeito, e que. eu. nao posso nem devo deixar no 
silencio: 1.*— nas reuniões que tiiihao líigar em casa do 
lex- Provedor dó monte pio Itterariò, teciao-se • grandes 
elogios ao Senhor Arcebispo ;- eítè era att tido como hum 
a ntemiird In os ulteriores prí>cedi mentos que se intentassem 
contra os delinquentes aiiidà sottos, ruja idéà os lison* 
geava e aniínava. Ali se dizia— -que S; Ex.* ífaviã dfe 
Te víir sempre ávaale as «nas delíbleraçôes, alfas pederia a 
SUA dimis!»ab; que -tinha pedtdo a Siia Magest»dé huma 
explicação sobre os motivos das prirôes, poisqwe nab^sa^- 
bia o que havia de responder ás partes interessadas; e 
t\ue taes prizôes riãò deviãb continuar sem ter dVilas p^é^ 
Vio conheci nien to, &c. Ç.*^— o Padre Joâò Mariano , 
jpreg^adòr em Campo maior, que aca4')a rk» ser prezo em 
Lisboa , disse ao Escrivão António Eustáquio da Síl- 
Va, que dírigio a delígenciá — que se admirava muito 
de ser prezo,' }>or quanto ainda bontcnri o Senhor Aíre* 
bispo lhe tinKa dito que estrvesse dèscançadò , quene^ 
fihum procedlfhenlo haveria contra a sua pessoa — !' fitt 
chamo a atlençao de V^i Ex.* para todas estas coinciden* 
cias. 

Por tiltimò direi a V. Ex.^^queconvem ordenar a 
prizâo dos indivíduos impíicadd^s no trama que se acaba 
de descolnir, e seria bom fazer huma exposição dVste 
negocio Oá gazeta, -jã que nSô temos outro papel, a fim 
de ratificar €C opinião, e prevenir todas « quaesquer ca* 



123 

Inmnias ou intrigas dos inimigos do Governo deSua Ma* 
gestade. 

Tenho a honra de ser de V. Ex.* &c. 

Lisboa 17 de Agosto dè 18Í4; 



(Para o Intendente geral da Policia) N/ 10 IIIus* 
trissinto e Excellentissimo Senhor. Per falta de tempo 
nan communiquei liootenrt a V. Ex.^ a captura do Padre 
Joab Mariano, que foi descoberto e prezo no^itto de San* 
tx>9 , por efieito dos sin^oaes , e da descripçâo do seu ves« 
tuario, qtje ma.ndei vir de^ampo inaíor^ visto não haver 
aqui qtiein^ o desse a conhecer: residia n*uina casa pro» 
3rinfra á> Igreja dos Marianos, do mordomo de D. Fer* 
nando dê Noronlta ; e os papeis que lhe fotão appreben^ 
didos, constando de huns sermões, cartas do Coronel 
•Fhão Galvão, e de outros de Campo maior &c., senío 
èntreáçues a V; Kx.*" |>elo Escrivão A-ntoniO" Eustaqnio 
da Silva , aquém chfimeí para dirigir esta deligeBeia<| 
na qual se conduzio com o seu costumado zelo e iptelli* 
gencia. Elle dirá a V. £x/ o que o Padre João Maria* 
no Ihedisse pe)6 cami&bo , á cerca d* promessa que lha 
tinha feito o Bxtellentissimo Airc«bi»po Ministro da Jus* 
tíça de- nSto ser prezo, de maneira que confiado nesta 
promessa girava Kvren>ei>te por Ioda a parte , sem receio 
algum dê procedimento! Talvez que S.Exi* gastasse- dos 
sermões- que elle pregou em Campo maior, e que por 
esta razão merecesse a su»- protecção , embora fosse hum 
máo Religioso, e hum inimigo declarado do Governo da 
Sua Magestade. Junte- V. Ex/ esta çirminstaneia aos eló« 
gios que se tecião a S. E)t.* na associação çrj minora que 
ee fazia em casa do Seixas, e as suas respostes aos inia* 
Tessados na soltura dos prezos implicados na rebelliãò da 
30 de Abril I ^ pondere nos graves inconvenientes, qua 



Iâ4 

fàãem tÊgnhh^ dtà sua conter vaçw no MinUlecia* Nf 
publico tem-se dito que o Exceilentissimo Marques de 
Palmella fórf^ quem JflSnixa i a bordo* da Nau Wiodsor 
Casile, para Fr. Patiieio «er oomeado MifíisUo da Jus- 
tiça, 86 as&lm he deve e^perar-se que o queira sustentar 
no Afittisterio, '« e0|ão' a» iumm% nio àe mal » peior. 
£(U lifi«4e tfiktar «doeste aasiunpto mais hirgaventcu 

Iteip^i OAgciíte 9Y9 por q«e seoda eocarx^gadN;) 
4e frequealAr a^Midíeacia d'aqiMUf Mi«4stro^ 4b itnda o 
Padra Ja&o Mariacia \à» ali bama e mau vimes, nunca 
« 4f|Qobf io aíebandoHie mHaida da% taos sigaaea e tnaii 
^f«UA«tancÂMi: PréfiM) díiAa a V. Ex,% por que como 
foi V. £a/ ifueln aao tiaodo« paru «10 «mpfegar, be 
j^atufal %ua èUe Ui^ £Jie pai-a sar de do;io amfreKado, e 
ií|iia aJlf) c^Yem» 

P.as pacticipaçpaft qué taabo xecAbído boje inSo eo- 
€e«4rf» 0|at^èa p«ra (b€fa«r a Pa^te di«riav Deos guarde 
a V< £;]^* Liaboa 18 de Ag^sUk de lfil4* 



(Para o Inlehdwita gtf^l da PdKcié) N»* II Klus^ 
Iritâúaba • Kac«ll€«kliasi«)o€eiidiar« OvgaaMÍ ^ fb^o jua* 
la a fbb dk wh»os se oa foiaklro» dos bairvos fanot aU 
gwna eoasa : m V. £x/ jtiigaff a pnopfosUo faça«*«a c^mh» 
mar á «ta presta;^ eadiiift«*o< dosMiis da vares a^cU 
l^ões âic. Ha preetit) <|ae 06 miaiaUros dos baicroa ira* 
tem d»fX)adjtimis a Polícia geral ^ caoM» lhas c<itB,pire le» 
giundo a« léis « ieg^titíMBeal^a de Polida : « patos artigos 
HK"" H.'' éo pfawio juato também ea'$abarei ta ^ mao» 
a«iipr«efa«bt dsmpMaa eo«s pt aeus de««fes>; segunda as 
••esicías qme desem as mitiifttcQa do« brftírvas^ «qaemr V« 
JBx/ dére a&amfwr a pmmplia piiga^ealo âa> bum ^» aiio 
tio pmam , i|««^^ seja fBBoestuto eUik * qaem ' âi^ al^nt 



AncobfíxlA imporiaiita» Deos goarde a Y. Eiu* Lisboa 18 
de Agosto de 1024. -«• 



JEiacargos do$ ministros do$ òútrros. 
1/ A. Policia de Li»baa íica em particular a cargo doi 

mhhUoê do» baixTQty sendo o seu centro commuin a 

|f)|i^iMÍeificia geral da Policia* 
&.* Qs.ioiíiklros vélão por a publica segurança ^ não de» 
. vendo dt)í]i^ ao cuidado da Policia militar oc^xie lhes 

p^len^seessesic ia I mente . 
3/ Ço(nj>at«-lbes. obterem fre^Heatea inforsdasoes dos ha- 

bi^taotes di^ sfus.díHrictos, e de todas sl$ peesoaa que 
. ^ €^râo ^ qufkabem úqa seus- UsBÍrroft ; sob^re tudo do9 fo« 

rasleifoi qi^« jíHiUesi i^sa mivar» ocfiiipaçpas^ e €on« 

diicla« 
4.'' JUH^ çodu lAia lerá, o mmi»tro biuma^ vigia da sua con* 

• ; 4apça<, Q4ie- ómí, conU. doa babitant^ daUa f das pes* 

soaa eftbrAnj^as que sobrevem « rasa# «em qiie;babítãoy 
. AimHfa %He U;ru; e quaadose oã<» ^^hai % saa pro* 

fissão-, oa d^Dode tij:ãa a subsistência,, o miaísirp a 
^ feri iadagfi;,. vjgia^doí; de paff.a aqualles 9^e se Iotm 
. nareçi? sujeitos, eiofiocia^iiuia de tudo a^ tAiíeodeiicia 

&<^1 JBiii»' eiHmdíNdo %^% t<»di>{0; b<»mem' seaa ofiS^of^ oçcu« 
r : |i^^» iallui»t|ia!9 wijifegoif <Hi b^s^pfMirim^niaef de 
. • ^ej li^ tt| sei^ . si^bsM^aa^^ , dev>e s^ fi^upoLosaoiente 

* )V^'ade. Oa que- foieifii^ perteadei^^es ^e^im». wd^ar 
-. iiiie^.eâQ, a4uaesrairsiiaa.pftftaa$õee« . ^ 

C*^^ HififiM^: deiridi^ eiMNr «ia Cef iVai^ ae^.paesapofte^ 

' ^ e^eile iem> .itisibo^.4^|H>rta(S dirtWvpel^ eiHiMaaaditDte 

. de^biiMaa Ji^av^ da Poijiçia* <ih« a deve g ^sacaeçe^^ O 

.«í»aw^na«^a^t%des|a{;g$^ai;^ oftcjal^ .subaUef no 

nas entradas piíiaij^MflF) 9: Ç^%i^.Í9^V^ j|U^,iMnoi 



126 

frequentes* Conservará registo de to^ftt as pessoas quê 
entrão ou sabem , á excepção dos indivíduos que ha* 
bitão os subúrbios dá Capital , dos oaoradores que 
sahem , ou entrSo para -recreio , ou mesmo dos ven- 
dilhões, e cangalheÍTos que -vem diariamente vender* 
géneros de consumo ordinário e comestivei^: a estes 
últimos se lhes darão cédulas que nfto se registarão. 
7/ As partes do registo serão todas as manhãas entre- 
gues ao ministro dobairro; neHás irá declarado ono- 
me dos indivíduos , d'onde vem , e onde vão pousar. 
'Quando. algum forasteiro ignorar a estalagem -em que 
deve ficar, o oíBcíal lhe designará 'faiima queinfalli* 
velmente procurará. O ministro mandará verificar lo- 
go as moradas dos individuo* de qiié se traia. 
8/ Todo o forasteiro he obrigado a apresentar-se ao váU 
•liistro do bairro, ou á pessoa sua delegada, aquoni 
apresentará o seu passaporte , e declarará de novo o 
' negocio a que vera , a sua morada , e a détenç&o que 
«poderá ter: em consequência disto no mesmo passa* 
-porte se escreverá o numero de tiias de demora. 
9r A* Intendência geral da PoTi«ia serão remettidos^das 
Provindas os resumos dos passaportes que se passa- 
rem , e os extractos dos que se passarem para a Ca- 
pital; estes extractos assim que cheguem serão enviadoa 
aos ministros dos bairros para neltes declararem as 
pousadas dos viajantes , devendo a Intendência g^ral 
da Polícia ser informada da falta , oti da estada do 
viajante, cuja vinda se proniete; assim como tam« 
. ' 'bem se cumprío as condií^s. Cora os forasteiros^ 
'que chegarem embarcados, haverá' á mesma pratita ; 
os árraes desembarcarão os passageiros em logaresde- 
terminados ficando sujeitos a muha e prízão no caso 
de os deixarem saltar em outra parte. 



,19.* Òsmtm^jroíB dos bairros empregariío aquelfaê '^ssoai 

^ que julgarem convenientes para obterem informaçõel 

da Gonducta dos individuos-e casas supeitas, e de to« 

^ost>8 objectos que merecem a atlenção da Policia : a 

'e$ta8 pessoas -se darão gratificações correspondentes > 

^ e extraoí-dinarias quando descobrirem objectos de im* 

T^ortancía como clttbs, ou associações secretas, coo* 

'Tenticulos ou retinrSeS) projectos de transtornar a or<* 

dem publica , sedições premeditadas &c. A pa^ ter& 

instantânea apenas verificado o descobrimento. 

XI.* £ finalmente y os miiíhtroi terão muito em vista os 

..objectos recomendados nasleis de policia, a ellas se li- 

^garaô ò mais possivel, dando diariamente parte á 

Intendência geral de quanto occorrer ; vigiando cooi 

particularidarde n&o ró os forasteiros que fòrem bábH 

«> -tar 'para os seus bairros, roas igualmente todos os 

Jndividuos suspeitos por suas acções ou conducta* 

.Lisboa 18 de Agosto de 18M. 

JPARTE DO DJA 19 DE AGOSTO DE 1824. 

<!?orria que a Praça de Elvas Vinha cortado toda a 
Gommanicação com a Hespanlia pelo lado 'de Badajoz^ 
em consequência da aproximação de huma forte guerrb* 
lha de contrabandistas a esta ultima Praça. 

Dfzía-se que Tarifa havia cabido em poder dos Fran* 
ceses, *^sendo passados peias ar raás os sublevados que ali 
se achavâo. De tarde asseverava-se ser destituída de fun* 
damento semiihante noticia , por isso que as carias de 
Gibraltar e Campo de S. Roque tinhão chegado, e não 
se ha v ião entregado» 

X 



^liiHsaão íba (mU^» -«^e Jiiaji «o achava emharfiado 

: ^ Tambiem ae eapai bava 4^ o iaioeio jpjerriJJa^iiii^ El 
.jBaifecioaáe , iinba sido iicadQ 4» yrisâ^^^^JBi^at^yiila 
i^:Gftst«lki^,<>q^ •« 4^ eslava jpfezo : ja m( açomcenta 
i|ltt ibe<ileEão o coAmuando d^imn U^wçiK^^ r^^Qo se 
a<ii Heef«ttba «aiiUfeeiB os £«rcUtf« 4a^i4(;af|ili^T tdajpeoi 
JMartei . ..':...,.. 

j • • ^ 

.... DísatM .féralan^Qle^ tqjue a riaa ^mfiA^dtvtk Madrid 
a.VaUnrifiiKd/ecitf» im fiíeaiáetot le .FmA4M2««, fèlm áNUen* 
i«da.pcÍ0BJngJ0Z(Mi J^ftmlitaaa^ae Utmím «itfmaAa «eiaifies- 
fantia inaia Tiate ooiíl iPs«DCflMi.9 ipasa svÍBorçar jw iacipas 
d*aqu«lk iAaçw^) <)oe -m fai^anem «li foaco i^timi^ r 

As$everava-se.4«t tialia «do.fKtio^oaoCusiaiíro, 
governador nomeado para Damão, e passageiro na Nau 
de viagem. 

Contavti-te titi fraca -qtie no ttmmentotjire seleva* 
va a malla do correio .pajra-^i^bordorib Paquete uhimoque 
sahioy na madrugada ão dia dasaliida peia volta da ha* 
laa ipa^a qm duas ic^itit) «fora» ai^avdoa aamérriduos que 
kf^in^o a laalhi^, por (^\Mdúo JsMDepB i^vftm oDJ^agioa^^i^ 
èh da pnMa foi aigtafviida asainaaçifiD com amorle «c^gfM 
lasse, em quaole t>STÍM:iiu>]»B fareejavto. Jpor «irebalvr* 
asmaBa : qoe isto iiZo «atiiaklnu o ^[aank, a^ifiidl pror^ 
cniK)^ defefider^te frita »da<| a ^ei^s ^obaiMBBE^s a«páÍ9 1raN> 
ma p«tTiittML de i^oktoia ^ «|fiie ^caaaa e libtattMfflv-^yeiao^i 
gaio a« agmscmii , ^e iqj(o ierSo alcmtçttéia. 



Muitas e yart«da8 noticias se espalhavio hoje neste 
sitio, pela maior parte absurdas , e destituídas de funda* 
mento , na forma d^ eostuiuui 

Que sé: bnviA imidaclQ # MiA<ateri» tm Fraaça. 

Ç^m M tspetava buma Fragata logleu pasa levar 
a Sttabora lUudsat. - 

Que eiaHosi^axiba contínmmo os disJjurUos,, tendia 
boje kuja fiactidA oonAÍdeiavel ^ InJCaaie IX Ct^rba. 

Qiàe <» Ábaijrante largks tioba tAoack^ 9 aooanaA* 
40^ da ]ím\v^^^ Poxiugaeza. 

Q«e a gutiriUi4^ Q^sj^ajoliola <|ne'fafacgci«i aa MiUi' 
cias em XasiEsty. foi arjx^da em- o Campa de S« Uo(|aa^ 
prcfttaodo^lba o. governadoí; deGibraliar todo o socceiCKei; 
accresoeaUu^dívic qiie a Xasila chegara buma Fragala 
Francesa deslacdda <le Cadic^ aias que Ioga se raUmra, 
sQiQ.«09mttniirar canva terxav ' 

Qye o correio Russo uitimâmenie «begada e q/m 
passou por Paus ,. ass^gura^ n2o baver esperança aJgUPia 
de melhoria na saúde de S. M« Cbrisliaaíssi/na : que n^ 
França sè manifestâo três partidos, lium a f^ifoédl» \ê^ 
lifnoéucfiessoc ao TbreAo, outro pelo Dilqua da Angou« 
Jctoiev e o termRo pelo filho- de Napoleão» 

Que haaiãa ootrciias da Rio de Janeira vindas por 
Oíb«al4«ir ; %uearLS(Sfas(iâog£fiHide6arn)amenlM eprepai:»- 
íítos para: residir ás forças que se esperaxãa de Fort»* 
jgjAXi qu^neioBva bastaitíe confusâa, e giiaade deficonr 
4ança entre Braailelros e Euíopéos , acbando^se estes uif> 
.iioKMi mui atomorisados receando alguma catastropha, 
como as que tem tid^ lagar «tia vários pontos do Brasil; 
.que SuaAflteza Real aiosUava grande actividade, e pro« 
«urava g^nbai:. a aura popular por todos os meios; qua 



Í3Ò 

tinha ali chegado hutna quantidade considerável de Ma- 
rinheiros Inglezes para o serviço da Esquadra do Rio. 



Indagações. 

Joxe TeHes visita o Padre Pedro Gonsalves', mo- 
Tador na esqutaa da rua do Lourelo em. ò primeiro ao- 
dar: esteve com èlle hoje desde as 6 horas da tarde até 
'ás nove da noite. Este Pedro Gonsalves he- o celebre in- 
di vidão que no tem^o dt> extincto sjrstema passou a S. 
Mig^uél D*acl»ii sua terra nataltcia , para alhciarv votos a 
fim de sair Deputado: não-podr^ndo consegui-lo tornou* 
se declamador publico ; e quando Sua Magestadé reassu- 
•mio seus inalienáveis direitos, em vez de se nmstrar bom 
ReaKsta, principiou a frequentar- a compairhià do Pa- 
•dre Joze Manoel^ Joze Axjcursioj Peixoto, e outros, re- 
conhecidos seetarios da facçãb rebelde de 36 de Abrtir 

Na loja do Livreiro Caetano na rua dà Prata- hn 
"frequentes reuniões de malévolos inimigos dd bòa ordem : 
d* ali tem.sahido muitos dos boatos que se tem espalha- 
do estes dias: converí-a ter algum procedrtiientocom o 
«obredito Cáetnnoi- 

No dia .da sabi<ta do Senhor In fa^n te para França, 
appareceo hum pequeno balão no ar, feito á-maneira das 
Mongolfiers, que-atrahiò a attençSo de muitas pessoas* 
Soube-se que for lançado da cerca dos Frades Paulistas. 
Hoje- appareceo outro petas mesmas horas da tarde, « 
causou espectação aos ociosos das Chagas, e* Santa Ga- 
thariíia. Convém notar que semilbantes balões tem por 
^ezes servido de corívençSo entre conspirados, c mesmo 
fios Exércitos em tempo de campanha. 

'O partido Banguinario que em cada novo aconte* 
eiménto vê motivo para. conceber novÀsesperahças , au- 



131 

ifiirava muito bem da chegada do Embaixador Sir W. 
A* Court , e ja pronosticava grandes e ptopinquat ?aii« 
tagens com esta chegada, afiançando que elle vinha com 
instrucções particulares para certas mudanças no Miais* 
terio. 

Os ministros do bai/ro Alto, Soeiro, e o do bair- 
ro do Rocio , Sémbiãno , parecem por suas acções e pa- 
lavras mui pouco aSectos ao Governo. O ultimo destes 
magistrados todos sabem como se dtstin^uio no dia 90 
dé Abril", e ninguém que tenbU dépendfdo d'ellé ignora 
o modo grosseiro e impróprio com que trata os depen- 
dentes. 

Jbze AtcuFsio tem sido visitado pelo Corpo da ma* 
giitratura , e por alguns indivíduos de alta gerarckia en* 
tre estes Joze Telles. Tem vociferado dizendo— -que ape- 
dfeirada bê quem o tínfala feito prender e perseguir, mas 
que estavãò enganados em seus pianos, porque a inno-- 
céncta triumpbava— Ptirioso b^tia na meza, e prose* 
guia — Bú nunca me^quiz bandear com os pedi^eíros, e 
por isso sofri a mais ihiqua prisão, prisaò que a nSo ter 
encontrado a publica opinião, talvez estes malvados me- 
levassem ao cadafalsro porque me temem a mim, e aos 
homens do meu-caraeter— l^Eis«aqui como a impunida- 
de torna ousados os grandes criminosos!' e nós que de 
tanto tempo o lamentamos só diremos com o maior pW- 
losopbo da anttga Roma , Cicero — Perturbàdat e tVi- 
fringidas asileis f icrâbcjontinuogosperigoij os odiàs c 
út traigâes,--^ 

Hoje á noite na loja dè bebidas de Marcos Felipe, 
dois empregados na Contadoria dá Marinha , bum por 
nome Torcato, outro Monteiro, drinao— que de dcse- 
tete empregados que havia na sua repartição, só três oa 
«quatro- não ^ao ladrões , que quanto aos outros erto di- 



lipidiidcM»^4k^ foal^fiMHindk» « ponto 4|u» Mdi» suieairip 
VA piMMlii ^ se Unba l«g/ilMdQ Iuma dooimtAto^&ito 
4q valar (k^oatot di^ cqU.->^ Seria htmx ckarnsít enteiíoi» 
ãivífbiBcti j& FolicÍA gecal p»ria.d9cliLcafeai a quAiafaem • 
respeito de taet roubos , e falsificações , a fim de le pro» 
.c«dar arioiUialaienta coniia os loiplkadDft. oaite atgocio. 

Na loja de papçl de. bum tal Guittarâai a# Chíar 
díO> Qode^in i^míudada» vQi^es q famigerado Padre Bra^ 
na p i;euaeai-9e to4iit mm iAX.ds» alguns malavoloa : ali são 
postos ,a^. ridicuiio todoft. os* actoa do , Govenuo., et d^saçras- 
ditado ff}T tod|i9^ as formas: d*ali aa))em q& boatas e as 
notícias aterradoras, &c*— Está pois esta ioja no. dáao 
das outras j4 [¥}t&das; açcresceiuto ,, qp&,éLe noiUi fecba- 
e a jporta^ ç co^yers^a da parte de dentxo por laigp 
tempo. 

Os indivjduost que forla piezoa bootem , á Doit« na 
casa de j^gp d^ Thea^ra de $• Carlos^, tem sido mtiilar 
dos em^ diversas quantias^, o dono .dii.caia em 90QJÍ rsi. ; 
os banq,ueiro8 em lOQ^ rs. ; e os jogadores de'80j|[, rs.; 
até SQ^ o.; isto porem^ tem, sido. feito. sem; formalidade 
alguma, nem pxpcQsso^, 

ForSp desipaebadios tjres novos< of&ciaes^ de secre^ai- 
ria^ e são — Pinto de. Magíalbâes, ex- Deputado , para 
Q Reino «— Joaquim Âu^oçiio de Oliveira^ ex-secre&ac»Q 
de Legarão , e ex-Encarregiido de neg^ios, juk P*rusaia e 
na Suecia> flo tanipp, do tystema extijocto,. par^ a^Xua- 
tiça*— * eVànzeller, sobrinho do exr Deputado do* mesfoo 
nome, para os negócios Estrangeiros -^ .£|.isf «quí busQ 
doctimento ¥>vo>,de<);ufilQ poucos se, respeltâo, osí direitos 
adquiridos ,por outros indivi<iiios,,'COj:Ura o&-qAiaeS'^ão se 
apoata tujp.sq íact^o e«i ^eu desaboqo , . ao. ,pi|sso. ijua 
atropelaiido estes, mesmos direitas.,; são nAmeados^outroay 
que txexoexsLfy e^ifregos.. do^sUa moiOar gjuyieUe. t^m^a^ 



pretextado p«m pelo «m ^uioita n&a jerem «oiaa»4tttv^ 
i^jueç^dp 4;^^ est^mesinai ttidiwidjuoa Jomimo com honi»' 

JBuiVJúdoí*- 



^ Policia 4e lidaoa.. 

A frequência: «dos jouboâ,. csuDoet # A«a0pMiii#t.^^ui 
infortfto ^Miia CUdank, tem 4ado eaiMa^ « ^DfMftUCIis.^^verat'' 

ãffiliJIir d^4MWB íjM»v«ra« -^n jpeliçM^w 

mm mi/MoíSi^ <|M€ (dbskòfirâo e «ef4cHi ^MSMwaaa. TM ^ue ^ 
doe e lastima de ver correr o i èt a t^ n » é(^ fêcma^B 4io ipf>tU 
hêA^i kM oom bod» ftfOkpeiMo a defiratnajr «^a^^ue deseui 
CBJteídadaflfc. £«te af;f>9M^« lOOi^titfidiosAO #e^4dica 41^ 
ks.oa^|isa#' ida corj^i^yãa |^«l^ e aó io HOfifmo «da W a 
póde^paoediar. A Miiie£i id*U nobr<» da Pl9Íioia be pnam* 
MT :oa criiies., «ms ^ni ydos 4ik»i^ «mís #ffioáata ^d^ «I 
jMowanir hfe^B.^\ign4o$ quando .o0iiMnié(ídó«|defrVánaci9A« 
do ^or J»-d0Mk'a«iii#rtdade MiBiuia , 'a 4daa de j>Qd6seia aar; 
per^aetiiailc^ictttti un^oidade. Alg<«ici«<fai:lios ê .míd^aç&aA 
oJiiftidiM fNie^uacêo q ^aag »sào aA-eâeofas.^ que «er^eoi dd 
a^ÚB^ aoê iiDal«iido^, paiva péi^petcâretti ^m^moi fotíta^ã ^ « 
a ticgoo ti dad a 4e «ebftllM- ^ «iMki^lÍQÍd&de ^ ^Mkiios -^l^ie 
afijMilf^iNEM»; 

<A j^iiai^a tMHMB tei» Haadaineiao «a sptoiíca ¥% i^ 
Uaieia -e t«Qdelèoot» dos «aimétr^^H dos babrôii, (fue não 
omfir^^ <aa taseia» ^«e 41 lei Ibaa <uic»imba :paaA ^onlMel» 
iiM»M>HÍo» «adios , ^ 4ittiÍ8 jiaiaena^^fitapeífibs noa aeiWfdís« 
trid^a;; fft queaiadn teei» tmoi ^só 4bí ▼Uto ^k a faaar 



1^ 

^a surprehendér nos Idgaréí suspeitos 4%: má juristiic^ãi, 
^(de que devem ter conhecimento) os malfeitores. 

A segunda nasce de confiarem os miiiUtros dos {>aii^ 
tos nos esctivães^do seu cargo, e maÍB ofBcíaes de }usIh 
ça, homens que a voz publica apregoa por terem conm<» 
vencia com os ladrões, sendo participantes, ainda que 
indirectamente, em seus roubos, protegendo-os por isso, 
n animando-os a novo^ e marores delidos. 

A terceira em fim nasce da qualidade das pessoM 
empregadas actualmente em ministros dos bairros, «eti* 
do huns velhos, outros inbabeis, outros interessados na 
subversão da ordem, e outros peki sua pouca ca paiéida^ 
de e idade, mui supèriiciaes no desempenho dos aeusde« 
▼eres; excepto porem bum ou dois que a experiência 
tem mostrado serem capaaes. 

Como provatia crimtnosatolerancia dos ministros 
diz-se — que nas 'ruas da Atalaia, daKoza, <la Barroca, 
e em algumas travessas do bairro alto, ha tabernas, e 
tendas qtie vendem vití^ho, onde de dia e de noite se reú- 
nem mdfeitores conhecidos. Na rua direita do Loureto 
existe huraa loja de bebidas com o N." 1 , a qual serve 
igualmente de ponto de reunião a alguns ladrões, bemt 
como defronte ha outra que devia ter o N.* 91 , a qòsá 
he ainda mais temível por ser frequentada somente por 
soldados do corpo da Brigada retil da Marinha, Arti- 
lheiros nacionaes, e Artífices Engenheiros, os quaes cob« 
vivem com os soldados da Policia , e mui particularmen- 
te com os da 9.* companhia aquartelados na Boa hora. 

O conhecimento destes factos tem dado lugar aos 
geraes queixumes dos moradores destes distríctos; não sea- 
do menores os dos ih oradores do Rego , e Arco do ce^ 
contra o Juí2 do crime do bairro d*Andaluz. Os rouhot 
frequentes ali perpetrados ^ e alguns assassinios, ostras 



105 

em cofitlnuo- •ol»^fta'ho, a pcmto que ainda na passada 
semana hum caseiro deste sitio ^ leve que disparar a es- 
pjngardli contra buoia quadrilha de ladrões, matando 
i^um em defesa própria* Nem este acontecimento, nem 
a> morte acontecida ha dois mezes, de hum criado que o$ 
salteadores encherão de facadas , depois de roubarem a 
casa , moveo este magistrado a vir surprehender os mal^ 
feitores, queapparecem todas as upites mais ousadoscom 
a impunidade y sendo notável que hum dos ladrçes que 
he. marujo , e outr'ora. morador d^aquelle sitio, tendo si*^ 
do preso pela Policia , por ter puchado por huma faca ^ 
foi iogo posto em liberdade por ordem do ministro, e a 
instancias do seu escrivão. 

No dislricto deste magistrado, ena esquina da rua 
das Pretas he notado hum botequim chamado do Friza, 
aonde se reúnem malfeitores conhecidos a toda a hora do 
dia. 

Alem destes sítios que se apontão, milhares de ou* 
tros pod«rião enumerar-se como o botequim e biibar do 
Abade ao Passeio , e o do Bosque;. no largo do Passeio 
ao pé do Theatro da rua dos Condes, o botequim que 
ali existe ; no largo do Soccorro a loja de bebidas, bilhax 
e easa de jogo prohibido de hum tal Francisco Maneia; 
nò sitio do cabeço de bola hum retiro que he protegido 
pelo escrivão do crime do bairro da Mouraria; e finaU 
mente, mil outros em yarios poníos da Cidade, todos 
tolerados pelos escrivães, e tacitamente protegidos pela 
incúria dos ministros. 

A par destes factos desbonrosos se ouve dizer, que 
qualquer medida que se adopte, para surprehender nos 
respectivos destrictos os vadios com fama de ladrões, 
que aparecem dê' hum dia para o outro nos botequins e 
casas de jogo notadas, com trastes de valor e dinheiro v 

1 



Mi>, umA veft que {oafteitncaiaregada «o«i»i»wtii€M 4io9 bftif 
wò%^ por qiM^uAndi) ae tmílafiK de M.suwffiMfiiirlt « «o* 
ttfaeceK dJQiv viid»8 e cosUisies dos indiviíliiQi «uspoitos ^ es 
cscftivmm « riBciecs 4e J«Aí$a êerm» os pri^ttiree « frurti»» 
los, '^oi como 9tm donos 4la6 ioj«s; por ímd bmbni que 
tt <folif«n€rW pndi/ai «er toonfmda a faani úú$ mim^roa dn 
bttwwê fà» «oAiançsi <p«m proceder a»E»Ml|Ltiir44n«ii«e fiios 
««i!&ros; e*i)Ué Mte^n #« dl» se acompanhar 'OoinjQ9»<Muis 
f]iiaíd»U^'uos, totiMiase >huBi agente de pobcia, oom o 
•ttX^Uo tmilitar com^Mijle^ 

; OutiipK p&ndemr <qiie,n&o be iacU «nkt«f tpor meio 
das pesquizas da Policia no pleno ooube^^iviento da iden* 
4i4bd« a cfrtHinflAficiaft >de 4;^iftois iadvvitfiioa t^uo -feequen- 
ião 0^ bíHmf^<eboilequt|iS'qtfeát(;fto VHs^Midot; eHtmsnte- 
4idi» "Sd «eolamãíOi^ venubsovo ^fwitfiie ^s s^ibÊSP^aíèoPw «a 
tem dedicado a objectos políticos, e de maior transaeiH 
^éencin. 

<^ A ««da cqim pftveceni «mi o&n«efiêciites <« iiwioB4e|ae 
«B a«abão>cte'.)^<póry;a-l|ni de^ext^^rpap ot cuimee^ eipr^' 
^ímr á 'mgiàfm^qa ^btioa e individoal , ^nem por nsêo s&o 
ba<ítantres>, ?e.Q)i]itx>s:réq«er.aeèeina8to etcosaipUcaiio aeri^ 
$o ; ^<;<emo o ^da :^fêoi^niiaçâo.de 4itnii cer^o de ^Pidlioa , 
«fé^t^r ^^eollm de ttlagitttPados « ^crivâe»^, je |m>{»rios 
rtg»<daine9tifld6 '^ue^cosnbMt^ a ^oiaior aliiMa^ p«Uioa , 
«4>ln ^o :miiíi€»r ti«ãito da Pélidttk 



Extracto das noticias do Correio* 

S • ' .... 

No dia 14 4p eorreaie hou;ve4ia:C^viMÃftdbnm?4u« 
fíMilio., por ^flfei^ ^a.projeQtô4a í»iií|o .dovFfftaoUoftiio 



í35r 

Mala 9 amigo do» P^iLf» Br»f« ^ e ^lirts de fora. Os 

laliotí&la» kM«|^i&» vaêen aia4icÍQMMi • quiaari» iiit pedir 

a:d«tigc^cia.^ i^ pauta ^ua mM^^bou d« CatteHo^^brabc») 

tso|^9 % v«io o-governador datf ar-fl»M (d^ Pfof ÍJieift á tiV* 

1» parft jfHtitheiac^r a tranquitidade» fioa mteÊHO dev« 

]!ao«U»r » ujgeole iiecesiidadfe de le noisear liuai homem- 

qve teaiia probidafky e cooliecida aff^cU) á cauto ^ Sua 

3f agastada ,. para exercer. 0- lu^jar .de J»a de fera , nfto 

CQAvAado {199: foi^oia «l§uma » rfcoYMhiçSa ^ ^ue aoalNi 

de 'ser 9U9|^e»SiSQ ]r porififto ^«ir tão caa^pÍAu» ^4aiiniMa 

i>o&- ukrinos aeotUecJinaiUasy asada a noUa priac^pai qti» 

deo- ioLpiíJsQr a tantos actos eriaiíootot tíl prailricadot; 

S6Ado aUá&<:ertot^e ^ gesooea se aoba ainda tom lúd»,. 

e.qMe;para. brutax basta quali^ec pania de ^f»oio.| aik 

o mais pequeno successo para lhe dar calor. 

Q Frade nâa poudei ser arpanhador e aoda fugido ; 
e constu^c^ie o Juíj^ d« foragi qiM difenr ser fiUio ba^ardii» 
do £>«eaeaihargador BarradA«,r he ckaaiada a Lisboa. HNl 
facto que as ordens passadas pela secretaria ' da Justiça» 
ha cassa de tres^dias , são de tiatuíeia mui 'bcaada e frou- 
xa; e saba-se q^& fervem os empenboe a ftMfor deileúa« 
dividaa. 



^orto. 



O rej^iiBento S4* no Porto tem sido reeeMda coi». 
de8{>re:^o; os officiaes sào excluídos das sociedades, e pef. 
todos os actos de abjecç&o e TÍleza proearãp^ iotro^ucção»^ 
Para ganhar algum grão de consideração, chegarão a oíTere* 
cer-&e a alguns Portuens^spara tudo quanto quisessem ! Di- 
nheiro, ou futuras promessas^ era paga deiobejo para os pôr 
d^ nevo^ eii. BiimiDenldr Que- se^ pode esperar éò tal gea- 



NOTICIAS ESTRANGEIRAS. 

Hnm aupplemento extraordinário de Madrid na da- 
t« de If do corrente , relata os acrtntecimènlõs de Tari- 
fa , e accrescenta hnnna circunstancia, qne mostra que 
nestes acontecimentos andava intriga Ingleza. Dií assim 
•*-59^1guns Hespanhoês infames conceberão o louco « 
atrevido projecto de se apoderarem de Tarifa, surprehén- 
dendo a sua guarnição: bem depressa suas criminosas ca- 
beças pagarão tâo infame attentado'; sendo para lamen- 
tar que alguns soldados HeaJistaslenbâo deixado illuàir-' 
se por estes mafvadoâ barideand*o*se com elles, debaixo 
d'a promessa de hum soldo avultado — » E accrescen- 
ta — lí Pdrece que aos sublevados não lhes falta di- 
nlieiroj nem munições de guerra — »Equem tal lhes 
facilitaria? .... 

Continuavão grandes armamentos navaes em In- 
glaterra, presumiâo porem os políticos que o Governo 
Britannico se apromptava para meramente tomar hum a 
ftttilude defensiva. 

No dia 4 do corrente chegou a Falmouth o Mare- 
chal Beresford, d*onde parlio immedialamente para Lon-» 
drés. Os Jornacs da oposição celebrando a chegada do 
Marechal, nâo poupâo arguições e sarcasmos pela con- 
ducta equivoco, e pouco franco que leve nos dias de luto 
desde 30 de Abril até 9 de Maio. Nâo duvidâo asseverar 
(Jue Beresford se conduzio mui mal em toda aquella epo- 
éha, transigindo e lemporisando com huma facção, que 
queria roubar o Throno a Sua Mageslade. 



Acaba de fundear neste porto a. Galera. Incomp ag- 
ravei vinda do llio de Janeiro com oitenta dias de viagem* 



135 

Hontem enlrárliõ mais dois navios do mesmo porf o , ft* 
saber — o Trajano, e a Minerva — No primeiro d^esles 
veio de passagem o Conde de Rio Pardo. Concordào ai 
difíerentes noticias coibidas em asseverar -—que aquella 
Capital se acba em estado de fermentação, principal* 
mente depois que se receheo a noticia de se estar aprom* 
pCando em Lisboa hnma forte ExpediçSo. Os Europeos 
erâo muito mal olhados, e receava-se alguma, forte ex- 
plosão contra elles: todos os dias apareciâo pasquins con- 
tra S. A. Real, e contra os Europeot, por maneira que 
ninguém se julgava seguro. 

Entrou também hum navio do Pará, e naquella 
Capitania ainda não estava restabelecido o socego. 



Espirito publico. 
O espirito publico não tem lido notável variação, 
e continua favorável á Augusta Pessoa de Sua Magista- 
de. Apresentasse porem receoso na classe media , que te- 
me não ver punidas os fautores do terrível attentado do 
dia 30 ide Abril. Entre o vulgo tem-se espalhado a desí- 
gnio a notícia da ida de Sua Magestade para o Rio de 
Janeiro , e he nesta classe crédula e ignorante que se es- 
palhâo boatos absurdos, e divulgão noticias aterradoras. 
Os homens conhecidos por suas ideas libcraes não se mos- 
t^ào inquietos, nem tão pouco satisfeitos. O partido san* 
guinario trabalha sob mão, e emprehende desacreditar 
todos os actos do Governo: deste partido tem sahido a 
maior parte das noticias que se tem dado nas Partes diá- 
rias. Os homens moderados em geral estão contentes, por 
que gosãp de huma tranquilidade com qne não conlavão, 
esó os contrista o receio que seja de curta duração. Par- 
te da tropa não gostou do annuncio de tropas estrangei- 
rassem Portugal, oem' tão pouco abraça satisfeita aidêa 



1^ 

Ot C\mo «b^ e bsrM vaiMÍeato g0nl d ttot pl w it |»j »t »fo ^ 
é ligo lyíocQutob. Pttflto» d» NiobrMMi «rMso«f«*s#^iiir e«ia^ 

MBarvte^wvcstadb d»<kiBpfir6yqii^d oiMteiaAlÍAMftWf^ 
pand» ttuoHBO Ba Viítaidtii Ca|da«»,« ào^di^s^ «i«i(6a N» 

«iip««0 da^Goitei, M« i| effpf«aiif».4#l«es d^indbi p^àíí^ 
tem pretextar, que nenhuma p«iHia« ti^awki^ no* liftjpoekMi 

(Para o Intendente, gewl da Policia ) N." 1 1. Illus- 
trissimo e ExcellenlhsMio SQiiiiM{f< Ehi virUide de al^^u- 
miMl^il^t^ jE^ (e!iilM»^'i33a«^ido,íÍp eAfíitU- mai«fr OUinpio; 

]^í^k)«^ o^^tf^ àoj$ q>ii^ s»er0$a eofi«»4^ra$^.. DeM 
gm^l^Q a V. £\>.'' Lisboa SO de Agostoi de 1824. 

FmnçfMp ^^4j^btm¥> d(k,Siit>ay li^ta-kidividui^^ (yie foL 
capali^a, 11:^14)^9^ pelo .9Qp,4edM*r4^ií«-9 e. cpnUauas ,d^vaft-* 
sl4õje8,. a. r^ip^ij á&ua x^aaa- dmx^ndi»^ G^iM^inioLij Mi^ip éf^ 
lã^ vUftva.y.nA iilUma e^Udç dotOHs^ivi^ai^ ^!M>H}fM4« não; 
peq^ieiK) cabeiclal . (^«la «eu^ Paí . ba.v tar deix^p» RaMW àSit^* 
poi» a, esta^Uelpcai; casa^ 4ernipda^ m^esd^uaa^ da eiblçad«> 
do,Tijolo ,, cuin ;&^ied£vd^^ com bjum&.n^tralciz , c^ati^.ajq^ 

(j^ç^dio. a<deaposqM>6a> c^ia cRa»: bia» dief»ffe^«a. liHilbein . fb«f 
r^(^ e$gf4i|d<^, e^^iaji po^caa tos^Q^A^q^iier^ ua^iilí^r^mxmf. 
^neJitão a abapdGH^mi.. 

Câmo ti;>l)fa. pra^^ da offi^fal o«kr BaMObi^' d^ rAr^. 
tUbei^oi^ dcrLi^feoar Ort^n*^:^ re^fm^i^toslSfmkiJ^b p»'wm 



JÍ0. f»jm Attbi^UUc^ ,^Ba0m^ú^f9eíx\^on quedlie farão .reiBii« 
S0êf^ .A9m^JS^mífiM4se9i9íd» fmrXi^ para Villa Fipiiac»# 
Índ;9.d^ac^a4a j^aJra M> Tovre.^cpm sÀguns folgado*. 4o ^ 
£ArpOj j39$iou a. apmi^M'^9e ,á R^iiiM,, xl^pais cie t^ 
^Jtpdado falguiMk 4XH>ças idf^s leafs (^1(all^lrjaet ^ fiuebrjir 
jifiiViàH^^tio^hPPf^fíOfk. k^mdjúc» jp^CA\A^ .IDO^pr^ no^ 
bair/oB.d«bdlWin^.ajiMd^. Soi <|HMr4o4oa.«st«s:ji^TÍ9úa qiip 

^4)alKio4&,CbiisU>,t >C!aiQUniia noim^ãmp ÂftJxmf^ dfi.coj^ 

eUe.du .qoalveç^r^ ;e eai ^h}o .num^o tfim poeto .ipdqs o# 
seftsrciçdor^ 

. Np 4iA , 30 4« >biKÍi ^z ^ande t4^ ,saji^ santimifiiiaii 
.9aiiguiiiaí'w!i,r4€PrvVv#af^ {l^ifil^a,,^ a^S. ^v, iiM«M&»^r 

Qti^ loBicura he essa? digáo comigo ^ viva a Rf^f^ry 
JEs^u^^ccJéiiaçõas t^H^tvão^U^ v^tms.a^iftos ^4ie levou 
ilos.s^as «a^acad^s. 

rEsboj^l ji»U>HÍojÍ4 iFigMcir0lo. JEite.jinpçp be fl- 
Ibp deb^ii^ abnular q^ie noAifi na ir^ia ^o^O^ro^^ .e.he,A|ar 
jar (buBt^mbão 4e 4iuu^d<^ri^s ^a^^^nioal [i;b<m^ 4^*FQfM* 
fiçça* T^w bwMí «(ffldwla rf»iíi ti^gM^í^riffíeiííiHi^ fV^^jpaup» 
çios 4«cip3 tjçaUaiíba 3paU>4w, s^ , ije (saU-ia ;Q<Hn<flefen* 

tema passado, nãodeo.com tudo escândalo .•aJ^M9i 9 jnf^ 
ião pouco se fez cele|«eipe|^HI0^« iopjnipas.. .Jíi?ppis qw 
Sua Magestade reassumi o ..jouifius sol)eranot direitos tem 
C$)iilkiii^oja lamimp-^n^m.s^Sfi^Ji^B/^klfi^SL^i^ 



142 

Alexandre de Moraes Freire. Este individuo fót 
oíBcial inferior, e em quanto esteve neste posto portava» 
Sé sofrivelmente, nota ndo- se somente que de vez. em <|uan* 
do se embriagava. Possou a Alferes de Cavallaria 1%, e 
foi dos que mais se distinguio pelas suas opiniões exalta- 
das a favor da Rainha. Passou para o regimento de Ca* 
vallaria lÕ no mesmo posto, eali se tem conservado me-* 
recendo mui pouco conceito entre os seus camaradas. 

J. J". de Oliveira Montanha. Este homem he hum 
dos primeiros músicos da Sé, e director do coro. A sua 
conducta tem sido duvidosa em diversas epochas, e foi 
dos que applaudio os successos do dia 30 de Abril, se 
bem que depois não manifestou sentimentos sanguinários. 
Mora hoje na rua nova da Palma, em huma proprieda- 
que herdou por parte de sua mulher; ha quem o abona, 
è os seus collegas, gente pela maior parte suspeita, di- 
zem que he bom homem. Nas suas acções nota-se regu- 
laridade. 

João Baptista jiug^isto Fourguié. Este Francea 
está ná casa de pasto da Carolina ao Caés do Sodre: he 
visitado por alguns Francezes com quem janta; entre es- 
tes os mais assiduos são Durieu , é Morlet. Estava em 
relação com outro Francez que se julga espia chamado 
Le Vailiant. Fourquié está na devida observação, e não 
padece duvida que trata em objectos de Hespanha. Sabe- 
'se que tem correspondências para Madrid , onde esteve 
ha pouco tempo. 

Lisboa fO de Agosto de 18S4. 



(Para ó Intendente geral da Policia )N.* If ÍIIii8« 
trissimò e Excelléritissiiho Senhor — Remetto á V. Ei* a 
copia de huma procia mação e de dois boletins dos suble- 
vados de Tarifa, que o agente 13 poude obter de casa do 



148 

Mfiiiiiro -de Inglaterra, aquém vierâo rtmeitidos deGU 
braUar, Gír&o algumas copias -e são lidas com avides, 
•Dísserâo-^me que buas negocianlesHespanhoSs, morado» 
res áMagdaleila , tkihao tido noticias de Tarifa mui cir« 
cunitaociadas , e recebido imptessos; fazendo indagar is» 
to achei que não era estada esta notícia* Deos guarde a 
y. £x/ Lisboa 20 de Agosto de i8M.--« 



Traclamaçâo aos HespanhoA do Exerctío 
Sealistá. 

Desenganai- YDS| e atendei pela honra da nossa Pa* 
iria; conhecei qae vossos sacrFCcios, e vosso sangue der« 
ramado, não tem prodozido oulrofriicto mais do que pôr 
a^Naçào aoafbitrio dobTranceíes, que vos insuUào, vos 
desprezâo , e que vos iançâo com ignt>mínia das vossas 
guarnições. Madrid e outros pontos são testemunhos des* 
tas verdades*; reparai por lotHro lado a vossa nudez, e o 
abandono em que vos adhars. Vede introduzidos outra ves 
todos os abusos de hum máo governo por eflUto^ia in* 
fluência estrangeira. Sem justiça na diitribuiçXo de ggea* 
duaçôes >e honras que só se concedem ao favor e á intri« 
fa , mandando-vos quem nao combateo comvosco : sem 
fazenda , e sem for^a estais á meroè dos Frftncezes eter« 
nos inio^^igos vossos. /Vcabem^se ja todos os^edios entre 
os Hespanhoès : uaamo-nos todos , pois todos amamos a 
Pátria que nos deo o ser , <e todos desejirnsos a sua felici* 
daJe* Formemos hum Governo verdadeiramente Hetpa^ 
jvhoi que restitua á Nação ui sua floria e independência; 
que xsoncilie nossos interesses e nossas opiniões, e extin<« 
ga os odiosos nomes de partidos* Nto Cjonsintamos por 
mais tempo que estrangeiros nos mandem. Placamos osa» 
crificio de nossas paixões no aliar da Pátria, eque sefao 
HespanboSs os que nos governem* Kkqqe-se para semppi 



14^ 

4e nossa memoria os dias de discojrdia* £fi4ueQaao$ tod^ 
o passado, e renagsça a paz e a fraternidade entre todos o» 
Hiespanhoêf* Que sejão apreciados^ os senriços de toc(o«>- 
tornem a esttreUar-se 00 que tantas veaes combaterão 
junlos para HheFtar oseu Ueii easHa Pátria do» mesmos 
estrangeiros ) qne agora nos domi^ão para- nossa rdtesen*- 
çôes civis. Yiode a nossas fileira%f Aesp^Jjoê^. ^<^Qkf 
aellas achareis a vossos irmãos, vossos amigos, vossos- 
€on)patciotas, qV^ nada vos negarão e desejão abraçat-vos. 
Aqoi ja não exitem os^^ partidos' nem- as divisões odiosas,, 
reconhecesse e premeia*6e a vírtMdee.o merecimento, e 
. «m nossAS fileiras não resoão outras vo^es qiie as de guer? 
jra aos Francezes ; pa»'e união entre todos o»^Hespanhoes« 
Quartel Generaí de Tarifa 7 de Agosto de 1824. O Com-- 
mandante Valdez*. 



Primeire boletim do Exercita 
Libertador^ 

— w Liberdade, independência, gtíerra aòS Fran- 
ceses, e aos tyrannos: paz e união enire lodos os Hes* 
^«nboeã. A sempre memorável Cidade de Tarifa, estia 
iltia inaccessivel aos insignes vencedores dê Austerliiz, de 
Jcna e Marengõ, tem sido o theatro das^ primeiras gto* 
Yias do Exercito Libertado!*. A Cidade e a Ilha hão si- 
do tomadas de assalto á bayoneia sem mais desgraça da 
nossa pttrie que dois feridos levemente : toda a guarnição 
6cou prisioneira , e^buns miseráveis guardas que se atre- 
verão a fazer fogo ficarão mortos no mesmo acto, como 
tffmbem o foi oíCommandante do Castelio. Muitas peçatf 
de artíl4iah'a, o mais de quatro mil estugardes , e inu« 
memvel quantidadede munições bão ficado. em nosso po- 
der. Oecupado este ponto tnteressantissirao , • o' Exercita 
Se ^oirganiza , e ai^mentft por momentos. Moitoe solda* 



14^ 

4nt BèálistM t«in ^õnli^ido sua ce^iiêim, e «e bâo pâs« 
sado a nosstfs fileiras 9 aMule lem achado o detido «ev^ 
Ibimento. Muitos liberaes de todas as classes tem corres- 
jpondido ao grito da Pátria , e todos unidos formão hu» 
vxna phalange que bem depressa levará o terror , e o ex- 
termioio a nosso inimigo. Outras Divisões deste Exerci- 
io obrâo em diversos pontos, e antes de muito temp^ pode- 
remos anntinciar-vos novos iriumphos. O9 povos, osopprU 
midos povos, serão auxiliados .para sacudir oodioto jugo 
estrangeiro como desejão, e expõem repetidamente; Quar* 
lei General de Tarifa em é de Agosto de 18f4. Liberda* 
de, independência, paz e união. O dammandante .^m 
Chefe do 1."* Exercito, Valdez^ — 



Segundo boletim , B de AgmtOn 
— )). Soldados e companheiros inseparáveis da hoii«» 
^a! A floria que hoje tendes adquirido dará exemplo a 
vossos Irmãos. £u não tenho «podido deixar de admirar 
entre as 'fileiras o estimulo de esforços, nem distinguir 
sem offender-vos quem excedeo o seu companheiro «m va^ 
lor. Vencestes, sim vencereis aos vencedores de Jena, 9 
Austerlite. Olhai o triumpbo de nossa primeira victoria 
nessa bandeira tremolada tantas xezes^ quantas foi vea^ 
•çedora talvez pela neg^a intriga: acreditai-me que ne- 
nhuma nação deixará de ter- vos inveja, e este dia será 
memor-avel em outros, mais serenos dos que ides dor á ros^ 
-sa Pátria: essas armas que veis be outro tropbeo d^ nos* 
«os inimigos que aterrados, e:eni precipitada fuga as lan- 
çarão em bum. terreno, que gamais forão dig^nos de pizar« 
Descansai definiria futa tão desigual, e reputai insepa- 
rável de vós a.-victoEÍa 'sòbcé' os<q>ue ja sabeis vencer, e 
nãò eaqueçai» qóe á Pátria' gemcem' escravidão ^ quja in*' 
dependência DOS; e^átreéMieqdaâa como a filhos prcdi* 



a 45 

l«otos di^lla. ^ViiKa i^iiidependenciaH«sp«nhola— -OCouh* 
«landâiile ei» Cho& do L"* £xei£Íto Valdês» 

PARTE DO DIA SI DE AGOSTO DE ISíU. 

Corria qae Stia M^gestade ia estar alg^umas sema- 
lias no Pinbeiro. ' 

' Lameutara-se que esta jornada fosse para tamanlta 
distancrà, e taõ prolongada, o que causaria grande pre- 
joiao : o8 homens moderados reSectiao, que a auzencia dè 
Suti Magedtadei nesta epocEía, podia- ttazer resultado pe« 
rigoso. 

Asseverava-se que ò Excellentissimo Conde de Sub- 
serra saie ATárquéz dé Atigra , e que he nomeado Embai- 
xador jnntò a Sua Magestade Cbristianissima. 
' í ' Espalhava-se que no Arsenal Kouvera ordem de sus* 
}>ender o arnfiamehtb de alguns narios'dte guerra ique de* 
vião apaheHkar, deter min ándò-se que ficassem armadas 
tâo somente a Nau D. João 6^*9 e a Fragata Princeza 
Real. 

' Dizia-se queEIRei Nosso Senhor ôe achava dôenlfe , 
dè tarde se assevera;vá que não , mas não estavãb socega» 
dos os ânimos quanto a tão desâgraditve) nova; 'v1a-se 
nos semblantes o vivo interesse e amor que con&agrão os 
Portuguezes ao seu Soberano , causando-llíes o maior des- 
gosto a maii leve enfermidade que possa sofrer. 



^roM cio iDommercio. . 

f!al)ava-8e na prol^íbição do Padre Amaro ou o so*' 
vella, que se imprime em Londres, edizí2o que o motivo 
era a catilioaria que este periódico imprimio contra, o. 



146 

Svcellentissimo Conde <k Sub-serrar. Algnns ponderarão 
que a prohibição vai servir tão somente para acreditar o 
periódico y e fazer com qite se leia oom maisavidét. 

Pizia*6e que em Pernambuco se espera vão varias 
* embarcações de guerra , que os Pernambucanos tinbão 
mandado comprar aos Estados Unidos, nas quaes trata» 
vão de arvorar a bandeira da' Independência ». 

Desmenftia-se a noticia da priàâo^de João Gasimi- 
3:0 ) governador nomeado para.- Damão e passageiro dá 
^au. de viagem ;. e di&ia-se— que a tropa , inda que etxh 
pcque^no numero 9 que ia nesta embarcação, ja no Tejo 
havia dado mostras de-insuboidinada anles^de se fazer de 
vela a^Nau, exigindo tumultuosamente fardetas e atra* 
Kados ; que em segviida e durante a viagem nSo deo mos* 
Iras de mah siá>ordinQda , não entrando em duvida por 
diversos factos que o governador de Damão a havia seduii« 
do para irem ao lllo de Janeiro ;■ que se oição os officiaee 
da íieL^y e conlieçer^se-Ua per muitos fiictor, e-forlet 
indicios, quaes erãaos projectos-da fopça- armada , e os 
sentimentos do 'Governador João Casimiro « o qual tinha 
trocado em Cabo Verde não só o pouco dinheiro que le« 
vava por moeda brasileira, mas igualmente todo o di« 
nbeiro da tropa , cu]o commandante he homem dos me* 
Ihores sentimentos, em quanto o governador nunca deo 
louvores- senão a Sua Magestade a Rainha, e a S. A. o 
Infante; que passa por certo que a Nau vai a sair outra 
Tez, o que a opinião do» Náuticos, he que neste caso 
iemllbante embarcação vai wp sacriíibada , ja que saindo 
na monção pequena, e sendo mui ronceira difficultosa* 
mente dobrará o cabo, arriscando-sè a arribar no Bra- 
sil como ponto mais visinbo, onde será naturalmente 
eonfiscada« 



147 

IndagaçSes. • 

. Joie Accaraiò das Neves recebeo da Junta do com^ 
inercio buma pariicipaçfto , com a c^pia do avizo em 
que Sua Magestade declarava ser servido conceder-IIie )M 
cença para estar ausente, pelo tempo que lhe ibsse neces^ 
sario I Taato melÍDdre com semilbante bometu { 

Foi visitado boje por D. Rotn&o de Arriaga , c pe- 
lo General Victoria. Q agente que faz esta cem rnuníca^ 
çío, accrescenta— wFdllei com Joze Âccursio na occa- 
sião em que veio á escada acompanbar o General Victo- 
ria, para saber se qikeria tomar hum criado grave, élte 
me respandeo— ^que não estava nessas circunstaUcias; sé 
eu Sábia de aiguem quequizesse comprar o trem da sua 
cociíetra, porque não sabia para onde o mandaríâo oS 
seus amigos, erettrou-se. — Hum Preto criado deJoze Ac« 
cuTsio disse- me, que seu* amo se tinha por hoarado^ pa< 
rem que Jlie não pagava ha muilo tempo, e que agorsi 
se ta embora para o inferno, aocrescentando, que elte sé 
havia pagar dos seus saflarios vendendo-lhe alguns tras^ 
tes. »— ' 

Hoje na Relação houve grande murmuração entjra 
es Desembargadores, nSo podendo estes levai á pacieii^ 
cia a remoção de Joze Âccursio, ede Manoel Gomes dè 
Mello, para fora de Lisboa, taxando esta medida de des^ 
potica e arbitraria; e olhando buns para os ot^tros dU 
9mo)*-*«que á vista de hum tat proced i mento :ja nao/baf me 
segurança nndividual:—^! Que tall Os Desembargadores 
fallarído em segurança . individual! ,: . . í 

. O indiyiduo da Secretaria da guerra que fa^ia avi>4 
zos falsos para baixas, chama-sé Lazaro, e be bunr^dbs 
que ultimamente entrou para aquella secretaria ,* dix-^se 
ter fugido logo que derão por 4al , e que ha muitoque 



lia 

este individuo se empregava em tal manobra de accordo 
Gom alguns dos que ainda ^e eonservão nesta secreteíria! 
6 pobUco diz que be éHa qualidade de gente que querem 
nas secretarias, ouent2o eslupidos para osofficiaes maio* 
re« faaerem tudo qnanio querem , com. escândalo geral. - 
\ O Meirinho que* assiste' as audiências de Sua Ma** 
gvstade, por nome Daniel Rodrigues,' he htim dos que 
tem espalhado a^artidadeRlRei pam o Brasil^ ea pro- 
ibi ma cliegadá de S;A.òI'n fonte; 



Dwí$rso poluico entre hum tajkemeiroj e dois sol^ 
Hídoã. 99 Na rua de campo ãé Oimque perto do quartel 
6/ 4, disse o dono da mesma (^ue otinbào advertido pa« 
fA nãofáU&r contra aGoverno—-NSo querem (dieia elie) 
que huma pessoa fulle quando os negõcios^ eslSo lo« 
dos arrastados : elies bem qUerem ver se lhe dâo camt« 
nhp, mas acudirão*lhe tarde-; porque em quanto bouve« 
rem Miâisiros como estes, que dêem conselhos para os 
Frrncipcs irem degradados, quando se de v ião occupar 
tm da-K>s a bem da Nação— A Alemanha dicem que 
quer Republica; a Hespanha quequer^Conslituiçlo; Por« 
tugal sem dinheiro, e seni negócios! Estou vendo quan« 
do temos- d^aqui a dois dias mciita somma de pancada 
eom a França: osFrancezes dizem que ha ordem na' Hes« 
panba para os porem de lá para fora: agora he que eu 
digo que vai a haver somma de pancada. £ste Napoleão 
E«o foi homem, foi o diabo que appareceo neste mundo 
para ser agora à desgraça de Portugal estar perdido: de- 
pois que aqui entrarão as suas tropas parece que ficou 
tudo escommungado« Estou vendo qúa (ido o Senhor In- 
fante por ahi vem com algiim ^exercito Francec; pois não 
he admiração receber hum insulto do mais novo , quan- 
do o mais velho está desafiando o Pai do campo com a 



espada na mão ^ quando os Brasileiros d^aqul a dois dia» 
são capazes de o matar. Ali estava bum soldado de V«l 
de Pereiro, e bum ao^peçada de 4, o soldado ohaisado 
i^rsenio da 6/ companhia ; o an^çada cbamado Bar* 
bo2a da ã.*-* Respondeo o Barbosa-— Como Ibe parece 
lambem esta ordemsiiiba de não se pagar o serviço ? He 
impossível que isto possa ir avante; ainda nSo quero ^iper 
que esta ordem fosse de Sua Magestade; não duvido que 
Elle escandalizado de ^Iguns corpos o fizesse, mas seria 
também aconselhado pelos seus JVIiniàtros— Respondeo o 
soldado— Ora eu que tenho o meu officio, e quero irtra- 
balhar, quero pagar a minha guarda, não havendo or- 
dem para a pagar .tenho só h^(n dia de folga ^ como m^ 
hei de sustentar roais a minha mulher? Foi a ordem man 
mal dada 9 que «e tem dado ao Esiercito desde que Por« 
tugal lie Poi-tugal. Que bei de fazer a jsto! tomara dar 
com hum mestre de ladroes, <eque eNe me exercitasse pa- 
ra ver se desta maneira ganhava alg4im vintém ; porqtie 
Q commandante ^o regimento quer que buma |)essoa ap? 
pareça na forma com o que he aecessario; elies nào o 
deixâo ganhar, he natural que se liade ir furtar^ He bens 
feito que nos façâo isto, porque estávamos l>em daCo«l«- 
tituiçâo, e nos fomos pôr mal-: não torna cá bum Go« 
Ycrno.tSo favorável para as tropas* Nunca ganbariamos 
quatro vinténs se ella ^ão viesse a este mundo. Portugal 
tem muitos homens de talento, mas he queelies aão que- 
rem, pô-lo a bem da N^ção. Aqui ,se degpedirÃa voltaa;« 
do, os soldados para os qjaarieis; /e pelas companhias s^ 
observavfio as mesmas conversas— - Alguns achavão.aor^ 
dem do serviço bem acertada , e outros a acbavao má; 
mas o maior numero dizia que era huma ordem muko. 
inal dada. Taiobcm se ouvia dizer oas compaaliias aos 
«çldados I que Ihç dçviâo quatro, annos de fardan»eoto , ir 



150 

què )h« não pagehrâO) tim coifisenii&o que «Uct rfiiciíeiít 
III»»» guarda por outro; âohde díxiâo alguh» que não 
•entiào putrò^ aiw>S( senão de furtar, qtiesó auim se tín* 
garião do mal que lhes faii&ov » — 

Esta coioiDuriicaçãò, assas xúríòsa pela ingeniiida* 
dedos intefiocutores / be^feiia por bum dos observadoret 
do regimento é de lafaíitaria, e em nada le blterou^» 
8€u seatido. f ' . i : • . : . •>:.., 



Edital a* porta D^Ai^FANDsoAr . . , 

A' poria d* Alfandega acaba de seaíixar hum Edi« 
tal avisandoao corpc} do commercío que em prazo mar* 
cado devem despachar todos os seus géneros demorados 
naquétla arreGadaçãò ha mais deites a n nos, sob' pena de 
serem Vendidos os géneros em faàèta pubtica , nlLo o Ver-v» 
ficando» . -> .: » 

Paneceque o ExceHehtísstmo Miníf^tro da Faxendè 
andou espreitando a mais triste occaBÍâo da totai deca* 
deneia do commèrcio, da faita de giro, e de desgosto 
publico , para pubK^ar hu ma ordem , ' que veio produzir 
bum descontentamento geral no diorrbaiído e âgonizahté 
commerciò. Sabemos qué o foral d^Afrandega , e a^ leis 
subsequentes dàquella «irécadação, fixãò \)teíZo dentro do 
qual os géneros devem ser despachados; 'mas isto tcmcons- 
tanlemieRte «lido rdaxado em tíltençaò 'ás dircUnstanciás 
inercaf^niis j áòs gastos *tíe^tii^misizehsV è aos' empates quê 6 
comoiercio sofrei peíò^-cbmum-; "hè^-ass^m qtie eóstuma 
fíbrar hufflíOoWíhô prcWldeiííè ,* ^íjdaftdd tà^tjiier rirruí- 
h<ar oãtffirqQilôPih^ím>aí.aiafe^«l^g^ d<â'^attbhção; Masqt^ 
dékclitpá^iafei^èíWõál W 'mandato péréfèjjtoriw-dè S. £<.', 
no* láortidnllbiquêò corpo -mleroántil eètâ^riòs Uftímos pá* 
rejá^bá^, %etíHBhi«a', %èní! gHro, eséln^Vida; jíârecé-nios 
'%tie à^iâ 6^ SiAV^^iíti^liíiebiÉOf^tai^lri^ds} pi^^^^^ iêto 

AA. 



tsi 

po«co .à«tftiiMieeícos ; |iaM^q«nug;DMhlMr^xftQÔei lè fiir» 
jar pèm, rfae âi[Btiittur< « infugei^tar 0>cofl|iiiii«€Miy ^mmó 
fiéde pmperar aond^ iia Ííeánq«^ l»ciliibctB.9 «tcrie-» 
rancia. Neste uUtmo-po«iU>:nSo pode tpattv&larec «a igtto^ 
rabeia doEiícellentimmo Gonde dal^oiran., pois que por 
evparifracju )}voprÍBi«ábe quaíiito^wabm eslesiíreútitoasati* 
ésnm^ Oxalá :c|U6 paiaa «bem 'déaeut aiitifoi co^ega»^ 
poHtí S. Ex/ ter presentes estas indísputavei» «cMbdes^ 
revogando huma ordem qúè f ãl dar garrote á extenuada 
praça de Lidma. . 

Cfeaçâo Hos expostos na Capital. 
« . ' - '•■'•' * 

^ .i«-Tpr|)4«^se^1aji^tQ>da.ipaJQr cpitsideração o màç 

JUmUkm^ííl^ qae se .tem di^OinajS4t^ic«rdía.iís Mias qiie 
estfto em suas casas criando os expostos, eque ana^stada^ 
/H' diipire^Sv terras , a^iiunas até de; I^iria , se ^dySío ha 
iieis di^ engi^n^i^as e^pecfiado ,á ppr^a, da Miâeric^rdJia^ 
<Qnde ep Jwg-^r d9 P^Wo •«•WNdo . em j p%g^.9^Htp de seu 
./sapgue? ^Jii«S'pfferece^cpp[).4^1^pcçie, e incultos de na^^ 
,|-ej;a.. atroz.! ^Qoe ,bor<ror!.Qi|e escândalo! ^quanto be dij- 
•{[Doide. pfompto Temedto similh^ç atrpcidade! Sc^.o c&r 
(tabejeciíDealo dos expostos .estAv^ desgraçado que será 
.agoxa qua^ndoso^r p^x^^ranho psocedimento empregado 
para..€om asamasl Quem ^r^ a qiie faade: qperer vir bus- 
çaf ^ngeitado^s j)fra os. criar ! A.fportaodadi^ nestas v4ctU 
ripas 4a. desgraça t :tei|i crescido )es|)^ntosf|QCfceQM , • ma«3 
^^ioflft ,cres<;er^. peta i4ta 4f-#flias.f e ipai^smmleestalte- 
4^imeflto., cujos fundos a^dlo >« j^Hps i ppr mãm albíw^ 
^eo que bie majs algm» do^s ha fzu^ pom^ taa^fM>J ^£i^ 
Ja.aconteçime|)t9 d^^li^f ^ siispítAripse ^ qR^ Ml.v<¥( Mp 
í-ífija feito, mui :de,f«aposUp p^n l|raifíQt<4Ha9 > fftíif^4p 



153 

l^tnlo Ibit^aiitM,^ e^reèursm |»ÍpirreMB: pMnplidSo 
e« pwíwiiicfW , a«» q«e ?»fcâo. cte mali: looge. 

t. L«g^ que fe mnfbc9 «ilo pa^ticipAçia «H m i i >n> i 
foi mandado hum observador iaielligente verifieèr ecaiof) 
e este informa o seguinte. 

— t^fle verdade tudo quanta ledi» nafta participa* 
çSo, (lueoiBaiKte muUai outras circúnttanciat ainda mais 
tristes. r Eu, fui ver,, e. f«Uei com as amat^, ouvi ot teus 
gritos, ê lamçntos, e entre estas cora buma. que me dtt* 
se ser de Peniche; que ba seis dia» que estaiFá em Lisboa^ 
que iodo para apresentar o seu numero , a lançarXo vio*- 
lentamente p^ra fóra^* que finalmente ' se IJoba decidido, 
pagarem três cpezes a quem devião seis, e bum a quem 
devião três* Esta mesma mulber dijsia ,, que não voltava 
a Lt«boa ,. porque a despeza de kla , estada , e velta ab«> 
sorvia mais do que o que ella tinha qite receber, que po^ 
tanto iria por humanidade sustentando a crianga que lha 
foi confiada, e que nada queria saber da.pag,ai)— > 

O observador conciue que era esta a vox geral en« 
tre todas, queaccrcscent av& o— deixem estar que em che« 
gando ú terra abriremos os olhos ás tolas que querem vir 
busoar €liliDÇ9s ê, Lisiboa. — !• : 



Marquez dePalmeHa, e Conde de Sub-serra. 

Tem^se divulgado que enire o« Ex«eltetH<ssimos 
Jfarques de Palmdia^ a CSondè de 'Sub^séri^a havia «Igti^ 
•««;^eaiatelttgeada» Oa^bomatis víHtlftdeifaèiebte aitfigoa 
dft! ordam ki^trkiao «ste âdofiteckventl» ; porque em epo^ 
«b* tãoi méiilidrosia, s|ó a pei^feita ímm&o he que p6de dar 
força e energia necessária, pllté desúfeètar hum' partia 
taangíaífiario eattcwick»,- qu6*«ã^ *^caíiça senão ti men« 
4Mfé^ «ear«e6ind<:»»>prdj9tfao» naf rtihié doTIirono! Ox»- 



153 

lá qtie.etóc bofcto n4o;pttse de içera snppotk&o, e qM 
tenha o cunho da falsidade^ ja que seria boié hiiaia pu^ 
Uioa calamidade a demnião entre os Ministros de Sua 
idagesiade. . : - . / 

;' ' Conde da Póvoa. 

SSo geraes os clamores por que b balanço do Era- 
Y\o nâb" sé tem assignado , Mizendd-sfe que a demora he 
TOotí^ádà pèrk imperícia e negligencia do Excellentissímo 
Ministro da Fazenda. O Contador da Exiremadura dis- 
se a hum pertendénre , que anda ha hum anno a reque- 
rer por aquelfa rep'artição , a decis&o de hum pequeno 
nogocio' — wquè nada podia fazer por que tudo erao em- 
brulhadas do èenhor Conde, e do seu mentor homem 
duro e pouco entendido, não sabendo, elle Contador, 
como se havia dè safar de semilhantes barulhos, por isso 
que oí negócios do Erarro' cada dia estão mais confu- 



Extracto das noticias do Correio. 

: Hum doá observadores doesta Cidade diz em datta 
dejtõp que. ali reina o maior socego, e tranquilidade. 
jNaqiiella Cids^de se procurarão espalhar alguns dos mul- 
los.boat<>s absurdos, que aqui tem corrido, eque temos 
pi^nçfionado nas Parles diária», poreoi tMÉbaiP^ d^est^ 
lK>atos. encontrou cren|,es «o; Porto, 
,,(. P Roitor de Grijó de Vai Bemíeilo^ Sitpàdo d^ 
^ragan^a^ continua ipiiittaemeote epm os seoa.SjeqwM^ 



ta promover a rebelliSp, pvegttnda e teméaâdo entn oi po> 
9>o« doutrinas subversivas e 4esofgaliísadoras. 

C/tua ^eá€. 

, 99r— A anarquia mostrou aqui face raedooha com 

as ultioia^ nbticiai.de Lisboa. Os. partidos ainda que 
suflbcados oâo foiri^o eXtifiictos: receiiò u^uííq que o^Xog^ 
solapado nesta Villa,:e:i:esto de. Tras«os-Monies faça. al- 
guma explosão : os «alvados são io.6nitos, e.maquin&o 
contra ò Governo de Sua Majestade quanto podem. ~i» 
£is-aquí como obrâo aqi)ielles mesmos que- ha me* 
DOS de hum anno prpcjamavão o seu Nome para á som- 
bra d^elle fazarem atrocidades^l 



»^ Noticias estrangeiras. 

Cartas de Madrid, de 14 do corrente annunciâo a 
.retirada das tropas Francezas de varjos pontos, dizendo 
comtudo.que em Madrid se conservarão por algum tempo 
visto o estado de inquietação que pela em quanto ali se 
manifesta, bem como o desgosto e miséria geral em que tu* 
do seacba* Accrescentãò que as guerrilhas crescem em for» 
ça., bem como ha numerosas partidas de safteadores, que 
tornão este Reino intransitável. 

Huma carta de Gibraltar faz menção dos últimos 
acontecimentos de Tarifa , dizendo que naquelle ponto se 
haviãp, rcUQÍdo alguns descontentes ,. e perseguidos por ef« 
iÁ\o de suas opiniões politicas, os quaes capitaneados 
,pelo Coronel Valdez, irmão do ex-Mintslro de Cádis 
^quando para ali foi levado Fernando 7.% se tinbão for- 
,iJfiGadP depois dedestroçar alguns Franceses etropasRea- 
jistas:, qu^ havião marchado em seu alcance. Erâo refo- 
rçados a cada momento pelos decontentésf e ultimam<n« 



156 

te'4ittvilK) naiidachar «.Huelvs bonrqjúátfd Mutlm urmm 
dos para traaamin a Ivop» f^ ali le aDlifliva.y a.qoe fbn» 
mava parte dos Batalfaees^ Genstitucionaet desarmados. 
Diz-se com ioda a òerteza ^ què lor Governador de Gibral- 
tar fornecera armas, munições e vestuário a muitos Offi« 
eiaes dõa i\fn!iM ptopaniião rrice(rporai«mi«t áot-tk Tari« 
fa. Mettotoiui*se tamtem. 4iuma péoctamciçâo ftíHâ' fehm 
•ubleva<fo» ná qoat se eonvidá ô» He»pan4ioSs', si stfGué^ 
i«ni o Jiigò Ffaticet, e a^ Hbértftr Fevnaildo, ^uo se »chà 
CMOto,. periMò 4|ae asniMÍiifaKS àè rigor adopudaa por 
eUe contra seOsvassatloá lhe tem- sido siig<eridas pelos Frait^ 
Mfes, qtie dominâo inlieframeiíie a Heupanha, e dispõem 
aMú sator doXjraCiiiVSt^deM^idrid. PiK>clama«*se aosUéa^ 
listas que esqueção partido», porque hoje ha hum só vo^ 
to, que lie libertar a Hesimiiha do jugo Fruncez, c res« 
tituir-Ihe o sGir ái^tigd èâpl^axtor, e grandeza; ja que a 
perfidía inimiga o^ quer tàicstt da lista das NáçÕeh, Pa- 
rbce que por momenlos sb espera o General Alava em ou- 
tro ponto da Hespanlia, onde se julga ter ramificação a 
actual Sublevação. 

Ltnz IS continua gravemente enfermo , o qiie teih 
•causado gr»Bde impressão em Paris, por isso que cada 
htim. angura^^y qub a suá moite será o preludio de baniá 
guerra na Europa, e sobre tndò nallespanba; sendo cer^ 
tO' qiie algumas folhei Inglezásdizem:, que eHe Se acha 
ja Ho seu leito da ntortei 

Cartae d'kaHa difeem , que Ifisarà etfá dè noto efá 
poder dós Gregos: narrãnesuccfesso péla msfneFra éeg^uin- 
tesbn Depois da lormafda deifisara' peloar 'íureos, por èf- 
'feTto âà trotçSó dos Albaitèzes, rmirarão^se ao Ca<9tello 
de St Jeron'irat!ri©%mi8 Gre^s, edeporstíevitiadò òGas- 
tèlÍD' pelbs f urcosf^ .cf«af»da 'se^vírftw ilídirafídoíi á iiltíttiti 
extvemidiMlo, me^wAxx o Eèikx^uivof^à Cr^^, e tibrttfò 



156 

êehVúti^ ; l^m^ah âfiin oiSl Tiunsotí eóirái&p io/CasteU 
lay.eapaóftSi.sdivS^iaçkaMãQ quabdo os Gr«gD9.^a fiMr^ 
díi^ laAigávio £ofo.aO(«Aak«lkoida OHoa que bavtao fei* 
to , evoál^ão xoéi ^ sistí» nf^netitíBOB \ Ed^ casf o de extm^ 
oídin^riA !;/»l^r;^ :fet vík)^ MifitroA^M .fi05 >TuJÍpo9 , qite ao 
«Ija ii»mjQdi*tar vicft^.>apsDnxi(martfle^ kitma fs^OMlta Gre^ 
|l*a a Ipséjra , .a quail/dai<BaEtbaicou.^giraník:;oiimero ^de iro^ 
pas depois dehúma mui leve resistência^ >ese aiiedboMoii 
dá; l\\m^ pavando j%.j^p%€bi a |^aai-DÍJ^Ít> , e queimando 
j^ç^iiqII^ ;petta >da .£<»)psudka Tui^a que não pôde »eica> 

PARTE DO DIA 22 DE AGOSTO DE 18M. • 

Espalhava-se que ia haver mudança no Ministério^ 
e nomeavâo D. Miguel António de Mello para tomaf 
conta da pasta dos negócios do Reino , e o Ck>nde dop 
Arcos para a Meirinha; açcrescentando-se — que pão ha- 
via duvida que o Excellentissimo Conde de Sub-serra sa- 
bia. 

Triumpho completo seria a sabida ^e S. Ex/ do 
Ministério, para o partido sanguinário; ea realizar-se ^ 
nomeação de D. Miguel António de Mello, na casa dos 
orates he onde se bão de recrutar, de ora em diapte, o» 
Ministros de Estado ! 



Indagaçees. 

o Commandante da força armada na Torre d» S^ 
•fi^li^o^-ililpaaeiaJQaqgim (feQ^slro, teqi oioslrada graa* 
4e cQ.ndejtf^fpdeiiçift p§ri^jc^p\.of pfmít 4« ?Q ^ Abiil»^ 



157 

 Botica de hum lai Plácido na rua dot Âlfite* 
bes ao pé da £rmida da Oiiteira , be faum cluh temitr^^ 
de tudo qiianto ba de mais furioso entre o partido sanguí* 
nario. O tal Plácido g^ritava no dia 30de Abril — ni^n- 
forqucm^oãjaj c chamem o Padre Braga que at confes" 
êa de huma ve% icm taniotfortmUarioà. n <^— £ste santo 
varSo he confessado dos Padres da Congregação^ è oinrç 
missa todos os dias. ^ 

Nào padece duvida que João Pedro Cardoso , Pt* 
cador da casa real, e affeeto ao pai lido de 30.de Âbrir^ 
continua aliciando os soldados em Bellem , pertênceõM 
á Divisão de Montevideo. Este individuo he filho de bum 
mui fiel, ehpnr^do criado de ElRei,e tanto t^m de virtuoso 
o pai , como de malévolo este degenerado filho. 

Marcelino José Gónjçalves lamentava hoje a sorte 
do Padre Braga, na Ioga do capelista Custodio ao Lou- 
teló, dizendo que era hiima violência raandarem-no de- 
portado sem' huma sentença — a isto respondeo o chefe 
de Divisão Filipe Alberto Patroni quê ali se achava -~ 
"V. ra. tem rasào , e pelo seu modo de dizer quereria ale' 
que o prendessem depois de culpa formada ! Ora com ef- 
feito , estes senhores quando lhe vão pela pelle atiç fallào 
ert) Consliluiçào! — À esíá resposta brusca nada disse, .e 
relirou-se , • 

Kis-áqhi como sào os homens! Inimigos da^ garan- 
tiaá^ sâo os primeiro^ á invocar' ás form.ulaf quando m 
lhes vai por casa ! Temos os Pesem liargadoreá dá Relação 
que dizem — que hoje não ha segurança individual — ! 

Hontem eslevç 'lj^.i^lj|ij|[>.[f Ji casa do Peixoto: 
hoje veio para casa de seu irmão, onde tenciona ficar 
doisdias/' • '• *'*'•'■ : : í» ' .;.•' = • '' 

•.: - tí utt) dcíè «értídorés de 'Ôotide. de S. Mrg^uel ^ueixa- 
va!-se^je-ama»|jafttí5etiítepõr séter ctinfcedidolíutoa admi^ 



f 5S 

fl(M;fAi;&d^ft<B»tis'Cori<]e^ authorisando tiuní ronbo, quaií*- 
do elle ja não encontrava ninguém a quem enganar. Sendo 
c^rto que a administração foi nomeada por elle, e s6 
servia para nada pagar aos seus credores, e iiludir òs quê' 
Tfeí boa fé tinhão contraciàdo com elle, parecendo que esta- 
administrarão estava em contradição com o que Sua Ma» 
g^Hade bavia ba pouco legislado sobre administrações* 

Consta que as casas Inglesas de Butler Krus e C.% 
Cf Morogh e Walsh , sio as que tem recebido os rúapres*' 
SOS de Hespanha, á cerca dos últimos acontecimentos d4 
Tarifa, e Campo de S. Roque. 

O negociante Crur gosa da melhor reputação , 
nenbum receio pode haver de que eite faça mAo eso â^ 
tíMss impressol. O WáUb porem, como bum dos poiiltcoc 
do cães do sodré,teifl <» defeito c£e dar ali tiolícias maít* 
ou menos desagradáveis, segundo os seus sentimentos 9 
ou inierei»8es. 



t>€udte\ 



Tem-se ouvido amargos queixumes nas audiências. 
dos Alíhístrds de Sua Magestade. Mais de huma vez se 
tem ouvido dizer aos requerentes — que de^ar na catxa. 
lium requerimento, ou entrega-lo nàs secretarias, sem 
huma protecçXo decisiira ,' éra perder fempo, porque os 
Ministros só despacbavao os seus amigos e afilhados,: oti; 
aquelles que estavão dispostos á desfazerem-se de algum 
dinheiro &c.-— 



t/Yottctad avutd 



tctad avuídad. 

Que S..A.. o Infante tivera huma rixa em hum dos 
lugares pais frequentados de Paris, e.que naquella occar' 

BB 



m 

ftíSe Hie ^%lémo ^ c&o de fila ^ coA^beeide i^ulgarmenCi^ 
pel<> càa do Sandoval. ' . ' j 

i - Qae;0'individiK> que em Páf í» ofi^edeo os jieusstr*^ 
úço» ao S^nlkor Infanlei he Joze Anselmo Corrêa, Cofiv*: 
^1 geral outr'ora eaa Hainl^urgo^ ebein contiéçídp pelati 
«imd singulares. opiniões, eijaisera» pubiiçaçôes: que âgiM^; 
XSL çom diuincção ao iado do Alpoim , bffaieai qué oa^?^ 
^eii>pai;a;^ S. A.» e cijyt>s eoo^eiboa «ao {>odeii| dei- 
xar de leíf»: nmi >«i¥ikg<» ao^ dí^ie^rcollegas^e 39fleb 

Que S. M. Catholicii^ pe(ffa,Mi»BoeI Majriírho Fali* 
tio^^E^Be^;^í-íB.y?%6ln,.deodÇfM:|lrfÇJ«rda pa$|a dos 

j^oVal^,^ qu^ o «ti^MP j>99i X^i t)lip;|ites$i| diffieuldat^i 
^iki<cie«br A Feriwi»ite 3t/ Iji^ lio* peça.. _ f . ; . . 



- . -. > 

( Para oIiiteivdente-jefalTla Poíicia)N/13^. IUns- 
trissimo e KxceUentissimo Senho^^ Ha bum meio muito 
bom de mandar sem* mais demora para a Costa d* Afri- 
ca , o Padre Bmga , o Padre João Mariano , e outro» 
Frades, e Clérigos immoraes, ioquietos e turbtdeatos, 
sem 9i»e este procedimento possa ser taxado de violento , 
on arbitrário. 

■k- A Seabora D. Maria 1/^ de saudosa memoria^no^ 
seti reinado conhecendo a necessidade que bavia de mís« 
slonatsos nas possessões d^Africa^ para pregar a doutrí^ 
na Evangélica, baptizar &c., promulgo» hura Dctretõ. 
no qual ordenava, que orPreládos das differentes Reli- 
giões nomeassem certo numero* de Religiosos para esta» 
missões, e que no fim de liuíis tantos annos regressariâa 
á-siia Pátria, onde seri&o pi-ovídos em Igrejas das troa 
ocdens militares. I>eo.«e execaçâo a este Decreto , e tílíJtU 



Ida 

tos Religiosos forào á missãp. C6BiO'por«ai tenba decoN 
rido bastante tempo, è não' tenbao ido outros em lugar 
(|pft q^e vol||&rãa<l|0 HoiBO^ e^çto^qué poTlá fittoierâo, 
^stão htoje aqii^a# p(»#$eâsd(sS.eiB peior <;stdd9 doi.que eM 
t^k) M a/chavâo, . i 

Em 18SQ não havia. em Beiígiielfi bum aó Pacira 
qiie^Uspsse Mí^* . A R^lig^&o Catholica Romana »» e a 
seu. culto es^vi{9t eaqucicido^. ^£i|i Angola succfdia quasi 
Q masmo,, e iio;3 niats presídios, d^aqualla CapUiuiia. Em^ 
}8SS correo noticia ein Lisboa de que o Bispo de Moçaiâi 
biq^ue havia «scripto. ao^o,vernadof do Bispado, da Bábí»^ 
para que liie maadasse alguns Padre?, o«i. Religiosos^ 
pois que não tinha c^em , administrasse os Sa^ramentot 
aos fieis, e assim nas mais partes d* Africa, 

Ora que tão b«lla occasião tinha o Governo dt 
Sua Magestade de aíFaslar d*entre os seu» fieis súbditos | 
ps Frades e Clérigos, que se tem tornado nesta ultim^ 
epoçha o escândalo da Religião I Ficaria as«im livre e^ 
Reino de tâo temiveis pfjrturbadore^ , por lium meia t2o| 
bom que podia serqueelles mesmos o agradecessem* Deos 
f uarde a V. £x.^ Lisboa fiS.de Agosto de 18^ 



( Para o Intendente geral da Polieia ) N.* 14.. HIu8# 
ivjffimo e £xcellefitissiiKiaSfnbor«-«' Nesta Ga^^ital nada 
eccerte hajeitqiUQ.meeeçaLCAiwideniçâo... Da» Provi nelas do^ 
porte tenho fce<»bído; aJfuiuiieaciárec^meiitpft Siobre odes^ 
€ontent;amentoi4^!idi fiftei» âaattifcfitadb : V« £x/ veri 
do relatório ióclosai p.q(w coantar a esta respeito. Deoa 
gtiatde ai V. fi%l^ Itísboíi Sâ de Aj^osta de 18S4; > 



BB S 



O fitn de todai as instituições sociaes, be ácomata 
felicidade: o fim de todos os Governos he constiluir os 
povos n*bin estado de quietação e segurança por maneira 
que caminheni á sua maior ventura ^ seo^ se írrtromete^ 
rem com a acção do Governo, curando somente de vire* 
rem com respeito á lei* Para isto ba*se mister aproveitar 
as lições da experiência, observar a publica opinião, e 
não contrastar de frente a in venci vet torrente do espirito 
geral, procurando-se ao mesmo passo manter a santa au^ 
thoridade das leis, único freio das revoluções. Ao aniino 
indagador nSo pôde escapar q^e na faKa do babil em- 
prego destes meios, está a origem dos acontecimentos de- 
sastrosos , que por tanto tempo tem afligido o nosso Por« 
lúgal ; cumprindo observar que ainda se podem sanar os 
males que nos opprimem, aproveitando a boá disposição 
dos ânimos, que alta e geralmente bradão por tranqulli* 
dade e segurança* 

^ Em Lisboa o publico socegò tem por vezes sido {»«• 
quietado* por hum punhado de sanguinários exaltados, qu# 
na aniquilação quasi total do género humano, encontra* 
ri ao talvez o mais delicioso pasto de seus negros cora* 
fões* Ás continuas patranhas ealeives forjados para em« 
bahir hum vulgo crédulo, tem produzido o eífeito dese* 
jado , e semeado a sizania e a discórdia entre todas aa 
classes da Nação. O Governo moderado do Senhor D. 
João 6.*, tem sido atacado e representado como calámU 
dade, apresentando*se por contraposto ideas que fazem 
estremecer o hoibem menos timido. AqUi sè atribuem to« 
dos os males que nos opprimem ao Ministério! AW se 
acusa de frouxo o melhor a ô tnais clemente dos Impe* 
rantes! Acolá se representâo os Pedreiros. Livres como 



3M 

eaiual de todos os nossos infohuniost ET por fim por mui 
remotas que sejão.nosias desgraças, os mal intenciana« 
4o» asdão sempre por filhas naturaes do nosso estado pre^ 
sente! 

Se tSo grosseiras imposturas tem podido propagar 
na capital, muito mais a seu saivo tem elies podido im^ 
puneijuente espalharem nas diversas Provincias dO norte; 
aproveitando os malévolos o estado de desgraça em que 
se achâo os ricos productos d*aquellas férteis regiões , pa« 
ra fazer crescer o descontentamento. 
> He notório qite desde Lamego ate Villa Real, t 

desde Mezão frio ate Ervedosa^ são aquelias terras as 
inais valiosas de Portugal, pela grande prodúcçio dé 
seus vinhos generosos, chamados de feitoria^ Este ramd 
conslltue o mais forte e lucrativo commercio do Reino ^ 
e por isso os habitantes, e todos aquelles povos irivem 
Acostuaiados a huma espécie de ufania , e independência^ 
f^ie se pode dizer, lhes he natural: deste «stado opulento 
e farto se vêem agora obrigados a ceder ^ pela falta de 
extracção ao çeu género, falta esta que provém de mui* 
tas ediverseis cauzas desobejo conhecidas para serem enu^ 
íneradas. He pois deste estado de paralisação que se aprovei* 
ião os mal intencionados, proclamando que todo o mal 
nascei—da falta de. exportação dos vinhos para as Ame^ 
ricas. -<- concordamos que este motivo alguma influencia 

, possa ter, mas negamos absolutamente que tal seja a 
cauz^l ; muito mais se observarmos que nos tempos mais 
prósperos , e quando o commercio com o Brasil era li« 
!rre,^as e;xpòrtaçdes dos vinhos do norte de Portugal fo« 
rão sempre na proporção de bum vigessimo com os vi^ 
jihos da Estremadura. Isto porem que não pôde ser ne- 
gado por nenhum bomem de boa íe, e rectas intenções; 

, Ji^ com tudo inmtido pelos malvados^ que em, seus dis4 



]6S 

fitWMt só.pfoeufâò persuadir aoipoTOt, que nd arávc Go« 
:verno do noaso ligUiuio e amado Soberano ea(á a origeni 
dos males que expeiímeDi&o: assim dixem eiies*— A \Hsi* 
ca cousa que nos pôde salvar he huma Expedição para. a 
yVmerica, porque logo em seguiiiieDto delia os negocia q- 
ies bâo de mandar os seus navios , e o nosso género ba 
^e ter prompta exlracçâo— *! Mas , accrescenlão^ não 
Jia que esperar, pois que tal expedição não sabirá nun« 
ca; nada no6 salvará, estamos ()crdidos!«<-Com estas é 
outras vozes sedeciosas^ augmentio o desgosto dos lavra« 
dores, que nesle amro be grande, por isso que nao tem 
podido feadér uma pipa de vinho generoso de embaí'que 
por mais de ]0|S009 réis; e o oatro mais inferior de 
òjlòQO a 6^000 réis com a obrigação de atestar as pi« 
pas no barco por confa do proprietário/ Eis aqui como 
a maldade aproveita todas as circunstancias para conse* 
giiir seus fins, e como pertende , sem entrar ha indaga*» 
ção dos motivos políticos, faaer persuadir áquelles povos j 
q%ieia líxficdição. be huma divida do K&tado para com a 
Nação,, ui fim de poder arguir a seu salvo oiVlinisterio pe^ 
la demora, que se lhe atribue a moUh próprio. J 

Se accrescentarmos , que em Lamego e Villa Real 
Im grandes proprietários deste. género, nko nos causará 
admiração o des(!onientamento que ali tem appa^ecrdo ^ 
e q.<ie $0 formenta. com mão occuUa. He nestas duas. par-» 
ties.do Reino,, que maia 6e tem cimentado a discórdia, ^ 
procurado toniax hiim motivo pariicalan', em cajiisa ge^ 
ral. Cumpre notar que em Lamego lèm concorrido para 
a otienação. dó. os pÍTÍito 'publica, . ò actual Juix de fora {, 
ami^> intimo.' do Paiva, liapoio, com quem eutisetinhâ 
actÍTa;córrosp(Madencia, não devendo deix^a^^se no ei»queoí<* 
mon^io àâ iBedidii» violentas postirs em piiatica |>elo Gor« 
regedor ]>or ocçasiâo das devassas. Os.procctSfiiehlos dea^ 



U4 

Uàt/dúBp lúllinjldâdès são tã& publiCAS, «ainda ãè (fitp 
fresca data que a ningnern olvidào! Concluiremos obser^ 
vando que o alto clero se tem distinguido pela sua con« 
ductft inquietar e anti-Evângelíca 9 .tornand)o-se mais te« 
mivel por isso que prostituindo seu ministério sagrado, 
^r^eiita estas doutrineis. sob a capa da^Relij;iâ(>SaDla 
queprofanao, «gooi suas perversas uaaitiaias «naaluò-o» 
U)çautt)9, e os ignoraniâs. ; < ;, • . ^" -^ 

«, í: .: D0 qu^ lievasios dito ver^se-ba 4^^ ^t *^<)'^ 
tes principaes do descontentamento são, bem con^^.í^titt 
muitas outras partes, as a w tfaor i d ades, e o clero, que por 
sua conducta perversa alimentâora cUscordia : a impuni- 
dade os tem to rnadd ousadas, e quiçá onde irá parar a 
%f>ft^lfi\ (\^àQv^ào oao for desmda na sua' origem. -Dire^ 
i^os ^ -conQ Walel , n que hè raro ver àberiametitt alan 
car á s^gurançQ do Estado^ mas contra os ataque» Unio$, 
# eiandesiinos he que o Governo píois se deve precatar, » 
]^., se esTes se teutarein, como nos precateren^os se hcsl^ 
to sedeixarcní^ laborar a seu Kbito os agressores ? • • • «^ 
Lisboa S3 de Agosto de 18^4. -r. 



PARTE DO DIA 2* DE AGOSTO DE 1824. 

Espàlbava-se que houvera hontem hum concelho dtf 
Betado para responder ás propostas da Santa Aliiança. ' 

Dizia-se qoe o Exoellentissimo Marquez de Palmei*^ 
Ia dirigira buma. Nota ao'Mir>istro de França, na qual 
lhe communicava baver-se decidido Sua Magestade peíotf 
kitèr^ses da Grâ-Bretanha« 

Assererava-se que se ia dár baixa . a seis mil h<v< 
Biens, Esta noticia tem agradado aos homens moderado^ 



que veeitf nesta classe os maiores iaimigos da publiea- 
tranquilidade. 



^raca cíò ^ommercto. 

Nenhumas noticias corriâo hoje neste sítto, nem se 
9UVÍO eousa que merecesse consideração : apenas se falla*^ 
Ta na partida do Marquez de Fronteira | Joze Aleixo^ 
Falcio, Supulvedá, e outros, qne sairão hontem para o 
Bavre» 

Indagações. 

Hum tal Roberto Maria do Cruz , creatura do Prior 
mór dé Christo disse lioje a bum dos observadores — wque^ 
)á estava nomeada a Commissão para julgar os imptica*- 
dos do dia 30 de Abril ; que todos os membros crão bonr 
axcepto o Desembargador Lacerda ^ o qual o Prior mór^ 
eouXros prezos, temião por ser xlo partido de£lRei; qtre 
sabia o estado de todos os processos, porque buma pes- 
soa de casa do Desembargador Ferrão lhos tinha mostra- 
do confidencialmente; que o aviso da soltura dos deseno- 
ve indivíduos implicados nos acontecimentos do "dia 30 
de Abril , era hum ovo, porque não especificava nem de- 
clarava se elles estavao innocenles ou culpados, o que 
^ava lugar aos procedimentos, que se ião a pôr em exe- 
cução contra taes individuos fazendo-os sair de Lisboa — 
e accrescenlou — que sabia por boa parte, que bavia de- 
sintelligencia entre o Gabinete de Londres , e o de Lis** 
boa. — 

Nâo seria máo constranger este' individuo a decla- 
rar quem foi a pessoa de casa do Desembargador Ferrão | 
que lhe mostrou os processos em confidencia,, --^ ^ ' 



T«6 

Tein4se feito notável lium tal Andrade, 'vulgo o 
, China , eiQf^e^ado no ComniMsariado y por seus ditcur« 
SOS e noticias çibsiird^», qiuc di,vu|g.ii com o fim dcinquie« 
• i^r 09 ânimos. .,E$te individuo prestou servÍQos aos faceio* 
. SOS no dí^ 3t0 de Abril ^ e dizia -^»9 agora he qiie have* 
mos dç&erfeMç€B com o governo, da Senhora Rainha ff -^ 
vX>m hiins .^ucos de officids j h^ moço da camará, e vi* 
. Ve muito com o Belfort. Nenhuma injustiça se lhe fazia 
em odimiuir do: CoministãFiado , visto nâo se coimderar 
.feliz com o Governo actual , e ní^esmo para admittir em 
seu lugár algum desses requerentc^s que :tem serviços e pe* 
deoi emprego , e que se conduzem bem , sendo aliás aflb« 
Ctos ao Governo de Sua Magestade. 
i ' Jtlum F. Xavier,. feitor das sete casas, qué se em- 
prega em empalhar boatos subversivos &c« , perguntou ho- 
je ao Serigueiro Koza , que tem loja de chapeos ao Ro- 
cio -^ x) tia ndo ia o Sirio, alludindo á sabida de EIRei 
para o Brasil-^ O Roza, que be affecto ao Governo de 
Sua Magestade, respondeo-lbe*— que ainda se não sabia 
o dia certo. — 

He indispensável huma demonstração com este, e 
outros sem^Ubanles malévolos; he indispensável fazer cor* 
regir a maldade, fazendo entrar cada hum nos seus deve* 
res, sem o que tudo será desordem e anarquia: o melhor 
castigo que se lhes pode dar, be dimitti-los dos seus em- 
pregos« He preciso que se saiba, que certoe empregados 
.públicos não são outra cousa mais que criados do Go« 
irerno; e não sabemos qual seja o amo, a não ser tão 
máo como o criado , que tolere este sabendo que o anda 
desacreditando pelas tabernas , pelos botequins , pelas pra- 
ças, e .por toda a parte, com a roais feia ingratidão, 
IJa Inglaterra, paiz que pôde servir de modello a todos 
'Oi Governos do inundo ^ o empregado publico que sedes^^ 



16^ 

vtft da linha de conducta que Ibe com}>ete, he despedido 
immediataiyiet^le tem a menor satisfação, e sem que ha- 
ja quem ouse levantar a voz era seu favor. 

Huin tal Paiva procurador de causas he hum dos 
que tem espalhado oHboato da partida de Sua Magesta* 
de para o Brasil ; e disse hoje publicamente no cafle do 
-Nicola-^ que o artigo inserido na gazela do dia SO era 
obra dos Pedreiros livres — Este lio mem he natural de 
'Villa do Conde, está em Lisboa hadoisannos, andu 
fsempre ^com g^t)te obscur|i e desconhecida , e dizem ter 
péssimo caracter: applaudio a rebellião de 30 de Abril, 
e iiga<^e muito com os indivíduos que 6gurár&o naqueile 
dia. Seria bom fazer entrar este malévolo nos seus deve- 
-^res, advertindo-o de que será. mandado sair para a terra 
^9L sua naturalidade quando não reforme a sua conducta. 
Ileside por cima da loja da goKeta. 

Quando nÍo bastasse^ as provas superabundantes 
que temos apontado para convencer de que os inimigos 
de Elilei N. S., e fautores <io dia 30 d* Abril, não per- 
dem hum momento para ventilarem suas paixões, a que 
»o6erecem'os de freáea data &«<íã persuadir os m^is íncre- 
^uips. O prjonetro actodo;to^iireador Sedovem , ^ue iica«- 
•ba de «er solto, he oííerecair-^fie' pava ap[)tírecer eih puMi* 
CO em huma praça de touros ^ invocando )a eanta RelU 
•gião, e vestindo. a mascara da' piedade, • para assegurar 
aos Portugiiiezes, qoc' os decididos aplausos que 4he bã.^ 
àaào^-^ ke mais humai^speraaça ^eianimn^fc^woi-^^ 
dè verem (sem duvidarem brbve) reaiii^adõs' osdesegos dos 
jrbbejdes« 'Ers-aqiii huma Jinj^uagem 'bliira^ e qae bem 
-mosl^ra spus desjgaios, ip<pr4iso ífè:'»^&Í4^n^--*^mafk-^ 
Ja esperança -^ ba ináeliamenle 'mMÍI«s'>bulrflff^aefd*QS 
>ve6m realizadas a cada momciitoj 1^> 

O ínehiáo impt«o., qfQe»o#«àiW)fa6lièir«««o«l^ 



Km 

espalhar, he digno das mina.* dcOPoIicia, pela rnurmu- 
ração q:ue tein dàusadkK 

■' I ■ !■ 

Divisão de Montevideo^ 

TQin««0 pfociírado pccmUr o bom .etpÍDito/ da. DK^ 
visão; de Montevideo : ha a4i Juies vinte' offii^es» náoit 
fi^i)4o*se^ niai^ noiavel o c»pit&o> Tlie<»tottio. .Qa» outro» 
in4i>ifestJkQdesppnCea%aieBto porseliii» não ter dado des^ 
tifiQ* qjU^ixando-ae, pof otitro lado, da falta de reoui*'. 
neração dos^seus serviço». Goií^ta i)ue.o R>t€elleniÍ9sinio 
Cpifd^ (de- Sut>>serra p^ira: enlptkaçSes a D;. AI «are a res^ . 
peitij9< de' taes^ qlficiaef 9 âft><)ua»9 diaem;. não podem dei- 
tar de ser exactas em razão de sesem dadas . pefoe com}» 
iQ,^<«i|^ai)tefr do&eofipos da DWiaào^ jcyôe sSo ds cai^acter 
fitme, e fieis ao Governo de Sua 'M^^pettadeii; : 

Os soldados tao^b^fu ^vão man^ertando mió efpiri« • 
to; eatiribue-se á occioaidade ena què se achão^ eáró&úi^ 
municação^ cona^ pessoa a > Siti6feítaé.y. o terenif^se afifastadoí 
hum tafito d*aquella drsoipiMMt' e bom «spifito^^de^qoeí.hv'; 
pouco s^ acbavãp:aa*imadoá< c ... 

D. Álvaro iem.aido. procurado peio Goniehs de^GSn* 
tra! ^ Monsenhor P.o«otide 9 .Joae' Sebastião de SfkUU - 
nba-, Marc)nex de.Gàaves, Marec^loPovoas^ eiqual.^l- 
m^ç^ «Inapta lconi^blle«;e Peixotoy aicfuèin «D; Aívarot pr«»- 
ciKÍOr.ágerai mmlo. H<^e^p«lá volta d^a duas 4iora»'da tar- 
de hum dos observadores passando á Hospedada em que . 
se acha o Peixoto, na rua de S. Francisco, verificou 
achar-se*D« Álvaro iíú iom conipantiia. E>. Álvaro tarn- 
bem visita agora muito, a míjudo oiNCommandantes dos 
corpos da Divisão , o que tem causado admira^So aot 
oficiaet^- *' •■'' '■.'.:•- .'• ^ .> 



16» 

oádeas. 

Appareceo hoje na cadea do castello hum homepi 
vestido de marujo , sem que atlas o fosse, e procurando 
pelo Madureira lhe entregou huma carta que, segundo 
se suppôe, bedé húma das Torres. Ha razoes para su$« 
peitar que esta correspondência tende a cradírem-se das 
prixoes em que se achão ; esperando i para realisaretn es- 
te projecto , que se conceda faomeníagem ao Marques de 
Abrantes, que se adia na Torre de Beitem^ para iguaU 
mente fugir; de vendo*^se notar que á recepção da carta 
de hoje seguio-se grande alegria erttre todos os prezos im- 
pHcados na Yebelliâo de 30 de Abitil , ouvindo-se a hum 
d'elles: — que S. A. « Infante veria em breve dar liber* 
dade a quem a merecia. 

Como convenhti descobrir esta correspondência j dóí$ 
agentes em trajes competentes passão a girar nas imme- 
diaçoes da. Torre de S. Julião, para seguirem os passos 
do tal suppofito marujo ; ebum outro agente fica estacio- 
nado na oadea;do castello, para o «eguir no caso que ati 
appareçaf}e tenha escapadoa^aiols outros. E?ta coiíespon- 
dencia tinha cessado desde os fins do mez' passado^ cdes* • 
dafeblãd atísrlÃ' dòçori-enteenxpregárãoNse todas as m^ 
diddsiparaapprehendét oseáconduòtor, mas hão tendo eU 
Ie4pparecida «mtodoiaquelie espaço.detenbpo, limítou-se i 
a ^bscrvaçãcí. tfijo sóaieRtCs ao ítítetippjfdafícadea, de que . 
ie»uUa saber*» agora que aquella correipondencia princi- 
pia de novõ^ ' ] . . -v. ,;,. 

. PARTE DO DíA 85 DE AG;OSr(?,,|),E 18«4.. 

Corria que S. M. Catholica protestara contra ^a-. 
convocação das Cortes de Lamafo em Portugal. 



DÍ2Ía*«e que hoje pela manhâa tippareceo hum pas« 
<]u1in na Praça do commercío, que consistia em quatro 
glandes P — escriptos em meia folha de papel; sendo a 
iQlerpretação que mais vogatinha a seguinte-*- PerderZo 
Portugal iPálmelIae Pamplona— • 



• ^ Alguns negociantes estrangeiros' appresentárâo o 
Courier de Londres na Praça'/ onde dois extractos do Ti- ' 
nies, e Courier, dizem que o ÍGòverno Francez desapro-" 
Yúra a promessa de Mn Hydé de Neuville de chamar hu« 
ma força Franceza para sustentar o Tiirono ; pertendem ' 
os dois^ Jornalistas que Mr. Hyde âeMeuviUe excedera os 
aé\is poderes. 

Em outro artigo diz-se que bchando-se oTParla-. 
mento In <;iez fechado, quando cliegou a requisição' (ío 
Governo Portugucií paía vifeni^ tropas Hòhoverianàs pa-; 
xá Portugal, não quíz o Mínistcrío Britannicò tomar sobre 
BI tão árdua decisão ^ e por is'8o temporísáva, para hSò' 
ràibiver éx abrupto, huma cousa que parecia estar en^ 
oppòsiçâo Com os princípios proclamados na Grã Bretã» 
nha, onde nSo se tftiíi téôoríbccer ò direito de inter Vèn*^ 
çãb nos negócios doji;oyerhb particular das outras Nações»/' 

Diziá-feénaTràçà què'âNaú'Windsor'CastIe tó^^ 
tirliva', e ei^èi^ rendida por oiitía Nau. Parece que o* móv 
ti^o pWricipál dà retirada' he tèr ella- acabado òTémpò ' 
déslérvlçb qVie''feé 'lhe limitou, devendo' dár-sé baixa áraa--'* 
níjh. Alt Wé^níò f^orérn dissérão que esta era íiúma' hova^^ 
pfová da desápíòváçSo dò*'Goverjnb Ingtez ,' sôbrW^ácon- * ^ 
dacta do^Mmiítro Thorhlóri rio dia 30 de Àbrlirrsuh-' '* 



mi 

Indagações* 

Joâq Patik) Cordeiro^ e Joaqiuka (%o»Hie9-AI?e9 am« 
bos BegoGÍfiM)te&^.o^priinei;^o,.hom«rai de netUiuina tnoFal, 
e de muita maldade ;--e Oíisegandti , despachantía^q^m foii 
d' Alfandega em cujo empCfigíLJSfi enriqueceo roubando a 
real Fazenda , teem assegurado como in{sillivel a partí* 
da de Sua MageHade.pMa o Fli^, em e^Misequencia da 
bceve chegada de. S^ A, oIpfajUç^fEstçs dQil8;lw>i»ei)a en- 
tretém, relações com os in^ividijioí-mAis notáveis dí^ /ac-^ 
çlp ^çb^l^Q de 30 de yVbrH^ e ainda. q\ie por estúpido».^ 
najja podem fazer^ contribuem coxiji tw^o como podem , 
p^^a. desvairar a opfcni^-o.^. e desajcreditar^q Governo^ 

^ .,A..pT9çlap[jasâ0 .i«iclt|sa ■ que foi arjaQ,cada.bp|e, pie^r» 
la manhãa, de huma das esquinas da rua da Prat^i por 
bum.d^^abservadores^ ^JOfecta idpa^. libera^ ,1 mas ;be vi- 
sivelmente prpduc{;ão do partido sangA>inarip, por isso, 
que se increpa o .Ciovemp cje n^o recpohecer a Indepeçi-^ 
denc^la brasil(BÍra,e, se acena ao^^povo çom esta circuns^^ 
tancia como causa da total ruina de Portugal. ^ 

Hoje pela tarde teye lua;ar a execuçâp. dequatxa^ 
padecentes. A guarda da Policia sempre odiada, e sem«.,v 
pre funesta em todos os .actos publico.^, voltou çar^s a/Oi.r 
povo, e,,poz-8e em. altitude de fogp : ao olho.obseryadpi:' -. 
não eècapão. as mais l^ves ei^cunstanciasi.^que bqi^ pa* 
tenteao os desejos dos que desvfiirSo a pubjjiqa opinião,.] 
Por que razão se apraseqtão en> bij\m .dja^ c|uatfo p|id|i|<«; j 
centes , quando a& cpdeas ^estâo ,entMll]ft<^<|8 ,4? if^9}^^/j 
TOS? Porque he preciso excitar o pqyo pelp^ífl^do da seq?»,^ 
sibilidade^! .Porq,ue he preçÍ80:^aproveiíg-,lQ.. quaoda anU 
xnado. por lensaçpes ejtraor^jpaf^a^], .Pprgue sp ^»z^,n,ece&-. , 
lario moslrar certa parcialidade nos que dirigem o,>^t(ner.« 
do estado ! Assim babilmei^g^se jsjpalhaya — Yâde como 



toó otttfo dta se perdoou hum gráwáe criminoM)! '£ por- 
que causal Por haver dada 800/000 rs. aos agtnfles de 
certas personagens. . . • eestes mofrem por não ter dínbéi- 
to! Nào paravão aqui asiofamias dos malvados; aceres* 
'ceníão — este ensaio de camiccria he para dispor osaiH« 
mos a verem o supKcio dos verdadeiros amigos da Reli- 
'gião, sacrificados pelos Mações, por isso que d*elles quí« 
' zerão dar cabo no dia 30 de Abril ! . . • . Mas nâo, dizeAi 
'outros, nada conseguirão porque em breVe ehega o St- 
nbor D. Miguel que tudo ha de vingar. 

Ora d*aqui se vê como attentos procurão os infa* 
mes seduzir buma plebe incauta e estúpida; como atten- 
tos lanção mào da mais pequena occasiâo que se lhes o£* 
•ferece ! 



CADEAS. 
Tèm-se observado que nas prisScs, be ondeie tirà- 
^znâo boje as revoluções, e ò IransCorno da ordem piíbli- 
ca. Homens perdidos, e cbefôs de crihiès arriscão tudb 
"pára melhorar de sorte, e cônscios do 'prcmio qufe terão 
•èus atteníados, jogão òtf momentos de existencra''^ue it 
'impunidade, le os péssimos órgãos dá lei lhes còncetiemí, 
para colherem o íriícto de seus nefandos attentados: Estíi 
opiriiâo eáiittída por pessoas dèsábet, e de Senti mentoi 
'^uTG^y acaba déser bdjê mésíno cdnfifmaãá fyébs segliih- 
tes factos. 5*a presença dó observador íjue 'se etnfíréga ná 
Tcádeá 'da tnrfade,' desenvolvéo ó 'doutor 'Moí^áes òí sè^ 



'gúlntes pVifiéipríos 
Que eu ísáiba' íião 



-^ 5? Eht&otètóos amnistia, odiíâô1-i^ 
rèsj^bhdeô bobserv^addt-^PbSls tam^ 
•bert pòiíèo-irhponà , retfa/guiò -Mòrâés, 'que i^eiíha , òà 
^uenão Venlíâ , 'tf8séstatíios'ibtóhfdoii'pòT todos' os^ih^^ 
•tStJÍo* j\lrÍaífcòfr! e^líefeitibá^^^ 
missão para sentencerifèiti'^briítéoi^^ÍÍW^4e'Abtif, 



173 

.ert«*»lcçeEâopfinçipíoí.6eguroí paroT a nossa âbltiwa! T<>- 
do o processo. dá lugar á. seguinte pergunta. Houve ou 
,Mo houfe rfebçlliâo. Decidida a pergunta pela afirmati- 
va ^ segue^se a ira (pedi ata. Ondi^ e^ao osoabeças? Fo^ap 
.prçftos, inquiridos, processados? Nào. Logo.eâlá nullp 
. todo o. processo ! —^ Decidida pela aeg^tiva. Porque mo- 
.tivo pors tendes presp^ tantos innocentes, que em na<^ 
cont;"! buirão, por isso que em nada forâo ouvidos? E 
.para gue lhes. apUc^iis pena . qua>ndo não exute ddi^« 
cto? — .» .1 

£is-aqui os capciosos argumentos d^ que sq valem 
.os qialvados.a quem huma intempestiva tolerância teoi 
^tornado ousados. .... ; ' ; l 

O ex-corregedor de Beja animado pelos acontecU 
mentos diários que lhe dão novas esperanças, embargou a 
ultima sentença de degredo ^ mesmo da cova da Moura, 
„p9ra;.oirde foi removido ; recebidos estes embargos, coo* 
.segpir^ eternisar a causa, c; em pregar- se-ba naturalmerw 
|e em fomentar a desordem, como tem feito atequi. , 

Sandoval pai, pela mesma forma, em buma enxo- 
via lia tempos, assim como o. filho em outra, consegue 
ganhar partido, e fazer sympathisar os presos com as 
suas desgraças, que sabe habilmente desenhar. Escreve 
continuamente, e mostrasse sempre occupado de proje* 
ctos. Alguns presos que se achão naquellas cadeas por 
culpas leves, e que são affectos ao Throno, tem por ve* 
zes avisado que estes dois indivíduos tem numero de s^ 
etários entre o& facinoros que ali se achão , e que mui 
fácil lhes seria, coadjuvados por .estes, sorprehendereai 
09 dois guardas que ali se achão, e evadirem-se pela al« 
ta noite , desarmando até a guarda militar» Este receiç 
lie bem fundadq., tanto mais que Sandoval pt^i tem todo 
o d<;npdo próprio para tal «mprexa» 



174i 

Pôr eMjBt oocfa»tâo s^vifcmos d^ecliò aoa bons éfieif . 
Porluguezes, e repetiremos j que lie nas. prisões publicas 
oik)^ se fqrjâo todas as ir^mas revolucionarias^ e todas 
aS; maquinações, contra o Tbroiip. Se por desgraça quai« 
quj^ l^ntatira .vingas|»,e^ c^uein poderia prever o resultado 
de tão temível cataslrophe? A delihquentes desta cathe- 
^.oria^ e quando pr^os, he niçi fácil cpliocalos pQt ma- 
netra que i\%o possào ser prejudi.ciaies, muijLo' mais quân- 
dp na sua remoção interessa a segurança geral. 



Espirito publico. 

O espirito pul?liç-p apresenta hama noiavet varie-- 
çSo em abono do Citoi^jrno que nos .rege. Fluctuanâo en- 
Ir^ o terror e a espçr^ança | nâo foi esta iHusoria, quan-, 
dó vto despregar buiâ rigpr «salutar. coiitca indtv iduos tnan- > 
chadosçQixi o horroroso ferriete de inimigos deEIRei-N.JS., 
e do publico soç^go; se bem que acsahida de Accursia 
daj5 Neves , . Manoel, Gooi^s de Mello ^ Barão de Sande , 
Q seus cúmplices, atQedrq&iou os homens socegados^ ver- 
dadeiros amig'Os dp Throno^ pelò justo receio que a im- 
punidade jilentasse:Qs malévolos, bemí depressa se desva* 
iiecerão tão,fundado.s temores., apeaas se pubiíòoii que' o 
Governo, sollicito em ^promovier a tranquilidade^ e segu- 
rança os mandara intioaiar para deixarem aCafiital, on- 
de tão escandaloso havia sido o seu procedimento, e na- 
da equívocos se^is nefandos projecl;os. O despíicho dehum 
Francisco de Sales, .fílbo tiatural do preso ^ Marquez de 
Abrantes, corroborou a idoa concebida, que o Governo 
aliim attentaya p4$|a suasegnirajiçá proRpria., a qual tão 
intimamente ligada está' com a publica. Tão consolado- 
ras esperançi^s erâo cop^udo sombreadas' pelo desagrada- 
yel boato espalhado | que havia desintelligencia entre os 

P0 



texoélkfiti^mot Gomlé de Sub^sefr* è Abirqiieai Jk' PaU 
mella ; (^da fautn jnlgaira 4' isto como de buAia f^oèliira 
ca)ainfd%d« ; reflectinidh) que «õi mo^mentt^i de criise a de- 
sunião traí cooisi-go a faíta de força , e ao pas%o qtie a 
diminue no partida do Tliroiio, a atignsèntti nm pam« ' 
dofi faccifOéos4 

AigiiDÍa»^ notkciíM <ieH«spanlA peixfo fkvoraireís ao 
Gotetfto de Fernando 7/, e o aconteciíDentó de Tatífa ' 
que se representOM Como {òm^Dlado pelds^ Ingleses , dèrãõ 
alento a alguns Liberaes e xaltados , sonhando ja Consti- 
tuições. Os homens moderados se conservão com tudo 
apathicos no meio deste embate de noticias , mostran- 
do*» sobejatoenle G»hsiados de flifetiiaçôcs', Vde partidos. 
,^ Aindlt que .o espirito d^ tvofrtí^tião tem manifesta- 
do difierença aensirel^ desde ist pa^stidd sen^afta^ eom tu- 
do sofreo este grande alterafção tia Diviéào de Morrfevi- 
deo. O seu Com mandante 'que t*èmos representado por ye>- 
zes., codio susipeitaao^ela frequência; de homens conheci- 
damente inquietos e turbulentoe, principia a sieguir ae 
pisadas deeeus dois irm&o», mostrando patentemente que 
asua supposta boa coQductja ein-Montevideo^ nasceomafs 
de raotiiros particulares, do que de^hum d«oi4ido amor 
pelo. sem Rei e pela sâ^ P«triti, unieos sentimentos que 
deye pto/eásar o soldado 'hotiradoye«o vassalo fiel. Acon* 
ducla equivoca deste chefe, junta áos repetidos esforço» 
dos maJevolos que h^bitão a contagiosa attiaiospliera do 
beiem^ oootaminou a soldadesca dest^Divisân, que ho- 
je se. mostra tãe^sqdic^iosa eindisdtplinada eixi •teas'dÍ9C«ir<« 
SOS, como «s o^tro« soldados dos pe^tertídotf oorpios da 
guarnição! Tan0 póé^riyifuQMto exemplo*, è«i bomen» 
r^tkos., quando. o flaiot|ir> freio da diserpHnti se«Gh« que- 
bfiWo, e violados os juramem;oi*'pâra satitlb^ef^p^ixõoo 
particulares! 



ttó seu pfesuwíJíC^riV^l IH^putiSo-se l«*g|^w « «inf>i«4 
goSt, po«do»5^ em «Jo-vipWftiiO-tQíki* 05 W(tó; te vira-l^ 
ao yaJfiíDieaio qHerendo peràejs oe moÀ^ groi^' esteios d» 
^oiiar^iU* Tfda§pifllp ja «o ptfblieo e«U» tjrUl«$^ boai^i 
e oada hum g^ioe eis siknçio , veado p oielbQf dos: fEeis 
sempre victima de paixões e ialeres&es partiqúlare* , não 
l^odendo ei^cGutrar -servidoi^s fieis dntre o6 me^õDos ho- 
joieti^ que ienfv enchido de honrs^ e &rliind> 

O ^Ito Clero ;^ãq;^£)ínin^a em «n^dosp^ta^ças, M 
jbem <}^ue todoç osdias pela sua-GondueLa,in^ígn« i>declue 
^oconceiLo que.Iui m^ecida, A«gTand^& digniddde$ ;ecle« 
aiasticas çontimião a maquinarei esSo a^ cnolla^ r^tes dá 
f»arl'ido &anguii>ario, Ig^aaxos do pas/sado^ aada aprent 
<leai*^ e nada esquecem! 



PARTE EXTRAORDIÍÍARU DO DIA 25j)|i AGpSTO DE J^i*. 

' ^andb hfuriyà ^^dádèsca Vicencíbiàj c ihdiscipli- 
nada , sfe éft&ga, ò dfífeitò tfe Iraríslorrfaa^ a seu sabôr^ á 
t)ídertí esWtxíleeida' , ^ tíè Tiófát* ò dais sagfadô de Sèiís 
j»ráméhl!<Ã'^í cJbegcírwib ató aio tiorrbrrfiò' eí^íTeífeo' 'tfé Cjtiè- 
¥cf alçar' fWâosacrtlègá-sóln^eaqíuelte ttl«àBio'Tffríihdy '^il^ 
^ eÉi(^éo'd<!^.bèlftêficro«V d^Monraís, edé póstd9l;''f)ódé^'oV 
•vembtâj'4iaver ségijíraft^ái o\r a<^sd' meneei- seriíílíJahtfe 
classe alguHí èoncfeitol Se tt tèsJ3C(stá segue ^d€ (><íi-ló'*k 
-p«'gttrítíá / tá^irítíeto fiad oieTibS se 'api^eíéhía nò Wsmo 
éàométtíò^ a ufgéntiáèítha nécíesàidade de ifeè coarctar os 
Trteios parai 'qti'édéftòvô', 'qilandò 'ó tVíííe, jánnâíspòWa 
wnseguÍFtetiisí datnúfâídbi ffíífentòs'. Pôr dis^ráça áindà'a 
^rça plmíé^ sé aí:ha' á dikpoViçSfo^ dis gUaráfas t^retòríá- 
tiíà*, «as está fór^á W$<!r'da'Tcfe^ro'; iAimá vez* qíié' seja 

BD 8 



írr 

contrabalançada por outra , qile alhda que menor , este- 
ja sustentada peta invenoive) torrenta-da força moral. 
Coai justiça diremos que neiA todos os corpos da guarni- 
ç&o da Corte se achâo em igual gráo de coi^tamtAaç&o ; 
mas be certo que m^ii perigoso seria o conflrcto, no mo- 
mento de búma oscitlaçSo., se acaso os corpos fieis não 
acharem hum pottto de apoio, q-ue os chame aseii dever^ 
e os torne firmes* 

Calculado o bom esfxirito e leaes sf^ntimentos de 
que se achâo poi»6uídos os diversos corpos da segunda li- 
nha 9 he destes que se deve formar á barreira mexpuga- 
Tel contra a qmil lutem baldada mente os esforços do 
partido sartguinario. Cumpre observar que para se colher 
hum resultado tão proveitoso e interessante, he preciso 
puii&car ofr corpos de Miiicias, tirando aqueNes Com- 
mandantcs afTectos ao partido rebelde, bem como tX)dos 
09 officiaes suspeitos^ e uibstituiado-lhes outros de reco- 
nhecida fidelidade e firmeza de caracter. Compostos por 
esta fornia os corpos da segunda linha , não pode haver 
duvida que elles serão o mais firme apoio do Tbrono, e 
do Governo em q,ualquer mo.mento de crise; e epgrofr- 
sando então com a numerosa multidão, dos hooG^ris mo* 
derad.os, e amantes da ordem ).. frustrarão. qualquer ten- 
tativa dos. inimigos do publico >socego , .e co^lerão; em 
devido. respeito as ho^des pretorja.nas , que. pelo seu esta- 
do de i^subordinç^çi^o não estSq ja ,a/9Eeius a,yencer d^C- 
ficuldadesj e menos ainda a encarar perigos. 

Os corpos da sc^gunda linha formão ap todo buma 
força numérica ijg[yal aos de primeira linba da guarnição, 
e os individuos que os .compõem, não são por certo in- 
feriores em coragem aos soldados mercenários, levando 
sobre esles a vantagem de bom caracter, eanaor á publi- 
ca tranquilidade 9 eá sua segurança pessoal. £ispois ob<- 



jècto^ de interesse imitiedialo que o&idenlifioá com a cau- 
ta publica, e qvié afiança ao Governo de Sua Ma^éstt.- 
de^huma firmoaea de princípios a toda a prova, beni-co- 
mo a certe«b de achar bum apoio forte, a cuja frente se 
Gpiloque« se aca$o circunstancias dtfficeis.oexigireiD, sem 
ter todavia quejecear de ser inernoe mente <de8|)cjado^ nem 
mesmo de receber a lei de bum bando da mâlTaçios.*— - 

£sU8 ponderosas reflexões que n<os occorrem 9 nos 
decidirão a entrar na escrupulosa iiidagaç&o do caracter, 
e opiniões que individualmente professão osCommandan- 
tes, oíficiáes, e officiaes inferiores dos corpos da segun« 
da linha ^ e demo-nos pressa em começar peio regroien- 
to de voluntários Reaes de Milícias a pe de Lisboa Occí* 
dental, porqne neste corpo ba indivíduos perigosos que 
canvéOQ aãastar quanto antes. Continuaremos pela mes- 
ma maneira com os outros regimentos , a fim de que o 
Governo de Sua Magestade possa formar juízo seguro so- 
bre tal matéria, e tomar as providencias que lhe parece* 

rem acertadas. 

» 

Apurados os corpos da$egunda linha, etendo che- 
fes de plena confiança, a estes se podem comtnunicar as 
ordens convementes, por. maneira que ao primeiro avieo 
obrem como for.. a propósito, e na direcção immediata 
da estacão competente* i 

Btgithènió de Fòlúrtíanos Reaes de Milícias a pe' 
de Lisboa Occideritàh 

Jo%e Sebastião Pereirct-^ Godinho j corone/ -* A prescn-» 

toQ-»e no dia 30 de Abril no palácio do rocio. N» 

tarde deste dia leo officiosamente na frente do seu re^^ 

gioiento as prociamaiÇÕei» emanadas «daquelle. ajunta- 

. memo revoltoso ) repartindo*as depois pdk>» officiaes 



17.9 

dft tim. focçZo; deo vivas tíom «bIbiMiasiilo -a. .Sii« 
Mageslade á lUmba^ e « S. A., o Infante,; Q!á& pa-» 
lavras fioass das proseia mações accresceoAoti:-?- w Glra^ 
:p4tt: a Deos^ qtitjá mc léJvum papel bem /titof ! *^ ^% • : 

No, iMsfno dia SQ chamott de paste os^of&cia^» 
seits. apam^uados 5 e coovarsoú. com elles en sagrado i 
seoi <)'ae todavia .eh»atnas8e o» outros officiaes; teada 
mandado da- notaoihãa para o yocio b porta bandeira 
porappíellido. Por tiigtai, afim daobserrai es movimao^ 
iofr da tropa, qua aU ^e achava. 

Nx» dra ^ de Malote Wamoti o tenente da ^ CQn>« 
pctnhia grnduado emícapilâa) e dÍB8e4h©— ^ «.^^oro 
tenho bàa: oacaisêãor dú perder sérios indiaidnos. da 
m£U corpo ^ pam cufo fanja ienko feiU> huma, lista w 
K apontodii-iho paira bum papd que tinha sobre bama 
mezá., Qònde ooiii: QÍTeilnr estavâo.aJg^ansnom^Sy cbe« 
gxindo: o dizer .ao mesmo' lef>eríle~qitô também o 
hav^ia de enterrar sel^s brajgasi pelo ohào:, por ser dá 
sucia dos outros que não scguiâo o seu partido.-*^ 

V /lialobcm disse, naq «elles dias de luto, ao sar- 
gientio d«i brigada, cheio da alegria, e de pnascr-^ 
/(|ue ia. formar-se huma comniissão dn^ qual havia da 
sçf'.pffesiderite ò.serrbor Infanle (grande rap»z I me« 
rece huma estalua ! dizia elle mestra occa^siâo) o mem^ 
bros o Marechal Ber€ífo'r(J^'"1Vfo2Ínho &c. expressando- 
. se a '{yriiil rà^òía,msim\^^'^^n^E^t^heirdei, livrar a^mi^ 
nlia pelle^ mas estimar^ que,fiq%f^cr^ bem. — « 

A hum porta bandeira chamado Ilypolito lam- 
tem* dusé.--r qw ^1© (JSotó SotewtiSb) ia. a^sahir ai) 
dia 10 oh> h\\ «lé MftM) para bvma c^eB^mtasufb *fó^a de 
; Ii/i8boa.«*A+i 

£»ni"cer4i«> lieijiSM ttiã» d« Sf«á M*gfe>ta<íe^ s Rainha , 
ern Qiiéiqz ^ d^morott^se ttiaii de^ ti^ b<M^s fto' Paço 



IBOi 

ficiaes do s^u^ cpfpi»- (f^ não^ fallassem a taes/actt»» , 
>hoje porem n&o fâeâtnesma rècdni«ndaç2o <pela q\ie 
]>en«Dco a Ètíiei 9 p«>isi ^%ie dif^ t-orâ deíxad^^ dooooi- 
poveeier c^ái off diUs olB^iateè nosidioa dè^gáld «o bei- 
! já tíftâo do Mes!iio'&çiAr<5r. • < ' » 

O reteridoí /ò«e Sdbi^iiãd' vivlipi niiú %ada -com 
Jòtte A^burtíd das N^ves, aquém >éliftttiârá p^r^ ot 
thibs^ -que fiàáía- elii sua casa eó^ ^ ^ajiir ;MeHÀ e 
oâtffos-i e h^jâFÀiãda o defendq pdblicainèfae; s«Àdo 
011» qattu do iii0p^tor d& MUijsi»», Ag«ô!stinbo Luiz 
da Fonceca , aonde elle mais desenvolve a sua uia- 
lighidade^ -se i>eiâ que lambem procura pam.ò mes* 
mo fim á cM& do O^eneral da Priovincía ^ Joâ<^ L»bo 
B^andttâ^^ côm o pretexto de v4sitat bum kmão des- 
te General, comiiiendâdor da ordem de Ma4tav o 
qual \guú\mei\l'é se ap^eselitou ne rocio no dia 20, 
dè fàrdâ éiYCHrnadd ^ e dd selia a picÁdoral 
Vicente Jo^ Ribeira^ Unónie ooronek -^ Applaudío 
' grandeiiidiile os ttcaoèecim^alos do díâ 30 de AbrilV 
'■ chegando^ dizer -^ que os procedimentos das* príaôet 
eirão bem féitt^s, á excepção do Conde de Para ty por- 
que csie n^ã.o linha cata de Pedreiro livre-— Liga-se 
muiio com o coronel ^ b0 partidisla de Sua Mages- 
tade a Rainha, e ja não aparece no regi mento. >pe« 
lo desgosto em que se aoba. Tem loja de baús ao 
chiado. 
Jú^c Joaquim de Litna Padilha^ Unmtt coronel— *£lo- 
^giòu igualmente aquelles atroses procedi mèt>tos, he 
primo do coronel , faz tudo quanto este quer, ealém 
'de-iier. apaixonado do partido sanguinário, bé* de 
mais ^ mais btim bâsedo iflcorrígi? el , de forma tal 
que tem sido visto a ciiiti 



18ÍÍ 

Joaquim de Mello , magor, '^^ Apresjenlou-ie nò dia ;30 a 

S.. A* o Infante, e espalhou no regi m«íi to doutrinas 
.perigosas, com o fim de desacr<Qdiba<r o Goverao :de 
. . Sua Magestade; freíju-çnt^va a jsasa dl3 Joíe Accursjo, 

e o c\úh do coronel» Quando Ki Rei esttava a bordo 

da Nau Windsor Castle . rompeo no exceáso à^ dizer 
. *-r-que Sua Magestade .tinha fugido pára Inglaterra^ 
.doi)de ^estava decretando r?- TeVe licença nos dias :4e 
: Im^^/).'! para jr ás Gosldas , porem dej^ou-se fiear «m 
( .Lisboa; finalmente ^ defende. J<Àe 'Accorsio e sQUft<fto« 
:' cio«, e invectiva quanto pode oonlda ElEei:,» «jseus 
. Ministros. . . ■ , 

Cabral^ capitão da 1*^ eompanhini -^ Liga-se pfiuito 
V fifjra ;.0;corQhel^ a quem fallo^i ecn segredo no dia j 30 
> íeíerAbril; e applaudio a» :alrjocid0d«s çommettidai 
o peste (fia Uorjorofto, Não tem occwpação, e reside em 

• Nc:asa';do:Padrãpto,|, que fqi contrabandista. 
GuimarãcB'^ capitão 4a 2.* co/Tipa^Aía-^ Elogiou multo 
cj.o átteútado^ de 30.de Abril. Cowmérceia. . ^ 

Çkagáit j eapilâo da 3/ cofnpãnA/ib*-!- Liga*se com o co« 

roneLy Or baldeei arado, partidista da facção sangUina'- 
--: ria: estando dispensado de vir ao regimento, logo 

appapeceo. no. quartel no dia 30 de Abril, e conver- 
.^ iodem partioulàr.çom o fcoronel, He crijado dó Mar- 
-• ..q«€z de çasleílo ímelbor. 
Carmira^ úapitãò da^fi.*' aompanhia — Vivcímnito cocti o 

coronel, e merece a sua confiança, a ponto dclfae 
•ríkUar' lambem em segredo nodia 30. O pâi desleCa- 
í .; mara foi.Bo quorlel: tio dia 30, ,e disse à Joze Sébas- 
X tiâí>7-r.q fie fosse para o i rocio com o regi mento,, por- 

q-uje ja la «èiava toda. a tropa — Não têm occopação, 
Sàlv^ire:J9%c íleCqrvalháy cofAlâo. da.^.* oompanhia^^ 

Autómato. Tem armazcusde yinbò» ' .' ..i * - 



182 

Saki^ capitão !dà 7/ companhia^ graduado em m/yor^^ 
Liga*se tanto cora o Coronel , e iJe tal fortua segue 
ns suas máximas, que foi delle inseparável no dia 30 
de^e a madhit^ada, éin que Ibe foi dar parte de st 
acharem ja as tropas no rocio. He empregado no Pa* 
ço dst iVfadeira. 

Jò^e Maria de Barros^ capitão de granadeiroi^ gra* 
duado em ma;or-r-He da conivência do coronel, de« 

> fende o partido rtsbelde; e estando ba seis mezes por 
doente, apresehtou-se de sege no quartel no dia 30^ 
« depois de 9 de Maio nunca mais appareceo ao regi'* 
mento. He proprietário. 

Sobral^ alferes da* 6.' companhia — Muito partidista 
da facção dó dia BO , a ponto de gritar por forcas, 
He fabricante de seda. 

Garcia, tenente da 7.* componAía^— O mesmo, com adif« 
ferença qiíe queria só duas forcas. Taberneiro. 

Kicotáo António Eêteves, sargento de granadeiros'^ 
He o agente do coronel , e como tal bum propaga* 
dor de ideas sediciosas, e anarchicas, tanto no regí« 
mento como fora delle; e he quem leva as novidades 
ao coronel ,' correndo algumas veses como se fosse al« 
gnm expresso. 

loâo Baptista y 1.* sargento da 1.* <?ompanAía — Desaf- 
fecto ao actual Goverao y e partidista declarado da 
facção de 30 de Abril. 

f^icehtè^ 1.* sargento da 7.* componÂta—* Propagador 
de idéas sediciosas , e partidista do coronel. . 
N. B» O sargento de granadeiros^ Jfícoláo jíntonio, 

Eêt€V€9j he o agente das baixas , que se leou dado por 

éiabeiro neste corpo. 



BE 



183 

(PâTtt O Intendente geral da PhlTct») N/ 1& lUm* 
triwmo eE^celtenlissimo Senhor» NâoeiKroiart>fiftt.oom« 
municaçdes^ reeeMjcka Inoje cousa alguma digna de raen- 
aíon4i]>8e, eoK^epto o boato da brev« chegada do Afearew 
ekal Beresford,.esf)&)bado pciIof« Betiê agentetCoFTO, eSá, 
o primeiro dos quaes continua nos seu^dJscunos a favor 
do rebethaõ de âft de Abril^ e<;ontfa os 6i>ppo$Cos Pew 
drtiros liares, sendo elle Maçon, ^ tendo ieito grandes 
awiçòft á Maçenark! Quer a morte de todos o» Pedrei- 
Xf)ê livre», é não se lembra que também deve morrer! 
Passacd a leferir a Y. £aç.^ o que cornta a este reápeito 
na Policia secreta. 

José de Andrade Corro, sende capilSo» dò regU 
mento N.^^ 10 de I«faDtari(|, >ás oídens do Gonde de*Re« 
zendc, foi recebido Maçon na- Loja Vrrtude ao Oriíente 
À LisbiMLem o anne de Iftlé. 

Como então trabalhava somente aquelia Loja, e a 
Ilegenenbçâa, á& quaes setínbâa reonido poucos mem* 
Wos, rvçeoaoe que o Governo renovasse as persegu^dee 
dé I80d e lôJO , e houveste neeessidade de officiaes para 
m mesma Lsja, eoDÍeiirio^se o» gráos de Coorpahhetro e 
Meslxe a- Joie de Aiidnade Corv^ que foi depois eleito 
Secretario daquella mesma Loja. 

Ninguém, foi mais aotieof, nem nlais irij^iiaote qu» 
€9»rvi^> QQsitsaballios. dacffmççnaria r. arllicida nruitM novot 
adeptos, e foi elle o que se encarté^oci!de propõe a Ma* 
xftá da^IfUs ,.' V^aebndassvdeTeraneQlia ^ o sen iniciada n^ 
Maçonaria^ empresa de que os JV^agõet «i enearregasâo , 
jàm^yérmáait^ made^ p^diiâo cbama4a aa ttu pttrtiAo, 
a^abiigala adeelairar q» stfilijDMioe d^ Mam^h^l Btie»^ 
ford a respeito de principioslSe libei^a^^V.ãMir 

Com efieito Corvo deo conta do negocio, fazendo 
eom que a Viscondessa^^ InícTasse áa Maçonaria , noe 



Èm flonieBiMo MM lie 161^^ iia'it*>'>«ta d^ |f «yqiMs èe 
AbgQJa, DO. .Lumiar^ eun btioiA Senão JAi^iir, a q«e 
a$Mlir»o fii^4iaita3 psrpoAftg«nii nspei^aveis^ e.yié'mtífto 
•oeiKpamo poitoi e «xnpf<cgM> emiiwtit^ Bâ GjipiuL 

CpotiiMiMido Corvo :b faser imrilet e iaipartaiiltfr 
serviços á Maçonaria , e m, di^tlng wf^te omídio «fntèr m 
KAÍs déli^nM , obkHW algwM cUm «|4réo»<itipeiNoi3e8 ; e na 
ÍA«talmç»o da I^joja FiUattopia ao O. 4e Santairem lai 
dleimni daa Ifea DefHiMhM aiaAdadoe peta Graftáe Laja^ 
pam á -rnsUlar. £!â4a ^m^qm Loja inomeoa'^ dapoi» aeá 
representante jvntí^ à Ovaade ii.oja , e enA&a -obleiFe por 
k9i9 giéo de Rosa^Sroiy ^quede difoílò Jlie pefleaeia. 

Foi este mesmo Corvo o qi|e depois , de'0»fnbipa« 
ção Qóm á VHedcidesaade.fafomenha, Sá e outros, atrai- 
çoarão todos os Maçfiesy edeMqciai&o ò itifeCiE' Gene- 
ral Gomes Freire para o levar ao patibulo ! Seu irmão , 
Francisco de Andrade Corvo, foi também recebido Ma- 
çon na Loja Virtude; e a.mbqs, eià. certa occasião, cons- 
])irarão-se contra seu pai , e insultárao-o só por que elle 
díise mal dos Mações. S>eo6 guarde u V. £«/ Lisboa 26 
de A^oslo de V894f* 



(<Pa¥a o Gonde de Sub-seíra^ UKistristióio e iExcei- 
'lentissiifio • Senhor. Em resposta ao bíHiete que V. Ex.* 
'acaba dfe me enviar, devo di%er^lbe, que he verdade ter 
'eti tido ^m meu -poder o sirmmario a que procsdeo o Juiz 
da crínae do 'bairro do Castetto, Jozò Maria dí: Lemos, 
^sobf^ arebdili&o de dO de Abri}, do qual não deixei ficar 
copia por ser aftsás volumoso, porem fii; tirar delle aU 
"^guns apontamentos, que julguei essenciaes , ejdeixei co- 
'pMi dh ceneiusão feita por aquetie Jui2 do crime. £sle 
"ivMhiftiáfríò- foi remetido parii a corruicção do crime da 
^Gortèe^sa) para se juntar á jD^vassa 4 que ali se prv- 



185 

cedeo, e hojedete achar-ae tudo na Commissao. Nâor 
sei ôe será prudente mandAr vir d'ali humacòpa dèt 
ftuminario, para que nâo se diga que V. Ex.* quer infiuin 
na decisão d*este negocio: entretanto eu passo ás mâoa 
de V, Ex.' huraa copia dos meus apontamentos, e esti- 
marei que elles sirvâo a V, Ex.^ . ç 

Por esta occasião também remeto a V. £x/ b^ma 
copia da Parte extraordinária dehonlem, quetenUo envia- 
do ao Intendente , sobre a necessidade de lançaremos mão 
dos corpos da segunda líaba, purifieapdo-os , visto. oâo 
se poder contar com qs da primeira no momento de bu- 
ma crise: eu cbamo a attençSo de V. Ex/ sobre este 
importantíssimo assumpto* , . 

Tenho a bonra.ide sei &c« ^ 

Lilboa S6 át Agosto de 182é. 



t^mo 



ntamèniod. 

: . Por avIzo,da.Iii.tendencia ger.al da Policia 9 da da« 
ta de 17 de Maio do corrente anno de 1824, ordenou-se aa 
Juiz do crime do bairro doCastello — que sendo hum dos 
J^rimeiros deveres dá Policia faier punir os criminosos, 
que pértubâo a tranquilidade e segurança publica, e mui 
severa e exemplarm^ente equelles que, degenerando do 
caracter Portuguez, alleottâo contra a legitimidade do 
Tbrono; devia abrir bum summario, dem determinado 
numero de testemunhas, para descobrir, os aggressores.do 
atrocíssimo altenl^ado commeltido contra Sua jVfagestade 
no dia 30 de Abril; attentado que, fazendo ha tempos 
• o pripqipal objecto das serias pcsquiz^s^ da Policia, nâx> 
.foi possivd (por lhe obstaria molla, qi^^ lhe dava o çio- 
vi mento) tolher-lhe a execução,, q^ie infelisiiçettle m yeti* 



ficou no dito dia 30 de Abril; obsenrándo elle Juit do 

crime em perguntas a seguinte marcha: 

Se sabem , ou suspéítfto quaes forão oi originaet moto« 
res do , execrando projecto, seu deten volvi mento , • 
exilo? : » 

Qiiaes osque para o plano der&o por escripto, ou de 

' : paJatra ajuda y conselho , ou cooperação , por qual« 
quer forma , ou maneira , ja directa , ja indirecta* 
menlel 

Quaes oiicollaboradores, e os individiíos, que no citado 
dlú , e segninles mais se fizerâo remarcáveis por sua 
confiança, hctividade, e devoção de serviços? 

Quaes os que por suas conversações, ou factos se pronun* 
ciar&o clsramenle adeptos? 

Se tem «oticia de clubs , que antes du depois se fízesseni 
para determinação de medidas, ou ulteriores provi* 
dencias; e, a estarem existindo, qual o seu lugar, se 
publico ou privado, matéria de que se Iratava, e pes* 
soas de que se compunháo l 

Se ouvirão ou presencearão os vivas, que se soltarão ii^à 
occasião do criminoso ajuntamento da tropa rio ro- 
cio; e seiído anarchicos, ou subversivos, quaes foião 
os seus órgãos ! 

Se nos âiaft>S9guinies se repetio esta scena , aonde , e por 
quem? 

Se chegou ao seu conhecimento existirem' pessoas, qifa 
com animo doloso, ede chamar á revolta , derão si* 
nistras intenções ás heróicas e sabras providencia», 
que Sua Mageàtade tomou em 9 de Maio ? 

•Se lhes he patente que houvessem individuos^ com ielo (a* 
risaico, elevados de perversas, e particulares pai- 
xões, que fabricassem listas, para serem opprimidos^ 
■ r ■ os Cidadãos pacíficos l 



tos, que julgasse : a t»viipMto, pmru ^^hlm 9l mrémàs^ 
iMido! $9Wtípá% :«« viu» 0fa»m» etk àt^ fi«Ms .c Sebert^ 
»a| ij h itoiç ^ v». ft áieaet 4<>'a!%Í9 dla-jwttçft,^rwiirar 
fazer cri minosoa, opprimiado os ínnocentes , èwJoteiKar 
dfe bmcar escrtipukmD^lè^ aqMiírilesr^ m«c|o «aitíi>e«i/«&0 
Uaa«c«cideQte aiMMiif)èo, para Hiet lar im^opta o j«ãgr|»ro* 
•4»Joafi%è dè que «fe4»rAaf^<fttc«oil«vcsM*- : 

Deposerão no summario, entre outros «^no. Mar* 
qlH!9 de ÂA^a^^iè MarqMK defi«Ku*^EIi TbMiiasiée 
MascMei^baSí-*- o fiarão dè Moiè)lo8 4N#.o .T«ttente Goro* 
nel G u<4es «r^ fieMÍbo- ée i^Monf a, Pi «ibo, 'ConpmiA «dío £Ker- 
c^^*^ o Bom» de Sa}»mEi-^J o^^q mm Migtiei de >Amàí^ 
de, Major de Cavallaria'^*<«]kf«kioei Sefi»aBd« éa -Gosta 
Fak^o*: j^ca&ba», Capitíbo 'do £L»erdt)0'«*^ Fsraneisoo José 
JMôa^^ra PmÍM) de Loesèrds», Tenente Goi^iMidi^deCaval- 
Jarja — ^^oaquim.Maiiobl d& Silva >liddia, Ga^Mtèo da 6/ 
isampa/ièia do -6./^ fisíiaiJi&o de tCáçadores'*^-^ Francisco 
Kunes de Andrade, Tenônte Coi;<mel Gom^ffadtMvte do 
JRípgiíhento n^'*64>--TJoze de Azevedo Pinío, Temente Co- 
X4»ii^ Gumavandante do Batalh&o <de Caçadores n/ 7 — 
15 #iOde Máfia da/Cu»ha Freire., itftftjor de^Oaçadorxrs €• . — 
Prova-se, tanto do depoimento d'«*aí|»teitcoi«nbaf, 
i\ue -são de grande peso e traasoendencia ^pi^sio sc^ract»!^ 
postos, e mais circunstancias, como de outràt-mutlas : 
rl.^^—que o jílano dé 30 dte Abril «ra depf»i%in SihRieV, jfi* 
-candò a [iaJntta,. é-.S. A. ò Infante ,r«^itè«:(a;d.'^^-^qiJe 
^liis duaA Persona^rifi £arSo qoHeia dormita pubo-á^ueU 
la rebrlliâ^* 

: DepcHVd-cstos^iPersoniiH^eiis, 9eg>lmm^!c)Mntlaqaâ- 
4e»;qtle -sediisttnguirâo., e influicáo ftMts- no ;d^iiFSid da 
«afíCMrSo d*est& -execraiido attentado -^ o dlã^<Hie« de 
Abrantes, D. Joze— o Teneáte 'Pbi^ -Rajiioso-i ^ seu 



I»8 

Ai**^l»^» Medico GfeftÉfi»io Còlta-^omfgtftitty 4li Po- 
licia, Jb» Veristima— o Ajudairt« d*ordeoè de S» A;, 
Teixeira — 'O •©*•« Leotraréo — o CapilBc deCo^adore* f ,• 
Ricardo' -^ o Teoeirt* de IS, Ma-lafaia — o Ajiídan* 
te Simões ,' àò mesEBO RegiriTento—- o Capitão G^>uvèa , 
ée CardfiAriã if — o Ca^pit&o Barbosa , de Caçado^ 
rea H*^ o Brigadeiro Madumira — oSalinaft, Tenente rew 
formado— «D. CUristotâo, que «sava de fmifVHrme de At- 
feres de Cavállarra 6— hum cadete deCaçadore» chama* 
do Luna *— binm taJ Gnrloí , Ceroneí de MiVioíaíi de Tran^ 
coso-— o porticttfar, Jote Pedro dè Ãndradr— -ò Padre 
Braga— tToaqúlm Gomei da Silvo Bdfort— o GapitSé 
mor áo Algarve, Negrão — é o Tenente CheneraíMoif* 
àho, dVnde emanavão todas as ordens, qtre m tfomp{« 
radoVes fazi&o expedir. ' í • . i 

O Ma^rquez dfe Abrantes-, B. íorô, qnese apreséít* 
tou de casaca, com hum tálabafl-te por erma d^ltèr, ef 
hnma grande espada — o Tenente 'PUÍr^ R-apoeo— t) Plrff 
d*este — o Pagador de 18 — 6 Afudánle Simaet-^oCol*- 
ta ~« e- o Sárgeijlo Joze " Verísâtmo -í»- sSo os' que liiíhSb' 
toda a fnftHencia com 8. A, b Infiante,. e vftiMtó' côirfe^ 
renciar fora, no dia 30 de Af>fH-, coni^ ó Vspltíko túót 
âo Ãlgatte, Wegirao , que sè advaru ettn briímaic^ sallaa 
ê^ FatftèíoAd%*>roelOí " ' ^ tí 

Ò Belfort »prwerttti4*ípe*aè? bèea^; éertèYtt alie*è^i 
ttMòi nôbliá' 3tt, tfsftfiçflfef dó calígo dlè^fiiteiídente 
gen^ âk PbRcíás -éhlfftitaò^ri)^ iiVa- còtifét^jàr cofli o* 
Itfefmtf 'iMtie$€Ínfld^! tfO dtá segiÉinfe" ikpfeséfrtetHj-^e M 
qtmrto tie & A. o Ittfahiey eftífléQtoitttlW larganKÉ^^ 
té^e»-|«iftetit^^ • .;\ 

Também ti?erão parte na rebelliâo, Mm^irtáfétti 

Vv ^vkIS f fiCC9 IHVlTTMlJroK' 



18^ 

Ferreira— O Tenente Pactua da Policia — o sargento de 
Càvallaria 4, Va1le«<— o Tenente do Batalhão de Caça« 
dores 6, Manoel Severo Corrêa-^ o Alferes do dito Ba* 
talbâo, Manoel Ignaclo de Paiva — Costa Abdom, de 
casa do Monteiro mor— o innão do Sota Leonardo y 
por nome Freitas — o Major de Caçadores, Suter^^hum 
Coronel liespanhol. D* JoEe — o Visconde de Atenha 
r^o Visconde de Veiros — o Coronel de Càvallaria if, 
João Marcelino— o Major (íolmieiro — o Ajudante Pi» 
nheíro — o Quartel meslre, Bello — os Tenentes Nantes, 
e Ferreira-— os Alferes António Ferreira Eulainlio, Pi« 
tibeiro, Damião, e Alexandre — o Porta Estandarte» 
Figueiredo — o Padre Igoacio, Capellâo; todos de Ça^ 
valaria IC — Nícoláo Pontes, Coronel do Estado maior 
— • hom Tenente Coronel de Matto Grosso, cfaiimado 
Lacerda— *o Major do Batalhão 7, Fernando Pereira da 
Gama — hum Coronçly que estava ás ordens do Marquez 
de Chaves 9 chamado Ferreira Sarmento «r- o Abbade de 
yiHar — Manoel Gomes de M«llo — o cria lo particular 
de. & A.y Joze Joaquim Gril> — o Reposteiro, António^ 
Vicente — o Reposteiro , Carvalho — o Picador João 
Sodoyem— o Çqrreío Damazio. 

.Qs quatro prtpeiros, e outros, chegava'} de diffe* 
rentes commisâões, no dia 30 de Abril, ao Palácio, da 
rQcio V m9StrandQ o maior enthusiasmo« . 

: Os conveqticulos, anteriores áquelle dia, tiverâo 
lugar qo quarto de S. A. o Infante, no Palacfo da Bem- 
po«ta; em casa do sota dasCavalhariças, Leonasdo; emi 
Çf^ do Marquei d^ Abraatet, D? Joie; e em, ootroe lu« 
gares, como consta do depoimento das testf^miir^bat da 
•ttiqmario* ; ^ . , : 

O Marechal Beresford tamTxun se acha iiiiplicai<» 
feita ceiíspin^s&oi bein como.mtrM p^woatt mm tíw« 



190 

rão huma parte mais , ou menos activa neste horroroso 
attentado , segundo consta do dito summario. 

O depoimento do Marquez de Angeja, o do Mar- 
quez de BellaSy e o de Manoel Bernardo Falcão Aranha 
são, entre outros^ importantissimos: delles consta, além de 
muitas outras circunstancias interessantes, e do que fica 
referido — que nas sallas do Palácio do Rocio, oo dia 
30 de Abril, havião immensos of&ciaes de todas as Pa- 
tentes, bem como quasi todos os officiaes do Estado maior 
de S. A. , em huma perfeita nullidade, acbando-se S. A. 
rodeado dos conspiradores ja mencionados. 

Desde 30 de Abril ate' 9 de Maio, occorrerâo mui-, 
tas outras circunstancias não menos criminosas, e exe* 
craveis; provando-se do mesmo summario, que ElRéí 
chegou a estar prezo no Palácio da Bemposta , onde só 
entrava quem tinha huma senha dos conjurados. 

Também consta do summario o digno compc^^ta- 
mento, que ti verão no dia 30 de Abril, entre outras pes* 
soas — D. Tbomaz de Mascarenhas — o Marquez de An- 
geja — e o Tenente Coronel Guedes. — 

S. M. -a Rainha chegou ao Paço da Bemposta, no 
dia 30 de Abril , ás 10 horas da manhãa , isto he, depois 
de frustrada a rebellião! (1) 

O summario, que principiou a tirar aos dezesete 

de Maio do corrente anno de 18S4, Joze Maria de Le« 

1 ' 

(1) D*esta vez não escreveo a ElRei, na forma do seu cos- 
tume, veio pessoalmente: nâo podia occuhar huma rebellião, 
que sé tinha desenvolvido ao ponto que todos virão ; nâo podia 
• negar o que era patente , e manifesto a toda a capital ; e assim 
julgou a propósito que em vez de escrever a ElRei seu marido , 
era melhor apresentar- se-lhe , c tomar parte nos desgostos que 
acabava de lhe causar I 

FF 



191 

ino$ CarValUo de Slousa Bellrão, Juiz do crime do bairro 
do caslello, que «e houve nesla importanie e melindro»* 
delllgencia, com grande inteireza , intelligencia e cora- 
gem , foi rémettido pela Policia ao Corregedor do crime 
•da Corle e Casa , ministro encarregado de proceder lam- 
bem a Devassa, para servir de instrucção a esta, e de 
«ddição de provas , como melhor fosse de direito. 

Segue-se a conclusão do summario lançada pelo 
Jui2 do crime do bairro do caitello, Joze Maria de Le- 
ipos» — 

Conclusão* 

Prova-se das testemunhas do summario 4. 7. 8. 9. 
10. 13. 14. 15. SO. «1. «ô. «6. 27- 33. 3&. 37. 38. 40. 
41. 48. 43. 46. 47. 48. 50. Ô8. 63. 54. 56. 57. 61. 63. 
65. 66. 67. 70. 74. 77. 78. 80. 81. 8«. 83. 84. 85. 86, 
87. 88. 89. 90. 91. 92. 93. 94. 95. 96. 98. que o plano 
dos conspiradores acima referidos era deporem ElReiN.S., 
« aclamarem S. M. a Rainha , e o Senhor Infante D. 
Miguel, venda-se ila maior parte dos depoimentos das gí« 
iadas testemunhas, que S. M. a Rainha (8) «o Setthor In* 

(fi) O publico, que he sempre o ultimo que sabe as cousas, 
não deixará de apreciar a nota que se segue ; nem nós podía- 
mos deixar de a fazer em razão da sua conexão com o assum- 
pto acima transcripto. 

A Intendência geral da Policia, antes da definitiva organi- 
saçlo dos trabalhos, que estamos publicando agora, e durante o 
ministério de Manoel Marinho Falcão de Castro , tinha sido obri- 
gada a emprehander as suas observações com dobrado segredo, 
abstendo*se de levar ao conhecimento de ElRei todos aquelles in« 
cidentes de que não tinha documentos, ou provas reaes, para 
obviar ás intrigas de Manoel Marinho, e sustentar melhor a cau- 



rm 

ffftile D. Miguel /oráo quem derâo impúho a esta rebeU 
liâOf acolhendo e protegendo os principaes conspiradores, 

sa de Sua Magestade, e a ordem publica. A sua primeira e 
grande operação foi nos fins do anno de 18S3, durante a au« 
sencia de EIRei., que entào se achava em Salvaterra. Teve a 
Pjolicia huma participação mais que authentica de que a Rainha, 
tendo prevenido o que cumpria, para que seu filho D. Miguel 
voltasse incógnito de Salvaterra , para onde tinha ido com seu. 
Pai , tencionava comparecer na manhâa do dia seguinte á sua 
chegada a Lisboa , em hum exercício que devia ter lugar no 
campo das Salesias . de alguns regimentos de Cavallaria , e cor- 
pos da Divisão Transmontana, que nessa epocha se acha vão em. 
Lisboa ♦ para ahi ser acclamada co-regente com D. Miguel » 
provendo-se depois ao. exilo de EIRei para Villa Viçosa. 

Informada a Policia deste enormíssimo attentado , o seu 
\zitn&TO cuidado foi neutralisar a ordem que a Rainha tinha da- 
do, para se estabelecer huma linha de cavallos de posta ao nor- 
te do Tejo para a incógnita vinda de D. Miguel , fazendo reter, 
debaixo de hum pretexto especioso , o famigerado Joze Veríssi- 
mo , correio especial da Rainha para D. Miguel, Os Ministros 
todos achavâo-se em Salvaterra , a Policia receava do Com man- 
dante da força armada, o Visconde de Santa Martha, porque 
não sabia se elle pertenceria ou não a esta conjuração , a ancie- 
dade era extrema , o tempo urgia , as authorisaçôes faltavâo 4 
Policia , porque Marinho lhe encurtava o circulo das suas attri- 
buiçôes; he nesta situação que a Policia se entendeo exulada- 
mente com aquelles Com mandantes dos corpos, de cuja fideli* 
dade e decidida firmeza, tinha conhecimento; e tendo formado 
com elles hum decidido plano de reacção, combinado com o 
Commandante da Guarda Real da Policia , o Barão da Portela, 
se dirigio depois ao Commandante da força armada, e achou 
que erão infundadas ais suas suspeitas quanto a elle , por isso que 
ettava ignorante do m*vkneuto de tropa , que se projectava pa- 



193 

que se manirestarão lio dia 30 de Abril, estando ao fa- 
do de todos os Clube, que se fizeruo atiles d*aquelle dia , 



ra a raanhâa seguinte. A Po)icia não desamparou mais aquelle 
General , e exigio d'elle a ordem circular, para que os corpos 
destinados á revolução não sahissem dos quartéis para o suppos» 
to exercício, com o fundamento de que tal exercício não podia 
ter lugar sem o consentimento expresso do Commandante em 
chefe do Exercito. 

£&ta ordem (que foi dada pela volta da madrugada) e a 
attitude que tinhão tomado os outros corpos , aterrou por tal for- 
ma os conjurados, que nem se lembrarão de prevenir do acon- 
tecido a Eainha , de maneira que ás oito horas da manhãa en- 
trou ella no campo das Salesias, onde encontrou tao somente Pa- 
trulhas de Policia, e outras prevenções, que assas lhe mostra- 
rão o descobrimento de seus tramas 1 

Em quanto a Rainha atravessava este campo, a Policia « 
penetrando no Palácio da Ajuda , fez abrir os caixões que ella 
na noite antecedente tinha para ali mandado com os seus vesti- 
dos de gala ; e obteve declarações de que a Rainha trazia na 
sua carruagem a caixa dos brilhantes. 

Pelas dez horas da manhãa tomárão-se aquellas medidas 
extraordinárias, sobre a segurança e remoção de diversos offi* 
ciaes ; e outras , que a ordem publica exigia neste momento , 
ainda que fóra das attribuições do Intendente geral da Policia ; 
o qual partio logo para Salvaterra a dar parte a Sua Magestade 
do que acabava de se passar , e a pedir a approvação das medi- 
das tomadas. 

ElRei ouvio attentamente a exposição do acontecido , que 
tanta mais impressão lhe fez , quanto não estava ainda habitua- 
do a estes desenvolvimentos da Policia : huma circunstancia ex- 
traordinária veio confirmar ainda mais a Sua Magestade da gra- 
vidade d'esta tentativa; a circunstancia he a seguinte. Durante 
a conferencia de ElRei com o Intendente batea á porta do quac* 



194 

para aquella rebelliSo, chegando S. A. a Ir pessoalmente a 
alguns d^elles; sendo o mesmo Senhor o executor deste 



to o seu criado particular, Joaquim Brusco, communicando— * 
que tinha em suas mãos huma carta da Rainha para Sua Ma* 
gestade — £I£ei ficou na maior sorpresa, por isso que a Rainha 
não era costumada a eutreter correspondência com £lle. A car- 
ta dizia assim — » Meu amor. Agora me dizem que os nossog 
M inimigos tem espalhado em Lisboa , que eu pertendia fazer es« 
»f ta manhãa huma revolução para ficar regente com o nosso fí- 
V lho Miguel, emandar-te para Villa Viçosa; iito hehuma alei- 
n vosia muito grande , e nella por certo entrará o Doutor Abran- 
» tes , e por isso te peço que ordenes ao Intendente que proceda 
" rigorosamente a este respeito, pois tu bem sabes que eu não de- 
»» sejo senão viver socegada, e que tu sejas feliz. Desta tua jrT^ 

Esta carta, escripta de Queluz e sem data, confirmou 
ainda mais no animo de ElRei a existência da conspiração con- 
tra a sua pessoa , do qne as provas cabaes que lhe havião sido 
apresentadas ; por quanto, se recordou de outra idêntica carta que 
a Rainha lhe havia escriptó para o Alfeite, em 1807 , por oc* 
casiao da conspiração tramada em Mafra naquella epocha. 

Por esta carta também ElRei ficou sabendo humacircuns* 
tancia que se ignorava -— que era Villa Viçosa o lugar que se lhe 
destinava para a sua prisão— «sabia-se que ElRei havia de sei 
prezo , mas não se sabia o lugar que lhe tinhão destinado. 

Outra singularidade apresentou esta carta aos olhos de Sua 
Magestade , e foi •«- que se tinha espalhado em Lisboa que ella 
(a Rainha) pertendia fazer huma revolução — ^ por quanto, tal não 
se tinha espalhado , nem era poásivel espalhar-se , por ser hum 
negocio que estava no maior segredo , e de que ninguém , ou 
quasi ninguém tinha noticia « excepto as pessoas com quem a 
Policia contava para obstar a esta tentativa. 

Eis-aqui o que suceede a quem obrando de má & , e sem 
ter razão sufiiciente para o que fez « não querendo recofiheeer e 



jAôno na noite clé*9 p*''^ ^® ^® Al)ril, ílludindo para es- 
te fim com oft seus sectários a tropa da guarnição da Ca* 
pitai , dizendo que naquella noite queriao os Pedreiro» li* 
Três assassinar seu Augusto Pai, e toda a familia Real; 
chegando a privar Elllei N. S. de toda acommunicação 
para o que poz em frente do Palácio huma forte guarda 
prohibindo a entrada para o Paço ás pessoas, que ali 
concorrerão a beijar a mão aS. M. , sendo livre a entra- 
da só para aquelles, que deS. A* tinlião huma senha, e. 
■usurpando ale odia 9 de Maio aEIRei N- S. os seus in- 
auferiveis Direitos de Soberania — O Juiz do crime do- 
bairro do castellò — Joze Maria de Lemos Carvalho Sou*- 
zii Beltrão. 



Qonftssar ao depois o seu erro, j>erteade cohonesta-lo nos olhos 
do oíFendido; as desculpas, são forçadas e violentas, equasi sem- 
pre em vez de cobrirem a quem se serve d*ellas , fazera mais 
ostensiva a deformidade que se queria disfarçar. Sâo como os 
ei)feites , ,que não se casando bem com a velhice , em lugar de 
esconder as rugas , que se querem disfarçar , mostrão que aquel- 
les muitos annos levarão o verniz da mocidade , sem trazerem a 
madureza do juizo. 

Forem vamos ao que importa. Os implicados nesta conspi- 
ração fprSo todos aquelles que apparecerâo depois á testa da re- 
bellião de SO de Abril , a qual veio a ser hum seguimento d'a- 
quella conspiração , que foi felizmente frustrada pela circular do 
Viscohde de Santa Martha , sendo esta a razão porque elle foi 
prezo em SO de Abril; bein como Telles Jordão, e outros, que 
tinhão prometido ao Intendente geral da Policia fazerem toda a' 
opposiçao is tentativas da Rainha ; não deixando taes prisões de 
causar a maior sorpresa no publico , por isso que dizião respeito 
a indivíduos que, por tantos títulos, devião ser invioláveis no 
dia. SO de Abril. 



190 

(Para o Intendente geral da Policia) N.* 16. Ilhit- 
trissimo eExcelIentissiino Senhor — Hoje ia lendo pertur- 
bada a ordem publica em consequência do tumulto que 
teve lugar na praça da Figueira, sobre o que formei o re- 
latório incluso; ebe quanto occorre hoje que mereça con- 
sideração. Deos guarde a V. £x/ Lisboa 87 de Agosto 
de 18U. 



%Áeiatorto. 

Hoje causiou a maior impressão o procedimento har 
irido contra os vendedores que andão pelas ruas, os qua« 
•sem preceder aviso forão multados por não trazerem li- 
cenças. Não houve excepção de pessoa , nem sexo, nem 
4dade : rapazes que vendem mecbas, velhos decrépitos que 
vendem lamparinas, eaté muliíeres, erão conduzidas en- 
tre soldados da Policia cóm pistolas engatilhadas ao Iu« 
gar da casinha ! Por toda a cidade era geral a correria : 
ás Trinas do Mocambo foi ^encontrado hum vendedor de 
fusos, palitos e rocas entre soldados que ocondutião com 
o apparato de hum facinorol Ao correio se encontrou 
(hum ihfeliz velho com buma almotolia de azeite de peixe 
que era levado com pistolas engatilhadas ; e pela mesma 
maneira hum miserável coxo que vendia pós de çapatos, 
'« huma mulher de giga tíverão igual sorte! Finalmentei 
forão presas mais de duzentas pessoas, que pagjurão mul- 
ta, não obstante muitas d*ellas terem as competentes li- 
cenças; ouvião-se por toda a parte os clamores d^est^t 
desgraçados que se queixa vão de não ter precedido aviso^ 
e ter sido feita esta delligencia com sorpresa, e accinte* 
mente para serem roubados : alguns chega vão á desespe- 
ração a ponto de recordarein o tempo antigo, e lamenta- 
rem a mudança ! Este successo fez apinhar perto de ire* 



sentas pessoas em acto tumultuario junto á casinha, por 
maneira que parecião querer fazer barulho, e perguntada 
a sentinella da guarda disse, que com «fTeito o não fize* 
irão porque com bons modos, a guarda pôde convence* 
los que não tinbão culpa de taes procedimentos, e que 
erão mandados. 

Tudo isto he o resultado de ter António «Toaquím 
dos Santos ultimamente, auxiliado pelo Senado da Ca- 
mará , passado procuração ao bem conhecido João Fer- 
reira Troca , para em seu nome arrematar o contracto 
das novas licenças, o que seeíTectuou por mais cinco con- 
tos e tantos mil rs. Ha todas as provas para se poder as» 
segurar que o seu escolhido procurador teve de luvas hum 
conto de rs. , alem do que se espalhou pelos venaes Se- 
nadores, e pelo grande e bem conhecido prevaricador 
Manoel Cypriano da Costa. Semilhante violência e asso- 
lação, poz em movimento toda a Capital aponto que a 
anarchia esteve propinqua, trazendo á memoria (cousa 
rara) entre a plebe, o tempo da extincta Constituição» ^ 
atai ponto que seouvião voics repetirem —naquel la epo« 
cba não se fazião d*estas ! — 

Cumpre notar que o acontecimento de hontem em 
nada diversifica do que se praticou com os galiego« 
em 18S3, existindo somente a differença que então não 
se soube a mão occulta que fomentou a desordem , em 
quanto hoje se conhecem os aulhores de huma anarchia 
quasí eminente, sendo estes António Joaquim dos San- 
tos, o Senado, a casinha, e a guarda da Policia, ou seu 
chefe em dar auxilio para com talapparato ser presa hu- 
ma multidão de gente do povo, a favor de quem forço- 
samente se havia de exaltar a publica compaixão. Mui- 
tos observadores imparciaes, e homens moderados que de 
propósito se dirigirão á praça da Figueira, a fim de pr^ 



198 

fênciarem osuccesso, disião — » que tudo era feilo de 
propoftito para promover a desordem ! — 



(Para o Intendente geral da Policia) N,* 17. Illuitrii« 
iimo e Exceilenlíssimo Senhor — Levo ás màos de V, Ex.* 
o relatório incluso sobre a Instituição vaccínica em LÍ8« 
boa , o que deve merecer a attenção do Governo de Sua 
Magestade. Deos guarde a Y« Ex.^ Lisboa S7 de Agosto 
de nu. 



^eiutorto. 

Fazer a apologia da vaceína , enumerar os bens que 
delia resulta á humanidade , e gabar a uiii descober« 
ta , seria perder hum tempo demasiado precioso, pa« 
Ta repetir verdades desta intuição. Não nos demorare- 
mos por isso em fallar da utilidade, nem tão pouco da 
Instituição, e somente passaremos a ponderar que nes^ 
ta Capital quasi nenhum fructo se colhe de tão provei- 
toso descobrimento, pelo sem numero de obstáculos que 
se oppoêm á propagação de tão valioso remédio. 

Quem diria que entre huma Nação civilisada , a 
carinhosa mãi de famitia se quer salvar seu fiUio do con- 
tagio vaccinando-o, tem de esperimentar e vencer mais 
difficuldades, que se tevera de emprehender huma viagem 
ao Polo arlico ? ! Depois de afadigar*se fazendo huma 
caminhada até ao sitio da Estrella, chega ali e houve 
por vezes repetidas — ainda não ha vaccinaí Se no fim de 
huma novena de viagens, consegue o desejado — hoje 
ha — que novos obstáculos se apresentão? Ouve mil gros^ 
seiras expressões dos empregados que urbanamente a man- 
dão para huma escada: ali aguarda três emais horas at^ 
que chega o senhor vaccinador, que pelo commum pro» 

GQ 



m 

tiirac |>elaf peiM»6«í9 ^ue Itrazem o çoippete&U empenha, ^ 
a estas serve com promptidâo ezelo, em quanto deixai 
todas as outras seguirem a sua sorte. Se por furtuna che« 
gli a vaçcinoí, para a& nâo prote{id&t, b^-lbe adçainis-» 
f rada. no mero das m^ioie» invectivas, e de expres^õe^ 
indecorosa» 9 que fari&o corar d^e pejo a pessoa ipenos de^ 
licada. Sem escolha, nem decência be vaccínadaa.criaa** 
ça, a.qUero. s? Ilie fa£ çrio)^, se ;por acasp exprime sea^ 
limentos de desgosto, tão naturaes naquella idadej eçoaii) 
a maior incivilidade afazem retirar com sua mài ou ama 
para não encommodar, os delicados ouvidos do senhor 
vaccinador ! 

r Pôndere-^se agora que pratica ndo-se isto coin pes- 

soas limpas, e decentemente vestidas « qual será a sor-, 
te das infelizes mulheies que vêm do termo vaccinar seus 
filhos! Causa horror xepetir o que ali se presenceia, a 
|]|agoa lembrar q^ial pode ser o resultado de tão funesto 
systema entre agente rústica, que avalia sejnpre da bon^ 
dade das cousas pelo trabalho que llie cQstao : duvidosas 
iia eQíça:CÍa do reni:edio , e tendo que veacer tantos obs-» 
taculos, hão-de preferir deixar perecer seus filhos victimas 
do coYitagio do que sofrerem encomodos que tomão por 
inúteis.; e ass««i pelo desleixe, maldade e incúria dos 
cxecuimes^ £cÍo de nenhiim effeito as saudáveis provi- 
dencias mandadesoptar , e perdJdas as paternaes intençoet 
dp Oovefrno de Sua Magestade. 

Parece-nos este assumpto de tanto interesse publico, 
e de tan^o crc^dito para i) Governo, que nos aballaoçamos 
iile?<va-Io aoconheciíaento da Policia geral, ponderando a 
an-genie necessidade ou de remover o estabelecimento pa* 
ra sitio central na Cidade, ou então formar outro em 
iium dos bairros da Cidade baixa > onde possão concor- 
wr a(S pessoas que viirem ne^es disUriclp». Igualmente 



fiOO 

pftrece indispensável t[ue sa^ífníie á hora fla iráedn»^ 
e <{ue se «dmioâsti!» sem delonga» nem empenhoe, procu» 
raâdo sempre tirlrr-fle a vacina , daqoelies ^^acciíiodot 
qiie psn^wem goaar mdtH^r «aúde. A' fotta de vacoina 
seoocarnpe temiíeiB coneervaado a^egitto dos Toccinados^ 
e 'obrifiando os peia destes., debaixo de huraa fnfrka, à 
»ppeseB|aÍDs ao tempo próprio, para lhes ser eirada ^ 
mataria «aGOt«4ca. Coin estas e outras providencias m 
poderá occorrer aos males ^vte ora se experimentão , e 
<]^ue tantas vezes arranioão osqueilirmes dasaflOrictas mãía; 
<|ijeixii«neB que eiú brev« se toraíftrmo em bênçãos e olar 
íBiOFes de exultarão* 

Lisboa SS" de Agosto de 18M, 



(Para o Intendente geral da PoUda)N'/ 18 Illus^ 
irísslmo e E&ceHeiHísHHio Senhor —O antigo junto pór 
úe ser lançado na gazeta «se Y.. £x/ achai* que ^stácoav 
forme com a |K>litiea di» <6overiio de Sua Magestade. 

Devo dizer a V. Ex.^ que o .artigo que appareceo 
nagafteta do>dia tO agradou geral mente, disse-se queer^ 
4nui bem traçado, porque manejando as armas do ^ridU 
•culo, esparge com bastante aticismo o fel da satyra so^ 
<bre as contínuas patranhas^ x\xké íop^m os indivíduos que 
«nhel&o por; mudanças no Governo, oomo tenho menoioii 
•A^do^as partes diárias. O publico (et devid^ justiça aa 
artigo, eo acolheo com decidida aprovação a ponto que 
^ãío bènvia loja^nde se não -encontrassem ieithres ávidos, 
«jne prodigalisavâo t>8 bem merecidos encómios ao auibor 
"d^aqueiJe período. D^aqiti se pode ajuizar o óptimo efieU 
to ique produz qualquer puWicaçâò , qnando vai deaccoír 
tio cora o espirito publico., que jamais se pode atacar de 
«frente cóm feliz resultado*. Se a gazeta apresentasse ao 
j^mefiõsduaé vezes por semana doutrina sã eaproi^riadai 

GQ a 



ier*8e-ia colhido à inapreciável vantagem de encamiitiiOT 
o espirito geral a hum fim útil, faiendo aa meamo tem- 
po déscorçoar os malévolos, Islo tarvto mais se proíba , 
quanto o publico hão pode tolerar a redactor Lopez, e ge- 
ralmente os seus artigos não são lidos pelos homens de 
bons sentimentos, porque quem os dieta he sempre o es- 
pirito de partido , o qual só respira ódios e vinganças» 
Pcos guarde a V. £x/ Lisboa S7 de Agosto de 18C4. 



Quando o corpo humano, depois de aguda enler- 
midade entra naquelle estado que se chan>a convalescen- 
ça, he necessário para que não fiquem baldadas iodas ue 
fadigas dos facultativos, e se lhe siga a morte, observar 
bum regimen de vida moderada, e evitar cuidadosamente 
toda a sorte de excessos^ iei fim de que ò homem se restabeleça 
8 pouco e pouco, e gradualmente recobre o seu perfeito 
^tado de sa4]de. De igual maneira quando. huma Nação 
acaba de passar pela trabalhosa crise de buma revolução>^ 
tendo a ventura de reeobvar as antigas Instituições, que 
formão a sua orgamca estructura politica, e de que hum 
cego furor a despojara, se não quer ir dar a hurna per- 
feita dissolução deve acalmar ás paixões exaltadas, sufib- 
rar ódios particulares, evitar aexaggeração de princípios, 
sempre petigosa e funesta, e extinguir até a memoria des- 
ses nomes que distinguem partidos, e dissidências de opU 
kiiões. 

Não basta que seprave ser máo o que seextinguio, 
cumpre que se mostre ser bom o que se substituio. £sta 
foi na verdade a marcha do nosso provido Governo, des- 
de omomer>to emque Sua Magestade foi restituído áple- 
)ia posse de seus inauferíveis direitos. Não aehavão po- 
rem neste caminho que abria a prudência, a estrada <]os 
seus interesses alguns espíritos revoltosos e tucbulentos. 



202 

.que pertendendo subslifcuír kuma anarchia que Ibes era 
ulil , á moderação que Ibes não era praveilosa, não ces« 
8a vão declamar porsangue, supplicíos c patíbulos, alur* 
dindo a multidão ignorante com eonspirações, clubs, as- 
sociações, e o que mais era, pretextando os interesses de 
huma Kelfgião de paz e conciliação, cujo espirito elles 
nunca conhecerão, e que et»tava ha muito desarraigada 
de seus corações corro mpido». 

Davão força a esta occutta fermentação alguns es- 
criptos dictados pela maldade , ou pelo espirito de vin- 
gança, que desmentindo sem pejo ate as francas declara- 
ções do Governo, e ousando ensinar-lbe a marcha que 
devia seguir em suas operações^ propunbão nada menos 
que o extermínio de classes, e Inteiras corporações, co- 
mo se fôra possível renovar em a tranquilidade de buma 
^onarcbia, em que o cbe& do Estado sé attenta pelo 
bem geral, as sanguinárias proscripções, e carnificinas 
da revolução Franceza , em que huns partidos, á manei- 
ra de tigres embravecidos, dílaceravSo outros partidos, 
.para dentro em poucos mezes passarem por igual destino^ 

Os homens prudentes gemi2o em silencio, em quan- 
to os espíritos exaltados, que são a peste mais pernicio* 
sa que póde.iiaver em Inim Reiao , porque não pensão, 
nem racíocinão, eeslão sempre promptos a seguir o im- 
pulso de qualquer faccioso que os queira, ou saiba pór 
em movimento, davão brados de approvação , ejulgavão 
dar nisto buma convincente prova de amigos do Rei , co- 
mo se tal qualificação podesse ter lugar n'aquelles, que 
em vez de se limitarem a obedecerem de bom grado, e 
com lealdade ás suas ordens , ousavão ter e fazer alarde 
de opinião difierentc da sua. Foi da mio d*estes insensa- 
tos que sábio a maior parte das innumeraveis denuncias, 
que o prudente Magistrado que preside á Policia tratou 



203 

tòm ft<)udie despr^so que mereciao actds tão toGaims, ja 
porque ncltas vinlião enTd-Ividas peMoas c»ja probidade 
era notoriamente conhecida, ejá pon]ffe outros pr^ítiliMi 
daiadividuos cujo nomo bastava para lhes tirar %adã aféi 

A Providencia permitio em iim que os conspirado* 
res podessera eScctuar o horroroso atleniado do dia SO dé 
Abril, afim de nos dar hum esi^ogo dos males qse noa 
preparavão os intitulados Religiosos sem Religião, e oa 
fanfarrões que se cobrião com a egnd^ sagrada doUealis- 
tno, e que no espaço de poucos dias fizerão mais insuU 
tos á Religião, e ao Realismo do que em Ires antros lhe 
tinhâo feito os mais afferrados demagogos! Longe denoA 
o enxovalharemos a nossa peniia com a odiosa partícula* 
risação de attontados nunca at^ ali vistos em Portngal; 
nós todos os sabemos, elies tocarão a todos , ou mais', 
OQ menos •proximamente^ elles sao conhecidos de todo o 
inundo ! 

Graças á sabedoria do nosso incomparável Monar^ 
eha , e á prudência de seus dignos Ministros, que sôubet^ 
rão dissipar a temp^^âde, e restitui r-nos a tranqurlidodj» 
e a paz , único objecto dos desejos de todos os bons Por* 
tuguczes^ Que cumpi^e pois que façSo agora todos aqudi 
]es que pres&o a gloria do Rei e da Pátria , dois nomel 
que «emp re significarão o mesmo fora do diccíonarío dk 
Vebelliâo ? Vnir-se todos em redor do Throno, estar proms- 
^08 a sustehta«lo á custa do seu sangue^ fazendas e vi^ 
das; e assim como o soldado em sua fileira nao se atre^ 
ve a disparar hum tiro sem que preceda a ordem do seu 
thcfe, não aventurar hum passo, por maisju^to, pot 
^m ais proveitoso que pareça, sem a precisa ordem doSo^ 
^rano, unrooOenoral d'esteimportante e numeroso exep» 
cito que se chama Nação. 

Perca^se de huma vez para sempre a desgraçada mania 



^^aaseiUarixíos que 'hum particuIaF pôde ajuUar rectamente 
das operações governativas , que são resaltados de causay 
que só coDrbecem os bomens de Estado , eque não deveai. 
passar de seus gabinetes , e estações competentes. Igual* 
ipenie cultiveno-se sobre tudo os preceitos da nossa Reli-» 
giào Santa, e Divina, e os dictatnes da moral Evangeljt. 
ca 9 sem fausto, sem ostentação, e sem noa julgaremos, 
incumbidos de vinga-la de oííensas cujo conhecimento, e 
punição ao per4ence no outro mundo a Deos, enfeste aoS; 
X^rJnciptes,^ e Prelados a quem elle confiou a guarda, e 
defesa da sua lei. 

" . Quem negará, a não ser bum louco rematado, ou 
hum Aialvado incorrigível , que para sarar nossas feridas- 
politicas tem emanado do Throno justíssimas e efficazes 
providencias, e entre ellas a Amnistia maÍ3 ampla que 
atégora foi ^concedida por algum Rei em idênticas cir- 
cunstaiicias ? £ quiçá se a exemplar bondade do noaso. 
adorável Monarcba , se sua alma magnaflimà nfio con- 
templa ja com impaciência o momento em que solidada 
de todo a crise do Estado, e certo do seu arrependi men- 
to^ Elle possa est^ider os effeitos da sua co-mpaixão e 
piedade áqueiles mesmos com quem circunstancias Impe- 
riosas, ea necessidade de cumprir com a justiça, ó obri- 
garão a mostrar-se, contra seu grado, severo e a ex- 
cluri-los do indulto? Talvez então estes mesmos illusos 
emendem com úteis serviços a nódoa que lançarão em 
sua fama, eos males que fizerão á Pátria com suas pai- 
xões e erros deslumbrados, sem duvida por theorias abs'- 
tractas, que podem fazer huma figura brilhante em hu- 
ma Novella, ou Poema, mas nunca ter lugar na prati- 
ca, visto que aorganisação dos Estados he obra da pro- 
gressiva experiência, e nunca da força ou de imagina^ 
rios systemas de huma caprichosa vontade. 



205^ 

Finalmente, Portuguezes, a nps jo nâo be licito 
lembrarmo-no8 de desacordos quando o nosso grande e 
clemente Imperante, que era o mais ofTendido, houve 
por bem lepulta-ios no esquecimento. Pesada, e mui pe- 
sada ha sido a lição que nos deo o Ceo, para desviar-not 
da illusoria paixão das novidades politicas, e de sonha- 
das regenerações! Acreditai que a única regeneração pos- 
sível he a dos costumes: adquiramos pois as virtudes dos 
nossos antepassados, e seremos como elles respeitados, fe- 
lices e opulentos; e respeitando o systema de Governo 

porque elUs se regerão (l) não prestemos ouvidos ás nos- 
sas paixões, nem tão pouco contribuamos para perpe- 
tuar ódios e vinganças, que so cabem em pêilo viL 



(Pêra o Intendente geral da Policia) N/ 19 Illus- 
trissimo e Excellenlissimo Senhor. Tenho como huma 

(IJ Dase^amos ser entendidos: hum a cousa he reforma, ou» 
tra cousa he a total anniquiiaçâo do governo existente ; então 
aliud Íamos a este , e nâo áqueJla , que tâo precisa , e tâo dese- 
jada se fazia. Nunca se quiz olhar, nas passadas epochas, pe- 
los interesses de hutíia Nação de direito — livre — mas de fa- 
cto — escrava — livre, porque sempre tivemos, desde o berço 
da Monarchia , Instituições Liberaes: escrava, porque os arbi- 
trios rainisteriaes, as injustiças aulicas, os crimes judiciários , e 
os abusos administrativos, faziào suffocar as vozes da razão, e 
da justiça. No meio d*esíe diluvio de males, enviou-nos o Ceo 
huma Carta Constitucional fructo da justiça eda sabedoria: os 
Portuguezes á sombra desta Arvore salutar podem viver tran- 
quilos , e ser felices , sem temer as reacções do velho despotis- 
mo ; mas preveniu Jo-se sempre contra as tentativas de hum no- 
vo, que póJe esconder-se no seio das Instituições mais provei- 
tosas, para apparecer ao lado, ou na frente da sua execução 
transtornando os seus eífeitós. 



2oe 

medida indíipeasavd abrírem-sa certat corfatfk>iideficitt« 
no correio; e para este fim formei o relatório junto , que 
passo ás mSos de V. £x/ Deos guardo a V. Ux/ Us« 
boa 87 de Agosto da 18f4. 



A medida de abrir as cartas no correio, be bihffi» 
medida de Policia e segurança , que se pratica em todos 
os paizes; e com quanto pareça manifesta violação da 
sigillo, não he iníqua q^iando bum Governo provídente, 
que deve ourar da publica salvação,^ vé hum punhado de 
malvados e facciosos pondo em movimento todos os ardi^ 
para transtornar a ordem estabelecida ; sendo certo que a 
salvação do todo he a suprema lejr : quem ousaria dispu- 
tar que são justos e saudáveis quaesquer meios emprega- 
dos para descobrir os conspiradores ^ ou mesmo os pertiyr« 
badores que nâo podendo só per si emprehenderem o< at« 
attentados, forçosamente hão*de entreter correspondên- 
cias com outros malvados seus cúmplices? por Isso mui 
judiciosamente se deve vigiar nas correspondências que se 
dirigem a pessoas suspeitas, e muito mais quando apa- 
rece em estado de convulsão a Hespanha , onde natural- 
mente procurão sectários os rebeldes, e com especialida- 
de os quererão em Portugal como ponto de apoio. Díre- 
tíiòs pois que aprovamos se procurem e abrão as carias 
que parecerem suspeitas, mas julgamos muito impróprio 
o melhodo que se observa. 

Em 1.* lugar, as cartas que se abrem são as desli- 
nadas para pessoas , cujos nomes mui conhecidos dâo 
lugar de suspeita por suas idêas, opiniões oú correspon- 
dências. Ibto a nosso modo de ver he baldado, porque 
sabendo-se geralmente que as cartas são abertas , não he 

BH 



jttiiiirriifrl rjiin quírií^rT individuo coíihesido qúiíeiie cof« 
iér o riico de deixar figurar o teu noioe em matéria tSa. 
dèiiéádaY e/mtiiM «tiida coDficntisie em enireter-icorres-r 
pondencia de semiihante natureza^ que bó aervijia.pau 
o comprometer: posto ialo.be desde logo inútil o tempo 
que se perde em abrir cartas dirigidas a pessoas mui co« 
nhecidas ; sendo nossa opinião que tal se faça com pre- 
|woB4ia:|Bqs ftotmef «xotiqos ou desconhecidos ,i 
«., Em C/ lugai*, a operoçãp da abertura das çaTjM^ 
y/fi feiia tãoi' pprcameate^ qiie nã^ ha carta fberta, quq 
|u8tantaneamenla,se.n&o conheça o foi; oca isto produza 
dbsGoniiaiiQa^ e p<Se em guarda qualquef que queira ten^ 
$ar. fazer buma comunicação, obrigando«o a i^ervir-se d^ 
^iUkns meios, sem que o G9verno .vçnha no conheci'* 
jpento do qua ha. Quando ao «ootraiio se se empregasse» 
o.melhodo das fumigações para amolecer a obreia, e p 
de ferro quente para o lacre , com a massa de composi* 
fão.para imprimir o «inete, ab^ir-se-ia huma carta com 
destreza , e fechar^se-ia depob de lida por maneira que 
são seria possiVel conhecer que tinha sido aberta. 

Em 3.* lugar, não parece conveniente que cbegan* 
do qualquer correio deixem de se dar cartas ás horas com- 
petentes: isto muitas, vezes (az presupór acontecimentos 
extraordinários, quftodo elle» o não são, e dá o alarma 
iu>s partidários e exaltadas para fo;'jarem quantas patra- 
nhas lhe Qccorrem : akm disso se a noticia he de nature* 
Sn tal que todas ou q^iasi todas atearias a dão, tsLe 
mistério só produz inconvenientes, pois que não be pos* 
sive) occuita-lA por muito tempo, e nesse ci|so sendo o 
Governo pi*imeiro a communicarla mostra franqueza , e 
desvia a atienção fazendo ces«ar a curiosidade , sem dar 
azo aos ânimos inqiuieto» a valertm^se. d» G\fcun^ãacÍ9L% 
^pe por imes Ibesapi^veiiãot, 



208 

' Em 4/ « uUiflfto ktgftr^ 4ír<ftnoi^<i6 nos ptreoe 

4riui perigo4o paisai^m dou coiiieios tem se darem cartas 

jtlguiMi, como acoiUeeeo ultJmaimnU 0001 ot da Ha«« 

rpanba: faia, Uto mo pode liaver motivo aJgum plautU 

vely Dera politico, pofque oo £111 de semilbante demora 

forão entregues as cartas que tratavSo de objectos mcc^ 

.cantis ou de família; prodazindp fcal demora hum sem 

Jiumero de boatos que aioda que absurdos, eoooQtrárâp 

«renles só píeio facto de não se terem dado as caitas 

-d*H«8panba. Ue pois este ineonveaiente mui grave, efa« 

xihne^te se pode obviar, porque apenas cbega o corretp 

em toda a, noite se apartâío as caitas, e com meia dúzia 

4e empregados capazes procede-se á abertura, e igua;!^ 

.mente se fechâo as que uâo contem suipeita pa^a secei|i 

.entregues pelo dia a horas competentes ; bastando entrf- 

.gar certo numero de cartas para desviar qualquer suspeita* 

Todas estas reflexSes, que assentão^obre matéria par 

:aós observada e meditada, submetiemos á confideraçãp 

da Polícia geral, para se adoptarem aquellas medidfs 

r<).ue parecerem convenientes. 



: ( Para o Inleodeatc geral da Polícia) N.* 90 Illus- 

trtssimo e Excel lentissi mo Penhor. JMiurmura-se que hum ' 
•certo Vicente Latanzi , em outro tempo Mercúrio -do ve« 
Jbo Marquez ile Abrantes, passador de coatra bandos, é 
.ulttmatner^te corretor de byoUrias Francezas, ou pafa 
melhor dizer, reconhecido contrabandista, tenba entra* 
da no Paço, aonde, dizem, vende diversas manufactu- 
ras Francezas ás Serenissi mas* Senhoras Infantas! Este 
.índividtio jactai^sc f^ublieamente de obter bum emprego 
valioso, e conta eora a protecçiio de 6S, AA., sendo 
t^pi^ra esie^ui.quç ac%ba de j)edir c^rta de naiuralij|a^si9 

Ba S 



209 

tendo Actoalmenie hum requerimento na secretaria do 
Reino, o qual be mandado consultar pela meza do de« 
xembargo do Paço. Sabe-se que mandou ultimamente pe« 
dir a bum certo Pinet de Paris , seu conhecido , que Ibe 
mandasse fazer três taças para caldo , qiHs queria oíTere- 
cer a SS. A A. , arbitrando o preço de doze até quatorze 
moedas. Ha pouco tempo chegarão astaças, elogo prio* 
cipiou este individuo a espalhar que as ia offerecer ás Se* 
TenissirQas Senhoras Infantas, e que lhe tinhao custado 
180;jf000 reis. Estas taças forão porelle Latanzí offerecí- 
das a SS. AA., que^s aceitarão, e lhe mandarão agrar 
decer pelo Conde de Villa Flor o seu pensamento! São 
de porcelana, etem diversas pinturas emblemáticas, en- 

' tre as quaes ha cinco figuras principaes, que representão 
EIRei N. S. , e suas augustas filhas : huma d*ellas sus- 
tenta a regia coroa , e outra o sceptro que apresentão 
ao digno author de seus dias. No meio estão as armas 
reaes, e no fundo algumas das vistas mais notáveis de 
Portugal. 

Como V. Ex/ me prévenio que não lançaise eml 
parte diária o que dissesse respeito a SS. AA. , a fim de 
não affligir EIRei seu Pai , por isso faço esta com muni- 
cação em separado, repetindo que be a maior de todas 
as indecencias consentir tal individuo no Paço, e ainda 
maior receberem SS. A A. hum presente da sua mão! Es« 

' ie, e outros casos, que tem chegado ao conhecimento da 
Policia secreta, produzem no publico hum terrivel effeito. 
Deof guarde a V. Ex.* Lisboa S7 de Agosto de 18C4. 



( Para o Intendente geral da Policia) N.*8I Illus- 
trlssimo e Excellentissímo Senhor. Em lugar da parte 
diária formei a not^ incluía , pela qual Y. £x/ verá o 



^10 

que tem cliegado hoje ao meu conhecimento; Deos guar- 
de a Y. £x.* Lisboa S8 de Agosto de 182é. 



Conde da Povoa — Hoje conlinuaTao grandes la- 
mentos acerca do estado das rendas publicas, e a pouca 
attençào que parecem merecer ao Ministro da Fazenda , 
o Excellehtissimo Conde da Povoa: diziâo pessoas cor- 
datas, que de todos os Ministros que tinbão estado ates- 
ta d'aqueila arrecadação, nenhum teve mais recursos e 
meios , e com effeito nenhum fez peior lugar. Hum em- 
préstimo avultado não sérvio para cousa alguma, e ape- 
nas para engrossar a sua rigueza, podendo dizer-se que 
elle Conde procurava augmentar as calamidades publi- 
cas ediminuir os recursos, para depois offerecer novo em- 
préstimo, que seria por elle arranjado, fazendo figurar 
os seus agentes,' como fez em o passado. Serias reflexões 
se suscitavão a semilhante respeito, receando-se muito 
tristes resultados futuros, ja que o descontentamento be 
quasi geral , e crescerá á medida que faltarem os paga- 
mentos e recursos. 

Senado da camará — Este tribunal tem«se torna- 
do odioso, ^a pelas vexações que faz, ja pelos emprega- 
dos que dentro em si encerra, e ja pela venalidade que 
parece ser sua partilha exclusiva. Todos os dias descobre 
novos methodos para assollar o povo , como acaba da 
praticar com as novas licenças. Foi o insigne MonoelCy- 
priano quem aplainou a estrada propondo ultimamente 
que se arrematasse o ramo das novas licenças, o qual ha 
'annos anda por conta de António Joaquim, sem que 
tenha sido possível da4o a outro arrematante, nâo o^bi- 
iante a maioria do preço offerecido. Effectuada novambn- 



211 

4« a arrematado 9 obrigou o Senado a todos os rfende^ 
dores atirarem novas licenças^ mandando fazer bii ma 
lista dos objectos que devião pagar, ofBcianJo ao mesmo 
tempo ão coronel da Policia, para dar auxilio na mone- 
tária que se projectava. A lista foi feita por Manoel Cy- 
|>riaoro que nella íocluio todos os veadedores ,' pondo ca« 
vilosamenle para maior lucro do seu protegido, e seu^ 
até os miseráveis vendedores de ça paios de orellos, palí* 
tos, lamparinas, &c. , e outros infelizes que em butn mez 
xiio podem ganbar quanto he necessário, para no fim de 
cada semestre pagarem a licença* 

He de noiâr que o Senado não pode impor esta 
.qualidade de ónus a quem o não tinha, epor consequen* 
cia, não pôde impor tributos: be esta a prerogativa da 
Soberania que ElRei N. S. para si reserva, sendo assas 
obvio que para o fazer devia primeiro consultar, edepo^ 
da resolução regia dar conhecimento ao publico do que 
novamente se havia estatuído; assim obraria qualquer 
tribunal recto e iatelligente* 

Pelo que fica dilo facilmente se coHige que o Se^ 

nado, e o seu escrivão da camará, Manoel Cypriano^, 

forjarão as flesordens de hontem ,- que parece ae iào 

.tornando de natureza mui seria. Dois resultados quiz con- 

.seguir o Senado , e seus sequazes : o primeiro , roubareQi 

com o maior escândalo os infelizes, impondo-lbes condem- 

Aaçoes por não tjéiem licenças dos objectos que vendiâo 

4*ajnte8, sem hunca terem pago cousa alguma: e o se- 

.gundo, promoverem a anarchia para pescarem era a^aa 

turvas, e talvez aproveitarem semilhante circunstancia a 

6m de satisfazerem seus desejos sanguinários* 

Cadca de JBetUm ■^— O observador doesta cadea djz 
,o seguinte em data de hoje — wOs prazos que se i^chi^ 
.na* vadea de b&Uem^ em consequência idoLir^bfttti.ãixk.^ 



00 AhxW 9 t)>rnâo-s^ assas escandalosos par seift disciK*) 
SOS e conducta revollosai a ponto de a&xarQm pelas par: 
r«des dlb cadea pasquins e outros papeis ofienúvos da So- 
berania de EIRei N. S.» — I 
Divisão de Montevideo'^ Diz o res{)«ctívo obser«» 
tador— «continua a manifestar ooáo espírito: os soldfi^ 
dos querem reformas, e os officiaes querem passar para^. 
<^ putros corpos nos mesmos postos , esperando que no 
4i^ do corrente mei se decida o seu destino. » — . 

Lisboa S8 de Agosto de 1834. 



PARTE DO DIA «9 DE AGOSTO DE 1824. 

He boato geral, que ha mudança de Ministros, ^ 
õs candidatos mais em voga são, Pedro de Mello Breyner 
para o Reino, Cândido Joze Xavier para a guerra, e 
Barradas para a Justiça. Alguns sanguinários nomeião, 
Tboroaz António, e Bernardo da Silveira; e outros, Jo« 
te António de Oliveira Leite. 



Indagações. 

o beneficiado da Sé, Joze Henriques Teixeira, • 
o cirMrgião mór do regimento S3, tem espalhado*^— que 
Sua Magestade fora obrigado a mandar vir S. A» o In« 
&ate. 

António Dias, com hospedaria ao cães dê santa^» 
retn * recebe viandantes, e oiitros individuos sem o com« 
petente bilhete de Policia. 

He de casa de Joze Telles, Conde de Peniche, 
Marquez de Abrantes , e Viscondessa de Andaluz , qoa 



2f3 

tMi iahido a maior parle dos boatos absurdot, que se 
tem espalhado nestes últimos dias. 

Manoel Ignacio Caldeira , administrador da lim- 
pesa da Cidade, invectiva publicamente contra o Go* 
verno, e por hum modo mui singular. A' noite, quan* 
do se juntao os homens da limpesa para receberem as 
suas ordens, exclama ellé — w coitadinhos! ja lha não 
poíso fa%cr bem , mos eupcro em Deos que ainda hadc 
vir hum dia em que oi potta favorecer « — c contmua 
em alta declamação — íí obedecer êó a Deot e ao Rei; 
não ha religião , e»tamos. enire hereges , estamos na 
maior desgraça! n — Este homem be hum refinado hy- 
pocrita, e a sua doutrina, posta na boca de mais de 
cem gallegos, he apregoada por outras tantas taber- 
nas, e casas de vencia, o que serve para desvairar a 
opinião do vulgo. 

Manoel Gomes de Mello não está doente, como tem 
feito espalhar, está de perfeita saúde; recebe visitas, an- 
da pelas janelas mui fresco, observando quem passa, 
quem vem , e quem pára á sua porta ; e diz que bade 
iliudir a ordem que o manda sair para fora de Lisboa. 
Tem sido procurado nestes últimos dias por João Maria 
da Fonceca, filho do Inspector de Milícias; e quasi to- 
dos os dias recebe noticias de Queluz por sua iílba D« 
Aula. 

O ajudante da Torre de bellem. Falhares,» tiâo 
tem tido o melhor comportamento; moslra-se affecto aos 
facciosos de 30 de Abril, e desce á indignidade de fazer 
recados ao prezo Miirc|uez de Abrantes. 

O Capitão de 4, António Manoel Lodu vice, aclian- 
do*se hoje de guarda no Paço da Bemposta, provou cora 
mais hum facto, a sua má conducta: embriagou-se pelo 
imeio da tarde, e deixou pôr no mesmo estado o potla 



bandeira, -e algum loldadosagaloadoi', de ix>ane>fa qt» 
anUavâo nus pelo interior do Paço , faeendo mòlim , • 
outras acções vergonhosas; implicando até o dito Capi« 
(ao com as sentinelas da copa. Domingos Bernardino sou* 
be disto ^ e pôde fullar com roais individuação sobre o 
assumpto. 

O Capitão Bertolo , irmão do Padre João, que vi- 
Ye dentro do Pa.ço da Ben^posta , qu por estúpido , ou 
por malévolo, conta publicamente tudo quanto ali sepas^ 
8a , pondo da sua cabeça tn«iitas cousas com que huns se 
riem I e ouiros »e aborrecem. Menciona as pessoas que 
fallâo particularmente a ElUei, e e tempo que se demo* 
lâo com Sua Magestade. Lá esteve o Intendente, diz 
dle , ^ dtímorou-s« cona o homem liora e mela^ o Pam* 
plona também se ajuntou — &c. 

He chegado de Hespanbahum individuo chamado 
Jpze Anastácio, que de Lisboa linha fugido por se achar 
implicado narebélliíio de '30 de AbríL Este homem, que 
dixem ser filho do celebre quadrilheiro Aleixo, Tie amigo 
de D. Cbristovâo de Cavallaria 4, constando que fugira 
d^^aqui na companfbia d'este, voltando agora por ter sido 
perseguido em Hcspanha : pôde ser que o tal D. Cbristo- 
vâo viesse comelle; ficão tomadas as medidas necessárias 
para serem descobertos e prezos. 

Concorreo hoje á festa de Bellas hum gj-ande nu- 
nsero de Fidalgos, e outros indivíduos, €omo be costume 
em todos os annos: nolou-se o maior socego* 



Divií^ao de Montevideo. 

o General das Armas passou hojexevista wo sitio 
das Salesias á Divisão de. Montevideo : tanto os officiaes, 
como 08 soldados apresentárào-se com o maior accio, e 

IJ 



âi5 

■ranohrario •xcellentcixi^iite eom silencia e Rrnieza. O 
Gejicrol dea hatn» q,ueda do cffirallo*, mas íAo se jalgd 
perigosa* Entre os. concorrente» notarâo-se àfgiiris Fidal- 
gos, e o General Bernarfo da Silveira. A tropa deo vU 
lias a EIAei com grande entHttsiasmo. Os.of&ciaes reunU 
rão-se depois da revista em casa de D. Álvaro, eesle deO- 
ordeur paca os targeniôs^ se apresentarem, im secretaria a. 
fim de principiarem a passar as. guias aos soldados que 
vão pam veieranos. 

Caso noi^veii* 

o porteiro que mostra o. Palácio dá Ajuda explica 
hum grande retábulo, que existe embuma das salas, pe* 
lo modo seguiale — MoZi atá El Rei N, S. em toda, cl 
tua pompa j tem debaixo dàmâà direita a^Livro das Còr^ 
ien de Lamego , o Decreto, de Filia Franca , e a Caria- 
de Lei em branco para a dar quando poder nern — e ri- 
se quando acaba dedizer isto. Desta explicação resuita. o 
dizer-se, que ot«I Porteiro he exacto no que diz, porque 
nem. meismo em branco apparece a promettida Carta I 



(í Parai o Hitendènte geral da' Policia) N.*«8. Illns- 
trtesimo e>Excclleniissimo Senhor. Na conformidade do 
que disse a V.Ex.* na? parle extraordinária de £5docori 
rente, levo ás suas mãos- oiesultado dus indogaçõcs a 
que procedi quanto aos corpos d%i segonda linha, de que 
trata o papel incluso. Deos guarde a V. Ex/ Lisboa *9 
dé Agosto de 182^. 



Regimento de Voluntários Reaes de Milicias dp^ 
de Lisboa OccidentaL 

Jo%e Feliz Faicão da Frota ^ CorofiW— Torna-» roco- 
óiendavtl pclá sua d^safieiçio aoGoferno deSua Ma« 
gestode. O «eu j^iocediroento no dia SOde Abril aca« 
bft de confirmar esta verdade. Octogenário , tem for* 
çai phisicas, ecom a« moraes quasí adormecidas, es* 
tava privado de assistir a todos os actos regimenlacs; 
iiaqiielte dia porem de se» m«tu próprio, fiel reunrr o 
regimento, ecom e(ie quiz marctiar para o rocio , 
mas encontrando opposição na asaioria daofficiaiida* 
da, passon a mandalo offerecer a S. A. o lofaate» '■ 
Tem promovido a ifisobordinação do corpo, oque 
se prorva por mmtos Jactos. SSo seus «nicos validos 
iodos aqnelles cnjacondacta liediametraln»ef>te oppos» 
ta ao Governo de Sua Mageslade. He variável, ein* 
- consequentes seja disto bitma prova as informaçoetf^ 
semestres regimcntaes: em Jattio de 1833, hum mez 

• depois de Sua Magestade ter reassumido o^ seus inâa* 
feriveis drrertos, deo buma regalar informação dosof- 
iicíaes d*aquelle Corpo ; e em Janeiro de 1^24 deni* 
grvo com expressões asmai» injustas aqiielles ciijacon- 
ducta , e desinteresse ^mpre foi in-varriaviel em todas 

* u% epoobas, 

Ja%€ Sebcmtiâo de Saldanha de OHveira Démn, coronel 
agregado — Não lie deconíiaRça. No dia 30 de Abril 
reui>io*se sem ordem , e pertendeo to^go marchar para 
o rocio com buma fracção dò regimento, que apena»- 
se havia mandado rewirr por ordem do coronel, e 
com bonMb só das bandeiras , paf« seguir o partidW 
rebelde. 

Diogo João Climaco Palmeira^ ícncnie eor^iseí— E*u- 

11 Jt 



2ir 

pido no ultimo ponto; ingrato , mal intencionado, e 
sem caracter,, o que he publico e notório; e tem mos- 
trado decidida desafleiçâo ao Governo de Sua Mages* 
Vado. 

í^rancisco Jo%e Falcão da Frota j ajudante — He alho 
áo coronel. Alem de estúpido , e mal intencionado, 
he bêbado, e intrigante. Fez-se recomendável no dia 
30 de Abril por suas vociferações, e calumnias eon* 
tra as mais respeitáveis victimas d'a(}uelle dia ; e con* 
. corre para que seu. pai de más informações dos effi* 
«iaes, e officiaes inferiores , que se tornSo dignos^ por 
seu caracter boiirado. 

JoaQ da Siluaj ajtidantt^^ Tem. as mesmas qualidades 
do antecedente, á. excepção porem de se embriagar 
menos vezes; e he partidi sta da facção do dia 30 de A bril. 

Manoel Ribeiro de J€%u$j ajudante agregado — He-ba* 
bituado á embriaguez-, e de coodueta equivoca. 

João Pedro, quariel m^s/rd— Tem as mesmas qualida- 
des dosajudanies, epromove a^intriga solapodameate« 

Caetano Franco de Sou%a^ capilâo da 7%* companhia-^ 
He desaíTecto ao Governo de Sua Magestade. 

Franci$co^Jo%e PeKcira Pena Fontuna, tenente da-^^ 
companhia^^^O ^cio da embriaguez o tem redusído 
a bum estado deploravd. 

António Joaquim da Siloa, tenente da 5/ aompanhia'^ 
DUtingue-se por. suas intrigas no regimento; he da 
intimidade do ooronel, e dos ajudantes; declama con« 
tra o Governo; he bêbado, e muito sanguinário. 

íoâo Carlos da Silva j tenente da 7,* cowpanAía — He 
partidista da facção de 30 de Abril. 

Agostinho Jo%e Freire^ alferes da 7.* companhia — Li* 
ga-se muito com os ajudantes., e segue em tudo^ ai 
. suas opiniões. 



^1^ 

DamaBO Ferreira Pimenta , alferes da 4.* companhia — 

De condticta equivoca, e pouco firmoè 
Militâo Jote Antunes j aJ/erei. da ò.^companhia-^^il^ 

tolo 
Jo%e António da Madre de Deos., alferes da 5/ campa* 

nhia — Desaúecio ao Governo. 
Francisca-Joxe daSiloa^ alferes da 8/ companAia-— Ha* 

biluado a embríag^jfiz. 
Jacinto Ribeiro.de Campos y poria bandeira -^He costu- 
mado a embriagar^se, e mostra-se desaffeclo ao Go- 

vtmo. 
Botelho j poria bandeira gradeado — He partidista, da 

facção do dia 30, e invectiva contra o Governo* 
JLate da SUva Cru%^ sargento— Intrigante^, e parlidis* 

la da facção do di-a 30 de Abril. 
António Cândido^ sargento da 5.* componAía — í- Decla» 

mador contra o Governo, eaífecto ao partido sangui« 

nario. 
Miranda^ tar^^n^o cia 8.^ — Favorito dos ajudantes ^ d 
' segue as suas. opiniões. 



' Batalhão de Caçadores Naciohaes de Lisboa 
Oriental 

Joaquim Severo^ mí[/or— Fea com quéò batalhão se réu* 
. Aisse no dia 30 de Abril, e be partidário da facção 
. sanguinária. 

Francisco António da SUva , capitão graduado em ma* 
jor— De péssima conducta , e partidista da facção 
rebelde, tendo-se distinguido muito nòdiá 30 de Abril; 
FictorinOj capitão íia l.*cowpa»Aía-^De8affeclo ao Go- 
verno. 
Sá^ capitão da 6.* comp anh ia ■■* Idem» 



Lefntíê^ hnenic^^AfkcíQ ao partido de SO d« Abril* 
Gregório^ iencnh da «.* cpmpanA««— Ide». 



Batalhão de Caçadores Naciomes de Ushoa 
Occidental , 

Gervatia Salgado , capitão da 8.^ companhia , graduado 
cm mo/or— Foi no dia 30 de Abril ofrer«c<»'-$e a8« A. 
o Infante: he hum fallador iniuportavel, e agora dia 
-»— o Menino n&o tarda por afai , aliiidindo a S. A., 
e continua diiendo-— eu tenho dito bem d^ella a t«da 
a gente, porque em chegando, logo me vou deitar a 
seiu pés, e di2er*llie«- Senhor! eu sempre diste raui« 
to bem dp V. A., e para prova pergunto V. A. afu^ 
lano, e fulano, everá se lhe failo verdade— -Dis mais, 
que assenta n*um papel os nomes das pessoas a quem 
dix bem de S. A. o {nfante, para depois lhe nomear 
estas pessoas. 

Nos prÍRcipios de Setembro próximo passado, en« 
contrando hum seu conhecido oa rua de S. Bento , 
disse-lhe— que tinha falUdo a hum criado da casa 
Refl na calçada da Estreita , o qual lhe havia dtto 
que S. A. estava a chegar. — 

Este mesmo Gervásio foi o que vestio de azul e 
. br^anco certo numero de rapazes de pouca idade , aot 
quaes {e% marchajF na frente do coche em que £oi Sua 
Magestade ás denomiiiadas cortes, no dia 1.^ de Ou« 
taibro de 183£ ! E>dVA então bailes, e funções a]tttiÍTa& 
á extincta Constituição* 

Mimfliel Joaquim y capiêâo da d/* oompatMa ---* Aíkcio 
^ partido sanguinário» 



Ô2Ô 

ítegifnento dê Álitkias do Termo de Lisboa 
Occidental 

Jd%a Ignacio da Cosia ^ «líj^or — Affeclo ao partido re^ 
belde; he apaixonado dô General Leite; não sabe na« 
da^ da frusr arte; e declamou contra a ordem que sé 
deo para assignaf termo o dróguista Silvestre. 

Caetano^ capiiao . da- í.*' companhia ^ gradtiado an ína^ 
jór — Partidista da facção sanguinária. 

J^ui% Gomes ^ capilâo da 4/ comjoanAía — Idem. 

Mortira ^ iencniet da 1 •* oompankia — AfiTecCo* ao pâttidó 
sanguinário. 

O Tenente da 7.* companhia^ residente na> Ericeira"^ 
Deo hiima lista a S. » o Infante, e he partidista. 
da fuc^ão do dia 30. 



Regimento de Milícias do Termo de Lisboa 
Oriental. 

André Silvério Ro%a ^ graduado em coronel — He todo 
dè Jòze Sehasliao Pereira Godintio, enâb sabe nada 
da sua arte. Ka noite de 9 de Maio mandou tiraras 
luminárias dâs suas janellas, ralliando com os cria* 
dos pelas terem posto, e dizèndo-lhes — j^que por se- 
m^lhfante cousa não se punhao luminárias 9> — 

Joaquim Diogo Palmeira^ capilâo da ôi* companhia-^ 
Andou ás ordens de S. A. o Infante nodia 30 de 
Abril; e na Alhandra, onde reside, tèm public&do 
que ha de matar todos aquelles que nEo foreín do seu 
partido. 

Francisco dos Santos^ tenente'-^ ASécío áo partido san- 
goícraricr. 



221 

(Para o Intendewle geral da Pelioia) N/ 43. ÍHus- 
Irissimo e ExccUeiitissimo Senhor — A relação inclusa 
contem os nomes dos indivíduos que se tem feito, econ- 
tiriuão a fazer mai^ notáveis no bairro de fiéiiem: coa* 
veria ter com esta gen<te algum» domonstrav^iO) afim de 
r-egularem melhor a sua conducla de futuro: quanto po« 
rem aos empregados a melhor medida be demilti->Ios« 
Deos guarde a V, Ex/ Lisboa 29 de Agosto de 18^4. 



Relaçclo dos indivíduos resider^tes no bairro de 
Bellem, que no dia 30 de Abril, e seguintes 

" praticáríío actos offensivos da boa ordení e 
que, em seguimento de sua má conducla, con- 
tínuilo por todos os modos na criminosa em- 
prega de desvairar a opíniSo do vulgo , com 
patranhas, e boatos forjados a designió, &c. 

O Padre Pedro Salema, Frade Jieroaiwo — Calomnía 
quanto pode o Governo de Sua Magestade; «spalba 
noticias aterradoras; eviv^ muito com os imj)ticado3 
na rebeilião de 30 de Abril. 

O Padre Joxe Igjiacioj Frade Jerónimo — Invectiva 
contra o Governo, e forja noticias subversivas, que 
espalha, e dú como verídicas. 

Pedro Lopea da Castanheira j com hja de droguUfa 
junto ao picadeiro — Consente que na sua loja se jun- 
tem alguns , perturbadores do publico socego, osquaes, 
espancados de outras lojas, vão ali vociferar contra 
o Governo. 

Joxe Maria, com loja de bebidas no largo de Bellem''^ 
Consente que na sua loja, onde se junlâo alguns pL* 



i cndoret, «Tarios oiirtpoft criados' datada llçal^ ao fatie 
em desabono de Sua Magestade^ e do èeu Governo. 

gribureioj ca*» hfa de capeta na rua direita de BcUem^-^ 
Cohtinuão nesta iojay oade »e invenção hum sem na« 
«nero de noticias absuidas, as conrersaçõei sediciosas^ 
He ali que se tem pervertido o bcMn espírito da .ofli« 
cialidade da Divisão de Montevideo. 

Hum tal Serra j çapaieiro , morador pára o lado da 
praia ^-^ He péssima conducta, declama contra oGo;^ 
verno, edeo listas de proscripçâo no dia 30 de Abril,. 

Joaquim Guilherme da Costa Poê8cr*\ 

Jo%c Maria de Saks • • • f - 

Ficente de Sales. ÇEmpregadosemd^. 

Jo%e Theõionio P^sser Jjermtes seeretarioã 

de ^/adlo— Fizerào-se mui ootftveis «o dia 30 dt 
Abril» mostrando o maior conlentamento pelos fatacs 
;acooiecí mentos doeste dia , ^ ponto de porem lumina» 
TÍd« y o que não iizerão na noite de 9 de Maio e se- 
guintes. In^eciivão quanto j>odem conXra o-6arerno, 
«espalhão noticias, Ac. 

João Gourlade — Muito partidista da facção de 30 de 
Abril, em cujo dia gritou — n Fiva o senhor Infan^ 
ie , e hajâo forcas , e mais forcas ! 

O perna de páo^ tendeiroy na calçada d^Ajuàa^^ Decla* 
ma contra o Goverpo de Sua Magestade, he muito saiii^ 
guinado, quer o Governo da Rainha, e deo listai 
de proscripçâo no dia 30'de AbriL 

Manoel Joaquim^ arehiteclo y e major de atiradores-^ 

"Applaudio muito a rebeUião de 30 de Abril , veio ao 

rocio neste dia Qfferecer-se para entrar no numero 4os 

rebeldes espalha noticias subversivas, e-declama con» 

Ira o Governo. 

Joaquim Faustino^ official da thesouraria — - Acerti* 



GowrÉio de Sua Magestade. 
€i%etano dt Noronha:^ qut fm reomminari^^^lit httA 

d'aqurfte8 que miÉíík ie dfuiii^e na loja do Tibupcio, 
© PiilS^h ^^nmmdãVBtt <hprendio do^p&fitò.fnm^ — 

Applaudio a rebelliâo de 30 de Abril , e ei»briiijfa.a« 

por offioio* 
ÍN^B. Também «a emprégiio todos^ éstès. ifidm«^ 
âuofc em pertcrier o bom espirito da Divi^ de Mon^ 
lift«id6o. 

Lisboa S9 de .Agoitá dé 18*4. 



( Para o Tnteiidente geral da Polieia) N/ *fe TWm^ 
triséiiho é Bxeelletitissímo senhor. Da nota juiUa verá, 
V. Ex.* o que occorre boje digno de mencionar-«e*. Te- 
»ho recebido dás ProTÍiictaa^ algumas comnninicações 
«nab, ou mènd^ ínteresaanies , das quae» estou faiendo 
alguns- éxiractos^ paTa c» levar ao conhecimento d» V. 
Ex/ Deos guarde a V. Ex.* Lisboa 30 de Agosto de 182*,. 



Cbdtefc <h cidade. O syst^m^ adopl«dó pelb (éart 
t»reiro para sa^r quem visita o^ presos do dia 30 , he 
iHiisório sebe qiífc não feito a dèsigtliio; por qtiánto per- 
gunia-se ^o visitador por que* prezo -procura, è este que 
^•irbe qtfe só setotnào o% noixíès d^aquelles que vísit&o cfa 
d© *a 30 , dá o nome de outro q^alquei- pfefío , è iobe^ 
«ebi «mis embaraço nem indagação: tuéo isto se obvia- 
va, se por v^ntiícã. taas pi^^s estivessem idcòmmuriica- 
veis, e separados em huma só prisão , pí^Wj^ie èiílSfò pes- 
soa alguma passaria ^m sà*^ viHs^ joifôja «c |>micoii 



«Oto ^ élkiú^ 4« b«(Ufbua 4^ C99<i^^ef ^ > f|Q« 94 fÇOR- 
servár&o iMQmmuntQovAii ppi^ «eis oim^, e|Br|o ii;atf(- 
ydk)!8ie4kai ip(b>:^ rigor; m9»,wtlio o carcereiro '^g^^^p 
•deiínquenrtet a eitet o|SfÂami| iw qt^nio a>valÍA por bt« 
neaiçfrjlos o# iiiij>)ica4oa noiícu-roioio al^cniiMlo dçdia 99 

jQ. Jh^o^ IIç fr«i^ui;QleiueDte yisjtf4a pelo Ma* 
fçoh(3^1 P<^VQ999 9COQtiçcpndp qua jp^uií^s vQ^es alija^itHf 
.4i8Rdp bpjeL p&^Mado todo o dia na jçompan^a do referidp 
D. Álvaro. Também fpi boje visitado pelo Marques d^ 
daAveiy o qual sáhsadç depoii pa^sisoii par algum tetçpo 
íRo largo dd beiIeo^ faz^dp ^of ip^iJitares gi-andes cortesias : 
.d*ali dirigiofse a^sFrade» Jerónimos, e voltou continua^ 
do a safidar com muita urbauidade todof t^iie ejiconlra- 
ira , paracendo t)ue 4e .projipiito j^r/E>OHrava graagear a 
^ara popular- 

O ex-deputado PeiíLolo poatin^a a ^r i|i«epara?í^ 

ée IX Al varo 9 e-este booieoi i^j^ietp e descontente pela 

rsahjda de Maaoel Hmn\iq j <qiie Jiie bavÂ^ proipeltido «o 

}^gAX de Inlendente [^uer «lie tanto desejava a ponto qqe 

se da^a por amigo dp actuai somente pam Hie espreitar 

. as acçdQs] lie talvez bum dos coript^eos que mais traba* 

ília por minar i> pres^o^e Governo, O seu descontenta^ 

mento crp^cop ppnsiderayelmççle df^^e o momento eçi 

qxxe Çua.Magestade o fecebeo.ç9m pptayé) fti^a a.bo|:^ 

da Na» Wind^or Çaslle; e p seu arrojp^fo^ t^l, jçiup je 

atreveo a requerer pela secretariada Ja^tiç^a, pedindo gqe 

aílíiei lhe .mw4^.^e declarar .08 mQ^ivo? por que haiç^a 

. jncoffridp no seu desagfa^p ! J^as (jtie se pode espjçrar ^b 

,%Mm b»om(çm ¥Íqgatiyo^ e ^e Cfiracter,do!?le^ que^p 

. ma^bkf. e ,^i*te só f^rpc^r^ c^^rgos , ou consideração ? 

KoUremof também que p. Álvaro Jbe mujto aftsi|« 
r^dèia ^IP J^I)R^ ^W ce^^ .des^eus irmãos. e irmãas^ xle^o** 



S25 

rando-se na cio Conde de Mcsquiullai ena do referido Pei* 
xoto. Igualmente proaira a miiido o tenente comnel 
Jerónimo, do S/ regrmento, o qual raora em beliem.|^ 
e goza de credito entre os toldados^ 

Dimtâo de Montevideo. N«o entra em duvida que 
se trata de seduzir a Divisão de Montevideo, fazendo^ 
figurar pela mesma maneira que a demais tropa , quan<» 
do seja necessário. Por dtssgraça nada se pôde esperar éfí> 

'alguns corpoâ, cuja officialidade e soldadesca desenfreada 
e licenciosa, d\Mdè 18f0, se persuadto que podia trans* 

'tornar a ordem estabelecida a seu bel' prazer; e que ago* 
'/a julga, em seguimento dodia 90 de Abril, que até pó« 
de derrubar oTllrono, e entrega-te a quem melhor lison* 
gear suas paixões f 

Permitta-se-nos que com aquellb franqueza que nos 
taracterisa, acabemos esta communicaçãocom doutrina 
sabina , e dos meliiorés publicisras. 

Ao principio tod^s as facções sãò fracas e peque* 
nas, porem crescem com ellas osseut progressos; nascem 
dos interesses e discórdias participares, e acabao por d{- 
-vldir toda a Nação. Perniciosas por qualquer modo qtte 
se observem , oppõe-se directamente ao fim das socieda- 
des civis, que lie o mutuo soccorra; por quanto j se com 
o tempo se fortificão, vem buma parte dá sociedade a 
%er privada do apoio dia outra ; a dtscordia , e a confõ* 
são revolvem o £stado, enfraquece-se ou rompe-se o la<< 
ço social, e os Cidadãos banbao-se em sangue civil. As 

^íácçõés verde e azát no império de Justiniano, os Guel- 

'íbs , e Gibelinos na Itália ; osWbigs, eTorjs na tnght* 
terra ; e as discórdias enlre as casas de Guise, e Mont* 
morency na França; serão sempre memorandas nabisto« 

' ria das desgraças dos povos-, e outras tantas terríveis li- 
ções a todos aquelles que governão , áèercs dos malea a 



226 

«que le expõe' hum Eitado oiiiie se desia; a haoMi fácçÂo 
.o tempo .de crescer c fbrtifícar^Mj: 

Lisboa 30, de Agehío de 18^4. 



'(Para o Intendente geral da Policia) N/25. Illus* 
«trissinio e £xcellentis$imo senhor. Cohqo da falta de dc- 
-€\bào sobre a publicação do Periódico , qtie devia ser rf- 
?digido debaixo das vistas cLa Policia, segmido tinb4*ioas 
«combinado , eu deva Í4) ferir que o Governo não annue a 
buma tal publicação ^ islo be, que oão: quer que a opi- 
nião (que Xvto desvairada vai) se encaoii^ihe por aqjiielles 
^meios que as cVrcunstancins, e a politica aconselbão , e 
.de que se servem todos os^Governos previdentes eiilustra- 
dos; passo a suspender todos os trabalbos (^ue dizem res* 
peito á redacção do Periódico em questão. Entretanto 
levo ás mãpsde V.. Ex.* o Dialogo junto , que conseriLo 
ba dias^, eque estava destinado a. ver a luz do dia. Deps. 
^U94de a V« £x/ Lisboa 30 de Agosto de 18S4. 



Dialogo entre hum verdndeiro realista ^ t hum 
partidista do dia 30 de AhriL 

Partida Yenbo cançado, esiafado) esbaforido , zan» 
gado 1 

y. real. Que tem s«r. , soeegue ^ quem Ibe cama 
tamanha aflliçãof 

Partida As noticias. • • • 

y. real. Qual noticiai A dos- louros, talve», que 
falia na soltura de certo famoso contendor , que vai to«« 
jear em louvor de. » • .^ 

. Partid. Quaitoureaf, nem qual carapuça. Não sns., 
o que me afilige, são as noticias politicas; tudo vaimaU 
está ludo ptardidoi 



f27 

F. re&L <Íbm eMldl Ora qtietra dttor-ine i». |m» 
lltícâo , que quer go^o-fiar o mundo em teeco , q^ie eni- 
^r^go be e «eu f ^ 

ParHd, Mestre ^ombreifeiro , e gratide amador de 
itinovaçõet. 

#^r rtfoiL P4»r caridade^ iir, Mattre tooilsreirdfos 
•nuidor doti«vo «doideai ; fiorque oão^iopiega y« m. em 
«f car , abaslk chapeot o Icmpo, q-ne- anda perdendo ent 
ouvir novidades;^ ^ parafo&ando «rn nogiocios polUicoe^ 
que the pão perieacem , e de qiAe nada entende ? 

Portíd» De q«ie nada entendo ? O sSr« não sabe o 
que drsi Eu fui bum dos Qva4s afaoiados oradores da «o« 
«Ctedade pahradora, e lá me distingui sobpe maneira pela 
«xl-ensâo das minhas vistas politicas} «endo aliás certo., 
que a mafor parte das mrnlias utilíssimas indicações erfo 
"Sempre oa vidas com partícukerissimo agrade. 

' /^. real, NSo o duvido , e oxalá esse fosse o roaís 
pequeno dos nrales , que nos «trouxe a nossa chamada rt« 
gcn oração. 

JParHds *v. na. jaelo modo nuncíi lá foi ; ou laV^iíe» 
entre no uitmeFo dos reprovados, ,por meio sclami^ de 
fava preta. 

f^^ rml* ::NdiB baiba, ^ncm outra cotisa, Deos4iouva- 
do! sobejas academias de ingrezía, e de inépcia, tínba 
.-«M^ jpcyrickii , sem ine dar ao trabalho de Ir ^Aivír tan- 
tos papagaios parolar a torto e direita , sem ^aifuider^fia 
huma sillaba do que dizião.. . i 

. I gFWI&i. Ok amigo!/ a m&Ap que v.im. ik9 Pedreiro 
'iiWro.^ . . ' , ' . , 

f^, real. Muito obrigado ^o seu obsequio ; setas .oft«- 
feem pára mim^ vega se arcaso laidial uje^ia yéroalca^ a 
munia de;&tzer sandes e» irca áecn^jo^ , oti de a«dar com 
ospes em esquadria; nada meu amigicu; .eu jií^bça .quiiMara 



4)cscohrír «s obrai de SoinsUo^ de Plsandro^ ede AlceOf. 
^ue reedificar o Tvmplb de^ Salomão^ qot apenas fsãda 
ler útil ao» Judeos» Mas voltando á nossa conirei^sai^ % 
asr. peta soa sesposlá parecé<-nie que salie o m^i d*'ordré 
do» seus associados patuscos , que (âo boa patuscada noa 
derio na madrugada do dia «âO de Abril t por isso ja ma 
ARO admira que tudo lhe pareça mal^ e que inventando 
carapetoes , anda enchendo de susto ob incautoa.) ^ per* 
•«adindo aotignoraiUea que a Nação tan> dado em vasa*^ 
barris* Oca poi» toaie o meu conseUio : vida Aova j cui^ 
dedos seus negócios, e deixe a administração publica 
«as mãos d^aqualles, a quem. a Providencia cotidemnou. 
ao penoso encargo de governar os homens^ q4te segundo, 
o seu louvável costuoae pag&o em ingratidão todas asfa-^ 
diga» 9 que se tornSo para lhe fiazec bem. Olhe que todo» 
o» males do mundo nascem dos indivíduos negligifetot' a»- 
»ua» obrigações y. para se intrometerem no que lhes não 
competOi 

Pariid., Está dito v. m. he do» taes, basta ottvfr «t 
«lia linguagem! não tia ^enão virtudes e paciência entre 
a gente da sua eonívaria :. tudo vai a seu modo da ver áa 
mil maravilhas, e deixem o mar que roncai e nó» cada 
iire» mai» desgraçado», e sem meios de.grangear a vida. 

Kreal. E entião esses meios augmentão , a a» des* 
fraca» desaparecem' no mesmo momonio qõe se em-pre^ 
bende e coopera para huma rebellião inaudita ? £ enteni- 
de sem duvida ser esse o único meio legitimo de remediar 
os male»da Naç&o; competiado-lheia. ▼. m. eao» daswt 
estofa, indireitar as cousas do gcverDo , aseumindo a io^ 
4)eiaTiia e legai atUhoridade ?- Ab snr. Mestre! talvex 
V. m. não fatiasse assim boje, »e. ••• se. .•• ma» para» 
qae perder tempo com aeua pes»oa, quando na sua cmn»^^ 
^a politica só abraça osextremoa. Olhe amigo, ootrp ofi-^ 



S29 

ficio , siga o qiíe ja lhe diwe , trate dos seus cfaapeòs, è 
doixe o mundo coroo vai , pois que nem o sflr. Mestre « 
nem eu o havemos de indireitar. Dè este meimo cònaelh» 
aos seus estimáveis consócios, diga-Hies que se SaíisfaçSí^ 
em agarrar á unha nos campos do Riba-lejo, ou passar 
ácapa napra^ de Alcochete, algum bi-camioj^ ou mes- 
mo que tratem de fraudar alguma viteHa , exercícios pa- 
ra que tem summa aptidão; e que nâo se melão em ou- 
tra escandalosa , e abominável Franciscanada como a de 
30 de Abril, única na historia de Portugal, e talvez na 
historia do mundo. 

Partid. Tudo isso he muito bom; ma« v, m. vio as 
folhas Inglezasí 

/^. rcaL Algumas tenho visto, porqne entendo a!* 
•guma cousa da lingoa em que ellas se imprimem. 

Partid. E enlâo nâo vé que ostâo alu a chegar seis 
«iH Hanoverianosí 

^. real. Pois deixe-os chegar; terá o nosso ^iiilio 
melhor extracção , porque os bons dos AlemZes gostão 
da pinga, enão sào escrupulosos em qualidade: mas<o- 
<lavia , se o snr. Mestre tem fazendas , que Hie produeem 
«Igumas pipas d^elte, ainda que o anno vai escasso, 
aconselho«4li€ como amigo , que nâo espere pára o ven- 
àer pela chegada dostaes Hanoverianos, porque corre 
risco de se lhe tornar, entfetanlo, em acido para cata- 
]>lasma. 

Partid. Peior ; e quer f. m. que me caHc quando se 
«slá apromplando no Tejo huma Esquadra, ^ se paga 
. iudo para eHa com dinheiro á vi«la? 

#^. real. Pois deixe-a apromptar ; e se o pagamen* 
to anda prompt^, he «ignal que o Erário tem recursos, 
e então tanto meHior para os que venderem os seus gene* 
ros para a tal Esquadra. 



Partia. Porem ^ se a bordo da Nau D. João 6/, anda 
preparando-^ hum riquissímo catnarim , todo armado 
de veludo cramezim, « isto não pode ser senão para ir 
Sua Magestade! Veja que desgraça , ellc v«i-se, e nós 
ficamos ao desamparo! 

f^t real. Masq^uem liiecontoti isso, homem deDeosf 
Pariíd. Pessoas de muito credito, e boa consciência, 
f^m real. Sim de credito de mercador quebrado, e 
de -consciência qiial a de Judas! Eu estive a bordo da 
Nau, e lá não ba tal caoiarim aveludado; e por tanlo 
menlirão-lhe essas pessoas -de credito, e consciência, oti 
o tal camarim fica paredes meias com a Loja da Maço« 
naria achada na casa da Intendência , vista por certo 
fofo e em polvilhado doutor de palha e sevada , e por ou« 
tros que taes patifes, aponto que com o maior desvergo* 
nhamento assevcravão ter lombrigado no meio da salla 
hum grande tumulo, e as paredes armadas depretol! 
Ah malvados, que com estas e outras patranhas armais- 
á estúpida credulidade ! . • • • Ir-se ElRei , diz ▼. m. 7 co«- 
mo? para que? e para onde? Ora assim como ba hum 
meirinho dos contrabandos, não haverá também outro, 
que procure os contrabandistas de mentiras, que hoje são 
mais prejiidicíaes que os de fazendas? 

Partid. V* m. be incrédulo, falto de fé, epor mais 
que me diga não deixa de ser algum pedaço de consti« 
tucional! Ah! não haver ja Inquisição; nem ao menos 
o que Napoleão chamava— -goi^c de £$tado! — coup$ 
d'Eiail 

V. real. Não ponha mais na carta, snr. Mestre, 
tenho entendido: v. m. he dos taesl... ja deo o mol 
d'ordrey agora dá o moi de ralliemeníl Confesso que 
bum auto da fé, e huma Saint Barthelcmi em Lisboa; 
senão duas fuucçoes mui divertidas para v. m. , e para 



281> 

inifift algnmas pi!8soa&; niai por felicidade te.moft Is^m 
Itfonarcka, que seborrorba dederramar san^uç buaiano) * 
q4ie fiâo admiUio a ItiquUiçâo do Brasil, emeno» ares* 
tabelecerá era Porlugat^ astiai como não quis consentir. 
Jesuítas nos seus £stados; e com quanlo seja jbuí Reli-, 
gloso, S)abe illustradamenle manter a dignieiade da sua 
Coroa, epór frei» a orgulhosas peftençõea. lilleaabe dis* 
tioguir os Constilueion^aes de boa fe e moderados ^ dos^ 
TAVolucionarios e facciosos ^ ou elles se: intitulem Liberaes 
âu Realistai; e pòr isso a huns concedeo aospla amnis» 
lia, 6 proced«o contra os ouiros conforme a »ja justiça 
tUe dicto4i: conhece alem disso, que se todos no seu Rei* 
no fossem santos^ justos e virtuosos seria a sua clemência 
Iiuma virtude inútil, porque não téxia em quem a exér-i- 
citar. Demos tempo ao tempo, esperemos tranquilos pc« 
li> resuliado das suas fadigas, e nâo nos^ afadiguemos 
C!om cuidados ima;ginarios : o essencial he estabelecer-se 
% interna tranquilidade, e esta não pode conseguir^se 
tem buma.í Ilimitada confiança nó Governo, sem bu43i'a 
^nião fraterna] entre »ós lodos , sem de Iiuma vez se ba« 
Direm essas odiosas «alcunhas d^ Liberaes, Corcundas, 
llealistas, Mações, todas ellas absurdas, eontradiclortas, 
ridículas e perigosas, que servem de semear a cisanía^ 
de fomentar partidos e divisões: creia, íneu rico snr. 
Mestre dos cbapeos, a qu^m para lhe dar exemplo, de 
boamente perdoo quanto me tem èban»ado^ ds nossas 
maiores calamidades nascem sempre de palavras. Os ho^ 
mens que nascerão em Portugal não devem ter seaão 
hum nome — Portugueses— foi debaixo desta deaomina* 
ção respeitável, que nossos avós se assenhorearão da maior 
parte das Praças da Mauritânia , conquistarão a índia , 
assombrarão a Turquia, elevarão o seu florente commer» 
cio ate s^o Japão, eá Cbina» He debaixo desta deaomif 



1539 

fiaçáo, e á sombra do Thfoiio que nossos antepassados 
á custa do seu sangue levantarão ao primeiro Affonso no 
Campo de Ourique, qfue nós unicamente podemos ainda 
J^rosperar, ser grandes, eser ditosos. QUe fructo tiramos 
da passada revolução? a publicação do novo bacamarte 
*em folio chamado — Diário das Cortes — cuja impressão 
lios custou mais dinheiro que custaria a Encyclopedia., é 
*que ficará servindo de inulil espantalho nàs eâtantes dos 
tjuriosos biWomaniacós, e que ninguém lerá, porque nem 
sequer tem o mérito do estilo; a perda de infinitas famí- 
lias; a separação dò firásil, epor fim buma guerra civil 
que nos ia devorando. Ora ja que tivemos a fortuna dô 
conhecer a tempo o nosso engano', porque não leremos á 
tíorageci tde desarraigar d^alraa ate os vestígios desses ódios 
fiièos de épocas desastrosas? aguardemos índa por hum 
•poiico, e Veiemos talvez os ^Brasileiros ensinados pelas 
suas desventuras conhecernarde ou cedo que a sua salva** 
*çSo está na união com á Metròpoli ;' esperemos oue ain- 
'da procurem formar <:ott)no5èò biim só poVo, '-è huma sé 
família : cn4âo não serão baldáèla^S a^s diligencias do <3ò- 
'Verno, ^e veremos ainda brilhai' sobre Portugal os faustos 
«dias de' D^ Diniz y e do^grande D. Joze primeiro. 



-r ::"^ Paíf oJòteiKÉMategeÉal-da Judicia) íí,* 06; ÍU«L 
çltíris^.nQb ^ Ç^cellçiitissii^o s»ht)T — fíçnwtto a y.;Ex.* 
.byma.^^ota^das,pe^soa,í;gue,.aJp'ni -de outras, :podefn de* 
ÇÔP, caso. s^' necps^^io.^ sobre a conducta ^çlos indivU 
duos residentes no bairro de BeJIem , de que trat?i a rela- 
ção que enviei aV. Ex.* eradata dehontem. beo8gua^- 
•ie a V^ EStyVtóbte>aO>idfi:Agaslo dè 1«^ ' • \ 



hL 8 



ga3 

Francisco de Paula Heilhz^ Pedroiços— Hum F, 
Jones/dito sitio, com fabrica de chitas — Francisco de 
Assis, secretado da inspecção de infantaria, rua das 
Freiras — António Pedro Manhol, praia — João Simões, 
capelista, rua de bellem — João Ricardo — Anselmo Ar- 
canjo Ferreira, capitão, rua deS.Jeronymo — Joze Ma- 
ria de Lara, mercieiro, pateo das vaca»— Manoel Fraa- 
cisco Dini^, tenente de infantaria N.* 1, no quartel — 
Bernardo Luiz Nogueira, pateo dosbicbos- — Jerónimo 
TAoxhy praia — JozeAnXonio, dita — Francisco Libanio, 
capitão de cavallaria, defronte da Memoria — Mique- 
les, tenente coronel de artilharia — Barroso , padeiro 
— Os filhos do Atraca* 

Li&boa 30 de Agpsto de lQS4i. 



(Para o Intendente geral da Policra) N^*S7. I/Ius- 
trissimo e Excellentiasimo senhor. Levo as mãos de V. 
!Ex^* a relação Inclusa, contendo os nomes, e moradas 
dos emigrados do Brasil que seempregão na propagaçio 
de noticia» e boatos absurdos^ Deot guarde a V. £x«% 
Lisboa 30 de Agosto de 1824. 



KelaçSo dos. emigrados do Brasil , <}ue diária^ 
mente se empregSo peks praças publicas , 
e outros sítios , especialmeirte no cães dt> 
sodré , na propagação de boatos absurdos , 
e noticias aterradoras. 

Joaquim £tâfe6to Xhiraa— Tenenie do «egundo regimeo* 
to de Milícias da Bahia, e morador na rua da bcUa 
Tista á Estrella. 



234 

Jgnacio Moreira da Silva ^-^ Sem emprego, moradof ao 

arco pequeno junto ao cães do iodre\ N/ lft| 3/ 

andai* 
Domingos. Fernando Grilo — Sem emprego , morador 

ao cães do sodr«, N.* &, 4/ andar. 
Francisco Mendes de Figueiró — Intilula-se enviado da 

Bahia — morador ao cae» do sodré N.* 17 , d/andar. 
F. Borges — Empregado na tbesouraria. 
Jote António 7 moco —«Mercieira, morador na rua de 

Caetano paWiSL N/ 15. 
Jo%c Machado Pirhto — Ex-almoxarife da Bahia, mora- 

dor no largo de S. Paulo N.' d^ ^ 4.* andar. 
Jo%e: Joaquim Aranha — Sem emprego , morador ao 

caQS do sodré-N.* 8, 4." and^r. 
Sebastião Jo%e Corrêa — Sem emprego , morador na rua 

dos Douradores N,* S7, 3.* andar^ 
Frúnciaco António^ Ramos — Ajudante de Mllieias da 

Bahia , morador na rua do Conde a S^ Cabherina. 
Jo%e Filippe — Sem emprego, reside&te no cmivento^ de 

S. Francisco da Cidade. 
Jofte da Silva Dias — Sem emprego y morador no largo 

do passeio publico^, N." ÔO , 1/ andar. 
'Manoei Gomes PaeAeco — Sem emprego. 
JF. Sarmento — Tenente coronel de Pernambaco , mora- 

dor na calçada da Estrella N.* 100, 4.* andar. 
Francisco Manoel — Official do Exercito do Brasil ^ 

morador aos Paulistas. 
Custodio Jo%e Lopes ^^Sem emprego, morador na rua 

dos Fanqueiros N.* 107^. 
:Jo%c António Gaspar ÇWc/as*— * Sem emprego, morador 

na rua da Cofuleça N.** 30, 3.* andar. 
fFtanciíco. de Moraes Sarmento — Sem emprego, mora^ 

dor ao campQ de Sai&tu Aona^ 



239 

^oào' Pedro Cerr^ -^MarcMeiro» cáoraSor lú fua ddb 

.: pipeUiitaf. ■ \ i 

Jote da Silva Soares ; — Intitula-se segundo eojviado da 
Baila» ^ 



PARTE. DO DIA Si DE AGOSTO DE 18«4. 

T«ía«$ê eâpalliatlo que o Governo .vai proceder a 
bum grande rectiilamenlo. 

r . Espalhava*«e que Sua Magestade ia amanhãa pa« 
ra o Alfeite, para on<i^ se erpbarjcou numero de carrua- 
:gen8 de visigei^ etreai, o que £az sappôr que a sua de- 
mora será prolongajlA» . . 

Corria qiiejiaviãa cxtrias dq Madrid nas quaes se 
annMncJavn a moléstia de S. M*. Calliolica, dii;en^o-se 
^ue cft^y.a b^Ha^t^e .perigoso. 

Asseverava-se que liobçrlo WJUon tinha d^enabar- 

cado na Corunha,, parf^lomíir o coflamando das tropa^s 

rebelladas; Qccresqem.tfindo-se., que os chefes da i-eyolta 

ião de accordo com a JngUtexra, a qual it^es iBinUtra* 

^a af lhas « iliiiii^ír<|. . , 



^raca ao '0o9nmereto^ 



é ' 



Nenhuma noticia delníer^se oorria boje na Praça; 

apenas -se d'Í2Ía «qtte^otExcetlèntíssitno Conde deSub-sfería 

nao eslava doente, ccvmo se tom dito , porem q««íde9« 

-go<3Vos:do'P4ço,.e<> desagrado de>S4ja Afaígestaáe «râW 

verdadeira causal da su^posla B^olestia^ ,•• ' '«^ '-' «^ 



2^ 

Qtid tinb^ chegado huoi Brigue Ingki da SabU^ 
cf^m 60 dias de viagem, e alguns t)as»ageiro»>; e que* 
aquella cidade ficava em aocego á sabida desle navio» 



Indagações. 

/. o Siockler ainda seacba navitta das Cakbs: por 
Rotíeias d^aíli sabe*se que elle be iiiseparavel de Joxe Ac*> 
eíirsid ,' e qiie se queixa da máo trata menta querecebeo 
do Gofverno de Sua Mágesiade. » 

Os indivíduos qqe mais frèqttentâo o Marecbal' Po* 
voas, sâo o Desembargador Teixeira Homem , e Paula 
Nogueira. 

O Desembargador do Senado , João Jo2*e , he a» 
pessoa que mais frequenta o Conde de S» Lourenço; pa- 
rece ter nelle alguma influencia» 

Peixoto, que está constantemente a escrever, ho 
procurado por Jo»e Leite, e seu irmio Tbomaz Leite, 
e por Joze Telles, além de D. Álvaro. 

O advogado Boto depois que assignou termo po2' 
hum grande retábulo no seu escriptorio, em que se diz -^ 
que naquelle lugar só se tratão dependências jurídicas* 
O seu consócio Joaquim da Luz, eirurgião do Limoeiro, 
]:econhecido bypocrita, e máo homem, ficou bramindo 
pelo mesmo motivo, ebe incorrigível, porque ainda boa« 
tem fallou em desabono do Governo: converia portanto 
ter com este individuo buma demonstração severa. 

Ao Louielo na loja do Boticário Bragança prin« 
cipião ha poucos dias a reunirem-se indivíduos do partU 
do sanguinário : fica na devida observação. 

Alguns officlaes do 1/ batalhão da Dlvitâo de 
Montevideo derão hoje hum jantar no sitio de Alcolena^ 
Aas casa» de hum Fraacisco Bexuardo, empregado ii4 



237 

cdinmtssariado: concorrerão aeste jantat humas qisaren* 
ta « oiío pessoas de lium e outro aexo: parece que 4bi 
dado era obsequio a hum António Fraga ^ dono da hos- 
pedaria chamada da Albanesa: cantou-se o hymno pa- 
triotico, ederão-se vivas a EIRei com grande entbusias- 
mo. Faz-se esta com municaçâo , porque podendo ser que 
istocbegae desfigurado ao conhecimento da Policia geral, 
esta esteja aoaIcd.tice doq«e se passou neste ajuntamento. 

Os presos implicados na rebelliâo de 30 de Abril 
continuâo a manifestar muita conÊaiiça no £xcellentis8Í« 
mo Arcebispo Ministro da J^istiça. 

O celebre Pinet inculca-se com protecções na Po« 
licia, eofferece o seu préstimo a alguns estrangeiros. He 
certo na loja do Nicola ao Rocio todas as tardes, onde 
fulla com individues desconhecidos, e com alguns musi* 
cos. Este homem foi em outro tempo -assalariado da Po« 
lix:ia ; econ^ai^a quemaçonisava até pdas escadas, dan- 
do gráos por 3400 rs., e denunciando depois os adeptos! 

Manoel António Alves Costa, qapeli&la-; Panla- 
leâo Joze Gonçalves, também capelista; e Manoel Joze 
Rodriguez, relojoeiro, na rua do ouro n.** 87; estão no 
caso de algum procedimento, a fim de não consentirem 
nas suas lojas discursos oíTeiisives da boa ordem. Consta 
que o segundo destes individuos, o Pantaleão, applau« 
dio a rebelliSo de 30 de Abril , e insultou até alguns dos 
seus vesinhos naquelle horroroso período. 

Tao justificada foi a demissão do Brigadeiro Telles 
Jordão tirando*lhe o comando do regimento 16, que es- 
te. Iiomem inquieto e turbulento, inimigo de todos ossys* 
temas, e sempre em opposição com a ordem estabeleci* 
da, trata. 9gora de desculpar os procedimentos do dia 30 
de Abril; « diz semrebuço a quem o quer ouvir — quc^ 
S.. A. o Infante era a única pessoa capaz de salvar Por«í 



238 

togai-*- Pica sendo observado mui de perto,' por issóqtie 
be perigoso, epeta sua falta de caracter capaz de se ban- 
dear com «s inimigos do Tbrono e do Governo* 



ty^cdii 



Avisando-se na gazeta, e portas da secretariada 
Marinha , e Guerra , que S. Ex.* o Conde de Sub-serra 
não dava audiência por impedimentos de saúde, e que 
1^8 pertendèntes se dirigissem aos diversos empregados nas 
secretarias; não houve bum só requerente que tal fizesse, 
porque ja pela pratica sabem sobejamente que a solu- 
ção seria buma grosseira rcspostada , ou atgum iri- 
sulto ! Na secretaria da Guerra chega a tal ponto o 
máo tratamento aos pertendentefs , que a maior parte dós 
correios, contínuos, porteiro, e ajudantes quando se lhes 
pergunta sim^plesmenl«— ja chegou S. Ex.*? — respon- 
dem altivanientè — não sei— ^ ainda quando mesmo S, 
Ex,* esteja na secretaria desde muito tempo. Entre ou- 
tros he celebre hum correio das audiências por nome Rò- 
' mão , que insulta todos a torto e direito. 



Commissão nomeada para sentenciar os reòs do 
dia 30 de ÀbriL 

He facto que o processo se examina por caéa dòs 
julgadores, e be consequência deste facto que alguns dòs 
vogaes não poderão vê-lo antes de hum anno, porque ca- 
da qual pode demora-lcrségúTTdo quizer ou lhe convier, 
jsfiois não se lhe marca tempo! Que caso ião espantoso , 
dizem os bons e fieii Portugueses !—- Cooio tantas difficul* 



-^kúlèi, dftDta tDAbdéicsendea&ia e^m 4M09. wsa^ ^ttafido 
4S0 pouòa Iiotty« (XHH Gomes Frjeifie it aeys c£M»p«Lnli«í* 
ros! Q\Mi t^lBVfl eooUadksla! N«iU íCqí9(ih«w^ 1i« 
membros que sentenciarão estes últimos; então bastarão 
indiciosy tirarão-se consequências, e razões da razão, os 
levarão ao patíbulo : agora AobefSo provas , existe o cri- 
me e talvez não baste! £ntão não era preciso examinar' 
.je o processo «em casa dos vpgaes , tudo foi sumario , e 
tão sumario que a|é aos mos se Ibes denegou recursos de 
lei! Agora não he bastante o exame, deve ser feito ma- 
duramente, demanda tempo e refle^^So, he melindroso a 
caso , e não se pode ver de relance ! Porque razão se in- 
irerte agora a ordem que então se s^uio? Porque tanto 
melindre? Porque tantos .escrúpulos se moslrão agora? 
De que servirão os régios Pecretos para serem sumários 
os processos? De nada, j)orque exn Portugal só se fai o 
que os Desembargadores querem ! ! Nós fazemos justi<ça a 
alguns mui dignos membros que ha nesta Commissao, 
mas infelizmente são apenas grãos de trigo entre alquci- 
res de joio: diremos mais, oxalá que o processo, .js su- 
mario feito pelo corregedor do crime da corte e casa, 
não tenha nullidades», como se receíft e he voz publica, 
ja que não se ignora a maneira pela qual se praticarão 
as diligencias, eaté se sabe-tfue a muitos dos implicados 
não lhe forão .aprehendidos os seus papeis , .quando ^le 
deveria ser o primeiro passo! £m fim o tempo mostrará 
se nossos receios são bem ou mál fundados , cumprindo- 
nos levar estas ijeâexcks ,ao conhecimento do .jSôoverno , 
.jparaque ao, menos sexeinedeie .0 mal:veQi'gu«^nt9,J»eítea\po. 



246 

Hoje fundeou neste porlo a Galera — Incooiparil^ 
vel-** vinda do Rio de Janeiro com oitenta dias de vÍ9«- 
gem. Também entrarão mais navios do mesmo porto, 9 
Trajano , e a Minerva. No 1.* destes veio de passagewt 
o Conde de Rio Pardo. Concordão as difiTerentea noticia^ 
colhidas em asseverar, que aquelia capital se acha em es« 
tado de fermentação, principalmente depois que se reccf 
beo a noticia de se estar apromptando em Lisboa buma 
forte expedição. Os Europeos erão muito mal olhados , ^ 
receava-se alguma forte explosão contra elles: todos os 
dias apparecião pasquins contra Siia Alteza Real, econ7 
tra os Europeos , por maneira que ninguém se julgava 
seguro. 

Entrou também hum navio do Pará, e naquell^ 
capitania ainda não estava restabelecido o socego. 



Extracto dawS noticias do Correio. 

As ultimas ordens emanadas da Intendência gera| 
da Policia para cm Elvas não seconsentirem Hespanhoês 
mais do que aquelles que trouxerem passaportes de Ma- 
drid, tém ali causado sensação, porque aproximando-se; 
agora a feira que annualmepte se faz naquella Praça ^ 
consiste o maior commercio em venda de géneros aosHesn 
panhoês de diversas Provindas; a prohibiçSo os afasta^ 
porque he impossivel obterem em tempo passaportes da. 
capital, e redunda tudo em prejuízo dos moradores de El- 
vas, que víverh tão somente do commercio que fazem 
com a Hespanba. 

. Os authores dos tumultos sediciosos, que acabão de 
ter lugar em Braga, e qpe nelles mais figurarão, são-^^ 

, ' MM S 



è4i 

o cónego Profeta I o cónego Grilo, e os sombreireíros 
por alcunha — o comem tudo — aos quaes se remelteo 
d*aqui ultimamente a medalha de fidelidade! Hum tal 
Yasconccilos , que figura por entre os bastidores, fazen- 
do apparccer na scena a canalha de Braga, he o princi' 
pai instrumento da desordem , e estado de fermentação 
cm que se acha aquella cidadt*. Os amotinadores appare- 
cerão armados gritando — que ião matar os constitucio- 
naes, porque estes queriâo fazer bnma revolução -^ &c. 

Tanto em Braga, como em Guimarães, e outras 
terras da Província do Minho ^ tem espalhado os male- 
Tolós — queSuaMagestade fecha os portos aoslnglezes — 
ò que muito tem inquietado os ânimos. 

Tudo Isto moslra a necessidade de mandar para Bra- 
ga authoridades , que façâo conter os anarchistas no de- 
tido respeito ás leis, e á ordem» ' 



Noticias estrangeiras. 

O periódico Inglez — Morning Chronicle— diz na 
folha de 18 do corrente o seguinte, alludindo a hum ar- 
tigo de Madrid — w A Junta Apostólica tem concebido 
grandes esperanças depois dos ultrmos successos de Por- 
tugal , onde se manifesta claramente o partido da Rai- 
nha , que he grande protectora doestes e de iguaes faná- 
ticos: parece que a Junta tem activa corres pondenc/a 
com aquella soberana»? — Eis-aqui huma circunstancia 
notável , que não deixa lugar a duvida quanto aos pla- 
nos q»e..os malvados concebem , e desejão executar. 

Cartas de Paris, em data de 16 do corrente, áit^^ 
que Joze Anselmo Corrêa nâô desampara o Infante; e 
que iendo feito em nome de S. A. hum manifesto áNa- 
çao Portugucza. o governo Fraircez não permiltto «.«"* 



242 

publicação 9 communicando o referido ao nosso Ministro 
em Paris. 



KíJrovide\ 



nctad. 



Marmura-se que em huma Capital policiada como 
Lisboa ) se consintão bandos de cegos e vadios com gui- 
tarras pelas ruas entoando cantigas indecentíssimas, e 
obscenas, como as que agora andão em voga -^ do ne* 
gro melro — a cujo acompanhamento de guitarra se se- 
guem trigeitos escandalosos, e não pouco affensivos á 
decência, e moral publica! Com tae& lições não admira 
que os progressos dbs máos hábitos se espalhem entre as 
familias honestas, e de boa ciducação, vendo-se até o 
honrado chefe de familias, que preza os bons costuoies, 
na precisão de não consentir que seus filhos cheguem ás 
Janellaô para não beberem em fonte impura tãp pestífero 
veneno : escândalo este que por outro lado dá pretexto 
aos perversos, c mal intencionados para dizerem, que 
tudo provem da desmoralisaçSo propagada pelos suppos- 
tos Pedreiros Livres, quando talvez algum Fradinho seja 
o author de similbantes cantigas com fins sinistros. Se 
todos os abusos são nocíyos á ordem publica, este o he 
muito mais nas circunstancias presentes, pelo referido ul- 
timo motivo. 

Também se murmura do abuso tolerado aos caba- 
zeiros, agoadeiros, vendilhões, &c. , que em vez de pro- 
curar o meio das ruas, transitão pelos passeios da Cida- 
de nova, o que assaz incommoda p publico, sendo»lhes 
aliás prohibido o andarem pelos mesmos passeios* 

For esta occasião diremos que. ha tempos a esta 
parte se tem observado muitos homens de jalleco, solda- 



943 

des^e Tirdbf , acoropanhaado^se de cacetes a toda » ho# 
ra do dia. 

Chamaremos iguali»#»U-a atlençâo da Policia ge* 
ral sobre os mendigos, e os cães vadios, que infeslâo es- 
ta Capital, eque oflFérecem hum espectáculo o mais as- 
queroso e immundo possível: esles dois objectos são da 
im mediata inspecção, e vigilância da Policia, e como 
taes devera merecer todo o seu interesse e cuidado: eia 
outro tempo derão-se varias providencias a este respeito , 
mas infelizmente nunca produzirão efTeito. 

Finalmente, lembraremos a medida de prohibir o 
transito de seges e cavalgaduras pelo meio do rocio, pa- 
ra, prevenir os desastres que.resuUâo doeste abuso. 



Espirito publico. 

Não apresenta o espírito publico vasiação alguma 
notável , á excepção da pequena influencia que tiverão 
as noticias de Tarifa, nos reconbecidos Liberaes, que 
neste acto de loucura sonhavâo ja planos premeditados | 
e gigantescas operações combinadas para dar á Hespa- 
nha I)um syslema que osHespanhoês, em epochas menos 
difficeis não poderão sustentar. Seja porem dito era abo- 
no (ia verdade, que não obstante tal nova, nem por is- 
so manifestarão, esles mesmos Liberae», sentimentos al- 
guns , nem mesmo desejos de transtornar o presente Go- 
verno; antes pelo contrario limilárão-sc somente a dar 
demonstrações de huma stulta, e inútil alegria. O parti- 
do moderado continuou a conservar-se apalhico, dando 
tregoa ao sem numero de boatos contradiclorios que se 
reproduziâo de motnento em momento, e mostrando-se 
totalmente indiíferente a successos que trazem comíigo o 
cunho de rematada demência ^ ede vertiginoso furor. Hf 



favorável da desunião , e eo^^ rÇ^M<^9P;<f^V)^Ha ^p^p»^ 
^■m^Qifii.f fela.qMAl ala^jj^o: Arçíiep fim fi^s .pçojectof 

-^pmnL ip^^fism «wí^.vftw á^pajs,, 9 ,fmiià9 moíl^í»' 
-do , 0iQ^t«b%d<>!^ 4>ra com mlàfii^m.^^f^iít^ jelo iCO|p»- 

descorçoamento^em que scachavÃo? DÔ^ aUi^mp i^f^* 
'«ia>de>96p(dbfir^^ointO;e««ifi ,«^0}íjma ^ida^do Excel* 
.fentiasimoCoade jâeiSMlhseiPf# :. ipoirífi^rj^Q %m i^ ffOMtb^ 

'- rma > «e rueMi^a^tíe ia $ua ;»aht4a > do r^ inUbtr ÍA>, 3aati^c^»«)(v- 
là^ Su0 M#geftlad^.> le «QhsttA»9al<>^^-iieiit»rlvo t> bfíHfè^ 
:ro90jalJ^iilado CjO/itesado «o &tid dk ^.4e Ai^eirl^ 

Ncila«emQS: com f an(icul»riiJaEde, ^ine^^mltei^ tifia- 
Ibada<fia jtofiieaçftpido Désembangadúr Bftifiai^as 4)aria a 
-paita ^os oegoiHQS ido Retino eauftou^gefial «oiiteota men- 
eio , ata t^e^oK» na jc lasse que: viiie .diosLabqsos ju^lkittoa,; 
^pofque ^akula Jetlesóbr^o^da ;rf Qtid&o«jdasiè 2ex«cb^RoeU6£ 9 
i^e^da; maneira imtparoial xam .que «duinisUava ijiitííça, 
-contando . o ^sen inumtio ideifureYarieaçSès queHfio ^ulga* 
res e notáveis sentem tfeko.diíifibiite 0'pfri<^^,'^mtque«seu 
succeesor Mattos rege este cargo, o qual por tal maneU 
ra tem sabido acarretar ^óbre si o ódio publico , que bo- 
4e ; hie ixiui eo^ísidem^l ip^lo jSifSíí^ào >qw! leoi cViantrestada 
-«Pcpaxtído 4aiDguuiaiÍQ. , . r ■ 

OteapkUoída Uopafmo.j^fiiMMetyftriíagSoi^jígMBm: 
lajevista .passada vÁ^Pi^iâo. de. M/oiislevJdeo, )#rek>(aMgin«B« 
tar o dissabor de alguns que iivodBo.joceas||i!c> de admirar 
a firmeza, ebom porte 'cksta^ropa, lamentando comra«« 



24^ 

Aú o estado Ae desvalração em qoe se acha ; estado este 
devido em grande parte ao sitio que se escolheo para seu 
quartel; sitio empestado onde só víngão doutrinas anar- 
cbicas e subversivas, eonde se respira bum ar mepfaitico, 
que mui prompto contamina. 

Na classe julgadora nSo apparece melhoria, e des- 
graçadamente se acha em estado , que nâo ba lei por 
mais clara que seja que sirva de protecção ao paciBco Ci« 
dadào. Com pequenas excepções, parece que a Magis* 
tratura apostadamente trabalha para fazer odiar o Go« 
verno do nosso Soberano. 

As classes superiores conservão-se sem diflerença do 
que dissemos na passada semana, e continuZo em estado 
àe perfeita exulação; perdendo diariamente credito, e 
consideração , sobre tudo desde que tem requerido admi- 
nistrações para suas delapidadas casas, atropellando por 
lai maneira os direitos de seus credores que na boa fe com 
eHes contractárâo , e que agora vêem hum termo indefi^ 
nido aos pagamentos dos dinheiros que adiant^r&o* 

O clero alto e baixo contintia em*us nefandos pro* 
jectos, não perde tempo nem vasa para desgostar edesa« 
lentar , e suspira ancíoso pela sagrada quarentena, onde 
Bo segredo do confessionário possa a seu salvo inquietar 
as consciências timidas, e recrutar sectários de bum fa« 
natismo que tão proveitoso ihe tem sido. 



(Para o Intendente geral da Policia) N.* 98. Illus* 
trissimo e Excellentissimo*Senbor Envio a V. Ex/ a re- 
lação junta dos criados da casa real, notados na Polícia 
secreta por sua má conducta. Deos guarde aV.Ex.* Lis* 
boa 31 de Agosto de IQM. 

4 



24^ 

Relação dos criados da casa real, que por síia 

má coh(Jucta , se podem considerar inimigos 

da boa ordem , e do Governo de Sua Ma- 

gestade. 

Criados do Paço, 

Jo%t Fernandes^ reposteiro da Rainha^ morador em 
bellem na rua do embaixador -^Daclamíidor publico 
contra o Governo de Sua M ageslade , excitou os âni- 
mos contra as victimas do dia 30 de Abril; e funda 
as suas esperanças em mitro Governo em qtie melhdr 
possa desenroíver a sua perversidade. 

João Dia$ Ribeiro Crespo , reposteiro , morador na rua 
do pateo das vaccas em 6e//em.-— Muito partidista 
da Rainha, e de S. Â. o Infante, e mui desbocado 
contra KiR«i. 

Tarrobu%o, reposteiro^ morador em 6c/fcm — Alem de 
se ter declarado inimigo de seu augusto Amo« cbegou 
a dizer — que anciosamente desejava ver acabar todos 
CS prezos do dia 30 de Ábri4 como acabou o Marquez 
de Loulé — ctsja morte elle applaudío publicamente 
em bellem , a ponto de ser reprebendido por alguns 
dos seus companheiros. 

Pedro Jo%e Nunes, porteiro dacainara, morador na 
rua direita da Junqueira — Declaraador contra o Go- 
verno; sendo na loja de bebidas da esquina do largo 
de bellem onde se tem tornado mais notável em suas 
declamações. 

Jo%e de f^agos , cosinheiro , morador na rua direiía da 
Junqueira — Idem • 

Plácido y cosinAtffVp — Indispõe quanto pode os ânimos 
^ contra o Governo; sendo na loja de bebidas acima 
%iencionada, onde mais se distingue* 



247 

Colaço y dito '^ O m«8mo. 

João André ^ dito — Idem. 

Jo%c Duarte^ cirurgião da familiar morador na rua di» 
reiía de bcllcm — Consta eUar envolvido no processo, 
e diz — que nada o assusta; porque fie quatro ^ ou 
cinco testemunhas, assalariadas pelos Pedreiros Li- 
vres, o accusão, quarenta ou cincoenta das do seu 
partidoí, o defenderão. 

Criados das cavalharices» 

Franai^oo Anionio de Castro , moço da airibeira^ mo» 
rador na rua dirtita da Junqueira — P«rece achar- 
se envolvido no processo ^ nao "só j^elas inj árias que 
:proferio contr<a EIRei ,- mas «té por -consenlrir que na 
sua loja de barbeiro, outros i^idividiios tivessem o 
arrojo de fallar contra o Mesmo Sen'bor. Serve ago- 
ra de co<rreio -de «loticias aJoâo Lourenço de Andra- 
de,, e a Bernaido J*oào da Mata GourUde, dequera 
ke mui^to valido. 

JLui^ Pedro da Silva j jdoador dm ítai»ha — Grande se- 
quaz do pa(rildo si^nguinopio; e não^erde occasião 
de desacFedifear o Governo*, e de elogiar os acta^ re- 
voltosos do dia 30 de AbrU, jeseguintas. 

^oâo Pedro Cardo%o^ picador^ morador em^^AicolenO'^ 
Offereceo-se e trabalhou na rebelHào ,de ^0 de Abril. 
Agora anda aliciando «os^oldádos da Divisão de Mon- 
tevideo, para cujo fim lhes paga bebidas espirituosas. 

Jaão jRapo%o , picador , morador na inm do gmbaixa* 
c2or -^ Gollaboffador da rebelliao >de 30 de Aã)ri\, e 
abusava tanto da confiança de«8. <A. olnianie, que 
muitas vezes lhe respondia /Cbm pakvfas,, e,ae§Ses as 
mais indecentes. 

Pedro G arrocho^ piçador, íMnkhr no ^lango^'JÍ^* 



€Íti«^Con%ta estar comprehendido no processo; e he 
Lutn dos mais temíveis declamadores contra Sua Ma* 
gestade. 

João Marcelino f morador na rtia direita da Junqueira -— 
Muito partidista da facção de 30 de Abril, sendo burn 
dos que mais acompanhava S. A. o Infante. 

João Cortei , moço da estribeira , com loja de barbeiro 
na rua direita de 6e//efn — Blasfemador publico con- 
tra Sua Magestade; e deo listas de proscripçâo nç 
dia 30 de Abril. 

Jote Córtex , moço da atribeira , morador em cata do 
Medico Paiva f ao pateo das vaccas — Idem. 

Cambaçat , criado das cocheiras , morador na rua direi* 
ia de bellem — Valentão destemido, e emprehendedor ; 
no dia 30 de Abril offereceo-se para carrasco , e pe-» 
dio bum cavallo para ir prender gente. Faz uso de 
armas prohibidas. 

Jo%e da Silva Farinha. • • «^ 

Jntonio dos Reis FarínAa Vfodos irmãos: o l.*coclieí- 

Ouiro Farinha J ro de acompanhar ; o 2.* 

moço de ensino; e o 3.* moço da estribeira — ínve- 
clivSo contra EIRei, e o seu Governo; e ameação 
os cidadSos pacificos com forcas , logo que chegue 
S. A. o Infante. 

Jo%e António Serra^ fiel da casa dos orrctbs-^Eslá com- 
prehendido no processo por se achar implicado nare- 
bellião de 30 de Abril ; e diz-— que se for prezo , ba« 
de ser solto em Iriumpho* — 

João Martinsj moço cícorcícni — Distinguio-se muito no 
dia 30 de Abril; e declama contra EIRei. 



KN 8 



249 

( Para o Intendente geraí da Poíícia) N/29 iniis* 
trtssirno e Excel fentissi mo Senhor. O relatório inclusa 
diz respeilo a alguns indivíduos de Samora correia, os 
qúaes, por sua conducta criminewa , se tornào digiTOí 
das vistas da Policia. 

Por esta occasião direi a V. Ex.*" que a patrulha 
de PoKcia , q.ue aH se acha, tem desenvolvido idêas se^ 
diciosas, e offensivas do socego publico. Deos guarde a 
V. Ex/ Lisboa 3*1 de Agosto de lôS*. 



Na vilTa de Samora correia existem afguns indivr* 
duos perigosos, especTarmente os seguintes — Joaquim 
Fernandes — João Pedro armbxariíe — Joaquim Joze de 
3'fontoya, juiz ordinário, ecapitâo de ordenanças — Joa- 
quim Pedro Montoyn— Joaquim C'ard'oso — Joze CTaii- 
dlo — e hum escrivão, os quaes vociferando contra o Go- 
verno de Sua Magestade, não cessão de engrandecer ode 
S". A. o Infante. 

Aquelle Joaquim Fernandes, achnndo-se em Ltsboa 
no dia .TO de Abrií com hum couteiro de Samora man- 
dou dizer para esta VilTa — que aqueMe era o dia a 
mais feliz para eiles; que era para sentir não se ter pren-^ 
dido o grande Pedreiro Lfvre do Pamplona — que puzes» 
sem tu rn marias , pofs que a tropa estava a favor déS*. M» 
a Kaínha, e de seu filho; que tudo ia bera, porque El- 
Rei só fallava ás pessoas que o senhor Infante queria.— 

Passarão a fazer zombaria da ordem que fò\ ao 
couteiro pafa prender o sota Leonardo, e isto porque 
era impossivel elle executa-la, buma vez que era do sea 
partido , e tinha escondidõ^a/oze VensdiuLO^ D. CkrUto* 
vão , e outros^ na quinta dos galos. 



250 

Os mencionados perturbadores, rem a tSo sempre &s 
suas conversações com estas palavras — S6 viveremos so- 
cegados quando virmos em postas o do arco do cego , e 
o do rocio. — 

A patruFha de Policia que aíi existe, com parlicu- 
Taridade o cabo, tem-se conduzido com o mesnio arrojo, 
de forma que Imns, eoulros, sem rebuço algum espalhao 
á noticia da chegada deS. A. o Infante com bOf^ homen»* 
Kussos e Francezes! 

O Sobredito Joaquim Fernandes vem muitas veze» 
a Lisboa para ver, diz elle, como as cou«as cá estão tem- 
peradas: sendo certo que a prizSo do sota Leonardo cau- 
sou áquelles anarquistas algum susto pelo receio de que 
eTIe os denunciasse. 

O juiz ordinários Montoya, que também be capi- 
tão de ordenanças, contra quem já se representou ao 
dezembargo do paço , pelas violências e excessos de ju- 
risdição que tem praticado, tori>a-se recomendável: 

l." — Porque não cuida dos orfáos, nem dos in« 
ircntarios competentes, deixando perder tudo, por tal 
maneira que nao ha hum só real no cofre, havertdo ao 
mesmo tempo hum sem numero de miseráveis. 

®.* — Porque não dá audiência senão quando lhe 
parece » deforma que aqueíle povo tem estado dois, e trcs 
mezes sem audiências, como se pode ver do livro respectivo. 

S,^ — Porque está servindo com hum escrivão sem 
provimento, o qual serve ao mesmo tempo outros em- 
pregos, causando por isto grave prejuizo ás parles. 

4." — Porque quando se arrematão os bens dos au« 

sentes , ou fallccidos , arroga-se o encargo de depositário 

perpetuo , como succedeo com o trem de lavoura que se 

arrematou por occasiao da cheia , e com os bens de Joze- 

„CapadeirOj deixando até de pagar a quem trabalhou.. « 



!?51 

fr/— Porque tomando coatas á caza da musericor- 
dia , levou sularíos iacompeteotemente. 

6.**«* Porque abusando da autlioridade de que se 
acba revestido, fax talhar o seu gado, e vender a carne 
por maior preço, do que o estipulado na arrematação. 

7.*— Porque arbitrariamente, e por vingança man« 
da prender aquelles indivíduos que se recusão a servilo, 
como ba pouco aconteceo com loaquím Gaspar , e An- 
tónio Ferreira. 

8/-^ Porque commeltendo-se roubos á real fazen« 
da » não trata de os evitar. 

9.* — Finalmente, porque servi ndo>se dos criminoso8| 
com os quaes acompanha muitas vezes, não são esiQS 
castigados, dando assim occasião a augmentar-se o nu- 
mero delles. 



Pessoas que podem depor sobre os factos 
referidos. 

João Alves de Sequeira — Eusébio Cardoso— Joa- 
quim Joze Cardoso — o Padre João Manoel Doaiingues — 
o Padre Francisco António Prezado — o marchante Ma- 
noel SachrÍ5lão — Joze Rodrigues — Joaquim Martins. 

iV. B. Na madrugada do dia 10 de Maio próximo 
passado sahio de Samora o cabo da patrulha de Policia 
que oli se acha, como em commissão, cora papeis pa^* 
S, A. o Infante, que recebeo da mão do dito juiz ordt' 
nario. Depois de a embarcação se ter feito ávelsi «^"^® 
o mesmo juiz ordinário da retirada de Sua Mageslade 
para bordo da Nau Ingleza ; e lembrando-se então doi 
papeis que havia dado ao cabo, ficou em tal estado àe 
perturbação com receio de que elles apparecessem, 9^^ 
j^assou logo a refugiar-se. O cabo, que ao desembarcar 



S53 

em Lisboa soube da resolução de Sua Magestade» ficou 
i^ualinente affliclo, aponto de arremessar com os papeis 
que trazia ao arraes da embarcarão, por isome. Anlonio 
de Oliveira, para que os guardasse: e vqUando imme« 
d-iatafiíeote o mesmo cabo para Samora ^ ahi correo lo« 
g^o ao cães o juiz ordinário, pedindo ospapeis,qj^eliieiinh{^ 
da^Lo, osquaes com eíTeilo recebeo, fkando as^im desc^a- 

Lisboa 31 de Agpstp de 18^24» 



( Para olnrendente geral da Policia) N.*30. Illus- 
Kísumo e ExccUenlissíiBO «enhor« Ho <PorU> >c9n|tinuâo 
tts *rÍ9Las ^Qjgí o regimento Mt, e úlliB^riHMvUB £»rJU> mor^ 
tos dttis «oldudos , n^ppaarececi^o biuzi na cid<v^j <e oulx^o 
no doitpo sesa n^fig, e sem « tmâo direila: julga-^.quç 
eaim dois assassínios forão perpetcadoê depip^is dealgujmas 
tt« as 'Começadas nas toberi^as, onde»€St<ea saldadoste^tar 
vão bebendo e insuliaRdo os Poctiienses. 

Enii «Viana 4q Minho ba bum graíqde .n.unpero de 
indi^^íduas len»W«i|» «peijigoisos, oa i^uaes .toin iido iO^r/Qi* 
jo de «^albar-^que B^Reí be membro daseita Maçonir 
ca; que se pesiende iiaétabeleoer o aystema passiado-; ^ 
que por tanto be ixredíso^dar o igovorno é seiíhorft B,^\* 
nhú , ou ao tanhor Infante -^-^Ciob) estas :idáas liv&nHQS., 
o «ilbvefsivas ilhidem >e arrastão o povo eredulo .e igna* 
Tente, «oro o fim de eng^rossar hum iparlido 'monstiu^iaf 
e sanguinaiilo. 

O Juiz de fora, e o Provedor de Viana, mal po» 
derao manter o publico socego , e o respeito devido a 
Sua Magestade, quandamm directamente estão promo» 
vendo a desordem , e a anarquia por muitos e difierentes 
modos. Estas duas authoridades protegem com a maior 



253 

impudência os fuociosos, e nSo conhecem outra lei que 
a SAia vontade, ou o seu capricho; consentem reuniôe! 
perigosas; coadjuvâo os rebeldes com publico e geral es- 
cândalo; eem vez de procederem contra clles, osdejcul- 
pão, figurando*os Realistas, e dizendo qoe os seus exces- 
sos são consequência necessária de seus patrióticos senti- 
mentos! ! Hum relatório mais circunstanciado sobre este 
assumpto, será levado ao conhecimento da Policia geral. 
Deòs guarde a V. £x/ Lisboa 31 de Agosto de 1814. 



( Para o Intendente geral da Policia) N/31. Illus- 
trissimo e Excellentissimo senhor. Sou informado que o 
Medico Quina, presidente da junta militar de saúde, es- 
tabelecida no hospital de S. Francisco, mostra-se mui 
indisposto contra o Excellentissimo Conde de Sub-serra, 
por ter recebido bum aviso, que die diz não merecia: 
tem vociferado , e em tom pedantesco araeaça que bade 
dar por promptos todos osofficiaes do exercito que forem 
á sua inspecção. Parece que ja principiou, por vingan- 
ça , neste extraordinário plano de servido , passando « 
dar por promptos officiaes visivelmente enfermos, ceaire 
^tes dois de cavallaria n/ 4, o alferes Matos Carneiro, 
do regimento 18, ehum coronel. Communico o referido 
a V. Ex.* para obviar aos inconvenientes que podem re- 
sultar do procedimento irregular do Medico Quina. D^^ 
guarde a V. Ex/ Lisboa 31 de Agosto de 1894. 



f54 

PARTE IX) DIA 1 DE SETEMBRO DE 18£4. 

Alguns polkicos augiirão que a Inglffterra corIk 
nuaxá sub mão a i>rovo€ar na Hespaaha 09 actos insur« 
recionaes ooatra os Francezes, fornecendo arma» e dU, 
n hei ro aos rebeldes: parece que Inteata disputar á Fran* 
ça este direito^ fundado nos saphisticos principios de ter 
também a França armado, e assalariado o exercito d« 
fá. O caso he que a Inglaterra sem tomar a oíTensiva, 
quer por este meio enfraquecer os seus rivaes , entreténs 
do-os com guerras de nação. . j 

Consta que ao Rio 4Je Janeiro bavia chegado ku«f 
ma galera Ha mburgueza com 4u2entos art,ilbe;iro8 para o 
serviço de S. A. Real, os quaes segundo se xii%ia tinhã^a 
sido recrutados na Alemaf^ba^-e tinbão embarcado em 
Hamburgo com bum. yencimento de soldo Considerável* 



Systema, consular Francez no Brazil. , . 

Entre as notícias celebres do uHimo Paquete, he 
notável a carta do' cônsul Francez na Bahia áquelie go^ 
verno. Ass"ògúra o cônsul que ò seu governo não tencio^* 
na oppôfc-se' ao syáeraa Imperial , e que só cogita de 
manter as relações amigáveis que felizmente subsistem 
entre os dois páizes. Por isto se vê que a politica do gabi- 
nete Francez 6ede lioje aos interesses commerciaes. 



00 



35* 

Cortes de Lamego. 

Convém apresentar hum artigo na gazeta lobre a 
convocação das cortes de Lamego , mostrando que a 
commissão se occupa éeâít'a froriderosa matéria, eque lhe 
dá todo o cuidado que merece, segundo as paternaes pro- 
fiíeisas de $tia M age^ade. Temos ouvido « pessoas cor* 
datas qufe a tfScbHia da coin'mÍ8são foi a peior , e que a 
dtsighk) tt^im se Rzera para nunca se conclairem taes 
traiHillies ; êi^^^ como prova , o Tadto de fa2er necafaír a 
preskltenvili noveilio Conde deBar1>acena , xivie ainda qiw 
k<yni«m d^ bom saber e ínétrticçSo, be comtudo capaz, 
|)elaii 'Sitas eofitinuase intermináveis dirvida'8, de parafí* 
Sliíf ^t^o e qnriquer trabafho. He por tsrrtto mui conve- 
niente afastar este odioso, otruiiposta má fé, que sequer 
fsÉer i«c«hi)r no governo, eqoe produi hum gráo dedes- 
eònfiança que êFte nao nrerece , eque só pcdt ocrvir-ltie 
êe dcscrtdtt^. 



Credito publico. 

A pedra angular de todos os edifícios sociaes be o 
credito^pySKeo ) %€tei »«te^,- sé" pw -rtílagté», qw n«® 
sempre acontecem., podem os edifícios larganseate^urar. 
Ora eatre iiós nfto ha credita^, e como ractonavelxueate 
poderemos esperar que a nossa iabrica, politica ipossa/^' 
aiatir aos imj>etuosos embates das faç(ões inter/ias?i''^ 
empréstimo feito i»a pouco, veio na verdade p^g^ ^ 
em,pregados^ e meliiorar a sua. sitjkiação^ mas da^ ^^'^ 
restabelecer o credito, porque nem iiuasâ s6 pj)erBj»o^* 
nanccira appareceo neste período que mostrasse a pene»* 
do ministro que manejava Jqdos os fundos públicos. As« 
úm temos visto depender o erário, em Iodas as suas op«« 



«uliado ioiiirii vanUgcm^ qftte a àe ^pmgetr }uroi dos ]>r0« 
prioftcépUac^que Ibepejleacem! Serve deax»flftpto aMMi« 
•do pelo qual «e dav&o as xionsijf^agdes noeiMaes para o 
cooQii^issariador Para laellior inlelligencia do que dis^- 
ID06, ottúa<pie saber que o commíssariado recebia todos 
oè metes setenta e tangos contos para o .fomecimenlo do 
«bercUo^ « jBíté eerto período obtiaha ealas parcellas do 
erário: no iBÍaitfterio poreoi do ejicelleiHíseimo Crood^ 
.dá Povoa foi ordenado ao Gommissarío em cbefe que sa« 
<ía#8e sobre o tbesoureiro mor do erário., todos os xm^ 
163 y a quantia da consignação ; estas letras er&o aceitas 
pelo referido tbesoureiro mor , e descontadas depois no 
baiteo onde se fazia a entrega do dinheiro ^uivalente; 
ora pondere-se que sendo necessários mais de mil contes 
'ao coinmissariado por anno, os juros são sessenta contos 
Ae reis que ficão no banco, o qual tem sempce dei^coa^- 
lado , e ^anho juros com o próprio dinheiro do erário, y 
pois que em seu poder tem tido de seis |)ara setecentos 
contos de reis pertencentes á r^al <£szenda. £is«aqjui huawi 
operaç&o nova em finanças, e que se pôde classificar de 
finura mercantil a favor dos accionistas, a cujo interesse 
parece attender mais o mini s tr o accionista , do que aos 
do seu cargo. 

Se exótico e curioso im tste manejo, perigosa e, 

jáe desci%dito foi a detercpinação de tirar do cofre.do ter* 

reiro os oitenta e-taatos contos para pagamento da tro« 

.pa. Qgem ignora que aquelle oofre tem sagradas appli** 

cações, e que distraibidos qs seus fundos se acabou tod.a 

a fé publica? Alem disso pareceria politico assim obpa^» 

^quando por esta «medida todos ficavão em duvida se o 

eoipreslimo Ja se racharia esgotado? Pior certo c\ne nio 

«)ie4ificU a. resposta, re menos ainda o natural conheci* 

op S 



•257 

mento do mnltado^ Steg4iio-ée d*âqui ft conseqiienctk in- 
faltivel dft falta de confiança no go^rerno, e a duvida do 

• cumpF4n[i«r>to d« suas promeMas^, espa>hando-6e logo per 

ioda a nação inima perigo«issíma indíffefrença para o que 

ha demais sagradt), islo ke» o-complemento da palavra* 

43randefi esperanças fnnda o cx^cell^ntissimò Conde 

da Povoa no banco de Li&boa ;♦ ma« nâw) altende^que os 

«bancos são proveitosos qiHindt) são -estabelecidos sobre 
credito ; porem qiiafido foirão foFti>ados paracrèar es^e 
cfedtto são edifieios sem báse^ q\ie desabão apenas lhe 
ftíUar essa escora de algum dinheiro em eirci4ação, pela 
maior parte din-heiro dcv erário; pois que em breve o tJí- 

'firheiro do banco se achará convertido em tttnios de cre- 
dito que. lerão aquetle vaJor^ ou conceito q«e oerarto 
tiver* . 

Nã^ nos alargamos rrtais sobre eslc assumpto, qwe 

'demanda vastidão^ e aqUe levamos dito prova .de sol^jo 

cq^ue-riemsempi» o» que adqutrio riquezas como negocia»- 
te, hê bi-íbit minfsfro de fazenda; parecendo ainda me- 
nos próprio para tal lagar o desembargador que lhe scr-- 
ve^dè anjo da guarda,. se bem qtre he-babilJHrista^. 



Tropa.. 

Queni tenha espreitado e indàgfetdó o espirito dà- 
tropa , forçosamente Ivaverá reconhecido que existe hum 
motivo superior , e poderoso qtie exerce certa inffnencVa 
no animo dos soldados, consegtiindô muda- los com faci- 
lidade, e fáze-Ios vacilar, com presteza. Ninguém ignora 
quanto he rústico e ignorante o soldòdò portuguer, ain- 
da que pouco religioso he mui fanático e supersticioso, 
acha-se logo o termo desconhecido, ou para melfaor dí- 



:25S 

ter, a mola real qu€ o fm tnoi^r. Se ettfett reflexões não 
bastão, ha liuma prova de evidencia, que não falha*: 
q^seoi vio jamai» émiPortugal passear hum- frade com. hum 
soldado? Ningueín, até ha cousa de oito.mezes. E por«* 
qne razão esta antipathía de elasse,. que quasi passava 
perr proverbial, cessou agora ? Porque ambas estas clas- 
se, são movidas pelos mesmos princípios anárquicos, e 
de dominação ; conbecendo*se que esta liga tãobeierogj^ 
nea não he mais- do que a repetição da fabula dos ani* 
mães ligados para fazeirem guerra ao rei das feras, em 
que.sè vio marchar braço a braço o gato com o rato ,.o 
oSo com o tigre^ o cordeiro con> o lobo*. 

He pois certo, e índuvitavel que quem- per verteo' 
e contínua a perverter a tropa t^v os fradea^ que exer- 
cendo influencia decidida sobre a soldadesca , os imbuem 
de máximas perigosas, e os dèsvairão. Para isto tem 
ooncojj-ido a. facilidade, com qjue o podem faaer ao retiro 
dos claustros^, que hoje são mais povqados por soldados 
do que por frades. Gbserve-se se folhão nossas conjectu- 
ras nos seguintes exemplos: houve nunca regimento, que 
melhor espirito mostrasse do.qpe o n/ 14.^ . quapdo este 
corpo chegou á;capital? julgamos que não.. Veja-se ago« 
EafComo-se explioão aqueJtes mesmos soldados a respeito 
da senhora Rainha, edo senbor. Infante, depois que es- 
tíverão aquartelados emS. Vicente dafóra! Note-se a fir- 
meza de principies na chegada da divisão de Montevi- 
deo, ediga-se quaes forão as suas opiniões depois que es- 
tivarão no conveuto dos. Jerónimos em bellem! Açcres- 
cente-se mais: quaes tem sido os corpos mais insubordi- 
nados? O batalhão IS que esteve noGarmo; or^gimen- 
to C4, aquartelado por muito tempo em S» Vicente;, o 
batalhão 10 díe caçadores, que teve por quartel S. Ben- 
to, evoutros que seria fastidioso enunterar; 



m9 

àetíi de coutas que lhe atságurer bMn éomitti^^ petpeHioi 
por ièso nfto aoiB et goveniet iUystrsdêv^ o nfietiM tfiih 
ria aqueítos soberanos tpk Ao Baédaràdos e j^sUn* £m o 
inbtivo porque intriga e fcabela, {»oourandt> nMirpar a 
for$a fieraa 5 ja qtte em soas 4b4os ébté de|xiaílada a fef« 
fa RTèréh Se ãtasò o não^páde eotiseguír 4abeilamèo4e.t 
consegue a^o menos «èdofeUla para só eèr empregada Ê0§m* 
do as suas tistas^ e ialeressesi Qwai pode poU séf o i«* 
inedio a osle mal tao perigo»? Separai' oa «oidf de^-do* 
conventos, não õs aq ua rebelando aU ^ e isola ad9 asifls* 
des por maneira qtte tiao posiáô «brar. Isto a aéiso ino« 
do de ver be «r^eate:, "^ o governo netbor ot de(iÂdti«i« . 



. t^AfetÊ 1)0 bí A 2 tótí SfíTESiBBO OÊ 1824. 

©Ma*9e que Si A. o IrifoM^ life» Msm Pwtkm 
'é^mto fréq\Hmí!BLfféo 4v#m dos tbeétí^s d^^fiiéMi icftf í««)) 
*èfti côh^qtíéncia idfe «e coni^rvar em fairin '<^Maf0ie€#A 
t) clrál^feò ttft caHéÇa por tárgo tempo. 

Cdrría kjile a prótttítfe 'de Tras^^WSíWlfs te >*• 
(i^jf^ntada em ttrfas €a*l«s ite i^^Vsoia <lFd«di^f»«9 «»«^ 
ètn ^fótad^ tle fférftrta awarqoia : »qae ^partido mngui*^ 
rtò '^ se iòiècWlm , e 'seiís ctvéfes prd^^lamto >ú¥»mff^ ^ 
rébeliiSo. 

lambem «e dittia'qKi& tâêo tiriva éb^fn^é^otfOtM) 
^de Brn^áríça. ,-. 1 

. . Espalhava -SC que a santa ai lian^ iosjstU «ob"^^ ^ 
franca e positiva declaração- <te PortMgal w>bre o j|y4lc»â 



m 

conlÍDeRtaI|«xi|(ilido como condição qijie Qgovei;Qp Pro* 
iu^uez fecbass» os portos aos In^I^zes. 

Indagações* 

o procedimento que o «^KMtdp d# «çi^aia iem tido 
ciHa 4i»lnuJliiâEe$, je'bom«ns<que veod^KD feto vis^bdo tiafei'- 
ra élMiHisKla da liadm, «iti^iniiU» c«filo «ç iniOie i»; por C|i« 
dià Jugar volaota em vez de'VÍ4He,Fs. ,. q^fh» pqr mukos an^) 
f>e8 iMigápãQ, aoor^aoend^ , ^ao poetem sor armados ta99 
liij^res, i^nlip por tumui potnpaahia é^hoimBBf &i^kQr 
risada ipe4o«mesíimo aunado; |BiD>dti4a lugar #«iafid^ fU^rr 
contentamento entre aquella gerite, pobre e miserável* 

^^(H j(ã9*«e algHRS pariendaiíKties , %^e .ienp pagocios 
no ârafio,^. da |^(MÍe demQi^a ,13^^ ^ftenj. cjem» %u|iclé^i|eir 
p^qiiaoa jpa^Un^l « o* oliusi^fs^tK^^ada» rd# idirac^ 
^idm QQCi^a^rias dalen^^m-ae idi«sfido'--'r-*<tii^ Ai4a ipo« 
(kã» .4«ji|^iajr,ei» mi^c» «âaiat^ Jí«^<^ilWidftde ;90i#i^pQ- 
d^ent#.^ ia ila^iMiAo«ai6^<i%(]e Iodou Qs^diaf .appaiteQaQi»; 
swi aeratg«)ir4ièiip i»aibod9 Ite^ a:ad«iiMada«— i^ocãriitpM*. 
ia«dbiiM<BeiM0a/albÍMf m-^M (fr»««ega4MSíilH»«|o.|Ml« 
dam^aoaélosiar«(iUii|M;Uft<p^^ #i4<»fdfiiaei»AÍ^!Íamdhiiig^i^ 
a ÉMtaa i^iiào iAmpiiw«d^ :' 

: íHii*#gháiM.tAi#i«Jia^^ inspactandttnaalr^di^fde-iPaça 

das, e tem*»e manifestado.^canife >paiH»Mb«l|g^ ^.,M« j% 



.00«MÍ4»do# tia JímIaUi&o «te e^gedosm^i^ tique >a» 

c«Maq:mao«a o4e «J^ubs. oAriaat tosar» /csfiaeHiâdortt^jqMar 
Sm> MagAsMKbtAOibBrea ^uaii.4KfiÂorde^aMm;4P.*Jiatteii«^ 
âév»4Mifite«^dlft i^HMjioadl AlahitBi a aaO^a^iriíaê matipií» 



261 

seritimeritos, -conversão com os individuos d*aqaenè ba*» 
talhão, e que os seus boatos lá tem chegado* 

O capelão da 2/ divisão dos voluntários reaes de 
lilIRci , acompanha-se dos criados da casa real, que fo« 
râo notados ultimamente como inimigo» do governo de 
Sua Magestade. Este padre teve em Montevideo hum bo- 
tiquim : fica na devida observação. 

'Hum tal Leite, cirurgião mor da divisão de Mon-- 
tevideo, também acompanha com indivíduos do partida 
de 30 de Abril : consta que he de génio irtquieto, eque eni 
Montevideo tentou seduzir os soldados para se revoltarem 
contra os seus officiaes, e abandonarem a causa da p^« 
tria, por cujo facto veio preeo para Lisboa, e foi depois 
solto. 

Hum António Dias, com hospedaria ao cães de 
Santarém , disse a hum Almeida , emigrado da Bahia ,' 
que hum tal Saldanha seu hospede, que se intitula alferes, 
e que pertenceo á guerrilha , que sé dizia de Sua Mages-^ 
tade a Rainha , Ibe dissera — que trazia de Hespanha 
huma carta muito particular para a senhora Rainha , e 
que andava tratando da soltura do sota Leonardo com* 
quem tem fallado , comprando para este fim os guardas- 
da cadeia — acerescentandp o mesmo António Dias — que 
o dito Saldanha também lhe dissera— -que em Madrid « 
d^onde vinha, ápparecíão muitos guine's; eque tenciona- 
ya iròltar para Hespanha -logo que recebesse huma ras* 
posta, que .esperava de Queluz« . 

He nutural que eate individuo seja algum aventa* 
reiro, tnas seja o que fór, conv^em ouvit, «eparadamen« 
te, o tal António. Dias, e o emigrado da Bahia , AU» 
meida , sobre o que fica referido para se proceder conve* 
nientemen te contra o mencionado Saldanha ; devendo este 
lerpreio desde já^ como huma medida deçautelai paraevi* 



ttír queftija, ou inutiliice alguma correspondência , que* 
tenjia em seu poder , e pela qual se descubra o fio de al- 
gum trama. 

Ricardo Joze Coelho ^ t?enente coronel do Mara- 
nhão^ tem espalhado -—que á nomeação docommandan- 
te da Nau D. João 6.*, não recahio em pessoa de con» 
fiança, porque o nomeado não he afTecto a Siia Mages- 
tmde: accr^centando-— que o dito commandante, sendo 
intendente no Pará, proclamoti ali a independência, e 
foi membro do governo revolucionário, o que era publi- 
co , « geralmente cabido ; assim como que 'cra protegido' 
pelo Marquez de Viana. 

Não são dç consequência as reuniões que ha emca- 
*sa do medico Pinheiro, na rua dos Douradores n."" 61: 
he huma companhia t:omo outra qualquer : hoje á noite 
esteve ati oC3ende e a Condessa de Mesquitela; o conse- 
lheiro Joze Ignacio Pereira de Campos; e outros indivi^ 
duos, deqiie não foi preciso tomar nota pelo referido mo- 
tivo de ser liuma companhia de jogo e cháa, e n&o liu- 

ma reuntSo perigosa, como se c^iz inculcar á poli<!i«* 
geraL 

(Uiiuininacao da wuázae. 

Hoje, ainda não era meia noite, ja eslavão apa- 
gatlos todos os candieiros do largo de arroios, Fontai- 
nhas, erua dos Anjos. No campo de santa Anna, todos 
apagados á mesma hora ; excepto os da Bem posta, e os que 
ficão próximos á casa do general das armas, os quaes ' 
cstavão bem acezos. Os do fim da calçada de santa An- 
na , Encarnação , Barroca , e calçada do Oorcía , apa- 
gados. Os que estão á porta do embaixador de Hespa-^ 
ubá, estavão acezos á meia noite, porem os do rocio ^ 

PP 



q^«0i todo» 9fP0f9a4Q#«> Calçada nova çlç Carovo , Marty^^ 
rfi^í »ié S.. Iloque,, Qa,m]Çftmo 9^a4o, Pma Bueooi Ay, 
rc8, Alcântara, e beltem acontecia o mesmo. 

Sia. muii^s> as cqcuJ^s ha adfl|ii>ífUtaçâo da- illumi- 
nf^^Q da. eidade<9 a par Uao não adoiira qua o$: oiorado- 
leA.dp iiis^boa» qi^ pa^âo bHmttr.ibatOvt>a):a. a wi^Hoa iU 
lumina^ãAv . Q^nd^KQ. 4s eicuiias % cordão o rÍ9Co> descem 
r^itUados, c(a3$a^Uado& a««^undâo d^ noite; oq^e ad- 
i^i^í^, Itai9 q;U^ saJUeindotS» que de^de ô ada>^M)iHradar g^al», 
ala. aó uUjqao dos oipçosi,. tod^ fuuãoi não se^i^nha 
(4kx«tdp poris^Of,. para panir severadnark^e: os icniividiios 
couiprebendidos em tão escandalosa a>|il«fr^çãgk 



(/Para* o Intendente, geral da* poiiicía) N/ 39* lllusí" 
tci^oop^ a Kxcalleati^^iipo soabpr^ Muitas, e diversas 
pis^qui^ai se.acbâa eip aoçãp,;, alápi; dftSv que; c^N^siâo da 
nptoi ittclu»a» D^yo á\i^x, a. V, Ejt>.* qiwí &0 nwMvciofio ít* 
paxle. d^arja c^ ol^eeloa a^ti^^df:^»!. P^rq^o n^^da Q^i^ 
dljçagiadí^val dp^íierenclw pap^l .Ci(M»«)Ca«sa,SiYftg!iPv«i 
menos exactas. Se eu fosse a communicar tudo qimnta 
chega ao meu conhccimentc) , sem mais escrúpulo, ou 
exame, esloiJ certo. qua^V. E;c.* enconUa^wi nas com- 
inunicaçdes da pofitia secreta , eiais hnm coTOpendio de 
içenUraai,<Jwe h unia relação /dç.v^e^dsíd^ Faço. piáceder 
uguitavvezes.a daps^tet^es, indagações,,, por diffewM»* <^*": 
fi^eA-,, soUre hiw», n»e*Rigi objwlo ,. pftra.viír, ^o <mmiI>«<?*' 
meato da .swa.v^racidlid^; edeix^o-taTObeip à»,^^^^* 
5^, aalgwinas partiflipaçôça por cQj^tafem.maMri^^*^**' 
gAÍRcantCr» « d«ineabaQ»,i»l<ire^e,r par esta modí^^*'^ 
bfca evilA a canjCn^ãP em. qg^ po^a^o.govwipo, cpia» ^^^ 
PP^«ÂSão» da.cQUÂas, vag^si,. sf r^ aicíío., cseai^fio., 
; 4"J4/JeÍ><W^4eflria.ft|íy9f Qrt^jcteclawsèot^pPW^ 



«erujd l€r blM^aâo aocenbecimMil0 de V. Sk/^^i^s 
ca&os , :qu€í talvex nao teitbão sido tragados nlis {Riohitt 
comnHiHicaçoes, iiq-ue «cieD4ie do luetíva j9ioav)ue tenbo 
»dbre ol4ei gn^rdado «ilencio* 

CoA veria que V. £&.* me aaanjdíasse Ihirmi vporçSo 
«ie biiltetes de seguridade eoa branco., mas. rubricados {>qr 
V. £x.% para os observadores s^em recebidt>4 nas bo%- 
pedaxias^ estalagens, &c. eui qualquer «lomento que se 
íaça. necessário. Deos guarde a Y* Ex/ Lisboa S de 5^ 
tembro de 18S4. 



Agente 7 — Saiba <^emo se oliama o Irtglea^ visb 
iiho do Pastor , a quem huma raulber de capote ia levar 
difib«ÍFo da parte da Rainha , para ser eni/eg^tie «eb Bra^ 
gança ás beatas: ^«ya se apura al^ttflMi circunttancia qm 
possa illucidar este negocio; e^fiecialmente á cerca do 
dlnhoiro que se dis espalhado pelos soldados de 94^ qtíe 
estão em Bragança aos quaes se tem dado baixa. Coil^ 
vem saber se isto be abra dos Inglt^aes , como se aaseve^ 
ra, ou manobra do partido sanguinário: em fim trairá 
este negocio a toda, a sua luz, com segredo e cautela» 
Advirto-ibe que defronte do Pastor 9 em bum >prt» 
meiro andar, reside bum negociante Idgiei chamado 
DiJarte , o qual , fie,gundo diz bum seu Caixeira, nSo tetfi 
correspondência ,para Bragança; mas podendo ser qiiè a 
dito caixeiro falte f^ verdade, inda que gosa de boa-api» 
nião, faça sempe a este respeito algiHl^a indagaç&o. 

A^eAte S4f-^ Indague eoi betlem a tesidencia de 
luma Domingas , que foi regente do recolhi mento das 
beatas em Bragança no tempo do Bispo Veiga Cabral^ 
d6 quem era favodtay e de quem t^Ve hum filho: e se 

PP % 



^6S 

puáer obter cotíi etacttdâo , o qué tem havido sobfe di- 
nheiros dados em Bragaaça ás beatas eaorsoldadósdeSI, 
que tem tido baixa; e alguma outra ciwunstaticia, ain- 
da nãa sabida, estimalo-hei r»ttito. Efecáso porem ihdi- 
car-lhe os meios d«que dfeve usar, caso dele ubra esta mu- 
lher , para se introduzir com^ ella , porque- deixo isso á 
sua discrição. 

Agente t6 — Convém que continue a frequentara 
casa dt)s ©uioes, para se saber quem são as pessoas qiie 
ali concorrem , os assumptos de que tratSo fltc. ; e qtiaes 
as apiiiiões do general Victoria, e de João Lobo, que 
consta frequentarem muito esta casa*^ 

Agente SS — Veja se pode 'saber o modo dè pensar 
de bii4ir tal* Maia , dk secret-aria da- guerra , o qual pare- 
ce ler dito — quê era de toda a necessidade dar cabo ite 
conde deSub-serra, edo Mtorqttez- de Paliiiella; e q«e 
isto eslava » arrebentar por- instantes. — ^^^ 

Dito agente — Saiba quem he o podre António 
Ferrão, que dizem ser protegido por Thonf>az Antoni« 
deVilla nova-, c»jo pád re- parece que dissera -honlem pu* 
blicamente, nobotequim do Nicola, alludindo ao^fnfair- 
te — der^xef» eíter que^elle agora hade vir mais «abio, ê 
hade endireitar esta canalha — Verificado irto , preciso 
os nomes e moradas dds- pessoas que o ouvirão. 

A htifii dos agentes do r^i mento é de infantaria— 
PeèqiHze com todo 6 resguardo os^ passos dò soldado àa. 
l.*corftpaiihia degraniaJeiros, Manoel Francisco, oquai 
consta apparecer com bastante dinheiro, eier di*^ "^ "^^ 
ve os realistas terão hum dia felizi-^ 

Agente 13— Quem he hum padre, que mora ao 
curacol da graça ti/ 9, defronte dâ guarda, que vai a 
Qaduz? • : 

Agente 6 — Que qualidade de hòinera be h\m Jo- 



'^6 

te Maria Ribeiro, capitão de mar e guerra, morador na 
rua de S. Bento n.* 116, que vai a Queluz todos os 
sabbadoy? 

Dito agente — Saiba quem he hum cirurgião mor, 
chamado Joze Lopes, ehum beneficiado da patriarchal, 
seu- irmão, qtie vão a Queluz. 

Agente 8 — Quem he o padre António Valente, 
o^qual sendo capelão em Queluz , fòi dfespedidb ainda El(- 
Rei estava no Rio de Janeiro? E quem he buroa viuva, 
que vive com este padtc? 

Agente I4í — Indague seF^ Pinto Mbraes Sarmen»- 
to, empregado na torre do tombo, ja chegou de Santa- 
rém. Séria bom, neste caso , frequenla-1'o para verifi- 
car sepertendfe ir viajar, como consta, equalo motivo? 
Quem o frequenta , e quaes as suas idèas? 

Dito agente — Qlial he o modo de pensar do Vis- 
conde de Santarém? Tem transigido com a facção de 30 
de Abril?' Quem o frequenta? 

Argente ®;* — Examine quem Be huma D'. Maria ^ 
que mora ao arco dè santo Andte; se em sua casa ha 
reuniões de militares, e qual o fim destas reuniões? 

Agente 7 — Observe a loja de Jacinto Ribeiro de 
Campos, rra rua Augusta, especificando os nomes dos 
indivíduos que ali sejuntãb, sua idtnlidadé, circunstan- 
cias, &c. 

Agente S* — Procure saber se os escrivães, alcaides, 
e mais ofliciaes de justiça, que se juntão nas diversas lo- 
jas do quarteirão dós padres dè S. Domingo», rompem 
o sigilo da justiça , especialmente em negócios de policia ; 
equáefr os que se mostrão aíTectos ao partido de 30 de A bril. 

Agente 1^" — Qual he aconductapefítica do prios- 
te da Se', Anastácio de tal, que dizem ser procurador 
âo marechal Beresford ? 



DXio ageaU t Saiba ^q iaaquim J;aae id« * Vi^gpa^ 
tlicsoureiro ixitciiao 44sXr<0|{>as.y eoith^c^ ttJ^^lTldeãeN,pbâJ*<- 
gador, o qual maiidaíse comprar papeis a humn ii^nda^ 
Y.eyndidQf ppr bum 0or^eio,d9 secrfilarjj» .da |;tfei;ra; enes- 
^tç c9âo., se elle Vei^a j»^ «cj^^M em i:;giAa deite defifOj^^bar* 
gador quando elle disse ao mareolidl Povoai,, ^le «nli« 
acjAielles [>^p^h lifihttAcií^donkuitaimijiJJliisefCflptaspela 
própria Mca domínj^tro d0gAifiirr.«, sobre o^j»sta» iispôr* 
tQnl^s. S^iUa tpQibeca 9e p (neacioo^cjo V<aj(ga iem rela^ 
çôes com bum tal Venceáláo , qu^ eM^reve na jsecreLaxia 
do inspector dÍM oiilieias; e que oonceJlo inerece este ia* 
diyiduo. 

Pito.ogenU — Hje prejciíQ dar bania idêa d» cape* 
}isU Lçojtii 9 ^ das |ie9SO;9S qu^ frequentâo a sua Icya. 

Agente ^ — Indague em bellem q^uem be bum co« 
cheiro cl)9a)ado Amaraif que falia desbocada oieole con- 
USL JílRei, 

Agente 15 — Preciso sa bar alguma cowse sobcc a 
conduGta politica de Domingos Pinto deSá, alferes que 
foi da divisão transmontana; e bem assim de bum João 
Cesário Perçira Nobre j^ emprej;ado oa fabrica da polvg» 
ra em Alcântara, 

DilQ agente — Examine cooi toda a individuação 
o que ba a respeito do tenente coronel Peixoto » amigo 
^nseparavei do coronel Canavarro; pois tendo Lomadu 
conta do seu batalhão , não ba certeea de «sLar justifica- 
do: e saiba aonde reside, e com quem.1 

Agonte 6 — He precizo que o cadete Jaze Teiwirai 
de Mello faça as duUigcncias necessárias para deacbhi\c 
os qnotro individuas, que darão ídéas de e&taf pa/a arre*^ 
benlar huma revolução. Dirá a este cadete que «lie fica 
responsável pelo descobrimento d'estea indifiduòs., poia 
não be crinel , que tendo tomado nota dpqjue elle» di^sa^^ 



t3íò y nSfeó pKHíutaçso sabe* d««de k>gò qn«» eiSoJ nem 
lysi cmvel qM& eU0i' fdUssem^ em tal' assumplor di»iiite> der 
hum homem que viâo pel^ pwtíaeira' t*»^ Cdmo< t** mv fot 
q4i«fn dea bMíoí^' d*isio^ la<(n43ieia òd^^^iléapontabilisar 

A^nte 9 -r* D«scjQ ft- hisioiiâ do Padre Jose^ A^aê*'. 
tinh0't q^taiado elle ^ propo^t a*per»«9nifr oâ<cb«mad«)9f 
Qorçuikáaa^ e a €serev«r a fhvor d)a sjDstcsia) Ubcmi^ qitet 
eUê affeoka> agora aboJir^cec;. porefu íúq breve- d retii^* 
midob 

. D^nf> agantai— ^<^e ^iz* o Conde de Jlío Pardo? 
Qgem o frequenta? 

(i^iem hhfi ak péaáéiasqiiir lel rèuneiÉ tèdav aé noi- 
tetiem^casa da viseoadessa dr Andaluz? i)e''<fiieiaiiUOi'«'" 
ptositTaAâo:? 

Que>fa2 o. VkocMiâe^de Saf>Ut>MaH1ia^? ODdé'Vai^ 
Quemio fiie(j.iM8ntai? . . 

Agente 27 — Saiba a residência deCaetano Jòaré déi 
Seqiurfrav q^>ef'iQhe^ou ult>in»anwntefdo Poiriíoi Pew^o que 
esÉátii^í.ba3pcdaEri^ dàMánuhiúiájwc^cmm doisaánfi 

Saiba lambem em que hospedaria^, o» casai pariii ) 
cidlar j.esl^werfaíqtui tta ipowêô^tompò' o^ Hespartboí Yan- 
dola (»; quQ> foi :H0iÍRÍ6tdrpnda« faitèàda cimí Bespianhá* oio^' 
tempo da constituição; e com quem!se'0Qmmal)i60<l|«n[|^ 
Ljs^a^ .Pat^a^ i(9r>'9ajii(ié» paratlnglaltciai 

Agente 15 -^Preciso saber qual he i>mQéofde^f»wi-i 
B%r dpíi^otnieí ç<>rfAa«l Aftlowd- Dou4*l^aí*,stta'«<]frada, 
coHí q^ie.r^ ae .d4y ^lg»(4 fecte^ ,.. &«* . 

Qr|)e8i)fi«er)'«im)ta<:9 gena^alPaimeirkHft? QoaMjre^o^setin 
mçA9^4^ ^ns«,r ? Tí^fthàlgv^m fi^damentâ 'o»'bo«áoa'de« . 
&%gif^a»>wt$»i. ^i^ «e^l«$' ultim9«<djaf*4f 4001 e&iteiUadi»^ «f. 
>e*teíi§sf^l9.? 



S69 

Indague tambsm o nome, e o n/ da loja do fa« 
nileiro da rua da prata , onde o Visconde da sanla Mar- 
iba encomendou certos objectos. 

Agente 16 — Diga-me alguma cousa sobre a con- 
ducta politica do major do regimento 18, que reside na 
rua dos calafates, o qual, assegurasse, que n2o teodo 
mais que huma cadeira na casa de fora , tem todavia 
nesta mesma casa o retrato do Infente n^uni grande, e 
rico retabuto: veja se verifica esta ultima circunstancia 

Como se chama hum sugeito baixo, alguma eou- 
sa gordo , e picado de bexigas , que he empregado no 
banco ? 

Quem he hum tal cónego Moia da Sé; e hum de* 
zembargador de Pernambuco, por alcunha o pão de ai- 
sucar? O que consta a respeito de hum, e outro sobre 
objectos poiiticosi Parece que costumão ir todos o6 dias 
á loja do livreiro António Manoel Policarpo, na rua da 
Prata. 

Agente 18 — Indague se o Conde de Rio Fardo 
frequenta o Visconde de santa Martba , e mais alguma 
circunstancia, &c. 

Qual he a conducta politica do commandante da 
brigada da marinha, Mafra, que conata ser todo do 
Marquez de ViannaT 

Quem he hum amanuense da secretaria da gv^rra, 
chamado Maia ! 

Agente 3 — He preciso notar algum facto sobre a 
conducta politica do frade de S. Domingos, Frei Anto- ' 
nio d*Anunciaçâo, indicando o seu modo de petisarj 
as pessoas que frequenta ; &c. por que dizer-me que elle vive 
amancebado, que tem quatro filhos, e que dorme fora 
do convento , he convencer-me da insufficiencia das suas 
pesquisas : a vida privada de cada hum , nâo deve fa«er 



270 

objecto das observações da policia ; lie huma cousa mui- 
to alheia de assumptos políticos, he huma cousa muito 
sagrada; só quando ha escândalo, só quando amoral 
publica se ressente, he que toca á policia entrar no co- 
nhecimento de assumptos de semiibante natureza: por 
tanto deixe o frade neste particular, em quanto nâo cau- 
sar escândalo. 

Agente 9 — Preciso saber qual tem sido a condu- 
cta politica de Henrique Navarro. 

Agente 8 — Quem he hum António Telles, mora- 
dor na rua d'Atalaia, que di^ctn ser procurador de D. 
Miguel Pereira Forjaz, e d^ctamador publico contra o 
governo? Apure algum facto pelo qual se possa formar 
hum juizo seguro sobre a conducta politica deste individuo. 

Dito agente — Que consta a respeito do Padre João 
de Souza , cantor da Sé , ^ue reside na rua do arco do 
limoeiro n.* 8Í 

Agente 6 — Quem he hum padre Alexandre, mui- 
to fallador, que frequenta o bilhar de Nicola? 

Quem he hum fr. Joaquim, frade da Trindade, 
que joga o gamão no Nicola, e que parece manifetitar 
idêas a favor dos prezos implicados na rebelliào de 30 de 
Abril? 

Agente 3 — Que consta a respeito de Francisco Jo- 
ze de Castro, filho do Miguel alcaide, e alferes de milí- 
cias do termo ? 

Saiba se na estalagem dos camilos existe hum mi- 
litar, que foi ajudante d^ordens de Martinho Corrêa ; qual 
o seu nome, e mais circunstancias. 

Agente 4 — Quem he hum Jacinto do almiranta- 
do? Parece que sendo criado do Arcebispo de Évora, o 
despedira por seu mao comportamento; falia com liber- 
dade sobre os actos do governo. 



271 

Convém saber a morada de h«m Francisco Maria 
Carrasco , que consta ter estado ja prezo por ladrão ; pa- 
xece qiie vai todos os dias á Sé fazer oração , com o» 
braços abertos, á snr.* da Rocha, como costumâo fazer 
08 Lazaronis cm Nápoles, quando tem cpmmettido, ou 
eslâo para commelter algum roubo, ou assassínio : cons- 
ta que he certo todas as tardes na loja do livreiro Cae- 
tano , na rua da Prata. 

Agente 5 — Que historia he esta debuns doze Indi- 
viduos, que apparecerâo no sitio de S. Christovâo, ves- 
tidos á maneira do« homens de forcado, indo hum oo 
meio em andas, mascarado, e dois em cavalinho» de 
pasta, dizendo — viva a Rainha, viva o bairro de S. 
Christovão — viva S. Fernando, — ífc. acompanhando 
tudo isto grande numero de homens e rapazes? 

Agente 7 — Quem he bum tal Bernardo, que di- 
zem ser procurador do marechal Be resfo rd? A puré algum 
facto sobre a sua conducta publica. JLisboa ^ de S^iem- 
bro de 1824. 



( Para o Intendente geral da policia) N/ 33. IIIi»8" 
trissimo e Excellenlissimo senhor. Nenhuma noticia a« 
interesse tem chegado hoje ao .meu conhecimento, exce- 
pto porem os discursos, que se tem ouvido sobre a res- 
posta, que dizem Sua Magestade dera, a;htima notado 
gabinete Britannico. A^ nota inclusa contem oresuoioue 
taes discursos. Deos guarde a V. Ex.* Lisboa 3 de Se- 
tembro de 1B24. 



272 

Dissesse hoje que Saa Magestade tinha per si mes- 
mo resolvido os ires pontos, que formavão a substancia 
da nota do gabinete Britatinico, eesta deci^So be tão di- 
gna , que os verdadeiros amigos de Sua Magestade nSo 
podem recusar ajusta admiração que ella merece, peia 
energia com qne he dada, e pela sabedoria e politica 
com que he concebida. 

Diz-se , que fosse qual fosse o parecer do conselho, 
Sua Magestade respondera o seguinte. 
1/— -Que pelo que respeita á satisfação do que se deve 
á Inglaterra trataria' de pagar, estabelecendo ra«oa« 
veis consignações, eassignando hypothecas sufficientes. 
fi.**— -Que sobre declarar-se pró ou contra a santa aUian- 
ça , pró, ou contra o governo Britannico, elle consi- 
derava enf Carlos 10.* o seu parente, e em Jorge 4.* 
Qseu fiei amigo. Que nunca faltaria ao>que oligavão 
estas diversas relações, sem que se decidisse contra 
hum d^elles em favor do outro. Que nem a Inglater- 
ra , nem a França o havião consultado em seus ne« 
gocios, e que isto o authorisava para não declarar- 
ão. Que a sua real pessoa estava garantida peloamor, 
e fidelidade do seu povo , e este pelo seu paternal 
amor, e pela vigilância do seu governo. Que elle ne- 
nhuma parte tomava nos negócios internos dos ou- 
tros reinos, e que sendo Rei, não queria que se in- 
tromettessem com os negócios internos do seu reino. 
Que em caso /le crise apertada saberia resolver-se com 
dignidade, escolhendo sempre, entre dous males immi- 
nentès, aquelle que fosse menor para o seu povo , hu- 
ma vez que a sua real pessoa estava sobejamente ga- 
rantida. 



273 

3.* — Que em quanto aoConde deSiib-serra , seu primei- 
ro ministro, não entrava em detalhe do que elle fo- 
ra , que só lhe ciimpria olha-lo debaixo do ponto de 
vista que lhe offerece a epocha em que o tem servido. 
Que deste modo considerado ette ministro tem feito 
quanto eile mandara ; que lhe tem dado as provas as 
mais decisivas de fidelidade, e aferro á sua real pes- 
soa, nem o gabinete Britannico , nem elle embaixa- 
dor provarião o contrario. Que por estas considera- 
ções elle havia garantido este ministro , e não era da 
sua dignidade demitli-lo sem causa. Que se o embai- 
xador provasse facto em contrario , elle daria toda a 
devida satisfação. Que tal era a sua resposta , até 
mesmo porque as notas não erão dignas da su^a real 
presença. — 

Mais dizem, que Sua Mageétade dissera aos raimV 

t90s estrangeiros, que participassem isto ifte^mo aos seus 

Soberanos. -^ 



(Para o Intendente geral da Policia) N."* 34. ílliis» 
trissimo e Excellentissimo snr. — ^Na conformidade do 
que disse a V. Ex.* na minha carta de 3^1 do mez passa- 
do, levo ássuas mãos o relatório incluso, que diz respei- 
to ao Provedor, e Juiz de fora de Viana. Deos guarde 
a V* Ex.* Lisboa 3 de Setembro de 18M- 



O actual Provedor de Viana, Joze Manoel de-Sou» 
za Ferreira de Castro , foi hum dos regeneradores de S4 
de Agosto de 18S0; membro da Junta provisória, e da 
de convocação de cortes ; encarregado da pasta dos ne- 
gócios do reino em 11 de Novcànbro d'aquelle anno; e 



274 

em seguida nomeado Provedor de Viana, em cujo lugar 
se fe2 diã>tincto pela exaltação de seus princípios consli* 
tucionaes. 

De ultra liberal passou a exaltado realista, na que- 
da da constituição, tarnando-se para logo bum temível 
sanguinário (1) coberto com a capa do realismo não hou« 
ve atrocidade que nâo commettesse, no dislricto da sua 
jurisdição, contra os homens de bem. Distinguio-se sobre- 
maneira por oceasiâo da rebellião de 30 de Abril; pro* 
moveo então buma subscripção na villa de Ponte de Li- 
ma para solemnizar esta rebellião, ordenando ao mesmo 
tempo a prizão de muitas pessoas, cujo comportamento 
lhe devia servir de modello ; e achegada da proclamação 
de Sua Magestade, de 9 de Maio, tratou de inçulca-ia 
como origem de funestos males futuros. 

. ^ 

(1) Realmente os homens exaltados sao a peste da socieda- 
de. Quem mais liberal, em 1820, que D. Gil? O seu enthu- 
siasmo pela constituição foi tal , que muitas vezes , no theatro 
da rua dos condes ,. interrompeo os cómicos com huma gritaria 
sem fim. Quem mais liberal, em 1820» que o Alpoim, o poe- 
ta do Cabreira? Ainda íembrão os seus versos, e as suas odes, 
repetidas no theatro de S. Garfos , e no quartel general do lar- 
go do Quintella. Quem mais liberal, em 1820, que o tenente 
Paiva Rapozo? Este, sobre huma meza, na loja doMarrafe ao 
arco do Bandeira» dava, e fazia dar, vivas á constituição. Quem 
mais liberal, em 1820, que D. António da Silveira? Foi tal a . 
sua exaltação , que chegou a espojar-se no salão do theatro de 
S. Carlos na noite de 17 de Setembro. Quem perdeo D. Mi- 
guel? Os exaltados do seu partido.. E quem ameaça a nossa 
existência politica no momeilto em que escrevemos esta notaf 
Os exaltados liberaes .... 

Lisboa ô de Junho de 1835. 



275 

Parece que os habitantes de Viana tem levado á 
presença de ElRei huma representação, em que expoa- 
do miudamente a conducta criminosa e infame d*este 
Provedor, pedem que Sua Magestade se sirva mandar- 
lhe formar culpa, servindo de corpo de dehcto os muitos 
documentos originaes que comprovão os factos referidos 
na sua representação. 

O juiz de fora de Viana, Carlos Joze da Cruz e 
Souza, he hum dos magistrados que mais se .tem ban« 
deado com os facciosos do dia 30 de Abril , manifestan- 
do-o por actos ostensivos, e sentimentos públicos, econ« 
correndo por todos os modos para os funestos e subversi- 
vos factos praticados naquella villa. 

ja de longo tempo mostrava este homem hum for- 
mal desapego, e nenhum affecto a ElReí, prehenchendo 
pessimamente osdeveres do seu cargo; achegada das pro- 
clamações de S. A* o Infante , lançou de todo a masca- 
ra, e patenteou toda a sua perversidade; passando a in- 
vectivar contra Sua Magestade, exacerbando assim o 
ódio dos malvados contra o mesmo senhor. Passou logo 
a delinear hum solemne Te Deum, que teve lugar no 
meio de estrondosos repiques de sinos, luminárias , e fo- 
go doar, dando todas as demonstrações do maior jubilo. 

Não decorrerão muitos dias que não chegasse a Via- 
na a proclamação de Sua Magestade feita em 9 de Maio; 
então se manifesta visivel, e escandalosamente a magoa^ 
eafflicção deste perverso! Não occulta o seu resenti men- 
to por lhe falharem assuas mais doces esperanças; e pro- 
cura, ainda que debalde, espalhar e fazer acreditar que 
aquella proclamação era apocripha, e obra dos Pedrei- 
ros livres: os quaes, dizia elle , tinbSo EIRei prezo a 
bordo da Nau Ingleza. De nada lhe serve o ardil , por- 
que sendo apenas acreditado por hum punhado de mal« 



57(5 

Tados como elle, o desembarque de Sua Magest9de fas 
c^hir a grosseira impostura, e foi só então, depois dp 
ali ler chegado at)otícia, que insinuou acamara houves- 
se Te Deum , que só se effecluou no dia ^0, e que mais 
parecia hum oíTicio de defuntos, do que huma festa de 
acção de graças ao Altissimo por tão plausível aconteci- 
mento. 

Alguns factos anteriores manifestão bem a malda- 
de doeste Juiz de fora: entre outros notaremos as frequen- 
tes conversas tidas em casa do governador, que foi do 
castello d*aquelia villa, Joze Pereira de Castro , incul- 
cando a necessidade de passar o governo ás mãos da Rai- 
nha , como mai.s suave o governo de huma Senhora , c 
preferível ao de hum homem! Nã9 iia elogios que não 
tenha tecido a S. M. a Rainha, ,e a S. A. o Infante, 
fepresentando-os sempre como únicos que podião fazei a 
fortuna de Portugal. 

Nao omiuiremos tSo pouco a sua conducta publi- 
ca depois do dia 9 de Maio, porque ella .manifesta com 
toda a evidencia quaes são os sentimentos de que se acha 
possuido, sentimentos que não procura occultar, e que 
por isso tem escandalisado os honrados, e fieis Yíanezes. 
ApparecerSo na villa de Viana alguns pasquins concebi- 
dos nestes termos — viva a Rainha, viva o Infante — 
JEIflei-o-nada — e sendo estes de natureza tão insuitante 
e subversiva, não fez pesquizas algumas, não procurou 
tirar devassa, nem tão pouco se cançou em ordenar ao 
vereador, Gonçalo de Barros Lima, que procedesse á 
devassa do. estilo, visto que elle juiz de fora estava ser- 
vindo de corregedor da commarca. 

Nâo foi, porem, ommisso em faze-lo quando quiz vin- 
gar^-se-de alguns individuos conhecidos, amantes de EI- 
JBei, e do seu ministério; abrio enlSo devassa contra 



^71 

quem lhe parcceo com o pretexto de entrar no conbeci* 
mento das suas opiniões politicas, e n'aqiielle acto ia- 
querio com particularidade sobre os bons, e fieis Portu- 
guezes, que não podendo suffocur seus nobres sentimen« 
tos, nem querendo condescender com a perfídia, havião 
illuminado a frente das suas habitações na mesma noite 
que souberão, pela proclamação de Sua Magestade, que 
o mesmo augusto senhor ja se achava no pleno exercicio 
dos seus direitos, elivr« das nefandas garras dehuma fac« 
ção Ímpia, e monstruosa. 

Passou em seguida, animado por hum espirito bai- 
xo e vingativo, a assaltar as casas dos que havião posto 
luminárias, ou dado outras demonstrações de publico re- 
gozijo, e batendo á porta com estrondo pela alta noite, 
os obrigava a sahir para o acompanharem no giro da 
ronda, quando em sua companhia levava tropa, e suffi- 
cientes officiaes de justiça para semilhante fim. 

Citaremos mais os factos de não haver procedido 
contra Joze António da Silva, negociante fallido, que 
ultimamente chegou a Viana, vindo de Lisboa, e divul- 
gou a noticia da próxima chegada do sSr. Infante para 
libertar os Portuguezes, dizia elle, espalhando ao mes- 
mo tempo outros boatos absurdos, eda mesma natureza; 
sendo notável que ja antecedentenienle tinha apparecido 
em Viana outro negociante de Barcellos, a justificar pu- 
blicamente a conducta de S. A., e os acontecimentos 
do dia 30 de Abril, dizendo que era falso o elle Infante 
querer assassinar seu Pai, maz sim depo-lo. Este indivi- 
duo entrou, fallou, esahio de Viana sem o minímo em« 
baraço, ou incommodo, 

A todos estes factos criminosos accrescen taremos 
por fim, que appellida os seus sócios, honrado* Portugue- 
ses , em quaato chama constitucioaaes a todos os outros^ 



'578 

'dizendo que òs hade esmsigar. Não attende lâo pouco a 
queixa alguma feita pelos segundos contra os primeiros, 
e manda que lenhão paciência, porque he huma conse- 
quência necessária da ordem das cousas ! Para cumulo 
de perfídia consta que tivera o arrojo de officiar á inten- 
dência geral da policia, assegurando com alehvoso desf- 
eara mento — que a proclamação de 9 de Maio tinha ew- 
chido de amargura o coração dos fieis , e honrados Por" 
iugue%es! — epitheto com que denomina os facciosos, e 
sanguinários seus consócios! 

£Í8-aqui em esboço alguns dos muitos factos pra- 
ticados por este magistrado, factos que altamente de- 
põem contra elle, eseus sectários, parecendo que exigem 
prompto remédio, que possa restituir aos fieis Vianezes 
aquelle spcego , e tranquilidade , de que não gozarão em 
quanto ali se conservar este inimigo do throno. 

Lisboa 3 de Setembro de l&34u 



PARTE DO DIA 4 DE SETEMBRO DE 1824,. 

Hoje espalha vão-se os seguintes boatos: 

Que o Marquez de Chaves he mandado sair de Lis- 



boa* 



Que o Ministro da justiça vai a ser demittido. 

Que os Marquezes de Borba, Olhão, eBellas, ti- 
nhão sido intimados para não irem ao Paço até segunda 
ordem. 

Que S. M. Chríslianlssima continuava a estar bas- 
tantemente doente. 

Que S. M. Catholica, e a Rainha, Unhão sabido 
de Madrid para Burgos. 



^79 

Que a tropa He$pan.hola , que se achava em Sara- 
goça, tinha levantado o grita. da rebeiliâo. 

Que fora descuberta na Prússia huma sociedade se- 
creta, que tinha por fim transtornar a fornia do governo 
em Ioda Ailemaaba« 

Quelinhãosahido deHespanha para França aguar*- 
da de corpos Franceza. 

£ fiaalmente — que Joie Bonaparte tinha chegado 
« Inglaterra. 

Todos estes boatos tem animado os exaltados de 
apbos os partidos* 



Indagações* 



António Luiz» carcereiro dacadea da carte tem-se 
manifiestado inimigo do governo; costuma ir dormir no 
segredo com os prezos de 30 de A brii ; estava ao facto 
da rebellião daquelle dia , mui previamente ao fatal suc- 
cesso ; he estimado ^e S. M. a Rainha , que o distingue 
com muita particularidade; e não disfarça os seus senti- 
mentos: nestas circunstancias nâo nos admiraria, que 
em seguida de qualquer dos lautos jantares j que dão os 
(presos, lhes abrisse hum dia as portas da cadea para os 
pôr em liberdade. 

Ha hum capitão tenente, chamado LuÍ2 Sabino 
Tinoco, que de ninguém se occuUa para dizer mal d'El- 
Rei , e do seu governo, e busca para este fim o arsenal 
da marinha , onde todos o ouvem. Ja alguns o seguem y 
como hum Joze Caetano de. Mesquita, capit^k) de fraga- 
ta, homem estúpido, e muito propenso á maldade; e 
hum Joze Bernardo Lacerda, tenente coronel reformado 
da brigada real da marinha, que proçuri^ a p^rla do 



280 

4}imrtel para espalhar doolrinat subverai¥as, eóppostas á 
■boa ord^m. ^ 

Hoje expedio-»se huma ordcoí pelo quartel general 
da naariaiia, ao commandante do porto Vasco ncel ios , 
para que a certa hora deterooinada fizesse desembarcar a 
tropa da brigada, tanto do navio do seu commando, 
como da esquadra , para o enterro de hum tenente ge- 
nei^ai. Assim o mandou executar o referido commandan* 
te. A*s três horas, estando o commandante no seu quar* 
iel em terra , chegou-se a elle hum algarve dos que serve 
no arsenal, dizendo-lbe-— que mandava dizer o senhor 
ajudante do inspector, que suspendesse a ordem do de-* 
sembarque, porque ja nâo era preciza a tropa — A tâo 
curioso mandado respondeo o judicioso commandante 
Vasconcellos, que nâo ignora os seus deveres e sabe cum* 
priios — que dissesse ao senhor ajudante, que não sus« 
pendia a ordem sem outra porescripto, vinda do quar- 
tel general competente, ou da secretaria de estado — 
Retirou-se o mensageiro, é pouco depois soube-se que o 
ajudante d*ordens do marquez de Vtanna por preguiça, 
ou desleixe em escrever a ordem , delegara isto verbal* 
mente no ajudante do ins})ector, e este pela mesma ma- 
neira , no seu criado- algarve! Ora eis-aqui como se tra** 
tào movimentos de tropas, em tempos tâo críticos, e 
milindrosos. 



guarda cia àoucta» 

Hoje pela tarde recebeo a guarda da policia hudi 
insulto publico no sitio da ribeira nova: correrão atrás 
de hum booiem decasaca, porque outro, que não trata- 
rão log^ de segurar como devião , lhes disse que era la* 
drão; o perseguido era pessoa bem vestida, mas vendo- 

BR % 



281 

te acoçado entrou pela praia, emetteo-se n*agna até on* 
de tomava pé; ali foi seguido por alguns soldados da po- 
lícia, que dentro dai canoas fa2Íão dcligencias para o 
agarrar, até que conseguindo segura-lo, hum dos sol- 
dados lhe descarregou buma grande pancada com luim 
remo, a qual lhe fez cahir o chapeo, e dando-)he outra 
lhe abrio a cabeça, fazendo-lhe buma forte fractura ; a 
este impróprio procedimento grilou o povo que se acha- 
va no cães — larga, larga, mata, mata essa<:analha de 
soldados! -*-e no mesmo momento hum chureiro de pe- 
dradas, e muitos páos alçados sedispozerão contra aguar- 
da , que sendo composta de doze homens largou o prezo, 
sofrendo hum dos soldados até o insulto , porque tr^ía 
o chapeo do ferido , de lhe bradarem ^-oU ladrão larga 
o chapeo! — o que fcg no mesmo momento sem mais re- 
plica! 



Espirito publico: 

A salutar írifluencia dos enérgico» decretos que man- 
darão processar sumariamente os reos implicados no lior- 
roroso otlentado do dia 30.de Abril, sustentou oespiri- 
to publico com pequena variação, . ainda que o partido 
sanguinário não tem poupado- esfojços nem deJigencias 
para Contrastar a geral impressão produzida .-por effeilo 
d^aquellas medidas opporlunas/ Assim nâo deconeo dia 
algum da passada semana, em que este partido deixasse 
de propagar, ora aproxima chegada do senhor Infante, 
ora a vinda do Príncipe Real, ora a éntradíi de tropas 
Prancezas, e mil outros boatos quaes deli es mais absur- 
dos e confradictorios, com o fito somente de semeai a 
confufào e a cizânia, para entorpecer o processo dos*^"^ 
fiocíos, ou pelo menos ganhar tempo , o, querepu^*^ 



Ô82 

«íeio triunfo. Ousado e emprehendedor %e manifesta ain»^ 
da .este partido, pela estada da senhora Rainha em Que- 
luz! Deste astro influente recebem os partidários calor, e . 
ganhão animo para novas emprezas, pois que julgão no 
governo demasiada fraqueza, e mesmo impotência para 
conseguir remove-la para fora do reino, não obstante o . 
quanto he prejudicial a sua estada ali á segurança dã 
throno, e á publica tranquilidade! Com magoa reconhe- 
cem 08 bons e fieis portuguezes , que os homens, ou pa- 
ra melhor dizer, as feras que pertencem a este partido são 
não só incorrigíveis, porem ate mesmo irreoonciliítveis , 
mostrando pela sua conducta subsequente ao dia 30 dé 
Abril , a sede de sangue e de anarquia porque anheíâo : 
estas demonsUadas verdades impõem ao governo o peno- 
so dever de ser severo, aecelerando o pròmpto castigo 
das culpados: assim o exige a publica segurança, eo 
decoro de hum tlírono, que desejando apoiar-se sobre a 
clemência, o obriga a obstinação dos perversos a firmar» 
se com a implacável justiça. 

Algumas noticias de Héspánha espalhadas peloi 
exaltados liberaes, augmcntadaS a sen sabor, e escuda*' 
das para serem lidas pór veridicas, com a falta de entre* 
ga de cartas de HespaiVha ^ ttem aquecido as. cabeças de' 
alguns 'mais tenazes em suas opiniôe^;''a paíie Wf)dhr&*' 
da continua todavia a monstrar-sé indifferenlc aos- boatos 
successi vãmente propagador; e pode assegnrar-se qiieos 
inesmos exaltados nâo tem nem chefes, nem direcção. 

O espírito da tropa parece ganhar alguma melho- 
ria: o pagamento das fardetas vencidas, que lhe tem si- 
do promettido, tem em geral causado contenlamenlo na 
soldadesca interessada, e ávida de dinheiro; com tudo 
podereputar-^edemiii epheniferá duração semiihbntc con- 
tentamento, e só filho dó "m^ótefento. He indubitável que 



283 

para melboraf o exercito ^ tie necessário refundilo, não 
tendo buriíanamente po»8Ível tornalo por outro qualquer 
meio aos seus deveres. 

Tem-se observado nesta semana certa inquietação e 
irísteza entre o clero que se suppõe efieito dealgunuis no- 
ticias de Hespanba, posto que elias não sejão de natare' 
aa aterradora. Alguns individuos desta classe , conheci- 
dos por acérrimos declamadores, guardão huia sileacio 
pertinaz , e reconhecem bem a seu pezar qu^ os meios ds 
moderação, e as medidas conciliatórias, que tanto abor- 
recém, sào as únicas que podem affastar dequalq^jer paíi 
a rebellião e a anarchia. Se Sua Magestade CalboHca, 
em vea de prestar ouvidos a frades fanáticos, e aclerigot 
interesseiros, seguisse osdictames da prudência dequetio 
nobre exemplo jlie tem ministrado o senhor D^. João 6.', 
não teria que suffocar rebelliões que a cada passo brotio 
naHespanba, e pouparia muitas vidas immoiadas ao 
fanatismo politico e religioso. 

A influencia da classe nobre e preponderante não 
tem*passado dos Paços rea^s; limitasse á intriga de cor- 
te, para diminuir a influencia ecredito deste ou daquclle 
ministro. O publico, excellente juiz nesta matéria, fas» 
cada hum a justiça merecida-, enão duvida asseverar qu0 
o. único nobre que marcha pela estrada franca do hcta 
publico, e firmeza do tbrono, be o £xcellentissíaao Con- 
de de Sub*serra. £m geral a classe da nobreza oiostra-s^ 
pouco satisfeita, e em suas acções não o occulta, P^' 
cujo motivo decaie de dia em dia do conceito geral* 

Kntre as authoridades constituídas não ba mudan- 
ça , e a classe da magistratura não melhora, por isso 
que ainda entre os julgadores está bum Belfort, bu© Mat- 
tos , e outros muitos , que em vez de julgadora merecião 
ser j ulgados ! i 



284 
Paço. 

Em quanto hum partido , que ja se oâo occulta 
trabalha por afastar os homens que mais receio lhe cau« 
são 9 procurando desacredita los por todos os meios, ja 
com pesquins, ejacom falsos boatos; transpirão por fo- 
ra cousas particulares que a serem certas, mostrão o pe- 
rigo em que se acha Sua Magestade, e os seus fieis súb- 
ditos. DÍ2*se que se procura , por meios perfiidos e ma« 
cheavelicos, desviar do ministério o único homem que 
traJbalha coro bom aniniK) para sustentar o thronn^ e 
promover o bem da nação, fazendo recair o odioso, dé 
tudo quanto se faz de máo sobre elle : nas actuaes cir- 
cunstancias repulão os amigos da ordem , semilhantes 
intrigas huma calamidade publica, por isso que nunca 
houve epocba mai» milindrosa para Portugal, retalhado 
hoje por partidos^e facções. Ai de nós, dizem os mode« 
rados, se o Paço apresenta tão funesto exemplo! por 
que de tão perigosa circunstancia hão*de aproveitar os 
malévolos para realisurem seus nefandos projectos! Mas 
eomo deixará -de assim acontecer se no Paço ainda ha 
indivíduos de hum e outro sexo, que contribuirão para 
es acontecimentos do dia 30 de Abrii; e que por sua' 
conducta suspeitosa , estão fazendo ao presente objec* 
to das pesquizas da policia ? ! 

Os bons Portuguezes vêem nisto hum novo efietto 
desta força das cousas, que impelle Portugal todo para 
bum abismo de incalculáveis desgraças. 



1^85 

(Para o Intendenle geial da policia) N.^^Sô. Illus- 
trissimo e Hxcellentissimo senhor — Ha três mezes pou- 
co tnais ou menos que passeia em Lisboa hum Joze An- 
tónio de Áraujo, natural da Bahia, filho de outro do 
mesmo nome, e commerciante naquella praça. Este ho- 
mem be bem conhecido pelo nome de Lord Guindaste, 
•Barão da Impostura, e Marquez da Victoria. No prin- 
cipio da revolução do Brasil fugío da Bahia, e foi revo- 
lucionar o Morro, e chama-lo ao partido Imperial, pa- 
ra cujo fim enganou o governador Madeira para o dei- 
xar sahir com vinte e cinco mil cruzados, que efièctiva- 
mente levou dizendo que era para ir comprar mantimen- 
tos. Continuou a sublevar os povos , obrigando a capi- 
tular o official que estava encarregado do commando da 
farfcaleza do Morro. D*ali mandou artilharia para a ilha 
de Itaparica, que também revolucionou, bem como to- 
dos os povos visinhos ate' Perjuí. Por estes serviços, epor 
haver remettido para o Rio de Janeiro todas as madeiras 
de construcçao que apanhou na província da Bahia, a 
fim de não se utilisar delias a nossa esquadra, foi pre- 
miado pelo Imperador com a commenda da ordem do 
cruzeiro; fe com os muitos roubos, que fez aos Europeos 
nestas sublevações, comprou huma escuna, que carregou 
de tabaco, eque veio vender a Gibraltar, d*oQde veio pa- 
ra esta capital. 

Logo que chegou a Lisboa foi para avilta dasCal- 
das, aonde dizia «er hum Fidalgo Brasileiro que andava 
viajando na Europa. Das Caldas passou ás agoas fér- 
reas da cabeça deMontachique, ed*aqui regressando pa- 
ra esta capital, acha-se actualmente alojado em casado 
desembargador Joze Manoel Ribeiro , casado com buma 
tia do mesmo Araújo, procurador da coroa, e morador 
á Lapa ; sendo de ax)tar que quaado partio para as Cal« 



2m 

"âás, defxcfti lititn babá em casâ doBar&o dé Porlo coto 
>da bandek^^, n^o o confiando da guarda de seud paren- 
tes ^ $iFppondo«8e qAie contiiiba algiHna correspondência 
Importante, e não dinheiro. 

Este homem be tido e bavido por hutn espião, e 
agente do Brasil , e se t> não he não deixa de ser hum 
grande criminoso. Tem passeado francamente por toda 
"a parte «om desdouro do governo , e coin magoa espe* 
cialmente dosinfeRces emigrados da Bahia, de cujos ma« 
ies cHe he origem. À vida deste individuo be hum com- 
posto de iniquidades e dê crimes. 

Apresso-me a commuiircar o referido a V. Ex.* 
porqoe ba noticia deste homem sahfr no primeiro paque- 
te. Heje ainda entrou em casa do Barão de Sande, que 
deixou aqui parte da sua familia , o que fa? crer que ell# 
teve correspondência oom Queltiz , aonde ^Í2em ter ido 
«Igiimas vezes — Deos guarde a Vi Ex.* Lisboa 4 de Se- 
tembro de tôSé. ' 

. ■ ••B UI 

PA«TE DO DIA 5 DE SETEMBRO DE 18«*, 

Indagações. 

K3o contentes os partidistas da anarquia de espa- 
lhar suas opiniões sanguinárias nas cidades , evillas mais 
populosas, elles vão ainda ás mais insignificantes aidea^s 
propagar doutrinas as máís infames, e subversivas. 

Na cabeça de montachíque hum fr. Manoel dos 
Santíssimos corações, do hospício da carrerra dos cavai- 
los, tem proclamado-— que a naçSo portugueza só seria 
feliz se tivesse atesta doseti governo o senhor Infante, ou 
à senhora Kaihha; que aquelle ja se acha em Hespanha 
eom ciiicoenta mil homens^ e em bfeve entrará em Por« 

«s 



mat vezes, fica-o substituindo bMm M^íao^I •^rg0^ 19^1*- 
ch3<isUè d*ai^^Il« Qiestno itug^iv^ de sotie que ja i»âo ha 
fpor á<}uel&es. sâiiot Oienhufli pobre aUe^o. qtie nlxi aaiba, 
« acradite semilhaiites patranhas par ell«s dixul^adasw 

NJÍQ he floenos escaAdalpso o paároco tia igieja da 
JLon^, Anipt^w daSiíva Diiart« Qu.8ar0.M»a, qq^^foii buta 
4m c<ptt»*>Qrtadorfe9 db ai)i9rq;«ia 00 diajadQ AUfii; ves- 
tindo-se de caçador e ariQadf> àè espJMgard^ , foi ao. silio 
ida cabfçik de ti^oiHaeiúquí^ no^ead^ ^ ^d^n^i^^, e ali 
^rmdeo hM^ padise que se ai^a^a A/iqudlQ liigaar pcw or» 
4^91 do govtiípo^ 

, 'rai»i;»^i» ^U app^reçeci, e ik^^e^ew lí^ortalguiisdiai 

ibiMimi len^^i^ do^ ri^gimçnlq d^ii^faniaeia »/ 19^ por nome 
igM>4^li&Q. dj$ .Cari» P^i&Q(Q » . Q ^1^1; ^v^Q^i as mâsmàs 
doutrinas de rebelliâo, com ião escandaU^ aiidaoi» que 
foi rebatido, edescoropeatg j>pr T4H»«tonio daSilva Bra- 
ga , capitão tenente, que ali se achava. 

-Roberto Mearia da Grurz , procurador do Prior mór 
de Christo disse hoje — «que o I?rioi| mor tinha a sua de- 
fesa prompta; que "o prificipal fundamento delia era a 
illeg;^lj<iade da sua prisco , e ^ inç/omp^\^^çh 4a aulho- 
ridade, por c^jj» ordeq^. seUavj^ pxuçf^idQ çoatf:^ alie, o 
que ja tjnba, priíicipjadp aden^onst^a^ qaasuas lesppstas; 
que esta defesa eça hum chefe d'obra , e elje Prior OíPí 
esperava lha ad,millissem ; que qui^Iquer <iu^ tosse a 
sçntença, lençion^v^ m(|nda-Ia impriinir,, p^XA «noslrin 
ao mundo inteiro as vi^ler^cia^ deque tem sida viçtvma — • 
Pbservai%d.o-§ç-m«; que Q& seus Uf^bullíO* j^j^t»iri5x>^ q 
qiic elle Prjpr mói r>ada maja aoCrixia, rfjsp<5>pdw.T7Tqu|| 
isja QÔp era.^wimi PP^BM? .0 nai.qi^,^i(> íj^\,v^ al^^i ti|)bft 



S8« 

f%m«d1o ííhAo faser eulpt^loi^ cdm jufttlça' án sétn ella^ 
])ara jiiátificar*8e, com aíS «orles estrangeiras^ «ia tncarnt^ 
«ada em que «e métehi ^etde dO de A<brll fMira cá; que 
o ministro da Rússia Ja Utrba deseriganlKlo o seu sobera^- 
no, porque lhe tiaiia formalmente declarado, que o mi* 
nistro á^sisieiite ao despacho o bavia iUudido; que isle 
•era muito delicado^ pois<(ué os gabinetes da santa allian:- 
^a 9 liàhão exigido a ra^ão dos procedimentos que houve 
<:ontra ôsnr. Infatrte, porquê de faotõ eile tinba sido «lea- 
■terrado 9 embora eiles clamassem , e dessem o nome q«ft 
quisessem ao que 4he fizerâo ; qiie esta declaração do mi^ 
nistro da lirnsia^tiarba sido posteríó^r aos diploirras deap»- 
provação do seu soberano •"-* e ooQtinupu^-^que o Prior 
mor estava exasperado , que dizia que nem mesmo no 
tempo do systema desorganísador tinha sido tão mal 
tratado ; que naquetie t^mpo Tioncà fora atacado no seu 
decoro 9 que sim o tinhão mandado sabir do reinfd, mas 
de lium modo correspondente á sua dignidade, e á sua 
.pessoa ; que tedo o que lhe fazião agora provinha d*elle 
nunca abaixar a cabeça a esta canalha ; que logò qiie 
voltara do seu degredo fora comprimentar a ElRei,. e á 
senhora Rainha, mas nunca o Palmella, nem o Pam* 
plona; e que nem mesmo encontrando-os jamais fize- 
ra caso d*elles — rematou dizendo <— que tinha fallado 
hontem com o desembargador Ferrão , que era o relator 
da commissão nomeada para julgar osprezos do dia 30, 
o qual ttie tinha dado lisongeiras esperanças^ ao menos 
.pelo que estivesse da sua parte. 



Intendência GERAL da policia. 
, O obefe que preside a esta repartição tem gaii4io 
créditos, e n>erece o melhor conceito peja sua modera- 
rão: isto repelimos com o maior prazer, e sem mira a(- 

ss S 



S89 

giíMna ãe awfulaçao*, qu« não cabe em- nosso pcílo , onde 
«ô achão guarida a verdade e » franqueza 9 unieas- qAie 
guião a nossa penna , como^ se ler4 observado. Ao passo 
que os amantes da ordem- fazemjusti^a aS.. Ex/, só de- 
sejarião inait^energia e rigor paca com o$^ criminosos^ ja 
^4ie a experiência tem mostrado ser iniUit a- brandura pa- 
•la com os perturbadores dd ordem puUioa. Concordao taa> 
bem^. na demonstrada necessidade de liáveis grande vigi- 
lância com o partido sanguiaurio. Niuicaitem sido mai« 
necessária a energia^da policia do que 110 momento actu- 
al; se afrouxa, este partido cresce, gan^ia força, e ao 
soais leve sopro levanta lavaroda, que prestes hade devo^^ 
mi t consumir quanto resta de bom e fieL 



Minis teria. 

Qne penosa paríilba nos cabe em* ter que meneio*» 
D<ir bum dos pontos mai^s graves e melindrosos nas actu^ 
aes circunstancias^! Queremo»< faltar na falta do íntellii- 
gencia entre S. K».* o Conde de Sub-serra-, e o ExceK 
lenlissimo Marquez de Palmella ; falta esta que dala do 
momento em que- o Excelleniissimo Gondc de Sub- serra 
'Officiíira a ^i Ex.* o Marquez^de Palmell;i para saber se 
elTectiva^fnenle se havião pedido forças estrangeims em 
Inglaterra par<| Poriugal, ao que o ultimo respondera*, 
do Imm modo equivoco, e pouco satisfactorío. 

Se perigosa ao real scr^vlço ,. e mesn:io á pubiica 
tranquilidade, he em epocbas vulgares edesoe^go,. a 
desunião do ministério de qualquer nação, em cujas mãos 
eslâo depositados os negócios do* estado, que terrível ede- 
fjúncstas cçnsequenciaf uão será esta faka de uniSo, cm: 
buma. nação. que se pode suppôr viclinwi de partidos^ e 
iofre;idp coutiouns» oKilIaçSea do eaibale d^ contrarias 



2SD 

paixões! líb grate damne causaria dê certo a total des- 
truição da ordem eslab«Ieclda , se por desgraça soasse en- 
tre o vulgo-, ou. o que peior he, entre- os conâpiradores 
tão funesta noticia : raeio tvíumpho seria para os malva- 
dos a publi«açdo de iHim successo tão aterrador; 

Seporeoi^, por nossa desgraça , continuSo essas de- 
'sa venças y em breve- seremos victimas de hum partido 
ávido de sangue, e que por ter união nos hade desgraça* 
damente esmagar, apresentando ao mundo inteiro o fa- 
jeesio exemfílo que aonde falia a união, falta a força 1. 



J' 



azeta^ 



Al^^umas vezes, levados pefó nosso zeTo, temos pe*- 
gado rra penna, e lançado fluentemente as apoucadas- 
idéas que nos occorrem , e que quando não tenhão oulro 
mérito, Rrairi^festãò ao menos oS irossos sinceros desejos 
^elo credito dò governo. Nolártubs por diversas occasiões 
o péssimo efféiía què prodtizem no publico asnoticias da- 
das- pehi gazeta, quando nãò apresentâb o cunlío dà ve- 
Tosirarltíafiça, ou quando éscriplas em estilo chulo. Sem 
querernios dèpftmir, nem mesmo rndÍ5j)ôr os redactores, 
que avoz geral • trata de inKabeià, e dèslituidòs de são- 
critério para o melindroso encargo dà redacção de hum. 
papel, que se suppõe orgSó dó ministério; compre-nos. 
todavia dizer, que por vezes, alem dà pouco castiça lih- 
guágein , se aprcsen tão contradições e choca rrices, que 
mui naol secasãb com a dignidade e seriedade que este 
papel devfa assunwr; resultando d*àqut a total' incrèduli-v 
^ade dos feitores» nos objectos mesmo de conhecida vera- 
cidade. Pòr occasiâo dós successos dè Tarifa, vamos-í 
apres^itar biima prova sensrvel do que levamos dilo». 



a eUidtA participação do coalibahdaiit« do eatnfx> de (94^ 
In-altar — - f» Ja desde a noitjedè ^ para 9 «starra a praça 
em nosso poder 19 se liv^sse podido incendvarose bumádas 
portas y qué fei objecto principal dò fogo, nièts hum dos 
ba¥rÍ8 de pólvora sahto de tão ma qualidade, que não 
foi possivel arder !i»«*^ Ora be posai v«{ repctir-se vbooai> 
rice similhantê? A «orte toda doenito doestas op^raçSec^ 
eslava no bftrril que não ardeo ; o ofleito do9 outros não 
er{i ba«tante; 6 a porta que telistio á explosão d'ac|uéHe% 
cabia no momento em que pegasse fogo ao tal barril de 
má qualidade! ! 

E prosegue — - n Ja como disse , os rebeldes não 
tem navios em que se Mirem: os viveres escaceião-lhesi 
ainda que tem abundante vinho, e segundo manife^tão 03 
\isinhos, abundão em dinbeiro, pois dSo a seus soldados 
10 reales por dia.-—» 

Faltâo os viveres, mas tem vinho! Estão em apu- 
ro, mas tem dinheiro, a ponto que dão 10 reales a cada 
soldado! Que quererá isto dizer em Partugal e Hespa* 
nba , onde o dinl^iro vence todos os obstáculos? .... 

Demos porem de barato que com efifeito os rebddes 
estando cm grande apuro, tem dinheiro, e que sofrem 
os tormentos do Tântalo da fabula; he acaso politico 
dizelo e publicalo á face de huma soldadesca cobiçosa, 
que só cogita de dinheiro, ou dos meios de o obter ^ sem 
lhe importar como? 

Confessamos que he digno dos maiores encómios o 
systoma de communicar imparcialmente qualquer novi» 
dade que se recebe, mas quando esta pode i n volver con* 
tradição, he nSo só politico supprimila* xnstn ale mesm^Q 
necessário fazelo , porque do contrario reverte descrédito 
sobre o governo , que nesta questão de opinião he iosUu* 



dos. 

occorrer com remedi^» proaif|)lo ÁJfié^U^^ d^gdzetc^) que 
UoK^ fee> <?>^joQto 4e fi«>í lí^bi no^fwiíft j^Mc^ caudata ^ 
imprópria com que tem sido dirigida ^ Xqpi^f^fí'^ seria 
4 <ri^«»ipefi4>o«a wmího governo de (^^ K^.|yií§i»f»ft oig^«* 

(Para olntendenteVerãl da policia) N'*36. Illus» 
trissrlno e ExeetietitísftFmo serdior. Para satrsfírzer ao que 
V. Ex.* me dia na sua carta , da data de hoje , sobre ò 
mefhor modo de regular a ifhimiTiaçâo da cidade, com 
á precisa economia ; preciso que V. Ex.* ordene ao res- 
peòti TO administrador , que responda aos quesitos inchi- 
kos. Ainda que este negocio he inteiramente alheio da 
poHciia secreta, e sèm muita paciência senSo possa tra^ 
tar d^elle, comtudopára Isatisfazer aosdésejos de V.Ex.^ 
eumpritei as* snas' ordens' a^ste respeito. Õeos guarde a 
V. Bx'.* Lfsbôa ô dfe Seternbrode ISf-ii 



l.^-^Em qnantos districtos está dividíidFa Lisboa relátl* 

vamentâ á itUinrrinaçSò dta cidade? 
5/-i-Qiiaes sfiío nomiiráFmente as ruas, travessas e pra* 

çap «onyprehendidasem <rada district^ó ?' 
5.* — Quantos candieiros tem cada hiuna das ruas, tra** 

vessas, e praças? 
4.^' — Quantas pefísoasr ha enípFefgadas ttos depósitos, cí 
• na illuminaçãot? 
5.'^ -^Quanto he a paga que recebe cada htrní dosempre* 

gados? * , . 

6.* — Quanto areile consome poranno cada candieiro — 



^93 

qaaritos os aias em que ha ilIuminaçSo-«»e. quantos 

aquellei em que a não ha ? 
T.*— Quanto a«eite doce, e quanto de peixe te gasta 

diariamente em cada candieiro t 
*8,<' — Que mais aeeite se gasta aiem tio que se consome 

na illuminaçãa! 
•9.® — Que destino se dá ao Meile que cresce dos oandiei* 

ros, e as borras que ficão nos depósitos? 

(Para o Intendente geral da policia) N.* 37. Illus* . 
trissimo eExcellentissimo senhor Hoje apenas ha^a men* 
cionar o seguinte caso: estando hoje alguns pertendentes 
em casa do Conde da Povoa , apareceo hum carpinteiro 
de seges que serve a casa do Conde , e mora , segundo se 
soube 9 na esquina do largo de S. Carlos : depois de es<* 
tar algum tempo apareceo o Conde e iiido direito a elle, 
lhe perguntou o que queria ? o bom do homem puchou 
d*algibeira de huma conta ^ e pedio a S. Ex.* lh*a 
mandasse pagar por que precisava muito; a isto enfia- 
mou-se o Conde , e em alaridos principiou ás patadas na 
casa, vociferando contra o miserável, que lhe pedia des- 
culpa , a ponto que chamou peloi criados para lhe da« 
rem com hura páo ; desceo o homem incontinente a es? 
cada, e a par d'elle todqs ^s perteirdentes , que cuidan- 
do, que ocarpÍ4iteiro era requerente^ nâo quizerSo expor- 
se asemilhante insulto ; á porta da rua inquirirão porem 
a causal, .e hum d*elIes,sabendo-a, disse— *com efTèito 
bem fiz eu em me safar, pois que se o Conde da Povoa 
trata assim a quem deve, o que fará a mim que lhe vou 
pedir mercê! — O facto foi verificado, e contado de no- 
yo .pelo carpinteiro que sechama A,polinario. Deos guar« 
de a y. £x/ Lisboa 5 de Setembro de 1824. 



SM 

(Para o Intendente geral da policia) N."" 38 Illus»' 
trissimo e excellentissimo senbor« Sendo-me remetida a 
copia junta de huma proclamação que gira em Lisboa, 
e nas Provindas do porte, contendo' a narrativa doi 
males que temos sofrida com a alliança da Inglaterra^ 
eu me appresso a leva-la ás mãos de V. Ex.*" 

Diz-se que esta proclamação be escripta pelo ex- 
cellentissimo Conde de Sub-seria: he pois de suppôr que, 
algum inimigo de S. £x.% aproveitando-se agora da^ 
suas difficeis circunstancias, fingisse, e lhe attribuisse e«^ 
t.e papel para inculcar por meio d'«IIe, qué S.£x.^ havia 
entrado :no empenho de indispor a nação Portugueia coa* 
Ua a nação Inglesa. « 

Sem interpâr o men juizo sobre o contexto da pro- 
clamarão junta, isto he, se os Ingleses devem ser con« 
«derados mais como nossos tyrannos do que como nos* 
SOS amigos, oú se de facto somos vassallos da Inglater* 
ra, a qual, certamente, não passava de huma nação 
de pequena importância, quando nós dávamos leis ao 
mundo; direi que a perda do nosso poder e indepen-^ 
dencia, a nossa fatal decadência, tem oulr^ origem, 
não parte dos mesquinhos e frios cálculos do gabinete 
de S. James, nem das suas manobras e tramas; ella nasce 
de outras causas, que mencionarei a qui com a franque- 
za que me he própria. ^ 

1/ da perda das nossas antigas e sabias institui- 
coes, nossos costumes, nossas virtudes: (1) 3/ dos vi« 

(1) Nós fomos huma nação de heróes, em quanto a houra, 
ò brio, o desinteresse, e o mais ardente amor á pátria forma- 
va© o caracter portuguez : nos principiamos a declinar de nossa 
antiga reputação e gloria , quando começamos a perder o que 
essencialmente constituía nosso caracter nacional. He por meio 

TT 



€iM|. • crismei éá f^andteft 4« Pot»iig^ que^ em V60 
^Mo , ^ corçQJupf* I e. «é: tmáw fm j0 <i#cli«r dp hão* 

0^ .U r.u > i jv <' j i ' ''■ ! '■ : ■ ■ ■ "'" ' ' " ' '■ ^ ' '"' ■■■ " 

4^É!qti«nià8^¥h1U(léhf ^iw'naçSeã ás toais peqaéhás se elevaiao ao 
MtWgtiõ^deibfçá, dte consí<teríiçlo\ e eísplehdbr; esjíleiídor, 
MàáflhfaçlDi; eforç« de qae <te<âibetB » fogo ({áe pétdéitt sua^ 



•ei<iwyifefl) SiAim IK Mm ^^ p poéâo dMrigan» ^ ate piM 
1060, eia friecba que el^ tivessem probyJaáfts^!:fii3Ba*..d {ift^aatÍM 
■^ JEí(piw« fWrtafltwiittrte <i M<P»n»"> «alwipiir-fce graças» 
j^j^^a si,^ eiH^ Tb apa^i|a^<)6y^i^^jy;a«;|É4<;^:A9 fiíáMilfPt ael^ 
aj» do be<a^pi^cfl(>) n4^%t^>a JH^i* i^>'« 9^4^ buiií» cki! 
gpe «(^. ouvidt^ do Soberaua., ^f ^/oi^i^^ tji,r!^ .Con^il 
cll«s sal)iâo cooyerler a virtude^o» P^R^^.l tl^!^''^ *¥^<M)^ ^^r 
CO os não imitão 00 que hoje^ para desjgr^ça. de IV»rti||fal« en*;, 
luítào as avenidas do P. . . . , onde a caJuupnia ^ e a intri j^ ^q 
£icil ácrcessó tem actiado \ E ha Soberanos tão cegos a respeita 
d<ty potvir/^iíio esquecidos do passado» que nada apfendem! 
Súlnlttòii òà maà fiónram)6\ súbditos dé hun> mérito transcendeu^ 
fe y súbditos qtie acàbavao de fazer os mais relevantes seiyiçofir 
ití tí^rono » e á. patriàt acabao de ser victimas dos manejos oc* 
cultos» éakivosos desse bando de yilissitnos , eaegenerados Por» 
Ibguezés qoe» mais de trania vez» tem atraiçoado o throno» e 
s pátria L »». São míum» os exempk» que a nossa h^tprít ãn* 
tiga emodeiàa »es apresenta da ingratidão d«6 R«is: ^mm ba<^' 
ma das causas* mais poderosas da possa &jlal de^d^n^, « des* 
gra^a foi» ebe» a eonufção dos glandes, ff^^ geral Diei|tl» &lr 
lando, são o avesso do que &rão seu3 psim^#a avó». (^ vicioa 
e a desmoralisação da nobreza de Portugal, que coina^Mi ade^^ 
téuvolver-se com mais deí^ameiUo desde o st^da. de i)»4^u» 



boment de tétado;- eda &talt«hde de Pòrtofjil ler iiãoy 
ba loagèft annoi, InraUtros inabei», fofdidoa, è v«aaèè^ 
q«ie, longe de promoverem o bem da naç&o, k a gfo«* 
ria do «etr Soberano , só tratarão de letts partiètíiárei fii« 
leteMes^; só cuidarão em premorer todoa os hítmigos «b^ 
estado; ein perseguir, deagoslai:i ç. tornar, peto metteif^ 
suspeitos, os QQais fieis vasMullos, e servidores do Sobe^i 
rano; e o (que he petor aiod», só «uidái&o nos inteiee*^ 
fes da nikicãa, ou governo a q»iem, se venderia. -(S) 

Estas são as causas da nossa decadência: <iift» aoi^ 
f}tieixeiiioa poU da Inglaifi^ra ^ ^lueixemo^nos de nós mes* 
mo , do nosso desnaaieloy. do nosso desgoverno. A la^ 
glateira ba o que deve, ioiitanio-ia , façatnos nóa tí que 
eUa fai f façamoa o que devemos, e seremos ielices. Mae 
para isto be necessário qite se cumprãa as reae» proa^et^ 
sas; do contrario nem Sua Ma|^ade espere socego^ 
nem a naçSo espere hum termo a seus acerbos oçiaiea. it 
necesaidade de E!Rei dár buma carta cotMlifiicional aoir 
seus pavoa^ <mi de convocar | ao mmos^ J^<><PAa a9iti|(a% 
cortes , com as aoodificasô^ i q^ ,aV kiz^ 4^ fePl^^l ti It 
diversidade de circunstancias,, e (^of-ifOff^i^fsaiii^^Jiii. 
tAii|o> maior» q^wto. l^ certQ , ioc Sm«^ Ifi^^ 

S.*, I&icilmente .inficionarão as outras classes, que em tudo pni* 
curarão 'imitar a cíassie màís alta do estado; e cíeMLei então ço-^ 
meçamos a deixar dè ser o que ibmos. ÒxaTá que os Pqrtugue* 
zés que, á cnsta dè tanto sangtté e saeriÊcios, iii^upeiarão /seus 
ántigós feros i sua antiga liberdade , * jamais sè esqueçãor cCesta . 
verdade -*'que a infÚenclà dos grandes em toda' a patfe-iie fa« 
tâf) eqoé M^fíyiiMgàhe tBxkÁ miai téniivef V qnantó c4íeâ ei<f 
igtíerahtès éánltlbíciôsòs/-^ ' . ^ 

(fy* SferHwttos dlrtnasfedatÉienffréglBttsto «è qí*ijféssemot' mfeh-^ 
dbnar á(^f oe mihistròsPQrlIigtteeefi' tert(Sdòir JM»r iotetéèses' da' 
iAglktftià^ , e Al FVa»)i^i desde è^ tiftiádé dé> BlRtt !>. Jèze. ■- 

TT S 



297 

tpeiliâo buma, c aulra cousa: faltar a isto h^^querer 
prolongar nossos males ^ que nunca .lerão renoedio , em 
quanio nào tivermos buma representação nacional ,-or- 
^anisaiia^ feiía , o decretada pelo Sobornnn, c nunca pele 
jíévo. Det^guarde o Vr.Ex.* Lisboa^ de Setembro de 18^«k 



'Porlugiíezes de iodas as classes , e opiniões ? Sa^w 
cftie o 'femcíitido governo Jngtei muilas vezes tem dito, 
e B cada passo repele^ q fie- j a Kre somos pesados, e que 
a elles, unicamente a elles, devemos nossa independeu- 
di-à. Se résuseilassem as cinxas dos Veriatos, quec6nta> 
mos em nossa antiga bislorifl* (esses que abálárãe o im- 
pério Ront^auòf «q»e o leriio dteslruido , se hum punbal 
•Cassino hãò tivesse yindo etíi au^iKo dos fracos) que di- 
ií5o? Siiín que resposta dariSo nossos A pianos, e Cesa- 
]6eft ft esses insolentes •Bretões? Ah! Então tertão nossos 
wii^iú^ inimigos' ott vido da bocQ de nossos *pais, que 
PoKugàl fora independéftte, e que seus Alhos espantarão 
jn o Wu^do , ^ quando'iiifHia • o povo Inglês não passava 
de huma IHm de selva^ns; E^tfd-^iossos Ijrannos querem- 
de mais perto a resposta, pergunlera-o aos Freitas, Pa- 
checos, e tantos outros ínclitos Lusitanos, cujas proezas 
4Íésombrárão o mundo. 

A vós, ò Portugueses, be que esse orgulhoso po- 
vo Inglez, que agora. se vos quer ostentar tão superior ^ 
e que. parece querer^^vois fa^er bunaa graça da sua domi- 
nação ^ he a vós que deve o seu poder, esua ludepen-^ 
dencia; e senão, ^ consultai a historiai ali acbareis (ea 
vou rapidamente xútarf» vo-los) quadros expressivos da per- 
fídia, eingratidSo do governo, epovo Inglez, esse mons* 
tro., qiier não coateate com ter bebido nossa proap^ida* 



de j quer ainda agora sorver nosso sangue ,\.edèvorár nos- 
so caracter nacional I . , . 
' . Em quanto,. PortttgucRet , não vivenmB Ugado» a 
esta pérfido namo, a serie de nossos fiais foi litima serie 
dei her.Qes; e horoes erâo todtis os Rurtoigiiezes» Se nesse 
tempo sofremos algumas TÍcksitndes temporárias^ teóipo*' 
rarias erão as. causas, ,que.as produssiâa; porem quando- 
a [ngl aterra nos ci>tfou por casa (bem o sabeis) rouboi»» 
UQS Jodos Qs bens communs^; a«n'niquik>ii toda a nossa ri- 
queza , e. a tal ponto, que foi preciso, que. caixeiros lo* 
glezeç , c o .assassiao de Gomes Freire •( Beresford ) viei- 
sem n^&ndar nossos exércitos; quando oqssos pais, óPor* 
t^gi)ezes, antes flesttt allian^a , forão ojs niastf^.da^ giier-' 
r^.na.Eiu^opa^ Ásia, Africa, .e America. .QiAad^o ^m 
1640 nossos pais, com valor, de i^ortisgueaes , cc^segul-* 
râo.nosaaJqdepenítencia^ bailes a salvarão etn.cemibata- 
l|)as« £m 16^2. a nossa per^daai^IiadaireGonbeceo, sim'^ 
a nos9& ÍQdf|>endeilcia^ que aiogmdm « noa eon testa var; mas 
logo ,ecn;)6&I expetimeofámos Q»tri§t«8.afleUo4 d^sa de«r 
giagada ^lUança; pois^q^ie, semínioitiTo, »em r^aito.at»' 
giàffi^y ,vit9^ .tbioqueédo ojdosso porto daLi^hoa ptli^ eii- 
%u^dra do Almiraaie .Bkk&) ^arrdsii^tados qiiitilKífiiai[i«w». 
que na boa fé da pas vinliSoiicameai^ cáifegiiidckS dp 
Sra^siU: Km 16&4^fizQmQS còm.efii& na^iSp oMifa tratado; 
mas que frueto tiramos d*elle? O de ver nosscks «irlSidpjs 
jiròm^v^do embaraços ao nosto adÍAAtadaeitJtoi, .^ d|iS|GÍr 
tando^nos pdr ppr t^da. avpialie inioúgot, páca;j)tíiu:o a 
|u>uQo Jbe irmos cahlndo na«. gafras^.! Em 1^1 fiaeoaotL 
oiHm; tratada^ cujo resultado foi extorquir/^oifis dois mi^ 
l^iõea^t e obrigarriios a alienar, as praças d» fiombaio^,) 
Cocbim, o Ganaaor, assins como o estafaekoimenio do 
Tanger, laççando deslo modo os alicerces áruiaa da nos* 
ii^fi|;riçultura,,. o navegação. . . !.. 



S9^ 

Bm t70t tâmm Mídtt obrigadot m eekhrar outni 
tratado , (|<ie (eai tervido da base aos lagoifit^^ ed« pór 
oiaUo' íjmm» pÊognUifn raina. Em. vittade d^élle , é^ 
do^qéietom alia not roubou , manteve a Inglaterra bner 
anãos da. gaerra ^ « aa grande allíança fee-ie arbitra da' 
paa de tltrecht em nòMo prejiitt o ; e nunca- nos aoxilioir, 
como devia aa gtiertfa , que par soa cauta li vemos dem»' 
taalar; maania admia», parque a Ingial^ta etlA acas^ 
t«nada»a aadacamprir ooatra o seaintevefte, e coate*: 
Maoia; IihU> ittade, iHudiado o artigo redprocídade, 
titulo deiwixa do q^aal nos obrigáilo em i7M a faser otK 
tio tratado^ cttjaa ooneequeiieiat ídr&b aí^tainarem-^è nos^ 
saa fidNrieaay parder-sa. nassa agmartltira^ paratisar^^f o' 
nasa»^ eamnnreio y ^mliado-lia») e «lkÉéniMd<Mmft Wíhí 
camenta com prodaotoa I«fleaes! 

Bai 178&J»dbo alies t oalagletea^ qaefrom^^fèrib' 
a^ dasonhas ^qpa livenaoa^ com • Aespaahã ^ na^ «(uaes ^ 
oooi^^ a tnata ataeméaloaa. safiaN;$fto> doa tr^ados^f no** 
iAaadasirâ<^ á^nossaa pv<»p»faa ftvças,' qaando ji^ eitfpo«' 
brecfdoar Fiaalaiema, Fartugoa^ea, ale ao fim do ndaim 
doda>B|i Jofca^fc.'^ nès^raaMMo aa-lagleaei mai^déifWK 
MUa .ídcHiAmi d* «MMMMiaa^ etodea '^ tieesoa pfoAMMT 
agrieolas! E ainda tha ficámos devendo P - > 

; Uao pása asmi a^ bístori» das^^uas tnéUMái;- pat» 
aailMá «oafrMBoaamò qova^ gatira^ ^oty H iS i^W Uii É fef 
£aam6 w i Hsi iei áimainatf miarias Ay|attitiiait èt » Hd s» 
< .fiii'lS94-«ltaffqaíri|i».aN»'n«#%^'lMJfl^ ^(aa>^/ 
si*s<í #ra bisiantf £pa«a aaaiqvUat^aid a» reMqifimid^Ma^' 
8»>aQtig»pm^Maiéadn. jSm 19M^«>llifM<0HRrM^r«cM^' 
oat^ .«talada^ Jei^o emuPtai<e feia èa^aUn^N*» AraigOf 
trat^o que étisaÉ4ido.noadaia ariiliSeav «os ^pmifÉHfUh^ 
dbs otf desaaties de «nma^fjuarmr ds^atijé-ftM d^MM^ 
ca$2o raio em, 1801 a deolamsftíi^ d» psmé ^né^ilèa fe0> 



a HaiMbà; ciyoèiMrcitii invadia ^Hiicb •Ptoii«Mé áo 
Akmíí^i fitarU^ vindo âUí LHboil| «b^offfNío FnHM 
€e2 s^ceiaiDCiíiia não {lanicifWM» In» éafièipêiáit aebaH 
•ac^Alr^lumlo a pai coua.a lDgiat!iir#^ aibèlajNi4E> Por- 
mfall Péclubiaa»U aK>a oçcid^fU o t<^«DliH) l|g}M «AM 
B«focia$<Mi^ ea^indift ni«(ia. fmAdtiaiiafiM-^áeiMHi l^aè^M 
Madnd fiaaMwaaH»!!^ ivâ^Mo} 4iaiaé»^iiriil tM&uiúà^ 
da^ Jio qfaai la^fllipalati 4|i|a>4taíHeitòa »Fiiiti$ar fto«# jèA^í^ 
MiQat.de craaadot:^ eaedtMaa<ot é i}iiaf»a«M^OH«èb(«'é 
aeuttar^i|pf|es tm Uiàm d»fUia M Tti«dlld#V^^ ift^lÉ^ 
glasa%bàYÍftQiloÍNid0..|iam %vi e{bi.|ii«rfiMartí%c# mfkw 
mf^^ 4«a-o.««varB9 Ilifka*a«iMlifi«i ^lieéttjfHMésiiittfbi 
httttaifc ffaw», y a^oi pià i a» ^km 4rtHh6aiy a^t?tÍfiiMWtnW 
buola i^ai^tfiaiiii pmiw «miH^rfoy <)i«^tM tHi#««íbrifa^ 
doi » aigaraiNiioa petoi l a» ti <Ía i »;B'Éfai*á> 4«fiMl»« ^tfot 

Umaitl^ «^ ^léoyiíá Jn^ofiidicí- Ar* jíH AtMiV eaftieM», 

\wí^^/^i^l . A<9f »«ft^ iif^>a0k«m|ftta^«» fêxáHê^tm^ 
s^Mi ..i^ ..' '. V. ..•> ^. w : .,.•...;., -r . ...-:^'- 

^ .Gi9r».Updaa.qi<^«|taot fHivM^ étS^ cMIltélV . 

9^ y m^kftf^ 4»a li» fMidído , af ÍMaiM V ^ai éiiiò f < f# > 
HM» cáanaosea. •.-....<:. . - ^ "f ■;»,:.•,» , 

. EmiMft^waiaíeliai amo a Iki|Mitite liMi »rá4^ 
tado paio qual esla daigiaçada fia$&D ^loflM -4 dÉi^lM^^ 
caihiiMn^ halaHi» paM <IMl dbfiitidè<éili dk BeAiUèala a < 
Ma.Jlè»; a«i(l9|^aaBá sé olM^i^fi^ »*iDédbt aittiatf, tf 
diiilwia^, f^attliatfa' lif^ ««mk^ t«wp<iia«fMnA^ti«» AtM^- 
lie^pia ;. aaaa da :pli«^ra pov^^ od liadaréQl» àtínptW 
lio ; e^m sfgwda ^ «iftrAe llo bein , qae «fev^ÍFhidtaáffto 
» AaMffka.^ roahát^da^^ .w a tlN» ftdiisidiy a hnta teg<l^ 
da «ai^w^ feaand^ ItâMoto lúff (M*s da irtctima^f 
^- ' fiio wmmM aifiAfc cMi tuar qfiahiiaiSt) oa-Hèt^* 



aoa 

pànha 9 bem como em Portugal, todas as fa^fioas; àr-^ 
rancarão-noB o tratado de 1810, peio qual^ depois de 
terem bem roubado o Brasil , o tem revolucionado 1 * 
. A. final, a historia doesta nação byppcríta e* pér- 
fida, he em geral a bisloria das misérias do género buma-^ 
no , em particular a dos nossos desastres. Quando Giis^ 
tavo , esse desgraçado Rei de Suécia , se lançou nos bran- 
cos doslnglpies, ostescrocodillos tratárão*o deiíeróe^ 
filho de beróes; ma^ depois elles mesmos o intrigarão, e 
cpQsenlirão que SQ lhe afrrancasse e coroa! Mitrat, Rei 
de Nápoles,, fpi fusiLado por se ter. fiado no& Inglezef*- 
^aulo primeiro foi pqr ^les «aforrado: e pc^ia-se appn*» 
tar hum^ infinida/le d/estes attenlado^, se quizessemos ler 
a l)istpria da índia, onde elles empregarão o punhal, e 
p veneno para cp.ns^uire|a.seu^ fins»^ e onde a serie das 
ftuasper&dias^ ebojrr/Qlr^s excede quanto se pode imaginar. 
^ Forem Yólbsmpa á P^jnsula. Em 1010 foi o Wel- 
le^lqy ejpfibaixador, para Hespanlm ; e paca o que maie 
trub^lbou .£:>! para a cootociaçaía das cortes de Cadiz* 
Wellington foi o primeiro que offereceo a Fernando 7/ o 
S4P aiqLJlip paJEA derribar o. governo, que sèu irmão, por 
kuUmcçpei 4o: sf u gftbipete , bav.ta a|udado a)evantar| 
e teve o iasolçacia d^ dizer em Paris — que bt Hapa^ 
nhçêsi. « PoriVigucUs &ó querido ser. governadoM^^r In* 
q$^Í^idQreM^ epefo Pqpa! 

Em 18^0 sp fez em Gibraltar, e por<i/iflaepc|a do 
goy^rnp, Ingilez, a. jeyoluçao ;de Eiegpi,. para ^iie-. não. 
£c)S8e.a)e|ipediç|Lp.pi^ra Ameri^^i .pox.()44e.a ell^ssó côa* 
vpm a ain%rquLa doesta p^r^e.do qvM>dcu .Po/eo»,; depois 
dejurada em 1,820 a cQn^titqjiçãQ de 13, princjpiarlÍEO elles 
a trabajlbar jp^ra fi destruir, efn^o socég^rão pipf4|uaotQ 
o não conseguirâ[o,e, fascina cão p.gpverno F/afice^, que 
ua invasão de Hespanba ,^^ó fpi .^luo^. mi^fira^vel . instrua 



sòé 

mento dá pérfida politica Ingleza. Destruindo por tanlò 
à constituição em Portugal e Hespanha , apparece logo 
Lord Beresford aiicioso por devorar o que de outra vez 
Jhe ficara; mas vendo q^ie o repelliâo, e que o governo 
não queria nem Beresford, nem Inglezes, fomenta por 
íastTiicções que tih^a do seu governo a anarquia ; e po^ 
dendo conseguir dar oulro golpe mais importante, faz 
rebentar a famosa r^belliâo do dia 30 de Abril, rebeU 
lião toda , toda Iiigleza. 

Nâo tinba por«m o pérfido , e desmoralizado g<y 
^erno Inglez instruído o seu ministro em Lisboa dos na* 
gocios, e planos de que Beresford vLnha encarregado ; e por 
isso ò ministro auxiliou o nosso Monàrcha para poder 
libertar-se, e libertar^nos da anarq<uiá; mas por isso 
mesmo o governo Inglez retirou immediatamenCe esta 
ministro , <:ensúrando , e reprovando sua conducta ^ 
aliás nobre e digna , .e o substituío por esse esqueleto 
ambulente, William A*Court, conhecido em toda a £u« 
repa pelo maior charlatiLó que a Inglaterra tem produ- 
zido. Apena« este diplomata chagou a Lisboa, semeia a 
intriga no minist«rto, e traia de desacreditar aquelits 
dos seus membrosque não apoião o plano da nossa ruina 
que etie havia combinado , e queria executar. Apresentas- 
se fin^almente ao nosso Rei e ihe intin^a (ftim Portugue* 
zes intima ao n^sso Rei em tom de império) que depo** 
Ilha o ministério, não o ministério em si, masquem 
ali lhe faz frente , e nSo conáeilte suas maldades, 
sancionando de novo o tratado monstruoso de 1610'; e 
ameaçando, de contrario, com rompimento de guerra l 

Tal >he, ó Portugueses, o estado desgraçado dò 
nossô Mo4>arcbft, e o nosso. £ para intimidar o nosso 
Rei nãô duvida o nriíeravel A*Court ligàr-se com o< 
Portug-uezes iUudidos, e complicados na\consjpira$ão de 



803 

80 de Abril; e instnna ao meimo tempo' qo nosso ^o^ 
\erno de hum modo virtual, <!)oe o intentar melhorar 
nossas instlluiçoe», seria lafiçàr-^nos »a «ftarquta! Se o 
governo Inglez nâo tem consegnido o rotal de suas pet* 
tenções, todavia tem con^gufdo pôr o ministério em 
desordem : alguns de seus membros se tem bandeado ao 
seu partido; e havendo hum homem encarregado por 
A*CouTt de anniquilar nosso Ihe^uro, e credito, Temo* 
nos impossibilitados de fazer tentativa algtlnm sobre o 
Brasil. Também! o governo Inglez tenta obrigar-nos a 
reconhecer a independência do Brasil, independência que 
he contraria aos nossos interesses, é que be contraria ás 
intenções do verdadeiro Brasileiro. 

Nâo quero, ó Portugiiezes, eançar*vos maÍ9com a 
narraçSo dos crimes doesta nação hydropica de nossas 
lagrimas; mas sabei que os Inglezes âó querem a anar- 
quia , e a desordem do mundo ; pois que só com a ruina 
das outras nações podem manter seu insolente esplendor. 
Nós temos contribuído aos crimes d'esla naçãa períída , 
mais como victima*, be verdade, do que cúmplices. 
Arranquemo«noft pois das garras d'eslcs egoistas, e infa- 
mes, e tiremos alguns resultados da experiência de sé- 
culos» 

O governo Inglez tem arte para fomentar rebelliões 
-servis, e libwae»^ ^ deste modo be que tem posto em 
tonfúAo a Eoropa , e partioukirmenle a nós* A sua tác- 
tica lie cora O: partido com mercial rojubar-nos; com o 
radical fomentar as. revoluções dos liberaes; com o mi- 
nisterial as dos serviz; e todos juntos intrigar-nos, ani- 
quilar*nos! Nunca se vio tanta perfídia! Serve á testa do 
governo hum bomem que lhes faz frente , tratao logo de 
o assassinar I B quando nSo podem tanto, desacreditâo- 
ao, e o d^rribâo! O projecto em viita do goTcrno In- 



804 

glez^ ho.£ai^r collocar á testa do exercito o Bere^forij^ 
e todos os Ingleze^; e por isso se valem aUetrnativanierite 
do partido liberal, e servil^ oe qu^s todoiS, priocipaU 
mente os de 30 de Abril , eama^ArSo» depois de coose* 
guido 'seu fim ; e a final reduzirão Portugal ao silencio 
dó sepulcro. Então ai de quem for liberal, ou servil! 
D ser alguma cousa, o ser mesmo Portu^uez^ será hum 
crime. Â tyrannia, que, usarão na índia, usarão com- 
nosco; esses são seus projectos, esses seus planos: elles 
nos arrastarão a perecer nas guerras que meditão , por 
que, ate qne mais nuda nos fique, elles querem despe- 
daçar nosso cadáver nacional! A índia, -o Brasil, artes, 
navegação, agricultura, tudo e^i fim , ja tudo elles nos 
j-oubárão: resta-nos apenas a sombra da independência; 
je essa mesma nos querem arrancar : e nós , Portuguezes , 
concentilo-faemos ? 



PARTE DO DIA 6 DE SETEMBRO DE 1824.^ 

Dtzia-se que na Gataittnba se tinhão manifestado 
alguns distúrbios , porem nada se assegurava com dado» 
de probabilidade* 

Espalhava-se que as cartas deHesdanhlt nãotiabão 
sido entregues nestes doiB dtimos correios; Isto da^a iu«- 
gar a mil conjecturai diversas, e a apresentaiem-se os 
negócios de Hespanha em pohto mdindroso* 

^^acot ao wommercw. 

Dâzia^se na prasft qiie. as proclamações dos inde- 
ipenàenlfift de Faroambu^Q :ift9 d^ natureza a mais insul- 

vv 9 



80d 

tocbfA para ^Sua Majestade , ecosori>hlat no isstílo rnaíi 
virulento e faccioso. • . 

Também se dizia, que algumas cartas da Corunha 
fallSo em sublevação etfií^rBirf^^pOQlos; accrescentando«se| 
q.ue esaapárãp docorreio a^umascarta»^dífigiâa&^ vários 
eomerciantes y que mencionão la] circunitancia: q|Lo ba 
porem cousa alguma que possa dar indicio de v^iraG idade» 

IiidagaçSes. 

o tenente coroael Lacerda da legião do.Ciuabá es* 
pêra por dias sair commendador^ C$le Jespaebo* será mais 
bum escândalo publico para os boiís o- fieis Porlogueses*^ 
que não podem esquecer a coodii9ta deste ^yfiiciaL EUe 
ha creatura da Rainha desde o poslQ de«adetev e mui 
seu. favorecido, a ponlo que £p) ella queafiliie fe»« o«ca* 
saimnto com a falha do sineiro .de, Queluas, daodo-llie 
«nxovaly e o necessário para tarconsorcio* Oe^e enlâo 
ajbélioje contínua a protege-lo porhurm moda nâoo()áivoco* 

O, Padre Mexi^., ç;t •frade, Pomipicoí ex^-casado , 
e ao presente cónego, Le homem, .de oenlMima oeioral, 
Beini.sân^i{nen^s;,,^eiD çoodAicU^ .EatuU)^ dís dia* as lojas, 
^...oafie^^ e de ;QiÇ^ilei ^i^ra nos lupa, r>a res, .eji^afr casas de 
devassidão. Este ii^dividuo be dp r|umerp^,dQK<í^^ Quaaa 
estilo sa^sfqj^^ Qç^TO ,^.9cdem j^tab^ecida.^,;Hâ«^jíHaiqiial 
%r, 4e.tud,o^dvf^PÇ\ ipaJ^^ .tr4^9..gritãa.|Ma i'4lbão,$ó.pe>- 
Xo g<x^lo d^. assim o fazerçm^. q^o jva para ell^.viximde., 
nem honra ,^,&ào fantasiças, ss^p. delir.jps,qti^i^%.qabe^ 
em seus peitos corrompidos! Sabe«se qjue o PadoeiMexía 
frequenta aloja de ferragenm dpCoutinbot.na roadachia* 
do, e a ouua da esquinada rua dt:S*Fivnei%co ^ ás ve- 
mfalla coatra ^. A,r o Idfgnte, oulrus a fanor ;'»ora 
bu^a. I^JRei , e of ar e vitupera ; tm scMmDaiestás6eni|i^ 



606 

em contradiçio comsíga oiesoiO). «ale com. ai oj^kiide* 
que enuncU. 



Governo. 

' ' Oí 'grandes abusos do poder sSo as catisa« dh^ctá* 
das retoluções. Eís-aqui hum axioma politico coufirma^ 
do por séculos de experientia. Quando em vâo se récb»* 
tna a observância das leis; quando as prevaricações se 
iornâo publicas; quando a« mercês e graças, que o So- 
berano dispensa, se vendem em almoeda, de certo pode 
suppd^r«se que o governo que tal^consenlc és) á^ próximo á 
tua di^sol^K^^V 'Lamentos geraes , semblantes pálidos a 
metancoMcoá , e apatiila tinWeirsal , annundão o estádò 
do publico dcsgosilo ! De qualquer lado que se encontrem 
dois Indrviduos ^««onversandcp^sÕ se ouvem amargos quen 
xumes; qtr»m'fyifi nacorrupçAo dds :magistradós; quem 
lembrada- Venalidade d6sémp^re'gadoftma««e9cse(artas ;. quem 
aponta e^^homda ò3 corretores das vendas doà empre^oá 
e mer^s7 quemnma' a franca entrada *eaccesso qde tem 
esle^ hômèns' em ciísa' dos' ministros; finalmente quem 
lembra a desordem em que se acbSo ak aossas fiaaoçasJ 
B quem nos salvará dellince tão perigosòj bradão todos'? 
Os ministros actuaes, nâo por certo , por isso que sem 
uniâa > syslerná, "perderSò as nielliòreâ Òccásrfi^ide sa-^ 
nar nossos males, dando*'|tie8 opportuno remédio: huns 
frouxos e indolentes,* outros^ v^ndldbs aos interesses Ingle-* 
ateii^ Otttros hyfbcfilas e ignorantes , são incapazes de di- 
rigir- por- maii;ten>po o grande baixel dô estado, no meicf 
de huma borrasca tempestuosa. O corpo politico 'sofVe 
grandes enfermidades, bem<:omo o corpo plii^ico, e por 
veies be-^preeisa separar os membros gangrenados para 
ftsliíar asoeiedade« Todas as bumanas instituições são susp^ 
oepUveisde nselhorameato 9 a devem segundo ascircunt^ 



tancíaa refoi^marein-se , otimudarem-se: osindividiios pe- 
la mesma maneira quando a experiência os tem feito cq« 
nhecer prejudiciaes, devem ser mudados, e os públicos 
negócios entregues a qíiem os saiba manejar. £is<-aqui o 
communs sentir de todos os homens q4ieante|}õem o amor 
do seu Rei , e a prosperidade da sua nação , a toda e 
qualquer outra consideração. O governa moralmente, di« 
sem elles, be o mesmo que bum relógio faltando pbisica- 
mente: he preciso regula-lo quando se adianta ou atrasa, 
e a prerogaiiva de o compassar f>ertence ao Soberano. 
Qual be melhor, que sofra e pereça a sociedade, ou a re- 
forma e mudança do governo ? Haverá homem prudente, 
sábio e justo , que sustente que tudo se deverá arriscar 
para conservar homens inhabeis , e perdidos na opiniio 
publica? Não por certa, tanto mais que he sabido, que 
quando hum governo perde o conceito gerai, impossível 
se torna poder recuperalo ; os setis jsctos por mais justos, 
por mais bem acertados, e por melhor cc^binados, são 
tidos então por efieito do temor, ou por actos deiafluen« 
cia estranha , e em vex de lhe grangearem credit0| apres» 
surão a sua queda. 



PARTE DO DIA 7 DE SETEMBRO DB 18M. 

Espa1hava*se que ó embaixador FVancei na uftí* 
ma occasião em que estivera com Sua Magestádè, lhe 
representara a necessidade de dár hum carta coiiilUu* 
cional. 

Bizia-se que Sua Magestade torna para Mafra em 
hreve, líâo o tendo já feito por se achar doente Imma 
(das senhoras Zafantas. '- 



308 

Corria que 8S negociações, com o Brasil se acbâo 
interrompidas, pela falta de poderes da parte dos com« 
missarios Portugueses , não estando igualmente, authort- 
sados a reconhecerem como preliminar a independência 
do Brasil. 



buraca do 'Oommewio. 

Asseverava*se rka pr^ça que o goirerno Fr^ncez exige 
do gabinete de ^adrié, as seguintes condições ^ que fo** 
rão afiançadas por S» M« CatboJica ao Duque de.An- 
^oukme^ logo que seacbau no livre exercicio de seus so- 
beranos direitos, A 1/ era que S. M. Catbolica reco- 
nhecia a divida contraída pela Hespanba durante o pe- 
ríodo das exti netas cortes:. 3/ que as despesas do exer- 
cito Fnancez de occupaçâo.serião pagas pela Hespanba: 
3/ que S. M . Catbolica daria buma carta constitucio- 
nal á nação., por maneira que^ ficassem conciliados os 
partidos e opiniões: £4/ que o ve'o do esquecimento 
cobrioria os passados successos , e os empregados serião 
conservados, bem como se restitui ri ão os empregos áquel- 
les que d'elles houvessem sido privados injustamente. Que 
nenhum destes i^rtigos tem, sido cumprido por S. M, 
Catbolica, e esta parece ser a causal de se ter ordenado 
ao exercito Francez que evacue -a Hespanba , suppondo 
os politicos que não se prolongará o prazo de occupação 
ainda quando mesmo Fernando 7.* annuisse aos prome* 
tidos artigos 

Dizia-se que o ministro da fazenda mandou ulti- 
mamente á Junta do commercio, que reunisse os trata- 
dos de commercio feitos nas diversas epocbas da monar- 
cfaia com a Grã-Bretanba : auppoe-se que be para se 



309 

principiar a lançar os fundamentos de hum novo trata- 
do, ou para prolongar o de 1810, que foi» dizem, 8 
jprincipal causa da rui«a de Portugal 



lodagaçoest 



o Prior mór de Chrislo está em tanta liberdade 
em Rilhafoles que pode, quando queira, ev^dir-se, pois 
que até vai passear á quinta do Marquez de Borba, pa« 
ya onde aquelle convento tem toda a communicaçâo! Hé 
proourado por Agostinho Luiz, inspector de milícias j o 
<)ual se mostra aífecto ao partido sanguinário. 

Parece que deve haver todo o cuidado com o com" 
mandante de cavacaria 4, o Ooode de S. Lourenço. A 
sua conduct^ não se reputa liquida ; senão contribuía 
para a rebellião de 30 de Abril , applaudio-a ; e se ain- 
da' tem força i sua disposição, qual pôde ser o resul- 
tado? 

O Conde de Rio Pardo tem sido ^'Isítado peio 
Marquez de Vianna , e pelos Condòs de Cea , e dos Ar- 
cos : mostra-se partidista da independência do Brasil. 

Manoel Gomes de Mello tem correspondência para 
Santarém com hum Joaquim Henriques, alferes de ca- 
vtfllaria 10; e cora Joze Ignacio Tinoco de Sandc e 
Vastónceilos, ex<'tenen'te coronel do rigimento 16, resi- 
dente no Porto. Tem-se escripto para Santarém, e para 
o Porto, afim de se obterem algumas noções a respeitei 
destes indivíduos. 

Joze Accursio das Neves escrevco das Caldas ^^ 
«ledico Pinheiro, « a bum tal Arnaud, que foi da fa- 
brica do campo pequQno, e reside no sitio de arroios, 
«obre objectos de família , como assegura o agente 9 «l^* 
frequenta ò medico Pinheiro. . « 



^ràviaenctad. 

Tem sido observado pojr vjsces que ós ikgoadefrot 
aprego2o fora d^horas, o que pôde fazer suspeitar que 
existe algum motivo deintelligeacia entre elles, eogran- 
de numero de ladrões que boje iafést&o a Cidade ; pare- 
ceria acertado que as patrulhas da policia revistassem de 
vez em quando os agoadeiros que ouvissem apregoar fora 
d*horas; examinando se sSo realmente agoadeirot., ae 
trazem as armas dos cbafarixes^ e as mais circunstancia» 
necessárias, observando se acaso o preg&o lie sanha da 
proximidade de. geate>^&4$» 

Leí dos csrcacò. 

Esta lei que mais parece hum regulamento para o 
terreiro, do que matéria legislativa, traz comsigo gran- 
des inconvenientes* Repetiremos as observações feitas a 
este respeito por alguns lavradores abastados» 

Em primeiro lu^^ar, dizem elíes, esta lei faz depender 
as fortunas publicas, e particulares do agricultor, commis^ 
sario, e importador de trigo, do arbítrio do inspector, 
que logo que não seja boniem de huma probidade a toda 
a. prova , pôde enriquecer, ou empobrecer o agricultor, 
e o importador segundo lhes aprouver, pela taxa depre<t 
ço , e pela taxa de meios que deve admittir a consumo* 
Em segundo lugar a taxa de preço hade forçosamente di- 
minuir os altos preços que obtinhão os lavradores, e de« 
sanimalos no augmento da cultura: a experiência acaba 
de mostrar esta verdade na entrada do trigo estrangeiro 
o qual se tem vendido por ^80 rçis preço muito ínfimo 
que influe no valor do trigo da terra. Em terceiro lugar 
o direito sobre o milho he improprÍQ e exorbitante, eem 

XX 



3H 

prejuizo do lavrador, por isso que he deste género que 
fazem alimenlo diário os homens empregados nos traHa- 
IHos riiraes. Finalmente a franquia , sem liuma rigorosa 
fiscalisaçno , lie aporta de quanto contrabando quizereoi 
ôs fraudadorcs introduzir. 

E«tns observações, que nos parecem assizadas, as 
iransmittimos fielmente. 



OpiniSo publica. 

* A desordem em que se achào as finanças de Por" 

tiigal , a fulta de numerário,* a mingoa de meios , e a 
incapacidade moral do acitial ministro da fazenda, tem 
alienado consideravelmente os ânimos. Se o ramo da fa- 
zenda se acha neste estado, o de juáliça nào tem melhor 
8orte : actos arbitrários, patronato odioso, corrupção nos 
empregados, e hum abandono total se devi;sa em todos 
os negócios públicos, e privados a cargo do excellonlis- 
simo Arcebispo. Pouco mais feliz he o estado da admi- 
nistração interna, hum cabos sem systema nem nexo, 
buma dependência continua para as cousas mais triviaes, 
tropeços, peias, embaraços, aindu^tiia definhando, ne;» 
nhuns melhoramentos na administração geral , ainstruc- 
Ção publica em total debleixe, e finalmente, hum amal- 
gama de incoherencías sistemáticas provâo que o excel- 
lentiasimo Marquez de Palmella, aquém Sua Magestàdc 
confiou os negócios do reino, he inliabií para os dirigir. 
Nos ramos da guerra e marinha, mais algum melhodo 
8c nota, porem infelizmente o ministro, qua preside aos 
negócios destas duas repartições , não goza de inteira con- 
íiança. Numero.de inimigos seus, recopila diariamente 
as suas acções passadas, e entretém contra clle a put>li« 
ca desconfiança, que só* he modificada pelo receio de ver 



31^ 

çseu cargo occupaclo por outro, que seja sectário dopar* 
lido de sangue. Tal em resumo he o modo com que o 
geral da nação encara os actuaes ministros de Sua Ma« 
gestade. 

(Para o Intendente geral da policia) N/39. Tlliís- 
trissimo e excellenlissimo senhor. Nada occorre hoje nes- 
ta capital digno de mencionar-se. Entretanto direi a 
V. Ex.* que o estado das Províncias merece a mais seria 
atlenção. Passâo-se os dias, passâo-se as semanas, de- 
sapparecem os mezcs, lá se vai o anno, e não appare- 
ce huma só medida que afiance aos povos, não digo a 
sua prosperidade, mas o seu socego, a sua tranquilida- 
de! A administraçSo da justiça , em todo o reino, ain- 
da está confiada a magiMrados da escolha de dois homens 
que, na opinião de muitos, forão os principaet autho- 
xes da rebellião de 30 de Abril! Este assumpto merece 
bem huin relatório, eeu ooflfereço aV. Ex.* Deos guar* 
de a V. Ex.* Lisboa 8 de Setembro de I8M. 



nc< 



etatono. 



O hororroso atlentado do dia 30 de Abril atrocís- 
simo eni seus fins, funesto tem sido não menos em seus 
eflFeitos, por quanto apresentando ao mundo inteiro hum 
terrível exemplo da mais inaudita rebellião, lançou no 
nosso Portugal o gérmen de hqma discórdia que será in- 
terminável, huma vez que a tempo não se decepe a liy- 
dra das cem cabeças. Desde muilo que em Lisboa se pre- 
parava a sanguinolenta calastrophe que ia enlutar csle 
reino, e entregar milhares de familias á mais desabrida 

3LX % 



aia 

orfandade. A clem«iicia| a doçura do aoiaio generoiô 
do senhor D.João 6/, e a moderação do teu miaUteriO| 
fbrãp o8 ^piimeiroft pretextos para armarem os braços qiic 
aabelavão por cravar punbaes no seio dos bomeas mais 
virtuosos , e mais amantes de EIRei. Assim vimos 
que no mesmo acto da rebellião se afastavão^ prendiãO| 
é perseguião as pessoas da mais alta gerarcbia^ e mais 
decididas pelareaiesa, para deixar a EiRei ém huma 
perfeita exulação, e á plena discrição dos malvacíos* O 
braço da Providencia nos salvou naqueMe moraenta de 
buma crise fatal, roas nem por isso convém entreg^ar-se 
ao descanço, quando aberto ainda está o precipício, onde 
Qos querião despenhar. Dissemos que de \otigo leropo se 
preparava t2o sanguinohenta catastrophe. E com efieito 
quem deixou de ver nos actos do ministério de Manoet 
Marinho, e Joaquim l^dro, o fio de Aria<^ne pelo qual 
se entrava no intrincado labyrintho de huma .conjuração 
premeditada para usurpar o throno, e sacrificar os seus 
mais alentados defensores ?^ Para semilbante 6m Monoel 
Alariaho escolbia para magistrados os bomeas oiaiV re- 
naes e imbecis, ou aquelles que por actos da maior bal« 
xeza roja vão perante elle; a sem ilha n te gente era confiada 
a administração da ju^lça,. e a direcção do espirito pu- 
blico, em quanto seu collega Joaquim- Pedro escrevia ásca- 
maras em postuguei meaiiço, doutrinas asmaisrubversivas 
^anárquicas* Quem não léo na gazeta de Lisboa, a cele- 
bre resposta dos cavalheiros do diabo , e o expressa man'* 
4ato de assassinacem todos os Pedreiros livres eonbecido^ 
como taes, suppostos ou mesmo presumidos? ! For esta 
(brma se ainiava a mão* do assassino, do fanático, e 
4q malvado que só quer pretextos para saciar as suas pat« 
XÕes; e se lhe apresenta vão habilmente como inimigos 
do throno todos aquelles que por seus princípios ou opU 



3H 

iHÔ«« nâapodi&o secundar vistas «angalnarías. Aos minis* 
iFos suas craaturasi ea<os frades líscrevia Marinho com zelo 
farisaico^ que vigiassem pela RelígiSo ultrajada, perseguin» 
do a aisatUematizando os suspeitos, de não adherkem aos 
seioa prnjeeios. E era este mesmo Marinho, aq^lle que lios* 
pedára em ouiro tempo Fernandes Tbomaz, que Ibe 
tributava os maiores encómios , e que pelos actos da 
mais vit baixeza procurava emprego! Era este mesma 
homem, qiiem escrevia então, que Fernandes Thomaz 
tinha sido huma dadiva preciosa da Providencia , e o 
maior publicista da mundo! £ra Mariabo o mesmo que 
mandava perseguir os realistas, e quem d^s^ribuia nas 
Provindas os Censores, e outros JornaesI Era este mes-^ 
mo hornem o que vVvendo torpe e dissolutamente em; 
Gaimarães, queria no systcma monarchleo ser o pre* 
gueiro das virtudes chrislãs» e allardear de aiTecto a EU 
KeiJ- Quem pederá duvidar que semilbante Tartufo, que 
sá desejava emprego e consideração, sem curar dos meiof 
ou fi^is, foi a primeiro a bandear-se eotn o partido sao^ 
guinario ao qual se vendeo vilmente? Se fahão pi^ova» 
€xaminem-se todos os actos do seu ministério. 

. Joaquim Pedro foi não menos perigoso ^ ainda 
que et» s^ia mão não teve tantos meios. Lembrfto ainda 
os discursos phihantropieos qtiè fazia nas se^es publicas^^ 
da sociedade promotora da industria , e não pode esqué* 
cer que pela sua extrema condescendência- fosse no tem^ 
po das denominadas cortes ministro e secretario da esta* 
do, e por ultimo conselheiro^ Disposto a tudo , dobrai 
se com facitidade , e serve qualquer partido que lhe pro^ 
meter emprego ou. eoncideração. He por isso que nos 
apresentou nas suas respostas ás camarás retalhos de 
sentimento^ exaltados , e hum fanatismo politico que 
está bem longe de possuir: quiz encobri r-se com semi* 



315^ 

Ibanle capa , mas desgraçadamente mostrou o negrume 
do seu coração, dando aos malvados biim ponto de apoio 
que solícitos buscavão então no ministério. Foi por aquel- 
la epocha fatal que nas Províncias principiarão aappare- 
cer os partidos da Rainha, que Marinho fomentava sob- 
mão, animando seus authores, acolhendo-os, e dando- 
lhes emprego. A simples lembrança dos males que estes 
dois pérfidos ministros prepararão, offerece á nossa re- 
flexão o mais espantoso quadro; quadro de sangue e horror 
se o dia 30 de Abril os houvesse encontrado ainda no auge 
do poder. Então leriamos visto espalhar-se de hum a 
outro polo com imperceplivel velocidade a anarquia, 
esse monstro horrível, dessollador dos mais vastos impé- 
rios, que apenas senutrecom a extinção da raça humana,. 
e que estabelece o seu hediondo paládio sobre o sangue, 
as cinzas, e a devastação. Veríamos sem duvida o pai 
ser o assassino do próprio filho, o marido da mulher, 
o amigo do outro amigo, e a final talvez cahiriamos na 
clientella de hum domínio estrangeiro, o qual escravisa- 
ria as tristes relíquias que por alguma fatalidade esca» 
passem ásede do monstro anárquico. Desviemos os olhos 
de tão funesto quadro , e ponderemos quaes tem sido as 
consequências do infame syslema dos perversos Marinho, 
e Joaquim Pedro. 

A exaltação dos ânimos inquietos achando apoio 
no governo, manifestou^se espanlosamepte, Villa Real, 
Covilhã, Lamego, Campo maior, Braga, e outros pon- 
tos, forSo otheatro de atrozes perseguições. Factos a mi- 
lhares poderíamos citar, mas recordaremos os seguinlcs 
para não sermos diíTusos. Na Covilhã pregava o Padre 
Pedro Alves Feio, tomando por thema oí acontecimen- 
tos do dia 30 , e exultando dizia entre outras injurias. 
atrozes — yy Chegou a epocha em que hão de ser castiga* 



316 

cios fodoi estes infames l^edreiros livres ! O Conde de SuS" 
serra y e o Iniendente geral da policia ja estão presos, e 
ceio pagarão com as suas cabeças as traições que perpe* 
trarão — lílra este padre j)rolegido pelo juiz de fora que 
todos sabem como' se distin^uio naquelles dias de lulo e 
de horror. 

Fm Campo maior subi o á cadeira da verdade o 
padre João Mariano, ex-frade Franciscano, eali profa- 
nou o sanei uario, vociferando — w Que o sangite dos Por^^ 
iugu€%es devia correr agora, como correo outi^ora osan* 
gue dos Judeos em Portugal ^ que esta expiação era we- 
cessariaj e cheio de hum cego furor exclamou — jj-S/w/o- 
tne enfurecido, e eu mesmo desejara ensanguentar as mi' 
nhãs mãos! . . . . — Palavras inf<imes na boca de huih sa- 
cerdote ministro de hum Deos de paz e de clemência ! ! ! 
Na mesma vílla de Campo maior se diâtinguio sobre ma- 
neira o juiz de fora , m^âtrando o maior regozijo á che* 
gada daa prorla mações de S. A. o Infante. 

F]m Lamego appaieceo lambem outro pregador fra- 
de Franciscano, frei António Espadeiro, que do púlpito 
gritou, dando grandes murros em si , e fingindo que cho- 
rava — " Digão comigo , meus amados irmãos -'■^ morrão 
to los os Pedreiros livres ! — Nesta cidade se mostrou igual* 
mente o juiz de fora mui affecto ao systema sanguinário, 
desenvolvendo claramente as suas idêas e sentimentos a 
tal respeito, que por sabidos e notórios deixamos de re- 
petir; bastando observar que coincidia em opiniões com 
o seu grande amigo Paiva Raposo. 

Custello Branco, e Braga, ouvirão iguaes profana- 
ções. Villa Real, sempre inquieta , e sempre fanática , 
brandio a espada dando vivas á Rainha! Centenares de 
terras, e povoações vivera ainda no maior desassocego , e 
fermentação por effeito das doutrinas ^\\ propagadas. £* 



817 

a ouem se devem tantos horrores? Aos monstros que lhe 
armáiâo adextra, áquelles a quem a magnanimidade de 
hum Soberano virtuoso outorgou poder de que tanto abu« 
sarâo! He tempo pois de oppór barreira a taes excessos* 
Identifiquem-se os verdadeiros amigos do throno, com o 
systema que nos rege; e punfto-se os perturbadores do 
publico socego. Tão respeitável he o ministério do altar, 
e tão sagradas as funcções do sacerdote , quanto abomi- 
náveis as profanações por muitos perpetradas. Bem pou« 
CO lhe importa ao frade cobiçoso e libidinoso com a mo« 
ral que nos prega: as oíTrendas^ e o complemento de 
suas paixões sào o objecto do seu culto : as suas roàos 
ávidas não se erguem sobre o altar para rogar á Divin- 
dade por seus irmãos, para lhe supplicar a ventura da 
sua pátria, a saúde do seu Rei, mas para lhe pedir mais 
thesouros, mais riquezas , mais fomento de vícios. Ini« 
inigo^ declarados da verdade e da lei, tecem nas trevas 
o enredo de seus embustes, com que armão á credulida- 
de dospovosji eá ignorância das gentes. Tal caterva abor« 
rece a moderação , a justiça e a razão , só querem o des- 
potismo absoluto e sanguinário, porque os acarinha e respei- 
ta, como sustentáculo máximo do seu ephemero poder. A 
degenerada tribu de Levi faz causa comum com Acab e Je- 
zabel, porque não he o culto do templo de Salomão, por 
que elles punem, mas os bezerros de ouro deRoboão, os 
que almeijão de empolgar. 

Lisboa 8 de Setembro de 1824. 



( Para o Intendente geral da policia) N.'40. Illus* 
trissimo e excellcntissimo senhor. Tendo-se formado na 
Policia secreta a relação dos oificiaes do corpo da arma- 
da real da marinha, com o juizo critico de cada hum 
d'elles, segundo a ordem verbal que recebi do excellen- 



31 8 

tisslodo iniolstrp da mariolia^ íí«i remelteudo a.V, Ex* 
08 seus nomes com a coriipetente pota. 

Parece-me haver feito este. trabalho com toda a tm« 
parcialidade, e circunspecção, e por isso nâo receio ser 
taxado de pouca madureza. 

Sâo ao todo quatrocentos e trinta (excepto guardas 
marioimcs aspirantes, e volimiar^s) ede todos estes ape* 
n^ M;póde tirar bum pequeno auiUMero para commiiioes 
de. aUjt consideração. 

Em geral são quasi todos fracos, e pouco sofíielo* 
res dos trabalhos domar; sem applicaçSo al^uiua^ aiifa* 
nos da sua mesma ignoraacia* 

Esta desgraçada. corporação, que não tere jamais 
Lum miiiiâlro ^elpso, que olhasse para ella, como era 
miíter aos interesses de Poitiigal, hoje, por desgraça, 
está á direcção e arbilrio do Marquez de Viana, homem 
sem estudos, nem conhecimentos; protector decidido da 
independência do Brazil , e aSècto ao partido rebelde de 
£0 de Abril , ein cujo dia ordenou que a brigada real da 
marinha marchasse para o rocio, quando o não podia 
fazer sem ordem da respectiva secretaria de estado. 

. Por. uíiimo direi, a V. Ex.* que se acha armada, 
c fundeada no tejo ha oito mezes a, Fragata Ycnus, fa- 
zendo de despesa, pelo meríos, cinco contos de reis por mez, 
sem necessidade alguma. Deos guarde a V, £x.* Lisboa 
8 de Setembro de 1824. P. S. Previno a V. Ex.' que 
mando huma copia desta carta ^ com a competente rela- 
ção , ao excellentissimo ministro da marinha, por me 
haver pedido ^ e recomendado este trabaltio. 



^T 



1 



819 

HeTâçâo éôê «fficiaes do corpo da Afnaéà 
real, com ò juizo crito de lí^da • 
hum dVUes- 

J^M^tithi Jofjt Moniçiré Têtret ^-* ^NQiiea;foi 4Ma ' 

onde não haja necessidade de iti^étd %nficàifmÀê^'^^ 
•' * anilhe taiencfe «dé 'fefenéía. • Àffeciô ao pailido de 30 
"- ^ife«^lbrilc ' \ '• . . ' , : 

FrancisçQ^Joxe do Çanfo c.CWro-^Fol muito bom pf- 
fícial; còmmánclou sempre bem os seus navios; po- 
rem hoje por suas moléstias está incapaz para a vida 
do mar: ainda poderia servir para hum tribunal. 

Tgnacio da Cosia Qieinfc/Za — Foi bom official, e valen- 
te; mas hoje as suas moléstias tornarão-o nullo. Po- 
liticamente failando , nenhum partido pôde ter nelle 
confiança, porque todos elles be capaz de illudir. 

Henrique. da Fonseca deSou%a Pregp — Não he máoof- 
ficial y mas não he d*aquelles, que escolheriamos pa- 
ra huma empreza marilima; e por sua má ventura 
tem A ÍQÍeíicidadc de ter jcoQt,ra si a. opinião publica. 

c/tced ^imirantcti graauaaoé. 

Marque% de f^tano— Sem estudos, nõentiroso porofficio, 
intrigante, vingativo, e senhor só das suas paixões , 
e dos seus caprichos^ protector decidido da indepen- 
dência do Brazil , e partidista da facção de 30 de 
Abril. ' 

tt 



820 

Jq%C MqT^Çí Danias Pereiro.— rNítpaerve pa^ra empr^asat 
marilimasy por que nunca foi -es^e o seu éi^efcicio ; 
'maa pode espe^r-sç d*eUe algum «erviço em r^zào doi 
seus coaheci mentor theoricos. 

jlntonio Jiíanocl de JVoronha "^Tem muito pouca pra- 
tica da vida do mar; talentos mesquinhos, e para 
pouco pre^fayeí, "^ 

(oÁej^ aòdauactfa araaudaod, 

D. Manoel João Loc*ò-i»Hé hurii dos òffiicíaes ôqiíerrf 
hoje se pode entregar liuma einpréza m&rUiina, se dr 
SUa saúde lho permitte. " ' - • '* 

Manoel do Canto e Casfro -^ínJválrdb por suas ntòles* 
tias. — ■ ' '"^ ^ -^ '•;.-. . • . . 

Jo%e Joaquim da Roza Coe/Ao — Bòtn olftcíál; hias não 
tem humá só'vÍTlrtdenetn civil-, Hetn dotrieátícâ ; nio' 
he ãel a íiinguem, ie hSo cdttliede' outra lerrÀàfVque 
a dos seus a|3elites, e das suas pai^tSès. He fauín dos 
clicfts do partido de SO de AbHI. * * 

Carlos Félix Gerardo May — Sem mérito, mas carre- 
gado de protecções: serve' apenas para aquino.enf 
que está empregado , e para nada mais j ' por que ha 
vime écinco annos que não vai aò mar. ' 

António Pb«««cA«^ Em pregado ha muitos annos eiA' in- 
tendências , e governos; tem-se tornado inhabil para 
a vida do mar, e muito diais para bum commahdo 
general, que he só o que lhe pode dompetir em razão 

' dá sua patente. He aíTecto ao partido de 30 de Abril. 

(omÂd cie ^mtdap^ 

Qinàc <fe /^iscforçtT- De. Monseofe^r da Patriarcal foi 
elerado a chefe de diyinão.I ... 



João Félix Perctta de Campot — Ignòrc^nte , e cobarde* 

He partidista da facção de 30 de Abril. 
Joxe Joaquim Xavier c/e ^e£xsco — De bom caracter, 

polido, e mui sofrível officíal. 
Francttco Maximilianno de «Sbusa— Bom òfficiat, mas 

sçm aquella circunspecção, e sisudeza, que deve ser 

própria de bum offlcial generaK 

^Áe/ed de Wtvt^ao aracmaewd. 

Jfo%e Joaquim de Sumpaio T^Inh&hil far-a tudo. 

Francisco Tgnacio de Miranda Evcrard-^ Foi bom. of- 
ficíal ; porem entregou-se ap. uso de bebidas espirituo* 
sas. Qe aGTecto ao p»rtjdo de 30 de Abril. 

António de Saldanha da Gama — Empregado em com* 
missão, diplomática. 

yíUxandrê de Sou%a Malheiro ^ — Ha vinte an^nos. que 
não. embarca » e o .st^u estado pbisico ja o não cbama 
boje para a vida do. mar 

João jíntonio Salgado — Empregado nas galeotas, e he 
8Ó para o que servç, 

Filippe jí Ibéria Pa/ront-r Muito velho, e myecece huma 
. .: reforma com vantagem. 

António Corrêa Torres Manoel e jíboim*— A^ mais 
peq.ueno perigo de tempo, ou inimigo, cbora, e pa- 
rece que a natureza o destinou para ser bum bom re« 
ligioso de S. Bernardo. 

Joaquim Epifânio da Cunha — He bom odieial; mas 
infelizmente acaba no Brazii de ter Uum procedimen- 
to, que o torna pouco digno de confiança. Jurou a 
independência do Brazii no Pará, foi membro do go- 

' verno, e esteve ati ate' que foi expulso^ Coi&maada 
boje a nau D. João 6/1 



é^ntonio l^êrnardo de •almeida '•^ Pode afiançar^se qii« 
* • ignora ainda os (irimeiros rudimentos da arte de na« 

Yegação. Alem de estúpido, he huoi furioso partidis* 

ta da fàcsão de 30 de Abrih 

^aàttaenà cie %^ar e guerra- 

Feliciano Jíntonio dos «?an/o«— -Ha dezeseis annos que 
não embarca; he muito íntelligenle no seu officio, po* 
rem com muitos defeitos na sua conducta civil : po« 
deria talvez ainda boje ser utíl ao estado, se servisse 
ifnmediatamente debaixo das ordens de bum general 
activo, e circunspecto. 

Ettanisláu jíntonio de Mendonça"^ sempre foi inábil , e 
hoje invalido. 

Jo%e Lopes dos Santos f^a Jadan •— Este official he inteira* 
mente inhabil. 

Francisco d^jlssis Tavarei — Está velho, c as suas infe- 
licidades Q tornarão inútil antes do tempo. He bem 
digno de buma veforma» 

Joaquim Pedro da Costa — So digno de reforma. 

Jo%e Maria Monteiro — He officiaí moço , robusto , ac- 
tivo, e tem muita intcUigencia da sua profissão , mas 
incapaz de encarar o inimigo. Não deve embarcar 
senão debaixo d^órdens de hum chefe, que lhe esprei- 
te os seus defeitos, e lhos possa corrigir. 

Bernardino Pedra de jlraujo — He official intelligepte, 
e de prestimro. 

WoÂttaend ae t^^ar e guerra c^aauaclod. 

Guilherme Mariat — Velho, e ja sem préstimo algum. 
•éntonio Maria Furtado de Mendonça -^OftclaA íastrui* 
do, e honrado, mas sem actividade alguma. 



028 

effioial habil ; e, hoj« cangado mar^o bem buoMi re* 

Fucondc de ^f/remoft —« Muito be^tn botnaOt i^ «f^ito 
honrado I -m^s nunca |bí oiBcial| nuncn o quis ser, 
e hi9J6 ja o nâo pod»»^. ^ .? v : 

Caetano Procopib, GocímAo — QflScial com bastantes co- 
nhecimentos malhematicQs y mas %^m pratica dá vida 
do mar, e nem ja boje a pôde adquirir, por que ealá 
cm avançada idade» 

João Anacleto Gotierrts — M a itò. grosseiro, estúpido, 
intrigante, e cobarde; elle mesmo confessou em bu« 
^a gazeta do Rio de. Janeiro possuir eila ultima 
qualidade! 

jínionio Rodriguei ,4^ FrcHa$^ — Está empregado no 
serviço das galeotas, e ja nSo serve para outra cousa. 

Julião Pereira dç Sá — Sofrível çfficial , mas dado a 
bebidas espirituosas» 

To%e Maria ^VeiVa — Cora manda hoje a 0""*^^^* — Tri- 
tão — mas melhor Ibjs çonvería o commandò de biioi 
Transporte, e em commissâo pacifica, porque ]a 
deixou de ser oífiçial de guerra.. 

Prancisco \/ílberto Rohim — Governou por muito tempo 
duas capitanias no Brazil ; e quando eíle. mesmo ti- 
vesse sida bom o(ficial (o que nunca, foi) isto só o 
inhabilitaria para quáfqúer commissão de mar. Qis 
t^uito estúpido, máo homem, e muito afièqto ao 
partido sanguinário de 30 de Abril. 

Marçal ^edro da Cotia Maldonado .átayde Baraona-^ 

" - OõtnnfiàVda.hoje à Fri^ata—^ Amazona — He muito 
„ faor|ri)dp , e podido ; n^.as pão tem aac^tividade que he 
precisa para bum pAScíal de gwrra d'aqu«Ila gra* 
duaçãQ^.,.. , , , 



•ífèâs^ de^Sauia -^ Honrado , «as rnbartiil» ; r; "^ \. *> 
(f^0'minvOiM4ucim9'4€ j^/fitett/a^^^Nttb poutsuf iwseti que 

* emtaYcou deo «sf»r»i»ça« de bom ôflfuÂs^l. Sey»iof por 
< ^iBuilo tomiM» no ;AfsehnK do 'Iiio)de:Jah3eiro9 aonde 
: I a <sua conducla não laiU)i(m« < ' > 
Jh%e f^aUniim 4a SUveÍT€^-^ Vov iempre Uutn poltrab , e 

* 4mj)9;e«rá4nii)lo veHm. : i 
íoze' JtMquim dá jíbrem^ Muito ^ vellio ^ > e acfáftf í < bego, 
*'- ^^ão^maTilena a^digmdademepes^aria^ r^i « - > 
#btte JtJTic^íriíia/ií^ tino? doa mait peisímos^offi- 

ciaea que leve, e ainda hoje tem , a Marinha' Portu- 

*' gneaa. A' iua ig^ttonancíá oã:o-|)odexbegar a mais] \ 

Joêt^aim iLtn» -cfa* iFrag-tfi-^^iPbssimo .official; e a* sua 
conducta aíi^Jaioiais pesftinkA. \ ,< \ 

Ceior Figanier^'^ Hêeffieial Ue MajriMia.aó em 4» »òme , 
ena &fda. . Desgcaf adame&te g4>za db: &dkb dobrado ! 

António Ferreira '^ O \Jk as suas moléstias, ou o seu ^ mi* 
-«eravcl estado de pobreza^ o .tem reduxidd a bum ení« 
becih . : ! . : 

Jo%e Joaquim ^Ivestt^A' sua iiUelIigeiíiGia nSo .corres- 
ponde 'á 'graduação q.uè:t«m/ Ganho a 09 p6sto9 nq 
assé^nio a destribuir jraçí&eft,ie paUia^.par^.o exercito. 
Em 1819 foi nomeado commandante de hum com- 
boy com >destino para o Brakil , á sabida da barra, 
ali por cabo vaso 9 deo o ruma de— •sudoeste quarta 
e meia ao sul por a agulba^— huaia bagateta , que:? 
ria pespegar com o-comboy em Setúbal f Ten- 
tou por muitas vezes formar brigadas dos navios, 

• ' outras vezes 'm'et6-Ío8 em -tresicoiumnas, outras, i>é 
fundo. Por as Canárias, tm calmaria, achav»o-se 
os navios atracados bunsicom o« outros, o Temerário 

^ metendo x) gurupés pelas veAxaik^ias da VJgiIalK:ia, o 
Oeneral Sampaio esbanando com a Alliança, o Qon- 



53$ 

de de Cavalheiros atracado eotn Ò^S. Mandei , o AI* 
miranlxrfaeendo' rombos na Víctoria, &c. &c« ; e que 
hade elle faxer ? Fas 8Íf;nal de reunião ! De comoian* 
danle veio a ser commaodado; e chegando ao Kío 
de Janeiro, achou o Conde dos Arcos que devia, por 
bem da humanidade, tirar-lhe o commando da aie« 
moravel Fragata — Successo—-*e assim ficou passean- 
do pelas ruas do Rio de Janeiro. Deve haver cuida.» 
do em não o empregar em cousa que lenha inspec- 
çZ0| ou administração I sobre objectos de» fazenda 
real. 

Joaquim Jo%€ Corrêa •—» Sábio da classe dos constructo- 
res; nunca foi official de Marmha, mas lie honrado, 

Rodrigo Martin» da Lu%—- Mui hábil para a secretaria 
de hum quartel general : foi este sempre o seu exer* 
cicio desde segundo tenente até ao posto, que hoje oc« 
cupa. 

Manoel de Faicoiícellos Pereira de Mello "^ A honra da 
Marinha Portuguesa: feliz a nação.que conta huns 
poucos de officiaes da sua ordem. 

Jo%e •/ínlonio CamínAa — Sem principies, e sem lição 
alguma ; padece além disto amiudadas alienações de 
. cabeça. 

Trocato Mariiniano da Sffca— De mui curtas ídéas, 
sem talentos, e sem préstimo algum. 

Joxe António Marcelino -^lAe sofrível official; porem 
mui affecto ao partido sanguinário, e de péssimas 
qualidades. 

Gaudino Jo%e da G tf erra — ^ Hum pobre papelão; o seu 
esifido pkisico niio o chama ja á vida do mar. 

'tino Joie B49pfi»ta — Hum imbecil. 

\jinfonitiJoitquim //< r«</ro— Ksle official hc ainda mui- 
to moço, mas saltou os postos com tanta rapidez, que 



026 

hoje tem apenas os conheci mentes qiie poderia ter eto 

«cguncio tenente; e-como a sua avançada grxiduaçSo 

31)6 não permitte ja cercos e&ercicios, inhabil está e id* 

hãhil &ca. 
Joie Pedro *^lves — He máo officíal, « sçmpre o foi , e 

desgraçadamente èslá hoje nomeado segundo comman« 

<]ante da «náM S. Sebastião. 
Joxe Joaquim Leony — Não se pode dizer bòm ofíicial) 

porem goza de créditos de honrado. 
Joaquim Jo%c da CtmAa-^He bòoi oOicial, e capaz de 

commandaT^ 

waÂtiaend de ^rctaata* 

Jerónimo de^indrade — He ádeshonra da Marinha Por- 
'tugueza; roto, e miserável, como hum mendigo, pc- 

de esmola pelas ruas, tudo efíeito de vicios. 
João Lopeí Cardoso— -Official muito ordinário, e hoje 

ja cnuito velho , mas bom homem* 
Joaquim Manoel Teixeira de Menexes — Cego ha «doze 

«nno8. 
Theodoro Jo%e Laurentino — Ha vinte e cinco, ou mais 

annos, que hão embarca; está velho, e quasi cego. 
Joaquim jlntonio Rodriguex Galhardo -^ Hum dos offi« 

ciaes mais tímidos, que tem tido a Marinha Portu- 

gueza; e hoje para nada serve* 
Rufino Peres Baptisia^^O(bc\a\ mercante, enada mais. 
Jo%e Gregório Pegado "-^ Muito boin official, honrado, 

e intelligente. Commanda hoje a Curveta Uranía. 
João Pedro jVo/asco — Excellente official , de muita pro- 
bidade, e ihtelUgeucia. Commanda hoje à Curveta 
' ..Lealdade* 

zz 



527 

;Utíqúim fo%e Fisrreira— Muito igiKwaivt* , » bent quo 

«Clivo* He afíeoto •<> paitkte de 30 de Abril, 
/ow CcTfM Torrei Manooi de Aboim — He oificiál de 

muito boa condida , i»as hum. polirão; esó ama os 

pr^scrre^ , e o^ drv^^imenlos, 
-Conde de Cá*— Bí>m oíBeiai,; e mi*ri acltrot. quiindio oom» 

manda,, no arranjo, e disciplina da sua tripulação, 
Jo%e Maria P&rxira da SUda — Gfl|ci»l só no nome, ♦ 

na fard^. 
Hheofilo Rogefa JííactacUh-^EêtÁ govcfnandb á Farto» 

leza de Monte — Brasil na liba terceira. Não \serYe 

para cousa alguma. 
kidorç db Co9Ía CAòirc*.— Hum miseraie} velho : não 

servje paxá nada. 



Wt^aázenà . «6 ^imapia 




Jti)^nci$p^ BmmoT^^ òíBeíaf.ôrdíjiai^ 

rio, de boa condúcta., e hoje com. f^ouco i|prestimo« 
lpaitá«a iríd^-<io.mari. 

Síanoel Pereira de Macedth — ^Bom offieiaL, baniado , e 

. ^€apa£ 5^ cofiiinkaindar^ 

Jo^ePíêdro* MareèlinoSh^ii»,*^ O&Qiàl mm ofldínano , 
frdoo r«« dobaxde ; -pouco ieguix>v»emr«dQÍiiiUâtJ«9&o ém> 
JhizeoíBiBL neal'; nid&piir deigi^aça official doidetottie bo-^ 
j<i abordo da FragaiarDianoa. 

Manoel heitc^,> Lm»^-^ N£o -^ -pode díser^lxim» offictéV^ 
iiMS-de iboa condctóta : : pôde* ser vijr/debái&o dex>câena 
com tAnfovque)nãatflM!}a4^p«att objecta f>OD« 

vdeiãção. 

muito boa conducta ^ e bem. digno de coiDiiuuidâr, • 



Joaquim Maria Sfim» & Múr^i^t -« Sofrível ofiicicil; 
e rvada ha a dizer 8obr« a 6ua cofiducU. 

Pmilo /diNí Maria iSícra — Lente d^Aca4eaoilA. 

Joaquim Mpifanio dè f^mconoclht'^ Secretario q^ foi 
da Esquadra da Bahia , a quem se deveo em grande 
parte o abandono d^aquelta Província; H^ bom pA« 
. icial em tbeorU. 

Joáo Eicuteria da Rocha ^^ Ainds^ que nio seja muito 
apto para a vida do mafi com tudo tem preitimo 
para outro qualquer serviço, 

Joaquim Ângeiò Coe/A»— Lente d* Academia. 

^fUorvio Lui% Ftanco <— N2o tem préstimo algom para 
a vida do mar^ nem para couaa alguma. 

João Leai Ferreira"*^ Com pouco préstimo para a vida 
do mar em rasâo da sua idade. 

Jo%e Maria de Campos— Ajudante do Inspector do ar* 
senal da Marinha. He pan^ o que serve. 

Ftrnando Jonc de Mendonça '^Voi bom official^ e de 
muita probidade; mas as suas moléstias o impoasibi- 
litâo da vida do maf, recusando fiiesmo ate a iio« 
meação de hum com mando, que se llie deo, 

Jo%e Jtodrigvei de Oliveira -^tAmío ignorante; eró 
por desgraça costuma embriagar-se» 

Jo%e Lui% iSertoco — Nunca sérvio para cousa alguma, 
e hoje muito menos. He hum pénsioaàriô àfí Ma* 
rinha. 

Jo%e Rodrigtten dos ^SeinCot.— Ainda que he ioielligente 
da sua profissZo , com tudo aio he digno de ser «m^ 
pregado em serviço. Os «eus defeitos teoi «ido publi- 
cados pela imprensa. 

sD. GoMiâo Fottêto da Cântara — Quasi cc^o, e cheio de 
motef^ias. 

Joaquim Cromei da Siíva Filiar -^Bom ofi&cial. 

az 8 



Ôâ9 

JeteMa 7rinobz€Íe— Official de muita pratica , mas hoje 
ja velho , e muito cangado. 

Joâò Ignacio Silveira da Motia — Sofrível offlcial*, mas 
de nenhuma actividade. He afibctx> aor partido .gafi« 
guinario. 

Manoel Ramiret Esquivei — Inltabif para tudo* 

Caetano de JVovaes Corrêa — Muito bom official, e hon- 
rado; e se tivesse mais actividade, seria bem digno 
áe bum commando. O ealado kKra sempre empre* 
gando officiaes desta coq^içâo» 

Jo%e Gonêalveã^-^ Qi»a$i cego , e clieio dè moléstias^ 

'Manoel João Pereira-^ Bom oíficial mercante , mft« 
não official de guerra. E^tá ja muito velho, 

La%aro Jo%e Lobo -— Nunca foi official, e pelo seu 
estado phíâico não está^ capaz paia> q serviço do 
Hiar^ - 

António Joaquim dè Avetiar — Nunca- embarcou* em na- 
vios de gucna. Hoje he bumcommerciante, e muitii 
velho. 

Henrique t7bsic-Z)iartíi&«õ — Oíftcial mator da secrelaría 
do quartel general. 

Jo%e Joaquim de Amorim — Bom oílieial, e honrado* 
Hoje he o segundo commandanle da Fragata- Pé- 
rola. 

Manoel Liti% da il/<7<?ci3-— OíBc ia 1^ meramente de prati- 
ca. Sérvio muito abordo dos navios da coroa; e he 
digno de huma reforma pela sua muita idade. 

Jv%e Caetano de Mesquita — Ignorantissimo, e inerte 
para tudo; muito malvado, e sequaa^ do partido de 
30 de Abril. 

Anionio^ de Faria Braçaen^ — Ha pelo menos vinte aiv 
nos que vive iio campo entretido nos trabalhos da 
lavoura^ 



mo 

*Bemafdfy Anlomo Ximcnez^-^ Ha mrúitos annõs que não 

embarca , e he doenle. 
ãoão Ficior Jorge --^ Bom oíSciàl, e lera com mandada 

por varias vezes, dando conta das suas com missões. 



Jnúemo Pedro de Castro — Nunca foi bom official , e 
não embarcando ha mais de vinte annos, está hoje 
inteiramente inútil para o serviço de Marinlia. 

Heitor Jo%e de Sou%a Casiello Branco y Be húm pro*- 
prietario, que só cuida no seu morgado enada maisi 

Joaquim Jo%e Pinto Fonieê — Ha dezeseis annos que 
não embarca ,. e ha des que- reside na serra da Estro», 
la na vida de lavrador, e p^r consequência iot^ra* 
raents inútil para a vida do mar. 

Thomai Alexandre Pereira d^jítambujar^Toi sempre 
muito máo official; ha vinte annos que nao embarca; 
está velho, e por tanto inteirametíle inútil para a 
vida do mar.. 

Eduardo Carlos Soarni<:h{a — Ha quatQríe annos que re*- 
sidc' em- Gibraltar commerciaíidok 

Jk)%e Joaquim Leal — Ha vinte e cinco annos que- nao 
embarca , , e sendo sempre hum máo official , hoje he 
inteiramente inútil para o serviço de Marinha.. ' 

Jiicardo Jo%e jíhes — Tem servido muito bem dèbaix<> 
de ordens; e ha todas as razões para crer, que de- 
sempenhará bem hum commando se lho confiarem^ 

Jotc de Lemos Kianna — He official de mui medíocres 
. talentos, e sé serve para embarcar debaixo de or- 
densv 

Joaquim António cie .Càs/w— Cora na^inda hoje a Cur- 



^etil Piwoêsa fieal. He barm oficial. 4 toiiíto boà- 

rado, 
lèaqmm da CftnHa Raia -^ Não Cem laleatos , neoi iit- 

lelligeocia da tua artts , má% be de boa cond^ícla. 
jtuguUoJo%c de CarvolÃo *-«• Bom officialy e de bom cooi* 

porta mento, . 
Francisco de Êorja Pereira de S(i— ^Optimo oficial, 

honrado e muito valeroso. He aquelle que commaa- 

dandb a Cfaairaa -^ Princeta Reiíl^^se bateo da pti« 

to- a pQÍto com a aáa do OookcaM ^ cato novo na 

bitt#f ia da Mariaba ! fi koja i^fcilfaeimifta mlà ^cr? indo 

debaixo dWdent f 
VS$i0rino j^fónií^ lote Grégéti^-^CMé de maleslias, 

e inútil para qiialqUer tervifo aclive. 
jtnioàiô Miguel Ptreira d* Aimniuja -^ M4o oficial » 
• n&o serve para eouia piljjuma. 

Henrijue Evariêto Léòo-^Botn offitsiál^ tèm servido 
V milite beai debajxd d^o/deau, e be de muito beà 
. icoadueta. 
^OÊfirim Bento êa Fonceeá-^Qúyetn^eíáot de fiengnelfa. 

Máo oficial, mão homem , e djlapidador, legundo 

a toi puUicií. 
João de Fontes Pereira dé Mello -^Comnlandafile do 

registo de bi^Hem : tem commandado navtot de goer- 

ta, e deienipeabado com tnuita honra , e íntelligen- 

cia s àft 8uaê cmn oiisiSetw 
Jhfu Joaquim db Coitá t Àtmeida^-^Tié biia irondtictay 

ma« inteiramente inhabil para o tefvíço, 
Rodrigo Jo%e da Cunhu-^Commtkná^í boje « Berg aii« 

tim Tejo. He int^ttigente « honrado ; màls mcaspak 

de di«cipíiftar a tua gaarn4ç;âfli^^ ou leva-la a^ fo^o. 
Manoel Jo%e da Costa f^â//e — Ajudante do Inspeclor da 
x eoidoaria. Bui bem icoilo«ado» 



0^ 

£é& StéBmo Tmoito ãa Silva — - Com uWiitofj 'mas 
faltador , e escrevinhador insoportavel. NSo go^a dos 
tô^^tbõres créditos; e iie af%.to a^ pariij^p .l^ngut- 
nario de .30 de Abril. 

Síarcoi J0aquim Rodptgueí^'^ Officjal de boo conid^cta^^ 
:e 08 paii. do de3e^Eiif enbo daji suas obriga çòc^. 

Jb^ B^knardo Corrêa Cimper.-^ Pajlece muito na sua 
saúde. Be officiál honrado. 

Raimundo Eustáquio Monteiro — Official p^ra servir 
debaixo d*ordens; n&o jb[o«a pólepEl dQs:iDeihores q^i^ 
.dUú», ;eBi tiítSÉO de se ent^gar^apt^so #9 bfçbjdRS es- 
pirituosa^. 

'JhâozCòsmè <iSíigt<2cii^>^ Sem pise. fòí méo ^t^ial , e .fpV 
dou desta vida para; a de rebatedor. 

^JF%adiquÍe Silvério (fJÍwinjjOTiSom- ^fidAHIe, e H^j^. 
conduzrido , mas inlb > tem pheStilno^ l^m gfíto .j^arai 
a vida doiifaaa,. v ?- i.i 

Franeisco de Pauta Borgi^ '€hí' S^i^ii^a^r^li^^hc^ of-^ 
ficfal. Com manda boje .o lSerg^n4Í.n9'^^^'^;Hifv^^,«^ 
•'cia.v*^'" • ' '• ■ • • ^ '^ • - V .. V . ^v -■, 

Jb%e Cândido CcMcnea ««« vBmpregÉdo BO :ar«^bíy(» )jnili-- 

laF,. . ' 

^jántoniò Lopei^b Casta ijtffm«djc{a'--TH;ar/qvu»a|e.,;ann6s^ 

que não embarca;, e empregasse em Kcij^r p&^^dan»^ 

ie8;da 'Ap«deBiia«: 
^nacio Jo%c Pereièn dê Casfro.^iv^^litíhnmn:^^^\fenie^ 

dohducta ,.-maâ inleiràiBctiito iMtíi.lpà^ i«;Tã^ :4P 

mari. 
.Mtmavio ^MamàeêrSigíuíSet^MAà áJ^iat^^'^ e.ÇiiR%m* 

defeitos. '■ 

JbSà)A»gc>JtelciêônBantçl^ í^^ij^\ 

João FeUcianno J?ifltti£raÂHKslito]|íjiâQ)4«^^^ ^^ 



33í> 

liutii serviço em qtie não haja necésMdaáe 'de acitví» 

dade. 
Domingot Freire Rchoxo — Foi bom offictal em 

seo^undo tenente , e pelos muitos annos qne nâo 

embarca, tera-se tornado incapax para a vida àa 

mar. He todavia hábil para owtro qualquer servi- 
ço , em que queirao emprega«lo; mas será sempre 

mais útil no Arsenal , onde já está Imi muitos 

annos. 
'Jo%e Francisco da Cunha -ffoda-^De mmlo boa €on« 

ducta , e capaz para o serviço do mar debaixo d*or« 

dens. 
"Francisõo Salema Garjáo — Bom official^ e de boa coii- 

ducta. 
'Luiz Servólo da Fonccca — De muito boa òonductaf « 

capaz de servir debaixo d^ordens. 
Jote António Melchiades — Máo official , c nâo be do 

tnclhor caracter. 
7o«e Pinto da Mota — Lotico. ^ 

Felhardo de Souta Miranda — He bom officUI 9 mas 

sempre embarcado eni navios da praça, 
Joaquim Ferreira '^ Bom officiaJ de mar, mas nâo de 

guerra, velho, e quasi sempre embarcado em navios 

da praça. 
Manoel António Barreiros — Bom official, e capaa pa- 
' ra commanâar hum Transporte, 
'Francisco Xavier Marques dos Santos '•^inábil inteira* 

mente. 
Lui% António de Almeida Macedo ^^O&cidX de saber ^ 

de probidade, e capaz de commandar. 
Jerónimo PowtcAd — Official para servir unicamente de* 

baixo d* ordens. Nâo goza da melhor reputação ^ ehe 

iftSbcto ao partido, de 30 de Àbríl» 



334 

Theofoniò da Silva Bro^a^— Cheio de moWias, e pou- 
co babil , porem de boa conducta. 

Jo%e Joaquim Torçuo/o — Nunca embarcou a bordo de 
navioft de guerra , e está ja decrépito. 

Siliftrío daSiha Mendonça e Moura — Bacharel forman- 
do em Mathematica. No pouco tempo que sérvio , 
mostrou que podia vir a ser bom official. 

Jo%e^ Joaquim Pereira — Ha deaeseis annos que só em- 
barca em navios da praça. He máo ÍK>mem , e mui- 
to partidista da facção de 30 de Abril. 

Bento Jo%e CardoBO-^ li sl desoito annos que só embar- 
ca em navios da praça. He bom official, e honrado. 

Germano António Lobão — Bom official, ede boa con- 
ducta , e capas de commandar. 

João j§ntonio Biencardi — Foi constructor, e está qua- 
si cego. 

Francisco *ántonio de Quadros — Bom homem, mas 
não serve para cousa alguma. 

António Gabriet Pereira Pessoa — Tem com mandado, 
e desempenhado as suas commissões; mas não he se- 
guro em partido algum , e propende só para aquelle, 
d'onde lhe pôde resultar maior interesse. 

Bento Freire de Carvalho — Ha vinte e quatro annos 
que não embarca; ehoje está inteiramente impossibi- 
litado de embarcar por suas moléstias. 

Isidoro Francisco Guimarães — Official hábil; temcom- 
mandado por varias vezes, etem sido igualmente en- 
' carregado de commissões diplomáticas. 

Raimundo José da Silva — Empregado no Observatório. 

Jacob Maria d^^vellar Salgado — Nâo eslá capaz para 
a vida do mar, em razão do seu estado phisico. 

João Jo%e Fernandes — Bom official, de bom caracter j^' 
' e capaz de commandar. 



33â 

Jo%e Diogo Contador cí*yírga/tf — Nâoierve pura eod&a 
al^nma. 

Jbuqmm Joic de €a»tm Gue^íes— ^D« bpa comivcU, e 
pcSde servir d.eb^íxo d^ordent. 

Lo(urençQ Gerrfial Poiioli — Não ^dbaroa ba «iiite e 
quatro anoos; he bonrado, e pode servir com utili- 
dade em qualqucc expedi^nle das repartições da Ma- 
rinha. 

Anionio Rodrigues Ferreira — • Official pratico, e por 
muito arruinado na sua saúde, está pouco c^pa^ pa« 
ra a vida do mar, 

João Baptísía E&crivanci -^InhahW inleiramenie. 

Duarte Pereira de Casáro Podroo-^ Agente das prezas, 
c não serve para outra cousa. 

Oduc^o. Jojsic LobaiQ Pires — Official bastante activa , e 
s6 pratico, e bom para servfr debaixo d*oi*deos. 

ioqo cia Co^ta Carvalho,-^ Dit paiiano foi elevado agra» 
duaçSo que tem; he bpm official de Marinba, e go- 
aw^ dosimelhovfs creditas em todo o mentido. Coa^^^an- 
cU boje a Q^arriAa-^ Princesa Re^l-^-r tendei desei^pe- 
çj>adf\ çom lío^Jífi, e actividade, as c^moii^spes de que 
tem sido epca^ri^gado. 

Z*hftm(i% Sf>inr4que, fToUudin — r Officiaí q^í^i pr^iiA 4a 
9tjMÍta) P¥Mm;^9 e^qMe sp s^v^ para eoiit^cac debaixo 
d'ordens. 

X9M J^nac4o^ c(0.Jlsf((}fa-^OíS^ial pevco ^i^a, d(>Qr4Í9a^ 

. J"ip.i m^ c^pQ? da servir debaij^o d^oifdens,. 

Francisco Pedro^JLfimpQ -^ l>k^^>W|9il^f^^ de^ Sjçr boií>of- 
ficí^K 

^r<|íKWO ReMh d/a Gqaam—^ó, sçj^^ç pa|:^.^ip»b^a$9JF. 

debaixo. d'ordeD;$. 
fí^nríqtic fcrtreira EstreUa^Més> offijçJ^L 
Paulino Joaquim l<^>VaQ — NàQ^|^v^.p^j>9..C9i|S% alguyia» 



«3« 

lAnionia IHakithianb Leal.-^ O^^dal peta èmbiii^ar 4A* 

baixo d*ordeA») « de boa eotidiietâ* 
Sebastião António Pegado — Official mui babil, e hon- 
rado. Commanda hoje o Bergantim — Gloria.— 
^nlohio RimrãtxWtraça-^l&otsí official y écá|baa decom« 

mandar. 
Ladisláo Benevenuto d(n Siinfòs-*- Sofrível oíTicial. Está 

empregado, no registo de Paço d^arcos'; c he affecto 

ao partido rebelde de 30 de Abril • 
^íanoel Gonçalves Christovão — Muito ignorante, e in« 

hábil para a vida do mar. 
,Mçinod Elubão Telles de Faria — Foi sofri veí official 

para embarcar debaixo d*ordens; mas tem adQsgra<sa( 

de se entregar ao vicio da embriaguez. 
.António Gregório de i^reíVas — Ê mpregaclo no serviço 

da$ galeotas rcaes. 
João, Ferreira da «Sffoa -r- Nâo he nacta official; e hoje 

serve de ajudante dio major general. Hè partidista da 

faííçâo de âO de A bril " 
Rafael Florêncio da Silva Fidigal — Official para em- 

barcar debaixo d'ordens. 
Pedro Jo%e de Lencastre — Official de alguin saW , e 

de probidade. 
Pedro Borges Corrêa ífe-»SÉÍ-^Sofrivel official, ede boa 

conducta. 

"íoké dbs Sbrifór Mio — Fòf è»pit*ò de Wávibí dár {>raça j 
' e bnje o^mrrierrciatóte. "* 

íWànôé^cfej CôWíJ-^Oohstraclor: he inteíli^eniè, pòrení 
' -t^tfl^«8é com ekcés*x a^ vicio da «ii&briaguet. 



ttST 

'•«Reino. "^ "'"■•'*"«<f« Barro, p 

"=oO, se bem que os cl.«.fi.c j W'«oio reinava 

«ao se occultavâo. ^"' *^* «emilbante partido 

baua Andaluzia. ' ""''«•^ danado para a 

^epetia-se que na O i- . 

. *'■ P'»S» apenas se diri. • -- , 

'• . P-'» o Brasil , o q.« «^r^'"' " **P«M'>«fo 

»™»»W parte do. operJir.^r.''* •« ^^^P^ 



338 

' ^ beteis, como o batalhão 9 de caçadores , o qual ja eitaya 
^^*akH«in marcha para Lisboa. 

iOMift Indagações. 

Vicente Maria Alizerí , de que trata a nota do oC* 
ficial maior, Olímpio, he Italiano de nação, e negociou 
em outro tempo em papel, sedas, e outros géneros: por 
infortúnios de commercio aproveitou a occasifto para fa- 
zer huma quebra fraudulenta. Com alguma cousa que ti- 
nha furtado aos seus credores, e ajudado por hum paren- 
te abastado, que tem em Génova , estabeleceo dois thea- 
res de fitas, e disso viveo por algum tempo. Com mui 
limitado giro tornou a vacillar a sua fortuna, e pregou 
alguns calotes na praça, ate' que total mente desacreditado^ 
andou ausente por algum tempo. Na entrada dos Fran* 
cezes sérvio d*espia destes, e era grande pregoeiro de suas 
façanhas : perseguido depois da sabida de taes tropas da 
capital, foi preso e esteve em Cascaes, com outros até 
ao momento que Sua Magestade os mandou pór em li- 
bcrdade. Foi então que tentou novamente fortuna estabe- 
lecendo buma fabrica de papel cartuxo , na calçada de 
santo António dos capuchos, ao pé do campo de santa 
Anna: ali esteve dois annos, até ao momento que sexe- 
tirou para o bom Sucesso, onde serve de V. Cônsul de 
Suá Mageslade &ltla , sendo o Çonsul geral hum certo 
João Baptista Coquella. Em opiniões politicas, não tem 
. opinião pr^pri»! dá-*se muito coin alguns sanguinários ,' 
4Í0IBO Palbares, Joie- Agostinho de Macedo, e outros» 
.falia ieiiipFC.com misflerto, nas cousas mais triviaes, e 
Ií^;d0sija< Alcançar diulieir0 seja^ porque meio for. Mostra- 
te OMii alfecto a S.A. o Infante, e nos dias 30 d« Abril 
pmkHV^nU^f teciaf-Ilie grandes encómios.--* 



839 

' O jiiis.do crhvic do b»»rro de atirlaldz m&nrlnii qaè 
se desse hum quarto ao preso Joce Joaqiiicn Pereira ite 
Lencastre, por alcunha— r o Fitas— * este honnem está pre« 
to por ladrio , e he geralmente corvliecido como tal: se* 
milhante ordem teai causado escândalo. 

Oottrivea Pedro Mónaco não Ite coAhectdo |$or suas 
epínipes, mas com tudo notio«de na tua loja corrstaiite* 
mente indiridiios raspei t<». 

Os iadtvidHos què frequentarão a loja d#» Silvestre 
Drogiiista, nnudárào agofapara ã ioja do aombreireíro.' 
que está defronte dos M artyres ; e taoihem se reúnem «tai 
casa do eelebra Mapt}ues do coaimís8a^rad<>9 qiie resida 
na travesèa da espera^ 3.-* andac dtt« íití9à» iiov««4<»Alaf« 
roços y fulgo^ o Lerias»' 



Paço da BExtiipôárrA. 

* Bxht« no Paç^ da Bemposta liwfm; n»illatèi cba<» 
ttí^dià Mdtia Leonor, que ja foi criada da U»inba, a 
qutl propaga idéas sediciosas, com o perverso fíiri dé 
desvairar os ânimos, e promover a confusãti; sendo está 
mulher tanto mais perigosa, quanto he certo pr^tarem^ 
Ibè attenção por se achar d*entrd do Pc2ço , onée acovista 
^1*16 tetíi sua tal ou qual influencia com cestas persoan^ 
gens do sexo feminiilo.' Ella expressa-se^cá p6r fórá d*e«* 
ta maneira — «qUe adesoTaça foi hâo apáuharfem b SulA 
serra:, ptir que se o apanhào estivamos boje -fetilfesí q«a 
Eltiei ò não pòdé ver, nem ao Intendente, adrhirwwdo 
tnuíito qae o Marquez* de PalnryeUa fo$se tantfbínw. da siftcía i 
que Elflei está morto por salvar o Marq.fi** <Je^ AliMiii** 
tes, cuja defesa se bade imprimir; « que em qiiarnt<> a<it 
outros prearos, en* br^tre satòàci tatóbfrnx pèta.a^nMi^ 



310 

prtís c^m Kjrevem^tite rljegará o senbor Infante « — Hè 
j^^^vi??<> noMn que e>la njulala hç Ioda do confessor h. 
Ímiu iWViUf'^ H}â» i»àa coAsla que edte se l^olia desli? 
fiudo. (1) 

gazeta de u^tovoa.. 

A conlradiçjLo de princípios que se nota nesta fo- 
lha , cada vez ui£^is se manifesla na sua redacção. O seoi 
i;ium<To de chocarrices copiadas de outros periódicos, as 
ijuujsas sandice^, eo estilo bárbaro em que são escriplas,, 
ijiaprinííeai no gavernpj cjue tal cçnsente^ cerlo caracter 

. (1} El Rei o Senhor P. João 6.° vindo no conhecimentç de 
q^e esta. com mu ideação era exacta, pegou ix'ttma bengala, e. 
cprreo todo o P^ça em procura, da muUta ; nâo a encontrando, 
chamou as Senhoras Infantas, ralhou convellas, e a final disse- 
Ihes — que nâo queria ali mais a mulata; que bem sabia que 
nâo era só ejsta mulher que tinha a ousadia de se intrometter 
com os negócios politicos da nação , e de se moitrar aíFecta ao 
partido seu inimigo, mas todas as Damas, e mais criadas de 
Paço, &c. 

Porque razão nâo hade a Senhora D. Maria 2.* pegar 
na l>engala de seu Avô, e correr essas mulheres que tem o te- 
liíerario, e criminoso arrojo de se intrometterem com os actos do 
8€U governo? Olhe Sua Magestade que se acha cercada de gen» 
te de 50 de Abril, de gente muito notada na Policia seerel». 
de geinte , emSm , inimiga do socego , e do bem pubHco , e 
sequiosa de sangue por se» fana^smo. 

Alguma» circBnstAEicias iateve^santeEi, e fkstos obtidos em» 
coc óqqwc ncia de aesiduas averiguaçoesj, e oauteKísaft pesqvi^at^» 
qiiD Mvmk^ pubHcar, xnani&starao á S^bet^na, e í caçSp Por- 
tufm49 » A ^^£^^ dai^ nes^^ assergÇes. 



341 

de estupidez, qtie muito odesdoura, edetacredita nocoa«* 
ceito dos que lêem a narcótica gazeta chamada deLitboa. 
Poucas reflexões bastarão para convencer , que os nossoa 
raciocínios são bem fundados. 

Por exemplo diz a gazeta n.* 97b ^ faltando da re- 
volução de Pernambuco a pag. If99«-— «que os bomen« 
cm sociedade sugeítárão huma parte da sua natural liber- 
dade, para melhor gozarem da outra, e assim augmen* 
tarem a sua felicidade — Ora eis-aqut principios em ma* 
nifesta opposição com as doutrinas que a cada passo se 
encontrão nas folhas diárias, e que são antipodas do« 
poucos direitos concedidos aos homens no systema ino« 
narchico absoluto. Se os homens em sociedade tem direi« 
to para sogeitarem huma parte da sua liberdade, a fim 
de melhor gozarem de outra, tem ipso facto direito, á 
escolha d*aquelle systema de governo que julguem poder 
afiançar-lbes esta melhoria. Eis«aqui idèas oppostas aos 
principios da legitimidade, que forma a baze dos gover- 
nos Europeos quasí geralmente ; e eis pois fornecidas ar- 
mas poderosas aos inimigos da doutrina recebida, para 
atacarem os seus adversários pelos lados vulneráveis, que 
aprescntão os máos advogados de huma tão boa causa. 

Se pouco certo em principios está oredactor, pouco 
mais feliz he em critério. Na mesma gazeta vem transcrípta 
buma rifa para casamento que se supõe dever effectuar- 
se no Rio de Janei ro : o paragrafo be copiado litteral meotei 
sem que advirta que com tal jocosidade trata-se de met- 
ter a ridiculo certo Franchinote, que naquella capital 
quer passar por favorecido das damas : aproveita então 
o gazeteiro a occasíão de fazer serias reflexões, mosiran« 
do cm tudo isto tamanha falta desizo, como de digestão» 

Se o artigo precedente causou riso, o que se segue 
produzio indignação. Na gazeta 97é pag. If94, trans- 



54^ 

creve-se hum arLijo .^a-diíwrio Fnlminciise, onde, eutre 
os nolicras de Pernarributo, se diz qne vários navios Per- 
na mtíuc a nos l'ÍDliâo sido apre2<Klós >f)€lu Om%t?la 'Maria 
da gloria 5 contando-se no niinrero dos febeldes João Gtii* 
Hiorine Ràuríf: a csle r<íS|>eiro diz ogazeteiro — Frz bem, 
senhor Rotclif, lodos iía^cem iiesle tiuindo para alguma 
cousas V. m. líasceo -para morrer enforcado , ewjapou de 
Portugal, mas não (]uiz escapar dessa prebenda no B*'a- 
zU — Que lai cousa apareça em hum periódico do gover- 
no , be por certo raro, e muito mais quarido se reíkclir 
na oposição de bárbaros d is]>a rates que enccrr<a -esla «leia 
diizia de palavras. St? por ventura lodoí nascem para al- 
guma cousa, e «&l« infeliz para morrer enforcado, nào 
j>óde iiaver ^a sua parle nem culpa , nem virtude ; e por 
conseg^uinte não feí, nem podia fazer bem nem mal; 
e menos ainda escapai* <io seu fado. Alem disso a<\xn íih 
culcão<se princípios anti- religiosos qtie fazem "estremecer : 
bum homem formado por Dcos para ser enforcado, he 
proposição que ninguém avança , porque sendo os altri- 
bulos da Divindade t>udo quanto hc justo, não seria pos- 
sível que cr-easse ou reservasse ^ua4quer enle para semi* 
Ihante desgraça. Por fim he claro que o que quer dizer 
este g^tzeleiro he , que bum destino cego couduzio o mal- 
fadado Ratclif a ser hum esturrado , e por isso digno do 
patibulo; ora <:omo nós só acreditamos em Deos, deixa- 
mos ao redactor as suas doutrinas de destinos, admlran- 
do-as naquelles que nos inctílcão por outro lado priuci* 
pios de religião tão nimiamente melindrosos. 

Isto bastará para provar a lógica do redactor áa 
gazeta de Lisboa ^ omittíado outras multas reflexões sobre 
linguagem , e estilo* 



BBB 



843 

ObservaçSo importante., 

O partido Infantista não afrouxa em seus intentos 
a projectos,, e ainda qiie per si só não tenha força e con* 
sideração para nova empresa, com tudo trabalha com 
muita aetividade, e não poupa esforços para conservar, 
o que presume ter ganho. Assim quando virão publica-^ 
dos, na gazeta do dia 3 decorrente, os dois decretos para 
s^ processarem os réos do horroroso attentado do dia 30 
de Abril, que tanto os aterrou, ao passo que aieatouos 
bons e verdadeiros amantes do tbrono e do governo ; lo^ 
^o na immtdiato. dia â appar^çerão a^^ruas de. Lisboa 
inundadas pelofi c^gos., q.Me oom, grande voaeria, apre^ 
goavãp o dâCFelo de Pérnando Ta*" contratos Pcdreiroi.li^ 
p^e$; senda noiayel a coincidência, de nesse OHsmo dfa, 
^las 7; horas da man^^ ja.se ouvirem. em Buenos Ay 
js^ os pregões dos cc^gos para a vesnU do decreto, eom 
•estudado estribiUio , e palanfi^io encoiaendado , a fim 
Min) duvida de entreter as idéas de conveniência do ]>ar- 
.ViUo sanguinário! Conyem, notar que esta pactido-iiâopeTr 
4^ occas'4o, n^qíi pcetejdo por miais minucioso que seja, 
•;gíira faZíÇr valer a sua |;fcro&ssão de fé: úrjm de exemplo 
.a sçgiiint^. Nesse oiesmo dia nmndou^se ao Arsenal real 
da JVIarJuka estar, prompta Uum.aCurveta para á príuiei^ 
r^ ordem se fa^er de valia :- l<^go aU ^e pgJblicoa q.ue a. 
Cuívela if^.a Brest buscar o Infiáo^e, eM ipoiavfl q^ie es- 
ta iernbraujça sdJ^o d'ealire.aquieUes o£kia^ de Ml^rif^ha,, 
quç mais.de^jàí> adulttíC e Usop gea^. o AÍ#r<^.UjDa-deVian na., 
©bserva"^ qiw o povo oecu^ou-«e eoni eiitas a^dades, 
^ue grassavao i?omsi;a4)id)9li.rKod<a0ursp do diii .jãeiiLa teic»; 
e logo no sabbado se offereceo matéria^ vas^a s^f^^^^ P^^" 
tida do regimento S^*, repetíndo-se muitos dos letreiros 
deixados nos quartéis , e as amoáças dos soldados de vol' 



3U 

tarem cm breve, para .deitar abaixo o* governo. Com e»^ 
tes e autroar manejos se procurou destruir ás impiíessões 
qu^ 08 decretos de EIReí produzirão ^ ese deo alento aioa 
descoFÇoados parijdarlosj 



(Para o Intendente geral da policia) N.* 41 — 
Dlttitríssimo e excellentissimo senhor — O agente que foi 
mandado pewjorfer as Provindas do norte, acaba dè- 
«emetter as noções inclusas é cerca dos indivíduos, resi^ 
dentes em Vianna, Jesafectos ao go\'erno de Sua Mst*^ 
gestade, c partidistas da fa-cção de 30 de Abril -i- Estas 
tioções pareceu) ser exactas, segundo as noticias que* 
lenci chegado ao conhecimento da Polit;ia secreta po* 
<)utros canaes. Nestas circunstancias ja se vè a necéssí^ 
<lade de providencias quanto aos individuos<:onstituidos 
em a-uthoridade , de q«te tratãoas^ sobredKtas noções, os 
qnares indivíduos, segundo entendo, devem ser removidos 
quanto antes não só dos seus Ingares, mas de Vianna: 
assim ^ exige a pfubiica segurança. 

Nesta capital nada occorre que mereça considera^ 
çâo. Deos guarde a V. Ex.* Lisboa 10 de Setembr© 
de imé. 



Relação das pessoas da Villa de Vianna desafetías 

ao governo de Sua Mtígestade , e partidistas 

da rehellião de 30 de Abril. 

Henrique Pinto de Mesquita— -Coronel qtíe foi de n/ 9, 
e hoje de .5...... .^ ...,.....'.... (1) 

Juslinianno António Mendes de Macedo — Pagador 
da Pitfvincia (^) 

BBB S 



345 

Joie Bojboía de Magalbaes — Majar de n.' 9. ... . . . (3). 

loao LoIk> de Villas Boas— Capilào do dito-.. » . . .^ (4) 

J-oze Maria Lobo — dito. . . . i . • . • . (5) 

íoão Joaquim — dito (6) 

António Tliomaz — Alferes do dito (7) 

Joaquim Joze Ferreira da Rocha— ^dito addido (8) 

A-nloflio Pinto — Capilâo reformado^ ....... . .. . (9) 

Sebastião Pereira da Cunha — Coronel de milicias. (10) 
Miinoel Joaquina Maciel Reimao — . capilão das 

, ditas - (11.x 

Miguel Tinoco de Sá Pereira.de Araújo.— Ca pi ião. 

de ordenanças. .,. . ..... . ... .... ..... .... • • (1^)^ 

João Joze Exposlo^ — Ajudante do castcllo da barra» (13) 
'Erancisco Ferraz Ponce LeSo — Major de milicias. 

reforioadp* ..... ...... ................. ... ...-,..,..•• (!4í). 

Mliciados pehs supra relacionadas , e execiUoret 
de suas perversas combinaçâes. 

Fornandò Jòze da Silva — Quartel mc&tre de n." 9* 
O Padre Francisco Marlins: — Capellílo de n.** 9. 
Eernandò AnlOínioZamiih — Cirurgião mor de n.* 9, 
Victorino Joze da Silra — Tenente de n.** 9. 
António de Souza Pereira Marinho — Cadete de n.* 9. 
António de Mello da Gama de Araújo e Azevedo.— Co- 
ronel dè milícias.- 
António Joze do V-al — Ajudante dé milieias^ 
Bernardo Joze Simões — ^^di to reformado. 
Joze Luiz Gonçalves Vianna^ — Capitão refortnado». 
Manoel' Joze Felgueiras — DKo* 
Joze Bento de Aranjo Lima Júnior— - Dtt o. 
Domingos Joze de Oliveira Reis — Ajudante. 
João António Pereira — Ajudante de rnilicíaà da Barca* 



346 

António de Azevedo Lopes Sçrra-— Superintendente, 
das alfandegas .^ • . ^. , . . » {15) 

Joze Manoel Fer^^i^a de Sousa e Castro — Prove- 
dor (16) 

Carlos Joae da Cruz e Souza — Juiz de fora.. . . . . . (17) 

Gonçalo de Barros- Lima — Vereador (18) 

Joze Caetano da Costa Corrêa — Jhiíz d^alfandega^ (19) 

<A>Fktonio Garcia da Cunha , (80) 

Domingos da Costa .Santos"^ 

Joze António Moroira v. (81) 

João de Mello Rego \ 

Joze Lopes Calheiros. .... . . ...... . ... . , ., (88). 

António Taveira Pimentel de Carvalho^ — Commen* 

dador de Malta (83^ 

Bernardo Joze Aifonso. "\j. 

Manoel Quezado de Villas-Boas 

Xhomaz de Gouvea .€k»uiinbo V (84) 

A ntonio Barboza de Magalhães 

Aiitonio de A gorrela. Pereira de Miranda 

.' ' •■ • ) 

São os dezeseis notadas retro que trazem 
assalariados , e ás suas ordens os 
seguintes. 

'©omtngos Eranciseo Gomes do Couto í— Capelista, fá» 

clubs em sua casa. 
Manoel Joze< Martins — Advogado. 
Joze Thomaz Ferreira Viajina. 
Ventura Joze Baptista Caraanho — Relojoeiro* 
Manoel António MèrKlès de Castro. 
Pedro Luiz da Silva Conto — Oorive». 
Joze António da Silva — Negociante fallído^^^ 
Francisco Joze do Couto— * Ourives,* 



3AT 

Marvo«l ?int<y Villa-toíbcw. 

Pedro Joze Alvefr — Taverneiro* 

António dos Rei* Lemos -*- Eôcreveafte, 

Agostinho Pereira Caldas. 

Manoel Joze Velinlso. 

DomifvgosJoae VaMadtfres— Alfaiate; 

Joze de Alpoim da SUva Lobo. 

Francisco Joaquim. deSouza^ em cuja o«sa sefcweoi clttb». 

Manoel Joze Marques — Mareineiro. 

Jeroninao de Alpoim da Silva Men««K, 

André Luiz Gonçalves — Capelista. 

Joze Ribeiro de Castro — Meirinho da «ipérirrtendencí a* 

Francisco, filho do Fernando, cerietro, chamador pa^ra o» 

i elubs« 

Joze António Vieira de Araújo Lima— Tendéixo* 

Ecchsiastkoi^ 

O Padre Bernardo^ de Gouvèa — Arcipreste dá eoHe;ia« 

da da Matriz. 
O Padíô Joze Maria de Castro -i- Cura. 
O Padre Loiiz das Nevee Cordeiro e Mattoa — ex-Frade 

capucho. 
O Padre Domingos Joze dos Reis. 
O Padre Berrvafdo dcOliveira — Capellâo das Freiras àê^ 

Santa Anna. 
O Padre João da Cunha Pereira — ex-Fcftde caf ucIh^ : 
O Padre Fernando das Crispins* 
O Padre Siniào d'Affife. 
O Reitor de Carreço., 
O Vigário de S. Cla^idio. 
O Beneficiado Rafaol Pinto , ^amigo ifitimo do stfperin* 

tendente Serra , e igual em sentimentos» 



348 

Sâo ^tes os Ecciesiasticos aiai$ «xalta4o« , e perir 
goso4. O sobwídíto Padre Luiz das Neves Cordeiro, foi 
premiado por S. A. o lafante com o babilo de cbristo^ 
e tinha a promessa de bum bom beneficio pelos serviçoii 
que ll^e havia feito* Todos elles tem pervertido o espirito 
jjublico por meJo do púlpito y e do coiífessionario. 



fA^á 



'Ud^ 



(1^ Henrique Pialo , coronel que foi do regimento 
n/ 9, e hoje de n.* 5 : fòi ehe Bum dos chefes da facção 
de ^0 de Abril , e tanto assim que tendo ido a esta viUà 
Bum sobrinho de iíoze de Souza Mello aliiciar gente para 
oi partido rebelde, foi o dito coronel a quem primeiro 
s€:dirigio com carta de recoroaiendação que lhe trouxe;, 
aprestou^ ao mesmo alliciador os maiores serviços: quan* 
do ali chegou a proclamação de S. A. o Infante leo-a 
cam o maior enthusiaamo na frente do regimento, dana- 
do vivas- ao mesmo senhor com muito regozijo, mx>s- 
trando haver chegado a e^ocha que desejava ; ooDdu2(inf 
do-ste differçnteraense com d de Sua Magestade , de 9^ de 
Maio, que lep em voz submissa , occ4iUando-a depoi* em 
se« poder por vaiios dias, .e conservando aífvxadfi importa 
do quartel a^deS.ji^ , ale cjue poj eífeito de.m.utmuno de 
vários officiaes^ e dos habitantes da villa, foi substituída 
pela de Sua Majestade- lie ra.urtt) pjPijgoso naqualla villa, 
aonde. ten> relaçpjçsiniinian con^ .tadós os fafieiosos , qm» 
admitte em^^w çj9.$a; e.com.mai«^speci,a)idi)de o3capitaK|s 
.de a/ 9, «Toão Lobo^le ViU^s*boaS|. João JiQ^q^iim , o alr 
fcYes Aa,toaioX(í.omaf,.Q mi^or^Joâo Baribpsa de Magar 
Ihães, o jsuperjiatçnd^n(e Se^ra, FraD^VH:^ Farr^iZi outjpr 



349 

demilicias reformado, ocoronel Sebastião Pereira da Cu- 
nha, o commcndador de Malta António Taveira, e ou- 
tros; cnlre osquaes lambem admilte Joze Tbomaz Ft?rrei- 
ra Vianna, vadio, Pedro Luiz da Silva Couto', rrurives 
e bêbado, e Domingos FraiYciscf) Gomes, cajxfli&ia. 

Em vez de ir tomar posse do commando.do regi* 
nieulo, alcançou huma licença de dois mezes , a qual 
pertende reformar, a fim de se demorar eia Vianna. 

Foi com o Alferes Anto^iio Tbomaz, e o capitão 
de milicias de Vianna, Bento dè Barros Lima, a Bra- 
ga com o pretexto de se despedir do general, aonde se 
demorou alguns dias; e no seu regresso a Vianna f«»i 
igualmente a Braga o coronel de milicias Sebastião Pe- 
reira da Cunha , acompanhado do capitão de n/ 9, Jo- 
2e Maria Lobo, cuja viagem parece involve mistério. 

O «esmo coronel tem encarregado ao negociante 
Campos de Ibe comprar huma qumla entre Ponte de Li- 
ma, e Vianna. 

(!í) J. A. M. de Macedo, pagador das tropas da 
provincia: he acérrimo partidista da facção rebelde, econs« 
lante declamador contra o actual governo , chegando a 
sua ousadia aponto de dizer, queSuaMagestade he hum 
demente; que o Conde de Sub-serra he hum pérfido; e o 
Marquez dePalmella hum homem venal, e que só o go- 
verno da Rainha , e Infante podia melhorar a sorte dos 
Portuguezes : não conserva relações senão com os conhe« 
eidos por facciosos. 

(3) Joze Barbosa de Magalhães: foi sempre bumadu* 
lador das vontades do coronel Henrique Pinto, c como 
he muito estúpido , sempre sérvio d'eco dos seus discur» 
80S revoltosos, e das suas noticias aterradoras: divul- 
ga , e acredita tudo quanto pelo dito coronel lhe he 
dit0| vindo agora a ser hum partidista da facção. 



350^ 

i(4») JoRo Lobo ViHas-boas, capitão: he iium mal- 
vado que tião ceissa defallar das belUs qualidades dallai- 
lilia, e do Infanle, dizendo que são dignos de governa- 
peni o mundo inleira; h« efTeclivo d^clamador conlra o 
actual governo, avanç.>ndo que Kl liei nao na«ceo para 
governar, do contrario nâo consentifiaároda de «1 a po 
dreirada que o illude. 

(5) Joze Maria Lobo, capituo : he bum acérrimo de- 
clumador contra 050 veroo actual, epropagador de nott» 
eras aterradoras. • 

(6) João Joaqiiinfi , ca pirão : pela sua oTjstinaçSo faz- 
se muito digno de atlençâo; nao se passa bum só dia 
em que elle nao declame contra o governo. 

(7) António Thomaz, alferez de n.** 9: he hum dos 
qtio acconipaithou o sobrir^ho de Joze de Sou-za Mello a 
J'onle de Lima, por ordem do coronel Pinlo, quando 
ali foi alliciar gente para o seu partido; e tem procura- 
do sediwir na companhia de granadeiros , a que pertence, 
os -soldí^dos , pintando-lhe o governo como composto de 
homens inimigos da nação, e só affeiçoados aos seus itt- 
teresses particulares; chamando a ElRei hum inerte, bum 
verdadeiro autómato do ministério. 

(8) Joaquim Joze Pereira da Rocha, alferes addido : 
he muito inimigo do actual governo, e inuito offecto á 
facção rebelde; anda sempre pergimlando noticias do In- 
fante, e diz que o dia da sua maior gloria será quando o vir 
entrar em Portugal atesta de hum exercito a-corlar cabe- 
ças, o que nao terá multa demora. 

(9) António de Sá Pinto, capitão reformado: he 
quem dá i»aior impulso ao club de Domingos Francisco 
Gomes Canto, denominado o Beiçudo, 

(10) Sebastião Pereira da Cunha, coronel de milí- 
cias: tem praticado as maiores perversidades; no tempo 

ccc 



351 

da campanha transmontana, foi commanclante militor^ 
e fez os maiores serviços á conslituição ; na queda desta 
Mdou pedindo áquelfes a quem tinba castigado por rea« 
Hbtas, que o não culpassem; e passando depois a fazer 
partido com estes, bandeou-se de tal forma com os san« 
guinados, que b& hoje bum dos muis temiveís inimigos 
do governo de Sua Magestade. 

. (11) Manoel Joaquim Maciel Reimâo, capitão de 
milícias: Aie m\Jt\ affocto á Ilainba, cuja cauza defende; 
elogia a heróica resolução de S.ua Ãheza o Infante ao 
dia 30 de Abri-I ; e falia sempre com grande despre- 
go das deliberações, e providencias do governo. de Sua 
Magestade. 

(IS) Migtiel Joza Tinoco do Sá Pereira: t«n> dado 
]^rovas de muito af&cto ao partido sanguinário de 30 d» 
Abril. 

. (13) Jofto Joze Bxposto, ajudòn4G do caslello : no 
tempo da campanha transmontana escreveo huma cart^ 
ao general Rego , pedindo«Ibe qtic queria ser volun- 
tário debaixo das suas ordens, e contra o Conde de 
V^mnrante, foi í-cgeilado; cabida a constituição, fin» 
gio-se hum grande reajisla, e logo qxie teve noticia que 
leformarva bum partido para accianiar a Haínba,.unio*se 
^ este, o Ivoje be bum dos mais furiosos sanguiaarios* 
. (14) Francisco Ferra» Ponce de Leão, major de bm- 
licias reformado: he hum detractor famigerado, huo» 
revollozoj bum calumniador do goserno, e maldize/iíe 
d'£IRei; nSo perde occasiâo de exagerar os males da 
oaçâo, a1ribuindo>os á ioeptidao de Sua Majestade ^ 
querendo persuadir que os Portuguezea só poderiào ser 
felizes dtíbnixo da go-verrK* da Rainha e do In&nie; c he 
bum dos chefes do club em casa de Francisco Joaquim 
4f.Soazaj negx^ciante, conJDnelarineDta com JocQ Antónia 



352 

Moreira , aonde se invenilão aa maiores' falsidades , è 
«leives conUa o governo, que (azem circular pelos aeui 
sectários. 

(15) António de Azevedo Lopes Serra , superinten- 
dente: foi scnnpre inimigo declarado do governo de Sua 
Alagestade, de quem constantemente diz rnal , elogian- 
do só a Rainliai eo Infanta, como os únicos capazes de 
governar; porque EIRei, diz elle, he muito timido, 
milito inerte, e só servia para frade. Quando alli chego» 
a proclamação do dia 30 de Abril , andava como furio- 
so pelas ruas, dando vivas ao Infante, cbamando*lhe — 
o restaurador do reino, e da religião — H« a alma de 
todos os clubs , o oráculo de todos os chefes dos mes* 
mos, e o espirito que anima todos os inimigos do go- 
verno, ao qual sempre procura desacreditar com calum- 
nias, afim d« que os povos percão a confiança* que uelle 
devem ter. 

^16) Joze Manoel Ferreira de Souza e Castro, Prove- 
dor: bandeou-se com o partido facciozo; está quasi sem- 
pre em Ponte de Lima, € quando vem a Vianna frequen- 
ta, e he frequentado, pelos indivíduos aqui relacionados. 
(17) Carlos Joze da Cruz e Souza, juiz de fora: tem 
mostrado em todas asoccasiões por seus discursos perten- 
cer á facção rebelde; e as suas obras combinão com as suas 
palavras, pois atreveo-se a ponderar a necessidade que ha- 
viáTde passar o governo ás mãos da Rainha, inculcando 
çomomaisdoce ogoverno de hu ma senhora; não cessando 
ao mesmo tempo de lamentar a sorte de S. A. o Infante, 
apoiou os actos revoltosos do dia 30, de maneira que 
chegando a proclamação de Sua Magestade, disse publi- 
camente, que tal proclamação era fictícia, eobra dos mal- 
vados que tinhao a EIRei prezo, tendo-a occultado por 
muitos dias, de modo qúe só á força de admoestações « e 

ccc 2 



353 

do murmúrio do- povo, se resoUeo a fazeJa publica, ma» 
(1« lunna maneira que mais par€cia hum acto fúnebre , 
.que hum acto de publico regozijo. 

(18) Gorvçalo de Barros Lima, vereador: he hum 
homem sem caracter, e que aspira a tirar partido de to- 
das as revotuçoe«> O seu geaio intrigante, e revoltoso, o 
Kím induzido a procurar partidistas contra o actual go- 
verno do S<ja Majestade, declarando-se hum acérrimo 
Hainhista; he elle quem tem o maior numero de assala- 
riados, prom^itos^ a executar os seus mandatos, sempre 
infames, e-som^pre revoltosos. 

(19) Jo?e Gaetano-da Costa Corrêa, juiz d''àlfande» 
g« : he intimo. amigo do supcri-n tendente Serra com quem- 
combina as noikias aterradoras^, qu€ devem fazer circu- 
kir para animarem oseu partklo, e desalentarem ode 
EIRei. íle muito perigoso pelas relaçoe* que conserva , 
e ^pela influencia que tem sobre lodos os oíficiaes d'a!faa- 
dega, os quaes tem seduaido e-arraslado- ao partido- re- 
bí^lde. ' 

('20) António Garcia dâ Cunha, naturaldei Lisboa, 
assistente em Vianna: he creatura do superintendente» Ser*' 
ra , que o aconselha, e dirige- nas causas que-tcm; he a 
easa deste que o dito Serra vai feàlejar as noticias favorá- 
veis á facção, que ttic tfansmitt«m as seus amigos detis- 
boa ; he este que animou o seu amigo Joze- António -da 
Silva a publicar as fals'as noticias, taes como o próximo 
embarque de Sua Magestade, a deswíuio do ministério, 
a-emígraçdo dos ffabitantes de Lisboa, «a marcha do 
Infante Á lesta -de 30/000 Fíancezes contra Portugal ;-he 
fmaloiente. este que com a seu dinheiro lem.sedaiVdo, e 
elíapado ao seu partido alguns miseráveis. 

{&[) Don^ingos da Costa Sán-los, Joãd António Mo- 
reira , e J'oâo de Mello Rego: sâo os canaes por onde o 



354 

grande club do superintciídeale Serra faz correr as infa- 
mes noticias, qira Ihfi corvvem empalhar*, e as calumnias 
que tem inventado contra o governo., 

(S'â) Joze Lopoz de Calheiras, eo seu hospede Antó- 
nio Tavira Pinfenlel : fazem clubs em sua casa , aonde 
concorrem todos os sobreditos, para celebrarem certas no- 
ticias , e tomarem deliberações tendentes a augmentar o 
se« partido: nesta casa se derâo vivas á Rainha, e ao 
Infante.' 

' (âíJ) Bernardo Joze AíToííso, Manoel Quesado, Tho- 
maz de Gouvêa, António Barbosa, e António d'Agor- 
rela: tem posto em*pratica todos os meios possíveis pa- 
ra sedHair- e arrastar os- incautos, muitos d;os quaes tem 
cabido nos seus laços. 

AJcm do$ supra relacionados, sâo do parlldo fac- 
cioso, e não menos perigosos — os frades Dominicos fr. 
Manoel Barreiros, fr. Domingos dos Réis, fr. Joaquim 
Bolas,, o graciano fr. .João Brandão, e os capuchos ff. 
Manoeti guardrão de S. Francisco do Monte, fr. Timd- 
theo, fr. Miguel, ff. João Brandão — os quaes nos seus 
sermões não deixâo de pintar as virtudes da Rainha , e di 
Infante com a-smais vivas cores, nolando*se qufe quando 
fallâo de El Rei he sempre com desprezo da sua real pessoa. 

Se das reuniões dos homens ha qite lemer^^quandó 
estes as fazem com sinistros intentos, quanto mais noci- 
vas se nao tornâo eHas quando sâò presididas por mulhe- 
res*? ""Suas maneiras, seus atractivos j ' seus incitamentos j 
seduzem o homem, e o tornâo a maior parle dás vcze3 
c^ravo dós seus caprichos, efántesiã^. 

D. Thereza Malheiros, D.' Maria Rosa de Bírfós, 
c outras, em cujas casas sereuném muitos indívidiios ,* 
não cessão de gabarem a Rainha, e propo-la como mo- 
dello de todas as virtudes, e muito proptiapara governar 



355 

O reino, única recurso para lefroiriâr osm^Ales', que aiBi« 
gem a nação : isto dizem ellas com tanlo mais atrevi- 
mento, quanto se julgào isemptas de castigo em razão 
do seu sexo. 
{ Vianna !•"* de Setembro de WSt 



( Para o Intendente geral da policia) N. 42. I//«s- 
trissimo e excellentissimo senhor. Em addicionamenlo i 
minha carta da data de hontcm, envio a V. Ex/ a re- 
lação inclusa contendo os nomes dos Prioieiros eSe^wQ- 
dos tenentes da Armada real , com a respectiva nota so- 
bre o seu préstimo, e conducta. Deos guarde a V. E^** 
Lisboa 9 de Julho de 18Sé. 



Relação dos Primeiros, e Segundos tenentes 

da Armada real da Marinha, cona ojuizo 

critico de cada hum d'elles. 

B^H/metroé Uenentt<í. 

Sebastião Jo%e de Montes — Cego. 

Manoel de Novaes Corrêa — Incapaz de serviço algum r 

em razão de se embriagar diariamente. 
jíníonio Joaquim dos Reis Portugal — Sofrível oficial^ 

e de boa conducta. 
Joaquim Xavier Pa/rncíro — Em prega-se na vi<Ií^ ^ *** 

vrador ha vinte e cinco annos. 
João Pedro Viegas — Nunca embarcou em navios de 

guerra. 
Jo%c Fa% de Carvalho — Bom official , e muito boBra^^^* 



356 

3'oâo Pedro de Oliveira Camarino — Máo ofRcial , de 
má conducta, embriaga-sc, e he afíecto ao partido 
de 30 de Abril. 
Tgnacio Maria da Silva — Muito inhabiJ. 
uénionio Manoel Pire^ — Entrega-se de lai forma ao uso 
de bebidas espirituosas, que está sempre embriagado. 
Bento Jo%e de Abreu — In?aIido. 
António Manoel de Sou%a V^eal — Sofrível ofificiaL 
Jo%e da Coêta Cmiio — Official de paz, grosseiro, e par- 
tidista da facção de 30 dè Abril. 
•Tosse Maria de Mattos — Máo oflScial, eserapre embria- 
gado» 
J'o%e Maria de Sou%a Soares — Bom official, e de boa 

conducta. 
Jacinto António Cordeiro J?org*€« — Oflkiat hábil , acli-- 

vo, e honrado. 
Joaquim Jo%€ Pereira daSUva — Bom official mercante. 
Casemiro Jo%e dos Santos--^ Nada oiBcial, mas honrado. 
Joaquim Joze de Mesquita — A prendeo para eonstjuctor , 
nunca foi ofikial, nem o será jamais; de má ccmdu* 
cta, e partidista da facção de 30 de. Abril. 
Januário Jntonia Morgado — Bom official , e de boa 

conducta.^ 
Miguei JSaròew — OfficiaF hábil, e hoftradb. 
Francisco Duarte da Silvu Franco — Bom official, mas 

por desgraça deboxado. 
Francisco Suhno Pereira de Jtambuja — Sair i fel ofi- 
cial, e de muito boa conducta. 
Joaquim Simo£S JRistmo»-^ Excellervie official', e honrado- 
Esmesla Maria d' Espri — OI&íbI de e&peirançtSi 
Joaquim Joze Tristão Alves — Bom official, maslatalido. 
jíntonio J'9%c Borges de Casiro-^ Bom official, poivja 
^ af&ício ao partido ée 30 de Abrik 



^57 

Manoel Pcdró de Carvalho — Bom officiaT mercante, -e 

' de boa conducta. 
Francisco de Paula Tavares — Official ordinário-, e de 

bôa conducta. 
Pedro Jote Corrêa — Sofiivel official , cde boa coridticta, 
Hsfevdo Gonçalves Torres — Bom ofliciai , porem a (Tecto 

ao partido de 30 de Abril. 
Fernando Jote de Santa Rita — OíTicial mui intéHig-en- 

le, e activo, de boa conducta, e exceli erHe caracter» 
Porfirio António Felner — Bom oíEclal , ede muito boa 

condycta. 
Jo%e Mathias dos Saíiíos — Constructor. 
Jo%c Pedro de Soiixa Azevedo — Ha vinte annos que 

não embarca. 
Carlos Maria Ma%%a — Bom ofBcial , e de boa coa- 

ducta. 
Francisco Jq%€ Moacho — Hum dos melhores officiaes da 

sua classe, e bem digno de ser olhado com particu« 

larldade. 
Manoel Pedro de Mendonça e Aíotira — Bom oflSciai, e 

muito honrado. 
Rodrigo Fa% de Carvalho — Excellenle official, e de 

muito boa conducta. 
João Rodrigues de Mesquita Fraga — Sofrível official. 
Profirio António Caminha — Bom official , e de boa 

conducta. 
To%e Maximiano da Costa Cabedo — OfBcial mui iníeWi- 

gente, activo, e honrado. 
Jo%e Cordeiro Feio — Lente da Academia, 
Joaquim Guilherme Rodrigue% de Sou%a — Sofrível of- 
ficial. 
António Kicente Scarnichia — Empregado em Faro ha 

seis annos. Deo esperanças de bom official, mas hoje 



d5S 

be inulil para a vida do mar, visto não embarcar 
ba muitos annos. 
Fortunato Jo%c Ferreira'^ Bom officiaI| ainda que bum 

pouco pesado. 
Jícrnardo Jo%e Henriques'^ Pateta» 
mro%e de Oliveira e «Sbu%a-« In hábil. 
Joaquim Paulo Alves de Lima — Máo ofTicial. 
Z-wí% Jpte de Carvalho — Procurador de causas» 
Hzcardo Jp%e Henriques França — Excellcnte official , 

mui activo, e honrado. 
Joaquim Jo%e Cabral — Inhabíl. 
João Francisco da Fonceca — OíBcial pouco intelligênle, 

e af&cto ao partido de 30 de Abril. 
Francisco Corrêa Garcia— -Officiat mercante, e de boa 

conducta. 
Alexandre Evaristo de Lemos — Nada official , sem ca- 
racter , máo homem, e partidista da facção de 30 
de Abril. 
Sebastião Jo%e Baptista — ,Sbfrivel official. 
Francisco Gonçalves — Patrão mor, e bom official ma- 
rinheiro. ' 
Joaquim Jo%e de SoMssa--- Sofrível official* 
Joaquim de Sou%a JSrag-a — Está na Ilha do Principe- 

Nâo he nada» 
Jíntonio Lopes Ferreira^-' Sofrível official. 
Joâó Gonçalves Ferreira -^ Bom official, e de boa con« 

ducta. 
Lui% Maria da Cos/aciStí — Sofrível official. 
Ja%e Alemão d(s Mendonça — Sofrível official, e de boa 

conducla. 
António Jo%e Pereira Viana — Bom official, e talvc« 
hum dos melhores pilotos da marinha portugueza , 
de boa conducta, e nada em política. 



B50 

Troeopio Lourmço dcAlmtida-^^oíny^otttciítA , elion^ 

rado. 
Feliciano Jo%c Maihiai — Nada official, e partiáiatach 

facção de 30 de Abril. 
Jo%e Maria Farella — In-valido. 
João Maria Pieira Bitancourt '^ Bom official , e de boa 

conducla. 
jlntonio Jo^ Cariai de O/tVctra — Nada official. 
Scveriano Jo%e de Mesquiia^^ Bom official, e de boa 

conducta. 
António Joaquim Gonvéa '^Bom official , e ãe muite 

boa conducta. 
Domingos Roberio d^ Aguiar -^Bom official, mas hum 

pouco relaxado , « de conducta tiM ttiui regular. 
Jo%e de Mello Gouvéa Prego — Official activo , e kilel- 

H gente. 
Jeronymo de Borra*— In Vdlido.. 
Lui% Diogo Pinlo de Mello ^Safnpaío^^ Nunca foi offi- 
cial y e deboxado. 
Francisco da Cosia -afiada official» 
Joaquim Jo%e de yíraiyo— Idem. 
Jerónimo Emiliano Arnaut — Sofrível official, tnada 

em politica. 

Qjrnmetroé Uenented arcuiuacÍM* 

Felippe Ntri — Nada official. 

Jo%e Joaquim Teixeira — Idem. * 

António Pedro Coelho-^ Idem. 

Francisco Xavier Anselmo Pinío— Idem. 

António Lm% dos Santos — Bom official, mas só pratico. 

Vypriano Jote Piresi — Nada official. 



N 



360 

Lui% Tgnacio de Figueiredo^-' Idem. 
Jo%e Theodoro da Cosia CAcwm— Idem. 
Jo%€ do» Santoi frieira — Idem. 
Joaquim Jo%e Garroxo-^ Idem, 
António Máximo Ca«/c//o — Idem. 

(k/eaunctoií Uenented. 

Maurício de Sequeira Campelo — Sofri ^rel ofiBcíal. 

Lui% António P'ieira — Muito antigo. . 

Manoel da Cunha Maldonado — Sofrível official. 

António Canmiro Ferreira — Nada official. 

jimancio Jo%e H enriques -^Ciyns^uicioT, 

Roberto do Cabo Na%areth^^Demenie^ e inhabil pari 

tudo. 
Jo%e António de Barros ^-^Naàa official. 
Francisco Jo%e Martinho ~-^ConsUuctor. 
Fernando Pereira ^ Idem. 
Dioniiio da Silva Sampaio ^^ Idem. 
Jo%e Soutinho — Nada officiah 

J gostinho Theodórico da Costa e »Scí^-*Offitial de espe- 
rança. 
Francisco de Paula da Cunha Maldonado Ataíde Da* 

raona — Idem. 
Thomaz Joaquim c/ev^atyV— Nada official. 
António Jo%e Rodrigues — Idem. 
Joie Dias de Sou%a — Sofri vcl official. 
Francisco Lui% Paes '-^làem. ^ 
António Olavo Monteiro Totres — Inhabil. 
João de Fontes Pereira de MeUo — Bom official, •« de 
boa conducta. - 

Frmcisco Xavier Au/diner — Bom officinl. 

DDD S 



36^1 

Felippe Shoult — Nada official. 

Manoel Jo%e Anvcrct Pereira de Afc/Zo — OfBcial dcei 

perança. 
Torquáio Jote Marquei ^lAem. 
Jo%e Maria Marques -^ Nada Oflicial. 
jíníonio Joze de Neiva iSouaa— Idem. 
Domingos Jo%e dos Santos -^láem. 
Bento Rodrigues de Castro^- Idem. 
jD, Lui% Maria da Camará — Tem sido sempre e^)pí^ 

gado em commiasoes diplomáticas. 
Maximiano Augusto Charmoíit Costa Cordeiro ^^ Exlrs' 

vagante. 
António Jo%ç de Carua/Ao— Oficial de esperança , ei 

boa conducla. 
Joze António de Can?aiAo — Nada official. 
Januário Pedro Celestino — Por desgraça enlrega-se rí>/B 

excesso ao uso de bebidas espirilúosas. 
Jnnocencio Monteiro Borges — Idem. 
jíntonio Cândido efe JParta — Cônsul em MarseHia. 
Lourenço Jo^e — Nada oíBcial. 
Jo%e de Mattos — Idem. 

Manoel Joxe das Neves — Muito medoroso, porem da es- 
peranças de vir a ser ofBcial , e de boa conducía* 
Jo%e*]gnacio Pereira — Sofrível official. - 
Júlio Máximo Possidonio de Couto — Official hábil, acU- 

vo, e honrado: he capaz para o desempenho de qua*" 

quer serviço da marinha. 
Germano Máximo de Sou%a Leal — Nada ofiBcial. 
Jo%e Manoel iVogiteíra — Sofrível official. 
Jo%e Ventura da Costa i^reíre — Explicador dema^li^' 

matica, e nada mais. 
Hermano Bastos de -4stet?ec?o — Official de esperan^? ^ 

de boa conducla. 



u4ntonio Daniel Baptista BarroB-^Hom official iccr- 

cante, e de boa conducla. 
lyianoel Clemente — ConstrucLor. 
JManoel Lui% dos Santos — Constructor, mui hábil, ia» 

telligente, e de boa conducla. 
3danoel dos Santos — Inbabil para a vida do raar. 

Fernando Carlos da Cosim — Nada official. 

Pedro da Cunha — Official moderno, e bem coajpor- 
, lado. 

Jo%e dos 5aM/os— Activo, edá esperança de ser bom of- 
ficial. 

Joxe Joaquim do Rego — Bom official, mas por sua des- 
graça tem mui Los defeitos. 

Jo%e Anlonio França Ribeiro — Nada official. 

uintonio Lui% do Couto Valente — No observatório. 

LiUÍ% Jo%e Dias — Nada official. 

António Pedro de Carvalho-^ Bom official, instruído, e 
bera comportado» 

Manoel Francisco VillaS'boas~^'Nada official. 

jíníonio Joaquim de Oliveira-^ O fficisíl de esperança, ç 
de boa conducla. 

Vicente Jo%e Bordallo — Idem. 

J^oao Francisco R iger — N ad a o ffic i ai . 

João Ferreira de Campos — Kstudaftle na universidade. 

António Francisco Vicente Heitor — Bom official, edo 
boa conducta, 

João Caetano Bulhões L/o/e^— Official de esperança. 

jlntonio Jo%ç das Neves — Mui pouco official, muito mal 
educado, mas de boa conducla. 

MaUricio Jo%e Alves — Bom official mercante, porem 

embriaga-se continuadamente. 
Fernando Jo%e de Lara Ribeiro — Bom official , e de boa 
conducta. 



363 

Jó%c Joaquim Botetho — OfBcial mercante, ede boacon* 
ducta: nunca embarcou em navios de guerra. 

João Paulino f^ic/ra — Official de esperança, e de boa 
conducla. . 

Francisco Cândido ^'"/cfor— Nada of&ciaK 

Felippe Folk — Hsludanle na universidade. 

António Telles Faria e Silva — NSo serve para a vida 
do mar. 

Rafael Jo%e de Carvalho* — OíBcial de pouca actividade, 
e muito moderno. 

Maximiano Jo%e de Freitas — Nada ofiicíal. 

Jo%e EverarU — OlBcial de esperança. 

jlntonio Maria de Campos — Idem. 

Jo%e Macário da Silva Figueira — Bom official mercante. 

JVicòláo da Rocha ateira — Bom official, ede boa con- 
ducla. 

Francisco de Borja — Nada official. 

Jo%e Joaquim Lopes Lima — Official de esperança , e 
activo. 

Jo%e Gonçalves Pires — Nada Official. 

António Herculano Rodrigues — Idem. 

António Jo%e Aurora — Passou da classe dos marinhei- 
ros para a dos segundos tenentes, e não be máo offi* 
ciai. 

Jorge TAompson — Official de esperança. 

Francisco Jo%e Garrido Chaves — Nada official. 

Conde de Vianna — JViáo official. 

João Carlos Monteiro íTorre*^ Muito estúpido. 

Manoel Monteiro Torres — ^^ Estudante em' Coimbra. 

X). Joxe António de Noronha — Nada official. 

D, Francisco António de Noronha — O mesmo. 

António Mauricio Branco — Muito moderno, sem eslu*» 
dos, porem com propensão para a vida do mar. 



Jo%c Joaquim de A%evedo Cor /^-r^/— -Nada official. 
Mar Unho Maria Bclecten — t)e pesai ma conducta, sem 

pratica nem tbeoria, e partidista da facção de 30 de 

Abril. 
Norberto Maria Ferreira Maycr^^'Ssidsí officid, po« 

rem bem comportado. 
Manoel Jo%e' de Souxa Goei-— Foi piloto j e nSo ^o2a 

dos melhores créditos. 
António Jo%^ da Grafa Td^ríilr— Nada official. 
JéUÍ% Corrêa de Almeida — Bom official , e de boa con- 

ducta. 
Pedro Jo%e de JÍhreu e Silva ^^^tida official ^ sem estu« 

dos 9 e embriaga-se. 
António Pedro Coutinho — Nada official, de má con- 

diicta, e affecto ao partido de 30 de Abril. 
João Evangelista da Lu% Piiada^^Bem comportado^ e . 

dá esperança de ser bom official. 

Libboa 10 de Setembro de 1834.^ 



. PARTE DG DIA 11 DE SETEMBRO DE 1824. 

Corria que S. A. olnfante tinha partido para Vie- 
na, tendo sido multado pela Policia de Paris, antes de 
sair d*esta capital , por andar correndo a cavallo pelas 
ruas; eque nâo querendo pagar a multa, o ministro Por- 
tuguês a satisfizera. 

Repetia-se o boato da mudança de ministros. 






Nenhuma noticia de intereete corria boje* na pAiça. 

Poucas noticias importantes a prèsenèão ais £c»}bd< 
recebidas neste ultimo Paquete, dão cooUndealg^^^s. de- 
talhes sobre os ultimou aconteciorentos de .IIesf>aoha« 



Indagações. . ■ ^ ^ 



' Jòze António dé OHveVra^ Lbiteiafredtá.esliarj^aiis» 
feito, e annuncia á sua paHidWbmvetj^ara^ Minto. Os 
crTadôB porem diteto— que SiíâiMiygfe&ldâe «o pesèr^k aqui 
paVà ál^unlat cousa; •à<iéréMQ€fnti5iit'db^4«-qoiHyttain£b]ga;|gjiem 
pergunta á sfeu anh> a t^»âo»='p«j«'ciue- »ab iáerje-a.Jugar 
de h^ifiistro do* reino, èH^^-refpbndfi-^deís^éai ^.>fefrescar 
ó lèn1}Vò— Tém sido prdeytrrAycícô«i>fte(|Hipiiicia' pelo roi- 
nlstro^da justiça ^ -o):)ual' há^sjsMltPfittira-fMissadB^tíeaiarou* 
se largo tenipo corri Ltíitè de ©ieit*oí.<Tatn4)efn he procu- 
rado com freqiientilâ pèlo^Afcèbtepé^ VigtorioííjcteL 

As ligações do excellenlís^fertb' ^Arcebispo, minis- 
tro da juisti^a,'cortíi'*JoieA'ntonfo'd«<í)llw€Írb Leite, hum 
dos mais façanhosos coripheí» ya*fât!ç«oí '¥eWUc de 30 
de Abril , é por conáeqiièncm inimigo tlâ'Stia Magestade, 
dão huma idêâ mui desfiaVdrâvel df> barafektVj-e sentimen- 
tos defidelidade de S. Exi*^*— jMaS'tíeikaft\io eèie poalOf 
difíemos que o excellentissí mo Arcebispo- cantinaa .que- 
rendo ganhar a aura: popular poi; humçi,.«^ffaJbiWa<|Q ni- 
miamente afifectada} «conversat kinga teiopp^^ cofa., os- per- 
lendentès nas escadas da secretarias .e pelo ,e/)rnmnm lhes 
afiattça o bom existo naparfexjqHieidelle depende^i^. pare- 
ce que alguém se pe^tMHide o|)^éts<^âfO»'^e9eJqadeL£^£au*} 



366' 

iegiif^a bqné dáa entender cóni esta «vasiva , «utilisâimá 
e macliiavelica resposta^, por que deixu vasto campo, « 
porta aberta para ajuizarem os pertendentes, quando não 
sao despachados, que não dependeu do ^irbano ministro 
o bom despacho, e sim de seMS<:ol!eg-as, que impecerao 
as puras intenções, que eile havia manifestado. (I) 

Caetaito' Jo2e de Sequeira, que se diiía ter vindo 
da cidade do Perto, coasta, depois de se terem feito to- 
das as deligencias {>ara o seu descòbriíiientò , que se não 
acha eQ4 Lisboa. 

Joze Pedro de Andrade, filho de João Lourenço, 
q-ue he mandado sai^r de Lisboa, apenas tem sido visita» 
do peloSaUes, e Oourlade, da secretaria da guerra. 

O ourives Tobini tem dito que no coavento de S^ 
Dc^tningos houvera ultimameate huma reunião de frades 
OB quaes gritarão-— viva a constituição —* <;antaQdo , m 
repetjiado algumas quadras análogas; accrescentando o 
mesmo Tobini, que o prior do convento tivera noticia des* 
te caso. Proced«o-se á competente indagação, e achou« 
«e que tudo era falso: nestas circunstancias parece que o 
ourives Tobini deve ser advertido para que de futuro re- 
gule melhor a Mja conducta. 

OCond« de Rio Pardo foi boje visitado pelos Con- 
des de Belmonte, e da Ega, pelo noedico Vidigal, por 
Joaquim Guilherme da Costa Posser, e por hum sobri- 
nho d'elle Conde, chamado Luiz de Magalhães. A'noi-' 
te foi o Conde de Rio Pardo para casa da Viscondessa 

O) O ministro de que tratamos he o actual Patriarcha, 
aquelle que , fazendo huma Pastoral a favor dos suppostos di- 
reitos de D. Miguel ao throno de Portugal , nâo duvidou fazet. 
outra em favor dos direitos da Rainha a Senhora D. ÀIaria 2.\ 
qua«do seu augusto pai eotiau nesta capital ! 



Irra. ver para o«i«a da àitm ViscondfliMi* 



' Espirito pubíicoi' 
O it%fiúàto pubiioo Um apftteniadi»^ a ^wiw melho* 



ria, eos animot lespiraa^ v,ea£b q^ejkor fim «tteflla o 
gv»v«riio p<t!c>.<kooiK^.eiegw«ikça do l^kroiío', bem coma 
pela publioa IranqiiiLídade. 0$ decretos qijp^ ÒMkndfii» pn»* 
Qcder siHDmaiiotixietite Gontr« os reos «b èforroroso atteo* 
l«clo do- dia SO do Abi4l ^ dúpeii&afKÍD ocioHM^ef&da for- 
Oialidade» erfi olsjeeto da tio afta- montai, oo^ paatè ^im 
sa^isTcfz o«»hoaa«a9 iiiodeirado»^ ioovandò a eocrgí» «digni- 
dade do goYem», aiei^rou os maiittados e^^âa ata' tiUto oa 
ouraplkaB a paHidiâUs ,< ^^ alentado» eoia^o siieaKia da 
nLpdéraiç&o^f o* rapiiSaWb^ por fraqti^ia oti^istneéa. Lmrror* 
sea eta];fioi^.de)uo oshooienaimtèa, aos procodimonitMi do^ 
govarao;' bem conio não potipáirão «oçomios» á acln^vida* 
àe âú Fnt^ivdenma^ ^ral da poMoia* 0'ellfaft»»d6iltl rt^rv 
tição aoriibo oalhar, peli) sua atodara^^y o^nidem^ía^ htHA 
rcspeilp c credito ale^ora mui aies^nUfO' pat^ cwa cm 
seos antigcís^ pfedeoeâson^í^i A64»m • se Icnr vearíficado nos- 
sas as^gabs^ e|uvi;»di> r^p^tidaiaanto' a«sa^<nft^mos , qtsMr 
ledos ca boa toa nbsimios oii^mtfokadbiHeS' ^mêttistyêêry ^ 
\túm pardd» avido^ d^ sangife< a írrcéoncHIavel ; HÍ^wtts 
procedi rnentos^ da> policia .oppdftuHios é^jti^oa; a^irami' 
pruõcs de indivíduos. aÍ4ula> q4ia obse a roa , ro c oabacid a» 
mcnle SjEsc^rios^daq^uelle partida, amadf oMáfãiBr s«as aoa* 
speips a ponto, (|ue ja^sa^irAo %% rifaav jil^tie aUa^tawâa 
as praça» » setn se ouv wiMíii>epe|»Kr af|iialliaboato«k^«raa* 
dortís a caluatiúpsos,, qua.poit vazaa &zi&9}.vaaíiílRaiéato 
homens mais iaçri^iulaa^ a gecayaidosi A^J^mfiMBm 



j^i» o exc^UentMmo.C^nitêde $ub-«erra -tinha V«néid0 
<;.t0d«fi âs .»iia3 {^ropiiodad^s ^m Li»boa ! acolá c^ue iã mo- 
pjar para o ca^s do tojo afim de embarcar eoin maii 
proonpUdao ^o momento .do .perigo ! ali que em uomea- 
tdo ««ibai^cWr ^Iraordluarjo para Inglaterra! ja eaVe 
itinba >^vÍ8to odecieto! aquelle contado odinbeiro dacom- 
.pfa das ca«aa! fulano sabia que tínba tomado passagem 
•Bt> paquete! beltrano .que tinba^ a ttta dibiissão ! e em 
fim não havia sandice, e muldade que deixasse de se pòr 
fim ècç&n ipma, Jemear a t^ieania e a desconfiança. De 
lafilof .*e lio repetidos ÍK>at<»9 colbi&o os malvados setfs 
,fins, ipois ccottiegoião^ ^p^o menos, envolver em bum cahós 
a ordem publica* Gfagas finalmente á illustrada tjabedo^ 
jria Aú goívemé ^ - <{«ie 06m>oBe%i« èoufoe decepar a hydrá 
«IfiiS ^m idai^ttças , e liestinuir o 4oeego á c)ias«e pa^ificáY 
mmáo ^gfiio.de líotaf^se o prompto eficSto ^do befoico tè^' 
Jtiedio,' apptíeade* ás politicas enfemridirries, quebòje âpf#» 
#ent&cr<o «f ntdavel aspi^tdde ikvíiim prompta cura.' ' 

. Tão ffonálosas *e tramoendeiites forio ás mediída* 
«dopUi^as, quelate cb^fárão >4ii^ contar- o>^^spir}lo turbu<^ 
lento de buma soldadesca insubordinada, qual a dos ^e*' 
^imeiíios idtt ^^ dèôáfaéoies^i qoe sifpr]!^ hão te^^ 
ri«d partido^ se por ventura não 'VfSfiem que' o governo* 
oalavainnol^ido.a empregar ofmaiorftgor ecfntra ()!iaes- 
qiíer t^iCcíoiK». dBem ffiostrálão eátes autómatos anima- 
dos, no memenlo da paitiéa , o espirito revoltoso de qué 
se nébèo ipétsaidos ^ ba^v^^do soldado q|uèt:begòu à arran^ 
6ftrr«'fiifid»Mia da fidelidade, e a ameaçar alguns pàísa*-' 
Bisque «aq«Hslle aéto ftossàvãii, dfzbndb-lbes que ^ntjbrè*' 
«e>« iffião «rwn«r ps^hsetcks lí^oe^as !' ($uántó á 'ãémaW 
tropa consérva-se, com pequena difTeren^a, no m'esm'o"e*i 
tado^4e>otHttttmiii«çi«l'9 «tfevèndo corá tudo èkéieptiiar-se 
ogsg iUi< | Hu ^l%ao qual^taanttsm cov) severtdâde á bò^ 



cbadofi seis soldadof pni^ fait<T >ée f(}bordÍAa^^.^^Cttiiq»rc 
nnt«nr qite o regimenlo de cavallaria 1^ teno melhorado 
em cliiclplma , i»as não errt espírita, por rsso qwe os sol* 
dni}o&, fallão sem rebuço a respeito da seu ]N||irqueE de 
, CUavfs^ edoseugerM^raHnfante I>. Miguel, que proieclâo 
ir buscar a França! OxaUi o tentassem para dos ver- 
mos livres de hmn carpo tão intUil, €]uai>to prejudi- 
ciai. ' . ^ 

Não tem mudado, do opi a ião o aho e baJiUi cíera, 
a-pcnas se tem toraado mais cauteloso e circunspec to-, 
conhecendo que a epocba nào lhes be. pelo em quanto, 
£avorav(>l! 

Descnpçoadas ficarão as classes nobre e opulenta 

dos r^'<^ do dia .90: réOfeo^Bo^^^r^ud^^^^^em ver 
aacrificado p Marqqe^ de A^f^tftí^^ . (jfjf^julgavâo invuí- 
neravel pela sua gerarchia , e liv^-e por estar em gráo de 
porcvi^eeoi» coirí^ièfl ^e ni«ílio|t^líi fèliWd^-mahéjÉbi' ás fn- 
Uigas. de cofie , pondo^se ^ coberto -dosr tf èdntéctmen- 

. < A «eUsse jidgad^ra se manifesta ãÍ^ ^^^^atemo» 
ti^adíi "èfirtín:.©st«* • 'píèe^* níéMios , poftquí^ s^bé^ rtui tem 
<)-ue parie lâo activa tomou fn'i«q.uèHíiè^4tk*ftl«dbi': o re* 
^eio de serem alr.aiçoados pbtes^ sefjè''cftW)j^eèè"/ oi^t raa 
etn continuo djesassoce^o, e gfpeií^a^ tal BiiSfa W rtíttí^do 
pela esperança consoladora ,\ de «Jiie í^j»hnd« H^S'«;tfKHfa 
^ua vez, Ijíuí de ser julgados pelos seus col^g^s e conso* 
cios, íslo lie,, por cunha do níesma páo, queMo pode-» 
lâo castigar nx» outros, delictõs «iitt< qii^iinaiíoBiiiv.Bie- 
uor parle tiv.crãoá '-'■■'■ . /,,:«. -c.í^íMioi.Jjiv.' 
V ' £ip .x?3umo| ^iiw^pr 4««^J)wmw^ftUla«9se»é«<fa<fe, 
fatece q^uercr. co4er o^,^f^Uttao|^,^,||8s^íjfj|tite**?(ád- 



<md - 

■(l^aráò Intendente geral da poíicia) N. 43". tllSt- 
Irissimò e exceíléntíssimo senhor. "Levo ás mãos de Vi Èx.* 
as noções inclusas, qwé acabo dé receber do agente, que 
Ultimamente escreveo de vianna, e agora se acha em 
Valença. , . ^ 

'íeío que toca ^a está capitar nada recebi hoje que 
'mereça consideraçaoJ^peós^ a V. Ex.* Lisboa 14 

de'Setciiibro'dè im'^^ "" "•' " '■'•'" ^^^'^ ■ '- 



^Aoto}^p.;^^tjkeiftíd* í8yfva-M«íAoj>r|^ífid«r ^«t]í9br.iir -i , 

;0 Brigadeiro Francisco Xavier CaUiciros 3(§) 

< ííiçjRl^P Jpae J^Qni^ií^ *: j*fii^ l^ .í4 « - w .'>- *é.w> ^v . . (3) 
JíiSq (ie S4vÇ0íirr^i^rj;.«íft«e ÍA«^Q^m^ jtóZídttfoífiÍin<4) 

. Amciados pelos supra relacionados^ 

'^asbtooSinspliqíia-iKr ^"1- •- "••<' ( í^--» í*>":: :^'^-* '••' 

Belchior Machado Paes J ^^P'^^^"* > < ^ -^ ; -v. 
^^lèiaoi Aiateetit^ dos^ntio*^ T^ente /^Dô r^ím.*« n .* «1 ' 
l^itóoeaílôide-ScyuM-^AJ^^ J^' > ^ * -^^^ 



(871 

Gftipar Soarei Bor^/mm VMtoQQ«U«i8, «ápri&eitckinte- 
Luís F«Évetra <ie Ma|;lfttfie^ t»f&dal do Ultramar. 

(t) Tem-se mostrado o mais desafeiçoado possível a 
"Sua Mageslade; falia com ousadi^ doa petos áoygov^w* 
|io; e eípgia S. A. o Infante, dizendo publicamente—- 
que breve elle virá tomar as rédeas do governo. He inli- 
mo amigo do juiz de fora. 

(i) Â* chegada da proclamação de 30 de Abríl , ma« 
nifestou o maior conténtameoto, deixando ver por suas 
QXfMHiasiSes eraaia«elixs, ^ue fetlencia ulo forfeifto apcbd^ 
de, E ^eacreve^pa» h^mf^o ttawjo f^a^i^, at^f^^uiorais , 
que ali se espalhão .com q^perverfo fim .de inquietar os 
ânimos I e promover a desordem. 

(ãr> Jiaasid&ohtiyffi.a Vaiei>}a a prodtt lttti^ -é^. A, 
iEi::I»fafite^ eiiibusiasixK>iMiè ^tal maneira qét pét^íúuita: 
È^po tnâo fâ& «aia q«e dar vrva» a^. A.^ 'a qiiéfar fíti 
^da Jiaja .o* knaioras-elogtops dizetfd>ò>^-^^iié lirev\e «ritra« 
tjijeipvlWUigal tnuB^plift^ teai í«im4foiM^A'die^' 
g^ da proclama^ deSua AiagesHide^ficKia ^^e!o«iò isni 
di^.eiperar, tri^» e pen^ativo^ ,; . 

(4) Exulláriò p6r oc»asii^ tl»9 oeaífketímiíAtos ^ifi^S^ 
de Abril; elogião S* A. olofaiit« , e seioi' pejo iíV*in^ftfe<^ 
do., atireve|D«se a iaculear o te» governo ooaiD o melhor^ 
dQ,mundo^ iDizçm que EIRei não tem capacidade para 
goyerfiar , e qae sempre «itiverá; cepcadõ é^^PéàPàròft'&^ 
vret. Siio desmasc^raãos^^ pacUdiltMida fiMfl^vi^beMav^^ 
Gafr^spoa4ei>imf$iSbalíyas iJoa-^rà jg «MUdfc»'^ 

Vianda do Minbpii ^ ^ .., — ;.. > • . ::<>;,u. v. 



S73 

fiirío89» jmFtidittas. do dia 80 de: Abril ; «>pmlb2» mittMA 
•Itcradorat^, e tom o arrojo de ameaçar os cidiM(fb9 po» 
fificofl GC|iQ'a<pmxi«MiM ebegada^de Si^At. orlafaMa áfre»* 
la de liu» a]ieisoiio4 

Valeoç» S de Setembro de 18S4m 



(Para oTntendeoie g;eral da policia) N/44. IllUs- 
f rissímo e excelleDitistitno senhor. Levo ás mãos de V. £x/ 
O plano em que falíamos para a nova organisação dos 
corpos de milícias. Deos guarde a V. £x/ Lisboa 12 d« 
J^ctembro de 182^. 



^Sii^çe pstfa â nova oT^-difisrã^Sb dòd t;drtio0 
dfe milícias. 



Çomi>a9di»^ta 41* ncMMie» torposf de msèttia» de* ho^t 
miepa^de difiygai»!*» Qliaa ie> > e eftBiee,. oaaadas^ pctyprTela* 
ri^9 a^rí^nkofeii, .eèai:geralr.ckerep dttfiHStlhi'^ h#e«i«r 
dente q^ pai% natuDent . d» <sin» e«gaiit««^or reiméai is^ 
d^^idyos qii<^'lben»i ialeiesM' iflsraMdiaiiBr tm eonièfvaç^» d» 
QjBdMk.f e n» mmmmmm t«em|uHiidadé>r aMia 4c«áKK faVr 
dare-qjiie.taceaofiMaforiDadcM^idebein elemen^Vos^, defeosi 
nieroeeQ.Ri^s eon^nfa^^ governes ^ 4^ ai> indisci^ll^ 
iisada*eeliorte»pietiorâaoae, ipie « «xefxiple d&t roífiiafDttt^ 
YatMkait e estadoi a^ qeea» óseilier l(l# pega, ebem* d^res«^ 
se= «ariifiei» o eompradiír para- teimttxr » tenda. No e^^ 
tade aettwl-eni q^ie se^eeitá e eaiei>eifo poUTeg^ei', beinw 
dispensável oppôr-lhe iMnnif Gaiteira que téndb iguáiarefi** 
te.força plyieic», ipamm servir para eontrabátatiçár quaN ' 
quer teatalitsa, acf pasea qeee(feie(a ItempoMo Aapoio)' 



tíf ?9Í;' ' Pa^íi"ttíP se -^íétttiAgiiifr f e«íi>f ii*rial*í»>ídfòí>«íí «*«»*- 
ftiá^Áííí» 'pttrg§8(íí líiáê-íèálS «á{fi<fe^Y»#TMe&l»U»ô{«iléí 

tôáò ; podetn- éòto-t;uaa>ft»-á?iv'#ííiiffWgáí|''afíyf<fiis*','>' 

2." DemUtir do serviço , ou reformar tod^'lí^'ã«)fá»^ 

plffntt'«^<êVfláí>fet'^^ra'»'»WJanM&ti»JW fM i? ^ e%B^' 

dárégHAi^t» âl^i%itier'i6liií> 8WÍ|JlJjrdHbtòir^''Í»á^slVê 

pitstetíáim 'étiííii à^iitfedès d«18»èW .an%\í^,%W &ISm- 
i\n<^mWé(m^teM4om«m dSWijJétll4^^HiÍrftfefff 

atíbêHtó^Hja8é^ábéltírftfaètiíoÍ'Wâ>^ferf?íètifíVítâ''ki*»l|o 

ácti«'^Mfi<f«.i)ifó''s^t(^fèB^;*^tá>á;)MM''âoi'#í%éa<i^Bf:^'; 
leird^ebfèWè^è^iifW^iBya^-ij^iílicaflifaé:* í*'''^*'' ""^ *'.'<''-' 



nu 

«iHnn 4o< 4?a«hflQ«la pifpM^Mk ^.^çf^^í^. ftpp^y .^:«4b«ií«f 
ttW*sto. P: prèiW^i^ i»jp«eiHí> *l«|C»4ti brigada ^ ^e <í prU 

nhão bens próprio» na prpvjmQia eiii>qi|!e servirem: ofcof 
Tp^V.4fB4Wtt#Q|iT%ín9^^tps (Us.aie^n4i4 lirij^da», • 
ofi tj^neiiJUef r^arpÃ^j^uy^M pffiçU^ft 4o» j2.^ bat^llioe» dot 

bem estaW«fi»dq|.nqf,id^^9*, Wfte<^ e ^e ont 

Ihores pjrx>va»^^fi^«%9 4^5^4e ^h^^ f o gov^Qo <h.âtt% 

para a reo;gaivi»ag|p 4f(« i^ipp^ ^ .o^iIííiíb»^, (»qiif$ jutgM 
vto9 m^Ucq^^í^tfl^Pi^ p^sf^nçio ^gprg^ ailei^voly/^c 4^fl/^ 
lejão a& das|(9. à^Ani^i^iàMOfkif^.pf^ir»^ . , ^ , , ^ 

São , t re^M /çU^^^lf I^Hl^f fi^q ^ i^psHJ(ffi^ .<P««»g:f a' 
para oieçruti^m^iita^ do^prioieirc^^ b^uUiâct, .c^njieq; ^r^. 
ber. PrpprieíaxiQJi^^.tw^ decffq^z^.fím $Jk^ \^mmi(^ 
^jp^piegfi fi\^fi,lh^»é\xv^;4Íf^ |çi>4o e»\«p bpnâ j^,r^-^ 

dio^ urbanpt; .^iijqtii^aip qiiaiwÍ9^.«|^ita» P^<^rí(^(if^,cp|i- 
ftifti;eni çm.,\>teéÍQ^^jfH^\çm^j(f{í^9^j(jiU^o% tej|i}ia.çr ^^49. d^ 
T^xd^a. ou de fa/^,;^. i|{tfalf¥K^||te.9«.çaplul^a»f)iiie >ubp|»n 
tç^q d^4ufi?S4Í^cj|píl|ttgj, ^iWj^ue.f icw <;amff^rx:ia^^nço; 

agencia ou trafico c<jpii^/t;çf^iijr4|(o^.c|t4f:bçlecim 
'?.¥*#iSÍPf^^>*^WÍ£P^H*^ compilo, e 



FFV 



«idiadàbéin comKDvm^ ^, tercei rjí(.cJjíS8e.çótnpt^tet^dçm 
oé caixeiros de Degocíantcs e logistas, que entra riei]Eie/ja 
iiígar .doacus retpcclivQS palrôiçs, p8q»aes.fn;ftr,iío!|ófnèn« 
le ireslp^caso, e no de impêdfínisnío.phijjrtsoy^isejgaipi^f^^ 
•cTviça, obriga nçlo-se põr<^i;t) a 8i|9teivUreai.efa;4areppi^ ôs 
rt^ixeirosj lambem, nô^la classe serão cómp^ç^çpdldoi, os 
indiyidtfos qjkie obtém meíoí de 0xi«l«nQm. p^ Ira^^o.ou 
«geficiíi. Todos eslcè rrrdividuQS qjie se,inefiçi^4;^q!devjÇL|D 
«er eomprelíendidos entre as idades <^ 18. at^^ll^^ ái;i^os.^ 

• no eMado de solteiras , ,GompoadQjas&ifRv<9 c}icyTiadoS 
i.^ bat&Iliôes , a'-(])9cm se encarrega o servi ço^ pjciivo. jCiun* 
pre notar que com os homens da 3/ classe Sf- flçfi&r^ ter 
particulac aUenção com os filhos ^uijiicos, jqi^e sfto aHaoi- 
paro de suas famíiiaSi, segunáç; as )eÍ8.ej&is|er>|es.c, 

As classes d'homons q^ue cíeyem^fpfi|>^jr ost^segf^^dos 
bhtalboes podem ig^iidípcçje/teduyifeÀJli^JB';.»!^'^^^ 
prietarios de bens derç^ijí,^^ç4i|d^fiin4o^Rfí>P8Í«nl 
»ercio, o» roegrop.e-áJ5i^fíí^,c^;I|BÇ,.^^>e|.dçeJqr piçrii|«íieiites 
meios de subsistência/ Slv*^,^^pn[ién5 4e oíic^ ^Wi^rtc*:?^* 
krísi ^/ Jofnaleí/oi. AsrdtKis.pi;iwqiraf€|ç^$esv'pí>dçm for-» 
B€€ec sufi&cieule nuqacro derccji^í^ par||^fiipktat o*9.«* 
WliiHiõès, t^ubatalboes de ^ul>$tituiç&Of^;,;huu^ véí «^ue 
asiiidívidiwjs nelUs çf r^pr^^bç n^^i^a,^ .ç^t^Q, doã ç»fiios de- 
teruunádos ha cpp. ôj.° dp .1*1. 1^*^ dgo re^^«i â^i^mf? áfml* 
Kcias 5 cpx^ a deelar^âo por^m dè W a, MMfi^*??^^**' 
par^ ©sfe<JiB€ns sdiefros a dj; ^&,,.firrj;5^j d|(^,J^,^«0OSi 
^e no mesmo regula raeo-t o se nHirea ihefitacHÍPr^^^'" 
bera quaxito foi posçivel qnjí. na?9 se ri5qr«i|lf|.n^ {Ji^^^^se, 
por isjBo f^iie l)« compra de Wm^F^sijpfat^j;^^^^^^ ,aii- 

^lo men^^ qiie:nâo^teCTt.s^ubs^^^^^^ 

• . Hiifnâ A:ez,esUibeke|da a i^rga[H^|a^,i]^'jf|i^^Qf^ 
pos. , deve eonceder-Sje-^hcs l^uai ,á#roi, ç^^||i^^»tp-, 
aprovellaiMio q^ ^tw/ôf^ coay>^iif çl^ç^ ^ l^g 9|M»^^ 



'07^ 

iJo 'ò^b^errálfpor^Mvflrâ^de £Ó <íe Deiembró do ifítína© 
artab." ■■''■".; ', / ■ ' ""'■■''■ '"'''. '•' -' i 

/ '■^^-Ehte/rd^nây-se tj"'^^^^'*'^ gozar de privilégios òa 
iodlvídirbs 'de^taè5'';èotpò5, ti é essencial que $e raanJem 
objeVvar slrictamente,> por melhor forma qiie pelos aii^ 
nistróâdoé respectivos disffictos ò tçm sido", os declara» 
íitís notit. '&.* cap. 3.* dorPgíÍIam'en'loí assim coniò cum- 
pre' tpie*aòs of&oiaes se-lhes manlènriaa os tio cap. S/ c 
9;"^ò ràésrfto tít. ^.^ '^^ * *; ;' » 

t / ' Gô officifièílluc isàhírém da 1.* linha pa^^á o serviço 
4íi5 pridíieíl-oi batálííõèar, continuarão cora seus respectí* 
vos 'veiicímfentòV é acte^ssòs como offitiaes de serrjilha^Ut 
classe, írpriCííileAdo-sê-lKeá paésògem para quèlquér outro 
corpo da guáfda rèal/biie naturalmente se hade crear^ 
quaàdó peJo .sèii bHm ^^í^rço e&t«y|aõ nessas circunstanciati 
Na esctilha dírsblfibJaÊiV âbVá éksériciar se prefirão multot 
^ps.qué SèàdiSo d&sli^ítíbs, Bem tomo todos aqíielles qiw 
no dia 310 Sé^l^Víl estíbséiqiieftíêi sófrêrâò incómodos pe»* 
tç^aes : . esta èscoihá lie miii nètessuria , ja qué os pruBeR 
TOS postos ^feVém recáhVreib" pessoas de toda á oonfiança^ 
que poss&ò defender o throno , e ògoverooi cm qualquer 
occasi&o 'de crise. ; ^ ' 

: O tempo de serViço dos soldados dos primeiros ba^ 
talhões deve ser designado , findo o qual devmib pas^f 
ao.seFviço dos seguhdos batalhões, por ametadc dotempop 
que igualmente for designado ao« soldados próprios dei- 
tas segundos batalha. ' 

: "'Pam a melhor disciplina ^ como para a con^va^t 
çãô díy teipcctívo armamento, os qnarteis ôerâo regímen-^ 
^««sl^Osptitneirofs batalhões^ deverão ser discrplinaflòs co-i 
B»0''ii primeira Knha, se bem que com álgumà modifica-' 
çã^^àendcl^ás reprótas discipfinadás" somente demanhâa/ 
a,*^tá dt Vm restai db meio ídiaiiií dia nt^^ tempo para 



regimenuesleiâo lugar quando se julgar conveniente. Pa* 

W tírtí doMhi'^oV is-drá^i-íáíftbvdé^gfiWiifti-; -^ bPKlÃW- 

%tdr t<?^iWérftfeèá ^è^ôftd6-ita'aH VohVfef>tóiftfe'*-jiató 

lo. 'Fodtfí ^9i>tâ$âí iibVl."«»bárrfrh6èí;'^ító^^íJ^fi- 

\rtó'6òldd qxié á l/RbUàV pelôHHiipò^^úê Tftêl-efft «Sfyi- 

W */ ifcUàlihenlé s^e' ò§ tf.^^^Bátaltioès torém^^eropril^aSo^^ 

Voteitenânàhclas barficuFarw, em activo wviçof fcrax) 
4 ^ . , ^o d.. « . » o, c,.. . «. .«fliísbiisd-fiMo^ 

l^n^t Vèrtèiiíièiito. Oà aeslacanaenio», caso $ej^o oecess^ 

lírors/íiao ativerâò exceder o |>razo delium inei. '^ ^ 

* ' A<H l.^l>atãFh€>c8, que se aestinao a ^serviço licU^ 

Vt>J "tóiAèiite ttfeig ddildede'rá'6 èstVda-^fàrafes — cttlças*^ 

Vapot^à"*^ b&filE^t^ifaV-^ ^ápàtòs V miiclMrias : o. ínais iê* 

Wm Mf àrifáiíjò dá cfompetencia década pr»ça| attendeq- 

Ho (|iièC<imb"bôfiícns onícHaes^, flies nea tempo Air^ &p 

%editmTeifff ab^^s^lilebflkfiôé >èl|^êctiird8";'èslanab" f)em coín- 

>|pi|n«adof coi» a manutenção dos. seus piviiegíoS) e escu*- 

' ê » de sefviço da pfiiniiAl4dihlKilo9 

reduzido a 48 y podendo seguir-se este mesnao plano com" 
-f>8Jbal,a tbiOQ9.de <cafâdK)<e&y ^& arlMbeiros tracionàébT^^^- 
'fiLQdQ%ú4p«in*dua» ciasses^ ^adesisg-rMinda-lmRt pofif^Sé^vi- 
|o.acJtivo,e eoulios para -serviço- p»«8i>0jpehi^meíffli^lu^ 
8na í^.^ pj-alicaráooi»»©» corpos át-mWiti^awt-^^^^o'^**'^' 
'i , , . TiUche Oo6sboço da °reorganísiíçSo*di^e6ppcis-qU}%^ 
^ apog<>^ermx. IbbIo deveno^ merecer a Hençao,' porqi£S'^s^ 
^le^.Q SQOieiaecBeslas.,. pode oifNHr^a-soa^ se^raW|i^^ê8é« 
áfôc c« ,pfibJiea^ramjHUHdade<*e9U»ii>ateí»ia4>e*d!Rfè^ 
ie maion deseavoU^manto^ e per isso-j^ obeiaot^jKU'^H> 
ITOievarncw dito, a jnlgamos digna da attenção de huia 
:fcQy<jrno previ<knte. 



Forla-bandeiras . ^. . .... .... ..-.^. •.«%....,., a., .. , ^-.-^8 

Sargentos ajudantes .*..... .^. .,. ... . . .v..\ . 4 ...,^, . . -è 

Sarjgento quarteLmestre. ^ .,-.,..., ,/.„ ^^;.. , , . . 1 

^^"^ÍSÍnfo^^^áitehi V <q3-í^(1AÍ.^ -dViÔ^/iUd •-Vé^í.iqAl 




j.oD cinoíq oKi«9ni oj;*» 9g.-tiu:§9e oLntjboq ^ 81- « objsubat 

íè8èfiPS^^Wm!f^**e •i>íM««?i«í>i'i;o-9bi>í| .^^blêpn.QUiiiíQQi ?.5ífl€ 
muíi sb ofi'^a«M:á cb fiír^ib ií;gaiíigliii..c çor-^X' r,oai.r>y'jl/jj^ 



mciro eargento. O lajjn^ftfit^íClo/iclUQiafll de segundo sar- 
gento. * 

É'sta(3o maior de hum regimento .^. ,. •j*,^vt,|:t^t' ^* 

Òito/companhias <le fiisileiro'8, e duas de grana- .^^^ 
deiros a 93 praças jK)r companhia. ....... . .^ j. .jOSO 

INtí R Os portá-banaeiras, num deve ser praça do 
f.**bãtauiaó, outro ao 2. Pelo que respeita ao quarlel 
mestre, è sargento seu ajudante, quqndo succeda «stax 
fieDarádo ò btritierròbàCáHiâòdó^fecrOnao. sêraio taea, pos* 

Cbs* SQpridos temporariamente, por qualquer official ou 

- ' * .r . . , 4W .,..,:.. íH*. ^A*>a. ^Tv^v^n i:»»''::! **íf' 
laTgerttd a escolha do respectivo comandante. , 

C/ ajudante do tambor mor devera neriencer ao sef 

- % K, - ,.-.'. . ,.H -^^- .'.•.' .'^^ •%'♦-- Vp.l -^J»-'*"»^'^* 
guTidó Dàtainao, assim cotnp dois dos pifarQs; porend 

tkinto estes como cinco tiàmWes dó C.*' baValnão sçrâo 

eA^gaáos no serviço da^guarhiçâo que tizet a l,* \>ata- 

Ihâíò qifànfdo e^ejá Vé^inido, ou nodistriçtp do ipesmo, 

segundo for julgado conveniente. 

y^"'. Sfé parecer á propósito cadahregímèhto terá -Bum nu« 

láeib tlé^iDuki&<>Sy' òonfoTme Ibe ^r designado. 

^ / Lisboa 19 de Setemíbro 1áe Í8SW. 

■ . ^ ... . li i ^.\:.' *: •• 

; . (-P^í* 9 Inlcndeníte g^eral da po)idi|)« Ni.^45L Ilto- 
t];Í^i^9^«,iex<!eIlffit'fssimo senhon liçQit^ito. tii^ <l\ fix:^ a 
v^l^f o inclusa rotativa a<MoÍ&çí|iei 4ac^v%tta4(ili!^lMtflm« 
merpio.^ cooi o juiio criti<^ dé«ç#da.Jiubl d>éUe%.*"Deot 
giWli4e aX Ex,* LUbo» jW de rgeUntríq ^e 18f*r - 



^0 

jántonio Jo%e de Sek^fHt^ cotomI isffecliso — Ainda qv^ 
de idade avangada , tem firmeza de caracter , muila 

f: adbesão a^EIRei, actividade» e alguma iRlelligenciá, 
. Quando áfftropas^da' primeira linbâ fofãòpara Viífá 

.- I>>anca». foi incanàiív^t em litliQter a^ordeifa, é à«8)»« 

^^^igurar,a p.Hb^ca tranquillidade. 

Joíke^ Diogo de Baiíoêj coronel aggregado — Bon» sen* 
timentos, porem ne^buma iiiteI|ígeocia , muilp pan? 

. taraoi mai uonraab, Qc^QiQUom caracter, ainda qua^ 
iètá capacidade pai^a comandar o regimento. 

Barão ck "OMinUlfa i còropél agjgregja^'^ ^---Optimps lebX 

« ti mentol, miiita àdbesao a Sua Magestadcf i^ amda 

. ' .: Ur.. -.. •i'íTi..'n •* -q »;••. '• ,. - '. •■^'- ' * *' ' 

• que: imiito úipço goza bom credito etitre os aem ca* 

j*iiL..Pir.' » ■' '' ^^''' ■■.,•« 

roaradas : alguma inleMigencla • e excdiente caracter. 

$*ranei%co Lcaí Jtrnaut^ major **^ Bom bb<9|en;^y ania^- 

^ , te de ^ÍRei^ ^ porem^ icm^opiniiâo ' propriçi ;^ ^fé^ cAida 

Sjíiyer ^ sfi» se embaraçar eofln(,çmi5a|jp;^UtÍ!Ç&f* , 
ul friico pffieíal ; esteve doudo / é de VÇ2 fjQJí,^^H9&^{ 
o dá a conhecei. ' -^^ ' '. ; . ■ ^. -,..> ^i^j/ip ..,; 

Fiíi^ifkG0:dç,j4linada f aj[i»daDte-^ Entrou p^íra eij^ cor^. 
^ j>0'pof «viac de Dí-Miguel PeVeira Fofjftz, CQAira a. 
í .wMade d^ tódc^s, ^ fspecialiiiente dê J(5&9 ' P#rèira 
Caldas então coronc). Sem condiieta, r^m caracter, 
; está apto paia' tudo, e^léTBo importa vívér. No dia^- 
i.^ SQdeiAblSI ofÍ0ieceo4sèaiS>Ar: ^^fndiU^p^a lazer 

. K>SQ!^qaar|jQ^ Jaciomsr^Autefv^MtotJC^te Herfiçt) ^ -^ò^ ^ 
*K M^hl míkéé ii^An«ift8ÍiMéS'YÍa«a»«i»camaTaéBs; 'He |«e^ 
i mkérMliQt '^IMhidttbcbefcêHp^jCé.&Uo áíe /dcys^«ia 
* 4Mv4aè» ç9ob«eiiâeBt^9^ . _.^y . 



António Murta, tenente da ]/ coinpáfivbia^^U£ llIbPfluii' 

■ ^''■^(Pv&RiiM'-'-"'^ ir1i'iq*^' } c^aiiboob à t3'>Ji»C!j}> 

^' ^82 'db'titíuú^al|^i«(À<iq«»mtMAi«9^HÍtt>Ue^s<^^ 

MMtóttHn^Bèdtigiéèi^-mmiim «<)$Rftw4lA»C^««ddlpa* 
nbia — Constituciona(<^%$#iMb<t»»«iaiflÍ#%PáÍlliio. 

: Deo provas distiAtAtfÍP^ãifSiAtaíWMèi^Sép^^os, 
^e >^>éi»lMá|è^«^(iMéW>^«lí ¥iM^ngg{jj^ 'dota 

, v«nto, e bioda que tem conheci meRfiiSf\AAg(ia>W^R]do 
moderado, bom caracter» e probi(Mltfo$»ltfiiMp^ «tcsca 

'm<»&i,^«èofkàiktLTi^n^m>wíumíiit*tS^^ 

■^ni:yro|>naí^bibim«aB«adM«abfiV9Í oraalo;^^ ~- »i.daiW| 



própria u■,n'^4lPV>à>Mt.m^9í*¥m(,j^.í^^4\.:^ lhe 

■ui.rWi^í íU%;ffl^%tj(n'", '.! tb í))n9«i ,íH>s\f. ojjtoinK 
«aracter, ecoaducta; optiAt» seQtÍQ)<if|t)0(^«\,j|^Ue< 

M«ita adbeiâp a Sua Magestade, o melhor 'Çj^^^^er, 

.V <^f«B«*!^«t^i^^P<>J«4f«Rt%»»ll4eH4i^M^im^ca> 
factec, •eDtiMei(l^9,.(^r^»«s,t *9P»l»«wi.<!Sw«i^Íte!(..ea- 

•>■, ISe<}fl;(Ç#gíal^„;,íllÍ-J-.>íIll>.> >■ '^^ ^l<(. Xiljí!'l> <í ,'>,mst.;. • 

Fiemte Arái$ton, tene9|if^frf^Q(WtUu«J^»|iklBWimo4^Ta. 
<<<id4»J9»P>A9Hlri9i^ttl^.|!^te9^Wiâe^mtÍ<W^I^ (JI9* 

JoâPsdo^ioíi^f^tíMmidmtíati^t :gTaâtiBA<nàmS&«9ta- 
pánbia — £goismo levatio^jact^eaacMta r- ^faJlui^Qi^m» 

(i<^|iMyto!lt>i<lÚwiciiru)d0 tíRM paqtidD'' d«y> bii««Mtiiosks , 
u «a> fnMibi|tad(V!<o\Cfi8B«iM)ílila:aegnoÍ9ixte Ij^Hin 9«r5«oa- 

«ao 



89d 

- trab&fKltiila r taeé são as vfKudti d^HeliMieai; que 

í ao ouvj-lò, feHar ^ ifum Ú&B Hiaiea^ d«£BA»olw# ^^ go- 
véfao: He eôfopaínhtírK^iaàeffefávirf doM^r^^ 
se Gonçalves, FnDciscoJo&o Brwii^ eJoMiiiHlAi^o- 

^-ekàm Itft-C&su, 'recfKodb«cidò9 âectario» da ímção de 
dOde Abril. Perteaoe a todos oâ partidos ^ e «egue 
todas mê opiniões. Nos mus actos ^oalefisít^s oioatra- 
sé éítkxiié áo tlirono^ e copi isto tem eolbldo Htyduplí- 
eada fàiífiâgeai deUl«Hlit iositoaie««r«|iieági}f »o «ctuaU 

' ifiefite^ ed€ lirtó partido d^% a^« ooftbTaeios. O 010- 
impoiio do fbroecUn^Mtõ 4os vinhos, • f in^g^es para 

. ^ atmada re^ll , betó como,o4i^af doc««ij>r^or úq 
arseoalforio ^prefalo daiíisiia4ii^p4^^ Goaa^ pou- 
co concfilo como negocUinte., e fteníiuo) í^oibo lO^em- 
bro deste corpo. 

poiico âe ^úi^\ f^^^1^PB^fQ% jdtlKÍ^mi> e propendendo 

para o iiadtiikreiítisfno, geralasente odiado peU sua 

' tolcima , e má cotfcdticta torwp ne^fanrte, * ^ ^ ' - 

Carios Fennfmékt-dá <huio\ tenèiitie -»*<^ré&saMsiieâipra 

séfithheotos boaradort, -e deJhtA» viarálé<Í^ w DèàK^la ; 

hefodavia míd^^Uniftiftdo emconèiedtDMtosv oin bom 

bonrem , e Áserèce a ésU«iÀ gétal. Eintá ÍReap«r dè ser- 

'-^ wiV porlMta de«iiidei ^ . ^ 

Jóâò Jote dos Santos^ tenente da 8/ catB^atrbiii>-»^ns- 

^ tSluclébal moderadoV bom <faraiè4ier^ boA èdèâtíctai 

e óptimos senilmentos. Mcrrete a õoafiaiU^aí doé^seus 

^ 'sirpcfiores, e tem-se feito acrédor ito irothiiè ttei'«eus 

' camaradas.' • ' ':^ ^ • * .e\:, 

S^cbdsHão Jme Ignado Lcaí^ atíferes*^ á1^«<fir* iWeia , 

murta t^aldade , n^ito em opM&o^ e wéSh Vtn rf%uns 

actóâ que o pddéssémTdar k toitàíecfà'; étíci^m ex- 

' dasff am«nte do detalhe do «eu néfbeia^ é fowfih lhe 



89â 

impcíH» o s#ftto ã0 QKiiKtç. Hatre os leoNh catnattilas 

g0jii^-deia(Hii fM»wco erudito , ea«igmenla ò nuo)«ra 9oi 

'.ettMÍ kmiC6Í« que- feiwe^ peio a«oc»«dade|' pelo teu íq« 

Lisboa 18 de S^mUncr de 1824. 



(P«ra olfitandeMegfgral dflTiiòltcia^) K.''4Í6. IHus* 
fef istmo» eexeelbhiiwkno senhor. Em éiíâi^priaAeqto ^ no- 
ta^ue r«deii^i dc^oft«iftl maior, Olimpío Joaquimí deOli- 
vçira, em data de 7 do corvente^ eiwío a V. Eu/ as^no* 
ções ia«lusa» reiatfvwdos^offieiaes .de quê trata* a sobre* 
dita notawf Beos g«ia|Rdb a Y* fioL.^ Lisboa IS de SHetem- 
bro« de lí63árv 

Notes sobre a>eoiid«iela,ec&i%ii&tér dé algimei 

Jo%e Lúcio ryakk%TraiHJ^so^^ ceroael de infantaria n/ 
8 -r- Be, offioíal xk mérito , de iastrucção , e de pun- 
dqaor% I]fe|iois qMeJhc^ibi tirado, o. coWaodo dq seu 
carpo, tem^e cx^^s^r^ado em desvio, leipendo ser 

. . cprapromettido, e gpuardado silencio sobre tudo quan- 
to Ibe di2^ respeito. Mostra a maior vcjneraisâo .pela 
pessoa de Sua M^gestade, eestáibçfn Jç^pge^^^e per- 
tencer, á classe dos. exaltados, posto que sérvio fiel« 

, .. Isente sob o systema, constituciooaL 

Manoel Bernardo Çhaò^ , governador da pi;aça de La- 

gosw Este official tem aptidão para objectos de secre- 

, ia^ia^iliMr,, porem má reputação. Estaa alcançou 

. ji^ uputempo em que sérvio, com, o geoeral D; Ânto- 

. , nio Soares de Noronha,, ja.no tempo do marechal: 
, foi primado da>viscondeas»cbJerupettha, que veodeo 

GGQ 8 



999 

pecçâo. .Bjjac{«a8 

guiar cpnducta, aini^ d*EIReí, mnrlrrnrtni .rti^Oltmi 




Jocri 



de cavalUrie o.* 6 — HometfeiiÍ4,nMii|ajo^,bj4«íe, 



suspeita. , •' '.,'.•■>»«{ 

cxcellente pvoceáiioentéii!im>^9atí8Í^imU<ê'aÚ os 
4 g»Néséi1inK!aMf««9^ft))tf»Htá'V^W'>j^#h^^^^ 

.u-«fciwlfeu-ttW*ig<»^«nfòH|íWíh!W^l^^*èfenènf«^^ 

V !• ê d»io*íèai€hoHi*ító*pv«ttií^dmtaèí:m^ft'^o#ar. 
quez de Cha«í'tt%«ft!'àíai'«»9ÍMÍl'dà:teS"^^^^^^^ 

-í!«»íiBi«p«í)>«ímtt ífeu^li«à<ííínttltô'<í c'd'ri{Jí^á<5';''t8lTei- 
por falia de meios.; nâ» se diz c»?^'wt^l que^nia^fu 



neai , «tcsai^Q^ áo ««ri;iso i^ iiral«roi0|i e 'm^áftÊm ídíi fal- 
tar. aoi.feii0 de9«r«tr ...'.:•♦.. í..- ox*- . 

Jox« cie £« Coutinho, capitão do regimeoto.dtf «aliai la« 

lim^T ÍA-^EWifiiia^r ^ lAHiiia mtimêd^tKÉ iieriidb 

lafantitbEi. Em YtimtiÊu^. pa^aad^^foi oMad^lo^pof 

> ordaiu da gavarno» diftiÂdf ai»ta^oaUie aa oraÂaiVLal* 

tadofrdfiiUe paiUda*. ~ i :i p^:. 

£ui& Gcdinha í^ald»^ aapitãadUrf^0ÍM«nto«tla^Ãvatl#« 
cia> b/ 44-^Baai' ctf cibli Mnfkr iu>4Mifor4^Mi»ÉÍtocio* 
nal', «DSiaodamia huai «ft|4iaíMo$f fiiraiiibiijew^ier* 
eÍ0ÍOry) ratirou^tSii; a< Pombali atta^o 8«tti:pofte taoà si- 
do exemplar. He bem digno 4e «er. einpre;§4cu 

oSoUI lia da.p<Mit;oiQop»eiKb|,;bi»adk»»d#iaitíff#*ia^^ 
. a netaisaria. &«a»«Hi fifacoaiaiidar JhaobMn^ ^lYaiidoy 

eJndeeiAo ;, avMía/cQ«Aaatorteaii«aídopsejB^f«^ aíaf^ 
, tísUrdecaFtó.Or&âo*b^ r» ^í ,*. . níl ,ôb x.\'«> 

Raimundo> Jo%e Pinhtir<hy aK^i^veraadoii dn^/aastaUo tie 
. . &, JoãQ^ d(^ Foa-r-.B9te affitjal 4)e .beaii eci^til^iílcr^ par 
, ' a«iMiiixeKa« do.seti oaj^aefoiv^ Capaz deufàsei^ tué^^para 

Q {bal'pojriigfi)ora^te?94e*nada^pafa^ liem^fA/R^nha 
. b^ p^a^^tb aí aitilbar^ por eâsancíai Ineapaji. dê servir 
..< ;{iaAi abúsavailguiiia'; he:o;immi|^ laenas^ tami^ par 
. rsl^ /Q^a« ipade cosio' qual^uei" a^Mvo .«er idilft^MiiQnto 

que faça dam no. ' : ' '.••!,' 

tísbôjaJ*,daí,SB*W»*W<fe^tí^^ 



(Parlar o {alendeiita geift!. da^poKcia) ^^il7n*)Hus« 
uMjP»Q e axcialien Uasiaivo séniior -«nObg0iit«)4)3U«fw 4^i^* 
d^o 4a Porta a Str^gaif &s em (kti»'d|ei6Hlá»G<iiV|ote 
a seguinte communicaçâo. . ,,...«..,': í, 



■' é Apemk» *cii^b^ A i0ila ckliidb rfia houve .tbedtdct 
ide qHè as «luUijEiridade^ cíyiá , 6 inifitiif*^, nãa biii9«»MH(n 
niio '^Am d€ eriitiNeia «fi» ^u poàe^^t ioosar ieoidfteci- 
nicnto da sua conducta por occasião dos aciHn^6isi mentas 
4k ?a*í ábrtUí . ^ *"- :,/ L 

ftJâMesacemecimehtos^orM «abidot^ea Biafa eiq 
6 de Maio á noito, e i«a «ajikMLa êeguiale ja oft «jíafevo- 
Im «ponia,v&a wn irictimaa ^W' eiQ Bragn ^t^vilo te» a sor- 
4£ da« de Lisboa ; pois qcie , ditiâo dies-^ a pnodaiaiação 
dcS. A. o Ii)fa«it9 UMbóda preader, e maiar^— ! líst^ 
|)foolâ^açio '«x^ou dè tal forma a oftaisUta de 'Bmga ^ 
^tie«tA jniuii«« rjlaii'' mi lmng<m Sogo úo ar ^ coatínuando 
^r nimhó i^v^po t» gi^ii#6 Mdiciosos^ e aaarcbicofi , sen^ 
que.as aul&orié«der obil4tti<»i a niò i Os sioos 4lt <:íapei» 
la 4^ Aráebispò^laiãaMm doé&i^ b.sigtíafl pa^a^a re^^Utf., 
exa<l<H»do aâbteAaéiwa et-iÉ ailftvo l— .«im oc •cusêépi^ 
qvéè. flou^ (i«iii lobmnfe Ta DèMi-^aafi- acorde gnafafi 
pm iftõ calatt|^ik8m'«o«a<Q6Ífaienia|srKuaea-^£lew.y a a 
nobreza de Braga, se maaifeifteuiiajài^ feias i natu giaU 
Í4ifame,5 «ómò «Ma) oect«ifto<f»*: ', í : ' . • r* 

^Ha<n ^ado co«i^p4)ão4l0S'~etef^9ãft»ida<«a^^^ d* 
e/pl|âpi9 daelvat, <« loorneiçao ^ iíoqi iiittDtf itaoioniída^ 
de d# ta«MM««t, ^kwi p^p &oilaa âs laaf 4t aidãdet Qf* 
deciaodo liuina iHuolíiaação giàtsA ^fSnvriH diíta.* A^cíbèga* 
da do ifeaado a «ata «^ juia do crima^ .JoâqnHB delato 
de AlmAicla,^ vab^aite « jMmia ^^radav, « 4eõ mai ^tnU 
camente a S. A. o Infante , aecres6et}iândR>-''^^lttOi^rftô tm 
malvados Pedreiros UT7es'<^ao-qiie£orreapondBO * caaa^ 
Vba.que aoodnpaahaya.obaiido-; a qual >passando pela cal- 
deia do fÀjube, ande sa^cèav^S* of fiteéoé (iolítiêbt, oXor 
afi^inaultott^eitai otKn ob aá«ieiF inMliij«fioiô#| Más/a^ 
leH^^é-Uias àoto pKdfM, 9 Bâ4 mteskkkt^ faíer a%úÀi'IJitaè 
pata deoira do aipiba*» 



tiXodiaS^ poratDi ItumM^Oéd da fiódm Peít 
«Oto, áa ¥ÍHa ^ot A«co», fita alg|iii>€ tiros jiaca deniro 
do aljube, teoâ qfue as autíi0ff4a<ÍM fi^e^eip repríaiir eUe 
^tlentado! » 

9 Nenhum cidadão pacifica podia sair «kcii»^» por* 
^«e a cada paaso ouvia di««r á canalha — aqu«Iie iam* 
betn kt Pedreiro livre, worra— m 

fiNos dias 11 , le, e iS continuou o raeioio dsta^^ 
4o d0 anarchia-. No convanto doi eongrisgado* s^ fea bu* 
tna relação dos iodividuos que devido ser presos á ordem 
de S. A. o lafante. Neste did^ faeoíose, e.saQigurnario, 
te reúnem os seguintes indivíduos, que siogeraiOMinte oo« 
tados como os mais perversos e iafamea de ioda » cana* 
llia de Braga. O padre Januasio-*-^o padre Joaquim da 
Amarante •»*« padre João doiDeasoi^-oacone^os Joaquim 
Tdies, e Jofe Veloso — o beoefioiadé Gompr^do-^T-os ír« 
«los BorroKÕes-*-aabl>ade de Priscos***^ Jqão Pit^to Teí« 
»ira-— Airtonio Xavier t bolicaâo-r-ahum talEstevao, 
Biercador, e capitão de matta^ n 

f» No dia IS chegou a Braga a aotíoía de que Suii 
tiagestade eslava Kvré dè facção^ e no plenp «aatercicio 
da stia atfthoridade ; de repente senudão aseoanal, tudo 
ba lihsmaio , neainttti signal áp regoxtgo, neabuoi viva se 
maififeila; nenhum Te Deum, nenhum bando ^ aeiíbu- 
aur illunineçSo se ordena. As próprias «uihoridades são 
as prtmeircis^a masífibstar o seo sentitileato.por tio piau* 
tivel aconteciíntento ! O mesmo general appaceee patído, 
asehuioolico, e desgostoso Iw 

«Assim se conservou Bfaga,- até jC|aa M^ifla 17 se 

reioWerio a faaer bum Te Deum , atas bum Te Jkum 

•em pompa, nem magaificeiícia , bem diflimalo do do 

dia 6. A* noite pequeno numero de casas d^fUiM»tna^.is 

SI Os presos do aljube maoitetanda o mvl caAloiU* 



910 

auxiliar sob-mão os planos dos rebeldes. n i' ..bíi"; .•► 
-'"'i «f»19è})éii dodWl7, el^báiâdã^s malenrfbt os se- 
g^Me§^l[^áVõ5^-^l)ué'tí^I«glt^dii fit)Mx> «cmMfidcLcoala^^dfi 
S. A. o Infante. pa8sando«T>£^bl^lv»tib>dê tomaTdaii ium 
M^^ 9â^^âí^«ifbM.'èj^, l[)bW V^ em 

t^aS'^aMM^SIktj§^<^à'Lig«ftférsí^<^cp^ a-Uaiaha Únh^ 

> > ?^AÍlcá^ t^dtídéisâhtmiMíb^aitdflc^ei^aílmias AlèC^ 
raddtiâ» ^^^)6tkl^ é<í iin^cctí^tf^MAflksdi^l AífogCB^adèí esib SAII 

Olirto"-^ áPa^aktf« ^¥«*ò««4JkM< deiJinCC Bidoj<Klr»7 cnia 
quem o padre Braga tem*4U'ifeans^£P€£bv^&earr^9pbB(mtii 
Qjia ^-^aid«i^AmOMif& Be^^mtiik «-oo^fc Jéai|aia) Telles ^ 
a do eiâr^tid^ Am»>nio£|di^aii FfiijÍQiojHt* abiúaJ^díi' 
Pinto .DfcweokíP-Wá-iííKM ôjr-qai ^b ;obfcí>noiÍJMfi £ija ub 
. 4: Ad0iãidfis^)çttfi^b»iAlgn^a8fà«Bito9«^Biii^ 
de âiMii^iiifinte: tanif ta^r eminiCb^lIqrcniéiina çafiii^íiiiaiii 
q/>* «^j[biif>íé0kc»«í<H|ai<g«tfiO.abiÉiikdieoBfÍKic^^ 
tiiiajqd^4)rtoiíliâ&ddèj4}tasÍ9io) beiJiisâijBiÉvadii3iãang»tfii« 

tolas e punbaes, tem o tem«i'arà^iavQipi> de^ioibpfNEiisis 
Mn1la£JãlR0i iiffqt tM,ã^^tlííeiiCf9ÍMP9B9^ queeãua Ma- 
i^uMe^máéyeifgmeítím^^piS cpkmúta^Adm fiMd9ÍK 
átfs 4t)HÍbèlrú«')if|rrM.<(QUi^MaaM>^;^ maaBlnioBpa.oa» 
âtlfâ:: ^ni dei] jbiioâ^ Bstu iiê «i^ dmKi^ç do^ Fiibr ;lii4& 
â«^fiiro^rde^xjfiiticti^ii^iáto0^>:abb«^ bb arg&qiy^QeagenU 



cm Braga. Ert» abbade por sua maldade j« ae <«e asM«, 
diitinclD em 1808, perieguindo eaiBraga nwlp» Uoment 
Uoarádo» a lilulo de Jacobinos. -r-»!! 

» O general governador dasariaa.s sempre perteoceo 
» fócçâo de 30 de Abril. Quiz acclamar allaialia no dia 
lio seu aniiiveuario, e para este ôm tinJia mandado »ir de 
Yalleaça para Braga Imm parque de «rlilheria , a .cujo 
projecto obstou, o coronel Roeado, de regimenta B, qoe 
Bào quia aMuir, a hum tal plano, aâo obstante acliar-s* 
««diuidp qttasi lodo o regiment». » 

«Sàp seu& ptinoipaea agentes., e «â» meoás sectá- 
rio» da facção rebelde ^Francisco Aníonio éb BmaaLo.. 
bo, «Kwíario da proviacia^c Joâff Manoel- Leite de 
Almada , oi&i-ial de 8ecr«t&(ÍA. Tl-». 

j»Nâa<fcre esqjseoer hum Joze.Bedfode CarvaBi», 
muito notado por seu» seiuLmantos 8angui»i.ri«*, « «pj, 

»nd<>jttispeía<»ra«iaçao, alAroiaTO a&testonwaKa», que 

tiohâo.dedepár naaje»a8»aa p«r opiniôe» poliiica», da». 

do-lbea I» formiíla do juramento,! »; 

»Jío.fçgiménto 3 ba alguns intB*icí»*os pwigMo»,. 

« sSft,— o leaenle coionel P«iju)to.-^o ájiid«u»ie Vi-wu»! 

fio António Marques — o» capitaen». António. Bernar* 
«Uí^Aaeved» Henr:iqHc_.e.Ag«i«p..^ft te«e»ie.. Rodri- 
«o -^ Olivwra — eManoel deSania A nna. Borg»— »a^ 
fere» Maooet Joae d* A».ved©.-^..o.««d*í* ^oâo.Feio. » 
wTemappnrecido ultiavunénte «mBfa^ osseguin. 
tes pasquloft-^O R^i ^é, ,n«»bco, «iamoa. »<„af«« Jo» 
m Missões. Portugal está cheio da tedrâts^^/a^riaí. 
O, làfme alw .«em, o* Ra|i&t.»«âo. castigada*, « J go, • 
iriir.n.o a,*i,i(j„iM«: ávam,,, po»*,, B»*te atawii^^ 
«Wí".a. el^roa ftç». Psfclteinís< », 



*tí-O^V'ftfc(fnae de S. J<^o da Pa^qtfeJra ífc. w 
i n Nao \}óde c<onsenli'r que Bé dêem oi^Uos vivfcs, cu 

ftc^i) a mações publicai, <|«ô nãò sejâo a S^ía Mageslade 
'ElRei Nosso Settbor^ á IWigiâo q\íe profesanios, ea 
toda a faHi-ilia roal am gefal. Proliibe Iodas a:S acolama- 
rçôes dadas a indivíduos pafliculareis , e por motivos de 
e49ií pessoal, e imagluodo iutcresse/ Reconliece a berieií- 
^e6neia, <ea caridade pOr huma virtude, cuja pratica ela* 
▼a ohòmêiD acima dó seu próprio ser; mas nãopodecon;- 
sentir que etòiolas sejâo lançadas a grtiipos de rapazes, « 
po¥o, pãt*^ áãsem acçlíiH>açòe$ , ou anteâ* vo2íos amolin»- 
<iora<s, « qu^ só servem para perturbarem a tranquiitdá- 
de publica, e pdrem em agitação: os espirites, edeface* 
l^em ostentação da caridade, -quedeixia de ser TÍrtudequao- 
(da be distribuída 'publica mei^tè, e só para chamar pes* 
jseas aí partidos, c^<n'^ivas,r e acclam^açõés ifidiséi'etAf. 
Sua Majestade tem magistrados^ é existem leis pafa jiíá^ 
f^orcoif os que tetn sido iíriplicedós em crimes, a appiicav* 
ção das leis be que devem esperar socegados^ « a jilstíça 
com o bem fazer dofheliior dos soberanos. Ogeíneral lâ-an^ 
dará díspet^ar por escoHas os grupos, ou ajunta txyentoi 
de pessoas que forem encontradas a dar outros vr^as que 
nâo sejão os acima expressados, e fará^rendér aquéllas 
que estiverem espalhando dinheiro ao povo, e aos que o 
receberem, dando ao^ mesmo tempo vôíés, <yu acclama- 
ções quaesquer q4ie -sèjão , e serão depois de presos entre- 
gues ásatUboridades competentes, para serem severamen- 
te castigados pelas leis. Quartel general de 'Braga 15 d^ 
Mkto dcf ie^~aisigfia|}ô-— o Viscon^de de S. João da 
PeaqiiekBé firãgia 6 de Seterâbro dèf 1BS4.99 

LUboíá is de Setiembjfo de 1:8341 n 



KHH S 



393 

( Pará" ô Ittliehdcm« geral da polida) W/ 48. IlIiis- 
tris^imo e exceDenli^simo ^i>l>or-^'Dar» pê^cpri^ft piDStaa 
em acção não ha resultado algumdtg-iio demeiyè4oivar«»9e. 
Hontem e hoje n<^nhiin» boatos se lem espalliádo^, co-que 
' inostrb que os perlnrbadoTes do publico 8oceg<y m ICfin re- 
concentrado por efl^tO'das tnedid&s é* vtyory xjttet^ai 
ikJo indispensável adoptar ehi beneficio da oréewi^^^é da 
•tranquilidade. Enti^tanto soo informado ^^por díffei«n<es 
•«anaes, quef o padre Joie Agcyslíntio Ôi^ (ãaeéáo^h&ãecth 
jfã publicamente contra o governo àé Stia^Mageitocèe^^e 
-«^^ segundo eHe me»mo d% está «scPârTèViA»1ioai pape), 
para ser impresso em Paris, no qual pertenço idB«i#ne9fff»r 
a necessrdade de passar o govcrtio a*l!3tua) patíft ofSos mars 
-rigorosas, &c. Seria corvven4éUtié^ár'%ilWii- 4»us«a'em 
.-ea^a d*este homem turbutoato^; % em^ft^^^^ eai0«*fbfe«fo 
«recolher a algum convénio >lo Mltilíò,» ou «d^ Algarve, 
«d^onde nao possa sair: só ôèSTm^elte del*â^á*de-ser no- 
■eivo ao. governo, eáoHiem puhífca. €om e^çhfèo éocci- 
xneiit4)stJiMitos>^ que patenrtéião «« t)ua}Ma(K»s ^eue reíi- 
.gj<Mio; pode V; £xA«xlgir cúUi «iais ra^iô h«ii>a-inedt* 
,da! ac^Uí irespeíto^: ai«da que^^Saan^M^estiado^^dcnre ter 
4>elkbaAiaftto. noticia. Deoftgiuardda^V.Ex:»^ Lisboa W 
.de;Set«mhradel82é« • • »í • o v ' 

' vBoGumen^os que dizem FespBÍia ao padrcr 
• Joze Agosttnho dè Maòedt>. 

.. ^i^yii^nda-fO^y^Ex.^iQforaaAfio^sequemMiieoi^ircIti^ 

so de fr; Joí» de saoto «A:g08tialio^ :reíi^«9o.^oi «reim- 

. ta&.do mesdiía ^aato ^ a qual se^uená dos excessos eom 

que foi raallral^da pelo seu provincial na prisão^ quelha 

maodou feíer |. a a mais qííe relata o :reqaerimealo.' 



• Da* informação que «andei tirar pelo corregedor 
4a comarca de Torfcs. vedrasy qus passo ^s^ínãos de V, Ex4% 
obive pcMT buma parte que o queixoso fr. Joze de sanio 
•AigastiQbohe de naáo procedimento, e usa 4e &câ y a qi»»! 
lh9£oi ftcbada 00 acto. da prisão ; e ppr.quirá párie se ,{^z 
^ver o. excesso cakn que. orpvoviòcial maodoq excciJUr ii 
diligeiíela^ e-quo os motivos, que^aotuiJeçeate deião eau- 
m a este procedimento^ &ão erão t^ies, que merecessem 
^o pigor eoQt tf pe foi maUratado o dii^ i^eUgibso , e d'elJe 
se nuemlra bliTeF^f)lt^'ga particuia?, que obriga a >eiste pte* 
'laxfo tt(esquiãteerfse4Ías,obrígaçQes«€0Ín <|aêde«etiatar« 6^ 
seus suMitoft^-ii- 1^--* ■»,■.,...; . . , .. c. . ,, 

. Mandei, i d ^oT^gedo^T. do , crime d<í bauro alto «o 
convento de iiKdasa. 8enhi>Ka..da.<iraça ayisitter o»cãrcer«i 
-dome^mo «o»vent0> -e par.^laularm^nl^ aqueile em qíte 
^e a€hava:o dito íp Jbíade 4l»«^o/.Agoi^tint»o , 'o^perg^n'- 
ta-k> sobr^ o& mesmos factos. y e daa. respostas que deo ?e^ 
•xá V. Ex;*r©qn§ elle^feftrje, ecanckie no mesmo que de- 
«iarou na sua siipplicA-; 'e»ouvii>do« o< mè^mo ministro ao 
proviíaoial , efile deo è^imakrga #»^posla , j»í»tando tk CO- 
' pia d» quati^o-sentenças q^ie temsido pr^^feridascof^trâ^O 
ditO/fr..Jo«e de santo Agostinho, ;e «confirmadas :n<^ défr^ 
nitorio geral em diversos governos da «la ueligiao.* ejnn* 
tamente o auto da achada da faca, e cartas que lhe es- 
creyeti^:5qo*eWe ««ippoeiíqoe jatacâo a luiebJàUlfifdfídade', 
como V. Ex>*.veréítudo^>quea€a^ da f*/erir na conta 
do: corregedor do rocio com as respostas a ella juntas. 

Recorrendo o queixoso fr. ioze de éaáto Agbatnlio 

.4,NitMÍilfc(t5ay a»t© 4oamL a deJileráçào de fffándar pôr 

. em. j^ioanag^^ no mesma cjpnveiiêd^aof dito telr^ioso , 'a 

.^u^ pS^;q»iz, pbefleçer o ptotnneial ^'ie^afem^ d* offieiaes 

daNunciatura > que forâo-^exec^ilariísta-diligeneia i^que^o 

provincial, e prior se^houverâp com algtins excessos^ coft"» 



tra dlef , «que por lemor de praticarem algtimiáí violen- 
,cia 9 . BC Kctiráraot, e dando pafie á Nuntiatura,. me víe- 
.rào< pedir auxlho «para poderetn executar este dili^éocia, 
o qiial lho mandei prie»tar jwla cornegedor dõ rócto ; ' e 
còm^effisito inda aciio« aeste tempo: ja tntjnídos>4> próviíi- 
cial , e prior ccmbi certtdao«dête«en» pasto h<»m reoiMTso ira 
.mmsí da, corôa^^ è.dftnd««ine parle o mandei r^írerâ 

H« ccrio que efiteièaso lein,dii4o escafutaio »« poto, 
pois t^m údo t^ioqueàído em toáàw^úá^ nccanões: ^ ôon- 
.^nto; de inQtimeravel populaça, e preferindo af^pnm àt- 
çleriqa^ipfluidos- talvez por aq^ucllea espíiitiMí de^^fMrcíaJÍ- 
dade, que lie o que tem eliegado a esle ponto e^ eikcei* 
lOS, ^qae se letYi' praticado nejaiè caso d^biMua, 'e outia 
p^r^e;. &o»da paroialidádei cqntrAria: aproveitarão esta 
.occ^siio. pa,ra smalqubtar com 'seus.âaft-ao pci^^r^ e pr ^ 
vinci^ir} e. me; iafonliãoi, <{ue mé 6% que bàbmiiMstrfto o£ 
.dínlieiros para- aâ despexaSk r 

Fiz recolhei á cadea o. alcaide, que foi exiecutar a 
diligencia da prisão de fn Joze de santo A^ostinfao^ orile- 
nada pelo seu provincial , seok estar auíliorisadu com or- 
dem de ministro, que Ibo ordenasse, seodo sem duvâda 
que o queixoso fr. Jozé de santo Agostinbo he de buma 
irregular conducta, relaxado, turbulento, e perverso; e 
<iue q provincial, e. prior sao de hum génio pouco pro^ 
pjriojs para: prelados, e odemonstrão bem. os repetidos fa* 
cios que leqti praticado oeste caso. 

. V. Ex^ exporá tudo o que refiro a Sua Magesra- 
de, e a mesma senhora ordenará o que fer mais'. justo« i 
Deps giuarde a V. Jix/ Lishoa^Mdè Janeiro dl» ^790 ^~ 
Illustrissimo e Excelleialissiaio senboir José dè Bèiftsrà éâ 
Silva — O lotetídente gerd dq politín^ Dkrg« ipiácíò 
da Pina Manique -^^n .. i 



19 Para o.Feitor do.eoavento de S. Paulo 1.* ereiBii» 
ta*-r-.Cor0 eftle ^eiá apcesealado a voMa reverAiuiUsiaia a 
padce. &* Jo2e Agostinho, conventual q.iie foi do. c6èven<^ 
to de nossa senhora da Graça desta corte, orq^a). anda 
vagando pelas ruas de Lisboa na mais triste, e deplora* 
ye\ figura, que escaiulalisa a todos aq^uèlles qoe o vêem ^. 
prailcando acções taés, que d&tidein o santo .faahito 
qj^e pco^0Uy.ecoiDpfOfneitte o-fespetto devido áreHg!&Q() 
chègaado a sua desosoraiísação a tal ponto, quraínd» 
ac^ ntasmos hereges escàodahsa com a seio procedi mentovj 
Nestas fiífcanata netas .vossa reverondissima o fará recoíherj 
40 qarivef e . para ler còtn eUe.ospcoeedinsi«>itos,, que pfeSf 
crey^iii:;atiJets da religiãoi^ e cobibílo., e conte-lo doqijia) 
^oatio db referir-*^ Deos guarde i^ vossa revcrendi»sÍBi:a<: 
i^ii&boa fi&.da Mmo.de lldír^ Dic^o.Ignaciod^ Piaar 
Manique^n n , v , 

^Documento N. í^). 

rPara o iuií do crime do bairro de santa cathari- 
na — V. m. dará a mnis exacta busca, com os seus ofJS*; 
ciaes nas casas que a v. m. apontar o religioso portador 
de&le, para com eflfeito ver se nas mesmas casas seacliiaa 
oà livros, constantes da rela^'^o qyi^ lhe l>ade apresentar 
o sobredito religioso; dando- me, parle do resultado, des*, 
la diligencia — Deos guarde a y. rn, Lisboa 8 de JuUio 
de 1791 — Diogo Ignacio de Pir^a Maniçiue — ^» 

nPara o sobredito jui 3»,. do cri nae^db^ bairro» d^sant»^ 
cifct. ha rina .?=■- !iL. nu iarnaxá-a-oavir axx padre, meâtie^ -e. 
i"fÍfe>Ç.Jp WiiLveçito jd& S» Paula, parar praticar .ouiras di- 
lig;eneias^ afim de^ descobrir aiUroi livros,, q^e Ijie faliuo; 
d^a^a Uxiãxiaí^i ^l^J^ d'aqpe|]e9 qae. fovJLo. a|^i«keAdi4^s. 



aò padre fn Joíe A goíirnhb ; peVjfllWlli^ 
sôs,'e á 'tiieámá livrciro,-paríe #f'fe*»èiíftè^èraí^atgíírts 
esclareci àienios a csle respeito. DeôàVg^áWW^é íViPnft^lihi* 
boa 14 de Julho de 1791 — Diogo Ignacio de Pina JMa* 
»ique. — n 

(f)0btr'*«NTÒ N. *)rf ■' •'' ''^ ' '» -^'"'í . *iJ3 *"Hj í^-^í.iú-., .' 
»Tara opadre* nwíiw-prioi tdoteôfivtíntw^Ja^mç», 
tr. Manoá de Andrade — Com ifféte- sfeié npííttwft^arioí^^ 
vossa revereíidissima o padre fr/Jo2e-AgostitihòV^^rèl%B^ 
so profcssb d'cs8a ordem, oquâl h^fvPàtfugM^^dÒF^i^AVéti- 
lo de S. Paulo da calçada dò cotnbró ; 'dtíde ^lôrpétrba 
vários furtos nos livros dâllvl-aViá d^aqúetlé èóniékiò', de 
que se queixou nesta Inténdeiíciá o Mior) e 'tnáMèítido 
fazer varias diligencias, se áprehendeiaó muitos ábs^dhos 
livros em poder do sobredito padre ft/Jbze Ágòstinlio, 
queforâò entregues ao mesmo reitor, Irataadó-p este com 
toda a «aridade, tcndo-o em liberdade em huma ce/ía, 
que lhe deo no mesmq convento, ^onde estav|^ por or- 
áero doIsuocíOí e começando a vagar ç^r es^U coi;le ena 
Uáge de secular j ena figura que .o njiandp enljeg^r a vos- 
êu fevefencdi$sinfta,yç^i?^ «gnal algum de.reli^ipso^ou ec- 
cléíiasticot mffO to^ossít revi^ndissiiB^. qy#% PÍ9P«deç 
contra eltec6flfofmè'J^e.cle»raiioão fusflwiç «.♦qosUS^iuU 
çao da soà fèiigi5o, vistoria treiíicidiwicia j i^A^4e#ô f^râ» 
ticadd, ci^m' qUe tt«!j escaiídalisádoreisaiiCôaMmiiMdadcj 
e ab^ ^ Wtilares queo^irao, 0eo8 giiarde'ía)íwpié8ar.tév^ 
rendíssima. Lisboa 8 deOuiutoo'*^lTW&^©wÍp»»i|r^ 
nacio de Pina Manique. 1^(1) -^^^ , «.o^^c^o ^u^.^vW . 

. (.1) Que o padre Jo^e Agostinho de Macedo, iio tempo dos 
Fprja?es, e dos Salteres, empregasse os ^mhustes do ^fanatismo, 
a vehemencia da calumnia , e toda a força da iniquidade , para 



J., .;(P«jrá.;OfI«M|índeAte.gera.l da polícia) N.* 4S| JHmSi- 
Umimo :«.,«;stf:eUciiitÍHÍJQl)# jsenhpr, SempiQ ^Jlçnlo^ á di- 
r«c$à<i» qjie ioma o espirito publico , « ^ tudp.A gue po; 



trabJr a sua pátria, e a peiípettiaí nos ferros da escravidâa; nem 
admirava por elle , porque o «fiicio de hcun tniqua gen^^ ^oi 
perpetisvr ;)BÍqQÍd»des ; 'itenori^spaniavíit P<íe- lhe fcrei»'; tolerados 
tae8,fiai$«as0s; /4)oíqu0 o.despotí^ina,...para mdhof aierrajCii^ sua 
prlza,ose»ípíf!«g9^a*deiit»3r quem.o jcirre^.e, desafia: íw* ffiriosa 
CTp^Wíid(sirI .P^i^íí^.fli^.^jiitf^Yfií^se V ^^> ^^.-7 »' POi;9?P«iento, eu) 
9UÇ .aj< n.?jÇ^Qjjâfl(^a rec9Í)JWÍq pjS sei^,dÍ3"fitQs„ a insultar; f naçâp> 
e ul trajar, p.Çfjb^ran^j, .^ as iqstiti^içôes por çlle. outorgadas , hç 
o que a^dnaira, e^çspaijta! ^Mas^quem ignora que Joze Joaquim 
Rodrigues de Bastos, então intendente da policia, foi quem, Q 
incumbio de escrever , para seduzir , e alucinar o povo predulo 
debaixo do fingido, especioso, e temivel pretexto de huma re- 
publica? Quem ignora que o mesmo Bastos, famoso pelos seiís 
crimes , conhecido pelas suas atrocidades, e abominável por seu 
espirito anti-patriotiço , fornecia com os dinheiros do qofrefdaFfOff 
licia os meios áp ^_ urdir a traição, e completar a desg^çd ék 
nação, em cujo proveito a çommodo d&ver^o eer ^ eu^te^das 
as som mas com que perfidamente comprava v*o< algos qvs^dwia 
assassinar a sua liberdade? Que malv^^o.K. Que infamei Mas 
longe de ser admirável que tal fizesse, admivãvel sesia que dei* 
xasse dd o faaèr ; porque elle tom* a vileza propária d^ hum is@«^ 
\il» di^mos, a visiittoralidade que sempre sobeja .aos perversos^ 
Ja hum 4ignQ. Par » ^ Cqoife; de Lumiãres. , . se^xpressou nestes 
t^mosiCí^ílâo 4^ 1^ de Agosto de l"85:4>r-i» Direi alguma cqu^ 
sfl sobre e^te pi^ecto^ trazer^ifoi ó memoria a^ite -àconteçeo tm 
Qoso sejnilhante com quatro^ memiros, desta Camará, dos qieaé^ 
três se achi^o,€f^MÍ.pres€f^és.r Quando em IS^if léêptocuroié pOT^ 
todos os meios je.manmms, desacrjsditár m$ée nós ■'•ey^Tf^t^mei 
representativo^ jHira írçpaeíb i ainda que com capa coberta f 

'" III • ' 



809 

tíé 'transtornar por qtialqiier modo a bôa' ordem } ^be do 
TO*a d^Ver dizer a V* líx.', que jamais êe {«odttrá firmcif 
a trafiquMidade, e a seguraniça do estado,, eta quanto se 
conservarem certas auctoridades. Ha muito que a segu- 
rança publica exige a remoção do cbanceller Mattos, ede 
puiros desembargadores taes coim> hum Belfoft ^i b<iin 
"VelasqueS) hum CaMro do Kioi, hum Arvi%gs^ &,g..^ máh 
«A menos implicados na rebelit&o cie 30 de Abvil.^ e nos 
tramas subsequentes ; mas, ínfeliinwnte, -nenh^tma me<* 
dida^ ff<Mn providencia^ se teiíi adoptado, a respeito d# 
tíies irtdivitíuos ! Parece què os minislrds de-Stia MWgeela- 
de, ip>rincípa Intente o da Juaítiça^ antepondo aqireflas 
líonsíde^açõcs pesioaes, que o capricho í^ubstitUe' á cega 
imparcialidade dá justiça , teémem pouc^a conta a segu- 
hinça do Ihróno , e do estado ! ' ' 

Com à conservação de taes auótoridadçs todos os 



^ OMA x^A ireuBPAçXo . julgou qtíem àisio iMía inme^e se 
devia intentar humn RSPasbie^ em ^nià^téem^ smhc/tiy edes» 
ta imneiror pí^iéêr' pessoas qtte o&sttt^ ás iKxBtjçôfts sinis- 

XBASDO IliTRNDBNrB. « 

O qiíe, por^m!, nto deve jamais esquecer aos nossos hong 
«òmpatriotas, he — que tudo ifet©, e o mais qtte he doloroso te- 
«ordar» sepassiau debaixo dogovenio dá senhora Infanta D.isa- 
bet Maria ^ seoí que o famoso Bastos fosse cóhibido.. processado, 
e punido como refractário das leis sociáesv e conspirador coDíra- 
a forma dõ governo estabelecitíol Ensj&ias 'cif cunstaneias^ impor- 
tater f^resttite — que ò goveroo que intenta im molar nos^ proter- 
\9» altares da tyraBniâ á digiíidade, a Ikjnra , a líèerdadè tía- 
^oaal , e i», direitos maisisagMPd^s dôs setíí^.cisheidír^ , dev^ 
•er per todo» os b<»Rs P^^rtagneafe» abottibadíí -^ ^ ^^ 

Lisboá >8 dè Ag^to di^^^2^. 



esfpfso^ da policia serão ih^ldados» Que impqrta.qy^ es|a 
ponba ecn ac{^o toçlQ o.seu vigor, e toda .a^u^^effiç^- 
cia, fazendo vigiar os homens suspeitos por alguns indí- 
cios, ec^pturando. outros I, que se podem^ desde l<?go (^na^ 
1 i fica rj-eos por se terem pesquizado todas as suas acç^ , 
e correspondências, se huns, e outros, acbâo apoio. nos 
mencionados desembargadores, e no.seucharicoller? De 
que serve a incansável vigilância da. policia sobre tudQ o 
que pode oíTender a conservação 4^ boa, prdem , se^.ue|- 
les desembargadores, , invertendo tudo, não qu^^rcm qtfe 
os negoçiof publico^ tomem a necesâaria consis^enc^iilf ^e 
bum andamentq rfigular ? De que sefve a policia toaiar 
as oiais. acertadas proYÍdencia9 para acautjelar todos os 
accidentes, e alentados ^. se os reos doestes deliçlos são 
absolvidos,, mesmo a pezai dos mais bem organisadps 
procçssos? 

Por outro Íado, como hade Joaquini Gomes da 
Silva Belfo/t. julgar na relação hum reo de 50 de Abril, 
se he evidente estar comprehendido no mesmo delicio! 
Como hade hum Velasques sentencear hum conspil-adòi^, 
se elle tamrbetn conspirou T Cbrtiohade' hwiA Castro* âò 
Rio desagravar a justiça grahdemente offendida peto hor- 
rorozo crime de leía-magestade, se elle procurou por to- 
dos os modos dar impulso á este delicto ? Como hade hum 
Arriaga votar segundo os princípios de justiça, se elle 
lambem fez corpo com os inimigos do governo de Sua Mar 
giéstade ? E como he possível que o chancçllçr Matt^os marv- 
tenha a observância das l^is na relação,^ e. sirva f^elp^ii- 
te o governo, se elle, acudindo qíiiciosamente ao, tbea^rip 
da revolta, applaudio com a sua presepça /areif^iião d^ 
^30 de Abril? Quem ignora as $Mas rel.aç^9 com ^u^loi^ 
.a sua estreita aq^izgde e Uee^^nom cofli. JQ«i&l>AcsAirsi>o 
d«sJKfv«»|( jH^^^Sfus. in|ii;^8;occulto8 para .salvax os pi»»- 

III S 



mi 

fotde ÔO de Abml, ô asJiíat.iigiij^s ©»*, o^-fiÊíigéra- 
do AiH)6nÍ0 Maris xlai'F«n«eeB EéitesR (í^íífiDíiigufiniJn 4: 

{25* ^sitê António Maria dá Fonceca Peres çraí hiíni mons- 
tro Carregado de crimes: sendo creado de servir em Aorantes, 
' bride leommeíteoToiíliosV e tíiórteè Violeritãs , yeíò' pSra^fcísfeoa, 
e'fbi'vW, nbk fins^de Í8*étf/'tói^ grande* iWítóíâtfè dáin^a- 
fioel MafiDko-, então Í!Hen€l«»te^4€hfeUeia*.-^€pw&-^^«e^^ 
cxmi-tilui^V ifefrfkiríáít««ií)àe«idi($a^pí^ecflttfídaM e»- 

tSLÒ miKBstm da* jos»tiça ,> é dtt''lflâittQS'r'nttóíiit>lir^-hi(tafbr^fte nSb 

fue MaBTioho fazia peniet e d<ígr^éiy: , '^ ^med^ími^ai^ Ài^i^iò' dbs 
^algozes «da 0A9a dâ>9u^ica^fU>»^abreâ«iárãc$Hl^^f|ãiU'fo»â em 
«Quelus , qod desde eniâo áapu «eud&ibifth tfge»ttfi oeéQY«d> ide^ Ma- 
ninho, ^e ]i(latU>s /pára Qom 'fi 'Raáaiiâ^'>e saa-^ftk^iíl! ^iiáin es- 
te lioniem em^slla casa humãsisoiTsa' ax{ue ^a«»a^^k^L Léj/^Mz- 
«cónica — ^i levava hunfv^^<3tt^^%''&H'^ol tíJbpiíiAa^ ^b-^ di- 
ns^eiro ^ ,j^ depois deOuiiçiava^os) si M^neol^^iaiiàilii^^G&íitt&Pedrei- 
rips livre« ! Offer«cia-se para. olrtôi? ofikiog-» ^oeiís^gcís^qáe aí- 
feietivajmsnte .obtijiba ,d« Maíi»b(>.c,assim'áémaíâiÍ5ían)Javir^^ 
. tí)s v^Beatôrfçaí e des,pacIios opperto8«íi M* e á ^justiçai .^pekí&^qítaes 
TBccbÍB^»*ayu>líladab som«iai8<' /• '*'.•' ' -''' ' "' "''"* 

;. , • 'í Hôírotisado oiiJtertdeiHe da (wlieia^ Stmjo? da Sihra FVt- 
T£ã\ da^ítnaldade çlè í^emtlhahte homem ^ oi-d^Sha^a suáí|)risaQ, 
.4^^fjB^\ú ptòcesk^ pçíos factos aoi-ma re^rklog; i Jôké Maria d^e Le- 
uaps,' .enlâbjuiz tf o crime do bairro do cjisleiio foi' \qí líiírtistm 
•entíaixe^ado desta com missiid, e hoúve«e n^Ua 'tòtn^^hitL^ fir- 
hieza e^envTfia; deiendo»se tan)l>èiii miritb àa tíós^ c0tBf«rfrtota 
JoaqfQim' Joredâ TwrePí queauxirioaestadiâligêtiofãídé Áatíf^fi tal, 
^ue hfe-iiiittxpliôávôl a serviço xjttô fea? nfeék líCííaéSíèííá^tóíaiÉírtí- 
^iad^í; ♦côhWreikik^ páts^MViett db- flagele ^deUiiíri^aí^teRÃstrb. 
Markkho, *rM>áttôiiv' p<fiPÈíâíâlsè logo vem cát»íHÍ'lftitô^^^ife'm 

•d«k, iiifluiiido para a sua soitnra; avisos âobre'^a#%óse d^ Mariblio 



Am 

'Uninmt^0\íS]oúúé de ^SaíVserra; sobceleste ■a«luiiifA<^ y^úy- 

-derando4he os males que resultavão da frpuxidip dp jfa- 

yertio^ edo systetna de querer coniemporisa^r co|^ 09 ^us 

-inimi|;Qs; rcspondeo-me que .0 mal nascia da frouxidão., 

e ioconslancia deSiLiíi,JVIa<j^ççl^ô — c^^\endíp^ef^f^Çqtí(^ 

<Jj>o, .a^ .eiXceyeatÍ8simQ,,A^^ .W^W d^ íÇ'ií^i.> 

á(Q IrVtáxitolt^f vfaiiiO[s.|'.pai||a^ètO^lfft8l0 JiiiMiectiataiÀ^liet, ri»i- 
rirQs^^a{ígttittA9t*o>^rf hi»ib>tabprQCfedÍ9t^9t9^ oMii»*. ^pitta^VRiinlIl»- 
9a>a38«!^(uitl a^iCulf^^.oiestadQ do ^iK»e990); 4l^troF^.t)aJ»^lP$Kcq- 
fmttâmfííÁ setlflUktiafída.jl|èiçft/a>sQmlIlariôv.&£^^d6><1^^ <1^ 
inâQ<hpuyei«p>)l^F;iC0à;(^f»Td«s4&^« il^ejB» ;tr^l|r«ksieda4eu -qiie 
I^ttsin]^ oâ$» p^pH^ ,0inj pr^lie^ i^pana .aH^ar» o Ínt«Dvtenfe « .le 
.salv^iJE; <> in$ilmo)ento áa^ .snaa.il>iguf44fle«» >Ias ||Taçasr á Fiovi- 
â^i^oifb.i m(i#i:.Q<^6egui/)<,\ o^moií^EP; foi. «epaçado deutre.oor, 
a«^b^4p .çtoite^redo «cuí3fin|aweç>diqaJ ; ;. .• . . .s 

í iDftçtôjproçed^jnentodd Inteíuien]^.F.ei;raz, ,f^e teve Ji^gar 
i>Qs fins^ do af^Do, de I^âS.;..do desprezo em que cttle teve coos;- 
taotemeute as.^deuuncias de figuiE^das <?ofispJr^ões , e Lojas Má- 
cónicas V. flue Ipdos os dias lhe, íazia o ]V4ar(}uez de Abrantes D. 
Joze , Joze Veríssimo , e outros sanguinaik» ; dei nio queier an- 
fiuix ás kisinuaçoes que se Ihê faziao da parte do^ p.iMt^uel pa- 
ra a priííâo de certas pessoas ; e de ter eanfiin fijúiÉÍteado ias atro- 
zçi e í\:kneâtsis tentativas da Baioha , e de^ieii àtbo I>. M^uèV, 
Jbe.qtie vêm a sua prisão i)o;%Hà SO de Abril, e tòdoiíesses pa- 
d^iff^ent^se perJ|;os, porque passbtí-, é que deixámos .ide ieferif 
,ppr:i$erfiU'í aasaasabidos e notoriofl; -podeodof-se assetiarar ,^ seiíi 
setlahar: â-, lí^rdade^ que; todos» èsseAprocedmieinW?,''iirtiÍ8 òi^ Xah^ 
V^if^ífiiÇ^tt^xm<.^Uis .tiyeiâo lu^r desde a< queda da^ constituição 
^^í^«ii*uAbfèlid§ .1 a84 , i/oi tudo obra>d^ Miaooel. Marinlfc* V e 
,d%è»ftiW^ÇÍft><Í^ .K^inba.,r^ AUav6ÉçÍQ«f Mwstlortge uoaikVaria 
^^ffí9t%ik^t^m(im^ se n&os;ju)|p»fiieja^i«ie<)eafiftrio^^ac«^bi»^ t^ 



403 

qtie PM8M89 os (if cret04 para ^'áliniuSiO 4à$ desembarga- 
dores, «m questlio, elle Arcebiipa^fôra ièr cain Sôa Ma- 
g^lade» e iaes .cobsas/lbedis^ a fafor ^^aqu^lles/iodiíri- 
duoi , qi|Q os decretos n&o. se lavrárSo-^l E^spondi-lhe 
que recaindo sobfe elle Conde areaponsabilidade dos ma- 
les , jqtiè restiltavão de laes c^ciLradifoei) , útúiã eoi' suas 
.liiaos o remédio parq ,a eviiar^ e era, iUteiAdimiUír o 
.ejcelleolissimo ipJaUtfa .4ftjj«§tÍSê.XI) . iálfe, ^iggiQÍro 
que q$ d»Hmh9^Xg^f^^9 ou f^4ir «^ siia digiif^g^ ;. que 
visse que do oonUa^ío ?«ria a ;S&r buiiã loiaigUõ mteira- 
mefile oullo ^ Sí», ^ ; ' 

Mas voJtftodoa João de M^ttoSf . cm^l^diínissão o 
exceDenUssiuio Arcebi&po, inioiêito da j^sti$â , » Um a 
habilidade de tornar de mehos urgenda que a sua; direi 
a V. £x/ que o chanceller Mattos vai. para o tadò que 
Jhe der conéideraçãO| élle uâo admiLte me.ÍD teraip, ou 
dimittUlo, ou chama-lo e dar-Kie considera^So , que he 
o que elle quer, e servirá bem; elle lie tudo/ miguelista, 
realista, liberal, ou republicano, com tanto que tenha 
mando, e influencia; ese V. £x/ quer huma prova des- 
ta verdade, eu lha dou no documento junto, quehe es« 
criptô .pelo seu próprio punho , e assaz curioso; mas fi- 
que V. £x..^ sabendo igualmente, que vinte dias antes de 
escrever tal documento dizia para- D. Miguel Pereira For- 
jaz — que a rçbellião dq dia M de Agosto de 1810 pare- 
cia ser de indiíTcrença entre huns, ao mesmo passo que 
outros, que pareci&o formar o maior numero, deplora^ 
vap a existência d*aquelle acontecimento; que sómeoie 

I I - - 1 ' r • ' ' ' I . 

(S) He o actual Pati-iatca , ó homem das pasioraes. Muito 
perdeo oJunot em não encoptrar fr. Patrício no pod^r: que beila 
partoral oio faria elle em favor do Rei , que jas â<tefié fidalgeh 
forâo pedir s^ bajoua ! , ' ♦ . 



404 

wtt^algonsja éónlreeido9r|>or«orfnáos princrpiot'$€[títiíba) 
Rotàdo à^ opparencia d€ sec osuccè(li4o coDÍorroe assu^ 
kitenf^s; que aãoconvinhá proceder: i pmâo dt? Uês inr* 
éividhiO8^'p0rquè o ptoocder contra tiles á prisio*^ coíhq 
era dèfidô^^ e se iinlia feito em òutraa ocea^iõfes^i . podja 
na 'prestante produzir jrfhaçoes, cera importantíssimo 
6vi4ap momentos lumukuarros; q^efWia não obsta tiiie ob^ 
•eii7ar< aquelles indlviduoB^. pá Hisext cri .prestes logo (|tie asr 
ciiicunslancias opermittissetti, &c. — E vinte dias«dep0Ía 
efcréT€-^(i|M d> gòvémo do i^orta^ firmado, inabàlovel- 
mente nar .Iag«kifi>i«tade9 .> q^ie ttie conferirão os votos iina« 
nioies detoéAfieslaf^bribsBliniiçãb, ^via>.ser.o<éen4[rò eu 
ci^tia se ditígiiranq Uodit^ att^idéai dQífí4)s&(/ rètymlecimentio»^ 
áo noMJfi^ fe9peftp^:«^a(|iftB«eii ^bedwntliâí^^U 

Ai«da me resta diíei^'* V. B#.*^ pttffl © ftwer pre« 
sentra «'SiitfMagesiáde/Mçue ní ha-pfeítisomw» aigiihi do« 
eumttnta, para se tomar Wm^ dè) iteração a liespcilo doi 
eèBDceiter Mattos, a Polícia st^retá éona^rvâ-faám cmtróyi 
knpoftànle e ôíitbenííca',- qnfé tttfetíife^ j |iòfí liam U^xy^i 
ff' saa- iiyatóade, ve \)br ouPi^^ Itíiio^ <> egoísmo dfe' J<)íJe Arr-' 
Xx%ni0 dai Fôttioecaii Francisco AnícfíÂbéé &eiWpcM^'^b{Uí^ 
tros, palj^iotàréó ft^tròiíiéj^e^pWí-á òs^tftfá ífttfe^^ Btò: 

<Hitra ocífca^ilc^ levarei este «e^biílo, gFa\L¥ p^ W^is^ dè liu- 
roa^ çireunstáncià / ao coriBednfiérito de V. -ExK-^DéW 
gaardé a V. Ex.* Lisboa 13 de^ Stítciíibt^o dé^ 1§^-*^ 



Documento que diz respeito a João de Matiçs € 
Fasconcelloi Barbosa de Magalhães. , 

mHo i»eio: dô hí^í* utflt^rsáfcònténrttmenif^'; déft^ 
0Mrb-exfl»ifeivw**^pplartfsds'v e díí^ál^aís' g^raf , e tófenittSé^ 
regoiijo publico, a perda 'l&afW^iiifatsf^pèiféhá^^tftiitti^ 



90i 

memorável dra.34t.de Agosto pattÉrifiiVj^fgttA hii aU^ ^if 
oMMÍH9Ítféf â%9ãéíi^«ifftd èwr^»áa<le»|»fth«>li«gi»ni69/6e uni« 

l«tbetaóM(>''b«M|ccrtâMK <lê«de «Q^d>iylP4&6ãe8SííWlíto<B(^ 

Ue^ò ftíterQS^.4e^:todMÍ 5 }qy ^pniUt^asáUigiiifimit^m ,dds 

Ití^ryte^iv tef il^d^dè^^ M)«€P)béíit«4f«f9í«lsido ^sÃsluna* 
^f^èb^e<èildi^^lli^rf<]^og|iK|§flil^ «oittt^1n«6iilir0ir«nBaieit« 
tfififeté^ pi^aãé-a lAríts^MlWyifrhMi dlipacoiftB^DMhtpr-sdeg- 
afe^^d^f r«ã»^o^^4ao^i^i|*JdfiP«u%vsfeM^ (INrMroo 

centro a que se dirijãp tpdí^3á««1Má8^<fej|ykè<ieièGOiilq» 

|^l9]k§M%ipA^f|íN^tfth>^àii|tA^ f904rai«|i^aitQiM>Íikipro* 
»ti»i;niii Mtí\iS^ OD«iâilant^ dbtikòéiopMgiidlosidberaap 

1àU:^ti%lRiflç&<b^V( q^ie^ T0glílisuidO'>ò«»diiièiti{ii^^ •ítii»«J»ftgSj^ 



é06 

dotgii&^emo^ pdo.qualip mriuiioiOAJ O; uq^o gwè, bço^td^- 
presn p*jactíntítei«»iijboSf5Kír>ôcárâQ^8fiit, p jcki.Ujdft^a rv^ 
çâo^i8oai.dÉWCor4ai1ci«»;..í o-í ;./. : ^1 >. ^ • ví,n< ir^ru 
íApd.fiMigíiftrid^lF, «ÍHMglMíei: q^Çfíyifííefl^líftifHiMi- 
çSe^^ iiva9fComi»pe^ialhâ%4e.4((|HeIlef %^ç, tem «(if^i}}.QMi^ 

rocios, que devem servir a consolidar o grandio^j «ali- 
cio da <iâ»sii>€Òi]»iQ!>U)Biiri |irQ9perkl||djQi-ÇoSe cvii j^opireGoc-» 
dar^s v;:ai%.:câlçsam99as9s ^eitèS.n^Q J^^çert^^^j^nje^ ^(^r 
queitfipfaar ObJnenâ^* ^vwJaí, , em ,qMfí/.*Ma -di^c^ric^e, 4^ 
sentim^nto8|A>Tippeii^,d0^^i)$O|OfiQjM^cipieirib^ 
da, Gii)uaAÍ: sriçtt]|íaoe9bâ«^^lYÍa^|)iQ cop>:«i Rrp4»i(g»ft* 
sa circunstancia, de não.ie&;9(C|ocfri^Hl^ #fl[V:paiít^ aj^^j^^ 
o m^Borjáesast»^^ j5o)}q^eieof^ èçm.gtQV^^çt^^iiQjiversQ, 
que; todos tiohsilQi)ft:htim9;i96j^|)ii|i|ií>,5 a^da. <:f^t«|^a3^f^ 

poiiaiíte^. e, oá^aiif».ifevinjoqiLltif .^. 4ft*qMe^.;{V^9ft^ 
apoioc^é 9ídi4«íí ^sgiii«fcU«Í5Q9Mto .o- *;. í,& ^í ■., k oilnsr. 
It«9|«i«af ^ ft&«er;qtte^t9d^*wsp«Ufipi, % ç^ti^^^ 
da»:^l©iSí^ >iíitcaipmhaT «tta!Vj^i»ftirtft:QS.:^»j]«çi|;fttí|j|^r/fc^ serem 
maniU<»«o^mE):pei^i^ei^ai»ç^ 9» {^Uoip|^0(«^rj^c^lN^^ 
logfoiíei»ojrtpf«tn0,ítvdM (^iii.aí»ôi8,.e&tj|*igi49i^ ^Vifít 

algju furar. ,ii$o. 9^ BUei»dft:\cpmitaipuilíps;;,,dirifjir^^^j|Ci9|T 
tiJiiii#ibfi^%^<p]Mi^a.dQi» lMl^bir(^9 »oç9gado^s,jpT<^prlp# 4a 
pTf36tíiQid% cfidíi kim^ eoA^sehtinient^^a par^^^qjimQç do 
no88aoaii|gii4tQ lob^ana, e da ç^Skirnod;^ prexwíí^iAldado- 
sam^Hi^íOs&íJelictp»! para qm^ aãp h^a.ra wf^m^ãfê^^ Ú^ 
puQÍ^Qa;<.e; admifittlraf &taknietile;rpfpinpta ^ e:i|i;j:)arf:Í4} 
ju8liça a todos; sSo j>or;v£eiita;Q&d^re^,pfi:$ici|i^Qiír4i^ 



4t^ 

"^i^iar na dcíeíà dfi propriodade ijos cii)ad&Qt^ pwi çòiiséfs. 
;Ya<j5a das ;bôns qõfçUnapeu , no respéiio á íeli^St^ ,;/^ twi 
:*eg,tír^tV8<l <^^tt»áo ; que emlngar dccomptimiratí ideai, 
,a% deverá deixar livras ^ cuidando somente de enib^^açar 
'içrt* extravios do espirito, que éscandaiisarião ò^ c<iatuin«s, 
•oo pcrfut-baríâò a pai publica; e q«e longe de víbl«f cd 
'df^eito» de atguenà ^ deverá ser a coQAtanc^.defe^^fá dos 
4e todos. ^ , . . ' : r' . ' 

' Tal hé em resumo, o fim. principal átí^^sRifíCçSegr, 
•qué Y. m. tem a prehenche,i; nem cpmat-ca r^btivamentè 
II esia intendência geral dapolicia^ e taeis^^^^iambem 
lís obrigdçôbs das justiças territori^és^darmésma fK>maroa': 
icommuni(!iuè-lhe$ V, m, logo tudo gq^ue fea f efe rido, in« 
^umba^Ibes qúe Ibe dirijã.o proàititaCatentÉi eiid^widaspar- 
4icipaç3e| Jír lodos os ,$nç(^ssoS|,i que flé qi^a^^r, $ortfe 
'tespeiiem aó estado do espirito pubUco, e ni^c/^s^dades oe- 
correr^fes, como em rbuilas ordens anteriores letn sido tan- 
i*8 %èiès riTèoW íáeMáiW pbr"&tta*4tatóntf^^ J^^^hne^ 
me V. rtt; i^guràrthente»âe tba6\''>o1^|j^4fe fiiiS^mmu- 
nicaçôes oofrthéudA^^nà c«i4éèp0tiàetí)fií'^^èfôfr W^gislrados 
com a policia geral do rifrlho\ qàé tem de buscar-se oco- 
nbecirnento dos façtosi deque succeásj,vj?iqifinte de|?o infor- 
mar o. go ver np supre mo. ^ . . 

Deos guarde a v. i». Lisboa 4 deOutubro de IBW. 
JoSo de Mattos eVa^coricélIo^ Barbosa de,Ma|[^ll)lles — 
Senhor correj;edõr da comarca de. . .> » 



i( Paro o Intendente geral da policia) N.*,W)ç^^Illas- 
Uissimo e excellenUãsimp senliov. jComo Sua jMagestade 
quer saber por meio de extr^ctoi, ou;nol^,...todo5 os 
acontecimentos nolareíf: que ti mãa jt^ftaro^W f9í\P&^h 



asf^m nò tempo da itvvoíaò do general Junot, cotnn da 
guerra dá peniftsula, ale á paz gelral^ e debde estii epoeba 
&lé á cliegada dooiesmo Senlnif a LUboa einl82I, còm 
especificação detodas ás intríga!í, niBnejosoccultos, )S^*; 
eu^dafêi cirihpfikticnto a eàleúegoclò dòmodo quctnè fàf 
posftivel, e avista dt>% documentos' qtfé [io^stió^ éque'h<i^ 
je faiem parte da Palidia' seòreía; , ' » 

Ha hum papel mtii cutrosò , dorqUâl farei' lira f hu- 
nia copia para ser presente a Sua Mageslade, TiríHuh- 
do-^aWbliothecá volante -i^lbe Iiuftiá^ especfe de galeria, 
em que apparecem osináivídudâ, que mah ôe di«l?ngufrâô 
em Portugal rro tcmpò tfóa Fraáfceíôs. He escripià c6tjfi 
muita* graça, e'erud'rt^b;'^ ^ * ' ' 

O papei làcltifió edfiièái' tílatériá sobre ò assumpto^ 
f5 succcfsri^átóerite ífèf fetóèitíendo á V: líst.* d'l'srài, é 
outras pQ^9 truriosa^; Dfebs guaYdê a V. £x/ Lisboa t$ 
de Setembro de W24: ' ' 

Declaração verbal fyiia,, por. ^fiu^tin^ Jç%c JPermra 4i 
^ilvia » gwí, veioprcs^Q ç^e Çoihtlí^, br^^'^o pqr . , ,, 
WiÇndadq c(q ^rigoíkirQ ÇarloêFr^Pi ..>><. 
rico L^or^ ». . . . . ,.. ; . ..; 

H Andou no serviço do exercito lngrez"a'i!e'ó'dlá'âô 
de Setembro de 1810, cm que tahiò de '^. Miguel cíè Fo- 
carei, e veio á Tòrries-novás« Esteve três dias óo lu^r 
da Ztbriefm íeroib déstá vitlá còm Joze Pessoa dé Amo- 
rim, filho do ca leitão míõr, que estava indeciso em vir 
para Lisboa. 

Passad<^ alguns dias estando em Santarém, sua pá- 
tria /foi- encontrado por alguiíf drágSes' Prancezés, 4 cofi- 
duíidò â Alcoentre, onde íicò^ucbm numa^guaVdWa^or- 
d^m dò genferá1'BtilW Cbrbii.' 'Á^iii se encontrou com ô 
Marques ^u^ foi^^é^Âlótná, eijèhdo eòndàsidoáj^^^ 

KKK S 



mo 

de Massena, lhe foi permittl^o fHrat^^èifa '^âia ^ dilo 
Alorna. ' ,.-.,- .,-4 ;.,.:..; ,,^ o 

Conservou-se em Sanlatem ôlé^'<j«eí<H»^''í'Vànce2es 
èváòúafto esta 'tHJa ,' è «óTitfs dra3'àíil6 fbÍ'é4iaQiado a 
Torrts por Alorna, ao qual acompanhoti átí^OidadesItoi- 
drf^Ofi tídepoh a èãíamahcaV a MferidaM,''ífe frf>â mente 
a Naval-niural, duas legoas da Ponte de AlmaráK^^^n^ 
de esU tt qtiariél geiítífaíMé MíáVmant'. '^ >:'»;; O 

Km «9 de JM\o fei Alé)ífnfa-pttVil ôfe*ríd* p«>íríh. 
ledo, eno dia 31 sábio |ark 1'tttaVéÍ¥a^tt$rd<»A/páÀ!iía de 
linmcotfeío Francti , ' oqde ee encontrou b^W^dois^ofS- 
ciaes Pòrt()gn^zes feHos (iriíndtíelkié '^t^Uilh^ld^Albue- 
ra ; e todos três se ajustáfào com bum Hespanliot'^'q«e 
<Jàf'òoííd unisse a Portugal} V4è9fí?«>i>oh^^W'^tódia «2 
Ae Agosto Ha com]^fibiá'V)èi'ht'âi«'^«riJ*kr|}l^tfÀifi})oIa 
á Valença d^-AkaMaí-g^^^^tfèwílèi^JnaiíffiwfcfelfeKÍbranco 
afim de cobrar tilgam dii>beir4»ilâe %vfib flbiinãía«it»-ebK- 
Híáêó Ahtonlô Jo^e Jloári^oél.í^Aiífai íbripfbs© ^polo go- 
vernador, e cnl regue ao brigadeiro Lccor. — o»'? i- *' 

Diz que o exercito Fi^ti&eiíj6O'0onifi3é|de iâis divi- 
sões, eque dèra^hiíWiertada tirbaastopciadaafóllèlaodito 
brigfedwswíf eíqoe. ouvia' odraputar a&'Çbiag^xld -Ifarmont 
em 30]Sfj'ho4neb8pin£b»;qi)e>seipBrBniúcfe^lqi»yitiAuá& forças 
efrectivas são fid^ Lhnra^bes ^i e f]^300'tta,vaHotl.«á&dando 
'fêíp^ ti^niifti6rt> d^Vcloef^teij Dizimais, qtnfai^ibrriíçâo 
de Cidade-Rodrigo será dé Jr^fõQQtteintfe^Sf (oaic^ fiàd«- 
j^ii^tf^ b0i^ ^^i|ue émr (j^lamatica «ilifò ã^><íotaanè deca^ 
vallaria desmontados. -. .^.U íh j libnA s f ííí^» 

'. i/ i>D^^b»r4ãitt« miiiild ^iivoítl^ttieitoiac^lminaSo^e Por- 

do ma ioi. - *--*^..^ ^ { i gr jb onJiudJsS 9:; 



O coronel Freire.. >Ajuclanle$ d'AIorna. ,,>./'. 

>^/ víiSei* irn\âcf í ii]ut|anteMd9.iÇfiiq^.íC|ajlor,f4o Ç^íve^ 

.íirerpní*M.i.'í/ ;m ,.^ ^i ; j. v ;o-vr,í .(,.:•> .^"rn '.vu/ »:. 
o major Castc.c> g^iiflqr d^Bra^ç;afwp,.a^^^ a? 

-Kína j ^oEot^JI .i,.,s.>.í,..^*, ..^. ^1 Adjunçtosf ap ^s^ada .^t 
\A<^:JWftrtMtííd€¥4teB§^ 1 . m^io|;4ç ,W^*8fna,. , 

de^Sdo|ugí<^c<í^lfe^l^il1[jlftffldi^l^f*<è'W Wf^OP eftlada tn^aioif. 

lé>-^«f «♦ fiJttwâ» dfi/S.'iMi«utl:íi i quer^isverjíq 53^0í£íh o>igei|^^l 
I>r<ní©tí, <e^der|Skilam|i>DfCa .pai^Íff|õ;pafi>)!PafÍ6:;^ ^Do^,f^^ 

cito Vinllão ..U^' ;.í -MJ •^í,!^M « ,%y ».*:■•■!' í^'' '1 .-?( fjí,^^0^- 

■-^"^ fc€i Gbpií)%i!imjD68dr>Zffilimélraj:^. ;/!j vi -)jj^ sCÍ 

'«' (^ 'O'íG:aiiÍAf^:)qud^aDéa'Coln:t0^g«imet'af|íi?pb< r^i* , ?/;? 

P4cbòrky>;ad)unctojao>!e8iad0< a)dÍ6ri(f!« M^fSfsòfia^.i ta 

. I FxaEneibeo(d!ãXU}iiquQr(^Be^<if)u«(cr^edeí(VJ[$e]^OP. m^ 

tf . I»tDebonfev'i)iièí)^Ín1èc« fpâ'>d»ulaRgi^éé ene ásy/JT)!!'} 

ria, e anda com Regníer. ,í^ob*í;.«oni?>h Êiiaíln^r 
TeT ^S)«I)A»iMUia)bQii»;i4^ro<«uvÂdf9 dS^rai qm-qd^^CÍe Alor» 
Da, que António Joze Pessoa, digo da^t^fiiuaí^dhjdfi^de 
Casteilo branco era quem passava aos Francc^9(tl9toolicias 
.d|^f%^ftj|4>ft9g9r(^|fiMÍÍir!í]í»íos^^ ftcf«torÂ$^a policia a 
de Setembro de 1811.' ". ^ ■• aoiaríy .ob 



níf 

( Para ò Inttírfdcnle géràl daí i>oIíctó) íf-^^ô 1.^ Ultts- 
trisfiimo eexceMeiititíimosfnhor-^ A' idéa t]ue aSilaMa- 
gestàde occorreo para a creaçS^ detiuma Jtiht*^:, 0i% com- 
missão que conhecesse da c^fiducta pbikica *t]e iodes os 
magistrados, qiie teái sérttdo nas' dÍT'e)'S6S crises ècvolu- 
èfonarras, e que adltialmeiíte «e acbão eíú eKctcil^iò , á 
semiihaiiça das que o mesmo Senhor te'rtrerèá9o-mis ré'» 
pàtltçoès -militares,' be de buorra' iiit!tda\|è^ ítit^«<etHaV«l , 
p0fq\ie desgraçada mente arepartiçfé mil ééii lá»to tbais 
pire^aricadorà > quanto he «éftí Hlto ittr^iíòteidd i&lodá^ íe- 

. Nestas circuffcstánciai sérMHftofifWàféRfé^fué^ttilfu- 
gestêde mandasse expedir* ordcrlír^ a V.'*f*-x.* í 'âr tjniál- dete 
sér ij^ublieadit ná gaiata, *púrtt (fãe- prôgrèsUfi^átiienté o 
iftformtfsle' áe todos* aqfoíeHés líiagislVadbs ^ ''tiÉrioÉ^^ni- 
otios ^em objectos de' «egui^nça , eque téicíb&d tido 
com V. ^El»''^6Hretfpòhdenaià cfiiiH ]pof fbtmèf>rdli(Í6 da 
qM por bem do «ertiço; - aisiiri c'o«ò' ò if/fo^màííeilV 
quelln qae bem desenipenliXo* os seus dévereft, plm com 
iMtns, e outroà, tér ^ ifemtiftt^tf^çõès <xm^(>ôtidehtes. 
Deo» guarde n V* E«/ Lisboa tó de Sel%m1>r<^''dè-I824 



•( Pfl?» o Ini^ttdfehfeé gefàl da polítift) N^*t:* Illas- 
Iflsslaffo «e'exeéll«iitissimor'lefi(bor«-^£m dom9B(|aetlda dá 
nota f ;qiíefr^bt do icyfficfal idáior , iDÍlimpioVí em ifátft 
de n^^Io ckMPrèhley le^ ftoebttbettoento dè V.IBík^ò 
q4ie consta^ ^a Policrá iécrelá áceréá do teneáte^ciií^ohd 
PdÍQciolo dfeí^çaddrei^á; ' -'^ ' '■• '' -' '' -'-'i^-*-' >*- 

Qôairtiãô^AtibtídédeVfRar, tí^ qtietrâU^yfaes* 
ma' nÀav direp ii»V. Éx.* qúé 0stè%dív1dad,'í^uis iknio 
£gurbu*«otf ditos 80 dè Abr^ é subseqúeàtès/fò ò áothor 
da^pi^oral do patHáífeli^y que defia a{)(iàrécér ^quâfa 



41» 

çia^ econvivitjo, inda que ,p,cçulij^|BiE«u»,:«of^.<w.àat 
9n9jhi da fifurtidó. »áog4iiaaSri^ .^^0^^^>^«^ttle^'|l -Vy Ex,* 

siâo 4a.reJbeIliâo 44ç>.dk;i;3A«íft^ A Víl-^^^^^ 
Ipni^iado^ do s^gBQip i/iqui^to e revollc^oi A M)a cqb^ 
4i|cia. rrfaiijraroçate 4f|uelle jofauslio 4^:b« l^ub^ca p W 
teriam yesp^ifip^efiiefn) h^megp ^ ^^àf^ pcífe^uio 9%«ik 
«as famílias injustamente, passando ao mesmo lampo 
qrdefl?,ao*,4JP5^«^« iáa,j3^Mltóo,d9,caçad0/es.9, <^e cu», 
lao «omi|«iiaya y fargr gi^ áindasfem armados de páos, « 
«spafurj^e^^Oí Jçdpa ps^.^itudi^jtes qm^ ancontfaissem pela^ 
ruas d^cidaçfc. Ar'<íheç^^ 4^W^raçlaíDa9Ôe^deS.^, 
Xqfinnlfii^ .ççkfindpu %m^r.o>MiaJJiâci^ ejbuftcftt liq^as pe^ 
^as dôarifliarfa^que lia;ba,n9,qu^]ttjB^>.ç4Ít4bii apssoWaitea, 
nos feg uio^t^ 4«^i|io»,77p.que,Mpi)âo ,qu€^id^l^s»##rma^ £1* 
Rei, quft o $cu Jklttrguçss (de;Ç^vm>ití t|?wir eor^a 'da 
pi*«la,d^^wrr4ft^e,<jne.íbw«aira<a|ar osPedrewós Hvres-r**^ 
ae^r5io*fie- ^rça salvas-, :*e ,pe4íia i mtnhò ,. e!fiMiçiav©ô{ 
<}uartèl ! 

Consenlfo muitos outros excessos, cuja narração 
se t.0f»dm'faiti4io«a;^elle Wasona w pyWfc^ns^ç nft jje es- 
t^r iíiclpido.na ^eíassa.a que se procedeo.eoi: Viil»téril;«, 
em «ons^queucLa dasde^waáens afr«içófttetei4as, ^ qupfde* 
T^o^Iugpr «ser maudadQ seu^ir^ião |Ja*a o^P^oMt), póTòr->, 
derp do Vi^copdc d*AIhandrí^V^g4lMai*seda gracidt i^mk 
zade que tinha com S. A. olnfaniec A'çhe^ad» dapm^ 
clai^fçao de Sua Magestade, .ficou swurMMdõ, et^am lu- 
gar de a Içr a.o$ soWfjdpf , aperm^ltiesydiss^^wnqu^ JJHi^j 
tirara o cqojmandp aoíenJíprlnfaí)l% pof t^r,fori»iid« àv 
Iropa seiB stMi arden|t^l ^p^sejíii^^JiiJiinii^;^ aig^nís: 



m 

éò% aliamos lãlâãfdòi^Viláe i<pedi^a«<^íil'*^a<fâMlk' qãè* 
p&fcs8è* himínaHaSÍ ' ' > '' ' '• * "'^•• 

''^' CohicV^ía rélaçSeí oòna^Bcfrtttthld d^ tetirt 

ttiíío vístò ha duHò íefnpò' á^âtá {iiifte'áebrhj[>{ihHapJèòíís 
^^^tnV iiidívyaos^^ifiôfádbft {mr's«ftálH8s' dà Hbb^Rad ãò 
díá i&j Vaéâ^amò ò-ébfdtiè^ Cátiata^ro', lí^àlR^Gkttf^ 
lios de é-açadòriÍ8 It/ebMiV^e *ÍWWk/ .ír.ji.v.....b * ;• • * 
Nolerapodoextinclo'iy4tóihàtéfrrtbU-WKtíjbKi^ 

ijftàk^ afsfgAàVido-siJ ál^^ <à^ inútil tfórfé^^itíIpitfMÍi^^inia' 
•upplementà aò Âstfó ^aLu^KtàftS i(r<%09P Ot^^t^^ 
fos mais càrtb&oft'ak'Uka'tetagfi!ò^o''á^'iè^ 

' ff No memdravèt diàM^^^ãèP^éMSi'» ftf1l^ftn'd&s 
prtibélfós; qué fii fe8$(>e9^à^*Wy^aaí4ií.^aMftWi^ 
da — Inacp«na^iicia^ n^c1BBal^<«'iiial) fli^«l(r|}iiá^&te' 
maiores ríscc^J' (iki^a ^^^'itiblckk^W^ti&^tiâátá^ilâ^^^^^ 

mandante Thomaz Valente, á''<ilièbi' é'iy;''^è'tiU(rbt"ca. 
Ãiáràdkl fizeniôv prèWd&'7'*À'tíiarctíá'ifd'bát'âKlo^^^ o 
fôrfÍFòí lãõ àcfcelerád^í <](tíe chegou ali'primiéirof^d^'que 
outro V^àft^itórfeírpò , nâó obstante vii' 'ée liuàfja^fegtía 
de distancia; tem ò qne á constituição íÃo ttítlí sido 
jurada naquelle dia— -XodiMa' •oiiiana constitucionaes do 
Bio de^An^iiPf.Prinajor Pimenta, p outcçs mJiitofLhon- 
rados officiaet forao então testemunhas da minha conduc- 
ta, edos meus ser viçl^jf^^sf^ 11^16:^^0 desmenti no dia 
99 de Abril, dia em que fui mais constilucional do 
qúé 'nunca VpeSrfíli^W a ri*í!d«»d8"iitlnhrf ^'prépria^^fída , 
siiiVèi á ' de muitofl 'Wtts^ dÍE)àd&oS que, M^^pi^M^ia do 
odtnxbéftiúl séríBtíCitfliào^pMido^^eptlrflírddyliome^^ toai 
ihi^ncio^adbé y que* ^^q^eri&oa Êiliei#idMaiiie gètit *ll«frr>6* 
reèi Goní»o' ctMn%ifr(iâfaA|e<da' eompaiUitai, ii^uii' fatia a 
testa de buma das columnas que marcbayâo sobfç a 



Am 

ftíiq^dnciimmfíTfiiOí,^ .eiirbiann frfente d« enlumnft com 
quatro officiaes generaes que diiígião a marcha^ dcU cu 
Seiídu f(uidp*lnip?.8.oJdad^*,.o fogo .rom4>ço, uâo sç sabe 
coiT)o; (B.nç^te ^^cceaâo 4*Uj>reYÍ^La.forri tanlo tIsco co» 
mo qualquer ,dps R.ue estavao na praça do comnicrcio,, 
«oi)de.ti«Uii entrada piimoirq qu^ alropa para evitar ai- 

^guma dcAordeiD , e nMiitas.^.batiaA.caliln&p juntas a mina^ 
qup^ ppi^,foia^Qa ;ii)a^Q|Q f ooarfiB. 

^ Aqi4Í a4Ja^Jp|^^B 4il, rft||)iy.lo. ás impttlaçôea», qu 

-96 Rie,fufi|â9^,,;^,p^i;. ^^,4<?Íxi? P^^- íiiode^lia de relalaiií 
a iofiluenojfi:! qiif^Htímtf^ ^r(f. , sC; ^íl^ua^r. o juramento, âs^^ 
hat^%ji&.^ç<ifíf{\i!(^\^o^^i^q 1^^ seguindo sem* 

pra a.i»Qsi|i[if f^^gf«4^<^94M?tf^ ço^uUucionaL Os boi>« 

CK>nstittiqi(XQa^r'<'^t!Br^^fff^^4^> ^'^"^ ^irão como na* 
cj^uelle fofi^sft dia.«ripi|pjji}p,vq«M .perigos para fe daç" 
huta f asso i^p-^sf^ç^ci^ijl^. i;aljUiál9.f ^^ mim , porijye sâe 
jnstql,vs.e:desel)iff^l^l^'^9.aq pul^li^^^ iipparcial-, saeu me« 
reciao qji^^eii^Q spfl:ij;|^o, /,,r. ;?,;/,. ... '^^.,,^,j 

O, .Seff bpr /rpi^a^toi; ,^ /^ 
em publicar es^.e^pxwiçSj no seij exoelleple f p^rip^ijíl^^ 
lisboa 16 de OulHibro áe, 1821^ ^^]ff^ V'f^9^pirrtf . . 

Lisboa 13 de SelembrQ de IÇ2^. , . ^ .^ . 

/pARTÈboblA.UDESETEMBjo/ôiÉ^^.t^giii ' *^ 

•■'''•■. '• • ■ •^" • • f • •••v ■ ' . »iT.» ^ .\ .X 

' ' ; . • : . ' h .; 

Corna ^Q <> gqv^ador, d^ Lagos tinha fleswh^, 
to ht)ina coQspiraçBo itaxfiidjft ^i4ade^^ e que dfinflo . ptri;*^ 
te 4ísta ao. general da^.prqrjtoi^iáy 1\{^rqa^. d^ Ao&eja^ 
esteipilrlirftiinn^ediataoiegtetleTaf ira para Lagos, on« 
de €l>e^oii..4e.ndite^ ;e.d^o.|is^piif9fi4«iw^^ que o casa 
«JtigUu . ' ,^ .,0 .-,. •' í . ,. ..,.., *v' , ..,,,/ 



Bl?aft para Badajoz* . ', ^ r ' • ^ 

' IndagaçSes, "' 

Nos corpos da cfí,p\íu\ wda occorre qtiçid^^^^cukU^ 
da* No^ireginí«nlo ^e.iftfàalíferia 4» porem ♦ííC<M|«ii<i|ão ot 
officiaes ja notaídos a tramar ooatr* .<>rg<iwri»o. ; , 

Hum Jòit Games» àfiQ^^é^A^mf^Vip^ âtW di- 

xieraQ — Este \íomçm •«cva^de pr<io«r«do^«/Ayw» I^èlSto,. 
«repete oc|«ie ouve a«ste. I^£3j»iefia(ii|io 1)e£glu^^^ 
qvmm Ibe dco a sotieia ? > . > . >»> ; t *j a^^' i 

D. Duarte Me^quitela. . fmpee i «^"f^l^^^^^^U^^^?^^ 
da soltura de aeu irinão; e.af8e«€»ip^,.jf»fa^Af^ da'«iíuva 
do iisico BiÓTj João Manctsl NiiDes dOiValk» i»PK§LdQr%. 
Àa rua do cruciiixo-^c^ue o.fT)9iia ÀLM§iy%iO%p aâ.eonfor* 
wata coaa as opiniões ào.gQv^mQ*T^^ ^ -j. , 

( : O Afarqiiea de Vago&) eseu ifinão o>Con4e. dos.Ar* 
ao^ propendem para o partido i]eâO deiAbál ;.p4o.sede« 
elariQ. ab^taine^te ^ mas as suas idèas a&q 6ãQ.favpra?\ 
Teis ao governo. .,,,>. 

Os officiaes da divisão de Montevideo tem murmtn 
i^do pe|o despacko do major Esleves para ajudai)de d'or- 
dens do/^overoador das armas da cortar, dizem que este 
oG&qia(:/)So go^ dos mel Uores créditos» tendo-s^, mostra* 
do apaixonado da iudependencia do. Brasil. 

. ;íEst4,aclieg.pr ii JLisfeoa^vii>dp de JLamqg^ OtJeco^ 
V^iro; Jp;^ dos p^vallos: estejbomem. merecç (|.^i>fiança: 
deBerftardo da Silveira, e do^MarqMf^^^ejQ^^vAÇj;, ^>«, <|- 
e^nal das suas eor.i:<«spoiidQiiçia^ partiç<4^r^ |C(|^ -f^^Pl!^ 
vincias de fras^^ps m<Hitpf : seria.hp.çi>jjBspftrf^«^p,eW;^a* 
l#i, e dar4be al»Uuii^^>usca,^^ .^ ,^^, ^^, ^i, 3 ^^^, 



^^ igAlrd BifMloa^ qòe mais freqifêotiiD o PadráJoâo 
de Quelu2, nota-se João do» Santos, adminislra4oi''t}a)í 
quinta do Raa)aIbâo"<— O dito Padre |[uarda o maior 
^lencio sobre assumptos políticos, ebedecrer que as car» 
tas que recebe de Queluz verseoa sobre encominendas, ou 
tf%Waíioutrò dbj^to insignificante. 
<^''> <^^ M^nde&da casa da índia, qite se pT^sume ser 
o conductor dô dinfaeiírò^ <e da isorreapòndencia de Que^; 
In^ pára os presos, foi teoje á cadea do castello , notando-* 
se 6 tnliíor alvoroço no Madiíreira apenas vio o-sobredt^ 
to Mehdeê, 24«ste acto o carcereiro chamou hnm-pnesòy 
e dhse^lhè^^H:^^!^ xfijiiaaie^iado quanto se passa8fl4e,>unto» 
na entrega áe cartas, como em a)g^»ia conversagfo ^^ 
ou em' òutrò'iqu«itqtier <}fajec|or qtie jtaerecesse si&r-lbe par- 
ticipado, pois^quetlíililraf^ofdefm da intencjencia pa^a v^i^» 
giar «obre os presos com ^tédo o cuidado. <'-*- Os prezoi^ 
para lego sdBcaurélâr&âi^ por-qne isto fot dik» de^tálL 
modo, que mais paracwhiini.aviso ifiaeo carcetieiTo/Htea 
fazia .pai^a os 'prerèhir , ' qoa buoiii 'm<údidaideSpréd&ução 
para evitar os seu» tramas: *élles oitvjrão' perfeka|iie«te a 
carcereiro, e- o prezo que «lie ' chamou prirtd(iioulogb^ 
a publicar a commissão de que estava èMKCr&gadoi 
Nestas circunstancias h< irídispensa^e('h«lttira'tâiédidk con- 
tra este caròéfeirò^i e nènbiinía mcittor sè'''p6dia a^^b# 
que a da sua dimrs&So/ nomeandò-se paiv o.:séti'luga^ 
bum homem aflito ao goirerito e de'èon&ançfft'~Q^aivÍo 
ao tal Mendes c6^^'èriài'dar^lb6 hiien^a'b«i9cá-^)0^ M^mienté 
«m que aPòticla Wc^tá ' a jtlígabsê úttàê á j^ofMisko. 
; ^Os cfegòs apre^oaVfioliojc^— a hbvá prbcíta^a^ão rfo 
ImpeíPaddr dò^Va^lcimírra^ a é»pedlçSd^<íí^ Ihè quertiA 
Thaúâér 'dè Pòrligàlj é os jf^andeS ái^ito»méfcitos q^ie ali 
Sè'Mab^fii«é!Ífdb"«íèl.ti^! tínhió' <êhi^ tàd'a 'àé^'^\^ ftíiihá 
plebe, e deves em qua&d^^<|j|itf^Vlll<!l òlciàè^âa^' -A» 

I.LL S 



pessoas íh senso giralm^^^^uu^r^úe esta cah&flia es« 
tnva alliciada pwa wflwmrÃ'\>4lpíriio publico , e in*^ 
quietar ós ânimos menos refleclidor. 

QA,mpsmo^ cegos vendera^ uUimamettle os dècre^ 
los <fJk Ti(^wvâb â èomhiísíâé pfei%i'p|-èeiidlii.wmma-> 
ria mente os implicados nat^rebellião de 30 de Abril , po*' 
rem mal se ouviao; e o celeberrimo gtilador barbeiro, 
qiie com tanta emphase apregoou os papcts do oja 30, 
e todos 05 que com elles íinhâp relação , mal fanáva'nos 
decretos referidos, e bsp copa tal- friez| t[ue parecia- v^io»' 
líntadtí.. 

"''^ ' * "CónlWua a ééi»' por- e^tt^ftfiÀb^^èWiHélrfeWl W^òWÍ»^ 
IB áo 'cop!taô1enenteVLúíi'«fiWk?^J^^ 
dfe Fragata^, Joze Òaètàhé^áa^te^iiíVa^/Vífflí l,* tenen- 
te, Ga^marino: em lodft a parte- invecttvao edntra o go» 
verno- — êíuism que» EÍliri-.eila 4leiBeiiibe,; «^ qi£ breve ^irár 
quem nos.|;.over.ne.m.eIUpr o(C^ — sendo mtifirb para no- 
tar quê o MarqUég riia Vlannu, que sabe isto , Tião- tenha 
iDoaado huma só medida à respeito de taes offieiaes. 



(Tara o intendente geralda policia) N<*5*3. Ilius* 
trissimo e excelientissrmo senhor. O papel intitulado — 
S'M8llõl1íefclà\dfetrtè , dte qtiè' ftít«i à^3^^TJ8st*<»a»wmb» 
oarta de honlem, eonlem os áttl^s seguintes — júrispruden- 
cfl"— ècienéiás nafurâ'68'ii.pofll?èa ê^cbffiftiflá^MílWa— 
poeiiàl H ;i'fhÍs(fenan^a'^ fli tifay'í^^(ÍÍ>^à'j^6fi?^í»ííao ar- 
tigo — sciencJas naturaès — èsOdcessi vãmente irei reinei* 
tendo a Vp Ex .*^ còpià dòs^óiníií5'kfrrgÔ8T Deos guarde a. 



"> f\ 






noticia; 



■■>• ■ . - ■■< : '.Ai^V^J-J-V^X,^, ■....•,:„ .• r... 
• • ' ©A- -"'aí:' í-r.."... »o 1. =v. ,^: 

; ilBLIOTHECÀ fQU0k . 

-:•:; j Lio/r. •;. -^ ■ • our- ' • ; •• .-^ '-í.í -.^riT 

-.»•'-'. '7fifi -^ '' •li*"*'. "' ■•":.•' \-^ i z, ^v ' -• j ■ \ ' .-n 
Çollecc^o. dos livros novamente dados a luz e dos que estão n« 

prelo,, çom os nonfies de seus escritores, e o prospecto das' 

obras : muito interessante e util aoà patriotas francezes ,. ' ' 

- / -v , r.T ff '-íii (^ àòs verdaidéiròs^ portuguezes ;. "' '^^ ' ' - '"^ ^'* ^* 

r 

**te<^l9 gW}WBl««íiío^>fl^ijs,n^gjf ççjê^ir^^^^^ , como 

.< : BPW^.ftíW^^S^^Rífi^Wí^.Issod^^^ ^^, 

Iperemiuat tremulo nasq crispointe cacbÍDQoii. 




-: -^b-.;-- .oca rx^^^^^ilfrofu^l^^f^oi \z'd . V c ob(ií>r 
Adverie-se aoresjo^^kwelrpubhco^i^ cq;ntmiar'&e',fui p riqtiqifir 

os que forem sahindo, e cujo eonhe<nmento for interessante^ 

dos muitos com que gemem ainda os prelos. 



ijv ;^ 



'. a: 









alui } Uii* '!>> 



420 
CARTA DEDICATÓRIA 

AO 

REDACTOR DA GAZETA D*ALMADA, 



Senhor Redactor. 

ISÍÍein sempre hâo>ck ocupar sérios cuidado» 
tf^ aohM. viàtL os dias presurosos. 



s 



'eni que deva ser arguido de imposição, esem desejos de* 
ser plagiário sobre vestígios ^ que ninguém ainda melhor^ 
que o recbetor d*Almada tem a gloria de desenipenhar , 
kvado sóinente dos patrióticos sentiçnentos para tião dei/* 
3kar no esqueeimenlo aulhores nossos contemporâneos , 
que tanto se tem distinguido ( para vergonha nossa) pe*^ 
las suas acções, eescriptos duranie o governo qi)e tanto» 
euidados nos^ deo ; condescendendo a rogos destes, que re- 
ceito Uiesâqueseco exUacç^ atoaíor parte de seus exeni« 
piares, em que portanto tempo trabalharão, e que ain* 
da assim senão conbeção bem seus nomes: lomo aliber* 
dade de lhe enviar com esta a nova coUecçãb de livros ^ 
para que querendo continuar a beneficiar os verdadeiros 
Portugueses, se digr^ tomar a si o instrui-los na sua pe* 
riodica e judiciosa folba, ou con» toda a eollecção, ou; 
Gomi^ os que lhe forem saindo mais a geito* Os gran- 
des créditos da folha d^Alipada Çaráespalhar nasua gran<» 
de orbita os nomes das obras ^ è dos authores, que rece- 
berão em premio o ficar o publico mais certo de seu me- 
recimento: he só por este modo que podem especar algu- 
ma gratificação, visto que o governo entretido com maio* 
les cuidados não os premeia. O senhor redactor fará ao 
mesmo tempo mais hum grande serviço ao publico dan« 
do aos curiosos literatos mais que Ler ^ aos aulhores , % 



aos ilhiminados. Q«jfP^^Jl^jfn*^^^ recomm<índâ« 

lhe pessa que os d-escín ^fe^e^aUíWWr^^ q«« "»« 

suas enunciações e obras encontre , o que era .fá cil pelas 
imíité^veHrií^ueibgomeirii ja«4^iftal»keate ia«>|^los:; porem 

taax)T^êTõs'leus-proprios norneâ, vislô que (dUem ^Ues) 
eslâo protegidos pelos senhores. ♦p 

têa^cW «à«k^ ui*H ,ie*pwíi«ioeUíifiíà»iiltfmiiMtísit0éiipOQfe4 
ifhô<a hôTMÉa.ctoM>TW|pwt«pJporí*í)y ofidarnsièaç áM»^«tf> 
^áftiréí^ iiafiiU0*'ia»»*eAUdi iwáuffi^0f<M^ 8oj:>6> 

f/^-'» .ci •-. . /K^i .í, .( líi vh Kuin^\h infKÍaial ofi« «sraon £i/5í 
p.* íà í-vj .v.>v ,>./i} <»tj'^)uí'^> ofi iiwiín»J'j eo «^b oi*>(n n *»í 

•oiq a ir.jiiÍB oii ^ aíiui/t/rjiiíeq fcOi:>íí t?o •«^oxibq 'í'," 
-aílyi ; §bl ôsb 9» ,, Ibií^çíí xrb undbio Bod a 9 ^ab/íh»* 
92 ç eojiiqojuo uo çèr>uíav^* «onR^ra eo wip eb «^õ^o*^ ' t 
-iu^níjgib e OBHsa oÁi/i ?* -vi^a .iup 'i »7*>Jíi5t o£Tsnoft,n,.»» 
ô3llí*3»p ê^o^ofi ^leguí:) i (ih íí4>:L,ija6«oÃbfibit>ao **Mfi^ ?"* 
AJOí o leioíluiijíj fi oi:Vi hi7J >Ã oiípft ,íra9Íí'>ítJ6q oâ#fia>b-'» 
xriíxi j eso^nn s^a icLííT3ni*jô^âbíoqfíVI ^bnei^ » (Êhitnjíí^í 
^oíii2Í]onJf»q op, o;iv5£íc fij^íRíT^^niii^ íflnd ^»? eb 'ígnr! 
-5ibb isuya sb oí;^> vuueíú 4* a eOnaisdoS io/Adi^ «fêoa 05 
-Jyibni ío «oboj aupioq fcobooi dob moJ eiês 9Íf .«obfi^ 
-^q OvÇidTíotinoo , gfiido sabn^i^ «aiig »fe fobruilí?fli ,80t'b 
qjUiíúOní fcifiin ««í^ ubaa ^^up çaoíóÍDÍy«ob oS-^sqiíJxsn bi 
tiftni gofii''Vo^ eÕ rBnisq sb fiTfei§«í:»b an e , ebn?'' nrr 
QÍtí o£a ok^fíi o 9 ooiâUoqadb o oup ni9 e€ófaaiiig9i aiod 



-ri 



4 ,, ,,l»*Çfí.<l'ne-ce]le de leur» pensées et de leur» travaux . .^ 

1 cHL.^m c .^ .. ,. .,• ^iyiírtfrbéAi^AQaí^èPdt'¥Éip^ií>Aft^^^ 

^^ ■ " ' ■ - ^ •« -r dn:c eioi • ; ^•nr^'^»./-.^ .>;;í.-'> 

^io Q9 idfèas *««« 0brf^ do^]|PBPi«i^<|«4eí, rcar A<!«b€)^^£H^4f?*ç|li 

tingairâo, são «m graodtj.jwinifCfJtí ^ímíh^ líf^ns^fj^^ 

NSa "cabttt i ku»( í no* IH mleai i 'de^ iba nsa. <siin {>|ef utViç^f Í|l* i^Sr^ j Mf^t: 
de apenas tsé^o9.jnr|iÍB 4i^tioql<vt.)Mc,p$»d9![», reC^rirv i£mWí 
factos forâ«- puW íesiís /) T^íáiifeoft/ cte: fell«Wiín#çi<?^.i«if ÍJá #? 
seus nomes são também dignos de serem referidos; este 
Jie 6 meio de os eternisar no coração dos vassallos fieis ^ 
neoliuaa^r \!^^'}à seij^^erá^ifgiwr ».enuncia-los. 

Referir baldas é defeitos , falias commettidai 
por paixões, ou vícios particulares, lie atacar a pro« 
bidade , e a boa ordem da moral , e das leis ; refei- 
rir acções de que os mesmos authores, ou cúmplices, se 
vangloríavão fazer, e que não serviãò senão a distingui- 
los entre os cidadãos antigos de Portugal; acções que elles 
Ihamavão patrióticas, eque só tendião a beneficiar o seu 
i m mortal e grande Nâpo]eâ^^j|enerador das nações ; bem 
longe de ser hum crime, "rl^ititto serviço ao patriotismo, 
'ao nosso amável Soberano, e á ínstrucção de seus dele- 
gados* He este hum dos modos porque todos os indiví- 
duos, ínstruidos de suas grandes obras, concorrerão pa- 
ra a extirpação dos viciosos, que cada vez mais influirão 
na venda , e na desgraça da pátria. Os governos mais 
bem regulados, em que o despotismo e o medo não são 



e% redactores ^e suas folhas, e «scrjptQ^i ^onsenj^em <]pe 
estes enunciem até pehs próprios nonies asfaltas, não só 
de todos aquelles qiie tem sido facciosos, e prejudiciaes^ 
com a mesma analyse de sçus errados procedimentos por 
mais particulares que sejâo , mas até mesmo as da admU 
iiistração publica. Estes sâo o metoi'ião»64 -de instruiri 
e fazei; circular as noticias, mas também de corrigir os 
. 'viciòs, os abusos , e de advertir ou lembrar sabia^ pre«T 
cauções para o futurp. Nada cohi.be, q cidadão .^iiando 
{alta ou escreve pela segurança* dapatría.. Tal be bum dos 
justos motivos porque o nosso sábio e justo governo nos 
permitlirá a publicação das obras do^ escriptoresxe/ebres^ 
com osseus propriot aomel aqui referidos, e referidos em 
nlgiímas das nossas folhas periódicas. Se elles muito se 
doerem, taoto maiores são os seus remorsos , e por con- 
seq>(iencia os crimes, <^ue devem ser prevenidos. Esta a 
cMfíerença dos cidadãos qúe nad^ fizerâo de celebre, eqne 
Qo antigo s}'9tema fiel ao $ei;^ amado Spbe;rano, g^mião 
^m sustos contínuos, e lam<>ntavão. cautos até de suas 
•próprias paredes., aborte de seu paiz^ ede seiís concida- 
4ão$ ôpprimidos. Que difíerenç^! Graças á providencial 
*Qs bombas celebre^ <jue tanto c^Qieverão, calcularão, e 
T^rpetrirâo, orgulhosos de jmíus< próprios xfbitoS;,e da glo- 
í^ia de.sens ..pieotiectores . . . . hoje^ apesai de continua!'ein 
•t^osseos sentiúiento^, njjjo qn<>ceni ja ouvir seus.nom.es es- 
lampados n os fasCos portugueses, na boca da faoia, e 
-dos Portugueaes fciisij He pelo cofitra rio agora qae ana- 
-jâo, o povo 05 aclama, e «s convidai a receberam do go- 
verno os setís bem merecidos {><remios. Aqi^lles que d en* 
-tu^ç elles não são tão beuemexitos,. ficão. assim, ao meno^ 
assaz conhecidos paia se eo^jfi^ç.ra^ 4'«''^* 'P* enopregos^ 
'^Svapgos, e^ fis deli;^en.^'as ^i^mport^ntés para o futuro. 
.. Todos, ttícn ;bem «p^eçtedps^p[es^^mi^5Ões^. nada h» 



424 

que recear , nttãa arriscará, ou tí^ancbará suas funcçSos/ 
O medo, ò terror das armas, o direito da força nada po« 
dèm sobre as deliberações do homem honrado e patriota;. 
GS factos que pendem da vontade, e menos as intenções,, 
nao podem ser constrangidos. O cidadão deixa os luga*. 
rés quando seoppoem aos seus sentimentos d*bonra. Uu<- 
ma corporação inteira, bum tribunal, nào bâo facilaieao 
te víctimas da espada e do fusil i&imigo, principalmen* 
te quando este n&o entra com opposição. Homens livres^ 
isemptos da mendicidade, não servem^ não condescendem, 
ivãocongratulão senão por vontade. He só o amor díi gto« 
ria, a idêa do prémio, os applausos de huma condescen^ 
ciência lisongeira , 'peloentbnsiasmo da regeneração, em'" 
fim o heroísmo Impéfiáf, 'que os move, que os conserva' 
nos seus empregos , e que os faz calat as protestações' per 
los deveres do seu miní&tefio, pelos sentimentos da su4 
pátria, e do seii soberano. :' 

JtSntretanlo todas ás ciasses das' scienciai, firteS, e 
.offictos se achão enriquecidas cooi immcnaidadé d^obro^ 
de todo o género: as luzes impèriáès tem abrangido to^ 
das as ordens do reino. O estabelecimento detantasí^asso*^ 
ciaçòes de. veneráveis MM., que não são oúiraL cbus^' 
senão, oexliião de iodai as Mciencia»^ ca pratica dai vir^-i 
ivdciy cujo fira não he outro mais que, levantar tcmr 
ptoi á virtude y e cavar masmorras aos vicias j^ que nã,o 
trazem senão a saudação ^ a prosperidade ^ e o bom agn^ 
sálho para todos' os //. , todas ellas tendentes á sus*' 
• tentação do grande império; tantos sábios, quantos qi 
fusís, as muchilas, e os adidos dò exercito francez: tu- 
do lim concorrido para a illuminação geral, e tem feito 
:ós homens' dè sçiencia' infusa. As Inies, e as leiras lei^i 
.feit-o progressos á par das ai'mas fraiicezas. O grande Nq«* 
{itol«£o|.Ql»eu's generáçí temi traballíadò mab peUf }f^ 

MMM fi 



cibs obrangem o mcio^dia, e Feverterfto(Hte^hwMfc2t»»^«i- 

aqui segundo as suas respectivas dass4s^/ii»(|lié «^de^ieá- 
«feôi^^ jítiÔKkHV nft^6»*fh>sé^<ftrtirt«.Aa*í^JJ338iM 

nal, em <]ue OoresccrSo muitos dos^ iM)8so^ÍMfig9«tM<Í€S ^ 

^'fe'^ató^Siaò'*iíiè««fta«al*'^» t««*^^í> íp^ffi «'í'i ^^1^ 

^"f^lè^^^fà^írídi ^i!iisf'ébie8@Í^,q á¥^cMiiiv')é^9fii<lo9^Héaa 

politica pess6?Ífí,«^é»ai»cbíírfftiSn|*AfrfflíÃ- çé^6ftWétí<«, 
com todhs as suas relações: he a mais fértil' classe: todos 
08 homens no Cãtado actual das luzes são políticos^ etctn 
composto obra», e caltulos políticos. Nem he de admi- 
rar! Desde o moço de servir, o remodof dos- botes, o 
soldado, o ofBcial mecânico, ate ao IiAperadòr o gran- 
de, todos eslâo redu2Ídq^&oli ticos. 

Historia — ^^9^v^|p pode referir-se a fados, 
que não são poucos! tíoratudo nSo he a mais enriquecida 
porque poucos tem querido encarregar^se de escrcre-/os ; 



nunca oshouverao tãn galantes, nem mais interessantes!! 
A geografia lie ancx.a a Còla classe como parte essencial 
para 6 seu conhecimento. As diversas divisões que se fex 
do remo^ os seu* novos principados, as estradas c ca- 
"naes novos, tudb* i^t^* concorreo muito para o aiigmeo^ 



-ttiirtcçol seKlçoib«<lt«»^ '.- -. h , o .,;-,..,-ijv'fi <uih 

gicas, entre UmQ«^^VbllNl^8fc^l^^94l|qj<íeiic^^§|j:H^ 
<-diÍrfir/(»ÍJt.t«$4a»fca6fpetPi%9 (S^E^dM^j$q$^i Hp^lii^o mais 
£Mi:JSiOb»9íQhi9ga^«eml« í4fWS?r£^»cb>M: ,40460^ ^.3eif%^* 

Eni fim alem destas, exis}í^.j4^ff#*,i»H^I|«^.cBie 

€ezes que contmuâo a escrever, alraballiar, e a ii}.^fij;^|gr. 
r.M^^^im^BffS^fSc^^^xfy^^j^i^Tf j^ pçfliflftn o» vai 
#dAWfl^r-fi.ft*P.Wfn8ffí^fftf«jprgi9Ía;i^^ BofJiíoq 

*. -^'^i ' 'JièL\o'['nv.i\ é:r,tn R-od rríió^uí'*! acua axj gíiboj moa 
-.■ • á .s(>oij?io(} o/lí! êoshl enb íiíuJ^g írtc^Jèo on «fl^aioíl ao 
-'. "L. '. b 3íl moYi .ec)'^jJfl(K] golírilfio d ç^gicJo olaoqmoo 
-'3-Mcí fíob ii;bnííiai o ^livi-^a oh o7orn o ôbaoQ liBt 
-íií,.:-^ o lobirjsqfii] ofj yju , oiiii, jom líiitxTio o çobubloi 
.gODJjilâjdttpbisubdi ojQJse «oboi ^ sib 

♦. ir'**i/píin'> eiGfii j3 od ohí\ oijiíUnnJ ! ?o'Jifnq oía oín 9irp 
; ?íi)-079Tja'í f)b 58-"rfi^9ncDní> obínoírp rnf>J aoouoq aupioq 
«!ííJníi8g9i9líii sícm air)n , asJnalc^ «^"jbl o/,n9YtJOíieo UDnim 
.a^níjaio 9JiF»q onío^ yèaefj êJcD r» cxonc 9íí ôilm§09§ A. 
^^t í>? 9f/p a96sív)b 8G^i**víb s/k .Oln9ííjío9finou 11^9 o uioq 
»fo'> 'í acbciJaD as çaobfiqíoní?q govon dii98 ao ^cnÍ9i ob 



\' 



. xTi ---_ti-;- 



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4^8 



JURISPRUDÊNCIA. 



M 



Lemorias — A nece^idade de cortes, e o modo fácil de as 
convocar sem authoridade legitima, sem representação nem 
votos da nação ;: para a petição do rei havendo soberanos e 
' grincipes legítimos : com huma oração d 'abertura para ser 
recitada por hum ex-diplomaticp,. presidente dos três estados: 
dedicada ao Imperador Napoleão,. e á sua dymna^tia^ pelo 
ex-ministro ,, ex.-Teleg[adQ Joze de Seabra da Silva — em ^ 
volum, 4.*— ^ 

Brincipios e bases fundamentaes,. feitos dè$dè S^ Sebastião dá 
pedreira ate o largo. do Qtuintella,.para o novo reino de Por- 
tugal: em. que se mostra com bum a revolução analytica dos 
capítulos de todas as cortes, e por huma deducção genealo- 
^ica. que os reis dos Lusitanos nunca forão príncipes do fira« 
BÍ1 , e que por isso Portugal deve ter hum rei imperador , e 
bum vice-rei duque. Obra.oiffereQida a Si Ex.*b Mbnsigneur 
Junot , pelo mesmo ex-minibtro ...... muito aífeiçoado ^ 

5. Ex.*^— 1 volum; lí.* — 

Plano em pratica jurídico- ministrai:: para em menos tempo de- 
vido se pagarem, e cobrarem, em lugar de hum dois terços 
de quaesquer, contribuições,,. e impostos do Imperador e rei, 
Jíapoleao o grande; com. a collccção de todas as ordens , 
•despachos,, e execuções expedidos a bsm do imperial e r?al 
serviço : oiferecida. a todos os ministros- d*arrecadaçãQ , qiie 
se quizerem distinguir,, por. hum seu collega deligentissinio , 
e mais que exactíssimo Portuguez no serviço francez, o dê* 
l^ml)argador Tintim. -— 4 volum. em foi. jgrossos. — 



4m 

Aproado ftrenie-^-ôtf «i«ho«^ f^^^cf^viU^sioyãtX^^ifgi' 
dos afrancesados em Portugal ; toia as dkcti»^» JuÂdwo^po- 
litico-iriilitar-ilieTCàWes <1« ádd(>iàde joOrdaniens^í i^ rqrfídt 
' emenda',' for'lí«iit dòs seus membros o doutor Jo^rtiãoJ— 
'12'Vòluh!.'em 4f.*— ' • . . *' . > ' - 

O èontrátóto do mandato *'póí iiovo modo desempenhada, ec o 
^ 'ítoelbbr e ^•«rdkdeÍTo tjfficio de'huín bom ihsnéatsrrtQ *J dedi- 
cado á Joíe t^ereirade Souza', pdo seH mtimo átíí^ Jíáo 
"Ignácio JoiirdSl©! -^ opúsculo ém 18*— ' *• -. - ';• 
Dèverèf "de h\im magistrado portúgiiez na ibrirá 'dós ^énjk»; 
com' ás aplicações dos decretos, leis, è<;od%d-feílJÔè2 -á^^^tt- 
sas icrimes e eiveis dòs Poituguétó, è è^éxá^ ^a^ainçà' àzt 
' contribuições é iriípostos : offerecidb ^'jeíàçlícííá^itóboà' pe- 
lo desembargador Jacinto' AtífòlTi^-jIbBrei^i^Pvdtm.^ 
'"•• fof _ '^"" ' ' :- lib oíiSíiíja cl» é£':trr£-rí^^*:7-'' 

Méthodo pari a fiscalisa^o' áaS cásãé^'ie4*èif#édíi» sêgttíiíla # di- 
reito stricto de NapoTeáó ò l^rârtidé^f^^^aèífifeaâíf ^i^''g^â«éo á 
'"" exceíferititeiteá Mar<iuezá de Ati^ejí*, ^eiÔRBésftío ^fewâBbai. 
^*;'êadòr:l-^í8-Vblum/em'l*;^.^'^"^e^M llP^ £ iMt . -Vc 

Memoriais constitútiônáes :~ eií ijitó^^^hfSksi^^efíÔ^kfí^im 
Lisboa para ficar fauma cidade anseatica coTlí ^^tó^Hia- 
~ • fclídes , -ínàepenaetite è fírre tfàs p%vfn^Í&'; ^ d^<íffdfiífe .dètó. 
' Xo da'prcfte6çSb^ iftimèdratá' dè^^fedí MágèfetMde^^íhifterial e 
real , e nacóiífedtíÁçSó áo tíhen&j 'pàra*^^ b'^estaBo ©ais 
florescente èfii' '^tencià, artes, cotiimérc io,- e navegação, 
com osprindpios fandámêntaes <ie síía bbhátíÃií^Ib ^- ofere- 
cidas pefa mediação de Sr Ex^* o sáiÍKír- í>«<{ué iTAbrantef 
a Sua lílágestade Imperial e réaí/p^ld ladi^fér ò trãdhctor 
^ do código Napoleão, membío da coftstituiçâo^de Vaftovia, 
'^ iToze Joaquíiii Ferreira de -Moiíràt ^t<€ v^ltifià. - elô^^léf. — 
ííoW formulas jíír^^^ 

como Civéís; 'çòm" a'lplic!açâ'ò' dâ& penai^^^ aoi 

' irimeí; ^ècíáÍiil4níè^"ao^^ííe*<^iaiòá'; 
" ' çitaçáes J e aniciaçíS'êS^fófítí^'¥\otíeraA^^ uso 

'^'^^doiad?o|à(l6'í(fâ'í^ 



'T, 



'rtrt. K? 



constituição. de Varsóvia, adequada paira; J^9j^gt^tú|^^l9'|cle- 
Jurisprudência criminal? a>FaiJ?W/eR?fffQí^'¥^%4:<»!%f9^Íné- 

A llegações jurídicas do senado da oaóiara de Lisboa ^Bara^^sar' 
£i ,48íiP>^%b<fW6«^)«oy8^^|^ de. 

offerecidft a Sua Magekadfi^IijpeH^l ftff?íJ.s>E«!oTc^fi|<*o' 

MNN 



w^ 



Ih^cidióí^é^gioBd divkm.<|iifi«ubYÍa^ÍBUairaferalaiÍ9^^qK^ 

ridico — cnrsu deductis, adusum cubocdiii^«eâfBtea»aBisobaus- 
tno|^iatiii&;kteUèntisiíisv|>iiímiip»UB OA^L^fiapiffieSs^^a^iid^^ 

-TyyimmsjM^%nwíi\fÊmi..mí£ài€t^& oinwin bio^b qÍI» sLp med 

<£/mdsii2^|jle -Nônefflfar» jcsmi^SiupiVAinBiAlã) « diifo áe^dConevo; 
1 h ^npa^otnánaimèiKto dâdnrbaiifl^ goln&l ,hagii^ftOiiia&reg»cia | 
-íibnÍ€l4itni|p:vei]io>iid«ssè ^Qifitas^bGi) 2monttotiif--adfDÍii[Osio 
-a9lilBl{nralâ0p]«Bb-T«i^:xd1tm.aeaadb^•#<»i^S^b«m obs « S9 
CoMéo^&a)doè>ipnrtfestoq[, c<mDtrayeil|faiqiigBcbM ma ç5<BgL #tM!0Í^- 

-£t9firi]fedsde>AfttéK)Mo\otebr(»«ofl^9|pifi90M^ l^HAsib do 
o£d:{pe«]dkJUBi)t»tf|[]DtíDlDi)i1(io.'r«i^ fàbbiaeÊig9tí^^(m^KÍ' 
9 » fcK SaSsobevHBS) nós éóèatettí^^^ímh^i^ ^f^m^H^ ztí^ím&csL 

de hum novo governo il legitimo : obra anAX^ís^fimdcnte 
para a sua intelligencia — dedicada aos bons cidadãos, por 
hum anónimo patriota —^edição de Londres -» 1 voíum, 

cm «^.•— .^aAHUTA^i P.kíOYiRlDB 

íNHí*l0K»Íoií4 .fsíioí dsol aib£q ofeq joSdíoqail lobãioq 



4m 

GoanoMBÚtàriéá anbdeefcbiroli 4bdeíÇiásM»hmiAorjgáiera|ataiiot, 

com as ar^{>)i«çQCií^iid6olàv^çQ8S4()jtr)ix>ts»;d9firair£^^ 
^>!>ípqitk%BÍazét^'^f8íimaíaiOGdebrdaie t2qbsotí>dè» b9H^i|hri)Mèbv «tí 
obnbv«sesod^'tois'dp:ásod imissiyalliJe^iéol^rec^dsi^^eqeqrasoeíífiíer* 
~r<(^'ca€lefC9B>toa£lseav6Írim!sua^mgeiu;i^ Mí^le^oy, 

L^» i;i)pt»^^^^^BBfi|&ífaa%e(I aítf6q(8«np(|i\iijpíícitn|ik:Y«sla;iiul4<>n* 
< i.dâ Ahgld&:iaia(étâsi#íiâi'd«At}^lfdU0M>:»c^ 
-iÀ UitirohjEm(âáiÍQ^odefiQftbr0><fi0íi!OtiKMi3tfoatt^^ ea 

:iH'ehsfj:rpar, ãfciJlfiiscaivsiiiiBSf, uaqiter^teBriaid lai«ai'fpiií^aii- 

> .çaâsfr é)j^stoâ&Íi(4o^imsftih'<0lchsfgé'3c||attmf«^ les 
'.iii' lundicvf jeudiiíJ6%eafiMenidÍ8iiB(ir^^^ 

>/ «jbitGftâttalfjeaiijportitgu»0{i}^la flem 3aei]iio}aiAly«Jv^)|MM|^ ser 
bem qae etle agora mesmo a-€eiitihii8 , aialgvdi •d4a?«iiiper- 
>'i' fmtoeiiiafaBibe^^TfttaíiffoaeiHe anMkurL)ainék;tífe>adia d»^iiblÍ9d> 
. < ii«Bimdb,efe cbdb 9 âáx^aiayMps^ffm, mtámmè^^EV^háymvA 
"^ :ii||ii6BbtBi9iéaJQM«í^nla ipeiavivastíi otndiasíiiiènlosÊYpi^ dá 

> <do{éa'dÍD--puWrcE)aBclatf<geQtefQT9e difeafo 

* ez « edo mod^^a^-piqbesMs.áifrimcekar-dBAíqaeíoni^leâ^ 
e >tifiíiia» «kmg$ienácraaúiie|iteY£Ytomx>,pot2fttarT^doboDfi2^ 
: > í^tími^oUwíj^adodpbibtt^efnèí^ (D<fqi)jp«li3 de 

( .' S^^^viít «iiiomtiie»iai<jiiiidÍcas)idftfoáMp 
- 4ori''GMô^aK»Gttfdaf asQipteTtoèãad 
.. WílíttsfiA^^ e 

' ií|fi«içM;|!ràiidÍM^pèloiMtM ^pnitbMMstça» 

r.^ri jk^gâcAaP^-^^â Mdo 'orniíi^yiíi oníB^o^ o^on ctwà sb 
?..-^'< ,?or.t'A»iu eno'J èoa b b£3i t?ab^ — f ■ i pno^ i { í sj ní Bi/a £ Btsq 
.fíiDlov 1 — asibnoJ Dbol^iB3~fiíonlaq ufíiínon^ mud 
SCIENCIAS NATURAES.-* ^S m» 

eoe ^piáMrfaeMlciiii<M!|J»i4nâipe«niqp^ »4|feltt»Qfaibdc)CÍjrh- 
• perador Napoleão; pelo padre Joze Portel, professor^ári^tf 



,fi;í.«f?h(ptio /ííq Pf>T|ttffal;. pel^ ©e^wft^jiwdwf^ii.© fáfiíifmlfi do 

seu curso filosófico — 1 voluro. em 18."—^ -^.K>t raa 
A.«f*PK>í^g«na. Wdioa» .iíOii^.,*:fxpo8Í^ft^d^'jMtftdií actswilii^ 
^ .; bípo ida I^^sp^Qh» ^ Pprií^ali peU deMnv.oi(iiçfb}><9rftc«09Íé das 

« ^ x^o|:;ivi^<^qpm$cu]q.^9Q llâ..*^-iTjr.')íii «^i-íq ir- 57 o ióíiL^q 
Idemoria medico-maniaca, ein^u^ if)ilil<^^%^|9ll5>ii»«at}9eícos 

,. pof)^I^re» aj4icado9,.^i9.f|§ça4ÍAri>ill^i(^(Y^^ 
. . . ^ Pf PP pl^ j;çin^dip padfa f 95. f £^i4^(râl§qaM^ii^íftrlr^lii^W94* )Pom 
.^,., W í€ipetíd^|i 67{pprfewjÍfW.ÍBÍt^eft%»ífiS^Oo^^^ e:fi«ft al- 
^ V fW«. f?^ *^^ çoBíeiwiH^í|i^o$.;ir.^j|tflwMftí#ftr?^4WtA»Tseai 
^. <ft%ga*K pejo dôuior Frapftisfiç^í^jwff df:4gBter ,r.íSi(ídiío </a 
4,.^jçawK^.9pw|jieí!YfBtóiaT7t 1. i«4uí«»,í«iOeftit «ft^ «muapáí.íiiíi 

..,(fW7t?Td^..«djçÇo.dOjW^;^ íb '.n.n.>» ..; 

Ql?^j[;>ja^9e»5jflie^ljíjOTolpgi(íqTP?«di^ aiqSvieil^ar.dQSr^e- 

tçoros observados na Varsóvia em Iââ7^, «^fOf^rs^^ aos de 

.luni. em 4.— .. ^. ,-Wj... 00 --*.».:.!: 4 si*. * 

H:j.^SL?aáÍ!^fe<i^#;:^d4f?./f",c^^4«/|#í^^^ ^ -nitro iOa<V:H«9q8|atio) 
;>í. Bfi?líft)íff?%>,«te»>j!!»<^^f§ :^c1#^^% ;»o,eíKíelI^itJs4fiat sei^bor 

dfs» que GQm .d iava^ao dos li^raocezes em Portu|^ m^ní^i^ 



..' iidantf^trta«luid«í '« «^H^; Vto'>coi«fSt> de muítâi gente-, 

origiDarias do ducado e novo reino de Varsóvia ; pariíô uso 

-» o''^'ííeiir mfeáíéo#;«' p«ldi^!|p<i^ <5Dllega Rí^ôiIo JofeeNottes^ 

cL tíRRlbiití dadoiiMltiiçãc^ VftMirianá em L)sb6la^^9 tdum« 

em foi. — — : . > ' »- 

M6Ôidi«â»:foliti«à tefbrtiMMfa J ^gnnêo ^ inellioi"sy$têiha dò^ tn^ 
<^cb ^ie»Ê'W»àénie^r^í l^arà ^u^ de té^òs ioê IndiVlçtóbs de Lisboa 
i^v:;í^ii^^nef»ni4ipfô»rehar-s6! eny'tArtpo%» feòtti'é rètràtò dfe to- 
ssir dweos^^médie^ {jftiKl^â^ 'tiue^ifi^IM)^ Voofefiõ^ dc4 qti« pèrsis- 
^^v^t^mj^mvmeítii^ syâtiô^J'de'p^e*e^tè 'd% íniA •máfèestaWe'''ím- 
perial ereal; pelo mediccrP.R.!Attidrítò--i-'4rTôluni/eii'i,* 

8'«Maâo<«0bW% yAfiuilS6ia^d^íl^bre8f'tfkliát^]ái^4!tt Ffé^hlàl em 
... i PóTWg^ V 45ttWlí^N«iípfeléí|lítíéttte '^Itoá* tfá' ^Ih^ía • haèWdio. 
- ' lílíi V oa^<éÍ}*lo '€' mttg^ftad^'dW^òv<w' àobéràtJDS òytígAico* 
*^'m^\€l&bsii^^^^\úWi!d^fRTá^^^ pétò bacharelem 

^' nsédi^ma, ilJuD^l^J^^uím d^OliVéli^á^ IS^óluni/èm'4>'*~ 
K6\às \íí\mè ftítá i^íeâl^çSò^^Âti^ vvbr dosdiã^Biántes corm^ihui- 
ta coromodidade^dè^^b, ^atàlitó-dé S.'Éíc.''dàéfihd^Du- 
O^CWí^rftfelíB fftftléezY «ôbiíir «fei jíitèté»èínte>íiá *• èifliilTaJdag. 
H^^ <íuilH*gi' è^^í^írs^^áta tbdtís oíB^^^ tó^^erèôí] 'ftitá )èMe- 

ak^âdâ ao tàétitBúífnro jui2 dox^znè d(9'b^inbi'dó àic^ 
• .'€Íbni<ímW'dôSfpa*tríòlás' vèl^ááèkbí, jíòr>biM^íanòniíittf da 

outra banda — opúsculo.-^ ' ' '^V ''^^ • 

Vtéáí^sktíMTé íiiítffroVéíeàilieMo dàs èStè¥^éifà8'^é^V«^^áíWi# 

'Í!^eá,í{)arrf'á^to*aéí5o tfds èiicõs égplrtftwtó, '^dlitfllálçW de 

^ '^aguâf^áfrdèntès. «íeguHdò líuitr -pibtftstó^dbtdvty dfcefcffiafitt da 

oiftidíoíftífkl? pata- 1i*d"-)d^á ttifestóàs' ttóí»^^, %áiigyfJéntâ^tf)érlBn- 

^' dtti^ imperfaés eTetiesí, péld^cèreifcimíPtlof i^étii tilreiíds; Ve* 

la^l Aé#i^ '^o' ftbs^ila! WilHár ^^o^béktó AMtóftío ^^^^^^ 

..•?l^lH»(y(^di^ nn/i xxxv g:;>si>:>a£./ '1 vO*> uá^iiví.; t moj í>i)p ♦^^í» 



>' 



— papçl imDerial— p*«*pr«sso,na officiná privilegia» 

iísTirq snj 9]ii3pnof(iTobc9fnon fii^gsnírjp 
[iperiat e real colfógio doa nohr«.— , .^ 

m militar» oa hçoes praticas sobre o modo a^ ex- 



Nord pláMi tobrot«)i»06(r«^<ici9 ^âincdaâbBiJTBsioav^flw- Inrcas 

-í(fit»iibQeÍi)á)b^'^itt*»0ta8ficlteptp8^t^aifo £(yfesac>idl0i£te|jd\o«(la3 
costas, podeadbicbfiadaotaiBlbait/ioiiip «kowradqncDâsaoáin 
em Portngal por ordena^, ^P^ ^ J¥9y,^^ * A brantes : dedicado a 
tua magestade Imperial e real, para uso de Mr. Ducrocq, 
cdiitílÃhálãeQP}^lâ£2^á<^aâ&h4^ ^ãhSJ*;^ pa, 

dre J. P. Bayard, ^i^|L4êl0^J2pM^ ^t^^^^ basílica — 1 vol. 
em foi grande.— oífO IliOÉI: 

tos da esquadra in^\ez^^^ff^;^ij^^^s^'^i;^héêfB^ 

em foi. — P^J>^LÍi^il!^i^í&J.rr li![^Pr^Pf^na offi^ 
. ^ da do imc 
A espionagem milil 

. piorar as forças dos inimigos, os patriotas insargidosT^s^o- 

^^^iíá*^^^âc8fa lâilítóF^deM^ae^lfô^Poá^-^l&S^^^^^^^ 

. 8U« viagem ocGulta aos exercítoft^A^^^ftv^^ífifof ^^^i^iâ- 

xíK : obra dedicada i s egurança de S. £x.* o senhor Doqae 

d' Abrantes , pelo mui patriota , menos intrépido que finncez, 

de S. Ex." o senhor Duque d' Abrantes ♦ de^9 d'A5osto— - 
ôob^gSímfflnlffimoT^o sobojf eup s;>fifq en aínoD 

. 13» ^aquçjla- expedição ; obra mui útil iu>s Portugueies--' 
1 volum. em foi.-** r . 

Çpuecçao deointoras do celebre mestre Sequeira — »! volom; 

^ em tolto grande; nellas se distoguém mais o»4maarosse« 

^^^iSjtíJA '^ a di 89Gí/p 8B/J biibííM ab achcD o9cId7')1 \a'nh 



4ÕS 

?'£:>xni-M>>fi0taEBipasfcolDiid&^ eoDaifmdeQmicntoideéicoUf ibmlil 

t>£ijaaxlo8)«o>:n|ie8tMíi£te |dati]ra&'4laniiteae6i«i>i«Lbiu^>q i «£)^oo 
£ íiíi,'j;i j[) ' >'>•;. fid A'b J:i:x^^-^ob jn&ÍK ' loq líi-j^fiíio^ íxis 

yao para o ministeriQ; e que o aesemDargaaor Trirâides 

" "" ^ i vuG £níoiTio f n jOíigôiam i y ícnsf j iv, i hu <xi •^- . lot cus ' 




880Ca ' 

d Africa. . , . . ... r " 

♦4iíífíín8q*ío?nySfffváTf %^ BOB j&j]Daoo.ino^BÍv «d8. 

.i-»Jíijkhl 31» r* obKjí^iíni èofi^Míi ,Bjonjrj&q mm «^ímíi , gsífljBid A'B 

Corria na praça que todos on:ôèiffiãnfiUi{??8^do8 
êBií>o#Tôf6<ií; aBàtiíáaòs^ 
fttió ie ábcrêsc^riiava a esta iic>ll<íia òbúSa^ otguiiia*^^"^ 

^^izili-sè que o general VãTdéi tinba consegiiiao^de» 
aembarcar em Hueiva com numa ^partida de rebeldes 4 



[es. 



prendendo as Autlioridadi», , . - ir rv 

fAsseverava-se que a casa italiana de Onettq 'e RU 
cbini recebeo carias de Madrid nas quaes '^^JC^^A^^'^^ 



187^ 

tião -«-que .^ ^^liigo- ijlestferiiúniairai' ^&9 pe^^ «o^tjMr 
oieifoirço* qm fai«<p Ui»t««(putrp8 p€tniildrÍM^^o«^«#)i* 
iQei^.be c<miiddravd oieftmgtÍBsa Ma^i^id.;.! Mqxf) X. n i^^ 

^ Indagações. =>^^ /^ ""^ 

^ «fiom. João iftfatoriio da^Qostavii qi]&'f(>f€mfirej^ada 
na Um^BBat<la cidade ^uiadci hojô&Qaekia^ç^pôde passar 
8^ai: serVoj^alpãdo :• ealrpurBâcapeUa^«a&ilGHi4o«abí com 
b4]m (Criá(^o âa caÀ «ite.lbe di»i8««^qu6:fiãonfBbSsa'porÀ 
que de certo o prendeitâou-^^a jeetroitempo.-vsto^hum pa« 
díré^diise-lhe «— entre r par etae voeíaàm^ tí^ntso^ e «» o em- 
baicaçarem diga que vai fugindo {^vii oMa {^renderem-— 
Aaiim o fcff, ^ anconirando tb<iiiii»ilae chmía», pedio^fèe 
que queria failar^ á^ seabataHaiabav^^ <^ 4^'^ daraalbe 
lespondeo/^ que ijiso çra, iin|«»«yival n^deõ^èreaftâo tema 
carta para S. M. a Rainha, que esla fecébeo, maadaa* 
iJMilm e4» féipcxBlaj alguinMdiniielro oam aãla «ecàdo^ 
que naquclla otcasião não lhe podia (tíiex.Báiimt^-v^i, 

Hum dos agentes encarregado de vigiar entre e 
poVo miúdo, e as baixas classes, ^^ifim de se conb^er m 
ba descontentamento, èquaes aS suas causas, fas em data 
dehoje a seguinte communicaçã^o---">9Nania,do,qiiro na 
loja de m^rcea^ia n/ 140 , hum caixeiro cbe^mado Jo^e, 
procurando-me ò que havia de novidades, , eu Ibe 4.i>so 
que nenhumas-— elle replicou — se a expedi çãp, j||.. não 
bia — aorÇiue lhe reepondi »que não sabia «--«toFQpu elle 
rr^ ella bade ir bem ! pois se elles estão^se a encher pa^ 
xk daqui a dois dias se safarem, e. deixarem ficar tudo 
giais arrai^tado do que estava; ja foi temtio em que 
pQjtugal tinha goi^erao, aj;;ora ja o n&o.teoi^»^^ Mt q^e 



gfHikinys^lr^tWe^' es«|a prrtttvf^^r à dar b*- «ji»*''?ia'táft$;. 
para ir a expecliç&<^; e pf«$uit4<>^fn« qiiéii)fiÍ9'^if;ii$v'í<>!P^ 
mas nté dioiíeiro — làlo he cousa que lia aqui, da» tro- 
pas irem todas para cima! Eu persuado ine que lie para 
xnetereoi aqui Iv^o^^-^^^jt^^o^í^míIo de^ta divii»âo de 
Montevideo, que nSo quilerãò as reformas? — '9 ao qoo 
lktó>£t4mTi|4i'«-4< «Hes> fy:aà ^ubiicidi] ..ltO'nrii,x;etjdMqui 
ai^aC|'o•<ánpQS.ie»l^as suguiirelutfnígSiCdinv o rneemo éo]sis 
d»; >para qiia hSa^de àoqutaUastagòiia 7 N'&<^ .(d^se^eiie)^ 
e4ic€^le«ãotiia. fisgada -seja por dofúàet£or !.oQu4'<)aer dL-ii 
2«r(inffo hav«i7cofpmipreW4>e»taf.'.ttid0rp$|'d>d<», e M ita^ 
çÔB» e9èriiiigeia)a»;fasnBiidaiO «egodp n^t nossos 'Btasí^l^:» 
Arrâ^ .(yar^ii^aiuLO btti^o^èffnqi' A^aWse^de hatii^^vtm^ 
eofh.iaia, .ao:dBiéneAÍ£X|99Xibineiita»stiise^>ift poda^mlausaA 
ou nâa^d BracsilirmPcidUsmlUwiNMÍaPsakcositt^^i qiíei^ii^up 
a doits éiàA-^râlo-òíjíoèe ilá «por fo^pêf ^éntkp isrtnofcrmqogi 
oifiiysàaSrdeí&m^.Me'^ •***!> .-.;.?, a .> R .8 ii^íq bJi4i3 
^ . I'»llei4lt«> novsciilmr fxifffnt^y inta><|Ktf irfto ittlUiá> 
mostroti" »fiectx>a «" ^ ^í-n.,"" 'm'í« -.*;.«, ;<^ íi\hupíia oop 

' . . :? »> r. i. u -^ . - ' í «.í ri. í* t oituim ovoq 

. ...' < .....CíoyisçNo. ,-,,...,.,,, „„,,„,,., 

Acana^Hi Wa3m*Ktido novamenre aoflTirial 'ía sé? 
«retáfia 'dè^^t'títí8'dos nogncios do (eiuô,' Marçal Ji?ze ÍVí- 
beírò / q\i^?biíc1ín/lhídò*p Vr Joalpiirn' J^édro) quãrlili?toJ 
râo oíitros eiri coVi\f^iieiu*ia dè liiíma lisfii da<Íâ"pV^r Cas^ 

j^àr reticiíífu», que póz por PetlVeiros livres Indòs" os qué 

Yf :-■* vi.."!' / 1^ .'.-'. .^ •/. ,• ' ; . • ' ' 1 ' ' í' * — 
lhe tiuiao sonibra, ou por seus mcreciínenlo», ou porque 

impéaiao a4suas tadfoetrns;"ning^ueDi ehrende porque ra- 

íao entra f*>ie, em qirnnio os oulríts firao de fora , equá 

ooo 



43^ 

Secretaria DK ^íjtapo pos negócios do reino. 

Oà pertendenlea qucfdf' pendem doesta secretaria fal* 
yão muito em desabono do ministro, a excéllentissimo 
Marquei de Palmella, por haver determinado por hnma 
noliela pregada na poria da secretaria, que nao lhe faU 
lem mais do que huraa vez sobre qualquer perlenção, 
ipoib ali se declara que somente attenderá aos que tive- 
rem matéria, ou requerimento nôvo; ordenando nomes- 
ino tempo que para saberem do estado dos seus negocioj 
se dirijao ao official maior Gaspar Felicianno de Mo- 
raes. Di2-se que este homem estúpido e interesseiro, ale'm 
Se seu máo comportamento no dia 30 de Abril , foi quem 
suscitou esta lembrança ao excellentissitno Marqtiez de 
Palmella para o comprometer, -e tornar dependentes do 
Seu arbítrio todos os requerentes, afim de melhor vender 
as graças do Soberano ! ^ ' 



Noticias do Correio. 

Vianna, Valença, e Braga, estão no mesmo es- 
tado , isto he, os mesmas elubs, as mesmas notícias 
aterradoras, os mesmos insultos a Sua Magestade, e as 
ttiesmas invectivais contra o seu governo. 



(Para o Intendente geral da policia) N.*ô4. IHus- 
tríssimo e excellentissimo senhor — Envio a V. Rx.' a$ 
cartas do Marquez d'Alorna, era que falíamos honlem á 
noite. Deos guarde í^ V. Ex.* Lisbça 15 . de Se.t«mbro 
de 1824. , 



440 

€'artas do Marquez d^Jhrna D. Pedro ^ 
► ao Príncipe Regente. 

Senhor-*» Cada hum falia nas couzas conforme o 
conheci niien to que tem d^elias, e quem nâo vè senão o 
que tem aparecido cm puUico , julga que no estado. ac- 
tual das negocra^oes da Europa , he mais segiuro calculaif 
sobre os factos que vao succedendo, do qué sobre aii 
palanas, ou escriptos dos gabinetes com quem ha re- 
lação. 

Debaixo d'c3te principio, nâo sabendo quaes são 
as relações particulares que ha entre o gabinete de Ma- 
drid 9 eo de Lisboa, nem o grau de confiança que deva 
ter hum no outro, sendo-me licito discorrer, porque iríe 
interes^ muito que o estado se conserve tal, qual sd 
ocba , discorro, e pelo que se me apresenta assento, que 
deve haver sempre da nossa parte huma observação mui- 
to reflectida sobre todos os movimentos dos Hespanhoes. 

Agora aparece hum , que geralmente tem sido ca-* 
racterisado de indicio, e tenção de paz, que he a retira- 
da que huma boa parte das. tropas bespainholas tem feito 
das nossas fronteiras. 

Hum pretexto para esta r'et irada he a falta devt^, 
veres na província da Estremadura. Outro pretexto hí) 
acudir a Cadiz. Outro aplacar motins que tem havido 
era Andaluzia. Parece^me que se pode desconfiar desíe 
movimento pelas razoes segui ntesi 

Urreslia he hum general que ja deo provas ac ha- 
bilidade. Jíste general discorre ha muito tempo sobre á 
conquista de Portugal, como consta por vários modos; 
eheitaluralqoé vendo que todos ospfoj^tos de ataque que 
os Castelhanos tem posto em pratica nas guerras antecé- 

000 3 



ílcnlcs, llie iemiífló mal succedidos, lélvhâ forntodo Iitifn 
novo, ' • ' ' '■ '- ■»-•"■"''->*' i- >. ^; 

ITe fipgra eUabtlecrdia em guerra crflenli^a durchi- 
mes em muitas parles para dhidir á altenÇâb 'dé^^cà- 
ào; e lie da arte de qttefh òttígit fàz<e*Ío dcÃsè^di^r da 
parte essoikíaí. Parece que he'jnslaincnt'eN©qif^l4ttlifeilo 
a Heapaníhar armôu GaUí*} fotmon ha-dSètterandtira 
lium acantonamento regular, ><S'SD em'>AwdaKitia'*h6 que 
'á3 tropas tétii esladòaò largò/'<N&i UtnoÈ^t^gJuiéo ^kfh' 
' ca a sua von^ludé, porqiie guarnecem^ o\Hiilal'^''oti^beni 
o nosso terreno, rfíffiouhosò pífi^a dles>^íí'por <íue*^ amea- 
çarão, > nâo temo¥ da'dof a^ináis^ le^e^MtvnÇfi^^^ào i|u« 
" lhe» esta franco, e nbêrtfo. ^'* •' ''^' '^> i^u^.-... i. . 

A pc2ar da regfa"^g^aP<*i^ffti^il«li* CK*ic«i«o (tos 

rios, e privativamente de se encaminharem as bositiida- 

'tfefe p(4ó tt^o, e àémo à\mhL^y^^pt>Ttê^n^'^iè txítho dirige 

"e Lishod e^^Porlò',* pareeií quí ^âírsôriaí mi», principio 

párfei bs Aè^paftiltò&STá «dh4tíi^4 dfe^^udo^ <f uacdUi iemos 

álèm "do téjoj é ainda' qHê; st» dlgtí 'q^oeiPorriígal pode 

^"sijbsigttr sem esta pòf^fio <tkuerí^rto , lie« preoieo conside- 

''«i^ár quó seiripre ie ktitna brecha muito consideMivel ; e 

quem sabe o.eOeito que isso farta nos affimos-, cadimi- 

'iiuiçãv!)' de pattiòtismo que pn>duíirÍB o terror de hum 

' bonti s^nccessa deste género ? - '♦ j ^ •• » .- > 

'A" Haia éi^loteàibra^fifne cí' projiHít^ de guerra de 

' ílés^anha seja iníenNir a 'conquista 'da^ Alem^tejo y. e 

JMgarve, e ^ara esseeSbito, o «|tie(|>3rece'nMiÍ€.9aturât 

^ hé q^re bustfae logo, e^e apodere «lo prinuelro pedaço de 

' 'téf^féno tjiM? se' Ihtí o^pr^iísenia laberto , e setii diftcsTtdades , 

* qne tie de6dé'Ollveiiça, «a^a €tnbocaKÍo»a4Ía çhaiiça-no 

'gaádiahá'.'-' ' •' • -■ 'í f ' '.- J . - ... .. f :'i \ >,m:?-. . i 

**'A «rtrradajn**á Hi^a ^^ tenrenoy quefica/fOTaílá 



-•toftft<M>lrdQ> pi<MiíJÍBÍÉv4sf hoaljIi4a4^'« P9''rí^^^^ ^®^^ í P^*'' 
que a deslribuição d'ella parere mesmo feila contra íiósy 

^ poi*4»e,€lí>, tngar d* ler as. praçes na, raia , l^jn-as no 
fuodPvíje ppjT.CMO rasâoji.o. aiesmj>Jenapo que este terre- 

( tio^,iii9 f>ajra aá& mderesa,,e a gpdeipo^. perder com muija 
fa«ílid)ad^^.para»oâ He^panhoês í^m li^ma grande yanla- 
gQOifí.^pQirflue fica^ ^ sua r^U terminada, ppç, hum ri<j,^ e 
ppr» .h«i«ia linha ,die pruçag.» e por,,.fonsí^^u«?nçi.a. nuiilo 
fâcil ^ conservar. Quem nâo vê quf. qualquer çouzi^ cjiie 
wiganba .l9go. ao |â^i.iH>J|\io l^e Ut^oi gjíande parti<^o na 
gue*'r^?> -P quenri,.DÍk) , \^.tí^mb«m,;fjiie jiç m,<flhor. entrar 
por jmida; ppicta>^berj,d.|i dp que por buma iao^afe^Folha- 
da de montes desfíliadelros , e ti^tropo a,lc§i^lilado^ .co« 
mo d^frde^ »! i^mbocif d^f {V ,,49>., Sever, no lejo ^^alç A rron* 

. ;. . Pof toat^dja retirada, ;(]9S, tropas. hespanbolns p|ifa 
AoditiiuaiarTpédo.rler: o f^^p; ^e «e pôrem.^fa aIcQnce.de 
no& sturfxrendet p&\fk piiPlPi.,«fríM:a^,.^qn3Ç;ça9clp.as j^cts^i- 
1 idades ao. ttieêmiio t^inpq.qi^^ apfipeçer a deçl^ ração. .^9 
guerra j sa.^jwal por Jiora.. nps ^|içqb^:e|n^..cçiní^efnçr^f)Ça» 
de pax V eaeriiios.«dek amUndfe, .p^i;a..(j|uç,,aj$urprefa,j$^a 
mdis cpnvj>leta<.. • , ^.,, . . ;n , . , . , 

O: primeiro pr^lex^to de Wl^, 4^, v,i,yeres n^^rEslfe- 

madura he mais aparente doquerie^Ul^i^^Ja^ ,bp ^uç^ a 

Proviíicia' os:nÃ<».dá, inasi os H?spaj?4íQèi t^m/ feito ar- 

masens, >e a quoi querem com a retirada da^ IrQpas» fbe 

-poupá^l^» pe?» -guando. lhes forQm}^qci;(9s«, .,-. • \f. 

: O deaciidirrva 'Cadiz. .licv-futir^ ppr^veoB If^gl^fes 
ràa ikzem meàs do qoelaparipaAsa^oní) d^ m^r ,« quai;i^a 
nspíto 'poiksào ,eiX)igirM^l^iiM|[).a qo^nWt^íkhi .i^^as. e^a 
mesma não a bão de ir buscar , faão de vir*4ha traa^r, 
porque. liaotciQ >>trnp«is^de «jeaesAbaáq^Q com /que obri— 



443 

bomba, e (lebaiKO d*ella quanta mais gente sejúota mais* 
Kiorre. 

Alem de tudo isto, se os Castelhanos tinhSo |>reci- 
zSo de gente para se defender do bloqueio*, era mais na- 
t\jral que a tivessem feito marcbar quando elle princi- 
piou, do que agora que elle está para acabar, por es- 
tarmos quãsi chegados )í|l estação em que o vento muda, 
e em que huma esquaara não pode ficar naqndia pa- 
ragem. 

O de aplacar reboliços pode ser verdadeiro , roas 
também <$óm a vcrdiade se engarvâ , e fazendo-se crer que 
bnm argueiro he hum' cavalleiro, fica desciílpado o acu- 
dimento de muita mais gente, do qu^ seria pneciza. 

Supondo que esta deiconfi»Qça atenha 'fundamento; 
e supondo também que continuasse a haver descuido em^ 
preptirar a opposiçâo necessária para nos livfar*mos do 
insulto, httmaves quç osHespanhoes «e achassem senbo« 
res do nosso território para lá da giiadiana por surpresa , 
havendo tSo poucos meios de defeza, como ha no AU 
garve, poder ião realisar a conqtiista por dois modos, ou 
coji^endo ao longo da costa , e tomando todos os postos 
eoíi^flan^o, ou cortando por Beja direitamente a Setubah 
EMe segundo ainda parece melhor , porque desde logo 
d^taiça , e corta huaia grande porção de terreno que lhe 
serve para pôr em contrib(»ição , e para cabir nus suas 
mãos* sem remissão..-— Jerves com toda a sua esquadra , 
como ^ não tem tropas não podia dar nenhum soccorro, 
senão o de embaraçar que algumas^ subsistências tbe 
viessem, por mar. Inglaterra está muito longe ^ e emba^ 
raçada. para* mandar ao menos vinte mil homens, que 
serião preoizos .para «anteparar com a pr«ssa que hum 
ea.só destes ^xtgia;, e. o n0ssoi*exercito>.em Alem-tqo nio 
tefn ng^iojsr^^, mm ar^^nisafão para se arriscar, a buma 



444 

l^atalha. Estando ascouzas nestes teroaos^ qtiãlquer alar 
que por Arronches, pouco mais, ou menps., melia»no^ 
entre dois fogos, © não haj^eria repiedio seaâo passar o 
lejo, c ficarmos reduzidos a quatro.Prpvincia.s. 

Nao lie precizo entrar no detalhe da& çpDsequen cias 
disto, mas basta este painel para ver que esta qualida* 
de de ataque era a que bastava , c^que todos -qs que. se 
tem imaginado nas Províncias do norte poderlão ser re- 
duzidos a tçrçm os Castelhanos alguma gente posta ea^ 
mera defensiva por hora. 

Quem poderá imaginar que huma defensiva mera 
feja capaz de nos livrar doeste golpe? Nào Temps outro 
remédio senão l;>usçar lodos os meios de entrar no co* 
nhecimenlo ou. da&jtenções^de Hespanha, oa do- effeito 
que fará nesta.. potenc^ia a vontade, e a decisão da Fran- 
ça ; e huma vez que se perceba o intento de nos ffi^f 
pagar o</dio çóMtra Inglaterra^ pTÍooiptando< pelo modo 
que acabo de ponderar,, he preckzo parar pgolpe^ cormo 
f^z quem pode, menos, que he dando primeiro. 

Se nãp.Jia ex<^rcito que o baja> ]Sã^..he a.falLa^^d^ 
rpeiosde.o ter quem nos priva deste ^o€eorro,,^«poc co^» 
sequencia podemos te-lo , e em breve tempo:,* bumia v0| 
jque çm' lugar de ciiprichp«v<* do egoísmo trabalhe o arpejr 
do rei , a. da pátria , e das próprias vant/igeasj Ç4ãm jft 
actividade que exigem taes circunstancias. 

O ndssò contra projeelo neste caso-^* basta dá-lo a 
entender por hora, e>o seutdelinèamento em poiíeas par 
j£^vra> se. explica»: consiste em aurpvendef pelo t»«smo la* 
do I* em lugar de ser surprendido ; o priíiK^iro ponto he 
^Actajoz ^ . e cedendo esta praça, a hum golge de mão 
bí*ai combinado,. >e armado .a tomá-la pelo- revés, A!*- 
-mensdral, e Xeres ^de cavaUieros: poderão de verão ceder 
lambem. com. mfii&iacilídade} porque t«m meno« &rçai( 



vença ,'■ è'MoMtÍ!í:o , k eÁiÀúWá' pélíi «Waá Ú màRÍM 
ao íribtóo teiHpd; 't^tàoí pMííia pfot-tâ iitiría -áíl RfiS tmirol' 
if y à'mbtrte'nlo ■»é'{)ô'áe íustéAtat," p(*léÍTÍ«s 1 íf)iVa^íííd8*e2í.'- 
Ie*l^crritò*rto'è'oh?ribdí^oe3-, 'ril»i>atid<S-'òtle«rff<í(fô"^i#i>ík." 
ra cérfl'er /que'* vrer-'dé|K)U <iW'W*s'*»' alia fta-A^ 
l&é seja prech5o'taí»naílr vir 'oí^i^í^rèí^-HWg^f-tHa^^nai' 

ks / pòdéíaó acliui' hieioi'd!émchiÍÍti'%%Sfã^ tíítííV 

,».>.: '.iH- '.. ,, -.t! )• - •■ ■> ,S/ ijiti ' .i '^ fiiol 9e osci oJ;-,.';- 
buios. ,. , 

qiíe, e'ííesÍa'-d#Í2ar >^5"dHaHi€s;ÍÍ aTíioniiai-^ÇÍ^s •á.Vi 
tre o verHadéic'*» tiíoárt dé WppFícá^ áíí'i4^^lolf ^>{>9iÍí?'Rc»-Vaa 

Éá i e deixas -^dáíesolii^ab^^de^fe^ib^ll^iiií^^ííôi 'Ãn^í^H* 

tICB. ' >» ' 

- ÍTf.rrt pe'HfecxeréíÉ6''dSH,.to*íníí'8Ã(í»Íi«=á?fâri!* 
•ad<?; % drri^6 'íèrn^ oi#<í.«6a(»/a¥Pm'aP/ q^fl^S^irilSí^ífa 
páiríà,' 'è léVa^tió Crtiti Vt?}ftc!daáe' W jiiiSÀ^Jí-cóií^f uè^é- 
certò'd'q<>e%íratíà dfe sè">rrfpôr'; ^'Itríò^tllíípoll^isie tai 
fio';- ' eailibfá a- ifierà'' defi-tisí va 'àè' ÍAÍíMtiè V^^^'itiflWs la* 
dos dá iVdnt^ifk, 'á«í'raesmo pi-laíptn^èieí^l^^llfmí^á; 
K«ta*e a m1flí»a 'opiíiirióV m\Í7 dò"JbÍÍ>í'tle Í^7. — 
■Do^ S^ârqViâ a^iÀPJrna D. fed-rò^. W" "^ *^^"P ■••"«''• 

' ' í)èfilior:^Nâo lia nacla maii lfia!Íiíaf'arf^iiy^à''afei 
gría qiie se tem seguido da" notícia dâi paaí grraT?^^á^bà- 
iuani(Vad« tem sofrido tanto, que a mais feJrê^eíf^r«ííç« 
âe descanço fâz parecer evMente que se J>ofí*Jiâ"ja w*iíà 
âsdfsgrajíís da Europa : riécilméuíesecrê « <*fue**èncroslí- 
inetite se ifeseja ; m^as'dt((icuhòsàiticii\e eViíí^(V*'iios st^tíi 
direitos a raaào c a justiça , quartejo 'o cntíie íS^ècfehô^ 
lé^y e ás ataca ãe caso peiísad^ e sem^í^^o.^" 



Huma ffttnl çxpçf i^cii^„ tpro ojí^ljTflfio qij^^s p^*^ 
titrbaddre» do socegp publjcofor^p prozeli^íji/^9 tliâcur*^ 
8o einque Herafiiniu8,q,uif [yjÇ^yar ^p priqcij)Jp^da rey 
luçao Francfjzn, que a vcrçla^ç,^..^J^^mii^it^f^çlç»^a boi^ 
fe, a pmisade, a hoçfai .c,a jujj^jcçi, ^^^^ly^^as^as ba^ès» 
fiindamenlacs da regência dos jsslados ; o^ircito d^ç, gen- 
tes, as indeinnidade8,cst^jb/!leci4.as^jj^ je a feligi^^Oj^ devião, 
^r reputadas corno prçocppaçQpSj^g^ue.çr^ preciso dçsva* 
necor, jmra o solido estabel(jci mento da nova seila.Con^ 
efíeito isso se tem visto praticar, e o peor he que muitos 
daqtielles que^ainda seriap susceptíveis de attender á vós 
interior, prescindem delia com a desculpa de ser preciso 
usar de armas i^uac» ás do inín^iigo queatapa. No de*, 
curso çlesta guerra , que qui^itidade de tratados, ()p pro« 
jectos de (>aciricação, e de e.stabelecimentpsjde allian^as 
•e tem celebrado, que parecem plausíveis, e que tem si- 
do m^rc^d^os çorp o ^elloda^ infu^lbilid^ile^. ma^ (^ue a 
poucos pasmos sj^ rompcqíi^, ven^o^se cjararpcnte que^ti- 
nhâo por objecto buçaa ppperaçao macbiavelica , e.^quç 
não importa |}ue fique manchada a bpa^fe, com tapto 
que produiâo no. momento o engan<]^ ^quc seDprtende* 
como a;P%j| de Leoben, as conferencias dç.,I^'j.lle &c.?. 

;A- vista dÇí modo porque -se dissolvpo. o congr^ss^ 
de Bastat, quem poderá estar certo de quei^de, Apienf 
bade terminar por outro modo? A restituição de posses 
he hum^^ccessorio, que não serve senão para^illudi/, pa- 
ra adormecer, e para dar lugar ao cumprimento do ob- 
jecto principal^ .Ppna eflTeito pode-se dizer, «jue^ as duas 
grandes nacoes, obrão aipbas para o mesmo fim, eque 
ainda que por diversos priricipios^ o ret»ult,adp da victOr 
ria de qualquer das duas bade ^r a tyrannía universal ^ 
ou a^is^olução universal. 

O estabelecimento do governo republicano emFian* 



^47- 

çajic impossível, ui ião quimérico, que desde o J)rinci* 
pio. as vidas, e.,as propriedades no interior, e as opera- 
ções exteriores, dependerão serapre de lium Robespierre, 
dê hum Talien, de hum Bonaparte, que conforme o seu 
capricho, ou as suas visWôs particulares,, forâo terroristas, 
ou apoderados , ou o que quizerão despótica mcnio : Ioda 
a genle vé iito, e o fundo da nação Franceza bem o 
seiUe, Se a Inglaterra quizesse reduair a França a hum 
governo certo , e restabelecer o equilíbrio da Europa , já 
o linha conseguido; porque mesmo o interior da França 
havia, ter concorrido com aquella eificacia que vence de- 
certo; e as forças, e riquezas de Inglaterra janías, com 
mais de metade da França arrasoada, haviâo 'mfaVwel-' 
mente convencer a outra metade desarrasoada. Mas não 
be isso o que quer a Ii>glaterra; quer dividir, quer deá- 
truii;, queranaiquiloo-^aqueílla granda força junta nocen- 
tro da Europa ;.,d:j^nl»o n^s^e; caso tem contra si ambas 
n^ mo^ades, a ,sâ , e a corrupta ,- qu.e. fazem causa coiD' 
m u m. quando- coo heçpm; que se trata de destiuiçâo, «não 
de concerto.. JParece.,q.ye esta pacificação tão repentina 
dá disso a provft. mais evidente, que ale agora tem ap- 
parecido: a contra revolução tem feito os n^aiorçs pro- 
gressos; se ella vence torna a França a ser Monarquia, 
e torna a Europa ao seu estado nf^^turai. .Q.u«» rpdlior oc- 
casião que esta para ajudar, ^ç recorrer e$^<;a^imen te o 
partido que intenta rqslxibeieccr com a Monarquia a or- 
dem, a justiça , o -socego, eia, religião? Mas em lagar 
disso presla-se Inglaterra á paz por hum nlonlentp^ len- 
do conseguido a rui na da ma/inha dos. seus iqimígos , 
8endo:lhe nocivo ter queguardar tantas conquistas,. ac\íart- 
do djQiçuIdade.cjp tei; os fundos. precisos para a campa- 
nha futura, e não tendo que recçar sobro o Egypto; e 
açceitti a França revolucionaria a pafiificaçSo cdm ai 



U8 

pfvlèrKíia» eslraageiràs,' po^ue com esse socég-o exterior 
pode empregar lòdaa as ÍBuas forças em, rebater, è anm^ 
qiiUfir o {srartido da rasão; è buma v^ez conseguida eátá 
oppcraçâo, qiie riâo- pode ser muito comprida , vererrios 
im mediata menie a Inglaterra «orrer* a aproveitar- se da 
desordem' q;ue pâoqniz embaraçar ; e correr a França à 
o pro veili^r-se da victoria. que alòançou contra o bom par* 
tido. A Jrtglaterra -Ive guardada por In» iri grande fosso;} 
lem o império dos !i|aíe«, pode Ver a Eiíropa toda etii 
desordem sem partieipíír: delia ^ ,è pode ter i va^ntagèca 
de hum corpo formado, e ofganisado^ cônlra húm ^i^ 
paUiado, e sem ordem. Por tanto paretié qae eonvem á 
dng<at«ír4« qu0 aEuropít lodá pèrca'a4r%mO'ttlatift5 « fo* 
menlando a confusão geral, dirige-se a liuma influénciia 
imperativa cm lodo ò cònllhenté. - A Pránçá lendo em 
vista o ftieèmo objecto , e nlio lia vètvdt)' virtude, ou mo* 
raí que Ihé embarace qualquer mà^^imação, ^uè a levé 
-ao jBCU-íim, nao tem nada que fâier mais halurai^do qíiè 
subjugar o seu interior, parà^*âépoís perturbar Iodas níí 
ordens sociaes que a cercão. Deste modo poderá com hu- 
ma força central impor a lei a toda a Europa, e tomar 
a superií^ridadèT contra á Gfã-Bertanha. "Os symjítomas 
^^areceni denotar isto *mesmo bem claramente; porq^ij* 
«m quanto á pacificarão da França , e Inglaterra se dá 
o nome de páx geral. Vetofis fertíentada a discórdia nai 
indoirinisaçôes da Aleriatilia/ nas revoluções da 'Fiifíimaí^ 
e íiaí8> sedições do teifiod^e Valeiíçá, e Côtatunha. -O rio»- 
\o projecto de organisação de Hèspanha , oí gtande con* 
sélho de Castelta, que. ate intenta estabelecer , em que se 
juot&o .os dois-.pfodepeíitegislativo" e exeiciflíVô^ » de q^ae ò 
pr-ibeôpeida/pas será: «rvri duvida- pr(6lide%te^ «qiie as4Kn> 
pasDÍiiqifawjErfs-íaipíEAâçii^ ,^:jèrfô?ãwj s0Ír 'A iu2:^'»<tdm>oaníii« 
lip^Hoiiaoia cbUMíba') de|tion]ts«$i^ôdfe) Sitiei: eAiUbli»») • 

ppp 2 



éó qlie (fè hútÚB ititãiéei saudável. > N«<fó^ft«o:eomfdem. 
sè qual «será tf *íorle dê Pértàgol, 'e se tanUMráí/a prg»crí- 
laçao de hum exercito de 60, tm lOQ^mkl^iíomems^bftEáaL 
kHflf contra a g-uefira, e contra a«edicçâoJ .. "A 

Senlior, he pi^eeno. tomar inedida& tnsbqlai^^: 

leria preisiio tjue a provídeaem juigusse afHròpòsildb abrir 

ofi othos tiof género 4iiimanlciv po^ biiiiirdaq«eHef> gaipas 

que se nivo podem ádvinUaf ^ owciúlictilaf 9 fsara^^ila e$fó 

*f)a3s (bsse sitíccora, e terdaãeira ;< poc á^iasfcpi^faai^ipmdso 

^^icufai sobre os pincif io6 de peffidia»,^^!» ^diâma e«« 

tender ao mundo, e ém. qnaato* liat»4eflip<»Lipafnr0BÍi:^ 

'^marcha^o Bonapoite, e«n quanio^.viwe^Jaq^aíd&s assas* 

«ifiios q«ie talvek em pouco taovpoisefiosihâQ. cia io* seu 

lugar, <í'. . 

• .. Sol»re Í8|^o poâei^KidUtoíj»)gkin]^(fmi9lkAKDiá$; mat 

0. painel be/iâeioafiâ(i^ia<sQiiai(d€^agcédavf»l ^ pacttíti^pór 

<)efa tada^ a siia.- hiZti -a daí» pcVíçèii a- »ifieaB(iíaiHeii 4ps ,oI1bi 

•^de Y; Ai , i)ue.Miantj»«]cli»joi9finipfiF)ia ofttaaa^caagra* 



iiU r ':i -' 



. Senhor»^ A altima cousa que meu: paíjmet<iissaÍ6Í 
txpm nâiytitesáe retieto^ .dfe dUer .a Y:. *Airiii«<iÁs^/f«rdadt3 
iimportoirtesi quB'$oti<b^sse, ainda. quQ. por essa .ramo me 

saocedeslse .ii>ál , f}or<|iie JODais^.YaUa isso^y .>dQí^uex4krar'a 
^fttínba^coiKciencia responsável a DboS)^>ai>?£^^.,B;«^ á 

fininha hom af ^ é' á. nação 9 4^* oioiíabsoBi sugg)áitdast fiie* 

JapuiikMdmidadíf , ou perguíç^ At aofrdr^ 'ííh o£.*'.>« 

Não me paroca Aecj9|saTÍo apresentar iii^llieftiiN»'^ 

Suropa parafaaesiseiilíti ifiia^liiMDafâsaãa afladilW^ epou* 
-'Kút vigjoi ^ MgocsiaçScftidosiiofaefa«aBf, aiM{áadiseo«dià| 

adeicoafiaai;a:'BMilaâ^.oaiffoDdis2 rapidamente: «o 'psaoipí- 
ijcio : dáf sa; par ftilaiab|laB i^e^éif jéi séJMJoihfMiji .ao^iMk 1 



4m 

í»pénai' 4&«ncQfllr^oif biim./armJsficÂo ^«rol muita pm« 

Ott<t0y eu>hatnaiCiftil«cção de Ixatado». perciacs, rei|ullaQ« 

itaR{da;fCOiigf«Sioide.AnienS/ , . , 

As páz€s iMtroiae* .ofierocida& ]^l>a força>i . q adop« 

taxlasipela^debiiidade), hão de..acl^r*se/incoJierBRDss, des* 

'tiiitfidaBrde'.bKfes certas, nocivas ao^ ÍRl«re»seftd«â^pek*ti« 

>elá9>; q»0 »s QSâinarão:^ e v^niaJQtaé séiaeâte.aos.projea'» 

^.^0» vl^mxe$ doí^chiííe' do-.goverao. Ff aocez , de sojle que 

.4it:'«e8mès ejpaasB acabarflo 4e «f om per ,a armonia ^eH ti^e, ^i 

|>f>t«QCiá6 f wsí^ isiiiMEa^&oineata podema^ftaivdi^. a<£ufp|ia 

^^a |ffih]»;deq«ie BejBcint««»eaçadai. , . t> .,. ; . .;,;^. 

' ^^i* >A:Ingi«terra 'ficada buUrda y .e caBcéi Irada M jSW 

.mafinàsfuDi» ^seu^ coquosTciooDavail^ e >mb fU|Bi8 {««(«• 

nias. ' - . í»7:-* 

-. w . <Aí; cAtetnaniia - dl? Jdid» Uni' ^^ãoia ^grandeà partidos 

«ystriaoo^ e ^pr«iá^kiao^y^i'P6ht; ««pàriiçSoA ^daainikimiida^ 

^dèioy amhfííté/i i ha odeslrifiç&ou da^^ eoitstjftiufij&q':; gahnanáGa 

-l)^a)iti4ieaMífiie 4de^e9m^)inBlilvadat|>chi jp^ificá MiHàf 

za, que virá adeslt^it eka]B?4«itu^j)ot«iUÍ!aav'dtUJíia«icfepdi$ 

da oulra, ou huDia peht outra. 

A Rússia, que se julga segura, em razão da dis- 

tàneitf enr qW se-^iwbav- dofCDnMietdiTeAokicioáavK» , verá 

CMÃ «indifereá^a* a ruiaa 'daa\iemai»ba; tNao.taiíHo «foa 

dinbaro, 'nem Beguf«i}4^ no seii-gÀvaino ^^ qoènciisi jogar 

.derfó(ta>n|dsiaí guerra exterior, > e «fb® >qcorâaTH )d0^ieir ji« 

^targd, Benito ..quando se «ir atacada de^iosuireiçãds^par 

faantlado^. e pôr •oatno' resí^urada^ a PoIpatÉyficBifrtii^ 

operaçSo trabd^a^^Beunapaeif!^ >lanto ^lfiái»iBaliwAi^ije|Diilo 

. te^^ucJdaariaidcntov, a eomériig»giicafi8. seqretnsoíVÍ 

IH qf) (Qiuliii^ »I^ia^>oá(»Qfft 4)éiiieptiUiciv:Iialiai||a|U&« 

dd;a^ii;ibal|»na,. « a pmkiemiaãiiik «gfioMÍpailY, det^ 

còbtim^smém xbtas^ «ÍinQÍta^ra9d«M»^çbKtkn«ftjáett- 

iillfxaAl )Ptflbdhdif iti^Uje^pa J|d»ialúà iA^t«a|íiaz:cm 



45 ^ 

ft Frffrtça , tudo debaixo do mando d<J:tinro €eiftr da 
Buropa,* A autUoridadc temporal do Papa faeihneute 
será absorvida. Maii» fucil mente se confirmará a suspeti^ 
sào do rçí' da Etruria;'e o rei de Nápoles ficará sendo 
huma espécie de Prefeito de provincia, ate. o õaoraehto 
de fazer doata que esle litulo, DierameoLe honorifico, $e 
«Utsvaneça € fie lu prima» " • - ? » r 

O equilíbrio. da Europa está rátoi^^efaeBliSévèque o 
colloigo, que se tevonlou no centro desLecofYtieffnte^ ilen* 
de a alterar tòdaa as auctoridades coiiiliiecidas até agora, 
a redusi-las á escravidão, ou destrui*lafls. 
i •" 'A' proporção da velocidade comviquá. temeis visto 
c^rer asuccessfto de catástrofes da £uro|)a ,« podé*sc in- 
ferir que esta operação, ainda que vasta, não tardará mui- 
lo'>ciieí]^i(ular-f¥e;, .e câoiserá possi^l «q^ie aemitbahte tor- 
rente deixe de^ínclviir fio seu <nirso a.Respai^ha e Portu- 
gal, cujas pòlenoiaa não podendo nesta «x trem idade con- 
tar nem sobre a Alemar^ba, òetrupada da! »ua guerra inte- 
rior, nem sobre a Rússia, demasiodamien to longe, muito 
pobre, e debilmenle governada, a l.{tíspanj;ia , e Porlu- 
galdígo^ hão terão outro partido a tomar, -senão o de se 
ligar entre si intimamente, para a defesa commnm da per 
ninsula.dní Ibéria ,.e fazer cauza com a Inglaterra, tanto 
para segurar as suas colónias, e e&>lal)e!ecer:d4iver»ões dís- 
tahtesv como para proteger as costas doOceano, eMediter- 
ratieo^ ameaçar as da Republica , esobre tudo sustentar 
as insurreições dos realistas, q»e ainda poderão ser muir 
to poderosas,, áe em lugar de pertender .dirigi-las a inte- 
resses estrantios, e -conlradiotnrios a<» dos mesmos rea<» 
listas, se aaimarem somente as suas operações e^nla- 
i«eás pom dinheiro. /.>»[ . . . * , -o . . / 

M.-r: x:(i}*fliès«Aii«taodasf»aies.parGÍne8<qiMr o-^varno.Fran- 
oei x}i»tf jabio£tttaiii6i]Aá;ika&f 8abocéònariieaijAcUueof,«4Íid 



45^ 

be- roaU-que-liiupna semenieira dê cdnfusãô para deHa se; 
tifar parti4p a,8Gu:leíjfipo; e ocaUçaçó da guerra, ji,dvs»i' 
fafj:aç&0' das. finqnças., a poiíca harmoiua dos sobcra-, 
nÒ5, e-jô falia djs planos ; e de' providencias, liet (\ue, o& 
forçàfSíO.ia assinar a sua tuina indubilavel 
. Na hypolhese de cjiie.o primeiro tiro da França^ 
principiando pela subjugação da llalia) seestenderá des». 
de líirgo para o norje, Portugal dèvie o mais depressa, 
e por .lodos os raeioç, possiveis, loniar conn a Hespanha: 
a intirptidade (iiais. forte, e mais secreta , praver-se de 
gravides- m!^içis.niiiitares , e de buma organisaçao sólida; 
para defeiíder o» Períneos, logo que lhe chegue a sua vezí 
de vexação ; é^ n^eánio paxá estar prompto d» preveni-la ,. 
foiiíenlando as perturbações inteciores, que o despotUmo-» 
de Bonaparte bade occasionar necessariamente, e tiran* 
dO' partida das guerras exteriores, e distantes, que os seus 
projectos ambiciosos bão deaccend/éi em Itália, em AIe>l 
manha, e lalveí mesmo: noí.Orienlev ; ? ' ./ ' . i ■ ■.: i] 
A paas geral nao existe, oea> sepóde fazer > l/porv 
que he contraria ao systema do governo fran^ez, que rei) 
ocia areuniSo das potencias daKuropa, que trabalfai^ ef- 
ficazmenle, e com a maior actividade em desunir lodasí 
asque não dependem d;'clle , equeèm* Iodas as suáfeti'aQv 
sacões politicas annunciou sempre querer trativr b uma a 
hsinaa, e;separadamente-j e se pronun>c!oi3 sempre conlrai 
toda a negociação collectiva: S/ porcjue bnma,jíiégx3biaV 
çâo collectiva seria mais cumprida no estado presente, e 
mais diíBcuItosa que a do .tratado de Westpbalia , que du- 
rou cinco annos: 3/ porque não ba igualdade de poten- 
cias entre soberanos batidos, esgotados, discordes, ale- 
morisados, e a Republica triunfante em toda a parte, 
para poderem tratar de igual a igual poder : 4/ porque 
cada bum dos soberanos tratou ja separadamente com a 



França , e le yio obrig&do a subscrever a le! qiie iidopteii 
por faiu <)e coalisao : 5;" porque. neiíbiim deètes 8<>jbera« 
not le aclm armado , e lôdo^ estão coiHo cm estudo da 
paz. Por taato nào te podem discuta as opposições , qiie 
te encontrão entre os tratado* de Basle, deLeol>cn, de To» 
kntinoi deSeltz, de Paris, de Badajoz, de Madrid &c.y 
e que vem a ser luima confusão politica indefinível. 

Por consequência o congresso de Amiens termina* 
jdo por hum tratado de paz univ(>rsal em tão pouco tem« 
po , não se pode ter fundado scnâo em todos os tratados 
parciaes, e entra na classe de pazes parciaes, inteira- 
mente coQtradictorias, e em lugar de fixar o destino da, 
Europa, e de segurar a solidez politica das palencms, 
que ainda subsistem^ mais de pressa apressará a sua dis« 
toluçio. 

£m outra occasião poderei pôr na presença -de Y. Aé 
R. os meios que a Europa tem paia se restabelecer, e 
99 probabilidades que existem nesta matéria >, e de que 
género , e modo se deveriáo organísar as forças mUilares 
tanto de Portugal, «orno de Hespanba, para se acharem 
em termos de lutar contra os succ«>tf8os e contra osamea* 
ços; mas não he justo rançar de huma vez a attei>ção de 
y. Â.R. , quanto mais que basta por ora este preliminar, 
para fundamentar o intento em que se tem andado. Lis« 
boa 10 de Dezembro de 1801 — Do Marquez d*Âlorn^ 
D. Pedro. 



ínstrucçôes parado novo ministro do novo rçino de Porluga^l da 

^■\.^J rtí;iíp5 o: ' 'f '^^-' >•;■; ^.^^ .:. f>\í. ■ ^ 'r:t • ;...r p, ^ .jj 
. dynasXi^ de Napoleão p grande ; dedicadas a todos os nunis- 

íros d estado de todos os impérios e remos da Litro pa, Àziâ, e^ 

^ Africa I/nás quáes' se lodicâo por princípios da fiíàáoííii*# 

mais1iyW,^e^ífe liumá {kiíitiò^^^ os prós e precaui^Os d(/ 

' 'líliKisíèítloV fcoillâ rèlaíçaíbhistoriôa dás viagens, S do'*-têrrend 

' dás- pedrávMSégfks ná^'Kfhèt\ 'e dé 6/ Mo dd ÈWèii^l^S 

leúéxò^ Xttels soiae as comodidades dos relegados eiâ^iftf 

' cà1>étla'^^»Kélâ^4é^i^Vébpqm'iÈàí'^^ pe* 

J<i&;n)ágodi<i»$*'do'»eiiiOi^^^.ftfita9 &a\^iSé'IioS» dariòtímm mo sM 

:■ e$Ãki&>, p.(iio]iuiiiDr^a'iMeoQQdi94tesuCQite8^;^ 

r da-Silvaí-T*^ HíoliM»* t*! i4i*«f*'. ■:'* '-/^ :è .L-.fí. '.» ,^T\'rr^ 

DiscKMf&Qft iM)Utify»s ^Jk)fig€iir0iB «$^j«iis^td9 p()yo;jdíii'iCjipitaL»«pa^ 

., ; ht^z^ 4^ tis^jpa TTT.OT^e «e àú)í^(k ^f 9? g}fil,e9 /jue, p.Qfr«rSi0 
, 0|? vas^^lQs fieis.49*^rprin(iipe^ ,|B^os.bçn^^^^^^ capi^ 

... talrrTP<rMç(S.Ji^ açí^-caixiaça, d^ S. Ex^J* o Sr.^Dui^u^ de 

^ d' Abranjas ,, l>eÍ9 a^i^hor d A > Meiporia das cqrtes , o çe^ihoí 
de Seabra ~1 volum. em 4.*-* » „ 

Systema pratico de viver á moda. dos tempos, com' numa dis- 
sertação pditiça , em (}ue se mostra a necessidade de não 
sermos nem hespanhoe^, neminglezes , nem portuguezes , 
mas sim lusitanos , e lusitanos francezes , pata a regeneração. 
da nação , e de novos Viriatos ; com humiEt estampa ao 
vivo do trage e bigodes de hum r^enerado: obra de huni 
^x-«tconselheiro ultramarino , e ex-ajudaoíe do príncipe Au- 

.> £^tp» dedicadpJl (n^moria do i^rand^ Marquez de i!tíi»bal, 



Metbpck) «praiitocíe politioQ, ;pu^«( fiicrvir.«i9 ^ti«>«Qa! «uf^^^ios. 
e. Q9iKi i^do e Jiualqner.iiQtnktfo d^iBtlii<krv liíed#34í9iMSM^qH« 

se p<5de ser de— máoPoi|ffttfl|tl?.op»'FrancpZ;^^I^(^-o^^ 

em 18 — papel avelino — da impressâfptiropeiial « Xía^^— 
B«ÍA|)9a fiU>aí>fieo^U|tufalfpQ)itica^4o«iíe8ta49ft ,da-í|ji^íp%^ ijam 
JMN»^ taíi€i^,«aval n^ya-, para-afequ^dr^^^^çcif ^JOp .gorto 
de Lisboa — pelo ex -secretario ^aripilíinlpia^O I^-JB3ttfr^ Joze 

-.^•Spy. Wv~JI A^qjRPl.l>^m ^^''trr,;! BíílKH^O.:. X- ^.^ :. " 

Belaçâo das viagens políticas, e particularmente da><d'^^p^ça^tes, 
""■ . oottlparad^ <íóm à íl«llttsáav*rffiae'^««^tíi«|t^Mat4sp«3Briio. 
: iv^ dé aurmaes brãvi<A, chacDftdoá hqml«si$f mt9tM6d&<pft)vio> 
â> dtts'd(*''fK)ílè , dèd«éà4*a Bo Exi»* ^j^ÊÓgsHftlí, dbartor ge- 
ral da policia de Portugal Vp«íO'weliroe^fii:<faBcfeelano de 
, ^.r.J^i^I^ejffi» de Belli^; icorFegedor<itt6rv4*:i^b9aBtes;-^ vòs- 
-*.'nl«m*'eili'4.*— íi.-' -^ - .-■ < '.'- : '• ' > -^j/f» ^.iM-.- 

l^^tiiao»,.^^ idtóUfitòs dtf anti^ governo legitimo;; tdesiiBiaò do 
i'>nsyàe«óa^odii<lneÍAàlv Olaligna ifiâ^^noia da.ol-n^lartenra^, os 
^^irpsscHàp)]^ rpéfltfidos^ 4 a eobaVdia doscârte^sos^obiv in- 
teressante para servir de inteHíg^ia aiop ritaefrQ»4>roekma 
:L ée.proteeçãò dovgeneral enl che^ do -eaÉ^rcito b fraiiee? a^ 
^7M áia^^entradEaeiB' Lisboa ^ — dèdicad a á-^naeinori^dtt^Db Rodri- 
go de Souaa Coutinbo, pefo s6u compadre ^e ãiBÍgo« T; L, 
,q^3íerdie^>í-^í4;.volal6. jeiO* 4.'*— ► ■ . .< - í.,-. ^r*,, • « 
liàHxentaqfies^tpòlitfcaar sobre os roobos , e .edtporta^ões^dos drâheí- 
^ ' > íKSfe eieabéd^ed qtie !e válrãò^ os emigijadosi ique^efida pavio á;[pro- 
• - iecçôo^ aò^raitd«iNíapotólo, e 

«eft^afta8 g^itefMs^ >(»aiteè<9rãSi]i Fbrtâ^^fiÇií^ 
uma relação das pessoas que emigrarão-— 6 volun^^^ltí^*-* 



vadios pela entrada do^ grandes protectores deste- Tém(r^>]^ara 

^ ettoiy^a tíhélMú #<os tnmuHxM» popui^rest do 4ia>f ? e' 14 dí 

;'DiÉa«M»bny^tflkv<A^ db'^vemc»>t0^iiMK>'--iâ'toluiil.ie^)4^''-* 

I^ai)«is'>^i^' a!s obrsM^jpablica» e privfldás, ei^flftâKeAM^ aber* 

-A» ttímu dé cánaes ; ribéra das tiáos/^ estvkdk ^militar dó niíno 

^'■'^é^ Baiona, Iseguodo a céAslHàliçào de < Vatiò^ia abdfCaiia a 

í< -l^rtbl^^— e voliini* oom-éÉíáhii*;'^ '^' ^^ "í '4^ ^í 

Eefa^o^dad^ pescas di^«^,"e iiiuiiiinadàB / ifeíhxíigad 'dEe^ nãmi* 

^' '^cotointrai^pâfa serete* enipregadas fte^nwb regimen firan- 

■• ce)^*i-4 vo!umV-4^^-=^'*'''. '•• " ' " ••' • '- ^ -' ^- ^ 

IttótVuoçSéÉr^páráa jtfhtá «itíèítregadft de dfecofrer, ^ pfôveír tobrt 

as p^otidèttc&ís^^âfá' viverei, è pára o aúgmeDto da agijcul* 

Va 'dòHreittõi^-é^^fíifttíto.^,*-^ ' ^ '^ 

Vantagens da economia franceza âí{>plieadá a Fortngaí — -Ajyo* 

• Itriii?*.*-^ -'■-^•^ '■•""" ••''! ^ •-' ■ ' - ' .'• -í' 

Disc«oo^>fiio8ofi0íhpolit«!osi8abrç..ft.0#igra^â^^ , a 

in8uffiei<9neia, çbe^c» p«(iz./ «(f^„ff<»ina dp^ini^sígct o«^9Pk^^ ; 

imitados .iía&;dlj(ersd$ ^se^s, !Ío^aiitt»)$M <«Qm >^Ppl^Wb doi 

aeiMal«m]io6-«^6vT€luniu,4,^-rr .; 'M v^> m/; ..». ii»! 

Method» pataiaJaugmèBlo eteonflervaçto- 4a$l f»t)rv3af:)ftanrt<?a9 , 
ainda que consumidos os fundos da sociedade lem :>nç«es£da- 
dê dw^ontasr; por meia de>QpfilQ9.i»riHeos etgdlénl^s^ momiossl 

. eiaiguns .^eisinhosa t»mpo; ,p«lQ ^<jijnimt$^t$lprfda líabrica 
«te Thomarv nifiereclda a todos os £il))d^Knt^, «u qUd)^qaize- 

O espiâb batavcKftanc«£ na corle de Lieiboat^com iastraqçoái di- 
>. pbmatitíasir mareantesv.iaiUtares, Qpcíljtica8;>poBrt«baohr>Bbhr* 
maa -*-! 12 /vokim^ em folio—* papel de boHanda-^/ ^ ^ 

O gabinete politico, ou ensaios para bum. nMnifitro,d*f!sttido; 
pêlo desembargador Yie^te Joze iferreiía; Caaàéip:^ tsxRÚÁ 
putado^ da eji-|unta piPovi»[<iDal udo P<»to ateadUem M dè 
DéeemèroLde 1604 «^^.iíolafn^^inl^t^^lqnQCt^itemíBep^TadtHr--- 

Os.fiegredo» do gafaõsi^-dè fioEtii|fal nes|e»<idtim^ aoiio»*^ 1.* 



457 

S«ltfMSo àvt duat seci^t^na» íq fãuencla e ertirío < eom hmm pU^ 
no de finanças pesto em pratica f^c^ £ju"^® Sr. Berman — 
£/ votum. — 

Ás primeiras linha» da nova liga para hum novo toberaiio^ ou 
novo regente de Portugal — */ voliim. — 

A coUecçfto dos dfplonms paca uso das ministro» de Portugal nas 
cortes de Parfa, e de Madrid no anno de 1Ô07 — 4<* vokim. 
— ^âo ainda da antiga imprefiuU) real de Lisboa — 

Tratado fisi^-nvtâfisicp-politioo.sobirear possessão legitima da 

. reiíM) do Portugal por Napoleão o.graade, dividido em três 

partes — na 1/ mostra-se com evidefi^ia- .física e methafí^* 

ca, que toda o aoberano legitimo ^e não entiega a «í* e o 

. seu reino á protecção e deposição do grande Napoj^o, os seus 

estados e a nação á maneira das f«ia^ se 4ocnão — primi-ca- 

- pientis — na «.• o.:[vÍDfkeifo gisoeral. francês que entrar aio» 
da que $eja a proteger adquire para o imperador o reino e 
éeus íiabitantes^^na B.* os motiárebas pottogueíes tendo si- 
do francèxes, Portugal dtíte set por direito do impefrio f/an- 
062, — r Ajiíntâò-se a^i suas totnbfhsçdes politicas siobre as for- 
ças e victorias que Napolc&o o grande ha de áitida ler nas 

• ilhas Britânicas: obra de Jgnacie f^rancisco êe Bastos, sócio 
leigo d'academla, e do inslifuto IliSo«maflsoQicc^<in)fy^ial— 
6 voium, 6:* 

Decadência do Brasil com a. chegada do sen pqí4nci^, e^fidal- 
gx)s quQ o segtíirâo , com os princípios d*«conomia franceza 
debaixo da qual só poderião rtiKurgir os lH'asilienses dos ma- 
les actuaes; com estampas mínimas de «nas '«idades, rios, 
' bosques, campos, povoações, misérias; feha por -hum per- 
nambucano francsz tão destro em l^ra«:< como em tretas mer- 

• centis — 6 volum. 4.*—^ 

Novo regulamento económico para os hospitaes, tom a destrui- 
ção e saque dos melliores edifitíios e mosletros, e expoltação 
absoluta de seus Içgitimos habitadores; feito depois do 'seu 
extermínio do Algarve, e dedicado pelo ftíliz sucoeiBO da in- 
Yasao dos francezes em Portugal , á Mr. Maillard-*^ rioitiro 



' - tmàibo.áú ^xetTt\U> franoez, pelo âluminftdo «louvor Boi^ar- 
do. José de AbrtMitoB e Castro, inspector gora) dos ho^taes 
militares — 4 vokm. em folio grande -?- 

Metbôd« económico, e adoptado pnrftúse riscatem as armas de 
hum soberano legitimo pela intru&ãò de hum illegitimo, ti- 
nklo das posturas do senado da camará de Lisboa, piara mo- 
dello das orais camarás do remo , e das tabeletas das fa^bri- 
oas, estancos e lojas ptivilégiadas das ruas da capiè^t ; .por 

> Francisco de Mendonça Arraes, procuiador da cidade — 

' OpusonU» em M-»-» 

Methodo fácil e pratico para em peuooB owsientòs dar ei^ác- 
çlo £N) maior «oi)timento de livros, comi hum plano eoooof4 
indco de conservar hiima loja a aiaiis asseada , a mais cla- 
va , e mais ckaembavaçada ; e hum apendix -sob^e o usò das 
'vjdiaças das jatielias; obra mui interessancte e necessária aos 
iivrekos franeezeii da capital, dedicada áitíeiíioHà '4e seufi- 

- . lho o insigne oiãeial portoguez « . * . recomendado pelo gène- 

. xal Loifon , p«lo9 eens altos ^ntos e proezas nos ataques e 
saques d'£vora , por J. B. Reycend. — 1 volum. em 4.* com 

- estampas nitas*«^ 

Bessources**- achadas para a generosa offírta, e eâfectiva entrega 
das mezadas nibiitíadas áo excellentissimo general em chefe 
Alonseigneur Junot, e a S. Ex;^ seu ministro d'«5tado, pe- 
los 'benefícios e graças feitos ao povo de Lisboa, em nome 

- dosenado, pelo illuslrlsnino Jq&o Joze Qitiâò, conselheiro deca- 
* no do mesmo senado da capital. — 9 volum, em foHo gràhde, 

de pffpél doisr^do , impressão imperial e real — ^ 
Os glandes ^olpce de mestre do grande arbitro da Eiiropa , me- 
moria reeitad^ana imperial e reaJ junta do coicmercio, on- 
de m^receo o acoessit , em que se mostrao os resultados dos 
^ decretos, diplomas, e operações do grande Napoleão e seus 
generaes; aos quaes se devem as fortunas dá praça de -Lis- 
• boa , e o brilhantismo das colónias pbrtugtiezas ,' dâTereoiíla 
a S. Ex.* o seHhor Duque d* Abrantes, em nome da juitta, 
pelo seu attthor Francisco Soares dè Araújo e.&., deputado e 



^ It/í papel aTeIÍRe^coin'hUnM)vfalletaiâRillilíHtada-^^> 
Pi^specÉo politiao«otom0rbiak, para ina»m«r d estagio ík«esce»ta 
j.dasfri>neasdol-0iilo'iafii genetfoa oolonia»; e^ 'paH^' ealdlilar 
.por aproximaçSib oa latidos de 'huma^ iia\;ao GòmmeMiálv se« 
1 . gandoat 6adves:coiit»ibUiç5eB.mpóiftas a :bêm da 49b«»éade, 
. > • angmènid i4o "■ mesmt» toiniii«»cio pelo novo piròtaetdr de 
. Piortegal :- oífereeido á inoipevi^cie real jiinta < d# «ainiii0rcio 
- pára ara TegíiB8n« rom peroaissloi deS;}Sxi^i>« anStorg^er- 
nadM de Portagalr p^o dapoládo da^oaenna^jaártaiilaiièmo 
Raton.*«T*t volsna. gBonoseiBDV : í^''j-í)!j í • ' í::io.^ 
Espoculations comaancialea pnfitii}ué&j»tr bH]cáioBf)íkM»rier^d'or 
: dans la capUale par. Techange dHiti0>autn HNiioia^^ble 
d*uae valeur plaa moindie ; ^ par Keii|>oiitatíaa:-ile>tioaB les 
.\ XÍ8bonie»6 , poai la prospaiiítiér,id'oli>'pá3^:st biev^paotegé, 
pac Mr. TbiebaaU gataeialíeteiíefid^ Votai m^ovdéirBiknée 
. . irançake de Portagad; -^ Tiadmidás ^ém* iportagitei «odm. aU 
.4 gttmas fiotas sobre os riscas de. cunhar;:' oa^.descosibaf moe- 
.-. I '. d|aueift» oadinhos particnlarès , ^peia iiaâtoo avorigo' ÚI0 aafiior » 
I .e gtandb especulador d? .£. isboa- para^ Paris J41 >L/ RaUm; — • 
cJ'í4/>ítdUiõi. em ô»* grande— » ^- v' . f." l.r> •• y-\' . , 
FlftilQ>>»ovk).paraloa*thesanrenrog salberefli.qllaiiiò devenr^^^Hjom 
:« ifiubelra^ia? á» ordem do legkiiiior^6obcnrat}e>»' entnegar o» dia- 
mantes dá vboraa ^ . úom . reéerva de jgaMv parte ; deiles afiara 
íxènttoetaAimehtodofl fabric«»te«i epaedaoes ecearféote»; eqDan-' 
o fúopB dev/em-ftaocamente entregar .< a, btCta^^geneialiirrasor e 
Ê (prí)teetor,> áioda què. debaixo de pequena valor ;: obra idoins- 
i.>fpecjbca.dafàb|jca dos diamantes, ethesDureâom^r^doiBljí^io, 
/: Joáquino Jojee de 8oliia.«^4. vohini. ení .folioii — .. ... -ti 
Bdanço >d e8tadio^ aotnaVidas finançaa de Postugal e^aua r^^^^- 
aetida,. depois dia balalbaido .Vicnfifo « . paca iiMitr.ttei^Ido 
goveráo francez.v ondeàe mostriboo patriotísnio V e.-oatffi- 
< cios^de hdnft.baaa thesoiireir0 degaâsado emdindctor getat-de 
finanças , para reforma de qualquer erário , obra. cuidadosa 
^;«jdeti^nlÉ<nmta^4raMha<ite»{dJB soSeoaeidà} |>Qr;í|^tidie> a 



r <^ SnEK*:'' 9 «nW Hérmao, iex«pTO$idcnte do imperiai eieal 
eKuio , IKH" IgoAcio^ A ntonb^^.RibdffOk •*-* 1 volfMiu pm fi^l. — 
H^Do WtiisterÍ9,l e poUtic» de marinim.ft aobre o.iÚ0|ocitoaÍ9f fiS 
^ ejl e pi^alica d^cònservar huma malinha taato «de» giâetraco- 
.-'., çxo sieivcapte » combinados os interesses do soberanp amante 
> fiow os do wu protector úaapiçria}; «tioinpftnbado xiaiKDít^, of* 
ci $ek»s9> dos navios de guerra e. mencafntes-^ue Bdinreciau*\«la , 
^u pf<«iróoa a escapar s^úfido as instraeçoès áev&^ féSdci" 
.. jp^y <eiíeetii^ameQte: se^ seâerrarão dts,^aíbíirtiio inimigo lit)m« 
vJQtflnr ^Q^rctiiiktmentew otém seguir { a deritrtá dò so4bSg«ftno : 
obra mui interessante k imçao fkrtuguezàv, # imii'^pá^rtotí< 
! :ca^-«âerfiQÍáa ai3. Ex;^ 9 scebor general protector <de P^- 
tugatc^^^elo eic^^cpstario dp governo da marimfaí^ e dâ ig<oer< 
' m , ; O' €aadle^de- Sitíiipaáq. ^h- 1 *^um;: eni ^ foi. «^^ 
j^õva^ eisimples tntdacç&o' daàjmtPQtçôesi áeQ, Exi,^ <y ^^lieral 
'- Jtulòtíide 9f é*Ábá\í pára ésúeiiegetàmeÈ méTes^;> pafá Qficií da 
poHoia da cidade: de ^bimlica^ eomra^oáiasinotas/jsobrè a 
tervinauçâo peremptotta da jtiríséiçâo , i oi&cia , « nome > de 
eoniegedor KHxr neste tásií>; áiqiial se ajonta-^ar ooryeftjion- 
deticiá politica e'liteTaffia.^oix«éllentiâáim&isenfaori^g>ar- 
de, director geral da policia dorenk»: pelòápobgiata^mó^^do 
' poçma dè MrrCarriíHi tle NtBas'd«'emrada<rd^<^fr!a><AcesriM,^i 
ex*intetprôt& do hotel do quartel general , e cortçgigc^ev fliór 
f da-^pro^ineia da Beira. •**- 1 volmnesito em }^ ,^> ^ ^íí t; ^.u 
TttítB^ck de ^otoa^ãte^ em q\id se ensinSo: aa^ollrigaçftsisr 4o!liO'- 
mem fetto^fe^adlo, >er^ direitoi^ qtí^ o ssoberatMi legtthno 
: >coin i^ar^sua^aiffienei» adi^irie para punir ;emt todo/i o tetutpp a 
- fidtàydewconiwciroento,. dte gtatidâov «^ fòklidade' dos 
vassallos»- raaistcbeios' déísuas reae* lèbeistíidades ; ' e benefir 
^cmi cara? d^íhi maior 'paitttd(n^ei»pragadiMipiibliopr^^ 
i *> Líâi^>, ^to ^a»tbor àzê^mÁsLt ao codi^ ^afK>Íeâo ,. da ifatfta- 
:'*lhaod© Yimeilo,' edo tntado íJe^^tttidâ»í,*^'in*mbTo toga- 
ra d^ldã t«ftistitbiçfto V»soviana^«^«^4r)4Folti»/éni'4i^ papei im 



^1* 

* conáerviaídor ih qtlaf^áer haçao éstftflgSfSra^ erk^ sé ílios- 
y^ trà a obrigação 4|tte teni ós boos fais de fiii^tajs «íe fez'ír 
.' ■ -que seus fiUios Vio morrer ante^ noseam^o» ^da giéria' frani- 
ceza qi>e nos da pátria, por J.'B: M. Neto, senador 'de Lis- 
boa , conservador da tidçao franeeza em toda a/e^Gten^âo dó 
.termo , ex-superintendente' geral dòs -corre ios , com. o plano 
' tttil das postas e correios para uso do» òetis^tlios •nu^imjieiio 

franeèzJ— l'í volam. ein"4.* do papet d*Ale{Ktquer — * 

iPlano económico- pditico para uso da^cretarra dos negocias da 

' fazenda, com a reforma de seus píScâaes, e empnágaidos ; 

dedifcado a S^.-Ex.* Mr. Herman , por M. T. da C. t A. 

oíficial maior da mesma secretarik^àfltzénda, eoeSeryado no 

systèma fráncez. -^ Ê volum 'em foh de papel impépial '^ — 

Memorias sobre aorganisaçao de hútk túhtíRái paxiC'^ ex:]^QiMen- 

< te da« tontribirlçôesde Porttt^ál , eòm^ bé ^onliBefkt^iba aus 

artigos 4.' e 6.** do decreto dõ í/^^áé'i¥€^éte^'^ taOò e 

das instrucçôes de 18 do meszoò Ihé^^v -o1>ra 0Hli''tMftls95an- 

{■'- te* prineipafmênte ás 'igrejas, òap^Ilá^^ è eoiifirariaa»4^i0Íno , 

- dedicadas a Mr. Maiié agente -superior dafe fcontiib tti^ di- 

-'. reòtas fie ^aa-Má-geéfcíde^iiíipèwhle real ; *-<>'-iii9poí?Kjr- -geral 

7 ♦ das^ ^o senhor 'general em <*hefé,' pefer^eii «sai- pMioiílar 

^' amigb o secretatio da imperial e real junta^ p«dvÍ9iiitft$ das 

* íCêmtribttiçfes i 6 mesmo amhor do fulano, da yc^oniMi da fa- 

-zéndá.-— i-lí rolúm.em foi. gtaode-*— - •" 'í 

Mémdrià jpblit^a sobre o^ meio «mais faail de kmÉ? pronapto^ par 
gamento aós funccionarlos* di knfrierkl- e rejil >igKeja pa^^iar- 
cal , precedendo pastoraes, predicaçôesj '^hortaçêes,- « ana- 
' tbenias aos povos fDÍmfgos'dá soeego4rànlièif, obfa fiMOe«za 
e traduzida em portirguez por húm. . . : da mdâlftt patriar- 
cal — :1 volum, em 12.°— * ; a . , . . ^ 
Comraentarios aos artigos 11*** e^lS danosa iMâtrUii^^dé^^ar* 
soviapara Portugal, extra hidòs do tapitoK> 11.* dár«wnítui- 
çâç polaca, sobre os funceionariòs fíb4>ll^!<)ff'é&iâklidâtf^ ou 
destituídos de seus áfficioé, e ^hi^têgés «^ dedtbtfdosjoo ép^ena* 
^ bargador Ftancko Paafte 'Q^^íkê y 'fNStMcM^ftMwpe^ 



46t 

rlal/ef«al da» provisScs dos viveirdCf e^ricóttorat e da 
jnnu administrativa dos palácios e beng , e membro director 
da npva constituição, pelo seu muito o intimo amigo, e 
sooio Mr. Macodinho. — 9 volum. em foi. — 

Novo plano economico«pratico para a continuação o manutenção 
do imperial e real theatro de S. Carlos, debaixo da imme- 
diata protecção de S. Ex/ o senhor Duque d' Abrantes, com 
as pratas das igrejas , e contribuições do reino; ficancjo aMr. 
Carrion de Nisas a direcção das peças , ea S. £x/ o senhor 
Duque a nomeação deltas, e a tribuna, oíferecida a M. Her- 
man, pelo destro imperial e real impressario do mcfimo thea« 
tro, Francisco Antonb Lodi. — 12 volum. em 4.* 

II cambista perfetto ; dove si tro.va redato il picciolo valore de 
cambi degii ItaUani, scambiati da Italiano- Portnghese í 
Franeete in Portughale fragU veri , i fidelli vassallt , con 
Tobservasione sopra la esquatra Inglês» áé lerrasso di S. 
Francesoo, par tutta aera: Dedicata á S. Ex.* il signore 
Lagarde, da ex banehieri di Roma in Liaibona, il Pietro 
Paulo Candtdl — l volum. em 8.*— 

Principios de mercancia sobre a avaria grossa , com algumas 
notas sobre usuras « dedicados a Mr. Guichard, inspectcv 
geral das alfandegas , acompanhados dos cálculos políticos 
das expedições, batalhas, e prosperidades fianceaas, segun- 
do os boletins , gasetas , e cartas do império francex á pra- 
ça do commercio de Lisboa , por hum mui reverente subdi» 
to do novo governo imperial , Dom* . • . de Meir.— 1 vo« 
lum. em folio grosso -<- 

Instrucções commerciaes sobre o commercio « >e trafico hfbreo 
em Portugal , seu verdadeiro íim , e modo de conservar sur- 
tidos os armazéns do arsenal pelos preços mais com modos, e 
ut/i8 aos Portuguezes- Franceses, dedicadas a Mr. Magendie, 
eommandante em chefe da Marinha, por Joze Manoel de Li« 
ma. — 7 volum. em folio — 

JEstirpe espionatiea franceza em Lisboa , ou contitmação dos 
cakalos poUtMos ^ue moftrSo a volta dos Francezes a Lis* 

aaa 



468 

1)oa até Maio» cam as reformas e bovas predspa^içSès,. pa« 
ra a inteira segurança de seu governo; e para o regi mo das 
alfandegas do reino , poiL Mi. Lequen , insigne especulador 
conservado para bem docommercio de Portugal: nova edi« 
i;âo augmentada e ref(jrmada « impressa com permissão dé 
governo. — II volum. em folio — 
Tentativas subtis e politicas dos dispersados, habitadores de to- 
do o num Io , em Braganç<n , Covilhã » e Lisboa , sobre a 
subramistração de meios para a manutenção das tropas do 
grande Imperador neste reino, em meio da revolta provin- 
cial ; com a concessão esperançosa do seu coito publico , e 
livre, ifôgundo o artigo S/ da OHistitut^o vcrsoviaiia arran- 
jada para Portuga], obra secreta e inédita, dedicada «S.£x.* 

>o senbor Lagarde, por bum ex iUis das tribué. . . . Lima 

S vdao). em í<^io grande, edição da ma d« S« Francisco 
4e Lisboa -— 
Tratado çoònomico sobre a divisão dos cavaoof aos diversos jor- 
, naleiros, «egundo- as novas ordenanças de Mr« Magendie, 
com mandante em ohefe da marinha doPortugaU regalada 
aegundo a Mariuha do império francéz^ com o piano dos 
movimentos do tejo, para os barcos de pescar, faluas, bch 
tes, e bateiras d'agoa-acima, dedicado ao mesmo com man- 
dante em chefe da Marinha , pelo cbeíè dos movimentos do 
Porto o capitão de navio de Sua Magestade imperial e«eai, 
JU«.de & F.. ..«-^4. velam, eâi folio^ande-^ 



ÍAKTE DO DIA U DE SETEMBRO DE ISU. 

Montou. 

Corria que S. A. o Infante D. Mig.uel fôra para 
Víenna de combinação com seu irmão, b Príncipe Real, 
para ali tratar com os Imperadores d*Austria^ e Uufrsia. 



464 

ÍK>U qud içu írín&o tbê òedia os direitos que tem á' coroa 
de Portugal, ' 



^raca cio '€c 



ommerao. 



Asseverava-se na praça que as desordens em Hes^ 
panha erâo proo^ovidas pela Inglaterra , parlicularmea- 
te pelos conimerctantes Inglezes, que fizer&o o empresti* 
mo á Hesp^nlia no teoipo das cortes^, esperando queçle»-* 
ta desordem iij)areça. hum governo qne reconheça aquelle 
empréstimo* 

Moslravãoose gazetas dp Ri^ de Janeiro que men-, 
çioij^o a grande actividade nos preparativos Untonavaes, 
como terrestres, e representâo S. A. Real mui solicito , 
«empenhado na dcfeza do Brasil» Os Europeos gosavão 
de alguma tranquillidikde; porem noticias de Portugal ot 
ainedrontavão, receosos de que apenas se verificasse a. 
sabida da expedição os obrigassem a sair do Rio, 



Indagações. 



Ha muito que o observador do régimerílo de Tn* 
fantaria n/ 4. notou como perigosa ^ conducla de Iret 
oííjciaes que ainda ali existem , e hoje refere que os di* 
tos officiaes tem ido a fielem visitar D. Aívârò ^ è^liigunft> 
oiíicJaes da divisão de Montevideo, como se vê da par« 
ticipação que elle faz asemilhanie respeito, abaixo trans*> 
cripta. 

ílá muito que se diz que estes jofiicíaes não tem sido 
prezos ,' não obstante estarem grandemente inaplicados 
nos^ acontecimentos do. dia 90 de Abrif^ porquê "húíil^ 

&jta^ 2 



4etl«s, <)lie foi o qoe eervio de «ecrifl|trio florícWboque iie 
fazia nô. quarto de D, Gil, eíctcmcadô^íirVaBi.^ecottvíle 
luxs officjaes do seu partido para nulaoíj^e^ cie £9^ de Abril 
irem ficar ao quartel , he ^oUrinlso; do: exoelicíttildsiflio 
Arcebispo , fliipiairo da justiça » paneniesco esie tjjue.iii- 
directainexite lem feito salvar 4i» outroAdois offiçiaotiiquo 
não mo spbrinboj» de S. Kx/; ppis^qiifii beicisrçiqtir.não 
se havião de prender eàtes, e deixar impune aquellei ^ 
Msim gosâp todoí três., da iippunidbde), - para? 4»^ para- 
rem , çomp be de crer ,) nov^s «atomidadef^pobliitaa^ '- 

Por outro lado D. Álvaro fazendo falias i»9«Si' 
ciaes da divisão do sou .QomQ9«ndb .para ^>Wgâá.>í> par- 
ijdo d*£IReÍ9 lai^s l«iDbriii^0tllic^q(ie^;ÍHÍ<pei&ísfe9^t :fi^ 
4i9isõ>es entre os portuguez^r, ;e reGor<l*MÍé4iHe9/»OÈ«iies-. 
ipp tçrppo. a senhora IS.aÍQh^ , & o- seflbQf.Jii£iQb9g àic* 

Peixoto também por outro lado publicanda q«e le: 
retira de Lisboa, m&s nunca deixando esta capital; que 
não visita ninguém , masrMip^.tn*Ho espaço de algumas 
horas entrando em diversas casas; diz que a crise he 
nathulrosa, mas seimpre-inseparavei de*T>. Al^^aro^ que 
não quef compormetcNse , míis sçrftpre com^^g^ilte èuspei** 
ta ;; qtíe não se embaraça cora oS tiegoci^s ptíUicò^ i mas 
confessando que eslá desgostoso!- ^ .mj-í^í'-: jb •* 

Tudo isto merece a maior attenção, pois que de 
nada menos se trata que de^ salvar òs prezos implicados 
na rebe}lião de 30 de Abril. He preciso que desaoareção 
aé contemplações, liodehdo-se aliás atalhar qualquer ar- 
rojo eattentado, sem o que jamais se restabelecerá' a 
ofdcm. ije certo que castigar apparepcjas só DerienGQ.a 
hum absurdo despotismo , rpa^^çi^jyi iç^^ S0í^^' 



^m cofho <y ãas offician inferfeTestjíife lenfeo dfto:"ljiiri^ 
« outros ésrãc^ muito satisfeitos com o actual cbefe, pot^ 
quéelle^e mtri digno de estima. Nos oflficiaeâ tenho somentfe 
observado a má cooducta dos fres, econsta-me qúe Míèi 
tetti:i(|o á Belém a titulo de visitar D. Álvaro/ e tnai^ 
aigui»' officines da Divisão ultimamente regressada db 
tiKraniat ; e não tcnlio pedido descobrir mais â éiie res^ 
peilOi- ■:;•■••..■- ..■•-:•? 

: Natcavus .publicas que estão |)roximas ao q^iártel^ 
nâo tenha observado cot^a alguma que dé oòéasião dbt 
8Uspeilft« ■■■•[■ *."^^- " ■•■' * -' 

Não, tenfa^ cuidado- eit) cumprir com^ os metis de- 
Terer coma duej^a» pof estiiii en^carregèdo f^doéxan^e der 
conta» de-ftiiHiáwmht^daP^õb^^^orrifanbia, o qu^Fáinda' 
dura, m«» ^iiuhcti ore e^q^ie^tcíí do qiie oíe' éÀcarféga''' 
rito;— ►»■;•■''■ ■''•': ■■■•* •■■ '"^ '■• .:.:«.*'' 



( Para.o Intendente geral dapolbia) N.^éô^-^Ert-í* 
vio a V. Ex.* o artigo junto — hisloria-^^m coíntijiutt-^ 
çâp da bíblioth^ca volante. Dcos guarde a V. I5x.* Lis*-' 
boa 16 de Setembro de 18J4. r »> 

HISTORIA. ^ 

Viagens literárias e matutinas á casa do Barão de Quiutela, ^ 
com abstracção do dono da casa , ou conferencias' jocoso- po;- 
liticas com o general em chefe , governador de Portugal ení 
tcxiá a sua integridade com aspectos ao menps de vice-rei , 
nas qulaés se' ácbáb desenvolvidas , è pòf deisenvoíver, as prós- 
^><^adeV "dos Portuguézèà afríáncèfzàdosVé se' descobrem no- 
vos, e verdadeiros officios de gratidão , e de huraa amizade^^ 
^éàiítài^kàlh\'tíb^'9^ m^^tàiiÁi ifa sua 



t67 

enfermidftclB , pelo seu antigo aoaiga o heroé do oaiial • Jo?* 
ze d« Seabra da Silva. — 15 volum. em 8.* — 

L'Esprit de Paris, le terreur du Portugal; avec le tableau des 
generaux úe$ arraées de Sa Magesté Teropereur e% roi , sur 
les relations historiques des voyageurs lisboniens en Paris, 
avec des nottes de Icurs arais sur la grand'parure, la riches* 
se et Tenergie du gouveriieinet militaire, et léur facilite en 
fusiller, par Mr. Joseph A. Cam. ex-catalani. A' Lisbonne 
chez Mr. Martin le libraire. — S voluni. em -i.* grande pa- 
pel imperial. Está no prelo a traducçâo desta obra porham 
amigo do author — 

Viagem secreta ás Caldas , ou intervenção de huma grande per- 

- sonagèm pa-ra áreduc^So dos rebeldes insurgidos ptovinciaes; 

-''■ obra útil ao socego da capital, peW excéllentissíino Pedro 
de Msllo Brayner, éx-eonselheito substituto do governo do 
MoDseigneur o Duque d' Abrantes. — 1 v@tTim. em4.*— 

Nob!iarchia lisbonense-imperial , ou eollecçlo liistorica dos graiw 
des e nobres de Lisboa , que mais se lUustrarâo pelas suas 

' grandes acções, escritos, ^ relevantes serviços a bem de Sua 
; Magestade imperial c real em Portugal , com os retratos de 
eadahum, o o abreviado de sUas vidas, seus transportes 
saudoros , e heróicos sentimentos pela felicidade do reino» na 
attsencia do seu soberano legitimo; feit^ por huma socieda- 
de illustre dos cónegos regrantes de santo agostinho do im- 
perial e real mosteiro de S. Vicente de fórá , na ridade de 
Lisboa, com a relação dqs nomes de cada hum dosss.— - 
18 volum. em folio grande com estampas iníimas.eiilomi- 
- nad'a8 — . . . , . 

Historia abreviada e oífidal da insurreição de Coimbra, e da 

• ^contemplação djQs académicos pára cond-oè em pvegiados; «fuhc- 

cionarios francezes, e das marchas, evolufÔesv eviètaflas 

do general Loison na sua entrada naquefík cídadcí,- pe\o-iu- 

vÍBÍvel corregedor mor da Beira» — opuscdo ei» .1^^^^*^ 

Tba messages «eeret general m chief of tke ai!m|F-leeael^ 4»'ftd« 

. mirai £pglish upon taje , - tx^ítiá ^iki-^jiiiim^- tbf^ssáoMs 



468 

evatíaation of Portogal . the Work very. of ^eatTKOicetn to 
ali the very Englishv and ali the very Portuguese, bj an 
commissary £nglish-French-and again*English, an moÈt of 
Portugal lover. Alrs. M, Sott» .... — 4 ,volum.«eiii 8.^gran-* 
de com e&tampas de caricaturas — ? 

O optimismo militar, conto profícuo e^verladeiro, dedicado a 
S. Ex.* o senhor ..Duque d' Abrantes; por D. Thomaz de No- 
roi)ha» ex-governador português de Setúbal,, marechal de 
campo , inspector das tropas portuguesas na capital por Sua 
Magestad^ imperial e real.^— 1 yolum. em 8.*, papel-im- 
perial-<- 

A mal. e as filhas, ou septim^ntos heróico- varonis das damas por* 
tugueaas que queríâo seguir as armas franeezas , oonto^ ro- 
manesco, mas verdadeiro para ainstrncção das donaellas de 
qualidade Y pela muÀ illustre madama de M; Neto. «^^ 4 vo« 
lomi. em IS.f-^ ^ 

Chrouica lisbonense escandalosa , ou a historia geral de todos oa 
acontecimentof desde adentrada do general Junot até o g1o> 
rioso fim do seu-governo em Portugal , contendo a historia 
. partieular dos delegados da soberania legitima , dos tribonbeí^t 
e de todos os empregados civis, e militares porlugueaes , seus 
comprimentos, suas deputações v • applausos; a sua condes* 
cendencia em tudo ás ordens ^o general , a recepção do^in* 
truso commissario adjunto ao conselho Mr. Qerman , com a 
relação de Iodas as deliberações ^ deterMÍnaiç6es , e edictos 
tanto a respeito do civil como militar, por ordem chwn^lo- 
^ica ; obra mui útil ao conhecimento do miuiísterio portogaez» 
por hum çhronista do reino, verdadeiro Portugnez.— 8Í Ao- 
, .Ivm. em fi>IÍD grande, com estampas em borrão das prÍ4i*' 
eipaes pessoas da reino, que mais se distinguirão em sèrvk^os 
a cortesias— (1) 

Historia, da espada espiritual da%re|a , anatb^mias, eseoftiatibdes, 
achada paia a manutefiçio pacifica das tropaf do império 

. . í i ■ I I i I lÉ M iii i w I, I,. ■ ; '^ .',•■•■, I. „!' 

41)> Í^ta4«Xtfa,h».i)MiabfáaiaaQafitaíK 



4Ô0 

>' firâfieec, ede^HifoíittieRto dbspoVo^í fteâ^/-ear^ahiAk ^Iés <sfl>ra« 

do cardeal Beltoy' Arbebispa de Paris, eiradttvidaí «In iem- 

* t po competente com huma relação histórica doâ prineipaes^ 

' prelados « e 'padres da ig;re)« lisbonense, i)ue mais sà d^tio- 

; jg^uirão no zek>, e fidelidade ao Imperador Napo1eãoN>'graD- 

^ < de, e a áua igreja ; pof buma sociedade illustre áé trea prio* 

" dpaés da impériiil ereal Igreja patriarcal de Lisboa. -^-r» 1 vo- 

^ Ittúi. em fòfiò grande -« 

Historia da magistratura dt Portugal eni nove mecea, oúèe se 
*' sktíaÊo '09 magistrados de todas a^jerárchias, os liiab iatígiws, 
e que mais se distinguirão ha administração dte justíi^ impe- 
rial, seus serviços, seus empregos , seus votiés, paira. »'i^e« 
neraçfto da soberania , e da adminisf^sr^So pòrtt^Ufaeaa ; dedi* 
cada ao chanceller mor do refno pata sefvir^de fomte pfbzi- 
ma da sua oração do dia 17 de MaSay «m nome de hiima 
saciedade de Magistrados distlnctos do relido» '^r kam illus- 
tre Viiinea » antt^ópophagp , semi^lerifiér tidgado do trXmoal 
toais antigo &e. — Ita volam.^em i>l.'eoai titunpas^de ca- 
' da; fattm-^ - .. !l t . - 

P usc t lfiçâa histórica ^da grande*minéawvisU "fiiâçtov '«tím ^qu na 
' -'^ igrcJA do Loureto sédistinguio a^ocnispaiiWa^iiiiveatitít lu- 
fi liai». ípda expalsão dos Franceaes seeBíàitimw proleolqres, 
de Lisboa; obra dedicada á sau^hMa niemòria do^gfrallde rsi 
1^ ' da italia, pior buma sociedade des seus mais ôeú irteallos 
: ilaliaáos^ acompanhada da oração fouebie ent que ae Jnos- 
Uao as grandes vantagens que as igr^as de &dQSa , ItdHa, e 
V Portugal tem conseguido , e esperâo ainda conseguir dar oon- 
« •' cordata imperial. />' : •: ^, 

'O judaísmo iUominado, . ou a homem sabior pot Ibrça daitita , 
co^o iga]ante.;da maçonaria JudaieahFraiícega 1^' «» ^ se 
àchãò noticias interpssántissimas sdbre.eu rifo , e^as^baMadas 
com que são recebídoí os Francêzfes 4 enteada áó palnob de 
aeu tio , e sobre/ as. prpeaas das armaa ^e de oMiinaieift do 
' império ínmcei ; dedicado ao sei|. parente o veaaaatnl A. 
G. P. , pelo sobrinhe.de,Jea4ie A. »!.'.#«* 5wwiuM.jcam 



i7í^ 

fiescrigçS^) d^i illumina^âo ^ . ffiU dq Cfyr^ ás esounSf^ opQi que 
se distÍQipiiiQj.bunv roovo palacete pa ^radae povoação de 
. fiemÇça .,, i^lar qccasiSo da.Testauraçio ,do- govamo Jegi* 
, . timo* de Portugal.t ]>q1o ^mui ^udoso amigq,.^ 4^gno í^pa** 
^,^ijigua4o dqqiwtel gen^ríif ,fmi;if?fi^, o TOpr^esi^riQ , do im- 
perial e real theatro de S. Caclos^ Fraciçi^ ,^ito«b. Lo* 
.. dkr-^l v<dui». ,eia,"folip^--r ti • . . il 

pícâioií^rio hi^torjí^prpbctatil . dp cQiiiaiercio , oiide se aícji^âp os 
.>: ;ÇoniiGQerciailPita8''4a pr4ça de^Lisbpa^ que maiâi. se dbtioguw 
.. > râa,:i.fk.ill|i|s|i;4];âQ; «unjQspi^çulaçô^ c^^culos.*^ deiauocias, e 
, lK>^icias: eo^traf o ipí WgP ROM Hium . ou aeius sectários ,: ^ » fa- 
. •vor/íají.op^rí^çôes: d9rí^rbifiPí> 4* E«|FO|)a, dediaa4<» a Mi* Lc-. 
- igoy» . * . p^^ bofíiiai piedade pQçiBÍ^ieiití& de alguns ne^^ian* 
, te^ mâi.aiaigop dos Sei^eampatriotiLS íirancez^ em íà^sl ^^ 
II volum. >em fplip » papel inip^ml com estiampas de :cada 
, httmísm^fA$ pafira* £sl%e4^0.Ke i|Jxiak;riça« emiiiUe in\ 
teressante; ella se acha em portuguez, francez,.eit^iai2o— * 
HislQiia kUm^^ e poMjtiçjL4'Afri<A »; ^m 3í <l0$eripçSoí á^vm 
.: ini^bores ,mi«;i(ks dk'i9^r«|| .,e (^fsíxm n^tAfi»,, . dlas.j^uASc, jjíiíikí- 
. paes regiõer^ maÀs rieaf;* lepios « «idadm* ^ et pmças * .tanto 
marítimas como dps. settdcs ; acooipaiihada de jreflexSeft;uteís 
eobie aa suas ieis^ cedMimeSt e us0s«.e sobre, o joacaeter do 
alguDs ,ÚQB {>avos áa interior compaxiadoft eom ps do im^iierío 
ÚMi Fra«ça;;. e com a descrip^o éas raelborsfr.estradasv edo 
. mèlhar.asseotapaiafattma corta. isiferial: <^ra dedicada ao 
. grahde Napoleão Imperador dos Francelsas^ ereífdà Itália , 
, • para servi!^ is^a ptojectada expedição de vingança afksii dis 
V; coduimias de Heréules^^ pào^mm tfiukoi apaixonado eabali- 
. ' stid<nr', : ou qUaqitiui oUvidoí; de Moçambique .F. A. ; Tava< 
rt ;íes;>Vrftâ T6loar«< eto^^v edmeistaárpttsJlmáámas; eltogras^ 
i* &tafSbbttib]istioaiettdA^siSrpèia«{oqtí^mardásiâi dt^io/xHidtf 
J lmmM9 bsemi««ipiegâé)flr^08:]^iieeeild$ dá fdlborieàs^.éiii qM 

•81 



Hmiioria htooriea ef ftitiêdar solm m^lmfv^.^ ô&l«oÍ aâSmafi* 
féro^es das r«|{i3es meádÍDfta«e& 4a Botqp» , 4 ys[wM\vm0íí^nT^ 
'- te d' Africa -, e os meios de os precaver , para servir á mes- 
' XKia prçlectadá ex])e.dição d'al^a dascolupina^. d'H^fqiflQ«\ a 
' Sua Magèstade imperial ereal, pelo mesmo author. — 1' vo- 
' lum. em 4.*, com estampas negras, e cor de sapgue. Esta 
obra parece fazer parte da antecedente • e que o 2^o(Hior se 
tinha esquecido tratar deste ramo tão interessante; poFem 
circunstancias posteriores a fizerâo dar á luz ultim^men- 
i- te.— . - ,....,•.. - . .- ^^> ^ ,^ 

fracassos da hoteleriè franceza em Lisboa , ou consequências le- 

• gitimas de hum Frkncez orgulhoso,' espionatico, conàu/ãr» 

* còniservado depois da ultima expedição do Junot,^ de Pojrtti'- 

* gál paia França; conto galante dedicado a dignisâma me- 
'• xnoria"âé todos os Fràncezéi' existentes em 'Lisboa i • por Ma- 
- dama de B. ... edição do Ferrigfál de cima, — '^opúsculo 

líbvõ atlas topográfico de Portugal se^hdo a ríóva' e últid^à dí- 
*" visão dé seus novos ' principados ,- é* de cada hntnár ^-^as 
v-i'^'j^ôvincías anexas^, -eotti á difecçãè dais eistrádlis^tíorifitftlies e- 
-*• ■^rtifieaçoeè; daediçap de Fohtaine-bléu pe)è ároW^é»%e«ibei- 
< vo mór do impedo^ traduzido '«m pòrtfkgul^ ^ e 'O^r^seenta* 
iio-^por huma 'Sociedade de officâaes éngeDheÍA)â dlsttnctM 

V ' Porfugúezes, acoinfanhado da hbtoria-e retratos dqs:'qae 

V ãiiiils se abalisátão em serviços « planos, e. operações ^nicv 
' lares, durante o governo do excdlIéntissimjÉ>, geperal-JiHiot; 

V : dedicado áM^ Vinceat coronel commandante,^s«ng([||]heN 

• los, — 12 volum^ em folio grande^ papel imperiaU CQjiies» 
' tampas dç fumo.— 

( Para o Intendente geral da policia) N.*5% Iltca- 
tmsitik» e excellentissimo senhor -*- As instrtiieçddi^jtiiitas 
dó diniãtrd Talleyrand são assas curiosas, éiÇóiòH Súk 
Màgtstaáe ' mostrou áèscjjos-de as 4«iererv«rf*^iido feQoa 



4Z% 

M re^«tto ai V. Ex;^ Lkboa 16 àe Setembro de^ l8Sé. t 

- Imtruc^ões que deo o fnmístfo TaUeyrartã aò , 
general Ahdreossi. -^ 

Na vossa primeira entrevista com os ministros bri- 
tânicos^ vós lhe participareis, que o primeiro Cônsul 
tem a maior eslima por eites todos, e particularmente 
por JVIr. Addinglon, e pelo Lord Haukesburjr: que a, 
França eslá cinceramente na intenção de ficar em pázT 
com a Inglaterra, e que vós esperaes que elles não at- 
tendào aos clamores e queixas dos inimigos pessoaes da. 
primeiro Cônsul, e dos inimigos implacáveis, ,e heridi« 
ta^ips da França*; PoderQÍSjdar-lhe a entender, que sua 
bonra, ^eu interesse consiste nesta conducta; porque os, 
Piits,.<>a Granvilles, os Wiíídbaps, os Bpuí.bons, e §euí^ 
simigpa, QS..Çl^oyiins , como . também os emigrados , ,são. 
auUPfataptoaseus joimigos^ e igualmente não 0. da paz^ 
coin^l^ gpvt^rno actual. /raacezr que elles se ei9bai'a:Sâo 
pouca ,. jq^ie^. a guerra arruina a Inglaterra , com taeto. 
qoe eUa {aça perder seus empregos aos ministros jic«, 
tiuçes^ e que occasione algum desassocego ao priméiro; 
Cofisok Sustentai" esta liogoagem em todas as occasiâeS|^ 
e esforçar-v^s em advinhar a impressão que ella fará em 
Mr. Addington, e sobre o Lord Haukesbury ínçtividiíal-, 
lâerite. Se élles se persuadem sipcerauiénte^ ou se pare-^ 
cem ficar em duvida, e se suas opiniões , suas acções, e^ 
suas respostas são dirigidas por ambição, por hum inte« . 
^mfsí^m^'^^ p^p potriptismo.:, , ;, , ; : ■ l 7 
*í, 'ji:fí^%Tps^apripeirajaudieHcia<}pS> íiI..Bfitanoipa.pflçi»í 
ri8<i^4^í^ PFofVBí3^> "Ee^pei^p , era q4i^íra§ílp, dp;primeiro,j 

«1S8 3 



47d 

Iba quf i i#l«vviriudt8 90^ e »iii bfri)èitv^ tftbím rôí* 
niftlFo» aeluaet de Sua Mãgestaide, lie que a Ftãúça, e m 
Hcffopa attribuem a paz geral ^ de que o mando expetri« 
mente be|e á« vantagens; e que o primetro Gonsid lestá 
na intenção de manter tavixilaveimentew Em todas a» ou- 
tras audieneías, ale que se vos não dem outras instrtit« 
ções differentes , tereis cuidado de £allar a Sua Magesta* 
áe com iodo» os respeitos e maneiras coitvenbntes do me« 
fito de seus ministros actuaes, e da sabia ^scoliia que 
elle sem £&ito de oonselkeiros t&o' justos, tão patriotas, 
é tão beneméritos. 

Quanio a S. A. R. o Prinetpe de Gallesy vós .o 
f)ersuadrrei& que o primeiro Cônsul tem sempre- admirado 
a generosidade e a nobres^a àà. suísl hlmn ^ e que tem o 
pesar de que a guerra. •» .não lhe teaiia permittido ha 
náís tempo de the esepriaiír a suá adm^inafão,- e de ga« 
nhar a opinião de bum tão grande Frincipe.'. Observai 
com al(«nçãa particular a» respostojs, e a eoaversação- 
dD, Friocipe:- notáreis sobre tudo se elle deixa escapar 
algiftttia. cousa que indiquey que ette sabe dásrcoa^rersa* 
^dtos,; qiiei ot p^meiro Cônsul tem tido com es amigos. 
dnte Pifndpe^ que visrlarão a França o estio ultimo;' 
n»9 wsid^veis afltectar que o ignorais. Proponde-vos a 
dflicobríf quáçs são os amigos validos deste Princi^je , e 
s««0H» pesioasy cujos nomes conheceis, já continuâo a* 
fieoRseHiá-ilia^ e (}í«g)-k>, pu «è eNes tem sido substittii- 
dbe^ po^ outros , èquaes sioeÍtes« Se» podereis ganhar a 
confiança <fe- alguns j de quem tenbaes certeza que ^02a 
dâ;éOvPy{ncfpa, podete dar*lbe a entender, como iÂ>usa 
tossa, que tendes peza^r de vef, que o n-iacipe eiteja em 
buma sUuffçSo rito pnueo brilhanrte, e qae ^linda que 
iiftv eslisj^et autliorisarfb'^ cem tiuto qtie tomareis %ohni 
¥€i^ iiHwtoar os^sèAttteeiítes eonh^or cb prim^ni^GbB* 



S. A. R. détenninar a iifcub deeoifrreàliaiO) para aef 
poga qi>ando o Príncipe sut3ceder ao throno. &te ne^<}ii 
cio hè.d« Qhlureza a mais delicada ^ e a mais secreta,^ 
por conaequeQcia deve ser absolutamente occulto ao oo» 
nhecijnento do Rei, de sua familia, e de seus iBÍiii&tFo«; 
lendo da vossa parte muito ciiidado de não comprometei» 
a vossa pessoa, é o vosso caracter* Se o Prineipe accei^ 
ta a oflbrta , e vós obtendes em consequência audieneixàs 
partioulares, persuadi fojrtemenle ao Príncipe a necessi^ 
dade do segreda. . ? 

Quando se tratar da somma , de que- «lie precisa 9 
seta necessário obsertar , que* para evitar as sit&peitas| 
que podérão-condtmr á^descabertá da cousa , e p(FejudÍH9 
car ao Prioci|>e na? òpíniâo publicft 9 vós julgais que rbiif 
ma certa somn^ aanual , por exemplo del:OOO|j|OO0Jm 
bras kofriezãs.^ seria o arrufijamefito ómais •iacifi, e-o 
mais oonvenitnte. Quando isto seja regalado, e Uversis 
recebido a^primeiras remessas pára ot Prineipe^ logo^oã 
elle vos oíTereç em consequência o recibo, immeéiftt^^ 
mente recusareis aceka^lo dizendo-the»' qi^e o fxriqneko 
Consut se reporia inteiramente á honra do Prineipe; maè 
será necessário declarar»)he ao BKSsmo tempo y i\ue o f^w 
meiro Gonstil experimentará a maior salJsfa^S&òf se;S, ..Àh 
R. oassegtnna }k)r h uma de suas mãos, querelle diniliiiiki& 
fá gradii«lmèn4eioéa âalUaaça futura com oe«B0tirban§|t 
é que em succedeoda a^* tlwo«i« nio permittini aí«<jta»)ij 
fiem aos outros emiigrtidos, de residir maii^em* seQS>^tft»^j 
dos. Neraiibeni^tiida qii^ffèo o PtiasApet disser ^. o se.aerj&! 
^ncé»» ne*qtie pram^tt*»!; depois d»!, vpna^^i^çâa ç94aoT 
recebecsir as ínstmcçSes*, para a que deveièi^cibpar* Se i>!i 
Princtpe^oofsmis amigo» refuttSk) yGmm^oSkt^j {Hxsippnde^ 1 



$io 4»)tef/K>r eain;*o$«Baarb(Mit9^èjeF,té]Í)^fi%fliii|^ odioy 
OAijrlgttOO pi^jubo eoftlFa o priaii3Írx><>0B6ttl. «fiin sua dies-: 
gt9/^ wiimí evitai.de> inoslf^ar^á Pj-íbcvss de GaUestbuat 
teaiimeiíio aie mora vel .9 .porque- iaso ppdeká ci^Q<is4tf , e 
aftm^iinoAernpo QQ Prinoipe^^ Quanto- mais, .^or liem na* 
beis que o. e^Uo pisoi^ioao, tiuoaa te^hofa^ FramaeiBAy ^ut 
tpaicfu conUeçiiUfiato cotn a Princew em Bru»swiek; pro- 
jecta.;de recovar ^eu .coahec.iin«nto ^ .e^de Ih^;faierrieflla^ 
huma bQa:apiniâo do primeiro Coosul^ eaptão Deeebefeic 
a%vifUtpicçè«s.scibr^«o, modo de 9 .oji^df* Iji£gQrmaj^Toa 
ou¥Índo-a, se sua íú\m a Joyen Princezc^ mosira jêàgun%f 
tftienios, e algum espirito, de^q^ie modo 1)9 odn^ada, se 
a Aia^ e ^« pej^oa^destinadai^ á «ua tduigaçãc^ iam ialen^* 
tos, de quo partidovsâp) e sa.i^ão^reoDb^cÂdas por amar, 
ou: aborrecer a fr^^nça» Se tpdavÍA' po4«»çi:Í8^ por alguma 
applioação^ prudiãntei gaiUiiir >a sjim. boa oipiniâo^ -n^ de- 
vei« jamais f^order. a oçqa^ãp : q4mi>do sa i)cbo>«pa&sâo.at^ 
tralnr 4M)s /tossos intei^fiseg, seeã^ ppr vi» dedi/ibeiroy 
fai^i avi^o. para v^aiifem iaitrucçoas^si^bi:^. o qiia/deveif 

obJ»<- u. - .-•. • - - -.. , KM. ,-..4. ^ ' -"•> 

< ii > Q«KUi/to A!03;outi!os tam<i^ da familia real fitserá» ae-* 
ceê»ari0 «que/ Mgafe ^ exismplo , o& tisos», . e a eliqiiflta doa 
aiíiros.ambaixatiorea;i r»as logo^ae.fallardea a M^ié.oDu* 
qúoiéeHYorcíkr^ ik(nbi^ai-irQs.de lançaF ádiaoie os.c^piinpfi<p^ 
mentos lisonjeirlooi^sabre «buj taleQtosLmiJiiarfis-.; osquando 
faHamdtaSf £01X1 JVír^ o Diique^4e Clacence^ríexprimas obri- 
gações^ 4a»q«ie> a Prança Uie ^be rdayedQca^^-idkiaão ter 
SL íAj R«.emfNregado contra ella.aeus talenios ^Hiaôiimos 
durftiUaja.uUima-'^uerrji. Fazei<*T0S;faf>ttlar.:qiiao|OístiK9a. 
fuij posai vai,, não voâeirefiiseijs ^aqaalquer conivitÉy ^^^do 
chefeda^cidáde;, ssoja dot ricos n^ocía^V^S;} ç@^(»ria»ai«> 
vai) .qyaniio fisif possi^eL, aos titios .4a ;$j94x3iqçi^^ 
Mil. iiio4a;da }>eiiair^^ cidei Cfi»bBrâW,<(j|>ft|íi»Q^ifl[íieJ|fcf^ jia^ 



. .475' 

dedo,. a&ejSbtftfnbéiki alguns me^ih broa dt> governo, finp 
qoaliídade* de Francez podereis facilmento, sem- ofíêúúeci 
irin^aieoi^ fençaragoa no Vosso vínbo, êtiv quanicr^osouo^i 
tfos beb£tn o. seu! poro; e pdr este meio {SoiJereÍB muitasi 
yeaes comirecer setís segredos, sem ^xpòt os Vossos.' r 

-* •. fía-o-be necessário lembrar-to^, q<iè ttJHít polido i' 
e^ prevenido e«i o^ bailes, e passeios da nobfwaingleza*:' 
deveis' etn t»dO' i^ão vos esqueeer jamak 'da vossa q\ialf<^ 
àssde^ eási-âeL tí^^hof que representais.' Quando for con*^ 
vteuíçêfte y e tós mesmcfo Jutgardes, sede mais altrvio <iue< 
c^sobeibois^ e ressenrlí com indignação ^' ou cotn^de&pf^t 
»e ais; òf&osas^ ott^õt negligencias; que-oceofrerem. Nao; 
toliôrâis^ jamais a presen^a^^de qualquer Bourbon, nem -a^' 
d^' outro a4g?uiii^obro,emig^do, ou de oulro àlgam'}quei> 
trouxero.>distinel;ivo «das; orden9:da cavallaria proscripla^} 
Se ^o9 encontrardes com Pittj WindfaHQi, Gr^n^illo-, 10*". 
de éiviiV mas reservado, e^remonioso ; 'pondo«vo6 tom^. 
pre^aliuma tiertãdistaitQÍar péiofoÉiiraTio^ pqderei^' m^»*» 
Irar muita afíabilidade ás pessoas do partido de Mr. Fõix^f 
qne' seU^m >6nergieamenie oppoalo' 4- uHrmia "guerra-^, cu- 
jas '<^i'nÍQesli4>eraeS', e feio 'pcia capusa -da revoi.uç&o^eSof 
cônbeeid«^l: - vós procurareis de Ibe provar^ -por ^meip da- 
cotiTÍtes, e attençoes, que o primeira C<insult be^mrtrrui^i 
doí, e.reconèeeido da sua oondusta passada»; '-, -ri 

-. . Coãio na^ maior parte da»^ociidadet«pro9av6lmahi»i 
té encontrarevs mUiiajies do eXercjto, ie da marinhat,v.vofl^ 
procurareis seu oònhec amento , eentreteniqaeinto, ^e faâreiai 
hFUTna-^tiimula d0•çoace»to,^qíle faseia 4^Uasj,<^e do^ seuar. 
talentos. Tende como regra invariável, para os dirigir ,. 
as paixõe^v e^nao a^ rai^ão d*esia jeispecíe'. de homeifts>, 
inaiormente^qiiando os viceis esquentados do vinhos ^es-v 
tii^^^lo^^aã^deslalbjrafta deftc^btfírei^^As ^rdades inco9« 



477.. 

foilai) efttíeU deicoberUis precloiai. Seeltes são descoii« 
tentes, ou perversos, procurai descobrir se o objecto de 
seus aggrs^vos, e descontontamcnto provem de ambição, 
de avaresa , ou patriotismo ; se estes são homens de espi- 
rito , e de qualidade ennunciai , como por hurna espécie 
de descuido para os consolar, huqaa condemnação indi- 
recta do seu governo; dai a entender, que he assim que 
vão as cousas nos governos monárquicos, onde se despre-- 
sSo os homens de mérito, que nas republicas pode ser se- 
não atesta do. estado, e que em lugar, de sofrer aos Prin- 
dpes os seus caprichos, e despotismos estarião no cn^ de 
dominarem os Imperadoics, e Reis. Será necessário, que 
taes conversações as movais. quando o achardes a propó- 
sito, mettendo em questão algumas idèas; porem obser- 
vai em todos os tempos, que vós não faliais em. vossa 
copacidade official , mas somente como individuo priva-* 
ào^ « como militar, que se interessa peia honra,, e feli- 
cidade de todos os militares. Se alguns doestes entreteni- 
mentos com as pessoas firmes, e distinctas forem segui« 
dos de algumas aberturas, ou de intrigas, fasei huoia 
lembrança, e esperai as ordens antes de ir maia longe. 
' Apparecei raras vezes em publico com os demago* 
gos , ou democratas , mas em particular entretede o 
,espirito do desconlentamento, de facção, ou de espe- 
rança : recusai-vos a toda a espécie de sociedade , e de 
ailiança publica, ou privada com os membros de parti- 
do de buma classe inferior , abandonai este cuidado a 
vossos subalternos. 

Quanto ás pensões a certos individuot, ou ao di* 
nheiro, que se hade dar ás sociedades facciosas, fazei 
d*ante mão vossas relações antes que deis a promessa , e 
metei de permeio o tempo de tomar as informações u>* 
bre o caracter dos individuos, e sobre os serviços^ q«e 



47^ 

. SC pícfáenT esperar à'eIfeV, e dé^ ôeiis partidos, TX !ie s 
{Sessba mais cápàz de dar- vos bons indícios a este respeí* 
ioj''h de arranjar esta qualidade die negocros , deixái-lhe 
a eífe ò cuidado, para nâo vos compromeler; e evhai 
tarilo quanto vos for possível, os intrigantes, e as in- 
trigas, nnenos que elle liâo tenha alguma vista detiUvá 
a t^car. 

Se o acaso vos fizer acidar na companhia dos rcpu* 
blicanos, e dos reformadores conhecidos, tende cuidado 
de dar a entender, quê elles nâo devem julgar da coii« 
ducta futura do primeiro ConsuKeni favor da liberdade y 
pela que ao presente a necessidade o força a. ter; que 

' estejão certos que se a providencia lhe conservar a vida, 
e que se a Europa gozar em íim da tranquilidade, q^ie 
tem perdido por todas as convulçSet revolucionarias, elle 
dará aos Francezes h\ima maíior porção de liberdade^ 
que os Romanos não possuirão no tempo dos Gracos; 
e que a posteridade nãô terá de reprehendê-Iade ter dei* 
xado existir na Europa algum outro governo, que a de 
huma republica universal. -. .: 

Tereis outra lingoagem quando fatiardes c^tti ú% 
aristocratas. Devereis então fallar dos perigos éE^s.iiinova- 
ções, dos horrores das revoluções, e^da necessidade de. 
não confiar no engano dos filósofos , e das especulações^ 
revolucionarias: que a existenencia dfi» ordens privile-: 
giadas faetãx> necessária, como indispentôvel ao estada* 
de ctvijisação, em que estaco mundo; que a ij^uaidade? 
he absurda, perigosa, e impossível; e que a candueta 
do primeiro Oônsul, desde sua elevaçSp ao poder, tem 
provado qbe eslès lsSo òs seus verdadeiros sentimentos. 

A 'Inglaterra be o unice piíis da mundo onde Lum 
diplomática, que tem espirito ,. e talentos se Uie apreseo^ 
tão oecasides contiâuas de çmpeoer^ de ioirigâc^. ede.euii^'^ 

TTX 



baraçar; ao mesmo tempo de sé qtieixat, ãé insultar, * 
de allegar queixas, e mesmo de fallar cotao ofTendido, 
quando eile he o mesmo aggressor. Hum artigo em buma 
gazeta, huma palavra em hum debate, ou buma saúde 

• em hum club, que elle pode tef obrigado, ou «atisfeito, 
«ao sufficientes motivos, que facilmente se Uie presenta- 
r&o diariamente. 

Como os ministros Inglezes provavelmente darão 
a conhecer alguns ciúmes das nossas elevações, e dos es- 
forços, que fazemos a romper todas as coniiexdes da In- 
glaterra com o continente, se elles acerca d'isto vos fize- 
rem algumas representações, respondei-Hie immèdiàta* 
mente com queixar-vos da inexecução do ^ralado de 
J^aiienSy da tyrannia , que elles exercitão nas índia 
orientaes, dos libellos, que contem seus papeis publicos, 
das injurias, e das cabimnias contra o primeiro Cbnsuf, 
e da protecção que elles concedem aos Bourbons, e aos 
outros Francezes rebeldes. Se todavia vos fizerem alguma 
pergunta imprevista , ou se insistirem sobre bitma expli- 
■ceçâo, qualquer que seja, ganhai tempo deferindo a de- 
cisão ao primeiro Cônsul,' e esperai as ordens que se vos 
trahstóklirem. v ; ' 

Ca«o se vos faça alguma queixa acerca do seques- 
tro dos navios britannicos, ou sobre a confiscação das 
"propirtedadcs inglezas em França , dizei sempre qué estes 
negócios devem rcgular-se na França do mesmo modo 
tie as reclamações dos cidadãos Franeezes sobre a Ingla- 
terra hão podem arranjar-se senão na Grà-Bfetanha. 

• Não deis nunca resposta directa ás proposições, que 
se Vos fizerem , ' nem a alguma queixa , e ofiforeci mento 
imprevisto: a falta de instrucçôe», e a necessidade de coo* 
multar o governo, sempre são escusai legitimas, e ásquaes 
"w nâo pôde recusar para oblet, ctebnfa^: ^em o 0stãd> 



«ctuitl da Eliròpa aâp ha demoras , que pór em piçrigo 
immin^^ie aslran^acçõed politicas; mas hum negociador^ 
ou, Uufn ministro, ainda que com presença de espirito, 
fí experiência que tenha pode, dando hurna resposla de- 
ciaJêV^, enâo dilatória, fazer ásua causa, e ao seu paiz^ 
por- huqi momento de esquecimento hum mal, ,que mui- 
tos annos de bons serviços poderá® muitas vezes não ve* 
pÃra^r. .■■■■. 

.. Procurai 5 se vosfor possível, indagar p estado da 
verdadeira situação das finanças da companhia das lur 
diais orieotaes, e buma lista exacta de todas as tro(>as 
euTopeas, e das dos naturaes do paiz, que estão a soldo 
de Inglat^irra nas ditas India§; deque força sao, sua re*- 
lígi^<> 9 ^u^ lingoa, e .a& divisões a que pertencemi. Ate 
que nossa» cpjpnias nesta parle do mundo, não nos sejão 
entregues, e as/qrças que se projecta de lá enviar, não 
«6Jão chegadas,* evitai toda a. discussão relativa ás i^surr 
paçôes da Inglaterra, á» quisixas.d&i9 Príncipes do.paiz;; 
een» r«^r« geral tudo qiianto. poder, f^^er suspeitar aossos 
piaúos futuros: o)>servai ppr taaio ae^te respeitp até ao« 
va 0)rd«a)9 o silencio do tratiido de Aoiiens» 

Kão poupeis alguma deligencia em procurar todfiMi 
a» ii)formaçôes, possíveis sobre as partes fracas, e^vulne- 
ra^veis da índia; aquellas onde reina maior, dei^conieatar 
mentp^ onde oa Inglezes. são mais aborrecidos, eo^Fraaji- 
C6z^ mais aoiados. 

Eutretede os ministros com o detalhe jd^^s npssap 
desgraça» r)tts índias ori^Maes , dQ:a>Qdo qufi de^vienr^ m^^ 
attençâo .do q^e pr^ectgioQs. fa%er n.o paciente.. I^pi cesseis 
de.fHroeufa)* persuadi-los,, ^ue. se.^lks qSo for;neoem soç^ 
corgos ecD.diDheHOS^ e ,iMíVio5>,JióS'«8t|^fnps fora do-e^ta?» 
d0i de subjnelt^r os.açgros ei9 S#t Dc^m^s. Qb^e^y^ 
f&».r^ Frgasa çstèfl» * Jbiglaterr|k,á^vefl» fa^^r AMsa^ôana» 

TTT 4 



481 

mnm para embaraçar o estabelecimento de huma repu- 
blica nas Índias orientaes, que cedo, o« tarde se exlen- 
derá á Jamaica , e ás outras colónias britannicas, e cau- 
snria sua ruina , ou ao menos separação da melropoli. 
Seestes raciocinios nâo tiverem odesejado exilo paro de- 
termina-los a darem-nos soccorro^ vós proporeis que a 
Inglaterra guarde santo Eustáquio, como segurança, ate 
que possa serreembolçada do que assim emprestar á Fran- 
ça para este objecto; eque seestes avanços excedem cen- 
to e vinte milhões tornezes , se Ibe poderia dar algu- 
ma outra colónia holandeza , á excepção de SoWnfaafa , 
para segurança addicional. Tende cuidado de nâo fazer 
estes offereci mentos, sem primeiro ser bera seguro dosuc- 
cesso, e depois que todos os outros meios se inutilisarem. 
Informai-vos qual he o espirito publico no Cana- 
dá; se os habitantes são ainda inclinados á França, ese 
recebendo os soccorros de armas, de munições, e de di- 
- hheiro, haverá alguma perspectiva, que em hama guer- 
ra futura elles se porão em' insurreição , e sacudirão oju- 
go britannico. Se alguma pessoa mercante doesse paiz, que 
tenha algumas luzes, fôr visitar-vos, dizei-lhe que todos 
ós do seu paiz, que emigrarem para a Luisiana , aqui 
serão acolhidos, e gozarão da mesma protecção, e pri- 
vilégios que os cidadãos Francezes ; e que hum dos moti- 
vos do prinieiro Cônsul adquirir esta colónia foi para of- 
ferecer ali hum asilo aos Francezes vexados, e Opprimi- 
dos no Canadá. 

i Vivireis nos termos da maior amizade, e intelli- 
gencia com os ministros da Hcspanha, Holanda, e Prús- 
sia : com tudo não percais de vista seus movimentos, e 
suas transacções. Ganhai a amizade do embaixador da 
liussia , e procurai persuadir-lbe , que não forão as in- 
trigas da França, 'mas sim as de seus íntúaigps, quecau* 



A82 

èérâo a desgraça do defunto Imperador. Se julgardes â 
propósito, que hum presente de algum valor, feito da 
parte do primeiro Cônsul, será recebido com prazer, fa- 
zei aviso para vos ser enviado cora a sua competente car« 
ta. !Nâo façais com tudo sobre isto algumas tentativas, 
que não forem convenientes. 

Ponde-vos a huma certa distancia do embaixador 
de Áustria, não de modo que elle se ofíenda, mas sim 
para mostrar*Ihe que não agrada pessoalmente ao pri- 
meiro Cônsul. Vigiai striclamente o que elle faz; pergun- 
tai, se contijiua a ver os Bourbons, e os emigrados; ese 
estes últimos dizem bem, ouse queixão, ecom que outros 
membros do corpo diplomático he ligado mais intima- 
mente. Aceitai seus convites; mas observai a mais res- 
tricta etiqueta, «m dar-lhe convite por convite. 

Misturai as vossas conversações com o embaixa- 
dor de Portugal, se todavia tiver suflBciente talento, não 
só para ver odespotismo, como a vergonhosa escravidão, 
em que a Inglaterra tem seu paiz, afim de por este meio 
conhecerdes se elle tem parcialidade pela Inglaterra, ou 
antipathia pela França; se falia da conducta de Lannès 
com prudência , com cólera , ou com desprezo ; se be 
ou não bem visto dos ministros Inglezes; e se a sua re- 
cepção na corte he tão graciosa , como a dos embaixa- 
dores imperiaes. Acariciai-o, elisonjeai-o algumas vezes, 
se o julgardes a propósito:» vjgiai-o em todos os tempos*. 

Observareis com os ministros, e agentes diplomá- 
ticos das outras nações, e estados a etiqueta estabelecida 
em Inglaterra, não esquecendo jamais, nem permittin- 
do que se esqueça , que vós sois o representante da pjri*^ 
meira néçao da terra. 

Se algum d*elles he particularmente distincto por 
feus grandes talentos , ou. por grandes defeitos, por ^u 



483 

ôdio, oíi! por sba, pàrcialidíKi^.pria França , <yii "pela, íti- 
glaterra ; se lie o valido do 9eu^a<;^bierano, o^i bem vi«|.o do 
ininUterio inglez : convidai-o, sede afíigivel para com cada 
bum d^elles individualmente; mas tende conâtaaleui^ate 
a vista sabre eiies todos, e sobre q. que fazem. 

Pelas ra2Õea, que vos tem sido explicadas, teada 
buma attençâo pacticular pelo que- die respeito ás íioaa* 
ças, manufacturas, ecomn^ercio da Inglaterra» Qtianlo 
aos agentes financeiros, que estão debaixo das voasa3 or^* 
dens, podeis livremente confiar-vos èm 16 — ôl — ^^e fiO# 
Desconfiai de ^9, quç he d^uvidoso; mas 18^ he>h^ai traí* 
dor, o qual. Jogo que iiver sido reoplbido , eclado pco^ 
vas. da sua má fé, podereis envia-lo aalgiioia auissâo, 
sejft para França, seja para Holanda y <$. se tomará cui** 
dado d'elle. Será necessário comparar .sempre as relaçõe» 
doiSO, com, as de 1& — ^õl-— e60, at^entas ascireuA^taacias 
çm.que âetemcoUoçado, eporqu^be muito interessado, a 
Cm .debaixo de mão oimUos H^tare^ses e negocies, -que 
pão tem relação a)guai$i iK>m aC^ranç^* Q Ci4 Otta yos 
deixará algumas notas, ásquaes recco^rej^is tocante «€§« 
tesaf^ates, ou.àirida a mais alguas outro».^ Ile^^essa- 
riç.^eUad^r, e segui^ consiaiiteipeole s^a plano , para 
abaixar, e abater os fundos públicos i isto be. bum cheb 
de obra.. Nas intriga^ 4^. finanças, e de cpmmercia, as* 
sii^ cpmp naquellas, que tandes desunir cc^^as facçõesi 
deveis sempre ficar movei, e invencível; isto be para 
q apomandar, e dirigir, e proteger; 4QaMia oecessano 
que.tambt}qi concorrâo vossos agentes suba}|e|QQis*. . 

. Procurareis, huipa lista correcta <le .todas aspf»soas, 
que possuam {grandes propriedades, qqfn abatas ^^spbra & 
uaUireKd,e espécie. d.ellas.; ^se he cm prédios ru^tiep9«i «OU 
lirbanos, a fupdps píiMipo? .qu« cQpsÍ8teai;,»^,5âp siymn 
4pI Aaf Ifíàif^f ori^iUí^s.;, ,q9i|l \^, i|fetMn#9«lw«i^4*.|tt* 



484 

retida cêrtã ; «e be pro&umivel que elles-díspeiidâ'0 a to- 
talidade, ou semente buma parte dVilas; se a augmen- 
tão, ou a diminuem. A lista copiada da taxa sobre a 
renda , e er>viada por M. Oito , he incorrecta ; mas de- 
pois que esta taxa foi produzida a vaidade ingfe»i^ deve 
alcança-la sobre asna própria cobiça, e poderá facilmen- 
te acbar-se buma correcta. Esta lista be absolutamente 
necessária, n&o só para fixar nossos empréstimos, a^mq 
para estabelecer nossas requisições no tempo da iovasão 
futwra. 

Procurai todos 09 planos, vistas, e cartas- das cos« 
tas (]e Inglaterra; assim como dos condados, das cida^ 
des^ das fortificações; os diques, os cae's, todos os livros, 
notas, e observações acerca das ondas, das marés, evèo* 
tos, que reinâo na Inglaterra, Escócia , e Irlanda. So- 
bre as.producções, e população; as ressnrsas, a pobre^ 
za , as riquezas de todos os paizes; onde se poderá effe* 
etuar hum desembarque com vantagem ; sobre o caracter 
dos babitantes d*esse paiz, suas opiniões politicas, seus 
tígíos, e prejurzosi > 

Proponde-vos descobrir se os officiaes ds^. marinbá 
ingleza tem buma opinião favorável do primeiro Cônsul ; 
se fallão francez; se seus principios sao whigs, ou repti- 
blicanos: «nviareis os nomes d*aquel!es , que se distin* 
guem por sua habilidade, e por seus talentos políticos, 
e oratórios. 

Em o numero dos agentes para servir a observar á 
marcha dos Bourbons , podeis confiaV-vos em S — 5 -**■ e 
1^: tede a rdação dos outros, e pagai-lbes, mas não 
eonleis décimB. Quanto aos que são empregados, jiinto de 
Pecbtfgrti, e (léorgesj podeis confiar- vos em ]9 — 44— • 
'C'€6: os outros são muito estúpidos para serem tileis, o(i 
$t0úifé%^ 6 l^éeii'deq)edi-les íem* peirtgo ; toas que osèu- 



485 

tro$ taibâo ; nao ha mais necessidade de seus serviços em 
Inglaterra: dai-lbes passaporte» para a França , com 
promessa de serem aqui empregados na policia. 

Dai poucas vezes grandes festas; mas quando as 
derdes devem sobrepassar todas as outras em goãto, deli- 
cadeza j elegância , e esplendor ; isto em certas occasíôes 
taes como o anniversario do primeiro Cônsul, ou .se elle 
vo-lo permittir, o dia do nascimento do Rei de Inglater* 
ra : não he necessário poupar dinheiro, a íini de impri- 
mir no espirito da nação britannicaKuma afta idèa dage- 
.Merosidade, e grandeza da náçâo Fránceza. Não vos es- 
queçais ordenar a vossos agentes subalternos de fazer in- 
serir nos papeis públicos os detalhes de todas as festas: 
as baixas classes do povo devorão as particularidades em 
todos os papeis novos com tanto desejo , como as altas 
ciasses devorâo os pratos , e bebem o vosso vinfao. 

He preciso ter em vista a lista dos authores, egen* 
tes de letras dirigida pelo Cid. Otto. Se descobrireis ^ ou 
ouvireis fallar de algumas outras pessoas, que mostrem 
grandes talentos, buscai seu conhecimento , e ofFerecei- 
Ihe hum lugar no instituto nacional, ou buma pensão. 
: Tereis sempre o cuidado de dar a entender ás gentes de 
-letras, que as pensões, ou lugares, que lhes conceder o 
' primeiro Cônsul, nâo são senão ajusta recompensa de 
teus trabalhos passados, e que nSo pertende tirar servi- 
ços d*elles, de serviços futuros. Dir-ihes-heis que elle 
i olha as gentes de letras de todos os paizes do mundo, 
coroo cidadãos dehuma mesma pátria; que seus talentos 
não pertencem apaiz algum em particular, mas ao uai« 
verso em geral. 

Km vossas relações com os patriotas Irlandezes, ou 
todas as outras pessoas, assim como em caso não pre* 
visto das iastrucçõeS} seguireis sempre as do Cid» Oito 



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