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Full text of "Portugal antigo e moderno; diccionario ... de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias"

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»«« <f»I 



PORTUGAL 



ANTIGO E MODERNO 



VOLUME QUINTO 



I 



< i 



PORTUGAL 

ANTIG O E MOD ERNO 
DICCIONARIO 

ÃrclieoloiEioo, 
IXl)rtorlo*o, Bio^raplaloo e X^ty-moloflco 

OE TODAS AS CIDADES, VUUS E FDEdllEZUS DE POBTIIGAl 

DE GRANDE NUMERO DE ALDEIAS 



í. por aerom patrta d'tioraetiB oélebres. 
por batalhas ou outros lactoe importantes que n'ellaB tlToram logor, 
por soreca BolareB<ie famílias nobres, 
ou pormonuia«iitoB da qualquer natureza, alUexlateutes 



NSTICU DC lUITU CIUDES E OUTRU PDVGJICDES M LUtlTWIl 

BI Qiis mm KisiAi mmm m mtm a nm&o 

FOB 

Augnslo Soares dMieredo Barbosa de Pinho Leal 



LISBOA 

UVKABU EdITOBA DB U&TTJS UoRKIRA &. COUPASBU 

B8— Prftga de D. Pedro — 68 
187!! 






HARYARP COLLEeC UIRAKY 

COUMT OF SANTA EUUUA 

OOLLECTION 

6IFT OF 

MAY 28 1924 



A propriedade doeste DICOIONAREO pertence a 
Henrique d^Araujo Godinho Tavares, súbdito brasi- 
leiro. 






LISBOA 

Ttpografhia Editora db Mattos Moreira & Cohpanhu 
67 — Praga 'de D Pedro — 67 

1875 



POlimMi AMGO E lODllO 



M 



MAÇ 

M— letra nomenl-^vãlea sempre mi); 
mas antigamente, com um til por cima va- 
lia dez mil 

HAéL-^portngnez antigo*— liia). 

M&ABO— portugnez antigo-Hnio. 

MAAO-PARAMBirrO — portQgaez antigo. 
— içalfeitorla, destruição, damno, ele. 

MAÇADA— Vide VUlar de Maçada. 

HAÇADURAS^-portúgnez antigo— muleta 
ou pena qtte pagavam os que davam pan- 
cadas em alguém. 

No fotal de Bragança de 161& declara o 
rei D. Manuel que mais se não devem levar 
as penas de maçaduras e san^^— que an- 
tes chamavam indicias^ e no principio da mo- 
dárcbia, ioózesy coimai ou Hvores, 

Ainda hoje .se diz— «noçaia, uma carga 
dd pau, piza e toza. 

Eéta pena pagavam antigamente os que 
matavam, íériam, espancavam, faziam con- 
tuz5ôs, maçavam ou também injuriavam com 
palavras affrontosas, torpes, indignas, que 
faziam empallidecer o off^ndído. 

HAÇAINHAS DB BELMOKn— freguezia, 
tieli*a Baixa, comarca da Covilhan, Concelho 
de Belmonte, 18 Mlometros da Gtnurda, 305 
a £. de Lisboa, 130 fogos. 

Em 1797 tinha lOd fogos. 

drago Nossa Senhora âi €oncel^. 

Bispado da Guarda, districto admhrf8tlA<-' 
tivo de Castello Branco. 

O vigário de Santa Maria de B^ente 

VOLUME V 



MAÇ 

apresentava o cura, que tinha 7i|000 réis 
de côngrua e o pó á*altar. 

MAÇAINHA8 DA OBARBA -- f^egoem. 
Beira Baixa, concelho, comarca e 3 kitome- 
tros da Guarda, 300 ao. E. de Lisboa, %90 
fogos. 

Em 17^7 tinha 130 fogos. 

Orago Nossa Senbora da Famagueira. 

Bispado e districto administrativo da 
Guarda. 

O primeiro nome d'e«ta íreguezia foi 
Granja de Maçaiiiihas. 

O prior de S. Thiago da Guarda apresea» 
tava o cura, que tinha 6^000 réis de coo* 
grua 6 o pé d'altar. 

É povoação muito antiga, pois em èMiúf 
aforou e mosteiro de Salzédad a aeia BM)r4« 
dores a sua grania de Maçainhas no termo 
da Guarda. 

MAÇAL DA RBEIRA— fregueáa. Beira 
Baixa, comarca e concelho de Trancoso^ K4 
kilometros de Viseu, 326 ao E. de Liaboa, 
35 lègos. Em 1757 tinha 34 fogos. 

Foi anligamente do bispado de Viseu, ho- 
jo é €o ée Pinhel, districto administraUvo 
da Guarda 

Orago Nossa Senhora da Conceição. 

O róal padroado apresentava o abbMo, 
que tinha 1501000 léis. 

Esteve annexa a esta freguezia a do N^* 
sa Senliora da Graça, d» ViUaree, «ae boje 
I êbtà indepenAinte. 



6 , MAÇ 

MAÇAL DO CHÃO— fregaezia, Beira Bai- 
xa, comarca e concelho de Celorico da Bei- 
ra, i8 kilometros da Guarda, 360 ao E. de 
Lisboa, 140 fogos. Em 1757 tioha i04 fogos. 

Orago Santo Estevão, protomartyr. 

Bispado e districto administrativo da 
Guarda. 

O commendador d'01iveira do Hospital 
apresentava o cura, que tinha 6^000 réis de 
ooogrua e o pé d'altar. 

MAÇAM— portuguez antigo— nome pró- 
prio de homem— hoje dizemos Mírçal, 

MAÇANS DE CAMINHO— freguezia, Es' 
tremadura, comarca de Figueiró dos Vinhos, 
concelho de Alvaiázere, 48 kilometros ao 
S. de Coimbra, 3 de V^IlaNova de Pussos, 6 
a O. de Maçans de Caminho, 155 ao N. de 
Idishoa^ 130 fogo8« 

Em 1757 tinha 67 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Graça. 

Bispado de Coimbra, districto administra^ 
tivo de Leiria. 

Foi villa. 

O tribunal da mesa da eonseiencia apre- 
sentava o vigário, que ticiha 40M00 réis. 

Era commenda de Christo, e tiaha até 
1834 uma companhia de ordenanças. 

No siiiode Valie d6 St^rai, d'6sta fregue- 
zia, ha minas de ferro, das qoaes é pro- 
prietário legal, desde, agosto de 1873, o sr. 
Carlos Hyone. 

MAÇANS DE DONA MARU— vilia, Estre- 
iiladora, comarca e concelho d^ Figueiró 
dos Vinhos, 40 kilometfos ao S. de Coim- 
bra, 6 a fi. de Maçans de Caminho, 165 ao 
N. de Lisboa, 630 fogçs. 

£m 1757 tinha 415 fogas. 

Orago 8. Paulo, apostolo. 

O prior do convento de Grijó, de cónegos 
regrantes de Santo Agostmtao (crutíos) apre- 
sentava o vigário, que liah» 100#000 réis. 
Primeiro foi apreseuiação alternativa do 
pontifiee e do mosteiro de Santa Cruz d^. 
Coimbra. 

' fira a fregnezia eommenda do conde de 
Villa Flor, que pagavjt ao vigário, ao cur^t 
eá fabrica. 

■' A vHia pertencen alé iÔ41 i casa doa 
marquezes de Villa Real, e dopois iMtssoa 
para a cas^ do infantado. 



MAÇ 

Era concelho muito antigo, com camará 
e justiças próprias e todos os officios públi- 
cos eram dados pelos infantes. 

D. Manuel lhe deu foral em Lisboa, a IS 
áf^ novembro de 151^ lUvro dos foraes no- 
vos da Estremaiuray d. 159, coi. 2.*) 

Está situada a vilta tio cume da serra de 
Santa Heiena, passando-lhe pelo £. o rio 
Algé. 

É terra muito fértil e povoação muito an* 
tiga. 

No sitio da Cova das Barrancas, d'esta 
fr^^guezia, ha minas de ferro, das quaes é 
proprietário legal, desde janeiro de 1873, o 
sr. Carlos Hynne. 

MAÇANS— rio, Trfz-o^ -Montes. Nasce em 
Hespanha. Serve, por algumas léguas, de 
raia entre Portugal e Caat«ila« . 

Entra n« esquerda do Sabor, qoiaai da*, 
fronte das Talhas. 

MAÇiO— villa, Extremadura, comarc» e 
â& kilometros a E. de Abrantes, eaèeça do 
concelho do seu nome^ 140 kilonietros ao O. 
da Guarda, 6 do Tejo e 150 aq SE. de Lis- 
boa, 750 fogos. 

Em 1757 tinha 280 fogos. 

Bispado de Casteilo Branco^ districto ad- 
ministr-itivo de Santarém. 

O conoelho de Maçào é composto de 4 fre- 
guezias, que são— Belver, Carvoeiro,, Enven- 
dos e Mação. 

Para a sua etymologis^ vide Maçam. 

O real padroado apresentava o vigário^ 
que tinha 40^000 réis e o pé d*altar. 

Até 1834, tinha capitão-niór, com duas 
companhias de ordenanças. 

Tem fabricas de baetas, de boa qualidade. 

Os marqueze^ de Fontes eram alcaidea- 
môres d*esta villa. 

Está situada próximo do rio Nabão. 

No logar doX)Qjieiro9 d'es|6 concelho^ se 
descobriu, em janeiro do 1873, uma mina 
de ouro. Ha também aqui Qijnas de ferro, 
manisfestadas. 

Ê terra muito, fértil em ce^eaes, azeite^ 
bons vinhos e fructa/^ No^ seus montes. ha 
mnita^MÇ^ 



Desde tempos immemoriaes se fabrica 



MAÇ 

Xi*6suíregàe£ia.&nia<e8|ieciaj[iâade^d9 fazdii^ 
da de Ud, aque aqal ciiaiúaiii lanaíài^. . m 
. Sâb e^ivA estofos Untos ^guns e<»Ei anil ; 
mas^ a maior paEte^fieapi eooia côr natura) 
da lan, preta. 

Até 1860, ^ia:se agui todo o serviço de 
emlar^ fiar B:ieeer,.á mão. . . 

Desde «n|ão tem levado d^aqiM.asJaivs 
para as £abricaA de Partalegr^> Castanheira 
Gaatello Brai^co e até alguns as k^avam 
para Ca^stello Novo e Gotilhao, a tO ^e 
maia legaas de distaneia, sofrendo eom is- 
tt^ nao s6 os inboaunodoa e* despegas de 
jornada, fretes, espias taâ- (iabríeas, coom» 
demora no aviamento dasians (á».ves69 6, 
7e 8 mezes.) \.- , 

JSm i868 veio. aqni nm engenheiro de map 
chinas par.a, por meio de ui»a eooopanbia, 
ftmdar em Mação uma fábrica de ear.dar 
-ei fiar lan^mas todos recearam maa resul- 
tado da empreza, e reirahindo-se os Ciipi 
tae{^ não se levon a effeito a construeçào de 
tíbo necessário estabelecimento. 

Tendo para aqni sido despachado jaiíer^ 
dinario o sr. dr. Joaquim Lourenço Vidal, 
90 fim de i871, observou o movimento inr 
dustrial, e auxiliado por outros esclareci.- 
mentos, eonciuiu que era urgentíd^imo e da 
maior utilidade para e$ta povoação, um es- 
tabelecimento de cardar e fiar, e que nào 
deixaria também de ser vantajoso para quem 
o emprehendesse. 

A sua boa vontade venceu iodas as dífiOi 
culdades e pôz em DM)vimento a^uanova 
fabrica, em outubro de Í87X . 

Esta fabrica carda e fia alan para as ta^ 
fazendas chamadas latiainha^y porxx)nta dos 
fabricantes, e também por conta própria. 

O agente propulsor da fabrica, emprega- 
do, tanto de vtrio como de iaverno, é ex- 
elu^vamente o vapor. 

Emprega já umas 20 pessoas,; Aias, se 
também se emprt^gar em tecer (como dese- 
jam 08 proprietários) deve empregar. de 60 

Está o edificio fundado nos subúrbios, da 
villa^ Junto 4 fonte publicada povoação^ .cha- 
mai a ForUe do Fomo^ e distando da ex- 
tremidade áa vilia apenasuns ISO metros, 
lelantoí.:' ■ • . ,. , .ij. N \ 



MAiÇ 7 

.:Çq«i.,.a construeçào d'e$t^ fateiea ae tep 
deaeavolvidpi muito o fabrioo das lans ; pqr-t 
qua até ^gora só pessoas al^astadas podiam 
teç^. as .lao^.por terem dinheiro para as 
maadarem :£ar« em grandes porções a ter- 
ras distante»,; ao paaso que hoje qualquer 
industrial menos favorecido da £)rtuna| pô- 
de /e^lafcelecer nm teari vi^to que na fabri? 
ca lhe cardam e fiam qualquer peso de ias 
por,djf»jiiut0)que seja. 

Aated.dA fundação d^e^taJEabriça» fiahiap 
d*aqui annualmente umas duas poU ari^ohas 
de W,. para 9ar ; Itoíejá o qipvimentq é 
muito; in^oi'. 

i Q ar. Yià»lM. pois um grande serviço i 
vHla de Mação*, honra lhe seja, 

A firma social 4*esta emprezaé. Joaquim 
Lourenço Vidal át G.» 

Agradeço ao sr^ dr. Vidal os esclareci- 
mentos que ine deu, e que me habilitaram 
a poder Xallar d'esta industria. 

Ainda está m\ construeçào uma outra U^ 
brica para o me^mofim, do sr. Francisco 
de Pina Carvalho Freire, que também foi 
principiada em 1973. 

Mação é a pátria do insigne latinista a 
iheologo, António Pereira de Figueiredo, 
qaenaseeu em i725 e falleceu em 1797. 

Foi homem muito erudito e de profundo 
saber. A. maior parte das suas obras, saoea$* 
eriptas em latim. 

As dissenç^ entre a euria romana e o 
governa portuguez, lhe deram occasiao de 
advogar a causa da pau^ia, na célebre Tai- 
tatwa Tl^í^ogica, publicada em 1769. 

D. José l^ em recompensa» o nomeou iu- 
.(erprete mór, cujo c^rgo exerceu emquantò 
vivo; Além dUsso^ era da real mesa censó- 
ria e membro da Academia Real das Scieâ- 
^ê9^i n4^ Alassp de liitera^ira. 

As suas obras formam um longo catalogo» 
« entre ell^ avulta a traducçao da BMia^ 
«m por,tugiieZy com notaa-^X.t^itonía Sacra 
— Elementos de Historia Eçclesiastica — 
Exercidos da língua latina e portugueza-^. 
NmM^.mfthio dewmmfilioa latina, qne iem 
tidQíinaMtâQjlO edições -T^Ikic^ífia VeUris 



8 



m^ 



Eeelesiae ie inprema ngum poteêMH^ i}aê 
fdf traduzida em francez e outras lininas. 

Thmbem se lhe altriboe a celebre Dedátí^ 
çãaChrcnoloçica, on relatório eontra os Je* 
seitas ; liias esta obra ó do dr. José de Sea* 
ttÊL e Silva e do marques do Pombal. 

■AQtHIè (8.) •— alta e iDgreme monta* 
Mi, Douro, na terra de LaíSes; comarca de 
ttosella. 

É um ramo da Gralbeira. Cria ttutta ca- 
ça grossa e minda, e n*eHa nascem tarios 
ribeiros e regatos. 

MAÇARBLLOS ou HASSAHELLOS e tam- 
bém BOA VIAGEM— freguezia^ Douro, co* 
márea e bairro oceidental da cf dadb do For- 
íú, a cujo bispado e districto também pem- 
teooe^ e d*onde dista (contando do centro da 
cidade) 2 kilometros aO. e 310 aoN. dè 
Lisboa. 500 fogos. 

Sín 1757 tinha Íi9 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Boa Viagem. 

O prior da collegiada de Cedofeita, da 
mesma cidade, apresentava o cura, que ti- 
rtia 60^000 réis e o pé d'aUar. 

Com o grande deselxvolvimento que a po- 
pulação do Porto tem tido para o E., N. e 
O., a freguezia de Massaréllos pôde e deve 
hoje considerar- se como a continuação da 
cidade do Porto. 

Esta freguezia e a de Cedofeita (da cida- 
de do Porto) foram dadas por D. Affonso I, 
M 80 de junho de liS6, ao D. prior e co 
negos da collegiada de Cedofeita, que fica- 
ram sendo senhores donatários das duas 
theguezias, das quaes recebiam grandes fó- 
fb^ rendas, domínios, luctuosas, etc. (Os 
dominíds eram quasi todos de 5, f^ou 20 
pòr cento do valor da propriedadel) 

Os donatários pagavam o quinto à corda, 
fue lias duas freguezias andava por 33JÍ000 
Ais. 

Estas doações íbram confirmadas dspols 
por outros reis portugueses. 

A doação comprehendia todas as herdades 
^Azs ditas fr^zitts, cúfUtçuas éfnmihus dos 
anttòs dà Sé do Pútto. 



A fHêgbézia dé HlssM^lIos cfstá 
iúmé sRttadi^, pai^ ú^ nk^ité diS's«a nd- 



HAa 

me^ o pane na margiem direita do Doqiiòí^ 
onde tem uma boa estrada á macadam, e 
um emmnho americano, construído em i873y 
para S. João da Foz, e Leça. 

É n'esta freguezia a antiga alfandega, por 
isso chamada de Maçaréllos, que ainda ser* 
ve de deposito de todas as mercadorias que 
não cabem na al&ndega principal O eÁâ» 
elo é propriedade particular que a alíánde* 
ga traz de renda. 

Toda a margem do Douro pertencente a> 
esta fíreguezia é orlada de casas, sendo ai^ 
fumas d'ella8 de boa appareneia. 

fia aqui um terreiro sobre a margem èv 
rio, oceupado com uma alameda, formada 
por arvores seculares, e proiimo d*ella a 
bonita residência do sr. barão de Maçarél- 
los, tendo na fronte a óptima fabrica de faB^ 
dição de ferro do mesmo nome, que é de 
uma companhia. 

Onde hoje se vé a alameda, existiam no- 
seculo XIII as salinas de MaçarélloH, cele- 
bres pelas grandes demandas a que deram 
causa — primeiramente entre a coroa e os 
cónegos de Cedofeita — e depois entre, estes 
e os bispos do Porto. 

Achando-se o rei D. Diniz em Braga, con- 
firmou, por alvará de 7 de julho de 1280, ao 
abbade da collegiada de Cedofeita, do Porto^ 
o privilegio do seu couto, sabre não se eM- 
hargar pelos officiaes del-rei, tirar -se sal doe 
marinhas de MassareUos. (Documento do 
archivo da collegiada.) 

Os bispos do Porto, allegando serem ser 
nhores da cidade, -contestaram este alvará e 
deram causa a encarniçados litígios. 

Estando D, Affonso Y em Évora, fez con- 
de da MassareUos a João Rodrigues de Sk, 
alcaide-mór do Porto, por carta de 29 de 
dezembro de 1469. 

Sobre o monte de Maçaréllos, no sitio on- 
de existiu a celebre torre da marca ((fo» 
servia para dar os signaes aos navios que 
demandavam a barra) está hoje o sumploa- 
so palaoio do crystíU com o Édtt tbeati^ áe 
Gil Vicente, o seu ciroo d os mus' vasias e 
formosos jardins; estando no reciai» dV- 



MáiÇ 

ta a oapella oiide foi sepultado e esteva al- 
gum tempo o cadáver de Garioe Alberto» ml 
do Piemonte. (Vide PartcJ ' 

É lambem D*e8ta fregaeiia á aeredilada 
Amdição de fefro, do Oum, sobre a «marfem 
do rio, e hoje propriedade do illastrade 
ándiiBirial o ar. Laiz ^Ferreira de :8aa8a 
Cruz. 

Ko territerio d'e9ta tnefaeiia ha Jormo- 
jae casas de campo e boas cpiiiitas. 

Aqni nasceu, em 30 de março de 1745, «o 
4r. António Ribeiro dos Santos. Eva flibo de 
Ifamiiel Rib^ro de Sonsa 6ãinMMrie% scoco- 
nel de Mineiros, e de D. Josepba Ifaeia de 
lèsns. 

Chamado -por (8SII avô ao SrasU, aM fez 
«ossens prhnedroe estudos, sob .a direcfio 
<dos Jeanitas no seminário. 4a. Lapi^ da eldii- 
•dedo Rio de Janeiro. 

Em 1764 regressou a palria, • tse .matri- 
culou na Universidade de Coimbra. 

Formou-se^ttn direito canoaiose Mjra- 
4iMdo lom i77l— lente eubsiituto^ e depois 
«oatiiedratieo da mesma faouldade^^Hregeiído. 
^as cadeiras de 4ireito natural «:psim4lia; 
sjoithetica das deeretaes^ até ser jubilado ' 
«IEÍ795. 

Foi o !.* bibliothecarlo da 'Unira^ade 
depois da reforma do marquei 4o íP^mbal,! 
-am;i777-^-«ommissariOfaral.4Pi estudos, 
«iia.re|l«rtiQãa daoArte le provineiai^a.ftB- 
ctosmaditra-^ceiísoriregío^deppíiado daj^a- 
<U datrevisloie^cenaunailo no«o-eQdigo,4«ii 
•i7S8 -^d«ieiii)aif ador raggf avista da eaaa 
fáaisuppiícaçao de Lishoa-i^epçtfadodOíSan- 
•lo .Officio-^ aesa d^^onseienma ic. pudeifs 
.«'-rda junta: da bulia) da «aato cr»zadar-#- 
4>ilfs^o da jQDia .e eetado da ^eveníwiQa 



M«ie 



)9 



easa e estado de Bragança, e chrpjtisla 4a 
«oesma casar«-deputado idajunia í€MS# em 
»M(N|, pana a ori0uiisaçâo do eodigovpenM 

militar— cónego .dauioiial, opoiBeBtado wí 

•oncnrso, e eonfliaisdo ^sucMilimRt&te, 
;íliaaiflés<de> Yiseu* Faro-efoetropeliMade 
.)Bv0ra-^l.-ièUiliothecariormérdaib»U9the^ [Ut^fH^MO iHtp^. 

ca publica de ^Udioa, a citfafQjQdaçao rar 

gaaisaçao pre8idiii,i«nti7Mi^^enÍB4fl»'es 



te emnrego lalé que foi aposentado em IBifi 
— cavalleiro professo da Ordem de .Ghiria^ 
odroire Aa «de S. TUago d^.EvAda^-*dp con- 
selho de S. A. &. .o.pvincipe r0geií^te (depois 
JE^. João i\t])-T-soaio effectivo ,da acàdeinia 
real das sciencias de Lisbpj^ d^de a su^ 
fondai^, em 1759-^00010 «cetrang^ da 
.aeademia;celtiQa de Paris, em 1804, etc. 

VoRrein em ^iisboa, a i6 de janeiro .d^ 
1818, cheio de honras e cargos: mas privi^ 
do da vista (que perdera aJlguns aunoefan- 
tes) na sua casa da rua do Sacramentq,. n.* 
13, ffregneaia de l^ossa,Senhoi^ da iL^NSiem 
ci^a egreja parechial foi sepultado, no n^- 
pectivo«aaoeiro. 

MACAROVS-rAegoezia, Míoho» boje ap- 
nexa á de Santa Eulália de Gabanellaf, ^ 
cpmarca.ojffKpieelho de Yjii^ Verde, U rki- 
Jometros m> M* A^ BcWi e<9W ao N.^^ 

Em iva tioba^» t»9o^. 

Orago S. Gens. 

Arcebispado e idiatricto a4#Aistn^Yj(i da 

O abbade deCabanellas apresentava^ovi- 
gariQ, .qqe tiiiha.94K)00 «léis de cpngr^a e o 
pé d*altar. 

Esu freguezia.(Qii9ii^Pprin)ida9Porp9fue- 
3iia9iiiO;prioc^>io do aeenlo XUL 

MfMNrthoe 4 J[lt9metrps ao S. da ,F^a»;|4 
fO»S..do tmf^fi ao.^í. d*Ovi|ç, í|85.í»P.». 
de |ii|boa,.3iO fogps. 

1E91 17X^7 ;tinba Sil fogos* 

^»floS* Pedro, apostoh). 

«ifPidQ do ^l^oDte, disnícto ,a494oi9ti^- 

<9roidí9.At«bP* 
OiOommo4ader dm OrdapaidelM^, 40 

Via^HL^imfiffímmf^^fp o íeft#irf/qae'.tii*a 

iOO^OOO réis de rendimento. 

Mto^di ^m iPlaoW^ s<^re a «s|r^ a 
,0)ac:a4w,!que.4aiFfira vem á.estaçlOf^o 
caminho de feyrrQ^fpi.Ovir. 

IIAQnmillfKVide.ii t^lavra seg^iiite. 

IMQPDO SQUAUTO-^rfjgu^ffa, Jr^f pp- 
Montes, concelho e comarca de Bragaoi^ 

*8i)}tíimem» 4^ Wranda.nMO ^o M. da 



Em 1757 tinha 30 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Purificação. 



.j 



ío 



UllA 



MAC 



K^p»ân e àhifútio «ADiBisimív» èt 
A mftra ^piviMmUfa ii MuAt, que tMci 

Kn a ^'a ín^fVímz mlgamebie o no- 
in« d#; Marj^Mo áo Mãítô. 

MàCXM VO reSO— fi>giv>ffa« Tnw-os^ 
UmUíi^, eóniíTf^ f 4*on^f lho do M^fAd^nm, 
90 kikifrM*tr(/f de Mfraodâ, 180 ao fl. delis 
boa, 65 fof of. 

Em 1757 tinha 97 fr^goa. 

Omgo 0, Báfitmlomea, afio«tofé': 

Bf^pado e díatrieto ddinlDÍ9tni(hro dêBra- 
fança. 

O rf^al padroado apreK^mara o ^rd, cpie 
tinha 8)M0O réia dé eoDgnia e o ^ de 
alur, 

MACEDO DOS CAVALLEÍROS— vfn», 
Traa-ofi Mútt^f rabeca da eòmarcae eosee- 
lho do mn nome, 54 kílometros de Wrari 
da, 480 ao N. de Hf^hr^a/ 900 fegos. * 

Em 1757 tinha 150 fog09. ' 

Drago S. Pedro, apíw^íold. ' í' 

Bifipado 6 difttricto administrativo déBííl- 
gança. 

A eâsa de Bragan^af ^'reseiitava :o rèfftv, 
que tinha 50i|000 réis de rendimento. ' 

Terti estaçJò teíegraphlcá. '• '• 

O concelho de lfei(!^do doa C^rálleh^eaé 
Composto das 35 fregoeKfas sè^jtthttáí: — 
Ala, Amendoeira, Aréas, Baguèixe; Bornes, 
Dúrga, C^irrapata^CasteliSes, Cliaeím,^CDr-. 
tiços, Corujas, Edroso, E<(pad^nôdo/F(?irfvi 
ra, Grijó, Lagoa, Lamí-^YiOhgálLarn^s dé^Po 
dence, Lombo, Macedo dos CsíVaílefros, Mo- 
. iraes, Mafçóí, Olmos, Perédd, PinJencé e 
Romeu, Salrellas, Sezulfe, Talhas, Talhiifthas, 
Vafle-èemí^Pt^iri, Valle di PorCa, Vàlle de, 
Prados, VRlardo Móhte, Vfllàtiúhó-ft^Agiro- 
chao e Vlnhaí.- ;•;.''.: 

tbdai PBiasfreguezfas são dt) èl^adt) de 
Bragança, meiios' Lòn^bo é Pèi^êdo, que 
aXo no arcebisDffdò^dd Brilga.* • 

A cbihardrttaMo do& Gá^UR^es é ^m- 
1l>osta só do Md inlgadb; ifiM^t^iã '4.^^ fo- 

' '* Bâtá 'comaroa e'tMíeeniò sSè^' dè 'AÚ\Í^$ 
de Chachn, que mudaraflOpái^at^llaeM^Miá 
aédeem 1855. 



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; t lUi' ' * *'■. "'K 'íí 1 



Mi»Mò é m afipHlídô 
pA, wfoào de HespaDba. Tnmxe-o D^Jáne 
TO Gil de Maicedo, qatt ae jolga de« o aea 
appellido por nome a esta Tiila, de qoe foi 
Sffib^fT "donatário e tmà^ leve ariar. 

B«ta faorilía está 1» je niifio famifiradi»a 
Téioo. 

1\nn brazio d^arma» completo é mt 
campo azol, cinco estr»*llas de oiro, dei 
pontas, em aspa—elmo d*aço aberto— tim- 
brs, liffl bra^ reaiido de aial, com ifma 
maça d^ of ro, erar^jada de pontas de-fein^ 
e em acção de querer descarregar a panca- 
da. 

Oatroe do mesmo appHlido usam— eii 
campo and, leão de ooro, cercado de 8 yhtíb 
ras, da sua eôr. 

• Também foi em Maoédo dos Cavalleiroa 
o selar e morgado dos Tt4x(iraBde Macedo 
(Para o que i^espeita a origem >d*eatoa. Tér 
leiras e soas armas, vfèe íVixBira^iáá hià- 
piido de'B?agaii{a.) 

CefBàO'00 reinado de D. Manuel ainia;es- 

ta povoação não tinha ò fòro do TiUa» on^ 

>^lo-fllenosi não era caèeça de eotieelho, 

ttão se lhe deu fOr ai, mas sim a Chaeim, 

ifVi data' (por esquecimento do escrivão)/ 

Está o foral no Livro dos Foraét JUaooê 
ãe Trttg-OÈ':MMUe»iii. W, col 2.» 

Ê pois ^te i^râl « d4 Macedo.. 

ÍÊAfíA!R(H:àí^(m^ko de mo{^oáz;-Kpop- 

taguez antigo— 4DHho grosso ou mittiUoj Jul* 

ga*se''geratmeiite que' o mtlho gro^so^oio 

^fDi («drihecrdo emTin^ttigal seoao dfpais dt^ 

•descobrimento dftGaínA, por Diogo da^Hàii- 

hnfa, em* 4181. bs portoguézes.o trooxentai 

pai*a o reino, o ÚH se^qne fsi aqui ótUliTÉ* 

do peta- f.*'fes nos^cahipbs de Caiaibra^ 

d*onde HG pPút>agi«'por iodo o rei&oJ (Yi4d 

Híilhm:)'' , i '• 

•MÍà6BIRA-*p€^ttén6 rio, Bxtreowiufa^ 
atravessa, e r^a o Valte do VimieUo, de 
Alcobaça. Mbrt e ^ Alréa. r. ^ 

-MáOSIRA-^freigQetffíii Beira Baixa» co- 
h[iaiK$á''de Oeierico <dá Beira/ edneeftexde 
Fbrábê'a'Algòdres,*85«MI]ofiíe(lro^ de Visefi, 
195 ao. NE. de Lisboa, IM toiros. 
'" Em <imr tiáhâ IfS fU{fÍa; . - ' ; 



.; SkpidQ dfi ViR6ii,.4iatrJkHa"»dpiBistc|ii- 

.. Orago S. Sebaâtíao, iQATtyr. 

Q reitoi::fle gi^ta Maria. 4e AHi^es apre- 
Isentava o cura, que tinha QQfQOO róis.de 
.IfDdimeDto. 

MACEIRA-rfregaezia, Bstremadara, oqu- 
..celbo, Gpntaroa, ^ 9 Içilometio^ de Leiria, 
600 fogos. 
,, Em 1757 tlahá 429 fogos. . 

Orago Iiío8»a S^obora da Lus. . . 

Bispado e districto admiiuairativo de 

.l^iria. ....•.■.•./■• 

Os herdeiros d^.JíeBé Galyào da Lacerda, 
• 4f y^^ apr^eqlavam . o cura^ qiie tjnha 

ADiigamente dava se ápadroeijra o título 
de N(ft^(k j$â^â^ da J^çu^a., . . •'/. 
. ;Fai,iP4ta írHgnezi^ creada-.^W .^^17 pAo 

ipfa&t^ f^.Affoi)60,ÔUioi}dQ j§i.pv^ViU^I> 
administrador ou commendatario do. c^* 

.i^te. da Wu.iCfg|,.%ie(in^jmeQto dos 
moradoras de Haceira e do^ Jogares visi 

,wlm^..út»vB^vlbfl^^^(ho& .^a.fregíf^iai de» 
.^{# 1^^Y»Q, ,j<pj[Mí»dplhep,,«paí|Rfjrte.ra; 
. .QbFjgatlK^ de hiiiQ^ tq/íp^ (jff a^i^io^ á wa 
imtiga matriz no dia 4o;fj^droe|ro^.:|^ta 
, lobrigaçà^, ec^asooí ^çm á^ e;^in^^(è da«fre- 
.g|ie^^,de^aAta£si^^ ... 
i„ ..jÇi», (Te§p§m s|ft çtMígadpM fabrpc?^ 4a 
. Wim «>^«Wi( m oíD^lDeAtqfie.âpaga^o 

ífiwr*^!.. . •. .ii t o ' \ • ■ •' ' 

. 9tq.«j.tío^A9|aQH)^leg^fja existlf upaa, an- 
tiga oaip^lfa fi^if^^i f^ NossíK Se^^or^KÍa- 
afrWíi^qRe.flFQ^ ^^n4o. ©gftwnilfijiwios, 
'. ^ MÍTMini 4* n<>K».fr^gpiç^a-. 
.n/^fWfttíte f«i<reedia<íMÍíif/e ^p^i^tiad^pç- 
lo licenciado^^§fslí?ptiSo íia, Fiffmecf^, A^ d^i 
^n4íafl|í^^>Íí.í«i^ qge .posmia vaíjaa l^rasi 
JuDto da capella. , 

Por esta ree^cafâo- pj^nd^ ^fW^^ 
.^4íí^o.4a aj^r^^mafifia íã ^gi;çj^^(v que 
v«iPW>P«^«l, <*^M^««?c^,4ií|i,^,Sanlí^^BÍp- 
iW^»*fÍ9m^^npí^S^, 4a, ?^ , ., ,. .,. , 

Piditçi iafagieiA 4ffonjÇi,i9i| l^fn^on^u, 

«WW^Mo^ae Qq^..p . l^c^fig^á^, % sf^s ijjçjr^ 



'me 



M 



l4pa 4e yinho, de 9£^ almades-^e em amo 
de esterilidade, 500 réis por elles; tudo ai%- 
dava ppr Í60«0p9. réis. 

O infante determinou que aem o dito . ^- 
cènciado, nem seus herdeiros se intitulaa- 
aom pa^Toeiro^ doesta egre}a,.em tempp al- 
gum; parque o primeiro fundaineato d*ql- 
^ foi do pi'ior-ní>ór de San^^ Crus. 
. Foaseca tinha mandado esculpir as suf^s 
armas na capella mór, n)aa foram manda- 
das picar, em visitação,. no aono de id42. 
EHa^ delermi^açao não teve effeito» e as ^f- 
mas tlcjiraat • 

Este jicenciado nào só fez muitas obraa á 
suaçuata,^ oa eg^eja,. mas tamt>em lhe fez 
algumas jdça^es; e os leus descendentes 
eootioqafam a apresentação, contra, vonta- 
de doft (i;^^ezQS, que queriam, ter em di- 



< I 



, Te^ a egreja a alt^-m^r e dois k^faes, 
^%/&.tftí)ftriir)5Wí^^de Wrdo- . ,..■ .. ,,.»,. 

Tem as armas do rei D. ManueL 
Na abobada da capelia mór, estão as ar- 
^a^ide Sebastàp 4a Fpnaeçv . . (. í 

.^P^/rqple 4^^ porta 4a .qgreja, do lado do 
(flvapgeíhq, ^U pma capeaiade atKibada» de 
pedraria lavrada, com sa^raf io, ^ i>o. q|^^ 
ítm gripde çrp?%4a pedB^. t^ijdo ^ip^bai- 

,j^ ]^uisfi^.Se9hora 4f^ Piedade (dptigaip<^e 
4#, Prfíví^ com. íjW^a Çhri^tp -ffl^rto b^b 
braços, ,,e de .pada,.,)adp. 9&.doi8..Mròeç. 
TambQ(a,se y^u^ ftqvti af Trea .Uaria», os 

,íH^^roií;yf«^ieli/itaa o .dpaa (íguraa 4e jjon- 
tiOces, com as insígnias da paixão do Sal- 

^ va49C- ^ip) cima, está o Padri) Eterno. / 
todas as figuras sao depedva <^ .eo vA}fi' 

r .J|l'e3U.|Çâpíiyí,..e8tâo;a*.^ajrm?i^.4os Fon- 

secas, ' ....;.•• 

^ ..ffQj:.io^i{uida«e9taca|ieIla Qor Franpisco 
da Fonseca, fidalgo da casa real, epor fina 
mulher,, jooopafMppteira^.moEadorea pq lo* 
4PPjd|9^Bfupt\9^Jt6fmo de Monte^Hór-orVe- 

. Fij5eraín^ftnttí)as..;esf^en(p da.i«,ãí? Âai^' 
n4S>W»AW*<>SV»WW»Arf#í#.to^ »P <W^ 9r4en5fam,qu^o 



egreja, apresentassem o cj^rj^^.qjaeq^e^e 



í»,»M^^íff<WW,í^rÀW.^ ..aWqr.;Conf ip^.jquotidiapa, e flji/»trpfan. 

íiqíWmi, *P0 .?|lfl|fiei^^,j^„ jyrigq, ,e ,9q|a l ^jj^ii^ nos dias dpa JFiais de De.u% AscwHgto, 



sobrevivente fizesse a capelia dentro ^^looi 



u 



ntji^iilto Santo e Nossa Bedhetti dá CofifiM* 
«So. 

A primeira invoca^ dTèsta dipellà foi a 
de Nossa Senhora do nranto, ttas hoJé se 
teiiotnitia da Graz. 

No mesmo testatnento se determiiihfa 
(]tre no sacrário d*este altar estltesse o Saa- 
tissimo Sacramento, deixando para o aceite 
dâ alampada (que estaria sempre aceesa) a 
írèfnda de nm cerrado. 

Vambem deixaram dbrigada ao pagameii • 
io da esmola das missas, fitbrieas e orna- 
mentos a soa quinu de Gandéflo na fregtire- 
zta db Cepdes, no (ermo e a n kilofnélros 
de Visen. Ssta qnínu é disf má a Deos. 

Bèfxaram ainda outros legados pios. 

Falleoen primeiro Prandsco dá P«nseca^ 
è sna Tiova easoVi em segundas nnpciasl 
oom Vasco Botelho, filho de Belchior Bote- 
tho, da villa de Soore. 

Amtes os instituidòrei doesta capeUa fo- 
ram n*ella sepultados, sègtmdo o mandado 
no testamento. 

Por cima da egreja parochfaf, no alto de 
um monte, está a ermida de Santo Amaro, 
ifténstrúidá em 1TS76, e dotada por peSsoa 
yartrcàlai*, sendo bispo â*«sta diocese, D. 
^Gaspar do Casal. 

Nb logar do P&rtò dó Catto, está a ermi- 
da de Nossa Seoahora dá Conceito, feltet etn 
1548, por pessoa particular, <]ue a dotou 
tótn rendas para a sua conservação. 

Era então bispo, D. Braz de Barros. 

No togar de mivôa ha a capelia de Santa 
liaria H^gdálena. 

No logar áosCavaUinhos, está a éapeVa 
de /S. Itamede. 

ÍKa alddá de Barbas, está a tapelta de S. 
Thiago, apostolo. 

Na atdefá dá Mírita, èètá a éàpéllá de S. 
iMvtdStre, papa. 

fiútre as •Sób-CoÉtas/^ de S; José. 

^1V>das estas i^ipèllas fòkain mafadadas iá- 

zer em visitação, para administração dos 

'SáMráUà^btóii, pèfo que òsmoraddres dos lor 

Igairés òhAe èiles iA&b, Ao dbrigadosf Ma 

mrtòa. 

fàt biilto Atô easás do nitocho, lia tòn- 
^àMiUie ^e^ a altuira trdfais áo^sMoído 



.«, 



adro, eètftum ofanotio dedicado a NeaMÉ Se- 
nhora da Guia, que fez um de^Mfi, • a'elb 
a imagem de Nossa Senhora ^ que antiga- 
mente estava em uma lapa que havfai no 
tnesmo isitte. 

Em 1654 se deu lioáiça para n^eaie im- 
torto se poder dizer mfsaa, a instaafolaa de 
Jbio Francisco de Maoeira» que fòi o funda- 
dor do oratório e o dotou. 

Este oratório, quando eslava na lapa, se 
denominava, de ]!h9$a Smfkàra do Barra ou 
Aík Bêrroqithihã. 

É imagem de muita devoção, prindpká- 
mente dos povos da Pedreira. 

Junto do oratório está uma fonse em ^ 
se lavam os romeiros, para remédio éòiik* 
rfas enfermidades. 

l[AGEIRA--qttinta Aá fí^eftteáa de ^anto 
Adrião, oomarea e «oueeRio de BareiAloa. 

Arcebispado e dhitrieto adminisfratlvo db 
Bíaga. . 

Esta qtildta é o solar dos tkkdfoê, Má- 
K^rf» e JMiçotilàs. 

O primeiro que ae adia com o appeUNb 
4e Uaceira, é B. Lourenço Gomes de Maeél- 
ra, ou èk Hsceira ^ valoroso nfiMtar, no 
tempo de D. Affonso Itl. 

As armas doestes appellidos são^^esetiâo 
dividido em pala, na i.^ de pn^ daás fls- 
reè dè liz, azues, tm pála---e na 9l«, também 
de prata, meia águia de púrpunt, armada 
de negro— elmo d*aço aberto— timbre^ Htta 
flor de liz, de ouro, entiie doiis ratnoa de 
thaceira verde, com maçans de prsaa. 

MâdBIRABiO— viffls, Beira Alta, áa fi%- 
guezia de Fobtòi dê MáJtíiMããú^ comattá e 
oencelhe de ItegUalde, MkifoBMIfros a'NK. 
"de Tiseu, MD áo N. detiisboa. 

Bispado e distficto Mibinitosillvo ÇLã 
Viseu. 

ÍVIde páfe; íft dò 9.» vòí.) 

A povoai^ de Macéiradlo (ou Ma^èSryih 
"ÉSò, aiAigaitteiite UocÀra áo Md) é nMls 
antiga do Qtte á nionarchia portugi^ ts')i 
et!stia no tenipo dos arab^ e táívet thes- 
taió no dos %ôdòs. O tonde H. tlénri^uer e 
inía ftfálher, á tataiha B. Thelleza, aHzmtaa 
cotto, ism IIM. 

' HotÉve aàui urii tÉnosó cònvefelto, '^è ptt- 
nicJirò M Ue mongdto MnediÀinbs « de^s 



4sl>eiterdos»itÉinbétn 4ntí(ti]li8iao> e tmto 
que ha dttvMls nohvt a Aia íúúáu^ 

Diz Viterbo, qw D. A£fòtiflO I e Boainn' 
Iher, a rainha ;D. Mafalda, datadi «v ii84,j 
-a» mestre Soeiro TheodoniZyíprafesffir de 
medieina, cinco casaes em Travanca, }anlo a. 
Nifim «em pecompeiiea daeiíra que JiàTia; 
feito, por ordem real, a Rodríf» £Eemeniz.i> 
^-^Qiie eitift Soeiro ee veio a liier ium^B, e 
IkiMciu mui peqoaiie ilieiteiro, oa egrcfa de. 
«flatfla Hana de Moimenia, iftè «ra herdade 
«ua, e que o rei Ihe^mieiti em iiSi, e4e 
flcoQ chamando-— Çètito ée ânfOtt Jf ária de 
MoimêtUa iB*ZiménL 

Q» ofe meiífee» ou por a!dha»eiii pequeno 
o mosteiro, ou por oatra qualquer rasio, ho* 
je ignoraâ^ londaâam am nove ameteiro 
mm Maeeiradio, pana onde se madaram, am 
1173, coutando-lhe o rei, n*e86eiméimo an- 
ão, o «MtlaiiOyiB damáe^hie-o eintto daVa- 
3èeltadaa. 

Efta doaçio aat4 aaslgoada. pelo rei, por 
aen filho D. Saocka (depois 1.^) etparisoa 
filha, a rainha D. Thareia. 

(Bra antia Abade do mostdirq, bfseatan- 
•dador, o mestre D. Soeiro Theodoniz. 

fMo -eartorio» do moeiefero, liatia porémi um 
^OomniMiie moiíD aati«o (ascippto em latim 
bárbaro), qae dizia (tradaoçao)*-^JiMa «m 
-ífaírla, ém íéO$, «mi ^deatíkmauro, dífÊnO' 
4o Al'Baraehf esforçadissimo coMdfetní^ ^ 
tmfe$$e anuo foi feito ^prieimáfD pOoMnde 
1>« Mffinlfiis, ípáno dê CeiíÊiblra/omiettiêão 
^stãwi ^a ifÊonit^ êm tíma eatreria qm àki 
fára fazer o momo. 

O conde o tratou nmii9bem,e oUf^mpara 
- sA aa mr aaSg lonil^ ee eomerieu mo cheietioeus- 
mo e se fez frade, e foi o fimiadet dotaiat- 
Inro áe MaoeiraáSò. 

« >Mittla mtroê, baem esle mosleíra maia 
antigo. 

• . A.íAcoatUhetdeSaiiliDHapia^ttottfttfan- 
^^atuanáe Mêtíaemo ^^9$. 15 do tt.» vd.), diz 
tKlhe as iftaáss laadaaMtt o Silidttailo ide 

Nossa Senhora do Monte, no anno MO^iOa 
4mtes. (Vide adiante.). 

Quando o abbade /úisf)CHrtlã»fiBtrodazii] 
I * misnaa ide & iBetnardo^ioiir daiGá^tei; na 

«rdem de S. Bento, foi ella adoptada- peiêe 



míEi 



ÍB 



(Bate montei ro ehefoía & ser maUe ríi»» 
com Tariaa dea(Qes dos reis e partioolai^P» 
e directo senhor ée ^saias itetrâ& 

(Vide a pag. A93 ido 3«« ysiI.,'^ quadigo 
do teal qne o abbade Peyson, dfiaÁ fiiegae- 
zia de Figoairsdo de Céa4) 

■ - r 

lantoa;eaiamoateiro,aBftào Sanctoacia de 
Noeea.Bmikora âo Uanêe, Aiodado «a miiiar 
eminência de am cabeço, qne se avisMt da 
grandes jdislaAeias. D-aqai ibe ^proreii as 
duaaiiraaeaçfies da Santiaaima Virgem .4ie 
ae vétaera abasta Sanetnanio, pois unb 4tko 
chamam Nossa Senhora do Mente^ e omtpqp, 
Nossa Senhora. da OaheQa. 

Ditemiantios» qna a nUima iavocagiQ, uSo 
é |>or eetar a/npeUa 4ia cabeça de ain< mon- 
te; masiporqoe a taAaia é advogada qqii* 
tra as dores da««beiQa. 

Mia M sabOiao asnto a datadaftm^içSo 
dfesu aifdJa» e do qne Jia certeza^ é 4t 9^ 
antignidade. 

Q €meên&rio Jfoiwmio,/no kigar Já /«iu- 
ido,aeM6aeeit Atam doa mangasrBeiitoadr^llB 
mosteiro, iNèea a^aos MO, on antes; niasié 
(maia proaaael tqne .oa «frades eó vaedifiras- 
»aim ia.eapeUa rdepoia áo anno (U73. 

i£ 'Oesto qae «s relígioe^s ideJbcuiradio 
iiiiuuA>poiiCostnme aatí4piiasima,'biraiMi^ 
tados os sshbadee do ^tt0, aaatw naiafiiito- 
aa AiaaiieVa.de NMsa SeolMira do Mame» a 
qne elles chamavam Santa Maria doMenk. 

Dia ia imeamo.aueier qiieió-pfsAf el qie o 
prittitttvoaioataieotosae aM^isitia ondoíbid® 
está aiQigiâlIa,^ ae taía aimoflar mta iMa 
baixo (para o sltia,ailtaal) poritennkoa>moa- 
ges mais por ondafpodetfemAliriira>sBa 
»béf«a^ . 

A fesu da Senhora, se fazia (e naoaat.ie 
«iM& ii« ítt) aoiriia de:8aata<Graz,}a(9 de 
mai% i a (ora imidêa çoflMttCrida:de «romeiBOs 
ida iaiiai)aa)lregMtliaa cirenmiainbasi 

Dèoa é'ágio» jmiiios46votoaJiiam tisiAr 
aiSeÉbofa ptfo 4eaarso ilaaaBO. 

A capella actual nâo é a primitáva^ii MS- 
Éiflcaiiio imodema e de gcaolosa jarehite- 
ctora. 

ffie91ao.fi. tda Wlla 4arQia. 

MACSHÈDB— fregnezia, Alemt«iK xaemto- 
j|fa% niiaw |,Map>dp{ftdwH»toflJMMTa' 



m 



MB 



MAC 



tfvo dè' Bvor», à^atká» dista 18 kítomèábs e 
iWtÊú 8E. áé LÍKboft/3d0;ft)igO9. > . 

Em 1757 tfirvha 300 fogos. ' 
' Orí>g^ & =Miguel<Arclianja. 
' ' A mii ni apresentidva o cara,' que tkiiia 448 
alqaeires de trigo e 120 dé emda. 

É terra f.-rtíl em cereaes. 

DIrsi» qtié Itktdtédef^é palanca árabe, « si* 
páfítdL ferm iA)(d^it!Aor;^(yid6'a freguesia àè- 

MAGHBDB— fre^^eíia, Alemt^Of coBee- 
Hio,'icomar(*a, bispado; dfetrkco aduimtstra- 
fívo, e 42 kilometrbs de Évora &iVí a SE. 
dé Liíiboa, 300 fogos. 
Em 1757 liuha i58 fogo^. • ^ 

Orágo, Notssft' Sebhora da Natividade.: 
A mitra apreseatava o capa» qaaiiiiha 2B0 
-áflqueireg' de tríg^^e iâ^ de cevada/ 

É terra feriii em «erebes. ;• - u • . ; 

' EJsta freguczfa e a^antecedeilte já^ exisGam 

*M f^mpo dos godos^ poíà foi> erigida (esta) 

em parochia, no anno de 672. • «í - :■• :> 

*^^ Ambà8lí>fmavA«iaiiiaMóft«e«gaèiía,'e pelos 

amibs de iiOO^-desniemtriícuada ^jtt igafel, 

formando )^lx)chla^1adepieDdeDte. 
É- k'6Aa fi^guezia a «apeiiaide-St Beato, 

de grandB'devcifi{ão do poVD,'qii(^ acredita que 

este Sai^ ti^mpréisevcrado a tetrade-pes- 
^lès^ e qwyié a oaiusailediao mocdemúiias 

nbfffitiais-Vibór-as que por aqui iuu» -- > -> .; 
> ^r& a ÍBtymol<>g)^5 vide a - f regu^ia mote-: 
^dèfeter. * ..^* '.' •. ■• V " { 
<' ilACIBAL^f ré^udeí»,! • ExtreamdiQra^ > co - 

itidrclie (sotif eiiio de Tom^V«drai, 'tô kj[-< 
' lotfietaroa ao N. de iiistoav 28dlo9(m. • 

* Sm 1757 tiaiia 171 fogOBj .. 
< Orag<}'Sânta Sutaim;*» • '^•■i ^ ; 

Patriarcbado e dlstricto admÍQÍstralíWd6 



<• > I 



' ¥)'>pâroeho'é fjrior'a611aâo..lS^a^â»àp^e- 
' aentaçlD, 'm 'ttM^sa^ des/admiDístradone^ 
dos tre» morgados; des^lnvdeito» de Ig^acSo 
Freire' de Andrade, Nkoiaa RodriguèáRi 
beiro e Nlenlaut^ereiva 4e Castão^ 4a ^iMa 
te Arfada^ ^ • ' - ;i u *. * • ^ ; «>«. . / 
^^tTíalia^. 4004000 réis ide) t8iidimé|Mo::ali-; 
nual. M r ; 

O nome d^^esci Aregú(/zaf'é.<iDf«ap^ de 
^llmril^W;•^'• '' .:■ tv.í .'íOlHaAM j 

^ lilAfiBKO-^irit^aai^ Dwfo^uwnvca <d^ 



Argaoil^ fOBcelho 4a Patnpilbon^ Sl5"kiii- 
metrae ao N. de Lisboa; QO-íegoe.* 

• Em 1757 tintia US fbgos. 

Drago S. Miguei, arebatjo. . . : < 

Bispado da Goarda, districto administni- 
tivo de Coimbra. " ■-\^ 

"Esta fregoezia nao imoi no Pw^ai fiá- 

IfAGiEIRA-^fregaeiia» Beira Aks, comar- 
ca de Moimenta daBelra, f onp«iiio daGer- 
nancéibe,'35Ji;iloaieUros de Lamego, 360iaD 
N. dê Lidboa, ^ Isgos; » :^ 

Em 4757 ttQba 70 foges. 

Orago Nossa Senhora* da Apresentação^- 

BiFpado de Lamego^idistrido admii^ra- 
Civo de Viseu. 

O vigário de Fonte Aneda apresentava- o 
cora, qne tinha 60M00.róis de.renditteBln. 
(iVide Garia.) i i .' 

HAGI£IRA*-rregatonaí, Minto» oamarcai;e 
concelho de BarcelIo9, 18 kilometros aâ.'4e 
Braga, 360^ ao N. de Ljsbeav lOO^ fegon. . 

'Em.l757 tinha 146 fogns.-'. ^ ' íh^ 

Orago Santo Adriaow' ' < i'< 

' Arcebispado' e districto aiminiitratiiode^ 
Bragas < * • 

O rtiior de S.'Migneli- dé drortntp, apre- 
'S6Dta'vn. o vigário, cpie tinha 3O#O0O(róla'Se 
t rendiflàanto. : ».•.»•" •» • • .•*.•«.' 

Dá-se a esta fregnezíao. name^-de MiuM^ 
n^ Í0-lléi^. - " --^ ••■.•..» ..\t 

HACKIRA-^fregaeiliif Dopro^^ «onrerFeãte 
oanceliio de Loasaday 35 lUlonatros á NBL 
de Brsga, 360 a» !«. de Lisboa^ 9(>/ognii ^ 

Em 1757 tinha 87 fógOBj ^. ' ; 

' Qfago S. ioao Baptista; < v^ 

Arcebispado de^Btaga^ dfatrieto- adaMk^ 
trativo do iVHrta. , ■* •^' «^ 

O vigário de Santa Chtj^tlna He «Nogoii- 
n,.aipretfenlav»-o oncav que- tinha i^OfOOO 
réis e o pé d*altar. • ><< < 

MAiSBHUk-i^rteígaeda^ DotartiittAnaifea 6 
denceHio* de>¥inà âftiiCkmde^ ii^fcllomollos 
ao. NcdoPorto, 814' i».iK. da 1iislN)a;'^fO 
•fegM. ' . • '■" :* • ' ' ' '«í- ' ' "' * 

Em 1757 tinha 121 feges^- i V jc 
' .Orago^oflaicvdâQVi^ '•'•-<' ■•'->• ^\^ 
* Bl^pná» e- disftrioto adttilÉiMatttQr' da 

o reitor do conv«nl»:Í9ft/lt)^» dO/Bor* 



HM^ 



m^ 



# 



to, apreseaUYa o mt^qo» tinha 6OM09 <iua8i todas coiistrQida4.n>3l,e.^eculp. (Par^ 
réis. .^ . . ' aTíiar reptti^eSy vide CoitTia, a pag, 34 do 



. .É \fiic^ fertii. 

. Pas».p<^)a /regafizja o rtp Ave. 

lláCIEIRA. BA UXA-rfregOâzia,. Douro, 
eomarca e ropc^elbo ,4» F^UbiraSi 35 kilo- 



^•voL) 

Posto ser povoarão UQuito antiga, não qid 
f^n^ta:q\ie tive33e foral veUip; pv)0;0^^03, 



iDetros ao N^ de Brag^» .360 ao ít.49. LJa- rranJcliiD oà^ o . iqeiícioDa; couiiudcv ^ft 



refortnaiio fora] novo,, se. allude ao maço 5 
do« furais. aoitigoa^.ik^^.S — 0. q.ue iodaz a 
crtc 4|jue,i,sta villa tevie fcurn^l dado ppr algum 
dos nossos .priníi£Íios rei;^.. 

p. Mauad lhe d^io, fQ|'al,.,^ Líshga» em 
10 de ít vereijo de 15J14» ... 

{Uvro de forae$ ,n,^vos da Extremcidura, 
fl. 205 v. col. 2.«) 

Tr^^-^ Q'4^s^e íoral das terros seguintes: 
— Aijeriz, Afeias,. Àrmonijlj.-^ioei», Cabril, 
Cabrum, Campo de Ança^ni, Ç^oiJ.ào, Chãq ^ 
.Car falho, Co4al,^GQelJliftfká» Caskllõe.s jprve- 
.dosa» Loarx)Ztlldy J^lJàt^s, Paraduç^f e,IU)- 
f^m. . ... . „;r.-i.. . ..í :.. ..,, 

Ha aixida outro exejo^p^ari-í^xpediflo.iiarii- 
form^ 4^ D^ lif^nw;\>jL, x^^ ipiíj>ma. diit% no 
OiaQO.5 de.ilopa^f 4n/2^^i ^{i St. i. . ; 



• ' » t it 



boa, i70 fogos. 

. .£m :i757 Uuha m íogpa. 

;Orago Saata LeociiClia. . . 

An^bi^pado de^ Braga^diatricto adminis- 
trativo do Porto. . . ; 
• Q.priftr dOiS cónegos r^^antes do janei- 
ro de Caraniô^, apresentava o. vigai^i»! que 
iinha 60AOOO réis <te reqdiu^entp. • . . 

l|Af J£IRA PE ALCOBATT^reguezia, Dop- 
ro^ CQuiarca e cun^elho .d^A^^da, 60 Jcilo- 
metroa ao N. de GMÍmh^a,>S60 ao N. de Lis- 
bqa, 75 fegos. . r 

Em i757 tinha 60 fogos. . 

. Oraga Si Marti|jh(>, bispp. ...... 

, Bispado a dislricto admiais^tratiyo de 
AveifiO. ' ' .,,., 

O prior, das làllif^das apresentava o .ca- 
ra». que tipha 30A00O réis e o pé (i!^tar. 
; J(ACI£UU ^B CAMBRA- víUa,. Douro, 
coinarea, e 8>jkilMm(i}tro8 ao £^iE.de Olivei- 
,ra de Az^ipeis, -^0 a ONfi. de Aveiro, &Q ao 
S. do Pia-tjo, .75 {ao N; (le Cpiqibra» 275 ao 
N. da Li«bo^.4iOO fogos. : . 
.; fim ^757 ^lkiMt aOlIogQS, , . 

Qrago JNpssa St^i;^iqra.4a /^2^ti^dade, /. • 

Bt^aAo e dis(dc>o ^dminiatrativo, de 
Aveiro. I . . S' ... . . ■ / . 

É cabeça do concqlbcj do, seu noo^^.yu)- 
.Kafffifi^.cb;$7)aadQ co^o^lbp de Cambra. 

ÇoQ^rf^nd/» ^. 8 frtgj^e:|iaa se^u^nte^ :! 
. inArÔe», , Cas^ftl^V?íV ,Çepé||os,,;Cod4l, Jpa- 
'^Hmrh Macjeifa,iBôgs, e^YilU pj^aii ^ sua 
.ípwíftxa,.VillaiCo^tdorPorrmhQ* .. ,.. .. 
, .A.#a»*^dOi(ittfap^íl^:ai>f;eaejalííYaft.^^^^ 
que tÍDha um coDto de léis. ' ' 

Esta vii]a, que é pequena e nada tem dQ 
notável senão a sua antiguidade e a sua 1 primeiro nome dapovoal^,i8-de.UED'Nl 
Mltat slittayftò, esbl ^uatfirno cfammidoffor- t roíqne nasisè atesta* OQi^adko^e.aqttiíiBCtmo 



Era 4*e9t^. frég^eizij», ,1>. Qoj^sl^nça Ãffoii- 
pio» irmaa de^.Dk Gom^s.GU(l^Sóverosa»,a 
qualipor ^\^ amores .cum D. Rodrigo S^x^* 
çhes^ â)ÍK> baa^irdo de D, ^pcl^ l ^ da ce- 
tebre Dl Maria Paea J^librifa (\iúeljminhan), 
foi a causa de^ qp^s 3^u i^maiite fosse ^np^to 
^fp. 4li<^Uo cí^ntra p..djí9.b..Mia;iiiiho,,epi 2 
. de Jvilho 4e ^i^.i\lá*^JGrijó,^ pag. 3i^ do 

Ha no concelho de Cambra algumas casas 
nobres, que vão sob o nome das terras onde 
'.saú siOKuifWi. «•' -'h>! •[,• " .y. 

Sobrai etyiDQiogia éLfêèfmuutíambi^aé^ 
«9838 opiniâes^maiâMtQQno.Hplatta|veto« 
-niiAquoimareoe^^ais coflpeilo,<érTtqoft eota 
palavra^ ó iMniapção lúiàiCaimbira^.qa» toi o 



r 



iBdsi«f»im<r e fétíie\^í(U^VãU& dípCatàbra^ 
'um dos maiw petiços St ^proívineiai*^ * 
O ri» 'GatiQa,.<qae >^laddo. t» idrystaliA(| 



aa junta ao Cahnay omÂ^JOít» mesmo rio. 

É certo que em alguns papiis doe deofi- 
to XB,aUftievX4I]^ 90'vé batatinegaeUa^^esi- 



«t*â^r08(«'9efpeiitiaiido' pflt euir^ esleqraBej Uf^áat.têEÊfqfUm^áQ.Satí^Mma^^^JG^m' 
é n'elle cortado por variar 'p«Dt0B'Ae'^dnaí 'vh[a;.tf0davia»>«U'<6alvç UMiioreJiuU^Ho) ift- 



i^ 



MáC 



«lino-me a qae s^a corrapçSo de camará, 

l^do9 sabem que canuxra, na língua por- 
tugaeza, tem tarias significações; mas, no 
caso sujeito, vem a ser cambra eorrapçao da 
•camará que passo a expilear. 

Em todos os bispados que se eilgiram em 
^rtugsJ, antes do secule XVI, baTia cer- 
tos territórios que se denominavam Camará 
do BispOf o que significava que estas terras 
e suas egrejas eram da mitra, e os seus do- 
minios e direitos a dia pertenciam. 

Nos documentos doa mosteiros e caâie- 
^aes se acba com frequência— cafiuira do 
HMadêy camará do prior, camará do hispo, 
etc, n'esta accepçao. 

No bispado de Lamego eram camará 4os 
bispos— Trotões, Parada do Bispo, Velioso, 
^Villa da Ponte, ete. 

Em um documento do mosteiro d^Alpen-, 
durada, de 1447, se dá o nome de oasaes da 
camaroy às terras foreiras ao mosteiro emaéd 
dle tiniia o -direito de apresentaçio. 

A freguezia de Macieira de Cambra, -foi 
antigamente do bispada de Merida, e passou 
para o de Coimbra^ assim que este foi crea- 
do (vide Grijé e Feira) efoi dada aos bispos 
Ú6 Coimbra; pék) que ee denominava -cama- 
rá do bispo dê Coimbra. <É fácil de euppor 
que, por abreviatura, se diria cmnaira de 
Coinéra, e d^aqui talvez, o nome de Coim- 
bra que alguns Ibe attribuem. 

Os bispos de Coimbra deram esta fregue- 
sia em troca aos condes da Feira, em cuja 
casa se conservou, até passar para a do In- 
fantado, a que ainda pertence. 

Nio me parece fora de propoáto diier 
aqui as diversas accepções que no portuguez 
«ntig^vtinbaia paktwacamofia; oram, além 
"dajá referida: Grilhão de CMnmeomqiajie 
'{nrendlam pelos pés, os oapiivoB, ou cfíoiino- 
«oa (também selheídava^OinoBie adoke'r^' 
-pei» se jchamava braga^ 

Depeiadaiovençio^daanitteida, sedava 
O nome de camaMi^Á canneta «sobretquft^a 
fpBça «e oollQeap 

' 'Camâra cêiwmda «ra apft>mesià.ilA ama 
*«ana quaniidaAe4eana8áidesp«Hbda^ eiaqu- 
'teííh^4udfi o 4[ti0àif fp^wHfgfpa^rmfêimar^eypu- 



mio 

rameMar dignameide o qamrio mi com dè 
wma senhora nobre, distincta e honrada, sem 
faltar cousa alguma á precisão, deeenda e 
costume. {^Incid., de Viterbo^áf^mana «o- 
ére a Camará cerrada, do^dr. Levy Horia 
Jordão, inserta no tom. ' %• das Memorias da 
Academia JReaf das Sciendas de Lisboa, uovt 
serie, classe 2.*) 

Camará da cama do estado^ o quarto onde 
estava a cama do rei, que também se cha- 
mava camará do estado. {Uvro Vermelho, de 
D. Affonso y, n.« 14.) 

'Camará é também um appellldo nobre 
em Portugal. 

João tjonçalves Zarco, descobriu a Ilfca 4a 
Madeira, em Í4t9. Desembarcou em-umsi- 
tío da costa, onde viu uma grande caveraa» 
habitada por lobos marinhos, á qual eile por 
isso deu o nome de Camará de Loèo9, que 
ainda conserva. 

Regressando a Porlugal, D. jQio4 man- 
dou que João Gonçalves Zarco eeeus des- 
cendentes tomassem o appellido de Camará, 
em memoria doesta feliz descoberta. 

SSo muitas as fiimilias nobres doeste reino 
que usam do appellido Camãra,-e-éo^fím 
ramo primogénito, actualmente, o sr D. hHé 
Maria Gonçadves Zarco da Camank conde'dn 
Ribeira^rande (na Ilha da ^Madeira.) 

O 1.* conde da Ribeira-^STande,1bi D: Ma- 
nuel da Camará, per B. Affonso Vf, em 15 
de setembro de I^S. lá seus aotepassatdos 
eram condes de Villa 'Franca, e D. Mimso 
VI, a seu pedido, lhe mudou (a D. Manuel) 
o timlo para o actuftl. 

As armas dos Comaft», sSo--em eampo 
preto, uma torre de prata, com ameias, e 
coruchéu, que remata em uma cruz de ouro 
e dois lobos da sua c6r, de pé, rompenlio 
contra a torre, que está em campo "vei^de. 
. 'Tem por timbre, um dos lobds das annaa. 



>Tiid<ift sabem: qne»j<Mle Amm remnlKm 
10 Kwmao pofo 8€UHMra ^roQoneJou cm/^mi^ 
não camama. Jáfl0 wé qiM Q)i4iiott»oia paseop, 
com aifireqnencia 4o «fo^a tmúiti^ ipme 
4a4)ovoa^.e bi(ie«eeriai^ritp!«eQnmr.lii- 
iá0<£mm|nk. 



MAa 

MACIEnUr DE SARNBS (tambemr ebama' 
da, MAGIBIIUL DAS T£RCAjS)--£regaeua, 
Doaro, comarca, concelho o il kilometros 
ao NE. de Oliveira de Axemei», 30 ao Si do 
Porto, 280 ao N. de Lisboa, i20 fogos. 

Em i757 tinha 61 fogos. 

Orago Santa Eulália» 

Bispado do Porlo» districte administrativo 
de Aveiro. 

Situada em terreno plano, ou coUinas 
poaoo accidentadas e férteis. 

O abbade de Gesár apresentava o cnra, 
qne tinha s6 o pé d*altar. 

Os Castros, da casa do Gôvo, se denomi- 
navam senhores das honras de Cesáre Gaia' 
te, e como a freguezia de Macieira de Sar- 
nes era um curato da freguezia de Gesár 
(d'ende fôra desmembrada no século XVII) 
eram os Castros senhores donatários de 
parte da fregueâa de Macieira, e ainda d*a- 
qui recebem alguns foros e miúças. 

Teve principio esta freguezia em uma 
capella de Santa Eulália, que havia no logar 
das Terças. Quando se erigiu em freguezia 
mudou se a egreja para o siUo actual ; mas 
ainda boje não passa de uma capella aca- 
nhada, baixa e pobre. 

Houve aqui (segundo a tradição) um pe- 
queno mosteiro de freiras benedictinas, que 
foi supprimido no século XYI, passando as 
religiosas para o convento de S. Bento da 
Ave Maria, da cidade do Porto. 

Ê d*aqui natural e aqui foi parocho, e vi- 
gário da vara do 4i? districto da comarca ee- 
desiaif tiea da Feira, e distincto orador sa- 
grado, o sr. Luiz Moreira da Silva Maia, 
actual abbade da freguezia de Santo Ilde- 
fonso^ da cidade do Porto* 

Ha n*esta freguezia minas de cobre, que 
periencem á companhia das minaa do Pin- 
tor. Ha também- minas de fèroo, que sa não 
exploram. 

Perto da egreja e de uma roeharde.fra- 
iyto quartzozo, rebenta tuna fonte d'ag{ia 
ferruginosa, que ainda nãa foi analysada. 

Bsa freguesia está dentro dos. limites do 
t^rítaiio a^itigamente chamado Terras de' 
Saitta^Maria, e heje Terras da Feira. 
IU€0»ATAf U^ SSIXA (ou da GEIQA^ *- 



MÃO 



i7 



freguesia, Douro;, comarca e concelho • da^ 
Oliveira de Azeméis, d'onde dista 5 kilom^ 
tros, 70 ao N. de Coimbra, 43 ao S. do Por- 
to, 280 ao N. de Lisboa, i30 fogos. 

Em 1757 tinha iSO fogos. 

Orago Santo André, apostolo. 

Bispado e districto administrativo de 
Aveiro. 

O coUegio da Companhia de Jesus, de 
Coimbra, e, depois de 1759, o real padroa- 
do, apresentava o reitor, que tinha 130^00(^ 
réis. 

. Para a etymologia, vide a Mácinhata se- 
guinte, que fica 24 kilometros ao S. doesta. 

MÁCINHATA DO VOUGA — freguezia. 
Douro, comarca e concelho de Águeda, 7d 
kUometros ao N. de Coimbra, 250 ao N. de 
Lisboa, 400 fogos. 

Em 1757 tiqha 300 fogos. 

Orago S. Christovão. 

Bispado e districte administrativo de 
Aveiro. 

Os duques de Lafões apresentavam o 
prior, que tinha 400^000 réis de rendi- 
mento. 

A povoação é situada em uma planície» 
suavemente inclinada sobre os férteis cam- 
pos da margem direita do rio Vouga. É po- 
rém cercada de montes, cobertos de pinhei- 
ros e outras arvores silvestres. No monte 
que lhe fica a O., coberto de arvoredos e 
campos, fioa a povoação da Mesa, B a bella 
oasa dos senhores viscondes de Almeidinha. 

D'aqui se avista e convento de Serem do 
Vouga. 

Direi o que ha, quanto á etymologia dá 
palavra Madnhata, 

Pôde derivar se do portuguez antigo meS' 
kino, o servo que trabalhava nas proprieda- 
des' do respectivo senhor. 

É de meskino que vem o substantivo (tam- 
bém portuguez antigo) fMsqmnade, que si- 
gnifica desventura» infelioidade, desgraça, 
etc. . 

Ora, como os povos d*esta freguetíà pa- 
gavam grandes rendas, foros, alcavalas, etc. 
á poderosa casa dos senhores qúe depoiá fo- 
ram ddqáes de Lal5es^ fR>dian muito bem 
coiisíderar-sé meskínci^ úH popvos d^aqui^^^ 
d*isso viria á fíeguézii o nome' de Jlfe^9Ç*'« 



IB 



Màtí 



màe, (jué faéilmente se corromperia em 
Macinhata. 

Os â*aqu{, poréM, hão querem âcceitât 
esta etymologia, editem que Macinhata vem 
das duas palavras árabes — tnàciho (plano, 
liso, macio, spm aspereza, etc), derivada do 
verbo maçaha (que significa palír, alisar, 
limpar, etc.)^ e de nata, que, segundo el1es> 
sigm*lica logar baixo. 

É certo que maeího pôde significar planí- 
cie; porém nati, nào é palavra árabe, nem 
significa logar baixo. Ha a palavra árabe 
nataf, mas eiste nome dlo os arabrs a uma 
terra betuminosa e combustível, que é uma 
espécie de turfa, de que elles se servem co- 
mo DÓS do carvão mineral. (1) 

Por consequência, se esta fosse a verda- 
deira etymologia, significava planície ou 
campo da turfeira^ e não planície baixa. 

Nem a circumstancia de existir esta po- 
voação no tempo dos arabfiS nos obriga a 
acceitar similhante etymologia como a uni 
ca verdade! r»; "porque todo o mundo sabe 
que os mauros conservaram a maior parte 
dos DQDies das povoações da Lusitânia, con- 
tentando St^ em corromper muitos dVllespor 
lhes não chegar a língua para os pronun- 
ciar. 

Tudo isto cabe por terra em vista do que 
se lô no Livro Preto de Santa Cruz, de Coim- 
bra. DVsta leitura se vé que o antigo nome 
de Hâcinhata era EmfnAa/f (ulvez diminu- 
tivo de Eminio, que era o nome da villa de 
Águeda— como se hoje disséssemos— í4í^í- 
dinha ou Pequena Águeda), 

Veja se, sobre este ponto, o que digo na 
palavra Eminhate, a pig. Í6, do S.» vol. 

No prioripio do século XI, porém, já es- 
ta freguezia titiha o nome actual. 

Segundo a historia, hindo D. Ramiro I, de 
Leão, ao mosteiro de Lorvão, visitar seu 
tio, D. João, que alii eraabbade, fez muitas 
e grandes mercês ao mosteiro; e as fez assi- 
gnar pelos chefes mouros de Gaia, Lamego, 

(i) Em Portugal também ha logarfts for- 
mados p»r esta tem, que se emprega co- 
mo cofiibnstíV4'L No monte do Laboraán^ 
^ue divitia is; (rt*gueaias d* Ancora e Afife 
(láinlio)» ha abundância d*eate combustívU. 
(Videpag. íll,'da (.•vol.) 



MAC 

Viseu e Ifkcinhata do Vouga, que eútlo vén- * 
ceu. (Vide L&rtão tMonte-Mór- Velho.) 

Já vemos que esta povoação não s6 exlstfa 
no tempo dos árabes, mas até que era im^ 
portanto, pois era governada por um regu- 
lo mouro. Não ha porém monumento algum 
que nos prove a sua antigufdadp'. Apenas» 
quando ha uns 20 annos se demoliu a egre« 
}a velha, para* a reedificar, se achou um se- 
pulchro de pedra inteiriça; mas sem a ml* 
nima inscripção por onde á sua antiguida- 
de se podessd averiguar. Ainda aqui existe 
este tumulo, coltocado em frente da nova 
egreja. 

A egreja nova, que é no mesmo sitio dá 
antiga, fica na extremidade da povoação, 
com a frente para o rio Vouga, ficando-lhe 
o cemitério parochial do lado direito. 

No adro da egreja está a residência do 
paroeho e os passaes da egreja, que são 
muito bons. 

A reconstrucção da egreja e a fundação 
dò cemitério devem-se á solliiMtude, zelo e 
esforços do dr. José Joaquim da Silva Pinho, 
de Jafafe (d'esta freguezi») e à coadjuvação 
do sr. padre José Rodri};ue<9 de M^lh), prior 
da freguezia, e dbs membms da junta de pa- 
rochia, os srs. padres J<)sé da Fonseca e . 
Joaquim Nogueira da Silva. 

É pois Macinhata uma fireguezfa bonita, 
pittoresca, sadia e fértil, devf^do grande 
parte da sua fertilidade ás aguas do Vouga^ 
que também lhe dá bom peixe. 

Gloria-se esta terra de ser pátria de va- 
rões dignos de menção, e entre elles os se- 
guintes: 

Dr.- Manuel da Fonseca Coelho, que foi 
juiz de fora de Preixo de Espada á Cinta, e 
depois corregedor de Our^m. 

Dr. Manuel Pereira da Grtif a— nasceu em 
1770. Era filho de José Pereira da Graça, 
carpinteiro; de Macinhata. 

Tinha aquelle um tio, Pran^iseo Pereira 
da Graça, rico negociante em Coimbra, que 
o tomou sob a sua protecção, e;o fez estu- 
dar medfcitta ii'aquella ddade, 4i6tlDg(li&- 



MAG 

do*8e tanto e ae&demico, qae foi premijido 
em todos os annos. 

Tonoa o graaide indiarelém phiiosopfal& 
e doutorou se em medieina. 

Quando defendeu theses para tomar ea- 
pellOj o fea eom a admiração e* louvor de 
toda a academia, menos dos dois lentes iViti* 
varros, que, por ^dio ao estudante, ihe lan* 
çaaram duas lavas pnetas, no exame priva- 
do. 

O tio do^Bcadenico levou èsta. injustiça 
aos péâ do príQoipe rdgente (depois D« João 
VI) que mandou ordem á universidade pa- 
T9^ adiuíuírern o illustre académico ao dou- 
torado, dando lhe capéllo gratuitamente, em 
i798 — e o condecorou com o habito de 
Christo. 

Exr^rciiu a clínica alguns annos em Coim- 
bra, vindo depois para Macinhata exercer a 
sua arte, adquirindo justa fama de grande 
medico. 

Principiou om 1803 a escrever sobre me- 
dicina, e em 18D6 publicou o seu Tratado 
de diabetes. (Diccionario Bibliographico do 
sr. lanucencio F. da Silva, tom. VI, pag. 
80.) 

Por desgostos com a sua famiha, sahiu 
do continente e se foi estabelecer na ilha da 
Madeira, onde casou com uma senhora da 
mesma ilba, de quetú leve um filho, por no- 
me Adriano Perimira da Graça, que, entre os 
annos de 1823 a 1828, enviou eom um dote 
de 12 contos de róis para Coimbra, para 
casa de seu tio e protector, reeommendan- 
do*lh»9 a sua educação. 

M.irreu na IfMeira, pelos annos de 1830. 

Seu Allio ainda vive em Coimbra. 

No convento dé Serem (do Yooga) exis- 
tia uma ehroiica manuscripta, que conta- 
va o caso spguinte. 

Em 1634 era prior de Macinhata o padre 
Francisco (a chronica áiiqnsUèe ceeulta ot 
Hèb^ffíomes, p»r tíariãade.) 

Brri 8 de setembro doesse anuo, ebegaram 
á vilia de Serem (que é d*«U flreguezia) fr. 
João de Villa Real e outré eompanheiro, pa- 
rti continuarem as obras é^ seu mosteiro. 
' (> prior de Maciabata ' os refiébeu oom a 
itiáior aspereza; lasendo-^ acarretar âa cos- 



MAÇ 



m 



tas, e depois bater a maço aseataoas.para a 
tapagem do rio. . i 

Este. priiMr tinha dois creados (irmãos) de 
alcunha os Cangalhos, Ião matvados, qua 
aeotHavam, esfttqneavam homens e mulhe- 
res, e a uma d'e8tas Ibíe lançaram sal sobre 
as feridas que lhe haviam ffito. 

Fr. João de Villa Bèai, gue tmha relaçfes 
com muitos fiUalffos de Madrid^ d]eu parte 
d*«stas airocidadea para Castella, e PhUiitpa 
IT mandou Ipgo -uma alçada syodiear do 
caso. 

O prior, apenas isto ^onbe, fugia compôs 
Cangalhos, dizendo: 

«Tal alçada sobre ti ? 
cFrancisco, vae^te d-aqui.» 

Jfunea mais se soube do prior n^m dofi 
criados. 

Com licença da tal chronica, manuscrU 
pta, dão^me tentações de não acreditar nas 
atroàdaâes do prior e dus seus dpis cria- 
dos, e de desconfiar que houve aqui casit^ 
Ihanwno da parte dos frades, e patriotismo 
da parle do piior. Mesmo porque a tal i^hror 
nica, relatando os grandes e inacreditáveis 
crimes do padre FraQoi;}00 e dos seus dois 
aeolytoe, não conta nada sobre a consequên- 
cia da alçada, nem que por ella se provas- 
sem semelhantes crimesi 

Também a suppressào dos sobiencmes do 
prior, me faz ainda mais acreditar que a 
oousa não passa de uma intriga urdida para 
certos fina, ou, o que é mais provável, não 
passar tudo de uma grande patranha qu^ 
algupffl s6eotretev»a< ^fcrever na tal chiro- 
nica, paradiverlimento em horas de oci^ir 
sidade. .. . > * 

É n*esta.€RQguem a^ antiquíssima villa de 
Serem. Para, não faier esto, artigo mais exr 
tenso^« mesmo por ser mais curial» vae^a 
descripçâo d'esta villa e do seu convento no 
lo0ar competeate. i Vido poÂs. Serem, 
' MAÇOIEIBS)— freguezia, Traios-Moptes, 
€omareaie'ooaQeUio de Moncorvo^ IfiO kilo- 
metros a NE. de Braga, 370 ao N. ds Lis- 
boa, 130 fogos. 



JM 



HÁS 



SUft 1787 tinha 9$ (bgo» 

Oragó S. Martinho, bispo. 

Arcebispado de Draga, dntriolo admiois- 
ti^vo de Bragançía. 

A eamara ecclesiaettea de traga» aprwc»- 
tatá o abbade, que tinha 100#000 réis de 
rendimento. 

Ihii^ a etymologia vide Mançore$. 

MADAlii — ' fregneiia, Douro, eomarea, 
eeoeeího e 3 i^ilometro» ao SO. de OHveira 
de Asemeis, 45> ao S. do Porto, 270 aoN. de 
Lisboa, iOO fogos. 

Em 17S7 tkiha ^ fogos. 

Orago S. Mamede. 

Foi do bispado de Coimbra, depois do do 
Porto, ao qaal hoje pertenee,distri4to admi- 
nistrativo de Aveiro. 

O reitor de Avança, apresentava o cura, 
que tinha 13)f000 réis de côngrua e o pé 
d*altar. 

O povo chama a esta freguezia Terra dos 
efijcinhoe, petos muitos que aqui se fazemf, e 
se exportam para grandes distancias. 

VASiEIRA (S. João da)— freguezia. Douro, 
comarca, concelho e 8 Icílometres s» NO. de 
Oliveira de Azeméis, 38 ao S. dõ Porto, 36 
Itílometros a N. NO. de Aveiro e 280 aa N. 
de Lisboa, 450 fogos e 1:800 aimas^ 

Orago, S. João Baptista. 

Bispado do Porto edistrieto adminiSMtí- 
vo de Aveiro. 

A mitra e o abbade do mosteiro de S. Ben- 
to, da cidade do Porto, apresentavam alterúa- 
livamente o abbade, que tinha 600^000 réi& 

Situada (a freguezia) em terreno levemen- 
te aocidentado; mas a povoação ehamada 
propriamente S. João 4a Madeira, estâ^i- 
fioada sobre uma planície elevada (espede 
de plató) d*onde se gosa para t^os os lados 
a vista pittoresca de serras^ outeiros, valles 
e bosques, alvejando por entre elles as cu- 
puks cónicas de algumas egrejas e valias 
oasas de differentes povoaçdes, vendo-se ao 
O. uma vasca extensão do Oceano Atlântico. 

Esta povoaçãè é uma betta rua arborisa^ 
da, formada pela estrada ifeal: de Lisboa, or- 
Ma de bellos ediliclos partÉculares, qiiaei 

todos- novos. 



HÂD 

ti povoa^ muito áatida, pois Já exiati^ 
(com o nome de Madeirti, ou firogaezía da^ 
Madeira^ em 12B1, visio que é mrnfltnildii 
nas Inquirires tiradas n» mcE de agoitO' 
d*e8S6 aano (Maço 8.* doi Arava antigot, â.* 
1) para provarem a existeBcia do fiotal velboi 
sem data, que à Terra da Feinb dèu D. San* 
cho I, no fim do século XII. 

No Furai novo, dado por D. Manuel ávtiki 
e Terra di Feira, feito em Lisboa a 10 de 
fevereiro de 1514, também as oomprehende 
esta toguezia. (\íéd Feira.) 

Nenhuma povoação da extensa Terra dó 
Santa Maria (ou Terra da Feira) tem proa* 
parado tanto como esta e os Carvalhos^ na 
freguezia de Pedroso. 

Ao génio emprehendedor, ao amor do tra-- 
balho, à energia e coragem de seus habitan- 
tes, deve S. João da Madeira o prodigioso 
desenvolvimento da sua população e dos seus 
melhoramentos materiaes e moraes. 

A agricultura, o commercio e a industria 
prosperam aqui a olhos vistos, e S. João d^ 
Madeira, que, ainda ha 30 annos, era uma. 
pequena aldeia, está hoje uma bonita e gran- 
de povoação, maior e mais rica do que mui* 
tas villas de Portugal. 

• 

Tem uma philarmonica (e já teve duas) e 
correio diário. 

Antes de pouco tempo vae ser ligada eofll 
o caminho de ferro do Norte, por um ramal 
de estrada (de uns 2 kiloinetros de dístaan 
eia) que a põe em commuiAcação com a es- 
trada de Ovar a Olivdra de AÊemeis. 

(Ramal que já podia e devia estar feito — 
visto a sua ínsignifieante despeaa-^-se as in- 
fluencias de campanário e a rivalidade da 
Oliveira de Azeméis não tivesse ha dons a»r 
nos actuado peloB interesses 4e olifuna cen- 
tra os do eommum.) 

Este ramal não sóé utiUssimQi paita S, Joí^ 
éa Madeira, como também o é para muitas 
e populosas' fregCfêzias.flituaidaa^o N*> NE.» 
L. e SE. da estrada reai 

Feito este pequeno vamal, 5r Joãa da Ma- 
deira tomar-ae-ba uma natação commeseial 
4e miita Imikortanfiia» e em poucos aiiQOt 



BiAD 

attiogif á as proporções de uma graade e fio- 
resceate víUa. 

Eaure os mais bonitos edifícios d*esta po- 
voação, se distÍDguem o do ar. AtUonio Mo- 
reira da Silvv Dourado (proprietário de uma 
das melhores fabricas de chapéus de lã de 
Cortugal, cujos productos téêm sido premia- 
dos em varias exposições, e que emprega 
grande numero de operários do ambos os se- 
xos); a bonita casa e quinta do sr. Francisco 
da Costa Lima, a do sr. Silva e outras. . 

Uma industria insígoiflcanta na apparf^n- 
ela, tem aqui dado óptimos resultados; é o 
fabrico» compra e venda de manteiga de 
vacea. 

As pessoas dedicadas a este ramo de in- 
dustria, téem prosperado muito, ^ formado 
ama bonita povoação contigua a S. João da 
Madeira, d*onde exportam diariamente para 
^ cidade do Porto grandes porções doeste gé- 
nero, já bastanteineote aperfeiçoado. 

Além d*isso, a freguezia exporta em grau-' 
de escala, para o Porto, Exti^madura, Aiem- 
lejo e Hespanha, os seus chapéus de lã, de 
óptima qualidade, e também exporta cons- 
tantemente para o Porto, gado bovino, para 
embarque, géneros agrícolas, madeiras, le- 
nhas, etc. 

♦ ... 

Eotre os varões illustres aqui nascidos, 
avulta o sapientissimo dr. Christovão Alão 
de Moraes, que veiu ao mando a i3 de maio 
de 1631 

Foi bapUsado na matriz d'esta (^eguezia; 
nas, tendo sido culpado de heresia o padre 
•que o baptísou, se tornou a baptisar na egre- 
ja de S. Nicolau, da cidade do Purto. 

Foi doutor formado em direito c^iril eea. 
Booioo, juiz de fora de Torres^Vedru^ ou- 
•Hidor .e provedor de Mira, juiz doa orphãos 
do Porto, corregedor de Pinhel, Riba Côa e 
Coimbra» desembargador e corregedor do ci- 
Viai da relação do Porto. 
• . Compoz 6 escreveu vario» li wros de muito 
nereciffeaU), entre elles ^ eommetUarifisás 
*§bra$ úàSádê Uiramda^^i Ulyêspa, de 6a- 
hiel Pereira de. Castro* 
c JSjn» iUbo pfimogeikUo 4o «anitio de^^uur 

V(X.1Jlá^T 



MAD 



21 



e 'guerra, BaUhazar Alão -de Moraes, (que 
morreu de 25 annos de idade, n*aquelle adian- 
tado posto, ganho pela sua bravura e gran- 
des serviços.) 

O dr. Alão, casou com D. Joawia Tliereza 
de Carvalho, fílba de António de Carvalho, 
creado da rainha D. Luiza de Gusmão, e que 
foi ama de leite de D. Aílonso VI e de D. Pe- 
dro II. 

Morreu a 19 de maio de 1693. 

Está sepultado na Sé do Porto, na capella 
da Vera Cruz e Santa Helena^ construída em 
29 de outubro^de 1381, por fi\ Domingos 
Geraldes Alão, cónego da mesma Só, prior 
de Ferronella e commendador de Rio-Meão. 

(A esta capella ainda hoje se chama dos 
Alões.) 

Este Ínclito varão, reuniu ao seu muito 
saber, uma grande virtude e muita rectidão 
e solicitude no cumprimenlo dos deveres, 
que lhe impunham o desempenho dos seus 
muitos e vários empregos. 

Foi seu primeiro mestre (de latim, fran- 
cez e musica) seu tio, o muito douto e ve- 
nerável D. fr, António da Purificação, cone* 
go de Santo Agostinho (crusio) do convento 
de Grijó ; chronista e visitador geral da sua 
ordem, e lente jubilado em theologia, da uni- 
versidade de Coimbra: 

Nem só o dr: Alão, tãa notável peks seus 
vastos' talentoso raras virtudes, tem por pá- 
tria esta freguezia. Pôde alé dizer-se que, 
nenhuma das do districto tem produzido tan- 
tos varões merecedores de que seus nomes 
oCcupem disiincto logar n'esta obra, como 
S. João da Madeira. 

A casa dos jn^. Cardozos Cartes Eeaes, d/eu 
êuk no«so8 dias o de Benio Geurdozo Corte 
Real, que foi presidente da relação do Porto 
o atnistro eacemplarlasimo pela sua rectidão 
e intelligencia. 

(Seu irmão mal» velho, o morgado José JVti- 
nes Cardozo Corte Real^ também era forma» 
do em direito. 

Tinha dois tios frades, D. fir. luí?, qua foi 
abbade do convento da Gralheira^ e^ fr. Joeé, 
dominico em Aveiro. 

Eata^ eaaa é aetualmeate da ar. Maiwel 



Km 



MAD 



<MâD 



Cardozo Carte Real (fittio é^Aqaelld losé Na- 
nes), que casou e reside no Porto. 

A casa de Fundões^ também tem dado ca- 
valheiros muito considerados. 

Esta casa está hoje no poder dos srs. drs. 
Manuel Camossa Nunes de Saldanha e João 
Baptista Camossa Nunes de Saldanha, de suas 
irmans. 

£ram seus tios Diogo Camossa, que'.foi côn- 
sul da Inglaterra, em Aveiro e João Camos- 
sa, um dos maiores proprietários e capita- 
listas d'estes sítios, cuja fortuna herdaram 
os referidos sobrinhos. 

Era avô doestes, o capitão mór de Fun- 
dões, que morreu em Arouca assassinado 
pelo povo, sob o pretexto de ser jacobino. 

A casa da Várzea teve um doutor formado 
em medicina pela ^Diversidade de Coimbra 
(João de Mello), e são vivos seus dois filhos 
formados em direitos, António da Silveira 
Toscano e João Toscano. 

A casa do Roupal deu o doutor em direi- 
to José Joaquim Correia de Magalhães. 

Finalmente, o doutor em direito e advo- 
gado dos auditórios da Porto, Manuel Mau- 
rido de Araújo, foi um jurisconsulto muito 
distincto, principalmente em orphanologia. 

É seu sobrinho o sr. Manoel Maciel Leite 
àe Araújo, cir^rgião-medico pela eschola do 
Porto, e também muito distincto na sua pro- 
fissão. 

Já dissemos que ha n'esta freguezia fabri- 
co de chapéus de lan em grande escala, e cuja 
qualidade e producção aamoal é muito su- 
'perior aotuálmente a todas as fobrícas de 

< Braga. 

< ' O primeiro n^goeiult6 dis ca^Uos de Por- 
tugal, é d*esta freguezia. 

São lambem â*^lao3 maiores negociantes 
-é»^ manteiga nacional 

[ lA^orta S. ^oão da'Madeit^ griandes por- 
'(jSe& de hin, do Alemtéjò, da Beira Baixa e 
daHespanha. ' ' 

' Também impoJrta grandes pdi^Sbs^^e Bgo 



dò Al^farve^ que se vende nod mercados éo 
Porto e outros. 

S. João da Madeira é hoje a primeira terra 
comraerciai do districto de Aveiro, com ex- 
clusão d*esta cidade. 

Para se fazer idéa da espantosa actividade 
commercial d'e8ta freguezia, basta dizer que 
o movimento de exportação e importação nos 
annos de 1868, 1869 e 1870 andou por 900 
contos de réis, termo médio, annualmentet 

• 

Tudo leva a acreditar (principalmente a 
inexgoiavel e tenaz actividade dos Madeiren- 
ses) que a povoação de S. João da Madeira 
(que nem ainda tem foro de villa!) será, ain- 
da nos nossos dias, uma das primeiras do 
districto de Aveiro : sobre tudo se o governa» 
attendendo ao grande desenvolvimento oom- 
mercial, agrícola e industrial doesta fregue- 
zia, mandar abrir as estradas de que pred- 
za, para chegar ao apogeu da sua prosperi- 
dade. 

Para evitar repetições, ver o que está es- 
cripto a pag. 238, R R, do l.*" vol., sobre o 
massacre feito pelos francezes, em 1809, eiàk 
umas 300 pessoas, que trucidaram no cam- 
po de Bussiqueira, d*esta freguezia. 

Madeira é um appellido antigo e nobre tm 
Portugal, tomado do nome doesta freguezia. 

Segundo Blnteau, o primeiro que císoa 
â*este appellido, foi João Martins Madeira, 
aleaiideHnór de Paro, é que tinha o sen so- 
lar n'esta freguezia. 

Suas armas são : em campo de púrpíura, 
cinco cabeças de águia, de onro, cériadas 
em sangue, em aspa; elino d^ aço, aberto^ e 
por timbre, meia águia de otiro, biOada éb 
púrpura. 

Ooth» d'este appellido usam dSB mesmas 
armas, maís o timbre éukna águia de púrpu- 
ra^ bicada e membradi de ouro. ' "•» 

Esta famiiflt, ou se extingaitt aqiri, oa mu- 
dou de appellido, porque actóalmealè Mto 
ha na freguezia pessea^def represeataçio ijae 
se appeMiâe Matleira^ nsm havestigioirtia 
semelhantes armas em neâbmn «difioio^^taii 
documento d'esta firegftezi^. • « ' '"* 

* WamBm "h^tttsaia/ BMra Bttijfl%ioo- 



r^v» ; 



marca da Gertaó, concelho de Oleiros; 100 
iLfloitíetros da Ttlla do Crato, 200 ao k de 
Lisboa, 160 fogos. * 

' * Em 1757 tinha 44 fogos. 
' ' Orago, Nossa Senhora do Carmo. 

Dislricto administrativo de Castello Bran- 
co. 

É do grão priorado do Crato, pelo que está 
desde 1834 annexa ao patriarchado. 

O commendador de Malta, qne residia n*e3- 
ta ilha, em nome da ordem em Portugal, 
apresentava o cora, eollado, que tinha réis 
"WOOO, e o pé d'altar 

Depois da tomada da ilha de Malta, pelos 
inglezes, o padroado doesta egreja, passou a 
se rate 183^ dos grâos-priores. (Vide Crato.) 

HIADIOSO-^portugaez antigo — mavioso, 
enternecido, etc. 

. MA6ÂClA--portaguez antigo — magia, fei- 
ticerí^— de mc^o, magico. 

MAFAMUDE— (também alguns lhe cha- 
mam Mafamede) — freguezia, Douro, comar- 
ca do Porto (3.* varà)^ concelho e* junto de 
'Gàya,2 kilomeiros ao S. do Porto, 310 ao N. 
de Lisboa, 850 fogos. 

Eto 17^7 tinha 340 fogos. * ' ' 
"' Õrago, S, Christovío. 

fiispadò e diátrleto administrativo do Por- 
to. 

O papa e os cónegos regrantes (crusios) da 
•Serra do Pilar, n'esta mesma freguezia, apre- 
"Sfentavam atemaiivamenteo abbade, eollado, 
'4ue tinha 600*000 réis. 

' Esta freguesia, está pittoreácaménté situa- 
-dá 'sobre a margem esquerda' do Douro, etía 
frente da cidade do Porto, q^ue toda se Vé 
'^'esta fregueria, a qual é um arrabalde de 
^Vffia Nafta de Gáya.- 

•Ma • '' ■ 

% 

N*esta freguezia no sitio antigamente cha- 
iníido âè'5J molkw, ÁrMeijúeirà, (AiCòim' 
'è^ío^, éStSto às mat^gestosás tíxiúaà do mós- 
'téhpb de conegí^ íégranteá deSântb Aí;òsti- 
'lAoi da itivocaçíò' de Nosáá'Si8tffidi'a -dò Ã- 
'*i^fé j^iíliio^ictóoífd àltío^o noine dê Èeii*a 

/ '^M'em'ití6à^ú^taúãilAb'^irÒ jftíòr «o 

'4WiJte!fè1W' ffíflâr (4a ibmA tiíáémph. ft, 

Bento de Abrantes. v '-'i"^*^ 



MAF 






^ 



Lançou -lhe a primeira pedra, o bispo do 
Porto,; D. fr. Balthazar Limpo (que tinha sido 
frade erúsio de Grfjó), em 28 de março de 
1538. 

Para não fazer muito extenso este artigo, 
faço a descripção completa d'este mosteiro 
e do seu actual estado, na palavra P^/ar, para 
onde remetto o leitor. Yeja-se também sobre 
o mesmo assumpto, o que digo a pag. 252 e 
324do3.«vol. 

É também n esta freguezia, o tunnel dò 
caminho de ferro do N., já deseripto a pag. 
253 do 3.» vol. 

Houve em tempos remotos, no districto 
d'esta freguezia, e ainda existia no tempo 
do conde D. Henrique, uma villa chamada 
Portugal, que talvez fosse a que deu o seu 
nome a todo o reino. 

Dizem alguns, que era no sitio a que hoje 
se chama Paço de Rei. Nao ha o minimo ves- 
tígio de semelhante povoação. Vide Portu- 
galy villa. 

Ha ti*está freguezia, muitas e boas quintas» 
uma fábrica de fundição de panellas dè fer- 
ro, fabricas de louça (de barro preto e de 
Taiança), uma fabrica de vidros e varias de 
tecidos de liáho e algodão. 

Dôve ver-âe a palavra Gaya. 

Não posso dizer 6om certeza qual é a vei^- 
áadeira etymologia do nome doesta fregue- 
zia ^^ o que posso com certeza asseverar é ser 
palavra árabe: ' *• 

Tenho dito muitas vezes n*esta obra, que 
os árabes aspiravam sempre oh. ' ' 
• Nós mudámos o h d*elles, em f. ^ 

Se a palavra vem do árabe Udhamede^ (fá» 
nós* pronuiltSamos Bafamèdey é o nome pro- 
^rio^ de Ifomem, o* mesmo que ifàfâmáth 
Mahomety o propheta dos tnotlros e tufcSs 
'r-iísipostôr bôm conhecido. ' ' -'^ 

Se vem de Mahúrhude^, isignlfica a itlatifit 
médiisiBiala ijáe nós damosonoÀoiò^úé éèiíà- 
tnonéa. < 

Se, finaloifniti, t^m de MáhnMS, é Úm^ 
próprio de mulher, e sig^èk (i*'2Altim^ 



94 



MAF 



pois se deriva do verbo hamada, qae signi- 
fica louvar. 

Jà vêem que qualquer doestas três etymo- 
logias i<ão plausibiiiâsimas, pela sua grande 
semelhança (quasi identidade) de pronuucia. 

Faz-se n*esta freguezia uma grande feira 
de ga<]ip a 8 de setembro de cada anno; e, 
no mesmo dia, uma concorridissima roma- 
ria a Nossa Senhora do Pilar (na egreja do 
mosteiro), aonde vem grande multidão de 
portuenses. * 

Para se íazer idéa da gente que concorre 
da outra margem do rio, basta dizer que tem 
annos, em que a ponte rende n*esse dia réis 
70^000, afora a gente que vem embarcada. 

MAFRA— villa, Extremadura, cabeça de 
concelho, na comarca de Cintra, d*oude dis- 
ta 15 kilometros ao N., 35 ao N. de Lis- 
boa, 900 fogos. 

£m 1757 tinha 589 fogos. 

Orago Santo André, apostolo. 

Patriarchado e districto administrativo de 
Lisboa. 

A mitra apresentava o vigário, que tinha 
200i|K)00 réis de rendimento. 

Mafra vem da palavra árabe — Mahafra — 
a cova — deriva se do verbo hafara, cavar, 
abrir cova?, etc. 

É povoação mnito antiga, e presume- se 
que já existia no tempo dos romanos ; mas 
ignora- se o nome que então tinha. O que é 
certo é ter já o nome actual no século IX. 

D. Afifonso Henriques a tomou aos mou- 
ros, em' maio de 1147. 

O primeiro foral d'esta vílla foi lhe. da- 
do por D. Nicolau, bispo de Silves, em LJb- 
boa, no mez de março de 1189. (Ga^ 13 
maço 1, n.* 21. fl, 3 v.) 

D. Diniz lhe deu foral» reformando o án-,. 
tigo, em 1304. (Gav. 9, maço 10, n«« S7, fL 
S T., in principio.) 

D. Manuel lhe deu foral novo, em Lisboa, 
JK> i.* de Jonho de 1513. {Uvro de foraes 
wwos da Extremaduray fl. 215^ coL 2^) 

Tem nrisericordiay e hoapitaL 
timafeniL^ 



MAF 

Tem estação telegraphica. 

Feira no 3.« domingo de julho, 3 dias— 
e a 30 de novembro. 

No seu termo estão os fortes de MUreu 
e Santa Suzana, desartilbados a abandona- 
dos. 

O papa João XXI (Pedro Hispano) nata- 
r^l de Lisboa, baptisádo na egreja ae S. Ja- 
lião e por isso chamado (antes de ser poa- 
tiOce) Pedro Gião (Pedro Julião) foi feilo 
prior de Mafra, por D. Affonso III, que mui- 
to o estimava, pelos annos 1250. (Vide Lis- 
boa, no logar competente, do 4.'' vol.) 

Próximo á villa, está a capella de Nossa 
Senhora da Paz, onde se faz a entreg» da 
bandeira do círio de Nossa Senhora da Na- 
zaretb, e se põe em ordem a procissão, pa- 
ra dar a sua entrada triumphal na vllla. 

O concelho de Mafra é composto das Í4 
freguezias seguintes: — Alcainça, Azueira^ 
Chilleiros, Enxara do Bispo, Egreja-Nova, 
Ericeira, Fanga da Fé, Gailés, Gradil, Ma- 
fra, Milharado, Reguengo da Carvoeira, San- 
to Izidoro, e Sobrai da Abelheira. Todas no 
patriarchado. 

Mafra é pátria de muitos varões illnstres, 
distinguindo-se entre elles— />. Estevão d& 
Jesus Maria, da ordem dos menores obser- 
vantes, da província da Arrábida. Nascea 
a 26 de dezembro de 1787. Foi eleito bispo 
de Meliapor em 24 de junho de 1825; Foi 
transferido para Angra (Açores) em 3 de 
agosto de 1827, e confirmado no consistório 
cde 28 de junho de 1828. ^ £' o prelado 
actual d*esta diocese. 



» ' 



. Foi j esta villa o solar de um ramo da do- 
ÍÚUssiina familia dos Vasconcellos, o qual 
.eca lenhor donatário de Mafra. As armas 
d!ésta Çsunilia, ião-~escudo esquartellado ; 
ijio 4.* e 4.^, as armas de Portugal, no %• 
as dos Vasconcellos, e no 3.* as dos mar- 
quesas de TaUença. (Vide Ca»teUo JKMkoTp 
e Lisboa, no palácio dos marqaezes d'eaie 
titulo.) 



MÂF 



MAF 



2& 



Cat>ella de Nossa Senhora 
do Livramento 

Esta capella é na fregaezia da Agueira, 
d'este concelho ; mas, como não foi alli, e 
desejo dar aos leitores a narração legeioda- 
ría d*esta ermida e da sua imagem, decidi 
d«screvél-a aqui, por ser no concelho e pró- 
ximo de Mafra. 

No anno de i639 havia em Lisboa xxm 
mancebo muito devoio de Nossa Seobora, 
o quai embarcou para a índia, para alli 
exercer um emprego muito importante na 
cidade de Goa. 

Tinha elle muita amisade *a um padre» 
qne tinha sido seu condiscípulo, chama- 
do Mathefus Ribeiro, letrado e pregador, 
que depois foi parocho no logar da Â2uei- 
r# Quiz deixar ao seu amigo uma preuda , 
em^ memoria da afTeição que lhe dedicara; 
a prenda foi uma imagem de Nossa Senho* 
ra, á qual dava o titulo de Senhora do Li- 
vramento, para que o livrasse de todo os pe- 
rigos. 

Pela mnita devoção que este mancebo ti- 
nliA a Nossli Senhora, entendeu que não 
pedia levar a sua imagem com a devida de- 
cência em sua nau, e, para ser tratada com 
toda a veneração, áeixou- a ao seu amigo, e 
assim lhe entregou a melhor joiã que pos* 
suia^pedfodolhe que rogasse á Hã^ de 
Deus o livrasse dos muitos trabalhos e pe- 
rigos a que estão sujeitos os navegantes. • 

Réc€(beU o padre Matbeus Ribeiro a ima- 
gem. Tinha ella o menino Jesus nos bra- 
des, e na mão esquerda uns grilhóes de pra- 
ta, por insigoia do seu titolo ; alguns vinte 
e oito annos a conservou no seu' oratório, 
tanto; quando residia em Lisboa, como quan- 
do habitava no logar da Azueira: 

Dtíranie este tempo recebeu grande^ be- 
nefiCfJos^ liVrandosè de muitos trabalhos e 
privações todas as vezesque recoi-rlá á pro^ 
ttfcção da Samissima Virgem Màría ; no ikn 
^s vinte e oito ânuos, entfai^ em easa 
^este clérigo umá pessoa devota, e tendo 
visto algumas vezes no oratório esta linda- 
imageín, disse^lhe tqfue se admirava do a 
nio levar á eg^e}a para Ibe dedicar ctíilto e 
e excitar no^ povo deVoçao. 



Conhecendo o sacerdote que a proposta 
era ju«ta, desculpou-se, prometterido fezer 
uma festa nas oitavas do Natal. 

Levando a imagem para a freguezia, col- 
locoua no altar-mór, e fezlhe uma festa. 
O povo ficou tão âfiFeiçoado e devoto para 
com a veneranda imagem, que pediu que a 
deixasse na egreja, porque estava prompto 
para a festejar. 

Vendo o clérigo a devoção do povo, co- 
nheceu ser isto vontade de Deus; propondo- 
lhe se queriam edificar uma ermida à Se- 
nhora. Não obstante o povo estar muito po- 
bre, por causa da guerra que então havia 
entre Portugal e a Hespanha (e para a qual 
contribuíam com tributos pesados, os paea 
vexados, tristes e magoados, tirando-lhe os 
fHhos para o exercito que ia para as fron- 
teiras, o pão caríssimo);^ assim mesmo offe- 
receram-se para o ajudar no que podes* 
sem. 

Escolheu -se o sitio mais próprio para a 
edificação, n*um campo pouco distante do 
logar. 

Collocouse alli uma cruz em signal da 
posse qn^ se tpmaVa do sitio. 

No domingo seguinte fizeram -se as offeir- 
tas, que chegaram a 27:000 réis. Com a es- 
mola de sete tostões, que logo receberam, 
abriram os alicerces, e deram principio à 
edificação da egreja, em 20 de setembro de 
1655, a qual se concluiu em breve tempo, 
tratándose logo de determinar o dia em 
que a Senhora álH havia de ser collocada, 
qtie foi no segundo domingo de novembro 
de 1650, concorrendo os parochos, confra- 
rias e muito povo dos logares circumvisi- 
nhos, havendo por essa occa<)ilo verdadeira 
alegria em todos os corações piedosos. 

Collocada a devota imagem *na sua nova 
egreja, faltava a licença do ordinário para se 
poder celebrar missa; obtida essa, celebrou se 
a primeira no dia de Reis do anno de 1657, ' 
havendo por essa odcasião grande concurso 
de povo, que deu logar a reconhecer-sea ne- 
cessidade de se lediftcar duas grandes casas 
para se abrigarem os devotos romeiros 
que abi se dirigiam cdbtinuamente a faze-^ 
rem suas novenas e a cumprirem promes* 
saB. 



s» 



MAP 



Descobriu se por essa occasião próximo 
da egreju ama fonte de agua crystaliaa, que 
até hoje nunca cessou de fertilizar aquelle 
Bilio, ao passo que, bem próximo outras sec- 
cam na estação calmosa. 

Augmentando a devoção e as esmolas, de- 
ram principio á capella-mór, que é de abo- 
bada, e a outra nova e maior sachristia. 

Dezenove confrarias se instituíram) con- 
tando se n'este numero uma da cidade de 
Lisboa) todas bom o fim de irem a este 
logar annualmente festejar a Virgem, e as- 
sim vô-se aquelle siiio^ que algum dia foi 
matagal, convertido em lindo arraial pelo 
muito povo que alli rae. 

A maior romaria é em dia de Todos os 
Santos. 

Antigamente não havia caminho para 
aquelle sitio, hoje ha o Larmanjai e boas 
estrada.s' e grandes povoações, como o Gra- 
dil, o Turcifal, a Freiria, a £ncarnaçãQ e 
Yilla Franca do Bosarjio. 

Escreveu a historia da fundação da egre- 
ja da Senhora, o referido padre Matheus 
Ribeiro, a*um livro intitulado: Compendio 
histórico da egiyja de Nossa Senlwra do Li- 
vramento. 

(Extrahido do semanário *0 Catholico*), 

• 

Bi^ilioa d« Hafira 

Vou tratar agora do, por^tantos respeitos, 
celebre palácio, mosteiro e quartel militar 
de Mafra : d'esse triste e eterno testemu- ^ 
nbo da prodigalidade de D. João V; d'essa 
fanfarronada de pedra e cal, que nem mes- 
mo pôde ía2er-nos recordar a prosperidade , 
e. riqueza d*aquelle monarcha; pois todos 
sabem que elle andava sempre crivado de 
dividas, e chegou a deixar quasi morrer de 
fome os operários das obras de Mafra, e do 
ouiras partes^ pois lhes deveu annos de jor- 
naes. 

Tenho sido accusado por alguns leitores, 
por descrever com muita rapidez os mos- 
teiros de Alcobaça, e da Batalha. Parece jus- 
ta esta aocusação ; mas não o é. Se eu des- 
crevesse miúda e cirwmstanciadamente es* 
tes e tantos outros monumentos portugus- 
zes^ esta obra chagaria a mais de 40 voinr 



MAF 

mes, e nem a vida intara de um liomem- 
seria sufficiente para a concluir. 

Quanto mais— nas localidades onde des- 
crevo esses monumentos, com a brevidade 
que o diccionario comporta^ tenho sempre 
o cuidado de indicar aos leitores que dese- ^ 
jarem amplas e minuciosas noticias sobia^ 
esses monumentos, os livros onde acham 
tudo descripte com vagar e circumstancia* 
damente. 

Para este edifício dô Mafra, podem con- 
sultar as obras seguintes : — Atmo Histórico,, 
vol. 3.», pag. 2ÍÍ, n.» S^Descripção minu* , 
ciosa do monumento de Mafra^ por o sr. foir 
quim da Conceição Gomes— Mosaico e syl- 
va de curiosidades históricas^ litteraiias ^ 
biographicas, pelo sr. Camiilo Gastello Bran- 
co, pag. ^^-^Archiw Pittaresco, vol. 3.*", pagi 
17— e vol. 4.% pag. 113. • 

Ha muitas mais obras que tratam de Ma- 
fra ; mas nas indicadas acharão o sufi&cieo- 
te para ficarem conhecendo tudo quanto s(v 
bre a matéria podei^em des^ar^ 

D. João Yi casara com D. Mari^^na 4^ 
Áustria, filha do imperador Leopoldo I, GOk 
26 .de outubro de 1708. Como passassaoi 
dois annos depois dVste casamento sem ha- 
ver, suceessão» o rei prometteu a Santo An- 
tónio de Lisboa edificar a basílica de Mafra^. 
se a rainha lhe desse herdeiros á coroa. . 

O milagroso $anto attendeu ássi^pplicaa 
do consternado monarcha, que teve logo eni 
4 de dezembro de 1711 a princeza D. Ma- 
ria» que casou çom o príncipe das Asturiaft^* 
—em 19 de outubro de 1712» a D. Pedrc^ 
principe do Brasil, que morreu a 29 de ou- 
tubro de 1714— em 6 de junho de 1713, o 
principe do Brasil, D. Jos^ depois rei, L*- 
do n(>me, que casou em 1728,. com a príur 
ceza D. Marianna Yictoria, filha de Philipf e 
Y, de Hespanha— em 2 de maio de 1716| o^. 
infante D. Cario»— em 5 de julho de 17i7». 
o infante D. Pedro, depois III, e> finalmente^, 
em 24 de setembro de 1723, o infante D. 
Alexandre, que morreu a 2 da agosto da. 
1728. 

Já se vô quanto o aósso popular Santi^ 
AntoQio satisfez prodigamente os ar^fiteii. 
desejos de D. João Y, qo^ nàp, querendo fi- 



car iatárior em generosidade, excedeu e 
muito a proDoesaa que lhe havia leito. 

LaDçou-se a primeira pedra n'esu mons- 
truosa fabrica, no dia 17 de novembro de 
1717» eom tanto fausto e magnificência, que 
aó n^eata solemnidade se gastaram 200;000 
onísados (80 contos de róist) 

O risco primittivo não foi executado. D. 
João Y promettéra lazer um mosteira para 
13 religiosos arrabidos (franciscanos)— de* 
po&B) qoin que fosse para 40, e, por fim de- 
cidiu que âeria para 80 ; e finalmente, para 
300 ; e foi em conformidade com esta ulti- 
ma deciãíSD que se fez o ultimo risco, que se 
executou* 

Tinha-3e principiado o convento com maiaí 
acanhadas dimensões, quando o architaeto 
aUetpão^ Jgào Frederico Ludovice» apresen- 
tou ao rei um (dano vasiissime, que não só 
cwuprejbiendia o ampio convénio, mas tam.^ 
liem um sumpiuoso paiaeio. D. Joio Y ap- 
provou logo o íTíbco, e para o levar aeffeito, 
foi iMreclso alargar oa limites de toda a ohra 
cemeçada, desfazendo- se tudo, para .rebai«- 
xar o monte e desfazer um rochedo que 
eslava ao sal 

, Só a'«sta obra se gastaram 38 contos de 
léis por mez, trabalhando n'ella 5:000 ope- 
rários e 500 cavalgaduras; gaetando-se diai 
Piamente 30 arrobas de poivora, para des- 
•faaec o rochedo. 

Treze annos durou a constraeçae do mos- 
teiro, trabalhanâo diariamente 20:009 a 
15:000 homen» , e 1:380 Dois, para aearre* 
tarem pedra. Bste numero augmentava po^ 
Fém, guando se queria dar maior impulso ét 
obra. 

Diz o auctor do Gabinete Histórico^ que, 
pelos róes de junho a outubro de 1730^ con- 
sta quie> estavam matriculados, nas differen- 
tes lépadTtiçdes das obras de Mafra, 4lk000 
peaioAfii entrando n^ate numero 7:000 jsol- 
dades de todas as armas, que, além do 8«i 
»ide^ venciam 150 réis por dia. 

Aecrutavam-separa a obra os officiaes e 
tnbaUiaàefteSi como para uott guerra— 
apenávam-se canos, oavalgadUraa e mater» 
naes — ^finalment^ Pzeram*Be' tod<}B os te- 



MAF 



27: 



xamee a que o povo está sc^eito, sob um 
rei como D. João Y. Os fidalgos e auctori- 
dades, querendo agradar ao rei, praticavam 
todas as violências imagináveis, sem receio 
de castigo, nem mesmo de censura. 

Os operários adoeciam em Mafra, aos ceh* 
tos; sendo preciso fazer-se alli um hospital 
de 8 enfermarias, com camas para 335 doen- 
tes, e duas com 240 leitos para os convales-^ 
centea. 

Nao se sabe quantos operários falleceram 

durante a obra; apenas se sabe que desdo 

1729 até 1733 ^traram no hospital 17:097 

doentes, com os quaes se gastaram n'estes 

5 annos, 92 contos de réis. 

Note-se que quasi todas estas 

ultimas despesas são pqsterio- 
res à sagraçào do templo quan- 
do o convento e palaek) esta- 
vam Já habitáveis; continuando 
apenas outras obras modernas, 
que se tinham dado por arre^ 
. matacão, pagando p rei (ou pro- 
mettendo pagar) umaconsigna* 
ção semanal de 20 contos de réi» 
A ordem architectonica doeste monumen- 
to, ó a denominada italico-ciassica. 

Xto U>4o.o edifício 5:200 portas e janda- 
ias; duas torres, cem 48 sinos cada uma, 
que tocam por dois carrilhões, e são afina- 
d<iA'por music^..As torres leem cada uma 315 

palmos d*altura (70 metros). 

D. João Y encommendou 

para uma fabrica de Antuér- 
pia o machinismo de um car- 
rilhão, e sendo -lhe respondi- 
* do que elle lhe custaria 400 
. contos de réis, respondeu cos- 
telhanamente: «Ftsío ser tão 
barato, qu^ro dois carrilhões, 
em tez de w».» (1) 

(1) Ou o numero dos sinos íoi augmenta- 
do, ou o constructor, vendo a prodigalida- 
de do rei, lhe augmentou o preço; porqpe 
consta que os dois carrilhões custaram. 3 
miUtões de cruzados. Ambos teem a marcd^ 
de lÀege,, (Nos 3 milhões entra o transporte 
e coiloeai^ dos carrilhões.) 

No tempo dos frades havia 24 donatos ex* 
clusivamente destinados para os toques 
dos earrilhdesj dirigidos por um reioioeiroi 
leigo, . . • 



28 



MAF 



Tem 886 salas e quartos, e muitos pateos, 
terraços e jardins. 

* ' Cada uma das torres da egreja tem 15:000 
anrobasde meul (225:000 kilogrammas.) 

O sino das horas pesa 800 arrobas (12:000 
kilogrammas) e o seu martello 20 arrobas 
(300 kiiogrammas). 

Os dois sinos dos quartos estão logo por 
baixo do das horas. 

Os martellos de todos os sinos são puxa- 
dos por três grossos arames de ferro, pre- 
sos ás teclas, de um admirável jogo de reló- 
gios. 

Por baixo dos sinos que batem os quar- 
tos, ha mais 6 sinos de desmedida grande* 
xa. Isto em cada uma das torras. 

O sino maior de cada um dos carrilhões 
pesa 700 arrobas (i0:600 kilogrammas). 

Antes de tocarem as horas, tocam minue- 
tes e outras harmonias, por musica. 

Todos os sinos e sinetas d'este edifício ex- 
cedem o numero de 300. 

Todas estas obras levaram a construir i3 
annos, dia por dia; mas nem só elias absor- 
Iferam milhares e milhares de contos; os 
riquíssimos paramentos da egreja, segundo 
disse D. João V, a uns estrangeiros, a quem 
os mostrou, custaram mais do que iode o 
edificio. 

 entrada da egr^a se admiram 58 esta- 
tuas collossaes, de mármore, representando 
os fundadores das ordens religiosas, tendo 
umas >,^6 de altura, outras 2",24. 

Foram quasi todas esculpidas por artistas 
nacionaes, discípulos de Alexandre Justi, 
italiano, i.» director da casa do risco, funda- 
da em Mafra, para servir de laboratório de 
escuiptura e architectura, p^ra as obras da 
basiliCH, paço e mosteiro. 

O justamepte célebre zimboiiOy é de pas- 
mosa magestade. O remate da sua abobada 
é feito por uma pedra, que já veiu feita da 

Este )ogo, todo de bronze, açò e ferro, é 
de uma pródiga magnificência, pelos seus 
primorosos ornatos, e assenta em pau 
santo. 

Toda esta machinase move oom tresenor 
mes pesos de chumDo, equivalente a 9:424 
kilogrammas, os quaes puxam 3 grossos 
calabres de cânhamo, descendo por duas 
calhas, até ao pavimento dè cada torre. 



MAF 

pedreira, e, ainda assim, foram preeis» 
juntas de bois para a trazerem. 

Para a obrarem, trabalhavam á larga, 4i 
canteiros. 

Os mármores, luxuosamente esculpidos^ 
as suas madeiras do Brasil, os mosaicos, as 
pinturas, as magnificas alfaias e utencilioa^ 
tudo se vô com profusão n*este gigantesco 
edificio. 

O retábulo da capella-mór, é da escola ro- 
mana e magnifico. 

A casa da livraria é sumptuosíssima, . osr- 
cada de magestosas galenas, e pôde conter 
25:000 volumes. 

(Tem 88 metros de comprido e 10 de lar- 
go, e o seu pavimento é formado por um bel- 
lissifflo mosaico, de mármore, de variac e5- 
res.) 

Tinha este edificio, em varias partes, so- 
berbos quadros a óleo, dos mais aflstmados 
pintores nacionaes e estrangeiros; mas qxuo- 
do D. João Yl (então ainda príncipe regenlB!^ 
fugiu, com a família real para o Brasil, eon 
muito boa tenção de nunca mais cá voltar, 
levou de Mafra todos os seus melhores qaa- 
dros. 

D*elles apenas hoje se vé o sitio e os títu- 
los, que, por serem escriptos nas paredes^ 
não poderara ser. . • levados, e lá ficaram no 
Rio d» Janeiro. 

Os auctores da maior parte d*estes quA-< 
dros, eram : Taborda, Foschini, Calixto, So- 
queira « Cyriilo. 

Representavam alguns dos mais gloriosos 
factos da nossa historia, ligados aos nomes 
illustres de Vasco da Gíama, de D. João &m 
Castro, de Aflbnso d'Albuquerque e de oa-> 
tros beneméritos da pátria. 

A fachada principal do edificio, que ollut 
para 0^ é dividida em trescorpos; o do cen- 
tro é a egreja, o do S. se denomina residen*^ 
ciada rainha eo do N. se chama residenekí 
do rei; ambas de quatro pavimentos, que re* 
matam em espaçosos terraços, «obre os qaaea 
assentam dois magníficos torreões de eaitta- 
ria, optimanMDte lavrada^ que sobem 2Sofia*f 
tros acima do pbno dos terraços. 

Além d'esies torreies, que floam nos aa-- 



MAF 



MAF 



29 



gfilos extremos da frootaria, s^bre a plata- . 
banda se elera o magestoso zimbório e as 
duas torres da egreja, todo de elegante eon- 
âmieçao e de bella cantaria» com 44 metros 
de altura, acima do nivel dos terraços, ter- 
minando em uma cruz de ferro, cfue pesa, 
cada uma, 3:336 kilogrammas. 

O zimbório, imitando a célebre cúpula da 
«greja de S. Pedro, em Boma, é como este, 
dobrado, que vem a ser, duas cúpulas con- 
Ci^ntricas, com escadAria entre ambas, por 
onde se sobe à varanda que circnnda o zim- 
bório exteriormente (como o do Coração de 
Jesus, ou Estrella, de Lisboa), e do qual se 
gosa uma extensíssima e formosa vista, de 
lerra e mar. 

Dá accesso para o mosteiro e palácio, uma 
rampa, embrexada de seixos brancos e pre- 
tos, que termma em um terreiro, onde co- 
meça o lâuço da escadaria que õá ingresso 
ao átrio, ou vestíbulo de abobada de mármo- 
res, e o pavimento lageado em itadrez. 

Seis columnas de 9 metros de altura, en- 
tre a base e o capitel, que sustentam a tri- 
buna da' casa da Benedictione, formam O pór- 
tico, adornado com as 58 estattias de que já 
fòlhi. 

'A tribuna tem3janellas; aos lados da do 
meio estão as estatuas de S. Domingos e de 
S. Francisco, e por baixo, sobre o frontão do 
pórtico, as de Santa Clara e de Santa Isabel, 
rainba de Hungría. 

Na cimalha, sobre tiraa grande pfaca oval, 
de mármore, estão esculpidas, em baixo re- 
levo, as imagens da Santíssima Virgem e de 
Santo António, de Lisboa, padroeiros do con- 
vento. 

Em am domingo, 22 de outubro de 1730, 
dia em que D. João Y fazia 41 annos de eda^ 
da (nascera a 22 de ontubrò de 1689) sagrou 
0>{nrtriareha de Lisboa, o navo templo de Ma» 
fra^ âedi^ndo*o á Santíssima Vii^eme ar 
Santo AMooio. 

' Fez-se esta solemnldade eceremonla edm 
ai^pi^mpã 6 «agnificenoiía próprias da>pro4ÍH 
g9lldaíd« de D. Jo&d^ Y, qu«i, eotn toda a tk- 
olilia real, assistiu a este aitto. 

- Coticorrett toda^ a alta nobreza da capital^ 



vários prelados, os cónegos e dignidades da 
Sé patriarcbal, e immenso concurso de povo. 

Principiou a funcçao pelas 7 boras da mà- 
nban, e só terminou pelas 5 da tarde. 

Deixou o patriarcha clausurado, no altar 
da capellã-mór, em uma caixa de prata dou- 
rada, as relíquias dos doze apóstolos e de 
S. PaulO) S. Lucas, S. Marcos e S. Bernabé. 

Seis graúdes órgãos tocaram durante a ce- 
remonía, e no flm d'ella foram dadas salvas, 
por 4 regimentos de níí44cias; e os repiques, 
dados por 116 sinos f 

Pelas *? horas e meia da noite, foi ]antar a 
communidade, que se compunha de 32(^fra-' 
des, que foram servidos á mesa, pelo rei, o 
príncipe real e o infante D. António. 

Depois do 3.» prato, como o rei e seus dois 
filhos não bastassem para o serviço de tanto 
frade, ordenon D. João Y, qne o ajudassem 
os seus camaristas. 

Depois do jantar, foram as pessoas reaes 
e os religiosos para o coro, ouvir o sermSo, 
e assistir aos cânticos «agrados que se lhe 
seguiram, o que tudo levou até ás 3 boraa^' 
da manhan. 

Esta solemnidade importou á nação na ba- 
gaiella de IK) contos de réis !• 

Tenbo visto avaliar a importância das 
obras de Mafra, por uns em i9 milhões de 
crtisados, por ontros em 25 e por outros etn 
48. 

Não ha porém differença senão no modn 
de fazer o calculo. 

Segundo os dados mais rasoaveis, o edífi- 
cio custou 19 milhões de ernsados, os carri- 
lhões 3, as pinturas % as relíquias 1, feetas^ 
esmolas, jantares, etc. 1, paramentos, uten- 
silíDS( alfaias, mobília, etc. 22, e aqui temos 
08 48 milhões, ou bbssnovb mil b duzent^os 

CONTOS DBIHâUst ' - 

Quantas léguas deestradas se podiam 
cotíi»tttiir; quantos canaes se podiam abrir; 
quantas obras de publloa ntitidade se po- 
diam- fazer; oom tanto dinheiro, gastado pa 
ra edificar este monstruoso ediâeio; hoje 
deababitado? 

Aqueliflft vastíssimas salas, estSo deserta», 
aquellas compridas galerias estão triste^ e 
sIlèneíMto. Aquelle magesloso templo onda 



30 



ttAF 



eçeoaTam es csuiUcos sapados dos rdigio- 
806 da tereeira Ordem de S. Francisco e de- 
pois dos eoDegos regrantes de Saato Agosti- 
nho (crosios) está hoje tndo esqnecido e 
atiandonadot 

Depois da eitiflcçào das ordens religiosa^ 
em iS34, tem o governo dado diversas ap- 
pliea^^õos ao mosteiro de Mafra, qnal d*ellas 
a mais disparatada e prejudicial. 

Tem servido de quartel militar ; de esco- 
la de recrutas ; de estação de soldados in- 
c^rregiveis ; de colégio militar» de a^lo dos 
filhos 4os soldados, etc., ete. 

Que destino lhe darão âmanhan ? Deus o 
sabe. 

Teem cahido alguns «raios n'este edifício; 
mas os qne lhe causaram maiores prejui- 
sos» foram os que eahiram em 1731 e 1786. 

Moito se tem dito e escripto d'esta obra e 
do seu fundador ; e todos .são concordes em 
que tal obra, e em similhante sitio, foi uma 
inutilidade e úm disparate monumental 

S^séã teve de bom esta infeliz fanCarrona- 
da de D. João Y, senão dar impulso ás ar- 
tes plásticas em Portugal ; creando umas, 
f^aendo reviver outras e aperfeiçoando o 
resto* 

Quando se dizia: — «aquelle foi artista nas 
obras de Mafra»— tioha as inquirições tira- 
das, para ser julgado bom artista no s^u 
officio. 

. O nosso esclarecido litterato, o sr. Ale* 
xandre Herculano, diz : 

tColloeae, peia imaginação, Mafra a^ pé 
•da Batalha, e podereis entender quanto ó 
t clara e precisa a linguagem d'esta8 chro* 
•nieas, lidas por. poucos, em que as gera- 
«çdea escrevem mysteriosamente a historia 
«4o seu viver. A Batalha é grave como o 
•vulto homerieo de D. João I ; poética e al- 
tiva, oomo os eavalieiros da áia de Mem 
«Rodrigues; religiosa, tranquilla e santa, 
«oomo D, Phillippa, rodeada dos s^^ cinco 
«filhos. 

.«As mc^if quo' ediâearam Santa Maiia da 



ItAF 

«Yictoría, meneando as armas em Aljidiai^ 
•rota, deviam ser vencedoras. A Batalha re» 
«presenta uma geração enérgica, moral » 
«crente — Mafra, orna geração afeminada» 
«que se finge forte e grande. 

•A BakUha, é um poema de peéra^Mafra 
«tima Mmsabaria de. mármore» 

«Ambas éccos perennes, que repercutam 
«nos séculos que vão passando,, a ezpres* 
«são complexa e toda a vida ciara e exacUk 
»de duas épocas históricas do mesmo poT#^ 
«sua juventude viçosa e robusta, e soa ve-^* 
•Ihice caeheUea.» 

O sr. Gamillo Castello Branco, no seu Mo- 
saico e silva de curiosidades históricas, de- 
pois de narrar as causas a que se deve o 
ediíicio de Mafra, diz : 



«Sahiram, logp que a rainha deu signaea^ 
de fecunda, três frades para Mafra, a fun- 
dar o hospício, e D. João Y foi pessoaU 
mente escolher o logar do convento. 

«As expropriações e damnos^ causados- 
aos agricultores convisinhos» em diversas 
épocas, sommaram 14:738Jti50 réis. 

«O primeiro voto do rei, tinha sido ecoiM)-^ 
mico: a promessa feita a Deus, era de con- 
vento para 13 frades. Depois, subiu a 40.; 
depois a 80 ; e ultimamente a 300. N*esta 
conformidade delineou o architecto allemãp 
Ludovice, a sua traça. 

•Cavaram- se os alicerces a braços de. 400 
aié 600 homens por dia, e a 20 pahnoa der 
profundidade.» 



Depois de discorrer sobre a edifieaçic^ 
d'esta pia parvoice (como elle lhe chama) 
ott doesta bagatella maravilhosa (oomo Ikd 
chama também o sr. Alexandre H^colano)^ 
tffinscreve o sr. Gamiilo Castello Branco 4 
carta que um abbada benedictino eserevea. 
a outro, 4o mosteiro de Tibães, cujo origi* 
nal se guardava no cartório d'es(emosteirOtf. 

Não só por os achar justos e curiosos ; 
mas também: para- provar aos encanúçadoa; 
detractores dos fra4eS| qne estes não eram 
tão bypocritas, supersticioaos e^ ignonaatMi 
como aquellea ftfetenclem íaner aoreditiuíh- 



MAF 



MAF 



ai 



copia aqui ali^iins períodos da referida car- 
ta. £il-M : 



c£m primeiro. logar, Joi errado.o ipeiodo 
eoDstranger oa hoBieD» n^esta appetite^a 
obra, por ser voltmtaria $ não ulil e neces- 
taiia ao reino ; porque o príncipe^ aíada 
que soberano, não teni domínio n^ liberdade 
dos seus vQssalloSt a os coj2straD|[er invo- 
luaCarios, nas cousas que privativamexxe 
pertencem ao gosto do mesmo príocipe, q 
quando obra absoluta, fica transgressora 
do direito natural, como quaiquâr outro 
particular^ Testemunhas da coacção e da 
violência, não somente somos nós^ 4iue eom 
08 nossos oibgs vimos a tantos bomens ar- 
rastados pelas estradas e ruas, com cor- 
das e cadeias, conduzidos por beleguips, co- 
mo dilinquentes justiâcados; como também 
sfio as mesmas pedras, aquém feriam os 
gemidos famintos em que desafogavajm . 
aquelies corações afflictos, ou já porque se 
consideravam reduzidos a estado de escra- 
vidão imerecida, ou porque na tyranoia 
dos eondueCóres experimentavam inbuma- 
nidades. 

•Foi errado também o meio de se fabricar 
e magnifico edifieio á custa das (áxendas 
sdbeias» porque o príncipe não é senhor das 
faxendas dos 4eus vaesallos, para as con- 
verter' edisiribuir ao^eeu alvedrio^ eé al9io« 
tolamente contra a lei divina» tomar o alheio 
contra a vontade de seu dona E note bem, 
meu amigo, se é que pode caber na com* 
prebeasão^ o que pode ser.abysOM), as per« 
das e damnos em que se tem arruinado eeto. 
reino, com as obras de Mafra, pasae a dea- 
correr particularmente por ellas e achará 
qfii» nem uma só pessaa õ^^e^ reino ppdfs- 
rá dizer com verdade^ que se ach^ «lUmida. 
d'ellas ; e, como pelos efiTeitos chegamos ao 
conhecimento das^causas, reeorra Y^ R.!°* 
ás lagrimas que se tem- chorado e se vão, 
chorando, para d'ellas inferir aj^ perdas e. 
damuosi que são as lagrimas com que se 
explicam oa vassaUos opprimidos. 

«Choram os homens as perdas dos seus, 
bens,, convertidos contra vontade. sua em. 
.vaidades; choram a perda da saúde, em 
pontíaiiO( giro de trabalho, .expostos ao ri-> 



•gor do frio, sem cama, em um deserto ; no 
«intenso das calmas, sem sombra nem abri*, 
«go; choram a miséria da fome, sem paga*, 
«mento ; choram a perda das vidas e das ai* 
«mas, na falta dos sacramentos, em artigo 
«de morte, com evidente perigo de salvação^ 
«Grande miséria!» 

Mais adiante diz ainda a carta do frade: 



«Se são estes os meios, meu amigo, diga** 
me V. R.»', fallando como homem e como. 
catholico, como pode ser o seu fim, do agra* 
do de Deus^ Porimais que me digam que 
esta obra se encaminha ao serviço de Deus 
e seu louvor, por força de fé, estou obriga- 
do a crer que não pode ser do agrado de 
Deus. As obras de que Deus se agrada, são 
as de misericórdia e justiça^ exercitadas co- 
mo vú^tude* Obras feitas contra a justiça e 
misericórdia^ são obras do diabo, qus não, 
de Deus, Furtq^r para dar esmolas, é pro-^, 
posição, condamnada. Fazer templos dedica" > 
dos 4jL Deus, com prejuízo de terceiro, á custa, 
do sangue dos pobres, não se ajusta com a. 
lei que professamos. E, se não pôde ser do 
agradi^ de Deus, que quer o meu amigo que 
vamos véraMalra? Que podemos vér que 
não seja incentivo para mágua ? Que fax 
que sejam mármores delicadamente lavra- 
dos, se a consideração e piedade de catho*. 
lico me convida a descorrer, que todo este 
reino tem sido cordeiro, de cujas veias cor* 
reu o sangue para amolecer as durezas do 
mármore ? Que importa a inexplicável per- 
feição .d'aqueile edifieio, se a razão me obri- 
ga a pensar que os seus materiaes foram 
amassados com lagrimas e snor do rosto . 
dos pobres? Que monta a magnificência do 
templo, s^ não ha pedra em cuja frente não, 
est€\iam gravadas com letras de sangue, a& 
efigi^s da majof violência e.tyrannia? Meu, 
amigo» qoe somos nós— catholicos, ou bár- 
baros? Se cathplicos, não devemos com ^, 
nossa curiosidade aprovar effeitos da sp-. 
berba e deshumanidade. 
.«De que serve a composição dos sinos^. 
para a aolfa dos minuetes, se a letra que en% 
toam são os gemidos e lamentos com quo 
desafoga o coração de um reino afilicto ? No 



32 



MAF 



templo de DeQ9, a melhor solfa para entoar 
sens louvorPR, é aquella que se compõe do 
tempo perfí^ito, que é o da gra<;a, e a que 
tem por propri^^d^dn, as boHí» consr.iencias; 
por vozos, 'ÀS (irArÕe? ; por figiiraj», as vir- 
tudes, por piusas, a observância dos pre- 
ceitos; por pontos, 05 da p^rMcào nos cos- 
tumes ; e por me^tre da capeJla, o amor de 
Deus. 

«Nas mesquitas dos hereges é que somente 
podem fazer boa consonância os minuetes, 
bons insentivos para vícios. Trocamos os 
templos em mesquitas, pois vemos que para 
Mafra, que havia de ser templo de Deus, se 
eomposeram os minuetes das mesquitas de 
Inglaterra. 
«Seja Deus sempre louvado, pois permitte 
que os capuchinhos da Arrábida passassem 
do estado de humildes, ao da grandeza ; da 
estreiteza dos cubículos, á amplitude de um 
palácio ; da pobreza das esmolas pedidas, 
á ração palaciana, com tanta fartura admi- 
nistrada; da modéstia de frades, a bailari- 
nos de minuetes, que vale o mesmo que, 
de virtuosos franciscanos a uns relaxados 
Luiheros. 
«B outras tantas mil vezes seja Deus lou- 
vado, pois permittiu que resurgisse a so- 
Ijerba Babel, e que esta torre se continue, 
sem nos confundir as línguas, para fallar- 
mos na nova confusão i 

«Finalmente, meu amigo, para vôr Mafra, 
não é necessário ir a Mafra; porque ella, por 
nossos peccãdos, está em toda a parte de 
reino, pois não haverá n'ellê pessoa que 
nlo tenha tomado entre dentes a Mafra e a 
tlao traga atravessada na garganta e cora- 
ção ... 

' *No nome de Mafra, temos descoberto o 
enygma. Vamos tirando a mascara. Repa- 
re bem que se compõe Mafra de cinco le- 
tras, que todas denotam a nossa perdição. 
«Debota o m, que seremos »iorfo5— ò d, 
assados ^0 f, fundidos— -o r, roubados-—^ • 
«ultimo a, arrasta los. 
. «E se assolador, roubados, fundidos, ar- 
«fastados e mortos são os termos a que nos 
«áchattios reduzidos, por pratica e expe* 
«rfenela de justiça, estamos obrigados a Ci- 
ciar mal de Mafra e destefral^-a; pois, desde 



MAF 

«O diluvio universal, esteve reservada, no 
«calcanhar do mundo^s^ra ser o diluvio uoi- 
«versai d'este reino. 



«Não posso, roeu amigo, alcançar o odío 
que tem o rei aos sens vassallos, nem esn 
que degenerassem, para serem desherdados 
d*aquelle agasalho, que mereceram aos reis 
seus predecessores; porque na eonstaneiJi 
do sofTrímento e l<»a1dade dos affeetos, não 
os ha mais dedicados. 

«O certo é que este abatimento é dispo* 
sição para nos fazer apostatar da lei; para 
o que é já principio, esta afíeetada quebra 
com a sede apostólica; e serão os fins, a 
mesquita de Mafí-a, onde, por peccãdos 
nossos, veremos as ceremonias da lei es- 
cripta. 

«Deus nos dé da sua graça, e tenha da 
sua mão para que não desesperemos da sal- 
vação, e a V. R.-* dô lux para se retirar 
de ver Mafra; á qual eu não chamarei tem* 
pio de Deus, mas sim espelunca de la- 
drões. E, por não approvar o que não pô- 
de ser do agrado de Deus, não quero lúr 
a Mafra, etc.» 



Eis como se exprimia, no tempo da in- 
quisição e no reinado de um rei absolato^ 
um dos membros d^essas ordens religiosaSi 
(e de mais a mais superior de um conven* 
to) hoje tão adiadas pelos que se díxem 
amantes da liberdade. 

Eis a opinião franca a desaffrontadameii* 
te expendida por um frade, cuja classe é 
koje p&r alguns tida como servil, super* 
sticiosa, inmil e ignorante. 

Terminando a transcripção d'etta nòtaTel 
carta, diz o sr. Camillo Castello Branco: 

«B nao continha mais a tnso/«nf^'carta do 
«D. abbade betiedictitío. Relue n*elíã # quer 
«que seja de verdade e justiça. 

«Eseriptores coevos, em termos modera- 
«dos e timidos, delataram o despotismo com 
«qde às 'auetoridades ptovinctaes compel- 
«Kam os agriciiltores e offlciaes a fairem 
«trabalhar em Mafra. Um eseriptor, nosso 
«contemporâneo, presume que D. leão Y 



MAG 



MÂ6 



33 



«ignorava as violeneias praticadas^ e.aecei- 
«taTa como espontaneidade amorosa 4e sens 
cyasaallos a prodigiosa eoncorreneia de bra- 
«ços. (l) 

«Como quer qae fosse, a pressa qae ti- 
«nha o rei de reprodaár-se e o valimento 
tde frei António, com aS' forças fecnndati- 
«vas, qae descem do céu, geraram grandes 
«angustias^ enormes disperdicios e um acer- 
<To de pedaços de mármore, ^que tanto nion- 
«tam alií, como nas pedreiras d'onde os qae- 
«braram. 

«Dos zimbórios esplendidos do templo, 
«para cima está o céu, onde, primeiro que 
«as orações dos frades, chegaram as lamen- 
«tacões dos opprimidos pelos verdugos do 
•braço real. Aquilio não convida almas de- 
« votas nem poéticas. O que resumbra da 
«opulência carrancuda e dura, de tanta pe- 
«dra, vestida de laçarias e folbagens, é 
«muitíssima hypocrisia, e muitissime oiro, 
«que já vinha orvalhado das lagrimas d'ott- 
«tros opprimidos d^além-mar.» 

. Os marquezes de Ponte de Lima, tiaham 
o senhorio da vi Ha de Mafra, pelo casamento 
de D. Diogo de Lima com D. Joanna de Vas- 
conceitos, filha e herdeira de D. Jòâo d« Vas 
eoncellos, senhor do morgado e casa de Ma- 
fra. 

Ainda alli téem o seu palácio. 

Está esta villa situada em um espaçoso 
terreno, que fica 224 metros sobre o nivel 
do mar, avistando-se, e a soa monumental 
basílica, de grandes distancias. 

É notável pela sua extensão, a célebre ta- 
pada de Mafi-a, junto do mosteiro. 

É toda morada, tendo i5 kilometros de 
eircumfereneía. 

Está atravessada por uma boa 'éistrada a 
mao-adam, o em parte d*ella está ha annos 
edlabbledda um granja modelio. 

É propriedade do sr. D. Fernando. 

■ 

MASACtÂ^l^rtiigaes antigo-^-magia, fei- 
ffceria. 



[ •' 



M* 



(1) Panorama^ 4.* vol. da i." serie; pag. 



UAGDAIiÊNA— freguesia, Douro, comar- 
ca {3.« vara do eivei) da cidade do PojTto» 
concelho, e 4 kilometros ao SO. de Gaya, 4 
ao S. do Porto, a09 ao N. de Lisboa, 310 fo- 
gos. Em Í7S7 tioha 98 fogos. 

Orago, Santa Maria Magdalena. 

Bispado e districto administrativo do 
Porto./ 

É terra fértil e cria muito gado. 

O prior dos erusios da Serra do Pilar, apre- 
sentava o cura, que tinha 50^000 réis e o pé 
de altar. 

É uma rica e iM)nita freguezia, situada pró- 
ximo da Costa. (Vide Gaya.) 

MAGDAL£NA— -freguezia, Extremadura, 
no bairro orientai de Lisboa. Já fica descri- 
na palavra Lisboa* 

MAGDALENA (Santa Maria)— Vide S. Thyr- 

80. 

MAGDALÊNA-^freguezia, Douro» comar- 
ca e concelho de Amarante. 

Está ha muito ^nnos annexa á freguezia 
de Cepéllo^ Vide esta palavra. 

Foi do antigo e extincto conceihe de Ges- 
taçô. 

Em i7$7. tinha 44 fogos. 

Quando era freguezia independente» tinha 
por orago. Santa Maria Magdaléaa. 

O reitor do collegio da Graça, de Coimbra, 
apresentava o cqjra, que tinha Li^QOO réis 
de côngrua e o pé de aitar. 

Dista do Porto, 30 kilometros a NE., e 300 
ao N. de Lisboa. 

MAGDALENA— 'freguezia, Dourp, comar- 
ea de Penafiel, concelho de Paredes^ 30 ki- 
lometros ao NE. do Porto, 322 ao N. de Lis- 
boa, 80 fogos. 

Orago, Santa Maria Magdalena. 

Bispado e 4i8tr(oto, administrativo do Por* 
to. 

Esta freguezia não vem no Pgrtugal Sacro 
i PrafQ$ío. 

MAGOALÊNA-^regaezía, Douro, na .co- 
marca e concelho de Monte-Mór-Velhq, a 
cDja fregoexia aatá annexa. Vide Jlon^e-Jídr-- 
Velko. 

MAGDALtNA-H-lr^faesia, Minho, ^mU" 

ca e Goneelho de Darcel|o«. 
Está anneu 4 íir^gaezia do ylrixii. Tida 

esta palavra. 



34 



MAG 



HAGESTABE—titulo hoje dado a todos os 
reis. 

Em Portugal» os nossos primeiros reis 
contentavam-secom o tratamento de mercê. 
Depois veiu o de alteza, que durou até ao 
reinado de D. Sebastião. 

Em i570, querendo o papa, S. Pio V, e 
Philippe II de Hespanha, que o rei de Por- 
tugal entrasse em uma confederação contra 
os mouros, tiveram os dois monarchas uma 
entrevista, para se levar a effeito esse pen- 
samento. 

O rei castelhano, que jà usava do trata- 
mento de magestade (foi o 1.** que usou em 
Hespanha), e receando que D. Sebastião o 
tratasse por alteza diante da sua corte, se 
apressou em lhe dar o titulo de magestade, 
obrigando -o assim a dar-lhe o mesmo trata- 
mento ; e foi o que tiveram os nossos reis, 
até ao dia 23 de dezembro de 1748, em que 
o pontífice Benedicto XIV, concedeu a D. 
João V o titulo magestade fidelissimay de que 
os nossos reis téem usado até boje. 

' É provável que este tratamento permane- 
ça, visto não haver na língua portugueza ou- 
tro adjectivo que o exceda para exprimir a 
alta eathegoria de um monarcha. 

MAGESTADE ou MAIESTADB— portu- 
gtlez antigo — dava-se este nome ás imagens 
dos santos, distinguindo particularmente 
com este nome, a imagem fie Jesus Ofaristo 
crucificado, que ornada oom oiro, prata ou 
pedras preciosas, traziam aò pesooço, ou so- 
bre o peite. 

Ainda hoje se dá o nome de magestade 'ás 
erúzes que' os príncipes da egreja catfaoliea 
trazem sobre o peito, nos dias sdiemties. 
Em 1272, fez a sr.* Aldára Pires testamen- 

'lò, no qual deixa aos frades menores de La- 
mego — Meãs sortellas (anneis), quce sunt qua- 

^tuot*, et unam Magestatem, et'unum Caina- 
feum^ et unam crucem, de plata, qum (ênit 
uiiáfúpetraminm^dio — (Documeteto dôiÁos- 

•ieiro de Tarouca.) 

' No testamento de Marínhatiés (Màríilba 
Annes) feito em 1273, que se conservará no 
èáHorio do thesmo moneifoj ^ié^Uándo 
iodas mhas {mitíiikiíjfintíes, etoããifmhas 

^iHaieHàaés, tíodas mhéu M^ (relíquias) 
a Fr, Lourenzo, •'• -» * ' 



MAI 

MAGRftLLOS-— fregnezia, Bouro, comirea 
6 concelho do Marco de Ganavezes, 48 kilo- 
metros ao NE. do Porto, 330 ao N. de Lis- 
boa, 120 fogos. 

Em 1757 tinha 66 fogM. 

Orago, o Salvador. 

Bispado e distrieto administrativo do Por- 
to. • 

O papa, o bispo e os monges benedictinos 
do mosteiro de Alpendurada, apresentavam 
alternativamente o abbade, que tinha réis 
300^000, de rendimento. 

MAGUEIJA— freguezia. Beira Alta, co- 
marca e concelho de Lamego, d'onde dista 
6 kilometros, 370 ao N. de Lisboa, 230 fo- 
gos. 

Em 1757 tinha 120 fogos. 

Orago, S. Thiago, apostolo. 

Bispado de Lamego, distrieto administra- 
tivo de Vizeu. 

O cabido da Sé de Lamego, apresentava o 
cura, que tinha 50^000 réis de rendimento. 

É terra fértil. 

É povoação muito antiga; pois já em 1163, 
Pedro Viegas, auctorisado por D. AfTonsb I, 
vendeu a D. Thereza Affonso, por 48 mará- 
vidins, tudo quanto tinha no território de 
Lamego eEnúamar (Armamar) a saber: 
em Queimada, Figueira, PortôIIo (freguezia 
de Gambres), Quintião, Bouzoas, PenQllas, 
Muimenta, iíagueija, Gandédo (debaixp do 
monte Galafura), Valle do Conde e Laina- 
çaes, aguas vertentes para o Douro. 

(Vide Gambres, â pag. 53 2.<' vol.) 

MAIA— território e denominação legal de 
um coBcçlhOy na cpjOQacca, e contigua é|Ci 
dade do Porto^ 315 kilometros ao N. de Lis- 
boa. .. 

Tem este concelho 10:000 íogos. 

Bisp^lJo e distrieto administrativo do jÇor- 



( . I 



to. 



I ; 



!".- •>;;<'• 



O concelho' da Maia» p^prehande. IA Afi- 
guezias^ que são.: Agiiaa Sai^s, Avioso 
(Santa Maria), Avioao (S. Pedro) Barca» 

Barreír«iir^oi|0Ofla, G^piividMJãiidiimkAiii- 
fães, Milheiros, Moreira, Nogueira^, Si^m- 
Escura, Vermoim, Villa Nova da Telha e S. 
Pedro.^ins.: „ ^ . .. ^ ^^ 



^MÁI 



íMÁI 



M 



A eapitat il*eíto concelho, é a pequena po- 
voação de Gastéllo, Castrélk), ou Gastado, na 
ifregiiezía de Santa Maria de Ayíoso ; e por 
Mtar ali a casa da camará, se lhe dá a de- 
nominação de \illa, quando não passa de 
uma peqnena aldeia composta de 15 fogos. 

(Vide Avioso (Santa Maria), a pag. 281 do 
l.« vol, e. Castêlh, a pag. 200 do %•) 



È povoação antiqoisáima; pois já existia 
no tempo dos romanos, qne lhe chamavam 
Pallantta, Occnpada pelos soevos, no seca- 
lo y, lhe mudaram o nome para Amaia, ou 
Maia (nome próprio de mulher) K 



Aqui fiasceu o famoso Caffo Carpo Pattan- 
iÂOfno^ nobre senhor da Maia, que ficando 
-prisioneiro dos romanos,, foi liberto de Au- 
gusto Cesiar, e por isso se denominou liber- 
to, e não porque fosse de baixa condição. 

Fbi coadjutor de Cláudio Athenodoro, prs 
feito das rendas publicas. 

Casou com Claudia Loba Cuíensé^ nasbida 
em Cale (Gaia), filha* ou neta do pretor ro- 
-mano, Cayo Sevio Lobo, progenitor dos Lo- 
i>08, Lopes, ete. 

Foi este caTalleiro ^lusilano, o primeiro 
que tomou por armas, ou divisa, cinco viei- 
ras (conchas) em memoria do milagre que. 
lhe fez o apostolo S. Thiago (Maior), no anno> 
44 de' Jesus Chrtsto, no proprfd áiado seu 
Casamento, e em vista de cojo mthgre, ellè, 
«ia mulher e familiares» se fiseram éhrfs- 
Uãoe no mesmo dià: 

(Vide Bouças e Liça da Pâiniehã,) 

Ainda exi8tem'ves€iifíos<demaròs>é'tdr- 

.reOesdos^ seus paços. i ' . 

- iN(V fkeúftú dM letfêiroif ãM(!f^.']^ag. 96, 

"^Té "O epitapliio' de Gayo Garpae de stta 

imAlier, doeste modo^: 



1. . •■' > 



.Ti' 



/»• * 



ifi > <i 



' '11 '. r 



<» '.*! 



) Isfo. seguido alguns escríptojres. Pu P9- 
fém Jmgo qtre foram os TOtnanbs*(iué lhe. 
'4eh»m Yáifbbem eâttf<t.*tMMe;(fBe'eTa.o'de| 
pa éaa <8yia% divinttadoajiPodoB sabeoi' cgàe^ 

eve de Júpiter, Mercúrio. Seu nlbo, para ai 
salvar da perseguição de Juno, aoollocou na' 



C. CAUPUS AUO.tlB. PALLAKTlAmJS 
AblUTOR CLAUmi ATHBNEOORI 
PRAEF. ANNONAE. FECIT SIBI, 
ET CLAUDIEA LUPAE CALENCI. 

CONJUGl PIISSIMAE. 

TITO GLAUmO QUIR. ANTÓNIO, 

ET UB. CLÁUDIO ROMANO VERNAE, 

£T LIBERTIS LIBERTABUSQ. 

POSTERÍSQ. EORUM. 

« 

Quer dizer : 

Cayo Carpo, da Maia, liberto de Augusto 
Gesar, euad^utor de Cláudio Atbemedoro, 
prefeito da renda dos mantimentos, fez este 
monumento, para si e para Claudia Loba 
Calense, sua mulher piíssima, e para Tilo 
Cláudio Quiríne, para António, filhos, e pa- 
ra Liberio Cláudio, Romano, servo, que lhes 
nasceu em casa : para os que haviam sido 
seus servos, e estavam livres, assim homens 
como mulheres ; e para seus descendentes. 

Não pude saber onde existia este monu* 
mento. 

Tan foral, dado por D. Manuel, em Évo- 
ra, a 15 de dezembro de 1519. {Lwro dós 
foraes novos do Minho, fl. 25, col. 1.') 

Tratasse n'este foral, das terras seguhi- 
tes: 

Aguas Santas, Aivaréflhos, Anta, Arvores 
de S. Salvader, Anoso, Acenes, AzèvedÒ, 
Barca, Cabédo, Géd^s, Gidfty, Cornado, Go- 
bella9, Covílhãe- de Vairão, Crelédo, Fa}ò- 
zes, Giam^ lamundes, Labrega, Lágda, Lan- 
timil, Leça, Loura, Maceira, Macieira, Mar* 
Unho Annes, Mindelio, Modivas, Muro, No- 
gueira, outeiro, Paáflieiral Paradella^ Pera- 
flta, Relòrla, . S^nfins d;t Folgnea^ Sioia 
: CbriaUna» Banlo «stevio, S. fiomãn,! Savm- 
fiz, TOQgas» Valtôngo da Ettrada, Vallengo 
. MMÍkH ViUaChan^ Vtilannftio, Vonga^ e VM- 
^gado.". ■'•••".*.•.'. 
. Vsiatfr a ojfftfll éÊ:t»i Q: Mánuei, >eto*dá- 
la Jdeii |de4go^)de')lM% maodandoin- 
'q«irftr:o 4ad' rendia ateira ètooncelHo da 
MéIc, .de (f$é'.m9k [Sealior -FHdroda Coatipi 
GqíiIíi|io<> amtiincliHle: da qaal' ícatta,- m 
acha junta a descripção dos legares afra- 
guezias, e dos rendeiros ; declarande-se o 

*íi)§íkàbiimstlA^*á9^iáúto»'9tíõrehosfiáhtUb 
reaes e da Ordm^é^^èhMé, vtH 1 • ^' * ' 



36 



MÂI 



MAI 



líaia ó um appellido nobre ii'e8te reino. 
Procede de D. Gonçalo TrastamiresAIboazar 
da Maia, filho primogénito de um infante do 
reino de Leão (vide Ancora) que com ou- 
tros companheiros Teio a Portugal, no anne 
1000, e tomaram aos mouros as terras da 
Maia, de cujo senhorio tomou o appellido. 
Estas terras correm pela costa marítima da 
provinda do Minho e parte da da 3eira Al- 
ta (hoje ludo provinda do Douro) e n'ellas 
fez o seu solar, onde hoje é o concelho da 
Maia. 

É d*este D. Gonçalo Trastamires que pro- 
cede o Ínclito Gonçalo Mendes da Maia, o 
lidadot\ fronteiro-mór e adiantado de D. Af- 
fonso I. 

Tem esta familia brazâo d*armas comple- 
to, que é— em campo de púrpura, águia de 
ouro, armada, bicada e golada do mesmo — 
elmo de aço aberto e por timbre meia águia 
das armas. 

Diz-se que estas armap foram dadas a D. 
Soeiro Mendes da Mala (avô do Lidador) por 
ter vencido um desafio em Roma, no anão 
de 1038. 

Outros do mesmo appellido, trazem por 
armas — em campo de púrpura, una águia 
negra, golada de ouro — elmo d*aço aberto — 
e por timbre, meia águia das armas. 

Estas armas sao também as dos Barrosos, 
BarradaSf Calças, Calvos, Bochas, Saraivas, 
Sequeiras, PimetUeis, Vieiras, etc. 



Tema Maiao justificado orgulho et honra 
mais inestimável, de ser pátria de wax dos 
mais bravos companheiros e irmãos d*armas 
de D. Aflonso Hairlque8.É o grande Gonçalo 
Mendes ^ da Maiâ« oognòminad* o Udadeir. 

Nasceu em 1079. Na sua mocidade, foi o 
tídmdêr um fidalgo tartalemo e arrebatado; 
mas companheiro e amigo insepata?ei de 
<D. Affonso Henriques, foi um dos maioids 
foerréiros e dos mais synpathioos cavaUeí- 
roa d'aqueye8 tempos de heroes • eavailei- 
ro8« 



1 Mendes é patromfnlco de Mendo. 83b 
Meadeens daseendentee do iliostr» colide 
D. Mendoii faa do Lidçâor. 



Combateu sempre ao lado do aea rei, al- 
gumas vezes em defesa da sua pátria e qaa- 
si -sempre para alargar os limites d*ella, com 
territórios conquistados aos mouros, de qaem 
era o terror. 

A sua vida foi empregada em contiava 
batalhar, sem que o peso dos annos lhe di- 
minuísse as forças do corpo e a intrepidez 
— e até mesmo a temeridade — da juventude. 

Era fronteiro de Beja, e na edade de 90 
annos fazia frequentíssimas vezes entradas 
em terra de mouros, como se estivesse em 
todo o vigor da vida. Por maior que fosse 
o numero dos inimigos, elle os investia sem 
temor, e com certe2a de victoria que aena- 
pre obteve nas suas assombrosas empresas^ 
combatendo muitas vezes contra os mouros, 
dez e mais vezes superiores em numero. 

Foi em uma d*essas homéricas .bataibas 
que teve logar a sua ultima victoria. Os 
mouros foram completamente derrotados, 
porém o lidador, mortalmente ferido, exha- 
lou o ultimo suspiro quando perseguia os 
mouros na sua fuga precipitada. 

Teve logar este facto em 1169. 

Sào também naturaes da Maia-*os valo- 
rosos guerreiros — Soeiro Mendes, o bofn, o 
D. Payo Mendes, arcebispo de Braga, irmãos 
do Lidador, e filhos do conde D. Mendo, ri- 
co-bomem do conde D. Henrique. 

Manuel Mendes da Maia, d'esta familia» 
também foi um guerreiro illustre, e pelo» 
grandes serviços que fez na Africa, lhe doa 
o rei D. Manuel, por carta regia de 1620^ o 
brazao d*armas seguinte: — escudo dividido 
em* facha, na 1.* de azul, uma moraltut 
de prata com suas ameias a duas torres, 
«ma em cada angulo^ tudo lavrado de ne- 
gro, com uma porta do mesmo, no meio da 
muralha— a !• dividida em pah, sendo a 
primeira de púrpura, e n'ella óma cabeça 
de mouro, com turbante de prata e azõl» 
cortada em sangaè— e na 1% também dê 
púrpura, tfes lanças de prata, oom hasteas 
do onro^ em ro^ié. Efano de aço al^rto^ o 
por timbre^ â cabeça do mouro das armas* 

Ba ainda outros MenAe% oriondos ^ Gid- 



tMÀI 



Êm 



37 



-" wá'^ porque D. Este^mo Metidès de^Arai^o^ 
cavalleíro gallego, se-veiu. esubeieMr èm 
J^oftogáV^^^^ tn>ncaé'«stafámilia. ' 

' y'"^'Uk^ famiiifts^^estaâ dmas'prâceé«Kieias «s^ 
tiSo IfejehiinlOKramificadeKry q aâo^taraíb iif- 

^^i^eiiteS' brandes d^afiaa&YwnaaiíearrasiOií- 
dd Irêáidemj' ou onde tiveram oar^eiis aola- 



f tt 



'>Ttt>''< t':>«''' 



.■ ií .*" ' 1 •' ' 



I • t 



, iiMâlAfl-^eBfta das)^i-4èlraiit múlOiíisadaè 
''«nil^orttillialj e amdakKnittoMoa^àl eraib 
'«bjeet())^'ffaiiâerego9ijp Éo>Algarve. ;> 
São com toda a probabilidade, tterdbdajs 

^'ii ^>Vi tia<ide9ÍÉiéias:/eâ/»nJacflnácia^<en4ra|- 



* ®.*eabsdtí'(da^.de Goistfarii apreaentaya 
o vigário^ quelinM 404000 iréie, e^opénde 

•altar.ií :- ^l. •• ••••■ í ..í .-.'í 

•sÉ povoação ronko antigavèiera tieijito des- 
de os^princíptosida moBalrehia: : . : 

D^pdis. foi eonoeibo; qite s^ sappriíníu em 
|885. i "j.: ". . : '. ; I,}. i:t ^ 

Tinha 3:200 fogos. . : • ■ . 

.]• 1 . .. .» I ' ' 

. iAr,vJV^.<]^iIÍ^prQaiP9iá.sít|»^çla.i)a ^pcos-^ 
lia» dp iMoov^Tf^teijço á vijla 4^. J(loqte:JH()r- 

^íífihp,. wra a jp^n^.do a. , . : , . , •. 

l M^Wz-^ Qfte:,8ft.lbQ: deiij9r.ivwp^i<ie| 1^9^- 
aa».^^ qontra^içwjtíiOij^iJtfQl^ie^miór ; porqpe, 



íífhra^GflttUo Marii», ¥illaiiteal':de:8anloAri- í aa pftssiOf: qp<íi;pft d^ala, ,yilla*qupâUoiia.y(im 



diteorld^e ontras povoações do- Algar ?e. 
^^!uFa£iaii>>ee do modoisegolntal 

Eseottría»se uma raparigas dô dez faáe^ 

nbmieé] das m^a Itottitaa^do sitiou ESvfdtavaj- 

'; se ooqii um- VesfidO' branco^ joias^fíiae èfld- 

res, e se coliooava' em uga throBo âurid^, 

3- xeo^tmiâ^ em uúia sala aa nsz 4& rua) Era 

a maia. 

.< Eitt' frente da easa onde*elia estava^ havia 

f^tuntnastro, -coberto det mui ta' e flores, eib 

'íi^tfdaiéoqEal^e dançava todo o dia^aosoÉi 

^e qiEiílqQernislrameiíto (áS'ive£es, ató:me4- 

:de uma philanuoQiea, ^Miie< ou meada 



,s»0(ftiàt<^4pi:-qQj9 P;.çô^,f>lpí^tf era- O «»wr, 
; 4 i:^d«r£íUia^| 0^. <)#.M<ii^i^: (4Maa4Q.dQ.-9eu 

{Par«cç (ff ♦ »ma j&tymd/logia ba^taptç. /i)r- 
!çada;.,<(i[á}iav^>Ha qaiADQ QQij^r.) 

Alhadas (que também foi viJ^a) chamava* 
' se amí g^ip&ao . Amaiof^ 
1 D^*se qw pi>r .c^p^d^ alUanga que exis- 
tia ^tre eata poirg^çào, Maiorca e Quiaios, 
l>ji];a se deftíQdcr^ das iuva^ões dos ara- 

Ê tradição que, tendo todas es^s. três 
p<^voaçQe» coml^inadaft 4^ ^^^ jactar a 



u âiorrípiiante) e erarum diadetdivertimento^e uiua raiuha portugueza, que aqp.i.v^o em 



• ;|legriaii'' " • '•" '•••; .-■• . .> i 

i' Esta tfesta tinha logar ao dia i** detnafo 

de cada anno. . ' 
I.' Não era^sóem^ nimia parte que tiahadog^r, 

a festa. Todas as ruas ^uerían»! ter a sua 
Hmaiaç^éxiávíám Ú eomj^ta^ qoal d*eUas 3(f- 
. ria«maia banita e mais laxuosamente vesti- 
) ú^ erém qual das festas haveria maior e me- 



^vi:»ita; fui:am. por este caso isentas de pagar 
Jugada^, 

A, villa de lia^orca é bonita, vista de fó« 
ra.; mas oào assim vtâta interionpente, {^oís 
^l^ip da^ .suas, más entradas» as casas, são, 
em gerai,, insigniâcantes; f^ roas. estreitas, 
tortas 0. pouc<^ asseiadas. 

O seu extincto còni;elho, confinava pelo 



iber ix>ncurrencia e sumptooMdade ; o que N£.> cpm .o de Ifoate-Mór-yejiho— ^pelo N.» 

âft vezes 4ava causa a conflictos e desordens, j eoip o de íCad^ma (também ex|incto) f Pi^lo 

Ha alguns annos que e governo prohibtu • S., com o da Fjgaeira ; e pelo E., com 0^*10 



a feita das fnaia$. 

" MAIORGA—viila^ Douroy eomarea> e coik- 
eélho da Figueira, 30 kilooietros ao 0. de 
Coimbra, i93 ao N. de Lisboa, 650 fogos. 

Em 1757 tinha 2i9 fogos. 

Orago, S. Salvador.' 
' Bispado e districto administrativo de Coim- 
bra. 



Itondego, que o separa do extiacto oosá^" 
lho de Verride.: 

Segjando FranklifQ, esta viila nâo tem ío« 
ral novo nem velho. 

O sr. António Luiz de Sousa flenriques 
S^aeo, na svOL.ãiemQtia Histmica-Chúragra^ 
pMcadmdheno* concelhos do districto ad^' 
nistrativo de Coimbra, publicada em 19^3, 



í terra lumito fértil» o tem optifno viidio. . dist que D..Ua&uel lhe deu foral em 13.de 
TOLUinv 3 



38 



ilÂI 



agosto 4e 1514, É eagiiio. EaBOionl' é o 
'de Mttiovga e áao de iãawrca. 

Era conto dâ UniTersidade de Goinhra, 
eom J«iz ordinário, vereadores e almolacés, 
todos eonfirmadoe peli 'mesma aniversida- 
de ; nus dependendo, no eríine, do jniz de 
fora da Figoeira, e pertencente à correifão 
de Coimbra. 

É também antiga a eathegoria de TíUa da- 
da a Ifaíorca. 

D. Nicolan de Santa Maria reíere qne foi 
doada (como Tília) jantamente eom a do 
Ervedal, pelaraiflba D. Dulce (flIliadeRay- 
'mnndaBerengario-^.* do nome-^eonde de 
Barcellona e de sua mulher, D. Petronitha, 
rainlia de AragSo — e mulher do nosso D. 
Sancho I) ao conTento de Santa Gn» de 
Coimbra, em attençao ao seu prior, D. Jeao 
de Freis, seu confessor. Este prior (diz D. 
Nicolau) lhe deu foral em 1194. Chrtm. da 
Ord. das coneg. regr. de Santo AgotíMOf li- 
irro 9.», cap. X.) 

O padre António Carvalho da Gosta, con- 
ta-a porém como uma das fregnezlas do con- 
celho de Mente-Mór^V«lho : o que não qner 
dizer que fosse, antes d*isso, couto ou con- 
celho independente, como depois o tornou 
a ser. 

No antif o concelho de Maiorca ha algumas 
propriedades, como são, a extensíssima ^'fi- 
la da Fêja, que foi dos crusios de Coimbra, 
vendida depois de 1834, meoos a soberba 
matta nacional, de excellentes pinheiros pa- 
ra toda a qualidade de constrneções — a 
quinta dá Quada, com um óptimo sobreiral 
— e a pequena matta do Favainko. 

É também nos limites d'este concelho a- 
$erra da Mina, contiDuaçao do Cabo-Monde- 
go, que, começando alli, vem quebrar-seem 
S. Fins, depois de passar pela Brenha e 
Alhadass onde se divide em pequenas ra- 
mvflcações—e a ponte do Barco^ de pedra e 
cal, a mais extensa do distrioto, construída 
em 1519 por Nuno Parada e Pedro do Ro- 
gro, segundo consta da emrta de Padrão, 
passada em 15ãt, e que existia no convento 
de Santa Cruz; • Esta ponte foi construida 
por elles, pflo preço de 300^000 réis, e o 
pão da ponte-^hio é — o direito de recebe - 
vem 3 alqueires de pão meiado por cada la- 



JiÂI 

vrfe4ar,« U/^toraada caaeiíD;'^ IO? 
de onttra iapoiiçio. 

No. elevado moote que cabeaobro-^^P^- 
tremidaáe d*este ponto, para o lado.daAim^ 
te^Mdr- Velho, mate hoje a eapeUa de 
ta Eulália, que^ae diz Aindada aobre as 
nas de um antigo casteUo^ talvez da 
des romanos; pois aqui foi enoontradiL 
estatua de Juno. 

Foi eeie caateUodetfmido pelos AMinH^ 
en Ut6, nao ilie deixando pedra eobrat^o- 
dra ; hindo depois fazer o ■kbssm at^ 
: tello de Âouie; 

D. Affonso I, doou este caildla ao 
teiro de Santa Cruz, em 1166^ eooa toda» as 
suas randas, qae.atéahi recebiam «oaMBi 
alcaides-mòres» e eonsistiam no oíiarsiái 
todos os fruolofi, que lhe pagavam «a tiliM 
de Maiorca a AUiadas, e seoa ternos. 

Consta que cate castelio foi uma bwaáàk 
vel fortaleza da idade media. Hoje apeoaftss 
divfeuun ténues vestígios d'elle. 

Oa sens maleriaea foram empragadea oã 
construcçào da ponte do Barco. 

Os Canipoí de Maiorea são nraito férteis^ 
por serem alagados no inverno pokiltaAB- 
go^ que n>lies deposita os aeus nalelroaiè- 
cundantes; pelo que produzem todas, as iM- 
peeiea deeereaes, sobre tudo milho^ tri^e e 
iegnmee; porém a sua mais vasta. eutaBa é 
a do arroz, que pela grande extracção ips 
acha nos mercados de Coimbra e Montez Mór, 
forma a sua principal riqueza. . 

Parece que foi aqui onde primeiro se cul- 
tivou' arroz em Portugal. 

O dr. Luiz de Sousa dos Reis, diz nosjioas 
manuscriptos«^jD<pots de atgwM anmw^wB 
iwtroAuziu noè ditos eampos (de MaioMi) 
e n'eite território, da comarca doesta eiâàde 
de Goimln-a, as sementeiras de arroz; e eatno 
os jaciòens (os rrusios) se entregiissemmuito 
á cultura do arroz, desejavam êer sós^ não 
gostai^am que os mais o semeasèerí^, etc-^t-Bste 
Luiz de Sonsa, escrevia no nitrado doeê- 
culo XVIll. (Vide Várzea d^Ánfan, anida 
Loureira.) 

Nos campos de Maforcal^a doas bgdas; 
uma no logar doCamarção, dpnomitaAft La- 
gôa dos Braças, d*ond6 sae uma correniaide 
agua, quQ engrossada com oatras dàa Alba* 






m 

6 Ferreira, forma o rio £<f^ro, ^e des- 
agua no l^oDdego, Jânio áS.'Pins; sèndif na- 
vegável áté à quinta da Fõjà, e' transpoHan- 
do-se por elíe asraadeiras do pinhal da na- 
ção; a outra se chama Lagoa da VtUa, no 
sitio do Bom Successo. 
" Tem 1:500 metros de extensão e quasi me- 
tade de largura. 

Conserva se estagnada, menos em occa- 
siâo de grandes cheias, que entiõ rodípe 
para o mar. 

* Abuuda em caça de arribação, em peixe 
miúdo e particularmente ém saborosas e 
grandes eirozes. 

O digno director das obras do Mondego e 
barra da Figueira, o sr. Àãolpho P^erféira áe 
liOureiro, sahiu para Lisboa afim de tratar 
*dé alguns negócios de serviço pubhco, em 
março de 1874. 

6 íim principal da sua ida á capital, é a 
apresentação do importante projecto defini- 
tjfvo para melhoramento dos' rios dé Itaiò/ca 
éáe Fôja e campos adjacentes. ' 
;Èsle projecto foi requerido pelo sr. Pinto 
èabto, proprietário da ' grande qtiiatá de 
Èôjà, no concelho da FigueIrá''daPo£e pro- 
ximidades de Montemôr-o-Velho, e elabora- 
do por ordem do governo. 
' lÊum trabalho muito' completo e , que foi 
estudado miuuciosamente, porque as obras 
a executar sao variadisíimas e abrangem 
.grandes extenções de terrenos, ti'alguns dos 
'qiiaes houve bastantes diíficuldades para o 
acabamento dos estudos necessários. 

Ò projecto abrange obras nao só para be- 
neficiar a mencionada qnfnta, como para me 
IbÒraméntô dos rios de Kaiorca, de Fôja e 
cááipos adjacentes, milisabdò do todas ellas 
grande numero dé proprietários. 

DVstas obras, umas ficaram a cargo do 
ésUdo e outras serão feitas a expensas dos 
interessados. 

À importância do orçamento geral das 
obras é de lÓ.ÓOOfOOÒ réis, pertencendo ao 
estado 36:li2^S30 réi9, e aos parti(*uUres 
33:887^770 réis; mas, como os trabalhos 
propostos são muito variados, ptidem ser di- 
vididos etn' difr^rentes épocas, gaitando-se 
nos primeiros a effectnar a quiniia de réis 



lUI 



l> 



88:184ifS87, cabendo entSo aos propriett* 
ribs !ní:2»^900'Me ao esítadò 1»:^à^ 
réis. ' ' 

Em novembro do mesmo anno de 1874, • 
sr. Adoiphò Ferreira de Loureiro, foi auetò- 
risado pelo governo a proceder â abertàhi 
do estreito de Pôj'a, no espaço coropfêhea- 
dido entre as Portas de Arruella e á póiiike 
diB Maiorca. ' '' 

fòta^ obras estão orçadas era 11:0314^900 
réis, para as quáes o sr. José Ferreirk i^into 
Basto, òíTereéeu a quantia de titSOÓffkiO 
réis, coiicorrendo assim para uni mèihdn- 
mento de utilidade publica e de grande M- 
nefido para a sua propriedade; nina 'dás 
maiores e daê mais pròduccfvas dó paíz. ' 

Oxalá que o procedimento do {Ilustrado 
benemérito, é 'rico pi^oprietatlo da OttiHta ^ 
Fôja, sirva de lição 'e exempio a outros pi^- 
príetarlòa, que, devendo t>or utilidade prb- 
priã, auxiliar o estade ê os municipiòv são 
os primeiros a ereár-lhes émbai^aÇos, pedin- 
do quantias abâurdaspor alguns metros 'de 
terreno. ' 

MAIDKGA— villa, Extrem^dura, comarca 
e 'concelho de Alcobaça, 105 kilometròsào 
NB. de Lisboa, 23Ó fbgos. ^'^ 

Em 1757 tinha 163 fogos. 

Orago, S. Lourenço. 

Patr^rchado de Lisboa e distrieto adffli* 
nistratfvo de Leiria. '■ ^ 

O D. abbade geral de Alcobaça, apresen- 
tava o vigário, que tinha de rendimento àin- 
nuai; 60 alqueires de trigo, 60 de cevada, 
35 almudes de vinho é 64000 réis em di- 
nheiro. 

Era uma das treze villas dos coutos de Al* 
cobaça. ' 

É povoação muito antiga. D. Manuel lhe 
deu foral, em Lisboa, a 23 de agosto de 1IÍ14. 

{Livro dos Foràes novos da Extremddura, 
fl, 96, col. í> e fl. 130, col. t.^ 



Esta vllla está situada em om plató, a 3 
kilometros a O. de Cós. 

O seu território é fértil em vlntto, azeite 
e castanhas. 

Temnma veiga, situada «nirenedois rfot 
da AJbbaHa é da VaUa^ que vem de Aljabàr* 

.71/ 



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|. 



V*í .*<>? ;j;* 



^U>e 4a piíil, e é ajQdà, alr;^ve£aada por 
dois ribeiros. É terra fertilissima. 
^ .Oeptrp da adro d^ ^greja matriz e&tà a 
^,egreja do £!spiri(o Santo» que éMisericor- 

. . ^2^ aqui nuiitos mpinho^, grandes lagar^cs 
, Âç.viDbio e de azeite:' €9169 sao dos mnibo' 

resdo reinoi Era tudo dó mosteiro deiAlQo-' 
f .^t^aç*^ ftepa çpmq a gjranda Quieta 4^ Torre. 
, ., A i:5QÒ H^èírop a NÒ^.dVsia villa, na rali 
(.â^,Uin mopte, que ét.contlnuaçãg áiq^tdr^a 

ía..Fe5/íana, e corre' de N. a S., fronteiro 4 
,qff.iril(f. M ff>da^.i(ambas Uinbem do mos* 
, jtfíirí) .íif Aicodí^ça) naseeni quatro oUio^ de 

agq^ tfifírnial» com pouca diâtanci^ entre 



• 'T 



^Aj^tms confundem o maioxino (a que de- 
poi^ correspondeu o meirinho mór) com o 
mordomo-mòr da c^sa real; mas é én*o» 
pois of seusoffiçios er^m inteiramente dlT- 
ferentes. 

Hariâ fnaiorino$»mfires e m^crM, já, des- 
de o tempo dós godos. 

A ^^Vr^'a..tQ^^ ^^^^^ tinham para jfazer 
iustiça, em deterniinados territórios, é que 
íhes deu o nome de maiorínos. 
, Os.prinaeiros tinham quasi e mesnao V^- 
áer qj^e os adiantados. . , 

Eram postos pelo rei, com poder absplii- 

to, sem appeilaçào .sfiuão jpara ó monarcba. 

. O^^s^gUQdos eram pontos pelos. prôneí- 



23. 



, (sye .lis) quantidade de \ima telha. O, stú^^Ò9^ A sua jurisdírçao se, uaó estendia além 
,jgrau..(^e ^^/o-r^é.de 83 fer^^de P,, ou 22 '/t- de. eerlas. e deteríDÍnadás causas, comoise 
/^ B,-pN5o tenj.frhjeiro estranho, eo seua^- ^vô i^ Lei das jparUdas^ part. 2.*. liL 9.L 

.^f. íma;:gó .p/algujo^ tanto salgado, de '^'" 

, «ôr diáfana. Ó feu exam^,, feito^ptlos! re^ 

.f^gentes, mostr;^ qi|e nao .contém partículas 

f,fi^ ^nxofre^ más muJtQ .splphato, de ixiapoer 
8ia, muri^tos de soda, ealcareo e magne 



^ ^ttoiv^^ií^dium acido, livre, nem ^uhdtuncia , 

(.^et^liça. Sàq Qois salinas neutras, e úteis. 

tanto externa como in^erpamente^ Applic&- 

das do segundo modo. promovem a transa 

piração, são diuréticas e pfirgatívas.vBes;- 

.jjt^elecem a vigor, dq estômago e dqs in- 
testinos, e corroboram oa nervos. Destroem 
,a.espessara:darUmpha^ resolvem as obstruo- 
.çõ/ss daS' glândulas,, .03 enfartes d^s entra- 
nhas e articulações.; sao úteis nas affecçoes 
.faypoeondriacas e çstericas, q em to.das as en- 
fermidades chronicas, procedentes de tor- 
.por e inércia das entranhas, e nas paralysias- 
São também úteis nos rheumalismos, gotas 

. .^ ftíhres intermitentes, e em varias outras 

.pi^leMlas. , 

Applicadas externamente (em banhos) sào 

de summa utilidade nas paralysias» tumores 

frios, retracções e fraquezas de membros ; 

lentura ou preguiça' de circulação cutânea;. 

• moléstias rebeldes da pelle e do tecido cel- 
lular ; nas chagas inveterados e outros pade- 

. /ieimentp8., 

MAIORINO—portuguez antigo— primeiro 

M.Jnli ftof^remo âiy rei, segando os documen- 

•ito» 4e Hespanha e Portugal até aosecuto 
XIV. 



; Os prin^eirps (os tnórefj vem mencioiu- 
;dos no. conciliQ^de Coyança, de lOS), no 
.Çanoy ly^ PQT estás palavras — Ââmonetnus, 
ut omnes comités^ sèu Maiurini R^gaJes, jw- 
pyiUutj^ sibi subditum per justitiàm regéfít^ 

ò cojQcilio de Penaflt»!, de 1302, Cán. i3, 
diz á,o»,.menores — Àlcaies^ VjP/ Maiorlni^ t»í 
,alii Rectores Civitatwn, vçl alioxum toco- 
rum, etc. ^ 

Nas. cartas, rèigtas dos seciilo;! XT, ;^e 
XIII^ se confirmam algumas vezes os maio* 
, rino^-móreSy declaraqdq as pj;oYincias em 
qiie exí^rcitavam,.^ sua juri'sdif{;ão. . 

,Em Portugal havia, desde o principio "da 
monarcba» tanlps maiorínos^ ou meirinhos- 
^lói:^^, quantas eram as províncias em que 
0. reino se dividia* 

O seu ojOBcío se exprimia pela palavra 
tenens, que vem deíen^wm/wm, cuja pala- 
vra, na Ínfima ialinidâde, significava terriia* 
riufn seu districlu^ alicvjus locí. . * * ' 

• , Na doação que D. Affonso Henriques e 
seus filhos fizeram a D. Sancha Pae5, das 
ireft villas de GolãeSf Gondim e Villàr, em 
terra de Guimarães, .em 1167, entre e de- 
pois dos mais aulíços, que confirmam, se 
lô :— Stt^t5 Menendi, Extremaiuram tentn» 
— C L— <Doc. de Lorvão.) 

.No reinado de D. Affonso lll havia sete 
doestes tenentes óu meirinhos- mores, como ae 
vé no foral de Aguiar da Beira, dado por 



aonelle rei. em 1258; no qual, depois de 
haverem confirmado D, Gopçajo Garcia, al- 
feres da cúria, e D. Gil Martins, inordomo' 
da cúria, se seguem èstès meirÍDhqs mo- 
re?. 

Além doestes 'meírinhos-móres das pro-, 
Yincias, comarcas ou departamentos, havia 
uni meirlnho-roór de todo o reino., 

O primtíiro que se encontra cóin p I^lulo 
de meirínho-mór, em deciimento omcíal, é 
D. Pedro Lourenço, meirinho mór de Por- 
tugal, em Aljustrel, na doação que D. San- 
cho II fez^ á Ordein de S. Thiago, em 31 de 
lààrçó dé 1135. * • ' 

À estes se seguiram outros, que bo' sécu- 
lo XY conseguiram o titulo dejueirinhos- 
móres da corte e reino. * . 

O titulo de meirinho rtór, andou muitos' 
annps na casa dos «ondes de Ohídos (hoje 
unida á dos condes de Sabugal) que por is-' 
80 eram chamados condes-meirinhos-môres 

Os meirinhos m.Qres das çopiarcas e pro- 
víncias, duraram atè.ao reinado deD. Aâfan- 
so Y, que os aboliu intéirameníe» creando 
em seu logar os corregedores, que exisiiâm 
áté 1834; mas sem a jurisdicçao amplíssima 
de que usavam os meirinhos -mores, até 
mesmo sobre os nobres e fidalgos. 

Elles proviam os juízes ordinários das 
villas e concelhos do seu districto; toma- 
vam conhecimento do que se decidia nos 
tribunaes, e eram, com p«ucá differença, 
cms adiantados ou regedores das justiças. 

Também havia .maioriuos dos governa- 
dores, potestades ou príncipes da^ |)rovin- 
<5Ía8 ou comarcas, postos pelo soberano; 'li - 
Àham seus mciorinos-menóres, qtie iqiàae- 
diatamente lhes eram sujeitos. 

Até ao anão de 1 102, se ach^m em Portugal 
muitos documentos originaes, dos maloriaos, 
que nomeíavam a D. Affunso Yí, rei de LeSo, 
como príncipe e senhor absoluto da terra de 
'Portugal ; poréníi, desde aquelle anno, fal- 
iam do conde D. Henrique como soheriínú 
independente dos portuguezes; dizendo só, 
que D. Affonso era rèi .de Toledo. 

Lé-se em um documento do mosteiro da 
Alpendurada, de. 1109, que Egas Garcia — 
érat maiorinus mafor d^EgaS GozendiSy qui 
erat dominatoTf etprincepf terriae illm^, et 



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^ r^\i .-4 1^ ' s • A 



tenebat ipsa terra de SanfÉo Salvatore^ et de 
TendaleSy cum aíia multa in suo apHstúfÃo^ 
de tnànu de illo Çorniie pomno Ènrrico, 

TffAIROS— -freguèzíà, Tràz-os-Mopteã, có-' 
marca é concelho de Chaves) 105 kilometro^' 
de Miranda, 465 ao N. de Lisboa, 150 fogos»' 

Em 1757 linha 107 fogos.' > - 

Òrago Nossa Senhora da Expectação. 

Bi.spado. de Bragança, districio de Yilli 

Real. / ■ .,'''"• '■ ' .. 

É pfoxínpo da raia. . 

O abhadé 4e Monforte' do Rip LÍvre, ábre-í^ 
sebtava o cura, què tínna 50ÍOOO réi3. 

MALADA — portuguei antigo — escrava» 
serva, manceba, menina, creada, òu moça dôT 
servir; que por condição, ou salário, tem 
obrigação de se empregar no serviço de seos 
senhores ou amos. 

I I L • * 

Em um documento da universidade, der 
1279, se ié — E nem devemos chamár-rrio-nos 
per homem, nem q moller per malada d*oment' 
nenhuum, nem de dona; ergo do Abade, e do 
Prior, e do Convento. .. E a parte que jrfVí- 
tes convenentes defallir, deve peitar C. ma'" 
ravidis velhos. 

M aIADIA — portuguez, antigo — serviço 
obrigatório do colono, ou emphitéuta, como 
o de um escravo, ou servo de gleba. 

O senhor, porém, ficava obp^ado a defen- 
der, amparar e manter certos privilégios e 
isenções a esses servos, ou matados. 

As propriedades cujos servos eram obri- 
gados a este detestável serviço, se chamavam 
malaãias. Parece que esta palavra vem dé 
aQgU>-sax0uio. N'eUe se acha male^ maJ oa 
maal, que significa pensão, direito, foro OH 
tributo, e mari, que significa homem. D^aqiii 
sé formou maalman, que quer dizer— homem 
sujeito a tribalo, ou escravidão. , 

Também d*aq\ii se disse na báíxa latini- 
dade, mallum e mallus, ao tribunal, ou ás* 
serabléa geral, dos condes e ministros reàe^ 
que duas vezes' no anno se reuniam para de- 
cidir negocies graves dos feudatarios, vas- 
salios, ou colonos. 

E, porque estas àssemoléas tinham logar 
nos montes, ou coiliaas, se denomi^axam 
mqllob^rgium. Das'dèçú>Qes e^ar^s.tós d[f)%* 
tas assembtóa&seíoPuiAiraiii ospriacipMM'^ 
léVsáUea. (VmCóôna dâmunteig;) > 



• 1., 



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íííl 



> « ■ 



^^m 1297, Gil Esteves, yenden um casai 
em TendaeSy ao mosteiro âe,SaUedas, por 
iim,mú>, em preço de 89 libras, e derevora^ 
€iem soldos f e do prêço^ ni nUgalla ficou por 
dar. Uma das condições é que^ nenhum possa 
demandar no tal casal^ serviço, nem geira, 
nem 'estamento, nem maladià, nem outra de- 
man4a nenhua, (Documento de Salzedas.) 

Na instituição do morgado de Médéiio, e 
eapella de Santa Gatharina, da Sé de Lame- 
f o,, por o bispo de Évora, em 13i7, deixa o 
instituidor, a Vasco Martins^ reitor da e grèja 
áp S. Tbíago, de Beja, as suas quintas, que 
alli nomeia, cum suis casalibus, hanoribus, 
sfiu honris, servitUs, maladiies, pascuis, mon- 
tWuSy etc. (Documento da Sé de Lamego.) 

Também se dava o nome de malaaia, ao 
próprio foro, censo, ou pensão, dados peio 
ijervo, colono, ou empbiteuta. (Vide Man- 
Jfuaide,) 

^ , MâLADO — pertuguez antigo — o que vivia 
em terras de senhorio e sujeito a máladias. 
Tombem no secufo XH se dava o nome de 
matados, mancebos, ou creados de servir, aos 
filhos que ainda estavam debaixo do pátrio 
poder. Depois se deu este nome somente aos 
servos adscritos á propriedade. (Vide fho- 
mar e Villar-de-Porcos, 

MALA BíE NTE —por tuguez antigo — ^mal e 
indevidameate, com detrimento grave, e sem 
rpao. Por esta razom leixam (deixam) a 
^erra e se despobra (despovoa) malaménte. 
|[Çortes de Lisboa, de 1389.— Documento da 
câmara do Porto.) 

., MALATOSTA— MALLA-TOSTA e MAL- 
ÍÓSTA— porluguez antigo— direito, impo- 
sição, ou tributo que pagavam os que em- 
narcavam vinho na cidade do Porto. Eram 
48 réis por cada tonel ; metade para o bispo 
è cabido e metade para o rei. 

Vem de tolta, toultà, ou tútta, que na Ín- 
fima latinídade era a palavra designativa de 
qualquer tributo, ou exacçao que por força 
e contra toda a rásâo e direito, se levava ao 
povo em geral, ou a alguém em particular. 

; 1 Macho; animal quadrúpede bem conhe- 
'ddo. Então, e mutto depois, aos machos pe- 
^Q«^i8 se dava o nome de maUUos. 

^ Reporá, .çiram os .contratos feitos entre i 
pessoas maiores e sui júris. 



VtÁL 

Disseram tolta-mfida, ou mala-tolia e de- 
pois nuàa-tòsta. Também se dizia, maos-coc- 
tumes^ exacçdes injustas^ perniciosas, falsas^ 
individas e péssimas. 

MALCATA— fregnezia. Beira Baixa (no 
Riba Côa) comarca e concelho do Sabugal^ 
35 kilometros da Guarda, 300 ao E. de Lis- 
boa, 130 fogos. 

Em 1757 linha 73 fogos. 

Orago S. Bamabé^ apostolo. 

Bispado e districto administrativo dá 
Guarda. 

■ 

O vigário de Sortelha apresentava o cora, 
que tinha 6#000 réis de côngrua e e pé de 
altar. 

MALDICÇAO— era Íao temida desde o 
século VII, e nos primeiros da nossa mo- 
narchia até ao fim do século XIV, one 
em quasi todas as escripturas, testamentos, 
doações e emprazamentos se impunha ao 
que quebrasse o estipulado. (Vide Figueire- 
do de Cêa, vol. Ilí, pag. 193, col. 2.» in prin- 
cipio — e Penacova e Vairâo, 

MALENTRADA— portuguez antigo— pena 
ou muleta que o preso pagava por eqtrar 
na cadeia; differènte da carceragem que se 
pagava (e ainda paga) à sabida.— «Pa^ dt 
carceragem trinta reaes brancos (libra e meia 
da moeda antiga) e dous reaes de malentra- 
da, pêra àquelle que o desferrar (que lhe 
tirar os ferros) quando houver d$ o soltar. 
(Cod.Álpk. Liv. í, lit. 32.) 

MALEZA— portuguez antigo — fraude, ma- 
lícia, trapaça e conjoio. 

kALFAÍRO e MÁLFÂRIO— portuguez an- 
tigo—adultério. (Vide Lamego, a pag. 40^ 
col. !.• do 4.» vol.) 

MALFETRÍA— portuguez antigo— delicto,. 
acção má, malfeitoria. 

MALAADA — grande mina de chumbo ar- 
genlífero, na freguezía de Silva Escura, con- 
celho de Sever do Vouga. Ê dependente da 
famosa mina do Braçal, e, como esta, pro- 
priedade do sr. Lourenço Feuheerd, alle- 
mão. (Vide Albergaria Velha, à pag. 51, in 
fine, da col. !.■ do 1." voí.) 

O poço mestre doesta mina (da Malhada) jii 
tinha em fevereiro de 1874, 60,"5 de prã- 
íuodidadç, (í 70 palmos l)\^ ^ 

— -^' ^ ;.í í3rÍJA— ifregúezia, Beira Bií- 



MâL 



MAU 



43 



:uirM«lmr6a^6rtoBeettiò do SiiiigilIRilifr- 
€Mi 95 kílometros ao M. de LamdgD» 3S9 
ao B* dft LMóa, diO l)9«m 

Bbh 1707 tinha M7 fogos. 

DhrfoS Wgaspl, arohaato. 

Bífpiddide Pinhel» distriotdi adiíliiiiatnii- 
Tt^da Gdairda. 

Halto fertil am oereaes. 

(Nai> vem do PérhÊgal Saen^e Frr^am.) 

ÍttUlflâBAS-«f0egQezia, Tns-oa-Moolêe» 
eouwroa e eonoeiho de Miranda do Donro, 
dfiÉide dista 40 kilomotros^ 480 ao N. de 
Lisboa, 100 fogos. 

Em 1707 tliilia 36 fogos. 

Orago Nossa Seotioiu da Espeetaçio; 

Biupado é dlstrieto admiiislraiivo de 
BMgaõçai 

O eaiwto da 8é de Mirandai, hqje do Bra- 
gilnçá, apresentavar-por giro— « csra» que 
linha 8M00 réis de co&gma, e o pó de 
sltir. 

MALBA-PiO, KOLBA-PIO ou HAZA* 

PiOr^grabde qointa dos*srs. condes da Ana- 
dk, proiíliK» 4k Ealhada^ e a 18 kilometros 
ao N. de Qoimbra. 

É na aldeia de Bvesmo nome. 

Na quinta morreu em 1795 Joattift Fraki<*' 
etjea dk Pií^dade» com IS5 aunos de edade* 

lIALSOIt ou KALBAO— português amí- 
fè^mareo, baJita, lermo^ litnite. Vem de 
màUmn otÈ maUm^ 4|ue era o tribonai dès 
juizes, que se estalMieda dos^ confins^ das 
terras dos litigante^ levâitando-so >ara is- 
to um pequeno monte de terra ou orea (eo- 
fÊ0 enÃo se dicia) que demarcava oe res- 
pectivos limites, se n'aqiielle sitio aio hivia 
ai{|«m asonte ou collina. 

MALBOS— portoguez antigo-^ mairaeas. 
nm ntn tatMâo pendente qoe se via em ai- 
gÊmi mosteiros. Batia-se-lhe eom um mago 
éé fAo pára chamar os íráée» a oapimio; 
Também servia nas egrejas para cltaniftr os 
Ifoíi áénutio desdeqaiátaeseita^MraiBiifor, 
até ao appareeimentodaaUelíuia, no sabiMi- 
dò; em euio tempo é pirotiíbido tocur sinto. 

Estas fttia^iaaaf , pinréffl, atam ma&oaes e 
compostas de 3 táboas quadradas» presas 
por eixos de corda ou dobradiças, tendo a 
dai ãsio um proloogamelito oa cabo por on- 
de se segurava. Ainda se uaaiii ae matracas 



en algmnato egrofas^^OA no^ tempo referidOii^. 

Tamiiemse usavam«m. tempo de interdi* 
ctos. 

No i;* do agosto de 1353 se fez um prv- 
so no mosteiro de Rio Tintos sendo as ro^ 
ligiosal^ convocadas a capiiulo^--fNN' malho» > 
taàgidds; porqtêenom tangem iinhas, p&r rub^ 
2^om 4ft> Milr0die(o.*^(Dociifflento do moalM- 
rodètS. Bento d^Ave^Bfajria^ da cidade do 
Porto.) 

MALBOB— ^reguezia^ Bxtremadura, oo- 
marca.e concelho de Santarém^ 105 kilo^ 
metros ao NBl de Lisboa, S30 fogos. 

Bm 1757 tinha 257 fogos. 

Orago o Divino Bspjrito Santo. 

Patriarchado, dlstrieto administrativo de 
Santarftai. 

Foi do concelho de Pernes» eomaresa de 
Torres Novas. 

É terra fértil em cereaes e azeite. 

O povo apresentava o cora. Cada fogo m« 
twro pagava um alqueire de trigo, e uma 
canada de azeite— cada mti» fogo^ meio al^ 
qnelro de trigo e meia canada de azeite. 
Além è*isto o pé de altar. 

O nome d*esta>freguezia é derivado de Afa* 
Ihom^ significa pois, freguezia dos marcos, 
ou terrm do l^rmo. 

MAUOLO— portugiiez antigo^vinha nova» 
— baeéUo* Os heiapanhoes dizem, mojwUo* 

KALLEVA ou MALEVA— porteiguez anti- 
go^-fiança, na* baixa, latinidade se dizia mal' 
levantia, 

Bm Qoua procuração feita em 1293, 00^*0 
outros poderes^ concede o constituinte o da 
mallefMr e saear maUevast, (Documento da 
mosteiro de freiras bentas^ do Porto.) 

MALPABTIBA— freguezia. Beira Baixai, 
eomareae S4 kilometros de Pinhel, concelho 
de Almeida, 335 a E. de Lisboa, 100 fogosh» 

Em 1757 tinha 75 fogos. 

Orago Nosdft Senhora da Assumpção. 

Bispado de Pinhel, dlstrieto administrativa 
da Guarda. Foi do bispado da Guarda. 

O ordinário apresentava o abbade, ooUa- 
do^ que tinha 200JKKX) réis de rendimento* 

MAL-PBCGADO— portogttrz antigo— iu« 
tergeiçao de quem duvida, ou nega, desejaa*^ 
àoh^-E perá pm andarom en preito am a 
Ygráa per desvairados Juiaes^ mal peccado!^ 



w 



MAD ' \f 



MAM/íí 



pela Tsta ft>rçai wknca a vôentmii A>]Mniaáir. sar-^s/f iTSo «hí fuèrit 



(dèVanoto) owoi^' cabo, nem á.'{Oomm&íktoéo 
bispado da Guiirda, de 1298.) 

Tâoibett) «m algQa6'doòuiiient03éeTê esCa 
expte$«ão empregada cômo diíendoc por. 
ndssas peceados, por nossa desgruça, B por- 
que; maj pecado, oe homeens maiêsooem de 
recear a pena temperai, qf»e a sanha de Deus, 
cvergença (v^gonha) emàa nomeada. (God. 
Alf., Liv. 5.-, lit. 31, § 4.») 
- O nosso poTO diz commnnormentf'^ a*eMa 
ultima accepçào—- jw)r mãi de peccados. . 

MALPIGA-^fregUBzia, Bbira Baixa, couce* 
lho e comarca de-€a9telk> Branco, 100 kiH)- 
metros da Gaairdd, 920 ao E. de «Lisboa, 870 
fogos. 

Bispado e dlstricto admioistrativade Cas- 
tello Branco. 

Orago, S. Domingos. 

A Mesa da -consciência aprssentaira o ti- 
gario, qm tinha 400^000 réis. 

MALSENTIDO— portQgnez antígo-^enfer ' 
mo, do<*nte, molestado, ete. 

MALTA^-frHgnezia. Trà«-o»-Montes, está 
annexa á fregutzia de Olmos,. na antiga cO' 
marca de Chacim, boje Maeédo de Gavaliei- 
ros. Vide Olmos. 

MALTA— freguezia, Douro^ comàroa e con- 
celho de ViHa do Gondp. Já estÀ-desorfpta 
sob o nome de Santa Ghnstiott de> Malta, ar 
pag. 2W do f .• YoL » .' 

MALVAZHElin ^ periogneE antigo -— 
proter vãmente. 

MALVEIHA--aIdeta, Extremadnra, fre- 
|tte£ia de Alcabideche, concelho de Gascaes, 
comarca de Gintra, 30 kilomeeros aoNOi de^ 
Lisboa, 10> estação do caminho de ferro Lar- 
nánjat, de Lisboa a Torres Vedras. 

Ha aqai todas as qaintas feiras/unsa gran- 
db feira de gado de todas as qualidades, se* 
bre tado, bovino. 

Os preços do gado, n*esta feira, são os re- 
guladores para Lisbba e outras terras. 

Em junho, ha uma feira de anno. 

MALV15SADA e MAL?£SADO-*portugaez 
antigo — mal acostumada — e-^aquella, oq 
aqnelte que vivia deshonestameute. No fo- 
ral de Gernanchélhe, de itti, se diz-— que a 
ínulher do cavalleiro gose dos mesmos pri- 
Yile0os de seu marido, até se tornar a ca» 



se.vCver.honefctameâlB. • i. ' ^ ' ' .. i 

MAMARROSA ou ICAlfA-BO&A-^fmgndr 
zia. Douro, comarca da Attadía,.«oiicelhoi.f e 
Oliveira do Bairro, (foi do antígo coiuieilio 
de Mira), ia kilometros àSE. deiAv^irfi, 85 
ao NO. d^ Goimbra, 240 ao N. á.9ÍÀsbQfL^VS^f 
fogos. Em 1757 tinha 245 fogos. ' : ;; 

Orago, 8. Simaè, )m>osiokK -:- •.'.» 

Foi dó bispado de Goimbra, hiiiiéj^oilb- 
pado e districto administrativo de AvaíiD» 

O reitor da Séza, apreaehtata o eiura^<|M> 
tinha 12011000 réis de rendinenlo. •.* 

É terra muito fértil, nú paiz vinhateiro 4a 
Bairrada, e uma fregnezia tica. -- • » 

É povoação attito antiga* D. Sancho H, 
doou a herdade da Mamarrosa, a (r. H98«w 
prior do moitelro e hospital :de Saiua Maria 
de Bocha de Amador (Roque Amador), da 
YiUa éa Sósa, em 1242.. 

Seu irmão D. AfTonso III, confirmou eala 
doação em 1260. (Vide Séza,) / 

É provável que-o nome d*esta Arefueaíi^ 
provenha de Mâmoa, como queflaidiz-rAn 
Yoação das mânioas, (Vide iíiâmocb.) . 

MAMEDE (S.)-^Vidie CormadOi Ne^efiot 
eiBecèsinhos. i. >-. < . m.' 

IIAMEDE rS.) DlNFESTA^Vide Jnfeiía^ 

MAMEDE (S.) DE RIBA-TÚA^^iila QSatn- 
cta, Tràs-o»^Montes, comarca e coneelbo 4# 
Alijó; 100 kilometros ao NE. de firaga,'d6S 
ao N. de Lisboa, 380 fogos. 

E«n i757 tinha 943 fogos. 

Orago S. Mamede« 

Arcebispado de Braga, distfiote sâimtú^ 
tratiro de Villa Real. . 

A mitra apresentava o abbade, qm iMKk 
iOOlOOO réis. 

É terra fértil, e tem bom vinho. Prodat 

» 

esta fneguezia as melhores laranjas de For» 
tugal, que reàdem annualm^nte de l:MOf 
a Í7d004^ da réis. 

MAMEDE De SADÍ0 (S.)— freguena, Bx* 
tremadura, comarca de Alcácer do Sal,con* 
celho da Grândola,' €0 kiloaetros ao O. dd 
Évora, 105 ao SE. de Lisboa^ 75 fogoa^ 

Em 1757 tinha 72 fogos. 

Orago S. Mamede. 

Arcebispado de Évora, distrido admiaieK 
trativo de Lisboa. - < • i 



A Mazait dst «onsciencia af^resienUiva o ca- 
pellão, curadcv' que tinha 180 alqueires dei 
Xii^y 90 de cevada e 10^000 réis 'eu àitíbei - 

'MâMOÂ ie < MAMOA— por tngDez aatígio-- 
Hi:«in Porttigatj varias .aldt^ias earao aom» 
de Mâmoãj Mnmôa, Meimoa e Meimão. To-. 
ÚÊOè procedettée um mottamento oeltiGa.(ea 
prec('ltloo) cujo oolira primittivo se ignora^ 
-Faraià os romanos que o denomiparam. 
fnbffiffMc, pf Ift semelban^a que téem com luu. 
peito de raillher. 

Quando f^lfoia algum chefe, ou pesson 
notável dos celtas, ou pre-ceKas^ihe deposU 
tavafai aa cinzas em uma caixa consiruida 
de ia^Bos^ que cobilam com uoia pyramide 
<pequeno Cabeço pyramidal) de terra. 

É d*ac|Bi.qne vem a palavra mamelãOt para 
designar um pequeno cabeço. 

Também alguns escriptorps dão a este» 
monumentos os nomes de modêrraãj maxmi' 
tUêãê e mamtmnhoi. 

íTendo .já n*esta obra faltado sobre estes 
monumentos, para evitar repetiçdes^veja-^e: 
-^Antaj 'Oarht Couío de Gucujães^ Grasto, 
envias de Senhorim^ Ddmen e Fieis de Deus. 
\^ Ha aiada em Portugal muitas mâmoas, 
mas ^quati todas arrombadas pelo povo, na 
intenção de acharem alli thesouros encanto- 
ados. 

' Onde as tenho visto em maior quantidade 
é no moQte do CunUo, freguezia de Ferme< 
da; noêí^eêrande (proxino a Serradélio) 
na frcfuezia da Raiva; na Serra de Anciã, 
Ireguezia de Real, e no monte do CastéUo, 
freguezias de Esoaric e de Ifauçôres. 
* Em.um documento da universidade, de^ 
iS98, se lé^^Qite fossem na maanóa da par. 
iã carreira de sobre Ánzega^ que chamam 
Mdmóa negra. 

Era um documento do mosteire deAlpen* 
durada,! de i3ifi, se dizia-*-£ parte pela ma- 
móa, que está a par da estrada. 
« E«i um documento do mosteiro ds Santo 
Tfayrso» se dá a estes monumentos, o nome 
de mamúa. 

Desde o século iX até ao XU»8e escreve- 
«am «m Portuga} e ilespanha, muitos docu'* 
mentod, em que 4s mamóas^ mâmoas, ou ma- 
snúas se dá o nome alalinisado de mamulasé 



M^- 



^^ 



Tam])em se lhes dava p^aquell^s tempos^, 
o ÇípqpOrfle áreas; mas este pertencia sómeU'»., 
te ao logar em que se depositavam as cinzas^ 
dos jnortos^ pela sua.eemif|fvipça>,cojga,.i;i9ia', 
a]:ça; e cq^o esta era a parte priocip^ d9 . 
ediiicio, dava-se este neme a todo elle. i 

j& a estas arcas, que militas povoações pe- 
ninsulares .<^evem o, seu ^pme. ., ^ 

Mr. Bf^Uet» no .seu ficcionaria dp. lingma^^ 
céltica, diz que a palavra arca vem do cel- . 
tico ar, ou hare. Salvo o devido respei^tOta 
este erudito escrip^r, oão me.ço>Dfijraao,copi 
a sua. opinião... É verdade* que ar, onhare^- 
gnifíca terra, altura, collina, elevação, fasti-^ 
gio, siiivmidade, píncaro, ponta, cume, niop- 
tanha, ro^ba,;etc.r-map, t^ndo.n<te ufl[u.p;|n 
lavra pqrtugijtjezi^ .antiqui^sima que^eclMra 
com ej^ctiilào o objecto (porque o lúmulQ^ 
celta propriamente dito^ é uma verdadeira 
arca de pedra ; e o montículo de terra que 
o Qobre, não é mais. do que iim accessojriOy 
úma. .guarda) não devemos hira uma lingiu. 
Ci&tjranha. buscar uma palavra que aliás n^ 
exprime exactamente a cousa. . 

Fiquemos pois em que arca, era o túmulo^ 
e mâmoa, todo o ediácio. 

Algumaa dVstas mâmoas, serviram, depois 
de marcos^ ou padrões^para designar asQX-^ 
tremidades de certos teprítorios, oupropne^. 
dades; mas também se aproveiMtvam ^ou; 
tes natnraes com a mesma configuração^ e 
ao quaes se dava também o nome de ^rca^n 

Pelas actas do cpnetUo de LiUgo, de $$9, 
consfa que o rei Theodopiiro, fez dem^cat 
09 limitas dos bispados e egrejas, pe^as nZ- 
Ic^, montes, ou castellos antigos, vel archai 
ram confima, , . 

Em um documento, de 760, pouco m^is 
ou mel:)os^ se diz— Pro v>t dividit cum alias 
villas per petras fixas, et mamólas antiquas^ 

Em 897, D. AfifiAUso IIÍ, confirma â egreja 
de Lugp, os seus 4mtig09 limites, dizendo-^ 
Quos priores nostri interpasuerunt, et^agfres 
terrce, sive archas, prope qwfs fines, etc. 

Vé*se pois que vulgarmente se tomav^ o 
lado pel^ parte. 

As povoações de Portugal que ainda. çonT 
sçryam p.nome de Arca, ou de Arcos -^yâo 
no logar competente, 
. JNa ireguezia de Ijiibeirós de PoyareSy.cp^ 



«6 



MáK- 



BIàN 



nárea e coneelho da Feira, ba uma aldeia 
ebamada Mâmoa. O mesmo nome tem a al- 
deia onde está a egreja matriz de S. Romio 
de Goronado. (Vide o 2.* Ccrmado; e outra 
aldeia, na fregaezia de Baltar, ooneelhò de 
Paredes, comarca de Penafiel. 

MAMOUROS— fregaezia. Beira Baixa, co- 
marca e coneelho de Castro de Aire, 14 ki^ 
lometros de Viseu, 300 ao N. de Lisboa, IM 
fogos. 

Etn 1757 tinha 74 fogos. 

Orago, S. Mignel Archanjo. 

Bispado e districto administrativo de Vi- 
zeti. 

Os condes de Alva apresentavam o abbade» 
4tie tinha 200^000 réis de rendimento. 

Jfomotttt» — é a palavra árabe ma^ii- 
fa— significa a edificada, ou povoada. Vem 
do verbo ãmara^ edificar, povoar, construir 

íHtem algum que o nome d*e8ta freguesia, 
se' deriva do nome próprio romano Mammr- 
ra, Horácio, nas suas Satyras, falia de um 
cavalleiro romano, doeste nome, intendente 
dks obras militares e valido de Jalie César, 
ao qual acompanhou às Gallias. 

Adquiriu (roubou) alli grandes riquezas 
e fez edificar no monte Célio, em Roma, um 
magnifico templo. As suas rapinas, luxo e 
immoralidades o desacreditaram. 

Foi o primeiro que fez revestir de mar* 
more os muros e as oolumnas. 

MAMPORCÂO ou MAMPORÇiO— fregue- 
zta, Alemtejo, comarca e concelho de Extre- 
mos, 40 kilometros de Évora, 150 a^Sfi. de 
Lisboa, 115 fogos. 

Em 1757 tinha 73 fogos. 

Drago, S. Lourenço. 

Arcebispado e districto administrativo de 
Etora. 

O arcebispo apresentava o cura, que tinha 
180 alqueires de trigo e 60 de cevada. 

KAN^rio, Trás^s-Montes, na comarca 
e concelho de Montalegre. 

Nasce nas vertentes meridionaes da Serra 
da Mowella (que é parte da cordilheira que 
Ifga as serras de Larouco e Gerêz.) 

Depois de ter Corrido pela freguesias de 
Gavellães e Sezéilo, morre com 9 kilometros 
dé curso, na direita do Cávado, em frente da 



freguesia de Fliea do Rio, no mesmo oMm»- 
lho. Cria mniti» e boas trotas. 

■áNCEBA— português antigo --ttulliar 
nova, moça, na edáde florente. Hwnm mm 
nói>re éom^ manceba, ê dê (pranie òomUít. 
{CkrcKiL de Bt-Bei D. Jo9o /, por Lopes, |MtrC 
1.% cap. 35.) 

Manceba de sertir^ era a criada.--*llídaa< 
mafidamof^teveermane^f (mmanceki, qmm 
disser que UU nós devemos de soa sMadaeâ'- 
guma coisa: qne seja komem om miMer dm- 
bôa verdade: mandamos^ que lho pafuettU' 
(Testamento de Lourenço Pires, de 13i4í — 
Doe da Sé de Lamego.) 

Manceba mundanaira — ou do 
mulher prostituída e poblica-Hueretrii, 
meira.--*^ ^fo foi feito duas^ ou trez veasea^ 
atá lançar fára as mamcêbas mumáamaiTeL», 
(Chran. de El Bei D. João J, por Lopes, parC 
1.*, cap. CXLVUi ) 

Ba de trazer (o eserivSo das flAalfeitofiu> 
todolos BegataaenSf e as mancebas do nmm* 
dOf eortezaas, em humm livro. (Cod. Alf^ L. 
1.*, tlt. 15.-, § 4.-) 

Segundo o mesmo Código, L. l.«, tlt. Slr 
g 18 ; e tit. 53, g 4.*— O condesttdiei ^mto á» 
cada huma mulher solteira, da maincebia, êm, 
cada somana, Í2 reaes brancos. B o «lorsv 
dial havia, de cada huma mulher da no»*- 
cebia, cada sabbado 12 reaes brancos. 

Este immoralissimo tributo^ Ibi extáneto- 
depois. 

Manceba solteira, era o memo que mmm.^' 
danaira. — Das manctípos soBeiras, que an* 
dam, e devem andar na co/tte^ ha de levar (» 
meirinho das cadeis, que era o juiz d'ellasl) 
em cada hun sábado 2 reaes brancos, porque 
elle ha dè mandar varrer as audiências dá 
corregedor, que ellas haviam de varrera e est^ 
foi assi usado d' antigamente. (Cod. Alf.^ L, iJ^ 

tit. iX § !•) 

MANGEBtA— português aiitigo^reuniiili 
de mancebos, ou moços solteiros. 

Também significava (como ainda hoje) o- 
viver e cohabiur um homem oom uma mu^ 
Iher, sem ser casado com élla. 

Nos prazos de Almacave (Lamego) se In* 
titula mancebia o logar, bécco, ou bairro em 
que viviam as mulheres puMieas. (Brsk aa 
sahir para o campo do Tabolado.) 



KA|VÇ£SO -- portagaez ábtígò — ãkiz-áe 
este nome, ao que está em edaâ6 jdveníiL— 
Aancebo de soídadi^ era ò creado qfaé áerria 
por salário.— 4fan<^to àe pcusaàà^ BtsãSk os 
creados, oa pastoras dos porcos, íiiTéríores 
ao alfeireiro, qáe era o pastor das y^ticas. 

Éancebo-'é corropçSo da palavra árabe 
-^tnansubcn^ o amante», oa namorado Jovem, 
etCy vem do verbo maçaòa — que significa, 
lembrar o passado, recordar, lóavar com 
Versos am^torios. 

'kAltCÊLLOiS— freguesia, Dòbrò; comarca 
e concelho de Amarante, 43 kilométros a NR 
de Braga, 360 ao N. de Lisboa, i(50 íbgos. 

Ém ilS7 tinha 430 fogos. 

Orago, S. Martinho, bispo. 

Arcebispado de Brajia, dÍstHci!o ádntflnJs- 
trativo do Porto. 

À i)aitra apreáentáva o ireítor, qúe tinha 
Ílí0jf(m réis. 
' É terra muito fértil. 
' É n'esta fregáézia a casa da CoitOf da qual 
é iâctuâl proprietário o sr. Rodrigo Guedes 
de Carvalho, visconde da Costa. 

(Fica assim, n*e8ta parte rectificado o en- 
gano da pag. 410, do 2.* vol) 

Foi víllá e cottto. 

Houve aqui um mosteiro (>ehedtctinò, in- 
stituído, em 1 i 10, por MemUcríçalves de Fón» 
seca e siia mulher, D. Maria Paes Tavares, 

D. Sancho I, concedeu a este mostpiro, em 
ISOO, a isenção do pagamento dk colheita ao 
rei. 

Em 7 de julho de 1219, D. Affonso II, e 
sua mulher, a rainha D. Urraca, e sètis fi- 
lhos, os infantes, D. Sancho (depois II), D. 
Affonso (depois 111), D. Fernando e D, Alicàior 
(Leonor) estando em Guiinarâes, confirma- 
ram ao mosteiro de ilahcellos^ k isenção do 
pagamento da colheita, que lhe havia cònce* 
iKdo p. Sancho L 

í). Sancho II, deu ÍotH (sem data) á vlHá 
de Mancellos. Pranklim xÁo traz este foral. 

Em 150, D. João III, deu este mosteiro 
()úe entSó era de crií^ios) ko mo^teil*)! dé 
': Gonçalo de Amarante (domínico), o que 
ioi confirmado, por bdlla de Paulo ín, de 
1541 

AANÇORCS oú ICAÍtSbÍRfiS — ft^ 
^urb, no eitãictd concelho áe ^f medo; 



HM 



47 



í 



. hàíh eomárcá é òôuòélho de ArõTLiea, d'<mi!e 
dista 20 kllomèftros a O., 35 ao S. dó Porte, 
i2 ao S. do riò Doíire, 285 ao N. de Lisbi^ 
200 fogos. 

Em ilé7 tinha 123 fogos. 

Orago, Santa Cbristina, virgem e martyr. 

Bispado do Porto, districto admuiistrativo 
de Aveiro. 

É' terra muito fértil. 

O reitor de Edcariz, apresentava o cura, 
que tinha 9JK)00 réis de côngrua e o pé de 
Altar. 

Para a etyniologiáy vide Âhnançf^, a pag. 
144 do l.« voL Vide também Carite( a pag. 
110 é Cartêilày a pag. 168 do 2.* vol. 

Teni minas dé éoiire è de ferro, que se uio 
éxplòi^m. 

É povoa^^ antiqtíislimá, comer do seu 
próprio nome e das suas tradições se còUicíe. 

Em 1848, na escavação de um campo, áp- 
pb^eceram os /erro5 de duas áchas-d*ármas. 
firaiÀ dé cobre, mas estavam muito oxida- 
dos e èorròidos: 

No mesmo sítio, e na mesma occasião, sé 
achou um capacete quasi inteiro e parte de 
óuiro, também de cobre, evidentemente ro- 
manos. 

(h Ibgarés qtíe hoje constituem esta fire- 
guezia, pertehciám à frejguezia dé Escarit, 
I cuja egreja matriz lhe fica 4 kilometros a 
ONO., tendo de se atravessar a serra do Cáa- 
téllò; p6lo que os povos de Maoçores reque* 
reram á stra desmembra^ da antiga paro- 
chia,o que lhe fui concedido, no século XVfl; 
ficando o parocho de Escariz, só com direito 
da apresentação do cura. 

A primeira matriz de Hançôres, foi a actual 
capelia da aidéia dá Villa; mas pouco tem* 
po depois sè construiu a egreja actual, quo 
é pequena e pobre. 

Ainda n*eáta freguezia se pratica o antigo 
costume de sefazerem os baptísados fora da 
djgrejá; entrando n*eila dó para o acto de lan- 
çarem á agua benta ao foapiísando. 

Quando mbire «dgum lavrador d'esta fire* 
guezia, vão atraz do cortejo fúnebre, variaa 
ttinlhères, com canastras de broas à cabeça, 
Ique no adib sao partidas, e distribuídas t 
qtjiém ^s quer. 

A ú(jfiQU <o défnnctò^ oti a generosidade 



e.yjijiftík,do ci^pp,,qiie ^ as dâ|rPereic|S. 
Timiire, meio éaTa^o, de pj^ata, .briáado'iíe 
opra, COO), re4ea3 de púrpura, e com tre^^ 
i^nçada^ çm 9aDgaa, no pescoço. 

E5te3 fi/istros Portvgaes, df Mançôres (que ^ 
sao os meí^mos djs Yalladare?) e os Porta- 
gaes e Tprres, procedem do infante D. pi-' 
níZy filho de D., Pedro I e. de O. Ignez de 
Castro- 

£ste B. Diíniz, pasaando a CastelUj (vida, 
Leça do Bailio) casoa com D. .Joaonâ, filha 
ha^arda de .D. Hem-jque.II, de C;i8tella, dá 
quai teve, enlre outros filhqSv 2^ .í^- Fernan- 
do de Poriagal, que casou n^aquclle reino, 
com D. Maria de torre^ filhfi^.de Fernando 
• Rodrigues de Torres- . , . , 

Foi âçai fiJIio D. Luiz de Porluçal e Tor- 
res, que se diz progenitor d*e3ta farbilia., Os. 
d'esta procedência teem por armas — escudo 
dividido cm aspa — no í."" e 4,\ as Quioaia 
de Portugal : no 2.<* e 3.% de Jpdrpura, 5 
torres de ouro, em aspa— orla áe púrpura, 
carregs^da de 7 castellos de ouro. Tiínbre^ 

, uma das torres das armas. .' 

I " . ( . *• 

I O rio Arda, divide icçta (reguezia, peio E. 
e NE., da de Santa Marinha do Tropeço. 

(Vide Ard€^ rio.) 
. ÍIAIÍÇÓS (S.) — fre^guezía, Alemtejo, co- 
. marca, concelho e 18 ^ilometros de Évora, 
120 ao SE. dê Lisboa, 200 fogos. 
Em,1757 Unha 192 fogos. 



dgrs fae^d9>r^9f Aval;a-9e.peliq Qivof^a.4p ^-. 
nast^a? d^ pão que aoompant^f^m.o^Qiiterro^, 

,Ha n/e&ia Greguepa a^lj^ia da Tec ça» onde^ 
é a grande casa dos srs. drs. Manuel e iol% 
Baptista Nunes Gamossa, < filhos e lierdeiros 
dQ'.sr. dr. J^ó AQ(<>iúq Nqiiegde Saldanha. 

é uma da$ ca^s içais ricas do dislri|3to 
de Aveiro. ,, ,^ .:. 

Saldanha, é um appeUidp nobre em Por- 
tugal Veiji^ de Bespa^ba, tomadç da vijla ^e 
Saidanb^i no rein^ de Leãp. . , . 

Procede de D. Sancho Dias de Saldanha^^ 
soubof: 4^ di^. vUl^ QUB.em, 870 fez aUi o 
seu. solar. \ ....•, 

Passoi^ esteappeUido a Portugal,, na pç^-j 
a(^,de Diogo Lopes de ^^Idanh^, no reJu^- 
do de D. AíTonso V, com o emprego de se: 
oretarip da rainha D. Joanna {%* mulher do 
dito rej),. e seu mordomo-món. Foi depois, 
embaijiadâi* em Roo^a. 

Trouxe de Casteila, por aua.mulber»JP> 
Maria Rodrigues Bovadilla^ fílha^de Tojribia 
Rodrigues Bovadilla, senhor, d^ .^^dalajar 
ra. . • . . 

As armas dos ^aidanhas» são : em campp, 
de púrpura, uma torre de pral|, coberta e#n^ 
uma cúpula azul, e com portas e frestas df 
mesn^ c^, .lavradas de negro, com 091a 
cruz de ouro no remate. Timbr^^ a mesma 
lorre. 

0$ Saldanbas d'Albuquerque, trazem, por 
armas : escudo de púrpura, pom três çótiças 
de ouro, em faxa, e por timbre, iim leão de Orago S. Maneio.— vulgarmente, S. Man- 



púrpura, lampassa.do de ouro. 

No logar da Estrada, d>sta freguezia, é a 
casa da família Portu^l, que foi a maior em 
pi^opriedades, de toda^ comarca, euma das 
princípaes do distric^o de Aveiro. Hoje.^stá 
muito dividida. 

É. seu actual representante o sr. Joaquim 
dos Reis Castro Portugal -. ; .^ 

IRortugal» é um appeilidoAobre d*este rei- 
no. Procede da casa de Brag ai^ga ; sendo q 
primeiro ,que assim sç.appQllidou, D. Affvn- 
eo.de; Por.iugalt 

As armas dqs Portugaes, sàa— em campo 
jejirata, aspa, de púrp^a, carre|;ada de jjl 
eseudétes das Quina:» reaes (seiq[i a prja, dòç 
9i9l^ft( e dç Ã cnizes de pçai^^ flojrveiídás 



Arcebispado e districto administrativo do 
Byora. 

A mitra apresentava o cura, (jue tm^^ 
336 alqueires de trigo e 180 de cevada. 

É terra ferlil em cereaes, e cria multo 
gado. . 

MÀNDADEIRO— portugUjez antigo— mei^- 
sa^eiro, enviado, parlamêntario, embaixa* 
dor, ijriado, procuradur, etc». 

MANDAMENTO— poníiguçz antigo— ter- 
ritório cpm auctoridade especial, jurisdic- 
ção« districto^ julgado, concelho, honra, coíí* 
to, 0tp.,..coij[i seu magistrado pariicular é 
com foral próprio. 

£j(0 abril de 113â> fe^ J>. Afionaq ilenrí- 
imes m^cé a Affonso Pa^s e suá mij^íbeiç. 



m^ 



mAti 



m 



; na villa ftè.íí&Waí [hoK á ató^^^ .-i-...^f.u.^4. ._ .^.^_^ 

'né|J,''na'ifr^aeAa; dà Espíiinca, coticáhò^ié 
^'Aroaca."Vícrô' p^-gl m' aò'í>toi;, í^la^H 
"Cóhies-SL i.-j— Dli( a'àòH2lO— íftHif^M^f 
|;3uô'Mandâmenío W 'Èantá '¥eltêê (Mliiáú 
j concelho de Saufins, hòje conceftiodè Sih« 
' faies) Território Co!fmbricenst ^ âSsàirrenti\ 
''hus aquisin Patia (fié Piiv^yskibfnJovítè 
Quebranzana. 



!•' • 



MANÍJÍL-^é a palatra áraííe mato— leii* 



^ cíu gUarJáDspo ;' masos porttlgúezpy &tr 
'rim' o nòmé:dy riiáHdil a' utóa''^specíe de 
' capa.ae Bufe í tc)m''qrie se cotíreni bà"pás- 



gíiáTdé[')tíífAò o poto ao inoDte basdar a 
%Bta;fDD*4wh, ^né^^HiicafAn -«íaí^egi^a 

ttàtffií*; fftá^ cotho^éllaíbèialé»^ tafa'o 
'ínòúie óti9e"'fôra at!h;(da, lúe cònálitiíram 
^iqnitiiiía fe!apel!i'qiife afndia exíAe: : 
' íí imágémèe graade devoção d*e^eS pb- 

vos, qne, aip^At db álttira è a^peretô áa 
'Uòtíib/aHi cbbf^rèmcoib ih'ii1ta'ftiec(tieQ- 
'cíà,ctilnprit*á8 prortcssas qtlé'fkzein aiVòs- 
'ia êènkch^a dó' Montei qbe é o titulo que ibe 

deram,' em ra^Sòdò *dit1t>btfde*fÒi tfcbadá^e 



' oúhe tem a >!ia 'èafS^lia. 
' "UtiUICFtfAilXfc OTí 



M.:'í 



SE iStl- 

tòWâ em trárds-MÓtítes-^BÍáttib^m'á'ti[9f lU^^ Ééira AKi, èabeça 

4ér (M(èf1ttéf é'âe'<;omareà,' 12^ kilometros a 
"Bí; de >fiieiií 410^ ao íí: d6 Líilwa, «00 -(b- 



/> 



ii> 



Tl 



f , I I I • • 



Í pedaço de saragoça ou burel, com qièse 
impa o po aas caViilgâduira&. '" " ' 
^ . '"llí|ltótTAÍ/DÈ— f^^ èòl gos (2:800 almas.) 

in^Tc^ e'cúnc^tÍio'áe iGíauveia, 88- klltíttíej- Em 1767 tinha 509 fogos. 
*' irós á É.ye Cdítót)ta; Í85 ao Ntí. deflsr < .■ -iPtligQ^^^iHJWit .. '.;:•/. 

'^iboá/ÍCÒ" fornia',' Eth'.i7^'tiiihà '68 fôgo^!*' . , aifl«^ ^ .dí^^i^iota admiaistrâtivp á» 

grago S. Vicente, martyr/' "» ' ' ^ ■• j Viseu. . ..^. 

íspado dé Coiú:ibra, di^tricto âdtiJiiAsfí^av ( I -Offe^l p^drQ^do.ipiseaeQt^irasO yjigiirio, 
'''tivqdaGuarda:;' " ' '"' '■'';;^''^ 1 r.qa^ jtlabft.^WOí»0Oi:#s,4*>endío^^ 

0,rpál padroado apreáentata o píWôr, que 'PiwJU-i. » .. ;. . 

* tingia Í20ÍÒÒ0 réis. * * ' (, t¥i4e .4«^r4m lía ^«r«ií;a paginai. 300 

^, Dá se ^ esta freguezia ò noliíe dé ^an- do i,^ volamf^. 

GUALDE DA SERRA, para ádísliogttfr dê Man- 

QM^alí^ éte^Azurárai, t ^a Serra da Estrefia. l T#QI eatfçjio.^elegFapliic». 
A pouca disitancia àá ptíVoaçJji) de Má^ 

^^ualde,, esLá um. altíssimo monte: Segu\iãò à 

tradí^*âò, appareceu aqiii a UHs*^ áègadbres, 

juutu ao cabt^çò chamado Alfatáma ^ e eútre 

3 carvalhos, uma fmageái dfe Nossa Bénfiora. 

' ' > B^e- t6nrÍcono;nunea foi- der bispado dp 
.Coimbra, st^u imerinamejate. IJos 80 anl- 

nòí», nào houve bir^pos. em' Lamego e em Vii- 

seu e 08 bispos de Coimbra adoiinistravam, 

ííém da sua, aqneiias dttas diôoesoé iUgH^i. 
' É por issoque yarios doeuaeocúi ii*aquelle 

t^mpo dizf^n que era território d« Cuii^bra. 
* Álfafama ó corrupvâo da palavra arabe 
"Al-FMi»^íúa (de qua nós fizemos Fátima, tf-. 
' rando ihe o artigo bI.)---É oomè prbprio de 

mulhf^r. Assim se chamava a famosa moa- 

, ra, Sf uhur^ dp Our«m, que, depois de bá- 

.^ ptísada, se chamou Óuriana, e casou com o 

'templário Gouçâlo H^rmigues. A Chroriica 

,dé .Cwíffr (tom. i.% livro 6.% cap. I.*, pfig. 

7^3) tauiibém m«)uciona outra moura do ides- 

mo n^íiiè, capiiva pdos goriugaezes namai-, 
' drut^ada do dia dt^ S. João, de Í157, nai to- 
mada de Alcácer do Sal. 



*. Jlaiigttalda pâa.tem foral próprio ;,,pqr- 
.que» ^iii..26 de.,|Barço. d^- i5i4, avuda aãa 
ientffi^a do. que orna fr^uazia do concelho 
; à» AAur4r» ,4a Beira. Pui a esta poToaj^ 
que o eoadeD. Heorique e.aua;mulhC'r» a 
rainha IX Thi}re](a,4eram foral em áiOâ.Foi 
coAftriuado, eni Santarem^por D. Afonso 
IJ, tm i3A8 ;.«'& que D. Manuel deu. o oqvo 
vforal, w rqferido dia .2^ d« março da 1$I4. 
{Uvro 4o$ fomes núfooeda PeirOf fL i09 v., 
c<^. 1|.«— ZiwdX* de dçQçõeíyde D. Alfunso 
11, fl, 36, coK i,*-re DP twr<? 4e foraes m* 
iígos, de hUura mova^ fl. 42 v., cul. 1.*) 

Ê pois o. foral dado por D. Manuel â Tíl- 
ia de Azurara que xegie^ o coacelbo de 
Mangualde. 

Nem Mangualde nem Azurara teem bra- 
zãò d'armaá, tendo-o otttras povoações de 
inenos loiportaàeia; 



00 



MAN 



o concelho de HaogoaUa eomprf lifDdê 
as 18 fregttftzlaB segaiotes:— AittrQPhoaa Ve- 
|hm Alcafache, CMaarães, Cbans de Tava* 
res, Caoha Alu, Canha Baixa, Sapinho, 
Cornos de Maceira Oão, Preixiosa, Fmta» 
Lobélhe, Mangualde, MesquitoUa, Moimenta, 
Povoa de Cervães, Qainteila, Trafanea de 
Tavares, e Várzea de Tavares. 

A comarca de MAQgoalde era composta 
de três jalgados — o de Mangualde com 
4:900 fogQ8--o de NéUas, cqpi 2:600— e ó 
de Penalva do Ca^tello, com 9:600. 

Por decreto de 33 de de^mbro de J1873, 
iol 8ii|)y[)fimi.do o julgado ^ (féllas e unido 
ao de.Mangaal|jl|R, pelo que ficou a. oomaf)ca 
só fom dois julgados— o seu, que tem ago* 
ja 0:800 fpgo, se o de Pefutva— ambos eom 
9:400 fogos. 

É Azurara uma povoa^ mufto antiga, é 
a sua fundaçio é anterior á doiirinaçSõ ro* 
mana. 

Eoí II de Julho de 1145, aehan^-se Dl 
Affonso I em Coimbra, foi informado que 
os moradores do concelho de Azurara* dâ 
Beira (hoje Mangualde) faziam awaílèiroê 
aos de fora da terra, do modo segnínte : -— 
Davam-lhes primeiro uma pequena herda.- 
de, pelo que ficavam com o privilegio de 
vismhas, e depois oa faziam cavalleiros. Da* 
vam lhe uma propriedade de valor insigoi- 
fleante : ás veze^, uma pequena casa, óú um 
hocado de terra, e até mesmo uma só ar- 
vore ; pois o bastante para ser considerado 
visinkOf era possuir aqui bens de ráíz, qual- 
quer què fosse o sen tamanho ou valia. 
ÍFambem a isto se chamava maladia. 

Ò rei ordenou então expressamente que 
nenhum cavalleiro, oú otff ro qneãqwr^ 'tUli 
àvisinhé, ôu possa ter malaáia ou comnwn- 
da^ sob petyi de a perder para o regnengo : 
ordenando ao seu rico-hoifnêmy Fero ^ernanr 
des, qne entã") tinha da coroa a^uella terí-a, 
quê assim o fizesse cumprir e guardar. (Con- 
sta isto do Livro dos forass velhos, no fim 
do foral de Azurara.) ' 

AviUa de Mangual le .está dividida em' 
deis bairros— a viila velha, ao 0^ e a Mçiva, 



MAN 

ao E.-<;í edificada em ivna idJMrfctfl^^bflPi 

situada, salubre, agradável e com boas y^ 
ias. Tem bons terreiros, ou largos, em qoo 
se Çaz o melhor mercado da provinda. Tem 
^ns edlficios, bons chafarizes e um bd^ 
templo da Jiisericordia, onde se admiram 
preciosos quadros, da escola romana. Tráa 
luna formosa casa da camará municipal, 
sendo um edificio tão vasto, que accommo- 
da, além da sala das sessões da camará, o 
tribunal da justiça, a administração do con- 
celho, atilas, para ambos os sexos, etc. " 

O mais notável doesta villa porém, é o 
sumptuoso palácio, denominado dós Paln^ 
hoje propriedade dos srs. condes da Ana- 
dia. 

É sem duvida um dos melhores edificios 
de leiífo, ^ reuniodo uma grande quinta, 
muito afòrmoseada^ e com pomares de deli- 
ciosa (i*uctas, bellos jardins, lagos, fontes e 
quatro estufas, onde vegetam fructás, plan- 
tas e flores dos trópicos. Pegado á quinta, 
está lima extensa matta, amíada, on4e se 
encontram diversos objectos de recreio, mui- 
ta caça e admiráveis arvores seci4lares. 

À distancia de 1:800 metros ao NE. da 
vUla, sobre o ciune de um alto e escarpado 
monte, crivado de rochedos, e fazendo face 
á povoado, está edificado o elegajQtê e ína- 
gnifico templo, dedicado a Nossa Senhúra 
do Castfillo. 

. Foi erigido pelo zelo e devoção da illustra 
fámilia dos srs. Paes, a cuja casa pertence 
a sua perpétua administração; pois foi d*el- 
ia que sahiu todo o supprimento de despe- 
zaé e serviços para esta obra, visto que a 
respectiva confraria não tinha meios pára 
tão dispendiosa construcção. 

Dea«se principio a esta egreja em jaiptei- 
ro de 1819. Os trabalhos estiveram suspen- 
sos em 1820 e 1821; mas em 1822 recome- 
çarapi opm decidido empenho, e á custa, da 
casa dos Paes, exclusivamente; concldiado- 

t O palácio dos Paes, de Mangualde : o 
da Brejpeíra, próximo de Mourão, do sr. 
Moscuso ; d o de Matheu^, pruxiruo a Vília 
R^al de Traz-os-MoDtes, dos srs. eondeárde 
YíIJa Real, são os três melhores edíficlos p^- 
tii-ulares de provinda que existem em ror- 
I tugal. 



Á 



•MAN 

ta todu u obfis em 1837. ImpmrtMnwi «m 
14 eoiitot de róis. 

É todo áe cantaria, áe arehileemva rim- 
fias, mas «legante, • am dos melhores das 
Beiras. 

A alKibada de todo o lepaido é fuaineei- 
4a de beilos estoques. 

Além do altar-mór» oade está a imagem 
ida padro^ra, tem mais dois aos lados do 
4ítcOy o de Saat ' Asna e o de 8. loeé. N*el)es 
ee vêem deis óptimos painéis a óleo, obra 
4osr. António JoséxPerara, .insigne pintor 
4e Viseu. 

Tem ama só torre, com 38 metros 4*alia- 
ra, desde o pavimento. Sobe-se ao alto d*el- 
^ la por aan^ibeliaieseada em. espiral, e de lá 
se avista nm deleitoso panorama formado 
de serras, monlee, planícies, e povoações, 
que é encantador. 

Bm reder do templo ha nm espaçoso 
adro, guarnecido de nm parapeito, oom as- 
*àenies de pedra. 

D*iaUi desce-se por mna bonita escada de 
4eis lanços (qne iea em. frente da f greja) 
i para nm espaçoso terreiro arborisado, fican- 
do a nm lado da escada, ama porção de 
terreno, com rochedos^ e por entre elles, 
fdantadas,. videiras 'e oliveiras-^ do ontro 
lado^fuma; hospedaria, para os romeiros. 

A algons passos ao B., d'este terreiro, es- 
tá ama. eisiema,.de agna nativa, ao tando 
'daqoal se desee por ama escada,, em aspi* 
fal, de 36 degraus. A sua agua é perenne e 
-de óptima qualidade. 

D'eate terreiro.se desce o monte, por ama 
«paçoaa escadaria, oom i63 degraus, inter-, 
rompida de espaço a espaço por. pequenos 
lerreiroa^ tendo quatro d^elies outras tantas 
capeliiohas, dedicadas todas á Santíssima 
Virgem, sob a invocação de Nossa Senhora 
da Conceição, Nossa Senhora da Encarna- 
-ção. Nossa Senhora da Visitação e Nossa 
iSenhora. da Assumpção ; todas com beliissi- 
mas imagens romanas. 

. Toda a escadaria ó orlada de arvores, e 
•ao fundo d*eUa se vêem férteis campos sqm- 
ipre v^^. 

A festa da Senhora tem logar qm.8de'se- 
^tembra^Natívidada de Nossa Seniiora) s^n- 



IIAN 



?!i 



do lio gcande o co^pcimfo ,dgs romei^çM^ 
algaps de longínquas povoações, que jfp" 
brfjm todo aqueiie vasto s^mbito. 

SMradição antiqu^ssíípcia, que o templo 
primittivo (que estava edificado no terrais 
arbori^a^o, e que foi demolido, logo que se 
fèz o novo) foi mesquita dos mouros, po 
tempo da sua dominação em Portugal, e 
que, depois da «oa expulslio, apparec^ndo 
9/^i uma iinagem de Nossa Sentaojra, foi çpl- 
locada na mesquita, depois de purificadj^ e 
conyertida em teqiplo catholico. 

Provem ao sitio e a esta imagem o titulo 
que teem,: pfr ter aqui existido, um castpl- 
lo, romano ou árabe, do qual a^da exi3t^ 
>s ruínaa, qpe bcan niostram asuan^iifU 
antiguidade. 

Os que mais concorreram com avu^t^dís- 
^imas esmolas ejegados, para a coosu*acção 
e conservação d'e9te sanetuario, foram — o 
commendador de Malta, Miguel. Paes e seu 
irmão, Jos6 Paes^ cónego da Só de Coifubra» 
ambos fallecidos em 1837. 

A condessa de Anadia, D. Maria Joanna, 
oQare^^u, na occasião da trasladação da 
imagem de Nossa Senhora, do templo ai^ti- 
go pjira o nove,.nm irico e inteiro par^mifu- 
to i branco,. bordado a seda e ouro, para o 
serviço da egreja, e dois riquisdimos ouma- 
tos para a.pfdroeira. 

Também resa a tradição, que foi alcaide 
d'este castello, nm mouro chamado Ztiror, 
d'onde viera o nome á villa de Ázuiára; e 
que, para a, expulsão d'ell6, d*este castello, 
muito concorreram os habitantes de Lioha- 
res, por conselho, de outro ^louro, conver- 
tido ao christianismo, que depois fui alcai- 
de 4e Liohares* 

E' verdade que em papeis antiquíssimos 
se vé a ppvoaç^o.de Aiurára coui o no^ne 
de Zurara; mas a palavra Zurar nio pte 
piorece árabe. Incliaome roais a que a ety* 
mologia d*esta palavra seja a que doo á Azu- 
rara .de ViUa do Conde, a pag. 300, col. i.% 
do. i,'' volume. 

S* ainda verdade, que a camará e povo 
dQ Viseu, biam todos oe annos, na 2.* i»i(^va 
da PasdhoaK,em remaria, áo Sanetuario , de 



í 



52 



'MÀN 



"Mid^ 



^Nos«a Seoborâ í9b'Ca5teHo, em ^amprimeti- rde fMi*-^-«onitraido do modo atgoduo :.t^ 

"io de am voto aotiqnissioio, e em vhegan- as mesmas de João Paes, ló codi a difluMi- 

do ao monte onde está edi6eada a eapena, -fa de terem por timbre^ meio draglo d» 



se viravam para o lâdo de Linhares e agita- 
' "Vam a l)aDdeira da eaniara ; mas tiao sè sa- 
' be com certeza, a orígeni d'esta éeremotiia. 
A eamara e o povo de Visea foram des- 
obrigados fdti se desobrigaram 'elies) d'este 
▼Oto, no priocipío dò fiectilo acltial. 
Qaindo o n^ai-padof PhHippe H se apos- 



( t 



soú de Portugal, em 1980, • eonde de Bel- ' p^ítoi 



prata» oomnoia laraDja de.pilrpsia ]io,pcllo. 
Outros do mesmo appellido trasen. pur 
annas-*-em oaaapo de prata^ 94aitui|a%Yei- 
radas e contraveiradas éo-^azal e^pikfpsia» 
em 3paia8*— eto» d^^ço aberto^: e.pofeMim- 
bre, neio leão de pnta^lampasMâo de pir- 
para, eool nms das ksaiijas daa armaana 



h 



monte, tíão se querendo bandear com ooti^oB 
muitos fidâl^s portngttezeS quê se vende- 
"^ iram aos eastelhanoí, rectisoa' apresenlar-se 
no beija-mSn 'f\ne deu o TCi "d^fHes; pelo que 
*' esltC lhe tirou todos os bensr e fôfo» que li- 
' nhkm sido 'da corôa, Ceando portatito park 
esta, desde então, o senhorio de Mangual- 
de, dé que èra donatário o mesmo eoude. 
" Kãò se pôde saber se o Uòme d'esta vílla 
'' vem de mangual, ou mangualdé, Instrumeu- 
' lo agrícola bem conhecido, ^e de manqual, 
'' iQome que os antigos davam ao Joge da bel- 
la, ou do fito. 



Paes é um app^ltido nobre em Portugal, 
patronímico de Póyo, É muHo antigo n*èa- 
"te reino, pois já D. Pedro Paes, foi um dos 
cinco fíitalgos que acchimaram o rer D. Af- 
fonso Henriques, na batalha de Campo de 
Oarique, a 25 d« julho de 1199^ Morreu na' 
batalha de Badajoz; sendo alferes-mór do* 
mesmo rer. 

A D.Payo Rodrigues Paes, seu filho, deu 
D. AfToriso Henriques as arn>as seguintes — 
em campo de prata 5 pinheiros verdes, em 
aspa, com raízes. Elmo d'aío aberto— tim- 
bre, meio dragão de prata, laiopassado de 
púrpura. 

A João Paes, deu D. Afifonso V, brazao 
d'armas, efm ÍO de abril de 1476— são— em 
campo azul, 9 laranjas, veiradás e contra- 
Vélradaâ de púrpura e ouro, em 3 palas — 
elmo de aço aberto, e timbre, um pavão da 
sua côr. 

A Gonçalo Paes, natural de Coimbra, mor- 
domo niór e thesi)ureiro do cardeal- rei, deu 
a rainha D. Catharína, viuva deB. João III, 
regente na menoridade de seu neto, D. Se- 
baãtião I, brazão d*armas, em i2 de agosto 



l|AHfiA^p(Htagiftz ' aiUi9»*nca8tiiHieb — 
individuo de boas nuinhas, pessom dê intiêe» 
maiUíãt, 

MAIfBENT£-^-frefttMia,Mii^ho,doflni;«l e 
ceheelba de BareaJloSy it JeilMBslroaj^Ow 
de Braga, 360 ao J^ do Lhboa^ .i004i>90Sf 

Sm 1757 Unha 240 fofos. . , 

Orago S. Martinho, bispo. t ^ 

Arcebispado e distrioto.adaiéniBtrallto da 
Braga. > . ^ 

O reitor do convento dadenegds stoaia- 
res de S. João Evangelista, de VillardeíPra- 
d«a (ot bons homens- de Fi//ar) apreseotâTA 
o cura^ que^ tiuha 25^000 réia e o pé4'^- 
iar. ' . I • i> 

Foi Villa ^ conta , • : .• 

A egreja nxatririj era a de om aoligoitos- 
teíro>heneútetiQO quea^ui houve; fiuidaída 
por S. Martinho de Dume, oo amiD flOO, e 
reedificado por D. Pedro Afloàso deii)nimes^ 
pelos anaoe 4250. — Passou ' a- abbadia se- 
cular, em 1480. sendo arceJ^^ispà d» Braga» 
D. Luiz da Cunha. Estaabbadia era' dos ttes 
rt«Ilgioso3 de Vi liar de Frades (ioyos.) 

O conto de Manbente, oompuoha-ae d*«sta 
fjregueeia e com parle das freguetiaa da S. 
Veríssimo, Sama Marte de Gallegose & Vi« 
cente de Areias. 

O reitor do mosteiro de Villar, nomeada 
o juiz do couto, para o eivei e orpbãos» « a 
capitão para uma companhia de ordenan- 
ças, qtte aqui houve até 1834. No orimo^ra 
sujeito ás justiças da Tília do Prado. 

Este couto foi feito por D. Affoaso Hen« 
riques, estando no eastelio de Pana, ena 
1129. Foi, como os outros, suppnfflído 0iia 
i834. 

MÁNHO, ou MAGNO— portugnex antign^ 
ainda usadb no secuk) xyi—ihamnhodâio^ 



HÂN 



MAN 



&3 



dos. Pronunciava* se sempre mánho. -«Na . 
baixa latinídade e no antigo português, tam- 
bém signiâcava grcmde; mas entio, apesar 
áe se escrever magno, pronunciava- se do 
mesmo modo--mánÃo. 

No antigo portQguez, gn, pronunciava- se 
sempre nh — como os franc^zes. 

MANHOUCB— freguézia. Beira Alu, eo 
marca de Vouzella, concelho de S. Pedro do 
Sal, 35 kiiomelri» ao N. de Yizeu, 60 ao S. 
do Porto, 300 ao N. de Lisi^oa, 9S0 fogos. 

Em 1757 linha 154 logos. 

Orágo S. Pedro, apostolo. 

Bispado e districto administrativo de Yi- 

18U. 

O abbade da Trápa, apresentava o cura, 
gue tinha 8#000 róis de «;ongitia, e o pé de 
altar; 

Houve aqui uma albergaria, fundada pela 
nlnha D. Mafalda, mulher de D. AlTonso 
Henriques^ para passageiros pobres. 

Não ha d'eiia o mínimo vestígio. 

A antiga estrada do Peno a Yizeu (hoje 
quasi abandonada)^ atravessa esta freguezia. 

Enterra fria, árida é pobre. Peosò mais 
m*odaz do que centeio e batatas. 

O povo resente-se da aridez e pobreza da 
ferra, e é, como ella, rude e pobre. 

A maior parte das suas habitações, são ca- 
]Wna^ eobf*rtas de palha, ou lousas. 

HAMHUFB—- é ums aldeia da- freguezia de 
Maacelios, Douro, comarca, concelho e 5 ki- 
tometros de Amarante. 

Arcifbis^ado de Braga, distrlct» adminis- 
Inuivo do Porto. 

Ha 30 ânuos, Manfaufesó mereceria men- 
^ pela peleja ahi sustentada, no tempo da 
:||itazâo .franeesa, mxA hoje^ eomo a maioria 
dos povoados do Douro e Minho, tem grau- 
ée augmeiíto^ boas propriedades rústicas, 
«ma eapeila da invocação de S. Stibastiãp, 
euma estalagem nova, muito concorrida pe- 
loa abnoereves das raias de Portugal eâes- 
panha. 

A nova estrada municiai que segue,, en- 
troncando na Tapada de D. Luiz, até Ama- 
iWte, paasa no arruado da aldeia, dando-lhe 
nova importância. 

' A povoação estendesse nas faldas dotmon- 
tee Cratío e Lameira Velha, e.domina quasi 

VOUJlttV 



^s 



toda a freguezia pela sua posição elevada, 
que lhe dá vantagens hygienieas. 

É tão notória a bôa Índole do povo d*esta 
aldeia, que muitos de fora disputam a pri- 
mazia de pertencer a este povo. 

O terreno é productivo, especialmente de 
milho, centeio, azeite e vinho; encontrando- 
se ahi, sem degenerar pelo terreno, os afa- 
mados pecegos de Amarante e muitas outras 
fructas. 

D'e8te logar não levaram boas recordações 
os soldados hespanhoes de D. Manoel de la 
Goucha, que n'nm troço seguiam de Ama- 
rante para o Porto, e que por um desacato 
a uma das casas mais respeitadas' da povoa- 
ção, levaram uma ióva tão severa, que mal 
tiveram tempo de correr sem interrupção 
até Amarante^ onde se queixaram ás anetu- 
ridades portnguezas. £ <ftte o povo de Mb» 
nhnfe, além de não tolerar o desacato pra- 
titado, não via com bons olhosa intervençãio 
dos hespanhoes. 

Manhufe é corrupção da palavra árabe 
Ma$tditife--é mesmo a palavra arabor— man- 
ittt/Sf— significava, a sacudida. Deriva-se do 
vímím) nadttfOy sacudir a lan com um pau, 
carpear. 

MANHUGfiLLOS ou MANHUHGBLLOS-^ 
freguezia, Douro, comarca e concelho do 
Marco» de Ganavezes (antiga comarca e con- 
celho de Soalhães), 54 kilooietros a NE. do 
Porto« 335 ao N. de Lisboa, 90 fogos. 

Em i757 tinha 52 fegos. 

Orago^ S. Mamede. 

Bispado e districto administrativo do Por- 
to. 

A. mitra apresentava o abbade, que tinha 
iOOMOO de rendimento. Yide Marco de Ga- 
navezes. 

MANMIOTO— firegoesia, Beira Baixa, co^ 
marca e conoelbo de Piubel^ 65 kilumetros 
a SE. de Yizeu, 335 ao £. de Usboa, 90 fi)- 
gos: . 

Em 1757 tinha 88 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Gonceiçáo. 

Bispado de Pinbel, districto admioistrati- 
vo da Guarda. Rui do bispado de YiZ- u. 

O ordinário apresentava o reitor, que ti- 
aba M^^OQO léis^ e o pé de altar. 



54 



mN 



MAN 



MANIM— Vide mobriga. 

MANINHAD£60, HANINHADO oaMLáNE- 
EÍA-— portuguez antigo— tributo, ou para 
melhor dizer, extorção immoralissima. 

Consistia em herdarem certos^ mosteiros 
de frades, a terça parte de toda a herança 
dos casados que morriam sem alhos. 

Yeiu este abuso, do reiuo de Leão (Hes- 
panha) e propagou-se nas terras de Miranda 
do Douro e Bragança. 

Para evitar repetições, vide o que sobre 
maninhadego eserevi, na col. i.* de pag. 202 
do .2.* vol., na palavra Castro de ÁveUam. 

MANINHO— portuguez antigo— terreno 
estéril e infecundo. 

Também se denominavam manmhoSy os 
bens que ficavam do viuvo, ou viuva que 
morriam sem filhos, e abintestados, não ten- 
do parentes até ao 10.* grau. 

O almoxarife do rei, tomava estes bens 
para a coroa. D. Pedro I, nas cortes de El- 
vas, de i36i, determinou que, no caso de al- 
gum dos cônjuges morrer aò intesiato, e sem 
filhos, ou parentes, o sobrevivente herdasse, 
e não a eorôa. (Cod. Alf.j L. 4.% tit 95.) 

Hoje dá*se o nome demonm^, ao terreno 
aberto, improdnctivo, ou que só produz mat- 
to e plantas silvestres, e que é propriedade 
do município^ ou do commum logradouro 
do povo. Os moradores visinhos doestes ter- 
renos, podem n*elles plantar arvores, sem 
dependência de anctorisação das camarás; 
mas só téem dominio n*essas arvores, e nSo 
na terra que as cria. 

A legislação sobre baldios e maninhos, é 
imperfeitíssima em Portugal*: 

£m i770, promulgou D. José I (ou o mar- 
«piez do Pombal), uma lei sobre os mani- 
nhos, em favor do desenvolvimento da agri- 
cultura. 

Em 1844, se promulgou outra no mesmo 
sentido, mas uma e outra foram quasilecra 
morta. 

Temos grande numero de léguas quadra- 
das de terrenos maninhos e improductivos 
em Portugal, que só revelam a incúria dos 
níOssos goveraos«<o seu desprezo poio des- 
en^lviáieiito 'da, nossa agricttliara. * 
' Bffl vez<de ajudarem os cultivadores tom 
leis proteeiéfas^ prescrevem taes^ umas^l&o 



arriscadas formalidades e despezas, paim 
aforamento e cultivo dos maninhos, que» 
elles fioam estéreis, ou são cultivados saJb^ 
retieiamente, e a íazenda publica perde o sen 
rendimento. 

Accresce que os povos não consentem que 
um só se aproprie legalmente de um vasto 
toreno maninho, procurando por todos os 
meios obstar-lhe á posse ; o que tem dado 
logar a grandes desordena» principalmente 
desde i870 para cáf e que muito bem se po- 
deriam evitar, se houvesse ama lei clara, 
explicita e severa, que protegesse os empre- 
hendedores. 

Ha 40 annos que se falia em lei açrmUa; 
mas, como tantas outras leis de urgente ne- 
cessidade, não apparece. 

MANIQUE DO INTENDENTE— vi lia, €0- 
mar<*â de Alemquer, conjeelho,da AzamlNija 
(foi do «concelho de Alooenire), 60 Júlome^ 
tros ao NE. de Lisboa, 400 fogos* 

Em 1757 tinha 181 fogos. . 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Até ao fim do seenlo passado, se dava a 
esta fi'egttèzia o tiiulo de Arrifãna^ ou 8:Pe^ 
dro da Ârrifima, (Para a etymologia» vide 
Arrifana.) 

É no patriarchado e districto admimacnh 
tivo de Lisboa. . 

O real padroado apresentava o pnor, que 
Unha IM)Ojí0O0 réis de rendimeniê anaiuL 

É f reguezia rica e muito ferlil. 

Deu-se-lhe o nome de Manique do Meãh 
dente^ porque o Intendente geral da poUcia» 
da corte e reino, era visconde de KaaiqM. 

O ultimo visconde de Maniquet foi o sr. 
Diogo de Pina Manique. Seu filho priípofe- 
niio^ o sr. Pedro de Pina Manique, nio lesi 
querido- receber o titulo de :8eu pae. 

Pina, é um appeUèda nobre mm Pprmiti^ 
ph>cede do reino de Aragão (HAipanfaa)^f^i 
um ascendente d*esta íámilia, que alli lÉa- 
ddu a villa^ de Pina, de que foram Penho- 
res, e onde téem o seu solar. . . • . 
' Passou esle hppeltido a. PoTíugaKaa4)es- 
soade D. Pcunahde FeraaâdasddPina^ 
baixador do reidè A^ão^ D«.Padro.'lll:(] 
subiu ao throno em 1276). VciBip^na Boba* 
galoom a»]^ainhaSaBtail2abel,ifilha4'a||Éel]e 
moRarcha, em I282j e cáificduj 



i ' '\ 



^ •: 



V ii. y\'ji 



MAN 



MAN 



55 



Fqj seu filho, João Pares de Pina, a quem 
o rei D. FeroâBâo I^ de Portugal, deu a ai* 
caidaría de Gastello de Vide. É este o pre* 
genitor dos Pinas portngaezes. 

Os Pinas téem por aroQas : em campo de 
púrpura, um torreão de prata, com tecto de 
ouro, lavrado de negro, com portas e frestas, 
sobre um monte Terde ; elmo de t»rata, aber- 
to, e por timbre o torreão das armas. 

Outros membros da mesma família, vie- 
ram também do feino de Aragão, trazendo 
por chefe D. João Alves de Pina, que vein a 
80r grande valíd<y do nosso IX Joio L As ar- 
mas d'est6 ramo dos Pinas, são : em. campo 
de púrpura, banda de ouro, carregada de 
um leão, asa], ariuado de negro, lampássado 
de púrpura, entre dois pinheiros verdes, com 
raízes de prata e pinhas de ouro; elmo de 
prata aberto, e por tinbre, uma cabeça de 
Imío, de ouro, sahindo*ihe da boeca um ra- 
mo de pinheiro eoimo a4d escudo. 

Em um manuscrfpto da livrarjut antigia 
dos srs. marquezes (hoje duques) de Palmel- 
lá, se acham outras armas d'este appellido, 
formadas do modo seguinte ; em campo de 
púrpura, banda azul (contra as regras de ar- 
fliaría, que não permittem côr sobre côr, nem 
nétal sobra metal), filetada de oufo, carre- 
gada de um leão do mesmo^ lampassado de 
púrpura, emre dois pinheiros verdes, com 
raizes de prata 6 sem pinhas^. 

Ainda outros Pinas, trazem por armas : 
em campa áé prata, um pinheiro ^erde, ao* 
In^um coQlraohefe verde^ entre dois leões 
de púrpura, trepantes. 

Para as armas e família dos Paes, vide 
Mangualde de Anurára, 

Não vejo d'onde proeeda a palavra Jtfon»- 
<qêi»i a não ser de ^mmiptéte^ 
•Antigamente se dava o noqie de ngaço, a 
umas tiras de seda que se cosiam pela frecM^ 
6 f èeia||(uarda'dai alvas dosíiclerigos^. 

< €omaesta8tiba»eram[(|Qaâradas,!tambem 
«e Ihp dava o>n(Hne>4e>9Uúdra^ãr.' 



,11.1 



Kúi 



As inaiigai^> d^-etftíia alvas J^ra»^ ornadas 

com uns bocaes, a que chamavam tnaniqui*' 

ies, e a que hoje chamaríamos canhões. 

: AMa^' M<^íewápa de B^ Joio>'V,ísaiugava 

4»te' ar{iátoifsaH»rdQtal^'>.p0ía oluaésmo^ mi 



naandoia usar de regaços e maniquites,iism 
alvas das basílicas de Mafra e da patriarchaL 

MANSESOR — portuguez antigo — testa^ 
menteiro. 

BIANSIDADE-— portuguez antigo-Haansi- 
dão. 

MANSILLA — portuguez jtntigo •— (ainda 
hoje usado em algumas terras do reino)-^ 
azofff ague. Nem vos esgarwiseit com a moíi* 
silla dos vossos marteyros : bem tnostram se* 
tem iMsquinhos ; pois quámdo façam cilada, 
som de gram companha teudos. Carta d^ 
Santo António de Li sboa^ escrípta de Tolor 
sa, fi Gil Anões, capellão da infanta D. San» 
chaw 

Assigna-se o nosso popular Santo, fr. int 
íonio de la. Vera Crm. 

Para alguns dos leitores, que não compnh 
hendam aquelle perioáo da carta, dou a sua 
traducçãOy que vem a ser : « Não. vos descosa 
soleis com o flageilo e açoite doa vossos^ trah 
balhos e afflicç5es. Biles bem mostram- ser 
tímidos e cobardes; sendo certo que, quan- 
do accommettem acreatura, nunca vem des- 
acompanhados, mas sempre muitos.». 

D'aqui se collige ser pouco segura a úb- 
terpretação que Faria dá à palavra esgravi" 
sor. 

MANTEE e MANTÉM— portnguea antiga 
— lençóes, e também toalhas. 

MANTEIGAS-^^vilia, Beira Baixa, comar- 
ca de Gouveia, cabeça do concelho doaet 
nome, 42 kilometros da Guarda, 360 ao JE^ 
de Lisboa, 650* fogos, em duas fr«gu«ziaft 
(Sania Maria e S. P^dro ^ tendo a. 1/ 3QQ 
fogos e a.i.* 350:) 

Bispado e diatrkto administrativo da 
Guarda. 

Em 1757 tinha a freguezia.de Santa* Ma- 
na i60 fogosa a de S. Pedco 210. . . 
' O real padroado apnssentava os jriganos 
das duas freguezias, e tinha cada um 60iAO!fl9 
xéM-de côngrua e o pó d'altajr. 

.O-ootieellio de Manteiga^ é^ompo9U>^das 
duas freguoiias.da villa e.da da Sam^ii^^ >f 
' >:(V«en nomd praveiD»liiie da ofiima Qian« 
teiga: o iq^e^os: superiores qáe.S6>i^jii;ifML 
aqui desde renotaifintiguidada. . -n . wf 
*iTam>fabriiias deíeddoSíde toAw4i ^*it> ^r 
uEstá a-^Yí^ai ediAcad>.^i.em;íiUMiaifi|v^>nft 



56 



MâN 



esquerda do rio Zêzere, sobre o goal ha 
Ires pontes de pedra, que dão commuuiea- 
^ à villa. 

Chamam se ponte longa, ponte áo$ firadet 
e ponie dos amieiros. 

A i:500 metros de distancia, estão as 
«goas mineraes, jinlphureas, famosas em to- 
da o reino, ás quaes concorre muita gente 
de terras distantes, o que tem feito pros- 
perar esta viiia. 

Sào duas as nascentes doestas aguas. A 
primeira se chama Caldas Pequenas (por te- 
rem menor grau de calor) e a segunda Fon- 
te da Lapa. Ambas sao mineralisadas pelo 
gaz hydrogenio sulphurado, e só teem difie- 
rença no calor. 

Tem havido bastante desmazelio com es^ 
tas aguas thermaes, que seriam ainck mui- 
to mais concorridas e por consequência muí« 
lo mais se engrandeceria a villa, se tivesse 
lukvido mais cuidado no asseio d'ellas e na 
tommod idade dos banhistas. 

Mao sei porque razão estas aguas não fo- 
ram á exposição universal de Paris, de 1867. 
Pelo menos, não as vejo mencionadas no 
relatório. 

Manteigas é povoação anliquissima. Está 
arcada pelas alcantiladas montanhas da 
Estrella, não tendo ^enão uma sabida. 

O melhor edificio da villa é o dos ara. 
Portugaes. As ruas são estreitas, mas bem 
jealçadas. É cortada por alguns ribeiros, que 
•e despenham com fragor borrivcl em dias 
de tempestade, arrastaudo na sua corrente 
impetuosa enormes penedos gtanitieos» al- 
guns de mais de 60 toneladas, que por ve- 
zes teem arrazado parte da villa. 

Tem Uisericordia e hospital. 

É notável o poro d'este concelho pela pu- 
reza de seus costumes e pelos seus^ bons 
lãstínetos. 

Homens e mulheres usam gabão de capuz. 

A iustrueção primaria está aqui, ha mui- 
tos annos, bastante desenvolvida. 
' Na solnra da poru da egreja de Santa 
UàtiSL ha restos de uma inscripção latina, 
boje illegivel por lhe íalurem a maior par 
te das letras. Segundo a tradição, é uma la- 
pida mandada fazer pelo imperador 1*0- ' 



MAN 

mano Júlio Gesar, p^a eommemorar^ sua 
estada aqui, quando passou á frente das soas 
tropas, pelos annos 3954 {SO antes de Jesus 
Gbristo). 

D. Sancho I lhe deu foral, em 1188, mas 
Franklim não traz este foral. 

D. Manuel lhe deu foral novo, em Lisboa» 
a 4 de março de 1514. {Livro dos foraes no- 
vos da Beira, fl, 86 v. col, 1.*) 

Foi commendador . de Manteigas Saaobo 
de Mello e Sitva, desceâdente do célebre 
Oiod^ da Azambuja, grande valido dfi D. 
João II, do qual era muito estiolado, pelo 
seu valor e virtudes. 

Pouco distante da povoação existiu o tem- 
plo romano dedioado a Lucifero^ do qoal 
não ha o miaifao vestígio. Diz*S6 qoe d*es- 
te templo (da sua diviadade) prooede om 
dos antigos nomes da serra da Estrella. 

É Manteigas pátria de Fr. António da 
Expectação. Nasceu cm Iftõi, e falieeeu em 
17 de novembro de 1724. . 

Foi religioso carmelita descalço, e era 
doutissimo nas Sagradas Escripturas» q«# 
leu muitos annos. 

Gompoz excelleaies obras eepirituaes, das 
quaes se imprimiram sete tomos— três. da 
Estrella d* ^IvOy Santa Thereza; dois de Jo- 
sephina panegyrica; e outros dois de Exees^ 
cicios da Semana Santa, todos muito doutos» 
úteis e devotos. 

Esta povoação já existia no tempo doe 
romanos, do que, como vimos, ha vestígios, 
ãi&da que fiOHues. 

Não sabemos, porém, o nome que entM 
tinha, nem o que os arai>efl lhe deram 4e- 
pois. 

O qi;ie se sabe é que durante a dmnitta* 
ção agarenii era povoação de muita impor- 
tância, tendo seu Oilomde.^a emtr, a que oe 
nossos escriptores autigoa davam o tilialo 
dem*. i 

A 12 kUootetroe da villa está o plaeauno 
ou ouruto de AÍfatema^ amaior eleva(io da 



HÁN 



UAR 



57 



Serra da Estrella , do qual se conta a len- 
da segninte : 

Quando os mouros foram d^aqni expul- 
sos, não poderam levar as snas grandes ri- 
quezas ; peio que as esconderam em sitio 
inaceessivel, ou peb menos por elies ass^im 
Julgado. Pozeramlhe guardas fncantadaSj 
que eram formosas mouras. 

Por esses tempos, o rei mouro de Mantei- 
gas, tinha uma fllba chamada Fatma^ ex- 
cessivamente belia e a quem enternecida- 
mente amava. 

Os christaos das visínhanças faziam todas 
as diligencias para lhe conquistarem os es- 
tados, capti varem a filha e apoderarem -sè 
das riquezas. O rei fezse forte na sua villa; 
mas atacado por grande nnmero de cfaris- 
(aos, teve de fngir pelas mais occnltas ve- 
redas da serra, levando a sua filha e o res- 
to dos seus thesonros, que ainda não tinha 
escondido. 

Quando chegou a noite, tinha Fátima des- 
fallecido de cansaço ; mas na sua frente se 
abre um formono caminho, calçado de pe- 
dras finas, e no fim uma luz que o illumi- 
nava todo. 

Pd para os mouros um signal de salva- 
ção, e o rei, a filha e o seu séquito, reani- 
mados pela esperança de salvação que se 
lhes antolhava, seguem o caminho, que os 
Jeva a um magnifico palácio, onde tudo era 
de tal esplendor, que o próprio rei ficou 
deslumbrado. * 

O que se passou n'est6 palácio de fadas, 
ninguém jamais o soube; ilias» no dia se- 
ffuiote, desceram da serra uns pastores que 
ninguém conhecia, e que se demoraram al- 
gum tempo nò paiz, fazendo ao Ctiruta de 
Alfatema (nome que elles deram ao cabeço) 
repetidas visitas ; e por fim desaj^pareceram 
sem que mais d'elles houvesse noticia. 

Bram Os mouros, desfarçadot enl pasto- 
res» e por eiles se «abe, que uma fada, mlif- 
drínha dtí Fátima, a guanlára no seu pakr 
cio encantado^ até á- volta ^os noucos^ a Por- 
tugal. 

Niíjguem por aqeelles sitios duvidava 
dTestAs faoto% i]ue aeaipre;'Be conservàrtim 
na Doemoria 4o pova; e o que deti toaift vfi- 
808 ainda de verdade a este conta.ila» MU 



ê tona noites, foi (continua a lenda) que 
d'ahi a muitos annos, passando pelo Cura- 
to de Alfatema, em uma madrugada de S» 
João Baptista, uma pobre mulher, se seni« 
tou alli para descançar, e comer um boca- 
do de pão que trazia. Viu então a seu lado 
um grande estendal de figos séccos. Encheu 
d'ellcs uma cesta que levava, e partiu. Che* 
ga a casa ; mas qual foi o seu pasmo, quan- 
do, descobrindo a cesta, em vez de figos, 
acha brilhantes e grandes moedas de ourot 
Julga se rica ; mas a pobre que momen- 
tos antes, se julgava feliz por ter pão para 
matar a fome» não se contenta com uma eea- 
ta de moedas de ouro, e quer ser riquíssi- 
ma. Torna ao Curuto ; mas ah 1—0 sol dou- 
rava os píncaros da serra, e o encanto ti^ 
nhase quebrado, e os figos desapparecidOa 
Ouviu então uma voz que lhe dizia : 

Era teu tudo o que viste ; 
Agora tornaste em vão !* 
Não passes mais n'este sitio 
Na manhan do S. João. 
Não te perdeu a pobreza, 
* Pôde matar-te a ambição. 

A mulher viu- se obrigada a conientar-se 
com o que já tiúha, e com elle comprou 
propriedades, e passou feliz o resto dos seus 
dias; mas só passados muitos annos é que 
declarou a origem da sua riqueza. 

Esta bonita lenda, ainda hoje é contada 
pelas velhas da Beira Baixa, ás suas neta», 
nas longas noites de inverno, emquanto ellaa 
^im o seu linho ou a sua lan, sentadas em 
redor da patriarchal fogueira. 

MANZfiDO-vide Mazêdo. 

MAR— freguezia, Minho^ comarca de Bar- 
eellos, concelho de Espózende, 30 kilome- 
tros a O. de Braga, 35 ao N. do Porto,- 3 W 
ao N. de Lisboa, 70 fogos. 

Em 1757 tinha 30 fogos. 

Orago S. Bartholomeu; apostolo* 

Arcebispado e districto administrafivo.dd 
Braga. 

O D. abbade, be&edietíno, do mosteiro d^ 
Palme, apreseouva o vigário, que tinhf 
154^600 réis de côngrua e o pé d*aitar. < 



5$ 



MAR 



MàR 



Hotive aqui um antigo mosteiro de mon* 
fea benedictinos, qne em 1950 se unia ao 
moaleiro de Palme, da mesma Ordem, do 
qual ficou sendo vigaríaria. 

Faz- se aqui uma grande romaria, a 24 de 
agosto (dia do padroeiro da freguezia) ha« 
vendo então uma grande feira, qne dura 3 
dias. 

N'esta freguezia nasceu, em 25 de }ulho 
de i806, o sr. António Rodrigues Sam- 
paio, aoiual ministro do reino, firam seus 
pães António de Sampaio e Maria de Amo- 
rim, layradores, d*esta freguezia. 

Estudou primeiras lettras com um cléri- 
go, da freguezia de Bellinho, e grammatica 
latina com outro clérigo, da freguezia das 
Mkrinbas. 

Fez exame dé latim, no mosteiro de rdi* 
giosos earmelitas, de Vianna do Minho, e 
tomou ordens menores, em 1821. 

No mesmo convento do Carmo estudou 
theologia e outras disciplinas ecclesiasticas, 
nos annos de 1823, 1824 e 1825» 

Obteve licença do arcebispo de Braga, pa- 
ra pregar, e chegou a fazer cinco sermões. 
Foi mestre de primeiras lettras e latim na 
sua freguezia. 

No l."" de novembro de 1828, foi preso 
por liberal (por uma escolta do regimento 
4íe infanteria n.» 22) e conduzido ae alj^e 
(prisão ecclesiastica) da cidade do Porto. 

Fez a sua jusiiflcação, como realista, *e' foi 
^olto em 21 de abril de 1831. 

Sahindo da prisSo, foi para Barcellos, es- 
tudar direito com o dr. Tinoco. ^ 

O sr. Sampaio tencionava desde a sua Ju- 
ventude dedicar se â vida ecelesiastica (quiz 
mesmo ser frade earmeliu) mas, desembar- 
eando o sr. D. Pedro nas praias de Arenosa 
é$ Pampeilido, em 8 de julho de 1832, o sr. 
Sampaio, abandonando para sempre a vida 
ecelesiastica, foi apresentar-se no Porto, ao 
exercito liberal, e f^zas campanhas de 1832 
a* 1634. 

Terminada a guerra civil, foi despachado 
llliania da alfândega do Porto, e coliaborou 
fOÊ alguns annos no periodice republicana 
Vedeta ia Uherdade, 

Depois da revolta triumpbante, de 9 de 



setembro de 1836, foi nomeado por Mauniel 
da Silva Passos (que, como seu irmão José^ 
foram sempre amigos e protectores do sr. 
Sampaio) secretario geral do governo eivil 
de Bragança ; onde casou com uma avalio* 
ra, viúva do infeliz capitão João de Ajuo- 
rim. (Esta senhora morreu em Lisboa, em 
1844.) 

Sendo secretario geral de Bragança, foi 
promovido a administrador geral (titalo qna 
então se dava aos governadores civis) áo 
districto de Castelio Branco, sendo mioistro 
o sr. JuIio Gomes da Silva Sanches. 

Foi demittído pelo ministro Rodrigo da 
Fonseca Magalhães. 

Veio para Lisboa, entrando para a redac- 
ção do Jornal, a Revolução de Setembro, qoa 
José Estevão Coelho de Magalhães harâ 
fundado. Era enlão um dos mais bem redi- 
gidos periódicos de Portugal, salvas as soas 
opiniões avançadissímas. 

Foi eleito deputado, por vários círculo^ 
em 1851, e tomou assento na camará ; mas 
não acabou o quadriénio, por que estas tâ- 
maras foram dissolvidas logo em 1852. 

Na dictadura Saldanha (1870) foi o sr. 
Sampaio feito ministro e secretario de es- 
do dos negocias do reino, tendo por coite- 
ga?, os srs. duque de Saldanha, presidenle 
do concelho de ministros e ministro da 
guerra e estrangeiros — José Dias Ferreira, 
fazehda-(-conde de Peniche (feito n'es8e an- 
uo marquez de Angeja) obras publicas — e 
D. António da Gosta (sobrinho de Saldanha) 
instrucção publica. 

E' o ministério chamado dos cem dias^ por 
ter durado desde 19 de maio até 29 de agos- 
to de 1870, sendo demittido n'estedia e subs- 
tituído pelo ministério Sá da Bandeira, 

Bm 1871, tendo cabido o anteoedehte mi- 
nistério, é formado o actual, presidido pe» 
lo sr. António Maria de Fontes Pereira de 
Mello, e no mesmo miaistwio.entrai como 
ministro do reino, o sr. António Bibdrigues 
Sampaio, em cujo altc» emprego ainda se 
conserva hoje (janeiro de 1875). 

Dá*seA esta firoffiiezia a^denomina^ da 
8. Banholokneu do Mar, por fioar proiima 
da 08ila« 



MÂR 



MAR 



&9 



Mar é palavra árabe, oonupçao da toz 
syiiaea moro, que signlftea Santo, Divino, 
Senhor, Deus. 

Corresponde ao latino Dtot». Os ohristSos 
syriaeos e maronitas dão o titolo de moro 
a^s sens bispos. 

' Os jttdeas davam o titnlo de mar aos dou- 
tores da lei mosatca, qae viviam fora da 
Terra Santa (Palestina on Syría). 

Emquanto Mar Abraham andava n'e$8as 
peregrinações. Mar M^eph vivia pacifico no 
Bispado, (Jornada do arcebispo de Gôa, D. 
Fr. Aleixo de Menezes à serra de Malabar, 
Liv. I, cap. 3.^ pag. 8.) 

MARANHÃO — freguezia, Alemtejo, eo- 
ikiarea da Fronttíra, concelho de Aviz, 54 
kilometros de Évora, 135 ao SE. de Lisboa, 
45 fogos. 
' Sm i757 tinha 33 fogos. 

Orago S. Domingos. 
' Arcebispado de Évora, districto adminis- 
trativo de Portalegre. 

O tribanal da mesa da consciência apre- 
sentava o capellão, curado, qae tinha i50 
alqueiteá de trigo e 190 de cevada. 

MARÃO— notável cordilheira ' ao O. da 
província de Tras-os-Montes, e a E. da pro- 
yineh do Ifinho, qae, com diversas deno- 
minaçSes, se estende, desde o rk) Douro alé 
á Galliza. 

Do pinearo de Monchlqae (a 2:300 me- 
tros de altura sobre o nivel do mar) se avis- 
tam muitas léguas de terreno. 

Chegando ao Douro, lança alguns braços 
eomo o áaíTeixetra e EntrUho. 
' ' £ cortada pelo rio Dduro, e depois conti- 
nua ao S,, na Beira Alta, estendendo-se por 
ella, com diversos nomes, até se unir à ser- 
ra da Estrella. 

Na serra de Ehtrilho ha um grande pe- 
nedo, que, segundo alguns, se move e sôa, 
*áo lúÁtí leve impulso ou toque que se lhe 
dê. Talvez seja uma an/a drufdlca (celta) a 
que os frahcézes chamam penedo osóillante. 

Ha ná serra do Mário e suas ramiflcaçòes 
^imitis nrfnas de ferro, que antigiamente fo- 
'tam objecto de jgrande lavra; minas de car- 
'^, que se nlo exploram-^r fofta de vvas 
'^ê& coottmunlca(^o, e pela l^uà grande úlé- 
tancia dos i^iiòfpaes centros de IndiísMa; 



grande abundância de carbonato de cal (pe- 
dra oalearea) — minas de cobre, de esunho 
e de chumba 

Andam em exploração as da PortéUa da 
Qaíva e do Ramalhoso, que são proprieda- 
de da Companhia portugu/eza de mineraçSo, 

Estanceiam n*esta8 serras varias povoa- 
çOes, que v|o mencionadas no logar compe- 
tente. 

Marão é nome próprio de homem, romã* 
no. Ignora-se, porém, se algum individuo 
assim chamado deu o seu nome a esta oor* 
dilheira. 

(Vide Âmarmiie^ Campean^ Gabiara o 
Qerez,) 

MARATECA -— freguezia, Extremadura» 
(mas ao S. do Tejo) unida actualmente á 
freguezia de S. Pedro, da viila de Palmeila» 
na comarea e concelho de Setúbal, 45 kilo- 
metros ao SE. de Lisboa, a cujo patriar* 
cbado e districto administrativo pertence. 

Quando era freguesia independente, tinha 
por orage S. Pedro, apostolo. 

A mesa da eonseienoia apresentava o on^ 
ra, que tiidia 180 alqueires de trigo, 30 al- 
queires de cevada e 10^000 réis cm di- 
nheiro. 

É povoado antiquíssima e a Màlcéea doe 
romanos. 

Por aqui passava uma das vias militares 
romanas, que de Lisbea se dirigiam a Me- 
rida, entio capital da Lusitânia. (Vide Uv- 
nerario de Antonino.J 

Ê terra multo fértil, M^etudo em ce^ 
reáes. 

Está fundada próximo do rio do seu no»- 
me, que, com 35 kilometros de curso» en- 
tra na direita do Sado. 

MARA VroiÍDAS--^portugue antigo (tam- 
bém se dizia — maravidiádigas e morabitêna^ 
deu)— ^ davam qualquer doestes nomes a um 
maravidi, maraMil, maravidim ou morar 
bitinoy que era tudo a mesma moeda— quan- 
do era formado pòr tantos dinheiros quai>- 
tos bastassem para fazer o valor de um ma- 
ravidim, que valia 10 dinheiros. 

Hm dinheiro vatla 40. réis da antiga moe- 
da portugueza. • 

(Vide Canibres, Rio de Moinhos deSatio» 
Satam e Valdigem.) 



60 



MAR 



MAB 



e manÊ9ééMéã a mêê^ mtéíásí 4t 
ttM4a am Portoipí, t aíiuU o 

MlBATlà, MARAYnnH, MABAHIDIO 
e HIMUnTDIO— fwrtiii^iez astigc»— adcíga 
fliM><^ pt^rtuga*'!^ eooD qn^lqner d'dqiielks 
MMM». Si^fnodo o padre Mamoa (L* dê 
ftmâer. et mnmuÊr^ eap. tè)ii tn. ambe- 
dda DO tempr^ dM godos. 

É boje úifRcílítao — senão ímposflTel r- 
dar a exacta eljuiología dVata palavra. Di- 
tem qúfí o féhhre areli«?ologo Bocharto^ ver- 
iidíatiiDo uai llogoaa oríeotaei^' morreu de 
aiDa apoplfoiia, quando mak embetódo ea- 
taira oa índagaçio d'este nome. 

Sabe ie eom ct-rteia que os marabetvM^ 
eram pi>vos da Arabh, da seita de Aly, gen- 
ro d«; Maíoma, oppostos á seita de Ornar. 

Passaram para a Africa, em eompaobia 
de Abu laaar, faodador da stu seita. Da 
Africa passaram At H^spaohaa» com Gíb-al - 
Tarife, em 713, e df^pois da sanguiuoleota e 
Ciial batalba de Ouadalcte, que dnroa 8 
dias, e oa qual D. Rudrigo, ultimo rei go- 
do, foi derrotado com todo o seu exercito, e 
os mouros occuparam a PeDÍD»ula. Esta ba- 
talha t<{Vu logai' Já DO anoo 714. 

Om marabetim, que, coroo já disse, eram 
mahometaooit» proítísi^avam as scieueias e as 
virtudes moraes, coroo os pbllasopbos da 
g«'nUlidade. Ainda lioje existe esta seita em 
Argt^l, Tunes e Tripoli. Dá-se-lhes actual- 
mente o nome de marabútoê. 

Pareoe pois que nio tem razão o padre 
Mariana, e que o maravidim é moeda ára- 
be, introduzida nas Hespanhas desde a in- 
Yaidu mourisca* 

Alguns escriptores pretendem que a pa- 
lavra vem do mauro (moro) òu^in^-palavras 
liranoezas, que significam «-(/Mpojo de mou- 
ro* (Mauret^m, ííu Uairanorum spolia.) 

VU(.'rbo diz quo ^p mqr^etins^ só vieram 
i Poninsttia. em iQ85, chamados pelo rei 
mouro de Suvilha, para o ajudarem na guer- 
ra contra D. AfTonso VI,.pae da no9sa rai- 
nha D. Thereza, mulher do conde D. Hen- 
rique. 




O paiR Bise» íBe^ S^pr» <"■- ^ 
aaic» ét UM aio ae acfa < 
oba ^jeamaáo algum ^ne faile 
vídis ; nas eaCSBa-ae. Ha 
ieiu á egrc)a e noateiro de SaMoAadié 
Sózéilo, DO anno 870, e q 
toría do mosteiro de Alpesdnrada, ae li 
Et pú isíum pladltim exeeiterit^ panei 
te de quis isto piãdto ebserwtBerU X 
de X norabidíDOSi et judicmts. 

O sr. h P. Ribeiro diz qoe o domoifnUa 
de que Viterbo copia o período antecedes- 
te, nao diz mmabidmo, mas sim mddio (qiiB 
era nma medida e uma moed& d*aqiieQe 
tempo.) Como nao pos^ito copia da lai 
ção, exponho as diversas opiniões, sem ai 
tarar a minha. 

Como o módio, o maravidim nio teve o 
mesmo valorem todas as épocas eem todas 
as terras. 

Cavarmvias, diz que eram utMs moedí- 
nkas de cobre, tão miúdas que só valiam dm» 
brancas, ou seis caroadês, ou XO dinkeirisàOÊ 
(que fazem hoje 4 réis portogaezes.) . 

Já sé yé que o maravedim nao podi2 ser 
nma moeda de cobre muito miúda: maílo 
mais, sabendo nós qae no principio da mo- 
narchia portugueza— e ulvez antes— havia 
maravidís de ouro, que hoje valeriam mais 
de 600 réis. 

D. Afifonso Henriques mandou cunhar 
d*este8 maravidis, por, isso chamados 4iífimr 
sis. 

Entre os dooumeintos do mos- 
teiro de SaUédas, se achava o 
testamento de D. Uecia Rodri- 
gues (de 1258) do qual constava 
que, entre outras muitas couaas 
que deixou âquelle mosteiro, lhe 
dá também certo mimero djemo- 
ravedis alfonsis. 

D. Sancho l^ pouco tempo depois de sa« 
bir ao throno» fez lavrar maravidis deouto, 
com o peso de 500 réis. Eetes maravedins 
(chamados novos) tinham de um lado a ima- 
gem do rei, a cavallo e com a espadaria ma^ 
e o nome do rei na orla; e do outro, o es- 
cude real das cinco qnipas, com 4,estrel^s 
nos vãos e em re^or, as palavras In Nomi^ 
ne Patris, et Fim et SpirUus Sanctu 



J 



um 



MAR 



61, 



No tempo d'este soberano havia 
maravedis mouriscas, alfonsis e 
novos. 

Os primeiros eram do tama- 
nho dos nossos acinaes tostões» 
mas muito mais delgados. Ti- 
nham de um lado o nome de 
Deus» com alinim dos .«eus attri- 
batos, e do outro o nome do rei 
do paiz onde jeram cunhados. 

Os tnaravidins novos, que, 

como já disse, eram de ouro, U- 

nham 76 grãos de peso, e 60 

faziam um marco. 

No reinado de D. Manuel, todos os mora- 

i>edins vellios foram reduzidos a 27 réis da 

moeda de então. 

Longe me levaria ainda esta matéria, e, 
l^ira nao cangar o leitor, remetto os curio- 
sos que desejarem pleno conhecimento d*el- 
la, para o Elucidário de Viterbo, pag. 77 e 
seguintes. 

MARGAS -— portuguez antigo ~ nome de 
mulher, eorrespoodente ao masculino Mar- 
cos, Qa séculos que este nome se não usa. 
MARCXIRAS — portuguez antigo >- certa 
pensão ou tributo que se pagava ao rei, no 
i.<» de março. Eram 41140 réis. 

Eram obrigados a este fôro^ os morado- 
X6S de Chaves, os da Montanha de Monte- 
•Negros, 6 os qua lavravam nos reguengos e 
4erras foreiras, que pagavam maravedins. 

Segundo o foral que o rei D.. Manuel deu 
à viUa de Chaves, em 4514, estas marceiras 
^am pelos 100 maravedins que se pagavam 
4e colheita (aposentadoria) na dita villa. 

MARCHA ou MARGA *- portuguez antigo 
— o mesmo que marco — ^moeda. 

MARCO— portuguez antigo — capacidade, 
ipra^ peso, talento, etc. 

Os officios se devem dar a cada hum, ^e* 
gmào o niarco qiuf ^^m. (Doe. do século X.V.) 
. MARCO D£ CANAVEZES- denominação 
Jogai e ^taal do antigo ^ coQceDko.de Cana- 
vezes, desde que mudou ;a» sua sede d'ec(U 
viUa p%r^ a povoação 4o Marco, que peçien- 
i)e á.fregaezia de f^m^MS, e & Nicolau. 
^ vÉ também eabeça de coourea. 

É na província do Douro^ bispado e dia- 
lecto ajÂminlstrativo do Poi:to, d'Qnde disu 



48 kilometros ao NE., 323 ao N. de Lisboa; 
na villa 60 fogos, e em toda a freguezia 
Í60. 

O orago da parochia é Santa Marinha e 
S. Nicolau. 

Faz-se aqui todos os mezes uma grande 
feira de gado bovino. 

Antes da creaçào d'este comarca, em 1852| 
pertencia ao concelho e comarca de Soa- 
Ihaes. 

Comprehende este concelho as 34 fregua- 
zias seguintes: Aliviada, Alpendurada, Ariz, 
Avessadas, Banho (ou Santa Eulália), Car- 
valhosa, Constance^ Pavões, Folhada, For- 
nos, Freixo, Magrélios, Maohuni^llos, Mat- 
tos, Mauréiles, Paços de Gaidlo, Paredes de 
Viadores, Penha Longa, Rio de Galliohas, 
Rozem, Sande, Santo Isidoro d:; Riba Tâme- 
ga, S. Lourenço do Douro, S. Nicolau, Soa- 
Ihàes, S<)bre-Tamega (Canavezes), Taboado, 
Thuias, Toutosa, Torrão, Várzea do Douro, 
Várzea da Ovelha, Villa Bôa do Bispo e Vil- 
la Bôa de Quires. 

Todas com 6:400 fogos. A comarca é for- 
mada só do julgado do Marco. 

As freguezias do Banho, Carvalhosa, Ton? 
tosa e Santo Isidoro de Riba- Tâmega, são no 
arcebispado de Braga; todas as mais são no 
bispado do Porto. 

(Vide Fomos e S. Nicolau, e Canavezes.) 

O concelho de Marco de Canavezes é mui- 
to fértil ein toda a qualidade de fructos do 
paiZi.e segundo dados officiaes, produz an- 
nualmente oito a dez mil pipas de vinho 
verde, de muito boa qualidade. 

O Marco, fica a 2 kilometros ao S. da villa 
de Canavezes. 

O nome d*esta povoaç^ provem de um 
pequeno marco de pedra que está no inte- 
rior do logar, junto á casa dos paços do con- 
celho, e que servia para demarcar os limi- 
tes das três freguezias de Fornos,.S. Nicolau 
de Cani^veaes e Thuias. 

Na casa da. camará, estão reunidas todas 
as repartições publicas d^o concelho, camarf 
municipal o tribunal judicial. Tem uma es- 
cola para o ensino primário do sexo nuisca- 
iint, eonstruida eom o donativo do condo de 
Ferreira; tem . também uma escola para o 
$fi^o femininQ^ creada eqa 1865. 



• , II ! 



63 



MâR 



MAR 



Tem feira nos dias 3 e.l5 de cada mes, 
mnito coneorrida e a mais importante talvez 
do districto em gado bovino. 

O Marco está assente no alto de uma pe- 
quena eminência, da qual se descobre um 
formoso e variado panorama de valles, en- 
costas e colUnas agricultadas e arborisadas, 
montes vestidos de mattos e arvoredos, e no 
horisonte as serras do Marlo, Abobreira, 
Gralheira, Grasto e outras menos importan- 
tes. 

A população do concelho vive dispersa 
pelos campos, pelos valles, encostas, montes 
6 nas vertentes das serras, em casaes de la- 
voura,' ou habitações particulares, ou agru- 
pada em pequenas povoações, no meio das 
quaes destacam, por enire espessos arvore- 
dos e densas massas de verdura, as suas 
egrejas e campanários, todos caiados de bran- 
co, o que dá ao todo do quadro um effeito 
encantador. 

No Marco crusam as estradas dt Casaes 
Novos á Régua, actualmente em construcçao, 
e a de Amarante á Fóz do Tâmega, igual- 
mente em construcçao. Passa-lhe ao lado a 
tia férrea do Porto á Regoa com estação a 
1 kilometro de distancia^ 

A ponte da via férrea sobre o rio Tâmega 
será, depois de concluída, uma das mais no- 
táveis do reino. 

É formada de quatro pilares de cantaria, 
sobra os quaes assenta o vigamento todo de 
íètro, da grossura de 8 metros no sentido 
da altura. Tem de comprimento de uma a 
outra margem do rio 284-40, e de altura 
máxima 56 metros. 

A 1 para 2 kilometros do Marco, estáo os 
conhecidos penedos de Aliviada, ou AlViada, 
debaixo dos quaes o rio da Ovelha se mette 
e esconde inteiramente á vista, para tornar 
a apparecer a uns 200 metros mais abaixo. 

Cré o vulgo supersticioso que debaixo 
d'estes sombrios penedos se acoitam os de* 
monios, 6 referem a esse respeito contos e 
lendas que deram origem a um soláo, que 
aúda transcripto nos romanceiros e cancio- 
neiros nacioDaes. 

Este concelho data de i852, e compõe-se 
dos antigos e extínctos concelhos de Soalhãeá, 
Riba-Tamega, Bemviver e parte dos extia* 



ctos concelhos de Gouvéa, Santa Cruz de 
Riba-Tamega e Porto Carreiro, e dos coutas 
de Thuias, Taboado e parte do de Travanea. 

O solo é fértil, productivo e abundante de 
exeellentes aguas. As príncipaes producções 
são milho, centeio, feijão e linho, muito e 
muito bom vinho verde, excellente azeita» 
castanha e nozes. Produz variadas e exeel- 
lentes fructas, principalmente melões e pe- 
cegos, que são do» melhores do reino. 

Abunda em gados, principalmente suíno» 
que é excellente ; o bovino, ou se emprega 
nos trabalhos da lavoura, ou se cria para a 
exportação. 

Ha também creação de sirgo, cuja seda 
é de primeira qualidade e tem sido premia- 
da nas exposições. 

Nos rios e regatos, que todos regam, ou 
moem, ha abundante pesca, principalmente 
nos rios Ovelha e Tâmega, no ultimo doa 
quaes se pescam junto á sua Fóz, em Entre 
Ambos os Rios, exeellentes sáveis e lam- 
preias. 

O concelho do Marco de Ganavezes confi- 
na com os concelhos de Penafiel, Amarante 
e Baião, e pelo S. com o rio Douro. 

Noticia de algumas das freguezias do coit- 
celho do Marco de Canavezes, 

S, Nicolau — está n'esta ftreguezía a alber- 
garia, fundada e dotada pela rainha D. Má«- 
falda, de que não dou particular noticia por 
d'eila se ter fallado já, no Diccionario, nàpsL^ 
ISLVTk-^Canavezes. 

A egreja doesta freguesia é também fun- 
dação da rainha D. Mafalda. Está igualmente 
n'esta freguezia a quinta dos Pessoas, que fo- 
ram administradoires da albergaria 

Santa Maria da Sobre Tâmega (da vfila da 
Ganavezeà)^a egreja d'esta freguezia e a 
ponte sobre o rio Tâmega, são fundação da 
rainha D. Mafalda; a ponte, porém, foi oon- 
duida e acabada no rehiado de el-^réi D. Di- 
niz, com o legado que em.seutestamento- 
deixon para esta obra D. Ylcânte-, 27.'' liis- 
po do Porto, come traz D. Ròdrtgo da Cii^ 
nha. {Catalogo dos bispos ád Porto; part. 2.% 
cap. 13, pag; 74.) 

A industria dos habitantes dà roa dò Ga'^ 



' 



líÂR 



HAR 



63 



nàveses, d'69ta fregaezia, é o fabrico ào pão 
de trigo, qne se consome em grande parte 
do coDceiho, e qae é exportado também para 
Penafiel. 

Estão n'e3ta freguesia as caldas de Gana- 
Tezes, maito efficazes nas moléstias cutâ- 
neas, rfaeumatismos agados e outras enfer* 
midades. 

Próximo ás caldas, n*am monte chamado 
Monte das Campas, apparecem sepalmras 
abertas em rocha viva, e que dizem terem 
sido dos mouros. 

Na rua da villa de Canavezes, fez assento 
D. Pedro I, nas guerras que moveu, a seu 
pae, D. AfToaso lY, depois da morte de D. 
Ighez de Castro. Foi aqui que se trataram e 
frustaram as pazes entre os dois prindpes 
bellígerantes, estando D. AffonsoiV em Guii 
marães. 

S. André de Vittaboa de Quires^esfàyh 
n*esta freguezía o antigo e nobre solar da fa- 
mília do appellido Porto Carreiro, da qual 
descendem muitas famílias illustres de HeS' 
panha e Portugal, no numero das qaaes aeha* 
mos a actuai ex-unperatriz dos francezes, 
viuva de Napoleão III. 

O representante directo d'este solar e fa* 
milia, é actualmente João Pizarro da Cunha 
Parto Carreiro, senhor da caaa da Bandeiri- 
nha, no Porto. 

PTesta freguezia, estão também as obras 
db palácio dos Albuquerques, qàe ficou por 
oonclnir. fira uma obra grandiosa, da qasà 
só chegou a conqtruirse parte d» pano da 
fachada do edificio O sr. Teixeira deVas* 
concellos falia doeste palácio, na soa obral>< 
Contemporaita» 

Santa Eídalia de Çoiutonev-^aqui esteve 
a quinta e paço de ScuteUo, que foi da rai- 
I^. Mafelda, fundadora da albergaria e ponte 
de^Canavezes^ 

Está também n'esta freguezia a casa de 
Qointán, da illustres família doi Magalhães^ 
cujo sola^ é a torre e yincolo de Villa Cova 
da Lixa. 

- A sua genealogia é a seguinte: 
« Buy de Magallâes> filho de João de Maga*- 
Ihies^ i.^ senhoV da vllia da Barca e.tenraa 



de Naverga, e de ' sua mulher D. Isabel de 
Sonsa e Vasconcellos, fílba de Ruy Vaz de 
Vasconceilis Ribeiro, senhor de Figueiró e 
Pedrógão, e de sua mulher D. Violante de 
Sousa, filha de D. Lopes Dias de Sousa, mes- 
tre da ordem de Christo, teve por filho a 

João de Magalhães e Henezes, que casou 
com D. Maria de Basto, filha de Gonçalo de 
Basto, e teve por filho a 

António de Magalhães, que casou com D. 
Genebra Teixeira, e teve por filho a 

Fernando de Magalhães Teixeira, fidalgo 
da casa real e pavalleiro da ordem de Chris- 
to, que casou com D Antónia de Almeida, 
filha e herdeira de Pedro Tinoco Monteiro 
de Almeida e de sua mulher Violante Fer- 
raz, senhora da quinta do Covo, e teve por 
filho a 

António de Magalhães e Menezes, fidalgo 
da casa real, commendador da ordem de 
Christo, que casou com D. Hyerohima Pei- 
xoto de Alvim, filha de Gonçalo Vaz Peixoto, 
e tevê pdr filho a 

Gaspar de Magalhães e Menezes, fidalgo da 
casa real, catalieiro da ordem de Christo, 
que casou com D. Cathanna da Afibnseca 
Barbosa, e teve por filho a 

Thomé de Magalhães e Menezes, fidalgo da 
casa real, que casou com D. Margarida da 
Costa e Sousa, filha de Agostinho da Costsi 
e de sua mulher D. Maria Coelho de Sousa» 
e teve por filho a 

António de Magalhães e Menezes, fidalgb 
da casa real, isasou com D. Joanna de Mellp» 
fidha ãò Francisctí de Lemos Ribeiro, e eomd 
não teve filhos succedeu lhe na casa seu ilr* 
mão, João de Magathães d Menezes, fidalgo 
da casa reai^ que casou com D. Angélica 
Theresa de Abreu Barbosa Brito de Vascod* 
ceiios^ fllhá 4e Pedro de Abreu de Váscon- 
oeUos e desuai mnlber D^Sinkoa Barbosa de 
Faria, e teve por filho a 

Antòeio ' de Magalhães e Blènefles, fidalgo 
da casa real, oasou com D. Maria Thotnaizia 
Ptato de Mesquita de Magalhães, fiUia de José 
Aotonio Pinto de Magalhães e de sua mulher 
D. Maria de São OonçalGi Pinto de Mesqtita, 
ei teVe por filho a' 

Jayme de Magalhães e Menezes, fidalgo da 
I casa realy casou com D. Anna Rita de QmAr 



64 



MÂR 



MAR 



roz 6 Lencastre, iliba de D. Aotonio^deLen- 
cAstre e Gamanho, e de sua malher D. Mar- 
garida de Lencastre; teve por filha uniea e 
herdeira a 

D. Maria José de Magalhães e Menezes Len- 
castre, que casoa com seú tio paterno, Joa- 
quim de Magalhães e Menezes, fidalgo da casa 
r«al, eiteve por filho a 

António de Magalhães e Menezes Lencas- 
tre, barão da Torre de ViUa- Cova da Lixa, 
!ictual suceessor. 

S. Romão de Carvalhosa — aqai estava a an- 
tiga quinta e paço da Carvalhosa, dos senho- 
res d'este appelUdo. 

S. Martinho dâ Aliviada-— hn n'esta fregae- 
zia a casa de S. Martinho da antiga e iiias- 
tre família do appellido de Cunhas. 

Santo André de Várzea da Ovelha--o tem- 
plo d'esta freguezia é antigo. 

Ha n'esta freguezia a casa do Cabo, da fa- 
miUa Pereira, cujo representante actual, é o 
barão de Leiria, que foi casado, com a baro- 
neza de Leiria, filha e herdeira do tenente? 
general, visconde de Leiria. 

S. João da Talhada-^B, n*6sta freguezia 
jazigos de enxofre que ainda não foram ex- 
plorados. 

Aqui estava a antiga quinta, casa e torre 
do Vinhal, solar muito nobre da lámilia do 
appellido de Vinhal, da qual descendem fa- 
mílias muito illustreside Portugal e Hespa- 
nha. 

D*aqui descendiam em Portugal os Águia* 
res, e em Hespanha, os Agnilares e os Cor- 
dovas, no numero dos quaes adiamos Geur 
calo Fernandes de Córdova y Aguilar, oo^ 
nhecido em Hespanha pelo nome de Gran 
Capitan. 

Foi senhor d'esta torre e quinta,; Gonçalo 
Gil da. Veiga, casado com Guiomar Mendes 
de Vascottcelios, da qual procedem ors noor* 
gados de Pontellas. 

Gonçalo Gil da Veiga era senhor do eon* 
celho de Gouvéa, e vendeu o senhorio d*dle 
abs Sonsas Ciiichorros, qáe dèt>ob o pqsáui- 



A ttltima suecessora e representafite do 
solar do Vinhal, foi Branca Annes do Vinhal, 
que por não ter suecessão, o deixou a seu 
primo D. João Martins de Soalhães, senhor 
dos solares de Villa Pouca e Torre de Cadi- 
mes, em Soalhães, senhor dopadroado das 
egrejas de Soalhães e Santa Cruz de Riba 
Douro fí bispo de Lisboa. 

Em 1304; vinculou D. João Martins de Soa- 
lhães a quinta e torre do Vinhal, e reuniu este 
vinculo aos seus vínculos de Soalhães, dos 
quaes nomeou administrador a sen filho na* 
tural, Vasco Annes de Soalhães, legitimado 
por el rei D. Diniz, aos 18 de janeiro de 
1308. 

O ultimo administrador d'este vinculo, foi 
D. Affonso de Vasconct^llos, 1."* conde de P6* 
nella, descendente de Vasco Annes. 

Em 1504, obteve D. AfTonso de Vaseonoel* 
los, provisão de el-rei D. Manuel, para ven- 
der as terras d'estes vínculos, e comprar oa- 
tras no termo de Lisboa. 

Por virtude d*esta provisão, vendeu o dito 
D. Affonso de Vasconcellos os vincuios éo 
Vinhal e Soalhães a seus primos Francisco 
Annes de €ampos e sua mulher Iria Nogniii- 
ra, descendentes do instituidpr dos morga- 
dos de SoalhãesL 

Dos vínculos de Soalhães, estão de pCiSfle 
os Vaseoneèllos da Quiátan, descendeniei 
dos compradores. 

S. Salvador de Tc^ado^foi moisteiro de 
cónegos regrantes de' Santo Agostinho. Bi* 
zem alguns uitiquarios, que o íôra de tem- 
plários. 

O templo é antigo, mas parece ter sido 
um pouco alterado na sua primittiva arobt- 
tectura. Tem um formoso pórtico de esiylo 
gothico e por eimado pórtico um ociílo ren- 
dilbado no met mo estylo. 

Apresentavam esta egreja os Mç^ntenegrofl 
senhores da torre de No voes da mesma fiNh 
gUezia; * 

A torre de. No voes, pareee ser. muito âii<* 

ttga, e achasse' em perfeito estado deeons^r* 

vação. O senhor mais antigo d*esta torre, áB 

que havemos fiot|eta,é Diogo de Barros, 4Q<) 

I loi oommendatario do mosteiro die Tablado. 

I Passou este soUr para ob Honteaegf os^foi^ 



MAR 



MAR 



63 



casamento de D. Maria de S^usa de Barros, 
7.* neta d*e8te Diogo de Barros, com Sebaa* 
tiao Correia Pereira, neto de Migael Correia 
MoDlf^negro. 

O appeliido Montenegro é de origem hes- 
paobola, e introdurinse em Portngal eom 
o casamento de Ignez Pires de Montenegro, 
natnral de Grilliza, qae veia para Portugal e 
easoQ eom Vicente Correia, pae de Miguel 
Correia Montenegro, de quem acabámos de 
fállar. 

Possae actualmente a torre de Nov9es, An* 
tonio Ignacío Correia de Sousa Montenegro^ 
descendente do referido Miguel Correia Mon- 
tenegro. 

É também senhor da torre da Pena, e da 
«asa de Santiago, onde reside. 

S, Martinho àe ^oa2ftd/â-^f^eguezia do con* 
celho do Marco de Canavezes, 5 kilotoetros 
ao S. do Marco. 

Foi concelho com a mesma denomin:4çao, 
e lhe deu foral et*-rei D. Manuel, aos 15 dias 
do mez de Juiho de 1514. 

Vem o nome de Soalhiles^ de um âdalgo 
d'e8te appeliido, qne povooia este concelho, 
« viveu no paço de Yilia Pouca, da mesma 
freguezia. 

Po paçOf só existe a memoria na tradição 
popular, oa referencia que d*elle fazem al- 
guns antiquários, e no nome que ainda con- 
serva o sitio onde elle esteve. 

Bouve também n*esta freguezla, no sitio 
ehamado de Oliveira, a torre de Cadimes. 

D'eila fallarenios adiante. 

A egreja, ó templo antigo, espaçoso, de 
magestosa apparencia, e com uma elegante 
torre para sinos e relógio. Poucos vestígios 
conserva a egreja da sua antiga architectu- 
va. A torre pHmittiva, era separada do cor- 
po da egreja, e servia também de aljube ou 
prisões da prelasia. 

Fm mosteiro duplex para Arades e freiras 
d^ ordem de S» Bento, fundado em 24 de 
março de 865, por Sancho OrtiB,.^e o dotou 
« ihe deijíou» entre outros beoa^ á^soa quinta 
daOrtis. . . I - 

'Deixou de ser morteiro duplex nio se sabe 
no oerto qua^dc^ imas presamfrMr que dei- j 
joúi de o aer/pbf isirtade da bulia do papa 



Pasehoal II, commettlda ao arcebispo de San- 
tâgo, IX Diogo Gelmires, no anuo de 1103^ 
na qual o mesmo papa impedia, que d'alli 
por diante se fizessem mais fundações seme- 
lhantes. Parece, porém, que Já não era mos- 
teiro duplex, no anno de 1029, por quanto 
indo n'esse anno a Castella os frades do mosp 
teiro de. Soalbãtfs,.qQeixarem-se aFernaudo 
Magno das violências que lhes Cazia Garcia 
Moniz, na escriptura do contracto que lá ce* 
lebraram, e que vem tr^^iscripta no Catalog» 
dos bispçs do Porío, part 1.*, cap. 15, ne^ 
nhuma referencia se ÍSki ás freiras do dito 
mosteiro, donde parece inferir- se que já en- 
tão lá as não havia. 

Extinguiu se e acabou de todo este mos- 
teiro não se sabe ao certa como e quando ; 
vé-se, porém, que já era egreja secular no 
anno de 1238, pois que n*esse anno fez D. 
Sancho II. doai^ão.do padroado da egreja de 
Soalhães a D. Pedro Salvador, bispo do Por- 
to, ^epois, de a ter tirado a Gonçalo Viegas 
de Porto Carreiro, de cuja fataiíia era. Pas- 
sou depois para o bispo, de Lisboa, D. Joab 
MariiDs áe Soalhães, que por ser descendente 
de Saucho Ohis e dos Porto Carreiros, e nãa 
como bir^po de Lisboa, lh'a restituíram, dan- 
do elle D. João Martins, ém troca, ao bispo 
do Porto, o padroado das egrejas de S. Nico- 
lau da Feira e Santa Maria de Alvarellos. 
Na escriptura que então dzeram, declara o 
dito D. João Martins, que cedia ao bispo dó 
Porto o padroado das ditas egrejas, por que- 
rer paz com o dito bispo D. Giraldo, Foi feita 
esta troca no anno de 1302. 

Em 1307, é sujeita á egreja de Soaihãe^ 
a egreja de Santa Cruz de Riba Douro, pof 
troiSa entre o bispo de Lisboa, D. João Mar- 
tins de Soalhães e o arcebispo de Braga, D. 
Martinho. 

Deu o bispo de Lisboa em troca da egrèjà 
de Santa Cruz, a de Santiago de Urenha. 

É d'«ita época que resultou aos abbades 
de Soalhães, a regalia de aerem prelados orv 
dinarios da< egveja dc( Santa Crus de Ri|ia 
Douro, cuja jurisdieçãA exercltamm sempre^ 
sendo o Jaizo eeelesiastiee da egreja de Santa 
Crozv BA egi^eja de Soalliães^ onde havia, na 
torre antiga, prisOea perMDoentfs á prelasia, 
• as viaitat' ordinárias da egreja de SaaU 



66 



MÃR 



MAR 



Gnfe, as fozia o abbiâe de Soalbaes, eomo 
sea prelado, e nae emraYam ii*eUa as do 
bispo diocesano, que nenliania jarisdícçio 
aqui tinha n'ella, e ao sínodo diocesano vi* 
nfaa o abbade prelado de Soaibães, mas nâo 
o abbade de Santa Cniz, qae sé ao abbade 
de Soalhães era sobordinado. 

O abbade prelado de Soalhaea» usava de 
eroz peitoral; do jaizo eedesiastieo da saa 
prelasía só havia appellaçSo para a Sé apos- 
tólica; tinha toda a jnrísdicçâo na egreja de 
Santa Croz, e examinava, approvava e dava 
fieença aos confessores d'ella. 

Os ultimes padroeiros da egreja de Soa- 
lhães, e senhores da mesmo concelho, foram 
os marquezes de ^onte de Lima, que ainda 
boje cobram n'esta freguezia algumas ren- 
das de foros, do património que herdaram 
como descendentes de Vasco Ânnes de Soa- 
lhães, filho natural de D. João tfartins de 
Soalhães, bispo de Lisboa, 

O bispo D. João Martins de Soalhães hou- 
ve vários filhos, dos quaes um por nome 
Vasco Anões de Soalhães, legitimado por 
el-rei D. Díoiz, a 18 de janeiro de i30S, lhe 
succedeu em todos os vincolos e mais bens 
patrimoniaes, e no padroado da egreja de 
Soalhães e de Santa Cruz de Riba Douro. 

Viveu este Vasco Annes de Soalhães, no 
paço de Villa Pouca, e fui senhor da torre 
de Cadimes, obra do bispo D. João Martins 
de Soalhães, e por elle erigida em cabeça do 
seu morgado. 

Vasco Annes de Soalhães, jaz sepultado 
na capella-mór da egreja de Soalhais, do 
lado da epistola, em tumulo metlido na pa- 
rede, com seu braiãpes/culpido e letreiro. 
. • Com as obras qae em tempo fizeram na 
capella-mór, ficou este tumulo escondido 
j[)or del^aixo da. cal con^ que revestiram a 
parede. . . , 

.A casa mais antiga d'esta ftegoezii, e co- 
mo edifício pariicuiav Oleais notável, peia 
«)yai grandeza ,e architeotDPa,'náo sód^esfa 
íreguezia^ maâ.de todo p ooneuibo^ do.Maréò 
de Ganavezea, é.ja<ausa>dA Qttintaflij. . 
.. É. um vasio ediâ:io apalaçado, (arnyaiDde 
,ula qui^driiafteroiperfii^toyTogiiUr.esymeirí)- 
4%;<eoita <ilau^troíialfii!ior».do meiotdo^qual 



se eleva nm bem trabalhado cbafáriz de 
I taria, com seus lavores e ornatos. 

Para o andar nobre do edificio dá aecessn 
do lado da frente um amplo e magestoso pv- 
teo com dois lanços de esoadaria de pedrai 
ornada de lavores, balaustradas e estamas. 

Tem este edifido em si ama torre, e aa 
lado, mas em communícaçào com o edíieio 
por um arco de pedra, uma ampla e aeeada 
capella. 

É este edificio a residência e solar da fk- 
mUia des Vasconcellos, da mesma freguena. 
A sua genealogia, é a segniote: 

D. Maria da Cunba, fílba de Fernão de Sá 
Alcoforado,camareíro morde el-rei D.Dfur- 
te e de el-rei D, Affonso V, aloaíde-mór da 
cidade do Porto, ascendentes dos marqueaea 
de Fontes e condes de Penaguião, e de sua 
mu&her D. Fiiippa da Cunba, filha de Gil 
Vasques da Cunha, ascendente dos condes 
de S. Vicente. Houve de D. Aff(Hiso V, por 
filho natural a 

Álvaro Soares da Cunha, fidalgo da eaat 
real, guarda-mór da cidade do Porto, o qual 
houve de sua segunda mulher, a 

Salvador Soares da Cunha, que casou cotia 
Seaborinha Barbosa, fiiba de Lopo de Bar- 
bosa e de sua mulher Ignez Cerveira de Bar- 
bedo, da honra e casa de Barbosa, e teve por 
filho a 

Duarte Soares de Carvalho^ que casou coo^ 
Magdâlena Reimão da Motta, filha de Joio 
da Motta de Mesquita e de sua mulher Leo* 
nor de Faria, da casa dos Blosqueiros, e teve 
por filho a 

Balthazar Soares da Motta, que casou eom 
Theresa Vieira, filha de ^dro Annes L(M^ 
deljo, fidalgo da casa real» senhor àp sdar 
de Lidraes, e de soa mulher, Isabel Pires 
Vieira, da casa e solar de>RibeíFo^ descenh 
dente de Bny Vieira, senhor do concelho d^ 
Vieira, e teve por filho ai-) 

Ayires da Motta Vieira,^ quei casou eo» An- 
lonia Carneiro, "filha de' Gaspar Barboea^^ 
Bua mttlhear, e teve por filho. a* 
.. iDiprlB Carneiro Vieira da Mnttii^ ^ue^èa^- 
sou com Isabel Nogueira de Castro,^aeiilioia 
•l^erdeira da casa de <Qnintan, filha de*Ma* 
naêl ôpnçal ves de* <)liveira<e de lua; malhar 
Fpiipa Diá&de Ca£ttio;;iDeta^9iDiog»AffN:i^ 



MAR 



MAa 



67 



80 de Castro e de sua malher Tberesa No- 
gaeira, descendeate de Gonçalo Pires de Fa- 
^m de Riba Doaro e de sua mulher Guio- 
mar Gonçalves Nogueira, senhores do mor- 
gado de S. Lourenço fie Lisboa, e teve por 
filho a 

Ayres da Motta Yijsira, que não casou, mas 
teve de D. Gatharina Alves, por filho natu- 
ral^ legitimado por carta regia de 4 de agos- 
to de 1674, a 

Domingos Vieira da Hotta, que casou oom 
D. Antónia de Araújo Barreto Pereira de 
Yasconcellos, filha de Bento de Pinho Tavares 
e de sua mulher D.* Maria de Yasconcellos 
Pereira, da casa da Samossa, descendestes 
doa. morgados de Fontçiiaa e dos condes da 
Feira, e teve por filho a 

Beato Soareada Hotta Pereira Yieira Car- 
neiro, que casou com D. Gatharina Josepha 
Carneiro de Magalhães, filha de António Ma- 
chado Gameiro, e de sua mulher D. Marian- 
na Carneiro de Magalhães, e teve ppr filho a 

José Soares da Motta Pereira Yieira Car- 
neiro de Magalhães, que casou com D. An- 
Umia Theresa Joanna de Noronha e Mene- 
ies, filba de João Monteiro Ys^lente da Silva, 
^ de sua mulher D. Amónia Maria de Noro- 
vHfíg e Menezes, e teve por filho. a 
. Autonlo de YascoQcel)os Pereira Yieira 
ijaroeiro, que casou com D. Angélica Amá- 
lia da Magalhães e Menezes, filha de António 
4^ Magalhães e Menezes, senhor da torre de 
Yillacova da Lixa» e de sua mulher D. Ma- 
ria Thomazia Pinto da Mesquita, e teve por 
Olho a , 

M J^ de Yasconcellos Carneiro e Mei^^es 
Yieira da Mo^ta^ que casou com D. Anna AU' 
gosta de Almeida. Peres de Carvalho e Cas- 
tro, filha de Antopio Peres de Carvalho, e 
Castro, 6 de sua mulher D. Maria Máxima 
Pereira Pimentel, e teve por filho a 

José. de YaspoQcellos Gameiro de Mi|gfi- 
.Ums e. Menezes, factual succesaor. 

N. B.— De D. Maria da Cunha de^cepde^ 
^Itfnbemu Pd.. morgados de S. Yicente do Pi- 
nheiro e outraaiJCamilia«( illustr^s< , 



.1 ». « •» >í\) 



^S^ ^vodo»* de, TAifK^.^^cerQa do <»;«- 

vento de freiras que aqui existiu,. veja-s0<a 

,<*<WÍW«pAi<i spoíldWff;^ 4^ paAre Carva- 



lho da Costa, tom. l.*" capitulo 26, da pro- 
viacia de Entre Douro e Minho, na palavra 
Cotêto de Tuyaz.—Edk n'esta freguezia uma 
nascente de agua mineral férrea de que se 
faz uso. Ha também crystal de rocha. 

Nassa Senhora do Freixo.— Foi povoação 
de mouros, e ainda aqui existem as ruinaa 
da mesquita edificada por elles. 

Tem uma feira na segunda sexta feira 
de todas as quaresmas, que dura três a qua- 
tro dias. 

S. Clemente de Paços de Gaiôlo, — Dizem 
que lhe vem o nome dos paços que aqui 
teve um príncipe mouro chamado, Gaiôlo^ 
que era pae ou irmão de Gaia, que deu o 
nome a Yilla Nova de Gaia, defronte da ci- 
dade do Porto, m- 

Santa Maria de Penha Longa. — Houve 
aqui a casa e torre onde viveu o primeiro 
senhor do concelho de Bemviver. chamadp 
D. Pedro de Castro. 

S. Lourenço do Douro.— Está aqui a casa 
do Ribeiro, solar muito antigo da familia do 
appellido de Yieiras, descendentes de Ruy 
Yieira, senhor da torre e concelho de Yiei- 
ra. 

Sania Maria de Villa Boa do Bispo» — 
Ha n*esta freguezia, à margem da estradat 
no sitio chamado o Marmoiral, um arco de 
pedra muito antigo, que dizem ter sido le- 
vantado em isemoría da passagem da rainha 
D. Mafalda na sua visita ao convento âe 

Arouca. Yide Marmoiral. 

. ' ^% ■ . 

. S. Maxtinko de Aria^.— Está aqui a casa e 
^inta da Seara, solar antiga da familia ^o 
appellido Azevedos Pereiras de Yasconcel- 
los. Está tapibeipi n*e&ta &*egnezia o ^obr/e 
e muito antigo solar de Lidraes^.da familia 
do appellido* de Lordelloa. . 

S. João de Alpendurada. — Vide Alpendo- 



:• ^(intà Clara do Torrão.-r^iie Entre-oá- 
Rios. 



/ • 1 



68 



MâA 



MAR 



' * Devo a maidr parte â'este artigo á bene- 
yoleDCia do ex."*» sr. José de Vasconcellos 
Carneiro Qe Magalhães e Menezes, do Mar- 
co, qae, deflfe rindo às minhas snpplícas, te- 
ve a sumroa bondade de colher tao curio- 
sas informações e r6melter'm'as. Honra ao 
nobre fidalgo que assim concorreu para que 
o Diccionario ficasse mais completo n'este 
ariigo. « 

MARCO MILLIAR— Nas rias militares ro- 
manas estavam de dois em dois kilometros. 
(Vide Estádio, Milha, Geira e Vias Roma- 
nas,) 

MARCOS (S.)— monto cónico. Douro, na 
freguezia de Fajòes, comarca, concelho e 8 
kilometros ao NE. de Oliveira de Azeméis, 
'30 ão S. do Porto, 15 a E. do Oceano e 240 
ao N. de Lisboa. 

Do seu vértice, onde áètá a capella de S. 
Marcos, evangelista, se descobrem muitas 
léguas de extensão, vendo-se a cidade do 
Porto, grande numero de freguezias, serras, 
campos, montes, bosques, etc; e uma vasta 
extensão do mar. 

Faz-se aqui, no dia 25 de abril, uma feira, 
denominada da LinJiaça, e a romaria ao pa 
droeiro da capella. 

Tem esle murro mais de 450 metros so- 
bre o niVí-1 do mar. (Vide FajõesJ 

MARCOS DA ABOBADA (S.)— freguezia, 
Alemtejo, cemarca, concelho e i8 kilome- 
tros d'Evora, 120 ao SE. de Lisboa, 70 fo- 
gos. Em 1757 tinha 33 fogos. 

Orago S. Marcos, evangelista. 

Arcebispado e districto administrativo de 
Évora. 

A mitra apresentava o cura, que tinha 
206 alqueires de trigo e 51 de oevada. 

MARCOS D'ATABUEIRA (S.) — freguezia, 
Alemtejo, comarca de Almodovar, conoelho 
de Castro Verde, 90 kilometros a O. d'£vo- 
ra, 165 ao S. de Lisboa, 140 fogos. 

Em 1757 tinha 93 fogos. 

Orago S. Marcos, evangelista. 

Bispado e districto administrativo de 
Beja. 

A mesa da consciência apresentava o ca- 
pellâo, curado, que tinha 130 alqueires de 
trigo, 90 de cevada e 10:^000 réis em di- 
nheiro. 



MARCOS DA SBRRA (S.)— firegnezia, AT- 
garve, comarca e concelho de SCves, 54 ki- 
lometros de Faro, 185 ao S. de Lisboa, Mê 
fogos. 

Em 1737 tinha 221 fogos. 

Orago S. Marcos, evangelista. 

Bispado do Algarve, districto administra- 
tivo de Faro. 

A mitra apresentava o prior, que tinbã 
150ij000 réis de rendimento. 

Esta freguezia está situada no alto da ser- 
ra, mas rodeada de cabeços, em sitio áspero 
e agreste. 

A egreja matriz é mtiíto antiga. 

Tem poucas aguas e de má qualidade. Rm 
varias partes da freguezia ha boas aguas 
férreas. 

Toda a freguezia está sobre um ramo di 
serra do Caldeirão. Piòduz algum trigo e 
centeio. Tem montados, onde se criam bas- 
tantes porcos, cera e mel, gado de toda A 
qualidade e caça. 

Passa pela freguezia a estrada qnevie 
de Silves, LagÔa e Albufeira, para Lisboa. 

Junto á aldeia de S. Marcos, passa a ri- 
beira do mesmo nome, que vem da seira. 
Toma depois o nome de Odehuca, jmitaii*> 
do-se-lhe o ribeiro da Azilhetra^ no sitie 
d'este nome, e o de Besteiros, junto á aldeia 
de Perna-Sécca, no monte da Gosta. Morre 
no rio de Silves. (Vide Odêfouca e Sihes.J^ 

A serra do Galdt:irão é uma oordilhein, 
que junta com a de Monebique (que fica ao 
O.) separa o Algarve do Alemtejo. 

Este grupo differe de todos os outros do 
reino, pela sua constituição pbyãiea. Abun- 
da por toda a parte em rochedos de lat^a, 
amontoados, assimilhando^^se a^ caldeirõei, 
do que lhe provem o nome. 

Os dois mais altos cume» da primeira, sio 
— o Pico da Poià, que é uma maça consi- 
derável de granito ; e o da Pkota, a 9 kilo- 
metros da Foia ; também coberto de gran- 
des penhascos. 

As suas ramificações a E., tomam o nooo 
das terras por onde passam. 

Nestas serras nascem os rios Quarteira, 
Valle' Formoso, Vascão, Oeiras, Odmira^ Sá* 
do, S. Romão, e Seixes. 

MARG08 DO GAMN (8.) — fr^goeua» 



j 



um 

Alemteio, coinarejuâe R^^dond^topoeUioíde 
RpgUPDgos» 45 kilometros de Évora, A60ao 
S£..<ie LJAboa, 500 Aigos. 

£m 1757 tJDha 260 fogos. 

Qr^go S. Marco?, evangelisU. . 

Arcebispado e di^ricio ada)ÍQÍ3lr44ivo de 
Évora. 

É terra muito fértil, e cria muito gado, 
de toda a qualidade. 

A mitra ai^reseaiava o cara, que^tftpha 
ifiO al4ueires de trigo e 60 de ct^vada. 

yAKCO VELHO --* parece >ser o mar&ve- 
dim antigo de prata. ' 

Em dorameotos de Í3ri0 e 1352, Té-ae 
flue v.)lia 27 sqldoSt < < 

HARE-iporiuguez íipligo -r-matf — (il/Aa 
«»ar0*~miQba ntãe.) 

MARÉGO—freguezia, Peira Alta, QtKqoar- 
ea de Mangualde, concelho de Penalva do 
Ci»ti>ilo, llJçik>qaftro8;ile Viseu, ^00 ao N., 
de Linhod, 80 fugo9. 

jSm d757 tinha 70.lqi^s. 

^Or^ga; S. ,namiQgo8. 
. .BisfiMo e dúlrlcto admial^tratiTp de 
Viseu. 

tO abba^e de iS. Pmm de Penalva, .a#re- 
^Qtav^ jo eura, ,qae tinha SOi^OOO réis e o 
S^ d*ali;^r. 

|IAB|SGO;Et--.fregU(^ía, Dopro, comarca e 
concflbo de Penafiel, .35 vkJk^metros ao NE. 
4o F^ATito, 300 ao N. de Lítiboa,.i60Abgos. 

'Km 1757:tiiiha 263 fogos. 

Orago Santo André, apoataK). 

'Bii^fMido .e djfAricto .administrBtí.vo do 
AoRlp. Étti^rra^fertíL 

A mii-ra aprt^senlava o abbade, que-tinha 
4004000 rt^is de rendimento. 

MARÊGOS—aiitigo nome ida.aeoaa) villa 
de Amares, naot^marca de ¥illa^ytf€dt^,fnas 
Venra$'d6.',fiaUe(Hamem46 Cávado (AitoiMi- 
nho.) 

i£' A**mt/è Boaie 4|ae procede o aH)aliido 
do eákfaro mestre 4o T)ÊfBkplo,.'D.. Gualdim. 
£aes de.Ma;róixi8. 

)B*íMiirécQ6 vm nobre app9liido.emPc«tD* 
fii >PMa A ana genealogia >e armas,. Crpata- 
-e imais qne .dia mapeito a.Macétoa, vide|)a 
jpag. I9i dfl li *tv(>|., na palavra .i4imiiv5. 

1ÍÍAB6A1IIDA ^0 JkHRáBAI. fBaa^a)^Jái 
a pag. 238 kk, do l.« vol , tratei d'estafte* 

VOLUMB? 



UAR 



69 



gaena; mas, coma.dopoi8 dMsso obtive mais 
e cormsas iníormagões, e nâo quero privar 
d*ellas os leitores, as dou n'e8te logar. 

Em 1592, D. Pedro, t>ispo de Leiria, creoa 
esta parochia; ficando a servir lhe de egr«ja 
çiatriz, a capeiia, que já existia no logar 4^ 
Arxab^K dadic^da a Santa Margarida, q^ 
ficou jsendo padroeira da nova freguezia. 

O bispo ficou com a apresentai(;ão da egi}^ 
Ja, e os freguezes com a obrigaçàp de paga- 
rem annuaimente ao. parocho, 80 atgueirea 
de trigo, 25 almudes da vinho mô^lo e as of- 
fertas da egreja. 

O mesmo povo ficou obrigado á fabrica 
da egrtfja e sachristiaeáca;^a da residençi^ 
do cura. 

Ficou a nova freguezia consiituida com 
170. fogos. 

A capella-mór é de abobada, e a egrejfk 
teip só três aliares; o mór e dois lateraea. 

Ha n*esta freguezia as ermidas seguintes;: 

í." Ade S, Bento-^em frente do FreixiaL 
Este logar do Freixial, era da 
freguezia de S. Pedro, e, em 159/^ 
passou a fazer parte da nova fre* 
guezia do Arrabal. 
Fica a capella entre vinhas, e não tem 
rendimento algum, fabricava se com as ren- 
das de um hospital que havia no mesmo to- 
gar, com duas camas e obrigação de agasa- 
lhar 03 viandantes pobres. 

Em 1555, sendo bispo de Leiria D. Braz 
de Barros, hindo este prelado aqui em visi- 
ta, mandou outra vez aqui cullocar as duas 
camas, que já nãobavia; mas, com o tempo, 
deixaram de existir as camas, ficando a ca^ii 
reduzida « aimples albergaria. 

A capella, linha uitia confraria de deAm- 
étos, e os.officiara d'«lla o eram também do 
hospital. Tem três altares. 

B* A de 5.:^aWAo(0iotfU— no Casal dos.Citf- 
do£osi 

3.^ A de S, João Baptista— no logar 4> 
fiMito^icp,.í«)iia^ia4AI0. 

*Por .baixo d^a tt^$í^ que estão acipiarte 
egreja, junto ao caminho que VAe parpiiCM* 

6 



70 



MâR 



MAR 



«delias, ha uma fonte, que no inverno, on 
sécca, oa tem muito poaea agaa, e no verão 
é abundante. 

MARGARIDA DA COUTADA (Santa)— vi- 
de Coutada, a pag. 415 do S.^" vol. 

MARGARIDA DA SERRA (Santa)— frc^gue- 
'da, Bxtremadura (mas ao S. de Tejo) co 
marca de Alcácer do Sal, concelho da Grân- 
dola, 70 kilometros a O. de Évora, i20 ao 
SE. de Lisboa, 130 fogos. 

Em 1757 tinha 85 fogos. 

Orago Santa Margarida. 

Arcebispado de Évora, districto adminis- 
trativo de Lisboa. 

' A mesa da consciência, apresentava o cu- 
ra, que tioha 120 alqueires' de trigo, 90 de 
cevada e 15^000 réis em dinheiro. 

MARGARIDA DO SADÃO (Santa) fregue- 
zia, h:xiremadura (mas ao S. do Tejo) co- 
marca de Beja, concelho de Ferreira, 60 ki- 
lometros ao O. de Évora, 100 ao S. de Lis 
l)oa, 100 fogos, 
r Em 1757 tinha 136 fogos. 

Orago Santa Margarida. 

Bispado e disiricto administrativo de 
Beja. 

A mitra apresentava o cura, que tinha 
180 alqueires de trigo e 50 de cevada. 

MARGARIDE e PADROSO— vide a pri- 
meira Felgueiras^ a pag, 162 do S.*" vol. 

A povDaçào de Margaride, foi elevada a 

cathegoría de viila, com o titulo de villa de 

^ Felgueiras, por decreto de 14 de janeiro de 

.18i6, e carta de lei de 11 de março do mes- 

,mo ajmo. {Diário do Governo, n.** 73.) 

É viscende de Margaride, o sr. doutor em 
>philosophÍH, Luiz Cardoso Martins da Gosta 
Macedo, ai^tual governador civil de Braga. 

(Vide Pombeiro,) 
i MARGEM— (vide Lagomel, a pag. 20 do 
4.0 vol.) 

Margem é a palavra árabe marge, Signi*. 
fica, como em portuguez, margem de um 
rio ou ribeiro; mas também quer dizer — 
logar abundante de hervas, fresco, ameno 

(etc- 

MARGEM DE ARADA--ftld6ia, Eictreraa- 
'Aora, freguesia de Olhalvo, comarea e eon^ 
- beiho de Alemqaer. 



Patriarcbado, districto administrativo dé 
Lisboa, 

Ha aqui uma quinta de que é proprietá- 
rio o sr. D. Thomaz de Nápoles. 

Em 1873 appareceu aqui, n'esta qaiDti» 
um sepulchro antiquíssimo. Continha três 
ossadas humanas, e era formado de pedras 
toscas, sem que se podesse descobrir n'elie 
a mínima inscrípção. 

MAR60NÇA (ponte dil) — Douro, sobre o 
rio Ul, na fregoezia de Cucujàes, comarca 
e concelho de Oliveira de Azeméis. (Yide 
Couto de Cucujães, 

MARIA (Santa)— cabo, no Algarve, em 
36» 55' N., e 38' de lungitude orienul— é 
formado por uma ilhota de areia, em fren- 
te da cidade de Faro. Tem 1:500 metros da 
largura. Tem pharol. 

(Vide Cabo de Santa Maria.) 

MARIA (Santa) DA GOLLÍNA— Yide Coi- 
Una e Cunka, de C<iura. 

MARIA (Santa) DA SERRA— Vide Enxára. 

MARIA (Santa) DtMES— Vid*» lÉmeres. 

MARU (Santa) DE SORRE-TAMEGA (oa 
de RIBA-TAMEGA)— Vide Canavezes. 

MARIA (Santa) DOS ANJOS— Vide Anf^s. 
Todas as ma is f reguezías que 
téem pur padroeiras Santa Ma- 
ria, vide nas terras do sen sth 
brenome. 

MARIA MAGDALÊNA (Santa)— Todas tt 
povoações que tiverem esta denominaçio^ 
vide Magdaléna. 

MARIALVA— villa, Beira Baixá, oooiarca, 
de Villa Nova de Foscôa, còuerlho dá Meda, 
60 kilometros de Lamego, 360 ao NB. de 
Lisboa, l.')0 fogos. 

Em 1757 tinha 49 fogos. 

Orago S. Tbiago, apostolo.. 

Bispado de Lamego, districto administra- 
tivo da Guarda. 

O padroado real apresentava o abliade^ 
que tinha 250if000 réis de rendimento. 

Parece que esta freguezia tnn) erescido 
muito era população^ desde 4757 para cá; 
mas não tem. A differença para roaK é par- 
que em i757 havia duas fr^^guezias do mes- 
mo nome (S. Thiago e S. PeUr«|)» qi^e ho|e 
estão unidas^ tendo a de S. Pedré 70 lÉDra- 
dores. 



MAR 



IfÂR 



7i 



Tinba pois a acUial fregaesia em 1757, 119 
lo^s. 
(Vide a freguezía segoiote.) 

É poToaçâo antiquíssima, como adiante dí • 
rei. 

D. AffoDso Henriques lhe deu foral, em 
1179. Foi confirmado em Coimbra, por seu 
neto, D. Affooso il, em novembro de 1217. 
(maç. 7.* de Faraet antigos^ n.* 1 ; roaç. 12.* 
dos mesmll^ d.*" 3, fl. 5 r., col. 1.* e no li- 
em ie furões a$Uigo$, de leitura nova, fl. 35 
Y.y col. 1." — Veja sd tanil)em os Artigoe ia 
portagem 6 otUros direitos^ no Liv. 46 dos 
TombnSy no armário 17, fl. 123.) 

D. Manuri Iht^ dfU foral noYo, em Lisboa, 
a 15 de dezembro, de 1512. (Livro dos foraes 
vovós da Beita, fl. 30 v., col 2.*) 

Era um dos antigos concelhos de Portu- 
gal, suppriniido pdo decreto de24deoutn* 
bro de 1855 (durante a regência do sr. D. 
Fernando Coburgo.) 

Este concelho tinha 1:100 fogos. 

Está a viila fundada em um alto, penhas- 
coso e air.antilado, e enobrecida com o seu 
Totnsto casteilo, que foi um dos maisiortes 
do reino. Tem quatro torres (uma d*ellas 
com r<*logio) e 4 portas. 

Attribuese a sua fundação aos turdolos, 
nt anuo do mundo 3504, isto é, 500 antes 
de Jesus Ghristo, tendo hoje por tanto 2:375 
annos de exii^tencia. (R. M. da Silva, Pobl. 
Gen. de Hesp.) 

Outros dizem que foi fundada pelos gre- 
gos, no anoo 2900 do mundo. — Vide adiante. 

Foi cidade no tempo dos romanos^ que a 
denonúiiavam Aravor. Foram oa imperado- 
res Adriano e Trajano que a reconstruíram, 
levantando aqui alguns edificios. 

lias a cidade ronana era muito mais vas- 
ta do que a actuai villa, que apenas occupa 
uma pr^qu^na parte da antiga; tiarendo ain- 
da dVsta, muitos e notáveis vesl^os, • 

Destruída pelas guerras da. idade media, 
e oceiípadfL pelos moums, no pnncipío do 
século Vlll« estes a recoaitruiram em parte. 
Kâo se sabe qua^o perdeu o seu antigo no- 
me; só se sabe qua D. Fernando Hagno a 
coBqnistou aos mouros, em 1063, e que en- 
tão se chamava Malva. 



Outros escrlptores, fllzem que ainda con- 
servava o seu antigo nome de Aravor, em 
1063, e que foi D. Fernando Magno que lhe 
deu o de Malva, que se corrompeu em Ma- 
rialva. 

Ainda outros, dizem que o nome de Ifaf- 
va só durou até ao j[)rincípio do século XIII, 
e que dando D. AÍTonso II, de Portugal, esta 
yilla a uma dona chamada Maria Alva, esta 
lhe deu o seu nome. 

Acho isto mais verosímil. 

Com as guerras continuas, entre os mou- 
ros e christãos, tomou a cahir em ruínas, e 
foi abandonada. N 'este estado a achou D. Af- 
fonso Henriques» que a reedificou, povoou e 
lhe deu foral, em 1179. 

Gomo era de uso n'a(]uell«^s tempos^ com 
as povoações despovoadas, ó rei concedeu 
muitos e mui grandes privilégios, isenções 
e regalias, aos indivíduos que se quizessem 
estabelecer aqui, o que attrahíu bastantes 
moradores. 

Estes privilégios foram conservados e con- 
firmados pelos foraes subsequentes. 

Foi o nosso primeiro rei, que no foral a 
elevou à catbegoría de vi lia, fazendo-a con- 
celho, com justiças e camará próprias. 

Quando o concelho de Marialva foi sup- 
priniido (1855), passou a villa e freguezía 
para o concelho de Foscôa, e assim se con- 
servou, até que por derreto de 18 de dezem- 
bro de 1872, passou para o concelho da Me- 
da, ao qual actualmente pertence. 

Querem alguns que o seu casteilo fosse 
con»truido pelos aotigos lusitanos, ou pelos 
romanos, e que D. Sajactio I, o reedificou» 
pelos annos de 1200. 

Destruído pelos mouros, o rei D. Diniz 
principiou a sua reeonsirucçao, d^sde os fun- 
damentos, em 1299. Não consta se este mo- 
narcha o concluiu completamente e se depois 
foi reedificado, ou ampliado; o que é certo^ 
é que as obras d*eUe só foram concluídas, 
na forma actual, pela rainha D. Catharina 
(viuva de D. João Hl), durante a sua regên- 
cia, na menoridade *de seu neto, D. Sebas- 
\SSOf no anuo de 1559. 



72 



HAR 



HAR 



Iflto fOfkfti é^ xkna. mscnp^ qae fe Té 
á entrada do ea«v-llo. 

Pareet; qa^,f/n4«lir»jee$táaTÍHa,fióexi5- 
Iboi D^i If^f tpo átj^ fíHnzmj* Z9 fijrijficaç^es e 
qtuit^H Djflf iare% e qui? a cidade efOava edi- 
Ikada na pboKíe, eoruo adiaole dircL 

d^ Diatta íínp •riaoda,e eons^rava aioda o 
f^n af*Uiro Utaiu ú". âúzá*", f* próximo (a E.) 
dVila« liavia aio Tasto DMfSWiro de monges 
b»'D«^dí«:tici'»9, qae os agarenos arrazaran>, 
não d^-ixaudo pedra sobre pedra. 

Ho iofrar qa** i^ile ocnipara, se Ura desen- 
tf*rrad<> r/iluronas e outros ornatos eecl^ias- 
UfÀín, e t^m appareeido restos de elaostros 
e outras oín«'ioas. 

Também a 1 kílom^tro da TiHa existe o 
edírj<río e cerca, qu»; fui mosteiro de religio- 
sos franciscanos, fundado em Ii47. 

As arma» de Marialra, slo as de Portu- 
gal, sem coroa. 

O sr. Ignacío de Vilhena Barbosa, porém, 
não menciona estas armas. 

Já dl!«se a pag. 134, do 4.* vol , quem fui 
o I.* luarquez áf. Marialva, e sqa família, e 
^uaes as ^uas armas; por ísso^para aqtielle 
logar remetlo o leitor. 

Tratemoé agora espeeíalmente, pois que 
o merece, da autiquí;$sima ei^ade romana de 
Aravor. 

Mas faldas, e ao E. do alcantilado monte 
onde está edificada a actual viila de Marial- 
Ta, nu principio du seu fértil ó dilatado cam 
po, no iiiio onde agora se vô a aldeia da De- 
teta^ eslava edíflrada a cidade de Aravor, 

Aqui se achou, pelos aiíinos de i690, um 
priniuruso pedestal de colun^na, de jaspe 
branco, com 0",50 de alto e 0",25 de largo. 

Fui dado ao alcaide-mór da vHla, que o 
mandou 1'Ollocar no muro do quintal daiua 
tenidencia. 

Tem a seguinte InscripçSo : 

iMP. CAK. orvi. traYák. 

PARtltl. P. TRAPAlVO 

H^DBIAMO. AUO* 

PiíNT, MAX. TniB. 

rOTKS. I. COri. II. 

CiVlTAS AHAVCllU 



Jfú Mam Iff ée Jesw Omni, M dia 
Adriano Au^oslo, Sffoiída wtz ron«nl, ieado 
Rostico por corapaBh^iniK oa collitga. Á pro- 
▼avd que a inscripçào seja dVsi^ anão; a 
qual lhe chama Tr^jano, porqifte Ulpio Tra- 
jano o Unha adoptado, ames do aaou ii7, 
em que oiorreiL 

No mesmo k»gar da Deveza, em uma cm 
! de Manuel de M*jraes>, que era (a casa; esta- 
! lagipoi, no fim do século XVIU, ^ adMO 
1 uma lapide com uma ínscriprão, qme dõ, 
que a preciarissima ciéaâe ée Anvoar^ dtM- 
am uma mamaria a Júpiter^ apímo^ maaciam, 
A íiiscriprao é toda só com as ioi^iaes, á 
excepção da pala?ra Itme (Júpiter) — é as- 
sim: 

I ovi 
o. M. 

K. AR. 

(O k, está em logar de c, eomo UMiitas ?e« 
zes se vé nas antigas ínscrípções ) 

Na mesma aldeia da Deveza, ha doisedi- 
Ocio^ de architectura 'romana, antitioissi- 
mo8.r Um d*elles, que fui quasi demolido pi^ 
povo, era de cantaria, decunstrucção n»baB- 
ti:»8íma; e é tradição que foi um graotle pa- 
lácio. Gbamam-lhe a t,irre. Consta qu» ser- 
viu de templo cbristao, no tempo dos gôdes. 

O outro ediOcio está em frente do anieee- 
dente, e só dividido dVlle pelo caminho, iá 
serviu de capella christan. 

É também de robustíssima constracção e 
óptima cantaria, com ama porta, exerssiifa- 
mente alta e larga, e ainda está muito bem 
conservado. Foi Junto d'esíe monumento c|iie 
se achou a segunda lapide que meneioncl. 

A i kilometro ao -S. da aldeia da Devt*za, 
ha uma grande e alta nanmaekia (re9(*rva- 
torio de aguas) a que ainda ohamam uf/opu. 
Ê obra maniíasiamenie romana. 

Em í?90, foi aberta, ese tiu que fechsiTa 
eom uma grande p^4(fra qtndráda, na qaal 
estava dhuuibada umag rossaiaiigolaéehruii- 
xe. ID^aqftl eotfdittiam os romati<is aiagQa 
para a etdhdee para Oicahi|io,ipuriim a^fim* 
dutHo, composto, Já d» eahiõ8'de'eanHnría 
(manilhas) umlto ltrgos/Já<eavado!a« 
napenluL 



MáR 

Ainda â'este aqaedaeta eiistem muitos 
iresligios. 

Alguns escriplores nrelendem que est^ 
obra seja árabe. 

AotoatroeDte, o fundo^ ou leitoi doeste an- 
tigo n^seirvatorio, é propriedade particular e 
está cultivado. 

Não foi ró aos r Ananos que Aravor deveu 
os seus snoiptuosos edifícios e a sua gran- 
deza e IriiportaDcia; pois, se dermos crc^dito 
a alguns efici iptores» foram os gregos que a 
fufldaram peios anjoos 2900 do muAdo, 1104. 
astes da éra chrístaD, vindo entào a ter nada 
menos de 2078 anãos de edade. 

Foram elles que edi&caram aq^ui um ma- 
gestoso templo dedicado a Júpiter, que de- 
pois os cartbagínezes ampliaram. 

Pjireceroe hyperbolica tamanb^ aotigui^ 
-dftde attribuida a Aravor; nào só porque 
nem dos gregos, nem dos phenicios, nem dos 
carthaglot^zes existe o miqimo vestígio; 
mas, e prioeipaimente, porque estes povos só 
occnptieram o litoral e as suas proximidades. 

Gontentemo-nos, pois, cem a antiguidade 
que lhe dà R^rigo Mendes da Silva, na ^ua 
Poblofíion general de Espana^ que já não 
é pequena, nem muito (acil de provar. 

Se^ porém, é fundação dos tdrduios» como 
pretende este escriptor, devemos notar que 
seria uma povoação insigniílcante, composta 
de edídcios ptquenos, pobres e grosseiros^ 
como eram todas as suas povoaç^. 

Foi aos rsmanos que Aravor deve ineon- 
ieslavelmente a sua importância e m&guifi- 
ceneia.. 

Acredito mais, (lue foram estes os con- 
ftniQtores do templo de Júpiter, e não que 
fossem os greg^^, ou os eanhaginezes; e é 
certo que o templo existia no tempo dos ro- 
manos, como prova a segunda inscripção 
que copio. 

Talvez mesmo que algam dos dois edifi- 
«ios, cuÚAS ruínas ainda aqoi se voem, fosse 
o fannoso templo de JapHeir. 

HARIáLVA->freguezía» Beira Baixa, co- 
marca de Villa Nova de Roseóa, concelho da 
Meda, 60 kilometros de liamego,.355ao.^E. 
de Ltôboa. 

Km 1757 tifiba 70 fogos* 

Orago S. Pedro, apostolo. 



MAR 



73^ 



Bbpado de Lamego, distrícto administra- 
tivo da Guarda. 

O real padroado apresentava o reitor, que 
tinha 50^000 réis, e o pé de aliar. 

Esta freguezia está df,sde o íim do século 
XVíIi uuida á antecedente. 

A esta freguezia esiá ha muitos annos an- 
nexa a antiga fregui^zia da Galeira. 

MARIALVA— rio, Douro, comarca e coa« 
celho d'Arouca, e concelho de Paiva. Vide 
Arda. 

MARIDANÇA — portuguez antigo — fazer 
maridança — portar- se como casado, cumDrir 
exactamente as obrigações todas ann>xas ao 
matrimonio. (Hoje diz ^e pagar o dfbitó^ ço- 
habitar)— Requereo o dito AtUor á dita Reea^ 
per vezeSf que lhe fezesse^ e faça maridança 
do corpo, e do aver, com sua mulher. (Docu- 
mento de S Thiago, de Coimbra, de 1450.) 

MARIDAK-SE — portugu^^z antigo— fazer 
vida de casado. (Vide Maridança) 

MARIDO CONUÇDDO— portugU'Z antigo 
— marido publico e notório, reamhecido por 
todos como tal; mas não recebido canonica- 
mente. 

Aotigamente havia três espécies de con- 
tratos matrimoniaes : 

!.• O casamento canónico, como hoje; um 
verdadeiro sacramento. Ao acto do recebi- 
mento se chamava casar. 

2* Era um mero contrato matrimonial» 
que se. fazia publico e notório, aos parentes 
e visiohos. 

Era este contrato feito na presença dos 
pães e parente» dos noivos. 

Os filhos havidos d'esta união, succediam 
na herança de seus pães. 

Já vemos que os modernos na- 
da inventam, e que o concubinato 
legal, hoje chamado casamento 
; dvil, data do tempo dos godos, e 
ainda existia nos séculos XIII • 
XIV. (Vide Salzêdas e SeiíMncê- 
lhe.) 

3,* Consistia apenas no contracto de um 
mafrimoi^o segundo o direito natural^ e qu0 
só dependia da vontade dos cofntrahmtet^ 
s^qi darem a mínima pubkcidade^ ao que 
biYiani eQtf e si es^puiado. l^tes viviam v^ 



74 



MAR 



MAR 



ritalmente, mas as leis não os Êivoreeiam, 
nem aos seus filhos, nem havia commnnida- 
de legal de bens. 

D'aqui se infere quA a palavra matrimonio 
exprimia antigamente a cohabiiação de duas 
pessoas de differefite sexo, e que só se dava 
o nome de casamento, ao que era feito com 
as formalidades dei«^rmínadas pela Egreja 
catholica, e era o único que imprimia cara- 
cter, 

A esta 3.* espécie pertenciam os matrimó- 
nios de mão esquerda, ou morganáticos, pou- 
co usados na nossa Península, mas muito 
TUlgares no resto da Europa. 

Estes porém eram quasi sempre contra- 
bidos entre soberanos e vassallas, ou entre 
grandes senhores e mulheres do povo, ou de 
cathegoria muito inferior. 

Também se lhes dava o nome de maM- 
momos á morganheira, ou â morganica, 

O papa Benedicto XIV, em Í7o0, prescre- 
veu saudáveis condições e regras, com que 
podessem ser elevados a sacramento estes 
matrimónios, e occorreu aos muitos incon- 
venientes a que estavam expostos. (Vide Ma- 
trimonio.) 

MARINHA (S. Félix da)— frepuezia. Dou- 
ro, concelho de Villa Nova de Gaia, comar- 
ca, bispado e d istri cio administrativo do Por- 
to. Já está descripta sob a palavra Félix dá 
Marinha. (S.) 

UARINHA (Santa)— vilIa, Beira Baixa, e 
fireguezia da comarca de Gouveia, concelho 
de Céa, 75 kiloroetros de Coimbra, 270 ao 
£. de Lisboa, 290 fogos. 

Em 1757 tinha 200 fogos, na villa e fre- 
gnezia. 

Orago Santa Marinha, virgem e martyr. 

Bispado de Coimbra, e diàtricto adminis- 
trativo da Guarda. 

O papa e o bispo, apresentavam alternati- 
vamente o prior, coilado, que tinha 300^000 
réis. 

É terra muito fértil. 

Grande abundância de gado de todas as 
qualidades, e de caça, grossa e miúda. Pro- 
duz também muito mel e cera, de óptima 
qualidade. 

É povoação multo antiga. D. Affonso Hen- 
riques lhe deu foral, em Junho de ii60. 



(Maço 8 de Foraes antigos, n.* 2.) D. Maiuiel 
Uie deu foral novo, em Lisboa, a 15 de mab 
de 1514. {Livro de foraes noivos da Beira, fl. 
92, col. 2.-) 

Ve]a-se mais a Inquirição para o foral lio* 
vo, no maço único de inquirições, no armá- 
rio 17, n.«» 20. 

Foi couto com juiz e ifti vereador. 

Está extincto ha muito annos. 

UARINHA— antigamente dava-se o nome 
de marinha a todo o territurio próximo da» 
costas maritima:<. Hoje dá se este nome se- 
mente aos terrenoH baixos e planos, prepa- 
rados artiârialmente para produzirem sai, 
pela evaporação do hydrogenío. 

Dizse, marinhas de sal, ou salinas. 

MARINHA-ORANOE— freguezía, Estrema- 
dura, concelho e comarca, e 12 kilumetros a 
ONO. de Leiria, 130 ao N. de Usboa, 805 
fogos. 

£m 1757 tinha 268 fogos. 

Orago Nossa Senhora do Rosário. 

Bispado e districto administrativo de Lei- 
ria. 

Antigamente dava se-lhe simplesmente o 
nome de Marinha, ou Santa Maria da Ma- 
rinha. Hoje chama-se Marinha Grande, para 
a distinguir da aldeia da Marinha Pequena, 
que fica próxima. 

A mitra apresentava o cura, que tinha 
120;000 réis. 

Esta freguezia é situada a distancia de 1 
kilometro a E. do famoso pinhal de Leiria, 
mandado semear pelo rei D. Diniz (vide Lei* 
ria) que tem 24 kiiometros de comprionen- 
to,- correndo ao longo da costa do mar. 

Ha aqui uma fabrica 40 estado, para a 
extracção do alcatrão e outras substandas 
dos pinheiros. 

Modernamente tem-se feito 
n*este pinhal vastas sementei- 
ras de pinus larix, e de oatras 
variedades de pinheiros e ea- 
caUptus, vindos do norte da 
Europa. 

Ha também n'esta freguezia uma fabrica 
de louça ordinária. 

O melhor ediOcio da Marinha Grande, é 
a real fabrica de vidros-^a maior e m^ior 
de PortngaL 



llIAR 

A darmos o credito devido a aigms ma^ 
Bnseriptos exUteotes do cartório da casa do 
Côvo^ proxíBio a Oliveira de Azem^iá^ foi em 
1498 que na viila de Coina (margem esquer- 
da do Tfjo) se priocipioQ a íabricar vidro, 
com a ieiiha que por aquelles sities se po- 
dia arraigar, e nVsta indostria se oecupava 
z maiciJf parte dos habítaotes da povoação ; 
mas cujuo faltasse: o eombustivel, se madou 
(Dão se sabe quando) para a Mariuba Gran- 
de, pela abundância de lenba do pinbal da 
nação. 

Adiante tratai;ei da antiga fabrica de vi- 
dros de CoiujL . 

Consta também de documentos ofSciaes^ 
que antes da fundsção da actual fabrica, jà 
aqui bavia fabricantes de vidraça e dififeren- 
tes objectos de vidro ; mas d'estes documen- 
tos não consta o anno em que esta indus- 
tria aqui principiara. 

Em 1769, sob a protecção do marquez de 
Pombal, o inglez Guilherme Stephens (o que 
deu o seu nome ao largo que existe na rua 
das Flores, próximo da rua de S. Paulo, em 
Uabo^—tar^ dfi Stephent)—fnuáou siqm 
uma vasta fabrica de vidros, emprestando- 
lhe o estado, para .esta obra, 33 contos de 
réis, sem juro, nem limite de tempo, poden- 
do faaer os pagamentos parciaes^ em cal pa- 
ra as obras publicas, dos fornos que Ste- 
phens tinha em Alcântara (proximO:aLis- 
iKMy e que era cosida com carvão mineral, 
importado de Inglaterra sem direitos.) 

D. José I lhe concedeu ainda a permissão 
de gastar toda a lenha que lhe fosse neces- 
sária para a fabrica, do pinhal do estado, 
gratuitamente. 

Todtís«stes privilégios deviam durar por 
eapa^ de 15 aunos^ segUfndç.o alvará de 7 
4e Julho de 1769 ; m^Si foram aceresoenta- 
dos em 177$^ com diversas providencias e 
j^ulame)atq%|>^Q^'X) (iomecimento, decla- 
rando-spi i^a frspectiva provisão, que a/o- 
^rtca ficava sob a immBdiata protecção 4o 
reis como útil ao bem publico^ êaodos pi- 
nkaes (nsí supposição de que sendo berne 
«OBscieneiosamente dirigiâo o. corte das le- 
nhas, nao prejudicava, antes melhorava os 
pinheiros» qoa se limpavam da lenha sécca , 
mfHò i. o que s6 era licito aproveitar^ 



MÂR 



7S 



Por alvará de dezembro de 1780, forani 
considerados os edifieios da fabrica e terre- 
nos annexos, e os que se lhe viessem a m* 
nexar, como praso fateosim perpétuOy para 
que tudo se podesse conservar indiviso, e 
para que a fabrica não cessasse de produzir 
vidro em tempo algum, por causa de partí» 
lhas ; com prejuiso dos operários, e empre- 
gados, e do publico. 

fiOd 1784, sendo já rainha D. Maria ( 
terminou o praso dos 15 annos ; mas o go- 
verno prorogou o por mais 10 annos, coni; 
tinuando a conceder lhe a isenção de direi- 
tos de importação, sobre tedas as matérias 
e objectos necessários para a composição d^ 
vidro, e a de direitos de exportação do reir 
no, e de importação nos domínios portuguer 
zes do ultramar. 

£m 1794, o príncipe regente, depois D. 
João VI, prorogou por mais outros 10 annos 
todos os antigos privilégios e isenções df 
fabrica. Approvou e elogiou a estrada que 
Guilherme Stephens tinha mandado fazei; 
á sua custa, para tornar mais fácil o servi- 
ço externo, e attrabir aqui directa e oem^ 
modamente qs almocreves e. agentes quç 
promoviam (por commissão) a venda dos 
productos da fabrica. Foi também n'est9 
anno, de 1794, que se abriu ^ estrada reaf 
de Lisboa a Leiria, Coicobra e Porto, o qut^ 
muito concorreu para a prosperidade da fa^ 
brica. 

£m 1796, ordenou o governo que se At 
zessem, por conta do estado, os cortes d^ 
Qiadeira necessários para se concluírem a§ 
obras da estrada real, e da que íizóra Stor 
phens. , . ^ 

Sm 1799, se prorogou p praso da conces- 
são por mais outros 10 annos; e decide eot 
tão até 1802, ainda foram concedidos ooj 
tros privilégios á fabrica, sendo um d'elley 
a isenção do serviço militar (do exercito # 
da armada) a todos os empregados e ope^ 
rarios do estabelecimento. 

Todos sabem (mas nem todos confessam) 
que as invasões francezas, desde 1807 at^ 
1811, foram uma verdadeira calamidade pa^ 
ra Portugal e Hespanha. 

Os francezes não pouparam cousa algu- 
ma, na sua passagem deyasta^ra. Temp}os» 



Mlft 




flil<^#, ftairv/ »a«» ^^ 009 4íaL«, « ié M 

|iM a Utrr% m 0!W aoiíf '< pnril-po* e . 

Víffkr*^íÊéfp Gflilb^tnK S^-^t^lK^, s^ii ir- ' 
pí^^ M/^ Dí//|^/ Sl^lili^iH, toOK/a pf^^ da 
flrt^a e 4a MU adfDioMraçào, /Mo fN<»- 
f» Ji #Ta «TKb de M« irmão, tt'e«te ettabe- 

Joio Df/igo Bl^^hfínf, morrea em MM, 
tfrtxaiido a Ciíjrieai é todan a§ soas d»*!»^- 
âmrhn k laçâo prirtofaeta — eomo «m 
mfmwfUfUo do mm alto apreçô^ pelos favo- 
t€$ prrfierção que n*eiste pmz me tem 

$íâò Concediam. suppli- 

ennd/f a t gfvffno tfue haja de eie^er e n 
9kear uma audcridade, para e$ta on reger e 
adininutiar (a íabriea e d»'p»'DdeDeia») ro- 
^nd4) também mãíi, qne não deixe de kacer 
eontemptaçõo para & actnal aâmhUêtradorf 
§»0é de Bwi$a e Oliveira, e cmeeder-ie-lhe 
nquella dignidade e remuneração, que tão de- 
cida é ao êeu merecimento, 

Bitta elatiftaU do tettámento ée JdãoDio- 
§/) Stppheúft, é bODrosisilimfl— para a na^ 
fortagaf*2a, pela ma provada lioflpiCâHdade 
IKira com ô« eitrangfelros-^pela gratMão do 
leftador^e pela bènradez e foam serviços 
A> admlnUtrador José de Sotisa e Oliveira. 

(Vide RioMaior.) 

O governo tomoa posse do estabeteeinfeo- 
lo, e sen arrendamento posto em praça, eon- 
Iftmoa a trabalhar sob a admiáffítraçaD de 
eapretas pariiculai^. 

É belllsaimà a iihtta^o da Mrtta è pover. 




eanfo éo s:tioL 

Aíé«D d? niD B'jícbj e de 

idos. o 
ciffca e d^p>«iMttriKlas, (>ri 
pfiedad?« Cf rrjda por nn 
S^.75 a E^ «5^ aa S^ CSf-,» a» OU • 
SOfylii ao X^ fon a fama de ub 
zio, e eon orna área de f 8 hertaraL 

O meibor d*rsie edílHo. é • palácio 
dado edíG^r por Siepliei», e oade cBe r&^ 
eídia, qBasdo aqai se dettoravx 

Era também ii*elle a re s id c or ia e 
ria do adfflíoisirador. Tem um bonito 
fim e am lago soffrivel. 

Unfdo ao ediício esiá a cm do 
fom div^^rsas salas para concertos e 
Ho tbeatfo, ba frequentes 
dramáticas, p^los artistas e erapregaéoa ãk 
f^briea, e umbera nas suas salas tem 
bafi^-s snmptaosos. 

As ofllemas da vidraça, ornais 
são de bom aspeeto, e em harmonia 
arcbfteefnra do palácio. 

Os fumos para a febrieaçao da Tidrafa e 
o de temperar os eadfnfaos, também aio ét 
bda eonstmeçao. 

No pateo, que é a entrada geral é> cawa 
beleeimento, eom nma grande portaria 9tE^ 
es^ os arioJadietfM menores, o as <;asaa #è 
habitação do eoniranneâtre e as de osítros 
empregados. *' ' ^ ^A 

Ao N. da offlcinade^eiry^tf^ há mn 
Mro, onde se Thz o deposito das Venhas, 
do a B. «na fileira de casais abarraeada^ 
(fae são aí^ t^ffieinas dos carpíntoiriM^ seirs- 
ltte§ros, olelroé, etc. 

A officina de estender a Tidraça tem 
Ibrhos, indepenâetfies é isolados enM «I. A 
uma casa para seéear i^s eadftihoa è ouiifc 
para a sèòea e talei na<^ das maieriaspviMi^ 



-H 



um 



MAR 



77 



com CAUkeíras d« cobre e da ferro» pfirA a re* 
flnaçào do taliire 6 da pu(as«a ; e uma caíSa 
com forno de coser o tijolo refractário.- 

A oíBi*ioa d^ crystal, é uma graúda coo- 
strueção, composta de dois corpos unidos 
longítudioalinento, com arcadas de eominU' 
meação, praiicada» na parede cami^uai. 

Ha n*e»to offlcina dois fornos para a fa< 
iNTícaçào do crystal, e duas p*«A|uenas arcaa 
para coser os eadintios, e tre» isoladas, para 
temperar o Tidro em obra. 

Ha casas para as pesagens e dosagans, ar- 
mazene para separar a obra limpa, do rtfu* 
f Oy « para ae^odiocionamenio dos ariefactos 
que d'aqui iKthem, para a venda, ou para os 
depoi^itos áò Lisboa, Porto» Évora e outras 
partes. 

Ha a casa do deposito geral» para a venda 
por junto e a retalho, e o edifício chamado 
das flores, onde se lapida o crystal. Ê um 
Tasto pavilhão envidraçado, com 14 enge- 
nhos de lapidar, movidos por um eixo hori* 
aontal, com 15 communica^'5es de movimen- 
to» cujo motor é da força de 6 cavallos-ta- 
por. 

A macbina^ que é de alta pressSo, foi as- 
sente em uma cosa contigua a este ediâcio, 
« a caldeira estabeleoen*pe em um telheiro 
amiexo. 

Ha a casa da composição da vidraça> onde 
se pesam e misturam as principaes matérias 
primas da vidraça; telheiros em que se faz 
a lavagem das areias e a apartaçâo e pra» 
paro do casca (vidro quebrado) par» sa la«> 
var a tornar a fqndir; casa dafurja; easa 
dos pisões» onda está um bocardo da minei- 
ro composto de 6 pilões de madeira» coin 
•sóccos da ferro fundido» pasanda cada um 
70 kiiogrammas» aos quaas wrve da «otor 
a agua do aqaeducto; armazena da vidraça» 
onda ella sa corta a encaixota; csvallaríçaa» 
cwraaa» palhatros^ aic; 

FimilmaAte esta estabelecimento asiá ■Km- 
lado com luxo» a tem tudo quaoto é neeea- 
sário para a fabricação dos artefactos a que 
4 d^stiaado. 

Fora do lanteao morado» ainda ba um 
grande armazém pertenoaniafé febrica» quê 
á adminiatraçSo geral das maitaa.destiaou 
fttr» s» az|Ma«<daa da rasinageaif a um 



aquedueto» de quasi 3 kilometros, que abash 
tece copiosamente a quinta, as officioats» a 
move^a roda de um momho de moer o quar- 
Uo (stíixo) calcinado. 

Téem sido eajpre^arios da real fat)ri(*a da 
vidro e cTystal da. Marinha Grande, deâda 
que é propriedade do Estado, os srs. : 

Barão de QuiiitdJa (depois coode doFar* 
robn), António Esteves Gosta e outros, dea^ 
de 18!ii7 até 18&7. 

Manuel Joaquim Affonso» desde 1848 até 
1659. 

Casimira Joaé de Almeida» desde 1860 até 
186t. 

Francisco Thomaz dos Santo?» em ld68i 

Jorge Croft (depois visconde da Graça, a 
já fallecido) e o commendador António Am 
gasto Dias de Freitas» em 1864. 

No íotervaHo de umas e onfraa 
adorinistrações, au os trabalboé 
estavam suspensos, on eram aé^ 
ministrados por conta do estado: 

Em 1866» 08 ditos srs. Groft a Dias' dia 
Fr^^itas, com os srs. Nuno PHulino da Brito 
Fr^fo*e^ José Luia da (MiTaíra, HAigael Antó- 
nio Leitto de Lima Pateâo a António Cop* 
reia da Silva Marques, formarant^ uma pait> 
ceria, por tempo de 3& annos, com o ealpi- 
tal social da 90- contos da réis» dividido em 
900 acções» de 100^900 réis cada uma. 

Esta parceria, ou sociedade em eommàu- 
dica» ainda existe» saò a danominação da-^ 

EBIPRBZA DA RBAL rABmCA, DB YlOaOS DA MÂ'> 

muta orands. 



Os graad^a privilégios « doações a iseaçõaa 
que os governos concederam desde 1827 até 
1^9 aos empraaarios da fabricj^ nem por 
is^o concorriam para q«a esta induHria tif 
vaasa. medrado,- acompanhando os progras- 
soa da sei^ncia; pois que as companhias ax** 
pioraduras só. curavam de tirar o aiaior lor 
cro fiossivel da sua empreza. 

O- governo^ a« 1859^ mandoB proceder a 
um rigoroaissimo inquérito» por homens da 
acíenieia, e do integridade reconhecida. 

Pett o ioqilariiot porém lOm triste resulta- 
do; porque, se até então bottva excassoda 
cobiça da parta dos oxploradora^ deado eu* 



78 



MâB 



MAR 



Ião houve grande falta de generosidade, da 
parte do governo. 

O estado favon^oia até alli as emprezas, 
eom avultados subsídios e grandes privilé- 
gios e isenções, e obrigava-se a ficar com 
certa quantidade de productos. Desde então, 
nào só cessou tudo isto, como, ainda por ci- 
ma, impoz á empreza o pagamento da renda 
da fabrica, superior a um conto de réis, an- 
nual; concedendo-lhe apenas gratuitamente 
(ou antes como compensação da renda) 12 
mil carradas dt^ lenha por anno, sob a vigi* 
lancia e inspecção da administração das mat- 
tas ; obrigando a empreza a dar contas, to* 
dos os annos, ao ministério da fazenda, do 
estado da fabrica e do numero de seus em- 
pregados. 

Antes da entrega da fabrica ás emprezas, 
procede-se a um rigoroso inventario e ava- 
liação dos prédios fabris e ruraes, utensilios, 
material movei das abegoarias, etc, para no 
fim das emprezas se poderem regular as in- 
âemnisações ao estado, no caso de descami- 
nho ou deteriorações. 

D*estes inventários se vé que em 1827, o 
fundo fabril e industrial foi calculado em 
104:424^440 réis. 

£m 1848, em ^:000|;i20 réisl 

£m 1863, em 58:078^(440 réis. 

Deve dizerse, em preito á verdade, que 
a actual empreza tem feito grandes melho- 
ramentos n*esta fabrica e teus processos. 

Os fornos foram aperfeiçoados, segundo 
as indicações da scieicia moderna; de modo 
que fundem o vidro em muito menos tempo 
e com muito menoi combustível do que an* 
teriormente. 

Fazem por semana, 3 a 4 afinações em 
crystal, e 6 em vidraça. 

Gons^uíram um forno degrandes dimen- 
sões (carquése) para séccar a lenha. Entram 
n'elle 12 wagons carregados de lenha, que 
séeca rapidamente, por meio de numerosas 
hâcas de calar. Depois, os wag<ms marcham 
por carris, eom pequeno impulso, para as 
respectivas officinas e voltam depois para 
eonduzir nova lenha, por meio de uma pla- 
taforma gírante. 

Á estuík onde se seccun as pedras para 



a construcção dos fomos, e os potes (eadi* 
nhos) é digna da especial inspecçãt do visi- 
tante. 

A arca corrente de templo, é a primeira 
que se construiu em Portugal, segundo o sys- 
tema francez. 

£m 12 pequenos í9ag(ms^ assentes em ca^ 
ris de ferro, vem os productos, desde o for- 
no, até á galeria que conduz ao armazém ds 
eseolba e apartação, atravessando assim as 
seis graduações de calor que constituem a 
arca de tempero. Os artefactos entram na 
boca da arca, ainda incandescentes, e saem 
na 6.» graduação, já temperados e esfriados. 

Antigamente fazia-se a mistura com gran- 
de perigo de vida para o operário, por cansai 
do veneno que aspiravam constantemente 

Hoje ha aqui um novo systema da lava- 
gem da areia, galga a vapor, moinho hydraa- 
lico, com pisão, e mistura de eopiposições, 
sem o minimo perigo para os manipulado- 
res. 

Esta fabrica está hoje em excellentes con- 
dições industriaes, e nunca empregou tanta 
gente e deu tão grande prqducção de arte- 
factos de vidro e crystal. Dá pão e trabalho 
a umas 700 pessoas de ambos os sexos, in- 
cluindo n'este numero os empregados e ope- 
rários. 

Não posso fallar u'esta fábrica, sem que 
me venha á memoria João Manuel Aflonso 
de Barros, que foi seu mestre. 

Nunca vi um homem que a tão espantosa 
habilidade reunisse tanta modéstia e docili- 
dade. 

Para elle não havia difficuldades, nen 
mesmo impossíveis. Fazia com a mazioa 
perftíição tudo quanto imaginasse fazer, por 
maior que fosse a comphcação do objecta 
Causava verdadeira admiração ver este ho- 
mem singularissimo largar a goiva, ou o for- 
mão com que trabalhava no tomo mechani- 
co, ou outro qualquer instrumento pesado, 
e pegar na penna e escrever desembaraçar 
damente uma carta com bellissima letra; 
como eu mesmo vi. 

Juntem^sea estas já tão notáveis qualida- 
des, uma inteUigencia provada, variada lar 



MÂR 



MAR 



79 



strucção, trato afabilissimo, honradez a toda 
a prova e ama figura sympatbica, e eis o bo- 
mem por quem a Marinha Gr%nde sempre 
chorará. 

A perda de um filho extremeeido (o mais 
novo) de tal sorte lhe mio^m a existência, 
qae pouco tempo lhe subreviv<íu. 

Fallecen ha m»is de 20 annos, e ainda em 
todo o vigor da idade. 

Aos seus filhos, que elle tanto amava, sir- 
va de lenitivo a uma eterna saudade, esta 
pequena comraeraoraçào, e a probabilidade 
de que está na beinaventurança gozando o 
piremio de tantas virtudes, que foram a sua 
partilha na terra. 

Reservei para o fim d'este artigo, dar uma 
noticia mais circurnstanciada do principio 
â*esta fabrica. Mio são fundadas em tradi- 
ções, ou esrriptos de credito duvidoso. Cons- 
tam de doçumeutos authenlicos e de escri- 
pturas publicas que existem (como* já disse) 
no cartório da casa dos srs. Castros, do Co- 
vo \ que eu vi por varias vezes. 

A primeira fabrica de vidros que houve 
em Portugal, foi a do Covo (ua freguezia de 
S. Pedro, de Villa-Chan, comarca e concelho 
de Oliveira de Azeméis, d'uade dista 2 kilo* 
metros ao iNfi). Nào achei dados que certi- 
fiquem o anno da sua fundação; apenas cons- 
ta que já existia em 1484 ; puis que então, 
D. João II, ordenou por uma provisão que 
em Portugal se não podesse estabelecer ou- 
tra fabrica de vidros, sem conâentímento e 
anctorjs^çâo de Diogo Fernandes (como as 
letras da provisão estão bastante apagadas, 
não se pôde verificar se é Diogo, Domingos, 
ou Dionísio ; mas parece mais ser o primei- 
ro nome) dono d*esta fabrica. 

Não se sabe se a provisão de D. João II 
foi derrogada, ou se o proprietário deu li- 
cença para se fabricar vidro na villa de Coi- 
na (no Ribatejo, comarca de Aldeia Gallega) 
o que é Certo é principiar alli esta industria 
em 1498, mas em muito pequena escala. 

Em 1580, porém, já a fabrica de Coina 

1 A cuja família pertence a sr.* D. Maria 
Helena de Castro Pamplona de Sousa Hols- 
tein, condessa da Ribeira. 



produzia artefactos de vidro que rívalisavam 
com os do Covo, e em tão grande quantida- 
de, que lhe faziam prejudit^ial concorrência. 
Então o proprietário da fabrica do Covo» pre- 
valecendo-se -dos seus antigos privilégios, 
queixon-se ao rei (D. Affonso V) que, por 
provisão d'esse mesmo auDO, ordenou que a 
fabrica de Coina, só podesse vendnr louça 
de vidro desde a margem esquerda do Mon- 
dego até ao Guadiana ; e a do Covo, desde o 
rio Minho, até á direita do Mondego. Para o 
estrangeiro e ultramar, podiam exportar am- 
bas, sem restricção. 

Com o de(!urso do tempo, esgotou-se a le- 
fiha nos arredor.es de Coina, tendo o pro- 
prietário da fabrica de mandar vir o eom* 
bustivel de longe, o que lhe causava gran-< 
des despezas. 

Então o dono da fabrica decidiu mudai a 
para a Marinha Grande, por estar próximo 
ao piobal denominado de Leiria, onde tinha 
eombnstivel com tanta abundância, que ha- 
via a certeza de nunca faltar. 

Quando Guilherme Sl^^phens, veiu fundar 
a grande fabrica da Marinha Grande, já 
achou a antiga fabrica (que parece datar—- 
aqui—do fim. do século XVII). 

Não se sabe porque cAintrato elle tomou 
conta d*ella, o que ó cerio é que fui a que o 
instigou a substiiuíla por outra em grande 
escala, uiilisando todos os antigos operários. 

Em Coina, ainda existem vestígios da sua 
antiga fabricado vidros, na propriedade dos 
herdeiros da sr.» J. Pouchet, onde depois se. 
estabeleceu uma fabrica de zuartes, que se 
exportavam em grande quantidade para a 
Africa. 

Esta fabrica foi depois transfeiida para 
Sacavém. — 

A egreja matriz da Marinha Grande, éum 
vasto e bonito templo. 

As casas da povoação são pela maior par? 
te térreas, ou de um só andnr, mas muita 
bem caiadas, commodas e bonitas. Muitas 
téem. canteiras de flores aos lados das por- 
tas, o que lhe augmenta a belieza^. 

1 Ainda não vi gira-sóes maiores do que 
na Marinha Grande, apezar do seu soio ser 
de areia. 



80 



MAR 



Aê ruas é que são de areia qnasi toias, o 
qne 6 bdstante mcommodo. 

E*ta poToaçAo ti»m melhorado conAtd(^ra- 
YfíliBenCe nVetes nltini^ tt^mpos, não 9Ô p^^lo 
desenTolvimento que tem tidu a iada^ria 
do vidro; mas também pelo estabeleeiraento 
aqui da adminintração das maita9, estação 
telegfaphi«^a, lojas, ele. — accrescendo estar 
ligada a Lt>iria por ama boa estrada, qne 
toma fcu*ilima a saa oommaDicação eom a 
eapital do districto. 

O território d'esta fregopEia, posto ser de 
areia, é bastante produriívo, e os géneros 
agriculas são em geral baratos. 

A gente da Marinha Grande (quasi toda 
empregada nas difTerentes fabricas e no pi- 
nhal) é de trato ament, franca e hospita- 
leiro. 

Vivendo ha umas poucas de gerações com 
as commodidadt'» que dá a boa remunera- 
ção do assiduo trabalho, as suas casas são 
interiormente bem mobiladas, elegantes e 
confortáveis^ e seus moradores extremamen 
aeeiados. 

Faz gosto visitar esta bella povoação, on- 
de, em vez de encontrarmos aldeões rudes, 
boçaes e ignorantes, vamos achar homens 
il lustrados, úteis, bons e afáveis. 

A freguezía da Marinha Grande foi orea 
da ao anno de 1600. 

Em 1590, fízeram os moradores da Mari , 
nka e Gracia^ um requerimento ao bispo de 
Leiria, D. Pedro de Castilho, pedindo licença 
^ara se poder dizer missa na ermida de 
Nossa Senhora do Rosário, qne tinham con- 
Btruido no logar da Marinha, o que o pre- 
lado concedeu, mediante a licença do cura 
da freguezia de S. Thiago, do Arrabalde da 
Ponte, a que estas aldi^ias pertenciam. 

No anno seguinte, o mesmo bispo consti- 
tuiu a Marinha em freguezia independente, 
ficaiido a fabrica da egreja, capella^ sachris- 
lia 6 casa do cura á obrigação dos freguezea, 
que taxaram^ ao seu parocho 70 alqueires 
de trigo e iO de segunda; além d'tsso, cada 
fogo dava 1 quartão de vinho (depois davam 
30 réis por elte). Mas sob a condição de qne 
vindo a ser t>s fogos mais de 80, lhe aceres 
contariam o salário. 



MAR 

O bispo flcon com o direito de apresenOt^ 
ção, e dava ao <*ura 3^000 réis em dinheiro». 
A primittiva capella de Nossa Senhora dh» 
Rosário, ficou sendo a egreja parochial da 
nova freguezia, até ao anão dn 180k, em que 
a demoliram, para se constrair a afituaL 

' Cumpre notar que o PoriugtÉÍ 
Sarro e Profano, dá ao paroetio 
- d'esta fregQf^zia (como vimos ttm 
principio d*este artigo) 420^600 
réi^i de rendimento, e o Couseiro^ 
diz que o povo dá ao paroebo 
150^000 réis, de côngrua, e ao- 
coadjutor 401000 réh. 
No altar-mór da egreja, está a image^n da 
padroeira, em um nicho de pedra, duurado. 
Tem mais quatro altares lateraes. 
Ha n'esta freguezia as capellas seguintes: 

S. Pedro de Mnélsô existem d*esta er- 
mida as ruints da capella-mér, sobre aoia 
rofha; e parte do altar, que era de pedra e 
cai. Foi destrui da pelo mar. 

S. Pedro — ^no mesmo siiio da antecedente, 
porém mais para a terra, está outra capella, 
quo se construiu depois da demoii<;ão da 
primeira, e da sua mesma invocação. N'ella 
estão as imagens de Nossa Senhora da Pie- 
dade e de S. Pedro, apostolo, que estavam na 
outra. 

Senhor Jesus dos ^<'cí05— fundada em 
1861, próximo e ao S. da povoação da Ma- 
rinha Grande, junto ao cemitério, que fei 
benzido em 1857. 

Foi a capella benzida, em 9 de abril de 
1865, pelo missionário Lmz Pivspeii, ita- 
liano; e no mesmo dia se celebrou n'eila 
missa, pela primeira vez. 

Em 1866, se instituiu n^esta capella uma 

» 

irmandade intitulada do Senhor Jésus dos 
AffllctoSy composta Jogo de 228 irmãos, que 
vuluQtariameute se encarregaram da fabrica 
e da capella. 

Em 2 de fevereiro do mesmo anno de 1866, 
se coUocou aqui a veneranda imagem do 
mesmo Senhor Jesus, e n'esse dia se lhe ias 
a primeira festa. « 



j 



IfÂR 



MAR 



!S1 



Capella do Engenho — exHún alé á ínTasâo 
lirane«*za, seodo eutáo queimada pelas hor- 
^8 de Bonaparte. 

Nào se sabe qtial era o seu ocâgo. 

Era fabricada p<'la adoiioistraçio do pi- 
nhal de Leiria, e tinha um rtappUào, pago á 
ensita dainosma administração. IVpois de ia- 
ceudiada a eroiida. passou a cap^il»nia para 
a fareja parocfaial por alguas anuas; mas 
acabou. 

Santa Barbara — feita no logar de Gracia, 
feita pKJos seus moradores : D. Diniz.de Mel 
ÍOy hi<p<» de Lt^iria, ifae deu licença para n*ella 
se diz»*r missa, em 1635. 

No t«>rriK»rio dVsta freguesia, cáe parle 
•do pinhal dVÍ-m, que oomeça na laffôa Sa 
pinha, que está á borda do aceiro e ch^^ga 
até á Vieira e freguezla de Cat^ide, (Vide 
Sttpinka e Vieira,) 

Por esle siiio da Marinha Grande, se lan- 
çou f«>go ao pinhal, em 4645, o que causou 
grmde prejuízo ao estado. Tiraram-se três 
devassas (o provedor uma, o juiz de fora ou- 
Ira e o guarda^inór dos piuhaes, ontra) c^m 
insiguificante resultado. 

Sf^ndo bispo de Leiria D. Marfim Affonso 
Hexia, e guarda-mór dos plnbaes, Jorge da 
Silva da Co^ta, se tornou ^a lançar fogo no 
mesmo pinhal, que causou lambem enormes 
prejuízos nas arvores. Veiu um dpsembarga- 
■dor devassar; porém, como se disse, o biitpo 
e guarda mór foram os incendiários, e nada 
fesultou. 

Dependentes da admimsiraçõú das mattas 
do reino, ha aqui quatro es(abi*leeimentos,' 
inm dos qoaes é muito importante: 

!.• Fabrica resinosa» 

%• Fabrica de resinagem. 

3.* Estalfin) para iujecçãn de: madeiras. 

4.* S«>rraría me($hiniiea« 

A fubritta resinosa, •só produsia péz e ai- 
eatrào. Drpuis iratea sede descHar o alfA« 
4rào, pam produzir agua^^ráziengoa^^russa; 
mas esta ultima eucontraflra^poaeaieaàidanos 
aQPfrjídos. 

Etta fiibrtea tMMpFehenáea^íBcnarilos 
J0j!(íod4^os,(o6numiapparvlhO'4H<8eytiadro8| 
iO fornos de péz (como os franeezeá>psira 



aproveitar os resíduos do tratamento fabril 
da terebintina e iO fumos raguzmnos. 

Em 1858, lembrou se o sr. B«?mardtno 
José Gomes, zf loso e imeiligente empregado 
da administração geral das mattas (d*^po&s 
do sr. Sebastião Beitamio de Almeida) de 
tentar algumas experiências, com u maior 
segredo, para extrahír a resina, tão bem lhe 
sahiram, que sendo logo apresentados os pro- 
doetos doestas experiências no minislerio 
das obras publicas, e u algiMis comoiercian- 
tes,. foram todos c-oneorttes na approvação 
dos mesmos produotos e nos elogios ao sr. 
Bernardino Jopé Gomes. Goniinuunasfxpe* 
riencias em 1859, Já então au«'torisado pelo. 
governo, e se priaripiou a erigir, sob a sua 
direcção, um dos eéíâcios que deviam ser- 
vir para a falNrica de resinagem* 

Esta fabrica tem já dois edifl- 
cios de boa appareneia, com mais 
de 20 tanques para a gemma, 
com a capacidade de 8<400 lUras 
cada um, 6 um poço arteMano. 
A aéminislraçào das mattas propôz ao go- 
verno (attendendo ao interesse que resulta- 
ria para o estado e para a povoação) o des- 
envolvimento da nova indu^ria; p»ra o>que 
pedia que fosse oma eonimissàu, dn pessoas 
competentes, visitar os niai^ importantes es- 
tabelecimentos resinosos do sul da > França. 
Consultando o governo o eousul porta- 
guez em Nantes (José Manuel do iNasiúmea- 
to) que visitâfa esses estabeleoiment^s, no- 
meou uma comíbissao, eofiiposta dos srs. 
Manuel Raymundo Valladas engenh^^iro, e 
Beraardioo José Gomes» qne, em I86f^ fo- 
ram a França, parao 6m ^xpoato, dandona 
«vutta o competente reiatofíu. 

Desde enião datam na prodresaoa 'da fa- 
brica de resinagem, «nijo» prudneioasão óp- 
timos, «e muito .procurados porn^cionj^s e 
estrangeiros. 

■Eat«« tproduGtos, sendo examinados por 
^mr. fDive^, ^diettneto (-himieo,^em Montiie 
Marsan^ficoil lào surpreheodido.ao vera-ra- 
'4)a<^Ca \da • gamma, e a ipei feição c^m qve 
iâ*elkitfle exirahiam na>seuiiipMu!Stos,fq«e 
não só confessau eainn snpenores aos 4a 
^fifBVçai mas tiló det^larau, que o«u»a rvira 
gemma tão rica em óleo, ei^iiâiiiuiaiafnada 



82 



MAR 



MAR 



coinp«tiri:i vantajogaroente com todos os pro- 
dactos raropeus d*aqaelle género; porque 
os de Veneza e Chio não eram mais li)ellos. 
M r. Charles de Truyat (de Bayona) arren- 
datário das roattas do estado, deDoroioadas 
Duna$ do SvU, faltando dos productos d*este 
género, da Maríoba Grande, diz: (tradue 

4È penoso eonfessal-o, mas nao podemos 
t competir com os prodactos dePurtngal; 
«porqne são o melhor qoe se pôde encon- 
«trar n'e8te género.» 

(Vide Carmáe e Pinhal de Leiria) 

A 2 kiiomc^tros da Marinha Grande, no si- 
tio de Pedreanes, em 6 de março de 1866, 
foi inaugurado nm alto forno, constmido 
segando o sy.^tema moderno, para fundição 
de ferro, pertencente á Companhia de ferro 
e carvãOy de Portugal^ limitada. 

Na Marinha Graod» ha uma estrada (a pri- 
meira construida n'este reino, pelo sys^tema 
ameri<«ano, ha mais dn 10 anno^) que leva 
os productos dHS fabricas e as madf^iras do 
pinhal, para o purto d^ S. Maninho, para 
d*alli seguirem para Lisboa, Porto e outras 
direcções. 

O lugar da Marinha portpncia á freguesia 
do Arrabalde da Punte, junto a Leiria. 

Em 1590, fizeram os moradores da Mari- 
nha e GracÍH, um requerimento ao bispo de 
Leiria, D. Pedn», dizendo qun tinham uma 
ermida, da invo4*açau de Niissa Seuhdra do 
Bosario, no lugar da Marinha, e pediam li 
oença para nVIla se dizer missa, ao que o 
prelado arcedeu. 

Em 1600, a requerimento dos mesmos po- 
Tos, creou o prelado (ainda D. Pedro) a fre-* 
gnezia da Marinha, desmembrando a da fre- 
guesia do Arrabalde da Ponte. 

Ficou ao bispo o direito da apresentação da 
egreja, e ao puTo a obrigação da fabrica da 
egreja, 9ai*hrií4tia e casas do cura. A este ta 
xaram 70 alqueires de trígit, 10 de segunda 
^-e 1 qnariâo de vinho cada fogo. (Depois, 
em vez do quartào de vinho, davam 30 réh.) 
O bispo dava annualmente ao cura, 3^000 
réis, e deu para as obras da egreja (das ren- 
das da mesfna) 20^000 réis. 

Duzentos fogos constituíram a parochia, 
no seu principio. 



Ficou a eapella de Nossa Senhora d» Bo* 
sarío, servindo de egreja parochial; porta» 
com o desenvolvimento da população. Cm 
demolida, pelos annos de 1804, e no mesoM 
logar da eapella, e aproveitando ósseas ma- 
teriaes, se construiu a egreja actual, que, 
apezar da sua amplidão, ainda é insufBciente 
para o povo. 

(Para não faxer o artigo da Marinha Gran- 
de interminável, vide Pedreanê9.) 

MABINHâ (Santa) DA COSTA-^Vide Cdf- 
ta. 

MARINHA — (Vide Félix da Marinha— 
São.) Antigamente denoniinava se esta fre- 
guezia. São Fins da Marinha. Ha um docB- 
mento de 1623, que lhe dá ainda este nome. 
È uma prova mais de que Fins e Félix, no 
antigo portuguer^ A uma e me^ma cousa. 

MARINHA <Santa) DO TROFÊÇO-^fregiie- 
zia, Douro, comarca e concelho, 10 kilome- 
tros ao O. de Arouca, 40 ao S. do Porto, 95 
ao S. do rio Douro, 300 ao N. de Lisboa, 900 
fogos. 

Em 1757 tinha 140 fogos. 

Orago Santa Marinha, virgem e martyr. 

Bispado de Lamego, dístricto adminístra- 
ctivo de Aveiro. 

O papa e o bi«po apresentavim alternati- 
vamente o abbade, que tiuha 350il00O r^ 
de rendimento. 

Esta fr^guezia está situada na serra dos 
PausadouroSy e em v;irias das suas ramifica- 
ções, sendo as print*ip%e:<, oh inrmtes de S. 
JoãOy Vergadellas, Ferreiros, Póvoa^ Corra- 
ceira e outros. Ê pois o seu território muito 
accidentado, mas fértil em lodos os géneros 
agrícolas, produzindo muito e óptimo vioiío, 
alguin azeite, do melhor do r« ioo Cria mui- 
to gado de toda a quHliilade, exportando 
grande porção de juntas de bois gordos pá- 
ra a Inglaterra. 

É terra muito abundante de boas aguas, 
de fontes e mina», e de varins regatos» que 
todos desaguam no Arda. 

Nos seu» montes ha muita caça, e grande 
creaçao de colmeias. 

A egreja matriz é mui^o antiga ; mas pe- 
quena e pobre. Está edificada em uma ba- 
cia no alto da serra, em sitiu bonito .e san- 
daveL 



MAR 



MAR 



83 



Tem a capella de S. Joio, do monte, em i 
um ermo, abaixo da aldeia de Vergadellas. 
É povoação maíio aatiga, pois }à era pa- 
Tochia em 900, o qae coDSta de documen- 
tos existentes no cartório do mosteiro eis- 
teiiense da vi lia de Arouca. 

É n'esta freguezia a aldeia de Âlmançôr, 
•de que tratei no logar competente, celebre 
pela sua antiguidade. 

Foi habitada pelos mouros, do que ha 
muitos vestígios de lavra de minas metali- 
zas, tanto no sitio dos Sete Buracos^ de que 
já failei, na palavra Carroceira, coroo pelas 
margens do rto Arda (vide esta palavra) on- 
de ainda existem varias galerias, e tem ap- 
parecido algumas mós, com que os árabes 
(e talvez mesmo povos anteriores á sua do- 
minação na Lusitânia) moiam o quartzo, pa- 
ra lhe extrahir as partículas de ouro que 
contiuha. 

T7o monte de Pulgosinho, logo abaixo da 
serra da Carroceira, ha uma comprida pe- 
dreira de betia calcedonia. 

No logar de Vergadellas, ha uma grande 
anta céltica, e outras menores no alto dos 
Pou^adouros ; o que prova que este territó- 
rio já era habitado pelos celtas, ou pelos po- 
vos que os precederam, e a que os moder- 
nos, não lhe sabt^ndo outro nome, denomi- 
nam preeeltas. 

O riu Arda divide aqui esta freguezia da 
de Santa Ghri«)liaa de Mançôres ; o bispado 
do Porto do de Lamego, e a Terra da Fei- 
ca da de Arouca. 

No logar do Carvalhal, dVsta freguf^zia, 
está lançada sobrt^ o Arda uma ponte de Al- 
venaria, de um »ò arro, mas alta e de boa 
construcçào. Também já fatiei nVlU,<quan- 
do tratei do rio Arda. No meio dVata pon- 
te, podem estar os bi:4pos do Porto e de La- 
mego, de mãos dadas, e cada um no seu 
bispado. 

MARINHAS— freguezia, Minho, remarca 
de BarceIlo8, concelho de Esposende, 30 ki- 
lometros a O. de Braga, 3ii5 ao N. de Lis- 
ix)a, 380 fogos. 
Em 1757 ttuha 318 fogos. 
Orago S. Miguel, archanjo. 
Arcebbpado e districto adoaínistrativo de 
Braga. f 



O cabido da Sé de Braga apresentava o 
reitor, que tinha ISOi^OOO réis de rendi- 
mento. 

Está situada perto da costa do mar, e é 
muito fértil. Cria muito gado. 

MARINHAS DE SAL, ou SALINAS em 
Portugal —A agua salgada sendo recolhida 
em reservatórios e taboieiros conveniente- 
mente construídos, passando de uns para 
outros, e evaporando se ao ar livre, deposi- 
ta por crystalisação o sal das cosinhas, ou 
chiorureto de sódio. 

Dá- se o nome de marinhas ou salinas a 
estes reservatórios que as aguas salgadas 
percorrem, para se evaporarem e deporem 
o sal. 

As principaes marinhas do nosso paiz são 
as de Lisboa, que existem em ambas as mar- 
gens do Tejo, até áâ alturas de Yiíla Fran- 
ca ao N., e ao S. aié Alcochete ; as de Se- 
túbal, que orlam ambas as margens do Sa- 
do, desde a foz até Al<'acer do Sal ; as da 
Figueira, que comprehendem prinrip^ltàen- 
te as de Lavos e Morraeelra ; as de Aveiro, 
que oceupam uma superficie de mais de 85 
kilometros nas ilhotas e lesirias que for- 
mam os esteiros do Vouga era Aveiro, Ilha- 
To e Esgueira ; e as do Algarve, sendo as 
roais conhecidas as de Alniargem, Tavira, 
Faro e Vllla Nova de Portimão. 

Os trabalhos da sa li nação principiam ge- 
ralmente em junho, fazeadose principal- 
mente a colheita em julho e agosto. A agua 
recebida directamente do mar produz msds 
sal que a dos rios e lagos salgados ; por is- 
so as marinhas mai<* próximas da Toz dos 
rios são mais rendosas, porque é Inaior a 
salsugem das aguas. É nas marés vivas de 
cada mez, que a produoção salina é nuas 
abundante, porcpie vem do Oceano maior 
porção de agua salgada. Rsrá calculado, que 
na foE do Mondego 12:533 metros cúbicos de 
agua podem produzir 600 moios de sal; e que 
para produzir esta mesma quantidade, as 
marinhas de Aveiro precisam de 14:401 me* 
tros cnbicos de agua, porque esta é de me- 
nor salsugem. 

Esta industria é uma grande riqueza pa- 
ra Portugal, porque não só abasti^ce com 
'abondanoia os .merca^bo^ nacionaei^ mas 



:84 



MAK 



MÂR 



eoDstíiae xsm ramo de grande exportação 
imra paizes exirange iros, onde o sal das ma- 
ritibas portuguezaa tem maita acc^itaçao. 

Ha também snlínas perto de Rio-Maior e 
da Batalha. Actualmente ponco ou nada se 
exploram. È provável que a agua salgada 
que se. enc^ontra n*estes dois sítios, proceda de. 
depósitos subterrâneos de sal mioeral, que 
ainda se não descobriram ; e não de agua 
do mar, que fica longe, e mesmo que aqui 
pedesse chegar (que nào cbega) teria fur^^o- 
samente perdido as partes salinas pela fil- 
tração. 

Kâo podemos admirar- nos de que haja 
n'este reino depósitos de sal miueral, visto 
que ha vários em Hespanba, sobre tudo nas 
celebres montanhas de Cardona, cujos pro- 
ductos fornecem uma grande parle da Hes- 
paoha. 

MARINHOS— antiga freguezia do Minho, 
ha muiu>s annos aunexa á de Valia dares 
(Santa Eulália) na comarca e eoucelho de 
.llonvão, arcei)i.spado de Braga, districto ad- 
ministrativo de Yianna. 

Foi solar dos Marinhos poriuguezes— que 
lhe deram o seu nome. 

Marinho é um appellido nobre em Portu- 
gal. Veio dtí Gallízap e alli tomado por al- 
cunha. O primeiro que em Portugal appare 
ceu com este appellido, e que veio da Gal- 
Uza estabelecer-se Q*este nâuo, é D. Afifun 
90 Paes Mariuho. Suas armas sáo — em cam- 
po de prata, 4 í.ixas azues, ondeadas. Elmo 
de aço aberto, e por timbre, uma sereia, 
com eabéUo de ouro. 

Os Marinhos oriundos da exiincta fregue- 
lia da Marinhos, trazem por armas— -em cam- 
po verde, 5 flores de iiz de prata, em aspa, 
•elmo de aço aberto, e por timbre, uma tse- 
reia da sua côr, cou eabôilo de ouro. 

Outros do mesmo appeUido usam-^-em 
campo verde, 5 flores de liz de prata, em 
aspa, e por baixo d*elias 3 íaxas de ondas 
de azul e prata. Elmo de aço aberto, e tim- 
bre a sereia das arma» anteCndeotes. 

Ainda outros Marinhos in^z^m por armas 
-^em campo de prata, 3 oiidaa^de azul, em 
foxa— timbre e elmo o mesmo. 

'PíaahneDte, outros Udafli-^em campo aial. 



melas flores de ttr, de ouro, era aspa. O 
elmo e timbre oomo o das antecedentes. 

MARIZ— freguezia, Miuho, comarca e eon- 
celho de Barceilo«, 24 kilometros ao O. 4e 
Braga, 360 ao N. de Lisboa, 90 fogos. 

Em 1757 tinha 35 fogos. 

Orago Santo Emiliào. 

Arcebispado e distrietõ admtoistrativo d» 
Braga. 

Esteve por muitos aoaos aunexa à fregne- ' 
zía de Creixomil. 

Em Mariz ha uma fonte de agua mineral, 
que se applica com bom resultado para va- 
rias moléstias do estômago. E' tào adestrin- 
geut^, (|ue cura quasi sempre o fastio, (lil- 
de Fragoso.) 

O reitor do coDvento de Villar de Frades 
(de fonegós de S. Jt^âo Evangelista — deno* 
minados — os bens hcmens de VUfnr) apre- 
sentavam o vigário, que tiuha 20M0O réis 
de côngrua e o pé d'altar. 

Esta freguesia fica contigua ás de Fraga^ 
so e Creixomil. 

E* povoação antiquíssima, e dVila fffOce« 
de o nobre appellido de Mariz, 

Lnpo de Mariz, que é o troeoo das íhmi- 
lias d'este appellido, tinha o seu sdar no 
Po/çn de Mariz, 

António de Mariz, fittio de Affonso Lopes 
de Mririz, e neto d*aquH||e Lopo, residia em 
Villa do Conde. Requereu brazio d*arcnas^ 
que Philippe IV lhe mandou. dar, em 14 de 
setembro de i6 >4. Poi eonstruido da ma- 
neira seguinte :— em campo aaiti. 5 vieiras 
de ouro, em cruz, realçadas de negro, ap- 
parecendo por entre as suas pétalas, «pua- 
trò fuíhas verdes em cruz — elmo >de aço 
akierto, e por timbre, meio .leio azai, iam* 
passado de púrpura, «oói ama das vieinas 
na cabeça. 

A casa do Paço de Mariz, passou dspoís.a 
ser morgado, dos Ferreiras. 

llAilKÊVA-~tributo infame que sa paga- 
va no tempo do feudalismo, em algumas na- 
ções da Europa, priDeipfiil.me.fue nas Gattíai 
e na Germânia, sendo quasi gerarnas mar- 
gens do Rheno, pelos margp»T9S,'bargraves^ 
e landgraves das cidades ecastellos dssOoas 
margens. Consta que na Escnqia também 
existia o direito da ma^êta^ que o ealhidi- 



Má» 



HÂft 



88 



eo cei lláleolm abolia em 1090» ^oitstiittún- 
^o-a por imposto, de 400 réis em dinheí» 

DÍE>se que este tributo também era.iisa« 
do Bas ilhas Canárias (as ForhmaéUa dos 
aoiigos) mas qae fíá profaibído desde qnç 
08 . bespanhoes tomaram . estas ilbas.. 

O tribato de markita^ consistia no direi- 
to qae tinba o senhor da terra, d» dormir 
eom a noiva d« colono» servo on emphiten- 
4a, na primeira noHe de .easâmento d*aile& 

Não ha um só doeamento que prove com 
evidencia ter existido em Portugal este dt- 
reito immoralissimo; e nem ^UktoriAúos 
Úôios falia d^eiie senão como tradição .die 
cousa já passada. É pois de suppâr quenmo^- 
ca existia na Lusitânia, a nSo ser. sob a do- 
minação agarena, e isso mesmo não ccmsta 
de .doeamento digno de fé. 

Ha porém varias lendas sobre este abo- 
minável direito. (Tida Gardiellos, a pag< M6, 
«QÍ. 1» do 2.« vol.) 

MARMfiUAIi vulgarmente MAKMSI.Aa 
-^freguesia, Alemtejo, comarca de Cuba, 
•concelho de Vidigueira, 45 kilometros de 
Évora, i30 ao SE. dei Lisboa, 70 fogios. 

Em 1757 tinha 36 fogos. ■ 

Drago Santa Brisida. 

Bispado ' e dístricto administrativo de 
Beja. 

(O seu primeiro orago foi Santa Ifaría.) 

Qs condes de YaUe de Reis apreseptavam 
o prior, que tinh^ 400^000 réis de rendi- 
mento. 

« 

fi terra maito fértil, sobre tudo em ce- 
reaes. 

Provem lhe o nome de haver aqoi qnui- 
tosi marmelieiros, pelo que se deve dizer 
marmellal e não marmelar. 

HARHELLâL— nome primittivo da actual 
vilia de Portel. (Vide Portel.) 

MARKELAL— vide marmWío/. 

MARMELLEIRA— freguezia, Beira Alta, 
comarca de Santa Comba Dão, concelho e 
i2 kilometros de Mortágua, 25 de Coimbra, 
230 ao N. de Lisboa^ 160 fogos. 

Em 1757 tinha 44 foges. 

Orago S. Migupl, archanjo. 

Bispado de Coimbra, disiricto administra- 
tivo, de Viseu.. , 

VOBUMB V 



.Os : duques de Cadscval apresentovaÉi o 
pi^r,;.que tinha ^300^000 réis de rendi* 
mentOk 

É lèrra muito fertiL Muito gado de todaii 
qualidade e caça. . . i-j 

Pnoximo e ao N. do logar.da Marmeileira 
estio Sanctuario de Nossa Senhora doCaií* 
mo, cuja origem, consta ser a seguinte : : 

O padre Sebastião do Monte Calvario^lsra 
prior da Marmeileira, pelos annos de iG06t 
JBra um varão de muita sciencia, de com* 
portamento exemplarissimo e eminenternsn* 
te caritativo, pois tudo quanto adquitía eia 
por elle repartido com os necessitados. 

Tentou edf Ôcar um mosteírinho, dedicado 
a Nossa Senhora do Carmo, onde. vivesse 
ama pequena coosmonidade de religiosas 
carmelitas calçados, e para o qual obteve li- 
cença dos respectivos prelados. 

Edificou uma egreja suffieiente, claustro, 
dormitório e maisoffieinas necessárias; pre- 
tendendo renunciar o seu priorado em b^ 
nefício do mosteiro. 

Era porém padroeiro da .igreja deSélli* 
gael,:0 cojude de Odemira, que, depois de 
estar o.edi&cio do mosteicoii cosehiidft^ 
não consentia em perder os rendimentos do 
padroado, em favor dos ireligiosos« Gomo 
estes não ppdessem viver siun rendimentos, 
e o mosteiro nào tinha outros, porque .o 
prior tinha dispendido todos os seus have* 
res n*esta construcção, ficou o mosteiro dea* 
habitado. 

O bom prior erigiu então aqui omair- 
mandado da mesma invoeiíçao de Nossa Se- 
nhura do Carmo, com seus estatutos, qoe 
em pouco tempo conteve grande numero 49 
irmãos; não só da freguezia, mas,|amhen 
da viila de Mortágua e de outras fregue- 
zias : 

Faz-se ^ festa da Senhora» no próprio dia^ 
que é a 16 de julho de cada anuo. 

Em 5 de novembro se faz um anuiver^- 
rio por todos os irmãos fallecidos. 

Ha também n*esta freguesia o.^qtuarí^ 
de Nossa Senhora da Bibei^j^, a^poacaidJA- 
ta^nçia da aldeia da Marmeileira, e .nas imr^ 
gens de ^ma caudalosa ribi^a^ a que a f#f 
pella dcTa o titulo. .x<b 

6 



ae 



> AimftgoirdaNosábSeBhonáéè peara, 
éb nas 90 eeBtiáieth)^ de altura, ocpD o tts- 
nino Jesus no braçe esquerdo, offerecéndo* 
ibef GDiB aimlo direita UBl ramiiilio d« fra- 
ctos. 

' I^ra-itó (guando etta-bapella foi ftulda- 
ia;DBías sabe-se iiue:jáesí8tiAémi64i^ e 
que foi ceedificada e' ampliada =€01 1747. 

Nossa Senhora da Ribeira é objecto de 
aofiiita devoção para os poVos d> estes dias. 
^ lEÂia(ELI.EIRO--fregiM£ia, Beira Baixa, 
comarca e oonceiho da Gertan, (M) kilomer 
tros do Grato, 165 ao SE. de Lisboa, 200 fo^ 
f os. Em 1757 tisha 5$ íbgob. 

Orago Santo António de Lislioa. 
« É uma das freguezias do ^graoprlorad» 
do Crato, aetuaimen^ aiiiiexa ao patriar- 
iSbado-HiisttlcCo adiubiistratlrò de Caistélle 
Branco. 

O grao-príor do Grato apresentava o cu- 
ra^ <fue tinha SOIíOOO réis de côngrua e o 
lȎ deitar. 

É terra fértil. 

«âRMBlLCmO-^freguèzia, Beira Bblxa, 
eôneeiho, comarca e 18 kildmetroB da Guar* 
da, 315 ao B. de Lisboa, 800 fogos. 

Em 1757 tinha 400 fogos. 
< • Or^go Nossa Senbora da Conceito. 
' Bispado e distrietô administrativo da 
Guarda. 

A mesa da consciência apresentava o vi- 
gário, que tinha 40^000 réis de côngrua e 
o pé d'aUar. 

fi terra fértil. Muito gado e caça. 

IIARMELLBIRO — aldeia, Extremsdtva, 
próximo â cidade de Thomar, a cujo conce- 
lho e comarca pertence, fi prdasia de Tho* 
Mar, hoje annexa ao patrlarchadô. Districto 
de Santalrem. 

Nada tem de notável esta aldeia, sehio 
oiser pátria de ^não (Somes {e saptUêiro 
santo,) Aprendeu na âua jnvemudeo offibio 
que lhe deu o cognome. Eraum vai^o ador- 
nado de todas as virtudes christans. Exer- 
ceu por 14 annos o emprego de guarda da 
miiveriftidade de Btora. Por variks vezes o 
tA lhe qtiiz melhorar a condição, porém Si- 
liaio preferiu sempíre a que tinha, apesar dá 
Imnlildlaãé d'enay e elú raíSo da Ibmildádè 
d^eilo. 



- Xêfaiia» ete'Bvon,Mt ilMlf(Mã;«ni«aii 
cãoaque^ per ftéar debaiato do uqualiucia db 
prata, chamam da Cova. D'esta o dàsenUr* 
rum. muitas -veJes o rot D. Seboatâo, dha- 
mando«o «o paço, e ao* eoncdlbo Ab estada^ 
para Ouvir okU voto mb matérias de isaisr 
peso ; porque «ra tanta a Itu iiue Beiullbe 
tinlia GomffiiiniEado, qtie, nao só nos noM»- 
rias tbeeiogiaas^ mas também nás politica^ 
eram <«' sãos diaeursas sup^iorés a ««dai 
as iscieneias bnmafias, e as soas rjkzdes^ a 
assombro, doa maiores llettnidoa do sea téra- 
pb. 

Dia o paire meatre, Hanueldn Veiga {W 
dado ketOo Simão Ôomes) que o seu^biogR- 
ptiado tinha o doas da propbeda, e ^qae m* 
nuwKiou a perda de ehrei D. Sebttstiio,- n 
Afrka, a dominação dos Pbilippes e a>«B* 
clamaçâo de D. Jo&o IV; oom taaia indivi* 
dualidade^ que nio omittiu a menor cir- 
cumstauoiac 

Os infantes D. Henriqde e D. Luiz ^filboi 
dé D. tfauuel e irmãos de D^ JoBo Ift) iie- 
ntik l&nx para Lisboa ao sapateiro ^atío^ 
para âe aproveitarem dos i<ens acenados 
conselhos. Morreu èm Lisboa; a iS de os* 
tubro de 1576, e íbi sepltiltado na^greja de 
S. Roque, hoje Misericórdia. 

MáRHSLLETfi^firegttezia, Algarve, co- 
marca de Silves, concelho e 12 kilonoetroi 
ao O. de Blonchjque, 65 ao N. de Faro, 3 ao 
O. da Foya, 195 ao S. de Lisboa, 400 fO|^ 

Em 1757 tinha )25 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Eocsrnaçâo. 

Bispado do Algarve, distrietô administra- 
tivo de Faro. 

A mitra apresentava e cura, que tinha 
390 alqueires de trigo, e 90 de cevada. * 

É terra muito fértil em todos os género» 
agrícolas, principalmente em cereaes. Qria 
muito gado de toda a qteitidade, évim wbsIí 
montes ha multa caça, grossa e nríuda. 

A situação d'èsta freguezia, posto seja mui- 
to a^ecidentada, pois é na serra, é todavia 
muito amena, saudável e abundante de boas 
aguas, causa da sua fertilidade, fla n*e9ia 
freguezia muitas vinhaa, que prodtEtefli 
abundância de óptimo Vitího. Ha tambtun 
aqui grande produção de castanhas. 

Tem a freguezia varíoa casaes^ edpaib* 



•r ■! 



1 

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HÂR 

ê 

dè Miriíeiiéta; . 
:':A fregaem oonioai ai O., o6m Aljtoiír»^ 
ao N., com a províneia do ÂlemteJo-«*a fi.^ 
oom Monchique— e ao~S., com a Hexilhoei- 



mh 



89' 



' ) 



■A 



- : lfillW6ftfrfW^fitegQezia;i¥ag^»IÍro 
eMMToa t cèaidellM)' de Mft-aiideOá.' 

iJÚficéki»pMàò de Bpagá, dfetrieto aflmíÉB* 
trtLti^ de Bragança. 

São três pequenas fregtféziás unidas^-^w*' 
ia; ^^al e V€iae Verd». YMè Barcel, a pag. 
dfO, eél. t.>t <fiO te) do l.« voL 
i lIá&U«)IBMHeoiTdp^o*>de Memorial) 
logar, Douro^ aa^Dregaesia deVilla-Bôa do 
Btepo, -eòmaipca e coneelbo dô-Marco de Ga- 
Mvbtes. 

Bispado e disfrieb aditriuidlnMvo do Por- 
to. ^ 

Bata Me ântífo e eóMbire Unonumento, 
«Itoido 001 «ia bdtça, M Ni da estrada 
que mò'êí^*k'gèX'iakí&mid»^piín o da Ca- 
déMãl 

È um areo of^vail áê a-^ êialtttr», «s>- 
aéÉtéF'M>ln>e qilatiN> Úiígl^s^ e ébroidc^ eèm 
aba e}mamlE^ com seus^lai^res^aiittittstt 
a^sr aiittma sduiia aitnHutda. 

iá fhtièi tt%ste «MÉUfliêntiy, na aiflgo pêt- 
ttílieytiaoArbr^^ CiMMiii^2^, q^ialido tra- 
tei da freguezia de Santa JásSíít de Yllla Bdáí 
ãè ffis^/è^d&s dpinfôis^b líivtárf|hattto á 
^gmf ^ e aw^Iicfad^ do > morMídMr / iái« 
agiNPa áèoresb^Urciiq&e, âe «liafdcídtibéiiliv 
de 1189, consta que é o tumulo de um èá^ 
Táaéfro,'cbat&aiio D.â^wM^jlloi^^yalcái- 
diHttór ia oQL^Bo la Bugéâk 

iPàra «v>iur nváis reiM^deti, ytíu&Bufféfa, 

«imiBEh-Hsàiiq^ alagadiço, h§Sá, paàl, 
IMbUmo, pAMra, efe.; Víáíbm m ckattA* 
íiimêéèiro, ao'Qb«iti{Aeitia^ <m tN^scaftof doto 
^tí»Èm: • ■ ' 

DiiMk )6Me»ittltoiés aos le^retlds ledMnios 
dtf '1^, lÉias oM tão potsttsa altíora, qáe^pctt' 
eliesi^^^áektt tateg^r ipieqttettbs^bai-cab, o«i 
bMèifW^ 

Mks^é^tite lê' IsMoa, d^ IIM, ttãhià o 
M XD: ^ráia^) i^ue iilo Ipáguem fisima, ^n^^ 
jteHiidia de pélze, i«s itte mtítkiíí m áá< fréii^> 



tnuitas' pêêiúaê, '^ ãú^eah (eò8lilÉtoái)i|lav 
servir por galieêe$. . 

O DBnraei mais aètavel em Portuga ê o 
seguinte, qoe por isso descrevo em artigd 
espeéial: 

MájyfSL— jtegôa eóle])n^ Douro» na ke- 
guezia de BfacinhaU do Vouga, proxiÉia á* 
antiquíssima villa de Serem, na comarca e 
conceBio -de Águeda. 

Bispslia e dlstricto admibinistractiTo de 
Atvftro. 

(Yidè mcMata do Vovga.) 

Existe esta lagoa na estrada deliáboa ptat 
o Porto e provindas d^norte, e 6 atravtis- 
sada pela ponfe do Mamei 



nmvB aqui em tempos antigos a viHa* cika- 
nâidá' de ícmu, on do Menml, eoíjas ruínas 
ainda hoje se vêem, ao S. das ruinas do'a&- 
tíqufssimo mdstiííro de Santa Maria de La- 
mas, oá Santa Maria do Mamêl, pois tam- 
bém se U^e davam ambos os noflies. 

Na viUa existiram osjMtços dos nobres e 
floiosos 'SenkomdoMaihiei (vide Feira) que 
tandss^ tao assignalados senriçM prestaram 
a Portugal dUfÉhtt^ mi Heiinados dos nossos 
primeiros tnenarchas; os de Fernão Gonçal- 
ves do Harnel e depois de sua filha, D. The- 
résa F^ralindiás do lEahiel, e de sua sobri- 
iiltô,-D; Flaifihla; os de D. Bnderquina Pala, 
e os'de <mf#os nebres cavaHeiros. 

Os Souzas do If amei, eram dos 
iftais Bc^res fidalgos d'este rei- 
no. Descendiam des reis de Leão 
e dVsia fttmilia tratam—a Hist. 
Gén:da Caia Reai-^o Theat. Gen 
êa €caa de ^mza — Mon. Lus^ 
' patt. 3.% L. 11, cap. 10.% pag* 

317 e Í90^Benedict. Lus,, tom. 
1», tract. l.<», part. l.*, cap. 18 
--^FU/m de Heêp., íe outros mui- 

tm livres. 

No lekkipo do cdnde D. Henrique, e de seu 
filho, t>. .AÉofiso Henriques, era a villa do 
Ifarnel a mais notável doestes sities. 

Bednz-se ista, de uma doação ièita áegíis- 
ja de Santo Izidoro de Eixo, em 1095, pelo 
fâmulo de I>M,Zoleima Gonçalvesr-pre Uh 
lerarUia Fratrum, et Monachorum, 91» sW^ 



88 



»IAB 



MÁS 



iif9i hatUemtes fuermt^ et VUa Saneia per- 
severavmnt, (Doe. de Lorvão.) 

J7'e8ta doaf ao se declara que a egreja de 
Eixo ficava— «ud^«is Cmtatis Marael», dis- 
currente rivulo Vouga, território ColhnbricB. 

(Eixo fica efectivamente abaixo do liar- 
nel, i2 kiloQietros ao O.) 

O conde D. Gonçalo MMides, filho da cé- 
lebre condessa Mamadona, em 981^ doou ao 
mosteiro de Lorvão, varias povoações e egre^ 
jaSy e entre ella»--a sua villa de Lamas, 
junto ao Vouga. 
(Livro dos testamentos de Lorvão, &.« 28.) 
Por esta doação, consta que a villa de La* 
mas^ partia com as villas de Palaciolo, Pa- 
dasanes, Belli e Christovães, 

A villa de PalaciolOf parece ser o actnal 
logar do Paço, .coQjancto ao de B^unhido 
(antigamente BrunhêdOi) 

Palaoioli, na baixa latinidade^ 
significava— pequeno palácio— 
paçosinho. 

.N'este logar do Paço, ainda 
hoje ha uma quinta, com casa 
nobre, pertencente ao sr. dr. Joa- 
quim Álvaro Telles de Figueire- 
do Pacheco, da Aguieira. 

Consta da historia, qne o in- 
fante D. Pedro, conde de Bare^l- 
los (o auctor do Nobiliário) filho 
bastardo do rei D. Diniz, tinha 
umaquintaemBrunhldoQo, de ti- 
nha os seus paços, em que residiu 
algum tempo, cotttrahindo d*aqui 
mesmo um empréstimo de libras 
100:000, portuguesas, que lhe 
». emprestou uma senhora de To- 

ledo (que por esse tempo tam- 
bém residia n*este logar) chama- 
da D. Thereza Annez. 

Ha toda a provabilidade para 
crer, que a quinta que foi do in- 
fante D. Pedro, é a mesma que 
hoje pertence ao sr. dr. Telles de 
Figueiredo. 
Este infante teve grande estado e casa, de 

* 1 Note -se que lamas, é também synonimo 
ía mamei 



bens da. ooròa '((|De Iho-dáca seupatl). fw 
sua morte, doou D. Pedro os saúsiraai éò 
Eixo, Requeixo e Lamaii,.ao mosteiro d# & 
Thjrfso. 



A villa de Padasanes, é a actual Pedaçi 
A viHa de JB«^; está ho}6.3fièdiUitta:Al»e- 
quena aldeia de Bêlhe^ qnè tinha sido .«•■a^ 
prehendida na doação que o conde D. HAn- 
rique e sua mulher fizeram do mosieiío ds 
Lorvãoy á Sé de (loimbra. 

Vem eata doa^0 na Natícm 
histórica do mo^eiredaVacea* 
rica, publicada pela agadftmia 
real das soíeneias, ^ pag4 3S. 

Entre as terras doadas ae vft 
— Ft7/am de Paios (hqjo «Iteb 
de Péos) e Bellu jNot6*se que aan- 
tigamente na lingua portugneai^ 
U valia Ih, como na Hespanlut; 
portanto, já aniigamente BéOm 
se pronunciava (como hoje. 
A villa de Costovães, era também d& co^ 
r^a^ e pertencia á casa da Trofa. 

Teve a villa dQ Marnel, ou Lamaa» por 4d» 
nataríQs, grandas personagens^ e,o monte éa 
Harnel era realengo (reguengo-roi^.daoo* 
rôa) como ae vé nas k^pUrições de>9. Af- 
fonso II, L. 2, pag. 120-m:o1' i.% § L% na 
Torre do Tombo. 

Em 1384, D. João l doou a villa dp Xar- 
nel, e outras, ^ Gonçalo Vasjqnnes Guedep^ 
(Jfon. Lus.^ pari. 9.% pag. 174, tom^ 8,% e^ 
23.) 

Em. 1789, pertencia aos duques de Awi* 
TO, (Pegas, tom. 2<% pag. 671 e>739) aeade 
então oonfiscada para a corõa« como todo 
quanto pertencia a esta desgragacUi fanofilia. 
A velha ponte do Harnel é antiqitimtpa 
Era a villa do Marnel acástellada» segunda 
se vô da doação que P^ro Paes e sua naa- 
Iher, Gelvira Nunes, fizeram aos momggã e 
clérigos do mosteiro de Lorvão, em liSl» da 
sua villa de Pinheiro (hoje aldeia da fregne» 
zia de S. João de Loure.)— Diz a doação-^ 
et in con/initate Gastelli Mamelis, int0r fkê-^ 
mum Vougam, et montem, qm dicUur Mei- 
çom-frio. (Doe. de Li^rvão, tr^njsqríptoipfir 
Viterbo na palava— Çttfode, a% a p^g. Í9I^ 
Era pojs o mm» do..i(ar«<ifv,q$fi j^ aw 



J 



^AUéUo^ um ponto militar, no princípio da 
noftsa mónarchia; e aqui, segando a tradi- 
^to e: v|iriaa memorias^iéeiti havido, desde 
xsmotas' eras, cércoB e iiatalhasi. 

Bmldi, Bemmdo I» cedeu oraino de Ovie- 
do, a D. Affonsoi o Castoh 

Bm 794, expirou a paz^ (o armistício) que 
sen átttoeessor tinha feite temporariamente 
lètim os mouros, e estesromperam logo as 
bostilidades contra os ehrístaos, invadindo as 
iístorias com fonças consideráveis. O rei os 
«Bgniu até Lugo, onde os desbaratou, en- 
■Igando os chrisdos triumphantes na Lusita- 
liia^ pelo N. d-este reino} em' quanto Carlos 
Magno,' rei de França^- invadia. pela Gatalu- 
Qsreinoa monriíteos-da Península. 
811/ Bernardo delۇrpio, sobrinho 
de D. Affonso o CastOy um dos mais bravos 
•oãvalleiros d^aqudle tempo^ e o heroe legen- 
éuio, de quem ainda hoje as Hespanhas se 
tHánaiD, e qné nb tempo de tantos guerrei- 
-iDg ilhistres soobe merecer o nome de (hão 
CnpUãOf espanta^m a Europa -com a fama 
das suas aoçdes homeiicas» * 

Bm quanlíO Bernardo dói €árpio desoruia 
«âbalalàa de Benavente, o exercito de Omar, 
jrei de Hórlda, a quem, por suás próprias 
«nios degokm no eombale^*-^Ali*Aton, rei de 
•€órd6vn, entrava pda Lusitânia, tomando 
mnitAs praças de guerra, que eniregava a 
Ji'Cama, rei de fiadajoi. Esta, poderoso com 
A8. novas conqulsèas, pôz céreo a. Samora; 
fbrém Bernardo dei Gárpio/Odtaeainopi- 
JMM)&iEnettte, maiando^o na acção, e^ anniqui- 
lando todo o seu exercito. 
y.Eín M% AU-^Aton, «iuérettiie vingar a 
joone de AlrCama, «9rr»«om'dDiaexerci- 
Mfl^ afia sobffeCnsteUa, outro sobre a Lasir 
inikia, entr^nda peto Alamtbjo, pan oonquisp 
tar e desftmir'a.0i4liea; AqueUe^ faá veatido 
pdo. rei, junto a Oreose» i^ este por Bernardo 
dal Cárpík), na baulha de YaUedtf Mouro, 
«a comarca e conoettio de TraneosíOL 
K J1igiâo»:os jiiauro8,'da reglào que estan- 
ceia entre o Mmba e o Aour#^ tratou o rei 

t^Iii cognominado i^/kaí^. por nao que- 
rer co-habuar jcofo sua mulher; pelo que, 
nao tendo herdeiro?, paissou a coroa em 824, 



MAR 



89 



D. Affonso de povoar este território ; pan 
o que trouxe das Astúrias e Galttza muita 
gente. Passou o Douro, em busca dos mou- 
ros, que encontrou no Hamel, onde se deu' 
uma terrível batalha, na qual os mouros fc^ 
ram derrotados. {Catalogo doê irispoêdoPw^ 
ta^ por D. Rodrigo da Cunha, part. i.% pag. 
199 e 283.) 

D. Affonso, segue os mouros na sua reti- 
rada, até Li^a, que toma e saqueia. 

Em 824^ morreu D. Affonso o Casto, suo» 
cedendolho (como já disse) D. Ramiro I, que 
não quiz pagar aos mouros o infamante tri- 
buto das cem danzeltas, (a que o infame usur- 
pador Mauregato se tinha obrigado em 783, 
para que os mouros de Córdova o ajudas- 
sem a usurpar o throno.) ^ 

Os mouros invadiram a Lusitânia, pelo Sul» 
para obrigar o rei christao a pagar-lhe o omi- 
noso tributo. D. Ramiro atravessa ò Douro, 
dá uma pequena batalha no Mamei, e vence 
em Coimbra o rei mouro Al-Hamar, e assim 
termina a guerra e o tributo. 

Outras muitas batalhas aqui tiveram lo- 
gar, das quaes apenas resta a tradição. * 

Em nossos dias (28e to de junho de 1828), 
os generaes liberaesi, Saldanha, Villa-Flôr, 
Stttbbs e outros» esperam a divisão realista 
do general Póvoas, nas formidáveis posições 
do Mamei e Vouga, e depois de renhida ba- 
talha, os liberaes retiram para Grijó, e d*ahi 
pára o Porto! Em resultado â'esu derrota, 
aquelles generaes e os membros da junta re^ 
vuludOnaria do Porto, embarcam a bordo 
de um navio britannico (o mesmo que os t^ 
nlia trazido) e fogem para a Inglaterra. 

Desde então, mais nenhuma batalha se tem 
f^ido n'estes sítios. 

Alguns varões illustreis nasceram na viHa 
do Marnèl, e seu termo* 
Os priocipaes» de que ha noticia, ^ão : 
Ayres Manuel, eremita. Nasceu na viUa do 

t Mauregato/ era 'filho bastardo de D. Af- 
loaso, o cathotico^ e4e uma escrava. Usur- 
pou a corõa,que pertencia a seu sobrinho, 
D. Affonso, filho de fi. Fruela L Mauregato 



iK'D.ltámiró% lllhd-dè''D. fiUrmudò I, quedera- ímôd (pelo pae) dd célebre infante o 
èMrnbmeára^iei ftMOMMr* v> ' cb : '^giuáeeapiotfiriaioraMip 



m 



IfAR 



Jbnnali imOo latitiiUâa iiidide), peto an- 
jM» de lASrO, sendo rei de Portugal e Galll- 
n» • InfeUz D. Garcia, filho, de D. Penuoidp 
jffi (o Magno) rei de CasteUa (Vide AlCaia- 
4e0>TiUa) e foi cootemporaneo dottoeso cob- 
4efi. Henrtinie. 

Casou Qom jàtgiray de qaem teva o beato 
Martinho, do qual abaixo tratarei. 

Mocreudo soa aolher, que muito amava, 
se retirou a um iilk> áspero a iúhabilanwl, 
•piffiximo do Mamei, dumadomonl^ilfinin- 
éhfiy e ahi tennkioa seua dias no retiro e eom 
m maioree auslerUades. Conota qtte o-seu 
•yaasamento foi a 28 de maia de ii30 (no 
jmesmo anno em que morreu a rainha D. 
Urnsesa^ mie de D. Affonso Hearimies.) 



O heato Martinho, prior de Soure, fiilio.de 
Jqsnras Manuel e de Argínu Foi educado no 
^floiweuto de Santa Gnu de Coimbra, onde 
:proCessou. 

Feito prior da villa de Soure, tomem eonta 
da sua egreja, quando ainda havia pouco 
40m^ que ois mooroa a tmham saquoado e 
deacruído ; pelo que o santo varão soffineu 
.mnllos trahÃlhofi para oceoarer áa necessi- 
dades dos aeis parecblanos, a quem soocor- 
lâa eom esmolas que fedia am eutras par- 
-!«% e eom os quaes. despendia es seos min- 
^uadse lendimenies» 

. JBm uipa mUraia que aqui fiaeram oasaen- 
,x«s, finou câ^tiva, e foi lemdo para Sanla- 
onem e depois para £vora. l>*alli o passavam 
«para Sevilha, e d'esta cidade .para a. de Gór- 
4i>ia. 

Em todas eotas parles^ asÂmou e confortou 
M capliVDS ^iatioa,^ n'asfte^ trabalhos fal- 
leceu, no dia 13 de janeiro. I^iao se sabe o 
anuo do seu falleeímento; mas 8upp9e*se 
jsr «tre ii40 a iiUL 

Foi contemporâneo de S» Geraldo, arce- 
bispo de Braga ; de abbade ^loio CirUa : e de 
& Heotonio, i.« prior de Santa Gnu de 
Coimbra. 

Tenho minhas dutiidas sobre 

a naturalidade doestes dois va^ 

; ' roes. Fr. .^tonio Brandão (Jfon. 

z^., pvt. ?,% WR, !$,.»«. íoy, 

diZy que era latural do WÊ/mlU 



liáE 

4á(oa, trnnui da Mamei. 

Dewemoa notar, que por etl^ 
sitlea nio ha povoaçaa algoaa 
que :se. eh^me Osseloa^ ou ootro 
nome. parecido oom esfe^De^naniB 
a mais, se seu pae se retiram ao 
rnonlf Aurtmokêy sé depois de-cm» 
viuvar, como é que teve 'afi 
aquelle filho ? 

Pareee»me que se podaria dl- 
sem grandes teeeios de 



lur, qpe Martinho naseesL emas- 
lãplla, fregoezta do Bouro (aofje 
orago é S. Pedro) no ooneeVhae 
eomaroa de oliveira de Asenami^ 
da CQJa villa disui 3 kiieaaÉira 
aB. 
Bsta Cnegneiia é também povoação aaeiti 
antiga, como se verá no logar eompeteosi^ 
-e é celebre por uma. grande batalha qmeafli 
se deu, em 9d^ contra Al^Maaçor, rei moo- 
10 da Córdova. (Dlz-se que doe muHos ea- 
daveres que entío flearam insepultos^ ei^ 
carne as ai^ss de rapina, auinaeafsDoaBas e 
o tempo devoraram, existiram por amiim 
annos, paifliaras de ois^as .por estes sitiei 
e que d'eBâa€ireumslanoia ó queápo^eafis 
se ficou chamando Osaella; mas, se os.oe- 
sos, despojos de uma f^ande foataiha, dena 
o nome à tecra^ foi tesa batalha muito maii 
antiga, e dada entre ionitanos e romanas^ 
pois Osselto Ja tinha este nome no anno li 
da era chrislvi- Spit, éá ka MbL pcft^ pag. 
209.— Vide OsselUu). 

Bsta OsssUa, Asa uns 16 kflometros aé N. 
do. Mamei, enoMa pedia: ser -de seu tonu^ 
poiso fbi' desde remotos tempos, aSÉJeotie 
e alada mais de ((OOannos depois^ do Aa«i- 
^iod^ de Savià Muria^ hoje vilh da Mta, • 
Prosteo a OsseNa estão^ as ierfas de Ba- 
«JUfo, de Ksnmttm, da Goelkma >é*ds Cam- 
bra^ todas offre^â e peahascésas. Taivw qoa 
a alguma d*ellas se desse por aqu^ès tam- 
pes o aome de Amênche. 

•Trsiaref agora de célebre mtoáMro^Sim-' 
ia iíaf^fi de Lofhas, ou dó M<tmel ^ ' 

. £sta,vasit^2^0;^q;^U(pdpsv9J|e9^9W^ , 
géis do Vouga» fihamade fWta d^ iforail^ 



ICAR 



mm 



SI 



<ittaa hiMt um poau^ ba poofos jbum» 
abandonada, para utilidade da noTa estrar 
éãk vcftl a mae^adaDi, ^a^ da Lislma vae.^pa- 
Ok o jBorM^ e 6Qbse a qual so eonatraiu» en 
IAM, a iiova.|Mifit0 dê MamtL 
■ FoQoo aeioia di^ i^ote veUia^ na encosta 
esquerda do moute que flea ao lado doeste 
•taUa» enii nma etofaçao» se. Yéea ainda boje 
«•0 sestoe TenerandDS d'e8t6 fanwo noateiro. 
A sua egreja oeoiataTa do espaçoaa oai^t 
la-ttòr» con uma jAmUa p«ra o anJ* a nma 
porta lateral para a sachristia. Das paredea 
úo corpo da egreja 9é existem as duas late- 
aan porqpe a da frente^ eom a porta prin- 
cipal e o areo i^maaivo, foi demolida ba pour 
<Qs amioa. Bra 4e arobitecuwa gotbioa» 
. Bataa iH&iDaa dBaactaa e aliandonadaa, tií^» 
tes e caladaateaMMUoliaa.daíó^.eapwanea 
408 antftgoa partngudicea, i^valamiaMa, pe- 
ia, auia ampiitip e aumpluoaidade (para 
áifi^es tampoa) qoa. foram, obra d^ uap brar 
^ poderoso. 

Segundo coMla».Aii fondad^i^ nma^e- 
nboiu cbajnada Emkr^imia gaUt^ onpor 
algum seu ascendente ; pois que esta dama, 
«mi Mi, doou ao mosteiro da lJDrv|a« a sua 
é§itijiLée Sania Mmia dê Lmms doMomel. 
Umítú doa taêmmHfo$f do Lovvão n.* fiQ.) 
• O eon4a I>. Gonçalo, fttbo .da. . condessa 
Mumadúiui, (também (em.Mi)t doou. ao moar 
aeiro de.Lopvio^aiana TiUa do-Lama^lna- 
^^Yoàga^ e ootiaa» (Ibíd., lu^J^.) 

Bm uma lapida. qie^ialam! embutida na 
parede d*esta egr^Â^por d0tr«E da poda 
innrama, se yíi nma iosefif^ gocbiev 4Qa 
4i|ia fua^á inesma egvajai barria a^doaagrar 
-db pela bíbpó de €oimbra,no.aB«o da li70 
4a iSnéartM^ (de Jesn» Gbriek>.> 

! l^é9foiramri(quft9iÍKegi9Q- 
' .Ja.etthres$0 poit aagraff aw^an- 
nos, desde a doação 4a Eadei;- 
i í qniáa ^91 a i)II0i)ht4;^ mais de 
anppdr, que aitfmAa. arruinada, 
00 monges è^Lajhrãota^BiaDdM- 
sem^ ModiAfiac por aqucdla^iem- 

Para evitar aos leitonm-aliftkHosa leitu- 
ra do latim ia* imdos^ d*i4Ufill0i tempo; ;da- 
'ããk aá^senià a t^fc twartialSo. Oa^ qua dase- 
4Mwm>i8é» aarigintlj aw<nlrtiM^i<^<l«»<ai 



potO' a htttorUí d& kffUlaçSo e cêstmm dê 
Poritiifa4 par António Caetano. doAnanti^ 
mem. 4% iiat< i9fte Ufi. •- Tkegtrojgem: da 
da mma d» Soma, pag. Q7^filuaiâario, da 
fr. Joaquim dío. Sania Boaa de Yitesbi^ verib. 
I^rtfãr-o Sanct. . ihr^ a oi^tcoe eacriptoaai^ 
Eis a inaanp0i^ tradoaíd^ : 

• • 

O bispçdâ Coimbra, D^Migjulniagra^ ^r 
ta isreia. no oano dtíiío, (de Ji^ai|s Chriar 
to) mídia.doti santos moftyres^ Gordianfi.ê 
Ef,ijnçfikio, em Aoffra da Santa Virgen^ Mf^ 
ria^ a^.^^Utancias \ de Veremftndo, presbUem^ 
reinando D. Àffonso, filho do cçnde D. Hefi^ 
fij|iia e da rainha D. Thereza. Nqs, altarêS 
doesta egrfija existeíjf muitfu relíquia^ dos 
sepulcbros da Virgem Maria e de Nosso Se» 
nhor Jesus Christo, e dos santos FeUcissin^^ 
AgapitOy Sebastião e Marinha : e quem ísêo 
escreveu viva eternamente. * 

O Santuário Marianno traxo 
original (mas escripto em cara- 
cteres romanos) e a traducçao 
qoe dou acima ; mas cumpre no* 
tar que no letreiro não diz a 
quem pertencera as relíquias : aò 
df2 que existem. Reliquiae ha- 
bentur. 
A lapide que contem esta inscrip^, ain- 
da existe na nova villa de Lamas. 

Ouando fr. Agositnho de Santa Maria es- 
creveu o Sanctuario Marianno (tíiA) Já né- 
Qbuma daé feliquias eriàtía, e só existia 
a tradição de terem alli estado. 

Esta egveja escava edificada aobrá ama 
reaha; « tanta ella como a de Sonfo MM^ 
(lai4ivo)*d» Blxo^^ram egnajas ^nonaumíem 
(da (unveiAo^ e aarmals antiga» â'aèCéa si- 
-lioíi.*- . ■ 



. • > , 



1 No oriffHial dii-sa^ «per manus Yana- 
iimiidi»M9^ SjêWlfJtfuria Marimno, ti^aduarr 
«a instancias de Vereouindo»— quando tal- 
vez fosse melhor traduzir ao pè da Tettra -^ 
por 'miea de VaremaDday-^porqus ^ bispo 
njjlignQl;lifio. daria aomm^sao pífra.b^nair 

..^ Aqui, por viva eternamente, (Vivat ià 
acterriãoô) não signiíleá 8erètemo,iiiSõrfiÊõ^'' 
-fiípy tom sim S(doar*sê,< aiiwr na pMk 



n 



MAK 



MâK 



Dorftíite a domihatatf agarena, moilõs 
tíiristãos da-vam os seoslbenaf áa egrejás, e 
ii*éltoa víTiam Bm cominum ; por isso, arai* 
tas d*68tas egrejaa e conventos chegavam a 
aer nmito rica», possuindo muitos bens de 
laiz, es<^ravos, gados, etc., o que passaVu 
9tíOS herdeiros. (Víàe Púérúe(P09í) ' 

Ainda liaje se vá o antigo passal, em ro- 
da da egrejdj^coinprehendendo uma plani- 
de no Vãlle do Marnel, e lerrenos mais al- 
tos occnpados por um bom pinhal. Tudo is- 
to '(qn6 foi a antiga cerca do mosteiro) eon- 
^nitne o passal do actual prior da nova egre- 
]a de' Lama^ (em quanto o governo o não 
mandar pôr em praça, e reduzir a dinheiro, 
como vae fazendo à outros muitos.)' 

Ao N. da velha egreja, ha uma planide, 
i^a qual, segundo a tradição, se fazia uiàa 
praça (mercado.) Ne centro ainda se vé um 
eruseiro de granito prophiroide. 

Em frente d'esta egreja está a casa da re- 
sidência do parocho, da qual só restam as 
paredes vetustas. 

. Yé-se que apenas constava de um andar 
eom duas casas, e que tinha escadas exte- 
riores,, de pedra, para o lado do templo. Am- 
da se vêem de um e outro lado ruinas de 
varias casas pequenas, que talvez fossem as 
eeUas dos monges, e casas de abegoaria. 

A casa da residência, est à distante da 
igreja apenas uns S^jòO, tirando-lhe a vista. 
Ten^ três janellas, todas para o lado da egre- 
jf^ e dos outros três lados só tem uma se- 
teira em um d'elles. 

É de robusta construo^, como uma for- 
taleza. A casa baixa communka oom uma 
j^nena . torre (ou chaBiin4?>: qme sotm, Ué 
41 altura, do telhado^ A porta da entrada é 
gothica, e parece ter sido de peças aprovei- 
tadas de um outro arco mais antigo e maior, 
âappõem algonq que seria esla oasa, a re- 
sidência de^Enderquina Pala, ou dos anti- 
gos jsei^iores da egreja; 

O sitio d^sla villa e egreja foi abandona- 
M pêlo povo (profviavelmente pordoebtíò) 
m» se mudou para além da ponte, a pouca 
oMlancia da antiga povoação, e ota um alto, 
Jlygicnioo, bottilo e fértil, para ondeloi mu- 
dada a antiga matriz. A população M en^< 



eendo « eonatitue he|e a nova viHa de 
mas. ' 

A 'antiga egreja da moMeiro^ era no 
tempo visitada por muKos romeiros, pela 
fama dos milagres de ffossa Senhora áo 
nel, e pelas muitas reUqoias qii6 aqui 
tiam. ' 

O templo em minas, qne o matto, as 
vas e as heras invadiram, era tão íàmom 
ancigamente, que em Roma ae denoDitmTa 
— ^ muito antiga basifíêa de Saníã Meniaê» 
Uámel 

• AlguYnas paredes d«*roeadas, planta» pa^ 
rasitas; alicerces, pinheiros purdindo entre 
os entulhos, um ermo, a desolação •— eis e 
que resta da famosa cidade do Mamei e de 
eétebre mosteiro de Santa Maria.' 

O cihristão, sentado emnrna pedra doestas 
ruinas tristes, e solitorias, parece ouvir uiaa 
voz plangente dlzer*lhe ao coração — Mk 
Trcja fiút í 

MAROUÇOS— vide Iferati^. 

MARQUEZ— (▼ide 4.* vol, pag. 297, cai 
í.«) 

•MARQUSS—é nome de homem, porta* 
guez, assim como Marqueza ó nome de ma* 
Iher. É pouco usado. Também é sobrenome. 

MARQUEZOTA— português antigo--eBpe> 
ele de manteu, usado no seeulo XVI. 

MARRA— portuguez anligo^margem on 
vallado Junto do caminho-^Ff i pér as par^ 
tes ambas na nuirra do camkáko. (TomlM de 
Castro de Aveliane, VSX&Í) 

MARRAN—portoguez antigo (ainda usa- 
do, com pouco difibrença na aignifleaçao.)-^ 
Em um praso de Almnoãve, de Í!S2% se de- 
clara que a; marram è umporcp deèOarra* 
tela. Muitos phisos antlgoà^è modernos es- 
tabeleceoi rendas de marrana ou de certo 
peso á'ettas. 

Geralmente fãllandb, a «lorraii era uma 
.leitôa gnmdé, que aindanii» tivesse parido^ 
más' qne já nio era âe< eapéto ou freama 
(presuiAo:)— Hitd. bâa mttifrãã recebonda (de 
boa qualidade, gorda, de receber) ou cento 
e tiàte réis por elkii 
' ' Hua marran de 30 arrae^ei* 

Jfeo alqueire de wumtei§a e dmas freamas 
iMJI^j^^eiae^èHm%pmw9ii^(mlmm^ 



^ 



IfAR 



93 



meò fMrattaf pór el (Doeameixtos de 1319.) 

Hwna léitôàyik dncoenta rêk p&r í^Ul 
(DoeumeDtos «ée- 1541;) 

Hoje dá'fl6 iiídi]stiil4)tftúi6iito o :iKliflíe de 
mairan, Ã carne fresca de gado suíno, seja 
dé macho o de fêmea. 

KARRAI9C0S-^fir«eiiezia, Minho, cdmarea 
é eoneelho de ViHa-Yerde (antiga eonlarea 
do Pico de Regalados) 15 kilometrrò a MO. 
4e Braga» 37a ao N. de Lisboa^ 70 fogos. • 

E^ 17^ tinha 687ogos. ^ ^ '< 

Orago S. Mamede. 

Arcefol^adò e districVo adminísirativtf de 
-Bngá. 

Terra felril]. Mnho gado de^ toda á* ^uali^ 
dade, e caça grossa e miada. * 

O abhadede S. Tbiago; de Aroozéllo, áf^re- 
sentava o cora, coUado, que tinha 50M00 

Esta ftiegaezia eifteve muitos annos aniie- 
Há a ArcoKdllo. 

' l[ARIlANO--^rtQgaez antigo-Hftome m* 
jurioso que se dava aos judeus. 

XARRAZES — freguezia, Extremadora, 
concelho e comarca, e 12'kiIometrciâ de Lei- 
ria, i30 ao If. de Lisboa, 500 fogos. 

Orago S: Thiago, apostolo. 

* Bispado e distriéto administratitu de Lei*- 
riá. • ' * •» 

Esta fregnekhi, ainda não ^istia quando 
se pnblieáva oFÓrtugal Sacro e Profam r «6 
existia a do Arrabalde ia Ponie, qtie foisup- 
primlda em i81i, em cujo anno- foi a sede 
dá parochia para o logar dos Pinheiro»^ a 4 
kSometros dé distancia. Em 1829, pasBOU 
dos Pinheiros, pak-a Marraxes, (i,t kHòtne- 
tros do Arrabalde da Ponte) e áhíle con* 
serva actualmente. ' 

O antigo logar do Arrabalde* dl^P^fcte, 
sede da parochia snpprimida, leni hbjo^apef- 
nas uma dúzia de fogos, áquem da ponte (do 
lado dà cidade) quê agora pertencem Àfre- 
(fnèziá da ^ eoiítMs t«it08 â!em dápóiltè, 
^que Kio hojé da íirègtieeia^de Hárra^li - 

Dentro de um quintal (no Arrabalde) en- 
costado a um' muro, alindá se ti0èm ás hii- 
tiaA da torre da aqtíga egreja 4e Si thiã|q 
ilo Arrabalde ^ j^)nte. . - 
' rJa oheii» tinham amtíBâdo tanbo. tsla^ 



egreja^e^ em tôil, es francezes azaram d^efia 
caTallarlça. 

ITesse mesmo anne, foi o bispo de Leiria^ 
D. Maauel de Agníar, em pessoa, ao legar 
dos Pinheiroo, pedir acapella de S. João Ba- 
ptista, d'este logar, aos povos d'eile, para 
aài estaltelecer a sede paroehial, ao que el» 
k» accederam de boamente. 

A tesçio d3 prelado, era ^ue a matriz da 
'dregoezia aqui ficasse para sempre, pelo que 
deeiârott o modo de se poder accrescentar 
a eapella; t projectou comprar j para resi«- 
dencia â<V parocho, o casal que lhe fica ao 
S.; pelo qual ainda offereceu 200^000 réis. 
• (H baptismos faziam se em uma bacia 
grande; mas, em 1822, se trouxe do Arra^p 
baldeia pia baptismal da antiga egreja; po- 
rém o pftrocfaO'(homeidò no mesmo ánno de 
1811) nunca se quiz servv d'ella; e^ootí- 
nuou a baptizar na bacia. 

Este paroche (chamado iJoaquim José de 
Azevedo) era natural do bgar de Martímf 
Gil, onde: sempre residiu, mesmo depois de 
sèr paroeho da nota freguezia dos Pinhelí- 
ros. 

Em 1828, principiaram os povos que fax^e 
não pertencem á eapella dos Pinheiros, in- 
duzidos peio próprio curare pelo fidalgo do 
Amparo, Gonçalo Barba Alarde de Lèncaw- 
tro e Bam>9, a edificar, com es matedaes da 
antiga egreja do Arrabalde, a actual, na al- 
deia de Marrazes, que eonclniramem 1829, 
com o intento de nadarem para «Ha a ma- 
triz, 6 qttò conseguiram n^esse mesmo anno;, 
e para cujas despezas, o bispo, D. João Igha- 
cio da Fonseca Manso, também concorren. 
^ ^Os- povos úk parte dos Pinheiros, reclaáia- 
nmr cernia ^apreteftdidà mudança, peraate 
• mesxse* pr^do;'mas nada <tonseguiram. 

Vendo que nada, por esse lado padiam 
(^ttr,i ' por «o ' bispo •datar • empenhadO' m 
mudança, requereram então para àè eonser*- 
tarem,: formando paipoehia independente, 
com a soa amiga eapeMa; que. até entio h»- 
Tia servido de matriz, por egre}a paroeldaL 
. O bispo recusou-se ainda a esta preten- 

' 'l|é^tiei;e^!entlq ao reE O 'ministro dós 
]ie§(^iQa ecdesijsis&icoe, iaan^i;^ (i reqi^jri- 
mento a informar ao prelada dadioqeee,'. 



8t 



■■•'^^ífc^*.^ 



ffflspottdeiirrrqiie a. ctpaUft 6itai» mexio»- 
midade da fregnezia— fronteira a». menos 4e 
mm quarto de legoa, da Cregnwa doa Míla- 
greai—quo a «apella da Hanmzaa^ era m ceo- 
tfa da fregoazia d'eate nome, e niaia:pro9f- 
ma da demolida fregaexb do Arrabalde, e 
4a9 aldeias, dos Marinheiros, Marrazes e GeOr 
darás— qae as poToacSea doe Piebelroe.e ia- 
nardo e outroa casaes, sempre ficaitaQ iQais 
fMTto da matriz, do que flcaTam quando elta 
«stava fio Arrabalde— que o» povos de liar- 
trazes e. Yisiut^aaçaa Unbiam feito gnwdee 
éespezas e sacnâoios^ com aconstruQQâ9 da, 
boiml egreia, á.qoal sua magestade tinha aii- 
Ailiado, daudolhe madeíraa do pinhad de 
Leiíia, etc. 

• Os poYos dos Pinheiros» Janardp, 9Ai70r 
«as ft Boar-Vista,' obstioando^a^ em quer«f 
Ibiiirar fr eguezia independente, neonsaram 
entregar aos de Marrazes a pia baptiamal. 

Em 25 de julho de i8S9, iteá uma escolta, 
oomposta de d(^ pra^a^, de inranteria t2, 
SDiliciase voluntários realisias de Leiria,, aoe 
Pinheiros; porto homens, mulheres ecireea-' 
ças d'aqQi, se opposeram á viva força, èa* 
i^endo grande balbúrdia, que depois passou 
a..eombat6,.do qual resultoU' ficarem alguns 
«oldaéos. facidps ás peditadaa, outros cem as 
«imas quebradas — e do povo ficaram doiis 
mortos e vários feridos; masa.tropa teve de 
Uetirar para Leiria, seu. levait % pta; pp 
téDOL levando vários itfesoe,.,qiie.estlvenaQi 
encarcerados,, nas ea^as de JUisboa» roais 
^u menos iempo, segundo o grau de culpai, 
^ que ei sr* D« Miguel I, lhes petdoou e os 
jnatiâou soltar. 

No dia ii de a^sto, uma outra< força, mas 
«m numero respeitarei^ de cavaHaría e fmr 
jçadoiresv se dirigia aos Pinàelros^ owQa aUeia 
odlOE abandonada, porque o ppyo, iiifiM*/na- 
jdo da sUa vÂnda, Unèa /agido |)araf ti^Wif^ 
-âa dos Milagres e outros siliid. 
. A tropa, depois 4e saqu/íar alfuijias ea- 
-aas,. levou a pif enm sino. O safrarM loi 
jnaistar4^A' 



•i» ■ 



1 Os leitores que quizerem ter ampla^f^a- 
.ç9e^ sobre, .todafs esias desor^eus e seus. re- 
sultámos, vfjâm o livro Iblituladó— O Cote- 
'êèiro, oUrrieiHoriásâoInspado dè Leiria^ dfe 
'pâ§,^9Àé*m. .1 - 



^ AaQtí8alireifu»U.dQA«nkildo». 
.hmdia e^ .poieaçi(ih-M9a|6rfteal> Aviôr, 
Marinha (hoje Mariola . firii^d^ Rite-d^ 

4ve% Ug&a, RuivaqpMin^ ^ Caeal- 

■ • • 

No alpendre da primiltiva matriz te Ar^ 
rabalde, eetá nm pppfunneuip dfa B^dn. la- 
vrada,. assente aobve onscaes da meami^iipaa- 
teria. Serve díe pedeatal a um» Og^n ícm 
haMtos tabres» «rmwda de eaPAda b ro4e0a 
(escudo.)— Nao (em leta^ro, neiPi P9r tradi- 
ção consta o que signieiea,.É.muita.Mtíga. 

No ^q. Junto 4p^,alpfflldr^ eatioa^^ e 
ainda outra por detraz da capella-ni<>r> am- 
l>aa lambem depeOr^ e asp».iuscrlpQ56»9em 
armas, e também ningue»! sabe qneoa re|«a- 
senfaqa* SSo egualmente auliquUaiay^^. 

D'esta fregnezia se desmembraram, oaia- 
fvroe de Amor, Mpu^&eal e outros» Antes 
d*esta desmembraçao era esta freguesia mna 
das majores do bispado,, pois Unha 659 fo- 
gos. 

Tinha a cenfiiaria dei S. TS^mp» 8«i:iida 
por pessof^s nobres 

Fazia; se aqai, de tempos remolo«i ufpa 
grande procis8.|o no dia do padroeiro (9$ de 
julko), que satiia de. Sant* Ai^na para a «gffja* 

Em um altar, que era dedicado a Safflt^ 
HartlMt (Q ilpti^ sida.primeiíe 4fi Saum .Mar- 
garida) ioetítuiu SebaaUão l4>pas, do Freixo, 
^anegoi da Só dq Leiria^ uip;^ missa quionU- 
dianai para o que d^ixoii nepsi l>ens. rlffí^ 
la4ofi^ ^ 4le que foram aÁuHoj^M^dorf^as W 
eeu^ sobrptio e<oe (lorreian, herdeiras d'afif • 
. Tiubaouira eouft'«|ia^ Is^ituiada.d^ f^9m 
^nhora.dp Pono Q6vso. 



• t 



. HaFlA m frq0ie9^ia dorAn^baldei as.er- 
4U^daii a^guúltei : 

. ' ■ • . • . ' 

,df»iYaUfH»óeeo,. faítit eni jl^i (eqiMi9 ^m 
de LÓíriSkil^ f r.^Ga^p^r do Qa^âl^. por. or49fP 
e á custa de Gonçalo Correia e sua mulher* 

cjrif^ iwmcQs, que sao uns pequenos w- 

xes (do tamániiò de eamarSes; qile #é crn(to 

nos esteiros e pantaniM. Ilatl^aiiaè abundlil' 

ijeia doestas peíinBiiaa immBdlaç&eadJAAlira 



um 

IgQOi d^Veira» em uma quinta raa, e eata* 
beleceo^ot renda snfficimta pan a.fibiíea 
4a MpalU. (U i/ do Ae«ttio da ohaiMrila- 
r|9^ a A. m v:*HCaflorio dP.(;abido da 8é da 

Wiía.) 

tida iJTiee^Jiiiúiml^^-naQfre o logav das Gbana^ 
e ^ rio. Os tMbiU^Ua das aldeias Tiaintaas^ 
fWD obrigadoa i sua í^hrU». 
. TUibA.dnaa oQDfrariaa» a dis Nassa SanlMNTa 
^ K9flessíd2^d£is. e a do padipeiro da ca? 

. Eftta çapeljk^ ficaTa pet» pavia 

jdii baixOà e .á ^i^ita do «affânbQ 

we Tae da Begaeir». 4e PoMi!> 

•para,Lairía. 

. I^ois» era ooal^ecída v^dgannapte for 

(teando se arramou a espolia, foiam as 
^uaa «effiridas. iiiw^iiSs.tra]i8Mdasrpara a 
caiKlJia da^ CbaftSi. 

Tanto mii% Gom^ Qi^tra ima^ani» foraiii 
objecto . da grands y^awaçâo dos fieis d*es* 
t^s ^íiios, qaç lhes faziam tve(piej}ffis romã- 
rias. 

,' , Segifuâp 9^ tradição, nas casas qpe esta- 
vam continuas (que foram residência dos 
jtondadores) vivia um eremitào. 

Segundo documentos existentes no cartQ- 
rio da. mitra, esta capella chegou a ter ^an- 
4â( rendimentos, todos provenientes de es- 
ttíolas é óITertas do9 romeirosj' e tanto que, 
álem' das despezas com o culto divino, cpn- 
áervà^o è^ reparos' da capella, ponde dar, 
itú i^6t, j^ara ajoda da obra da capella de 
Santa Anna, das Ghans, 93#250 réis. 

• *'Em it60^ deu, parar afoda da constmeçào 
tta egfeja maliíx da Cegueira de'PòíKes;HPéli 
WliOOO. Pam' o mesBfio flm, eto 1770, réii 
lO^OOO, «tn f77l; iOOfOOO réis, e ainda de* 
)^oí» ffittiv MVOOO réis. 

*''■ Mo 8e'Si^sel6â8S estas quásllas (brani 
emprestadt9,'ou'dadasi e qite se sabe é qte, 
lè fotfanipar emprestiatoynnricalbcam res- 
«fttàidasi . 

• Ainda 'eayi767 neomplren mn sioo.para 
« eàpeUa 4e Sl Miguel, poF.iâtffiOi Déte. 



Hikll 



§5 






i t 



Ar . SúPêànOy a/Hn^oJa-iia faíiMa.0e*£. fitt 



áre io Liãe^ a enja íkbcioa «rim obtigáte 
os possuidoras da quinta. 

A ^ta. ermida bia o cabido d^ Sé df» Lei- 
ria, em procissão, no í* dia das la^^ifAn 
de ipMo; depois^por ser distante da cida^ 
sp ipudon para a. ermida de Sianto A^dré^ ^ 
Ajrrabalde. 

Segundo a tradição, depois qn^ 
86 mudou esta procissão, nu^ca 
mais os olívaes da Gandara tor- 
naram a dar azeite em abundáur 
cia, come até alIL 

4.* ftassa Senhora da Ptetladf— junto áj^ 
lògar da Gandara, feita e dotada de rendas^ 
por Diogo Dias, do mesmo logar da Gandairaf 

6.* Capella na ribeira dé Áifadifn--^o 
padroeiro se ignora. El^a ia qufnu d6s ber- 
deipos de Luiz da Sliva Gosta, e foi' este q«té 
a; mandou fazer & sua eusta, e dotou, em 
iei4, obtendo, ii*<e6se mesfiie anno, liécsf^a 
para n*elia se disèr missa. (L. 3.* do Rég;, 
do bispado de Leiria, a fl. 109.) 

A qninta do fundador, eoooalva^se ao Qes- 
oer dotogar doa Pinbeiffo^ para os Milagre^ 
pi»«^xi depois de passar o r 19. 

Da. ermida, apenas restam parte d^:pa^ 
m|we» 

$:* Mossa SejukorA da EncarnaçU^-rtunre 
umas altas, e.gnandes bJDenfaas^ no inDAteoft* 
de bote e9tá « capeUn, iá ba«ia de lempof 
ren^otos, ooia ermídinba» dedicada a S> Qa^ 
briel Arcbanja .. 

. J^levada a oidadn de Leiria a «éde de liar 
pado (1545), seu 1.* bispo, D. fr. Brac dl 
Barrof, .toi eo? ví4t*, p^ epta w»çíjai>. e, 

prpu o meamo prelado^ a tevr? e m^ípít: ^^ 
cessarios para ae, íaferei^ camiiQbOf |^ij| 
elL^ Mí* até ^taoin5o/(?flb^TJa,.>iBt4c|pse 
por enijip ^ra^a.^jquea ^ matafí^. . ;, 

tect9 àf^ capfíli|;nova, era de M^off^ 

1 Çoçsta do Livro das visitas, que então 
se acbaram n'esta capelfa osàos dé pc(nias 
(líMas) bmanasdenm tamatthe gigaottiaM 
afandanam wuia^Mttgiiidaãf . . 1^ 



MAB 



MAH 



VBfóailar. 

O Mf po rtfmèo^ tioba ten^ de ftudar 
aqtií ttm eooTento de capnctiof, e mandir 
i^elle Uutf % foa sepoltiira ; mas nâo ehe* 
f ott a realisar o sea iotento ; porqne lesi' 
gDoaobispado^esereeolbeaatiiii mosteiro 
da tua ordem. 

Ifesta eap«Jla se diiiam, mnito de madni- 
gada, nove mlstias, dos nore dias, que aca- 
baTam no da AimiuiciaçSo de Noua Senho- 
ra, em honra dos nove mezes qoe a Santís- 
sima Virgem trouxe Jesus Cbristo em suas 
entranhas (Alguns annos, por íncouTenien- 
tes que sobrevinbam^ se diziam estas missas 
na eapella do Espírito Santo.) 

Eram cantadas, e á eusta dos devotos. 

Com o tempo^ vein a esfriar esta devoção, 
j paiê sn do mato de 20 annos sem elia ter lo- 
gaf' Cessou a etncurrencia á ermida, que 
ficou ao abandono. A abobada, e as portas 
eabiram, e o eorpo da ermida ameaçava im« 
minente mina. 

Umas mulheres devotas, eom esmeras que 
poderain obter, mandaram reparar a aboba- 
da, ladrilhar o pavimento e concertar as por* 
tas ; pelo qao a devoção a Nossa Senhora 
eontinuoa, supposto que a ermida sempre 
conservava a invocação de S. Gabriel. 

Bm 11 de julho de ISSS^ estando n*esu 
ermida a marqueza de Villa Real, D. Philip* 
pa, com muitas outras pessoas, a Senhora 
fsz um notável milagre a Suzaaa Dias, do 
logar das Cortes, que havia 38 annos' eátavá 
tolhida das pernas, ficando com saúde per- 
feita. 

ApproVott-se logo o milagre, e no dia se- 
guinte, é cabido da cathedraf, foi em pro* 
dêsio á ermida, dar graças á Santissima 
Yil^gèm, Azebdo-se-lhè uma missa eantada, 
iqúar concorreu muito povo. 

Fez logo o cabido doaçSò, para as obras 
da çapells| dé todas as offertas qiie n*aquelle 
attnò viessem i mesma, que foram muita^ e 
valiosas. 

\ tratouse de faxer npva ermida, e se jun- 
lanam, em poneo lempQ os praeteos vMt* 
rlaesi grande parta tfttUes levaAoa ia eoetái 



por deveiOB, ai» se poapttdê a 
llioi,fleai aesme as doBttUas ftobroa. 

Bm ffc de eelenliro do raesoM» aana de 
UMt sendo bbpo de Leiria B.iMro^€al* 
tilbo, foi o seu cabido, em prodssio, á er- 
mida, hlndo DO acompanhamento D. Maniul 
de Heaeses, duqve de PAminha, e soa ffiha, 
D. Brites de Lara. Houve missa cantada^ 
púk deio da Sé, com musica, e as clura- 
mellas do duque. Benzeu-se em seguida, 
eom todas as formalidades do ritual, a pedra 
fundamental da nova capela, que tinba es* 
culpida, uuu cruz, o nome da Santiseima 
Virgem da Ammnda^, e a data d*esu ee- 
remonia. Foi levada ao seu logar em uma 
padiola, toldada com pannos de sdda, sendo 
conduzida pelo duque e pele deio, de um 
lado, e pelo outro, a levaram o diácono e sub- 
diácono, e alumiada por S tochas, todo ae 
sem das charamelias. Assentou-se da paírte 
do Evangelho (N.) no principio do aKceree, 
junto á porta principal; continuando a nova 
reedificado da eapella com grande fervor, 
pelo que se conckski em pouco tempo. 

Em quanto duravam as obras, cahiu so- 
bre um dos pedreiros uma grande pedra, 
sem o offender; o que se tomou por milagre 
da Senhora, e em commemoraçao d'elle, se 
lavrou na mesma pedra uma inscripçSo qtfe 
o recordava. 

Foi o referido bispo que mandou fazer o 
risco da nova eapella, para a construeçao da 
qual deu avultaclas esmolas, suas e pedida 

Em 1603, cahiu um raio sobre a porta 
principal, e outro em 1606; mas pouco dam* 
no causaram. 

Espalhouse tanto afoma das çúh^Feada 
padeira d^i^sta eapella, que^ (to ; tod^ as 
freguozias 4o bispado^ de muitas villaa elre- 
guezias.do de Coimbra fido aroebispado.(bOf 
je patriarchado) de Usboa^aqipt viei^am 7t 
prooissõQii trazendo todaf ofliçrendas» mais 
ou menos valiosas^ a Nossa ^enhfra. , . 

O eabido kia todoe ea .annos, nor dia li 
de julho, em procissão á eapella, onde ht^ 
via missa cantada e sermle.' ^'^ta.iupotís* 
sao hia* uma relíquia doveitidoda Santíssíp 
ma Virgem, que está na Sé, em lun relia* 
riò, de prftta dourada, em fonda dácciata- 



MAR 

iifu^ BUi d^baliA^ palio» coodozida i^elo 
c^idgo que tinha, de cel^rar a misaa. 

. , JBotTA as oaniias offectas foítaa.a esta er- 
ipída^por differenteafragaeziaa^sabresaheiD 

. 'Ávúffi^ éti Monte llór Fctôo, no bUpado át 
€oiq)bra, deu uma alampada grande» de 
praia, ornada, com quatro esendoiiy.com as 
AToiaa da mesma viila. Túaba de peso 30 
iiK|re!0a.4fl prata* Obngoii-âe» além'd'i8to, a 
nneama viUa.adar eada aoQO« aeis alqueires 
4e ascite, para. a meema alampadft. 

.Á.villa iefikão do Coucfl, oatra alampa' 
ân de prata»' com li marcos de peeo. : 

O povo do Pombalinho, dea am grande ei* 
tio, qoe se conservou por muitos amioa 

As fregaeiias de Colmeias, Santa Gaúiari* 
«a da S^irra^ Yermoíl, e esta do ArralMdde, 
cada orna deu 'também o seu cínp. 

Maitos particnlares fizeram doaQdea de 
ben^ de raia e rendas, â eapella. 

Maitaa pessoaa, devotas, deram vários Tes- 
tidos, mais ou menos ricos, a Nossa Senho 
Ba, e diversos paramentos para o templo. 

Tem cinca aítarea de talha domrada, oom 
vetabolos e pintoras de muito meredmento. 

FormoB-se; logo uma confinuria de Nossa 
Senhora da Encarnação, sendo sua primei* 
'saijulxa».l<^o no mesmo anno, a referida D. 
Brites Ãe Lara, e por muito tempo andou 
este juizado na casa de Tilla Aeid, e desde 
I9fcl, em w^ foram iostiçados por intidò 
ree» o.dow^de Caminha^ o marqnec de Villa 
Iteal (vide Caminha) e outros membros da 
9IU Ismilia, passou o Joisado para os bispos. 
: Tinha, misaa em todos os sábado^ e nos 
domingos e dias sanctiflcados. 

7/ Nçssa Sexéora dos Anjos— ^ antiga er« 
mida estava no mesmo logar da actual. Era 
pequena^e tinha um alpendre, no qual ae pré - 
gavam qs serni5e8b e a cuja Cabrita era obri- 
gado o j)rior-m6r d^ Santa Cruz de Goun- 
bia, não havendo devotei» que.ajudaasemás 
^Qspezas das obr^s e fabrica da ermida. 

.HiamaeUa as prqcâ^sdesdojCocptifl.Cbris- 

'•* ^ta Mliqaia fòidaâa 4 Sé^ pélobispo, 
D. P«iiro :âo C^atiltao. . . 



IfiUíl 



s? 



ti easladainbas. Nò aabbade qnetinhadaii^ 
tro do oitavado da Assumpção daSenhení» 
depRoia de vésperas^ a que assistia o eali^do, 
hia a mesma Senhora «n procissão, em uma 
tumba, feita só para este dia, repnssenlandú 
a Senhora morta. Era acompanhada da^is* 
mandado da Misericórdia edas nuús irasanh 
dadas .&• confrarias, e a levátvam i Sé; Na 
volta para a sua capella, já a Senhora vinha 
rèBUsciUida, « em uma rica eharóla,. haven- 
do à stta chegada, missa cantada* eaennãoj 
Tanto á hida, como á vinda, era levada po9 
quatro clérigos de ordens sacras^ veslidw 
Ãb alvas, amites, singulos e estoiaa. 

Esta procisâo durou até 16)6^ deixando 
de.se fsEcr pelo mau estado da.capeUa. k . 

Em 1628, por estarem estado de imni* 
nente mina, se demoliu, e, ainda iiue logo 
se reedificou, nunca mais se tornou a fazer 
a procissão, aité 1651, em que alguns devo- 
tos a resnscitaraoL. ^ * ' 

a* âon^Oiin/ento— a antiga eapella estava 
também no sitio da actual. Foi construída 
com esmolas, mas não se sabe quando. Foi 
reediicada também oom esmolas, em IMi» 
pelo infante D. Henrique,, depois cardeal^rei^ 
sendo priornnór de Santa Cruz de Coim- 
bra, e por isso lem as suas armas na..capti( 
la-mór. >. 

É tradição que foi feita no mesmo lo|;ar 
em. que Santo António de Lisboa esteve a 
descançar, á sombra de uma oliveira, quan* 
dó de Lisboa so dirigiu a Santa Cruz de 
Coimbra. 

9.* S. Bartholomm-^iai fundada (não se 
sabe quando) por um fidalgo, cujas armaa 
se voem na fachada da capella; mas não se 
lhe sabe o nome. Teve uma confraria de 
Santo Amaro, e outra de Nossa Senhora do 
Soceorro, e duas- missas quotidianas, iosti^ 
tttidas por António Fernandes Nato. 

Teve também merceeiras. 

JO.* S. Sebastião de For lo Cato. 

/i/ S. Miguel Ârehanjo-HOíO mesmo' sido. 
Tevê nma rica e grande confraria, do rap- 
zea solteiros; e por miiitos annos leve uM 



im 



MAR 



MAR 



Esta viilá é composta do tecç5e8 Aaa frO' 
gnezias de Lobrigos^SeTère outras. • 

Foram senhopes de.Peiiai:iuao^ os marcpe- 
zes da Fontos^qae apresemayiin as JoaÃças 
e gotemavam nas Fcn^ M(Mir««lferta e Och 
dim. 

' Tinha ééte toneelho, ató 1834, daa eQtnpa- 
nhias da ordesanças, cemaunídadas por am 
eaj^taormór, sujeito ao general de Traz-os-r 
Ifóntes. 

Era senhor da honra de Fontes^ D; Rodri- 
go Pedro Annes de Sà Almeida eMeoetes, 
deseendente de João Affonso de 6á, senhor 
da qninta de Sá, em Galmaries, pae de Ro<- 
drigo Annes de Sá, que sendo embaixador 
de Portugai, em Roma, em 1320, casoa com 
Gecilia Colona, filha, neta e bUneta dos Co- 
lonas, senadores romanos. Yinhaeata senho- 
ra a ser i3.* neta de Caio Mano^ sete yetes 
eonsnl de Roma. 

* Rodrigo Annes de Sá e Geeiiia Colona, fo- 
ram pães do famoso Joáo Rodrigoes de Sá, 
cognominado-to dai éroM— pelo eombate 
que teve contra a esquadra castelhwa qne 
pai; ordem do sen rei» D. Joio I, bloqueava 
Lisboa, em 1384. 

, A esquadra ponagueza, sahira do. Porto, 
em^soccorro de Lisboa^.e, apeaar de muito 
inferior em numero de vasos e de gente de 
guerra á castelhana, entrou a fóz dp Tejo, 
por entre as naus intmi(M qne derrotou e 
pôx em (uga. 

Foi n*este eombate que João Rodrigues de 
Sá, tanto se. distinguiu peia sua sciencia e 
intrépidos, que adquiriu o oognopie glorioso 
de-^ das Gates, (Vide o 4.« vol., a pag. 38S.) 

D. Constança Rodrigues de Sá, irman do 
das Galés, foi casada com João Gonçalves 
Zarco (oreado do infante D. Henrique, filho 
de D. João 1) descobridor da ilha da Madei- 
ra, em 1419. 

O das GaléSy casou com D. Izabel Rodri* 
guês Pacheco^ filha de Diogo Lopes Pacheeo. 
Era filho do das GaUs e de D. Isabel, Fer- 
lâo de Sá, que morreu em 20 de março de 
1449, na baulha da AUárrotoifa (a 24 kila« 
metros de Lisboa), em defeca do infouie D. 
Pedro, tio e sogro de D. Affonso V. 

João Rodrigues de Sá, filho, de Fernão de 
Sá, casou três vazes. 



. De «aa i^ mulher, D. Cathanina de Mease* 
ses, ilha de Uiiz de A;Kevedo, teve Beariqoa 
de /Sá e Menezes; senhor de Cantanhede» por 
saa mulher, D. Reatriz de Meneses. 

De sua 2.» mulher, D. Leonor da Silva» 
teve Jbão Rodrigues de Sá— o Vdàa — qne 
casott com D. CamiUa de Noronha, filha de 
D^ Marthibo de Castello. firanco, !•• conde 
de Yiila Nova de Portimão. 

D*este casamento nasceu D. Francisoo de 
Sá, conde de Mattosinhos, que morren sem 
geração ; passando a sua casa a sen sobri- 
nho, João Rodrigues de Sá, casado com D. 
Luísa Henriques, dos quaes nasceu D. Joio 
Rodrigues de Sá, l.« coims db FBKAGCiSe, 
por Philippe IIL 

Foi 2.* conde, seu filho, D. Francisco Me- 
nezes e Sá. 

Foi 3.« conde, o filho d'este, D. João Re* 
dt^fgues de Sá e Menezes (no reinado de D. 
Jeão IV)— succedeu-lhe seu filho 

4.* conde, D. Francisco de Sá e Menezes; 
ao qual D. Affonso VI fez l."" makqubz m 
PONTES (fiiegnezía d'este concelho.) 

. Foi. S.» conde de Penaguião e 2.« marquei 
de Fontes, D. Rodrigo Pedro Annes de Sá 
Almeida e Menezes, que casou com D. Izi- 
bel de Lorena, filha única de D. Naoo Alva- 
res Pereira, 1.* duquk do cadaval, e de sua 
mulher, D. Maria Henriqueta de Lorena, t- 
lha do príncipe Arcourt, em França. 

Para evitar outro autem ge- 
nuit, vide Cadaval. 

A actual freguezia de S. Miguel de Lobrí- 
gos, denominava-se antigamente— $. Migttd 
de Penaguião, (Vide Lobrigos — S. Miguel) 

MARTIM--*freguezia, Minho, comarca e 
concelho de Rarcelios, 10 kilometrosa 0. âs 
Rraga, 360 ao N. de Lisboa, 180 fogos. 

Em 1757 tinha 132 fogos. 

Orago Santa Maria. (Nossa Senhora da Ex- 
pectação.) 

Arcebispado e districto administrativo de 
Braga. 

& terra muito fértil. Cria muito gado da 
toda a qualidade. 

: O papa e a mitra apresentavam alteraatí- 
iramente o vigarip, que tinha SO JtOOQ réU dl 
Bondimeniei ... 






MAR 

KAUXa^frefaetia, TpÀ»-oMloDle8, no 
bispado de Mlraoida^ boje Bragança: 

Em 1757 linha 24 fogos. 

Orago S. Martinho, bispo. 
> Poi snppriínida por pequena, no^priacipio 
do..aeeulo XiX« 

A mitra apresentava o abbade^ que tioba 
Í604ao0 réis de rendimento. 

IfARTiM^ILr-Vide iíamim. 

|lâRTIII^L01l60*-»^fregnezia, Algarve co* 
iBãrtaMe Trritx, concelho d<5 Aleomlm; ^5' 
InlomeirDS do FároijflSO ao 6. delilsboa» 600 
fegos. ■ . - 

£n ft7â7 tinha !{34 fogos. 

Orago Nossa Senhora daOonoeição. . 

Bispado do Algarve, districto administra- 
tivo deFáro. 

Q :papa e o bispo apresenta^malternati-« 
'vametite o prior, culiado, que tinhaSOO^OOD 
Téis de rendimento, fóra o dizimo. 

* ■ • ■ • 

Martim-Longo, é uma grande e rica aldeia, 
eon boas casas, e o»»» malarnu^^.eá- 
tpaáa a «gual distancia de duaa ríbdras ; 
Vascão ao N., e Foupana ao.S. 

EiAá asaenlo em uma collinav jà fóra da 
serra 40 Alganfe, dominada de^tedoe os la- 
dos por graodes alturas. . . v> 

O rio.finadiaoa, fioa^lhe 25 kilomecros a'0. 

A egrcja miu% énn bom tempkwlle trez 
narres, «ia mais antiga dVstes arredores* 
- O prior 'roçebía o dizimo das nUúç^s, qp,e 
SBdaTa por. ioOMOO réisi 
. 'Eca, o unioo do Algarve que recebia pri- 
midiM* . . 

A uns 350 metros do povo, ha uma lagoa, 
fnmdiáà pdasisguas darbava^goiB a'dla/8e 
conservam todo o anno, o que.pr4i|iij4iea a 
sande 4os povos visiobos. 

,S va»to o: t^trr itorio d*«sta. parochía» pois 
tem 18 kílometros de comprido^, por 12 der 
lasgo* 

' ÊtK>iApo9ta' a fregnesía, de M» M»m pe- 
4B«inas« 

. A-prMr.de^r poaeo abuod4Dt«.d'|igU4i é 
tarxa ler tM* e cria mu^lo.g|ido de loiia a qus^» 
lidade. Tem poucos arvoredos, ... 

Fahrieai|)*8tf aqui- tecidos grosseiros, de 
lan (sut-iams^ utameniMê^i^JfjMi), Tf^mbem 
se fazem aqui muitas meias de Ln. Expor 

VOLIUS V 



ma 



101 



tam de todos estes géneros^ em bastante 
qnantitMé. 

Hb, aqui uma grande feira, no dia de Cor- 
pos €hristi« 

Haaafregueííra varias okfrías deloiiça or- 
dloárla, que tatikbem se exporta. 

Ha aqoi muitos almoereves. 

Nos seus montes, ha IfraUde abundaníAa 
de caça, de toda a qualidade; pelo que ha 
na fhegoezia, nmitos e mu! destro» caçado- 
res de profissão, que exportam 0(Mlbo8'O= 
(sobre tffdo) perdi^e^; paht varias terrasí; e 
até para Lisboa. 

Também ^'este território ha a celebrada 
gran de carrasco (feermes),tào querida e ta<^ 
explorada pelos romanos. 

'VsiCáva dos ifOttro^ d' tota freguezfa, ha 
uma grande mina d» ròbre, expl^irada, pe< 
1(18 srs. -visconde de Gan^ègóso* e António* 
José Pereira de líágalbáeè. Já foi explorada 
pelos romanos, ou pelos aribes; do que ha 
muitos vestígios. Dá 22'por eènfôde pyrites 
e cobre pafiaché. 

Fica próxima á aldeia de Vaqueiros. 
'• Foi comprada àe sen primeiro proprieta- 
rio, por 50 contes de réis. 



Está frègaçzia flca no termo da viila de 
Alcoutim. 

No logar da Beí*mgnfa (Berengirfa, notfie 
de; mulher) pariu uma. mnllter, em 31 de 
agosto de 1728, cinco creanças emiiáíia tar- 
de. Quatro delias 'r^cebnram. O' bapiÍsmb:'.A 
mão não sentiu mais encèmtoodo dtai qoe 
jsenriria se o parto fosée de nmáaó creai^Qa. 
Chamava-se Britas Lopes^e era casada cofD 
Manuel Ootft^Uííes. ^ 

MARTINGHBL ou MARTBSXBL-rúiçgae- 
zisy £xtrémadara^ cúcbsrda e eoòcelbo de 
Abrantes^ 180 kHometms aj). da GUarda^ 
130 au ^B;; de Lisboa, W fogos. 

£m 1757 tinha 91 fogos. 

Orago ^.Miguel Arcbanjo. 

Bl<pado de Casielio ttraseo, distraeto dft 
SaniareiOv.. ■ • \^-i . . 

O -prior do mosteiro, de. Santa Crnz de 
G<»iiiibra, apreseutava o vigário, que tiaba 
6Q#t||0 *As e.u (ló de altar. 

HiRTINÊGnAS ou MARTINÊ6AS— p«f* 
tttguez autigo— lôro, triLuto ou peosao que 

7 



</ 



lOâ 



MAR 



8e pagara em dia dd 8. Maitíolio, e d^esaa 
cirenoNifóiMía umdoii o doom. 

MARTINHO (S.) e 8. THIAGO--rregiiexia, 
Ti4e|ifJMKi, 

líARTINHO (S.Hfregaezía, Beira Baixa» 
eomarea de fioateía, eonoeltio de Géa, 70 
kílometros ao NE. de Coíintara, 2S0 ao& de 
Lisboa, 210 fogo». 

Em 1757 tioba 62 fogos. 

Orago 8. Martíoho, topo. 

Búpado de Coimbra, díatrieto admíníetra- 
livo da Guarda. . 

]>eiioinioa^e vnlgarmeate (e é como ee Té 
«en todos os doeumentos antigos) 5. Marti- 
nko d^apar de Cêa, para dístiagaír esta íoe- 
gaescia das outras* do mesuio noaie. 

O reiior de Céa apresentava o cora, que 
tioha 8^000 réis 4e côngrua, e o pó4e altar. 

HARTINHP (3.)--Aregnezia, Extremadn- 
ra (mas aO) &4o Tejo), oômarea e concelho 
de ; Alcácer do Sal, 50 kllometros a O. de 
Évora, 60 ao SB. de Lisboa, 70 fogos. 

Bm 1767 tinha os mesmos 70 fogos. 

Orago S. Martinho, bispo.. 

É terra muito fértil 

Arcebispado de. Évora, districto adminis- 
trativo de Lisboa. 

A mesa da conciencia apresentava o prior, 
que tinha .180 alqueires de trigo, 90 de ce- 
vada e lO^íOOO réis em dinheiro 

lIARTINHa DE ANOnEIRâ (S.)— fregue- 
zia, TráiM)8^Monles, vide Ángueira (a 9.*), 
a pag. 216 do l."" voL 

MáRTIirHO DANTA (8.)— Vide Anta, a 
pig. 21*9, ooK 1% do l.^^vol. 

MARTINHO S^ANTA (S.)-^Yide Anto, a 
pag. 220, col.« l.«,^de^.'> voL 

MARTINHO D ARVOKE (S»)b^Tíde Arvo-' 
re, a.,pag. 243 do i.» vol 

MARTINHO DO CAMPO (S.)— Xá a pag. 
63; col 1.% do L« vol., sob a palavra-^Cam^ 
po (S. Martinho do), descrevi esta frègoezia ; 
mas repito-a aqui, nio só por ter dito no 2."* 
volume, que era do bispado do Porto, quan- 
do ó do arcebispado de Draga (erre a que 
me induziu o Portugal Sacro e Profano) co- 
mo porque desde então obtive mais alguns 
apontamentos. 

^ Ha n*esta freguesia duas capellas pjlbH*' 
cái: 



MAR 

i 

Noua Senhora do ^<í»iiAo-hm BMXBte ds 
EspínlM^ jnata ao ria Viwlla, ottdeatitt 
uma festa e nmaria» ao altimo domingoéa 
julho. 



SanHtíima Trindade (vnlgarmeiíte 
minada do Espirito Sanfo)— jontft ao lo|» 
do mesmo nome, i|ae aerva de CTfisffhi, odIb 
vão as procissões da ítogiieziá; e^ina laq^ 
feira das ladainhas de.maío,.qntM dâtm- 
reêy d'esca freguesia, da ^de 8. Mamedeis 
NiBgrélloe, da Salvaim* do Campo e de Bk 
ria. Foi fendada-eoi 1680; por Luiz Fcni** 
des, prior de Roriz, segundo consta do Tom 
bo da fireguezia, IDúto em '1539, no tempolo 
mesmo prior^ qm então se. denominam ú- 
bade e reitor. 

Está muito arruinada, mas ainda se póè 
lér uma ineeripi^ que está «a vergaà 
porta, que diz: 

LUIZ FRZ. PBIOR DE RORIZ POSITIT. 1550. 

Ha mala quatro capidlas particulares, ih 
casas do Ottf«tro,Anie£átta, Souta, e Autfia; 

A melhor casa da fregueziai é a de ànf 
zélla, perteoeente ao ar.- João Bi^mgeiirii 
Maehado da.GiInha Fana e Almeida^ oon» 
seu brazâo de armas, i- • 

O rio Yisella faz mover var»d aienhiB^e 
dois engenhos de preparar linhOi . 

Também «por- -esta Iregvssia passam dsii 
pequem^ rtbeivos-«um que vemde &iM' 
mede, e aqui se junta «ao Vieella, chamai 
F%niêlho, outro que vem do BmUíIo (eaS. 
Fins de Ferreira) e morre no Ylzella, neii» 
gar doMonto^ . 

Amboe regam e moem, e trazem algos 
peixemiudo. - 

Havia n*esta freguezia umas rteas, qoso 

povo denominava mal^rezaâas, cuja ortg«B 
é a seguinte: > > ' 

Dois individues d'esta fregaezia, leganB 
á eonfiraria ée $uò<4áno, uma leira de M& 
e uma casa, com a obrigação dos innioi' 
resarem por alma de cada um dos doad(M 
25 Padre Nossos e -26 Ave-Marf as, emltdíH 

mingos do anno. *' ' * ' ' 

Em virtude d^sto, detmnSnavam os esta- 
tutos da confraria que^ pai% maáor eemot' 



*n 



II 



>^IMadl9 idd povo; 96^ i^oMAêe tudo énrtinf M 
-ddift domingos, desi^aidós péh jufo, devim^ 
do eaáa èhèfe* de fainillà â|M*eBekitár-^ M 
egreja, sob pena de SOréisde mctltii. 

* N€> dia^p Asade^ fieimia^e o povo no adro 
da^egrajft^e o juiz, ou ^emp representava, 
príndpiftmainterorinaTel reza, qae consta- 
y^úòil êabido9, por alma de cada um dos 
taes doadores. Caída cahi^o constava de 25 
Padres Nossos e 25 Ave-Marias, o que mon- 
tava a 600 Padres nossos e 600* Ave-Marias 
' — quando se rezasse tudo em um só dia. 

Decorridos paucos annos, nao podia uma 
tãa comprida reza deixar de aborrecer á 
maior, parte do povo, que, em vez de rezar 
com attençào, dormitava, ria, conversava, 
etc.. Foi por isto que j)rimeiramente deram 
a esta reza .o nome de monda e depois mal' 

Os que tinham obrigação de assistir a isto, 
se foram poueo a pouco exiinindo, até que 
o resto deixou de alli comparecer totalmen- 
te ha poucos annos. 

HAàTlKHO DÊ CEBOfl^Eitl (S.)— fregue- 
zia. Douro, na cidade do Porto, bairro Occi' 
dental, comarca, bispado e districto admi- 
nistrativo dá mesma cidade ; sendo um dos 
seus arrabaldes, forma boje (com o augmen- 
to das' ruas do Porto, que se foram esten- 
dendo em todos os sentidos, do lado da ter- 
ra) uma parte integrante da cidade. 

Em 1757, ainda esta parophia era consi- 
derada suburbana, e tinha então 500 fogos. 

Orago S. Mai^tinho^ bispo. 

O parobho é D Priof, e era da apresen- 
tado; ff> sdidum, do papa/Tínbá um rendi- 
mento calculado em 2 contds de réis ; mas 
excedia' teuitf esta quantia. " 



Na ileseiipçab da^cidade de Porto, trata- 
rei é^ssta fregiieiia ; aqoi 96 direi o seguin- 
te.'»^4ieje tem 2:400 (ògos, e é administrada, 
no espiritual, pelo D. Mor (a qoem vulgar- 
mente denominaiB abbade) e dois curas pa- 
rochos» 

k egreja matriz e collegiada (a que alguns 
chamaaa Sé) de Cedofeita, foi fuudâdarpor 
Theodomiro, fei dos mievos, «n - 5IW$ieii'Mla < 



mM 



fm 



M1)8Qptf8adoombsmo rei (depeSs^de abjurar 
o ai^iánisfflo}'èom seu filho, Ariamiro. 

Foi Theodomiro que dedicou esta egreja' 
a"S. Ifarttnho, bispo de Tours, estabeleceu- 
á»'\\xí: coiri rendas pana a sua sustenta^, 
uma colleiglaâa de cónegos, que por mui^* 
tosramiòis^ viveram em coimnunidade e cotaí- 
ventualmente, observando a regra de Santo' 
AgostlfidH)'; mas, pelo decurso do tempo, al- 
cadçaram buHas' apostólicas, para vi veiBin- 
sep^raHweem casas próprias. (O mesmo w 
deíl eomiodos òs cónegos das differentes ca- 
thedraes do reino.) 

A arehUectura doesta 'egreja, fió se recoiti- 
menda pela sua antiguidade' incontestável^' 
É de grosseira architectura gotbica, baixa' 
e òem' tôse&8 esculinuras. Foi sagrada ^r 
LiierédDi bi^o de' Bra(i[B, no pontificado de^ 
João III, que governou a egreja de Deus ^ 
desde 5^'|Lté^575. Isto coi^taVa de'uma'&i- 
scripção que existiu sobre a porta prinel- 
par da egreja, e que um pedreiro estúpilo 
desfez ; mas, para que sb não jferea da mé-' 
morta dós homens, esta antfguálha, a^ a 
dou— -dizia' : 

THEODOBÀR. REX GLORIOS. T. XtUEt. VT 

. coirsTacx. hog monast. can. b. íiVg. 

. . AJ(> GLOB. n. ET V. M.G. D. BT B. ; 

AÍARTlNi ET FECIT ÍTA SOLEMNIT. SA- 

CRARI AB LUCREI^. EP. BRAC. ET AtlIS 

SUbTIi. III. P. M. PRmiE IDUS NOV. AN. 

D. DLIX. POST. m. REX IN DAG BGCLBS. 

AB EOp. BP. PALAM BABT. ET FIL. ÁRIA* 

MIR. CUM MAGNAt. SUIS, ET OMN;sS ' 

Goi^vBkst AD rin: òb v: reg. et MiRABr. 

IN FIL. EX SAC. RELIQ. B. M. A GAttlIS 
" 80 BXO. POSTUL. TBAKSLATIS, ET mC 
ASSERVATIS K. JAK..AN. D. BLX. 
HANC INSCRIPT. AN. N. D. LVI. EX PER- 

VET. LAPU). TRANSGRIPTAM, AG IN 
ARCmV. HUJUS BGGLESTAE )[NVENT. OPT. ' 
PAR. IfAfiT. FILtl POSUBRE 

ANN. M. D. GGLXVIL . « 



Gompunha*se esta coltegiada, de um D. 
prior, '«em clnéò mii^crusados de renda 
(2:00aW0O ' réis) umf chant^ uin mestre-' 
escola; um thesoondtfó-mór, uito con^s' 
pi^ebendtldòs^itres de meia prebenda, oito*' 
ca})dllés, -sadirístitii, ^coristas, serventes, e" 
um^iéum; pkrk àdmldistrar òs saèritmentds/ 

Durante i^ttomínió agafãúío, sempre' a^^ 



1041 



MÁR 



se efllebranm o* offioios dim«9, nntfaiMi 
eerto tributo; como «ooniiecia em oairas 
partda. 

Os doeomeotos mais antigos existentes no 
tartorío d*esta egreja, são .de i316.---08 oa* 
tros^ se os bavia, desappareoeram. 

Gosava esta egreja grandes privilégios a 
iaenções, e notáveis prerogativas. . 
. Apegar de ter boje (4875) mil trkzbiitos 
B DBZB^sEis ANN08, é dos poucos monuDx^ntos 
religiosos do seu tempo que nança foi re- 
ediflcado, soffrendo apeaas «leves concertos 
• pinturas. 

Grande numero de varões iUastres per- 
tenceram a esta coUegiada, extremando^se 
08 seguintes: 

S. PascluuiOf diícipnlo do seu primeiro 
inlor» S. Martinbo de Oume, foi aqui có- 
nego. 

D. BtUrao, de Monfaveê, foi JD. pr«^ com- 
mendalario e depois cardeal. 

D. Jorge da Costa, D. prior commendata- 
rio e dt^pois^eardeal. 

D. G(4içalo Pereira^ deão do Porto, arce- 
bispo de Braga e depois de Lisboa. . 

D. Manuel de Sowa^ bispo de Silves e ar- 
cebispo de Eraga. 

D. Henrique, infante (irmio de D^ João 
III) arcebispo de Braga e dé Évora, cardeal, 
e dt^ois rei de PuriugaL 

D. João Caetano Ursini, cardeal, D. prior 
commfi>ndatario. 

D. fficoíau Monteiro, mestre dos reis D. 
Affuoso VI e seu irmão, D. Pedro II, e bis- 
po do P«>no. 

D. fr. José Maria de Affbnseca Évora, D. 
prior eommendatario, e bispo do Porto. 



Os fonegosr d*9$ta coll«>giada eram anti- 
gamente senhores absolutos dos direitos de 
todo o pescado que se colhia desde Aveiro 
até i Galliza, e de outras muitas rendas 
qua tties deu o rei Thejodoroiro. 

Ainda boje o rábido de Gtrdofeíta recfbe 
na cidade di» Purto, e outras partes, grandes 
rendai*, as abnurdas lucíuosas e os ifnmora- 
liisiiiios dvmimos, que >ão quasi todos de 
€inco, tim^-e até de 4, um-— isto é, SO e 25 
por cento do valor da propriedade vendida, 
apesar da lei que determina qoe m domi- 



9 { 



um 

«08 de- ben8 de praeo provení<|nte8 éím 
TÒa, sejam todos de 40— um— iaio é— !>/| 
por cento ; o que tem dado cansa a mmtai 
e renhidas demandas. 

lá a pag 502 do 4.* vol disse 

o que é Imctuosa: accresee ntani» 

aqui—fste tributo atisurdo • 

cruel, paga -se por falledffleDli 

( do emphitcttta. 

A viuva, cercada dos filhov 
desgraçados pela sua orphaoda- 
de, e muftas vezes sem tereo 
com que matar a fome, tem ais- 
da por cima de pagar ao sen u- 
nhor, ou a renda dobrada^ n'es8ê 
anno em que a morte do chel^ 
de família a deixou ao desampa- 
ro, ou dar ao rico (que até eon 
a desgraça dos seus colonos ei* 
peeút^ I) a melhor peça movdm 
semovente, do casai, 

Hnitas vezes acontece ser es- 
ta peça uma junta de bóis anui- 
ca, a que ajudava a ganhar o (Mis 
da fauiília, e um roubo le§'jU\\\i 
> arrebaia," para cúmulo de des- 

graça. 

Não é menrr absurde, desps* 
Usmo e crueldade o pagamento 
do domínio. Paga-se quando se 
vendem ou troeam bens de pri' 
so. ExempliGtiuemos. 

Pedro emprasou a Paulo umi 
terna estéril, que de nada Ibe 
servia, mas o futuro emphitenla 
projectava arrotear, e construir 
alli a sua choupana. A terra oâo 
valia mais de 5^000 réis, mas o 
senhor impingiu a por iOlOOO 
^ ^ réi!« ^ impondo lhe uma rendi 

correspondente a 5 pof canta dl 
segunda avaliaçào-^isto é— ^ 
réis annua^s. 

Aqui tnmos o caseiro pagando 
10 por cento de juro ao anoo» • 
portanto, o senhor mais qae 1(h 

^ B^^dnto isto a dinheiro, por ser de mais 
facll conqirelieoçàQ a bypotbese. 



MÃR 



MAR 



105 



tQfileUdo do Taldr dâ proprie- 
dade. • 

O emphiteáta redoK o brejo, 
Diãtafral oa pf^n^^diâ, a terreno 
^uhivado, e eonsirne a 6na casa. 
Compra (às vetes eom dfnliHro 
a Juros, e Dão poacas á eitfta 
"dos maiores sáeríficios) ttma Jod- 
ta áe boíSi por 00|M)00 réis, pa- 
ra os trabalhos agrícolas. Morre 
—a mHhor peça dó casal é a jaa- 
ta de bob, e lá vão para o ie- 
nhor^f que, tendo recebido Juros 
dobrados do valor da tua te^rra* 
recebe agora li vezes ò seu va- 
lor, e a renda continua I -^ Isto, 
lantas vezes quantas tiver logar 
O fallecimento do chefe de fami- 
ila. 

Vimos que a terra emprasada 
apenas valia 5^0P0 réi;». O em- 
phitt*uta, á fori;^ de trabalho, 
^espezas e fadiga^ transforouin* 
do o terreno em terra de lavou- 
ra, o faz valer 200)^000 réis (ás 
vezes gasta esta quantia, e mais, 
na arro,teia.)r-Constiue uma ca- 
sa» que V4ie 200^000 réis, para 
sua habitação; aias tf m esgoudo 
4odos os seus recursos, deve o di- 
nheiro da pompra dos bois e to- , 
do . ou parte do des|)endido acp 
obras, e vé-se obrigado a vtínder 
tudo. fia de o comprador pagar 
o domínio de 5, um, que ^o 
80^000 réis>~e toma o senhor a 
receber 16 vezes q valor da ter- 
ira que emprasára. 
. Mais: o comprador ipanc|a edi- 
j^ ficar um palácio n'esta tçrra^ é 
gastou na sua coustrucção 4 con- 
; tbfi de réis. Pois. se o quizer ven- 
4er, tem de pagar ao. senhor {A; 
le ou o comprador, copíurme o 
iguste) 800^000 réis de ^oa^im 
-pislo é, fiO vezes o valor prj, 
iníttivo. da prgpriedade t^-e }siff 
tantas vezes quantas forem as 
jendas pu troca^ 

Eu bêqi«j|êi/«Mi<jltijllt]M^ 



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mandar regular o pagamento do 
donrimo segundo o valor de solo, 
íúSA o senhor illude-a com as 
cokéiçdes da escriptura de em- 
prasamento, e recebe o domínio 
todo. 

; Mas ainda ha outra hypothese 
-«-o objecto emprasado é um ca- 
sarão, que o emphiteuta recon- 
struiu, gastando muitos centos 
de mil réis, e atii temos o paga- 
mento de todo o valor da pro- 
priedade assim prodigiosamentô 
BQtfihoradâ, semqueo infeliz co- 
lono ou emphiteuta possa empre- 
gar o menor subterfúgio para se 
eximir a este pagamento escan- 
daloso. 

Muitas esorípturas de empra- 
samento. são obscuras, mal re- 
digidas, ou esctiptascom as clau- 
sulam a que o vulgo dá o nome 
signiOcaiivo de elaumilas de át- 
çapãa, é,bem entendido, sempre 
contra o pobre:; q)ie se limita a 
aeceitar todas ás oondições que 
o rico lhe quer Impor. 

Todas estas circumstancias 
teem dado causa n obstinadas e 
di^endlosissimà^ demandas, nas 
quaes ttiuilas vezes, cada par- 
ter'gai»ta maisdb que o- valor da 
propriedade que d objecto da 
disputa. 

Os modernos legisladores^ «ea* 
baram oom a barbara, absurda 
e anachromca insiituição dos 
morgados, e promulgaram leis 
Jus^ta^ equitativas é beneficasieoa 
favor dos filhos segundos,, tom 
respeito á successão nos bens de 
pradp; tQaB.amdft se.não leia« 
brsramvde provideoeíar sobre 
pagam«itO'de A^^mof e Ivctuô- 
sus, e as extorções e a escanda* 
.-losa mura tcontioúa. 
: Ufn.|rand#^iiua(ieroâ6mor«y 
JUa> d« cjjisas (em>l|pmas: pg^ 
les» ruas intéims) são, na cida- 
de do Porto, A>^«ínN!;a9kiMf>id§ 



.106 



iMAA 



de CeSojTeUa. Ponuaissimas se 
Tendem, por caoiM do monstrao- 
so domiiúo, e o cabido tem gas- 
tado e feito gastar rios de dinhei- 
ro^ em pleitea, que eram escusa- 
dos, se houvesse .uma lei geral e 
conscienciosa que providenciás- 
. se jsobre a matéria* 

Apesar 4e ainda hoje o cabido 
e o D. prior de Cedofeita rece- 
berem grandes rendas, são pou- 
co mais do que a mlesima parte 
do que podiam ser. Os prasos 

antigos diziam-*0 casal de 

pagará de renda. .... alqaeires 
de trigo j ou por cada alqueire 20 
réis^ á escolha do senhoiio. 

O cabido preferia o vintém ao 
alqueire de trigo, e assim rece- 
beu por espaço de muitos an- 
nos. Quando o género principiou 
a subir, o cabido pretendeu re- 
ceber em trigo e nao em dinhei- 
. ro; mas os foreiros oppozeram- 
se, apeg.ando-se á po^se de mais 
de 40 annos, e os juizes, por es- 
ta vez, deram a sentença em fa- 
vor dos opprímidos contra os 
oppresseres. 

lato coneta de documentos an- 
tigos e da tradição : ha porém 
e^criptorea que negam o facto ; 
mas parece ser verdadeiro. 
Por as achar curiosas e da reconhecido 
interesse histórico, dou em seguida a cópia 
da carta de Abdeli-Assis, senhor do Por- 
to» auctorisando os ^hriâtãoa a exercerem o 
culto catholico, na egrcja de Cedofeita, e as 
doações de Theodomiro, D. Affonso Henri- 
fOds, e D. Affonso II. 



la foal «trdeno ^Qi^,oaipir^bsrteros e cfarií- 
tãos do mosteiro de Cedofeita, que mom 
Junto á dita «ida^ do Portos e seu mosi»- 
ro, poissúam os aeu^ bens em paz e qoie&- 
ç^f s^ oppreasão, vexamei oa força te 
a^rracienos ; com a condição que não digai 
a% missas senão cpm as portas fechadas^t 
joSo tofu^m as suas campenbas, e pago» 
pelo consiçniiiBento c^içoenta pesantes ^ è 
boa pcaia, annualmente^.e pos^^aoi sahire 
vir â cidade com liberdade^ e quando qm- 
rem, e não vão íora doa termos do meu uni- 
do sem meu consentimento e vontade; u- 
sim o n^ando, e faço esta carta de salvo oa- 
dacto e a dou ao dito moateiro para qoei 
possua para seu jnsgo. Feita esta carUn 
era dos çhrlstãos de DCCLV. lAinar a qu) 
£u Abdelassis a firmei; e recebi pela confir- 
mação 50 pesantes, e coníirmeit 

Doação que fez ao mosteiro de Cedofei- 
ta Theodomiro, rei suevo. 



<Dftrta de salvo oonâuota a favor do 
mosteiro de Cedofeita no tempo da 
dominado dos mouros. 

É esta carta de ]usg<^ ^ o consentimento, 
de Abdelassis Abem Mabomet senhor da 
do Porto, B da gente de Kazareth, pe< 



1 Vai^ aoeego. 



n 



In nomine Dei Alpha, et omega. Eu Tbed- 
domiro, rei, prostrado ante o altar das » 
gradas relíquias do bemaventúrado Maiti' 
nho, bispo de Tours, as quaed mandei n 
de França; illumínado da Verdadeira fé»e 
as fiz coliucar no templo, agora chamado dt 
Cedofeita, que fiz consagrar á sua memoria, 
em honra de Deus Trino em Pessoa, inse- 
paráveis e indivisas e da Mãe dé Deus, Tem* 
pio inefável de Jesus Deus humano, em qoe 
fielmente creio de todo o meu coração, e(h 
nhecendo os beneficios que recebi da nau 
de Deus pelos rogos do bemaveoturadoUtf* 
tinho, pela saúde de minha alma, e da mi* 
lâgrosa saúde de meu filho e povo, doa e 
faço perpetua renuncia ao altar do mesmo 
glorioso santo da herdade que fica conti- 
gua ao mosteiro com todo o juro real, qne 
n'ella tenho ; e faço couto demarcado pelos 
termos de parochia até b rio Douro, coo 
suas pescarias de dito Douro, e Galllza, eo 
que se estende o meu poder, e lhe dato os 
meus çasaes e mais herdade!^ que são de 
meu }ur e em terras de Fanic» Farin e Ter- 
neo, còm todas ás suas pertenças e territo* 

I 1 Pesante, era uma maedi 8e prata do 
/wiMaiodemtditãOé 



^ 



HM 

MAR 



fíku 



8(U 






iraição do culto, divino de Dcms o da Tirgem, 
».i4as*ia»Mnaâ^ agradas- reiiqiiifltBíe para 
iWMtaofagio dbs sae^rdotea, ^nè^ sc^veia * áo 
f^iânie aervirem ao áíto^ altar, em louvor pe- 
Mtme do mesmo Dena* 



I. 



- ', iB a ti, Jfartiiihoi eenu o teu coB^vanto, 
'«MBítae este testemunliò Aé fiitDe' doação, e 

óiMa na etfsttiâeDeiíajpormiiiipeoiador. 

' ' Foi feita*s cflrta, Bona» de abrii, amio da 

salvação 560. 

•i • ' 'JBa Theodomivo,: Utssnúú . de Deus, icoiá as 

'Proprias mãos a robéro e coDârouK— Theo- 

4eiDire. 

Xioaçftò do denhor rei P. Aflbnso £D»n- 
-ziqnes. ^ 

Egoi AUSmsasPofftogaliaQ^Rez, Simaleutti 

-Aif ina Uxeõre* nostra Dom&a^ Mafalda dona- 

mvíA et^conoedirai» Eelsiaei sea Monasterio 

€ètpfoctae, et Aèbiili,'et Gmonioes ejusdem, 

•ireOíttai saeesbsoríbBS emaés 'haereditatis 

flrosimas ipsinet fieclesiae 'qoae èebfiliaDt 

mm haereA^tibi% 4t eosst eattto Eodesdaé 

IIsrtiigaleiMM^idM,^ ^ levwD, <{iie vecatut* 

dl MenehiqiM^tper gefminaldmn (Bvrmálái^ 

«IlDOBtè Cativís, eftfor Paramioiíl deinde sí-^ 

•a^^dwrrit la Dadum per limites- <Bj«èdem 

BMrrodae Citofaduo» quein Dmriam, ef li* 

eiiias- ipsas mét iiíereditatea, et térrltoptam 

emtani' perpetofaBL'pe»peiaa'ata]M(Hu«ft'âr- 

mlssMam per anDs*' términos 'rellatos, et 

diottim Cadníta eonfli^Monas tam^stúb peè^ 

oMiSy et pertineotiís, ttt enm^^et eas \ilit 

perpetuo possideai Ipaa Eci^la Citlyfiieu 

ik tmojTum Béatae M àriae yi)rgkiis étBéati 

Knrtioi EfnseopVTiit'eMs,ei4os«aer6^Saâ^ 

«e 'ReliquiafeiapraMaetáf IlE^sferia 8ér« 

ttttar, el tDiPemeáiUÉi áiílmáiráMi 'nnslfb' 

iQBii et pro réHnissiOiie>fèi$daiòhiiá>áostrò-' 

mm; lleaiio auuetó^ienoitim; ^^rè^nqud^ 

ratt noitroiíaai bane Cái^lulam denationis 

inftÉigfere va9eaá. • "^^ ''" • ''-; ^ '' '•• -' 

^fá (foloffvere dè préfKái}dio méis, Vel Si 

«Mil lHakd'Oi(n&laiii 'dbnáiiobil^ Mií CaÈtf- 

tltf»errãa}{ièfre; atfVifre; séif!d!HÚ^i^#)^ií-' 

XMIÍíf i^ài iM^itieuírá^ éfiá BêàmiiMd 

Gorpore» et Sanguini Domini nostri Jesus 



ÊUrísti álienuà flai; è^ Ikt^tfii^abeat iaéva 
peramè, ét In seéMafe ^áé^íiiHrlifbl ''"^' *^ 

Bgo Alfíiiiisòtíl>nx)õrr'ào^rá Kè|^iná1M%r 
èiaádaviMLS, ettlh mémArrtám' praekèátiuti, 
et futmv^tiin ttafâblik noèli^is tòbdfáifahâ, 
et boiiârmamUSi eorám iúfra sub' scriptfs 
'testibús. ■ • ''í'^ • •■■" '■ '■•""^' '■ • '"'^ 

t*ãcu Gbarta ápud GioKiQbrlán); erk i)df- 
l^sima, c^nésf^na, octa^tniá' se^tá/liíé ^- 
ginte mensis juIii,'Efeò Ald^fbnstid, Rê^Pof- 
tugaiiae-^Ege Mafalda Regina contfrtno^iT. 
Colimbriae Episcopos -^'P. Ptínu^alèndí!» 
ípíscopns — í: Prior Perdinaódòs Donató- 
rios Regis Guriáé -^ Pétrtts Pelagiiís Ceriáb 
Signifer— Vérasctis Sahcius— GondisalVtts 
Rodêricos ^ Alfonsus Menedfuá— Gondtsal- 
vlis de Souía^Perdínaiidtté; testis— Pètrúl» 
Alfonsus, testis—Guilhelmos, testis— Àlber- 
tús, Goriae Regis Ganceiiarios. 



•j 



Doação do senhor rei D. Affonso ti 



/ 1 



'D; Aífoiíso por gra^ de^Deus rei de Pbi^- 
tugâl, a vós meirinhos, jtdzes ô justiças' tfò 
nosso reino e(^tòs, quaesqUèr que d*estò 
bouvereni conbeeitíiento e a quem esta carta 
fôT' mostrada, saúde. 

Siabéi qtie^ o ábbádè e cobèfgòs do mos- 
teiro de Cedefêftá; do pé da cidade dò Portò^» ^ 
nos' disseram tiu^ D:' Affòti^o, rei nosso se- 
nÀior-e avô; a quem Detis aèlcreisceniè éixi 
sua gloHâ, repairataodltb mèstéirà e aúõ- 
vadamentèío dòtâra é lhe limítMi è dèii còtl- 
to; mareado é 'dívià&do com divisiõéi éirctuil- 
dadamente no teísmo id cotito de an^edbr dlí 
dito mosteiro até ò' rio-Dburd, e máildáá í( 
omhorgou <iue ò dftò eolitò asáibi dòtadofí- 
eaisàe tfradõ 96 seusénhdrio èl'llos 6dtr{/i' 
i^is quedpòs d^èlie^^^ésseitte 4tfe íbsáeúiáí' 
rá èeiQpré lio dHò ikiòStéiyfi á lòtíVor htWli 
ir^ VÍTgétà áWmtt» e S. Martinho, bisp^ W 
Tnron, cujo é o dito mosteiro, e isto em "péi^ 
itfèdio'de'âua ál#^e da ráinhá' (kH múliíèr. 
derèndeádó 'sdtr Uottènda^s' peií^as qúia íié^ 

ntom m beili"óu(ra'^á^òà^1h'òVÀ§^ ^^o- 
\htíf\ t^mò itàú - 1 èbnthèbdb- Wi^ UAà fioi^i^ 
ção eéíná^àéih&intíBiíkiíi^^ 
á morte de el^rei nosslTpae, a que Deus per* 

se julgaram por sentença para que os nos» 



1 



108 



MAR 



MAR 



•ot juizes e meirintios não entnssem no di- 
to eouto e «lusp^^seadaras, e que se tSfi 
deixem entrar no dito rio e foz da barra da 
jnesma ^'idade do Porto, aié Gallita, a bzer 
pesca alguma, sem outborga áo dito abbade 
e mosteiro, para assim laver os direitos da 
dizima de todo o ppscado que se aeoltier oo 
dito rio Douro e dito termo até GaUiza, as- 
sim como sempre o boveram a se ha julga- 
do e dizem também, o abbade e cónegos que 
alguinas pessoas poderosas lhe entram no 
seu couto contra dua vontade, oo que tem 
damno a soa egreja e mosteiro, e ihe fazem 
muitas sem razões, como nos devassos, e que 
lhe Ui^urpam seu senhorio e jurisdicçào^ e 
que lhe nao guardam seus privilégios e car- 
ia de ei-rei nosse avô e pediram- nos por 
mercê que bouvessetnos sobre elle ao dito 
mosteiro remediq. 

E nós vendo o que a. esta razão nos pedi- 
ram, temos por bem e mandamos a vós que 
cumpraes e façaes guardar a dita carta du 
dito no»so senhor avô e sentença que sobre al- 
ie tem. a dita egrf ja e mostnjro e tudo façaes 
cumprir como nos dlios papeis é contbeu- 
do, e lúu sitffraes uom consioiaes^ nenhu- 
mas pessoas de nenhuma condição que 
lhe entrem e devassem o djto couto e seus 
mentados, nem ihe talhiem a^adeira que.hou- 
vei;em dentro dp dito seu cç^to, nem Jhe de^ 
vassem os seus maninhos, nem lhe vão pes- 
car e fazer pescadaras ao rio e seu distri* 
çto até Gaiiiza» sem sua vontade» nem ihe fa- 
rão algum dezaguízado de nenhuma outra 
guiza, seb pena dos nossos incoutos e de 
seis mil soldos que mandamos que pague 
para nós qualquer que comra isso fôr. . 

E mandamos a.vói que assim, o façaçs 
cumprir, por ser nossa mercê de haver ao 
dito mosieijco a^ardado e defensado em 
tudo» pela guiza que na dita doação e privi* 
legio e ^lentença é contheudo. Vós ai não 
façaes. 

Em testemunho d'este, mancamos dar ao 
dito mosteiro esta nosfa caria de sentença» 

Fernam Seares a ^ por iu)sso mandado» 
em áantarem, a tn^s dias andados.de abnl» 
mi de mil duzentos. i^ cincoentâ, e aei^. , 

uífMí Qif. fit^m p l^(or, lEUlA d^u pa au^. 



mtegra as doações feitas pelos reis de M 
tttgal,qQB aoecBderun a D. A Íi H i tt aD;Í 
milando-me a dicer : 

D. Affúmõ W, doou a YalMoe 
abbaAe de Cedofeita (abbts de Gintela) 
dirimo do peixe eoMnéo- nas varf^a ( 
do rio Douro, em ÍTmÊ»úb'¥«páugo^ 
ra de Abbade (aldeias sobre a margem 
Douro) • um saveA tK)r cadatlva (I) 
dos BoeoniQ- de Gampaihia, em tem 
Gondomar. Bata doação é daiMla das 
das de abril, dá era de 130? (IH» de km 
Christo.) 

D. DimTty estanda.. em Braga, eat1ioi«o« 

um alvará (en 7 de jUUia de ISOO) ccpei- 

dendo a confirmação ao abbade da collegiip( 

da de Cedofeita, de Porto, do privilegio 

aeu couto (as fregaesias de Gedofeiu e 

çarellos) e que os olBeiaes do rei não 

baraçassem a tiragem do sal das mar 

de liaçarellee, que eram da eollegiada. 

Esta alvará foi origem de 

ves demanda» entre os ««is e 

cónegos de Cedofeita» e 

entre estes e os bispos do 

D. Affámo /F, por uma saa provisão 

3 de julho, 4a era de 136» (132S, o i: 

do $eu remaáíHr^cmáo mm IMoa^ dia 

Francisco, procurador do*cardeal abbade 

Gedoftjita» lhe diz que «jpo conto de ^edafel* 

ta ha uma aldeia chaolada Maçareile% s 

que os homens que a'ella habitaai, Ytventt 

sempre de pescaria» e que doe sáveis eáM 

lampreias que peseam, no» tempo daa tt* 

dainas^ davam a oitava parte», e que d'esMS 

do ai, dão a decima á egreja deCedofeita^iS 

não mais. E diz que esses honaens dodiis 

togar» usaram sempre comnesco e ooqief 

de Yilla Il^ova do Porto (VUUí.NwaM 

Gaia) Qomo com.seias visinbos» jde qneúA 

e§tes kMNuens de Odofeita, não ousam em 

bir pescar np mar.nem no J^ouro^ nem bif 

ã Galliza, pqrtar ifenar)- mflreandias (mer* 

\cad(Hiasl ^issim como antes soiam pprqo^ 

dizem que os aohaquados {preiudicados^M 

temem de lhe fazerem maLe dttfaguiaade-* 

fi isV) (diz. o rei} não o (f^ho ea pof tW 

se assim ê»tpelo que vos jma^o (aq§ Jmm 

e ao akaid^ de Gaia) qqe os ditoa iipfaeaii 

qp^ .jpofff^ .m djita oont^de CedoMia.. 



.'* 



MAR 

« 

-«no logar de Maç^rellos que os deixeis nas 
«âitas euQsas^ nstr codvoboo como até^oi 
«nsaran, e jâo 'os» aehaqveia neia íaiçaés 
«mal nem força, ete. ete.t 

O rnismo m D. Affonêú IV, a i4'do refe- 
rido met de Jnlbo, tamí»em oaiborgoa uma 
proYÍ8ao, na qual seJé — •£ peálft-meon* 
«trosiffii (o dHo piitcurad(fr FràúeUco) por 
«mercê, que ea o mandasse que lhe goan 
Adaasam^ as eartaadas tntítcèà que lea de 
^Bóe 6 dos rds dV>ndenós vioios, como em 
<»èUaft'ié oontheodo ; e eu, veoAo o qae mo 
«l>edia» eptír querer^lhe fe«er graça e mer* 
«cé, ontorgo-Jhe e confirme todas as gra^ 
«mercês, bemfeitorias e liberdades (\\íe nas 
«ditas cartas sãò contheudai^S êtc. etc. 

D, Pedro Ij estando no Pòrto^ outhorgon 
em i2 de maio da era de iiQ3 (1365) uma 
provisão, na qnal dixr— «sabei^qne a miai foi 
"•qoerelado, pelos cónegos e cabido do mos* 
«teiro de S. Martinho de Cedofeita, do pé da 
«cidade do Porto, que nào podia bayer todo 
«o derradeiro ^romprido effelto, por oaja*« 
«■es e ofiSciaes dás minbas justiçaa, para o 
«seu mosteiro e egreja haver a dbima da 
«piescadara ^ne- se coibe do mar em fora» 
«até Galiiza, como sohia haver, e jsmpre o 
•b^averam/ enforca da carta do senhor rei 
«D.. : Affontó, etc^, etc . ^ . £ f.qne ^ oõtrosim 
«lhe devassavam a pescaria do rio esen 
«oonto, e os seus oiaainbos e montados, fa^ 
«sendo^lbe oatras semmSes e desaguisar 
«do8^ «tcVeié.» 

>TeiWna por confirmar .iio mosteiro» de 
Cedofeita todas as suasantigas^ dòbçães e 
prmlegio/r. :- ' ' 

B, Jbãe /, esia&do so* Porto, eonfirnon, 
per- alvará de 7 de outubro dá era de li^ 
41385 da JisasGhnsto) â collegiadade Gé« 
dofeita^ osdilos privilégios e doaçdes. ' m 

D. Duarte, tez o mesmo, em .5 dè dezeofe* 
bro do anno de 1433. 

• D. ÀffáuoV, etb'.i7 dtf març»^ do anno 
de 1439. • 

'■'.ijhda confirmou este álvar^por ontrô|. 
da^o em Camaraiej a 30 de 9g03to, do me^.- 
m>auioi de t439. • 

• n:João 11, em 'Setúbal, a 7'dè sètembfò 

(fóitói. '* • •; ' ■; '; 



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MAR i09 

A antiga freguezia de Cedofeita era 'mui- 
to , mais vasta do que aetuaimente, pois 
comprehendia no seu âmbito o seguinte-^ 
principiando no fim da actual rua da Rai- 
nha (antiga esteada do Séricf^ oode ha?ia um 
maiwo^ corria a medição peio Monte Pedral 
até ao Carvalbldo (aioluai ma da Naiária) 
tudo da parte do N«, confrântando com Pa- 
ranhos. 

■ 

Do Garvalbido cortava a medição para a 
rua<ia Careereira, até Cova dò Monte, fím.da 
quinta dos Wanzellére», tudo do lado do Q. 
(do mar) pariíndo com Ramalde, hindo do 
mesmo lado, fazendo uma curva, aié perto 
da propriedade do Saliibert, alé uma casa 
térrea que está á esquerda da estrada de 
Lordéllo. D^alli seguia até terminar no rio 
Ddure. D'all| cortava na direcção de E., pe- 
ia margem do rio, até á calçada de Monchi- 
que, que era toda dVsta freguezia. — Seguia 
pela travessa da Bandeirinha, comprehén- 
dendo o célebre paíaciò dos Cunhas (Ban- 
deirinha) e a sua quinta. — Subia a rua dos 
Carrancas, que era só doesta freguezia o la- 
do esquerdo (o direito era da freguezia de 
S. Pedro de Miragaia.}— Dirígiase a medi- 
ção até ao adro dos eufurcadòs, partindo ahl 
com a freguezia de Santo Ildefonso, e se- 
guindo pel^ rua dó JPaço, lado esquerdo, bia 
até à cerca dos frades do Carmo, e d^ahi, 
pela travessa do Carregal, a topar no cu- 
nhal do hospital dò Carmo, oude estava o 
marco divisório, que • separava do de San- 
to Udefonso, bindo cpnforme á configuração 
da piiaçâ dos Ferradores (boje de Carlos Al- 
berto} até' ao cunhal da casa dos Viscondes 
de ÓahemSò (tio)e propriedade dos viscon- 
des da Trindade} fado esquerdo, e em volta 
do muro (onde agora ha um jardim) até a 
rua. das Oliveiras, e d*esta peia riia da So- 
vélíá (hoie dos Martyres da Liberdade) at^ 
ao campo' ds Santo Ovídio (hoje dá tíe-^ 
generaçio} féío lado esquerdo da rua dà 
Lapa (antigamente Germalde) e d*ahi pela 
ra^ da Rainha, Mdo esqueiido (0.). até onda 
princijjlou esta medição. ,^ . , 

Jlsla 'med^jãD» .qQia.era.a<pi!ÍBiUtÍTa» foi 
alterada no maiáisr dd sefculo JLVi^ quanda 
se creou a freguezia da Boj^ Viagem (Maça^ 



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MAR 



reUps) qae todam fieoa sendo filial de Ge* 
dofeiuu 

É Cedofeita uma das flregaezias goAinais 
tem prosperado e time mais se' tem desen* 
volvido e ampliado, Ha eidade do Porto. 

A estrada — raa da Boa-Vista, ama das 
mais bonitas do reino, e com certeza a mais 
comprida, pois virá a ter 5 kilometros de 
comprimento, é n'esta freguezia. 
^ É n'eâta raa o bello iiospitalinili^r, con- 
spraido segando tpdas às regras hygienicas 
indicadas pela sciençia moderna, e qae está 
^oasi conclaído^ contendo já todos os doen- 
tes da guarnição. 

A nas 400 metros ao S. da raa da Boa 
Vi^ta, é o cemitério d'Àgramonte, o melhor 
e inais formoso e moderno da cidade do 
Porto. É ama vasta planicie horisontal, com 
bonitas vistas, tendo ao centro ama formo- 
sissima capella, de architectarãgothica^ejà 
aqai se vêem laxaosos maasoleas. Foi pri- 
meiramente cemitério dos irracienaès. 

Muitos ediQcios antigos e modernos, de 
grande magnificência, estSo situados n'esta 
. freguezi^, sendo um dos príncipaes, o palá- 
cio dos Figu^irôâs, que, por herança, per- 
tence acluaimente à sr.* condessa de Rézen- 
de, viscondessa dè Beire. Tem' dois peque- 
nps jardins aos l^dos da, entrada priucipal, 
aín vasto e bonito jardiqa ao O., segoido de 
am grande parque, lambem ajardinado, e 
depois uma quiata, que é a maior que se 
vé dentro da cidade. Ao fundo da qaint|i 
(raa de Cedofeita) dá entrada para ella, am 
soipptuoso pavilhão de cantaria, tendo na 
fachada as armas dos FigaebrOas. Está porém 
en)i abandono, e precisando ardentemente de 
reparos. A freote da quinta olha para o vas- 
^ Capipo de âainto Ovídio, çnde está o quar- 
t^i de infànteria ,nl* . 18, que é o melhor e 
n^âior do t^orto.^,, i 

|A rua de Cedofeita,. é também ama das 
mais extensas da cidade. , 

Segando Agostinho Aebello da Costa (Dei- 
crip. Topogr, e HisL da cidade do Porto, pag. 
44) tinhai cita. fiiegCMuav em £787, 805 fof^os, 
Sid89 liOBièiis» e i:6» mmUieKs. 



Tado o mais que se desejar saber d'esta 



frecottia, 6 que se não aeha upà^ 
deseripçào da cidade do Porto, onde se dst» 
procarar. 

KARTmHO (S.>-^Vid6 Arvart^ Camf^ 
Bimgmáú, Rtcmnhos, Chans, GcMÃara^ JHw- 
r€ e Mowám. 

MARTDilO DA CORTIÇA (&)— Vida Car^ 
tiçcL, ajÃg. 401 do 2j> toL 

MARTIKBO Ifi COORA (S.HV^id6 COHML 

MARTINHO DB M0QR08 (&HvUla, Bei- 
ra Alta, eooMurea e coocettio de Bézeaéit^M 
kilometros ao NO. de Lamego, 335 ao K. èi 
Lisboa, 550 l^gos. 

£m 1757 tinfajk 4^45 fogos. 

Orago S. Martinho, bispa 

Bispado de Lamego, districto adminisfin- 
tivo de Viseu. . < ; : . 

A oniversidadedeGoimbna apresentado 
reitor, qae tíàhà 3M00O réis de côngrua « 
o pó d*altar« i 

Houve aqoi a honra d^Caríkuos^ Riflai 
foi morgado, Luiz V» Cardoso dd M e n e i e ^ 
tronco doa Cardoso» do Amaral, e dosAma- 
rites Cardoaos, dos OtUvaes, no termo deLis^ 
boa; de Viseu e outras lerraa. Ainda aqui 
é o solar, dos Cardosoa. * . • >: 

£m 1S95, dea o mostetr» da SahódM^ 
carta dê foro. ho^ iogar de ViUa.Qiani .na ai* 
deia de Quou^m»^ d*eB|a ireguetia.-^ Segui* 
do esta carta (foral) nao pagavam os nw»* 
dons de Villa Chan^ ao rei^ eós nemooifta 
(coima) salvo de rottso (violação da moMiar) 
homem morto (iiomieidio) e fnerda m (môOL 
(Viéd Merda' em bôcca)^ . -w^ 

Nas Inquirições reaes, de 1258, ae neba* 
ram três easâes, que a-^rdemido Hospital 
tínha, tt^esta freguezia» no Iogar defiorlngééi 
(hoje Porfiisfé»).perteQeen)tes:A.commendl 
de Barro — quae fuerunt de Mímho (senhor) 
doffino Egea. t . 



a 



t j(oa seenios Xil e^XUi, se dav«« Mo* 
roso tratamento de meonaemeana aseflM^ 
raa de Idade avançada, ou a viavas.(àiaâi 
qae fossem novas) da primeira nobresa. Wbo- 
na ou fubana, vinha a ser o mesmo iq^«N^ 
dama ou madona. Com o (temt>0} meemam 
\%io a corromper eoi mana^ com • « me^fo^ 
significação ; e por fim, mana veio a signi- 
ficar irmún (qaando a esta se queria sn^tf* 
car ama expressão de mimo). 

Boje» moita gente diz^mtiiAa mania^ 



'MAR 

BgaslEòDiz 6 sna tíitilher, t). Dòrdla; com- 
praram áJoSo Súnilo e súa mulher, Élvli^a, 
~èm il€5, tíma hef dade, em Pàrétaes, de S. 
'Martinho de Ifonros, por IO módios, Jà os 
nte^mos (Egas Moíiiz e mulher) (inham com- 
prado no mesmo sitio, outra herdade, a Joab 
^ sua mulher Jalia, em 1099. {D. Dórdia, 
morreu antes de ili6). < 

A Vilia de' S. Uartlnho de Mouros, foi ca- 
btgça de concelho desde os primeiros tempos 
dá no^sa taionarchía; que fòi supprimídò em 
^ ãe outubro de 186$. 

A rainha D. Théreza, regente dó reino, 
tta menoridade de seu íllhò, D. AfTonso Hen- 
riques, deu foral a esta villa, no 1.* de mar- 
ço de Ittl. (Maço 8 dos foraeà ántígò^, n.*" 
6. Acha- se impreáãío, com os Costumes^ no 
tomo 4.<' de inéditos de Híst. Põrt, p^. 679). 

B. tfanuel lhe deu foral novo, ém Lisboa, 
a 20 de outubro de 1513. (Livro dos fòraèè 
iúwos da Beira, fl. 83 v., coL !•) 

Aqui nasceu, em i^^4, D. José do Coração 
de Varia, cónego da Sé cathedral de Lis1)oa, 
que falleceu B'esta cidade, e em abril de 
Í874. Era um varão de muito saber e de 
exemplar virtude. 

Está a freguezia situada eín terreno acci- 
d^tàdo, nas vertentes septenirionaes do 
monte do seti iiotne, sobre a niargem es- 
qUètda do Douro, a 7 kiloiotiétros ao Ò. da 
vtila do Poso da Régua, e quási em frente 
da villa de Mezão-Frio. 

Ê freguezia t)ppulosa, cohtéhdo uiú éx- 

quando falia de sua irman a um terceiro ; 
mas é tolice. 

Tddo islò, mktátié tnftídHâà, lekh àppllca- 
{io S9 sexo maseldino. 
, 4 MódiQ^ era uma' medida agraria .(mâio> 
também èe suppõe ser certa mo^ anti; 
fô, que existia ainda nos sécúIôí*XI'e XU. 
O módio, quer fosse medida, qtt^rníoédá, 
ifio dra igual em todo o reina Cúíoaf mM- 
4|» «n uiEMa partes eiyi um almudt^.amo^*^ 
trás um alqueire^ e em outras, muito mais. 
Eu supponho qtie fàâdw, moeda, éti o va- 
krr em ofotíefifo, equiratehte ad ^^ío; nhe- 
éÈkf datetfn^wqoa o emivaotaso nttria. 

< Yide^a palavca i/mmí^ia^pag* 157^ 1.^ 
eol, do i.« voL, onde trato d*isto mais eif • 
enmstaociadamente. 



iíM 



111 



1 ' 'A. 

tenso território. Confina ao N. com o ri 
Douro ; ao S., com as freguezias de Pcnude 
é Almacave (esta jà dentro da cidade de La- 
mego) ; pelo E., com a freguezia de Ba^r^; 
e pelo 0. com as de S. João de Fontoura e 
S. Pedro de Paus. 

O seu clima é am^no e saudável até meia 
encosta do monte, bóias áspero o desabrido 
d*ahi para cima, até á raia da Penéda, com- 
prehendèndo parte da serra áas Meadas JqfXf^ 
de inverno está coberta de n^ve, em quanto 
que na parte inferior da freguezia (margem 
do rio) se goza de uma temperatura agra- 
dável.* 

freguezia antiquíssima, pois, como diz 
o próprio nome, foi de Mouros; mas cré- se 
que data de tempos mais remotos, e que já 
fora povoada pelos godos e romanos. 

A egre]a mairjz é um templo respeitavel| 
de construcção goihica, e muito antigo, mas 
muito bem conservado, por ser todo de gra- 
nito. No arco cruzeiro se vé a jlata de— 707— 
mas é tradição firme que remonta á occupa- 
ção dos mouros, e que fora obra d^elles, co- 
mo outros muitos templos da peoinãula. 

Tem esta egreja uín órgão que passa por 
ser o melhor de toda a àiocese. 

à Universidade de Coimbra pertencia o 
direito d* padroaáo, e os parochos d*esta 
egreja apresentavam os de Gosende e S. João 
de Frontoura, e nomeavam os oito benefi- 
ciados do seu coro: mas tudo isso passou á 
historia. Rest^ porém, ainda um bom pas- 
sal, doação da condessa de Marialva, D. Bri- 
tes. 

No sitio denominado' o Castello, suppõe- 
se que tifèram os mouros (e talvez os go- 
dos ou romanos) uma fortaleza^ e alli sei 
admira aíndauma gruta espaçosa, (j|ue tem 
sido visitada por diversos, mai.que aindfí 
naò foi convenientemente estudada*; e em 
òutrbs muitos pontos doesta freguezia se eii- 
còn(ram vestígios de remotíssima ocçiipaçaç). 

Esta freguezia t(Ã muitos ánnos sede , da 
um concelho independente, coni seu tribu- 
nal, cadeia, pelourinho^ etc^, e, teve um ftm- 
plo fprái com grandes isentes e p;riTUé;' 
l^os, concedido péla rainha D. 7[l^eraa"e,o 
ín&hte D, Allfô.íso, sèfn' filho. líà& dfisaQ o 
aáno de léSi foi esicórporada no conieího e 



112 



MAR 



Comarca de Rezende, d*onde dista 5 kilo- 
metros. 

Ba n*edta freguesia casas antigas e famí- 
lias maíto notáveis. A casa do Paço dè Car- 
doso, tão antiga como á monarchia pprtu- 
gaeza, senão mais, é hoje propriedade do 
sr. Ascensio de Sonsa, presidente em Li;<boa, 
e descendente' dos antigos e muito nobres 
condes de S. Martinho. 

A casa de Porto de Rei, que foi de D. 
Chrystovao de Noronha Mello e Faro de Bar- 
reto; feita por nm seú antepassado, Tice-rei 
da índia, é nm dos palacetes mais notáveis 
que se encontram nas margens do Douro, e 
teve uma custosa baixeUa; mas em toda esta 
freguezia a casa que hoje mais avulta é o 
palácio da Soenga, do ex."* sr. D. Joaquim 
d' Azevedo Mello e Faro, sobrinho paterno do 
muito illustrado sr. D. Frederico, lente ju 
bilàdo de direito, na Universidade de Coim- 
bra. 

Casou o sr. D. Joaquim con uma filha do 
sr.' Francisco Carlos, de Penalva; tem suc- 
cessão, e é um cavalheiro que dá lustre á 
sua nobilíssima família, alliando à nobreza 
herdada a nobreza própria, pois é um cida- 
dão probo e muito illustrado, e um distincto 
amador de floricultura e horticultura. E suc- 
cedenòo, como único alho varão que era, na 
casa de seus páes antes da abolição dos vín- 
culos, posiiiue uma boa fortuna. 

Um dos monumentos que mais distingue 
esta freguezia é o Sanctuario do Senhor do 
Calvário, na aldeia da Feira Nova, cuja ro- 
maria é no ultimo domingo de agosto e a 
mais notável d*esta província, depois das de 
Nossa Senhora dos Remédios e da Lapa. 

Alli aflDue n'aquelle dia extraordinária 
multidão de fieis das freguezias circumvisi- 
tibas e das províncias lemitrophes, até gran- 
de distancia, podendo calcular se em réis 
ISOOMOO por anuo as offertas, stmma que se 
empregrnas obras do sanctuario e nas des- 
pezas com a festitidade, sempre muito so- 
lemne e apparatosà. 

Por Occasião d*esta romagem^ tem bavido 
aqui ndiíitas desordens, apezarde vir todos 
OS annos de Lamego um destacamento de 
70 a 80 praças, só para polijciar o arraiaL 

Oa povos cirôumvisiohos, costumam ir 



MAR 

D*aqneUe dia á fçineção, agrupad»», e oomo 
que arregimentados, levando por musica lun 
enorme bombo, duas ou três violas^ íerri- 
Dhos, um clarinete. e duas rebeca-s tocando 
a clássica chula da província, e á frente, dan- 
çando ^m columna^ dois a dois, ás T^Tem por 
espaço de léguas e caminhos dialMjiíoaa» os 
moços e moças mais janotas da t^rm, eapii- 
chando em jque o seu descante dé na. vista, e 
distinguindo se sempre entre todos o descan- 
te de Rarqueiros (freguezia fronteira» e t^nt 
natal do infeliz dr. José Julio)^ peia força e 
garbo com que $e apresentam, e pela gene- 
rosidade em distribairem grossa pai^adaría 
ealgo más, quando. alguém pretenda contes- 
tar-lh^s a primasia— não trepidando mesmo 
em frente do destacamento inteiro. 

É realmente Barqjueiros, uma terra de Ta- 
lentões, como poucas nas margens do Don- 
ro: e embora entre elles baia attritos edes- 
intelligencias^ n'aquelle dia cessa tudo para 
formaram no imponente descante, e darem 
as leis no grande arraial do Calvário. 

Esta aldeia, denominada Feira Nova^ é 
importante. , 

Ha aqui feira nos dias i e i3 de cada mez; 
praça duas' vezes por semana, e muito com- 
mercio, pois tem sete lojas bem sortidas á» 
fazendas diversas, riyalisando algumas com 
os bons estabelecimentos d^s grandes cida- 
des; — nomsadatnente a loja do sr. Narciso 
Ferreira Bastos^ cujo movimento^ occupa per- 
manentemente cinco pessoas no serviço do 
balcão. . . 

Falleceu ^qui ha annos, de provecta ida- 
de, Maria Joaquina, que do seu casamento 
com Luiz de Magalhães deixou prodigiosa 
descendência. ' ^ 

Quasi todos os habitantes. actuaesd*e9ta 
aldeia, são filhos, netos^ bisnetos e terceiros 
netos da tal sr.* Marfa Joaquina, a muiCo co- 
nhecia Tenáeira da Feira JVot^ó, respeitável 
matrona que, sentada no seu pateo, dizia 
coiQ orgulho e muita satisfeiu que, se-de alli 
erguera a vós; podia reunir um batalhão dê 
pessoas, todas de sangue seq. 

Tem. também ^ta ^Ideia, eorrejio diário. 

EsUtifreguezia^éaque dâoiiialo aot^rs^ 
Condes de S.Martinho, do ái)|)«ll9do SeqcM' 
ra Freire. 



í •• 



.• ' «• 



MAR 



MÂR 



fl3 



Êm 7 de fevereiro de 1875, falleceu em 
Lisboa, a sr.* D. Maria da Graça Lobo da Sil- 
veira (da Doblissima easa dos condes-barõeis 
-^hdje marqaezes de Alvito) condessa de 
S. Martinho. 

Erá uma senhora virtuosa. Tinha nascido 
em 1800. 

Snquftira é nm appelHdo nobre em Portu- 
gal, cuja familía descende de' Gonçalo Annes 
Redonda, cagado em segundas núpcias com 
D. Urraca Fernandes, dotada com a quinta 
e honra de Sdqueira^ na freguezia de Santa 
liaria de Sequeira (termo de Barcellos, an- 
tígamt^nte, mas hoje concelho e eemarca de 
Braga.) ' 

Tomaram seus descendenties, por appellído, 
o nome da quinta, onde fizeram o seu solar. 

'Trazem por armas-^em campo azul, cinco 
vieiras d*) ouro, em aspas, realçadas de ne- 
gro. Elmo de aço aberto, e por timbre, 4 
plumas asues, guarnecidas de ouro, com uma 
das vieiras das armas no meio. 

D. Fernão Rodrigues Sequeira, foi mestre 
de Aviz, no reinado de D. João I, e tem a sua 
sepultura na egreja do convento de Aviz, na 
qual sepultura se vé o escudo de suas ar- 
mas, e aos quatro cantos, as armas de Ga- 
láirava, de ouro e negro, e sobre ellas um 
penacho. Timbre, uma arvore da fofiuna, 
com a legeúda : 

AVES, AVIS. ' 
SEQUEIRA SEQUEIRA. 

• Para a família e armas dos Lobos da Sil- 
veira, vide Alvito. 

ICÁRtlNHO DO BISPO (S.)'— freguezia, 
Donro, concelho, cx)marca, e 3 iLÍlometros ao 
O. de Coimbra, 205 ao N'. de Lisboa, 800 fo- 
gos. • ' 

Em 1757 linha 703 fogos. 

Origo S. M^minho, bispo. 

Bispado e dístrícto administrativo de 
Coimbra. 

O bfepo-Coftde (de Coimbra) apresentava 
a vigário, qúe tinha 200^000 réis de rendi" 
mento. 

È uma fregiftf^zia grande, rica e fertfl, em 
tedos 08 géneros agrícolas, produzindo oquí- 
Id bom vinlio. 

Ê abundante de peixe do Moadeg« (que 



lhe fica próximo) e do mar, o qual lhe vem 
pela Figueira da Foz. 

MARTINHO DO p£S0 (S.) — freguezia, 
Traz-os-Hontes, comarca e concelho do Mo* 
gadouro, 30 kilometros de Miranda» 450 ao 
N. de Lisboa, 150 fogos. 

£m 1757 tinha 95 fogoi 

Orago S. Martinho bk^po. 

Bispado e distrícto administrativo de Bra- 
gança. ; 

O real padroado apresentava o abbade» 
que tinha 100^000 réis de rendimento. 

MARTINHO DO PORTO (S.)-villa, Extre- 
madura, comarca, concelho, e 15 kilometroa. 
de Alcobaça, 95 ao NO. de Lisboa, 300 fo- 
gos. 

Em 1757 tinha 193 fogos. 

Orago S. Martinho,' bispo. 

Patriarchado e districto administrativo de 
Leiria. . 

'0 0. Àbbade geral de Alcobaça apresen- 
tava o prior (por ser esta uma das viiías doâ 
seus coutos), tinha (o parocho) de rendimep- 
to, 1 alqueire de trigo de cada fogo.. 

É porto, de mar. A sua barra está entrd 
duas serras formadas de grandes penhascos. 

Ainda no século XVilI, aqui entravam 
naus, e aqui mesmo se construíam. Hoje ape- 
nas aqui podem entrar biates, r^cas e eip- 
bareaçdes miúdas; e ainda aqui ha um es- 
taleiro para vaàos doesta ultima qualidade, 

N'este porto embarcam os productos daa 
fabricas da Marinha Grande, e do pinhal de 
Leiria, que para aqui vêem por um cami- 
nhe americano. (Vide Marinlm GrçLndí.) 
' Dista está villa 3 kilometros ao N. de 
Alfeizirào, em um alto, junto a uma serra^ 
que, pela parte do mar, continua até S. Gião 
(S. Júliâo.) 

O mar, entrando por entre os penhascos 
da barra, forma do lado da terra um braço 
de mar, ou enseada, cem 3 kilometros de 
•clrcuajferencía. Dão a esta enseada, vulgar- 
mente, o nome de concha. 

A sua profundidade é muiro pequena, tei;i- 
do' i^ctnalmiente na barra, apenas uns. 5 me- 
tros, quando muito. 

A largura da barra é de uns 290 metros, 
e o seu comprimento não excede a l:i 10 me-, 
tros. 



114 



¥AB 



A 1:500 metros aio O. âaeoncAa,]ào;mar 
tem mai3 de 40 metros de profaDdida4e. 

Em eras remotas, era este portp. impor- 
tantissimo, pois aqui afilaiam muitas embârr 
«ações, éstendendo-se então as margens da 
enseada atá à rillá de Alfeízír^o; como cons*. 
ta de documentos do cartório do real giestei- 
ro de Alcobaça. No principio do seçulo XYI, 
vindo aqui um syndieo d*aquelle mosteiro, 
encontrou 80 navios fundeados. 

Fica o porto entre Nazareth e a lagoa de 
Óbidos, e a iO kllometros dás Caldas da Rai- 
nha. 

I^os mappas hydrographicos ainda se dà 
a este porto o seu antigo nome, qu^ era 
Sallir, 

Era de urgentíssima necessidade a desob- 
strucção d*68te porto, para que elle e a villa 
tomassem á sua antiga importância. 

• f 

1.* foral d*esta^ villa lhe foi dado em 1295, 
pelo D. Abbade de Alcobaça. (Livro Preto, 
da cathedral de Coimbra^ fl. 89.) 

B. Manuel lhe deu foral iiovo, em Lisboa, 
no i.*" de outubro de i518. {Uvro dos foraes 
novos da Extremadura, fl. Í34, col. l.*— Ve- 
jam-sè apontamentos para o seu foral, no 
lúaço i.*" de foraes antigos, n.* i^,°) 

Consta que nos fins dò século XVli, 30 
construíram n'este porto, as naus Nossa Se- 
nhora de Nazareth e a Olweiíinha, ambas de 
60 peças, e que rio principio do século XVIII 
também aqui se fizeram 2 fragatas, de 30 
e tantas peças cada uma, sendo constructo- 
res António da SiWa e Manuel Vicente. 

Também corista que foram aqui fabrica- 
dos á maior parte dos vasos de guerra com 
que o infeliz rei D. Sebastião foi inva^ir^a 
Africa em 1578, e que deu em resultado, a 
desastrosa batalha de Aleacer-Quibir. 

A villa de S. Martinho do Porto, é peque: 
na, mas bonita. Estendese em amphithea- 
tro, á beira das aguas plácidas da concha: 

O vetusto castello que defendia a barr^, 
está ediflcado em um morro alcantilado e, 
por isso, de incommodo accesso. 

Está em ruinas, como quasi todas as nos- 
-SBS fortificações. 



EçEi o«tro lAPpte não menos p^nhMOWo 
do que o do castello, .está a capella de Santo 
António. 

Tanto d'este sitic^ como da.velha fortale- 
za, se gosa um imponente e vasto pai^oran^ 

Sobre outra píncaro elevailQ, está 9, enpida 
de S. Domingos, que serve de guia> aoa na* 
vegantes do alto mar« que demandam o por- 
to. O povo tem por devoção aceender uma 
luz n'esta •apellinba, para que se avistô^dt 
mar^ e os marinheiros se guiem por elUi 
. MAR^THESf— fregu,ezia, Alemteio, cornar^ 
ca de Niza, concelbo e 6kilometros do Cat 
to» 190 ao SE. de. Lisbo^ 120 fogos. 

Em 1757 tinha 91 fogos. 

Orago Nossa Senhora dos Martyres. 

É nO, grào-priorado do Crato, e por ia» 
annexa ^0 paitriarchado, di^trl/^to admiius- 
trativo de Portalegre, 

O grãorprior do Crato, apresentava o <%k 
ra, que tinh^i. 150, alqueires de pãp e 1 pífia. 
de vinho. 

£ terra Xertil em cereaes. 

MARUJA-rVidç UerHJe. 

MARyiO-- ribeira, Aleratejo^Vide^Sf- 
vêr, rio. 

MARVÃO— villa-rpraça d'armas — Meor^ 
ie]% comarCfi, e 12 kilometros ao NE- ^ 
Poralegre, cabeça do concelho do seu nomdf 
10 de Araménha, 6 kilometros ao SE. de Gasrs 
tello de Vide, 180 ao SE. de Lisboa, 360 fo- 
gos. 

Em 1757 tinha 353 fogos. 

Orago Santa Maria, (ou Nossa Senhora da 
Estreita.) 

Bispado e districto adipinistrattvo de Por- 
talegre. 

A telha poucos aqnos, teve duas íregnezia^» 

Nossa Senhora da Estreita, com 114 to* 
gos. 

O grãoprior do Crato, apresentava o prior 
que tinha 500^1000 réis de rendàmenlo^ 

S. Thiago, com 139 fogos. 

O parochQ era também prior, e da mesna 
apresentação;. tjn^a ClOOi^GOO r^ de rendi-t 
mento. 

O concelho de Marvão, é apenas eompoio 
de três freguezias (todas. no bispado de Por- 
talegre)— Araménha, Areias e Marrão; iodai 
com 960 fogos* 






MÂA 

Está situada sobre à escarpada serra do 
<ea teme (o HmmríniMiniMr des romanos} 
com 3 kilometros dè soMifti (tOO 'metros tO' 
bre o nível do mar) da qual se goza um yasto 
panorama, Tenáo-se a serra daBstrella, (o 
Herminius maior dos romanos), a serra de 
Béja^ muitas povoações, «toontes e -valles. 

Esu^ praça é áa raia, a 6 kilometros aa O. 
da Estremadura haspanhdla. (A povoação 
do reino visinho que Ibe fie» mais próxima, 
é Yallença de Alcântara, a i2 kilometros ft 
O.) 

\â povoação antiquissima, fundada pelos 
Avrmtnm (povos 'da serra «da Estrella) 44 
ailnos antes de Jesus Ghristo, com o nome 
áelAremenha. (Vide esta palavra.) Outros di- 
vsm que o séu primeiro nome foi Meióbtigá. 

•Piareceiqoe os mouros aqui fizeram gran- 
de mortandade nos ohristãas, ^ándo inva* 
diraiDa Lusitânia, em 7i5, e que os que «s* 
caparam, se foram refugiar na serra.. 

Bm 770, Jfortfan ou Manoan^ mouro (afri* 
cano) senfaor de GoimiNra, a mandou povoar 
dando -lhe o seu nome. 

<<i . Jlfart4(m, é palavra árabe, si- 

gnifica— suave, agradável, ame« 
noi ete. 

D. Affonso I a tomou aos mouros, em 1166. 
D. Diniz, 11» mandou construir o sen cas- 
telio, e cercou de muralhas (banhadas pelo 
rio Aramenhc^^ em 1299. - 
: Tem Misericórdia e hospital. 

Tiáhá vato^m cortes, com assento no ban- 
co 11.^ 

Pára dos muros ha um mosteiro, que foi 
de. frades franciseanos. 
< Foi xoN^o do remo (ou de hcmsiadot) in- 
stkuide para reftigio de malfeitores, que 
aqui^não pediam ser molestados* (Vide éTdu- 
/a. a pag. i415, èol. I.*. do t^ volume.) 

Estes coutos foram abolidos 

por uma lei de 1790 ; maS' fn- 

«ventaram^^se as cartas d» seguro; 

vindo < a' ficar a emenda' peior 

que o sonetd. ♦« ' ' 

Segundo alguns escriptores, era aqui o 
assento da ctiebre cidade romana, por elies 
chamada Medobtica (corrupção de MedoM* 
ga,)' ' 

tf eerto que por estes sítios tem appara- 



MAR 



115 



t i 



eido muitos restos de construcções roma- 
nas, e Outros .vestígios do seu tempo. 

Em uma quinta do seu lerme^ que foi dos 
marfilesos de Tattcos (oondes da Atalaia) 
se tem encontrado muitas. amphoras^ dobar? 
ro, aiedaihas, inscrípçdes e outras antigui- 
dades de grande valor archeologico ; assim 
como restos do grandes edifioios soterrai 
dos. 

* Dentro da- villa ha doas dsteraas, uma 
das quaes pôde conter agua para foroecer 
por 6 meies a guarnição da fortateta e os 
habitantes da villa. Está no castello, jtmto á 
entrada. D'ellas se fornecem de agua os mo- 
radores da villa. 

A mais pequena é de agua natira. 

Também se vae buscar agua a uma fonte 
que fica nac encostado monte» próximo ao 
caminho que vae para a vilia. . 

JD. Sancho II lhe< deu o seu primeiro fo- 
ral| em Í2S6. (Maço 11 dos foraes. antigos» 
n.« 9.) 

D. Manuel lhe deu foral novo, em Lisboa, 
no l."" de junho de 1512. {Uvro dos foretes 
novos do AíenUejOf fl. 67, cql. 1.*) 

Os condes da Atalaia (marqueses de Tan- 
cos) eram alcaides-mores, hereditários dl 
praça de Bfarvão. 

O braaão d'armas d*esta villa, é— em cam-t. 
po azul, um castello de ouro, e sobre elleo 
escudo das Quinas portuguezas, entre daa6 
chaves. 

.• • . • * 

É a serra de Marvão um ramo da sennu 
de Portalegre, e no .plató de um dos seua 
mais allos ci^tbeços ó que está situada a vil** 
la e a fortaleza. 

Para oN., S. e O., é todo o monte forma- 
do de rocha viva^ e como que cortado a* 
prumo, até um profundíssimo valle, coifti 
taes quebradas e tão escarpada penedia^; ' 
que o accesso é impossível por allí. 
- ftobe^e pai^ a villa pela parte de leste, 
onde o mofite nã^ tem rochedos e se eleva com 
um declivcmenok precipitado ; mas, mes- 
mo assim, ha apmas para a subida duas'< 
calçadas, :ingreme8, tortuosas e de penosoo 
transito. ' ' 






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116 



MAR 



Gomo a froBteira ó doeste lado, sao aqoi 
IB prioei)Hie8 fonfflcaç^ da prai^'. 

Bes omros três lados é €lla lerrivelmeiíte 
inexpagnavel por Damreia« 

A prlfoeira muralha esUr constraida ao 
l&iido do monte, serviod^-lhode ftjsso o rio 
Mamenho : df^^^tro dá villa e a O. (i'ella es^ 
tá o cadtfUo com aens baluartes. 

Domoiô a guerra dos 27 anãos (de I6&0 
a 1668) foram. eoDcertadas as fortifleações 
o 86 lhe fizeram algumas obra^ segando o 
systema meídernoi 

♦ * '■ . ' '. 

Ha na Tília 4 ermidas. 

De vários 8iiios da vilia se deseobre um 
dilatadiSKlujo hurisonte, como já âca dUo. 

O rio Aramenho, rega e fertijiia os cam- 
pos circnimvisinbaSy onde ha aigomas bor- 
las e poniartí?. 

Ko termo; ha abundância de cereaés, le- 
gumeSf fructas e azeite. Cria-se por aqui 
bastante gado de toda a qualidade, e nos 
seus montes ha abandancia de caça, grossa 
6 miúda. 

I 

Feias immedia^es de Marvão* se teem 
descobrido' varias mioas de ediâcios anti- 
quis{iiiii08, era uma vasta extensão de terre- 
no ; o que prova ter aqui havido uma cida- 
de ou p(»voação importante. Sf^gundavarius 
eeeriptores, foi a cidade de Mi^dobnga, po-- 
rta o padre Luiz Cardoso, 4a congregação 
de S. Ptiilippe Nery, e um dos nossos mais 
esiudiuâO:» aiTheulogos, diz que era aqui o 
assento da velha cidade de Arménia. Fun- 
da- se elle em o nome de At^menhà dado á 
Tília p/(txinia, e do de AramenhOf dado ao 
rio quH pas^a na vilia. 

SaivO o devido respeito a este illastre es- 
cripior, não me conformo com. asna opi-* 
Diài>. É davidvsa a existência da tal cidade 
de Arménio e ainda mais duvidosa ;a sua 
situarão. 

Quanto á significação da palavra iárdmé- 
^UiUy uão é preciso hir busoii-a á A^ia ; pois 
soantigu lusitano i^mos herminho (que os 
romanos alatiuisaham lázendo heititímó) e 
qoeé uin a^ijei^fivo, significando áspero, ru* 
de, iutratavt I, etc. 

Para ev.tar repetiçõís, Teja-se o que di« 



MAR 

go com respeito a Medebriga è àr amm éã, a 
pag.'2t6, 227 6 229 do l.« Tohune. 

* RedfciílcaçãD luMorioa 

Entregando ao dieCe do estado o aatogra* 
pbo do auto de iaangaraçio da estatua de 
seu augusto irmio, em-Castello de Vide,di|p 
se o senhor António Mareelltoo Gamlha 
fiello : (29,de .setembro de 1873.) 

tSenhor 1 Este Tdho, qne sincera e eop* 
deàlmeftie se confessa muito boorado, por 
se achar na presença de vossa magestade^ 
foi quem lembrou aos seus compatriotas di^ 
extlio em Hispanha, em 1833, a iieeessida* 
de de tomar a praça de MarvM, feito qaa 
se realÍBou na madrugada do dia 12 de de- 
zembro d^aqutlie annOi Foi eile o teroeir» 
que a escalou* e.qnem pouooi dias depoi» 
se encarregou de voltar a Hespaoha» paia 
obter o» meios necessários á eonsenraçãoda 
mesma praça alé aa fiku da lacta» que eniãiK 
se travava entre irmãos 1> 

(Diaiio.do (TotMTtio-rsabbado 25 de. abril 
de I87i) . 

Quem lér esta breve narrativa, em que o 
sr. António Maroellino se pavohea de Aatvr 
escalado Marvão^ dcTO naturalmeuie ooo-^ 
cluir, que, na madrupda do dia i2 de ds- 
zt^mbro de 1833, se pelejou sangrenta bata-^ 
lha junto das muralhas . de tão formidável 
furtakza, na Qual se entrou jkt aoakuÈal 

Mais se convencerá ainda o leitor de <tus 
seriam necessárias, em Caaianèa faição dt- 
meroHas forças aguerridas e grainde mate- 
rial de siiioy para se lúíúut.poi^-esóalada âo 
uutavel praça, se Uver alguma noticia das 
naiuraes e importantes eondiç5es de defrza^ 
que possue, e a toruarati ceicbkHnas guer- 
ras qUe temios tido com os nossos visiohos^ 

A verdade pcNrém é que na tomada de Mar- 
vão, a que se referiu o sr. Anionio Marcel- 
Imu Garrllbo Bt Ho, nem houve batalha, nem 
sequer choque ou barulho bellicí) ; porqoe 
o. ^r. Manuel Maiheus Brandão, sargeoio da 
praça, a entregou aos.ltberaes portugo^zei^ 
vindos expressamente de Bespajiha»'f«»cili* 
tandu lhes o accesi^o pela Cova dus Coelho^; 
é por este serviço hi remunerado cu|o» 4 pa- 
tente de alferes, vivendo hoje, em Castella 



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míi 



um 



«17 



'^€6/^Viaè» eòfti- d^poflb dB^b&IdrrèfbnímdOi 
'- Ptol5lài)M^(9 embora cómd pCèHâb^a «nc-' 
ceHú ukútntíêíL áe lferv3{^ ett»')833^* êiiao* 
berbeça-se de Aat^«A^aíd^«dt& 'praças 
«r; Atatotilò MftrtelHiio Gi^rrilhò^ Bello. [ 
' Se um dia sé eserevèr; <ioino' dère ser ésr 
«ilpta, a historia do^ aòdfilecimetitod é^essa 
épocha, n'ella appareéerá registado O útíàí$ 

'do sr. Mannel-MathéUsBraiKMecom aqaa« 
IMeaçaò que mereee. - -^ . . ; 

' ^Mari>õ& é appeHálò nobre em Portiígal^ 
tòmàdo doesta tHI^C Tem por armas-^seuf 
do dividido em pala ^ a l.«; de prata, é^ a 
S>'de atai, é sobre tudo; 3 rodellas de púrt 
|)tíi*a; em fata. dtla de prata, carregada da 

' 8 ledes de púrpura. Elmo de a^, aberto ; 
e por timbre^ um dos ledes das armas. ' 

' lá a pag. 296 6 seguintes do l.« Tolvtme, 
tratei eircamstancladamente da èidadé de 
Mtdebriga, e para lá remètto o leitor. A^i 
só direi (para evitar stispeítas dé eóntradi- 
çlò) ^ne à antiquíssima cidade dè Meâobri' 
fa, de que fatio eo^ Aramenbá e em Marrão^ 
' é nota e mesma cousa; visto <iue ia-t^lani- 
eie em que ella existiu, e onde ainda se 
eiieofilram notáveis vèstigios» â entre as 
doas vilias áctuaes. ' 

É de supp^ que, dèsirnida esta ddade 
pelas guerras contínuas dafedade média, e 
estando, pela sua posiçio topographii^a, su- 
jeita a frequentes invaíiões, o povo a ában- 
detíaase, hindo estabelin^r o seu don^icilio 
nos amperes alcantis do Hermínio menor, e 
ii*outros sítios de difficll accessò e facH re- 
sistência. 

Também é probabílíssimo que, acbando- 
se os agarenos senhores pacíficos da Lusi- 
tânia, e vendo na povoaçáo do Hermlnio- 
menor uma posição militar quasi Inexpu- 
gnável, a aproveitassem para construir alU 
•uma eidadêHa, que os defentdesse dos ata|- 
quês dos christios, e que, sendo Mamão ô 
seu fundador, e o povoador* da aldeia (oi|i 
villa) abandonada, lhe desse >o seu nome. i 

(Vide Marvõúi serra.) 

KARViO-^-^rra, Aiemtejo, no concelho 
da villa do mesmo nome, comarca, bispado 
e districto administrativo d6 Portalegre. As 

VOBUMB V 



'imÁ mimeadio estid' a 600 metros acima do 
«iveídomAr; 

i ' Gõmo'}á disse em Âranmiha e em Mar» 
vãúy ^illa, é^^ Herminté menor dos antigos. 
A paginas tSlOj-col. ii>, do i.« volume, dis- 
se qualiera á ^molegia da palavra HemU" 

' Aètttalmente, dá se a esta cordilheira— o 
nome vulgar dé Serra 4e Portalegre, e se 
divide em vários ramos menores, que to- 
mam os nomes das povoações que n^elles 
estanciSam:: . 

£ pois esta "serra em grande parte baU- 
tada, e n'ella estSo--a cidade :'epi6oepat.(e 
capital de dlitrtóto) de Portalegre j e ás vil- 
las de Arronebes^ Marvão, Alegrete, Arame- 
nha, o outras muitas Ireguezias e aldèi». 

É nas faldas doesta serra que existiu a d- 
dade de Medobriga. 

A form^fãb geológica * d- esta serra, é^ a 
muitos respHtosy^lorílhanie á da Bsfiri^b, 
da qual é um ramo, e pertence ao systmba 
denominado carpetano«vetonieo. Ha aqui mi- 
nas de ouro, de p^ata,' de chumbo argettti- 
fero, ts de fàrmosò crystal' de roefaa. • ^ 

É ineoatdstiavel que estas minas foram eoc- 
ploradas (lavradas) desde tempos immemo- 
ríaes. Talvéz que os pbenicios e seus co- 
inéUgenaSy os carrhaginezes, dessem priocí- 
pio á sua lavra ; mas é certo que os roma- 
nos, e depois dVllès os árabes, aqui izeram 
grandes trabalhos de lavra, do que ha mni- 

tOS V€J8tlgÍ08. 

No dlstricte da fregueaia de Arameidia» 
está um monte (ramo dVsta serra) chamado 
'êerra da Fúrtagem, nas abas do qual (a O.) 
ha uma extensa caverna de grande profon- 
I didade, e com 33 metros de altura. 
( 0*6 lia segue subterraneamente, em direc- 
! ção ao N., entra caVeroa ou galeria, oom- 
• pridi.^sima, onde os curiosos se não teèm 
{ atrevido a penetrar, senão a pequena dis- 
tancia, por falta de luz e pela decomposição 
do ar, que se torna irrespirável. 

As paredes e abobadas da caverna do N., 
são de rocha viva, e parecem fdtas.a picão. 
Segundo a tradi^, conservada por estas 
terras, foi uma grande naná de cbumbo. 

8 



^tfê 



lUA 



- \ 



A tilstoFii ooDflrauí A tmdi* 
ção ; porqae os roiOíiDO»chai»a< 

r Dcíros de uánêB 4e chaiobo) aos 
pdvoB de Medobrlga. Os latínos 
ebamaoi indislnctanieDte jp/tim- 
bum ao estanho e a^.ofcdsibo. 
Vô-se pois que aiodnstriamí' 
neira datr, u^estss sitios^ de tem« 
poa remotidsiiDos. 

N^estaâ casernas tem appareoido cola* 
mnas, capiteis, arophoras, cippos^ medalhas 
>da {Hratar e da foroDte, o oati*08 ol^octos de 
muito, valor arcbeologico. 

E* na raiz doeste monte que exf Mea» as 
minas de Hedobriga^ próximas d» castello 
d& Blarvão, ci^o altissimo viso^ deitando so* 
:J»iie a cidade distraída, aindn conserva o 
primittivo nome de Hermmioi • o local on* 
de foi a cidade, á'Aratnenha, corrupção de 
Hermínia — IpM etiam deatrw^ eivUas a 
HÊonie^ etíi ^hiecia e$t, Hermínia ttdgo dki- 
iur^ sive, ut lustíane loguar Haraminia^— An- 
dré de Resende, Àntiqutíãlibtiê Luaitanae^ 
lák L% tbm. L\ pag. 68. 

J^SL serra dê Marvão ha varias gratas» al- 
emãs das qoáes possaiam íormosisaímas 
atalactitea e staiagmifies. 

Em 1869 am vândalo qnebroa e n^nboa to • 
daa aqoeiias a qae po«ide deitar o oaman«tto, 
eaadoa por ease reino oomeUas em exposi- 
^o^para as vender a quem as quizesse; ga- 
bandose ainda por cima â*«8te vandalismo 
estúpido, como se fosse uma grande façanha. 
Yi-as no palácio de crystal, do Porto, e mui 
fas eram admiráveis. Também trazia^ algu- 
mas dendrites. 

(Vide Aramenhay MarvaOy villa-*^ Parta- 
^m^ serra. 

MARVILLA-- aldeia, Estremadura, fre- 
guezia, concelho e % kilometros a SE. dos 
Olivaes, comarca, 5 kilometros a E. NE. de 
Lisboa, 35 fogos. 

Patriardiado e districto administrativo de 
lÂsboa. 

Sahindo do BtaJta Antwdo, por umasof- 
írivel estrada, paralella ao Tejo (margem di- 
reita), nos fica ao N. o palácio patriarchal 
de Marvilla, vulgarmente denominado palá- 
cio e quifUa da Mitra. . 



É odíficio muita antjgoi •.tanto 
aabe qq«si Xoi o preMer lisbonense «qjie Am* 
doa o< pKifflUUvQ paJaci^i) oiae all^ Uin I» 
dado jáaionstfQido^ ^ 

Varíoii ajrocbifspos d*eata,dí«caief eorincí* 
palmente Of cardeal ar^cebispo^^J). Liaiz de 
Socisa» Iba fizeram aogmeni^ o^repançSes 
4ilfiante<o aeenio XVU. 

D. Thomai.dja.Abpeida^.^bo^doseoiiâeB 
de Avintes (pojaco depois €^ovado3 a 
quezes do Lavradio)^ i.« cardeal 
dQ Usbpa» deade i7i(l a^ 17Mi Uà mwÊè 
estimado- poi: O. João Vt quf» lhe dav^uva 
dotação eondigna co«i as iKmraa de ioCufle 
da Portwd^ que cpnn^d^m.aos p^i^fcta; 
pelo que vivia com grande ,ost^ntl^^'a kn 
obras importantes ein:to4as,ae proprMtodti 
da mitra. 

Foi este prelado qae reconstruiu, desde a 
alker^ses^ o aotual .palacío^da Marvilla, dan- 
do ao novo edificio, maisgr^ndej^t « 
nobre appareneia; porqae o antigo ora 
fiãè. uma modesta ,easa de campow 

A 3ua architectora é regalai*, e 4djh6ai 
pr^fiorQ^ea» mas ao estalo desengraçado di 
aeçttlo WUl, de qoa p marquoz do PoB)hil 
4aiite gostava. 

A Inchada principal, olha para o S^.ecii 
sobre a estrada. A face do 0. dotta |»aja« 
pateo da entrada. A d*fiU esteada-se pot uh 
jardim, que se eleva até â altura do nndar 
nobre. A do N. está voltada para o jardúa* 
para a quinta. 

O poriào da entrada para 0:patei>, eooia 
soa coroa de balaustradas^ pyramides» é«s« 
btílto e de boa archíteelura. Junto 
para o lado do O., está um edificio^ 
aeommodações para ereados. 

As salas do palaelo são grandes, mas po- 
bres de ornamentação, sç exceptuarmos os 
quadros a óleo que aa goarumam. 

N'aqaelle tempo, e j â muito an« 
tes, a riqueza doa qraatos, tanto 
d'e3te paço, como ; doa dos noams 
rtís, e graiides^do reÂaOtGonaiatia 
simplesmente «em. damascos^ vel- 
ludos, brocados «tapi^ç^riaa com 
que se vestiam as p arnda^ ador- 

• •' < 

t Vide A paf. S7fi do VvoL . 



Mm 

'iisnm M iMrt»!«'JamliB, è CO- 

briftOQ M.lmfé(08^ as eaièlliá« o 
paffimoBto. I . .4 

€s quadros a. ol«o éà <qiie ftiHev<mn os 
retratos de varíos prelados lisbèoeBseitypiti- 
tadss por artistas laeíoates, aiatigo^ e que 
foraoi mawMos^ retocar por D.João V, sen- 
.do o seti irestautador, o l4(mosál'Ff«iicisoo 
. Vieira, valgo, Viêirút Luátemo, 

V^xit d'e8tes roíratoe, }á «stataM nè pa- 
tada antigo, qoe, se demoliu, o o mui, no 
poço dos a/eebi«po8>del.islM», de (|iie ain- 
da ba yestigias» no logar agora elxamado pa- 
teo da Sé» junto « aBMEk da Só eatlwdral» 
(Yide a pag. itôdo kL"" v<d.) 

firam id. 08 retratos : 

i.* Não tem nome, pelo qae nao se sabe 
a iqne prelado pertenoe. 

l* Era d6 D^Jkntoniode Mendonça, !&• 
bispo de Lisboa, (filho do 1.* conde deVi^e 
do Reis.) •• . 

3.^ Do cardeal D. Lnhs de^onza^ 19.* af • 
.«Bblspo deii^oa. 

4.* D. Rodrigo da Cunha, 17.<> arcebispo. 

5.* Do cardeal D. Jorge da.€o8ta (o -car- 
.dpal dê ii^p^drmAa), 8.« arcebispo. 

€.« De D. João Manuel, iO.«. arcebispo, (o 
que foi Tíce-rei da Portugal, por Pbiiíppe III 
•»-*Bra da familia dos condes da Atalaia.) 

7.* Era de D. AíTonso Furtado de Men- 
donça, 15.* arcebispo. (Este descendia dos 
dncpies do Infantado,, eok Hespanha.) 

8:* Era D. Miguel d^e Castro,. 14.» arcebis- 
po. 

9.* Era de IJ.Jsrge de Almeida, 13.* ar- 
cebispo. 

10.* Era do cardeaMnfante D. Henrique, 
depois rei, e que foi o 11* arcebispo. 

11.* Era de D. Fernando de Vasconoellos 
o MeiDttzes^ 11.* arcebispo, e filho dos condes 
de PeneJIa. 

12.* Era do cardftál-infante, D. Affonso, 
filho do rei D. Manuel, e 10.* arcebispo. 

13.*' Era de D. Martinho Va2 da CostSy ir- 
mão do cardeal de MpedrifUia, e 0.* arcabis- 
po. 

Gnardavam-se nas cocheiras d*^te paço 
os magnidcos. coches de que se servem os 
eardeaes-^patriarchas, nas grandes solemni* 
dades. .... 



mR 



im 



Fóramfóitos «oik'l7C8(|iapa«o paUimiMt 
£>. Thonasidé idmelda. 

O jardim estava pobre de flores^Oiaquifi- 
ta^ falta de arvsrado. 

Bsta magniftsa propriedade^ ^ti ^ilaa4& 
enS' tfflrreoo: elevado, sobre «marnem diifilta 
do Tejo, de maneira que adestrada dosoo 
para amboa os iadeo. Dias janellas e do jar- 
dim se^goxa A soberba "viHa do, magestoao 
rio, qoB tem attw A5 kiliHQetips de largura. 

Bm f^ttie dè palaci9» sobre o muro q^e 
orla a estrada, ftevantam^se diw pyramids;» 
osL' /agnUiaa, de pedra, tendo e8cU|lpí4a^ f^ 
armas de D. Tbomaz de Almeida <as <|08 
oopèes de Avintes,.) 

Foi lambem este patriareha.que ^^h()íiiii 
construir á sua custa, todo aquelle lança 4s 
estrada, e o moro de snpporio . fue a Mjksíenta 
dn ladn do rio. {$») 

Bala ptT^riedade foi julgada bensnadfí* 
ttotfs^ vendida em asjta publica, ao sr.niar- 
quez de Salamanca (hespanhul), que reedi* 
ficou o palácio e a. quilata, com grande /|fim« 
pínoflidade, e é hoje uqia beMa e magpifica 
vivenda. 

Em tô74| tornou a spr vendida pel^ sr. 
narqnez de Salamanca, ^ um cavalheiro 
americano, casado com tMiia úgmA hespa- 
nhola, que reúna a. uma earidade sTameli- 
ca, e ás mais exemplares virtudes, um no* 
tavel talento para a:po(^ia.. 

: Ma extremidade N. <ia quinta, maç ^« 
da por dentro âWh^ pissa o caminha ^do jkr* 
ro do Norte e Leste. 

É ahi que está a aldeia .dsMarviUv a i?s« 
cola normal de Lishoa, eiccupando um p^la* 
cio pertencente á «sasa dqs marqnez^s de 
Abrantes, e o mosteiro de Nossa.Seuhora da 
GoneeiçSo, do religiosas de Santa Brígida, 
fandado por Fernando. Cabral, que lhe lan- 
çou a primeira p^dra nos alicerces», no (Ua 
18 de março de 1660. 

. N'esteçonveniio aefciztan^Qs^faqoososjpas* 
telUnhas de.MarviUai, tão e^im^dos eçi Uf- 
,boaes6U$ arredores; advertindo porém ()^e 
a maior parte dos que Sfi vendiam» er^o^tfs- 
bricados em outras parttífl^ e de Maryilia 
apenas tinham o nomQ; 

iJUma ofiftf de lei, de abril de 1874, san- 
cionou o decreto que concedeu a ej^i^a.e 



%<âb 






^ibós^ò de Nott^Sóiíhon éOiCòiim^ de 
Marvilla, para n^elle^ te «itabeleeeff o às^da 
'4e'D.Lufí.' 

A adminiitraçao d'e«ti asylo^ lrat<Hi im- 
védiaumeme das obras neceisarias para 
* cpie o édificjo preescba^ os fios a que se des- 
tina. 

' Âd obras téem eontiatiado com selo e io-, 
teDlgencfa, estabelecendo-se am systema de 
-TéntilaçSlo em que se òbserTaram todas as 
regras da sciencia mod^tia, para salubrida- 
'de dò edifick) e commodidade dos asyla- 
des. Constrnirsin-se dois paTilbdese outros 
atierfeiçoamentos, e o edificío está dentro 
êm pouco tempo em estado de receber aquel- 
tes para quem é destinado^ (foTereiro. de 

1875.) 

MARZAGiO— fregtiezia, TyazH)s^oiles» 
comarca de Moncorvo, concelho de Garrazô- 
*da de Aneiâe^ 115 kilometros ao NE. de 
'Bi^aga, 375 ao N. de Lisboa, 121 fogos. 
' Em 1757, tinha 87 fogos. 

Orago 9. Joio Baptista. 
' Arcebispado de Braga, districto adminis- 
tratiYO de Bragança. 
' Tém aíméxa a fregueiia de Lucéllos; 

O í^al padroado apresentaTa o reitor, que 
tinha ÍOO#0(X) i^éis. 

" HASA (de ferro)— portuguer antigo— o 
Inésmo qa^ bsrra, ou Ituguaio, de ferro. 

KASARÊFES— ^freguesia, Minho, oouce- 
'lho de Vianna do Minho, eomtrca, e 30 ki- 
lometros a ONO. de Braga, 375 ao N. de Lis- 
boa, 160 fego9. 

Em 1757 tinha 101 fogos. 

Orago S. Nicolau. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Vianna do Minho. 

A casa dos Pereiras, de Masaréfes, apre- 
sentava o abbade, que tinha 300^000 réis 
de Irendimento. 

É terra ffrtil. 

MASCARENHAS— -freguezia,Traz-os-Mon- 
tes, comarca e concelho de Mirandella, 60 
kilometros de Miranda, 405 ao N. de Lisboa, 
190 fogos. 

£m 1757 tinha 180 fogos. 

Orago .Nossa Senhora da Assumpçi*. 

Bispado e districto administraUro de Bra- 
flnçt 



MAS 

AjBoÊm npnMQAlif» o feitor, que Unha 
100M(»jnéia.4e raidiíaento. 

É d'esu freguezia, ^ue os Mascarenhas 
tornsam. «ate appelâdo, um dos mm nokrcs 
de portagai 

Para a ana genealogia «atmas» e pjtfa o 
triste fim dos Masoarenhaa, dtt^nos de ATef- 
ro, vide Chão^Salgado^k pag: 231 do t « Tcd. 
e a pag. 240 do a.* toi., còl. l.^ onde inia 
do á.* marques da Fronteira. 

MASCOT£jU.€S-~ freguesia, Minho, co- 
marca e eoneelào do^Suimarâês, 18 kílsme- 
três a Nfi. de Braga, 360 ao K. de Lisboa, 
40 fogos. Efia 1757 Unha 28 fogos. 

Orago S. Viseate, martyr. 

Arcebispado e districto adaúnistralito da 
Braga. « 

O cabido da collegiada de Oulmaries, apre- 
sentaTa o cura, que tinha 30^000 réia e o 
pé de altar. 

MASGUSINHOS— aldeia, Traz-os-MMtes, 
freguezia de S. Thomé de Caitfllo, eoaoelho 
comarca e districto adminislrativo da Yilla 
ReaL 

Arcebispado de Braga. 

As pestes de 1503 e 1505 cansaram aqui 
tal destroço, qhe apeuas; escaparam duas 
mulhHrns. Vide Castello. {B. Thomé do.) 

'MASOR— português aAtii^^-^tastameatei- 
ro. 

MASOUGO -r. ff eguecia, Traz-os-Mootn^ 
comarca do ftlagadooro, concselho do Freizo 
de Espada. á Ginu, 180 kilometros a NB. de 
Braga, 400 ao N. de Lisboa, 90 fogos. 

Em 1757 tiúha 68 fogos. 

Orago Santo Isidoro. 

Arcebispado de Braga edistdcto adminis- 
trativo de Bragança. 

* Os bem^flciados de Freixo de Espada a 
Cinta, apresentavam o vigário, quotiiaba réis 
30^000, e o pé de altar. 

Ha n'esta freguezia uma fonte chamada do 
Xido (ou Ensido), que pifiocipia a déiiar 
agua no mez de março, e oessa em seteai* 
bro. 

Diz o padre Carvalho, que, quando o anuo 
tem de ser fértil, lança á fonte muiio pouoa 
agua ; e quando tem de ser estéril, a dda 
em grande abundância. 



J 



MÂS 



MAS 



kÈl 



Aerêdite qawn qixizer; - 

MASSARELLOS òuHBOA TIAGfiK-^re- 
gtieria, Doiaro» éomarca éUairtpo oceídcátàl 

Ao Porto^ «te. 

' lá a p&g. 8d*Mte 5.* voL^ iratet d'08li frd' 
gnezla, sob a ipfAvfr^^MdçmMòs; ma% é»^' 
pois dd esurfmblíeado respectivo lásd* 
çalo^ reoebi mat»'e8olftrediiiealo8, de qoe 
ttSo quero privar o ieiíor, e por isso o» dou 
n-eaie iitgar; ' 

Fbt até 1^5 um simples euratOy e eom- 
^tieaiâiá um pequeno suméro deeasaana 
PrmOy Corpo Santo e* proximidades, ma» 
com a^xtiaçãò dos padroados e apresenta^ 
ç9e8,eml834, Qcoa sendo parochía iaéepea* 
defice, e do arredoDdameiMo paroehial d*e8ta 
ddade ; feito em iâ41,> se ihe addIccioDou 
puidè Dubieiu de casas^ peneoeeDtesáfre- 
guezía de CedolS9ita,-e boje eonia esta' flre'^ 
gueaia db MassareNos i:Í0O fogos (e não 500, 
demo disse a pag. ^) 

Tem boje tahibéin o titule de abbadia, e 
^i 'O rev> José Gomes, o primeiro presby* 
tero qoe oTeitá se collon com este tttblo ; e 
o S.*, o sr. João Glfmaco Vieira 4a Moita, pa* 
voeAo actuai, nascido na freguesia de S. Sal- 
tador de fbuyas» no concelho, do ilanío de 
Gáuavetes:'- ■ ^ • 

A matriz de Massarellos, era um templo* 
que existiu uaí calçada da 06a Viagem, ao 
Ãindo dá rua do •Gólgotha, onde se vêem 
aiilda as paredes derrocadas^ mas como além 
dè' extremamente singelo, se^achaise eni 
ruibas, foi b Saotissimo trausiérído, em I) 
4e março de 1868, para a capeHa do Corpo 
Bábfto, po^ ordem do sr» 1>. Joio da França 
ílfifstpo e Moura, eb^o bispo da diecete, e do 
sr« conde de damodSes, entie governador ci- 
m do Porto. 

*' A Iransfereneia foi provisória, em quanto 
. se não rei^dfficava a velha matriz, ou se não 
cèisfruiá outra; mas; como éUocede multas 
li^scíra casos analogoS"H)pròvleorio pro - 
ttéttè 'tornâtr iir definitf Vo: e permauebte: ^' 
< É pois adita^apieMa 4ò Gorpo Sànlo, junto 
ifjMrftIa,' 91 áiatrne abtuál'd*e^ta ftegúèaia, qoe 
ttei^b, pò^qÈe a antiga, 'como dièse, era sin» . 
gtoH^siÁô', etotâvâ-maVsitttada^^a-desabar^ em 



bastante espaçoso, bem ooostruido» iqilttò 
dricente b mlaisicentral.. > : .mi 

Tem. duas torres (unta á*ellas com irelo^i 
gio), 4 altares lateraes, áiem do alu^rrmór^* 
uma boa saebristia, elegantes :decoraçdes lui; 
tenores, a obra é de> taltia donnida^ bom oAro^ 
um órgão, alfaias 8offfiveia,.ura cakx eiuuMi 
custodia de prata antiquíssimos. ; i 

Esta egrejs, foi fundada por devotos, em: 
grande parte marítimos, e se deuominoa do 
Carpo Santo, por. ser este o uoibe dó leoai 
onde a construíram. Era^ eé, propriedade dò 
uma irmandade das alrafts^^ue tem poff*pani 
trono S. Pedro Gonçalves -(S. Teimo.):' 

A egreja está multaproxima do Douro, 
passando .encostada! a ellaa estrada márg^. 
nal, mas tem a frente voltada ao N., sabrb a 
antiga rua de Ghristéilo, que era o caminho 
do Porto i^ara a Fóz do Douro, na data enij 
que aegrela foi eoDsirttida, ou antes rny; 
coustruidn, data anterior â abertuea 4a €|i« 
trads; marginal, uma das obras de D. •Fraut. 
ciseò dé Almada (v. Porto), esse exímio o 
benemérito cidadão que tantos serviços pnsa^ 
tou â cidade do Porto, como corregedor, Ht«i 
tebdente' da policia, etc. 

A diia rua de Chrtstéilo, era muito estrei<* 
ta, epor isso acanhada a entrada para aegre*: 
ja, mas dO' ultimo annõ (id74^'a eamar»; 
omutcipal, a instancias dos párochiaaos do: 
Maasarellos,' que* para esse fim se coiisaram/ 
-expropriou os quintaes e casas que baviaf 
enire^a egireja e a nova rqa da Restaurado,, 
edeu á egreja amplo e fácil aooesso; «< :j 

O ^ templo, que é: hoje- matriz, uio revala 
pelas suas formas e elegância^, muita anti*, 
guidade, mas sabe«se qoe é reconstrucgaoi 
de um' outro que havia no mesmo Ideal,- e. 
que era antiquissimo. 

Diz alguém, ser anterior a fundação dft 
primitiva Miserioordiado Porto^ o coevo dâ* 
egreja de Cedofeita. 

' As 'festividades priueipaes que se fazem 
actuarmente n'esta egreja, são; Corpo d« 
Deus, Sanio António da Bstreba e B. Pedror 
Géfiçalves. 

Ha n'esta freguezia muitas fabricas^ couir 
grande numero de operários e empregados, 
o que muito contribuo para o sebdvel ang« 



qHiít<^ ^ á' kctual é uui templo* ingi^ari^ I mfemo tpk ae nota sia população^ 



MAS 



BÂS 



'Jtpriad|Mílé'MCa0 fibriea^wfea 
IO a prioeín do Porto, é « dÉ teoái^ úb 
fBffv na Praia áe MaMarellM, propriedade 
da eompaDbla Alliasça» e lia aiàda aqui mais 
4 do oiesiDo gewro: aaia na Arrábida, de 
Mumel loeé Fenuodes Golmariaa, outra de 
DfonMa Gbavea, na Restauração, e doas no 
Biealho, uma de Aflionio de Oliveira, e oa- 
ira de Eogenio Ferreira Pinto Basto. 

Fei eita nltlrns, ama das primeiras fabril 
ena de faodiçio de fn*n>, qoe hoave bo Por* 
tO| e gosoa moita tempo lions ereditos, mas 
ha aoBos não trabalhai 

Ha tamiMm Doesta fregnexia, jonto á ma 
de Gólgotba, oma boa fabrica de soUa, pro- 
priedade de Aolonio Tbomax Leite de Mo^ 
nes«-*<mtra de eervf ja, na roa da Piedade 
-^atra de louça, janto ao cães da Paixão^ 
psrtaaeente a Antoaio Rodrígoes de Sá Lima 
&'Filbos«H)atra de moagem de pio, a vapor, 
ho)e de Dl Fisla Peraandea^ Sobrinhos, na 
ma da Bestaoraçâe— «outra de agoardente 
de vioho e eereaes-, também nn roa da Res- 
tanraçio, propriedade de Maonel José Bar- 
reto» 

Os ediflcios e easas mais notáveis d'e8ta 
frègaasia, sdo: Palaeio de orystal oem as suas 
três naves, bonito ebalet, magolfico oírco 
pava eavaliinhoSi f:rmosos Jardáas^ lindo 
bosqve eom jogo de iioiia sllemão e oatroe 
Joges de gymoastiea, carreira de tiro ; nm 
bom estabelecimento de horticultura e flori-- 
enltura; vistas sorpuehrndeates sobre o mar 
e o Doure, e sobne a. ddade e arrabaldes, etc. 

Eeto magnlftoo estabelecímeuKv manifes- 
tsifio arrecada do génio emprebendedor da 
nossa capital do Norte, a casto SO' tem oon* 
servado, depois que o governo lhe reiúrou o 
subsidio, mas dias melhores especa breve* 
Mnte, eom o rápido progresso da eidade, 
peogresso que vae aceentuar^sedeom modo 
particular, com as linhas ferreaâdo Minho 
6' Oenro, a primeira já oonstroida e prestes 
a insQgorar-se^ e a segunda já muito desen- 
voDrida r^-« eom caminhos americanos ^ue 
a companhia Carris de Ferro do Porio anda 
eonstraindo em toda a eidade» entrando os 
ralis iá dentro dos jardins do Palácio, tean* 
do este aU ligado peln ooeimoda viação ame* 
ricana em toda âcidade; estaçio dõfi eami* 



nbos de ferro do Miçhe ♦ Botmo, rnaipaiMi 
Fda do BMUo, Mioaslnhoa^ elQ. 

Jte finente do Macia deCryslal» auidito 
limite d'esta parochía, se vé o palacete to 
srs. marqoetta de Monfalin (ea das Tereoai)* 
com a sua veUia torre aneiada, antiga ii* 
venda» segando a tradieção, do frande eor* 
golboso negseianto e capitalista Pedresseo^ 
oa Pêro d'Ossem, mais eonheeido por Ml 
Sfm, do qual é ainda viva a lenda 4jae4ii 
origem ao drama Pedro Cem. 

BesoM>ronando-86 rapidameuto a giande 
fortuna d*aiiaeUe capitalista^ jcompraraa « 
ascendenits do eende do Terena esta p» 
priedada, e para eUa transferiram a saa» 
sideacia. 

Do alio d*aqoeUa torrs^ ou, tomo quer d* 
goem, d*onira qoe o legendário «apitaiiii 
tinha nas proximidades, i qoe oUo via » 
trar os seus- numerosos navios. 

È notável e hiscdrlea a casa de Bngn» 
Ferreira Pinto Basto, em Entre- Quinta^i 
parliff com os pnrqpes do Palácio de Gns» 
tal, por ter vivido algum tempe e faUeeílv 
n*aqaella. casa o rei Cartos^AJNvto^ air6à 
sr.« D. liaria Pia de Sabova. 

Aa Sal do palaeio, e próximo sielle, esiâi 
capella qnei.a princesa Augusta dg MMi0 
mandou erigir á memoria de seo^augiili 
irmão. 

É notavfl lambem. n'eata ííregQecâa,aein 
do sr. ioao Pacheco Pareira,.em Villai;l» 
dalgo distiocto e senhor de grande lijrtoik 
Tem esta casa uma capeIla^eom alísias a* 
(piíssimas 6 a eerfa contigua é extensas pi- 
voada do arvoredo admirável- 

É também digno de mengao n*es|& frefit' 
£ia» a casa e ipiiata do Bom Snceesso, # 
foi do desembargador Sá Lopei^ « áhojeli 
seus filhos, e a montante d'esta çasae qoíoli 
está, ainda n*esla fregueola^ o ecymiteriQ f^' 
blleo de AgnMDonte, de que já Calloi» 

Também devo mei»cionar a quinta dafli* 
no, do -sr. desembargador Ifovaes^aoilil 
d*esta IregttBiia, prédio vnste o rieo;el 
asylo da inCinciai «n ViUar> •montado Iw* 
no palaceto que foi do eoode de BrjtiaaM 
junto. á casa do sr. João Paoheo^ Pereiri*! 
um ftofeitavel menumeniodo saridatf^ftP^ 
dado pelo virtaoeissimo »r% 



UAM 

leii im0M09( «0táâl4e OllveM 4o Dimr^ 
wiia (fta âifniikâes èD nakido aresta 8é do 
Vdrto^ e ám Oos oariraeteres mds nobres • 
respoitorf eis dé ^<è n^esta eidad^ ha «emo- 
lia. 

É muiPâ) d^siita fregdezlao6X:>^'Pr«laâo 
aénud ú*<ôM dioeee^, D. Américo Ferreira 
dda Santos» ÍINio do barão de Santos, aere* 
^Klaâo Aegodante que foi, n^-esta |»raça e na 
de Lisboa, onde passon o nllimo quartel da 
iMa. 

Cóna esta firegneiia, pela estrada margi- 
nal, a lioha férrea americana do Porto â Fóx 
e Hatloihihos, montada em ÍS73, formando 
Bà Pmia ott Alameda de Maisarelles xxm en* 
mMKMMBsento, d*onde a empresa estendeu mn 
rannaVoíB» 4974, pela roa da Restamre^para 
o Campo dos Martyres da Pátria. 

ilM linha oraeilfiMia, a prla«3ira d^eite 
sysiéii» qQe'8e menten no nosso paii pava 
w&tAqo publies', M foita peio eapitalisia fia* 
§ná0 Petrelra Pinte Basto e peio depvtado 
3. Di 4elfeile fr#^ro, qne Já em It74 a passa' 
rwftiyeom fol^te lacro, a nma eompanUirinti^ 
tittHiar^Baípresâ doscarroa amerleaBos do 
Porto à Fóz e Mattoslnhosi 

Oaotoai abkiáe de Massaréllos, é filho de 
fii. JoaqniaU António Soares^ qoe foi sargen- 
MHDiér, '« da wj" D. liaria Vieira dos Reis, 
iMan do tirtaoso padre Joaqnlai Vieira da 
]|étta,> qo» foi seopBUrlo no Paço Episcopal 
d»'Porc^ e i|Qía pela sttaeitraordinaria mo- 
èmla^alittegaQào; nimea ^issfer parocho, 
apefear dè Ihè seiie«i^eréeMa% por vezes, 
boás sMwdlaá. '- 

^ E^4o>psrooho aetval d'esia fregnezia, pri- 
mo do dr. Carlos Vieira daUsita, dezembar- 
gador na Rela^ dos Agcms, fldalgada«asa 
fsal, eemaaendador davifésm de Nossa âs- 
nMra da Ceneei^ de iVlUa Viçoea» o ^sara^ 
eiep «oUlisstaie, lllho-do oomelMio e4ai»* 
bem fidalgo da casa real, BetnasdeJosé Viei- 
ra ia 'Motta^)qw Cri Joiínp SB^remoffriba- 
ialf«ca.- 

*•'■•- í •.'■•• • . . 

H&ando mieldo oeibiteaio de Afipmonlei 
esqueestUMo de menaiaaar orefi/^AlsoaV; 
Aft' Msfta Plolieifiv digno capeMãer^ admit 
nlttadari4'elKae^iaiálQ» qollidtnteie io* 



MkV 



im 



tos de eeatorliH e eoDstante aoeio einq&e 
se acha. 

O sr. padre Aleonndre^ habila^aqni «mes- 
ma^ bem eenOi o saeristão, em residência 
construiia expressamente para elles e sn»i 
cessores» unida á capella, e de bella e alegre 
appareneia. 

MASatA-^portognez antiga •^teajria^ eii: 
casa rustioe, para a gente ia lavoura. 

KASSÚA ou MASSÚQA-^dB lLUho-*^pa« 
qneno malha ifte liaho, a que em algonas 
partes dSo hofe o nome de muç&dUra o em» 
outras, de tnaçadoura. . 

No» "donamentoa de.& Pedro éas Águias, 

de iâM^ selha dájâo nome de maçaámFO^ 

Depois de arrancado o liataa^ 

é de se lha eauraUIrsIn as eapsiQK. 

las que jcantéem a Éemflate.(a :Imk 

" ganha) se áta aosimolhos;(a9«Éi»*. 

douros) e'0a deiia em ribebMi^ 

•OQdm prdiaa^ fermentar, ie^ 

poi8$ tij»m»se os molhos da agn^ 

a se põem, desfeitos, a eeocar aa 

seV. -Qiumdo eslá séceo, se faa 

em peqoenosaasÀihos, alados par 

oauk te axiremidades com lé^ 

' veaas do próprio liÉhev e .eslá 

preparado para maçar, que Aat 

' sua^irimeb» operação. É a eslaa 

' pequenos m^ihos, qoa os antigoa 

chamavam ntossuos, ou mo^st»* 

• óasf e depois- ntÉfiid«irq[,. oa aio* 

fodsifra. Jà.so nô qne.éo Unha 

aioda eea broto a por limpar das 

partea naa aexiis. Cada maçadoBH 

ia vem depois a 4ar 10 a áS ^-• 

Irigaa^ 

MASSÚGA de ferro— portuguez anligetr* 

pefoana barsa de Inro» ainda nao puriflea- 

do, soas broia lO .inf<nine. Bêz aiasnatas dlí 

fmêL ^mrentitfio^ de Moiífiorve^ de íMSFí) 

f)erwmuiçuqmi*^Kkmaçaiíqua, ou nionios^ i 

foivo..gros3lÍroí>eBa ituMsa aa«fli ^tra^û 

sim se aaha denoi^iaadoam.moáloslarasi 

da rei D. Manoel, na seonlo XVL 

1IATA*Ci£ia ^.freguaiiB, BrireaiSfiiBf» 
oamareaía^eoBcdlKi de Torres Vedras, tAUr 
lometros ao NO. de iiaboa, SfXK fogos. ) ( 

fio^ áWllinlu ia3 iafos. . 
1 (toago^Mossa Benhofó da Qliraira* / 



mi 

£atriarchado e dlslrido ad«italfllratifD de 
Lisboa. 

"O parocho. Unha o títnlè de cara, % era 
um dos beneficiadoa de S. Mtgael, da viU* 
de Torres Vedras. Bendia o beneficio réis 
iOD^OOa» e o pé de altar. 

Era regaengo do mosteiro. (Sentença so^ 
bre o qaarto dos legames, dada aK^de fe- 
vereiro de i55i. Livro da$ sentenças a f<war 
da coroa, fl. 113, eòL %*) 

Maia-Cões é unia bonita povoação, siina* 
dfentre Rana e a viiia de Torres*Yedra8y e 
próximo da estrada real. 

Ao O., «ntre está povoa^ e a da Ordas- 
ipieira, está o bonito monte do Calvárw, e 
no seu cume 8e> vé a pequena mas formosa 
eapelta do Senhor Jesus do Galvário, ima* 
gem de grande devoção^ dos povos d*estes 
sities, que lhe faz em uma grande festa e ro- 
maria, no mes de. abril. 
- Vem esta capella um lindo ponto de vis- 
ta. De um kdo se vêem as antigas mura- 
ItMs-.ameiadas e os muros desmantelados, 
do velho casteUo de Torres Vedras, recor- 
dado histórica de tantas ^cçdes gloriosas— 
do outro, o asylo de Runa, onde existem os 
Keieranos da pátria. (Vide Runa.) — Mais 
além, extensas teordilheiras, cobertas de ver- 
dura, olivaes e vinhas, e para toda a parte, 
grande numero de povoações. 



^ t 



- Èí egreja matriz, dedicada a Nossa Senho- 
ra da OKvelra, foi em tempos antigos o san- 
ctuario da mator devoção que havia por es- 
lea sities, eVreqnentadissimo pelos fieis. 
* S6{|undo o Sanotuario Marianno (vol. 7.% 
pag. 201) a origem d*esta egreja foi a se- 
fuiiM: 

' Bm eras remotas havia n^este sitie <em 
i|ue depois se fundou a aldeia de Mata Cães) 
úma ermida dedicada Jio Espirito Santo, e 
juMoa ella, um pequeno- reciõ^ ou terroiít)^ 
' no qual se via,' para o lado do N., umaoni^ 
W mas grande oliTeira, no sitio mai» emi- 
nente. EstaV&m aqui algnoias dásinhasroii 
dMdpanas, nas quaes "viviam séus pobres 
iiiéf adores. Ghamava-se enlãoaestaaideQla, 
o logar do Espirito SonkK 

Na oliveira referida appareoeii ifUia ima- 
gem da Santíssima Virieid^ * certo indi W- 



djiOi qo^ |^ubUcm«4aftrofABtfignMa9» 
pariçâk)« Foram dar parte to parodio ii 
egceja> de 8. Migiiely dd To«re«i Vedras • 
aos seus J>eneficiadoa (a> ci^a firegueiia o !•• 
gar do Espirito Santo então pertencia.) 

Veio o parocho e ee benefieiaMlQS^ SíKm- 
panhado de grande multidão de^povo, aesi- 
tio, e alguns d'elles viram a aant^ imagm; 
6 querendo. aproxim2a'-«e para a lirann 
d*aili para a ^(reia, elia desappareceu. 

Retiraram muito tristes; mas, passaAa 
alguns dias, tornou a ser vista n Senhor 
na mesma arvore. 

Dez vezes allà foi o parocho e moito po- 
vo» para a trazerem para a ^nreja ; masoi* 
trás tantas desapparecia a imagem, quanà^ 
com aquella tenção, se aproximavana da » 
vore. 

Entenderam elles que a Senhora qami 
aiU eer venerada, e logo decidiram íaaerfti 
um Banctuarto; para o que em tapsv^ se Ji» 
taram bastanies oflertas; mas fiuando i 
capella estava constniida» Unha a Seabn 
desapparecido ; pelo que mandaram, liar 
uma outra imagem^ de pedra^ que coite 
ram no altar da ermida. 

Tinha o povo d^qui, a tna 
crença de que as fDttuúi da oli- 
veira, ou qualquer iasca éo m 
. tronco ou ramoe, . de ínfQsio « 
fervida- em agua eJbebidaeii^ 
era remédio iolalivei para » 
las 4oençai»'0 fp» uriaiaairi 
grande ttunMm de lovotim 
constantemente e todos lhe éi' 
xavam ifs suas offerla^ maii«i 
menos valiosa». 
Com o grande concurso dos romeiro^n 
foram censfrufaido no: sitio varias casas it 
habitação permanente!^' vindo o legara itf* 
nar«se nau;, grande aldeia, eom o litaloà 
Noisa Senhora da OiíMtra«. 

k arvore dia appaci^ enponea tMf* 
ficou despojada das suas folhas, e da mài 
parte do seu tronco, que os romeiros Ibeti* 
raram paUa â cura doa seus padedmsUo^ 
de modo que o troaeo^ qne ora muiíeiptt* 
so^ ost»va. rednaido' á.grQSsncaâouailii' 
ço ^mhs «em por i8so,a arv/smdavaMtfi 
ftaM^!o tanto jque chegou ^avajaelHiri 



fa. i 

Consta que n*e8ta olÍvielrâ'fòl coflocaâo' o 
prlméíf» tino dâ oapelU^ o qual áiada alli 
86 conservoa depois d*ella estar convertida 
em egreja paroehtal. 

Segando a lenda, nm eremitao da «apel* 
k» c^irtoti a otifeire para a qveiaaar ; lóbs 
pagou caro o arrojo ; porqae, darante um 
inei» foram tantos os trabalhos qne ellft o os 
sens parentes soffreram/que aqaelle morria 
em breve e estes -ficaram pobrU^oios. 
- Desde qne desapparecco a arvore, foi 
^roQxandô á devoção ^os fieis, até qne qua- 
8i oessoQ de todo. 

Sappõefrei Agostinho dè Santa Maria 
<obra citada, pag. 204).qtfa • appardchnefi- 
ta da Senhora teve logar pelos anãos iSOO» 
ou pouco depois, porquanio,ea» 1544^ inst^ 
tnlu na reiérida erõiida, uma eapella 4t 
9ms$as pelas almas, um devoto d'e0lo lo^ 
gar, o qual ordenoa qáé ae lhe disbessem 
duas missas em cada semana'; para ^ ique 
af plicoa renditoèuta perpetuo snffittieiíte- 
fiste mesmo devoto colUieoli]ia.capelia uma 
imagem de S. Braz, no nfesmo anne.^e 

A pouca distancia -6 ao N. d'este logar, 
«siá Um bosque» no qual deram' principio os 
padres arrabidos a um ediielo, destinado 
para nmsteiro da sua ordem; mas, como 
èè wrao experlaemaasem MM áJê%o\ 
desampararam o sitio, e foram fundar o 
moBtãiro do Airrp, do qual tomaram posse 
cái i570, e' aqui assistiram. arguiu tempo, 
pelo que á aldeia sé^ficon ehamaiidoilo^* 
rêy cujo noflse ainda» eossearfa. • > 

, ' 'fiegundo frei Agostinào de Sania. liaria 
iSoMiuariQ ããariafmo^ iúOk TA pag. 204) a 
aMeia do Barro ^ era.f^egUttia em 1970 ; 
porque^ c^m os milagres do NoãiaSemhoru 
4a OUoeirOfifÀ tanta a ooncornstioia-do^po^ 
Vfy^eo dfisenwlvimcntQ da população, 4iiQ 
a. «greja áè erigiaem maaríA mas firáuda 
«Bippe enjeita á d»i^. Ifiguct de Tcfrres 
Vcérasy/em cuja depéndendai se DOBservoíi 
aló 1834, mandando pantlfataèittaparior 
rocho.uondosBens.bmiEfteiadús.} • . .->. -.v . 
z: Minta tempoiohiBlaBamjblagaiv JVioifa 



MáT 



IS5 



vemto passa uma riheira chamada de Mata- 
CAsi, é a deiveçao para com a Senhora Iões» 
esíHaudo, pouco a pouoo o nome de fregue* 
zia de NoesaSdnfaora do Mosteiro seloisub» 
stttuindo pelo da ribeira, até que o sen aa-^ 
tigo nome é hoje, vulgar e offioíalmeute, 
fregueiia deMata^Câes. 

Consta que o nome dado á ribeiíi^ pro«* 
vem do facto seguinte: 

Quando os mouros viviam por estes si* 
tios^ foram um certo dia atacados inopina- 
dao^nte pelos ebrisiãos, aos quaesseuche* 
fe animava dizendo : Maia $uei cães. Os 
mouros /oram desbaratados, sendo tanto o 
sangue dVlles derramado aqui, que as aguas 
da ribeira hiam côr de sangue.. • 

O sitio da maior mortandade foi junto a 
uma azenha, que desde entáp se ficou cha- 
mando Azenha do Sangue. 

A egreja tem soffrído varias reconstrnc- 
çõea e aropliaçes, em razào do áugmento da 
populaçõéo. f)m Í6i8, alcançaram os paro* 
chianos licença para terem sacrário, e n*esn 
se mesmo anno foi o templo forrado de azu- 
lejos, como consta de uma data que eslà so- 
bra p arco cruseiro. 

Sobre a porta principal da egreja ha uma 
inseripção gothica, e na porta travessa do 
lado do S., outra. Teém as lettras tão apa- 
gadas, cem o tempo, que são ilegíveis. 

lÉáTAÇlO — portuguet antigo ^ pensão 
perpétua de cousa cetta e sabida, {drdnn 
do Reino, livro !•, tlt. 33, J. IO») 

MATÁHIN60— portagnez antigo--coiltÍ- 
nhãs itíiudáls ãe vidro, missauga. 

MATA-MOUROS— fui appellido nobre 'tfm 
Poriugal, que, ou se perdeu, por âe extinguir 
a geração, ou por mudar para outro. 

Tinha por amas— eseuéy esqnánellado, 
no Ia de púrpura, um braço armado» dè 
oure, pfgando em uma espada de prata, eom 
guafdiçõeB de -ouro, com a ponta para cirnam 
--n<$ %% de* púrpura, 3 cabeças do mosnr, 
eneanguentadas^ toucadas de prata, e aiul; 
em ro(]Uéle*-Hao 3^*, de púrpura^ uma oabe^ 
ça, também de mouro, com o mesma lúrbans 
l<PA4M'4.'«, úe prata, 3 bandeiras verm^bas» 
eom hasteas de ouro, em roquéte-^mo de 
aiçfl^.alisnD); «por timbre, uma^dM eaba«aa 
do<tt<H]frQida».armaa^ 



fiS 



MAV 



OvtroB áú maena i^ptHido^ uiMam por- 
maas, «eado esquartelíado-^HM) i.% èB.oo* 
rc^ Seabe^sés mouro, cortadas om sangue^ 
com barretes de púrpura, em roqaât^-^no 
1% de párpora, um braço, da soa ete, ar* 
mado eon ama espada nua e uÁ gBim braa* 
eo — no 3.*, de azul, 3 lanças, oom hasteas 
de púrpura, com os ferroa da soa câr, pos- 
tos em oontrabanda— no 4.% de prata, outra 
cabeça de mouro, oomo as do i.« quartel*- 
elmo e tio^re, como o dos antecedentes. 

Actualmente a palavra matanumras, ape- 
nas sigDífiea tim figurão eom (grandes bigo- 
des e cara de leão; ameaçando céus e terra; 
mas, em caso de perigo, transformasse em 
cordeiro.— Fanfarrió. 

HATANTE — por tuguez antigo — brigão 
facinoroso, duelista de profissão, etc. — d'a- 
qjai matanteria á reunião de assassinos. 

KATANÇA— villa. Beira Baixa, comarca 
de Celorico da Beira, coi^celho de Fomos 
de Algodres, 35 kilometros de Yíseo, 300 ao 
N. de Lisboa, 170 fogos. 

£m i757 tinha 106 fogos. 

Orago Santa Maria Magdalena. 

Bispado de Viseu, districto admínistrati' 
TO da Guarda. 

O real padroado apresentava o prior, qcie 
tinha 350^000 réis de rendimenta 

£* terra fértil. Tem muito gado e eaça. 

E' povoação antiga. 

D. Affonso III lhe deu foral» em Évora, a 
31 de janeiro de 1270 (Ltvro i.» iô Douffes 
de D. Afíonso lU, fl. 98 col. l.«. in fine.) 

D. Manuel lhe deu foral novo^ em Lisboa, 
a 17 de julho de 1514. {Uvro de foraes no- 
vos da Beira, fl. 61, coL l.«) 

Segundo Mendonça e Pina (1lemoria$ da 
Acadâmia Eeal de Historia Partugmza)iun- 
to á villa de Matança, havia um ádwsem (a 
qpift elle chama aaUa) de 6**6 de eompiido. 
Segando o mesmo arch&ologo, perto da. Car- 
rapichana (a pouca distancia d'esta vúa da 
Matança, e não iosie de Celorico) ha^í^ oq* 
V»doimen, 

MATANÇA (monte daj-^IraMeiMontea: 
<Tide Cirr4^.) 

^KATÊLLA-^íreguezia, Traz^os^Momes» 
comarca e 30 kilometros da MlMidai con^^ 



mu 

cell» dei Tiado«9^435 l^flimetroa^ m Jíék 
Lisboa, 150 fogos. 

Em 471(7 ttoba «3 fftgoa. 

Orafo Nossa Santaoni da IteiAsa^ ^Can» 

Bispado e districto admiaialrativo da 
Brsfança. 

£' temleftíL Tem omito fado, oaça^cé» 
ra e mel. 

O reitor de Algoeo, aprasenlava o vip^ 
rio, eonfirmado, qoe iteba 80M0D raia. 

MATER mz 00 MATU DDLGfi--iMrt«. 
guez aaligo^-Borneprepriode mulher, «pusss 
aeha desde o século X até ao Xlil — mim 
como o seu masculino— -Patfipfcomis, cqjo pa* 
uronimíco eea Pa/fvftoiíáa. Também se diida 
M&ére-Dwí, A molliar. 

MATHSOS -<- freguesia, TiaaoaMome^ 
concelho, comarca e prommo a Villa Aei^ 
Tft kilometros ao NE. de Braga, 365 aoJL 
de Lisboa, 200 fo^oa. 

Em 1757 dQha ilJ» fogos. 

Qrago S. Maninlia, bispo. 

Ai«ebi8pad# ét^ fin0a» áiaMieto adoninia» 
trativa da Villa BmL . 

A «amara aoeleaiastica de Braga, apr oam 
tava o vigário, que tinha 150M00 réis. 

E' n*esta firegoetía o somptneso palada 
doa srs. «ondea de Villa Eeal, uma das naii 
vastas a nobres residaoctas aristeeiatica^ 
nio só das proftadas, msM alé. mosias ál 
Lisboa. 

N*este aitlo inaUtiiiii o dr. António Alta* 
roa Coell», em ÉdlO, um grande moinada 
e capella, ao qoal soceedensna fliba, Dl Mi* 
ria Coelho, casada com o dr. MaUdas Alva* 
res MoníSo, leoie ia Coiaobra, deputado do 
fisco, da mesma «Idade, o depois, deaembar< 
gador da casa da suppllcaçio; que falieen 
sem ÍHios, deixando por herdeira, soa moi* 
Iher, eomo brfgaçdo de (bser um vfnealo ái 
todos os bens da beraiiça, o oomedr n'eUaik 
pór suceasaor, Maibias Alvans Momrio^io» 
brlDbò de ambos, detewdo andar estes bmi 
vioeulaáos tm moffado éoa;^ o de Maibsait 
impottdo<UM a piolúbiçio dese poderes 
alhear, nem mésÍDa por provisid raal. 

A .^Uu éo instilolÉir prií^áttiiro^ diafoi 
qoo^ Ml |Nifi(DOfln«ndo«Air08i^cadaii 



MAT 

]iri99aa por nemwBo^ na capellia 4e N^s^Sa- 
nhor» dos Praierae, .qae Qsti unida á «aaa 
de Matheas. 

Kittrços bens qp» D. Maria CoeKiD tinea- 
lOB á casa de Matheas, entraram li7 «rra- 
leis de prata lavrada e 3 arráteis de ourQ, 
PAz por condição^ que, oada nn dos adini- 
nlstraideres dieste morgado^ dantro doa pri* 
meiros quatro annos da sua admíBíitroçàe» 
irineolaría lOQMOO róis de baa faieoda, ia 
vaflâo de OOjfOOO róis por anno; eqoe^as la* 
zendas fossem o mais proxioio posaivel á 
oasa de Matiiens ; e qae, nao havendo bens 
pavar comprar, poriam o mesmo dinheiro a 
juro de ( por cento, até se^ectnar a com- 
pra. 

António José Botelho de Monrio, um dk)s 
suçeesaores doeste morgado, cason com IX 
JkrtkíBoa de Sonsa, filha do& maniaezes das 
Minas, e 4'este matrimonio nasceu D. Luís 
Antenio de Sonsa, pae de D. losé Maria de 
Sousa Boteibd Minarão e YasoonceMos, o cé- 
lebre morg^ MâUheus, fidalgo da 4)asa real, 
senhor, dos morgados de Maibeu^ Gumeei* 
isa, Sabrosa e ouAros vínculos em Tnuosi 
Montes^ o^nseUieiro da fazenda, enviado ex* 
traordinario e minit^tro plenipoleBciario de 
Portugal, nas cortas da Sueaia, Dinamarca 
^Franfa, e que morreu em P^rís, em iSVk 
Foi este pssríote benemérito, 
o primeiro portQgnezqueletan- 
4oa a Lula de Gamões um mesa* 
mento predoravel^^fei a magni* 
fica edieçio dOB j&tftâodar, fèilaam 
Fariz, na offi«ina deDídot, no for- 
mato de quarii9 ^(ofiríM^ com 
primorosas gravmvks em a^o, no 
imnode 49i7«*a qae voigarmon* 
te se cbama*«n0diVâe 4q morg^i^ 
de Mathem. 
Foi o avô 4*este morgado^ o j^ refen4e AU' 
UmiA José Batelbo Monrâo, que deu princi- 
pio io soberbo palado de Maibens» e re(or* 
moa o embeleaoit a grande qainita«|ardiQa 

CSiBlJgBfli 



B. Faroando 4a Sovw Bivtelfao Hoono • 



mv 



m 



I18S6, era neto do famoso «lor^a^ de Mo* 
tbeue^ da òdiQão dos Lusiadas. . 
. (Bate D. Fernando também fez bastantes 
melhoramentos no palácio e dependências* 
È actual conde de Villa Real» o ar, D. José 
de Sousa Botelho Mourão e Vascoacelloi^ fl* 
lho d'aq^elle D. Fernando» 

Nute-se que os acuiaes condes 
.de Villa Rsal, nada téem com os 
antigos marquezes de Viila Bib^ 
(Noroohaft>i 

B^te marquezado findoí^ com 

o 9eu ultimo ^)arqu^l; que foi 

degolado por traidor, em iô^l^ 

(Vide CotTimAd e U^boa.) 

Para a noblissima fiimilia dos Sousas, e 

suas armas, videXa/õM-^ra a, iâq menos 

nobre dos VAicqnceUoSi vida Cattello Melhor 

e Usboa. 

Mptirôo, ó lambem um appellido pobre em 
Portugal O L* qoe se acha com etle, ó O* 
Gonçalo Moarão.. Suas armas são^-em cam- 
po verde^ duas faxas de paro, e no meio d'et* 
las, um castello de prata. Elmo de aço, aber- 
to^ e por 4imbre, o castello das armas» . 
. MATREUS (S.)— Ireguezi^w Alemtejo, co-> 
manra e concelho de Monte-Mór-Novo^ 30 ki* 
lometros de Évora, 90 ao SE. de Liabos^ IfO, 

fi)gO0. 

Era 1757 Unha W fogos. 

OrsígQ S. Matheus, erangelista. 

Arcebispado e diatricto adininistrativo de 
Évora. 

A mitra apresentava o cura, que tinha S53 
alqueires de trigo e 94 de cevada. 

Ê terra fértil em cereaes. . . * 

MATHEUS PA «AROSA (^.) .--íreguezia, 
Extremadnra, concelho, comarca e 2 kiio- 
metisoa ao O. de licíria, 132 ao N.deiíisbíis» 
IÇSefogon. 

Em 1757 tinha 120 fogos. 

Orago S. Matheus, oTing^lisla. • 

Bispado e districto adsúnístvalivo de 
ieiria» 

Já a pag. 335 do 1.* volume, tratei d*eslUi 
(Nf ueaia ; ^aa, i(K>mo depois obtive mais in- 
formações A seu respeito, as doa n'es(e lq« 
gar. 

Os morsdoras da aldeia . da Bariís^ cqu- 
sinúrm ^quí, ítm 1609, orna capeUa». dedi« 



Í38 



IfAT 



MAT 



cadft 10 artofsIlfU S. Matfeeiís, foe em 
1714 fí/í ekrada t egreja natrá da frefoe- 
zfft da Btrofa, ereada n^ease anuo, flenido 
por padroeiro o meimo «anto eranfeliata. 

fi^úco tfial mo erro que foi na palatta 
Bar&ia. Dls 1. A. da Almeida, no seo DíT' 
r/dn, i4^r^, ds Chorogr.^ pie, em9éê imíu- 
hro de Í8íú houve aqui um e&mbate entre at 
alUadoi e as iropae frameeioi. Copiei isto 
na boa íé ; mai depois, vfm a saber qneiião 
boora nVsta sitio similhaote eombate. 

KATHEUS DA BIBEIRA fS.)— fregneria, 
Mioho, comarca de Vílla Verde, eooeelho de 
Terras de Bonro, êS Icilometros ao 190. de 
Braga, 370 ao N, de Lisboa, 75 fogos. 

Em 1767 tinha W fogos. 

Orago 8. Mathetis, eTaogettsu. 

Arcebispado e districto administratiTo de 
Braga. 

A mitra apreseotaTa o abbade, que tinha 
300^000 réis de rendimento attnnal. 

É terra fértil em eereaes, legames e Atl- 
etas. Cria multo gado e nos sens montes ha 
multa caça, grossa e miada, eéra e mel. 

Passa tt^esta fragaetia o rio Homem, que 
rega, móe e trac peixe. É por isto que a fêta 
f^gneela se dará antigamente o nome dffl* 
eial da Ribeira ié Homem, 

MATHIA8(3.)-- freguezia, Alemtejo, eon- 
eelho, comarca e 64 kilometros ao O. de 
ETora, 106 ao S. de Lisboa, 190 iogoê. 

Em 1787 tinha 183 fogos. 

Orago 8. Maihias. 

Bispado e districto sldministratiTo ds 
Beja. 

A mitra apresentara o cura, que tinha 
140 alqueires de trigo e 86 de cerada. 

B* terra fértil. 

' ICATHIA8 (S.)— freguetia, comarca, con- 
celho e 6 kilometros de Erora, 116 ao SE. 
de Lisboa, liO fogos. 

Em 1767 tinha 160 fogos. 

Orago 8. Mathias. i 

Arcebispado e districto administrativo de 
Évora. 

A mitra apresantava o cura, que tinha SIS 
alqueires de trigo e 76 de cevada. 

E* terra fértil. 

Ha <i*esta freguai ia uma rica propriedade, 
chamada §umía 4o Pae Cão. V da sr.^ B. 



Asna da Piedade Cedto ^Vilas-Boae, qu» 
caara eoi artembro de 1973, com o ar. Aa*- 
giMo Carloa de Lemos, eapiâo de cavaOa* 
ria a* 5. 

MATEUS Dl METES CLAEOS (8.)- 
fragaezia, Alemtejo, eomarca e concelho is 
Niaa. 

Hoje dá se a esta firagoefia o nome da 
Caixeiro on Caieceiro. (Vide a pag. 26, col- 
1.*, do t.» TOl. 

Compre rectificar um erro typographftt» 
que então escapou na revisão. E' Cackeifô 
em Tez de Caixeiro. 

Ha porém quem diga, que affedivamflms 
ao íogar se deu o nome de Cadu^lro, em ra* 
zão de atli existir um rico lavrador que ti- 
nha a airnnha de Cacheiro. 

MATIUMOEIO— Já na palavra Marido^ 
tratei das trás dirersas espécies de casa- 
mento, coQheeídas em Portugal, e em outras 
naçdes catholieas : darei aqui mais algomai 
explicações sobre a matéria. 

Todos sabem que o matrímoiiiòrd'deva* 
do a saeramento (o 7.*) pela egreja eathofi- 
ca, e que é um dos que imprimem earatíer. 
Tratemos agora de algumas curtêêiditdêi 
históricas sobrô o casamento, das qtiaea nem 
todos os leitores te^ conhecimento. 

Os wMtrimonioe e!aude$tino$f foram un* 
dos francamente entre os portugueses^ até 
ao fim do século XV. 

Ei-rei D. Aflònso IV, na sua carta de 
1362 sobre reformas éeclasíasticas, que man- 
á(M a toâO!Í os primados do reino (Synop. 
ehrtm.f tom. 1.* fL 10) mostra-uoe claramen- 
te que existia então este abuso, que deseja 
exterminar por uma vez. 

Dil qua^tmtijfoa cUrigoe se achacam ee^ 
iftíioêy um cem mulherei virgens e oitítvt 
eom mulheres corruptá$y è depoi$ dixiam f» 
fido eram coiodof. i—^D'aqul se seguia que^ 
por faka* da prova, não ficavam os filhas, 
lagitfmoa, è outros damnos alHmetfckHia*- 
dos. Ordena que— tfodas o« reeèhimentm se- 
jam fíiiõi peh respectivo parocho^ perauts 
um tabelião da mesma freguezia, úe9tinêk 
para escrever em um livro, todos os easo' 
mentos que alli se celebrarem, para $e saber 
depois os' que sãê ou ie(x<m de ser oasaãot, 
e a €ondiç9é doe eontrt^eniis.t ^ 



MAf 



ItAíT 



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ifliatrfiroY»* qiM:AQ|Mii'flqaetlU'é|koei|, os 
casameatosi oa grande parte d^eltesi se 980 
Ittlam Al presença do paroeho, ^ qpe o «tu- 
lua tfiiu^nio era ioda a sabstaneia e fórma 
do matrimonio» na raxão di. eonlrato* 
' Ao que parece, eata real ordem não sor- 
tia todo o sen effDÍto, porque o aboso tinèa 
lanado profundas ralaes. 
.• Tomaram se ainda mais rigorosas provi- 
deftdas. . 

Em 1499, O. Manuel I, decidiu fáaer ces- 
«ar os iaconveniemes que os casamentos 
^clandestinos traziam á egreja, ao estado e 
.ás famiikis: Por umai lei, promulgada a i4 
de julho d'este anno {Ord. do MeiM de 
Ui4, liY. 5a tit S7) determina qne^ sem 
excepção de pessoa, todos se receitam pu 
blicamente, em face da egreja, enafórma 
que os sagrados eai^ones decretam. *B.ea- 
Bàndo^se enmdidametUe, pai' $sse mesmo {ti- 
to, oisim o noivê como a noiva, percam te- 
doi u seus benSy metade para acamara real 
metade para captivos, E toioe 0$ que a si- 
miUumie9 caéamentos forem preeeniei ouies- 
temetnhaSj percam também todos oe seuê bens^ 
^íom a mesma applicaçõo^ e sejam degrada- 
dos por dois atmos para Ceuta, Mas d'estas 
penas serão isentos os que taes cas(imenios 
fizerem por prazer e consentimento dos pães 
s mães dos noivos^ se os tiverem; porque 
n^*esse caso, haverão somente as penas do di- 
' reito canónico, 

' O papa Pâulo III, conTocou o concilio tri- 
dentíno, que durou desde 1545 até 1563. — 
N*este concilio se julgou impedimento de- 
rimentp, o casamento clandestino; mas, 
como ainda esta decisão não tivesse inteiro 
cumprimento, o rei D. Jaão IV, em 13 de 
novembro de 1651, decretou que podiam ser 
desberdados es filhos dos que conirahissem 
matrimónios clandestinos. 

O me^mo concilia só considera como sa- 
Gramento«o matrimonio canonicamente con- 
trahido, e os outros um mero contrato. 

fla documentos antigos que provam a 
existência de uma espécie de arrhas^ usa- 
das u'aquelles tempos. 

No cartório do mosteiro de Salzédas, exís- 

- tiam duas doações, pelas qnaes consta— de 

uma— ^ue Martim Paes, caYaileiro de S. Mi- 



guel de Lobrigas, doou a soa mídlisr, II4- 
ria Lourenço, certos bens, em Santa Combjie 
em .outras partes per compra do vos^ corpo, 
com a .condição de os possuir tão somente 
em sua vida; mas os perderia se casasse. 
(Documentos de Salaédas» gaveta 7.% maço 
L\ n.* 13.) 

Est^ coniprA do corpo, parece ser ao que 
no reino chamavam herança do mando, ou 
confirmação do dote. ^ra feita pelo marido 
a» sua mulher, passada a primeira noite de 
casadosi e por idso também se dava a estas 
doações o nome de praetium virginitatis. 
(Segundo o sn Joaquim Pedro. Ribeiro, nas 
suas annotações. a Viterbo, ó mais natural 
que compra do corpo fosse o a que hoje se 
dá o nome de arrhas; mas ha documentos 
que distinguem uma. cousa da o^ura. Tal- 
vez s^a a chamada propternupdas,) 

Entre os longobardos, não podia este do« 
nativo exceder a quarta parte dos bens do 
marido, e por isso se chamava também quar-- 
tisio, e vulgarmente— mord^ati^^òa (dadiva 
feita pela manhan.) 

Veja se a Memoria sobre ca^ 
» mora cerrada, pelo sr. dr. Levy 

Maria Jordão, i^ipressa em Lis- 
boa, em 1857, em opúsculo sol- 
to, e também eocorporada na 
Historia e Memorias da Academia 
Real das Sàencias de Li&boa, no- 
va serie, classe 2.» (Nota a Vi- 
terbo pelo sr. Innocencio Fran^ 
cisco da Silva.) 
Não havia ^ei nenhuma que imposesse ao 
marido a obrigação d'esta dadiva, que sá 
dependia da sua .vontade, e du grau de aflfe- 
cto que consagrava a sua mulher. 

Da outra doação que existia no cartório 
do mosteiro de Salzédas, consta que — em 
1190, Soeiro Viegas, fez uma caru de ar- 
rhas, a sua mulher, D. Sancha Vermudes^ 
na qual lhe deixa muitas e grandes proprie- 
des, que só possuirá se não casar. Esta doa- 
ção é cruel e absurda, porque determina 
que— se a mulher ficar viuva e casar, os fi- 
lhos que tiver do segundo .mai;ido, nada her- 
darão do que era d^elles ambos ; mas tudo 
será dos filhos do primeiro matrimonio. Mas, 
vmHimdo Soeiro Viegas^ se castor segunda. 



{30 



ímt 



íbííz, naãa heriarã» o$ /Uhúi quèhmwêu^ te 
swí primeita mulher I 

Achava se 68t6 ^ocamento, tio ootttrarfo 
Ifi leis da eqn^dadè e âa'imlareea,'iift gate- 
ta 4.% maço !.• !!.• 6. 

É profaTel qae algtín» leito- 
res achem aborrecidas estas ex- 
plicações; mas o mm ifitento, 
emprehendeoído esta obra, é dar 
o maior trnmero de iiotícias qtte 
me fôr possivel celligir, de indo 
qnamo sobre atiffgos uso5, cos- 
tumes e legislação tratam os es- 
criptores portuguezes. 
Estoa eertò de que nem a toAos 
serão estas ãhagações Indifferen - 
tes. 
MâTYA^rregtiezia, Beira Baita, conce- 
lho, comarca, bispado e distrfeto de Gastel- 
' lo-Brattco, 80 kllometros da Guarda, 240 ao 
E. de Lf !«boa, B5 fbgos. 
' Em 1757 tinha 45 fogos. 
Orago Sahta Margarida. 
O povo apresentava o cura, que tiniia réis 
'iOfOífd, e o pé d*altar. 

MATTA— ribeira, Douro, nasce na Marga- 
raça, desagua no Alva, }uniô à villa de Coja. 
Rega e fertiiisa a ribeira (veiga) de Goja, e 
cria muito boas tructas. 

Era no antigo conbelho, suppriroido, de 
Go]a, e actua!mf!ate é no de Arganil. 

MATTA ALTA ^ (vulgarmente Mattalta) 
serra, Douro, na ft*eguekia de S. Miguel do 
Matto, comarca e concelho de Arouca. É 
um ramo da serra de Cabeço de Sobreiro, 
e flt;a a 5 kilometros ao S. do rio Douro 
Apenas produz carqneija e urze; guando 
podia ser aproveitada, não só por ter, em 
grande parte, bons terrenos como por ser 
abundante de aguas, que fae itmente se ex- 
trahíriam por galrrias subttTfaneas; pois 
quasi no seu cume se encontram nascentes. 
É quasi toda baldia. Traz muita caça do 
«hão e do ar. 

MATTA DE LOBOS— frpguezia, Beira Bai- 
xa, comarca de Píuhel,^ORc«'lho de Figuei- 
ra de Castnllo Rodrigo, 90 kilometros de 
Lamego, 365 ao NE. de Li:)boa, 300 fogos. 
Em 1757 tinha 1!50 rogos. 
Orago Santa Marinha, virgem e martjr. 



KÂtr 

Bli^piâ» dè Pinhel, diairfct« aiaiMira- 
tfvo da 6uarda< 

O papa e o bispo da diocese apreienlatMii 
iHiemaUvatteato o rekof, qoeikihik 404860 
réis e o pé d*akar. 

- É terra íbnii ea iodos os «eiisiw api- 
eslas. Cria muito gado d^ tsda a ^mliàh 
de, e nos seus vastos moMes, ha lobM^ ia- 
po£a$; ás veu», javiardos (porco»'Bs«M«ie!^ 
javalis) e muita caça miúda. Ha lantai 
aqui bastantes eolmeias. 

MATTA DA MARfiAfiAÇA-^ importaste 
naalta, no extincto coneeiho de Goja, h^t. 
concelho de Arganil^ na província da Doon. 

É muito antiga. Foi primeiipaiDeDle As 
bispos^coodes; mas, em 183i,f4ii consiáfiil- 
da bens naeionaes» e está nu domínio da/s- 
x&itda naeionat. 

É pehi maior parte povoada ds^oaFvaUua, 
que dao oplima madeira para eonstrOíGçSes 
Bavaes. 

Os bispos*ooDâes lentaram reávi&dícal<4, 
mas inutilmenca. 

IfATTA^iA-^freguezla, Minho, Mmam 
e eonoelho de <Suimaràes» 24 kitotuetros u 
NS. de Braga, 3tiO ao H. da Lisboa, ms^ 
gos. Em 171^7 tiuha 45 fugos. 

Orago Santa Maria (Nossa Sealiora da Na- 
tividade.) 

Arcebispado e dístrioto admkiktrmtâfs k 
Braga. 

O thesoureiro-mór da collegiada de Nos- 
sa Senhora da Oliveira, de Guimarães, apre- 
sentava o vigário confirmado, (}ue Unharéíi 
30^009, de oongrua e pé d*aluir« 

Eslá n-esta íreguntia, a casa e quinta à 
Corvjeira^ que fui de D. Manur 1 de NoroniU) 
deiceadenfie dos marqut zes de Vilia ReaL 

Para armas e gt^Ufultigia dos Noroniias^ 
vide Caminha e VitUi Betú. 

MATTA-MOURiSGA— freguezia, Extrenu- 
dura, comarca e concelho do Fombal (foi 
até 1855 do coacrlho do Louri^ai, supprí- 
mido a 34 de outubro d'esse anuo) 40 kilo* 
metros ao S. de Coimbra, 165 ao i^. de Lis- 
boa, 500 fogos.. 

Eoi i757 tinha 233 fogos. 

Orago S. M»mede. 

Bispado de Cuimbrai e disificto adoiflii- 
iratívo de Leiria: . 



_^ 



A tmhrersiAaí^fe éeCvfmbmiapiieBeiitiva o 
«vra^ ()iie títtUa tOiWX) i^« o pé é'ftlur. 
'É terra fértil. 
-È ^UHadA j«iato á e^Ma^dé ÁtlAMico. 

Bki niai dêlítaria «as Kgradarel phni- 
€ié, A Tist» do mav, aè ^ «maâilacada «la- 
iníM^Ki (praia) ^n^.odnre âatda a foK do Mon- 
dego, até à de Octavim, no sitio atitigameií- 
te chamado Logar on CúboI dm fmn^zes 
-011 Giísal da Serra. Pfea este logar na dfri- 
ifio qm faz o bispado de Goimllra com o de 
Leiria. 

E' uma pequena aldeia, hoje ehamada 
Nossa SenJwra da Guia, a 1 :fiOO ntetres 4a 
egreja matriz e a' 6 kilometros da villa do 
Leoriçal Gencam «ale log«r, os de Outeiro,. 
Uartinh», SeiAo e Cãsai da Seftà. 

Em lo20, 08 moradores d'estas qaatro 
«Ideias, nesoiTeran eonstroír uma ermida 
dedicada a Noss4 Senhora da Guia, para 
d^elia lhes serem «dministrados os saera- 
mentos. 

Era um templosinho pobre» coaio pobres 
«nMu es qaeo mandaram oonsAnMr, que aó 
«ram rieos de devoção, á Santíssima Eslrel- 
la dos navegantes ^A»B Maris Siella). 

Foi a ermida, no sen principio, constnii-> 
da de aiá^à {espécie de tijolos âe terra, 
«éeeos ao sói) eom 4,"IS0 de comprido e 
3,«dO de largOv. oom %'^ da aito. Era oo^ 
l>erca de tdlut van, e só passado algum tem- 
po, uns devotos a forraram de madeira, (1) 

A imagem M feita por um tài Francisco 
fiejiriques, morador na viliá da Reéinàa, 
que se di^ia eseulptor, e ^ra natural de Lei^ 
ria. Sabiu pois a itoagem ebfsia de impei fei- 
ções e de péssima, eecuiptura em todas as 
euas parles ^mas depois foi aperfeiçoada 
por nn fcom esculptor que lhe ttou es de* 
feitos que ponde). . 

(I) Mas com, o tempo ,e o descuido, foram 
ciabiodo as portas e abaodonanno 8e a er- 
mida, quH <-ht^gou a estar redbzída a curral 
>ende aa cabcas dos arredores hiam seatear 
no rigor das calinas. 

A imacem da Senhora estava apenas en* 
costada a parede, sem altar nem outro ai* 
gum abrigo. 

Assim ^stéveramad coisas por «^aço fle 
«aQOa^opa*: 



wa 



J3tl 



Foi Irrada da Redlnlia para a sua «a^- 
la, no mesmo anuo de ifitO, por Ameaío 
Fenunies Malho, do Ca$al doe Franones. 
Ainda a capaHa estaiva por acabar, peio que 
a ianagem foi depositada em casa de Marti- 
nho Fernandes do aiesmo logar, e abâ este- 
ve atá liir para a sua easa" 

Septido a ieàpda,em^a(nto a Senhora fos- 
teire em caai de liartinfco> Fertiandes, ti- 
ve elie e sua famiiia moica ventura em.tb- 
das ias ifUas coisas, e por muitas Teases se 
vtramaMi inaes sobrénatturaes e se aeotíraai 
odorei sonviíaiiaos» 

Goneluida a capena, foi para ella lavttda 
a; Senfbora; mas, como os poros d'a<ftti eram 
pobríssimos, nào sé chegou a fazer-!he allat, 
nem a padroeira era conhecida s^io da 
Isente áa fréguezta, que apenas nas ladai- 
nteta de' maio aqui vinha oom o paroelu) 
de S. Mamede, em proclstio. 

Nas ladainhas de maio de i67S, edtauáo 
a dizer- se missa, viram os que a ella assis- 
tiam, que da imagem manava um suor eo- 
pioso, o que lhes causou grahde admira- 
çaõ. 

Correu a fama d*este milagre, em que os 
que o nao viram naó acreditavam. No dia 
18 de dezembro do mesmo anno (dia da Et- 
pectaçio de Nossa Senhora, ou Nossa Se- 
nhora do Ó) em que se fazia a festa da San- 
tissima Virgem n*esta ermida, a ella con- 
correu muita gente; e estando á míosa, to- 
dos viram o mesmo milagre, mas sendo en- 
tão o suor ainda em maior cópia. 

» 

Em breve a fama do milagre percorreu 
por todas as freguezias circucnvisinbas, e 
grande foi a concorrência de povo que veio 
á capella, uns por devoção e outros por cu- 
.riosid|kde. No sabbado posterior á festa, c;s- 
taodo a capella cheia de gente, se repetiu 
o milagrs, ficando todos d'elle desengana- 
dos e apregoandoo por toda a parte. 

Em todos os sabbados que se seguiram, 
,foi continuado o milagre, o que augmentou 
progressivamente a devoção doa povos para 
com esta Smhora. 

O que mais se distiaguin foi um fidalgo^ 
morador na villa do Louriçal chamado, Au- 
tonio de Almeida Casteflo Èr(^ncg^ fua fe 



'£32 



MAT 



aiAT 



Ufàoê os miltfnr^s de Nossa Seabonda 6aia 
osefisTfii* nm )ívro. 

Morava então no Lonriçal, 1>. Fernando 
dè Menezes, eondoda Eríeeirs, que per seus 
próprios olhos se qpit desenganar, e foi á 
eapeHa pfeseneear o milafrre. 

Deliberon entio eoni Castellò-Braneo e 
OQtiras pessoas nobres, erifrlrem noia eon- 
iraria de Nossa Senhora da Gnia, para eoi- 
darem da reedifleaçao, angmento e aeeio da 
eapella. O eonde fleoa jnix e Gasiello Bran- 
eo, eserivao. Foram feitos mordomos o pa- 
dre MannH de Andrade Mesquita^ Joio de 
6óes Sílveiro, Francisoo Cardoso Pereira e 
Antopío Martins; e para thesour^iro das of- 
fertas e esmoías ofTerftcíd^s â Senhora, foi 
nomeado loão Gomes da Serra; 

Fez-se am Urro ein que estes todos assi 
gnaram rem o licenciado António Gomes, 
eura da fre«raezia da Malta Moarisca, eom- 
fromettendo se a empregarem todo o sen 
zelo para o angmento do Sanetoario e do 
enlto da Senhora. 

' O parorho ff z no mesmo acto, e por ter- 
mo no livro, desistência de todas as oír<»r- 
tas qaa lh<> pertenciam da dita c^ip^Ila^ pa- 
ra serem empregadas em obras da mesma. 
Todos então (sendo o eonde o primeire) of • 
íereeeram esmolas para a Senhora. 

Foi o livro, acompanhado de ama peti- 
ção, enviado a D. Fr. Álvaro de S. Boaven- 
tura, então hispo-conde, qne por uma pro- 
visão auctorísoQ e cenfirmon a confraria. 

Novi^nta e nove vezes suou a Senhora no 
espaço de qnatro anno«, o que foi visto por 
mais de cem ml] pessoas, e d'isto mandou 
fazer um summarío o referido bispo. 

Estes suores duravam de 4 a 6 horas, 
com a rircurnstaneia de que, emqnanto sua* 
va, estava muito encarnada, e depois se tor- 
nava branca. 

Emquanto a Senhora suava, também do 
tecto da capelfa manava muito stu)r, a pon- 
to de molhar os cirrumstantps. 

Cessou a maravilha em 1680, succedendo- 
lhe annos de fome e calamidades. 

O primei re cuidado da nova confrarit fei 
construir à Senhora um templo mais vasto 
e digno, no qual se dispendeu uma conside- 
rável quantia de dinheiro. 



Tem o corpo da egiKija iSinotroff do ^qbi- 
prid«ke 9 de kryo, eo» ennbaes éè pedra- 
ria lavrada, rematados por bonitas pynni- 
des. Tem porta pcioeipal e duas traveipa^ 
três boas tribunas com grades de forro. 

A capeUa^mór aaiá dividida do^orpo da 
egr^a por ma sreo do pedraria» o tem tra 
altares, o aUar-mór, oAde eacá a padroeira, 
e dois lateraos. 

Tem este templo uma Ibnnosa galilé, e é 
cercado 4odo em reda do varandas» comes- 
lumnas de pedra, muito bem lavradas, eon- 
cluidas em 1710. 

Sobre a poru principal da egreja, se vft 
esta insorlpçào: 

BSTÀ OBRA SB IfBZ COM ÀS BSMOLAS nOS 

rusis E Ajuna dos ponnas 

A festa da Senhora eontimioii a ser, es- 
mo antigamente, a 18 de dezembro; ma 
veio depois a mudar «se para o dia da As* 
cenção de Jesus Ghristo. 

fi' esta romaria concorridissima lub só 
pela amenidade da estação, como p^o agra- 
dável do sitio, qne, como já disse, é noM 
dilatada campina, onde a vista se espraia 
com* deleita. 

MATTINHA (QuinU da)^iogar, £zin- 
madura, freguesia, e concelho dos Olivaes^ 
comarca e 6 ktlometros a NE. de Lisboa. 

Patriarchado, districto administrativo i» 
Lisboa. 

A primeira estação do caminho de ferro 
do norte e leste, ao sabír de Lisboa, 6 o 
Poço do BUpo, Passado este logar, encofl* 
ira- se o bonito sitio de Braço de Prata» 
composto desvarias quintas (vide o 1* voL 
pag. 432) e de alguns armazéns de retém, 
eonstruidos sobre a margem direita é» 
Tejo. 

E* um sítio extremamente pittoresco, e 
com formosas e extensas vistas, quer sobro 
o rio (que aqui parece mar),. quer sobre a 
Ottíra-banda; vendo^se também um vasU^ 
território da margem direita. 

A quinu da Mattinha foi antigamente dos 
marqui^zes de Bellas, (condes de Pombeiro), 
O pala<*io e mais oflScinas da quinta, qoo 
chegaram a um estado de deplorável raiiM» 



4elUni para teitrada» qiie do Po{D do Bis- 
po condáz aos Oliraes. 

A quiata é composta de terrenos cultiva- 
dos e de qma matta (que ibe dá o nome) 
eomiposta de pinheiros, sobreiros e outras 
anrores silvestres; sendo esta matta. ém nm 
terreno bastante elevado e com grande es- 
carpa sobre o Tejo. . 

No k)gar mais alto da matta, ba uma casa 
qae em tempos mais prósperos servia da 
aga^albo e descanço dos caçadores, quando 
os antigos senboresd*esta propriedade hiam 
> ella passar alguns mezes do anno. 

Conta-se que no principio do século XYIII, 
víudo pela matta um cavalleiro atrazde uma 
lebre, correndo a toda a J^rida, viu esta es- 
eonderse entre umas urzes; mas quando 
reparou que estava á borda do precipício, 
já não poude soffrear o cavallo, que se pre- 
.dpitou d'aque]la medonha «Itura, despeda- 
^ndo-se e mais o cavalleiro, nos rochedos 
que: bordam a praia. 

Na quebrada^ enure o monte da matta e 
outro outeiro^ estão uns edificios pertencen- 
tes á mesma quinta, que serviram de arma- 
lens de retém, de vinbos da Extremadura, 
para exportação, antes do oidium-tukeri. 

Esta propriedade fica perto de Cabo Rui- 
vo e de Beirollas. 

MATTO— freguezia, Minho, comarca e 
eoneelho de Ponte de Lima, 18 kilometros 
a O, de Braga, 370 ao N. de Lisboa, 70 fo- 
ges. 
. £m 1757 tinha 60 fogos. 

Orago S. Lourenço, martyr. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Yianna. 

A mitra apresentava o abbade, que tinha 
ISOilOOO réis. 

E' terra fértil. 

MATTO ou S. MIGUEL DO MATTO~fre- 
guezia, Douro, no antigo concelho de Fer- 
medo, que foi supprimido em 1855, hoje da 
.comarca e concelho áe Arouca, d*onde dis- 
ta 30 kiiumeM*os ao 0, 30 ao SE. do Porto, 8 
ao S. do rio Deuro, 285 ao N. de Lisboa, 
200 fogos. 

Em 1757. tinha 40 fogos. 

Orago S. Miguel, archaojo. 

Bispado do Porto, districto administrativo 

V0LUM£ V 



HAT 



133 



de. Aveiro, d'a^de.dista 60 kiloinelros a NE. 

O real padroado e a mitra apresentavaip 
alternativamente o abbade, que tinha de ren- 
dimento 400íf000 réis. Tem uns grandes a 
bpps passaes^ 

Está esta freguezia situada em terreno 
muito accidentadOy mas os seus pequenos 
valles são muito férteis, por serem abundau- 
tes d'agua. Passam pela freguezia os ribei- 
ros de S. Miguel e áe Govellas, que se^ jun- 
tam ao Inha» e todos morrem no Douro> na 
foz do Inha, um kilometro abaixo de fí^áfi 
Moura. Regam, moem e trazem peixe miú- 
do. . 

Gria-se n'esta freguezia» mu^to gado bo- 
vino, que se exporta para a, Inglaterra. • 

O seu território é muito arborisado, príQ- 
cípalmente por pinheiros, 

A egreja matriz, é muito antiga e peque- 
na, e no seu adro está o mausoléu do dr. Ma- 
nuel António Coelho da Rocha, lente de Coim- 
bra e um dos três melhores juris-coosultos 
e escriptores .de direito civil portuguez, 4^ 
século XIX (Os outros dois^ foram Jos^ Ho- 
mem Correia Telles (Vide Estarreja) e Ma- 
nuel Maria da Silva Bruschy. (Vide apag. 
340 do 4.» voI.)t 

Manuel António Coelho da Iloeha, nasceu 
e falleceu ná aldeia de Covellas, doesta fire- 
guezia. — Vide Covellas. 

Ha na freguezia, a capella publica de San- 
to António do Forno, muito antiga, peque- 
na, pobre e quasi a cahir — e o oratório par- 
ticular, da casa dos Rochas, 4o Covella^ so- 
brinhos do lente referido. 

Esta freguezia, faz bastante eommercio 
para o Porto, pelo Douro, sobre tudo em fia- 
deiras, carvão, carqueija, cortiça e lenha» que 
tudo embarca na praia de Pó-de-Moura, ou 
Sante. 

MATTO ou S. MIGUEL DO MATT0->fre- 
guezia. Beira Alta, comarca e concelho de 
Vousella (antiga terra de Lafões), 18 kilo- 
metros de Vizeu, 280 ao N. de Lisboa, 300 
fogos. Em 1757 tinha 115 fogos. 

Orago S. Miguei, archaojo.. 

Bispado e districto admininistractivo de 
Vizeu. 

A mitra apresentava o abbade^, que Unha 
300j;000 réis de rendimento. . . . 

9 



m 



Mt 



^'%HètrsL mito fèhfT, rim^Má a qnalAâite 
Veifrúbtoà; Cria mníto gádò, e adstias vhel- 
làs são^aboroífisfiMáâ^ Nos detlk ihontes ha 
tifuita c«ça. 

HATTO e S. TORQUATO— fireguezia, &x- 
^itíàâtífa, comarca de Benatente; concelho 
1*6 Cè^och^ 5Í lifómeiròs dé Evow, 70 aò 
SE. >dlé Lisboa, fôO fogds. 

Eih 1757 tinha 98 Ibgoâ. 
' 'Orágo^SanrAnna e 9. Torqttátb. 

Arcebispado dd Évora, distrícto admibis- 
tfátiVo de Santarém. 

'fista 'f^egtiezia, segundo a moderna diVf- 
saOy pertence á província da Extremadara; 
itafasf está ao S. do Tejo. 

É Wrra fértil. 
- 'Eram dttâs fregueilaB (Saiit'*nna e S.tor- 
quato) qae se uniraih tio século XVni. 

A mftra apresentava o ^apeilão, curado, 
■que tfetea iWjSOOO réis. 

MÀTTO— Vide Càlhànãrfz. 

ICATTO 0E limANDA—aldeia, Extrema- 
dura, comarca e concelho de Torres Novas, 
94 kilò^metros ao N. de Lisboa. 
' 'E' aqui a 15.* estação do fcaminho de fer- 
ro' do Norte e Leste. 

MATTO ou (S.) BENTO DÓ MATTCMfre 
^Iguexia, Aleíhiejo, concelho, coiharca, arce- 
bispado, dtstricto administrativo, e 18 ki 
lometròs de Évora, 125 ao SE. de Lisboa, 
290 fogos. 

Em 17l$7 tinha 191 fogos. 
■• Oíàfgo S. Bento. 

A mitra apresentava o càpelllo, curado, 
que tinha 370 alqueires de trigo, 103 de co- 
tada e 3OÍÍ0OO réis em dmheiro. 
, E' terra ui lilio fértil ém céreaes. Tem ga- 
do de toda a qualidade e caça. 
* MATTOS— Vide Lourenço dos Mattos, (S.) 
a pag. 457 do 4.» vol. 

MATTOS otiS. BRAZ DOS MATTOS — 
fregUe2ia, Alémtejo, comarca do Redondo, 
concelho do Alandroal, 24 kllometros de El- 
vas, 165 a E. de Lisboa, §0 fogos. 

Em 1757 tfoha 75 fogos. 

Orago S. Brafc. 

Bispado de Elvas e distrií^to admin!stra- 
tíYo de Evofíu 

Terra fértil ém céreaes. 

A mesa da tonscíeacia apresentava o ca- 



-piétlió, òõírabo, (fàé úálíiàiiM àl^áMÍ ft 
trigo e 106 de cevada. 

-HATTOS-^íregtteriff, Douro, na eomim 
6 concelho do Mardo' de tSanavieees. 

Bispado edi^ricto administrativo do!^^ 
to: 

Está ánnexa à fregue^^ia da AlpendurÊk 

A pag. 160 do l.^* vol, sob a palavra AK 
pendurada, tratei dVsta freguezia, sem^ 
élar^r que tinha afihetà a de Mattc». 

Alem d'isso, desde enâò tenho oUf do mi 
esclarecimentos, que dou n^éste legar. 

Afreguetla de Âlpandurada, tem por orip^ 
8. ioíSo Baptista, è o D. Abbade do moaim 
d*eèta íreguezia, apresentava o vigário, tritt- 
nal, que era um ttion^ bene^èfctíDo deili» 
mo mosteií^, e tiúha 4OJI000 réia de re]ii> 
mento. 

Esta freguesia em 1757 tinha 130 fogoi 

A freguesia do*s Mattos, tèm por oragol 
Miguel, Archanjô, e o papa, o bispo do í^ 
to e o D. Abbade do mosteiro de Alpeddm 
da, apresentavam alteroaiivameDte o &&)»• 
de, que tinha 300^000 réis de rendimeflíi 

Esta freguezia, em 1757 linha fSt fogos. 

Hoje, como estas" duívàfreguézias estão» 
nexas, téem dois oragos, S. João BapiisUt 
S. Miguel Archanjo. 

Pertenceram, até 1852, ao concelho déBe» 
Yiver, comarca de Soálhães, e como o «ou- 
celho e a comarca foram enti[b extinetai^ 
passaram a formar parte do novo concdi* 
e comarca do Marco de Canavezes. 

MATTOSINHOS — fréguezía. Douro, co- 
marca, bispado, districto administratíTO,d 
6 kilomelros a NO. do Porto, concelho de 
Bouças, 315 kilometros ao N. de Lisboa, IM 
gos. Em 1757 linha 413 fogos. 

Orago o Salvador. 

A universidade de Coimbra, apresenlan 
o reitor, que tinha 40í;000 réis e o pé fal- 
tar. 

Já a pag. 425 do !:• vol., tratei doesta fr*- 
gueziâ, sob a paiaiTa iBouças de MattoshAufl 
po'*ém álli remeili o leitor para a palam 
UfaitosinfioSy nao só por ser mais conhedlh 
sob esta denominação; mas também ps^ 
ter tempo de obter o maior mimero de » 
clarecimentos que me fosse possível, p»* 
formar este artigo. 



> Bí9láico:poli todo. fuantodmsoiioi.^' v^ 
e accresoento o qae je segue. 

• 
iDá-se a esl» eonoeUK) a daDominação le-: 

gal de concelho de Boaças, em nsio da v4Ua 

õ^èÁle nome, qae exi4le na fregaezia de Mat- 

tosinhosw' 

.Pretendem algnn^ qae antigamente' 'só 

efeistia a ír^gnesia d6.fieaças e gae lfatS06Í<< 

nbòs aãa era miie do que uma aldeia d'eaia 

parochJa; e lanto que ao Senhor de Blatto* 

se âa?ao nome de Bom Jesui de Btm^ 



MiX 



m 



ças. 
'>â eerlo» porém, qtie a J^rtu^al Sacro e 
Profano^ publkaâo em. 1757, irazafreguezia 
da MaUoiimhM enão trai a de Bouçai. 

O eoncelho db fiouças ó con>po8to das 13 
flpegneziae genjaintes : 
. Aidoar> Castons, GnifSesy Infesta, Lahrú- 
ae, La^ra, Léça^do^Bailia, Leça-da^Palmei- 
jra»iMatto9iabo8,.Npvogiide, Perafita, Bamal« 
de; e Santa Orne do Bispo. Todas estas íre^ 
goezias, ao bispado do Porto. . 

fem este cqnee&o 3:700 fogos. Tem esta« 
fão telegikphica. 

Bas 1873, se principioa aqoi a eonstmír 
bonito' Ibeatro. 



BasiQtiuurio do.Beahor de Mattoslnhoa 

' " . ' 

.-. B' este mageatoso sanotuario^ am dos mais 
justamente famosos de Portugal, e o seu di- 
vino padroeiro, objecto da maior devoção 
dos pevos de deseoas de léguas em circam- 



A QQs 9 kilometros ao €NE. do Por* 
10,1 junto ao mar, se eleva em uma am- 
pla e ameaa piaaicie, o* antigo e magestoso 
asbctuario do Senhor de Maitosinhos, onde 
ha muitos séculos se guarda e venera, com 
a âevoçao de que ó digna, a milagrosa 
imagem do Senhor que dá a invocação 
áqnBiie magnifico templo. 

A grandeza e religiosa magestade de tão 
devoto sanctuarlo ó bemr conhecida dos mi* 
JBUres de fieis que lodo o anno concorrem 
a levar soasí ofertas ao mesmo Senhor, e a 
•oppliesr df^elie remédio e auailio aas suas 
eafemidades * iribniações, e dos qne^ em 



tao pnodtgiosa quantidade, afilacmi» especial* 
meate aos (res dias da soa romaria, a faaer 
suae oraQdes diante da sacrosanta e mila- 
grosa imagem. Porém isso não nos dispensa 
do fazermos aqui uma resuiQida des^ripção 
d*esto logar, consagrado pela devoção gerai 
ao culto do Rei. dos Reis, debaixo da mira* 
culosa invocação do Senhor de Mattosinhos. 

No ^opo dç um amplp terreiro, assombra- 
do por corpulentos e copados álamos e pára 
o qual se sobe por uma espaçosa escadaria, 
eleva-se magestosa a ^rêja no meio de doas 
soberbas tprres, formando um to^o da mais 
agradável vista e do mais venerando aspe- 
cto. 

E formada a egreja de três navçs, cujo^ 
arcos são sostenj^dps por seis columnas de 
ordem coriptbiai..e teinao todo sete altares» 
incluindo o da capella-mór, sçndo dois de 
cada lado, no corpo dá egreja ; dois ao lado 
do arco cruseiro, e o altar-mór, em cujo 
throno se ergue cheia de devota inagestade 
a veneranda e sempre milagrosa imagem dà( 
Senhor de Mattosiuhos. 

No jprimeiro altar do lado da epistola, ou 
á mão direita de quem entra a porta prin- 
cipal, venera-se o bemaventurado apostolo 
S. Pedro; no seguodo do mesmo lado vé-^e, 
èm devota representação, a arvore de Jacbb; 
no do lado do Evangelho, ou á mão esqner^ 
da de qnem entra, a imagem de S. José, es^ 
poso de Nossa Senhora ; no segundo venè- 
ra-se a Senhora da Graça. 

Ao lado esqnerdo do arco cruseiro, fload 
altar do Santissimo e do lado direito o altar 
do Seohor dos Passos. 

Todas as imagens são próprias aioftmdir 
devoção e respeito, que effectivamente lha 
tributa o crescido numero de. fieis que oon* 
tinuumente frequentam aquelle templo. 

No altar-mór, n*um elevado throno, ex« 
pde-se á veneração dos. devotos, como dis- 
semos, a santa imagem do Senhor de Blatto-* 
sinhos, à qual anda ligada a historia de tão 
numerosos milagres. 

No mesmo terreiro ou alameda em qua 
esci situada a egreja, se eleyam do um e de 
oátro lado differeates capellas, que a devo- 
ção tem feito construir, enas qnaes se re- 
presentam 06 principaea Passos da Paixão 






136 



MÁT 



MAT 



de lesQ9 Chrfsto, nosêo SalTador. Sio estas 
eapellas em ncimero de seis, em cada ama 
das qaaes se representam os sefaintes Pas- 
sos do Senhor : 

Na 1.* ^pella do lado esqoerdo ao sahir 
da egre}a~-o Horto. 

Na 2.* — a Prislo de Jesus. 

Na 3.*— • Senhor açoutado. 

Passando para o lado opposto, na 1." ca- 
pella à mão esquerda de quem sobe a esca- 
da do terreiro— o Pretório. 

Na 2* — o Senhor Ecce Homo. 

Na 3.*, junto á egreja— o Senhor com a 
Cruz ás costas. 

As capellas são separadas umas das ou- 
trás por canteiros ajardinados, guarnecidos 
de grades de ferro, o que lhes dá mais fres- 
co, deleitoso e agradável aspecto. 

A egreja data de i8^, em que pela ruína 
do antigo mosteiro de Bouças, em que ha 
mais de 14 séculos se venera a imagem dó 
Senhor de Mattosinhos, foi n'aqucUe logar 
edificado um novo sanctuario a expensas 
da Universidade de Coimbra, a quem per- 
tencia o padroado de Mattosinhos, por con- 
cessão de el-rei de Portugal D. João UI. 

Parte d*esta egreja é a que ainda actual- 
mente existe e que comprehende a capella- 
mór e metade do corpo dq templo. O res- 
tante foi reformado ou accrescentado depois 
em princípios do século XVilI. 

Na frente da egreja, erguem-se aos lados 
duas torres, n*uma das quaes, a do lado es- 
querdo, chamada torre antiga, ha três si- 
nos. Na do lado direito, ou torre moderna, 
foi recentemente mandado collocar, pela me- 
sa da irmandade, um carrilhão de bem con^ 
cortados sinos, que com seus accordes e har- 
moniosos sons alegram e deleitam a quan- 
tos os. ouvem. 

O templo é interiormente de vistosa fa- 
brica, inspirando respeito e religioso acata- 
mento aos que n^eile entram a dirigiras 
suas preces ao Tudo Poderoso, sob a invo* 
cação do portentoso Senhor de Mattosinhos. 

Na capella-mór, do lado do Evangelho, 
Vé-se o tumulo do bispo do Porto D. Geral- 
do Dommgu«>s, que morreu em Estremoz no 
anno de 1321, e cujos ossos foram conduzi- 



dos para agoeDa egreja. Ui aisim o epfli» 

phio que n'esta sepulfira ae 14: 

«Aqui jaz D. Gíraldo Domingttea XXII^ 
bispo do Porto. Foi morto em Estremoz ao 
aimo de 1321. • 

A existeoeia do corpo do venerando bíi* 
po do Porto explica se pelo seguinte : 

Foi a este religioso prelado qna eireí Oi 
Diniz, iio anno de 1306, deu o padroado k 
Mattosinhos, e (bl elie que Q*e8ta egreja dá- 
xou instituídas dneo eapelianias com eertai 
obrigações, instituição que mais tarde M 
alterada. 

A pouca distancia da egreja do Sei^orda 
Mattosinhos, para o lado éo mar^ está sln» 
do o Padrão, assim denominado porquê elii 
foi levantado em memoria da milagrtMaip- 
parição do Senhor, que só Ycrífieoa n'aqiKÍ* 
le logar. Compde*se este padrão oa msa»- 
ria de uma espécie de pavilhão oa oobede 
de cantaria, sustentado por quatro pilara[ 
levantando-se no meio dVlie uma cruz. h* 
la parte de dentro e encostadas & estes la- 
lares, estão as imagens dos quatro evang»' 
listas. No pedestal da cruz que ptba parai 
mar, lé se em caracteres arábicos a datale 
162 e pelo lado opposto a de SO. DesceiÉ 
dois degraus para a parte do mar, ha um 
fonte, de bem lavrada caalaría, com qoain 
faces, em cada uma das quaes se lé ou 
inscripção latina» tirada dos logares saaloi 



A milagrosa e veneranda imagem de St* 
nhor de Mattosinhos é das mais antigas 40 
se veneram em toda a christandade. Podemoi 
mesmo dizer, fundados em boas conjectom 
e auctorisados por l^s testemunhos, qsi 
foi uma das primaras» senão a primein 
imagem de Christo Crucifieado» que se fei 
no mundo. 

A invasão dos povos bárbaros nos paiifli 
do occtdente e a perseguição que os chn* 
tãos primittivos soffreram, fizeram desappa* 
recer documentos preciosissimo^ muito as- 
tigos e que nos dariam luz sobre moitt 
pontos da historia das imagens sagradas^ 
sobre a sua origem e seus artiôoes, ficaadtf 
por isso embrulhado na si»mbría noite dtf 
edades remotas o conhecimento exacto à 



MAT 



ÍILkT 



137 



época em que foram feitaí essas ovinas c6« 
pias. 

-'. As trevas éo passado, nao rasgadas piela 
Im da historia» DÍo deliam saber, portanto^ 
ao oetto o anno em qae foi feita a saero- 
santa imagem do Senlior de Mattosinhos. 

Porém a oradiças perpétua e ínTariaTel 
de muitos séculos» estabelecida e arreigada 
na memoria dos bomeas, eontíDuada e per* 
petnada de geração em geração tomo he* 
rtoiça feliz e confirmada pela saccessão de 
eatopendos prodígios^-a tradi^, qae nem 
as invasões dos selvagens, nem os vorazes 
incêndios, nem as.perseguiçSes atrozes mo* 
«ridas contra os christaos, nem o destruidor 
Tohrer doe séculos, podem consumir-^ essa 
âiz^nos que a milagrosa imagem do Senhor 
de Mattosinhos fora feita por Nicodemos, 
varão iilustre convertido á fé pelos mila- 
fites ^uo observt)u no Calvário e que^ com 
José de Arímathéa, despregou do Sagrado 
lenho o corpo de Cbrísto, oonduzindo«o ao 
Santo S^raiebro. £ quem^ como Nicodemos, 
podia copiar melhor os . traços sacrosantos 
do Crucificado? EUe fòi testemunha occu' 
lar dos tormentos de Jesus; ajudou-o a des* 
pregar da Cruz, a depositai o no tumulo e 
rseolheu os instrumentos da Sa4[rada Pai* 
xão^ conservando em seu poder, pornnttitò 
tempo, o Sudário, em que* ficou esculpida b 
Sbnla imagem de Cbrísto^ 
• Esta tradição é perpetuada por notáveis 
« amtiguissifflos escrigtores portugueses e 
estrangeiros e mencionada uniformemente 
pelos seguintes : 

.: Manuel d» Faria e Sousa; Ir. Luiz dos An- 
jos; padre Carvalho, na sua Chorographia; 
dr. António Coelho de Freitas; padre Antó- 
nio do VaseoneeilÉs ; lorge Cardoso ; Rodri- 
go da Cunha e António Cerqueira Pinto, na 
soa Historia do Senkar de MattomnhiMty pUf 
bUcadaem 1738. 

iO segundo concilie niceno, celebrado der 
pois do amuo de ZÍS da era chrislã, iato ó, 
ha perto de dezeseis séculos, occupou-se 
das imagens»: feitas por Nicodemos^ avcgri- 
yitanda se que ama d'ellas viera para aLu« 
altania, para i» logir de Mattosinhos. 

Antigos e abalisados escriptores, e entpre 
outros Pedro de Mariz, asseveram que Nico- 



demos fizera quatre hnagens do Crucificado, 
uma das quaes se venera em Derito, na Sy- 
ria; a segunda em Lueca, na Itália; a terr 
ceira na cidade de Burgos» Castella; e a 
quarta em Mattosinhos. 

Quiz Nicodemos^ segundos estes auctoreg^ 
que as quatro imagens fossem espalhadas 
pelas quatro partes do mundo, então conhe- 
cidas ; mas outros opinam que o piedoso es- 
culptor fizera cinco imagens de Christo, co- 
mo symbolisando as cinco chagas, opinião 
que nos parece mais verosímil, pois que 
aliás, fazendo Nicodemos as imagens por 
inspiração divina» deviam estas» pela vonta- 
de do Supremo Creador» encontrar-se nas 
quatro partes do mundo, o que não acon^ 
tece. 

A quinta imagem que se attribue a Nico- 
demos venerase na cathedral de Orense, na 
Galliza, segundo a opinião de alguns escri- 
ptores que se oecuparam d'esta assumpto. 

Snppõese com boas razões que a mila- 
grosa imagem do Senhor de Mattosuihos Í5- 
ra a primeira feita por Nicodemos e a mais 
perfeitf eifigie do Christo Redemptor, quan- 
do estava agònisante na cruz. 

A posição dos olhos, um, o direite, meio 
aberto sobre a humanidade, o outro aberto 
para o céo como supplicando, dizem quosi* 
gnifica que Jesus Christo, quando agònisan- 
te^ implorava a aeu Divino Pae, perdão para 
o mundo que viera resgatar com seu divi- 
no san^, lançando ao mesmo tempo um 
olhar de piedade para os filhos de Adão, por 
(a}]os peccados acabava de soffrer os mais 
tormentosos flagícios. Prova eloquentíssima 
da misericórdia do Filho de Maria, que sen- 
do açoitado pelos homens, ainda assim não 
se esquecia d'elles no momento em qae es- 
tava para deixar a terra, pois que para el- 
les implorava perdão. 

Nicodemos fez a imagem do Senhor de 
Mattosinhos ôcca no tronco» para n'aquel]e 
vão esconder os instrumentos da Paixão. 

Aeparando bem na imagem vé-se effecti- 
vãmente que as costas são anteparadas de 
9ima tela fina, que parece confondir-se com 
a matéria de .que é feita a sacrosanta effi- 
1^ tóia tio bem preparada que tem resisti- 



138 



Wít 



MÁf 



éo ài eormpçâo úm tempos, pdis que em 
nada se encobtra deteriorada. A mesma tela 
forma a toalba, com qiie foi envolvido, pa» 
ra natural reparo, o corpo de lesus Ghrtst«» 
Esta toalha que deste da cinta, cobrindo a 
pema direita até ao joelho ea esqvíerdaaté 
á eanelia, está tão ligada ao corpo qve pa* 
reèe egualmeme conftindlrse a ponto de 
muita gente imaginar que é de madeira, o 
que é engano, pois que nós mesmo já Uve- 
mos eecasião de a examinarmos attentamen* 
le, verificando que era tela. 

Um dos milagnes bem manifestos do Se- 
nhor dd Mattosinhos é a conservação da sua 
Santa imagem. Tem ella dezoito séculos e na- 
da indica que deslisou por sobre ella o vol- 
ver de tantos tempos! 

N'este larguíssimo período, n^esta immen- 
5idade de annos, não ha granito, por mais 
dttvo que seja, não ha mármore, ferro, aço 
ou bronze, que sustente a sua primittiva 
consistência. 

No decorrer de tão largos séculos, desmo- 
ronam se os palácios aoals solidamente con* 
9MidQS, desapparecem promontórios, so» 
mem-se cidades inteiras, cahém reinos, fi- 
cam em minas os mais populosos e flores- 
centes impérios, sepulm-so um mundb in- 
tdro no sorveá^o iminens* do passado, e 
aquelle frágil lenho- resiste incólume atra* 
vec de tanto séculos, oomo se por ellè não 
passasse mais que a curtíssima eéadede 
om homem! Não será isto uba estupendo 
milagre? Não será também elara prova de 
que aquella Santa imagem foi feita por Ni- 
eoderaos e é o retrato fiel do Kedenqptor do 
mimdo? É por Isso que Ghristo qoer que 
ella dure atravet dos f^eutos até á sua wú' 
snmmação; 

• ■ t • 

Nicodemos sobreviveu- bastantes annos á 
Paixão do Senhor, e os judeus, pofdle ter 
dado tantas provas de piedade, trataram de 
o perseguir. :j - 

Aquclie illustre varão íOra^mestre em Is- 
rael, cargo que não eira exercido setião por 
altos personagens, o ditem alguns auctoreS) 
qtie elIe íôra príncipe na Jiuiéaj 
■' Os ladeus^'depoMrain># éo^seu- magiar 



rio, confiseafam^lhe os tens e 
açoitai o, como diz Calmet. 

Bm vista de unta perseguição» fàginè 
Jerusaleia pam um logarsolitanOyondaia 
tio iJaniahel tinha uma herdade. Foiallip 
fez a imagem do: Senhor de MaatoaiDbos ea 
outras maia qne sb lhe attilbiena. 

cN*e8ta soledade, dii H dos Reis Bennp 
áeSj pastava Nteodemos em vidacontem^ 
tiva ; e como na sua alma tinha impraa 
a effigie da seu di^no mestre, não Ibe ftf 
frendo o amor que aquella impressas I 
casse só na idéa, íez praiea a men 
idéa, formando aquele sagrado transo» 
pto. E aqui temos âppareâda no mal 
em uma anu, a imagem do filho ^ Denu 

Ás violentas vexações dos diristãos b!» 
quella época correspondia a nrPèTerentep» 
seguição das imagens sagradas. 

Foi assim que -muitaB foraoi eseondièi 
em suhterraneot e ouiras lançadas ao ■>; 
para as livrarem da fogueira, aonde o eii 
pharisaieo arremessava as que eneontnA 

Nicodemos^ tende então feita a que è 
pois se chamou do Senhor de Mattosinhos»! 
querendo livraL-a d^aqnella persegniçi^ 
guiado por inspiração divina, desceu « 
porto de lob, que fica .nas eostas da JihUí;| 
banhadas pelo Mediterraiee^ e allí a oonin 
da inconstância daa ondas. 

Novo milagre se operbu enâe^ digne è 
admiração das gBntes'e que dá a enteodtf i 
quanto éabeiiçondo por Deos esle eautii^ 
do mondo. 

Lançada a sagrada e venermàa' inags 
ao mar Mediterrâneo, suleoa este em I6à 
a sua longitude, desde o nascente ao poeBto 
alas^ndo^se dos eâlies, dos promonldrioii 
dos bancos, das ilhaií e dos pertos/ p»^ 
o estreito de Gibralur,entrando3ioOceM 
o aqui, en ver de-segoir a ibesma doinli^ 
virou para o norte, senda le^da sotarsti 
aguas até á altura da nossa costa, aperitB- 
do por fim á venturosa praia- de^ Matit^ 
nhoB. ■.}'.'•' 

IHr-se-hiav á vista de âo predi^osa ibi^ 
ravlihai que, > como nó prhwipio do moadi 
o espirito ái DélUi' era Uxmáa^ifílifn^ 
a^Uos.' . :. ' . 

. • • ■ • * • ^^ . í . ' ; w » I 



W^í. 



mjii 



m^ 



\ .A ioif^em appaipçeqiii seni Vfn, braço, Ç( 
ii*esta falta qniz o Senhor operar novaj^ai^ 

I Vàfft como mai^ ^'b^^ ^Y^t^ , 

I Poiíque: é ;q^e^ ten^ Mi^eU^ Pivina^ÇÓRia» 

I alra^r^sado luna t^ «gr^^Ml^ d/stfiiiçia^a |ter 

I iih^m porto ou, ooira parte. 4o miuido arri- 
b[)n aenão a este cantitibp 43 PormgaIT 

I Dom, em. sua .^ta bondaria, pef»mi^^a qoe 

t estes poYos fossem 4q&:Pninoiiro8 illuinin^- 

I do^» pela redemptora Iqz d^, Gr^, e.TiE|Q- 

I 4llrQs.tào prop04^s.» r^Qeberem táo .vivi- 

I fimdoKJi luz» qui2 premiai 09 com. ttiiya das 

( suas sagradas imagens, de quem esses, po- 

i TOS tinham de receber tao grandes benefí- 

I . . Ko Orienta tUiha. o ôlbo de Peuft prega* 

, 4a a Dj&va religião e iosij^do no aniiiap dosi 

I gentios d^aquellas regjoQ^ o espidtoi rege>» 

sacador das soas, doutrinai: era pceciso 

fRA. no extremo. dp<)|[H^den(p xv^m^ Um- 

b<H9 a<Eova ]q^ . 

Foi MatU>s]i))hos o Ji^g^ 9s<H>lbid<> parasQ 
«apAUtar .pelj»: primara y^ a hiz da redem- 
lifSo^ e <|Qiz Detts qu^ ipsp ^ operasse d^ 
Hfi^ jmneira prodigiosa* 

Resam antigas historias, qu^ se^do. eo^^ 
4mid<; o .ead«^v«ir d.9'&< Tt^iago^ fo qi^L foi 
«mrtyriafdo. em Jç^cnis^lem por .ordepa da 
Herodes Agrippaj a bordo de uma Aâc^ qn>9 
naTegava para am dos portos de Galliza, 
- M». fle aproixjipávi^ epnlara a vontade dos 
tripotonites, da OQsta da.MattQsiiih93,,.paraQ7 
(toi aUi eoma em oatoaria» 
'. Cetebpavana-sa por; essa oecasl^O; is^^esta 
praHu ^.refios de^p^rÂos» do régulo Cajp 
Carpa. com. fes(a9i t^rneioy^ laoças et o«trA>9 
applaasos ao antiquíssimo usp;e» somdo ufli 
é*68^s i^Qs entrar^ai m cafalleiros em 
^eeptados.. meneioa..pie)a^ ..«andidas espu* 
oasídK}. Qeeano»,o que s^ 4))iaiR9^ya ««dar ko^ 
fimiohdé^, fí^nmom gne oi cavaVo que .o 
afibro moDIava» 't4kai|»sw o:4reiOinoa.denii8p 
moMtiãm. ioiAeindp] pelo mar deutro, jra^r 
iMído:.a« agiM.i«eflft;a{mMpr .petuge par» 
•ii nen *.i^;í, o oamaUeico^ cbegaodofífp pé 
dft-KíiiL efajfaoivinhi^io ^aAa^er do sania^, i 
t/£;ft9heMida.o0 4iaolputoA.Aei & Tbiago ^ 
Qilaiire.e. pa»at4Mdo^'t>89&Md<» die ão aUo 
4ti|MerM^ 4Qini9tfactfm .<1q0O(.oi bapiimo 4t 

Cayo Carpo, o qual, estupefacto por/Off$^ 



prodígio, jpis-vvi .qsn« flãf i.sp í^fogav^a.iieípi 
masoiq. se moÍbavay,i:^cebeu^Oi d^t^O) fíZn 
dq, çonverteudo-se d'ea^.m94p ao, (^t^r^tl^^ 
nismo. 

Operada % . singnJiarai^eQj^jei ^ta conver- 
são e termjoada a cerimonia do bap.ii^nu)^ 
Ca^o C^rpo sahiu sem o . menpr perigo, d^, 
salsa elemento, o que, visto pelo gentip qi^a 
celtíbrava as^festas, foi çbjeetp die iode^cfi- 
ptivel admiração, convertido; se todos if ^ 
catholica. , ' 

Çayo Carpo yinb» to^p coberto de con.^, 
chás, dando isto legar a que aquelle sitic;^ 
etQ memoria d>ste noivei ^uu)ntecimeQto» 
se chamasse M(Ui$adinhos,si]hx^t^Q ^o ma^^ 
tis^^Ao das. conchas. . ... 

Peio andar dos tçmpQs o AOjo^e, d^ Ma^? 
sadiahos coAvorteU; se en^ W^Uosinhos^^s^ 
memorar a alegria que sentirai^ a^juellof 
POVOS: por tao i^aro njâlagre, ppz-^e ^, no 
que p33sa 90 pé ojofíjf^ de I^/ji7z(^ ,palavr^ 
latina que quer dizer alegria, ^a L^.litia sf^ 
derivoji^. segundo alguns au/ctp^çs, o VfQ® 
de Le^ga^ pojrque hoje é coohecjdo! o i;io«, 

Fofao). pois os. ppvos de Ma,itosiobp3 0^ 
primçiros quç no OccideAtê,rec.eb^f,aj9ai à],u^ 
da fé e foi poi^isso que a,n)ila|[rpsa.in^CÍ^% 
feita e laoci^^avaos marej^poi: NícudjBi¥¥>s> 
escolheu aqueílag pajrag^s» onerando se. ti^* 
do isto por inQuenciat celttste. .., 

Não é averiguado o anno egi qiie a vene- 
rável e0igio 40 Cruciíicado appareceu em 
tão feliz prai^. 

:J)i;fem uns .que. foi j}|} aupo 50,4^ fra 
çhristan ; ovt(rosaÍQirm^ni que, fôrf^ no ^^ 
Wt ovArAs, por^^m, e, esfps.pajçecQ qjoe ÍUJQ^ 
dwioa em m^ll\ores ;raz^esi, 4ão est^ miraT 
oulo6a iayiei^o p^ ^po^o 4^.124^ 4a if^esm 
era. .:..-] 

No logar.áo.Jff4píít&Wro,,qnd^ foioi)coflL- 
(rada; ^^SapU Içq^g^e^ foi ^Xigiàçi ua^i 9^^ 
numento, como n'outro logar di^eqpp?, pai!^ 
perpçtn,^' o awajracjimentp. de t^ DSÍlW» 
jíeliq.gÂa, ,...{...;. ^ ■ •. • . ., •* 

Deaamiiv^Vft-9^.JP/wf^5a e^8^. WfiPW)f;ÍA :ô 
1)4 bamids^iori^ii que. dentro d^ella. eat^^fice- 
ctJi, '^QcontrAm^A^' os^ algarJUmpç a|raf>68, i6^ 
p qm 4 certopente^ ^ 4r^^ eip* Qpe.^lfi f^ 
ençpott-o» Q..S«i*ar: Ae.M^ttõsmhqs. ,i^ 



140 



MAt 



ék eapella-mór dá egreja, onde hoje se ve* 
nera o Senhor; está porém coberta pela ta- 
lha dourada qne reveste o magestoso tem- 
plo. 

Estes algarismos, eseríptos n'aqaella épo- 
ca, nlo podiam deixar de referir* se i era 
de César; pela 4ual se computavam então 
osannos. 

Ora o anno 162 da era de César corres- 
ponde ao anno 124 da era christan. Tem 
portanto de existência em MattosiDbos a mi- 
lagrosa imagem do Cmeificaáo 1748 ân- 
uos. 

Está também averiguado que aquelle faus- 
toso apparecimento teve logar em uma ter- 
ça feira, no dia 3 de maio, razão porque 
n^este dia vÍo todos os annos ao Padrão em 
procissão, solemnidade qiie remonta áquei- 
les tempos. 

Como ègualmente acima referimos, do ou- 
tro lado da base d'aqutlla cruz, eneontra-se 
o numero 50. 

Dizem auctorisados escriptorés que este 
numero indica que o braço que faltava k 
imagem appareceu depois doesta 50 annos, 
o que é corroborado pela tradição constan- 
te de muitos séculos. * 

Durante 50 aonos foi o Senhor venerado 
sem o braço, com que appareceu de menos, 
pois que muitos braços se fizeram, mas ne- 
nhum d^elles Se ajustava ou prendia ao tron- 
co, tornando*se logo manifesto um novo mi- 
lagre d'aquella sacrosanta imagem. 

AndaVa, porém, um dia na praia uma pobre 
ínttihereioha de Mattosinhos, apanhando nos 
desperdícios do mar, com que alimentasse o 
kime, e aconteceu encontrar um objecto 
qae lhe paceceu bom para queimar. Che- 
gando a easa deitouo ao foge, mas aquiUo 
qtte lhe parecia um bocado de lenha, saltou 
íóhi da fogaeii*a tantas veíès quantas ella 
áiil o deitou. 

Tlnhia esta tnulheròitaha úma filha muda 
«olhando esta para o que a mãe fazia, com 
grande agsombro de rodos fallou e disse: 

-^ minha mãe não teime em 'deitar is- 
so ao fogo, olhe qUe é o braço de Nosso Se- 
nlior de Bouças, (porque eii^ se venerava 
ainda á imagem e VeneroU até ao melado 
éi líecolo XVl no tenqpl* qu^ em fiooças ie 



MAt 

lhe erigiu pbueo d«po!á do sea appand- 
menm.) - 

Attonita a pobre mulher pelos milagm 
que presenciaTa, correu a dar paite d*e&H 
á poToa^; a qual foi verifiear se aqodh 
era ou não o braço que faltava ao Senhor, « 
com assombro tíu que tão ajustado Itaai 
cava que depois náo se conhecia já qoil 
d*6lles lhe tinha (kltadol 

A romaria jque a devoção catholiea cék- 
bra na 2.* oitava do Espirito Santo, foi is- 
stituida para solemnisar aquelle grande iri* 
lagre. 

N*outra mulher permittiu o Senhor p 
se manifestasse mais uma vez o seu poéa; 
obrando novo prodígio por invocação fc 
Senhor de Mattosinhos. 

Andava ella ao pé do Padrâo, e com t» 
ta fé pediu ao Senhor que lhe desse oa 
agua para curar uma mancha que tinha ii 
cara, que logo, pelo lado debaixo d'aqiuii 
monumento, rebentou uma fonie de saiíSl* 
feras aguas. A mulher lavouse, e eom gru- 
de confusão dos incrédulos, se corou i» 
mediatamente I 

A fonte lá está ainda, resguardada de gn* 
nito, com piedosâís Inscripções de qaeadai 
falíamos^ 

Até o melado do sec{ilo 16 foi a sagnà 
imagetn do Senhor de Mattosinhos réwák 
no templo de Bouças, onde esteve escoodiA 
entre a parede da capelhi mór e outra cos 
que esta se forrou, para se formar este » 
conderijo, durante os annos mais nelasM 
para a Egreja. 

Esteve alli ocenlta no anno 412, em <|0i 
entraram n'esta provinda os alanos, snefvi 
selingos e vândalos ; no de 633, em queS»* 
zinando foi aedamado rei de (oéa a Ete/i^ 
nha; no de 713, em que os árabes estiva 
ram senhores d'esta provfntfia ; floaloMni 
alli este^ oecaha pelos annos de 982 eMi 
até que os gascdes entraram pela barra è» 
Porto, derrotando eompletam«ttte a Ataiit' 
çor, capitão mouro dos ireis de €ordòvaál* 
li foi preseveradoesteUfeworo^sahiaéoii' 
eolome de tantas e tão barbaras perssfoi' 
(to. ' •■ 



HAT 

A egreja de Bouças «maaçava porém mi- 
na 6 necessário se tomaTa a edificaçao-de 
novo templo, pai*a veneração d^aqqella ima- 
gem de Ghi^isl*. 

Hoave dispnta onde seria edificado 4> .no* 
▼o templo, qaerendo mis qne fosse n*esle 
faffar^ ontros escottiendo outro. Lembrança 
feliz foi então a de uma creatnra para ler* 
'minar rasSes de preíS8rendl% propondo que 
a imagem fosse levada sobre uma burrinha, 
6 onde esta parasse^ ahi se levantasse* o lo* 
vo templo. Com effetto a burrinha parou no 
logar onáé agera está a egreja; e tão manifes- 
to foi este novo prpdigia, qne por mais que 
tocassem o pachorrente animal, nao se movia 
d*aqu«lle logar. 

•' Grande 6 o nmoiero de milagres operados 
ptAo Senhor de Mattosinhos : para os rela* 
tarmos com todas as dreamstimcias preci* 
aas, filo nos chegariam annos e encheria^ 
mos muitos volumes. Fazemos só poriaao 
menç2o doe mais notáveis, e d^aqueUes.^ue, 
pelo andar do tempo, possam estar esmaeci- 
dos: 

Os habitantes dá cidade da Virgem íò- 
ram, em todos os tempos^ testemunlias dos 
grandes e beneíleos prodígios do Senhor de 
Mattosinhos, correndo todos os annoâ, em 
BÉimerosa concorrência^ á soa egreja a 
festejar tão milagrosa imagem. 
' Algumas veies, tanlb^m aqoeite thantna- 
tmrgo santo veio visitar es piedosos filhos 
d*esta cidade e, com sua divina influmeiai» 
afetston os flagpUos que açoitavam niiitpó^io 
Porto, mas todo o reino. 

Asseveram antigos cbronistas,' qpíe cinco 
vezes trouxeram os portuenses em solemne 
procissão aoPono aqueila mHagroaá ima- 
f em» e que de todas as veies foram obrados 
|ttt)dèglos celestes em favor d*elles e de teda 
a lusitana gente. 

• 'Veriflcou«se a primeira no annoid» 1126, 
no reinado de' D. Joio 1, e no pontificado 
de Qerneote VII, sendo bispe do XH)rto4). 
FBdrò da Costa. . 

Eram por esse anuo tão continuadaa as 
lempestades e tão rigorosas as chuvas, que 
tacto aigusi escapava ao* ngo» de tia lail- 
ge e>desabridainveniik, dednâoido^aeo^fla» 
gaito dafome p<v Ioda a parte. 



MAT 



IM 



. Conduzido â- cidade 4o Porto o Senboç 
de Majttosinhos^ em solemnissima procissão, 
serenarami^e os. cóQS^ alegraram^se ^ho- 
rísontes, succedendo ás horrorosa^ borras* 
cas os Haais lindos dias de yivifieante spl ! 
Foram mais 4» quarenta mil as pessoas qos 
acompanharam* a milagre^ imagem, m sua 
primeira' visita a esta cidade. 

Teve logar a segunda procissão *no d^ 7 
de juAbo do anno del88(S, reinandie em For- 
tngal Philtppo' il, de execranda memoria» o 
na Egrf ja. Xisto V. F4Nram ainda as eo^ío* 
sas chuvas d'ess0 anno, as quaes ameaça- 
vam alagar a terra, que fizeram receorrer 
os portuenses á maravilhosa influencia do 
Senhor de Mattosjnbos, o qual, como da prí- 
mmra vez, fez succedcrti tempestade ar be^ 
sanca e a abuoàaneia 4 pennría. . 

A terceira prddasão foi feita peio mesmo 
motivo e o mesmo milagre operou 4'esta 
vez o Senhor. Teve 'iDgar eate-novo^pnodí^io 
no antto de 1696. 
' Qparta veto recorreram os portuenses^ 
açoitados ainda pela indemencia do tempc^ 
á mtta|(roaa imadem, eeguaknente foramou- 
vidos -es éeufií rogos; e- supplicas ferfVenteSh 
Esta quarta prodíssio foi no dia 90 d0 ya^ 
nho de i64fcj 

Da quinta vez que o Senhor de Mattosi* 
nhos foi' cdidázido á cidade do Porto não 
tiv^am os portuenses que agradecer á soa 
bsmdita misericórdia mcttor favor qUer das 
veaes precedentes. •' 

No reinaddi dé; a Pedro U^ i606, monâlé» 
rti epidemia oeiiava as tidas dos filhos da 
cidade da Vvgem. Os hospitaes eram peque? 
liòs pal*a'Coínter tão grande nuínctrode^n- 
fermos eiaS valias dos cemitérios eram atUf- 
Ihadas de cadav^eSk A medicina deséspe» 
rou dfl, cortar os progressos d^aquellihonrl- 
vel contagio, e os portuenses^ affltetoe eceti» 
stemados, reoerr^wn ao quê por sueoessi* 
vns maravHhaé reconhaoiam-por segurorjO 
^eaztemedio. 

Fei pois cmidusida g. imagem 4o: SeniUNT 
de iiattosinos a esta cidade, com tal< een- 
icerpeaeia de. devotos, foe nfio cabraido nas 
Mtradas^-eabriam os? dioiítes e as colliiiai^ 
a^r.esentai|do^«8le:aoto> um espectáculo map 
gestbaoi^oi tão gnoUeo milagre.eilo di^ 



m 



IIA¥ 



fiio de veneraçlo dos homens, ifoie dias de- 
pois d^atjuellh procissio, todos os eâfmDM 
dâtiram grâças a I>eus pela saade (|tte sen* 
tiaróiá Tig^orar lhes o corpo! 

Bepòls d*estes iúnnmeros^faelOfS (pie at** 
testatn o nilagroso sotooiro d# Seohbr dê 
MatMinfios, se tetn repetido» em todos es 
tempos. Mas vfst» <|ue os nSò podemoe re* 
ktai^ todo^ falie por nós es^a assombrosa 
quâ&lidade de retábulos que, saspensoe dM 
paredes do templo, se efií^eeem' á devoía 
coBtemplaç&o dos fieis. 

(Hhtaria é milagre^ Ào Senhor 4ê Màttim* 
nhm,) 

PhiKppe II de CasteHa, ta conde de 
llafttesi&hos, a D. FraneiBOO de Sá M eoezea, 
que morreu sem deseenéenoiay morreido 
eom elle o titulo doeste eondado. (Vide Mar- 
tka (&9AtB) 4e Penaguião.) 

D. Pnaneteeo de Sá Heneaes, era um no- 
bre cavalleirOy intrépido, generoso e às bom 
eoneelho; Foi eamare(P0>4n6r do prinoipçD. 
Mí^ ^filhe de D. loio lil e pae de Dl Ser 
basUio.) Foi mvito estimado tantodo pvinr 
dpe «orno doa: dois reis e depois, do ear- 
deal D. flenvique, tfio de D« Sebastião, e que 
por morte d*este occapou o throdo |K>f ta* 
gnet. 

O dardeai rei* nomeou, a D. Franclsoi^ de 
Sá e Menéaes, nm dos cineo govemadoves 
doreèao, o que lhe deslustrou «brilho do 
nome, pois, eom seus cottegns^ «atr^gou .o 
reino ao ,iMàrpadop.PbiLij^peIL 
' Conta sede D. Pranoiscode Sá a seguinte 
aneedota: 

■'MêAo pagem da- campanha, deD»io|oIII, 
-n estando noe paços reaes da Ribeira, lhe 
ysdíu o rei um eópe de agua* Reoèbea*a 0. 
Traneiéeo da Inao deuni^ mulher que ser^ 
^ no paiço, è^ por deaeuidoí^ aeoateeanqtle a 
água se» t í rou de pma ginr^a (bilba) onda pd- 
neiro estivera tinagr» rosado. O rti bebea» 
nas estranhando o sabor acre que linha^disee 
«Flrantieeotde Sá^ que meideaie n'ea|a agua, 
ifÊO ma mataste tí-^IX Francisco^ sen^diser 
mia ^palavra, bebeia ioda a agita que o rei 
4aliárai; ecntan^dedarou quanlh^^déra, «, 
«mheisid» o eagana aom>noiiseqneneia, (oá 
^a acfio wiito edétaaiiii e aiHi^Iáadidlt . 



HAT 

D. Pranelaco. Borren a; 47 da março de 

188$. •^-' 

Aqni feUeoeu, fimM de Julho de 18» 
(tendo nascido em 1470) Simãô4hnfai»esái 
Coimara, 3.* eapitão e goTomador da iUu di 
Madef ra; neto do descobridor da meaaaaillii 
(Mo GonçaUea Zareo) progenitor dos cofr 
dea da Calheta. 

Era 12o liberal, que foi eognonaiaado-^ 
magni/ko. 

' Poueoa Tasaallos despenderam UBto ea 
eerv^o de Deus, da palria e do reL 

D. ioao II e D. Manuel, lhe deventnv en 
grande parte^ a conservação das praças por* 
tqguetas da A/rioal - = 

Em vida de seu pae, o mandoa D. João II 
solBcorrer AnlDa (Africa)^ para onde partis 
immediatainente, .eom 2M hemeae, qpue ^ 
seis mexes sastentoa á sua eostjt em ÂÊnOt 
farendo repetidas e T^eroaas eniradaBea 
terras de mouros. 

Durante o Jnesmo reínadii^ pasaou da íDs 
da Madeura para a Qraciosa (Açorea) e af 
assistiu todo o inverno ; sendo d'alli chaai' 
do pelo rei, que lhe éacrewa uma eam 
muito honrosa, ^con^âáande o a vir a LIj^Ihm; 
aasistir ás festaa que se ficeram ao> prlndii 
D. Affoiae, seu filho, e ás quaes coDoorriaa 
todos os grandes dePortugalrO nmUoséi 
CasteHa. . . 

Fez*se Simão Gonçalves admirar pelafon- 
pa e Insimento oom que se apreaentouai 
eôrte, trazendo |K>r séquito, grande nuBMii 
de pafantea, pagens, lacaios e. cavaUoa, ooe 
riquíssimas galas, librés e jaezes. 

Foi dipola soeaorrer Safim (AMea), cba* 
made por Díege da Azambuja, levando eaai' 
sige QOOhpmms» tendo já maúdado aiitieeípa* 
dameáte 309, cem muitas armaa e mnoifdfll 
ca» íl navios seu^e. alli s» demoroa tre 
mezes. 

Sòoèbnreu também por duaa.vaaea, «mi 
dlSO homens, o canlella raal de SaoU Cnf 
(ACrioa), nò teq>po doa eapities, Diogo lopl^ 
de Sequeira e do referido Diogo da Aiaa^ 
buja. . 1 .. . 

MasdoQ á eonquata d*AzaB<uV'ata tt^ 
Joio GonçalTÇft da Gampra» tco» Si naiM 
600 àomeaadB póa MO da catalle;^eam(i» 
dem de ficar ■apraca»:eamofe(Ni^BBi4Bia^ 



MÀV 



MÁS 



143 



ta a nao jnl^fasse.segiurx das 4{m83e»repe«> 
ttdas: eom qne os moorosi pretenderam re- 
cnperar. (Note'iS6<)ae usuários^ tiiis eram 
seaSy oatros alagados por elle, e qfiÁ^ gente 
«ia armada e paga â soa custa*) 
. Beseotiúdose porém Simão GongaWeSy. 
por não ser atfeiuiid» em certa pretençâo, 
como esperara, pelos seus assâgnalados ser* 
TÍQ06, tratou de; se desnaturalisar; e^ com èf- 
lieíto». se embareoa, com toda a sua famBia, 
para Gadix ; mas um grande temporal o fez 
arribar a Lagos. (Algara) : i 

AUi soube que a praça de Arnlla (de que 
então era capitão D. João Coutinho), estava 
a ponto de peràer^se^ pelo céreo qne lhe- ti 
nha posto o rei de Fés: ' 

Nio consentiu oanipio generoso d'^te pa- 
tBiota sincero, que tão.boa pra«^ cabiaseon*- 
tra ver em poder dos loâeis; p«lo que, mu- 
dando de ten^^alistoB dentro em Ires dias 
VOO* bomens de guerra, e com eUes nlarchou 
nunedialamente em soeeorro de Arkiila, e, 
depois de fazer levantar^ o cerco, âoft&do 
qnasi arrasadas as.fortifisaçSes^ nenbnm ea- 
j[)itão queria ficar govesoando a praça. 

Então Simão Gonçalves da Camará, alli 
finou volrnitariamento com os seus soldados, 
até qoe íet reparar e reconstruir todas as 
iortifieações. / ' 

De Arzilla, pirtlu para Gadix, para onde 
ò rei D. Manuel Ibe ^creveu uma: carta, 
muito amaiyel^. e cbeia &f^ elogios á sua bra- 
mra e ps^iotisn^ fazendo-lbe latgaa pnȒN 
messáseccoBTidando*o para voltar ao reina 

Movido 4a beaBvplaneiado inottareba<qne 
foi nm dos ttajs felizes. e dos maia ingratos 
i|lie to setítaram no tik*0M), das saudades 
da paitrid, e do/s^u-anieQtedesajofdelhe 
I^èsfar serviços, regressou- tf) Porti]^,: oiide 
o liei: o recebeu oqm asonalores demonstra* 
ções de alegria e estimação. . ■ ' > 

Outras muitas vezes soccorreu as praças 
já nomeadas/a 4i de Tadger^ Ceittta, Maza- 
gão e Alcácer (todas na Africa), com grande 
Mmem de aoldadee e grande eopia do mu- 
nt^^offeroàida^ipor ái, por seu fiibe opor 
seu8iMÉ'enteseereados. i 
< Qtiasdó.suooediá>Sjiieèfntar^s&!da:ttba:da 
IMélra^ dèfgmvtt oPAeái'emifltaaipisa, para 
9te^i w heiimse :ábtfèía<4e^ que aUgo^aa 



dlaquellas praças dè guenuafrloania^tt^aii 
atacaiâa pelosi moõiros e liireo$^^.ib^ wmA 
dassft logo BoeaoiYo de i^nte^ nanráese mliolf 
çdes^ como so elklo estivasse praseiitô;'0:qufii 
aeontecea itepetidas veses. 

Sustentou sempre à sqa custa a geiítè 
que o acompanhava, e Ibe dava muiores soU 
dos do que os que recebiao^ os milltareadfi 
exercito real, dando niesai a todos os offlciMft 
o pessoas nobres que a queriam, aceoitaf!. > 

Sostontava* também em sua cata aomitaq 
pessoas nobres e grande numen»de ereadoí^ 
o alli tioèa uma capeUademusáeos; cem 
pouca éifferonça.da reaL 

Mandou ^0 papa^ Loâo X,umpresetitetãd 
rico e curioso, que o pontifico fez d*elÍB siui' 
guiar çstimaçap. 

Livoui este presente, um ooitego.do^Fuu* 
etud, com grande>nnmâro,do.eDea4es^ vestia 
dos enstosamenâe coma libtédos^amaru^ 
e fez<tto saqro palácio, peranftaio pontiAcee 
cardeaiif») nna ocat^. laUna, {auiteteiia^ 
Simão; Goaçalrds)» queifoi ouiiida com gvaOfi 
de attenção, e muito applauáidav pela sna 
eloquência o elegância.: 

O papa lhe es($reveOtdoinia<;pc0priaimãe| 
dando-lbe grandes lottVores, compatemaos 
expressões do. grande apt e^ ^e. fiseca dtt 
sua embaixadq, e miBgiiJflcoppestnaB, quepl^ 
receram mais de rei, -que de vassallo. 

A esses grandes despendios acarascemava 
contínuas e avultadas esmolas; coai ^e sam? 
pre soccorreu a>tõdoiO>'geQerade-neeeàsita? 
dos, -sam que jamais diixassoáe rèmediac 
miser»; oa afllícçãa alguma do que ti vosso 
iiotiqia;e oomtautiigenferostdada-e profu- 
são,. rqueveiu.a.monrerpobre^ tenda sido a 
sna «asa a mais rica de Poitugalv' depois da 
de Bragança^ e da ds.D.Jor^mesUte deâ* 
ThiagOk . ...:.,. í • «j 

Nos últimos annos^da suo vida, HBuuncioa 
• gévemo da ilha da Madeira^- em.«oift.â|hd 
e snceessor,' João GcmçalYeEisdar Camarate 
voltando: ao nano, so mtirett â viUa<de Mat^ 
tosinhos, onde falleoeu^como.áissélno pviati 
oípio â'èst6ifl|itigo. •* ■■ i i.' i.; . '; 
^Staqio fignçalve» da,GaHM«a^ié.o prUigeni** 
tor dos actuaes condeo da^RAairaiCrxattdoi 
^allbbidftMadeifa.) 
.4^.,M«Mi3^^(tenfiivea d^i3aiQaiB^.bístittq 



144 



MAT 



MAT 



4a Simio Gonçalves, foi o 1,« conde da Ri» 
beira Grande, feito . por D. Affònso VI, em 
18 de setembro de 1661 (Sen pae e sea avô, 
Já ^ram condes de Yilla Franca, e o rei lhe 
mudou então o titulo, para a Eibeira Gran* 
dei) 

O appellido Gamara, provem-lbe de qae-« 
quando João Gonçalves Zarco, descobriu a 
flba da Madeira (1419t), aportou a um sitio 
onde em algumas cavernas se tiram muitas 
pbocas (lobos marinhos) pelo que se ficou 
diamando ao logar-^-Oeunor a de Lábes. 

D» lianuet, em memoria d*esta descoberta, 
determinou que os descendentes de João 
Gonçalves Zarco, usassem do appellido Ca- 
mará. 

As armas dos Gamaras, cujo ramo princi- 
pal são os condes da Ribeira Grande, sào— 
em campo negro, uma torre de prata, coài 
saneias e >coructaeu, que remata em uma crus 
de ouro, e dois lobos, da sua própria côr, 
em pé, rom|[)endo contra a torre, que está 
posta em campo verde. Timbre^ um dos lo- 
bos dâs armasw 

É actual conde da Ribeira Grande, o sr. 
D. José liaria Gonçalves Zarco da Omars, 
casado com a sn' D. Maria Helena de Gastro 
Pampiona de Sousa Holstein, da Gasa dos 
Clastros, do Gòvo. (Vide Cavo.) 

Em Mattosinhos, nasceu, pelos annos de 
1000^ o padre Belchior (ou Melchior) da Gra^ 
ça. Era de nobre geração. Estudou e foi 
graduado em ambos os direitos (civil e ca^ 
nmiico), na universidade de Salamanca. 

Regressando a Portugal, foi feito capitão 
de uma náu da armada; mas, desenganado 
das vanglorias do século, entrou na congro^ 
gãção dos cónegos seculú'es de S. João^van» 
gelista, e em serviço da sua ordem, foi três 
vezes a Rema, onde se fes perilíssimo nas 
línguas hebraica, caldaica, syriaca, arábica 
e grega ; que aprendeu com os insignes mes- 
teres, Abrahão Bschelense (maronita) e Ga* 
nhachio Rossioi (grego.) 

Foi eloquentíssimo nas, línguas latina e 
castelhana, e n*e6tás, como na portugoeza, 
fatia formosos venoe. 

Ao nome do pontífice Urbano YIIl» fez e 
publMu Offl^iivrO) com cem anagranue, que 



tinha o titulo^-csifroir ^nagraiulta ni uo» 

DSM S. n. H. VEiaifO VIO^ MHTIFIGni OPOM 

MAxniL VeUtris ajmá Alphonium de bis¥k. 
Ânno 1644, 

Publicou um opúsculo, sobre a jturisdicçis 
metropolitana, para eom os snffraganeoi. 
{Decisdeiy do dr. Manuel da Fonseca Thenn- 
do, part. 2.% deds. %k3k) 

Escreveu outro epusoilo, por parte da ja* 
risdição do coteitor apostólico, Alexandra 
Gastracaoi, sobre o interdicto que este pk 
em Lisboa, em 1639. 

Este conservou-se na livraria que f<» do 
cardeal Sousa. 

Escreveu e publicou w^^Braxis Pemk^ 
num exigendarum^ etc. 

A Vida do venerável padre AsUoiuodaQm' 
ceição^ cónego secular da congregação de 
S. João Evangelista, que ficaram manuseii* 
ptos. (esta obra e á antecedente.) 

Em Itália, França e Hespanha, foi maili 
estimado pelos sábios^ enas obras de algoM 
é celebrado com louvor. 

Morreu no convento de Santo Eloy, de 
Lisboa, em 26 de setembro, de 1650. 

Foi àenhor dé Mattosinhos, João Rodrigoa 
de Sá de Menezes, aleaide^mór da cidade d0 
Porto, cavalleiro tão famoso, como os maii 
do mesmo appellido. 

Soube com perfeição a língua latins, e M 
eximio em philosophia e bellas^lettras. M 
mimoso poeta, e a&auas QmntUèas^ sobre as 
armas e famílias iUustres d*elte reino, foran 
muilo celebradas e se imprimiram. 

Era generosa, prudente e politico. 

Foi embaixador dos reis D. Manuel e IX 
João ÍII, ás cortes de Saboya e Gastella. 

Morreu no dia 2 de novembro de iinn, 
com 115 annos de idade, pois> tinha nascido 
em 146&. 

Ckmyeiita das Penhan 

Pek» annos de 1392, deram prindpii^ oi 
padres fr. Gonçalo Marinho e fr. Diogo A|* 
res, ao convento de S. (UemetUe doe Fp^ 
a^im chamado, pelo eminente e penhaasoso 
sítio^ em qneiiei fundado, na costa do <M* 
no, tento ao legar de Matlosinboi^ m v» 



IIÂT 

IBO kgar em qm Jáà&?ia uma antiga emi- 
4», deâieada a S. Glamenle, qae ficoa ser* 
vindo 46 egreja do moetelrov 1^ porque o si» 
tio era noeivo á lÉaode^ e havia a'eUe outras 
incommodidtdes, se liansíeritt para oode 
hoje exisle» Das margens do rio Leça» pouco 
distante de Mattoainhoe;' dando o chio para 
o. novo mosteiro^ Simão Coutinho esna nm- 
Iher, D. Karia da Ganha. Hodon-se então o 
titulo e a invocação do mosteiro, ficando a 
denomiDar-se^Abisn SenharíL âa Céncei(fio, 
de Matiosinhas. 

È de muita devoção esta imagem da Vir- 
gem. É de pedra, dê qoasi 2 metros de al<> 
tnra, com o Menino Jesus no hraço direito. 
Foi feita em Coimbra, por nm insigne eseul- 
ptor, chamado Diogo Peres^ por ordem d^el- 
rei D. AffoQso y, custando 7M00 réis a es* 
eulptura, e o pintor, de a encarnar e dourar, 
levou menos de 3ifQ00 réte. 

Foi a imagem mettida em um caixão, e 
levada pelo Mondego, até á Barranca, pasr 
aando ahi para uma caravellaque viajava 
para o Porto, onde entrou com felis viagem. 

No Douro, foi passado o caixão que con- 
tinha a imagem, para hprdo do esquife (es- 
caler, ou chalupa) . da nâu Nassa Senhora 
ila^iVífi?^^, equipado eempavesado tudo com 
muita variedade de bandeiras e flâmulas, 
com roqueiras (pequenas peças) e jnnsiea» 
eervindo de remadores, vários meatres.epí- 
letos de navios ancorados n*este porto, ves- 
tidos de gala. 

Fez-se a viagem para Mattosinhos^ com 
grande alegria e magnificência, híodo mui- 
tos barcos embandeirados^ com musicas, e 
dando tiros com as roqueiras, e assim foram 
até á fóz do Leça. 

Desembarcada a Senhora, foi logo coUo* 
cada no seu throno. 

Teve isto logar em véspera da Âseençao 
do Senhor, que era uma quarta feira, 7 de 
maio de 1483. 

Entre muitos mlagres que existiam n*esta 
egreja, se viam duas grandes pelles de la- 
ganoé empalhadas (provavelmente jacarés, 
caiuiões, ou cl*ocodiioB), testemunhas de dois 
milagres acontecidos a dois imarinhdirQS. que 
no Ultramar. escaparam dos dentes doestes 
amphihios, por invocarem a protecção d*jasta 



MT 



I4S 



Senhora, com ajuda da qual, matâramaquel* 
les monstros. 

Também aqui havia dois esporões de es* 
padarte, que sem peneúrarem o costado^ se 
pregaram em duas naus de gu^ra portut 
guezas que navegavam para a índia. 

Pedaços de amarras, grilhões e cadeias de 
ca{]itivos^ salves pela intervenção de Nossa 
Senhora. 

i Mnitas pessoas devotas d'Ó8ta Santa ima- 
gem, concorreram com grandes esmoks^ 
para que se lhe edificasse nova^ egreja, o qoe 
ae levou a effeito. 

D. Margarida de Vilhena, mandou faser á 
sua custa a capdbMuár, e D. Affonso Y, que 
em muito devoto d'esta Senhora, e que mui* 
tas vezes a visitou, lhe mandou f^r o cor- 
po da egrefa. 

< 

Fica a freguesia de Mattosinhos separada 
da de Leça da Palmeira, pelo rio Leça, com 
a qual communiea por uma exoellente ponie 
decantaria. 

Sstàligada ao Porto, por duas boas estra- 
das a mac-adam-^uma em linha recta, em 
constmcção, que é a estrada-raa da Boà" 
Vista, da qual já fallei, no artigo, Martinho 
de Cedofeita (S.)'-*e oaira pela margem di» 
reita do Douro, até á Fóz, e depois pela bei- 
ra-mar, até Mattosinhos, concluída em 1868. 

Esta estrada é plana e beliissima. Está or- 
lada de arvores, que lhe augtpentam a for- 
DMianra, podendo dizer-se que daFózaMa^ 
tosinhos, é, não só uma estrada, mas tam- 
bém um passeio deleitoso. 

Desemboca em Mattosinhos, na sua for- 
mosa alameda, vasto quadrilátero, arborisa» 
do e guarnecido de bancos de pedra. 

No centro da alameda, e sobre um elegan- 
te pedestal, se ergue magestosã, a estatua 
de benemérito cidadão^ Manuel da Silva Pas- 
sos, nascido na frt goezia de Quifões, d'este 
concelho. 

Foi erigida por os seus conterrâneos, em 
24 de agosto de 1861. 

Parallelo á nova estrada, está o poético 
monumento do Senhor do Padrão. 

É um zimbório, formada de qnatro ancos 
abertos, rematados por uma bonita e elevar 
da abobada, guarnecida de oito pirramideB, 



lU 



Hâl? 



tepnatisaúx no toi urtieeã.por «oom eni£ 
EDtre as colamnas, e pela parte de «daituo^ 
eitàaas estatcia» áosqiiatreEnuHiíeliâlas. 

No centro eslá nina ait&ieruz, comaitiui- 
$tíak 4q Jeans GrtteifieadOy^iotàdft em «zur 
lejo. 

' Ivttto ao padrão, eslá mos caâoha de eàn- 
taria, quadrada, com os manyrioe do Saha* 
dor, esculpidos na pedra. 

Em cacfci fachada, tem uma kiacripçãoJa- 
tíoa oomm0mor.ande o milac^e feito a ama 
miilher, em Í7A6, a qoal padecendo de ele« 
phancía, foi a 3 de maio d'aqiielle amio, 
á(^eiÍB Jttio, e alli) cdm as próprias nãos e 
sem oQtro algum iastarumemo, atou na areia 
ama poça, e d^^lla e de mais qoatro partes 
(em forma deoroz), brotaram cineo fontes 
de agua perenne (que ainda existem), e lar 
vando-se com ella três dias, ficou perfeita- 
liwntesan. 

Esta «asiofaat fez -se para conservar a agua 
lèchada, e d'alii se tiram censtantemente, 
garrafas e garrafas de agua, que vSe paita 
differentes partes, onde 0|)>eram cUraa ma- 
ravUlio^aSi em varias moksiiaa. 
- MAURELLESr-^fregaezia, Douro, comarca 
e eonoelho do Marco de Cana vezes, 45 kilo- 
metros ao NE.<do Porto, 360 ao N. de Lis- 
boa, 95 fogos. - 

,Sm i75r tibba 60 fogos. 

Orago Santa Maria (Nossa Senhora da As- 
sumpção.) 

Bispado e dístrictD adminfstrativo do Por* 
to. 

O abbade de Abragâo, apresentava o cura, 
qae tsnba i2 JiOOO réis de côngrua e o pé d'al- 
lar. 

É terra muito fértil. 

(Vide Marco de Gaiiaveses.) 

MAURO'— portuguez antigo— seglindo uns, 
é abreviatura de maurobolino (maravidio) e 
«egundo outros, era mouro captivo (escravo) 
que se dava como preço de qualquer com- 
pra. (Vide Tarouca.) 

MAXIAL— freguezia, Extremadura, co- 
marca e concelho de Torres Vedras. Já está 
descripta a pag. 14 d'este Vol. 

HAEACrá{Ntá-*-p(NrtugUiez aoftigo — do ara- 
èe mo^^jBrantf^t— soldados pagos^e nao anxi- 
JíaireSy que nao tem aoldo» 



j&aMèanbi; «asmi fAflium aos wldidii; 
<|iie eatâo eni aotoal serviço, e dutviUÉ esto 
neme de |fÁ;ÍMxaii*>-^rá^i(v ou thesom 
d'onde se oalUge, que são hsmensy que psp- 
iMcemiao erário; e'A'eUe ^e sosSBiiiafli, oq 
cobram ^oldo. A pox 4iU'VinlM o Aicãidefm 
s»4i.ifo2afaidii(istoécofliplnBbia), eamoé' 
kê Iki^ ckomão^ na siuiUn^augem, Danfi» 
Gim.Chrcnioa d^eírêlD: Manuel^ 'pàtl i\ 
eap. 44. 

If AE^NARIA^^-portaguea antig<H-fonr 
de macieira. Os bespanhoes dizem Jfoiu» 
fiaV, e d^aqiii vem o neme ao rio MÊamzaã- 
rva que •corre em Madrid, e q«e significa* 
rio dó$ pomaret, 

MAZAR— ponnguez antigoH^lCíd^M ^ 
o nome, que até ao século XfV se dava âim* 
dre^péreia, estão diai '• rara e por isso de ais 
preço. 

No testamento de D. Pelagio, bf spo de U 
mego, íèito em t246, se lè-^i^ : Mandat Pno- 
n de Oreaii (Gárque^o) fnaníum 4e coh^ 
Uno, et oaj^i)am de griian, et tipkum deUt 
xar. (Doe. da Sé de Lamego.) 

MAZGABO--port|igaez antlgo-^faiha, d6> 
trímento; também pena, mjuria. Peif^daM* 
tr^Jt parte, q«e^ê9tt Orêinhaç(mçuúréaf,ni 
lièraa êê díitAeirai, en n^me de viazcàboit 
toda via a ssa Oidinàaçem ser est<wil. (Dift 
da Guarda, de 1298.) 

íMAZÊDO— freguesia, Minho, toolarai 
concelho de Monção, 60 kilomptrss aNO.è 
Braga, 420 ao N. de Lisboa, 360 fogos. 

Em i757 tlDha 304 fogos. 

€rago o Salvador. 

Aroebi«>pado de Braga, districto admioii' 
trativo de Vianna. 

É terra muito fértil. 

A mitra apresentava o reitor, que liai» 
125^000 réis. 

O vinho d'esta firegnezia, é multo velde, 
e diz- se que o some d*ella, vem d'estacir' 
cumstancia, e é contracção de — máuecsaiê. 

Os dízimos foram dos jesuítas de Brags» 
que lh'os deu D. fr. BaHbolomeu dosJftf* 
tyres, quando arcebispo d'esta diocese. 
' Por extincção da Companhia ée Jesos,^ 
ram os dízimos para a universidade deCoiS' 
bra» que os recebeu, até 1834. 

Ha aresta l^eguezia, as antigas casas * 



Smr r o d &eféoef* Uznml ]f^mW^àe Moseoso. 

MAZELLAIl^Sfi^portiiguet «ntigo-- afSi- 
(^ se, doér-s^, coc^rísUr-^SQ, etd. 

MAZBIORRA— portugaez antigo— do ara- 
l>e africaço matsmórct^ ep^onuncíavam como 
Jkàs ma^môrra^ que écomo heje se escreve 
—casa» «óva, oo. prisão subterrânea, á ma- 
ilieira de uma grande cisterna, sem ar, nem 
claridade, mais do que lhe entra pela porta, 
ou bôcea, a qual se fecha com um alçapão. 

Em Marrocos,, as yaimorras são debaixo 
4o palácio do pei. Deriva-se do yerbo tâma- 
ra — guardar, íecha^, esoonder debaixo do 
ohào; cobrir, com terça. Girarão João Vos- 
sio, sem rasão, deriva este nome do verbo 
bebraico^jz^on^aro, cantar, j?5a/m^ar. É pois 
làQ extravagante esta derivação^ que, sendo 
as masmorras prisões horiiveisf, possa o seu 
nome derivar ^se de. um verbo que significa 
— alegria, como é cantar e psalmear. Vide 
Jornada de Africa, Liv. 2.% cap. 6.» e pag. 71. 

MÂTORGA—Vide Maimca, 

M£A— portuguez antigo — medida de 6 
quartilhos. 

Aiada se asa em algumas terras do dis- 
tricto de Coimbra; mas na província do Mi- 
nho, mêa ou mêya, eram 2 quartilhos {meia 
canada.) 

MEADAS— freguezia, Alémtejo, comarca 
e 24 Icílometros de Portalegre, concelho de 
Castello de Vide, 180 kilometròs ao SE. de 
Lisboa, 245 fogos. Em 1757 tinha 161 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Graça. 

Bispado e districto administrativo de Por- 
talegre. 

É terra muito fértil, e nos seus montes se 
cria muito gado, de toda a qualidade, e ha 
muHa caça. 

A mitra apresentava o cura, que tinha 
4OÍ0OO réis, e o pé d*allar. 

Esta fregueiía, está unida há mais de 100 
annos á da Póvoa, e por isso o seu nome of- 
flcial é Póvoa e Meadas. 

Meadas fica a 5 kilometròs a E. da Povoa. 

Dnrante a usurpação dos Philippes, foi re- 
sidência dos condes de Valle de Reis (de- 
pois marquezes, e por fim duques, de Lou- 
lé.) Ainda se vêem as ruínas do seu palácio. 

É terra muito abundante d^agnas, causa 
da sua fertilidade. 



mií 



**? 



. Çf\áe Póvoa f^ Meadasli ... 

MEADÊLLA^-^Oreguezia, .Minho, x;oocelho^ 
fiomaroa» districto. e próximo de Vi^nna» 35 
kUoaietros a^o O. da Braga^ 380 ao N. ^ 
UiibQa, 220 (ogoa. . 
. £aijl757 tinha 82 fogos. 

Qrago Santa Ghristina, 

Arcebispado de Bimga. ■ 

É terra muito f^nil. 

A mitra apresentava o abbade^ que tinha 
UXUOQO réis de rendimento annual. 

Foi até ao reinado de D. Dioi^ do padroa-* 
4q real ; mas este monarcha a trocou por 
outras^ ^pa D. João Fernandes. ^ottp-Major» 
bispo de Tuy, ra cuja diocese e^tafrègu^ia 
antào pertencia. 

. Pasisou a ser do bispado de Ceuta, na Afri< 
ca (líidd fraga), e por fim dos arcebispos» 
portroqa, com o bispp de Ceuta. 
., È n*esta freguezia^ a quinta e lorre de Pa- 
rsde^, aclarados Bezerras. 

O 1.* senhor d*esta casa (então coutada) 
foi D. Pedro Hermiges de Paredes. Foi her- 
deiro d'esta casa« seu filhp^ Martim Cabeça» 
pae de Maria Martins, que casou com LoUr 
rençe Paes 6uedes.0u por extincção d'esta fa-^ 
miliày ou por outras rasões que hoje ^e ij^Oo 
ram, passou esta propriedade para a cprô^ 
e D. João I a deu. a um colateral, de appéf- 
lido Martins, em premio dos seus serviços^ 
na guerra contra Castella, e sempre com pri- 
vilegio de couto. 

Passou depois pai^ os frades bernardos 
de Ota, na Gallíza, còm outros bens, e a tor- 
re dè Pérre. 

Fernão Gonçalves Bezerra, fidalgo galle- 
gò, còmmettendo certos crimt^s na Gailíza, 
fugiu còm a sua família para Portugal, e to- 
mou conta da casa e rendas áe Paredes, que 
liouve dos frades, dando lhe emirócaassuas 
propriedades de Galliza, e fazendo aqui o 
seu Solar. 

Este fidalgo, era parente dos condes de Al' 
ta-Mira, e dos Moscosos, principes de ban- 
gue e grandes de Heapanha. 

As arlnas dos Bezerras, são— em e&mpo 
verde, duas bezerras de ouro. Timbre^ uma 
das bezerras das armas, sem pontas. 

MBÀLHA^portuguez antigo— A mec^lha^ 
não era uma moeda cunhada sobre si : en 



us 



HEA 



BiaUda da fim dinheiro (ienario) qiu m par- 
tia eom qoalqner fostrameoto. 

De 0er fn^a, se ebamou mealha. (De meã* 
liiâ vem o nome de mealheiro, qne se di a 
mn vaso, oa eaíia, bem eonbecido^T^de sé 
rae Jantando dinheiro miado.)— Também á 
medalha se dava • nome de pogeya, oa pa- 
(fUêja. (Chran. do rei D. Fernando, pag. 438 
'^Collec. de Livros Ined, da Hist, Port., pela 
Aeademia Real das Sdenelas, tom. 4.«) 

Com o tempo, ás mealhas se deu o nome 
de medalhai, e aetaalmente dá-se> nome de 
tnedalhaê, a todo o dinheiro anti|fo, qaalqaer 
qaa iei]â a saa íárma, peso, oa metal. 
' O rei D. Mannel, extinguia as mealhas, e 
se contava por livras, posto qae também já 
se nlo canhassem (como depois se veia a 
contar por cruzadoê, mesmo qnando Já nie 
havia moeda cunhada, com esse valor.)^ 

Também havia mealhas de ouro, que sem 
duvida eram medalhaé, ou moedas. No foi^l 
de Santa Cruz de Vil! a ri ca, se áii— Et qui 
pêTCUserit Preibiler, pectet quingentos soUoe, 
et una manalia de ouro, (Doe. da camará de 
Moncorvo, do annò de 1925.) 

Já disse quo medalha, era o mesmo que 
mealha. No foral velhoda Covilhan, dado em 
1186, se diz— D^ corio de vaca^ ve.lde zevra, 
duos Denarios : de corio de cervo, vel de ga- 
mo, III fneddlias. 

Devo notar quê zevra, nSo é o 
quadrúpede a que hoje chamamos 
zibra, que nunca exbtiu em Por- 
tugal, senão nos mu<ieus zoológi- 
cos. Aniígamente dava se o no 
me de zevt^, ao touro, ou novi- 
lho, o zevra, á novilha, ou vitella. 

No furul velho de Lisboa (de 
. 1179), tó-stí— Df ní de foro de va- 
ca l ienarium, et de zevro, tinttm 
denarium. De coriis boum^ vel le- 



» N*esta o em ftulra^ maltas mate^^a^ po- 
dia dar uma vnsia explioaç^ ; mas isso fa- 
ria unm obra volutuosHi^íaii, e aborrecida 
para muitos leitores* NV^tes ojisos« indico 
os livros onde os curiosos podem achar lo- 
dos os wcUrecimenm^í que exigirem. Para 
leio, veja-se Bheidarh de Viterbo, a pag. 
61 (da ediçia de iWS, viurbo lÀwra ) 



MBA 

viaruii^ wf fvrrarMMs «mf ws- 
mhsm fNOfodf/HNnn. 

O desejo de acertar e o acaU- 
mento á verdade, obrigam-iM 
maltas vezes a mendoiiar n'e9li 
obra, opiniões diametralmenls 
oppostas ás minhas, deixando ao 
leitor a liberdade de segair » 
que lhe parecerem mais verosi- 
méis. Por esta rasâo, deelaro qoi 
o sr. J. P. Bíbeiro, em uma noU 
a fir. 1. de Santa Rosa de Yiteito 
(pag. 479), ã\T— zevro, zebro, es 
pedra-zebral, nada tem com gak 
vaccum. É um animal bem ^ 
nhecido, e que entre nôê, em ou- 
tros tempos, era vulgar, tktndo» 
com tudo ás suas pelles mais va- 
lor quê ás dos outros animaes.Ã 
Africa é que hoje abunda na wc 
creação. 

Com o devido respeito a tio 
illusirado escriptor, nâo me poi- 
so conformar com a sua oplniia 

Nos dois trechos de foraes as- 
tigos, que deixo transcriptos, vé- 
se claramente que não tiohaa 
mais valor, mas o meamo, as pel- 
les de zevra, ou vacca-, nem po- 
diam ter difíerença, visto sereo 
uma e mesma cousa. Em toda 
os escriptores antig(»s se toiu 
zebro por boi, touro, oa novílbo^ 
e nunca por animal chamado ss- 
bra, em que nunca faliam es li- 
vros, senão como synonimo de 
gado vaccum. Na Península ibé- 
rica havia ursos, e ha lobos, ja- 
valis (javardos, ou porcos mon- 
tezes) corças e veados; mas aio 
consta que em tempo algum boa* 
vesse zebras, propriamente di- 
tas. 

Em 922, se fez a demarcação 
do grande couto do mosteiít) (b 
Crestuma, que se estendia pelas 
. duas margens do Douro» tcrau* 
aando na terra de Sousa do ÍÊ0^- 
te Zewrafio, isto 4 Mtmiedçs Ftf - 



' . ' ••39.) - ',•!''> " . Ii: t" 

\. Bi»t6 e ootrof IbriM, em qne.BeilálU: Ae 

mtinoê; é^..qnMift a ioiiD«yqiie:4«i ofigemit 
dizer- se que em Portugal houve antiganeUf* 
te dinheiro de sola. 

' > fle íosMmos á; eutendar os pa|Mis amigos 
aapé éatletra^icptaa fiodiamoii.iaiiibeviaM'- 
40sur.qne aatigamenta havia diol^jroMM) 
-ASi.picH 4a«e^]uia^ áe.Tiiiho ft; deitados os 
joaisifeiicroB^ e até de|iropriedades 4^ rata; ; 
mâa-a verdade 4 qn&^-vma.dinheirada de 
UtrOf oitídê:vinha,.&nL a porção de terreno, 
4fiÊtt yaliaismdlnheiroda renda annual. Di- 
mheirMda^ dí |»^9ifiAo,/cer/i^.ete.i era a quan- 
•tidaááif^ssea. géneros qnasse comprara por 
Hm > dinheiro. < <<: ^ . .^ 

i/Einafi i^raao do convento.dA Alpendura- 
áa, íhita em á289,'Be lèri-Deti^MnnuatimRe' 
ifBCÉÊrio JF^rim XII éenemaàis panis, et 
Moypieúis caneê. 

. Em á860^< m QiaadoD, por oma provisão 
4ei>.Pâdro I, que naoidadejie Porto bou- 
"«asat ae.sagai9tes medidas defiquídos— «m 
dtn^ro, dois áinkeiroSi almttie e meio ai- 

1 Sm um i deeameniq da Alpendurada,. de 
:iM7^eeJé-r*ii cada hftuwkFruide^iquatrodi' 
jiftfliroi de- .pain/^isto è» a 'Cada frade ama 
•perjçãe 4e pão que valesse 4 dinheiros. 
> ^TíQhames quen lazer se fussemos aqui. a 
-incQcionar 'todee os dQ0ttm9ptpfli:antígase 
modernos, em que se declara a porção do 
,gBniroy OU: da proprie4ade . de raia» pelo seu 
vkúer em dinheiro; i 

. 1 :Osi leiíoraa que sobre este ppnta deafja- 
fam^amplosesoiarecimentiis, podem /oonsul- 
.lanaB obras segointe^^ViierhP)jVerboJ9i- 
ifémrfltfa* tDimheir^^Memorias joíbr,e pesqs 
jemtdidanpartUffupxaSi por Sebastião ír^n- 
-cisjDO Mendo Trigom.^ue vem nas Memorias 
•^eoiMmitíaê';43k Aeademia Real das. Seieneias, 
-d0iiisboa,'ttora.,&% pag..«396.) < 
vnHíoiOiéfeÊca do SysUma^monetariodos ra- 
ma^^s^ idoí siv. AntpuíOi José d*Avila <bo||e: 
-marqne&dlAvUa e(Boisma.)*rrEsta lutfiii vem 
na versão dos Fastos dOvidio, desr. Anto-i 
-nio Feliciano, de GwMhflrBanreCfi e Noronha 
'lív^' liaooDde ]de.£:astilhoj^.pnbIícada^em' 

VOLUME V 



.^1W«7<^^ 



m 



4MI<í1rffa,{l^jl)o^Xno tem. M> «ags^ a 

384.— Veja-se também o Dicd^nqrip ntMfHfr 

Itrac^j9S;Nars#baaJ :: .. . ;. s . 

. . . Iffi i iT t B d B I - nvillai, Pqnro, capM dojcqn^ 
«9)bP da «P iionie^iui freguesia 3 kiiç^^f 
t|*Qs.i|#.:4aA?aoearúHt.](pelo ^/iQ^ tiiadien^ 
guns dizem, concelho da Vaccariçai^^ I^^Vft 

eai dajA9»dia# O' kttomeiros. ao,N„0^iC#i- 

hra,.|lô,aj>,]!l.fle,lísbQa, mMoh^hkttr 

. .Eni47Mftipba.4fiOjhgos. .1/ 

..Qrago;5*.yiwMe,.flwrtyr.. ,. 

Bispado de Coimbra, distrícto adminj^^af 



:;í 



1» 



' ( 



/ 



L ; Vfm^^ ím as distancias ow: 

cadas n*esta obra, para^.i^^ltfnís 

por, oinde paw 9 e^inho^de 

UnOi não são as d'e8S9 cam{nh% 

Qaas,:as das estradas ordínf^rJtM. 

f eto ' camiohi^ de feiro^.Qq^ a 

Hí^lhada^ disunte de Lisboa» 2.$r 

kilomietr^ i6ÍdeSai|tar^mil^ 

dp .finuapeamento, ^7 ^jfpj^ 

bal,. 4Q.de Coimbra ao N,-n?7 

A^ Avejre, 97.de VilU Nova 4^ 

. jGsÂsf^fvS. e 300 d^ raia heapaohqlf 

(ao Ò. d*eIlaVi(,á(^m de Elyaa^ 

. Tem .estação tel^graphic^, e d a29.*eata- 

çâo do «aminha de ferro do Norte. £ na£!^|(i> 

rada^' •* . i • , . . . . : , 

. ; O cQliegíada Graça (agostinhqs) dfi Cof 9^ 

bra, apresentava o víg^rjv), ç4 ^tU|(n»,>qQp 

4íiiha:i0Q#4OD réis de rendimento....: ,. 

; Oi GODceUio.daUí^lhadaé^oinpqste.dta 

6 fcegiwiaa . seg^iBtes — BarcouíOi. jÇswlr 

Comba,. Lttso,. Pampilhosa, Vnccariw .(Mí^- 

Ihfids) .e.Venfosa do ^airro; todas no l)i^ 

p^dodí^.GoiípbrA.,, .....!, 

r^Tfimmí^ mmtúo i:700 (pgos.. 

O. Manuel. Uv^ deu íoraí, em Lisboa, 4 i2 
d€j setflKbno d^ iSiH- (Wt?*^ de fgraes, novos 
dá fi^ffem^rq, JQ(. (49 y.». f^ col«). .■.,-[ 
; /Na mesQ^ ,cidade de Lísbo^ e com a m^ 
mS: dfta^ idei^ QTei foral, á villa da Yacgul- 
j^ Vefn np nieswp Svro, a fl. 1^. . ;.,<, 
. E^te >&>ral s^ve Umbem p^ra yai:?:|^. 
(gra.qojMoílioshisposTCondes.) ,. ...... 

É povoação muito antiga, e parece qjc^ jiá 
.«xistiaoif («wq dps rpmaap^. Por j^gi^Jtl^s* 

10 



m 



T^HFMlL 



dava a constraír o camihho ^tèffro^áb Not^ 
tS, "se^ áèbdtl 'ei9ilé<riiádo iim 4Afrèí> áMIar, 
«íméaáo k €áfii«íta; étím f^ni^^n^ fAdiímiè 
iMé áMLl^'dl^QÍ9ttyDeialifttt«iítè^-ilb(a^«à^ 
tlitiilha.9. 

]lúiift^^i(éraiiè)^-Uie;ete^ partes, táfaf^a-^'- 
rectriz, aqui levaram-a pelo seu antigè IdflâL 
No reiaado d« D/Btárial^-táioKelll i)or 
aqui passava a •estrada teal de iifslMá'ao 
Vaito. - ' •• •• ^ 

A noTa estrada a mac-adasfr principiada 
i}^iiÂÍi*(í&r m i9lft, tamllem passa pela 
Keálfiadai ^^ i - ' > 

''A9'lláffàd i^rifiêipttes '^e ficam próximas 
4^ti pòtôàçlo, 9ii^^ ViUa' da Anadia, a 9 
ítsmtíúeè% á' Nf9E.^€knCaDbéde, 12 a O. 
'- 0'Íi!otfeè1bo eífnfififá ^úm o 4^ l^enacoTa, ao 
8/0 SlBl^^m b 'dè lf^ái^a'()á districto 
^í^itiiiMt&tiVo de^iM); láo 'NE.^com os 
dk J!!nl&biá;'&S. Dòttr^tt^ db Aairo (distrí- 
i&radfnffiistratfto de ÀT^á^o), to N., e com 
i^^sé^éd^ fófaitiem a NO.— «eotá o de Canu- 
!Él^é'fi& '0>-bon) o de ÀDçflttáo SO. e com 
d^de fcofctíbfi aMS. • . 

-;6^ aÃtígôá cohtÀB de' Agttim, Gàsal 
tkitaa\>a, é VaecaHva; qúe hojB êid n^esle 
concelho, receberam foral de D. Manuel ) o 
l^imèirb Ho 1> de jUlho, e o' seg&ndo a 12 
d& sé»dtnt^o' de 1^14. 

Todas ^às t^vda(ç5es é^bQmtS'maltais 
iriesté totlbélhò, l^So jDdáAs antigas do que a { O kr^ Joaquim Lopf»iGafrdira dsUA 



^onsírohiá^Y>o^(^i^^^ ; P<^^ qne d'éUas dig- 
iro ièòtídè D/ HHymiittdo; genro de D. Aí- 
ibiiso VI úé Lelâ, to testatttònto em- que 
doou a D. Crescoiiio, bispo de Coimbra, e 
aos clérigos dá KgrV/^a de SabláMariáí,o*an- 
*ttqiii8sitíio tnoi^ieJFò hobuUnsê da yaccalíça; 
qne seguTido uns bavia ^ido fbndado por 
Paulo Orosip, no ^èéufo V, e segundd ou- 
tros, pd(^ pairíanha t, Bemo, no seculò VI. 

'Ê mais adiiii^^síviei esta segunda opiniio, 
porque, sendo o mosteiro de monges be- 
Heiífietiúos (4lufiTe:it) não podia ser erecto 
anttss do iner(9duccur d'está oMem, na Eú- 
Itopã. ' 

IxiMiu este^couvenfo, babflado pelos i^eus 



ÉkomfeB^! élDí ilcfiio '^ (tm^- 4a domina^ 
mourisca, e só no século XI (pelos anaoiii 
'fOM40 4edlQ Gbci8«c^« desde* 9» fton 
«^do^ipiuiatfo dos Itiiyds de Onhnbn^dB* 
&eft '4e. êsisttr «omc eoMHopdade lét 

QtAúnmm n^esié eotieeUío todos os inn 
d«etea agiiéola0 4i<«)fso'pak«;'aia»afli 
ettMura fier exeelkncia, é«'doB Tiuhoi^a^ 
nheeidds' em iddO' o lreiao,:pela4eBow» 
çfSe de tMíof úaBaitrúàm, (wdoL 

^ DA)>8e e npnse da^ione etil» 

■ totre ^ Baiiraáa,dá fjmgoeái 

■'' ' d^Caial'Comba,Taaiieiig08,?» 

' cariça,«VeAiosadeBairre,if» 

' , te^ eene0|ho-4.á'firegiieilei'dnir' 

cos 6 logar .de Mogofdrtt» tsià 

- Aiiadte--^À pequena 4re|iâiiaè 

Óis dok bairro, ò.â nriila dB 1 

' LoQreD^'*âò Beiíro; le a^ttl 

algumas poToaçèeew) &'eâJ 

fkieeuezja 4e S. itOBirSttco^ 

r. '^ legar deUurtéde, e átfiÂgdeil| 

de Gepidi (ou ^Sèfina^fie 

ItM) de Oanta&tiède: • 

Os Yinhos da Bairrada sao exportadèa-* 

lima graiié parte, peto caminho de>fim 

pára a* eidide do Mrtov onde, miettueii 

«em es do Ake Donrov vae eornfr muâi^ 

sob 6 titvdo de wtíúioi da jPmto.O iMStO) ft 

he pela barra da Figueira da P4)s^|niit 

estrangeiro^ principalmente para :& 

rica.' •.:■»:' 



■ . / 



cayalheiro activo, emprelienduéoi^ ítíà^ 
-gente, eferdad«iro! amante dai sua pum 
(é natural da ICealbada) bamuitpsaM 
tem empregrado todos oft.meio&'Éttasori0i 
para lefsar a eíleita » femôçáo Ab vm 
granide e poderosa eoiBpapiifai'\qaé'nnMi 
seu eargo o desenvot^Hmento eiapdríoQO^ 
meutb das tinliae, e dos seus preÃieK)% ^ 
zendo estes adquirir os seus atitifoa elei- 
tos, que as adultera^dies ttie> tíAatt èâ» 
jjlerder; é, 'finatmentp,^ pnAuovereÉi a pM- 
ta venda dostvkihosdaBakTadA^ notpatv 
estrangeireis* 

O sr. Garirdr^ deilfteilo^, aíeaba de vérco* 
roadas de bom enicoas suai nokies^fi' 



fiO íaiuro á nova epy^e^aiii.Mt . . ;, . n 

pela e&trada.incrfiOfâiiiaiiÍ4ybmiHa^lf^>N 
tí| ^bÊkií4 6"4enur<x 4a.v«eiaa^iiifijimta Oa 
Bairrada, a mais importante a.fsH^FW^, 

prosperado prodigiosamente, e o B^AitfMTP 
aerá dos mais felizes, e em termo breve. 

Os banhos de Luso e as continuas digrcs- 
A^ae* dosv (outiM^Á «eiira4i»:9ns8a«p ffíae 
KÉM^ A^esifr; eeMírtki> # Ifae. Am Wfivm^B) 

tiêa (dDi4»iiiiiitM de^eimok (tupti^-fv» ARW- 

vem A».)UOste; eomQi/to.avlífpaiiidl çM^ide 

idfi Vi^en a grande ^ parte ida^ diw Beijas, 

-iMraoii9ii0Aemwia«9[^Uei4i» estuada poò- 

Atromt.a iiifieiadi«,ie 4iiaa diligoiiciAs dia- 

- itea^Mandelited ie^.^UAS 4#^oen46nt^,< al^ 

••dâ:|ifai)dfli9Mievo de ontmi y^ieidos pai^a 

condacçao de gente e mem4orías> teçpi 

OQOecawidD -par a. (lue e^povpncão «begue 

.» nm^erâa.da:pcoêpe^dade,a qiieD«nhupia 

outra chegou em tâo pouco tempo< . • 

P(i8deque a(]pit ee estab^acep a; estação 
-to^amilDiía de touro (I8fii) se team €^idea- 
4o nmiios^pfodioa^ seàd^gça«de -parle dW*^ 
lei lAei actoid eielegante «ooittucçàw;; lwdi«i 
flcado ouuros que estavam 'em. UHai ibaD^o-^ 
iM^i e :ftuidado ir^atas» eeaim<4ae> ie elegan* 
^tes^lKMpedariai, opiimaa IpjaiidiBt ceiimer«íq 
eMttflis grandes «MthoraAemo&. 
• As c^aMaa.manioipacft-itaflDkbsm ae ieepi 
idesvfiU4de<no eacraadecimeaio da^ vilj^, 
(liBQando nova* e espaçoeas maa^ aUntaandq 
'eispanmda o«tcis; íiuenda «tandes plan- 
Ia9i3e$r.dè arvores; e ;e«ipreg(tnda oottos 
meios efflcazes, para tomar a povoação eada 
V0»feaafo eivílisada.e fiocescenta 
:nfiei^»MÉinBari^como.é4e.ie«iperaB) m> au' 
* gnemo pffogressvve qo^itMilide^ha lian- 
M a esta parte, deitro eos poucos se tor* 



rriifr 



éH 



' 






\l • 



ÍA 4í*?e que 691,1,850, ?ô .^chq^ j^qwi ^m 
Wí^rw ciliar ,d% xls^rc^aiwa, Appareçeíí^^a 
630 .filtros 4® dj^^nçia da yUa. É ub cip- 
po,jqn íjRf«i^4e íft^^e.dè.colH^na, de 2-,04 
de altç^,^ i"^ de (jírc^mferçacia. 

Tem uma inscripçao que diz : 



,1 ^ 



. í, .» 



f • • 



SA^ ntvi 

ROM. AVG • 

MÁX. TBlfi^...: 
cos. DXSÍ«**«^ 



I' 



:■, ..1 



. r^ó ^ pôde adivipb^r çsta itu^ipçàjo, 
.i4âle.qae(catàch. ioiQODNpte(f«9 a.^.s p^Vã.' ^ 
fi.*-iUAhas«- .-•.«: . .. í,. ,. ^., 

' . Ka i^itMta^o i^ofl^ doJmperafiorsVeiidii)- 
ae • apenas a teranipaoào da,p2^Uy^a',<;(«sar 
(iOÊT.) \ talvez* o nooQie do p^^, adiante dd 
êm, • •.• • ?.♦.."' 

' jía 9L% fáltim letras, npprmcipioe 00 fip. 

Na 3/i, éprovaiv^el queaa^tes de,maf;y.i9/i- 
ilv0$se, jonm^i 6 diepQis4e fn^ devia estar i^. 
:e alguo» aii^ismo que iadícas^^ o,)»ap|}fip 
d6 veaea'qae foi úxvealldo do poder trlbiin|- 
cio. ... I ^ 

A 4.% está cojQ(^eta, e<quer dizer : iC^ít^i 

A«5i% também está completa, e sigoifie^ : 
pater patricB. 

Na 6.% Calta o nome da povoaça^i 4*^^® 
até aqui. se Gonuvan) as; 12 milhas (AJ.QOO 
passosi)*^ pKOvavel q.ae ío^se Comw/briçfi 
(Condeixa. YalhaX qoe. regala por essa 4t9- 
taoela.' 

A via wlitac romana de Ua- 

. boa at Qaile, e ,d*abi a Braga, não 

> ' iPaasava iior CoUmbriGq, QuGp- 

' ftmòrÂa (a aetiial:GDiq)bra)yií)ha 

da actuai Condeixa Velha,, g^i 

em lioha recta, alravessati^o o 

. camfvo .|de x:kwx)br?, tej[,à.M^- 

UiaMi>^uiodo d>hi para,7aia- 

<brica .(A^ifo^ LãAcobrica (Fei- 

. rft) e.QBí^e ((iaiat> 

É pois «sba eippo,. incontestavelmente a 

;biu9e> ou pedestal, onde f sseotava um marco 



^5^ 



mk 



millíariò; Das^léti^áil ^úééxií^etai; ifkiÀn fc 
p6d« coUigir que foi dedicado af-». tUsá}^, 
divino^ augusto, pio^ pontífice fnaximo. . . • • 
kvèètião do poder tribitnièw, desigfMo' àon- 
SUÍ e toe da patríà, D'aqúia. . • id milhas. 
,^'\ ' Díz-sô todavia, em papeis àn- 

' * ti^ôs, que este marco toi dèflica- 
do ao Imperador 'CaKgtilài. ' ' '* • 

I 

O rio Cértoma (Céfiema ou Sértoma) rega 
esta freguesia. Já i}pBg, 233, do f.'' vol., tra- 
tei d*este i:lo i.aqiii dou mais algumas noti- 
cias a seu respeitOb'! 

Duas nascentes mini próximas entre 'si, no. 
declive do Bussaco, ^i^ára o 0., no sitio cha- 
mado Lameiras, ou Arruido, perto da aldeia 
de LouiMo, dâó pMàòfpk) sí esle yio^ que, 
correndo na díree;^ dé' E. a O., o espaço 
comprehendido entre a serra, e «•«BfraÃa 
1^1, atravessa esti, na ponte âd^Viadóres, 
camiòbando tniSb paralletàmente oqm eUa, 
)á ettgreii9sado<ootti M águas éá» ri)>eiraB de 
Murtéde, e Póvoa do Bispo (no GoncelkK>4e 
GaUftbèdèX de Hom, de Mailâ, -de Lwd, de 
Ifonte-Kovo, e éoi iregatos do Freixial (Jun- 
to a Tamengos) do» Mirógos (jtmio a VHia- 
Pranèa) e outros mendree ; que t«dos «egam 
e íéftílísam efsle cenoellto, e 08 da Anadia, 
S. Lourenço do Bairro (extincto). Oliveira 
do Bairro e pai*té,do dé fiix^ (extincta) Des- 
agua no rio Águeda, perto de Requeíto^ 
- ITellé e nos sèusí Ifraços, ou «filuelites, s^ co- 
lhe algum peixe miúdo. * 
- O Tio Gértotua, pôde ainda vir a ser um 
grande mánahei&l de riqfiièEa parai tt.Bainra- 
da, pois que correndo em leito t>laoo, mLo é 
nmita difícil, níem dispendioso tornal-o na* 
vegavel, em toda a sua extensão, facilituido 
aecesso à barra' de Aveiro. ' 

Na séSsSo de 16 de'júlho de 1853, alguns 

'deputados àseraih úm reqctorimento ás ca^ 

maras, que foi approvado, cujo theor era d 

seguinte : ' ! 

Considerando a (^nálisflção da ria de Avei- 
ro; e dh^s rios qãe ti'ella desaguam, e o en^ 
xngamentò 'dos vastos' terrettos, que hoje 
se- acham alagados pela mesma ria, como 
obras, das mais ateis'fara "o pftiz— requeirc^ 

l.^» ^uè para o é^tudoide Ues oibras, o go^ 
verno sejh donvidado a 'fiiandar 'levantar, 



ief'ioda'á ri» de» Avéii^, «oim do rio Tdii|i 
àlé S.Pédro do^Ml, e^èoAiMiOditeaii 
A^iieda, áiè Máb fMèfls msMyH^eit éMi- 
tem na Vetfsdoa;' einM «Mgfta^Sd Aoi MtoH 
eatefroy e>ttiUàa< de ttftvegiçâtH^^Jéá^ilMi 
da agua, em todafaitii) i ' .. >. >.: )it> 

2."" Que a factura d'esta planta, se o go- 
verno assim o julgar conveniente, seja ii- 
«umbidá' a quètn,; «É <A>MMr«è piifalieÉ^ k 
pi^edfe a ftudl>^ i/tá «leHiarasJ-tenMt * 
selettda; èrevtdftd^ift éeoiiomia.i».. . 
^ {DfWify do «o9^o»]».<i iôd; dtt ilMi^ k 

I Infídfiuneiite, mk MMlidelà Bio psM 
ú& papel: ••'.••ii'^-! .-• .1.4 ....;. . 



>'Ui 



É nos llÉàiiéB ^esi»^micélliO| qu* estti 
semr M >BtMacoj JustámeMe oáMm pk 
ím ^vA(M, qué tfomfnaidmitaiv legnt« 
efrtftiÉiMeiíolar pm Isea MMi|ofosiiifo an- 
leire;, fttfâiidc^fto auo de» lIAly paria om- 
fee e^ motijas daérdem de 4. Bento, é q« 
âtipels passou iiHer de fraAeiteaniHAiCas d» 
calços; que o reedítearABi k tinptlai^aff^ I» 
^çatfdo-ibe « pritteirm^^eimdasvums^» 
sirueçiSes, fr. Thosaaz de S^ Gyrillo^ieii 7é 
agosto de íflfr. • : - '» > 
' Deiionilna*se< osle cOKpeii/ade^&iiilo Ov 
do Bunaciú^ ou do Desert&.. (Vidft «tl^vá, j 
pag. 509.) - •■• •' I ' . ii-j ..'•.. 
' Sendo lambetn notável o Bnsstfee» ^ 
tlorlosfttalalha do^a nome, dadayeloeii* 
cilo Ituie^-aÉglet contra; csliortes AnneeMii 
a t9, 26 e f? de «etémbro ide 1810; (fiài 
f.^vú)., pag.:01O.)' 

A serra do Bussaoo, princí|tiana» 
g«ins éo' MbAdego; cárea de I^stta-Céià, 
tende-se na dtrecçlo de S. a N.. es^dls 
de 18 kilomeivos; e tem de^levaçSo, no^iei 
píncaros, *5S0' methes set^e ainívt»l*i4e 

Quasi na sua extremidade septeíDt 
e na aprastiei encosta a Ei; é q«4 estiai»* 
telitH de qo»}A'Mld n(is'iagares 4101011^' 
lados* ' '• li.ii '"!<•. *\ ,< i}*'>\i^ 

A matta donmostelrojé cereadaidfirt 
mure, oom ft'kilsmesiDrdeí«lr8«ntoiM^ 
co^tadaiettidBas^paniee tpiasí^^Das^;?^ 
avenidas i*»inDsteitfo,'è poveadâidegiía'^ 






muDltdsla de anqw IMtlInil <«lmM>' 



iWSi 



m 



Os que desejarem aiQplaiiffi»]-. 

» Benedictiwi Lmiteoio, q^)-^ 
,.11 -: /'' £b)ÍA 4(t:^& ¥b«BÚ( ÇAO^WV- 

cl; ,.]:- 1^1, M«<|Ntailr.4i<tíã«iPerw».^E;j 
-1.. ,i i-.r -<>Jftid»'S«i|ipMo;. ,.,,/, .,. 

tósOfi-Joatiilfib Lopétártèira dtflfcte,: 
dè'liaefl>'tà faflbf/própí-Hstáílc; e àifiíííttr^íò' 

rda' ak^ÉsperÀDlíáy^^^ittiíi âáslbemi^èBca'' 
ãiiiíié €áitíiii^oá'Uiilííh'~é d abtl^, 'o si: 
dr. António AaMlq'k'Cb$ia'^hi)3(»,M&é' 
^ÍÁí^biéãiciíâ^Ái^tiiA^tMidádã^dê HM^'4le 



tBl^(ie.^uf«^,íH^aí\-j^^,el^l Povo? (la S^-, 

««leifS.SWtfl» noiMÍn) JçÉKlifllí^SsMÒ, 
que foi doa religiosos arrabidq^. t^ ft^j^-, 

'Mnr.' Wi.Sí fi»>|rp,íi? w» (erçiBsilpf 

4M po9|te^ dft Ç^í^tiSCÃpaJ, em íjS7,8, ., . r; ^ 
. Q,.^licio..d9 f^pvçpta 9 0^ peçiòúif^, 
eÁ-ee cónligoA, são.fiqj^ pfopi^i^dide i}*> Sfr 
conde^^^lípBlar.,,. ,! „ '■':.! -r-i\,ií 
A poiíca dislAncift da MeaJI)A4f %^ W^' 

Fríéliat, situado nas Caldas dq i^ i^qqf^^j 
sar por Santo Aatao do TojaJ, e m f^^rer 

m mmi>0fH 4».- í»ípi, m'»F»r«»' 
'".'wp.ímpflmç**!'!»?.,!'*''*)— PS 



^"^iUiélíliAlHtóiiitt,'^ 

l/tfliiik'-Íil'Sdà l6iiii''d«<Ljlirij;'ttú£; 
Ibo dos piivaes, comarca, pfxUlHilâSé^ils-* 

*i"iijw 6tà im^m imidaVwws 



iKmPJ- 

,,|m,o li 

\s,m&m£hm 

da Ameixoeira, céleW#' 
LnMeHpWA 

^õ, ♦'- f»*Hs'-~ira»e8iaíáff 'M, f^íTo sr. 

Wiiijl fli«l,»% liiWWif <#íl|i 

lM».i«íUWea^eaMr4ÃiMlk tíutsittui^ 
IH «niesaaii «niiiMinMp jaaltes» 




[syai 



*! ,r;iw.i;) nb 



Orago S. Sebastião, martyr. 



camp 

M« 
■« 
WPf 

rapaz 

aquelle, e uma d'<u|j),s-,||S^a(j(5af^«flfl^-" 
'"^ _.vl,,,„,,i,..,„|.i,6.,™.,0 

# «WM6(ll.l»W»«HB)f '8' •#,««• 
gueogo da coroa. iiiinii ) 

-Vide Bspiçatideira e JKc<i,^|^ 
MErHAllE I luifnn de «ma das jxirtu dsi 
ctudd, que. Bignfica— jwrta <ío i»ip|^^(jj(j 



f^tllf 



\i i ^19 



fttp^j;'4x> ácçdmtDèttftneAio; éuí.—1ftm 'do 

Foi por esta pom qildiniiiòTi^òi entralíW 
4áâDdòiomàrajn~^^a'^dade. * ' ' 

- ÍIÉCO— bòHugtíek aiitigo-4d«Miib; dif^ 
vásiro; aAúíteh). ' ' 

' lttM--:tíHá; Beira Baila, cafe^ áó éon^ 
celbo do srétl boina/èolAlu^cãC dé^YTHk M(m 
de^Tozcda, 51 kílométròs de Lámégo, SMio 
lífi. de Lisboa; tSÓ togosl ' 
Em 1757 tíDiía os mesmòè !Í50^ogos. 

■ ôifagó. SI Bento. ' ' ^ / 

'^fspaáodé tatuègo, disttídio admtúii$ti*i:-' 

tívo dk Giíartia.^ *' ;' • • " ' / • 

A myèá dá cottSÊiehda apreâbutata b tf'' 

gárie, (|Qe tiobá iW/OOO réis de rendimèfii- 

"O còiliS&lh6 da' Aédá' «'cdiApòno djfi 1»' 
áéliddtíiò ikia\mi, tobás bò bi^dò''aé 
ti^Í&^Á^^\oiÚ, C^teíçSo, FdÀte Lòflíga; 
Cõn^f^ Kted^ iÇ^teiro^âosieáiosiPoçd 
do Conto, Pròvií,^ Hátitíádoi^, Vàlfe; de La-' 
dKCeis^' Pa^-PéiieHa, C^iTíi!Kri;ilali^'Co- 
ftiáLÓk. Mat^)Vl e' Bbteirâ: iodas com 

É povoação midto aniii[á, è foi eoUbc&i- 

da. * '• ■ ^ ' • • ■ ■ > 

"b: itfáàaèi Itie Hèà tòrai,'éàí Vróra, bo. 
1.* de junho de 1519. (Itero de foraes nobòt 
da Beira, fl. 155 ▼., cdl^ i}:—Mittíàí'^i 
éáiíftoM, tu pi^^ii M, nóM, ÍXíLH.}' 

'.^ màái ein Wè' áNo, t»m nau toiM 
Óftdçlibjefeaíàttofttoglb. '" 

'^É" fértil efai todbs òs ifeaéM éfò pálz^ v 
&ti tiitiiro é!lè>tfó' tddal()ttaRdáae: ''''' 

"ÉÈbiL ti tOXJMi^tt^taUíi, ntitíto, 
<ii)ina]HJa 'è ' eòdtiéltib' dà f&bflkjlS^kilòiA»- 

'•ha't'/Íi'ltíiítaWt»ltt)s. 

Orago S. SebastiSo, martyr. 

itípiÚM '%' iOsitiào iOtuihistrá^iy* 1le 

Coimbra. " • ' " '■ 

'O Vl^odeÇòji' ^MytèíriMH-b «tira, 
qae ItiUiit lOMMbfit^^de 6i%Htlk'« m 
d^tíar: ■'' •■ :■•"•• '. • •* *'^í^ 

MfiDáS— fregnezia. Donro, ÒMbái^ «) 4ÍÍf 
lÉoÉâMb^kb fU-floioild Ytr^y^«!Me- 
DM- e 16 -iifott«lrbs aèf K.^ (fe'' GMiddtakr,' 

miiéí»: •■■ "'-■■■■ ■'•'' ■■■ 






4 



Orago Santo làÊitét^jUmÊk tMÊmt dll^^ 

tivfBidei)' .J'-. • ; • . -n 

'^BIstMiié^ • è" éUtílIM MflUHlilntiio k 
Pòntoi' ■= '^^ •••• •- *-^^' '. *» 

Otéfnyi^ 4è' LiM^ ^r ^mttia da fèii^ 
e «tt IHmie' das^ Wiito^ niks «d margem » 
qtttf^É A» tKMt^) «pi^eMittMtf^ cora» ^ 
Uàbà tfta» MH M4mi^^^ pé d'aliir. 

flMtá^ ft^g«etiK é'âiluda'«M«rraio imá- 
to^ aMiidiltád6; aiMe «^ aiMBW direíu è 
rio Donro. Nao é<iiatl»letiil;fipr ter p» 
eos terrenos cnltivados; mas os seus peq» 

«4«>i.vwb%«tOttirps/rifpUíS,/Í9, Pffe> 
P»f*^í»íl^/,!WWôa, .arjir(jjce4p9 ptff 
(HfA:g«fb;.de.^;^ana^adf^ 9 ^ 
bem lia aoni moitas eo ln a ftm , £ abni 

de. <«MÍiW. V^ í^.flonWf.JÍwbÇíltõjf^J 
eíç^aW<íf;»»ws..\*f»preíe». » »nictt»j.u> 
la,jri«í Iti^. fiwi Rei^e do. mar. . „„;. , , 
..JflEMWJH-^Tma, $íirj^„$alÍM, coó^ 
, e,,0Qiicglb» de,. Idfinbai Nor^ 5k Idlomêfiii 
,dá óuardã, ian a E.'de LàfaJD^ '^' i«» 
Em 1757 tinba S66^ fogos. 

.^WRaçte, s, ;dtt,HictOi, adwwítfr»»!? * 

prior, gne Uplb 3004000 léis de rendíoM 
,„É,i)oyoa,^ yiM4a>38i^M);oi cid»*)f 
RorUi»te.na ^mjfo doa í^maiíos. qepío W 
das emeo colónias da Lositanliv, comoijP' 

ffli^ço úe «í». ipíneraçdo,i;ij^««}j ^ 
Eusébio e 9 companheiros. ■ i x 

Tambe^ a|)|!ui .nasceu S. ^e«aQro{«# 

ino 3QQ. . ,f. j 

fimora-ae o nome.prmiutivo nesià 
▼pa^o e o one Unha do' tetppo dos ronuL .^ 
o'a<5túàI é árabe,' e dimuíntivo iii ^^^^^^ 
vem a significar cidaÃinka, 

^^ M guerras, ioterminayeis enMtf 
WWt^» <5 maít^p3,.e .4^ot4,fiW^/||»« 
oftiiraiiM^vM <0ii»itii^iaftoíOi 4MmlvJN 
oendliÉf -^ áiimjdl^ |W wt»> vMI ^ 



M6» 

tava abuidoDadâ » sem ler)ffednimtu»4R«i 

Ai9(^lk£iaglKVi SMuMnijKrtowiwi WO- 

HSo lDfti«IUNtnqiM.h*}wi.MI9Í;8qÍiUl^lriPii 
po«30ili«iMlM OHMWW antfgoHMM ; 

i-VhnMltf BUUMMDBklbM detiMjtaB. 
tigo OD mftderD«;id»dD«.'«Bik'iill&:' •if--.'. 

mn. B.«M(iA«rtinMM>fs niHiiiaipicia ; vm 

MfiDES— porni|n«B apiigot^ mpHfAn-, 
M plenhriilãdMflh r ' ' ' : i 

MBDEUO— r»é«il«tti, 'Mlriw, ooanma é 
1)NK»UM dfrPtôSíf30'ltUwetfos n-JiS. de 
Qlifigfc 3^ na N,.dA.M.eboi,,70|^4fl. 
-.Eml7»IVihit.-«Qf>Ko«.... ,. 

Orago S. Martinho, bispo. ,/ . , 

-\MvMa9nia e^at^icta wlqttRiítiaiivf-de 

A mlserieordfa 4a 'Pfíigk .aprewnítan Qi 

;Ur, ,-,. ..,.-,, ..., .,,ua. ;,,..:... 
. , V&SM-^tieamift ■ tr^-çtflIioiiHa, . Ç0r. 
marca do Peso da Itécaa,.0fft(nUw4e^* 
W^Hantu '4*Í'4i>^n>Ío>^ 4li|Qi«etro(|iao 
KB..iÉ>teno,36i^a«N,dãJLMw».. . , ,.. 
Bm 1797 liDtia 65 fogo%,4i^ai:tW> %}0, 

, ÍW^.3Wl«â9^ .■!.,-: ■-.-!>.. ^n,,-.. . 

, m,™'í.?!fíi-..,,...; ..,•■...; ;;,;-.■.„;■ 

o orago de Hedim, taik.O',¥SM HuAVê 
, ftH<aWln*3M>CHAl)di:<tl'W4(!i»l9ti .'; 

^AuiiiKA.<apramiT9. -Pinfm .v>tl*4fi 

. qae linha ISOxOOQj^,. , . -f._ .,;, ^ 

bOÍ«,Rna ,86.traai|»ii». ,(VMfl ^MMw&nfr), l 
MEDlXA— patana árabe— signtBea eMw 

mm^-Mftta ,tMM|4e ,«a i(l4pMdã»i6 
«•,||fr.Mbawi^.«jli, Si]H# ».|PCp(Hm^ 

nkmwuflien íoMii^estmftiiin0»mmiiA 

Um 1*. pag 161 ) ~~ Vida ^«uilHta e 41^ 
«rtto. a pag. li»4a trtrv«tf)net;-:i nir^ 

lIÈlW-aMeia,HiDho„i»lwiAit«#fli- 
llk4liAMWWi««E^oi«,4 UMwHvnao 
8. de Caminha, comarca, #UrieMli«daBiM»- 



HH)! 



m 



ga, 3» ao N. de W(A(*.-: ,. -i.-.., ',!■ n ^Ul 
/1^a;^Mf.|U.lflR0^'u ,> lil. 'I 



(o 
Os persas vencecain qb medos, e detótí, 

é moi.'Viit ftló, no^t^ínp/^IU^eHMiF 
Atigàsio, oiV^-sb 6 nó'à)e'd>e^ir%%,-Vttt^ 
tes.AQ8 nersaa o aos medos. ""' " "'^" ' 



qi 

P< 

nUrtksiUo i^iUtt ifiíitíraf «ílMiUiU 

n'este sittéj « <a|tifl M-èBÚBOftsllMtfr.-bMMJ 

Im jH" ngttttMnpof w MM BttfWjswio 

aos nossoso lho». ''' '"nei^f- .r^^ •' 

■■'^l^tfim '«p/e V'Vetj^'-d!d'1Sa^^Ítt 4pe- 
nas ikiWif ^tmiMfoá^Uf ÍMt«;«<^ 

(/ lbé# «t>"toM, íbtá'biifcKi|iM ■fiiMrti' « 
B!re:iíiftft«af'-*W|tlt. '■■■'■'''■' -^'^v *'■■ 
É eeno qn« estes m<íi,'È«íM*)ê'McÊfí 
Bia tiUbáViU FMM^iáitoiiHKC V a qaOM 
MOipsidoLMiwieaiiAe.DxHBHiri^Maii» 
depois, se dan o nome de MorinMa ia Jlh 
ImilA niJ«-'A-.AMM,*[poifeadB.iUBa» a 



nm éolmen e miiiu« conu qne aÍnd»Mto; 
uMq^viMeAllleitjiaiÉ1tQ»a(«lteoMfts> 



-íLiVItfaiiilconUfde^uMMnfNputii^AH- 

■EDOBHmA ~~ Tide Aramgnháí HmBtS» 

-Qaandfl.)l»n4»v*>fl»f«nl[W)|f£*,^D}r>l9r 



m 



m» 



yoÉúf. 



dfltyA iâlftií8''fflL'i«Ihii4Moliriifa,'V«<íM^ , rmar;<lÊg'9Mim'ê^alíamií'i'maçm 



dalhas de prata, rotiiaisÉÃ ^' '' " 
L*— diz de nnr }iAò-^MlÉ&: ROllA. 

HttPa »fie^ de Pâitesá dítwitá;'«oaaí''i>%a- 
piiJéM ««'Uao-^ «dfaitw-lL>' ' '< ' '-' '<' 

•[ÍP}_ i^ptròl-rÁBL Wiim JapUéM'^- 
i^M^ m xm 'eaVrb, djlopaado pah â tf - 
relu, 'cpà ' o.' raio' e á laíiçai'; ftíi lúdxo dos 
<iiv!dilbív.tiiííe8iíorfo dénaVio:'' ' ' .'' < 
"i>í-í^ílz, de um lááoi-ttOltÀ. Tem ii &-' 
iS^^dé panas á díreiu: Mlo''ápMU»i6 

lado., •■^■■•'-••^ ..-'r--,!., 

p^JDp pqlpi)— HL XVLÍ yíctorU em uip.ca 
^,jouj'íw^ dfrjála/pto a 

Pf|j[qa.J^Q|r,çi(aa um^ çorôi^^ Porbaifo 4fl 
cavaílos, um X. , . \ , , ' . ^ ..,'/'>•■ 
t3-?in4ft » ijni lado . teqai ^à cabçça; h jífâlfrâ,' 
♦«fSfflWft*» ^'^ capacite, .... ,; • . ^. 

çjm flm^íach^, i»a (ju^írigap a galopp, ^ di: 

r^.Ppç baixo da^quadrífia, um, ?. ., , ^ 

,;í^,--HHiz4f5 um fado tltlt^, Oí^^»,^?/^. 

^IH* ^.^yurtíUtÇqm^o c%paçôle ao la^dQ^ adiaft: 

ríDo wtroHtr-liviSBpiP. ?JpílA^-^0|i4íWíM 
rilpa.eauwUo^pWBliaiido ^ d^ 

M^.,d#,(^alttr|i^ Â, es^^df^ ;. .^^ iv»^ 

foice» adiante S. .> j, ,,. . , o v^ 

o9p (Mr9r^*^.w4ápq(^.9Af...y#paai«^a, 

fi <ktT^Ae|«a(Ni:4i^*d^ ninr4adfH^¥At 

Cabeça de Palias, â d¥l>^'<WI«4 m>9l^ 

!>cOi»rioatro4M4j. FliAiliNLi(aLa^¥iMoiia 

■ÉlOrtKt^tpleiHaldo' iáAimta^iiM[i.4oi^M< 

c 9t^*«4t6ili d» ^pn Jràfti# cabeçit^ Wúmí 
AmiqtfÉrda; Dom phntitt. natcineim-do.iMpf 

M^ ariaidò8t黫lpBdajie)eiaiâ«^ OQtoba» 
tendo. No centro um soldado cahidlLí'ri <-!'; 
^^«;^«ate;4ei^VK la«fcK-tfalBOw' fiàbtta/ de 
Palias à direita, com c eapafpáte^Oihtoi 

ialBlllx^A.'^.(>T^^^ '.hiv >. AÓiaaoaaM 

l(iL*i'A«allb> «»)]^dQr#n^ - 



<^IM im»^^«ElflH«âK. HM» «afU| 
a t^&sÉé.iAidiMIi^^liot^Aâi poi^Oa^^ < 

.tfcDIW^E RàTfi» PMOlU&rCMfli^ 
reada, dft;Aiignlo,'á dimiUkri t(...,fn ; 

Dfl^ottth) ta(b-^.'L. GAE8ARB8c'A?9- 

Lúcio, eor pé, óodi^^aí lâffl^b enafein 

catt)^ O' simpi&é' &Hfuus: ' : - - a at^:?» 

11.*— de tim lado a eabe^^-teomadiil 

^ Juptarldípeila.' Atráx Si.Qí' O : í:«C"f* 

'Dó-euttx)Mi. Affrt): BAI^; PIL TicM 
à direita;'6Ítf õartio,'falõ]MA<' tta''í|t»ári| 
com uma coroa e apalma; )^r4>iix»i 
cavaílos, M. " « - \ -uy A .^ 

llA^-^^r^aiÉ 'kdo^R6ttA*. OidMCA^daft 
las, â direita, com o capacete coroait'! 
j^iA&ftii^^ e d4as «strÀllaV;* > n. . * • ; -^i .; ' 

Do òufró^a LVTAÍÍÍ tt. (Sáltef, liíj 
cabeça de mulher, com capacete, á prôi,1 
(^'^Timtmêhík ^Ú a todéi,^i!fatilíaè^1ii 
Certa 'de 'drftáttò.' '• •' íi • í- '•" 'í -'• ^- ' 
' i8/^^^ Há bd^, ealM^ A^l^aittíi^I* 
reita, coiA e^tíaj^bété ao; Mo ;<álrta lèié 
8d,'e'M[lafite'IXíir i ' '"* "^'» ^''"^ ^''' 

Do outro~SBX. PO. ROkA: Rl^stlh 

mulb, 'atéitadoá pkIá'1^|^tt^V*<i'1^ 
Faustulo, em pé, no eentro^lflf^iitríríh» 

i4.«-de lAn ItfdO^GÀBStR^ A^WM 
f/ní< P. FlktEBPimm&^QâbéfáilInA^ 

da, de Augusto, ádiretfal''-^^'! ' ><ií! 

da,^ á' dfrltffa, eèfá^ o Mâ^M^VD 'MMi 

'ÉSBMIOtfO^l^brtV^CII-^iiltlílb^MM^ 
tiibtogMò ddM^^((^ tMMMlic^^^^JMdldBa**^ 

tiMtiá»Mi: dé <l^iA(»^'aa' tlegltl]' «ÍMicMb^l 
BUfÉíHáíhMidty l^^étitfitUioi MTHIMMM 
nÈ.éA^ Poi1b,''M0io Jk\Ík^\Jlàitíi{W^ 

Em i757-1ftRla'10* ft%ó0ll sjRq r «í^^ 
mspatfèfM l»<»*to; 'tettfòte^MiÉilM^ 



01 






i 



cy^: 



esi 



róis de rendimento. 'i'ip«riTif>(;<^T '^n ^Ivi 

iV. B.-— Nao le conítanda com JfoiuMki^ 

«M Aé» «mettio^êaVáttiíiJIáL^ •«fébbttpiH 

-IDUtele^^^èMiili^ «togwft-MoBieieW^ 
nho. A coidiMMlvá *st PjtfeaÉMf Un^afiV') 
fmflMir^Mit^ t«UWifai)do»9lifl^^ o 
BMiite «iioè 'Mif oaaiiw* etiftiMviBrJI^ 
IQiMMtv'«^4<M iWiiMi borram psli 6allii%-»Ai»i 
Mfia^<«'»'UiilgstGaniábria. i ..-:i v ;'r"«: •';* 
Orosio^^ittftradiMCâiiH-ei P|ffMM* Ai^ 

, IX V».) " ' '^'-í ^ -'í' hj-: 

bHtmticâj ^d^ciu iMúmí''j»ai>m $et9fk;*mH 

fvnâidoi por toda a HespanhOtt dm§tm^ âm 
* pmMpiíiUêatniA-íkaiâaaêit]) ->/ »• ri 

m'$ipíêmMmm$..y\Á 'Adu-» oh mit -.n >!> 

nOtt-tdet MaM nÉKWi prtueipaei^teiK^iK 

«MUto HiMvifinnHMu Variirt))É«nripçtai 

MUéf 4D0fnd|»èB« do^inaúdè íéIhi «fai4 

I da de ontroa dois ramos dos Pyrenad^ifo» 

ntXMBloTiadii:» ^aBda* BtckotDm,^agfi 
ifâ^iM# osi^yniíèiHf«olifen9aApMQa}'(lio<A 
jé^f râ^ ^d^ármai «'^^oivíial ^êm'Víwmmtm 
HMVUlMlwmNra petttvIdJBiB doiiHciftâÉ 
(GalllMirft^»imtétchB|ai^ «qÉDaittf«alranai« 
fWiaiid^taMe^fM dMdii^ edi dúafciffiwMi- 
Bliiits^d#MWnihiii(ii i wwBailniÉ hteMtow 

^ákUflitàfinÈtímòJdfwé S^voMaori votos 

f>bi\piiM«itafa|rskirià^«iln«ÉnUMkií^ 
^ «oaumi ommiÈb êBimmUêméÊifiM^eWsiV 
O Flmitò projectara para o aaadi gbiab 
A^lrftò*'^» milMrfiÉ ÉiIWiifcuti^ áss- 
Yiadas algimi tanto do 



BunmM^ pMiii9f)B4 dfseii mlomanintina 
eeiíir^ » l^emnf (Ponfc!»íáia^«.ibteiga^ 
eaeènltaíniiA Alé iiatetoon Mtari0)9inm«Br 
àk^ian^UUmdM) éH BQnro^yHeíBMke dse 
Espada à Cinta« formando. 'graaOeiitalm^ 
etfiPofiBfÉrailttMtfltflkòolitftt 
(AmtetonlínmQ 4aaieetáíTa')A09tiiBha'4ei 
JMMM^tide^A^Míu 5ly eofc ft> do^tk^ itoL)r 
áJ^qnaiVM^oltaaiiàs dimiio nenie d$^ Jfoiílt 

pVsiKn ittonleaMfiHtoK ^kfatnçao asast^ot 
liist oi irf ^> ra a unemvoa^ fBognphòi^ tali|paii^ 
senão Mrálèa|^iltltLVl9i&^Lt>|lat^iS x^qi^ 
tnAioflmHBBiiípçioivloimpt DOitls^tfltte 
mopie^''<nie idiR' }• 'V','^^ ••'•'••^ '•** \^U\.\ -n .«it 

[f ,i"^U' < 'ih '> AvituanCl^ .'\\' y«-««t » '.■«».' 

dtellrfaRrik^£(Mi6ffi>{ - '«fs f.br"-i >-b «iif^-f 

Continua o tronco d*a<|aeliiÉ aywtahlMl^ 

êÍÊgi^ftam^-èm^ià «fl^iiArdejMttBii o 

ramo de Laroneo, e segne direito ao O., ca^ 

alMdsrt>diiClMW<^ e^eecniia — id i y a f< » |to» 
fmowtÊ9ê^ •MlMdoftVfMr aDdMt flaliiai»\# 
oceBpam\«0BO\«Ba«ÉÍ9, aiA*ai«tMlM«kV\'uv 
>.'N*ttla<<adeia Af^imbiééIm es^«Miii% 
MtàáUttfvfÊÈ^ íOttíhWMíê-tm^itêKWp «pp9a«en 
a'i«|taiè«eiáà (d«^Affa"(iUi <«iMtpalainltf 
no^fln dai^iai«\ de'|i«9«;IMIi«dti>ÍJ^iak> 
')t)On«ta)lnmttoaiMiaiyvaMiooll hislariM^ 
res antigos, diz (Oros. HUt. Liv. 6.*( tt|» 

M^ pM^íám <mdifftiff)An >'>n6 .toii fo.i 

dsiwÉniiij rfif niiidy^tFwwttdqiiftnfiiiÉnui jrti M^w 
iflr MMtoref)^da\ âiilÍHiiff^r.f4i0,s)C0K»M^jdt 
tofçties e motUet, confinaáintoism\MEkstMò;i 
p^]fm miD(Diaa^40lf itmÁfofeM» ■flqmro 
ieguas de extensão^ o WÊ m í ê Mà ã i H ^fm éè) 
íé^f Umiámw lê ní ao ,fdniV|iil^i)fiidi-lllife- 
/toMÍJ^Mi#^1Mliáilidft0M«fnA «oh offl 

0(ipj9deàl<|riB.dBtR tMttKagiifl mmmm'^ 
qae Ptolomen dá o nome de Edulio^ (M^T 
Tábua da Earopaf<isvigL tt) itiit T^.TI mH 

Era pois o naflU IfsBUlIftMioepiinylos 
iJMMMtiS 1 iBiKèMacfcifiÉO Mba>ai4iMi'>{iB0- 
ríor, e, segando as suas awiirlwmrWsMma 



fi8 



acenai -aferra J'ulff^ oiidntistov^lii^iMM»^ 
iBlB viiCitpw aMaiwitliHti ééeáilflia^tta** 
sds eitHtHlMçdaí^ 4 aiè da.«aleMaM*a»/dé 

^ MBBRSUft ott^ mEUaiBWtÊiMi**^9títm^ 
fÉestaUgo^H-contenri^fl^ ftonlnaattilnMi- 
tto. BâiàtfúM u émiQ^'jm^ido^iUi90á^\dmA 
ptwitdà* oc aocmflMMldt d» iltte^oMrw^ 
porque eram barregueiroi ^amancetedoi) 
^ttMen e ptfátondáiMipoai Mi' f|yn9Â<) ^ 
VèUl^á'êlk^ãB'^um 9teriaminmmfbÊkmúu 
almitfoaf.iXCaêLiúL bif^«^ tlt^iH^ SI4.«)>.! 

MlRFmiTO-tpogftignfti iptágo^^-SMOii»' 
to. Df retida em esse logo Oogati) 4r PMifáoy 
e formal do dito casal, V maraviOs e meo, 
pêra o meéfesto. (Doa da Paço de Sonsa, de 
4425.) 

Esitom^iefyUoioB^^atwdkstomfktõèt/^ersi 
parte dá renda qae se ftoeatavio^áiritoaa^ 

oMria^aeeleiMitiBo/ 

' Bii!lHB^>^ pertqym aiitipL««^jnBdipiieii' 

Oinflnnii^ «iIUniBtiH<4pilrtagtaB 

alMffiin^^^flteiaft naelnalm^ /aMist^iqna^eiert* 
ae^oriíiiierflnstet.*''^ giys iwfcilmarfi 
^uefím^^à-miánúrmmfiMaímáBBiêemmucçm'' 
pridíàsrêê^èm-^Mi^ .pHas^mmttm^quBt^m,' e 
fÉ tiwii yyar d>iéfti0faMi0ia>«olNO^tait»*lM: 
afMS/aqm jiDfta^i^M (èeteiniiia.qQB>iao§(> 
tia»2a'jlívailo *s pmtãi^M) Hi»^n&m)9me* 
Témfiãaír^eiMltn4gtlêàpotíiɧen$'9 cNt^x 
niitpigiiig; (Hooi.^a cai— ra /dg» PffBt^T de 
1901.) .• '..: -'.vx ./. ••' -if , . . ^sT 
Em' i40i, aecordaoi^Mbiaa eâfiw^ ^ 
PoUa^ ^ae'*^^! «Mtfmtai^ áa miMa .tiãade 
fOlií^façm^íbfm^df^Êma àMe pr )iaàkNÍèi.«è^ 

iHHúM MÁtmPOsa^ -> \ . . • , .. 

MSBBO e depoiiini^poDlagiifli avfifo 
(daMWjd<^>llilI) ■ y mm,^ / > - ■ 

lIII-4nf oaífa^Víaba, eoiiMiMi^a^Mlie#>« 
lho dos Arcoè'^ lallaf.da' Vet^M jdlfllMa^ 
M»««daBiag%fMi «)N.éaLMbaa»M60 

Em 1757 tinhaiiy |pfDSfii)< -!);.») i[* * r.n^ ) 
iOrai|0}& IfartioM^ liiipauí ^ :.,:| .^^ji 
* ArciMitnida:deBiafá,>diitrie|o aÍBÍBái4 

t^Os^^AsdondM/de^Ha Jfoitf da £«aaiill 



V 



róis de rendimento. 
O antigo nome doesta tnffmÊ^ 



Ni D.> lMaíaaiteiliv*i|kOr lnwa«M» «líivi 
D. Joio Fernandes de Solto Jfaqnr» «a 
ia&^FaaM>K4epQis«i parpadnttia-AMiÉ' 
cMdas.úé VáHa Hfota^da GfiPittlm. ; 

MiliUWHQ ^a liEiaA-ir|»ac«il9iM» 
tiga-^ m m elB i u o -qaaiiem maúé^iflV ada 
ma emkL o at» ^rae feiío- for ^maiaêa m 
qnalqner negocia; ojqna dá . m jnacièt m 
tada da*>ma(la de nma jNriqiriedail04 

■âiadahqtaaeséá o>aome4a m mêi m aoJ^ 
gàr OB aMeiai qaaiiiMeAM a -iOãA frag» 
zlas Silifnatj^amtfnai^.oa aov vIÁiiihO' f« 
tem dois parochos. 

rl8.|KMroaç^ 4te. astia ii'fl»taA. «ima- 
siMNíai^ MMuMLtA pmceirosiaaMHlnagri 
maea«paga»aail)enfeaw^.f^m awMaaoa 
paao^^^B fta sagoíala a ontni. .Oa aaaa* 
martoaaigiiom a ■Mfcma.\prttíea;.i9aaa 
eatorree. ne^geraè oastnaum . ser. »m oa 
aô- finaparia,* . <• • < .. ^.*. 



Já se Té qna «dUt irdem ia.aoaaM-tt 
emÉsIgp awiitD» tnéoatwpieiíte^je, émimni 
daifanie a FMBoa imiiasiiiTal 4na aíMda q» 
si no fim do seenlo XIX« aa «aaaartf ^eiH 
absardov a^íB^fèat moâlM aanaaaafdmrt 
tar «ptifaiiÉidii^ lati muna- devaila Mkmt 
Para padM éè iaaaaiiOidiB|«mlaf daniM 
euqpoi^lfB; >!' i "'.'.- • . . 

No concelho da Foiva lia-aiiia;aUato.á* 
tuada na margem direita do rio Inka, dbt 
mada úiôMta:' TéM Mlègba>ff«aaio«^ 
tMòsí dÉ.telneiia ^/ilflnMi^.%itf'A^ 
a9B.anDoid*6ila beapeaia» entnada éf^^fút 
kabA irdaiada.úiirtMia^ um anpa^^.^ 
oam da^mratdaa firapiéaias^qaaalia* 

.«Aaalddis da d4m||b a^da Arriilaaii* 
Baaam 'âa.;fraawaiaA <6aaádai{)a»ailM 
4a dfia inaiMia dç Yalla^A aldeia tePtt^ 
eegBeivMii^iDBa k^pmimMns da|Cj|aM» 
e os mais meieiros do Valte e de Cmêái^ 

í AdMBUidaiFaraMh^-é^yaataMMra^* 
Yalle, >a ^pdau «MMitNi dSeaiao tafiMiil « 
daidalfattA • ^.-^a -'^. >,n -<.m'< c 



A aUMidaiGlutt éllMbeai mimaMm 



Iffil 

os prejuízos que esta barafttililí fláisH iM^ 
piv9% .Wiijyfeftmhot/B <âtè iás.UUMUvttA* 

í; .Bá^t«ildi0ni>Bantt«i'iôàiiàBaB,. ipiè ji 
tám»tivaiqpitf0íé»^.^ma.irfiflnrin : i * l; 
i^tAiBM^hírlép ^aoDlaiilaite: ItooM^ pottl 
«i|á*flkn«iaitoft oiÉs»«ttqBfèM.irfflla oUIép 

^pntp ^ttiteMoroBiMundiaié ifeiwvdK 
^om tinha hwné€V»^m»milámmkm>{\má^ 



O» 



!):* 



;>\.).j: 



:»• -íp, í.M M'. ^ '. 



/ f^aíUiI 



tèil^^Mteb! Kéiii^ itfta»j ^íhMo, «io; « <^ > 

meqne se oaTa aos frnctâ^ qae se venciam 



HêWHAi 




MEIATÁDE— portagaez a^tfgpr-tfivf tad^ 
(DodUBento das (r9irM^4ejS,.6ef)l9.d^4ve 

-tíl*,»Wf4|8^*í .9t ftoWV a^ »e^^lx 

ma signifieação. u:». o* : . v o^, 

-7inBBI4QamrpttrtwiM, a«l^|»mfiiXlÍldo 

idiòWéb tíiki!Íd(^iídíkMiiféMíl^^ 
lia iromerosos Testlglos \Éè^^éM«frdb^ii 
áttfVMtnMij^Mf HMi W fliMíWAIlifein 
4NM«s« doYidMlíó^oiiMidait MÊMmtítfj^f'^ 
'^mfi«lítttzte'«|)B. 1)liÍÉ^'dfiPCMIM'(«Éo 
jánao existe) appiÉMil>«iáu»biitMiK«oiÉ 
esUPlÉMHp^iii-i* t MUxMOHmaau 



tASTELL^. |^£¥)yifO| t,,:> ,:. , , 
MONUMENTUM FEGE- 

I 'iAiitíMiatt'i '.'».«• '•"" /'li*... 

MEXEmO— Vide JSffúufMfo: ' > ,- >> ^i i' • 

PUêcom^ (Déto:v«i^'AlpM|aAda, de 1379.;j 
uMBiranO)» ouv lIBIMimS— fregaezia, 

Btftwilliá^ «MWilMHIt Aunáca» eomarca» 

Mpatfo « e >lcHiMb0iMi> da l»amego, 3M ao 

Ml-^ysM^^aO fiiboaj ^<iit".-u) 
Bm iWTiiiliflia 14 ftHpél • t> 
^•Olraitci-^SfitoilItaria f^BMlk Senhora da 

í«ttf1ttoi\adiiilatatnM^ dsriViseiL 
^€lsiiii»|Mmid»TPaiiiltaí«pr68entaTam o 

mfaiífíi'^^€>)UdÈikíWm(MM^íréis.áe rendi- 
mento. .í;:.t / »Mí. '» 

^MEMitMIiregikMlii BeiÉaJliiísMoalDiíI^ 
ca4è*ldlilitaai9lofB, OMieèlha>dd>fiWMHM<W.v 
a0bkiliiMiMá»iGim«aijÍ8(HLGEa;«iBs- 

JkaísmiiíAaíW titò^ >. '-h ^ ...4 ..: 
Orago o Salvadoí^'^ « * * :*: Vi- i .<i3 
'Kispaioiáa feaida, Hiiatâc» admftiitfa- 
tívo de Caatello Branco. .m-*/'*/^ 

^"Ovitíilfadiíoadò apaaaeiítiffvbiiiv, qoe 
tinha 200^000 réis de sm É imo ata u ?/.. < 
^O«iMtmi^d/ésláf/íregKMzla^](segniiil0rjlkU J. 
de Sonsa, Vestígios da Lingua arábiga) A 
ãMVafiiiiiaKpftiatr» attba* iísamÊá, niHDe 
preprivéi 'ttooiàmi i ttgoiiw *%-^<Hm«áfiiiaiif^ 
seguro^iptiMadot #.i/ •: -f» i li.í.; v a;:': i 'if' 
£fiRar6C9^meviiis f nvoíveli «ep^ eettmptSo 
da paUrra ee\úos»^mímem.Tíié^m]líiúák 

i)|aai<ML4e*a|i|eilÉ^BeÉn iâisaiHvnniH 
ca-jdBiidairitaNovQijeoofelteids^AaÉttlMiqi^ 
40 kilometros da Goarda, 275 ao.&láe bia^ 

toa^litOJfb|fOsL^nx!<i >.';>. •> :>ôuo'i •»!>> iu4 



aa 



. u 



Ongo No0M BiwtWTE 4» <G<pcei^. 

BIffpado da Gotida» 4irtrtBto adminktn- 
tíTO de Caslellor' Branco. 

A mesa da conseieoqã apresentaTa o vi- 
gário, que tinha eo#iMO léia. 

Segondo Cr. Jisãtitúe^8Êúa^ fVetíigios da 
Lmgua Arábica) o nome d*e8ta (regnesía, 
dm¥li*«» de 3í<MMa,|»cAiapMpcio éi^liNi- 
Unr» q^otvenido.DMaMifirbo^á «imiai 41M1 
qner dizer-^^esiar «igafi». fiiac^ eoantonlo» 
conservada» eto. ^ ^-.yx.-,''^-' 

- ftÉeefrfPe» ^^naot dist» , at gM itB l q;: MPe 
tottmaia^ probâMIádaAi vir áei iíteiM^ qm 
taatfMiftM^proniuwUvairMiíSA.. v "« 
i vf I O #adr«'CUtTatto na. au 

floD» toa « aegM^ ^iiiiir 4M 
.e^latf dnaa «iNittetiai <A» «• 
provineia doi MiokiM-Uâfftdv 
do BMtoi S dMUiifcm (éfto. 
g%Ma aanprer.éiL^Baioa-Aú- 
xa, e desde tempos reiMisif^ 
tom ^pèirmifltiQinbA: maia ide 
• qul atmos^ ns^tenrilSfrW dkvUs- 
; fMátt 4a idaitià (a ífelM) «M 



1/ •' 






6 da Guarda. <• ' jr 

MEIMOA— ribeira, BÉIr»Btfxa;mífaace 
Ui6fiaí»eanadiaeér « Vmaia^^MaokmiÊÊX' 
pn 8^pii«dadaíiZdBere,'imiCDia:AiMríi.».'* 
-laoiraOM^ÉSigiMiai; íDfliu%! jaenátaai*.^ 
eonceiho de Lousada, iSjkíiooislfosd» H& 
do Porto, 345 ao ILjdd Usboli; MMIbgQli 
Em 1757 tinha 3i4 fofoa., .<(.;.. z* 
' fOriv» Santa afarfa,:(Nonli âeièoir» ias 
Neves). .• ••í» i-í <-• -t . 'j ■•. ."/ít 

'i^ aMffrimetfo «iage Jbi* SàBi|o(91iytBo, 
eomoadiafli^eattrA'-!! . .-r .xvi.*./:'; ^.•,. ; 
iBllpilioíse distrklt*^daúúlBtnltarD< ^0 

ÍOrtOt"l \»» ^o "M ^ «.'« ><'.v\>.>'( .' r.TW > 'il 

h(MÍ ímansh eottt^ a-éritiwra^íÉiuifa ImH 
^ lodaa os-geoBícuuijpifleiaadD iKssiiDrgaici 
Cria muito gado de toda a (lairtídatfeionv^^t' 
cf ^rmdtta apieáeotwai^^ «fgario^Tqiie-tiaha 
ll«OtttréibIe.ieMteealiili(M:i ;:;/,•.:<( r.b 
Os bispos do Porto eram senhores d'eila 
lnaníi^''quíttl iMBiiilaípir-AmMWlVor 
<nMllMo'fbBbeiii'4ne<aqnitfiihla a(>lutf)ca*» 

Foi este eonde que no annoMI§Oltfilitz^atf 
relíquias de Santa^>llÉíi,dridluMllefne- 



de Ajntlnniai aa pw^wa- íleMna^aAft 
d o este a M(».iparttr ».>».»diiiw>i»i. > 

>Pae»idini»algWMt<t|ie.es»># ofi i H Í o l 
Sff ^ftd f^fMBMwmili ttoaio juosa íés JIh 

Qna- ím 4a ^Tifani ^do iSfwiaa q aaiasÉ 

QWiM.MaMlair'.. ; 

loa Uaá, áeaíD. AfciJwflpigiqpifH 
Hugo, bispo do Porto^ a egrefa de Sê 
lííypm, dnAfeánAte, JBsta ipija lirtiiái 
de um nihinÉHlmn iriBintfnífimMe im 
M d« maiigaá beÉfldWiio% 



^^ 



eilataiiava..8ii9pO«4aff qva-^enb 
Ml^wnii FeiiÃaauVol'piilreai'UM(i p 
prineipe, com aaMorisi^iiâ» pafránii 

cbiatA^d»«aiilii(i.MiMiHk .'.\ , .. . 1 

-MliO*-9if«BBiia» wtfMb,^ «iliaa^t1M 
muitas vezes na mesma aocepçao^^^vÉaiM 

(Doe/ de. Al»endpvM«iii <^.Mt7HVMB J 
BEÍcm-portQéuek intigi^&iei&^J^'' 

comarca, bispado^ distrieío adminjutoOTi 
9 kilometros da Goarda, 900 a E. le ti 

b<iâ,'«»-lbtbí.' ^ .'it-v-aaATAHi 

Orago Nossa Setíbot* 9k AiAdi^.''* 

grua e o pé tfaltar. " . «'"""5"' '" 

ritorio eoiDpreheádM«iiiai'ÍiiBMic(iaurii 

rnijPHIIBnilr<-PArUUieMBt|fftrriMR^ 
ekeotttaiV4M alliM»gM(.G(M|iMkW« iNUM^ 
9if>:derfitnMld«pnti(|» .0(M^«fli|(WrMII'' 

MEUUIiHO-MÓR — porta0M9tiifMÍ|ib!! 




Kl» 

fMt*(fti2er^TnâNMtt que ^eM» 86^n- 

ieSy vi lias ou comarcas, pari te^reioi }Mt- 
Ca, segifbdo 0'1M!l'')bèB-âetetttifiMr^<; e^ha* 
via meirinho-mór de tdtfe^^r^iH^ A«8te 
IJttVtciáMIáÉlfiâè^iítoMíii Ú9ik fiÉ^mànm co- 
mo prender fldaldos elMOMm degraiíáeéa- 

má&, tík^áiMf^ifõí^n^ ^Btktm otmM' cotos 

«J|(tte^l»' cii^va a «OMoridalSe daé Ittáti- 

[Cod. Alf., livro 1.% tit. 60.) Vtdé Jtf AiMifo. 
^1) O^^yffldbide doMiiiAíiii-tílôr, ent Já^^he- 
4Íliid"Mi PéHdifal anfte^da conde D. HéoH- 
-q^^ipéte ett^l074,tdAaMdán Leaú^eOas- 
tella, t^.-Fém^liiéo Iil>(^t9afiié) sCttlEnado- 
-Há iDfoKo^TnictésMdès, meirhiho^inór na 
'Qia^ti^ibiiaâiiréí j^Hngtiesa, e áen illio, Mèii- 
-«^«'Dffts, na* Beira. * 

O nso antigo doeste reino, era li»yer qua- 
ntia ttei!^Ínliò9=Aâr^,'^4áido9 pelas ^tHitro 
iJ{Hifioipae»'ix)nÊapea^-^it/«^-llotff^ (Entre-^ 
i^Bobto ê Hinliol ê>TraS'0a-]fòotes) BeMt (as 
I daas, ou Aquém Douro) Extremaâuta-^ En- 
(^^eTeJò € iGMéHááa. Depois se fex tífMs um 
ílK) AP^fve: 

< ' Iffa «^miròa de Aíém-D(mro, se cottipre- 

^ hendiam as proTincias de Enm Dotiro e 

Ifinbo, é Traz^os-Monfés, que depois se vie- 

r^YUrn a' sépàífar, eito diflérentés meiritAio»^ 

'!liói'es.'Táftnt)en}, algumas veees, andou a 

'fieil^a, orú nio tnefrinhsdo-viér de Além-Dou^ 

>f Oj 01^ no ãd Extremadura. ' ' ""' 

' |'AIM d^^ted meirfotios-móresdascomár^ 

-'«kl,- baVia 0^ fHièirMuHnêr étó reino, que' era 

o seu chefe;' "í ! - • • . ■.!•!.. 

.' 'í0'j[írfinefré -melrlnho-mór que vi&fo inen- 
''^iúúHãú.if D. 'fero Louréé^o, que settSSri-» 
ga» iíi^»4viíiiir iikit^ím Pofftft;: em> Utaa di^i 
çao que à ordem d!e S. Thíago fez D.''Sáii^ 
cho II, da villa d« AQtisftêl; etn Lisboa, 4 
3idemarQOídni35.'" :/•.'•- ^«' i 
L DiYadcO MaiP(fbl^1^ineriteV^r&«efrAiho4 
mór"d^ ;mèd é fkim,iú6'MàiMèé^D:im 

•í(rtiáé'-!tt, 'eiej^ • ••■ ••' - -- ; 

"08 'que desejarem* saW V$9 'ne^ 



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/ííffVMeffcíáSqúe òáíttíalgos feziádi aos sôua 
'»^a8áHteí-íbtta#''péT6. •' : '^C '- <^^ ^* 'J^í • » 



1M0I d0 toiMiesflMfarifiliiNMl^ 
ife» qna bottfve teou Pòrtugiimiai- 
dè DJMwAo B^vté 11: All^iao 

de-^Di^ Loit >4]tfÉttiMi éeitmâi, 
» ^lem.'i.«/pagr4et^M|[0Ítiie;?i> 

Durou o uso dos meirinbos-mérei-idis 
'pm'iin0ía8,'defiNÍe • -priíft^^io droMuai^ia, 
até én» tèliiái dto D/ AffdDMr Y/ qMftMki 
«» inairfnbdMiiórea' dás «oiBifeàs^^^soÍMMr- 
'^KáMdo illnr^sóteelritiiio*mér,*qtiiideMi[)iiiita 
MtriUkihmóír vio oM» irf^o.*0*t)ríméífio 
que,''depols ^da áuppfeisiio^ d^^oocroa, M^ 
este emprego, «uptàieNse aer D. Oenfalo Om- 
tlntoçpoiaqte omesaKyrel é âMifUd em 
4446, AoméandaMarAm de'TáVoto,«á>li4e 
abril' 4*esêe'aniMí;<Na'earta. de-uèmea^^ diz 
o rei que o ínmínieirMMiiiié^daeMíie 
de todos 0$ seus senhorios, assim como era 
D.'GonÇalb CoíOhêkõ, qae, pat êH^^dè^offi- 
tio, periêí^ este loífàii^:" " ' • -íJ 

nnbam osmefriíiboe-aiórss JvHsiie^ 
9olire os niobres e fidalgos, da» snaa ootúareaiB, 
e que consta lie uma *èarta régfarqvio ^Mia- 
va 110'eaftoiio do mòsleiro «de Pedroso; 'fdi- 
tft' por D; DMfe, ne aniiò de I1H^9,' primeiro 
d0 9eu reittâde. ' * • •> 

Pnyftam 'os Juizes ordinários: daa vitM e 
concelhos ; tomavam Conbeefttietlto^das èáU- 
áas eiveis; passavam cartas^ée ^ngitimaçCes; 
flnaimentcl, era tie graude a suà^iuctorMá- 
te, que etMrespondia á dos adkmtadoSy^^à," 
eedende á dos governadores das oasas do 
eivei e regedores -dad rèíações'. ■ . ^ '-»*í 

Tratando as OrdenaçSes do Rãii^, d^ of- 
#cio de itíeirinbo-mór} nó livro 4> titi IV^ 
«e dls-^Ao s&u of/iciofêrÊenée fréndt^pessóHs 
de èstado\'.e grandes 'fklafgos esenhoresde 
tertaéy e taès,^^t& as oiêtrn^ juêtiças oe mão 
possam bem prender, e assim levantar aSfér- 
^s que pélas toê» pessoas éefnm feita»,- ^an- 
é&por aòs /A« j^m(}nAz(l^r— Dii miilsi fie 
— Ao meirínho-môr pertence pôr, da sud in&o, 
>ikní'i»kfrinko,^*'que Mnde continuamente na 

' ' Dft C/lroitto d^' I>. Jóbó^il, i^or Garcia de 

Vézênde, se^vê/que Ds-b^fehrinhosmóres 

flM^Éta^^èMgadòsf-faiadstítitf^-â^Jexecuçôes de 

*teie#te,'idas pessoas* frandes^; 'forque, recu- 

sando-se D. Fraucisc<^49oMnho, conde de 



I6S 



Mirtdtft ii^m «ml^ lei». OAvrinho-mór do 
rtbuiJiAjftiliiltíc^ WMUIQMi^da Aaqoe de Bn- 
i«D03^ W 1M}| «UafitdQBerparente d'e8- 
M^ #4Wi ibe fie^iioa »ide«eqlpa, e mandou 
aanrtr de nwíriiite-jnAéi» Of*f awiiacto, a Fran^ 
cÍ8eo4aJUveir»;qoer^Íil}a>^cio de coa4 

' ^«Blrtiieiaco^iitttho, lu^f0ita,m»rúibo( 
«óff.|MW(D;/AffiiDlQ'. Vv em W% diuido^boi 
tniío^^ (erraa d& l!oQ»>rada;<e: Aiaiaon^n 
Ihe^.yoff earlur^gia, dAiada.4e Sai^iiiww,aj 
SO de. maio d'eese ^mii-^em/CéinHiínraifia 

mr§Lm aetMio anfmsíto /tm'parte$\4^ ui/HodJ 
• HambeiD M «MkiAborin^.Pi^f^ívaÁ^ilQ 
D.;1pH Jjy Jiify id<» 8«im, e(wb^r4e 9írip-| 
Cél e de Sagr(ie»i0 ,aaceinlei»te 4e» eondeatdoí 
«Kndo^etBwqtteiea da MIaaa. • 



\ 1 1( 



i' / 1 



-♦t. 



Dl P4»dro U, (ez oDeirinha-nár a D.>Fer 
nao Martins Marearente^ %,9cwá» de Obí-; 
4Qe«(a UAbeai €^de da JPatoa.e do Sabvgal^ 
por. ana miklher». a eoodessa^ D. Britea Maa-: 
oaMoliafl, filha .de d! João llaaeareotàae» li 
eende da Fatea. e S."" eonde do Sabogal, < 
' «Fei^i^o liascarQnbAaeontíowaiaaer.meíi 
rinho-mór no reinado de P^ JeSo Y, aendq 
também 410. doa irmioa deace. nomarcha.. 
raUeeeaemJ19Mi.ro de Í7i9. 

8egaia-ae no eqiprego, aea > âllv» .1% Di 
Xa^ttel Maacarenbaa e Ç*8tello Branco, iieit 
Mleolmeoio do primogemio^ q^o era D^ 
Franeisoo de Asais MMaareobaa, conde dai 
Palma, que morreu em vida 4^ aeu pae. i 

Desde entaa tem*se. sempre conservado g( 
oflcio de meíripho-Diór, aos condes de Obti-i 
4oa e Sabugal, peio que ae denominam cen-j 
dé9 mãmnhos^-márfis, ocyo emprego nãos^ 
aotuaimenle p^iala do que ^m Ululo bonori-> 
flco. . 

JÍ^.aalual eonde.de Sabugal e Objdoa» oarJ 
D^ jàuia' de Aaa&a llaacareiibaa« (Vide M¥^ 

Nao é bcye facili peba aa8igna«< 
turas nos diversos documento^ 
d*a4UPÍIe8 tampoa^aaber-seqpaea 
eram jQe meirínbos^móreado nd-* 
AO OH. de comarea; pocfue^ m^\ 
|od^ aasignavam simpleamMite 



'|-||BBMWWg^egiwt»;, Tn i T pei fcp i 

cornara ftieeimiflMn40'lfegA4#w% 491 
]ie«e»rM.i^ MS. de Kiii^ Mff :«»! %*ii 
boi« 470 fegpaw .. . t . - .. 1 
.• {Kra/Í707 MnbaiMtfogep. « * 
• Orago^&^Benio.. / . ;, ^ . 
AMeMeMMle da Bracib 4iaiEMÉ» ndnÉ 

, aabbade # qaeceUo^4|niDOii MUm. e fe 
meaia d'eilftittflaiBO flonfyiibifcl iMwaaii 
o vigário, que tinha 6^000 r#ft 4^,4mepi 
eOipéd*a|t^. , . ^ 

JWItOK— foiiHwieit iHHJge^THdeimáii 
.jBfim,-*maí4MiTnoaae» halitMi€«9» «kH 
Alaee qiie^ loiw^iee.leeqilarm 4M^â» 
^wriPt^Bate^i^ttieiaim en.Pjemagaki 

ffipa domuentoe deaeeiHMoa ^lie JUEbff 

casa ou mosteiro do 



to.de teiqpiiarioiu 

4fElTE(ikloa44JiSjPqCM^MWn»i 

4von^atoâ9Q 4t^q 8a(|ai¥a.i»p*iiiwdnm^ 
9r^i»^meirjo^ ^qa.pediai media « lurreeidJ 
1^ íóroa 9^^$* . 

Faaiammitae e tao gmidea .exionieii 
povo, estes beleguins, que os rete.af» fim 
na. aeceasidadede p4r Ireio â aoa eiM 
inaaeiavel. , . . 1 

i)..Diaii,;aa earU de iôm fae.pMn' 
A Aot^nio £a(eve^id^.F<0^ti#tna.áfe CakHk 
junto a Lamego, em . 128Â,.^piie89aflai 
4xí:--^Et jyro aimiUigo 4mi.fofid^ JB«|# 
troa documento» dq aeculo XIV». ae declia 
•qu(9 se daria èor^ ,ao mpràon^Q« pacav» 
vexar o& lavradorea», obrigai^ -o^ a ^ 
sentarem-lhe manjares delicadoa* 

HEIZf DQ -^ freguetta, Tr^H>fr^QBia, 
eoncelbe^ .comarca, bispadp ^ dístríeto ^ 
BragaAjQa; 60 kilometros^di^ Múrandas^^ 
N. Hle Lieboa, 75- fogos; 

Em 1757 tinba.6aíogos. 

Orago Santo André, appstpicu . 

A casa de Braganga apreaeiKa^va. o abM^ | 
ique linba 4004000 réia de ve^dkneiHo, 

Estou convencido que o nocjee d^es^ fit* 
gueiia e| das seguinte^ que « téem egM^ 
corrupção de Ameixêdo (ameixial, ou somÍ' 
xoal), por que em 9)9, os condes Ludifio Ti* 
marSes e Rodrigo Locidlo» è outros ftdalfv, 
I entre as egr^jas que ^ram ae^,mes|áPo'^ 



4llBtNniMfi^<»i'lioitiiá«aí-u' ^ 

Ameixêdo. (Vide Cresinma, pa((í i4T ib ^ ; 

. ■ ^ HBUrog**^ ftrétWBifa^^ MíiituH> teoiwdlifo| 
owuurer^« ídiBirlotDidft^iliiM; iW^Usaict- ] 

'^ Bm6f7ll7,4hlh«.'97nfb||ip. *o>.:»i < n ; 

'Anusbispaâo db Braga;/ *'.^ vui^i ,.:ui.\vu\ 
A' «0ttrá> apreAntáfto «latobaflei^^aa tkrtia 
»lW#(m»réif «da reiMttiiieiíto.^ : '. /^ \u > 
I X' Vmq Itt MoHos aaiids lÉMiiiima» firaguetía 

I *«diii,*«a^Oibattiíiiii) > '*> -^ ':''• ->>'•> :^^'" 
I '. o JaMiada i^ódo» rmdir «lii cpiaàiaeiy^das 

I ' * Ai^ninfei úà^fióéí eoáiiveBdatarJtt^oswMi- ' 
I teiros de S. Salvador e S. Glaadio, DaàSaaÊoi 
'da RooIh; líue tetéttlioèi ^luiseu dnéen-; 
I dente, Francisco da Rocha i«Gdx%fleoll0r'A) 
|- moÉgsdo 4a PonciHaa ''-"- ;• 
I A|[BIXfiDO>ol& M&iXE»a *Ht fregOBiia, 
DÉrãft-^od-MotíuO)' eomafotie ooiicellip, adltí- 
, lometros a E. de Montalegre, 72 kilaoulvds 
j âiNBi 4e^Brafia^ 420^10 ilide liltaii 65 fo- 
^ Oeéí •• :'.!.:•.•»■ 

fim Í7S7 tiõlia 70ifogaa.:< - s > ^ 
Orâga S. >lí«riA 0<<M8a 8diilii»à4ft'ABSiiBi- 
I pção.) 

^ Aveebíspado de firag8;idi8Crjeio^.aifflíliis-< 

nU¥d 4d Vilta Heaii 

Fei iKMira e fOlAí ÈjkSMímfaêdBSatmao.' 

0<{»a^a e a mttra apresentavam alterÉaiti-; 

távMnte o abbadoí que jtinha^ JUtOjIOM seis 

de rendimento. 

Á egrejaf matrii; é'pe<|«ena, mas das me- 
lhores d- estes^aitioK. r 

fi Situada èm UDiaVcoIlitia, ao Sal da ser-! 
m de Laroueo, entre vxks^ te* origens do rio; 
Cávado, éda de um ribeitx>^.<afaQente do Tâ-. 
mega. 

, Goaip|õe-se esta fregUezia, apenas de ^nsíS' 
jpóvõáçCie^. ^^dch (onde ,està a r^grêja) e' 

O terríterie'*â'iKpiii éarenoso, fnki.e-dei*! 
âj^ríttado, é5ó ^múz centeio, bàlàtài^, tfàbosi 
e.algipãfhortííiça, , , . . 

. Ha m fregiiie^ih pvoxiaia a òp O» áe Hei-: 
xédo, a capella dl S: 



I8B 

ojfcmsAfideii daiOnéè^Bo da Ghan, nas« 
^iO> f iâ»iliíuiraila» i(Wd0<eaMi^avra.) 
■':*0^oaÉe(dfeBla>ilregBeiiaí»ida8 doas ante« 
(cedéntefe^ ^é iinil9)<pnipair)|b4ae seja corra- 
Kiepoiii«Barpe^eiáBiitiimK^, como dis* 
^ aa ^qi^níneirái^ipofftejcâl^iiDa pretendem 
(qa0.veBltt^/|iNia4iiBi(dMri(^^ significa 
iMenttola^lKiQltíita^áiaiietOydlrropçã^^ ete.— ^ 
dq- >ir«itb ^auHUá^^Meitniré^^SMÇa, impellir, 

- ':iftlBtBISíntfaeywtiat MatOf -Montes, eo- 
^]iiavo»!eKÇO0MttàOKdii Montalepè, 80 kilome- 
tifaai^^NBd áenfinm^ 480'^ |C. de Lisboa, 
.4ftiffl(pM. «'H'Hb '.;t; .'•...;-■ > 

: ^(BflléiCK7»tiiÉ«{46ila«as4w. 

•ôrag«]BaBta4tfalria tfiaasaifiânhora da Na- 
ítÉridadi.^ tíb niht^tl} Ui < . - .-^ 
' {jAnoáUbpadoíidBdkBgàildUlHcto adminis- 
«ptmMdeiyilteAeâkn [ ../(.-!'• 
^Qifmtimá&íL liiiQalfda-Babadélla apre- 
.Mnlalra^^Ofmgri|fiQ^^qaB liiihai^MOO réis, e 
■Ofpè á^àltíÊ^.'''^ .'*'••• . , i-' . 

^Qí 4a:4Mlnnuiida ^a^jBnba^élla, qae re- 
cebia metade dçs^dtttoicw, e % ^atra metade 
o Inasgada «le\VíUa)F da^FerAítts. 
, < ti^juÉoada anfQBUpianicl^ qae olha para 
a lii)^)fta«Ei9aai?dorio<3éta,>^na margem 
^úvfifab^éo-tiá^éa^áçinitQi caaflaente do Tâ- 
-mâga. A - 

A>k idtíma^dBegaeiia aB^ áa concelho de 
Montalegre. Gomp9e>^ia40 ilatt)nnica aldeia, 
Lqwiha dàoiBome^:'-. \:''\ -t. .. .j 

O isé^i'd*«8ta; tfiregiietía^ aAtfdaqqete* 
abBlgadq^ pi>odiK eeniÉip,tiiiU»)^>fata<vhot- 
taliQa^•'algikilía^ínlc&a^ .r:j) •; : ,. 

. ficar^iK^^N^â^MM^^^^v^aAnCMvei^ 
ç«b>)y e^ pagava jm c0BniandatariOí)ãKSif 960 
fóísrde-ilni aapaali»^> '• . 

D. Abril Peres, senhor de BobadMIaj^i^ 
dbtt Ibratyemagoslio de Í3aA.i(£ÀvtOi4a$ fo- 
f>aer:aR<u)raajdr iasturoifuraa, fl.'i4S>y.^*aQL 
l/^ia;priÉdiHa) ! . \i 

: . i2oaia •aqvi se (átift'efa caM 
' «: '(vrriMto) qn «itca&^^iaiílQi^eiuaiwe- 
. f ' me ;£xpltf!adr (aos q«e (Oilguara- 
rem) o qae isto é. 

O reguengo (propriedade qae 

era, ou tinha sido da coroa), era 

. €D^«oraL jiroio /a^0ii«ti9, me se 

for- todoa os.hjSKdairoí», 



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• . :/ ' :4pjaBidliihetmcl»^pâttiÍãs«iQ»- 

> i! -«alentas ape » a— i><ip 'Jtoéoiloa. 

. iiOf». ^0Lp imo ae iíTidií^D . 

.. • )|ii»«ettnlBBUIra4WDleiiiaDl%A" 

-.»;• ; 1 •i0.ea89è.eQfi|^iâç»á(k:tiiiiuiBBi; 

era obrigado tu «oiídwNiana- 

' ; •. !/ fpondaf pelaiipeBfiaoAÍãtaOByjco- 

linaÉdo-oft' dDs .mais' TMMom», 

^iifelloi 4p9iiâo>« etttte§aaâa* , 

os, elle 8Ó, ao direito aaq|ioiia.. 

« No-tanl ^aaadret DJ Mutuei 

. .itdéo. â-Mira.éa Paiva <luijia>eDQ- 

celho do Castello de(^«a).eai 

.. ->:'iltl9^fMtenáDáaaluii(iiai«i0dev 

clarando o»6aiàoi# (leiíoaa qm, 

u 'i>' .tudcamentoJidetiaiirpafaFvdiz; 

ou peça movelly que.fkát ao$ Re- 

• < jh ^ giMDjimeJros • BooabeçaAof» ique 

V ' '|Mir si4iio»i«if*i^!«fliQi3rini0tii-|iQr 

f6m 1100*46 lemavái áí-mitn^es, 

poflo^gtM por^&vmíBi OBcaiéça- 

'1 '- '"da% 6 Reg«6Dg*eicaa>.iiaSiáftos 

ciua^j, nem de tienAtiti^ jm^tras 

i 'kerdétrot^toMaÊçitÊifiB i(»dí' 

^\i'tot BeilHen§os, •■>.■-• 

Campre também aqui EeetiAaaar sm-orro 

eiÉ ^pie Ideia c^ida, vario» «seriares de 

iíecjottatida geagrapliloos e ehofogíspbidos 

de Portagal— 4 o segnhite^TaaqareaQj^oitias 

TMed VUlar AePerdiíea e Bobpdélla^ par Jtma 

s6' frégoBBiÀj onoas, tomarem estas daas 

freguezias, eomo formaadoi^^teide limaaó 

pèveaiçio/' •'. 1 ' : ' .' . . . /. .'.1 

Nio é BÍBlnk Bòbadélift, ó no.concellio.das; 
<Bdtieas^' comarca de Mootategre^ e tem por 
orago, S. Migael Archanjo^e Vittaq de Per- 
Aees^ posto ser 4a «esma-oúrnarca, tem por 
«itago, 8aiiio Aiidiié, apostolo^ e é mesmo do- 
^«neelho ée. 'Montalegre, e naomo das Botí-r 
cas. 



,'• ■'.'<. 



. ' » ' ■ '. ' ' í ■* 



Pére», apt)€llido 4os antigos senhores dei 
' BdÍNldélfe,<'VÍil4p da Ferdiaeii e Meixíde, & 



196 Éi ASrdá. . 

Nio ae sabe ae os primeiros Peres tiobi 
•bttMio à^mtiÊáí Ami qpiAd'aatiiiMilni 
^attí GuteU%ae|iMaa J»aaao.d'armi^p 
\m inlift. jQiístâda. m cMõtto ifi^sim 
como refere fr. Maonei de Santo Amaiii; 
mas nao noa diz.fHfgido^ por «tnomeia^pa 
íoi passado— Soas armas aio-reoi caa^^à 
púipora» croz de cofkaa de oororfinnlie 
joíÊmm^jú^ iinajfl4r..ée liíB,daJR»»o; 
contra-chefe da ondaft 4a pr«ta 4 mMik 
aia iviim oauBfaia dOi oito áspaa 4i páiffr 
•o^i«kt)9mliatoaai(na daa Ispaa 4a mé, 
com uma flor de liz» de púrponv^d c<M 

ijAi iipitlif doa Hrea» aatájiqia mnitoií- 
mifleada n'esto reino, e as saaa aram tf» 
■Míta ;allBnda% iMlaaligaQSaa oantatfn 
(lBna11iaa&. 

liaia. aa páde diaat derf;ram^ Mmerol 
•IraaãBa^d^peinás. • 

Julgo, a propósito nainsar ftqai luaiíet 
da mfm i^úottidaiaila das eacDasf d 
Mau .qObvtaYB tanta da sabUme «im^ 
•barJaaao^ ... 
• i Oa piratas afrioanos infestaTaoi aa noB 
aostas, tendo os povos do littoral em comt» 
te alarma, e soffrando por iitdtaa^Btei^]n-| 
boa^. íaoeiídiDa^ davasta^Bea^ lâoleacias « « 
ptiveiro. 

' . Bl iaãa^ ly.deeidiíL fair atacar oa moom 
nos seus próprios covie^ áleni4o Atiaotia 
Janta.: um íotmoao ei^rdst^ e.ooQLQsi» 
maáa aalboa do seus filbos» paaaa ÂJMk^ 
en Mklt>'e.a. i4 j(oa a Sá) do agoato 4«P 
anno, tomaa praça de Ceuta. 

< 1. ". ... ,úteuv^ até então ae ia0t- 

lava, como oa aetosanlepasMAUí 

^^r, .deade D. ;Aft>nsom, r<t ietor- 

. .1 lu^adoa^lforç^Siireianetitt 

.iútitoio da3iN/i^ dâ.CeiaQ.. 



, I EÓtre oh cavalleiros éstrángelm p 
eb 1W5, vféram pafa Pdrttigal coiíifocon* 
D. Henrique, vinha um franèé^fM^lWi 

Sr .nóne» oa appelliftor-nfíimifHioi aeos 
^çen^eo^çs .tpmaraq por pa(roi)|in|B^ 
Pien^es, que cóm o tempQ degi^oí^rbu etnff" 
res. Coroo Pierre çorrestxMffè iPH^^ 
ifgimbntè 'Fffp), tMDbamMM algtflM% 
lho, ou da (aáiilia ^ Pedjto^.j. -^ .i . 



Mltt 

M^res) e' V. fcftlaftdb, fiRM flê^4. ^kàk Ij 
\tiò éonr iifâa «é^iiaâifâ 4 èoii(itii9tá ^ taâ^ 
ger ; mas sao fttllÚttefs-taiikl^toaeiíipiMá/^ 
Fernando teve de ficar em reféns, pela en- 
Irèffii Hé fleikta;'iifa9 ^lo Mentri^Hdcif iiata 
pnçá aòs AMIro^ o tiifiuttté taiorre no eaptfi' 

vêirò. *' ■ . / ■! fln 

B. Affó^b^V, àhri^ma AfrS^a ásMà^^ 
quistas de seu avô. Reunira uma esqnadirií 
tom 'gente Aé pxms; pari Mi^á^eoúnitiftu 
dôá^logkn^d s^tod da Paiestina; dás, edmo 
se ím^tròn esta «mpreza, dfHffe as snas Xrtí 
pks para a AfHca, é toma a praça ilKmris^ 
de AleacéMJeJiner, em Utó. * ' 

Foi por essa òceasUTo tpxe 6 tÁ 
' ittstitcda a òi^em de Tôirre-4^' 
' • pada.'' ■ " : -. : í 
Bift iWí, tómn, o rei á Afriea, e toma Ar- 
zilla e Tânger. 

Desde èntio, tomaâíÀ os sobe- 
ranos poringnéied, o tftdlò de-^ 
rei de Portugal e 'Algaras, d'à* 
^ntfttk e- á'&íem mar em Aflrièa: 
D. Aifoi^o-V, ganliâ o cogaò- 
■ mt^^ Africano. ' 

Os mònros desesperados por verem taít^ 
tas pr&çáíl africanas eúi poder dos portngaèi<^ 
ees, que assim os privaram dos sens vaHia* 
edmbs; e depósitos úé ^nas rapinai, pQètii 
cISreo à AndRa "; ma^ o teàior das noèsas ar- 
mas tinhaos a distancia respeitosa da^^rá^: 
' Era governador, è caípião de ArtíRa, o 
l^t^denté e valoroso D. JóBo iContibtt/), da 
casa dós condes de BorBa e do Redondo. ' 

Dhgo Perh, da família dõs senhores de 
Bobadélla e ^Har de Perdizes, èra nm sol- 
dado velho, géralmeiíte estimado pelas snas 
tôãs manhas, e pelo sen valor, nunèa des- 
mentido ; ttas padeèiá dè pthisiea. 

A nns 3 kilometros da praça, corre nm 
Tio è^Agna doce. Vinte cavaileíros, amigos 
de Pbred, lemlMm-se de hir ao rio, Inficar 
lE&tades ^ara ealdos do doenfe, e ditoe fefto. 

O èllma adusto d^acjfuellÀ paisagens ol 
coavMa ao banho; mas,'gnanjb'mafs eriii^ 
bebiaos ' HUIfovám ná' pesca e lia bàfaèJáçKií, 
iritaàdo^^^ cantando, foram' icc^nknéktidèé 
de $É^roviíil^t>^lo réi de 9et, ^ué cdéí^ MM 

VOLVMB V 



cRi^melHM kgtiaedMiiãefaikMtâito, etaèjo 

paipa'tilgéi!Mi snrpUBSii. - ^ ' •- " •:-'( » y >- 
' 09 i^mgèéies nÍe'tivèraÉii maisleiip* 
do que miMíur 'a ^^iiíváNa, tÀmmià^ítímwi 
èâpadif^ è oàrd8i<i^f ^nIo'teren]li«itípo pára 
màs))' ás làhçâs a <quooê^c«iralid«^eMàvMi 
pi^^8,'è, asèí«i'mesttfo ndaB6'arrealUBçaim 
ás"tattçaMas e enfibdaá aòs ifonin%}0 pat4 
siMò pM émre «lies, sediHgíram á ffrafl^ 
dtttièiidd giinde Untnere 4» taiMfoS' feridos 
e alguué' tnirféii, sem que dM<pbHngàeai| 
tim^^lbâ^ ferido. * 

' D. Mo Cantinho, ouvindo para o lado. do 
rio 'tldlgralideí alarido, sahira da prai|?a.conÉ 
alguns cavalleiros, decidido a vingar itmoiu 
tè>dos éeusèòldadòs; Tíoisjuigaira qn^nem 
cnábd^A^éllas e^caii^ar ih ; mas vé* osvir mito 
contentes, e taoi or^ltoads «orno se veetlt^ 
^úf custosas gála^. 

'* Absfim* étotraimi nA pi^aça, o que :nio potkh 
CO fez rir o sen govemadoi^è aigaanriíi^ 

O 'Próprio nsi dôFctt, que era extremado 
eavalRtfhv Ibe Idnvou muito o valor/ iq^flf 
tandòosT como ^-exèaiplo aos seus aoldadoa. 

Oii frioetás de «ntãó, imiito: sei divértirani 
e por 'nMto tempiá, com esta eseatamnçú 
dos nus, quetantosepnsstavaaosrrsdarii* 
Aos ^e (gongo^ceà' dos vatestquii^eBtistaa^ /y 

HBEMUttL-^frifgaeziá, Dôáro, conarea 
de Loásàída^ òooMhe de Paçesf de Férreifi 
(feíi dá 'comarca de ft. Thyrso), 24'lcilomeA 
trosaò HEi do Portò^^aaoN. de Liabòs^ 
i80 fogos. 
' Effa>1757 tiohii ftt:' 

Orago o Salvador. 
'^Biipádd èdistlricto adninistratinre do Por- 
to.-' "ff- i . '. 

o reitor de Pena Maior, apresentava òvl« 
gario, 4^e tinha-^ll^lOOxéis de côngrua, e 
o pé d*altar. 

Ha'n>8tti freg^iezia, <res oapellas» nnà no 
logarila Itliidade, e duas no* de Sóbrio.* 

Páása pela^frègnena, ii rio Ferrèina^ que 
rega, móe e traz peixe mindo, muito salEie* 
rtoò.MoitenoDonrou' < i' il 
' enti^e as alfailaada égrejft itotrti, há doft 
véd^' âe^cali]^ que iem estampadas nnaa 
ibeMI/^^tte deCiUdes o dr. Anêebiohde A«% 
vedo Moura, da família dos Azevedos^dúeSd^ 
b'Ab'» »'*' •• -*''^«* 'i-' ' i-' ■ V . '^ (>ii .'.líii Ml 

II 



m 



que aqui se conse^YalSb'4ll9<tée^4^lffMW 
%9}«ll»tmloao^» âtipaii(ju} 4^ Jkt^m CMatOy 

ianmíoSufmúQ^ por mu (apoiM^^ 

c £r nc^uivcl a Mferid4« a^m 4». Sobiio (a 

)r#<)^) ^íAaaa Jb0 peto BaeiO|iimx4k>eire ebaq 
i«a(|o^,(«mi) Aio 41 Sotkr«9» qoa r^^miQ « 
(Via ipeixd mtudo^ muito^gostosO) yríoc^^ 
M0te a&amairiMaãbea^cÀlQi* Nasoei^ír^. 
0(raa 4e liawoso e owNrreji» Fensdírja.' 

N'esla aldeia nascea (q&c^se d^ ipaiigiiim 
elqOBrda do ribeiro) a k d^ novembro de 
Uê7f D^fiV Cartoa de S. Jeeó e Aiev^do^lijai 
podaiiiiarda. 

f; Bmroa Bo coaveato de $. Fraiieiseoí.dQ, 
GMtearãea, a 8 de; jonbo de Í7â4, e tUi pf»r 
fMeaa7.dajuiiba4ei78âL . , . 

Na qualidade de pregador dac^apella ri^ 
aoomiMtQboiía/aimlí^ roal por Migueaa, para 
Q DcwU, em mi. 

* bFoi eleHo b«BPQ de^ifo^^ e HatAo-fireiso 
(Bra^l>y a i9 deabril de iSili ; oon&qiolia 
accalUMieaUí BiejTCéy f^vâearadiocâae nyai^ 
hmpida to&^palm* D.Jaao yi,Uie.prQmet- 
teu. cotio o primeiro bispado q^ vag^^sa 
eikivBortiigal;eoorao ftiase o da Giaacd^ foi 
Boxaaadotsen bispo, em U de ]olho ^ Í99^ 
rnpado a &5 de fevereiro de tíHtkW^' 
ptlia idoí real paçf0 da Bejupoaia, em JLisboa, 
asôsiáodo a eaia JelemQid^^d^ d» rei a.tQ4a 
a^lmilia real, que moÂlo eatímavam tào ai^« 
bio e^ virtuoso sacerdote. 

A 5 de agosto de iSSC^ fea a* soa entrada 
solemne na cathedral da Guarda. 

! Flillbceo em Lisboa a Ikda abril deií^S, 
e foi sepuitado no convento de S. FrámciseQ 
âa Cidade. (Lisboa.) 

' ¥o\ par ^o reino, e<era respeitado de qoaa« 
tos o conheciam. 

Morreu mo^lo pobre, eale inaigOíe var^o, 
qu& 60 doo foi de raras virlndei, de tão 
aorisalada iaaldade ao aw reie;Áj»aapa- 
tna. 

Era tio da mãe do ar. f adre Ifamiçd d9 
AabcineBio.Oedbo de Sonsa iiíeào, iUnatra- 
éoieadeeiaatiao^ da easa da Moote-Sô^ma U^ 
lliiftia.4ai BAt% no ooMslho e 69iiiaraa4f 

Era fllbo do dr. Hanuel de Azevedo Miiiit 



ei 49 p,4iM!^^.j(f||f]mi^.44'4^lia^ 
da,.f abriqat do T;^)^ XragPW^ 4(i Sal 



j • <. 



. .fia iiaeama ^Idei^ 4a SobrAi^ iiMçe^ii 
dQ j9Vk) da .yi^ if, vil) uoa(i^.,|^f4ra Jgei.1^ 
ria de Aie vedo Moura (irmão maisTeUiaè 
b^ipo P. Or. Cafl^s» da quen^ aa^batem* 

, Aacaban a ardam de praabytero,.a I5é 
aiHM):.4a i7^[). A 9 de aetaoibro^eM 
foí.Dawíiaade cooego da S|6 da Gcut^ca; 
da ipaio da. 1(9)7,. fui nomeadp chanttefc 
mesma cathedral. Era. c^Vf^lietro. da oiÉi 
da Nossa âepibara ^£oncaiçao, de Vilh?^ 
çoaa, apifúto.yersafto ^o» opUcf^s litorpa 

Falieceu na cidade da Goarda, a 9lé 
m^Q da 1840, a ja;, n(X ceçUtarioi í^im 
cidade. 

. Dasda i!A%..pn;)|e^ maia ae* lhe pagoa 
reat das aoas rend^;<q»a aiMiUvam por 
coaiio darói^, par çriif^ p^i(ico, apezar 
aer. npp :Varà9 axamplari^^^o f que j 
oílaadea pfifaoa ^gwna; 'peia que chegn 
soffrer (com a u^r resi|piaí|^) basti* 
privações, e teria morrido de fome, »à 
fosse, a caridade da alguna.amíflpse 
mensalidade dp 4^800 réif, qijba ibe dini 
Santa Çaaa . da ])|isericoi:dia, da iGauàl 
qpa^itfiQ astô Saolo v|rão« já ootogeaaiiftt 
eip/ormo, nao {nodia fazer uso^ da^ sons 
daoa-^ , , 

. AÂ^ h^. poucoa aono^ sua aobrio^i 
sr/ fy àiia .AugU2|ta 4e Aiavedo (qua elieâ 
stitulua hepl^ra) ira.tia uma demandante 
a^ rei^ de ^^u, tio, cam o cabido da S^^ 
G9ai[4a, a qu^l (^pesiir daa grandefi ioflnei- 
ci^ doaste) filia venceu, porque, ialitt^ 
ainfda.oa magistratura portuguesa basisi 
quem saiba e queira ba»j^ jffstíça. 

No dia i6 4a dezembiK> de i80|$, J^^BCsf^^ 
hem qa mf sq^a. aldofa de Sabrao, Ibaivl^ 
Aievedp Moura»- aobriuho doa reifarid|».lia 
po a eba^tre. JBra.íoriRada em dimfs, P^ 
lJiuviBr^id9# 4f| Coimbra» maítjoriivtniih 
iqiaWgaJiHe, a 4oMtda de nãa vAlgf^|alQ««i' 
tíêr D. Jaão.yii O fez oav^Uaíro dA OÍ^ 
#<: Cristo» Foi fiais :UM^de„pn dM.^ 



Mm 

pa pfyf ji) ipest^e í^qs fiIbQ$ jda Se^of D. 
çiuel d^ Brfigança» e foi por, estes sijl^QS o 
èfe.dbp^tido legi^aMSt;^. . 
* :^ ^^46, foi foilp piQrí^-ppfieU, jQÍzde 
j^^ ib9 j&iiiiparàes. ,,. . , ,^ , 



JttlKi 



«67 




ro .de i862. Era ifjgnap daiDíie dQsr. 
}a.dse Soua^ Uào, de 9uem,ia ía||ei, ... 



iia4ictiiia9 e depois (^ oQiiefii^i^^QoidaiiB» dp 
S..Joàe Eya|^Q[i^<4oyfs>ijn)m,«ci«iO'toitQr 
pai«arpaAana.ii9(;i^^ . n -t <.: .. ?. 

JÍ£l.E$ OQ..Í|£l»MS&r-flPâgn6zm,Ti9UEp»* 
IfoQiea^ iQip ^x^D^M) foneajtap» .âa:T«rre éà 



Falleçea na vilf^ da Bégi\a,^ a 27 de ser I^on^ |C;tia^,,si|pj)^4nK^o.;9m:^|8{^,e'iiç94^ 



:i 



t • ' 



Parte da aldeia de^ Sobrãp^ fica dp lado di- 
tei to, ç parte^ do Ifdo ^gjiffdo, dp rU^ro, 
Sjâ^sajido se de um pa;'^ Qujfro la^o» por ^xs^ 
^^tifSL.pmfi, de aiQ só ar<;o. , . 
f dNo la4o direito ha^i^^ eapeJÚa dedicada 
yi j^ossa §e9bora da Áf»T)mV^ valgskripen- 
tente chamada càpei^ díf Sai>t(ii,QYÍdi0i em 
^ip^zão . de p*4l^ l^ver msa iinagetD doeste 
liapito^ cpn qpe ps^ povos d>9i2\tteem^a^ 
*de devoção, e íhe fazem tima grande (est^.e 
q<^iC0i:rl4lssim^r rç^oi^ri^i a. 9, .de ag^sto^/ 
^. N^3 OQStas d*«|sta eapc^, bà ootra do Cal- 
ir^o» qu^ ten^ nm bQ^i /^ruoifixo de pedra. 
^11^ adiante, tein optra cap^llinha» dedica- 
'^ a ^oasa Senhora, da. Piedade,. mandada 
'fiskzer pelo dUo doutpr, llanuel d«^ Azevedo 
^ Moura (pae dos bispo e cbaatre, qae meu- 
'^ eionei) eni i726. 

< MSlG0BS'*r^i'^8^2Í^- ^^íra Alta, conee- 
'U^Oy coiparca, bispado >e 6 Mlometrçs de 
^ lÀaoicgç, 315 ao N. de Lisboa, 60 fogos. 
> Em 1757 tinha 19 fogos. 
' Qragp S. Çilvestçe, pap;^. . ^ 

Diytri(;to f doúpistjrativo de Vi^^iif . 
^ O reitor do cf,ny(Uito dQ Santa Çraz^ de 
i l^mego, apresentava o< cura, que tinha de 
I r^ifidimento liQ^OOO.réis. « 

E^&ta fr^guezia está ba muitos annosan-l 

I ||0xa á ,dQ fepde^ (Nossa Senborar do Rosa-' 

fio) e por isso se denomina vujgarmentej 

Ç^poâs e UeicoeSrQ tem^agor^ dois or^gos— | 

^pa^, Senhora do Rpsari^ e S. Silv^stre. 

(Vide, a pagi 240, col «.*, do 2.* vol^ine.) i 

y Houve, aqui um paroebo (a qi^e Viterbo 

dá o titulo de abbade) que no século 15 sei 

fprnou oélebre pelos seus amores com uma' 

keiF» beDtdletin^ do oonvMrto de R^oião,<*e( 

*é6»<|utes lioDve deseendencl». Gomo tunhoi 

'Bb. narrar e$^' e fiflito^ f^ciòs curiòálo- 

^issio^os^.ç^m.. respeito ao mosteiro de.Qe-i 

ciao, que primeiramente foi de mqiôM.te-j 



epiào foma^e^ QCQ^^^o^dí&AIaitModA^Ga- 
valJi^jros, 70 kjI<^nH^a d^JfHwdi^ 480 ao 
It dâ Lisbom Sp^lj^g^ . 
Em 175? tioba 44 fogos. 
Oragp. $. Pftdro^ apost^lo^ .. » : 
Bispado e distriçtOMjtdviji^stFatlvo de 

Bragança.. ,.- . n «:; .i •> - -i - • ') 

O jpeit9r4^Ál^, Sipre^enita^ o eura^ cm- 
drmadet que tinl^i a#OOQ riisde e(i>ngrua e 

MELGAÇO —vilia, Minho, praça de guerra, 
capitaf ^ Q0gL9krca e.cQoi^bP 4^aeir.n<Wíie, 
72kiloi«)^r<»s*.a t{Q*de.Br^«^ 430.aQ ff. de 
Lisboa, 670 fogpft, em duas (teguezias,(San- 
u M^flA da Porta da VilM^ MO, e & Payo, 

450.h 

Arcebisj^ado de Braga, districto adminis- 
trativo de Viaqna. < 

Em 175>7,.iíoba a freguesia de:Noasa'Se- 
nhora da Porta da Vílla, 158 fogos, 

O Poitfigai Sacro^ e Profano nao traz a 
freguezja de S. Payo. 

A miu*a e a ^^aasn de Bragança apresenta- 
vam aliernativ^mentif, o abbade de Nossa 
Senhora da Porta, que. tinha 400^000 réis 
de rendimento annnal. ^. ^ 

O concelho de Melgaço é composte de 18 
freguezias, todas no arcebispado de Braga, 
sãor-AWarédo, Castro Laboreiro, Ghaviães, 
Christoval, Cousso, Cubalhâo, Píáes, Gáve, 
Lamas de Mouro. .Melgaço, (Santa Maria) 
Melgaço (S. PayoD Paderne^ Parada^ Passos 
(ou Paços) Penso, P<rad0j RemoaeS) e Bou- 
ças, i 

Tem todo o concelho 4:000 fogos. 

A comarca tem os mesmos fogos, porque 
ó composta só do seu jqlgado.!. 

O primeiro foral ;d'eeu ,vills^ foiribe dado 
por D. Affonso Henjciquds» em. 21 dd julho 



1 J. Avelino de Almeida, no seu Diccioiía- 
rio 'Geegraphico, diz que era a cas^ de Bra- 
gança e o morteiro áefiãea^ aueaprea^a*- 
tavam alternativamente o abbada. i 



i6S 



um 



êB 1184, eoiafirmaâtí, ett S. Thiago, em dg^os- 
to dé 1219,'pér d: Afbnso II (ó ISfônio.) 
(Maço 12 de Foí-o^s «ftót|jfo)5, n.* é, fl. 2t v^ 
col." t.^^Livi^ ãi prài^emiigoi, ^^titra 
iMwa;^. ^fleòi^^^^lÀtfr&l* de doações, de 
0. Aflfonso III, fl. 80,'<íòl !.•,— e nó Lirrú 
&• dós bens dos preiptiàs de et-tei, ft. 50 t., 
— Fòi e(ft^má6 segânda vèz, em Gaima* 
rães, a 9 de fevereiro -de 1261, por D. At- 
fonso Ul— Livro /.* dk doaç^s d'feste rei, fl. 
50, col. 1.» — e uo^lXvro ã,'^ dos ^e^sdâs pró- 
prios dê èt-vèi;il.^\.y 

O mesmo D. Affonso m lhe dea outro foral, 
em Brai^a, a 29^e abril de 1258. (lAvrò'!.'' 
de doares â'eíté rei, fl. i7 V., col, !.•— -e no 
lÀvro 3.% dos bens dos próprios' âpeí-ref, fl. 

11.)' • ■• •■': ' :.-'-. /.. 

D. Mâtine! lhe deu. fora! nomo, em Lisboa, 
á 3 de novembro iiei5Í3, (Lfrrt) de foraes 
n&eordú Mkifiò, H, 47 v., ébl 1.") 

iVata-se n^ste fcn-al, das terras seguintes: 
— Chançoans, ^ Christovel, Louridal, Paços, 
Prado, Bòuçãs, Seanpaiò, e Várzea. 

Está esta villa situada em um alto, sobre 
a esquerdado rio Minho, em frente da 6ai- 
liza, a 18 kilometrós â NE. de Monção (a 
cu) à comarca pertenceu até 1853*.) 

É terra triste, e não muito fértil, em ra- 
zão da excessiva frialdade do seu clima. 

Alért) do Minho, que rega a fregueeia pe- 
io N: fe que a «epára da Galllza) lambein a 
ribeira de Várzeas' a rÔga pelo E., e niorre 
aqui, tio Minho. 

São justamente famosos oe presuntos de 
Melgaço; e do sen concelho; e se exportam 
eni grande quantidade, para todo ò reino *e 
para o B^asll. É eíTeetívatnftnie a carne de 
porco tíiais saborosa de Porttigal, e o fiam- 
bre feito d^esteà pi^ésttntos,^ Optilno;= ^ 

Tem misericórdia e hospital, com bons 
rendimentos. • ' 

É certo que Melgaço é povoação anfiquiç- 
siib, fundada pelos amigos lusitanos; ou pe- 
los romsÁioS'; ma^ ignorasse quaniloiíDi fun- 
dada e o seu primeiro nome. 

* Supponho sèr êtro de Franklim, ou má 
irttííucçdó^áe' gofcieo do foral. É proVaroJ 
que seja €k«m^^. 



MÉt 

' o que' se sabe com' certezas é que» 
bes tinham aqui uma grande fortalea, 
mSiásL castelh dei Minho, que já no 
do conde D. Henrique, estava arnnuà 

Ê de suppôr que á existência d^eA 
tello se deva a povoa^ que o circoaà 

D. Afifonso Henriques, achando i 
deserta, por a terem os mouros 
do, a mandou povoar, em 1 170, r< 
do lhe o seu vasto casteflo. i 

Em 21 de julho de 1181, quando 
deu o !.• foral à villa, doou aos seus 
dores, a aldeia de Chatiães. ^Outros 
que esta doação foi no dia seguinte- 
D. Diniz enobreceu Melgaço com á 
ta de muralhafi, éni i289. 

Estas inúralhas tihfaam apenas doíri 
tros de altura, e a sua <K)nfigafa^ é 
quadrada. 

No foral que lhe deu D. Affonso 1^ 
confirmação do que havia concediík» 
avô, se diz que a povoação ^ossa \a 
vísiuhos, e que escolhessem alcaide 
que, sendo benemérito, elle o confina 

Ha no seu tertno boas quintas 6» 
sas nobres, algumas mtiito autígas; 
as principaes ab dos srs. Gasti^s e 
qae teem dado bravos militares. 
Aranjos e Rosas, tem duas sepulta» 
egreja matriz; porém uma foi compn&p 
los Gasiros. 

Esta villa era da casa de Bragança,!» 
dos osofficioá eram dados pelos doqo& 

Porain aleaides-móres de Melgaço, aC» 
tros, depois de Villa Nova da Cervein,)» 
je do Covo, junto a Oliveira de Axemei&lí 
esta uma das mais prolíficas famili»* 
bres do Minho, pois ^de em Melgaço, lil 
ção, Vallença' e outras partes, ha nmiti!* 
mílias descendentes doestes Castros de t 
gaço, que são também Magalhães eftt 
zéz. As várias fôrailias de appellido Oâi^ 
que ha por estas tei^ras è em' Braga, i» 

t A torre e fortaleza foiráín manflsdStórf 
•ficar por D. Pedro Pires, prtor do mes» 
á» crestos, de Loogovares». e iitQi<^ 
como diz D. Sancho JL na carta de coQto>f 
déu ao mosteiro, em1íl97. (Vide aí4*^ 
col. 2* do 4.* volume, na ' paUVn 0¥^ 
VaUes:) • -í- '.' .'i ■ . 



6sf 



|pi^830 d^ mesm^ a .fjMUía, de^çeadoateâ, do 
pfi^ado. ^e *t(XfSi^ (Gaspar de Castro Cal- 
as) senhor de Lapella! D*68ta mesma hp^-. 
a^saa tan^Qi osiíQwqaezes de Cascaes 
|iarqaeze^ de; Niza, dê q^^ é boje chefe o 
:< Ctín4fl^^ "V^^gueíraJ 03 cçndes das Gal- 
iias; a aptual CQAjiies^a íb^ Bibeira; o novo 
!urào' 40, Proeps^ 'a Vellia; os Castros Pittas, 
p.Cammfia^jlde çí^ íamUia^é o dito barão) 
f aotigp^ oon^es d^ Yjap^a, e eatras (ámi- 
^ pobres de PoriugaL, *,* 
.Nas!refi^Udas g^áerras. de.^ortugal contra 
^a^lla^ de.a tf elj^a^o e. o fea concelho, sol- 
lados ^jyç^pjdos^ que,, no, campo da honra 
ouberam defender com bravoíra a sna pa- 

^ £ aem ^ 9^ bomeps, também as mulher 
es .d^^uV^e t^em pgtr vefes t^ostrado Wa 
jpo^ n^afícoli^Qs, e adquirido ciam J¥LS,ti^ 
í,lUul(}..d^heroinas.^; .; ... 

...JNas ;Kijj^ras à^^p.Jç^ 1 j^ Pofiugat 
íonlra D!*^^o,í,de Castela, e^conMra.^p 
yi,q, D.; ilç^isae .iIl(^^\,,a:;i393);HÍ:fez 
í^lpbre 7(}w^^ ,%% wuural, d^ Alelgaçq. 
^ara, çf>j^i%y . o (i^to^ glorioso ^ d>^ta. heroíAa 
WrlugFf^^^filfmpre 4izçr o.^gtfiftíe:.,^,,. .. 
f O4 çast;)bfU|os m\ (tíobao} ioip^do .^ .jpi^or 
l^furte^ das povoafões JCo]:fl4c4da6 do Â{tP'% 
!#o; »a?.ff.iya|qr poríRguei;, .Unba íOjfigaíò 

Koye^nad§.po>;ya9cp,i^areaço de j^rs^ jj;^- 
telhíiflp,. Uçbj .HflPdido . ft jni^o he^p^ii^ol, 
jj(ílaj^;^y.^r^4euoi ^mfeíro, app^idâ^p 
o Fmtw, que p<}pdo;5? 4<^H Aíj poiYPy-ata,- 
tt»* ,<í..c^^eUo,;fíjzeA4íí pi:iqioneif^;/o^ a 

P* ?of f^«ftfí^da,,pplç yaloj; (lej||lgi9^s 4ps 
nag^oa cQH9$fr ,f^ .^tos/scín:*. ^i^iVergas 

nho, aó Melg«» f|^(fn»tMlj)>X(«,|)fl fííííftH»- 
gumaifl^ %0.iftfWtes e 3PQ,c«iralk», prq- 



wm 



m 



'o:? 



jjf/. (WaYia d^^ ^hmd..Oi.^s%^to,4pfM9t 
^(^ outra con^qiM^ci^^«^ 4Qi4fie e^a» 
Í^PW» ««^ nad4\dwdiíMW».ft^*),AQv\íei 
portngaez, mandou fabricar um ca«Ki^||o ji^ 
»?*prí,i<iue 4çaííífíaji,c^Yaltei||(^^^u- 
ralhas ; cuja construcção leYQfli oiys âlO)diaj|. 

ft^. c^jçfadPíf,. rcgseai^do p. ^p^alto,' d^fam 
,^al dg ^inislicío^ejQ|.>^pra«íí, JoSop^r- 
íWd^ P^SWcftj PíM^í^lyvQ^^e^pjTQptt- 
Olu .í(»e^„poudisS^,,^iUft^ ff^ #Q .CDn^fg^Aio. 

O ;f^ .maiM)^i]i aaiy^ f^ prepariatiyas .do 
assalta^ jcMraada iff^ aileisK^pri^ o-tcomman- 

Tmb^ q fÇL ç^do havia pQU- 

co tempo (13(87^ ,'pp^m^b.PhiÍip- 

pa de Alencastré, e a rãíaha es- 

. . , . i >^*.«,na ,^j)«<}a(),,C9j»..as.vias 

... damas, e Af9mpaífh^a..^)elp fa- 

, , moso .dr. ío^ão, daâ ^e^ças, e,.por 

\^ I Jo^ A|fanso ^e Sájíifar^, viàâo 

> cldkde (^.Çori^í alli, nar^ vi- 

^siiar sen^maçiàfl, p iei;^ç&)aagào 

i ^W9^ ^ Pi»» tíavxa uma mujbef mvi- 
to valente; parcial dos castelhano%.,q^ ^e- 
oegarík^,sflap,;iW:Í3,,jfPífQfra daqui mes- 

. ; 5»^epdo ej^^ejfp b^^f^dos portugae- 

^o^3;if,{C0pq«ll^,j|,ii^do.qi desafiar a am 
fif^mb^^offiijif',,^!^ Ji^íi (a desafiada) 

■*Çpy^í*ft WÍP^ .S(.S§-ifltí"í«ÍP '»«o par* » 
J!0flt9.Wií|iWÍo,,(m ?^A/n«ia distancia 

d? ^41^1, ?, dS,vM|<»,!%|(|..,Çfí»'* * arrene- 
gada, (como ei^ão^S((,^jj^a^^^|0 combate co- 
meçoa encarniçado,' terrível e desesperado, 

A aggressora ficouilebaixo, e teve de re- 

' (f> DUAVie Jli|Mii4iB LeRdi(Citr«i. Me D. 
/oão i) não di«^q||^:maM»«ifr^^^MPlas 



m 



JMEiu 



tirar 'i^ra' a villâ, l^riaii^^ ferida, e tiuasi 
seifcálléllo' «rn^áritfo 'Vtòf fócinhof mtHtas 

▼íctriffosa. ' • » ■ '' "■'' • • " í 
Ospórmgnezes "fizeram grande algazarra 
aos (^stelfaaiMys. • • . ^ * ' 

No- dia seguintd era a praça dos porta- 
gttékes, 6 Igneis Negra, «Cercada debCsteiros, 
estava BO alto da' ^la^feKÍbhna, onde o pen- 
dão daií Qiílftai» Mdeèlva OTante, no mastro 
ém liae na «reáj^^tia ^ ' osteétata otgitíihosa 
a bandeira dbs^léflés' e tdtre» de Gastèlla, e 
dizia no seu transporte ^de alegria-^«ifos 
veiíeemoS'te f Jbmaste ao fiosso poder. És 
do rèi dê^PMu^lt ' ^ 

Nao menos patHonsmô' ostentou a praça 
detteIgáío.,.quMop8tógnioàrioBaona. 
paHe pata áqu! 'máiídòú o malvado Janot, 
tòúbar Portúgál,;em ídÒ7; pois foi a pri- 
meira praça (ripiísiM ponugueza que sacu- 
díti p ^(^0 otnlno^ dáò "hordas franeezas, 
ac(;lamâpdô 6 réi D. Jòãç^ Yí e a liberdade, 
a ii âe'janhò de iM6. Bragança Ibe seguiu 
o e)cebÍplò,^?azekiâo a 'áícctamaiiao a 11, ^on- 
do-àé a ft^ente dos riaístáutádore^ o general 
Sèptrtvfeda. .' ' ' 

^ ' In^â^taúi^niente á revolu- 1 

S'*o se propaga pelas duas pro- 
tiêiáâ ^tfo tiòrtè, e o Porto 
; ^az.a' àua 'iiíèblámlâçito a 19 do 
meãmo mei: de Junho. O AI- 

ÍláWe slèéttnAa 'ò ínovin^ento 
atirador, e o Àlemtêjo (ape- 
nsar áé ^tlfta subjugado pêlo 
' cruélKélleiíUaiiy dà o grito de 

' ^ libértóàe; a ià} '-' ' '■ ' 



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' o dia ff Qe nôVÔk^blt) ú^i»H tâíék grau 
de régosijopàrti êi báb^tesdeííél^ço ( 
immediaçõei. F(]íi''éhtãb !à!sitt'^râda á esta- 
ção telegraphíca d*esta villa á de Monção, ; 
atí som de iiia»lea^^ grtmde numera és • ft- 
guetes, e de todas as mais demonstrações 
de regosijo publico. 



1 't ' 



Anda em construoçao (março de 1875) 
tímboBè eemit^ii) mnnifiliifli malheramen- 
to túrgoitetteáie l^laiiÉâdòii ( { 

Também se aiída tooíitririíidor a estrada^ a ' 



mae-kaiòn, d^Àta Vtfiá'^krk^ 'ií dá . 
para cuja ' obra o govenio Òá uai 
dlo. '•••'•••• •■ ■ » -í 

'-''■' ISto^idènoremlirodei 
estando em Muoj^o o 
Carddéty Àvélido, 
obras publicas, Teio 
vina umá couimissâo 
gaço, pedir Ih6 o an< 
da estrada, e o aii| 
subsidio, ao i[ae o 
prométteú, qué í^a 
gencfcs pára qne nio 
pretéttçSo tosse sâiisftii 

A um kilometro da praça está o 
rio áeNòsiftt iènhol^á da Chiada, 
sobre \y 6txtíÉ» de udi iúóaX^ iitimiáêiít 
Minho, qtié Ihé fica aò N.; em pgM 
cia do arrabalde eda piíaiça; *é^(íai 
uma esfradà "púbtiòa, "què. pa^satidi 
átrio do sanétuarTô, sè dffige á ÃaVi] 

EN^dis a ;casií da^ Senbork' atá á 
Té a etoadfa j|M>voádâ, db uma e outra | 
de éasas, hoitas, grados; tòhtea ^ 
o que fax d^esla estradi^ um Uòirfto 

O templo é dê excelletkté' éstnv 
btlcado^ de l)6a eantariá. Foi M 18j 
}úri8dleçIo Aos ttionged' dò con^ 
âautá Maria de ti&!( ' pdr dóàçio de ^^ 
chd {, qÀe^o haVia herdado dè^u pse.' 

É'tSó antigo este tbiíipld''qu6 se ígMni 
data da^ sua funda^:' è cettor 'poréttf 
já existia hô témrpo dós godos. ' 

B. Àffonso Bentiqttes, aehandòr o en n 
nas,d'mandotireedificair,palos áittiOsdel0 
Isto còtráta' de tímà éseritytura def dnpi 
feiia^r B. éaného i; éb Bantarân, i« 
dos íAai dè^séptémbi^) ^<£á'èra def ttUil 
de septètaibrò dô anuo de ^1M^> a^rifòl 
pelo rei, todos os seus filhos, e pt%iidtfi 
reino: Esta éuriosikstiiiía eseMi/uiraiiéM 
sorvou até 18S4, ilÒ LWró ãáè DalBSii 
mostdfrtf de Piãés; a &.^4 e'i5r'«lftádé9| 

par^eéti ehãki^ dòitti tliOd-^ ttab: ' 

É^oj^ SMhdfa ^da^Orate im^ < 
tiiuiait ^evdçab''do^ pli;voflfd^Jlm'rrid0iií 
ias, cr desde dMia^cfò Aseèbt&b deÁsH 
até á festa do Espirito fiáaéild;«4àriN^ 
esb libaria '^ttbiéi^^^iMfdab ftto^ 



Ib» céMeHufs dê MéftÍAço, VálIâfaâtiW^VM- 
ao, offerecerem á Senhora o^vMSttè^dé^t^ 
io pasehaL levando o^' flèii^'tM|^tTdèíÍ[>a- 
'ocbos e ao meitò» ^uHI' fésèéit S ^dlt W 

;o, feito poroceasiào de uAili-i^lAle^fiéèflé,! 
lé' "ta^ tki^'' téHiA ^esUHí «án«f l^írAer- 
ÉfAd»9^*tMêD^(rrfd0^bitiao4i«tl(!^r. ( '] , 

ies ; mas hoje a indifférença do sectflí^ téfli 
Mfo <árnÊffèóéi' ^-tedto^éítá» 'e iélBitt4^'d^vo- i 

^ *T«M!iièin'Ml« g^fadMiAíltàí^ dè'€h«itad, OU, 
i^aàndi» lèriftèr ^h-aiA ]^ttdiei«ei9/póPdd&tf-! 
liMms; lif am á S0ta»M<a «aOIMá' teiíMs; 
ÚttàiáfMàs é itMêltèsdee éé!pÀi(ieiidla, htf|»l«- 
Tar o sea patrocioio, para ^oe AMhsié-a' 
Hááfáftitdâde. >' ' •'" '''' '- ' '* -•■'<-» 
r 1ã('^thidítko ftottiifa, ^ |»êla piielM^< 

iqae estavam eml€M^ Oermooros, e'4)iÉ)B. 
i reoòfftMo i fi^ánãb^dlft Yírgem, npi^i^ee- 
iram «ê^tKiirtae' didste tetoffld^fbiii^M-^è^ 
hRiMs ^ eadèflai edád (tne estavam t(i*eêM 
I fervo ia''Mé tefopiè, haUar-nàna )^|MN«- 
I dade; "UkftttMldft pttiés^^iíéiinh ^Ok^ 
I (Sfiie à toiideiiéá^l). P^ottHla dttb MO^^ostèiro 
I Aé SaMA MWfá d^^M^, «iMÉi>eott)6 tt tfMi- 
I fa ãá áké(âílA^o»;'M ln%!ièÉ(a de lletfii, 

d^AeM eMèèfhV; M M B^WM6MM<e'4^ 
I de iíXA (HMdd deMábf^ d(JMtflftQriliè6<4e 
I Jesus Christo.) » ^ ^ 'í>» ^ - c: J JJ^ÍM 

'liteM "ifldb \tMi*tèáiMrf6^'W^flt>o^>íiiM- 

! vera o^t^l^i^è^^t^a^^a^» ^ •áiâ'«tfMÍhi«l»A. 

pMa. Frei AgotfiNIIÀ dé SêllM llSfcáPiega 

ist0( fandandose em qa^^^Hrfteíb^dd^^Q^m- 

Nao coíbe esta negativa . podiam as éllla 

tid(Mdr^iy^at«'l(^eóAd6l«!te 
]^'4hMik'l9ti^èÒú^t^Ht^ b§Helfrt)M- 
ms': ^»¥tílêê;'k^^kg: <18d^ è^flbli^ de 

'''»ii4) vi^ifAiK^' W' 4tím:^ mmà i^- 

CMt(OiMnm«ÉKj tomu4t^^ pafc. atflMtt 4&a 
o padre Carvalho, na soa Cfoffiffi 



JifflL 



4^ 



lÉMBéá •tf' iiit«iiioÇ^'^atfagêi^viata4«di^ 
tli(ttÍM%âle « iiiMtt^'^mid^ 

xto^ ás^ éi|!Níii(cf'(ld«9erwA iDMifiési oè^dh 

^ <llttifdÉF«MA6&tM)d^áemiftrfiKeáet(oittL 
^M)M>%Il4^ditt>Mft«Miff4So^^ -'^^ 

'' Jitinkfci^AâftltiliUtM^ddsCíulro^ pniee- 
dèdtdê^SM ifles(lè«éittí6tf^d6 IMgiço ti«lé0« 
'i^k^Mliret» de^^fltiÉiii AiMlláE, (jne tinha é Mi 
solar n'esu villa. São os NáboUê^^^^â} M^ 



Ȓ> 



"1..; 




'^ Atò^^ém «ipp«Mli6 lloM>e «Hl' FdMUitf. 
^¥bid 1ié'hék${Mfeíbi^uotliadoi>«o eéneellM»4s 
Nélfe^h- fl(à «iÉkku ' IbftáM ^ Pohdtftíiiila 

des è^Mfeidh, âè réiâad^ dh tMttsenDPfêlb 

'"Htt' iWV^ieAi i4i]d' Cl «oM^A^CéMIIo 
Soares de Noboa. As armaft<âf^âté^«^fpMiÍA> 

^iSdK^Hkàf Mbipo âtttMTò, léfiê de^pdrpÃra; 

4ttlutt6léllà^^ol.*«átei^de WsÉlW^^ 

•#«|||f(>^ll6 2>iide i^ráliK,Mtofio att<)^rp^ 
BIMo dé^ií^t «bMéN- tMM^ W águia dia 

ilrtóWi'^-' ' •' •• ' ^ " .: .^ 1 * .*' •! 

-/a: u/ r ^ittepipHiha^liJfrldAoiiriiilíòfafv^ 

-i.r,::i .w'.v:icpiB?JÍMOobi*L.Ailh«d|^Adntti- 
.yji^;tj ^lomi áMlii.i»(|iHii^i|haii.ia 
m^ I /; : <!> < <|fliiqailtt) ih«talha>-«iittJii nailn- 
.;;>/Ufb >:idia;MditrotaâdQjja/0ii|iiaéciíál6 
i^Aiq ,B< f^.iQiQeémí^lifelJléxiHiftiidMllem 
cj^jfigoii .>ié€òetaim .é CaifiiMlr ; .^ 4», Jlo 

regresso para Portiii^tdAieR- 
lofiíwa- liitiiailIvidlaiâiAtaiHÉlhilM^ra 
'»i>.ni(/i .bd^flng'lltnyiMl;ruaiqiA{>ap«m- 

gnezando o nome, se appfeHMéa 

^\rà bb '..•i<i|ftaiplfta;boiieelilrav.-'i/i ••> V' 

^i^lqigt^denMTiláqÉi^^eotaBend^ait^ pov^aer 
dftsiMtol itaBiUa>'d09Í]afiii«s d^Me^aiçii^ 
éoai#: iffinòsdUoiBiaiio j da «ihhmèo, .Jfortí- 
fiAo âe MeUo e Castro^ nome ainda:»dk4e 
-04 pdpiijaSUn.^ftonilgaL'' .WS:niu£l> 
-oI>Miib0rf»eiÉ< iluda ]íDv«iiliro»>d0ill7áÍJ>&ei 
£ nI)nòt289i<foi*leíloinBai(i ^^S^ipatriaí* 



.i<iwMiM{Ai6diaet»«»ipi't€«lou 'iiiiúnq iOgbMfcil>ep(>mo^lrnn pauiaweíya diièiaa^l 



ín 






guando. icebestQa a gKLerr^.esM iiste reliH 

eiiywid<i..QQP >.iiUMPC sQllieilqderO.actiyi- 

mas e munições de guerra. Foi eUe-49e,aft- 
^BnpH a/paii;icvn Pami.pQM«at|ua4Q.«0JP a 
soa pfQX«ri»al w^m, 4 bp9m<e m Mlteçe»- 
aes da soa pátria. .. 

,'S^ i777, foi.m»m9«4i(^P<«:P<' JM íi.(no 

•i^iimo aim^k da seo mmSi^ym^mí^iú tr^^- 

lerelariô i de eeta.M 49«t Q^gdciof da< n^airiíUii^ 

.«'/Uliramar. •"•.?•.-. -^ 

Apesar de ser ecclesiastico, dea vig()ro30 

tajkttiaor á. nossa narâi»a^.,coj|^x<M|| as 
^randeSiireforoiaa dp iiu^4KK^,i4a.(P(«qi)^ 

^M ^idoe^.da «uéda do m^i^o^^A^- 

negócios da sua competência ; emquanto qs 

. rapMlftttles M auMras^ j^ti^ iii^ f^^ ^m- ; 

jtotaic^ddmsia,..-.;- • ,..-: .^ 

•>A,ei9te vliahii e enc^giísQ jqirioistrp.âQYç^. 

>£^&a€fti luna poderosa feA4ua#% .e,/»jy|^da 

.11010 APOP& d^PW ida ;|ua'iiHfftei,w^a4p 

a k^ yi».m4^ prJiaeipe feienlç, (míii 

para o Brasil, com a familia real, en^^ 4^' 

iiOYei&bfio dei80St setconspanha a nossa ma-' 

-ffiiâiã d^ g«srra, áeiSnáiis-diriiaba, i% íra-j 

^fHaSy amnilestoaifol naviosAmenores. j 

' Foi DÉioiílro dà màrioha^iaió^o dia do seU: 

->llilieeíiikfBto,ique foia-Muleiíttarço de 1795.. 

v^MÈiãOi oa lllÊiLSE-HiYiító)£drosa, pag.^ 

•O, ,«otk é.% -doiâj* Wb, ác|iialjsta fregueziai 

-«átâiankiiQ^.- ') :,.<] '."m-^-í > 

^i^MEiíHIIRi^fMrtagiièc aitUgo — melhor. 

4lteii'da0iÍjreiras.]MÉiedíBtuia6^do Porto, de 

a5 imjriMS>^^agifcMia;. Bttiemadura. (ao; 
S. do Tejo.)KiM6 jift de^deietsbro de i874^ 
foi do concelho de S* Thiago de Cacem, co- 
iiaaroii 4BíAIi»oar^da>Sàip deaáetentii^iiben- 
4o j94X)Ébelha«ifiváia aitxmiiro^ fioouiseli- 
d» «00 eteJoeUK) ^e* conananda &iXbiaf Oi)de 

•/CafeeBL.ii'' .f. • » ,.\'.r« s (-VA" '.!> ..<M 
(Já em 24 de oUU^vo* Aí4866 Itaib^ pai- 
8ad0>à1ènfiariiterter.do ct>ittUi(»da)6Mtodo- 
la;i!fluts, .eoa éíMemtot^ éQA^20;iomêu a 

- MiieÉcúr av sim •i^^fcf-r^^^MnnnihriíVi lilliteflí^ 



Jfli!Detiii»i:»o P. de K|!Qfaii90ai|&di 
J)^.4S;(ÍQg^ ., . 

. Em4757.ii«lui iM.foflo^. . . i - 
• . Ânsgo S^ Fedjnv ap«AtoÍo< 

,t9atÂ?o 4» Msli^: » . .,. -r . 

pellãa, ^orAdQ^.qoe, tinhisASO ^a^eiwà 
liWV. iSP da:49«9fd9^ em^pQO |:éiae»fr 

. vA 9 kil^eu^ia & d'#»^iM»TiHfiÃ<^» 
ee, nos Montes Asues, o pequeno rio Dm, 

iflue dasaiEiia na eMaecda^JSaââ.aciiiiè 

.^.IdloDioHV)^ de corso, regando 'as. 
.diati$es dlesUi ír«giiesia» .(Vj^Ikw^^K 

Diz-se que o nome d'esta fregy^t» 
ifiQii#o< :^er líi7 Lw^«, a q^e esf^, nonsl 
.pff^ii^.d«i «m^isriu^s J}atattiA«: gaa 
^ovê lem twp^ aiitíg(^. .. . . , . 

, Ai,S. líilQmetm w Jí*.,^**^ «"^ 
4i4>^l0m,ai^da.oa jrastQs d» ufli*d(4a^ftt. 
S»^ .'Usea «raodea.pc^rfi» lôaqaa, dii 

tícahneote, faclmdp.ivnipeq^f)||Kft.«tV<C0' 
;.. Os >UAi(a4of;e^ ^ t^jBsçiijrflia 

IMIV^O PA- G^rp ^*^t^^QBfUIȒ^^ 

.fiKffam ipi9l¥ur.a^p^aa 1^1 
,|ttk4lpUa.9ft(icif^ l^miM^ aj|Df94 , .: 

MÊUES— Vide lfé/<?5. i^orin' 

. ; ||$UW^vi||^3fNiraBaÂ)F^ 
.oriliO(,40'^i9»vei^j»(^;^piD^(^db9 juoifr 

.£;Oriip.S.íIsÍd<«ro*... . :■ „ .^(.., ,> 
. í- iWpQi49<e disiríetfia4i9mt^^y<) daGui- 

mw.qod típha.iSdt^réJii (^r^âdifpeoto 
lí,t> ,BHá «M idl!a.Mi«iada,fi^í|iWaadaSíi» 
da Estrella, 6 kiiometros ao S. ^.I9]|1U.^ 
Linhares. 

\')áp oàm^òkHdai! Mgkunicfatsioiovmnaao» w 

,id^d^,.e {Kiy<^dpr.4a.acbial;^lU.£|écw 
primeiro o»iJ0UyQí«4».¥iikeliâáifMi 



Qlim 



Jíga dcwiteoMis anis BoJtieitt>»iaveBtigadDiei 

contemporâneos. Diselle!. ' 

'- «dâbcndo D. Soéir« Ra:fàiiHido»>>qtie(Ri- 

• «cardo «Coniçio 1I0 ijeã<», rei de inglálecra» 

«bei^pneáéQtâva^ com grande exertito, pàra 

'«llir à cíoaqaistft da Terra-Santa^ reBoltreb 

-<ae èfaapa Dto^*6 aí^flttta)h0^oica^eTeiisio«l em* 

«preza.^ 

^ . 4dalriii pois da Itortiigal^ para iá ttnír àos 

^iMvodádds, m» anuo da'ii9i. Depois dà^lia- 

-^m^ 'dado prom8<<dó'seii'talor;«'0orag»m^ 

«ppL.exIpiitnaçio de^ Chipre, via-8efiÉalineni> 

«te, com o exercito dos crAsadee^dúBle dos 

'anuros ili^ lãé suspirada lenisalem^r' 

. «A-ordem para o assalto, nlo se tet espfs^ 

'àfUt ibuito tempo, eao BòssoD.:8oeiro,€Oa- 

• «lie tia disposi^ das forçai para o oodiba)* 

«ta» rúú laaç» do flaan>,.i}iie,'toáiaBido o no- 

«tteâaam y^^ eavorageiti qnsilhe ficava 

Wisinha^ se oUama* JfáUq. 

'. «O. ^iifo pratieaaaki singtilariBSijâctos 

«de valentia e gentilezas deavm^^toni qiiB 

4deíxiéa naraviilMdos od aeos «amaradas, 

.«)qaè^ écfideientão^ c€iBtçaram« appeUídai-o 

f)- «o fim d*aiiQeUa empreta ó sabiáo qúe 
«íoi desgraçado, pois que a peste, ai fòitto!e 
tas dissidincias disimaram os crosados, 

MOtovtgBodo-oáa' demandar' ossenwrpal^s. 
• UVoitátida.Di. /Soéiny aiParft^aI,«'(|<M|- 
«renda eommemorar -ca saosi floriosoa feí- 

^.•tos^ ftadau íM faldas daderkui da^ Bst»l- 

'4la, ama qainta, eom o inocoe de^MéUo, e 
«n*ella dea principta'a^mma>ovaagaosiâha, 
'^joonwdo^o aaDQ.de IMk, eoa ^e^teiiava 

tNo ttgiiiiite i«iaado, dai Dt.A&mO' U, 
''d^imieíJ^é Soeiro nooaeaéo aifexoMnór; e 
iÈKkêea^ áétoi Dl Mèiq Soaria de Mella^ foâ f 

v«feftQiSS|il^'de ifeil0ieitamben\<alfi»ea«JBiir ' 
«de D. Affonsa 111. : - .1 íi . . 
ií\tf%MBJ/é'é sea'd9(SBiid€lite*eíffepvesentaiite, 
•ioív^toQdaideHéUD»>i0i5â$Qtaar^d0lftUa> ' 

(■>'■* ' f.í -r • !.-f<. .. -í) ; .13,;' IJ.r .• . j 

c i^ Vgamoa a«sta a C/0*oMíb(i ddlTivm^^ 
<ÍminM SaM^dgaitinho <QnisjfiB),.4aqiitl 

«'tV .'..III'/ >..\'- /: í t/<j 'M.f...fí . '.fc*.,:" II, . {i 

' :i'M Veálf^(Mip«'atlditi''d»<«:KyM,>'0| 



JtSSb 



m 



paaaa a dar, emptsxuão^ oqae.^la da.^a- 
vei|lo dolrairaade Saaio Afostialufe,.|m)Ko 
^'Yitla^âelleUou . ■• í • 

Fdi este mosteifo ftmdado..eniti39^ip9r 
D. Maoi Soarea 4'Álvimi SíSiilior..df(,)lfiUp, 
qae lhe den o titulo e invocação de i\Nf |i 
Smikwréd» Couta; parem». esi6rJKiAIem Soa- 
res^ só fea a egreja^ v . ( 
. Teve «lie oQflívaní^ arigem^^lQ. U^ef^^ sar 
gttinta: • ••,•»., ,r .• r .! .f. ^ 

No mesmo ,anno.dí^ri539»'0bm#Qii.^, Joiío 
01 as eDnegaa4e Santo Agoatinho a qaetgiiar- 
dassem claasara {porque at^ eotiíç^eDaaf^- 
biam f uando qaeriam» a visitar aea» pareor 
tes, oa a oatras quaesquesr visitas» .eompcn^ 
atc.^ soai licença «preivia de sapfriora9«}{ > 

Poréoii miuyi& d'eBtas r^Ugiosasi, não ^e 
qaizeram sujeitar a clausura p^rpéto^.Q^ 
hiiwi dos doQvea^n, ' • , 

Si0 convento de €heUaSi prA^imoj^(4%- 
èoA, Qstata iim^sanhoni^ chamada D^jlfaria 
Boitrea Tdixein^ priQairo(Hirmfka deD^Isv 
hei : Ti|iieirm' vioiíri^. d^: Bitisvão Soares ^ 
Mella», senhor, d'9su vÂlta;jLquMi por.ijâp 
qDer9r guardar elaosura jmrpétua» sabia de 
Ghellas com; algamas suas amigAs... 
i Soa pfima Ihesmaadoit oflorecer a ermida 
4e Mossa-Senhota do Geoi^ d^:qu^M:aiP^ 
4raeirf^' para vir atli ftwdac.um .cpav^nj^; 
o tcomo O. Maria &9i:ges era rica^ ^oi^íi^ 
sa, facilmente alcançou do nonoio apos^U- 
cet; Ueença para (andar. este. opoveato»* em 
13 de junho do mesma ^aano d^ J1539» ' .^ 
.A aatÂga erwMd AQpiv,aaa;lo.a.Gap#Ua- 
mór da novaegreja. Pov-lh^Jjmç^dà^^ pri- 
mai» 'pedrAí^pelQfi)i9po4e'ÍjoA«ihC% Qi:4or- 
jfi de Almida» 0lbot do< L? m^^ 4e A^r^ 
tee^ Ipgp am:8 de seteoibro, ta«9))em d*aqa^ 

cias de receber as freiras»,!^ naf]) ^Ã|- 
ram logo. 

D. Isabel ' Teixeíror ^9m fllN*' Francisco 
de Mello, fizeram doação ao mosteiro, não 
só da ermida, mas de todas as terras imme- 
4laUui» soht-MMlicãQ-deffuefn^B^^V vffssE 
>>;naspaiiMi o «losf^aii^f^r/ii^RaiM^ >tuihiiá 
caninos nwAoh:'^'. / .\ , mI ^'•:. .. ut •. 

Estas freiras parece que goslavjUD^-daivK- 
^evdad»;. e^ (9omaM tmmoê pramHscimas 



174 



KfiCt 



3i'1fntiiiA tmlltio TDàte «npla, nViMe tenpo, 
ifo^^ne- «ê ^»g«gltêlM, famo lidaram^ qoer, 
por consentimento e auctorí^^dd parpa 
Mio ntj détxaiMi a itegn e habito de Sáfato 
AgoMitiho, tomando a' de 8. Prsnoiíeis etâ 

Ó foodador da prtmvttiv^ eritííâá de Mmi 
Senhora do Conto, D. Heot SoanBS,'loÍ o fftt^ 
íàtitò que UteBOQ o app^tlido de MeMa. %ra 
casado com D. Theresa Affonso Gata; flNia 
^ b.AffdWso' Pitões Galo, rioo^homem. '' 

Eau D: Theresa herdoo de deu lio,'D.^òtti> 
.1^6 -dè Sá, o se&horlè» dé Mello, w ctfSk-nL" 
Bji PòtiA' t!aA e vKiifBitio MVOAitob ; porquê 
«Kè morrett^^ete de^eendeocia. > / ' 

D;^ Gó&f áto de Bà, tf nha a wa oasa- e ao>- 
lar, iitL rte^eM de Saéta IfãMi da Sà^lnl- 
í«dO'deCôa. i. ! ' ... 

Martim Affonso de Biello.ileo-homMa-dé 
f^M^ttigâ!!; senhor dé Cèa, Goii^h, Linhares 
é déloríe^ dtf Beira; ttetod*ffqiietta B. The^ 
rda; foridqne-fezr MeHd tina e Ihé des ap- 
Éas ^t<)^, s<^ikdo a 6)iAha'«piâ16o, qner^d»- 
'ttíf, K}vie Mártita A4kmB(^ de HeMs^^d que so- 
ikmú, eeoisièifiiitt, dè^>D. Affetitt)i^; qiie 
d*esse ariâtfl « fôr» dé vlllà & povoaçiò.) 

9)la^ a ttíeút^ Afl^dso^Gáiia, ipimeideram 
o^!Oòtiâe€iidè>aii^D^a, ¥eiitnía>^& Lorfreé- 
^,']/k^sbmat«, Osíiáafttti^sdíe Ferrelris ho}e 
^iq^ea de GadaVal, e^#aS'lM)ftiItasiMAS'faH 
ilÍ!1ía9:d*eMMnò: * ' 

de Metro ;'^fSò 9e Mabè^^títntíoêe^muikub àííu 
nê^ j)(ird 'JV^ffov f)M» ^M]qii»-j» fUi^ /ol no 

Èdif ttih^^aetè ántifo âaffièsttiáTilH^<qQe 
^ l)òiis€irváttt no krdhivo da éUMârà dPèUa, 
iáe'iâám aâai'fllaêrdá>?ftH,i]tie eraktt aai^eaoe, 
no meio, e de cada lado uma arv^re^aoih 
iBOti íMfi^ tm eiáàa de eatta^uiiiá )- e^m a'se- 



j ri , \ 



'^*'> >^LLÒ lia<20I«C]ttÂ<y t>d IffeLtlO' 



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l. 



ív> 



TéfnR» 'poi9 quelha Chtoliteá doi erdatte 
nid se I^óÍM' «ombiftlúr, «kn alguns i^toa, 
com o que diz o sr. Vilhena, é^inais^segfil- 
Ía»ífrâdiç§tf.-'W ''»l -iHí -' í-'- - "i 

O tiM^ '1^^^'títtda ía airtta^ áclbito da 



TiHí^ parti» dWQeátlraa a«Hg«ni éd mi 
d&#(n9Mií^'>e^a) historia, do fsvie.JMai,^ 
Jerusalém. ReflexioitomMi . - - 

;D. Dhcvtai <AffadS9 aaia,'lieréoBdftfe 
Mo, D. ibUfètó d» Sà,.^ dealiorío '4e IM 
> dl ae^vé <|Be-òt «phoresi de.^Meilo aai 
tínliaiii (eatio^ ocm% fAniáiaidoA fioiwiK 
doa &MWI- (fiMP8f íéipaiBOftiitiftt^ db Am 
ro). ' .' . 

<É'.vevdfldB:(ppi0aiDaiitÍo>ièBu llbditti, 
foÉdáderai;dfif eMIMadafienhora^^Cinli 
^'dnrnana^DL.IIaiftSòaraa; m^-wSóM^ 
la ina MéIm que aiQaaá.vdio 9sa<MíMoê^ 
i^ém ptlaiido8Lfláa,>do Géa. 

D. Menii88aoea pkopi[i me m qúm 4amm 
úippellSA) de Jh/(o;ift^Ba^ pan| a qtMStio è 
sater qaett Ibi a faulaidçiPjdiLVillflifâe Má 
lo^iékkáiStmBiítK^pBmàÈ pmm>qclft «ta^ 
foBção.Jáia/^aaBBffmpoiaa chaawv^ âUloi 
/ A chitènaca doa cmzioa diioxpnoaflUMa 
ie qne o primeiro fmendar^ viU» âa lai- 
vo foi- fiu "flongal» de* MMogo; • raio lai Di 
-Soeíio^iUviBiUíddk - ^.' , 

CoiUv»-^ lanhem dTaftalbichrQMQaqK 
a'péTtta^jeEa.já>«íMlga>no Mapê^M^ 
Gonçalo, ao qaal não dá o titulo d* /Miáf- 
itir; «Khaim de^MooiItíp, » quA-ê ttnili 
diflefhBte.'' 



t í^ '• 



'■I I » 



'' ri. 



;« '". » ♦^.''. .. íi. 



' A iraditão' da ftevanieiícia -dariíMMMí 

piffoaç3o^idrtdl forts: d^MeJlb, Mufifiãi ^ 
Mth»)'Oi»iéinMttlimBa^ 'Oa^HMMo « aA 
ddw iirm6aKdi áMítriftof de Lli«iiYV«f 4K^ 
aroM^dal^ivUla^iqua ainda^aioiaa naoamasík 
JittD/--'4»ni«a'<dâi'*t«íirac^"> -• i^, L^b £.' 
'Oqias^iio sMlKl cdm<owtex%Jér^iaaè» 
a poToaçãe deixou de ser Mdlni) paia« 
Ifelio* A/eiiidaiichiK»h»'fió díBqu aejifp- 
p^^acriioiliaiaèodo aacnlo X<f I^!BO # 
idmkéiA' saUengam^ pdaeál llliSJÉ*«ftiAi> 
aava VéNO/^oolDa HogoíTll^elnoeiiqnBdis 
tratar do seu foral. Hl «^' J<a . .» 
. D«vo^piffém'COlifei8«rqde«^tedth|piliBl» 
6id ' JèltMdeiÉu ba vjlii u«à alUo Khdaai ta^ for* 
te, ou lanço de muralha) chamado Jí^ 
poiíiá^vd^No^ telia*^ o PaMdèpiímeiMvlifiv 
%s^ cat). 'Mi^unaa^^áel^r S«6lnb RayMi» 
d*aqui tirasse o nome para a 9ua vUla, não 

^^«uirfati^eHfthiiida, p<ir 900 o» Mitt«* 
annos • èsd^^rimftltlWMÉae iMMBaíu i 



mu 

um adotMér i que Julgar mais tefMiàlU.' '^ 

f^oncd iétú t^^^ào em Kt^sòé dias a 
indttòtrfa, 6 eómbierelò e a po|mfa(S6 d'está 
villa. PaTrrieam^se aqui ífons pâimos de lati 
« baetas. 

Tem Misericórdia, hospital, e cinco ermi- 
das- 

l>te o sr. Vilhena Barbosa, e'Vi2 nlid^ 
bem: - • ^ • 

<A saá poâiçSo (da vtlfo àe Héllõ)'iitftiitò 
t arredada dos portos de mar, dos' grandes 
«eentros commereiaes e até mesmo das 
«principaes estradas do reino; e a jRáltáde 
•cbmmtíQf cações fáceis, s3o astíttsá^qlí^ 
«teem obstado ^ad desenvblviníinto #eMa 
«villa, porqaaoto o sêa território é muito 
«produeti^ò ê adaptado jyata culturas* triui- 
•to làci^tívak , 

•Assentada edttedbas' f)r6s(|tíissfmâ£r M- 
^b^iráè; possuo esu fiita lindos arrkbàídés, 
•p^dtá .qné^lindlòs sSo todos ik ytflé^^iástf- 
•fâ 'àá lístMflá,- pfelâ pompoèá vei^eVáçIò 
«qbe nVlíéS éíbtrèteVn, e em tdiiiíi^ ortá- 
«çõès do jâinò,'os ífaUditòi áfroMb, tot^ieiit* 
«tee e rios, que se desprendem do ^Ito dós 
«sarros, órx^qaú iMbentaín da iáh da mbn- 
•tahha.i •••*'• •"••' ^ ' "- ' •»• ' 'y 

O território d*está;#éj^èiiá é jfio\s mdKo 
feral «aí ceréae^ l^^nfes, frdctâ!^ e T]n'bo; 
mas a álàpi^nclpài filjueta iph)Vém'tbé 
das suas ibÍ|(iíífefcàs^e'Vastl> ))astágetts^ db- 
dé c(e crliá g^dii quantidade dé^ifido, "Át 
toda a qualidade, iitte Je êtpbi^ta em gl^'- 
de esc^a. 

(ãb setíé nídbtes 9^ àíbbndatités dâ^l^a 
grrosííi á fcftida; " ■' •■'"* 



Mê: 



m 



:;i 



'P<*Manu6l1bêd«u fbrál,èmiJiMMa, a 19 
«e féHhèrde Í(H5 (Lkra^dê fotoês iè<)vo9tfti 
Bis&kM, ãíAW^ eel. il^-^Vejáí^eé tr (ítoéxssáo 
pàtiréaté' Ifefál^ba gáVetà^SO, maço •n/ill» 
"8:) IA emta sê detídtbinaya viUtí'dê jíWA^i. ' 
O brazao d'armas d'esto villa já floA-dItl- 
«Hlpfio; fiSás M» leal a regettiá^ <iu»>arí( só 
precisa no séllo. - ' '- • •' i , -.• » i 



n h-I* 'í *.'. 1! 



'li 



•1 1' 



í>w./ 



Fdl^ièÀta^HIlá pw^mais-^etOO alin<ss«fl- 



Bn]^^^e||ad««*tiinQkip)ipM>; chia ^ tSádnpi^ 
piilóUfMhe ^Msls âi^tfttotfVds<4Ía ftuaaut^ 

Este concelho foi supprimido depois* èH 
1881. • • '-í '■ 

' Nbèt mauuscHpios dá^bMimhèMMidos 'íMl 
tbii^ue^ei de Páimèlfa, se vé sobrè^^' fatnfi 
IM do9>1MMs, d mesÉm qi^o éf/ Vilbebk 
Barbosa dis^èbníi ^rê^p^SHè a D.-9èeire> Itay^ 
mundo ea o forte de Mello. (1) 
. . Pwa. evitar ri^^iç^^vl^^ieça Çutiw- 
rm. it.feneologiae am»s.;4o8 IMçs. -„ 

. I . 1 .*} • , V 

É aotud condessa de M^Up^ a sr/ D<.Tbej 
resa Fraool^ca Á» |fejlo.S^va Br^y^er Soo^ 

.sa Ti^irares e Maufa^i; .. ^ *. .; 

MEIfBitP—yíltot PoQfo,.co«içeUH^e.a9:ktr 
loraetroe a £. d^ Gondomar^ eDui^Qa„Jaj#f 

paAOf.^iairicto administrativo p 30 kilooíor 
tros ao E. do Porto, 310 ao N..d^ LisM^ 
300 fogos. í • 

Em li;67tÍJíhaâ3Çfrg99^.: . ., . 1 
. Orago santa Maria. rrn ; 

Qs .margoesea de. Marialva apr^aen^v^m 
o aM»ad^ Qi^ li^a «OOMOOi^is de rendir 
n^0ntf'.a«iioal. •, 

■'• A^niia t iwilo. antiga e foi M^fl^ 
IHO) ,499 41ÍIOI9. d^adr/esV^a ofV<!ltiirj|! ií(^f;f^ 
4f(íi»/ftt«..(Vide> Ç/w^, Miuf^,j^ IPf^t^ò-i 

i ffiyoti^ anfiqui^sioM^ 0|aa nSp ^ m^ 
b^. guando ourQoi;.^ue«Pi, foi fiwf)^4A* ^.VFr 
to q|i« ji exi^tlai j^ manca i^^t^mpo 4^0 
árabes, do que ha vestígios, oqíQOt ai^ai^l^ 

. HiludiSts^fPpiAiãifiysoIm 9 6|in«^| 4» 
aeii-rMmeii ^ba8:.9idmi#aiHei9.|.Sepkii^9ii4L 
fffinejn^ é. «orrQp^Oi4a.i*M/no«» poc.^^fipji 
ha99r mfii^ d'est94,i^K99.'-:QiM^ F^MBt 
dem ser corrupção da palavra j4vrabe fi^ 
çul'tema, que se lé^-^ínercultem. 

Na Africa, perto de Azamdr, ha uma po- 

fbist^ò tabbem assibii^iámida. - << ^ '- 

•K^ j^alaVri" é àmpàkUt dè dttisillBj^itf- 

'flVbs^è^M úlbà pkrttefnhf'l>d'âdvèirMdiMI^ 

^í,' a^Jàftbfi'^ mo^ ^a?-te) dd'ial)d md» 

*;? (4f'6 Me'''CirV?íy 'Ãi sàa 'tí^ 
^W, segUé á tlpfidlo que de|bli'Mo^tt6 

étJ Vihenav - • ' ' -'h . i. . li ;/. -v »fli 



n% 



MBL 



r » blf ■ i k 0i4 (eóme) do verte ofista— 
eoQMr-— e 4o jMlverMa íàna (ahi a'etio lo* 
gtr)— fleado astiiDy significava — uie eomer 

E, com effeito, estando esta víUa sitoada 
sobre a margem direita do Douro, ó desde 
muitos séculos iosar de deseaoço» ponsada 
e^ eomída« para os qçe navegam p^ rii^ • 
dos que vem pela estrada do 19. p«ra. aiqui* 
■a baici^ para a outra m^urfem. 

' Desde Avintes para elma,é Melres anais 
bonita, fenfl e sprarivel povoação das mar* 
genM do Dooro. Desde a aldeia de S. Thia- 
go fatéf á de Merdra, d'esta fregaetis, por 
espaço de i kilómetre, ponco mais ou me- 
DOS, se estende a formosa ribeira de Métre$, 
ftttflíssitna em milho, centeio, íínlio^ legu- 
mes, bortâliças, doín bastantes aivcres de 
viriho (carvalhos ou outras arvores que los- 
tentam videiras.) 

Ha também aqui grandes e beilas noguei- 
ras, que produzem muilo íráeto, que se ex- 
porta. ' • 
' O resto da freguesia è em terreno acci- 
ilkftado; em iifande p^ie coberto de pinhei- 
ros, carvalhos, sobreiros e outras arvores 
MlVé^tres, é d^aqnf se extrahe bastame òor- 
tfça e miiAeirâs, que v8o par» o>ortK(^ dosft 
cijík cídado^foz eíta frèguézia grande etoti- 
Mme nègoeicf, peto riò, ebndnHodo áqáella 
iStfàdlí, ktíáú, earVSo, :eárqb0i]a, ' madeira, 
iMfeéd,! e' cetros g!eneros, em barcos ppsprios 
'dá fr^gúéJía; í;- 

Fica Melros e S. Thiago, em frente 'da 
«l^guecla >dè' Sattto AAMiM^da Lomba/; e 
«m^ft^eute^dóiiogar de Moreim, na mirgem 
^òl^sta,' é o logar^de Arêfa, célebre' por iier 
Mo Uma antiga cMade. (Vide apag. S3(^I 
do !.• volumi^:) ' • . 

A causa ^ ferUJád^ do solo. baixo ^*^- 
% DtWi^íA, i{,9M}m9: qup:9 bouró;aquí 
4epóeita«aiaiiieqcb9«^i; .mas ;ie quasi sèip- 
4ie^ 6.l^4i|iflador, taiÂbeis^ alguj^g^^ v^ 
causa grandes prejuízos, pois tem haviáo 
chfiafl q^e cjhe^^ram a^e^itraç dej^try da 
^gr^ i^atru, qúf| e^tà; a ,i9als"iáe 9 ou40 
metros acima do nivel ordinário do rick fià- 



MSÍ4 

lio o Dooio amsta em aoa coircale ta»- 
sa, páie^ arvoípsa, casas e camyoa» 

Ha aqui uma boa feira, naaldeU deBai- 
zéllo. Até agosto de 1874, lázia-se no díaS 
de cada mez— desde então, tax-se no L* à>- 
mittgo de cada mez. 

Foi concelho muito antigo, com camarás 
justiças próprias» qae íòi sopprimido de- 
pois de 1834. A sua casa da camará sem 
boje de easa de escola regia de inatrue^ 
primaria. 

D. Nanuel Ibe deu foral, em Lisboa, a 15 
de setembro de 1524 (Xíih-o de foraes fum 
da Jfêira. fl. UO v. coi, 1.-!) • 

Tem uma nova e grande capella, da is- 
vocação de Nossa Senhora do Calvário» coa 
b4a torre edois sinos. Foi construída áco»- 
ta de habitantes d*esta freguezia, qpe ^ 
quiríram oo Brasil meios^da paS^sarém o 
resto dos seu9 dias n^ terra q^e 00 viu ms- 
cor. T^iQbem a éiles se d^véim p^ pielhora- 
i)aentfts qw,^ y^m nas casas e quialis 
d'e8ta treguezia.. , ,, 

É em Ifelrça ond^ na S.v.dpminga ^ 
quaresma, se faz a melhor procissão defas- 
^0A de todo q co9celbo. , ^ 'y. 

Pe^L aldeia ;4e S. thiago, passa a »u 
carbonifefa (antbraci|ies) ^ne vem do Bar- 
ri^ (margem esquerda do OoúrôXe segoia- 
do a direcção NO.,,vae p^saír ao dovéUo» 
Valia de Áfiim^ e ^. Peiíiro da Cova. . » 



.» ./ 



Ha em vários ^iUoa d*e^ fjrç^exia, moi- 
tas galerias, que bem most|raq[f ^s^i; fjosigfi 
minas metálicas. Supponho serem anterio- 
res à ,doBiiaaf}iq.rQmaf»a:; parqueiteemap- 

parecido por estes.sitfç^vma 9^91^ ^ 
mós grpsseicai^ c^m que |os Ij^faups tr&i' 

raysm o seixos (quartzo) pava Jbe exirMi^ 
rio^ p^la lavagem«.ae pariicolaa da ouioob 

prata* .: . . . 
Segui}4o a tradição, Mbmbeai^ fqram a»^' 

radas pelos mouros. 

Ainda por aqui ha-algiuias minas da co- 
bre iO de Cirr^.ma^^^defprçsada^por 

^pii«eeremjp(kbttea>;9H#erAide^ e Qào aaf»- 



MEL 

rèrem aventurar os ibfii«in>s a fázerom re- 
ooubecimentes e pesqniias protandas. ' 

, Hl^UYe Bqu\ «D Tii^ulo dos ftr^t 4e Mei ' 
xide, admimstradoraf do ptorgádo de ViUfr 
de Perdizes (na comarca de Chaves.) Ha wA- 
toa anãos que deUou de e:^niiTt e o s^u, so- 
lar, qae ó um vasta e bom edíãcio nobre, 
ai^da existe ao fando da vil|a, em bom ^• 
lado ; mas madoa de possuidor. 

Há também aqui ama grande e belía casa, 
que foi paço dos Telles. 

Foi comprada por fr. José da Graça, que 
a restaurou e aformoseon. Ê hoje dos seus 
herdeiros. Poi solar dos PortoGarrèiros.^- 
de Porto, no palácio da Bandeirinha. 

Também foi solar doe Telles 4e Menezes, 
que procedem de D. Tello, grande sênbor 
ias Astúrias, e rico*homem, no reibado de 
D. Pavllla, pelos annos de 730 a 750. 

Bstes Telles foram os progenitoras dos 
condes de Cantanhede e marquezes de Ma- 
rialva. (Vide esta ultima palavra.) 

Ha em Melres a antiga casa, denominada 
^Mira de Mello, dos srs. Coelhos da Rocha. 
Foi d*e$ta casa o pae do justamente célebre 
doutor, o padre Manuel António Coelho da 
Aocha^, lente de Coimbra, e um dos melhq 
res j\iris consultos e escriptores públicos dps 
nossos dias. Vide Covellas, pag. 428, col. 2.* 
do !• vol. 

O sr. Joaquim Coelho da Rocha, com. es- 
tabelecimento photograpbico, na rua da Ale- 
luia n.<* lli, em frente do Passeio Publico 
do Rocio (em Lisboa), é da casa da Eira de 
Mello, ,e sobrinho do dr. Manuel António Coe-, 
lho da Rocha, de Covellas. 

MELRlÇO--Pequeno ribeiro do Alemtejo,; 
que passa a '3 V2 kilometros a NO, de Cas-' 
tellò de Vide, e 800 metros dá casa perten- 
cente â fazenda denominada Mensoares (Mem- 
Soares.) 

Junto á este ribeiro, e no meip de um cam-' 
po, está o dolmen de Melriço, 

A mesa era sustentada por sete i^as, 
ou esteios, dos liiuaes sd três se eonservam 
inteiros; M mais est9o por alli eèpálhàdòs' 
e partidos. A mesa aln^ ést'i Intacta %oète 
<)s'trei'^Jeíos que restarff '^ ' ^'^'- *' 



MBM 



m 



nattltO— portttgoez adUgb— moeda usa- 
flU Éoii reinot de L^o,'Ovie<io e Castella, e 
4tie^ Ifi passou pafa tNAimgal não se sabe 
ÍáàBê6i flsas mm certeza alites tte 1067, pois 
qtí^ een^i^ t>. (&aí^fa ffllho ékJà. Fernando, 
o €raiide) fèfto rei dePoAiigalfesse anno, 
iktà^áíktWmmbt^i (Vide Alfaiates, pag. 
lUdoi.*vof;> 

' Os ttosêos aroheelogòs ie uumtsmographos, 
não são concordas quanto < ao 'valor doesta 
pequena tnoeda : dizem tina Ique era o mes- 
maque êMò, oÀ marafndim;t outros, que 
era uma fracção d^eetá moeda; mas a opi- 
nião mais «eeeisaiteli^é que íHembro ó o mes- 
nfo 4iie Mêa^a : ainda qá^ Viterbo diz que 
— come antigamente as escrifiSluras tinham 
muitos breves, ara ^possível que dissessem 
memb;por maravidiM^ e<i'aqni se podia ori- 
ginai^ o engano, e a inven^ de uma moe- 
da, ^e talvez Jamais existisse. 

Entre muitos e diversos legattosque a rai- 
nha Santa MàMda deixou no^sen testatàén- 
to, feite BtíítíS6 (Tom. i.« ia SM, 6en.^ 
Casa-Recíí), é O de'umacrusi'deQBrb:oofai 
Santo Lenho, que tii^a sido da rainha Sania 
Heíena (mãe do imperador Constantino o ma- 
gano, o I.* dos imperadores, que' sé fet ehite- 
t8o, convertide por sua m&e.)— U ducenUos 
membro» vetens, aos dominieos do Porto; e 
ao convento de S. Francisco, da mesma ci- 
dade. Cem 9nen^rús. 

Em Dofresne, na palavra Kalenice traz o 
documento que se segue— £1 donat^ê cei¥' 
êum 9 denarios PogeMs, ei ad kalênêtu iuos 
membros. 

" Nota-se que a era de augusto, 
era dividida em mezes^ei estes 
em kaiendas, ido$, e néàs: 

Nas kaiendais, que era o prin- 
cipio dos mezes) reuniam 4è bis- 
pos o seu povo, para b iiisumft- 
re» nos dogmas da religfêo. Com 
o tempo se deu o nomedeill:^* 
leitd», ou $yi^oda a estas mesttks 
tBVtoAò&ê. Pém fnr úà SígUbdú^ 
ou K^Umiam), (t>oe. daunhev- 
slAade, de 442») ' «^ 

Também se dava o nblM éò 
Codlimiairúk p^osissSã^* ou tla^ 



I !• . 



mâr. 



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P#t!fad«l4M ie.dfefttlRR os 
nmw» %m âifléveate^; tecu/i de 

> João Ib proliiàia qae m popua^ae 

yel^ «mife €e8ar ( V âUMW ma- 

. ooft iii dias^ mU amiga ilí> qa!» 

camentos se coa^aase |i'aUi eo 
. 4iaiile'{ielo aaoo fio aasdoiepto 
deJeaos ChiiUlOb 

Tambom » dava o mam d« 

ii4lMto4, Aoa díreJtOB de porta* 

1 gCKD eoQlmsi. que nas Curas, ou 

mereadqsy ^ pagi^vam ao rei, ou 

áque]l(|3 aquém a coroa os iiuha 

De sereiDi.aa feiras no 1."* dia 
de cada me^se deu eate npme 
(derivado do verÍM> grego kaleo) 
ao tal direito, ou comrUMJMção. 
iUefp. Sagr., tom. 40, fl. 227.) 
. MfiMFAATOR oa WAHPASTOR -- RorUir 
guez aDiígoHi^*^ <>u qualquer outi-o official 
de juBiíça, que civilmeui» tomava coobeci- 
meoto das eausas, e m Aeeidia. 
• Em 1324 D. Afaoso lY irobibitt ao mos- 
teiro de Castro de A^vellaos o. introoietter-se 
a pôr Juix, ou f»émpastoi\m$ aldeias e io 
gares em que a jorisdieção eivil perteocia ao 
-tei* 

Em outro documento de 4340 se diz num- 
p^toi- ({)oc. de Bragança). Vide Mmtmnhos 
e QmU€mlha. 

Segundo Poarte Nunes de Leão (na sua 
OiihographiaJ mempastor e mampo9teit'á^ é 
o^meâmo que, homem posto por alguém pa- 
ra qualquer negocio. 

Depois só se dará o nome de mampostei- 
ro ao que recebia as esmolas para a remis- 
são dos captivos e para alguns sanctos eu 
sanetuarioa. 

Por fim só ae dava o nome fie mampos- 
leiro ao que reeei)ia o dinheiro das esmolas 
das hullas da Sanía Cruzada, 
' MSUDteA^regw^zia, Estremadura, eo- 
«ateará coaeelho de Porto 4e Mós, 18 kilo 
metros de Leiria .130 ao If. de Lisboa, 120 

lagos* .•:.!'. 

£m iW jUnba 183 íoi^. 
Orago S. Julião. 



^iipado e ^dislrictp. admjniionfiii» 4i 
Leiria* • •. 

A coiiegiada de Perto de Mós apresenta- 
va o áuii; que tinlia %OW09 rgia « o pftde 
aitâfr. Isto, segundo o Fo^/u^aí Sáon^e Fnh 

O Couseiro diz que o vigário e beuefieàa- 
dos de Porto de Mós davam ao cura 40 al- 
queires de trigo, e òs freguezès casados, ca- 
da um, um e meio alqueire de trigo, e os 
viúvos e solteiros metade. 

Havia aqui antigamente dois bôdos^ rm 
na primeira oitava do Espirito Santo, e oa* 
tro em dia de S. Mjguel, arcbanjo (t9 dese- 
ptembro). 

N*esta fregnezía nâo ha ca peitas. 

A oôgem d*asta iíBgu^úá é a aegtt|i9le. 

Na aldeia do Arif mal havia a ea^Ua à 
Sanio António, e aa da Mendiga, a de S. M- 
líào. A estas duas capellas eram obrigados 
os vigarioa de 8« Pedro e 8. João, a virem 
dH;er missa e administrar os saframeotos 
aos freguezès d'eUes(que entào eram 40) m 
domingos alternados. 

Em 1525, sendo arcefiispó de Lisboa o 
infante D. Affonso (filho do rei D. Manuel) 
cardeal do titulo de S. Braz— mandáramos 
seus visitadores, que os seus vigários e be- 
neficiados lhes dessem capeilao, que lhes 
dissesse missa 6 administrasse os ^en- 
mentos. O mesmo arcebispo confirmou es- 
ta ordem em 1526, e mandou que p capei- 
lao assistisse sempre em um dos ditos lega- 
res, e lhe taxou côngrua; mas p vigário t 
beneficiados de Porto de Mós se opposeraffi 
a estas decisões, tendo logar um pleito qae 
se sentenciou contra elles. (£sta sentença 
está no cartório de S. Pedro.> 

Cqm o tempo foi crescendo a população 
d'aquellas duas aldeias» e se dividiram eo 
duas paroçbias, como ainda hoje estão, nus 
até 1834 foram dependentes da coiiegiada 
ip Porto de Mós» qiie apre^eioava os curas^ 
como fica dito. 

■ 

mffDlGAr—^erra, Extremadora,opde es- 
tão as íregueziaetdo Arrimai, jtf eA<tiga e ott* 
tiras.. Para evit^ repetições^ vide A^fr^Mf- 
S9^ a pag. 302 do i." voU 

MEMESTERIALou ]|£KSÍ}T£IgAIr^ii»^ 



.VA 



vm 



m 



tBpm á]Ui40'tMdMÍJto,.,«p«iaiJh(f'>>Bia^ 
ro, ereado,ierftnl€^.jãU3i . i , .:i .? >/•.; : \ 
w MÊllM Ai«-^poitiH|[Ut»iilÍ9»^H^ - 

tft^JiwQesndBdfL \ " 'í ••' -'..i .mc 

4a^ íáltè,'4es9fO¥idd»'.8tC3 •'.• • . 7 

vo)t /Soou Men^ofUUt d»' gemíê ^ «Mfi|»«Ai«( 
« esteve, e está, em gram perigo dr 9ê 
pmrdeF e éispobrur^ \ ele. (Garta • áo< lelD. 
Pefnàiido à eavMtfafd&MoBMrvoi, em* tíSQ^ 
• MBKt-^-fodimiaet.aBliecH-baáia de 4M 
as mulheres do éampd ía^iam ai aQas.man* 
tilfaaB.«^*^r ^/Ifi dita mka.vBsUda^ái^íiies- 
éidas novoi. dê étímde voda, s.'kuawm/tíUha 
demmU e hma qae^ ádécoui-tanqi,^ Mima 
ffiidrilha ^aioíp) dt:brtít^.DQ9, de Alpen* 
durada^ da-iiSdi) ••' > 

' Dava^se antígaoMiite o wú* 

r . > me de; bitisiol a wm pano farte 

, » gRW8etre,Cabfficadoiia eida» 

de iagleza de .>Bri6lol, sobre . o 

Fio ÁToa. Doesta ilha vteba 

para Portagal .muita d» tal 

.. panno. . 

Nas cartes d'£¥ora de 1481 

requereram', oa pÓTOfl^ que — 

» prohébam com gravissimm 

i> peM$j€svestidosdf8edaeãr'' 

naaieniosdeouíroe prata ato- 

das as pessoas, com > ceirtas >/iV 

. nUtaçõe^ a respeito da primei' 

m iiúbrega'^'fiúrêm fueidoura- 

' da.« prateado' iM^i^u^m- o use 

*-'Qiíe kaja differença^ peios 

fre9^sda^p90soaS'-^iiue os no^ 

bre^useuk de iati/(fia**-rOs ofíi* 

ciues mechanicos, de kins gros- 

saSf fnureiy brisltí^ eie»-^Que 

as rameiras, e que só fazem 

porum hameiH,mo mem de 

me/tííifhas-r^^foe andem em oor^ 

po, e sem, ehapkUy com véos 

açafroados, pafn se distmgni^ 

y . rem das miê(heru^haneêkís^ 

' ]ISN0B£T<&S-*4H)rittgaea antigp-^davir 

8ee8te,uQiaȇȒmicaa da SaDtaGlar%per o 

mvL patriaiyiba. (B, Frauciaoa) s^ deoaBainar 

Mmpre^r^ mmor^ (Doe^ da aeculerXIH.) 

JBHSeua^pd^liiluaa aQU9»nt-iado.<) 



flue ,^at r(Nip% .« .app aneNiiv ^9°^ ODOMrde 
uma môsa, como toalha» gu»r4MMip(9,'t4Jft^ 
re^ eopp^ m^nA da wmU^ X- JSpi^^da- 
va-sô á mesa o nome de mênza, comi9f MufU 
híQjediflefa ui^pvóviacia^ da SuVji^pi^iipas 
mi^Aos ii^yrBidãs. .- 

. W^KSQiU e MEKSUfUUl-r português ^r 
tigo— medida e medir. Aiuda hoje >9^,:dK 
OMASBrar» :pw.. medir» & ^ muito ilMilosn- 
Gomen^pravet, com reapeÃlaaQ.que.p^r.FFA^ 
se jaã<» 4)óde mfMlir« ou avaliar. . 

Iliffirifaa, IVSVr^MOw.eioAiA amigo 

r*-|(filiTAXR.O. e IMEflíTAIRO -r-pormg»Q^ 

antigo-— iaveQKari^'^djiVisaob partUb44« eto. 

iOaru$Ueo8'da8'pi!oviiiQiai dp Korli9,<|ti)ii> 

dadic^m tme^Uatro.,. . ;. 

]CSIITB8^paniUjW& ^^tigot^'Cui4a|dk^ 
peflaameut^, lembrança^ iQ§mjOfiia.:r->.p fw 
awe medOt ^ desampara o feita 4f$ ati^i^ 
mm mteo kimuis itmé<es*'(D(K, da Aipeu- 
diurada, de ii09.) Tetn rnsnie^r^esà o ^u»t 
mo' que úiz^t-^lama semUdo» . 

MSNTfiS e M£NTJlfi&TT7PortDgue2 antiga 
-^aii^ usado pelo 1^90 poyo^O. meivoao 
que emquanto, (Doe. de Almoster» dei iSS7^ 
é eorropoào do cafí|eU|2^o*-Hntpfilra4. 

JIENTU)EHlO*^ortug«ea aatigo^rnii^ti- 
raso. .Nas pn^viociaa do ISc^te^ ainda se dia 
tnetàUreito, 

ll£lfTR£Si;l|DiO ^ fregueúa» MinJ^o^.^pr 
marea e í% kilometroa a .0. de Vall^nçA, «ma- 
celho de Villa Nova á^ Oerv^ira, 4£| kjiomdr 
tros a ONO. de Braga, 405 ao N. de Usboa, 

iiO Jogos. Em &707 ^ha áOll / . ,. 

Ofago .SaAta Chrisfiaa. 

Arcebispado de Braga, dialrktaadminiS'- 
trativo de Yiaiina* 

£\ terra íértii . i 

O abbade de Sant^ Maria da Cui^a apre- 
9entava,o. vigarle^ ooHadp^.que tiaiia.iOOMOO 
ricis. ii ' 

Foi antigamema abhadia do real padroar 
do. D. Díbíi; em 1308, a trocou eom o biapp 
de Toy, D. Joòo Fernandes Sotto-liaior.Dar 
pois paaapu papa o abbade- de Qunba, que 
recebia tmisá» dos diximas» a « ooira me- 
tade era beneficio simples do ordinário. 

XtO^rrlieruiRiie^ antiga^ikeit. 

MfiO B{làNfiO-^oml0l^^antigor— melo 
jmI bciMO» eu 3 o^tia. < 



1^ 



IfBK 



VI' 



HfiOOO-^portiifQeil ftnli£fO«-^)' DMfo ou 

IfECNÁ é MEOlfO^portagaet aiilíg^)^ 
Viâè ifetma. 

^ WBRCABi— no antigo poftngcidiiião «goi- 
ficava somente comprar, mas Mttbem, eo»' 
tuatar, trocar^ yehder, etc; hoje dkse mer* 
eade}ar. 

ifÉlUiÊ--M<)d prf oftéiro» sMOlos te aao' 
narohia portugaesía, davu*8e aos reis, o mo- 
desto titulo de Mertê (vossa Hiercé.)-i-Á mer* 
c& segai«l-se a «MiAonVi.tfesie traítâiaento 
ncíiavftm os reis 'das Hespanhas, até aM ireis 
Cfttholieò» de Castellá', Pematfilo e Isabel^ e 
D.' Ilaniiel de PortagaL Desde estão se in- 
trodasia a aUeza, á qaa! se segola pouco 
dêpofs o de magestadê^ trazido da Alterna- 
nha> *pelo imperador Carlos V (pae de Fhi* 
lippe II)^Mas os reis de Portugal e Gastei* 
la,''na eorrespondeneía privada, sempre se 
trataram reciprocamente por éUeza; até que 
na entrevista da Gnadalape, Pbilippe 11 de 
€Astella, logo no.priíneiro encoBtro, se apres- 
sou a tratar por magestade ao nosso rei D. 
SèMst^. 

Com os PhHtppes, radioonse ^em Portagal 
este real tratametttó, que hóje é o de todos 
os reis dÀ 'Europa e outros, e se conservará 
provavelmente ; porque nas línguas conhe* 
toldas. <kão ha outro mais no6ré, que ò possa 
snabstitfKir, sem usurpação dos atributos da 
divindade^ (Vide Magêstade (a i.*), pag. 34 
d'estev0l.) •' 

MERGEANA OU MBRGIANA— Yidâ^i4/irài 
Gallega da Mercea/na, pag. 82 (na íim da 2.* 
col.) do l.<» TO*. 

MERCÊS— freguezla, viá^lÀshoa;, 

MERCÊS— Vide Cai-valhalBem Feito, pag. 
134 do 2.(» vol, eol. 2.*, no fim: 

MERCÊS^aldeia, Extreiíaadura, proiima 
às abas da serra de Cintra, fíreguezia de Rio 
^e Mouro, •oclmarea'e concelho de Cintra, 
patriar diiadoi distrlctoe 30 kilomeirt» a NO. 
de Lisboa. 

Ha áqui^unia iòroiosa capella, dedicada a 
Ilobsa Senhorsi das Mereés (q^e deu o nome 
á povoação.) 

No diaW de cfOttíbrO) sé faz tfma grande 
romaria ii estl^ Senliona, qeo é isônoerríd^ 
dos povos d*estas redliádesas^ prf unfpalflkM^ 



te 4ii%rfa«8éqBi, ÈàalMiea^iCmmk 
Cintra, Bellas, Rio de Mom% «Ic 
' £ esu iSoleimUdade ^igiosa feMa.M 
grande magnificência, com musica voali 
íMUwiiental ; proeteaio^ qobí «iail# aHo- 
res^ e grande acompanhbneito de ktiSn; 
fjrâá» quantidade de fogo- pree^ « do n; e 
toéaa ti amis deBMUi8traçde»4« rogosijo ^ 
Mico. 

PoF essa occasião se faz também aqui ua 
grattde (éíra; ima dás melkores em gadol»> 
viao e scrino, dos arredores de liisboa. De- 
nomina-se feira das Mercês. 

MERD. . . EM BOGGA---oa Uxo êmlm 
«-metter eser^mento humano na bôccaè 
qualquer, ou esfrâjgala cçm eHe^ eranii 
das maiS' atrozes injurias que ael>odial 
zer, e, por isso, punida com^otmaiorriga 
Cinco eram os crimes princf pães dos antigH 
porCnguezeiy que oe íbraés a leis castigaía 
mais severamente^Aomêddú»; furto; rapt^ 
ou violação de mulher {romé^ arrombanuk 
ta de portas, com mão armada; e esterco i» 
manoii, mettido na bêccA de edguem^ ou met- 
mo a simples ameaça, por palavra, de fs 
lhe fariam esta injuria. 

Innumeravei» são t)s feraes que imp9ea 
graves penas a este erime, a que por ioâí- 
guo e immundo, alguns chamavam nefandu 

Os termos de que em regra se servem « 
foraea para designar este crime, é—stervu 
in ore; mêrd. . . in bucca; e lixo en bôa. 

No fbral de Tbomar, de 1174, tradaziè) 
no século XIY, se lé^Se alguém (cometter!) 
rcussOy ou omesfú, òu romper casa con tf- 
mas, ou eon feridas, òu quebrantar portei, 
ou entrar i;asa no couto da vUla—peyte çv* 
nhentos soldos. Se aifftíem (eometter?) rm- 
so ou omisyo, fora da vUlafezer, LX soli», 
peyte. 

Mando, que cada huum fUhe ssa molker, 
que aia recabeéada, ou fUhasua, que ats^ 
non foi casada^ hu quer que^u achar, sen (»- 
omhu,EofUho,>que seupadretenenssaco» 

por séwmancebOi^fUhe^ihuquer que o Qá0 
{tirado f|M non briU 4obrdí^poirtuSi mff 
ra alffueni^ sentoomka. Formerd^ ». enM 
mehtáa,en qualquer lugár^qu^o faíõr-ft$ 
LX ff,^Se utffuetàr ferir ton armas nmsieti 
4é S9U gre^yê pêt ird^ no toâWiUtA^ 



pe^e tX fí.—e se for iora ia eilla^ peytê 
XXX ff. (DÍoc. dé Thocíiair.) 
-' Vò foral qtié d mosteiro de LorvSo déa á 
siia vina d^Abitll, em im, lésé— iVon site 
Otíèr vos cafumnia, ntíi rausum^ et honíici' 
dhmy £t stercus in orêy et Casa disrupla cum 
annfy, aut èum feridas, avà fregerit portas, 
tt imravèrit ãomum per ^n {in cauto vitla' 
2) sólidos pectet) et fiirtufn. Omnes istas ca- 
iumnias sint pectadas per fórum terpm Pa- 
himbaris, • ' 

Porem no foral que a Abiul tinham dado 
Diogo Peait e sua mulher, D. Eximena, em 
lí&T, se diz que por todas as coimas peque- 
nez se paguem sinco soldos; mas pelas gi^an- 
dês, que são — Otir furto, rauso, homicídio, 
merd. . . tn bueca, et casa derupta in cauto 
rntus in villa, sicut est Foro de terra, LX 
sol pectent. (Doe. de Lôrvao.) 
' Finalmente, pará^ nSo cançar o leitor, di- 
rei que na maior parle dos foraes se faiU nò 
crime de lixo em bôccá, sempre como nm 
dos mais graves. 

<> te! D. Ditliz, fmpoz a pena de morte 
pata este crime, e esta' léi se compilou din- 
dÈa nas OrdenaçdesAlfbnsinas. (Livro S.*, tit. 
3Í, 8 !.•) 

HERELIM— freguezia, Minho, concelho, 
eomirrea, arcebispado, districto é 3 kítome- 
iro^ de Braga, 360 ao r^. de Ltsboa, 230 fo- 
lgos. Ekn 1787 tinha 87' fogos. 
* Òrago S. Pedro, apostolo. 

O reitor de S. Payó de Mêrelim, apresen- 
tava o vigário, que tinha 100^000 réis de 
rendimento, tir terra muito fértil. 

Houve a^ui, em tempos remotos, um mos- 
teiro dfe monges benedíctihos, que se anne- 
xou ao de f ibães, que fica a 4 kllometros de 
diktáhcia. 

MERELIM DA PONTE— freguezia, Minho, 
concelho, comarca,' arcebispado, districto e 
^ kilometros de Braga, 3t0 ao N. de Lisboa^ 
100 fogos. Em 178? tinha 181 fogos. 
Orago S. Payo. É terra muito fértil. 
- O pfaroeho era reStor, [lor' concurso syno- 
dU, e tinha' 180^000 rás de rendimento. 
Em fevereiro de 1874, fálléceu em S.Do- 
ttingos de Nítteíi^ohy, (Brasil) ò éommendá- 
dbr/Jòsé Narciso de Sousa Correia, natura) 
tré^ta iflfegthezia. Déiiott' í égreja d'èU^^ 

VOLUMB V 



Wà 



lèt 



.'. • 



oito contos de Mis de moeda brafjUleini. 

MERENDA— portQ|pf;E anti({Q— c^rtoiC^ro 
que alguns caseiros p^i^gáyam ^oç senhprio^ 
quando aquelles entravam j)aiCAp8praso^ 
isto àlem do chavddégo (luya{[^ molhad^if^ 
agradecimento.) EstovQJf ffazemosporhu^ 
maraani, e hua ffogaça, e huç, quqbaça de pie 
nho de merenda^ e dar chaoadégo^ exevoírà 
aós /frades. (Doe. de Paço de Sousa^^de í^^ii. 

HEBEND AL '— portuguez antigo — certo 
pano grosseiro. (Doe. da Alpendurada^ d0 
1277.) Tambeni era a merenda que o ca39Í- 
ro pagava ao senhorio, ou ao seu mordomo^ 
quando hiam ao pra^o.— Í7a maior parte do# 
prasos, merendai eira metade de um brafá^ 
ou 3 varas e meia. E huum merendai, que 
som ires varas e mea de brajmi^ (Doe. da Al- 
pendurada, de 1431 .' \ 

UÉKIDA— cidade capital da l^uçitania por 
muitos séculos, e quando a Éxtremaduira 
hespanhola formava parte do nosso reinp^ 

Gomo tenho falládo tantas vezes n*ésta ci- 
dade.e tenho ainda de fajlar, parece-me bem 
fazer aqui d'ella menção especial. 

Foi Mérlda uma cidáide importantíssima 
no tempo dos romanos, no ^03 godos e afa; 
nos, e no do$ arames; e posto tenba perdíd]> 
grande parte da sUa ai^tigaimlpòrtancia, 
ainda é célebre péla sua anligUí(la(Ji\^ pelas 
suas tradições. / . ^. * 

O bispadd de Mérida, era um! dos maio; 
res da Peninsul^ poi^ abrangia parte d^ Ex- 
tremádura hespanhola, da nossa actual Bei- 
ra Baixa, os dois bispados de Coimbra e 
Âveií^o, e grande pairtê^do actual Uspado do 
Porto, pois que a diocese de Mérida chegava 
até â margem esquerda do rio Douro, que 
a dividia do arcebispado de l^raga. 

A fundação d*6Sta cidade remonta ao^ 
tempos obscuros da antiguidade ; mas as 
suas magnificências,' esplendores e, impor- 
tância, deve-a áos romanos, que á fizeram 
capital da então vasta região ^a Lusítapia* 

Em 418, os alanos romperam uma nova 
gaerra contra os vaudáloç e âeliogois,'epi; 
quanto os ròmádos, colligádds com os go- 
do^, faziam por sustentar o dominio do im- 
pério nás Hèspanhas'. Junto a Merída Í,ovi^4 
uma sanguinolenta batalha, na quà^^Atafes 
(vide €eimbra) perdeu atida, e os restos 



m 



Ti?ur 



01 



da3 suas tropas fiigiram para o Alto-Mioho 

'^"^^ÍTéílnénéricô^^ío^* iftinericoj ' o primeiro 
Tèi'tfos dúe^oi/õ mats iíraslradò chçfe ^as 
raç4^ 4^ úòlrtó q^ie tinham invaáiáp ^s Hed- 

?\ihhú, e tim^j^Wé politico e bravo' gúer- 
ytro, vendo á ánarchiá (^Qc; dominava no 
tèirrlto^iòi qué bavia sido do império romá- 
bd^ 6 conbécendo ò patriotismo e a brava- 
f a aos lusitanos^ os admittln â todos OB em- 
j^egos e honras (^a sua curte, entregando- 
Ihes o cemmando de tropas, deizando-lbes p 

Íoblico e livre exercício da religião catholi- 
i (d rei era ariano) de modo que qs sae- 
Vòs 6 lusitanos se confundiram, forimando 
tuna só nação. 
^Gundèrícò, rei dos vândalos, qnerendo 
apossar«e da tusitánia, e da Andalazia, 
rompea a guerra contra Hermenerico ; mas 
íbi .dérrptadb. tendo de fugir pára as ilhas 
Biâleares. Ainda voltou depois ; mas foi der- 
tótado é morto junto a Sevilha, 
'Os romanos não queriam ainda largar a 
presa, ò o imperador Yalentiaianò III, que 
tinha succedidò a Honório, Qiandou (em 
tíà) um exercito contra a' Lusitânia, sob o 
commando de Seí»astião, que reconquistou 
)Ítericla'e Lisboa ; alas, 'arrastado pela ambi- 
1^ de'reÍoâr,'se.fez acclamar rei; por^m o 
povo Ibé tiròa á vida. 
. JSerm^eriço^ ata(^4^, de. nipa moléstia 
chrônica (Í2fÉ) entregou à Lusitânia a sen fi- 
lho, Rechila, que em ÚQ, derrota o general 
romano Àndelabò (ou ; Àndevoto, cómo^ lhe 
chama Ái;gote) emXehíl — e em seguida, 
resgata M^irida, é conquista toda a Andaluzia^ 

Morreu '.este iponarcba valoroso, em Me 
rida, na flor dâ edade, eih 450. 

Tinha conquistado aos romanos, além da 
Andaluzia, as duas províncias, de Carthageua 
e Cárpetania;.mas alliandose com os ro- 
manos, lhe cedeu estas para poder em paz 
conservar o te^to. 

Â^suâ corte Jfoí sempre em Merida. , ., 
' 'Siiccedéu-lhe àeíi.mho Recprjo ^(que era 
ca(holico) ò qaal quebrou as pazes cqoíi os 
reithai^os, invadindo jkS3ijLas tenras e ás dos 

*^. !^'???4? )m- ^?â^^ .^w^ií^ Wí^ 

a GaHiz^. ^ ^ .. , , , 

^heòdodcd..réi dós godos, êniao alliadp 

ti 



fffHfr 

dos. rpm^mpe^ I^V^F^ W^ ^>f ^]pi4)ml 
exercito na Hespanba^ iiinradia (it^ Gja^uaV^ 
nj^,,margei^ fio ^o Oi^Q'(a MWW de 
Àstori^aj se jÇjDÇM^foa C9fn ç^'exe)rQHo Sfw- 
vo^ qi^e d€|rrqlón^ ft^jindp R^wto» M4f^ 
para á cidade do Po,i;to; o^^i^ íoipraaae 
co^d^zidp a 9i»f a, éoi^^istada h^vi^ pqiii- 
cò por TheodoriçQ, qo^e (felia ti^iha (^ a 
sua çôrte. Àlli, a\çi godo o manda dc^goUr» 
com algui^ doa seas„ cm dçzeinbrp 4a>8ft 
(ou 456, segundo diz o sr. Carreira dâ* Melto.) 

Kão é i;nea praposito, fazer aq9i um rtsn- 
mp da antiga historia da lAisitanla, e a6 
mencionar os factos mais notáveis, com re- 
ferencia a Merida. 

Vencidos os suevos pelos godos» occapa- 
va o throno doestes, em 459, Agiia, qae aea- 
do desbaratado pelos cprdovezes, sve relmm 
para Merida. Reforçandp aq^ aa suas tro- 
pas, marchou contra Atanagildo (que em 
S^vilha Unha tomado o titulo de rei de B6i- 
panha, auxiliado pelas trppas romaii^ do 
imperador Justiniano.) 

Teve logar a. primeira h^^Uiajunio aJSe- 
vilha, Stendo n'es^ e nas segointe», sempre 
vencido Agiia, qne reUr^odo pa?^ Moiída, 
alli foi assassinado pelos seas proprips ya3* 
sallosejOQ Ç60. • ^ .. : ^ 

Foj: Merida ^capital da. Lasilania até ao 
reinado d^ D» Rpdf igp, .uitimo rei djOa ^fk- 
des, que ainda paraaqi|i. fagict d^is 4a 
fatal derrota de Gn^a,l.et^r;I)*4iir.i^ôco|lmi- 
do seao mosteiro de Gaulifiapa^se ddacohrín 
ao abba^e Romano, ,eju(^tos. fpgiraoi para 
as costas da Lusitânia; parece qaep^&a 
Nazareth, au parj^ a viU^ da Pederneira. 
Consta que foi morrer na freguezia de San- 
ta Margarida do Feital, juutp a Vis/íu. (Vicie 
Feitaly a pag. 161 do 3.« vol.— iVaxarel^ P#- 
demei9*a c Viseu.) 

Desde então, deixou Merida de ser capi- 
tal da L^ositania ; porém o squ bispadOj aiiir 
da por alguns sdculoachegyu.a^é aoBpnr». 
(Vide Coimbra q. Grifo,) •» ... 

, Qn^andp o;». árabes ^tr^ram^amiMfi^í^ 
em 7i4v consta que acharam vaqni um e^ 
tar^, /eito ^, ]xj^ pero^„qi:(e,airi reâ ap^^iro 
tiba xra;&ido da |(íej;mania,, e.que liai» perpfs^ 
9140 àp templo Áp. lero^atem^ c Órai d>Ih 
I roubado pw. J!fab^cpdQiiozo{*i tuai^Q áí^ 

V V: .MV 



íWro 

^ip »,c^^^e mítfXo\ depois Hva^OTegte 

Tia sido roubado pelos suevos. ^ . , .. 
-^.JFo} .í)lÇtíd^,a.j)*tri^.íe.mwíO)i,i»»^ 
^^rç§ ^j^dps ^e^ talehtos q virtudiss. He^- 
,f pjarei jOSr principias, 4^ ^ual^wjho flpií- 

. ,^ fienovato^, bhpo de ]tfend^ nipxj|jç„|le 
S. Bento, no mosteiro de Caulina» que f n- 
t^. era jm awiQario .de y^rãès, sabias e 
^^jaftlos, e.d^. prelados insignes. 
,',,í?^Úpcea Wj S de janeiro dç 633..Jppi ^; 
pultado junto ao aitar de Santa Eulália^ .y]{;- 

. . |5.. F/^. bispo de M^ída. Fallppeu ^.7 dpi 
l^verejro .dje,!$70. ^caQou.e,feD^u os ixçfi^' 
Qiea 4a mais. 4ta pe^(|^Âsà^ e toabe 4^36^1- 
y^obar.por madoj^Mjgi^fl^iinc^yai} pbílga* 
{oea do 4ea nome. .: i. .: 

. S, . BffmnOj .monge beo^dietino, ^o , 9109- 
taiip lie Çs^Ú^3L, natural de.MQrifia>.« ab- 
%d^ 40,^^3900 cpQTeiiiaQ» 4\^nd9 a iixsjit^- 
nia foi invadida pelos árabes^ ei^n 71^^ Já 
4j^ qpQ fqgja de;^e;:ida com D.Bqddgo, 
^JirazçDdQ ^poo^go. a. antiquíssima, e devpffi 
imagem de I(os^ Senbora da^azaretbi,fi 
IDOita^ r^iq9iaâ dp sao^^s. Na$i pra^a^ da 
jpjj^r^tt^ yivea o aanto mooge^ em lUma cg- 
.yj^ (pA,eavqrnaj.em coptiauas of;aç^e^ i9i,çip 



rPWw 






.» 



• r 



I I <> I 



•iíi . • 



perenne exercício de penitencia. Fallacea a <)lp^,Depois de.b^ypr presidido a dois conci- 



ia.de Ji^anço H^ 7^6, ^ . 

r $, JfuM^iaíúQ, JA»^igne poeU, philosop^O: p 
^rihcqn^^)^). Na&c^u n'eala cidade ; fpí re- 
í^áit, aip ^oma» pn^e (pi muiio estimadp 
]^)ps, seus grandes taleA(os e egrçgia$. vir- 
tudes. O famoso Marci^ o tqmou^eni vários 
.8^ip^ (If&efiv^Epigramw^ e o coUoca^n* 
4re PB .vaspes mais inii^es do sea>iempp. 
O papa Evaristo, que governou a «gr^ja de 
D^mt . deede iió, até 119, o . converteu . ao 
«briâiiaBiamo, e o «ovp confessor .foi um 
4Qa mai& ftirvoroa(]^;ca(tbaUeQ|í d*aqueUe ao- 
calo; sendo martyrisado pertos, 9P«^^0fii,.ea) 
4i4a jmUio do aAna*'i^> impBranido Adcia- 

Santo Innocencio, bispo ée^;Jã^\^t^^()f 
um varão virtuosíssimo. Falleceu a 2i de I 
nlio dtí'"6it.' '■' ' ' ;• • '*'*•* ^'''•- "^'^^'^ ■ ^ ' 



ram martynpi^ uq ppib, dps maia.atrÒ2;c|9, tpr- 
.Wyi»V>8^.}Pí)r ordep. dp, fero?, pfopjeci^^^ 
sendoi seutlefiado «a /LÚ^itaipia.p sf^ifin^rio 
.Paciano. Teve,Io^r.asua|i^oripsa wpvlfíj^o 
dià,Í4 dpj[ulhp, da anuo 300..,^,.. 
. ...j r .., Foi esu. a, ultima. parsegijiiçSp 
, que soffrefaiQ os ôhristàos âo 
yastp iipp.erio .ro^no ; porjpe 
.sp^do impp^^adpr ò^gifande Cojp- 
stantipo^fllbo de S^ifa^Hèleiía, 
4^ue o ^avia conver|ido ao cbrja- 
^ianísmo, poudç ^ ífiligi^o 4?,;??" 
. ,^ . j sijs n^rlslo açr p^pfessa^la W- 
, ,.,,.,, ..blicamíente çm todo ^p império. 
. 'S,(mia Sabina o .Santa fé^ irmana, nâ^tiU- 
£aes..j^*çsta ci^de, Jípra^i j^artyjrisad^ a'el- 
la^ pp)r ,ordem dp çrvielpaçlano, legaijio do 
nàp.vQenos cruel Dioclepiano, ao dia 6 de 
p^tubroi, do anno 300. ^offreram. copi a 
maior resignação os mais bárbaros tori^ein- 
.^s, âté.expiírarem.no n^eip d'e)les» inxocaii- 
4p senftpre o nome do Senbpr. 

i$.\}fate^af^a, bispp e natural deMerida.; 
jfoi ,^ varão fjitnô^o em lettras e virtudes, 
e um gelado exempiarissimo, Foi persè- 
gpidp j^elpa arianos, qçe por varias vezes o 
quizerfUA a/^sassinar Foi por etles expulso 
da» su^ egreja ; map por âm.a ella restitui- 



3^ 







Ups toledanos, J(alleceu no i,° de novembro 
de §0^ ' V . ' , 

. Jdacio.ClarQ^ bispo de Merlda, ijnencioua- 
do por. $^ntp Ipdoro. nos seu9 Claros Va- 
rões. Foi um . prelado sábio e virtuoso. Es- 
creveu um livro contra a seita dos presci- 
lianos. Falleceu em 5 de novembro de 37$. 
Santa Lucrécia^ yirgew, naiuial d'esta ci- 
dade, e aq^ui. martyrisada por Daciano, no 
dia Í3 de novembro do anno 300. tinha 
j^pieQas 42 annos. quando os romanos a mar- 
tyris^r^u». ... 

S, ^ervanio e S. Germano, naiuraes d'eg- 
^Ksidadp,^^r4fl? de nobre geração. Seguiram 
q[(uit(^i annos a vida militar, até qUe foram 
íjíàrt^risados coín. cruelissimps tormentos, e 
depois dego^dQ(^, no mesmo, dia e anno om 
q^ f^ fl)|ir f y irisada Ça^nta J^iUcreeia. 
', Sanfò fl^éçene^js^S. DÒnaÍò,'foram mar- 
lyrisa^p^ípiír q^^ei^. dy çaalv^do Daciano) 



f^ 



mk 



c6p mais i^ eoiiít'paDbeiròs, nVstá èidâfl^ 
Ào (íia i!2 'dé dezembro de ^00. 

' Santa ÉulaiiU, vlrgeim-—padfoáirá dê Me- 
ti^ e d'aqi^ iíatnral, de uma fámilia d^^ 
i^iriádpáes da cidade. Sem pães, vendo que 
em tão tenros annod (tinha apenas 1^) se 

Seria votar ao tnartyrío pela fé de Jesus 
rísto, a levaram para uma propriedade 
ÉUÁf longe da cifláde; mas e!ia allí soube 
dos grandes tormentos que os romanos fa- 
ziam stfffer aos christSos, e poude fugir. 
Dirigiu- se á cidade, e á casa do cônsul ro- 
mano, ao quat íançou em rosto a sua co- 
bárdè tyrannia, contra' homens indefesos e 
obedtentes ao Império e cujo único crime 
era adorar o Deus verdadeiro. Assombrado 
o tyranno, de tanta formosura, e tão grande 
discrição em tão verdes annos, a pretendeu 
seduzir com <^aricias; para que elíá deixas- 
se á religião de íesús Ghristo; porém â 3an- 
ta menina Ibe respondeu com o maior dès- 
preso. Então o monstro lhe mandou Infligir 
os mais incomportáveis tormentos. Foi prí- 
ibd^o' despida e açoutada, e moída com páos. 
Depois Ih^ untaram o corpo com azeite e a 
metteram em uma fogueira : enterraram-a 
èm cài virgefn, onde se lançou muita agua; 
coUocaram-a sobre um leito dè ferro, lan- 
çando -lhe muitas caldeiras de chumbo der- 
retido : d*all1 a*tiraram, pára de noVo-a açou- 
tarem. Foi arrastada, e séU corpo coberto 
de laminas de ferro em brasa. No méiò de 
tãè cruéis tormentois, não deixava a santa 
menina de dar louvoreò a Jesus Christô e à 
Santíssima Virgem, com o rosto alegre, e 
como insensível ás cruciantes doreò que a 
faziam soíTrer. Enião, desesperado o tyran 
no, á mandou crucificar em uma cruz, fora 
da cidade, e cercada de fogo, rendeu Válma 
ao Greador. Segundo a lenda, na hora do 
seu passamento, se viu a sua alma voar pa- 
ra o ceu, em figura de cândida pomlia. 

Querendo o malvado cônsul que a santa 
estivessQ três dias expOsta na cruz, eabiu 
tão grande camada de neve sobre ella, que 
lhe ficoií servindo de basto véó, até que' os 
christaos lhe deram Sepultura. 

O excellente poeta hespanhòl, PrudenlSlò, 
escreveu a vida de Santa Eulália, eo Seu 
martyrio em elegantes versos latinos. ' 



tevê lògaro 'passamento glô^oso d*c 
fefaiosa ibartyr, nó dia ÍO de d^zeíobro dò 
anno 300. 

|tÍBRIDIÂlfó--é um circtdo movet, ip» 
passando pefos dois pólos do mundo/ «o 
ponto tei^tica! de cada localidade, corU o 
equador em ângulos rectos^ e divide a terra 
ein duas partes egu^es (emispherios)— K>r)0|i- 
tal e Occidental. 

Esta palavra vem do hiiaínieridiês; por- 
que, q[uando o sol chega a este eiirculo; é meb 
dia para lodos os paizes quèf esâo debaixo 
d*elle:' 

Pôde haver um grande numero de efrcn- 
los meridianos, assim como são muitos e dif- 
ferentes, os pontos vertícaes; porém os geo- 
graphos os'^eduriram a 360, e doestes m 
apontam somente 36, nos glcòos^ na distan- 
cia de 10 graus entre eiles. Más estes meri- 
dianos não dão círculos Inteiros,' porém ao- 
micirculos; e assim, nio passam de 180; 
j^orquè o 1.* meridÍano'e ièO; fazem "um ^i^ 
cuio inteiro. 

Nos globos (para estudo), ha dois merfdlâ^ 
nos príueipaes— o grande nieridianú e o a 
que se dá o nome de 1 ."^ meridiano. 

O grande mefidkmo, é o circulo de meta^ 
(iae rodeia o globo do Norte* a Sul, e serv« 
pira contar os graus de latitude, ou eleva- 
ção do pólo.* ' ' 

O i.*» meridiano, é o I.* círculo dos 360, 
oil dos 96, èim que commuttente se d^idem 
os meridianos. Estes servem principálooenlè^ 
pai^a contar os graus de longitude, bindo de 
poente para o nascente; alem de contar tán^ 
bem os graus de latitude. 

Ha nraita Variedade no^assemo d*este !.« 
meridiano, por onde se cotneçam & contar 
as longitudes. 

Oá portuguezes ó assentaram ba mnitda 
annos na ilha' do Cârvo (Açdres) mas depoia 
se veio a colloeàr na ilha do Ferro, a mati 
Occidental das Canárias. 

Os franceíé» e bòlkndeKés, estabeleceram 
o sem meridíane no pico de Teneriff, também 

has€linarlas.^ 

• ... ' 

^ As Bhas Canárias (a que os antigoa dia- 
mavam Afortunadas^ ou FortunatasiySio n6 
Occeano Atlântico, aó O. da Africa, em frálita 
do reino de Sar .Sãe nove as ^riaelpèes, 



¥1* 

QiuQdofDieridi^deLbtK)a,iD«rQi^iiuÍo 
m, nas ouiras cidades da rf íaoe fltias, e pju, 
poBsesaSes do qlirãmir sé cÓDtarãg apií&j^- 
niádatneate u bons que lhe qne thé 7Í9, 
desipiadaB: 



^^ 



Setúbal......... 

Tlànoa 

LAirlá:....^.... 
Su^Jamn. ...... 

Aveiro ..'. 

Porto '..... 

lAgos...'. 

ftaga. .:...:... 
Coitnbra........ 

fbamar 

SílTés.......... 

tíaimaries...... 

Pena^ ........ 

Vísèn 

Paro...^ 

Évora.; 

Beia..:;....... 

IiUbego ........ 

Tavira 

Covilban.. , 

CaakOo BrsDco.. 
Portalegre 1^ — 

Gnarda 

tilVat-.lll 



1 i 

I !6 

1 SQ 
, I '56 
,i ífe' 



«na«»"ii'<m6 *8ti'iiufis'iMi%iafl tijllra, ^' 



mais ^asta, e eoj opíco é tan_ 
indo-T-Ferro, qas ^t 



GoHtnw . UliiB t* o'o(HM.«^(»olira>)-TÍrni«- 

rtfíe, qae e a — '- ■*- — — ' ' — 

wts niais alto 

■ ffimn d«M!obeius f*t Joio Muacotii; 
IHMvMTmtaiitt «w «mHiisioft4aM.d'^-. 
UiiL tttk J417. 

^So ,l&lUlsslbias e p^t^nii^m â tTeSpiÁ^hit'.' 
Sciuado mollM gpi^tkAM é MblO^'^' 
Guarias, os A«<^ilUdBli!a,Pani><SanUi 
e.«l4it.pr(i#rt%.Ai»n«h'Siío,^w»tpa dajmRr. 
de liba Atbmtida, lao Emiosa para os intl* 
ns, e cojas panes menos elevadas, foram 

^8| abdn» M pa< 

e-4.A}lrtaa,iudD na' 

AfttedarMn Mpt 

Bo. (Vide Cortíia, pag. 131 4»a.^M> A^ 



flor. Ifio. S<f. 

PinheU ■....>.. — S IS 

Bragança.. ,^ — 9 13 

Uinnda — 11 18 

CabodaRqm-. 11 S8 31 

Açore» 

Ponta Delgada. 10 « SO 

Angra 10 Kl — 

Horta 10 U — 

Fnncbal 

>- OOo Verdt 



Ilha «sSaàto AnO». . . /. ití 
Rffieha Orande*:. . . . : i . . 11 

Praia. 11 

IBiâí»B»Thl«.-....-..-l* 

■'■■ Bbíi«V '• 

Caba Boro.... ;.;.;'!■; :•:'«' 
BissatL. '..:<...>...;.'».. .'II 

fi«M......,-....i..v».lt 



&«UMMi'.i»-;i...'tvi. 



»7 M 



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■ ■■!i< .-.í-9h 



aiibô»aw:i-.JLi.....vJt:-l ;' 
LaaiaaQa:lUrqaai>'. i-ívi I .'- 

Hocambiqoe — Ji;ua.'i 4' l 



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m(^ 



Inma 



Dm..:.-...'. í^ le ^ > - 

Damãor^a. . .*.» 5 24r -i # f' 

Gôlf. . .i. . . ;';. . /.:. ... . . . ò W-¥^ • 

CAtna 






I • 



TàçB ècttiáíó, èúftmi da"ei()'ade Si\^guC' 
^ ÍVi'(Mfili'^*tf,á'paJí.tóàí^do í>Voi:jW 
98» eh a VUlá^À^Âfóuca Vá)eiút a f|8ta/à^' 
jdade d*iir«^a hoje ama aldeia idsIpiÍMtn'*'' 
itissiúoa da fregnezía da Lomba, sobre a mar- 
gem esfiperd^ do ^oaro, em 'freáte aá fre- 
go^^ia de Melre|L 

^ova-se o poder' dè D. Àiísar' Godsiiá^i 
pelo qúe fic^ referido a pag. SM^ col. 't/^' 



Occeania 



Dilly. 



8^SS ■- 



• I 



I ' 



MERINDAOE— portugaez antigo— era o 
districto comprehendido u^ joiris^ii^ de 
um meirinho -mór. Esta palavra era mais 
usada pelosefuts^hanos; ^^^^zii^ijips foa^i 
seippre, .fn^innAfífío, que vem.S(.8^r9ffi!sa* 
mo, í 

KÈJ\q R MIX3PÒ MPEÇípT^pí^Ftagç»; 
antigo— Era| senhor de mero e mixto impé- 
rio o fidalgo que tinha em qqf^g^er terri- 
tório poderes eguaes ao soberano. Os hes- 
pa^ho^ lh«f|^ cl)S|mayam senores . d$ f^ogof .e 
cuchill0^i e ii4s, íâihãr. de baraço é. cuteUúé 

Diziat6e Mo d falta e bíuxa iw^ia.. i. J- . 

O mero ou aUo império era o poder ou 
jurisdicçao alta e suprema» |laiAQfavat^'tudo 
o que fosse a beneficio da republica, e sem 
pariicuUr interesse do . imperante; paiiiflKt^ 
larmente no crime, em que decidia sobre a 
Tida ou membros dos vâiMltos^^íâttlIfMD ou 
confiscação de todos os bens, e, por isso se 
chamava â^orid^ .cuisUa, É verdade «yier 
nao podia e(hort>itar. das. leis éstabo^tídàf i 
•na sua jurisdicçao ou comarca. 

O império mixto ou iKtoiíita^^pieilaipItem 
se dava o nome de jurisdicçao media era um 
poder 4iae i&naò estendia, á pena .dauuaK 
gue, e que ofdinlAriamenteaó inlÃrválihanai^ 
causas <Givis,^sob a sujeição bo senj^^ 
mero e mixto império. Este recebia certos 
ordenados por administrap^fiittlçaá» par- 
tes. 

Muito» dlMte&^senhores»'. que quasi tôdúK 
abusavam âtí sett poder illini|add^honiv»Mi 
Heapanha; eitasiantea exemplos temos* 4a^ 
soa existendu eu Portugal .;j^'d. .^M 



£lji4jul » 



4.» voltÍme,'na fregúezía déLúzim/còmréso. 
ipeíto aQ padre AduITo. ' • 

No úpro^ das Doações, dò mosteiro &nt-' 
jço de èò.us4 a fl. 32, sè Vfa còmò mèirinii^* 
ido conde do Porto, um' tal AfToksò Spiúíii^ 
'tdiz\ o ^al j(ez prender um mòçò,'què tipâia' 
'fartad<^)im^s ovelhas, e pór Isso lhe qaêtà* 
arrancar oj) olhos, e que seu pae as pana- 
se.'Po^ Intéfcessao dosmonges dò mosfê&o 
foísoltô e nvre, depois de pá|^ itkão-ppê*, 
ta (a prisão) e carcerágèin. 

lá se vé que, não só os senhores dê tíain-! 
.ço e ci}Çallo tinham poderes lllimitados som, 
',a vida e os beivs dos seus vassallòs, mas a^! 
imesmo os seus meirínliòs òu delegados. 
I t, }Íqjúo (ou Henihhb) Yíegais, èra seôlíàr ' 
-de barato i cutêlío hà cidade de Bèmi^TOrJ' 
jem 1068. U^a mulher dò GestaçÔ, cUqiaãa 
•Bona, tinha um filho, pôr nome DIogcL <ròs 
tinha copimettido um estupro em casa Bm 
|donatar|ps;4)raticadò muitos roubos e.feiío' 
^and^>na{/i^on(», pêlo que óstâvá' presa 
^a 'cadeia da cidade de Beinvíver^ e pára W"^ 



Jk Mona Al miada eiil|ai}o,iAiaiao{;Mphor' 
a saa'herdaiéidd^èeM&9ô,^>eKéll«t^viPgm'm^ 

SBétótenca.*''- »"^ ^ ••^"" "^'''^ ^r '''• -^"^ 

I Bastos exemplos^ Aí*í9rn^,í*..í*íW^ 
ld*MeaMiiharei;.OBiii|ai0iam'Só osísaoulà- 
res,' MiHéW al|f«ft^yela«os é iÉ|Miâ(to^«Wif • 

da que s^. vá e^c^lj^MU nos tUff^u^^A.i^ 
iguna.bispeo*eabbddeH, iodiotf que elles* 



jBh&tfltttfiéaitieflfte, 'preittdbs, aleaIde«Mid6iP«l^ 



»•••'» 



II 



.♦ »• 



(i) Bste 1^. <AiisBli, siism «Bttlfaer ILiÃfi 

Si^aJIttidtfanioi jqotteivo-ite amam, mu 
í^ deolaEaDdDi qu I «sia vUlti.fada.tuia 

do; tec»ltoiiio«do BoUlD* (Wb Jánmcà^òí^fSíi^ 
ia Meêéjé^aui^U .j . : • •• V A i' 



I 



tnatãní, a^&Ãesmdtèi, e ulihoM de 
ban^ e CQtello. , 

O tettipo moAtba ads lidssóS fei^ qbe o 
iSmUo de vids e teoilâ úbi setk' Tãss&llosi 
86'&' «]r«s devia pérUUcer. 

nM-áta, pois, oh «olèri&os eóannaòdó éi-' 
UÍ)ÁrS^dlè^eéJ4'râatuttta'ò-aas n^ esirèt-' 
toslltaHfei ■ ■■-■.. ^ . ■..■ ■■■■■■■ 

kitiV <dâ' fevereiro de 13S6, Ãstáúao^Ò:^ 
Joio íai> 'aivatíl áe sà^é Çhaces,1è£'ííoÍ- 
i^s Riifc ftodtií^ Wre^^ srá Vasiallo; de' 
BUIare P4^s,'e lít^o v.'Ááú taestúd mé^ e 
ablio; lb« deá o' ]ii!i1^o''âe' ^enafld^;tiiá(> 
4»JUHie b^SáOê. çtíé ttlda'i íftHwltc^ «- 
vri e trímí, tn jh>' e tolilb laperto^réier- ' 
TUido, porém, a correição e alçádá. ' ' ' ' 

DJlcSbi Ifi Aindo^thã' 'gtãtade e profundo 
Stílpe noa abaafilòt tf iliútiliiishiibs poderes 
dtM grandes, a»bóu èm (ifánde parte com 
i)-poâii-^ bWiJ^dV àaèU6,6 òs seus SDCces- 
aofts Ibraib pòúco e ptfa«)' acabando com 
eêfe â«á[)otl3ma arHtúeratiety. 

OdidrqHèt' dé' PòteBal lhe deu o nltimo 
jpAté; e ãeádeec^ 'ia ' séoltafeí: de mero é 
nfiRtfImtKrití, dli Sb ftarliço ecòlello, flca- 
rtíu 'pínéncetidd á hy«toHÀ t ' 

mATOLá — 'vllt^'-'j^emtejo, cabeça do 
«òMdUbo (16 líen nboié, na comarca de Al- 
iiM>d6vàí: 6$'kibmetrtts a K. d[i'k>ceana, S& 
a«'9: dé Bejà, líO M d «fiírtra, 180 ao 
Sl*:Ensfcoa,8í»(í(i(oíl' '■ 

Bm^íTBÍfirfíaWtffogds;' '- 

Onao Nossa Senbou da Anfinnciauo 
<VlifÊiB^tó'"' Soa^ Sw^iwií de ÈlHi^Si. 

jBiafihdi) O' dktri«ò'hiittJBfBtrMMKd»| 

'dlíioiiiiaíJám^ dá c{|piç|t^ÍA,ó «r.-.f 

qnrires dd M^jifMft !«& «mia!«»«O0O' 

rtiííítftoiKíi^ra;''',;^''!"',;;'"; ,;,;"' ;;;' *'■■■ 

d«.grdenimi|iw de S^íFhikioKj ' 1 1 :, 
.o^odMMko n >ilé«wia «OAmjpentf >to'9' 

irtiitólafe^^sé^ 

Bjipíril»fiaBU,-lléi1ol«i S» Uigmldv Piibai- 

r»«'Vte^l»>ti<^ TMui«o bbpMtt «ea^' 

•istówWM.' ='" .;,', ;■ ; ;.;■ . ;;■;■>' ; 

Tem esla^ telegr^ihical' 



Tenidtiás ftíiraa ann|Qj^«(},,óma a, 1^ 4^' 
ItiidlU (líeiíoiplnada ^ír!^ ají'^nto Í^^x^}if)t 
eòàtjfa a 31 da setembro,; a gaa cba)o^% 
feiradí S. JfalAeiu.' .., „ .,',', ,^,''. . ,,; 

Esli a vi lia situada iio altp b oa enoe^ 
meridional do monle.^o ^ei^pooie, s^j^'.li 
qiár^m direita dò' Giiiidiaaa^'.^.i^'3(^£ 
naTegavel até' ao iiiar;^'.e9Júi4o ^ Ti1Í;|,{mL 
commdhicacao fluyiai com o Pomar^^jp* 
,cónlim, Castro M!^íine"yÕl^||èal áe Sw- 

ito"Àittónío,"alãà) â^.ói "" 

çSei 'peçiDepá), e eoit 
Áyamonte DaAqdaliiiis 
ca na inargem, esquer^ 
tro-Úarim e Villa iim 

; |felf).S.,^villa,paMa,o.ppqjie]pft.p[Uj^^-. 

do no Mr^at, , ^ ,^^ , ^, .^, , 

. Tsnp^ ^séricordiá é ht^pTúl.' ')rmnjk''y<)(ft^ 
em curte; com assento HQbwco (&* . '.., 
Ò seu território é baptantç iejlf| eifl ^^4i\ 
ios gBqe|ros agrícolas 'do nosM |3ji^''j)^!p^ 
muito ^«do .de to^^ a qQ^tidade^ ÍJue &s|;<^- 
ta.^us inònUs s^o. atjuDdaQléi^de ,(^.C<^„ 
grossa. eiriíud».' , , ' ',,-. ,^ ,^ .■,.,. ,-.,,■. |, 
^ abnudanfe dç optlniç peixe 4^.>^Kil>4,i 
dòçe,,^tíe,lbí!,fori^BCe' o' Guadiana, ^ {l9;4(i^^ 
tnsr.iaiie j^é y^tf^^pçlo rio.,.íQs^»o^'[,4(l., 
ifipadi^naijio opUfflm,' e^pescam-í* eq aiio»-^ 

"'ÍPÍ'^', •■ , -n- .nu- :, ■ .11 ^ -l. i^^Z 
i Hértola é nma das mais antigas povoa- 
sses da LnsiUnia, e ftegni:|do a maior.parto 

dóftnpsjtós |^á,iiiciitj^';e_.ari;heo;^lf(}s,j|iff,, 

fundada pelos pbenícios dá cidade vjfli.IlYtl) 
r941>ie'riM' ymàváú; (filb^aàMmimiiÃa 
da sua patr^ quando esta foi iif AUISl^)^* 



i 



Alexandre Migno, rei de Hacedonia (1) itó i 
éttbdi inXei dóçfás^meato dé Jésiú Cbrlsio. 1 

OspheoicloB deram a esla cidade o oome 
iKÉyrtiUi, qde dtieffl BígníBcir Jfoca-Ti/ro. 
(Qae depoJB se eoirompea em Uértola.) 
' TTIÍo á inverosímil <iuè os phenieios edíD- 
C^sum" esta cidade. £ram elles um povo 
OoInenKmetiie' eúlprebèndedòr, co minerei ai 
^^iliEo adianUdo ná sdeacia nautical 
''Emumá épou em qae.as viagens, por 
jÒiTiò 'ie raziatla terra' d terra, pela Cfij-en- 
ci^ de fqst^bméWs matbématicos e mappas 
hyArbgrapliÍcos,éllés' percárfiám Iodas as 
IDÍaa da afchipebgo Jónico, todas as costas 
do1l^iierrãD^'érios4ii0D'eUB desaguam. 
Potath' 09 primeiro j depois' dos grego», que 
tnnspnieram as temerosas columnat d'Her- ' 
ãtiti (Catpé% Àbiti), boje estreito de Gibral-, 
tar; ftiDdaiam ni Africa a cidade de Carllu- 
go| é na éosta de Hespanha & cidade de 
Carthagebi, è algbmks povoasses do nos^ 
lltoHI íhe deVeni a su^ origem. ' 

E bio iòii áoasas cosUs foram exploradas 
por ^ite p&va Indiitlrloso, sebão também al- 
gtms doí DÒssds rto^'pIÍDCipalmeDte ò Gna- 
dlana, o Sada e o Te}o; e, onde lhes eenvi- 
nha, 'Tijláda^am pèqa«na> colónias, onde 
wtpueluviDl', ttafa' o sea comniercfo, os 
prodáctOB dás ttúsiUs minu de ouro. prata, 
taiítt, íb clrambo, oa geâieros agrícolas, a 
fran de carrasco, o stimagre, e o mais qite 

,(|) Aleiiaridí-y IJagno (ou o Gronáe) era 
O)no'dff'nilllpp«,'reí de Hacedonia e de 
OlffcilftM.'" ' •■''■■ ■" ■■■ ■'■■'■' 

■HMMi^iPdi^ aiSfranuM aalas delle» 
■WprteVm :,.-, , : .. - . ■■ 

e.Ái-1-aAMYiAn 3 mn nsA rtnan^g apenas 



Ibe ofTereeia va^itageas nas kui, eompai iJ 
vendas. 

ti pois mnlto provável qne «ta poTOi- 
çio tivesse prineipio em alguma ealouaoa 
feitoria phenieia, que o eommereio e a » 
'ega(ão fizeram jirosperar rapidaatMH; 
pois quaod^ , os rem^nos Invadiram peli 
primeira vei a Lusitânia, já acharam ^|ir 
lijff.pma poToat^o ,aores<;«nUv e di|na^ 
Ibe ser concedida ». bonra e o privilfigio 4i. 
cidadã municipal do aWigo àir«l\t Utin^ 

Desde o tempo de, Imperador lolfo Cenii 
(44 anaoB an^a de Jesi^ Çbi:ÍBto),:loiii||i 
esta cidade o titulo dt) iíi/rtilit ivlia, oa im- 
posto por aqi^Ue imp(fadi;>r( 0° P^l* sm>' 
dão do povo. ■ - . 

Jnlio C^aitr yebi aiprlamn 
^ef á UuUanla,, por qnwtior («1 
prefeito), 4<i .TuberoB, no aia». 
'63 antes da Jesus ChrisM^ pnú- . 
,eaDiloaainaiare«,cmeldadef«o^> 
u^ os «eps babiuucttes « pqvoa-^ 
çÍSeg;mBs qoapdD.veiOiJ&eH» 
impera<|9r,|JD]^-se o lobo iraai- 
fannadC] , V^l* P> loaitapt^^a 
cordeiro; derramaiido por^edi 
a pane bonrae e liberftlMa4l(- 
Ajustou, em Beja a paz c 
liuitasoi^ e deu a, «sfa, cidadã ft ' 
Utolo de ^az-JnUa ; den a Kvera 
o direito de mooicipio do aoti|» 
LacÍo,^e o tltolo de Xtbnfijfai^ 

tasson depois ao Ggyplo, e alU Aibdoda 
cidtda de Alexandria. - 

Finalmente, depois de ter. subjugado 1>* 
da.« Alia,. tUM .índias^ p«la derfot^ de 
Poro, morreu na cidade de Babrlonia úm>. 
AsúrU) na edade de 32 anno% 33Q úUt 

Diiia*s« ftilto 4e iMplterf 'Bfoi ott è» 
maioiv^gnenwires lU antifvMada, e «a 
S4gai politico; mas linha dois .^g^^ ^ 
feitos — era mpilo arrebatado nos wiis ac- 
CflSeó(''de'díKn^ e OadV iuis pfÉié^ da 
mesa, embriafasdo-ie «aA freqneotiKCDl 
uiNilH MUfl.orglavwuotiãii (NuMadai, 
Clito. o seu maia amadae|miisae|,nlÍ!d^< 
Poi ImcipialO de AríAoteW, que bonrod m-, 
di a vida. Uontym «i ímat e traila Mfli^ 
eoraá|»'a/ii(ida'dft^aomárd.'S6«(wkaathi'A^ 
PijKxi^lff» qae o eswlpiu^ a,ApillM '(|P*' 
o retratasse, e a Lysippo qoe aj^ HiBwipB, 
a eitatiu em bronie. ' , 



08 iQaiUQ^ gratosiaoalHKi^ 
ficios d'e.»te imperador, lhe 464ir 
caram templos, como a am Deus, 
e lhe levan^ram padrões e esta- 
tuas, emJtertóla, Évora, Santa- 
rem^ Lisboa e ontras cidades. 
O muito que o8«8erfpto|M antigos faliam 
de 1f értola, prova â sna^ grande importância 
ii*aqaelles tempos; ebs muitos vestígios 
que se téem aqui encontrado, são dUssç um 
testemtiúbo iácontestavel. 



.1. ' 



I '-' 



íA iavasiúi doe . baibane do Norte, .no prte* 
dplo^ seenlo Tyt ea àes^ tirabes, no prin- 
cipio do VII^ foi IMal á (oda a Península 
Ibérica, ^ líértola Wár^u, como as outras 
povoações da Lnsitaiiia^^es saques, as devas^ 
taçSes e o incêndio dos seus ediâeio^, e z 
morte» òu dfspérsSo de seus habitantes; r^: 
diuio4o e^ta florescente cidade a uin mop- 
tSa de niinàii ensanguentada» e fumegai* 
tas.: . 

' Os át^bès, passados òs píiúiéiròs ím^ul* 
sor dp 9eii).odip.eonn^Qscl^staos^ ti:aia- 
ram de reoooilniir a antiga MyrtiliB, naor 
cma'4viscidio eBâiâgfiiflpenflia>ia wobfé lei- 
dnde ròmkna; mas afnds^ 0cou sendo Uína 
' poToaçao de bas^mle ifnportanci^i pela sua 
óptima situação •tppúgraphiea^Y' 

^ Asgueitaaque deade òs flíss do Tlllse* 
colo, até ao XlH, titeraoi log^ entre os móti- 
rôa e (;hris^s,..tfun|)ein emparam g;raif^ 
roinas a esta povoação, 4iHtf)t iiaá> vçmtítíâ 
o nome de cidade. 

D. Sancbo II (segundb alguns) a conquis- 
tou aos mouros em i239, e não tornou a per- 
der-se. Outros dizem,''q«e foi o mestre de 
S. Thiago, D. Pap ^eres Cok^reia, em Í242, 
o que me parece jt^af^ prçVavel, a não ;»er 
que os mouros a ttaesMOiineonquistado de- 
pois de 1439, e que D. f^cye^ depois areou- 



y Foi Rechila, rei dos sue 
enefíc^i^^ l.«!f«ih <»&«'! 
rt a^eid«tB4«Wmili& eái 



suevos (alho de Her< 
menefíc<ij^^ l>!f«ih <tQ«'libiW-áeh MJbá< 
nêé a^eid«tB4«ilI)ytili^ ^mvm: Dtfpèís õM^' 
qaistou a Andaiitels'ii a p^lftèh/^sápMgi^ 
nense. (A cidade de Garthagena e o seu ter- 
riU)rio.)Vide4f*r««, ,,,^.^^, ,.. ,i, .r - 



:/.í;>. 



pmim; mas m habJUantea de Mértela (fo- 
Iram os árabes que lhe corromperam o sea 
antigo nome, dbaiBMDdo-lhe MirMah\ se de- 
feoderam çon branira, poia^qne qosai to- 
á»$: fora» iQorM pelas espadas e laaças do» 
^piK^tuguesee, eseM edificios ficaram em 
jgrande parte arruinados. 

O rei a mandOBfoiraar por nhristaos^ dHh- 
do^lbe Joral, .coOkin tttulor.de vUla^ e doaa-. 
do-a, no meando anno-de IS39>,á ordem. mi- 
li<lur do S. Thlaco^ coJim aavalleiros moita 
ÍcopeojrreFampana;a8tta.o)nqiiistai. . . 
• ImpozD.SanchoaMe»«aljbBÍrosdeS.Thia- 
'go a condição de a'(éi)tifiéart»m e defende- 
irem das nomnoii que nq Algarve e ABdaKi«> 
zia, países iimitinplws, oonàervavam gran- 
des e poderosca eatadea^^ 



• < 



meo «fieseeu a pepuia^ da villa, até^ 
JX Affonso m eipulsQU paro setnprs do 
Algarve, em 12IS0, os mouros; floaH^ lOf^: 
lihor único de Portugal, com os limites que 
hfijeleift • . . : .v,,.. / •« .' . 
; Consta qn» D; Dinii também deu íbnal a; 
Mértola,eoiiflrmandO'UM os aeos antlgnvfÉi*» 
vlk||;i08^ 001.1187; snas- FranklimtandMm 
Dão Cu mansão d'eite feraL 

D. Manuel; lhe déu.taal iieTò^em\Lisboa^ 
lia At de jtílho de iâit. I^Âoro de fotfau^MB* . 
jpM do AfnN<9'«^ fli;4A, eol. fif) ... 

Aa armas. de MáfMa^ são-t-^m campo de ' 
poaUy.Mn e^vatteiro de S./niiago a «avalio, 
artaadoj d4 esoodo^eespadi^. em àtofão da 
ataear.Ka pariés8ppel9ío]\yoDSeB,/auili ean-^ 
lodpnscnâe^ dqisBwneiloBi » K ^ ^ -> 



• I 



: 'Está a, vfllà em t^na bcístçãó de átcll de- 

EiÈía, '^ué 8s cavahéli*òs de S. ítfàgo/âpró-" 
rèitaram convenientemente^ fortificando- a, .' 

bom castello e mufattias. ' ' ^ 

! Os arredores da villá são bonitos e apra- 

^UNMn omrb^^cfiptores qtie o ifeu {> 
jR>ittl,íltie fái dai» leib meeire deiSi Thiago, 
b gue pôde loiúla bm^I:> visto qiie|!ran« : 

\ ^k^v^^^W^É^ oráem àe Si^TPhli- 
p, M tto-iMo^téfiró de Sántos-o-Velho, d» 
Lisload dttolB, undou pára 'MÉrtota, a d'a^ > 
Quí parAAk^ doM e diaqsi pwi?al- 
>^> » tt*^. (yM? m^ ft ?f»*H/í .i. 



C9a 



sWêfs^.e o Gakâiatu e'a<MrM08 lonmB 



O seu UàtíkOy qne^se eMnâe até ár^sexrft» 
do CtkMri^. Atfin e «auto Vaiio, é iMil^eiii' 
do9 Biaifl feital» 4o Alènitisfo; BObte tádo, 
em careaes, Iq^viiiflB, ftmtas, vinho» e^ 
mel, gado e caça. ' « > 

Unto no teneoot oocopado' pela ifoivóa- 
çio^ éomo nas saaki ímmediaçõee^ feem-sé 
eDcontrdáo, em 4ííférentes época% 'mokoi' 
objeetos antiqnlislinífis, aendeí adiada '4è' 
grande a);>r«çfoiafti9tioo^ eotto astamofl^ Tt^ 
eoa^ colAoMias, ei)^fMMy ele. 

Também ainda ha ^tigiok de umaponte 
qaé 69.toraanoi itqni ocostraira» 8otor*H) 
Goadiamu Siipp5e-«e qifo^ oii fòl deetrtida 
pelos bárbaros do nòrie^ oa ao soo(doiXIIIj< 
pelos portagaezes, para estarem mais a co- 
betto das thTasdeá 'fopeBtinas ^oe meares 
do snl do-Goadianai bio |»dróm nfift pasMt 
de eoiQeetúraa. . . - = . 

D. frei Amador Arraes, bispo de Beitale* 
gre, e um Aoshòmoí pais; conoBps fntestl- 
gadisp^ .de* antígoidaiÉS^ <dir q;n6*-^iitrd 9á 
estatuas ide manriore qaeloram' achatais 
quando se andavam â abrfrosaioaroaà da 
lUseHedrdta, havia' oniaidé mnlheiv prime 
rosamente JaVrada. Dit tiOB : ^ tTinhâ nSMu 
roupa até aos pés^-comanuflas pt«f^ Md* 
to bem^eompostas;* eftugidk por baixo dbs 
P0ÍtOB(jqaa a^oftaâatd seMbtergavaaiy.eMíi 
um eófdão.toririHot„dagnnBura dèuméá^. 
do ; e dinha «Oiiiieio .dojnilo; dois tótjoi*^^ 
gos, com dois cahodiegiiaeBy-qilBdéadamila* 
ra baixo. Tinha seu roupão muito fraldado, 
até aos jpéa^ pos^o pos Jbombro8,^e^ com-a 
mão direita t|nha í^ecollíldó grande parte, 
d*eUe, e p lançava sobre a esquerda, do ce- 
tovéllo at^ á mãó, coini gentil arte,» 

A maior parte dos monumentos romanos^ 
for^ de9tra(d9s pelos godos^ ^ dfymin .pe- 
los arabesf pm-a aproveitafeift;Os aeuattiate* 
riaeê j^anfas muralhas* da! praça: ' 

Béi:en^e ,âíz que i|p)i»àk'i«er^tQ aqd^^ém 
umas escavações qóe ^Ue m^md^u ÍAíeri 10 
estaUiae rosMasy^de priteoaosá ^pmilptQta» 

0'p$atf& Mgbdo {Ijfàn. BúbUéJ âB' Mif.];^ 
tom. f.H títjií S/, págt í»/ilot.*f) dit, ÍJUBH 



:./ 



viu ria TifíTé éê*VUU íkãofffiãb. defronte 
ealpeRa de NoáSÀ^BiiMôra á^' Neves, 
lapide, em forma de 5dM^ 4^e denotai 
s^a sepftltuh ia ttíSèí d|M Sef tório, poisi 
nha a seiialaté hlM^fp^ : ' 

71^ sanTOT 

RIVS NIGSIi- 

uo posvit! ' 



Todos sabem que o sr. CamiUo Gastelto 
Branco é o nosso primeiro e niãis' fecon* 
do romancista; mas, o que nem todos u-' 
bem; é qimétaihlMai omido^^malalKi^ 
çavefi^ e dos mis <9li«e9 içveatigadores 4». 
nossas aaijiguidades e quetemif^eontrad^ 
á forca de trabalhos e de buse^y míiíuelo- 
sas, autographos e outros documento^ me 
julgados perdMo^ oauraa oafa2'e](iateneia m 
ignprav^ 

Qas suas {Qyestigaçdes me.tenho aprovei* 
tádô em muitas' yartes d*estâ obr^ 
>Desbidò -de ínteja e de egoistkio, como 
vevdaoeirò homemde mento qiieé,DiDii 
faculta, pedindo-lhe, mas até offereee am 
que trj^^tl]^am,.o fructo 4^ suas locubra- 
çòéâ. ' ..••'. 

S pòi^ à nòbbè generoáfdadéd^Ae iilm* 
trado : tàvátlfeiío^ que devo aadnoD lAurio* 
isi9síi9i^ liscripi^ romíBAs qix^ 0» m^am 
^-T^ncontr^ds^ em MertoU, e que nãq 4uM 
nos numerosos liví^os que tenho consúitaèi 

B^tio ««triptás em* meia''Mha de pat«( 
almaço, e tanto o etmòyp,*como o MtMt 
mostram oer 49 fim d« socalo 3í:Yai,in 
principio do ^liL-^-Sàp. aa sefpjatça ; , 

< tóscripçôens ' de Méirloiá, nós* marnííorA 
«^ amamente se maudatanf Mr pM 
,<LlslNm,.eaiá)94i»^' . .. - • w • - 



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jL, riBiaoiuÃ, ;; . . 

PKHBGRINUS ^ 

'•• VWcÉKsiS"" •'■"< ■• 



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Piímdio &erwii#. ^ Húmm, «no vim 

60|8mii,A;Mirralb^e«Íal9íVf»*) /.. 

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S4 114.&' • 

. LUP. YIX..AlfN. HL M. 

NsiúVss Lx. Filme 

' . f ILO PUtnÍBS 'VIT. 
. t > H. 8. K^ t« T.' b; 



Aride a nota no Úm das cinco in3cari:,^ 
pçoes.) 

3> 



» I 



í I .{ 



Et. ^.li. V. SS.lt MTá' 

»IU «& IVUVM.' iUMNVIf .' 

Cr.MAl^CIUM. qPTAXOV* ^. YlfL 



4.' 



HBBS^nHAjSE* 
CVNDI^A. YIJ^T 
AK, LV. PVBFCIX 

• ttspmtipos. 



1 

• 'li 



5.- 

> ' ' < 

D. M.'6. > 
KA¥- UU< 

. nr. VU8. . 
' jà^o. I. to. 
Hlff sitv. ' 



mt^oce impoMivel' ginf estas InscripçSes 
estivessem assim nas lapides fettdentemente 
tsíÉtllSii^) a áSo séi* qae íbssè analphabeto 
^•pdârèfiróitaeasgnívou. íwals provável 
pòtt^in; qiiè ibM erro da copia; porque os 
fINtiUM tlntiilttr e ittatier^cMkkde comaor- 
«hèifHtphia^ daé ittiis liíseri^^. 

Íê'k fadlvlduo qtiéfetf a oòpfa, que pos- 
aoe o sr. Gamillo Gastello Braiioa/ nota estes 
nléÉtt k» érrds. CeBêtam ellds^^^m nmas par • 
tos; dè palà^afrlmiKÍaÉ inâtvidiattiente— em 
otUfáSy te leflrái éè máis^-eoi tiutras» de me- 
nos: accrescendo a isto, estaiMft apagadas 
asMí^iéiik» lêiirâs dà l.^^b 2.> háha da 3.* in- 
scripção. 

A! eu* tmdttc^, ttfrna-sè (ao mtíSk j^tira 
mítiiydffiefledavidosa.' : > > . . 

A !• inscripçâo, Miwir i6 pbaak tPiMit^ 
atster '• 



ááHiB) jdeâbícr. . . A téa*a íhe àejc^^e: 

A3.T 

Aòê ãèu$ês tn&iuè: Aífui jaz ÚóíóJnUò Jftt-' 
tino, prefeitê de Mordo Optato, duumvírtí. 

A4I>: • * ••' 

Aoi iittíies ihai^. AyuiJasíVetiBàkcí^ttà- 
dhíà, 'quê éiveú 66 mnoi. ! 

O resto da inscripção^ é para mim inin-' 
teBigivel. 

A 8.^':- "^ ■■ ^ 

Aò9 ietc$e$ liáatíês: Aqui jaz CaííiiUa ffj[ 

qvit tHveuquaírórafinós, Átérráthè èejatèúè.' 

'^^ '..•••• 

Diz-se qtte aqnfnascerani S^FdMdott. 
Bjrbsés; bispos e martyres. 'Éu' fhlgo (pie 
BHsào9 6 contrac^, t^tí abrèviatnrá de Fa-^ 
Meio, e que esteéé&f ^'santos n36 vdnr aser^ 
senSol ttm. O As/hm BSstoHto, nãotm S. Fabii- 
cio. ' ' ^ ' . •'•• ■ 

IMIívíSbí, e para me bSo fieárena esert!pii« 
los (pò^e pódé Èt/tquk eu ebtéja engana- 
â0)'Vbtr^26t ò qtié coAsta d>stes dois (?| 
santos. 

S/BAsos; íi^idha dé H^/ti, bisj^o de 
Et^ht, peri^grf^tt pòr mtiftas ph>iriti6ia8 de 
BéspaiÂá, pré^bdo^ o Itaégèlho. 

Foi má^^isádo pelos foftíáííos, a 9 dejtl'- 
Itto, do ánno 30(>, imperando Bíòcledíàtio e* 
MaxhàianO; (Akno ISa,, tomf. Ivpag. 3Í)b.)- 

«Na antiga Myrtilis, padecétí ròàrtyriò» o" 
«bispo S.' f idbríefo j e n'e)ia naseea Santo 
«VarÉd, im]i(/d«'9sina Barbtfa ede S. BHs- 
«ste;>o qáal, vfveiídiíf Vida erettiitfòa;iia serra 
«a que deu o sen nome^ ahi morren pèíos 
«áiiitoraM^-dieiraifiristsk '\ 
' «No tití& da sna sepulttii^ ftdMòn''^ de* 
*pptí tApa 6rrbiai,''qAiBJ''leTÍBC0nBtnicçSúí 
« iníriidòíâMt^, xkm idhe^dò até aos nos^ 
^S^^KèiDpòs^ e* é n^tdtovèherádà e proòtt- 
Prtíâ^'a(íti(íUés'povri8. ' - ' 

«Protímb iá ehnfda, Uosttíí-se a ítísUl 
f étf 'qné'b santo el^lt^ vfveu.» '{Ciâadèi e 
raias, Í>élo si". Igáacto deTIltièda' Barbosa» 
tom: *•, pag. «40 ' 



'I > 



1 Nao foi o santo que deu ^-âfía nome a 

•eiyffc í^ji*;,*»^^ W orçlbo impróprio d^ 
hamildade de um anacnorôta), foi o povo 
que me' itopot atiomé, oêikbls da morte dd' 
SaMoVarBo; ^' ..>• •: * ' ''• - 



m 



vm 



J4 86 Té gqe iiio é beil de. cr^ que pelo 
mesmo teoiipo» (loavessem dois bispos» nata- 
raes de Mértola, ambos do mesmo nome. ( ? ) 
TaHd)em ninguém, diz d*onde era bispo S. 
Fabrício. 

Santo Varão, também não era, nem podia 
s^r, irmão de 6.' Brissos, pprqoe estç mor- 
reu em 300 e aquelie ep 700, cemo se vaa 

A distancia de 10 kilometros de ^tota, 
existia um grande mosteiro, benediçtino, 
daple]^ fbúdado por S. Salvador^ natural de 
Paneyas (Traz-os-Montes)^ no amo^o 630. No 
meio de uma charneca, está ainda a egreja, 
cbamada de S. Salvador d0 JUosteiro» , 

Ainda «n i847, s^ viam alll amas pai»- 
d^desmaQfeladas» ruioas do mosteiro. % 
provável que ainda existam. 

Foi destruída pelos mopros, commanda- 
dos pelo feroz Al-Mançor, rei de Córdova^- 
nouseqalo X, de i^us Çhristo.— O mesnpo 
fez então, ao morteiro tam1)eq[i bened^ctino, 
de S, zWifHjmi it Cambas^ a uns i5 kilo- 
metros a O. d'este. 

Os mQuros lassassinanun todos os mepgts 
e monjas d'estes dois^cooyentos (que ambos 
eram dobrados.) O mespio fizeram eiitao Al:. 
Mançor e os s^ui^ às freiras de Santa, Com- 
ba, junto a Lamego ; ás de SismirOy^roximo 
de Truncoso ; e ás de Monzedarem, ^m Yian- ' 
na do Alemtejo» 

perto d*esta egreja ^ gruta (a que o povo . 
dá o Boime de cella) 4e Sapto Yarlp. (Veja- 
mo^ o que dii^ q {Ànno ííisí^ tom. L\ pag. . 
350.) 

«São Vario, ou Varauo^ .íe; yidaeremiti- 
«ca, em. boma serra, que se chama dq aeu 
tueme, situada quasi áiofifi léguas da vttla 
•de Mértola, na provinciâ do Alemtejo. Alli 
«viveu muitpa annos, no exei^cicio de peren- , 
«nes contemplações, e rigoro^ ppnitenqas. 
•Foy seu transito n'estf3. dia (17 de iwqq) 
«anno 700.. Jaz, o sieu corpo epi hqipa ermi- 
«da do seu nome, que edific^ap os .fieis, ^ 
«n*ella o festejão, agradecidos,^ ^os continuou 
«favores, que recebem de Deus, por meio da 
«0ua inmreenioi* 

'É advogado contfá a eMériliaade das ma- 
Ih^resif e pro(éc|pr da paz ^ntre os casados. 

José Avelino da' Almeida, no seu Dkoio-' 



nario abreviado de diorographia (tom. 2.% 
pag. 287), também se engana, dizendo que 
Santo Vario era eremita de Santo Agostinlio, 
'e que morrera em 7 'de janeiro. 

Era eremita, porquç víVia em um ermo-- 
anacheréta-—m^s. pertencia á Qfdeqi benedi- 
;ctina. O seu passamento, foi, como diz o i»- 
no Histórico^ a 17 de março, e nao a 7 de ia- 
neiro. 

Outro engano maiof traz Almeida. CoUo- 
jCa o pego de S. Domingos em Mértola, qnan* 
ido é próximo de Alcoutim, ^ a distancia à» 
j35 kilometroa da fóz do. Guadiana (e nao i 
uma legua^ como elle diz), e 30 kilometros 
abaixo de Ifértola. 

Querem algans que este Santo Vario, foi 

eremita que annuncioua D. Affonso Hsd- 
jriques a victoria de €urlque; mas é éiro. 

1 Este eremita, chamaVa 9e Vígildo, ou Lao- 
vegildo Pires (ou Peres) de Ahneida. Vide 
JUriz. 

£ o território d'este concelho abondantis* 

elmo de minas metalloas. 

' Só em defiíMbro de 1872, fo« 

ram regjsudas^ n'este concelho, 

22 minas de manganez, 3 de 

chumbo, e 1 de «galena; alem de 

outras mais que já estavam mz- 

nifestadasi d'estes fi de ontjres 

. metaes. ^ 

, Junto á alfieia de Sanfi^uii^ 

suhHft)ios da villa, ao deseohrúi, 

. I em 1843» uma^mina de <9/fi«t/aii«. 

(f u^hqrftçi de c;hamb^) CkHMia 

81 par^s de ^t^pCre» &de .qpsr» 

tzq e^soiphareto .4ai (erro e iX^ 

São n*e$tei«qp|kcell?ioasfaiBW» 

^ Di^inaa dq çobrjSt de 9^ Demiqgoi^ 

. as i^als T'm^ de Pojptugãjl-. Vida 

, , Vifle^t^mjíe» ííííW.dfl:*»*^* 
mingos. , m ; 

Víu marçQ 4e 187% abateu iunlft á viliir 
^ma mina metálica, s^pItAQdP em mm ftír . 

nai9»i«ai«de.2QopefaríoSv , '^ ' 

j Depois de estar composto o artigo conetf** 

uente a Hárlçlã^oona^i a^ ficara .fiimM 



úo pftAre' Praneiseò dà Pònsecâ, é a pág. MK, 
4fa(Sontfo o segQftite : 

'A S. Jordio (bispa de Etora), succedén 
tto epfseopado, e depois no martyrio, S. Bris- 
SOS» natural â6 Mértola e irmSo de Santo 'Ya- 
Aoe Santa Barbara. 

S. Brídsos, para evitar o rigor da pérse- 
l^fi(^, e gosar as delicias día vida solitária 
e contemplativa, se retiron aos estevaes do 
Campo de Oaríqae, onde, em ama pobfe 
Hshoça, paseoti mnltòs annos em^vida de pe- 
*itédè!a. 

S. Jordão ò tifbtt do deslerto, para ò orde- 
nar sacerdote e fa^él-o sen coadjutor e fa- 
toro sticcessor, na cadeira episcopal, à qual 
^bin, pela morte de S. Jordão, em 305. 

I^nto que S. Biissos se viu investido da 
'd!|nidade episcopal, começou a exercitar o 
-seu officio com tanto 2élo e liberdade, que o 
presidente Marciano (obediente aos decretos 
dos imperadores Diocleciano e Maximiano, 
que então reinavam) deu ordem para que 
Ibsse preso e martyrisado, come o tinham 
9ldo ds seus antecessores. 

Avisado S'. Bríssos, d'esta ordem, e a rogo . 
idos christãos, se retirou para Mértola; mas 
ftlli foi preso pelos beleguins do presidente, 
em 908. 

Sabendo Marciano que em Mértola, havia 
Uma florescente colónia de chHstãos, para 
os atemorisar éom um só, mas exemplar cas- 
tigo, passou a Mértola, para processar o 
santo. 

Levantou um fofrwn, na praça tnais pu- 
l>llca (como era de uso) fez trazer perante 
si o santo bispo, perguntou lhe que lei se- 
guia e que doutrina ensinava, e veido qtie 
■é^íL chfistão e presistia constaúte na profis- 
são da Fé e abominação da idolatria, ò man- 
dou, não só açoitar rigorosamente, mas que- 
brar-lhe todos os dentes e glngivas : stippor- 
tsndò o santo estes tormentos com tanta 
constância e alegria, que isto serviu de ali- 
vio aos eathòlicos e^dé «onfbsão aob gentios. 

Mandou o presidente recolher o santo ao 
"cárcere, ná lenção de lhe dar no seguinte 
dia exemplar e rigoroso martyrio; mas, so- 
brevindo um terramoto que o sepultou nas 
Túhiáá, ficou o santo livre do martyrio pre- 
meditado ; porque -aterrados òd ministros 



IfÈlR 



193 



subalternos com a morte dó séu presidente^ 
única victima do terramoto^ lhe deram a vi- 
da e a liberdade. 

Viveu ainda o santo quatro' annos, que 
empregou com soUicitude nó cumprimento 
dos seus deveréíf episcopaes, até que, che- 
gado á ultima velhice, passou a receber no 
ceu o premio das suas virtudes, no anuo 
312 de Jesus Ghristo. 

A três legtus da cidade de Évora, ha uma 
egreja parochial, dedicada a S. Brissbs, no 
concelho át Monte-Mór-Novo; e outra da 
mesma invocação, no concelho e próximo 
da cidade de Beja. (Vide i.* vol. pag. 490, 
col. 9.*) 

Não se sabe se estes templos foram con« 
Btruidos por devoção e em memoria da san- 
to bispo, se por elle ter residido algum tem- 
po n'estes iogáres. 

O auctor da Etora GlóHosa traz em se- 
guida seis opiniões em contrario do que fi- 
ca dito com respeito a S. Bríssos e a S. Jor- 
dão, e negando até algumas, que etles fos- 
sem bispos de Évora, mas o padre Fonceda 
as destroe pelos ítindamentos^ como se pôde 
vér no logar citado. (Não as trago para aqui 
porque fariam o «rtlgo aborrecidamente lon- 
go, ainda que contseem factos bastante eii- 
riosos da nossa historia antiga.) 

Fof S. Brissos a ultima victima que Évo- 
ra offereceuao eeu, como martyr do chriv- 
tianisino ; porque, tendo O' imperador Con- 
stantino principiado, n'este mesmo anuo de 
308, a favorecer os christãos, cornou tam- 
bém a religião catholica a exereer-se mais 
desafogadamente; e tanto que Aurino, 
succéssor de S. Brissos no episcopado, não 
só poude conservar na fé os eborenses, mas 
pregar e converter muitos povos e terras 
vislnhas. 

A Auríno sucoedeu FúnucXò, em cujo tem*- 
po, S. Silvestre (papa lusitano) dividiu em 
metrepoles as égrejas das Bespanhas, que, 
poi* causa das frequentes e 'Crudelissimas 
perseguiçSès d<^s romanos, estavaiú dèsoi^ 
denadas; escolhendo as seis cidades mite 
importantes, para sedes de bispado. 

MSR0FE--flpegUé2ia, Mlnhò, comarca e 
conoeHU) de Monção, 114 kilotnetrosaNCX 
de Braga, 405 ao N. â6 Lisboa> 080^ fogos. - 



m 



ffziWr 



Em 1797,tíDl)|t6lJ6|piD9^ > 

Oríi^o 8. P«dro, ^po3U>U)». 

Arcebispado de Braga, dbpncto {idminip- 

tr^livo de ViitfWMi, 

Amiira apr^seiuava o reUory.goe.tíi^ 
20q^0p0 róis de. re&dúqaeQtQ. 

O aome doesta íregaezia é arabeT-JUaent- 
/f—signific^t-T-cousa conhecida*— -Deriva-se 
do verbo áej-efa, saber^ conhecer, aprender, 
letc.— Vem poia.^ sn^^povoçção dasapitrUe 
(9a da «^(^eaAona.) 

Foi esta fregxiezía commenda da Ordem 
.de Gbri^to, possuída em i82i por o moor 
|^iro-m)ór^â9* reino» 

Houve aqui um mosteiro de freiras heoa- 
4Âc4iaas, que aiAda existia em 1481, Qm que 
a ahtMàd€{8s^, D. Guiomar Rodrigues, reprer 
j9^n|ou a D...Joào II, a 9mita pobreza em 
que viviam, e que se não podia.suaten^r.a 
GooQimuniflade. Orei, com auctoridaçào do 
piapa Xixto (Y, reduziu este mosteiro a rei- 
ipría secuiar>4apdp'a aos arcebispos de Bra- 
ga, eipandando a^ freiras para outros co^" 
veatps da sua ordem. 
. Foi seu i.*" parQcbo Estevão Lourenço. 

Aq^i foi rfâtor, o liceneeado, Manuel de 
J^r^ujp e^ C^stiro .(da casa dos Castros, de 
Villa Nqva da Cerveira) varão. sábio, e mui- 
to intelligente em genealogias e aiptiguida- 
dee ; sohr/d cujas matérias escreveu pxâto, 
jqp6 se não imprimiu. Uma grande parte 
^enão todps).^s. seus escrlptpe sobre genea- 
logias^ existe ainda no cartório 4a casa do 
Gôvo, junto a Oliveira d^ Azeméis* 
. I<i'eâta freguezia ha uma torr^. quinta (quç 
foi coptada) com uma aldeia ebamada Pica 
de Abreu (Pinheiro de Abreu) solar dos 
Abreus, dos quaes ed'£s«tatorrejàsead^am 
noticias no iempo ^ conde D. Henrique. 

Era então senhor da Pica, Gonçalo Bo- 
d^igues de Abreu, que foi vassaUo^e com- 
panheiro do coade nas suas batalhas ; e de 
seu fiihp) {iOureaço de Abreu, senhor ç|o 
jueamo cout^t ^^ ^^ achou cem D- Affouso 
Hem^iq^e^ ioa batalha de .Yalle 'de Vez, em 

«29. . 

Foi e9l^ Jip]QureQÇ0'4& Ahrieii,,qu^ par or^- 
4ein 4a D. Affiwio HeAríques, (iciaytnw o 
.casteUo ei t^m.de^^tiapell^, «ontra os galle- 
goa. YJd» o ík.*" wlamo, a pag. U ^6%.} • 



cada morador lhe pagair^-MR^ algo^À 
çeyadil. Yi^io áfias^ da Teporii),.pf)r aq?eUe 
m^líiez^er.neto 4^ D. Maria* d^Abíw 4b 
NçrpuiJa, ooudei^a.de Cres/eeoteL 

A alcaidaria-mór de JL^^pelia, audop m 
caaa.dos ^hreas^ deMeruJOs, até que^Aw- 
deram, ao marquez.ce Yi(la {(eai|.quoa9ir- 
deu, com a yida, em^ 1641, ppr traidoi;.ipa- 
tria. 

Eotroi a^ niuitaa e grandes quintas que 
03 Abreus tiveram nVsta ribeira, tiàbiiiB 
lambam fóroa em YíllarBâa e Yalladaref, 
com titulo áe direitos req^s, 

Qs Abreus, viveram .em Melgaço a a*w- 
trás ptso-tes. 

De Lonrençp de Abreu, foi filho e heriei* 
roy Gonçalo Rodrigues de A^r^u, rico4»- 
mem. da D. Sancho I e de D. Affonao n, e 
se achou na tomada de filvas, em Í2%IL 

Foram 'Os Abreoa senhores de Yallad»- 
res e Begaladps, até 1040. Eatãp, Pedro Go- 
mes de Abreu, sangue degenera de «eus 
leaes ascendentes, tomou a partido o» fíà- 
lippe lY contra o nosso rei D> João IV, e 
receandO'a sorte do duquade Gaminhi^in»* 
quez de Yilla Real, e os outros fidalgos, k 
quem se tinha tornado cúmplice, fngni pa- 
ra Gastella, em 1640, com sua mulher, ma 
filho e 8 filhas. Era tão acceito aos caste- 
lhanos pelos serviçot qQe lhe tinha presta- 
do, que a corte de Madrid: o veio esperara 
grande distancia da cidado. 

JDos Abreus de Meruffe prooedemos 
Abreus 4^ Torre d^ Grade; os da casa ée 
Anquião em Fcorn^lios, de Ponte, , 4o Lima; 
08 d* Alães 4e Moure; os do Sol; o? moiia* 
dos da Tábua; os 4e Yillar, Junto a Yiaen; 
os 4a quinta de Gousinguem; 9S dos Arcos; 
os da Barca; muitas (amilias nobres am vi- 
rias terrfis d*este reino. > * 

Também os Abreius foram seohoriãf 4e 

Fenapôr» na índia. 

. Os Abreua deficendam do íRjmio canl- 

leiTO ArcãO' de Cotos» . 

A casa dos Abreus, Limas, ra9K> das 9» 
foram alcaidesrméires da tapelJA, a sep^ 
res ^ -Bse^aJadosy é a ac^iu^l do. Am(^ 

Qs A|[V^aus,d{|. cai^' d^ Anquiãúiipo^ 
á», D« . Rodrigo d^ rMeUo .da. Umíh »?»^ 



msài 



195 



. 4f yiJiU NoTa ^ Çer.f0Ín. li ^ofrigy.d^a 
a casa de Anqaião a soa filha, D. Jk^na 
de Mello, que oaçpioi tQm J()ão'€toi(iw de 
Abreu, filho segundo del^^opet deÃJliren,! 

As armas dos Abreas são — em can»yí^ ^e 
fiilirpora» ci.Qee.côu»itd*agpía» d'oara,,esieD-; 
didoa em asp^^ Timbra, iam 'dos €ôios 4as 
armas. 

Lima.é,N>pelUd0,pv>beei emBertaga^ Yeio. 
.^ BeApai^ha (Qa^Hza) (om^ i(ffp»:imB, 
juoto do q^al Vyiyia. aíamilia ^qae o adçjj^toja 
. por appeUidQ. Passqa ^ P^ctufial^ oa pessQa 
,4e D,. Fernão Anões «de Uma; e.as arnas' 
^e J). Pedrp I( de Avagao i^en a Jpã^ AiQ^ 
^de Lima, emi2i2, pf^ iseu w^Iornae^ie- 
bre batalha das Ncfo^, ^ iTolosa-. (4) ^. 
.aa ^pesn^as qu^ irei Maaael -dá j^ efita faml- : 
lía^ epa bra^ jnoçqipleto, e saQ-r^m campo 
40 oir(V 4.pateA.4ft piUrppra^-^Casapdo; 
aqaelle D. Fernão Annes4ie.|iiaia, eom-D.l 
T^i;ea da ,$il¥a^ :fiUia da Hiay. (i^mes da- 
f&Uva, cqmppz açu filho, JU^p^el. de Lima» o! 
seu brazão d'j^ip^ da fprmaflegoinla:— ^«4-: 
qpdo em 3 pala^^nai/ d*Qi]ro, .& paUaS| 
0a pi!urpai:an-:a 2f* .e Ji,* e^qnactaUada^» bp 
JU^ei'4A«lÇ|ú> de púrpura» lunpassa^o daí 
azul (armas dos Silvas) no 2.? 6 3.% de pra- 
j^i^ ?faxas, ;][adre^d((8 de quro «e púcpmra, 
4e duas.ord^, (armaa dos SoiuosMaiofeç, 
por ;»iia avo pat^09, D. Ig^e^ de S^Molo ' 
JtfaÂ9r).elqa|0. .d'acp aberto, e por timbre, o 
ieai^ das arm^s. 

Oatros do mesmo appeliido.nsaQ-reApar 
do dividido em pab, na i.* de ouro, 4 pa- 
jas de p^rpora; a 2.* dividídft vm f^xa, na< 
JL.% as armas primeiras dos Britos; na }.* 
4e prata, banda xadr^zada* de oqrQ e piir- , 
para, de 5 ordens, em pala^ sf)ndio<a.i»«: ta- 
pada com- nwa verguáta de prata* . 



f , 



(}) Mahomet IV projecta conquista a 
Hespanha, os^rlúcipes cHristIes í;iuem-se. i 
Um exercito pormgnez passa - a €à^teflá, 
por ordem do B0860 D. Affon9o>Ii, e» dis^ 
t|mgi)ia lOíiía , qm nei*um o^ro. .pielQ ,m 
valor na celebre %itama d^s N.avas deTo/ 
losíj, em' f212; ha iaúal ôà motiròà /foram 
desbaratados, e llatiomét fiítgin; pèMeÉdo 
«ijiptiMiigae4a «ita pn^oiada oooqaâta. 



u>)Omv«Kl,iifaiBh-flSfiiidoi:>terebaé^ em ^ite; 
aat.^ asflA/?. amaaiidoA Umati as oairaa 
4»^. e9fliifu!te)ada$, m h^ e V^ as atrmas 
d#e Bn^]s-t4MK2«^•e i3.? as doaiNognaiias» 
- Otatips naam **** escMdo e^quartelado, ao 
i\^ qnartei as.,arma8. dos Limas; ao tj" as 
doei flogmôra^; a^S-*^ a» das Yascaacelios; 
np i4.« aa ' dos BcUoí;. Timbre, . um leio de 
púrpura. 

• QitirQA mam-^eacodo partido em.3.paias 
^ia 1/ d*Afai^, e as doas esquarteladas, 
dos Sitvaa e Sootoa-Maiores. 

Oatros finalmbnte, trazem apeiiaa quiitro 
barras d*ouro, em campo de púrpura.. . 

KERUVEr^reraezia,. Demro, eomarca da 
Tábua (antigo coooelho de Midões) concelho 
do. Oliveira do Hetspital, 75 kliometroa de 
Coimbra, 2S0 ao N. de Lisboa, 2^0 fogos^. 

Oi^ago S. MtgufiJ, archanjo. .. 

Bispado e dbúicto adminiftcatívo ' de 
Coimbra. 

Amigamcmte tiaba esta fregaezia o. nome 
.dl» 'M<m4a^ que ainda lhe. dá o Portngat 
éacTQ e Profamj 

• A- caaa de HeUo apresentava o prior, 
que tinha 2004000 rtía de rendimeuto. 

É terra fértil Cria muito gado e gaça» 
. MERIFJAli-* aldeia. Douro, próxima, a 
llome«Móp Velho. ;, : 
Bispado 6: dlsiricto administrativo de 

Coimbra. 

Em frente da viUa, «a. margem, pppasta 
dojjrio Mondeis, está a quinta que foi dos 
Vahioi e junto a elia a ermida de Santa 
Leocadia, virgem (ou mais verdadeiramente 
a Nossa 3enhara da Graça), tão antiga, qoe 
é tradiçab, fora parochia. , 

N'esta ermida é venerada uma ima^^m 
da Saatiaslmai Virgem,- sob a inyoea^^ de 
Nossa Senhorai4aOraoa. S<^aadoatradir 
^0^ a suaorigem foi a seguinte: 

Junto a este aitie.appareceu umaimageffi 
de flánta Leooadiat ff<dbre nm^ monte de. pe- 
dras, aaltaa^ Foi levada para a egreja matu^z 
aia coHocaAma^ altar ;maa»po diasegainr 
ta dtaappare^.u d/alli; eifoi.aehada 9Q^e o 
mf ama níQntf de>ipedraa oirf|(ijftíB^a ^pp|^- 
redidoíSí;giiadl;/vez aJ0yacaia>paraMf egK^ 
ja^etoBDoaafugirpamaspadm';: ,. 

Então, um individuo que estava prerat^ 



196 



BiBR' 



ttaidoa rávolrer 9 monte to pedras» e de- 
biiKO d'el]e adoti }am% itnageiade Motta 
tadiDra da Grai^ que levarão^ pana egre- 
]a» }imtaiiiéDte com =a dc^ Santa Leoeadfa ; 
'flias, poneo áêj^iê, Hkè eonstniiram atua er« 
mtda, 00 sitio úsl apparlfio, e úU eolloeá- 
ram as duas ímageDS/qne Inrani por asai- 
los amios objecto da particular devoção dos 
povoa d*estes sítios. 

1IÊII¥A— aotiquissfwa cidade da liidta- 
Dia, na jarísdieçio da chaDcellaria de Braga. 

Segundo Ptolomeu (t.^ tábua da Europa^ 
cap. VI) estava em 7%a0'-âsioiig., e 49*40' 
de lat. 

Era^ a capital êàs.tMntos, Ignora-se a sua 
situação, e nem pelas indicaçõets» umas er- 
içadas outras confusas, 41'aquelle geographo 
(oiiBico gue falia em similtiâtate ddade) se 
pôde conjecturar onde estivesse situada. 

Nete-se porém, que desde o litoral, até às 
serranias do concelho de Coura (de O; a E:) 
6 desde o rio Lima até ao rio Minho (de S. 
a N.) estanoeiam a flstmosa serra de Arga 
(o Medúlio dos antigos) e todos os seus nu- 
merosos braços, que se projectam s<^re 
Vianna, Caminha, Yilla Nova da Cerveira, 
Yallença, eto. • * ' 

Por toda a pai^ d'éstas serra» ha ionu- 
meraveis vestígios de povoações e fortale- 
zas, constnitdAS talvez pot povos de raças 
diversas, comb gregos^ phenicios, earthagi* 
netes, romatíos, árabes^ godos, etc. 

Todo ieto a mio do homem, e a fouce 
Inexorável do tempo destruiu e aníquíRoA, 
nlo nos deixando nem sequer lembrança da 
soa historia e d» sua destruiçio. . 

Aquellas paredes corroídas e desmante- 
ladas, Cobertas de heras, cardos e silvas ; 
aquelles fossos, reduzidos a brejos ou charr 
oos, se podessem faltar, quantos mysteries 
nos desvendariam! Quafatais glorias, lagri- 
mas e crimes nos revelariam i 

Hoje, o pastor indifferente e diescnidoso^ 
ou o caçador aventureiro, atravessam essas 
tristes Tuinas^ dessrtas» esquecidas e melan*- 
colicas, ond€f outr^ora um povo bárbaro 
obréu prodiífios de vabr e patriotismo ; a 
onde por fim o ódio e a vtngançsr dos ho- 
mens, tudo transformou «m cinxas e devas- 
taçit>f - . ^ 



USitf-FIIIO— ftegueaia, Hnbo, éonrtr- 
ea « coneettio de (ktimariU», 18 kilomelros 
a NB. de Braga, 900 ao M. de Lisboa, 110 
fbgoa. 

BÉf ITS7 tinha 95 fogos. 

Ongo S. Ròttio. 

Arcebispado e dfstrteto administratívo de 
Brã^. ' 

O real padroado apresentava o nbbad^ 
que tittlà 90D#00a réis de rendimento. 

E* terra fértil. 

Para a etymõlogla vide a seguinte. 

MbSÃO ntf0--villa, Traz-os^Montes, ca« 
pitai do coíncelho do seu nome, eonuorca e 
13 kilometroe a O. do Peso da Régua, 25 ao 
SB. de Amarante, 80 ao Nfe. do Porto, 5 ae 
N. do rio^ Douro, 330 ao N. de Lisboa, %to 
íbgos em dtiae fregnezias (Santa Chiiatina 
280, «e S. Nicolau 180.) 

Em 1757, tinha a firegueíiia de Santa 
GhriSllna 142 fogos, e a de S. Nfeolan 89. 

Bispado do Porto, distiloto administrati- 
vo de Yilla Beal. 

O rsltor de Vila Markn, apresentava o 
cura de Santa Ghâistlna, qde tinha 18#009 
réis de oongttia e o pé d'a)ur. 

O prior do mosteiro crusio, da Serra da 
Pilar (Vala! ifova de Gaia) apresentada o 
reitor de S. Nicolau, que tinha 150#00Õ réb 
de rendimento; 

O còONselho de MesSo-Fyíd é composto das 
7 freguesias segtrlntes :— Barqueiros, Cida- 
déthé, lte^-Ftio-(Santa Ghristfna) Vesio- 
Frio (8; Nicolau) Oliveira, Villa Joian, e 
Vilia*lfarim-*toda8 no bispado do Portoi, e 
oom 2:l(X>fogos. 

Está a víHá e freguezia situada sobre o 
))lató' (mesa) de uma montanha bastante 
elevada (Tamodo MarSo) immfnente ao rio 
Douro, na sua margem direita; ' 

Tem boae casas, mas as melfaoi^es isio as 
dos srs. Lemos e Fragosos. 

Era uma das dez behetrías do reino, pele 
que tinha grandes privilégios. O seu noma 
é muito adequado à sua posição e ao aeu 
clima. Vém-lhe de mesa (plató ou cttapada) 
e de /Ho, porque, com eíTeito, o seu dlnoa é 
exc^Hvo. (Vide adiante.) 
. É tpm fertilem todos os 9QMnMw«gfi^ 



I 

^ 



: crtiiMm^mritosatailMre.i^itfliii «bvntoieto 
4b opto» agn^ iMHaYet^ , : .^. ., ,.(/;.« 

D. Affonso Henriques lhe deu foral,- «eoi 
^MWriíQ de^ kUK is#Qllniiiidfti iK)riIMi9)ii- 

,IH7. <ifa¥eta ifi^.iiia90 Zi.íL^B-r-Jmrtí t«» 
id44o«(jto 46B. AflfoDS» Ul^ifli 30^. maço tt 

nora, 11. 7i y.|i0oL U*) 

D. Manael lhe deU4òral novo, em Liahoa, 
^.17 de^floveoihpoidQ iUZ4tât>fú4e famet 

.líejA^M taotem o |iroMiQ;.pan e$t^ fimd, 
gaireta 20, maço 18, n.* 7.) 

itO foral tfata tambcoí 4a> ViUa^Marifli.' 

Oe paçé» 4o coioelh*, qip» são amptot-o 
•xfiiUeBliSy esât jio «fdiieioi iqna . M Miqlii»- 
jrio do««nigto90s:flraBOi9eaao^daVaratojo. 

Bsgo a»ii Mas as repartições po Wa p 
do eoneellú^ mm mvà^^ eapaoldade pasa 
io4a^ 6 JeaiidOrUio i^roxiasa ai eadeía^ de 
;idttAa eottstmeçio. . .n , - 

A egreja. que foii doi sMoi^irio» étoj^a 
aalrlx dft. fregaesia de Saata Ghrátíaaira 
ip»fX'U>i coneedida pelo goíreriiQi poéBotdo 
bambem a'ella «^ereer as ftmcf^ea <|o.cRilfo 
divino, a irmandade da Ordem Terceira de 
& Franoioc^p^ 

fista irmandade foi iaatitiiida 

« por Gyiiriano Rlbein^ e'4 nn 

dos ríeos estabeleepmButog pios 

d*6sia viUa, e^jo ediScio. Mk ao 

lado da egreja dos religiosos* 

A agre ja de & ^ieolan ó notaTeá pelavsna 
antigaidade, e consta ser fandaçao^da rai 
nliA D. Mafalda, mulher do nossolprtMiro 
«ei, o qne se confirma, pelo seguinte : 

Pai^a o 0<, ao fundo de uma pequena la- 
deira, onde corre o rio Teixeira^no skio em 
4pãB defroptam dois» caminhos, aindai hoje se 
«haom d p»U Henrique»; por aqui ter h»* 
Tido uma ponte, de que nâo restam vMt- ; 
^fioê. É provável que. fossft defliniida.a;ar \ 
rastada para o rio Doaro,4pe|aa>aguaa-4Uf ' 
«aidaverno aqui comem;«B^^od0iqilttti- ' 
dade, rápidas e ia)petuo8as,.dfad0 <è mais 
alto lAifiMt^^lIttãa, ^ : : , ri : ^ .'LA ) 

TOLUM» V 



e.í«ii».jNinM do confeBiq^ IK>9 qu^ 
hoje anda ligado o nome d'aquella iUustre e 

hAqí fPM^o 4o «mu em<qia«^49tá edMe%- 
4f< IWU .iriiia, ^tm{ri9.D«uvo«!ealia os fsn- 
i98.(ou<.^ prMpiosT) daeelskvepu^niejda 
^m foui Mhict: mwAida. câBsinurnDalft 
mesiia. ^^oberaasK (VMe fionrK^.a pag. 8U» 
xoLifti^Ql.': volume.) 

Ilias.acima A(i.Aiirye.pr!Bxim9'4iriMi1t 
df^iAfrff, czistp-wm pi9qneua« aldeii^ cha- 
mada a Gafaria, e paja adiante^ abarea 4o 
IMUdo; (a celebre barca Pòr Detu.) gratui- 
tm^e cqjo baTiiUíMm se^auiMfava 4o pro- 
^n\»M terreno pfoximp^ doado pajt» ena 
4m pela mpwa. ndoka. (Yid^^ Bar^ii0ír«v« 
pagi Sao^cob S.% do >i/ vokuM); 

.1^ mesma o|rqa de & Nlcolaii^ ba.ffm^ 
<ma|o4im «gml^ oa forma» a oui^a qi»a c«||^ 
19 uit .^gpeia d^JNo6^|| Seuboi» da OKVieilf» 
4<^ ^rP«iajri(çs. Vd-se ta^pbem a*aata,«egm|a, 
j9i«o^4.pQcta> travessai q tumnlotfda^m 9Êr 
pifào-fieueralrda. |q4m^ obamfid^ ^nmH^ 
Sotto-Maior, çBjo aolar.efa .u"^t^ viUai e 
qua.é a^otadme^le possuMoi pela jn Affto- 
qio AÔflusto 4a AUpeida. o GastfQ^ ciMOíAP 
a¥dt A|i4v^ 4a FpBsecm fi4al^ da C|Ma.iseal^ 
foi o fundador e i.* pjRo^Mdorn da âauti^ Car 
9a^4allif^deordiad*e^viUa. * . 

£m frente d*este tumulo: eatâ a, capelfl^ 
dedicada aos Santos Innoeentes» fundada por 
António de AxoTedq, bisneto da diíto Mdr6 
da F<weca. e d^ sua miilher» Yeroiiioa 4^ 
Mesquita. • . ' i ; 

ft J^saQFi:ip:<)( ceutrp çqimpemial deita- 
do o cooeeUio, e 4e muitos outroft> pqiiqs 
circumvisinhos, qua aqui sffluem diária- 
mente ; ande^ além: do .^mmercio ordipa- 
rif^ tia em cada semapa tree aafMrcfidaa dp 
cereaes (eos domingos, terças p quintas fe|- 

.ra%) ' , • *: 

Ha também duas.feiraa mensaes, noa dias 

15 e ultimo de eada mez, e uma annual dp 
Santo Aadré^ que principia po, dia, 3|()i.de 
;iiavaa>|>ro».e dura três .dias. £ -mjuitiit ^^ 
oarrida^ e dá glraude inponapoiai â, iiiUíb. j 
. Safieu muito psta villaj çom.a «Wma im* 
vasao francesa (18H.) ...í, .íu* ç,íu 

i3 






'• . -.lí-iUi» ' • J ' .'b • i»:-Jí «iÍh . i: í ^i- ■ * • 



.1 



No dia 15 de fevereiro de^Í9H; «»<liiMi- 
•faMr éHbtíÊMò («e lMi».FÍKd/-fM^ iâlbia- 
1M "úo %r.-ptiave GufnMiiie íIMbs, eoadjé- 
tibdd«-p«IM 'sbâs ' inifígoé. iNM^trálAHios de 
«Ic^iV^^M gaiito#alii -^OAfMO rito. A^ó- 

então á scena, o dráiMiÉ> sr. Cà<(iiA<^ Oad>- 
«èlk/iBi%iieo;\ei)H'i(Adà^^èí 11(^1^; e a^vdfee- 



I 4 1 



"No diittP dfif'<eteiii6hy'<id< I8T4, d« tar- 
«e;* lia ^èstbdá ^'^ttíttAutdé Amarante^ 
<Mé^'m(»;^iM>-bAio dfa'KoDò)^éâfi, íégo Ml- 
Bia da pb^o^itâo dènomibadà PafdorDêllo, 
^ittm' iltAii tlivoaâá túHftò areo^hAtíra- 
-^ eái^araim' a estrada ã i^Mitidldftde^ae 
mrtÀíJtai; fffcattdior ioopeãidb o 1l%ti9itt) de 
•«ai¥ove'léfidò(tò^sdàf[éi/o8 cpielilatif pa^ 
-fk iP9léfíftM', dé bpt^ar-^se; é'9eif(ifl>ete'»i^:^ 
«òttti^i^faittího; áitrtAMki iil^atrè òarro^titiè 
'D8 %é)[yfer&w Ido Mo épposlé. ^" 
'><Rjta'lelill9édta^ ibf) (i6' viokMa (|tleí•ft^ 
MdMíi^ii' litf raf' 1 ^râidlsi'pefied08'4ftéá^ qttè 
^6 -aetM)i8 de «fdebt^ados a fógiy é qàéès ^ 
•á^^ÈíiTftRirètíMWer.' * ' ' 

Sappde-se cfiier fofa iTestlltaido dò-^lg^ilia 
IHittfba 'mlifftkba.' 

' '^1^8 MlòAetifOB l&b E. d*eft<a villa, '8òbre 
'ú' téàf^g^' esi4[ink*da'^ Douro, e taorfbètt 
no Í3Íto do mesiDo rio, em frente dá C^rt^ef- 
^rú kh éòMòllêdòyhK tárias náseentes de 
ligtta^ miiieifal, dulphtire^ (Vide Uotlêdò.) ' 

'^<#lfesiò4^ife, ihna povcfáçSo antiqtiisil- 
ma,' étèttf IGro dervilla desde 1189 (em 4ae 
-K* Aflottso HeDfiqtie» lhe doneedeu eftta <ca- 
thegoria, no sen foral) o qne prova ser já 
^tão poveaçàO' importante: Nao se-èabe 
^rém,'por (|nem e^aando foi fUndada;^ 
u^fíAk o áeu primeiro nome; apêtoas se sabe 
ifM JÉekfeiia no -tempo doa godos. Nfto ha» 
todavHi/iMimiico iaomiméato'qae nos-at^ 
«ftt» ^lísa ' afOtigttiilttde» que só a irMitão 
Ibeattribae, ( ' J • .^ •» 



gia' que se dá geralmente ao nome artÉI 
d*Mi'>flte^i]iaa,'-idM^a>ièMdiriii4^ 
aos etymologistas 4v^ MM ineeMifli) •> 

•^tféanaiy^ «Me iDiifieiMtAe tOMorN» 
tk #ii«diídaAo^(PonQgkl,MMii ilM3,.ii!» 
81 a^tk-pdVòataò o; Minéida^iiMgfta^ 
^ é: M6 aiiUa* d iemé< 4|aè' ftfê "éi • M 
46> »/* Xffdnâtf Henriqtte^^eM -4191. <«n 
HWjM»» 'deJMinifHÍViae eaiá fitfa«n(k 
pag. 162, CO). 2.* á*Má vbliUDe.)^ ^ ' 

. • ■ . .--^i • •; .. • tf 'i 

'FOt è8tâ'TÍla^lòlartdoSiJiroMÉiM,dDi 
appailto lMcétte^l»t6resiafànilllaoM 
t>rtaibí|lit», m^WÊàúklPíími^Mêktênki^ú 
Beira. í ^ .' ' ' 

Saaaiailtaiáâ éaoUtamieaibHi atill» ^m 
cabefasr d» serpe, 40 <>iito; odrtadba^miii' 
f<K,n|8tt^iaMida8NÍii|iiúrpara; bméIoéíI^ 
Oi no «meit» d^lk»» ama')fkir de llr<de ama 
«Iflie^Jiie aço, >abaftei; ^e^pbr t^iidn^íÍBi 
^aicabe^sfdía-serp^; 4as'anna8« • 

Oatito'd0 «M8ino>ap|ieMiivilateni>)tt 
arma8---em campo verde^^oaM^deMii 
de .oéro,1inapa«8adaé^ d8)>ihi|mra; .«otlda 
%m «tagÉís, ««M ttieionreUasuBla flotè 
Hs, éè H)»Po. • SImo' ae b^-alMrtore^fV 
«tiiaibrei amar 4aa «abec» úd leSo^dai» 



MESiO-FRIO— monte, (antigattenta^il» 
madò IAítVoifo-IM))f Draro, próximo à aiti- 
«a vttla do-lfbhMlj'(Vide 'estat palavra, n 
00I4 9^, 4a' pag. IM^ d'eaiéiv<ridme.) 
iHBSaàtl^peQrtttgaèa antigo — lasdic^ 
desiioneaib, aedbcierj eta 

iBI9(âiA-*-5)orta{|iiez> anttgo "^jolatahr, 
OM^br. ' • • ■! 

•imKBK^pdrtngaea antiga*^ o- ^sam 
que trabatiiava Bás'tierdaAeB do aeii(;ar # 
natario.,fira83ttoiiim6>âeiíttfelia. Hijalit 

é ají palavra aifabe fMsq^p9^^j^<Ax%^ 
sero, indigente» ete. i](eFivá48e*idA rdA^é 
<i«ii«i-iuser pobrA indig^te^ oie. 
< IffiOIAKBBrTE-^portpgiíee aotágd-^ 
iB«8ma' sorte^ dn meama maneira. 

•IBSNADO^Iportagiiea antigo *^ooaf» 
nbla ée ttopku • i - . ' 

ME80R— portoguec aoMgaMnlafc 



'/ <*.• 



lÍoUa4a.4e*flHVV ioCtfHuuto..', ■.<,■ .nV//^- 
Httrca e coMMlhA^dpi^yM^fciteiiHffltas: 

,*iO|.Ki,-.j )..-:,!, ^ IM .<..-r. W -,1. -.il''.liu.. ■. 

Ora«o S. ThiagQ^»pHgal(k;ii .':: ^r.A 
Bispado e 0\tii^_ i^^/^i/^i^ffijf^ido- 

ffHÍVH.i ■VH\u,\. ni-nll '.^■■^.:■■'^■l■.■,^/. 
Foi até 1839 do C0DC«)j^i^&^%^,|i^ 

^ A^ míliíi,S(í<OÍ)(í|fÓ4,^p r^iutímí^tD, e 
JífRéi^iiíllWV í !■! ii')! iiii'' ^^ ■' 'i' ■ 

i»r|<*ff*<-|«íniífi»-;W*tpção .'íos riWfW 
■«?ilf.,»»rfirífit* vmi^ n)i *ocii*di«iai gvp 

pouco se distinguia dos escravos. , 

fica, Zi i, j),eiiv^-se do ver^ 

^ani i çoDJ^gacao. sí^^UlÁl^ 

— aer^ ^' necessitai^,' pic.— 

, ,Q f) twatà, .qusDdo a ven- 

^a, 0^., _- _^^_,,_i(^-a'3Í) navó possui- 
dor^' çom os 'seus.me^friííoj,, dú íéíiioj áe, jjtó- 
^ii; '^iliaibaY^')}, \!^l^a■,b4^bJ^■ida[|e,^,Jé-■ 
g|s{4^ ' gpibíca — a coudi^ao de mepKiòo 
W*<oerBdiUríaI,^.âlho do' me»kiDo, tam- 
iffins) era,,e todog os seus iáescendeotes. 

Na Europa sép)eDtrioiial>ÍDd^ ha d'esles 
tervús de gleba; mas o actual, imperador da 
TWsWi,'' ino^ ■òJntrá''ÒB sèírtíore^-á^lem' 
qtiaii aÚQiqaillÂdri esta Uarbu'a e ànaclirU- 
rica ifWilttliçãò.^ ' "■''■ ■ '""' ' 
' NoiMnos pórètn que'»á'iio'Ssòs jJHmEiíós 
nb, e páilicnlarmèntâ d.'A'ffl}Íi^oT, D. San- 
cho I, p. AffoQSo I][, e mai^^ do qne''DQ- 
ohuní, o grátide 'tei D. Diniz, Ihitarain de 
•quebiUr os grilhíIsB doâmestinos, a iftaar-' 
'■Ur a.'pfepotendtí'eeitorsOè8 dos grandes. 

Depota de Dr Si«fi, D.'?Sdm 1, acabdu 
'■Hirtinan Maàa» tnat/niti&aai, e'D. Sulo 
■U'' M'>alK)tla, <ãe>-iUtto « -dfreita^lportutda 
vei. (Vida Miief*iuUH dtt Vaa^a, t. pagíli? 



Mum^zoittíba ■eSííà\»aaauJk'fMlt de 
•aelattianok Beirai M6 >A«<(icilari)R|,-80&^ 

Em 17B7 linha 79 fogoSii.M'^ ■ -> ,^: ■ 
Orago Nos9ar<SaatiQini4oiffii3trhh"t 
Bispado e distráct*? admlnlMiãtiffilí da 

Guardíiiiii.t ■t. --n. '.i-íji;--.: ,■ ■ ■, ;,"i 

' .iiÍDi^Mt t86Si<ldo>cmMBlhn.ilo:LinlnrA. 
A casa do infantado aprfs«itavia>a^igl- 

tt»tii|betliiÉI»'Í0e«00OT6iailaniidiibebto.. 

• ti UuBdwHi lUM ptamifi*, ^upto áa-.Bti d» 

) >Bj M0<i1ft a lé£'<iU)a' » tfce ám -fonl, 
em 16U. (Ê das poucas leirlsds Póitii(al 
que leve foral ttocinJudi)' ""i.- i: ,' 
.'VoiimMça d» inndftdft^A-iáeu^íp^liÉeiro 
-Mbar,lD.'HaáBiROldei-Gastto,'Beither ia mot- 
<gddo'-âd'i:tinfio,^deicáWeaie'd« Lain, eofe» 
do qual era 18.° neto. Este Lain Calvo,"ftI 
juiz nas dÍfrereBfu'dd T« iDi FViielta,' aia 
824. Era D. Rodrigo pafente^Me-D. Ltúnor 
ié (Astro, DQthn^de .5.'Pnãidsci>.<te'Sor- 
ja, e 8.° neto de D. Fernando, de CasD^ 
(iQndeitf«<]aBlr^Xffe£, IO.*. bMo de Fernan- 
do deCfcilro, ieúadoicom Dj Violante San- 
ches, Giha de D. SdMbo, rei do Castra, e 
1S,° neto de D. Macia lAMre» de Qasiro e 
dd Ik:4BDeiio, flitao bastsnda da<D. Sàacho, 
-r4i d» Hamrra: : • 

•■ iO^^cMsèieoade-de lfe8qHiteUai'éo sr. D. 
JoftoAflono 'daOosta Sousa de llacedo« 
Albuquerque: ■■■ 

Van as 'krmaB 'pestes '^pdlidos, vide 
Lafões, Soure e Usboa (Cata -das Bicc»}. 
•-' NfflsU Tillaié multo- venerado e ft^quen- 
teKIO'Ogaii(itDarin;deiNoesa'8eDhora daAju- 
dtj''ã BWB ' i;apell& muito mitiga, e não se 
sabe por (fi^a» nem guando foi fundada. 
Segundo a ' Iradi^, edificando se a E. Se- 
bástiSo, mariji:, iuma ermida, t». mandoQ 
-pintar lío r^i^lo-dasuacapeUa móF,uaift 
Imagem^da Santfaaini a. Virgem, á qual pa- 
MTsoi o titulo de Nossa Senhora da Ajuda, 
e foi esta' elrotumiiihcía que deu eauea % 
(jBd ^ paitMiro original fosse snbetit^do 
B» OFigo da bapellii-pela SenhorK da Ajadã. 

-Q f^fuatnaiiltaniutndlDlO'di(imaÍ3>U- 

ék^ a^eate i«Bp«fto.' ■ " ■■ -b ■ 

iinqmièUá. ó'4U»l»litÍTO de i 



mb 



' MBSQUmUiàH^rètQedfli fisirai Eiín, 

ccfitíitriui ^bkpado iki Pinhd, eoneelfeòiae 
Almeida, 80 kilomeMn ;âêí.yi8edf i36ô aX 
de Lisboa, 60 fogo&, r :> .. t j. H 

Orago S. Sêbsstâo, Biirtyri^//. <}...) 
.. EiE i7i^7, tinha 7i'ío0es. k.i 

Distrieto administrativo da 6aarda« >• > ; 

A iBitra. apreflentâTi: o ftbbadfe^ ^tei^tSnha 
fOO^OOO TéiB. ■ /. 

Esta fregudciaeradio eoncelh» de!Qa9liél- 
to Mendo, ^oe í<»< eiti. 1805 anieàtoaftdo 
Sabugal. Em dezembro de iSTOy-fiiooiía 
fiuer parte dó eon<telho de . AkiicMaJ (Vide 
QasteUóMBndo.) i» j •:-•}■ 

A mesma etymdlogi»;. " ^ >.' ! ^ 

ME84mT£LI.A--llrociieda, B«ira Alta, 
eomanc&e ooncefto fl^MnngínMe» l&íkilo- 
nfecrofi de Vlsen^ Mft aoíN.4« Jisb^ia^ i80 
fògos. . . 

. Em 1757 tidha 433 fogos. 
< OraígoS. Mamede*- i* < 
- Bíspado-edistrido âdnitíistffati^ de Vi- 



c 



seu. 

O \igario de S. JbãOi d« Mangualde, 6 que 
•apriesentâva o oai^, que . tinha 6M00 réis 
de oongfna B o« pé d*altar. 
• Amesmaetynlelogía* 

1IE8SAR— ponngfiez^ antigo ^pUxar pe- 
las barbas a aJgaem — o qnj&' era ama áas 
ffijapias otáfs: atrotts qae se pedia láxer a 
om paHaffiiez.-^^Aqtêgli que \g .m» eonfmâs 
der punhad, ou lhe messar »iifaniha, in- 
49V em cami^ a V tagantes* (Doe. da Dho- 
mar. de 4388^ 

Tagatae era um açoite ou 
atorrague qae> cortava e . re- 
' ialha;va a carn^. D^aqui, íagan- 

todas — ehiGOtaéa& . 

l[SSSB--portagtiez antíge— centeio. 

Em 1289 se obrigou o reitor de Santo Es- 
tevão, a pagar ao mosteiro de Vairão*^ 
Dou» nwyos de milhe (miiho miado) e dous 
myú8 âè messe, e hwm moya.dè IrigOy psr 
hnuá medida, ime ê chamada. teeyga; aqual 
medida dixe, que xkya^ soo. atíár dessa sha 
Sgivga: E dixe que essa medida em Anua 
pedta^oapúda: E dixe que per essa medi- 
da avyam a dar os ditos cmqu^^Koyõs ao dèk> 
Moestêiro per trevudo<, (Doe. de >. Vai^uio^ 

Em muitos prasos de S. Shnão ^ loa- 



^ " 



Mf^'ro de me9i^4 kwm sâiMWde «Úk 
Novipraioa de (fiti]«, eJb&Mr^Mfliiíb. 

>ilU8£fiitS^freg«e^ia, mákfS'taáànk 
e concelho de Monção, 60 kílometros IfW. 
de Braga, 4S0 ao^N; de Lisboa; IMlfogiii 
Em 1757 tinha IOlifogO0<' "- 

^ 0^ S. Miguel, árcUai^ò. 

Arcebispado de Braga, distrieto adttáiib- 
««#(> deiVítoftl "• ■•' ■■ '*•'•' 

A èittkdò infthtádofápt^sentrrá oMnr, 
4âe"tinlta imioeo^téls dé^ r^áfmtím: 

 pffiteeira aprè^s^táçSo era Ai dUAdot 
marqueses de Yilla Real; mas, terido-^iéÉiif- 
dcna viOk; por iHÍ&cff á ifMria^ ò tttthii 
mat^quet â*este titule, em iWr, ei^iNi 
D. Jcâ(^ IVá casa do' itifálitado; ^ki^Êltkà 
pái*a (^ a maior i^iuté dòs 'békié> ntíà 
doeste marqucifcaâò, quelHè tlnhátu 
flscados. ' . . ' ) , j 

Os dttíúàòk * d^^está fjrégtíézfà faziam no 
prestimonio da orâéín de Chrísto. 

Esta fregúêzía foi, pòi* ^ectilós, dò cones- 
Tho de' valladares^ supprimido em (85$.. 

Messegaes é portuguez átiiigõ— signfBet 
cearás de ceiíteio.— Aos cambos .onde este* 
ve a êgreja antiga doesta freguezía (dénkffi- 
d^ pelos aniios de 1816. para âe constnitrt 
actiiál) e onde àiúdáèm a restdéttcla pato- 
chiai, se dà ainda o hòine de Cearas, Mssíé 
gaes com o tempo se corrompeu eni JÊéi 
ségãíís—còmo quiniaes età^quitUànsiGoijfi 
nhaeé em Gonãinhâés, eic 

MSSSEJAJNA— villa^ A^lemtejo, cono^lUHB 
6 kiiqmetros n Q. dê Alj.i|sti:el^ '.coi|9CC^ 
distrieto administrativo e bjspàdq d9, B(^ 
2V kilomctros aoJK.: de Ourique, 34 ^ 0. 
de Evorm 130^ S. de Liâb^ay.JSlO íogoSt 

.Em Í757 tiníL^ 340. fogos, 

Orago Nossa ^n^ra.flojS;I^euiedioa., „ 

A. mesa .da consfiiencU. Apresemasra « 
prior, que tinha 180 alqueinea áB^Xfi§fi,W 
.de=rf>vada e SÍWOOO rMs em«l)inheiffOi' (i 
. D. Manuel lh«,4ea forat iiia I*i3l;|oa».4D 
.L^d»>|pUio. dÁUU%.:Hkivm dú$ fimaes^^ 
:úosdq MefítefOi ai>48' ifiHíBOk i.*)l.. /) « ^ 

Tem um convento de fradeeitaJMiaoM 



MBR 



iOt 



i«(IOfati«»ite4MotiMi4U»da pntvíMíi.<^:) 

cenr. .o!i. - b • •, 

MajMto lemp9:4oiTojDaa08» áltediífiâdlfeK) 
iWU^ fiifi>lhii(Í6Mia^ikatDe^qii6iAiaijr 

tomí^n^ .'■ ' >\ . • * ••• '. •* i' 

Foi resgaUdA. 4o poièr dia mOtttò^ ^r 
D. SaDcbO(II^e«iiWl^.qtiaii4i>talDbaBi(he 
louNtoá^fiatMleMÉras pottiàçSiBado Aldti- 
lejo. .'i.'! -l! (wii 

Foi solar doa iBMHMte.OSla Taritii^iltt: 
ai»|MiNído;.iiQfave em PortBC>i*''en)^ Mcollia 
m iaieléâd^AsB^akjNo^miM^éaDirM 
fSUMO D^ vivMim;iDk^o Lopeadèltoieíé^cÍ! 
SM ifsík» ADaFH LsfCB de TarBeâp. Foi ^ 
aiia.Yj«i&ia,.ilIaniieliJaeq«ieB(iiObo de.Tdr*^ 
neio, da Yillaídtf Mass^ana. - 

baliam es Tatmeios pOFiaramrt^escgdo 
éstp6iTiira» íaiiigÉKm|Miias4iipata^ cana aa 
pMiuai.tmaiJbaistir 6iit)^fl|li-:*rUiabie^Q0L 
teaQO ansad^rdi^ prata^^om ora puatul^d» 
mesmo metai, na mio, levantado. - *;<.'.' 

AIbergaaia.itij;fLilA^,11ui dá(«ae|idQ anl, 
t'.Mí4ixl^eliKappeUidQ./ol4oaiad0 |iar-«un 
oftvalMfo 4*eale aeino^^qBe o-adquiriai pelas. 
laitiiM prenies ipiiiabmçeisMKeerfier^Uir' 
inlOií .r.oío.^i*' '.-...•• :..v-»i»í 

(K'MWKmâWAi >!%iiiBta,< £i9itreBMlQfa»!iia 
lN«Qf «iaíida-âaAtaiSvisn .(Uatíalh eoooapt 
Ih«'e «Mttroad&Tmres Vedf asr natríiitslia^ 
dfeAidistjrleti(de^LWWé{'ic <- • i...,i i!.j';« 
ivViM e$tár.qiiiiita,,4eimai4oIpgardeAl<) 
Maffifiaudtt' .'[. ^m. vi*, r* - • i-: :'". i <-(.> 

u^elastafatti l«K)^Il;£riteifiiMdtekmin 
Iber 4aifl4*Bnz Heiifi«is^.eiBbaÂaadea 4a 
Portagal (por Philippe III), ao papa CleoNtr) 

le JJIIi .viiria.iia;sa«giifAiaidaMen4a«a; 
•iiaiiaii dMiieii teVuoiM4nn9siiiidf!,Kaa»a 

Si»lMir9^d«fG<M«lçaíS»(.'("r>} ^ i-^:» . -v. ji| h- 
• .iBaciMeii aaen aiarida»|)arafMo ite[PMii 
dasse tmít ^Mh3mo»^wm^^p»§ffBki^Sím^ 
4isatiiHí)nigeaiii^M.WM eUe IsfoawNiin e 
Oto 4fisiMlaa t tt«a p^rfeíUsaiaMi jtnatBiarift 
liwabBaldiara^ MiniilamMiiMlQidaiikai 
Go]iceÍçÍo..(ni '..tT-^íj *(j' íiii ;i 1- I ;*'nT»',no-' 



VaÉnáiA amos (dit aí lenda). eMiÉliBMa 
a teamiiissIoíávDioBcaz iHjBori^^ > «legns^. 
siva eile ^ •& pátria, {tor 'mar;; porém' fenooiíK 
trando-se o sea navio com am chaveoo da: 
moiRDs^esles o leioilto isapUvt^ como resto 
daitrinalaçaoÊc 'lii'- !•:; -i#.. .i- 1 -im <'| 
' iDi'liraz^)i»rQeate^dÍB:e «eilB a.pn»lécçiof 
dèHI(pssa Seaièaa da:<Geaaelçioi'{iara; q«»úf 
lifi«aBe*4oa''l^fF08^ e'eia'4Bba*ttnuiínttiluui 
appaveosvina saa'qaintta,aiad!a.com-e8lgrÍK 
Ihões do eaptiveiro. .2>. / 'W 

JBin rM0BliecimentA^% tfto frande ifeiBa* 
gra,!FSs41veo arigir mBaibôaiOspiflla-a Host 
sa Senhora, e principioallogd a pAr/ém<pnai»; 
Ma O' 4A ^rofiidta^ficonièbaHlaate.magnlfi- 
oeMrfa; • pòpte <i iborla que IheíaolarevBio» 
oÉão ésiaiMi>eaiieinir Aiel)iia,iqaa fleotittpe* 
nasrna capBUa^s4fcòic! ^^-^ • .^<!di>» >4; km> .• > 

Di^fifitea toina«:á am^aonia a eènrlosio 
da obra, e acabada, a efmida, 'foi&'ella cqI<» 
looadá a>l^ta' tòiafBmiiqBailQjjD; pnMipioa 
a idHtàr mnitotilDilsf res^ e lift grnnáss m» 
ra^fjíMias, ' qpetdhegatam ú notioia dei Philípf 
pe ilii/. o fiial i^aadon' dar^i iSenluHia: doía 
arrobas de cera em cada anno, páfaa pelo 
j atai^uarifikio.ideiSanlireBi^íPQr moajMÃfiío 
qoalhsíjecmqdia «siiídraadayaié aaaMíS^i» 
ms^ \ >maií.4q[K>isi'*cí. masoUo Pfailipiie UI * 
fezfpeifMtiUM' -- •- ti' ■ •> •''''"' >: 

Bm?}aMl»o de Mi^y-veaiDai) U^rtlei. 
empengo-da lida^fea o.»idateimaM0ill^Mli 
3Ii4q dito ;pM%e> por lelfo jD8lilQiiir«mtvili* 
Qiilo^*i'ao qsal ■nintodaa^as soaa Hueada^ 
sendo* a.iptfiiiMirajOipnooÍpal,íA asaíQuíMlar 
44 Ma8SQ|aaa;j * «ik" • i; ••'• /mp ^( - mm{ .^f- 

Eram estes fidaÍ0aa,i>pa4r»eiroa doioíaif 
I v4nta4aiiaoo]Mtot«laL9ariBbaii<(9odfreaiio 
s^iUlailot^aia eapeUar4m6r>^ a jqnlt D. Brt^f 
tes..qnartiiniorga4d> fleasse oiif(gado^^40ip»i 
droado do convento e aos sens ettoargoi^! 
(pMííeiMa aaMDO feia anjiniiea» ijla<'rdi«i- 
frto,i!p*rar«^,ndigioa#s».i» nd moio. 4a trig» 
aiMOQftfféis, imra dioas «Mroraifm^ qoemr 
saasamilielaiaiimaf dds paèroeíaos. • 
.(NMtdvaiX Boitasifliboa 4o aas^ Qaaamfi»>^^ 
tot patoíqatí aomooa para;primeira<«|aeetf^ 
asaiiMiTliMi|c^aD.liária dajftlmaidAttraiit' 
dôa, e a seus filhos ; e, na (àltaí d'elka,a sea 
ii«MiM)niM>ci0eD^a«rrio.do.Almfiidyi.i.: /. 

.l^BtoofAa:4ieste6» vqiu<a AHoqio 4e Bri^ 



992: 



HBS 






■ • "'i> ir 



.••/i/i ij«j* íj 



■tWíi.".!? 



do vinculo» causaram entre OMis^úffírtVLh 
tet, dftmi|nda0(iaiGaiiÍçida«^i«iQ\eiiio<tte 
NosHp ãiaBboM;lab nilècKbni|píè%« a:««|MlU> 
e0qiieeida«iBab»4oBada; iftbtpíndoiatéftnFii 
YirjdearreoadfaLçao .âaigcpoDM aiiwyniDiiiifr. 
tos de lavoura. .uii^vjiq.. » oL r-^ixlj 

•ilWD»tlEniH|9'4B Í70â^t6BaÍ:O»jiÂtDtll0Íll1|[O 

derSbvsBiPQranbilasoirei^^ paeifie^spM^i 
siJâdprnd'eál9iiru)9nilcujj>{;';dnq o ,fiioiin'^ &8 
o íTPtiihfíi etf9íAàdin(iiiniifiUk02d6#jBaiuuM 
annoS'iéí>klaite^^eaoridA D.iMferi^ GaMM) 
de íBiKo)) aiquah fM/atodmiD0Uídii4b «ffaia. 
moléstia de olhos, e os oieiie«lj:l|«a conM« 
dtei|iplicflratti parara ewaidaidDenià, fie 
ainieBÍbàr]âcdar|Unralílicai;!)MJ'.' i; > ,>/! * • í.\j 
iJgi|iflnmi»gejiiDaByd< iffl B p dmoija<(gig AMatm: 
dunatiMiosi iMlhoiiw^iCiftrte^ieros «daim-^. 
]iilJi^«i9o(áB]9m[iloiB<riBidlsi^o'íbiiipQ'aoMt>^^ 
d0cibíi«atiiib> dk iídMÍitB('toi.|wÉUqt aÚQllft «ij 

^^RMi4iAm cmiivaaB ^daífãenina/teúi i>Í6bid^. 
»kʧmdM ttdoBUn mafioi edip«e«adiéipffBf 
jadiéiaKmttiMípela iDidlciiiai<^:»ataBndo<Víâi! 
tradição, dos muitos milagres (|«aiek)iáqa. & 
MÉiik^âKilâft (Att >«#elttt ide Menfjanáí a 
MOtaááMDitUpiaíÊisboi^i orida afwoUbcaram' 
8(lbr6íi«tiui'itRtosi, ^ilroai:er9ai:pattb jdnld 
d^^nv^dienlna^iqiM^sófooii ò «pntactgjda» 
sMia^ cimaiesiv ipoonqpsBú^noitali^lâeidhf' » 
em poucos dias ficou completaiaoatdrBatt ée 
tdda8'M8caia|aiif6ipitd«|ltt6;i ''>''^.< 'n.'.i.d 
' >)9)iiV64ocí>^ -^M f mia^ enUtaMnbididar 
itCS,è( Rodrigo id0'Sodst|'>1èSiiiaiat^llQjÉOi 
a^ordiíiáiiiei-pkra^^fiaei^lIc^iiDanAaMq aoN 

tlMnniíKSMri^ '•íi'^'< ^''>' '> 4^}n')>^nn. (.b ní)!',!!! 

'Fiierafxi^ (f pie^ta mia è«á^âiiiéDÍM9')Uii9> 
nmmrfo» à eapeiltf da^^iibtim, ^piatiqluiiiit 
niaiiâiida^vaMxiirMr;'^^ íam^^^mí^^^tt&kç» 
milagre (^«da» oérm diij I^uHariat Castaia)^. 
e«^)bim&p6Kc(rfr6afilòdoai<aèi áirsdiam^de 

]i»ft^8&a^ dio ciiliOfeiaBf^nnnrteiádtpeM 
]i(id«»f«im'SéDi«iniiáGte0l^]^^^ 

a TestãMedev*yiJ ^n ,-« . h /.'i'(i ^i'--^ /. v) ,* t.[i 

A imaitémi)i''dei}aBp«(b&iiooi 4ídi^ip|jmr»i 

ros«i eAculpuurI esitpdva» ^eífteildeirila 4jhe 



o>pftj#»iH«aà « kiw aVfSÉlMaJvli^ 
ria.iiwiuJh»eiafcaap^yBi»i#odflfc mmmyl^ 
quês, a raspavam constantemente» a ponto 

dB>jÍ[>B8llV «MÍta'f)ttt8»áCIM5MU)4Mi ftt 

094Muir6ete«ivda)'laBvelh HtbiiáMjdi h^-mi 
pio desacato. .'^^^ 

jasffiia6/x)u;!#ufSAaflnQioiiiii ie 

MBSBqOttMfaeituttia,' ' Algim/rmUiima « 

(xÉRflltmiideiíSilreB^rilhkiMhflaipB a^^mi 
de Faro, i95 ao S. de Lisboa, l:3Mifki|iiv 

I 'i0ii«dt8i;BaMmlDi9íÃí^iaiKMdlM • 

Bit^adp^dí^^áJgaqvB^TiiBtrièto^aaiWBÉiMi^ 

tivo de Faro. .í^*i 

A mitra apresentava o prior, que tiihi 

d0iMakTiiàidâreMiináft(Kob i^i .■< • i 

r ifipJièsatoes.knpiíiyiVnd» pwtNi(àot>#ito 
dWqdè «Mt|« 4a»'ItoêíBa9«rQMi»tirilll^aa 

í^láftsqaiéiridloBtí9e.aa)«KAtndaivd« AuMi» 
6Miaiiilè,.qM «èlà^ieolNiEld <Bs<i if < ÉÉH ft^ 
roMnb <dà^ialtepoMihtií)xaIfigaatM^eii 
algumas fontes ^tgnàs^ttoik hbriáiL/ < «^ 
^Diai^paiteaionifi etevadai aatãiMt^- 
■ndaeTMtti^iqnáBliàKiisafllQnieia» > imr í0QM 
(190 socttadè^AiKqaiaiaealioti^dbmtdas^Ji 
báiilailaffli nusnealçjdas^i pbréteaniíl»)»i 
minadas, oí-nn^ii/'-' ,cí".(ií ku .1 r.í.j jmu- 

^iAi«gt)^'iaalrtalé.iMlt«í?aali««L- -^.^ii' 
a;Osié)ztiho0iâàiuiMâi{iè»i(iraiÉK:^dií*'i^ 
dftiagnji9<t>'«»»d«i>nttiitta 9l«iâa<>inÉi49 
cabid».^ AqMiM -.midíaiii^ "«éna»! aiM« 
4001000 réis,— e estes, 90 moios de ti(|i| 
o0litd^ikcMnaaúaiâ0«|Mie«ilàlWWMM(l 
réfeiauo abi4iBb, M|MOiiMa«i-éc>d0» gaUi 

iSOMOO^i^a^^^^i^tfs-iiMliitottaKWmir^ii^ 

Calculando o alqflMlleiidiilHm)tduié 
'e'/ce^âafa'4iOft(Véla,r>3Httfajntfi«^ mier 
lannualmente os dízimos d'e8ta>><ll r flibt # 
I mui 4e4fe8'^ool»|{idéi MhlJ 0%4pi ''ié^^o- 
. di» dafeidirJai piodNMtOoHe^^i^^ 

. iAH««fW/eBtá''lMlwt0»ída£tatnbtt 

! tMfr álgdbfqfimitHdMPCiniiN sn «rboil IMIi' 

,tes porcos. Cria Umbew^iiló)giao^iM<a> 

dtf^iiqtialidiiléva^Mi^twaa mentttbinèli' 

diifèl»)lei«aí^igF(Miii «imlhdX} y^^^^ -^^i' 

, ^ RHtiMm^eiii :fl«|^9ía''QqttvgfiãídifTlW 

a^^^i^iigoM;- poriitse^ftliaMteidB A 

BmiiblM«t^/|iáifiiíM^Mlo^:iaibMb^^«^ 

concorrida romaria ao padroeiro, «s;^^ - 



í 



^^4Mé0^4^ 4«^9gi«lAía(» 9Mooikt'P^e 

na serra) desde o sítàQiidi^^rdftoiiMiM 

Fazem iiario» d'e9ia^^ft«fiiMlih >as 4l4fim> 

A fregnezia é regada por algumas rihetf. 

«t8,(«nNÍitaaS(||rÍllllíii^illiÍ^-fimriRrawe 

1411^990» ifíMfidoeiiimA-annadtea^ 

qne vem do «Mjifi i^iMMmà fte0|eibt4% 
S. Bamabé^ a íaUtcmtWftAlidÕMieií^^o 
N., e.<a|n((^iM^A:UftEMmtt,<JllBtaiPn«( W 
bMjMiffiiii» 4eínSaftt:Aoi)%(A 3iUtoj^è«iP8 
do povo. .oif .1 ».f» o ii 

jAkiÍe;^Bp^inrfefeAti4a.Jlte't^r«i«NL A 
llétte se no rio d»v8Nvfli,*M «íUft tol 

S«MiiKNÉri(L.Aií«qa#^miu*ffnif^(Ainko 

l9R|ei%(^olmnlndO|,«iaivteh9r^lQUt|Oin • ,i •« 

6i9^ ft*efM^>fmatria<jam<iii«iteAM^ 
ftndiíiOitNHr £ttMHW2^iftWslft4tittAh 

a4iMMsiilq<in»9ii oisju^íàsttpih ^qnftiiw^ 
dtnWiP«;»ami<«pwMtaii ««« jurr^dfliMi.ir 

^KttTHMV^smjqi^ MSK|d^pil%WÍd01i 9ki 
gam» emqaanto não chegasse a 10 moios. 



f) 




Vfftnú^úOípmkmmMst^^ JD«rfl\a^. .\ uV) ^^A'\\^ 




qpÉAi»Jti«ilolVpl«i4idlK«* lMa«M«)OMBi 




(MHIBBE;ViK«|^iM «figo— o mesmo 
«^ <ÍWím9ff 4Bi 4ím«>iE)fÍ9iritaal. (Vide 

le^aWdV .CP91W-T]e9fftagaez antígo 

-•TMm^«ipi>e9»iMism^ (typos) 

e Ai,!QWis»<lA0^aa^jeHpp$«ai)H)| detypegra- 

|IEil^n|E-A4Mni0ie,mn «igons antiquá- 
rios qne o offleio 4MIM^II!ft<#iU seja tão an- 
tíg»i<W«e |k IQqiMl^ía,<MriM»Q^ 
gnam alguns .4irt^TMmi^(IIQPí»T«Wlim 

de D. Affonso Henriques» e, coiw^f4fi^b^n 
: gmiii'. a, isoi|fliyMlç%èj4ft)«Ki[to mMMÉ * 
SailtftiCll»i^«4oi«riWfteflgi,4A9J^; .• viJimco 

firmou tfqdwi)fiaj»iQirt9l0ií«4fl«ii9^^ 

d^.i8«iíiiiiifiinftgmted«iiii9bffii4& iMtein»- 
.i«v> ^í^M^idf«^oMldM^.)git.>aMigM 

JM<^^8^ivwdOH;iiwi9npw4<»» 
yiU(4atAsai|^M^^«; A«>Itoifi9,v V, ...u/ ^- 1.^ 

n^AYirdMe.v<PRi;n'#sl»| AttSiUste^daHn 

;iu0i«^^epwríN4M> taiiimmf4iir0^^ mk 

Ul emprego dM9Me,<will liiar!5Sj0Q«» 9Wh 
afiiMa»,4|á.aih)l»Í«adexd^Boi|oão i^^ 

toiM; laMIMF^feq^^sei^r^ilaftfMa^^ 

;m«ttrMal(i^fiílBeioAliaii0f^.(RM«W'<?4^ 

iQ0k> Tawteoi Mw^iRf^salAt^'^ ^,4' 

< No reinado 4^(04 i«iq»ll^rí9â^ «Hf (Ht 
raia[>sias in e Hg ift i ialaeii|itoB<i^ 

' >UKfc t«ÍMdb ,4^\D^^llMíl4 >iai9MMf ^pv 

misi|Mt\lQ«g»\d0'JM|p,nmiplii^^ dec,r^ 



•x-.V.^ T'. 1 



pag. 73,oi«k>iL9ola0.Melpftie4i 



iveram mestretHMdiAi' v, -^hr;^ .flAHaP!!H 
^u • ^'"^ '^^^^"^ " oflfbniilip|ill(iDf>M>]^ilÍ%i 



Mn. 



cmp^iTf 





•.•"!.'•• : 




' • * • ■ » 








-í. IVÍ < ' 


1 



Umbem foi meàtrenflk de IK 
Idâo fV^é fSi ^ 'dÒ6 <^ o 

iMV te:l9i0^j », oènio>iM8tre- 
sala, assistia ao jaraméttidr 
do ' rei; ' éin 48 -de •^déEéaAro 
' d'6sâto «rnuy.' • * > i 



taml$»ã]itftéra«itti«strMSáíM. • : i' '•• 

ébftinedá t&efta nm^tí ^mi^0 ie ^èèmào- 

■iSVáM^l^rtiiíiadi áfitlgd^ ébciíltii; 
comitiva, aoomj^anbaaMhtd. ^oiildf^biMttí^ 
M'iÍD HoiíBê êMufH^ tmminiêni&i}, mst^T^- 
rt» Nói, €aià& petwúsr Lán^ da Nktà iNI^ 
^iMMflr. (GOitetdèLidboií^dé^taM^V '> > 
-'IÍ0SM6l--ponàgllêv' aMgé^'di4fl!ttidáM' 
d^i Mrféiífo, \xMP9í; íÊÊÒáèiíH\'t^^ 

$êré^$êgm^ èú^é mdni/qii^^tíb $9ê^i^ da- 
MtiiWéêPríkta taá't^Mmad(tí»}^piçôaaf 
sa mesura del&ê'hmíimO>réiiw}^(>aíihp^' 
fiii^' evMla dtb kmà MMA, ètfé'iMr /rMa 
dAMÉ.^ tMmiMilfb ãè FoiMm Oi^ IhcMU''' 
rMA dâ^^aarda; Dde; do m9i) 
t«l8ÍRà <^ 'poftat^oi «fttigo -^ ttedMa; 
téMkH'Mtata«taak»i^af (Jo^^Mtfi^oi « i<f^' 
fèkUéii ^FMtihory8'ímUx)S!'ÍÊiàek^a$$,^kí^ 
âM^Míi^fmíi^a.&cdlçadtyeaimk-as o^* 

<tf amostram (^rom malicia em $téèsmlâê$êf' ' 
m. (M6.iloSiltè8;d6 at)i.]l : 

dade, primor, magDaniniid&âé^ «lo^^^S^ d 
iiÊe Èêíámi'$eé fitíãb pééfeii9, tímmal dM- 
Riii'^p^ Ihê Md tí9er jtílSçiBÍ^póiè*thêip9r^ 
àikK^ Bt-B^ por^ mm^íMmrãi»'4^U&rfK 
deve-lhe wUro-sy fazer direito do twitff» 
ofêééUtínrfcMiú. ^Jod. âiiroisi Lilr. V, *; 1>) 
MESURAR— Vido Menmkfãn v^ 
"flBVHÚâBt^ oti MSfKâBS — portugnez 
aiMgdfiMa^Éiifdo^^m' ardMologia e na- 
mismngraphia— o metSK) «(ao medalhas, 
jModaá^oittidiàhoiío di<'dttK> e prata, por 

0$ romanos Ibo chataà^iWíl melalla; oa 



zUlftírilÉíifMíbw 6 ós iosiMM^ meUsÊit. 

Em ili4 venderam os monges de Lor» 
vao^vttb-^eifta ^áo^íáhátti Juia^ i^ogi^Jalla 
3:Í»6éro' èM Gdifdbra^ X^ 1^ p¥kM4â4á 
Imthèakê íÈum»(dêz:ÍfiiAoi^^ 
motheMs maífltvUlinB/)- ;, 

No principio do seeoio XI os mAmw 
eram as oioedas maloréé de ediia 

HBtlCáfi^Hioriagaèz mitigo ^ do ihki 
metcai:Qtítu^ peeb qtte «savuh4is*««ni^ 
(fPtíáM xmk dfttctta i^ dõiÉr'to»9di. <0f afti- 
miMi^mktoimeMíwumíxií^ ^4^ 
nha IMOO róis pwtagOéKoá. Ikièad«;> 

òR^'48 'e(nic9h<m pw Mfíta-mãieifás dkè- 
rú,peiôdi£tefretVllfoíMíí[qtlBi^^tU0 met^ 

'MuiÊiiitíaiiè^iêêisê MA^dà. (CtmnieiirdiiU 
MaiHiél, |»èr iDàtÊàítí daGòés^ pam Ia tf)^ 

' Of \<' ,' '■•kl' ■(' I '! 'i» •■ • ■••''if 
Ol,)' • ■ •• '• I ,> V ,, I T (1 ^ 

' llSftoO^pérttigQM'afltl|0()^aiéMQ 

niBí&ÚnRA ORflinBit^fiNsgftélia; át- 
gaNe, eoM&rea dé 'Lâgo^cdocélbo-Mtiib 
Né^ de t^oÍ^tidi9d, WilfiilcÉttiett^s dl» ffilQ^ 
,315 io 8. dé LisliM, 4lé íb|j^ • < 
fiaii98f^inlli«tt41^. - 
t)f agitr 1f OM SeMdfa^ da Á^omptao. 
DMfiado dò Ál0Uivè,idi0triGto tdinittltin^ 
tivo de Faro. 

A mHiMi^apre^atavao em, ipie líib 
íM at4lieiMs.deirigov> ' ' 

Omidr^^fltt aldefaj^«ildadfr liá òhtffli* 
ca, emiÉàiallov^vièiidose 6 Iiat, (que li 
fica á M klloiMin>t ao^.)«*4ia-eitrada 0b 
vaè.dd t»a|[0^ para l^òrtitniò, entrou li* 
bdimiide reu^mí t ^^Arã&; Uf^iX^ tfl.% 
iBSiQiaOiy é 4iWaBilyaif'de8agdàitf'tto rb^áW 
vôit liai pfikiíeiíu; tiaiiiifta ponfb de atMi^ 
Tiáv de^tiiteo^ ia tW mmros dn^tldelti» 



' tV r^. J^èrDaháo, de Jdadteitai 'to 
:(í8i\SbiiyDS te'oa^b8,i SÍ{ ãe jtíífad OèMIl 
qttia dlTd «Maétiao» (iraéMdff ti0r?Idt'« 
pmnia 4o8 igiwdes aanfiooa'pro9«4iM fur 
el)^ ipiate9tai|^ 9 ^i^rplW .»<¥ AffS 
porém os monges não quizeraoíi aceel 
niát^ do <tttto a éfi^ dé S. TMi^eJ 
casa; (Vido e«li Ic* de paigj<8ti^>d» ±^(tíÊf^ 

^ ? ,níi seibe X) xi^me. ds^epOfíoeira ^ 
áé iíatò ad&tfbg^r áT^exEúeirk /m& 
i*í, líéia^õéVr^ii od JKfl^i<0M W W" 
regadourOf qoeé^perto da^loido^ffio.' ' 



Ué^'«o)Mn lancfeM 4e 400 |ynf)o|M>te 

Portimão ínictas da terra, e moita jubii^ 

em]ffwaelkbri^da...rtfM, .nf, rfnlíT..:) 
, A qoa^i ec;aal 4iftt#Qçia lã Qi^r^ j>QW^^ 
t^bem (te dola.aFeoa^.^oJbre ó Arj^v^v^ 

oprta,a estrada Qaf;^Lago8,^eaté^.4 W^^mii- 
bom ^hftgayn lAfw*rhÂ# da lotação das ontráa. 

eparaoa,me8mo&flns« , ., . ., ,. .\[ , 

. , A.^OO fftetro9 ajtkaíío d;efiía,jpQ4ta, ha,.iwi^ 

bom embarcadouro^ n^ai9 pri^^í^o 4oMPPXt9» 

no «itlQ da3 Fctntrnihos^ offfif^ i^tá ^ína i(ipia-. 

t^ moito abau^a^ie. de iH^ ^ ,âf^a» qne m4^ 

Pro^ipo. da3 JPpniMinb^ lijo sít^) êban^o 
ftêifuita^ 9ei ^em-xuinas de edjLQçjp^ ^ti- 
«qgiú^Wi^i, feito;» die fmvúgSoJakOífj^séo^ffif^ 
lã^nimantoa à^ii^f^eoas. c^l^ i.vmpi' 
Çftda £eU^. S^ 30 sabe o- qjgb^ aqoillo.^ 

'K^ m^lfemí.da fU)f^f •e.ç^íejidep jfor- 
o^uoaa» caiQ|)Íiia8 mpito feitçii^ assíii^ ç^ 
qaa9i todo o território <b /regi|ípda^f^^ 
abooda .ejDi oliveir^f âgúei];fy|^ e. iqanii^- 
neirasy queprodozem bastante azeite, ^qlèf 
de mamona). Ha por.^tqoi ^nnita caça gros- 
sa e miada. 

A egreja matnz é um bóm lemplo, de 
irez naves. 

Tem Misericórdia 6 hospitsi/eòm ^^OOÒ 
réis de renda, pára tratar os jpobresem soà 
caia, porque pai^ o hospital plíô vaé niá- 

Fa2-se á4m uiná grande e conêortídlssima 
(e^a, chamada de S. Bartholoibetí; qUe dti- 
ra 3 dias. '''."'*;". 

Pelo' terramoto do l.« dé bovettíbi^õ '^é 
i72K^ (leoa esta fregaezia isenta dás flesj^- 
çiè e das eaiámidades-qiiè eHe éattaoittá 
ttaiòr parte do Àl||aírve; aípeoaií a "BgM 
áoÉreti rikmnâ eoisa. 

nt sfqtir dois lagares de kieite. ' ' : 

A 3 kilometr6i^'a{fHBL4éá!a èrWinagiritt 
é«HPápMKrwqibf/>OBdb faa.«lnaí bonita qiÉhi- 
la^-eMp^oas easasrda hatjjtijaii. . 'jn*- 

iMBXILMfilBft. IHQiSn* MUUaKEI^ 
BmUL SB.' MBXIUKIBIlá) DOi rC^BMQáif 
MOn ;(oii éar AAn^GâÇáO^x^deia, \Èà^ 
tumÊ^ Éragaezia te copeeUm és ytíkà .Hbam 



i-i,' 



SOS 

la^id^'prilik»gi0 d« (mfo-dawemíOJkAoei 
z«b|»iK«^m«^i4il»aqÍA-^i»wm estabetar 
cer se e morar#*fikMMi(í»S'doia mm»^lK« 
iflMw (iiÍQMiilovfiriaiis dft.trai|a0 onalelre) 

ViramÊkâtM^ieim^ d' n w f li < i su n o» a 
vaf|!ieri«M0iQ:diir/O|iiiMMida $íkriMk.iComt'i» 
fiiiíiift;4frtar o oQgMmdo,.iMHr wc «fte^k* 
tio Q Mffi aefowmtdadd pata a ^arveg^lo 
dwgMieiqaiio paiv^ 4o pescaáo. i . . .^ 
' A MPHirgevi» eafimdai.do iife PerHoiMk 

vem embarcar todoaiie pMtuciPlhdQe.aMT 
eelbiiiQdaieiiveflkUitepe. AlboMr^ qHfifi- 

€iiia<tJtííki*río»uMri«c ..'; j í- ■•• . '..■ ffn 
• fiifia^ibltaveirQfti^ NJb<dt'(oiio.4>.«Ni 

Ot êi«iaMM^JMi0.pfai4mossdo logar # 
efliharQM«><pbamad02)MKnW.) . 

\ 4}oim«i)im #qak amiti» smbai«aoi«« iMt 
c Émfi ie oMMiifeimiiiii^ earrtfur flwsHii^f 
toa/ioalMb •m#iiaiiia'A*cai.Qibia..aoMiiáaa& 
azeite^ al&rrobas, e outros vários getam 
dO'|i^D8^iiob9e4iido,. sal Impensado.; !> 
. JM/iei^ '<Ml»'p nn iíi rttr mtti<ft»poTOii*^ 
fb^ ^iia.liWi'M0;aKWiiidaa d»i oaiaa Qogth 
■Mi atmaami» tMft iWÍi^ sãTin^^qm s9iP^ 

baiW ^ 'i' 'í#-' ! .. -.l.MÍ í-J.. - '. :j.ij .;. • .w-t 

Mlialoi I , •' í -: ú." -'ir •. . •! . í>ir; . » »»j 

Pelo antigo foral de Siivea,'tMuitMte Rorit 

lo jttrt|»gt»4o ♦jPr^pfi Uot C êfm fmrtí /n .. 

,.f^^ «l^idaytio^ lAeiau JWii ft«»i4 ^Mpi» 

na Aii t iMMaUtf álip 40 Íga.4Bd sabi^agM 

aftr.fmd)doi |mAe«MiaMi;«ifi0 é^iiii^>a 

d«(^uaf«io>piigaiTi|.sita»' ^-:: 

fTliãfcílM fagasv 1. •. -in > 

fr^P^miMDiaiiielttonQfi Ibeft.vaotdizeFSiia^ 

say* áieapeUaí4a Santo Antoaio^iqna floaiM 

alto da povoação* . >:• . rr !> 

^ < >llii|iHli»hlii iaiMirtla^«witi»íftrtreaa- 

dam ^iMk|aiàlra.tefiaae8QMÍWto4flfe 

lebff0{JMMi:dai;Íi^^!vpMU'S'' "*-i' '^ ''^'".i''' 
(í'fiaaift aifat.i:iii(do.i»* .voJW^tMehciiftt 

dàflMtta;4fifMao aocadMo^avaiiOona^ir^ 

Ddfcgia.giaiaiaantfllhoi^f»raM leaaimi) 



«oe 



geado ir»iilí^MI«ail»»iosj(friiiiM 4la»U^tv^ 
t6Skm mAi9 b^mitíkmÉiOíH:^ ' i ^ *" '^ •'■ 
• No dl» 8' <i» òniQlHW dé^^iTB^éiitátflII^ 

Mim altMará'^ pHiMlí)»è¥eall'D. ^toriòfl #fii4 
^tè^D. Xffotise, dtfiíiéMM, M-.*«lKi6âitrMu 
lè^ae^SoifátL CôMínlfò é Di' Harf* Dievesa^ «f 
do veador ésh ^rvi^jafi«Aseèa(tóiÍllipUm>' 

SM^ddS, ' SáfU do* «€« imlMÍO^éMCftSCÍUBS, 

«ttf^direo^ là^Arrlba^^porliio è^oIMdo )^anr 

dirigiram-se a pé até aqQelleí>flttM|f sidèM* 
ilftigeêtád^ .oWteiiAá i|il»>lto1lwWcÍiaBilif o 

Meves, para atuMlPtittM^ifMkAé/os-jpivlft^ 
«ipéiB ^ réijla Mttfim^^liá Í0WMti«ié à<fO' 
cha, chamada â^ MibtílbbêM^papAm^edÉao 
^4kM^'^'Qtá9k'mê ànt-é nipvrtorua- 
T«k^ fi RtlMaÉtiM, MiMnaitMUfdd faMliM,' 
tfiM« 4l<iiti^9^ ot)yiiai«0lil9Oi1r dentaM» á 



IMIM.* 



'Ai/ «:'.Iij'W j .»*• •^ 4,0i:: ti «'í: 



Os doib'prliil0irbrl»Mèè difiMd»Mifii' 
ettl/ dè9èéMttM>9 Mft-BdWdiftde, « d*ailfrfo- 
riMkpehPMel» 68iMd)roMi • dbsi|i«ad^ 9Biiià# 
«'flr/vHDoii«è'â6r Mi WfaM » d 6a^ai»0to>tog 

cáMIrifo, <ottilaiiiio^^ttè^ni«attW<ii;^o» pHiiJ^ 
eipes 6 as damas, ora tcimando-os nos bn^ 
çoêf ôM att^fffMio^^aié <|lie tadmiiÉte 
ctkigttrãÁiflbllMttlboeito^* mioèé^* 9i Mt^f 
qae o ajadante do pharoleiro se apreitiiMi 
a^sila-lâagirtlâae.'''-'^- i- >" - •--'' 

Qaando^i^ m* D. káijsi K»4e>ilf9pttblii3t á 
sl|!iii|!'a'df »«CQia; dii MoMijilalh/^uij a^da- 
0a«i^KiB; MiiMla pefiRiittUi^JBtf ta}iidà«nf 
«oíijpfiaroMiiQ AoèVM'dt muH Né^iAdiNiâi 
a^llett^^tié a iiwê '^mMl ; ffèrém dtflMMi^ 
do a sr.* D. 6abri^t#(|aé*ite'ÍMiiN(adMb 
tinha tomado banho com alniri MMiâ)'ctn- 
eovdm^^htão o-ajádmie do ||ttr«MNi;ítne 
•aqaiié diifia' «iiehc^, o ipiè dle^éèd shi^ e«« 
ganado. ■• -Vv'/ -q ;;:• :;r. 

flroscviíiii: soaHM8êitai4UÍi(*ttíí|Uto8 
Mlioè 0'Végliir'Connlita'lio>itoipaM4a^ #vsm 
parando poaco depoi»«iiQ^Aã»{)OiÍiiÉitsoiiM 



ti^ã^tMàoÊ^JíL p«nw «»^%à¥AP^<M(nidè 
rfMaiM^êi igtt< ém táribMMo«i4l»Jpi»í 

Caminharam então '^tí'iúéÁo% iHffltetfl 
*íft^ltê^àf%é!ia 'do-lrbxTIhoeiro, fpíÀ^éio 
rfóè^nâA, % éàvàdá èm ãfí^rentee |^átoè;"8t 
n)itt^atidi() t)s biiracos útiiá' espécie 'dé^; 
qttáQt)i< ))ò^^ ^ profcnídidade áproxítibíâs 
a qnatro metros, estando é«rfe íiffo dtKo 
fortemente bstMo trelas btidas, cslSi irei i^ 
eVèíeéntès. '(jr^vt. VfsConde dé Mossaàieibí; 
y^do ^'p^gif iqíae côtHa sna in%^[0stiM» 
se paiisásâligr'aQiântè, ádt^fú ámêsftfi.aá'' 
gçsta senhora de qne seria, melhor totfafll^ 
pétíf^ átaíftjS^^áútJtertòr 4 ' tòdià f snà' 'ààgbr 
lâdíf ítfí^^Jái^aa * étítrtvér' n^fessé swl« 
át^énas itib iéx^edãò de Mo^ è ^éiíKó Ifih 
via't)èf^i^oif|t^/e òrdéxtott^ap à^ldaíátedi 
pfei^òleitof (^élevà^ o prthcipcr Ib.íitç^ 
pèlà inlb; (fiíe tonlia^se cnidkdor^tttiib^úíno 
tonmtefD? AffdflSpT* ftcandb ò sr." *v!síim« 
dèr*lles^medeb 'déséáíbara(^ádò p2tra'ajnd» 
stta^tnàgestadé^ti as damas na dbòèida'ifítii 
ârocháí. '*"- ^.**^"* •'• •" '"' • '"' *' ■• ' 

Cotaio o CammDo alli é tnnito ç9ti;eito^ tl- 
veran» to4ps me ir a.nm e um, a pVbppr- 
çao que hiam descendo; no mais ^stratQ 

d* ÇftM^^iip, poréi^ ?^..í>Ç^ ^^^^' 
Q^enip leyâintarámsei s^^i^^Q^de ajtprâ» 9 ciuq 
taliixm, qae Wolveram tpjlòsaíiajiíos il- 
li estavam, devendo- notar-se- quB a COAl 
dp MçxílíioeifQ ó cQTUdi^ Dor wqiabe^' 
eporo)^ qi;ej^ ^^r^yefpa^eiQ topa j| 3fi.a ]|r^ 
gafa, difficuttando naò só á pâssaj{ôí?9f ^ 
a^ o pQi^ermjíéTfe^peB$o^^^(fu^^' 

: P tí»4M*sdaj{tonitelwiiWt^ 

príncipes, mas foram tçfdf^, 4*0». .^qlii^ 
pelas ondasijfins spa^.s^d^j^is !9:3W)>li4§llte 
ilua,.rD{mm fim qi^mo^.. .. ... :: /. 

u84 a.in^«iDL:)liaiia'9Éu>d9^9Qâter«iriiiié 
então estavjyvé 'qtnl viO' o .^qna^^pasi»! 
viOálftilli !tQi«JA;^ è9iia9i«è^^ 

eòferçsi' i|irosaai4ak;jpâfl/Uh]Biille ilitfsiM 
fli«b6mi:db iÉfaBtb^.^ne ersia'«ite4Bi[9Q:0 
único qae estava envolvido naa^imdii%4iDi^ 
fA .4iliiUM)a}iid«álè dii fkfMíMDm$ÈiÊ/r 



- - T » ■) 
li'* 



extremosa, quatro onda» fff^-ipw j^iNS&Al^ 
forços de sua magestade para acudir f Mm 

Sua m9«Nrt»4ft^afto^Ki79^PQâk^0(i!PMIn 

quasi toda â sM\tliir0ifi^')eki\MaMMuteb4í> 
aiiiítoiíi» d«piiMi»leir%tM49^iB9D9f«pwt»l- 

iAr,««iift»i>«limM vmi^A^.qníiicoatríbiiiiiiAi 
«3|tMí]&Mai il»aJ»dAciie)Peiu^Ovfieii^i]il^ 
amor maternal e o sea ptiiiviadDiaiiimMiTiito 
l^flKiti jl|#^ piwvei)ifdliKeflij!fiaaei{' tcBbMos 

iQ(iPtaR«ida4íHaA^r^(faí9adl^ íIím 

^9OÉiSQ0Miio. Al f^M^ ftol9<} Dl (iaipiWlii 
'qilft'i!fàl«ríarrebAUdiiipólmmdA$rP«lft:}^ 
^das maiores cavidades da rocha. v'\. . ,v. .. n 
t^rAimyisaMb dfilbsçilwi^iesuoailin- 
-daondiílásc^itt-ikbcralidAlpeita^ a púnwi^ 
m}|s«(itt9UiUiid^eiTér <a qo^j^/tMiaHyii 

do outro lado, seoAiul ptfMiila pai«)«D9ie 
o sr. viscaadiíSSQ^arJid«M^aí)JlrAiD«^^lllria 
IkivéiMineaetoastanbMQiefe^ 
8i á beira do precipício, soffctAdoiAioA Ml 
MMpM-Dtt9fe«ã^ ^ «tt(rim>t^dlQ9i«(|l9ti9os 
«Ipeânr iso^rmiiâ asajyMmodeioonBatrajii 
tnediatamente e em heiííâo i)lis,^qBn9tHi* 
BlÍ[iiHi:ilabçad)áhfloaft.iDSúsi;a«: miltefl e 
aafaryir>ai(|i»ftif9i«BiilloMbde mBasonfDrltímsif. 
ta^iYiatDiqiia esMfBr ii.^oi|to'.dft nÉnnlaf):dft 
xcMÉaonè 6iaa!oidériâlalá.fiMlaáariqttariu| 
pitÉmope (ilnéeift]afn^4>iiite4is^}^ ^b 
O sr. \iBámM tòkttmJiaiitlJl^ifÉS anlAni* 
« acf<rd2)ti Mairiximèrçú^oe^du^a^^aim 

pteCJDi^aagttro)^ tiQi^,<íefti-]i'ittftftínmtteiitov 
recupenaAè (as «aiáidost) dbaas Mrai^jpriíH 
eo«^íÍBqáie<89]aimai8pfkAã: esteta ^m 
ottqno int lumij ifue Miiitfliatalimplflí ooMse 
em procura da sr.* D. Maria Pia, e .if ffH 
fatuteque^iUlupéti dB8i»tmageflladei)âa- 
'wkâíiiaasb (|^^^idlEdfa^^(pnE(aipâolL*86&lliBi 

lizmente i^ encoautít)pÊirqaBt^iOÍÉéd9^ 






ài^Vf^\]!>i}hin§i!fh§Tfm:^9^ ai«[«iaolav 
No nHWfflt»ifi<ré«i4»af3^TWiipíir' eihln 

^ cnADd&mMdii wioMeQniiMKlaiir, 
«mi.pmp» !da ftj«da4)tQ(4^#aR»le«p eodat 

ÇHR fq«MMdi(ic^#4«i.í9Oi}iii0ba >d«nMh 
nha de tal modo agarra4ot4^p«ibmiâ|i%lliii 

te»^mAilke (Miiyissmn Qfl«i»¥iiiieDOã;.f m 
< fAi^^íii^iaitWeJIieií^at^n» :«iaA aideaU*» 

lM5»r,ca«ncÍPtt;|êncÍY»Í$f*l«9i||M[^ 
agua que tinha engulido; um só seguia 
de demora talvez.b^fftise^ psniSi»xêàkWr. 
N'este esudoíJjMtf«K>^,r)l^*.a.|i()|piBide- 

do pharoleiro para junto de sud^KgMad^ 

giift:4â>íe9iiqE.r9e -ack^nai eniftont^aitMiro 

Sahiram afinal d'aqnelle verdadeijKbiilIn 

pMd .4ÍVIV Ahfiu vi0oqitoieoto)4jgá»[ii0^ 
08 criados de sua magestade apparecerMi 
VWA^tlxlM^l^tiniM aatoqs ajfiiií 4a jto- 

li6fc»-a><ft(>Gfn<yfc e ^ ig nii «burafii»0f4íp 
tidcondA «riataai fbiMlff4da^^jd*Mioh«i^ 
eccffe^ tliie,dM9(i|| saMm iMAtioihai» 
visto, por causa da \ãiaMie«fc:V jMtUaPElffr 
Bioi pceiÉi|iriftiaifiri9d%i]eiwda;p(«^kM9Qa 
a-iir.^'A#fiab|ieil{ka'<.iií.:in< aii:^U v.v»ii':rm 
Sua mapaM% iiriáii/«ik^ipajia£ftiMnM 
aftwbpaidrtdp dAtNtSiBpgDiMidllfeMijMe- 
Btmdt^fé «9]reiMbvoij)|tfM(f QHMlatfQirJiMl 
aiisa!as»4BSKii3oe.jMwtoB.u • jip r.r;j''i{a . .ou 
'itJM,JMi|BiAa Milft|éi4ne4u«WMfhi 
oMfao«ijaaqiiii<i0poMQii%ap« á?iMlw ,B<n 
levasse uma carta a el-rei, narrandpyH^i^ 
MiiMr^ÍQ;ii0itaieimA|Mta4fr'if¥Dibum;xe- 
ea>b/9atttc«lanid^tai^ iM«(Hii«é;|(âl «elMi 

«ÍBdillMS dlppl»mlplfi(Wiailll:âMi IfitftiteK 

dicaçâo se arriscara nasaivai^tonif nai) 
gmâdab^Lte uriifcliwi MAaMíbtfm vr 

dseiéâilail|arr.»fci«lNDÍAft íijtldMlfis^lItlili 

mflflMné-i a&âilBBR(^atf0ddllMil»ííek]toÍo^ 
iifiemdoj^jpri^i^itfedb a^Mb^MD, nacMMi 
eidai)BQft eonqpftiamDta» a^vtffibNiiiipA! a«a 
ber-seaia^doaiamiitib-qainíiimftaii imrtt 



fii; • ^pani agrtuwi a tida «%iii iiedAcÉ* 
10 a» iMpf«ftet# qdtMi iaMWBla^«L 



< **: I 



i'Í "* 



flto qM !• pagava paf* a enfenaafla i» 
«Mtaira do BustéUo^ jiuito a VoiiM. (Da* 
eODMflM d^aM ttMteiM, de 1317, I9M; 
IMIi^ 1379 e 1443.) 

MEZÍO-i--ft«g««ria, B6lra Alia^ eotttfta-e 
etaeallio de Qufiv Baira, It IdMieilM^ao 
tB0;rdaiiíiBMia, Ml^ao N. de Llilifta, í» 
fofDa» ' ■ ^ ' ^/ • ":í -♦]•, #*.-:• 

Ba 1757 Uttlia 03 CègM. ' 
Oragki $. Mífiael^ iMiiatiioi > "^ 

Mipado de Laaiête^diilrifcté idditiileM- 
MadeTIaettr 

' Mr i moftrféifll^ Éias «ria aaaito gad«g 
e noa seus moateilia tattifa eifta, irosia e 



' aaMadedeBfefliiideapMMílavateema 
foèittelui dlOOOiíéài^eeoiigriiaeopó dtal- 
far.' • >. * '• 

'Éévídeiite «ine a amae d^eMa fregtieili^ 
éiaonnpcM de Mm^h; laei jâa oooaií^ 
qlie^alla teie «ai leaqpa dfum^cdàsMefâda 
ftfflhnaolé^ ea de 4I1mH4I^ ê&ula>dê kmizíOt 
m Al' rl^Mi (VMa^ pag 418, eol. 1.^ 4» %* 
vaii^tnaipaUtivOiéio.) :- ■ ^ 
' W#ea que «aa algim faaipo. npH acr ho^ 
misisMe algnm criminoso, a qria d^tlèadr» 
eofeMcaoelaibe' pfovMlHfc o BOBM. 
' "Naie^aéilaaibafli qaetariae qUdtaedall* 
dMtfos ttabam pvtvikgfo der «oito de ttoni** 
zío, e bastava qae o ariminowKtoeatteoaaiBi 
araMa,para'^'ttio podar ser pieaò, saáSo 
pilM.ertMâ eRcepttiadoaiioTaapeatíffoeprl«> 
ttt^oá'-'' ■ 

'Eiii' differeaieafiiloaidePonQgal^tesba 
aakada lofafei» aam otioia0>de líMft>, Jfii^ 
jNoi' a' Amênkê. É provável que edifeniMo 
aaif gita peneacomm aqalmaa qiie daeaatvi 
oiat {vivilegio/ ' 

« lfaiMiiadod«a9parariaâeaMlda^i7ai^ 
kfn Iscar aa ogrc||a teatría 4'esia liseipeáti^ 
«Éa^flesaeiMol Foi afroiâbada a etralairoa^ 
baram do Sacrário o vasoSagradé^ dè pn^ 
fa,' íboés as boitiaa ^ao wniaia^ r^obacam 
famtieia doiá olUcea de prata^ qae èstavaas 
sa saablrlAta e mktroêrMi^tíot^ de prata. 
Jtaaaa «e'po«tfe tssecferfr « laek^Uego. 



WálkíÊêtú imtti^àe aiiÉtoprmstite 
de penileiíeia e desagravo. 

au-^-porfligiMi anogo-^-viâittL-!^ dos 
sariaiw xm e ST.) 

(Doa.« 



HÁâ^pMilgiita aÉtfga— «tifla. Am* 
hPm MM:d0 mei ós^pa <aaaâqiae easM»»^ 
và aadar aioaiadoH^Maaiaiita « l>. J^ 
menifomça, feito em 1394; quaastMsiiaetf^ 
tMo do moiielra da dlpttidnMa^ 
^ *BtfiiiiMBtrõa dbenmeiíios iTaqaalIa teÉp% 
se di a é M ân í *céiffúrt9'^mÊík •- - 

Bm im dodnasMio do'iBeaMirb ialiai» 
t&tUhf se M'' "JIMi aSfa^na atataii atiilMi,ai 
«M i|^ aaiAato. l(Déía4áflRttioMDM;a 
maUaam qoe aado.) 

iMB^Híiortiigiisi aiiiigb--^a8er» êeriv^ 
galiicisma aatlqiiissimv pvovaveliiMB4aw> 
zito para íertogai peto gasedea<Q nenurilh 
doe, 00^ depois^ peloa ftaiaeiisa do eabde^ft 
Hémiiqíie, tía piioa qaaajodaraaiaeii iilla^ 
aai gaiftas eontra osvasoroa. ymi^àúlsm 
eez Missire^ ":• . • ' '• *' ^-^ f» * -• ' ' 

ilfiiia^fttigMiia) .Béifii Beta», eomáltt 
de Pinhel^ eedeelbodeiAlaielda, 70 kilaaM^ 
trot de Visei^ 315 aorKdei^lsM^ 5Qlsfaa 
'-rBa'ft75'7llÉto4Qiògéai 
. (MgòiSaato MNaÉio.daLisiaa. 
. Btopadade Ptdwl è diinffeto adntaftttai 
ttvadb<6iiaáda.>' - - - ■ ,(''.. 

O vigário de.&Vitaeai» de £aaietio-ltodi 
apresoitivaocMa^ que tfbbai d#50ê rtis^di 
cettgraa:eo.péd'aliar. í 

Bsial fregnêaia^^fói do'.coBaelbo)de)CaBlab 
MsDdoi qoe.iem li855íbiaQppHq^ido;pssi 
sándo! todas aéfcagofifziaa-qaa^ eoipinialMi^^ 
para «{ ooaedko deiBabbgal^Bm dcseadxa 
de iSaa, pasúma faicr panèdo «onedhs 
deiÁtoeMa. ¥lda£aKM(0 Umá^^ t- * 
í! |[U)0B$4f^ílregiieaia; :lllttho,. mmarea s 

QOiíeflthoitie Wrcdl06,i45'ici|oBFaa9a aOidi 
Dniga^ 395 ao.'9L de Lisbea, M I6«ML o" 
..Dbií^57 tiaba 7ftibgQSi Oiago 3u Pajpsb: 

>Ayeebhpado:e;dístaioto admiiiistnilhDydft 
Braga. .»• . • ;■: <í -.i' ,..•'/• .'^u :i- 

'OMtor. da mosteiro dòq atmegoe soddi* 
realle'3.>loãq {Bvapgeiiata . ^eqrasX da ddsás 
da Farto, apresentana^^a vigastev^qo^ ^obi 
tSm dOfOQO eu pé d!aharw 



> ■' 



a ser, com pouca A\fíet&^i9^ q f^ goa hpji9i3e 
iU Q i^piQe de ft)(p0(fa-omo. 

Fiírt-am com os pfouros á esgç^^fff^iím 

{Commentarioê, da ASons^ d!AJy^ú|aeJMli;i/f, 

: MWO^--»ldeia| I)oo(i>/^a. fragni^^í d^ 
^,.jQfH) B^pti^t^ da Bfdv^çóaçemp ç.? fe- 
loimetros a ONO. da villa de S^ljírf d(|i,.çj^)fl9^ 
do .coiice41]\a do CasteUq de Baiva» c^ov^ca 
«I 23 JcilooiçAro^^ NQ. á(b Âfpupa, b^pi^g^e 
ái kiUm^TO^ a 0. de Lain^Q» distríc^to ad- 
jpiQfatrativo e 6£{ kilpme^ros}^ NE^ de,4yç4' 
roí 23 kilometros ^ £..do JP^rto^^iO^o (f. 
de Lisboa, dO IjQfQS. .y , . 

^,Tem uqiif. c^^pU^t puM$ç«^ dedic^^.a S. 
^mxet^fp,» pôia .particular, .daiavocaçao d^ 
IJTq^ Seubora» na casa. do ^f . Lq^ JPauliop 
.Pereifà Pioto de Almeida» o maior e maj3 
jfico proprietário d*este concelho. 

., Situada ,^m terreno mpitp aecideiutado, 
spbcç a ip^rgem esquerda do Donroi em 
frente da quinta da Ãbetureira (pregoiíiia ^e 
a^boítído),, da v,*. yinva Aílen, . . . 

É teiíra muito fértil ^m, oereaee, legumes, 
linho, vinho e fructas, mas sobre tudo em 
nozes. 

Na IreutA da^;ddQia,.ba om. vasto azisal. 
(SQsépn^vaydmeQie o qoA Ihedàanpma*) 
Ha por estes sitiosi mililos vattigiM de 
nm^a^o. aoilquíasima, e yanas^ minas: me- 
laHcas, mas. qaasi todas pouco prom^tado- 
n»* Passa por aqui a veia de galena Ae, Gon- 
darem (que é uma aldeia proKima.e ao 0«), 
;de que é icoiroesaiaiiano o sr* viscmida do 
Ffeixo. 

. IKÍo RibfiTQ.ie €m¥)e, junfioá quinta da 
Abetuitaica, M uma mina de cojbre, meamo 
no leito do ribeiro. 

, No mimte do Aitn^aaí, i kUometiio a ENE. 
de Midões, ba ai célebre Cora 4^ JMtmrU'^ 
im pôQo e duas galerisi, do tempo do^ro- 
jttanoa^ ou dos árabes ;vqn6aiiiHfiserftm 
grandes» trabalhos dd.iavjea^ : \ i. <. . ; 

• Baraoe*ser cobr^^io miDaiii}qu4.d:aiHtex- 



Inhira^m;'^ » 



.^ • 



^j .•■»:, -* ; 



:í|.-; 



>?tó|rft es)i1^í(iua^,^pw;pÇo foram ««ir 
tadas, mas» de ;propo«iJ|tQ lemmildfP t^ioa 
mauK*^fl« qnftíie v4^mIin4içios atowní^ Va- 
lia a pena serem desentupidas por umilM- 
JV^,M a^t^A fi»iPHM|íaí»iíi^t|||s(Qrinwte, 

,0,miwif>e$\fL mc<^ifipifha4a, ^qa.am^ esr 
pwia 4e basjM^^ tào durp.a\pefa^t9Piiip 
bronze. \ \ » . • <.^ * 

P^a se .X^Lza^ .ideia da diirez^ f esiapa- 
4», Â^ta i^r o grande, num^rO: 4^ «ui;^^ 
d'ella qipe^ ^hiram ^os c^sf^ntes.. Bi- 
t^ ^ipontmidas |Mlo;(.aiiredo^ea df3 galerias 
b^ maj»,tde ^:íàBflfl% araiqda.nàa gimb4r 
T«m i^em > pwjf í^v.e »m^l demusgo.: ^pn- 
rece.quefor^magoieaiqiMbri^l .' ./ ^» 

MIpÔBS-^-viilat^Don^ro^antiga Bçir4.A|tiO» 
comarca e concelho da Tábua, 30 kilanue 

tros 4^ Yiseui 5^ a Ni; da 4otm|«%^da 

Quarda, 240 ao N. de I4sb0«, «OÒ loi9i^ . 

£m^ 1757 tinha 300Í(kg(iS. , . 
. , Orago Nossa Sei^hora ,da§ Nevcn»; (^ntígi^- 
mente Noi^sa Senhoia do P/autp.) : .i ^ 

Bispado a ..d}su^c(Q: ^admimsttrafiva 4fi 
Coimbra. - .;. . . 

A mitra apresentava o vigário, que tinha 
70i|000 réis e o pó d>ltar. 



A nesma etyra^logfa do i.* IMd^. 

Era um concelho, tóú 1:300 fogòs, e uma 
comarca com 6.000, ^ue foram supprímidos 
em 1833, por causa das atrocidades dos tris- 
temente célebres Brandões, e ficou perten- 
cendo á comarca e concelho dá l^àbuá, então 
creada. 

Fica o extincto concelho de Hídõe§,,sítpa* 
do sobre s^ niargem erquçrda dò .Ifondegji^. 

Pica a ègual distancia dè Gouveia, Man- 
gualde e Viseu (34 kiiomçtros) e 18 de Ai;* 
gani], Céa, S!ant9'cõm))a-tlào.e Tondella^ ' 
, Tanto esta villa, como as do CoWo de. Mi' 
4Ses^ òliveiiitiki^f Candeia e Perfdlada^ to- 
das hoje da comarca e concelho da Tâbmi, 
foram aQtigs^nenjle. da prçyedoria da Guaii- 

Gònfioava o concelho de Mí<}5es, ^ N.,oom 
o do Ervedal (districto administrativo da 
Guarda), d^.qu4 ^'F^ sep^ado pe]o r|9 Céa, 
e com' o áo Carregal. (districto administra- 
tivo de Viseu), do qual o separava o Monde- 
•i»-7aou]S.»c4b9m (O: il8j 91iTei«a< to- BOB^iâl— * 



eis 



iNMafMt eoonMto deídAttkat Itovi, AOki' 
3S0 fogos. 



I •,. 



• t ■ < 



tm i7fJ7 tiotia 189 lÒgtM; 
' Of »go-S. Hignel-ArctiMi^ - 

Bispado d dlsirieia idmMMiUro^de Gm* 
talto Brando. 

jt^oil^d. ■...••..-..'...■- 

A mesada' (MNifleieiíeíaapnsèHlttrj^oYi- 
gario, qbo tín^ 4(W00D «éi» o o pé 4*allar. 
>^08Co sor -UiDa fovoafio Bivito ancifa, 
yois já oicistia no ^Map» doa ttOttros»*nêtti 
ai^o om livra nanlioiíi apoiiiaiiieotoa a toa 
liOspeHo, DOm toro foral antigo^ ommcdenK». 
^ Bsèrovi a^ sMiito^ rovonndo paroelio a po^ 
4iNhe iDfõnaiaçSea (ha maio do mi amio)^ 
«aiM»iiioro<M*iKspoota. : ' 

Ha aqot «una bôa iniaa^áê obimbo^^om 
lavra. .:"i.i :í '.i.-. 

' l*òBtoquo'OiioiiiO'dfoilayévoata»iejain- 
eontestaireliiieiito^ árálO)' ha doas OfykilQol 
sohrosrooaotyihologia. ' ^ 

Díxom aod; qio vom- da paltfvr a aâsvol^ 
itue significa oi^í^ OTittha então asar, jiOf 
i>6ú/çÍo àa ovelhái A opiniio mais flècsoMi; 
porém— e a que tem maia visoB^áa provabi- 
iidade^-éqne Tomtie Aym^ ou Aixa, nome 
próprio de mulhor^^^lgnit^ a f^iomti. Do* 
riva^se do vorlpo dica, vivar. ^ i 

(A- ttial» qaertda 4aa niaihive94e Mafoma) 
«âiamafa-Mf Âkcai Bale- tome era bbuííd vnl^ 
gar entr&os araèes; 

'AyaãAnêoni (que nós dfoiamos i4^a;^ 
%uíi*es), sé ohamanra á mulher de Bcha Uar- 
tim, niamo rol mouco de Lamego.: (Vide 
Aroma.) 

. É provável qtíÁ esta rainha, ou oatra qnal» 
*quer Aiasa qoe foese senhora, ou fundadora 
-dVsta povoação, lhe impoeèaso-^ sou nome. 

É terra •fértil, e h»DOS aona montes SMlita 
^ça grossa e ntuda. Tom1»eai-crJa hastanto 
lado, de toda anualidade. 

MIGUEL l^ALFAMI {S.)^yiá^>ÊJÍêk)a. i 

MIGUEL D*AUREaA (S.) — antiquíssima 
ittiúÀiUi lílnhó,<^oma^Éa, ooneeMNTo janto 
á villa de Ponto^^-Umat- ' • - ^ V' • 



tratívo de Yianna. 

' -^ IgBoia^^e lyifM^ lai snppdmidn» 

Em 15 de outubro da iltt(4éBonlDbn 
'da^en^deCeiar daiiBd),aiaiahafiLlhena 
•^'=a«h iUio,iB.J\jronaoHenii^e%.Í8ena 
daaçUâ A6 áa Tay, aendo aou hía^, D. Af* 
AAuo!]!, da agr^a da B. Ifignál io Aor 
rega^. ' ... -.^ 

' áasignaram^D. Peiagio^ arcahi9|Mitdo Bra- 
ga, a na.epndes. De Eemaádo.o D* fionm^ 
alem de outras pessoaa.da corte. . 

Pof' eiiai feagiieaia^ paaaava a TiainilfUr 
romana, dç Bra^para Aatorga^a tèani agai 
apparaddo iiarJDs.manoA miUiâi»ak 

. I^uroQoqneáfregueaiadoB.Migtuild'^»' 
iwga, perleiMsiaoit a rua d'jita» éa PaiUe (I» 
Pottlis do UaM)va os iogarèa áe Freiria ài^ 
tepaeo, Outeirê, VaUe de Femra$ e ouM^ 
que sio hoje da fregoeda de Santa Marinha 
âe Àr&oztíh: (Vida AfeoaMa) 
' Ainda «xiate (de nertOv por mnitaa vaav 
reedifieada) à agr^. que foi matriz da fta* 
goaua de Aorega^ aitiiada.no iiim(a ifo 8ml9 
úMiBy quer; também ae chama Maiiie 4ê i 



irednzida acapcHa, a ao meaaao ailtf 

estão as imagens de S. Miguel e de Santo Otí« 

idio,.e por isaoinjaiotttõ tem os doia noflles. 

' O povot também dia e^ monio 0:BQON 

do Agra oo Aorvpo* 

Notese que Aurega é waaa freguesia a 
Arcozéllo outra, também muito antiga; po- 
rém a primeira era no século XII muito 
maio importante que a segunda, visto ^ 
merecera a diaténcçao: de vhrem os bispos 
deTny i ao meaoemna vez cada anno^es" 
Mbtar, uma missa t*!eBta egr^; por^, 
com esta obrigação Ihaa foi «Ha. doada. 

Qnanrdp -se uniram aa duas f^egueoai 
(Aurega e Areoeélie)*ioou a abbadia di 
primeira reduzida a >beniBficio rioaples e por 
muitos anobs ainda; teve a segunda, doii 
abbades^uia com ura,^ qoejera o de áito* 



> Q9JEno }â tenho ditok eqa variaf P^^^ 
bispado de Tay,xhegava (até ao. reinado oo 
nosso D. Affonáo V) àmarijetri dlréftá oo 
•Ho Lima. (Wde dtaga:) l>iy fica 80' tio- 
metros a NB. de Aurega. .^o..: ,:- 



zéflo, 6 ontTD 'sem eúfa, qtie en ^ sinales, 
4e Aurega. 

Ainda do i^inado de D. Diniz existia es- 
ta fregnezia ; pois qae, em 16 de oatnbro 
de 1279 (o primeiro anno do sea reinado) 
tendo os bispos de Tny perdido o padroa- 
do da egreja (talvez pela falta de cumpri- 
mento das obrigações impostas na doação) 
a doou o rei, a D. Fernando Árias, bispo de 
Tay — pro multo servitiOf quod tiUki et Do- 
nae Beatrict Serenissimae matri meae m- 
pendit, eidem et Eeclesiae suae cunctisque 
^8ucc9S8oribuSy ete. Dat. Coliníbr. 5 die Octob. 
Bege mandante. Era MCCCXVU. (16 de oa^ 
tubro de 1279 de Jesus Gbristo.) Flor. Esp. 
Sagr.j tom. 32, pag. 1^2. 

Succedendo depois (como disse em Bra* 
Sa) a separação das egrejas de Entre Minho 
« Lima, da Sé de Tuy, e a creaçao da col- 
l^giada de Yallença, passaram osrendimen- 
tos (que eram importantes) da egreja de 
Anrega—já unida a Areozéllo, oa que se 
uniu então — por graça de D. Affonso V, 
IX João II e D. Manuel, ao convento dos ira- 
stes franciscanos de Valle de Pereiras, que 
depois foi de freiras da mesma ordem. 

Jnlga-se que a suppressão da freguezia 
de Aurega, teve logar quando se fundou 
-este mosteiro de Valle de Pereiras ; concor- | 
rendo o sitio agreste em que estava a egre- 
ja, para que o povo consentisse nasuppres-. 
são, visto que podia acudir á egreja do con- 
vento, para os exercícios espirituaes. 

Idacio, límico, bispo de Chaves^ contem- 
porâneo de Theodorico, rei dos godos e de 
Remismundo, rei dos suevoe, verídico es- 
«riptor do século V, e Santo Izidoro, falleci- 
do em 636, e que escrevem a Historia dos 
suevos, dizem de Aurega o sèguintç : 

Os aureguenses são os povos que habi- 
tam a cidade e território de Aurega e o 
monte Arga. 

Remismundo, rei dos suevos invadiu e 
conquistou estes povos, em 460; 

Os suevos habitavam os confins da Galli- 
za, (isto é. Entre o Minho o o Lima) e sa- 
bendo da morte que o rei godo Theodorico 
fez dar ao rei suevo Rechiario, elegwam 
para seu rei, ou chefe, a Madras (ou Mal- 
dras.) ^ 

VOLUME V 



ms 



3i3 



Cmno Theodorico sahisse da Galliza, pa-^ 
ra conquistar Merida, e, depois do anna 
497 de Jeeus €hristo, passasse ás Galliaa^. 
se dividiram os suevos em duas parcialida- 
des, reconhecendo os dos confins da Galliza 
por seu rei a Madras, e os que habitavam 
desde o Douro até Braga, a Franta. 

Franta, morreu em 4^, succedendo-Ihe 
Remismundo, que ficou sendo soberano do 
Minho actual, tendo Braga por capital do 
sen reino. 

Madras foi assassinado pelos seus vaasal- 
los, e lhe succedeu Frnmario. 

Os aureguenses tinham jurado obediên- 
cia ao império romano, e se lhe conserva- 
vam fieis, obedecendo aos seus generaes e 
legados ; pelo que eram perseguidos pelos 
suevos d'aquem e d'alem Lima. 

Frumario, e os seus suevos passaram 
em 460 á cidade de Aguas FUwias (Chaves) 
assolando-a e ao seu território, e prenden- 
do seu bispo, Idacio (que conta a historia 
de visu) soltando*o d'ahi a três mezes. 

No mesmo anno, e ao mesmo tempo, Re- 
mismundo, com os seus, invadiu e assolou 
as povoações dos auregenses e a costa ma- 
rítima, que eram do convento jurídico, ou 
chancellaria de Braga. 

Remismundus vicina parites Auregencium 
loca, et Lucensis Conventus marítima popU' 
latur. 

Isto confere com o que diz frei Philippe 
de la Gandara, chronista-mór da Galliia, 
nas suas Armas e Triunfos de Galliza, livro 
1.% cap. 24— e com a Historia de S. Thiaga 
(livro 2.«. cap. 22, fl. i92 v.) escripta por 
D. Mauro Castella Ferrer. * 

É provava que Arga seja abreviatura de 
Aurega. 

Eram os auregenses, povos bárbaros, mas 
destemidos e indómitos. Todas as historíaa 
são concordes em attribuir a estes povos 
uma grande bravura. 

Os cônsules romanos, Firmio e Antistio, 
tiverapi de sustentar terríveis e sanguino- 
lentas batalhas, e perder grande parte das 
suas legiões, antes de conseguirem domar 
estes intrépidos lasitanos. 

Existiu a cidade de Aurega no alto de 
um monte, qua ainda ao ionge representa 

14 



n 



114 



Mltt 



mu easfello, na margieiii á» «n fio. Br« a 
primeira fregoezia que, passada a poate do 
rio Lima, e confinante (até D. Affonfo 7) 
com terras âo arcebispado de Braga^ se 
encontrava, hfndo do sul» pertencente ao 
bidpado de Tny, segimdo as antigas di?i* 
soes doestas duas dioceses* 

São pois descendenles dos bravos anre- 
genses, os povos que habitam a serra d^ 
Arga e todas as snas raroifioações» desde a 
margem direita do Lima até á esquerda do 
rio Minho, e desde Yianna até Caminha» pe- 
lo litoral, isto do S. ao N.-— do E. a O., é a 
regiiò comprehendida desde as serras de 
Arga e Coara, até ao litoral. {AtiM GereU, 
de mr. Brion, mappa 84.) 

Temos memoria do chefe dos auregen- 
ses, em 460, e qne os commandoa contra 
os snevos. Chamava-se Aspidio. Só depois 
de prisioneiro este chefe, com sua mulher e 
fi!ho9, é que os snevos conseguiram dcxnar 
estes povos. Leovigildus (diz o Rielarense.) 
Aregenses montes igreditur, Atpidium hei 
senhrem cum uxcre et filiis cctptitías dmdt, 
opes^ue ejus et loca in suam rediçfU potesta- 
tem. 

Cidade, simples castello, ou apenas uma 
parochia, foi Aurega reduzida a ruinas, não 
só pela resistência dos seus povos, conU'a 
os invasores, mas também pelas continuas 
gueras que por algum tempo houve entre 
godos e suevos. 

Longe me levaria o estudo de tudo quan- 
to n*este território ha de notável ; mas, li- 
mitar* me-hei ao que aqui fica dho, e com 
o que disse em Ancora, Arga, Areozéllo, 
Gorrelhao, etc^ e com o que tenho ainda 
que dizer em Ponte do Lima e Yianna. 

Se fosse a fazer de todas as nossas anti* 
guidades um estudo mais completo, seria 
elle curiosíssimo (e valeria bem a pena) 
mas o Portugal Antigo e Moderno tomar-se- 
hia interminável. 

MIGUEL DE COIMBRÃO (S)~rreguezia, 
Extremadura, concelho, comarca, bispado, 
dtstricto administrativo e 18 kilometros de 
Leiria, 1£K) ao NE. de Lisboa, 250 fogos. 

Em 1757 tinha 232 iogos. 

Orago S. Miguel Arehanjo. 

ià a pag. 357 do 2.* voL, tratei d*e8ta dra^ 



g«àa; mm^ como depoia obtive mais »^ 
clarecimentos, os dou n'este logar. 

£m I/U6, o biapo de Coimbra» D. Dirá, 
deemembrou da f^egueiia de BloDte Redi»» 
do, a aetnai de Coíiabrào» dando^lbe por pi* 
dreeiro» o Arcbanjo S. Miguel, porque ji 
afui bavia uma ermida d*e8ta invoca^ 
(ConsU de Livre Z.^ do RbçísU, a fl. 77.) 

Em i637, o bispo, D. Pedro Barbosa, dn 
licença para que Qsta ermida fosse benzidi^ 
e para n'ella se poder dizer misea. (Go&tti 
do mesmo Livro, a fL 81) 

A capella--mór, sachrístia e casa de resi- 
dência do parocho, foram feitas e são eas- 
sorvadas i custa dos fregueses. 

A actual egreja foi oonstruida pouco d»* 
pois da creaçlo d'esta freguezia. 

No logar da Ervedeira, está a ermida * 
S. Thiago, mandada fazer em visita, pani 
administração dos sacramentos, em 1601 
(Consta do Livro do Registo, a fl. 16 v.) 

Os moradores da Ervedeira sio obiigi- 
dos á sua fabrica. 

Na Ervedeira, ha uma lagoa que nw 
secca. É grande, e no inverno inunda os á* 
tios circumvisinhos. Cria Ruivacos fpeqiv- 
nos peixes, como camarões.) 

Fica esta lagoa 3 kilemetros a E. do mar. 

Ha n*esta freguezia, um pinhal do moní* 
cipio denomiDado Pinhal do Concelho, aâni- 
nistrado pela camará de Leiria. Produz )à 
madeira e dá bastante rendimento ao mu- 
nicípio. 

MIGUEL DE COLMEIAS (S.)— EsU fre- 
guezia Já está a pag. 362 do 2.<» voL Agon 
accrescento mais : 

Tem as capellas da Piedade, da Egreja 
Velha e a da Memoria. 

A fabrica da Sé, fabrica a eapella-máre 
sacbristia^ de tudo, assim como a residência 
parochial. Os freguezes fabricam o corpo da 
egreja. 

A matriz eslá em um valle, sem visiobiD- 
ça alguma, em sítio triste. 

Em 1699, ardeu a capella-mór d'estae|r^ 
ja, com tudo quanto n*ella havia. 

Foi reedificada,' por conta da fabrica^ mi 
1641. 

Em 1567, tinha esu parochia i80 ftf» 



um 

flivift no^ ttSBIIte» Mità frègõetis, as er^ 
UMAS de: 

Santa MáirgàFfdà do^ PitAoiF», qttd tf9k 
HMfto amiiflr. "^ 

A de S. SilYes^e^ que eMfá nflt- Rlbèfara. 

P«»âÉi dttiDOiíiiw, por oráem «(► btóp^ D. 
M ÉDtnl dd J^Êkir. A de IS. SítfMtre^ em i903 
a iad(^ d a de toita IforfaHda, em fWk-* 
á e«Ma dá •egn^ja paroefeial» iiD|icnrWildo^ a 
9iiá dwioHçiG èm SMOO réh. 

A imafem de S. Silimt^e^ foi pant a egre^ 
ja, onde ainda «kfóle^ e a de ^aeu Ifoapga^ 
riéay efitá em easoide um parUeoiar. 

Bftte meBfflO bispo, D. Manoel 
de Agaiar, mandoQ' demolir, du 
prefefiâfT, lÉnilOB «atros templos 
da diocese, taNes por os jcdgar 
desUBeesBarios^ e êíffitii a eon* 
servaçao dooente de lodos elles. 

A eapella de & Stivestrs» está próxima á 
Vtnda dff Galkg^ Fat^-se aqui ama Mn e 
bodo, no i.* doiniflgo depols^do dia do santo, 
eran mlsea e pregação. 

As offertas são do pieiado, qoe, por tosov 
é obrigado à fabrica da ermida. 

Na qninta qne foi de Ray-B«ri)a, Mavia^ 
mna eapella de Santa Maria Magdalena. Tan- 
to a capeifa como a qnmta (que era em 
volta da ponte da Magdalena, acabada de 
construir em 1856), já não existem. 

A eapella de Nossa Senhora da Memoria, 
esci em um ermo.— Foi feita pelo povo, em 
1628; sendo 5«'i(l^ iíaeawte. (Consta do Livro 
».• âtt' Registo, a fl. 42 v.) 

No logar de Sirões^ nasceu, em 1799, o pa- 
dre Mannel Rodrignes de Faria, que morreu 
cura da Vieira, em 29 de setembro de 1867. 

Escreveu varias obras, sendo uma em 
Terso. Foi o melbor antiquário do bispado 
âe Leiria, no seu tempo. 

Sobre esta freguezia, entre outras coisas, 
deixou escripto o seguinte : 

A freguezia das Colmeias, foi priorado, ta- 
xado em 270 libras. 

fiin 1320, a egreja parocbial eslava perto 
de Lagares, d'esta freguezia. Depois, foi por 
Mitti^ aiiaofs egreja parocbial, a eapella de 
Mkm Senhora da Piedade, da figreja Tetba, 
âl# qcte se eonstmifi' a actual matrie. 



WKH 



2t* 



Ob povos qdè pertMeeram á SLtttíiíst fire^ 
gnétiã da^Golmeias, erátti-^a aeitial frègtíé*' 
zfá' dé Terfá&ii, de S, SHnão, de ÈsflHe, áà 
Oarimgnêjéittt (até ao^iribf d'este noM) os lo^ 
gareêí do» Ve^kê, da Barroeária, de SanM^ 
rem dos Tejos e dos Cardaes, 

A fk^eg^2ia daS' Colmeias, era mais rica 
do 9ie af das F^ijtiafddas ; porqtie aquellá 
pagava de decima 270 líbraS'(9V720 réis), O 
eeta pagava 60 libras <2M€0 réIs.KfJá se 
vé 4ne cada Mbra valia 36 Md.) 

O terrene eoy queestává a prtmHtiVfc ma* 
tnz d'estft í^guezia, é hoje de Anfotíio dos 
Saatest, de Lagares, e esià agora aHt um 
moihbo^ de vento. 

Chamasse aefikalmente a este sfitfo Ctíbê^ 
dó Tf^al, e ainda se vêem vesifgies da antiga 
egrb|â^ que por eitos se conhece e fof gran^ 
d«i 

Ainda aqvi se véemr espalhadas tnUíta» 
oarrada» de* lelhaíB^ pái^idast. Quando sé con- 
struiu o moinho dé veMO', appareceram muf^ 
tas caveiras e os^os htnnattos, que denota- 
vam grande antiguidade, pelo seu estado de 
podridão. 

O moinho, occnpa mesmo o sitio onde es- 
teve a capeila-^mór. á porta da egreja (para- 
o O.), havia um alpendre, do qual se adia- 
ram alicerces. 

Era este logar muito bem escolhido para 
assento de uma egreja» por ser em um ca- 
beço, elevado docemente sobre o terreno 
que ecircumda. 

A uns 1:000 metros ao O. d'esta aldeia de 
Lagares, ha um teso, ou cabeço, com uma 
pequena chapada, ou plató no seu cume, 
que é hoje um pequeno pinhal, entre as duae 
estradas (Veiha e iVot^t). Foi aqui o assento 
da capMla de Santa Margarida, no sítio on^ 
de agora se vé uma grande cova, coberta de 
junqueira, e rodeada de caliça, telhas e al- 
gumas pedras de alvenatia. 
' Ainda a este sitio dá o povo o nome de 
cabeço da. Sania, e uma fazenda contigua, 
também se chama da Santa. 

Entre o cabeço onde existiu a egr^ ma- 
trie e o logar do Barreiro, estendendo-se 
qnasi ató á actual aldeia de Lagares, existltl 
a antiquíssima vHla de Alcoeim. 
' Perfo do assento doesta viUa^ ha a aldei# 



nê 



Mfii 



do CrastOf que^ segoadp a Qradiçao, ó eade 
existia o caatello cia Âkovimf qna ontrava 
na liaba de íortiQcações que corria de Soare 
a Tbomar. Ainda ha poucos aanos aqoi se 
xia uma calçada, e aiada existe ama ponte 
chamada da ViUa 

Díz-se qae esta vilia foi dos templário^ e 
é certo qnea ermida da Egreja Velha» fd 
d'estes cavalieiros. 

A denominação de Freiria^ que se dá a j 
um logar da freguezia de Espite, diz-se tam- 
bém que é por ter sido dos freires deChris- 
10, herdeiros dos bens dos templários. 

É certo que desde a Freiria, até á egre|a 
doesta freguezia, seguindo a sinuosídade do 
valle, a maior parte das. propriedades que 
se encontram, foram, até 1834, de differen* 
tes ordens religiosas; sendo-o lambem va- 
rias propriedades da freguezia contigua, de 
S. Simão, e o logar da Barra$a. 

Os passaes do parocho da freguezia, ainda 
são no terreno em que foi a tal TiUa. 

O nome da vilia, iok mudado, não se sabe 
quando, para o de Colmeias^ que ainda tem 
a freguezia. 

Diz um antigo manuscripto-- Co/m^o^, 
antiga vilia de Portugal, na província da Ex- 
tremadura. 

Hoje é apenas uma freguezia rural. Foi 
habitação de templários, e assim o indicam 
uma captílla e uma quinta, situadas a pouca 
distancia do logar d'onde fora a viUa. 

O arco ogival da porta principal da ca« 
pella, slgupaas pinturas das paredes e vários 
marcos que se tem achado em algumas es- 
cavações, provam de sobejo que tudo isto 
foi de templários. 

As pinturas são a fresco, e véem-se algu- 
mas figuras representando cavalleiros do 
Templo. O povo as mandou cobrir sob uma 
grossa camada de cal. 

Nos marcos se v^a cruz da ordem. Doesta 
capella, passou a parochia para a egreja 
actuai, não se sabe quando ; mas ainda alli 
existia pelos annos de 1740. 

Vindo a esta freguezia o governador civil 
de Leiria, António Vaz da Fonseca e Mello, 
em 1853, se procurou a edade d'eUa, no^ pa* 
peis antigos, que estavam na residência pa- 
l^ochial, e se verificou que tinha então 99 an-* 



nos, vindo a eer a soa odífifaçio^m UM, 

Consta que, pelo terramoto de 1755, ah- 
da À parochia era na. Egriçja VeUn. 

O que apenas se sabe com certeza, é qoa 
a egreja já existia em 1767. 

Os da Egr^ Velha se eivposerain â traas- 
fermcúa da matriz. Para se mudar a piad» 
baptíimio, foi preciso ser de noite, faxcido 
callar um guarda» ou espia, que aqui esUYa 

O bispo que então era» de Leiria, paia ff 
zer callar os da Egrejja Velha, se obrifoa i 
conservartlhee o sacrário 14a sua câ^^ella, e 
a fazer lá residir os coadjutores da fregna- 
zia, que ao mesmo ten^o diriam missa; o 
que durou até 1811. 

Tinhaçi.os coaii^utores que aqni residian^ 
a obrigação de curar, os povos da parte da 
freguezia situada ao N. da estrada que desee 
da Memoria ao Barracão. 

.Em 1849 se tiraram os quatro altares ii> 
teraes da Egreja Velha, e em 1851 se lhe po- 
zeram os dois que hoje tem no cruzeiro. 

A torre da nova egreja, foi constmià 
quando se fez o templo ; mas, dQ calhái^t 
se veiu a arruinar, e foi acabada de deoft* 
lir, em 1803- 

Foi reedificada em 1806; mas só se to 
até à cimalha. Gontinuou-se a obra em ja- 
neiro de 1851 e ficou concluída em março 
de 1852. 

O sino mais pequeno, veiu do mosteiro 
da Batalha, dado pelo governador do bispa- 
do, João de Deus Antunes Pinto, em i83Sl 

No altar das almas, está uma inscrip^ 
gravada em uma pedra, em 1857, que dii- 
EsU altar das Almas é privilegiado, por bn- 
ve do Santíssimo Padre Pio VL 

O cemitério parochial foi principiado em 
1856, benzendo -se em maio de 1857, sendo 
a primeira pessoa enterrada n'elle Manuel 
Francisco Custodio, de VaUe Longo, em S 
de agosto. Custou à freguezia 2i2^ 
réis. No frontespicio tem esta inscripção: 

NOSTROS EXÀUDI GEMITUS NOSIFROS CRUCUlQ 
£S QUOQUE PÀSSURUS GBATl ALIQUANDO EBIIIOS' 

Fez-se o desaUerro da egreja em i86ii 

o espaço central d'ellfi foi lageadp em JBft 

Já disse a pag* 362 (no fim da coL tí 



BHnr 

úo 9.* TOhime, qw nó legar ^ Botiçã, does- 
ta fregaezia, nascen José Daniel RcrMtf&es 
da Costa, que foi capitão de mn dos bairros 
de Lisboa. Nascen pelo» fins do secold XVin 
6 talleceu em Usboa^ no principio do seca- 
lo XIX. 

Esfereven irarias obras, séndo as ntafá no- 
táveis— O almoctetJê dán petas^ O barta da 
túirrèira dos fofó«—e algnmas comedias; to- 
dlâ com mnito espirito, e satyrisanâo os rí- 
dicnlos do sen tempo. 

HIGUfiL BO FETAL (on FBtTAL) (S.)— 
Vide Peitai, a pag. Idi, c(H. 2.«, do 3.» vò- 
Itame. 

MIGUEL 00 JÍDÍNGAL (S.)— Esta frêgue- 
xia jà e^tá descripta sob á palavra Juncal, 
á pag. 427 do 3."* volume. Accrescento ago- 
ra mais o seguinte: 

No legar do Jancaí bavia uma ermida de- 
dicada a S'. Hlguel, ardranjo, que era an- 
nexa â de Nossa' Sétlhora dos Mtirtinliós, e 
os beneflciadiDS d^ Pófrto de Móií iam a eHa 
dizer missa (por turno) nos domingos e 
dias santificados, peio que os moradores lhe 
dáVam certo ordenado de trigo, e ao |f)adre, 
4^e ia dizer missa, lhe davam de jantar; ou 
.meio tostão para elle; mas os sacramentos 
6 enterros eram na egreja de Nossa Senho- 
ra dos Murtinhos (Porto de Mós). ' 

Vo\ erecta em freguetía, com a Invocaiçao 
de S. Miguel, que tinha a ermida. 

NSo se sabe com certeza a época dacrea- 
<^o d*esta'ft'eguezís, mas há bons fbnda- 
mentos para crer que já existia em 1851. 

Consta de nm antigo livro dás obrigações 
4as missas e assentos d*eétá fregnezia, que 
Jorge Fernandes' Sondo e sua mnthéi* Guio- 
mar Braz, da Boeirá, encaram n'e^ egré- 
]a uma capellk de Nossa Senhora da Con- 
ceição, sendo lavrada a eéérfptura da insti- 
larão, 1160 nota dd taMNio Lnis Dlog de 
Aljobalrrota» 0m'étf54w 

E^te JdrgePetuaíidés Sondo era um mor- 
gado muito rico d'aquelle tempo, é titífia tia 
sná própria aldeia nn^a ei^mída (de S.' Bién- 
io) que aitrdà existe/ com capéHIo álil ^é^ 
aidente, pago e sustentado por-étle; e M 
éaé insãmiuná e(^eja db \miicaí tnuà 'ca- 
JíeQa, que íÈmito beW pddfa IftímtBk' 'ni' rfa 






24^ 



Boeira, é porque aqndla era já então má^ 
tril 

Outro feeto que prova ter a egre}a sido 
construída em Í554, é que, quando se de- 
moliu a antiga egreja, em i777, para se h» 
zer a actua], conheceu-se entlb que a cá<- 
pella estava de tal sorte encorperada e trava- 
da, pelas suas paredes, com a egreja, qné não 
podia deixar de ter sido construída camélia, 
deádé os fundamentos. É este facto que pro- 
va que a egreja foi construída em Í8IMI. 
Também consta que o referido morgado 
concorreu com avultadas esmolas para a 
eonstrucçãò d'esta egreja, para a qual se 
aproveitaram as matérias da antiga capHIa 
de S. Miguel, que existia no mesmo sitio. 
Outros dizem qtie a velha ermida ficou ser- 
vindo de capella-mór, é que o corpo da 
egreja e a capella de 'Nossa Senhora da Con- 
ceição foram constmidas então, unidas à er- 
mida.- 

Jâ disse a pag. 427 do 3.« volume» que era 
o povo quem apresentava d cufa:' Segundo o 
Fortugal Sacro eProfam, recebia elIe annual- 
liiento 3S0 alqueires de trigo, e segundo o 
Couseiro, o povo apresentava o cura, paga- 
va 9É despezas dà fábrica dá egreja, ta* 
pella-mór e casas do cura, e lhe dava de 
porção um alqueire de trigo cada fregnet 
casado, e meio alqueire oâ viuvòs e soltei- 
ros. O commendadbr da egreja de Nossa 
Senhora dos Murtinhos, lhe dava 16 almru- 
des e 8 canadas de mosto, e o vigário e be- 
neficiados de S. Pedro, de Porto de Mós, B 
almudes e quatro canadas do mesmo vlnhò 
mosto. Tinha mais o cura as eflèrtas da pa- 
rochial e suas ánnexas. 

A egreja temi um alpendre, como qdasi 
todas as egrejas antigas. 

Em 1777, a instancias do zeloso parocho 
João Coelho de Brito, um do^s mais virtuo- 
sos dò bfspadô, no seu tempo* foi accrescen- 
tada a egreja em fundo e altura, adornada 
éom boas cantarias, e ficou tsm^ das ibais 
bonitas e elegantes ejgrefas do bispado de 
Leiria: t^em timá esbielca torre, com quatro 
sinos, enm relógio alli collocado em 1857 

O corpo da egreja tem interiormente ci^ 
nnàílbi teHI, pai^eé esttiéadas e piitttadas a 
fresco, rodapé d*aztdejos dé dbis metros de 



w 






tecto é estacado, com muitos relevos^ e - 
jHAta4a a irewBo^ tend^no õ^tuo «ma gran- 
ito elipaa, com a imagem áo padroejiro, pio- 
jll^^a oLeo. 9ytar4e No^sa Senhora do E^ 
j^rio é 4e mármore b^ranoo, dourado. O ra- 
.VriMo da iB^U-w6r4 da mie^ma mataria 
e còT^ ^ também doarado» toado dua9 cola- 
9)P^3 da «mármore encarnado e branco. 

O interior da oaptila? m6r está em tudo 
aguai ao corpo da egrej^. Tem du^is sacbria- 
M^ a 40 toido esquerdo tesn n^imalha, t^oio 
asMic^do a variou aip2^(en»ás do gantiasÂmo 
.Sacr^ipentOs ^m r^vo, T^do qnanto ba de 
trabalbo de cíq;^! A'eate lemplg^ é dos aXa- 
mados c^ntçi-ros Joap Jlodrigoas da Silva 
e Sonsa, e dç seiu irmão Jpsé.Eodrigues 4a 
SilvA a SoQsa» Aato^aeado juncal. Foram ai- 
j^ a lau pae, Joaquina 4a Silva, e se^i avô 
^ae asaram o magestos(^ ^n^plo de Kosao 
Senhor dos Milagres. 

A capalla da Nosaa-Sanbora da Concei- 
^Câ^V 4^0 mandou fazer o morgado referido, 
fr^ de abobada* O saiQiia3tÂtuidQr deixou nm 
Jegi^da annual da i2 missas rezadas .e uma 
.Qsi^ada, .a âO réis ao visitador, am cada aii- 
j^ para saber saaa eumi^ria o legado. 

Eram da^ misssd pala^ almas dos institui- 
4i9Jces a duas palas almas de seus. pães, Á 
cantada cira am dia da Nossa Senhora da 
Conceição (8 de dazenibro) e ^'esse mesmo 
dia vesMa o administrador do vinculo (em 
Oovnprimanto da obrigação imposta na in- 
atitidçâo d'e|le) quatro pobres, com roupa 
da panno da lan, d^ fabrica da Alcobaça. 
Jorge Coalho abolia . esta margfido, am 
1770, e com elle acabou o legado. 

O administrador do vinculo era obrigado 
á fabrica d*esta capalla. Foi também demo- 
lida am 1777. 

Nas trazQiras da agrega está um axaeUeQ- 
j^ cen»ite^io facbado, conslnUAo âm iSiO. 

ÍUfi logar da BoHra esiia ermida da S. 
Semo, da /que já faUaL 
No da Pica-Milho, a da Sw gebastiãp. 
No da CftaHpar40| ^ âa Ngai^a ^iinbarA.da 

Todas 7<Qram AHtttroidas paias pniadp' 
iKs 4'MMs iofma, ^Am viidnhafu 



Jffocwiliitp ^09n .adnajjpfftiiiifwín df Hr 
«riao^antea. 

Ai^ma do valia da. ftibeif^éê Antão, a de 
(S, lil^ql, do Pani. 

B a apatia da Santa taftna, no «Mia de 

mesmo nome. 

Todas astaa^ cinco capeUaa são AQftítfM. 

Ha mais as modarnaa aagiúntas: 

N09» Senhora 4o De^emo .(hGjie da Santo 
Amaro) vAUitàUàçtmiíadoJymtUy bcija cha- 
mada quinta da EscaUè^O' 

Jiássa iSe^húraão A»gwro na «mila ds 
Patvotoét, na Cum^iY^* Foi feita pelos amNS 
de 1750, por Silvério da Silva, fidal]^ ds 
Alcobaça, a pessoa da muita virtade^ qm 
também íez a capella do Bom Jesus» de Ck. 

Nossa Senhora do Cçurmo, no VaUed^AdW. 
Foi feita por um particular^ am 1744. 

Sof^ A$Uanio, no AndUo, faita em 179^ 
com esmolas q^ arranjou Manoel Fnmeii' 
co^ da Andío. |^ra jà um. pequeno aratam 
antigo, 4>nda» â noite^ biam os moradoras do 
logar fazer as soas orações. 

jaCUEl DO WtHARAnp <S.)— fre0» 
zia, Extremadara, co^A^bo da Mafra, «1- 
marca de Cintra, 24 kilomatros ao W. ê$ 
Lisboa, 650 fogos». 

QragQ S. Migoal^ arcbanjo. 

Em 1737 tÉiha 342 fogos. 

Patriarcb^o e districto admifustrafivo 
de Lisboa. 

OÍ prior de S. Nicolau, da Lisboa, apresso- 
tava o cura» que tinba lOOifOOO róis dano- 
dimanto, 

N*aí«ta quantia aram av^ia^o» 0^ ímf^ 
que recebia, qoa ^ram om moio da tngi^ 
to alqoaires de cavada» um looal dç viakD 
a MOOO r4is am dinhairo* 

Foi 4o, antigo concalbo do Enxára An 
Cav4lMuroS| comarca de Torras Vedras. 

Tánha simà amiga albergania para visjur 
tas pobres, a cada um das qloaas :daífa M 
jf^is dwiofi, maa AJío poiUam «Vú oitar anis 
datraadjas* 

A terra fariU am. ;o4os.os genaros airí- 
c(4as.4opfm^ a aria^miuta gado denodai 
.^pialidada. , 

mam^ SO ORTEJRQ (S4-TTTJilia,3eii>^ 
AJtii^cfmwo^^/BoiM^Uio 4o tW^ ^^ 



Imnetrofl de Viseu, 306 ao N. ie LiAoa,390 
Ibgos. Em 1757 tioha t39 fogos; 

Orago S. Miguel, archíBojo. 

Bispado e districto adaiInlMrativo de Vi* 



IJIG 



*» 



O real padroado apreeemava « vigário, 
que tinha iOOMOO róis de rendimenlo* 

É terra nraf to fértil. Cria woAio gado de 
toda a qualidade, e nos seiw montes ha moi- 
ta caça, grossa e miúda. 

Era am amigo ocncellio, eom 1:100 fbgosy 
Hpste foi supprimido depois de 1834. 

D. Diniz Ibe deu foral, em Coimbra, a 90 
^e maio de 1288. (Um^o doi faraes véíkm^ 
gav. 11, maço 11, d.« 36, % 36.) 

Nao tem foral novo. 

N^esta freguesia está a aldm de Parada 
4e Gcnta, pátria do sr. Ttiomasiiibeiro,ba« 
ebarel formado em direito, pela universida- 
de Coimbra, e mimoso poeta da aduaUéade. 
Foi governador civil de Bragança e depois 
de Lisboa. 

Para a sua biograpbia, vide Parada de 
^kmta, 

No logar de Parada de Conta, que fica a 
Z Irilometros de distaneia da egreja matriz, 
«tá a antiga capella de Nossa Senhora da 
Concei^, que tinha «apelido privativo. 

A imagem da Senhora é de pedra, e foi 
feita em Coimbra, pelos anhos de 1500. Tem 
i metro d*altuFa. 

Está esta capella edificada sobre uma gran- 
de iagem, que occopa todo o chão da ermi- 
da e lhe serve de pavimento. 

É um templosinho pequeno, tendo apenas, 
114 palmos. de eomprimeàto e 15 de largo, e 
não tem capeUannór, e tem um só altar. 

Foi edificada esu ermida para n'ella ou- 
virem missa os povos de Parada, por lhe fi* 
-caor distante a egreja paròchial, e serem d'a- 
-qni para ella, péssimos os eaminhòs. 

Fae-sa a lesta d'e8la ermida, a 8 de de- 
xenibro (dia da padroeira), e é basunte con* 



A villa do Outeiro é rnuiu antiga; mas 
aio {Hide saber quando, ou por quem foi fun-. 
jdada, e qual foi o seu plimabro nome, se á 
^e lave outro. O actual ttie provem da sua. 
posição sobro uma emitcMia; 



HUOU &A PEDBBIRA.íSO-^frefiieiiii» 

Extremadura, comarca e concelho de Di»- 
mar, 110 kilometros ao N. de Lâsboa. 

Era da prelaiii^ de Thomar (bqí^ patriar- 
ekadtí) e diatricto administrativo de Santa- 
rém. 

E^ta fregueria, que tinha iOO fogos, 3stá 
há muitos annos supprimida. 

No logar da Senhora das Neves, no síllo 
de Prado, que pertencia a esta f roguezia, 
houve fabrica de fundição de balas de artf* 
Iheria, com motor bydraulico^ com us aguas 
do' rio Nabão. Esiá aqui uma pente de um 
só arco (mas gráud^ próxima á quinta iqae 
foi dos ÍMros de Christo, de Thomar. 

Em Valle de Carvalho, outra atdeia que 
foi doesta ft*eguezia, ha uma fonte d'âgu& mf • 
neral, chamada a fonte de S. Miguel^ixintòi 
egreja, muito efflcaz para a cura de molés- 
tias cutâneas. 

Por esta extineta freguesia, e Junto á ca- 
pella de Santo António dos Péfiet, passa a 
agua que vae para o convento de Christo, 
de Tbòmar, por um aqueducto de muitos e 
altos arcos, formados uns sobre os outros, 
e todos de pedra lavrada, quando passa em 
baixos. Qoando teih de passar em elevações, 
vae por tnnneis. 

Tem três reservatórios abobadados, no 
convento, onde se recebem estas aguas. (Vi- 
de Thomar,) 

BiIGUEl DO PINHEIRO (S.)— freguezia, 
Alemtejo, comarca de Almodovar, concelho 
de Hértoia, 120 kilometros a 0. de Évora» 
180 ao S. de Lisboa, 420 fogos. 

Em 1757 tinha 336 fogos. 

Orago S. Miguel Archái^o. 

Bispado e districto administrativo de Beja» 
A mesa da consciência apresentava o ca* 

pellão, curado, que tinha 120 alqueires de 

trigo e 30 de cevada. 
É uma freguezia rica e fertíJ. Cria muito 

gado 4e toda a qualidade. 

MIGUEL DO PINHESRC DB AZERE (Skh^ 
Vide ilff^ri. 

iOftUBL DE POIARES (S.) — fr^guesi», 
Trazos-Montes, comarca e concelho a 8,kf* 
lometros a NE. do Peso de> Atguiw W hilo* 

ràmak a N& de Drap» iOI » BN& dQ for* 



iío 



IflG 



tQ, 13 9lo N. de^ Uinegò e 33^ao N. fli LiliK)a, 
000 íbgos. 

Em 1787 tinha iOi fogoa. 

Orago S. Miguel Arehaiijo. 
i- Arcebispado de Braga, districto admiab- 
trativo de Yilla Real. 

O Partugai Sacro e Profano^ ni^ traz esta 
freguezia, de oerto por esqoecimeato» pois 
émaiio antiga. 

Foi por muitos amios do Julgado de Pa- 
noyas. 

Em 1290, reinando D. Diniz, se proeedea 
a inqoirições para o íoral de Poiares, mas 
imnca se aliegoa a expedir» 

É A*esta ílreguQZia*a pequena villa de Ca- 
i-las <oa Camélias dePotfares)^ qae foi por 
aecoios eabeça do concelho do sen nome, 
qoe tinha 1:060 íogos e foi snpprimido em 

Ainda tem o edificio, que foi casa da ca- 
.mara e cadeia, e i pequeno e inaignificante. 

Para o ojtais, vide Canellas^ pag. 88, col. 
i*% do í.» voL 

MIGUEL D£ POIARES (S.) — freguezia, 
Douro» comarca da L«ousan, concelho de 
Poyares (Santo André), 18 kilometros de 
Coimbra, 190 ao N. de Lisboa, 170 fogos. 

Em 1757 tmha 120 fogos, 

Orago S. Miguel Archanjo. 

. Bispado e districto administrativo de Gohn- 
bnu 

A universidade de Coimbra, apresentava 
annualmente o cura, que tinha 30^000 réis 
de rendimento e o pé d'altar. 

(Vide PoiareSy villa.) 

MIGUEL DE RANS (S.)~Yide Canas e 
Rans, pag. 77 do 2.<> vol. 

mGUEL DE RIO TORTO (S.)— freguezia, 
Extremadura, comarca e concelho de Abran- 
tes, 120 kilometros da Guarda, 140 ao É. de 
Lisboa, 2M fogos. 

Em 1757 tinha 201 fogos. 

Orago S. Miguel Ârchanjoi 

fiispado de Castello firanco, distiicto ad* 
miÁistrativo de Samarem. 

O vigário da freguezia de S. Joio Baptis- 
ta, de Abrantes, apresentava o cura, que ti- 
nha 50M00 réis de rendimento. * 

B' terra fidrtiL 

maUEL BK VILLA BOA OS OUIILHiO 



(&)— Aregoeii^ Traanis-rMontes, cornara • 
concelho de Vinhaes, 60 kilometros dal* 
randa, 470 ao N. de Lisboa» 75 fbgos. 
Bm I7S7 ttnba 70 fogos. 
Orago S. Miguel Archanjo. 
Biepado e districto administrativo de Bn« 
gan(^ 

O reitor da freguezia da Soeira, apreseo* 
tavi o «ora, que tinha 8if 500 réis de côn- 
grua e o pé d'altar. 
Muito gado e caça, do mais pouco. 
MILAGRES — freguezia, Ej^tremadan, 
concelho/ comyarca, districto e bispado de 
Leiria, i30 Kilometros ao N. de Li^, 221 
fogos. 
Orago Nosso Senhor dos Milagres. 
Evito a descripçâo d*esta freguezia, co- 
piando aqui o que eetà escriplo nos aiuk* 
jos da eapeilarmór da soa egreja matrix.t 
o seguinte: 

«Até ao anno de 1728, da<n 
vulgar, em que Deus Nosso Se* 
nhor qfkxi mostrar n'este sitio a 
sua omnipotência, era este )a^ 
um deserto, cujos matlos dinni 
paetagem aos gados do povod'e3* 
ta ribeira visinha, sempre dfloih 
minada as QuMas da Ribeira à 
Godim, que n*e8te tempo pena- 
da á freguezia de S. Sebaitãt 
de Regueira de Pontes, d*iM 
bispado de Leiria; d'onde eoút 
era bispo o ex.""* sr. D. Alm 
de Abranches^, e lhe suceedeao 
ex.** sr. D. Joio de Nossa Si- 
nhora da Porta, depois arcebis- 
po, d'£vora Cidade, cardeal <t 
Cunha, regedor das justiças e ii- 
quisldor geral, que foi o mesmo 
que fez este templo freguezia, d^ 
pois do passados algunaaniM 
áe soa erecção. 

<N*este mesmo amio, que en 
o de 1728, vivia fta falda d*aiie 
monte^ na frente d*este meiBio 
templo, um homem chamadoMa- 
nuel Fraftdsee Maio; qoeen 
leso da cÉutura t>ara tbaixo, ^ 
apenas se podia mover em dit 
dê uttit cortiça, ajudado si 9a 



WL 



MIL 



S»l 



snas mãos, e asrtin passava a vi* 
da, mendigando. Um dia, dia 
à'êst6 mesmo anno, laliin este 
homem para a soa oostnmada ta- 
refa, de pedir esmola, e Yein ar- 
rastando-se, por entre os mattos, 
até ao lagar em qae agora se 
aeha collbcada a capeila mór, e 
aqui a cortiça se lhe despedaçou 
e ficou inhabil para d^aqui poder 
passar. N'este mesmo lempd soa- 
vam por toda a parte os contl- 
nnos milagres^que experimenta- 
va qnem com fé se valia da pro- 
tecção do Senhor iesns d'Avei- 
ro. Este afflicto homem cheio da 
mais viva fé, dando sentidíssimos 
ais, gritoH pelo Senhor Jesus 
d*Aveiro, que o melhevasse, e lhe 
prometteu que lhe iria; levar um 
painel, se o Senhor fosse servido 
que elle podesse caminhar. N*es- 
te mesmo tempo (caso maravi- 
lhoso !) ficou em um profhndo 
somno, e passados alguns minu- 
tos acordou são e sem sombra de 
moléstia ; e logo, dando louvores 
a Deus por tão asslgnalada mer- 
cê, se encaminhou para sua ca- 
sa, deixando n'este mesmo logar 
os fragmentos de cortiça, que 
por descuido' se lâo conservam 
para memoria. 

«Admiravam todos os seus vi- 
sinhos tão grande prodígio, de 
verem são e llvrè de moléstia 
aquelle que ha poucos minutos 
tinham visto sahir arrastando- se* 
E logo no dia seguinte foi elle' 
dieto Blanuel Francisco Halo, ao 
lugar des Balres, d-esta mesma 
freguezia, onde assistia bm pin- 
tor, chamado José de Abreu, e lhe 
lev<m uma tábua, em que o dieto 
j^intòr lhe fet a iKsagem do Se- 
nhor Jesus, a cfual elle, cofai mui- 
to contentametíto, trouxe para 
sua casa. E cfoiúfo era muito p<^- 
bre, no espaço de dohi anitos 
nunca se poz a eskninho para Ir 



levar o patnel ao Senhor Jesus 
d' Aveiro, como tinha prometlido. 
Confessou a sua falta, e o seu 
confessor lhe determinou o col- 
locasse no mesmo logar onde ti- 
nha recebido o prodígio ; o que 
elle logo fei no mez de maio d 
1790. Gollocou n'este mesmo lu- 
gar o dieto painel, em uma cruz, 
tosca. Depois de estar assim ar- 
vorada a cruz, com o painel, 
observou-se que os gados que 
aetualoiente vinham pastar a es- 
tas charnecas visinhas, fugiam, 
obrigados da mosca, e vinham 
]untar-se a# pé da cruz. Alli pa- 
ravam e se deitavam, virados 
para o Senhor, formando um cir- 
culo, em torno da cruz. Causou 
isto tanta admiração a estes po- 
vos visinlios, que todos em ran- 
chos, vinham visitar o Senhor, 
a quem n'este tempo chamavam 
o Senhor do Maio; e como o Se- 
nhor foi servido logo fazer innu- 
meraveis mercês a quem o mvo- 
cava com viva fé, todos exclama- 
ram : Senhor ics Milagret ! e os 
mesmos que receberam os pro- 
dígios, lhe pozeram este sobera- 
no titulo. E em pouco tempo fo- 
ram tão copiosas as esmolas de 
dinheiro, trfgo, milho, cera, azei- 
te, novilhos e outros géneros, que 
logo se deu principio a este fa- 
moso templo, para cnja erecção 
cJhamaram o mestre José da Sil- 
va, do logar do Juncal, que foi o 
que construiu esta obra, mais o 
mestre Joaquim da Silva, seu fi- 
lho, até ao estado presente. 

cEra assombro ver-se n'áquel- 
les tempos a multidão de enfer- 
mos que, de muitas partes, vi- 
nham a este sitio, a implorar a 
jBiisericoiidlado Senhor : deixan- 
do os aleijados aqui ficar as mo- 
fêtas, e outros oflérecendo-íie 
muitos quadro^ em que temi- 
mente eonfessavatn os fátores re- 



USL 



UBj 



eebldds. B iofo qoe se começa- 
ram estas obras» oatroa a traba- 
ibar &'6Ua8v eonio trabalbaâor, 
o dUo Manoel Francisco Maio. 
Estando a obra )á na altura da 
cimalha real^ tabln uma pedra, 
de carrada, eo leiAm comsigo ao 
cbão, onde todos o esperavam 
morto ; este se leraaton são e foi 
continuando no nsesmo trabalho. 
Passados alguns aanos, andava 
eile èm dma de uma escada ar- 
mando de eortínados o Apostola- 
do que eatá por cima da dita ci- 
m^ba ; e cabiado a escada, elle 
fieon em cima da eimalba; sem 
o menor perigo. 

«Yivea este célebre homem, 
sempre pobpe; morreu decrépi- 
to; e jaz aqui mesmo. 

<E eu, iosá Rodrigues da Sil- 
va e Sousa, neto do dito mestre 
José da Silva, fiz esle azulejo e o 
mandei aqui collocar, na era de 
i795, e escrevi fielmente esta 
historia, escrípta pelo reverendo 
padre Luiz Gomes, thesoureiro 
actual d*eBta egreja> sendo bispo 
de Leiria, o ex."* sr. D. Manuel 
de Aguiar, inimitável devoto e 
leloso do culto de Deus, que para 
sempre vive e reina.» 
MILHA— Antes da introduoção do syste- 
ma meirico-dêcimãl, era a milha uma me- 
dida geegrapbica de longitude. 

Uma légua terrestre tinha 3 milhas, e ca- 
da milha 1:000 passos geométricos, com pe- 
quena, dífferença, 2, kiiometros da medida 
actual. Esta medida íol introduzida nas Hes- 
panhas pelos romanos. A milha romana, ti- 
nha 10 estadiosy vindo a ter cada um d'es- 
tes, 100 passos geometrieoe. Cinco estádios 
formavam um dos actuaes kiiometros. 

(Vide Ustaiio^ a pag. 68^ col. 1.% do 3.* 
voL) 

HUiHÃO^-íreguezIai Trazoi-Montes, co- 
marca, concelho, bispado e districto admi- 
BÂstrativo de Bragança, 40 kiiometros de Mi- 
randa, 475 ao N, de Lisboa, 100 fogos. 
Km 1757 tinha 37 fogos. 



Orago S* Loivoífo. 

O cabido da fié de Miran^ (Bragança) 
apresentava o enra, que tiidia iMOOO réis de 
eongma e o pé d*alti»'. 

(Vide MUhom.) 

MILHAR BO CAB£ÇO--^o do Alemtijo, 
na coutada de Alco(f6^ (propriedade do ar. 
Lftcocq) que foi da alcaidaria-mór de Cas- 
tello de Vide^ e fica 7 kiiometros a 0. does- 
ta vilia, sobre a margem esquerda da ribei* 
ra de Niza, e distante um kilomelro d*MU 
ribeira. 

fia ft'eita prspriedade 5 d&mens, 

l.^^^^o sítío do Milhar do Cabeço. Nu 
escavações aqui feitas, appareceram qnatn 
machados de pedra, dos tempos pre-oeUi* 
cos. 

^.''-^A 36 metros da antecedente. Nas » 
cavações que aqui se fizeram, se encontn- 
ram também três machados de pedra, e mn 
pedra de os afiar. 

3.''— Na coutada do Porto dos PmAetmi 
também do sr. Lecocq. Está servindo da 
curral de porcos, e raettida pela parte ap- 
posta á entrada actual da coutada, emm 
muro que a separa da coutada de Aleo|&« 
lo ; mas hoje teem ambas as coutadas eslt 
ultima denominação. Para transformann 
este doloEien em curral, encheram de pire* 
de, os intervalos dos esteios perpendieob» 
res. 

4.*"— No sitio da Torre da Coutada de M- 
cogulo. 

5.*— A pouca distancia da antecedente: 
apenas d*elle restam vestjgio& 

O abbade Audieme {De Vcrigme et de Tis- 
fofiiee des arts en Perigord, pag. 34) diz que 
Voronge (espécie de eoguméilo) ainda en- 
volvido na sua capsula (a que os franeens 
chamam bouU. e os portuguezes-antígos-be* 
léto) é chamado cougoulo (cogulo) da pala* 
vra ceka bardo-cmullos.. 

Parece provável que o nome de Akog6l»i 
dado a uma vaela floresta de earvalhos, te- 
nba a mesma origem (antepopdo-lhe o tt^ 
tIfO edf árabe) ou pela abundância de cogo* 
méilos que por aqui houvesse, ou porqie 
também se chMnasse cogulo ao frusto à 
«irvalho (landre) por caoisa da capsula qnt 
eobre asuab^* 



mi 

yt^iiÂiy-Hr imHAfBS -e MOBAIBENS 
^^fregaezia, Minho, comarea e concelbo 4e 
Bancettopy 24 IúImi^^Upp) «o 0. 4e Bntga, 
iat».4u> If. 4e Liahoa, 170 fagoff. 

Em 1757 tinha 69 fogos. 

Areetki^paAo 6 dJMiciQ ad«»sttratiT« 4e 
Braga. 

O O. prior da iM^Uligíada <1^ Baioollos, 
apresentava o vygamo» eoAtodOí q«e tiaiha 
'fOQfOOa réis de reBdimemQ. 

£' terra fertlU 

Esta freguezia esteve muitos annos sam- 
ji» á áí^JPkim. (ViAe a pag« i39, c«l i.% do 
^.» voj.) 

Seigmâo ^ iradi^ tem çeia flrqgnevia o 
fioM) actuai,, porqua em uma s^ngniiiolei^a 
liatattia qne aipi ámm oa fiortogaeies <w 
(ra os monrosy morreram muitos milhans 
^'«fltesL i poníoa iviato fAWiirvel «oe « aen 
oeme veaha de mUhtifaiã, em jw^ dou 
4Mua eampot piFodiuirem mxiio milhio. 

lOUBBA-^poptjEigiAea avatigo-^iihjilha. 

mUSIRá» M lUU-T^rogiieiia, Dpa- 
ro» moc(mttíh» da Maia, eaiwroa» bisj^ado, 
districto administrativo e 6 kilometro^aiP 
27. do P«V(&, ai8 ao Jf. de Xiaboa, 300 fo- 

^Df • ... 

Em i7(7 ti9l)a W fogifes. 

Orago :S« Tbiago Matoi^ apoiMo. 

«O real padroado. apreseiMava o abbada, 
que tinha 250^000 réis de i^endémento^ íóira 
•os dizimes. (VÂde adiante.) 

Tem «stalregu^zía tido 18 pa- 
Toebos, incloinda o aotual rev^- 
readp id^bade. 

Cala fragioesia ara naia aldeia da varo- 
•chia de Aguas Santas, que d'e]ia foi dea- 
tntBM>rada a coustiiuida fre^aetia^eni]!^ os 
MA08 ij^7i^ a 1680» AO reinado do eardeal 
D. Henrique. 

Os rios h^ke Alfaanodfb regam esla ire- 
.goeila» aquaUa polo fi. e S., e eate pelo O. 
^«^ O A|ttoiy>Ae4^[QA é om ribeiro) á^H^ 
«o Leça, juQto aMiJbelr^ maana.firtgaa- 
9U de GinfSea. AJVd)oa tia»m oiaiwa»bó- 
l^aa^eseaUas, barbo% tnitis e eDuniae. Rega 
e mde»t í • 

P«a 'aignss dJiHiíkwarioa g^ograpbieoa ae 
dà ao Leça o nooaa de m ébMiSMfí^. 



MUi 



W& 



t iterra abnadaote de trlgo^ coft^, mi- 
lho, vinho (verde) linho e ^um azeite. 
Cria muito e bom gado bovino, que em 
grande paria vae para laglaterra. 

Consta que «o primeiro nome d^eata po- 
voação foi MUiarás, deriyado do latim im- 
lium (milbo)^víndo a aer imra do milho. 

Fica e»ta povoação entre as duas estradas 
reaes, que vao do Porto pára Braga e para 
GuiHuraes. JÈ limitada ao N. pela freguezia 
de Nagaeijra, a £, pelo rio Leça, fireguezias 
de Águas Santas, e S. Mamede de Infesy^ 
e ao O. pelo ribeiro Jlmoróáe e freguesia 
de S. Faustino de Guifõea. 

£ eata freguezia uma perfeita península, 
da íórma quasi quadrada ; porqu£^ a E., S. 
e 0^ «stá cercada pelos rios Leça e Almorò- 
<ia 6 só pelo N. tem um isthmo, qw a une 
á ^egpazia de Nogueira. 

Tem de coOHirMo, de K. a &, desde o lo- 
far de Motcalhos até aponte da Parada (so- 
bne o Uça) 947 metros— e de largo, de E. 
a O., desde a ponte de Além do Bio (tam- 
bém sobre o Leça) até á ponte do Arquinho 
(sobre o Almorode) 778 metros^Tem 6 kUo- 
metros de circumferencia» 
' O seu território é quasi plano, apenas 
ondnlado por pequenas e formosas coUinas. 

O logar do Pinheiro (ao SJ está sobre 
um pequeno outeiro, do qual se descobre 
toda a freguezia e algumas circumvisínhas. 
Ao NE., está o monte do Penedo. As ouU-as 
elevações são, ao N., o monte das Cruzes, e 
a Pedra Cuca — ao 80., o alto de Covas, e 
ao SE., o monte da Carriça. 

É composta esta freguezia de Id aldeias 
que são— Agra, Agra-Nova, Agrell^^ Alvura, 
Arco, Arroteaça, Arroteia, Bacéllos, Beça- 
da, Calvilhe, Cima de AJdeia, Egreja, Fun- 
do*de-Villa (ou Fundevilla) Monte das Cru- 
zas, Pinhftloo a Ponte. 

Todas estas aldeias finam muito prox}- 
poaa umaa das outíras, em razlo da peque- 
na área da freguezia. 

A aldeia de Fundevilla, é muito linda ^ 
aompaata de ricoa lavradores» 

Calvilhe umbem é uma bonita aldeia, nu|a 
p» sni^ habitantes aao pobres. 

A aldeia de Monte das Cruzes, tem «ata 
AQma^pnr eaur alU o Calvário da paroebiâ. 



m 



MEL 



A àò Pinheiro é assim chamada, por eaa- 
^ de nm grande pinheiro qae aqni houTe 
antigamente. 

A de Agra-Nova, é uma povoação ftmda- 
da pelos annos 1830. 

Ha n*esta freguezia óptimo granito paira 
edificações, pelo que não só se exporta pa- 
ra as fregnezias circnmvisinhas, mas atô em 
grande qnantidade para o Brazil. 

Os melhores edificíos particulares d*esta 
fjregnezia, sao as do sr. Hannei Martins 
Ferreira, de Cima da Aldeia, e da sr.* Maria 
Rosa Alves da AscençSo, da Agra. 

Também são dignas de menção, as casas 
dos srs. António da Silva Bálthazar e Antó- 
nio Ferreira da Silva Torres, em Pandevil- 
la, a de Hannei José da Cruz e a de Maria 
Gonçalves Ferreira, em Alvnra — e a resi- 
. dencia do parocho,]nnto á egreja matriz. 

Esta altíma é das melhores do concelho. 

É um vasto e sumptuoso edificío, funda- 
do no meiado do século XVm, sendo então 
abbade Manuel Luiz Caldas Falcão. 

No logar onde hoje se véaresiOencia pa- 
rochial, houve uma antiga capella, dedicada 
a Santa Luzia, onde concorriam muitos ro- 
meiros. Jà não existe. 

Perto d*esta ermida havia uma fonte (no 
caminho da egreja), que foi entulhada em 
1859. 

Com respeito a esta fonte, ainda por estas 
terras se canta a seguinte quadra : 

Bôa terra é Milheiros, 
Dá de beber a quem passa : 
Tem a fonte no caminho, 
Santa Luzia na praça. 

Disse que esta fi^^ezia tem tido 18 ah- 
bades, são : 

í •^Bernardo lute— desde 1S86, até Í8 
de setembro de 1613, em que falleceu. 

Í^^Manuel Jo^o— que moríeu em 1618. 

S^—Francisco de Torrw— que morreu ein 
16Í7. 

4 •—Gaspar Coelhode CárraíA()— que mor- 
reu em 1629. 

õ.^^-^Antottio do Ca^fo— que mòrícu etú 
á«59. 

e^-^Poèntatèio de Soujo— ^ue morreu tx6 



Mj 

mesmo anno de 166^, em qse ibí feiío^ 
bade. 

Era pensionario perpettu) da egreja de & 
Salvador, de Folgosa, d'este eoncdho h 
Maia. 

l.^^-^-João Soares dê Bulkões—ipiB totton 
posse em 1661^, e morreu a 4 de ouinfatoife 
1666. 

Até à vinda do novo aU)ade, foi anooDh 
flUendado, o padre Pedro Freire. 

S/' — Domingos Cerqueira^^txmon pow 
em 1667, e morreu em S5 de outubro d» 
1685. 

Serviu de eneommendado, «té 1687^ o p^ 
dre Domingos Alves, d'esta freguezia. 

Q^-^-PêdroHeiMrtque Tavares — ^tornos poi- 
se em 1667, e falleceu em 21 de abrflè 
1717. Foi um dignissiflio pastor d*e8U ft» 
guezia. 

No seu tempo se reedificou a egreja, |m 
o que ene muito òoncorreu, fazendo í A 
custa a capellaHftiór e aí sacristia, eojosi» 
ctos mandou ornar com ricos refabolõiL 

Pbr sua morte, serviu de enoommeiÉiiit 
o padre Domingos Jorge, natural d'e8ttin> 
guezia. 

íO.^^-^ancisco Velho de Maúêéh^tku 
sabe quando parochiou. Morreu em 13 è 
novembro de 1703. (Vide adiante.) 

ll/^—João da SHvú^vMú se sabe o aau 
em qae morreu este abbade, nem o teni» 
que fòi parocho. 

Sabe-se que foi coitado ^ 1704* 

Também se sabe que Pedro Henriques T^ 
vares, era abbade no anuo de I703,eemtt 
de novembro de 17Õ5, conttntianjlo semio- 
térrupção até ao anuo de 1717, «m qoeU- 
leceu. 

Por conseguinte, João da Silva, sé pod»" 
riá pàrochiar ntà anno, e Pi^ncisèo Yei» 
de Macedo, apenas alguns meze^. 

talvez o a^^ttade Tavaits deshtisse dolie 
nefleiò em 1703, sendo íi'ellõ eoOado Fni* 
dseò Velho de Macedo, e qtte ftlleeendo «^ 
eái 13 de novèmbrb do éiesmOiaBne^ ^iei» 
Jota da 9ltta em 1701, eMlecendo taÉM 
este, entrasse de imSvò Tavares, em 190& 

O abbade Joio da Silva, era nattKnl à 
freguezia de S.kf&o B^X^bu, éáè^lntt 
cura, nb bispadBi) de Ttseijr. 



MDL 



m 



12.*— Domingos (U Fígiieiredo—^aBUsnl da 
freguesia de S. Pedro de lofias, no bispado 
de Viseu. 

Tomou posse, em 29 de junàp dis 1717, e 
falieceu na sua tenra natai^ ^m 4 de novem- 
bro de 1747. 

Foi eneommradado, até 1750, o padre José 
Pedro Pacheco Pereira. 

ia*"— O dr. Manuel Luiz de Caldas Foi- 
«ao— natural da fregnezia de S. Salvador de 
Sarbeita, comarca de Valença do Minho. 

Morreu em 9 de novembro de 1781.— Foi 
^Uu*anle o tempo d'este venerando abbade, 
^ue se construiu a residência parochial. 

Este abbade assigijiaiou com brilhantes 
acções, a sua carreira parochial. Foi modelo 
dos paroehos, e muitas cousas que elle fez, 
ou promoveu, em beneficio espiritual, reve- 
lam o seu zélo e inteligência. 

Pelo seu fallecimento houve dois encom- 
mendados-^o padre José da Silva Pinto, na- 
tural de Campanhan, que falieceu em 16 de 
dezembro de 1782, e o padre Manuel José da 
Silva, natural da freguezia de Villa Nova da 
Telha, que serviu até 1784; hindo depois 
para reitor da freguezia de S. Félix da Ma- 
riaha, então comarca e concelho da Feira, 
6 hoje no concelho de Gaya, comarca do 
Porto. 

14,''— José Joaquim Pereira da Coíía— na- 
lural de Villa Nova de Gaya. Tomou posse 
^m 18 de novembro de 1784, e falieceu a 27 
de agosto de 1804. Foi um parocho exem- 
plarisssimo, e a egreja de Milheiros lhe deve 
grande parte dos seus adornos. Era um exí- 
mio calUgrapho, o que prova a bélleza da le- 
tra dos assentos nos livros de nascimentos, 
casamentos e óbitos da freguezia, feitos por 
«lie. 

Por sua morte, foi encommendado, até 
i80^, o padre José António dos Santos, na< 
«oral d'esta freguezia. 

lò.^^-^^Manuel José Dias de Abreu e Nobre- 
^a— natural da freguezia de Nossa Senhora 
éa Assumpçào, de Aboim da Nóbrega, no.ar- 
clebispado de Braga, concelho e coioarca de 
Villa Verde, (então de Pico de Regalados.) 
TTomou posse em lOée abril de 1805, e mor- 
reu em 31 de março de 1826. 

Por sua morte, foi encommendado, o pa- 



dre Manuel Alvaces dos Santos, natural d*e8ta 
freguezia. (Este eeclesiastico viveu depois^ 
muitos annos, fora da freguezia e falieceu em 
1868.) 

iff.o — João de Almeida Magalhães de Sou* 
aa— natural da freguezia de Santo André, de 
Villa Bôa de Quires. (antigamente comarca 
e Gonceihe de Penaâel, e hoje, comarca e 
concelho do Marco de Ganavezes.)— Era cura 
da freguezia de S. Miguel de Oliveira do 
Douro, na comarca e concelho de Rezende, 
bispado de Lamego. 

Tomou posse, em 15 da setembro de 1827, 
e falieceu a 7 de janeiro de 1856. 

A menioria d'este virtuoso parocho será: 
eterna entre o povo d'esta freguezia. 

Era um varão de vida exemplar : muito 
zeloso no cumprimento dos seus deveres pa- 
rochiaes; muito instruído, e (aliava com mui- 
ta elegância. Era respeitado por todos quan- 
tos o conheciam. 

Por sua morte, foi encommendado, o pa- 
dre Agostinho Alvares dos Santos e Silva» 
natural d'esta freguezia, até ao dia 30 de ou- 
tubro de 1856. 

É actualmente abbade, coUado, da fregue* 
zia de Santo André de GanidéUo, no conce- 
lho de Gaya. 

IT"— António da Ascenção e Olweirar-ikSí' 
tural da freguezia de S. Lourenço de Asmes» 
no concelho da Maia. Tomou posse, em 30 
de outubro de 1856, e parochiou, até 18 de 
outubro de 1867, em que tomou posse da 
freguezia d' Aguas Santas, contigua a esta. 

No pouco tempo que foi abbade de Mi- 
lheiros, o sr. Ascenção, vinculou o seu nom^ 
em Milheiros, ás grandes obras que no seu 
tempo se fizeram na parochia, e para as 
quaes elle era o primeiro a concorrer e a 
tomar a iniciativa : taes são, a torre dos si- 
nos, o cemitério e outras. 

É também um distincto orador sagrado. 

Ficou servindo, como encommendado, o 
padre Esmeraldo Moutinho dos Santos, que 
principiou a parochiar em 19 de outubro de 
1867, até 1869. 

Ê oriundo da freguezia d' Aguas Santas, 
d*este concelho ; mas natural do Brasil, fi 
um sacerdote illustrado e virtuoso. 



asa 



MBi 



aqui transferidOyda admiflittn^ do eon- 
cdho de Villa Nova da Gaia. 

Este cavalheiro janta e allia ao maior 
zéllo no oompriíoeiuo dos seus deveres, o 
respeito e acatamento devido á aaersea&ta 
religião catholica e apostólica romana. 

É com o maior prazer qae transcrevo 
aqni ama circalar qae elie dirigia aos seos 
regedores, por ser um documento altamen- 
te christão e civilisador, que lionra sobre 
maneira tão digno magistrado. 

£i8 o documento precedido de algumas 
palavras do jornal do Porto a Palawra : 

«Ha dias publicamos na Palavra um offi- 
oío que o sr. Manuel Rodrigues da Croz, no- 
vo administradar do concelho da Maia» diri- 
gia aos regedores do seu coecelho. N'es8e 
officio lhes erdenava o sr. Cruz que tomas- 
sem nota das pessoas que não prestassem a 
devida consideração e respeito aos paro* 
chos e mais ministros da religião, afim de 
serem punidos os refractários a este dever 
sacratíssimo. 

«O digno administrador da Maia, mandava 
que os regedores empregassem os meios 
mais enérgicos para reprimir taes abusos, e 
que fizeszem sentir aos seus administrados 
que sem ministros da religião não pôde ha- 
ver religião, e sem religião não ha socieda- 
de possível, sendo a consequência a dissolu- 
ção social. 

«Não é menos digno de ser conhecido de 
todos o offieio que anteriormente o mesmo 
administrador transmittiu aos parochos do 
concelho da Maia. 

É o seguinte : 

tlil."»* e rev."» sr. — ^Nomeado, por decreto 
de 18 de março, administrador d'este con* 
celho, é do meu dever fazer d^isto sciente a 
v. s.*, e significar-lhe que, sendo os paro- 
chos os membros sociaes a quem ligo a ma« 
xima importância, pela convicção profunda 
em que estou de que d'elles depende essen- 
cialmente, como primeiro élo da cadeia só- 
cia), o bem estar dos povos, o socego das fa- 
milias e a tranquilidade publica, não devo 
eximirme a pedir a sua coadjuvação para 
o bom e fiel desempenho da missão de que 
estou encarregado. 



<B, por^e estou eonveneido queeUaiM 
será prestada com toda a lealdade e fra- 
queza, desde já asseguro a v. s.« qae no ad- 
ministrador do concelho encontrará, aléa 
do executor da lei, o magistrado que mmet 
se recusará a prestar*lhe qualquer 9txúi;^ 
que não vá de encontro á mesma lei ; o <pe 
importa dizer -lhe qae garantirei e farei gana* 
tir todas as prerogativas que lhe são ooaee- 
didas, e a força que todos carecem, nomei* 
damente aquelles que vivem em ooncelhoi 
ruraes. 

tDeus guarda a v. s.*--Maia 26 de ma^ 
1874. — 111."* e rev.""* sr. abbade de.. • — O 
administrador, Mnnuel Rodrigues da Cfu* 

MILHEIEÓS BE FOABES (ou POIABI^ 
fregoezia, Dourov comarca, concelho e 11 
kilometros ao £. da Feira, 30 ao S. do H 
to, SO ao NE. de Aveiro, 10 ao N. de Olin 
ra de Azeméis, 280 oo N. de Lisboa, 20Dk 
gos. 

Em 1757 tinha 116 fogos. 

Orago S. Miguel, archanjo. 

Bispado do Porto, districto admifiisliiAP 
de Aveiro. 

Os cónegos regrantes de Santo AgostiÉ» 
(crusios) do convento da Serra do Piitf 
(Gaia) apresentava o cura, que tinha ò0 
réis de congroa e o pé d*altar. 

Foi mrimeiro do padroado do mosteiro d» 
Gríjó (da mesma ordem) e quando o eoi* 
vento da Serra do Pilar se tomou indepeo* 
denta d'este, passou o padroado d*esta6de 
outras egrejas para o da Serra. 

O foral da Feira, dá a esta fregaeziao 
nome de Milheiros de Poyares; comtadi^ 
parece-me mais.etymologieoPoyar^^. Pos- 
reSf como se diz,é impróprio, pois não é pa- 
lavra portugueza, nem árabe, nem celta, nei 
castelhana. 

Poyar, é portuguez antigo — significa— sb- 
bir; trepar; fazer pouzo ou escalão de algo* 
ma cousa, para tomar um posto ou 1(H^ 
mais eminente. Cortávão braços, e mãos a ^ 
dos aquelleSy que viam travar nas bordas f^ 
ra poyar acima das gallés, (Gomes EaoBtf 
de Azurara — Chromc» do conde D, Psin» 
liv. 1.% cap. «.•)— Vide Poymenío e Fogo. 

Esta freguezia é fértil em todoe os g<A^ 
ros agrícolas do paiz. Tem muitos pittbM 



^ 



mu. 

e iibmimriB da. ârf«9m iil?«0m»» 
multo gado bovino, exportando a maior par- 
tO' para a Inglaterra. CriatamMDi battnte 
fiA» miiido. leapodatmome QveUias e por- 
eos. 

jHa w exMmMMe ^siiiiaitríoi»! /d'6«ta 
ír«gnetía, itnu aldeia ehama^ Mámmn pre^ 
Taveknente por ter aqal existido algum mo- 
mmento ceka d'e8te nome (Yide a pag. 46 
4*eete volume.) 

Foi esta freguezia. solar dos Ferestrélles, 
qiue ainda boje aqui teem descendentes la- 
vradores» - . 

Era PerestréUo um. appellido nobre em 
Portugal, que veio da Lombardia (Itsiia.) 
' t^roeede de Pbilippe I^erestréllo^ eavallei* 
ro lombardo» da «idade de naeencia, que 
veio a Portuga], no reinado de D. loao I, 
en i43l, oom IX Leonor, molber do prinei- 
pe D. Duarte, que subiu ao throno em i433, 
por morte de D. Joào l, seu- paa* 

Em 1433 lhe mandou D. Duarte passar 
«arta de nobreta e lhe deu brasão d^armas, 
iptA mandou registar no respectivo livro, 
tm 1437. 

O brazao d*armas que o rei deu a Pbilip- 
pe PerestréUo, para ette e seus suecoesores,' 
é-*es6Udo dividido em palia— na i^, de ou- 
ro, leão de púrpura» armado de negro-»na 
%*f de prata, banda anil, carregada de 3 ea- 
trellas de ouro, de 8 pomas, e entre 6 ro- 
sas da sua oôr (3 de cada lado) com sua fo* 
ilia verde, em palia. Timbre, o leão do es- 
cudo, com uma estrella do mesmo, na es<» 
padua. 

Outros Perestrellos, trazem — em campo 
do púrpura, banda azul, perfilada* de ouro. 
^oarregada de .3 estrsllas do mesmo, de 8 
pmitas, e enire 6 rosas, de prata, 3 de cada 
lado, de. quatro pétalas» sahindo de raitreel- 
laa uma íeJha de ouro. 

Era d'esta família, Bartbolomea Perestrél- 
lo^ célebre navegador portoguez. 
. JOLHEUr-portoguez antigoHQÍ|f&-ee ser 
Cfrto panno que vinha de França. Futim 
tatmto fmu de milheu, sarado com cendal 
f>0t^. <Doc de 8. Thiago de Coimbra, de 
UM. ( VMa Mirleu e Mirleu$^ 

VOLUtfl V 



MH 



a» 



lULHO-vide mhan^ 

iHUO.MBGM^pormgnaz antigi>rHtti- 
Iho miúdo, que tem a côr de um rôxo.qna^ 
si preto. Também se ebama mUhú isáburpo^ 
e mSkê da Senhora da Lapa/Nh Terra da 
.Feira, dao-lhe o. nome de mUho^rfllo. 

MILHOM— portuguez antigo-^milbo miu- 
do.<— Em um testamento de 8. fiímão da Juu- 
qu^ra, feito em i289, se diz \^IL a Sievãa 
Joqnnes, de Perafita, ou açs seos heréét (her- 
deiros) hum quarteiro de nUlhom. 

Em todos os documentos antigos, onde se 
falia d^ milhom^ deve sempre entender-se 
milho miúdo ; porque não havia outro. 

O a que hoje chaibamos simplesmente 
niilhOy milho grosso, milho maiz, milhão^ a 
milho de maçaroca, sô foi CQnhecido em 
Portugal, no secalo XYIl, trazendo o da ín- 
dia, Paulo de Braga. Consta que ao princi- 
pio era prohibido semealo, e só alguns cul* 
tivavam poucos pés, nas suas hortas e jar- 
dins. 

É tradição que a primeira cultura em 
grande, d'este cereal, foi no campo de Coim- 
bra. 

Ainda no princípio d'este século, pouco 
milho grosto se cultivava na Extremadura, 
Alemtejo e Algarve ; hoje constituo a prin- 
cipal Cultura de todas as pfovhioias dePor- 
tngal e ilhas, e é o pão da maior parte doa 
nossos lavradores e de muitas famílias, so- 
bre tudo, de Coimbra para ò norte. 

MILHORlA— portnguez antiga^~e mais» 
ainda mais alguma cousa — contrapeso. E 
cada ires ferraduras de asnar pesaram meh 
arrátel, e melhoria. (Regimento de. 1480, no 
lÀvro Vermelho de D. Affonso Y, n.« 61.) 

MILITES— portuguez antigo -- oavalleiro 
-^0 latim, mUes, òu miUites. Milites de Co- 
viliana stnl m Judicio pro Podestades, et In^ 
fançênes de Portugal, (Foral da Govilhan, de 
ii86.) 

Em outros muitos documentos mtigos ae 
véa palavra milites, significando cavalleiro, 
plebeu ou fidalgo. (Vide Viseu.) 

mUUNDOS ou MSLHUNDOS-^fregue- 
zia, .Douro» comarca e concelho de Penafiel, 
3fii.kilometroa a NE. do Porto, 330 ao N. da. 
Lisboa, iOO fogos. 
JSm 1757 tinha 47 fogos. . 

15 






]» 



Orago S. Martinhoi biipou 

m»p94o e dlslriole, ateMftrfttf¥ot do 



0taMbid» dOMMMlcirabeiiedlctiiio d6Bts*^ 
téil<v apresentava o evrl qiw tiiriNi ISMOO» 
réis d» OMigma^e o pé^d^alCar. 

Éíterpa í^niL • 

miHiniDRES OQ IflTLHUlinRÉS^—salar 
e tHolo.de viscondado, do sr. António Pe- 
reira de Sá' Sotto-Maior. Éno concelho dos 
Arcos de Yalle de Yez. 

Sotto-lfaior é nm appellido nobre em Por- 
ttigal, cuja fatíiilia ó de Galliza, onde ha a 
easa dós dnqnes de Sotto-Maior. Passoa a 
F6rtag;al, na pessoa je D. Pedro AWares de 
Stotto-Maior- (senhor da easa d*este appelli- 
do) no remado de D. Aflbnso V; 

Foi n'68te reiqp, conde de Caminha^ da*. 

SQU com D. Therezar de Távora^ e, tiveram fl- 

' lhos, que foram para Castella, depois das 

pazes qaô fizemos com aqaelle reino, fican: 

do somente D. Nuno Sotto-Uaior. 

Qeppif voltaram para Portugal^ D. Cípiria- 
tovão e D. Álvaro, que viveram em AbraA- 
X^fò em Casteilo BraoicOí sem saccessào. 

Èl^ Du Naiy), pois,, procedem 09 Sottos- 
Hjj^iojTe» à» Portaga)^ 

Tiiazei9 por awas^— em campo de. prata, 
3,.cotlea^ eop^ faxi, xadresadas de ouro e 
p,Açpuni«,de S.pieçaa, em palia, perfiladaçde 
negro. Timhre, hm leão de praU» carregado 
dfi. três, cólicas do escudo. 

OntVQs de mesmo appeWdo, traaemi aa 
iMNDaAiaRBia|9, poEÓm com abordem do mèéo 
4o;xodl«z das cotieas,^ tapada de «pretOv 

Elslas sào as dos Sávedras; por vineoii de. 
wax iraio dos Sottos-Maíoresw 

AiDda^ outros ramos d*estaíam*lia «usam. 
aa^ soas armas mais. ou meniis a4|uradas e 
aocreseesDiadas, em razão de «e ligaram oom 
outras famílias. 

MLLIA^Era uma parochia da provnMia 
dò Mloho, no arcebispado de Braga. Aioda 
existia no reinado de* D. Aflònso II, o que 
consta* do Ifvro dos padroados rèaesdo^ar- 
eeblspado de Braga. Não se pode saberhoje 
a simaçâo d*esta f^eguezia. Alguns preieii- 
dem que seja a de Milhares ou. Mãhages^iSi 
Bomão) na comarea e ccttcell» de BaMol- 



kM^ aredbtopsA» • dlstHetot idjriiliinmdii 

deiB|r«gAi r 

■UUâMMI (Ifareos iMUans) w ^Mtf 

Mtíha. > 

MILRBII; MBÚU, MOKbâil MBUR 
e^ IIIUUII^poitQ8iiMianti||(>->-d^ totoUH 
tea modo» 8»<eBa«niietia palaira, qovpal 
paêe nada mais sigoiteaf do qvt&fraiietÊ,^ 
estrangeiro, coisa de Frahça oa> eatmagii^ 
ra. 

É cMo>q«o ao prinolpio da^monidii 
portQgaeia) vieMD a^ este reloo mniios «k 
trangeiros, principalmente de França, m 
quaes^ íéila a su» veniaga^ oa< se domisiHi- 
vam^i^i,» oa regftestfatam > ás sQUa tèmt; 
íBOêi eoniiMMMo aK|Ci 'eslainioi, precisava 
doihospltaes^ àa ailMHtariaa^oai q«esar»« 
cdlti08sém>e' curasse». 

BnnuMita» partesitlfemn estas* casu è 
abrigo, eaea sitioS'ondeellasiestiív«ranai» 
da se dá o nooieida Ifilléiv Viteu, M»m 
oaMmlm, 

Em Goimteay onde depaissè fhiiÉi4 
collegio^deSj. Paulo; havia uma^d'estiiC»>' 
sas; que principiou logo desde a conqoisi^ 
d*«Bta: cidade por D. Remando M aga% «n 
iOM; poisjá no tempo do governo doeiíh 
dO' Bé Sianando^ .9e<ftindoo o mosteiro^ 
S^Jerge d*apar de Coimbra, na maiíã^à 
ÈkflauSi (Ckwmi do$ (kmêgoí Rtgrtmtis, pus 
IX Fr. Iffeolaude SáttU Maria^ M&nmA. 
Lmitanck, Liv. d.)», eaf . 4.% fli 11; eol; 1*) 

É provável' qiM< este silio foese pertâD{i> 
de dita hospital 4e estraif eirosi 

Em 1093, quando o conde D. Heori^ 
veio para Pertogi^ o em dias de Ih íMir 
nh9 MuniZy e dt tua* muMiíer\ BMr& Si^ 
nanUzimiA do oonáe D« Sisnando) fè^M^ 
Gíid$ssenáiz uma doação^ ad AuíãmSoÊBlí' 
Séãoaíoris, Obèdien^Hm VMcMriu^ qimM 
fundata in Colimbria > OMtaie^ jnàta íSb^ 
Mirleus qui dicunlur. (Doe. original do ca- 
bido de Ooioitai.) 

' Al egreja do Salvador^d» 
Ooimfera, «^obedientía^ piit- 
radOj 00 pequeno moslsinv 
d» fllta^e de da Yaieearíf% 
• emquaatõ este não feA doai^- 
pato eaiide m RàqraiHrfoei^ 



m 

faffihí»: Uifáeà tfSfe tfe Cofiai' 
bra, com iddbd òáí déi^ fiéUif 

bfó^b (Téstta cídádér, D. tíM- 

èoúió. 

e^úmi ém he/íji)ftdlf ott' álbérc^tfa' de-' 

baixo da protecção i^àl/etitl^è á& éi[i^á^ db' 

líla(Mdb^'ea'dè S. Pèdrò; cbhib eòú^ de 

títeá sAStífeiiça, da c^Ubgfiadá db SI tbiágb, 

ly. Mántífeír ag^girégou éstk è oiatfib aU 
Mf^átíaB, ão bb^ital t^éál de âofnlbrá: 

tatóbétíí se VÔ qtíèJtoWfa é càisa é^fran- 
azes, pela doação do conto da ermídlà' dé' 
Siata' Comba, jti^nto aorioCórgò (oti Cór- 
i^oí) itot' I); Affònso BteilíiqTlés, etó il3dí 
ili qbál ^ fãtla úá /b^^? (fe jrfWé>i«, jaútò' 
aÒ'p'atótíd É^mciscài (Vídfe Franawo.) 

Já disse na' Ékiarda, que proxibao é ao E. 
dTeáta' dd^áde, ba ntb sitio' chatlíàdo' ttMeu 
0tb}eí Míteru} onáe botiVé nmà albergaria' do 
diésnrd tfome, e jtiiíto d*ella^ btínve támbeni' 
emparedadas, 

Snpp?5e-sè (itiG os pôrtiignézés dòs i/rítí- 
dt)ib9 daifossa monardiiiá dávatú aos fran- 
cezes o noittè d^ mMísus, derivado do alie- 
itSbtnirféotiÉchfíiirling, uma eà^íecíede 
á'^Or (fé gràUdeza db lím ibélro, òii poncò 
maior, a qne nós cbamanlos' eimèriíhão. 
{títittoú átíem que é o a qUe boje se dá o 
líbtóô de' frMcêihOy que vem a sèf synoni- 
AÒ á^ niirleU-ftSLÚGet,) '^ 

ÊstáB aves de ráphiâ' são nattír^ês da Sué- 
cia e da Noruega, e arribam para a pebiii- 
sula bt^paúlca, nò prinéipio do ibvérno, e 
sèí vSò com eHé. 

rtttRIltJ— siiiò do Algarve, jímtò à gran- 
de aldeia e fré^éíia dè Estoy, concelbo; 
comarca, bispado, dístrícto adminiétrativd e 
próximo dé Paro. Efstóy está situada ism um 
câbeçò, em cQjos arredores tem apparecidò 
muitos vestígios de antigos edifícios, qué 
aTgtíns pretendem ser os restos' dá antiga 
Osàonóia. (tlde Estoy) 

ttílreu, como disse, fica próximo a Estoy 
e aqui se acbam vestígios de antiqui^imaà 
cbtátrocçoés. Ainda aqui existe um teúQpIo 
qtie parece ser romano; ainda ba pouctíãf 
afihòs se cotiservavam as suas formosissimáãf 
malhas de ordem corintbiay e no interiòi' 



m 



mi 



ésláta irgmí(ío db l^èms" hòmós iénd- 

fé^^d^i^ftyiiui) dé'(]eitios'dé';dgyir. 

Tídha' extéríòÂieiite tHúií ^bàidái9a'd^ t' 
àW t iéígãtis, táhítiè&' mmik' ííê M-' 

£m úM éséà^^U áàbi^ fbítí; òb' ítiâS,^ 
8d'a^bdtiumá' sè^nlttirá dé tiiáittòrb' cdili' 
dU^^aúipbáras^tfe^^: 

fèdl'^é ^dòntíid^' outras ifaúlta^' s^ãli* 
ttitifò átitl^aisifittaâ n^mett eáflipòi^, ^faéíto- 
Je^^ sld ViDtia»: 

Havfa^ tftifibett^a^ tun granderaí^Qèattbto; 
do 4Uál ainda iMt b»Btatitèis vestilgioi^ illM^^ 
mo á^fldr dactèfrai Yéétô^&e* afnOti tkÀtMf 
alit^reès dear(ifánía9Élâ è «ãíIlMtUiáiiiòSií^ M' 
cifriMò rtmmnôi' a* quer oS atatf gi6ê' eâèl^ipto^' 
reá &eía 6 nótííé' ^' pkenfáiú;, fomáííUM' M 
fóhimtirk. HPifem ^tté é d'iêtó qtfèf nôtS^' 
zemos formigão.) 

Tedás.éstaá mitiasseiréenLdesâeFjiro até 
Esloy, úú õankpo da TiHikâtaei & etnUfimi^ 
4ae âeapl*oximo. , . . 

Be varioadòcQ!ai8nt08 antigos aedeprehon^ 
de que, na baixa' do sitio denominado Santo 
António áoÂUo^ ou mai& propr iaiúeate Com* 
po da IWn^ía^e, 'junto a Faro,, bavia uni' 
grande estueio ou estuário .(esteiro) qne dava» 
ingressa ámaréy-qaasi atéjubto de Bstoy, « 
d'ahí lhe veio' a denominação de Estmriuy 
pelos âtíeiás que cortavam, a soa campâa 
em diwfsas direcções.. 

Em Ossonoba se eanboo: moeda no tempo 
dès romanosi Dir-se qne no monetário do^ 
bispo de Beja, Cenáculo, havia uma meda-* 
lha de Ossonoba (egual a outra d(«cripta 
pelo padre Flores, MedcUhas d^^espanha, 
pag. 111, Madrid 1773 e corresponde à Tá- 
bua 65, n.« 4) que tinha de um lado um na- 
vio com velas larg^, e no reverso um pei- 
xe, com a palavra Ossonoba por cima. 

O Algarve cabiu em poder dos tadjehitas, 
allíados com Abdallah-ben Aíafiz, o qnal se 
tinha declarada emir soberano; ficou porènà' 
fora do jugo dos Beni-AlláíTtuz, o moderno 
Algarve, que se constituirá nm principado 
intfeiièbàênCé, regido ' pêlo Wasir AUm^H- 
béb-Siíd; a' quem succedèu' séu gehro Sald- 
bétí-Hâfuh:' 

iíMò Ofmyab.béil-Isàli-Abu.Iahia, al^káié 
dli*Mtiúi^, e^sêtilrdíãDUclbâtnhléd vís^if^^ 



93S 



MIN 



MIN 



OU conselheiro na corte de Córdpya, tevo 
o kaiifa motivos de queixa contra Moham- 
med, e o mandou matar. Em razão d'e8ta 
barbaridade, se iroa contra o kaliíá o al-kaid 
de Santarém (irmão do asâassinado) e ligan- 
do-se com o rei D. Ramiro, de Leão, lhe pres- 
toijL obediência com um grande nnmero de 
cavalleiros mouros do Algarve, entregando- 
Ihe todos 08 castelios da sua dependência. 

Ossonoba estava então muito arruinada, 
assiín como Faron, e os árabes, julgando, 
melhor sitio para a moderna cidade (que 
queriam alli fundar) aqnelie de Faron, a 
reedificaram á custa das ruinas da velha 
cidade de Ossonoba. £ tão verdade é isto, que 
nas muralhas e torres aindaf se vêem pre-. 
ekMos cippos, lapides (algumas com as le- 
tras voltadas) e columnas, servindo.de al- 
venaria. 

D. Joaò y, por alvará datado de Lisboa 
Occidental, aos 90 de agosto de i72i, orde- 
nou ao ouvidor da comarca de Paro, José 
Barreto Soares, que d'alli em diante nenhu- 
nui pessoa de qualquer qualidade ou con- 
dição que fosse, desfiiesse ou destruísse, em 
todo ou em parte, qualquer ediflcio, cippo 
ou lapide^ que, tendo letreiros, mostrassem 
ser do tempo dos phenidos, gregos; roma^ 
nos, bárbaros ou árabes, recommendando à 
camará de Faro que tivesse muito particu- 
lar cuidado em conservar e guardar todas 
as antiguidades que houvessem ou viessem 
z apparecer (Liv. 2.* do registo antigo da 
camará de Faro, pag. 126). 

D. Affonso m e o famoso D. Payo Peres 
Correia, tomaram o castello de Faro, abs 
mouros, em S8 de março de 1249. 

MINA— portuguez antigo — o mesmo que 
módiú. Era uma mediáa de superflcie, de 
que usavam os antigos portnguezes. Tinha 
120 pés de comprido e o mesmo de largo. 
Levava um alqueire de pão, de semeadura. 
Vinha a ser uma área de 1:00# metros qua- 
drados. 

MINA— serra. Douro, no extincto conce- 
lho de Maiorca, hoje comarca e concelho da 
Figueira da Foz. É a continuação do Gabo 
Mcmdégo, que, começando alli, vem que* 
brar-se em S. Fins, depois de passar pela 



Brenha e Alhada^ onde ae divide em p 
quenaa ramificações. 

MINA&— Parece que os antigos Insítoi 
se não oocupavam na exploração de nn 
emquanto os phenicios» os carthaginen^ 
ronianos e os árabes lhes não ensinam 
maneira de as lavrarem. 

Se dermos credito a muitos eseriptpi 
antigos^ o ouro e a prata' se «leontm 
em tanta abundância á superfide da ta 
que os.lusitados o empregavam nosni 
baixos mistwes, como fenramentas delm 
ra, armas e outros instrumentos do uaoen 
mum. 

Os diversos invasores da Lusitânia, dtpi 
de se apoderarem, por bem ou por maj^i 
oure e prata que acharam assim tasi 
empregado, trataram de explorar as?É 
metálicas, no interior <ía terra. | 

Em innumeraveis partes de Portugal 
vêem ainda hoje claríssimos yestigioi 
mineração em grande escala, e mvàm 
vastas galerias nos mostram hoje qn«iA 
vra de minas se effectuoupor mnitoi» 
los consecutivos, a ponto de esgotami 
nossos mais ricos jazigos mineraes. 

N*aquelles tempos só se lavravam as» 
nas de ouro, prata, cobre, estanho, cfaoit 
e poucas de ferro. 

Expulsos os mouros de Portugal, «Éj 
os portnguezes continuaratu a lavnr# 
mas minas; porém a descoberta da Ibíii 
do Brasil, foi pouco a pouco acabandoU 
industria. 

As nossas antigas (eis, longe de pnM| 
rem as emprezas mineiras, lhes oppofllfl 
tantas difflcnldades e as sob: 
de tão grandes impostos, que isto 
concorreu para desanimar os mineiroi 

No primeiro quartel d'este século, 
poucas minas se lavravam, e todas por 
ta do estado. 

Mas nós perdemos grande parte d» 
sas possessões da Ásia e da Africa, e 
fim o Brasil, e então reviveu a indn»lria 
neira ; e pouco e pouco se foram 
emprezas ou companhias de nuneraçi^ 
gumas das quaes são hoje floreseeniea 
principaes vão nas terras onde estia 
das. 



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Xm 1M7, j& 86 contavam em Portagai» 
perto de 300 mina-s empregando- se n'ellaa 
mais de 5:000 operários. 

Os principaes jazigos em exploração, ão 
de cobre, estanho, chambo, antimonio, man- 
ganês, ferro, carvão de pedra (lignites e an- 
thracites.) 

Os mármores, argilas, ardósias (lousas) 
6 outros maCeriaes para construcções, para 
a estatuária e para a industria cerâmica, 
também abundam em PorttfgaL 

A collecçao de productos mineralógicos 
portugueses, que figurou na exposição de 
Londres, em 1862, e na de Paris, em 1867, 
foi muito apreciada pelos entendedores, e 
revelou-lhes as riquezas mineralógicas do 
nosso solo. 

As differentes amostras das nossas aguas 
thermae?, também foram escrupulosamente 
analysadas e devidamente apreciadas, pelas 
soas incontestáveis virtudes therapeuticas. 

É pena que algumas d*ellas (a maior par- 
te!) estejam tio descuradas, revelando o 
nosso desmazéilo, em objecto tao importan- 
te, e do qual tantos beneficios poderiam vir 
à nação em geral, e ás povoações onde nas* 
eem essas aguas, em especial 

MINDE ~ serra, Bxtrenladura, principia 
nos Pyrenens e finda em Cintra, no mar. 

Os antigos lhe chamavam Monte Tagrus. 
(outros dizem que este nome pertencia só a 
M^éhmto.) 

Em Portugal tem varies nomes, segutfdo 
a sua posição topôgraphica—vgr.— -serra da 
Bstrella, serra de Aire, Monte- Junto, ^erra 
úé Cintra, serra de Mihde, serra d'Albardos, 
ete.; mas é tudo uma cadeia de serras e col- 
Hoas, ramo do^ P^reneus. 

Tem minas de diversos metàes, azeviche, 
erystal de rocha^ carbonato de cal e mar- 
ttore. 

Já ninio, descrevendo esta serra, dic^e 
dia é abundante em minas metahcas. 

' Bflta de Torres Novas 6 kilometros. N^ella 
ttftsce o rio Almonda, que passa a esta vilTa. 

A serra de Santo António, que tài paite 
doesta de Minde, é muito linda.' Produz mui* 
Í$M flores e muitaa pedras de varfa« cdires. 
Tém muitas cavernas, cheias d'agua, edt- 
lemas artiflciaes, algumas, obra dos mou- 



ros. A serra de Santo António, tem 6'kilo- 
metros de comprido, desde a aldeia do Co- 
vão dõ Fêcto, até AltadoSf ou Albatdos. 

Na serra de Minde, téem os moradores 
d'aque]les sítios feito muitas casas, que ar- 
rendam aos ^tudantes, que de todo o reino 
aqui téem affloido, a estudar o que lhes eU' 
sinam dois frades do Yaratòjo, que aqui re- 
sidem. 

No cume da serra, está a capella de Santa 
Martha. 

Vide Aire, serra, e MotOe íunto. 

MINDE— freguezia, Extremadura, cornai*- 
ca e concelho de Porto de Hóz, 30 kilome- 
tros de Leiria, 11$ 'ao N. de Lisboa, 430 fo- 
gos. 

Em 1757 tinha 409 íògos. 

Orago Nossa Senhora da AssumpçSo. 

Bispado e districto administrativo de Lei- 
ria. 

É terra muito fertiL 

O prior de S. João, da villa de Porto de 
Mós, e os beneficiados de Santa Hatia, da 
mesma villa, apresentavam annual e after- 
nativiímente o cura, que tinha lOOlÓOOréis 
annuaes, ou 60 alqueires de trigo, 1 pfpa de 
Vinho mosto e 3^000 réis em dinheiro. 

Tinha mais, as ofiértas e pé d'aítar, e al- 
gumas amentas voluntárias, de meio alquei- 
re, Âe trlgò. bto tudo era avaliado nos dito» 
100 jOOO réis. 

Ê esta villa que dá ó nome á serra ahte- 
cedente, por lhe ficar próxima. 

Esta freguezia teve príndpio em úmá er- 
mida, da invocação de Nosm Penhora d&Ce- 
refal, onde hiam 4i2er missa aos moradores 
d'este logar, os beneficiados de Sadtâ Maria 
de Porto de Móz, por turno. Os sacramentos 
è os enterros, porém, eram na matriz de 
Santa Maria. 

Foi depois erigida em curato, com a mes- 
ma invocação, que depois se mudou para 
Nossa Senhora da Assttmpção, qneí é o actual. 

O vigário e*l)eneficÍados, fabricavam a ca- 
pefia-mói' e sachristia; com os ornamentos, 
e a casa da residencial O vigário contribuh 
com uma parte e os beneficiados com duas; 
porque a egreja de Santa Maria tkha thab 
rendas n*esta freguezia, dó que a de S. Joio. 
O corpo da egreja era fabricado pelos ftre- 



IMÍIL 



m 



danjfd^. 49 cura. 

p. j[Vf% A#oow ^V^ w ?ri3H?,íno ?i^^o 

Tiavas qae ficassem em casa, resan^ por 

Ha doas sachristias. A imagem da ^DlfO^ 
ra do Cf^m^ ^91 ijmJ^fiflíqQ íesiiç^^/com 

.P ^cf^iíí^^de p,ç^^,edoftr,í49; íoi.fei^o 
. ^ i{f47. ^ ;ep'^à il sijDfiptuoíia, 

Fica esta fregâezia a 3 kiiometros de )f\' 
ra, Diz-se qae ^fjt^ f^f^Of ^P^ çhiiSAada 

pen^òactpM. 
£stá collocada entre as duas povoaçõ^ 

de Monte de Coelho pfj^pcjk^ S^p Apto- 

■. flf»R'^tofrftW?Wdwcape^a8^^^S. 
!^h^\^ Çf j^ de S^nlo ABÍ9iff o, H^yi^ .^.q^i 
nm t^^olçÍQ 4« re^jp^fioii arral^ido§, ^ue ípi 

. fí^briçam-a? p^U fr0<[ue?ia^ feurei? ».3a- 
jrfif o(^ S i( leirra dos çardiai^pres^ .^ uf y^o 
exercer o seu oiffièío por vari^ ppii;oaç^. 

l-oi Y^^a^, ^ ^ j(n^|9 itqtigai pias juíp se 
sabe quando^ j^jb por quçm fç^i fardada. 
J^jDpc^ tpy^ Ipr^. . 

A wejíji «9 Santo Aifto^iio, flça 4 eW?»- 
df da ppyp9;ÇãQ, j^o ajtiQ clí^^d^^ Eim. A 
^ip^ep 4p padroQ^p, fo^ qáeima(|a p^lqs 
^^fpppjtes, pip .i8iQ7. , 

pepbis, jpn ÍM<|iiyiduò d>qm^ cbat9t?dp Jlq • 
miOy que andava peias outras ^r;is a c^- 
^ la^ «cbpa f/ofk Tfmf ^jp^l^ i^^ siQgpra, 
1^ ipigçm djf Si^to »WW9' Fw^iO 
f^ e ípejwçijdoo^i^íntfo ^e 1^^ ^^fco, p }»- 
yptl pfra ^ f ufi terfrf C^íf iwwfp í^yi^ de 

t^çfr 04 i|íQf^ 19 s^^p jpar» p. q]i^ ^rf 
4^^i^iij pe D$p hiapii^prppls^; p(^ç- 



DÁP f psoréin .03 4jíi í:ir^ pfm «p iip- 

Pozenm o santo (fo pjfíj^^t^tí mm- 

Oh, 4^010 S^4iip, 
De Jestu amado, 

P t(õp ^1,9 j«npiW»r 

. J5cpwp•)^e o llq^ft 
Oh, António Sanío* 

0|i, Apton^ Sa9(f)y 

Pl^JewW«ri4*i 
Trppf ç-te .p 1^m¥h 

(Devemos confessar qne os |lf |||||lf ff 
mui» íf""»«>P em flqeai^, ftote ^^çIijíj»!* 
|»(^ipimt;e .coasoantei^ {lo .«qe «s 
, J^offA ^ffiXçífisfme, |ia | q^ flois J)|# 
4e ^10 Apií^^fli— oft do Sftf^) iftm* 
o» do.d» c^%» .«• WW «!|# l»í«* 
vem o Santo da^Hifif%(ncMii9ll4vlÍI 

K^e9ío^W4l-_ 

Á entrada do logar de Uinde, da pii^l 

^nf^o 4e ]N^nf^ .SepJwFlhfiP <*WM 



Na serra de Minde, ha a detSaMa» Martha, 
<>fiila«i4MaL 



MM 



(ffiffi 



• I 



. Na<e»im4a4a&le)iirule|liiid0i9Qiitoá68- 

iisad» iue.^»fiHi}4e ^Tonm diiiofl^^eiilâ. um 

r4i^mi|ie»to.5 4et|pedK Mjr^MPíflobreTde- 

40ra«% ooqiulk^a^gQilda^atfAdiisSú^ fei»»- 

pultado am jD. Dat»^.. . , ^ 

. Fei abefjta DP atraio. ^VlJ^e Be afifou 

rdemro d*eUe,Qai.Dsaa e álf^nma terra. 

Ha íuQto a Minde, um campo» ou veiga, 
com 1:800 metrps 4ecoaK»ijdo,. chamado 

.^fAjfgôa M Mindejf no qnal ha militas Tinha3, 
a algiiouis ceara3. N'elle rebenta, «no inv.er- 

juç^.oifi cai[io4*94Pi^.IM»rrjiq)a bôcca de ons 
i metros de aliara, que é a sahida de am 
capai sHhterraneo, de 1 i^ilometro de com- 
prido. < \ \ 
Esta bôcca está janto ao logar de Uira 

'tfregtieziá), d'ohde Vem sáMnão (atervet) a 

'^^goa, e szQ Jantaménte, por algares 'subter- 
talieos, nò' mesmo campo. 
YelCn sido explorado esfe cáhál, que nSo 

^ih sabida, sépâo eéta, e ió áe téhi eAcon^ 

trado a agua que corre pelo Sèu pavfmentò. 

Vem aeoitteéfdò trasiboMKArMreíitas agaas 

«Hlatattdo o esatopò, e ebiMrvataâoMseii^èflte 
algans meies. Já aeontbeéà làsurlstai 'ás tí- 

Mtihas itftmâtfáad aíC6^24 desgosto, Miifté de- 

^pft& podadas, e meMnò as^m ptDdtiííMtn 

-«rtifto t4!Éhe. 

Ifo tetto, aagoá desaptfafece pelM^mes- 

^^tÉM "algatres siMérrâtKios. " 

Búti5 se 'ptiái^rtili xsoHd ijÉiiMt fáéHMádé, 

smnáÊm,'^[amàM ewbahN» elroatei 
'A <BMè '^■pio >mdMp)' 4S»^'wst» deJbtf • 

<Hlámjd8 Ifírn^iior Abái^rQiidMMM>«lu(|Mr4leB> 

nlBiiMiie.' 

!* MnèMiqQt, i4«ia軫l«iri0<8|nii m ag«a, 
sttímÈn narliaiM 6 tíMim #aa tvpmlas 

i 'lBlllltía.O»'><fifcaeKiarDaiMt^ en—wa^e 
aMieMUo «e^VilUai^t^tiawiiv^tAB^lfllkmiAnis 

tmhSk. do puto, Mkio R 4»liÍl»o% IflO 

fogos. 



tói 



iWiirM) emi, tqneUaka (IQlKXM) iiis e Oifé 
d*aluur. 

Éitm» lirti)^j|ca(«a eosii^ «avilHQi se- 
;PleiiHrlmd.d'e8ia<provifioia« 

TeídMieii|^ipeisip«Mfeo0^>4teetti'4tw>a#r. 

M^pvàAar deilfiiidéno, Mr8<deqidi|oiAcBltti. 
«Moiítfiil. BeswMraáito^^miKn^^iMMieao 
;poMO| «s ^m9íêonifOi^tmiAê^pM$ídêê\J[Á' 
iMif, fAMtímo ma^logiirae iAMiota»iÍ9^<»li- 

-N^:* « «àaco^e «istti sMb-ttiiMs «Ite- 

<Poi f4à:aeiaflMMe(ii%ste W|[«f 'qoe' Mbn- 
%ffani'«*«seretooUibei«l, e lAe^emtoiím. 
(Aiiiiíeeiefiglli Éa-ip<Rieoea«nosiim t^wà- 
' «hi noQttuisiiei «etft iiiiBMMitdoK,^ 
(tanloe^ iqnJdaiiilo^se-Hie^iioviinoniBSIe 
fip9«MisA^iI#elrS»,<)iara o deJMflmorlh^ ifaa 
^^coflM hoj^ise lhe ttema. 

BSp^^e^tietthtim 4ibet^ 4e %ta ^ Ws 
levará a mal esta rectificado historiteò^- 
IMgdaphte»; poINto» a aninha «hvigaçio é 
-namr os ifaetxM (jhmiio ilies-se paBS«raM,w 
«oUocal^òs ao jlogar qoe' lhe fttrteace. Itau 
o nome do sitio depõe couii^^Q^a^fa^Qr^áès 
<llietn!eiye defidmbArcarami.4( VMle £Mt>r%9ag. 
59, ^L l.T, de 4.° voi) 

âMIMO* -glotf^qBp éhndèáliosAftvmia- 
4ia léo iMinlK^ila úBíQtíWa^fí^BKn^eiiBíFíÊm' 
f« iima,«na)pmirvtadaèsLage>( l^- 

slmo 9tãlmikin*êoi^iwaí»MiifíT9^è^^- 
ifKT i4e ^QaAtaide^Rel, «poveas legaafrida 
•rate da» A8tliriiB,>etii tinia lagôa^<iaeiestáia 

ff77 ^e*oê sabre o oi^ dD{BMw,^«iv"'^- 
sando logo a soa corrente com vários lios 
ipnionBf dihwie eUe^ (lue perdepi o-se^iin^me, 
.4HHra lei«iaii»m a lúnl^o, 

áBtfwèeD» % prateia <áe Mgo» «vinQa 
.iXMttidaie jfá ireoi aMiaiáffile éi agn. 
Crosa a província de Orenae,- e ]>'eila, Ai«a- 
mída qfie veoa deFífo a C;mí11%: regppdo 
iVjyUeftfBitikaiMosô « .dopeia éft. dividir <a 
.<telllaar ett dMiapaites t^asi egvMe%,Bff¥e 
dcf divisão entre Portagal a Ii««paPhar*4slo 
iiifde # «wAikeiMte^de via TH^Aceio <* ki- 
.|fU9iliOi^eifl|Mu.da AfeliaigpK até 4wa Mz 
^ tíkN»6ir<i^)-H9 «ea iwao t#tal^4da.S^ 



S36 



MIM 



tfST 



kiioi&ètfw.— 'Tide Butís, CímMú e€mi% 
rio. 

Rècsebd if tíô Barfaê, perto do Melgaço. É 
navegável apenas 40 icll6motros, deede a ioa 
ftXi-^asaa estie MalgaçoetAregneèiafial- 
Mga 4e iMlBliOfr-**onliie JHonçào o a firogae- 
úk galiéfa de Saivaterfarf^^MM Yaleofa e 
a cidade ^Ifteofal^ (fallég») de TosM^atre 
YiUa Í!{CY^ da<CevTeiraeaAwpieibg«Uéga 
de Cralio-^^^^ntre Gaoiintia e a ^aldeia (faUé* 
ga) da Pateageoi, da fregoeziada peqtM» 
villa daOnardla, ficando- Uie do Jado dafiaí- 
Usa <If .) o alto piac^fo de Sant» Teck^ iine 
ae vô a moitas legaaa do.4lataneiai- 

Dk-se que deeag^lá nomar por diiáa'^af - 
ns; maa nio é exado. Este rio ten acss-tò 
barra^ mas, como no moio 4'ella eatá-oiOiéa 
e o forte da Imm (qne é portogiMa^, avolgo 
dá 'O' nome dcèarrd fãilêga^ à parterda rio 
^pie fica eótre este Útien e » GalliEa^e^á 
parte que fica entreo mestti» iUieil oa praia 
de Caminlia» dào o nome de terra, j^/u- 

A chamada barra ga9ég8, só tem tmào 
para pequenas embareaçòea; ânossa dá in- 
gresso alttate^y logres» brigões, ete. (Vide 
Hama b CamnhiL) 

Ba pélò melo feste rio' vários ilhote^ a 
qoe aqoi dlo o nome apropriado, de insuas 
(do mstsfci, iUia): qoa apenae {MPodniem her- 
vav mas de má qualidade, pára o siistettto do 
gado. Dão a esta bervaènone da cailoio. É 
ittoa» espeetá de murraça^ &o teneito em qoe 
ella expontaoeamente se itria^ ó o a ^e nas 
provinolasdo Sal,de Portugal se dá o some 
de wiÊrraeeira ou murrafoi. (Vide iítirra- 
ça.) 

Eiitas insnas, perfeaeem iiÉiiaSr^áOalilíà 
ootras a Portugal, é outras s3o cemmtma. 
Bataft^são objedo de varias desordena entre 
pmiogflezea a tgaMegos^ por lodoa quoferen 
eoiher a eanosa. 

B' o rio llinhoabaiHlabtiesimodao|ftii»o 
peixe; distinguindo de o fMiioeo 'saifloiev o 
aaliorosíseimo solho, o eteellBntê^ safei, e a 
liostosa lampreia. >* «* 

Mio ae pôde diaerhele com eèrtefea, q«al 
foi o primt^ro uosba doeste rio. Qoereni ai- 
Httna qoe fosse Stf, e Bochart âii--ftl prú* 



menta mêímúr. 

E' certo qoe o rio Si2 é oa dosaioeMiB 
do Minho, porém aqoelle nasoe acima de 
Pottfertnda 30 kilométtos^, e a mesmadii- 
lanciar>dè Yilla F^^èa dei Merzos e de>áH 
soo nafcimento até se meiter na Miabo^tM 
maia oomprímento do qoe eate riO| desAa 
soa origem até ao mar. 

Dts-se que depois se \hè deó o nome dt 
Minmk, em razáo dàs minas fle mimo oa 
zarcão que havia junto dás soas margem; 
mas é ibais flrovavel qõe o home actual à*m 
v\ò provenha dos limos encárnkdbs (lim 
rubri eòleitU) q\íe Se encontram em aigom 
sitios d*este rio. E* certo qud Plmio, StraUí 
e ootros éácríptores antiquissimos, ]i Ib 
d9o o nome de Mintu, e o sabiò bispo Õfd* 
sio lhe dá também o nome de Hinho. 

Strabao diz qoe este rio tinha doisnomet 
Bem.8 e Minhih-^ primeiro era ò naciomle 
o segondo o qoe lhe davam os romano9.hv 
reçe-me, porém, qué o nome de Bem w 
antigo do rio Cotira, que em Caminliifr 
janta ao Hioho. 

£* este ri^ ooi.dos. cinco principia te 
Portogai (os autços aão-r-Guadjana» T^ 
Moi^egQ e Dooro.) . , ', . ' 

A, (oa do Minho não tea^ ^ífridÓ4U(enni 
algiuni^ ha dois mil annos a esta parte. Stti* 
hão, no livro 3.% pag. 153, diz qoe na m 
foz tinha uma ilha edoia caas» qoeíáiiaa 
dois portos. (Ame ostia^^,êUa est insule^ 
et dmê crejfidiníes p<0ui(us praeditM) 

Diz eate 9sogca|»ho 400 n» aair4eBi9a«i 
eate rianavcgafal^^forseapafOide 800 «tt^ 
díos ^ legneAtOQ IWidkiflietrQa) oqM 
manifesto engano d*este escriptor^«itiD 
da. copia»! porque eaiaMáa Uvro.neebadi e 
eneoflttra qne eate rie fosea iMrasfavvfcacim 
de Menção, que está^dKinlimelnadaÉi; 
^ vmm» aaaim^ aé.até UpeUa.éiv<c^pelea 
ir àaacoa de matar lata(flúv 9»¥^ d^ptft 
dma^ até.Meeça[>,4Slilln»MQs)aó va0ln^ 
cos de menos tonelagem. 

De Monção paie-iclieá, MiS^GMiMnl 

(24 Icilometros) s6 li»4)M«as.de^a«i|nt 

éè peú^ è áigUM |MM OdddjBtfar^vaHoMli- 

'j<Hito8 ée tiawf para òufintsftoguâdiaffifr 



}m 



MIN 



m 



mis; ma8 iiié paftt o qne^se pede éttámàr 
viagem fítLvM. 

MBIIO-^imfvfiieia^-^dégimaa^ »• úMfío 
anterior a 1881; 'a provinòla da ttaio (Ba* 
tn Domv e Minho, tomo Jadiciosamente se 
deiiomiDaV8> imiiailava m N., eMteCkillIia 
«^ B.; eoM i 6MlHiáeTrÉf-ortmoiitea<aiii- 
ttt'ctaèei*n estoa Ma lfttfM)-^e &, eom 
o rio Dooro-^ ao O. êoài o mar. Tibha'i7t 
léguas quadradas. Depois de 183i, se lhe ti- 
rou um grande traelo de lenritorie, para bom 
elle, e eom parte' da Beira, formar a^ aè^ 
proTioda- do Oouro} 

As principaen moDtairin^d^estáimivkioia 
são— Gavieira, Gervéi, Santa Gatharina, Vai* 
longo e oatra» menores! ' 

(h seus rios prinelpaes sãõ-^-HinliOj -Ta- 
mega/ Lima,' Cávado, Até, e Homem (que se 
Jnnta ao-Gávado).' ' - 

A capitai actnal d'esta provineia, ó a d- 
dade de Braga. Tem-mais as ddades deTfan- 
na e GuimarSes. Tem muitas e bonitas yil- 
las, que vio nos logares eompetentes. B* toda, 
ifo^ aroebi^pádo de Braga (que também ebm- 
prehende uma grande parte da provinda de- 
Traz-os-Mòniés). ' ' 

Está dividida etii dòls dUtrletos adminis- 
trativos, Braga é Tiani^ 

E' o Mtnlio a mais povoada, fértil e for- 
mosa província de Portugal, e onde o geó- 
logo, o historiador e o areheologo encontram 
vastíssimo é inesgotável campo para ossetts- 
estudÔs. ' 

NIo canço .o letfor eom â narra- 
ção de tudo quanto aqui ha de nq* 
tavel, visto que yae descrípto nos 
logares competentes : só direi (^ue 
o Minho nao s& é uma região for- 
mosissima, mas também a mais 
fertiide Forlopl, ^m todoí^ ^ge- 
iieros do nosso clima, Produz tam- 
bém muita e òptiòia madeira de va- 
riaá- quaiffdaitès,' e erta ^^^rta 
' « em glande escáAf ^ «elàor gaéo' 
bovino d*esie kAbo. Or setiil'mbn- 
tes são abundantíssimos ' li dri^ 
grossa ettfudí, e^és^sewrrfateo 
mar lhe fomseem oMiito eiabèro- 

Tinha esta provinda antes da eitee{io 



dis oirdeto reMglosas, em i83i, iSDeonvea- 
M d'attibo8 ot sexos, pela inaior part^ be- 

nedietiÉos e cruzlos. * 

«^ - • ♦ 

0'sr.paApe MaÀnd^José Martins Gápdla^ 
paroch&«noemmMidadi> dl» 6. Pvyoda^ar- 
váMMira, emTerraá de Bouro, e kctnslmente 
dfoadexde Paini&elia, em Cabeceiras de Bas* 
to, Cailattdo' doesta provinda, diz a pag. 1)5 
do semanarlé Voai 4o Douifo^o seguinte: 

«Que formosa, quo poética não é á pro- 
vinda do MNdiot Gonv Justíssimos titules 
se ihe chama ô jafdim de Ponni^al, e edm 
moita ratão* coUocaram os antigos n'eêta 
bella região, os seus Compôs Blysws. 

«Que outra paiz^ mundo aprasentará 
simnltaneamente, avista do viajante encan- 
tado; campos mais feneis^ prados mais ver- 
des, moátenhas, rochedos e penedias maia 
pittorescas; vilfos, ddades e aldeias, mala 
bonitas e sauda^veís, o i^ios mais poetica- 
mente formosos?! 

•Quem.nã» viu o rio Unho, deslísando- 
sé ptaeMo e- seiMo, por entre campos de 
etérea verdura» eiíeaitilhades em serras ^ 
montes, já eôberios de frondosas arvores» 
já eiriçados d*alcantiladas penedias, tendo 
ao sopé lindais aldeiiis e víltas. Beijando 
com suas ágtías d*anit, já fortafozas, ou- 
tr^ora formidáveis, como as dè Monção, Va- 
lença, Yilla Nova da Cerveira e Caminha; 
Já pequenos reductos e fortins, como os de 
Lapella, S, Pedro da Torre, Lovelhe e La- 
nheílas. . 

« Quem não viu o Tormos{s8imo Lima, com 
suas pondes torreadas, suas margens sem- 
pre coWtas,de esmeralda, seus arvoredps 
frondosos, seus. campos íeradsaimoSy sufi 
viUaj^ d^Udosas» seus (^stellos memo^av^iB, 
seua paços aristpçraticos, suas jegrejaa go- 
thicas, com seus esguios campanários a 
surdirem, por entve^ afíoábagem ; suas al- 
deiaai íáea t e n d a pdo>fle pregasçeaas^Ba pU- 
nidiV já> onanéndorie sobre os aleantb, 
como ninhoft d'agiiiasv 

«Quem não viu a extensa veiga, sempre 
cobertt doteana M míHmvaei, que ae'«b- 
tende é^VlmmaaCaminln, termlnasido ao 
O. peloMbaa» A^atttiee, e «o E. por seÉ- 
ra§ e oiitefros. 



• • X 



iSlÈô 



'^-■f n 



«bes; com as suas tra4ÍQ9^4uaiaiiMMíl> 
«com o seuBiagestoaissimo Saactoario ; com 

./i49 BagH?7eirpt; Bi||i|o,^qo«i»igifej9iiifAiCitAa 
. «^Ça^Urna; »s .flanr«» 4e íUi||a,|M(ífiie.i4a 
«A'0Ç{^ ,€9m.s«Da JipwM^ iagr^iM^.«}#BM 
. Al^Qbas.iAae^&aivâú. .. 

ciib0|»(a\» 

X<sniHQQ CM»- lartigç iqoqi #« jpfnoaMma 
.p0«|jbi d» «ff. Sebas|iã9 Pfir4yMra.tfa iCiiiiha, 
. (Uho da 00990 ek^Mt^ 4piQ9M(tor .auM^ctoso 
iPOftt^.tp «c* Aiiioaíp P^rew A» fifuibiwe 
^Mlp d<^ «pr. eoQda A» 



ÕMiiiIio 

SpJp 4}ei>lé w^ . ando a ■ vidi^ atoftç^u 
Com iteriu^iraça, otcaaiaoteipo.MiAâr I 

.01* patllíanitoba4e.»imii|tad(» amori. 
- 

Qaero ^antar-rte, eoipo ^ râl^, ^lUientQ, 
C^Ut»,p)aofpofa, oa atricaoou cem, . 
. iC^mp eUa j^^lr^ ao aeu dia^ote rOioibPy 
. Aipíro^ ^ Míobo, sm^ 4Urac(>voa .(#aa. 

Amo os tens campos jcom períames vai^os. 
Verdes sacrários de um constante abril; 
Amo os tens montes coliossaes d'á1tara, 
"E a luz, lao pui^a, do ten ceu d*aânil. 

' Veias de prata, em teu fèetrnd» èeHò, 
Passam- te em meto lios, nSt) eaiídaes ; 
i;d*entre a!( flores, ^eotèvebSo trttkriKieem, 
CHdâdes crescem, qtie não teèm ritates. 

•firafa, a prtaosíBa d» noou lám, 
Virnide asseara aioda'4«iiM9fit«*«ié'; 
X^eterra ás navens^m^^iMMIi de^gloiifty 
A nobre bistoria, de que-bardelna é. 



% r 



B 4eoi por eof Ãa 4e KpjMiltnrii Knta, 
A Virgem sancta do Samelr^i d a Cm,, 



'Mm 

rAfiw^^a^MtftJMWil^-Aoriíiiff,^ • 
Faustoa yestidos, com doira^^ip} . 

:RMjMiqilii$es noia SdahutrfidMii,, 

Ane dix^ aa^nuwdo, :«pa deixNíV^^Ãvinpi 
^QifuiiD bei^ do.4ikaiQr .dps nía^ 

Gai9Muk Ar|i jp^l«4y)aiiiah^m^^ 
S^ PíMa «nrelia do «ipjwnoao lair. 
Monsão eoTolta nas 8epi%mii;aibai^ 
jCoiHa^as ha t a lh ap nn ft iqgrwi ganliiy. . 



VíUa dos Arcos, 4|i]a«a.«in9i^4eiMas ^ 
DiêiHiN^ititfci^las^ qod deUciaatdào.. 
aaripelt^f^iFRc^ adoroi^d^ m^emiita 
Sobre as alfombras do vioeiíid abâQj 

BMuL fje.fi^e^, Jioa ^ b^eaeara ^MPámi, 
p^me^^oJbimiiyigike ide4 Uiéa; 
l^iagAs o^i^ypi^ .a retractar a face 
K'4g9a, iV9A mscç^ ^ guo te-eomo vt^t 

Vianna... foge ao inoessant^^beycir 
Obo^-o IMo», iMiio AJba teat^ 4epôr ; 
£ da montanha na outiBriut iODOoitj^ 
Lá 86iTa(Bostii ,q^ geQtU pndAr» 

EãtSO^.^aspeito, |>orqae son teu filbo, 
È <^m teu brilho não direi jamais. 
Qae o diga qoem, ao respirar-te os imi 
Te entrou, nos bres.e passeou ten eáes. 

í^cílo d^ehlSto, onde i Tida abraça, 
Com tema graça, o castanheiro em flôrí 
Abrè-me o seio, em qnè Um vergel seapiA 
(f pátria tnínha de eneantá&o amort 

VlãAtta, M Se JnAe de M^4: 

. .JHHKHQffM» ifrega»|Mi,yeir4^n,» 

Jlíjiími«»a4a <^iMrd«i S^ 
.Ml/oips^ 

PfMtt&MoIlMiffta. i 

Bispado e diatriM» .#4taM|iratN ^ 



EsU freguezia é compcj^^Tm^^m ÍP,W^^ 
agradável, a 4 kji|<^p^fr.9^,4a Boa^rgem dipeji(a 

voaçao do Mínhooal çsteye pripieirapBii^ 

^q, sUip t^je -di^noiDipa^ Quinta dfi ^ <foão, 

propriedade perteneeptç^o sr. ^Atonio V^l* 

;jg^),,e ^iz-aç gjje fi |xan5feRirw pqr causado 
^ijim^ epidi^â, ou praga de lorpi^g^ ,fq;^e 
alli se tomara iosapportavel. . 
. . Ao W^9 m}iW W «tfrUíVe ^ Wd#nça 
.j^p PWP?, ninjfc^ |W)vp3,.(]59 ^psao p9Í^m 

formigas nao a^sIls^lp, i^eip fytfiffi /xi^r 
mais niDgaem. )f vid^r^ cqo^id^ayeJiiapDte 
as condições ci^a^rjiças ^ JtoQtigii^L 

^ lij;94iMJç5p^ íprjinçjpw d'^ta írwie- 
,zíí, ^0 : yiçjip ^ pjelhpr 4p í!opdéí|[9). 
azeite, trigp, çfafji^^m^ ^bi^^fí^. 

Ires e.^ic^— ji 4p ^. Çjti,rystoYíM) Op MqUo 
Cardoso Telles Sampaio, na^2^ A*^^l» ^' 
j(fU íí sr-s* D. ^i9^ A^ P^iflfaç^Mí Corte 

JU^V' ^ jCnigffpii^^ dê Vinho, jio.jcqnçelbo 4e 
iÇpqy^ili,^ ft^j) »T. ^ptppip V#)9p; d?.Ç.Q9- 

,,to 4rjgi|SM>, dp9.Jpppa«8, tio .^s ar3. :^yr*es 
ilerveira^» 4^ ír^^.e?;ia 4^ ye^uiteUa, ^ej»te 
«oneelho de Celorico, e.jig^^fptp/;^^ da 
quinta da Cernad^ pf n^m^p^e Vonzél^ 
k qWÍte <5fW a fr.- p. Jo^nna SçQilj» de 
^ptp^ ÇQi;le Rç4 ^tp^aa 4qyiMw^fto 
concelho 4e & Joào da Pes(|aeir^ 4^|ia 1|9- 

íjí*tíffí dô AnUWà^pÇv4oao 4e. Serpi 4a/re- 
jpaçíia 49 flraç^, n'estó cca^c^l^p dç Ç^to- 
rico, coronel qae foi do ref^QP^ip 4^ ^^^' 
i^f^ 4A 'Sr;ipcp9P, A 4fl j?i>*Wi J<^iíi4ej^r- 
f^Çqrip JMI, 4q ViHa^, PK9^m 9¥m; 
te do fallecido visc9n4e de QQPfiii, 

^ l-fWíJltt4? SxH^'9»4f yiniidp ^ pi^de, 

«su fregaezia jfif^tífo f^\T^ W^ JbW M' 



>*«íí 



m 



lita^a administração de sados .caaafis une 
possaem nas circamvisinhanças. 

m «W ,fia»i ipdíi.pvlW5e.^ie«lrju^fft 

ppftQ,^ Ai;|. .^ilí«e?, íft Çe4ft?w»; .0»- 

fios, 4p.}:^R^gp^ ffW>W ?»* 4e44ní*- 

f:^; ^Qjj^re.de4brei},4^jRQr|í<3líB4'At89- 
4i:ea; fípp^e 4^ yav^e4/B; 4e Xrailfipsqi.e^es- 

ftlfnb^gf^dor,i09í6 Jíp^qujipjií^ope^ ^e^c^^l^s 

.çppceího 4q J^^9p; .tçndp.wii4a,íiqgi pfg^- 

.^9s de iinp(yrt;^Dpia p cabMJiP M^ Yi^if^Oi 

P clirn^ 4>§l^ .fre<5ie«^í Aen^p W4íVP*« 
j^ç^cp ^^day^. ,p^ <|n<3 p rihçica, AUp^^ 
HiiphQp^ We ps^sfi AO Xi:|p4o |4*/99ta,(i;f^- 
zia, é mnito plano, e no ve^ 4^Í3c^<WttÍÍa 

4..in4«i^ria. jprií^ejypfa 4:ea^.fr^o«i^,|é 
p i^br^co i^ ,telb^ d^-^^^peill^^i^f^- 

Ha aqni seis fomos que Bbi^fA^^flf^^- 
M^ ^tsmjAàffix^ ^.j[egp^,49.4i|*an- 

fi29^ jk^mp d'iflní a, ^^ wl * fl»ac. 
il4it^^49 (W«ri(K);^Ti;i«HHW».^Ov4í^<5flí^ 

E^ta, j^^«$ifk Al^ /ç^U9>^i,irt«8;;M)Çj:«pi 
WUlo ^teiio^ 4^ifW* m WW Pf "ito 
forçado para p^w^pitq^ .^p .<|^ ,r^i^ flf 4Í- 

rítów ap wpiío 4p ww mh w xw-^^^r- 

^ (^{po sp<M5ç4e^ çpp > iJ^y^ 4p> Uw 

f^ff, .^np |ip4o R9? ^S^i ^q^earaín^^díp- 
. :|ippp|ÍJE9Hr^|WZi^ 1^ 

de Braj3i, ?ÍÇ ,ap JN, *5^JWsl^ í W ^p^. 

J^(pÍ7P7*ipl»#l9|[«- 
Orago o Salvadpfr , 
A)|p*^llí^p.e,,4^lfifif9,?4p^i^^^^^ de 

A ji^i^a s^ij^nt^vfi p fflí^w, OT« fW^ 

íW*PPQrtiií.o|é4'<^«ir. . 
1*/^ pppujP^4^ 4a pi:4m 4o 3;^Wil9«.f^ 

^344, ^ 4* QF4flW 4e Çlvwí^ .4í^*í A^W, 
Minhotãe$ji]íf(^ M>i(j(í9 j^fftiigpe^.i|i|l[PÍMl- 



â40 



IflN 



tm otitras paires chamam milhano, ou mi* 
Ihafre.) 

MINHOTO oa MraTB-ltOIBdtO— serra, 
Bdra Baixa, na freguezia de Gernacbe do 
Bomjardim, eomarca e concelho da-certaa, 
no gi^ò priorado do Grato (patriarchado), 
districto admioistratívode Caatello Branco. 

Entre as serras qáe de ambas as margens 
cercam o riò Zêzere, se eleva o monte BK- 
iM5\o. È ínuito alto e coberto em grande 
parte de penhascos gigantescos, e ínaito in- 
greme e despenhado, para o iado do Zésere. 

Sobre um dos rochedos d'este monte, está 
a capella de Nossa Senhora da Rstrella. É 
imico antiga, e foi edificada n*este sítio, 
quando aqni apparecen a imagem da San- 
tiÉ^ima Virgem* 

Affirma-sd que em nma grau, oa caverna 
qne está junto da ermida, fora a santa ima- 
gem descoberta por ons pastores^ em tem- 
pos remotos. 

A ermida ó grande, com altar-mór e dois 
lateraes, mas estes estão desornados e sem 
imagens. 

Tem nm alpendre, e jtmto á capella-mór, 
estão seis pequenas casas, parai habitaçib 
do eremitão (qaando o tinlia) e para reco- 
Hier os romeiros. Está tndo em minas. 

Perto do templo ha mm poço, de bôa aiíoa 
potável, e nma fonte perenne. 

Também aqui havia dois grandes sobrei- 
ros, tão antigos como a egreja, e qne, se- 
gundo a tradição, davam uma espécie de 
contas pretas, que moidas e bebidas» cria o 
povO" que curavam muitas enfermidades. 
Gessaram de dar frneto, quando o eremitio 
o principiou a véoder aos romeiros. 

Junto á casa do eremitão, tinha este uma 
pequena cerca cultivada. 

Unidas ao templo, estão asruinas á» an- 
tigos edificíos» e d*esse lado, na egreja, uoia 
porta tapada de pedra e cai. È tradição que 
era um hospício Ibitiflèado, dos templários, 
• tambéin^e diz que estas ruínas são o r6sto 
de um convento de monges bêtteéieãnos, 
que foi destruído pelos árabes, no secub IX. 
É certo que a grandeza úò tempb indica ter 
aldb egreja^ álgilm ihdsiefro. 
' ^ Os proviseres do grãopiioilLdo do GrM, 
é que api^scoitavam os eremitães de Nossa 



Mie 

Senhora da Estrala, e Ih^ davam Ifeettt» 
para pedirem esmola por aqueiies eomor- 
nos, para o seu sustento, pois não linliafli 
outros rendimentos. 

Teve uma confraria de Santo André, eon 
capellão que vintia aqui dizer missa nos do- 
mingos e dias sanctíficados. 

Fica esta egreja a 8 kilometros da de 1 
Sebastião, matriz da fregueda, e dlatáms 
1:000 metros do povoado. 

A ibiagem da Seolidra, é de pedra, e és 
meio metro de altura. 

Poi objecto de muita áò^o^, dos pow 
d^esu freguezia e Immediatas ; mas a 
crença, ou a índliferença, tem causado o 
firiameoto d'esta lèvoção e o atMindono 4k 
sanctuario. * 

moiU— freguezia. Beira Alta, eonee&i 
de Sattam, comarca, bispado e distrido afr 
ministrativo e 18 kilometros de Tiseo, 911 
ao N. de Lisboa, 310 fogos. 
' Em 1757 tinha 171 fogos. 

Orago S. Pedro, apostoío. 

O vigário da villa da Egreja; apresobR 
o cura, que tinha 12if 000 réis de cobgm% 
o pé d'aitar. È tdrTa muito fértil. 

P nome doesta freguezia, é 6omipç3iià 
palavra árabe tnaótno— que significar— afa- 
gada, inlmdada. 

' MIOMiESoulinnitiEt-fregnezfa^lW- 
ra Alta, comarca e concelho de Rezende ^ 
tigo concelho de Arégos), 24 kilometros aO 
de Lamego, 353 ao N. de Lièboa, 60 a K. dl 
Porto, bispado de Lamego, districto adiai- 
nistratívo dé Viseu. 

Drago S. João BiiptistSi. 

O abbade, collado, era apresentado peb 
ordinário, que tinha 550^000 réis de rendi- 
mento annual. 

É Uma f]*eguezia fertilisshna em íaâm m 
fructos do nosso paiz, e cria mtiíto gado ét 
toda a qualidade. 

fistátítuada a 91ik)metros ao& da 
gém esquerda do Douro, em terreno 
te aceidentado. 

fia aqui as minas de um ântiqoissfai» 
eastelTd, chamado de 8. hlfá. Mo eeattio * 
retinto d'está fbruteza, est& um pêaMi #^ 
gantesco, què é uma anta céltica» das 
res que existem n^este reliio. • 



Ba tambein no castello um baraeo, que 
'diiem ser ooui galeria snbierraoea, por onde 
08 mouros hiam ter ao, rio Douro. 

Ha n*esta f reguezia dua» bôaa feiras, a S 
^ 16 de cada mez. 

MimàeSf no' antigo portaguez, significa— 
terra .doa lagos, das lagoas, dos pântanos, 
«tc^Yide iÊiâma. 

XlRA ou ODEMlRA— rio, Algarve e Alem- 
tejo, nasce na fregnezia de S. fiamabé, em 
um siti« da serra do Algarve, chamado Cu- 
meada dos, Cançados» Depm de receber al- 
guns pequenos ribeiros, passa pela viilá de 
Odemira e desagua, no mar» próximo .de 
Yilla Nova de Mil Fontes. Béga, móe e traz 
peixe. Vide Odemira, villa. 

MlRA— (lagoa de)— Vide Arão. 

MlRA— viiia. Douro» cabeça do concelho 
•do seu nome, comarca de Cantanhede, i5 
kilometros ao S. de Aveiro, 24 ao O. de Goim* 
bra, 240 ao N. de Lisboa, 1:700 fogos. 

£m 1757 tinha 679 fogos. 

Orago S. Thomó, apostolo. 

Bispado de Aveiro, districto administra- 
tivo de Coimbra. 

O prior de Santa Cruz de Coimbra, apre- 
sentava o vigário» que tinha 300^000 réis de 
rendimento annual. . 

O concelho de Ifíra, é compesto das fre- 
guezias de S. Salvador do Covão do Lobo, e 
S. Thomó de Mira, e tem 2:300 fogos. 

Foi da comarca da Anadia. 

São pescadores a maior parte dos habi- 
tantes d*esta freguezia — que está situada 
perto da primittiva barra de Aveiro, a 3 ki- 
lometros do Oceano. 

A villa compõe-se de uma s6 rua, com 
mais de 1 kilometro de comprimento, e al- 
gumas pequenas travessas. 

As casas são ordinárias— as melhores, são 
as da camará. 

É terra muito fertiL 

As cheias do rio Vouga, em novembro de 
1852, trouxeram grande quantidade de ra- 
tazanas mortas, e ainda maior, de cobras vi- 
vas. 

Só na costa d*est;i villa, appareceram mais 
áe 15:000, algumas de 3 Vs metros de com- 
prido. 

£ povoação muito imtiga, é Já existia no 



IIÍB 



au 



tempo dos árabes, que lhe deram o nome 
actual. É mesmo provável que fosse povoa* 
ção romana. 

Os Tavaves, eram alcaides-móres de Mira. 
Para o appellido Tavares, vide Assumar, 
Faro e Fronteira, 

Dizem alguns^ que D. Manuel lhe deu fo- 
ral, em Lisboa«a27 de agosto de 1514; ms 
não é. verdade. Esjte foral ó o da Mii^qi, se- 
guinte. I^ão me oçnsta que tivesse foral ve- 
lho ; pelo menos Franklim nao o menciona. 
Na doação que o conde D. Raymundo fez 
aos novos povoadores de Monte Mór Velho, 
em fevereiro de 1095, se dbmeia particular- 
mente Zo/^ma GodjfiA^, a quem dá e concede 
a villa de Mira, com todoa os seus termos, 
e um moinho que está Junto á fonte de Ca- 
raJbôi—^qm omnia us^ue m hodiemum diem 
m atondcs et presmo tenuU, (Doe. de Santa. 
Cruz de Coimbra.) 

Àtondo era o direito de rotear, 
romper e cultivar algum terreno 
inculU); não o podendo poróm 
dar, doar, trocar, ou vender— 
isto ó— sendo um mero usufru^ 
ctnario. Tinha pois Zaléma, as 
terras de S. Thomó de Mira, só 
para as romper e arrotear, e só 
pela doação do conde, ficou lo- 
grando a propriedade e senhorio. 
Este Zaléma Godinho, fundou a egreja de 
S. Thomó de Mira, onde seu filho, Godinho 
Zaléma, foi o primeiro parocho, e depois, 
um dos primeiros cónegos regrantes,. de 
Santa Cruz de Coimbra, a cujo convento 
uniu a £ua egreja de Mira. 

Foi depois, bispo de Lamego, e, renun* 
ciando o bispado, se recolheu ao mosteiro 
de Grijó (da sua ordem) onde morreu e foi 
sepultado. 

Mira é corrupção da palavra árabe Mir, 
eu Emir. É nome appellativo de príncipe, 
chefe^ senhor, e governador. Também denota 
honra e nobreza de sangue rpal. Vem a ser 
^^povoação do Senhor, 

MÍRA— (lagoa de)— Douro — está esta la- 
gi&a situada j[5 kilometros ao S. da barra 
de Aveiro, e a egual distancia, ao N., da da 
Figuein, no litoral. 

£ preciso notar, que na fcú^^ 



^1^ 



mi^ 



gtféiir d'AySo* (líttíltojrciÒnYíiftíri 
é' áb' O! (te^^âlençà, tatttbem ba^ 
nma' lagoa chamada <fò^Jtfi^âi otb 

íSíÇ' cdi. !•>; èo -fyvòiiy 

MlRA (lagoa de) — Extremiadtii*a.— Viâb 
Jfínàè e Jfíra (Sèvhorá dó* Amparo. 

MSRA^fregtiezia, Ekttemádtirá, coma^ita 
e coihjettiò d*' Porto de Mói, 30'tólométròsf' 
de Leiria, 120 ao 17. dé Lisboa, fSd fogt)S. 

Càf i?57 tidtla^ 190 fògo^. 

Oi^ágò IVofisa âènliofa do Ataat)a^.) 

Bt^f/ado e dístrieto admbíisvrativo dé 
LeiHá. * 

O piòTò a^pfresrentílta o cura, «jqô tihba' dé 
rêktdtmento 701000 réis e o pé'd'alàtr: 

Ssta^ aldeia pértetlefa á fr^^ezia de Min- 
de; dà (}ual fbi desmembrada para formar 
f^gtiezia' iúdependente, no âm da seenlò 
XVII, ou principio do XVIÍI. 

O (pie se sabe com certífza, é qne, em 
1726, jâ era íl'e^ezia, como adiante se verá. 

No logar da actual matrli:, jã havia uma 
capelta muito antiga, dedicada a Nossa Se- 
nhora do Amparo, quiB foi ampliada, para 
servir de egrejá parochiai. Nd seu frontes- 
picio se vé esta inscripçSo : 

17S0. EStA OBRA VEZ! SS, 
SENDO CUBA,' FRANCISCO MJ^^DES DA CRUZ, 
' JtJIZ, ANTÓNIO DA CRUZ, 
S PROCURADOR, JOSÉ LOPBS. 

Para a lagoa de-Uira ou de Minde, vide 
tttnde, 

MIRAGAIA— fregueziâ, Extremadura, co- 
marca dff Torres Vedras, concelho da LoU- 
rínhan. Vide Francos (a dos) <m Miragaia^ 
na col. 2.* da pag. Í27, do 3.» vol. jfVldtí 
também Lourinhan. 

MIRAGAIA — freguezia. Douro, concelho 
(bairro Occidental) e comarca (3.* vara) da 
cidade do Porto, da qiial é uma parte inte- 
grante ; pertencendo portanto ao seu bispa- 
do e districto administrativo. 

Tem por orago, S. Pedro, apostolo. 

A^mitra apresentava o ábbàde^ que tinha 
240(0000 réis de rendimento annual. 

Tinha esta freguezia, em 1757, apenas 4dl' 
fogos. . 



i^M' rata fa!^ dó'^hitoiiai 
ardgò âbextèiiíátréolllònâerw- 
boa, resò1Vifát^'dé^lgúitíáiflMi' 
gúe%ía3 doesta d^áe; airtf gorte- 
parados e indepêúdéiltés, eòkha' 
já fiz dê- úe^éitu e mmm, 
Jttlgó ser isto menos aBòítdeiioí 
para os leitores'. 

Contínuo^ pots' cõm o ((ttélts- 
pèiâ á ema tr^gnetík. 

; Seguhdo o iHiiêràírià de^ AiaâifUno' 2^ 
(edição corrbcta dePariy e Pífidfer-Bferllií 
18ÍÍ8) etistia na margetn dirdta do Ooitfí 
iuma povoaçllo; dè pequena impbrúiiieia, dè 
no^e Caiu— qne qliér dizísr'— déttòmislÊ 
Gaya— era a priméUa pfotisaâa dós qttrTi- 
nham de Bracara Angustta, b ^c(dirig1aoiil|ie' 
la estrada militar parao std: éhegavaini 
Calle; embarcavam nòpmiiSf e segninâoii 
nascente dò castèlto dè Gaya; caminhavioí 
para Lanoobrica (Peirá) Talabricà (Avleiro) 
£minium (Aguedá) etc. 

Nãoé duvidoso que Cattetòs^ aiHoMa 
Gaya, como afflrma por exemplo A^goirtílilií) 
Rebello da Costa. Neste tempo não exístíi 
ainda o Porto, que nasceu deptiis,'qtú]iib 
Ataces andava em guerra cpm os snevoi; 
estes edificaram o castello, nuòleoda pos- 
terior cidade, ho logár mais elevado, dito 
Penaventosa, e onde hoje é a Sé. Ê tambefli 
obvio que a Calte, lògar de descanço, mar- 
cã^do no Itinerária de AiMúninOy fosse u 
margem direita do rio, visto ser natoral # 
os passageiros repenicassem antes do em' 
barque, mesmo porque os meios de trans- 
porte não estavam sempre promptos, tm 
seriam muitos : e dizemos que este logar de 
descanço era na margem direita, porqQds 
via militar marchava do N. paira o S. Â# 
la-notOy de que falia o Canon Itrãò coad- 
lio de Lugo (annos de Ghristó de 568) etii 
antiga Calle, burgo fora dos muros da d* 
dade Fesiobole — porto chão. Ga^a, dift » 
castello antigo dos romanos, pertencia á ea- 
thedral de Coiíhbra, como se vé do Caihní 
V do citado concílio, que trata dá diviâ» 
dò território da sé conimbricense. 

Depois da derrota dos godos na grâDiHf 
batalha do Gnadalete, (7Í3) a peMhsuliHlttis 



mnf 



m6i 



MÔ^ 



xoêv pasflOQ fto domiitío dòs árabes, e por 
esm tetepe féram b eMMlIò^ éto^ FbHb & o' 
bta^^, Httazàâbs: AííUla uma, i«l(y é^-a^ an^ 
\igie CúXlè\ sofflreti próvavefmeiite o meiínò - 
destino, apesar de que, se é certo' o sal^^O' 
oMMtieto féito^^m75B>por Abdiel^Azis, ar fa- 
vor^ do mosteíror de Gedofèi€a, m}b còWO- 
abrangia parte de- Miragaia' fliòo>^b!qtfe, 
Baiidefritihá); e ítei iúeiltfiiíâb per Itkéedò* 
mtiPo, rei tm^ Sbevos, eiilr Ma de Cbi^átb; 

Hàa^netar t}ãe n^iima das itttas^er áòs 
aitd^d, ellèfl se insfaiàram tambenr' ém 
IffrâfajfH, >ist0qaeo'esfab^eiitiei»to d^baí» 
niiídd, que aqni benve» só'àqilelies poros se- 
pMe- attribufr. Quando péréth se eontnit^ 
ràifi os banhos, vSití o podetnos^determinar; 
ià«9*é'eem qae pósteríormehteaoseixes- 
taKèlecfttièttto; erhtte mu documento, dè^ 
iSBI; qbe é cm aeoordo entre o bbpo e o' 
concelho, no, qoal^ieste^se obtiga a restaurar 
ofMbanbos, caldeiras e perienoes, no 'sitio da 
ItHnkbta, oa rocio, abatxoda Gividáde, fi- 
cando os rendimentos pertencendo, inetad^ 
ao bispo. 

Aitida como eommemoraçib aos banhos, 
d^^ origem árabe, existiam ha pouco tempo 
— b Postigo dosàan/hs e a Rua dos Banhos, 
qu^ desappareceram pelamodérnavabertura 
da rua Nova da Alfandega. A Múnhotu era 
contigua à rua do Forno Velho, junto ao 
lio, e" pâralMa a elle. Ainda hí outras ruas, 
q«é eoDítervam lionês commemoniiivos,taes 
ceata^Rua doá Judeus— Monte dos Judeni 
—asseadas dos Jtiâeus,mattfflôstamefnteamè« 
rioreB a i49fr, anno em que D. Hánnel osr< 

expulsou do reino. 

' . '• 

Efhquantò á antiguidade dá parochia, ha 
quem a remonte aos primeiros annos' do 
christianismo. Na parte externa' dá actual 
eg^èjà, Miás de eònstrucçao moderna, existe 
m&a' inscrípçló, também moderna, em qne 
se 1é o segttfote : 

«Prima cathedl*afísfóeIthaec.B!á8ilfus;ob 
egitl'qnampeâibtis sanus, condfídít fnde Pè- 
tM:— fiètà {ó\ a primeira cathédral do Por^' 
\».' 9. Basílio, apenas se riu ^ò^dtts pés, a* 
eméeu, e' por* aqttelle ínotito a dèd^ioiíí a 



Síite^ a BásHtÒ, dit ôf Iffiârrjrròlógio. níor^' 
reU' no antío de* 57*, e tio úattaè^o dôs 'blsi^* 
poá dòFbrco df^serter elfosidi^^ primeiro' 
d^edtá dfdlsesej Ora ocastèlR) de Pena-Ven<- 
tos« (Sé^té!'edlfl<5ad([^; como já fi^ dito, UTe^*' 
los^úe^os; aúòmi\b Vl^i^só postèriormenteé- 
que' se etÍMeou'« cidádé; em torntt' a essé^ 
pritnilivo liiiiêltto dó poVoa^o; do que re- 
sulta' tíSa? haf erbisjiodôr Porto tfèstaépo- 
cha. VSo temos f ertehto como eetto a eitt-' 
ficação da primitiva egrejá durante o secnlO' 
I, apesar ák sua* gfánde amiguiiadèi 'Rkl^rez 
que a insàip^,' traduzindo mat atradi!^' 
e mterpmándò rimi'a lilstorfá, queira aOtír'^ 
mar' qae a egiíejá déS.' Pédto é a maia aiH 
tigá dis do Porto; o qhe' se pôde admretiir' 
sem eseMpalòi Tiâto*»er natural que os an- 
tigos habitantes' d^íésta^ pequena povoado; 
díátante de outras importantes, erigissem* 
modesto tempfo pára' prestar culto ao seu ' 
Deus. 

Depois, Mifagaya em épochas bem proxi"' 
mas ainda, estava extramuros dá ddáde, e 
é bém' pouco de presumir que aprimitiva' 
sé do POrio fosseem qualquer épocha esta- 
belecida em ^itio que eslava afastado da po*> 
voação importante desde o tetnpo dos sue- 
vos,' e que pela sua* disposição topographfca 
tendia a desehvolver-se, como efrectivamente' 
se desenvolveu, emquanto que a pequena 
ViUa-MúVã, burgo do Portb, eii^elle por en- 
tão afastado, carecia de importância, e até 
foi' aquelle o sitio que nos fins do seculò 
XVse julgou atado para n'elle estabelecer; 
a povoação judaica, tfda como badtarda, e 
para a quat sempre se escolfetia sitio menos 
conveniente, como que para castigo da sua 
crença. 

Além d*isso, como teremos oceasião de vér, 
Miragaya era local de mariautes quasi na 
sua totalidade; povoação pouco estável, e 
também de certo a menos própria para no 
seu: seio abrigar o prelado de um impor- 
tante trato de t^eno. 

Di2-sè também que, no primeiro século do 
christfinismo; existia em Gãya uma capel-i 
linli^, de invocáçlú de S. Marcos, onde 3. 
Basílio, di^eitiulo de S: Paulo, ministroa os 
priknelròs' saeramentos da egrejan*estas pa- 
l^ag^s; e qtte úotahdo' qtie^ populáç&o ten^' 



24.4 



Wfk 



dU a descer das jhoqím de Gt^n^epor faUa 
de terreno apropriado oo sopé dos alpestrjM 
alcaati^ ^e passava á praia froiiteira, ondeio 
terreno era largo e espraiado, e qxjiejaato 
d'es8a iNraia, qne 4 boja a psodema Mira- 
gaya» edificara tempjo, mode^U) sim, mas 
que se mais coadunava com as necessida- 
des do.cuito, e aogmepto da população^ on- 
de administrava sacramentoi^ isto antes de 
ir^ para Braga, onde foi preladp, pelos annos 
de 40 da era christL 

No Catqloffo dos bispos do Porto, de D. 
Rodrigo da Cunha, diz-se qae S. Basílio fò-. 
ra o primeiro bispo d -esta diocese; no Áffior 
io(fio Lusitano afflrma^^e que dos discípulos 
de S, Tbíago, um, natural da Jndéa, ede no- 
me Basílio, depois de ter sido baptísado pe- 
lo santo, com elle veio ás Hespanhas, onde 
ficou com S, Pedro. àe Rates, qne reconhe* 
cendo n*elle talento para o ministério da 
pregação, o fez primeiro bispo do Porto, on-^ 
de se conservou por sete annos, até que 
sendo martyrisadp S. Pedro de Rates, bispo 
de Braga, S. Basilio lhe succedeu; e que es- 
te S. Basilio fora o pobre iileijado^ que es- 
tando a pedir junto á porta Spêçiosa do tem- 
plo dd Jerusalém, foi curado por S. Pedro. 

Diz mais o Agiolagio^ qne constando em 
Hespanha qúe o apostolo das gentes estava 
preso em Roma, os povos da i^nsula es- 
colheram a S. Basilio para ir em companhia 
de Santo Athanasio, bispo de Saragoça, e S. 
Elpidio, bispo de Toledo, visitar e confor- 
tar o santo apostolo na sua prisão, e offere-. 
cer-Ihe a coUecta que as egrejas das Hespa- 
nhas lhe enviavam. Ne Fios 5anc^orum tam- 
bém se diz que S. Basilio fora o primeiro 
bispo do Porto, e fallecéra em 23 de maio 
do anno de 60, no principio da perseguição 
ordenada por Nero. 

Já dissemos que não nos parece provável 
ter sido S. Basilio o primeiro bispo do Porto, 
pela simples razão de não existir o Porto no 
século I; e as afflr mações dos escriptoreç ci- 
tados, que se copiaram uns aos outros, re- 
produzinde^se e ampliando-se, não mere- 
cem grande fé histórica, porque bem sabido 
é que, mais crentes do que críticos, apro- 
veitaram quantos subsídios eneontraram, 
sem os purificar pelo crisol da crítica. Pa- 



ra exemplo basta citar D. Rodrigo da Ga* 
nba, jcaraeter respeitável, n^s dotado k 
nifoia baa (é, e que por maifli de lamm 
tem, sido contrariado na* ao» affirmaçte 
absolutas, 

Agostinho RebeUo da Costa, um psnii 
nmnos crédulo, ^z sva Descn^^^ da itfi- 
fi« io Púrlo, diz ^g. 63) : 

«Preside n*esta só um bispo, que ó de Io- 
da a diocese» com oitenta mil cruzados ée 
renda, ^ qne paga a tei^ parte á patriír* 
chal de Lisboa. ^ catalogo seguinte expo* 
nhpcom a brevidade possiveU ordem cfarO' 
noiogica de todos ps qne hpuyeram n'eita 
cidade, desde a sua fúndagão aló ao prescs* 
te tempo. H fica adimfido nacofii^l 
que S. Basilio (mtros bispos de qm o^ 
catálogos dão notida, não devem enirmr a'» 
te numero pebsraz5es que es^poreí, qpuk 
faltar da egreja de Miragaya. < 

. «CoMSTAjyGio» prtm^tro bispo, govem» 
pelos annos de quinhentos setenta e mm 
até quinhentos oitenta e noye, ele.» 

No cap. I, diz o padre RebeUo: «O taÉm 
do (roya, em Yilta Nova, foi fundado (d) 
pretor romano Cayo LUio para d*e8te «lii» 
reb^r as forças de Viriato; e a cidade di 
Porto. /bt fundada pelos suevoSf muitos » 
eulos depois.! 

£ em nota: 

€ Para, abonar esta opinião basta porH* 
dos o eijudito portuguez e bispo IdãmtU 
sua chroniea, em que diz> Âd castrum ^ 
Fovtucaleappellatur^ etce muito maisqssi- 
do chama a Braga: extremam dmlatemGtl- 
lacicB, etc. 

A pag. 104 e seguintes novamente o ps- 
dre RebeUo corrobora a sua opinião, eoo 
fundamentos não destitqidos de pese e boa 
senso. 

lias, admittindo mesmo que a egnjad» 
Miragaya seja muito antiga, não se deds 
d'ahi que fosse a primeira sede portno^ 
se, e a invocação do seu orago^ de per si si 
não ó argumento bastantes para terrse pff 
certe e irrecusável que fos#e S. Basilis* 
seu prim^o edificador, com o moiivi A 
prestar culto e homenagem, ainda eu vb 
ao santo que na porta. ^p^ciosa lhe sarin 
08 pés. O padre RebeUo também o nioMn* 



IflB 

•dita, jalgando iBcrivel qve em irida dos apos- 
tolas, bonvesse qaem consagrasse temploá i 
soa memoiia, e que pela tradição apenas 
constava que a Maria Santíssima, S. Thiago 
^eéieira um templo em Saragoça, entro o 
«▼angelista p. João, na Ásia, e ontro S. Pe- 
dro, em Roma (eap. cit. pág. i05.) 

Sfja como fôr, apesar das -encontradas 
opiniões, Yé se qoe a egreja detMiragaya foi 
orna das primeiras erigidas n'estas regiões» 
«mbora nio fosse a primeira Sé. 

Nio aífirmamos qne a egreja aetnal este- 
ja sobre o terreno da primiltiva edífieaçào 
attribnida a S. BasiMo, pela disposição do 
terreno em qne assenta. A egreja está em 
terreno poneo snperior ao nivel do rio, e 
nas grandes cbeias ó visitada pelas agnas. 

Ainda em 1860 a agua cobrin qnasi todo 
o pavimento e se rémoven o Santíssimo Sa- 
cramento para a capella do Espirito Santo, 
a montante da egreja. Demais sabe*se qne 
as agnas se teem affastado da nossa costa, 
« angmentado na costa froilteira, estando 
hoje a deseoliertd mnitos terrenos qne em 
épocas não muito remotas eram aneoradoi- 
ro. Este phenomeno hydrographico é sobe- 
jamente conhecido em geographia physlca. 
Posto isto, parece qne a egreja primittiva 
foi em Jogar mais alto do que hoje está. 

Para corroborar a importabcia qne a 
egr^ de Miragaya teve, não esqueça com- 
memorar qne n'eUa esteve o corpo do glo* 
rioso padroeiro do Porto, o martyr S. Pan- 
taleão, que foi transferido para a Sé, a 12 de 
dezembro de 1499, por ordem do bispo qne 
era então, D. Diogo de Sousa. O corpo de S. 
Pantaleão estava em Myragaya desde 1453, 
notando se que então a paroehia<era extra- 
muros da cidade. 

Da egreja primittiva não restam vestígios 
tendo soffrido successivas modificações; ain- 
da em 1742, no Catalogo dos bispos do Porto, 
ampliado por Aitonio de Sequeira Pinto, se 
dls qne o edifieio' se achava demolido até 
aos alicerces.' Foi esta a terceira reediflca- 
ção de que ha noticia; mas ainda em 1873 
se fizeram importantes reparos na egreja. 

O edifieio aetnal não é dos mais pompo- 
sos do Porto, mas está limpo e aceiado, ten- 
doHie soalhado o corpo da agí^ja, oide se 

VOLUMS V 



mm 



245 



não faiem enterramentos desde 1836. tem- 
plo é de uma só nave, e asnlejado nas pare- 
des. A capella-mór é dê boa talha, feita em 
époeas diversas e até proveniente de entras 
egrejas. A propósito, ha memoria de que o 
corpo da egreja fora em tempo revestido em 
parte de ebra de talha, bem oemo os púl- 
pitos, mas que um UluiOrado juiz da confra- 
ria do Sacramento (já fabriqueiro) desgos- 
toso ao contemplar aquelles dourados esmo- ' 
recidos pelo tempo, Hmpára as paredes d'a- 
quelie pejamento, e as mandara caiar, paora 
dar roais luz á egreja. O vândalo queria 
também nãtaurar a capella-mór ; mas por 
fortuna escaparam a este génio reformador 
os magníficos alto-relevos que a decoram. 
Este benemérito juiz, foi também o mes- 
mo que, ineommodado pelo sombrio de um 
quadro existente no altar de Santa Rita 
(quadro a óleo, e que não carece de mere- 
cimento), representando a profissão religio- 
sa da santa, o mandou pintar a branco, de 
coUal E o quadro esteve largos annos as- 
sim^ até que juiz menqa> illustrado o man- 
dou lavar e restaurar, ficando ainda alguma 
cousa deteriorado. 

Além do altar mór e do altar do Santíssi- 
mo, ha mais na egreja os de Nossa Senhora do 
Carmo, de talha dourada, que veio da egreja 
do extincto convento de Monchique — do sã- 
.nhor Jesus-de S. João Evangelísta-de Santa 
Rita— do Senhor da Cana- Verde — e Senho- 
ra do Pranto. A imagem de maior devoção 
é a do Senhor Jesus, dito de Miragaya. Nas 
grandes calamidades era esta imagem leva* 
da procissionalmente até á egreja conv^sn- 
tnal da Ave Maria (liargo de S. Bento.) Ha 
pouco mais ou menos 30 annos que teve lo- 
gar a ultima procissão de penitencia ad pe^ 
tendem pludam. 

Os parochos de Miragaya tiveram em tem- 
pos o direito de aeempanhac os cadáveres 
dos seus freguezes que eram sepultados no 
mosteiro de Santo António do Yalle de Pie- 
dade (margem esquerda de Douro) o que se 
vé de duas sentenças obtidas contra os vi- 
gários de Santa Marioha, uma de 1652, ou- 
tra de 1732, por quererem contrariar este 
costume, e opporem-se a que os abbadea de 

16 



246 






Wnpja entnsMm na soa vIgarUria, sem 
làes pedirem líeeoça. 



A ^grefa de Hfírâgaya, de&ofmiaada reito- 
ria em algODS dOGomentoa, fòí da apresen- 
tação e collaçio do prelado, que oeeorrfa ás 
liespézas da fábrica. A fl. ^ de «n li^o 
existente no archivo da egreja, e eseripto 
pelo abbade Jaeínlho de Sonsa, foHando "dos 
usos e costumes do sen tempo (1640) diz 
que os prelados e eabido tinham obrigação 
de prover esta egreja de todo o necessário, 
sem qne os abbades nem os fTegaezes tives- 
sem parte alguma n'essa obrigação, e que 
sô os freguezes tinham a seu cargo a fabri- 
ca das diversa^ confrarias, cujos capellães 
de todas, podiam séiros abbades,(querendo, 
oti os seus coadjutores, ou quaesquer sa- 
eerdotes eleitos pelos abbades. No mesmo 
Ifvro se diz que os prelados e cabido da- 
vam aos abbades t^OOO róis annuaes para 
despeza de residência; «emquanto se não 
proverem de próprias, porque as antigas não 
edtão capazes» e mais — 10^^000 réis — em 
dois pagamentos, um pelo Natal e outro pe- 
lo S. João, sendo duas partes pagas pelo 
bispo e uma pelo cabido; e o coadjutor per- 
cebia d<ís mesmos senhores e pela mesma 
forma a annualidade de 8#00Q réis : e que 
os abbades estavam na posse da conheoen- 
ça, mas que pelas offertas d^ella pagavam ao 
cabido i^040 réis. 

As conhecenças eram 20 réis que pagara 
cada freguez pela quaresma, e rendia réis 
mOOO. Mais tinham os abbades os dízimos 
da freguezia e as primícias do pão e vinho, 
qúe eram de 40— i ; e pagavam também 
premícias, por antigo costume, os freguezes 
cpie tiitham fazendas fora da freguezia, mas 
que as grangeavam por si ou seus familia- 
res. 

Havia também por esse tempo grande co- 
pia de missas de legados, qne eram no geral 
ás resadas da esmola de 80 a 00 réis, e as 
cantadas a 200 réis. ^ 

Posteriormente, o abbade Manoel da Cruz, 



1 Ha nos archivos da egreja institniç^s 
de legados com missas da esmola de 20 réis 
!(fint6réfs)?f... 



per Mb qne de loma oblaire em 1736^n 
dozíQ^llie o numero, flisando por eiuãoiai 
do a esmola de 120 réis, e 30 réis degi 
ssBKDtd, lotai tíú réis. 

Depois do amo de 1634^ em qneloni 
eitinetos os dizimas, ficou a/abnea âaign 
ja a cargo da coifaria do SaáiissiiDO. 



Abbades de Xirasaya 

Com o incêndio que houve na caman» 
elesiastiea, no século XYI, desappareeeni 
importantes documentos historicoa^eoi 
eiles o registo parockial d'e6ta egrc|a m 
ríor a iS81. 

No arcbivo da oonfraría de Miragayis 
se encontra noticia, anterior a essa âatt,è 
três adobados : 

il-^l450^Affonso Martins, que assip 
o titulo peio qual a camará trespassosa 
mareantbs de Mirogaya, a adoiinistraçâol 
hespiul do Santo Bspiíito. 

J?— i460-~Yasque Annes^ qoe aapi 
um contrato com os mordomos do Itifiià 
(Bspiro Santo), relativamente a offerta 

£^— 1046— Bartfatolomeu dos BanlMii,fi 
foi demandado por Gonçalo AnnesBo# 
qua, provedor do hospital do Espirito &l 
to, por mCentar fazer uma capeUanoaii 
do hospital. 

Passemos agora aos abbades» de qies 
zam os registos parochiaes, por soa oNa 
ehronekygiea: 

l.*"— Manuel Pinto, abbade por miisA 
sete annos; renunciou no immediato^slí 
cónego da Sé do Porto. 

2.*— Aivaro Leitão, presbytero; eoilODi 
em 24 de abril de i596. Para o efiniol 
collação apresentou ao prelado um reqitt 
mento do theor seguinte : 

tIU.*>o Sr. Diz Álvaro Leitão, sacêrdoiei 
missa, nat. da villa dourem, do bispiA^i 
Leiria, que S. Santidade o proveo lAté 
fia S. P."» Miragaia arabalde «desta ddaM 
Porto per renunciação que nelie fei IL^I^ 
to. Cónego na Sé da mesma Gidada^ JM^ 
qne foi na' dita Igreja de Sam P.^^eptf^ 
as< b«dlas e maadato de proiideodo vcn' 
riglte4t V. S. »Mrisámk^.^9n0 



Min 

• 

de V* S. pat Jaiz e lhe mande íiMer as dil* 
ligeacías ordiaariaa^ e satisfeito «om as pre- 
laissas das ditas l>uUas o. proveja da dita 
Reitoria e o coaflriiie.-*iL L li» 

£ logo ajwtoaoiattçstada de.ser ehríatâo 
ytíha, cujo theor ó coaoo se s^gAe : 

« Asriqae de Sousa, do •Con.'^ de S. Md*' 
# Gd."" de soas Justiças na Jtelaçào e casa do 
Porto, etc. Faço saber qoi conheço ao Padre 
Álvaro Leitão como filho de João d*ahrea e 
de sua molher Isabel Lopes, qui D/ perdoe^ 
a.* na villa de ourem e nenhum deiies teve 
xaça dí mouro nem christão novo, e teqho 
ao dito P.«.por di boa vida e costumes, e por 
JMsy passar na verdade o asima dito o.juro 
pelo abito di S* Tiago que recebi* No Porto 
a 2i di Abril de 11^96.— Aorique de Sou^ 
fidor.» 

3/"— Francisco Correia^ bacharel formado 
em cânones. CoUouse em (?) 

4.r^Pedro. de Barros, natural da fregne- 
zia de Barqueiros, bispadp do Porto, fiUio 
legitimo de André de Barros, e Isabel Dia^, 
collado em i5 de maio de 1610 pela renun- 
cia de Francisco Correia, ao qual se obrigou 
a satisfazer a pensão annual de 504000 réis. 

Falleceu em.junbo de 1624. 
• 5."*— Gaspar dA Costa, sob-diaGqDOj bacha- 
rel em cânones, natural de S..Aieixodo Bec- 
CO (Coimbra), filho de Braz Mendes e Isabel 
da Costa. 

Por fallecimento de Pedro de Barros, foi 
pelo cabido, séáe vacante, posta a concurso 
em 1 de julho de 1628 a abbadla (reitoria lhe 
chamava o cabido) e collado na egreja, este 
sub-diacono, em S do dito meseanno «por 
ter vagado no mez de junho (dizia o cabido) 
q/aa he fau dos do padroado ecclesiastioo, e 
por que a apresentação perteuce ao cabi- 
am* ..» Foi porém querelado pelo novo pre- 
lado, que era, parece, fr. João de Valladares, 
e aos Uins do libello, diz o promotor : «P. 
Que o dito mez he hn dos da apresentação 
ordinária (assy o em que vagou como o em 
que foi provido) e como olU.-"* Sa Bispo ti- 
vesse tomado posse do Bispado, e a elle só 
^MMMatia a apresentação e coUação dell^ 



MIR 



S4I 



principalmente per as djsias parles doa fruir 
tos da d.* IgK\ia. serem noidos inperpetuum 
á mitra e.meza Pontifical d'este Bispado; 
outro syHR-Que, dado e não concedideb que 
o dito Sr. Bispo nãp estivesse de posse deste 
Bispado, ; sendo o embargado provido pelos 
P<* do c^ido» devia ser confirmado por le^ 
trás Ai>**^' conforme as regras de d.^* da Ghan- 
cellar,ía, ap que não ha duvida; o que nao 
foz.^P. Qiie havendo todos estes defeitos, e 
correndo letigio com o embargado ha mui* 
tos mezes, sotHcitou e obteve Bulias da S« 
Santidade, para renunciar como renundoa 
sem declarar o estado em que estava.— P. 
Que as d.*' BuUas por serem aleançadas per 
suppliea falsa, aào nullas- • . — Proceda-se 
pois centra o.embari^do, e jolgueae o Be^ 
nefieio vago.* 

O embargado appellpu para a relação d^ 
Braga, mas o vigário geral não acceitou a 
appellação. Mâo sabemos como o processo 
terminou. ^ 

6."^— Pedro Fernandes de Sequeira, íalle- 
eido em 3 de junho de i638. 

T.i^-nJacin^bp de Sousa, notário apostóli- 
co; apresentado em â de setembro de Í638, 
e collado, em 30 do mesmo mez e anuo, pejk» 
bispo O. Gaspar .do RegO:da Fonseca, então 
residente em Madrid. Falleceu a 13 de se- 
temt^ro de 1659. 

A propósito aqui transcrevemos ikprovi^ 
são do bispo, que nos parece curiosa : 

«Tomei todo este tempo que hé passado 
depois da vacatura da igr^a de S. Pedro de 
Miragaia para me informar do dito que me 
avisarão pertendião ter o mt.<> Ryd.** Ckibido 
juntamente comigo na provisão delia; agora 
que me consta. que o não tem, a mando pro- 
ver, e não mQ pezára que o mt.° Revd.*" Ca- 
bido o tivesse, porque igualmente des^o e 
zelo o seu direito e o da mitra, nem aqui se 
poderia considerar direito que quando ha- 
via de ser. por a. . . parte e isto se não po- 
dia reduzir a pratica emJgrejas de concurso, 
nem Oiaeto da Se vacante pode, conforme a 
direito fazer effelto de provisão a que se h^a 
de ter consideração, maiormei|&et contri^ oi dft 
.lliltral Assi o diga Vm. 4a mlnluupaste a 
eseesSa.'*, assegurando -es do measoltto 



348 



MR 



que he e swâ âempve fávonvM ás saas eon- 
sas. Sapponhó qae não ba duvida em ser a 
igreja de livre collação ordinária, e qae a 
my me pareee que não he unida, á mesa 
Pontifical nem capi talar polsnenbos frootos 
percebem délla, e supposto também qae he 
Igreja perpetua me parece mais seguro pro* 
Ter*8e em concurso, na forma do stilo, com 
termo breve, e dirá Vm. da minha parte ao 
padre Jacinto de Sousa, que havendo res- 
peito a ser virtuoso e honrado, e servir e ter 
servido com applicaçao e satisfação ao Bis- 
pado, e sendo approvado e havido por di- 
gno ou exame synodal, Vm. o coUe e insti- 
tua por parrocho Abbade delia, em nosso 
nome, sem ser necessário vir perante nós, e 
esta carta sirva de commissão quanto a isto 
que digo a Ym.— Madrid % de Setembro de 
«38-rG., Bp.« do Porto. I 

4 

8."^— João Nogueira de Barros, apresenta- 
do pelo Cabido sede vacantêf—for* a coUa- 
ção e confirmação d'eUa (da egreja de Mira- 
gaya) pertencer a S. Santidade e Santa Sé 
Apostólica, como dizia o edital— em 23 de 
setembro de 1609. Renunciou em seu sobri- 
nho e successor, reservando para si a pen- 
são de trinta e tantos mil réis. 

O.^"— João de Barros, sobrinho do antece- 
dente, foi coUado em 29 de agosto de 1671. 
Renunciou no seguinte, com a reserva de réis 
30^000 annuaes. 

10.<>— Luiz dé Brito, natural do Porto, fre- 
guezia da Sé, filho de Thomé de Brito e de 
Maria Lopes Carneira, foi confirmado pelo 
papa lonoceneio XI, e collou-se em 21 de ju- 
nho de 1685. Alem da pensão que se com- 
prometteu a dar ao seu antecessor, acceitou 
o encargo de pagar a pensão ao também re- 
nunciante, João Nogueira de Barros. Depois 
de parochiair a egreja de Miragaya por mais 
de dez aonos, passou para a abbadia de S. 
Thiago de Priscos, arcebispado de Braga. 
Resignou no seu successor, reservando a 
pensão annual de 50JÍ000 réis, e passando- 
Ihe o encargo das pensões que percebiam 
os resignatarios João de Barros e JoSo No- 
gueira de Barros. 

ll.^^-Gonstantino Homem de Carvalho, 
patural de Lisboa» freguezia de Santa Justa» 



lOR 

filho -de Pedro de Garvdho e Báo-beraSoi 
res. Pôra reitor da freguezia de S. ITrgíii 
deMesão-frio, que renunciou, reservandHi 
a pensão de 3Ã^0Ò0 réis, e depois ÚM 
de Santa Maria de Frende, que também n 
nonciou em Pantaleão Rodrigues Marm 
ficando a receber d'eile SOfOOO réis.Pao» 
do depois para a egreja de Miragaya tn» 
feriu a pensão de Santa Maria de Prení^ 
para Luiz de Brito, seu antecessor; mm 
abbade Pantsdeão (o de Frende) conteaMt 
direito a Luiz de Brito ; poz-lhe demaflà; 
mas por fim pagou. 

Falteceu o abbade Constantino, enrSOl 
junho de 1701. Por seu falleeimento, o« 
bido tentou fazer valer os seus pretendil 
direitos de apresentação dos abbadesdei 
ragaya em certos mezes, como se vé di»i 
querimento por essa occasiio dirigièi 
prelado, e que existe na camará eedei 
tica do bispado, no processo intitulado-4 
tos de Petição do Rvd.* Cabido sobre a If 
ja de S. Pedro de Miragaya. 

12. «—Heitor de Almeida de Amiii(ii 
charel formado em cânones, e desentop 
dor ecclesiastieo, nasceu em PeniÍM!;i 
apresentado abbade, pelo bispo firei Ml 
Santa Maria Homem, em 23 de jQDteè 
1701, e coliado em 30 do referido mezil 
no. Resignou no seu successor, com ts 
serva de 12OW0O réis annuaes para 8í,ei 
servando-se sobre a egreja a antiga pM 
de 11 ducados de ouro n'e&a imposta il 
vor do abbade resígnatario e ainda por 
tão vivo, João de Barros. 

13.«--Manuel da Silva, nStural da Ihi^ 
zia de Miragaya, onde nasceu em 1678.01 
lado em 19 de setembro de 1718, em Bn| 
pelo arcebispo D. Rodrigo de Moura M 
a quem vieram dirigidas de Roma as Ml 
por estar vaga a Sé do Pwto. — FalleflH 
27 de julho de 1730. 

14.»— Manuel da Cruz, natural do Wl 
coUado por bulia apostotiea, tomea 
da egreja em 13 de fevereiro de 173J.I* 
leceu a 3 de janeiro de 1768, e foi se|# 
do na capellamór da sua egreja nasepik 
ra dos pa?t>cho8. Foi o escolhido, dosS# 
correntes que houve à egreja, a qaii ^ 
posta a concurso pelo cabido sede 



Mffi 



Mm 



249 



>Por pertenoer a eolkçio da dita egr^a à 
>ó apostolioa, a mandei pôr em concirno • 
liz o edital, de 7 de agosto de 1730» asai* 
piado pelo proTisor e goiwrnader do bispa- 
lo, o dr. João Gaedes Coutinho, do conse- 
lho de soa magestade e do geral do Santo 
MBcio* 

Nos aatoi do eoneareo lé^se o seguinte : 
■Visto o termo de exame, e consideradas 
xidas as mais cireornstancias, jnlgo o padre 
Manoel da Crax por mais idóneo para ab- 
bade de paroefaial egr«ja de S. Pedro deMi- 
mgaya extra-mnros doesta eidade^ d*este bis^ 
pade do Porto, e selbe passem os doeomen- 
M neeessariot para requerer na cnríà. Po- 
lém nio se Uie eolregará a certidão sem 
[irimeiro recorrer a soa magestade qoe Dens 
[fnarde, pela secretaria de estado na forma 
los seus reaes deoetos^ e mostrar licença do 
IMo senhor para reoorver a Roma com a 
mrtidio do eoncarsov Porto, 19 de agosto 
ie 17dO.-^J. G. dr. (João Guedes Coutinho, 
{orfsrnador do bispado*) 
; i(L*-^Francisco Caetano de Sonsa Sar- 
Bento, clérigo «« nUneribut, do habito deS. 
Miro, bacharel formado em cânones pela 
Jniyersidade de Coimbra, natural de Alfan* 
hega da Fé, filho de Frandsco Xavier de 
tonsa, e de D. Antónia Sarmento ; nasceu a 
f de agosto de 17S8. Foi apresentado pelo 
dspo da diocese, D* António de Távora, em 
¥ de abtil de Í7ff8 e coilado em t6 de maio 
lo dílo amo. Passou depois para a egrcfa 
Ie Santa Maria de 6c(lpilhares. 

M.^**Aleauttdre Ribeiro do Conto, natt* 
"ai de Varziella, filho de Thomaa Moreira 
y^iro e Mhria do Couto. Apresentado pe- 
o bispoi, D, Cr. António de Sousa, em S8 de 
ilnil de i7S9i e coUado no messeguintei 
^alleceu em 3i de agosto de 1770. 

l7/-*Andró ILavier da Gosta» bacharel 
ormado em cânones, natural de Bragança; 
ipresentado pelo bispo ii#eesano, D. fr. Alei- 
10 de Mimnda Henriq^ei^ em 30 de setem- 
«o de i770, e ooUad» em 90 do mei se? 
[Oifite. 

: ílS.«--4ea^im Joeé Peneira Gediobo, prés- 
lytere secular» bacharel formado em cano^ 
lee, natural deOUveirade Asemei^fllhode 
lamardo Pereira da Silva e de JctteláCae* 



tana de Andrade. Apresentado pelo bispo D. 
Jo|o Raphael de Mendonça em 11 de no- 
vembro de 17H, eoUado em 19 do mesmo 
moE e anuo. Na provisão diz o prelado : «e 
porque a ditaabbadia, conforme asnacrea- 
ção, e dotação é da nossa ooUação, confir- 
mação e apresentação in solidum^ em qual- 
quel lempo que aconteça vagar, por ser um 
dos beneficios da nossa mesa e camará . . • 
eem concurso... t Renunciou o reverendo 
Pereira Godinho a abbadia em favor do seu 
suocessor, com a reserva de SOOMOO réis 
annuaes, por haver subrogado no beneflcip 
o seu património, reserva que receberia 
«emqnanto fosse coadjutor de beneficio e 
prebenda (inteira) de que havia tomado pos- 
ee na catbedrai, pensão que cessaria logo 
que fosse sua a dita prebenda.» O rendimen- 
to da egreia estava então lotado em réis 
460«)Q0. 

19.*^José Pacheco e Sousa, da congrega^ 
ção do Oratório^ do Porto* filho de Manuel 
Rodrigues Pacheco, de Beire, e - de Joanna 
Luisa Rita, de Bitarães. Gollado em 10 de 
maio de 1802. 

SO.""— José Coelho Antunes, presbytero se- 
cular, natural de S. Pedro de Castro-Daire 
filho de Manuel Antunes e Anna Marta,.; 
apresentado pelo bispo diocesano, D. João 
de Magalhães Avellar, em .10 de janeiro de 
1890, e collada em 18 de fevereiro do mes- 
mo anno^ com a obrigação de pagar dos ren- 
dimentos certoa e incertos daegreja 30^0000 
réis «para outro ecclesiastico benemérito.» 
Na provisão de apresentação diz o prelado. 
« por ser esta egreja do nosso padroado m sol 
lidum, em qui^quer oopasião ou tempo que 
se verifique a sua vacatunu 

Desistiu o padre Antunes, da abbadia, fa- 
zendo a desistenda perante a camará eecle- 
aiaatica. 

,21.*-*Domingos de Mesquita^ egresso ifL 
Ordem de S. Domingos, filho do dr. Domin- 
gos 0a Mes^ita e Mello, e de D. Bernardi- 
na de Freitas e Mello ; foi apresentado na 
egreja, vaga por desistenaia 4» antecedente» 
por. decreto, de tZ de dezembro de 1844, e 
coilpu fe em Ide abril de 1845. 

>!•— Pedrçi;^alvador Ferreira» egresso da. 
mrAem. dospregadores^ bacharel íòroMdo em 



^m 



im 



fheolog^a, namràl de PAçoif d% Sénst, iltiô 
de Joftqmm Ferreira è Theresa G<yeltao. Era 
paroeho collado, na egréja de S. Chris- 
tovão do Muro, e eollon-se na de lUragaya 
em 1660, de onde sabia para a de Refojos, 
onde se eolloa em 23 de oatobro de 186). 

J3.»— Pedro Augusto Ferreira, bacharel 
formado em tbeologia, caTalleiro da Ordem 
de Nossa Sebbora da Conceito; nascêu na 
Corvaceira, fregnecta de Penajoia, a 14 de 
novembro de 1838 ; filho de losé António 
Fen^ira e de D. Maria da Purificado Fe^ 
reira. 

Ordenon-áe em 2S de janeiro de 1867, em 
Lamego, (concluiu a formatara em 1866) 
sendo em seguida nomeado pelo bispo d*a* 
quella diocese, D. José de Moura Coutinho, 
examinador synodal, e no mesmo anuo pro- 
fessor de Instituições Canónicas, disciplina 
que leccionou desde 1857 a 1860, e n*esse 
mesmo ánno reg<eu a cadeira dé Historia ec- 
desiastica, novamente creada (1859). 

De 1857 a 1860, eterceu por vezes, por 
eommissão do prelado, as fttneçdes de vigá- 
rio geral, no impedimento do próprio, o dr. 
Diogo de Macedo Pereira. 

Em 1861 foi apresentado na egreja de S. 
João Baptista de Távora, onde se coilou em 
S7 de julho d'esse anno, tomando posse em 
10 de agosto. Vagando a egreja de Miraígaya, 
foi netia apresentado por decreto de 9 de 
ábrU de 1864, n'ella se coitou em St de 
outubro d*e8se mesmo anno. È o abbade 
actual. 

EbooIbs 

No fim do anno de 1874, havia em Mii^a- 
gaya 1 collegio e 9 éàeofas de ifistrtic^ pri- 
maria, frequentadas por )41 alnmnos, do 
sexò masculino e 140 do feminino, e t col* 
legio de instracçâo secundaria, frequentado 
for 119 alumnos do sexo masculiho e 1^ do 
feminiho. 

Das escolas de instrucçSò t^rimariá, t^ 
dUa^ regias, uma para o sexo 'masculino, tfe 
que é actualmente professor, António Fer* 
reira de Jesns, e outra do sexer femitilno, re* 
gída pela sr.* D. Mariá de Sa Rebeilo Vas* 
ooncelios e Albergaria, dâ tan^tlhãt dos Sás, 
de Arcozl^lo, comarca dé MditÈfentà dá È^* 



ra. Dte aulas gratuitas a mais importaiÉ 
a estabelecida em S. Nicolau, e também pei 
tenoente a esta freguetta. 

Doesta escola mais largamente tntln 
em seguida. 

ESCOLA DAS FREGUEZIAS DB S. RIOOUV 
B ftPB>RO DB MR^QATA 



A escola primaria ]>ara-H> sexo ntMÉ 
das dua^ fireguezias adma meikckmad^l 
fundada em 1771, por um éouativQ^ cni 
que de 3:000#000 róis, feilo à confruâi 
Sanlisaimo^ de S. Nieokii, por fgnaeisl 
beiro Machado, oapiuiista, resideBte cai 
ragaya, porque, aeguiido corista^ a eoM 
Miragaya nãtf qaiz acoeitar a doa^. 

O encargo era, ftmdar una eseoltii 
•alnanios áu doas fi'egiieBias. 

N^esta epoefaa «stava em vigor uni 
que não permictia ^ás eonflrarías recdMi 
legados para tal fim, e a oonAraria foi é 
gada a restituir o dinheiro eiia 1774^ ■ 
por una escriptsra simulaâa, aeoÉii 
doação, ficando a escola a íiuiOGÍ0Bar,M 
se o dinhefro para a sua manutençloliií 
agenciado por esmolas. 

Era 1809, pela òccasilo da oiktndili 
franeeees n'esta cidade, por ordem écpt 
ral Souit, foi levantado metade do fositi 
escoU a titulo de Contribuição de gna 

Apesar d*6Bta vicissitude, a esoobeod 
nuou aberta, snsleiKada^peÃos rendiM 
da confraria, a:té xpie pol* oceaslio da<M 
(tSM), o réito do ftinâu fòi levado taiÉi 
pars despesas iia goeirdé 

€oneervou*s«f a escola por a^fofl^tnp 
fechada, e se reabriu depbia da; guemi» 
bdr, sendo sustentada iinda p^a ooafn 
mas n'udm casa péssima, éteura, seox 
hdm oondtçSes' para o fiid a qusrssd^ 
nsLva. 

Féz edtao a eonflraiia a compra âieti 
oaa que a idscofe fdnceionou afté I8SI> ^ 
couto a sala da eieola não tivesse eoadcli 
hygienicas, foi reformada em 187S, poif^ 
dativa do nmHè boMneirlto UMHTd^ 
escola, o sr. Franèiscô PerelraLebo^ 1>^ 
tomou incansfttel no augmenio • pNi^ 
dadè da neséia, prémo^ndo os tíÉM^ 



BOR 



Mia- 



25t 



fltoi do8 aiiBM lectivos) 4106! já le nâoliriam 
ha muito tempo) distiitaiftdp premíoe aos 
alaomos di8UactoB|.ele.».tira]iáa«a>emfiiii 4o 
abAtámento em que juia. 

O atimero dos aiamnos que frequeataTam 
a eecola era de ISÚ^ antes da reforma feita 
pelo sr. Lobi^ e depois da^refonna, foi o nu* 
mero ' elevado ;i. 78. 

Com as demolições f^tas para a Bora.ma 
da AiCande^ fiooa em frente da casa da 
«scola um terreno para as habitações visem 
a alinhar oom a ma do^ Ingleses; 

▲' casa escolar» eatava jeouprehendida 
ii*eete numero; e«ono em uma ooça8iio4e 
-exAines, fosse a eseoia visitada pelosrk eom- 
meadador» Joio Coelho de Àlmeidai abas- 
tado capitaiisUy residente na.lregaeziade 
S. Nieolan, e^ste benemérito cidadâoiaobas- 
ae a sala inanfiSiciente para tào!grande>aa« 
mero da alomios, effereeea Iqgo à mesa da 
oonlraria a quantia ile< 4504000 réis, para 
a casa ser ampliada. 

.A mesa acceitea o generoso donativo^ e 
laoçoQ os alieerees para a nova, em iB73, 
6eado então juis da confraria a sr. Joa**. 
^m Eerreira iianfteiro Guimarães. 

O edtfieio fod eoasti^oidoà onstade.esmo* 
las. dl» papocbíaao» e outras pessoas, que 
subscreveram para tiaotil âm,. sobresahin- 
do o sr. oommendador Jeio Coelho de 
Almeida, que^ oorao óbolo doe seus amigos 
conseguia entregar á oonfraria i;0004000 
réis aproximadamente. 
' Ficou coBektida a casarem i^4.a aJMu- 
goração solemne fez-se em 30 de junho do 
mesAo anno, para eújo acto foram convi« 
dadas as anctoridades, eommissarfo des es* 
tudos, etc. 

No acto da inaugura^ foi coHocado na 
sslè o retraio db generoso benfehor o sr: 
Ceelbo, mandado tirar a expensas dos me» 
saMos. 

Anova saiii eMelanóbem airc^ada; ^m* 
mnita las, e beae eendi^des hygienioas^ 
oomportando iOO aluénos. 

A mobifía é' magnifica e foi dad» pelos' 
sm kãb Pranelseb 4}oaès & Irmio, nego^ 
cHaátes, moradores vt freguesia è^ S. W* 
oslÉQ, é oom éHa dispeiideraiol cerca 4^ 
dOWmn^is. 



Os i6Q aluamos toem vestuário uniforme» 
dado peia confraria, e consta de blaza azu^ 
calça preta, e sapatos; e são obrigados a as- 
sistir na egreja paroehíài à missa do dè- 
mingo terceiro de cada mez, aos enterros 
dos irmãos da confraria, e a acompanhar lo« 
dos os annos o sagrado viatico aos eafer^ 
mos, etc. 

A confraria fornece também papel, pen^ 
nas, livros, tinta e mais accessorioa preci- 
so» na escola. 



. Esquecia -meinencionar que-^não haven-^ 
dèfando, pelas ra>z9es que apontei, nm de*< 
putado eleito pelo Porto (creio que foi Pas» 
SOS Manoel) instoa com o governo para que 
restituísse o dinheiro que devia á confraria, 
e esta recebeu 8:00OMO0 réis nominaes em 
inscripções^ que constituem o seu fando ae- 
taal; 

É ainda mordomo director o sr. Lobo, e 
professor^ Henrique o sr. Marques de Sousa 
Viterbo, irmão do bem oonfaecido poeta, o 
sr. Sousa Viterbo. 

A esoóla de meninas 

Como a casa da escola tenha dois anda- 
res, e um só fosse ^oocupado, o sr. Lobo 
consegotu* que a sr.* D. Rita Emilia dO 
Carmo, vhiva do sr^ José Joa^im Haga^ 
iha^s GarmOi institnissouma escola de me- < 
oinas no andar devoluto, doando para este 
dm 4 contos neâiinaes em insoripçi^es, cor« 
rendo com a mais despesa a oonfraria. 

Efectivamente foi inaugurada a escota 
eiiir*22^e Janeiro de 1871^ com ioda a sele- 
mnidade, dando logo entrada a 50 meninas^ 
das mais pobres da freguesia. 

As meninas teem- também vestuário, que 
lhe> foi' dadO'C(kn o prodncto da venda da 
um opuseulo;lntltttlado Questões Memadà^ 
metes, do-sri Augusto Carvalho, distineto es^ 
criptor brasileiro, que oífsreceu mi) exem* 
piares á escola, na occasião daitiauguração, 
depois éfíikíú brilhante discurso. 

E diredor dia escola o sr. António Au* 
gasto Marqtoes Oaimarães^ e professora, a 
sr.* D. Rosa Augusta Marques de Sousa. 

Na sala vé se o retrato dos doadores. 



%2 



lOR 



Mm 



Quartel da roA do Tviíunplio. 

(Torre da Marca) 

Eâte quartel, ao S. da roa da Triumplu) 
e qaasi em frente do palácio real, ó bastan- 
te aqtigo, pói8 qoando em i769 a Miseri- 
córdia comprou a João Ribeiro e Rosa An- 
gélica de S. José, o casal dito do Robalo, pa- 
ra edificar o seu novo bospital, como se vé 
daescriptara lavrada nas notas do tab^Uião 
Manuel da Gunba Yalle, Já se disse que ^ 
ditas terras confrontavam a poente eom os. 
quartéis. Antes de se denominar rua do 
Triumpbo a roa onde ea^&o^ denominoa-se 
— rua dos Quartéis. 

, São pois anteriores a 1769, mas não po- 
demos marcar a data da s.ua fundação. 

Poucos quartéis militares baverá no paiz 
em local mais bonito, mais vistoso e mais 
saudável. Quando ali o edificaram era aquef- 
le sitio um ermo, emquanto que boje está a 
meio da rua do Triumpbo, uma da^ pri- 
meiras ruas do Porto, e toma, oom a sua 
cerca, mais d& metade S. d*esta rua desde a 
da Liberdade aié à rua ainda sem nome, 
que a camará principiou em i87i« para li- 
gar a rua do Triumpbo com a da Restaura- 

çãou 

Do lado dos quartéis» a parte restante da 
rua do Triumpbo foi leinada pelo Falácia de 
Cristal, de que não fallaremos n.'eate artigo 
porque já pertence á ireguezia deMassarisL- 
lo4, pois n*este ponto a Unha divisória en- 
tre esta freguesia e a de J^iragaya é a elu- 
da nova rua ainda sem nome. 

O quartel tem a facbada principal volta- 
da iao na^ente e sobre um bonito largo ar- 
borisado, e outra face com casernas voltada 
ao S., estando principiadas ba muito ^mpo, 
e ainda muito atrazadas as outras, doas Xa- 
cee, sendo para l^^nentar 9 mau.seatro que 
tem, perseguido estas obras, porqiie.d^ois 
de acabado,, ficar ia e^tç quariel em ipagnifi- 
cas condições, e muito embellesana a rua 
em que se acba. 

N'este quaitei esitá b<3|je o regio^nto de 
iniantería n.* 10, comman^adio pelo fou di- 
gpo coronel M. Pinto Jtuniotie teo4o por.^^ju^ 
dante o alferes José Joaquim Fernan^^s ^ 
fiilva. 



fiateve aqui tami>em mniloB aanosofiái 
iniantería até que M chamado para Uitiot 
--por ser um das regimnUos mais bemêh 
cipHnados que ao tempo haxiiamonoseQem'- 
Oto-— graças ao seu digníssimo eoroBsle 
commandante, Imje general João José fiar* 
reto da França, que até ser promovidsi 
general soube manter com tanta firmeis t 
disciplitta do corpo que coamanAava—Mi 
violência e sempre estimado pelo regimei* 
to inteiro. 

Esteve ^imbem aqui muitos aonos soIh 
do {S^ o regimento de inluiteria n.* 6, e qm 
do eile aqui estava deu-se o faeto segniote' 

Bm frenle de quartel, no chão que é te- 
je campo arirarisado, viveu moitos un 
em umaa humildes casas uma DMzlher, dift 
giado uma taberia e uma pequena kijiè 
consumo, e na decrepitude, não tendo ffihi 
nem parentes próximos, e lembrando-sei 
que devia a sua fortuna em i^andeparua 
regimento 6, nas suas dísposiçdea testas» 
tarias le§ou ao dUo regimento a quisna 
cerca eontigna-^hoje propriedade diiH' 
tante valor. 

A sua- intenção era erear «m boumOf 
dusivamente para o sen querido regisiafe 
6 ; mas como este d*aqui fosse ramovidi^i 
mais tarde dissoivido, o ministério da gsfr 
ra tomou posse da dita eéica, c por ebi 
arrendada, sem a mínima vantagem pana 
regimentos que aqui estaeionam! 

Musmi munieipaL-ou-mQaeii Allea 

Sito na rua da Restauração n.* 275, d'» 
ta freguezia de Miragaya. 

£ste mjoseu foi fundado por Joãe àH 
penúltimo filho dos 10 que seu pae^ Diudi 
Guiiberme Allen, houve do seu primeiro m* 
trimonío com D. Joanna Mazza, perteoeeili 
a. uma família italianl^ aparentada eon* 
celebre^pontifice Gleiçente XIY (GanfsaW 
Era seu pae subdi^ hrítauico e negocíiiií 
e lòi. ceniul da, sua qação em ViaastA 
Casteklo, e dqpois aya cidade do Fundul* 
de possuía um g^agnifico prédio que c|# 
aÍQ governo ^rtuguez durante agueiracp 
a França, por ser predso para re^ntíC^ 



WR 



Mm 



253 



poblioiks ; e o eedea om troe» de doas la- 
goas quadradas de terreno ineolto^ no Bra- 
sil, terreno de que nem eUe nem Bens her- 
deiros chegaram' a tomar posse. 

O filho mais velho de Duarte Guilherme 
Allen,, loi eonego na Sé do Funchal» e três 
de soas filhas casaram com homens nota- 
Teis-***uma com José Monteiro de Almeida» 
rico negociante portuense» edificador da 
grande e bella casa, em que se acha o cor- 
reio gerai na rua de S, Bento da Victoria 
(hoje propriedade de José Gaspar da Graça) 
a qual senhora, pelos seus serTíços presta- 
dos durante a emigração» íòi agraciada com 
o titulo de baronesa da Hegaleira. 

Outra casou com o dr. Velloso, m^ico 
do paço no Brasil e veador da primeira im- 
pei;atris, e cujas filhas casaram cora os dis- 
tindos estadistas brasileiros, os drs. Franga 
eXotta. 

A terceira caeoucom José Ferreira Pinto 
Bststo, o fundador da Vista-Alegre e notável 
i^ndilho setembrista, sendo assim Juie do 
aotnal sr. José Ferreira Pinto Basto e de 
seus numerosos irmãos. 

João AUen nasceu em i785, e aos li an* 
nos de edade, íoi mandado educar por seu 
pae^ para o coUegio de fGeorge Tonn» nas 
proximidades de WhashíAfton, capital dos 
Estados Unidos americanos. ooUegio catho- 
lico» mas com organisaçao oulitar, dirigido 
por derigoa franceses ; e Toltsndo ao Por- 
to^ quando todo^^ se armavam contra a Fran- 
ça, prestou bons serviços, concorrendo com 
os conhecimentos que adquirira na America 
psra a melhor órganisação dos corpos de 
milícias e de voluntários, e alistando-se em 
seguida como voluntário no exercito anglo- 
luso, to toda a campanha, íervindo a espen- 
90» suoê e distinguindo-se em algumas ac* 
ç5es, pelo que lhe foi conferida a medalha 
da Torre e Bspada. Findu a. guerra penin- 
sohu* estabíelecett-se como negeclante, pri- 
meiramente em Londi^s e depois no Porto^ 
hindo para ahi como principal sócio da ca- 
aá Monteiro Dka&OfS C,\ per morto de sea 
cunhado José MonteU*o de Almeida, que casa 
d*ahi por diante flco9 tendo por firma-^Di- 
xon, AUen, Figueiredo dt C* (entrando pa- 
ra sócio o pae do actual sr. visconde de Fi- 



gueiredo) firma que mais tarde se transfor- 
mou em AUeOf Morgan & G.% hoje em par- 
te representadia por Morgan Brothers & G.% 
grandes exportadores de vinho do Porto. 

Durante a sua laboriosa carreira commer- 
cial, concorreu João Àllen para a creação 
ou aperfeiçoamento de todos ou quast todos 
os estabelecimentos úteis, quer pbilantropi- 
C09, quer financeiros, que no Porto succes- 
sivamente se organisaram, tomando nomea- 
damente parte na fundação do Banco Com- 
mercial—o primeiro banco do Porto — cujas 
notas foram gravadas por desenhos seus- 
Teve também parte importante nos traba- 
lhos preparatórios para a creação de monu- 
mental «dificio da Associação Gommercial;. 
foi membro da feiíoria britannica por ao- 
clamação expontânea da mesma, etc. 

Ainda estava solteiro, quando deu princi- 
pio ao museu, coileccionando armas de di- 
versos povos, medalhas e louças curiosas, e. 
depois foi pouco e pouco adquirindo e con- 
gregando muitos outros ariigos, em glande 
parte durante as suas repetidas viagens por 
França, Inglaterra e Itália, onde pouco de- 
pois do seu casamento, em 1823, com D. 
Leonor Carolina Amsink (filha de Rodolpho 
Amsink» cônsul de Hamburgo no Porto) se 
demorou mezes com sua esposa e cunhada 
D. Ermelinda Monteiro de Almeida j(depois 
baronesa da Regaleira) passando muito tem- 
po em Roma em intimidade coro o nosso 
abalisado pintor Sequeira, e adquirindo por 
bom preço vários dos melhores quadros que 
ornam a galeria municipal. 

Mão cAbendo já na sua casa. (n.« 281 na 
raa da Reslaaração) as numerosas e varia- 
das collecçfSes que havia adquirido, edificoa 
no quintal contíguo (em 1836) uma casa 
composta de três grandes salas com lux 
vertical, e n'ellas colloeoa essas collec- 
çães encycic^dicas que se acham minu- 
ciosamente descrlptas no, Troado de Geo^ 
graphia^ pubticado por .0. José de Urçulln» 
voL i.' ari. Porto. No 3.* voL da citada obra 
se vé iMna gravara representando o exterior 
do qmsai e CMa. de João Alle^. 

iFoi visitado por grande nuanero de nih 
turaee e estraogeiros, principalmenjie noa 
dias idemiogos> em que o sr. J. AUeu o 



ífôt 



um 



JlIlfC 



fraaqneftva ao pnbiteo. Uín doestes tisRâiH 
te» mais nataTds foi o conde Raosinsky, en^ 
tão (4846) minislro da Prasaía em Díiboa, 
o qual na ena obra Lettrm wr kê Arte en 
Pértngalf falia âetidameme de Tarías pinfo- 
raa do masen. 

Tandem foi yi9itado pelo eonde de Yar* 
gas— Bedmar— natnrallêta dinamarquer, o 
qnal tanto gostou da collee^ nioeralogi- 
ca, que regressando ao seo paiz, de lá man< 
dou por duas vezes ao sr. AHen^ enrioeos 
espécimens colhidos nas suas viagens pelo 
norte da Bnropa. 

Angmenton também consideravetinente, o 
ST: Âllen, a cotlecção de pinturas e outras, 
eom as preciosidades da casa de Abrantes; 
que se venderam em Lisbea noa annoe 
sobsequentes à guerra dvil que termi- 
nou em 1634» sendo n'essas diligenoias eí- 
fioaziiaente coadjuvado pelo nosso insigne 
pintor Jeáquim Raphaeif a qc^m as* egrejae 
e esuJt)eleciment06 portuenses devem tantos 
quadros 

Porfiaram em tirar lhe o retrato, por essa 
oceasiâo, os artistas lisbonenses^ e o dito J. 
Baphael, fez lithographar na oflieina da ma 
Nova dos Martyres, um, eom a legenda se- 
guinte : 

As artes agradecidas 
Contra o tempo que as consome^ 
Te erfgem um monumento 
Que vae basear teu nome. 

Nada mais incoberente porém do qam a 
fortuna. Assim o proveu o tt, Aileui nos 
ultitoos annos da sua vida, sendo atraiçoar 
do por seu sdeio Morgan, qve em Inglaterra 
abusou da firma da casa, tendo também de* 
pois em Portugal, dissabores com pesaeas 
que a uma nobre dedicação pelo seu cliefe, 
preferiram salvaguardar os seus próprios in- 
teresse!^ aproveitando* se da ausência do sr. 
Allen, em Inglalem. 

Nio pôde seu nobre eorafloreelstirn ãk» 
grande oatastrophe, o fáHeêeii osto cidadão 
benemérito, no dia i9 de niaio^deiâ848^'al^ 
guns metes depois do seu nsgreseo ao'Por- 
to, havendo resolvido, depeis de terminada 
a HquMaçao da sua casa» Mtitaah^e do nê*- 



gocio eom os saldados doiitnlhiglo,e 
saro resto dos seus dias na sua beHa qai 
dê Gampanhan, lioje pertencente a sen 
Alfredo (visconde doVillar d^Aflen^X 
raoUo a tem augmentado e embeilezaâ<\f 
0n|e amor pela agricultura e pelos nwllioi 
ramenlos pnMieos, o levaram a ser un doH 
mais enérgicos promotores da» expesiçM 
agrícolas, no nosso paiz, principal fundiMl 
do Palaeio de Chnstal, e activo infeiader li 
fficposiçio intemaeional, eom que em i8# 
setembro de 1861^, se inaugurou aqueHe m*» i 
numento. 

Deiaou o sr. João All«i, mais dois-filliov 
e uma filha--Bduardo, Adelaide e Joio. 

O maisvelUo^é digno director de um aen* 
ditado coHegio de instrução primarlaeai* 
cundaria^ estH)iBleetdo aetuataiente nacM 
que habitou eom seu pae, contigua ao Mb* 
seu (rua da Resuuraçio, n.* t81)— pref» 
sor do varias línguas e matlManatica^ din* 
etor do piHiprio Museu, que f5ra ^ seu ^ 
%• bibfiothecano da Kbliotheca poctbesM^ 
desde 188^— e inteHIgeote manusoadvè 
coUecçdes biblíologioas^ naturatietícasen- 
mismatieas. 

O uliino, era um eeperançosojovso^i 
quem uma terrível moléstia menul cerM 
a brilhante oarreM que seus trinmplNi 
seientiflcos na Academia PoljFtoebniea # 
Pone, lhe' auguravam, e que boje se adi 
no HeepHal ds RilhafoRe^ sem eai^erançai 
de resubelecer s^^nnoiesiia provenleaMil* 
vet do seu estremo afinco ao estado e dei- 



1 Casou com D. Maria José Rebello Ya- 
,Iente, filha de José Maria Rebello Valente, 
'que foi um dos meie acreditados negociía- 
tes do viDbos d'e8ta' praça, capilallsta e 
grande proprietário, morador na soa caiip 
da rua da Bandeirinha, n*esta freguezia de 
Mfragaya. 

^ Eduardo Augusto Allen, baehai«el kh 
mado em dirof to pela Uoiveisídâde do Cqí9* 
bra» bacharel. em littaratura pçla Uoiveni- 
dade de Pariz^ premiado com a medalha dt 
prata, da sociedade ifonthyon et fyoMk, 
sodo oorrespendente da Academia Realçai 
SeieMAs de Liaèaa» e de. outras ooapongãii 

sciemJficaa* 

3 Colleglo inelez de Nossa Senhora da Di- 
vina Providencia. Tèm iS alumnos iniénm 
e 90 externos. 



litm 



^S^ 



taramettte das neeessidades do eorpo, pofs 
Donísta qQ« passara dias sem tamer, 6 hòites 
e noites sem dormir, Coando estava em Pa- 
ris eomplêitaiido o carso de engenharia. 

Passados dois annos, depois dotalieeimen^ 
to do fandador do Museu, e tendo o respe- 
e(ÍTo eonsefho de familia ordenado a venda 
do mesmo, todas as pessoas lâais notáveis 
do Porto, mostraram o mais vivo desejo de 
cfne este monumento não sabisse da ddade, 
nem se desfizesse n'mna venda em almoeda, 
e os dois corpos administrativos, de qoem 
dependia a sna aeqnisição, apesar de se acha- 
rem em guf^rra aberta no momento, depoze- 
ram ttítritos e animosidades, e unanimemen- 
te aceordaraín em comprai -o á viuva e Ètkos 
do sr. J. Alien. 

RealisoQ-se a transação pela q[aantia de 
19 contos de réis, era que fora avaliado pot 
l>eritos competentissimos, taes como os srs. 
lósé Victorino Damásio^ Joio Baptista Ri- 
beiro, Manuel José Carneiro, etc, reforçados 
ainda extra-offlctalmente pdo sr. Carlos Ri- 
beiro, hoje a primeira notabilidade minera- 
lógica e geológica do nosso pai2« 

Foram porém esses dezanove contos, pa» 
f os em lettras de um conto de réis cada uma, 
A vencer de 3 em 3 mexes» o que retardou 
o pagamento integral por espaço de quatro 
annos, perdendo os herdeiros do sr. AUen, 
«ott deseomos, cerca de 2 contos de róia.' 

Deve notar-se, que na compra lelta paio 
município, não se pôde incluir o que já em 
kildes se havia veoãlido, pois pelos- juizes do 
titéntak-io, se havia ordenado a venda eoa 
basta publica, de objectos de valor intria* 
aeco (alguns d'elle8 pertencentes ao Museu) 
«cano V. gr. dois ricos cálices de prata dou- 
rada,, estylo toihico, etcr-venda que se re^ 
alisou, sob a presidência do referido jQtsQ 
#rpkanologico. (cartório do escrivão Fon- 
aeea.) 

Feka' a ac^nisi^ pelo maaicipio, peiiu 
a camará licença para conservar o Miosm 
no ediflcio em que estava, durante um anuo, 
em quanU) lhe não .arr/uijivat acçommpduQão 
apropria-la, |io <iue os vendedores muito .ge- 
nerosa e grattmamente fiíe prMM^m. 



Não tendo porém a camará aciíado local 
conveniente para aquelle fim, e resolvendo 
expol'0 ao publico, alugou â- viuva do fun- 
dador, a casa em que o Museu se achava, e 
alHse conserva aluda hoje^-sendo para la*^ 
raentar que a camará ainda se não determl* 
nasse adarlhe casa em melhores condições, 
apesar das refleradas instancias, do^seu di«^ 
(fno director, diesde que se inaugurou a aber* 
tura em iSttt, o qual tem submettido e apre- 
sentado â camará vários alvitres, miuncio- 
samente desenvolvidos e documentados para 
ver se' a resolve a collocar o Museu em con^ 
díçSes de poderem devidamente coordenar*' 
se e exporetía-se tbdos os objectos que M 
actual casa, pbr falta de espaço, se acham 
atnontoados. 

No primeiro projecto, propunha a con- 
strucção de uma ala nova nos Paços do con- 
celho, peíó do lado pòènte, unifòrmfsando a 
frente dos Paços actuaes, e da casa contígua 
já comprada e occupada pela camará— ala 
que ficaria ao longo de uma nova rua, que 
ligasse a Praça de D. Pedro, com os Lava- 
douros. 

Nq seguodo projecto, propunha a termi- 
nação pela parte. Norte do edificio da bíbllQ- 
theca, em S. Lazaro, oude existe já a parede 
fronteira ao jardim, faltando só outra do 
lado d& rua da Murta» e uma mais pequena 
pelo lado do nai^nte. 

Podia aUiformw-se um vasto, sal$o^ eom 
Uu vertical, e magnificas condições para o 
Mueeu; mm nés.eptariamas.peio priíoeiro 
projecto^ já por que os Paçosrmwieipao^ 
■âo estaeiíá allivra da s^guuda otít^áBào 
reitto»«e osva as* obraa e^desAnvglvi^ntf» q^^i 
deimiBdam, {léAa beUa^Mi^ bprinoniiJN^ ae 
a casa para o Museu, j4 pof que este flçana 
maia eenirfil* do;<ine em B. Lazaro, e muito 
mais accesst^l ao-i^cibUeo. 

Depois de compradé p^ camará tem é 
Museu augmentado al^ma tfoisa, já com of- 
fertab pàrtimilares^-infdtimaite ainda raras 
entre nós, já com a coibpi«i de pequanat 
cilIlédS^ e^bjisolNM avulsos^ Mído «mais 
iitlportoâte d^tes; o curiosíssimo sarco|^taa<' 
g& romtinoj 4e«coberto no Alemtejer-e des» 
drij^ em tima Memoria, publicada peloar. 



250 



Mm 



Bdnaido AH âg y if^f^H^ jj^n^t éureclar do Ma* 

MU. 

Pablieoa também o mesmo teabor um Ca- 
UUogo da Galeria de PitUurai^ L* toL 4e 
Catalogo do Gabmete Conchytíologka, Tarias 
moQograpbiaa iiatiiralistiGas e numlsmati- 
eaa; e tem prompta a classifica^ de todas 
as coliecçQes^ para serem eiiqoetadas e con- 
Teaientemente expostas^ logo 400 o Musea 
teaba casa qae o permitia. £ esperamoe que 
em breve a teri^ por que a merece» e por 
que alem da yergo&ba de aõdar nm mona- 
mento pablico, em casa de rendado exposto 
a que Ibe intimem despejo de om momento 
para o onlro» o edificio qoe actualmente oe- 
eopa não tem o espaço preciso. 

Nem essas obras podem faier trepidar 
ama camará, que dispendea mais de 300 
contos de réis, só com ama da nova Alfan- 
dega— qae poaco menos deve gastar com a 
de Mousinho da Silveira, já principiada, ou 
com a de Barrédo, em continuação da roa 
dos loglezes, até á ponte pênsil — que se 
atreve a levar em linba recta, a da Boa- Vis- 
ta, cerca de 5 kílometros, desde o Campo de 
Santo Ovidío, até á beira- mar, e que levan- 
tou para peixe e fressuras, uma praça, ou 
antes um palácio, que se não conclne com 
SOO contos de réis. 

João Alieo, o fundador do Musèa Munici- 
pal, era tio (e sócio) do infeliz José Allen, 
qne perdea a vida eom doas innocentes fi- 
Ibas^ no memorando nanfiragio do vapor Por«> 
to, em 19 de março de 1852— predsameme 
no dia em que por occasião da segunda in- 
vasão francesa (em 1800), tantas mii pessoas 
pereceram nas mesmas agoas do Douro, 
qnando em tropel fagíam pela Ponte de Bar- 
cas, para o Sul do pafz. 

Depois da catastrophe da ponte, M aqaeU 
le naufrágio a scena mais horrorosa, qae o 
Borto tem pr^senoiado; eoem ha memoria 
de naufrágio que tantas victimaa fiiesaeeo* 
ire os sinistros sem conta, que se téem 
dado na barra do Porto. 

Toda a cidade se vestia de lacto, perqqe 
sendo aqaelle vapor am dosda.earreira en- 
tre o Porto e Lisboa, segaia para a.oapital 
oem grande nomero de peswas^ qaasi todas 



do Porto, e arribando, se pecden jánsssgias 
do.Dooro^ a peqoena distancia da terra, e 
com elle se submergiram lodos os passagei- 
ros^ á vista de soas íamiiias e de milhira 
de pessoas, que á voz do sinistro correram 
á pressa e se estorciam de dôr e desespera- 
ção, sem poderem valer-lbesl. . . 

Temos sobroamesa, am sentido peemeio 
qaoo sr. Luiz ML de C, S. Donas Botto, poi 
essa occasião escroveu, sobro o assompto' e 
dedicou aviava de José Allen, aar.* D.Eaii- 
lia Allen, qae ainda vive, na roa da Baa- 
deinaba, n'esta Iregoezia de Miragaya. 

Fabiioas 

Ha na praça do Daqoe de B^a, n.* H 
n'esta freguezia, uma fábrica de tecidos 4b 
a^iodão (cetins); foi montada em 18U por 
Manoel loaqnim Machado, (állecido ha a» 
nos, e é boje propriedade de um seu aoln* 
nbo, o sr. Luiz Monteiro Machadiy prima da 
sr. Felisberto de Moora Monteiro, am èi 
quarenta maiores oontribointes do baín 
Occidental d'esta cidade. 

£ fique de passagem aqui consignado,^ 
esu lámilia Monteiros Machados, da pr^t 
do duqne de Beja, é hoje uma das (amiliii 
mais ricas de bens e de virtudes, qoe M 
n'esta freguezia. 

Tem a fabrica 36 teares, e n*ella ases* 
pregam 80 pessoas, eomprebendaiido aU- 
tose menores. 

Ha n'esu freguezia oatra fabrica de teó- 
dos, mas de seda (largos) na rua da fianéei- 
ra, n.* 66, propriedade do sr. António de Oli- 
veira Lessa. Poi fundada por este se^ioriia 
antiga rua das Carrancas, hc^e raa da Ur 
berdade; passou para a Bandebrinha, ea 
1860. 

Os artigos que fabrica são variados, e im 
acabados; confandem-se com os estrangei- 
ros, e como taes o publico os acceita. 

Tém sido premiados em varias expoBiciei 

Aaeioiíaes. 

^ Paz parte da eoUecção de poesias, (fsv 
COSI o titulo Lyra do DourOft» publicou m 
i85i, na t9fographia de Faria OuimaiiM^ 



Mm 

Existe nas Escadas do Monte dos Jadens, 
II.* 6 a 8, também nma fabríea de fandiçao 
de ferro, desde 1860, propriedade do sr. Joio 
Ayres. Tem nma machina da forçâ de 8 ea- 
Tallos e occnpa S5 operários. 

No mesmo loeal teve o sr. João Iglesias até 
1860, nma fabrica de eerreja, aguardente, li- 
cores e genebra, e nos baixos do primeiro 
pavimento nma ontra fabrica de serrar ma- 
deiras, movida a vapor. 

No mesmo loca! onde esteve a aqnelia fa- 
"brica de serrar madeiras, está boje (desde 
1870) uma fabrica de moagem a vapor, com 
dnas rodas e nma machina da força de 6 
eavallos. 

E* propriedade do sr. Francisco José Go- 
mes, e móe cereaes para qneimar, seixo para 
Tidro, sarro, e príDcipalmente enxofre, pois 
-só d'e8te artigo, no anno nltimo, moen cer- 
-OL de cincoenta mil arrobas, e este anno de 
1875, nos disse o sen proprietário qne es- 
perava moer muito mais t... 

Todo este enxofre é destinado a combater 
t> philoxera e o oidiuim. 

* 

Existiu muitos annos na ma da Esperan- 
iça, n.* 3, uma fabrica de louça, da familia 
Rocha Soares. Era um estabelecimento vas- 
to, e Agostinho Rebello da Costa o Indica 
na gravura que fez intercalar no texto da 
sua curiosa Descripção do Porto, Fechou-se 
porém, e extinguiu-se esta grande fabrica, 
pouco depois do fallecimento do seu ultimo 
possuidor, Francisco da Bocha Soares, de 
quem falíamos em outra parte. 

Depois da extincçio do contracto ou mo- 
nopólio dos tabacos em Portugal, montou-se 
na mesma casa onde esteve aqnelia fabrica 
ide loiça, uma fabrica de tabacos, aproxima- 
damente em 1865, mas fechou-se logo no 
anno seguinte. 

Houve também na mesma rua da Espe- 
rança, n.* 2i, nma fabrica de moagem de 
«ereaes, propriedade e perdido de António 
5osé Borges, contemporâneo do grande in- 
"dustríal Francisco da Rocha Soares Sénior. 

António José Borges foi câpitio de ordé** 



Mm 



257 



aanças, negeefante e proprietário, e dispõe 
de boas sommas. 

Yiven nraitos annos nas casas que man- 
dou fazer, e em que dispenden nmito di- 
nheiro, no largo de S. Pedro, n.* 7, junto á 
egreja de Miragaya; fondon nma grande pa- 
daria na rua da Esperança, n.« 24,-^adqnt- 
rin todo o terreno desde a padaria até i ma 
Arménia, e sobre este levantou custosos ar- 
mazéns com nm segundo pavimento part 
deposito de cereaes; e como )he cansassem 
transtorno os moleiros, que, principalmente 
no verão, nio lhe davam a tempo a farinha 
de que necessitava, concebeu o piano de K- 
bertar-se â*elies, e a fatalidade lhe deparou 
nm industrioso francez que se prestou amon- 
tar uma fabrica de moagem, com a pequena 
porçSo de agua qne já tinha a padaria. ■ 

Ficou louco de contentamento o ingénuo 
capitio Borges, e, sem regatear, tomou logo 
ao seu serviço o francez, que, pelos medos, 
nio era completamenie leigo na matéria, 
pois ao fim de mais de nm anno de obras, 
e depois de consumir a paciência e a fortn* 
na do capitão Borges, conseguiu pôr em mo- 
vimento um engenho digno de ver-se. 

Por um triz não resolveu o problema do 
motu-continuo! 

Com nma pequena quantidade de agua 
formou um deposito, e d'este a agua, cahin- 
do no apparatoso engenho o obrigava a dar 
mil voltas, vindo a agua por ultimo caMr 
no mesmo deposito d'onde sahira ( E assim 
aquella pequena porção de agna alimenta* 
va o engenho, e o fazia trabalhar incês$an' 
temevOê; mas nm palito, por assin dizer, o 
fazia estacar I 

Era nm vistoso jogo d'aguas — nada maia. 
e creio que o pobre capitão Borges não che- 
gou a ver um único alqueire de pão moido 
na sna tõo tara foMea I 

E com e^tejogod^aguas e casae qne man- 
dou fazer no largo de S. Pedro, e outras 
junto à padaria, na ma da Esperança, n.* 
S6; com os armazena da ra^ Arménia eoo* 
tros que ainda nltimamenle fez na ma da 
Esperança, n.» 2i a f 7, consumiu toda a 
anã fortnna o bom do capitão Borges t 

D*eHe existem; além d*outro8Alhos,a sr.* D. 
Leonor, eaaada eoin o sr. Antonk^ Ae 



S5$ 



MR 



4a MáHaarolIflfl» rico proprietário e íabric»- 
te de louça, e asr.* D. Rosa, que eaaoa na ilba 
Tereeira, e poasoe ama daa maíerea íoita- 
aas d'«flta ilba. 

HoQve tamtieiii aresta fregoesia uma fa- 
brica de velas de eebo na traveasa da La- 
^e, propriedade dos sr^. Âzevedos» ricos ne- 
gociantes da roa dos Fogueteiros; e ba Bhk- 
4a n'e8ta freguezía duas f^úi^ricas de pós de 
gomma, uma na rua do Galvano, n.* iQ, 
propriedade do sr. Praaeisco António Villas, e 
outra na Cordoaria Yelba, n.<> 38, pKoprie^ 
dado do sr. Carlos JNobió. 

£liarinaoiado Hospital daMlBerioordia 

Esta pbarmacia é boje uma das primeiras 
de Portugal, sendo seu director o sr. Agosti- 
nbo da Silva Vieira^ professor na Academia 
Polytecbnica do Pvrto, caracter probo, mui- 
to intelii gente e estudioso. 

Nasceu em 3 de setembro 4e Í825, na 
fregoezia de Cottas, coneelbo de Favaios 
(boje de Alijó), districto de Yilla Beal, #»ba- 
vendo alli estudado instrucçao primaria e 
francez^ aos 21 annos, veio para q Porto (em 
i846) assentando praça no batalhão acadé- 
mico, estudou particularmente ioglez, lógi- 
ca e geograpbia, e, feitos todos os exames 
de preparatórios, entrou para a Academia 
Polythecnica, em outubro de 1847, matri- 
cnlando-se em matbematica e chimica, em 
que ficou approvado e distincto. 

Em 1848 a 1849 cursou na mesma aea- 
demis, as aulas de pbisica o botânica, nab 
quaes foi também approvado com distioo- 
çlk), concluindo os preparatórios para en- 
trarar na escola medieo-cirurgica, onde 
ae matriculou no mesmo anuo, em maté- 
ria medica e anatomia» como alumno de 
pbarmacia. 

De 1849 a 1850 seguiu o segundo an- 
uo de pbarmacia, e abandonando a car- 
reira medioo-çirurgica, estabeleceu uma 
pbamacia, e seguiu n'esse afino e nos 
iffimediatos todas as disciplinas jieoeasarías 
para obter, €omo obteve, Mf ia d^^apacié»» 
de^ em agrieultBfa, naaoadeffiia,:e na^seóla 



Mm 

primeira alaaae. €onsenroa«ae estabftocMft, 
até que no l.« de janeiro de 1855 tonm 
poflse do lofar de pbarmaceutieo de floBjâ- 
tal Real de Santo António^ e a iostaneis 
suas, e por sua direcção, 161 reformada & 
pbarmacia a seu cargo, boje uma das pri- 
meiras de Portugal, dotando- a comaJganii 
macbinas de sua invenção. 

Por convite da mesa foi encarregado da 
organisação da lavanderia a vapor, do mes- 
mo bospital, a qual foi montada em 1864 a 
1865, e tem por elle sido dirigida até hoje. 

A despesa annual da lavanderia, é deceh 
ca de 2;800^;000 réis, dando um Incro li- 
quido por anno de 450^000 réis aproxima- 
damente, calcttlando-se o custo das la?i- 
gens pelas do antigo systema, além dos bb- 
noficios bygienicos, que .d'ella resultaiD,i 
fornecendo ao mesmo tempo agua quente i 
iria, elevada pela macbioa a toda a aluu 
do bospital, para baabos, lavagem da mt, 
etc. 

Em 15 de maio de 1860 tomou poaseái 
logar de primeiro oílicial do Jardim Bom 
CO da Academia Polytecbnica, por deenft 
de 24 de abril do mesmo anno, precedâià» 
concurso, e exercendo muito intellígaite- 
mente este logar alé 13 de janeiro de i87Si 
data em que pediu a sua exoneração. 

Por convite do conselbo escolar, foi 7 la- 
nos preparador de pbysica e cbimica nok- 
stitato Iudu8ti'ial do Porto, gratuitameoie^ 
e regeu a cadeira de pbysica no anno lecii- 
vo de 1866 a 1867; por poruria de 14 dt 
maio de 1867 foi nomeado lente auxiliar è 
cbimica e pbysica do mesmo instituto, pas- 
sando por outra portaria de dezembro de 
1871 a reger a cadeira de cbimica appiica- 
da, sendo despacbado para a mesma cadei- 
ra, precedendo concurso, por decreto de 
dezembro de 1874, e tomou posse em 13 à 
Janeiro de 1875. 

Além de algumas publicações de menos 
importância, publicou em 1860 uma obra if' 
titulada TtuMuro inexçotavel^ da qual ae feijt 
segunda edição; e em 1865 uma Sffnomm 
^mi(M pharmaceuticíif qvíQ foi moitobett 
acctíite pelas , pessoas . competentes, e = parií* 
«atarmente pela Sociedade Pbannacèaii0 



.medioo^eírttfgíoa a 4e .phaovaaceotieo >d6to3íAanl^ ^pie ibe ccA ferúi o tís^M^ 



Mftt 

«ompcansa e o dipkHB» de docio hfímèxmio., 

£000111 Hedioo^Cimr^oa âo Portp 

EsU escola íoi montada no hosi^ital Teal 
da Misericórdia, liojo d*«sta frèguezia deHi- 
railfayay onde ainda se eonser^a, e (Myrâsso 
DOS cumpre mencionàl-a. 

Alguns homens affeiçoadosrao progresso 
dos estudos médicos, e partieularmenteThoo- 
doro Ferreira d' Aguiar, cirurgíão-mór do 
leinoi e amigo miimo de el^rei D. João VI, 
fiteram com que o ministro, José Joaquim 
.d*Alffleida Aranjo Corrêa de lAcerda propo- 
' Msse e rtíferendasse o alvará de %^ de junho': 
de 1825, que creoa as reaes eseoias de d- 
rorgia de Lisboa e Porto, a 1/ com 7 cadei-j 
ras e a 2.* com 5, e ambâs sob a superinten- 
dência d-aqu^e cirorgiâo-mór. que. era o 
aen director geral, presidindo á de Lisboa, 
e nomeando um delegado, para presidir á do r 
.Porto. 
I Estes e outros actos revelam os sentimen- 
I tos d*aquelie monarcha e dos homens que. 
I elle escolhera para conjurar os males que. 
I «aosára o ministério do conde de Subserra.' 
I ' InMixmente a sua prematura mortie a 10 
I de março de 1826, que, como a do seu cirur- 
gião Aguiar, Coi altrib^ida a crimes, que a 
historia averiguará, inuiílisoa aqueiles pla- 
nos, e deixou sem protectores valiosos aquei- 
les estabelecimentos já ereados* 

Por decreto de 8 de outubro do meaipo 
anno de 1825, foram nomeados os professo- 
res para a escola do Porto. Foram elles Ber- 
nardo Pereira da Fonseca Campeão» delega- 
do do cirurgião- mor do reine, director e 
lente do S.*» anno, durante o qual ensinava 
pathologia interna e clinica medica; — Vi- 
cente José de GarvalJ^, que havia «ido de- 
monstrador d*anatomia no hospital de S. Jo- 
sé, lente do i.« anno, durante ô qual ensi- 
nava anatomia e physiologia; — Francisco 
Pedro de Ykerbo, lente do 2.*" anno, em que 
ensinava aat/eria medica, pharmaeia e hy- 
fíene;— António José deScõsa, lente do ái* 
anno, durante o qual ensinava .palhoie^ 
ieslerna, terapeutiea e clinica cirttifira.;^^ 
0, Joaquim Igãaeio.ValeBt^^ aaiigo eiiHurgião 
Ae enfreiíOyianiftido &.* Boms^j^mpt^aii»' 



ím 



25^ 



lhe o ensino da medicina ofueratoria eob«> 
stetricia, com a parte forense que lhe res* 
peita. ^ 

A abertura das matriculas foi annonciada 
.por um; edital do provedor da Misericórdia, 
cargo que então exercia Francisco Barroso 
Pereira, ea,prinieira abertura solemne da 
escola teve logar a 25 de novembro do dita 
anno, começando aa aulas em 2 de deaem- 
bro. 

Desde aorganisação da escola todos o» 
professores se esforçaram por gran(^ar*lhe 
créditos» mas os tempos que corriam não 
eram de feição a favorecer a cultura das 
scjenctas e das lettcas. As tormentas dás 
ambiçOes, que se desencadeavam para em- 
polgar o poder, não deixavam medrar coisa 
que servisse a bem da causa publica. 

Gom a entrada do senhor D. Pedro no 
Porto em 8 de julho de 1832 continuaram 
os -professores que pormaneceram no seu 
posto, mas o estado anormal da cidade du- 
rante p assedio, e a Ímproba tareia de cui- 
darem dos doentes e feridos, mal Ihea per- 
mittia o cumprimente do seu miaisterio es* 
colar. 

Melhores dias raiaram porém para este 
estabelecimento, com a passagem das tor- 
mentas poiiiicas, e com 6 decreto de 29 da 
de dezembrode 1836, que ampliou e egualou 
o quadro das escolas de Lisboa e Porto, e 
com a portaria de 16 de janeiro de. 1837, que 
mandou ao opnseiho d*esta cumprir o sobre- 
dito decreto, o que [et a congregação de 23 
de janeiro do mesmo anno do modo seguin- 
te:^ 1.* anno, anatomia; — 2.% pbysjolt^ia e 
hygíene; — 3.% matéria medica e pharmacia; 
pathologia e therapeutica externas;— 4.°, ap- 
parelhos e operações cirúrgicas e eirurgia 
forense, partos e clinica cirúrgica;— 5.% his- 
toria medica, pathologia geral, pathologia e 
■therapeuiica internas, e clinica medica, hy- 
giene publica, medidna. legal e clínica ci- 
rúrgica. 

Eis^aqui o período moderno e brilhante 
doesta escola, constituida com as suas nove 
cadeira»; b por deeraio »de 16 de maio de 
1863 feram ereadas ainda mais duas cadei- 
ras—uma de pathologia, e outra de medi- 
cina legaL 



â60 



liffi 



lOR 



sen trnâdro aetaal é o seguinte: 
Senhores: 

Director — o conselbeiro e lente jubila- 
do — Mannel Maria da Coita Leite. 

Secretario, Manuel de Jesus Antunes Le- 
mos. 

I.* cadeira (anatomia deseriptiva) — lente 
JoSo Pereira Dias Lebre. 

1* (physiologia) — dr. José Carlos Lopes 
Júnior. 

3.* (matéria medica)— João Xavier d'01i- 
veira Barros. 

4.« (paihologia externa)— Hlydio Ayres Pe- 
reira do Valle. » 

5.* (medicina operatória)— dr. Pedro Au- 
gusto Dias. 

6.* (obstetrícia) — dr. Agostinho António 
do Souto. 

7." (pathologia interna) — dr. José d' An- 
drade òramacho. 

8.« (clinica medica) — dr. António d'Oli- 
veira Monteiro. 

9.* (clinica cirúrgica) —Eduardo Pereira 
Pimenta. 

10.* (pathologia geral e anatomia patbo- 
logica) — António Joaquim de Moraes Cal- 
das. 

ll.« (medicina legal e hygiene publica)— 
dr. José Pructuoso Ayres de Gouveia Osó- 
rio. 

Snbnituto de medicina — Manuel Rodri- 
gues da Silva Pinto. 

Dito — António d'Âzevedo Maia. 

Substituto de cirurgia— Manuel de Jesus 
Antunes Lemos. 

Dito — vago. 

1 É actualmente deputado ás cortes, onde 
aeaba de ser approvado um projecto para a 
eonstrucçào ài nova escola medico-eirur- 
gica, da qual este sr. é disUnctissimo orna- 
mento. 

A construcçlo da nova casa já principiou 
no anno ultimo (1874) e as obras continuam, 

Í)elo cofre da escola, com as rendas acumn- 
adas da cerca onde a casa se levanta, e que 
é propriedade da escola. 

Aqueila cerca fez parte da do convento 
dos fí*ades carmelitas, e fica ao nascente da 
praça do Duque de Beja, cpntigua ao Horto 
Botânico e ao hospital real de Santo Antó- 
nio, onde foi primitivamente montada e ain- 
da se conserva a escola. 



Demonstrador de eirargiâ— AngDStoHBi- 
ríque d'Almeida Brand2o. 

Professor de pbarmaefa e toxieelogii- 
Felix da Fonseca Moura. 

Preparador e conservador do muaraan- 
tomico — Joaquim Pinto d' Azevedo. 

Thesonreiro ^ Agostinho Duarte Mk- 
zar. 

Amanuense e 1.* oíBeial da bibliodieca- 
Mfguel José Maia. 

No alto da parte do edHicio onde a oe»- 
Ia funcciona (hospital real da MIserícorAj 
foi creado pela escola em tô70, um peqoai 
observatório meteorológico, sempre aeti|D 
do lente mais moderno e demonsoradõrè 
medicina. 



É este um dos melhores estabelecimeoi 
d*instrucçio superior que ha hoje em Pt 
tugal Possuo uma livraria medica, de tm 
de 7:000 volumes, grande copia de iosm 
mentos de physica e um bom gabinete» 
tomico. 

Entre os lentes mais distinctos, que M 
abrilhantado esta escola, meneionareoMsa 
seguintes: 

— Francisco d* Assis Souza Yaz, que ft 
creveu sobre vários assumptos, e nomeifr 
mente sobre hygiene. . 

—Januário Peres Furtado Galvão, que» 
creveu sobre hygiene e medicina legal 

— António Pereira Braga, que escreia 
sobre pathologia. 

— João Ferreira da Silva Oliveira, gaed- 
creveu sobre philosophia, e a primein ft- 
zeta Medica do Porto. 

— José Gregório Lopes da Camará SíflH^ 
que escreveu sobre obstetrícia. 

Todos estes já são fatlecidos, e dos^ 
ainda vivem eonsignaremos sem lisoiij»« 
nomes dos srs. José Pereira Reis, qne W 
escriptos importantes sobre matéria Bi* 
dica — José Pructuoso Ayres de Goinik 
Ozorio, sobre hygiene, redactor prinelpalà 
segunda Gazeta Medica do Port(h-e Aato* 
nio Bernardino de Almeida, cujo tiM 
operatório tem feito progredir muiioaá- 
rargia poringueza. É nroa das maiêrtffi^ 



_J 



riaa 4a e«ftola» apesar de nSo ler publicado 
trabalho algum sea. 

Quarenta maiores contribuintes 

■ 

Pelo jeeenseameDto feito Já este ano^ de 
i&75 doe 40 maiores ^eoa^ibuiotes do» ba^ir- 

• , » 

ro Occidental d*e3ta cidade, couberam a esta 
fregaezia de Miragaya iO, o que ó dígoo de 
menção, porqae este bairro comprehende 
além da freguezia de Miragaya as .da Yi- 
ctoria, S. Nicolau, Foz do Douro, Lordello, 
Massareiios e Cedofeita, tendo só esta oiti* 
ma fireguezia cerca de 6:000 fog«s e a de 
Miragaya pouco mais de i:0001... 

Segundo uva nota que nos foi subminis* 
Irada pela administração do bairro occidep* 
tal do Porto, a população do dito bairro em 
3i de dezembro de 1874 era a seguinte : 

Foz do Douro» fogos cixis i:i40, habitan- 
tes 4:300, 

Lordeílo, fogos 798, habitantes 3:953. 

Massareiios, fogos 1:985, habitantes 3:725. 
' Miragaya, fogos 1:089, habitantes 4:653. 

S. Micolao, fogos 1:489, habitantes 6:500. 

Victor ia, fogos 1:915, habitantes 9:619. 
' Cedofeita, fogos 5:983, habitantes 14:073. 
' Toul, fogos 13:499— habitantes 47:223. 

Note^se que das freguezias d'esta cida* 
de é esta de Miragaya a que relativamente 
conta maior numero de pobres. 

Para que saibam os vindouros quem sâo 
os dea maires contribuinte d*esta freguezia, 
aqui os vamos consignar. 

— António da Siiva Monteiro, morador na 
ana luxuosa casa n.° 140, na rua da Restau- 
ração. 

—António Josó da Silva, morador também 
na dita rua da Restauração ^ n.*" 180 a 190. 

Nasceu na freguezia de S. Nicolau em 6 
de abril de 1816, e é filho de Josó António 
I da Silva e D. Thereza Theodoiinda da Silva. 
I Casou em 5 de janeiro de 1844 com D. Tbe- 
reza de Barros Lima, filha de Josó Pedro de 
Barros Lima e D. Anna Margarida da Gra- 
ça Lima. 

Tem um filho e uma filha— António e 
Tl^areza, ainda solteiros. 



> Esu rua é a flor da freguezia. Nio tem 
una uAica Aunília polMVt 

YOLIMKY 



Mm 



S61 



JÍ proprietário, e dos mais acreditados é 
maia antigos negodames de vinhos d'.eala 
praça.' 

--^Manuel Joaquim de Arauj» Costa, mo* 
rador da soa easa do largo de Viriato il^ 
7 a ii. 

Nasceu em 22 de fevereiro de 181^, na 
freguezia de Santo Ildefonso, % casou em il 
de janeiro de 1845 com D. Herminia de Mi- 
randa, na fregueiiia da Sé, n*esta cidade. 

Tem cinco filhos — Boaventura, Manpei^ 
Maria, e Maria Josó, solteiros, e Emília, ca- 
sada com João Pinto Pizarro da Cunha Por- 
to-Carrero, senhor e representante dano- 
bllissima casa dita, palácio das Sereias, da 
Bandeirinha. 

É proprietário, capitalista, e director do 
Banco Commercial. 

— ^Francisco Pinto Henriques, morador na 
sua casa n.* 27 na ma occidental do Cam- 
po dos Martyres dá Pátria, ou Jardim da 
Cordoaria. 

Nasceu em 1818 na fireguezia de S. Mar- 
tinho da Cortiça, bispado de Coimbra, e é 
filho de António Pinto e Anna Henriques. 

Casou na freguezia da Victoríá, em 1850 
com D. Francisca Alves de Jeâus, filha de 
Francisco Domingues da Silva Alves e de D. 
Anna de Jesus Fortuna. 

Não tem successao. 

É negociante e proprietário. 

—Manuel Correia Machado Lima, mora- 
dor lÀ rua do Calvário n.* 17. 

Nasceu em 14 d)9 janeiro de 1837, na fre- 
gtiezia de 8. Nicolau, e ó filho de Joaquim 
Jesé Correia Machado e D. Francisca de Cás- 
sia de Araújo Lima. 

Casou em 21 de julho de 1866, na fíre^ 
gueúa de S. Paulo, em Lisboa, com D. Ma- 
ria José Bettencourt Pereira. 

Tem um único filho— ManueL 

É proprietário e capitalista. 

Joaquim de Azevedo Sonsa Vieira da Sil- 
va Albuquerque, morador na sua casa e 
quinta das yiAude3 (rua dos Fogueteiros 
n.*" 6) nasoeu em 16 de agosto de 1839. 

Cursou com dtstincçao a Aeadsmia Poly« 
toehnica, obtendo carta de engenheiro civil, 
em 3d6 agosto de 186L 

Dedicou se ao ensino das seinncias nuu 

i7 



t6â 



SOR 



um 



feemmhicws sando provido^ em^ «mcurso, j dTagte Mbdotcto' tem 4 Mios^^PbliMi 



{Miift áistinetj» qmliieatGiis qae obtwti^ 
substituto das cadeiras de matbematieà etor 
mentAf « de prinei^s de ohiísiftfl e physi- 
cai>e litroâuoçao à lifetori» namn^y do*ly^ 
ceu nacional do Porto, em 1862, é noiieadb 
BocreUfi» do mesmo lyeeu^ por cartar régia 
dè § de; noTembro- de 1674. 

Casou n'esta- frégfuezia de Miragap, em 
5 de abril dè 1869 com D: Helena Eulália 
éíonçsdVeô Ptato, de cujo consorcio tem 4 Q- 
ibost^Hei^a, Álvaro, Láura e Catlòsi 

É filho de Joâò dé Azevedo Sousa Vieira 
da Silva Albuquerque e de D. Joaquina Car- 
lota Barreto da França, irman do general 
João José Barreto da França, actual com- 
mandante da segunda divisão militar de Lis- 
boa. 

Seu pae pelejou pela causa da liberdade. 
Tendo assentado praiça foi reconhecido ca- 
dete e logo emigrou em 1828 ; de volta â 
pátria com o exercito libera, assistiu, ainda 
como cadete, pprta-bandeira, ao ataque da 
Serra da Pilar, sendo-lbe dado por disr 
tincção o ppsto die alferes. 

É neto paterno de Joaquim Pinto de Azer 
vedo MeireUes, doutor em direito pela Uni* 
versidade de Coimbra» cayalleiro professo 
da Ordem de Christo e juiz de. fora em Mer- 
tola — e de D. Maria Gl^a de Azevedo Sou- 
sa Vieira da Silva Albuquerque, descenden- 
te de uma das mais nobres casas da Beira- 
Aita*-a casii dos Azavedos, depois denomi- 
nada Casal Vaseo^ no formosíssimo vaJle de 
Besteiros. 

É bisneto paterno de José Pinto de Mei* 
relles, cavalleiro professo da Ordem de 
Christo e de D. Francisca Clara Pinto de 
Azevedo Meirelles, fundadores da casa das 
Virtudes (em 1767.) 

—Felisberto de Moura Monteiro, morador 
Da Praça do Dnque de Beja, n.« 46. 

Nasceu na fregueda do S. Thfago deLus* 
t^sa, arcebispado de Braga'e foramseus pa^ 
José Féf teifa de Moura e de D» Anna Iteria 
Feri^ira Mé&teiro. 

Casou em 1^68^ com D. Maria Maehááo 
áe Moura, filha de António Teixeira de Ma 



António, Maria e Júlio. 

Fçi negociante de panno9 na xxut dailli- 
res, e um dos herdeiros do rico negoet» 
M> Anumio Mé Monteiro GQimaiftt. 

íixxtÊ dos' quatro propriêftarfos dtW 
ca âé> È9í^o ê& Bomfim, que no- seir im 
é>ho|e^a primeira dè Portugal^ 

Mjfamiel fflarfa 4a Costfe' Lotte, mnir 
ua' 9«ia casa; no' tergo da9 Virtade^ vi 
n'esta^ f regvtezia de' Ifíngti^Sk. 

— Dr. José Pereira da CostaCardosoi» 
mder na sua casa da rua do Rosário,!' 
Ilâ, n*estft freguesia! de Mira^^ya. 

IBIátaÊbeleeiBieiito de Ho^rtiícniltiàt I 
e Floxloiiltura 1 

^ I 



de José Marques Loureiro 






gaibães é& Dk Maria tequina Machftdti^ e ■: anuo de 1870, comr un^ medalba di P^ 



í 



SHò na qínhtn dtts Virtudes, com 
peln rua dôs Fogueteiros, n: 5, n'akjA 
guezia de Mfrttgaya. 

Veio José Marques Loureiro pan a 
quinta das Virtudes em 18i4, enconlni 
já alli Pedro Marques Ribeiro, cnltiiaÉ 
apenas camélias, alecriús do norte, miii 
pouco mais. 

Foi J. Marques Loureiro, trabalbsBAt 
augmentando eo!lecç9es que mandos t 
de paizes estrangeiros, e já em 1864 pril 
eou um catalogo, o primeiro d*aqnettsf 
nero que se' publicou em Portugal; e 
essa data, o seu estabelecimento tem p 
dido consideravelmente, sendo hoje 
derado o primeiro da peninsula. 

Tem concorrido a diversas exposiçie^ 
sendo distincto em todas. 

Na de 1866, no palácio decrystal,foifi» 
miado com uára medalhado honra e 10 
de prata de primeira classe; na hortieoli* 
Porto, com 6 prémios de primeira clâSse^* 
um de segunda; na de rosas em 1870 (I* 
bem no Porto), com os primeiros pnaiK 
na exposição hortícola de dé 1870^ il0 
bem no Porto, com 4 prémios; oa it 
posição hortícola de Lisboa, no 




-» 



y :. 



Hm 



36^ 



k^4eLiahot,<6is ád7^ eoQè.ntfâ dieídaibá 

V lém pidutioa Ao já 41 > cutalof òs^ ' 

Em 1870 prineipioa a publicar o sea\A)f^ 
nal de Horticultura Pratica, com estampas 
coloviíte e.0nLviira6^^ipri«ieiro' âe-Ffftu- 
gal no seu género, e que foi premiado com 
S^iaeda^ha de praia nki «ipoMção boi^imila 
4» Í8M, em li^boa^ d^i»A87f conH^meda^ 
Iba. de prala^ ett Gaba fBdl0icaf)i 
. O eetabelecimeattl tem ft» ettafat^ fl^ndO' 
9 cqm calori/eros piâraf conflonraçioe pro* 
pagação de plantasriropicàesi 

Tem outro vasto estabelecimento, depen^ 
àeme doeste» ^« quinta/ da Pena, em Viilar, 
Mude ouUiva só arvoriBs fimctilèFas; na roft 
Ponmoaa, outro filial ou deposito, oooi aina> 
po^iiiena estufa; e em Lieboãi montou tam* 
bjew, na nto do 8aliira,!iima ittecaraal, em 
1874. 

. rCaibula^ae em 9ò oontoa de réis o TaAor 
Vfete HwgniOco estabekciOMMo^.proprte- 
hadeí do sr. Josó Marques Loureiro. 

. Palaoio.' veal 
.-.■•,• 

.0 palácio reaU MtP' noínia do Vriumpho, 
k*iesta :fregaezia de Miraigay^- «foi; mandado 
X)n8truir era 179S, por Manuel filenlet do 
llora«a e Castro, e Isidoro Mendes dQ Momes 
li^Gas^Q, capitáâe d^ miliciM e barões de 
liovogilde. 

fiste palácio é deaominsdo doe Garran- 
oa, alcuníba de seos fundadores^ p€n* vive- 
■om com suai £amilia muitos annos na .anti- 
ga rua dos Carrancas (hoie da Liberdade), 
I oavem alli a famiha mais ^saliente, pela sua 
kYUltada fortuna, e^por temm alli montada 
itna boa fabrica de.gall^ de ouro, por pri- 
ilegio concedido pelo governo,, pois bV 
laelle tempo só aí fabrica reai de Lisboa, 
irépar^ya aquella manufactura. 

O privilegio caducou «com a maior parte 
Ml8;privilegios'porlQgQ0US, em 1834; 
.:0â iundadores do palácio,» efam fiihbs de 
iváz dei Almeida de Moraes^ ceofulnápaU- 
mp^ Bo aPoFto, OMde suaiimiliiQr D. BÍnteot 
teiíKarda de Casâ)o<^p!netQd doiliiManiàDfi 
iàbdá>AMiki ofCoaiso oiIb Jbi&idè MiriMá/; 



o GaoliO(jde9oeBdentoê dos Castro» do €ao« 

teHai 

.For marte dos fOadadore^ pasftou o po*« 
lacio par» séairmio Henrique iosé Meodco^ 
do Moraes e (kstiro, 3.« btirao do Novogilde 
e eomm^dador da Ordem de Nossa Seftbo«' 
ra da Coneeiçao do Vills Vifosa; e por fai- 
leoimeiílto d'e9to, passou psra sua. sobrinha^. 
D^ Garleta Rita Borges ide Moraes e Castro,; 
4v« batonesa do Nevogilde, filha de D. Felifl* 
berta Henriqueta Borges de Moraes e Castro 
(Irma» dp legatário) e de António Manuel 
Borgies da Silva, dessecnbargador na relaçSo 
do Porto o cavfllleiro da Ordem do Cbristo» 
Caeen eom- seu primo Luiz de Almeida Mo« 
; raes o Ca^ro, que foi major do exercito, o 
' caiTaileiro das Ordens de Avis, Conceição o 
Torre-Cspada^ falluddo em 184i, em caoe* 
sequencia dos graves ferimentos que reco- 
boQ na gunrrte do eéirco,>em 1839 e 1833, fa- 
zendo parte do exercito liberal. 

A viuva ainda vive^ bem ccftno o único fl- 
Ibo que teve d*aquelle matrimonio^-David 
Augusto Borges de Alvim Moraes e Castro, 
casado com D. Sybillína da Gloria Pinto da 
Fonseca Rangel e Castro, filha única de D. 
Maria José Guilhermina Pinto da Fònseoa 
Rangel, brazileira, é de José Pinto Ribeiro 
de Carvalho, jà falleeido, proprietário e ne* 
goèiante de grosso trato na cidade dè IHorto. 

Do Consorcio do sr. David Augusto B. de 
A. M. e Castro, com a sr.» D. Sybillina, existo 
um filho único, ultimo descendente da fami* 
lia Castros, e vive com seus pães e avó pa«' 
terna (baronesa de Nevogilde), na sua casa- 
da travessa da Fabrica, n.<> i7 a 21. 

O palácio tem na face principal, 11 por^ 
toes e 11 grandes janellas, e decora esta fa- 
diada, uma varanda de granito abalaustra- 
do, tendo ao centro um tympane, em cujo 
centro estiveram as armas dos seus funda- 
dores; e a rectaguarda do palácio, sobe a 
quatro andares, e tem eommodos para nu* 
merosas famílias. 

O atodar nobre, compõese de dnco vas- 
tos sâl&é^, quatro gabinetes, dois guarda* - 
roíit^ttsj um quavto^de banho e dnas salaâ do 
jantar. 

Todos estes compartimentes, sâo matisa- 



264 






de» de mage^ioBtt «legoriu e paisagens a 
fresco, obra de artistas mandados vir expres- 
aanente de Itália, e qae no palaeie repro- 
dasiram varias pintoras do Yatieano. 

O salão de baile, é estocado primorosa* 
meftte em relevo, com pidtoras alegorieas. 

Tem ao rez do chio, um grande pateo^ e 
aos lados grandes cocheiras e cavallariças. 
Tem mais na reetagaarda, nm elegante Jar- 
^m e una bôa cerca, e do andar nobre se 
gosa úm vasto e interessante panorama ao* 
bre a cidade e arrabaldes, e principalmente 
sobre Yilla Nova de Gaya e o poético Gan- 
dal, e a mesma roa sobre qne dá a mages» 
tosa frente, é hoje uma das mais espa- 
çosas e de mais movimento que ha no 
Porto, toda ornada de prédios modernos, 
tendo na extremidade Sul o Palácio dé Gris* 
tal, com os seus parques e jardins, o pri- 
meiro monumento da península no seu gé- 
nero. 

O Palácio Real, foi primorosamente con- 
struído e luxuosamente decorado e mobila* 
do, mas soffreu bastante com as invasões 
francezKS, não sendo saqueado, por haver 
n'elle fixado a sua residência o general em 
chefe. N*elle se hospedaram também os gene- 
raes Wellington, Ilson, Beresford, o príncipe 
d*Orange, etc, e em 1832, n'elle residiu o 
sr. D. Pedro e n*elle teve « seu quartel* 
general, pelas vastas proporções do edificlo, 
e por confiar muito nos donos d*elle, a quem 
tratou como família sua, tendo-os sempre à 
sua mesa; mas como os sitiantes fizessem alvo 
do palácio e sobre elle chovessem constan- 
temente balas e granadas, que muito o dam- 
nificavam, entrando inclusivamente um dia 
uma bala de calibre 24, pelo quarto em que 
dormia o imperador, despedaçando -lhe a ca- 
beceira do leito, resolveu sua magestade 
deixar o palácio. 

Aquella bala ainda pôde ver-se, por que 
a guarda o sr. David de Gastro, no seu cu- 
rioso Museu d'armas, muito digno de ser vi- 
sitado, pois é difiieil de obter uma collecção 
d'armas tão variada e numerosa, e o sr. Da- 
vid, caracter nobre e cavalheiro nmito tra- 
tavel, o faculta generosamente e sem mys- 
terios. 



A sr.* baroiWMi derf^evogiMe, nueàsii 
David de CMtr«, vendeu o seu palácio ffv 
trinta contas de véiMtf. . ./ ao ar. D. Piidisl 
em 1861, e dasde 8AtÍ6 ficou sendo PsM 
Bêàt. 

Roas da .firvgi^ezia de Xiragagn^ 

Hoje, as rqas prinoipaes doesta fragiMB 
fM a»-*-da Réstsof açio, Miragaya, Gah» 
rio, RosariOv Liberdade, Tríumpho; pn(i 
do Duque de Beja e Esperança, sfiodoí 
mais importante a da Restauração, per.«i 
larga, bem alinhada, e não ter umumeote 
bitante poiNre. 

£sta rua foi aberta* em 1820, e oseaiii' 
meiro nome foi ítm dê D. Miguel /, diilíi 
que esleve até 1632 gravado em letnsèi 
radas, ca casa da esquina, que tem omil 
oe vokada para a nu da Liberdade, ef 
é da família Allen. I 

Antes de se abrir esta rua, o caminho J 
ma da Liberdade e dos Fogaeieirorm 
Massarellos, era pela rua da BândeifllM 
rua de Sobre o Douro, que seguia pdiff 
tremídade N. do convento de Monchiqia 

Quando o imperador occupou addÉ 
com os seus 7:600 soldados, foi speÉ 
aquelle dístico, e dado i raa o nomeè 
Bestatiração. 

Esta rua devia custar sommas eDom 
por ser bastante larga, ^tensa e ben é 
nhada, e em terreno accidentadoedei^ 
cha viva de grúiito, uma boa parte, eo0 
era na baixa da antiga Torre da Marca (I» 
je palaeio de crystal) e no siiia onde W 
estão ò palacete, cectieira e }ardins doiis 
negoeiaute e capitalista António José M» 
teiro. (Adiante faltaremos também d^estef^ 
laeete, que passa por' ser boje a «asa otf 
luxuosa do Porto.) 

E pafa nivelamento do leito da mlí 
mister levantar muros de supponedeoBto 
preço e grande altura, como sobre timàá 
Fogueteiros te ribeiro das Virtudes, oiii 
deixaram debaixo da rua um vão tiifl 
abobada, qne anda arrendado coo» tf* 
maseoi; e sobre o convento de MoK&ipí 
mede o moro de supporte tal aluva fi 
aMtat ao dia 4 de fevereiro de 187(1; «ê* 



iim 



9m 



Ud*eUe*8e pTerítpàm Aaloiio^ Sium dt 
RoBfMea^ moço do 10 annosi o. caixeiro na 
tnsveisadanudo.Ç. loSo» morraido ias* 
liBlaiieaiDepte. 

A roâ dã Literdade Umbem se denomt- 
nonr^raa dos Cavrmca^-^tfsin^ a nu do 
IViomplio umbem ae denonioaTap^-nia do9 
Quartel»,-^ antes d*iaso^nia da Tbrte da 
Haroa; a praça do Dmnie.dB Ba|ir era«-nia 
io Cacregal ou na; do. Fa^o^r-o ama de 
Hiragaya já se den(UitfnM*^^CQbeFtoSi-*Tpof 
larenas casa» d'ella aírenie tobre arcos, 
daede o n.*4 aité ao ia.* 187^ e desde o s.» 
17i, casa eoLei^a frente so acha ai^da a 
iDtíia Fonte da OM^, aió ao a* lAÔ» eom- 
prehendendo o vao oq Mreíio ondaseaoha 
iiosução teleciapliica da alfandega, eiijaê 
Diias foram todas expropriadas o demoli- 
lai^ qaando sepi^parava «o tenreno paia a 
BOiva aKandega. £ também se denominmi 
-Hma Direiía-^ Praia de Hiragaya. O vao 
lem Aroaria» desde a easa n.* Í2H até á (bi^ 
0.4» Cioiber, o â*oiiâe saèem a viella boje 
yta^da Gompaobia, a ma dos Armaaens e 
i$ escadas do Mente doe Indeoa» também se 
IfiBQminoa Easampado^ E^Boampadonro, Lar* 
:o dos fiayioa^ e laitso da : Sonte 4a Colher. 

E DQtese que a nwneracao das casas 
TiOsta roa de Hiragaya qi^e acttiateente 
tindiNa do naseento para o poente, em eraa 
woftas foi ao' inversp^.poia priotipiara.do 
tonYento de Honohâqq^ a s(«iiir para. a 
^^rta Nova^ o^qne prodnsín «grande eonta* 
Í0J19S. apegat^^s de praaos antigas. 

E aole-9^ aiada que iaeta roa de Mira* 
Mra, ci;0io qne jéanteadeaelasefemos 
Durosida cidade, (a teccfsira eintadoimnros 
[UB lerminoílJiaPoru l^lire, irtndo da Puc* 
a^de <jajro8>itaDib4aisa ^^oonínon màAn 
topboe, desde a FQSte.:do !llpiirOj<^liae esM'» 
1 Ms<..traaNnts éktím^Mâ-Adixi^ii Is* oor 
upada até 197t pala: Intendência. daiMarit 
ib|» e ique foi ama:iias m«ftas que a eama^ 
•loppoprioa^deinoiinpafa a.abertncaid^ 
im ma da Alfandega^ até â Porta Nqva; 
loia em parte da roa . Joa JlaBbes (aniig^ 
Buitioia) flBÉ. 4Ui;iiffiib^s da. ddad^.cor* 
uraiÉ, eiqne perieftBft toda» eQBa;o*taaisro 
Iq Remo Vdho« qnaat |Lté ao -^Sptí^Qâ^ 
taokai) âiftogoeaia deifiiítpf a^ ;. 



Gom o tempo, easa parte da ma dos Ba- 
nhos^ qne ficou além da Porta Nobre, o ex- 
tra-mnros» se incorpórea na 'ma Direita 
boje ma de Miragaya, e se denominou com 
ella» em commmn«-ma de Miragaya,--per* 
dendo o nome originário do— roa dos Ba« 
nhos— «qne fleon designando a parte án(mp 
nmro$, até qne a nora ma da alfandega a 
abscurrea^ e a ma dos Banhos» depois de 
feitos os mnros^ se denominou também— ma 
da Povta Nobre, por ficara dita porta da ci- 
dade sobre aqnella ma. 

'Endo isto sé oollige de diversoa titidol 
de doaçãss, vendai, pvasos e outros que bê 
no archivo d!eata confraria de Miragaya» a 
datar de i434. 

A ma Arménia se denominmir-nia Almo^ 
nia, e ma de Traa, e ma da Barreira, des- 
de os mnros da cidade até â Ponte do Touros 
que ficava em frente da casa n.* 38 a &0 da 
ma Arménia. 

E a ma boje Ancira se denominou mit 
Alairar--e a roa de S. Pedro se denominou 
ma de Rio Frio,— ^ a da Esperança, cal^ 
cada da Esperança, antes, das obras n*^ 
feitas, aheando-lhe o leito desde a rua de 
Miragaya até ao meio da dita ma, tomaih 
dqdhe o declive mais suave. E anteriormen- 
te se denominou— rua da Cordoaria— por<> 
que n*ella viviam e trabalhavam eordoeiro% 
desd/i A egreja de Mirai^ya até ás Virtu- 
des; jB depoSa que se moattou a CordoMnía 
com o apparato qne descreve Agosthiho Re- 
belk> da Gosta, no Campo (hoje jardim), 
da OfNodearia, tomou este largo o mr 
me der-Campo da Cordoaria Nova,— tem 4 
entra rOa da Cordoaria p nome de Cordoa- 
ria Volha Qu rua da Esperança, em rasio 
da «aj^eUa^om a iofooai^ de Nossa Senho? 
ra da Esperança, quei estava a ^aeio d'aao0l* 
la.tua (hoj^llo aUo.dar«ada B^iMiimçâ) 
>«nto ao PostigD dos Fradea,— prevalecofido 
o some de Cordoaria Velhi^ que ainda MA 
apenas no lanço desde a capellinha de Noa* 
sa Senhora da Esperança até ás Yirladea. 

Ayrttimariameolft até ao anno de 1750 
hwiana. publica e iMSsagem (iranca m 
vqtta da op«éa de Miragaya pelo lado N^ e 
um pequeno largo que formava esta rua Af 
rMitapsarda*<da; egi!<w^ qu da oweUa mór» 



fe'âeiionÉiuurA--*lai|fa do M0itfiiih»*Hiii- 
dl no annode 1495, como 9ê Té do$ antos 
4e onA sentença obtida n'aqaella data^ fMir 
Veriiio 'Pereira Sseudeiro, entio proveéaf 
do bospiul oa albengarta do Semto Spíita^ 
oontra o vev.^ Pedro Farinha (foi juiz o df . 
Vedro Aunes Macliado, vigário gera) da dio< 
«eae, no $$piriiual $ Umparal, por o fie 
lado E>. ioâo de Azevedo) por querer aase^ 
tfiorear-ee do roeio perteneence ao diio hos<» 
pitai e V^ confinava com o lai^-do Falon- 
rinho: dizem os ditos autos que se eneon-- 
lra«i por cópia, no tontK) d'aquelle hespí- 
tal--^mbo í^e é, e íaz parte do «rcbivo da 
eonfraría do Saittissimo de lliragaya, como 
administradora e representante do antigo 
hospital e capeNa. 

Não ba memoria de peloarifdio em lai ai- 
lie, mas o nome d*aqaélle largo letaa orer, 
qoLê elle alii existiu. E eem iate se ooadona 
o neme de villa dado a esta Aregnezia de 
Ifiragaja, na provisi^ que se eneontra no 
CõÊiêual de eabldo d'6aia diocese ^ dne^tr^ 
Provisie doliispe D. Hugo, pela qual cenost 
4lèa^o«abido a faculdade de nomearas au« 
eioridadesnaffeilaria da ermida e viHade 
ifivagAyas Arrabuldo da cidade. 

Algoem quer ^ne iO dito reciti o« lairgo 
do 'Peienrinhe, «ra Junto á fiMMe da egreja 
deiliragaya. 

O dito largo do Motrinho^ em 4443^ «rs 
Hoiitado ao S. peta rua doa (iordofinos^ ;ko^ 
jerna da Esperança; ao poente pala cgircfa 
deiíiragaya, o ao,N. peiea maoiefr qoe aram 
de CâiheniMi Aflbnso, sua irman Mavgarida 
Aflbnso, e outra, % que estas doaram, em A 
de junbo de 4449, <per escriptuta feita nas 
Mias do tabelllio 4il¥aaqaei, e^cai casa 
daa doadoras, ao Irade de S. Dooaiago^ Vaa* 
que Annes, para ii*elle se (aterei hospíM 
toa Albergaria) do toUo Spímê, q^e «ntao 
ae prtneipiaf a, ^mo se vd das ditas eiarii 
pevas, que ainda n^estn data (1878) ce en^* 
eontram no ^Dsirtwdo dito lnupiíai, no ar^ 
cbívo da cooCiraria. 

Obm o volver dos trt ipca, egto laifO e 

ima fw to ante S, Beiro (dizem <aqatllaa oet 

driptuM^ foí-se Umkaatto aié que de«p^ 

papsoeu. 

• Sesia d^cUe mn pequem tanviro (OttfM* 



la, ao mitonla^ sm aaiiqpe eom 'niaa ba 
ds agua), para o qual se entra porniafv 
tio de íbrro^ qqe dá pasa; a rua dalãps 
rança, e ó limitado ao poente pela fmà 
(boje aendeircutar) da òapslIaHiiér és e^ 
ja^ ao 6. pdftTua da JBiípa*aDça, a ao« 
eent» a norte per casas ^pie foram lU 
em 4871, do negociante António Joel 
Otvetra Motiiiado, «.anlerlonpenie IM 
de iiibaco% iendo «ido Mf ica do lougi, i 
Pmneisooda JkHte<8oaires. 

6 dito teirelM ólboje prepriodadedaa 
sas indleaflas, edá entrada para es m 
aens^ que ba noa baixoe das mesmas. 

IMurimàiu cambam aquefleontigo kir|M 
Pelourinho em 1^799, porque a osnfiaríil 
Santlsslaiode 8. Pedro de lliragaya,ini 
que «as expeaiçOea 4o Senlmr, qus 
mwKi fatssr mo akar dar eapella-asór, se 
rumava muile a «era, porque o aHir 
tiBba fundo» neii tbrono, por eatar 
da á parada da «afwihiwnéf^^aoemrMi 
guAar, como eoámmávam ser 
d*essaa dras, mandou reooair ao pareÉ» 
te a oito palmos para o oasífeBle <s6Ali 
7 de setembrode 4990^ Asando (coDidl 
emfórma oitenlar, sabre o dito larga 

S o diáo largo e mu que segiria pir4 
trae da •egreja porderaas a raaio ds ser 4 
pots que^apreoDlBiadamente no saaiê 
lS4d-^ ToftMrmou,a ruada Bsperasfiit 
RndOMt segsir a direM, pdo lado t i 
egnsja, aotoe o targò de flk C^adro. B ifl 
do lado do H. da egreja, foi somada m 
dbNM q»e 4 tegreja acorseeeram #s^ 
ladi^-tteaaflo tednJãda a wa depois ds 
cimo aliábamenio da roo da 
uma vleUa im^tl; que:acooffturia 
¥edar com uma poria para resguarlsl 
dfio oetdgoodò lado». daí-vMa, fàà^ 
ra onde r^movenas ossadas, qsRi badf i 
terreuOâ4]ue orá dá>deroa tl4 Juspital, ef 
emqpiaaon^oiiapMk) AoMuId loséBi«i 
para uTellO' fazer, gomo fot^a^oaBasnilP 
4*egríeja, eémeúiaâlNMa *se acfaaafttf 
piMlca,di<eMtlida dawaide S. Mn^pl 
em segáuaaoirmpiàaMMino dfaquiiidl 
aiaontriiria>veadttd taoAiem |lo wtMbê 
pitto Sorgis «ma penna de agua ds ^4 
tal, com a eoidtfiodleielleooiocai gadi^ 




unst 

tr4a Mm MM totft e^eluilamfHra nwfvot 
Íft<ddt||«bUe^ potente 4tfdi c^flipradon 
MíUaar-M» temeamft pwia Anágua <p«ttim 

PMiiii»MnílM90(|>i4uiia.4as i6i!MM.ii^ 
lOlaimB <i>eUiínigQMla'd6 MNÍaga^Ai -Ditar 
loaaó a^oi 4b ifaaadgawqiia onâboiotiii: 
ti&.fl»fa^de «i4ir'0%teUa9 'oaaa9 áeanffiaf 
ria^aai pagaoiedto da. «aintti&iiqQe aia^r 
ona confraria Ibe havia «mpraalaéa; a jpor 
iaaa af«Màa caiaa mo boie^^' oopÁiria. 

A eoateria rasolvatt vaâar a tal vifilte a» 
B. <áa aps^a, iiam MBâirar paiiaf Kertana 
MíJiMil^ aa íO»»d«a^Qa liaria Aa ayú> •aaot' 
^za4o 20 teapiíao BoiffiBiO para m uma* 
ISO aorreno iíj:'^tíi^fKttM.Qa9(iPÍQaer4$>^ 
íffóffodos que apparecessem d^ !a<aiila:d'«- 
IBallibaeMio^.aoilio 86 lâ em «m Uhpq 4os 
UriDoa^ vqo0 tfas iMia Kk> arcUv» Ja oaoirat 
ria).; . i • ,• . 

dtor ai|c»Ua(amigaaiejyiaiaindaí Oipayo4am 
KDèítt) ,a faw«r» pof' acaaiiia 4aa-gMMlea 
sheias, como passou na de i860. 

J>6 pa9sagem direi também aqui ^ae 
i^to âaaella vkllai . a oa cerca i3o anUjg^ 
lospital, montes doados /^para «a landaoàa 
raie, em iltíb, )iavia m antio 4a 40U 
jpíi íoaii^atosò pfálieíro (em 167^ se tctr^ 
^aoA ouiro») ornsmo jimto â-. capeUa a 
M^tal, peèá>iqiiaes.;daa a «aapitio Ma^ 
iliel Goeiho Aai^iniia 14!0í9a Iréld) 'tioa 
)|^ penâa-t ^dbre á ^é}i, e .at^eaçat 
sihic.-^BqlNre eU^, o provar df^ h^Ual f» 
Éaaéoa^t)^^ a teçaana piaça daciáadi^ie 
!|^t át'i^mataé\r j^ ftfMO 'té», éfâè^^élfOsi- 
gloíidlam a «BJ^ òa 'SO^OOa réU ãe )i(^ 
|)avíaaer.iun.pi0Wí9oa^beíirbo(. . 
>í'lMa'ODni^ da*iua»ima daiièaéita e>àfl» 

{jièite «dji) bbsjmai {(Hi^^^a MifV^tfta}. ^ 

i>0#«.i^MMT(«0a(fi^.'nt.j^aa. iwegaç^ de 
pAioaaatf0Os aa te>nênf)ao(da-4«Ai^ta'fis- 
òtArreg)â|i,-^é fibafva Mi ^fonèb mstk> 

^tòm das .Vjaodes^ l^to ií )raa 4e S. 



' t 



Mua 4a Via &i^a.^Aàsim sa áéUbiÉiaèli 



26? 

aiffoadpia^iiotaaa denaaMfia-MSapdaaria Ve- 
lha. JB ta vaaiioatta^ioaae» parqte os (Mas 
antoninos do hospício da Cordoaria^caatoma? 
«ttmyoa toaiaima^ l^cer «Tta wcfa^ pciAci- 
ptaiiydo na eapfiâliiâul da Eapecança^-segiifiiir 
da.ptíaiGMrdDaffía Valha, jxm 4o Gatvario» 
campo^ <)a fiovdoflría .Nara» tarmittàndo á 
partai doa firadeaida Carcna. V havia dois 
aaaBNf!Qa.nalGarâoaria VlsUia, e tresieili toòút. 
teida hosfieta» reeandoaaaa esiafão« cada 
OBi dos Sitos «BOBairoa^ ^qua ha popíto a cat 
ffiaoa TaoioveAt 

f 

Vtscaaée^ Vtllatmfao de S. Rmodíii, mo- 
jrador na sen palaicete éa traveaba Ao Carre^ 
gal d*esta fregaezia de Mmgaya. 

fitáramos 'tuna ; hrava Boiima geaealogica 
dla&la íaaulia. _ 

•^0 eonttè D. jyvava Berrara, «fidalga 
hespanhol, veio a eèies «Mnaaeam o éotda 
B. 'mDt^% e eadasldo ^aohi f^pa AliMsieve 

^B. ^eÁMàiéa Al^és de f^ll^a ^ qttè 
aasoti com D: VlélaBáa Més eiéva 

-—Estevão #ei¥árra, que aáaoa (igadtw- 
liiòs^iii 4«èm) ale^ 

— WètliÉi PervMaâ, '^fsa ^easaa^aoâi>B. Ha^ 
rifttAia 'P(tr^i%, siia fÉtrenia, a lai^' 

—Gomes Martins Ferrèil^ ^ttatasau^aai 
fr. Waidi*^Loiifett^ tnHzèaa Um 
• "-^kai^iita VMreil^a * t}iia aaâo(i< ema & 
Ylolbatò da'G«Dha^ « itava 

—João Ifartins FerraM^^albl méQoâ^ 
diâge do fhfante D&jPemaáio eiÉMitfeftii^m 
amÊ o^aoapgado éas Verrèfiraa iio>GaR«gaK 
lioja #égae^ia Jdetffiragaya, bnde tive^> sMi 
actual rèj^saitta»le,"i5èma 'vf^wton mttlíaa 
{lòa sana máfic^íos. 

'âasan ooffl Violante iMM^ doa paMita, 
e teve 

^ B. àMro ^HérMIra di»da''^ 9b dKttii^ 
<MiD*<^I»éíftiigal, «fhdá aÉtâa> tf^ 

^ a ^ éèiito rérfãrá, ifttafof poiM#o^iia^ 
dos reis D. João II e D. Manael, e ca^Mh^dom 
q>. mmt #0 19ràtab 'illik '4<Mr «oMm de 
<ebitMM. I^^aiaa aeséeniáe a cáiia'4e'CiM^- 

'leHfDSi 



868 



um 



e&Ma oom iX Anua éb Mmqoit» e Mv«y4ni» 

^Jijfiía Martins Ferreica, qna foi moço-fl" 
dalgd da oaaa de D« João III, eapitao-mér 
da índia e fmz de Gôa. Casou oom D. Joam« 
na de Vilbana esteve, entre ootroe; 

'^-Álvaro Ferreira Peoreira, fidalgo da ea* 
sa real Casou em Lisboa eom D^ loanvade 
NovaoB 6 te?e D. Ifarianna Ferrma Pereira 
Goatinho» qoe eaaon oom Diogo Gomes de 
Lemos, sentior da Trofa, de qnem eniriavou 
sem successão ; e casou segunda vez o dito 
Álvaro Ferreira P^pdra, com D. Maria Soei- 
ro, e teve 

«-Manuel Ferreira Pereira, ^ (jpie casou 
eom D. Maria Leonor de Lemos e Sampáic^ 
sua parenta, e tere 

•^D. Marianna Ferreira Pereira, filha úni- 
ca, que casou com seu primo Vicente Car- 
neiro, filho de seu tio, Sebastião Pereira Fer- 
reira, e assim continuou a linha— Fi^retreu 
^pois tiveram, entre outros, 

-—António Ferreira Carneiro, qa» e^so.u» 
M sua eaaa d^ Villarinho de S^ Aopão* com 
D. Cecilia Qietana^- filha da João leiloeira 
LobQ, e tiveram^ entre ouf roa» . 

—Luiz António Ferreira Csariii9irQ|fmefij^r 
sou eom.p. Theod^ira Igm^ de A^edo, 
herdeira 4a cami e quinta da ^spinheir^ e 
tiveram» entre oitfros, 

—Custodio Ferreira :CameírQ, que oasoi^ 
comI>. Fllai^^cia.Jpsepha Soarei de Alber- 
garia, da casa de Oliveira do. Conde» e ti* 
verauH. entre joa^cea, . . • 

•-rAntpnio Ferjf eira Carneiro deVaecou; 
celloa^ que caaeu epm soa prima^ {)« Ifari^ 
Aurélia* Ferreira» da casa de YiUariíiiho, e 
tiveram-rrMarla da Salvação e António, qm 
morreram de tenra edade— M^ia Jofié^ que 
Meoeu em Lisboa, solteira --António liiiz 



t e Violante Correia, que casou com JosA 
Correia de. Mesguita, de Villa RjhiI, e^ leve 
ígnea Correia, niba u^icl^ q^e jcasou.tHWP 
Gonçallo -tobo de Barbosa, moco*flda|go, e 
inatiluidor d^ yinenle de ,V^lannho de S. 
•Bíomio. ■ . i 

-. ^. e Sebastião Pereira Ferreira, qoe «tsen 
com D. MarianQa de Vaaeoncellop Carneiro, 
da casa de Coura, e teve Vicente Carne^rp. 



itamlra GMo, 4ue ^iate e é teèhmilDr 
madc^ em mathemaiioa e pliilMoi^iapA 
Unitenidade de Coimbra, sedo da Aeiift 
mia real das sdencies de Lisboa, « lemeii 
tinctissimo da i.« cadeira (ebliiiie% sM 
ehiOKieas e lavra de nÉinas) na Acaáemiap» 
lyteehni«sa áo Perto ^-^. Maria Censliiii 
que caiou em Fontellaa no Douro conni 
primo Felisberto da Cunha, éa eaaa de ft 
tremadmro, e viuvando passou a asienÉi 
núpcias oom leio Lobo l^ixeira ée Bvni 
m^or do exereito^-e 

-««Álvaro Ferreira Carneiro GM» (e fA 
ttogenito) !• visconde de Villarteho d( & 
Roaio por decreto de 15 de desenbnè 
i860, e seKhop do vinculo « caan-de Vm» 
nfao^ por foUeeimento do seu tio o i«ift 
eonde de Villarínho ^ par do reino, en ff 
de março de iS61 

Casou oom D. Julla deClamowseftvm 
filha de Haatiel de Glamovrse Brovm «I 
Maria da Felicidade Browoe, e tiveran 
---Alvam Ferreira, que morreu ds 
edade— Luíe-^uIIo e António— «tadai# 
ros. 



'■i 



í É solteiro, e vive com o YÍscottde,A 
Irmão, nó palacete do Carregal, n'estil» 
guetia áe Mirftgaya* - 

^^ntetnioLoboiíteBarbosaPeareiraTd» 
ra Girão, L"" visconde com grandeza, &*» 
nhor do morgado ide Vinarinho dé 8. Roai 
fidalgo da casa real, do conselho de soa» 

Sade, oommendador da Ordem ds M 
hora da Cpnfipição de Villa Viçosa, p 
do reino e socio da Academia real oas seíft 
cias de Lisboa, da Sociedade promotora a 
Industria nacional, e honorário di Aê* 
miadas beBas artes de Lisboa, da fiecMife 
pharmaceutica luiitana» presiíMote tua» 
rio do Instituto de Afric^ antigo pi^^ 
Traz -os Montes e da Eitremadai^ âoqp 
inspector das Aiuas-Lfvrés^e daá lá^ 
anneKaa de faianças o de aedasi proveéarà 

Sapel sellido^ e .adooinistrador da wf 
[oeda, nasceu em Vlilarinho de S. nM 
em 5 de novembi^o de 1785. 

Qnem quizer saber como e^ hMlHo* 
lib juntou tanto» ititnlos ée^notMii^ 
bresa qne becd^^ leia a tetereMtfjB» 
tida biograpnica ao visconde de F^WJ 
de S. RomãOj escripta por seu sobrimO|f 
António I^ik Ferreira Gír3o. sedo úê» 
demia real das scieneias, e editada poio» 
JiWAi.»0 fort(^:^ 1870. ... 



voa 

— Viteo^ ie Uac0do Pkuo (António 
jPorreira ó» llaoodo PiatOj) morador na aoa 
lia» da roa do Tjnnippho, n'eBU frqgoeaa 
de Miragaya. 

É âitio 49 MaDuel Forreira do Macedo 
Cinto (de Talaioafo, dUiricto de Viseu) ^e de 
D«. Maria de Deos Rodrigues Monteiro <de 
fipedoeiros» íregueaia. de Seiidím, oo mesmo 
districto.) NascojQLa 20 do Jwho de i8i0 e 
Sok baptisado a 36 do mewio mez m. dita 
Xk«gmeâa de Sesdim, e eason eom D. Aafu 
. Cloaientilia Peres Moreira Guimarães» da ei- 
/dada do Porto, fittia de- Manoel José Maria 
-fiaúnaràes e D. Anpa Uúza Peres Moreira 
XrQimaràes, da mesma cidade. 

i ])aeharel formado. em medicána pela 
Universidade de Coimbra (l836)^eayaUeÍT 
n da Ordem de Nossa Senhora da Coneei- 
ção de Yiila Viçosa (i836) — cavaUeiro da 
Ordem de Ghrísio (i85S)— comnisndador da 
Ordem de Nossa Senbora da Conceição de 
Villa Viçosa (iSM) *- fidalgo eaívalleiro da 
j joasa real. (i866) do conselbo de sua mages* 
j lade (1860) e vásoonde de Maeedo Pinto for 
decreto de li deian^o de iâ74. 

Foi medioo do bo^ilal militar e partido 
4e Bragança de i837 a 1848 ^ delegado do 
; -^nselbo de sande pobliea do reino» no dia* 
iricto de Bragança desde. 18S8 ali á848<-^ 
administrador do eoneelbo de Bragança em 
^IBM-^por 4na8 vesea procoradoc da juma 
Seral d'aqneUe distiicto» e por ootras dnu 
alli substitmo do iois do direito ^^oardar 
mér de sande no Porto por pcMlana delT 
I 4e.omabro de 18111, legar qne oecnpon at^ 
aer despachado domooatradpr da a^íoção! m^ 
jdiea na escola medioe-qiniiig4ai de Ponto^ 
por deoreto de 26 de abril de ia72~pro^ 
movido a lente snbetitnt*^ da mesm^ escola 
em 181^— « a lente profopetariQ da 8.* ca.- 
I deára em 1857--4obttimdorse em la^SKvo* 
gal eflsctiTo do conselho : geral de inslrne* 
^ publica por deeceto. de 7 julho de i99fi 
<legsr qne «ae aoceitoa^-dciputad^ ;4a çôrt 
les oa .le«is^tQlsa 4e 1803 ar.l8S^iK>gaN^ 
commiisfio.fiiialrde.b«ieftpeneia- d» diauipií^ 
dQjpçirio^ppr.doerc(Q:/de 1 de daiembre de 
il868THBQÍembrft 44 çwssilho.de^Mmll^So ^^ 
ma idos ImidaAwr^ 4>h companhia gfraj d9 
tfsdiío p]çedlalportBgO0E(U#boa)-HUi;eGítqr 



309 

presidente de emiselho de administração» e 
um dos íundadores da nova companhia uti- 
lidade publica (Porto)— 'membro dè varias 
sociedades Utterarise e scientificas^ naeio- 
naes e estrangelrasi e por varias vezes con- 
vidado para ministro da fazenda, eargo que 
sempre recpson até esta data (abril ús^ 
1875.) _ 

Foi um dos fundadores e principaes re- 
dactores do Pharol 7Van«mon<anP^ periodit 
CO mensal de ins^ucçio e.Tecreio, que se 
publicou em Bragançga, em 1854 — publí- 
fiou um projecto de estatutos e um relator 
rio da caixa de credito e soccorcos nmtuos 
da .Associação industrial portugueza, em 
1854, e foi um dos principaes redactorfs do 
jornai da mesma associaçSo-^um relatório 
da eommissão da Companhia viação por- 
tuense, nomeada em assembléa gerai de 14 
do janeiro de 1856*-a oração inaugura) ror 
citada na Escola medicocirnrgica do Portos 
na sessão solemne da Abertura, em 1858^ 
o prqjecto de estatutos do banco União 
portueose ^ estatutos da noTa companhia 
Utilidade publica, e contrato do emprésti- 
mo ao governo de 1:500 contos, do qual 
contrato foi elle o negociador «^relatório o 
balanço da mesma companhia em 1864**e^ 
tudo sobre a parte financeira da. proposta 
de lei para^ a construcçao das vias Isr^^ 
ao N. do Douro, publicado em vários núme- 
ros. dQ Commercio âo Porto, em 8.*,gra|^de 
e tiritem sepaitada^-tostiMlP reproduzido na 
Óinzeta de Poi^ugal.f^ m Benolugao iêjSã' 
(«ni6ro— vários artigof . sobre a^umptps de 
mediei^ publicados no JonuU da Sode^Ui' 
de, dof Sqieiȍifl^ Medicas de Ueboa,. ^ aos 
Àn'ífftie».\d^ Çoemlio..de Saúde, Publica do 
J^'iM^— uma memoria sobre a reforma. da 
instruc^ secundaria no districto de Bra- 
gança, publicada com q relatório da.c^sul: 
ta* da Junta gwíA domis^mo districto em 
1839, e outroa tr^^Utos» 

.*••"—. • . ,■ 

. £ pessoa de muiu^iUustração. e muiv> 
merecimento— geralmente respeitado, como 
organisador e director de bancos e com- 

»u\ii9^. 0} m^tç . Teraa^ .jun.AoaiK^^ e 
p^r isso Yarlas situaç