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Full text of "Portugal antigo e moderno; diccionario ... de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias"

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. ^ 



7. 



I 



i 



PORTUGAL 



ANTIGO E MODERNO 



VOLUME TERCEffiO 



i 



z 






•< 



V 






I 



PORTUGAL 



ANTIGO! MODERNO 



íf\ Tv ii 



DICCIONftRIO 

6eofipra.pliico9 Sistatistloo, Cfliorog^apliloo, Heráldico» 

.Ajrolieolog^oOy 
Htetorico, Siogprapliioo e 'Etyixkologioo 

m TODAS AS CIDADES, VILLAS E MGllZIAS DE P0R1116AL 

E DE GRANDE NUMERO DE ALDEIAS 

Se estas são notáveis, por serem pátria d'honiens célebres, 
por batalhas ou outros factos importantes q^ie n'ellas tiveram logar 

por serem sofares de íamilias nobres» 
ou por monumentos de qualquer natureza, edli existentes 



NOTICIA DE lUITAS CIDADES E OUTRAS POVOAÇÕES OA LUSITÂNIA 

Dl m APENAS RESTAI VESTÍGIOS OU SOlENTI A IRADICiO 

POB 

Aagosto Soares d'AzeTedo Barbosa de Pinho Leal 




LISBOA 

Uteâmà £ditorà i)s Hàtt& Hordea & Gíompaiibu 
68— Pru^a de D. Pedro — 68 

tô74 






RARVARP COLLEOC UIMRT 

C9UNt OF 8AIITA EULAUâ 

COLLECTIOfl 

filFTHf 

joH» & frmMb âH 

MAY 28 1924 



A propriedade d'este DICCIONAKIO, pertence a Henrique d* Araújo 
Godinho Tavares, súbdito Brazileiro. 



LISROA 

TyPOGRAK](^Al EblTOR^Dk^TTOS ÍTQBEini^A C^ 

'6Ô— Fraga A# D. Pedro— ^8 
«874 




mwm 




EBUROBRIGA (EburóMCitm dos romã* 
DOS — ^vidé Âlièizirao) — antiquíssima ddade 
da Lusitânia» na actual provincia da Extre- 
madura. Querem aJlgúns que elia seja a abtual 
Évora d'Àlcób<>ça, e outros, que seja uma al- 
d^ cbamada ÃomalheirOf próximo da viUa 
da -AJfeízirãOy concelho de JJUcobaça. 

Xan^m pó4e ser que Èburobiiga fosse 
ama Cidade e ÉmrobrUium outra» e» n*este 
taso, harmonisavam-se as duas opiaiSes; to- 
davia Ev&ra d'ÂlcQbjgçaíão lem a lavor do 
antigo some que }he attribuem alguns» se- 
qIo a .aaserQãe d'dle|^ fundada na íradiç|io. 
Mão iia aíli vestígios alguns da antiga £i^ 
robrititm. 

Eburobriga foi fiuidada pelos g^los-oel- 
ta% sns 300 annos autes de Jesus Ghristo. 

Aqui ajc40$pu \m^ grande Yictoria4os 
pomfèM^i QrUoss^i (grande Viriato, pelos an- 
W% Z&S» do W9^ (iU aates de Jesus 
Quisto), 

No anno 84 antes de Jesus GhrisKo^ veiu 
á i<attta^ia p procônsul Decio Junio Bnito» 
enãp jte^io ai^áa os rpmanos esquecido a 
Craade imtíi^ que aqui haviam aoSrído ha 
M vm^, ojQ^ por pulras rda;ões^ cahiram coxk- 
tra a cidade de Ehuróbtiga. Oé Ijositanos eipi- 
trnpiçliieiMdQs^ em wm elevaçaoi» hoie chania- 
M C?v»al do. Motta, d^putavam t^iaanente 
a passafen^ do^^r^ piair oadie ^trava o 
maf pio*» a b^hU ^i4eaao agora os cam- 
pos de Alfeizirã% VaUddo e Aai^tr^a) 10^- 



EBU 

lométros ao N. de "Éburcòrigá. Tencidos os 
lusitanos, se retiraram para uth sitio ém qué 
hcye é a quinta de S. Gião, onde ainda hou- 
ve outra renhida batalha^ e isô dèpoiá d*eUa 
é que os roínahos tomaram a cidade. 

Devemos nbtar qué todas estas batalhas 
foram sustentadas pelos habitantes da cidit- 
de e pelos montanhezes das immédiàçtíèi» 
que os vieram soccorrer. 

Tao importantes j.u]garam os rotnaãòk es- 
tas duas vietorias, que o pretor mandou eri- 
gir, no sitio da segunda batalha, um ieinplo 
dedicado a Neptuno, em memoria doeste lei- 
to. Ainda hoje alli existe uma lápide cqÍU- 
memofativa e outros vestígios. 

D'ahi por diante foi ÊburoMga governa- 
da por tribunos romanos, até ao anho 622 
de Jesus Ghristo, em que Flávio Swíhtilà; 
rei godo, expulsou os romanos da Ltislta- 
nia, tornandp-se senhor de toda a península. 

Tinha ^tao Ehurohri^a um bom portioti 
defendido por uma fortaleza edificada èm 
um ilhéo. A torre d*esta fortaleza ainda exis^ 
tlu muitos annos depois, e serviu de pharol 
aos navegantes. Ainda d*ella existem rui- 



Tinha foro de munícipio romano. Â guár- 
ni^ da cidade e dá fortaleza se defendeu 
heroicamente contra os godos, pelò que es- 
tes destruiraxQ tudo, não deixando pedra so- 
bre pedra. 

Os árabes, occupando es^es titios ^zq71& 






6 



EDR 



EGk 



e 717; fandaram ao O. das niínas de Ebu- 
robriga sl actaal Alfeízírão, dando-lhe o no- 
me qoe ainda tem. 

Qoerem algaas que o nosso segando Vi- 
riato fosse natural de Eburobriga, o qae não 
está provado. Advirta-se que é o Viriato co- 
gnominado moderno on segundo, que viveu 
entre os annos 3990 e 3962 do mundo (42 a 
14 antes de Jesus Chrísto) e portanto nasci- 
do, um século (pouco mais ou menos) depois 
de ser assassinado o grande Viriato, o bei- 
rão, que quasi todos os escriptores dizem 
ter nascido na serra da Estrella, pelos annos 
3811 de mundo, ou 193 antes de Jesus Chrís- 
to, e foi morto no anno do mundo 3861, ou 
143 antes de Jesus Christo. 

Este segundo Viriato vivia no tempo em 
que já os romanos eram pacíficos domina- 
dores da Lusitânia, e até era chefe de uma 
legião de lusitanos ao serviço do império. 
Morreu em uma batalha na Itália, em defe- 
za de Sexto Pompeu, contra Júlio Gesar. 
. Para evitar mais repetições, vide o com- 
plemento d*este artigo na palavra Âlfeizirao, 
EBUROBRITITJM— vide Eburobriga. 
EDRAL e FRADES— freguezia, Traz-os- 
Mpntes, antigamente comarca de Bragança, 
concelho de Santalha, hoje comarca e con-' 
celho deVinhaes, 70 kilometros de Miran- 
da, 485 ao N. de Lisboa, 190 fogos. 
.Em 1757 tinha 140 fogos. 

Orago de Edrál, S. RomSo, e e de Frades 
era S. Thiago, apostolo. 

Bispado e districtò administrativo de Bra- 
gan,ça. 

À mitra apresentava o reitor d0 Edral, 
que tinha ISOjjSOOO réis de rendimento. O 
reitor do Edral apresentava o cura de Fra- 
des, coiiBrinado, que ti&ha 4òiJS000 réis. 

A fireguezia de Frades eín 1757 tinha 38 
íogos. / 

Estas duas freguezias estão unidas* ha 
inuitoi annos, formando uma só. 

EDR^ÕZA ou EDROSA e MÍILHE ou Hfi- 
LBÉ^^freguezià, Traz-òs-Mohtes,' éomarça 
áe Chacim, concelho de Iséda^ áté 1855, è 
desde então comarca e concelho de Vinhaes, 
60 kílometros de Miranda, 480 ao K. de Lis- 
boa» 80 fogos. 
£m 1757 tinha 66 fogos. 



> Orago Santa Eulália. 

Bispado e distrícto aâministratíTO de Bra- 
gança. 

O rdtor de OozeMo apresentava o cura 
de Edroza, que tinha 9^500 réis de côngrua 
e o pé d*altar. 

Tem, ha muitos annos annexáafreguezia 
de Meilhe, que em 1757 tinha 31 fogos e era 
seu orago S. Martinho, bispo. O abbade à.% 
Rebordãos, apresentava o cura de Meilhe, 
que tinha 8j|;000 réis de côngrua e • pé 
d^altar. 

Actualmente formam ambas uma só fire- 
guezia. 

EDROZO ou EDROSO— freguezia, Traz- 
os-Montes, comarca e concelho de Vinhaes. 

Em 1757 tinha 34 fogis. 

Orago Santa Marinha. . 

Bispado e dislrieto administrativo de Bra- 
gança. ^ . . ; * ;- \ \ 

o papa e o. bispo apresentavam alternatí^ 
vãmente o abbade, que tinha 2O0iíOOO réis. 
Esta freguezia está ha muito tempo, anne- 
xa a Quíraz òu Queiraz. Vide esta palavrJt 
EGA-4villa, Douro, concelho de Condei- 
xa a Nova, comarca e 18 kilomètròs ^o S. 
de Coimbra, 12 ao NE. da Redinha, 185 Í4 
N;'de Lisboa, 520 fogos, 2:000 almas. . ; 
Eín 1757 tinha 115 fogos. '''' 
Orago Nossa Seiinòra da Gi*açai 
Bispado e distrícto actíntnistrátivp ' dt 

Coimbra.^ * -' -'l/''/'^^' 

Feira a 11 de novembro. ■ ' 

SiXuàda em tima baixa, junto aò rio' do 
seu hòíife, que nasce no logar dá Àrrifafiaí 
tribuhal da Mesa Ai Consciência,^ apre- 
sentava o vigário; cóllado, que tifahaSNWíOOÓ 
réis de rendimentb. parocho era frehrédii 
Christo, por a freguezia ser commenda does- 
ta ordem. '^: >■' '^ ^- . ;. \ 
' É^ povoação muito antijé^ 'NSo 'se^aàbe 
d'ondè é derivado o seti'ttbttie.' Algttiis flí* 
zèm que é do nome próprio d^ hoinftà Egéã^ 
de alguml àsshn chamado qtit^poi»stiftx êÁa 
viHa ou aqui habitou. ";' ♦ 

D. fr.EstevSòdéiSelmontê^fliéstfè da Or- 
dem do íetnplò, llíe deu foraf no 1> de se- 
tembro de tS31. D. Manúellhé deu foral 
yo, em LIsfoòà, a 25 de íeTereiro de 1514. 
I Teve màrquez é fct couto. 



EGR 



£ffl 



Foi eonquistada aos moiaros, por;D. Af- 
-CiHiso: Henriqaes, em H3!^, e a dea aos tem- 
plários em 1145. 

Mo sea aiktigo termo tinha oolra Tigaria- 
m» no logar do Faradooro (oa Afiiradoiuro) 
chamada do Espirita Santo. .■>■-. 

1^0 monte, em sitio alcantilado^ está acar 
t^elki de Nossa Senhora do Girecdo^ eáo sa- 
hir para Condeixa, está a capellarde S. Braz, 
^oilde ha mnaíeira a 3 de fevereiro. ^ 

E6IRA oa HE6TR— E' 622 annos mais 
-ooTa do qne oannò do nasci mentdrdé Jesus 
-Chriètô. Yide Eráj ^ 
. EGBE JA— Vide Yilla da Egreja, . ^ 

E6REJA NOVA— fregaezia, Minho, ^co- 
marca e concelho de fiai^oenos, 12 kilòme- ; 
trosa O. de Braga, 365 ao N. de Lisboa^ 70 
fógos; • 

Em 1757 tinha 52 fogos. 
. Arcebispado « distíicto adnúnistratíYO de 
<Braga.-r 

Orago Santa Maria, ou Nessa Senhora da 
Parífica^^ 

- . A mitrâç apresentava o abbadé, por eon- 
enrbO spíodal, que tinha 250i900a réis de 
-raidipienio. 

E' terra fértil. 

f £GREJA NOVA SO SOBRAL --frÀgaezia, 

£xtremádttra, conselho de Ferreira úb&íZA' '■ 

^£ere, OG^alrea dê fhotnán . d'onde dista 1^ 

kilometros, 144 a NNE. de Lisboa, iSaié- 

gOS. m"w : : . -^ t .: '; ' 

Em 1757 tinha 230 fogos. 

Orâgo o Espirito Santo. 

Patriarchado e distr&to administrativo de 
•SfiitâresL- ..-. >:• • • . ' 

* 6 sen ' antigo < nome > erá.;5o6ral, ei deçde 
qne se lhe constrain a actaal egreja matriz ; 
se cliamou Egreja Nova do Sobral, x 

A mesa > lia éon90ieií4ia> e ordena i^re- 
«semava, o ví^^viò, coMai^que tinha 120 al- 
Çieíres ãè ^igo; 60^âe>eeváda, 20^ atmttdes \ 
menos 4 canada» dè lánho^ 3 alqtiieires de ' 
azeite e 12if 000 réis em 4inheâro^ de- rendi - 
âiento aítímal; > i : : • 

. Ha aqui minas de ferro. É terra fsktil. • 
e 'fifiREJAiiroVA^fregiiezia,! ExtroQiàau- 
la, ccmòeltío de Mafieitr' txmxt^ de Cintra, 
30 kilometros ao NO. de Lisboa, 3S0 Ibgos. 
• Em i7tnf tinhaii78 Ibgoe* ^ 



Orago Nossa Senhora da GonedcSo. /, 

Patriarchado e districto administratif o.^ 
Usboa 

A fregnezia foi da casa' das rainliaSy.o 
eram dias que apresentavam o prior^que 
tinha 300^000 réis de rendimento. 

É terra muito fértil. 

EGREJA NOVA— freguezid, Extranaila- 
r^ comarca e . concelho de . Torpor NoTas^ 
•120 Icilom^ros ao NE. de Li^oa*. • : ^ 

Em 1757 tinha 36i (bgos. 

Orago Nossa Senhora da Conceição, ou 
Santa Marta. .■■'-'■ 

Patriarchado, districto adminiMrativo de 
Santar^. >■ = 

O prior de S. Thiago de losttt» Novas 
apresentava o cura,! qpie tinha 10041000 
réis. • ' ' . ., ■ ' -^ ■ • 

É actualmente afreguieziade S.Thia|go4a 
villa de Terres Novas, com 500 fogo\por 
se térannexado a ella a da Egreja Nova 
(Vide Torres Novas,) 

ÈGREJINHA — fregnezia, Alemtejtf, - co- 
marca de Montemor Novo, concelho de Ar- 
rayoíos, 12 kilometros d*Evora, 120 a E. dê 
Lisboa, 230 fogos. 

Em. 1767 tinha 131 fogos. 

Qrago Nossa Senhota da Consolado. 

Arcebispado e districto administrativo ik 

Évora., ^ ' ^' ' ^* ' 

' Â mití"^ apresentava o capellaò cúrádo» 

qáe' tinha 420 alqueii-es de pão telhado da 

rendimento. , 

,É terra fertilissiiiciá em cereaes. ■ " * 

EGREJÕL— portugueí antigo—egrejinhá, 
capélla; ermida. Também sô dizia $grejó'^' 
egrejô, igre)ol, igrejô e igrejó. • • ' • " 
'[ EGYPTO (Quinta do)— Vide OlBiras./ '•" 

El— jiortuguez antigo— ifu (protíoine). ' 
' ÉIDÒ'— Vide Enxídô. ; 

EIRABÊGA, EIRADIGÂ è HEIRADÊGA ^ 
certo direito otfyoratfífm, que, àlèia dòs oi- 
tavos, sextos e jugaâais, ôs caseifós pâgavatu 
aoís senhorios. -^ 

EIRA-VEDRA — freguêíía, Mliiííàr, cornar- 
ia da PòVoa de Lanhoso, concelho de Viei- 
ra, JI4kik)nietrosa NO^ de Bt^aga^; 37K ,ao 
N. de Lisboa, 140 fogos. 

Em 1757 tinha 176 fogos. 
O;. Orago S;. Fayou :■'■■' •-■ -..••v\ 



• ( • •" • 



■« 



Vfítàfoàe 



ArceblqMadoeâiitrletò é 

(Todos sabem que vedra quer dkeriPtf- 
iha.) ' " 

A casa dos^nsas do Galbaniz, apresenta- 
va o abbade, ^pÊd 4iiilia 4íOMl0QO réis 4e 
rudimento. 

iE'4«n*'afeEtil. Csa nmilo gado e 4»ça. 

BffiADO^-^fregaezia, BeiraBaúcay eemjan- 
ea de Trancoso, c^celho 4e Aguiar 4a Bei- 
ra, 35 kilometros a £. dé ¥iseii, 100 a NE. 
âe Llstx)a, 90 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Gonoel^So. 

Ekn' 1767 titíáSL^ 67 logos. 

Bispado de Viseu, districto admlnistrali- 
^vo dá Guarda. 

O abbade âe€oni€be, da Beira, apresc^m- 
tava o cura, que tinha 9^000 réis de eon- 
e o pé Í'altar. 



S^gi^f^ ?sçreye Jh^ Jlíjqgo da Cmib^, 
abbade de Garapito, spnbiou um lavrador ,e 
.^a çftolb^j^o joga^r .de Aldeifi Velha, fre- 
4P^ei,i^ ii'AÇftW3, gue m logar do Ancirêo, 
4'eã)a,frjagu€^^^do Eirado, e$ta^^ em ^m^ 
gruta, entre dois grandes penhascos, }r^ 
imagem de Jesus GhEiSfto criiçiÇc^do. Foram 
08 sj^^^ç^^ ^Q ^çítip spnbado e abi ac^a- 
^l[^'^nm pjE^reguUip, qxip ajgiima similban- 
ça tinha com um crucifixo. 

'^^ esffò iM^fiaçlo ^grande alqgria .e l)alb.ur- 
^a í^Q flpyp, gu^ .Iqigo ;.ti:^tí^u ^ fafer 4^r ^ 
pedra tosca uma forma mais p^reci^ã cpip 
gente, e Ihi^ jp^ie^a,i;n o np,nf e de Senkor do 
f^ffll^g, j^or ^er encpn trado ih> QijQ^idos 
fi[e^'pçnJt^^fio%^^jJe hav^a mpipejsaoftp cas- 
tello de alyena]úfi,|;^paj[Jhpu-SQ aj;iotÍc^dtt^ 
to qu^,^faj;)QU09 te^po as of[eiPtas ^d^a- 
rapí p^ii^rSe íprms^r .wa^i jj^^^da^^^^ e.jjára 
aè dar principio ap ]pí;ajg^sto^ içifíl^ • do 

DirjígfPfim a? qbr§3 ^oi^^^^X^^ÍP^ i^ tmi- 
4|^,4QS,^9)iirpèí,.,^ Yijto 4^ Çar^Up. Çça- j 
cluida a capella, mandaram-^m ^p^f ^ ^^!^- 

o sr^ José deJkniEma MUfMOyM/£(tírap^ 
lo, mando» fazer esta oira .e» p miíèo iáe 
1754.» 

Zangaram-se com isto osvAiTéto^nfi^ogo^ 



^^esséu ià ilwofSo, as ^offedas ieaieoiitimu- 
{3o da obra. Da^ oon&aria ba lapenasnatfdc 
queno ftindo, cujo rendinento mal lete- 
gaipara uiXâie8ta{nad.«doB4B{;ade setem* 
bro, eúSBL grande iromaria, a que dSo.um 
nome muito... exqnii^io. 

Taníbem â imagem, «l]Jeoto,dai&sta,11he 
âaomdislânctamenteoaiome 4e/Sé9tAor d^ 
.Ca^lUvibiO^ Smhor dos AndàhosouiSenfikot 
dos Engaç&s. (Aqui engaços (m aausinbos mk 
^ynonimos.) 

^IM&TT^^&^Beda, iMinho, eom;irca»6f«Qiif 
celho dos Arcos de Vai de Tez,:^ b^òme- 
tros a NO. de 'Braga, 99è ao N..4e Jiisboa, 
160 lagos. 

íEmlTSSr ,tiiihaiS9 tfogos. 

Oxago Santa .Gomba. 

Arcebispado de Braga, districto admiQÍ&- 
trativo de Yianna. 

O ymtoMè de Yilia NoFa jda Genwâíray 
apresentava o abbade, que tinha ââO^^OfiO 
;£éis 4e iren^^mento. 

No sitio de Villar d*esta fregaeúa, rbli 
-YGstigios ,de eâíôdofl a&lí^s, ^laeiéitcadí» 
çao tèr sido uma fortaleza 4o3 moupios. 

É terra muito fértil. Gria muito igado » 
caça. : 

£I|^8— firegufiaia, frj^^oa-èfoitfAS, ico- 
mapca 6 eoncêlhd .de Ghaves, ,80 i^ilonteMs 
À. NE. lie iBraga, íâú ao N. deLisboa, i«9 



Em 1757 tuiha 66 fogos. 

Orago Nossa Senhora da iExpe^a(aM>* . 

Arcebispado de Braga, âiâ|rlato ajtailús* 
taratíYD de YiUaiBeaL ' 

O reitor de Santo Estevão aprfiscsi^mdo 
vi|[arío, .qne }linha' ^ffíOO ^isú\ o ipé d^al- 

É terra íeiítli. . 

xPRAS^fr-tviHa, ifiottco, .<»)nilfca «LiKAce* 

êiQiUiKAQ:htíbm, âM {og^ 900 ^àmf. 
:- Em i7^. tinhaíSftB fogo«. . 

lOragQ)!^. Hhiagé^ AfK>8tdlo. \ 

Bispado e districto adminjfitiaíisi) i0 
Goimbra* • 

Ní4m» i» piiM«)|o.parA oãmâ^BáMyo, 
fiftigaireu 20, an^! i^k^m^ 38 da SwiejdP 

Teve concelho paoprlo ;D(aa cttQiaBa»fYe* 



J^ muitos aiHios:8iipprii»i4o este aencelho. 

O mosteiro de freir«8 ibemairdas 4e Gel* 
las, junto a Coimbra^ apresciutaiva o fir^gario, 
que tinha de rendimento AfíOJíQQÒ réis. . 

Fazia-âe a^ui a cétebre F^sta do Impera- 
dor, ou do Espirito Santo. (Vide Alemqner.) 

-Teye prineij[NQ em um voto íéitp por oc- 
casiào da tecrivel peste do ap&o de iòQ^ 
ipiÀ assolou esta fteg^^exia, ese^^ando so- 
mente com vida a famiiia de Luiz iSapimes e 
vigário iSímio3rauUm^ que ji^esBe peftis- 
to anno deu &mà0^ exemplos âe fm^de 
6 dedúea(ão. 

•Gonaisga aifesta 4o ém^^r^dor em bir to* 
dos os annos a camará, padres e o pavo 
d'aqui á capella do Espiríito Saoto, jimtp a 
EmXo Aptonio dos .OU^aes, foa graple pro- 
cissão, levando um individuo coberto com 
ittn -manto, e airemed^o^do (mais mui do 
que bem) o trajo die imperador e coroado ; 
que era o protogoniata da festa. Atraz do 
jyQperador hia uoia ebaranisa tocado, o os 
«apa«es e raparigas cantando cantigas sa* 
l^radâB e pi^ofanas (algumas doestas soíTri* 
vebnente Uceneiosa&) dançando, (ezeadp ca» 
hrioias e momices» ^tc. 

José Freire de Faria, vigário capitular^ 
sede voconle, de €^mlH'a, por ujma «círjC^lAr 
de iO de nayemi)i'o de 1738, proíb^iiia itoda^ 
aa dan^, cantigas e mais ob3ceQidades,:por 
latem degenerado na pn4ioa ^ moitoi 
fltetos Indecentes* 

EfiRAS ÍI4I0JRGS— fregu9«ia, Traz^os- 
Montes^ comarca e concelho d^ Yiobaes. 

Bispado- e distrícto administrativo de 






tf 



Bata ftegoezia está ha mujtos «ipoB ftn- 
nexa á^de Penhas Junfôs, no inesmd epor 
tàlhOf comarca, bicado edisuif to ^adipinis- 
Icativo. (Yide para tudo I^nha$ Jfmtc^-) 

âa, £xtremadura» «comarca ide Sanfai^n^ 
topeeiho do Cartaxo, 70 jkiÍAnM$ros ao N. 
4e iUâboa, 260 fogos. 

•JBm Í757 itânha 79 fogos, a En^rA. 

Orsf o I» E^irito Capto. 

PauiafAaAoi, distidQtj^ adiaínlsMatí;^ 4^ 
SftDilaFem. 

& «Nwneadador de MaUai, mbxff 4i;#^ 



ffae^ jl^ laproseintava e ouri^ que jUoha ide 
renda, 60if 000 riéis. 

Lapa er^ uma frieguem que, por peque- 
na, ha muitos anaos'íoi incorporada a JS^ 
reira. 

O nciíne idleata fireguezia 4evei;se-liia«e^ 
crever com ^ vista provir de hereira ^ber^ 
planta parietaria bem conheeída. 

É terra fértil. 

EIRIVO— Vide Irivo. 

Wúi--êregiam^ 1ímm>, con^arca de 
Louzada, concelho de I^açoe de Fenreiíra, 30 
k^ometros a L. de teaga, ;330 ao^. de íis- 
boa, i80 fogos. Em 1757 tinha 117 f^goç. 

Oragp S. Joio Evangelista. 

AroQbí3pado de Braga, distrioto adipíois* 
trativo do Porto. 

A mitra jurimacial jy^nesentava o ald)a- 
de, que tinha 500 #000 réi« de rendipoLcsUQw 

É terra fertiL 

fiUriz (segEmdo alguns) é nome próprio 
d'homem. É provável que tomasse este no- 
me d'algum individuo que fo^çe senhor da 
fireguezia. 

Em Arouca, próximo á viUa, mas na^ã^e* 
guezia de Salvador, ha aldeia de Eiriz, 4e 
que foi senhora e ibe deu o nome D. Gour 
tina EirÂ^ Tainbem se dizia Eiri^ç e Euri- 
co. 

Apeaar d'alguns etynxqlQgistas, estou ner- 
suadidp que Emz nâo era nome próprio» 
mas patronímico, isto é, queria 4i2er/f/i^ 
a» descmde^eA'Erigo ou Eurico» Se assim 
é, gir^om Eurico é quoíé o m^m pror 
prío. 

(Na i^egjE^e^ia de Bairroa, concelbo de 
P^iva, 1^9; aial4pia de VUlar d'Eirigo) 

EIRIZ— aldeia. Douro, freguezia de S. 
Salvador do Burgo, concelbo, CQi»area e 2 
kilometros a 50. d^Aroiu^ã» 

Bispado de Lamego, districto adnúnislra- 
tivo d' Aveiro. 

É uma boni^ poyoaçiío no fertíl e for^no- 
so Valle d*Ârouca, 

^'eate APfí^ ^^tá a eas^ (\iaculada} que 
é solar de <um rappi4o3 Cabraes. É um bom 
^ gi^^nde eAifiçio, CQpx uma bellissima ea- 
pella dedicada Nos^a Senbqra. O actual poia- 
pidor Ji'em prpp^ipdade é o sr. jerpupaQ 
Leite Cabral Tavares CasteUo Prauc^* 



10 



EIX 



Para a genealogia e armas dos Gabraes, 
vide Constância e Belmonte. 

Para a etymologia vide oEniz antece- 
dente. (Vide também Moldes.) 

Emô— freguezia, Traz-os-Montes, comar- 
ca de Montalegre, conéelho das Boticas, 70 
kilotóetros a NE. de Braga, 420 ao N: de 
Lisboa, 160 fogos. 

Em i757 tinha 102 fogos. 

Orago o Salvador. 

Arôebispado de-Braga, distrido adminis- 
trativo de Villa Real. 

' Eiró é diminutivo dVirã — o mesmo qne 
eirmba. 

N'esta freguezia está a villa de Boticas, 
capital do concelho d'este nome. (Vide Bo- 
ticas.) 

O reitor de S. Pedro de Sapiãos apresen- 
tava m súlidtm o vigário colíado, que tinha 
«5,^000 réis. 

É terra fértil em cereaes e legutíies. Mui- 
to gado e bastante caça miúda. ' 

EIRÔL— freguezia. Douro, concelho dé 
Eixo, comarca d' Aveiro, até 1855; e desde 
então concelho e comarca d'Aveir#, 9 kilo- 
ttietros d' Aveiro, e 250 ao N. de Lisbaa, 110 
fogos. Orago Santa Eulália. ' • 

Bispado e districto administrativo de 
Aveiro. 

Eiróíé, como eiró, diminutivo d'eira. 

O Portugal Sacro e Profano não traz es- 
ta freguezia; 

'Na provincía do Languédoe (França) ha 
um rio chamado JB^roo/, que desagua no mar 
junto á cidade de Agda, (Vide Águeda.) ' •• 

É terra muito fértil em todos osgenéros 
de agricultura. Cria-âe- aqui muito gado^, 
<iuese exporta. ^ 

- EI^ES — antiga fregueiia, Traz-os-Mon* 
tes, comarca e concelho de Mirandeila. 
• Ém 1757 tinha 31 fogos. '- • ' • 

Orago S. Fructuoso. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Bragança. * ■ 
' O vigário de* Suzães *aprestetóava o cura, 
^e tinha de rendimento WÍOOO réis. 

Esta freguezia está há mais de 80 aúnos 
annexa á de Paços, no mèsmp concelho, co- 
marca, bispado e disti^ictb admin^tl*irtivo. 
(Sriáe Paços.) ' ^ • • í 



EIXO — villtt. Douro, concelbo, comarca 
e 5 kilometros d* Aveiro, 250 ao N . de Lis- 
boa, 410 fogos* 1:600 almas. 

Em 1757 tinha 750 fogos. 

Orago Santo Izidoro. 

Bispado e districto administrativo d« 
Aveiro. ^ 

(Teve por muitos annos annexa a fregue- 
zia da Oliveirinha, hoje independente.) 

Era concelho com 1970 fogos, que foi 
supprímido. 

Situada próximo da esquerda do Vouga. 

É terra de muitos caldeireiros. 

É da casa de Bragança, a qual apresenta- 
va o reitor, que tinha 200*000 réis de ren- 
dimento. 

É povoação mtiitD antiga. 

Na Oliveirinha, que é próxima, ha feira 
a 2^1 de cada mez. 

É terra muito fértil T^n abundância de 
peixe do Vouga e do mar. 

FaWeceu aqui, em 21 de março de 1874^ 
D. Jacintha Soares (xomes de Lemos, irman 
dó falleciâo D. Sebastião da Aimunciação 
Gomes de Lemos; bispo resígnatário de An- 
gola, e commissario dá buila da Santa Cru* 
íadai-- ■• ■•'^ • ■ ' 

'Tinha está seiihora nascido em 1770, pelo 
que viveu nada-dé menos^Mi annos; Apesar 
detão longa edáde, teve aitéab ultimo 4ia di 
t;xisténcia> no seU: estado normal toda» ai 
suas faculdades intellectuaes. Era senhora 
de muita virtude e dotada de uma prodi- 
giosa memória. 

D. Manuel deu foral a Eixo em Lisb(»i, 
a 2 de jtfhho de 1516. Este foral também 
pcrtenee a Requeixo. ■ 

O réi-D. Diniz deu varíoé bens que tinha 
n*e8ta freéuézjía t em Reqiteixo é Lamas aò 
inosteiro dé^^^ttíito Thyrso (Beneãiòthia Lu* 
sftanú, tom. 2.% tr. L^paft* 1.*, cap. 8.») 

Depois é^ Aveiro, é a villa d'Eixo*a terr» 
maior do concelho, tendo a sua rua prinei'- 
pal, Rm Direita^ dois Icilometros de com- 
primento, passando por ella a nova eairada 
de Aveiro^ a Agae^; melh(»^mento de^do 
ao célebre orador parlamentar, José^s^So 
€délbe de Ifagáfliabis, 'filhò d^ e^sdhéii^ 



ÈIX 



EIX 



11 



tniz Cypriano Coelho de Magalhães, nata- 
ral d'esta villa d'Eixo. (Vide Aveiro). 

Antes de 1834 era Eixo cabeça de um jni* 
zo de fora, ao qual pertenciam as villas an- 
nexas de Páos, Óls da Ribeira e Villarinho 
do Bairro, da comarca de Barcellos. A ra- 
íao de tao disparatada divisão territorial 
era, porque todas estas terras pertenciam a 
nm só senhok*ío, a casa de Bragança. Cada 
uma d'estas villas era cabeça de um termo, 
€om sua camará municipal, composto de 
muitas povoações. 

Depois de i834 ficou Eixo send§ cabeça 
tâe um: concelho e juizo de fora, e depois 
juizo ordinário (composto das freguezias de 
Requeixo e Fermentellos, e dos curatos d'Ei- 
roíe Nariz) que foi extinct* por decreto de 
3i dè dezembro de 1853; passando para o 
concelho e comarca de Aveiro, menos a flpe- 
guezia de Fermentellos, que passou para o 
concelho de Oliveira do Bairro. * 

A antiga freguezia de Santo Isidoro, d'Ei- 
xo, comprehendia uma área de terreno de 
12 kílometros aproximadamente em compri- 
mento, ecompunhase das seguintes terras : 
Horta, ao nascente; Granja, Povoa, Costa de 
Vâllade e S. Bento, aò sul; e da Oliveirinha, 
Quintans, parte de Salgueiro, Moita e Aze- 
ilha de Baixo, ao-poentè. Por decrete de 2 
de maio de f 849, se creou a nova freguesdá 
de Santo António da Oliveirinha, ficando a 
fregtíezia d'Eixò reduzida á villa d'este nO" 
me e á^ pequenas aldeias da Horta e Aze- 
Mia de Baixo. 

A antiga freguezia d*Eíxo, tinha no annó 
de 1829 1:000 fogos, e 4:000 pessoas deia- 
èramento. Em 1873 tinha a ft*egueziàabtttal 
435 fogos, e 1:074 pessoas tnaiôteá, 124 me^ 
iiorès e 119 ausentes, sommando tudo 
1:317." 

" Mo áé sabe em que anno nem por quem 
M fundada esta tei^ra; mas é certo que é 
âinterioi^ á monatchía, e que no anno dè 
thrista 1079; tinha tal importância, que es- 
tava dividida por duas altas personagens, a 
^ndessa D. Plamular (ou <}faama) e sua pri- 
ina I>. thefezá Fernandes, da antigas céle^ 
bre tása dos fidalgos do Mamei,- os Mendes 
6è SStría (Mònardh. Lusif., part. 3.*, liv. 11; 
pag. %^—Bencdict. Lusit, do dr. fr. LéSo ãé 



S. Thotaaz, tom. 2.% parte 1.*, tr. L; cap* 
8.<», pag. 51 6 52). 

Pertenceram poisas rendas d'esta terra, 
e outras muitas d'e8tes sitlos, aos antigov 
condes da casa do Mamei, que quizeram fa- 
zer d'ellas suas, a ponto de ameaçarem os 
caseiros de lhes arrancarem os olhos, se of 
não reconhecessem; mas ó certo que no annty 
de 1325 ò rei Di Diniz mandou proceder a; 
inquirições, porque se mostrou serem re- 
guengas estas terras, cujas rendas ou trihu^ 
tos pertenceram depois aos condes de Bar- 
cellos e á casa de Bragança, como donatai- 
rios da coroa, como se prova (além de ou- 
tros documentos existentes na Torre do Tom-* 
bo) pelos citados na érudicta Dissertação 
Hístorico-Juridica, composta pelo bacharel 
sr. José Correia de Miranda, de Travaçô. 

A fbnte que ficava em frente da egreja, 
era um monumento que attestava grande 
antiguidade. Chamava-se por isso Fonte Ve- 
lha. Quando se demoliu (1867), encontra^ 
ram-se vestígios de já alli s« terem feito 
três edificações de fontes; ò que só aconte- 
ce de muitos em intiitos se«ttlo8. A Fon^tf^ 
Velha era uma espécie de cisterna, formada 
de quatro paredes, que teriam metro e meio 
abaixo àa superfície da terra, e dois e meio 
acima doesta, eom uma grande bica d'agua 
(do lado do norte) cujo volume não ha ihe* 
moria d^ ter diminuído^^ ainda nos annos^de 
maior estiagem. 

A nova' fonte, construída em 1868, e na 
qual se gastaram SÓOijSOOO réis, inutilisou 
aquella grande nascente, de modo que está 
peier do que estava antes. 

Outt^ facto que attesta a antiguidade da 
villa é o de n'eiia se terem edificado, pelo 
menos, três egrejas (áfóra as que se igno- 
ram), a saber : a egreja actua) e a anterior 
a esta no mesmo locai, centro da villa, •ou- 
tra, a que ainda no século passado chama- 
vam a Egreja Velha, ao norte da villa, onde 
hoje é atcapella de Nossk-Sénhdra da Graça. 

A egreja actual émagniflca, de uma sò 
nave,- e; dos teiâplòs n*este gosto, o melhor 
e maior do bispado. ^ 

Foi padroeira d*e8ta egreja, a. princeza 
Santa Joailnb^ 'dõquéea ãe Bragança; por 



i3 






49i(ao de i9 \ãd agosto de 4&85,4eíto iK)r 
seu irmão, o rei D. João H. Ultimamente^ 
^1634^ periencea este padroado aos4u- 
f^s de Cadaval, ^qae^^cel^iaai os ^simos 
da eommenda de Santo isidoro, doesta YiUa, 
•em obrigação de fazerem eert^s despezas 
da egreja, que moHo bem podiaçi foz^, por- 
(ffffi « commonda r^idia annnalmente gua^ 
tro contos e seiseeatos mil rói& Nairente 
da^e^efa se vêem as armas dos dnqaes de 
Citdavi^ 

A invocação e orago (Santo Isidoro) éan- 
ti^issima. Já no anuo áe 109^ o fornido de 
Deus, Zoleima Gonçalves, lez doação de cer- 
taa propriedades áegr^emositeiro de San- 
to Isidoro d'£ixo, pro tolerawtut frairwn et 
fftOiía^oriAi», qui ibidem h€^ní(mt€S ftterint;, 
et in vHa sancta perseeer€P&erint.{Esç£i^t\i' 
ra de doação do convento de Lorvão, citada 
por fr. Joaquim de Sâ^ta Jlosa de Yiterbo, 
Sdccúmario, ub. cidade, UL 

Alguém, fundado nas 4itas palavras da es- 
crjptura, tem pretendido que bouvera aqui 
jam convento; mas não ha memoria nem 
vestígios de tal; supponho que coi^ndeupt 
o oonvonto com a egreja imnasterial, <[ue 
Ma Aecia. ^ 

Não se sabe o anno em que a egreja actuai 
foi edificada; inas é eerto que ao de i7Q$ 
estava a obra arremaiada, e qos de i7ii até 
Í7á5 andava em construcção, e no de i739 
já n't<lla se iselebravam os offici^ divino^. 

Na viila ha duas capellas — a de Nossa 
Senhora da ^raça, qflbe é fesiiejada com «s- 
plendor no primeif p domingo de agosto, e a 
de S. Sebastião, que ó festejado a 20 de ja^- 
neiro. Aquella capeUa tem sobre a porta 
principal a dala de d7iO, e esta a de i734, 
mas é certo que ambas são muito mais m* 
tigas^ sendo estas datá^ 48 d^s reedifícaçoe^ 
qud se lhes ttem íeito. 

Ao pi.âa egr^a est|ú> os dois ceUâiros da 
casa de Bragançs^ ;a saber : um mmf^ e bom 
edificio» que até ao anno de 1832 ei^ desU* 
nadp para cetreaes; é oulro ipais pequeõoi 
de que só restam as pariedi^^ No 9iMe d'este, 
eca antigameii^e a casa da Feeidencia do %y 
moxarife, cuja descripç%o.{da joasa) vem no 

^ Ghamavain-ee fMnàáteríaes as egr^as i 
f6ie ^ram padroados de qj9i»lq9i9r canvoAta > 



m 

liv. I."" éo Tombo Novo da i^esma^ranissi* 
ma casa, pag. 65 e 66, e no Tombo VelhOy z 
pag. 65, onde se chama a esta c9ssí, Poços 
do£stad0. 

È tradição que os nossoe reis aqui tive* 
ram o seu paço, constando da histcoia» 
que .0 rei D. Fernando aqui esteve quando 
assignou a carta à*arra$y a B. Leonor Telles 
de Menezes^ a 5 de janeiro do anno del37% 
(três annos depois do seu casamento), que 
vem tran8ei:4>ta noiomo %j^ da JfonarcÃta 
Lusitana. 

A c^sa de Bragança recebia annualm^tô 
das rendas de todo o almoxarifado dtEixc^ 
li:50(U;00Oréis. 

Havia um edifício soffrivel de!cadeia» coni 
salas p£»ra as repartições pubUcas^da-eaioa-*^ 
ra, audiências dos juizes de. íóra^e a^ug9# 
e prisões no a^dar inferior. 

Pelos annos de 1829 foi este edifício de.* 
molido, para se fazer .outro melhor^ que fi* 
com tem paredes e não se «oncluiu. 

£ixo tem edificios par^ticulares aoffrlyeis^ 
sendo o mais notável o ;dos srs. Abreus, na 
rua Direita, no sitio do CasaL 

fia ^'eslía vilIa duas JEabricas (ou fomoai) di^ 
telha, que é talvez a melh,or do reino, pela 
ÔQUra do barro de que é feita. H em 1555 
afoi se fabricava 4€(lba e tijolo. 

Outra industria infiportante é a das caldeu 
ras e oulras obras de latão e cobice. Estaiot** 
(UísAna foi importantíssima» em. quanto Xoi 
uma espécie de monopólio d'es^vilila,4*Pit» 
de estes artefactos se biam vender para qma 
grande parte das ierras do reino; m^ leq^ 
deeahido depois que se vuJgaijsaram taeil 
fabricas, e as obras de folha de Flandre3«, 

£ tajmbem muito importante iftcreaçap de 
gados, com especialidade o vaccum e c^vaír 
lar. Concorrem para isto os lOjultos ^ b^isns 
pastos, nãosó dos terrenos altos, ma^ e pr^i 
eipalmeate» d^ jexfem^s lerrenos dp e^l{(í 
ou terras baixas» qu^ficame]Mr(eavill^.«^ 
as margens do rio Vouga. 

A erféação de gadp cavallar $091 djuQbVfif^ 
do omito depois qioe se JançQjct trib^io áil 
egnas da çriaçãç ; dbtegando ,9if guns .çr€ia4oi> 
re^ a^ veuijder as fm»i PáT^ se Uyrar^ i^ 
ttpHilo< 



t 

X 



KJ '•■V-'* 



Rd dia 3^ de eadft mez, se faz^uiúa tòira, 
âóF {voentetda viiia^ n^ s^o af que cfeftmama) 
Stlta d^Bko0y a <|aal feira t6Pr» prliid- 
pio a 3 de outubro de 1855; O ioGÚ d^esfei 
ii&a é dos melheresdo rèiDO) eafeiraiittai- 
io^cioiíeoiTida de gado vaecum e.saiiioi 

Pn»imo d*estè local éo denomkiadDy a« 
Forem, osnde se yâeei duas pedra» sifailhan- 
<es a mó3t dr moilibo, eont Uiã^acos no g(»-: 
Iro, onde consta que cravavam os postes: 
.^.iôrca. Era. um patíbulo a({f^rorí0m,.poisi 
qSp opn^t^.que alliseenforoaj^se jamais pes- 
soa alguma. 

Junto ao adro da egreja, ha todos os do-; 
mingos e dias sanctifícados, uma ;>ra^a (mer- 
cado) em que se vende muito trigo, fruetas,, 
hortaliças, gallinhas e algumas vezes sardi- 
9l^ eip^xe freaeo; 

T&ok^ uma eseolar de mstme(9o primaria, 
é» mmtiíABc^simQi e acitoi de> ser. nomeada 
Biotosora-demenioasi a sr.' D« Clemei^ina 
Bi^reto; pam euja» aidapi o digníssimo pre- 
«itolte4aicamar£kd*estecoBoelbDj o SR; Ag09- 
líidMi Diiwte Bínbeiroio Silva^ eximis verea- 
dores» vão mandarconiimif^ttmaeasa,. as- 
WOr comfk querem faz^r o oemitmo/ que 
4MÍndatiâo:lia\(l87fr>. 

Bixo abunda em boai firuetas, li(HPCaliça$ 
^ocaneaes^ principalmente míUiovi 

Eata vilto^ apesar de estar rodieadade ler-* 
cones, bailes, e fógftas^ por toidos^osiladee^ 
neaos sul e poente,, é tâo salutoe^ que aira- 
ifSSs^QU.aft duas epidemias da ehoi^a*m<Hr- 
bos^f sem- aqui haveorem* mais do^ que alguns 
Oiâos.i$olad0S (pela. maior parte de ooleri-i 
nas) imponadâa de Aveiro. A' salubridade 
dlesla víUa nao póieattríboír^se aenSo aser 
uma teixa nmitOi arborisada,^ haver limpeza 
B|a-casa3, eo0 seus moradores se sustentai 
sem» d0 alkneatoe^sidiosi 

]!GúO']Mt(xmsta(.deiai^ti8es?per8onagens de 
Sim, 8enã(^:â$iuBi BíJkmufBf^B D. JMro^ 
m^Mmi^ que; eitamderEiiio^e>pevúaram 
Mamodeiro, segundo sevó>idb»ieitadaB Aii 

AiiSadâaft eiammidade dalcir^aideviaide 
tmarUaTids sens antros dnnnitAniMi^aip^aini 
de casa do Mamei) a viverem porc^^nral*^ 



Êa 



il3 



0utti teiâpa; i^eiNidtfldàs mesmMi Ai^nlr^- 
(9^«i, que o eonde D: 6íarcia se intitula^a**^ 
D: GMx^ia Mendes d' Eis». 

Nb príncipto d'e8te^eenl0'eflBS>do: pas- 
sado, teve esta villa muKoe cleri|ès^ baoba- 
reis formados» adtògadbs» ámé dovtores, três 
lieendadò» e dois bispos. 

Ebtre? 0^ bacharéis fotmadM^^ íbraili ad- 
vogados distiaetos, TéniuidoDiasde>6àinila- 
Iho e Figueiredo, que foi governador civil 
eitt A^íPo^e*o licmciadoCliemeiíteiloaqliim 
de Ganralbo: e Silva^ qú^ fd^pcovftoc d>B8Ce 
inspadd & aUiade de FalmàK 

Eram filtíDSi d'esla ; tdrrá dois bilpds^ a ák- 
ber: BI fti SebailiiodacAnnBDeiaça» (So- 
mes, dè L^nosy bi4)o^ resignatariD de Ango- 
la, e Gommíssario gknd daboiia daSaáta 
Gmsada; e D^ SebàstiSú Dias Lálnaaii^iiiafi» 
aetnal bispo do Rio Orande^dcrSiiV qaewp • 
poslo nasoesseno' iippetíodo:BI*asíl^ eilai fi- 
lho dè Joaquim* Dias- Larang^isaSy namnd 
.d'jesta villa^i 

Foi ofnidosi bispes do ia^rto, qneiveio 
ao concilio, que ultimameM^se>edyi)nttteni 
Boma. (1669)^ 

Os domore» foiram José iongô Feireira^de 
Castro e S^va^ e Rieaido Gonçalves idedií- 
XBSkf qneimon^ nelro^iepeiioi) depoie^tine 
tomou capéUow 

O dr. José Jorge, era baduimif>muido€m 
dhieíio ! e/ doutorem philosopèía/ de qneche- 
goua ser leiíte^muitú': distante^ e< que dd- 
lOu nomrna uníverBidaéèi do Goíiidara^ 

tlà e BHTRE^íAMBOStOS^RIDS^vitta, 
Douro, oomaeea: e coneelbo de^ Penafiel, 35 
kilometros a ENE. do Porto» 3i^ ao N^ de 
IMxiSy iOOifogos.^ 

Em 1757 tinhlEjai6ft íégif e Entare Ain- 
boftflfS Rios, 30.' 

Qíí^s de^ BJa^ Nossa Sèidunra^ dla^ AÉsign- 
pçao; e d'EntreiAnbosiO6.<Ri0s^.S. Miguel, 
ai»hasvD. Ainda tenk) estea doía oragos* 

Bispadpo e difltneto> admiliistiathro:^ do 
Porto. 

: Sitsiadai i^ íoibdA) Tâmagáv . eoai i firenie de 
SantaGlairado Tonrao^ifr^àajoreaidireitíiido 
íDlMuOyiGm sltioi.agradaveL 

É sitio bastanteoiinQdrrfd0inoiV0rao^>ppr 
peêsena que; vemaamar^bi^alhbsio^^TaBiega. 

O cabido da Sé da^^PnslOitapaDBBflUlMrá^o 



14 



EXA 



eura de Eja, que tinha 3(M>000 réis e o pé 
d*altar. O papa, o bispo do Porto e os mon- 
ges benedictinos de Paço da Sonsa, apresen- 
taram oabbade de£ntre Ambos os Rios, que 
tinha 150^000 réis. 

Foi.primeiramente abbadia da mitra de 
Coimbra, qae sea bispo D. Bernardo cedeu 
em ii29 per empréstimo a D. Hugo, bispo 
do Porto, e assim foi ficando. 

É aqui a casa solar de um ramo dos Pei- 
xotes, chamada tCasa da Pesqueira» hoje 
representada pelo sr. visconde de lindoso, 
D. João Peixoto da Silva, que é também se- 
nhor do morgado dos Peixotes d'Alemquer, 

Em Entre Amb«s os Rios está a Casa do 
Outeiro, que é do sr. Manuel de Sousa Cyr- 
Be, e a db sr. Rodrigo Barroso. Junto a esta 
povoação e ao O. d'ella, está a vasta e boa 
quinta de Santa Cruz, com uma grande e 
óptima casa, com capella, de que é actual 
proprietária a sr.* viuva Cardoso, uma das 
mais ricas senhoras do Porto. (Yíde Santa 
Cruz, quinta de). 

As aguas d^Entre Ambos os Rios (mine- 
raes) são íámosas em todo o reino e se ex- 
portam em grande quantidade, engarrafa- 
das, para o «strangeiro. São sulphureas e 
ferruginosas, efficacissimas nos padecimen- 
tos do estômago. 

Eja.teve antigamente foro de villa; mas, 
ainda junta com Entre os Rios e o Torrão, 
que ambas também tinham foro de villa, 
não são todas mais do que pequenas aldeias. 

O Torrão fica separado d'£ntre os Rios 
pelo Tâmega. 

Tém foral dado por D. Manuel, em Évo- 
ra a 20 de outubro de i519. 

As aguas mineraes nascem no logar das 
Qud)raàm, quasi a 2 kilometros da confluên- 
cia éo Tâmega com o Douro. 

Ignora-se a época do seu descobrimento. 
São frias e límpidas^ ciom cheiro pronuncia- 
do a gaz sulphidrico. 

O seu iHrincipal modo de applicação é em 
bebida, nos padecimentos intestinaes; mas 
também se usa txtemmaente em banhos, 
para moléstias herpetioas. 

O manancial produz de 25 a 30 mil litros 
em 24 horas. 



EU 

Ao N. d'esta localidade» a uns 80 metros 
de distancia, brota outra fonte, que, apesar 
de. ser ainda mais abundante, não.eslápof 
emquanto aproveitada. 
. Quatro kilometros ao N. das Quebradas^ 
e na fregueúa de Lagares, ha uma abui&- 
dante nascente d'aguas mineraes da mesma 
qualidade, que principiaram a applicar-se 
em i84i ou i842. (Vide Lagares.) ~ 

Em toda a parte d'esta obra que se falia 
no convento de freiras (bentas) d'Entre-Am* 
bes-os-Rios, que é como sempre se disigna^ 
va este convento, entenda- se que é o d» 
Santa Clara do Torrão. Vide Torrão. 

Suppõese que Eja é corrupção d*iir^^. 
Dizem alguns que foi aqui a antiquíssima 
cidade á'Arégia; mas é erro: Árégia era ao ^ 
S. do Douro e provavelmente onde hoje é a 
pequena aldeia d' Areja. (Vide esta palavra.) 

Note- se porem que a actual Eja, era o cen- 
tro do vastíssimo território que constituiaa 
cidade d'Arégi^ (Vide Cidade) mas fica ao 
N^ e não ao S, do Douro. 
. Querem alguns ^e Eja se^a abreviatura 
da palavra árabe Ben-Dan-Eja: o que me 
parece um despropósito — porque, dizem es* 
tes que Ben-Dan-Eja significa lavadodosven* 
tos. Ora, nem este sitio J lavado dosveiUos, 
porque é em uma baixa, muito pouco supe*» 
rior ao nível do Douro (que por muitas ve* 
zes cobre a maior parte da povoação, nas 
cheias) nem Eja quer dizer semelhante cou* 
sa. Se se derivasse de Ben-Dan-Eja, vhiha 
a ser~Ft7Ao de Dan, ò renegado — ou do 
que abandonou a sua religião, para seguir 
outra. Deriva-se do verbo c^ja, mudar do 
religião. Entendo pois que quer dizer^-po- 
voação do christão que se fez mouro, ou do 
mouro que se fez christão. 

A esta fí'eguezia pertence administrativa- 
mente a d'Fntre Ambos os Rios; mas no eè-^ 
clesiastico á de Santa Clara do Torrão. (Vi- 
de Entre^os-Rios.) 

ELJÂS, ELGES ou ERJÂS ^ rio que nas- 
ce na Hespanha e serve de raia a Portugal 
desde Monfortinho até entrar na esquerda 
do Tejo. 



ELV 

É a palavra árabe Elgi (reaagado.) Vem 
a ter— Rio do Renegado. . , 

Para a etymologia vide Eja. 

ELNAS —rio. Vide Ceira, rio. 

ELVAS — cidade episcopal, Alemtejo, dis- 
trieto administrativo de Portalegre, praça 
d'arma9, situada a iO kilometros da raia, 
i8 de Badajoz, 70 d'£vora e 187 a E de Lis- 
boa, (pela estrada ordinária^ mas 256 peio 
caminho de ferro.) Situada em uma elevação^ 
junto de uma vasta campina, fértil em tri- 
go, azeite e vinho. 

Tem t'MO fogos (10:000 almas) em 4 fre- 
guezias. Alcáçova (710 fogos) S. Salvador, 
(450) Sé.(8i0) e S. Pedro (540.) 

O concelho tem 4:300 fogos e a comarca 
C:fíOO. 

Feira a 20 de janeiro, 3.* d(Hningo de 
maio e 21 de setembro, trez dias. 

Ha por esta occasião também aqui -uma 
grande festa e romaria ao Senhor Jesus da 
Piedade^ concorhdissima de gente de mui- 
tas léguas de distancia (até de Lisboa, pelo 
caminho de ferro) e havendo quasi sempre, 
entre outras muitas diversões, corridas de 
touros. 

Está em 38.* 4V de latitude e 14.« 8' de 
longifude. 

É povoação antiquíssima. Dizem uns, que 
foi fundada pelos celtiberos, juntos com es 
helvécios. ^ 

O xerife Elidrisi nomeia na provinda de 
Al-Kassr, a povoação de Jelch, celebre pe- 
la formosura de suas mulheres. 

Elidrisi escreveu pelos annos 483 da he- 
gyra, 1090 de Jesus Gbristo* 

Consta que foi reedificada pelos romanos, 
sendo o procônsul (outros dizem pretor) Mar- 
co Helvio, o primeiro que a republica roma- 
]xa investiu no governo de Hespanha Ulterior 
198 annos antes do nascimento de Jesus 
Ghristo. 

que ó certo, é terem aqui apparecido 

por varias vezes, cippoi^ túmulos, in8cri|i- 
ções e moedas romanas. 

1 Os helvécios eram um povo feroz, que vi- 
via entre a Itália e a AUemanha. D*elle8 pro- 
cedem os actuaes suissos. Vieram á Penin- 
fola Ibérica no anno 3009 do mundo <99tf 
ante» de Jesus Christo.) 



ELV 



15 



Dos godos não ha monumentos. Dos noou* 
ros appareceram duas lapides, com inseri^ 
pções, segundo as quaes, o antigo castelio foi 
feito, sendo emir o celebre Almaoçor, que 
governou no ultimo quartel do século X» e 
principio do XI* ■ 

Amda outros querem que fosse fundada 
pelos hebrôos^ 2104 annos antes de Jesus 
Ghristo. (1) dando-lhe o nomie da sua cidar 
de d'Elba (que era da tribo d'Á8ser.) 

É certo que, segundo Tito Livio, p. 3.' Déó. 
4 Eivio (ou Helvio) foi governador do Alem^ 
tejo pelos rcmanos, e também é certo que 
estes davam o nome d'Elvii a esta cidade. 

Qualqu^ que seja a data da fundação, 
d'£lvas, ella é remotíssima, pois sabe-seqqe 
era o quartel do general cartiiaginez Miiharr 
bal, que viveu pelos annos 3600 do mundo 
•^isto é — 404 annos antes de Jesus Ghría- 
to. Maharbal foi successordeBohodes.VeiD 
aqui convalescer d*uma grande doença eón 
acção de graças pela sua cura erigiu (diz-se) 
um templo a Endovelico, em Teréna. 

Passando portodas as alternativas e vicis- 
situdes das outras terras da Lusitânia, cahia 
em poder dos mouros, em 714, que aquifto 
conservaram até que D. Affonso I Ui*a tomou 
em 1166. (Os árabes, não podendo prenun- 
ciar Elvas» diziam, e escreviam, Belch, ou 
leléhy ou Jekh,J 

Os árabes a retomaram, mas D. Sancho I 
á tomou a resgatar em julho de 1200. 

N*estea nno, de 1200, houve em Portugal 
um medonho eclipse total (k> sol, que eon 
verteu em noute grande parte do dia. Tam- 
bém n*esse anno houve uma grande fome 
no reino. 

Arruinada pelas continuas guerras, D. 
Sancho 11 a reedificou em 1226, dando -lha 
o foral d*Evora, em maio de 1229. 

Este foral foi confirmado por D. Manuel» 
em Almeirim, a 3 de março de 1507. mes« 
mo D. Manuel lhe deu foral novo, confírmaa- 
do-lhe todos os foros e privilégios antigos 
(que eram muitos é grandes) em Lisboa ao 
l.« de junho de 1512, e a fez cidade em 1$18. 

• • • > 

. Nas guenraâ do nosso D. Affonso IV com 
J>. A!hmo XI de CagteUa,esto pos aferro ^ 



u 



tm 



Agd^ò» a3T8âdresd'Eka8^ em fôM. Dnr^n- 
wsa^ guerras de D. PéfnâQâo de Portugal 
eOBWa D. HeBriqae n de Gai^ella (i-369) Gil 
Fernanáeg d'Elvas, invadiu a Estremadura: 
he^)fti^ola,^ destruindo algumas povoações; 
mas as represálias foram heitivieis. D. João 
âe Castro (alho de D. Pedro I e^de D. Ignez 
dft^ Castro) ái frente de uni- ^^^^to caste- 
llíaiio^ invade o Alemtefò, matando, sanean- 
do e inceadilndo! tudo, deixando á' traz^ 
d^ê- um rastá» dè fogcv sangue, e desola- 
^i.A«k!9U^pois Blvae (1381.) Era gòver-^ 
nador da praiça^ seu tio, D. Aivaro Peres de^ 
Castro (innâo de D: Ignez) que resistiu va- 
lèroiaffiM^nte; d'e^ i3 de julho ; até 16 de < 
affDSto^ 25 diass. Yithse ^Hão o ^e até ahi \ 
8B^ nâè tktb» . visto, . nem até hoje se terneu i 
ibvfiP-^isUi^è**^ um general csatelhano dé- 
liBdéndo^ Portugal;* centra uíu general por- = 
toguei que< â > frente- de 'cietelhasos lhe fa- 

Eiíi)& de :julho'de(l48ã^^aeaffipou emfjp»- 
te d'Elviaflr o eE^roitbpoítiiguez^ comia rei! 
D. Fernando á sua frente, esperando D. João 
||.de €astela^^ qile com grandes forças pre- 
taiBya.ooccq^ a^^praça; rnsas; VemeDâQ ntí^\ 
éèatoidí,A^ ass paae^ oasander oomianesaal 

Dé' João I, devGasteUa^aifidasaqUltdmouí 
eDmottlro<ex€Teita,em 1386yimasdi^oisde< 
15 dias de cerco, e sabendi» qà6^vkdiani'6ln^ 
d»fèzã> datpraça D; Joãoi Lo o condestá^el,i 
levanfta^ cerco \ e/fogfò fVld& adiante^) 

Taà&í i?DtOiemMaort)É%' coih assemono tian- 
eo2iif;D^liaiÉii4Wa> el&TOu^àiOàtiiièj^iade! 
oiâid^ipoF carta regia de 3*d^aliril dei 

D. Sebastião lhe obteve a dignidade de; 
dioeese, em ddejuii^o dd 15701; 

Oin«t>pr^eifO:bi^(0!fbi B. AnBbniò Men- 
des de CáirrsahOi 

i " 

togoV ntt d^> dl dedeeembmide 1640^ oi 
ijfmo i d?El vas^ apesar úm estar a diias^ wasi 
â»imardiá'cto€ait^lapféz a<^aeeiuiia0b<dei 
D/JoSd JY^«icaiiiiâo'o jugoominoso dePhi- 
l^e»W. Foi'tamliem' éitép^fo^hèniiedKiaè,! 
& sua custa, levantou então as fortificações! 
ââPpj^áç(íÉeco^fortè drSantii haetwEm-tóíU 
>iÍi»(dBsi(|i t7^Q^hií^'Jo'iaaii^iHa^4|^ 



r^úsa libífibsMéai^ á prhça^ mos te<re de re- 
tirar para Badajoz* 

Aqui nasceu o Ínclito cavalleiro 611 ISer- 
u«ides d^Elvas, que; com o povo d^^^s^ci- 
dadô, taiito eoncórreu^para anossialiberda^ 
dè e indèpenéeneiá desde 13^ em diante; 
nãô só reislstindo corajosamente aos ckaUJá- 
Ihaiiõs, mas até fazendo repetidas e bravis^ 
simas entradas em Hèspabha^ Coniâffldo«S#^ 
terror dòs inimigos. 

Adiante tornarei a fallar d%lle. 

Os condes de S. Louren^,^ ^ranl^alealdes 
méftés doesta cidade. 

Tinha seilccmv^tos^' que eraiii: 

FYade& domit^os, ftmdado por D.' Afibn- 
so III (no sitio onde depois foi o dos paldis^ 
^> em lf67. Tem uma^.boa egreja âèi3ba- 
ves. O convemo serve actualmente dèquai^ 
teliâfiitan. 

Fríxdeê^ dê 5. Jôão' dé Dmt, comhosp^l 
pslra pobres, sêgttndo a instituição dà si»a 
oi^èm; É hoje hospital militar. 

Frades jesuítas, fundado pela catuaPá^o 
potb dí^ cidade, em 1566. É hoje^ a silseg re- 
ja a matriz da freguezia do Salvador. 

FtadBêftanHsemoSy (foradas^mUrâlliaS'^ 
junto ao aqueducto da Amoreira) fimdaá) 
em 1591: 

Freiras dominêôasi^ fundado em i^Sí^^p^ 
dlàas^irmatts><quedépoid'forátír aqui freiras) 
nas suas próprias casas e com as suas r€(Êl- 
das^ da&do^lhes' também^ D: João IH as^ fa- 
zendas- e rendas do pâdi^-e Partv Esteves. É 
esl^ ceui^entodã invoca^ d^ Nossa SenhiQ^ 
rÃ>da Gcmsolaçao. 

Ftoi^upfnfimldo em 1861, por ter uuia -só 
freira professa, que teve de hir viver paiía 
cãs^á déumà^ sobrinha: Morfetí etn 1873J de 
164 aisái((s, cotíio adiante dii^èi. 

Freiras Franciscanas, de . Santa Clara, 
fândado pgdos annb^ de 161t)t' 

A .confearia dos terceiros < de S< FrãÉneisoo 
possuo um bom eéiQ^' e* míãa^fê^I^ife 



. In... 

egreja^ ornada de primorosa . talba dourada. 

A sé episcopal é um templo sump^uosissi- 
mo, de trez naves. A abobada é 4e mármo- 
re oom primorosos artesões e laçarias, tu- 
do dourado. O pavimento é também de mar: 
more. As paredes estão forradas de bellos 
azulejos e tem 13 capellas ou altares. A sua 
torre é de uma singular e notável archite- 
ctura. A egreja é de arehitectura gothica. 
Foi fundada por D. Manuel, no priricipio do 
século XVI. Era ^ antiga Matriz de Santa 
liaria. 

Acapella-mór é sumptuosa. Foi construída 
pelos aanos de 1750, por alguns dos melho- 
res artistas que trabalharam no palácio real 
de Mafra. É tò^a de finos mármores. Adian- 
te tornarei a fallar d'este templo, por causa 
de uma interdicç^o que aqui houve. 

Tem egreja e hospital da Misericórdia, 
eom grandes rendimentos, bom edifício e 
bem administrado. 

A egreja é de 3 naves, sustentadas por 
eolumnas de ordem toscana. É um bello 
templo. 

Para sé fazer ideia do estado florescente 
â'este pio estabelecimento, dou a coútfi ge- 
ral da receita e despeza do anno económico 
de 1872 á 1873. Ê a seguinte: 

Saldo do anno antecedente, 191]9564.réis. 
Receita durante este anno, 7:Ó0!^^320 réis. 
Soma 7:193|;884 réis. t)espezá, 6:631 ^$05 
réis. Saldo para o anno seguinte, 562^379. 
Movimento dos doentes, existentes nas en- 
fermarias em 30 de junho, 37. Entradòá du- 
rante o anno, 826. Curados, 817. Removidos 
para Rilhafoles, 1. Fallecidos, 98. Foram soe- 
corridos em suas casas, 48, com 3:967 ra- 
ções de pão, 3:683 de vaoca e chibato (ca'> 
brito) 284 de gallinha. Remédios e assistên- 
cias de medico. Fora as assistências é remé- 
dios diários no banco, a homens, mulheres, 
f creanças. 

Elvas tem por armas um homem a cavai- 
Io, armado eom uma lança na mlb dirdtà 
da qual pende uma bandeará com as quinas 
de Portuga], e m roda do escudo a legenda 



W. 



17 



.1 . .. » 



VOLVMB iu 



o mais antigo documento que se acha sel-^ 
lado com estas arnias, é uma doação feita 
em 15 de dezembro de 1248. 

É tradição que a origem doestas armas 
foi o feito heróico praticado por o audació- 
sissimo cavalleiro Gil Fernandes d*Elvas (de 
quem já fallei) que havia protestado hír a 
praça de jBadajoz e de lá trazer a bandeira 
real. Assim o fez, mas vindo uma multidão 
de cavalleiros castelhanos sobre elle e não 
ihe abrindo os d^Elvas as portas (com receio 
d*algumá traição) elle disse — •Morrão ho- 
mem e fique a fama!» — e arreméçando a 
bandeira por cima da muralha para dentro 
da praça, fez cara aos inimigos, atírandose 
como furioso leão; porem morrendo na des- 
egual lucta a matar castelhanos. 

Dizem outros qué o cavalleiro das armas 
nãf é Gil Fernandes, mas D.' Sancho I, no 
acto de tomar Elvas aos mouros. É verda« 
de que o eavallo tem os jaezes ornados corxi 
as Quinas; mas^ nem o cavalleiro tem o él-' 
nio coroado (como o costumavam frazer o» 
reis) nem os monarchãs traziam a bandeira, 
mas sim seus alferes-móres. Julgo pois qué 
ò cavalleiro é Gil Fernandes e não o rei; mas 
como isto é questão de supposição,cadaum 
siga a opinião que mais Térosiinil lhe pare- 
cer, . - 

Próximo a Elvas teem apparecido algumas 
sepulturas e inscripçâei romanas, em Variai 
épocas. : 

Dão entrada para a praça tre2 grandes 
portas, chamadas da Esquina, d'01ivebça 6 
de S. Vicente, alem de varias portas-faba^ 
ou poternas^ que se abi^em nas cortinai do 
recinto. Ha na praça vastos quartéis, arma^ 
zens, paiôes, arrecadações^ etc, tudo à pro- 
va de bomba. 

'A sua guarnição pôde elevar-se, cm tem^ 
po de guerra^ a 6 ou 7 mil homens. DtíráH^ 
te $ guetra da Península era defendida pót 
'257 peças de artilherra. 



j'i 



As ruas d*Elvas àão em geral ostf eiiaa^ 
mas regulares. A praça principal é a da Sé, 
cinde também está o palácio episcopal, qw 
i tasto • ^om: a caia da camarai com sai 



V t 




íé 



torré do relogíò e com uma boa sala de $es- 
soèsj e decorada com varíos|pàíneis do píhcêl 
do distincto pintor Cyrillo VoIIcmar ^i- 
clíado. 

, N'esta práçâ está o antigo pellóurinho, 
õdonoiytíco, coberto de escuipturas no gosto 
golíiico. 

Tem Elvas um passeio publico, começado 
em i807. 

Os subúrbios d*£lvas sâp ametios é múitò 
arborisados, com muitas hortas e quintas, 
principalmente no extenso valle por onde 
corre o ribeiro Ceto, e que. separa a praça 
4ò forte de Lippe, 

ria no seu termo magnificas lierdades, onde 
se cria muito gado. É o seu território fertit 
em.cereaes, lejgumes, azeite e vinho. 

Èm 1217, D, AíTonso ,11 derrotou os reis 
moiuros de Córdova, Jaen, Sevilha e EÍaíla- 
Joi, em frente d^Elvas, e depois em Moura e 
Sèirpa. 

Em, iS42 tomam os mouros Elvas por 
«jifpresa> maa são logo expulsos pelos por- 
(uguezes. :. 

. Em 1361 conveca aqui cortes D. Pedro L 



i^udjandQ PortugíU em guerra com Cas- 
tellâ em 1382, estava D. João I de Castella e 
D. Fernando de Portugal com as suas tro- 
pas .ezUre^Elvas e Badajoz, em vésperas, de 
^r^m uma bátaltia; mas vindo a concerto^ 
foram assignadas as pazes em Elvas. 

?{'estas pazes se estipulou que D. Beatriz 
fUb^ (?) dp rçiportuguez/casasse cona D. 
loào.Ide Castella (o que foi depois origem 
de ,iLoyas cerras.) 

O priacipe de Ca,íBbridge,.com o exercito 
iQg}cz, nosso auxiliar, regressou a Inglaterra. 

I)L.João. I de ÇasteUa, em .pessoa, cerca 
Elvas com um exercito de 30:000 homens, 
(^.jutbp da 1385; i^as em vista da tenaz 
l^9^teacia dos habitantes da cidade e da he- 
|;oiqi' liravura de Gil Fernandes, retira so- 
bre Coimbrã, ed*aquimarcl^andò sobre Lis- 
boa, foi ser desbaratado na memorável e glo- 
içipsissima ba^lha de Aliubarrota, em 14 de 
^sto d*e!u^ Axi^q^ . . 
.,J[à ^'çsa^ ;tçj[nj;>o i;í.yas èra ama praça for- 
I6|' ciom. robusto Cas^oê uma boa cerca 
de mac^lhas. 



EIV 

BòillSãõ, OS Pessanhas, que se tínhani 
vendido aos castelhanos, combinaram com 
elfes a entrega dá cidade e do cástello. PHn« 
cipiaram por excitar o povo contra o cor- 
regedor, que era um leal patriota, e lhe *po* 
dia estorvar os seus planos infames, e assim 
^ue viram o povo em desordem, abriram as 
portas aQ general castelhano, D. Sancho de 
Ávila, em 18 de jutiho. Atraz de D, Sanfeho 
veio o duque d*AÍba e o s^u exercito, e de.- 
pois d^elíe veio 6 próprio D. Phíllppe If, quô 
aqui esteve, com a sua côrtè, desde 9 de ja- 
neiro até 28 de fevereiro de 1581. 

O povo d'Elvas, nàò querendo soffrer um 
governo .estrangeiro, ape^af de estar ainda 
ém Lisboa o usurpador, sei . revolta contra 
elle; inas, não sendo secundado pelo resto 
da nação, teve de succumbir; hindo presos 
para Castella muitos fidalgos e gente d*El- 
va3. . , 



Em 1645, um grande exercito castelhano 
põe cerco a Elvas, mas são repellidos valo- 
rosamente pela guarnição e obrigados a le- 
vantar o sitio e retirar vergonhosamente 

Mas^ de todos os feitos d'armas de que El- 
vas com tanta rasão se gloria, è que tanto 
enobrecem os fastos djesta heróica e léál ci- 
dade,, nenbuni é tâo memorável como ó oc- 
corrido no dia 14 de janeiro de 1659 — é a 
glóriçsissima batalha conhecida geralmente 
pela denominação dé Tictoria das Unhas de 
Elvas. ^ 

Um exercito hespanhol. forte de 33:0ô'O 
infantes, 6:500 cavallos e grande trem áb 
artiíheria,.commahdado pelo primeiro mi- 
nistro de Philippe IV, D. Luiz d'Haro, mar- 
quez d'ei .Carpio, o melhor general de Hes- 
panh^ ii*aqueíle tempo, põe eérco à praça 
em íi de outubro de 1658. 

Era governador da praça o intrépido D. 
Sancho Manuel, que se defendeu com o 
nfiaiof ^eroismo, fazendo alem dMssó varias 
é repetidas sortidas, todas com feliz êxito. 

O conde de Cantanhede, general em che- 
fe do exjercíto, junta como pôde em Extrô* 
moz i gente disponível de varias praçáis ti- 
mitrophís e no dia 11 de janeiro de 1659 
nuQrcfia d^frémoz em direcção a ElvaSy 




úM & Ibr^ apénáâ' d^^rOOO itífatiiés/2:Sgo 
taváíloâ > 7 pcíças de ártílhériâ. ' 

k íi fo>inàf4 èín faátaM etti jf^^ênte aò 
tàitíit^. ; • • ^ 

D. Sãiichò Màiiueí, àjíèriaà vô k divisão por- 
lagueza, salí6 da prá^a, no mesnio dia i^, à | 
flrènté da sua éávatlaría, e atravessa impá- 
vido, ein píèno dfà, todo o exei^cltò inimigo, 
é vae' conferenciar bom o ^erieraf èm chefe, 
recoilieiíâoáé iiolte á praça! 

. «.pigoo feito de ser no mundo eterno, 
Grande no Jtempp antigo e no. moderno.» 

No dia i4, pelas 9 horas da manhan, o 
nosso exercito, dividido em três colu^oas, 
alaca arrojiidamente o Inimigo. D. Sancho 
Manuel^ i^. frente da gnarniçio da praç^, 
8ahe ao mesmo tempo d*£lv^ e investe os 
castelhanos com a maior galhardia. £stes 
defendem: se .obstinadamente, procurando 
vender caras as vidas; m-aa nada Resiste á 
temerária bravura dos portuguezes.,£m pou- 
cas horas ^ ferido D. L,uͣd'Haro e todo o 
9611 nameresq e^xerotto roto e esmagado» re- 
tiiindo em veirgpnhjf^f debandada, e dei- 
xmdo no campo iP:(K)Ò hoiiqens,, todas as 
9aas l>agagens e todaia sua^artilhería emu- 
Bí^ões^de guerra: sendo a nos^a, perda ape- 
nas de 800 homens. , . 

O conde de Cantanhede (D. António Luiz 
de Menezes) ó fQi«to marquez de .Marialva, 
por D. Affpnso Yf, em li de junho de 1661, 
ea 23 dq meamp mez ^ annoi i feito conde 
de Yilla Flor o valoroso D. Sancho Manuel. 

, aPoí3 «om esfprçps e, Jeaes 
Serviços, foram «ganhados, 
Qom esiea e outros que taes 
Devem ser recompensados. » 
(Cancioneiro reak) 



wr 



& 



'^sÍÁiMó âkkitaàà ròrlifiéabSies. Acarte rháís , 
ahk iiiciSxém j^òr uln ca'âtèllò ahtiqiiissi- 1 
ià6^mí^0'-sé $(íK-({bra'aosH%tíoá) cer-:; 
cado de robustH^ infli^ltíad, è ^làtRlúeaVfó^' 



por torl^es ameiàdás, e nas collinas qué ihe 
ficam sobranceiras e que. a cercam, e^tào 
construidosi dfíférentes fortes. Entfe os prin- 
cipaed é o diei Nossa Senhora da Graça {on 
Forte de Uppe) que é cònsidierado comomo- 
delo de archiiectura rfnlitar. 

Cbamòu-^e desde o seii prfneipio Porte 
de tippe; más quando D. Maria rsiâ)itt^ ao 
throno, em 1777, mais piedosa âoqúe a^iia^ 
déddii aos relevantes servIçoB que o conde 
de Lippè fez a Portuga!, ordenou que o For- 
te de Lippe se denominasse Forte de Nosâu 
Senhora da Graça, pot haver aqui exibido 
uma òapeliinha com es^ invocação. £m El- 
vas -porém e nò Alemte|o, se tem sempre 
continuado a primeira denominação e só 
ofilciàlménie sé lhe dá a segunda. 
' F*ôi pi^incipiadõ em julho de 1763, por oki- 
deni do eotede mglez, Guiíherihe ide Setam- 
burg Lippe, comfflátidafite em chefe éo exei*- 
cito portuguez, sendo engenheiro eonstru- 
ctor Mr. Válleré francess, (què depois foi ge- 
neral db Atcfihfei^. 

Ú conde de Liipípe era fbM^marechal do 
exertitb ingléz e maiiechal^general do por- 
tuguess: D. Jdsé Io eievtm á dignidade de 
príncipe de sangue, éom tratamento de al- 
teada. Ntthca quíz em Portugal receber sol* 
do, nem igratificaçdes;'porém quando volloti 
aóâ seus estados, f>. José J, olpresenteoa eoiti 
uma pequena bateha de artilheria, sendo ^ 
ciáhh9es de otaro màdsso (cada um dó peso 
dè di libras) tàc^tados em reparos de éba- 
no, chapeados de prata. DeU-lhe também 6 
seu reírato fe um botlo dè presilha para-o 
chapéu, aquelie cercado e este fèíto de bnv 
Ihantes, tudo de mUtto valor. 

CháttíâVa^e este sábio engenheiro Gui- 
lherme Luiz António de Vallerá, e tinha o 
posto detetíefnté gener&I. 

O risco foi feito por Mr. S. Etienne (tám- 
béín ifríãncez) qUe priíicipioiíi a obra, mas 
M. Yalieré á concluiu, fUzehdolhe graiides 
iheíhoráhfenfòè. 

' fèrmitiou-seem 1791 Custou ÍBÍ-.lÓO^iiíOSO 
irás. A caéá do governador é sumptuosa* e 
'ekta*'e "a egréjà^à prova de boiliba, tomán- 
db èc* Bta caâtellós inetpugnaVéll^, ete fcasò 
cfei nefeeàsídatíe. ' ' ^ . 

Quando D. Mè I visitou esfe- forte ^p^ 



w 



í;lv 




jsdalmettte^ em 1769, fez os maíorçf elogjps 
d llr. Valleré. 

O priaeipe de Waldçck, repuUdo ^m dos 
mais esclarecidos. jttizes.3obre architecluira 
militar, também visitou este forte eip i79^, 
e o julgou (segundo aífirma Lisk, na sua 
Voffoge eníortugal) obra prima uo seu gé- 
nero, superior p. tudo quanto tinha visto em 
obras de fortificação. , 

'O forte de Sant^^ Luzia, é obra. de D. loão 
JY, feita, pelo engenheiro flamengo Cosman- 
der. 

A grande Qistema da pra(^ coberta de 
^ibobada, à prova de bomba,, pôde prover 
d'agaa uma guarnição de 6:000. homens, 
por mais de 6 mezes. 

A cidade é cercada de duplicajcLas mura- 
lhas, com 7 baluartes» 3 meios baluartes, 8 
meias luas, 2 reductos e % contraguardas. 
Tem um soffnvel arsenal. 

• Quando se fizeram as fortificações d'esta 
cidade, se achou no fosso que s^ abriu no re- 
velim, que âoa em frente da rectaguarda da 
capellamórdaegreja de S. João de Deus» 
uma pedra de mármore, na qual i^tá escul- 
pido em meio relevo» um homem com arco e 
46tas^ roGostado sobre uma pelie de leão, e 
eom uma clava, o que faz julgar que seja a 
imagem deEndovelicp (o^ Cupido) deus dps 
lusitanos, (Vide Terena.) 

Esta pedra foi collocada na face do dito 
revelim que olha para o Rocio do Calvário, 
ou Campo de S. Sebastião.; 
. Este achado é mais uma prova da |[r^n- 
4e antiguidade d'esta povoaçl^. 

Até aos ins do século XV, não tinha El- 
vas dentro em seus muros mais agua potá- 
vel do que a do poço de Aloalá» alimentado 
lodavia por uma grande nascente, _ , 

JHas cortes reunidas em Lisboa por D. Ma- 
nuel, em 1498, requereram os procuradorcis 
d^Elvas um subsidio para reparos d'aqueíl^ 
poço. Foi .'deferida a pretensão, devendo o 
subsidio sahir do tributo de wn real Qm ça- 
.da «rratel de caras e peixe^ e em cada quar- 
tilho da vinho qu& se consumisse em Eivas. 

Pela latureza de sua appjicaçao se cha- 
fim^ i^9to dQ real 4'ag^, 



Foi o primeiro ^mpo^to . d'esta .. denomina- 
ção que houve. em. Portugal Depois se foi 
fj^opagapdp por vadias ierrsis 4o reino, e;por 
fím, por todo elle. Em 1871 foi o tribútp dp 
real ti' agua posto a quasi todçf os generoa da 
consumo e despoticamente augmentado, o 
que talvez venha a dar ení graves desordens. 

.Concertou se o pô^o, mas a camará, vea- 
do que. este insignificante tributo foi bem 
racebido do povo, e .que^ ainda apesar do 
concerto, a agua escaceava na povoação 
empreendeu a grande obra do AqueduçtodcL 
Amoreira, que principiou em iSOQ, tratan- 
do -se dè trazer para Elvás a agua doliia- 
nancial da Amoreira (que deu o nome ao 
aqueducto) e está a 6 Momeà^s ao O. da 
praça. 

Já em 1520 se fez um chatariz provisoiio 
na extremidade da obra que ffeava mais 
próxima da cidade; mais só em 1622 é quo 
a obra se conclúiti, sendo pfeciso vender 
alguns baldios do município para com o pro- 
dueto das vendas òceorrer ás dèspezas qtrâ 
se fizeram. ' 

Correu está agua pela primeira vez na ci« 
dade (no chafariz da Ifísericordiâ) no dia 23 
de junho de 1622. Foi uni dia de gsral re* 
gosijo para Elvas, é sòleniliísado Còm tuna 
grande festa, cori-en^-se touros, havendo, 
cavalhadas, danças, foguetes, luminárias, etc. 



O aqueducto daAmorêir^à é obra grandio- 
sa no seu género, pela sua extensão e al(a« 
ra, e uníca no paiz pela sua árchiteeturá. 

Percorre uns 5 a 6 kllometros; descreveu» 
do zigue-zaguési Compele ^ise de (juatro' or» 
dens de arcadas, sendo a primeira muito 
mais alta do que as outras, e)áiedi^do todas 
31-10 de altura (140 palmos). ' 

Está construído com grahdd solidez, e ro* 
bustecido de espaço a espaço |»or fortes gi« 
gantes, alguns dos quaes sobem a toda a al« 
tura do aqueducto. 

Alimenta varias fontes publicas, sendo a 
principal d*ellas, pela sua sirchítecturay a do 
S. Lourenço, construirá segundo o desenho dd 
general Valleré. também abastece os graa« 
dflB reservatórios (cisteráas) 4a praça^ quo 
foram feitos durante a guerra da rei^Ufra* 
fflOf qanclpiado-sè em iOW, . \i. 



ELV ' 



ELV 



n 



Os òp^arios tfáé trabaniaTàm no a(lue- 
dncto venciam fS^réis ijor dia. Em 170^, 
apesar de toda a robustez da obra, cabiram, 
eÁ cobsectcréncia das grandes eburas, nove 
dos arcos mais altos, mas foram logo repa* 
íados. ''•-•'■ ■• ■ ■' '•' "•■ ■' " ■ 

Em 1^25 se introduziram nó áqíieducto 
novas nascentes d'agaa. ' 

• A fonte dá Senftofà daPiedadèy éAe iõftar- 
more e de elegante architectara. 

Ha em Élvás nm soíArivél tbeatro. 

Era antigamente quartel de iiifanteTiá-5, 
17 e artílhèriá 3. Hoje é de caçadores 8, ar* 
fílheria 4 é íbftmtérià 4; 

E' a 3i.« estação do eamfnhb ^e ferro de 
leste.- '• ' .-.•••. 

AHbeirá doCaíá, quediVídeP(>rftífealdé 
Bespanha, cofre fâ kiiometròs no S. de El- 
Tas. 



■,'t 



K'està ^Cúkjt nasceu o insigne medico -e 
botânico Garcia dbi Horta; pblosanndsde 
Í490. Formou-se em medicina náâ diversi- 
dades de Àlcalà e Salamanca, e foi lente de 
pbiíosopbiá lia universidade de' Coimbra. 
Partiu pára a- índia, coraò pbysico:do rei, 
eni 1934. ÀU! estudou profundamente a bo- 
tânica indiana, publicando um Htro, qúe se 
imprimiu em Gíoa,' sdb o titulo de-í^CWí^ 
ftito» ãò9 s^píes e drogas e- eôtfsas fúeâieí'*' 
nàes da Inãia, etcl, obra que foi^gerálmèn- 
le apreciada na Europa e traduzida ein va^ 
rias linguas. Fói-o primeiro medfeo que es- 
tudou o ehokra asiático. Morreu na índia 
pelos annos de 1570. 

Aqui nasceu, em 27 de março de Í8i6, 
Ifiguel Celestino da Silveira Carrilbo, auctór 
dé varias jtàòáras, repassadas dè sentiiftié^ 
to, que inos dramas Dois Renegados/Homltm 
ia mascara negra, Fernando ou o fnraft^ento, < 
tanto agradaram ao publico, tanta voga ti- 
veram e tanto durarami 

£* também composição sua a bellissima 
BtiÀieft ÈítMá MutaHt A>stia; tps» p^àk 
pMrtttn ptlmf6r^'á*ai1e; kúas a Mía^cHbrapri* 



ma é a mutíca que escreveu para o IVbit^ado 
em FréelMSy de Paulo Midosi, qubfoi pela 
primeira ve? á scena, em Lisboa, em ldSO>,: 
e freneticamente applattdi^.' 

'Fatieeeii n^sla mesma cidade, em* t& á» 
abril de 1868/ Jaz no eéltiiteriò de S. Ftan- 
cisco. ^ 

Aqui morreuj em 28^ de junho de 1873, 
D.^ Atina Ignaciã de Gusmão, freira professa^ 
do convento da ordem de S. Domingos, does- 
ta ctdádé, a qual nascera em 9 de julho de 
1769; tinha por consequência 104 annos me- 
nos 11 dias! Tinha professado da edade èe 
16 annos (em 1786).' 

Expulsa ão seu convém^, em i861, por 
sèr a ^nica! professa que então alli ha^ia^ 
(òi vitereom uma sua ^rinha, d'esta ci- 
dade; i ' 

Era uma senhora respeitável pelas suas 
nobres quairdádesJ Conservou todas as suas 
TcrcuM adés mentaes até a hora da morte. 

São lambem naturaés d*filvás, Martim Af^ 
fonso de Mello e os generaes D. João da Sil- 
va, Luiz de* Mesquita Pimentel, Carlos Fer- 
derieo de Cauia e Maximiano de Brito Mou- 
sinho—os antiquários, Ayres Varella, João 
Eliseu Viegas e Jòsé Avellint» da Silva Mat- 
ta^òs íliro^^, Álvaro õtí Mátiós e Mamufi 
Pereira Rego.— Também aqui nasoêu o le-. 
gendiario lo^ Paes Gago,' que atrádição die 
qké fõrãiaO eastello de* Badajoí roubar a 
bandeira hespanhola. 

^Ofi^ aceres filhos d'Elv&ir, nSoprecisam de 
quem os defeèda- da alcfunha de to/o« que 
Itiíe' pespegam alguns invejosos do seu incon> 
testavel patriotismo e das isúàs glorias. Elle» 
sabem 'ntàitò bem defender-se; mas^ como 
tenha de relatar bs apôdè»' e anné:irins dè^ 
varias terras dfeSte meu'lSo <|uerldò Portu'» 
;gal,'ménéi(»arei alguns dos factèís (sobre- 
modè '■ insií Nos edisparatádosjf em y|ue alguns 
de fórá da cidade fundam as suas satyra» 
desenxabidas. 

€d d^ Bibirefnoimanâamiiír^tar o^altilr- 
mét da egr^amatrtedeâunia^MariííídoCas- 
télW.' O' pifiiior ■IfeíWbròu-se dèf pihtar iio tim- 
pa&ft^^títriiBÍ passarela, dizendo ^ era o Es^ 



n 



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ELV 



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pirita SHAta; m^ cqi^q ^r^ wmfi^ ^J^ i^ 

Extremoz ficaraw líontaHls^im^. ^ não ^® 
fartanam de leljOgiart.^a^^rftr a ^e^ £$|^U:ito 
SmVh que aQl)j»vam ^aílo.banito. 

Isto deu origem a muitos bons ditos, ch^- 
Uça» e epigmjnmaa. 40$ ^^U9i visipho$t,« pa> 
i:e(^ q«e .09 que mmitr^a A^etam feraq^ 
oadfBlv^s. . ' 

Pw es^a oceaAíào foi a Bstr^moz o eapi- 
tãOriBór d^'£ÍMa8« 0, seudp 4i^, si^utífíeadOí 
íi oiuvir rai$Sfa[^ tal QgrQí^k;^^ CQirQJa. Sr^ 
ella (a missa) n*esse dia .oa^lada^ e acooteii 
Q8U. o pt^aeio ser^ 0/ # G,i?4z. Q cel^r^te 
g^gaiiteou a plepoft.pHUn$e$ 9 Figr^ <{t(|f^t^ 
et jmstum $Uy ei49a9do ebegõ^ ap mntm 
elevas, o bom do capitão-mór, que, pelos if^- 
da9^ra^ uiq verdsidei^Q:|^er^4t>ra2; . isquem- 
ta-ae (e eom rs^,. porque ^ 4'£Wa^ ^m- 
bem tiiib^m Casiia ^e m^ntiri^ois) <^ deaeiul^*. 
nbA^dOí a terriyeii f6pa4^:$eipif^Í9;€]ular» ^ 

■ ' ■' ' • -.•'.■ 

.<» ..,%,, wa^o e mpfwunàp \ 

•Se %t.mmtAu0n J5;fa;<43. flfii^ito.maWi^ei 
menletfm E9lFfinKa; ^$e aqoijlu^qu^mae.* 
ja Gdpj«. d^ $D84eQtar o contrariai ,s^iai.»} 
QUOipo e Ytríi q<iam são o» memino^o^. « 

Nw([jSQ£)ni .$ftbiik a campo, nem qw^.^cei-^ 
tar o repto. : .. ; ; .;-,. 

Ora, todos sabem que mentem elevas em 
PQriHij^eai .quQUí di3ier-*-rm<míi?i 6a>.i;fea*r- 
^i^ntaa. vdigim lá ae^to ekef^;^ bi(3ca aixeo90 
tifiha.4>ii- oãoicarrada^^ deiSa^ac^, parai d^^pi^í 
cait.qp 5eii9vipa(ricio$. • :>..5 

.0 qiie^ é certo ^qiOi^ 09:4^ Sx4!irm<^ 
aigumi^vôZi tocnjaurniA ^ 4bap)i|ii ipemí 1^^909: 
ao» A^Ekais^ 1^ Pi9l« .boeo^.iiem^Ptt>«(^B. 
paáre8>:qiu4iM>o t«»ham.dQ oauliir o^frofaçiiA. 
da CngtZy;^|iT0lat>4im i^^JQfipy^e o ,t»l.i|prffipL^: 



%< 






pa^a, cofla^i^j^í^. w? «Bfíí>*.íft«r|lçv*c a 

' e^^tp ^ f rçj^pt^ ii^v^^A.ç. foj^oppíoípi^ 

d^ por; jiíiaipúaí^a^e. a ipeiq.jiropflsto.Rftr 

Consistia em se fazerem duas grossas corr 
<}as d, aíandors^, cí|^ uW;^ sua tqrr^ da 

<Sé, levarem esta a fdtro até aiOi.^tipjA4M 
j cado. 

; Por aq^e^es tempQS bavij^ ppçco Jfoho pm 

Elvas, e por isso ^^91 mniito.çsurj^.; qi^^b^via 

: grande abundância deian e era portanto ba- 

j ratissima, Fúer^ilVf^'^ cqf4^4^.1ftpv 
| Atadas convenientemente ás torres, entra 

I tirita gfíptQ d'£)va^ ^.pui^ar. com.>vm]],af e 
■ d^iitas» 6 o ca3p, é que. eftayap^.,c^tentl99í-* 
imos, porque, mesmo d€ippi3 d^f^corda$.Ghf^ 
\ garem ao maxime grau de tensão, elles hiam 

semprf ^^^à^t f^ ^ pesr$Ha^ia.9) quft a 
egreja andava tan(ibem. Era a elasticidade» 
da lan que fazia o milagre. Ora, se a pacien* 
;cia bufBfiiiii iem.,s^9 )mt^ tami^^as 
prapri^^ado^ :Qlaatíp^f . dft<)e^tp^ cqrpo^ (ea^ 
um termo; e por isso, quando as cordas j4 
se não podiam estenda mais, rebentaram, e 
06 e{veq9e^,«$tbirajn[) ^odií^s 4/Bi.iGpsti^ .fi- 
cado a $ó ^p.pQswQ;âi(i|p, ei9)^»ei8ta«^^^ 

PçÂsj 99Dl^ç)ire^ j9Sta pi^anj^f ^onc^ 
y^A^ :flU«. ate^ft» Unpiflg^. a. ,Éivai|j^ di» 

(Ex(ri?f»a4wa)o|Litmque!i9rn Maaçõnes(()ron 

gu^rA da.p]?qvi9Cia da I)K>qi;o) €| outr^.Qf 

nakneitfe,aayUl4 4i>^ Coura (Â)t^.JA^ .^ 

Me^o quQ i$to /Qi^siemQa Çí«M^a in^roçÂ* 

mil (qw9 »¥Mjjça$einept<^iw ^>'V^P )^ ^^'^ 
nhar epigf^l ,4^ qiiatfo p^yçl^s.^Çjopjti^Qf^ 



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sitHi. B^upiraj^-s6 09rj)rio^|iAí^;dfM»49^QÍ CM^ íWtK^ m^.lPWr;:^) Pfnli 



.£ vós, nobilí3sío)os habitantes da* heróica 
e sempre leal cid;^de d-£lvas, a quem V09 
9PQ^ de parvos, rçspondeji: . 

<Sio), sephojçe^, .^oxnos /o/oa, ^ tào /o/os> 
•que á iK)ss4 custa fizemos e dot4ino^ uma 
Misericórdia 4as mais ricas e melhores da 
PFavincia.» ; 

«Tão toJos, que fuodámoA ^ dotápao9 #^1' 
gups sumptuosos conventos x/i^de as ora* 
^ões e.o insenso subiam todos, os dias e 
quasi a todas as horas, ao throup ,4o AUis- 
simo, exorando-o para que arredasse da ci- 
dade e do reino iodas as ealamidadeak» . 

«Xae tolos, fUQ sao.4^hos4'e$talerrainw* 
tos e muitos, varões iílustrei^ félebret pelai 
armas, pelas lettras a pelas virtudes.^ 

«Tào tolos, que tendo por ct^efe x) nosso 
patrício Gil Femandes d*£lvas, fizemos p^ 
toaitas vezea vmorder a terra .ás agQ^rridas 
hostes de Ca^^la. 

«Tão. tolos, que^;i!grupaáp& 6qiy€!1u4q 
««sso intrépido, jgpvernaid^^ .D. ÇanchQ Ma^ 
Oftel, e do n^Q .menoe vaJl^aso.D. António 
bE^z dp M^oez^^, de$truin[)o&^Q br^vissU^aa 
tropas do não menos bravo (e incj^ot^al;^ 
vclrnepte perito) gi^nfiral p. í,uiíÇ:>4e»:B?ro, 
Wrgi^ejt dei C;«pio^, ^ , ;,m 

<Tào tolos,, fl}^ppr^r^^^»5 a gloriosa 
vicloria de Alj^hai^rot^ <ina. qaal mpito» jb1>* 
vensès tomaram parte) escorraçando;, doe 
nossos muros 30:000 castelhanos^ comman- 
4adospelo eeu jqeivejn pessoa.*. 
. «Tão 4olo9^ qiie fif^eji^os â iH)S9a cust^ e 
sem dju4a 4^:maif «iogu^in, p ;8ujnpti^)8Q 
Afip^Qi^to ^ ÀQ9Ór^ra; pi^is d«. 4çis ^pa- 
loisr ^i^es do das A£<!^^ M vf ^i, vqiia fpi {eito 

içusií^danaçi^.^tôirf.^: :í,....- -»: ... 
.vTâo tolo^, que,«in tc^osQf tei^pos exH qi^ia 
Portugal preifisoad^s çorafi^s e^ do, sj^pgue 
d^ aej^.lút^ pj^iça m^^ aajçrlfics^dqf. m).alr, 
Uf «aeroí^ay^^dii^ pa^naÀJámftU yHi,Vreníçr, 
aji|ão,jWi:.df5 íaKy;rt|iQOfíi^,of ip^i^ l^íWf. doa 
<Hbasi4'^va^;^^pifP,4p^ ppwciirQi í^.Vt* 
dea d?^hí^i;a.e dPíPflffic^ifiWi^swPrea^P* 
%ps d9 lAQifL.if^mui ^ )^ mas ví^aa:e9i 
Iffol di^;aagr;^:haadeira^^Q¥ti9a%j«»9i- 




'« , 



• > 



uu: 



. 1. 



,1;* 



. .1. 



. Ora^ guando outra qu^dqguer ^id^de pa 
villa portugueza possa attrihpir-se tanta^ 
tolices (além .4^ outras incitas qae^nãp re- 
lato) pode e deve ter orgulho de sua ú- 

Prometti delongar a,f«tllar na, Sé d^Elvas^ 
vou cumprir a promjessa,^ ; /. 

^ra a ^i .de maio de ISIS, dia em ,que 
A*esse anno cahmSk fest^ de €ot*pus Christif, 

Urbano Xavier Henriques da. Fpnse^L 
Monteiro, natural da -villa de Gastromarim» 
e alferes do regimento de jníantaria de Ta- 
vira (n.** 14) então de guarnição em Elvas, 
oamoraVia perdidamente uma menina d*esta 
cidade. 

K^aquelle dia estava a,Ud menipa na ^^ 
rf^nda do prgão grande» qoe p» d&bro^ so^ 
Ih*^ o .guarda- veftto, e o ^l(eres» que, pokif 
modos, er,a mais. pr«pei^O;«aos eomha(es:da 
YenQs..^ Cupido do 490 ás tNitalhas 4^ fie- 
Ipaa e M|ir|e, lá do sefÂ^pôêta (da. obaeií^y^^ 
çào. . ») não tirava os oihos da sua:çasta d|tHi« 

Apenaa a ipr^tússão sahíu . da egr^a, . Q 
impaoieoite^ e arrt^tado alferes^ Qomp^fa- 
mente esquecido. .4o seu nomck (qufi lhe Í91- 
panha rigarosament^os deverei da:i«r&<im\ 
éM^)i,s$ dirige para A efcadiciba d0:0rg|Q^ 
Q^firne proposilQ/de^ae coUocaraio hi^ dfk 
%à\\ anj^\; mas 4ogo 00» primeiros dagimiw 
an bedel, ou éHareiro^ que vinha, desceado^ 
pior .^ iermínadf) a sma. tarefa de dar aoi 
folias^ lhe borra a passagaut por aer protúr 
bida pelas Cimtituiçêes do Bispado. 

Q offlciíal ti3ima,.o bedel profiai e vemdd 
qoe aquell» não sa .convence cooa.rasiSeiu 
yto deita <a8 mibâs â farda. Ui!lMttM> ra cila^ 
deixan^ , por 4Pophea, nas mãoa do ht^elk 
dais botões^ e pheio de indignafãd paFv«uil 
tcca^ilts Jha querer dar aentaúçaa, ea^aen 
aa ^. lagar sagrado em que está^ e com una 
juttea que ilramiha dá d«a8>tína0dM HA 
eua^ ik qnaL iogoespirraraip algmonas^gan 
tas de sangue sobre o panriomitfi^ 
. B8taíytaotdmplaínítarâiclo;pel^«eaffiio- 
cnàQ;ta«0 d»*nBa61ti8Mie â.aiiseíríoaniia^ 
ptosoa «; aer\a egt^a de SifiaiTsdoRjaiiaa^ 
ihedM) iqteraa aoMiiiaiBíto ^raa a^iiitaiiáiei 

JkhSíjM^tol pfasa, e ^iitei4aatÉiK»UK 



I 



^1 




I *:• 



áudátiai Pelo jnizô eedesiastico fei senten- 
ciado a ser ílageliado sobre as costas nuas 
iios degraus do tábóléiro da Sé, e depois nas 
escadas dá egreja. 

Mettido no calabouço, respondeu a um 
conselho de guerra p este o condemnou a não 
í^i quantos aúnos de prisão, que fbi cum- 
prir no forte da Graça. 

A causa, innodente, dé túdõ'isto,a tàl me- 
nina, foi... testemilnha contra ò adorador 
atrabiliário. ' ' 

í * ) i ^^^^ - . » k ' ■ 

' ' ' Asylo da lixfancia Desvalida 

' Este asyló, ináugni^do a 8 de horembro 
de i853, nascera em uma das épocas mais 
criticas 'de miséria, que se teem àtraressa- 
do. Aó general Baldy, então governadot* dá 
praça, deve cllea sua existência, e o seu rá- 
pido desenvolviméníto^âos primeiros annos. 
■ Ú numero dé crèáftças, qàe desde a sua 
ittstifilíção tem n'elte sido. educadas, ascen- 
de -ái^^S, das qUaesJlSG tem recebido, a par 
âo ensino, a alimentação quôifidfana. 

Dèstaeam-st três epochas brilhantes parai 
o asylo, nos 20 anhos decorridos desde a sua 
creação: a da presidencíft do geíEieral B&Idy; 
a do sn Joaquim Travasséíá Valdez, atidíto^ 
âú exercício, e a do sr. Antbnih Fausto '!^ 
Atílio; clrúrgiãO' militar. Estas três' epo* 
fjbSí são assigrfaladas por uma grande se- 
tíè de melhoramentos e pbr ttm extraordi- 
nário augmento da í^eceita. Prestou támbem 
relevantes serviços ao estabelecimento èm 
§< annos suòcessivòs o sr. EseqUíel Augusto 
de Vascdncellos, no cargo de secretario; mas 
m resuliaâó> de uma d^aquellas guerras 
aíeâitOsas que ás vez^ sèantívem^ esqueceu^ 
áOHse<o$ bonirsérviçoique nunca se deviatíi 
pagar com ingvtalidãõ^ a eleição de Í864 ex* 
duiu do conselho director a esie cavalhd- 
10^ 0^ ^u» realmente foi uma perda bastan- 
te BeDíslvei,ie que logo atraz árouxe deplora^^ 
veis consefúendas. > : 
LCfmFfspéílio â instrneção. dos alomnos, 
«mi iÉiaioide ÍI82Í5 pretendeuise^dar-lhe ufl» 
grande. ImpbEsof mas isto não passou de 
bcÉw^dcsejos.' Ha : piMicps annos^ ponémí, os 
padres Filippe Nery e Domingos do Garmo^ 
sMMlaríiiSfdadlireogao^ oonsegàicain, âidr- 



- -ir x r- ' 

ECV 

f ça dé trabalho e dedicação, apromptàt nas 
matérias que constituem a instrucção pri- 
mária 'dtías meniriasj que fizeram em Por- 
talegre úm brilhante exame. 

E desde entaò até hoje o énsiiio d^e^às 
matérias' tem^sido^^utti dos ínais esforçados, 
empenhos das direcções. £ segundo o que 
declarou ósr.' Namorado, no discíirso do 
abertura da ultima sessão, contáse que no^ 
preselíte atínò de 1874 mais alguns alumnos 
Vão fazer exame ao lyceu de Portalegre, que 
é natnràf em' nada desmintam os credito» 
que gosàeste estabelecimento pio. 

Na feira aiinual de S. Mátheus if2í, 22 e 
23^ do mez de setembro de cada anno) sefaz 
uma^ grande festa 'á-ínilagrosa imagem "da 
Senhor'' Jesus daí Piedade, anriunciada pelos 
círios que na tarde do dia 20 concorrem á 
Preda:"'*- ■ '.•■."•-■., 

Jttdta-se sçmpre, por esàa òccasiao, gratí-» 
de multidão de povo, de afhbó^i os siexos, de 
toda^ àsí edadède de muitas poVóáçõés dós 
alrrédbres; de^ ^Bàéífot e òutrafs Idealidade^ 
h^psíitholas. Áviité ha graildes fogoâ d*ar- 
tifiéio, que cu^am aproximadamente 304 
mitrèis. [ '■'/-■ ■ • '' '-•''; 
'Eila toáãtr^a aufMhta de concorrência 
de ahno para anno, e a& esótolás dos^romei"^ 
rds, '({lie sobem a isnbagrâíUde quantia^ fôa 
déstinadià áòs n!tèlhoraméiitós dô^lempío é 

do sitio.- • :::....•.--'- 



" M. 



Foi Elvas o sòtàr dós Peíjcòios Gáéfebs, 
appelMos nèbreà de 1\)rlugal-^TeVé' a ori- 
gem sègUtute; Diogo lopeáP^oto, ifòi fei- 
to' ádmidstrador' daS fortificações d^è^ta prá« 
çai e aqui' ■ fez d kèn sotír. TeVe úfiriá filha 
única, chamada D! Amónia Péi^òtò,^ (liíé ca* 
sou cohi pibgd Gotnèií OithàJ% résies pro* 
èedèm oií Peixôlós Caèfròsr.' O primeiro' qtili 
metídoná SLGi>(té€çãb-á^^1í(ufái^i^^ifénèalò^ 

é LoporOornSés iB6ri*àIhà^ekéftol^íkotá*^Fr.' 

CúHoHo d(t Wi^fj8tir,''^hibèm iáélttW ná Its^^ 
tH' doèMa!i[è#, PèHrd A^rés^Pá^Òtói Codii^ 
i^Stítr aridás^^iJSé^^^ffitf -daãítk) T^^^ 'ti^ 
braço armado, de prata, tendo na mid^^iiái 
punhal om a ponta^para baixo; ferro da 



prata e gaárniçSes de onfo. (Villas-Boás diz 
adaga e não punhal) 

As armas dos Gomes são:— lith pelíèano,' 
ferindo com o bico o peito, e dando a seus 
filhos o sangue que d'elle corre. 

As dos Lopes são: ~ em campo azul/úma 
palmeira d'ouro, com Um corvo pousado 
n'ella, com as azas .estendidas/Timbre o mes- 
mo con'o, voante, com utií ramo de palma 
no bico. 

As dos Peixoíos (sem Cacho) são — escu- 
do enxequetado d'ouro e azul, de cinco pe- 
ças em faxa. Timbre, urri corvo líiarinho, da 
sua cor, com um peixe no bico. 

! - ' . 

Em 1864, pretendendo a camará d*EIvas 

reconstruir a fonte da ruá'dbs Çaválleírbs; 

resolveu mandar fazer ura painel, em asii- 

lejos, com as armas da cidade, em uma eli- 
pse, acobertada com um manto. (As armaá 

représentam^o rei 0. Sancho I, a cavall^ ar- 
ffiádo de ferro, como entrô«i em acção, no 
dia dk conquista d^£lvas aos mouros.) Por 
erro de quem fez a encomenilft paraUsboa, 
ou por engano do fabricante^ sahiu o retá- 
bulo muito maior do qtié tòda*a fdnfK^ peio 
que iilò serviu para «i^itio onde ^ desti- 
nado. Pretendem agora collocar o quauii^ 
em um pano do muro do aquedueio da Amo- 
reirtu 

Duas vezes foi Eivas bombardeada, duran- 
te a guerra da sucdassão, umae» abrf^deí 
1706 e t>iitra em âetembro de 17 12, pelo imar«'' 
quez de ãay, âlemí de omroá ataque»' menos 
itopomntes; • ;. • - ' . 

Erii 1801, o ^x-èabèllelrefró Mkiuel 6ò^ 
déjr; (feito príncipe da Paz) apresenta- se a 
2Ò dê malb, em frenfód^^ta praça, intifflan^ 
do-a para <fue.8e rendesse; « 

D. Frafiéiseo Xaviei^ de Nòro&í^, gover^ 
Bâioi* da fortaliÃa^ deu^lhe tal resposta, que 
oè dasCelfaánois houveram per bém retirar» 
' 'Efi»iS dedezemliro díe 1807, por oYdem40: 
firinefpé regente, reeèbea Elvas paBifieameii-' 
té aí àM^reaMftihanâ 4o<gen«raivS0laB<)^ 
mas idepcííB, 4)81 franceses que vim» oeeok 
par a cidade, taes roubos e atrocidade» de 
ixMá aeMiálpriuieaniSy ^e o povcr, úão 



ELV 



áS^ 



íirancezes, ferindo mortalmente o seu chefs* 

Michel. 

Quando pefa cenvènçâb Wé Cintra (31 de^ 

agosto de 1808) òs francézes evacuaram O 

forte da Graça, (prhrielrd^ de outubro) pat^a 

hir párá Lisboa; embarcar para l^ránça, foi 

prècizo feòhár* as' portas dâ cidade, e còno* 

car multais sentinellas nas niuralhas, pára 

conter o povo eMurecidò contra os /òcoW*' 
nos, . • ,• . /f-M.í 

Foi a única vez que, durante a guerra pé*' 
nínsular, ós franceiíés etítritam (à tralho) 
em Elvas. Dei^dè 1808 até 1812, foi^sempre^ 
esta praça o paládio da nossa independeu-^ 
cia. . 



Durante as guerras civis que teem dila-" 
cerado Portugal, "deède ÍÉi^, nunca Elvas 
tomou a inictãtivá em qualquer movimento: 

Em 30 d*agosto de 1720, adheriu à revo^ 
luçao do Porto. 

No primeiro de]uBho'yô'íl82S,' acciãmbu 
o sr. D. João VI absoluto, depois da ifuerrc^ 
da poeira. ' ^ . • - 

Em 1826, acceitbú á caria constitfndona^. 

Em 24 d*abril de' 1827, parte^ da guarni- 
ção (artilheria n.* Se um<bataIhão deinfan>' 
teria 7) e^itotiitò pávo; ac<5fômaiú osn I>. Mi. 
géel, cÒra^D fel de t^ortugal. general Gati- 
la, contemporizou até poéer" reunir* forças^ 
do gdvemo Ma tegénciá da jenhora D. Isa* 
bel Maria) e no dia seguinte, no ba9uárte do 
Trem' e em S. Patilo, hdtlve úma verdadeira 
cá^ifièina, caiísada^^ela metralha^ fúsllaria 
ô 'repetidas éargas-^de; caVallaría; sendo oi 
realistas vencidos. • • . < 

• Foi, podo dize*r-sé,' o^ primeiro sangue que 
dorreu vertido por portuguèzes oontra^portu*^ 
guezes. Os insignificantev-òombatesiqu» até 
eníão se Hki1|»« K^rido^'- não i tinham passado 
dè tiroteios '»i^>4mfiKiPtanda. Tambeth enn 
tão correu pela primeira véáe b sangue dci 
portuguezes por crimeB políticos, em resul« 
tado dé bmà seotença^-s^do prezo» e por 
déeisão«le um e(m)ielhade^erray>sebteneeá« 
da^ militai praça^t de fiifeíntèria^ 7, e íoutroa. 
corpos' a aerem ctotiatàídos (éw/ 4uaea ai^ 
giinís , iiií(}#réfaiii)i:depoit da ílageltaçSo. • 

Em i8l% Elvas tonhat^âetídidamealél o> 



l^ABndo tolliMt nals^se revoltoa eontri oa i partido do sr, D. MlgtieL Emaiesforra dai 



% 



EI/¥ ; 



atuoQidaâes .que dasbonr^r^Q .partido li- 
beral, no anno antecedente; os realistas d6 
Slv^s de«bonram o sea /p;ir,tido com oati^s 
atrocidades» que foram repelidas no. Qm do 
reinado do sr. I>. MigueL 
^m 3i <Ib inaiode i934, entra em £lva3, 
sem reaistenoia, em vi&ta da,co^vençao d*£- 
vora- Monte, uma djvis^o liberal Houve, en- 
tão algumas vinganças e represálias, mas 
muito menos barbaras do que em outras 
teiaras do reino, 

A ultima vex que. Elvas loi tJiea,trodesqe- 
nas sanguinolen^s enire irmãos,, fd em 9 e 
10 de outubro de 1846, batendc^r se. parte da. 
guarnição contra o resto, tomando também 
o povo parle pelo partido que mais lhe agra- 
dava. . 

Desde então Bivas tem^^secoriservado pa* 
cifiea 6 indiílerente a todas aamMdançaspa- 

Tem aqui lido í jogar factos noiveis da 
nossa bístoria; sSo oapríneip^es: . 

Pases de D. Diniz com seu irmão XX Afon* 
s» (por intervenção de Sant^ Isabe)).eiB iJ92. 

I>^es de D. PennaadQ, de FulQga) eqm D. 
Joio l^ de CaqteUa,iAin lasãt. 

Iteonião de çòrleis«,.em. iadi^ (Vi^e eortes) 

• Casamcohto da iPAfania P. JBeaU-i;» ôlba de 

fi. Fernando e 4» Q. Leonor. Telias de Me- 

neaes, com H. loã« I» de G^tdla,*em 14 d» 

miadel383« » 

CasatiMfttd 4o du^Uj» 4» Bragança, D, 
nieoáosio (pae de Dl ioão IV.) com D. M^ 
tta de VellasoQ, ãf^qnmtfk di Uvféa, em i& 
de junho de 1603. 

Casamentii 4e d«í«iie deBníiaBis» (depeis 

Dl JÉião Vi) eom D; Luisa(4e ^USMO» e» II 
éejaMsirode 163a 

Beaçáos mipeiaea de.pt itcâpie Dl l9sé (de- 
pois i) iMR D. ItaniuiSiVioleria, em 19 de 
jfÊÊÊm^ à» illÊSk . 

< ' " ' ' 

Q eoMrtlie 4*JSkvas^.e«MfN>^ lie 16 ttt^ 
gMiM, 104» tt*eálekèspadoy sãch-^oHieièidA 
8é^ & Pedro & S«Íítai(Mr; fiora-— Aiiid% Al- 
eáç0«% A«Hiiesa^;& Bsas da Várzea^ Viitte 
Boim» BMÍaeéiia»,€am Mte SsUia, 3íih 
li Pmeaà^ SeÉta llÉefeBiúsi & liCluM€o> 
le Érag an a e & licBt» 



A CQmarc» çemprebende trc)z julgados. 
Elvas com4:300 fogos. Campo-Maior, com 
l:4pO. e Monforte com 800. 

A comarca .çompreliende freguqzias de 4 
dioceses, E)va^ Évora, Isento dp GrãoPrio* 
r;ido,do Crato (Patriarchado) e Portalegre. 

£MERES (^nta ^ria de)— íreguezla, 
Traxros Montes^ comarca 3e Chaves^ conce- 
lho de Carrazedo de Monte Negro, até 185$^ 
desde então comafca e concelhQ de Yalle 
Paços, 80 kilometros ao NE. de Braga, 425 
ayQ N. de Lisboa, 190 fogos. 

Em 1757 tinha 75 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Expectação. 

Arcebispado de Braga, districto adminís- 
traUyo de yilÚReal. 

.0 reitor de Carrazedo apresentava o vigá- 
rio, coUado, que tinha 112^000 réis derea- 
dimemo. , 

SinUiO <Sant(4f-*frfguezia, Minho» ^«^ 
marea e concelho^ da Povoa de LanUeso, U 
kilometres ae NE. de 9ra|j^ 3^ ao ^, de 
Li^ioa, 90 foges. 

Em 1757 tinhft 15 fQgoa. 

Orage Sa^to Enúlifkx. 

Areebiapaâif^ e.diatriciQ.aflministratívo 4» 
Bflága. .V 

È. terra lertiL , 

O cabido da collegiada de Guimarães a]^r^ 
sentava o cara, qae tinha 40^000 réis. 

SminiATE — po^^ea^ amicíssima do 
DoQrev pnaime da viUa de Águeda^ e nasi*! 
tie onde hoje se cbama Mtiemkaia. Em MB 
de Jeeo» Christo^ €fa seiíbor de Emíobale 
um moaro chamado Maley AcbÂn,.Sttia dia 
AlteHi. Ih Bamíro' I, de Leão^ ei.:Y«MeQ 
ik*essQ auDo» e fei seu tributam. Sqpponfe» 
qaeEmiiibateé diniiiullv«^de EqnBáei ftoi* 
nhate foise corroBpende em Mintetee per 
úm em MamUeta. TamlNin pódeefff eor- 
rvfção de Emina, liermiDa, Srmina «m E*i^ 
anuga medida de telidea e M qnidQ^ A de ti» 

fftidoa liBba< uma Kbie^ te» tfeièiatfMiem 
Bfli 4i!9lsm^ e deis é*eeieeiMMe.Milviiiei 
gm oe.0Ee«9e. dmnini eiM. S^i^nde Anki 
âtèio, aeméíM é» leawneikiàa meieiíQm* 

tíBMk 




IXD 

flUís paqnelHt (eomo aíii4ii koje.D «osmo-aIp 
filieiFd « aimudae 3aa3 dhisÔeftX Aemim 
4â$ soliáâB (amb^Bi^iarkva^inaf, msii&f^i 
TékiieiitoJeii«(va Mft salamin á»T&M0*\ki 
^jMadDhftta ^Q Voufia.- ... 

^BMÍNK) (jEminimm, dos romanoa)-^ antó* 
gs cidade da LusiUuua, que,. com bon» fiui- 
damentos, se julga s6t w ãttio aetnalbieiítiQ 
qeèmpado j»la Tiiía â'Aglleâia^ oa(iitaL4e eOD- 
i^elho e eomavoa, aiteada. sobre a nparg^ 
direica dorio da sen nome (<|ii6lanilNBfll aO'» 
tigaoieQte se chamava jEmáwV^ no bisi»ado>e: 
dístrícto adminístratíTode Aveiro; 

Posto que oo atrtigD Águeda (L* vol»» pag. 
%) já.^Bba (álUo doesta antiqiiigskna úi 
ákáe (Emáúio} eomo jul^o euiiosísiiiio» e, 
sa sua maior pavte verdadeiros, os. beVos. 
aKigos <pie es srs. José Mariat Yeiloso, D, 
Miguel Sotr» Maior e José €. do Mirauda,- 
publicaram no- semniario litteravio^ q«a em 
1376 80 íÉ)t)rlmia em Agueda«iobo:tiMik> 
de Escola Popular, e do qual eram proprie^ 
taiios os srs. iosé Ferreira da Silva GaSIro 
^ José Soaares éõF.e Castro;. com a. devida 
vraia;^ passo a traascr^çr. 

Áfueda, a feliit sioccessom da volba.«ídav 
^ <»ja foodaçaoi aigan» foer^m remonlar 
^af)Os> nsèoWdos itmpos doe eeius, tiKrdukM • 
gregos; esta f»Mosa>terniv «ujasjAoaçaoibeBl 
fadada: tem,: em^ diversas épocas, no- andar 
lios séculos, podido prender a axteação de > 
"iMtadoree â& graads jioBKadaç Afueda, a 
^atttiga Emimom dos» romakios ) eoa^uiiiado?' 
if»f e go^: com quantoi abatida agoifi, é: 
ainda, e será sempire digna dá>iiotari»,ipela 
81» beile^ Batpni]^ pelas^^foraMsaamargODs 
é9 mu rio, e.leracissimpSí:campK)s« . ' 

I>ecafcidaiido prisíiH)io «splMdor, maa «tt 
tofiimnineaf^o^ ai9da<qrii-^t«|i0p.]ima,lM^ 
f>or onunio; íaoil^, oom^as dua» Beicaa^abasH . 
teee«aa,} ena parte, do pmxe^ qfi» l\m,'.é 
ttaziiiov'ncf acifÉa» daa praiaa do Ooeano; e* 
étfèiMBça^aal, a Harkb olijéctoè: e'd*ellaatffh 
oehmamuraisftios acue pieabeo^frUetoe^ taea 
€aaDco^itah^milhovazfi4f,€asiaBlm8yqiiei'* 
jo^pe]k4|8,;p0ra eeeca^ vioííet aiaetdoasyiii- 
iHa^i^icÉii Cambem fidii eales:tiflioiiae Cd!»'* 
aomofliiBiilhares^de caraeinxi.te.aiim dai. 
^ti\elUi^iiHas,da»aahttro$as vitelto d1Ala?^ 



m 



n 



Qj^e iQoifps miHWâi da o^efr^a de.|i^iK^ 
d^ftifobricaa A^ Covilhã. 
£^lá.^8(^ viila. sÂtuai^ ao aa^ieente 4a j^* 

dadede.A¥eirQ,.a 8^ ki^roe.tro9.4o.AHM9^ 
tico, . 

CQím quçpeiwoa; escrever coipia ipaior ijf^ 
Pla7çiaHd9^^ sobre o 1103^ pátrio tmh^t d&- 
veftios iini^ ^ae» em geral, oao,t^m bons 
nem lindos ediíicíos aotÁgos ii^iq imà^tnof^ 
Bfias a.s^ $itii;h^. é encantadora. 

Cqi» a firenie voltada para o naeio dia, aflh. 
sejnt0 eai.aip^iUheatro ^obre três peq^uenoa 
oijiieiro^ tiendo^a seus pés os vastose lert^ 
li9aknos.campD»d!Aasequin9, Borralha, Pare • 
des o Becardàes, e<^jrtad^s pelas lini{ádaa 
aguas do seu formoso r|.o, o veíu^to jgmú 
niiuD^ qud desce como .fita de praia em vea- 
tido.v^d^ rodeada, a mais de.líilomelrQ,id^ 
QO^lina^, eobertas ao estio de virentes parras 
o coroadas de oltMeira^i pinbc^os, castanb0i<- 
ros e carvalhos;, descobrindo, a 9ol posto, an 
ounúada^do^ peqiAenoa outeiroa d'Oia da 9i- 
beírai» qijte é uma boa povoação, a 4 kilome^ 
tros da villa; e, encarando d'a]li par;i oOrien? 
te^ demQifanâO:a: V49^ na pequen^^ mas ^- 
veltaoesguln toffre da novaegrcôadoEIspi* 
nhel, qjQie cmitrasta com. o tisnado e uriaur 
galar canapan^rio de ilçqardài.'^* m^ egre* 
ja é, aUáSr umi laipplo rico em obras do^ar (e^ 

Agnedar a ErninkiQi moídernat eom 09 
seus baroqs, ^e,,d6 vela ^e. á ^vara,. se arii.^. 
sam nas aguas, da semi rio, e pel^ visita doft; 
rjoatiiQos caaaesy <}ae se descobrem pQr:QiiU*e 
a coma {rondente dais arvore»,, que os e|r^> 
cumdauB^ na$ eiiee^tas! fronteiras; teqdo ,ao. 
nascente, e. maia ao loage, pordelraz d'esn 
taamesroasíeneeetaa a<3 sommÂdades da(» ser* 
raa dOjCaiiiai^uUo Q' do Boi-AJvo ; e mai^ pa- 
ra a 9jal,:a.lQ kiiometrQa d^eata mentaftbA») 
os píncaros memorandos do Bussaco^^na. 
Ibf» feet^iO.borisonte; é bella.povo&QâQU 
> Agoeda^ ufan^: da ubernim» baciã^ sotacu 
qu^mua^oampea elf^iante, pitioreseaoniii* 
mo$aj donsf knG^m da formosa Coimbra. 

T4« .^laiaettia|j9»eaii9,qiikator?e so^s^ dur] 
zentas e cincoenta casas, e cerca de mi)>t^r, 

biiai^ee^;: • » ^t-. -. ' - , <. , » 

'N^ maia aHo dos H^ crat^off,)i9niC|^|ift: 
Sísmoí^pií^ãtí^í^sm J9gr^iiia|riiz» É estai^qi; 
samptupio- iMf k^cooi.fffdac^i á,|fr(|i^Ami^ 



2^ 



eM 



EMf 



da Tilla, 86 beítt qae devera ser milito mats 
alto. Tem três naves, celebradas ]ã por anti- 
gos visitadores, e nas duas dos' lados sete 
fóltnoías eapellas. É mako periéiti e mtiitò 
abundante a obra de talha dourada do arco 
cruzeiro e da capella-mór, bem com<>aâa 
capeíl^a dó Senhor dos Passos, sqb cujo altar 
está esculpido eín pedra, e em ibtélro rele- 
vo, o Senhor Jesus morto, de tamanho natu- 
ral; sendo uma bella imagem digim de ser 
contemplada, não só pelos áetitiméntos reli- 
giosos, que suscita o vulto venerando, mas 
míesmo pela sua perfeição artística. Ha tam- 
bém no alto do altar do Sântissitno Sacra- 
mento um primoroso objecto^ qual è a Geia 
de Nosso Senhor Jesus Christo, onde o Di- 
vino Mestre, áens doze ápost^os (inelulndo 
o discípulo traidor) e os doáos da casa 6e 
vêeÀi lambem esieUlpidos ém pedra, a me^o 
relevo, tendo cada um de altura, pooc^ mais 
ou menos,' quatro decimetros. •' ' í 

Também merece ser mencionado <» arco 
do coro, por ser baistantemeote largo e mui- 
to abatido; 

l^os Já referidos logarebd^este templo, as* 
sim como nas demais capeMas d'€iHe, epriu- 
cipalmento na de S. Francisco, h^mu>i>io tra- 
balho primoroso em madeira, a baixo reie:^ 
vo, além de multas e imil perfeitas imagens 
de Cbristo crucificado ède outros santos, e 
muitas e mui variadas figuras de aojos de 
grandes e pequenas dimensões. 
' N& mesmo arco ãê cruseir^ são bambem 
objecto de atteuçao aiua, d s«};'e as armas 
reaes portuguezas em madeira primorosa- 
mente trabalhadas. Aos lados do altar- mór 
ha duas estatuas- de madeira^ do vulto>de 
um homem regular, próprias 'pai« Susten- 
tarem 08 cirlos, obra' de muita per/tíçãò «^ 
preço. • • ■••«! •• , '•• 

^0 ha em todo o templOiiiiS($rijpi^at-í^ 
gonia- digna de menção. Ha oineo^oet seis 
em pedra que na ésMncia tratam det|egadoK> 
pio», é sSo dos afiiios de ieS3ift iasa^ D'esM 
xsMySk' Cimeira está na «apella de a l^»m- 
dHèoí-- ■ ■' í-' . • ■ .í ". -■' >'•".■ 

Dos livros das visitas a esta freguezii, ^dO' 
alití(»-dei700iHft' -diante; «onstií^tie aegre- 
já^émiga estava «aâo «m eMado 'deplorável, 
v(^lúi,' ipíèíitfena >^id«cenl» pi^ o ctíltQ. A 



instaneias reiteàidaff dos visitadores M.ã*- 
nalÈsentie reedificada^ como agora está, de^ 
t7^ a 1737,- á custa do povo, dos fundoa» 
das confrarias^ e coiíi aj^tdaj que provavál-^ 
mente foi muito valk»a, tfo cofro do esta^ 
do: Consta dos respectivos livros, ei^eâi- 
vamente o portal da entrada princípsd tem^ 
gfavada a data de 1737. ; 

Ha na chamada Praça Nova, d'esta liMa» 
a qual por oraé um largo muito irregular, 
um bello dialariz de duas bicas, e muito* 
farto 4'agua. É obra de bastatite trabalho, ó 
algum d'elle muito mimoso. 

Temi a' suá> nascente a^^ôO metros para o 
norte; « aht a. casa chamada ifõe ii'«^tia, á 
qua4 pola sua solidei;, e pela utílidiide do* 
res^tivo encanamento, é obra completa no 
género, em referencia á grandeza da povoai 
ção, e ãò volume das aguas. Foi coiístraidât 
em tô|S6, e. foi director d'esta obra ò siw 
Fi^«noisco Estevão Pinheiíro de Figttdredo^ 
d'«stavi|la; . • •> 

Além 'd'este^ vae agora a jcámara municL*. 

pál mandar erguer oíHroâonesmo sitio de^ 

uma fonte antiga, que ftea ao N. da ehaâm"^ 

^da Praça Velha, que^ pelo que d*elle já 

ivímos, virá a:ser, sem duvida^ não só pelo 

donairoso aspecto do sea muLliem acabado^^ 

fronlispiciD, mas peia exoellentè^alidadch 

,áz súa.agua^ umdosjnelhoresysenào omeK' 

Ihor, de qaantqs se - pofisamfenGontrar»ail>' 

nossaa provinciasi 

Foi caBleht» e esc«lptor:n!estâ obra o siL 
António da SilvaPrôa, da Figaêira; e m<»!^ 
tre de risco-e director: o ar; Joaquim. Aa«: 
gdsto de Maettdó) d*Aguedai': , .> 

Tem também esta velha povoação xlíxa 
antiga, mas segura ponte descantaria, con « 
oteco arcos» m direc^ do nárte-saL |ilão 
ha iésõripçaoi oem éspuáientQ-qiie authenti'' 
que k daiaidá sua coiistmcção; álgttnãenten«^ 
dldos, porém, n^^est^s matérias affinDaramsepr 
eiia obra do tempo :d>l*rei D. SebàstiioL O»' 
uhkno- arco do' lado do eol acha-se msáí&t 
deteriorirdo; c^tioda «ponle «arôeiK de igmá:^ 
des reparos^ mas ps(>rora!nãttaBH«^^ rolfldu' 
^Ha aqui «im bom palácio nmniâpaVque;, 
escá' aiflda por cèQctiúr. A éuapritteirapaKâ 
drii fbMKnçada, iu» aiieerce9,^nò vertieeido^ 
angéíé» 80», no dia tt 4e 'muabroidoaniioi 



EMI 

.^ 1860, É uma beila casa. lilestr^ do rUeo 
•e director foi também o mesmo sir. Joa- 
Hiiiim Auguro de Macedo. 

No íaQdo das armas, .que são mui bçm 
'esculpidas a'<uma grande pedra collocadano 
.«meio do frontispicio d*esta, casa, lé^se.a se- 
-guinte inscrípçãq :—A J{omani& MnUmunir-^ 
como querendo dizer: — Fui chamada Mm- 
tniú pelos rormfws. — 

É ponto controvertido já agorapor alguns 
sábios, se o Emínium dos ron^anos foi aqui, 
ou pelas adjacências da moderna Coimbra. 
. O sr. cardeal patriarcba^ D. Francisco de 
<& Luiz» com aquelle enorme peso da sua 
:grandissima auetoridade, quiz tirar a Ague- 
.da essa gloriosa, memoria. Folgamos com a 
-intima convicção de que se enganara o il- 
Justre e sapientissimo prelado. 
' Pelo pouco, que ha' muitos ânuos sabia- 
-mos dos antigos geographos e dês concilies, 
.sinceramente acreditávamos, que a Eminium 
jTomana fora n^estas cerçama8.,Ultimamente, 
^rém, O sr. António Francisco Barata,.iílus- 
4rado antiquário de Coimbra» homem, cujo 
perecimento litteraurio admiramos, pelas cir- 
xumstanciaaespeciaes que n*elle se deram, 
.e.que o tornam mais illustre aos olhos de to- 
•dos quantos siibem apreciar o mérito e hon- 
.rar o talento, muito nos ajudou com a. sua 
interessante carta dirigida ao sr. Augusto 
-Soromenho e impressa em Lisboa em setem- 
4}ro de 1869, a nunqa abandonarmos as gra- 
42^s crenças de que é devida á nossa terra 
jutal a aka gloria de assentar-se sobre os 
vetusto^ restos da formosa cidade dos tem- 
•pos de César. 

. Com elfeito, o geographo Caio Plinio Se- 
gundo, que nasceu 23 annos depois de 
iChristo, descrevendo a Lusitânia, partindo 
4o Douro, que era a aua raia do norte, diz : 
JFlumen Yacca (Yquga), Oppidum Talabrka 
^Aveiro), Oppidum $t Flumen Eminium 
XÂgueda), Oppida Conimbrica (Condeixa?) E 
p geographo João Hardíno, mais tarde, na 
Interpretação e notas a Plinio, diz: Âmi- 
nium. Modie Águeda : ifwmen êst oppido am- 
cisque commune. E Yasconcellius, Ijn Sèho- 
Ji8 ad Be9endium, edição de 1593, diz : Tala- 
prica (Aveiro^ em Cacía, na ribeira do Vou- 
f a) lemoi ob Agaíka àwkê ^m (femâuè. Por 



Et^í 



^ 



tanto Águeda, com o seu rio, são o Oppidum 
et,Fl^men Eminium, a. duas léguas e ineia 
de Aveiro» ou Cacía, que era o Oppidum ma.- 
riíimum da ribeira do V9Uga, Mais : Joanne 
Vasaeo, nosannaes Rerum Hispaniae rjírno- 
rabilium, escreve : Erat autem Eminium, ci- 
vitas et ffumen ejusdem nominis, inter Òo- 
nimbrícam et Portugallensem Civitatem, ut 
ex PUnio, et clarius ex Antonino Pio constat. 
Aliqui opinantur^ neque inepte, fuisse oppi- 
dum illud, quod nunc appellatur — Agada-^ 
situm ad flumen ejusdem nominis. 

Diz ainda o sr. Barata : No concilio de 
Braga, celebrado no anuo 41i, asàistiu o bis- 
po èelasius Eniiniensis e tàmbem o bispo 
Eiipando, de Coimbra. No concilio de Tole- 
do, em 580, subscreveu PosidoniusEminen- 
sis Eclesiae Episcopus. Logo : havia bispado 
no Eminio e bispado em Coimínra (Condeixa 
a Velha). Diz mais: Leitão Ferreira, no ca- 
talogo dos bispos de Coimbra, escreve : A 
antiga Eminium, sobre cujas ruinas, ou a 
pouca distancia d'ellas, suecedeu a pequena 
povoação d'Agaàà no termo da vílla d'Avei- 
ro. Foi cidade episcopal. E em F. do Nasci- 
mento Silveira : tMuitas das quaes cidades, 
subjugadas pelas víctoriósas cobertas de De- 
cio Junio Bruto, é as ruinas da antiga Tala- 
brica (Aveiro) ainda nos lembram da sua 
animosa ferocidade, pois vindo soccorrer aos 
visinhos do Eminium, hoje Águeda, experi- 
mentaram em sua cidade as iras do vence- 
dor.» E em fr. Luiz de S. Thomaz: cA porta 
de Coimbra, por onde se sahia para Eminio, 
que é a villa d'Agúeda. E, das noticias de 
Portugal, transcreve : Eminio está perto de 
Aveirp, no logar onde agora chamam Águe- 
da. E da Descripção do reino de Portugal, 
do abalisádo Duarte Nunes de Leão, copiotí: 
«o rio Vouga se mette no mar em Aveiro, 
despojando do nome e das aguas ao Águe- 
da, que antigamente sê chamava Eminium, 
assim como também se chamava uma cida- 
de por a qual elíe passava, que jji foi epií- 
cppaL» 

E termina o consciencioso indagador: 
cEm 675, anno em que Wamba fôi nova di- 
visão eccíeslai tica, desapparece outra vei a 
Sé do Eminio, fleàndo sujeita ao bispo d» 
Coimbra. D*osté anna poi* diante é qae eu 



m 



V? 



mâ 



o 'succeáisivb áfihiqtfilkmênto dà i 
Êminio. Privada d'aquéífà Iríí^rlkíicfô, qôè 
líii'é dava a àé qáé tinhd, Véátfo sxifiglt uma 
iibva cidadô nás hlatgetis do Moiiâégb, c&ih 
p nbm6 dá que háviã áldo dès^rtiidà pelos 
suevos ein 468; pouco mais ou menos 200 
âiãtiòs atites da dita divisão dé "Wafebá, a sof- 
te dá Eminio é facii de prever; définbóu,- 
até que depois dé 7ÍS a intasãò árabe Ihfe 
passou i^dr cima, não déixáíido áilí mais do 
"que um moúte de ruinás, derruidàs suaâ ha- 
l)itaçoes até aos faildaíneàtos, fcotiòera cos- 
tume sèu praticar. » " ' 

Siipipõmos (júé nada deixou à défeejar So- 
bre feáie assumpto o sr. Barata. 

líuaà palavras sobre a origem do nome 
d'esla terra: Aventam sè varias cousas. Nós 
pensámos tjae este nome éapénasum dij^íí- 
liútivo de Agadâò, O rio Águeda teiri a sua 
ááscente nás fontes dó AÍfásqUeíro e do Aga- 
ctâo. Agadão é utna área mòntànboè'a, que síe 
iiâò circuáíscrevè precisamente á sueste de 
AgUéda. D'ahi desce o riò. Pórqiiè nãò há- 
dé, pois, o Agadão ter dado um bocadinho 
do seu nome a sua fiíha pi^edilecta? Ê chá- 
íi)aíhos-lhe filíía," porque, sehãQ fosse elie, 
Aguéda,.óú não existiria, óu séria alguma 
simples aldeia, por certo muito ínéígniíí- 
cáhte. 

Tíascidos aqui, adoíamota como à Wiãe 
carinhosa. Como filho, queremos- lhe tanto, 
como na qualidade de cidadão adoraiíios a 
pátria.. 

Fazemos votos pára qh^.urh díà òs pode- 
res públicos olhein por esía pérola, quási es- 
(ébndída. . 

. Abram lhe a estrada para TondéUá e ella 
xesurgírá, melhor qi^ outfora, mui digna 
então outra vez do iseu bispo e da sua Sé. 

Águeda, a terra de boa fortuna, como si- 
gnflicá o. tèrino grègò, de que traz a origem, 
di2^m alguns ter tido a sua fundação 370 
^piíiós antes dè Christò: que no tempo dós 
ròínanos è godos fora cidade episcopai e 
{^9{)UÍo&a;^ue Alboápcm Hibem Aliançar, 're- 
jj^líi 4e (5òinibra,^m témpp dos mouros,' fez 
..à'ella^ conde a um chrisi^P, (í). gísnanifof) 
jj^ue a governava, pagandò-ilhe tributo: ç que 
D.JiífQpçiOÍ o caíhQiiçQ reí ^è Çasiélla è 
Leão,' pefos âhnosde 7^0 a poVooú nova- 



EMÍ 

inebfte^^^nl erifo tempo sedismáta À^tbisi» 
Vòs! \Mnki que em r^onSátoce sôà Aguedàv co- 
mo ainda hoje se áppfeftldsí; Oíidô léaíos is- 
to vifhos também tftíè' fora coridfe=d'Agada 
\úú í). Árias, ca^satto còA D. AMara, ou íídtfâ- 
riã, -a etuàl foi mae iíe São Kozehdo, dia 11* 
iitótre fámiliá dòs Sóuzas; ô priítíéirô úm- 
fessbr, à qUêòi eánonftotiá egrtgarofilâtiâ, 
no anno do Senhor de ff^.Níid existem 
aqui moium^tos nem Veãíf^os dè tào re- 
mota antiguidade. 

Cofltihuándb a dar ttoticjia á6 que âciía- 
i!áós dè mais tíotâvèl e antigo em no^a* ter- 
ra; fkllarehios d*uma bulia átiostoRlJá,^ qflte 
tein a ihmahdádè Ío Senhor iesíís, qlíeí é 
tainbèm a dó íenhor áb§ Páss<3s n'esía frfe- 
guè^ia. Está bulia foi dada em Ratfifá^éili 
Santa Maria Síáior, debaixo doátmel dof pes- 
cador, tópritóéiro dia dé julho dóaítínb dô 
1628, no á*» anno do pòntíflèáttò dó pAi^k 
UAano S.*. Concede a todos bsirnlãos; que 
são, e hòíiVêrèm de ser, indulgência pleáa- 
rià,e remissão de todos t)s seus peecàdoía, 
sé cohíesáadoá e arrependillos reeéberétíi a 
Santíssimo Sacramento: ou aos queágMá^ 
Iharem os pobfeâi ou compbéereni pkz éi&- 
tre íhhirigoá: ou táuitíern «é èneámitthàír; aK 
gum errado, pelo caminho dâ Sâlva^ãb; oiti 
ensinarem áos ikgnorantes os Uiandámeiitos 
dè ÍEleus.» Ve se d*esta bulia, que é ainda 
mais antiga a mencionada ii^mandadeV pér 
quanto ellà começa': íUftíánb, papá 8Í.^ íító 
perpetuam l^ei merrióriàtfi. Está íhéÉíliádà 
Canonicamente ha egrejá paróchíal de'Sáii^ 
ta Êuíâlia do Idgar d* Águeda, bispádb dfe 
Coimbra, uma piedosa confraria de Mk 
cíiiristãos, hornèhs é mulheres, debaixo dàln- 
Vòcação do Santíssimo Nóbae dé Jès!íél*'N& 
para qtie esta confraria cada vez mdis rèot"* 
bá maiores accreàceritaínhitoSy confiados íik 
misericórdia de Deus, é na authoridádiâ áb 
seus bemaventiirados apóstolos, S. Pèi^ò*^ 
S. Páulo^ c0Íiéèdenios miáè^ricordiiDísátííeiltè 
em o Senudr ác, e{Cí,--Mé káríá Vélíé^fi 

Ja^é íióúve na'Lulitániá ranà icídadè ííé'- 
noiúitíãlia í^míníttm .ou Aemfà^tn naòí IT- 
cito diivídai-o èiU ító^ dO 'feàfimUntid d^ 
ftiííiQ é dí) tUúét^hrtòití ÁÚom, o Pio. m 

%% ÍMí he^àim\i6k^SêskW^ti^^9, 



é o que por níâis de umâ Tei se tem dtóctt- 
tídò, é o qúe nèd hojei tentámos iltuHd^r 
poi* tnéio doestas breveâ íhihâs. 

A maioria dos nosscrs antlqtinrfos intli- 
lioii- se sempre a que a antiga Èminío ekis- 
tira no sitio da moderna viflá de Águeda, á 
margem do rio do mesmo nome, á uni i5 
kiiomelros dé distancia àé Aveiro. Aígúns 
divergem, porém, d*tísta opiniSa, e querem 
que a suçcessorá da Emínió dòs romanos 
seja a nossa actual Cbim!)rã. Assim o os- 
tentava, lia pouco menos de úm anno, o sr. 
Augusto Stíromenho, em çártà escripta ao 
sf. António Francisco Barata; eartà' qtte 
esie ultimo publicou 'pela imprensa, seguida 
de uma contestação sua, que âccusa nãt) 
vulgar erudição é atilada critica. 

Quanto á nós, porém, o èv. Barata podia 
ter respondido menos diffaáá é mais perem- 
ptoriamente ao seu còntèndõT, volvendo cofi- 
tfâ elle a áuctòridade de Plinio, em què ée 
firmava sobretudo a sua opiriiSò. Seguhdo 
PÍinío — a cidade de Efniniuin estava posta 
à margem de um rió do mesmo nome— ôp- 
pidnm et flumeii EmMuth. Be íorte que, pa- 
ra vermos èrri nossa actual Goimlirá a suç- 
cessorá da áiitíga Kminio, forçoso ê adtóít- 
tirmos também que o Eminium e o Monde- 
go sao um e o mesmo rio. Esta hypothese 
é todavia insustentável perante o texto do 
mesmo Plirifó. Descrevendo á Luèitánia^diz 
elTe: 

•Ab Minto, queni snpra dixímus, CÇlií. 
«passtínrtl u'l áuctorat Vârrô, abést EnU- 
«Hítti... Àb Dtiriò Tagos, CCtó. passiítim, in- 
•íei^vefiieiite Híunda.* * 

Nãò há portanto que duvidar : ò Erhininm 
e o Munda (hoje o Mondego) eram rioá dí- 
Versos. Ó primeiro, alguém o cònfunxliu(diz 
âíiida iPlinlo) com oÍííhííí,oufio'doÈsqae^ 
cirhèíitoí éom o segundo nãò conslà. O gco- 
grapho Strábão chama ao líbndegd Mullitt- 
dâè: Pompôniio Mellá chamalhe Monda-, * 
nenháín, porébi, o côhfdfadè' cora o Enú- 
niikniy e Plinio, como acabamos de vèf; os 
distingue mtii pòsiriv!aTUénfé:'*ofeto feto, co- 
mo havemos d& sup]í>ôi^ qúéà actual Coiítí- 



Míí 



ãi 



PW INaiUE. 

Pótti). Meíá, 



Náturr iÇsi; lib. ÍTcâb. "ít e 5Í 
)sMÔíbi^,tfe.Hl%áp.l 



bra, gentilmente assentada à b)dírá dotedA- 
dego. Tosse antigamente a' Eúiinib, que ]a« 
zia nas margens de um rio differente d'a*. 
quelle? 

' Resta, porém, aihda úm outro argumen- 
to, bebido nas paginas de um antigo cod^ 
fee, que corta decisivamente á questão, e au- 
nulíá a opinião de Bischoff,- Mtlleir, H utitt^ 
e Saavedra, còuí que o si*. Soròmieinho aà*- 
gumenlára, provocando as chistosas, rfaías 
assisadas observações, que ire lêem á pag. 
6 da' carta dò sr. A. F. Barata. VèjamoS': 

«É pôútò gíeralmente assentado que a ve- 
tusta povoação ceítiea chamada Conifnbriffa 
ou Conembriga fora eni Condeixa a Vettía, 
onde ainda subsistem oá seus vestígios em 
alguns restos de mui*aíhaá, lapides com ín- 
seripçáeS, etc. í Esta cidade foi, porém, des- 
truída pelos bárbaros, e os seus habitantes 
dispersos ou captivos, ficando assolada tod!a 
a região circúmvishihá. ^ Úepois disto le- 
vánidu-se dé novo, 'ou recônsirulu-se na 
mai*gem direita do Mondego uma outra pa- 
voação, qiie se chamou' Conímòría. Está é 
a cidádé conhecida nos" dòcíimetíto^ hlâ- 
lòricos posteriores; que no século IX se 
concluiu pà demarcação, dá Galliza, cujos 
limites-^ note- se — não passavam aléníéfo 
Mondego,* ^ e' que hójè conhecemos todo^ 
coíri o hòriie de Coimbra.» * 

• * . • ' '' 

Pois tem. No meado do siecuío iX, stiíj- 
slstia ainda, como pòvoaçab dístíncta dá Cò- 
nimbria erecta na beífí dó Mondejío, a Emi- 
nlám dós Aoihanos. Quem iáto nos ãffli^ma 
é o Chíonicon Albeldái^êl escripto até ao 
annò c|e 883, decimò-oítavo dò tónMo de 
Aifonsó lílojfàgno, qué çòuquistou Eminto 
áos mouros, e a repovòott de chríiítãds. 
. Ouçamos o referido Chrònicòn: 

iCoúimbriáín ah ihimicis posséssám\ cré- 
tfààriffAiphensús) et Gáilaécíspoitea pòpu- 
Alavit, múltaque atíà' èahfrS siUsuó^ecU... 

1 áecco, Mem. Hi^. Cò^òj^r. do DíWrl de 
Coimbra, pag. 49 . . 
3í CWtííMndb Uim úa He$p. Sacada, 

3 Viterbo, Elucidar, vid. Galliza* ' 



j32 



WA 



.•Vrbis queque BracharensiSf Aucentif^ Emi- 
•nensiSy Vesenm ad que Lamecensis a Chrú- 
•iianis populantur^^i 

. lâto é o mais positivo possivel. Vé-se â'a- 
qui, apesar da opioiao de Hubner e do sr. 
.Soromenho^ que Coimbra nao (oi a succes- 
«ora de Emínio, mas qae estas duas cidades 
.coexistiram distioctas ao tempo das expedi- 
ções e conquistas do rei de Oviedo, D. Af- 
foDso o Magno. . 

E a passagem que acabamos de transcre- 
ver, serve ainda para desfazer o equivoco, em 
que laborou o sr. Barata, suppondo que de- 
pois do anno 714 a invasão árabe passara 
ppr sobre o Emi^io^não deixando alli mais 
que um montão de ruinas. 

Pelo contrario; ella^sobreviveu, como dei- 
.xamos mostrado, áquella primeira invasão, 
6 conservouse ainda por mais dois sécu- 
los. 

Tomada porém ap9 mourps e repovoada 
ppr AíTonso III, não tardou muito que não ca- 
.}ii9se segunda vez sob o jugo sarraceno. Se- 
ria então a s^ua, destruição total, ou viria 
.«inda uma. terceira vez ao poder dos cbris- 
tao» quando Ordonho III distou novamen- 
te as fronteiras da Galliza até ao Mondegp?- 
Ignoramol-o. Inclinamonos porém a crer, 
,que foi o terrivel AlMansur, o conquista- 
dor e destruidor de Coimbra em 987, quem 
também poz termo à longa existência da 
Eminio, que resurgiu sim mais tarde como 
a sua vísinha, ' mas com outro nome e em 
jn^is limitadas proporções. 

Com eífeito, no copieço do século XI ò 
antigo rio Eminium já se denominava o 
Agata^,comò se vede um documento citado 
por Viterbo (vid. Regalengó) do qual consta 
que D. «Gonçalo, filho do conde Mendo Lúci, 
comprara muitos bens de raiz por aquelles 
sitios, tendo da mão de D. AíTonso Y de 
.Leão mandamento^ regalengó et condadu 
in ripa d' Ágata. Do mesmo modo que a an- 
tiga cidade de. Eminio tomara o nome de 

• * 

^ Mem. de Limr. da A. R. Tom. 7, pag. 
iiS, nota ii3. 

> Coimbra, depois de estar arruinada por 
espace de 7 asnos, foi alfim repevoada pelos 
mouroi. 



' •• • . » 



rio, que lhe banhava os muros, assim tam- 
bém a nova povoação, que suceedeu, se IB- 
cou chamando Afpteda, acompanhando ainda 
o rio na sua mudança de nome. 

Cumpre, por ultimo, declarar aos que por- 
ventura o ignorarem, que esses argumentos 
com que acabamos de corroborar a opinião 
de que a actual Coimbra não corresponde á 
Eminio da antiga geograpbia da Lusitânia, 
já foram empregados pele nosso illustre an- 
tiquário Diogo Mendes de Yasconcellos, nos 
seus Schola in quatur líbros Besendii; mara- 
. vilhando-nos portanto que o sr. Barata, de 
quem decerto não são desconhecidos os «Es- 
eholios» porque os dta na sua carta, pres- 
cindisse d*esses argumentos, especialmente 
da decisiva passagem do Albeldense, e so- 
bretudo desse a cidade de Eminio como des- 
truída pelos árabes depois de 714, quando 
o >obredito Chronicon nol-a mostra ainda 
subsistindo depois do meiado do século IX. 

Como quer que seja, o ponto de haver si- 
do a velha Eminio povoação distincta de 
Coimbra, está para nós mais que muito re- 
solvido^ sem todavia nutrirmos a louca pre- 
tenção de impor esta nossa opinião, a quem 
por ventura tenha boas razoes para contes- 

tal-a. 

P, M. Sotto Mayof\' 

Ha muito que sabíamos da existência 
d*essa antiga cidade eminium dos roma- 
nos; assim chamada do nome do seu rio 
Mminium, qvie passa por ser o rio Águeda. 
Aos monumentos . adduzidos pelo sr. YellP- 
se, pouco mais podemos accrescentar: mas> 
esse pouco que, sabemos e temos lido sobre 
a matéria, aqui o damos. 

Jeronymo Soares Barbosa, a quem se não 
pôde negar a qualidade de escriptor de apu- 
rada crítica, diz, no Epitome da Historia da 
Antiga Lusitânia, cap. 6.* pag. 165, — que no 
tempo de Augusto a decima legião de suas 
tropas, também chamada a legião fretense, 
dividida em cincp cohprtes, de não menos 
de 600 soldadoji cada uma, fazia presidio 
na costa occidental da Lusitânia, desde a 
foz do Douro até ao rio Eminio, oceupandè 
M cinco cidades marítimas então existen- 
tes; a laber: T(aabricã(Knvto)-^Lacobrícá 



EMi 



EMI 



3S 



(a Feira)— Coièn (Gaia do Porto) — JE^mt- 
Mttim (Águeda) — Vacca (Voaga). 

O mesmo eserlptor não duvida que fos- 
sem cidades pequenas, mas eercadas de mu* 
roa ou fossos á maneira de castelios» como 
fizesses tempos so usava, para as defender 
das incursões dos inimigos. 
- A pag. 182 refere que liavia então uma es- 
trada militar muito frequentada, de Lisboa a 
Braga, pela beira mar, que tinha de longitu- 
d6-344 millias ou 61 léguas, marcadas dama* 
neira seguinte: — de Lisboa a Alemquer 
(Gerabriea) 30 milhas ou 7 i|2 léguas; de 
Alemquer a Santarém, 32 milhas ou 8 lé- 
guas; — de Santarém a Ceice {CeliumJSfmi* 
lhas ou 8 léguas; — de Ceice a Condeixa a 
Velha (Comnériga) 32 milhas ou 8 léguas; 
—de €ondeixa a Velha a Eminio 40 milhas 
ou 10 léguas; de Eminio a Talabriga (Avei- 
ro) 10 milhas ou 2 1(2 leguas;~H]e Talabri- 
ca a Lancobriga (Feira) 18 milhas ou 4 li2 
leguâs;— da Feira a Gaia 13 milhas ou 3 
ll4 léguas; — de Gaia a Braga 35 milhas ou 
8 3i4 léguas. 

Finalmente, o mesmo historiador, citando 
Faria (Ekirop. Lusitan.) allude também á 
insaripçáo romana que foi achada em uma 
pedra, que para o valie de Oscella ou Ossel- 
la (de Cambra) fora trazida das ruínas de 
mna povoação antiga; por onde consta que 
os moradores das cidades de Vouga, Ossel- 
la. Feira, Gaia e Eminio concorreram para 
as hecatombes e jogos de gladiadores, que 
se âieram por morte do mesmo imperador 
Augusto. 

Estes testemunhos-tornam indubitável a 
ttôsteneia da cidade de Eminio, em tempo 
que os romanos senhoriaram a Lusitânia. 

Faltam*nos testemunhos positivos da exis- 
tência d'esta cidade no tempo dos bárbaros 
e da monarchia wlsigothica: mas temol*os 
posteriores, que mostram a existência d'el- 
la^atnda jnesmo no tempo da occupação dos 
moucas até ás guerras de extermínio da 
reacção wisigothica ou monarchia das A%* 
tuiias, em ci^ tempo cremos que desappa- 
reeeo; "^ 

O» bistoríadores christãos contam gran* 
dea desastres e assolações da invasão dos 
árabes nas Hespanhas; o que sendo aiatu» 

VOLUME m 



ral, fica todavia muito áquem das que de^ 
pois houve durante as guerras, que dura- 
ram séculos, entre mouros e christãos, e 
que terminaram com a total anniquilação 
do poder dos mouros, sendo expulsos ou 
reduzidos ao captiveiro os que escaparam 
ao ferro e ao fogo. Foi então que se queí* 
maram campos e cidades, que muitas po- 
voações desappareceram; não por que op* 
pozessem tenaz resistência- e antes quizes- 
sem morrer que entregâr-se ao vencedor, co- 
mo Sagunto e Numancia: mas pelo modo 
cruel de então fazer a guerra. 

O conde D. Peiayo lançou os fundamen- 
tos da monarchia das Astúrias. Como não 
tivesse exercito capaz de se bater em cam- 
po com o dos mouros, fazia incursões ou 
entradas pelas terras oceupadas por este», 
matando os que podia, captivando (ou des- 
captivando) e levando comsigo os christãos^ 
e queimando as povoações, que depois fa- 
zia occupar por gente sua. N'isto trabalhou 
emquanto viveu. 

Por sua morte succedeu-lhe seu filho, Dy 
Favilla, que reinou pouco tempo, porque fot 
morto por um urso, no segundo anno do 
seu reinado. 

A este D. Favilla succedeu D. AíTonso I, 
o Catholico, que era filho do duque (Pedro) 
de Cantábria, e genro do mesmo D. Peiayo, 
por ter casado com sua filha Ermisinda ou 
firmisenda. Reinou 18 annos, começando 
no de 759, segundo parece mais certo. 

Este D. AffoniK) I foi homem de grandes 
feitos, segundo os Chronicons do tempo. O 
Abeldense diz que eile deu muitas batalhas, 
tomou as cidades de Aslurica e Leão, quei- 
mou os campos chamados gothicos até ao 
Douro, e estendeu o r^ino dos christãos. 

O do bispo D. Sebastião é mais explicito 
ao nosso propósito. Diz que este monarcha 
fora homem de grande valor, porque por 
elle fora muitas vezes domada a auda* 
cia dos árabes; e que juntamente com sea 
irmão Froylan, dera muitas batalhas aos 
serracenos, tomando-llies muitas cidades; 
como foram: Lugo, Tuy, Portucalem (Gaia 
do Porto), Braga, Viseu, Chaves (FtaviasJ 
Agatam (Águeda) etc. 

Mo sabemos se esta cidade á' Ágata OQ 

3 



n 



EMÍ 



ÈMI 



Ag^da seria a mescna cidade de Emnio 
Pôde ser qae fosse a mesma: porém n^ va- 
mos achar memoria, posteriormente, da ci- 
dade de Eminio. 

Um dos monarchas que se distinguiu nas 
incursões e conquistas pela Lusitânia foi D. 
AlTonso III, chamado o Magno. Este D. Af- 
foASo III (da monarchíà das Astúrias e Ovie- 
do) filho de D. Ordonho I, principiou a fo 
vernar juntamente com o dito seu pae, 4 an 
nos anles da morte doeste, succedida na era 
de 904 (anno de Ghristo 866) e morreu no 
anno 910 da era chrístà. «O Douro e o Tejo 
«viram suas conquistas. Quasi não ha cida- 
<de ou povoação notável das nossas provin* 
cias a que cilas não chegassem; Orense, 
«Braga, Porto, ^minío, Viseu, Lamego, Coim- 
«bra, Egitania (Idanha), Merida, por elle fo- 
«ram nào só ganhadas, mas a maior parte 
«povoadas. . . » — (diz A. C. do Amaral, na 
4.* das suas Memorias para a historia da 
legislação c costumes de Portugal). . 

Segundo o Albeldense, este rei tomou e 
(pieimou Coimbra c a fez depois povoar de 
gont«.da Gailiza (d'alémDouro) e subjeitou 
ao seu poder muitos outros castcllos ou ci- 
dades acastelladas, que depois fez povoar de 
Ghriscãos : entre outras: as de BrcHja, Aucen- 
ce ou Aunense^ Eminio, Viseu, e Lamego. E 
accresoenta: *Istiius viciaria Cauríefisis, Egi- 
ttantensis, et ceoteras LmitanitB limites gla- 
dioet fome ^consumptas, tisque ad Emeritam, 
atque fi*eta maris eremavit et destntxU..,* 

A tomada de Coimbra, que teve.logar no 
anno 878, deve-se ao conde Hermenegildo 
Gutierres, que era avô de S. Rosendo : pelo 
que o mesmo rei D. Aflonfio III o fez con- 
de de Tuy e Portugal (povoação) e em tal 
qualidade assistiu á sagração da egreja 
de S. Thiago; como também Árias seu filho 
eonde de Eminio, e Pelagio^ condo de Bra« 
gança. 

No concilio de Oviedo, que teve logar no 
aimo de 873 (Segundo Aguirr. tom. 4.o pag. 
356) ainda se encontram estes condes entre 
os 13 que assistiram ao mesmo Concilio; a 
saber : Hermegildus Tudw et Portugallice Co- 
l{tM, Anãs filius ejm in Minio Comes, 

Depois d*i$to, niio achamos mais menção 
da ddadí? de Eminio;. encontramos somente 



uma referencia ao relatório ou inv^otam 
dos bens de D. Gonçalo Viegas do anno Í0i7 
(que dizem achar-se no cartório da Univer- 
sidade de Coimbra entre os documentos d» 
extincto convento de Pedroso) d*ondecoii*. 
sta que no reinado de D. Affonso V (de Leão) 
fora conde in ripa de Ágata um D. Menda 
Luci, que aqui tinha regabngo et Condaáu, 
et mandamento. Não sabemos, porém, se ain*» 
da a esse tempo existia a cidade de Emi^ 
nio. É provável que fosse destruída pores^ 
ses tempos, ou pouco antes, por alguma das 
expedições de Almansor, que começaraai 
durante o reinado de D. Ramiro III e con*. 
tinuaram e recrudesceram m de D. Berma'* 
do II, pae e antecessor de D. AfTonso V.; 
porque aquelle caudilho sarraceno, segidit- 
do pela beíra-mar da Lusitânia, na expedi- 
ção que fez a S. Thiago da Gailiza, levou tu- 
do a ferro e fogo, deixando destruída quasi 
toda a terra dos christãos. tDevastavit qui* 
«dem civitates, castella, omnemque terram 
«depopnlavit, usquequo pervenit ad partes 
c marítimas Occidentalis Hispaoiae, et Gal-* 
«letiae civitatem, in qua corpus B. Jaoobl 
«Apostoli tumulatum est^ destruxit.i — diz o 
Silense, 

Não ha certeza do. anno em que teve lo- 
gar esta expedição : mas, sendo no reinado 
de D. Bermudo II, a opinião commum aa* 
signa-lhe os annps de 982 até 999, e telvei 
com mais certeza o anno 988; Deve tambeni 
notar-se que já antes de Almanser, no do 
965, Alcoirexi, rei de Sevilha, tinha des- 
truído to^a a terra que então se chamava 
Portucalle. 

É isto o que, em resumo, tiramos da oitad» 
Memoria de Amaral; por onde fica incontes- 
tável a existência da cidade de Emnio ain- 
da no tempo da monarchta das Astorias, e 
assignadas com probabilidade a epocha eas 
causas da sua destruição. 

Mas seria esta antiga cidade no mesmo 
local que actualmente occupa a villa do 
Águeda? 

Parece-nos que não ha provas decisivas- 
de que fosse precisamente no mesmo looa^ 
mas pode conjecturar^se, com fundarnsnlo» 
que seria não longe d*elle, talvés um poiíoo 
mais para o poente. 



BMi 

O góenos leva a peosar assim é príael- 
palmentet) itinerário BonEiano da estrada de 
lisboa a Braga, de que jà fizemos m^ençao. 

Distava de Coiídeixa a Velha a eidade de 
Eminio 40 miibas eu 10 léguas, e da anti- 
ga Talabrica iOmlIlias ou S i/2 léguas, mas 
sendo as. léguas de 4 milhas, comparadas 
cem as actuaes, de 5 kilometros, que segun- 
do eremos, equivalem a três milhas roma- 
nas, vem aquellas 2 1/2 léguas de distancia 
entre as cidades de Eminio e Talabrica a 
equivaler a 3 léguas o i/3; e as 40 milhas 
eâtre Condeixa a Yelha e Eminio equivalem 
a 13 i/3 das actuaes léguas. Nada sabemos 
de positivo sobre qual a distancia do local 
em que existiu a antiga cidade de Condei- 
xa a Telha á actual Yilla d'Âgueda; mas 
saliemos que d*esta Yilla a Aveiro se contam 

4 léguas; e se a antiga Talabrica existiu no lo- 
cai em que hoje se acha a freguezia de Ca- 
eia, ou ainda a de Esgueira (como parece 
mais nitrai) não é fácil explicar como dis- 
tasse d'Agueda só 3 léguas e i/3 das aetuaes, 
18 milhas romanas. 

Fódd dizer-se que a diflbrença de 2/3 de 
légua podia provir de ser mais recto do que 
a actual estrada, o traçado da via romana? 
N€iO é fácil acredital-o, nem aqui ha vesti- 

005 de tal estrada romana directamente de 
Águeda para Aveiro; a qual, vindo a Ague* 
da, teria forçosamente de atravessar o rio 
d^«^ nome om alguma parte; e é isso o que 
a verdade histórica nao consente que acre* 
ditemos. 

O celebre antiquário fr. Joaquim de Satí- 
taHoza de Yiterbo,á ptã^^ra^estrada Mouris- 
ca, mostra fundado em documentos do con* 
T^ito de Grijó, no itinerário de Antonino, e 
noÉsaaustnais famosos commentadores, que 
a via militar romana atravessava o Mondego 
entre Pereira e Coimbra; e, sempassar o Emi- 
nio ou rio Águeda, cortava o Youga não lon- 
ge de Talabrica. 

Sei^o assioi a eidade de Eminio que es- 
ta^ no itinerário romano, devia encontrar- 
se forçosamente ao sul do rio Aguoda e não 
ao nople. 

De mu», nada ha que indique que seía 
Agoeâaí «na povoação antiga. I^o era vUia 
nem capital de concelho (ainda qae maàta 



EMÍ 



39 



digna de o ser) antes de 1834, mas perten* 
cia a diversos termos ou concelhos; não a» 
presenta vestígios materiaes ou moraes de 
cathegoria de cidade, e cidade murada oa 
afortalezada, como eram as cidades roma- 
nas, nem sequer um nome de algiima da 
suas ruas ou bairros indica essa cathegoria 
e antiguidade romana. 

Ahi temos Youga a antiga cidade de Vacea 
dos romanos, que está no mesmo caso, mas 
que ainda hoje poderia oppôr argumentos 
plausíveis a quem lhe contestasse a identi- 
dade. Poderia oppor que sempre gozou ea- 
Ihegeria de Yilla, e que ainda nos princí- 
pios da nossa monarchia era capital de um 
extenso concelho que foi suceessivaméale 
desmembrado, principalmente no tempo do 
nosso rei D. Fernando I. Poderia oppor qod 
pelosonesmos tempos era ainda um dos Arce- 
diagos do bispado de Coimbra. Podéria,opf>ôlr 
o nome de Carvalhal da PorteUa queaiada 
hoje tem um pequeno bu/rgo que lhe fica ao 
nascente; por que significando a palavra 
Portélla porta pequena, mostra que toav6 
alguma por aquelle lado nos maros da an- 
tiga cidade, de que ficou o nome de Pfirtêlla 
ao lugar. 

Poderia oppôr o nome romano de Bdli 
que teve outro lugar que lhe fica próximo, a 
que os naturaes ainda hoje chamam Bélhe^ 
nome que certamente deriva de alguma bata- 
lha que allí houve, e em memoria da qual 
ficou ao lugar o nome de belli. 

Poderia oppôr ainda as tradições popula» 
res, que não damos por averiguadas, mas 
que conspiram também para fazer acreditar 
que a moderna Youga foi a antiga cidade 
romana chamada Vacca. 

Em Águeda, porem, não ha prov;^ n«m 
indicies de ique fo^e ali a antiga Eminio. 

Entre os logares próximos não conhece* 
mos algum que tenha nome de origem ro- 
mana, a não ser o pequeno Iqgar do Craste 
ao sul do rio Águeda, entre as freguezias. 
de Recardães e Espinhei. Longe de nós, po« 
rém, querer affirmar que fosse alii a cidade 
romana; porque seria aíTirpar o que nSe 
sabemos. O que conçloônos do que fica dite» 
é que nos parece mais provável que a anti* 
ga Eminio não fosse precisamente oo mea^ 



36 



mos 



ENG 



mò. local da aettial villa de Águeda» mas 
em algum logar próximo roais ao poente, e 
em todo o caso ao sul do rio Águeda; o que 
todavia não obsta a que a moderna Águeda 
se julgue a suecessora da antiga cidade ro- 
mana,' cómp Aveiro o é da antiga Talabrica, 
posto que seja certo que não occupa preci- 
samente o mesmo local. As transformações 
pbtsicas do globo, além d^outras causas, de- 
terminam estas migrações. 

José C. de Miranda, 

EMHENTA — vide Amenta, onde se expli- 
ca esta palavra. 

EMPAREDADA-- vide Inclusa. 

ENÇALDE — vide Inçalde. 

ENCARNAÇÃO (freguezia da)— vide Lis- 
boa. 

ENCHA — porluguez antigo — ira, ódio, 
raiva* 

ENCHENTES --as maiores de que ha no- 
ticia, no rio Douro, desde o século XYI. 

(Trato só das enchentes do Douro, que 
sao sempre as mais desastrosas; mas, sabe- 
86 muito t)em, que quando ha enchentes no 
Douro, também as ha, maiores ou menores, 
no Tejo e nos mais rios de Portugal. Não 
menciono as anteriores ao século XVI, por- 
quenão achei um documento que mereça 
credito ; pois os que tenho lido vem cheios de 
hyperboles inverosímeis. As datas em lettra 
maior, indicam as cheias mais notáveis.) 

EnolienteB 

1596, 1985, 1596, 1644, 1999 (esta inun- 
dou o convento das freiras de Villa Nova 
de Gaia; e, de Cima do Muro chegava-se à 
agua), 1729, 1Y39* lY^^, itYeelTSS. 
Algumas d'estas fizeram subir o rio á ahu- 
ra de 7 metros e meio acima de niveí da 
maré cheia. 

Em 19 39 choveu quasi sem interrupção 
de setembro a detembro. O rio chegou a Ci- 
ma do Muro. Da egreja de Santa Marinha, 
de Villa Nova, e da egreja das freiras da 
m€9ima villa, foi preciso mudar o Santíssimo 
para a capella de S. Roque. No convento, a 
cbéla entrou pelas janellas mais altas do 
dtmnltoria 



Perderam- se nove navios. Os prejiiitet 
foram avaliados em 15 milhões de cruzados. 

No Porto, a agua chegou aos altares da 
capella dos Terceiros de S. Franôiseo. 

Nas ruas e casas onde chegou o rio^ íicw 
areia de dois metros de altura. 

A de 1994 foi menor 2 metros e 22 de* 
cimetros do que a de 1739; mas levou cin- 
co navios e causou prejuízos avaliados em 
3 milhões de cruzados. 

A de 1999 foi quasi egual, em volume 
d*agua e em prejuízos, á de 1739. 

A de 1821 (janeiro) chegou a grande al« 
tura, perderam-se seis navios e causou griâi- 
des prejuízos. 

A de 1823 (fevereiro) subiu mais 44 decí-* 
metros do que a de 1821, mas nao foi tão 
desastrosa.^^As casas da rua dos Banhos eáe 
Miragaia, Ocaram enterradas em^ areia até 
aes primeiros andares. 

A de 1855 (fevereiro) levou pela èarra 
fora trez navios, dos quaes se perderam dois 
— Campos I e Cari. 

A de 1960» a mais notável de todas aa 
de que ha noticia escripta, subiu um metpo 
acima da de 1823. 

Perdeuse, o hiate AlUança (que se des- 
pedaçou ao N. do Gastello do Queijo), o hiate 
Fé (que se despedaçou na mesma praia, a 
12 kilometros ao N. da barra), o pata/dio 
Hedwig e a galera Linda Russiana. 

Causou gravíssimos prejuízos e enchei o 
Porto de consternação. 

Desde 1860 até hoje (1874) nãotéem ha* 
vido enchentes dignas de nota. 

ENC017RADOS--freguezi2i, Minho, cornar'' 
ca e concelho de Barcellos, 9 kilometros ao 
O. de Braga, 365 ao N. de Lisboa, 80 fogos. 

Em 1757 tinha 87 fogos. 

Orago S. Thiago, apostolo. 

Arcebispado e districto adminis>trativo de 
Braga. 

O reitor do convento de Santa Eloy, de 
Vlllar de Frades (os bons homens de ViUar) 
apresentava o cura, que tinha 504)000 réis. 

ENCRÊO — portuguez antigo (ainda boje 
usado na Terra da Feira e outras povoftgdes 
ruraes do norte) incrédulo, se^^túKH d^fi* 
crente, eta< 



ENT 



ENT 



37 



JUfDE— portQgaez aBtigo,---»]Ii. 

ENDOVELIGO ~--diTindade adorada pelos 
antigos lasicanos. 

Parece qne foi importada pelos pbeniclos. 
Dizem UDS que era o deas Marte; mas en- 
tão não era phenicio porem grego. Outros di- 
zem qne era Cupido, e esta opinii»> é mais se- 
fttida. 

£a jolgo que Endo era palavra genérica 
e significara deus e Velko era o nome da di- 
vindade. 

Em um sitio do Gerez, chamado Crasto, 
appareceu no século XYIIl um^a lapide com 
^ta inscripção. 

ENDO CASTRORUM 

Yfde Terená, Villa Viçosa e Alandroal. 

ENFlAS ou INFlAS— fregnezía, Minho, 
«omarea e concelho de Guimarães, 18 kilo- 
metros ao NE. de Braga, 370 ao "N. de Lis- 
boa, iiO fogos. 

£m 1757 tinha 108 fogos. 

Orago Santa Maria (Nossa Senhora da Ex- 
pectação). 

Arcehispado e distritto administrativo de 
Braga. 

A prelada do convento de Nossa Senhora 
4os Remédios, da cidade de Braga, apresen- 
tava o reitor, que tinha lOOJIOOO réis. 

É terra fértil. 

ENGRAGIA (Santa)-— freguezia, vide Lis- 
boa. 

EN6UEIRA (e mais antigo Êmf/êira)^ 
a^^ço que o émphi tenta ou colono presta- 
va ao «enhorio (portuguez antigo). 

ENGUIAS —vide Inguias. 

ENfiNEHBRA-^portugiieí& antigo (do celta) 
JttntOymisturado, confundido, eto. 

ENSALDE— vide Inçalde. 

ENTRADAS —villâ, Alemtejo, cotoiarca de 
Ouriqiie, até 1855, e desde então comarca 
4e Almôdovarj ^neeiho de Castro Verde, 
90 kilometros de Évora, 130 ao E. dè Lis- 
boa, 180 fofos, fim 1757 titohà 152 íbgós. 

(tego S.'Thiago, apostolo. 

Bispado e district» administrativo de 
-B^ ■ ■' ' ' ' \ 

A Mesa da Consciência apresefiliwa o 
yriop^ique tinha 180 alqueires de trigo, IIO 
de Mirada e tOilOOO léis em diahtfiro. 



D. Manael lhe deu foral, em Lisboa, no 
1.» de julho de 1512. 

Nas inquirições reaes, feitas em 1220, dá- 
se o nome de Entradas, às limitadas pen- 
sões que se pagavam de alguns casaes. 

ENTRE AMBOS OS RIOS — freguazia, Mi- 
nho, concelho de Ponte da Barca, comarca 
dps Arcos de Valie de Vez, 30 kilometros a 
ONO. de Braga, 390 ao N. de Lisboa, 170 
fogos. Em 1757 tinha 121 fogos. 

Orago S. Miguel, archanjo. 

Arcebispado de Braga, di&tricto adminis- 
trativo de Vianna. 

O arcebispo apresentava, por concurso sy- 
nodal, o abbade, que tinha 4501^000 réis. 

Estiveram antigamente annexas a esta fre- 
guezia, as da Ermida, S. João deVilíaChan 
e S. Thiago de Villa Chan, que hoje estão 
(e ha muitos annos) independentes. * 

Snppõem alguns que esta freguezía se 
chamou antigamente S. Miguel d^Aurega, e 
que foi doada ao bispo de Tuy, pela tainha 
D. Thereza, em 1125. 

Estou convencido de que aqui ha confti- 
sâo e engano, confundindo Eja e Entre Am- 
bos os Rios (duas freguezías da provinda do 
Douro, que hoje formam uma só) com a 
presente, de Entre Ambos os Aios, da pfo- 
Mncia do Minho, e Aurega com Arègia. Ae- 
eresce que o padroeiro de ambas as fegae- 
Eías de Entre Ambos os Hior, é oarcha^jo 
S. Miguel, o que fez augmentar as duvidis 
e confusões. Yitjle Areja e Ejà. 

Foi villa. D. Manuel lhe deu foral, em 
Évora, a 20 de outubro de 1519 (Livro de 
forats novos do Minho, fl. 24, coi. 2.* Veja- 
se ô processo para este foral, na gaveta 20» 
maço 12 n.« 19). 

ENTRE AMBOS OS RIOS ou ENTRE OS 
RIOS — (por ficar entre oDourò « o Tâme- 
ga). 

t • 

Etítre os Rios, Eja, Juguéiros e Tóiio» 
^0 das povoações portuguesas mais despa- 
râtadamente divididas. 

Só por meio de uma plantA tòpegrápUca 
«xaeta, se poderia entenderistOi Farei po- 
rem a» diiigenoiat por Ter se me faço-o^m- 
prehender dos leitores. 



38 



.EN-T 



Entre' oft Rios está na confluente do Tâ- 
mega com o Douro, sobre a margem direi- 
tA áo primeiro destes dois nos» (Tem i21 
fogos.) 

o Tâmega divide aqai o eonceltio e co- 
nanea de Penafiel do concelho e comarca do 

.Marco de Ganav$zes, âcando o de Penafiel 
ao O, (na margem direita) e o outro na ei^- 

: qperda (a E;) 

Mas Entre os Rios é .lK)je da freguezia de 
Santa Clara do Torrão, que está na margem 
.^squerda^ e por consequência de differente 
concelho e comarca. 

Ainda outro disparate — Entre os Rios es- 
tá annexa adminjstrativam^te {mas sé ad- 
mimsir€ítimiH€nte) á freguezia de S. Miguel 

. da Eja; e yem do mappa das côngruas co- 
mo do concelho de Penafiel, por estar admi- 
nistrativamente annexa a Ejal 

• , Np mesmo caso e&tá a âjdeia de Juguei- 
ros (distante 4 kiiometros de Entre os Rios) 
É da comarca, e concelho de Penafiel, por- 
que está ao O ou na direita do Tâmega, e 
4a coiparca e concelho do Marco de; Gana- 
vezes, pprque é da fr^uezia do Torrão, e 
está aonexa (só administrativjamentelj á fre- 
goezia de S. Paio da Portella, que é do con- 
,«^h» de Penafiel. 

. ^ Segue; se doesta inextríncavelijonlra^ais^, 
que. na mesma freguezia (Torrão) ha trez.re- 

.gf^^re^, trjes juizes eleitos e três juntas de 

É uma cousa verdadeiramente insupor- 
tável, e debalde se teem estes povos queixa- 
do, eqm grande razão ejuâiçaj contra es- 
tes abordos e vexames^ 

^Hesii^ltou doesta verdadieira anomalia, que 

ia ultima divisão territorial (qiie ficou em 

projecto) ficaram es moradopres d-Entre os 

.'ãio8:ei:^B!do: Jugueiras, esQuçcttcHíeiexçíui- 

dosde todaa p^irtel 

Por causa doestes disparates o sr. E. A; de 

Betcencourt, no seu Diccionario Chorogra- 

.j^igç de Portugíri, viu-se na peç^essidade de 

pikTtir ao meio .a freguezia daj^a (que nuA- 

«a foi senão uma) dizi^ndo na «figimda £ja 

: «pafte áof VofsmK ,■> . 

.^Bagania-seípoi^m posconeeJhoe, parque 

Hifrimelra iaie«fã(> que meiiíeioQffiJiiiae é (cQ- 

mo eu já disse) do .eoocHbd e eo^k^raa^de 



Em 

Penafiel a segunda do Marco de Gao^jzes. 
E qual será o mais consci^aicíQBDteresti- 
gador que seja capaz de deslindar ist^^ sem 
um perfeito conhecáo^to doestas localida- 
des? IV •■ 

É urgentíssimo que o gov^erno, de combi- 
nação com o bispo do Porto, proceda a uma 
divisão rasoavel (e supportayel) a lavor d^es* 
tes povos^ que também pagam tritotod^ são 
portuguezes livres, como os das galras po- 
voações do reino. , , 

ENTRE HOMEM E CAVAjDO -• antigo con- 
celho, Minho, arcebispado, districto admi- 
nistrativo e 10 kiiometros ao N. de Braga 
situado quasi todo em .píanicle; limitado a 
E pdo extincto conqjÇlN ^ Santa Martbâ de 
Bouro, a NE, pelo defT^rras de Bouro,^ a N. 
pelo rio Homem, e ao S, peto rio Cávado e 
a Q termina em ponta aguda, na :eoiifiiftdB- 
cia d*estes dois rio% na foriac^ 9 extensa 
poníe do Bico, / , 

A sede d'este concelho era a villa dlAma* 
res, ■ 

Até 1834 compunha- se das 18 fregueiias 
seguintes: 

Aunares, Qéstejros, G&iras, Carrajsêdo, Cal- 
delias, Dornellas, Ferreiros, Figuiçirsedo^ Fis- 
cal, Paranhos, Portella, Pero?dJlejf Torre, e 
Sequeiros; ^ do oQuto de Renid8ale/i}ue con- 
stava das 4 freguezias de Barreiros, Bico^ La- 
go .eReodufe. ';ir-r;,ijr 
. Pe?teneiaá comarca dei Viianné^ do hmi^ 
e á visita. d'£^re o H^mem e Cávado 6 do 
Valle de Tamel. .; . iíUV : 

Em 1839, era da comarca da 9VS99H em 
1840, da do Pi^ de Regalados^ Tinha^c^te 
concelho em 1842 1:210. fogos; ■ . 

B. Affofiso y deu o S9nh(n'tod*iQatlnl^n- 
6elbo a Pedro Machado, fidalgo 4a siibi-ciiu» 
d Irj^cbimteidejseu irmão, o>ii)faSkteÍ)« F^ar- 
mudo.;' - ? . ' • 

. Pedfio Machado descendia deniaa<d$s.ipa}s 
nobres e illustresfiuaHias do Mtollo^ o.^ftsíeen* 
dento^dos marquez«s de;HpntiiBâUG(, Hidos 
condes da Figueira. Até 1822, eram &«^- 
. res d^iatarios d*«s^ èoocdlhoos diMs mar- 
q«eze8i;;^passaiHlo emã^ i)iaenhoríq<i)«rik.#9. 
condes da' F|gii#ir«^ ^e|^'iaMiieotò«wM* 



EOT 



ENT 



m 



liíáo entre ]>. José de €astelIo Braneo Cor- 
onNâí e Gonki Vasconteelios e Scmzo, primei- 
To coDde da Figueira, eD. Maria Amália Ma- 
chado de Mendo^A £ç>a' Castro ^ V^sèon- 
t»Uòs, BODliora da qui&ta da Torre, 11." do- 
listaria d*£ífitt-e flooiem e Cávado. (Vide Fi- 
gaeira.) 

Tinha este eoncelbo jurz ordinário; dois 
vereadores; um procurador do concelho; um 
'escHvio da camará e almotaeeria; um dis- 
tribuidor, contador e inqniredor, (offictos 
qe^ á&davarm juntos) três eset^ivaes e tahel- 
iiães do judiciais notas, um juiz dos orphãos 
^óm seu escrivão etim. ouvidor de vara bran- 
eo. Todos estes ofiíicios apresentava a casa 
éeCastro. 

O mosteiro de Rendufe apr^fsentáva um 
juiz, para as causas eiveis do seu couto; e o 
enme en processado no julgado d'£ntre Ho- 
ineáie Cisado. 

'Títtba*Oi concelho um capitão-móre tr^z 
^eápitàes' d'ordenaDças, cada úm com a sua 
eompanhia. 

Tinha feira nas primeiras quartas feiras 
4e eada mex e uma d'annò, â. Sú& maio e 
no domingo seguinte; outra a 29 de setem- 
^ro'é no domingd seguinte, todas na fregue- 
lala de Carrazedo, no terreiro qúe hoje^^e 
iéhamêt «Feira Vi^hâ.» 

Á<itualtnente faz«S6 a fe/rra na fneguezia de 
ferreiros, no'iogar da «Feira Nova.» 

(Vide Ferreiros.) 

Os ooqcethos d'£ntre Homem é Cávado e 
de Santa Martha de Bouro, u»iram-Be em 
§95^,-0 ficaram a formar o actual eoncelho 
d^Àiâares, Ba>comanea de Villa Verde, cuja 
•>eáplt2â (d0'eDtieelho)éa víUa d^Âmaree^ 10 
dkilomefroffaNO deiBraga, 7 a E de Yitia- 
Verde. 

^Tkíáí ^dns soffi^i veis opacos do coucélbo; que 
servem de casa da camada, tribunal judiekil 
iB^eadéia. • ' < 

l^em-^uAxa escola, das^maudadas fazer pe- 

. »lD^l*iie<wertto tonde Ferreira. 

'D. aianoei lhe deu foral, eAi!Lisi)oa,aS 

d*abril de i^ik^. (ÍU)l dê fatais ffoms ão Mi- 

nho, píú^;óôl i>)'ÍYatá^&e faesíejfol^l das 

terras^ $e^uintes:, ., .< 

Caldelias, Figueiredo, Odivellas ePero- 



o coueelho <de Entre Hometíi e Cávado, 
liojé denominado d' Amares, tem ^:8O0 fogos 
em 24 Iregiièzias, que são: 

Amares, Besteiros, Bico, Barreiros,. Cairfl|i, 
Caldellas^ Carrazedo, 'Fiscal, Ferreires,' Fi- 
gueiredo, PerozéllOyPortelia, Paranhos, Reu- 
dufe. Sequeiros. Torre, Lago, Bouro (Santa 
Martha) Goães, Dorneilas, Parede Séccas, 
Villela, S. Payo da Carvalheira e BoUro 
(Sauta Maria.) 

Todas no arcebispado^ de Braga. . 

BHTREdUE ou EKTRECrADO — pòrlugc^ 
antigo,, ainda hoje UMdo nas províncias do 
norte;. Significa —inteiro, completo, sem que- 
bras ou descoBto. 

£NTRONaÂM£NT0~-do caminho de fer- 

< 

ro do norte e leate. Estação 17.* Extrema- 
dura, conceibo de Torres Novas, eutre esta 
-viílae a da Barquinha. Chama- se mesnío 
Entroncamento. É na freguezia de S. Tbiago 
de Torres Novas; ma^ como fica muito dis- 
tante da matriz, os Sacramentos são para 
aqui ministrados, da egreja matriz da Ata- 
laia, que apenas íica 2 kilometros ao N; da' 
estação. 

Antes da construcção do caminho de fer- 
ro, este sitio era deserto. 

ENTRONGAllENTO^do caminho âtò fer- 
ro do sul eiSAJieste. iEstaçãô 6.% Extremadu- 
i^a (mas ao^Sc do Tejo),treguézia dePahtiel- 
la, entre esta villa e a Moita. Chama-se Pí- 
nhal Novõ, 15 kilomâtrõs- ao S. da estação 
.contraído Barreiro. 

ENTRONCAMENTO ^do caminho de; fer- 
ido do sule sueMe. Estação i2.*, Alemtejo, 
Casa Brama, entre Monta Mór e AloáçoVaSy 
M kttometros ao S. do Barreiro (estaçâo^n- 
itvsA):'Gasa Bicanca é làna fregueziado con- 
oelho< de* Souzel, cbnian^a da Fronteira. 'Vtie 
Casa^Branca. * 

filfTRlIVISCADA ou ilHOVISCAM— £- 
reito>4oiniuicai multo froquoBte nos priutí- 
|4os dlt ftdttarchia. Por elleefafd^mpffteu- 
ta ou'colono não.só obrigada :ãiàprdm|»làr 
o tróvisOoi^tté se laiiça^ra.nt»'rio(nlodoiiiais 
usual dei^eBcar n'attuelles tetnpos) mas eon- 
correr para a m^r^nda éo iseôharítí e:ooÉii- 
tiva, Uffiíia>^e2 pdr aana. Ainda 4nesmõ>quo 
io senhorio nâò fos^ u^aqaelie' anno pescar,, 
exigia a entroviscada. O que é notável éqUe^ 



40 



ENX 



EPO 



apesar de D. Manuel I e seas antecessores 
prohibirem a pesca com trovisco; no foral 
^ne elle deu à terra de S. Fins de Paiva 
(lioje de Sínfâes) em Í5i3, enumera uma 
-grande porção de gaUinhas, da entruviscada^ 
-que os poros deviam pagar aqui ao senhor 
da terra, que nao hindo já pescar ao Paiva 
nem ao Douro, barbos e bogas, pescava dos 
pobres caseiros bellas gallínhas. 

No foral de uma aldeia do concelho de 
Yilla Pouca d' Aguiar, junto ao Tâmega, que 
era muito antigo (o foral) se determinava 
que «quando o rico-homem fôr fazer no rio 
troviscada, os emphitentas lhe dêem uma 
merenda de porrêtas com vinagre^ sem mais 
outro foro. » {Potrêtas é o a que hoje se cha- 

• ma alhopôiTO.—Yiáe Elucidário de Viterbo. 
— ^Também se chamavam porrêtas aos guiza- 
dos de asselgas). Quasi todos os casaes pró- 
ximos dos rios piscosos, pagavam este foro, 
ou direituray como então se dizia. 

No extincto concelho de S. Fins do Paiva, 
ainda ha um logar chamado Entroviscada, 

ENVENDOS — villa, Extrijmadura, comar- 
ca de Abrantes, concelho de Mação, 90 kilo- 
metros do Crato, 180 a SE. de Lisboa, 420 
fogos. 

Em 1757 tinha 328 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Graça. 

Patriarchado e distrieto administrativo de 
Lisboa. 

É terra muito fértil. 

É do grão -priorado do Grato, uma das 12 
vlllas que lhe pertenciam. 

O grão prior apresentava o oura, que ti- 
nha lOOUOOO réis de rendimento. • 

• Não consta que tivesse foral antigo ou 
' moderno ; mas D. Manuel, dando foral á vil- 
la de Belver, datado de Lisboa, a 18 de maio 
de 1618, ínclue n*ella as terras seguintes: 

• Biehé^a, Carvoeiro, Côtía de Sôr, Enven- 
dos, Foz da: Ribeira d*Eiras e Polvorosa. 

SNXARA DO BISPO e ENXARA DOS GA- 
';¥ALLEIROS-r*fregttezia, Estremadura, co- 
' inarca de Ginlra, oonoeUio de Mafra, 30 ki- 
-Imetros ao NE. de Lisboa, 490 fogos, 1:800 
-dmasiEm 1757 tinha 271 fogos. 

. Orago Nossa Senhora da Assumpção. 
, Patriarchado distrieto adniinislrativo4e 
/'Lisboa. 



D. Manuel deu lòral (á vHIa de Enxára 
de Gavalleiros) em Eyora, a 20 de novem- 
bro de 1519. 

Enxara é portuguez antigo; vem a ser o 
mesmo que matagal, matta, deserto, despo- 
voado e sem cultura, ao que hoje chamamos 
charneca. 

Tendo Jean Gorgeon, cavalieiro franeez, 
roubado uma senhora casada, fugiu com el- 
la para Portugal, no reinado de D. Pedro L 
O marido veio procurar o roubador, e enôoB- 
trando-o junto a um ribeiro que aqui eione 
(no sitio onde uma lagem atravessa o ribei- 
ro) pelejaram até cahirem ambos mortal- 
mente feridos. 

É descendente d'este Gorgeon, o sr. Fraa- 
cisco Raphael Gorjão, actual dono, da quin- 
ta da Abrigada. (Vide esta palavra.) 

O real padroado apresentava o vigário de 
Enxara do Bispo, que tinha 3004000 réis 
de rendimento; mas até, 1759 era estafre- 
guezia do collegio dos jesuítas de Santo An- 
tão de Lisboa. 

Enxara dos Gavalleiros^ foi antigamente 
freguezia, que ha muitos annos está annexa 
á outra Enxara. 

ENXIDO, EXIDO, EDUDO, EXUDO, DIXIT- 
DIO e ENXUDRIO— e também em algumas 
partes Eido e Exilo. Portuguez antigo. Si- 
gnifica, fazendinha cerrada, quintalzinho» 
hortejo ou conehoso, próximo da easa do 
dono. 

Vem dolatiffl— «a?w— sabir— por ser ao 
sahir da porta. H ' 

Na província do Minho, ao N. da Bãíra e 
próximo do Douro, diz*se, «ido, 46 todQ.e 
aposento da casas, hortas, qníolaies letodoo 
recinto da vivenda^ que e«tá usi^o e con- 
junto, f / 

Também em algumas (erras do Norte a 
isto dao o nome de aido. 

Na terra da Feira chamam aidom ear- 
ral dos bois, bestas^ poreos» oveUtasy ete. 

De enxido ou enaiitdriovtm.enxudifeiro^ 
po:íl|^ onde os poncos sq chataritamf ícAn- 
furdeiro. (Vide Ahneida.) ... , - , 

ÉPOCAS PRINCJPAES DO Ump^ : 

(Anno antes de Jesus Chrhto)'''" 
Greacâo do mundo ;......... é>i 



mo 

■ Dilavio (anno do mundo i6K6) t948 

Trou arrasada pelos gregos 1183 

<k>nstracçao do templo de Salomão.. . 1012 

FaDdaçâo do Roma 753 

l>escoberta da electricidade 600 

Destruição de Carthago pelos romanos 146 

Era de €esar 38 

(Anno do nascimento de Jesus Ckrisío) 

' Destruição de Jerusalém, por Tito 70 

Fugida de llahomet (hegyra) 622 

Deso^^erta da typograyhia. 14110 

Descoberta da America ^ 1492 

Descoberta do gaz 1739 

- Descoberta do vapor * 1775 

independência dos Estados Unidos da 

America 1776 

Desc<^rta do danguerreotypo 1842 

Principio da abertura do isthmo de 
Suez, pelo «igenfaeiro írancez Fer- 
nando Lesseps 1859 

Descoberta das armas de agulha 1865 

Inauguração da abertura do isihmo de 
Suez. Festa universal (setembro).. . 1869 

JBpooas memoraTOis de Portu^^al 

(Annos antes de Jesus ChristoJ 

' Fundação de Cetobriga, por Tubal (se- 
gundo alguns escripCores) 2164? 

Invasão da Lusitânia pelos gregos . . . 1372 

' Os gallos- celtas na Lusitânia 995 

íOs phenicíos no litoral lusitano 954 

Colónias carthagínezas 592 

Primeira invasão dos romanos.. 212 

Viriato, o Hermínio, ou antigo ... 154 

'Sertório ; — 84 

Viriato, moderno ovl segunda (yi^fò 

Eburobriga) ...:.* 58 

Os romanos, dominadores da Luáitania 51i 

1 É ro^is provável que fosse em 1486. Vi- 
de Cascaes, 

* Õ primeiro barco de vapor que se viu 

no mundo, foi no rio Hudson (New -York) 

^'Steendo a sua piíimeira viagem a 20 de agos- 

^.jto, de 1807. Foi seu iuTentor p constructor 

jhiUon. A sua primeira viagem foi de New- 

■ Tork a Albány, -60 lecuas." Foi feliz. Na Eu- 
Topa principiaram a áppareeer barcos a va- 
por^ em 1816. 



EPO 

(Âmnos de Jesus Chmto) 



41 



Primeira pregação do Evangelho .... 36? 
Invasão dos suevos, wandalos, alanos, 

godos, etc 405 

Ataces (alano) rei dos lusitanos? 414 

Primeira invasão dos gascões e nor- 
mandos, e Wamba rei da Lusitânia. 672 
Invasão e conquista da Lusitânia pe- 
los árabes 715 

A Lusitânia principia a chamar-se 

Portugal 950? 

D. Garcia, rei de Portugal e Galliza.. 1065 
O conde D. Henrique senhor de Por- 
tugal... 1093 

Constitue-se a monarchia portugueza. 1139 
Lisboa é, pela ultima vez, resgatada 

do poder dos árabes 1147 

Primeira victoria naval dos portugue* 

zes, por D. Fuás Roupinho 1184 

Completa expulsão dos árabes . . . .^. . . 1250 

Fundação da Universidade de Lisboa 1288 

Morte de D. Ignei de Castro 1355 

Batalha d*Aljubarrota 1365 

Deixa de contar-se pela era de César, 
e conta-se pelo nascimento de Je- 
sus Christo (l.*" de agosto) ^ 1422 

0. Vasco da Gama, na índia 1498 

Pedro Alvares Cabral, descobre o Bra- 
sil 1500 

FúBdação da Universidade d*Evora . . 1559 
Derrota (e morte?) de D. Sebastião na 

Africa 1579 

Usurpação de Phílippe II 1580 

Restauração de Portugal 1640 

Prúieipia a çonstr ucção do magestoso 

aqueducto das Aguas Livres 1729 

Sappressão da Universidade d^Evora.. 1759 



1 Júlio César nasceu a 12 do mez qutntU 
<assím èhamado por espaço de 700 annos) o 
rqiual em honra d^aqqelle imperador, se fi- 
cou chamando i/u/ito. É desde esse dia que 
começa ^ era de César, segundo a reforma 
feita por elle mesmo no kaiendario romanè. 
César na9ee|i.>38 aniiosasitesde Jesus Chris- 
to. O anuQ çathplico corneça noi.«dejuihp, 
pelo que se deve advertir (para acertar as 
contas das datas antigas e modernas) que a 
era de César é mais antiga do que a de Je- 
sus Quisto» 38 annos menos 11 dias, qua 
são os quo vão de la 12 de julho. 



42 mk 

Morte do marcniez de Pombal 1782 

Primeira ioTasâo franeeza por Janot, 

e faga da Camilia real portpgaeza 

pa ra o Brasil 1807 

Os franceies defioiti?ameiite expulsos 

de Portugal 1812 

Portugal reYolta-se eontra o domiDio 

inglez e aeeláma a constitaiçâo (24 

de agosto) 1820 

O senhor D. Miguel I desembarca no 

cães de Belém (22 de fevereiro) 1828 

O senhor D. Pedro I desembarca era 

Arenosa de Pampelído (8 de jnlho). 1832 
Convenção d*Evora Monte (27 de maio) 1834 
loanguraçâo dos caminhos de ferro 

portnguezes 1853 

Inauguração do telegrapho eléctrico 

(16 de setembro) 1855 

ERA— tendo eu tantas vezes fallado n'es- 
la obra da era de €esar, julgo ser preciso 
fazer a seguinte explicação: 

Os primeiros latinos escreveram cera, era 
e ira, para significarem distincçlo de escri- 
puira, como vgr. eapítulo, n.°, §, idem, etc. 

Os astrónomos usaram de era, como nota 
ou principio de numero, calculo, etc, ed'a- 
qni se apropriou esta palavra ao Computo 
dos sucoessos famosos e i ilustres (ou (;ofiào 
taes reputados.) N'este sentido são syáoíri-, 
toos época é era. 

A era hispânica (de Cesar)^pfecede Z^Ák- 
nos menos 11 dias o anno do nasciraeillo^e 
Jeelus Christo. 

Júlio César nasceu a 12 do mez q^nMt 
'(assim chamado por espaço de 700 ahno^) 
o qual, èm hoftrad*aquelle imperador se â- 
eou chamando jWto fjtrlhò.) Ê pbis d-èsse 
dia que começa a era de Cegar, segtitíão a 
reforma feita por elle mesmo no kalendario 
romano» 

O annocatholicQ principia no l.*deja-j 
lho do atino 38 dé César, vindo portant0''a 
liavera differençà de 11 dlats, que ^b os 
.que vao do l.« a 12. . / 

Segtmdo a «hrondogia tidà.por mais exa- 
"eti, JeífUsChristo nasceu no ânno 4004 do 
ihundo (e 6 segutido este Càlcuto quja èOnto 
,í0àd6 as épocas n*e»ta obra) ma^ sejgandoi 
«optros aílcitores, Jesus ChriMb nasceu ho an- 
no 4709 do perioão Jutiano,fi aniios justos 



antes da era títlgar, estíMeeíêíL por Bio* 
ni2io, o Pequeno^ no anno 4714 do peréMo 
JuMano; de sorte qae 179^ da era mOgár^ 
sSo exactamente 1790 de Jeans Cfaristto. 

Quatro annos jusios, depois que César Ibi 
assassinado no senado (anno 4671 do^p^râ^ 
âo JtUianOt 711 da fundação de BonaeJft 
antes de Jesus Christo) é que começa a er» 
hespankoia. 

Ainda durante a denominação árabe s» 
continuou a contar na Península pda ^mia 
César; mas ratão, quando nas escríptams 
publicas figurava algum mouro, ersêm eHàs 
ordinariameute datadas pelos annos da begi-- 
ra (que, segundo a opinião mais seguida — 
pois também ha varias— como sobre o niik- 
cimento de Jesus Christo, principia a fêJe- 
jOHio de. 622 de Jesus Christo) clan^m- 
muitas por ambas, isto é^ péla de César & 
pela hégira. Assim se vé emuiha escriplufa. 
em que o mouro Zwleiman^lbenGiarfàí^Aci- 
Jci, vendeu ao abbade.Dulcidio e teus fradea^ 
(éé Lorvão) tima grande fazenda em Villellsu 
próximo a Coimbra, em maáode 1016* <97S. 
de Jesus Christo e 356 da hégira ) Yidé Bo- 
tão. 

Muitos â'estes ejcém^os nos oflfôfecem 
as nassas Chronicas. 

Os irlandezes, inglezes, allemaes, italia-^ 
nos, chipriotas e outros, começaram o anno 
de Jesus Christo desde a sua drçMmctôoo^ 
(l.f de janeiro) mas os hespanhoes tiyeiram 
diversos modo^ de cantar o anno christflo^ 
ITns começavam po i.<» de janeiro, pelo que 
l^e chamavam anno da GircumcisâQ,'oxiW^ 
.a . 25 de dezeoibro, e lhe chamavam entaa 
anno da graça, outros a 25 de março olhe 
chamavam anno da paixão, e em ouitraa 
partes d'esta peninsiijâ principiavam a çon* 
tar de um qualquer dia notfive) nos lástos 
do chrijstianismd. .. , , .. . / 

De uma escriptura original do cónventa 
de A^ca eonslá que afií íft prínSipUVj^ a 
.contar . o açno a 25 de março.. (Vide Moldes.> 

■ . • t . > » •' 
Uma vez.qne tive de falhir na hégira^ selPá 

tóift advertir, ieós 'gite o ignorareihi* (fjik^ 

È$ira ou ^eQvtiay Vpni d^ fiàljiVísí^arabéíW 

iara^^í^ sigmâcá 4^^ar„^iaf}^^âir«iiA*^ 

gir. 



BRI 



IRI 



45: 



Ofl maboroetanoflCcAUama begira desde o 
dia da fugida úe Mal6ma, da eidade de Me- 
dina (sua pátria) para a de líecca, persegai- 
do pelos eorachitasi, seus parentes. 

BRADA — freguezía, Beira- Baixa, comar- 
ca e eoQcelho da Govilban, 54 kilometros da 
Guarda, 300 ao £ de Lisboa, 140 fogos. 

Em 1757 tinha 76 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Bispado da Guarda, distrieto administra- 
tivo de Castello Braacõ. 

O prior do Paul apresentava o cura, qte 
que tinha 30^006. réis e o pé d'altar. 

ERALDO ou HEitALDO— Amigamenteera 
um ofãml de guerra, que compunha e orde- 
nava as armas da nphreza {brazoes) genea- 
logias epr4>vança8 dos nobres. Depois mu- 
dou-se4he o nome para rei-d'-armas. Vide 
HeraMo. 

£R£IRA-~Yide£ireira. 

ERICEIRA— villa, £xtremaâura, comar- 
?sa e 18 kilometros ao 1^. de Cintra, 50 ao 
NO. de Lisboa, 870 fogos, 3:500 habitantes 
fquasi todos pescadores) concelho de Mafra. 

Em 1757 tinha 353 fogos. 

Orago S; Pedro, apostolo. 

Patriarchado e distticto admíttistrativo de 
Lkbqa. 

£stá em 39/> 1' de latitude K.e 57' de lon- 
f itade oeeidehtaL 
■i.Feíra a 25 de jufòO; 3 <i&as. 

Situada sobre um pequeno golfo, na cos- 
ta do Atlântico, a 9 kilometros a O. de iMa- 
ihi 40 'ao S. de Penrefae. a 

.0 seu nome provem-Uie de mijâlos ouriços 
do mar que ha na sua costa, aos qnaès aa- 
ligametitè itô chaDãiava eyriço. Até as soas 
armas sao um ouriço dò mar, ehi campb de 
fNràla.' 

Mas no chafariz que fica ao S. da villa, e 
fjiie f»\ eodstruido no melado do XV:<áécu- 
lo, reconstruído em 1828, estáo^omaaianas 
da villa — um caranguejo em campo bran- 
co/ (Talvez fosse ígooninoia do canteirè fa- 
lendo ^un c&raitguejo tm |oga^ de ao^on- 

Outros dizem que miigàmeiíte sa dava o 
mme de eyriço ao èaraai^eija :Nio m<$ pa- 
féee f)F6vateL , . . 

Eoitaakor doesta Tílkí^ D^ ABtonáoi, ijHrior 



do Crato; porque' o rei D. Manuel a tinHa 
dado em 1513 a seu filho, o infante D. Luiz, 
e este a deu a seu filho natural, o dito D. . 
António. 

D. f^. Fernão Rodrigues Monteiro, grao- 
mestre da Ordem d'Aviz, lhe deu foral eto 
1229, que D. Diniz confirmou em 1295, D. 
Manuel í lhe deu foral novo em Lisboa a 31 
d'agosto de 1513. Tem ainda Uma sentença 
do seu fbral, de 10 de novembro de 1536. 

O sr. J. de Vilhena Barbasa diz que D. Af- 
fbnso ÍVlhe deu tàmbem foral em 1369; mas 
Franklim não falia nVste foral. Talvez que 
o sr. Vilíena Barbosa tenha razão; porque 
Franklim deixou escapar muitos foraes. 

Foi praça d*armas marítima. e tem um 
forte, hoje desguarnecido. 

Este forte foi mandado coostruir por D. 
Pedro II, pelos anno^ de 1700. Está bem 
conservado. 

A qui desembarcou, em 1589. B. António 
I^ com parte das tropas ingl^zas^que lhe deu 
a rainha Isabel (desembaricando o resto em 
Peniche) para arrancar das garras do .ma- 
treiro Philippe lio reino de Portugal, queeste 
havia usurpado. Tendo porem D. António 
feito um vergonhoso tratado com aquelia 
^rainha, pelo qual Portugal ficava sendo uma 
colónia ingleza, o povo {que sabia isto) nao 
. se moveu a favor d'este príncipe infeliz, que 
teve de abandonar a empreza^ reembarcan- 
do em Cascaes» e não torjcianfdo a tentar íbr- 
tuna, para reciiperar a coroa. . 

Ainda que a Ericeira s«9a, eotno é, Uma 
povoação muito 'antiga, &õo'ha notít^íh da 
sua origeM, iiemtèmí vestígio algum d^aaCi- 
guidndés. 

. Posto qoe lesta villa seja pçguena, é mxá" 
Éo aeeiada,' aa riiav«ão nluito bem calçada!^ 
as- casas ranito bem caiadas e iurterioratmi- 
te iBOiía-Hoipaa; * 

É >miiitD f^via de geÉems adimentíeios, 
óptima kxseXá^ dceUente e muito peixe, e 
VoàQ barato;- A agna é qué nSo é lá ttíiMo. 
boa, e a gentqriead^aqui, a manda iMlsctr 
ft TÍpádã dé Mafra <aMô jón cadadatítut)) 



44 



BRI 



por ser a melhor destes eitíos e mperior á 
inelhor de Cintra. 

Tendo Phílippe II sequestrado todos os 
bens de D. António, passaram estes para 
a coroa; mas o usurpador, deu logo a Eri- 
ceira a Luiz Alvares d*Azevedo, de juro e 
èerdade. Por morte d*este, Teio a yilia a per- 
tencer a uma sua filha, religiosa do conven- 
to d*0dívellas, e a abbadeça vendeu este se- 
fihorio e a quinta e morgado de Mafra a D. 
Diogo de Menezes, por S:000 crusados, com 
todas as suas rendas, direitos de peixe, etc. 

Philippe IV fez D. Diogo, I conde da Erí- 
^ira, no primeiro de março de 1622. 

Ainda n*esta villa eicistem as minas do 
palácio dos seus condes. (Julga-se ser obra 
do 3.* conde (D. Luiz) Nunca chegou a con- 
cluir-se.) Os condes da Ericeira lavaram1[>em 
a nódoa de acceitarem um titulo do usurpa- 
dor, com os relevantes serviços que presta- 
ram á sua pátria nos reinados de D. João IV 
D. Affònso Vi e D. Pedro II. O conde daErí- 
eeira D. Francisco Xavier de Menezes, foi 
um escriptor profundo e elegante e que gran- 
des serviços prestou á sua pátria com as 
Buas estimadas e estimáveis publicações. 

Os condes da Ericeira descendiam dos 
condes de Catanhede. Ambas estas casas es- 
tão hoje extinctas. D. Diogo, I conde d*aqtii 
era mordomo -mór de Philtippe IV. Teve 4 
irmSos, mortos ao lado de D. Sebastião, na 
"desgraçada batalha d*Alcacerquibic Casou 
eom D. Isabel de Castro, filha d' Álvaro Pi- 
res d* Andrade, eommendador de Torres Ve- 
dras. 

» O conde da Erieelra, tão eenhecido na re- 
' publica das letras, foi o terceiro deste titu- 
lo e era o ^eu nome D. Luiz ie Menezes, ge- 
neral d*artilheria e veador de D. Pedro II. 
• Bldgiu os negócios públicos com grande sa- 
bedoria e integridade, promovendo o desea- 
Tolvimento da industria o das artes, pelo 
que foi chamado o Co/ò^rr portugnez. É 
.4)bra sua a historia de Foriugal Itestttwhado, 
qatúMcre^ a guerra dos 17 auiot (deede 
1440 a i66S.) Esereveu maia divenas obras, 
iDiiilò «limadas no seu tempo. 

TiBk».o seu palácio (oMÍÉ havia^QBà li- 



ERI 

vraria preciosa de 18:000 Tolames o manus- 
criptos d*immenso Talor;aril coUecçÕes!) na 
rua dos fiondes. Suicidou-se aturando-se de 
uma janella d'e$te palácio ao jardim. O pa- 
lácio, a rica bibltotheca e tudo. quanto esta- 
va dentro foi devorado pelo fogo, com o ter- 
ramoto de I7lfô. Sobre as suas ruinas está 
edificado o velho theatro chamado dos Con- 
des. 

Ei*a este palácio, uma das mais sumptuo- 
sas residências de Lisboa. Foi edificado por 
Fernando Alrares de Andrade, em 1533. 

O paço, ojficinas e caTaiiariças, oceupa- 
vam todo o espaço que medeia entre a aètual 
Rua dos Condes e o largo da Annunciada. 

Distinguiu-se esta família, em todos oa 
tempos, pelo seu fausto e bom gosto; o que 
ainda hoje attestam os seus palácios, ainda 
que todos arruinados, e pela magnificência 
passada de que dão testemunho as quintas 
que lhes são contíguas, etc. 

Este palácio denominado da Annunciada 
tinha uma magnifica entrada, com grutas e 
fontes, e um jardim, no qual se admirava 
uma cascata, obra prima do celebre escul- 
ptor romano Bemini, e que constava não 
ter rival em toda a Península. 

Continha este palácio i20 casas, 10 pateos, 
jardins e hortas um museu com nfais de 
200 quadros, entre osquaes havia alguns do 
Ticiano, Corref^o e Rubens, cartas hydrau- 
Itcas, levantadas pelos primeiros descobri* 
dorea das nossas conquistas. 

A Historia do Imperador Carlos F, eseri- 
pta por dle mesmo, era uma das obras no- 
táveis que enriqueciam a livraria d*estB pa- 
lácio, assim como um livro (Herbolario) de 
todas as plantas e hervas, coloridaa ao natu- 
ral, que foi de Mathias Corvino, rei da Hun- 
gria. 

Pafa a família e armas dos Menezes, vide 
Cantanhede. 

A Ericeira assenta sobre uma elevada ni- 
eha, cortada a pmmo^ e minada na base pe- 
las ondas, dominando um pequeno porto <e 
uma extensão do Oceano. 

Este porto é ÍSormado por fim recôncavo 
quasi circular, todo guarnecido de rodio- 
doa, que yw dimimiindo em. granéosaL até 



EBI 

deixar aberta ama estreita garganta, por ca- 
de entra o mar e as embarcações n*esta pe- 
quena bahia. 

A estreiteza da barra (só accessivel a em- 
bareações costeiras de pequeno ]ote) e a for- 
ça com qae aqui rebentam as vagas, tomam 
a entrada difficil. 

Da vllia desce uma calçada para o porto, 
sustentada do lado do mar por uma grossa 
muralha. O porto é frequentado por uns 100 
barcos de pesca e de cabotagem, que são os 
princlpaes ramos d'industria em que se em- 
pregam quasi todos os habitantes da villa. 
É por isto abundante de peixe de vari^ 
qualidades, que exporta, fazendo grande 
eommercio com o interior. 

Os pescadores da Ericeira sâo ousados. 

Nào se limitam a pescar ao longo da cos- 
ta da Extremadura, vão também pescar ás 
costas de Marrocos e até modernamente teem 
feito varias expedições aos bancos da Terra 
Nova. 

É notável esta villa pelo extremo aceío 
das suas ruas e casas, que, sem excepção 
resplandecem d'alvura. ^ 

No chafariz chamado Fonte do Cabo está 
uma lapide embutida na parede, oom uma 
insísripção que diz — FeUa na era de 1461 ^ 
Qfmos, 

A pouca distancia da villa ha uma mina 
ie kaolim, que se tem explorado para as fa- 
bricas das Janellas Verdes, em Lisboa, e da 
Vista Alegre, a 9 kilometros ao SO. de 
Aveiro. 

£' aqui o pinhal dos frades^ assim chama- 
do por ter sidâ.do convento de Mafra. 

A mitra apresentava o cura, que tinha 
80^000 réis. 

Tem uma única paroclúa, da invocação 
de S. Pedro, muito antiga, mas que foi re- 
edíAcada no século passado (pelos annos de 
1740) concorrendo D. João V com uma avul- 
tada esmola para esta obra. 

Consta que antigamente a Ericeira era da 
flneguezia de Mafra; mas em 1406 já era fre- 
goezia- independente. 

-k Wsericorâia foi ftudada em 1678 (on- 



ERM 



45 



de já havia uma ermida do Espírito Santo) 
por Francisco Lopes Franco. Tem bons ren- 
dimentos. 

Ha na villa varias capellas e boas casas. 
Na estação dos banhos de mar passa- se 
aqui óptima e commodamente. 

Os arrabaldes da villa são muito áridos 
e desprovidos d'arvoredo (como todos os 
terrenos da Extremadura, próximo da cos- 
ta, e apenas aqui se cultivam cereaes e ba- 
tatas. 

Em 2 de abril de 1872 deu aqui à costa 
uma monstruosa baleia morta. 

E' uma excellente praia de banhos, hoje 
muito em moda e muito concorrida por gea* 
te de Lisboa e outras terras, durante o ve- 
rão. 

O seu porto tem dois pharolins. 

O tronco da família dos condes 4a Ericeira 
foi D. Fernando de Menezes, o Roxo, pae de 
Henrique de Menezes, illustre vicerei da 
índia. Da edade de 27 annos succedeu no 
vice reinado ao imnK)rial D. Vasco da Ga- 
ma, e foi um dos mais bravos governadores 
da Ásia portugueza. Morreu em Canauor, 
em 1536, contando apenas 30 annos de eda- 
de. Camões o immortalisou, no canto X dos 
LMsiadas. 

ERIÚOO— levantado, erguido, posto a 
prumo. — •por padrõea certos que hi forom 
postos e eriudos.* (Carta de D. Diniz^ pela 
qual dá ao mosteiro de Tarouca a villa de 
Sande e outros bens pela terça parte da vil- 
la d*Aveiro, que até então era do dito mos- 
teiro — 1306.) É portuguez antigo. 

ERÍVO— Videirivo. 

ERJAS— Vide Elgas. 

ERMEEIDEVORO ou ERMES — era um 
deus adorado pelos aquiflavienses (antigos 
habitadores de Chaves.) 

Vide Outeiro-Juzão. 

ERMÊLLO ou HERMELLO— Traz-os-Mofi- 
tes, comarca e julgado de Villa Pouca de A* 
guiar,concelho de Mondim de Basto, 18 kilo- 
metros de Villa Real; situada na falda da. 
Marão, 60 kilometros a I^E. de Braga, 36S 
ao N. de Lisboa, 250 fogos, 1:000 almas^ 



u 



KBM 



EBM 



Em 1757 Unba 180 fògo^ 

Orago S. Vicente, martyr. 

Arcebispado de Braga, districto admtnis* 
trativo de Villa Real. 

Foi povoada por D. Sancho I, em 119o, e 
lhe deu foral em abril de 11Q6, confirmado 
por D. AÍTonso II, era Santarém, em março 
de 1218. 

D. Manuel lhe deu foral em Lisboa, em 3 
de junho de 1514. 

Era couto, até 1834, com 1:100 fogos, no 
TOVLio, e tinha por seus donatários os mar- 
quezes de Marialva.^ Este coutQ era compôs- 
lo de quatro freguezias. 

O marquez de Marialva apresentava oab- 
bade, que tinha um conto de réis de rendi- 
mento annual. 

fem uma boa mina de estanho, que se 
explora. 

E' terra ferlil. Muito gado e bom vinho. 

Erméllo é diminutivo de êimo — o mes- 
mo que erminlio, pequeno ermo. 

Também ha o nome próprio francez Er- 
mel. No Passo de Calais (França) ha a for- 
taleza chamada Rocha de Santo Ermeh 

fla ainda em França algumas egrejas e 
legares d*esta invocação. 

BRMÊLLO — Vide Ancédo. 

ERMELLO — fí*eguezia, Minho, comarèa e 
concelho dos Arcos de Yalle de Vez, 35 ki- 
lometros ao ONO. de Braga, 395 ao N. de 
Lisboa, 115 fogos. 

Em 1757 tinha 97 fogos. 

Orago Santa Maria. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Vianna. 

O abbade dç S. Pedro, do Valle, apresen- 
tava o cura, que tinha 6ifi000 réis de côn- 
grua e o pé 4â altar. 

'A egreja matriz e suas dependências era 
um antigo convento de benedíctinos, qae 
cd&sla ter sido fundado pela fnflanta D. Ur- 
raca, filha de D. Ordoaho II, de Leão, pelds 
annos de 915. 

D. Urraca, não querendo easar, se fez re- 
ligiosa, para o que o pae lhe concedeu fuu- 
dar um coilTento, protisettendo dar-lhe to« 
dâé' as terras que d*eild avistasse. A filha es- 
colheu o sitio elevado do Outeiro Maior; e 
vindo o pae para lançar a primeira pedra 



do mosteiro, e vendo que o territofia 4;pie 
d'aqui se avistava era uma grande parte de 
Portugal o Galiiza, revogou a promessa. 

Veio então a infanja para Santar, é fun- 
dou o convento n'esta baixa, d'onde pouco 
se descobre; mas é um terreno fértil e sau- 
dável, sendo aqui as fructas excellentes e 
muito temporans. 

Não se sabe so na sua fundação^ fdi s6^ 
mosteiro de freiras bentas, se era dupUm 
(dobrado) isto é, de ambos os sexos; mas é 
uHiito provável que tivesse frades e freiras^ 
como era uso n*aquelles tempos. O que é 
certo, é que, em 1109 era só de frades; pois 
que visitando este convento Gonçalo Annes, 
geral da ordem, mandou ao abbade, f^. Mar** 
tim Vaz, que tirasse da egreja um retrato 
que alli havia, a quem o povo recorria nas 
suas tribulações e lhe fazia varias ofifertas» 
julgando que era a imagem de S. BentO| 
quando não era mais do que a do mestr« 
das obras dâ egreja. 

Tinha este retábulo a data da era de Cé- 
sar 666, que corresponde ao anno 628 de 
Christo. 

Ha aqui um granderanachroni»- 
^no, na Benedictma Lasitana, Ou a 
data do painel foi copiada errada- 
mente (o que é mais provável) ou 
a egreja já existia havia quasi 30O 
annos antes da fundação dolnos^ 
teiro. Todos sabem que D Ordo- 
nho li de Leão, reinou desde 910 
até 923. 

£m 628, era rei de Leão Flávio 
Swíntila, filho de Flávio Rioaredo 
L Flávio Swintila reinou desde 6Si 
até 631 e foi o 1."^ rei godo de toda 
a Península. 

Os povos (com ajuda do v^i de 
França, Dagoberto) o expulsaram 
do throno, pelos seus ascoroso» 
vicios, e foi morrer na Galiiza, etík 
^1, abandonado e 4espresado ée 
todos. 
Saeceden-lhê Sesinando. 
J>evemos pois suppôr que fói 
mal entendida ou erradamente eo^ 
piada a data do tal retrato. 
Em 1427, o arcebispo de Braga, D. Pem 



MM 



ERM 



47 



iMudo da GuarFa, por breve âe Martinho V, 
sapprimJu este e outros muitos conventos 
4p seu vasto afcebispaâo, um pela sua po- 
breza, outros pela sua relaxação e a maior 
parte, para d*ellas formar rendosas com* 
mendas, e boas abbadias seculares. O d'Er* 
môllo teve esta ultima sorte. 

D. João I, que então reinava, consentiu 
n'estas suppressões, combinando com o ar- 
cebispo, em ter parte dos despojos dos mos- 
teiros supprimidos; dando o que recebeu, 
em premio de serviços, aos fídalgos que o 
elevaram e sustentaram no throno, ou sob 
o titulo dè padroeiros das egrejOs, ou de com- 
mendatarios. 

Ou porque o donatário d'Ermèllo assim a 
decidisse, ou por qualquer outro motivo, ho- 
je desconhecido, ainda aqui tornou a haver 
convento de monges benedietinos, pois que 
em 1S15, se fez divisão d'este beneficio, es- 
tando então o mosteiro occupado pelos re- 
ligiosos doesta ordem. 

Um grande incêndio devorou o cartório, 
1» sobre dúvidas que tiveram os monges com 
-o» fidalgos da casa de Britéllo, estes afoga- 
ram um fradê^eos mais, -temendo a mesma 
sorte, abandonaram o convento, que tinha 
boas rendas; 

Este mosteiro apresentava as egrejas de 
Suajo, Britéllo e metade da Vella, que era 
aimexa a Brit^o. 

Tkiha também muitos fóròs sabidos, a cu- 
jo pagamento se foram pouco a pouco exi- 
ilsíindo as foreíros, vindo por fim a reduzir se 
^ bem poucas estas rendas. 

Nunca mais foi este mosteiro habitado, e 
^e foi desmant^Uando, a ponto de existirem 
^d^le hoje apenas ténues vestígios. 

Tinfiam também os frades um canetro, no 
lie, em que pescavam salmões, lampreias e 
omros' peixes. É actualmente da casa de Bri- 
téllo. 

B: Manuel diminuiu este mosteiro, atine- 
zando-o ao Válle : tirou-lhe o padroado de 
Saajo,e di^u Brftôlfo aos senhores da Barca. 

Houve aqui fabricas de excetlénte telha. 

Pata a etvmologia, vide o primeiro Er- 
ifiMfo. 

SMfiBA^ FâN0TAÍSi)^fk'eguez1a,Traz- 
<»-Mohtes^ eomaarca e concelho de Víila Real, 



83 kikmefros a NE. de Braga, 340 ao N. de 
Lisboa, 190 fogos. 

Em 17S7 tinha 76 fogos. 

Orago Santa Comba. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Villa Real. 

Houve aqui um convento de eremitães, 
em frente do Lobrigos, que em 1135 ad- 
optou a regra de S. Bento. Foi principiado 
pelo padre Jeremias e por Gonçalo Delgado, 
dando-lhe um tal Mendo e seus filhos e pa- 
rentes, para isso, a sua capella de Santa 
Comba, sobre, a esquerda do rio Córrago 
(Corgo) em 1133. 

Era convento pobre, pois pouco mais ti- 
nha do que o terreno em redor d'elle, que 
D. AfTonso Henriques lhe coutou e doou em 
24 de abril de 1139. 

Na doação do couto diz o príncipe : *et 
•inde pergit pe^" illum caireirum vetus dt tU 
la Cumieira, et inde pergit per illum pala* 
cium franciscum,.. usque in pélago Godim, 
etc. (Vide Francisco.) 

Parece que esteve algum tempo unido a 
S. João, de Tarouca; mas em 1275 já aqui 
havia frades bentos independentes de Ta- 
rouca. Por fim, (parece que no principio do 
século" XIV) se uniu ao convento de Refoyos 
de Basto. 

Esta fregueziaé na tora de Panoyas (Vi- 
de Cira.) 

A camará ecclesiastica de Braga apre- 
sentava o vigário, collado, que tinha 90^000 
réis. 

É terra fértil. Produz bom vinho. 

ERMIDA — freguezia, Beira Baixa, co- 
marca e concelho da Certan, 6S kilometros 
do Crato, 190 a SE. de Lisboa, 80 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Esperança. 

Era uma dasfreguezias do grao-priorado 
do Crato, e por isso está hoje annexa ao pa- 
triarchado. E* no districto administrativo de 
Castello Branco. E' terra fértil. 

Não vem esta ftreguezia no Portugal Sa^ 
cro e Pí'òfano. 

ERMIDA— pequena villa. Douro, na fre- 
guezia de niiavo, 7 kilometros ao S. de Avei- 
ro, 46 ao NO. de Coimbra, 60 ao S. do Por- 
to, S52 ao N. de Lisboa, 100 fogos. 
Feira a 13 de cada meaf. 



48 



ERM 



ERV 



Era couto com juiz ordinário e sea escri- 
vão, dois vereadores e um meirinho. 

D. Manuel lhe deu foral em Lisboa, a 8 
de junho de 1514. 

£' terra bonita e tertil, e próximo da ria 
d^Âveiro. Muito abundante de peixe. 

ERMIDA — freguezia, Trazos-Montes^ co- 
marca e concelho de Vinhaes; está hoje an- 
nexa á freguezia de Yalle de Janeiro, na 
mestna comarca e concelho, no bispado e 
districto administrativo de Bragança. (Vide 
VcUle de Janeiro.) 

ERflíIDA — freguezia, Minho, concelho da 
Ponte da Barca, comarca dos Arcos de Yal- 
le de Vez. Foi antigamente do concelho de 
Aboim da Nóbrega, comarca de Pico de Re- 
galados, 40 kilometros ao NO. de Braga, 
370 ao N. de Lisboa, 25 fogos. 

£m 1757 tinha 26 fogos. 

Orago S. Silvestre, papa. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Yianna. 

O abbade de S. Miguel d'£ntre Ambos os 
Rios (do Minho) apresentava • vigário, que 
tinha 30j;000 réis e o pé d*altar. 

ERMIDA DO DOURO— freguezia, Beira 
Alta, comarca e concelho de Sinfães, próxi- 
mo da esquerda do Douro, 30 kilometros a 
O. de Lamego, 315 ao N. de Lisboa, 70 fo- 
gos. 

Em 1757 tinha 61 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Bispado de Lamego» districto administra- 
tivo de Yiseu. 

Esta freguezia está annexa á de S. Mi- 
guel d*01iveira do Douro. 

É terra muito fértil. Produz óptimo vinho 
verde. 

Foi primeiro da comarca de Lamego, con- 
celho de Ferreiros de Tendaes; depois pas- 
sou este concelho para a comarca de Rezen- 
de, e, finalmente, sendo dissolvido em 1855, 
é hoje da comarca e concelho de Sinfães. 

O papa e o conde-almirante de Portugal 
(conde de Rezende) apresentavam ^por turno) 
o abbade, que tinha de rendimento 450^000 
réis. O titulo d*abbadia, passou para a fre- 
guezia de Oliveira do Douro. 

Do foral novo de Ferreiros de Tendaes 
eonsta que a egreja d» Ermida foi convento 



(de frades bentos) em tempos remotos. (Vl^, 
de Ferreiros de Tendaes.) 

ERMIDA DO PAIVA— vilia, Beira-Alta^ 
comarca e concelho de Castro Daire» 35 ki« 
lometros ao O. de Lamego, 325 ao N. dd 
Lisboa, 150 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Conceição. 

Bispado de Lamego^ districto administra- 
tivo de Yiseu. 

E' terra fertiL 

Foi couto com juiz ordinário, camará, e9*. 
crivães, etc. ^ 

D. Manuel lhe deu foral em Lisboa, a 8^ 
de julho de i514. (Liv. de foraes novos da 
Beira, fl. 97 v. col. 2.*) Yeja-se a inquiriçâa 
para este foral no masso único de inquiri* 
ções, no armário 17, n.« i8.) 

ERMÍNIO— Yide Hermínio., 

EI^O — (porluguez antigo) campo, herda«^t 
de ou qualquer propriedade dividida pop 
marcos. Leira. 

ERRA ou VILLA NOVA DA £RRA~^víU^ 
la, Extremadura, comarca de Benavente, 
concelho e 6 kilometros a O. de Coruche^ 
95 kilometros ao SE. de Lisboa, 24 ao O. da. 
Mora, 35 ao SE. de Santarém, 150 fogos. 

Em 1757 tinha 205 fogos. 

Orago S. Matheus, evangelista. 

Patriarchado, districto administrativo da 
Santarém. 

Situada em alto, banhada, pelo O., poc 
uma ribeira do seu nome, e pelo S. peia 
ribeira Sorraya. 

D. Manuel lhe deu foral em Lisboa, a 1(X 
de julho de 1514. 

Tem vastos e fertilissimos camposi. 

Teve um convento de frades terceiros, 
franciscanos, que se fundou em 1582, cora 
esmolas do povo e grandes donativos do 
conde!.da Atalaya (marquez de Tancos), qud; 
apresentava o prior coUado, que tinha de ren* 
dimento 600<f 000 réis. Houve também aqui a 
curato de Santa lusta, apresentado pelo prior 
da villai que se uniu á freguezia. 

Dá-se-lhe geralmente a deopminaçâa da 
Villa Nova da Erra. 

ERVAS TENRAS ou HERVAS TENRAS 
— freguezia. Beira Baixa, comarca de Ceio« 
rico da Beira» concelho de Alverca até ÍW5; 
e desde então comarca e concelho dd Pi«. 



nhei; 70 Idlometros ao SE. de Viseu^ 330 
ao £. de Lisboa, 45 íogos. 

£m 1757 tinha 62 fogos. 

Orago Nossa Senhora da -Conceição. 

Bispado de Pinhel, districto admínistratí- 
Yo da Gaarda. , 

O reitor de Santp André, de Pinhel, apre- 
sentava o cora, qae tinha 45^(000 réis. 

XKVEDAL — víUa, Akmtejo, eomarca da 
Fronteira, concelho de Aviz, 45 kilometros 
ao N. de Évora, 142 ao SE. de Lisboa, 160 
fogos, 600 almas. 

£m 1757 tinha 95 fogos. 

Drago S. Baroabé. 

Arcebispado de Évora, districto adminis- 
trativo de Portalegre. 

Ê terra fértil, situada próximo do peque- 
no rio do seu nome, que se mette no Zetas. 

Miguel Leitão de Andrade diz que ha aqui 
luna fonte que converte em pedra tudo quan- 
to se lhe lance dentro. (?) 

Foi couto com juiz ordinário e camará. 

(Todas as povoações com este nome e com 
o de Ervedêdo, Ervedeira, Ervedosa, Ei^i- 
,M e ErvjSes tem a mesma etymología-^çi- 
gnifíca «logar abundante de herva». 

O seu foral é o de Aviz, dado por D. Ma- 
ipd, em Santarém, no L'* de janeiro de 
1512. Comprehende o foral as terras ^eguiur, 
tes — Bénavilla, Ervedal^ Galveias, dnmja 
e Volk ãe Mós. (Vide Aviz.) 

Amesada consciência apresentava o prior. 
0[>or ser a freguezia commenda da ordem 
de Aviz) e tinha 180 alqueires de trigo, 120 
de cevada e 20^000 réis em dinheiro. Opa- 
rpcho erfk freire da referida ordem. 

ERYEDAL — villa. Douro, comarca da 
Tábua, concelho de Oliveira do Hospital 
(foi antigamente da comarca de Gouveia)^ 60 
kilometros de Coimbra, .240 ao NÉ. de Lis; 
lH>a, 640 fogQs, 2:500 almas. 

Èm 1757 tinha. 292 fogos. 

Drago Santo André, apostolo. 

Bispado e districto administrativo de 
Coimbra. 

. O real. padroado apreseqtava o vig;^rio,^ 
qae tinha 150ij»000 réis de reudiipento. 

É povoação muito antiga, pois já em agos- 
to de 1193 era villa, e a deu D. Dulce, mu- 
lher de D. Sancho I, aos frades cruzíos do 

TOLUUSm 



BBV 



49 



convento de Géta. Tinha a rainha comprado 
o senhorio d'esta villa a Gonçalo Carneiro 
e seusirmâçs por cem mora&i^tno « . (cada 
morabitino valia 500 r^s). Vide Géa, no 
fim. 

D» Manuel l)ie deu foral em Lisboa^, no 
principio do século XVI, mas Franklin, qua 
o menciona, nâo declara a data. 

É de suppor que fosse em 1514, pois foi 
n'esse anno que se expediram os foraes pa- 
ra as outras terras de que era (como d'es-. 
ta) senl^or o convento de < Santa Cruz de 
Coimbra. Está na Torre do Tombo^ no Li- 
vro de foraes novos da Beira, a Á 19 y. 
col. 1.* ^ 

Foi couTo e tinha justiça escamara pró- 
prias. O couto tinha 1420 fogos. 

ERVEDEDO— villa, Traz-os-Montes, co- 
marca e concelho de Chaves, 90 kilometros. 
ao NE. de Braga, 420 ao N. de. Lisboa, 270 
fogos, 1:050 almas. . . 

Em 1757 linha 173 fogos. 

Órago S. Martinho, bispo. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Villa Real. 

A mitra apresentava o reitor, collado, qpe 
tinha 200JÍ000. réis de rendimento. . 

É terra fértil. 

£;ra antigamente couto,. com 1:300 fogos. 
Tinha então juiz ordinário, camará, escri- 
vães, etc... 

Situada na raia dé Hespanha. Tqm um 
Icastello, que se diz feito por D. Diniz, mas 
está arruinado. Parece que foi de algunaa 
importância, pois teve alcaide-mór. No seu 
âmbito estão edificadas varias casas de ha- 
bitação. 

Foi couto do reino ou de homisiados. . 

ERVEDEIRA — freguezia, Alentejo, co- 
marca e concelho de Fronteira, 54 kilomer 
tros d'Evora, 175 ao E. de Lisboa. 

Em 1757 tinha 68 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo. , 

Bispado d'Elvas, districto administrativo 
de. Portalegre. 

A Mesa da ConscieAcia apresentava o cu- 
ra, que tinha 40í!000 réis. 

Já não existe esta freguezia. , 

£]BIV£D0SA— villa, Traz-os-Hontes, co^ 
marca de Hirandellá, concelho da Torre dO 



MV 



6Úià Chama, àté i85§, edesé^èáiSd comaãN 
éá e concelho fle Viiihaes; 70 MÍomeíÈros de 
Miranda, 480 ao N. ãh Liãbòa, 145 fògèl 

EmÍ^57íiiiháfOD'fego». 

Orago S. Martinho^ bispo. 

Bispado e di^trtcb aátnfaiátratito de Bhi- 
gahça. 

Foi couto, cotíi justiça e camará í)ropriás. 
B. DiniE lhe deu foral, ein Santo Thyrso, a 
5 de julho dé 12^. T>. Manuel Ihs deu fòral 
dOTÒ, em líslró^ a f2 èe jtdhò de i$14. 

O fòíral de B. Ditíiz, dfe ^ttè é jjoríi âí9 pó- 
d^^ddofes (pkrVdadores) '^ súà pobra d*Erve- 
dósà, còm setts Mnioè, a háber, como parte 
com Verêa Velha, que se vêem de Penas Sun- 
fó^. -(Documento da Isamãra de Bragança): 

O abbade dé Penas Junts^ ãpi:'esentava o 
ctira, que tinha 6|;Ò00 réis dê côngrua e o 
péd'altar/ 

È terra fértil. O seu couto tinha l:300íò- 

ERVEDOSA DO BOimÒ— Tiila, Beira Al- 
ta, comarca e concêfho da Pes(|neira, 35 ki- 
rometros de Lamego, ãd5 iíò N. de Lisboa, 
300 fogos. 

• ©râgo S. Vicéàté Ferreira. 

Bispado de Laínego, disMcto administra- 
tivo de Viseu. 

• .Fòi coútcr, dòin justiça e éâtnara próprias. 
' É terra fértil. 

Esta freguezia não vem no Portugal Sicro 
éfrófafto. 

:^b sitio dai*cú*áâà(òu Aforada) desta firè- 
^Úá, há útíà MÒA dé chumbo, registada 
lábios srs. Haiciíhíllanò Schireòk è Joaquim 
Teixeira de lilaeéào. Èth 2Ó de novembro de 
1873, lhes foi concedida provisoriamente. 

No tnesklo dia, iàét e ánnb fóí concedida 
provisoriame'úte âò dito sr. Scli^^ck e aos srs. 
Daniel Màúríèiò Kàmp e ÍTòá^úim de Maòe- 
do, a mina dé éstàhho ãè Roriz, na mesina 
freguezia. 

ERVEDOSA ou SRVÊDOSINHA e V)ÍÊI^O 
—frègiièziâ, èèíra ^áixa, cóiharca e conce- 
lho de Pinhel^ 60 kiiometros de Lamego, 340 
ad ÍJE. âe tisbòá, tóô fogbá. 

Em 1757 tinha Ú fegos. 
. Orago o JEspirífÒ Sailtó. ' . 

Bi^aaò qfe Lamego, districtò administra- 
ndo dá iíualf dá. 



ESG 

È terra fértil. 

O reitor d'Azévo apréáeiitaTa õ cttra de 
Ervedosinha, que tiiih!a^$ijS600 téisí dé côn- 
grua è o pê d'altar. 

Xètf^iâ^te dava-Be a esta fréfáeoÉt o 
nome de Ervedosinha, mas hoje,' em' tod(» 
09 pkpds se ehauia Ei^edúsa, 

Tem annéxa a freguezia de Reír^. Esta 
freguezia efitn 1757 tinha 50 visinhos. O sèu 
orago era S. Vicente, mart^t. Era também 
o reitor de A^vo qáe ãqúi apreseiílava o 
cura, que tinha 30)^000 réis. 

ERVEDOSINHA e VliStRO -^ (ámn^ta»). 
Vide Ervedosa ou Ervedosíltíha. 

ERVilfiBI-^ freguezia, Aléint^ò, eoncélho 
de Aljustrel, comarca de Beja, 65 kiiome- 
tros d*&vora, 1^ ao S.deLiaA)oa,4^fogos. 

Em 1757 tinha 140 fogos. 

Orago S. Julião. 

Bicado è dlstrícto administrativo á^ 
Beja. 

No sitio do Moinho dos Pinheiros, lierdade 
da Sfargmiinha, ha uma mina dé ínãii^- 
nè2. 

(Ha grafiíde abundância de ihiná^denâs- 
ganez em todo o districtò de Beja.) 

É térrá fértil. 

A fttitra apresentava o ^ura, què tiifia 810 
alijttéirès de trigo e 60 de cevada. 

£ftVÒB'S ou HÈRVÍHSS-^freguetía, ftat* 
os-Montes, comarca áe Chaves, concelho èe 
Valle Paços, 80 kiiometros ao NÈ. de Bra- 
ga, 420 ao N. de Lisboa, 300 fogos. 

fim 1757 tinha 24Ò fogos. 

Orágò â. João Baptiza. 

Arcebispado de Braga, districtò ádú^ínS'^ 
tralivò de Villa Real. 

È fértil. Muito gado. 

i> Cómtneàdador de Malta apresentava o 
reitor, que tinha 18Oj?600 réis. 

Esta freguezia era uma comitíétídà dá Or* 
dem de Malta, pelo que tinhà oh gf ahdès 
privilégios que lhe dava a ordéúl. 

ESCÁfiRALHADO— vide Àídeía daMftNSi- 
ra. Escabralhado era uma antiga fré^èâstk, 
que, pòr pequena, fòi ha inuftbs ^nfaos^ àk* 
nexadà a ÂÍdéia da Rtbéirã e atnbás apenas 
fòriââiJi tôje ttdia pequena fre^eri^^^ 
^^GÀimõ— villa, Beti^ Buíx^ álmsm 
è i j kílótnetrós ab íífÓAe Pinhel; cottôelhO' 



i:: ;.• 



, » 



vBSG 

éB Pigúeirft de Gastello Rodtígiv 354 ktlo- 
nteites ao R. 4e Lisboa, 500 fogos, i:700^^ 
nuis. 

Em 1757 tiaba iiO Íbg0s. 
. Orago Nossa Senhora dos Anjos. 

- Bispado âe Piídiel, distrtoto administrati- 
vo da Goai^da. 

Foi eoneelho, tom justiça e «amara pro- 
ptías. Foi D. João lY qne a fei viHa e lho 
deu foral, em 1650. Franklim não traz este 
feral. 

atoada em planicíe, na inargiefm esqaer « 
dado rio Donro. É n'€9ta-fre^eziaapo« 
rdã^ da Burea d^Aiwa. Vide «sta palawa. 

fem imi castello em rainas^ que se diz 
fOBdado por D. Diniz, petos ânuos de 1310. 

- Ros Nmites doesta fregiiena, em um sitio 
cÉanfâdo S. Martinho, se mette no Tio Dou- 
ro, o rio Apieda, qne oorrettdo de N. a S. 
ifivíde Portugal de Hespánha. 

Ha n'esta freguezía um antigo «ostnme^ 
^oal é--para se facilitar o parto que se jul- 
Çft diffléfl, \ao sete Marias, todas virgens, 
úsr cada mn» sua badalada «o sino da/re- 
l^aeala, pM*a que as pessoas qaè as onhrem 
9et!6m sete Ávt Marias, impi<Mrando a Nos- 
«a Senhora a feiieidaâe do parto. 

O papa e o bispo, apresentavam altema- 
tívamento ^ reitor, qu9 tinha 40|@60 í-éis 
de rendimento. 

£8QAIJL08 BE BAIXO -«^fregaeâa^ Brâra 
fia&a, «iomai^ concelho e 10 kilometnos a 
E. de Cast^ Bráneo, 70 kãometros da 
dtiarda, tW ao^ £. de Lisboa, 300 fogos. 

fim 1757 tinha 80 fogos. 

Omgo & Silmrtre, papa. 

Sispâdo e distrlcto administrativo de Cas- 
tello Branco. 

. A Mesa da Consciência apresentanoi o vi> 
igartó^ foe Iin1»a lOifOOO réia. 

>É tenra lertil. 

. Miláto prcbcimo d*e^ freg^iecta passa a «s- 
tilada de í .* oMem, que deve Hgar Portugal 
com Hei^anha pela flroateira de Sàlmterra. 
«Seguindo esta eòtrádaehèoatra^e, a d kilo- 
metros^deEsdâlfoS) a ponte daMoinhéeaso- 
•Me ^ TiQí Pònfiul. fisia p(mte - toÉioii o some 
m» fHio: ondelol fdtíi, qntí êm lenio chulo 
«i0iMoK^ inioinho d» pouea imporlaneía; /e 
-mm ^ejlèi, «Bâ)ntra-sè, um poaeo aeiíiia 



ESC 



SI 



da ponie, uma insigaiflcaDute aseidia a qne 
dâo cr nome de Moinhéoa. •* • 

A pente, feita sob a direcção do actual di-»^^ 
rector das obras pid)licas d*este dístricto, o 
sr. Fídié, está soKda e elegantemente con- 
struída, sobre três arcos egaaes, de volta in- 
teira, tendo 14'",0 de abertura e 7% 10 de 
largura entre as faces exteriores dos para- 
peitos. A altura é de 24",0 desde o nivel da 
sapata do pilar mais alto, até ao nivel fdo 
pasteió. fi toda ccmstaruida de oanlaila) de 
granito âno, em iadas eguaes de 0^^ de id- 
tura. Está assente toda má scfaisto rijo, que 
forma o alveo do rio. 

Na granja diamadade S. Lmz, que fica 3 
kilometros a SES. d'e8ta freguezia, eidsle 
uma fonte de agua snlptarica, muilo acre- 
ditada para certas moléstias cutâneas. Um 
pouco mais ao S. e a egnal distancia de Ba- 
callos, 00 monte chamado de Btítò, èmxm^ 
tram-se sepulturas moodscas cavadas em 
rocha, algumas quadrilongas, em forma de 
pias, outras apresentando á vista o feitio de 
um cadáver, isto é, cohi cortes próprios para 
a cabeça, tronco e re^ do corpo. 

Possíue esta povoação um chafariz de toa 
e abundante nascente, o qual fica avistada 
estrada de qoe já láUámos. O chafariz, cujo 
manancial paása pot ser o mais abmida^e 
que existe . por estes sítios, está em terras 
gâe pertenceram á Casa do in&ntado,* mas, 
segundo uma tosca msCripçao, que tem, foi 
fcfito aj expensas do povo da freguezia. 

ESGALL08 DE OM× freguezia, Beira 
Baixa, comarca, concelho e 13 kilometros a 
NE. de Castelío Branco, 80 kilometros da 
Guarda, 240 ao E. de Lisboa, 150 fogos. 

Em 1757 tinha 130 fogos. 

Oraf o S. Pedro, apostolo. 

Bispado e dístricto administrativo de Cas- 
teilo Branco. 

A Mesa da Consciência apresentava o vi- 
gâtío, que Ihiba 40#000 róis. 

É terra* fértil. 

Por esta povoação paâsa a eátrada de 1* 
^nrdem, qne conduz a Pemaiacôr. Parece ter 
sidbipdr aqui adia via nriiitar romana; por- 
4a6 tít aâiararnsias proximidades da pòtoa- 
^0 dois onrcosi miUiaile^ um. doa qnads^ 
'' i áfi{tiial6ieitte|»ropriedaâe do sr* Jo^fqoim Ma* 



52 



ESC 



ESG 



Bnel, terá mn metro de altâra por dois de- 
eintetros de largara, a tem a seguinte in- 
serip^: 

lOVI.* A. 

C^NSBRT 

ATmi. lUL. 

AL.GE. INT. 
A.UCDLXX 

É de cantaria. 
'.AS kilometrps d*£scallos, e seguindo a 
estrada de qae já fallámei^ encontfa-se so- 
bre a ribeira d*Alpreade a ponte de S: Gião : 
é, apesar de antiga, solidamente constraida, 
é tanto que foi toda aproveitada pelas obras 
publicas, e pode bem ser que esta fosse fei* 
tá sobre os fundamentos de alguma outra 
ponte mais antiga, a qual pertencesse á su* 
pradita vi» romana. 

E8i:AKAAÃ0~<pequena villa, B^ira Alta, 
na freguesia de SouzôUo, comarca, concelho 
6 18 kilometros a O. de Sinfães, 48 ao O. de 
Lamego, 330 ao N. de Lisboa^ 70 fegos. 

Em i757 tinha 36 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Natividade. 
' Bispado de Lamego, distrícto administra- 
tivo de Yiseu. 

Situada sobre a margem esquerda do Dou- 
ro, a 40 kilometros a E. do Porto, próximo 
do confluente do Paiva, e na extremidade 
Occidental da* provinda da Beira Alta. Era 
do concelho de S. Fins, comarca de Rezen- 
de. Sendo supprimido este concelho por de- 
creto de 24 de outubro de 1855, e creada a 
comarca de Sinfães, foram todas as fregue- 
2ias que formavam aquelle encerporadas 
n*esta. 

Posto que o terreno d'esta f^eguézia seja 
bastante mentuoso, é muito fértil em cereaes 

legumes e produz muito bom vinho verde. 

Ha aqui uma grande feira a 99 desetextí- 
ro. 

É povoação antiquíssima, pois já em 1138 
era couto, que D. AíTonso Henriques dood ao 
'invento d*A]pendurada (vide esta pala^a.) 
: O primeiro nome que tinha esta povoa- 
^ era Villa Mean. Vide Couto do Piâ^ra^ 
- ' Ainda hoje existe uma povoação ^am|H^ 
,âft Villa Uean. É junto á nuurgem diroitado 
xk) Paiva, na mesma frèguetia de SouzéUo 



e não muito distante do Couto e do Esomuh 
râo. É provável qtíe este conto fosse creado 
por D. Thereza, ahi por 1123 ou 1124, e <pQ 
comprehendesse Villa Mean, talvez a povea- 
çao de Villela^ Couto, Várzea e Escamarão, 
que tudo fica próximo; fitando Várzea, Víí- 
lela e Couto entre Villa Mean e Escamarão; 

Esta íreguezia está desde o fim do secnlo 
passado, ou principio d*este, annexa á ds 
SoQzéUo. 

O D. abbade do mosteiro benedictino d9 
S. João d*A}pendurada, apresentava o reitor, 
que tinha 40if 000 réis. 

Oflforecem*se-lDe bastantes duvidas sobre 
esta fregueitia ea de Souzéllo^ ambas anti- 
quíssimas, pois é provável que já existissem 
no tempo dos godos, e certo que já. eram (ire- 
gnezias no X século, como consta de vanos 
documentos do cartório d'Alpendurada, cu* 
jo mosteiro era senhor donatário d*estas dois 
fregneztas. 

Vejo nos papeis antigos cotejo do Eeccmh 
rão — cmUodeSouzêlloe coftíode Villa-Ueatk 
Vejo que a uma aldeia (a maior e melhor) 
da freguezia de SouzéUo, se dá o nome de 
Couto, e teve casa da camará e pelourínlu^ 
de que hoje nào ha vestígios^ mas apenas a 
tradição. 

Dizem as DoãçSes d'Alpendurada que o 
primeiro nome do Escamarão foi Villa-Meao; 
mas para augmentar a confusão, ao S. ea 
distancia de uns dois kilometros da aldeia 
do Couto, ha o logar chamado Vílla-Mèaa^ 
onde é tradição que houve um conventp ds 
freiras bentas, cujo efdificio e cerca consti- 
tuem, ha séculos, uma qmnta, com sua ea- 
pella, que é hoje do sr. Francisco Brandão 
de Mello Guedes, do Porto, neto do sr. ma^ 
quez de Terena. 

Diz-se que aai^tual eapella d'e8taquintaera 
a egreja do antigo mosteiro, e também se diz 
que a egreja foi destruída pelos árabes» e 
que só se reedificou a capeila-mór, quê é.f 
que ainda existe, redmida a eapella^ » 

Note*se que a aideia do. Couto fica no ceor 
tro, entre o Escamarão o Viila Mean. 

Depoist- do muito examihar tudo (fuasto 
me podia ehiddar sobte o que á primeira 
vista parecem trez coiítos destinctos, vim a 
tirar a eonclisiao de que Soozéllo, Escama- 



ESG 

ião e YiUa-lfeaii, não formamii mais do 
qae um só cooto^ tendo por cabeça aaideia 
da Couto. 

Os monges d' Alpendurada (qoâ tinham o 
seu mosteiro perto e em frente do Escama- 
fio e Souzéllo, mas na margem direita do 
Douro) escreviam de uma cousa nmila sa- 
lada por elles e por todos os povos d'aqui, 
pelo que escrevi^ com o laconismo de 
quem trata de objecto geralmente sabido. 

Hoje este laconiano embaraça o que quer 
deslindar isto. 

> Gomo os 3 togares da dúvida eram todos 
na âreguezia de Souzéllo, escrevlaim Indistin- 
ctamente couto de Souxállo, couto do Esca- 
marão (que era o que lhes ficava mais per- 
lo) e couto de YiUa-Méan, por ahi haver um 
convento da sua ordem. 

Isto, que parece verosimil, nao é todavia 
pe^tivo; porque D. Thereza, regente na rae^ 
nerídade de seu filho, D. AfTonso I, coutou a 
lireguezia do Escamarão (que Viterbo diz 
cbamar-se primeiro Yilla-Mean, no que me 
parece que ha engano) e também contou 
Souzéllo. Haveria então dois coutos ? Talvez; 
mas é presumível que os íradb^ os unissem 
dqK>is, porque nao ha memorias escriptas, 
nem a minima tradição <que me conste) por 
onde se prove incontestavelmente a existên- 
cia âTimnitanea de trez coutos dentro da mes- 
ma fregaezia, e emum espaço de terreno 
lio .limitado. 

Também podia ser que a rainha D. The- 
reza coutasse o convento de Villa^Mean; mas 
eómente o edifieio do mosteiro e respectiva 
ێrca; e, se esta cireumstaiicia se deu fez au- 
gmeutar a confusão. 

Finalmente, a minha opinião, é que o le- 
gar do Couto, eraodde residiam as auotori- 
dades do couto, que comprehendia toda a 
Areguezia de Souzéllo., 

Isto porem não passa de uma supposiçao, 
ique não assevero; deixando o caso para ser 
deslindado por peásoa mais con^tente, ou 
ifôB possa conseguir documentos mais ex- 
-pMcitos, 



ESG 



53 



A feira 'do S. Miguel, :no Escamari», dani 
desde a véspera do da doSanto^ até ao fim 
de mez de setembro; Fák-sè èm um peçieao 



areial, Junto i eapeDa de S. Higuel, e pou- 
ca abaixo do cães de Foutellas. 

(Não se confunda com outro cães do mes- 
mo nome, em fratte de Penajoia, na margem 
direita do Douro, Este é 48 kilometros.mals 
a cima, na província de Traz-os -Montes.) 

No dia 29 é a maior concorrência à f^ira 
poF ser então a festa e romaria do Santo ar- 
chanjo. 

Concorrem à feira povos de muito longe, 
que aqui vem comprar e vender variadíssi- 
mos géneros: vindo até bastantes negocian- 
tes hespanhees. 

Do Porto, Régua, Lamego, Viseu, Castel- 
lo de Paiva, Castro Daire, Arouca, Gondo- 
mar, etc, vem ourives, botiquineiros, docei- 
rosy chapelleiros» tamanqueiros e grande nu- 
mero d'outros industriaes, aqui vender os 
seus artefactos. Também se v^de aqui mui- 
to gado bovino e suino. 

É uma cousa deleitosa e pittoresca ver des 
cerdos alcantis eminentis ao areal da fei- 
ra, ondas de povo, de todas as classes^ se- 
xos e costumes; mb se eonc^endo como po- 
de tudo caber em tão acanhado terreno, a 
não ter ò dom da compressibilidade. 

O mesmo panorama offereee a margem 
opposta (direita) do me«no modo alcantila- 
da, desde o convento d'Alpendurada até ao 
rio. 

E toda esta multidão se amontoa e refer^ 
ve no pequeno areial do Escamarão. 

Raríssimos annos deixa. d*haver aqui^ en- 
taoy grandes desordens» contra as quaes a 
policia.administrativaé impotente; pelo que 
todos os aniios vem um forte destacamento 
de L* linha, da guarnição de Lamego, fazer 
policia da feira; .mas devemos confessar que 
os soldados apenas impõem um rebita me- 
díocre e quasi nunca, apesar das bayonotio» 
deixam.de haver cabeças rachadas, e pernas, 
braços e còstellas maia ou menos trituradas. 

Antigamente por varias vezes chegaram 
mesmo a haver mortes. 

E8GAHQÃ0 ou ESGAN SOM ^portugnez 
antigo— nome queno principio da monarcbia 
rponugueca se dava aos copeiros imórel dos 
róis. O seín.of&cio era darem da beb^ao ret 
na occasião emqve comia em pubKce. 



24 



ESS 



i Aiod^ ooreihado da ii»s80< lereeim rei 
(D. Affonsa il) liavia eseasçdes, poâ em 
orna éscriptiira de doa^^ feita amestre 
Viceate, cteão de. Lisboa, em Sftntarem, atô 
de agosto de 1222, se lhe dá o tUalo de es* 
cansom. 

Fé*. ABtonk) Brandio (Monardila Lusita- 
na) diz.-— «Bseaaçao era o que laDçava.o vi- 
nho na copa» ao rei* ^ 

Pak-eee que o primeiro eseanção que hou- 
Te em Portugal, feito por D. Affonso Henri^ 
qnes, foi Fernão. Peres, eaTàileirormnito no- 
bre e respeitável d'aquella époea. 

Ignorã-se desde qne tempo se principiou 
A dar ao eseanção o tkulo de copeiro-móiv 
o que é certo, é que o primeiro assim desi- 
gnado, cujo nome se acba em docnmenlos 
coevos, foi Fernão Gonçalves Cogominfeo, 
copeiro-mór de D. Affonso IV. segando se vé 
na Chronica de Duarte Nunes de Leão. 

AlgUDs eseriptores também mencionam, 
como oopeiro-mór d'este monarcba, Pêro 
Esteyes. • 

' O emprego de copeiro-mór, veio a confe- 
rir se (desde o ephemero reinado do cardeal 
rei) ao priàaogenitodanobilisima^familiados 
Somsas Menezes.>0 primeiro copeiro-mór des 
ta casa, fo^Franeisco de Souza de Mène^s^ 
alcatâe-mór da 6narda, em 26 de janeivodB 
1^80. Foi também copeiro-mór dos usurpa- 
dores Pbilippe II e ni. Seit neto, Martim de 
Sousa de Menezes, foi copeiro mór. de Phi- 
Jippe IV D. João IV e D. AiTonso Vi. 

Estiss Souzasi e Men^^es, foram depois con- 
das de Villa-Flori porque morrendo, sem â,- 
Ihos legithnos, o segundo conde d'es(e titu- 
lo, D. Christovãò Manuel (filho do. famosis- 
sitno D. Sancho Manuel, I conde de Villar 
Flor) herdou o condado', s^ sobrinho Mar- 
liiti de Souza de Menezes. 

ESGAFAES-^fregitjeziâ, Douro, comaroai, 
4SOneftlho e ikilemetms a £ daFeii^ 3dao 
^. do. Porto, 12 a NO, d'Oíiveira.d'Azeiâeis, 
280 ao N. de Lisboa, 120 fogos. Em ÍUl ti- 
nha iOO fogos. Orage S. Martiuho, bispo. 

Bísptadp do P^rto^ distgictd ad^minfetit^ti- 
i?o d- Aveiro. 

« Sltnado em leriseno aecidentado^ lértibem 
cereaes, legumes e vinho verde, muitos pfr 
nhaes « artotedos 4úiws(rf6^ 



B8G 

• Gfia moilo gado bovino. Éalravesada péla 
estrada real de Liidma: petra* o Norte. Pas«t 
aqui um ribeiro do seu nome. Teraomaea^ 
pella de Nossa Senhora ^s Neeessidaides, 
onde se' faz una romaria todps os annos. 

Antigamente ichamava^» Escapaaes.JB^ 
do mosteájpo de cmzios, deGrijó. > i 

O ordinário, per eorcurso syinodal^ afNreo 
sentava o abbade que Xio^ 2ID|K)0O^ réí»: df 
readiíiiMito* 

fiSGARIGO ou fiSGARRIGO *— fregnezia, 
Beira-Baixa, comarca, e concelho do Fundãié^ 
35 kilomelros da Guarda^ 300 ao £. de liis- 
boa, 100 fogos. 

£m I7SÍ7 tinha 73 fogos. 

Orago & Sebastião, niartyri 

Bispado da Guarda, diatrictò administrai 
tivo de Gastello BrancOi 

Foi vílla^ feita por D. Diniz, que Ihé deu 
foral, na Govilban, em i3 d^ setembro df 
1296. 

Tinha camar^p^e jiútíça próprias. É povoa^ 
çao muito antiga. Foi. por varia$ vezes dc& 
truida comas cerras do principio da mof 
narehia, eapes^ das diligeneías empregar 
das por il. Diniz, -dandp-lhe. foros e privi^ 
legiQs^ nao se pôde conseguir un» siatisâilo^ 
ria desenvolvimeiíto. 
^ O foral da-lhe o nome á'>Eseartigo. 

Bsearrigo ó nome próprio d^^homesH 

O commendador de Malta, da GoYilhai 
(por esta fregueziasercommendàdaorden) 
apresentava o. cura^ que tinha 2OJI0OO réis 
e o péd*altar. - ^ 

X8CUEI60 -^ freguesia^ Beirá-tBaisa^ eo* 
marca dé Pinhel, eonoelho da Figueira di 
Gastello Rodrigo, 24 kilomelros de Pinfa4 
355 ao: E de list^oa^ iáO fof os. . 

Em* 1757 linha 115. fogos. 

Orago S. Miguel, areiqanjo* 

Bispado de Pinhel, districio adoàiniatia^ 
tivo da. Guarda* . 
O ordinário, pòrconearsoy apresentava^ 
vigário, que. tinha 200iâOQ Ké». 

EfiCáRiS— aèdetJi I!raz-Qs^Montee, fo^ 
guezia de Villarinho de Samardan» coouu^ 
ca e concelho de Vilh-Real, 90 kilometros 
aNE.de Braga; 360.ftaN^e Lisboa. . 
.: Ârcebispado/dei Braga e disfnetoi adné» 
Bistiiatlô^ada ViSa-fiêftL'^ 



jr i 



m^ 



# 



< A)(E^ifoier|a(lp,^PiS9()tua^^ 
easa de mna sQft iUl iBater<9a} o. ar. GaidíUp 
Gastelio Branco, o piineicQ roQi^ncteUi da 
actualidade, beoi conhecido^ pelo^ pruaiiores 
iaaen es^io e privilegiado epgeidio.) Tem 
publicado grande numero de romapees^ de 
]8e(»ileslav#l meredmn^. Yíde li$bo^ no 
lugar «ompetenie. 

ESCARIZ — freguezia, Douro, «Mwwoa, 
coneelbA e 90 kilometros ao O, .d*Arowica, 
ao ao «. do Pofto, 10 ao m dGliitfm d'A- 
zemeis» 13 ao SB da Feira» iOO SS 4e Fer- 
medo, 280 ao N, de L)$boa, ââO íogos^ 
£m 1757 tinba 200 fogos. 
Orago Santo André, aposiolD. 
Bispado do Porto, distrido adnôtttftf ali- 
YOd^Aveiro. 

Situada emierreno aoeidea^df^ mas fer- 
tilissimo em cereaes, legumes, hortaliçaae 
vmho (muito verde.) 

Gda muita gado e colmeias. Exporta gran- 
de quantidade de todos estes géneros e gran- 
de porção d*optima manteiga de vaeca. 
' £«iaarlcaÉregttezia,qua8iexelusi(Tamen- 
le«OBiposta de lavradores. 

É ábundann» íde lenhas, principaimente 
depií&ero. Tem caça. 

Frodnze èixporta madeira. É muito aboji- 
ixate d'agttas e aqui oasee o rio Inha, qoe 
desagua usl esquerda de Douro, no sitio da 
Ans do i^a, i Hilombtro abaixo de Pé de 
Xoun, e 93 ao ® do Porto. É aio^a rega- 
da por al^ns pequenos regatos que se jun- 
ttfiiaoliiha. • 

É etfta firegueíia povoada de téniposim- 
'tteiiioriaee, havendo aqui vesUgios iDeon- 
testáveis dos cdias, isto é, varias m&moas, 
«m m piaió da serra de Yér. Pown dis- 
tiates i^estas itiàmoa$ estão* sa do mon^e 
€iffUto ^vulgarmente Gmie) maa já em ter- 
reno da fréguetia de Fermédo» fVide €ni- 
Hf^y ' • '. 

Dôs pontos elevados da freguesia, se vé 
orna vasta extensSo dó Oceano, <|ue fica iS 
kilometros a O. j a «idade do Porte e mui- 
tas freguezias e serraa, 

k tffMja aMLtrit (Sanio Aodré, apostolo) 
éantiquisssima. As paredes são feitaa deâl- 
^Mwiaj màs lòtrftdaa exiertormente dé^^pe* 



JÍf9^ qu^dr^4d$ 4e captairii^ de Qp,15, de 
gromnra^ o qpfi as í^ pareieer ,âe r9t>ustfi 
cantiga. . Estava isto úf>. bem feito qui^só 
36 im fé. d*eate íérro, quaçdo eipa 1844 f 
p^e4e, i9to é, o fârrp e^pí^fio, da parejij^ dp 
S., ganhou uma pequena barriga. 

Quwdo por estas teirras se qu^er àk^r que 
.uvia obra de pedreiro e^ bem eppstnud^ 
diz- se: tEstá segura eomo a .egreja d'£$- 
cariz». Supponbo quq e^f^ dito íoi i\os seus 
priaoipios m^a ironi^i, m^ com o apd^r 
dps jlenD^pQs^ vendo o pfi^vo:a apparent^.jo- 
hostez das paredes, eiiH?0*egpu?o.sénj^me9i- 
le. Entretaiâo, apesar 4a . manifesta aptir 
guidade d'^ta egreía^ e^iá . parfeitaipeQte 
bem eoDservjida. 

Tem uma rta ii«$f o, to4a de boas cruzes 
de fipraAito (çiue o ba em aJ;amdaii€;iae opi^í- 
mo por aqiM) que termina, no logi^r me^ipo 
chamado do Calvário. * 

Ha n*!esla fregueziíi aa eapeUas de S. Mi- 
gue]^ archaoK ^voi Vór, e a de S. Pedpo, em 
Nateea* 

A abbadessa do mosteiro de S. Bento 46 
Ave Mada, da ctdade do Porto, s^nmjS&vsL 
ò reitor^ que tinha SQ^dOQréis, .ui».4eArt- 
vel passal e boa r^dcmeia* 

Eram donaiarías d'JBscafiz as Avirasdp 
referido mosteiro, que eoSúaii os dizioios. 
Ainda exbte^ Junto á egreja, moa grjoide 
casa, que era a tulha d'ellas, em bom A- 

tHáOk • » 

Houve aqui, até ao meiado do século ;iCV, 
um mostehxi de mo^ja»^ benedi<^iiias, «uja 
egreja é a aeioii matms. Era muito antigo, 
mas uao se sabO' por quem, lUeM qitmõ^ foi 
fundado* A actual easa da t9tík»,e um edi- 
ieio que está junto e ao S. cUregi;ejai'tudP 
de cantaria (a tulha ainda muito beín eoQ- 
servada e o> tal eâiMo,, ainda coBLiimides 
sólidas, mas.:ha mais de èo annosde^t^Hi^ 
do e sem porta&aem janâlas de m^ai^f^ni) 
era a antigo/mo^enro. Este passiâiiao ti^ce- 
díagado do Porto, que era padroeiro donM- 
teiro. Quando aevBifpiidmiii ^te eoAv^to, 
favam ^ únirasrd-elleuiHrrae^ás da mwma 
ordem, da Ave Maria, do Porto, ao qusçlâfiS* 
de então fieairam pavteneeaido asrmlaa do 
convento supprimido. A céroa, mattoa jo 
Uttíí^ reste j&iiaitíM»jrara]iL«^3aptiittdo8 



56 



ESC 



ÊSC 



e sao hoje possnidos por vários partienlá* 
res. O hospício dos frades danesma ordem, 
que aqai habitâTani, para os Sacramentos e 
offleios divinos, é a actual residência do pa- 
roeho, e um campo e matto, são os actuaes 
passaes. 

Ao E. da freg^aezia fica a serra do Gas- 
téllo, onde teem apparecido vestígios dos ro- 
manos. (Vide Gastéllo.) 

Escariz era mna das oito fregaezias do 
antigo concelho de Fermédo, que foi <sup- 
primido pelo decreto da regência, de S4 
de outuhro de 1855. Para commodidàde 
dos povosy transferiram esta fregttezia pa- 
ra o concdho de Arouca, que, como Já 
disse, fica a distancia de 20 kilometros, 
^quando a capitai- de extincto, fioava a 1. De 
mais a mais esses 20 kilometros tem de an- 
dar-se por barrancos e barrocas, s«npre 
com o credo na boca e em risco de esma- 
gar os ossos, porque nao ha estrada, e ain- 
da ha poucos annos nem pontes havia em 
vários ribeiros, que no inverno eram inva- 
deaveis. 

ESCARIZ -^freguezia, Minho, eomavea e 
concelho de Yilla Terde, desde 1855; 12 ki- 
lometros a N0« de Braga, 365 ao N. de Lis- 
boa, 90 fogos. Em 1757 tinha 60 fogos. - 
• Orago S. Mamede. 

Are^spado e distrieto administrativo de 
Braga. 

Foi da comarca de Pico de Regalados, 
concelho de PeneUa. 

A mitra apresentava o abbade, por con- 
curso synodal; tinha 2804K)00 réis. 

É terra muito fértil. Muito gado e caça. 

Tinha 20 fogos na fregnezia, da Alheira, 
em Barcellos, e 30 na aldeia de Fébros, da 
•iregamsL da Lage. 

SSCAAIZ-^-^freguezia, Minho, comarca e 
-«Ctecelho de 'Yilla Verde, 12 kilometros de 
Braga» 3tô ao N. de Lisboa, 8Q fogos. 

Bm 1757, esta fireguezia e a antecedente 
fiNrmavam uma só. 

Orago S.' Martinho, bispo. 

Arcebispado e distrieto administrativo de 
Braga. . ' 

É também terra muitp fértil e cria muito 
^ado eeaça. 
« JiSOQIRAL ou ESGOURAL ou ISGUytlAL 1 



—fireguezia, Alemtejo, comanSa e concelho 
de Mònte-Mòr-Novo, 24 kilometros d*Evora» 
95 ao E. de Lisboa, 270 fogos. 

Em 1757 tinha 242 fogos. 

Oragd S. Thiago, apos^rfo. 

Areebiispado e distrieto ádministairitivo de 
Évora. 

Na Caia Branca, d*esta fireguezia, é a 11* 
estação do caminho de ferro de Leste (En- 
troncamento.) 

A mitra apresentava o cura, que thiba 
420 alqueires de trigo e 270 de cevada. 

N*esta freguesia são as grandes minas de 
óptimo ferro, na Serra dos Monges. (Vide 
Monges.) , 

ESCaUVÃO DA PURIDADE— o individao 
que antigunente exercia este cargo, era re- 
putado o ministro principal do rei, cigas 
chancellas tinha a seu cargo para os des- 
pachos de graças e mercês. 

(Era um emprego tão emíneate e 
qnasi com as mesmas attribaiçSêsdo 
lord guarda-sêllos, na Gran-Breti' 
nha.) 

Tinha este logar grandes honras e preemi* 
nencias: era muito antigo, em Porttigal, pois 
já existia no reinado de D. Affénso II, sendo 
então escrivão da puridade, MafaldodeBéja, 
que está sepultado na egreja de S. João, em 
Beja, e cujo epitai^iio lhe dá o titulo de €t- 
crioão da puridade. 

Este Mafaldo de B^a, 4iidou a res- 
gatar, pela segunda vez» a cidade do 
aeu appeilido,.do poder dos mouios, 
na era de 1229 (1191 de Jesus Ghria- 
to) no reinado, de H Sancho I. \ 

Até ao reinado de D. Diniz, todos os nos- 
sos reis—tpelo menos desde D, Affonso U— 
tiveram esorírães da puridade, e bonve 33 
pessoas que tiveram esse titiUe.e âlgnídade. 
Desde ei^tao, nào vejo mais ningqem men- 
cionado como escrivão da puridade. 

ESCUDEIROS-- fregnezia, Minho, coaa^ 
ca, concelho e 6 kilomem» de Bragi, 360 
ao N. de Lidxia, IdOTogos. 

Sm 1757 tinha 104 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo. . . 

Arcebispado e distrieto adnMúHia^tiw de 
Braga, . . .. > . ; 

O meslretescola' (cónego) da Mde&W» 



ESG 



ESG 



57 



apresentava o Yigario, qae tinha 60#000 
réis. É terra muito fertlL 

ESGULCA—portnguez antigo, significa, 
^sentinelia, vedeta. De ^culcar^ estar de ri- 
gía. O mesmo qae atalaya. 

ESGURIAL ou ESGORIAL e Tulgarmeaite 
ARRIAGA --quinta, Bxtremadura, c(»ieelho 
-ie Oeiras. É do sr. desembargador Forjlz 
-áò Sampaio. Tem um liado paiacôte, do qual 
t» avista, d'um lado, Cintra, Gareav^lós e 
"Caseaes, do outro as torres da barra do Te» 
30. Tem bonito jardim e sitios summamente 
•pittoreseos, e um bosque de frondoso arvo- 
Tedo. D*este sitio se gosa uma vista encan- 
tadora. 
. SSCURIAL— vide Escoiral. 

ESGURQUELLA — íreguezia, Beira-Alta, 
'Comarea de Moimenta da Beira, concelho de 
Fonte Arcada, antigamente, e hoje concelho 
^e Cemancelhe. 3ò kilometros de Lamego, 
-384 ao N. de Lisboa, 110 fogos. 

£m 1757 tinha 60 fogos. 

Orago S. Domingos. 

Bispado de Lamego, districto administra- 
tivo de Viseu. 

- Situada em terreno accidentado, próximo 
^0 rio Távora. 

O reitor de Fimte Arcada apresentava o 
cura, que tinha O pé d'aitar e 2M00 réis de 
eongrua. 

ESCRAVIZAR— portuguez antigof, decla- 
rar, explicar, ete. 

ES6UARDAR---portúgueac antigo, dar a^ 
tenção, esperar, atiender, etc. 

ESGUEIRA — villa. Douro, comarca, con- 
celho e 500 kilometros ao N. de Aveiro. S58 
ao N. de Lisboa, 530 logos, 8:100 almas. > 
« Etfi 1757 tinha 554 fogos. 

Orago Sanu^ André, apostolo. 
• Bispado e distrido administrativo de 
Aveiro. 
■ Feira a 30 de novembro. 

E' uma villa antiquissíma, mas não pude 
saber por quem nem quando foi tondada; 
£' eerto que, quando o eonde D. Henrique 
tomou posse de Portugal em 1093y já esta 
povoação era uma popuiosa villa, á. qual 
elle concedeu foral em lllQ, e D. Afftmso 
i¥ lhe deu i)utvo, oonfirmando o a^ntigo^ em 



FVanklim não Má n'e8te8 focaes, porém 
elles vem mencionados em muitos auetom 
dignos de fé« 

D. Manuel lhe deu foral novo, em Lisboa, 
a 8 de junho de 1515. (lÀcro dos foraes no- 
vos da Extremadura, fl. 212 v., col. 2.*) Teve 
Esgueira nmitos senhores, sendo os mais no- 
táveis — 1.» a infanta D. Urraca Affonso, ir- 
man de D. Sancho I, e casada com D. Pedro 
Aíffmso, neto do grande Egas Momz— 2.* ten- 
do-se annullado o casamento da rainha D. 
Thereza (irman de Santa Mafalda) filha do 
dito D. Sancho I, com seu primq D. AíTon- 
80 de Leão, lhe deu este muitas terras e ren- 
das em Hespanha, e seu pae também lhe deu 
em Portugal muitas villas e coutos, e entre 
aquellas se eomprehendiam Esgueira e Mon- 
te-Mór-Velho. Isto pelos annos 1200. Esta 
rainha, fez doação das duas villas ao conven- 
to de Lorvão, ahi por 1202.— 3.* a rainha D. 
Leonor, mulher de D. Fernando. — 4»*, o in- 
fante D. Pedro, filho de D. João I (o que 
correu as sete partidas do mundo) que aqui 
residiu por muito tempo e construiu vários 
edtficios.— 4».**, a Santa infanta D. Joanna, ir- 
man de D. João II.— ^.^ no tranpo de D. Ma*- 
nuel, passou para D. Jorge de Lencastre^ 
progenitor dos duques de Aveiro. Além does- 
tes, teve outros donatários e senhores^ de 
menos consideração. 

Pretendem alguns que Esgueira seja po- 
voação mais antiga do que Aveiro. Teem e 
não teem razão. Aveira era a importantíssi- 
ma cidade romana Talabriea, e é muito 
provável que o sitio que hoje occupa Es- 
gueira, fosse comprehendido dentro da cir- 
cumvalação d*aquella antiga cidade; e é cer- 
to que sáioásL alguns edificios da villa reve- 
lam muita antiguidade; mas a existência de 
Esgueira como villa, ainda que. antiquíssi- 
ma, é mais recente do que Aveiro. Esta dr 
dade, por muitas causas (vide Aveiro) tan- 
to foi decahindo do seu antigo esplendor, 
que, por quasi 7 séculos, era, como Esguei- 
ra, uma simples villa: só D. José I é que a 
lèz cidade em 1760 (mudanáorlhe então o 
nome em Nova Bragança, denominação que 
só durou 17 annos, pois. em .1777 lhe foi 
Instituído,, por D. Maria I, o de Aveiro.)! 

Por espaço de muitos annos (ainda de? 



n» 



issm 



E811 



fiois de ÀTeàro ser elevada a cidade I) dêa- 
se mais impertaiieia a Esgueira, pois qoe 
era aqai a sede do corregedor da comarca 
• Aveiro era a soa õorreição ; mas Bsgaei- 
?a nunca teve assenio> em cortes e Aveiro 
sim» 

É tão antíga a comarca da Esgueira, que 
jà ^stia no tempo de D. Diniz; mas Aveif- 
r« também era comarca, posto que da oor^ 
raçãa de Esgueira^ Foi no meiado do seca- 
10 XY que o inlante D. Pedro reunia as doas 
eemareas, ficando comtado sendo Esgueica 
a sede da correição. 

Hoje pôde e deve Esgueira considerar <^se 
simplesaimite um s^rrabalde. de Aveiro, por- 
que não é outra cousa. 

A abbadessa de Lorvão apresentava o vi- 
gário, que tinha ^OOimO râs. 

Está Esgueira situada em ufiia bella, ex^ 
lensa e f^tiiissima planirle, cem formosas 
vistas por um dibtado borísonle, e todos os 
g^eros da nossa agricuitura aqui abundam. 
A estrada *nova á mac-adam, que por aqui 
passa, é um delidoso passeio.^ 

É aqui a 32;* estação do caminbo de^ kf- 
fo do Norte, a que, vulgarmente se chama 
de Aveire. 

N<y logar do Paço, doesta fregtiezia, ha (eia 
julho de 1873), um homem chamado. Felir 
dano dos Santos, que nasceu em Í76S (!) 
Militou no exermto poruiguez. É dos do 
MousiUon e fez toda a ginerra ehao^da ái 
Petunsída. Este Mathusalran português^ tra^ 
balha na lavoura e conserva em perfeito es- 
lado todas as suas foculdades mentaes. 

Para tudo o mais que doesta vi&i se qui* 
zer saber, vide Aveiro. 

ESMERIZ-T-fregaezia, Minho, comarca 6 
éooedho de YiUaNova de Famalicão^ ISkir 
lometros ao C' da Braga, 343 ao N. de Lis- 
boâ, 100 fogos. 

Em Í7S7 tinha 65 fogos. 

Ora^o S. Pedro, apostolo. 
' Arcebispado » ^trieto ãdjQsnisteativo de 
Bl^a. 

É terra muito fenil. 

Esmeril, é^(^renom^ patnsiíQiieo â'iSf* 
mwrkk 



A mitra, por ceiicui»o ^ynodte!, ap^m^ 
tava o abbade, que tinha 3804^09 Jé\^ d^ 
renâifiaiento. 

Parte d*esta freguezia foi honra de Vekiy 
Rodrigues de Per^a, da lamiUa dos coor 
des de Baroellos. 

£SilOL£R4IÕR-^ei ^mío ou «gnidaÉ^ 
die esmoiér-móir ê dos Biaid antigos do r^ 
no, e andou de t^ni^D teoiemorial nos àkr 
badtô de Alcobaça, até ljB3&« Porém com^ 
oâ aèbaie» gemes, oeeupados no governo, d^ 
mosteiro, não podiam residiar sempre na còp* 
te, nlemeavam um religioso d'aquelia cas% 
^pie servBse na sua ausência, e eonirmanr 
do o rei a apresentação, servia com. o^ simh 
pies titulo de êímolét. (Mm* ít/as^ S.* p^rte» 
liv. 17.^ cap. ô.*?) Depois se vôJo p, dara^r 
tes substitutos^ o litido de miiiolier0$'mé(»oreh 
mas só assignavam eom o título de esmoler 
res; todavia em alguns, adee públicos f» 
vêem assignadps o esmolér-mór e o mesfil^ 
, Na escriptura. da inmitUiK^o do bQ3pita!k 
de Santo Eloy, de Lisboa^ em 4^98, fr. Mar* 
tinho se assigna emofir d'elrrei em^emo^ 
lér-menor. 

Qs abbades podiam nomear e demittir li- 
vremente os seus substitutos. 

No reinado de D. Fernando, era esiçalér- 
menor fir. loãa d'OimellaS) que veio a ser al»r 
bade de Alcobaça, esmolér-mór de C^Ioãol^ 
e seu decidido e leal partidária. 

Mais alguns esmoleres menores ppaa^iapi 
a mores, por serem feitos abhade& de Alco- 
baça. 

Algemas vezes poréoa, os r^s nomeacam 
seus esmeiéres^móres^ rdigiosos que não 
eram abbades de- Alcobaça. 

Em i455 era eamoli^-zuór de. D. Afto^so- 
y, D. fr. Vaseo Tíqocò^. abbadd dê Bou«k 

No »dnado>4e! D. loã^ H, era abb^tde 
Alcobaça, o célebre D. Jorge da Gosta (Qceiíft. 
deal de Alpedritilm, vide A^e<j^inha) mas,, 
^taiido o relmal.eohieiie, nao oiquÚE para 
seu esBiolér (I4€6j|.e nomecMS para^^ste «ia?, 
prego, a Lopo Gonçalves^ e^eUi^ doinfaite 
le Dl J^rges, seu filho. A esfte aue^edeoii^ 
Fornanda, ábbadOí 4o ^amarães^ jà no reif. 
sadó de D. ManUtfL 

Ainda por varias vexes, depoí^ ei^rosraià 
o emprego de esmolér-mór, vários intfi^ 



BSM 



fisr 



99 



duos que nao eram abbadès õb Aloobaíça; 
'fK>r cpe em uma qnestSo soâcltada pelos 
mesmos abbades, e que elles yenceram/dt- 
2Ul a sentença :--^2Va caso 4e não kaver em 
Aictítaça pessoa capaz para aquelle emprego 
(ée esmolér-mór), se poderia fazer a nomea- 
ção em sujeito de fôra. 

]>epoís da extincção das ordens rdigíosas, 
^8 rei» nomeiam os seus esmoléres*móres 
segundo a sua Tontade, mas, desde tô34y 
iéem exereldo qiusi sempre este emprego 
09 patriarchas de Lisboa. 

ESMOLFE— fregaezia, Beira- Alta, comar- 
tíi àià IKangoalde, «oncelfao de Penalva do 
€ast^o^ 24 kilojnetros de Viseu, isn ao N. 
«la Lisboa» i60 fogos. 

Em 1757 tinha 107 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Conceição. 

Bispado e districto administrativo de. 
Viseu. 

. O ai)bade do Gastello de Penalva, apre- 
sentava o cura, que tinha 3!24iQ0O réis e o 
pé â*altar. 

ESMORIZ— -aldeia, Douro» no eoncelha e 
comarca de Bayão, a pouca distanfiia da di- 
reita. á& Doura 

É aqui a bella casa e óptima quinta onde 
nasceu e reside o sr. dr. D. Miguel. Carlos 
Solto Maior Azeredo, cavalheiro respeitável 
e iilastrado^ quç também emprehendeu um 
trabalha litterario quasi no gosto d*eâta obra. 
Ainda está inédito. 

£* povoação muito antiga. «J?m íí20, 
comprai o grande Egas Moniz e sua muVier, 
D. Dorotheay a B^ Ejeuva Prolix Quedas, 
um casal em Esmoriz^ junio ao úú^teUa^ de 
BayãOf por G. fíOQ) módios^ que ella lhes 
dmoy de luôtuosa, por seu marido^ Froila 
Viliniz : e eomo nâd titeese módú dê lhes pa- 
gar ^ veio pedir misericoitdiaj pondo-se dejoe- 
ihoêf beijando^lhes as mãos e offerecenda^Vies 
£Ste eam/, que titéa sido de sua mãe, Bona 
Fáfias, o qtml está debaixo do monte GestOr 
çôy fia marigem da ribeiro OviL (Docometito 
de Alpendurada, de 1120.) 

ESMORIZ -T^ freguexifl» Douro, ooniavea, 
coneelho e 10. kikdnetros aa OL da Fdm, 
tt ao & â0 Porto, m aa N. de Lisboa, ttM 

Jkigq& 
Sm iW7 linha 293^ fogos. . 



Oi»go Sasta Maria, ou Nossa Senhora da 
Assumpção. 

Bispado do Porto, districto administratí* 
vô de AvcirOb 

£* a 35.* estação do caminho de ferro do 
Norte. 

, Situada sobre a costa, em bem cultivada, 
alegre e festUissima phnicie, abrigada do 
N. e NE. por vastos pinheiraes que prodor 
zem muita madeira e lenha. £' abundante 
de peixe do mar, principalmente de sardi" 
Bha, que é óptima. 

E' povoação antiquíssima, pois já era fre^ 
guezia em 897, em cujo anno a doou Goor 
dezindo (com .outras muitas mais de que 
era seiúior) ao mosteiro de S. Salvador de 
Lavra. (Vide Lavra) 

A casa do inbntado apresentava o abi3a« 
de, que tioba 7004000 ré^ de rendimento. 

ESNOGA-^vide Cinuna. 

ESPAÇOS— -povoa que habitavam o lito- 
ral da. provineia do Minho, desde a actual 
fireguezia d' Afife, até proxkno da villa de 
Caminha; sendo o centro das suas povoar 
ções a actual freguezía d' Ancora, no coni^- 
iho de Caminha. 

Ê por está razão que os romanos chamai 
vam â foz do rio Ancora— Fictis Spacorum, 
Pertenciam á chancéllaria de Braga.* Vide 
Ancora, rio. 

ESfADANÉDG— fi^eguezia^ Traz^oa-^Mon- 
tes, comarca de Mirandella, concelhia da Tor- 
re de Dona Chama, até 1883. e desde então 
comarca e concelho de Macádo de CavaUei» 
ros. 54 kílometros ao NO. da Miranda, 489 
ao N. de Lisbfa, 60 fogos. 

Em lt57 tinha 53 fogos. 

(kago S. Miguel, archanjo. 

Bispado e distríeta administrativo de 
Bragança. 

O reitor de Macedo de Cavalleiros aprer* 
sentava • cura, ^e tinha 64(000 réis de conr 
grua 6 o pé d'altar. 

ESPADANRDO — flreguezia. Beira Alta» eor 
marca, concelho e 15 kílometros ao Ck de 
SinfSes» 3(fcao O. da Lafnego, 3a aa NE. de 
Aronea» 4S ao £. do Perto, 314 M N. de 
Lisboa, 240 fogos. 

Edat .1757. thiha 126 fogoi» 

Orago S. Christovio. 



60 



ESP 



ESP 



Bispado de Lamego, districto admteisti^a- 
tivo de Viseu. 

Situada em terreno muito aceidentado, 
sobre a margem esquerda do Douro, em ele- 
vada e vistosa posição, d^onde se descobre 
o convento de Alpendurada e muitas fre- 
guezias e serras. 

£' n'esta freguezia a casa da Villa, da la- 
mitia dos Cortezes Machados. O sr. Tameí- 
râo (barão do Yallado) também aqui tem 
uma boa casa e quinta. 

£' terra muito abundante em eereaes, le- 
gumes, fructas e produz muito e óptimo vi- 
nho verde. 

Caça nos seus mentes e óptimo peixe ne 
Douro. Faz bastante commerdo com«o Por- 
to pelo rio. 

Pertencia ao concelho de S. Fins, que foi 
extincto em i855. Era então da comarca de 
Rezende. 

O real padroado apresentava o abbade, 
que tinha 4S0JS000 réis de r^idimento. 

£* tradição que foi villa em tempos re- 
motos, e que iòi couto, feito por D^There- 
za, em il22. 

ESPARGO— freguezia, Douro, comarca, 
'Concelho e próximo da Feira, 25 kilometros 
ao S. do Porto, 285 ao N. de Lisboa, 35 ao 
NO. de Aveiro, 8 a O. de Ovar,.i50 fogos. 

Em i757 tinha 96 fogos. OragoS. Thiago. 

Bispado do Porto, districto administrativo 
•de Aveiro. 

Situada em terreno levemente aceidenta» 
dO^ muito fértil e saudável. Cria muito gado 
bovino que exporta. 

O papa, o bispo e os monges benedieti- 
nos do Couto de Cucujães^ apresentavam 
alternativamente o abbsíde, que tinha de 
rendimento 3004(000 réis. 

ESPARIZ— freguezia. Beira Alta, antiga- 
mente concdho de Arganil, comarca de Có- 
ja, heje comarca e concelho da Tábua. 40 
kilometros de Coimbra, 295 ao N. de Lis- 
iK>a» 170 fogos. 

Em 1757 tinha 37 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Annunciaçao. 

Bispado 6 districto administrativo de 
Coimbra. . 

A mitra apresentava o prior, que tiniia de 
rendimento 160 jOOO 1^0. : 



: E** terra fertiL 
ESPEÇANDEIRA ou ESPESSANDEiRA-- 

vide Espiçandeira. 

ESPECIOSA— freguezia, Traz^^SrMontes» 
comarca e concelho de Miranda do Douro, 
465 kilometros ao N. de Lisboa^ 35 fegóe. 

Em 1757 tmha 33 fogos. 

Orago S. Genezio. 

O abbade de S. Genezio apresentava o ca- 
ra, que tinha só o pé d^altar. 

Esta freguezia está annexa á de Santa Eu- 
lália de Genizio, da mesma comarca, con- 
celho, ete. 

ESPERANÇA OU NOSSA SENHORA HA 
ESPERANÇA— freguezia, Alemt^o, •eonce'- 
Iho de Arronches, comarca e 12 kilometros 
de Portalegre, 180 ao SE. de Lisboa, 100 
fogos. 

Em 1757 tinha 31 íbgos. 

Orago Nossa Senhora da Esperança. 

Bispado e districto administrativo de 
Portalegre. 

A mitra apresentava o cura, que tinha 
180 alqueire de trigo. Fértil. 

ESPERANÇA -^freguezia, Mnho, comar- 
ca e concelho da Povoa de Lanhoso, 24 ki- 
lometros ao NE. de Braga, 368 ao N. de 
Lisboa, 120 fogos. 

Em 1757 tinha 107 fogos. 

Orago S. Bartholomeu, apostdo. 

Arcebispado e districto administrativede 
Braga. 

E* terra fértil. 

A mitra apresentava o abbade, que linha 
400íim0 réis de rendim^tò. 

ESPIÇANDEIRA ou ESPISSANDEIRA e 
MEGA— freguezia, Extr«^adura, comarca 
e concelho de Alemquer, 54 kilometros^ ao 
NE. de Lisboa, 200 fogos. 

Em 1757 tinha 32 fogos. 

Orago da Espiçandeira S. Sebastião mar- 
tyr; e de Méea, Sahta Quitéria» viifem e 
martyr. . 

' Patriardiado e districto admi&istrati^ de 
Lisboa. • 

O povo apresentava o vigário, coUado^i^da 
Espiçandehra, que tinha 120Lalqueire»tde 
trigo,*2 pipas de. vinho, e o pé^de aRar. ' 

Foi annexa a Santo Estevão d*Alemqni9iL 

Também èra.a povo que iq[)reàantaii^ o 



ESP 

Tígaríó, fjoltado^ dà fireguezia de Héea, qae 
t&ha lOOfOOO réis de rendimeato. 
Em i757 Unha 106 fogos. 

' Já se vé que Espiçasdeira e 
Méea foram duas ffegnezias dis- 
tiselas e independentes, que se 
uniram em i842. A de Méea Já 
em tempos antigos tinha estan- 
do annexa à freguezia de San- 
ta Maria da Várzea da Vilía de 
Alemquen Hoje dá-se vulgar- 
mente a estas duas freguezias 
unidas o nome de Santa Qui- 
téria de Mêca^ mas ofOieiafanen- 
te é Espiçttndeira. 
A egreja matriz actual é na aldeia de 
Méea. 

Os poYos qtie constituiam a freguezia de 
E^piçandeira eram^Espiçandeira, Corçõa- 
ria, Bordálidy e Puticaria — os que forma- 
vam a freguezia de Méea eram-— Méea, Ca- 
nados, Folbandal, Carvalhal e Gatem. 

Na aldeia de Méea está fundada a famosa 
egreja de Santa Quitéria, virgem e martyr, 
que é capella real. 

i £ um templo rico e magestoso; e muito 
concorrido de fieis de diíferentes povoa- 
ções de nmitas léguas em redor; pela nsòii- 
ta ^voção que tributam a esta santa ima- 
gem. 

Segundo a tradição, no anno de 1238^ 
apparecera em um espinheiro, na quinta de 
S. Braz, uma pequena imagem de Santa Qui- 
téria, advogada contra a hydrophobia. Edi- 
ficou-se logo alli uma capellioha para col- 
lôear.asanta. 

, . Principiou a concorreneia a este templo* 
sinho e a devoção dos povos á milagrosa 
imagMu creseeu tanto, que, não cabendo os 
romeiros em tio acanhado edifioio, ae con« 
atraiu, á.custa das esmolas, uma outra ca- 
féúsí mais ampla no sitio da aetuaL 
:\ Foimou-se uma confraria, que veio a ser 
das mais ricas dePcortngal, e no fim do se^ 
ealoXTII se decidia edificar^se um templo 
•tftsto a. sumptuoso. 

s DuMaiia I^.â ^uem foi pedidõauxilio pa« 
ra as obras^ deu por varias vezefi avoltadaá 
tísnaiMy é ás ; fconstrueçSes prinoipiaifam 
0039 giraúde soliidiadeip. 



ESF 



et 



£ tradição que o mestre das obras as não 
viu concluir, por morrer da queda de uma 
dás torres j 

Emquanto duraram as obras esteve a ima- 
gem em uma barraca, de madeira, no sitio 
onde hoje ha umas mesas de pedra* 

Concluída a capella, D. Maria I obteve do 
papa Pio YI, que fosse declarada, pertença 
da Baailica de S. João de Latrão, de Roma, 
6 como tal gosa das grandes indulgências e 
graças espirituaes d*esta famosa basílica. 

A confraria tém irmãos, não só no eonee- 
lho e immediatos, mas até á extremidade 
do Alemtejo. O seu rendimento anda por 
1:200^000 réis. 

É um dos mais «vastos, ricos e magesto* 
SOS templos ruraes de Portugal. (Vide Méea.) 

Na aldeia da Espiçandeira está a egreja 
do martyr S. Sehastiãa matriz da freguezia 
do mesmo nome, hbje reduzida a capellaé 

Não é edifício muito antigo, mas pelo 
abandono em que está, desde que deixou 
de ser egreja parochial, está a desmante- 
lar-se. Tem um só altar, e nada que seja di- 
gno de menção, a não ser um tumulo, de 
pedra grosseira, sustentado por dois leSes, 
tendo na pedra superior, em relevo, um 
cavalleiro vestido de ferro, 6 de espada á 
cinta. Tein a seguinte inscripção: 

SEPULTURA DE FR. JOÃO BOTO PIMENTEL 

DA ORDEM DE S. JOÃO BAPTISTA, 

COMMENDADOR DE TÁVORA E ABOIM,. 

E DE SANTÁREir, B DE N. S. DA PORTELLA 

DE VEZ E DE- S. JOÃO DE VALLADARBS. 

i^UAL FALLEGf U NO ANNO DE 1683, 

A 8 PE FEVEREmO. 

Os Botos é uma íámilia muito nobre de 
Portugal, cujo tronco fpi o desembargador 
Ruy Botelho Boto, filho de Ruy Boto. 

Possuíam uma quinta, na aldeia da Es- 
pinçadeira, ou aqui próximo; mas já emi 
1750 aqui não existia nenhum membro does- 
ta família. Suppoe-se que esta quinta é ho« 
je a dos srs. marquezes de Alvito. 

As princípaes propriedades doesta flre- 

guezía, são: . . 

Quintas 

De Bmneo^ do se. D. Joi^ de Mello da Ca** 



<2 



ESP 



ESP 



nba Meadonça e Menezes^ marqpez de OMo, 
Oioje Mleoido). 

De Cima, do sr. Francisco de Lemos Sei^ 
XAS Lacerda Castello-Braaco. 

Do Carvatíixa, do sr. A. Soares Leal.- 

Da Boa Vista, do sr. J. F.. Leal da Gosta 
Fajardo. 

De S, Braz, do sr. J. Caetano Bamidas; 

Do Casco, do sr. F. J. d^Albuquerque. 

Do Valis MouriscOi do sr. M. J. da Gosta 
Carvalho., 

Dú Rangel do sr. conde de Mesquíteila. 

Da Espiçandeira, do sr. José Lobo Garcez 
Palha d' Almeida. 

De D. Carlos, do sr. D. José de Melk) da 
Gunka Mendonça e Menezes. 

• ' 
Casaes 

Do Carvalhal, do sr. A. I. Paficadares. 

Dos Âmarellos, do sr. M. F. Ferrdra. 

Do Padeço, do sr. J. F. Leal da Canha Fa- 
jardo. 

Da Costa da Raposa, do sr. A. 6. Crespo. 

Do Outeiro, do sr. M. Pereira.. 

Dos Bugarreos, do sr. h Pereira. 
< Do Fiandal, da ^.' D. Maria do Carmo 
da Silva Paim. 

Do Miguel José, do sr. J. Carvalho. 

Dos Sobreiros, do sr. Anionio Pédre. 

Da Marinella, do sr. Pedro Ribeiro. 

Da Paineira, do sr. Carlos Joaquim. 

(Vide Meca.) 

ESPICSHEL^Vide Qc^o do Espichel. 

ESPINHAL— freguezia, Douro, comarca 
da Lt)U8án, concelho de Penélla, !K& kilome- 
tros a NE. de Coimbra, 180 ao N. de Lis- 
boa, 520 fogos. 
; Em 1757 tinha 345 fogos. 

Orago S. Sebastião, martyr. 

Bispado e dístricto administrativo de 
Coimbra. 

O prior de S. Miguel, de t^enella,. apresen- 
tava o vigário, collado, que tinha lOO^ÓÒO 
réis. 

^ £ terra fértil. 

" fiSPINHEL — flreguezia. Douro, comarca 
e concelho de Águeda, 12 kilometros a NB. 
de Aveiro, 250 ao N. dc^ Lisboa, 350 fogos. 
.::£qi' 1757 tintia 87 faiQ4i 



: / 



Orago No^a Seidiorâ dà Assâlopcio. 

Bispado e dislricto administrativo dH 
Aveiro. 

Tem minuta para o foral novo, na gave- 
ta 2d, maiço 12, n.« 12, dá Torre do Tombo. 

A casa ée Bragança, doDSSiluria á'esta fre- 
gúezia, aprélsentav^ o vigano, que tinha 
2OOi0OOO réis. 

É terra muito fértil.' (Vide Eixo.) 

ESPINHO—- freguezia, Minho, comarca, 
concelho e 5 kilometros de Bi^aga, 360 ao N« 
áe Lisboa» 80 fogos. 

Em 1757 tinha 59 fogos. 

Orago S. Martinho, bi^o. 

Arcebispado « districto admhiistrativo de 
Braga. 

O deão da Sé de Braga apresentava o vi» 
gãrio, que tinha 50^000 féis. 

ESPINHO-^freguezia, Beh^ Alta, cotei"* 
ea e concelho de Mangualde, 12 kitom^tros 
de Viseu, 275 ao N. dè Lisboa, S70 fogos. 

Em 1757 thtfaa 193 foges. 

Orago S. Pedro, apo^olo. 

Biquido e drstrtcto administrativo de 
Viseu. 

Os condes de Belmonte apresentavam o 
abbadf , i^ úú\a 5OOi0OOO réis. 

APINHO --firegaesía. Beira Alta, «bmaúT-» 
ea^ jde Santa Comba Mo, concelho de Mor* 
tagua, 30 kilometros de Vizeu, 250 ao N. de 
Lisboa, 35Ó fogos. 

Em 1757 tinha 252 fogos. 

Orago S. Pedhro, apostolo. 

JKspado de Coimbra, distrieie administra* 
tivo de Vizeú. 

Consta que no principio da moBarelHã 
fof viiià. D. Affonso I lhe deu foral em 1144. 

£ terra fértil. 

O cabido da Sé de Coimbra aprflsi»ita«ã 
o vigado, qiie tinha 220^000 réiSi 

ESPINHO -^ formosa e gi'ande pòvt>«^ 
Douro, fí^egtiezta^é Anta, comarca, coÉse^ 
lho e 10 kilometros a O. da Feira, 24 ao S. 
do Porto, 285 ao N: de Lisboe^ 300 fog^s. 

A população é fluctváiiite. No teiiipoAes 
banhos do mar pôde orçar^se em 3:á00lil^ 
mas« íóra d*es$e tétíij^e 4aidai& psr látias 
IMO du 600. 

Aimla cm 1840 não 30]^ Espinho .mais 'te 
que uma informe afgtomei^a);^ ^ piefOfli^ 



nas casas de tabaado, ((^amadas pálhêirés) 
6eeapadas por polyres t)dsGadore8. Foi sen- 
do inóda èfitre a$ fánilM Tieaê á^ Terra 4ã 
Fék% íteoi paia alli tomar babfaos e nãtei- 
tas d'ellas alli eonstrofaraúi faHkeiroê tiro<* 
{jrvos. Ao pi^indpio erá moda ^rem feitos 
de iáboas, dept^s ialguns os constrolraivi dd 
l^ra e eal, mas !éri>eos. 

O Mecido José de Sá Gouie, ii«o indus* 
CMa! (fabrleaote de papel) dà freguíezia de 
Oleiros, d*este concelho, fez em Espfbhõ, aM 
^ 1843, uma bdla môrád^ êb casas, de 
p«dra 6 Cál, de um andar, Vasta é elegaáftte. 

Ifàitos mais òavallidros foram éonstniiii-' 
dó bonitas casas de pedra e cal, mas sem 
ontem nem ^regularidade no seu âlíáhamen- 
«0, até que a camará da Feira prt^tMefndoa 
^^bfe isto, marcando os arruamentos, e ago- 
ra, as que modernamente se teem construído 
é vão construindo, íà fermam rtiás regula- 
res. Está pois boje EsplDfao tíma linda e já 
não pequena Villa, e em poue^ annos de 
cerco s^á uma das b(xas villas de P^tugal. 
* Tem uma capella, um club« um t^t^imo 
bote) (além de butros bons, mas secunda- 
ftbs) cafés, bilhares, restaurantes» ètc. 

fá ^ Vé que está situada sobre a praia 
Ao àdaiitfco, e o seu soVo é areia; porém, 
pt^olime blesmõ á povoado, ha terrenos cúl- 
ãvàiios e ferteis. É uma vasta, amena e sau- 
dável planície. 

Hoje, nãÒ sSo só litmilias da Pefra que vào 
{[cassar a cataçSo de banhos a Espinho: âfli 
concorre muita gente d^diveira d*Azémeis, 
Arouca, Porto e oiitfas muitas terras. 

A sardinha d*Espiúho é justamente famo- 
sa, pela sua óptima qualidade, (superior á 
de Nantes) em todo o reino. 
' Hiétsí mais Espinho a grande vantagem de 
ser estação do eaminbo dé fèr^o do Korte, 
â 36.SO que faèiiita á concorrência dtjs ba- 
ntífetas. 

Faz«se aqui annualmente a grande ròtta- 
ria de Nossa Senhora da Saúde, á qual afflue 
^á Immeasa multidão de geute, não só dos 
pbvus' icírcumviàitíbos, mas áfó do Pofto, 
ÂVeih), Feira, Ovar e outras povoações. 

Os habitantes pelrmanebfes d'Êspinbo fa- 
iem fraude negodo ebu asTátiriliiaáqíue^o 
i bauhes, desde julho até nóveúibro, éin alu^ 



ESP 



63 



gueis de caias^ ^serviços, vebda de comesti«' 
veis etc 6tc. e ainda nniito mais (áriamse 
perdessem o seu mal eàtendido e prejadl- 
ciai egoismo, pois exigindo pelos geoett)» 
alimenticliBS ura lacro desarazoado, finem 
com que multas famílias se surtam d'esses 
géneros^ do Porto, perdendo os d'£spinh0 
tuio poi* quererem ganbar Miiío. 

Mo {Hincipio de Abril de 1^74, deu aqui 
á costa uma monstruosa baleia ^ morta, que 
tinha 30 metros de coB^rído e 6 d'attúf a. 
Tinha 5 ordens de dentes, muito agudos^ e 
8 barbatanas (4 por lado) nmiio semelhan- 
tes na forma e no tamanho ás asas de lun 
moinho de venio. Appareceu a uns 2 kilo- 
oíetros da povoação. 

ESPINBMO -.-freguesia, Beira- Alta, anti>^ 
gamente comarca de Táboaço, concelho de 
Trovões liofje comarca e concelho de S. lòão 
da Pesqueira, 3SS kilometros de Lamego, 330 
ao N de Lfshòa, 90 fogos. • 

Bispado de Lamego, districto admimsttla- 
tivo de Viseu. 

É terra fertiL 

Esta fr^guezia não vem mencionada nó 
Fôrtmgáí Sacro e Profano, provavelmeáte 
por esquecimento. 

ESPINHOSSUfeA^-lreguecla Trai •os-Mán* 
tes, coniatca e concelho de Bragança, 60 1d- 
lometros de Miranda, 480 ao N de Lisboa» 
fôO lògdi 

Em 1757 tinha tt8 fogos. 

Orago Santo Estevão, protomartyr. 

Bispado e diátrieto administrativo dó Bra-^ 
gançá. 

A casa de Bragança, donalaría d'esta fre*» 
gnezia, apresentava o abbade, que tinha da 
rendimento 400if000 r^s. 

ESPINHOSO— firegtiezia, Tráz-os*MoiitiBS, 
comarca é concelho de Vinhaes, 60 kitoMe* 
tros de Miranda, 440 ae N de Lisboa, 80 
fogos. 

fim 1787 tinha «O fogos. 

1 Os velhos pescadores â*aquí, dizem qUé 
não era baleia, mas um monstro maritmó, 
de uma espécie desconbedda por elles. Não 
me eonstaqtte«ate cetáceo fosse vhtoe clas- 
sificado por pessoa competente, que lhe des* 
se o seu verdadeiro nome, sé efectivamente 
não era baleia. ' - 



64 



ESP 



ESP 



Orago Santo EsteTao, protomariyn 

O abbade de Candédò apresentaTa o ear 
ra, qae tinha 8#000 réis de eongnia e opé 
d*aitar. 

Esta fireguezia está ha mnitos annos.an* 
nexa á de Gandédo, no mesmo concelho^ o 
comarca, bispado e districto administrativo. 

ESPIRITO SANTO— fregaezia,Alemtejo, 
comarca d'Almodóvar, concelho de Mértola, 
ISkilometros ao O de Beja, 180 ao S de Lis- 
boa, 360 fogos. 

Em i757 tinha 406 fogos. 

Orago Espirito Santo. 

Bispado e districto administrativo de Béja. 

Terra mnito fértil,— mnito gado. 

A mesa da censciencia apresentava o ca- 
ra, que tinha i20 alqueires, de trigo, 90 de 
cevada e lOifiOOO réis em dinheiro. 

ESPIRITO SANTO D^ARGA— Vide Arca. 

ESPISSANDEIRA— Vide Espiç^deira. 

ESPITE — fregnezia, Extremadora, co- 
marca de Thomar, concelho de Yilla Nova* 
d'Ourem, 18 kilometros de Leiria, 144 ao 
NE. de Lisboa, 300 fogos. .' 

Em 1757 tinha 276 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Gloria. 

Bispado de Leiria, di&tricto admisistraU* 
vo de Santarém. 

> Ha aqui minas de carvão foseil. 
- A mitra apresentava o cura, que tinha cem 
mil réis. 

O Portugal Sacro e Profano^ diz que o 
orago d'esta freguesia é S. João Baptista. 

É terra fértil. 

E8PIÚNCA r- fregttozia, Doaro, comarca, 
concelho e 15 kilometros a NE de Aroucs^ 
40 ao O de Lamego, 324 ao N. de Lisboa, 140 
fogos. 

Em 1757 tinha 300 fogos. 

Orago S. Martinho bispo. 

Bispado de Lamego, districto administra- 
tivo d*Aveiro. 

Situada em terreno montuoso, mas fertil 
em cereaes, legumes e fructas,- óptimo azei- 
te, muito e superior vinho verde, gado, mói 
cera e muita caça. 

Cria bastante gado de toda a qualidade. 

O abbade benedictino do convento de S. 
Joaò d'Alpèndurada apresentava o vigário, 
que tinha 50^000 réis. 



<Vide Comes e Sarabigdes.) 

O rio Paiva, que passa pela exiremidada 
norte dafregaeija divide o districto adminis^ 
tralJivo d' Aveiro dO;de Viseu e a parovincia 
do Douro da Beira Alta. 

É povoação antiquissima, e em nmitos do- 
epmentosantigos se lhe dá o titulo devilla*. 

Em 1750, era esta freguezia da comarca^ 
de Bracellos (1) e do concdho de Paiva. 

Em 1139 era do concelho de S. Fins, ho^ 
jeextincto. 

Houve aqui um. antiquíssimo convento d& 
freiras bentas, que foi supprimido no seeu-> 
lo XY, hindo as freiras para S. Bento do 
Porto. Em 113^ Elvira Mendes, prioreza^ 
da Espiúnca, doou uma hei:dade ao padre. 
João Guilherme, seu abbade (confessor) e a 
Martinho Pires, sobrinho d'este, com a con<* 
dição de ficar livre por morte d'ambos. 

No instrumento da união da egreja da 
Espiúnca, ao mosteiro d' Alpendurada, feita 
por D. Rodrigo, bispo de Lamego, em 1329^ 
se manda que o vigário da Espiúnca receba 
annuahnente de côngrua ^Tres modios dwi» 
8io$ per médium^ paniSf saliginis, ae milUp 
atque vinijjer mensuram de Nespreira, mêna 
eurrefUem;hoç unodopidelicet: quodyLgmr' 
tarios pani9 recipiat annuatim in Fetío &, 
MichaeUs mensis septmbris: et VI puçalia 
vini annuatim in Festo S. Uartini^ mensi$> 
novemb^ris.^ etc etc. 

ESPORÕES — freguezia, Minho, comarca, 
concelho^ e 18kilometros.de Braga, 360 aa 
N de Lisboa, 130 fogos. 

Em 1757 tinha 175 fogos. 

Orago S, Thiago apostolo. > » 

Arcebispado, e districto administrativo d& 
Braga. ^ ,3 - 

A mitra apresentava o vigário» collado, 
que tinha 80 jOOO réis. 

Houve aqui um celleiro, para emprestar 
milho aos pobres, fundado por Martim Ri* 
beiro. 

. È terra fértil. 

. Dava-se a esta freguezia. antigam^te a 
nome de Asperges .e Esperões. Nas provin-, 
cias do N dão ás pedras d'amplar. o UQpia 
de asperões, ou esporões. 

ESPÓZENOE^villa, Minho, oomarca, a 
14 kilometros a O de Barcellos^ 33 V^ ao O 



ist 



ESP 



Hlê Bra#à, H^ do SO 4« Tiàboa-do GasMo, 

' 14 ao N. da Povoa de Varzim^ 40 aoKO do 

P)M^, 31^ ao N delidboa, &d01b9ò6<(ein 

mna fregnezia) 1:650 almas (ne concelho 

^:330:) 

Em 1757 linha 183' fogos.* 

Orago NoBsa 9e»iiiorá> da iSmQay mtíga* 
oienle, e hoje ífoása Senhora 4oft A^os; ■'. 
^ EÁk eái 41»' 91' de latitude, N,e tô' de 
loagitttde oeeidíÈ»taL = 

Situada em plano, sò^rea-i^e^taf e na foz 
do Cávado, eotn ia» pe()ti^o^póflo dè mar 
(\Hiieo 4ó disti^kto adtnmístraliva He Braga) 
para hiates e rascas. Era defendido pornAi 
forte qae ha muftiesiitittosestà desguarneci- 
do e mnito arruinado. Tem pharoL Tem doas 
kÁfSíd atiamsm; '- em junho e dezetiabro, am- 
bas muito concorridas. 

Õ s^i lei^torio é' fólrtíl em cereaee, vinho, 
linho e f metas; lÍQíito^ peixe. ' 

Em frente e na margem esquerda do Cá- 
vado, fica a fjreguezia de Pio. 

É^ provável que os- romanos ^U]uliestábè- 
ieeeèsem alguma estaçio naval; de mái<M^ ou 
ttoDor Importância, nias disso alo har ves- 
tígios. 

Gdtisfó porem -que ^te rh> foi' naivegavel, 
desde a sua <fos até Prado; subatbibs dè Bra- 
ga. Hosiitiiiae» io MUííkipio, de^Espózénde, 
lese qae a barra do Gávaido foi antigamen- 
te muito impoftante, havendo n^te -porto 
70 a 80 navios d'alto bordo; e ainda pelos 
annos de 1807 a 'l:80í, afizeram n*este por- 
to grandes e vastíssimas obras, que a inva- ; 
isâo íirancèfzaiméPt^pMi^inae^qné atnáa ho- 
je attestam a itupoytahoíaqui&esCBpom' me- 
recia ao governo do prin($ipeyegi»nto(âepois 
©. Joào VI.) Hm 1^, o- govertio decretou 
ia cobran^ de um imposto sobre f odaíS as 
limrèâKlorias fn^ortadas e exportadas por 
lesta barra e sohiis a lotação dos navios, com 
exoltisiva applicáçlo aos nielhòranientos do 
ppHo. Chegaram a^ fazer^e os. cbmpetenfiés 
-estudos^ e algumas Gíbras preleminàres, Éias 
itifélizménte a paèiflGà (aisim se denomitióu 
a revolta de^ i868) lez outi>ai vetiníterrom- 
per os ti^abalhos; e o tal imposto lem eoú- 
tfntiado a receber'''se,'leiido pfroâuzido até 
íítíie úma^avoltadfi-somma, qmsotem dis- 
trahido da justissima e urgentci applicft^ 

VOLUME m 



para^iqaetiQffa deatidada; sem ({«e asgoven- 
nos desde então queiram empãregar nada do 
que !rec^m, n'eàte importantíssimo me- 
lhoramento. . • ; ; 

No melado do^secuio XYII .se vieram aqui 
•estábeílecer.viarías'familias»de:& l%uâl êm 
•Marinlias^ para darem. impulso ánavoga^ 
e á pesca. 

Éda casa de iBraginça. 

•Teve esla.vifia pleito com Fie, sobre os 
direitos :da barra, mas Fão venceu, por ser 
mais antiga. 

Tem hospital « casa de Misericórdia mui- 
to rendosa. . -■ ^ ■ ' r- . 

Tém uma sumptuosa egr^a matriz. Ibii- 
to peixe. 

O seu tenlEorio é. f^til em oereaes. Ha 
por aqui alguma caça,* criabastante. gado» 
produz pouco vihho e ináo, grsmdo abundân- 
cia de sebòlas e alhos. , • :. > 
. 'N'este concelho; na. freguezki de &£av- 
tbdomeodo Mar, houve um convento d^ 
moDges benedietíiioa, que se reduzia a vi- 
gariarja no principio do século XYIIL 

Em S. Miguel d'AÍYarães, doeste eoncâho, 
existem as roinas^de uma torce > antiquíssi- 
ma, chamada do Silveira. (Vide Garbôna.) ' 

Nafuegueziã.de S. Joftião do.Freixo, ton* 
bem doeste ooneelhe, está o antigo «astello 
de Gurutéilo (cunUelij» ó< diminutivo de cu- 
rato; ttiod torre e muralhas, que foi dos Cu- 
rutéllos. 

Tide- Cávado, Fãoy Már e Alvaraes. 

Actaatae&te a barra, por ser de areia ea- 
tá nmito. obstruída, o já com dífflculdade.é 
demandado, este porto âliaz importante. Foi 
eifivada a c^thegdria de Yilla por Emeí D. 
Sd)astiãe, em 15 de agosto de 1672. Tem es- 
paçozos paços municipaes, sobre elegante, lO 
sóTida arearia e de^ vistosa architectura, ha 
pouco restaurados, e alargados, onde se a- 
cham instattadas commodamente todas as 
repartições publicas, e que tem sido admira- 
dos, e«k)giados por todas as pessoas que os 
tem visitado. É sede dapma delegado fis- 
cal de primeira ordem, da Alfandega de Yi» 
auna^dpCastellQ; Tem uma estação telegra- 
phica considerada do estado, uma Bihlioie* 
ca ihunieipal,' uma casa de esepla, do toga- 
do^ do cbnde de Ferrehra;uma Môsericordi»» 



IBSD 



^ m Hosplul, estabdetíte iB pMBo, 
'An boss ftndtfOMb. 

Tem imi eemilcrío pndriieo, íieifo pda et- 
mara, e aberto em 1855. Posne «ma Ma 
6 aolMa eadeia ie três prássumoA, útttada 
"M loeal mais oeotral da TOla, e am bom 
Mateiro onde le lem Mto impertanfeaeeií- 
stmcçdes navaes. 

Está ligada com Bméllos e Braga, por 
mia Mrada direita, atnaeâan, por oBde es- 
tá estabelecida vfjçao regrar flatre estes 
pontos^ e finalmente a estrada mnnidpaln.* 
if em mnico adiaiftada eonstraeçio (iB74) 
em breve ligará por uma boa estrada ao 11- 
loMkl, esta filia a Pofoa» de Varzim e a Yfàn- 
na, dandolhe muito mais importância» e ea- 
ttorfanéo o trajecto entre o Perto e Viama 
•eèratde^lO kilonetros. 

É terra 'de mita Éneiàtiva, e o estidbele- 
eimento e empreza para iMiiihos do mar, de- 
tido á eileifta dos seus habitantes, e que a 
'ft&pMnsa pertodiea aiiiUa á ^vèo eneonlioli, 
ieve <iar4he valioso impidso. 

Periélíoem ao sen eoneellio as fregaezias 
d^ApeMa, apontada coiiio 1)òa estaco para 
bailios do mar; a de Pâo (qne aignns ^re- 
tebdem ter sido a antiga cidade romana de 
'Agttas^^eHenas, vide Bárcellos) importímte 
«]^la Stta Itldnstria, e commeroio marítimo'; 
a de 6. Bartholomeu, que foi e berço do aè- 
mal ministro do reino osr. Antojuo Rodri- 
gues Sampaio. 

O solo do eoncelhb é abundanle eA ibda 
a <|iialidade de fructos do nosso paác, e ha 
aqtil'dlfférentes minas de Tarios mcltaes: o 
o iM« dima é e sadio. 

Mn tabofldatite pescaria, e possue a car- 
go ta éaffliaHi um barco salva vidas com soa 
«stftçSo. 

Bxpòrta feereaes e muitas madeiras; i!m 
frente ft sua costa éstSo os penedos denomi- 
^■adob Cavttllos Pão, muito oonfaeciâos dos 
-mreàmes. 

O cabido da 96 de Braga apresentava o 
vigário, cMtado, que tinha iSOllOOO réis. 

o concelho de Eiqpóíènde é composto de 
IS (ftnstfaeelasy «que sSo: 

Apúlia, AntM» Bellinho» Gurvois, Ispó- 
MuAo» N<^ Fonte Bte» Fotjaé^ Gandaia, 



nirt<ftii>liar,littiÉto,PahD€to,Btofirt» 
eTna«€bafe. 
VMe Gavalloa de Pão^ Baieelte e Bnii.. 

EQUIStUGOS*^ habitantes da paraliíau 
antiquíssima chamada MqueãU ou .fifalna,. 
que era proiimo de Rarmuxlti^ na diasMel^ 
lar ia 4e Braga, d'0Bde também ^ra peiíeo^ 
dísemie. Parece que o seu nome vioto de* 
AguíE $Uim. D'estes povos só hz mimigiJ^ 
Phnio, e a hiscríp^^ da pente de (^«ves. 
JNio ha d^dks OD&ras memorias ou tradifSes.. 

E8Q1RUIRA POSmaraSA^em 1830 e 

ia7a 

BmlSSO 

^aos,^— S. Sebastiac^ Rainha e a Joio^ 
VI. 

Fi^agatoêf ^--Pemla» Diiana» Príncipe Real,. 
Amazona, Princ^ie D. «Pedro e Duquesa de- 
Bragança. 

Corvetas, ^--Vrania, Princesa Reai, Iieal- 
dade, lalante D. Miguel^ Tntao, Voador. 

BrigueSj ^•^ Gloria, Tejo, & Boaventura,. 
Gonstandct, Isíhnte D, Sebakiào e Providien- 
cia. 

Cearmos, ã — Gaktbea, Maia o Cardoso,. 
Orastes, Veaos e Princeza Real. 

EêómiaSf ^-T-AndorÉiha e Artilhekai. 

Hmíê, i^SanfAima. 

Ao todo 29 "vases de guerra*; , 

IS/m mw ' 

Tiáos^ i«- Vasco da Gama (desarvorada e 
incaf^ de seri4çou Principiou a sua eo»* 
struo^ em Í8d2). 

FrafEaoêy i-— D. Fernando, (n*este navio 
está estabelecida ^ escola pratica de artílho- 
ria naval). £ste vaso, decorado com opoffir 
poso nome de frc^siata, não passa de uma po- 
bre eharrúOf que só serve para estar tmr 
deada no Tejo com a referida applíoaçâa» 

€orvetaSy iO— Eetephania, BartholoBaea 
Dias, Sagres, Duque de Palmella, Iníiante D. 
João, Buque da Teroehra, Sá da Bandeira e 
Infante D. Henrique ^(era a corveta inu^esa 
Hawk, que tanto deu que Isdlar, pelo seu «x- 
eessivo custe^ sendo um nam velfu^ e ínl** 
gado 'imeapas de servi^apelo almirantado 



J9(l^z^ Giiamii^sepriBMirQ^^iii GU E(imn0$ 
e40{K»» $mínfà$Ue D. H^nrtgne. Tinni-9e- 
S||B o m^hafre que tioba à proa, poodo-ae 
em seu logar as armas do intote D. Heari- 
9ie.) Temos mais aa corvetas de vela Da- 
BMío (desann9d4)r Nava Goa e D. João Pri- 
ineiro. 

Vofiores, ^^-^MiodeUo» Argôj», hyjim» Zar- 
OQ^ T^o e llaría Axvpa. 

Canhoneiras, 4^ Rio MiDhOi Goadiana^ 
daoiiães e Príncipe Carlos. 

Briguês, i --Fedro Nwies. 

TVgttjpottefy i— Hartiobo de Mello. (É 
uma barca de vela.) 

Micufnas, 2-^Lazarim e Napier. (Ambas 
desaroadaa.) 

SUaes^ S^^ Ibomé, PeabaFinoe e Al^ 
garve. (O biate S. Tbomé e3tá reduaido a . 
fmtãa, em JUeanda). 

Ao todo, 29 vasos de guerra. 

Vfmoa (em 1874) 4 atamnm^, 8 c^taes 
^Bfliíaf e guerra e i8^piià6s de fragata. 

ESQUEIROS— freguezia, Minbo, até 1895 
jK^Q^^nçade Pico de Regalados, cevQelbo de; 
YiUafGtaaiv e deadi^entãe comarca e conee- 
^ de ¥illa Verdie, 14 kilometros a NO. de 
S^raga e 835 ao i^. de Lisboa, 70 fogos. 

£m 17^7 tinha 55 fogos. 

Origo S. Pedro, apostolo. 

Areeb«piido e districto admiaistratívo de 
Rraga« 

A mitra aiuresentava o abbade, por eon- 
iwso, syopdal, o qual tioba 350^(000 róis de 

rendimento. 

£' terra mpilo fértil. Cria muito gado de 
ioda. a qualidade^ e nes seus montes ba 
9Wta «aça. 

S9Q1WQU)— português antigo, koje usa- 
4«fuP^ T^rra da Feira. Passagem a través 
de uma p^red^ feita com degraus perma- 
Hfi^Sy.por onde .possa passar gente, mas 
JM^ ^d» giiosso ou miujiío. 

fS8TAÇ0ESl!BI.£<RAPBIGAS— (segundo 
a deicreto de 7 de abril de 1869). 

^stag^es que devem Julgar-se de pri- 
meira ordem ou do estado 

« 

Por estarem nas o^piKi/et, im ^ttrictot 



WT 



67 



Lisboa, Porto^ Bragança, YiUa Real, Br^ 
ga, Yianna do Castello, Viseu, Aveiro^ Guar- 
da, Coimbra, Leiria, Santarém, Castello Bran- 
co, £vora9 Beja, Portalegre e Faro. 

Estabelecidas em praças de guerra, 

conmmim de dimlies e postos militares 

importantes^ 

Cbaves, Vallença, Campo Maior, Elvas^ 
EaLtremox, Tavira e Gamide. 

Juitío ás residências reaes e ás cortes 

S. Bento (oôrtes). Necessidades, Ajuda, 
Betem, Mafra, YiUa Viçosa, Cintra. . 

Alfandegas e estações centraes dos caminhos 

de ferro. 

Barca d'Alva, alfandega de Lisboa, alfan- 
dega do Porto, Devezas (estação do cammbo 
de ferro do norte), Elvas (estação do eami* 
nbo de ferro de leste), Gaminba, Marínl^ 
Gdrande e S. Martinbo. 

Nos portos de mar e semaphoricos 

• 

Luz (foz do Douro), Figueira, Peniebe 
(cabo Carvoeiro), Oitavos^ Cascaes, Parede, 
S. Julião (foz do Tejo), Paço d' Arcos, Bom 
Successo, Arsenal, Pragid, Sagras» O^im o 
Setúbal. 

Succursaes 

Correio Geral, Largo do Rato, Bemposta, 
Cães dos Soldados, Cantareira. 

Por terem rendimento superior a mil 
telegrammas por anno. 

Villa Real de Santo António, Régua, Gui- 
marães, Lamego, Villa Nova de Portimão e 
Lagos. 

Por serem indispensáveis ao serviço, por se* 
rem no entroncamento ou intermédios. 

Monte Mór, Barreiro, Villa Franca, Abraa- 
\lfis, PQQibal, Caldaa» Mealbada» Cdorico da 



- I 



68 



EST 



ÉSt 



Beif a^ CovilbâD, Foz Cto, IGnmâdla e Oli- 
veira ãe Ázémeis. 

EsUçSes qne derem ser oonstderáâas 
como munioipaet 



Águeda, Albergaria Yelha, Albnfeíra, Al- 
cobaça, Aldeia Gallega, Amarante, Arcos de 
Vai de Yez, Alemqner, Barcelies, BarqaíDba, 
Batalha (Porto),- Borba, Cartaxo, Ericeira, 
Eftpózende, Pandão, Goaveia, Lagoa, Lonlé, 
Mangualde, Mértola, Moncorvo, Mattosinbos, 
Penafiel, S, Joio da Pesqueira, Pinhão, Po- 
marao, Ponte de Lima, Silves, Thomar, Tor- 
res Novas, Torres Vedras, Valle Paços, Ven- 
das Novas, Vílla do Conde, Viila Flor, Villa 
Nova de Famalicão e Vinhaes. 

SSTADIO— medida antiga, muito usada 
na Lusitânia desde a dominação romana. 
Ptolomeu, Plínio, Pombonio Mella e Antoni- 
no Pio, quasi náo usam d^outra medida. 
' Segundo a opinião maij seguida, cada 5 
èitadioê formavam um dos nossos actuaes 
'kilometros, sendo portanto necessários 30 
e$t2dioê para fazer uma légua portugueza, 
de 18 ao grau. 

A milha romana vinha a ser, com uma 
nsignificante dííTerença, 2 kilometros. Era 
l^ois de 2 em 2 kilometros que os romanos 
eollocavam os marcos milliarios, nas suas 
Síias militares. 

' CSTAOS— Ha diversas (e algumas eté ex- 
travagantes) opiniões sobre a etymologia 
d'esta palavra. (Vide Bluteau, Vocabulano ; 
José Soares da Silva, Memorias de D, João I; 
e ir. Joaquim de Santa Rosa dé Viterbo, Elu- 
cidário,) Segundo Duarte Nunes de Leão, Ori- 
gens da lingua portugueza ; hostáos (ou es- 
táos) significa hospedaria, e está decidido 
que é a verdadeira acepção doesta palavra. 
Na Évora Gloriosa^ o padre Fonseca diz 
qile estáos vem de estdcasl 

Também se dizia estãos. Ghamavam-se j)a- 
ços dos estáoSf aos que havia no Rocio de 
Lisboa (onde hoje é o theatro normal) por- 
irxe alli haviam varias estalagens ou estáos. 
Outros dizem que se Ihè deu este nomepor 
ser feito de propósito para n*elle se hospe- 
áarem os embaixadores estrangeiros. 
SStARRfiJA— villa, Douro,'na freguezia de 



S. Tfaiago de Bédnidò; iO kilometros ao S. 
do Porto, 270 ao N. de Lisboa, 800 fi)gu^ 
2:500 almas, no concelho 8:000 fogos, m 
comarca os mesmos. 

As freiras 1)emardas do real mosteiro de 
Arouca, apK^esentavam o reitor, por ccftiCDr- 
80, que tinha iiOj^OOO réis. ^ 

Situada em terreno quasi plano, na di- 
reita do Ântuan, que desaba com* o Vou- 
ga e Águeda na ria de Ovar. 

£' a 33.' estação do caminho de ferro dò 
Norte, que tem aqm uma bella põnle. 

Além da ponie do caminho de ferro, ha 
aqui mais duas pontes sobre o Antuan. 

Pertèneem-lhe as^ armas da Feira, por ter 
feito parte das Terras de Santa MarisLOft 
habitantes d*aqui tinham todos os fôi^ e 
privilégios da Feira. 

Chamava-se antigamente Aninan on in- 
tuão. 

D. Manuel lhe deu forâ,l, em Evera, a 15 
de novembro de i5i§, e ainda ent^ tnáao 
nome de Antuão, que é como no foral 9Q 
designa. 

Aqui viveu o distinctoesapieiitissftíiojií- 
risconsulto José Homem Ctírfeia Tellw^ e 
aqui morreu (deixando uma filha úniea, qtfò 
ainda Vive,* solteira) em 1849. Nâácôira na 
freguezia de S. Thiãgo, de Besteiros em 
1780, Para a sua biographía, videBlitèiros, 
{i. Tídago-Hà!íor, e pai*a o mais de Eèiafreja, 
vide Beduido (S. Tiago de) e Antuan. 
* O primeiro conde de S. Thiago- de Bedui- 
do, foi Lourenço de Sousa da Silva, por D. 
Afifonso V, em 12 de novembro fib 1667. 

Suas armas (dós condes de S: 'Thiago) são: 
o escudo esquartellado dos Sòtisas' e liSii- 
vas, que é, o 1.® e 4.« quartel diviífí* 
om quatro, no l.« e 4.*' de calda uni â'éát^ 
as armas de Portugal, e no 2.* e 3." ilu»- 
ttel,*o leão dos Silvas. Timbre o mesmo lelò. 
Ha em Estarreja abundantes minàíí de 
chumbo, exploradas por iirtia fbrtè-^eiònjpa* 
nhía. Em abril de 1874 foi despácíiâàina 
alfandega de Lisboa, uma grande òaldeíra; 
para uma machína de vapor d*esta em- 
prôza. 

A comarca de Estarreja é composta so- 
mente do seu Julgado. ' 



m 

O concellio tem. 9 Ifeynezias^ & bo bispa- 
do do Jt/í^ e 3 no de Aveiro, qqe são : .no 
bísp^^ do Porto, Avança, Be,daído,. Banhei- 
ro, Martosa, Pardilhó e Veiros; no bispado 
Í0 AY^i^o^r-CanellaSy Fermelan e Solreu* 

ÍSTZ ou D£àT£-~é o nome moderno do 
rio ^ste ou Aliste, no Minho. 

Para evitar repetições (que já não são 
pojDcasO.vide Aleste e Aliste. 

Nasce próximo a Braga e morre na di- 
reita do Ave, perto do mar, com nm curso 
de .35 kilometros. Rega, móe e traz peixe 
mindo. 

£ST£ ou D*£STE (S. Mamede)— fregaezia, 
Vinho, comarca, concelho e 6 kilometros. a 
NE. d^ Braga, 360 ao N. delishoa, 120 fo- 
gos. 

Orago S. Mamede. 

Arcebispado e districto administrativo de 
Br^gâ. 

O thesoureiro-mór da Sé dp Braga apre- 
sentava o vigário, collado, que tíi^ia de ren- 
õiijfeniQ 2QQÍÍQ00 réis. 

N'esta freguezia (principalmente na aldeia 
^ Carvalho d'Éste) a Lea^ Região Lusitana, 
artilheria 4, alguns milicianos e povo mal 
armado, sustentam por três dias (18, 19 e 20 
de março de 1809) renhidos combates con- 
tra as hordas de SouU, fazendo -lhe muitos 
mortos f^ feridos : por âm, supplantados pe- 
lo, numero, tiveram os portuguezes de reti- 
rar, seguindo-se, no 3.° dia a tomada de 
Bra^a. . 

Passa aqui o rio Este ou Deste. 

Esta freguezía e a seguinte formava anti- 
j$^^te só uma parochia com 100 fogos. 

£' terra bastante aqcidentada, mas bonita 
e feçliU 

ESTE ou DESTE (S. Pedro) — freguezia, 
J^l^o^.com^cç^p concelho e 6 kilometro$ a 
í^qp,. # Braga, 3Ç0 ao N. de Lisboa, 124 fo- 

Orago S. Pedro, apostolo» 

Arcebispado e distri^tp a^inistrativo de 

. , . Vida a (r^gq^zi^ antecedente. , 
É, como aoutrafregueziasijui^homQnyma, 

e^.tecf<^o. a4çi4^niy^o^ bonito e fertil,, re- 

Cado jBe|o m do seu nomei* 
Esta freguezia é que foi desi^em^rada.da 



EST 



^? 



outra, pois o Poí^tffgal Sacro e Profano ^só. 
tra^ S. Mamede d*£ste. ^ 

ESTEPHÁNIA— villa (em projecto) na ÍEx- 
tremadura, freguezia^ comarca e concôlho.de 
Cintra, 30 kilometros a NO, de Lisboa e i 
ao NE. da villa de Cintra. 

Passa por esta pequena povoação a nova 
estrada Larmaníàt^ feita e aberta à viação 
publica em 1873. N*este anno (de 1874) a 
villa Estephania tem apenas 10 moradas Í0 
casas. A sua situação, em uma pequena eler 
vação, é muito bonita, como tudo em (!in- 
tra, de que forma um ajrabalde.- 

Entre esta povoação e a villa de Cintra, 
ha uma praça de touros, coDiStruidamodeii- 
n^tmente. 

ESTELLA— freguezía, Minho, comarca de 
Villa do Conde, ccmcelho da Povoa de Var- 
zim, 30 kiioipetros ao O. de Braga,, 348 ao 
N. de Lisboa, 170 fogos. 

Em 1757 tinha 80 fogos. 

Orago Santa Maria, ou Nossa Senhora do Ó. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo do Porto. 

O D. abbade beaedictino, do mosteiro de 
Tibães, apresentava o vigário, que tinhi^ 
10 JíOOO réis de côngrua e o pé d*altar. 

Ê fértil 

Estella ou Stella, é nome pro{^io de mu- 
lher. O mesmo que Estrêlla. 

Foi senhor d'esta freguezia o conde D. 
Mem Paes Roufinho, tronco dos Azevedos, e 
também senhor de Villa do Conde (e é por 
isso que se chama assim esta villa) o qual, 
com seu filho Hermenegildo, venderam a fror 
guezia d'Estella a D. Mendo, terceiro abba- 
de de Tibães, por 2o morahiíims. (Cada wo- • 
rabitino valia .então 400 réis.) 

D. AíToDSO Henriques coutou depois (em 
1133) esta freguezia por 600 alqueires de 
pão, que Ihe.doram os frades de Tibães. 

ESTER— vide Esther. 

ESTERE, ESTÉREL, ESTERELLE e EjS^- 
TEIjUSRA— portuguei: antigo, estéril, infru- 
ctifero, que não rende. 

ESTE VAES — freguezia, Traz-os-Montpa, 
comarca e coace^ho do Mogadouro, 180 ki« 
iometros ao NE. de Braga^ 405 ao N. de Li:»- 
bpa, 60 fogos. 

Em 1757 tinha 44 fogos. 



n 



E8T 



CSf 



Orsf9 S. Jòlo B^tMat 

AnéUMfiiêo de Brap, dMríeto admiob' 
lf»tl?o de Bragaota. 

O abbade de Cakdio Bnnwo (áeYm-cp' 
Itontef ) qireneDtaYa o eara, que tí&ba dec 
mil réif de eongina e o pé d*alur 

B8TBTAS8 — ' fregoezfa^ Trai^oa^Mòotea^ 
eemarea de Chaeím, eooedho de Alíándega 
da Fé, até 1885, e deade eaQo eomarea e 
eoneelho de Mòneorro, i44 kflometros ae 
If B. de Braga, 390 ao N. de Lisboa, 80 fo- 
goa. 

Em 1787 tinha 60 fogos. 

Orago 8. Cyrlaeo, on segando o Mappa 
doM amgmoê, 8. Cypriano. 

Arcebispado de Braga, distrieto adminis- 
trativo de Bragança. 

O reitor da Torre de Honeorvo apresen- 
tava o vigário, que tinha 8if 600 réis de eon- 
gma e o pé d*altar. 

A freguezia da Janqueira, d*e8te concelho, 
esteve alguns annos annexa a esta fregue- 
zia. 

ESTE VAL— freguezia, Beira Baixa, co- 
marca da Certan, concelho de Proença a 
Kova, 60 kilometros do Crato, 180 a E. de 
Lisboa, 140 fogos. Em 1787 tinha 120 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Grão -priorado do Crato, annexo ao pa- 
triarchado, districto administrativo de Cas- 
lello Branco. 

O grSo-prior apresentava o cura, collado, 
que tinha 120 alqueires de trigo, 20 almu- 
dos de vinho, à bica, e 2|000^réis em di- 
nheiro. 

ESTEVÃO (Santo)— flreguezia, Beira Bai- 
xa, comarca e concelho do Sabugal, 38 ki- 
lometros da Guarda, 288 ao E. de Lisboa, 
170 fogos. 

Em 1787 tinha 08 fogos. 

Orago Nossa Senhora da ConoeiçSo. 

Bispado e districto administrativo da 
Guarda. 

É terra fértil, mas de clima excessivo. 

A mitra apresentava o prior, que tinha 
1301000 réis. 

ESTEVÃO (Santo) ou CAMHA— firegueiia, 
Alemteio, comarca e concelho de Extremoz, 
40 kilometros ao NO. d^Evora, 180 ao B. de 
Lisboa, 70 fogos. 



vm 

OtagD teilD EMeivio, proto-mfty^. 
ArodU^ado e districto adiíihiiiitialii^ #i 

Eron. 

EMa fivfiiesda já está aab apalaçara On 
iiha^ qne é eomo se dumnva aatígaiMaie. 
Hoje nos papeis oflidaes diz-se Scmimfiiie- 
vão. 

A mitra apresentava o cura, que tíniiit 
180 alquebres de trigo e 90 de cevada. - 

Muito fertn em eereaes. 

ESTEVÃO WàiãàMk (Santo)— vide Lia^ 
boa. 

ESTEVÃO DE BARHOSAS (Sant^^íire- 
guezia, Estremadura, comarca e concelbo 
de Benavent^ 80 kilometros ao O. d*Evora^ 
60 ao E. de Lisboa, 185 fogos. 

Em 1787 tinha 36 fogos. 

Orago Santo Estevão, proto-martyr. 

Arcebispado d*Evora, districto admlnis^ 
trativo de Santarém. 

É muito fertil. 

A mitra apresentava o cura, que tinha 
248 alqueires de trigo e 68 de/^vada. 

ESTEVÃO DO CACHOPO (Santo)— fi-egoe- 
zia, Algarve, comarca e concelho de TavirU; 
24 kilometros de Faro, 248 ao S. de Lisboa, 
880 fogos. 

Em i 787 tinha 188 fogos. 

Orago Santo Estevão, proto-martyr. 

Bispado e districto administrativo de Paro. 

Esta ft*eguezia está espalhada por monteSE, 
e é no Barrocálj em terreno agreste e mui- 
to accidentado. Produz alforrobas, excellen* 
te vinho e muita lenha e carvão. 

É terra pobre. Ha aqui muita caça. Grau»» 
de abundância de pedra de cal e muitos ibr- 
nos d*elia. Tem fama de ser muito boa 4 
gente d*esta freguezia. 

Ha dois lagares de azeite (em MònfAgttd» 
e próximo á egreja). Passa aqui o rQieto 
Arroyo^ que nasce no Bicalto, e o das Onda% 
que nasce nos Buracos de João Cavalledro. 
Ambos morrem no Asséea. 

A esta freguezia esteve algum tempo ali^ 
nexa a de Nossa Senhora da Luz, que hoje 
está independente. 

A mitra apreaeslava o eora, qtíeiiáhâ 
180 alqueires de trigo, 78 de oevadâ # 
arrobas de figos. 



mnBYlO IXB FáHOSS ^mtíOi-^^M» 
IFaiões. 

EnSYiG DArS GALLia (8ftBta)^fre- 
goezía, Extremadnra, cmasuwa de Cintra, 
eoncelho de Mafira, 24 kilometros ao ND. de 
hishosL (e foi do soa lermo), 3S0 fogo& 

!Eio.l757 tinha 66 fogos. 

Orago Santo Bstevao, proto-martyr. 

Patriarchado e districto administrativo de 
lÂ^boa. 

Situada em alto. Fértil. 

Esta fregaezia era amifaffiente nBia $1- 
4eia da freguezia de Loures. 

O poTO apresentava o cara, que tinha 1^ 
alqueires de trigo, 90 de cevada eopéd*al- 
lar. 

ESTBYÃO DB RIBA D^AVE (Santo)— flre- 
gaezia, Minho, comarca e concelho de Villa 
Nova de Famalicão, 19 kilometros ao O. de 
Sraga, 345 ao N. de Lishoa. 

£m 1757 tinha 50 fogos. 

Orago Santo Estevão, proto-martyr. 

Arcebispado e districto administrativo de 
Braga. 

Sitnada em terreno poneo accidentado e 
fértil. Passa aqui o rio Ave. 

Esta freguezia é actualmente a de S. Pe- 
4ro Fins de Biba d'Ave. Vide Riba d*Ave. 

O sacro coUegio patriarchal apresentava 
o abbade, que tinha 600i^000 réis de rendi- 
mento annual, segundo se vé no vol. l.« do 
Farhugal Sacro $ Profano, pag. 220. 
' ESTEVÃO DB YILLAR DAS ALUAS (San- 
to) — fineguezia, Minho, comarca e concelho 
éd Ponte de Lima, 24 kilometros ao O. de 
Braga, 380 ao N. de Lisboa,* 100 fogos. 

Orago Sajdto Estevão, proto-martyr. 

Arcebispado de Braga, districto adminis* 
trativo de Vianna. 

Esta freguezia nSo vem no Portugal Sa^ 
ero e Profano. 

E8TETES— vide Couto d*Bsteves. 

B8THEB ou ESTER— freguezia, Beira Al* 
ta, comarca e eoneelho de Castro Daire, 30 
kilometros ao O. de Lamego, 330 ao N. de 
Lisboa, 150 fogos. 

Em 1757 tinha 100 fogos. 

Orago S. Pedro, apo8t(^o. 

Bispado éò Lamego» distrítto administra- 
tivo de VlsetL 



flST 



li 



Tim montaitoia mai^fertil ^ eenHio» 
trigo, castanha» azeite e vi^ke* Cria basta»* 
te gado, préttcipalmenta miado, e ookMiaa* 

Á jeapepçao daegvtja (<pe é bopita) todaa 
as oasas, ainda as mais aceiadaa» sâo oober*» 
tas de lousas. 

Querem alguns que o nome doesta Iregna^ 
zia venha de Esther, nome próprio de mur* 
lho*, e por isso foram eisorevendo com A: 
mas eu entendo ^jpie vem da estere^ eateiiL 
(Vide Estere e Fftrada d'£ster.) 

A mitra a^esentava o abbade» que tinha 
30011000 réis. 

ESTOI 01^ £ST0Y^lregaezia, Algarve^ 
comarca, concelho e 9 kilometros ao £. ée 
Faro, 245 ao S. de Lisboa, 1:000 fogos. 

Em 17K7 tinha 570 fogos. 

Orago S. Martinho, bispo. 

Bispado e districto administrativo da 
Faro. 

Feira a 10 de jiilho, 3 dias. 

A mitra apresentava o prior, coUaâo^ qna 
tinha 2501000 réis de rendimento. 

Situada em um eabôço, no centro d*uiiia 
planície amena e fertiL É uma grande ebo»* 
nita aldeia, com boas casas» todas muito bem 
caiadas e aceiadas. 

Pelo terramoto de 1755, teve 00 casas ar* 
minadas. Corre pela freguezia, de N. a &» 
a ribeira do Alcaide (Vide esta palavra.) 

Ha aqui bastante esparto. A egreja, qua 
o terramoto arruinou, foi reedificada no 
principio doeste século por o benemérito 
bispo do Algarve, D. Francisco Gomes do 
Avellar : é de 3 naves, separadas por bellas 
columnas monolythicas» de 15 palmos de ai* 
tnra, sobre pedestaesde 1 metro e com bel* 
los capiteis. Tem um magestoso firontespieio» 
adornado de bellas columnas jónicas, e um 
vasto e IxHiito adro. 

Teve uma grande feira de 3 dias, no k^ 
domingo de julho, mas acabou. 

Esta freguezia é abundante de optimaa 
aguas. 

Dizem os melhores escriptores que n'estd 
sitio existiu a antiquíssima cidade de Os$ú^ 
moba. Outros dizem que OMonoòa é a aetttai 
cidade de Faro. Outros emflm, que é Et^ 
Unmkair. 

Consta que Owoiio6a foi a primein po* 



n 



BST 



fim 



xok^ úftpeniiBuUliispuiea' onde «e;pt|é- 
fgKL O EvangeliiOv pelos ãiino8.;36/dte Jesiift 
Ciunatot Outros dizena^ que íoi eQi\£YOk:a. . 
^ iDíaem (que foi bíspeiâo^ saldo se|i |u?iQiei- 
lo-sbâspo, Pedroj Seus- saecessores. íosatmi 
Piuciano, Vicente, Cornelio-IIibentano, Agpx-. 
fiQi*^taaâ3 tveS) d« que não.pade.saber/os 
Bomes* ' : . ,< . . '• 

EiBl»89, no tempo doarei godo Flairio Ri-, 
casedo^ Xiiúx^Cksanobahispoe sé cathednaL 
Os árabes arrazarámreiOa «idade em 715, em 
desforra ;da toiva resisfóacia que aquiâze- 
ram os lusitanos. Quando o Algarve tomou 
a ter bi^po, íoi a sua sédé éM, Silves. (Vide 
esAa-iéidade.) 

PriBoipiou a ser bispado no fím doseculã 
III, e deixou de. ôser úo âm do VI. Quan- 
do os mouros tomaram o Algarve, já batia 
mais^de um seeulo que Ossonoba mo tinba 
bispos; não se sabe pelo quê. Outros, po- 
rém, dizem que> iiouv^e aqpui sempre bispos 

Ha todas asprdsabilidades de queeUéctti 
sãmente Ossonoba* foi por nos (dOO eúsnos sé- 
é»'àe um bispado, qualquer qvie fosse o lo*^ 
eal onde esta cidade existissem 

Não me consta que em Estôi tenhaca ap- 
parecido vestígios de tão remata aBligUfda- 
de (do tempo dos primeiros chri&tãos âOiíAl- 
garve) entretanto parece fora de toda.a.da- 
vida que a aatiga O^^onoba 6ra.aqui«.E tan- 
to que os árabes lhe difamavam Osjsmob^ 
mt iOksonoba^ e a.Fáro- davam o isomede 
PharaoniNiáe Faro, oade se trata mais cir* 
enmstaiieiadamenl» doesta antiquíssima cl- 
dadeu 

E' terra muito fertil, tem bonitas quintas 
6 produz óptimas fructas. . . 
. Tem aqui- opparecido Yestígios de grandes 
edíficios, aqueductos, sepulturas, lapides; 
dppos, eoluqinas e outras antiguidades. Em 
Milreu, que ó proximoyiluk' vestígios deium 
MmplQ' e também outras muitas antiguida- 
des. Parece que o nome actual de Estoy, 
Ibe provem de £^e/o ouE^^neirêé, por o i^s- 
têio^ (esteiro) : que dava ingresso ás marés» 
até quasi á povoação. Tudo o mais que se 
desejar s^ber qisanto a. anUguidade, )iódd 
vdr:se nas palavras : Algarve, Faro,.kilre]2 
e OsiOiBobasi O' que^aqui aao escnevoívpara 1 



eífin^ rWelí^e$eB, iKi49 tMbb^AolMD^ô 
(Campo da) 

'ESTOMBAIi-^^ls, Àl^MT^, eamaoca^de 
$iWei,'Co&celbo da Mg^ii^ ^ kiiometros dei; 
Faro, 2(b0 ao- S. de U^a, iSO^ ^ogos. . . 

Em 1757 Unha 333 fogos. . * . 

Orago S. Thiago, apostolo. 

Bispad» e didlrlot^ adçiinístrativo àe 
Fároí '• ■ ;,••••..■ 

O papa e o bispo apresentavam alternati-* 
vãmente o prior, colladtf, que. tinha iOOMiQO 
réis»de'rendieBiento> e o pé d-altar, além das 
miúças, .. 

Tem tuna boa egreja de 3 naves. 

Tbha o pa^oebo, antes de 1834, o diúai» 
das miúças, que rendia SOOi^OOO réis. A 
povoação está âividfdaeotre Estdmbaiif e o 
porto de Mexilkoeira^iqità lhe fica» a O, i :SOÔ 
metros)re varias easas e quintas. 

E' terra fértil. 

E' povoação antiquissima, e fpi villaia- 
mosa, .oomiíH^te^easteliOy diainado pelos ai(a« 

O seu castello foi doado por D. Sanoho^ t 
ao, coniieiiitode AleçJ^aça^ em: iiAl, j^tes da 
perda da villa. - 

. D,.!iàmhO'l a tomou aoa mourps em ii$9; 
mas.O'Mjiramolim' do/ Marrocos atoqqpu'4^ 
reeonquisliar (assim como a todo o Algaiii^va 
e. parle do^Alemtejo)'em ii91. . . .< o 

iEm 94e joeiro .de iS&3, sahiu de Silv<^ 
(então c.ôrte) o. rei mouro Aten-Afem-al'» 
Mamar, com pajrtenla guarnição 4^ cidade 
e veio. atacar esta vjJ^^.Q grai:ide D. PayQ 
Peres Correia, Qiestjre; da. Qr^em de S. l^ia? 
go e fronteiro- mor do Algarve, «estava^ 
prevenção Otapenaa o.rei mouvo sal^iu.de.^il- 
v^iainve^te^íe toma pof «urpr^wt. Ala^in- 
sor, abandona Estombar eyem i^gQeuvso^ 
couQ da ^u^ cidade^ mas já a?: Q^in^s 4u* 
ctuavam ovantes nas torres doicastelto. A|-> 
mansor tavQ;de íugip, mas, coma pr^^s^, ça-» 
Inu >a uma.tagoa^ ondem^rn^^fog^dq^Aiu* 
da dá esta lagôsa se j^hama o Fégo d^Akmfh 



«cr.. 



•■■ ) 



Segundo as memorias do tempo, Abeut 
Afan, era um perfeito eayalbeirOy grande 
justador, musico e poeta./ ^ ■"} 

BraiumíCiMffreúH^ oorajoso^ sias em tem- 
po de paz recebia com muito.dfriado..e ga-f 



EST 



DSI^ 



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i. it 



-»r»í ! 



Tinha um convento de frades fcancisca- 
Qos (de X^regas) po sitio do Perchei ou 
Praehel, do qual a maior parte e toda a egre- 
|a cahiram. com o terramoto de i7oo. Era 
pequeno. 

Êm 1755, tinha esta villa 326 moradas de 

casas : 7 d^ellas (além do convento) cahij-am 

ealão> e algumas das outras ficaram. mais 

ou menos damnificadas. Não morreu pessoa 

alguma. 

[ Por entre as ruas da villa passa. a estrada 
de Faro. 

, Alguns, e^priptor^s sustentam que esta vil- 
la está assente sobre as ruínas de Ossonoba, 
(Vide Estoi e Faro) o que não é provável. 

Aqtií nasceu/ no anno 1797^ o lamo!30 
gnerrHheire' lègítíBàista, José Joaquim de 
Sousa, Heis (o Bemeehiâ^.) £ra âUbo de ia* 
vradoree abastados^ <|ae o destmram* á vi* 
dar lecdesiastica e o iitandaram es^tud^r no 
seminário de Faro; mas naoiorando-se de 
uma 'Senhora de S. Bartholomeu de Messi- 
uei^) ea^du^ com: ella» e vivdu em Estombar» 
eomo tico irro^rietado, que erit. Foi homem 
de maita intejligeaeia e muita bondoso, ca* 
rilafivo^ leaLDeeidido; realista, tinha emi- 
grado para a Hes^anha,: em 18^ regres^ 
sanéo em i8g8. < • 

Na desgrsíçada e fratrieidai guerra de d832 
a i834, em que sempre serviu com âdeiida- 
dâ o seu rei, mo^Fou 'grande bravura e ta^ 
csica mitÊtar. Depoz as artflas' em maio de 
1:8^ (foi dos ultimas,, como o valente' algar- 
yiD ThomaZ' António da^ Guarda Cabrei* 
ra) e re^dssou a sua casa, mas 06 Itbet 
raes o : perseguiram^ o que o obrigou a 
atifkr a mon^e, por egpsbço de.27 0ie£e8; 
mafl vendo <que todo este tempo não bastava 
para^xtioguiR a sanha. dos seu$.dnimlgQ9, e 
exasperado peloâ imultoft e barbaridades 
qfte eltes praticaram^ eootra Bua raulher % fi- 
lhos, ^ndo sua casa roul)ada. e incendiada; 
se poz á' frente d^Qctbrospersetpiidosy «orne 
«Be,;e<ti»Hm dercâifitir. A primeira povoa- 
do que afókcou, foi Estombar, onde-liaba, si 



sua casa e ^arnMa, que lejge cahiu em sél 
podeíp. • ■■' 

As' garantias foram suspensas e a previu- 
clâí declarada '««ft estado di ^Wo: Vários eo^r* 
pos de 1.* linha e batalh5e« de guardanà^ 
oioBai andaram em' pieráètufçãa do !ff^^- 
chMõf qne estava por fim senhor de muitas 
terrae do Algarve e acé algumas do Alem* 
ti^o. Màs, adoecendo: Renmhidòy e estando 
quasi só, no sitio da Portella da Corte das 
Velhas, imuve alg^iem xfxé o demincio^, 
sendo atti )6|;o cercado por uma .brigada. 

Af^ftar de muitodeente, R0fMchiãe resis* 
tiu intrepidamente por muito tempo; was, 
emfim, M agarrado, no dia 98 de jtdhoide 
1838. (Ti&ia principiado' a' duacampauha, a 
23 de agosto de 1836, nSo contando os 87 
mfe^es que andou refugiado e fse também 
andava armado.) Foi conduzido para Faro e 
aili logo ftoiMo a 2 de agosto d*esse anuo; 
istoi -^, 3 dias depois de prisioneiro. 

O Algarve ficou assolado, tanto pelos guer- 
rilhas cmno lyelaos tropas do geveroo. 

ESTORiOS^freguézia, Minho, coosarea 
e concelho de Ponte do Lima, ^75 kilome- 
tros ao N. de Lisboa; 180 fogos. 

Em 1797 tinha M fogos. 

Orago Salvador. 

Arcebispado de Braga, distrieto adaiinís^ 
trativo dé Viann». 

• A casa dePeateeiros apresentava o abba^ 
de^ que tí«ba lâO^OOO réis. 

No carreiro que vae d'esta freguesia para 
o alto do monte, onde está a capella de San- 
ta Justa, ha mna pequena chan, e no meio 
d'ella uma grahde pedra espherica, comtun 
buraco de um lado. ^E' ereiíça do povo d-es^ 
tes sitio»; que a rapairiga' que, sem diffloul^ 
dade metter e tirar a cabeça por este bura- 
co, tem pteáamttnté provaido a ^ua virifin- 
dadel ' 

BSTORiOS^Tide £stiu*aos. 

ESTOROi-^vide Caseies, a pag. 190 do 
2.«; volume. 
' ESTOY—i vide Estoi. 

SSTRADA MOUttBKlA— vide S. Felíx da 
Marinha, Goodeixa^Velha^ Águeda e Mou?- 

ESTRADAS ROMANAS ou ?iAS MILITA^ 
RES ROICANAS— antes do grande Sertório 



^ I 



n 






ynr gpveppjur os poToe da bMitaiiia (a petf • 
do d'estes) no anno do mando 3920, 8è a&« 
t^ da Je3Q& Gbrôto^ não havia oa Penisola 
C^nca lima só via de commiuúeaQao que 
tal nome mereoesse. 

Smorio era um romano tao corajoso e 
perito pelas armas como insigne pelas lei- 
trás, e estabdecendo o seu quartel general 
(melhcnr diria corte) em Évora, nâo só ven^ 
ceu 08 famosc» generaes romanos Gayo- 
Anio, Bomano-Gota, Dédio, Quinto Metello* 
Pio, Lucio-Domieio, Manilio, Metello e Pom- 
peo, que Roma mandou sueeéssivamente 
contra os lusitanos; mas, e o que é mais! 
"**fez progredir e desenvolver muitos e graih 
des melhoramentos materiaes e moraes, na 
sua pátria adoptiva, pagando aos lusitanos, 
em diílerentes monumentos de utilidade pu* 
bliea (muitos dos quaes ainda existem, mais 
ou menos hem conservados) o amor e a obe- 
diência que cordialmente lhe dedicavam. ^ 

£' pois provável, e opinião de alguns es- 
criptores, qUe as primeiras estradas que se 
viram na Lusitânia foram por eUe manda- 
das construir. 

• Mas este grande homem apenas esteve 11 
annos à testa dos negócios da Lusitânia. O 
traidor Perpéna, estrangeiro ao serviço de 
Sertório, o assassina cobardemente com %i 
punhaladas, em um banquete a que o havia 
traiçoeiramente convidado, no anno 74 an* 
tes de Jesus Christo. 

Alguns historiadores attribuiram este cri* 
me a suborno dePompeo; mas é mais pro* 
vavel que a ambição levasse Perpéna a eom* 
mett^*o, visto que logo se pôz á frente dos 
lusitanos, porém Pompeo o d^rotou e ma* 
tou. 

Os lusitanos, apesar de nao terem já um 
chefe hábil e valente que os dirigisse con- 
tra as aguerridas, exercitadas e bem arma- 
das legiões romanas, commandadas poir ge- 
neraes escolhidos, resistem tenazmente por 
espaço de 13 annos, até que suecumbiram, 
depois de terem derramado ondas de sangue 
romano, mas quando já na patpia não ha- 
via senão mulheres, velhos e creanças (43 
:fflnos antes de Jesus Gbristo.) 



BST 

Mfe Ceear veií^pela priOEMifa vm áli»* 
sitania como questor d» Toberon, na aMU 
do mundo 3941 (63 annos antes de Jesus 
Gbristo) e para sujeitar este paíz commettea 
as maiores crueldades. 

Vindo segunda vez á Lusitânia no aunçi 
51 antes de Jesus Gbristo, como prefeito^ 
continuou a ser o mesmo sanguinário exter- 
minador. Vencido por elle Sexto Pompeo, no 
anuo 49 antes de Jesus Christo, tomou Jú- 
lio Gesar á Lusitânia pela terceira vez; po- 
rém, com o fim de captar a benevolência dos 
povos, já não era o monstro de outros tem- 
pos, mas respirava brandura e amabilida- 
de, cobrindo a Lusitânia de honras e privi- 
légios. 

É d*este tempo que datam as primeiras 
vias militares romanas da Lusitânia; poréio 
quando estas obras tiveram grande desen- 
volvimento foi quando Octávio Augusto veio 
aqui no anno 26 antes de Jesus Christo. 

Este illustrado e glorioso imperador aa^ 
pliou muito as concessões feitas por Jolio 
Gesar, e imo só contraiu optlma% kixBOsai 
e solidissimas^ estradas, mas levantou su0- 
ptuosos templos aos deuses, fundou varia* 
povoações e promulgou novas e protectoras 
leis; pelo que os lusitanos, agradecidos, lhe 
levantaram estatuas em Évora, M értola» Lis* 
boa, Santarém e ou^as terras. 

Repartiu a Lusitânia em quatro chaneel- 
larias, que eram: Merida (capital da Lusl* 
tania, e hoje «a província da Extremadnra 
hespanhola) Beja, Santarém e Braga. 

(Foram estas chancellarias que então Úíq- 
ram o recenseamento geral da Lusitânia, 
vendo-se por elle que esta nação tinha n'es' 
se tempo seis milhões de chefes de familia^ 
o que vinha a dar em resultado uma popa* 
laçao de mais de vinte milhões d'almas.) 

No anno do nascimento de Jesus GhrislO) 
imperando ainda Augusto, todo o império 
romano gozava uma benéfica e profunda pas 
(por isso ainda hoje se dá o nome de paif 
oOa/céana á que é feliz e duradoura)* 

Eram pretores de Augusto, na Lusitânia» 
Quadrato e Tito Flávio Glaudiano, que iae- 
ram progredir os melhoramentos maieriaei 
e moraes do pah que fora confiado á sti* 
diieeçlo. 



B8f 

MigM0 títíÊtm Bo anno: 14 úb Jmw 
€hròto, suecedendo-lhe Tibério» que fcisceii* 
jstd da Lnstunia a Ylbjo Sereno. 

Doranie òb impérios de Tibério, Cal^;i^ 
e Giaaâio, poneos progressos fez a Lositasia. 
Nero, qne subiu ao poder imperial no aoiio 
H mandou governar a pentnNda, na quali- 
dade de procônsul, ao indigente e virtuo- 
so OAo Sylvio, que bastante to em benefi- 
•do das Hespanbas. 

As desavenças entre Sergie Galba,^ Olho 
Sylvio e Vit^io pouco influíram nas eondt* 
^5es da Lusitânia. 

O anuo 70 porém, abriu amar nova «ra de 
pn>speridàde para a Lusitânia, com a eleva* 
^ ao tbrono do célebre Yespasiano» Foi es* 
te Htfperador que abriu aqui grande munero 
de estradas e dotou muitas povoações eom 
obras sumptuosas. 

Seu filbo Tito (anno 75) i^o Ibe fieou 
afiras nos desejos de progresso. Fez Plínio 
questor das Hespanbas, e se dividiu enâo 
a Lusitânia em três comarcas, Lerida, Beja 
6 Santarém, bavendo também muitas eolo* 
Bias e municípios romanos muito populo* 

SOS. 

Até ao anno 100, durante o império do 
Oruel Bomiciano e de Nerva, não bouve ai* 
teraçào sensível na Lusitânia. 

%rva adoptou o immortal Trajano, gloria 
úas Hespanbas (era hespanboi, natural de 
Córdova) que elevou a Península ao maior 
grau de prosperidade. Reedíflcou e ampliou 
muitas vias romanas, construiu muitas e so- 
fidissimas pontes, grande numero das quaes 
ainda existe, desafiando as injurias do tem^ 
po, sendo ás mais notáveis as de Alcântara 
(que então era na Lusitânia) sobre o Tejo, 
^ de Alvarenga, sobre o Paiva, e outras mui- 
tas ; concluiu a de Gbaves, e, segundo alguns 
escriptores, construiu as de Canaveses, Mi- 
randella, Barcellos, Ancora, Fonte de Sôr, 
Amarante (a primeira) e outras. 

Os lusitanos, gratos a tantos bé&eflcios, 
ibe levantaram estatuas e padHl^s em mui- 
tas terras. 

Trajano morreu no anno 114 ; suceedeu- 
tte Adriano, que taml>em muito beneficiou 
a Lusltauia; nie assim seu suceessor Asio- 



BRT 



» 



lúno Pio^ qoa 9è6m dji atem» reparos aaa 
estradas e outroa moAumentos» o da rcdae^ 
çao do seu Itinerário^ pousas memorias ba 
do seu tempo. 

Desde 162 até 392 a Lusitânia, em vez da 
prosperar, decabiu; mas n*este ultimo anno^ 
sendo devado ao sólio impaialoiilusUrelor 
sitane Tbeodosio o Granifi natural de Cau<» 
ca, fez muitos beneficiot à sua pátria; po« 
rém logo, em 40K, os bárbaros 4o norte a 
invadiram, destruindo estupidamente, e sé 
pelo prazer de devastar, muitos dos princi- 
pães moufittentos do ten^ da império ro* 
mano. 

Com o tempo, estes bárbaros se foram tor- 
nando menos Ibrozes e por fim se foram po- 
lindo e tUuslnmâo; e como vieram a formiiv 
uma só e mesma nação com oa povos da Pe- 
nínsula^ sem baver differença entre invaso* 
res e invadidos, reconstruíram muitos dss 
edifieios romano» que tidiam destruidor 
Fundaram muitas egrejas e conventos, dos 
quaes muitos ainda existem; assim como 
grande numero de eastdlos e /ortalez^s, a 
alguns d*elles o tempo tem mais ou moMS 
poupado, e cuja robusta construeção ainda 
nos intende respeito e veneração. 

Parece porém que pouco ou nada cura- 
ram do reparo das vias romanas, pdo me- 
nos nada a esse respeito consta das bistorisis 
contemporâneas. 

Em 714 teve logar a itvano dos serrado- 
nos (árabes ou mouros) e se nos primeiros 
annos do seu feroz .dominio muito destruí- 
ram, devemos confessar qne depois muito 
reconstruíram o edificaram. Muitas ponteÉ^ 
algumas léguas de estradas, bastantes eas* 
tellos e grande numero de templos (hoje 
transformados em egrejas ohristâns) alies- 
tam a sua soHeitude e adiantamento na ar* 
te arebitectonica. As Hespanbas estio ainda 
hoje cheias dos seus Ipellos monumentos. 

Constituído o reino de Portugal, e com* 
pletamente expulsos d'eUe) no melado do sé- 
culo XIH os mouros) os nossos reis natu- 
raes trataram de assegurar a coroa na sua 
fronte e na de seus descendentes. Fundaram 
é verdade, muitos casteUos, muitas egrejas, 
muitas capetlas e innumenveis conventos; 



u 



Eea^: 



pói^m-^é triste dizel^^o^Éj^midárain 
nerâ iio tempa mais prtfãperò: e ri<K)^«m 

Ha trinta.e tantos annos é que se tem dado 
bastante iml^uteò^ à é&ifiéa^o de estradas^a- 
blicãs, e, se ainda- n-esse ponto n|o attingi- 
mód ao adiantamânto que se nota na Ingla^ 
terra, Frai^a, Belgicay Hollanda, Prnssia, 
etc, é ínnegavel que estamos máís adianta- 
dos do ^loe os nossos visinhos e co-irmãos; 
és hespanhóes. 

Solidez 6 ma^nificeiíGia das vias 
militares romanas 

O povo romano ^a magnifico e desvelado 
em eonstruir as suas estradas^ commodas^ 
âídrâdouras,:la£dosas, e proporeionando aos 
transeuntes vias facílimas decommunioaçSo 
ènire as diversas povoações, ê ás suas tro^ 
pas o i^apidoiransporte deí'um a outro ponto> 

De milha em mUhá coUocavam um padrão 
(marco milliar) com a indicação do numero 
de miihas que UHía cidade distava da outra. 
Muitos á^eètes^padf^es eram ornados de bel- 
las ésea)pmras^a GMu^lnscifipçoes. laudator 
rias a diversos imperad0i'es ou pessoas nor 
taveis. '•■■•: •. ■ ' • ' . . i ' 

^Aindaiem PortugaLse oons^vam muijliQs^ 
que' vão especíafafieBteineifeciona«lo8'nas tei?' 
ras onde existem. Vide Braga, :<3iei|'9, fior- 
teUa do HoimeóQ, ett. 

Estas estradas ef£^ construídas, o^ á> ous- 
ta do estado, ou do dinheiro; tirado dos. ca* 
Ires públicos^ ou de- donativos eriegii^os, que 
paratçso destinavam Oâ p&niç^SiX^Sí qu^^t 
naimente^ do ^pjpoducto doB de^[H>jos dos íuii* 
n^íf^S' do império. • • 

•Havia IndiíiíiduoS' esctmsívaíQeate de^sti- 
nados ao ^§mem0í e eonsaryação âas esitra* 
das, a que davlam o nome âfiViatrutiih Cma- 
tores^ com as attribttiçoes» pou^Q maí^ ou 
menos, dos actuaes chefes de cantoneiros ou 
âBsaesdaaestrãúaáj : • 
-< Havia mm. mlUares e v^ias vioinuíi^, e o^ 
miHiesidas-fue ooBOoiriam para. a $3i)a cpp- 
stFueção^ reediOcaçâo ou concerto, i^rn^min^ 
^cariptositos maridos miliares,oiiC|ii^ era. conr 
âi4er^dO'(CdmQ gvatttde.boiuriu 

(i^B^ie» estaYa:«s^o de^cQiU^ttífiP^fa 



as e^tfftdas, nAm.mesnu^i^^propfiia^es 
dos imperadores^ i 

Os montes eram aplanados» e.qi|ap4o.ab-^ 
sòbitâEáente ^' não podiam ser, p^r causa 
dos rochedos, n-^estes mesmos abri9ii@^ cami^^ 
nhoamploa piclo. 

Se havia decilves ou baixos, ej^tu^havam;^ 
se ou se construíam viaducto^ procarand,o< 
se aenipre que as estradas^fosa^ip planas, e 
em linha recta. í 

Todas as vias militares eram calçac^as, 
Gònsistiaâo o pavimento em: quatro cama* 
das, cada uma de diíTerente ]]Qateri^ A pri^ 
meira, que servia como de alicerce ou fun^ 
diamentOidas ouingts» se chamava statinmn; 
e aiiftes de a consU'W'6m sei limpava d*alli 
toda a terxa friav^l^ areia ou argilla q^e po* 
desseobstaráScmeza.B. segurança .q^e; se^ 
exigia.: A segunda tcatu^da se chamav^^ r^4e* 
ratio, e consistia em uma comp^$|gão.de frii« 
gmentos de louça, telh?^, Ují?Jos/.^í»., adhe- 
rente$'Com argaiQassa ou com betuma, 4ê 
tal qualidade, que ainda hoje admirs^^ios 4 
sua dureza, p robu^tez^ Á terceira camad^^ se 
dava o nome de nmieuSi e. era foro^iada- dç 
cal e ^ei^ que se .api^cava em, 4^qasistejt:^Gia 
branda e capaz de admittir as formas que 
lhe qui?^essçm dar. -^Era ^o^re e^ta qime so 
dollocava a quarta e ultima çama^aj a. (jue 
se dava o nomic de Âump^ crm^a ou ^ufu^ 
mum dQii'sunh que cqnsistia em seixos^ ca- 
lixàj^Si pedras qhatas,: tijojo ou causa simir 
ih^iPt^,, que fazia os caiainbos liso^ rijos e 

fíoxa^w^i»* ■ ..\ .;.•_. 

, Para que. as Agidas .nao.f^s arruíi^ass^^ 
construíam fpsfiosou valias de um.e;Oati!o 
1^0 e dei$íiva,pi as calcinas abauladas,, para 
q^e ^s f^u^ se e^cc^sem logo pf las yallfi^ 
lateraes. . 

A^ estr^dasr.er4^>mf^is ou m^Q^/^^l^^^ 
segundo o. material pro^mo. q^ei ft^eUas.^e 
podia empyfig*K. . . 

On4e bavía s^n^f^nçi^ ; de pedra brs^ica 
rija (como xiaf^trada de ^lan^anc^); ^^ 
o leití0.m^ifó;alvo.e^or.isso. se IhQ d^v? o 
nqu^e ide. viq m^genim- On4p a, jgeflra i^f 
cinzenta ou cor de ferro, se lhe davf q pp»> 
m\^(òí)la fm^a^ ... . ^ , ,.. , 
Jtlas.se^ius i^q^iíiaii^afles das vias, pla^ 
sa^ flão bajYÍa.:;i»aí^y:ia;i wopriftjqí^rftsíe 



ÊST 

thmispoTtaflô dôg sitídsí bm qheDliayis, eia 
iB&Troô on em barods. 

Òs lârperadores 6 seos eonsolés, prooon^ 
salés, prefeitos, qiMtorM e tribonos iroii^ 
QlHkyam a despezas e dfffleuldades |>iflra to- 
rATem áconelusSo e perfefição estas verda*- 
deíraméíite maravilhosas obras/ 3as cfixaes 
ainda èíA TêTttí^kl ha muitos e^oUddS rest- 
lôS, apesar dos sens mais de 18 seêfilos de 
exisdeneia. 

ESTREfrO— fregoezia, Beira Baixa, co- 
man^ da Certan, eoneelho de Oleiros^ 75 
kliométros do Grato, líiO a E. de Lisboa^ 
ÍIO folgos. 

Em 1757 tíQba^l fbgos. 

OragoS.loSé Baptista. 

E' kib grao-priorado^ do Cratq e por isso ; 
«stá aniièta ao patrjanâisdo. Distfíeto adf 
ixtiiiistratiito de Cast^IIo Branco. 

O grao^prior apresentava o reitor, cnra,, 
xfke tinba 60 alqtlcft^s de trigo, 60 de deva-, 
da, 25 aimndes de vinho mosto e 3^50Oráis 
*i dfahelro. 

' É^ têhra mditu fertS, sobretudo em oe- 
reaes. - ' r ' . ■ •.-,•: 

C5TASLLÂ'-^ft^fJMeia,Ale«n€^ contar* 
léà '6 tonéM^tto de Metam, 54;>kitometròs dè 
fiviv^a, 455 a<> 1^. der Lisboa, ^50 fogos. 

Em 1757 tinlia 55 fogos. 

Ohigd r^osân^ Settbi^ra da Estvelfov 

Bispado e diMí^td adminMratiVo de 
Bejâ. 

O oréiiiiario apresentava o eiira4 Qoe tinha 
-âOO alqneireií de trigo e 40 de cevada. 

ET terra ÍÈfrfil em cerêaesl 

E8TKB£2»A (Serra da) --Beira Baixa, o 
Sfá/^ntó Mcdc^ dos anH^, para o dlffereií- 
^rem éoHermkiio MetMr^qofíéh actual 
Serra de Marvão. 

Dizem algans que se lhe deu o nome de: 
Èsfrella, porque um de seus piadaros thiha, 
nm rochedo com a oonfiguraiçaa d'uma e^-l 
trella. lítopot^m éiúiverosimiL-Queremí ou- 
tros que a origem do seu actual nome seja 
porque n*esta serra existiu em remotos tem- 
pos, um templo dedicado a Lúcifer (estrellá 

Hèrmênkú ou HèiTHimo^é pi^avraifriltana| 
unfiga^ fiignifk^ áspero^ rude,âulro;jlntrâta-| 
yfét, é eis Aqui 'tuaverdadeiía etjrmoloeiíi. i 



ES.T 



77 



(Viée Hermeeboi) • ; 

Esta secraé<U0iaDolave|cordiiheji^ gr%- 
nUka, 4ne,ddfl1»eaiid0*se:dpt' Serra da^atji, 
ne TeiMi de beie, 'COif e em Portuga} pe}^ 
pnKViiada da Befra-Baixa, d&^S£.. a KNOi, 
lançaiido consideráveis ramos . parst diffei^ôA- 
tes^díretQdes ecDin 4jy9r9os noiçes; entri 
pela nossa Extremadora, e v^ terminar no 
€abo da Roca. . 

O pincaro doGantaro-I)6igadQ,^ntocql- 
mísante doesta serra, segando BoM, tem— 
i;èOO metros acima, da nível de mar. (Mes-, 
mo assim, a mai^ lelevaça» :de P<^rtugaL é 
.0 monte daGavúix^i^iM) Míakp, naserra de 
S^ajo« que tem 2:467 metros sobre q uivei 
d«r mar.)*^(BalbL) » , 

O Cântaro Delgado é:uma espei^ie 4^ py;- 
ramide, jtormadade ro^bedos «eUoqados- uns 
sobre outros^ Mosefi<ofimee$tàu|Ba>p)^ra- 
míde df 11» d*altOi de caiitiiria» mandada 
fiszcr pelo' prínQipe,rçg^t%?emr 180^ aegun- 
d<> diz a: inscripçiiD. De oertos pontps pare- 
cem um grande: casteUe a^ruinadp. Nãoé 
aceessíviel por .parle^ 0(wbuma» ^em.iiauits^ 
-ea^vemafli O Cântaro ,Gprdo é iinia mo^pta- 
nba de roehedD? cGar4ade3f erpan^ic^^nnen- 
te pelo lado ^ K^w^ P^lo Sse e|t€|adepf)« 
k) cumeada seira. Apesa? da permanente ca- 
.mada de peve que. áco^ytoraandoí perigo- 
.so o seu' iapi38S(v<alguns cpriosos atreyi^Qp 
aqui teeia» suUdo pe)Q J5|^ para admirârepa 
medont^a profundidade, «do cóffte do norte. 

Nesta s^ra iiaseemmuitos rios^ sendo os 
IHrincipaes. Mondego,. Zézwe e Al^^* 
. O sdiO' da serra, ó árido,, pedregoso e de- 
Sfl^doy e apenas onde ha terra vegetal se 
ré' alguína^plapta rasteira e poucos e enlas^- 
dos carvalhos; do mm para l^aixo porem-.é 
terreno feittil o o£ferece á visla lindas paisj|- 
geaa, povoado de viilasi, e. grande numero de 
grandes aldeias e casaea. 

No alto úfL serra, e perto 4a villa 4e^ J^* 
leigas, ha Am plató com dois lagos, um d^l 
kilometro ^ drcumfereneia». Gamado I4* 
gea Escura (dixrse que sa lhe não acha ftm- 
do) e outro mais pequeno, chamado Lagoa- 
Comprida. 

Temimeiis m ^^kfoeB Se^as e ^e^jOiuda. A 
Lagoa Secca é assim chamaria, porqu?» jpado 
t>oiiJU^profuiididaâey3é€$if de veraov pastan- 



n 



■j:.\ 



l'.-:^ 



do o gado no sea IdlD. Bt SadoBdaflatee o 
ffo A1«9L Cm etto ki«to Oieaeim detír- 
^ÊWÊÍ&ttBtííL 6 5 do pntfoftdldádes. A ofcim 
tom oi Imrdas fnrudas de fodiedM altos e 
deDfgrfdof : o oxoedeato d^esu kffta oom 
fim a LagAa^CoDprfda e dá tandiera an 
fMie BOBaiieial ao Mva. Tuniieai ha ii*eata 
iorra aa Lagdao de Mamaigaay 4iie âeam pró- 
ximo da Tflla d'eate nome. Saodlaa^ioiâãò 
origem as Zécere. 

A terra qne Mdeia estes lagos seafonn 
tmnef, quando ae anda aolno eUa. É deoo* 
gfidft e airtda: apenas aqttí se ^feea dois to» 
fetislos earvalkos o nada anis de Tégetafão. 

Soas agnas sobem e deseem, sem se po- 
der atinar eom a eansa d*este phenomeno. 
Hão tu n'eiles eotisa iri?a. 

Qnando embraiTeeem (sem tandiemse sa* 
èer porqtie!) sen horroroso estampido ad- 
Inerte os pastores de tempestade proxfana. 

O enme dVsta serra está eonstantemente 
OOberto de neve. Ha na EstreUa minas d'a]a- 
bastro, erystal dé roeba» eliiimbo, agtiasHna- 
rinhas, tarqaesas, ametistas, eobre, etc. ete. 

I)iz*se que o sábio Unk aqtd adioo ad- 
miráveis florei, no meio da neve. Bneon- 
tram*se n*esta serra moitas ^ntas alpinas. . 

O nosso grande Tiriato (o mais antigo) ertt 
Aataral doesta serra, e um pastor de gado, 
antes de ser o glorioso general dos lusitanos. 

Os primeiros habitadotes da Seira da Es- 
trélla de qne ha notieias escriptas, são os 
peêu^es, os mais bravos guerreiros da anti- 
guidade e da edaíde media, que tantas e tâot 
bHlhantes vi eterias Obtiveram ednira oS'ro- 
manos. Eram na verdade os mais feroties po- 
vosde Lusitânia; mas também oi^mais aguer- 
ridos, e por mafs de uma vez a pátria deveu 
a sua liberdade aos destemidos lositano&do 
Hermínio. Viriato era pesupe^ e pondoHse 4á 
íirente dos seus serranos, em breve viu eor- 
rer a alistarem*>se sob as suas bandeiras vi- 
«ctoriosas, vários povos doresto dei Lusítaéia, 
f|ue por tantas vezes, dirigidos por este ohe- 
'fe audaz e infatigável, fizeram rojarpeloso- 
lo ensanguentado da pátria as soberbas a-, 
guias do império romano. 

A serra da EstreHa aq^ara a daiitanAlta, 
ia Beira^Bidxa. 

DOB Cumpras par» o S* eonre uma plani- 1 



eíe, BO emne de toda a sem^ qpe f^ànalr 
moite se vae elevando pava o 4 atóooitap* 
80 perpoidicfiianneme a Bmaprofiuididade 
espfltfoaa, a qpediamafli Jfolfeâo 4a AIrsi* 
kL fihqsaaio a este ponio içasse manraUui» 
do tom o vastiasíaio panorama qne se giMBt. 
Saia o E veem-se terras de Hespanba; pa? 
fa o ^ a BeinkBaiia e Alemlcje^ para o 1^ 
o O o Doara e Beira-Alta. C3iama-aea esMi 
elevadíssima planície •Serra do Canarit,* 
A.distatida de 10 kilometros toCwBogii, 
na enoesta da sem é qne naseo a M ondéi0Q^ 
ajo nome, se diz, tomoadeumaaldeia^ft^ 
mada Monda, qne está junto á origem d» 
rio. Dá o Mondego grandes voltas, por can- 
sa das sinuosidades do tm^no^eotrendo pa- 
ta L, até pnndmo da Crvurda: d*aqai wa 
para o N. aié Gderico, ed'ahi segue a dim^* 
eçao do O., dando ainda muitas «vadias i^â 
soa foz, na Figneira, pelo que tom um opir- 
so de mais de i^ Kilometroe. (¥áde Monde- 

O Zêzere, depois de uma despenhada oor- 
rente, desagua no Tejo, junto a ViUa Nova 
de Constância. (Punhete.) 

O Alva, :pret^itaBdo«ae de^grandea^ie- 
bradas, lormando bedlas caseaiase eorrea«> 
do eq^nmaate por entre. voehedQs, eahii»- 
do em profundas msternas e e^oondendo-se 
em cavernas, vae desaguar no Mondego,» no 
átio dá Foz do A^pa« Suas escarpadas mar- 
gens são ricas em minas d*ouro, e os roma^ 
nbft e árabes d*aqtti extrabirai^ gi^ailde ico- 
pia d'eBto metal, do» que ha nmitoa vestígios. 
Suas areias ainda hoje trazeixipidbeta6d'oiiro. 
) Xodós estiss.rios sio,abcmd2iuiefs^^de-.varias 
«3|>eieâes de soboraaos pei^ies^ sendo os pite- 
eipaes barlm^, bogas, en§fcira« oaadeUfiiosas 
trutas. 

(¥tde Alva, Mendigo, e Z^zei^O 

fim toda a serra ha gmnda quantidades tâ|e 
perdims^ eòelhos^ ekbras> mas só até ao 
meio da ^sna altura. Pelas cavernas iha tx»A- 
tantas lobos qneârequentemente assaltaoaos 
rebanhos que paaoem uas: faldas da se^ra. 

lias lafioas e paoilanos ha patos br avo9> e 
em toda a parte immensidade de núlhafl^ 
mochos,, hnjiost (ou bafes) e alguinas j^gaias. 

N^a^uellas alturas não ha moseas^ âom 
outfeia ^Mêa de iasoetof, a^q reptiz» jsaas 



iKift vaftM «Bée se encontram alfiUBasBal- 
Ua, te BHHUft vibprii$. Tkmíbesi por èMa 
Mrra baim é*Mies mttos e jaTalis. Hbjeiá 
Bio ai^Mffeceai onas, eesjatidis (oo^vir- 
écR^ eame aq«i Itediamam, e laaibem por- 
eoa moBMcâ) são raros» «n eonseqaenoia áa 
fnoide derrota que os povos d'aqitilheteom 
iâdQ. 

Os que qõizerem mais eiramstaneíadas 
noticias sobre a Esttrella, eoassUetti o kvro 
do «oBBciíeiro Alexandre d'Atoeti Gasta- 
Biielra, iatitvlado ^As laçoas da Sef*ra de 
EftreUtLt £ sobre as fabnlosas tradiQôes 
ipne á^llaha em PiurtQgal, a tAúodemim da 
Humildes e Jgnorantes,^ Yeja-se também a 
BSlaa ptfg aOidoton. i.* da iSeognq^hia 
d^Unnttii. 



Em il4S^ ^riaeif^oa Loinenço Viegas (o 
Espadeiro) fitho de figas Mooú, em cumpri- 
menio das ordens de sen falíeíndo pae, a 
fundar n*esta serra um convento de frades 
bernardos, que se oo&ekdu em 1161, dan- 
d»-9e-ttie ainToeaçaode Sattta Maria daEs- 
tffeUa, 6 vindo n-estemedmo amio paraáqai 
9 fraldes d'Akobaça, eoni sen cabbade^ fiie 
era D. Mendo Vasqnês. 

Os frades, não gostando do sitio, em lld3 
om 1164, lhe langaf am logo, em uma tés- 
pera de natal, ardendo ttido. Os frades lor- 
Biram paora Alcobaça e as minas do dm- 
mnUfãeànm abandonadas até iSl^ em que 
El Mendo, abbade da Maceihidão,com licen- 
.^a do bispo e cabido da Guarda» o reediAcou 
00, nuÂs propriamente, fiftndou; poiâ do an- 
tiga b6 aproveitou a pedra. Foi de novo po- 
voad» ^de bernardos) mas tendo sempr» pon- 
tos írades^ «porque nào ^periam vir paia 

4U11IÍ. 

Pelos annos de 4^6^ # cardeal D^ Henri- 
«que: (depois rei) sendo abbade d'Alcobaçay 
awaexon este conv^to ao eollegiode S. Ber- 
nardo, de Coio^ra^ que elle mesmo bavia 
inndado, para ajuda da sua sustentado, dei- 
xajrào em Santa Maria da Estrelia apenas 
jBm ^rade.para cuidar ;Bae0reja,q^ áauni- 
ca cousa que existeu 

A doaçaoqueLoiuwço V/iegas fea doeste 
fceav^m^ )à depcHsde lè estarem os frddes, 
é da ér» te 1199 (1161 deiesns^airiíto.) 



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W 



DiE fr. Dmiardo de BHto, que em 114$ 
mandou D. Affonso I a D. Egas Moniz ex* 
pulsar os mouros queíaúam correriaana 
Estrelia. Cumprida a ordem fiooú por alUal^ 
gâns dias D. Egas a caçar. I^Tuma oceasião 
que estafva sé, foi atacado por uma ursa que 
elle feriu, mas, sobrevindo o urso, compa- 
ttheiro da ferida, se lançaram a D. Egas, que 
encostado a uma fraga, se defendeu às lan- 
çadas, podendo em fim matar o casal dos 
ursos. N*este aperto bavia promettido a Nos- 
sa Senbora que, se escapasse, lhe fondaria * 
ali mesmo om convento da sua invocaçBo, 
mas, lÉorrendo d*afai a 8 mezès, mcarregoii 

tal eeu iiho do cumprimento da promessa. 
A historia dos ursos devia ter logar em 

agosto de 1148, pois D. Egas morreu ali 
de abril de 1146. 

BSTMMáDOUHO ouEXlIUSMADOIim— 
pequena aldeia, Beira*Alta^ firegnezia de Pch 
-najoia, bispado, comarisi, e eoncdbo de La- 
mela, i^trioto adBàhiisirMivo de Viseu. 

Tem aqui uma bella quinta o Sf . visoonde 
de Val^Mor. Esta propriedade fbi, em gran- 
de parte, do coronel José Leite. 

É uma situação àlec^, sadia e fertil. Fiea 
em frente da villa de Me^ Frio: esta na di- 
tMta e BstroBoadouro na esquerda^ do rio 
Douto. 

SdlttEMADUlIA m BXrREHADURA-- 
<provineia) Confina ao NB. com a Beira> aa 
B. eom o fe}o, a O, com o mar. 

Tem uma área de 433 léguas quadradas. 
Susas prindpaes montanhsís âo: 

Biont^Juttto e Cintra, e os rios são-— An- 
ços, Alcoa, Tejo e BiO' Maior. 

Tem florescentes cidades, populosas e bo- 
nitas viUas emuitas e grandes quintas e her- 
dades^ alem de grande numero de freguesas 
rimes. 

A agricultura está muito desenvolvida e 
o eommercio e a industria tem progre- 
dido. 

Julgo escusado mais explicações sobre es- 
ta provineia, visto bir tudo onde pertence. 

EfmiÍMÚ ou EXliffiMO-» fregueria, M- 
nlio^ comarca e concelho dos Arcos de Vai- 
de Vei, 48 kitometros ao 01¥) de Braga, 
4W ao N de Lisboa, 60 fogos. 

1 Em »«7 tmba 45 fogos. 



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EST 



' Úrago Santa Mark> ott Nòfisa Sedhara do 
fistramo* 

. Are0hiapado de Braga» distríetoadminú- 
tralivc^dQ Viamia. 

Exlremo quei: diser-t^aúi, balisa^ ccmfm, 
4íUrimidade^ de <|ualquerT6iiio, região, ou 
propriedade. 

•O.eomiDeDdadcgr de Távora, da Ordatn de 
Malta, apresentava o vjgario^ collado» qne 
tinha 3040000 réis e o pé d'altar. 

£ terra fertil. 

ESTREMOZ ouEXIREHOZ— Yilia, Alem- 
1^0, capital.de comarca e ooncelhOi 34. ki- 
lom^ros ao 1^ d'fiTora.<a cujo areel^ispado 
ct districto administrativo pertence) llio ao 
Otde Yilla .Viçosa, a mesma distanciai^ O, 
d0 Borba, i;9líO fogQs^7:8QOaimasy em doas 
fregaezias, Santo André, iSOQ fogds,.e Sanla 
Maria do Gast^lOi 48a Aié ao fim da sécu- 
lo XYJIE Unha mais a fre^iiem de S. Thia- 
go^ aipnsliolo, que está hoje amiexa á de San- 
to André. No eoaiodho tem 3:100 fogos» ena 

«omarca 6;200; 

...Sitnadar sobre una eminência» 4sni terre- 
no aprasivel, dos mais férteis .do Alâmtejo, 
e, ;i9uitQ saudável; ei^rcada de formosas- quin- 
tas» hortas e pomares. 

T>. Affonso III a. mandou povoar em 13^,. 
concedendO'lhe todos os foros e privilégios 
de Santarém». Tixdia. assento em cartes, no 
bam^tçi!cetrO) entre Guíntaiaes e. OU vença. 

Foi praça, d^armas^ e ainda conserva mui- 
tas das. fortificações qoe.D. Affonso Hl lhe 
mandou faiaer quando a povoou, mas todas 
desmanteladas, menos a torre, (de qu^dian- 
te fallarei) que ainda está em estado de se 
conservar por muitos annos. 

Omesmoreilhedeuforal,.emLeiría,a ^ 
4e dezembro de ii58. D* Manuel lhe deu fi>- 
ral novo em Lisboa, no primeiro de junho 

deiaia. 

Junto a esta viila ha uma fònle abun- 
dantíssima d*agua no verão e no inver- 
no. . i 

Estremôs é atínalmente a maior «viila de 
Portngal, e uma das mais fòrmosasL Parece 
Smposivel que Thomar fosse devada aâda- 
^ (eom qoanto olaieitecesáe) que não ^ê míe- 
tade de Estremdsi^-nem.tenâo a importância: 
industrial e commercial d*e8tn povoação, & 



BST 

que EstreiBos ficasse permáíoecendo- villâ* 
Miranda, Pinhel e Silves,' sl0'Ciâadeá,e td- 
4as juntasutajvez não- fornem um» povi»- 
çao tão grande como Estremoz. Mas não se 
desconsctfem o» d'aqui. Desde «|«e Setulai, 
Saatarem^ e Govilban, villas io^Ptantissi- 
mas e rivaes .â'fistr»noz^ fòram^^iévadas 
com j Qstiça à cathegoria de cidades, pôde E2s- 
tremoz gloriar.-^se, com raião, de que é a pri- 
meira villa de Poriugãd. 

Na plamune jumo ao monte ondeestáuo 
castello, sevéum formoso teiYeiw) com on 
bello chafarie de mármore, cquI B Irieas* 

Este terreiro^ é^ cansado de convites e ca- 
sas nobres. 

Entre outras lindostriasf fábcica-se aqui 
bellissima louça de barro encamadoy^qus se 
exporta para todo o reino eparaHespanha. 

Os mármores d'E8tremoi^ taizto pela soa 
óptima qualidade, como pela belleaadas soas 
cores, pod^n competir 4x»n osde ParM4 
Garrara. 

Ha também erystal de rocha. 

Tem por aimas uma planta 4e tremôfos^ 
e diz-se que este frusto foi o que deu 6 no- 
n^ à villa, >peUi grande abundância de tri- 
môços que os primeiros povoadores aqai 
acharanL ; . . i w^ 

Outros dizem que vem d^extremo^ poí ^ 
villa estar quasi no extromo da provinda áP 
Alemt^o; mas a primeira etymotogia pin* 
ce mais verosimiL 400 me^os ao> 1^ davilU 
se vêem os antigo^ muros de um grande la* 
gi>qttadrado,que tém52^ de compridoel?, 
00 de largo, com 2,"2 de grossura. Chamam* 
Ih^aqui o tanquê dosmaurm;, mas pelasifld- 
dalhas e s^mlturas que por aqui HM^' 
pai!eciâo, se colHge<^ue era obra dosToma- 
nos, e que aqui foi uma povoação d*el- 
les. Aindase vêem òs grossos jw^f^l^^ 4^^ 
sustentavam os muros da parte do 0.,.<» 
ainda existem restos de abobadas. A agna 
i para aqui vinha do convento de Santo Aa- 
tobio, QiaS) tendo*8e obstruído a /wt8;.w* 
o terramoto de i(>31^ ficou a agua para os 
frades, ^^^tfnben aqnilemapp^ecâdooil^' 
com inscripçoes romanas. 

Tinha esta villa seis convento». 

i> De frades frianMscaíios, fondistdo por 

IX Affonso UI^ peies' annos Sé^ tí^ 



1» lie ftaAw j|6 S^ João 4e Pras, (p^ sq- 
4^0 a siu ij»;»tituíçSq^ era. hofu;>|tal de po- 

hm. ♦ 

;, 3.* Fcade%agofttialios descalços. Tiiiba f ri • 
jBoeiramaKie sido de freiras de Santa Clara. 
^nmciseaoásO 

4.» De fteires de Malta (S. Jo^ Baptista.) 
^unico d'esta Ordem qae havia no reino. 
Fqí tondado em 1563 pelo infante D. Luii, 
fUiç abeirei D. Manuel. 

V Conchegados de S. Philippe Nery, Cun- 
hado por B. fr. Luiz da Silva Telles, Arce- 
iMSpa d'£vora, em i698, e no qnal eUe dis- 
se a primeira missa, no dia 8 de.deiembro- 
d'e8ee aanow 
• • . 

. §.<* Frades capuchos antonims^ da provia - 
4uadaiHedade,|iuidad4^,^aa 1^2, extramwos. 

Bstreoioz dbciíigiiia-se seimpre pela .lira- 
-wea, lealdade e patriotismo der sem morado- 
n^ ma guerras de iadependeoeia contra a 
Mespaslia. ' 

Nas proximidades de Estremoz» é o na- 
noaravcl sitio de Montes Chunos, célebre pe- 
latassigmdada victoria quei os portngoeses, 
-eomfflandados pelo marques dei Marialva e 
pelo marechal de Schomberg, tíii ganharam 
aos easseUianofi» eonimandados pelo mar- 
ines de GaraeeiHi (general de grande fama^ 
qae veio substitair B. João d*Aastrift) no 
dia 17 de jfdbo de 16Ô6. Nós perdemos 700 
mortos, mas a perda dos hespanhoes foi de 
4:900 mortos e 6:000 prisioneiros; perden- 
4o também a arUih^ía, bagagens, material 
de guerra, ete. 

Foi de tanta consideração esta nossa glo- 
irloaa irietoria, que obrigou o rei de Héspa- 
•Bte a pedir e pr<^ôr pase% que ainda d'es- 
aa Tez se nao efféctnaram. É esta a memo- 
.nwék Vktoria de Montes Claros, 

Má. em Estremoz dnasfeiras annuaes mui- 
to concorridas, uma a 25 de julho^ outra a 
30 de novembro. N'ellas se faz grande com- 
mereio. 

Os subttfbios 'dd!Vil)a sao jnuito ■• aprasi- 

vouuMs m 



mK 



u 



vçis e fertilissimos, mú\o abiM^ftQKQf ^ 
aguas. Kjt 

Eram alcaides-móre^ de £xtren»oz os du- 
ques de Cadaval. 

As actuaes armas de Estremoz sao T-r.e^- 
cudo de púrpura, no centro as Qumas^^p 
por baixo um tremoceiro verde, 1 direita, 
em cima, u|n sol de oiro, e á esqiierda uq^ 
lua de prata; no centro, de cada ladxv Wpa 
torre, e por baixo de cada funa um eseudo 
em branco. 

• 

Não se s^be se esta povoação já e^j^Sí 
no tempo dos romano% maia é de SQpp^r 
qpã sim, em vista dos cippos, inscrip^s, 
sepulturas, etc, de que jafallei. É certo po- 
rém que foi povoação mourisca (sem qne 
se saiba o nome que então tinha) pois os 
árabes a abandonaram quando os portugas- 
zes resgataram do seu poder as terras eir- 
cumvisinhas. É provável que fosse em 116^, 
quando viram em poder doe christãos a ca-. 
pitai da província, a famosa cidade d-Evorá. 
Se assim foi, esteve quasi um século aban- 
donada. 

D. AÍFonio III, vendo que esta posiçap 
ara importante para defender a fronteira, if> 
Alemtejo, fundou no cume do monte um 
íbrte casteljo (cemo já dissemos) em (S^è, 
e â sombra d-elle se foi povoando este legar, 
occupando não só as casas abandonadas, 
mas outras que. de novo se foram fs^ndó; 
progredindo a povoação, que para ^qpx at- 
trahia>a amenidade e iNracidade do pi^z^.o 
assim se foi cobrindo de habitações o map- 
te que cercava o castello, e por fim a yisi- 
nha planicie. 

Pouâo depois da gloriosa resta^ifação de 
1640, trateu D. João IV de angmentar as 
fortificações, e ainda que as priíneifas obras 
de defeza, que então se fizeram, fossem fira- 
geis^ passados poucos annos se eonstruiram 
com solidez e segundo as regras da arte, fi- 
cando a vUla cingida de muralhas, defendi- 
da por dez baluartes, três meios baluartes, 
e um redente, além dos revelins e mais 
obras exteriores* 

O antigo castello foi reparado, pa»»|ido 
a ser. a cidadella da praça. 

Os muros de circomvalhuçao tinham n^^ 

e 




È^ 



issr 



1^ pdítSLg; qtte estão hoje qoasi U^ déiiio- 
lidas. 

' ^bre mn múnte ^êisúí^ eonstnihi^setiin 
forte eom 4 baluartes, e sobre outro, um 
flouéo mais distante, se edificou um reducto» 
deuomftfado de Santa Barbara. 
-' A tprfe ou eídadella (eottstruida uo mes- 
ího àúo tMide depois el-rei D. Diniz tinha o 
seu i^^Aâeíoj é tio alta que d'ella se arista 
^tH)rulegre, Kartão, Alter do Chão, Cabe. 
ço de Vide, Fronteira, Monforte, Veiros^ 
VillaBoim, Albuquerque (Hespanha),ETora- 
'ÍlWirte,'irimieíro, Arrayolos, Avíz e as ser- 
'Mi da tetreila é Monte- Junto. 

'0'<^ââteno de Estrémor é notável na nos- 
!tò faístotia, por ter servido de residência a 
'l)i Diniz esua mulher, a danta rainha Isa-; 
ftet^qué aqui morreu éom 65annos deeda-; 
íK, em 4 de julho de i336, quando hia es-i 
Jíibéleeér pazes enti^e seú Diho D. Affonso 
ÍVe seti sobrinho o rei de Càklélfa). Também 
. áípti iresiditt e falleccú sctt neto I>. t*edro I 
ii'!8 flfe Janeiro de !367. '' 

' Áb hdo O. do castello está a capella fie 
Santa Izabel, construída no próprio quarto 
Mèm qtte esfà virtuosa bainha ethalou o "ultí- 
'Aiori^^M,' mandada faUêr pela rainha D. 
^liéoàbr, Inuthef de IX^ João IV, depois da 
%clbrfá dás Íhiha$ âÈl^a/, èm cumprimen- 
to dé um viotb feito 'por D; Lttlza, para se 
'Vénéèr ésta batalha. 

'D. Jtfâò V -dotou está' hisiòilcâ «apelia 
eom^tiquiiMtnas alfaias, e lhe deu grandes 
>etídiis,'quô'fem <SÍI4 foram Julgadas b^tlí 
^Miikdes,^ Vendidas em ha^ta publica, íl- 
'^áiidD â^im lábàndohoda, fechada e sem cul- 
to, esta linda egreja, que era ao mesmo 
temp(yum mòmímento histórico, digno do 
^feátrtíito eterno doá ^o^k^fees. 

• © aOttfgo pàlacio de D.ftiniz, contíguo á 
' Iréféi^ida cai^ella, foi depois convertido em 
^^m^em de muniíSes de guerra, e por fim 

ferviu de payelda pólvora, até 17 de agos- 
to de ^ftí8; ém que, pela uma hora da tar- 

• dfe, írfdôti, éth tesultâdo de umá horrivíí ex- 
•plbião, que destruiu tofdo o e<Bflcio e ar- 
ruinou algumas casas da vilfa. 

" B(hi938 se^fUttdoltt no mesmd logar, por 
ordem de D. João V, u glande étãa de ar- j 
HHaíf, tmidos mkin ricos e ciurrosors mit^us ' 



ô 



de tAfeetos áiifitares que hsífik ébl IBoièpa^ 
e o énito de Portugal, dèsés que ti tiMar 
moto de 1755 destruiu o que havia* nos pft- 
ços da Ribeira, em Lisboa. 

Este dê Estremoz eontiidia 40:600 espin- 
gardas, lOiOOO pistolas, armas de toda actua- 
lidade, de varias épocas (algumas ittuf to bb- 
tigas), armaduras completas de ferroe de 
cobre e outras muitas curiosidades náitatt'es. 

Houve n'esta vflla mha fundi^ de a«í- 
Iheria. Ainda em março de 1874 Ibi oflère- 
eido ao sr. D. Luiz, o modelo antigo de 'titãlt 
peça de artilheria, ~de bronze, da fabrica 
portugneza d^Éstreihoz. Tem as umas rtaes 
de Portugal, e a Seguinte idàcripçao:-^:^!*^ 
senal ã' Estremoz — í 79® ==^ UUhna rúcí» Bè^ 
gni.^ C. (calibre) 14. 

Em 1809 os francezes espoliaram a flmae^ 
sa sala d'armas de todas as suas preciosi- 
dades para enriquecerem com elhis os Aa* 
seus mffitares de Paris; mas }uiig[ábído'«^ 
infame roubo ainda pequena fiiçanha, qui- 
ceÀflBí fezersiUâr a torrei peixes 'afes,*p9a o 
qíie'a mSnaram, esehéttdo a nona de^teh 
ris de pohora (também toubadaXe^tmçB» 
do fogo a um comprido rastilho, deAawtt^ 
ftrgir. • ' ... -:.■.'.,. 

O (dgo, péfém, tiâo sé èoiiimntitcéa^típci- 
vor% e^este v^uerimilo monnthetfm Mmiii- 
da saílvif-^d^fi^i^^idaâe â*estes> nbfos'i««» 
dalos éffis Gallias. - ^ 

Ho)e é'qu[afteÍ'déiiilíU)iteri@tíl7JTeiif tai» 
bem o seu qÉairtel em EKlfemòí O' n%^ 
metit<y'de'1aínceirõstí.« I. > ' :»o 

Até'I834 éra qtiarierde^níáttterâi nt« «Blè 
de tím pârquB de ai^ilheri» 3. i 

Em 1823^ também fór, por quasl um>4iÉiiá, 
quartel de caçad<À*es n.« 4, que aqui «st«4e 
de guarnição. > 

Juhto^à'vMl& está <o palácio eM^lma^#(» 
arcebispos dè'Evofa.N'elle -foi assassittadófa 
punhaladas, por seus próprios- (imiafeMis 
(que eram do partido do infante, âè^èisi>. 
Aífonso IV, e elle do rei D. Diniz) o arce- 
bispo de Évora, D. @iralâo, nó dia^ ti de 
março de^íOÍO. 

Estremoz foi quartel general da 7."* âlf4- 
lâo militar a'Vé novembro' de IMMK 

. » A. /s 



ws 

J^,1^ era Qsta vUla mf^a c^rregisdoria, 
^^;|UiJ|idieçao abriga 15 vidas. Hoje Wm 

tmv^^^ boa egMa da Hisericor4ia e 
1)^ adminisurado e rendoso hospital, ixa^- 
4a,4o ^ principio do século XYI. 

— . v 

No dia 27 de julho de 1833, os presos U- 
l^aes (e d^çnvolta com elles, os que esta- 
Ta» ^r^SQs por diversos crimes,, porque 
ip^ás^s.ocçasioQS iodos diziam quê eram li- 
beraes) que estavam na cadeia de Estre- 
moz, loucos com a noticia da entrada do 
cpnde de Yilla Flor em Lisboa, efifeetuada 3 
àsA antes (a 24) se revoltam, pretendendo 
arroãã)ar a prisão. Então os ferozes càni- 
baes que estavam de guarda á cadeia, par- 
te da guarnição e mesmo muitos malvados 
da villa, commettem toda a 9imQ de'bi»ba- 
rlúíAé éontra os infelizes presos, aquém uma 
Aefieia lausla <para elles) tinba oegado a 
^tã èt tenlarém o im|>ostttet. 

t> ^r.' D*. Miguel I,'Só soabe é*e8te^ massft- 
ere, quando já não tinha cura, e a^nraioT 
IMurté é.&Á' realistas se &orrorisatiam de ta- 
HBMáilas átrócidââésy mas nem estas raz9es,. 
nem todas as crueldades prafíeadaspfékisfi-' 
èMÉs wasf Açores, no PortOj no Algairre^ em' 
^Ciàf^, em Lisboa, anies d'eàte <dia de 
tdsíe recordação, e, depois d'elle, por todo 
é^^reilM); nem todas éstae razdes (i^|títo) 
ttvaêí» «íftá nédea iiídelevel que calúu no 
partido legítimista, em geral e contra os 
monstros que praticaram o crime, em espe- 
jffiaLtiài|K»^e^.foram Ps pres^o^ q^et jporre- 
isatB a liro^ aas pontas d^sbayon^s Oia 
tt]MrtiíWte'(!) além dd grande oníoero. de fe- 
ridos, mais ou menos gravemente. 
: 4 Vl&oào^ querido inveatígar círc^u9>istai)9ia- 
daoM^tejBste l^Okentavel acon^çímento^ mas 
|iiiiA»;eQixiseg(tir. jConsnlti^i valias pes- 
. qa& présenoeairam o. ftcto ; pias fiquei 
«i2Bie6aia..Se^ consultado €ira liberal, pin* 
Urea-dneoS' realistas como wQUstros seden- 
mvâe sangue e de «arnagem» ^ue Indo Jr 
aaraib sem a minitna .provocação; se era 
realista, foram os presos os proyocadores:^ 
mereciam ainda mais!~Yão lá deslindar 

j m^'.^ BS^-^fl^ W 9. gfivernaiior militar 



i:.ST 



^ 



4e GBtr^m^z tratou immediatamente de ob- 
star á continuação da ignobi] carnificina» 
mandando formar a tropa, carregar a arti- 
Ibejria e prei^de^ todos es cabeças de mqtim 
Q os. que mais se distinguiram n'este acto 
4e canibalismo. Todos elles ainda estavam 
pregos e^m Estremoz, quasdo à guerra civil 
terminou em 1834, e pagaram com a.vida^ 
e pelo mesmo modo, o seu crime; pois tam- 
bém (oraip barbaramente assassinados pe- 
los liberas, e sem, forma ^l^uma de proces- 
so, tal e qual como hayiam feito ás suasvi- 
ctimas. 

Da propensão natural que os filhos d'jèsta 
notável e nobre villa teem 3emprè tido para 
a cultura das sciencias, dá brilhante teste- 
munho (^ abba4Q Piogo £arbosa Machado, 
na $U3í Bibliotheca Lmitana. mencionando 
os nomes e as obras, em diversos genciros 
de litteratura, de escriptores aqui nasqidos. 
Não são menos de 27 os <j[ue até ao seu ii^m- 
po se,(listingiMram, e desde então variò^ ou- 
tros, se addíccionaram. 

fíindo já bastante longo o artigo f els^yo 
a Estremoz, não posso aiigmèntal-^o com a 
relação dos filhos d'aqui que em varias épo- 
cas mais se teeip distinguido pelas vijitu- 
de^, pelas arma3 ou pelas liettras; ipencio- 
na|r|ei ' apenas os ' seguintes : 

Manoel Alves P^ias, nascido a 4 4© íe- 
zem|)rp de ^635, é f^Áecidoem Lisboa, ái2 
de novembro de I6d6, sendo .sepultàd(!^ nó 
claustro do qonvento dp Carmo. Foi ò mais 
distíncto jurisconsulto do seu tempo, exer- 
cendo importantes empregos n^ magistratu- 
ra e escrevendo muitas obras de jurispru- 
dência,, ainda hoje estimadas. ' " 

Manuel Gomes Freire^ ínais conhecido n^ 
republica das lettras ];)elo,nome de fr. A|[os- 
tinlio de Canta Maria, que adoptou ha reli- 
gião. 

Nasceu a 28 de agosto de 1642. Era filho 
de António Freire e de Catharina (Someà. 
' Em 18 (le dezembro dô 1665, tomou o ha- 
bito dos eremitas descalços da Ordem reiFor- 
mada de Santo Agostinho, introduzida re- 
cénteu^çnte em Portugal, sendo elle Ò pri- 
meiro noviço a^imittido á noyá congregação, 
em 19 de dezembro dó annó sèí- 




«4 



EST 



fniúte, no eonvehto de Río^sa Sefibora do 
VoDie Olireie, extrsL'muro3 dè Lisboa, dei- 
xando en0ó o nome do seenlo, 

A moita virtude, jantara muita if»inicç3o 
e amor ao trabaíbo. Foi feito dironí«ta da sua 
ordem, prior do siea eonrento dí^ Erora, se- 
eretario âíí pffMueh, Ires Tezes definidor 
geral e por íSm vigário geral de toda a con- 
gregação. Áiteê^r de todaíi as soas oeeopa- 
ç3es, eserevco varias obras, moíio aprecia- 
das, e qoe sobem a ^ tomos as impressas, 
além das inéditas. A melhor das soas obras 
publicadas é o Santuário Mariawno, 10 to- 
mos em 4.% impressos em Lisboa desde 
1707 até 1723. 

Os escríptoâ doeste dooto vario eram cor- 
rectos e elegantes. 

Morreu em Lisboa, a 2 de abril de 1728, 
na provecta edade de 86 annos. Foi sepol- 
tado na egreja do convento de Nossa Senho- 
ra da Boa Hora. 

Qnando se profanou este convento, para 
n'elle se estabelecerem os tribonaes de jus- 
tiça de 1.' instancia, o retrato de fr. Agos- 
tinho foi para a Bibliotheca Nacional, onde 
existe. 

No scriaito da rainha D. Hecia Lopes de 
Karo, 2.* filha do conde D. Lopo Dias d&Ha- 
ro, senhor de Biscaia; quando veio para Por- 
tugal, para casar coçi D. Sancho 11, vinha 
com ella seu primo, D. Pedro Paes Lobo. 

É' doeste D. Pedro que procedem os Lo- 
bos doesta villa de Estremoz, Évora, Alvito, 
Eiva»» Lisboa, etc, etc. Teem por armas:— 
em campo de prata 8 lobos negros armados 
de ouro, em aspa, lampassados de verme- 
JIjo, elmo d*a{o aberto — e por timbre um 
dos lobos. 

Doesta família foi D. Maria de Sousa Lo- 

* 

bO) bisneta do Diogo de Sousa Lobo, um dos 
cinco Irmãos, que em tempo de D. João í de 
Portugal vieram da Galllza aqui estabelecer- 
jSie. Diogo de Sousa Lobo foi senhor da villa de 
AItUo. d. Maria do Sousa Lobo, herdou es- 
te senhorio, por morte do seu pae, e foi se- 
^|unda mulher de D. Joào Fernandes da Sil- 
veira, regedor das justiças e chaiíeeller-mór 
,4e D. Attonso V, e seu escrivão da purida- 
de. Por este casamento flcou senhor de Al- 



í Tifo, de ei^ Tila O mesmo râ O fez pffineí- 
ro barão, em 1475. TiTeram Tarios lilMifi^ 
sendo o prímofenito, Diofo de Soosa Lote 
da SOTeira, por qoem se segoe a baronia 
dTesta casa, com o brasão d^an&as aniece- 
dmte;, aeerescaitando-lbe uma orla asid, 
carregada de oito aspas de onro,eolobodo 
timbre com uma áà& aspas na espádua. &* 
d*este Diogo de Sonsa qoe procedem os eon- 
des d*Oriola e barões d*Alviio, cujo findo é 
mais cooberido por conãe-harão. Yíde Al- 
vito. 

Em setembro de 1873 chegou a esUTiOa 
o príineiro wagon do caminho de ferro da 
sueste. 

Já disse qoe esta villa tinha no fim do i;^ 
colo XVm três Iregoezias. &am toda»|jvi0- 
rados da Ordem de Aviz, eos priores mm 
freires da mesma Ordem. Eram apresaptta- 
dos pelo tribonal da Mes^ da oom^i^Mia e 
ordãis. 

A freipnezia de Saota liaria, em i7S7t ^' 
Dha 602 fogos. O prior tiidia i80 alfoiÃ^a^ 
de trigos 120 4e ooTada. • . 

A freguezia dq S. Tbiag(H tinha 917 U^gj^ 
e o seu prior t^dia. de r^qd^n^^to. 4QfíM!W 
léis 

A fregueôa de. Santo Andr^ tiqbail:tt7 
fogos. O seu prior tinha de^Ton^VP^i^fi MN> 
mil réis. 

""" . • • '. 

A comarca de Estremoz é cempóàtáde 
três julgados: Borba^ com l:B5dfogo6-r»S»- 
tremôz, com Z\ 100— Yillft Yiçósa, com HrJfm. 

O coneelho de EElU'efflôz eompreiíAadi 13 
fireguézias, todas no aFòeMsp)aidi» d« Emsk, 
são :--Ameixiftl (S. Bento)-^AmeiXiiaj (SbÊm- 
ta Victoria) — Anna Loiupa-^Areos^^SMito 
Estevão— -Estremoz (Santo André) ^fistiv- 
môz (Santa Maria)— Nossa Senhora ák^ikh 
r la--Mamporcâo^ Cortiço -- Caitat — -Bvan 
Monte (Santa Maria do Gastello) -^fiTOsm 
Monte (S. Pedro). 

V 

No dia 21 de dezembro de 1873, foi jiqui 
inaugurado o ramal do taminho de férro dle 



$E., 4ç^. ^ estação da Veii^a. do Duque | 

A camará municipal da villa convidara p j 
8<^^^Q» ^ 9aiii£^*a3 aiaoicipaies de Lisboa, | 
j9«,ãi(>.distrieto de £Yora Umitrophes da li- 
nba Arrea, diversos funceionarips, e os re- 
4j|fitare& 4a iaiprensa da eapltal, pa«a o íu^cA 
iáafitíoa^â a celebrar tão fausto acojateci- 

..'^-MJ Jbior^^ da maabã ^iavaju remiidixs uo 
Terreira lio ^aç^ os convidados. da. camará 
de^^^atremOz.. gov^no. era representado 
felc^ sr. João .de Andrade Gorvo^ ministro 
d0& «stirangeiros e da Marinha. O si^ ^e^^- 
4enUi do c(»}selho» que teocio^ava bir â inau- 
guração, não pôde^ por xnotiv<os d^, serviço 
ppblieOy realisar o seu intento. O sr. minis- 
tfa dasí obras. publícasy tinha de. assistir em 
J(isboa a uma lúgubre qerenionia de tàjok- 
tia. Os seuâ coilegas do reino e da justiça 
estavam encommodados de saúde. 

Requentavam a camará municipal de 

Lishoift^os 8(rs. vereadores yargioçfai e Arau- 

i^i o»Jfinnoeionarios.eivis e .militares eram 

«5 ST^ Mar@ocbÍ9 £^n^sto dâ Faria, Pedro 

Rol^nto». Miguel Paes, Castellp Branco^ Feni, 

Sdusii. Brandão, Torref Trigueiros» major 

Q|Qâii(ina^ l^eaeute coronel Salgado» majo^ 

Augusto Pinto, tenente: Abreu e Sousa, fco- 

raaeà Ifalente, pagador Faya, conselheiro 

Tbomaz 'Ribeiro,. jijLÍ2 Miguel Osorjo e algujKs 

outros. Estavam os srs* visconde do Caryn* 

Ibido, Parroso, genro do sr. Andrade Corvo 

# 2»tigo 4epiitado Mello e Faro« Dos depi^- 

tados do districto de Évora, o sr» Pinheii^ 

Borges. O sr«.Falcfo da f^ooseca não ao^is- 

tíu por estar %& âe Lis)|pa« 

A imprensa era re^reseaíitada peios srs. 
.C|W|u^ Belém, da^S^oo/tiçÃo^t^ SeUmlfro; Ger- 
w^^ d^Magiitbãeif; do Jor^doCommemo; 
Pimentel e Brito Aranha, do Diário de Noti- 
.^ifi^; $9in(^3 Nazareth; do Diam Popudar; A. 
Ennes, 4q: Poâ; He^o^negildo Pedro de Al- 
^^u^lATA» á^Crpnça Liberal; Qd$6d 4ft Pon- 
sfí^ ?âQ jpiOíriô /l(t^^ra<2oe Teixeira de Ya^- 
í pptmW>^L do ^m-nçU da JVoíí^* 
1 9ÕQf$o^i)^Qis das 7 boiw eim^ia da ma- 
nhã largava do cães do Xerreira éo Paço o 
vapor D. Carlo$s e i&A mc^s-tdminiitos 
partia do Barreh*^ o.eomboiorei^eeial des- 



W^ 



§5 



tinado a conduzir a Estremoz a numerosa 
comitiva. A manhã estava serena, formossi- 
sima e pouco fria. Depois de breve demora 
nas Vendas Novas e n^ Casa Branca, seguiu 
para £vora, onde chegou ás 11. horas é 2^ 
minutos. Na estação de E^vora esperavacq os 
srs. visconde de Guedes, governador civil 
do districto, Silveira, presidente da camará 
municipal da cidade, e outros cavalheiros. 
Perto da estação estava formado o regimen- 
to de cavallaria ow sob o commando do sr. 
coronel Sá Chaves. A tropa saudou piilitar- 
mente, tocando a musica o hymno real, em 
quanto subiam ap ai* aumero^as giraudoIaB 
de.fo^^tes. Ao meio dia sí^hia de Évora .ò 
comboio, levando o governa^r çivil^ o pre- 
sidente da camará, e o coronel do reginiento. 

Á l hora n^enos i quartp. tirava- se em 
VendA ^0 Duque a machina D. Luiz, que 
servira até alli, e era substituída por oiitra 
mais pro{M*ia para correr sem perigo nà 
prolongação davií^^que tem muitas ,c^vas 
e rampas de 15, de ui)a e outro lado do ríp 
Ter.. A ponte de ferro, sobre pjilares de can- 
taria, é uflja fqruK)sa obr.a d>rte. 
. Á 1 hora e meiíi cheg^v^a o comboio à es- 
tação de Estremo?, . , 

Ahi p espectáculo era ein verdade admí- 
rayel. De um e outro }ado. da yja, ondeavam 
immei^a^ ]paós d,e povo; q regimento delaBi- 
(Ceirps. l e^p^era^a. em lin|ha oxomboio, ,e 
saudava jcòm ^ ^ontíneAcia militar o repre- 
sentante do governo;a musioatocav^o bym- 
wq, .e de todos os ladcjs, por entre os post^ 
com l?andeiras e junto do arqo de verdura, 
por onde se deviia passar para avillã, s¥^- 
bjfam. aos ares immdn^ .girandolas de fo- 



, O 9T, .geqeral Maldonado, commaudanie d^ 
divisão, com os seus ajudantes d- of deQS. ^ç^i 
eamara wunic^ipal de Estremoz, $abiram'fi 
receber na (?aesi da estagãç, o. sr^ Andradie 
Cof vff, seg\iiJDi,do-^p deppis.íi iaienç^ioda, Ippo- 
motiví^y,Na..víagem;não pc^TOu JfenJt^uma 
Vnoyidade,;. .-. - , 

. J^alo da. e^^^, . jç^avam ag^a^rç^^ndo 
muitas oarru^pnst parâ:as,|[K)Uvidadqs»:e^ 
unia d^s iqja^es .*çgUMMkm Pftrà.a vfjla (^ ;&r. 
laQpuiUâtr^ dos esir^ngfíírQs^ e o^ sr8,;gepfii:al 
comn)andante . da divisão, goverjoador civil 



86 



ESt 



e éngenbeiro Margiochf. A vilta esfera mnt- 
to embandeirada, e maBirestava por todod 
08 ínodof o conteAtaftiento qtte Ibe cansava 
o importante benefieio dolemntsado por 
aqnella festa. 

O sr. Andrade Corvo dispensara iodas as 
honras militares (pie lhe estavam destinadas, 
mas o brilhante regimento de laneeiros des- 
filou pôr diante da casa onde o ministro es- 
teve presenceando a esbelta altitude da tro- 
pa, e o óptimo estado dos eavallos. Depois 
o sr. Corvo, acompanhado por differentes 
pessoas, entre as qnaes estava o sr. Tocha, 
subiu ao castello e torre de menagem duen- 
de se avista a imménsa campina da batalha 
do Ameixial, Évora Monte, a serra d*Ossa e 
outros pontos situados a grandes distancias. 
Na torre é curiosa uma sala, cuja atchite- 
ctura parece remontar ao reinado de D. Di- 
niz. 

D*ahi regressou aò palácio do sr. visconde 
de Monforte, agora occupado por uma socie- 
dade de artistas, e onde devia ser o lunch. 

A comida principiou cerca dás $ horas, é 
foi excellente, como pôde imaginar quem co- 
nhece o animo brioso dos alemtejanos e co- 
mo sabem festejar os melhoramentos mate- 
íiaes que progressivamente v3o transfor- 
maúdo a provinda, t^residia o sr. viscohde 
de Monforte, tendo á direita oà srs. Corvo e 
gov$mádor civfl, e á esquerda o sr. general 
Maldonado e visconde de Carválhído. 

O primeiro brinde foi feito pelo sr. enge- 
nheiro Graça, membro da commissao dos 
festejos e em nome d'e!la ao representante 
do governo e aos seus coBègas pelo qtíe tt'a- 
quelle dia lhe ficava devendo á villa e o dfs- 
tricto. Respondeu-lhe o sr. Corvo indicando 
os motivos peids quaes nSo estavam alH os 
outros ministros, e manifestando sinceros 
desejos de attender a todos os melhoramen- 
tos materiaes do paiz, sem esquecer os me- 
lhoramentos moraes, indispépsàvel elen^en- 
to de prosperidade publica. Celebrou o ae- 
cordo com que sob a influencia de uma idéa 
dtlliàaflora se reuniam affi varias 'munici- 
palidades, è prestando homenagem ao deá- 
envolvimento da áfcçSo municipal, regulada 
pèhs leis, brindou aos representahtes d^a- 
quelles municípios. Foi muitas vfezes inter- 



ÉSf 

rompido comi ápplausos. AgradèMi o isr. 
presidente da camará mnnieípal de Eâtr^ 
môz. 

A festa fo! explendida a todos oi rcspâ- 
tos, e o tempo tão sereno e formoso eomb 
raras veses se vé nos fins de dezembro. 

ESTRIfiBIRtMiõR— emprego honorifle6 
no paço dos nossos reis, raiidi^ é mais lk«- 
milia real. Não ha certeza da creaçâo d'e9- 
te titulo, e a primeira ver que' o venM>s 
mencionado na historia de Portugal, é no 
reinado de D. Pedro I, do qual era estrihfel- 
to-mór J6ao Domingues dé Beja iCkron. ét 
D. Pedro /, por Álvaro Ferreira dfe Yén^. 

O mesmo lo3ò Domingues foi estribeira- 
mór do rei D. Fernando. 

Só se dava este emprego a pessoas de no- 
breza qualificada; e, pelo menos, desde D. 
Pedro 1^ todos os nossos reis, rainhas e kr> 
fantes, tiveram estribeiros-móres. 

Os titulares de que pude obter notlêit^ 
que exerceram este emprego, foram Dl Fran- 
cisco da Gama, f^ conde da Vidigueira, por 
compra que fez a Pedro Mascarenhas^ oM- 
firmada por D. João ITI, em t úé m&io éb 
ítSftL Foi estribeiro mór d*este monai^hà; 

Dos reis D. lo3o lY e D. Afifonsó VI O Ibí 
D. Francisco de Sousa, S.^" conée d<> ftadò, 
e i.'* marquez de Mhias. 

Do mesmo B. Afibnso YI o foi B. Dftiso 
de Lima Brito e Nogueira, visconde dé^YII- 
!a Nova da Cèfveira. 

De D. Pedro n o foi D. José de Menezes» 
conde de Yianna, qúe o continuou' a sev de 
D. João Y. 

Do mesmo D. Joião Y o toi D. Jaymè ie 
Mello, 3.0 duque do GaÁtval. 

Desde o reinado de D. João Y ^ len^ da- 
do o emprego áe estribeiro môr a Mlãgm 
(quasí todos iimlares) de differentes 'Omi- 
lias. 

(Yide Úeographia BistoricU de B. fittfe 
tIaefaAo de Lima, tom. 1.* pag. 433.) 

ÈSTURiOS— freguezia, Minho, «omitrea 
de Gtiimãíf^es,' concelho de Fafe áté 1885re 
desde então comarca e eóneélho dè Fafi^ 90 
kflometros ao NE. de Blcaga, 370 aò IV. de 
Lisboa, too fbgos; ... 

Em 191(7 tkÉha fdOfogod. ' ' 

Orago S. Thomé, apostolo. « 



JEOK> 

É terra fertíL 

A mitra apres^taia o Ab^de» fo^ tíi^a 
^iOD^OOO réis de read^nento. 

^Q vej<^ rauo. justificava para 
que esta freguezia se escreva Ès^ 
terãfsxe a io cc^ncdbo é& Poiíte 
do Lima Estorãos, No Portugal Sa^ 
f cm,^ PrQfqno vêem ai^bas' es^ri* 

pta^ Eslm-ãm. 

DABUEOS e£XAV£ADURAS_fri]ict(»s, qu^ 
9(ffiQl^das l|ort^^, pomares oa qvtiQtaes. 
Ib^ixft latiaidadíç yerd^arii, perdegç^rii e 
9eridiaria, (Vide Cortiço, da Serra e Casa}, 
<);il YkUa l^ova do Casal.) ' 

EUazi ou OUGIZIA— freguesia, Trai* 
n*)fofí!^ camar4;a da Torre de Moneorvo» 
<foi até i855 comarca de Chacim) concelho 
# Alfandega da Fé, i55 kilometros ao NE. 
d9 Brafâ/ 390 ao N. de lâsboa» 80 fogos. 
Em 1757 Uotha 36 fof^s. Òrago S. Payo. 
Arcebispado de Braga, districto adminis** 
trativo de Bragança. 

O abbade, bernardo» de Bouro, senbor 
^^t%frefuezia» apresentava o cura^ que. ti- 
tha de renda certa, 8i#600 róis e o pé d*al- 
jUr. 

£s(eve alguns annos annexa a esta, a JCre- 
SHIiijL dft San^ Jus^, que hpje está ii^e - 
p«nd^te. É no m^mo oQ^celbo. 

Ha jfjpl tiiapa fonte qjoye sab^ de um ro- 
.^^ cbama^o a Gmçha, 

EUFEIOA ou EUPHE]^A, DA CHANCE V 
liiy^/SaiMiajh-yi^e Qhiim^UamL,At Tpr- 
re? Novas. 

EUFEMIA (Santa) -— grande e formos fk ca- 
pella na aldeia de Touriz, freguezia de Real, 

m mç^ d|d.qasí«tíí> 4e ifaív^ ^m^^ de 

Arouca, bi^do de ian^^go, d^pnde 4Í9ita 
^ kilometros a O., 15 a NO. de Arou- 
% 7 ^p & Ao.Do^r^a (riqj a». ao ;SGi..do 
loK^ e 3Qf^ ao. N, de Li^^oa. 
. %M ¥m^m ^sj^«4i4a. fealiiçi^^ « 
«oncorridisftoa-, feíff^ im ^^ Ift e W de 
«ÍWPlf^Mp ,c^ W», 9í^ ^ ypBÍpm 

mero dji^pplUfiiQ^p j|p^ 4e S(iií^gpirtí»,e 



Pfe 



%T^ 



glipzía^ Beira ^âW^ comar^^^ ço^celbo ~ 
Pínhe]^ W ^ome^^ a. SE. de Lamegp. 3; 
a E. de Lisboa^ 120 fo^s. ' \ ' 

Em 1757 tinba 80 £ogôs. 

Orago antigo» Santa Eufemia; bi^je Npa- 
sa Senbora de Nazaretb. 

Bispado de Pinhel, districto a4mij;u3Íi:atí- 
vo da Guarda. 

E* terra fértil, 

O abbade. de Souroijlres. apresentava ò 
cura, quç tinba, 6^000 réis de. coi^gn:^ é a 
pé d'altar. 

EUFEMIA (Santa)— anti({uissio^a capçlla^ 
no logar de Saní^ ^^ ^^ ^ Moura, fregui^,- 
zia da Lomba^ concelho de Gondomar, mas 
sobre a margem esquieirda do Douro, bis|;|a-: 
do, districto administrativo e 2& kilometros 
a £. da Porto* 

Faz-se-lhe aqui uma romaria annual no 
4.^' domingo de setembro, muito concorrid^ 

EUFRAZIA,— Vide Aufragia. 

EUGENIA (Santa)— freguezia, trazos; 
Mpntes, comarca e conceitio d' Alijó, 95 ki- 
lometros a Nfi). de Braga, 370 ao N. de tisr, 
boa, 150 fogos. 

Em 1757 tinha 100 fogos. 

Orag0 Santa Eugenia. 

Arcebispado de Braga, districtq a^qái^is- 
trativo de Villa Real. 

Produz muitos o óptimos figos» que e](.- 
porta séceos. . . 

O cabido da coUegiada de No^.^ Senbpr^ 
da Oliveifa,^ de Guimarães, apf eaenua^ o 
oiira, que tinha 70j^0Q0 réis.. 

EULÁLIA (Santa)— freguezia, Dojftro^co- 
ii^arca, copceiho e 2 kilometros a O. de yf^ú- 
ca, 50 a Ow de Lapjego^ 46 a E. do Po^to, 
SOO ao N. de Msboa, 300 tog^. 

Em 1757 ti^ha 230 fogos. 

Orago Santa Eulália. : , 

Bispado de LamegQ, ^^st^icto administr^ 
tivo de Aveiro. .... 

Era antigamente 4(> . «ittioA^o eputo de 
yiUa Ifeap doRoiwo, cpoqarc^a dp Umf(^' 

Eram donatárias as freií^as her^arda^ d^ 
Arouca, que recebiam dois terçps dos djzi- 
q^Si.sflp^ Q ofttra. twço pf^ra.o abbad^v 

ferveste real morteiro s^ apreaoAl^- 
vaoabbade. > 



^ 



Mi 



Está frégúe2& ê situada nó c€6trõ do for- 
niosissimò e íértilissimo Valle ff Arouca^ em 
ámèáaé saudável plánicn^, abundante de 
todos os géneros agHeoláse farta de óptimas 
aguas. Cria muito gado bovino e âlguúàr la- 
nígero, colmeias e excellente e mttito azdte- 

A egreja matriz é vasta e bonita, e fiea 
no centro da freguezia. 

Foi edificada nos fins do secdlo XYII' 
quando as aldeias, que constituem a fregue- 
zia,' foram desmembradas da freguezia de 
S. Salvador dó Burgo e' S. Bartholomeu da 
Villa, para formarem esta freguezia. É à mais 
moderna do Valle, como freguezia; mas a po- 
voação é antiquíssima, do que ha vestigios- 

Na àerra de Casal Máo, a NO., ha aíitas, 
seiído uma d'ella8 o chamado penedo de Ca- 
sal Màú, que é a maior que lenho visto. 
Mesmo próximo á egreja ha outra monstruo- 
sa anta, e muitas mais em diversos sítios da 
firegiiezia, afora as innuméras que tem sido 
destruídas para sé lhe aproveitar a pedra 
pára construcçoes. 

Proxiioáo da freguezia, fica a capella de 
Santo António do Burgo, e o nionumento 
funerário contíguo de que trato na pàlaVrá 
Villa Mean do Burgo. Sobre estes dois mo- 
numentos e sobre a batalha que em 1102 
aqui teve o conde D. Henrique e Egas Moniz, 
contra Ecka, rei de Lamego, vide Arouca, 
nò lòg'ar competente. 

EULÁLIA (Santa) — Vide Besteiros (Santa 
iSílTâHa dé). 

EULÁLIA (Santa) —freguezia, Douro, co- 
marca de Penafiel, concelho de Paredes. (Vi- 
de Spbrosa.) ^ 

EtTLALtA (Sàtita)-— freguesia na fnesma 
comarca e concelho. (Vide Vandoma,} 

EULÁLIA Bf CÊA (Santa) — fi^egúezla, 
Beira Baixa, comarca de Gouveia, coneíflho 
de Céa, 65 kilometrds de Coimbra, f40 ao 
B. de Lisboa, 280 %08. 

Em 1757 tinha 57 fogos. 

Orago Santa Eulália. 

/Btópado de Coimbra, districfò administra- 
cívô' da fluardâ. 

E* terra fertfl. ; 

O pridí" erà dá aprcsèntaçio d6 real pti* 
dfóado, e títíkdí de rendírrientò '2890^00 
réis. . i í 



EHÍJdíiÁ (Santa) -^iSHágâe^ia, Atenáéjo, 
comarca, concelho e i2 kilometros de ENais, 
170 ao E. de Lisboa, 350 fogos. 

Em fW7 tinha 295 fogos. • 

Orago Santa EulaKa. 

Bispado de Elvas, dls(frlct6 administrativo 
de Portalegre. 

É a '30.> estaco do caminho de ferro de 
Leste. 

A mitra apresentava o prior, que tinha 
408 alqueires de trigo e T2 de ícenteío. 

É terra fértilíssima em cereaes e pi^uz 
bastaàte e bom azeite. 

EULÁLIA (Santa) coutos de— con^lhô eí; 
tincto, na comarca e cbtfcdho áeí Vfeet^ 
d'oiide dista 6 kilometros a O. 

O vinho dos Coutos é famoso pela suâ su- 
perior qualidade. - 

EULALU DE 6AIPAR (Santa)— vídiô^Gíi- 
far. : ^ 

EULÁLIA (Santa)— freguezia, Beira *í!Slt 
comarca e concelho de*Tondeíla, 14 kilo- 
metros de Viseu, 257 ao N. de Llsl«)a; 210 
fogos. 

Em 1757 tinha 130 fogos. 

Orago a mesma santa. 

Bispado e districto administrativo de Tl- 
seu. 

É terra feriilissima. Muito e óptimo tf- 
nho. Muita caça. 

O padroado real apresentava o ai 
que tinha 280^000 réis dé reridimentò. 

EUPBEMIA (Santa)— Vide 'Ettfíittía. 

EVENTO— divindade dos antigos brâèéi- 
rôs (ou brácliaròis.) ■ • . '-i "^ 

Èm Braga appareeieu uma lapiM rtom 
com a inscrípção latina, cuja tradacçSo/<í^ 
segtihitc: ' '" 

Flavh' Ft<mto; ãediám''eêm mérfM^ ^ 
Saiko Deui Eventú, ^oí^prèsêHól 



i ■ í- 



• 1/ 



• •! 



' Outros níáis docutíiétítòi existem; ^uè pW- 
vam o culto dos utttlgoií jrovofe braccatóWís 
á ésfá felsa dftfmladé; qtieíil^s dteéèiser 
a ãèks da fa^HHâstâè oú O' atttíó. ' 

Se^ a origem» do seu nériàeé 1írtitta,'ító*» 
é, ' porque' éeeà^ 'tembeta^ pólfe sltí^^BW 

aea$úifèMiÍa4e, iU;€MeiMé^ . 

ÉVORA— cidade, arcebispado, Altów^j^ 



<ik(iital M'distrieto «dAtbidtrMim SMada 
9(yfefré nmà «ninefida^ no meio 4e moh ex- 
tensa, bellisftiíná e fértil campiíia, bo centro 
dft pk*ôvíBcia e )^óxÍmo do rto Degébe, fi- 
candO'lhe a NE. a Serra â'Ossa e ao IS. os 
montes de Portel e Yianna, aos qnaes se 
sègae a serra de Monte-Muro e outras. 
' Tem 3:000 fotgos, if :000 almas; em 4 fre- 
guezias: Nossa Senhora da Assumpção (Sé) 
1:100 fogofr— Santo Aãtão, 700--S. Mamede, 
730— S. Pedro, 470. Tinlia mal& a freguesia 
de S. Thiago-Maior, com 69 fogos (em i797) 
i|ae foi supprimida. Adiante fallarei mais 
eireAmstMiciadamente n'e8ta fregnezia, se- 
gundo o que traz o Pwtugal Sacro, 

O concelho tem 5:000 fogos, a comarca 
7:4S0. O disCricto administrativo M:35a Ti- 
nliam as 5 freguezias, da cidade, cm 1757, 
4:000 fogos. 

Feira a 24 de junho, 3 dias. 

£stá em 38<» e 30* de latitude e 13« e 20 
ée* longitude N. 

Ê a capital do districto administrativo e 
da proviíkcia do Alèmtejo. 

É das mais D<^r0S e antiga» cidades dà 
l^insula hispânica. Segundo alguns, foi 
fttB4ada pelòs éhitrones, antigos povoe da 
Bespsfflha, pelos annos do mundo 1945 (289 
depois do diluvio, ou '2059 antes de lesns 
Gíiristo} com o nome de Ehtr» ou Elbwa 
011 Ébora. 

€s^ romanos lhe mitdaram o antigo oome 
para o de Liberaiitas /ulta, e afizeram mêh 
nicipio âú antipo difiií9-4ãtim>^ isto é, os 
seus moradores eram ein tudo e para (udo 
ooÉsiderados como «idadáos romanos. Oo- 
oúpando os árabes esta. cidade, eu 71lf^ l|ie 
resAituirkm o seu antifjò nome, goe alada 
eeteerva. 

(Pei depoi» reBidenisia do» grattdes gene- 
mt do» iu^taaos, VirlMo • e Sertório.) 

ViHato derrotou jtmto a ésiadldadè (no 
sbno-SMa do mundo; 144 aiitee de Jesus 
€léis(o> ^0 eonsttl romano Gaio* Plimcio; 
- ' ibra nlo fazer muito extenso o artigo Te- 
laUt^ a esta' cidade, e mesoKi para; «víur- 
Mém i^ej^tiil^ee, o-^ftenKiai tae aipíenas apon- 
tálft»! |)óde vé^se mais eifvtuMStatiefadaliiM- 
le m HiõtaHa ChrokohgiM tf^ forU^afL • 

Outros escriptores ditem que esiaiidaâh- 



BVO 



80 



UB d*£vora foram os celtiberos, e outros ff* 
nalm^te altribuem a ítmdaçào d'esta cida* 
de aos tartesios andaluzes. Quaesquer que 
fossem os seus fundadores, é incontestável 
<pie Évora é uma cidade aniiqoisiima, e co- 
mo tal é anterior ao domioio dos romanos. 
Mas o seu maior esplendor e mais nobres 
edifícios os deve ao immortal Sertório. 

Os romaoos» e ainda muito mais Quinto 
Sertório, erigiram em £vora muitos monu- 
mentos, de que adiante tratarei. 

Quinto Sertório estab^ceu o seu quar- 
td-general (ou antes a sua corte) em £«ora, 
no aano 81 antes de Jesus Ghristo. 

?íão podendo os romanos vencer o bravo 
e iUustrado Sertório, em combate leal, com- 
praram Marco Perpéna, seu tenente, que, 
com outros conjurados, o assassinaram coln 
21 punhaladas, n'esta cidade, no anno 681 
de Roma (7^ antes de Jesus Ghristo.) Mas de 
nada valeu ao infan)e Perpéna a sua traição, 
porque, pouco depois d'ella, Pompeu o der^ 
rotou e matou. Sempre será bom notar que 
03 assassinos de Viriato e Sertório eram es- 
trangeiros. 

Com a morte de Sertodo, muito lucraram 
os romanos, que achando os lusitanos sem 
um chefe que podesse competir em illustra- 
ção e táctica militar com os genecaea roma- 
nos, os venceram, mas não sem muitos, e 
sanguinolentos combates e batalhas^ e que, 
ainda assim, os roonnos foram por varias 
vezes derrotados, e por muitas pagaram ca- 
risMma a victoria. 

Com o geral domínio da Lusitânia, consi- 
derada província do império, chegou £vQra 
a um grau de esplendor tal, que era a pri- 
meira cidade do reino* 

Mas os dominadores nao gosavam. sempre 
em paz o seu novo dominio. As exiorções, 
abusos e crueldades pratieadas pelos |i^to- 
re^, prol^retores: etci, por muitas vezes exas- 
peraram os povos da penihSQia, obrrgan- 
dò-08 a revoluoronári-sb» * 

Poreuas razões se tetoito» também Évo- 
ra, entre os asnos 90 e lOO^de Jesus Ghríá- 
to, seguinâb^Hie o 'exempto Lamego» e ou- 
tras* eidaies da Lnsitaiiia; Trajaao maadoci 
então 14 legiões subjugttr ds revottosos, e 
arrazar as cidade^ que: ee haviam kisttrgi- 



96 



HVQ 



4ú. Évora, ii'è8la eonjmitan^ dtTea a soa 
salfação a Lacio Vocenio Paniâ, pek» iiue, 
em testerattolio de gratidão, lhe erigia esta- 
hias edm nugniflcas inscrípções. 

Não consta mais nada notável oceorrido 
em Evova desde então até ao fim do dominio 
romano, senão a/ edificação de algans mo- 
nomentos e os grandes foros e privilégios 
ifae foram concedidos a esta cidade, que por 
isao toraoa o nome de lAberaliiai JMa, 

Os árabes a oecnparam em 716. D. Frue* 
la I, rei de Oviedo, a resgatou em 753; mas 
M reconquistada por Afad-^eKRaman, califa 
de Córdova, em 760. D. Fernando Magno^ 
m de Oviedo e Leão a tornou a resgatar 
«m 1037. Poucos anãos depois, tornou ain- 
da a cahir em poder dos mouros. (Estes lhe 
<àamaram lebõrah^ ou laborak.) 

Giraldo Giraldes (o Sem-Patior) nobro ca^ 
valleiro portuguez, mas que, por causa de 
uma morte, andava fugido da corte e se ti- 
nha feito capitão de uma quadrilha de sal- 
teadm*es, querendo remir as soas culpas e 
^bter o perdão de D. Afonso I, tmna Évora, 
por surpreza, aos mouros, na noite de 30 de 
novembro de 1166. 

Entrou só na torre da Átalaya, ijue era 
próximo ao sítio onde depois foi o convento 
de S* Bento, e tendo degolado a moura (co- 
mo adiante direi mais lar^^mente) e seu pae, 
ipie eram os vigias da torre, investiu as por- 
tas da cidade com saens camaradas, e assim 
venceu facilmente os mouTo&estremimikados, 
e tomou a cidade, que entregou a D. Alfon- 
so I, que lhe perdoou e o fez alcaide -«ór de 
Svova. 

Giraldo Giraldes desdeodia de uma nobre 
ftmiiia, de appeliido Pestana, e era natural 
éaBará. 

Pireoe, que era da villa de Ferrwos die 
Téndaes, ou suas immediaçQes. (Vide Fer- 
seiro» de Sendaes*) 

Depois de combater iieroioamente ao la- 
-do de D. Affeaso I (foi este monaraha que 
-Ihepôc A antonofuasia ide Sem'PaiDef% em ra- 
mo da. sua bravura) teve cnrtaa iiftestiles 
cm outro .fidalgo, gcaiide piivado ido rd, e 
o matou en desafio. . . 

ileoeando a* eolerà do rei^ tegiu» Imio 



BVO 

ateipc-se ia awia d^ Moot^^Moro, o«4# 
eonalnna um eastoUo^ cujas roipa« aMs 
•xiatem. D*aUi sabi^ eom (Mios muitoa fo- 
ragidos, que se lhe reuiiíraipa, a roíibarn^och 
ros e chrísiaoa, sendo o teravr dos pfvos da 
provinoia. 

A fama das grandes presas que faizia^ atf 
trahm tantos, bandidos á sua bandeira, f ae 
chegou a ter 526 soldado» de cavallarij^^e 
graáde numero de popes, do maneira qu^ 
fáúa a guerra oomo oonquistaior e não e(^ 
mo salteador. 

Quem queria estar ao ateigo de suas. ra- 
pinas, lhe pagava annoalmente um tiijNUo 
estipulado. 

Mas Giraldo Giraldes era um nobce ea^al- 
leiro, não lhe aoffria o animo viver semprs 
esta vida do rapinas e depredações e quens 
a todo o custo obter o perdão do rei. 

Deixou os 8600 camaradas m. seu easteJ- 
lo e foi só com cineo á cidade d'£ vara, e ^ 
fallando com o alcaide mouro; Ibe disse noi- 
to mal de D. Affonso I e pfomettea ajudar 
os mouros a derrotai^/ Ficou o al«aldftBiiiii' 
to ooatente e o tralou amta bem, tAndp*ó 
eomsigo dois dias, que Giraldo approvjsitcf 
para examinar minuciosamente a foiriiá«M^ 

Tomando ao seu oasiello, pr4»clamoa ^ 
seus soldados, ineitandp-o^ a uma ff9»i» 
façanha, em serviço de Deus, do rei ^ád^pe 
tria (sem lhes dizer qual.) Promettpu^bes o 
perdão do rei o ainda ho^raa e terras. To- 
dos annuiram e elle os mandau armar e.prar 
ver de mantimentos para dois dias. 

Assim que anojoieoeu, sabiram do casiel!- 
kv*e andaiido toda a noute^ se ímov^&^w 
apenas amanheceu, contíauaado^ a. marido 
na noute iflMnediata, cbegando a S içílfí9^ 
tros a O da cidade (onde hoje é ojo^xW^o 
das f ceieas bentas) mandou aos seus. cita- 
rem trancaisv em guanto a9pei!av4Q)i ipor 0tr 
lo, dfisoobrittdo-Uie eilão.o a^ ánt^nl^. 

Bi^c<imandfmda4h6 o maior sitoiPú)r ^ 
foi sã pana' EvoBay chiando ii (^i9*e^daAf»- 
hi(ya, que h<^ sftvé no outeiro d^ ^.W^' 
Uh <mde e^taira pmr sentinciila um moim ^ 
uma sua ttha«.fiii)|ldOil^cgberiio dAf^^ 
lardid^ paca «ia mt visto, mast nU mW' 
ciso «ala f iw^RSâ^v i»»i!q$ieaa.90«íiN»U^ 
dDruiavijt ^^pnop iMdto. 



Nac^tliâià n KMrl*6 «emtncmieftQio aigtim» 
as oan^s obras íb defeza, nem pcrta 
^enttstik, e &{>6iia8 Uiilia uma jaQ^ia» pam 
«iiâci se SBbia por mâa escada de mão, qae 
^ récc^ialogo di^is de ser predza: Gá^ 
raldo, largando a rama e espetando ferros 
46 lança nas jantas das pedras, sabiá até á 
Janella onde estava amourae precipitou es- 
ta abaiaco ^ torre, eablndo sobre uns pene- 
doís, onde logo morrea. Entrando na tonre, 
degolon o mouro, que ainda dormia, letan- 
do as cabeças dos dois vigias aos seus, em 
signal de bom anounéio. 

Separou d'entre os seus, 120 de cavallo 
nandando-os pela parte onde boje está o 
convento do Espinheiro, com ordem d^espe- 
rarem aili aié que ouvissem rumor e gritos 
na eidade; e elle com os restantes se foi di- 
4^to á torre de Âtalaya, è subindo a dia, 
tueeenâeu o fogo que indicava ser es^ sitio 
atacado por christãos. 

Os da cidade se reuniram à pressa éo al- 
<ialâe com a maior ferça sabiu da cidade em 
^ree^ á tome, sem mesmo julgar neees- 
-^ario fediar as ptnias: âiraldo, qoe estava á 
espreita, entrou facilmente na cidade, pro- 
ftegMo pela escuridão da noute, matando 
^qoaBto se lhe punha diante, e cerrando as 
yc^rus eoiB as trancas qne os seus baviatt 
Jlito. 1 

*0s gritos de moures e chHstãos e os la- 
mentos éfts mulheres e creanças eraft hor- 
Ttveis. Acudia o alcaide com os seus, mas 
GlraMo Hie defendeu a porta eomo um leão. 

H 'isto,' <)s idO cavaMeiros deram nios mou- 
tos pela rectaguarda, pondO'^es em precip&* 
4ada fuga; pois julgaram que o próprio D. 
;Affb4isõ I eátava dentro da ddaée. . 

Mio cuidou Oíraldo em os seguir, mas em 
Toirtlfte^ melhor alguns pontos da >eidaáe. 
No outro dia maUdoti : pôr fora. d-ella aos 
iboÃrôs que ftnhàm ficado, só ^m o que li 
yesseliíi vesiíA(>; mcinosaos^queqnlzêram es 
tar séb opoéer do6 eiiristaos, que aqui fi 
'^fam viando e 4eus descendentes, convét 
'tenêo-se iftutvos ao cbristianistoe e os eu 
'^M»s aqui viveriam nté ao reinado db D. iMa 
H^eii que os expulsou do reino e mais aos 
'iuâáts>. ■ ' '''■• 

A cidade ft>l sai^ttéada, tirando-seo quin- 



fiVQ 



f* 



to piíra u rei (como era a furaxa dlagoeUei 
tempos) e Ginddo mandou-o a D. Affanso i 
ecmi a noticia d'eita façanha eo^^ido dA 
perdão para elle e os seus, pediodo-lhe tam^ 
bem que mandasse tomar conta da eidade e 
lhe posesse guarnição. 

D. Affonso I ficou comentissimo com es- 
tá inesperada conquista: perdoou logo a Gi* 
raldo e aos seus, nomeando-o ateaide-móf 
d^Evora, e fiizeudo-lhe outras moitas mer^ 
cês. 

A Pedralves OogenUfU^, que foi o que; le» 
vou a noticia e o presente, fez doação de 
muitas her^des e outras muitas mercês» 
Alem d'isso mandou muita gente a Gir|ild#^ 
para reforçar a guarnição da cidade, e eom 
dia os cavsdleiros da nova ordem (Aviz) a 
quem se deu a parte da cidade a que ainda 
hoje se diama Freiria. (Vida Aviz.) 

Assim foi arrancada para s^npre do pq** 
der sarraceno a nobre e veneranda cidade 
d*fivora. , 

Os phantaaladores e os poetas contam ^s^ 
te leito de Geraldo Giraldes com algumas 
vaiáalites, metleado-lhe a historia de um íla^ 
gido namoro que elle teve com a moura df^ 
torre da Atalaya; mas a ver^o mais segui- 
da, por mais verosimil é a que fica eseripta. 

As primeiras fortificações d^Evora, foram 
feitas por Sertório e ainda augmentadasdíii- 
rante a oeetipação dos romanos. Era uma 
oárca de muros, com quatro portas^ delea- 
didas por varias torres. 

A esias portas deu Sertório os nomes adi- 
qilados às suas posições; eram — Porta do 
Orieitte (depois Machéde) Porta do Oqciden- 
te (depois Alconcbel) Porta do Sul (depois 
do RocM») PtMTta do Norte, (depois AvIz.) ^ 
Alem d*estas quatro portas, havia um posti- 
go nas feirtificaçSes de Sertório^ que foi de- 
pois éBCBtO^ÈàO. 

D. Diniz emprehendeu umaioials an^bt 
aircumvalação, mas a. marte não o dateou 
eiscciíar «sta obra. Seu filho, D. Affonso IV» 
apriiieipiOQ,e asobrasdedef^aad^est^fida- 
de coBtinnaram no reinado de D. Pedrei«{» 
e se eoncloÉram na de Di. Fernando.. F^*ae 
então uma mais teirga/ oéroa datmtiialiias 
/(que*2Biiâa existem» bem oonservadaa) *au- 



ti 



mo 



ffíkskUm-sè o numero de torres, que defen» 
èiam dez portas com que ficoa a cérea. Go* 
fiio as nmralhas de Sertório não fechavam 
}â toda a cidade, foram então demolidas, 
^KroYeitando-se a sua pedra na eonstmeção 
das 'novas. 

D. João IV deu princípio a nm novo 
plano de fortificações, que devia constar de 
19 baluartes e dois meios baluartes, ligados 
às muralhas existentes. D. Afiònso VI e D. 
Pedro II continuaram estas obras, mas não 
se chegaram a concluir todas. 

As muralhas tinham de cireumfereneia 
8:902 passos, a sa^er— da porta do Rocio á 
do Raymondo, 488— d'esta á d'Alconchd, 
300— d*esta á da Lagda, 3^2 — d'esta á do 
Moinho, 416— d'esta à da Traição, 154 -des- 
ta à de Machéde, 262— doesta á de Mendo 
Esteves, 190— d'esta a da Mesquita, 370: e 
doesta á do Rocio, 370. 

Das suas antigas 10 portas, uma ficou inu- 
tiiísada com a construção 4e um dos novos 
baluartes, e duas com edificação de dois con- 
ventos, existindo actualmente 7, que são — 
da Lagoa, d*Aviz, de Mendo Esteves, da Pie- 
dade, do Rocio, do Raymondo e d'Alc(mchel, 

As trez portas que se inutilisaram chama- 
vam- se do Moinho (por ter um moinho de 
vento) Da I^^squita (por ser próximo a uma 
mesquita mourisca) e a da Traição (proxi- 
Bdo ao collegio dos jesuítas. — Alcoúchel é 
corrupção da palavra árabe akcnceL Signi- 
fca cúpula ou coracheu. Os mouros deram 
este nome à rua em que estava então uma 
M»*re com um altíssimo coruchéu, e á por- 
ta qoe fechava a rua, 

A porta da Lagoa tinha este nome por 
estar próximo a uma lagda que então ha- 
via^ A' de Mendo Esteves deu ó nome um 
fidalgo ^e morava próximo^— assim como á 
dò Raymonde se dava este nom^ por ter 
próximo o seu palácio Um fidalgo eborense 
assim cèamado. 

Todas as 10 portas eram dedicadas á Vir- 
gem, sob varias invocações^ e a sua imagem 
Sé via em um nitho sobre cada uma das 
tKittas^ (fisqueceu^me dizer que á porta 
^'Aviz se chamava assín por dar entrada á 
^fsfrflda da vilta d'Aviz.> 

FU^ Évora também oorte dos Mb gôdos^ 



BVO 

e o salMo pio e valiiroso Si$9!mthêt querei- 
DDU desde 612 até 621 (ao qual Évora mni* 
to deveu) mandou aqui construir duas teci 
res, que ainda existem eoin o seu nome. E9* 
te rei conquistou aús romaooB a Biscaia $ 
outras províncias. Consta que ao seu temp^ 
tmha Évora 20:000 h^itantes. 

Nada menos de 22 eonyentos (8 de freiras 
e 14 de frades) teve a cidade d'Bvolra e sen 
termo. 



1.»— Conren/o de Santa Helena (eapUchas) 
fundado pela infanta D. Marfa, filha dom 
D. Manuel, em 1^0. 

2.° Convento de Sanía Ciam, <franciseaDar 
nas) fundado por D. Vasco Yarella, airoebi«r 
po d'£vora, em 1458. 

3.«— Conc^ío dos Remedias (csirmelltaí 
calçada^) fundado pelo arcebispo D. José ôc 
Mello, que aqui está enterrado. 

^/^^^onvento de Santa Catharma(áí>m' 
nicas) fundado por duas beatas cbamsto— 
Vida Pobre e Amor Pobre (1) pelos mm¥ 
1400. A este convento se uniu o recolhisieií' 
to de Santa Martha, que era de fftnpw9da' 
das. A egreja, ainda serve para omito. ' 

5.°— Cont?0»ío dó Menino Jesus (agosti- 
nhas) fundado em 1380 ;Kír dutts h^ 
chamadas Constança da Vidít Pobre e Maria 
da Vida Pobre. 



1 1 



6.*»— Coiw«teí« de S. Bmo, (beitnar<}ap>a- 
4 kilometros d'fivora, próximo ao sitio ^n- 
de esteve a torre deOiraldo, e cuja píríjo?^ 
ra fundação foi ém 116^, segando ^ ppi»^ 
mab seguida; pof em ' fr. B^mardjO de B# 
diz que foi .em, 1180, e^ fr. Ajrtooio 9m^ 
siustçitía que foi;eito 1274^ quando veiQ de 

Roma, Demifagos Soeiro, de obt«f ft feÇ^^ 
para 0$ votos. rciigsúHos, da.<vdemd(aCi^f 
peíra ellà e pura as suas^eompanh^iri^s,.^^ 
já neste sitio feziam vidft ascética. í^a*'í«» 

de notável; mas é muito bem situ^<^ 
moateuro, etcmdilatftdoboriíonuis. A igreja 



ETO 



BYO 



está orBàlk eom mâgnifieftneía, e as câAsi- 
ras èo êôro são «onstrtiiâás de rií^as 6 cus* 
lòsxs madeiras. Estio na eapêlla rtíòt ao la^ 
4o éó Evangel^. Bste'sitio é muito ooneor* 
T»do por famílias da cidade, pòr ser ameno 
e>iiforísseo. Houve aqui, em tempos fèmo- 
tísâiflóô^, umas pequenas fortlficaçõ^, chai* 
madas os Castris por isso ainda se dâ ao 
mosteiro o nome de S. Bento de Castris. 

7.* — €onv»3Htú ée Nòssa Senh&rú dô Pa- 
-^izú (domitticas) fundado por três inmins; 
éi família' dos Oalvôas, em 1460. 

S^—^Convento de Nòàsa Senh&rá do Car- 
tm) (carmelitas descalças) junto à porta de 
*Airiz, fundado em 1516. 

Frades 

■ ♦ 

L*-—€(mvmto de freires d'ATiz, que exis- 
tíã no sitio a que hoje se chama Torre Mou- 
'ainha. tói síipprimído ha nrnlfos amuos. Tl- 
liha sido ftandado em 1170. 

> ^^•L^ Convento de S. fYanciseo, junto ao 
paço real, fundado pelos discipulos do pró- 
prio S. Francisco d' Assis, pelos annos de 

Sm /uiho de 12Í45, loão Esteves e sua mu- 
lher Ifariã Uartihs, derakn por eseriptufa 
publica (feita por mestre Payo, iabdlHo) 
>Ò3 frades, uma terra para alargarem o con- 
vento, com a obrigaçSo de os encommenda- 
tem a Deus. Por outra escHptura, feita em 
setembro de 1^; Mo Pelagio Cordura e 
msL mulher Mayor de Guimarães, deram aos 
lirades outra terra, junto à porta de Atcon- 
çhcl, para estenderem mais o convento. (De- 
ve notar-se que a porta d^Alcònchel era en< 
1^0 mais próxima do convento e que foi mu- 
dada para o sitio actual quando se alargou 
a cerca das muralhas). Em fÈ de junho de 
1280, deram Pedro AfTonso e sua mulher 
Msyria Soares, ao convento, um campo con- 
tíguo ao mesmo, pelo amor de Deus e em 
beneficio de suas almas. Foi tabellilo. Do- 
mingos Martins. . 

D. AfTonsò III ihe deixou em testa^nio,; 
'HO libras. D. Fernando e D. Duarte Ihé de- 



ram terras e caaas para se alargarem. Ghar 
gou a ser âo rico e va^o estd âcm vento, ^p» 
lhe chamavam convento do oiro.,È tradição 
que a primeira egreja era de 7 naves, cada 
uma como um grande templo; quecahiado» 
se fez outra de 5, que também cahiu, e qud 
a actual foi feita por D. AfTooso Y, em 1460. 
(A historia das 7 naves e das 5, nào é das 
mais verosímeis.) D. Manuel lhes augmentoa 
outra vez o convento e concluiu a egrejã, 
pelos annos de 1501. Contasse que, queixan- 
do-se os frades de que as portas das cellâ^ 
eram muito pequenas, D. Manuel, entrando 
por uma, disse: «por onde cabe um rei, 
também pôde caber um frade.* 

Tem um vasto templo de uma só nave e 
sem columnas que sustentem a sua singu- 
lar abobada. É matriz da freguezía de S. Pe- 
dro, desde 28 de novembro de 1840. 

A gsderia d^s paços reaes é a actual resi- 
dência do parocho. 

Tem uma maravilhosa capella subterrâ- 
nea (ou carneiro) de três naves, cujas pare- 
des e columnas sâo formadas de tíbias e ca- 
veiras. Çhamam-lhe o Senhor da casa dos 
Ossos. N*este convento está sepultado 611 
Vicente, de quem adiante tratarei. Aqui se 
receberam, o infante D. Pedro (depois Pe- 
dro I) com p. Constança Manuel, em 1336 
(por procuração). 

O mestre pedreiro doesta egreja notável, 
foi Martim Afíonso. 

Estando a egreja muito arruinada deter- 
minou-se que fosse a parochia para a egre- 
ja do Carmo, mas o povo de Évora deu 
3:411if481 réis e o governo 3:0001000 réis 
e reedificou-se esta egreja de S. Francisca, 
principiando as obras em janeiro de 1860 e 
terminando em junho de 1861 

Aqui se recebeu o infante de Aragão, D. 
Fernando, marquez de Tortosa, com a in- 
fanta D. Maria, filha de D. Affonso lY, a 3 
de fevereiro de 1354. 

É um dos melhores templos de Portugal 
(incluindo a Graça e S. Domingos, de Lis- 
boa) e de grandes dimensões. O convento» 
parte foi arrasado è parte, que serve pára 
casa da aula fta mestra regia, sel-o-ha tam^ 
bem em breve. 

No corredor de S. Francisco, que vae^!^- 



M 



BYB 



im-tf cam^dvs éssos, está vmsa nnut mm m 
«bmssiie Gll^kente, e tem estaiDscripçSo : 

HIC TANTI VIRI CINBRBS 

3.» — Convento de S. Domingos, fundado 
por Martim Annes e sua mulher D. Catha- 
riBa, em 1286, dandolhe quanto tinham, e 
aqui estão enterrados. 

Aqui professou o nosso antiquário André 
àe Rezende. Desde 1834 está parte do edifi- 
do a servir de vivenda particular, e o resto 
quasi todo arrasado. £ aqui a praça pu- 
Mica. 

L*^— Convento de Nossa Senhora das Mer- 
cês (agostinhos calçados). Foi vendido depois 
de 1834. Houve aqui (depois de vendido) um 
e^lle^io do sexo masculino, e outro do femi- 
nino. Este» ainda existe. As meninas ouvem 
missa do coro. Parte da cerca está transfor- 
mada em curralêteSy praça de touros e ou- 
tros divertimentos públicos. 
-r ' .' •, ^ .. . 

8.* — Convento de Nossa Senhora dos Re- 
medias (carmelitas descalços) próximo á ci- 
.d^de, fora das muralhas; seirve de cemitério i 
'pára todo o concelho. 

,^ Situado na entrada nova, que liga Évora 
çòm Monte Mpr Novo. Foi construído, a 
maior parte, pelos annos de 16i0, com es- 
molas dos devotos de Nossa Senhora dos Re- 
médios, que estava no sitio da actual capei- 
la das Brotas. Foi seu padroeiro, o arcebis- 
|Ío D. José de Mello, que dotou o convento 
com a agua necessária para os seus mis- 
teres. Jaz sepultado no cruseiro d'esta 
egíeja. A agua vem por um pequeno aque- 
ductp, de um kilometro de distancia. Tam- 
bém jazem, na capella-mór, os ossos de D. 

lonstantino de Bragança, os de sua mulher D. 

kUgenia, e sua íllha, D. Maria de Castro ; que 
iiãfa aqui vieram de Estremoz, em 1633. ^ 

í Foi por decreto da 30 de julho-de i83ô, 
i^fip Ofgoverno cedeu á camará municipal a, 
égireja e cerca, para o cemitério publico,: 
^ue foi inaugurado em 10 de julho de>t840.[ 
«Chamasse ainda CemOerio dos Remedios^Tm^ 
(.Utomâdâ/^ de . corpvl^mo^ cyprestes e variosi 
m^oleus bonitos^ e um elegantissiipo pór- 
tico de mármore, no gosto da renascença, 
que foi do demolido convento de B.Dofmin- 



6Ví} 

4'— Ooi|t7«B<9 de C0pmhos de Sa0e Aii$íh 
mo <JMo8sa (Senhora da Piedade) fundada pe*^ 
l0'car4ei^ D. Henrique <de{poi$ rei) em i^li^ 
E$tft .a líOO metros da eídada» Foi veodldi^ 
depois de 1834 e é faojepropr4e4a#P^tif 
e»lar. A egreja está p^ofapada. É uma bel* 
lissíma yíyeA^A, co^ ta^ques^ jardina, po* 
mares, etç, 

7.« — Real convento de capHchos de S Bru* 
no (£artax,08i) á^Aivn Celi (eu ^ia Cmli) 
fundado pelo arcebispo D* TbetjiitçiLio d^ 
Bragança (sqbríi^ e succe^sor do içfirjileal- 
rei) em 1598. Vide Cartuxa. (Ê fora da ci* 
dade, % 1 kilQme^ro a NO) 

Foi ¥endido ^pojs de 1834, e érPropriíSr 
dade particular. Temiumafabrlí^deroituii;. 
A egreja conservou-se e ainda serve para o 
culto divino. 

No dia 8 de setembro d& 1587, chegaram 
a esta cidade. qQal^Q reMgio;so3, ()a Orfem 
deS. ^vmQy viqdo3 de Hesp^oih^ poTiAílir 
gf neías 4o 4ito arcebispo, para esijabeleee- 
rem a sua regra ,^3i Portugal, que aiuda cá 
não havia. Em quanto.se não concluíram as 
obras. do mosteirç, resídu^m os cartuxos 
BQft pa<çoiS re^es de 3. Fra^cisjço* 

8.«— Con(?«iío de Nossa Senhora do ^if{' 
nheir^ (jeronyinp3), ftrada^o por I>. V«p<^ 
Perdigão, e^tão bispo d';6voi^. priAaipjÀA^ 
em I4{$3 e eoitcluf^o em f âi58. 

JBstapdo em ruínas, lpii^écQastru|4<V:QV^* 
si pelos fandameptQs» j^^» pooges de S. 
lerQnyiiiOy.edii 1^, É^t^ om 3itio cobertf> 
de arvoredo, em pma el^y^pio ^meoa, <sor- 
cada de .vinhedos. 0|;ei|Qploé!^le|gre,a]iageS|^ 
toso e da primorosa. aivhiteouira; naas está 
d^rto e eJt»andooa4o. Ainda aqui se con- 
servam iiarjaa^«^^lti^Fas e .jpauspleus ^ 
pessoas notáveis^ e uma ^miravd (^(^Ua 
do Senhor. merto, de esmeradissimos. traba* 
thos em maaienorQ. Foram tirados do con- 
veiBili9^<n»2itos abjee|Q3 nicQsfue,po9i$u^. 

Aioda.asstiB, é um do9 mais bonitos p4f' 
{)eio9 dos arrabaldes de Eyojra. 

Aqui jaz írarcia de Rézçnde, eim uma ex- 
pelia da cerca, (que está a d^al^ar) 4^, Qfi^ 
aidiaAie: fallarei. 
lA egr^ fsià qusi» abaoilopiada. Q^* 



^4mò 4dmtÁo %Btlo ^ ka«oièli«ft a KME. 4a 
cidade. Foi n'este eonyento ^ad o veiD. Mai- 
^tíéi nNSébea a fanstíRÀlnia ffiDtSda do des- 
«olilmieitlo da índia, porB. Tàsco^dali^aaia. 

O,® — Convento de Valle Verde (capuchos 
de Rilbafoiíes) fapdado pelo cardeal D. Heci- 
Fique (depois rei) em 1552. Serve actual- 
mente de seminário archidiocesapo, deposito 
de livros findos, de óbitos, baptismos e çasa- 
ipéotos, do arcebispado. 

Êra da invocação de Nossa Senboria da 
Porjficação, ou das Candeias* 

10.'^ — ConveiUo de Paulistas, fundado por 
Hendo Gomes de Seabra, e com esmolas dos 
reis D. João I, D. Duarte e D. Àífonso V, 
principiado em 1430 e concluído em 1470: 

A egreja serve Jioje de aula regia, de pri- 
meiras lettras, do. sexo masculino e o con- ' 
vento para repartições do concelho, 

■ » 

Hj^^rr-Oonnentoidoií b)ym(i5útieg(a^ seotia- 
«s -éer&áoao Evaogdiíte) tesâa^ por D. ' 
'fiaâagoáAiDso éeMeUo, á^^^.ooade é& OU-; 
naiiça; iaiiçanfik)4li9' a pràMira ■- pf dfa o j 
'VBsmo fiofiâe, a ô.de^maio de: 1485. 

. HoroEbdo k) condetde OlisrekiQaeBiâ^ de; 
.ji0TâD)too'de I487,^ixatt emseu testamea-í 
to ifti^ saa ílUia «^nclnisse a «d)ra e douis-i 
teoicometlQ Gom rendi» neeessama* Soa; 
filha, única, D. Philippa deitteiloec mari-j 
Ao là^e^Uí, D. Álvaro, 3^ fidho de B. Ihsroan- 1 
'âo^I,' â.oíâaq«e de Bragança, eonekiiFa(» a' 
olNra.Aqiii jazem oa fuadado^es^fo eoBddie: 
'mftjkttief) 6 oQiiros muitos jQDiembros d^ataia-) 

Be8âe!4S94.alé'ha|oaoos:aQaos eiievea; 

«grejã fecHada. Os dníjiiês de Cadaval toma-i 

' f!am<«onta;d*eiia, i^stanvansun-a e allí teem; 

-maa Gipeilio que* cnáda na egrig^ e n'eUa 4iz 

missa; É aqni a ! 3.» Qrúepi 4to Carmo. 

iO oónveoto é hoie.pro^iedad«i partíeu- 
lar. 

' AptimíeiTaimissaíqueaedisseií^estai^re-' 
(jb^ M' 2L'^g«M9, em 14 ée dezembro de 

.*«fe — . 

^ Os landaiores {cpnde» de OliiV0a{a,iimdr- ; 
«pi^^ de Ferreira^ tiijefdn^aea do GadA- 



BYB 



9» 



md) línbam>âada isto ao|i nlifibsQs^.oooi a 
elansula de reversão. ÉIbêíb àos sf& á» 
quês de Cadaval. 

Ha na egreja liizaoãaã oaBqia», s^rào.al- 
gmnas de bhmze, com Heos relevos^ qne fo* 
ram á exposição de Pâriz, em 1B67, se&d»> 
ahi oÉQito admiradas. 

* 

* i^i^^-^Qênvento ott coilegio ia EtpirUo Saiir 
to (jesQltas) viâgo, Casa Pia, fimdado pelo^ 
cardeal D. Henrique, em 1559. 

Serviu 200 annos (muito certos) de uní-^ 
vcarndaâe, até áexiinoçiQéos jesaHas (17JS9) 
e ha]e .seirvo de Qom» Pia, L^u, trilwnil 
de justiça, re|>attição ãsL administração e da 
fazenda e typograpbia do governo civil. 

i^,""— Convento de Nossa Senhora do Car* 
mo (earmelitas calçados) fundado pelo pa- 
dre mestre provincial, D. fr. Balthazar Limp9 
fque depois foi areebispo de Braga) em 1532. 
Foi construído pegado às muralhas, do la^- 
éOi deífóra, jmito exporta da Lo^a; depois, 
por causadas guerras, se demíbou, tr409- 
ftrtndo»8e para es paços dés duques de Bm- 
gança, f ue USes deu D. Pedro II, pelos ân- 
uos de 1760. 

O ealdeal D. Bsnriqoe, então bispo d'Eva-^ 
ra, deu pára o coBvento a capelk de S^ 
Thomé^ ím da marailba e próximo da poi^ 
ta da Lagoa, e a câmara deu o terreno ad- 
jacente para a cerca e convento ; mas qnçífi^ 
m^s deu ao eoduve&to foi Buy Dias Cotrim^ 
d^eata^ cidade, que, sendo muito rico, deu to- 
dos os seus bens ao convento, por escripta- 
ra de i4 de outubro de 1531 

Em. 1663' serviu este coíiventode fortale- 
za ao' terço do Algarve, cooimandado, peto 
mes^ de eampoManuel.de Sousa,,qioiie p<»r 
alguns dias resistíu valorosamente. Tendp 
tioréai a cidade ^ ceder á força, D. João 
d'Auâtria^ em desforra do damno que do con- 
vento causaram ás suas íscxpai», o desman- 
tellou. OS' £rad€» foram para umas casas qqe 
tinham na praça do Peixe, até que lhe foi 
dado o palácio dos duques de Br^igança, 
prosctmo da pom de Mmra. Aqui prine^- 
pilfam a nova egroja em '$ de janeiro de 
1670, que se concluiu em 1691. W im t^* 
pio dumptaoso/ 



06 



BVO 



^Outros diaem foe lòi D. Affcnuo Yi, em 

i066^ e é mais provaveL 

' ÍL*'— Como^mío de Notia Senhora ãaGi^a' 
^ v(agostinlK») fondado em 1495 6 reediíl- 
eado por D. kâo lil em 1324. 

A egreja está transformada em aula no- 
cturna e o resto do ^eonvento está servindo 
de hospital miKtar, qfoaFtel de um destaca- 
mente de iftfantwia, deposito de poirora, 
etc. 

Ha também em Ev^ra os reeolMmmitos 
da raa da Alagôa; do Senhor da Pobreza, 
Heninos Orpbios e Madre de Deus, etc. 

Noticias curiosas relativas a alguns 
d'e8tes oonventos 

Cmvento de & Bento (o 6.**) de freiras ber- 
nardas. 

Chamava*se antigamente Convento de S. 
Bento de Castrig. 

Potco depois da tomada da ddade, por 
Glraldo Glraldes, se fez a E. da torre da 
Atalaya (onde elle degolon o mouro e a fi- 
lha) em um valle, um^ casa forte, para re- 
colher etn noites tempestuosas as eecu^cas 
do campo. A eata casa chamavam Castiis, 
nome dado então a esta casta de edificios» 
derivado da palavra latina clMtra (arraial.) 

Com a total expufoao dos mouros, do 
Alemtejo, cessou a precisão de tal casa, que 
ee foi desmoronando pdo abandono,, e ape- 
nas servia de abrigo aos pastores, quando 
chovia. 

D. Payo, primeiro bispo d'Evora, mandou 
-limpar esta crosta e desentulhada^ e no cen- 
tro fuhddou uma eapelta, dedicada a S. Ben- 
to, ma qual se fazia uma grande romaria 
todos os annos, na dia do santo. 

D. Urraca Ximenes^ n<»bre viura d'um fi- 
dalgo da corte de D. Aflònso 1, com uma sua 
irman, duas filhas e três sobrinhas, e com 
licença do bispo, aqui fizeram uma casa em 
que viveram conventualmente. 

Algumas senhoras d'Evora se lhes reuni- 
ram, doando á casa quanto possuíam; e 
este exemplo fôi seguido por outras senho- 
ras do reino. 

Em 1169 tomaram estas reclusas ê habito 



moí 

de Cister, aojb a jPQgra 4e S. fteji^, acaiA» 
soa prímeira.abbadessa D. Urrai» Xm^n^^ 
mn fundadora. 

Fo o 1.* e^nveato* d^ freiras henedi«tit- 
nas ^le houve no reino, fundado desde o 
tepipo do colide D. Henrique. 

Pnncipiou muito pobre, mas foi crescen- 
do em riqueza, com as doações de varias 
pessoas, e com o que traziam para o con- 
vento as que n*elle professavam, de modo 
que chegou a ser uma casa rica. 

Fundaram então uma nova e mais ampla 
egreja no sitio da ermida, na era de 1366 
(1328 de Jesus Christo). 

Em 1383 era abbadessa D. Joawna Peres 
Ferreirím, prima de D. Leonor Telles, mu- 
lher de D. Fernando. Quiz ella mudar o 
convento para dentro dos muros da cidade, 
para umas casas que eram do convento, etú 
quanto duravam as guerras com Gastella; 
mas o povo d'Evora lhe fazia muitos insikl- 
tos (á abbadeça) e a seus criados, por a jul- 
garem parcial de Gastella. 

Estando ella um dia na Sé, e vendo In- 
tar cruelmeme um homem accusado de não 
seguir o parti lò do Mestre, ralhou psxtn ds 
seus perseguidores^ que se saltaram tam- 
bém a ella. Os cónegos- a esconderam atnz 
de umas relíquias, mas o povo lá foi'en- 
contraia e a trouxe de rastos, paia a roí, 
onde a assassinaram a pancadas, rasgipda- 
lhe depois os vestidos e lançando-^a núa so- 
bre um monturo. 

Os frades franciscanos a foram basear de 
noite, em segredo, e a Mitenraram na casa 
do cs^itulo do seu convento, onde jaz com 
fama de santa. (Jforfyr, pelo menos, fèi ella.) 

O povo, não satisfeito com aquella atto- 
cidade, foi á casa onde estavam profvisoria- 
mente as outras freiras, para lhes fazer o 
mesmo; não achando porém mais do qoe 
duas, as despiram e amarraram eom as núos 
atraz das co^as, para as violarem e assassi- 
narem. Yaleu-lhes, p<Nrém, Miguel Godinho, 
nobre cidadão de Évora, strenup defensor 
áo Mestre, e por isso ipuito querido di» povo. 
Elias, em premio doesta prolec^^ q^ndo 
regressaram ao seu convento extramlims, 
lhe doonusia casaemque viverain oa cida- 
de, por doatpoide :U9t.' . > 



"<*- > 



c Cf^/Wl ^ espirito S^ntê Q%mH9i»),-^ 
Qaw^ j^ bispo. 4e Évora q ifiõmta D. 
JB^MÂ^â (depoia cardei e rà) fuodo» o 
i^})egjp do Espirito Santo, ji4r^ensiQio> da 
jpao^idafj^ enUe|{|fiodo a direcç^ aos jasiM- 
tas, 6 /ogo no primeiro anuo (i^^7> se jn^- 
içi«i^Wi.|Dai& de 300 estudantes. 

Consl»!q«» D. Henrique muidoa Ym para 
este «diftBio 96 colamaas jónicas, d&aiar- 
M)re,.âo.Biligmfieo templo de Emâwâiiú9y 
qúe eiistia jonto a Tere&a<Alemtejo)«'fVi- 
ièVérem^e YiOa Yieesa.) 

iMou-Oe a saa Svraría, enriqueeetidoi^a 
aiádâ eoÉi uma graiide copla de Mvros, q«ie; 
dà'Fhãiékf& mandos vir á soa etísta. 

ílão contente com ter já um grande çoíle- 

gio' (o mélbor do reino, n'aquelle tempo) 

qpfii el^val-o a Universidade, pata o que 

tínpétròu buíla do papa, como éntao era 

costaipe. Apesar da tenaz opposiçao da tfn!- 

vèrsiSf^áe de Coimbra, foi confirmada a 

<^^aà de Evòra, por btâla dè Paulo IV 

de' M de seténibrò de f558'. 

IKáiS nSò pôde conseguir isto senão depois 

i'Í^orté'dc D. Jòào in, e guando D. Hen- 

fiqttfeera regente do reino, na menoridade 

de seu sobrinho D. Sebastião. 

,*£ntSd.D: Henrique accréscentou muitas' 

òb^às^ip còllegío para accomodar as novas 

aúía^ fii^andi) este um dos maiòres'ediâciòs 

d'esiereÍno; 

Dòfcêií^ós anãos certos durou esta Univer- 
sidade,' ']('oÍs que em 3 de seteínbrò d<íl7S9, 
sendo dissolvida a Compmhia àe Jesué, dei- 
xou' de existir este estabelecimento. 

..,Em .1836, sendo governíujor civil de Evo- 
r^p s^f Á^tonio José d'AviIa (hoje marquez) 
jf^pbrputse de aproveitar estemagestoso edi- 
c|q» loadanjílo aqui a Casa-Pia, utilíssimo e 
bèq^dif^ido estabelecimento, que sustenta 
ipâjis. ^é J$QO indivíduos, entre alumnos e em- 
pregados. Além das muitas e extensas acco- 
Wf^fiás^s net^ssarias para uma casa d'éste 
ge^e^o^ ainda lá cabem (á larga) e là estão^ 
a^,,difi^eJ;ç;^tes repartiço^ publicas e o semi- 
iiiriQ diocesano. 

A^f^. 4os r4i€fos. & sumptuosíssima* .No 

loeio 4q^-gi!^de pateo .extefior,. que dá eu-, 

rada para o edificio, está uma formosa,|on- 

voLumm . 



«vo 



m 



tQ deioiamioEe alimenuda^ ooqi .agioa do 
aqueducto da Protta. 

. Os qae desejarem anaplas noções jsobre 
es^ vasto e sumptuosa edifício» vejam it 
Chronka da Companhia de> Jesus, pelo pa- 
dre B^tbazar T^Ues, tom. U.* 

Gonpio disse no principio d*este artigo, ti* 
nha Évora em 1757 cinco freguezias: 

L^^—Sé (Nossa Senhora d'AssumpQ5o>. Ti- 
nha 25 parochos, 2 cada semana para a adr 
ministração dos sacramentos aos parochia- 
ixo9y iò bachaneiSf e 10 beneficiados. Unse 
outros—assim os bacharéis como o^ hem' 
flciad<>s*^ríwa da apreseI^aQâo in soU^m 
da mitra; mas os beneficiados era^ dçcoB- 
cursodetheolpgia moral, latim e splfa. Ti- 
nham os 15 bacharéis de renda, cada u^ 
160^000 réis, e os beneficiados ISOijKOOO 
réis. 

Em 1757 tinha 1:336 fogos. 

V— Sowío MtãQ, de que é- prior o arce- 
bispQ*,Bendia majs de 8:JQ^ cruzadas. É csj^ 
ra^a poj? uai parocho^ eâm a titulo de rei- 
tor^,. apresentado p<4a ^tra^.e tinha SQifOQP 
réis dç congyua». 

Ei4. 1757 tiçha 1:185 fegos. 

3.*— S. Mdmd€. O parpcho era prior de 
çc^ursQ sinodal e tinha 500 JíOOO réis de 
jen4ipíieQta. 

. Em 1757 tinida 1:3^6 fogos. 
. 4í— S. Pedro, apostolo, O parocho era 
prior 4a mesmaapresentação. Tinha de reo- 
dimeojl^ 500i9000 réis. 
. ^ 1757 tinha 64 fogos. 

,Á.*—S,Jhiago (supprimida), . O parocjbo 
era prjor da apresentação do padroado real. 
^JTinha 350i^000 réis de rendimento. 

Em. 1767 tinha 69 fogos. 

O copcelho de Évora é composto das 20 
freguezias seguintes; — Bôa-Fé, Divor, ^s 
quadro da cidade, Giesteira, S. Jordão, 1^- 
çhéde (Nossa iSenhòra da Nativi(dade), Ha- 
chède (S. Miguel), S. Mancos, Abóbada, S* 
Mathias, Pigeiro, Pomares, Torre dos Coe^ 
Iheirqs, Regedouro, Touréga, Yallongo e 
^t(o. Todas no arcebispado. 

A comarca comprehende os julgados de 

7 



% 



ÊVÒ 



'èvõrà-tom 5:000 Ibgds, Portel ieo!iil:880e 
Vianna do Alemtejo com 900. 

Ò concelho de Portel é cotftpoítd de' iO 
frégaezias; sendo 8 no arcebispado, e doas 
to bispado de Beja. 

O concelho de Vianna é formado por três 
freguezias, sendo duas no arcebispado e uma 
íio bispado de Beja. 

O dislricto adminstrativo é formado pe- 
los 11 concelhos segnintes: — ^no arcebispado 
— Arrayolos, Borba, Estremoz, Évora, Moh- 
te-Mór-Novo, Redondo, Reguengos e Villa- 
Víçosa. 

No arcebispado e no bispado d*EIvas,-- 
Alandroal. 

No arcebispado c no bispado de Beja,— 
Portel e Vianna. 

Monumentos romanos 

O templo de Diana, cuja funda^ se atri- 
bue a Quinto Sertório, ahi petos ánnos ?8 
ánfteé de Jesus Cbristo. A sua frente é orna- 
da de 6 coitlmnas e os lados d*oito. É d'or- 
dem corinthia e o mais bem conservado mo- 
numento d'este género e d^aquella época, em 
Portugal e em toda a Península. 

Archeologos lllustrados, dizem que os ro- 
manos seguiam a ordem corinthia para Os 
deuses e a jónica para as deusas, epor isso 
que este templo não foi dedicado a DtVma, 
mas provavelmente a Júpiter. 

Alguns sao d'opinião que este templo ié de 
data mais recente— isto é— ftmdado por al- 
gum dos imperadores romanos; mas é mais 
provável que seja obra de Sertório. Alem da 
tradição, sempre transmittida de pães a fi- 
lhos, que atribue a este illustre capino dos 
lusitanos a erecção do templo em questão, 
aecresce mais que escriptores antiquíssimos 
dizem que Sertório fizera conduzir a agua 
do aqueducto que edificara, primeirameifte 
.ao átrio do seu templo de Diana, d'onde cor- 
ria depois para o chafariz que construíra 
junto ao arco de triumpho, que elle também 
erigira na praça maior da cidade. Isto con- 
vence de que o templo é mais antigo dó que 
o aqueducto, e tudo obra de Sertório. j 

Deve o templo o estado de conservação 



em que se actei a tersídnai>roi 
mouros e christSospara vários nHstei«s. • 

Nao^^e sabe á¥a2ão poi*qiie'ellé «dèÉpoi 
à fhrià destruidora dòs godos, nòsseils j^ri«- 
meiros tempos de domina na Lttittaiiiii^ è 
que é facto fe (Jué escapou. . ' - 

Os árabes fizeram 'â'elié asuáprMei^ 
mesquita, durante i|uaoí '4^/^ seeiíloswM 

Sui^e^eque quando osportugãOBeato- 
màram Évora; em 1466 o^purlfiearaineeoA- 
vèrteram em egneja òhrisian. ^@o la d^i»- 
so noticia positiva, mas toda a probabliift- 
de; porque assim praticavam cqiki a maior 
parte da^ mesquitas que toipavam (mpitas 
das quaes já tiBhaf|),.ame3 do VQI seenlo, 
sido templos christão^) e porque não tondo 
em Évora templo algum do seu culto, nem 
o podendo edificar com, a brevidade que as 
crenças d'aquelle tempo exigiam, de certo 
aproveitariam est^ qiíe estava feito, 

Supp^e-se mesmo, com bons fundaó^n- 
tos, que jfoi aprlmeijra Sé xl^esta. cidade, jp 
século XII (e mesmo no tempo dos gô^ 
porque fallaado-se, nas chrpnicas d'aqciA 
tempQ^ na Sé velha d!Evora, ^ãa ha o mini* 
mo vestígio d*eila, a não ser o templòde 
Diana. 

Não se sabe quando deixou de ser^ egre- 
ja christan^ mas, tendo o bispo d'Evora, P. 
Payo, começado em í 186 a Sé (proxuno íèr 
te templo) e concluindo -se ella em llMȎ 
natural, que deixasse então de ser emprega- 
do no culto catholieo o antigo templo. 

Parece que no século XVI servia de cel- 
leiro. Depois se estabeleceu n'elle o matadou- 
ro publico, que aqui esteve até 1836, em que 
o dito sr. A. J. d* A vila o ma'hdou tirar, e en- 
tregou a chave à camará, que não fez caso 
nenhum d'este acto de illustração do seo 
governador civil, e deixou continuar o mo- 
numento cheio de cortumes no interior, e 
externamente con o mesmo aspecto immUB- 
do e repugnante. 

A primittíva cohstrução 46 monumento 
está bastante alterca na sua archlrectnra : 
apenas existe o pórtico; tudo o mais é bbra 
dos mouros, menos o campanário que está 
sobre o centro da fóchada, provavelmèsitoM' 
to pelos chrinãos, para airt coUdcáremnm 
sino. ' ' 




TO 



m 



daaoWe^ eoluamata, íaz^ndo dft.3iia.fnes- 
qp^U juma casa forte, ^egimdo o oo^tame de 
então. 

Com p tempo foj-ae soterraado o envasa- 

mutp do templo, m^ em 1852 rebaixou 8)d 

a roae desobstruiu- se todo; porem deixou- se 

íiear a indecente parede que tapaya. oe^- 

ço entre a? columnas, tirando ao. mona)[nen- 

to a sua primittiva elegância. ^3tfl3 •coliMS)- 

nas-sao Ja.Yradas em canelluras einuito es- 

bçljtas e formosas e de alvíssimo mármore 

da serra d'Ossa (vulgarmente, d'Estremoz) 

nmi semelhante ao de Garrara. Os capiteis 

estão lavrados com muita perfeição e adnú- 

ra?^IiBente>bem conservados, apesar da de- 

li0ad«^daesculptura e doa seus 19 séculos 

d'antígiiidade. 

Òsr. dr. Augusto PhiIippeSimoíes,.b|bliQ- 
thecarlo da biblioíheca d'£vora, e professor 
do Lyceu, cavalheiro illustradissimo e dedi- 
cado investigador d'antiguidades, conseguiu 
salvar o templo de Diana do geral esqueci- 
mento e progressiva deterioração. A's suas 
ineançaveis diligenciasse deve o e^itaheiecer • 
se^wl^lQ venerando moai^mento, o museu 
archeologico (ou museu Cenáculo.) 

Para aqui. transferiu tudo quanto restava 
das colleções do sábio arcebispo, e mandou 
yir do museu Sisenando, de Beja, varias la- 
pides, assim como p que tem apparectdo em 
Évora e visinhanças, de tnodo que está ac- 
tualmente n'este velbo templo um bo^lhe- 
sonra d'antigaidades. 

Tirou-se^lhe ha pouco tempo a ta) paires- 
de, que o tprnaya um casarão: hi(^e é outra 
voz o templo romano. 

O arco ínM»ipAa/,— eregido por Sertório 
na praça maior, em honra do valor dos lu- 
sitanos, pelas victorias alcançadas contra os 
romanos. Soberba obra de bello maroiore, 
em que se admiravam grandes e elegantes 
cplcunnas e primorosos baixos relevos. Era 
da mesma edade.do Templo de Diana. 

Foi destruído pelo cardeal D. Henrique, 
p^QS annos de 1566) para com seus veneran- 
dos despojos se ornar o coUegio dos jesuítas, 
e para desafrontar a egreja de Santo Antão, 
que tinha alli construído. 



As^ Ã fiolmanigs colossaes, d'ordem âocí<^^ 
e de bello^ mármore branco, quo sustenta* 
v^m este magestoso arco, é que foram para 
o cpUegio dos jesuitas, elá estão e se podem 
admirar, decorando o ex-refeitorio. As eo- 
lumnas do templo d'Endovelicp, em Ter^iia» 
estão no claustro do mesmo coUe^o. 

faloQio dâ S^rtor2o— obra magniOcae rico 
de estatuas, baixos relevos e outros primores 
d^esculptura. Foi transformado em conven^ 
to de freiras, perdendo, com a mudança, to- 
das as gaias com que se adornaya. 

Antes de ser convento de freiras, foi por 
muitos annos paço dos e bispps arcebispos, 
cpmp se verá adiante. 

AqtteéluíUo de Sertório (ou da Prata)*-Ser* * 
torto aniava sioceramente a Lusitânia, sijui 
pátria adoptiva, do que deu incontestáveis 
provas, já fazendo leis sabias e justas, já pro- 
movendo a agricultura e a industria, já es- 
tabelecendo escolas, já creando um exerci- 
to regular e uma esquadra, já finalmente 
fundando vários estabelecimentos de i^Uda- 
dejpublica. 

£m Evoifa, porem, é onde temos os mais 
indubitáveis testemunhos da solicitude d*es- ' 
te iilustrado e valoroso chefe dos lu8itano3p 

Entre outros monumentos com que enri- 
que^ceu e enobreceu esta cidade, alguns doe 
quaes, como vimos, ainda existçm, fundpa 
esse magestoso aqueducto que trazia agua 
para Évora. 

Dos grossos alicerces descobertos por An- 
dré de Rezende, no reinado de D. João III, 
e sobre os quaes ainda hoje assenta o aqae- 
ducte, se vé a robustez com qué elle era.fei- 
to. Mas se a sua sólida construcçao podia 
resistir á acção corrosiva dos agentes atmos- 
pherico^, não o podia fazer á sanha feroz das 
varias raças de bárbaros que invadiram a 
Lusitânia. Esse magestoso monumento, poi^s^ 
foi arrazado durante as intermináveis g^er- 
ra dos primeiros séculos do christianismo, 
e 4'eUe só ficaram dois pavilhões, um na 
extremidade do aqueducto, sobre a mura- 
lha, entre as portas da Lagoa e Aviz, e ou- 
tro, em tudo cigual, junto ao convento de S. 
Francisco. Tudo o mais estava de tal wpài^ 



«lo 



tn 



éséótniáoy que nem o mais leve tedtlglo se 
TÍa; a ponto âe que, apesar da constante e 
geral tradição, algons escriptores negaTam 
obstinadamente a existência de tal aqaedacto. 

Foi pelos annos de 1540 qne o nosso in- 
fiitígarel antiqnario André de Rezende, exa- 
minou e investigou com tanto tino e minu- 
dosidade o sitio provável do aqueducto, que 
deu com ^ seus robustos alicerces, que à 
sua custa mandou desentulhar, e tanto ins- 
tem com D. João III, que conseguiu que es- 
te monarcha restaurasse o velho aqueducto 
de Sertório, dotando Évora com este melho- 
ramento, de que a haviam despojado. 

O próprio André de Rezende ó que foi en- 
carregado d'eâta reconstrucção, que prin- 
cipiou em 1S32 e terminou em i536. 

Tinha a agua a um magnifico chafariz de 
ínarmore, sahiúdo pelaboea de'4}é8es, que 
então se construiu na praça grande e debai- 
±0 do arco triumphal de Sertotio, que ain- 
da existia. 

£ste bello chafariz também foi demolido 
qt^ando arrazaram o arco, e seusldoes an- 
ãàhm aos tombos pelo chão, até que fo- 
ram uns para fontes publicas, outros para 
jarttins particulares. Em lugar doeste chafa- 
riz síe edificou dutro defronte da egréja de 
SantD Antão, de macissae désengraçada ar- 
chitéctúra, que lá está atestando à posteri- 
dade o péssimo gosto do beato é pusilamilie 
cardeal-fei. 

Chamava- se aqueducto da Prata por se 
chamar Fonte da Prata o manancial que o 
aliménia. 

Principia o aqueducto em um monte, a 3 
kílòmetros alem da egreja de Nossa Senho- 
ra da Graça, de Odivor, e a distancia de li 
kilometros da cidade, contados em linha re- 
cta. Jílécebealli as primeiras nascentes (duas) 
e depois corre, torneando vários outeiros até 
à Torre Alva, vindo enriquecei- o 28 nascen- 
tes. "' ■ 

Da Torre Alva prossegue para Évora so- 
bre uma comprida arcaria constniida de pe- 
dra, mas com as voltas dos arcois de tijolo. 
Entra na cidade por cima das muralhas, ser- 
vindo *lhe de fiiãe d'agua o pavilhão de que 
já fsillei, que está entre as portas da Lagoa > 
e AViz. 



T^tàto este pavilhão tomo o que estâpfcvii- 
mo â egrqa de S. Francisco, que em tudo 
lhe é egnal, são (como já disse) os primitti- 
vos, mandados construir por Sertório. Sio 
muito elegantes, de forma redonda, feitos de 
tijolos ligadtfs poruma tão solida argamasse 
e revestidos por uma espécie de estuque OQ 
cimento de betume, tão duro e compacto» 
qne está muito bem conservado^ apesar da 
sua antiguidade. 

Fora da cidade fornece este aquedacto 3 
chafarizes, e dentre 4, públicos, além de nu- 
merosas fontes nos jar^ns e claustros dos 
mosteiros, recolhimentos, hospital, caddt, 
etc. 

André de Rezende teve a fortuna de des* 
cobrir a lapide com a ihscripção coosme^ 
morativa da primeira fundação do aqaedu* 
cto, e a mandou coUocar no que de novo se 
construiu. Diz assim : 



Q* SERTOR. 



Honorem nominis sui et cohort, f&rU 
Bburemutn munic, vet: emer virtutis ergo 
DouJ úon. betlo celtibeiico, deque numiéitó 
In public, munic: èjus titUitatem urb. 
McmivU, eoque aqúafn divei-^eis induct, ^ 
Venum colleteis fontib. perducendam ourar. 

Qiíer dizer, em vulgar: 

Quinto Sertório, em honra do seu Aorne 
e da cohorte dos bravos eborenses, por -seu 
valor na guerra cèltlberica, cercou e tórti- 
ficôu a cidade, municipio de soldadOà Vete- 
ranos e beneméritos; e para utilidade pu- 
blica, fez cunduzir á mesma por um aque- 
ducto iiiuita agua, recolhida de diversas nas- 
centes. 

A maior parte das palavras da prfiiiehra 
regra estão' gastas e ilegíveis, mas essa falta 
não transtorna o sentido daslinhas subseqwea- 
tes. Provavelmente as lettras quefeltam ex- 
prioiiam alguns títulos de Q. Sertório, co- 
mo vgr. *dux luzitanorwmt (capitão ou cfee* 
fe dos lusitanos.) 

Ainda em Évora ha outras varias auitl^iii- 
dades (que se podem vér em André de -Ré- 



5¥Q 

u^^^nwos aúatjQi^es) mas u mato notar 

vai» aao as que ficam descnptas, 

S<f eaíheârai, de treâ oaves, mágfwioeo 
fpèotespicio. £' nm do» mais verièrandos 
templos de Portugal. A sna arehiteetnra, no 
«sfylo nmsárabe, assimelha-se á Sé velha de 
Coimbra e á Sé de Lisboa. A capella-mór 
olòé tão antiga coino o resto àaegreja.£s*. 
tàíido a antiga mnito arruinada, fbi demo- 
Ma e totalmente feita dô novo no reinado 
dèl). Mo T, de i718, até 1716, segando o 
risco de João Frederico Ludoviee (archfte- 
eto das obras de Mafra;) É snmptnosa e rica 
dè preciosos msyrmores, vasta e clara; asna 
árehitéettira, porém, está em desharoioi^ 
coin a grave e simples magestade do corpo 
da egreja, o que é desagradável. 

A eapella-mór que D. João Y mandou de- 
molir }á não era a primittiva. Tinlia«a man- 
dado fazer o bispo D. Durando I. Foi esla a 
que se demoliu, construindo-se á segunda 
etíiséie vmante. Na capella-mór de D. Du- 
tattâoj bavia a seguinte inscripção: 

Esía capella, que ò poto èbofense enrique- 
ceu com as suas dadivas, foi fundada pelo 
■bispo D. Durando, que Deus levou para siy 
-cem grande sentimento nosSo, aos 2 de abrit 
4e 1283. Todos os que virem esta pedra, lem- 
brados de que também hão de morrer, the di-. 
gam um Miserei'e pela suà alma. 

, Era em gothico abreviado. 

Comp esta insçripçap está cbeia de abre- 
viaturas, como se usava então, parece que 
é mais veridlca a interpretação que lhe dá 
o sr. Manuel da Cruz Pereira Coutinho, d|s- 
$^^|o paleogr^pho conimbricense: eis a sua 
|Jra(J^cção :' , 

.4<^:^ de abril 4oqnfho fie í^í^ çfiamo^ o 
^aha4or para if gloria o prel(¥io, jp^mdp, 
9^ ^4ifr^^ Wt^i*ec<ii*,;por mio jfe esmQ- 
ki»% esHaSé. To^ viflMnfàriím^t^e sê vesti» 
mfn de luct(k. Assim, Jodòn os que4^ futuro 
virem esta laj^fi^j^ç^ qptfidW^tí^erf;^ co* 



fy0 



m 



nh^cimemto^ diga^n : Ó Deus, tende miserífor- 
dia d'elle.. 

A claustro, junto á egreja^ é obra do bis- 
po D. Pedro IV, em 1376. Esta Sé foi funda- 
da por D. Payo (1.» bispo d'Evora no século 
XII) pelos annos de 1186. 

Diz André de Rezende, que do I^ivro dos 
Anniversarios consta que D. Payo lhe lançop 
a primeira pedra a 21 de maio da era de 
1224 (1186 de Jesus Christo.) 

Suppoe-se que o seu constructor foi m^es- 
tre Roberto, o mesmo que fez as S^s de Li^- 
bo e Coimbra, que são mais antigas uns ID 
annos. Mas no dito livro dos Anniversarios 
do coro d'esta Sé, çstão marcados 5 anniver- 
sarios para o dia 29 da novembro, por bem- 
feitores da egreja, e, com relação ao ultimo 
dos cinco, diz: «Item: no dito dia f^zeqpia^- 
niversario por Martim Domingues^, que foi 
mestre da obra.»— Será esfe o mestre da Sé? 
Será o da crosta de bispo D. Pedro IV? O 
mestre da Batalha foi Affonso Dominguei^, 
que viveu pelo fira de XIV e principio do 
XV século; o de AlcQbaça foi (do claustro) 
Domingos Domingues, q^e viveu pelo fim 
do XII e principio do Xtll se^uló; e o 4^ 
{)vora? Será da mesma familia? Viveria pe- 
io fim do. século XII, ou, pelo fim do XlV? 
Parece-me que Martim Domingues fòí o mes- 
tre da crasta. O que é certo é que elle foi o 
mestre de uma destas pbras, ou da S^ ou 
da crasta. 

Como já disse, parece que o Templo Ife 
Diana, que estava convertido em mesquita 
arab.6, seryiu de Só nos 18 annps que de- 
correram d'esde a tomada d'Evora (1166) 
até à conclusão da Sé actual. Lançou-lhe a 
primeira pedra o dito bisjj^o, em 24 de abril 
de 1185 e a 21 de maio de 1204 a dedicou 
e consagrou a Nossa Senhora da Annuncjji- 
da, ou do Anioi. , . 

Está situada no poais alto da cidade, ser- 
yindprlhe de eprOa tr/^s elevadas torres. É tp- 
da de robusta cantaria. e cpm ameias. Ra 
egr^ja ha 20 capellas, to^as ricameple orna- 
das, e teve muitas outras encostadas aos pe- 
^destaes, que.se tiraram para desabafar' a 
egreja, ficando só a de Nossa Seiíhqra lio 



m 



t% 



Tem 3 formosas portas de entrada, estan- 
do a principal adornada com as estatnas, de 
pedra, dos 12 apóstolos. 

Na egreja ha preciosas pinturas do Grào- 
Tasco e sua escola. 

Paço archiepiscopal D. Payo, 1.** bispo de 
Évora, fundou junto á Sé e pela occasiâo da 
fundação d'esta, um mosteiro onde vivia com 
os seus cónegos (os cotiégos nos primeiros 
séculos do ehrislianiâmo viviam em commu- 
nidade como outros quaesquer frades, de- 
pois é que foram pouco e pouco saceudin- 
do o Jugo fradesco.) 

Este convento serviu de palácio á maior 
parte dos bispos, mas quando os cónegos 
eonseguiram sahír da reclusão, ficou o con- 
vento deserte. O cardeal iiifanté D. Per- 
uando, viveu na rua dos Infantes, a que elle 
c seps irmãos deram o nome. 

O acrdeal D. Henrique, na rua da Mes- 
i[Uita, acima da da Madre de Deus, e no pa- 
ço de S. Francisco. D. João de Mello e seu 
succèssor D. Theotonio, residiram no palá- 
cio de Sertório, a que fizeram varias altera- 
ções. Também aqui residiu D. ít, Luiz de 
Sousa, bispo eleito do Porto e governador 
d*este arcebispado, em 1664, e D. Luiz da 
Silva. Estes dois últimos aqui fizeram mui- 
tos melhoramentos. 

* * 

Paços reaes. — Àié ao tempo de D. Affon- 
so V, aposentaram se os reis, com a sua oôr- 
íe, nas casas que tinham ha praça, chama- 
' das dos Estáos (Vide Estáos.) 
, Esta casa era no sitio onde actualmente 
é ó palácio dò sr. José Maria de Sousa Mat- 
tos, (jjue também occupa o sítio de umas ca- 
' sas dos condes das Alcáçovas. '(Estas casas 
è as dos Estáos eram então separadas pela 
rua dos Toiros.) 

SeguQdo a constante tradição, nos Êsiáos 
86 hospedaram D! Diniz é Santa I^ábèl e ou- 
iros antigos féis de Portugal. O ultímo que 
aqui residiu foi D, Sebastião. 

D. ÀfTonso V, que também esteve algum 
tempo nos Estáos, é que deu principio aós 
paços de S. Fríineísco,'áhi petos annos de 
'1468. 

Os frades deram partd do seu mosieíró á 



fivô 

©. Jlsrótòú V, §ób proihcssa d'éflé lhes faíer 
a egreja; tíías depois arrependeram- se, por- 
que o rei foi alargando o paço à custa de 
grande parte do eonvèntõ. 

Seus successores foram alargando e me- 
IhoEande estes paços, e D. João 11 foi o que 
{et &'dles maisol»^, para aqui celebrar e 
malogrado casamento de seu fiiho, q iafan- 
te D. ASimso (que morreu da queda de um 
cavallo em Santarém, 8 mezes depois de ca- 
sado C0m* D. Isabel, prineeza de Hespai^ 
(i490i) Mandou estão fazer, entre a palaeio 
e a- portaria d» convento, ooi. salão de laa- 
'delravQue tinha 300 paimos de comprida 
7i de kr^ e 75 d^alto. 

Estas festas (do casamento do príncipe D. 
Âífonso) foram as mais esplendidas de que 
ha Boticia que* se fizessem em Per^ugal. Em 
todas as cidades e vlUas do reino se esaiera- 
ram as camarás e povos para dar o maior 
brilho e mâgniíleencia a estas festas, mas 
nenhuma povoação ehegou a egualar Évora 
em sumptuosidade. 

Poucas riúnas existem d*e$tes paços ; mas 
saíbe-se Iquie elles oceupavamuma área mui- 
to vasta, pois4diegavam desde a muralha so- 
branceira à h(yrta dos soldados, até á rua do 
Paço, tocando quasi a^portaria junto ao lar- 
go de S. Francisco. . 

Philippe ni deu aos frades franciscanos a 
parte orientai dos paços, que elles transíor- 
maram em dormitórios.. 

Era aqui o qtiarto da rainha, cujas janel- 
las ainda se conservam. Suppòe-se que os 
frades destruíram (ou fizeram com que se 
destruísse) a outra parte dos paços reaes, 
para ficarem com o seu edíficio sefiarado 
d'outras quaesquer habitações. Aásim se 
perdeu uma das niaiores e mais riòãs resi- 
dências reaes de todo o reino. 

, . r '. . . . , 

Mu^seu Cenáculo.— t). fr. Manuel do Cená- 
culo YillasBoas, bispo de Beja e arcebispo 
d*Evora, era tão dado ao estudo da archeo- 
lògía, )|uè a ésàá éircnmstancla 'devemos 
múitás ettríosidades antigas,' de inestíitiàTel 
vàlori Êni 25 de jaíneiro de 1786, sendo àln* 
da bispo de fieja,'récO(nh)éndòu com graràães 
instancias áo tlèto do seu Ibi^pado, eni^ttiáa 
^ paijtoíàl, os estudòd physieos. 



nas possessões /Otlmi^FUMiSy Ito. propoiriHQ* 

s^nuai inpiios objectos !4e fóra do reiniOi Foi 

9fí9myf¥^^h^ 4eici priaeipk) ao se^ célebre 

l|Hi9ea;.inas( a laaior e iB^lbor paite da cot- 

4fcçM,de ai|tigQftdade»^ae elle oontem» fo* 

Mm desenterradas, 9as escavais qofi a ex? 

Heiiaas «nas maadava £»xer em Beja, suas 

immedíações e a*outras partes, onde vero- 

Apouta^altt presiimia .qod deviao) appareeer» 

nãOfSeiiiWpaiidi^a qoal/iaer isi^wfiõio. 

i Desde as armas de |Md«:%que> muitos re- 

PBtfi9:eejb^Mle dos oossoí^ dias, até à^ ob^as 

4Íoaai:li«las potrlugue^es^ tftdo^coUJgia cuid^- 

S^scQ^n a egroja dci S. Siseoando, pro* 
xima do paço episcopal, para deposito das 
jUjpides.e eippo^ eolamnas e fragmentos que^ 
por volumosos e pesados, se não accammo- 
davam em um gabinete. Deu a esta collec- 
rão o tiUilo de Museu Sisenando Cenáculo 
J^acense, Eram mais de 120 as lapides que 
coutinba. 

Apesar, de contar 78 annos quando foi 
nomeado arcebispo d*Evpra, nào tinba o il- 
Iqiàire prelado desanimado dos seus traba- 
lhos litterarios. e arcbeologicos; pelo que, 
logo depois de tomar posse do seu novo car- 
fo^ fofidoa a ]úbiiotheca publica d^Evora» 
é ÍDstHoia varias escolas ecclesiasticas. 

fie .Beja trouxera a maior parle dos seus 

Oyros e os mais preciosos objectos das suas 

eoifecçoes, deixando (por causa da diíHcuI- 

dade do trapspjorte) jp'4(iue|la cidade, quasi 

toda& as pedras que estavam na egreja de 

S. Sisenando, e annexou isto á bíbliolbeca. 

: 6a Iriwciffes dmilMrat&, laiiito ^em BeMt ce- 

aieftBiQ®yom, prtmetpo^es objectos ^pieenan 

àiéovTò ou prata, e depois tudo o qu3 lhes 

lez eonta, para enriquecerem os seusma- 

aefiai»^ t^Q^.iesUiwM ««i^rejat dei S. Sise- 

'ttíméé Oll!M»tfltMii'«iât<t)de4#0.pe4rfls)itanlk- 

1»^ ifflási.todas foram rot(badas, pois stph- 

j^.^]u.,e]i|twpmas 10.1 

JhHzoraiefíMPém D4 fr. Uapael içt Cená- 
culo, pareee que já adivinbava o qoe haWa 
)áèí.ilíeoQteéer ao séú museu, pois miatndou 
4âs9fritW^Mm^nle43| lapides d'eJl^ e iua- 
lar aos de8eakai^ae'aiedMia!exactaadaadi- 



BVQ 



ia? 



n^^le^ de cada uma e a indicação dos io? 
gares em, que inuita§ foram encontradas. 

Justes desenbos estão na bibiiothef^ de 
Eyj&ra. 

• 

Eneida de. S. ^roz.-^Siluada no vasto ro- 
cio c|us se estenda ao S* da cidade e fora 
das muralhas. 

Poroccasiào de uma grande peste que,as- 
solç^ o reino em' 1482^ fizeram os babitan- 
tes d*Evora a promessa a S. l^raz, bispo e 
martyr,:de lhe edificar uma; capella, se a 
peste cessasse; mas nâo.eftj^eraram pela ter- 
minação do flagello, pois logo n'esse mesmo 
anoo deram principio á capella, constraíri- 
do junto a ella um hospital provisório^ de 
madeira, onde se recolheram muitos dos 
atacados de peste, que ahi eram tratados 
com mulio desvelo e caridade. 

Consto do compromisso da irmandade de 
S. Braz, que, apenas se- principiou esta i*a- 
j)^la,^ssott a peste. 

Conduida a eapella, se ceiebrou n'eila 
uoia sumptuosa festa, em acção de graças, e 
d'abi em diante todos os ânuos, em dia de 
S. Braz, se fazia uma grande funcção, a ^ue 
assistia a camará, o cabido e muito povo da 
ddade e vjsii)banças« 

Hoje ainda se faz esto festa e a ella assis- 
te o cabido, mas já não é.com. a antiga pom- 
pa. 

A capella está solta e desassombrada de ou- 
tro qualquer edifido, e posto que esteja em 
uma planície, i>e descobre um vasto horí- 
sonte; avistandose até a cidade de Beja, a 
mais de 60 kilometros. 

A sué architectura é de um estyk) de que 
restam pouces specimens em Portugal. 

Ê o goiMto-í^ifnúnâú puro, pelo que ex- 
teriormente mais parece um castello do que 
uma egreja. Interiormente foi toda forr,aâa 
do asttlejo em 137^ 

]àiz>8e que a primeita nnagemf de & Braa 
que' aqui houve era um perfeito retrato 'de 
D. João II. Foi substitnida por outra«,nãoie 
^be(.j(iKVtndo.. 

£ pIroKimo á'esto capella que. está alSi* 
estação do caminho de ferro do Sueste. 

(Qoitf^ML-M-Era um reoolbim^to de don- 



lo4 



EVO 



zéllas pobres e desamparadas, fundado pt/t 
p. Theotonio de Bragança, arcebispo d*Evo* 
ra, em 1535. Era na rna da Lagoa, emtimas 
casas que foram da família do capitão Ma^ 
nuel de Sousa de Sepúlveda. Este collegio é 
actualmente uma fabrica de moagem, e e 
recolhimento foi encorporado à Casa Pia. 

A Casa da Camâra é um bom edifício, si- 
tuado em uma espaçosa praça, ornada de 
um chafárir. 

Foi edificada no reinado dè D. Affónso V, 
pelos ánnos de 1470. 

A Bibliotheca publica— t2im\iem é um bom 
edifício, contendo preciosos mahuscriptos. 
Está contigua ao paço dos arcebispos. 

Tem Évora tantos e^ificios notáveis, já 
peia sua antiguidade, já pelas suas recorda- 
ções e merecimento artístico, que somente 
a relação d*elles faria um longo artigo. Ve- 
jo-me pois privado do gosto de os nomear, 
com receio de fazer este artigo fastidioso : 
6 são tantas as cousas notáveis d*Evora que 
vao descriptas, que se devem dar por satis- 
feitos. — 

Os que quizerem ter amolas noç(5es de 
tudo o que diz respeito a esta cidade famo- 
síssima, achal-âs-tíão na Evbra úloHúsa do 
padre Francisco da Fonseca. 

Faotos notáveis d'ETora 

Depois da gloriosa victoria do Solado (30 
de outubro de 1340) ganhada peto nosso rei 
D. AfToDSo lY « se^^ alho, D» PedrOy. depois 
I, e seu genf o, D. Afifonso XI da ÇasteUa^ ca- 
sado e«m a nossa infanta D. Jlaría.^ ^mra- 
rs^m 09 dois n^narchas èm triq^Lpl^p, i;^ 

* * D. Affonso, de Castella, era umá es- 
pécie de Henrique VIII de Itíglatéttrá. Ca- 
sou eoná D. Constança (a mais í^rmosái se- 
nhora h^spant)õla do seu teo^) filha d«,in- 
iante D. João Manuel, neta paterna do rçi 
t). Fernando, o Santo, e materna de Ama- 
deu IH, duque de Saboya e da infanta D. 
fionstança, â^ia de D; Jayme 11, de i^âCão, 
« da rai^a p. ^ranoiet. 

Induzido por I). Affonso Nunes Osório, seu 
valido, descasou-se, para casar (em 1329) 
coin ã infanta portuguesa, D. IfHíà^fthá do 



BVÒ 

poetiea Héíiãe de Bevlthá; Mde^ dèufin- 
txtik sete dias, a 90leninlmr'e6ili4iMí»tt»p 
ditas esta portMitotô Tiet0^ 

Prodigiosos fdrafti os despofos d^è^ hê^ 
talha. Di£-se que o ouro eí prata tootodoioi 
mouros, fof em tanlta quantidade, ^èontt 
valor abateu a ^exta parte; iMo, aldiaf^ 
muitos milhares de esci^avos, banâéifá^ th* 
mas e outros muitos (Hi^jeetos de gipande Vá^ 
loi^. •• . 

Todo õ despojo publieo ftn off^tieldefiBto 
rei castelhÀtio ao nosto, ^e feBpetóen:-*^ 
c Não quero rique::as, mas 96 agloríèdenr 
abatida a soberba mavrítaÉa; porto, pAl 
memoria doeste dfa, aeeelto a tromlMta 4» 
rei de Granada, o infante Abohamo^eaSídá*' 
ce bandeiras que por minha não ganhei» 

A entrada de D. Affonso IV e seu ôlhd cm 
Évora, depois da batalha do Salàdo, acom- 
panhados dos princípaes guerreiros que se 
distinguiram n'esta eippreza, e dos Urçot^ 
eborenses, foi uma das mais esplendidas fin- 
tas que esta cidade tem presenceado. líai& 
de um mez duraram as solemnidades reli- 
giosas, em acção de graças; as justas, jogo* 
de* eannas, touradas, cavalhadas e mais dç- 
monstrações festivas do tempo. 

Tendo fallado na maravilhoisa victoria do 
Salado, e não tendo eutro logàr em qpe a 
possa commemorar, julgo interessantes al- 
guns factos que a precederam e que passo 
a relatar. 

Tendo a rainha Maria sofíHdo amaiorai- 
fronta que uma mulher virtuosa Jjóde soffrer 

nosso D. AfRyiise IV. Depiiis, qiHai:eaiàrwm 
soa cunhada, D. Constança .(quo Iili«^|í9*^ 
PXimçir^ mulher do nosso D..Pedr9, JJ pí*" 
mettendo-lhe descasar-se com à rainha D. 
tóária". ' ' '•' ' "'"* ' 

Est^ projemado diV(Awâò dettemíiibsl'^ 
do uma gU9rpa?de troa anaes^ e«Mre JMi^ 
a^X e CasteUa, entrando ei rei portiú»^^^ 
la' Betica, assolando ' tudo atç Sevilpa, «« 
quanto seu irmão; ô infetíte B.Pedrô, copc 
de Bareetlosy iávadití e eoaqu^Ma «m ^ 
i^êàttm ■ - . ...' ••/•■•■•u '" 

y^o-sop nwníirjcha»ca^tel^aiíg;f}í 
peles mouros hespáifhòes è afncahôSv 
âítístou paiíeis tom* Pohúgal, délAwW 
pá^%ia inráitiiii A 'CMatiiifa.' - - '^^'^ 



me 

4» AÊoac^imtUb (è^mio fioa dítO' na nota aote- 

«cedente) mas, vendo a sua pátria aéoptiTa, 

em risco de immínente destruição, escreveu 

a seu pae;, 'impioranée soeeorro para ô seu 

coando iagrato. 

O nosso B. Affonso lY, que estava Justa- 
me&te resentiidb contra a monmwtia caste- 
lhano, respondeit á âilia: «que, ainda que 
aquefles varonis pensamenios náo eram 
alheios do seu real sampie, como não nas- 
cera para amazona, éevia ãêimar ao valor 
de seu mmião aquelies cuidados, e occupar- 
se «m ioróer oê fios da sua roea e os bilros 
da sua almofada, e esquee&r-se dos ferros das 
lanças e dos fios das espad:ts,* 

D. AHonso lY dera ei^a resposta á filha, 
-que tanto adorava, porque suppor (como 
era verdade) qtie a carta d'etla fôra escri- 
pta sob a inéuenda do marido; o qual, 
vendo a sua traça descoberta, mandou em- 
baixadores pedir fefrmalfãente soccorros a 
Portugal. 

O monareha pof tuguez- lhe matidau 300 
lanças, que se ímmortaltsaraiBem Héspanha, 
na guerra contra os mouros, ficando o seu 
chefe Aben-Ali, filho de AtiBoacem, rei de 
^rroeòs, de^lado na bsftalha. 

Ei^ftifecido AlIBoacem com a iietièía da 
morte* do filho, se coMigou cscn os^bèis de 
Tones, Sejulmanca e Bugia, reeolidéo a vir 
em pt^soa a Castella, vibgar a morte de 
Ben-Ali. 

Desde o Zaire até* ao NHo, sereuaímm os 
mahometanos, para cahirem sobre a Héspa- 
nha, qudl avalanche monstmoea e destrui- 
dora. 

O i^ei t^melhano pede a sua nmlhèr que 
venbá a f ortugai implorar soecorro a seu 
-destemido pae. 

A fofttiosa- rvinha vem a Evora^ vestida 
de luíò, e laetfmosa se lança aoi péa de seu 
pae, e)ip0aâo-llié o motivo da na vinda ino- 
pinada. 

São' béllas as^ palavras #S6 os historiado- 
res referem pvoferidasentãovpor ella.; dizem 
^ue éUssera : ^^Qwmtospow»^ S^^^or, tem 
prodfMA má^iiêãj^uasaasgèfitmrUmcrea' 
4o a Barberia; todos, em companhia do rei 
4eiUaf0òcas^ eÉtãapamtpassbráBee^^ha. 
íod^mmuMu^ iimo^nãB^st vméesát^ 



E¥Q 






as discórdias das hom4ns mcefdoÊtam of 
guerras, para seu reciproco emtemmio. JS^ 
porque as nossas forças sãoHpsHadas, r#t^ 
a mpUrat Ht vossa assistenciai Só a vostm 
pessoa e a v^sa espada podem impedir e;^ 
tempestade e serenar esta tormenta. Empn^ 
nkae-a, vakrooo rei, dfisevi^ainkae^a,M^ 
roso pae, se estimaes a conservação da mit 
nkawida e a perpetuidade da minha toré/^ 
Bompei as demoras e acudi apressado 4m 
mesquinho rei de Castella; porque se tardait- 
dieSy temo muito que não acheis niais do que 
umas poucas de cinzas, r^quias feAaes da 
sua des§F»ça.* 

D. Affonso IV, aquelle que tão jostamear 
te mereceu o eof^me de bravo, levafiiatua 
filtia, aperta'^ ao coração^ e, depois de ilie 
enxugar as lagrimas, com rosto alegre ^ 
aniiBa aeteno, llis disse que «ainda qoe Ali 
Boaeem lhe tinha-^tereeido vantajosos par- 
tidos (que elle tinha deaiuresado) para nao 
sáhir a campo» acudiria a GasteHa eom lo* 
das as suas forças e com a sua pessoa.» 

Mandou immôdiatamente cir^lare» a Uh 
dos os senhores e cidades .do reSnot {Munaque 
com todas as suas forças se fosseneieneon»- 
trár cora elie na. fronteira, e o rd m^uneluit 
parai Juromenha eom sua filha, com lOOnai- 
valhâroa^ i;06!Q intaçtesel^orenseç (de que 
era alferes-mór, Gonçalo A^es Ca^tmrOfPm 
dos mais nobres cidadãos d*Evora) para alli 
reunir o resto das forças. 

' O tei de Castella já o estava esperando em 
Juromenha, e depois de algumas confèrenf- 
cias, passou a Sevilha, e o nosso rei a Elvas, 
e reufiindo as forças que pôde, passou á Án- 
dahizia, com 21:000 homens.' * 

Foram os portuguezes recebidos em t^ab 
as povoações hespanholas com as malor<^ 
demonstrações de fraternal amisade e do 
mai0 espMsivo regos^. Km SavIUia.m foi 
eÉ^enav, em pvoctaSo, tody a olereiiaie^^aR* 
de'jnttltidaOid0'P0ivote AQbfeza;'CaAtiwtdfH(|is 
tfagpadM hi^aaaosdAi egrsii^^Qiii eravipFin- 

cipsaAMi pííiA99MdÁsÈm.y^^mit y^nmér 
Aqui (em Sevilhu^i^tvbMini %kd«iís ip^ 

pa^adp <^ -aautilft da Gttoaita]!;i0w> çiAipt 
daiamiate «iXa)tapa«» (li^Aenio wift# 



m 



EVO 



BVO 



porragoeta) eom nmBerostssiams forças, qae 
nos dizem elerar-se a 400:000 iiomein, «u* 
libs a 700:000, 70:000 eavaHos e 19:000 lan- 
fas dos principaes senhores da HanritaBia. 
Também o rei mouro de Granada se Ities 
noto; eom 67:000 guerreiros. 

JBm Tista de tao grande multidão, desani* 
naram os hespanhoes, que, em eonsettio de 
guerra, propozeram pazes com os mouros, 
flMdlante ama avultada quantia de dinheiro. 
Acompanhava a expedição portugueza, D. 
Gonçalo Pereirii, arcebispo de Braga, que 
tenazmente se oppdz a esta deliberação, o 
que principiava a causar murmorafoes aos 
toocelhanos. 

Então o rei portugnez disse: qm não ti- 
Mfta sahido do $e» reino, com miàetàos sem* 
fi'eeostuínados a mncer, para te retirar sem 
tcnáfate. Que se os castelhanos tenimn o 
^ande nwnero dos inmi^s, elle só com ós 
teus '21:000 portuffuexês os combateria e 'cen- 
eeria, Quese as seitas dos mouros (cmno át- 
ziamj eram, taintas, que escureciam o sol, tan- 
i^meihór, porque combateriam á soúibra, 
' O rei de Hespanha também <eira corajoso, 
« do voto do nosso rere do arcebispo de 
Braga, pelo que logo gritou— iBaía/fta/ ába'- 
MAát^-^ palavra magica que, com a rapidez 
'do raio, eledrísou os soldados,' que todos 
nipotiram i-^batalha! baéàlhai 

,, .J/á. .dissç, g. resultado d'e&ta Jornada, de 

^^A^, gloria para a^ armas porsiiguezas e 

))iesp»nhola^. . , 

., /d rei de CastelJa e os principaes fidalgos 

da sua corte, acoxnpanl^aram o nosso rei até 

jOU^vença^ onde se fíj^eram as mais cordiaes 

,4^e4i(las. 

Chegado D. (^ffoUiso^ 1 V a fivara, iDsfitaiu 
*if «fnfrarfa de Nossa* labora éá Yletoria, 
Ml áeçio de graças, pela oMiida dbflrqDQMi- 
iD9: ra a iriiiatfdáde eonfttitaldá im egrija 
#fi^ ires safitos manyres Vicettie; fiaUa» e 
Chrísteta. Inscreveu-se el-rei como^it^tamo," 
'é*fot*o(séupl*fimeift^jitíe. ^ ■' i> 
'<''ÉMidou' faiseiref er^ «M letras (gbtblMi9,i«n 
^íÉM jfráiidlí 'to|láe de mannore) que per- 
MUIMe^êffifiiatfêa DO ]^0ial fie siyara a 



oapeUa«iDór >da do 8aatifiaiao)'ai}a8cppçM 
seguinfie: 



Em J87S (1^40 die Jesus Christo) 
Aben-Amorím (Áli Boaeen, fill^ de 
Amoriw) Senhor de alem do m^r^ 
confiado d» si e do seu grande ha^ 
vei% passou úqêétm do mar, cfnm ha 
Fotra (rainha Fátima) fillMdel Be^ 
de TuneSy poê^a perseguir e destrqir 
os Christaom. Qercou Tarifa^* e o 
seu poder. era tanto, que se ^om po- 
dia somar, E pais El Bey D. Af- 
fomo de Casteila, mu que nom^ po- 
de ser certo,' ouve •.receio, e per si 
veyo u Portugal, demandar ajuda 
a ho Quarto Áffonzo, Bey. de Pmiu- 
gal, seu sogro, Á elproque miu^ode 
Ilha fazeí\ com seu corp^ e com mu 
poder. 

Logo sem éardança eompeçou h^ 
caminho para a fronteyra, e mat^ 
dou que os seus.se fos9em>'em^d. 

De Erora hvoy^ cem Cavall^ros 
e mil peões, GonmloPires Carvoeu- 
ro, foi por Alferi^. 

Lidarom comt os Mouros, e el JRíiy 
de P&rtuyalentendeu com el Bey de 
Granada; e Ei Bey de Castella^$OH% 
Men^Amorm^ , 

E, mercê. foi de DeuSy que, nunca 
Mouro tornou rosto. E morreindo, 
ddàes tantos 4'que non paderom dar 
tonto. 

HeyAben Amoi'ime<B^4eifyra' 
nada fugironi. No arrayal de Aben^ ; 
ÁfUorim moharotn-gramlê ham^ P^' 
praia e &yro,e hauvero.Ei Mey dt 
Castella. ,...'. 

Matarúm hi ha iForm e,muyl^<i^^ 
rieas Mouras^ e outras muffieis Mo»- 
tas, e memnasenfindoi* Si^t^va- 
rom um filho de Aben- Amorim t^ 
hniinte Aboèamo^ief^ã suoíUfobri- 
nboi, e kua.ÃuaneUJL Deus #rya por < 
tothsemfpreòênto; par tanta mer^ê' 



u 



-Bm^pianto Svoi^' foi edrte, oreaoBfam^ 
«difièioa doesta etdade^.AeaM^éo(MBad»da 



mo 

«Sáíflfifa eátâva esiátjíéhsélda no e&dtio ónáe 
foi a antiga Sè (« oède hoje saoos ceifeiros 
dos areebispoí^); Nio sendo édlfieío e ondi- 
gno de tal cidade, resolveram os vereadores 
Ianç;rr ama finita ao povo, para a constrtic- 
^ de uns novos paço» do eonòelho. Esta- 
va presente o pae dos pobres de Efoora^ João 
Mendes Cicioso, què appróvott a Dbra, mas 
desapprovou a imposição do tribato; õíTe- 
rcccndo-se a fazer á sua custa os novos pa- 
ços, e âissim o fet com grande magnificên- 
cia. 

D. Aífonso V ordenou, em reconfeecimen- 
, lo d*està acção, e era memoria d*este servi- 
ço â cidade, se púzessem, na fachada do edi- 
fício, em vez das armas d*Evora, as de Joào 
Mendes Cicioso. 

Em 1481, D. João (que no mesmo anno 
foi tei, 1.» do nome) mandou fâscer novos 
otaamentos a este palácio, e por sua ordem 
se lhe fizeram as varandas e eolumnas de 
naarmore, que ainda existem. 

Esta este edifileib situado em uma das me- 
lhores praçá.^ d'E¥ord, onde se ostenta o pe- 
lourínbti, que^occupa é logár onde esteve 
tlm cfeifâriz, feito durante ii usurpa(j5o de 
Ifcllfppe 11. A agua para eíitè ehaftiriz vi- 
nha de utfta áôra, que estava nò 'Fftrreiri- 
thõ-yésL rua da Seitaríá; juúto dl» torre do 
rei Sisebuto. MftmesteohíiTafiz alôao rei- 
nado de D. João TV, qué restàurailo o A^- 
êhtãcde Bertbrio, introduziu na cidade a 
agua da Prata. 

El-rei D. Manuel, gostava muito dà ágila 
de um poço, que havia junto da Piedade, pe- 
io qútf tiiatiâou róÃrper esfe poço e encanar 
a iiffoA àté ao cháfiiríz qtie mahdou con- 
struir, 'pelo' que ainda lioje se ehama Cha- 
fatts ã'El-reL 

r 

. • I- - , > 

'''SegtííMIb alguns eseríptóres, Etora foi a 
'^jffméíra cidadefundada pelos wiúé de Nbé, 
MséihMudaíirida tíoje^ mtite Biíto p>i- 
ihitfvos. 



BVD 



9«7 



Foi, no tempo de Viriato e Siiiloi^, s pfí' 
meira capital da Lusitânia. 






■ . • 



m itíaOm MWkíííSàFê^ cotíétll VtHttttáo 



dar Luzitãiiia, e «riM({a da nUgilD iddhrtra. 

Foi a primeu*a e principal pra^ âef«n> 
ra de Viriato, Sertório, l^iaiila, 8iad9Uto, 
D. Afiònso Henriques, D. Sancho II, e D. 
Nuno Alvares Peraira. 

Em fnente d'fivont cènsegniram os lusi- 
tanos as línmeim ^torias contra ad le- 
giões romana^ ornondo-se os templos dfe^- 
ta cidade com as bandeiras e Iropiwas.âas 
vencidos. 

Consta que foi. a fyrmieira eidáéD da^Fe- 
ninsuta Hispairicaonde^ foi pregado o Evan- 
gelho, de Jesus* Ctirtsny, pelo discfpQlD dos 

apóstolos S. Mancos, entre os annos 36 e 
44. 

Diz<fte qne os primeiros remitas de toda 
a egreja catholica foram ebiu^enses, manda- 
dos para a serra d^Ossa por S; Mal^s. 

' _ .. _ , 

Foi o cardeal D. Aflbnso, prelado ebmM- 
se, o primeiro' foè or4e{Mmeiiátroâu2ia:nas 
freguezias os livros dos assenloflt deâ* bà- 
•ptísraos, casamentos e*abftK,>pralic»eLogia- 
da e appravada pielè Gottd]lio"âe Tr^Mo, 
qhe FeeonheeeBéo a sm ^DtlDessidaâer a man- 
dou observar em todia a ehifistatfdadr. 

Também este cardeal foi ^ò^ppiaieiro que 
obrigou os parochos a taer a oatfaeq«eae 
aos seus parochiaiA)Sy ao soié da cumpoílan- 
gida, e elle a fazia também. nà sua egreja. 

Foi ainda efie o primeiro^e doordeliou 
as Constituições da diocese d^Evora. 

Foi em Évora que se creou pela prinel- 
ra vez o offlcio de meirinho-mór, e que se 
institii^raiti as ^atúas reaes dos pnétes e 
éiabardeiro^y' e íoi sett prineiro-ca^tãao 
eborense 'Fertiâv Martins MuseirariíBs. . 

Foi Affonso Gonçalves Baldaya, o primei- 
ro i|«ié trouxera l^òrnsgat, descolas d»^ nos- 
sas conquistas do'«linndar< - . 

'Pedro d'Evora — o primeiro que foi em 
descoberta do 'esmlbho da ivdÉi; por terra. 

iMbro ftnnnHles <ée i)ueirM'^ «^rftiieí- 
ro déBeoMaordKSlirratVMMiek 



108 



BVO 



BVO 



'Soeiro Uméw -^c {H^teaeiro que fundoo 
« governou praças porttigutzas nas nossas 
«laqaijstas. 

Todos foram eborenses. 

Fei em Évora que el*rei D. Manuel maii- 
doa em deseoberta da índia, por mar, a D. 
Yasco da Gama (qoe era nioradorn*e8ta ci- 
^de) e aos seus intrépidos tfgonautas^ 
^ando-lhe aqui aa neoessarias instnicçoes e 
«ntregando-Mie a bandeira real. 

Foi também aqui— em Nossa Senhora do 
Espinheiro, que recebeu as primeiras noti- 
eíás da feliz, desiioberta do Oriente; dando, 
em acção de graças, duas coroas de oiro á 
mesH» Senhora e ao seu meoino. 

Eram naturaes d^Evora: 

Lourenço de Brito— o primeiro que, sen- 
do capiôo de Cananor, defendeu um oéreo 
Ibrmal, na índia. 

D. Pedro Estaco— primeiro mestre de S. 
Thiago. desde que esta ordem se separou da 
Hfspànha. 

1>. João Galvão — p primeiro bíspo-conde 
de Coimbra. 

D. Ifeírifnfao de Portugal ^primeiro e úni- 
co areeblspo da Madeira, primeiro primaz 
do Oriente e primeiro e unáeo legadiy a /a- 
tere de Idda a Hespanha. 
' D. Fernando Vaqueiro— primeiro bispo 
qDM passou á índia. 

D. Gaspar de Santa. Maria— primaro ar- 
cebispo de Gâa. 

D. Pedro f^mandes Sardinha— primei- 
ro bispo do B^astl. 

D. Estevão Brioso — primeiro bispo de 
Pernambuco. 

Foi Évora a- primeira cidade parteinietfa 
que se' revolte« .oontira ba oppreasoreB da 
sua patm sotelbpo de Tifklo^ da Si»Mlo 
e de D. João IV. 

A primara dli(|iieiB dMiveiro (i>. BoatriE 
de Vilhena) era'elMiralse4* 



' . ■ •• ■ 



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il-]fleâri0»de' Hellp— ^niDiei^ «ecnde de 
Teaitugal/^dapels mtrqnedide^SMteimy 



Ul ••' 



D. AfioMO da Portufri— eoBde-de Viffllor 
80, depois loarquez de Aguiar. 

D. Francbco Luiz d^Atencaatr^eoude iç 
Alcanede» 

D. Fernando de Castro — conde de Basto. 

D. Ruy Mendea de Vaseouoellos— conde 
de CasteUo Melhon 

D. Francisco de VascoaceUoa— conde de 
Figueiró. 

D* Álvaro de Castro— conde de MoQsanlo. 

Ruy de Mello — conde de Olivença. 

D. Diogo da Silfade Menezes — conde de 
Portalegre. 

D. Pedro de Sousa ^ conde do Prado. 

D. Luiz da Silveira— conde da SorteIb|. 

D. João de Menezes — conde de Tarouca. 

D. Henrique de Menezes — conde de LoQ- 
ló e de Tallença. 

D. Pedro da Menezes- conde de Villa Reai. 

D. João Fernandes da Silveira— primeiro 
barão de Alvito. 

Foi Évora solar dos condes de Cantanhe- 
de, Santa Cruz» Sarzeda% Torre, Unhão* 
Villa Nova de Portimão; — dos senhores das 
Alcáçovas» Bc^adeUa (que depois foram coB" 
dados); dos morgados da Oliveira e Esbof- 
randadouro;— *das antigas e nobres famílias 
de Canoa, (ou Cam) Cascos, Cogominbof, 
Pessanbas, Fnzetros, Jaoomes, Oliveiras, P^- 
talins, Pestanas, Portugaes e Silveiras. AiéP 
de muitas outras famílias nobres, que seria 
longo enumerar. 

Havia em Évora e seu termo 5:500 casas 
vineu)|idas. 

' ( 

'Al 

Çon$ta que o prio^o bbpo queEvoísa 
tave, foi $. Maneio, nqn dos 7% diaeipulôs de 
Jesus Christov w ainno 35. O primeiro biipo 
christão que teve no século Xll, foá 0. Soei- 
ro, feito em il67. Seguiu-se-lhe D. Payo. 

S. Mangio (w Marços) avisado; jiçr S^ota 
Ceteríoa^da que em iwd^ b^ea velha lia))* 
arfibado a Sina^ 04aorpo de S. Torpesii» nw 
tyr, e foi sepultar por suas mãos, ^a i7 de 
maio de 55. S. Torpes era um patrício da 
eãft0 dl» JWena. - < 

É patría de S. Celerino, que com seus tios 
haffffffrtim a fgMtfín (ianihrm éitMyv^ ^^' 



BYfl 

v^rtírò de 25&; <Não se tétíkmOatúatíkSaáã 
Gelerina, que era dois sõeulos mais aotiga. 
Doesta trato, adiante.) 

j^' dia ^ de n^ii^ do aimo^SOO^ imi^nta- 
ão 1>iodeeiaiu>, íbrani martiyrisadds fi*esta 
cfdãde ^. Félix?, S. Loeloki e Saato Eusébio. 

Aqtíi se ásslgaaram as pafsíe» entre D. Fer^ 
lumdo de Po^iagal e D. Henát(|iie 11 de Gas< 
teUa^ em^l de março de 1368. 

Aqtii morr^ em I4^ÍS; arainba D. Isabel, 
iDaiber de D. Affonso V e mãe de D» Jcm 11. 

•Em f9 de maié 4e 1483, aqtsil ftvi pnfòo, 
pelo prejúrio D. Joào II em pesâoa, nos par 
^os doeóttde: de Oliteâça (onde o rei mo- 
rava)' D. Fernando II, duque de Bragança e 
^^hadoda nmiberde rei.No dtarSideia* 
xi&o do mesmo anne foi condemnado á mor- 
te'^ BO^iasegiâote degelado na praça gran« 
der dè Erora. (^ide ¥illa Yiçoáa.) 

'Apétòr de ser .muitoecinlieoida a senten* 
ça aqui proferida por D. Pedro I, jtdgq dè- 
t«M^ registada. 

IHvIa À'aqtíelle tempo iiaSér4'£vera um 
emiego eháttiado D:- Heoariqu» da S^ya»- fi- 
dall^de «0ettrinèsde\tasde& fira al0i}adode 
ttfiB pé, e mandou cbámsr o mestre sapateir 
ro Affonso Annes, encarregando-o de Ibeláp 
zer um par de sapatos, eom recommendação 
de qne o do pé aleijado fosse feito de modo 
que lhe encobrisse o defeito. Trouxe o sa- 
l^Sfiéfiro 01^ sapatos, mas eomo o do pé torto 
lh& Bio disfarçasse a tortura, vaese ao tris- 
te^ sapateiro e o m^ta a bordoadas. 

(Oniros disem qne o eonego assassinou o 
sapateiro por este nâo eonsentir queaquel- 
le %e ^du^stsse a màlber.) ( 

Foi isto tão puMico que os parentes do 
tal fidalgo não poderam abafar completa- 
'fiD(»te a justiça, que por um crime do assas- 
sinio sem provocação, se contentou em pro- 
hit)ir o padre de assistir ao coro por espaço 
de um anno. 

Ttnlia -o s«^[>ateico um âfliio, queari» pe- 
âfeitoíi e que aibda em eraança qoandô o 



ma 



ftêt 



pie M aesAssiniadD; uiái jqqiu i4a|^,tíki 
tejosta; mona. l^ahi a .«e& anoos^ eÉi..um 
dia de Garpug Christi, uMím o-taloottog» Sf 
punhaladas, publieameitfe maquia. 

Mas o pobre rapaz mo era oooego neni 
fiMyo, pc^o que foi ^preso e sncteaceaiD à 
ser esqnarUfado yino. 

fintava então B. Pedro I «na Evora,.eli»n>- 
do noticia* d^esla se&lençay admiroa<>8« de 
tanta perversidade em taopouea edade, poía 
o rapaz ap^iasi tinha 18 annosvEasiioa olía» 
mar o reu á sua presença, que desassombanai^ 
damente confessou o crime e o nenhum ar-^ 
repehdioieiílo á&o haver tommattldo.. Orei 
ordenou-lhe. que disaesae qual efa a razão 
de tãáaiai^ ódio contra o 4>ãidre, eo <erimi"> 
noso respondeu: «Seummalvide) abuaaaiH 
do da sua gerarchia, assassinasse injusta^ 
mente e paeí áe Vossoi Akeza^^.neiy «alão 
só tinham aUeiU) não quenòiia v»gaii;a 
morte do'<a«cleit de seus dias? p^ Heosique 
sem a maior razão e^ó por maldade, assas* 
sinou meu pae. Minha mãe gastou comia 
justiça tudo quanto tinha e até agora tem 
soffrido a:fome e a indigemáa eomiddo^os^ 
seus alhos <dos quaes eu^ seno^mais velho)^ 
e tde tudoifoi' cauaa quem niaioaaquelte!que 
pelo aea eonslaiite* trabalho evitava á íamir 
lia: as privaçdbSi» lE que castigo teve là 
Henrique?» disse o rei. «O depãahiraa 
coro um anno» respondeu o rapaz. «Por 
Deus, disse D. Pedro^ que^ se é^ioàio dites,, 
justiça se fará.» 

Mandou logo alli averiguar o caso^ ofen- 
do que o iiapat em tudo fallava verdade, 
disse: tÉ. certo que commetieste um cnole 
âe'«á<)r4;c,'e deves ser castigadO'; por isso té 
dsnáemno anão faxeres 9apaios até de hoje 
a um (mno: vae em paz.* (Esta justíssima 
sentença eíh nada prejudia&va o rapaz, que 
não vivia de fazer sapatos, mas de construir 
paredes.) 

Além d'isso côndémnnu c^ herdeiros, do 
cónego a restituírem á viuva todas as des- 
pezas que tmha feito com aquerelia^ e á da- . 
rem^lhe uma* peAsão annual sufficiente para 
as suas despezas. 

Durante a guerra da.restauração, o gene- 
ral castelhano D. João d'Austria^ filho bas-^ 



DVO 

tttdo.^ft^bilippi i¥» toma-Evoía, depois4e 
moaf lieroíca»re8tslencia, feilA afiom» por am 
pecpímo . numeiro áe alemtejanos e algarvios, 
contra um numeroso exercito, a âide maio 
de .A669; ms, depois da derrota dos eaflle- 
lhanos no AaieixiaM? de junho— vide Asmif 
xial) os portaguezes recuperam Évora a 24 
de junho, estando os castelhanos só. 3â dias 
senhores da eidade. lias n*este ourto período 
tiveram tempo d« .saquear a cidade, destruir 
vartos^ edifidos e oommetter. muitas barbari- 
dades. 

Em a9.dejunho.de 1808, o general fran- 
cês Loison, com numerosas tropas, toma.de 
assalto esta cidade, que se achava com pe- 
qaena guarnição e íalta de toda a casta de 
munições. 

Os franceses^ regateando em Evcira, as^as^ 
sínanun todos que .encontraram, não res- 
peitando sef o. nem edade ; nouhaxn todas, as 
casas, e violam casadas e solteiras^ assassi* 
nando-as depois. 

D. João U, sendo ;(pela segunda ve^i a^ 
clamado rei. om 1481, n'esse mesmo anuo 
reime cortes a'esta cidade. N^ella eseoUie 
faomens;para o serviço. da na^, dando tu- 
do «^mexl^ ao-menfdtnento. Refreia a Ub«rr 
dade do peto e abate o orgulho dos graa- 
des. 

Em 1490 toma o. mesmo rei a convocar 
cortes n^esta cidade, para deliberarem sobe e 
o casamento de seu filho,. o príncipe D. Af- 
íonso com D. Isabel» filha e herdeira dos reis 
de Hespanha. (Talvez fosse uma fortuna para 
Portugal a morte desaâtírada de D. Affdnso, 
como já disse. Se a morte o não arrebata 
tão cedo, já. então se teriam juntado s^Hes- 
fêmhas (a peninaula ibérica) formando uma 
só nação. 

Aqui íaUeoeu.em 1557, Gil Vkmtf (o 
Plauto portun^uezO Jaz na egreja do conven- 
to de S. Eeançisco. Sobre a campa tem um 
^pílapbio oomposto por dle mesmo. (Hou- 
ve dois poetas portuguezes do mesmo nome, 
pae e filho. O que aqui morreu em 1557 
foi o pae^ Vide Baroe41os.) 



BV0 

Qom todos 08 no^so» rm^ desfie Q. Al* 
lonso Henriques. até D. SebaetiãOy tiv^i;)» 
por vezes a sua corte em Évora. 

Foi cidade episcopal desde o primeiro sé- 
culo do. ehrístijioíftmo (segunda aopi)ai|ÍQde 
vários esc^iptores) até 745, Apeqas resgata- 
da do poder dos mouros, lomou' a iter bis- 
pos até ao cardeal infante D. Affonso, qae 
•monrem em 1540. Foi eniSo elevada est;^ mi- 
tra, á dignidade ^rchiepi^eopsat, jsendo seu 
primeiro arc^isyoo cardeal isSsipte D. Hofh 
ríque, depois rei. As rendas da mitra eram 
no século passado i40;000erusados. (5^ con- 
tos, de xéisl) 

Em 11 de março de. 7lt»,.fol mariyrísado 
pelos, mauros, Santp Arc^mio^ bispo d'Eyaiif^ 

Não se sabe com oerteza.quantos fqram 
os eottfesaores de lesuâ Chriato que. n'e899 
dia sofreram mar(yrâo^.mii,$t a^^tse W 
com Sauto A^comío foram tamN9^Pl^^y^ 
sados S. Faustino,' aiycebiapo deBragai «^' 
pois, de Sevilha; Theodofredo, bi^po.de .Vi- 
seu; S. Fionio, bispo de Lamego e ontm 
muilos preladoa^.presbyii^roi^ eâía^QUOsdas 

Sespanhas. 

Parece que estes santos se tính&tP f^^' 
giadoi em um monte, para ahi celabcar^ ^ 
offieios divinos^. fpaodo os mauros os d^ 
cobriram e assassinaram. E$«te monte 6sM9 
perto, de Cáceres e de XaraAdiUa, U^^' 
nha. 

Tinha voto em cortes, com assenio Q^ ^* 
banco. 

D. Affonso I lhe deu foral em 28 4e Abril 
de 1167, que foi confirmado ein Santi^vn 
por D. Afonso II, em 1218. Tem também fo- 
ral dos «wmms /5wtoí, dado por. P. Affonso 
UI, em Lisboa, a 16 de ago^ de 1273. 

D. Manuel lhe deu foral novo, emLi{4^ 
no l.^" de setembro de 15Qi. 

* 

A egreja e hotpiíal da Mimi€m'dia fora» 
fundados em 1533. 

A egreja matriz de S. Pedro foi igreja d08 
templários fpi fundada pelos annos âe> It^i 
mas reedificada, de^s, EaiandO 9itii(<^^' 



BV0 

rakiada pkSMa a parocfaia ptr» % egrsja de 
S. PtiBõaffiiilèi» em 28 de «areflibio de ii40. 

á <>^/i^a mdfn^ ie Santo Antão foi edift- 
cada na praça rnAíor pelo eanleal iníante 
D. Henrique, areebispo de Évora, em li>5S. 

A Casa Pia foi fandada em 1836. 

O Monte dê Piedade (eeHdro para empres- 
limos aes lavradores pobres) foi instUuido 
pelo «ardeal arcebispo D. Henriqoe (depois 
rei) «m 4S76. 

Qaando Evera era eôrte dos nossos reis, 
era residência de raaitas das roais nobres 
famílias de Ferlugal, qae aqni iinliam os 
seUs pftlados, muitos dos quaes ainda eotfls^ 
tem, sendo. o mais notaviel o aniiquissimo 
paço acastellado dos duques de GadaTil. 
Também afnda oxistem restos dos antigos 
paços reaes, com as «sm» formosas }a*eilas 
gothielfs <}UHto «o eonvmto de S^Franeisoo) 
e com a sua notava! galeria dáêdamoi^ 

T^nr E^fora dois soífiriveis tbeairos e uma 
^easa dê assembléa. 

% apartei de oaTaflaria 5 é o maisbelloe 
.vasto de todos os quartéis m^Ktares do reino. 

Não lem a cidade nenhuma praça regu- 
lar, ma» tem varias e algumas muito espa- 
çosas. O Aoc/o é íéra dos muros da cidade, 
t janto á porta a que dá o nome. É um 
grande .campo sem mais edifícios ^e um 
chafariz. Tem uma alameda de arvores ain- 
da novas, mas pouco concorrida, apesar de 
ser um agradável passeio. E' aqui que se ík- 
zem as feiras annuaes de 24 de junho e i2 
^e outubro. Esta é só de gado e multo con- 
corrida, mas a do S. João (e a dé Viseu) sao 
as maiores do reino. 

Próximo ao Bócio, e junio â parte oxte- 
rior das muralhas^ está a ftorft» è/o% soiâadoSf 
com seus arvoredos, tanques e flores. É um 
bonito passeio, oom extensas vistas, mas 
também pouco frequentado. 

A ctdfltde é abundante de agua, distribui- 
-da por vários chafarizes o alimentada pelo 
aqieâ^Ktéãa Ptaia, Tem também algumas 
fentes .extramuros. 



m<^ 



lU 



Oa JHnrabaUai id^Sivora-fão sno feifiiosos. 
fim«$ovno das raieralbas ha > varias hòifas e 
a distaattiA. se vêem espalhadas aqnl e aili 
algumas quintas 'arborisadas^ mas pouca»* 
pequenas. Tudo o mais é uma planioie ittir 
tissiriia»applicada a cearas de. trigo, $ó ao 
longe se. avistam montes, olbaes, e<oa fcou* 
doMs anroreAos dos montados» 

É a cidade abundante de cereaeS) azoilía, 
vinho, fructas, hortaliças, aves, caça, etc, 
que lhe vem do seu termo, ei^os tercciíos 
são de uma fertilidade extraordinária^ o o 
grande numero e variedade de gadoa que 
n'elles se criam, e as suas óptimas lans> oo»- 
stituem um dos mais importantes ramos do 
seu >eommereio. 

É a 15.* estação do Caminho de Ferro40 
Sueste. 

Tem estação telegraphiea de l.« ordem ou 
do Estado. t 

É quartel fsnerat do conmiandante4a4^ 
divilab; militar» dtBdoi8M; e quartel do mk 
valkuría n."* 5. 



Tem por armas em um escudo bfaaeo 
eavaileíro, armado, com umaeapaidftmi-mão 
direita, e doas cabeças de mouno» de diS^ 
rente séso^ na escpienla. A origem d^eMo 
armaa é a Mmada.d^Bvora por Gur^éo Gl- 
raldes que é'0 eavaUeiro u'eliaâ pintado. 

N'esta cidade- capitulou (cenr^ttcumau) d 
exercito realista, a 37 do maio de 1834. (Vi- 
de HiBt Chronologica de Portugal e Evera- 
monte.) 

Próximo da cidade passa o rio^ De^êbe, 
que desagua na direita do Guadiana. 

Évora é pátria de muitos var5es disliu- 
otos pelas suas virtudes, p^ seu saber e pe- 
loseu valor. Nomearei os seguintes; 

4kir€ia dê Rezende^ naseeu pelos annos de 
1474 e morreu pelos de 1554. Era varao.de 
grande talento. Escreveu a Ckrmica de D. 
Joaò II, de quem lai grande privado. É 
também o auetor do tSo estimado Gúmdú' 
netro (coUecção de canções populares do 
seu tempo e. dos antecedentes). 

Era também um primorosa desenhador e 



Itfe 

Mroqjoe fBC o âe9eD[io'da iBitawàl'lDirre;de 
€. YhMíte âe Betem. Fdí 8eeretairio<da pon»- 
libe» embalxJNUKqQe o rei D. Maiwsl flteni- 
ím âo papa Ldu» X. lastilaia. o morgaio 

Aqui viveu em ctuas êiuu^ que ainda iio- 
j6««xi»tem. Está enterrado na eapella que 
mandou construir na egreja do ceovento do 
EÊpimhmo. 

lulgii-se ser ETora a pátria de Jerontfmo 
€artêJkaly nasddo em i540. Era morgado 
ée^ Palme, capitao*mór d*uma aormada da 
fi^a. 

'- Poi pintor disliiieto e bom poeta. Es- 
creveu os poemas Segundo cêreo .de. Diu e 
^Skmfragio de Sepúlveda, ziém de varias 
obras de menos fama. 

Pedro Fernanda de Queiroz, que nasceu 
pektoannos de<tô7ò. Foi almirante da es- 
^adra bespanhola no tempo de Philippe 
III (pelo que alguns, erradamente o teem por 
hespanhol), e o mais notável navegador do 
«Meol^XYlI. 

•8ego0do a opinião de €oôky foi Qneirôz 
o<p#imbiro'a suppôraeiistendadeum con- 
tteente austral; e por ieço, partmdo de (7al- 
kU) (f^rú) a .25 de descnoabro de 1605, des- 
cobiiu grande parte da Oceaoia, «srado o 
primeiro a encontrar o archipelago a que 
"Cook deu o nome de Novas Hebridas; a 
flba de Taíti e muitas outras do már do 

Ignora-se quando, onde e como falleeeu. 

Sa^aa Celerina (bisneta de Luoia Pon]|>ea 
Gelerina) < mulher de Lúcio Yenanoio (ou 
Yeronio) tribuno mHitar. Este se converteu 
á^fé eatfaoliea, quaado à Hespanha vieram 
as relíquias de S. TMago^ apostolo, pelos an- 
nos 44 ^e Jesus Qiristo) e bem assim sua 
inulher. Eram ambos portaguezes^natu- 
raes d'£vora. 

'* Santa Gelerina era. tão riea e peéeroea, 
^inda depois de viuva, que; ^eglIhndo alguns 
esor^ores, era seoliopa de quasi metano da 
Lu3itaaia<<l)» Monfrieio diz que eUa poascúa 
metade da Lusitânia {isto, ^anto a mim» é 
iorçs de ej^ressaa). 



mo 

. Edífloou um msgníftoo twplo/a & l^r* 
pee^ aiartyr^.iia viUa de âines» (>ode:Olto vir 
via, por ser senhora de todas estas terras. 
túí martyriaaida em Sines a 17 de maio de 
^ impenttdo o feroz Nero. 

O Manuelinho d^Evora 

Não se sabe com certeza quem era o in* 
dividtto legendário denominado Manuelrúho 
d^Epora. D« Fr^UKâsco Manuel de MeUo.dí^ 
que Manuelii^e eira um idiota do .qua) 9^ 
jesuítas se serviram para o ii^icar cw^ 
cabeça de motim, nas revoltas contra a usur- 
pado de GasCelbL Outros pretepdem que 
ellê era um fidalgo pjortuguej^ 4escoo^(fei- 
do em Évora (por ter estado^ muitos iiwa» 
ausente) e que se fingia lo^co, com^.o li>a* 
vaveUntento de influir o povo para a liito^ 
ta^ da pátria. 

Manuel Severim de Faria;, diz .qq#i<i»iie 
era um o)Ogeialiiiecbanico,.ebamado Mamf 
Martins d^ftToro. Outros ainda, lhe dãp # 
ferentest npmes e emprega. 

O que é certo é que todas as proclama- 
ções, protões, reeiamaçdes^ ofilisips a eo^ 
respondencias diversas sobre ^a revolta coar 
tra' a>i]âurpaçãojde Philippe iY, eram 9$^^^ 
gnados peloJUéuiiti^^j^a. ^ 

Aopiniao mais seguida, por, ^<^ a. mais 
verosímil, é que Àkmuelmho d*Evora, aãp 
passava de um pobre mendigo idiota,. qu^j 
pelo*seu estado mental, se sQppuuha. poder 
escapar á oimel vindicta casteilto^. 

D, Bayo. Peides Corrm— rasteei; da íW- 
d^m de& Tbiago da Espadai era fíl^o, de Pê- 
ro Peres Correia e de .D. Dorde^ d'Aguilar. 
Nasceu nos fins do século i^^II ou. principio 
doXm. 

Morreu em Ucles (Hesp^^nha) ao^. ii4^ 
fevereiro de 1275, com 33.annos de gQveron 
da sua ordem, como grão-ipestre. Foi co^' 
mendador-mór d*Alcâ(C6r dó Sal. 

Acompanhou D. Sancho II nas s^as expi^h 
dições contra os m^ur-QS 4o Algarve* 

Pela deposição doeste mQQarcba,'D, Kayo 
.eontiauott eom os seus (i:^ôs e tropas». 4!^ 
gloriosa eon^iusta d'aqueila fojcmosa P^ 
da aQtiga nação lusitana^ gíMatuu^ palipo;^ 



p^^taa e cem a palor ^í^m)4o.« dedi^AOSo 
2u».4i^0rH8 6 fortes :práç«s mourUioas 4a 
Mgs^rve, ftté taròar este reiao ubu provin- 
da pertu^e&a; .0xpal6aii4o os sectai-ios de 
M^homet para os seas covis africanos^ 

l^íão satisfeito das portentosas ía^nhas por 
elie obradas em Portugal, durante os r^ina- 
dps, de D. Sancho II e de seu irmão, D. Af- 
fb^isQ.Iil, acompanhou estemonarcba áHes- 
p;»Dha, onde continuou a prestar relevamis* 
simos serviços ai) seu rei, á.sua rdigiap e 
4. sua pátria; adquirindo assim um noqie 
l^^oso, que será eterno emquantp empor- 
togãd se presar a honra, o v^lor, o catholi- 
eismo, a lealdade e o amor da pátria» 

Tal era em toda a Enrica a reputaíQâo 
d'fste aguerrido e incsuoiçavel batalhador por- 
toi^ez, que estando eaptiyo dos turcos, em 
Damietta, Luiz IX. de França (S. Luiz) foi 
ÍX Payo nomeado^unanimainente, pelos mais 
Carnosos chefes militares do christiantsmo, 
para commandar a vanguarda do exercito 
dQS crusados, que se organisava para liber- 
tar o monarcha francez. 

Gomo se nào levou a eífeito!esta empreza, 
por S. Luiz se ter renajdo a dinheiro; D. Payo 
Hiarchou com a sua hoste, em favor de Bal- 
drâio de Flandres, imperadm* de Qonstanti- 
nopola, contra os gregos. Balduiao lhe deu 
em premio, para a sua ordem, a cidade de 
Vicoya. 

Finalmente, a vida d*este incUto e valoro- 
síssimo portuguez, foi uma serie de feitos 
gloriosos, que honram a cidade que tão jus- 
tamente se ufana de lhe ser berço, e Portu- 
gal que teve tal fílho/ 

•Mo Algarve thiha elle, só com os seus ca- 
-vaUeiros e alguns populares^ conqmstado 
Tavira, Silves e o então forte castello de Pa- 
d^ne. D. Sancho II, em premio de taes fa- 
çanhas, lhe deu, para a ordem, em 1230, as 
-villas d^AlfaJar e Mértola (mandando então 
nadar para esta o ccmvento d' Alcácer*) Em 
1240, tomo^aosmourois,) para o reideCas- 
tella, D. Femandoo Santo) aviUad^Aya- 
mpnte^ que o mesmo.rei.lhe deu para a or- 
dem, logo que foi resgatada. Em Í2fc2, foi 
feito Grão-mestre de S. Tbiago. Estando 

veunism 



GVQ 



iiS 



Haspanha 6Ínra«io do seaempf)ego.liB:iMS 
conquistou os reinos de Murcía e faeOi^Mtt 

as importantes praças de Lorca, Mula e Car- 
thagena. Com o destemido cavalleiro D. Lou- 
renço Soares (também portuguez) conquis- 
tou Sevilka, em 1247; e em seguida, XerêSy 
Texeãa, Arcos, Neirissa, Bejar, Medma-Si' 
dania; e S. Lucar. Depois veio ajudar o nos- 
'so D. Affonso IH á conquista' de Faro. 

(Os milagres que lhe attnbuem de fazer 
parar o sol, e fazer rebentar agua âe uma 
penha, diz-se que tiveram bgar na Serra 
Morena, e nao no Algarve, como outros er- 
radamente asseveram.) 

Fundou muitos conventos da sua ordem, 
na Itália e Héspanha, e alguns na ffungría. 

Depois de ser grão-mestre de S. Thfago 
(que então se chamava CanaUariaé^Uctes, 
por estar nesta villa o convehto principal) 
veio trez vezes a Portugal. A primeira, em 
1252, a negócios da ordem; alcançando do 
rei algumas rendas, e de D. Ayres Tasques, 
bispo de Lisboa, as egrejas de Almada, Ce* 
ziff^a, Palmella, Setúbal, Belmonte, Villa» 
Nova de Canha, Alcochete e Sébona, A segun- 
da em 1261, convidado pelo rei D. Afibnso 
in para ser padrinho de seu filho, D. Diniz, 
depois rei. A terceira, em 1272, para com- 
por certas desavenços entre seu compadre e 
a ordem. 

Tantos serviçes e tão espantosas façanhas 
tiveram por* premio .... a ingratidão e o es- 
quecimento. Nem uma lagem raza, nem o 
mais simples epitaphio nos diz hoje onde Ja- 
zem òs ossos venerandos d*este heroe legen- 
dário! 

Dizem uns que está sepultado em Taioíce* 
rà; outros, que na egr^a de Santa Maria de 
Tudia, que elle edificou e consagrou á Vir- 
gem, no sitio em que o sol parou, para o 
deixar completar a derrota dos mouros. 

Mas, se a ingratidão castelhana deixou no 
olvido e seu mais ínclito grao-mestre, que 
um obscuro portuguez lhe levante aqui es* 
te singello monumento, que leve aos vindou- 
ros os feitos gloriosos doeste variú> immor- 
tal. Sirva-lhe de epitaphio o que o padre 
Marianno diz na 9ua Historia. 

I IPSOAKNOPELAOIUSGOEaKÀD.IAqOMlÍACKIirii 

8 



114 



BVO 






D, fr, Imz Mandes grão-mestre da ordem 
da llalta* Nâacea na nu dos Iiill»Btefl^ em 
iS90. Foi am grande latina Em 12 de se- 
tembro de i57i, se alistoa íireire da dilaor- 
dem, tirando -lhe as proDançoê^ da soaaniíga 
nobreza» o celebre D. António L% grão prior 
do Crato. Fez a guerra do Levante eom D. 
João d*Anstna, do qual foi embaixador, em 
Malta. Foi dois annos capitão da Oamosa gal- 
lé Esperança, e na batalha de Chaca, saltan- 
do em terra, obrou grandes prodígios de 
braTuratfSabindo do combate com 28 fendas, 
muitas d*ellas graves; que, se lhe poseiam a 
vida eip perigo, lhe inmiortalisaram a fama^ 

Em 1589 o mandou a ordem a Portugal, 
eomo recebedor das suas commendas, e d'es- 
te reino a Roma, como embaixador de Mal- 
ta; ostentando-se tão dextro politico, eomo 
tlnba sido militar mtrepido. O papa Paulo 
\j Ih^ ofléreceu o bailiado d*Áquila, que el- 
to recuou. 

£;m i6|[)9 foi. feito conservador da sua ar- 
demi:e ?m 1613, general das gallés da as- 
m^', ecom ellas acoçou os turcos» dando* 
lhe repetidos e sempre victoriosos comba- 
tes. 

F/oi depois bailio de S. João d* Acre» cem- 
mendador de. Montouto e Elvas, que trocou 
com a commenda de Ye^ra-Cruz. Teve tam- 
bém, por graça especial^ as commendas de 
VillaCóva^Rossas (Arouca) Frocos e Al^osd. 

O rei o quiz fazer também commendJdor 
de Santoem e Ponte vel, mas elle r^eitou, 
em. beneíiQio do seu antigo camars^da, An- 
tónio Pereira de Lima,. 

Foi elçitog^ão -mestre da Ordem de Malta 
em 17 de setembro de .1622. Foi o 3,° grão» 
mestre porti^guez e o 54.*" da o^dem. Sue^e- 
deu-lhe o immortal D. António Manuel de 
Vilhçna> íiUio dos condes de^ Yilla Flor., 

]^Ofreu este grande vulto portuguez, nar 
ilba.de MaUa,. pelos anãos de 1630. 

■■■■Ai 

Vasco Martins^ de Meth,- senhor de Povos 
e Castanheira (do Riba Tejo) tronco da ca- 
sai >dO(i^-miir(iiiezeS' de Ferreka e d^qUes de 



CaáKnà e Bttveofl^ e aleaidéi-niár dlBmt; 
Foi para Gastelbi oom a infanta D. Beairi% 
qoaiidí» eUa casou com D; JéioI,deGa9l6K 
la. AfihiDda-se com a eorte eníTõMo!, qaus 
do chefon a notieia da mortedèD.Penia&*^ 
do de Portugal, o mandou o rei easteMano, 
que moDtasse aeavallo e aeclania9seD.Be*-' 
tm rainha de Portugal, ao que o leal fidal* 
go respondeu — cGcmio guarda* mor dos reíi 
de Portugal, antes perdera a vida do que 
conecffrerei para semèlhaute tnôc^ á tb^ 
nha pátria. Se quereis proseguir na vossa in^ 
justiça, escolhei alferes, ou menos honrailÉi 
ou menos escrupuloso que Yasco Marfúis âèf 
Mello.» 

O rei, pasmado de tanta coragem, eontea- 
ton-se em nomear outro alferes (porta-bsa*' 
dehra.) Vasco Martfa» de Mello, veio logop^ 
ra Portugal com seus fres fflhos (Gonçalo 
I Yaseo e Martinho) todos naturaes d^Evér^ 
e todos quatro foram partidários e amigos 
dedicados do mestre d^Aviz, distingníhdo^ 
em todas as batalhas em que entraram, àw 
rante essa guerra, em defeza do scureiefli 
sua pátria. 

A infanta D. Isc^l, fifta ^c D. JoSe I, a 
da rainha D. Phillppa aqui nasceu, em « 
de fevercrró de 1397. 

Era uma senhora dotada de rara bril«í*r' 
grandes talentos e angélicas virtudes'; p^^ 
que, foi pedida em casamento por inmlo& 
príncipes da Europa. Casou com rtnfipP® 
III, o Bófw», duque de Borgonha, cohdeese^ 
nher de Flandres; úm dos mafs poderwol 
soberanos da Europa, e experimentado » 
corajoso guerreiro, que conquistou e tioni 
aos seus estados a Holtanda e Zelândia. Ti- 
nha casado duas vezes, a primeira com D. 
Miehaela, filha de Carlos YI de França; èaf 
segunda com U. Bona d'Artois, viuva de s«* 
tio, o conde de NiverseRethél,' dás quaesi 

nSo teve filhos. 

Levou' a nossa infanla em dote- ISO»**' 
cmados' (6(> contos de reis) que n'aqdeW 
teto^o ^era» uma quamiã fabulosa. O daq»^ 
a mandotí buscar a Portugal por uma ^ 
Itíante esidpittâi^ cómpíosta de 39 vasos» de» 
guéira; nos quaes vinha aílorda nobre»' 
fiábienga e bofgon&eza. 



BTO 



BYO 



lU 



Ckmi' fetis râgsid» ebegou a npssA iolanu 
a Bvu|pi».(i9d6 janeiro de ii30) onde o 
énÈilfiB àtsfi&txysn 6 a recebeu com as diaiB 
iCtoMlas sMorifesiafde» d'amor e regosijo^ 
Fofttt esplendidas as festas que então se 
fizeram a este easamento, e o daqoe, iiisti' 
Mbl lago^ en bo&ra de sua esposa^ a uobilis- 
fiâma ordem do Tosão d^ouro (que só sé eoD* 
iene a soberatios e a iodividuos da mais al- 
ta' Adlipeza; ou— e raras vezes — aos mais 
imporUiitea serviços Tiolia esta ordem oa 
sAia Instituição, só 39 cavalleiros — (o nOr- 
merodos navios qae vieram buscar a nova 
te^pie^a.) 

A vida d' esta immortal porlugpiei^a,, foi 
noia sequencia d'acç$es nabres, virtuosas e 
eayafteireseas. Sabendo que era tomada pee 
loa«liireos4toidiidede CoQst$minop(^ia<i4$3) 
60er«veu« e(mseu próprio punbo, a lodosos 
^neipes ehristãos^ animando-os a recobra* 
IVe ofifôreeendose com todos os seus vas- 
91III0S paira oompanbeira à>3 trabalhos e dsi 
eraiquisla. 

Pi;etenãia Carlos Vil de França que pa es- 
tado^ dfr Borseaaha eram seus f aedaiarios, . 
e que Ibedeviam pagar tributo, vindo os seus 
teqqies assistir aos parlamentos. Defendia o 
duqtw a soa soberania, não querendo reco- 
nbeeef ^se suserano de França. | 

Estava o negocio a pique de um rompi- 
m^itOj.quo seria fatal aos dois estados; pa- 
ra o impedir, passou a ciuqueza a Paris, e 
com palavras eloquentes persuadiu a el-rei 
que o pleito, se. decidisse pelo dueUo.de dois 
eftvalleiros. Elle ácceiiou, nomeando o mais 
déatro e esfbrgado cavalleiro franoez que .ti - 
Qba na sua corte, A duquesa eseolbeu para 
sea defensor, o nosso immortal Álvaro Gon-' 
çalve» Cpuiíobo (o Magriço), que voltava 
triamphante, c^m os seus onze cavalie^iros, 
dos eõlejbres duellos de Londres. (Vide Géa,) 

Chegou o dia do duello, ao qual assistiu, 
«p ppblieo ktbel0ido, toda a corte d^ Fran-^ 
ça^ ^liossa duqueza, os respectivQs Juizes c 
nmita nobreza, e povo. No primeiro impeio, 
partíramos contendores as lanças, e puxaQ-' 
do das espadas» o impetuoso e destro U^^gri-, 
ço^ cortou a Gab9ça^ao seu adversário, ven- 
cendo assim o pleito da sua i^eal patrícia. 

. Teye a;diimu«za três filhos, dos quaesdois 



morremmc meninos, sendo seu.herdeko a 
duque 0. Qarlos^ o Âtrev'dOf quedíiorreu^ 
combatendo intirej^damente na batalha do 
Nattey. I>eixmi.por uaica het deira^ Dl Marís^ 
que casando com Maximiliano,.archídflqiio 
d* Áustria, que era seu prino (por sef fílfcb 
do imperador FIrederioo ni e dá imperatsiz 
Du Leonor, infanta- portngueza, alba do nos- 
so rei D. Duante) elevou em doleíáeasa 
d'Attstria os seiriiorios de Flandres eSor*- 
gonba. 

Depois de estat» escripto tudo qieuito se 
acabou de ler, com respeito a JSvon^ oblive 
mais as sepúntes-notieiasi, dasi quaeaijuige 
não dever privar os leitores^ afilem pe^ 

desculpa de nao irem lÉ^logar compottlte. 

f . 

*T^ . ' ■ •' > . • 

Jifallei navirtuosa martyr ebéFânse^<SaK> 
ta Ceierina, qufiv segundo a Eworu ôlorieta, 
foi. assassinada pelos romabes,.emô3oU'94. 

Por espaço de â^ anQos,foi 0(chrjstia^ 
nismo progredindo na Lusitânia; porqne-aB 
persegttiçoes de Trajano, Adriano, I>eeib e 
Aureliano, não pasiforam âquem dôBP|tirfiih 
neos; mas sendo io^keradoíbs 09 crueisf Bio- 
cledanoe Maximiano^ lodo o império roínsi* 
no nadou em sangue cbnstào. 

Para as Hespanbas veio coiAo presidente, 
Daciano, o monstro mais sanguinaciddiifta* 
lia^ qtie, na máioi dos. tormeptos maas atro* 
zes|^ eneheu de sangue a terrado; de marty.* 
res o ceo. ' , 

Chegado a.fivora, já manchado do sasgue 
de milhares de victlmas,- deu começo ámiôs 
borroirpsa carniicina, morrendo i»i suppli- 
cip iunumOBOs' martyilesi, cuies nomes Ibê^ 
se ignoram^ 

Mandou preiídor S. Vicente, maitod»úiio<- 
hté, das pnm«ras>iamilias,ãaciâlide, eeom 
palavras amuáveis e cavinhosas tentoíoipei^ 
suadil-o qtié adorasse os idolos>da repõbH^ 
ca. Vicente lhe respondeu, modesta, mas tejp- 
minantemente, >q}i6 nâo deixaria o Deus víbc- 
dadeiro pelos falsos deuses. 

Dacisno ordenou ao(9 soldados^ que levas- 
sem o sâfito ao tetoplo •de' Ju)^ter, pára^qtíe 
Ihé saèriflcâsse, é quando o nâo fizesse, o as- 
sassinassem» .V ■ . ' . 

Os soldados prenderam Yiewite com oor- 



il6 



BY© 



fiTO 



âas e O levaram em direc^ ao templo; mas^ 
AO meio do oaminhò, parou^ pedindo ads 
soldados que o iiliataásem, pois p^feHaisso 
xjet os aems faisois deases. Então -^ diz a 
tradição -^09 soldados não o poderam tirar 
de sobre a pedra em queiesUiTa, tão firme, 
jqoe soas pegadas Q*ella fiearam impressas. ^ 

Qs soldados^ assombrados com isto, se éoa- 
4eBtaraio em o pôr em uma. casa próxima, 
apenas guardado por doissoldadosj cpae o 
deixavam fallar com quem o proeuraTá. 
Vieram suas írmans Sabina e Cbristeta, que 
'expoiid0»lhe a pouca edade {d'ellas)e os pe- 
rigos que corriam 011^*6 os soldados roma- 
nos^ lhe supplioaram fugisse. com ellas para 
(algum sítio remoto. 

€ santo, annuindo, fugiu com ellas até á 
cidade d'ÁYila, onde porém foram presas e 
atormentadc» na- catasta; mBs, como no 
meio â*este atroz supplicio, os três irmãos 
45C^inttass^n a louvar o Senhor, lhes esma- 
iiaram as cabeças com pedras, 9$é fallece- 
fem^ 

Teve este martyrio logar, no dia 27 de our 
4ubro do anno 303 de Jesus Christo. 

Seus corpos ficaram expostos aos animaes 
eamivon»^ no próprio sitio do sitpplicio; 
porém uma serpente gigantesca se enroscou 
aos três cadáveres, faséndo-lhes vigilante 
-sràtinella. 

Um judeu, que v4via em Ávila, se dirigiu 
2|0 ^tio, para ultrajar os santos despojos; 
porém a serpente, solta-se dos santos e se 
enrosca no judeu, que, vendo^se em tama- 
nho perigo^ e cohheeendo o milagre, suppli- 
cou a Deus o livrasse da serpente, promet- 
lendo abraçar a religtãio christan e erigir 
um mausoléu aos santos martyres. 

Concluída esta oração do judeu, a ser* 

pente o largou, e foi para a soa cova. Eile 

-ettBipriu as suas promessas : fez -se ehristão 

*e ooostruiu o promettido sepulchro, sobre o 

fual, ipiando cessaram as perseguições, se 

-odifieoQ um forótoso templo, onde descan- 

- 1 Esta pedra ainda hoje é objeeto de ve- 
neração do povo. Está na sua egreia; mas 
já se não conhecem os vestígios aos pés, 
porque o povo tem raspado a pedra, para 
ser o pó applicado como remédio pára va- 
ri^ doenças. 



çaram as cinzas de S. Yifíènte b suas ír- 
mans, até ao anno de 1009, uò quat ebrei 
D. Fernando levou para a^cidade de Lei»« 
corpo do Santo, e o abbade; arlense^ (Bareii^ 
para o seu convento, as de Sant» SaAikia 'e 
Ghristeta. 

A casa d'estes três santos, e na qoal cites 
nasceram, era encostada aos muros da ci- 
dade, e n*eila, em sua memoria, erigiram 0^ 
eborenses umá pequena ern^lda, qoeiuiz 
Eloy (tandem dborcnse) transformou, icm 
1467, em belifsslma egreja, que ainda exttte. 

Pouco tempo depois de S. Vicente e$«tó 
irmane derramarem em Avita o sen sangne 
pela santa religião de Jesus Christo, en 
Évora eram pela mesma causamanyH^ados 
18 confessores da íé, á qual tinham sfdof cen* 
vertidos por S. Vieente. Eram estes— S. Fe* 
iix (guia e chefe de seus companheiros^ on- 
tro S. Félix, e os santos Luciolo, Fortunaio» 
Eusébio, Martinho, Herodes, Antigonto, Ja- 
nuário, Torlulla, Calixto, Gavíano,Quirielo, 
Donato e Quinto, e três soldados das tropas 
imperiaes, chamados Basllioo, Entropio e 
Gleonico. Os 15 primeiros eram dtiorenses, 
mas ignorasse a naturalidade dos militara- 

Foram martyrisados pelo procônsul As- 
clepiades, que, depois de^os flazer soífireros 
mais ineomprrtaveís tormentos, os fez d^- 
lar, em 3 de março do anno 304 de ifS9& 
Christo. 

No anno 305, voltou a Évora o sanguiná- 
rio Daeiano, econstando-lhe que varias pes- 
soas professavam a religião catholica, man- 
dou prender quantos poderam -ser encon- 
trados, e, vendo que eram inúteis todas as 
suas diligencias para os fazer id)jarar o 
chrístianismo, os mandou levar a Ourféga 
(que então se chamava Touréga) 12 kilome- 
tros distante da cidade (vide Ouféga) ende 
*elle então residia^ em um sumptuoso páis- 
cio, e uma magnMea quinta, com um so- 
berbo aqueducto, banhos, etc, (do que ain- 
da ha vestígios) e alli^ na sua presença, os 
mandou degolar a todos; faz^do-os enter- 
rar em uma gruta, ainda h<^ éfaamada (M* 
va dos Martyres, 

Ignora-se o numero e os mmes d^w^ 



BYO 



EVO 



llt 



iBHp9ln%:B. sA/ae sabe ifoe. enm maitos. 

.O HDfl» taMiso* aBdqmrio, ilannéi âev6<> 
iii&^:d»f aríi^iifín, emjmâer do^prior d^Au^ 
iég%ii|m-pittpBniDtio.aiUiqtii8áfl9<^ qnera* 
lalBSsi Me iitartyrío;:Bas, san nudsponne^ 
mons do: qna os qae ficam mencMBadOB. . 

Ainda em Oarega, e pelo mesmo DftcialKH 
foram martyrisados outros santos confesso- 
jn^,^e.j|^iis Chrísto. Para evitar repetições, 
n^ Qiiréga. 



1," ft 



lSj^t£vi)ra sefe. fjr^guezias, no tempQ de 
l^^TJJQQtonío de 9r4^ança. Além das ciopo 
4b Qpç; J^T ticatei,. çram lambem parocUias, 
^.JGoanninhp ç S^ta Maitha; ma3t tirando 
i|^ T)ie0(oiuo -a côngrua ap4 dois parochos^, 
;|^ spíi^essoj; D. Al^xaiMlre.supprimia eç- 
ti^^jd^o^ írç|j;iiezías, em 160^ 



^ 



.^^^,ça^ .a^ priçaeira ^ que ho^ve.em 
%^(í> . iio ^eippo , dje S, M^^ço^s^ foi ips^itiri,- 
^fifj íírôo. 3o, dQ, jeaus CYítísío^ j/^s $0- 
ff^^,^&}ÚGf^ çoigre|afi|íp. Eip quan- 
Ip y^Y^,Saòt^ Cejerina^ ^Qfivia à siià casa 

<.jM8Pgi§ JÍQffuarl^rio d'es(íi símta»,aíá^ei):- 
.i||n49^^^?^^> dizem ^jguas n^aQascri- 
ptos antiquíssimos, que a egreja de S. Pé- 
#oJ^,^ Cf^dral ^'EvQr^, o que.nap ê 
IQ^sij^l^ porque até ao império d^ Cons- 
jMfn^ ,{i.^ século) i^ jiquye templos pa- 
]|j|j(eqs ctfrist^s. ^mais.pi;ovavel qn^os.bis- 
|M^..i|,^]^aitania, como os das QUtras partes 
^'.ID^PPQ çjborisi^o,. celebrassem os ojtficlos 
divinos e mais ceremonías religiosas, nas 



I « \ 
> I 



'»a^ I 



Qoiiàdtt-os^affab^S' iavadkrama Iahí^ 

'f^Wti 7M) a mior parte ão poVd^ d^fivofft 

' íara aâ Ásturiâs e X) resto foi cabrfvò 

i^i^reiçQSj; j^Qdo a cidade çof^ptetá- 

«lèiMé«ipíÁioa4A.d6 0hnsti^9w: : 

- jM âÉ^áj;'tftfiilo que tiSo havia qiiém. «iQ^ 

i^|l^ ^.férte^d <iàmf)os d^fivora, VttraU- 

4è pafA^dM M^aiíâbaiidoiiadas pèhpaeb^ 

jlbilÂttSrfléllIef o^éuflé daielligf^ 

^.^ . f3l!l ^2^3 ilâ cok4átíàtií qtH5 .eBés íD<í- 



teclada a eidade do.poder doamooMi 
por Giraldo fiúraldes (oomo já disse) D. Afe 
foasO' BeiíBqsM te bispo d^JBvora a Di Soei> 
PO I, que ^vmmoa ièsffinosiy-saceedaqdaL 
Ite^.íom iiflOi B» Payo, qm aOitf^^^wiDiKdtt 
stfa-gôverao^a S&.daabrii)lAiQOaâpríiÉei- 
n pedras edifido^da narra Sá^. no 4a0ir 
eMr.qaeMtá o áltao de S. Mancos. hamtáiB 
juuios' a coiiflivttir^est6>teni|ftlo, e no dià dê 
S/AfoBçofl^ 21 demarca do i2Mí,.a daMoa 
eooitsafroa a NdsaaSenborft ^Anannctai- 
d^ oi» do Anjo;: ,• . . ^ 

Emquanto duravam as iiftral^ se* âfeialn 
oft ^fficios ovinos em. tima oasa visiDba, iine 
foi depois casaâ$ snnado dle(iniHra;6por 
fim oellem dos arcebispos^ É' ccofigna ao 
pafo arehiepiseopil 

AigQOs escviptores sii$t«ntaQDi:qneine &»• 
tio da actdil âé« bftvia imacalliedcftl»' adi- 
fíaadA!no tempoi dos; geéos, a i|m1, défioji^ 
da invasão xiiotu'iaea serviu, segmid» nm, 
de mesquita, esf^fQndaioi«jbni)a, do resideiusift 
do.nififri «rabe (pontífice) sondo a «na pfin- 
(»piil ii9eã4uitaOifemipto40:jD«aiwi. Ouoi d9* 
pois ida.iomada À'BYOia<pe]oa portiupieMíi, 
foi purificado 0'|aiiliígo.<tm9|llo» .loriiaiidiQí4t 
servicdís 8é^ pov «eqptf^o do\20.aBaos; flen- 
do daiKns amxi^|9^*»iffa'6e oomtciimAiBCf- 
^ &éi pwr a-9rimiu«a sor jsmiw. anii^ e 



f ».' . • Ml' 



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. r . 



Parece que no tempo dosafiiii08,^â;!r6ÍP 
a. Qoimtrw 'em SWQtn lUM agreja cbristan 

^mn^rab^) qv^^Ngundoalgiiiis^iiil^egnt- 
iif,4ai«w;l«4p, Baptista/ d^^S) 4a Jladre és 
BaiM»j%iio ficava aittAo ao amrbaUa, aat j^ 
daiifo^fMfela e Farr^o;€pm as< eteí^tanè 00* 
cttpaiam: comias anua ft»ii^. iiBito*'jifes- 
ta egreja, fundou BiMfonm hitm^ 14^»^ 

, i • / '. « í ' '• ' . • ■ 1 '■ 

•O cardeal A. AflbOjio foi •a uitima' ètepo 
d*Evora, que, por morte d'aquelle iK^^hÃo» 
4a&^leva<te è catfeegoriadatrtbiapiscopido, 
sendo seu primoiro a4mebisii^;«caciea)i(«9* 
fanta ^!de|iai8^9eit Dw^^Boiumiae. \ > ^ 



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1 1.» 



■ • • > .U 



Dom teivftM* ajbergariaa iave-oM ei- 



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BY0 



àÊêBf se ienpo fio «aã nuícr ei|ilflBdi>r : 
aqueDes igatz JtbngD e tnUmènCõ de doeiíf 
100 pobres, e estas pMttreeoilMreafisaHuir 
viajaiites, i»iDeifas,peregpbKM^ etoâeao^qus 
aaqaíBHsenaiiliaard^esteasyloâe caridade. 

L^^De S.João ée Jerusalém, fuBafeaft* 
tifee aais nobre de tedos.) Findado por D. 
JIflaMO Hemriqaes, namadalies^íta^m* 
40 da egp^ OMpsambe, em qoeos ohKístioa 
eelabntvam es eíBoiee divinos, daraute a do* 
«hMinao agarena, eomo já disse) aéjqnal sne* 
ceden, no mesmo sitio, o coilegio e egr^ 
•âalUdre de 0ens. 

f^^Da Corpo de Deu$, da Sé, Fieava pa- 
ca a parte da Preiria de Baixo. 

Era para os enfi9rmos da fregnemda Sé. 

Z.""-- De Santo iinf ão. lunto á ermida des^ 
4e «auto, para a iwrte em que está bo}e o 
eoBventò de Saata Caâiarísa.. Sta para os 
tafeibes ailacados p^ ascorosa moléstia, de* 
ttsmigadfl-^o^ de^Somto íIm^Iío— <merfeia) 
Bioiío vulgar n'afiieUè tempo. 

A.f-^Dé S. 'Bãrthúlomeu. Ficava Janto á 
-PWa^Afie, ccPQtígno a ntoa câpeAla do tees. 
BIO saaio, qm em lêlí e pa^^ Lourenço 
'Martes ttfaniisfmbtt em^egrejft. 
• è.^i-^^ S: Gião (Mfíio)f qoe é o orago e 
pidaoe^e de todos oakos^taes de Fiatadres. 

4ii«^ Bè 5l JõSo. eslava encostado á anii. 
ga muralha da cidadã, próximo da Porta de 
Moura, e ao edíficio que depois foi casa da 
f óda dos éxposi^. 

7if-^ Do S^tkiadot Sra^iò terroiio^da egre- 
-}a do CMegio, e cujas ten^ se aunexairam 
tAepels 'ao hQSpimi^dé S. Joio de^Jei^sàleBi 
ipi %t^ e'as basfts servirani paraireoelhMeà- 
t» deslbiidadopsa do bonvènto do Salvador. 
.. iiowipi B^^ífUê âíanfa. Stiuado fanto á 
iegrèla da mesma fnVotíáçlo. 

9.*— De S. Bento. Julga -se quefoi jnuteao 
mosteiro doeste santo, e que servia para os 
eplsrmoa 4o mal da Si Udsib ón nafos (êle- 
ifliáneía.) ' • .-<: -* 

"'*M^^>0^><S; íFVtttM^ijii^. likta nniAo aò tètt- 
fèhio da mesina invtifiaçao; * ' 

il«~-Da WMlífstínd IViAidaiAf. ^^te eo 
antecedente, encorporou o bi{U)0 D. Marti- 
nho adtMWj^Mil^dd^ClffpO^dtQilHi^la Sé, o 
segando mencionado. 

Ii;«>-^^ 9 l^r. (|^e se»Hr d4 cr«M if^ 



SaiuáBiB aofeffmaEiíy pm flffuitanliii dfi pai 
te e«i d4?9..Era wb gnmdshagtawMi detaa- 
dejra, eoietmido esdosiTamflnta fMiaa as 
doentes d^aiçi^e emitagifl^ teds o qnal, st 
deamapehon, e as {noeas rendas ^pie tiahs 
se Hitíran ao hospital de IS. João, oft*;mMi» 
dimadd. 

Qnasí todos estes hospitaes tinbam boas 
rendas; mas, como ellas passavam pormaí- 
t^ mãos, pouco chegava aos pobres. 

Para evitar estas desordens, B. AlfonsoV 
lhe nomeou admínistradorçs ; n^as como nep 
com essa providencia se evitavam os extra- 
vios; e se dispendia Hnuito, com o grande 
pessoal empregado, D. João 11 alcançou dó 
papa, Alexandre VI, licença para unir em 
um só hospital as rendas de todos os doze; 
mas como morreu ^m 25 de oatnbrp de 
1495) fpí o réi D. Maâttel, qaé, com gmde 
Diagniflcencia, fesf cdostrdir o nòvt) hdàjlí- 
tal, em 1505; escolhendo para esta jfbfidi- 
ção o sitio àoEspitito Sanft),'T)or ^r tHà 
espaçoso e sobre a muralha da cidadè.t 
porque teve alguns escrúpulos sobre apíí- 
ibeiira btif la da união, impetrou nov^ bmb, 
qçie obteve do papa Júlio il, em 2^ díe êg^ 
todôl608. » 

D. Manuel, e depois seu fllho, D, JoSoW, 
conflaráin o g^oterno doeste hosp(]taí a 0- 
soas de provada virtude, até .çjue em iw 
ou 1536, o rei (D. João líl) ò entréjío|}, <»- 
mo a maior parte íos égtròs depoi^CT^ 
aos cónegos seculares de S. Joio £vab([eH$; 



.'n 



4 1*' ** 



1 A Évora Gloriosa, que vou seguindo (fo 
que me convém) trai aqui um anachronis- 
4no ile 9D annoe, e uss pensos diídiqiíra- 
.Ifa. Uin %a0.p, Jda«im^ fiw4ç^.e«|eíi9S»í" 
epp. I59f, j^to 4{ ^ ÍIÇ9PS depoi^s da. «uaj^ 
te, pois todo o inundo sabe que este mottff- 
cha faUécéti, eih' Lisboa, éA fâ de èfMetím 
de 1521. Dir^e fdi o paba AlttMÉdra'3% 

Vr foi relfó paf4 em 1492 e mS+eff em ÍMJ. 
I9èsde este pontitcê até ao aèw)'aé'IWft 
-reinaram nada n^nos de l^^papái^^f^ 

PaulosÍir^lV?kàteéU6W 

e Xlf; Xisto V; Vrm^iym^mtim» 

IX (Alijando dormitai HomeruslJ • í*»^' 



i»i(li9!98)^pie,)foiii!ÍiMiia?il Mio # Mitia- 
4» 'imméík^ n ateíníitraiMi, âté itn»^m 
âtSri, ^{^ imm sioiívM» 6 nmhmteriawentt», 

. iXl^i^i «QU^ou a. sDpenalendfflicla ai8Mi 

fwa admiDÍ9lmidor da easa <aa 6Oii09O(fio- 
jões Pires^ Até Í692, a liUix ;Ailltrea de 
^sinrfldo, praor âe« S. Thiafo^ at^ '1567. E0les 
dois Tardes, insignes em lettras e ett^ miQ» 
ludes, foram exemplares administradores; 
mè .f n^, em 6 de abril rdo dito. aniia âe^ 1067, 
I» ^cardeal I>t B&mqm (etitap regente nane- 
noridftde de D» Setestiio) eoHregoii ffiff^- 
§»Htim^9i> direcção eaudusí^a dobOíSpítal, á 
«V^pai da SaMi Xjfim* (b Misericardia. 

Os «difiéiòs dos oQfres hospltaes te eoB- 
verteram em casas de partitulares, flcatido 
apenas existindo o hospital dos lázaros (de- 
dicado a Santo André) fora da fatia do Ray- 
ÀnxmâOy qtie consta ser fátídá{^o dó bispo D. 
.Affonso de Portugal. Foi arraiado em 1663, 
Tporser vièinlio âs muralhas, e para as des- 
obstmfr, quando D. João d'Aui5tria pôt cor- 
to i cidade, n*eise anrio. Aí; suas rendas 
foram para o hospital real. 

• 

JMm doff l^piLpUaes que fipap descríptos, 
Jb^a em EvioraaJ^Ds mais. modernos. Sao 
os seguintes: 

^ospitaU íjjé Cmmlescêntes fde S, João àe 
JO^ffnf f^jD4^do por Bartbojpmea dy ^^aUe. 
Jp;ra ^Ire af Pçtiiof de A^viz^e. da Lagoa, Es- 
teç^doso ebQreu^ .que era pobr^» s^sleiL- 
tou toda a sua vida este hospital, cop^o^pfy- 
j^\fi ão ^^^ UtalbAlho e ^ni^;0 da?^ esmolas 
4^,||^f|^ilores, P^r '.m/arte da.ioafitiud^r, 
-*ÍWf>ft d<?. iBxistír (ppr f^ia deií^çip^ e^te 
.\)fg 9 ,çfMrjd(s»sp e9)iia)íe)^cJmeuto. . ^ 



BV0 



U9 



t i<> 



iá 'lodos lesielibMpitaMB «teedia am Biqne- 
^i^ .a^apíSf^^ci^ o Ho^pitai, (fc^.n^Vmii- 
iMf, fueé um sniiftptueiD paiaoip, ananda- 
4lÉri|lMâa»upiêl0 tèlitameMe dò «atUeál D. 

é; parti t^ataríiémo m í&âx&i, tíà- 
Pff&(ifif/fi «mirantes, pofcreí. . t . , , . 
« /Ii«i|(}i>i)ba<a pdíBtifaíporitaitiBetoivi^^ 
dre Manoel de Sequèk^, emm^ êiriMéW- 



ki9 da iSM,f8«iMs, Tmeaes eHl^dias^ite- 
paás do rfaOedmoM de D. Henrique. 

FieanDi fim da ma; Af Maekêáe^ em ffienie 
da onnida de Ifossa Senhora da Natindftde, 
fioidatda sfdnre uon das amigas :portaa da 
oMade. 

De praf)08i|o fuaidei para o 4m a naira- 
^da hiatom de nm hospátal aâtèa^ria- 
tente, pmr querer dar mais^desanvolvimetíto 
a esta matéria. É o 

BotpitíjU-asylo de velhatpóbreSy 4e Sftnfa 
ÁnÉiMíúéo (kmde 

Se são nobres os feitos gloriosQQ do fwl- 
dado intrépido, que Jio horror de mil bata- 
Uias expSeseu peito magnânimo^ aos golpes 
de inimigos furto^os^ em defezado seu Deu^ 
ei da Aua pi^na ; e^nservaiKk^ â ousta dq s«|l 
rS^Wi^a rdigiâo, a pac» a propriedade 6>it 
bonra de seus patrieios^se mereee h6999- 
SOS ebigios e ^ali4ão eterna o sábio, que» 
ptsssando a -^a ^mprofandas e aridia^imos 
estudos, para dotara humanidade oomcU* 
vros predasos^quant0 é nobre e dlgoade 
iouvor o homem beoefioo» quie.se>dediea ao 
alliYip e frotecçâo de seus irmios dest^- 
•âo9| e e)E4H*fie uma das mais santas vif tudcis 
da religião chrístau— a GABi]»a9c( ^ 

t n*este easo qiae está o<sr.I>^}elséda|fe- 
aeses e íTáyora Bapi(^ da Silveira e G^stia 
d'OIiveifa e Miraflda^ marquei da YaUa4a> 
um doa iwia.iUusiiradasiSdalgoad^s^no^ftBfi 
díM, e .0 que om ipm kr^a eseaia-exerfe 
ao» -praier e sem «st^taçiioa vicindeda 
^airidade^ 

Nao preeiiava o sr, »an|uex,.ueiiida<aiia 
coroa, nem dos amigos p^gamiiihosdeffleaiB 
régios ascendentes, para se nobilitar. A sua 
principal ttobteaa astá aos seos aeto»4e<ca- 
pidâde e ^ >9aa iáCK^ntestavel iltuslraçfo. 
' NSo Jiflífo porém fora de proi^O!íiíò íàbéif- 
sè que o sr. marquez dè Vallada í umdós 
asais nobifes fidaigoa doesta reino. 

É i9i^ líetO' d>dl^Tei t>. Sanetio i, 'por swi 
fflha, ©, 'Therera ISauttiés, tàsíyÈla com D. A;r • 
fonso Telles de Menezes. taiii)»eii9 4 df^oeà- 
dBole^ piar Itntaa togttliiia^ do târfaola O. ^Af- 
Mà^é^K^V^*!^ D.«AlbMi>ffi3« dk '«ai- 



iW 



âYd 



BV^ 



aba IK Btítes) casado txm a infóbtá K- YtoS- 
lante Mannè], tlha áo InfiMef D. Mkilael e m • 
til dd D. Fernando Hl (o Sdnio) de Castella. 

*& o stí nbarqaéz, poraUfasça^ tsmbeni 
âeseendente doa antigoS' eond^ doBàslo; 
dos Castros, d'Evora; dos Mirandas, daPa- 
lameira; dos senhores de Menezes e de ou- 
tnornobitissimas famílias, cujo príDdpaiYe- 
pmenllaèle.éaistnàlmente; aissím eondo se* 
libor e administrador detodaa estos nobres 
casas. 

Descende também de um irmão do eéle- 
bns Rtiy Dias de Bivar (o C»i) e do famodis- 
simo capitão Gtraldo Gíraldes, o Sem Pavor. 

Dadas estas explicações preliminares, tra- 
temos do hosjdfal-ast^o. 

íiô-se na Évora Gloriosa (do padre Fraft^- 
éiscb da Fbnseca) a pag. 230, n.*408,<íae-^ 
D. Fernando de Castro, i.» cottâe:d0 Ba^o^ 
fondòu uííí hospital, na travessa fronrfèlra á^ 
Hftfrébidade, abaixo da do Salvador, para' 
tiálhos e velhas, a quem a fiilta de ferças^ e 
áobra de edade, extíbaraçava de gaiitiarem a 
havida. 

Nò éârtoriò da casa de Yalhda existe o 
têstáineiíto dty fondador, no qual determina 
ió^é séns herdeiros: qtíe n^lbofetn, quanto 
níes fôf posiiTei, air ceàdifées doeste pioee- 
tabelecimento. 

(> enr. ntor^^ez de Yallada, posie ser ber- 
dèiro da i> conde dè Biis^, por lerperdléD 
graJide^ parte dos rendlmeittbs doesta casa, 
éÉy'¥IM da léfísfeçiòlHleral dé lasi^e jUn^ 
dâ fifòT outra» railies, qpiopodlãtser, jurídi- 
damfêttte» obrigado à censo^açao â'este eet»- 
bdecimento; porém a sua caridade uâo Mie 
eènsènHu ' deixar loorrer ao desampard as 
faMê âe»Talldas: » • 

: • / '. .,', : . . 

* I 

1 Mio le confunda a femtlla' d^estt conde 
deBaste« com a modera» d^eontde do mes- 
tfio titidá, que foi n4n^tro d0,smÁorDv*Mi- 
guei I. £ste morreu sem descendentes; a li- 
liba priíbogenlta d'aquelle, extingulilse bo 
ultimo (antigo) c^de de fiasto, D. Loabeih 
M 4e Castro^ casado eomc D*. Violante: de 
LsneastreL da cfisa 4as .duques 4e Aveiro 

Sisneta de D. IqSo IÍ) de cujo matrimonio 
ío flcai^aim nlboé. 
'^ O air. ttarqbeaff tOti liÉittài sw beaeft^ 



'Tm poífo «r. mflirttuek euldado eottt^; 
temai ^soiteiti^ da pr^peridade éa asyii 
dàs imiê í>MítSy como elle Hiés chama,^ 
tando-o vartat tezes, e proéurànde totoi^l 
meios de Ibes fiiter passar os últimos dias 
de sua 'longa ettlstenoia no conforto e cari» 
Abo fQ8' asf suas edades e niolestisls reeto 
maiki; 'Honra Itíe seja- íblia,'é( aos ricos* dl 
teirrá que lhe seguirem o nobve e rdigio^ 
esSempto: 

(y palácio do sr. marqiiez dé Yallada, eft 
Évora, está situado no togai" mais álto'^ 
ctâade, por dètraz da Sé, é junte á tonêâ^ 
Sertorh,' fiestro de umpateo debominaded^ 
S. MigueU, em queí ha vários pregos,' pi$^ 
nos, a que se chama a Freiria, e a capella 
que dá o nome ao palácio e ao.tevreircw*. 

O edl&cip.é.. cercada pelas antigas jnsra- 
lhas de Sertório. 

Era este palácio o antigo cas(eUo daeir 
dade, no tempo dos mouro^ e onde seror 
colheu D. Affonso Hefiriques^ deppis dalo- 
mada de Évora, e aqui fundou a or4emi|^ 
Aviz,; estâbelieoendo q (^nveuto doa freií«f 
nas casa3. do.castello, ppr isso chamada? 
Freina. 

^ A esta ordem se deu primeiramente o ti- 
tulo de cavalleiros d' Évora. Julga-sc qnefo- 
rátti estes freires oá ftindadores da câjfclb 
de S. Migiíef, para alll fazerem as suaà^oí»- 
ções. 

Desde que a ordem se nlúdóu parii avil- 
la dé Aviz; ííCDtí o paço dos tícaldié^ibírts 
setdò ifesidència real, até que D; Bíní* **T 
dou á sua residencfaípara 6 paço dosE^àbè,. 

No tempo dè'D. Sebastião, tornoil á seií- 
vir dê residebcia real; mas oipdinatíàtaéW^ 
era a baWta^o dos capitães, oú aféaMJi^- 
mores d^Evotá, que o julgá>'am própíiew- 
de sua (do que ha sentenças) porque senda 
sen L^senhorOíraMc^âbnílâes, dlrifeiober- 



pâga^ a renda daS caslas; a vitivas é o<i# 

Kssou pobreqf de Lisboa; concerfe e«" 
2|9 quantia» pata.» educai 4^ ^^^f!! 
sustento, a. yieamàno #J^ 
Is la vMla de Cintra (onaé ft- 



pobres e.|;araf. 

tos necessitados aa vma ue uiu"*» vygg'^ 
side uma parte dfo annd). Conserva gg "S 
eiaa oÉ tnsMs e ereadaa iutèii P^ ^ 
avamate edadn» eta 



> ii I , 



sfa 



êm 



%;iiâi6rii M imúÊWkk dè D. CMháitâft tie 
Biigaaiça^ TAiiilifli de iv|iftteim/ ^v» de 

<Kisn Attrqnez tem eoiââdo da enmserva^ 

^'d^e^èsompmoso.iiaSaekH sem lhe tirar 
orevidèate» «Ignae» da siia veneraiMbt' afitl- 
(«idiide. D'ei)e de gò» am formeso e dilà- 
laâd páfidrana^ vendo^se a» viito de> Vldè- 
iia< úar Aleiídejo e £Mra^ If eme; *a «erf a de 
Porte)yá: cidade e extedsa emn^fl d^rom 
« Tarto lerpas » povoaçèe»; 

. r^ cabe DOS onrtos Imikes que a eada 
povõáçie 96 >podeBi tordir enrms^^ceki- 
nstfiirigeogKa^iòOy.lada iquumIO' Ainda fiéa 
por:»âizerv'eeai itespéiiaá nbMissima cidá* 
de d-£^i«ie.sèae iffrabddeeiM:. 

^rioeipieiy^^ha' nmiies aime^, «tone ãísfflvm 
mih^9iaéBt da eki^e d'Evcra,tpiBr se «Deus 
iBfidérfeatiãeieQBsèidlei/tenDimia <9^ 
fm^edla-éfara. - - >"- ( 

'K'«8» Hvn^selraU èotn nlais nBníHSiaiih 
dade, de vários assumptos,* ra^iid^meote 
9MilcèHiadOK«o F^rtUffeU ÀaHgoiê iíMámo, 
aseiíariieiB^dd attimsiibites^/digBordepeè- 
rem sabidos. 

. XVQiUbfiB AifGOBA«ár*-viiia^ Bxirwa- 
éúÊtimtBoagsmy eeneeltte «'^ kitoio^lii^Siife 
Hw de jUedliflifa^AO&iao Nfi; de LidH>a/iMO 

^ fin I7IÍ7 tJHlMi^ dW fogo», 

'iMrárebftdQj>4èti»fle.aâjiH«slraft^ -de 

Voiíeouliveeifií aa ireapcbtiiíirs auetiuriâft- 
éMyi e 'Wim 4y)i»patKbiaí>de; ondenaiiQa^ ^m 
seu capitão. 

. SitiMla eiik teitRmo. pimoo^ aecideiilado e 
múiei^lnRÉL .* -;• 

^•«pdvosfie mnlo aaftiga e atgimescrl* 

moa^AMa *fene*4ttga a d > in rt »teifl:aih 

yàffaciidd «piereYfle lamudia^aailtlailddi. 

;1te MiaevaMdíl/limdada'^ M«aioi.^L 

I IXillaiMMil tt» diU't/oi*l^ tmtfiiitbil^ilD 

i j^ de OBtabroi delòAk 

i|oá madfdadaipotwf pidr iDL.Sanoho íi em 
iftl% daade^tt» lemior if9nd. 4BSnnUimr«io 

foral) í 



Era uma dsis ^lás do' «l^ifiíift^iito ée'Alb(^ 
baça, ea}o D. abftftde àpres^ntavia o vIgaHd, 
<tlie tinlia 9fíO0m f&^ de rudimento. 

£^ ò 6. aibade qaè iMHiiéAVà todaá ag 
jnátiças e mais empregados do emito, come 
9eíàhoft donatlâ^ie doesta viRá: (Vide Ateôbaea*^ 

Fará -evitar repetiçõèis «riée Alfeieitão è 
£}fotírobr$ga. ^ 

ÉVORA MONTE— villa, Aie«yt^o, cornai^ 
cá de Atrayòlos, ^(Níiéélbò dè Tfmieim, até 
1SS5, e desde eiítão c^mareá e eoncettio Ite 
Estretttozi t4' kiiometrois ab S:'de Borba, A 
ao O. de TiHa Viçosa, 15 ao tSO.dé Bsire»- 
moz, 14 d'Bvòra, 195 ao Ê. de Lisboa, M> 
fogos fi: 100 alm^) em dtials fregcifézlas (Sáb^ 
ta Maria do Gâstello é S; Pbdrò:) 

Em 17^) tikiha afregâeziâ de Santa Ifat- 
ría tòl Â)goá e a dè S. PedrO, 90: 

Bdlé fem' a primeira 174 ef a-ieffini^ 108. 

Arcebispado e districto âdMiâiérativo db 
Évora. 

Sitnádit étn alto, d^ofidè sd ávfsta à nfãior 
párté dá i^rovincfa, m ceUirò de extefiècd^e 
fefiéis eaitapos e vastos mcíÂia^,'nots ^aaáa 
èér <»^m mttiiás Varas de pèflDOs. 

£ povoação antiqaissima, mas n3o'sè"Sà« 
be ao certo quem Ibram os seus faadado- 
Jvsyaásda^íqaeqpelo sM some se snpppeae- 
nm iíâò'08 .elatvénesm eeadD^aaaMii^.teai 
jftairde dcBOÔ aa&osr de enitteacií.* 

Segundo a Evo^a G/ono«at(pii^>ãft7).esla 
ifílhí Iqi «oloiils áos pnnmros>$eb<ír^sea 
(ètafoifeSi>! -. 

Bi ASbúào Ia resgoAtu doipeder dos atft* 
bes, em 1166, mandando-a logo povoar. 
ií^,ÈÊoà&êmA\Btá0(Bií(39^Bm I2è8,'lm- 
pliando*o e dando-lhe inMOl»a> privMegids 
ediU7Ai' 






Dizem alguns escriptotâsqdm^prlfÉeki^ 
forU wâú fo» dadft por SJbkKtBOi IH lem 
iUé, liem enr -iíaLa iegnndo^ maa-qatt^ foi 
D. Diniz qud ttiè deoí oí seii primeiso ]br4l 
em 1284. Franklim porém só traz o foralda- 
d0'6ra iA71 e «de l..MHmeh > >. K 
' ík liaÉiiil lhe dftaiftiihal' «ravo^ »m Usboii, 
a 15 de dezembro de 1516. ^ ( - 






' Pareoe fOB já. li|Aa -aigMnp i: ofcgte > de 
ItnMsiifio: 'd» ieoipe do»'i«Bialios. (pceiva^ 



tn 






teve ,abaiiflaiii^4a» porque a .pQvoa$^ qp^ 
^ra aflojl iiw«4oa D. ASonsp X ve^^-se 
,Wi wm yiUa abçrU e .co^ata Ás coi^iias 
mfmm 403 nv9Pcoi3, a al)f«<}Qi)aFa;.p«r 
4s9o ^ó sOiprMá^ipi^ ^ povpar i^m peupa- 
nencía (Pdbladún general de £^]Kifía).^de 
jçpia se foirtí|fteo^. 

Um e9Pi»9tqi90 U«Qior.4e t^ixa ove lipuve 
(tm fevAPwo 4a l^i, e que 4uii9u B<^9, 
l^u^^OU gra^dii^iilimas A.ef^g YÍll^, 4(fmUn- 
4^ Qiultas •4¥t9as, parj^ 42^ .ÃitíôQaçoe^ « 
tisd^Qdp.viaws MbiUntes. D. )m>Ul {q^ 
4itf$jo rei«%y^ .-B)ap4ou i:^4ifl«ar .a ,p^ 
arrainada á»s iQui^lha?, e côoQQiTe^^para 
^ reo9a$(rQC^o 4as.i¥L8as 4o8 nwis pobres. 

O territQnO:d'e$U vilU ó mujfto IlirtU^ 
«1^ l9»]9J40:g^,.^r« m4o<pQrioo% w) que 
5l»z graiide iv^eio. | 

' N'esla viUa bi ^a^ignada, opi 37 d<9 paio. 
40 1^34 A .c4tebre <:^t^^,.pela qvial ^ 
^Fi^^ça, Ipgjt^i^i^ra e |I^aid>a dbrifiappi a 
depor as juppaas nip j^r. D. ISiguel f( a^^s/eu; 

"■ ' ' • • . i 
• O pftpft e o BTcelMÍ^Qy iprtfl^nnurafa al- 
'l«mati;vaineBl»;e prior da fregaezíá lie San- 
ta Mari&d(>fiiistello,qtteitmliail£^]WM)â.Eéás 
Mte rendiíiipBjU). 

A 'Só apostcdka apreseataipa o if^iorda 
freguezia de S. Pedro, que tinba «le vcnéi- 
BKDto, taoilMiB es flie»Bios i^HilOD réis. 

Parai graiiãefeBla»dB NdásaSeÉhoniido 

EXÁVEADURAS— portuguez anÍigo« fVi-j 
<4è fisvf rdadqrt&) j 

.. 'ElEieire/pa&TOQUfiZtf-eipèsQaio aftsB- 
n^aé» da histotk.ttílilar aelltetogal, iiÉââe 

A nação poitagiiaÊi.ft)i toa toAoÉ.ostem- 
.po0 nma.éas .maíB.toasãs e maiSiàeliiodBas 
daEpropa. . . j | 

A fkindaçao doeste reino, ganhado palmo 
a ptAM» â|HM^4da>flspadaido8iiDSiaKiiefees, 
-«oMni «a 'IttNMbtfrds «inieiiotánoipiíiuMÉ; 
«nas aoçSea-bfl^oioaB ; miats: grsádn 



«oldadosd^estft tariMa-iinui^ «bíMmíi 
eineip part09tdOiOMttao,8ob6e Wio^Mm^ 
riosissimas façanhas e conquistas M$MáA 
a naAna, eontRainaçSes yatorMM ftgoer- 
nnras; 0&Jod|»s^ A(#propoiifria»a4ift4S(«r 
fre^gtofiosaalufias aiisieBtadas^«aBlno>|K»r 
4ir oobsaai da Hespaaba, prineifalamAlfiai 
4iatiifna^fmn*a danfUmtrq/çm^i^ UM 
até A668; tantos fcodiglps» de|nmlalD»mr()Il^ 
snissiflíamenle iqiiãobbriQSDs» 4fidkiad0S« aOf 
daciosissimos feBaoL.^MUiipre ns «porliigse» 
zes. 

8e a Hespanhatnns.tonserw)Uipor êí^aa* 
nos sobo maisatnn « áDeoniportaveLiaM 
àm%ftíQ «se6(CaitíTâiM,.>d6ift^p06:trifll»fe 
Sortida ireootdBçioi, á iiBlienlii^d&/â6 jhi 
padre (o cardeal'k«l)>TalelndiiHaio epdsilâ' 
ma; âlgnii]Híl(faiçãa4is.niniÉ<i34di|l0Ôf|ior- 
-tBgnaes^ j^^eatadi) 4e letror mm flpiaadeir 
graçapta átvrota dç ALoácer^Oaifair^áetMiO 
povo portuguez; e sobre tudo AláUadanip 
itheííé iCBtiiBado .d^elie, .^p» fossa ffodMtB 
ina8.dBm4i4o. 

.A^restaur,»^ lia 4010 aoaEâav M/bri« 
das^poiangue^es, dando^lhestHoMtaaciaj^ 
signação e energia. ,-..-.. 

€ uahrerso, espafUaio, Via aalãaiim^i- 
úo pequeno^ een (ttièsooro^iseBi onariate, 
scèa «Jtóraita, sèm aolaAias,^p0ls' ^tfí^^iolo 
tinha sido devorado e deatímida ^^la|ift- 
gem systematica^^ ot^giaoteaêa do gsrtrao 
hespanho() susaeniariglonaealneiite^diADte 
ft8 annos uma^fuetra designai a 8aUr<^- 
ctorioso, obrigando urna nação soberbaltiSl- 
foganie» a qne dispiunha da vastcaaiíàe^so- 
itaveis çeonrso^ airoeonbftiseK^aioisaiaâB- 
pendencia e autonomia. >•> : ^^ 

)Kote-«» ^inda^^para moiDr gtoriaiáaAiição 
portugueza, que nós não luctavaiMNiflónM' 
•ia eamra às exAsreisoB vmmté^^áí^ííl^' 
«ádoB e agUMnUoa 4ief<Gaate]|a;ttaqibH)Mí- 
t»iiitnttQifiwnta>ooiBMignM> eBt<iravii»pa0- 
tèis ii0^ilfasii>ciotia toslfaatewQB hi»ttaDÍ^ 
iâést-aiiJoa«ipiriaaÉwiaa4ifteiiariaié m^' 

<llia4ir «4i»^pQÉKt id«.i»ssaa la9»BÍfts<^ ^ 
todas as paragens quéilloaaifitikttawttbatd*- 

^libuilaíqMnbb 4a: l(HMo4avaai4Wi>s|^^ 
(lt«aatíaÉ.ató4a lanto>aa'fi)iM«Aa>iie|0f' 
rados dos heroes de iflIOçie 



BXB 

4MaB;iplaii9lumtas<6strarMi «a oaiiiUldâ 
Voipiíte para afit proQlaniar'GariM.d*Aii8* 
tria. 

' Desde a p^z ád Utreekt alé ÃiovaÉio ^e 
i7i2, sa iese&roa eonpletameaus caio qvao* 
to disia respeito ao e;ca*0itov deixaiidO'*^ 
em ífoKú total aba&áeno, rèduziâo.a 8 ou 
áD«ll liooieiís, mal aniiados, mal equifA* 
4o&y mal iftstníidos e mal pagos. 

Fmrtngal seria victima da. saa imperdoa* 

^el negligencia se então o eon^ Lippfr- 

^ahaaeatarg, diaoÉ^ pelo marq«ez de 

lh>«iMàl, não tefoj^inasae os restos nbaisleB*- 

tes do exeretoy eveandotuanavo, «onpesto 

4e 33 batalbees de iptenteria e 96 esqlia- 

"drSes de eavallaria. Este íHiistne general tes^ 

taaFoa laiidieia as fonificieaçdes das praças 

^ raia e oonslniHi o tonoeo Ibrte do sen 

nome (Lippe) na praça dfBlvat, eonsldera* 

^b, «om Fano, paios eirteadedores eòmo 

«bte prima de architeaton militar. 

Jtegre86mido o conde de Lippe á soa pa^ 
tria (Altemaófaa) baistanie >se esqneeea o 
^ereito: porém o veeeio denma trava gtier- 
ti eom Il6!(^aAbay dett momanunesmente 
èlltaitti aeiitddade aio DAnfBtbrio da gnenra. 

Ik saiigaittaria re^laçlo fraiieeaá, i^ha- 
ttaa dé novo a* attençto do fovèmo para o 

Aeorta ieaaipaiiliaeotKra bs firanaezea no 
JWtoi iWwi/em I79S em qiie as nesaas tropas 
«obraram prodigioe de: valor, ^ a gaerim eon^ 
iíhi «s (h^tticeie» e beispittlioes) .em il8ai,4er- 
4íi^ftHda peles tratados^ 419 paz de eHe }aiilio 
-e 29 de oiitttlro;d^eB«éiaiiiio, áigmnaiatlim- 
^MihiliiMin do^gofigroíio^aoliroo^ntfci- 
«^ «vátiáa prd>rfâteAÓiás 86 tinham dado. 

Nô trttado de 6 d« }tialia Atatlto áiRes^ 
panha em refém a praça de Oliven^ ipie, 
^ékttaimáis Hifiulllicaiiel áfá Í8, atida' ho- 
:^ cMiseiNaíÉ, hM«pft& ceaAia iiodo^ di- 

'Quando Imíiot tiMâíii FèrtaBai pèto^iM, 
oceupando Li&bôa^ a dO ^ mo^veaitev de 
(f8Q!7, e o genierftí )ii^s)^ttbol 'Táraneo Itíva- 
'4[láfo^l9dne,bei)at)aádo o Porto iM» 13 de 
dMieÉiiiro d^ifstô ánÉo, ^fol «o ^Oisoi tNceraito 
4éÉirttiado/6 Ânuáiadei grande ^té 4Vlle 
■pÉíflàPrattçai' ■ ■ - '■'■ • 
< íjáltim 'fidalgos %at) iitMMos pan ^ 



ItS 



JiP'e«eQtafemtin<F^raiiça a finompaol^lnat 
muitos :para lá iwam muito par tua iíenr 
90fifarfe.preistar«lhe es sens jarriços. 

Mas, nem todas estas deegra^, agftma- 
das. pela fugida do rei (ainda príncipe re- 
0eal8) para a Ameríea, foram saffieieitlea 
pava^queiíraro aitimo á netoâíssima.aindo** 
raavel;nação portugoeza. 

Buonaparte, per uma ignóbil trai^,pf€BK 
de em Fraaça Carlos lY e seu filho (depois 
Feiíiando VII) pelo ,qtie os hPspanbMS aa 
levantam oMUm os Ikancezes, e a 6 de |ip> 
nho de ld08, a divisne bespanholá 40010^ 

Iara no Porto, marcha pwa Hesp^^li^ : 
A cidade de Bragafiça faí a piímeira.ipe 

tevie a gieria e o arrojo de aeclamar o prfea- 

eipe regente. O Porto e todao Korte dotei- 

ao adli^e a eâe.gríto de liberdade, le logo 

a 19 dejunlio se ft^rma no Porto uma Jmn^ 

ta Suprema do Governo dú Bemo. 

O Algarve annue tandem logo á' gloriosa 
revelação do Norte, e o Alemtejo, apesaortde 
«eonpado pela divisSo do léroz irw«f?man, 
dá o grito 4a liberdade em Évora, a 90 da 
julho. Mas Tjoison toma esta cidade de^as- 
eatio a 99 do mesmo met, pratkandè^ as 
maiores atrodda^es. > < 

O B0890 •exercito ^ Norte, lOifadiladoiá 
pressa das Destes dí8perso8> das nosias traN* 
fbe; mas, na máxima parte lomtado de ftté^ 
zanos, marcha para >a EsMamdnrai' '^' 

Uma*dlvieaa inglexa, .oMBoandáífe /por 
i^^rímpie e WeUesie^ (depqis lond Weilfli>^ 
^on) qúe baváa^desembalrciadp na. {Rigueifla 
e na Estremadura, seiuatalaao ndsse éaoir^ 
cito e marcham sobve Lisboa^: . . ^ . 

liOgo a 17 de agosto^ os sttiados^ 4imi- 
mandados por Weliesley, derrottttiiO gni9- 
ral fraacèz Bèlaòorde, m Beliça^ie a il,1n- 
tLÊáw> Vimieiro. <) 

Cetis duas demotas obrigam os. fqmeAzda 
a catpitular to 80 d*|igiâsto;ii|a8lHiryinplei«i 
deixai sAir 4e ^Forlngri^^lavai^do. udu (fflan- 
lidada èBorme da inUbdeade oníiiadoa g^p 
tm i^ubarataveal diaAkoiiDyfi^biqpreciosiá»- 
des. , ■'" * 

< A bmwmçãê áe ^úintra é o< ttaHAt. ttais 
veageiíhosD tipie utai ve^as^r Hooha itaiieè^ 
dido aos venddaa. . .1 .(-.i" 

N69'ifioam9e eep(Hiádtt9,^;ye]4ade« Oem 



m 



llíYll 



mas 



tmit9ÊBaei%es ei vmhanrii butracdsft, (o ip» 
plenamente pro^ram) «lâs a sacrosanta 
bandeira das quinas treitíúla de novo nas 
fortalezas de PoEtiigaL 

O&lrancezes, vendo que aiiida em Fortch 
gal havia mais alguns milhSes para rQidiaK 
o tocnam- a: invaidir em 1809, cotti 30:000 
homens, commandados pof Soult, que oeeu« 
pa Braga a âO de març& e o Porto a 39. : 
• 1^ o bravo e ineansavel Weliesley^eom 
O" exet cito luso^angio, expufóa do Porto # 
genettal franoez, a i2 de maio, e a i7 já 
Poria^al €8tavi| de nofvo iiNrr& . ' * 

BuoKaparte, deaespei^adorpor ver^que uísa 
mição lâo pequena tinha Mto moj^deit a ter- 
nas sua» aguerridas legiões, mandâ^um ter* 
<ieirof exercito âé.i20:000 Homens, eomman* 
dado por lim dos seus ipeihores geuÈraea, 
oi marechal Mc^sena-^ qúera cbaniavia— ' «4> 
filho queridaéa victma*) em ISIO. 
, .Porém, M^sí3ena*iB8^a logo 17 .àãs& e^ 17 
iloutes,^ em frente de Almeida, e só tornou 
esla praça depois de desonantelada por uma 
ettplôsão do paiol, (não s^nistispeita de trai> 
^o) à 29i de ago»to. . ' > . • 

. Más8eBa<m^rchapara>o]!í0rtè,«âis enodja- 
tra o exercito laso-anglo^(iiafòrf&:de seten^ 
la inii hofiens)' naâ forte» posições 4m Bus- 
BXtto^FsziXBA^emnkicmertío-iíD iBa^idéf 
£MlipnilirG^d0 quxi não túrou em rasultad» 
senão algQ&B mortes e fi^doSà. ' :/: 

A >27 Ma esquerda e.oentro ááfboss^Ii- 
nhsl afiaoada vigoròsameulè pelos firanecfzeâ; 
maSifóHiQitreifelhdos com a maior brãvun^ 
eifslharàia, t^uioi gs^nde mtowra da ntoPr 
tos, foridos e pmienèii^odi í .:^ :i 

.4}ii;^í aióesmo lhes ajsontèc^ no étíase^ 
gCH)le'(l8}^> .• :• s. 

. I Yéfldo Ifassèntf qne á^eetes ates dias tinha 
perdido 4.000 soldados morto; oa. aásgã^ie 
3i€Q0:<pfi8íonBirõB^ retira sòlHVi o Sa^4ão 
»' hpite «028 para i^vC^id^ Buâiía0<i^ 
?^â| aliiadoii^.eonh6fiesdo.6plano do- iittln^ 
1^ Huildiam sotre Lid>Qá- eom Jidmirajrd 
•oÉdenr eT|^pida,>dBFiJitia!né»oafiruiteses B90 
eampos de Coimbra e em Leiria. f ; 

>.M §muiaii inglea I^ii^, eoift iifna*dtví3ão 
4e BiHiciía da Hortry ate ac^re Omitoa, 
«^nde aprisiona mil francMAS. ^^ l 

O geheM iDgleBfiili ;eacip» cfim âi^^sua 



divísib a Aiesit^o^eo iiiar^^'dela:ÍB» 
mana, com 10:000 faespanSoeg se renaiia,! 

20 de outubro, ao exercito allíado. 
:0 de^gnio ès Máasena eiía, por umatòa- 
nobra a^rrojada^e a marchas fEtrçaés^oeiCif^ 
par Lisboa; mas, o /Uho querido da t^iefiorii' 
pára á Vista das linftd» i? Lisbm,e't%\m 
para Santarém e Leiria, d*ende m nossos <^ 
não podem desalojar,, por éausa^do inversà 
(Os franeezes occuparam estas duas^didtsa 
14.de novend»ro). : 
' No prtBotpio: de tôU,Masseiia recebe oa^ 
reforço de SlkOOO homens; íUas aem .eott# 
ie se atreve a. atecar^nos; anlea, de 5;paii| 
6 de mâii(o, eòineçaiá sua vergonhosa retfr 
rada i»raa Hsspãinha.' 

OsiBosãos o atacâãraniso PMifaait aaM 
dinha^ na Pozd^ApdKLC&eno&bbugal^ler^ 
do sempre amdhpr. . . i i 

Os franeezòs,.:9Qe eêroavam a pra$a,A^ 
Campo Maiòàr, ktpim à \^sta-dott;al|i^õi^ 
qme cDmmai^diava n m&re(^al BemsfíH. Vas- 
sena «ntfa-em Hespanha a; 4 M .9btil '■* 

O» por4uguezes tomain OUv^ça^a.il^J» 
alirik (fiísta pm^iestava, . mmfiii dmf f» 
refonr^ em podi^ dos hespanhoes^ ^^i 
deijuçiio de/i80tve.leRdo:^i|i#r^d^;:e;pó5 

re8fa|ado*'do,|^der doe franceses» a^oMr 
cia, por um acto de mal entendida kiSlda^Ç^ 
a entrega ai)s heapiaahoes,.i|iMiabosiiikdA^ 
no^sai g«aesoâtdad«v» boa fé. e iea,t^ttiAyM» 
nufioa mftb a quiseram;. lar^pat) .; < 

A It- de;iabril' cesg^ámos a;'Pfi»oa4'^ 
meâla, ScandocPprttgal Uvn», i^ mifí» 
vei^dao hoiida^ dA..B»i^ii$pârlf^?L b '^»-' 

ltias$eiia> riiepebe:iufiãa .noí^ 
ataceii <^s allMps a ^MmiKk^i^mfmn^ 

4e<Hônoí;.ii»s, foi vencido, pert^adp4;íX» 

o eier cito aWado, iipnmsiiid4dor.P9ir.90^ 
resford, derfiM» a ^liwi^de ««i*^»^^ 
buera, a 16 de maio. Os alliados per4^)PV 
«f^AOOi hoiimaDL'^sta s«iwrwiab9trib»;v>^ 
01 fir«ft^2£s. Pearam. 9'^W04 : < 
. Wmo», tomado J^eí/jí^ i^,^Ufem0^ 
m99Íai4H é^sQlistítnMo^^iipr Marow^'^ 
tama |#dMaftUteria 4<M aUM4Q9>'^Í^Mr 

exercito luso- anglo a retirar SQJ^f4 SVW; 
leiíMr poUAgiim»; m»8 oMireOpií^^^^ 



JáXE 

^m Aos miioies ídios â*ariDa8 do exeretto 
luso-anglo e do sea nobre chefe, lorâ Walr 
lângtiML Á cavaHam firaneeza, que nos pica- 
iva constantemente a rectaguárda, foi seín- 
iKre repdlida com perda, en todos os seus 
auques, e ntim d'ei)es resgatámos a nossa 

A â8 de ontnbro, a dmsio luso-ingleza 
ido general HUl, derrota na batalha do Ar- 
rayO'de-loS'MoUno&ogeíiBn\ francez Gerard- 
: A l# ddlaneiro de 1812, os«alliados to- 
mam d'assalto a praça de Ciudad-ée-BodHgo. 

A 6 de abril tomam lambem de assalto a 
forte praça de Badajofli. 

A 22 de junho, os alliados, commandados 
pelo ÍBcUio general Wellington, derrotam o 
-exarcito de Marmcmt, em Salamanca, caa- 
tsando-lhe a perda de 15:000 homens, e al- 
cançando a màís bem disputada, famosa e 
gloriosa víctOTÍa de toda a gnerra peninsular. 
- Desde então, os firancezes fogem em toda 
-a iiarte diante do bravo e víetorioso exerci- 
40'alliado,.que toma Madrid a 12 de agosto, 
e El-Retiro a 24. 

Por desobediência, ou cobardia, do gene- 
.ralhespanholBallesteros, os franeezes podem 
T%imúr em Burgos (que ainda era d*elles) cem 
mil homens. Ferças tao num^osas obrigam 
■os aDiados a levantar o cerco da praça, e á 
fâtaJ retirada de Burgos para a fronteira por- 
tugneza, onde chegaram no melado de novem - 
^èro; mas n'esta retirada, a bravura e galhar- 
dia dos portuguezes mereceu os maiores e 
mais enthusiasticos e merecidos encómios de 
Wellington, e foi um dos mais gloriosos fei- 
^s do nosso exercito, apresentando poucos 
-€gaaes a historia militar de qualquer nação. 

Em 15 de dezembro teve logar o combate 
-^e Anm)ile8,em que ainda os nossos levaram 
-ã meltrôr. 

No principio do anno de 1813, os alliados 
tomam a offensiva, levando pôr toda a par- 
te os franeezes de vencida. 

A 24 de junho, os alliados alcançam os 
toneezes em Vicloria, e os derrotam. O ini- 
migo perdeu mais d# 6:000 homens, toda a 
sua artilhéria, thesouro (roubado) bagagens, 
etc« 

José BwmapaHe (intitulado rei de Hespa- 
nha) salvou -se, ftigindo em um veloz cavallo. 



£XB 



lâs 



Os r^mentos portuguezes de l&fimtAria 
iu«.9, 11, 21 e 23 e os balaltôei de caçado» 
les» também portuguezes» n.« 7 e il obn* 
ram taes prodígios de valor na .balalliadè 
Yiotoria, qae causaram a admiraçãa de to- 
da a Europa (até dos próprios fraiacezes^e 
em premio da sua coragem e disciplma, Ikes 
foram cofiíeridas iiovas bandeiras, pek út*- 
dem dô dia de 13 de março de 1814, com 
honroeas legendas, em letras de oiro. As de 
iftfanteria diziam: 

Julgareis qualé mais excellente, 
Se ser do mundo rei, ou de tal gente. 

As de caçadores diziam: 

Distinctos vós sois na lusa historia 
Com os touros que oolhastes na ^toría. 

O exercito francez, aterrado com esta der- 
rota, atravessa os Pyreneus, entrando .na 
França, no l.« de Julho; mas deixando fur- 
tes guarnições em Pamplona e S. Sebastiio. 

Souit toma o cominando do exercito de 
Marmont, reforçando -o com 30:000 hom^w 
e para fazer levantar o cerco de Pamplona 
ataca os nossos em P^to de Jãoáa e Bmmes- 
vaUeSy a 25 de julho. Os nossos concentram^- 
seem Ftl/ajto e JRTu^a, cobrindo a praçt. 
Grandes combates de 27 e 28 de julho, em 
que os alliados levam a melhor e tomam a 
offensiva, ganhando a céldl>re batalha dos 
Pyreneos, a 30 de julho; na qualSoalt per- 
de 15:000 homens e é de novo arrojado pa- 
ra França. 

A 31 de agosto o exercito anglo*lnzo to- 
ma d*assaltp, com a mais pasmosa intrepi- 
dez, a forte praça de S. Sebastião. A guarni- 
1^0 franeeza mette-se na eidadelia; mas re&- 
deu-se a 8 dè setembro. 

Os alliados passam o Bidasoa e a 7 de 
outubro ganham a memorável batalha de 
Ntvelle, tomando as linhas francezas. Os 
combates, jà no território francez, são diá- 
rios. 

Principiam a 9 de dezembro os sangren- 
tos ataques junto á praça de Bayona, e os 
franeezes são arrojados das suas formidá- 
veis posiç^tos eatre os rios Nive e Âdom^ 
podendo ainda a 13 de dezembro a bataM 
de Nive. Soult dirige -se para Dax. 



iSf 



BXB 



BXB 



AtSTie f^«rafo dd id^li, os no$se» ga- 
idtaaii eoritn Sòti^ a sanguíaolâ^ts' batkita 
d0 Or^jr^ òm que os fra&eeiaeB perdenoii 
5^j060^ IfóHieiiB. 

A 12 de niftii^ «nora Béreslnrd em Bói'- 
à^túm a: sua divisSo loso^iagieza. 

O geoeral fraaii^c Stt^l, abandona a Ca^ 
tiiuBíhae se janta aSouH, qúetomafanissi- 
mas posi^ões^ntr^o canal áe Lan^ueãoc e o 
rio ôarotM, nas aHmras que dominam Iblo- 
sa; mas os nossos ahí o atacam fariosámè^- 
te a iO d^ abril, e depois de 10 horas de 
um coml^ate desesperado, ganhamos a glo- 
riosa batalha de Tolosa; em cuja cidade en- 
traram a 12. Soult retirou dè noite. 

A 30t<le maio é proclamada a paz geral' 
de Paris, com a expukiio de Buonapar^e, e 
o exercito português volta à pátria coroa- 
do dei louros immãrcessiveis, ganhos em, 
mna campanha de seis annos, memorável 
pa#a todos os séculos; na qàal os portugué- 
MS obt*áí*am sempre tamanhos prodigios de 
valor-, qtro causaram a admiração de todo 
o flBfundbà 

-Desde 1814 até^nossoà dias pouco ha a di- 
MT s0bre o nosso exercito, pois não qnc^ 
remos fazer recrudescer odios de partido, 
^asi dissipados com o tempo. 

'8ó> direi quede fôd9.a 183&,n>essaguer- 
mfratlrit^ida, ainda de ambos os lados as 
tropas portuguezas niostraram por muitas 
vetes qntí eram os netos dos sôldadds de 
D. Affonso I, D. Sancho I, D. Affonso Ifl, 
Dj Affonso IV, D. João I, D. Joio III, D. 
João IV, e D. João VI- 

MBEpáàtk Qòtioiá soln:*e a orgaaisaçSo â.o 
exercito portugruesz, se^iiâo a» ot- 
d!etts do dia de Xiord BeriBsfbrd^ de 

Primeira linha 

24 regimentos de ipfanteria, . com duas 
companhias de granadeiros e 8 de fuzilei- 

(*) Lord Bercsford eta marechal-general 
dè* exercito pòrtuguez^e iniquestiónaveliiien- > 
W0 moihorforgaisisadeife disciplinador ^i-' 
litar dos te£ipo9 modernos^ , .. * 



rtxs» cada um. Total 1:011 pmças cada x^ 

JA batalhões de caçadores, cada' u» mk 
5 eomji^anhias armadas do espingardas,» 
uma (a &.*) armada de reffe^ (% Cada ba^ 
tidhão com 901 praças. 

12 regimentos de cavallaria, sendo dois 
d'^ies de dragões {^). Cada Tegidientò com 
qtiatre esi[|uaârões, total 531 pifaças e 435 
eavaUos cada regiiaente. 

4 règifXMitos de artilharia, cádá mh com 
892^pfbçás. 

i regimento de ^urtistas engenheiros (vul- 
garmente artífices) 348 praças. 

A- brigada real da ' marinha. 

O corpo de* engenheiros conductoresj n 
força de 276 praças^ divididas por 4 comps- 
nhías, de 69 praças cada uma {^) e ^ 
muares. (Ghamâva^se artãheria-tnóntsàL) 

O corpo da guarda real da policia de IA' 
boa, composto de 8 coínpanhias de iofánte^ 
ria, 4 esquadrões de caVallaria e um pdP* 
que de ar tilheria. (Chegou a ter, no rèiiaf' 
do do sr. D. Miguel, quasi 3:000 homens.) 

Este corpo fdi creado em 1804 pelo(5bn« 
de de Novíob, emigrado legítimista fraQéez, 
no ministério de D. Rodrigo de Sousa Cou- 
tinho. Segundo a primittiva organisa^) o 
seu completo er9tm 1241 praças. Pou(x) d^ 
pois foi creada a policia do Porto. 

O corpo da guarda real da policia áõM- 
tOy composto de '3 coiijipanhias de iDflBntn& 
e 1 de cavallaria. Tinha 400 e^ tantas p*í^ 
ças. (A 3.' companhia de infanteria tinto o 
seu quartel èm Viila-Nova de Gaya. 

Estes dois corpos eram' os mais 
brilhantes.de toda a Europa. Des- 
de furriel, industvé, até áo coro- 
nel, suas fardas eraJB coberta^ pé- 
la frente, gola, e canhões, de ri- 
• cos galões d*ourO fino; e as calças 



(1) Carabinas de broca oitavada e. que se 
carregavam a maço (!) Todavia seus tiros 
eram de muito aleancé^ e certeza. Eram aí* 
madas de terçados • (como a^ nioderna&M 
não de bayoneta, como todas as mais espin- 
gardas d'aquelle tempo. 

(2) Era a elite dos cavalleiros e cavallos. 

(3) Cada compa^ia estava aggregadaa 
um xegimept9i de ajrtilberia.. 



BXB 



str 



Meu t)éli6to nã^ s» imitfrft pr^ 

çailiê tioios o« tí»i|te4e oaTJJlaHa, 

mçidorès e • Msm&ti^ da entòifd 

èfâm eBcnipolosàflieiíle e«U)IIifâo» 

ofl^offitiaes; otieiMft lÀferlore» e 

MAdMtdk de tDcUMtt" cmnpommeit'' 

w^ mw» aeeiídb^e de mais serviv 

fo^ par» cocQ|i»lecarem «ísMi^dois 

respeiVivels oorpoB, qtie, «m todos 

os sentidos, eram dos melbores d« 

£ârop3< 

O eorpo do «siádonfKãtor do estercil^. 

O regimento dé Maliá (de fardas eneiirtta^ 

das) que só servia para montaf ai -gcía^râsts 

d»s pkedd reaéê. Foi dlèsolTid^ em 183$ 

TrBBta.íeompatthia8 deivet6ran«)s, eadáiittis 
com 120 praças; 8 companhias na Estrèimâ^ 
dorav 6 Ba Beira, 3 nci Alemtéjo, 2qo Al- 
0aTvâ, 4 n^' Partida do Pôttú, 4 no MiiAb e 
3 esi Trax-os-Moates. 

Aiém dé toda esta força respeitável de 1.* 

lintia, hMâ dtiraate a guerra dá Peãinsultt 

^e^ebtB^Leal Legião Lmitana, qUe tSo reM 

levantes serviços prestou á paUla n^^essá 

qioca. ' 

E OB deis re^imenlos de Vôlimtartoê reaeê 
dó ^(xAMMreiô (um de oaVallaria, outro dé 
íttfanterla é artilheria) fomiadtls exclu^iTa^ 
mente da classe qúe lhe déu o tltute. E»tes 
corpos eram quasi tão aceiados como as po-^ 
licias. Suas fardas eram cobertas de alama- 
res ileifffaia^ eas cdlçto agaloadas do mes- 
mo metal. At eavaUiaria era£ardgda % hmsard, 
tendo sobre a farda e só presa por cordões 
de prata, uma jaqueta também coberta de 
alamares do dito metal. 

¥^t tamlMa muHos serviços durante a 
guer#a péQinsiâári 

Hcfuve lambem* desde 1^ eib Lisboa^ 
um corpo de Volunimrios realistas urbanei», 
que ae^bou eoma eónreii^ d'Etoráí Monte. 



t i' 



Miliciâfi 



' ..' . 



' Portugal ^ha no ptinoipio' á^m seetdo 



46 regnàemos d# nlMéfas^ qctrM^fim da 
gaerra peninsular, estavjod^âi^^dftierridase 
úfy betn ^èrekadW' eoiaof a* iidteiteria de 

lIllilBU 

As mttieias evata eeijapoBtàside pudprieta- 
rios, ou filhos de pn^feiflridB, desde a eda- 
dede I8até40'aiift08.' ' 

Sram p«r6m iseiMs,'oemiii)prégailostiv^ 
os estudantes da universidade d(e Coimbra V 
os lentes e mestreede'i]isirucção pnblica, os 
médicos, cirurgiões e boticários, um certo 
numero de (H)erarios de cada fâferTièa^OQ es- 
tabelecimento manufactureiro, um individuo 
por cada junta deboi^^eiim carro etc. 

Eram estes corpos a parte auxiliarás 
exercito, e recebiam meio <SDldoda;iiEi]ia, 
quando faziam serviço. 

Formavam uma vez pormez para fazerem 
exercícios militares. 

Seus (^Seiac^ eram eècoUndoitdeeatre os 
mais ricos proprietários do districto, á ex- 
cepçào dos majore» e afii^ntes, que eram» 
aquelles capitães e est^ subalternos do exer- 
dto, que viitòain emeoDUmiâsãoparaasmi-^ 
licias. 

Um general era inspector geral das milí- 
cias do reinO) sendo seus iminediatos dois 
sub- inspectores, um para o Minho e Partido 
do Porte, tíúiro para Traz-ies-Houteá; 
. O «>aúpl6te de cada reglineattodeisiàteias 
era o mesmo dos regimentos de infanteria 
de linha, e idêntica a svfò organisação. 

Eis aqui as terras que tinham regimentos, 
demilieias: 

■ 

EXTREMADURA 

Lisboa — 4 regimentos, dois de Lisboa 
oriental e deis deLislx^ oecidentaL 
(Além de dois regimentos de voluntá- 
rios reaeSy a pé, de Lisboa oriental e 
ouiros dois do mesmo titulo, de Lis- 
boa oecidentai; dos dois re|[imentos, 
um de cavallaria outvo de infanteria 
de voluntários reues do commercto^ de 
qne já traiei e áosvotúfitm^s reaUS" 

1 Mas durante a guerra da Penícsula for- 
maram o bellô e arrojado córijo de Volun^ 
tórios Atadentices qae ttz a Ma dàs iVamot 
rados^ éQ sinviío XIS^ 



m 



MB 



tas vfiuno$ ^X0$immto ie JHdUa, iá 
mdoeioaaclos.) 

Os 4. regimentos de Lisboa (vol* 
garmente milicias novas) eram^-AMS 
de eaçadof es naeioQ^es e ét^ de ar- 
tilheiros iiacioiíaes. 
Torres Vedras, Santai^em, Ttooiar, Lou- 
CftQ> Setobal, Alcácer do SaVJb«iriA e Soure. 

iUUEMTSJO 

Boja, Evera, Vjlla Viçosa e Portalegre. 

* • 

ALGARTE 

Lagos e Xavira. 

BSJIRA BAIXA 

€asteUo Braiieo, Idanba e CovilhaiL 

BIIRA AIrTA 

- Viseu, Tondella» Lamego» AroiM^ Tranco- 
so, Guarda e Arganil. 

ITAHTIDO DO PORTO 

Coimbra, Figueira. Aveiro, Oliveira de 
AzeiBdis, Fesra, Porto, Maia e Penafiel. 

MINHO 

Basto, Guimarães, Villa do Conde, Braga, 
Barcellos, Barca, Vianna e Arcos. 

TRAZ-OS-MONTES 

Villa Real, Chaves, Bragança, e Miranda. 
Yolwtíknms Bealistus 

No rmado do senhor D. Miguel.I, além 
de todos os corpos de i.* linha e milicias 
referidas^ se crearam 52 batalhões de caça- 
dores, denominados Volumtarm BealistaSy 
6)or quererem servir o rei por sua livre 
vántade): O seú completo e organisa^o era 
(omo o dos batalhões de caçadores dé Unha. 

Para officiaes eram» na máxima parte, es- 



eottid^ fididgoi» nu ^mm» nobw. Os ma- 
jores e ajudantes eram (coro» na*, milicias) 
e99i&d»;e ssbfkiuinios.de l.« lioba. 
• A siaior parle d'estes balalbões de vo- 
Ittntarjk^s, estavam lao bem disciplinados e 
aguerridas tf^m os ea^adorea de,iiDha. 

Não meleifossivel <^ter dados officiaes 
para designar quaes as terras que tinham 
batalhões de vokmtarioa realistas;. pelo que 
dou em primeiro l(^;ar as de que tenho cer- 
teza« e em segundo, as de qod tenho proba- 
bilidade. 

Se houver algum engano (qoa julgo pro- 
vável) obsequeiam-me muito os senhores 
qoie me adyulam d'eUe, para a rectificar op* 
portunamente. 

As terí^as de que lenho c^teza tereiá ba- 
talhões de voluntários realistas» sao as ^e- 
goiates: 

Arganil, Aveiro, Braga, Bragança, C^- 
lo Branco e Penamacor, Castro Daire, Çm- 
Ihan e Fundão, GuimarâQs> Lamego, Lisboa 
(4 batalhões), Mangualde, Mirandella, Mon- 
corvo, Monsaraz, Montalegre, Oliveira d- Aze- 
méis, I!enaô6l, porto, Santarém, Serpa, Tbp* 
mar, Trancoso, Vianna do Lima, Villa Flor, 
Villa Beal. 

Supponho que os tinham: 

Abrantes, Águeda, Barcellos, Beja, Borba 
e VUla Viçosa» Chaves, Cintra, Elvas, Évora, 
Faro, Figueira, Guarda, Leiria, Miranda 
Monção, Moura, Palmellá, Pií^el, Ponte do 
Lima, Portalegre, Setúbal, Tavira, TondeUa 
é Viseu. 

O senhor D.lfiguel chegou a ter um exer- 
cito de l.« e 2.* linha, de 84:000 homens. 

Ordenanças 

Todos 03 portugsiezes que nao perteaciam 
á primeira ou segunda linlia, e que nâp ti' 
nham empregos públicos — desde os i6 ân- 
uos de edade até aos 60 eram obrigados ^ 
alistar-se nas ordenanças. 

Os francezes chamam a estes eorpo0 
tlevéeenmasse* oshespanhoes «gue^ 
rilhas 00 sumaten» eosallemães <la&' 
dsturuL» 
Pda ofgfl|ii8açâo:Aaa.Menaagi% à^^ 



BXE 

tadas em 1804, era o reino devidido em 441 
capKantos-flM^tfs— sendo— 71, na Extrema* 
dura-— 5i, no Partido do Porto — 79, no Mi- 
nho— 46, em Traz*os-Monte8,--ii9, na Bei- 
ra,— 61 no Alemtejo.— e 14 no Algarve. 

Cada capitantamár era subdividida em 
um certo numero de companhias^ comman- 
4adas p(Mr mn capitão, ou sargento mór, que, 
tíohaporiaimediato um alferes. Cada com*; 
panàia tinha também sargentos, cabos, um 
tambor, e a maior parte d'el|i^s um poeta-; 
baadeira, eom sua bandeira. 

fisa das ordenanças que sahiam ossolda-, 
4o9 para a primeira linha. 

Estes corpos, ainda que sob differente íor-- 
ma, tínham sido creados j)or D. João IV, em 
1641. A ^constituição de 1820, dissolveu-os;, 
mas a restauração de 1823, os tardou acha* 
mar. Foram de novo suprimidos em 1826,; 
6 itoraados a reorganizar ató 1834, em que 
Ibram definitivamente exterminados. 
Foi uma das medidas bem acertadas dos' 

» 

liberaes; porque se estes corpos irregulares' 

fizeram basumtes e bons serviços a Portu-, 

ipd durante a gue;'ra da Península, depois; 

faziam mais perca do que proveito, e maiS} 

descrédito do que honra; porque tinham de-' 
fonerado de corpos irregulares, em hordas^ 
de gesta sem rei nem roque; rotos, descai-! 

ças, iflcerregiveis pessimamente armados, e' 

laloneiros. 
fugiam dos combates, e só appareciami 

depois d>Iles terminados, para roubarea;i os 

mortos e feridos. 

. Deve confessarse porem que alguns ca-; 

pitães-móres, valentes e rigorosos, consegui-' 

raDa.due assuas cpmpanhias conserv^sem; 

Hma tal ou qual despipliaa; mas foram ex 

cepçoes. 

Na maior parte, esta instituição, desdei 

18iS só deu maus resultados. 

Exercito portíiguez em 1814 
18 Regimentos de infanteria. 
12 Batalh&es de caçadores. 
3 Regimentos d'artiiheria. , 

1 Batalhão de sapadores. | 

8 Regimentos de cavallaria e lanceiíros. | 
1 Batalbão de marinheiros militares. ■ 
Estado maior d'engenheria. ^. , 

As guardas municipaes de Lisboa e Porto. 



EXU 



m 



Tudo com um total de 24:000 homens. 

Para mais explicações, vide a palavra Di- 
visão, a folhas 468, 469 e 470 do segundo 
volume. 

EXERTADO ou ENXERTADO —portuguez 
antigo logar cheio d'arvores fructiferas, en- 
xertadas — pomar. 

.EXPORTAÇÃO RE GADO ROVINO— pela 
h.aiTa do Porto, para a Inglaterra, desde o 
anno de 1847, em que principiou este feli- 
cissimo commercio, até ao fim de 1873. 



ANNOS 



1847 
1848 
1849 
1850 
1851 
1852 
1853 
lâS4 
1855 
1856 
1857 
1858 
1859 
1860 
1861 
1862 
•1863^ 
1664 
18Ç5 
1866 
1867 
1868 
1869 
.1870 
1871 
1872 
1873 



CABEÇAS 
DE QADO 



548 

825 

791 

362 

150 

312 

1:383 

S:606 

2:926 

4:288 

3:253 

3:431 

3:992 

5:426 

6:196 

8:222 

5:778 

6:537 

4:621 

6:035 

6:979 

8:511 

11:892 

16:800 

18:350 

17:810 

17:702 



165:720 



CUSTO, Eir Ráii 



17:5OOiW)0O 

31:2001000 

35:100i|S0Ô0 

13:800^0000 

6:000i;000 

18:400^900 

45:00011000 

105:440,0000 

142:300^1000. 

217:170.^000 

199:604í000 

203:04O«)0Q^ 

255:563<W(]0 

329:92:^000 

410:456á;000 

551:735*000 

4O3:d8(Mi0Qd 

454:525iW0O 

319:325*000 

414:842^000 

493:316*000 

592450*000 

797:44^*000 
1.092:000*000 
1.192:950*000' 
1.157:650:0000 
1.062:120*000 ( 

10.292:229*000 1 



■ I n ■ ■ ' ' ' li ■ ■ » ' I ; 

Dez mil duzentos e noventa e dois çontQs 
duzentos e vinte e nove mil réis, isto é, dois 
milhões duzentas oitenta e sete mil cento e 
sessenta e duas libras sterlinas. 

Isto afora a grande porção de gado qtfe 
também sae pela barra de Lisboa, 

EXXREMADURA-já estáemlEstrema^ur^. 

EXTREMO —Já está em estremo. ; 

EXUDRIO— porcuguez ahtigo— q mc^mo 
que eioMo ou enxido. Vide esta ultima jj^ala- 
vra. 

9 



130 



FAC 



FAC 



F 



FACHA ou SAIVTO ESTEVÃO DA FACHA 

-— fregnezía, Minho, comarca e concelho de 
Ponte do Lima, 385 kilometroa ao N. de Lis- 
boa» 25 a O. de Braga, 12 a NB. de Yianna, 
e 5 de Ponte de Lima, 230 fogos. 

fim 1757 tinha 185 fogos. 

Orago S. Miguel, arehanjo. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Víanna. 

É tem mniio fertiL 

A mitra, por concurso synodal, apresen- 
tava o reitor, que tinha 20OM0O réis de ren- 
dimento. 

lionve aqui, em tempos antigos, um con- 
vento de monges benedictinos, que, no fim 
do século V, sendo abbade Diogo Alvares 
Pacheco, passou a reitoria secular, e com - 
menda da Ordem de Christo. 

Fernão Borges Pacheco, filho do tal ab- 
bade, foi o primeiro commendador. 

Foi antigamente concelho, que el-rei D. 
Fernando deu, com outras terras (estando 
em Valença do Minho) a Fernão Caminha e 
80US filhos, que da Galliza o vieram ajudar, 
na guerra contra D. Henriqee, o Bastardo, 
de Castella. 

Estes Caminhas, vieram depois a passar- 
ão para o partido de D. Beatriz e D. João I, 
de Castella, contra o nosso D. João I, que 
por isso lhe tirou esta commenda, e a deu a 
Fernão Annes de Lima, pae de D. Leonel de 
Lima, l.« visconde de VillaNova da Cervei- 
ra, para elle e seus descendentes. 

No alto da Nó, ha vestígios de uma cida- 
de e de um castello. Ha aqui uma casa, a 
que chamam o Paço, em que viveu o rico 
homem, D. Soeiro Mendes Facha, do qual 
86 diz que a freguozia tomou o nome. Era 
casado com a condessa D. Elvira Gonçalves 
da Faya. Est^ Paço passou depois para os 
Barretes do Amaral. 

A freguezia fica dentro do angulo, e nas 



encostas de doas sams que eorrem, a fá- 
meira de norte a sul^ eom o nome de sem 
daiVd, BO alto da qualenaestrimidadeSE 
apparecem ainda vestígios de povoaçãe sn- 
tiquissima, e grandes caivemas com bsbs 
compartimentos de tijolo, onde mnguenqaer 
entrar por se apagarem as lozes» segmiêo 
dizem, e é possível, por 'deoomposi^ do ar; 
mas é mais rasoawl que seja por me^ por 
que, se algum mais ousado tem tentado^isM, 
dizem que sae immediatamente, pUfiâe e 
assustado. 

Corre a outra serra com o nome de ftn- 
teUo (e vestígios mostra d'isso) em díreei^ 
de nascente a poente, destacando-se da pri- 
meira, onde forma o angulo, na PorleUié 
Santo Estevão, e hindo morrer, em dediíe 
sobre as freguezias de Victorino das Dcttus 
e Geraz dó Lima. 

A freguezia fica, pois, toas faldas d^eslâs 
serras, n'um fundo valle, cortado em toda 
a sua extensão por um riacho anonymo, (p^ 
descendo pobre, da Poriella, divide a fwjw- 
zia em duas partes quasi eguaes; toeáalga- 
mas rodas de engenhos e azenhas, e vae mor- 
rer no Lima, na extremidade occidental da 
formosa veiga da Correlhan. 

É terra abundante em todo o género de 

fructos; mas nem por isso os seus habitan- 
tes deixam de ser geralmente pobres; por- 
que, de trinta e tantas quintas (á fregnc* 
é muito grande) que se encerram em seti 
âmbito só trez ou quatro, se tanto, perten- 
cem a proprietários d'ahi; sendo oi mais ha- 
bitantes meros caseiros de senhorios de Vian- 
na, Ponte do Lima, Arcos e outraâ teíras. 

A egreja foi bom templo antigo. 

Já não é a mesma: foi demolida e feita 
inteiramente de novo em 1868, com tima 
elegante torre, donde cahiu um desgraçado 
pedreiro no momento em que lhe estava a 

Hter o fecho do zimbório. 



j 



FAC 

Ficou despedaçada, ficando cada niembro 
a palpitar para sua parte ! 

A* ioiciativa do seu ex-parocbo, o sr. AP* 
tonio Joaquioi Feijó (hoje abbade de Yilla- 
Friâj, hoQxem eminentemente emprefaende- 
dor, deve aquella freguezia tão considera- 
vej melhoramento, que lhe importou não pe- 
^aeoos. dissabores, pela3 dificuldades com 
que lutou e caprichos ^ue venceu. . 

Fica como a egreja da Gorrelban, sua li- 
mitrophe, na vertente occidental da serra da 
Kó, que é ada freipiezia. 

A residência parochial está próxima á 
egrejã e é boa. 

Tem DO quhttal eontiguo, uma fonte d*a^ 
gna frigídissima, qualidade que deve de cer- 
to á profundidade d'onde sae, por isso que 
nasce da* raiz da serra. 

Nada ha de notavael na freguezia a não 
ser o bom palacete do ex.'"'' sr. Francisco de 
Mello Barreto, que fica a poucos metros da 
egr^a, para o sul, e que exceptuando o pa- 
lácio da Br^oeira, é dos melhores do Minho. 

Fica mesmp junto á raiz da serra da Nó, 
o que é de grande vantagem para o edificio 
no sentido de o fazer sobresahir, pelo eon- 
xraste que formam ambos. 

6osa-se das janelias das suas duas torres, 
que são-elevadísc^ima» e elegantes e guarne- 
cidas de graciosas pyramidies, um panora- 
ma pouco vulgar, péla sua triplico vista dê 
serras, veiga e rio. - 

O palacete é d'uma architeetura iHrimo- 
rosa pelos seus engraçados lavores de pe- 
dra, na fachada. 

A porta principal, que fica no centro da 
grande varanda, (para onde se s(^ por uma 
ampla escada de^ pedra) e que dá para a sa- 
la nobre, é uma peça magnifica pelos seus 
arabescos e trabalhos de talha. 

Mas o que prende ahi mais a attenção são 
as maneiras e o tracto lhano e franco com 
cpia o sr, Mello costuma receber a todos. 

FACHO — Fogo artificia], conveneionado^ 
aeeéso em uma eminência, para indicar a 
aproximação do inimigo. Os lusitanos lhe 
chamavam cUmenára, nome que <SonserfOU 
ainda nos principies da monarchia. 

O facho j^ormiy tinha certas combinações 
mais perfeitas do que a almenára. Ainda se 



FAF 



131 



USOU na goerra da Peniniula. £^viam<$o«i- 
panhias, com officiaes, sargentos e soldados 
(chamadas cçmpankias do fachc^ cuja obri- 
gaçlo era fornecerem combustível para o 
fachey guardaremo, accenderem-o etc. .se- 
gundo as instrueçoes recebidas. 

Esta gente tinha certos privilégios. Yíde 

Almenára. 

FACUNDO (S)-: freguesia, Extremaduca, 
comarca e conoeil^Q d*Abrantes» l^kilome- 
tros a £, de Lisboa, 190 fogos. 

Etn Í7â7 tinha a5 fogos. 
. Orago S. Facundo. 

Bispado de Castello. Branco^ distrieto ad- 
ministrativo :de Santarém. 

O vigário de S. João Baptista, d^Abrantes, 
apresentava o cura, que tinha 701000 réis. 

FACUNDO (S) e ANTUZCDE— freguetia. 
Douro, comarca, conccdho e 6kilometrosde 
Coimbra, 210 ao N. de Lisboa, 165íogos.. 

Em 1757, tinha Antuzéde 35 fogos, e era 
seu orago Santo Agostinho—e S. Facundo, 
i05, e era seu orago S. Facundo. Estas duas 
frâ^ezias estão, ha muitos annos anneacas, 
e é seu orago actual Santo Agostinho. 

Bispado distrieto admmtstrativo de Gcum- 
bra. 

A universidade de Coimbra apresentava 
o vigário, que tinha 80:9000 réis e o péd'altar. 

É terra fértil. 

D. João III a deu á Companhia de Jesus, 
e^ por extincçao doesta ordem, passou para 
a universidade. 

FAFE—villa, freguezia, Minho, lOkilo- 
metros de Guimarães, 30 kilometros ao NE. 
de Braga, 365 ao N. de Lisboa, 530 fogos 
(2:100 almas) no concelho 6:050 fogos, na 
comarca oS mesmos. 

Em 1757 tinha 342 fogos. 

Orago Santa Eulália. 

Arcebispado e distrieto administrativo de 
Braga. 

Fafe era uma importante freguena, e foi 
elevada a villa em 1840. Diz-se que Fafe to- 
mou o nome de B. Fafe Luz, rico homem e 
alferes-mór do conde D. Henrique, pae de 
D. Affonso L 

Grande romaria a Nossa Seidiora d'Aiiti- 
me o«L Sehhora da Misericórdia» ou do Sol. 



1132 



5FAF 



sâllÁrTdlidst 

: OQtms âieem qae & senhora pesa 8 arro- 

• ÍM, ' iC o andor, ' que também é de pedra (I) 
mitras oito. Letam-a na proelssão^s maio^ 
res TalentSe» éa fred^ezla. 

A imagem da Senhora é de granito meta- 
morphico, com braços postiços e sem per- 
nas nem pés, nem feitio algnm de gente, 
alem da eara. São 8 rapagões que levam a 
eharola e a Senhcota, mas vão outros oito 
para os revezar. Apesar da^sna valentia^ por 
varias vezes teem algans fiea^o esmagados 
iiebaixo da imagem; mas, mesmo asaim, ha 
grandes empenhos para levarem a eharola» 
porque teem fé de serem bem succedidos, 
SOS seus casamentos, se tiverem sido eon- 

• iuetores ^a santa. 

dá dos nossos dias, um dos que ajud^a 
a levar a S^hora, andava picado com ou- 

'.Hos dos conduetores, e ao dobrarem uma 

.•equina, lai geito deu, que o smdor cahindo 
:8ière o seu inimigo, o matou logo, ficando 
«H&agado; mas esta morte foi immediata- 
mente vingada por. um telheiro, que deu no 

•Aid amigo uma oAoupodía, matando-o imme- 
diatamente e ficando a santa e a eharola 

..cbeios de sangre! 

Fale era antigamente concelho de Monte- 
Longo, ao qual D. Manuel deu foral emLis- 
lioa, 3L^á& novembro de 1513. 

A viila tem uma só rua, mas tem boas ca- 
sas. Ha aqui feira no primeiro de cada mez 
tenaPíçaiaos 18. 

. £m Fafe nasceu o bacharel José Gardozo 
iVieira de Castro, filho do desembargador 
Luiz Lopes Vieira de Castro. José Cardoso 
foi deputado e era bom orador e de muita 
intelligencia. Tendo ddo ao Rio de Janeiro 
dar mostras do seu talento oratório, casou 
com uma brasileira. Regressando com a mu- 
lher a Lisboa, deu entrada em sua casa a 
um sobrinho do inmiortal Garrett^ por no- 
me José Maria d'Almeida Garret, joven de 
miiiita inteliigencia, mas de uma devassidão 
proverbial. Tendo José Cardozo (ou |Ulgan- 
do ter) provas do adultério de sua mulher 
;oomGarrelt,estranguk)U*a.Poicm 1871 de- 
^ipredado por i§ annos para aA^fíca» onde 



morreu á 5 de oumbro de 1872, de feb^e 
perniciosa Um anuo, idia por dia, depois de 
(^egar a Africa. Monfeu em Leânda. 

Muito se tem dito e escripto contra }o« 
sé Cardozo. Eu, que não sou nada, e ine a- 
eho segregado do mundo, penso sobre este 
trágico suçeessò do modo seguinte. , 

■Se 1^0 precedessem ao facto certas ^• 
cumstancias, estava Cardozo, plenamèite 
jusIifíeádO' pçla sociedade; porque todo o ho- 
mem de bem, todo o homem d'honravBopri> 
meiro impulso do seu fiiror faria o que «He 
fez; faria até mais porque mataria osdois 

adúlteros. 

O que é certo é que a mttUiier morreu as- 
sassinada e que o assassino morreu no de- 
gredo e assim se ànntdlou uma intelligenda 
que podia vir a ser .utilíssima á pa^ta. 

Nè monte de S. Jorge Magno ha gratdes 
pedreiras de granito jBetamorphico e pr- 
phiroide, óptimo para construcf oes. £ pró- 
ximo da villa. N'esCe monte venfera o f«r(> 
o Penedo de Pégadinha^ no qual deíxárâiia- 
pressas as suas santas patas, a jumeatinto 
da Nossa Senhora, gwonáo^fiía aqui pflíw» ] 
acavallo, na fugida para o Egyptolll 

É fertil em trigo, vinho e algum aceite. 
Muitos gados, mel e céria, caça e pescajain j 
3 r^atos que nascem no concelho efofíwn 
o Visella.) 

Teve um aniiquissimo mosteiro, ignoraa- 
do-se qua»do deixou d^existir para ^eram* 
do ao de Santa Marinha da Gosta. 

A 12 kilometros de Fafe, próximo ao lo- 
gar de Luilhos, uma rapariga descobriu, por 
acaso, em principies de 1870 uma nascei^ 
d'agua que rebenta d'uma rocha e qi^J^ 
diz ser efficaz para curar toda a qualidaae 
de moléstias cutâneas e outras. Já aUi ^' 
re muitageate. O povo diz que aU* pro*»"^ 
está enterrado S. Silvestre; pelo que cba»a 
esta fonie Bankosde S. Si/ti^3ír<?. TcmiiP 

cheiro particular e ó «muito li«*P*^*^/!lj 
Apesar.da arideí do aitio, estáalli um arra»J 
com barracas de cotíâdla, muitas P>F^ 

"^'^^^^^^ . ^pmiaiOio 

Nas escavações que se fizeram em j^^ 
de 1870, para a construção d'uin» ca^Ji 

próximo á. villa, appaareceram i^^^os m 



Xo^e eQtrd«Ue94íffBfeiite8moe49^ei4o me- 
tal', e nacionaydade ' se. igpdra^ {knt estarem 
muito eorroidas da ferrugem. 

£ tradiçift qae este logar foíoccnpado (e 
hâl>itad(K) pelos editas* Outros dizem que pe- 
los romanos. 

< 

A irmandade da Misericórdia foi institui- 
da a 23 de março de iB%% mas a prkneíra 
pedra do hospital de S. José, qoe elia admi- 
mfitra, foi lançada a 6< de janeiro de 18^ e 
em 19 de março de 1863 foi aberto aos po- 
bres. É um elegante e vasto ediflcio, em óp- 
timas eonáícções. Foram seoslondadores lo- 
sé Florêncio Soares eoutros negociantes â*a- 
qoi, estabeleeidos no Brazil Os estatutos^ fo- 
ram feitos em 23 de março de 1861 povo 
â'aqiij também conoorrei;!, muito para esta o- 
bra. A sua receita ordinária é de 82 9]|772 ts. 
e a extraordinária de 432j|i364 rs. A d^pesa 
obrigatória é de 776jf472 rs, e a faeukaiiva 
379MÍ4. Ainda ^o preeizos 16 contos de 
réia para á conclosao doeste estabelecimen- 
ta de caridade, que nos primeiros trez an- 
Boa já tratou 2}0 doentes. Os podares pú- 
blicos, longe de subsidiarem este estabele- 
cimieyQitQ e.pr(MsararemoseadesenvolvÍQ^a- 
tô^teem procurado vários meios de oprejxi* 
^totrem e en^araçarem. É seu actual pro- 
vedor (o 1.°) o sr. José Florençiç Soares. 

Em janeiro de 1874, falleoeu em Lisboft, 
António Joaquim Vieira Montenegro, que foi 
vm rico negoclaote, no Brazil^ Bra natural 
de Travassos, doeste concelho. 

Deixou ao' hospital de Fafd> 2 contos de 
réis^fo^rtes* A' camará muaicipai da mesma 
Villa, 7 contos dee réis, para mian<|ar cqqi- 
trair, uma i^a na. freguezia de Travassos» 
para^ escola d0 mepinos: 14 copto^tde réist,. 
para a mesma camará mandar conslri;ui:ui9J|L 
casa para asylo de.meninaei pobr^es, das.dif- 
fei|9i]|e».lr^p:(ezias 4*e9^e coacelbo. 

Tambe^jn deixou aOih^sp.its\l d^ S. Doniiu- 
gos á^^Çmvmí^h ^ok conto ^tiiASoxm. 

Qcmpsti^iro 4e inpii^|9$!Íeroiiirpo8,. de^Sau: 
ta Marinha da Capta, de fiu^m^râ^» 9^T^^Vt 
tay^ao vigário^, que tiijibaj iQQifQOP réis^. 

A comarca de Fafe, é composta; Si6ind0te 



FM' 



133 



todas no arcebispado de Brap^j aao^ras.sQ* 
guintes: 

Antime, Armil^ AgreUa, Ardes <$. RomãQ) 
Ardes, (Santa Christina) Aboim^ Ai:n<KieUai 
Cepães, Estunos, Fafe, Felgueiras^, F^uméi- 
os, Freitas, Fareja, Gontim, Gnlâes^ Médéi^ 
lo, Monte, Moreira, Pedrah^o, Paços,^ QíkI- 
madelia^ Quinehaes, Regadas^ Revelhe^ Bif^ 
beiros, Serafao, Seidões, S. Gens, Silvares^ 
(S. Clemente) Silvares (S. MailáBlio}. Travas- 
sos, Várzea- Gáva, Villa-Covaj e Vinhos. 

A pouca distancia de Fafe, na serra d'Ar* 
ga (ou Agra) nasce o rio Ave, que passtiki 
do junto a Guimarães e outras povoações» 
entra no Oceano, em Villa do Conde. Vidf^ 
esta pala^a e Ave. 

FACrUiDE — ha varias aldeias em Portos 
gal com este nome. É nome próprio d^bn^* 
mem (godo.) 

Também se dizia Foffile (Vide Céa.) 

Na freguezia do Canédo, Douro, coneelhp 
da Feira (Vide Gonédo) ha a quinta de Far 
gilde, onde nasceu e morreu o brigadeifo 
realista Victorino José da Silva Tavares») Vi^ 
de Pernes.) 

FACUNDO ou FAQUNIM) . (&.)^ freg^^i». 
Douro, comarca e concelho de Coimbra» Vir. 
de Antuzéde e S. Facundo. 

FAIA — freguezia, Minho, comarca de Ce- 
lorico de Basto, concelho de Cabeeeirfs de 
Basto, 48 kilometros a NE. de Braga, 375 
ao N; de Lisboa, iW fogos. 

Em 1757 tinha 99 fogos. 

Orago S« Tblago. 

Areel3^pado e disu^icto admioístralávo de 
Braga« 

É terra fértil. 

O grão -prior do Crato^apreaei^va^o al^ 
bada$: que tinha mtm réis. 

É n^esta freguesia a quinta do Véllaí\ q^e 
foi de António de Lima de Noronha, seuhPIT : 
de Regaladas, e passou a seuS:genr^ Beç- 
iaR^beUo LobQ e Baltbazâf^ Pieira da Sil^., 
- Vide Cabeceúraf de Basto e 'Refojos 4(^.< 
Basto (S. Miguel.) 

' FAIA —freguezia» B^ira*Altft| eoiiiarca # 
Moimenta daBe(ii:^!QQncetlK>4eQa0aeRayi 
até Id^ti. e deppis^ c^nceHio deGeicoancé^ 
5 kilometros de Lamegp,:^5^ fi^^. ^e^Llf ;» 
oa, 65 fogos. 



t 



t..i 



134 



FÀI 



É terra fertíL 

Orago S Martinho. 

'Bispado de Lamego, distrieto administra- 
lÍYò de Viseu. 

O Portugal Sacro e Profano^ nao traz es- 
ta freguezla. ' 

FAtA^fireguezia, Beira Baixa, comarca, 
concelho, 6 kilometros da Guarda, 305 a £ 
de Lisboa, 160 fogos. 

Em 1757 tinha 129 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Coneeição; 

Bispado e distrieto administrativo da 
Guarda. 

O ordinário apresentava o prior por con- 
cum, e tinha 320^^000 réis de rendimento. 

FAEL — freguezia, Beira Alta, comarca, 
concelho e 6 kilometros de Viseu, 375 abN. 
de Lisboa, 80 fogos. 

Em 1757 tinha 70 fogos. 

Oragò S. Migue], archanjo. 

Bispado e distHcto administrativo de Vi- 
seu. 

O vigário de S. Cypriano apresentava o 
cura, que tinha SifSOOO réis de côngrua e o 
pé d'altar. 

PAlIiDE— freguezia, Traz os Montes, co- 
marca è concelho de Bragança, 35 kilonie- 
tros de Miranda, 490 aò N. de Lisboa, 65 
fogos. 

Em 1757 tinha 34 fogos. 

ÒragD Santo Ildefonso. 

Bispado e distrieto administrativo de Bra^ 
gança. 

(É a mesma etymologia de Fagilde.) 

k mitra apresentava o cura, confirmado, 
que tinha 12)^1500 réis de côngrua e o pé 
tfalter. 

I^AÍLDE E eAROCEDO^Traz-08-Memes, 
havia um concelho *d*esté nome, na eòmar- 
ca de Bragança, que foi extincto, (Vide Gar- 
rõcéflo.) ' ' 

FAIOES -^freguezia, Traz-os-Montes, co- 
marca e concelho de Chaves, 90 kilometros 
ao NE. de %raga, 4ib ao N. de Lisboa, 300 
fogos. ' ' ' 

^ 1757 tinha 289^ fogos. ^' 

Orago S. EstevSo, p^otbmartyr. 

'Ai^cebíspado de Braga^ distrieto admkiis- 
tratlvo de^Yffla ReaL ' 

fi terra fértil. " 



': 



■ 

1 



A camará ecdeáiastíca de Bk*a^a aprôsen- 
tava o reitor, que tinha 120|KX)0 réis. (Vide 
a freguezia immediata.) 

FAJlO— villa. Beira Alta, comarca d^Ar- 
ganíl, concelho da Pampilhosa, 60 kilome- 
tros de Coimbra, 240 ao N. de Lisboa, 190 
fogos, 73Õ almas. 

Em 1757 tinha 99 fogos. ' * 

Orago Nossa Senhora da Assumpção. 

Bispado e distrieto '- administrativo d& 
Coimbra. ' . 

O coliegio dos cónegos regrantes, de Santa 
Cruz de Coimbra,' apf-eseniava o cura, qtte 
tinha 30ifOOO réis e o pé d*altãr. 

Fajão, Faiôes €J Fajcfes, é corrupção deno- 
me próprio de hontôm (godo) Fayãó. Foi D. 
Fayão Soares qué fundou Arrifana de Sou- 
sa (Penafiel) ei^ 850. 

Foi concelho,' com 808 fogos. Foi snpprí- 
mido. Tinha seis freguezias, duas no bisfKido 
de Coimbra e quatro no da (Guarda. Às do 
bispado de Coimbra, eram : Fajão e Teixei- 
ra; as do da Guarda, eram: Dornellas, Ja- 
neiro de Baino, Unhàes 6 Velho eVidual te 
Cima. . ■ 

FAJÕÉS — freguezia. Douro, comarca, 
concelho e 9 kilometros ao I^. de Oliveira de 
Azeméis, Í5 ao S. do Porto, 275 ao N. dê 
Lisboa, 2^ fogoB« 

Em 1757 tinha 180 fogos. 

Orago S. Martinho. 

Bispado do Porto, distrieto ádmiáistralUo 
de Aveiro. ' 

Bm escripturas antigas também sé dá a 
esta freguezia o nome de Fojõei e Fdjozêi, 

No foral dado por D. Ma?iuel à Terra da 
Feira, ém 10 de fevereiro de 1&14, se dà a 
es4a freguezia o nome de Fayoes. (£ a o 
mais próprio.) 

O povo chainalhe Feijões. 

A abbadessa de S. Bento da Ave Maria, da 
Porto, apresentava o reitor, que tinha de 
reudimenlo 22^^000 réis è o pé d'afiar. 

É situada em uma planície abtmdante ie 
agfiã, mSaspoiicó fsrtil, por sef muito ffia,e 
cercada 4e serras pelo 8. e' N^ 

A egreja fbi fundada, ou reedífièjada; peio» 
annô8Í550. 

Não é terra muito rica. Ha aqui mitíto» 
serralbeircm, ' pregueiros, vemimeiroB, ca- 



PAJ 

BMfeilos 6 ^tt^llsiros .(jb obapeus de 

A «a^Uai de S. Marcos eorôá o morro do 
ioaésiiio mme^qúé ó moilio alto, e de mm 
á mais estíi ass^te no alto de ama ser- 
ia^ 

Esta eapella e o morro pyramiâal iem que 
está assente véèmt-se de muitas léguas de 
distanda. D*a4ai se vô perfeitamente o Per- 
to (em dias claros, mesmo a vista desarma- 
da) grande extensão de mar e innumeras 
poToações, serras e freguetias. 

Ha n*esta eapella uma festa no dia do san« 
to evangelista, e também uma feira, ehama" 
da da Ltnkaçá. (a 25 dé abril) 

' Quem tem filhos travessos que os leve alli 
AO £a da festa, se os quizer mansos. Isto diz 
o povo, e eu também digo que, se os.rapsk^ 
zes forèixi por seu pé, quando chegarem á 
catMBlIà hão de por for^a ir Momos liara 2 
ou 3 horas. 

Há no logar dá Côtto uma eapéila patrti- 
ealâfr qtte tem uma inscripçao sobre a ver- 
ga da ^(H-ta, que diz ^oe a eapella foi fun« 
dada por um fulano de tal, familiar do Sem* 
to Officia. 

Esta povoação é<a«itíquís«ina e tinha ai- 
gumis oKira^,' que o povo destruiu. 

Ma serra, em redor do morro de S. Itof 
eos, ba muitos vestígios de paredes ealieer- 
ôèr antigos. 

(VMeF^àOw) 

Está aqui bastante desenvolvida a indus* 
tria da creaçao do gado boviho^ que exper- 
ta» pira a Inglaterra. Ha tatà&em áquf imii- 
ca^e- óptima manteiga de vaoea,>que vae,.em 
grande quantidade, para a cidade dd Porto. 

Esta firegneiiki; tra das freira» benedleti- 
nas, do Porto, qiie ainda aqol teem mvfttas 
rendas. 

FAJOZES ouFEIJOZES— freguezia, Dou- 
fò, «okDtfca e concelho de Vila dò Conde, 
18 kitometros ao N. do Porto, i3S0 ao N. de 
iiMOtt, ilQlbgos. ^ 

' Em tífít tintia 89 fogos. 

Oragot s. Pèdre> ad Yineola. 
"Bispado « distrido • admíBlstrativo do 
Porto. 

O real padroado l&prdsiaítalva^ o ^UibaUe, 
que tiidia 360#000 r^n^reiÊLôMem. 



FAL 



135 



Ê aqui a casa vinculada dos srs. Ferrei- 
ras, da Maia. 

FILACHOS ou FALASCOS ou FALAXOS 
— freguezia. Beira Baixa, comarca e conce- 
lho de Trancoso, 54 kilometros de Yiseu, 
330 ao NE. de Lisboa, 95 fogos. . 

£m i757 tinha 40 fogos. 

CNrago o Espirito Santo. 

Bispado de Pinhel, distrícto administrativo 
da Guarda. . 

O cominendador de Malta^ extra muros 
de Trancoso, apresentava o cura, que tinha 
G^KMX) réis de côngrua e o pé d^altar. 

Falacíia^ é um bolo que se faz.com ma^ 
de castanhas piladas, ipuíto. usado nas ter- 
ras onde ha abundância de castanheiros. 

Esta freguezia nâo vem no diodomirio de 
Bettencourt. 

FALBIJÃES --aldeia» Minho, freguezia de 
Arcozélio do limav^omarf^a, couc^Iho eem 
frente 4ie Pqnte deíiima..(YidçAiicQzéno do 
Lima.) 

É um logar populoso a rico. Por estar nas 
faldas dos montes e com plAoicies próximas, 
talvez, se lhe desse o nome de Faldas Cham, 
que com o tempo degenerou em fVil(íij^e$. 

fia n'esta aldeia uma Ipnte chajpaada F&ti" 

tedoPiôlko. 
FALIJAR— pi^^tuguezantigo^r^^/^irar, m- 

folegar, aspirar. , . 

FAUPSRRA-^pequena aldeia; Douro, na 
Ânôguezia de- Bscariz, concell^ de Arouca, 
que teve principio em uma casa dó taboa- 
do, em 1840, aí>aixo uns iOO metros 
do monte Curuto. de Fermédo. É situada 
em um alto, d'onde se vé o formoso vaile 
de Fermèdo, a cidade do Porto (30 kilome- 
(ros ao Í^O.) muitas freguezias, aldeias e 
serras e uma vasta extensão de mar. (Yide 

€ruto.) 

FALFÊRRA (serra da)--no monte úís }ià' 
gdahna, Minho, a i:§00 metros ao S. da ci* 
dade de Braga. 

' Ifo alto da serra, da Falpérra,está o edifi* 
oia que foi convento de missionários apos- 
tólicos (falperristas) denominado Seminário 
de Santa Maria do Monte da Magdalene. 

Foi ivendido depois de iB34, e é hoje pro- 
priedade particidar (tanto o mosteiro, come 
a Qérca) da irmandade de Santa Maria Ma- 



laé 



FAIf 



gâ«l6nây estâbeleeída na saa cap>elia^ fio ci- 
mo da serra, contígua ao eonviMitò, e pr»- 
i:imo da antiga estrada publica, enitre Bra- 
ga e Gctimarães. 

A esta irmandade da Magdalenai estão an- 
nexas, as do Senhor da Agonia e de SaUta 
Martha. Esta tem a sna eapella no monte do 
sen nome, sobranceiro ao da Magdalena. 

N%ste monte, pouco adma da capeUiiiha 
de Santa Martha, ha uma pyramide geodésica 
(oú trigonométrica) que está 562 metros e 
Sd (^nfimetros acima do ni^el do mar. ' 

Principiou a edificação d'e^ mosteiro, 
em 1826, mediante um brete d» ponlifice 
Leão XIF, obtido pelos preseveraaies esfor- 
ços de sèu fundador, fr. Anlomio do Jesus, 
missionário apostólico, dó conventé de Vi- 
nhaes (Traz-os-Montes) para onde entrara 
aos 15 annos de edade. Recolheil-se fr. An- 
toiiio de' Jesus, ao eonrento dá Falpôrra, em 
abril d^ 1833, sendo ei^lso em 1834. 

Como os terrenos que occupavam ó mos- 
teiro e cerca, fóTàm cedidos com a condição 
át, em caso de siippressão, voltarem ao po* 
der do doador ;é por isso que tornou águèi* 
ia irmandade. 

Segundo um letigio, lulgádo em 1873, a 
capelia de Santa Maria Magdalena, e todo o 
tóo^teíro e cerca, da Falpé^ra, está em tier- 
ritorio de Guimarães, e não no de Braga». 

FAMAÚCiO— villa, Beira Baixa, címiar- 



PAN 

tiadds » emprágaáos cDoqpMittesr A^Wií* 

tos annos que foi supprímido. 

FAMALICiO -^ fregue^ii^ Extnevadiin, 
comarca e concel&o de Alçotaufa, atá tôSfi 
era do concelho da PeâerReira (estíuBuoto) 
105 kilometros ao NE. de Lisboa, 330 fogoç. 

Em 1757 tinha 317 fogefi« 

Orago* Nossa Senhora da Yi^^toría. 

Patriarehado e dbtricto aèsainistrativoíte 
Leiria. 

Foi couto. 

Tem foral, dado por D^lfonne^ emLii? 
boa, a 10 de janeiro de 1514. Serve p^n 
Ganiceira^ Outeiro e Povoa do Roupeiro, 

O D. abbade geral de Akobaíça, apr^»- 
tava o vigário, cintado, que tjnha 3 pipa^de 
vinho, 30 alqueires de cevada, além dp {m| 
d*aliar. 

A mesma elymoiogia da aQteeed^ftte» 

FAMAUCÃO— vide Ytlla Nova d^ FanJk 
lição. 

FANADlA— freguesia,. Extresaadura» ^ 
marca das Caldas da Raioba, cowdlmM 
Obidosy 84 Moraetrâs ao NE. de Lisboa^ W 



Em 1757 tinha 179 fogos. 
Orago S. Gf egone^ papa* 
Patriarehado, disuieto a^isistfatifrotidB 

Ldria^ 
fi' t^rà fentiL 

O prior beneficiados da e coUegiadaidft^ 
ea dei Vâlhéfhas até 1B55, depois concelhioj | Pedro, d*Obidos, apresentavam, o euw^.f» 



cidíná^cai e 13 kilometros da Gbaixla, 385 ao 
fi. dé Lisboa, 310 fogos, 800 ahhas. 

Bin 1787 linha 1Í3 fogos. 

Orágo Nossa Senhora da AnntinciaçSo. 

Biépado e districto administrativa da 
Guarda. 

Situada na Serra da Estrella, pouea dis* 
tante da bonita villa de Manteigas^ e em 
utiia bài^a cercada de arvorédòsi,< pela 4ue 
Éd né vé depois da gente estar deDirb:tta 
rua. /■• '...■,..'. 

' ftpofóação' antiqui^ima, mâs pequtina. 
€h^âfide a^bfindaiida de cai^nhas, e cb mais 
feniL 

FamaiiéSo é nome propHo id -hòmemr 
Q real padroado ^H^reseolava 0>pFk>ry 4ue ^ 
tinhà 100400» réis de rendlmeiíto. , 

Poôl concelho antígaímMie^ compôs Mlfi»r 



tinha 60 alqueires de trigo, 00 /de cevada e 
1 tonel de vinho. i 

FAN])INHAU«--fregueu%jiD bispadil^ 
P^rlo, da qual era otagoS. liMninho^hiapii 

Em 1757 tíidia 15a fogOB. 

Omarquez de Marialir» a#r«BentAvao ib- 
baèerqae Ibha aOOifiOOO i^. 

Dista do Porto 60 kilometros e de UdM 
384ao.N* .: • i ■.« .:.: v% • 

£eta fregaetia foi â^pprimidft no flRi.dt 

S6ClllO:X¥I£[. 

FAN6A DA F£—fregueii%£xiremaâiiM 
comarca e concelho de Torres Tedr«^ a*^ 
1855, e desde então «òmai«af4crCa7itt^íit>^* 
eelho de Mato, 40 kilotaetroi ao» IjObi^ 
Lisboa, 350 fogos. . :.'i 

BaKÍ757 tiflto i%{om^ . / '^ 



PatciMrab&dô a dis&rieto adoiinístratívo de 

TiXBkest a «ata fregoezia 9e dá o noma 
é» EwamaçSo, 

O prior de S. Ttát0[% de Torres Vedras, 
apresentava o cura, que tinha 60 alqueires 
de tríg», 30 almiides de vinho e 6^000 réis 
em dii^elro. 

É fierra fiertíl. 

FiUNEtaS --frejíaçzia, Extreinadnra, eo* 
siarea de Lisboa, d*0Qde dista 18 kilome» 
tios ao NE., eoDcelho dos OUvae^3i0fo- 



FAN 



m 



Em 1757 tinha 9i fogos. 

Orago S. Salaniiiia. 

Patriarchado e d^iet» adtmnistratiyo de 
Lisboa. 

Era antigamente uma aldeia da freigoazía 
de Santo Anão da Tojal, da qual se des- 
m^nbroo, formando fr^j^eaua independen* 
te, ha mais de 150 aimos. 

O i^To da fregaesia aprepentava o cora, 
eonOimado pelo pairiareha ^e tíníia 4e 
rendliD^Uo iOOUOOO Féi& Os kmeêses d'eiiT 
ta freguezia e da de Santo Antào do Toial 
arãfli divididos egiiftlmeate entre os dols.pa- 
roehos. 

6 tenra fertíL 

São dignos de meação honrosa n^^ste Mc- 
eumario dois besMieiltos oavaibeiros d*i(3s-, 
ta rfregmna. 

Sic^ 06 srs» ^laeas Duarte, e seairoâa 
Germa») Dnar ta Joaior, d'aqi|i aiataraes. 
Ambos teera trabaUuiâo com o maior Qmf e- 
nho para o engrandecimenio mpral d*elta 
ferra. 

Em 1865, por inieiativa d*elles, foi oreada 
uma pequena bibliotheea, para >a formação 
^toqual oQueorreram díffwreol^s ca^albelips, 
eoBtando boía(iS74) j4 aa»300 e \am^ va- 
Imnes. 

O professor puMico '(o «r. Jasé Duart^ é 
dft mef m« lámilta» a oafl) mesos' iaeanaairal 
«m< seauiMlftr a propaga»^ dvilif^av^ 
d'aquelles seus dois parentes. Ensina 0(%t 
iQiiaiaBaieijnusieai<aiM- 40116 ^dumim (qoasi 
todos mnôtor pobnes) qne*baiifam tão^bom 
w»mòi ps^lo sfifi .apro?eltajmetí4».e hmtiiUi 
dade. Os progresaaa d'Astaf <V€yiM»«iatf e^^ 



sido rápidos. Está já formada uma phUar- 
moníca, composta de i2 figuras, que tem já 
acompanhado algumas procissões» com ge- 
ral louvor dos auditores. 

A bibliotheea concorrem, aos dias santifi* 
cados e feriados, varias pessoas, que, sendo 
conhecidas, podem mesmo levar livros para 
lerem em suas casas. 

Note* se que este caridoso mestre da as 
lições de musica, fora das horas destinadas 
pela lei á instrucçào primaria. 

Ha também n*esta freguezia a Assoáa^o 
Fanhoense, cujo fímé cultivar e desenvoK 
ver o estudo das bellas artes e das letras. 

Tudo isto é devido ás diligencias e exem- 
plos dos srs. Duartes. 

Honra pois a estes utilíssimos cidadãos 
que tão polerosamente concorrem para a 
bôa educação e moralidade do povo, que sé 
uláBa de ter taes patrícios. 

Agradeço cordialmente ao sr. Franciscp 
Augusto Cordeiro da Gamara Leme os es- 
clarecimentos, que a este respeito ^e dignou 
enviar-me. 

FANZERESou FANZES— freguezia, Bou- 
ro, concelho de Gondomar, comaf ca e 6 ki- 
lometros ao NE. do Porto, 310 ao N. de Lis- 
boa, 510 fogos. 

Em 1757 tinha 350 fogos. 

Ofago o Salvador. Foi antigamente SJ 
Thiago. 

Bispado e distrícto administrativo ãà 
Porto. 

É terra muito fértil. 

0|cabido da Sé do Porto apresentava o 
tigariò, qtie tiiiha 200if 000, réis. 

Foi aqui solar dos Araujos Rangeis. ' 

Rangel é um dos nobres appellidos' da 
Portugal. Veio da Extremadara hespaulio- 
la. O primeiro què em Portugal se aéhá 
com este appellido é D. Diogo Dl^s Kánge|, 
commenldatarío do mosteiro de Vilfela. ' 

Esta família está ramifíòada em Lisboa» 
Beire, Fâuzeres, Aveiro, Pòrtô e outras par^ 
tes, asiinl como no Bio de lánèíro. 

As armas dos Rangei^ são: —-em eam](^ 
a^^U flfiíi ^ôrfe.íô. pr^,:prla 4'ou«o„ çar- 
r§i»fla.d9^ ^etrom^ni^ ycrdes» .aberras ooDl 
bagos áe púrpura. Ti^0 um^rmi^^^ Ç^ 



138 



FAO 



rvÉRítSL verde, com três romans eomo as do 
escudo. 

Os Rangeis, d*ATeiro, trazem por armas 
— em campo de oiro 6 cabeças de corvos, 
dè negro, cada uin com seu pão no bico» 
ém duas palas, viradas umas para as ou- 
tras. Timbre o ramo da romeira, como o 
das antecedentes, mas com 4' romans. 

Ainda futros Rangeis usam das armas 
d*éste modo — em campo d'oiro, 5 flores de 
líz, esqaarteladas de prata q púrpura. O 
mesmo timbre. 

Fio — villa, Minho, comarca de Barcel- 
os, concelho de Espózende, sobre a mar- 
gem esquerda do Cávado, defronte de Es- 
pózende, 30 kilometros a O de Braga, 355 
ao N. de Lisboa, 460 fogos. 

Ein 1757 tinha 453 fogos. Orago S. Payo. 

Arcebispado e distrícto administrativo de 
Braga. 

Fão é uma povoação antiquíssima, fun- 
ciada muitos séculos antes de Espózende. 

Querem alguns que fosse aqui a cidade 
romana de Aguas Celenas (Vide Espózende 
e Barcellos). 

' E até podia ser aqui uma Aguaè Celênas 
e outra eni Barcellos; porque ó Agiologio 
Lusitano (tom. 3.% pag. 627) mencioná.duas 
cidades do mesmo nome de Aguas Qelenas, 
na Gallíza, e todos sabem que a Galliza, se- 
gundo a antiga divisáò, chegava até' à mar- 
gem direita do Douro. 

O que é certo é que em 66 já erâ cidade 
e a 12 d'abril d*esse a^nno aqui foram mar- 
^yrisados os Santos Cfeirispulo e Restiluto. 

Situada 2 kilometros^ acima da barra ou 
foz do Cávado, da parte' do S., em terreno 
arenoso. 

_^A casa de Bragança apresentava o vigá- 
rio^ ,qtíç tinha 180í;000 réis. 

Consta, que guando tinha o nome de 
Águas Çeíenas èra uma grande povoação. 

., Parece que foi fundada pelos celtas, ahí 
pelqs annps do .mundo 3020 (984 antes. dQ 
Jesus Christo) mas grande parte, da povoa- 
ção Xoi ^m tempos jre^oto^ submergida pela 
«feia. 

'N'e8te porto, ditéiài os «historiadores àn- 
tifeoS, sô carregavam davios dèòuío píara-os 
«knhigiiieces e roEhanosi 



FAR 

Aqui fundeou tâôibeai uma ^anAe es- 
quadra romana, carregada de soldados pa- 
ra a conquista de Braga e sen território. 

Em Pão principiava uma das cinco viaS' 
romanas que hiam a Braga. 

É da casa de Bragança. 

No mar, a 3 kilometros da barra, emÍTea*- 
te de Pão, e perto da costa, estão oseéle- 
bres Cavallos de Fão, que sãó uns penhas- 
cosr que correm de Norte ao Sul^ na di^áii- 
cia de 1:500 metros, podendo navegar quais- 
quer navio entre elles e a terra. Na baixa- 
mar se pescam aqui muitos mariscos. (Ynie 
Cavallos de Pão.) 

Desde janeiro até dia de Paschoa se iáz 
uma estacada no rio, para se armarem re- 
des, onde se pescam salmões, iris, sáveis, 
lampreias, trutas, relhos, etc. 

A terra é abundante d& o^eaès. Unho e 
prodigiosa quantidade de - talhos e cebolas^ 
mas muito falta de lenha. 

Teve antigamente marinhas de sal. Ainda 
em 1160 den D. Affonso Io dizimo d'e8as 
aos frades dò convento de N<^ssa Senhora 
daAbbadía. 

Consta que- houve aqui um concilio oele-^ 
brado pelo arcebispo primaz D. Paterno^ no 
qual se condemnou a heresia de Breseilia- 
no (gallego) no anno de 402. 

Tèm Miserícõrdia e, hospital.^ (Vide Bar- 
cellos, Cávado e Espôz^sée.) 

FAREJA — fregaezia, Minho, veomarea ^ 
eoúe^lhd de Pafe, 20^ kili»ãétros ao NR de> 
Braga, 365 aó Ni de Lisboa, líOO fn^s. 

Em 1757 linha 74 fogos. 

Orago S. Martinho. 

Arcebispado e distrícto administrativo éd 
Braga. 

E' terra ferlil. 

É tradição que n*esla freguezia eiíistia! ii 

antiquíssima cidade dUu/íriiíiràfi '(ou' jStt/l^a- 
zia). (Vide Aufragia^ 

Ê a palavra árabe Farèija. Significa a 
o prazer (àQ r^t\io fhraia, ter gosto, p«B«r, 
aíHívío, etc.) Vem pois a ser— J>Dt?áifgo*do 
prazer» •' ■; • « '•> ■ ■ •♦ 

'O D. prior Aa t$olteg»da^^ Nossa Senlio* 
ra de Guimarães ápresetí^síva o ^gj^io^ eòn* 
firmado peio arcslnfípo.; Tktha i^ilO&^féí» 
de congroà e o pó d'altar; . : . 



PAR 

FARIA— fregnezia, Minho, comarca e con* 
célbo de Bareelios, 24 kilometros ao O. de 
Braga, 34S ao N. de Lisboa, SO fogos. 

Em Í757 tinha 68 fogos. 

Qrago Santa Maria (Nossa Senhora da 
Assumpção.) ' 

Arcebispado e diâtrícto administrativo de 
Braga. 

Esta fregaezía foi ^nnexada á de Milha- 
res ou Milhazes, formando uma sá frégoe- 
zia, sob o nome de Milhares e Faria, mas 
éstao outra vez independentes. 

Está aprasivelmente situada em uma pia- 
láãe, entre as freguezias de Miihai^es (ou 
Milhazes) Yillar de Figos, Paradeila e Ghris- 
téllo. 

A egreja matriz é muito antiga, mas foi 
reedificada em 1695, segundo consta de uma 
data que está sobre a porta da egreja. Teih 
um bom eampanario eom três sinos, feito 
em iS46. 

O castello de Faria é celebre nos annaes 
das glorias portuguezas, pelo acto de cora* 
gem e amor da pátria praticado por i^tin^ 
Gonçalves de Faria, alcaide -niór doeste cas> 
téQo, o qual, tendo ficado prisioneiro dos 
caístelhanos, em 4373 (no reinado de D. Fer^ 
lianâol de Portugal) elles o levaram de*^ 
frtmte do éastellò (cujo governo elle tinha 
confiado á seu filho) para quo obrigasse es* 
te a entregal-o; porém o nobre portugúez 
disse ao filho, qu^ainda qtie o visse alli fa* 
ZBT em postas, ^ nao rendesse. Entab, o 
governador da Gallíza, Pedro Rodrigues Sàr» 
mento, commandante dos castelhanos, man- 
am alli mesmo, á vista Ío filho, assassihar 
cov^ardemente o corajoso Nuno, cobrindo 
este de gloria eterna, e o galiego a si e aos 
seus dè perpetua ignominia^ 

O castello de Paria é aiitiquisdimo, e tan* 
tò que ttení se sabe ao certo quem o fun- 
dou. 

'BIzem alguns, que checando a este sitio 
Offer ou Offir, filho de Letan, 4.« neto de 
Ifoé, fundou esta povoação, pelos annos 1900 
dó Inundo (ou 110& antes de Jeárus ChristoX 
Oairos dizem que os seus fundadores foram 
osíietòs d'0)^, pelo» annos MOO do mundo, 
ou S004 ateies de Jrábr Chrísto. 



PAR 



m 



Os fundadores (quem quer que elles fos* 
sem) lhe puzeram o nome á^Offerina, 

Díz-se também que chegando aqui, pelos 
annos S700 do mundo (1304 antes de Jesus 
Ghristo) Fara^ chefe grego, fundou ou reedi- 
fieou Faria, dando-lhe o seu nome. Outros 
querem que o nome lhe provém de Farai, 
célebre na Bíblia. Finalmente, dizem outros 
que, aportando aqui os gregos, ahi pelos an- 
nos 2900 do mundo (1104 antes de Jesus 
Ghristo) fundaram ou reedificaram a povoa- 
ção e edificaram o castello, pondo4he o no* 
me de algumas das terras da Grécia, oòmo 
. era em Greta (hoje Gandia) a cidade de Phã' 
. ra, ua Dalmácia Pharia, ou em fim do rio 
Faro, 

Até alguns pretendem que o neme de Pa- 
ria provém de Santa Fará, virgem, que foi 
monja benedictina, e morreu muito velha, 
ahi pelos annos 1280; mas não é verdade, 
porque o castello de Faria já tinha este no- 
me em 1093, quando o conde D. Henrique 
veio para Portugal. 

Para não ficar nada por diner, de quantas 
patranhas se téem inventado, para dar à Fa- 
ria um fundador de nome, e uma antigui- 
dade remota, direi que, ainda outros escri- 
ptores sustentam que o castello dalFaríafoi 
fundado pelos francos, e que por isso a este 
sitio se chama a Franqueira, É certo que a 
castello tinha por armas três flores de liz; 
mas não é por isso, é pelos seus condes. 

De todas estas fabulas, só se condueuina 
cousa, e é que Faria e o seu famoso castel- 
lo são de muita antiguidade e foram impor* 
tantissimos em eras retnotas. 

O ccmde de Trastamara, D. Fernando Pe- 
res de Trava (que uns dizem amante, outros 
marido, e que o mais provável 6 não ser 
uma cousa nem outra, de D. Thereza, viuva 
do conde D. Henrique) pretende tomar o 
castello de Faria, mas D. Atfonso Henriques 
• o poe em fuga, pelos annos de 112^ ou 
1126. 

Erà este castello no alto de um monte, 
onde ainda hoje se vêem restos de suas ruí- 
nas venerandas. Foi demolido, para com os 
seus materiaes se edificar o convento da 
Franqueira, alli próximo. 

Este casteBo foi' por muilos seóulofl resí- 



Í4Q 



FÀR 



dencia e solar de seáttores godo% e d^ o 
appelljdo ^08 Farias. Também teve condes. 

Foi por maitos séculos couto, dos frades 
crozies da Junqueira. Vide Junqueira. 

Pelos annos 1400, D. João I fez conde de 
Faria e Neiva a D. Gonçalo Telles de Mene- 
zes, 5.*" neto da célebre D. Maria Paes Ri- 
beira (a Ribeirinha). Era esta que tinha três 
flores de liz nas armas, e que as mandou 
pôr no eastello. Para evitar repetições, vide 
Cantanhede, onde trato dos Telles de Mene- 
zes e suas armas. (Vide Neiva.) 

FARINHA PODRE —villa, Douro, conce- 
lho de Penacova, comarca e 30 kilometros 
de GoimlMra, 220 ao N. de Lisboa, 470 fogos, 
1:900 almas. 

Em 1757 tinha 318 fpgos. 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Bispado e districto administrativo de 
Coimbra. 

Foi concelho,. que se suppriuúu em 1855; 
tinha^. o concelho^ 1:500 fogos. 
- É fértil. 

O real padroado aporese&tava o vigário, 
que tinha 180^^000 i^ls. 

Nunca teve foral. 

Foi da comarca de Ar^panil. 

FARINHA PODRE (S. Payo de>— fregue- 
zia. Douro, comarca e eonoelho: da Tábua» 
30 kilometros de Coifiobra^ 330 ao N. de Lis- 
boa, 110 fogos. 

Em 1757 tinha ^ fogos. 

Ora^^ S. Payo. 

Bispado e districto administrativo de 
Coimbra. 

Foi do concelho de Farinha Podre (a viUa 
aniie^dente) que foi suppiíimido em 1855i, e 
ejra.<^$o da. comarca de Arganil 

O vigário da villa de. Farinha Podre (S^ 
Pedro) apresentava o cura» que tinha 10i^;50P 
réis e o pé d*altari. 

FAIUNVQ— -fk^guezia,, Alemtejo,. foi villa, 
hoje cbimase l?4ro. Vide estapalavrat i 

FARMINHiO — freguezia, Beira Alta,, cp^ 
max ca de Tondella, concelho de S. Miguel 
dn.Ouoiro, até 18Sj^ e desde eptão comar- 
ca, concelho e 9 kilqnwti^os de^ yiseu/275 
aa KM Liçboa, 180 fogo^ 

Em 1757 tinha i^,fyi^. 



FAB 

Bispado e dístriclo adnrinií»raHy» èft^í- 
seu. 

O vigário de S. Ifignel do Outeiro apre? 
sentava o cura, que tinha 10)^500 réis e o 
pé d'altar. 

FARO DO ALEMTEJO ou FJ^UNHO- 
villa, Alemtejo, comarca e concelho de Ga« 
ha, 45 kilometros d*£vora, 18 ao N. de fie- 
ja, 120 ao SE. de Lisboa, 90 fogos, 320 al- 
mas. 

Em 1757 tinha 00 fogos. 

Orago S, Luiz,. 

Bispado e districto administrativo de 
Beja. 

A mitra apresentava o cura,, qne tinU 
150 alqueires de trigo. 

É terra bonita e fértil em cereaes. 

Antigamente, esta villa só era coshecida 
pelo nome de Farinha, para a distingir dl 
cidade de faro, no Algarve. 

Consta que foi fundada por D. Este* 
vão de Faro e sua mulher D. Luiza Ca- 
bral, em 1616, em uma terra sua» cbamffli 
de S. Lui7 de Jacente» por auctorid^de 4l 
Philippe lII, qpe deu o tilulo,de cqnde* 
Faro, ao dí t^^ D. B^teyao. 

EARP— cidade episcopal e (japíta^dodU- 
trícto administrativo, Algiirve, (upiço bis- 
pado e uniço districto adipipistratjva òi, 
província), na foz. do rio de Valle Foríw*^ 
na costa do Oceano^. 8 kilometros a ft4> 
antiga 0*^ottofta> . com. excellenie po^it«^^^ 
fendiido por três fortale;^s em boqi estadOí 
e pelo qual faz grande commercio. Ai forta- 
lezas éãoi-T-FuzêtOt S, Lourenso e Farf<^' 
lhas. Fica 135 kilometros ao O. de Beja, W 
ao O- de Tavira, 45 de ^ilyes, 240.a(^ Ss*» 
Usboa. Tem 2:150 fogQS (8:600. alíW)^ 
duas freguezias (S. Pedro e 5é)„ No ceaçe- 
Iho 5:600 fogos, na comarca 9:25Q,j B<í ^^^^ 
trMto ada^iiMatfativo 45:100. 

Está em M^ 57' de latitude N.^ 381: «> 

longitude oriental. 
Defironfe.deFf^ra qstâupiKpupo. de^W' 

Siijtuada: em.planjiçie arenosa, nA'P\¥0^ 
o^iei)^ dpi.dilp ífio, qj^/e, p^M^d<^ »ôl?»fi^ 
gjQBzia dar Qq9fí^$o> vem a|é,onc|ei.^lWÍ**' 
laur^i.ei^QoiK^^^Q com. eH|. *^n^ ^J 
a ponte do RW;?AW>,,.Q mi^m»^^^'^ 






FAR 



FAR 



141 



tua Isr^o de mar, que se mette aitre o areal 
QliamaAo a Ilha, e a terra firme. O seu por- 
te, apesar de ser de areia, e por tanto amo- 
vive), é um dos melhores do Algarve. Dá, 
na pcaia-mar, entrada pela Barra Grande, 
defronte de OIbão, a embarcações de mais 
de 200 toneladas. É defendida por o forte 
da Barra Grande. Mais a O., no fim da Ilha 
(a d kilomelros) está a Barrêtay que dá en- 
trada a barcos de 50 toneladas. 

iO rio, na praia-mar, tem 3 kilometros de 
-largo, e na baixamar fica reduzido a ans 
fS metres. Toda a outra extensão do rio, 
até deidade, é composta de ilhotas, eober- 
'ias de murraça {dactylis cynosoroides, de 
tAnaea—paspalum cynosoroides e spicis li- 
mearibuSy de Brotéro.) É planta herbácea 
marinha, creada nos pântanos d'agua salga- 
da. Entre a murraça se criam bons mans- 
ões, principalmente amêijoas. 

€hama-se Praia do Rcmaihete, ao sitio 
onde se lança a armação do atum. É desde 
a Barréta até S. Francisco, ha extremidade 
éa cidade, do lado do E., no comprimento 
jde 3 kilomètros. 

Ao £. da cidade ha a marinha do Joinal. 
^ide Fãrrobilhas e Ancão, onde ha mais 
naaiiidias.) 

O elima de Faro é quente, mas saudável. 

Os arabcis lhe chamavam Pharaon. 

Antes de tratarmos da actual cidade de 
Faro, precisados dizer o que consta da ve- 
Bia OssoQoba. — 

A fundação de Ossonoba, cotno a de todas 
as povoações cuja origem se perde na noite 
dos tempos, está envolvida em fabulas mais 
aa menos verosímeis; e vários escriptores 
lhe dão fundadores e edades diíTereutes. 

Escolhamos o que nos parecer menos fa- 
buloso. 

Bizem vários historiadores que estacida- 
'. de foi fundada por uma colónia de gregos, 
pelos ahnos 2640 do mundo^ ou 1364 antes 
ée Je^us Qhristo, dando-lhe o nome de Os- 
s(»ioba. (Era no sitio onde hoje está a po- 
¥oação d'£stôy.) 

Dizem alguns que o seu primeiro nome 
$91 PMro, por causa de um pharoi que os 
seus fundadores aqui edificaram, para guia 
dos navegantes. É certo qjxe pharo, phano e 



]^hanal é de oWgem grega; mas nao consta 
que a antiga Ossonoba tivesse jamais este 
nome. Em todo o tempo da dominação ro- 
mana e ainda depois da invasão dos árabes, 
sempre se chamou Ossonoba. 

Auctores menos crendéiros, attribuem a 
fundação de Ossonoba aos curetes, ^mtigos 
povos da Lusitânia, uns 500 annos antes de 
Jesus Christo. Se os euretes não foram os 
seus fundadores, pelo menos a reedificaram 
e ampliaram; e, ainda que não pude saber 
a significação da palavra Ossonoba, é certo 
que ella me parece mais lusitana do que 
grega. 

No tempo dos romanos era Ossonoba ci- 
dade famosa, e já então reputada muito an- 
tiga, capital da Céltica, que ê, pouco mais 
ou menos, o actual Algarve. 

Se dermos credito a escriptores julgados 
verídicos, foi Ossonoba sede episcopal desde 
o primeiro século do christianismo. 

Era pois esta cidade uma povoação de 
muita] importância, quando se deu o fatal 
cataclismo do principio do século VIII. Mas 
Ossonoba não se rendeu aols invasores, se- 
não depois de uma heróica resistência, pelo 
que os mouros conquistando-a a desmante- 
laram. Seus moradores, parte foram capti- 
vos para a Africa, e os que poderam fugir, 
se^fori^ acoutar nas serras de Monchique 
e Caldeirão. 

Passados alguns annos e sujeita a maior 
parte da península aos mouros, começaram 
alguns pescadores a edificar varias casas em 
um ^tio asado para as suas pescarias, 8 ki- 
lometros a O. da destruída Ossonoba, de cu- , 
jas' ruínas foram aproveitando os materiaes. 

Foi augmentando a povoação, e muitas fa- 
mílias fugidas de Ossonoba, se vieram aqui 
estabelecer pouco ^a pouco, e assim se deu 
princípio á povoação de Santa Maria, que 
foi =0 primeiro nome que teve a actual cida- 
de de Faro. 

Aqui temos outra vez duvidas sobre a ety- 
mologia dá palavra Faro. Dizemi uns que, 
tendo* se com o andar dos tempos deseavol- 
vido a navegação e o commerCio n'estas pa- 
ragens, 86 edificou aqui (outros dizem que 
nos ilhotes fronteiros) um pharoi, para go- 
verno dos navegantes, e que á povoaç&o se 



14@ 



FAR 



FAR 



prineípiou a ehamar Villa de Faro (FaroL) 
Dizem porém outros (e eu aebo isto mais 
natural) que náo querendo os mou)*os estar 
pelo nome que os ehristãos impozeram á 
povoação (Santa Maria), lhe deram o nome 
de Faraon, que significa poroaçõo dos cavai- 
leiros; porque farás significa o cavallo e /a- 
res o eavaileiro. 

(Já disse que alguns sustentam que o no- 
me de Faro já se dava á velha Ossonoba, e 
sendo assim, o que é, pelo menos, muito du- 
Tidoso, não é palavra aràbe, mas grega, co- 
mo já disse). 

Tendo os mauritanos invadido a Céltica, 
pelos annos 260 de Jesus Christo, o general 
romano Lúcio Quíntilio Galíon, veio com 
uma legião em soccorro dos lusitanos algar- 
vios, e secundado por elles expulsou os in- 
vasores, que fugiram derrotados para a Afri- 
ca. Em Ossonoba se gravou um magnifico 
padrão com uma inscripção laudatoria, de- 
dicado a Galion. 

O conde D. Henrique e todos os seus des- 
cendentes, atá D. Sancho 11, tinham expul- 
sado de Portugal, a poder de rios de sangue, 
os sarracenos, que se tinham apossado do 
reino havia mais de cinco séculos, e que 
agora o defendiam palmo a palmo, pois não 
se podiam acostumar á idéa de trocar o do- 
ce e fertilissímo clima de Portugal pelos 
adustos areaes africanos. 

Mas a maior parte do reino do Algarve, 
ainda via tremular nas suas torres ebarba- 
^ cans as meias luas do propheta. D. AfTonso 
III decide a restauração do Algarve, e dedi- 
ca a esta empreza todas as suas attençSes. 

Era fronteiro -mór do Algarve o bravíssi- 
mo e prudente mestre de S. Thiago, D. Payo 
Peres Correia, e não podia o monarcha por- 
tuguez fazsr melhor escolha; porque D. Payo 
em poucos mezes conquistou muitas povoa* 
ções do Algarve. 

Era n*esse tempo Faro uma praça muito 
bem fortificada e abastecida de tudo (que 
facilmente lhe vinha da visinha costa afri- 
cana) e vendo o rei que D. Payo não podia 
eom as suas poucas tropas emprehénder a 
eon(|uista d*esta villa, vem de Lisboa, pt>e 



eéreo em pessoa á praça por mar e terra,6 
apesar da obstiBada resistência dos mouros, 
os portuguezes, animados com a presenceie 
com os exemplos do seu rei» e do grande D. 
Payo, atacavam como leões e em poucos 
dias as Quinas .portuguezas ondolavam 
ovantes sobre os muros de Faro. 

Os mouros não esperarsmi pelas nltòms. 
Em 9 de março (outros dizem que em 29) 
de 1249, capitularam o alcaide Ãloanclro « 
ol almoxarife Aben-Barraú^ que tii^ham a 
praça pelo miramolim de Marrocos. Oni 
lhe deu o nome de Santa Maria de Fm^ím. 
É cert9 que ainda em agosto de 1251 era 
dos portuguezes, pois aqui fez D. AfTonsoIH 
uma doação, n'esse mez e anno, ao eha&del- 
ler Estevão Annes, pretor d*esta povoação. 
Parece que depois de 1251 se tornon a per- 
der (por causa das guerras com GaidteHa), 
pois que Buy de Pina e outros, dizem qne 
Faro foi tomada aos mouros em j^meiro de 
1260. 

* Esta victoria e outras muitas dos potis- 
guezes desanimaram os moiíros, e emmeiiM 
de dois annos todo o reino do Algarve ficÀ 
sendo uma parte da monàrehia portugneza. 

Porém as fortificações e os edlficioâ de 
Faro ficaram tão arruinados com este cér- 
CO, que a maior parte dos habitantes se ti- 
ram obrigados a abandonar a povoação. U 
se sabe que em Faro, como em todas u ou- 
tras povoações, os mouros que se qucriaffi 
sujeitar á dominação portugueza, continua- 
vam a residir nas suas terras, e se se fizes- 
sem ehristãos, tinham todos os foros e pri- 
vilégios dos portuguezes. (Não eram como os 
jíideus, que, mesmo depois de convertidos, 
não deixavam de ser uma raça gerahneute 
despresada.) 

Tão destruída tinha ficado a povoação, 
que, apesar de D. Aflfonso a mandar povoar 
em 1250, pouco se tinha desenvolvido a po- 
pulaça». O rei, querendo fazer de Faro um» 
boa povoação e uma praça de guerra, » 
mandou cercar de muros muito mais fortes 
do que os antigos, e guarnecer de torro* 
em 12S0, dando-lhe então por armas um es- 
cudo em branco (de prata) coroado, por ser 
conquistada pelo próprio rei em pessoa. 



FAR 

• 

N^m assim Faro attingia o grio de desen- 
volitiaienU) e prosperidade qae o rei dese- 
java; pelo que^ estando em Lisboa, lhe dea 
(^ral ^m agosto de 1266 com muitos e graa- 
àes privilégios. Taml)em deu foral aos v^ou- 
TOS forras^ de Faro, em Lisboa, a í% de ju- 
lho de i269. 

Depois^ aiudaD. João I lhe deu foral par- 
ficolar da portagem, com todos os privilé- 
gios do de Lisboa, por carta regia feita em 
Santarém, a 18 de maio de 1401. 

D4 Mauuel lhe confirmou todos os se^s 
a(iiti|^s privilégios &o foral novo que lhe d^u 
em Lisboa» a 30 de.agosto de 1S04. 

Tem ainda uma sentença de foral, dada 
peio desembargo do P^ço a fa,vor de Faro> 
em i4 de janeiro de 1556. 

Foi elevada á ^^thegoria de cidade, por 
D. João III, em 7 de setembro de 1540, dan- 
do-se-lhe então por armas as que agora tem, 
isto é, o mesmo escudo de prata, coroada, 
^ no centro Nossa Senh(Mra. da Conceição en- 
tre duas torres soltas. (L. 25 de D. João III, 
fl- 27 y.) 

D. Sebastião determinou que se transfe- 
risse, para aqui a seda episcopal de Silves 
em 30 d^ mazço de 1577; mas esta transfe- 
iiencia só se eílectuou em 1580, já no tempo 
do usuipador Philippe II. Esta Sé tem 29 
prebendas! (7 dignidades, 12 cónegos e 10 be- 
meficiados,) 

Quanto ao bispado e aos bispos d*Ossono- 
ba, vide Estoy. 

Faro tinha voto em cortes, com assento 
no 3.* banco. 

Era da casa das rainhas» desde D. João II, 
que a deu a sua mulher D. Leonor. 

D. Affonso V, fez conde de Faro, a D. Af- 
fonso, S."" filho de D. Fernando, L» duque de 
Bragança. 

(Vide Guarda, art. Barbodão,) 

Até 1834 era quartel de artilharia 2, hoje 
é de ifanteria 15. 

Tinha Faro 4 co9ventos. 

i.<^ de frades franciscanos, fundado em 
1529. 

2." de frades capuchos de Santo António 
(denominados piedosos) fundado em 1620. 



FAR 



u? 



^.^ o collegio dos jesuítas, fundado por 
Fernão Pires Mascarenhas, bispo do Al|pr- 
ve, em 1602. Foi depois, de tnariannos. 

(Em 1809, fazendo-se escavações no Lar- 
go do Collegio, se acharam ruínas de edifi- 
cios, os alicerces de um chafariz e os rela- 
tos do aqueducto qiie pafa elle conduzia ^ 
agua.) 

4."* freiras capuchas da Madre de Deus 
(franciscanas) fundado por D. Catharina, 
mulher de D. João III (e irman do impera- 
dor Carlos Y) em 1527. Foi extincto pelqs 
liberaes, e as freiras transferidas para as ber- 
nardas de Tavira. 

Havia também um recolhimento de mu- 
lheres, ao qual dissiparam o que produziam 
os rendimentos, pelo que acabou. 

Este recolhimento foi fundado por Catha- 
rina da Fonseca Henriques, viuva de Simão 
Soeiro de Sousa, que a ellose recolheu com 
algumas donzellas pobres. As casas eram 
d^ella, e as deixou por sua morte para o 
mesmo fim. Depois annexaram-o a Miseri- 
córdia e por fim o venderam. 

No ultimo quartel do século XVIII era 
bispo do Algarve o virtuoso e illustradíssi- 
mo varão D. Francisco Gomes de Avellar, 
que antes de ser bispo tinha viajado ^Ja 
Eurepa e residido algum tempo em Roma. 
Doesta cidade trouxera o gosto pelas bell^ 
artes e o amor à agricultura. 

A este sábio prelado deve o Algarve o 
desenvolvimento da agricultura, a planta- 
ção de olivaes, a sementeira das batatas, o 
aperfeiçoamento na apanha e sécca da uva» 
do figo e da amêndoa, e muitos outros pro- 
cessos que elle indicava e recommendava 
em suas pastoraes, fazendo com que os pa- 
rochos influíssem os povos para as porem 
em pratica, o que concorreu poderosamente 
para o melhoramento material do Algarve. 

Foi por suas diligencias que se constroi- 
ram as formosas e utilíssimas pontes de Ltf • 
do, Marim, Cacella, Maxil e outras. 

Ao seu cuidado se deve também a coa- 
strucção da calçada sobre o Sapal que>con- 
duz á barra de Portimão, e a de muitasi opi* 
trás estradas de incontestável utilidade pu- 
blica. 



IH 



PAR 



!(C(mio nas provlneías do Noite nao sabem 
ò que é êapaí, direi aos qne o ignorarem 
'qae sapal, é um pântano ou lesiria d'agaa sal- 
gada. No Minho se Ihe^ià o nome áepateira) 

Rara é a obra publica do Algarve feita no 
fim do século passado, de algum Tulto, quc^ 
ou pela construcção ou pela reparação, não 
recorde o noufe do benemérito D. Francisca 
Gomes de Âvellar. 

Fundou também varias cgrejas, estabele- 
cimentos de instrucção e de caridade e re- 
edificou ou ampliou outros 

Foi eiie que construiu de novo o excellente 
hospital da Misericórdia d*esta cidade, e o 
esbelto arco de cantada lavrada que adorna 
a praça. Foi «sta a ultima obra de D. Fran- 
cisco, porque a morte lhe veio interromper 
os seus proveitosíssimos trabalhos. 

É composto este. arco de duas columnas 
jónicas e Cimalhá corrida, em que assenta o 
nicho dentro do qual está a imagem de S. 
Thomaz. d*AquiQo, que é de bello mármore 
branco, com 1",80 de'altura, que elle mandou 
vir de Itália. Foi feita esta estatua por Fran- 
cisco Xavier Fabri. 

A primeira egreja e casa da Misericórdia, 
foram fundadas pelo bispo do Algarve, D. 
Afifonso de Castello Branco, em 1583; posto 
que já antes um devoto houvesse appiícado 
alguns bens seus, para tratamento de pobres 
doentes. O bispo D. Francisco Barroto (2.°) 
mandou fazer mais acommodações, e ocar' 
deal Pereira fez novos reparos, em 1733. 
Quasi tudo cahiu em 1755. 

A sua renda ahda por dois contos deréls^ 
annuaes. 

' Faro está situada em uma planície are- 
nosa na margem esquerda do rio (ou estei- 
ro) denominado de Valle' Formoso, que, com-! 
municando com o Oceano a 9 kilometros 
de dwlancia, lhe forma um porto accessivel 
a 'barcos de navegação costeira e até a na» 
•tios de 200 tonelada». i 

Em frente de Faro fica o Cabo de Santa 
Maria. 

• A ^ é um templo muito antigo, de 3 ná-i 
tes qtradradat, sustentadas por coltimnas 
Jónicas. NVUd estevd depositado o cádàvér 
que se diz ser de D. SeijastiSo I. 



Um dos e^ileges é réUor da i^%goezia e 
tem 4 enras benejitciadas. A Sé foi edificada 
pdos godos. Desde 7i6, foi mesquita de 
mouros, até que, resgatada definitivameofe 
Paro, do seu poder, foi purificada e tomoa 
a ser templo christao, e8tabeieeendo-8eB*«il- 
la o collegio de Santa Mana, da Ordem âe 
S. Thiago, d'onde depois passou para a egre- 
ja de S. Pedro, quando para a outra foi 
transferida a Sé. 

A egreja de S. Pedro (d^ Ordem de S. 
Thiago) é antiga e medíocre. Tem prior, 2 
beneficiados curados, com côngruas, que sm- 
tigamente eram pagas pela commenda, ás 
quaes juntava o prior, metade do pé d'altar 
dasfreguezias de S. Braz, Estoy, Santa Bar- 
bara, S. João da Yenda, Olhão, Quelfes e 
Peixão, suas annexas. Tinha mais 2 benefi- 
ciados simples, nomeados pelo bispo e pagos 
pela massa gi^ossa dos dízimos. 



A egreja da Misericórdia foi fUndada em 
1583, e o hospital, como já disse, por B. 
Francisco Gomes. £stes edifícios são napta- 
ça. Ha também n'esta cidade a bonita egre- 
ja de S. Luiz e varias capellas. 

Além d*estés edificios -e dos conventos, 
os principaes da cidade são o paço do bis- 
po, feito por D. Affonso Castello Branco, 
pelos annos 1590; o seminário diocesano, 
que se cotómuniea com o paço dQsl)felK»K 
e a casa da camará, que fica próxima tfam- 
bos. 

O primeiro bispo que aqui houve, d^ois 
da mudança de Silves para esta cidade, foi 
o grande D. Jerónimo Osório, escriptorbem 
conhecido e varão de muitas virtudes e acri- 
solado patriotismo ; roas o que se inlitalou 
primeiro bispo de Faro foi o dito D. Afifon- 
so Castello Branco. 

As barras, que, como disse, estão a trns 
9 kilometros da cidade, são estreitas e mu- 
dáveis, fazendo o rio (que 4 o maior dó Al- 
garve) muitas voltas e ilhotes de pouco 
fundo. 

A posição de Faro é agradável e a alvura 
e* aceio de suas casas offefece uma bonita 
vista. Tem ruas espaçosas e em geral lim- 
pas e uma grande praça rectangular, cujo 
lado do sul deita para o rio, onde tem um 



PAR 

<aes e.^oBi Cdrte. N*e9ta praça ba maçado 
4tariou 

Faro é. ainda conaiderada praça de guer- 
ra. Foi eomeçada a fortificar com redactos 
para o lado do mar e com alguns baluartes 
para a parte de tenra, dos íios do seeulo 
XYII. Das fortificações antigas, reedificadas 
por D. AiToDso III, ainda êoaserva o seu ve- 
lho eastelio emural^ns torreadas. Dentro do 
«astello ba bons quartieis militares. N'elles 
«stà hoje o 15 de infanteria. 

£ra Faro o quartel general do comman- 
-dante da S.^ divisão militar; mas pela re- 
forma feita em.npvembro de 1B69, passaram 
os distrietos de Portalegre, Évora, Beja e 
Faro a pertencer á 4.* divisão, e o quartel 
general passou a ser em £vora. 

É residência do governador civil do Al- 
^{arve e mais auctoridades e empregados que 
^^otnpetem á capital de um districto. 

Tem um lyceu, um tbeatro e a respectiva 
<»]fandega. 

• Nos arredores da cidade ba alguns sítios 
4kprasiveis. O da ermida de Santo António 
*do Alto, que é uma pequena elevação, pro- 
ximo da eidade, offereee lindas e tariadas 
perspectivas. O grande banco de areia a que 
cbamam a Ilha, que juntamente com outras 
menores, divide a bafra em dois canaes 
(Baira Grande e Barreto) é utó logar de 
agradável' passeio, pela sua pittoresca situa- 
do e pela vista da cidade. 

O termo de Faro é fértil e bem cultivado. 
Produz eereaes, azeite, vinho, e grande 
abundância de figos, amêndoas e alfarrobas, 
constituindo estes três últimos géneros o ra* 
mo mais importante da sua agricultura, e 
ido seu çommercio de exportação. Também 
exporta muito peixe, principalmente atuoK 

Também exporta laranja, sumagre, assa- 
íroa (aqui chamada a^5a/7or) cortiça, obras 
4e espsrto e de palma, «te, etc. 

No mez de outubro de 1871 foi gratíde a 
exportação de ^go, feita pela alfandega de 
Faro e suas delegações. O seu valor foi cal- 
<$ulado em 222:449^490 róis, sendo o figo 
destinado para Bnixellas, Dunkerque, Nan- 
tes, Waardinger, Amsterdam, Antuérpia, 
Londres e Roterdam. 

É também importantissima a exportação 

^ VOLUME in 



FÀR 



H^ 



de minério pela alfandega d'esta eidade^ Pa- 
ra se fazer uma idéa aproximada do valor 
doeste ramo de industruia, note-se que, s6 
em abril de 1873 se exportou minério 4^ 
.cobre no valor de 22 contos e 600 mil réis. 

Ha aqui feira a 16 de julho e 20 de outit* 
bro. E em Estoi (onde foi Ossonoba) a 10 de 
julho. 

É famosa a festa que aqui se faz a S. Se- 
bastião, e data de tempos antiquíssimos. 

Havia 16 annos que Portugal gemia no 
ominoso captiveiro do jesuítico Pbiiippe 11, 
quando uma esquadra ingleza fundeia em 
frente de Faro. Desembarca as suas tropas 
em Farrobilhas, e entram à força na cidade 
no dia 25 de julho de 1596. Depois de sa- 
quearem a povoação, e de lhe terem lança- 
do fogo, tornaram a embarcar. 

Era governador do Algarve Ruy LoureQ- 
ço dè Távora, e bispo D. Fernando Martins 
Mascarenhas. Arderam então os archivo$^ e 
cartórios antigos. Os inglezes ainda chega- 
ram até á aldeia de S. Braz, talando e asso- 
lando tudo por onde passavam, e cominet- 
tendo toda a sorte de atrocidades. Eraip 
3.000 homens commandados pelo duque de 
Essex, 

A cidade ficou no mais lamentável estada 
de miséria e ruina. O fogo devorará a maior 
parte dos seus edificios, e dos templos ape- 
nas escapou a egreja de S. Pedro e a da 
Misericórdia. 

A riquíssima livraria do bispo D. Jerony- 
mo Osório foi levada pelos inglezes, para a 
sua Universidade de Oxford. 

O diabo do meio dia (o usurpador Pbiiip- 
pe II) por causa de quem soffremos estes e 
outros muitos roubos dos inglezes (em des- 
forra da estúpida guerra que aquelle lhes 
pretendia faze|^ nenhumas providencias deu 
em favor d'esta desgraçada cidade, que pou- 
co a pouco é com seus próprios recursos 
se foi levantando das suas cinzas. 

Os habitantes de Faro foram sempre de 
extremado valor. Em 1616, resgataram do 
poder dos mouros uma náo flamenga, càpti- 
vando algu&s mouros. 

Em 1617, captivaram 70 tureos e o seti 
capitão. 

10 



i4é 



PÁR 



PAU 



Km i620, tomaram uma náoêta de torces 
«om toda a soa artilheriá e armas de toda a 
qàaíídàde, matando ott captivaado a sua 
gfUrnição e tripulação. 

N'esse mesmo anno de 1620, tomaram aoS- 
tfircos 14 peças de artilheriá, munições e 
lodo o armamento. 

Em 24 d*ago3to de 1630, tomaram uma 
galé de turcos. 

Em 1638, tomaram outra galé de turcos. 

Também a gente de Faro concorreu com 
muita e iudda gente, navios e munições, pa* 
ra as guerras d*Africa. 

Em 1722, um horroroso terramoto der- 
ruba muitos edifícios, e muitos dos habitan- 
tes d'esta cidade, ficam sepultados debai- 
xo das ruinas. 

O terramoto do 1.» de novembro de 1755, 
que tanto mal causou a quasí todas as po- 
voações do Algarve, também causou aqui 
enormes prejuízos, arruinando ou derruban- 
do grande numero de edifícios e fazendo 
muitas victímas. 

Uma nódoa indelével cahiu sobre alguns 
habitantes d'esta cidade e sobre as auctori- 
dades de então. Foi o caso. 

O bravo e fíel general Thomaz António da 
Guarda Cabreira ainda general das armas 
do Algarve pelo sr. D. Miguel I (apezar das 
suas poucas forças e da invasão das tropas 
hespanfaolas) em 27 de maio de 1834: n'es- 
se dia teve ordem do general em che- 
fe (Lemos) para fazer depor ás suas tro- 
pas as armas, entregandoas ás auctorida- 
des liberaes, e mandando os officiaes e sol- 
dados para os depósitos indicados na con- 
venção d'Evora-Monte. 

Cabreira cumprío rigorosamente as or- 
dens do seu chefe e os artigos da conven- 
ção, recolhendo- se muito deicansado a sua 
casa. 

Os liberaes, faltando ao estipulado na còh- 
venção, o prendera e fazem conduzir, no 
meio de insultos á cadeia de Faro. 

Então alguns malvados entram na prisão 
em pleno dia, e alli assassinam^ a punhala* 
das, este bravo portuguez. 

Ois que praticaram este acto de malvadez, 
entraram na cadeia com as caras cobertas. 



Tem Faro a ineonlestavel konra de ser a» 
pátria da nossa famosíssima e valorosiKima. 
heroina Brites {on Breatiz, como então tam- 
bém se dizia) d* Almeida, por alcunha a Pú* 
queira, conhecida nos fastos militares por- 
tuguezes pelo titulo de Padeira á^AtjvHm* 
rota. 

Não se sabe ao certo quando nasceu, ra» 
é provável que fosse ahi por 1345; porquê, 
segundo os nossos historiadores, tinha ella 
pouco mais ou menos 40 annos, no dia da 
gloriosissiiâa batalha e victoria de Aljubar- 
rota (14 de agosto de 1385). 

Era tão alta como o homem mais agffni< 
tado; magra, mas corpulenta, de seteblanle 
feio, pallido e triste. Tinha os olhos muito 
pequenos em proporção do tamanho do ros- 
to, e por Isso era alcunhada Pisqueira. 

Seu cabello era áspero, o nariz adunco e 
grande a bôcca. Tinha 6 dedos em cada mão. 

Era filha de pães humildes e laboriosos. 
Ficando orphan aos 26 annos, gastou a maiff 
parte do que herdara de seus pães em apreit- 
der a jogar as armas. Arrendou depois nma 
fazenda em Loulé, e ahi vivia. 

Um soldado Alemtejano, namorado dot&* 
lor doesta virago (já se vé que do pkgsi»^ 
não podia ser) lhe pediu a mão d*esposá. 
Ella respondeulhe que brigassem, e qnete 
fosse vencida, casaria com elle. O soldado 
acceitou, mas perdeu a vida no combate. 

Para evitar a prisão, fugio Brites para 
Faro, embarcando-se ahi, sósinha, com des- 
tino a Andaluzia, em uma lancha; mas sett* 
do o vento contrario, a arremessou ao mar 
largo, onde foi feita captiva d*um chaveco 
argelino. 

Em Argel foi vendida a um mouro rico. 
Este, tendo mais dois escravos porluguezes, 
Brites os convenceu a fugirem iodos trez. 
N'uma noite mataram quantos mouros ha- 
via em casa e embarcaram em uma lanchSr 
que tinham já de prevenção na praia; mas 
sem terem a precaução de levarem alimen- 
tos. 

Quatro dias luctaram contra as ondassô» 
comerem nem beberem, até que finalmente 
chegaram á Ericeira. 

Temendo ser reconhecida, vestiu-se de 
homem e se fez almocreve. N'este modo de 



FAR 

Ti<l^ Uife Biaa desordem eom outro j^mo- 
cmvd ia o matou, pelo que foi presa para as 
ntm% de Lisboa. 

Conseguiu livrar*se e foi para VaUada^ 
«MtihpQtteo se demorou» ajustaudo-se para 
iSohurrota ecmie criada de uma padeira. 
Yíjm oito meies e me» eom aama, e, BM>r- 
nDdo esta, fieou SrUes com a padaria, ga- 
afasedo a sua vida honestamente. 

Casou, logo depois da batalha, com-um 
lavrador rieo, de quem teve uma filha, qtie 
por sua morte (proravelmente em 1393) ti- 
nha seis annos. 

Iloraya na Rua Direita, em uma casa pe- 
gada ao celleiro dos frades d'Alcobaça; a 
qoa) casa, por morte de Brites, foi de uma 
mulher cjhamada a Tubaróa, e esta casa de- 
pois se anuexou ao mesmo celleiro 

Para o mais vide Aljubarrota. 

O terramoto do i."" de novembro de i755 
arraiou quasi todos os edificios de Faro. A 
Sé só. teve uma fenda. Morreram 350 pes* 
soas. 

Governava então as armas do Algarve o 
aieebispo D, Fr, Lourenço de Santa Maria, 
e qual, saivando*se por entre as ruínas do 
seu palácio» que todo foi a terra, deu logo 
enérgicas providencias, e distribuiu muitas 
esmolas na cidade e por todo o Algarve. 

O m^ aqui sahiu po^co do seu leito or- 
dinário. 

£m i3 de janeiro de 1757 um medonho 
furacão <o^ cyclone) deitou por terra a egre- 
ja de S. Pedro d*esU cidade, ^'esse mesmo 
dia, no convento do Cabo de S. Vicente, pe- 
las 2 horas da tarde, matou algumas pes- 
soas. (Vide Algarve.) 

Sào dependentes de Faro — o Forte Novo 
a as baterias de Ancão, Barrêta, Barra No- 
va e de Olhão. 

Eu supponho que Faro já existia quando 
florescia Ossonoba, e que era uma espécie 
de cidadella doesta ou ponto fortificado, pa- 
ra guardar a embocadura da sua barra e 
surgidouros. 

Ossonoba, capital do Algarve, e seu go- 
vemp, estavam sujeitos ao convento juridi- 
<íopacm»e (de Beja) mas documentos irre- 



FAl 



4*7 



fragaveís provam ter Ossonoba um gover- 
no democrático, composto de uma junta go- 
vernativa (ou coisa que valia o mesmo) e 
seis membros (ou tribunal sevirato) como 
republica distincta e populosa. 

Os outros pontos do Algarve eram gover- 
nados por duumviratos ou quadt^mviratoâ; 
ou por delei^dos do Gesar, investidos dq 
poder consular. 

Uma lapide que existe na casa da cama- 
rá de Faro prova esta verdade, pela inseri- 
pção que contem, cuja copia é a seguinte: 

M. CORlfELIVS ERroANVS. 6. IVNIVS. REGEPTVS. 

OB HONOREM IIIIIIVIR. D. S. P. DD. 

MARGVS CORNELIVS IlEBIDANVS» 

GAIVS JVWIVS RECEPTVS. 

OB HONOREM SEVmATVS, 

DE SVA PEGVNIA DEDICARVNT. 

Isto é — Marco Comelio Eridano e Gaio 
Junto Recepto, por causa da honra de sevi- 
rato, dedicaram esta lapide á ma custa. 

Esta lapide veio de Ossonoba e es- 
teve em diíferentes sitioS'de Faro, até 
que, em 18&6, estava embebida na 
muralha do arco da Porta da Villa, 
próximo à casa da guarda. A cama- 
rá, a pedido do sr. B. J. de Semia 
Freitas, a collocou no frontispício dos 
paços do concelho, no l.** de junho 
d'esse anno de 1846. 
Tal era a honra de ser do sevirato de Os- 
sonoba, que 03 eleitos mandaram gravar es- 
ta lapide para perpetuar esta honraria. 

(Tudo quanto se desejai* saber sobre anti- 
guidades de Faro, que nao vá aqui, procu- 
re-se em Estoi, Milreu (ou Mirleu), Ossono- 
ba e Trindade (Campo da). 

n 
Em Faro havia, em 1872, quatro macro- 

bios, a saber:— Thereza Gomes, viuva de 
José Gomes, do sitio da Boa Vista, com 110 
annos. Governa a sua casa e está no goio 
de todas as suas faculdades— Maria There- 
za, também viuva, com 109 annos, com per- 
feita saúde e sãojuizo — Isabel Correia, com 
101 annos. Náo tem moléstia alguma, apenas 
soffre alguma falta de vista, e, finalmente^ 
José Gonçalves Borrega, com 96 annos, que 



m 



PÁR 



governa perfeitamente a sua casa e tràtã de 
todos os seus negócios. 

Em agosto de 1873, constituiu-se n esta 
cidade uma commissão de 27 cavalheiros, 
cujo utilíssimo fim é a construcçào de um 
àsylo de mendicidade. D'entre estes senho- 
res foi eleita uma commissão directora para 
solicitar subscriptores e enCarregar-se dos 
mais trabalhos preliminares, para se levar 
a effeito este caridoso estabelecimento. 

Honra a estes nobres patriotas que tào 
bem sabem comprehender uma das princi- 
paes virtudes da religião catholica. 

Faro pôde ter orgulho de ser a pátria de 
muitos varões illustres, nas virtudes, nas 
lettras e nas armas. Jà falleí na famosíssima 
Brites d' Almeida, a Padeira d^Aljubanvta, 
mencionarei agora alguns dos princípaes fi- 
lhos d'esta terra. 

Pelos annos de Í513, âquí nasceu António 
Pinheiro, mancebo valorosíssimo. Na edade 
de 23 annos, só com outro companheiro, 
também mancebo, sustentaram, de cima de 
um andaime, fura da parede do baluarte dos 
Rumes, na fortaleza de Dio, o combate dos 
turcos, que em grande força accommetteram 
a praça, na tarde de 27 de setembro de 1538, 
matando os dois intrépidos poriuguezes mui- 
tos inimigos ás lançadas e ficando ambos 
gravemente feridos. 

Pelos annos de 1520, aqui nasceu Fran- 
cisco Barreto, filho do grande Ruy Barreto, 
fronteiro-fflór do Algarve, e de D. Branca de 
Vilhena. Foi para a índia por capilao-mór 
de três naus e governador de Baçaim. De- 
pois governou os eslad«s da índia (16 de 
junho de 155o) por raorte áo vioe-rei D. Pe- 
dro Mascarenhas. 

Foi substituído por D. Constantino de Bra- 
gança, em 1558. 

Na volta ao reino, foi governador ásís ga- 
lés] com as qUacs se achou na tomada de 
Penhao de Vellez, em 1564, a favor de Cas- 
tella, onde praticou taes acções de valor, 
que o rei hespanhol lhe escreveu uma carta 
de elogio e agradecimento, e lhe deu o seu 
retrato, preso a uma rica cadeia de ouro. 



Foi depois feito capitão governaítor dos réi* 
nos que estio desde o Cabo das Correntes 
até ao Cabo Guardafú; e encarregado da con- 
quista do império de Monomotapa, pára on- 
de partiu a 18 de abril de 1569, fallecendo 
ahi de moléstia. 

Foi casado duas vezes ; da primeira mu- 
lher teve dois filhos, Buy Nunes Barreto, 
que foi com seu pae á conquista e morreu 
em Bios de Sena, e Luiz da Silva Barr^, 
que foi morto em Goa n*ttm desafio. 

Aqui nasceu, pelos annos dé 1540, Bel- 
chior Vieira, um dos melhores espingardei- 
ros que passaram á índia, onde obrou prth 
digios de valor, principalmente nos céreos 
da fortaleza de Íto, em 1569; cuja conser- 
vação foi devida ás maravilhas que alli obrou 
nos dois cercos; sendo preciso levarem-o de 
cadeirinha para uma guarita, por estar doen- 
te de cama. No primeiro cerco matou o ea- 
ciz que commandava os tomates e no segun- 
do, Ben-Aviah, commandante da gente de 
Tidore, além de grande numero de inimi- 
gos. 

D. João III o fez fidalgo da sua casa, dân- 
do-lhe o habito de Christo, com uma boa 
tença, brasão d'armaí, e querendo que se 
chamasse Belchior Vieira Ternate. 

Pelos annos 1600, nasceu aqui Dionisia 
Antónia da Encarnação. Era filha de gente 
ordinária, mas não obstou isso a que fosse 
muito instruida em philosophia, mathematí- 
ca, astronomia e architectura. Também dese- 
nhava e pintava com muito mimo e gosto. 

Aqui nasceu, pelos annos de 1746, Fran- 
cisco José da Horta Machado, filho de João 
Carlos de Miranda e Horta e de D. Maria 
Benta. Foi embaixador na Bussia e na Áus- 
tria, de grande erudição, e prestou relevan- 
tes serviços ao paiz. 

Juntou o mais rico museu numismático 
que havia em Portugal, e pelo qual, ainda 
em 1835, havfa quem desse 8:O0OjjSÒOO réis. 

Fúi commendador da Ordem de Christo, 
do conselho de sua magestade e do da fa- 
zenda; soclo correspondente da Acadeftiia 
' Real das Sciencias de Lisboa, em 22 de fflãio 



J 



4e 1780. e soeio livre em 30 de novembro de 
1809. Morreu em Lisboa, em 1817. 

N'esta cidade Daseea em 1753, António 
José da Fraiiç^ e Horta, irmão do antece- 
dente. Foi cónego doesta Sé, mas abaxidonou 
a sua caldeira, para ser militar, sentando 
praça no regimento de infanteria de Tavira. 
JEra formado eip philosophia e matbematica 
Di^a nnivensidade de Coimbra Sendo jà te- 
nente coronel aggregado, do regimento de 
artilheria da corte, foi posto fora por Jonot, 
no !.<" ^^ agosto de i8Q8^ por ter hido para 
o Brasil. No Brasil, foi nomeado capitão 
fBOÊral e , governador da província d.ç S. 
i^aulo; sabindo d'este logar (mai^ pobre do 
:<ps entrou) em 1818. Foi reformado em ma- 
rechal de! campo e nomeado conselheiro da 
(K^^nda do Rio de Janeiro, d'onde regressou 
;|o reino com ^ faqiilia real, em 18âl. 

Morreu em Lisboa no prineipjo do aono 
de 1^23. 

, No século XVUI floresceu 4»íom^ doá 
^inXoz da Cruz, natural d'esta cidade, pri- 
moroso esculptor de grande fama. 

A 11 de novembro de 1764^ aqui nasceu 
xiSfiirlo^ Fredçrm íecor; fUho de :Luiz Pedro 
Lecor e de D. Quitéria Maria Krusse. 

Sentou praça no regipntento d*artílherija de 
F;aro. Sendo primeiro tenente, embarcou com 
.ilOldestaoamen|o,|)ara aB^ibia. Fgi feito ca- 
pitão, ajudante d^ordensdo m^r quez d^Alor- 
n^ JJão queríjndo acompanhar para Franca, 
em 1809, este fidaigo (que foi nm 4os mui- 
M». que se venderam a Baon^parte) emigrou 
para Inglaterra. 

ftscpulso de Portugal o exe<^'a}ido Junot, 
regressou Lecor á pátria, com a Leal L^ijiQ 
Lusitana. Distinguiu-se nas campanhas da 
JR<i1iinMUa, e, poramaQd^ndo a ô."», j)rj^^da 
dlnfanteria, assistiu á& batalhas de Víctoria, 
4a9.Pyr4^neu8;0 de Sí.ugframundi^. 
. (Jommançtou a 7,* divisão do. exercito a[l> 
%ij^i.m^>a;UiUtm.4e Kivelle^ e.unvi.divjsàQ 
|íííCt^pi^z;aiJDa,,4BfíÍYq. . 
.; S^^ nMkrQ^) (íecaw^po, cpojmí^i^clou o 
exercito português,, «p.wgreif) íe Frai^a, 
1^,1614. £pi .tp(Í9 9 p^te. a^ poxtofi cpm 
^trei|ia4a tfilar. ,; 



FM 



149 



dnziu ao Brazil a brilhante divisão dos. Vo- 
luntários Reaes d'£l-Roi, com a qual passos 
em 1817 ao Rio da Prata, onde em poucos 
dias conquistou a cidade de Montevideu e a 
banda oriental; cujos estados governou até 
1828, era que voltou ao Rio de Janeiro, onde 
foi feito marechal do império. Tinha sido feito 
barão de Laguna, em 6 de fevereiro de 1817. 
^a guerra da separação dp Brazil, esque- 
cendo- se que era um militar portuguez e de 
quanto devia a Portugal e a D. João VI, ba:!^- 
deou-se com os inipiiges da pátria, que rer 
negou, e se fez general ao serviço do sr. D. 
Pedro, perseguindo encfirniçadamente a ban- 
deira das Quín<is eos portuguezes fíeis àpa- 
trial Assim deslustrou uma carreira honro- 
sa de 30 annos de serviços ! o sr. D. Pedro 
o fez visconde de Laguna. Tinha cagado eqi 
Mantíiyideu. Morreu no Rio, de Janeiro, em 

3 de agosto de 1836. 

É preciso notar— ^ independência e auto- 
nomia do Brasil^ foi' um acto justo; previato 
e naturalíssimo. Os brasileiros praticaram 
ac<|ão heraíca pugnando pela sua emanci- 
pação, e 03 mesmos portuguezes residentes 
no Brazil em 1830, e que nenhum juramen- 
to ligava ao seu rei e á sua pátria, fizeram 
muito bem em preferir o Brazil a Portuga); 
mas os. militares^ que tinham solemnemeute 
jurado defender a bandeira das Quinas, ou 
morrer a seu lado; e os ministros, magistra- 
dos e todos 08 mais empregados publico^ 
<|iiie, tambeník por juramento, tinham promet- 
tido obediência c fidelidade, não podem dei- 
xar de ser indelevelmente manchados com 
a.n<^doa de trjddore^, conspirando -^e contra 
^ sua pátria e. gueri'eando e iasuUan(10:» 
gloriosa bandeira JP/>r/iíí3fii^3:a 

Aqui. naseeu em 4. de ouiubro de I80.8> 
Sebastião ^raneísco Severo Drago Valqqte 
de Brito Correia Laeerda Green Gabreir;^. 
Erar iliho de Sebastião Drago Valente de Bri^ 
to Cai)rejra {general) .e de D. Maria Ameli^ 
Alves Pinheiro Correia de Lacerda fireçi^ 
â^hora de origem ingjeza^ , 

Sentou pr;^ça de eadet^ em artilheria nJ" 

4 (de ayo regimento era então, seu pae ej^ 
vo^el) eni 93 d^Agosto de 1820, e íeito.alfe:- 
pea^ em i$ ^ setenvbro il^esaè annq. Em i^ífi 



150 



FAR 



foi despachado tenente de infanteria n.* 18. 
Seguia o partido libera! e assistia ás^ acções 
da Ega, Tenda do Gégo, Cruz dos Moi^ouços 
6 Poínte do Yoaga. Emigrou para a Galliza, 
e d*alli para a Inglaterra è depois para a 
Ilha Terceira, €»nde jà estaya seu pae, e seu 
tio, o general Diocleciano Leão Cabreira (que 
depois foi barão de Faro. 

Desembarcou em Arenosa de Pampellido, 
a 8 de julho de 1832. Assistiu à batalha de 
Souto Redondo (7 d'agosto de 1832) e logo 
depois foi feito capitão. Foi para a Hespanha 
com a divisão auxiliar, e foi feito major, 
quando regressou a Portugal. Na guerra cha- 
mada dos Marechaes (1837) sendo comman- 
dante de caçadores n.*" % salvou a vida ao 
marquez de Sá da Bandeira, que estava a 
ponto de ser apunhalado, na procissão de 
Corpo de Deus, em Lisboa; e apaziguando o 
tumulto que pretendia assassinar António 
Bernardo da Costa Cabral (conde de Tho- 
mar) e José da Silva Carvalho. 

Casou^ em 10 de janeiro de 1842, cota a 
fl^nhora D. Guilhermiâa Henriqueta Peixo- 
to d' Almeida e Silva. 

Em 1751, sendo coronel commandantede 
caçadores n.* 5, foi promovido a brigadeiro 
(general de brigada, como hoje se diz) e fd- 
to barão de Nossa Senhora da Victoria da 
Batalha. 

Em 1852, foi feito governador da torre de 
S. Julião da Barra (Lisboa) fazendo então 
vários melhoramentos n*esta fortaleza. Tam- 
bém, por sua iniciativa, se construiu então, 
tio Campo da Cruz do Al^eidão^ um munu- 
tnento á memoria do generaLGomes Frcâre 
de Andrade, que foi enforcado por sentença 
do concelho de guerra (depois de exautoraôo 
das honras militares) promovido pelo mare- 
chal Beresford, em 18 de outubro de 1817, 
«m frente d'esta torre. (Outros infelizes com- 
panheiros de Gomes Freire, f(ftAtn, no tnes- 
ixK> dia, enforéados, noCampode9ant*Atmà 
(Lisboa) e depois queimados esUascinzab 
lançadas ao dar.) 

O crime d*estes desgraçados era preten- 
derem sacudir o jugo dos-ingleses^ mas de- 
vemos Bolar que Gomes Flièiré tiAha sido 
traidor i sua (iátria, bandeando-se tíomm 
francezés, inimigos â*elta, efeito, Sésdè 1807 



FAR 

até 1814, a guerra contra as nações nossas 
aliadas. 

Era este um dos pontes principaes da ac- 
cusação contra elle. 

Tornemos ao barão da Batalha. 

Em 1856, foi governador da {>taça d' Abran 
tes, onde também fez notáveis meiboran^ft- 
tos nas fortificações. (Yide Abrantes.) 

Em 1862, foi feito vogal do supremo con- 
celho de justiça militar, e em 1867, foi noi- 
meado presidente da commissão militar, que 
devia assistir ás manobras do Catnpò de 
Chalons, para onde foi. Morreu em Pai^s, à 
12 de novembro de 1868. 

Tinha sido por varias vezes ferido e algu- 
mas gravemente, 

Sendo um valente militar, era ao mesmo 
tempo de trato afável, extremoso ainigodos 
seus soldados (de quem era amado.) fiar 
bondoso, caritativo, nunca negando ésitaelà 
a quem lh*a' pedia. 

Finalmente, era um verdadeiro portugutt 
e um brioso e intrépido militar, digno da 
outras eras. 

O districto administrativo de Paro; ém- 
prebende 13 concelhos, todos no bispado io 
Algarve, que são: 

Albufeira, Alcoutim, Ca0tro-Mai1m, Faro, 
Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique, Olfaão, Sil- 
ves, Tavira, Villa-Nova de Portímãõ^ e VOla 
Real de Santo António. 

A sua comarca tem dois julgados, FafiK 
com 5:600 fogos; e Olhao, com 3:6S0.' 

O concelho de Faro é composto de seis 
freguezias, que são: 

Alportel, Esioy, Nexe, Goticeição 6 as duas 
da cidade^ 

Em 1757, tinha Faro as mesmadéuasfh»- 
gueziãs qué tem aetuiiltíiente. 

Nossa Senhora da Assumpição, du S«a(a 
Maria Maloi* (Sé) fcom 1:080 fojgoa. O pairo- 
cho era reitor, è denominava-dé viritfa nAwt 
te conegoi reitor. Era apresentado lalteftMIl- 
vahiénté pelo pipa e |^la iftiíiirâ. ftatiá' de 
rèndinien)|0 2201000 réid. 

S. Pedro tinha, «lÉ 175f 747fo|;os. I^prfor 
era apresentado pelo tribUâar úàWmâék 
Gòffseièiteia, e titthb let AHttèin^«èfi<go^ 



190 de eevada, 10 alwides it Viobo e em 
dinheiro Í9M00 reis: tínba metade do pé 
d'altar das freguezia^ d*£9tôy, Santa Barba- 
ra, S. João da Venda, Olbão, Qaelfesy Pexão 
« soas aonexas. 

O sr. Francisco Pedro da Silva Soares, 
commercíante da praça de Faro, está con- 
trolado (1874) na mesm^ cidade am bello 
tbeatro, no gosto moderno. 

FARRE JAL--aldeia, Extremadara, termo 
^ Leiria. £ a palavra árabe furrejal^ com- 
posta de farr (a fugida) a rfjal (os bomens). 
T«n a wr-^povoaçao da que foje aos ho- 
men$-^SL esquiva. 

{Mo se confonda cbm fetragial ou ferre- 
çial, que é campo de /"«ran— herva.) 

FiRROBILHAS ou PEDRBGOSA --^ aldeia, 
Algarve, fregoezia, concelbo e 3 kilometros 
a« O. de Faro, próximo á Barreia. Ha aqui 
b«as marínbas de óptimo sal, armazéns pa- 
ra elle 6 eabanas de pescadores. 

Houve aqfui uma povoagâo fundada pelos 
moradores de Loulé, com boa egreja e uma 
torre para. defesa do porto^ pelos ânuos de 
1460. 

Suppônho que o terramoto de 1722 deu 
cabo d'esU povoação e da sua torre (que 
iMBsta ter «do uma das melbores do Al- 
garve) Não ba boje o míoino vestígio d^isto. 

A 3 kilometros ao 0. de Farrobilbas des- 
agua o rlbebro de ÍMão. Ha aqui também 
«atras marisbas de excellento sal e tenras 
4e lavoura moíAo lérteis, nas margens do 
ftbeifo. Ainda mais adiante, a O., ba as ma- 
riiibas A'A»€à9. 

Em Farrobilhas desembarcou, em a noi- 
te ée. 24 para 25 de junbo (outros ditem de 
jolbo) de 1^96, o duque d^Essex (irmão da 
raifib» dlsiglaterra) com 3:000 i9gleees, e 
dlaqpf foram roubar e incendiar Paro. 

FAMIOBO (Qaíflia do)~<Sxtremadura, 
no Monte-Gordo, immediaçÕesdeVilU Fran- 
ca de Xira, sobre a margem direita âi> l^jo. 
É uma das melhores propriedades do dis- 
tiitto de Lisboa. É d*eUa que tomou o titulo 
e sr. conde do Farrôbo (até Wm barSo de 
^i»|e|faO ^ «^n fltbo. o actual 2." coode do 
Farrobo e 3.«lMrit de (iaíiHella* 



FAT 



ÍH 



Esta quiiUa foi arrematada om praça pu- 
blica, e a comprou, em 20 de março de 
1874, por Ifi contos de réis, o fidalgo bes* 
paobòl, o sr. conde de Torres Novaes, qae é 
o seu actual proprietário. 

(Para se saber a razão por que foi anni- 
quilada a casa Farrôbo, uma das mais ricas 
de Portugal. (Vide a Hi$L Chron. de Port,^ 
no fim doesta obra.) 

FARROPO^-portuguez antigo — bezerro» 
porco ou carneiro grande, castrado. Appli- 
ca-se mais frequentemente ao bezerro ou 
touro. 

FARTO — portuguez antigo —mui/o. 

FATAÚNÇOS e FOLGOSÁ — freguezia. 
Beira Alta, comarca e concelho de Yousel- 
la, 18 kilometros de Viseu, 275 ao N. de 
Lisboa, 300 fogos.. 

Em 1757 tinha Folgosa 208 fogos. 

Orago S. Carlos Borromeu. 

Bispado e distríeto administrativo de Vi- 
seu. 

Ke%\SL freguezia, e próximo á aldeia de 
Bandabizes (ou Vendavizes) está a propríér 
dade da Torre, que é da familia dos Leims, 
da casa da Areia, em Avança. (Hoje perten- 
ce á sr.* D. Maria José de Lemos^ viuva do 
doutor-medico Bfanuel da Gosta Pinto Bas- 
to, d^Oliveira d' Azeméis.) 

Ha n'esta propriedade uma antiquissiii^ 
torre, que dá o nome á quinta, e se chama 
Torre dosMouros, ainda eip bom estado. 

É quadrada, e servia em tampos remotos 
de habitação, como se vé dos cachorros que 
sustentavam os pavimentos, e ainda mostra 
<(laros vestígios de ter sido c(^rta de telha. 

Esta torre é na freguezia de Folgósa, ai|- 
nexa a Fataunços. 

É tradição que, depois da expulsão dos 
mouros d*estas terras, foi solar dos Figuei- 
redos, de Figueiredo das Donas. 

Esta freguezia, como todas as da antiga 
comarca de Lafões, é terra muito abu^daii- 
te d'agua, muito fresca, aprasivel, sau4ai|el 
e fértil. 

Cria muito e óptimo gado. As suas yitel- 
las, como a^de todo o valle d^ Lnfll^,;Sao 
de um gQstti ^speeialissimo» Tm colçnciiiif , 
ca$a e pesea. 

Aqui nasceu em iW^ a sr< José l^tr^nço 



m 



íÂt 



ãe Sóusà, Filho dè paeâ humildes, laboi^o- 
SOS e honrados, foi na adolescência para a 
cidade do Porto, empregar-se como caixei- 
ro. Ã sua honradez e á sua perseverança no 
trabalho, deveu unicamente o vir a ser do- 
no de uhia boa typographia e de algumas 
boas moradas de casas. 
' Mas neni pôr^ estar a 70 kilometros de 
Fataunços se esqueceu da terra que lhe deti 
o ser, antes fez mais do que outros mais ri- 
cos e poderosos d'aHi podiam fazer, se qui- 
sessem. 

Fundou em Fataunços, em umas casas 
suas e á sua custa, uma bôa escola de in- 
strucçao primaria, em 1870, e é já actuahnen- 
te muito concorrida. Deu á mesma escola 
utna escolhida bibliotheca, composta de nu- 
merosos livros rudimentares, indispensáveis 
aos discípulos, e mesmo outros muitos de 

« 

reconhecida utilidade para os próprios adul- 
tos que sé quizerem instruir; 
^ Honra a este benemérito e prestante pa- 
triota (Jue tj:o bem soube applicar os seus 
haveres. Morreu na cidade do Porto, eúi 
1871. 

Também em Fataunços é o âolar dos Mel- 
los, de que ha por estas eírcúmferencias 
muitas e nobres familias. Um dos ramos 
principaes d'esta familia, procedente de D. 
Maria Izabel de Mello, são os Castrou de 
Covo (próximo a Oliveira de Azeméis— vide 
€ôvo) á qual família pertence a actual' se- 
nhora condessa da Ribeira, residente à Jun- 
queira, em Belém. 

Ainda exisle o paço dos Lemos de Fata- 
unços. Ê ántiquisslmo' é está em ruifias. 
Pertence ao sr. António Carlos de Caslíro e 
Lumos Magalhães e Menezes, do Covo, tio da 
referida condessa. 

O rèàl padroado apresentava o abbade 
^ Fotgosa, que tinha 500^000 néis dé ren- 
Amento. 

O Portugal Sacro e Profano não tíiai a 

fr^éziâ de Patatíníos. 

' FATELtA^freguem, Beira Báíxar, od- 

mareá é éònèelho do Fundão, ^ Mlm^trbs 

da Guarda, 250 ao E. de Lisboa, 270 fdg03. 

^ JBài Í757 tinhai Í30 Jb|te, ^ 



Orago S. João Bafuísta. 

Bispado da Guarda, distrieto admini8tni>> 
tiVo de Câstello Branco. 

Muito fértil,' cria gado e caça. 

O commendador do mestradt^ da ordem dte- 
Ghristo apresentava o vigário, que tinha 
40|;000 réi« e o pé d'aitar. 

FÁTIMA — freguezia, Estremadura, co- 
marca de Thomar, concelho de Villi Nova 
d'Ourem, 18 kilometros de Leiria, itoi^ 
N. de Lisboa, 320 fogos. 

Em 1757 linha 25S fogos. 

Orago Santo António, e antigamente Nos^ 
sa Senhora 4os Prazeres. 

Bispado do Leiria, distrii^toadministrati* 
Yo de Santarém. 

O cabido da collegiada de Ourem apre- 
sentava o ciira, que tinha SdjJJOOO réis. ; 

Fátima é a palavra árabe Fatema ou Fa- 
tma, nome próprio de mulher» 

Tomou esta freguezia o nome de Fatim^ 
por sér o de unia nobre e forthosa moura, 
assim chamada, que era senhoras d'Ourfi& 
e d'esta fi^egôezia. 

Estando etia etó Alcácer do Sal, ^que estó- 
va cercada por D. Affonso Henriques^, sstid 
da villa na madrugada do dia 24 de jtiÉ^ 
de 1158,' com alguns famili{ires' seus^ mas 
foi captiva pela templário Oonçaio tími^ 
§ues. (N'esse mesmo dia se tornou- Alcucer 
do Sal aos mouros.) 

Gonçalo Hermigues era joven, bravo e 
poeta; e F^ima era uma peifeitaformesan 
oriental. Viram-se, pois, e amaram-se: P»- 
timá deixou a lei de Mafoma e baptisou-iK» 
tomando então o nome de Orianúkn Owf^' 
na, e casou com Gonçalo fíerniigues; Vi- 
de Ourem.' 

FAVAIOS -^ villa, Traz-os-Montesi scottai*- 
ea e concelho de Alijó, 20 kiioibeti^s atí'lC 
E. de YHIa'Bfeâl, 4 a E; de Pei^Sd; «ko^- 
do Tua^ T ao N. ^e Dwiiro,'98'«oN15:* 
Braga, 360 aè N. dè Lfe^a^ 400 fdg«^:€Oa 
ataJífe); •■ ^ . '^ "• 

; 8m 1757 tliihfl ÍIÔ íbgosi '• ^ 

4)raígo S. Domingos. -í- 

AfoeMsp&do de Bra|a, di^itotd «im^i^ 
tlPatiVo de- VUla fteal. - ' ; ' < 

Foi concelho com 1:110 íbfo9, s«#rtffli- 
do em 18561 (VMe Villaffèllrôw> • '^ ' 



PAV 



E>fil 



i58 



lã povoação* antígoisslma) e já existia no 
tâaq)Ovdoi romanos com o nome de Fíàoúi 

É sitaada na fatâa de unta serra gráníli^ 
€1. Tém um bello cbalanz deixxaagvia, mui- 

A egreja matriz é um templo vasto e 
mAê&i também ^bastante antigo, e a sua 
forre^é muito alta,' a maior áe toda a pro- 
viiíeia. 

Tem unia uascenie d'af uas mineraes (fér- 
reas)* 

É fenil em asseite, castanha e muita (fttâ>- 
llâade de fracta, céreaés e óptimo vinho de 
embafifue. 

D. Affonso If lhe deu fera), datado de 
BátsemSo, % 29 de euiubro dè i^íL 

D. Affonso lil lhe deu outro fôral em Lis- 
boa, a iO dl© julho de 4170; o D.: Diniz ou- 
tro,, em List)oa, a iO de julho de 12S4^ 

D: Máimel ihe deu novo foral em Lisboa, 
a ll( 4e julho ^ iòi4i 
-Foi dos n)ar(|uese9 d^Tavorâ, ^paesou 
para a eorôa-em 1759; 

Perta d-esia vtlla, entra na direita d^bo»- 
ro o ribeiro Roncão, que nasce nas strrás 
amadas ao'Sul de Ifurça de PaaoyASt 
= A mitra apr^eMava o reitor, que tinlia 
200)11000 réis de rendimento. 

É pátria de Préi Francieoo dos Prazeres 
Mars^Mio, àuetor do u» Diceéonmio ^6i0- 
graphico Abrwindo ^ Wmtugal, publicado 
«m Í8I9SÍ, qu6 «T9 ounloo modamo^que ekis- 
tílt até 18^, e iNio cfaai loéoswrel^utoVam 
apelar doa mu4to» eiTos e basus ooiiaaSès 
fÃe «cmiiiiha. , 

Tem a^i apparedâ» cipipos, iBS«ripç60s 
e outras antiguidades romanas. 
' (í^tioâo João* de Barros, foi estftpovVoa- 
#» fadada, pêlos flâviof^ no I ou U século 
éiitoaia^ipa. 

' MViitti^^^^MgWMsfci,; ikmre, comána e 
«(meelha éh Morei» dé Ganâ^rtzes^ tt «kf 1»- 
iMetres'« B. dO'Porto^«3d^4iaN. éa 

-^'iim iM9^ tii^a 190 íb«o^. 
'•"'ííallfi*.* PaÉfoi. "- í' < 
Bispado e districto administra tivotib 

' 'JMnMeOMfta ^ «OilMes^ eownNia4e 



lí' 



Bamviver, depois passou para a comarsa e 
concelho de Bayào e ultimamente para a d* 
Marco de Canaveses» 

É aresta «fireguezia a quanta da €am^'o• 
t7a, na qual viveu Júlio Giraldes, corregedor 
no Minhd, e Tnaz-os-Montes, po reinada de 
D. Fernando. Fatleeeu em 30 de janoire de 
1419; 

O papa,' o bispo e o convento de S. Joào 
de Aipendorada^' (bentos) apresentavam air 
ternativamenie o abbade, que tinha de rea* 
dimentd 28011000 réis. 

fláTÃO-r* vide Paião, F^jãa^e Arrifananl)» 
Sousa. 

nSBRES e BUBaiO-^são duas freguézia» 
anoexa^, que jáestíto^desicriptas na palavra 
Bueiro; mas officialmeme dis^seFebres. Sio 
na ppoviívcia do-Dwro^ comarca e oeoceihf^ 
de Cantanhede, 30i£ilomeirosa O. deCoim' 
bra, a cujo bispado e districto ladministca- 
vo pertence. 'fóm^BdO fogo?, e óseaoraga 
Nossa' Senhora da Ccnreeéção. 

!0 Btvimgãl Ba»ú noo traz nenhuma does- 
ta» duas froguezia. " 

FEDE60SA— português amiga, de. mau 
cheiro, fedorenta. 

Ha -duas aldeias d^te nome. 

FEydBS^e FZXJOnS^vklePalõeB e<Fa- 

JQBSe9. 

FEIRA <S. Sebast^ da)--viU8, Douro, 
comirreii dli Tábua, concelho de Oliveira éo^ 
Ho^^ptiâi. (Até 186$ era da comarca 4^ Gou- 
veia, eoncelh» de Penalva d' Alva) If4 kild- 
metros a NE. de Coimbra, 240 a E. de Lii- 
bOQi^70fixg^s. 

Bm i7tt7 tinha 31 fogos. 

Orago âk ãkbí»tim>^ martyr. ' 

Bíápaáo e dísirteto adtníaislrativo de 
Go4*Mbra. 

' GhamavaMse amlgameiíto^ Siebxstiio de 
BMMk d'AIVã(,*e é: este o. nome que tena ntb 
fonl 'que Hie dra 0;.Mimuel, em Líaioa, a 
IS ée Membro à^ 4S14.. 
' jy mifra'*tf|^d(oaiava*o {uriop, qtie tiqf)a4^ 
iMdlffiemo 8OM0(» réfai' ^ ^ 

('Ff nM»-^vi4lif)! D«MPo,fSÍ kiHomeilDS. m 
^ ãi»'ftrtt»,'64Will. de C«iaibra^ aOtao^. 
éè t Aveiro, ifi «9'ONa déiOlvtlfa' d» Ao»- 
meis, iO ao N. de Ovar, tèèmlSU.^lMh 






i54 



MI 



boas ^00 fogos (ârâOO almas) na oomarea e 
«OBceUio 9:000 fogos. 

Em i757 tÍDha 297 fogos. 

Orago S. Nicolau. 

Bispado do Porto, districto administrativo 
de AYcnro. 

Silnada em terreno muito aceídentado, 
mas pittoreseo e aprasível, passando púo 
meio da villa o rio Lavòndeira, atravessado 
na rua por nm óptimo p<mtão, da largura 
d^elUy e no fim do Boeío por uma ponte de 
pedra, feita por D. Bfaimel, em Í5i2. 

O reitor do convento de Ssmío Ekiy, does- 
ta- villa, apresentava o ctira, que sé tintia o 
pé d*altar. 

Seus arrabaldes são ãUtílo abundantes de 
agua, férteis e andáveis, semeados^ de boas 
cintas e bonifias casas de campo. Vários e 
formosos cabeços, em parte eultimlo&e em 
parte cobertos de frondoso arvoredo, dão 
abrigo e poesia a esta viUa. 

Ao SO. d^ella a sobre o maior e maíselevado 
cabeço dos que a cironndam, se ost^ta, des- 
afiando as injurias do tempo, ó sen nobilís- 
simo e venerando casteUo, e a sua fasiiosa 
torre de menagem. 

Pelos annoa 390 antes de Jesus Cbcísto, 
uma colónia de gaito-celtas fandou esta 
povoação, a que deu o nome de Lancobriga. 

Querem alguns que o cbefe d'68la colo- 
Bia se diamasse La$u30y e ^oe d'elle tomou 
o noipe a povoação. Na võdade, em e^ta, 
Lancobriga 'Sigaiâea poeoaçãe^ioxi cidadã de 
LcmeiK) 

Outros escriptores porém, remontam a 
fundação doesta ¥iUa ao anno do iwando 
1920, isto é, $ím antes de Jesns Gbristo! 
Dízesi estes que o seu fundador foi Brigo, 
4.* rei de Hespanha. Estes fundamrjse ama- 
mente na fierminaçãt briga, e não addnsem 
ia(A> algum por onde se possa provar ta«M- 
nha antiguida^ Qoanlé maíis, eatá bpjeipi»- 
vado que briga é pataan^a^ieelttM^' que fÂffA- 
Uca i»eívoaçaOt mdade,, elo. E qú»^ m.^m al- 
guns casos briga iiuMca a povdaçãa InttíMa 
por Brigo on «m aniaboiiffa<o ^pm mdia 
fer muitos aaaôs êB^i$ da^uA m0rte») » 
. maior patto «Telkft nit exfrime senão ^cida- 
de mi pe^oaca». 



mi 

A Feira, como iodas as mais. pavoafBes 
da Península, teve que soffcer as tristes eoft- 
sequencias das intermináveis guems ik 
etfade media, até que a Itusilania cabia no 
ii"* seeuk) de Jesus (;bristo, exbaasta da for- 
ças e quasi reduzida a mulberes e ereançafl; 
em poder dos romanos. 

Estes, que aebavun barbara a termín^io 
briga em tantas povoações da Lusitânia, a 
alatinisaramj mudando-a para brica, e aqoi 
temos £atico6rí^a.ebrismada em l>mc&òric 

Foi cidade de muita importância do do<> 
imnio ronmno e por aqui piçoaUmo pj^sava 
a f)ia militar que de Merida (então eapital 
da Lusitânia) víoba a Conimbrica (Condeiu 
a Velha) Talabriea (Av6ir0) ]jm(^bri6$ e 
Cale (Gaia) onde tesminava. (Vide S. Feiíi 
da]l«rínha.) 

No seeuk) IX, vendo os árabes que a t»0 
romaíM era muito dispendiosa, por ser pn- 
ciso concertar- se com muita frequência pos 
pântanos por onde paisavn, fizeram umaao* 
va-estrada de Coimbra ao PoHo de Cale, pe- 

s 

la cidade de jEmnium (Águeda) e quasi P»- 
lo itm da actual estrada de Lisboa pa9 o 
Norle. 

A esta nova tia se fieoa ehaanándaeiN^ 
da mouriseoy e durou muitoe anoos. <^i^^ 
Mourisca.) 

Quando os povos do Norte invadirMA a 
Luzitania, ficou L»cobrica periencendo ass 
viiigôdoa (volgarmeme gôdoa.) 

fia toda a probabilidade para crar qneos 
godos foram 08 conatruetor^ do casteVo* 
Attesta*o a soa arcbitecturae as snas l^ 
feiras em forma de cruz. (As sétek&i i¥ 
fartalesas aimbeis tiiibam a íòta^ de um 
crescente.) 

Doraote o> dominto romano e no .priíldpi^^ 
do gotMoo, perteDoiaIiificoMj)r<s joèisp^ 
de Merida, Os godos, creando a bispado á^ 
Coimbra, desmtmbratanr dode Jfi«ii^V)do 
% teriâtoria.enáre o Mondego^ DomHi^^ q«- 
iraft mais len^ pai^ eottatitutrein o.oe«i» 
bispado. Ficou pois Lancobriga a.iPôi^*^ 
ao bispado de Coimbta M llfiK ^^^ 
passou a ser do bispado. *».PM<©.. 01»® 

(kiyk) ^ , 

Parece que dttrante a dominação Mif^ 

da, ommvqh Jktiic*í#a. j^^imiii*"^ 



flome: pelo menos nao ba prova do wúXtn* 

OsebristSoshíam resgatando, palmo a pal« 
tto, do poder dos árabes, o solo querido da 
palria. Já quasi toda a proTÍncía do Mlobo 
^ á eidade do Porto era cbristan. Então os 
nos de Leão e Oviedo deram aos seus ca* 
fslleíros as terras qae elles resgatjissem ao 
iDl do Douro, as quaes se denominariam 
Terrai de Santa Maria. 

Já disse que oeastellotemindieiosinoon'» 
testareis de ser consthieçâo gotbica, o que 
filo qner áiter precisamente que foi con* 
stniido durante os três séculos do seu do* 
minio na península; porque a arcbiteetura 
fotbíca sobreviveu muitos seeulos a essa 
«peca; todavia suppõe-se que quando os 
árabes occuparam a Feira já existia o eas^- 
lello. 

O que é certo é que, no anno 990, rei- 
nando em Castella D. Bermudo II (o Goíok) 
dois illustres condes, chamados Alem Gu- 
terres e Uem Lueidío, juntos com os senho- 
tes do Mamd (ledos do sangue dos reis de 
Leio) estando Lancobriga abandonada e qua- 
si destruída, a reedlfieauram e povoaram de 
^<Ms6o8, oonstruindo-lhe então (oureedifi- 
«ande-lhe) o seu nobre castello, fortíssimo 
pira aquelles tempos, em que ainda não ha* 
▼ia artilheria. 

Estes condes deram então á velha Lanco- 
briga o nome de ViUa de Sania Maria^ e^ 
todo o território desde a margem esquerda 
do fiouro até ao €aima, e desde o Oeeáno 
aié ao rio Arda,- o nome de Tmra de SmUa 
Maria. Isto, como já disse, em cumprlawn- 
le das ordens do rei. 

Os descendentes de Ifem Guterres, Mem 
Lneidio e dos senhores do Marnel, tinham o 
nobre titulo de infançõe» antigoe de Santa 
Maria. (Yide infançõet^. 

Em tanta conta tinham os antigos mis de 
Castella e os primeiros reis porlaguezes a 
tei^a de Santa Maria, que todo o eavaileiro 
aqui náecido ttnlia os lMro»e privilégios ie 
^fanç&Of e todos os peSes tinham o foro de 
tavalleíros. Foram os piiofeiros influições 
^tte hmn em Portugal. 

AMittiO declara t>. Joio I, nos privilégios 
^tiB leu ao Porto, Braga, Gúinnr9és e ou- 



FBI 



151^ 



trai povoações, e o mesmo se vé do uma 
sentença de 3 de julho de 148d, transcripla 
por Pêga$. (Tom. 7.% pag. 377.) Em 1337^ 
havia na Terra de Santa Maria i% casasde 
infanções. 

Quando o conde D. Henrique tomou poa* 
se de Portugal, em 1093, confirmou todos 
os íbros e privilégios da Terra de Santa Ma- 
ria, e lhe deu foral em ii09, declarado Aaa 
inquirições tiradas no mez de agosto de 1251. 
(Maço 8.« dos foraes antigos, n.** 1. Torre do 
Tombo.) Já n'este foral se dava a esta povo4i- 
ção o titulo de villa. 

D. Affonso III lhe deu foral em 1S70. 
(Franklin não falia n*este foral). 

D. Manuel lhe deu feral novo em Lisboa» 
a 10 de fevereiro de lôi4. Este foral não é 
só da villa, o seu titulo é-^Foí^ul da Term 
de SaãUa Maria. 

Gomprehende as seguintes povoações : 

Anta d'Ermujães (hoje Anta, freguesia do 
litoral á qual pertence Espinho); Arada; Al- 
vado da Bailia; Aaevedo de Saydes (As§«t«* 
do» aldeia da (reguazia de Gião); AzevodUiOO 
(Asevedo, aldeia da freguesia das Caldas de 
S. Jorge); Barrella; Burgo d*Arrifana (At*- 
rifana de SanU Maria) ; Gabédo <Ganedo9) 
Gacavellos; Capiellos; Carraziohaff) CarregiO- 
sa;Gesár; Gtricosa(?) Gucnjães de C;aoavollos 
(Gooto de Gucttjães); Gurraes; Ermilhe; Ea«a^ 
pães; Escariz; Esmoriz; Espargo; Fafião (al^ 
deia na freguesua de ilomarta); Fayòea^Fa- 
jões); Fiães; Fomos (da Feira); Fornos de 
CoJyande Caldeia 4a fregueaiade Guiaande); 
Gaiate (aldeia da freguezia de Mílheiroi da 
Poiares); Gandara; Gaadarei; Inaua de Gdr 
dal ; Lama (ahleiâ na freguezia de Giiii«i- 
de); Lever; Lobão; Lourosa; Macedo (Maolh 
da) ; Maceira do Soveral (Macieira de Sar- 
nes ou das Terças); Madcrbate; Madail; Mar 
deira (S. João da Madeira) ; Mançores ; Ma^ 
nhôee; Miiheiroc de Poiares; Mosteiro; Mu- 
zeU08/<MÓ6ellos) ; Nogueira (da Aegedoura^ 
Nogueira de Cravo; deiaos; Oiiveirad'Aai»- 
méis; Ossella; Paço de Braidio; Paços; Bar 
rada (Parada do Monte, na fregoeaia do Lou- 
redo); Paraios.(Parâmos); Pereira de S. Vá* 
eeate de Goncida (S. Vicente do Peroiíi^; 
Kgeéroa; PiodeUo; Pniselhe (PeroaéM; M- 
ba d'Alflgtteiredo (figueiredo) ; lUfi Jfea«; 



166 



mi 



F£i 



Romarlz; Sandim; San&iâ; Sangaedo (Ter- 
reiro); S. Gião (Gião); Sé de S^ Jorge (aldeia 
na fregaezía das Caldas de S. Jorge); Serra 
Alva (Serralvd) aldeia da fregaezia do Valle); 
Sílvade (ou Silvalde); Silvares (aldeia da fre* 
giieziade Carregosa); Souto Redondo (ou 
Âira», aldeia nas freguezias de S. Joào de Ver 
e das Caldas de S. Jorge); Souto de Thco- 
bakie (Souto); Vilia Boa (próximo à villa); 
Villa Ghan; Villa Nova deBuim (Villa Nova 
de Guicn, aldeia na freguezia de Romariz) ; 
Villa Secca (grande aldeia, que forma mais 
de metade da freguezia <íe Louredo); Ul. 

N'e;ste foral não estão nem a terça parte 
das terras chamadas de Santa Maria. As po* 
coações que aqui faltam ou téem foraes ju-o- 
prios, ou estão comprehendidas nas que os 
téem. Nomearei aqui as povoações da Terra 
de Santa Maria que téem foraes próprios, e 
que me lemi^rarem, com as datas d'esses fo- 
raes. > 

Angeja, 15 de agosto de i^iki — Antuão 
(Eeiarreia), iS de novembro de Í5i9— Bem- 
posta (Pinheiro da), 1 de junho de idiO — 
Cambra, 10 de fevereiro de 1514 — Ferme- 
do, 27 de setembro de 1514 — Ovar, IQ de 
fevereiro de 1514 — Pereira Juzão, â de ju> 
iib0del514. 

Além doestes foraes dados por D. Manuel, 
tem Canédo .foral velho, dado por D. Alíoa- 
9» H, no l.« dejuiiho de 12i2. N*esie foraj 
se dá a Canedo o tiudo de villa. 

fiUr^i D. Manuel deu multa consideração 
■%f esta* villa, Éizendo-lhe a. pcmte (como já 
4i8se) reedificando lhe (tanribem em 151â) a 
-aai'â«ligá torre (ai que vulgarmente se dá o 
iaipirbprio notne decastello) e cercando, es- 
^ torre, de muralha» eom seus reductos, 
«Abellos 6 barbacans, o que tudo ainda exis^ 
«eximas dejunaiitelladow 

'« lambera? Ibe fez uma fonie dentro, do re- 
Wito iòriificado «á porca da. tòriie;)^ foiUe 
lèéstáaom* as armas deU. Manuel^ atas a 
i^#]a fdi voulMMia bá muitos aniloâ. . ,, 

^> Qt nfeuno rei Du Manuâl, ereou o c&ndaão 
ék fí^iva, em 1515, a'Cavi)r de D. Diogo .P«- 
juim, senter de fiésteiroã. Este oondado 
«tbÁitecHi »*esta faoiifa alé ao. irekiaéQ de 
A» MdffOâJ; em qpa4aálK>u^ por tí^u desuA- 



cessão, hindo a maior parte das suas terras 
e foros para a casa do infantado. Os conde^ 
da Feira intitulavam-se senhores da terça 
parte da villa d' Aveiro. (Pegas á QrdmacjõQy 
pag. 241 e seguintes.) 

O castello proprlatnente ditio, tinha daais 
portas e um postigo. A porta da VUUl, .de- 
fendida por dois cubellos o uma estradada* 
berta, ainda existe, do lado do O., em boq 
estado e coroada com as. armas de D. Ma- 
nuel. A portada traiçãOi ao N.; não se pôde 
hoje ver, por ter eahido sobre ella todo a 
lanço da cortina doeste lado. O postigo (a^E,} 
defendido por uma estrada coberta» casama^ 
tas e um revelim» ainda existes. 

A torre, que apo$ar ^ ter a parte roais^ 
antiga, é a mais bem conservada da forta^ 
leza> ficou servindo de torre de. menagem 9U 
cidadeila. , 

D^tro d*esta torre está unta grande cis- 
terna (quasi i^ompletapíiente entu^bada) & 
próximo^ mas Jfèra da tOFfe^ do Mo do nor- 
te, está outra que foi desentulhada em 18ã^ 
até uns 10 ou i% metros. As paredes d'eãa 
estão perfeitamente conservadas. Tem uma 
eacada de caracol parallela.á cisterna, (t^ra 
serviço d*eUa, toda de degraus inteiros e eia 
tão bom estado, C019 a3 arestas tão. vivas & 
a pedra tão b;raiKa çom.o s^ fosse apeua^^ 
feita ha uns poucos de dias. . . 

A cisterna da torro é dp certo da edadfr 
d'ella; a. segunda ^ cotn toda a prQhal^iii4d^ 
de do tempo 4e J)^ ManupJ. 

Foi este rei qucff^z «Icaide-more docas- 
teUi» da.Feii:a^ a £).,ftiQgo Pereira; ,q este A? 
dentro do eastello uj^s paços para a saai;e« 
sidencia e dos seus de^cend^nte?^ qu^ ain- 
da i^xistem, masjao^ea^adQ.immiaeAte ruí- 
na. 

Desde q^e Dv Diogo Pereira fqi f^to.QPfr 
de, ficaram os condes da E*eir4« 4^ndo. ^s^ 
alcaides-màres. .. . r. : 

A familia dos I^ereiras era, de saQfa0 gô^ 
d0( e o ramo priwpgeniío dft .<H)n4e Meft 
^uterr^. firam d^matarioi$.d^Eeiraf > 

JX AíTonso V, tambçi» fez:coside da Ffiir^ 

a D, Bodrige V^i|^e«eirft. , 
O condado da Feijpa.tratUmd/d^matfMrfis 

e.melhores d^ Pottugal» m^^^wtímà^ 
toda a TefjradâSaEi|alfarôi44ettlã^4tamji* 



FEÍ 



FEI 



137 



íá-^garmente Terra da Feira. (Offlcialmen- 
te sdehamon sempre até 1834 Terra de San^ 
ta Harí;i) 

A ifiaior parte do condado da Feira pas- 
sou pxra a casa do infantado. Desde então 
^cou o castello, e todas as propriedades e 
feros a elle vinculados, pertencendo ao in« 
faotado, até 1834. 

Do alto dá torre gosa-se um delíciosissi* 
ifio panorama. Ao O., vé-se uma vasta ex- 
tensão do Oceano. Ao S., N. e L., lindos val- 
ses, vi^sos outeiros e varias povoações. Ao 
NO., ao sopé do castello se assenta a viiia, 
^que da torre apresenta uma bonita vista. 

A comarca da Feira era nma das tnalores 
de Portugal. Parte d'e]ta pertencia á correi- 
ção de Barcellos (!) e parte à d'£sgueira. 

Depois passou toda para esta ultima' vii- 
ia e depois para Avoiro, pela suppressão 
(OQ mais propriamente transferencia) da cor- 
regedoria â*Esgueira para Aveiro. Depois íi- 
naliíDente, formou a Feira correição própria. 

Tinha a comarca da Feira em 1834 noven- 
ta e seis freguezias, muitas d'ellas de mais 
âe mil fogos. 

As actuaes comarcas d'01iveira d* Azeméis, 
Estarreja e Ovar, foram exclusivamente for- 
madas com freguezias da comarea da Feira. 

Alem d'isso aiiida esta comarca deu para 
a d' Arouca as freguezias de Louredo, S. Mi- 
guel do Matto, Fermedo, Escaríz e Mançores. 

Era a esta vastíssima comarca que se cha- 
mava Terra de Santa Maria, e depois Terra 
da Feira. 

Ainda que verdadeiramente a Terra da 
Feira é hoje a mesma que era antes de 1834, 
todavia só se dá agora o nome de Terra da 
íeira ás 37 freguezias que formam o seu 
actual concelho, que é lambem comarca. 

Mas o povo da maior parle das freguezias 
iue pertenceram a esta comarca, a qualquer 
l)arte aonde chega, se lhe perguntarem d*on- 
de é, diz que é da Terra da Feira. 

3à disse que a Feira é uma povoação bo- 
nita, mas não tem senão uma rua, estreita 
e torta (e mais chama-se Rua- Direita) é com- 
tado muito bem. eilçada. ■ 



Tem 3 ou 4 béeeos ou travessias^ estreHfts» 
tortas, immundas e quasi sem casas, qu0ràQ 
merecem até mcneíonar«se^ 

Tem alguns edifícios bons, sendo os pria* 
cipaes a casa do tribunal das audienciais^ 
que foi paço dos condes da Feira, a antiga 
matriz da vilia (S. Nicolau) hoje Misericór- 
dia, as casas que foram de Bernardo José 
Correia de Sá, no Rocio, etc. 

Também tem uma bonita casa da camará^ 
feita em 1860, mas pequena. Nos baixos does- 
ta casa está montada uma pequena typogra- 
phia, para impressão dos papeis da camará 
e das outras repartições do concelho. 

Tem um bonito chafariz na praça, em fren- 
te do tribunal, feito em 1845, devido á iní^ 
ciativa do sr. José Correia Leite Barbosa, 
então e actual administrador do concdbo. 

Tem outro, feito pelos frades, no século 
passado, ao fundo das escadas do convenlou 

A villa é muito abundante d^agua, que lhe 
vem do grande manancial chamado da Ve- 
lha, ao ONO. e ao cimo da villa. 

Esta agua foi achada ha uns 40 anãos, re- 
bentando com grando força, de uma mina 
que se andava fazendo. Antes doesta feliz 
descoberta era a vitia muito falta d'agua. 

Ha na Feira mercado todos os domingos» 
e feira nos dias 3 e 20 de cada mez. 

Tem um convento, que foi de cónegos se- 
culares de S. João Evangelista (loyos) fun- 
dado pelo 4.*» conde da Feira, D. Diogo For- 
jaz Pereira, em 1560. 

A sua egrejã é a matriz da freguezia, ha 
mais de cem annos. A primitiva matriz, co- 
mo jà disse, era S. Nicolau. 

A actual matriz é sumptuosa, vasta e to- 
da de solida abobada. O convento era tam- 
bém um amplo e magestoao edifício. 

AgQra é alH a residência do parodio, um 
theatro (feito no antigo refeitório) mtito or- 
dinário e feito era 1854, a repartição de fa- 
zenda e a eschola de instrução primaria. A 
maior parte do edifício porem, ettá correndo 
a passos agigantajdos para a sua total ruina, 
e tão asquerosamente immundo, que nem se 
lá pode hir, sem perigo de morrer de pes- 
te! 

Fora da porta da egréja, e mesmo nas es- 
cadas que dão ingresso para ella, estatela- 



ÍU 



mi 



FEl 



eBéám algmas pessoas e cemitério (!) âe sua 
famnia. 

Em algamas das campas se vêem eplla- 
piíos, cpie a camará, p(Nrfaomra.âa terra, âe- 
irifrmandir-^innDar, pois nao são ma» do 
que um chorrilho de baboseiras. 

Por muitos annos, os grandes readimen- 
ios d'este município foram desaforadamente 
devorados, sem o povo saber em que; mas, 
sendo eleito presidente da mamara, o dou- 
tor Pau^o da Veiga Campos (hoje delega- 
do do procurador régio, em Abrantes) man- 
cebo de uma honradez a toda a prova, enér- 
gico e independente; tomou à sua conta a 
árdua tarefa de recoperar para a camará o 
seu antigo nome honrado (que estava triste- 
mente desacreditado) e conseguiu-o. 

Desde «ntão vé-se em que se despende o 
dinheiro do povo, e as obras publicas mu- 
Bicipaes tem-se desenvolvido satisfatoria- 
mente. 

A camarás que lhe seguiram, continua- 
ram merecendo a approvaçào publica, pelo. 
seu zelio em promover o desenvolvimento 
das commodi4ades dos povos. 

A Feira está ligada a Lisboa e Porto por 
um ramal d'estrada à mac-adam; e com o 
caminho de ferro do norte, pelo prolonga- 
mento do mesmo ramal, que vai ter á esta- 
ção de Gabanões (Ovar) a 10 kilometros ao S. 

Outra estrada em construcçao ligará esta 
villa com a estação do caminho de ferro, em 
Esmoriz, 8 kilometros a O. 

O caminho desferro do norte, atravessa 
varias freguezias d*este concelho. 

Tem carreio diário, e expede e recebe di- 
nheiro em vales d'elle, desde a quahtia de 
mil réis até á de 5011000. 

Foi até 1834 quartel do batalhão decaça- 
deres n.'' 11, o que muito fazia prosperar a 
villa e seu termo. 

Tem por armas, em escudo branco, Nos- 
sa Senhora da Conceição (com o menino) 
em pé, sobre a porta de um castello, com 
uma toire de cada lado e por baixo a legen- 
da Lancobriga. 



(Como estas annassaaaS' 
ra, entendo que também devem asr as ar*^ 
mas de Angeja, Cambra, Estarreja, Femn* 
do, CHêfeira d^Azemeis eOnr-^mam» aJe* 
genda.— As armas ião são só da villi^ m 
de toda a Terra da Feira. A legenda é que 
é excluâvamente da villa. 

Faz-se aqui no dia 20 de janeiro, à casta 
da camará, a festa de S. Sebastião, valgar- 
mente chamada das fogaças ou das fogaoeí- 
ras (fogaças é uma espécie de bolos e fog»> 
ceiras, as pequenas que os levam.) 

Consta que esta festa se instituiu por o& 
casião de uma grande peste que assoloato- 
do o reino em 1605. Dizem uns que foram 
os alcaídes-móres do castello que principia- 
ram esta festa, outros que foi a eamara e o 
povo. Parece mais provável que fosse a ca» 
mara e o povo. 

Todavia é tradição que foram os conées 
da Feira, e que no dia em qn& se fez a fes- 
ta cessou a peste. 

Estas fogaças, que não são para coDj»* 
rar com as de Pombal, Abiul e outras ddS. 
do reino, pois apenas conterão um alqueire 
de farinha, teem comtudo a mesma origeBi 
e etymologia, pelo que, quem quizer saber 
isto circumstanciadamente veja — ^Pombal— 
que é onde a cousa teve principio. 

.Viem de ser esta villa até 1834 quartel e 
praça do batalhão de caçadores n.*' 11, ti' 
nha também um regimento de milícias, ca- 
pitão-mór, uma companhia d'ordenanças na 
freguezia e mais sete no conceibo. 

No concelho ha varias fabricas de papel, 
de diíferentes qualidades, sendo algum ]á 
muito aperfeiçoado— muitas fabricas de cha- 
péus de lan, e outras industrias. Fabrica- 
se também grande quantidade definas teias 
de linho. 

Ha grande abundância de pedreiras d*opti- 
mo granito, de schisto e de pedras de amo- 
lar. 

Ha minas de cobre, chumbo, kaolim e 
feldespatho, mas nenhuma se explora, 

A sua costa é abundante d*optifflo peixe, 
sendo famosíssima em todo o reino a deU- 
ciosa sardinhxi. de Espinho. 



(As notidafi mais effcamstaiiciadfts das 
MereaCe» mamiCaetonis e prodoeco^ d'eslie 
emedlio^ vàe nas fi^egueâsias, ou aldeias cai 
(p» e»tâa 03 ro^dWi» estalietoâoieiitof .) 

j|$ terras d'efte eoneelho, são, em grande 
jttíle, bem enhivadas e arborisadas, maUe 
âlmbntes d^agnas e férteis. Ha por aqui 
OQítsf e vastos piahaes, qae coostitaem um 
fleresoaite ramo de commercio, pela grande 
gnantidade de madeira e lenha que constaii» 
UsmtúB exporta para o Porto, para onde 
também exporta grande Bomero de bois gor- 
dos, qae vão para a Inglaterra. 

Os babhanftes da Teifra da Feira» sao, no 
geral, inclinados ao trabalho e ás espeeala- 
^8 eommerciaes. Teem porém um horror 
hereditário ao serviço miiitar (como quasi 
todos os habitantes das províncias do Norte) 
e, a dixer a verdade, são, pela maior parte, 
péssimos soldados. (Haja vista a bravura^ 
alguma cousa abaixo de zero, das eélebres 
miticiaé da Feira.) 

Além das duas feiras que ha na villa, ha 
mais as seguinyss no cé^teelho ; 

No £.<" domingo de cada mez, na Póvoa; 
a 4, na Arrifana; a 7, em Ganedo; a 10, nas 
Vendas Novas (aqui também ha feira d*an- 
DO a S9 de setembro) a 17, em Souto Re- 
dondo; a 14, no Terreiro; a 25, no Murado» 
ea28:nas Vendas Novas. 

O concelho da Feira confina — pelo £, com 
o de Arouca— pelo N., com o de Gondomar 
(sòfflente a freguezia da Lomba, ao S. do 
Bonro) pelo S., com o de Ovar— pelo SE., 
com o de Oliveira de Azeméis e pelo N. com 
o de Gaia. Pek) NNO^ chega até ao rio Dou- 
ro, e finalmente peio O., na extensão de mais 
de IS kilometros é limitado pelo pceano. 

Já disse que os condes da Feira repre- 
sentavam o ramo primogénito de D. Mem 
Guterres, isto por um costado, por outro, 
que é o da família dos Pereiras, procedem 
do conde D. Forjaz Bermuez, neto do conde 
D. Mendo, que era irmão de Desiderio, ulti- 
mo rei dos longobardos> e de sua mfulher (de 



FBI 



15» 



D. Uendo) B. JèmÊmBfimiè», SUbA daoon- 
de D, RamoD, filho de D. Fruela I, reá de 
Leã0L 

Sem deseendente, D. Gonçalo Rodrigues 
Fpijaz, veio para este reino, em tempo do 
D. Sancho I (por desgostos que teve em Gas- 
tella.) 

O rei portuguez lhe fez mui^s honras; « 
D. Gonçalo Pereira foi um dos gr^uides se*- 
nhores de Portugal e poderosiseifflo. 

Gonta-se que um dia» estando no seu so^ 
lar de Pereira (quinta junto ao rio Ave, na 
terra de Yermuim, d*onde tomaram o ap^ 
pditdo) deu a parentes e ami^s seus, 70 
cavallos escolhidos! (Vide Flor da Rosa.) 

Foi bisneto d*este D. Gonçalo Pereira» o 
grande condestavel D. Nuno Alvares Perei<- 
ra, ascendente de muitas famílias reinantes 
da Europa e do BraziL 

(Ylde Guarda.) 

Os descendentes de D. Gonçalo Pereira de^ 
ram principio á casada Feira, à dos senho- 
res de Riba Yisella e outras. 

As armas dos eondes da Feira eram : em 
campo de purpura, uma cruz de prata, fio* 
reada, e por timbre uma cruz vermelha flo- 
reada, entre dois cotos d'azas d^anjos. 

Foram dadas estas armas (segundo al- 
guns) a D. Rodrigo Forjaz Pereira, por se 
achar na célebre batalha de Navas de Tolo- 
sa, em 1212, em cujo dia appareceu no ceu 
uma cruz vermelha, pimilhante á de Cala- 
trona (Aviz) a qual muitos fidalgos, dos que 
alli se achavam, tomaram por armas, ou por 
timbre das que já tinham. 

Segundo fr. Manuel de Santo António, os^ 
Pereiras tomaram esta cruz por armas, em 
memoria das cruzes que appareceram a D. 
Aífonso II, de Leão (o Casto) que subiu aa 
throno em 791. 



Em muitos papeis antigos vemos mencio- 
nada a Terra da Feira com o nome de Ct- 
d^ide de Santa Maria. É porque antigamen^ 
te dava- se o nome de cidade ao território,, 
mais ou menos vasto, que tinha governo 
próprio, e se regia por os usos e costumes^ 
da terra. (Ylde Cidade.) 






f60 



FEI 



A comarea da Péira é formada sè pelo 
seu julgado. 

concelho comprehende 37 freguezias, 
que Bão: Anta, Argoncilhe, Arrifana, Gané- 
éo, Cortegaça, Eseapães, Esmoriz, Espargo, 
Feira, Fiães, Fomos, Gião, Guizande, Lamas, 
Lever, Lobào, Lourosa, Macéda, Milheiroz 
de Poáres, Mosteiro, Móséllos, Nogueira da 
Begedoura, Oleiros, Paramos, Paços de Bran- 
dão, Pig€Íros, Rio-Meão, Romariz e Duas 
Egrejas, Sanguédo (ou Terreiro) S. loão de 
Ver, S. Jorge (ou Caldas de S. Jorge) Silral- 
de. Souto, Sub-Feira (ou S. Fins, ou S. Pe- 
dro Fins) Traranca, Valie e ViHa-Maior. 

Foi esta vilia solar de varias famílias no- 
bres ; mencionarei as principaes : 

Pedrosas, appellido nobre em Portugal 
É opinião seguida que a família doeste ap- 
pellido, descende de Garcia Alvares de Pe- 
drosa, fidalgo gall^go, que veio para Portu- 
gal no reinado de D. AlTonso Y. 

Foi seu filho Diogo Pedrosa, que casou 
<;om D. Ignez Gomes de Azevedo, criada da 
infanta D. Leonor, que foi imperatriz da 
AUemanha. Suas armas, slo : em campo de 
ouro, uma águia de negro, lampassada de 
púrpura, sobre uma pedra, entre 4 águias, 
acantonadas, eguaes á 1.*; timbre, a agnia 
das armas, sobre a pedr;i. Elmo de prata, 
aberto. 

Yillas Boas diz que esta família é oriun- 
da de Toro, no reino de Leào (Hespanha) e 
lhe dà por armas : em campo de ouro, cin- 
co pedras de negro, em aspa, e uma águia 
azul, armada de prata, na pedra do meio. 
Timbre uma águia azul, armada de prata 
€omo a das armas. 

Em um antigo manuscrípto da livraria 
dos marqiiezes (depois duques) de Palmei- 
la, se diz que a águia dos Pedrosas era bi- 
cada, armada e membrada de púrpura. 

Pereiras, * appellido nobre, em Portugal, 
procede de D- Oonç^lo Rodrigues, que, com 

1 RejJito aqui a origem dos Pereiras* da 
Feira, tal e quni como achei era um manu- 
scripto, copiado d*outro da bibliotheca da 
casa Palmelia, por ter algumas variantes aò | 
que antecedentemente fu*a escripto. 



FEI 

seu pae, D. Rodrigo Forjaz de Trftstaman,se 
passou de CastellaparaPortuga],poFlieraior- 
to a D. Fernando Gutierres. Foram bem^ n- 
cebidos porD. SaneliorI de Portugal, qaette 
deu os coutos de Palmeira e Pereira, toman- 
do D. Gonçalo Rodrigues o appellido de Pal- 
meira, e casando, a primeira vez, eom.IK 
Froyla Aflonso, filha do conde D. ASooso, 
teve a D. Rodrigo Gonçalves, o primeiro que 
se appeHidou Pereira, por ser senhorda 
quinta de Pereira, onde fondou o seu solar, 
junto ao rio Áve^ no Minho, em Terras de 
Vermuím; e do qual procedam os Pereicas 
legítimos doeste reino. 

Suas armas são — em campo de púrpura, 
uma cruz de prata floreada, e vasia do.eam- 
po. Elmo d'a^ cerrado, e timbre tima em 
vermelha, floreada e maeissa, entre duas 
asas d*ouro, abertas. 

PmAoj— appellido not>re em Portugal. O 
conde D. Pedro, no TU. 44, faz menção d'«- 
te appellido em João Lourenço) de Pinho^ e 
que ha família d'elle (appellido) na Tem. 
da Feira. 

Suas armas são— «m campo de prata 5 
pinheiros verdes er í aspa,. com pinhas (te 
ouro. Elmo de aço aberto, e por timbre tun 
dos pinheiros. 

Pintos — appellido nobre em Portugal, 
cuja família, (segundo Yillas Boas) proeede 
de D. Joào Garcia de Sousa Piato^ neto do 
conde D. Mendo, e que foi o primeiro que 
usou d'este appellido. Mas fr. Manuel de 
Santo António, ultimo reformador do car- 
tório da nobreza, diz, que procede de Payo 
Soares Pinto, que viveu no tempo do conde 
D. Honriquej na quinta do Paço <hoje Paço 
de Brandão) próximo á vllla da Feira. 

D. Payo Soares Pinto falleeea antes do 
anuo 1126, em que sua mulher. Dona Mayor 
Mendes, vendeu a quinta do Paço ao mos- 
teiro de Grijó. (V 

Suas armas são — em campo^de prata, cio* 

(1) Ou esta venda não teve eíTeito, ou se 

annuUou, ou alguai deseendeiute de Dona 

Mayor a revindicou; porque ainda hoje é 

possuída pela familia do mesmo appellido. 

í (Vide Paço de Brandão.) 



FEI 

€0 ereseentcs de púrpura, çm aspa. Elmo 
de prata, aberto, e por timbre um leopardo 
de prata, armado de púrpura, com um cres- 
tente do escadp, na espadoa. 

António Soares d' Albergaria (íl. i64 v.) 
diz que o 1.*" que se acba d'este appellido, é 
Oareia Soares Pinto, nas Inquirições d^el-rei 
D.Diniz, em cujo tempo tinha o titulo de 
sen vassallo. 

Os deseendentes do conde D. Mendo de 
Sonsa Pinto deixaram as armas dos Sonsas 
6 tomaram as seguintes :T--em campo de pra- 
ta, cinco quadernas de crescentes, de púr- 
pura, em aspa, e por timbre um leão de pra- 
ta, lampa^ado de vermelho. As quadernas 
de crescentes, são as ganhadas por uqi ascen- 
dente doesta família, na batalha de Hértola, 
6 leào, por descenderem do rei D.Ramí- 
ra de Leão. 

Castros — appellido nobre em Portugal. 
Os Castros verdadeiros doeste reino proce- 
dem de dois rapios, um legitimo, outro bas- 
tardo. 

Os legitimos procedem de Álvaro Pires 
de Castro, fidalgo castelhano, e trazem por 
armas, em campo de ouro, i3 aroellas azues 
«m 3 palas, as duas dos lados com 4 e a do 
centro com S. O ramo principal doesta fa- 
mília é actualmente o sr. conde de Rezen- 
de. * . 

Os do ramo bastardo, descendem da rai- 
nha D. Ignez de Castro, e de seu irmão D. 
Álvaro Pires de Castro, filhos naturaes do 
outro D. Álvaro Pires de Castro. 

Estes trazem por armas— em campo de 
púrpura 3eis aroellas de prata, em duas pa- 
ias^ e por timbre um. caranguejo de prata, 
realçado de azul, com bocas grandes, pre- 
gadas em uma truta. 

Os principaes representantes d*esta famí- 
lia eram os roarquezes de Cascaes, os con- 
-des d'ArrayoIos, os condes das Galveias» os 
Castros de Yiila Nova da Cerveira (hoje do 
Covo) e outras nobilíssimas famílias portu- 
gaezas. 

Cosífls — appellido nobre em Portugal. 
Procedem de D. João da Costa, conde de 
Soure. 

VOLUME m 



¥& 



íH 



Soas armas são— em campo de púrpura, 
6 costas (costellas) de prata, em 3 faxas» 
timbre 2 costas em aspa, atadas com i^ma 
fita de púrpura. 

FEIRÃO— freguezia, Beira-Alta, comarca 
e concelho de Rezende, lâ kilometros ao 
O. de Lamego, 263 ao N. de Lisboa, ^0 fo- 
gos. 

Em .1757 tinha 25 fogos. 

Orago Santa Luzia. 

Bispado de Lamego, distrícto administra- 
tivo de Viseu. 

O reitor de Carquere apresentava o cu- 
ra, que tinha 9j^500 réis de côngrua e ^ 
pé d'altar. 

. FEITAL ou FETAL— freguezia. Beira Bai- 
xa, comarca e concelho de Trancoso, 60 ki- 
lometros a SE. de Viseu, 340 ao N£. de 
Lisboa, 60 fogos. 

Em Í7I»7 tinha ilO fogos. 

Orago Santa Margarida. 

Bispado de Pinhel, distrícto administrati- 
vo da Guarda. 

Consta que na matriz doesta freguezía es- 
tá enterrado D. Rodrigo, ultimo rei dos go- 
dos. (Vide Viseu.) 

O abbaàe de Nossa Senhora da Frestai de 
Trancoso, apresentava o cura, que tinha 
6J»000 réis de côngrua e o pé d*altar. 

FEITOS— -freguezía, Minho, comarca e 
concelho de Barcellos, 30 kilometros a O. 
de Braga, 365 ao N. de Lisboa, 35 fogos. 

Em 1757 tinha 25 fogos. 

Orago S. Thiago, apostolo. 

O reitor de Santo Eloy, do convento de 
Lamego, apresentava o vigário, que tinha 
30j;000 réis. 

. Esta freguezía está annexa à de Palme. 
(Vide Palme.) 

FEITOSA— freguezía, Minho, comarca e 
concelho de Ponte do Lima, 30 kilometros 
ao O. de Braga, 375 ao N. de Lisboa, 90 fo- 
gos. 

Em 1757 Unha 60 fogos. 

Orago S. Salvador. O Portugal Sacro e 
Profano diz que é S. Thiago. 

Arcebispado de Braga, distrícto adminis- 
trativo de Víanna. 

O prior de Ponte do Lima apresentava o 
cura, qi^e tinha 40i^000 réis. 

II 



m 



FEL 



PBL 



Era eiitá fregaezia conto da easa de Bra- 
gança, e fica próximo a Ponte do Lima. 

Foi villa em tempos remotíssimos com o 
nopie de Vedendri. Diz-se qne foram os nor- 
mandos qne fundaram esta povoação, pelos 
annos 700 de Jesus Christo, pondo-lhe o no- 
me de Vendrediy que na sua língua quer di- 
zer Sexta-feira, D^aqui Vedendri. 

Depois se chamou Dómisi (ainda aqui ha 
uma veiga com este nome), qae se corrom- 
peu em Domes. Quando tinha este nome é 
que foi coutada. 

Ha* uns poucos de séculos que se chama 
Feitosa. 

Em 1131, Sesnando Ramires, e sua mu- 
lher Justezenda Soares, doaram ao arcebis- 
po de Braga D. Pelagio e ao seu cabido e 
suceessores a sua villa de Dómizi, que atUi' 
gamente se chamava Vedendri. 

FELGÂR— freguezía, Traz-os-Montes, co- 
marca e concelho de Moncorvo, 150 kiio- 
metros a NE. de Braga, 325 ao N. de Lis- 
boa, 270 fogos. Em 1757 tinha 222 fogos. 

Orago S. Miguel archanjo. 

Arcebispado, de Braga, districto adminis- 
trativo de Bragança. 

É terra fértil. Produz óptimas cebôllas. 

O abbade de Santa Maria de Mós apref- 
sentava o vigário, que tinha 40i^000 réis. 

Nó sitio do Cabeço de Mna, d'esta fregue- 
zia, está um buraco, qae se diz ser obra dos 
mouroá, para explorarem metaes. 

O que é certo é haver n*este sitio uma 
abundante mina de ferro, que foi concedida 
ein março de 1874 á companhia de explora- 
ção de ferro, da Serra de Reborédo. 

É a freguezia situada nas vertentes da 
Serra de Reborédo. Prodoz muitas amên- 
doas. Ha aqui olarias de boa loiça e faz 
grande còmmercio em sedas. 

Tem um vasto pinheiral, que é do povo. 

FEL6ARES — fregaezia, Traz-os-montes, 
concelho de Yilla-Flor, comarca de Miran- 
della. Está annexa à fregaezia do Freixial. 
(Vide Freixial.) 

FELGUEIRAS— villa. Douro, cabeça de 
comarca e concelho, 30 kilometros de Bra- 
ga, 360 ao N. de Lisboa; 350 fogos, 1:400 
almas. Õrago Santa Eulália e Santa Maria 
(ou Nossa Senhora da Expectação.}. 



No concelho tem 5:800 fogos: na cornar» 
ca os mesmos, porque é formada só por es- 
te julgado. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo do Porto. 

A villa de Felgueiras não é freguezia, per- 
tence á de Margaride e Padroso, duasparo*^ 
chias que estão annexas. 

A freguezia de Margarida, tinha era 1757 
150 fogos, e era seu orago Santa Enlalia. 

O D. abbade benedictino do mosteiro do 
Pombeiro, apresentava o vigário, que tinha 
100^000 réis. 

A freguezia de Padroso tinha em 17S7 
60 fogos. 

Era seu orago Nossa Senhora da Expecta- 
ção, ou Santa Maria. 

Os monges, jeronymos, do mosteiro de 
Santa Marinha, da Co^fa, extramuros de Gui- 
marães, apresentavam o cura, que tinha qua- 
renta mil réis. 

D. Manuel lhe deu foral, em Lisboa, á 13 
de outubro de 1514. Livro dos Fcraes Nõtéi 
do Minho, fl. 45 v. col. 1. 

É concelho muito antigo. Foi primeira- 
mente da comaaea do Porto, e até 18S5 eo- 
marca da Lousada. 

Este concelho e comarca é composto de 
32 freguezias, todas no arcebispado de 6ra« 
ga, que são: 

Aião, Airães, Borba de Godim e Lixa, Ca' 
ramos, Friande e Pinheiro, Jugueiros-, Idàes, 
Lagares, Lordello, Macieira da Lixa, Mar' 
garide e Padroso, Moure, Pedreira, Pena-to- 
va, Pombeiro, Rande, Regilde, Refont&ura, 
Revinhade, Santão, Sendim, Semande, Swí- 
za, Torrados, Unhão, Várzeas, VarzieUa, 
Villa Cova da Lixa, Villa Fria, Villa Verde, 
Visella (Saitío Adrião) e Visella fS. Jorp) 

A familia dos Peixotes tinha aqui uma 
grande casa e muitas rendas é foros, é era o 
solar dos Coelhos Peixotes. António Peixo- 
to Padilha, o ultimo morgado desta familíà^ 
vendeu tudo. 

Para as armas dos Peixotos e Padilhas, 
vide Fermédo. 

FELGUEIRAS— aldeia, Minho, na firtgtte- 



F£IL 



FEL 



163 



ifofle e&àaidim, concelho de Terras do Boa* 
fé, èomarca de Viila Verde. 
Apc^ispado e districto administrativo de 

Braígl 

Proiimo a esta aldeia e de um ribeiro, que 
do ffiOBte desce á estrada, no sitio chamado 
J^osa, estatam dnas colnmnas romanas, 
ama com a inscripçao apagada e a outra 
àiif ca o numero das milhas. Do resto da 
juscríp^ãò apenas se lé. 



BRACABA AU6. 



A BRAG. . . AUG. 
X. P. XXII 



N'este mesmo sitio existiu uiâa outra co* 
Rtfflna de excessiva grandeza, que os mora- 
dores d'aqui levaram para ò adro éA egre* 
ja, pelos annos de 1718, e fizeram d'ella um 
âiiseiro, que ainda existe. 
' FELfiUfilRAS — freguezia, Minho, cornar- 
teae eoncelho de Fafe, 30kilometrosaoN£L 
de Braga, ^fb ao N. de Lisboa, 40 fogos. 

Bm 1757 tinha 24 fogos. 

Oriago S. Vicente, martyr. 

ÂrcéÉNÍspado e districte admmistrativo de 
Braga. 

O reitor de S. Thomé de Travassos, apre- 
«Btttava o cura, que tinha 40jÍíOOO réis. 

Aqui nasceu o célebre clássico Manuel de 
Faria e Souza, cujas numerosas obras foram 
fftasi todas publicadas em hespaâhol, nas 
Õííògraphiã» castelhanas. 

Vide Slgiide. 

YELCrirEIRáS— íí*eguezia, Traz-os-Montes 
coiaarca e concelho de Vinhaes. 

Bispado e districto administrativo de Bra- 
gança. 

Esta freguezia está annexa à de Penhas 
Juntas, do mesmo concelho, comarca, bis- 
pado e distrícto admiaistrativo. 

Vide Penas^Juútas. 

fELGtJEIR AS— freguezia, Traz-os-MoQ- 
tes, comarca, concelho, e próximo de Mon- 
eôtvo, iZO kilometros ao N£. de Braga, 375 
w N. de Lisboa, 150 fogos. 

Em 1757 tlDha 146 fogos. 

Orago S. Joio Baptista. 



Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Bragança. 

Aqui nasceu o célebre chimico, padre Tho- 
mé Rodriges Sobral. 

Foi. concelho, com justiças próprias e in- 
dependentes. Houve aqui grande lavra de 
minas de ferro. D. Duarte I, (em 1436) deu 
grandes privilégios aos que aqui trabalha- 
vam na extracção e fabricação do ferro e a 
esses operários se dava o nome de ferreiros. 

A collegiada da Torra de Moncorvo, apre- 
sentava o vigário, que tinha 9^000 réis de 
côngrua e o pé d'altar. 

FELGUEIRAS —freguezia, Beira-Alta, co- 
marca e concelho de Rezende, 12 kilometros 
a O de Lamego, 315 ao N. de Lisboa, 125 
fogos. 

Em 1757 tinha 98 fogos. 

Orago S. João Baptista. 

Bispado de Lamego, districto administra- 
tivo de Viseu- 

abbade de Rezende apresratava o cura, 
que tinha SSOOO réis de côngrua e o pé 
d'altar. 

FELGUEIRAS— Ireguezia, Traz-os Montes, 
concelho d' Alfandega da Fé, comarca de Mon- 
corvo. Esta freguezia está ha muitos asnos 
annexa á de S. Miguel d'Agrobom. É no dis*- 
tricto deBragança, arcebispado de Braga. 

FELGUEIRAS— aldeia, Beira-Alta, comar- 
ca de Mangualde, concelho de Nellas, fre- 
guezia de Cannas de Senhorim, 15 kilome- 
tros de Viseu, 225 ao N. de Lisboa. 

Bispado e districto administrativo de Viseu 

A 500 metros da margem direita do Mon- 
dego, junto á aldeia de Felgueiras, nascem 
as aguas sulphurosas, conhecidas hoje pelo 
nome d'esta povoação, e que o teem sido 
tan)bem pelo de Cannas de Senhorim, de cu-^ 
ja villa dista 2 kilometros, para ESE. 

A temparatura d'estas aguas é de W^ c&at. 
e o seu volume é de 50:000 litros em 24 ho- 
ras. São límpidas e cheiram a gaz sulphi- 
drico. 

(Os limos doestas' aguas, depois de séccos, 
ardem como se fossem mechas enxofradas.) 

Tem um pequeno edifieio para onde a 
agua sttlphurosa é conduzida por canaes a- 
bertos,e que tem uns pequenos quartos com 
banheiras. 



164 



FEL 



PE!R 



Ha diligencia diária entre Mangualde e a 
Mealhada, passando em Nellas: d^aqui vae- 
se a cavalio para Felgueiras, 6 kílometros. 

Foram analysadas na exposição univer- 
sal de Pariz, em 1867, e o resumo do rela- 
tório, feito sobre estas aguas, é o seguinte— 
(traducção.) 

tTiram o seu nome do logar onde nascem. 
Rebentam na encosta de uma eollina, a 500 
metros da margemdireita do Mondego, e a 
â kílometros a ESE. da vilia de Gannas de 
Senhorim. São limpídas e transparentes, não 
apresentando nada notável quanto ao gosto 
e cheiro: a sua composição é simples e dei- 
xam, por kilogramma. O gr. 34467 de resi- 
da« fixo, formado de sulphatos e chlorurô- 
tos alcalinos; saes calcareos, de magnesia e 
de silica, e uma diminuta quantidade de fer- 
ro e d'alumina. 
: 4 Sua temperatura é 32* 5 C, a 35<» C. 

FÉLIX (S.)—freguezia, Beira Alta, comar- 
ca de Yousella, concelho de S. Pedro do Sul, 
18 kílometros ao N. de Viseu, 275 ao N. de 
Lisboa, 95 fogos. 

Em 1757 tinha 53 fogos. 

Orago S. Félix. 

Bispado e distrícto administrativo de Vi- 
seu. 

O real padroado apresentava o vigário, 
que tinha 50ii;000 réis. 

FÉLIX DA MARINHA (S.) -~ freguezia, 
Douro, concelho de Gaia, comarca e 12 kí- 
lometros ao S. do Porto, 300 ao N. de Lis- 
boa, 400 fogos. 

Em 1757 tinha 221 fogos. 

Orago S. Félix. 

Bispado e distrícto administrativo do 
Porto. 

O papa e o bispo apresentavam alterna- 
tivamente o reitor, que tinha 40|i000 réis e 
og)é d*altar. • 

Passava aqui a antiga estrada mourisca. 
Nos documentos de Grijó se faz larga men- 
ção de propriedades por baixo e por cima da 
estrada mourisca. 

Em 1148. Truetezindo Mendes, cíoòu ao 
convento de Grijó o que tinha em Brantães 
e em S. Félix «subter illam stratammawis- 
camydmxirrenle rwulo Cerzedo.* 

Chama-se mourisca, por ser feita pelos 



mouros; provavelmente por estar iâintns* 
sitavel a via militar romana, quesahindoâe 
Conimbriga (Condeixa Velha) atravessava o 
Mondego entre Pereira e Coimbra actuil, ei 
sem passar o Emínio (rio Águeda) cortan 
o Vouga próximo a Talabriga (Aveífo) % 
d'aqui, por entre Lancobriga (Feira) e o mar, 
hia a *Ca/^ (Gaia). , 

Com o tempo, a costa do mar se entupia 
e alteou por causa dàs areias, e os rios es- 
tagnados, não só esterilisaram os campos, 
mas também destruiram as estradas e pon- 
tes; por isso os mouros fizeram a sua es- 
trada mais por terra, hindo do Porto por 
Grijó, Oliveira d' Azeméis, Albergarias (No- 
va e Velha) Vouga, Águeda, Coimbra, ele, 
quasi pelo leito da actual estrada real de 
Lisboa ao Porto. 

A povoação da Mourisca, herdou o SM 
nome, da estrada mourisca; 

Parte da grande povoação do Corvo ptf- 
tenee a esta freguezia e parter á de Arcoiã- 
lo, tudo no concelho de Gaia. (Vide Gônro^) 

É também n'esta freguezia, de S. Féb^t 
formosa povoação da Granja, concorrídiãsi- 
ma estação de banhos, e 37.* estação doea- 
miaho de ferro do norte. (Vide Granja). 

Está esta freguezia situada no litoraVen 
terreno levemente accidentado, fdrmosee 
fertilissimo. É uma rica povoação, pelo 
grande e constante commercio que faz eom 
a cidade do Porto. 

F£RM£DO~villa, Bouro, comarca, eoB- 
celho e ^i kílometros ao O. d' Arouca, 12 ao 
NO. de Oliveira de Azeméis, 12 ao ENB. d» 
Feira, 30 ao SE. do Porto, 280 ao N. def Lis- 
boa, 300 fogos. Em 1757 tinha 244 fogos. 

Orago Santa Maria, ou Nossa Senhora da 
Expectação. 

Bispado do Porto, distrícto administrati- 
vo d' Aveiro. 

Os Peixotes, senhores donatários d'estafifO- 
guezia, apresentavam o abbade, cujos rendi- 
mentos andavam por perto de liOOOíOW 
réis. 

Oflicialmentè denominava- se villa deF^r- 
medo; porém ha uns poucos de secnloá qo» 
a capital do concelho era a vilIa de Cfcbe- 
çaes, e alli havia dois pelourinhos, e doas 



FEB 

«asas da camará; um pelourinho e uma ca- 
ia da eamara era da honra dos duques de 
àveiixi, que depob passou aos coudes da 
Feira e depois (por troca) para os Peixotos 
4oPoito (os fidalgos de Simães); o outro 
lelouriaho e casa da camará, que ainda exis- 
im, pertenciam ao concelho de Fermédo. 

Qaando os povos do norte invadiram a 
Lusitânia, no principio do Y século, um se- 
nhor godo povoou e dominou esta freguezia 
^ ihe deu o seu nome. Chamava-se Phara- 
«mdo ou Faramondo* Nos primeiros sécu- 
los da nossa naonarchia jàt esta palavra se 
tinha corrompido em FermtidOy e por íim 
«n Feímêdo, 

O seu primeiro donatário foi o mosteiro 
de frades bentos de Castromíre (Grestuma), 
ao qual D. Ordonho II, a deu em 921 (Vide 
Grestuma). Extincto este mosteiro, passou 
para os duques d' Aveiro, depois (por casa- 
mento) para os condes da Feira, e, final- 
mente (por troca) para os Peixotos do Porto. 

« 

Este concelho é muito mais antigo do que 
a monarchia portugueza. Suppõe-se que o 
eonde D. Henrique lhe deu foral, porque no 
foral velho, que lhe deu D.' Affonso III, em' 
1275, fallase de um foral antigo. 

Tem uma sentença sobre o foral antigo, 
dada em Fermédo, a 2% de novembro de 
i490. (Veja-ee na Torre do Tombo, maço 6 
dos foraes antigos, n.*" 1. No mesmo maço e 
numero estão os apontamentos para o foral 
nave.) 

B. HanuaMbe deu novo foral, en]i Lisboa, 
a. 27 de setembro de 1614. {Livro dos foraes 
n$9o$ da Beim, H- 64,. col. 1.*) 

Com o fim da freguezia de Fermédo, no 
lio. Afda (ao NE.) terminava também a Ter- 
i& de Santa Ha^ia (boje Terra da Feira*.) 

Sste aattquisdifflo concellio foi supprimi* 
do peio decreto (da regência do Senhor D. 
Fernando Goburgo) de 24 de outubro de 
Ul^ contra toda a justiça, em incontestá- 
vel prejuizo dos povos do concelbo, e sem 
QfiiibQma. utilidade publica. 

Para eowmodidade dos povos (como dn 
9 deereto) â freguezia de Fermédo, que dis- 
W 12 lp)ome.tros de Oliveira de Az^p^eis ou 
& Feira, foi paia o ooneelho de Asouc^, qiao 



FER 



165 



fica a 24 — Escariz, que fica a 9 kilometros 
de Oliveira de Azeméis, ficou para Arouca, 
a 24— S. Miguel do Matto, que fica a 12 ki- 
lometros da Feira, foi para Arouca, que fi- 
ca a 27. 

Mas o que ainda é mais notável é o se- 
guinte: 

A freguezia de Lourédo fica a 8 ou 9 ki- 
lometros da. Feira, e ficou pertencendo a 
Arouca, que dista 30 kilometros! 

Ainda mais. Esta freguezia ficou comple- 
tamente imulada, de modo que, para o po- 
vo d'aqui hir para Arouca, tem infallivel- 
mente de atravessar o concelho da Feira! 

A egreja matriz é de duas naves, e anti- 
quissima. Ignora- se quando foi fundada, só 
se sabe que o corpo da egreja foi reedifica- 
do em 1480. Tendo o terramoto do !.*> de 
novembro de 17o5 arruinada a ca pella-mór, 
foi esta reedificada pelo abbade, (que era 
obrigado á conservação e reparos d'ella) em 
178^. Isto consta de uma inscripção que es- 
tá na parede exterior da mesma capella- 
mór, que diz: 

TERGBmA VEZ REFORMADA « 

EM 1785 a." 

Esta inscripção está em uma pedra de 
granito, e sobre ella, também embebida na 
parede, está uma lapide de mármore durís- 
simo (que com certeza veio de muito longe, 
porque desde a extremidade septentrional 
do reino até á Extremadura, não ba seme- 
lhante casta de pedra) e n'ella está uma in- 
scripção latina. 

(No fim do artigo vae a inscripção, no es- 
tado em que se acha açtuaim^te.) 

4 

Tenho-me ean^do a investigar onde seria 
Aviciyriga, mas é povoação que não acho em 
auctor nenhum. Aviçbriga seria Aveirp? 
seria Fermédo? 

O que é certo é que Aviobriga é incoales- 
tavelmeate nome de povoação céltica^ e tam*» 
bem é certissimo que Fermédo foi habitado 
pelos celtas ha «nais de 2:000 annos, porque 
deixaram aqui vestígios de uma diutaroa 
residcDieia» pois no monte do Guruto hajxuii* 



166 



FER 



FER 



tas mâmoas, e no monte de Berralhoso ha 
um dolmen, além de oatros mais qae o po- 
vo tem destruído. 

É tradição que em Fermédo houve um 
eastello mourisco, no sitio onde ainda hoje 
é a casa chamada do Castello, Faz acreditar 
esta tradição uma rohustissima muralha de 
uns 10 metros de altura, e muito bem con- 
servada, que cerca um grande terreiro que 
está na frente da tal casa do Castello. (Esta 
propriedade é dos srs. Gamizoes.) 

Próximo da egreja matriz, em um vasto 
terreiro, está o paço qu<e foi dos condes da 
Feira, mas todo desmai^telado. Este paço ti- 
nha communicação por uma galeria con- 
struída sobre arcos de pedra (ainda bem 
conservados) coih uma formosíssima capei- 
la de architectura musarabe, que está mes- 
mo junto da egreja (apenas a uns 5 ou 6 
metros de distancia). 

Esta capella foi edificada no século XIY, 
segundo se coliige da sua architectura.. Fo- 
ram seus fundadores os condes da Feira, 
cujas armas magistralmente esculpidas se 
vêem no frontispício e no interior, em qua- 
tro escudos, á saber: dois dentro, um de 
cada lado das credencias e dois fora, um de 
eada lado da porta. Sobre estes escudos es- 
tio, no da esquerda do espectador, a figura 
do sol, e no da direita um crescente, também 
de boa esculptura, mas inferior à dos escu- 
dos, manifestando evidentemente não serem 
cd»ra do mesmo artista. A porta principal 
0tk formada por varias coiumnas esculpi- 
das nas hombreiras e muito floreadsus. O 
coro assentava sobre um bello arco de ponto 
abatido, com bem acabadas eseulpturas e era 
guardado por uma formosa grade de pedra 
rendilhada. Sobre a cornija em toda, a volta 
da eapella, havkt uma platibanda de canta- 
ria, que, como um gigante que reforça a 
parede do norte, mostram set obra mais 
moderna. A platibanda, como lhe faltou o 
apoio de grossas traves de ferro, que lhe ti- 
raram em 1834, tombou; mas está ainda to- 
da ou quasi toda sobre as paredes. Esta ca* 
p^lhi) que está ha mais de 60 annos deste- 
lhada e sem portas, é de tal rohiustèz e suas 



pedras tão bem argamassadas, que proaette 
durar ainda muitos séculos, se a fluo impt 
do hmnem não antec^aur a dbra destmidoia 
da tempo; 

O ultimo donatário de Fermédo (António 
Peixoto Padilha) vendendo tudo quanto aqui 
tinha, não teve quem lhe comprasse a ea- 
pella, pelo que está sem dono, e completa- 
mente abandonada. 

O valle de Fermédo é muito lindo e ferti- 
líssimo. Abundante de aguas, fresco e apn- 
sivel. Produz cereaes, legumes, vinho, al- 
gum azeite e fructas. Cria-se aqui mnilo 
gado bovino, que se exporta. As sms viM* 
las são tão famosas pelo seu delicioso gosto 
como as de LafSes. Fabrica-se aqui moita e 
eptima manteiga. Ha tamb^n umitas col- 
meias e nos montes e serras da fregoana 
muita caça. 

As armas de Fermédo são como as ^ 
Feira, mas sem a legenda. 

Eis a inseripção que se vé na parede a* 
terior da capella-mór da egreja matris: 

lÀFIVS GATUBONIS PT. (>) 
AVI0BR1GI SISHS FT. . 
AN. XXIIX NICER 
TRAI. ER. IXI. EST AN. E. N. O. 
. PACIINDVM CVRAVII 
ARUTRAI. VOLABERI 

EX O A. U. OLlSff(»&I& 

Note-se que ha letras que se não yoáo 
evidenciar se são se se ff, no mesmo easo 
estão osGG e os oe; finalmente varias das^l»* 
trás doesta inscrip^ as ponho, áêitmiãs- 
me a aâwinhcMr, 

Esta inseripção está quasi indeoifeavd^ 
porque, além das abreviaturas fopmadis 
por uma só letra r^resentaadõ éeÈM e tfe, 
está em partes já poueo legivei, e corrada itt 
orthographia. 

Apenas se pôde eoUigir que Jaf»^Q»í0^ 

(1) Segundo o padre D. Jeronymo €M»^ 
dor d'Argote (Jlf m. do Âreeb. de Bra§Bk foL 
1.% pag. 257, n."* 42i), os caturões eragi y^* 
tricíos romanos, que residiam em Bragi, t 
da família dos Tatquinios. Tíde o t* Td. 
é^esta 0br«, s^ pag. 470 0^471;., : 



FER 

$i^tar ff) d^Aviobrica dedidcm esUi memo* 
^m a Trajano, no anno SS.'' 

Não sei que auno â8 é eâtç. Tra- 
jano imperou 14 annos (desde o 
anno iOO até 114 de Jesus Chris- 
to, mn que morreu) e portanto si- 
milhante data não se pode referir 
a este imperador. Deixo esta epi- 
gmatíca inscripção para ser deci- 
frada por pessoas mais competen- 
tes do que eu em similhanie ma- 
taria. 
O concelho de Fermêdo tinha i:7S0 fo- 
;gos, e comprebendia as sete freguezi^s se- 
guintes— Fermôdo, Escariz, Mançôres, S. 
Miguel do Matto, Yalle, Lourôdo e Roma- 
riz e sua annexa Duas Egrèjas. 

(P2u*a o mais que aqui não fôr, vida Ga- 
beçaes, Crato e Borralhoso.) 

Tendo fallada dos Peixotos, dònalarios 
d'esta freguezia, d'Alfêna, Felgueiras, Viei- 
ra, e outras povoações: dou aqui as suas ar- 
mas, que eram as dos Coelhos, Poalha $y 
Feixotos, Pereiras, Pintos e Silvas -— todos 
íppellidos nobres de Portugal. 

Coelhos — em campo de ouro um leão de 
púrpura, faxado de três faxas, empequetado 
d'ouro e asul, armado de púrpura, e unaa 
bordadura asul, com sele coelhos de prata, 
malhados de preto. Timbre o leão das ar- 
mas, com um coelho nas garras. Trazem a 
legenda «JVoí a ^angmne Begvm venimus^ 
et nostro veniunt sangmne. Reges.* 

Padilhas—Agii^elMo tomado do logar de 
Pa^Uia (j^ntp á cidade de Burgos na Gas- 
tella Velha, Hespanha) trouxe-o para Por- 
tagal Pedro Norberto d-Harcourt e Padilha, 
que foi em Portugal secretario do desem- 
^go do Paço, na repartição do Minho. 

I^as axmas (incompletas) são— cm eam- 
po asul, 3 pás áe prata, em 3 palas, entce 3 
minguantes, no chefe, e três creaoeiMses de 
i^at^ no eont^ãk-chefe— todos seis na dlree- 
^ díts pás — ujn pior dma e outro por 
kím — ^ rn^is 3 j^esceoles, em pala, tam- 
^9i4e prata. Timbre, uma afoia negra, 
voante. 

. Nú^^e que 3ó o nltivio dnuAta- 
pQ ,^ Fijrioâdo iàol^ip : f^^xp) 



FE» 



i67 



é que era da família Padjlh^y por 
sua mãe. 

Peixotos — é família portugueza. Notem^ 
po de D. Affonso II (que subiu ao tbrono 
em 1211) já ha notícia de D, Gomes Peixoto, 
o velho, filho de D. Egas Henriques, de Ppr- 
to -Carreiro. D. Gomes, tomou o appelli4(^ 
da quinta de Pardêlluis (peixe pequeno) ^0 
que era senhor, no concelho de Monte-Len- 
go, comarca de Guimarães, onde tinha o seu 
solar. 

Tinham os Peixotos um morgado, em 
Ponibeiro pouro) comarca e concelho d' Ar- 
ganil, instituído por Vasco Gonçalves Peixo- 
to. Outro morgado, chamado de Pousada, 
instituído por Gonçalo Gonçalves Peixoto, 
cónego da Sé de Braga, e por seu irmão 
Gomes Gonçalves Peixoto. Passou esta famí- 
lia á província do Alemtejo, Fermedo, Peso 
I da Régua, Lamego, Vieira e outras terras 
do continente, e ás ilhas dos Açores. 

Trazem por armas — escudo xad^ezado 
de ouro e asul de 6 peças, em faxa e 7 ^ 
pala. Elmo d*aço aberto, e por timbre um 
corvo marinho, da sua cor, com um pdxe 
de prata «no bico. 

Gomo np portuguez antjgo peixôto é, di- 
minutivo de peixe, e como pardêlhq, é um 
peixe pequeno, d'aquí se deriva a alciuih^ 
de Peixoto^ que depois passou a appellido.. 

Outros Peixotos, usam das mesmas armafi 
mas téem por timbre, em logar do c^vo 
um golphinho, com o peixe (pardelh^O of 
boca, tudo de prata. 

Ha ainda outras famílias de Peiapatos Bavr 
retos e Peixotos Cachos (vide Eivas) qoe 
usam outras armas. 

Pereiras — vide Feira. 

Pintos— Yiáe Feira. 

Silvas— estSi família veio da Galliiza, e 
tem o seu solar na Torre da Silva, pq^a- 
ção situada sobre a margem direiita do ri^ 
Minho, em território gallégo* 

Passou a Portugal, na pessoa de D. Gur 
tierres Paes Alderôte, comiianheiro do con- 
de D. Henrique (pfie de D. AíTonso I de Por- 
tugal). Era. rico-homm de Gaatella, e /^^r 
do mm D. ManU Peres Andi^. Tave j^qa só 
filho, D. Rayp Giitierw» da 5Uvi>, m^M 
^oUpf d».f#t(e 4a §il^A iíf^i^tím W a 



i68 



FER 



FÈR 



actual qainta da Ganãarella, na fregaezia 
de Reborêda, concelho de Villa Nova da 
Cerveira, hoje pertencente aos herdeiros de 
Sebastião de Castro Lemos, da Casa do Co- 
vo). 

Foi alcaide -mór do.eastello de Santa Olaia, 
janto ao rio Mondego, por baixo da villa de 
Monle-Mór Velho. 

Suas armas são — em campo de prata, 
ieâo de púrpura, lampassado de azul. Elmo 
d'aço aberto, ,e por timbre o mesmo leão 
das armas. 

Doesta familia eram os condes d' Aveiras, 
que ao leão do escudo juntaram uma cer- 
cadura de silvas verdes. 

O 1.' conde d' Aveiras, foi João da Silva 
Tello de Menezes, feito por Philippe IV, em 
% de fevereiro de 1640. 

Ha ainda mais dois troncos d*esta familia. 

Os que procedem de D. Pedro da Silva 
tem por armas — escudo esquartelado — no 
'!.• 6 4.» de púrpura, 6 besantes de oiro, en- 
tre uma dobre cruz (como as dos Mellos) e 
'bordadura do mesmo—no 2.» e 3.« de prata, 
leão azul, e por tmbre uma águia negra, 
abesantada de ouro. 

Os Silvas, da casa dos condes de Unhão, 
teem por armas^-escudo esquartelado, no 
i.* e 4,*, de oiro, liso; 2.*» e 3.® de prata, 
leão de púrpura. Timbre, uma donzella, com 
um escudo de oiro na mão esquerda. 

FERMELAN ou FOilMELiO --freguezia. 
Douro, comarca d'Agueda, concelho d*An- 
geja, até 1855, e desde então comarca e con- 
celho de Estarreja, 15 kilometros ao N. de 
Aveiro, 264 ao N. de Lisboa, 480 fogos. 

Em 1757 tinha 357 fogog. 

Orago S. Miguel, archanjo. 

Bispado e districto administrativo de 
Aveiro. 

Derivado do francez fennê (granja ou ca- 
sal). D'ísto fizeram ós antigos portugoezes 
formal Fmmelans ou FormelãeSy é o terri- 
tório onde ha formões. Vide Fmmal. 

As freiras dominicas, do convento de Je- 
sus, de Aveiro, apresentavam o reitor, que 
tinha 50^1000 réis e o pé d^altar. 

É aqui a casa dos herdeiroâ ^o desembar- 
gador Francisco Lourenço d' Almeida. 
* É ama iregtiezia grande, bosita^ e muito 



fértil, próxima ao famoso campo d'Angêja. 

FERMENTÉLLOS— freguezia, Douro, con- 
celho d'Eixo, comarca d' Aveiro, até 1853, e 
desde então concelho de Oliveira do Bairro, 
comarca da Anadia, 9 kilometros ao N. de 
Aveiro, 245 ao N. de Lisboa, 250 fogos. 

Orago Santo André. 

Bispado e districto administrativo de 
Aveiro. 

Situada áo O. e próximo do ribeiro ou 
pateira do seu nome^ 

É terra fertilissima, sobretudo em milha 

A pateira de Fermentellos tem 4 V2 kilo- 
metros de comprido e 1:600 metros de largo^ 

O Portugal Sacro não traz esta freguezia. 
Vide Eixo e Pateira. 

FERMENTÕES ou FERMONTÕES— fre- 
guezia, Minho, comarca e concelho de Gui- 
marães, 18 kilometros ao NB. de Braga^ 
360 ao N. de Lisboa, 220 fogos. 

Em 1757 tinha 128 fogos. 

Orago Santa Eulália. 

Arcebispado e districto administrativo de 
Braga. 

Esta freguezia não vem no Portugal Sa' 
cro, nem no Diccionario Geograplmo de At- 
meida, de certo, por descuido, pois existe. 

O sen nome é derivado àiòforamaidãos.. 
Vide esta palavra. 

É terra fértil. 

FERMENTÕES— freguezia, Traz-os-Mon- 
tes, comarca e concelho de Bragança, 54 fci- 
lometros de Miranda, 450 ao N. de Lisboa. 

Em 1757 tinha 28 fogos. 

Orâ^o S. Miguel, arehanjo. 

Bispado e district«> administrativo de Bra- 
gança. 

O. reitor de Salsas apresentava o cura, 
que tíBha 6ií»000 réis e o pé d^áltar. 

A mesma etymología da antecedente. Es* 
ta freguezia foi ha muitos ânuos annexada 
á de S. Nicolau, de Salsas. 

FEilMHi — grande povoação, Minho, eo- 
marca 6 concelho de Celorico de Basto, no 
ared}ispado e districto administrativo de 
Braga, 4 kilometros ao E. da viila de Prei- 
xieiro, 40 a NE. de Braga^ 370 aa N. de Lis- 
boa. 

É utna dâá maiores e melbol^es aldeias da 
{frovtaiBia, ipie bastaste lem prosperado lia 



FER 



FMV 



169 



cousa de 3D ânuos, e qae bem merecia o ti- 
fitlo de vills; pois é maior e melhor do que 
nmitâs povoações que téem esta eathegoria. 

FERNÃO JÒâNNES — fireguezia, Beira 
Baixa, comarca, concelho e 12 kilometros 

da Gaarda, 300 a E. de Lisboa, 130 fogos. 

Em 1757 tinha 131 fogos. 

Orâgo S. João Baptista. 

Bispado e districto administrativo da 
Gaarda. 

O ordinário apresentava, por concurso, o 
^garid, que tinha SOj^OOO réis e o pé d^al- 
tar. ' t 

F£RRADdSA— freguezia, Traz-os-Montes, 
comarca de Chacim, concelho de AlHindega 
da Fé, até 1855, e desde então do mesmo 
concelho, mas da comarca de Moncorvo, 
390 kilometros ao N. de Lisboa, 110 fogos. 

Em 1757 tinha 91 fogos. 

Drago Santo Amaro. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Bragança. 

O reitor de S. Pedro, de Alfandega da Fé, 
apresentava o vigário, que tinha 40]jS000 réis 
e o pé d*altar. 

FERRADOSA— freguezia, Traz-os-Montes, 
comarca e concelho de Mírandella, 480 kilo- 
metros ao N. de Lisboa, 20 fogos em 1757. 

Orago Santa Maria. 

O abbade de Guide apresentava o cura, 
ipe tinha 6ijSO0O réis de côngrua e o pé 
d'altar. 

Esta freguezia foi ha muitos annos anne- 
xada á de S. Mamede de Guide. 

FERRA6UL, FERREGIAL e FERRA6I- 
HAL — (portuguez antigo) terra semeada de 
ferran, na accepçào restrieta da palavra; 
mas amplia-se muitas vezes a qualquer ter- 
ra que produz herva para o gado. Hoje diz- 
se prado, lameiro, pastio ou pastagem. 
'• Em Lisboa ha duas ruas e uma calçada 
como nome de Ferregial; provavelmente 
porque aqueties sitios estavam em tempos 
antigos reduzidos a campos de herva. 

FERRAGUDO— freguezia, Algarve, comar- 
ca de Silves, concelho da Lagoa, 50kilome- 
laetroê de Farò^ 234 ao S. de Líisboa, 380 
fogos. 

Em 1757 tiaha 150 fogos. 

Orago Noisa' Senhora da GoncdfiOb 



Bispado e districto admlnistrativt) dé Faro. 

A mitra apresentava b cara, que tióSia 
70*)00 réis. 

^ Situada na foz e margem esquerda do rio 
Portimão, pouco a cima da fortaleza de S. 
João, na encosta d'um serro, com frente pa^ 
ra o rio. Suas rua^ são tortas e quasi todas 
de ladeira, mas com bastantes casas boas e 
modernas. Tem uma bôa egreja, feita a re- 
querimento da camará de Silves (a que per- 
tencia esta freguezia) com o privilegio de 
nunca ser desannexada do seu termo (!) por 
carta de 21 d^agosto de 1520. (Lei 11 de D. 
João III, a. 24.) 

Esta freguezia foi eregida em 1749, pelo 
bispo do Algarve, D. Ignacio de Santa The- 
reza. Pelo terramoto de 1755, linha 60 fogos. 

O mar entrou então pelas casas e derru- 
bou 20 e tantas; mas não morreu ninguém. 

Os pescadores d'aqui são muito peritos no 
seu ofiScio e audaciosíssimos, hindo pescar 
mais longe do que os outros do Algarve. 

Faz-se aqui muito azeite de peixe. Nos 
mezes d'inverno, passada ã temporada, vão 
nos seus cahiques pescar nos mares de Lis- 
boa, e n'esta cidade vendem o peixe que 
pescam. Também se oceupam no transporte 
das fructas e artefactos do paiz 

Tem uma escola de instrucção primaria, 
fundada por decreto de 16 de novembro de 
1839. 

É terra fértil. Exporta muito e óptimo fi- 
go sécco. 

FERRAL— freguezia, Traz-os-Montes, co- 
marca e concelho de Mantalegre, foi até 1855 
do concelho de Ruivães. 50 kilometros ao 
NE. de Braga, 420 ao N.deLisboa, 160 fogo». 

Em 1757 tinha 119 fogos. 

Orago Santa Marinha. 

Arcebispado de Braga, distrieto admitíla"- 
trativo de VillaReal. 

É terra muito fértil. 

A esta freguezia está ha muitos annos an- 
nexa a de Codeçoso do Arco. Vide esta pa- 
lavra. 

É da casa de Bragança, t^iie apresentava o 
abbáde, o quái tinha 30011000 de rendimen- 
to anima], 

FERRiOr-Vide Pontos ^ Bouro. 

FERRARUS — Vide AiM$êtr. 



iW 



Fm 



FEaRABIOS— Ylde, Ferretros. 
FERAC6IAL, FERRAGBAL, e FOBRA- 

CrE AL etc. — Porluguez antigo — Vide Ferra- 
gij^l, na pagina antecedente. 

FERREIRA— freguezia, Minho, comarca 
de Yallença, concelho de Coura, 48 kilome- 
tros a NO. de Braga, 395 ao N, de Lisboa, 

330 fogos." 

Em i757 tinha 230 fogos. 
Orago S. Mamede. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Vianna. 

Suppõe-se que se deu o nome de Ferrei- 
ra às povoações onde havia minas de ferro. 

A casa dos Silvas Telles, de Lisboa, apre- 
sentava o abbade, que tinha 400^000 réis de 
rendigaento. (Estes Silvas Telles, succederam 
a Gabriel Pereira de Castro, pelos Caldas de 

Vascões.) 

Na casa do Paço, d'esta freguezia, se diz 
nascera, em i5âi, o primeiro bispo d*£lvas, 
D. António Mendes de Carvalho. 

N*esta freguezia, em Linhares e em outras 
povoações circumvisinhas, ha muitos yes- 
tigios de edifícios antigos e de fortificações 
do tempo dos romanos. Ainda conservam 
aquelles o nome de Cividades, e estas o de 
Crastos, A O. e próximo á egreja, estão as 
ruinas de uma fortaleza, chamada a Modorra, 
nome celta, que parece indicar ter aqui ha- 
vido algum monumento celta (mâmoa.) A 
um kilometro ao S., junto ao rio Coura, ha 
vestígios de um castello, que dizem ser dos 
mouros: chama-se Crasto de Brosendes. A- 
qui appareceram moedas d'ouro e prata ro- 

Tem esta freguezia uma boa egreja ma- 
triz. Nòs passaes estào as ruinas dareslden- 
í^a. Dk-se que um abbade d'aqui mprreu de 
susto, porque um rapaz, vestido de defunto, 
lhe appareceu em uma npute; desde j^ntâo, 
mais nenhum abbade alli qi^lz morar ipudan- 
ÚQ a sua r^idencia para ^ aldeia de Villa- 
Mende. Vide Villa Mende e Paço de Ferrei- 
ra. Senão çstà errada a da.ta que se vé so- 
I^re a porta da resi^enc^parochial da fre- 
guezia, é ella muito antiga, pois diz. — , 

«Era 1003^ q(ia4;^ri[^sppnile ^as ^mo ^64 

de Jesus Chriato^i 



FERREIRA— freguezia» Douro, comarca 
e concelho da Figueira; foi do concelho de 
Maiorca até 185IÍ, â4 kilometrosaO. de Coim- 
bra, 210 ao N. de Lisboa, 4À fogos. 

Em 1757 tinha 137 fogos. 

Orago Santa Eulália. 

Bispado e districto administrativo de Coim- 
bra. É fértil. 

O prior do mosteiro de Santa Cruz de 
Coimbra, apresentava o cura, que tinba>40 
mil réis, e o pé d'âltar. 

FERREIRA — freguezia, Traz-os-Miwate^ 
comarca de Mirandella, concelho da Torre 
de Dona Chama, até 1855, e desde então co- 
marca e concelho de Macedo de Cávalleiros, 
60 kilometros de Miranda 455 ao N. de Lis- 
boa, 80 fogos. 

Em 1757 tinha 43 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Assumpção. 

Bispado e districto administrativo de Bra- 
gança. 

O reitor de Macedo de Cávalleiros, apre* 
sentava o cura confirmado, que tioha 6Í000 
réis de côngrua e o pé d'altar. 

FERREIRA (do Alemtejo) e YILLASSMS, 
(ou Vilfas Lobos) —villa e freguezia, Alflm- 
teío, cabeça de conceáho, no bispado dis- 
tricto e comarca de Beja, 180 kilometros a# 
S. de Lisboa, 830 fogos, 3:200 almas. No 
concelho 1:400 fogos. 

Em 1757 tmba Ferreira 70 fog^s e VHI|0 
Boas 24. 

Orago de Ferreira, Nossa Senhora d*As- 
sumpção, que é o actual, e de ViUas Bô^ 
Nossa Senhora da Natividade. 

É terra muito fértil, sobre tudo em «^ 
reaes, vinho, azeite e frutas. 

Ha por aqui bastante caça miúda* 

Tem foral, dado por D. Manuel, em Lis* 
boa a 5 de março de 1516 (Lipro de Fmt^ 
Novos do Aímtejo, fl. ^^, cal. i.*) 

Grande feira a i6 de 3eteBíâ>rp* 

A mesa da consciência, apreseaalava o^rior 
d6 Ferrara» que tinba 210 al^peire»9 ^ |ri* 
«0,180 de cevada e jtO^QOO réi3 em dmbftiCP^ 

O pa|>a apresentava o ptiordeVilla^Bâsis 
que tinha 150jJI000 réis de rendimentp. 

Estas duas freguezia ^^tap^ba omitdBIA* 
nos amei^^» forquaRl^ 1I9«^ ,«i^ 



FER 

Em mn moAte^ ao E. da vítta^ e&i um 
•«astello, cereado de mursdhas^ ocnn 9 toires 
« suas barl»icaQ9, que, segundo a tradição, 
foi faDdado por D. Goaldim Paes» mestre do 
Demplo (vide Amares, Almourol e Thomar) 
pelos annos de ii5Q. 

ProxioBo á viUa ha vestígios de uma po- 
voação, que, segundo alguns escriptores, foi 
a cidade romana chamada Singa, naquaise 
iez célebre uma lusitana, defendendo heroi* 
-eam^ate a porta do castello, contra os godos, 
•oom um malho na mão (outros dizem com 
dotí3,um em cada mão) no anuo 405 de Je- 
^os Ghrísto. 

£m memoria d*este facto, tem a villa por 
armas, uma mulher, com um malho em ca- 
da mão. 

Ha 104 annos (1770) ainda se viam jun- 
to á villa (a £,) restos de edifieios, em uma 
extensão de trez kílpmetros. ' 

Julga-se que esta cidade foi destruída pe- 
los godos, por causa da sua tenaz resistên- 
cia. 

Passam próximo da villa as ribeiras de 
Yalle d*Ottro e Safrins. A primeira dista 
ii:£i00 metros da villa, e a segunda 3 kilo- 
metros. Os bordallos de Safrins, dão-se aos 
-âaeiíles. 

£m 1796, appareceram aqui muitas me- 
alhas de prata e cobre, de varies impeora- 
•dores e cônsules (e até de famílias patrícias 
romanas.) As de prata foram achadas «m um 
sitio, entre Ferreira e Barrellas» e as.deco* 
hee em um monte sobranceiro ao Yalle da 
Bíbeira. Também então apparefiaram vários 
instrumeQtos agrados, domésticos e fabris. 
Eram todos de ferro, mas estavam muito 
oxidados. 

Perto da villa, estáa fregoâ^iada Figueira 
^8 CavaÍieiro8,^assim chamada por n'el|a re- 
sidirem (segundo a tradição) %Q cavaUei- 
ros, que lisham óptimos eavallos, fampsos 
em toda a província. 

O concelho de Ferreii^ é eompoi^to de cin- 
leo Iregoesias, todas no bi^pa^o de Begasão: 

F^xn^n e Yillas^Bâas, Figueira dos Ca- 
valleiros, Alfundão, Peroguarda e Santa Kar- 

«iridA do S$A»o^ 



FiR 



m 



FEIRBIRA— villa. Douro concebo de Pa- 
^çoB de Ferreira, comarca deLouzada^20)4» 
Losnetros ao NE. do Porto^ 30 ao S. de Brafa^ 
340 ao N. de lisbea, 230 £ogos(9ÔO aloui^ 

Em 1757 tinha 160 fogos. 

Orago S. Pedro. 

Arcebispado de Braga, distrícto adixúwr 
trativo do Porto. 

O reitor era de .coHação ordin^iria, por 
concurso synodal, e tinha 401^000 réis ç o 
pé d'altar. 

Foi couto dos frades cruzos de S. Pe- 
dro de Ferreira, e depois dos bispos do Porto, 

Houve aqui um mosteiro de templários» 
que desde 1319 passou a ser de cruzios. 

D. João d* Azevedo, bispo do Porto, uiiip 
e annexou este convento, in perpetuim, 4 
mesa pontifical, da cathedral do Porto, por 
bulia de Síxto 4.% em 1475. 

Ainda conserva o nome de vMSkirOi e ton 
uma collegíada, com beneficiados. 

Foi este convento fundado por D. Soeiro 
Viegas (tronco dos Pachécos) em ,1120, 

D. Manuel lhe deu foral em Lisboa, a 15 
de setembro de 1514 (Imo dos foraes fmo$ 
do Minho, fl, 68, col, 2,^j 

Serve também para Parada e PorteJla. 

Dáse a esta freguesia vulgarmente o no- 
me deS. Pedro Fins de Ferreira. 

FERREIRA DAYES — villa. Beira Alt4» 
ccmcelho de Sátão, comarca e 24 kilometros 
de Viseu, 300 ao N. de Lisboa, 650 fag09» 
2:600 almas. 

Em 1757 tinha 529 fogos. 

Orago Santo André, apostolo. 

Bispado e distrícto administrativo de Vísíq^ 

Os duques de Cadaval, marquezies 4e Fer- 
reira, aprèsMitavam o abbade, que tinhii de 
rendioKnto 400j;000 réis. 

Situada na margem direita do Vouga, ^m 
frente de Villa-Rei, que é^namíirgeipies- 
qoerda, já no bispado de Coimbra. 

£ povoação antiquíssima, provniveliii^Ml 
do tempo dos romanos,. Abandonada p^m 
árabes, isstave alguns anãos quasí dea^lM» 
até que D. Xhereza e sen filbo P. ASm^ 
Hemicpes a mandaram povoar e lhe depitm 
foral, eml4 de noxexnta^o de ÍL136, eoip m^r 
los privilégios. (Eranklím i&% qt^Qjt.fhmh 
^ deu âHe foral m iLU. o^m» ^l9»i4ftMt 



in 



im 



FER 



to efigano, Visto que esta senhora faÚeceu 
em 4130.) 

O foraielleva Ferreira d'Aves á cathegoria 
de villa, constituindo concelho independen- 
te. Mas D. Thereza^comomaitosescriptores 
dizem) não achou esta terra despovoada, o 
que ella fez foi augmentar-lhe a população. 

(Note-se que n*aquelles tempos chamava- 
se povoar uma terra ao acto de lhe dar jfòral.) 

Logo em ilâ6, foi pela rainha e seu filho 
dado esta terra a Fernão Jeremias, fidalgo 
leonez, que em 1093 tinha vindo para Por- 
tugal eom o conde D. Henrique. 
Casou este fidalgo, aqui, com D. Maria Soa- 
res, £]ba de Soeiro Viegas (que fundou o 
mosteiro de cruzios, de Ferreira de Santo 
Thyrso, e outro aqui, de que logo tratarei). 

Não pude saber porque titulo, em 1156 
já metade d'esta vllla era dos templários- 
Oforal velho (o de D. Theresa) é eiscripto 
no latim bárbaro d'aquelles tempos, e dá á 
viila o nome dè Ferreira d*Aules (que de 
certo é corrupção de ales (aves). 

D. Manuel lhe deu feral novo, em Lisboa, 
a 10 de fevereiro de 1514. ?í'este foral está 
a traducção do antigo. 

Pareee que os templários não residiram 
aqui muitos annos, nem se occuparam na 
restauração do Câstello; antes a cantaria? 
do antiquíssimo que aqui havia (com toda 
a probabilidade romano) foi empregada to- 
da, depois, no magestoso templo de Sanfo 
André e n'outros edifícios. Estabelecidos já 
os templários no seu câstello de Soure, tro- 
caram com os càvalleiros do hospital (Mal- 
til) o que aqui tinham. 

Os de Malta aqui residirana algum tempo 
no logar ainda por isso chamado Cas-Frei^ 
res (Casa dos Freires) e ainda aqui estavam 
BO tempo do rei D. Diniz. 

El-rei D. Manuel fez marquez de Ferrei* 
ra a D. Rodrigo de Mello, conde de Tentú- 
gal. QuaíBdo os marquezes ^e Ferreira pas- 
mram a ser duques de (^daval (1548) ficou 
kicitnlanâose marquez de Ferreira, o filho 
pHMmgeilito d'aqu6lla casa. (Vide Cadaval) 
"9l'e8ta fregnezia está o convento da Fra- 
f/a^ que ft>i de* frades capuchos da.Goncel- 
{fk N'elle viveu^ eierémi, faUeceu e Jaz^ o 
lN»b (Mttiketilda aatiqoario e. coaseiemâoso 



I escriptor, fr. Joaquim de Santa Bosa de Fi- 
' terbo, auctor do tão lido e geralmente apre- 
ciado Eluàdanio, Nasceu em Gradiz pelos 
fins do século XYII, ou princípios do XYilL 
(Yide Gradiz.) 

Também aqui foi conventual fr. Francis- 
co dos Prazeres Maranhão (o Flavidnse) au- 
ctor de um Diccionario Geographico de Pot' 
tugal (muito resumido). 

Ha aqui um convento de freiras benedi- 
ctinas, que alguns escriptores dizem que es- 
teve primeiro no Barrocal, mas é erro. O 
principio doeste convento é • seguinte. 

Soeiro Viegas, (de que já fallei) fdndott 
aqui um mosleirinlio para eremitas (ermi- 
tães) em 1111, junto á capella de Santa Eu- 
femia, que já n'esse tempo era muito anti* 
ga. Dona Mayor Soares, filha de Soeiro Vie- 
gas, ampliou o edifícip, e por fim o transfon 
mou em mosteiro de freiras bentas. Esta 
Dona Mayor Soares era viuva de Pela^io 
Feimandcs. (Adiante direi mais alguma coi- 
sa doesta senhora.) 

Ferreira d^Aves foi por sete secidos coih 
celho independente, com jui^ ordinário e 
das sizas e orphãos, camará,. escrivães, etc^ 
e até, segundo diz Viterbo (que além de ser 
um escriptor muito verdadeiro e investiga- 
dor, aqui escreveu) já tinha juiz de fora m 
tempo de D. Affonso Henriques, assim coioo 
avilla de Cótta, sua visinha; mas ambas dei- 
xaram perder esta. r^^a/ia, usurpando os se- 
nhores da terra o direito de nomear juize& 

Não valeram a esta villa, nem a sua ve- 
neranda antiguidade, nem os foros e privi* 
iegios de seus régios pergaminhos; nem as 
suas tradições, para escapar ao furor dos^ 
modernos reformadores, e o seu concelho 
foi supprimido, passando a íèrmar parle de< 
concelho de Sátão. 

A capitai do concelho de Fen*eira d' Aves 
era a villa do Câstello. 

Ferreira d* Aves era o solar áos Ferreiras. 

O primeiro que usou o appeUido de Fer- 
reira foi Buy Ptres ée Ferreira, bisneto da 
Fernão Jeremias (de quem já faUei), em 
1191. 

Quando Dona Mayor Soare^transfomume 
convento de íirades em freiras^ foi com tenção 



FER 

úè se recolhera elle com aigutnas suas ffilias, 
sobrinhas e paremtãs. Em li36 já ii'el]e ha*- 
via freiras, e em 11 'O já o convento era bas- 
tante rico. fim maio d*este nltimo anno, «en- 
^ abbadessa Maria Fernandes, dooii ao eon- 
reno Sancha Pires a sua herdade de Bar- 
reiros. 

Passados alguns annos entraraim para o 
convento Dona Mayor Soares com suas 3 fi- 
flias, Dordia, Thereza e Mayor í 

Logo que Dona Mayor entrou para o con- 
tento, os outros seus fflhos, Pedro, Egas, 
Soeiro, Fernando, Mendo, João, A ffonso, Mar- 
tinho, Maria e Marinha lhe deraittiram as 
lierdadês que tinham no bispado de Lame- 
go, que eram a quinta de Maçans, com to- 
das as suas pertenças; dois casaes em Moi- 
menta; dois em Quintella; um no Omisio, e o 
TAm que lhes pertencia em Almakavi e La- 
ina; e davam isto a ^Nostrce Matri et fiUas 
vesttas Dordia, Tarasia et Mayor Pelagit* 
Esta doação não tem data, mas foi pelos an- 
nos 1181. 

Martinho Paes, ura dos doadores, filho de 
D. Mayor Soares, foi abbade de Santo André 
de Ferreira, e depois bispo da Guarda, e deu 
ao convento de Santa Euphemia, em allen- 
ção a uma de suas irmans, que era alli ab- 
badessa, todos os dizimos das terras que o 
"mosteiro fizesse cultivar em toda a sm fre- 
guezia, que se estendia desde o Vouga até ao 
Paiva! 

Não pttde saber quando este mosteiro tor- 
nou a ser habitado por frades; é porém de 
suppôr que por morte de Dona Mayor e suas 
"filhas, faria Martinho Paes, já bispo da dio- 
tese, esta mudança recolhendo-se n'este mos- 
teiro como seu irmão João Paes se tinha re-* 
tolhido ao de Santa Cruz de Coimbrai d*òn- 
de sahiu para primeiro deão da Guarda. 

Em 1206 andâvam os monges de Santa 
Eufemia todos afadigadosna reedíficação da 
ana egreja e nas officinas da sua abbadía. 
Os bispos de Lisboa, Guarda, Viseu e La- 
mego ajudaram a esta sobras. 

Em 1207 ainda aqui residiam os frades, 
tom ò 8éu prior, f r. Lourenço; mas em 1209 
já havia outras freiras aqui, das quaes era 
abbadessa' D. Maria Fernandes, que ainda o 
«raem 1228, (Se era a mesma Mirm Fer- 



FER! 



C73 



nanêes^ abb&dessa em liS^, morreu v«h 
lha.) 

Desde então continuaram a viver a<|iii 
freiras bentas, até ao meiado do seeaiti Xj^* 
em que as professas doeste in9titut0.se es- 
queceram inteiramente d'6lle (no que tive- 
ram muitas imitad^as^ ^ vide sobre tuda 
Recião) e das obrigações do seu estado; sa- 
guindose á* corrupção dos eosiumes o desr 
preso dos povos a estes conventos e a supr 
pressão de muitos d-elles. 

Por morte da afcbadessa Z^onor Pitões 
Mourata, D. João de Cha»es^ bi^po . 4^ 
Viseu, lhes não- permictiu elegerem abba.« 
desâa, e havendo então aqui 6 ou 7 frei- 
ras, as lançou fora do mosteiro, reduziaâQ 
este a egreja e beneficio secular, unido ao 
mestre^escolado; dignidade que de novo ha- 
via instituido na sua cathedrai. . 

Largas e renhidas foram as contendasf«ie 
isto originou. Em 1448, por udministraçãç^e 
cargo que então hauria no mosteiro de Gati- 
to Eufemia, itz o ditobispo prazo a Cfon^a- 
lo Annes e sua mulher, do. ^sal.de Bordo,- 
nhos, que era do mosteiro; porém, desde 
1450 até 1455 hahi taram n'elle os religiosos 
terceiros de S. Francisco, postos alli pelo 
prelado. Vendo, poréoi, estes bons frades 
que as freiras expulsas queriam viver regu- 
larmente n'esta casa, promptamente as ad- 
mittiram.' 

Elias elegeram então para abbadessa Jj^ritir 
Martins, por auctoridade de D.AharOy bispo 
de Silves e legado a latere — e em 4 de uq- 
vembro de 1460, obtiveram final sentença, da- 
da por D. Fr. Fernando, abbade de Salze- 
das, e juiz apostólico — e desde então se 
tcM^nou este um dos conventos mais res- 
peitáveis e exemplares de Portugal, p^Ia 
virtude e santidade de suas religiosas, 

A collegiada de Santo André de Ferrei- 
ra d' Aves, priocipiou com 5 raçoeiros su- 
jeitos ao abbade, isto. talvez antes do bis- 
po D. Egas, que foi o que lhes deu esta- 
tutos. Já no tempo de Fernão Jeremias se 
haviam supprimido as duas egrejas, das 
quaes apenas resta a lembrança, no logar 
que ainda tem este nome (Duas\Eigrexaf). 

No principio do seeulo XIV se erigiram 



m 



FER 



ilcLas egrejas raraes (S. Miguel de Larkas e 
Forks) que foram unidas à collegiàda, pe» 
te l^iâpo D. Egas (gue o foi desde Í287 
M i3i3). 

Em (331, D. Miguel Vivas, estando em 
tiMla no Cástéllo de Fen*eira, a 30 de de- 
^líibro, deti nova forma e estatutos novos 
á esta coUégiada; por comentimento dc$ se- 
Mares da terra, Lopo Fernandes Pacheco 
6 !ítta. mulher D. Maria Gofnés Tavêèri; po- 
dendo os raçoeiros ser 10, e que chegando 
À èsté numero, se podessem chamar eme- 
igòs ê ter deSo-^tenèo só prioste emqoah- 
t6 não tivessem tal numero — que as ren- 
èas ecòlesiasticas d'este concelho se divi- 
'Assem em três partes, a primeira para o 
tlàbido (livre de todo o encargo) a segtm- 
da para o abbade, e a terceira repartida 
entre os beneficiados, tirando se doestas 
#Éras terças partes tudo o que fâr preciso 
para a fabrica e reparos da egreja=e qae 
¥Lão vençam as suas porções, senão os que 
porem presentes ou legitimamente impedi- 
ãàs, por moléHia, serviço da egreja, oi^ p&i^ 
inandado sujpmor.— (Doçura, da Gamara 
Eccítes. de Viseu.) 

Lopo Fernandes Pacheco, que em 1331 
era senhor de Ferreira d* Aves, como vi- 
lhos — era um dos cavalleiros da tavola re- 
donda, e um dos célebres *Doze de Ingla- 
terra^, (Vide Cêa e Pachacos), — Seu filho, 
Diogo Lopes Paclieco foi um dos cobardes 
assassinos da formosa e infeliz D. Ignez 
'dè Castro, o qual escapou ao cruel mas 
jtisto castigo dos seus cúmplices, por ter 
fugido a tempo pai^à Gastella e de lá pa- 
ra França. (Para evitar repatições enfado- 
libas, vide Pachacos, onde vem mais algu- 
ittà coisa a este respeito. 

D. João Fernandes Poc/wco, filho de Dio- 
go Lopes Pacheco, passando-se para os 
<6aste!hanos (como digo em Pachacos), per- 
íèu o sehhorio de Ferreira d* Aves, que 
passóU a outros, até que por fim veio a 
twer da nobilissima casa do Cadaval. (Vide 
Colinbra e Gâya.) 

Até 1517 formavam as villas de Ferrei- 

'fÚ^Aees e a de Villa-Rei um só còneeâio, 

cuja capital era Castello de Kerreimij e o 



FER 

rei D. Manuel ai dividiu então, fázendo^ 
dois concelhos independentes. 

* 

A pedido de Biogo Lopes Pacheco, senhor 

d'esta villa, eximiu D. João I, em 1389, as 

freiras d'aqui, de pagarem fugada na soa 

quinta da Arrancada (julgado do Vouga) e 

mandou que também não fossem obrigádas^ 

a mostrar cavallo, no primeiro de maio, 

(Em Viseu e seu termo todo o 

chefe de família era obrigado a 

mostrar no primeiro de maio de 

cada anno, um cavallo de marca, 

próprio para a guerra, e o qne e 

nâo mostrasse tinha uma multa. A 

esta multa se chamava cavallo áe 

maio,) 

FERREIRA DO ZÊZERE— villa, Extrema- 
dura, cabeça do concelho de seu nome, na 
comarca de Thomar, d*onde dista 12 kilo- 
metro, 30 ao N. de Abrantes, 60 ao S. de 
Coimbra, 144 ao M£. de Lisboa, 480 fo|^ 
1:900 almas. 

No concelho 2 J60 fogos. 

Em 1757 tinha 360 íbgos. 

Orago S. Miguel, archanjo. 

Bispado de Coimbra, districto administra* 
tivo de Santarém. 

A Mesa da Consciência apresentava o 
prior, que tinha 600#000 réis de rendi- 
mento. ' 

É povoação antiquíssima. Foi povoada por 
mestre Gimldino (D. Gualdim Paes de Mare- 
cos, mestre da Ordem do Templo) em junho 
de 1156, dando- lhe elle então foral; mas 
em 122â vemos senhores d*esta povoação, 
um grande fidalgo (ferreiro de profissão) 
chamado Pedro, e sua mulher, Maria Vas- 
queS| que n*es8e anno deram foral aos que 
andavam povoando uma sua herdade chama' 
da Ozezar, nas margens do Zêzere ^qwevo- 
catur de novo Villa Ferreira.% 

D. Afifonso II confirmou, a este ferreiro fi- 
dalgo, a doação que seu pae, D. Sandio 1, 
lhe havia feito de juro e herdade, de uma 
grande porção de campo, no sitio dos Or- 
diaes, que parte com o termo de Thomar, 
em premio dos seus grandes serviços. A car- 
ta de confirmação é datada de Santarém, a 
5 de julho de 1191: a confirmação de D. Af* 






FER 

fyoÈo 11 n^ tem data; mas dete ser por abí 
de 1218, que foi quando elle^ estando em 
Santarém, confirmou grande numero de fo- 
raès e doações de seus pae, avô e bisavô. 
D. Sancbo I, deu ainda a este iliustre fer- 
reiro, a herdade de Valdorjães, no termo de 
Tbomar, em ii90, e no de 1225 a deu o 
ferreiro aos templários, e no mez de maio 
doesse mesmo anno, o ferreiro, sua mulber, 
e sua filha Maria, deram aos templários f o- 
das as siuas herdades de Ordiaes e VUla Vetde, 
Eu estou convencido quê não era fetreiro 
nenhum : que era um fidalgo chamado Pe- 
dro Ferreiro, a que algum copista pespegou 
tun f pequeim no appellido. 

É verdade que na Arrifana de Sonsa houve 
um nobre fidalgo, que exercia a profissão de 
ferreâro, sem que as chispas do ferro rubro 
lhe chamuscassem os pergaminhos; e até de 
niais a mais morreu com fama de santidade. 
(Vide Arrifana de Sousa.) 

Em 1306, deu D. Diniz aos templários o 
padroado doesta villa. 

D. Manuel deu foral novo a esta povoa- 
ção (elevando-a então á cathegoria de villa) 
datado de Lisboa, a 12 de março de 1513. 

Outros porém sustentam que já era vilia, 
feita por D. Affenso Y, em 1450. 

É terra muito abundante d'aguas, fértil e 
sadia. Situada em planície, mas o seu termo 
de lado do Zêzere é terreno fragoso, com 
muitas serras de desmedida altura e gran- 
des penhascos. Tem á beira do rio Zêzere 
nm cabeço muito alto, separado dos mm, 
6 n'elle uma capella, de cantaria lavrada, 
muito antiga, dedicada a S. Pedro, apos- 
tolo. 

DiZ'8e que no sitio da Castanheira, tam- 
bém á beira do rio, houve em tempos re- 
íniolos um convento de frades bentos, 
qne deixou de existir ha muitos ànnos e 
que das pedras da sua egreja fizera a actual 
capeilá uma D. Antónia, doesta villa. Ha 
n'e%te cabeço sepultaras vazias, feitas á ma- 
teira de caixas, a que chamam sepulturas 
dds mouros. É provável' que fosse aqui al- 
guà almocabar dos aírabes. 



FfiR 



i7& 



Esta villa é do bispado de Coimbra e fi« 
ca fronteira a Villa Rei, que é do outro la^ 
do do rio (m^gem esquerda) e Já no bis* 
pado da Guarda. 

Este concelho é composto de 9 freguezlad» 
sendo 5 em Coimbra e 4 na prelasia de Tho* 
mar, hoje patriarchado* 

As do bispado de Coimbra, são: Ferreira 
do Zêzere, Aguas-Belias, Payo Mendes, Dor- 
nes e Beco. 

As da prelasia (isento) de Thomar, são: 
Areias, Pias, Chãos é Egreja Nova. 

Em grande extensão de território d'^€& 
concelho e nás proximidades de Thomar, ha 
importantes minas de ferro, manífesttdaa 
eín 1873 e^ 1874. 

FERREIRQf ^fjreguezia, Beira-Alta, con- 
celho de Cernancelhe, comarca de Moimen- 
ta da Beira, 36 kilometros de Lamego, pro^ 
ximo da pequena villa da Lapa, 324 ao N« 
de Lisboa, 150 fogos. 

Em 1757 tinha 120 fogos. 

Orago Santo Estevão. 

Bispado de Lamego, districto administra^ 
tivo de Viseu. 

E- terra fértil. 

Foi do concelho de Fonte Arcada, que se 
supprimiu em 24 de outubro de 1855. 

O reitor de Fonte Arcada, apresentava o 
cura, que tinha OtQÚQ réis de côngrua e o 
pé d*altar. 

FERREIRIM— -freguezia. Beira Alta, co- 
marca e 6 kilometros de Lamego, concelho 
de Tarouca, 320 kilomecros ao N. de Lis^ 
boa, 200 fogos. 

Orago Santo António. 

Bispado e districto administrativo de Vi^ 
seu. 

É terra fértil. 

Em uma elevada coUfna, coberta de fron- 
dosa vegetação, está a rica ermida de Nossa 
Senhxyra da Guia, dos Cyprestes, com sua 
galilé, ou vestíbulo, e um pequeno jardim, 
e casa de habitação dos ermitães. Tem um 
espaçoso» adro, com uma copiosa fonte do 
boa agua. 

A imagem da Senhora é de roca e muito 

antiga. 



176 



mu 



FBR 



D*este sitio se gosa uma extensa e bonita 
vista. 

Ha aqaí grandes festas a Nossa Senhora^ 
na primeira oitava da paschoa, e no domin- 
go seguinte (por occasiâô de hir a Cruz de 
Sepoes á. capella, como é obrigada, por cos- 
tume immemorial.) 

Ainda nos seguires domingos continuam 
a hir alli muitos romeiros; mas a maior 
concorrência é nas duas primeiras solemni- 
dades. Nâs casas dos ermitães viveram por 
muitos annos algumas reeoletas, on beatas; 
mas, no secnlo XVIII não entraram mais 
nenhumas, pelo que foram acabando as que 
havia, e no fím do dito século já não exis- 
tia nenhuma. Jazem sepultadas na mesma 
eapella. 

Junto ao templosinho estão dois vetustos 
cypresies, básfônte corpulentos. É por isto 
que à capella de Nossa Senhora da Guia,' 
se lhe dá o Sobrenome, dos Cypresies, 

O Portugal Sacro, não traz esta freguezia. 

FERREIRIM (convento de)^YÍde Bertian- 
dos. 

FERREIRIM —vide Mós. 

FERREIRO— freguezia, Douro, comarca e 
concelho de Yilla do Conde, 30 kilometros 
a O. de Qraga, 330 ao N. de Lisboa, 65 fo- 
gos. 

Em 1757 tinha 30 fogos. 

Orago S. Martinho (o Portugal Sacro diz 
que é Santa Marinha.) • 

Arcebispado de Braga, distrieto adminis- 
trativo do Porto. 

O arcebispo apresentava o abbade, por 
concurso synodad, e tinha i50|!000 réis. 

É terra fértil. 

FERREIRÕS—freguezia, Minho, comarca, 
concelho e 6 kilometros de Braga, 50 ao N. 
do Porto, 360 ao N. de Lisboa, 200 fogos. 

Orago Santa Maria. 

Arcebispado e distrieto administrativo de 
Braga. 

É terra fértil. 

O Portugal Sacro e Profano não traz esta 
freguezia. 

FERREIROS — freguezia, Traz ds Montes, 
comarca e concelho de Vinhaes, bispado e 
distrieto administrativo de Bragança. 

Esta freguezia já não existe, como tal, por 



estar ha muitos annos anne:Ka á do Edrd. 
Vide esta palavra. 

FERREIROS ou FERREIROZ— frepezia, 
Beira Alta, comarca e concelho de Tondella, 
18 kilometros de Viseu, 264 ao N. de Lisboa, 
138 fogos. 

Em 1757 tinha 77 fogos. 

Orago S. Christovão. 

Bispado e distrieto administrativo de Yif 

o abbade de S. Miguel, de PapCsios, apie- 
sentava o cura, que tinha 6|»000 réis de 
côngrua e o pé d'altar. 

É terra fértil. 

FERREIROS— freguezia, Minho, cornarei 
e concelho da Póvoa de Lanhoso (foi até 
1855 do concelho de S. João de Rei) 12 ki- 
lometros ao NE. de Braga, 360 ao N. deUs^ 
boa, 95 fogos. 

Em 1757 tinha 81 fogos. 

Orago S. Martinho. 

Arcebispado e distrieto administrativo de 
Braga. 

O reitor do convento de Nossa Senhora dl 
Graça (Populo) de Braga, apresentava aca- 
ra, que tinha lOfiOQO réis e o pé d*altar. 

É n'esta freguezia^ a quinta da Torre, qae 
foi dos marquezes de Mpnte Bello. É o«olar 
dos Machados, por D. Maria Moniz, fíiba dp 
D. Moninho Osório, neta do conde D. Osório, 
povoador d'estas terras. Esta D. Maria teve 
de Mem Moniz de Gondarem (outros dizon 
que foi de D. Sancho I) a Martim Martins, 
que com um machado arrombou as portas 
de Santarém (8 de maio de 1147) sendo dos 
primeiros que entrou na praça. D*este aeto 
lhe proveio e aos seus descendentes, o ap- 
pellido de Machado. 

Pedro Machado foi senhor d' Amares, pot- 
que comprou este senhorio, por 500 coH^ 
que D. João I devia a D. Maria de Azevedo, 
viuva de Álvaro efe Biedma, dando lha o rei 
esta terra com a obrigação do pagamei^ 
d*aquella divida. 

FERREIROS— freguezia, Minho, foi até 
1855 da comarca de Pico de Regalados, t 
desde então é da de Viila Verde, d*onde dis- 
ta 6 kilometros a E., concelho d* Amares. 
10 kilometros ao N. de Braga, 365 ao If. dl 
Lisboa, 220 fogos. ' 



Flii 

Eipectação, ou Nossa SKiiÉiSiaiâo' Ó. 

Arcebispado e districto administrativo de 

'^tiièifspo^iifÉ^éMíátava^-o i&blMidif >|iir 

utíi JÊ% i^íL^^é^^ siQai/kmíx^ a Itt&kSa'' 
KSMiáMiíQijtt, dè eoji) iiMMStiioaoíajHiftfa^ 

Élàm rm^Êàficáan d» Lóffiosif&aHàâ^iolai^ 
dos Yellosos, nasceu o intáàtè O. Ip^dso^ 
yAM4t(^ «duáé ^' Otôrt^ {^è tcAajNmár 
eibi filffiás, Ml i«mpb do^cdâdi^ll. áitiiri^ 
4IM^A^'^]«lll«d«iOitE|tai9lfofti2. ' 
• «Méénted cT^è iH. Vêih»k>v tánlíetti m* 
im^^méS' ^é»|£;ailtftloíM«Ih0^»Lai(AidttSMnó^ 
rè-él fbnlbalii séiifiàDrêé de f aUiélbaB, Blft-^ 

e solar d^Atal^feiVa;- 

lê tasÉbMí iii'6ic» fr^^tti^iâia-áotíi^a ^!tíD- 
Miensa; da Cnyvt^tiDiii^ daii[ii9di è aoUMi t»* 
fjMawIeiò itti df . AiilMiio^dWnotiaD^oa^-^ 

«iíotiinklgiMífolé âa;c«Biavoaijd6 IViánsa^ 
iHtiiáif fi^tpe I&iiiBiii é Cárad»* 

'^Hwaiiafr cali (eritooiqiuísiiplâiio^ oeift.bo^ 
sitas vistas. 

4llN»id& mra («ti todas. aiiiQiiaftaaifeíiA:as 
#aiiáé)i d&>0adiii^e vario» géneros^ ttODOilíi 

JKwa, {Kirqae foi para aqui mudá&a do sitio 



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Aiifè^/qttbiSitàÉMi ftflfdezia da Ganráliédo. Atta^ ixniiàreJfc t conpellio éeSmiU^ %.()»• 



Tem também inteboa leifá Mosuà^ihb^ 
ftd»Mio. ' 

<Aí(èíg»)a/ málm inÉaítemtilo vaMo)d bom ; 
kMàOfiia» iem «iâa çe^uenaielevttitão^ fV9A* 
Ã^ eÉ(i»diiikMÍ8í olúétiui da âra^Oitzfti^ no 
um de i803;,> á «úca do pavo daparoebia. 

^lfeBi>Bm&.«oiriv6l torjKi^ e «un ex^oflO' a 
IMta adro, íMlo ena 1844, à» custa doa fre* 



•iii aÀtí^ matrâ era wa SO meteas ao sul 
^tt a(^taiÉ];.di»ico da gitiftfeiro (paM dare- 
^MH M riav ^arootdal. 

■aa^A^ta fiepiasia Arm ííj^U$0« muito 
Wi t iOia ^ Santa Catharina Saoia Lusía. 
i leisiL imtíto fóttil (sm .^reaea, vúA? 

voLvmni 



(ftrdaM lawâia^ linto)ie>09ltíBia8 lanadas éi 

ovÉras lriidl|i& 

* '' ' ' • -i .«»■.. .«. 

ik &, diai& fr«pMi%. odrie o lib^im Jo 
Bàrriôyqn^ nasfle m frepraai^ de Gaitei^ a^ 
mèrfe na dk eila do .Ê^vádOi JMgaje mà»^ . 

Mai céiLt») :d?eiia lí^gniesia da Ferce»o%^< 
pagsa aésââkâa distilttaidefiàfi^allos ^ MoA^; 
te« Alegrei ^pteanãdj^ emi4oBstniaçàa.(l62^)<| 

FJBRRUROS-^Víâlm .fisHâraadora» |i% fr«ni 
guezia da Moita dos FernB»in^.:eoinafQa.dt/ 
Torres Vedras, concelbo da Lourinban, 60 
kilomelws ao 91& úé £tsboii,i50 fogoa» WO 
alfliaa. «>.. ^ ; - .& ... .1 

i£ jp«^afão tnAiiftipirga^ D.l[amiflibee 
deli' ft)istí^8middl)Qa, a 10 da íffar^o da «iSiftJ 
Este foitàl ó:CtfDièemio4aiSa^tol .... 

£fa^pitáhdoxo6cdh0d^ seanamfi^bo- 
|je extincto. Tinha camará, jjaii&l esiaiâaxi-f 
ctfidâaflas « «Hífrb^ados .puMlcoa. . . • 

If^dB Mmiá.àx VètÈenííSi. . . .> ^ 

lSiRftB]»08 1) AlÕCS-rrilrapima, ^iia^ 

Altay«Dm|Kfca^ eoBQeihèi.f i kilomalroa d^,; 

LamjQgo^ .31^0 ao N. da U sboa^ iSO iogoi» J 

;£milí257 úaOiàMJim^. . , . . t 

'Omgo iSantfiifatia ^oseaSanbaradaPa- 
tifioaiãp, TUlfò,; das Candeba^ .. 

JiiapadOide L^awps rdi^ido: adminiaU*^; 
tivo dóVisatt» , , I 

UMa o aISbMé, .qoe tíloaia.aQOlOOO rtia. 
É terra fértil. , . t 

JtSARfiiabS 6£ PNMJ^^-villa, Seira 



lonfitroa ao O. áaLamí^o^ 60 a K. do Pwtl^) 

^^M N; ;de Liàiloa»: 340ioiros/ i :300 ,9imh 

fipi i7S^7 tiaba kí S^0B. i 

Orago S. PedrOyiaposlQlo. t 

Biâi^adoida l4iíáego> distmto administra- 

\ê?m de Viseu* . 

SitU£t()a aa jnwteam esquerda do IkmQi 
ttaâeelwada sarm de Monie Miuro (ou )l<m- 
te do V&mo) do lado do N. dJelia. Esta^s^-í 
ra» com as d^Fran^eiíta, Caair/o» S. Macá- 
rio, I^innval, Ar^ca». Erei^ <Carwiaio a 
outras, são ramificações da serra do BiW^r 
cOiO Ás quaea iodas chamavam os aptigos 

F^rr#iros de Tei]dae9) (|ue é uma poTo»^^ 
ção amiKpiissimai foi muito» aec^lqs conca* 



im 



deia, juizes (ordiDarío, dos (sphãoB eàèB 
sízas) tabelliães, escrivães, etc. 

Ena prineir* da camaDo^ de Lunega» de- 
pois de 1834 pasM^ a anr tuBiCOQçelho da^ 
comirea de Rezende <eatao areada) e peto 
daei^eio da i>egeoeia.(do saoUor D.Feraaado 
C<Éèrgo) de â& de oiitiâ)ro úBíIB&K foi a«i>- 
ptimiâo «ate O(»ieelh0.<<|aa Uaba liSÔOio* 
gos)' e^pa8S0Q<a< lonuar parte d<» coaòsIM e 
(Moarea de Siofiesi . 

)JXBa9ch^ I.lhe deu íqtb^ em júsáú de 
1210. D. Affonso III Ibe deu outro foral, 
eein : graudé» ^prifvâlegiose sfóito^.elev^o 
Fèrpóírâs deTeadaes á i»lb6gefiade Tilla^ 
e mudando*^ erjuigado eair:eoiicelhOi 

liste foral é datado de Coimbra^ de 4. de 
jâfieiva de iW&. 

D. Manuel lhe dea^foraliioivo, em^Lisboa»' 
a 6 de setembro de 1513, eenêmândo^ihe 
sedoe os seusanitigoa fôroâ, pitltiièpee e re- 
gàlíaS) e^rào dos príneípaes os seguintes-^ 
Nomearem ^tre si um imwYíoo^ |)arai'eee- 
ber os foros e entregfd^oeao êeL Mão^hirem 
á ígàeíra. senão e(»n o réi em pessoa, isto é, 
só eram obrigues a hírpara a guerra,^ 
gAliiiád o rei fosse. Nào responderem ^eúão 
pelos crimes de homicídio, ra^o e listo na 
bémuij^ Kiode<que poábcmiser adulteres, 
sacrílegos, h6rè}és, falsarias, IftdrSes, elc^ 
impunemente!) , : . 

> ^Ttí Aos estes privilégios è òtttros tâenos 
iHEtportanteâ liaham os povos da AgraUmita 
^}è 4}pàlheiru^ AikSeSyBmt^lo da Lúgem^ 
BMMi? e Viilm Bva de Qima, ^úe Usã o 
mesmo foral, isto é>/^uá todos saoiCbmpre- 
hendidos no mesmo foral. : 
^«fámbeb^ tihlia o ce^elho^ privilegio de 
reguengo e nunca poder sahír da eorôa^^ mais 
D: I 'A^nso V> smimllou41ie lesi» privil^io 
(^Diiío^ em otAras imiitàs partes fizeram dif* 
fefréfates reis) dando esta^ terra, e^nmu vidaj 
a<^?^.''F6rnal]ído^ I, du^ede Bragança, per 
dod(ãò regia,, dé tó de agosto de 1471,' coiâ 
af^èâibegOTÍ» de Julgado^ ■ 
^ 2)j'Mahuel confirmou está doarão no du- 
que D. Fernando II (filho d'ac[uelle>'de ^- 
m% kerãude, por previsSo^pa^sadàno .ft«s- 
f6«/€^^B0letó) a in de âfOst(^ de «ifig^e der 



pois a confirmottuao. liQiiiftili^ ;]iAi^ipi 
Akoebet^ >a 16. 4e íolbo de 1&0&^^ ^fois 
!dacasaâeiBrAp«if8,r. . . .^ . ■ . > . 

• D. Jayme era intimo amigo e compai4|iit< 

ra,d'armes de Rci^ Yas MDtou(<Mc9s 4i- 

i zem Gonçalo^ Yaa t^m) i» tmúW^ M ím 

\tog, á^,Jiièfi B$$t0mçiHi*fi^r3ihmÃ^m^\^M 

C(mflUiSy adiantadadeEa^j^tHwio/^llislf^ 

regedeir desju^içes: e^akaideiinór i^Chiti 

vea..(|:sta geraçàe dos Rintíiii Jifi^mkjm 

Manuel Amónio. . Pia\% fm Jaif^tm m im 

; do seeolo X¥IH.| . .■■,.■,.■ . ; .. 

; Xei^o é rei ]). U)«i%el õa^^i^iiímamií^ 

deioma armada a. D. J§iime,.este \ms^ i^^ 

va força ia eidade rmrm&émíàip^Amm-^ 

&m:e Z de OQtiibro d» 1^3^ Sstft viMitt 

desaoimoQ tanto.os^mofUSMii.qae aba9#iirt 

ram as cidades ^ de>!Z¥ra% 6i.(Alril?4Nk 

Bmàl'€a/bí, Ta^Fut.Q 'E^MHpM jmim 

: em poucos dias ás armas^fisrtafBesaa. 

Buy Yaz Pinto, eaj^lSovide iunajdss 01- 
lés, taes ídtos ideiValordbnQaiii'esta^g|]ff(« 
ra^ €pie D.. Jayme p^lia ao rei li«âiiça[p«li 
lhe doar (a Ruy Vaz) o senhetio de. Fssnk 
ros de .TeÉdaes,. «d que Duilaauel anada. 

Esta doaçãe foifeita<aiiillíi&:IX:lpio?8I 
a ooBfoffloa, epi firpra^ia^M de» MvsnAiro 
de 1533. '.'.'.■' . '- 

Assim passaram^ os < Btnf o< (âesdevetfo 
ehanados ásL Torre ãa Cltóom(m.VilbwM 
Ghan^ a serem donatários 'd^esierccfficoiks* 



I / 
f k 



Falíamos agora d'esie eflabre oa^t^ds 
Villar da Ghan, ou, como vi]|gaeaisâte>ert 
denominado^. Turre d(»C3imKí,.- ím ' í 

Não 'ha nenhuíH portuguez que ifiioieo 
feito > gleiioso do atHlackffltssáma.^is|iU6íro 
6ivsid0'€iraldes» oj^âqi liteâfvisSdtA^lsieoftt 
quisia^à*iK9era)ieiiiaG^id6 newsmfarQjdlâ UMí 

Uhi preeieso «lanUsctíyio^. ds^fttictiir ahoa 
ftytto {mas j^fue ena coln^èeirteza^ifinadftiítaii- 
to)- que muitos me iew.'Seniâdo^ara:tftá 
obra, diz que Giraido.Giraldes era nauni 
da viila'4e'F€rfôi»8 ddTebdA88,«midootoa- 
celho, e deuma fam^a det^sanf^iiimpo áè 
appèllido Pestana. JoveD,.bi!a'ViOr a^vehmM' 
rò^/^rèunin ftfis 160i'hemeiis sèus!pálricft>s, 
e apreseniando*6e ^«(nd elles^iOicD. Afi|P^. 
fíènriqites, obrott ppedig:io»deivato^ieoÉ a 

til rmuJOY 



FBR 

sttt fôite ; "ÇfiHo ifottem omil» mtítaaào dé 
nS, ^9 B^B dianuiTa o Sem Fòcor; potfém, 
matando em desafio um fidalgo chaiDadoD.' 
Miie, grande valido de D. Affoatfo I, e te- 
Mitoa cólera d'efte (que era lerriTel) fu- 
0eoúí a stta hoste* 

OoDio antes de ser um grande scddado ti- 
di» sido tim caçador intrepiéa^ salda que 
sébre a margem direka do BMamça, 6 kí- 
Jooi^ros a BSE. do Douro, haria no alto de 
offi monte um sitio ap*e8te e escabroso, for- 
manda umplató quasi inaocessivel, f^or es- 
tar cercado de alias peneâíasy tenâi no één- 
tla mn âleantãado rochedo. Sobre tile edift* 
C0Q Giiuldo e os seus, «m robusto caslsllo, 
tíl^inexpugaaTelp^r arte como lerrifioo por 
natoresa) « aqui fez o ^mttro de suas ope- 
nçSès^ que eram, diga-se a Terdaêe, rou- 
bar índistinctamente mouros e chrislaos. 
9&ra todo • mais qúe diz respeito ao Sm 
PnwoTy para evitarmos repetiçSes^ viéo Évo- 
ra^ mi kigar competente.) 

Eis aqui, segundo o til manosBríple, a 
oái&mèoCasiteRoãa Chai^ a que deo o 
múB^VL chan.oa platd ett que estáedifi' 

C3BkK 

Foi depois e^te castélk). o sotar do!( Pin- 
tos, da Torre da CAim, que aonBtrOlfòftnjIili- 
to ao castello as«uas casas déhabHa^rNo 
daefcve do monte se veio ^oiii o ten^ a for- 
mar a aldeia da Chan, onde ha tinia eapel*» 
ilinarid^da fazer em 1671. per Francisco de 
ODv«fira e - Brito e sua mulher Isabel Pinto 
da Costa. 

O castello está qteasí liesknantelMò,'po- 
TkA a torrei ainda' está fstoAto bearédlt^ar- 
Ma 6 para resistir muitos annos ao rigor 
do tempo. É toda de cantaria» com ameias; 
está coberta; 'de ' telhado e ó habitada. Ainda 
í^dtá' torre se conserta um mo^ria^ ou ca- 
pstíiele, dé cobre, uma couraça, de tiras te- 
cidas, de Cottro cru, e uma espiDgarda sem 
fêixos e de aK3cehder com morsào, nuiito 
eUlmprida e mais pesada do que três das 
acmaes. ' 

' t}h^iiem alguns, que os povos da' Ba»tetà-' 
nia foram os primeiros povoadore» doesta 
t#ra.e 'que deram ao rio o nome dá soa pa- 
tela, que á^pcâs se oorfòmpe» em BBSíúnçai 



vm 



Oi ^pie.é eerto é ser povoai^ attiqiilssiiia, 

povoada no ten^o dosgodiOiy ^o aqpRtecm*^ 
atrubraa os três caetellos diamados dn tfo< 
rêa éa Aldeia^ dê Âhrête e4e Ramktê, 

De todos estes três caatettoe ainda ha ves- 
tígios. No da Coroa da Aldeia ainda está de 
pé parte da nònralha. Ainda ba poucos ,in- 
nos aqui havia um pôgo, que, segando ^i^ 
trad^âo, era a entrada de oaiia galeria -sub*»* 
terranea, que ia até ao Bestança. 

Por uma escriptura que existia no cartó- 
rio do convento de Paço de Sousa, eonita 
que o rio Be$Umça já assim se chamava mi 
era de 1086 (1050 de Jesus Quisto.) 

O concelho de Ferreiros de Tendaes ii- 
i^ duas fregueztas : & Miguel, de OH vehra 
do Douro e Ermida, annexa-nC B. Pe^ro dn 
Ferreiros^ que tinha quatro curatos: Buslel- 
lo da Lage, Alhdes» Gralheira e Baminee* 

Do foral novo se vé que a egreja da Sr- 
n&da (hoíe annexa a (Hiveíra do jiowpci foi 
comento em tempos remotos. 

O ccmoelho de \Ferrei]:os de Tendões era. 
limitado ao S., ppr o concelho 4e Castro 
d*Ayre— ao E., por a ribeira do Gabrum^-que 
o serrado concelho d*Ârégos).~Tao Q«. pe- 
lo Bestança (que o separa do» concelhos, de • 
Sinfães e Tendaes) e pelo N. terminava nio. 
rio Douro.. 

Tinha 13 kilamatroa de comprido^ deed^ a 
serra do Pernaval até ao rio Doujro, e.^ de 
largo, etitre os ribeiros Cabrum eBestança. 

O terreno d*este concelho é muito accidan^ 
tado e escabroso, semeado da rochedos gia- 
niticos ebasalticos.Tem porem alguns peque- 
nos vattes, muito, amenos e férteis, principal- 
mente na margem do Douro, onde é mais 
cultivado, e produz bastantes oereaesi e £ru- 
tats, óptimo vinho verid^ e azeite. 
< ' As raccaa d'e«te concho dáo optimaman- 
teiga, industria aqui muito antiga,< pois já 
no seu foral pagavam :< os eeus moradores 
annualfnente, '85 bêlo9 d^maateiga»(2òf«ima- 
nho d'ópos 4i\p0t€uM vitellas d^aquisãosf^ 
borosissimas, e os presuntos (conhecidos eni 
Lamego por presuntos dailiiralh^iffa«em ou- 
tras partes por presuntos de Lamego) sao^ 
q^tibioi^ ;. 



» ii 



ftiSfl 



Tínho Ytsrítíi€ kbâpieiraí de easlanho, e nolem* 
po fiopii» easiaãiiiâ^ eereja, IftraBjds e no- 

ffos^dobs ntdbtésr hà mdi» eaça, e o Boo^ 
ib, Bêfétiifiçjií a Gàlintii» )lie fèrDidcem vario 
ê '^b6iii>éd .peixfé, solve ttido siTeis^ Iam* 
preias e trilM. 

iiSRRá^lregiKfjlá- Bèipa Bakta, coinaopi- 
W e cocíe^lio d* GoviRiaff, ^ kitométros' âe> 
Guarda, 97ã m B. dé Lisbo», '36d^1ògoíi 

Em 1757 tinha 2(X>^gos. 

0#iig<» S^SebastiIb,•fi>âi'tyt^. 

Bispado da €(Qárda^ dhtrlek^ aAn^flfetFd-» 
^d Â^ Qastelb Br^MKO. 

O pHófde &. TUiaj^o, ds €at^ah$Oyapfe' 
seiiCáV» o eitfa, quiè liiíha 200|iOOO fíís; 

'f técm máí» íiirtil. i}ado «e taça. 

t^tIIRM:Alr-^-«iotMe, Mlâho^ territom è^ 
Braga, ribeiras '4&eáy&do. EfeníaflKril da ii85 
Sancha Viegas, e seus^íilhos, venderam aos 
tèlferplarids de Braga, seiido setf mestre D. 
Pédrò' Ahialdo, um ^sal nas* faldas^d^este^ 
itíèfÉté, l«i^do peto d#lo rí(^< 

Bnterida qtte FeMroean é ^ palavra; t^tâ-^ 
tW aiicfi^adà peleb áta^, F(?m«A: Jr«w (o ca^ 
pWSo Ott' chefCj F^ttfc.) 

FERVENÇA —rio, vide Bragança.» 

riSll^Ell0íA*-fregaeda, Mibhc^ comavèa 
e^citc^lhe^dèOelerleo de Basto, 4td kilome* 
lf^»^%» He. éé-Bbg^ 371$ ao N. dô Lisboa,' 
MBfôgos, 

1^ trni tíbhk 3ÕS fogos. 

€í^^ O' Sàílvadeir. 

ArnMabiiqpâdo e ctístricto admtelBtraklvo de 

í^ temi BiKito fefFill, e produz bom vin^. 

As religiosas de Santa Glara^ de ViUa do 
Q&úQe, hptèt^tAvmuo reit^ que tinha 800 
ifíiíréis« 

O Tét D; Míàt, deuestafiregaeziaiaseiLfi^ 
Ihd èastlAFd]»^ D; Affofiso Sánêhes, s^oSiof de 
Mbuqaevqae, e este a doou ás rsfeiidas frei^ 

tua. 

Segundo a trMiçio, houve u'e8l^ fpegne* 
áá ttm eéHTento de freirus benedietinas, 
muito antigo, pois já existia no tempo de D. 



Yft Moifeiméí^Bm^ê e eelavá fliljfiilQao ifa 
OáPáméi. 

Jolgo ser â)gáno^.è(NifiHldiBd0-a»0V 
nkmts por causa da sua identiAub 
Não achei em pdrte nen^oma eatri> 
eewento é^ Bmm, senão oqveieâs- 
liii joÉt» a Lame^j que era vdie^ 
YS|BMâiie^ èè fipéiras beaedictma») f 
qos 89 lòrnMi tríátemeiite ediírè^ 
íSím»Mf[t\ no l^af oompetentei Yk 
4eíaBipfthrvi^ £hii|30» é ]R»»ãA, : 

FERYBlçifiMa^cnno, ab. »»neèttiOí<e eit» 
maifea ée Calaèbedei âregileaia da Cadmu^ 
ha'iéeis' olái»^ «faj^wa-Giianados ááEà^itír 
çu9^ ^è<8e9umio'i}iixfn)so]fvemt9ubyq&iMi^ 
to^e ftelanl^ay aMa que sèpam ar^nraiiK 
Xfskm. Subs a^pa»^^' fovmaf hijag&êp 
Mmí. 

lá Fiii^, «nattindásta (i^ad, «aipi fttt' 
Bós, BÉMitia iíaiiito) teiébra eala fiMte» <Nl 
olhos mannho8,e\he^áamíi^Fmdt€i£tiiim 
&e, -Ab €ixtmtt^ antigo noibe de Cadintt. 

FfiRVlDELLifi ou fWmEhhèS^fíb' 
gilétía,; fraz«o9-lionteis,!ieoiiiarGa e^oneeito 
de Montalegre, 6 kilometros ao NE. deBla* 
ga^<'190!aalli. de Lisboa, 50r:#gd&; 

fi^i 1759 tinfaft os mesflHò» 50 foges/ . 

^ragik Si! ThkQ^oy^: i^stole^ • 

Araebiiqiaâ» de Braga,' distriote adOMlisf 
tifatitro d» Vilifei Real. 

O veitev dè Bm^ Mana de Viáde^idettif' 
roso; ápl^esèBtaVa» o vigário, c^e tinftft;M 
mil réis. 

nmãúL-^Ykà» Fátaà 

FBISNA du AS#£T£NA— :p(MrtUf uei anti' 
ge, denvaido éo áirabe. Significa F6VoIagS#i 
rebieMao, ou: anárchia; 

iDepúis datiMrte do Mspo Serm€ni§itílH 
caàmaqueil» terrm. /"Braga e seu territonoj^ 
em ddfeíetta, isenêaram^êe etíes hrnne^i^ 
servirem ti^ SmUa Maria, oié qw se rsstíMi» 
a paz ao pedZy no tempo 4e À Affonso^des* 
o^kàmte de D. BetiKiíii^^ (Chrcmiea de^Bi. 
AflFonso V, de Leão.) Já se sabe que o pw- 
tívo é fetena; mas antepunham- lhe o artigo 
àl^ ôcaâdo^ com o tempe^ a ser alfetenavm 
só p^áAwn^i 

FÊ^£ROS^(hoje dt2*se Ferroa) peqçieiM^ 
lio, Benito^ aaace^na Hpeguetía^' A^tes^ ces^ 



Am 

eitíiiK«Í0 Gàia^ oaman» «áoAoite^ ttmrre 

iáô% cMtt ajloDâ&ua.kiloflMMdeiiMrsD. 
Divide a fregoaáa 4-A/víntB8<d»'iOtÍTiÉra«. 

.faz indvèr.dQÍ8.i|Qembos detipio, rógá ai- 
•gnobeampoB e tn^ {)eix64BiaâOi * 

Em frente da pecpiaDa/ íoÉ é*8Ste no, asa 
sambam opposta, está a belh^pimt&dâ^S^- 
úí é/ap^&i^ydo sr. ÒT, A&ine^Biato Mif^aaâa 
HealeiíégnD. 
' J>'ka!a 5 kiloi3QetFQS^'a>E do ¥stíc^ 

i£inEAÍI8 (hoje EtBRilS^r-iiMpiífiiip.ino, 
MtiÉie, lá cQBhçcido dos romuios, ^ «e 
jBÍ|a flafi ideram o nonie. Passftva peihi. viUa 
èd B/íqttéixa, àimíQ d0.]iionte.£^erMp,«a 
Iwi^âfl^/e por Villadâ Mmmo^e pti»ximo 
mCmíelh 4e Bairhvdo,,^^^ viUa <I6; Cr»- 
^Iks 6 nas faidas ^o moilte Buitkâ. 

£«ta rio j(9ibeiro) eorrè pela .actual iro- 
laôsla de Çarreirdg d fieia dei ^oitre: di'ithi 
vaue á S. JoliiQ da Lageoi, ftQ lagar dt.JFI- 
if%>á, 6 DQaís>bai£o« itiAto -ir yiUa do Prado, 
^aaagáa ao 'Gáirada Nâa é jQaiidalGd04 f dm 
jaoíD^ios de fiâo, rega tfaB.p0ilie mivâo, 



Fllli 



^sSit 



iU 



Slifiâr^ftíegiMSifhyMiDbo^QMilaEea «iciitt- 
telho de Melgaço, -êêilstlonMaft a NEi. 4e 
Vianl^ Ifi a KÒ. de fifaga^ 4H ao If. de 
iíliMi^3&â} fogos. . 

Magw^Saota Mai]ia. >. 

4lcebtÉ|ttào d» BIteiga, êiatnieto ^Smm- 
laatisotdl^ ^NStamia» 

áí^egn^ á« iOQSleiio -^ & BotíD é a iifi- 
flmihbíl^gttaáai ••-..• 
. (BÉtai fÉepncna taa Item mifinili^/ âi0- 

Passa aqui o pequeno rio TrancottD^.,^e 
•éinâie .Pomufal da (a^iUíza :e entira ná es- 
•fBai:dai ^ irá Mial^o^ i6 'kilmetnosíMáD^a .de 
'diêtgaçiL. ' ■: - .t . 

tudo o mesmo (^^ajfiià'pmí an^gp); «Ipéflca 
«a^^d^i bifiio dgíato e ndood»* * qm á^ois 
^mttkumm^qfmf^kLiSws^Á alitígiíRiliila;pa- 
'lsu9a0»«eBta.aiê4ida4e cinifieajaitanbavi 
4í^ ■aprungavift.i/Wi»» tattan >tioi «igoaiBr • 
i.1 jLfffi^^ (fu^ .i«|iiáita.iiif aiaiÉ tila ttto' 
tielâ/ fna ãe áiri^itorlki«>riAJBi0^<M'it«e 
jHliatifflãHK)í#a '.4ií«KÍipui7enft taquLolaiins 
4taáfriatfMa8á6B|//g(iiu. à fitm'^Th\^mtk M 



.fteMi .éa «m dlgnidiir, ia .tosKvaí.f fMiiti- 
Ihos-ifim lilttoa» /fa/a. 

■ • .-' * •'"^ ■ «'..»., 

Houve aqui uiA oo&FreatOjd^ Inidi9a Jjaiip- 
difttiBO», afititfKHíniiiio, poi^ jÂ.^Mafem 
^á^ no tampe «dAB. Ramiro H, 4e JLmu^e 
de aia iiíuUtór^i>^.PalMia^ {Vida Aofimt» 
€^e Amoaa.) 

Conota que era o mosteiro mais ]^.44S 
Beaptanhaã. finfea Iqcos: etraa^ nQ.Miiho» 
Tn^os-BItotes etâalliaa. . 

f^a egrejk d^^e coDVento (^eMIo oa ie 
-AleobAça) JiaTía LomsfèteainSy np verdiM- 
DO rigof da palavca» estando o Sftplia«ii)io 
Sacramento «m exposi^ P!8Fm«a«it0 áfi- 
imerrompida^ de dia^^ àib noili^^ . — ^^ 

f iQháxegitífltrmeDta 80 iiBli(^o»:d<^|i|iS- 
lá^ fóra oacómmps^a, mfiiorteta^\teig4i9, ^. 

FcHPÉiÉ aqui sèpttltadds alguõ» pmcipes, 
«res infak^s e mo!t<», fidat^ots, »p(Ht«^t«fs 
e gaàiiagós,. que quasitodosilbe io^aaiar^n* 
âaa e mt>piiiedadeft« 

f áfDbesB ■' aqoá M âepultaA) fm^iO M- 
nes de Lima, |)ae do primevia visamila da 
Yilk l^m da: Carv^. 

Era ora «di&^io nagoifiep^ fue «rfat^ 
mais de três «^etfos^iem grande pr^iwn^- 
de^ mas Idi dedtri|ido por vm pai^sas? in- 
ecyilra, <mde ideram tod«s i9s.p2^i$ ,4P 
aartofiOb inotuindiOt toâo9 o^ tiful^s da^ a«l^ 
i»da»: raduniido oé.fra4«s á iDÍ»er«ik,pw- 
que os foreiros subnegaram os ,if|U9iM)niloi> 
meií^aiiâoie afagar oshOik^s; iftréiffiiMva- 
.rotiésÀbmi antou oomo s. Mais ii»d^imp8|,^ 
Jiaatante ainda «»&Mgaia pixa ^ moailW9- 

MmÊ^ Paca e aau» ddia í«n|osif ^.le^- 
«tfaram^ ^v0à(^oMsi r«liiio9aii deéik^tlMHI- 

lUmi rattgíoap de. S, fli9raiiar4o^(QiKi,9ip 4a .|- 
Bento, reformada) para instruir os AmlQS 
d^qfti, qua qiieriaitt a3ÍQ|itar.Q.#<»f^iÍPtí- 

Mo. -Tf ' ■ ; ■ • • . * ; .O 

A4uá perno, j«Mo à t9i»^ Um^sínmmm 

msÁ9i\ a>qiia e]»|i»rpniiiJi«>^ 

da villa aapital da ,axâMé aftoi^ ItHMl «mril» 

Bagava «ala ummr^M^m^silíÊé^Qi» 

sO^atfkvriOí^ afn yaboai. 

Julga-se, com faftâfiiOilll,á|lM^BfM>Mlt^ 



iloBS 



FIfti 



^ettto hr eetitádo i^ sea prineipii, pm ]á 
era conto no tempo do nosso p^iindre r6i' 
qne lhe conflrmon o tontamento; assim co- 
tto^^senfittiO) D. Sanobo I. 

O B. 4â>lMbde, tinha jurMíeçid epirnsapU, 
metropolitana, com recordo sòniMite para o 
pomlfice. O pro^Mr, nalneaâo pelo D. sM- 
bade, recebia directamente os iMVíves s^s- 
MiedB; 

O-areebi^w de Braga não podia aqui fa- 
zer visitas, nem nsí Ourada di Méigaço; 
ftem o bispo de Tay as podia teer na Azo- 
mra e em Lapella, por serem Ire^uezias 
ifile, lipei^ de estarem deqtro do seu Im- 
pado, eran si^^itas a este mosteiro. 

Sendo aUuide Dl João^ deu a oimâessa D. 
Prenllla, em ii66, ao mostcdro, as quintas 
da Ourada e de CavaUeiím: {\iát Ourada.) 

Ainda, no fim dó século XYI tínfaa este 
eonvemto a apresentação (do todo ou em 
patte) de ^ abbadias, entre ellas Lamas de 
Mouro, Christoval, Chaviães, Santa Maria da 
Féria âa Vi^ e VillHa áo$ Arem. D^ois 
dó tii^a Cfaristoval e TilMa. 

TiDha também a egreja de Pad&me, da 
GafllEa, e muitos cquIôs, que os commenda- 
rios aforaram a vários âdalgos. 

A easa de Bragança pagava ao mosteiro 
mn ftorm d'mro, pelas aldeias de ViUstri- 
ni^o, Fézn 4e Jusão e Mondim; e pelos pa- 
droados daa egrejas destes logiares, vislabas 
a Mimt^Rgi. 

'140118 na Galllza, o coato èd Freyxomo; 
proidmo de Aikariz,qat lhe doara Fcornao 
Peres de Sandias; falleddo n'este mosteiík) 
em #366 : p^ qae o convento coècava an- 
Attàlméáte^ 69& «»arav«tins de prata; Eéi 
têi^y os falSegoe sospend^ram^he- es^ pa- 
gamento, mas lomaram a pagar 4he:desde 
fM8i •'■ i 

Unte marís, na ^IHuti «os .coiitps d^ Co- 
ginha, Âsperêllo, Gancêros, Repteixo (em JM- 
m6m)'è mê'- Fm^ em ^; a. fera Catten- 
dlby' granjas e eaèas que possuiBin em «^Uflé- 
ffiÍBM pMiloa da fiattiiâ. u 

O D. abbade tinha, de direito êttánàdàB^ 
aa eabutas Al toda^a^^eof» r«tf, «iiiorca no 
«•uièf4»^mast«iro^ maaoemoradoMÉ ^èUs 
eram isentos do pagameatâ de fm(^^ 
j p Wiid ft i i l aiiwifc JWaajWBi irgfc • i 



MA 

Eatà est^HoAeiffo ntoado á SkilonâtidB 
a E. da vjlia 4e Ifcigciço) na chapada de on 
moBle alpestre^ masi^ercadq por mMilis 
ainda mais altos e aleantâados. 

São vastas as suas proporçdes e impo- 
neftte a sua magestosa apparencia, a dami- 
nar um va^a horiaonte. 

Gohílrange^se o coração ao contemplar es- 
tas gigantesoas minas, testemunhas melaa- 
cólicas e severas da piedade de nossos afè. 

AUi, onde o inieaço se elevava diaetoi- 
em parenne adorado aò Omnipoteate; dbde 
a toda a hora se ouvia o plangente solai) 
órgão, os camos sagrados dos religiosos e 
do povo; alK, refógio predilecto dos que ao 
mondo soffriamattribulaçoes; alli,fi&adiMfà* 
te, a Casa éd Deus, em que a piedade tiaiia 
amontnado prodígios sobre prodígios de 
magnificência, de fé e de caridade^-*<Hpe 
vemos hoje? Ruínas, devastaç&o, sileadv, 
horror! As silvas e os cardos invade» os 
mármores de ^as aras santas. Os reptis im* 
mundos, revolvem as ossadas venerandas fe 
vardes illustree. As aves nocturnas ^airan 
sobre suas abobadas, e fazem aeos mim 
sobre os biincados «apitm de suas ediâm- 
nas, dez vaze» seeidares. 

(Jtiem foi, ó 9ofô<ario e tespeilaval^moi- 
teiro, que assim dsemantelou tuas roMslit- 
simas muralhas, que parèoiam^-desaitf a 
aoçio 0Drmsi«a4e seeáíos âesec|dos?«QlKm 
destruiu teus sagrados ailareá? Quemiii- 
(píHou toas escnlpturas prímorosar? <Qii^ 
desterrou tuas santas imagos? Qliem fioai 
tal iniqoidbdiaf te^transformoa: ds mííiprí- 
mor d'arte, em um montão de destro^ « 
minas? '■»•«':".,■...• 

JHÍio fói' a tua ^^natat; não ^i n JMnft' 
Aio; não M' «m inimigo astrangeiròy^sat^ 
guinario e implacável: mas foi coneaiMir 
do fQè tudo isso f*^i^oi a ^Miflisreuçi, ^ 
abttvflono, .«a deacfeaiçat 

tiiton 90 cena tal cota(^ pwlligÉeB^» 
a1ttS'i^víQfl da Cá se-nã^^afagon^totaílidi* 
ae iMa't«a'idma'] sè restMítaa a meawpvtaidD 
leva iliBsadosHMtei qué terjâieraminampi' 
triá ite iMV«B|a faMi)iia;3i0; àe-iaJgwpifidia 
viajaras patob AboiMnibo» díd dei»a àá"^ 
aitaa<- as >tiíMi «' pbelims Kâit»»>i|o«i«Mr 
vte ataiiâr^Fiitfl^; A attirqaal-^mMy.^lM^ 



Sei MO deseofmoladoraft as reâe&ões gue 
« laedade Bits iiidoZ' a; ka^r^ scrvemos 
ia m^ftoís de ]€»ítw» o ver «p» os pénos 
tiwplfti 4'e»tag terr4% conscmnn fervorosa 
e indestraclivel a fé e a espe^aqça de aetts 
rpnes. mihapss. dapeasotts» da todos os sexos 
• ^defi, poiiuf^nezes 8 ^aUegos» aqui oon- 
«QRiem fto.dia.áft d6 julho, eo&sagrad^á 
floiemudada do patri«n^a Sk Beato; íor- 
maodo-se então aqui um pittoreseo arraii^. 
io eitío-acAremadi»: asado para tHe^iá adis- 
se que <» íed^o eslá epastruido em soía 
vtota oiuq^idd; ôgaudo íAo^ cíentro d'eUai e 
tado^ em^^reate: uiajcsteuso tenrevofaasom- 
JÉado por fiipiidq8oa«arTalha8» dieypKKtos ay- 
metricamente em linhas rectas, e fondando 
«na anípitt ahoteda) istpesAiínavel^aúa.mios 
é(k«>l do ?9stto* 

O tmplo ainda se conserva em soffrivel ci- 
tado, epodendcl'eeièl9l^-8eo^cú}tdí divino., 
lP'df ariâiitâefciraí%oliieá^ vsiitoi^e ^tt tecto: 
rastenudo por tormoméiMííí^. ' ' ' 

í^)«ÉMèa ^rtaèfpalé-oliMAa de ttiMtas 
e<^qmnataa da mesma ordem ircUteiitoiíi- 
mí (fÊH ^MUsáâomíM reoibMaiiiftfttíiHide, - 

mostram a largura robustissiÉladas^pCii^-; 
desdo templo. • ' ^ 

i'»mt»i^êÚe,ímMi») altardd^S:^ Sébas-; 
iÊ»;kmk>\m «M^ltiite Himttli de gfHiAs,! 
que se suppSe ser o de Fernão AniéSíde'' 
'JUm^ p«r«llbr ^'-aiiÉi9^- Ai»'vfiÍ0Oadeè dei 
TiUa Nova da>6«^iMi(LÍtttaií^ < ' 
'^f^íMUrfíir da «gr^a é eéeait)Ms'tt40té/co- 

«Mipif ts^tMialttfts iip Mtiada»de dHfàireil- : 

'>Tio 0/i||d 'diNi^^l«t)liífa ttlfr >llftdiâÉeiat 4e 
^WkiaMHáblMndgiB^^ -^oe iiê^^^áftrí- 

Mtíà iiiilalgft»%iMiíeibiMlÉM»6St emMa 
^MMta^Miqbi <lkÉi''<lttqttetf pára^^bttM^ 
lÊi M ã m i Mni »i#i<gdrt9rtehi^ dh' aiwiirid» i 

4le por tansa da«(>lflil(^aei»;^1htíttteBfoi$^ 



fli 



j!lJé^rM,-da que eram causii^ per qaer*- 
mòftodott^liaiUittr^éeaonmnailempdbiii • 
EiBíi iiin teeaalb da larg» JWfiie do lada 
de-UfilgãQd dá entrada plsinvoí^oeso^do mo» 
teiro, bar *atáa;:i»iMiía lafwij% eém assentai 
de {ledaa, Mai^s de mana, e no meidoun 
etefáríE ^ frígjkilssifida e ixplíma agai^: : 

• 

Ahida lia ponnéos andos as {^o^dog do 
isiostèíro estavam de pé.^ Psé q edifioid pok- 
to em praça; mas c<»do a uiWgaémf l^zla 
eoAta tia gigantésea túMk»^ fi'aquêtle< sitio, 
gDvehio màadte vender jior toàoo preif^y 
em detallR», a pedra das itaredes, ctíMÊÊÊSBy 
arearias, telliados, porias, janellas, tarali- 
das, grades éts iérro, ete. 

O clteia d^esia ÊfHSgDeria ó eateéssiVo, e 
seu solo, apesar "de abahdàttte de ;agiais,;é 
em geral pouco fertih Produz porém muito 
e6&teio,<al|iim míHio, ponxso (e Uiftii) víiilio, 
nÉita vastaiha « Instante frueta, em 'tm 
•eéti^ltOi 0pvòfofido ^itttle, q«d Usa %% ' ^ 

Cria bastadfSs^ gád6, e os mmus ptesmítos, 
enradosfiMÉ'Sâl,si# os^meiMtes da i^ro- 
^tfaMSía.'- • 

Ha aqui' <innita eá^ de' varias êspéeiM, 
4irfa9t^tfi»eilf»"tie> áill6 dâiiB Muitti^e», 
jbiMMasá'flori)SiaMâ^bar^aHib9,' turiíes eigièl- 
tm ■• ' <.'.•. -j 

' lMl«<a<lr«|pi6eia «iriá^^ «fii Mtl- 
ti4 ântttolaeddeâtaâo; t é vaito^ a si^sert^- 
torio. Tem montes quasi a-ptiltie* AHida^tta 
< pbttem Hiftos dêfl»ílidu> n«i K^bêço; na'^is- 
làneor» ds^ tdis'«elseentbs ifletf&s/feii7dslài^ 
na sua queda grandes arvores e psttédf as, 
^^MHMiouma^ttlièla; dii)q«ttil tten^é^am 

Eslãi bt^éifcmdUí «MMrdosa M ^flMta^ 
âba ^éttpellr dal eè^ea«l^'ef<4tiáil(fe m^êb 
l^arstádiatti ^qweHa seriaf arraittdàr, aqtíei- 
•Hr^úMUe IttitíMiMáse divida etndtiái' 6 9è 

dú^ está iilltc«ài 



' )■ 



■N 



PortoCíitas «««sès^se t(0em^tf%9ta fregttdísià 
daié^dMQ«M^^Moatleiis«^elje^ seáí^è 
tHstê^ cMMqtténéf as áâ È^^pà^Mfsé^' cte- 



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A 1:MX) metros ao S. dierfi)toslèÍI<o^ sé^Mé* 



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<«a>apie4iQ8a} ft ate «aivii 4í^ /^^nmHêllá, 

iho) a foN^BsoipaopKiniè. Adjewipéidlf sUirtier- 

Mm^íymkb e^feriii teÂi^dQ iltelg^o,. <> * 
r :)DD'aito>dft>^«nrft 06 té 0r»n4e 9hm da 
GalUn^e a oidaáe d^jQl^iâ, A,\m» AOt l^ila- 
metros para o N. — Mai$ áquem, se descobrem 
yéA 9^9aiQpe»(t2»iièam §^^§^), de ^^(is^a- 

filíB<!d«iita kUomelros/aO. servé. um^^as- 
.4|r^«f tenâào 4^ Qeeaao Attmiti^o. Vé^m-se 

dQM prineipaes Ifen^ão^ ilf«^o, VniMa- 
re^y VállençM, Carmnhçt QUlrag. 

Oríbeiro de Ym%^ djfvíd0 aoiliPcrtu- 
«gal)d».pirovmoiatofiailiza« . 

. Sm< i8fii ifpra» 4evaflta4a» as pavaago^s 

oroa/|>or Mia JKra,'i|a9bB iiS0>4tmm ter >h)b<»^ 

. .jD*atti pa^acíit a Bartigal b €9i»be« fleáer- 
ror as povoações de Castro Laboreira.i»iit&' 
«i»âi|ktas, faifUQídQimi^la^ vÍQlifpaft<> 
. -,'gé^\m iipii Ai«» {QKÚoa !diií»»f6rmiil«a»tde 
.li OToo^iíim .<iíyiW-l4í*c«»ifo, ^pYPirMMto 
uma e despedaçando outra. Não era vm^ 

mm^vm imí «m<iMi^çftrja!^<iiBi»iperna^ 

í««Piíii9^.gaBfgfs. i ,i • 

170^0 iSMldl^vatli^rr^jf^ftdtl. Niogn^^ia 

i|A m\^i*% mmct de d«i^ jd jbri»i.^«Bi9âo 

ligou varias historias sotfMiytiip^a»» a f^ 

espertos sustentavam que en^ ^Hp. Iski^kllr 

(;ÍQj^teBipir#e todo» :)9ft!i^«ftjd*f iM^PÍr 
tíos para fazerem uma grande m^i^RII^ J# 
animal feroz, qualquer que fosse a espécie 



rçÂir<^4»(Ç%i^id'<Ato9liH^4ii9ít#» dfr Bifes 

investiram com a lio^MltffAai »iRm«iiM. 
ras. 

Não appareceu a fera, mas acbou-se um 
n^u, de li annos, b«rKiitKMflAeDiíe ifófido 
por d1t% e sahré por>tttiiiísv^»«c^ qtuii&cll- 
vantardaBdid, as^qoaesseiAtlrarftittiiMtâiili- 
iiieM6> ab ABlmal teroK» e 0^ fisèraÉi lygteiO 
ra^z «seapem. - í 

£âta lera affpdiweea.ni^eM» Mllos f^r 
duas Vidsesi, com ioten^olto te 4aiâ aanês, 
demoEsmdo -60 dís cada áAaa algunsíHM». 

DesappareeeH sen 86 saber 'eètMyiieii 
paraoiiáe. 

'tI%i9abéimmuf|o»i9e chdgiHi d Mèeé^poBfií- 
vattente que «^oí« de tÉkmX «raj^elos 
sigtiaés q«d davam vds' gvte ivrowii a:iflr«- 
lieidftde da d> ver, sti^pQ^^se atf um gMde 
tigre,' faie^do.4a>Tda «de •qualquer 4odi«lir 
4e feras'. • ■ • ' • . -^ ••'>'^- 

l!liBS-^|pégii«9i% I^aitiòiiBomttma,'^- 
eelho e 8 kilometros a NE. âft-^F^Mo^fOè 
S. do Porto, 300 aõ N. de Lisboa, 340 fo- 
go^* . .; . ;. ..•• . .,.,'■, ,,^ ♦ !;;, ■ i, ' •• 

., Um i787 tífll^«»ift«Píu . , , •. .í. 

Ornga <$<i¥ita ^«. |biw;'«)i|i#iwhak- 
nhora à.^,émkWmmé^K .\ . .-. -.«"íj 

iliipado iÍQP<pr|o, ^àlDicii(> «AmÉMlMi- 
?fo d« Awafcro, ■ • ■.•. í.. ..;: -^ ....*• 

A mesma etymologia. . ;,;/ • it hi 

- A.Ogcc||A;niiiri:&:áM f^dificidRiOil MUrfo 
XIV. É pe(|«iii^||na4>l^^i»Sa^ !v ... •. >/ ;llt> 

ios.4MWii9'/ijiquteitt4fȣr.jiQio,'^^ 

ta (loyos) do conventa de Santa Cruz, da «- 
«Ih il*»»)<4lI).ddÍ4mM^i4«tlK«Mlk(4flf 



sm 



m 






£m 1757 tíidlAiiWifDgoe. ^\ 

Bi9paâo de Bragança, dttatrilto.ftteteifr- 

O real p^litíiájlo ^prtaeoilamif» aldilAe, 
<jQe tinha 200^000 réis de :r«l4iiiiB!Bta 

llta^^^r-togmm Biltra èàtk, ciintana^e 
txmcelho de IVaeeoab, |i0 kiioaMn^ aK. 
#¥iÍ8iHI, aaO ae Mi^d#(LÍ8l)»a^t01l|os. 

' «toiMAD â» 9iM^ diMrifii»iadiwfiwimívo 
daGuâM^ • 

O abbade de Saota Maite> de TfiiMSOSo, 
j»ilifMa9it,0)Oj«ra, ique^ha igjmmi» de 
côngrua e o pé d*altar. 

A oit9i^a HKnMl^giav 

FliES-DO-RIO — fregUQVía, Tj»ii*^94Smi- 

IrgOttlBliM >a# JVE. de Boagft^.iSQao Nv de 
Lisboa, 5Q/teg99» : - 

Orago Sam^^A^dflé» ailOfilâlo» 
Ar^Í«iMMi^ die fii«ia.di6tii(^iía4^ 
llfttWfQ^ de WWRçBrf, 

Esta ílfregufitlamio vtBkQ».il#Pqr(iiia«f>$ffr 
<To. A mesma etymstofi^ * 

das Boticas, 420 kilometros ao N. de Li^b^a^y ' 



-1 .1 



nino Pio, situa Finis entre i4ri»|HliM ^AiHXHIr 
4> JMiHi^iMIvw d^f iQalt|f»»;'9ias Qãc^A 



;^4r«^^ftfk> de Uníísi iití^m ^^)mm9- 

A mesma etymologia. 

jtejjMport, «mefdhOiB IVkUdii^r^íl^^. # 
Serpa, .9»^>«'.S(»;!ii!^K«r%'^^ ^ .8)1^40 l^h 
èoa, 120 fogos, 400 almas. 

' /Wé^^iftiétrftitò aídmlâlèffátfroí^éé B«]ií. 

4im# ^Ái^i^^QttrAdc^ qj9è iiiAbií^ Í9ò v^r 
%fkttiiis>de4i4t|Oi M5 d« eiwada • dNOfiOfli. 

<ÍJl«»élro'. ' ' ' ••^'•" "'^ ■ 

t W^^íífe ímUf^tíStoiíf: ytólfô«MiSti(tt|íi^ 

chamavam Finis, i ^,n .,-f - •> ».. 



divide aqui Pai!(iigal dlffef^^^^il^» ^ «NWk 

JÊ li^i» (enil 09» rtodPi i»^9í9af«fi vtiih$^ 
qpe^a p^jica. T«m Q|i«(e«lfi» vmaMoíh Qflr 
deseicrUm amit»» jp«ri9QS'e Q^d^^A^ v^Mí^ 

P^^saaciAwb^Hi a^uí ^ fio it^^iroMff. 
Tanta este com» o CteuMi^, f fifam e oioem, 
e trazem peixe. . i 

A nr»* J>. Maria íl,ppr 40caieto.de. 4A de 
tma die ii^,.iez.4ugaeza da Fieaàho aj^ 
camar^e-^^QH^r»' mar^fi^eaa 4o meaiiM^ ^yM^^ 
a sr.* D. Eugenia d'A)maidj|,.9iha3^ter- 
Of|ro»xn9it|i|6z 4o íiâvradioe ¥i|iva dp^A^kB" 
•eíaeo dç ||ej^-.segiipdo..co|^d9 ^ qi^iptQiiQ- 
iÂior 4e Ploalbo. F^i p^is e^^iSOibiQ^^ fo^ 
gunda cond^a^. pmmeíFa «latwww^ierfM^^ 

n^ad^t]liefSf4«FM^-' ' : '* 

.j^ra a . gçmaj^gi^. dle^a .HfcA^f», fi*» 

Lavradio.) ' • ■ * '' . 

Não me consta que «ala vilt^tjqr^sf^lir^ 

antigo ou moderno. Ai(^nr¥^i8.Fri9]j£Jiii»9ão 

FIEIS --freguezía, Beira Bt^fj^c^^jfks^^ 
^. aCiflf^jhe de Tr^pM^ao, 330 l^ilaawuroft ao 
])(ii;< t^-Uslioa^ .70 fof 0«4 

Esta freguezia foi supprimida ha mais 4^ 

os .f0^ «iieffft idp mmm> m^WfV^ 

era na proporção dir«ota»4<fc»ceiWÍdíMBao 
q^ 4f^V4q» 4^h4^f UAlo^ ^ ai^ítI» a^pirpo- 

a cova uma pequena pyrj^iij4p4^|ie|^as 

{'Yi49'Mmfí¥f> u 

É i»|li|^«|ppv#l ffV|t;f«l#aÍtA|^a 1^ 

4aw»iW|í»»l#5%:4^fi«Haa.. . .jr, 

ífatidtM) para indMH|p<WPS«MN^!m MíPn* 



m^ 



m 



fÍ^»iA^« ft Hereorio, qaie eatn outros éIqí- 
iMí e Variados empregos' ^râ fsaibem deus 
^)s eAioitthos. 

Os LuiilaBOs, èesde que seficeiim ela^« 
HM,' eonfinnaram ainda com a pratica dos 
iUóntfnhM das pedras; mas oéikioaTaíinh as 
sobre o sitio onde estava enterrado algum 
tHmfóOso que fosse pimidode mort^ e por 
ttt, nossities onde algiiem tinha morrido de 
Éwrte- violenta on desastrosa. 

Quem por alli passava, resavft tu» p&drih 
4Milíí^et^nfaáuma]^dritiha. Bmpottee tém- 
pi' se via w» sitio uma pilha de pedras, a 
era a isio que se chamava Fiéis Ãê Dem: 

Nas povoações de N., principalmente' lia 
Terra ãà Feiray ainda ha este eéstome. 
•' '■ (O nosso povo chama /feis^^i^ déti« aos que 
teem morrido.) 

ÉÀi Lisboa ijto Bairro- Alto) ha nma^raa 
idòs Fiíns de Diêuí; talvez por aqui houves^ 
iu» 0^ taes fieis de Dms. . . de pedras. 
• tlíE— Vide Aflfè. 

' RM^-^motiie; Algarve, próximo 4e Ta* 
vira, na serra do Algarve. Tem CÍ67» sobre 
o Wveido msr, segundo FranzM. Bstireítt 
ST^^^làtitttfl^ li. e 4r long. <rr. 

FIGUEIRA— fregue^la^ Beira Alta, cemar* 
cà e toneefho e 6 kilometrss de Lamego, 
324 ao N. de J.isboa, 120 fogos. 

<Em 1757 linha 98 fogos. 

OragoS. João Bàptteta. ' 

Bispado de Lamego, dístrlcto adtninistra- 
tfte^ Vfsea. ^ ^ 

O cabido da Sé de Lamego apresentarão 
ohbade, que tinha 800ifO(M> réft de fendhnen- 
té. 

FIGUEIRA— fregnezia. Douro, tíomàrca 
^ 'cdncfelho de l^enaílèl, 3d kilometr osaò l^E, 
'dèl^F^yto, 380 ao N. d)6 Lf^boa, «5 fogos. 

Em 1767 tíhha 4(( fogos. 

Orago Sáhta Marinha, virgem e martyr. 

Ilfspado edistt^to admittistrjrtlvòdo Porto 

*tèrrà!feHIL 

Os monges benedictinos, de Paço déSett- 
za, apresentavam o cura, que tinha 4(^álquei- 
1^ de tyâo' e »i&f»mk em dlhhelro. '- 

nQUEIRA "^^féfgniéiíia; fras-os^Màttles, e 
^tien^ '^dity '1lb^dd«âí^, ^M de 

jMHhOléí, 'M9'á6 N. ^A Lls»éa, M fotos. 



»' » 



m 

. Orago S. Migue], artAlaii^* 

Arcebispado 4a Braga, dbtricto aduMs* 
^^fto de Bragança. 

O padroado real apresentando õora, (pia 
tínhar 80^008 Ms e'o pé d'altir.' 

É tem pobre. 

Ghama-se vulgarwiute a estafreguézia, 
para a distingiiir da^ outras dd méãtíia^ 
"íàe Fi^nêim êoMogaddurõí i • 

nGUlIRA e BAAIMB — vlHa, Aiemte^^ 
comarca da fronteira, iàonèelho é 12 Idio- 
metros a B. d^Aviz, 24/ ao N/ deEstmooi, 
54 d^Bvorae íí^slISB. de Lisboa^ «20 fo^s, 
480 almas. Em i757 tinha 61 fogèa 

Orago S. Bra^. 

Arcebispado d'Evora, dtetrioto aáoiMi- 
trativo de Portalegre. 

Situada em um teso» próximo dorlo Aviz 
em terreno fértil. 

tribunal da mesa da consdeuela e õ^ 
dens,, apresentava o pHor, que- titâia HH^ 
queires de trigo e i20 de cevada. * 

Tem Misericórdia e hò^ital 

Foi concelho Gomreamiára, juhses^ète. etc 
D. Manuel lhe deu foral, em Santtarem, as 
prímeire de oistajbro de il^lO; ^ 

Era commenda d*Aviz. 

BarTaSy foi até ao firn^^é seeAta pasftdo 
freguezia iardepend^te.- TItíka «m £r67<il 
legos. 

Era seu orago Nossa Senhora dos *Bil^dS. 

Era também commenda d* A Vis, per Iséò o 
tribcriM da mesft d» coÀsefenela ttfpreseftta- 
va o capellàocurado, qtte^ínlnr iWtAqxnHÍ- 
de trigo e gOde^tsévada. As mesilMu^disALn- 
cias. • ' 

rtíBiblà m llá«lC£LO IMMIM- 
vilte, Beira Bâ^a, com&roa e 18 kBomiMU 
de rtáhel, 3«r atr MK. de &1sboà, VSOUqA 
8Õ0 ahnas. Mbcolioèlho 9!4M^fègoy. 

1 Não se confunda èstã^flreguenà líMii a 
outra fregnezia da Fifueivã de Mo^tfâmro, 
quo' v|ys ^seriím adiaçta^ A, j^e qpeUpsto 
n este artigo, posto ser do distncto admmis- 
trativ^a de Bragança, e na còmaíta t (bnce- 
m ^0 WiHáHimò, é no ari^blápiâi de m^ 
ga^A èUfra ^qne vftei4esorilila êàmtíêh^ 
também no mesmo concelho, cqo)91)Ç9$ Mr 
trictoadmwiatfativo, mas está annexa^aire- 
^uéziá drTravahca, è 'síd ánittstf ^t) 1^i%- 
dtd e Bragança. "'^^-'^ .)**•-■ smcf^^ 



^ íMG 

Im i759 Étúkh a ^Ha e fregiMiia M7 

fogos. 
Orago S. Vicente, mártir. 
Bísp^o d6 Pinliel/ distneta ateinifiCra- 
Úf0 da Goar^ 

O papa e o bispo a^^reseotavan aMematí- 
mamãe o irigario, qae tínba 7Qi060 réàs 
e«pé4'altar. 

£lta ¥iUa ara luna alcMa (a liregaesia) do 
ooneelho de Gastello Rodrigo, porém «ata 
vilia, pela asperesa da sua podiçSo, foi 4a- 
eaUado, ao passo que a Figueira ia pvos- 
peraodb; peio que esta M elevâida á cathe- 
goriadevUla em fS de imà» diai836/e 
para aqai mudada a capital do eencelho 
avesse mesmo aimo. 

Os foraes e mais honras, fôrQS,:prtvilegi0B 
a amas de GasteHo.liodrigo^ sao hoje as 
d'aqai. (Para evitar repetições, vide Gastai- 
k) RiÉlrigo.) 
Éteip*a tetH 

O coieeUio da Fi^mmé eempoeto dí»â4 
fiíepKnaa^ todas no bispado At PmheL São: 
Mgaér^ Mmafalla^ CasUUtí IKoárifO^ Ea- 
eãlhãOy Esearigo^ Figueira^ Frtíxêdo io 
ToirrõiOy MeUía de Lobo», Fen^uk d'Agmá, 
QiÊkUa de Pêro Martins, Vidlê d'Alfnui' 
nho (ou de A/fonsimJ Vermiosa, VUlar Ter- 
fim tf ViUar d' Amargo 

liOUSIRA iDOS CAVALLEmOar-fr^^- 
fii^ ilsBatejo^ coeMirca de Beja,, «oncelho 4e 
ferreina, 54 kilometros a O. d*£voca^.i40 
aè&iâei49boa, 140 lofos; 

Mm Í7â7 tinha 110 fagas. 

Oragos Nossa Senhora da Luz e S. Sebas- 

Biipaâo e distrkCo* admiiàiMnathro ée 
Befa. • •'. . 

<A iMin>'da ilHifleMciae oídens^ipreseti- 
la<«a Oi prior, colladi[),^e tinha 150 'alquei- 
res ét. urifo,* IfO de «etada « kQéOOOitàs 
mik^'èUb(át^, É terra noIt&leitáL 

Vide ferreira, da cemariBa-de Bofa;, oti 
Bmteira 4$ JAméêjo, 
mWBBÊOL Qà rOZ B6 MOVBBW^vM- 
la. Douro, 44 kilomafiTM/aOi ée Gombni> 
ini^aorJfi/âeLiaètfa, l4ttD íbgo% dsSOOal- 
tiaií^péptttatio paraumoMía) nè ooÉOBlhD 



m 



m 



oaaAe; 



. »/ •'• 



Or^&Miao* 
. fóapado e distrieto adoúnis^ratiyo de 
Coimbra. ; 

O aabido da Sé de Coimbra ^^esentava 
amiuaimente o cora, que tíAha -304000 réis 
e o pé d^altar. 

Situada no angulo septemtrjk>pal da .foz 
da Mondego, mai^em direita» nas praiaa d^ 
Atlantieo, eom .pfKito totifieadQ. Em 40* e 
9' de latitude N. e 26' de longilucte eeôr 
deolaL 

£^^[KNrta em grande escala^ aal^ vinha aaal* 
te, laranja, cortiça, nozes, eeroaes, pactea 
ealjcarea^ ete. 

Tem boas casas» a maior pavte modernas, 
e um bom thaatro. . 

Tem ama-exlensa a beUiaiimafpiaia, fir^ 
quentadissima por ^ande namero- de &m4- 
ãas de varias* provtneias ^aié dllieapanha) 
na eatoção dos ^nhos^ Tem eendf^ 

É a «ais bem situada e pof^oloaa.viijir 
do districto de Coimbra. Maior, maia boaJta 
e mais rica do que algumas das nossas ci- 
dades. 

No aeaulo. passado era apenas moa aldeia 
de 300 moradores <em toda .a tognazia) dp 
coneettio de Monte-Mór-VetiiOA Todavia a 
pe^foação da Fígucúna é multo ameiga, jd alé 
era aqai a alfandega de BoareoA 

Está de tal «orte^ ligada a exisr 
tencia d- esta vilia ^cfama deBaar- 
eas qneé indispensável vei:«elarui^ 
tima palavra. 

Já no tonpo doe luofeos paifiaeiros reis, e 
enquanto a ^rte ^'ellee foi eo» Coimbira^ 
era por aqui qiie sahisun as nosaaa> ^vmr 
das. 

Foi elevada áeaúiegofiia de vill^ por de- 
creto de Di iasé i, de -13 deioMPço de i274, 
creandose no mesmo deenMOíUm inizdie 
ióra, • a oenaMa eompeeta dos oootof àe 
M^»tf01Kai^'à]^MaÉi>Q^i9&o^ IViiuifwiaie.Zo- 
vo^,—- das vâfata det Storcoaie jMOÉaddt,-^ 
e 4es eoneelbo» o^terriloFioií. asf S. de tio, 
dianiwlo ét Qfiiníidt ott)i<(mrtpHi^fdeedB.qia- 
4b iHflncipíivab dáatrâstOHda OiyiÃaúkúã 
ffUmbalaliaeiílMià» 4o ulttnoanr^évlofiie 
mdo ftBria iMote do «onoriUOide IMae^Múr 
VeMa. Péi seo^prúaMiio jóia delópa^>«<b*^ 
charel Bento José da Silva. • • > 



TO© 



m 



Corre ao longo do rio um Mnprido e lar- 
go cae^ de «ítfitarla, eom Varias «soadas e 
lingaetas. Desembocam n'elle a PN^n^ ão 
€&nimertíó e Ff aça iV<H;a,'4(;é»cadâ8<âe bei- 
ibs prédios; èén ealçaáag^ e eom tanques 
de arvores e assentos de pedra. 

O vasto areial que se eMnde desd^' o for- 
te de Santa Catharina até Buareos é {»iM- 
resoo, è 1I09 mélfa^res ^Hos de banli06 da 
Bossa eosta. 

Os arrabaldes da Figueira sâo botâtosie 
^^lemeados de^^lixidas eâáas de* campo e ker- 

£m razão da grande afluência de famílias 
t(|ue para a^^t vêem a banhos^ era preciso 
ampliar a villa. Em 1864 fouinoace aqni 
aMa (JoM{)atâiia ooastraetora, porinioiaítiva 
èo ir. António Maria Feteira da SiWa, pa- 
n erigir um novo bairro, junto ao farte de 
Santa Ca€tiat<iDa, e ^o mesmo nome éo far- 
te; (fBtfí já Um coasumldasnailiilas « bonitas 
liâiliiítaçlies. 

i 

A egreja matriz, da invocação de^lii- 
Sâo, é Hdi templo vasto^ e maito BHtígo. No 
ÍA^úi i^té da Sé de Coimbra se «ehaa 
doaiQâo d^sta «greja, pelo abbade Weátroé. 
mesma j&^ sendo bispo D. Cireseonio^ quftp 
foi desde â&Êlí aié iO$IS. Jf 'esta do^^o se 
êiz que a ogrejá fôra destruída pelos sarra- 
MIOS e qneielle, doador, a turba restaurado 
lios bens e edifieios, por oíd^m do conde D. 
Sisnando, que havia íáettiCiido aos clérigos 
e leigos'» odiiiiafem as egr^as miore hère - 
éUario, 'sêM a I^ge Fernando jojooepettat 
fê^âHaimn^ 4t fotbea ab efnt^iem Fiiéo, Ruge 
D. Aldephonso, 

Bsla^ejaé de sibgtla «fbbrica e eem 
tèoiseiifa)taviâ*'(Poi récoftsSrnidâ nè forinDípio 
éo-sacttlopaasfldo.. 1 
m:' f\g||| ,xiia «oflvtfjstp^.qiie {(ii{átr< fradtss éa 
QMêmtera^ca d» 90fUa ámltníp, oa«Mii- 
4o.do (Tvwr^ede. (Vide Túvaeéãe^) ^ r 

> e^beijar^ dm- MisarétotUa^ ei^á 'POEtar fÉia- 
•iipalieoint|kwn«..caMi a^egti^ ás> ÉHWMtlo' 
4fe 4toilo AntMiio; íbmando omp dia om 

TÊãÈMumBi sÈKwmmiÀml «bm aflaíMiftBSjMi- 
•iiimQSwjeji OB. bUiMy iqos é mH íMInir 
do convento. .4. . ' '. ' ^ ' 



tooiparte 'fla oáíèa 4a íoaiivèntâ seiftz ó 
cemitério publico, que é bonito e tea ite- 
gantes mausoléixs. 

@ pftê dê Sawía. Catkarirm^--*íEm eas- 
tello fica exactamente no v^nitke^^o ànfolb 
iormadio peta margens diteita do 44o ^ j^elo 
mar. Tem boiííitas vistas. É eonstrlrtdii«)- 
bre enormes rochedos, contra os iqtties Ss 
ondas se debatera furiosas. ^É 4*6stafoirta- 
lezá que se Uaem oè sigtHtes para a ODinda 
das embareaçOíes. 

O eastello de Sarna Galbqrina vèeovia- 
SOS um lèlto glorio9issi»o praticai pgr 
Bemardé AmUmo iTapâ/a, sar|^Ato> dW 
Iheria do oorpo 4^ vêlunfáairioi. âcqdewâMii» 
e pelos seus 40 intrepidoa^ ecHapanheiròi. 
'Poi e seguinte: ' 

lotava o forte em poder dbs soldados éo 
letmJunot. « 

O vice-reitor da Universidade^ dfánitf/ 
Paes d' Aragão Trigoso, accianuida |>ela4)0- 
vo governador de Coimbra, vendo que era 
'0(M!flreoie«|is9imo à oanisã do poiso « tomada 
d*eáte oasteHo, lanto para se tinânK aos 
franeeiEes as alemãs e munições de^v^ 
de que havia grande falta^ ,como t)ara eala- 
bekHsér commanieaçoes eom a «Équadrail- 
glexa, encarregou esta acção ao •destemido 
Zagalo, 

Partiu este de Coimbra; a-2i 4e {uiho^^ 
4Í6|S, comrosséua4|ttu;enta1>raitíaoaittira- 
dias-(e>niilegap quasi taidoo)^ L^vsiffaif osám 
'GitLenB do «govemador Jmgjoj^t.a.todaa^is 
auctoridades por cnsidefAibsasjBe^pàraDlba da- 
rem todo o atu^iò B gontè ^08 pudes- 
sem. 

Zagalo, tendo entregado o otçMMado^A) 
4estaoaiiieBto a An/mio Jgnuciíi .QiÊifàllay 
sargento do regimento de Peniche, o.a|sil- 
dea-.fBvahèff até ltaitehllórw>MÍM^ 4><^la 
inafgam ésqil£iiúa.4o liotldegQ^.A<pUe,idSOfi 
qnatro <i«f aiioiiias, seguiu iieU^tficeilè. -i 

Por todàB asyjtcrma por londe ifUÉSsainDi 
'.fizerpm aaoBtamafao 4a nosva.iddeifeiíaen- 
cia, ao que os povos al^fHttRliin^aii^>miii)r 
tetbtttiiMtt, dlsoibnttí^ ^r^JtfUlilirte 
c»i4iBBáS'|K>rfiufiiwaa4;. • ■ < -. . h .1) ,^ 

Beliiiidoa'.eoiki ;ll6ftte.j|éivc^tii(MfMi0t 
jÉUnhir dfl niriM^..ft>âft«qte tuuM<.í^Ai$M 
chegarjB»iá iHiomsi^iiLÍeyaBd^^i«MPO(iiêi 



ças, iWteév ^c* 

A vJIIa foi atacada por daas divisões, 8en- 
4q ^^1P. .aprisionados 11 franeezçs, rpie aii- 
^am fSrá do castélío, e pondo- se sentinSel-. 
^À porta do governador. 

i^rigicam-se depois para ò íorte, qiíe^a-" 
jp$ teDçíonava fazer render por capitula- 
ção; porém os paizanos que o acompànhà- 
Tap), aos quaes logo se reuniu o povo dá 
yilb^ impacientes por se lançarem Sôbrè os 
jacmnos, çorriapa indiscretamente á atacar 
o castelloir o que obrigou Zagaío a correr, á 
íirahte para os fazer parar. Então os france- 
zés deram uma descarga de mosqueteHa, que 
nèi^hum pnál nos fez. 

çommandante do caslello eraiím tenen- 
te de enigenheiros, porluguez. Cercado for- 
iq^pe^te o castellp^ Zagaío intimou os fran- 
çjKfeâ á qtfe se rendessem, sbli pena de se- 
reip todos passados à es()adl Respondeu o 
CQQub^kandante do caçtéllo que não podia rèn- 
dçr-se, porque, se o fizesse, serra iníallivel- 
niente assassinada a sua familia, que esta- 
va eni í^eniche, em podpr dos francezes. Más 
ó% soldados estavam desprevenidos de nian- 
tímentos e próximos a renderem-se á des- 
cripçao, quando no dia 27, Zagalo íecebeu 
ordem de recolher immediatamente a Coim- 
bra. Não lhe soffria ò ánimb abandonar as- 
áú' toai etnpftsiea rão^ èem etn^afiiinliaiia, 
pélé' que; pt^pòz ao éoniimâfi<Ílmè dé' cã»^ 
téBo a eapictílaçâo, podendo oè firftméeeslre' 
tt»k¥'patk Pknl^ifeid úoín esplbgardas émú* 
ffi^, dM8 sem pòltorá nism Mlà; t^i ae* 
õAlé a propostò, e, estando on fjmneecMpa- 
ra embarcar, a fim de atravessarem ò pio, 
caminho de Peniche, quiz o povo fiscalisar 
99 elles eOnpriiEim u co&dlçoes» e .p$8to gue 
lhe achassem as p4ktrona& vasiAs^ lhes ea^ 
eoBlraF«Bi muitos iú^o& ée caTticxios eseon- 
didod na6 moi^ilfts « nos bolsos. Gomo ia- 
fiMM^or^s èo tf «ciado, ficaram os fnancôzes 
prisioneiros. 

A bandeira portu{peza foi arvorada ao 
som do uma sairú real, pot^se gaamiç&i^ no 
CMello % deurse a guarda 6 goívemoá^eDe 

O âestaeaBDçiHO re^essou a Geimbra cem 
o» irri^ooràros e aí sims aratas^ e diDeope* 



im 



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nliwi aeíiiKlo a»: ca^Uci. 

' T^m a viU^fdiQis olulis reerff^lÍK^s, ii^ijd; 
d'€dSae estaM)8Ci4D eia urna tnç^cat^ %u» 
foi dos 4}oadkes ^^iJlrn^fH^, ^ }^ 44oiHh 
goeianle O; sr. M^Miiel dos SaolQs Ioqííhv . 

Ten^ ires optimasJi^spedarias»^ goqiiuuíu* 
se oltimam^te uma vastíssima e de toda á 
magnificência. Além dMsto (grande, numera 
de casas píirticulares recebem hospedes^ na 
estação dos banhos. .... 

Ha também na Fjg^eirà úm eleg^ntp cafê^^ 
de cuja varanda se vé o mai* e lod[ó o movi- 
mento do porta 

Está em construcção, è quasi 0ohciui3ò 
(1 W4), um iboràtb é elegante thèfatW). 

Ha a^itii lima 'associação déártíSstáà é CfúM 
tfa cònimeiíciàí. 

í8i '!.• conífe dá íi^èirá, retfo'pòVj&. 
JbSô VI; a: ibrge de Gastellò Branco Cor- 
reia da Gunha Vasconcellos e Sotisa, sénhdl^ 
JPSiitf 6 9^íim'4 Gàvftde, dá iq^Máòb fer- 
re, dè Cabr^ At^ráneaf G^áa, ^tíiâã^htííéi êè 
MbUÃò, par do reino, grão-cfti^4Ít90ríeafc 
dá Tòftie^^^ESpa^dd,' Goâceiçie^e CaAoe^til; 
de fiesí]^aiiha, cbnkneMiltfbF 'dá 0râèM'dÍ 
Ghtis^' e véaéòf^â pHneéMk^Ó'. Mátía^^ 
nèm^fi^; Att ISlB^lèi caípitgé genttràtiê §^^ 
vemade!^ ât prov^éial do^ Riiy Aráiidéf dot 
SfA. Éra grandifí de ffespanha, d^ l.«^}ài^; 
marqúéz d^OlIás e de Zintiai, M Galalunha; 
e marqtíè^ def Mk)rtât%^^ myétítMoéHWISx^ 
Fbí eáâádô éúM' Vetes. NUscett a S de feve- 
reiro de 1788 e môTi^eil em LifíMa; ^ 8è 
átiâes, A 17 dé iriar^' de i%1% Btá tmwm^ 
dadeiro, intelligaõile, f espeifuvel é vitifUbs^ 
fidtigOy seosf re.ffdl e d^ieado amigo do^ie- 
■bor D. Mígm^i l.^úe muWk^ o senhor D; 
Migttel il. Era sefro é» noaso mavioflo «^ 
eximkr poeta e dramaturgo Antmio Pereira 
da Cun/I». ^aira^ a fúttilia dos Mbellaâos d 
soas annas^ vide GíasT^édo de Bmxei)* 

Á Figileíra^ tem softí^e grsades calasúf^ 
dades. 

Os acabes a arrasaram completameote^ 
não deixando pedra sobre pedra, em 717. 

SbI' tíiBOy óregam Gamkea^í, alferes da 



190 



m 



¥m 



Ifêãtú fVS&ppe n, soè pivtaxto de proearar 
o prwr do Crato, entftm eom grande nume-' 
ro de soldados castelhanos no convento de 
Saiito António, e aRi pratiearâm toda a cas- 
ta de YtolekMfias, ronbos, insnHos 9 sacríle* 
gios. Qneiiando-se â'isto os frades ao usur- 
pador, contenton-se este em lhes responder 
qne sefiHa maão o eúscemo da sei» tãferesl 

Em maio de 1602, sete naasinglezas des- 
embarcaram em Buarcos grande porção de 
soldados, que depois de saquearem e incen- 
diarem aquejlavilla, vieram também saquear 
â Figueira, onde se demoraram seis dias, fa- 
zendo-se fortes no convento, que entrinchei- 
raram, e guarnecendo oi fortes. 

. Sabendo que grande numero de gente ar- 
Q^ida, de Coimbrã, Monte Mor Yelbo e ou- 
tras localidades os vinham atacar, embarca- 
ram uma noite em segredo, perdendo ape- 
ias, uns 15 ou 20 homens^ qae por se diês- 
ordenarem, lhe mataram os nossps, e dois 
prisioneiros. . 

. D« JSfkm^ Furtado deMeadonça, reitor 
áik Uaiyetaidade;, h»via< corrido ernsocc^rro 
d» Figoaira e Boarcas com um esocAido 
ç<ffpo de académicos e pov0,:effl numerp de 
^«e tantos. Dv. Ailtaeo de Gastello Branco, 
biiQ)o 4e^Coípbra,.<i«e estava então em La- 
ves» al|i maaBQO juntou muita geiite de Sou- 
to, Pombal, Condeixa^ Ega e Redinha e ^m 
^ yúQ ernsocearro das duas vUlas. Como 
Q8 ÍBgleiesi fugissem á approjjpoaf^ão d'^^ 
geme, n|o l&ve logar aoçào neabooui. 

Tadoa os que vieram soecorrer .este povO), 
tisteram» tanta e^miseri^ das suas desdi* 
ta^i qi9j9 Ibes denaia. quanto traziam,. tanto 
diQbc4ro eomomantimenlos. 

' O^rior geral de Santa Cruz mandou três 
biaireaé carregadas de pipas de vinho, p»» 
eosMo, gmnde porção dê carne de vacea^ 
muitos can)eifX)s mortos e algum dinheiro, 
que<1udo foi distribaido pelo pô^o. Também 
mandou idnas pipas de vinhd par» os-frades 
e algum dinheiro para repararem as perdas 
do seu coimnto e para vestidos de alguns 
frades: 

Bando sé parte d'esle acontecímenlo ao 
usurpador, limitou-se a dizer que tinha ntui- 
tá pena d*isto, é nem sequer perdoou um 



oekavo dD8 tributos doesse aano^ 4» dias 
villas, assim, por culpa d*elle, roulnte. 

Tendo Massena invadido Portu|pad em 
i810, os povos de varias localidades se re- 
fugiaram na Figueira* horrorisados à che- 
gada d'aquellas hordas de malvados ((pie 
nos vinham dar uma amostra do quê era o 
governo de Buonaparte.) 

Da agglomeração de taqta gente, se des- 
envolveu um contagio; e a peste e a fome 
mataram aqui mais de 5:000 pessoas. 

Em commemoração d*esta terrível cala- 
midade, se erigiu em i812 um cruseiro (em 
frente do campo que então serviu de cemi- 
tério) e no pedestal d*elle uma elegante e 
sentimental inscrípção latina, que por ex- 
tensa não transcrevo. 

Tambiem em nossos dias o estrago do p<^- 
to da Figueira, que a accumulação (Ím 
areias tomou perigoso, causou grandes pre- 
juízos aos figueirenses. Desde 185& a ISS9, 
os trabalhos hydrographicos effectuados sob 
a direcção do intelligente tenente da arma- 
da, o sr. Francisco Maria Pereira daSiWa, 
téem melhorado muito as condições doesta 
barra. Tem-se gastado n*estas obras, até se- 
tembro de 1873, 95:000í000 réis. 

Foi nas praias do eoncdho da Figueira 
que desde 2 até 5 de agosto de 1808 das- 
embarcatam: iZiQQO homens de tropas ii« 
glezas^ que, sob o commando de sír Artbur» 
Well^ey (depois lard Wellington), vieram 
em nosso auxilio, contra os franceBe6.(Viâe, 
Historia Chronolo^a,) 

Do aito do monte da Salmanha se gosa 
um surprehendente panorama. 

Do monte da Despedida, se descobre uma 
vasta extensão e costa do mar. Éâ*aqui ^^ 
as famílias e amigos dos nautas se vão de9* 
pedir dos que sahem a barra, aceenando- 
Iheseom lenços e enviando, Ibes, por^etílre 
lagrimas de saudade, o ultimo adeus. 

•O clima da Figueira é ameno ^e saudavi^. 

Muitos filhos da Figueira vão procuitarfor* 
tuna na Africa e na America, e não poucos 
teem voltados riífos. EutSfl o humilde cugn- 



ta m.4i^ftDaid]|v|e eleigiA|^..vi¥Qod2u 
,0 jiea^¥olvioiÍBiilo paleri»! « .]»pr»l ds^ 
Figueira ha meio século dão-ll^ jiu Í11Q09- 
tQst^prel à c^begoria 4íb eiâa4e» e já é usia 
(fki.maís MbiK, riça9^ grande ej^osperâa 
YÍIia& de PoFtagal. 

i£m I8?3tjppareceram. Afluem rendias, á 
beiramar, palhetas de oaro.Sm.desseiiil^Q 
de 1873, foi registada ntesta^ e^suxok uma 

Aqui nasceu, pare«e qpe ^m 30 da jui^ 
ou julho de 1771 (no dia e mes ha au^ di- 
vergências) Manuel FerModes Thom^z. 

íFoi filta» d^ Mo Ferqandeg Thopiaz e de 
D. Maria da Encarnação. João FemsmdaS) 
era negociante, pouco abasl^ido didslmns da 

Manuel FeitBaodes ^íbm^ foimqu-se em 
diftita,. na Uoiv^dade de Quio^n^ 

Ff» falto iQjz d0 fora d» Arg^wJ, e^ 180Ô. 
Superiíilettd^te dasalÊindií^ft) de^Goiíobi^ 
Leiria e Aveiro, em 1805, 

Quando entrou Junot, rçtír^ii-se p^ia^ a 
9ita.q«tiila da áksria^ Wi AUmlm. 

Foi feito provedor de Coimbra, em. 1808^ 
Desembargador da rdaii^.do Port9, em 

lati. 

lífi sr.'MftQuel Pinheiro Chagas» nos ^epis^ 
PortugHezes Bkustirest di«r (ff^, l»Í0O|;18A7-) 

Fez com José da Silva Carvalho e outips, 
a. j^vsdluQiodo^: Portagem 24 d]Q..4gQi3l9\àe 

avL ,. • . . / . 

iFoiíHMntadQ m^uib^ úB/^nf^ prwiêom 
de ffovêrno sufr^mo éd mna^ e elello depu*' 
tado às cortes de^ I8í0l . f :> 

Foi casado com D. Maria Ma^sima Jí^ç^oan- 
deí. ;• 

Morreu em Lisboa, a 19 de novembro de 
1823 (o sr. M. Pinheim.Ghí)gi|8> ns^i^ua.obra 
jáftiladay dú ^uejoi eBk49>defiaT^g9)lM'o de 
§iS^.)FBJiísçmfn9^BmM G(^d$iraf^^ Santa 
Cathârina e jaz no cemiter^ occ^ent^l (I)rar 



imi 



^Wl 



** i/i '• • ' ' ; . 1 



<AtiQomarca>da;Figjagira é.faro^dA fió fip- 
Itumn )ulgadiQ< O concelhia éi.cQ9P<wt9,.4^ 
U : frâgiíetias^ todas no im^^ío 4a €pimbra, 
são: Alhada?^ . Bi^nha» BuarfQs^ Fersrejj^^ 



Figi|9ira da. F«z, U^m, Vfmmà 9filío, 
Qm^ Tftvaréíe e, Vaía . Vwi?. . 

FIGUEIR4 W5 W)R?AO^fç(«|ffbbíHlIlfi 
10^ qoK|«i£i^.euUt kilo^ielros dQ {^jnillNra, 
CQQiselbp de Pepaf^va,. 21^ kilc^iMaatM 
N. de X4ftboa, 400 £Qgo$* .y^ 

Em 17^7 tinha 228 fogos. 

Orago S. Joae^ JB^^ptísu* 

Bi9pad(i^ e Jii#trieto admk|Í8traj(i¥Q , 4^ 
Coimbra. 

As fireiras bernardas, de Lorvão^iapiremih 
lavwi o .viário, que tinha 601^ f#i, ç o 
pé d^ullar. . 

É terra muito fértil. 

Afoi naseep, em 17£iO, uma malhar ^m 
mo^steoX chamafda Luí^a da lesu^^ Eçà 17^% 
|«]^do apenas 2^ annos de edade <!> foii ^r 
muit^ veips á Roda de Coio^ra ^bif^^B^ 
p^uodíC luia^ro de expões,. do9 quae^ fp^ 
venenou 34, só paira a^uírir.OQQ réise,/() 
enxoval que a Róda^ daya a quem lav^^va 
ca4a eri^ça ! F^i W^^ ^ senl^çiada á:inf r- 
t%, ^naa parece q^ merpeu jia vnsSo^.$^ 
nao eDi|6t%fpp HHiri^esse^ no patíbulo, 

r^GUBOVA BO MOCyjDOmO— frego^iA 
Tra3-os-M(Hite9. epmajr<9 e co^eelbo A^ líj)^ 
gadqu^Q, 24 kili^netr^sde M|panda4o,Pi(WiT. 
ro, 395 ao N. 4te Lisboa, :20'ifog98, wi 1757^^ 

Orago S. Miguel, ajrohuDjo. .; 4 

Bispado e distrlçjÈo admini^i:i|tiw de Bf a* 

O abj^ade à& Travanca nuresoii^va o jcun 
ra« que tia^ MKK)0 r^s de <?pngrna e o jp^ 
d'altar, . ? 

Est^ Iregupzia estâ^h^^ muitos annqs aor 
ne^Si A d^ Ijíoasa Senbora da Assui^piçaov 4t 
Tra^i«íca, 

Vide a nota na outra Figueira,*d'Q9tQ.f^Q|i" 
D?0;QPWWlh9><^ copaarcí^* .1 

Fiem^IEA V£tA4,— vide Pot^0$ do Dç>^n 



ro. 



o 



FIGQSP|AS,7-ír^uezía, Dcmr^^ CQOisufca 
e ;C<>nçebQ ydd Loi^s^da, 30 jkílometros^ ,^ vKi 
do Porto, 330 ao N. de Lisboa, 12C|i6^p^. s 

Em 1757 ti9ba 296 . fogos. . 

Orago o Salvador. . .♦, , , , 

Bispado , e . distrlçto a^aúaiHrati^Q^;do 

Portow , . . 1. , . i..i.,y 

. Étcyra fértil 



m 



FiCK 



sentavam allênta^ifábéme e :lbMáe^'^H> 
]ifift'4lid|imf éis áé f<riiAfaièÀtè/^ ' ^ • ^ 

âMa^aiÉ iiitiftòd aáínos eâ^ letlgíd, aflé^tfâiy 
ambas as partes o direHio de paârdaâÀ á^es^^ 
ta freguezia. 

FIGUEIREDO— rfo, Akméj&, ^aêJ^ft |ior 
á'%illft >èe Nim e dé^agúa na es(|iie!^da do 
Tejo. Figueiredo e Figueirido, são syfié'itòttòi9 

neOEÍftfi6&— n*égâetfa, BàfaL' m^i^ 
comarca e concelho da Gertan, 190<'M(knéN 
tros a E. de Lisboa, # fogos. 

Orago S. João Baptista. 

fbãrfórélfoéfl^-fpot áef isetfúv #ft 6r^o) 
ádã*t<^ adÈbifi^sftratlVé de Gftít^ W&úm: 

Métíí ò'PMé^l Sáer^,neêáfo BietioHkM 
m^ápKiá) ãéláé Avif^liâo âb AMéíéíi 

A tóeâtoâ éiymbíê^a. 

nâi(^,^AUaMé 8l£flbáA^h>ós á^ITi âé^Yi^- 
la- Verde,- tontem> e 4' liâldaíitilér^ B. li^ 
mmt (áté 1955 era; d^\niéydo''èòÈ[eellÍo, 
TòíiÀ áá eòmttá de Pleò dé Ikf^iéd^.) lí 
M)[)ftèiiros ã IfÉf. dèB^aftfft, #ao N. âè^Por- 
tó, 3ta*à^ N; ée^Lisboa, m fo^os. ' 

Em 1757 tinka^ «g fd^á 
' OéâiíbSr. Pèiito, apèstólè. 

Antes de ser da comarca de Pico dé Bè- 
I^(l09,^hrra éSáo da éoikkréádiei VtftiiÁa, 
éiÉitefhò' e vfisiifa de Éàtíid %itaeíri e GâVado: 

Ha n'esta freguezia 4 capellas.: S. SeUás^ 
tãé fpéttencente â confiaria' do Sáàtládlbo 
Siecrai)afento.> Sá^o Afeixò, S. Yerf^^DÉé é 
Nossa Senhora da Conceição. As 3'MiiÉiáíí 
sid pàrrlcalareis. 

É situada em planicle, na margem dirtdl- 
t* dò ÓáVadb, qu« corrfe aé S-l áat fii*eftteáia, 
com lindas vistas. 

O ordiítanõ apreseniava o^abbade, por 
eÒneãFSo syuodáf, e tiõíbá 400JM)W réi^ de 
renâilÉiédto. 

Seu terreno é fértil em tadõs os geitel^os 
agrícolas do nosso paiz. 

N*es6i frc^gneziá esti a (ítiiiita éh Vil^r, 
solar dos Abreus Limas. É sua actual pos^ 
auidora a sr.* D. Francisca Eíarbdsà áé Sbu- 



$«9 

Sá ifhélMé; mrík ^Ah^4^. fiii Uitít «è^ 
Azevedo' Bk CóutMí», «ápilÊki é0/^8ílã6xh* 
«Éiiir dé engíBÉilM^iai é^lgáê Èiégmúêõ èstíria- 
sá^^dATapàdà;' 

frtãitÉbém H^é^a ápegt]ieiiaí a ^lkXí(piiÈiá>^ 
Aia;0iioltecaBtt da Hibtfrà, de qrfe é d^tâil 
proprietária a sr.* D. Maria Afliontà d^Aiteik 
jè li^hielro, dèseendeote dos UsAhékf^ tte 
Páétíô do Lida» » « 

Anleâsm etymolôgíá. ' '- 

FIGUEIREDO— freguezia, M\tW, èximm 
ca concelho, e 6 kilometros ao S. de Braga» 
Srt^^áb ]I7. de Lfeboa^ 90 fogoB. 

EmA1^4 mUsL 59 fogos. . 

Oràg^0 Salv«#or; > ^ 

Areebisliálo é âistHdto admikistfatttb ide 

A fflc^iftáf etyáiofbgla. 

Um dos cónegos da Sé de Braga apNMèli*' 
tàíva o vigário, qm íÍÈ\aí mm^rèiB. > '< 

FIGUEflfaBDÓ'— fr«%iienX M^nho^ Gfoúim* 
e^ é coscdRi^ dé GUilãial-ãés, IC kl loinéufos 
a« NÉ<. d^ Bv^, 300 adN. âé Lisiiòa, M 
fogos. Em 1757 tinha t>3-(ég03^ 

Arcebíst>^èâé e d^isítrlétõ: áánrihiã^»ÍÉfo49 
Brs^k. ' ^'■ 

A mauiia étymol^ili. 

O prior do convento de S. Vicente detfó^ 
T% úe Lisboa, at)r€fseiitiiiib'oí vlgárro> foe 
HiáHá i%mfê réis e: o pé faltar.' 

É tíBrrk ferta* 

FIGlIEIRâO B'AItf¥4 -- fr^u9Cia^ Selia^ 
Alta, comarca de Vousella, concelho MSÍ 
FéáFO do Sul^ W Ml&àmm ftd Nw éír ^^^Sséu^ 
300 ao M de Lfsboa> AOftigo»^ 

Em 1757 tinha iOےfojgibS;' 

Gf àgé o Sàí^doh ' 

Bispado e districto administrativo deVi^ 
seu. 

A mé^oãa etymóldgiaí. 

O aréediftgo de Yisett ápi^ède&iaiEaí^râr^ 
que tiàhia ^&0bè rdis 4» o^ippiía e «^^ 
d^tar. # « 

FIGUEIREDO DE GÊA — freguezia e Qsm 
to extinctos (dos frades bernardos de Macei* 
radãd)Bl3ira Baixa, na fre|tièzia> cODcirttt»e 
pi^ximoàivllla de Géa, coòÉare&âeCoaveiâi 

âlspacb de €oiknlara, ^trkid ddttíBislrl^ 
til% da Guarda. {Â m«ém» «tyâidlogiá.) • 



M 



.m 



Pêytcni 4bbadi' è& esnvettt» dftsrliiBrdaT- 
dos de Mièeirââao, tti« âea fanl^èm afdç- 
tõíde> m2<ái0& dd Je8ii»>G]uri9tp;) 

Holairei a^i algnmas «nrieúdades dtafle 

^^e o povo dd Fignek^o de Géa pa- 
piA am fraíâes era o Atocta.Aw flrucioi e 

9inkõ-*-^ma^f9gaçeti ^alqueire ê mMÚe tri- 
§^---mhfrangào'édésá9as iptio &. JèSo.r^ 
umemwUfiéo rabo e €oiBa:de un pal- 
mo, 22 eentin.-*do.ôs80~HH)m a coEfl|i«leQte 
-eami é^coiro da espinha dornl) de tmcMo-- 
9 wSò tnatandaporeOf'wma galmka, mi uma 
§Hlrade li6t5-»^tadopafope/o natal. Já se sa- 
be^ Í8to pagava cada fogo, oa eh^ de faaiilia. 

O móKtêiro (caçador)- qtie sóTÍTeaaede 
eaça, paga>va um coelho, com a swi pelUy to- 
4a$ as vezes que dormine no. monte dnas 
noiUes; mas se matar um só coelho, só dará 
amãos d'elle. Se. matasse um porco enontez, 
éefia4 c$eti/t8(to9teliM)edeontra qualquer 
líeâçSo um lombo. 

Os frades se obrigaram aumca edificar 
eifta em FigueíFedo, p^ira alú habitaneni. 

O mordomo, para receber estes fónís^eii^k 
da mesma freguezia, nomeado p^os frades, 
mas os habitantes lhe davam, como eyradé- 
go (que recebia os fórosna^íra dos foreiros.) 
meio feixe de ilinhe^ tuna quarta de pão e 
ama quarta (3. canadas) de vinho^ 

Dos montadoenão pagavam ffewação (foro) 

A mulher que ^entimoor, e qukssr tomar a 
casar, não pague liiotuosa. 

O visinho que furtar no campo: e não qui- 
zer restituir o furto,. pelas dMUê primeiras 
tezes, pagaràmeiavaira de bragal. (se o far- 
to vallesse majs do que a meia eara de bra- 
çal, ainda o iadrão fazia negocio, sem ficar 
com peso na consciência) ancts, se depois rein- 
sidisse no mesmo cnme, seria lançado fora e 
vendidos os bens que tivesse no logar, 

Nas vendaS' de bens de taiz^ pagavam ao 
cenvento um oitano da siza. . 

Os dizimos da vilia eram. para o clérigo 
de S. Salvador* • 

Terminava. o roval:eom estas terríveis pa- 
lavras: •. .: . 

Este fofi^al, e leis^asima escréptas, guarda- 
rei vós ofOros, àm^mnêOiixieèréks, e vossos 
descendentes, para, com^ o noéso ékosteiro. . 

VOLUME m 



EyUiOgm^de wé» ífilim^ qii»$^ 
ràl.e.nmÀéraemiiifmdfl Am^|)«/a..jmi- 
iomra ^&s pagai:êmos-:9Q niqtfi^tesyim^^efii^ 
e vé8,]dexps)èpria mameis ák^ âMo ^ 
ia maldito e.esoo&msmmgaído>€,atof:n^$nMi> 
sem fim no inferna^ com JÍMdanS€hafietàít 
com o ppopHo demónio; e 0msQs ^(ko»^,m- 
tosímtdamnas.prí^^rias.oham», íse^contra^ 
disserem esteí€onttmo^ ), .^ , 

•FÍGroaUiAO. imSIHlNAS — Jrei^zia» 
Beuâk AhSL, concelho e GOi«ai^'d0 Y^oert* 
la, íâ àâomeuros a J^^ de YiseOiâSâ aoH. 
de Lisboa, 100 leges. 

Em 1757 tinha i7 fogos. > ^ . 

Orago Nossa Senhora das Ne^es* 

Bispado e dtstrícto adaúiâsti^tivo .d^/Vi- 
seu. 

O vigário- de & Pedroydo Suii, apr0seQt^- 
va.o onra, que tinha6J>000 réis decopcTiuk 
e o pé d'allar. 

Ha aqui um BííiU[a\ss»mQ,pçtçoaoasfeitç^ 
em minas. É da famiiia dis ifoUos. Qo^sfA 
que foi solar dD eâlebre &. Afm^r (dO' que 
vou failar) progenitor dos Figf^iras^Figuei' 
rôaSyO.FigueêredçSi >. - >!.;... 

Ck)ntam toda&os nossos hiatpriadones que 
õ que dea a esta Inegoezia o sobrenome (Aa(s 
Donas) foi o facto seguinte. . . : .) ... 

Mauregato^ filho de.O* Affo«ao^ Ojco^^/t- 
€0, ed'uma escrava, pretendeu usurpar. (co-. 
mo usurpou) o thtooto a seu sobriphfii,. O. 
Affonspi filho de I>^ Fruela, e para i9ta P9- 
diu e obteve o auxilio das tropas do kalifa 
de Córdova, Abd'el-BaQ»an,eQi7Ba, median- 
te o v^genhoso.tríbuto de. 100 danzell^ lu- 
sitanas, para os haréns mouriscos, .... 

Ekn 7B4, OréHa e mais 5 companheiras, 
doestes sities, foram escolhidas pelos isaçadq- 
res do usurpador, para fazerem parte do tri- 
buto ;d'esse anno. Hiam,.ellas,passaadQ, P(ur 
Figueiredo, acompanhada^ e guardadas por 
20. mouros e40 cailelhanos, todos de cava- 
laria, alem dos guardas de pé. 

Um nobre oavalleiro loaitaaoi, de saqguo 
godo, natural de Lafões^ <^ama4o D. Quisto 
Anâtif^era namorado de Qrelia; quelbe m^^- 
dou dizér< a desgraça qjue lhe aeqnt^^^^o 
pedèrrlhe «|ue a j»£^lv)^se. 

J). fíuesto junta ápre9§auins,tciA^ih(>' 
mens de Lafões e com elies cabe iâopii)^^- 

13 



mi. 



Kte 



w& 



m^Ui D»Mfiftt óMoto ^pe «OHiatta-^/doa- 

(pOÉreico íUrmr tk BtQmstQ e dos^sens 
^a tal^ fiie os^^mdiiros^^caattfiiuuiosiDOfTe- 
râ&v^tu»! todo» no tsomlíate. A^^-êaímK fo- 
ri^^tí^rfada^;"6 D. Gmtto as levoat>afao 
Ma^cMèllo^e'»!!! easoa €om^OI^iial 

{Ba tambdui qa«a»diga queeste^labtfr Báb 
occorreu aqui, mas em^Figuieiródas Yinbfis 
Bst«è^^ quanta ^ mim, íandam^se: somente 
lfóS'Pi^ii!^ifi(>9^éd4s tersos ^da poesia de D. 
fiUdsto, qm-^Éi lauiles éseri^ore» ^em ad- 
sim— «No figueyrol áeêgáeyt^áo^-^éofi- 
gueyrol entrei.*) 

No maior íur^r da pê4€fa, tinfeià foelittido 
â' e8))ada ^Di ](^a^0; mas eite eãféMcmdo 
um grosso ramo d'ama fígueira, contíimou 
edtti eil^ «i <éBi&agar os ibimigbs^ 
' BdT «sta façatíha^ B. Bermísdo i.^daa, em 
789, a D. Guesto Ansuro appelt^6db Fíguei- 
9^ (0aíJros^âi2en)> dei^igaeirôa^ieipttFíâr- 
'kiâas lim^ráiÉro d!é âgiiali^ 

âD^pois; tia/ reíbrma dos líraidsfr, ^bí logar 
êbf3imG^, forani 5 7aliiag de^^ga^á^^qu^ 
ainda hoje são as armas dos Piguéirêas: 

iO tteáteo i^^i-determiooa^q&eiao ibgat da 
peleja' B^^^obamassd dfaiii em^diaiiteíFigaeii- 
redo das Donas< 

Ditem otttPG» «sá^iptores^qu» e^tas appel- 
/lidd» e>eêftaê armas, Ibram dadas por iD. Ra-> 
ttiiM'4.« em 848, mas é mais4U^va»«l «pEie 
fòssd^D. Bermudo i.<^ porquê- é de ^apporqae 
D. Ansttr )á tíao existisse' 64 amios depdis 
d-este faero, emèMâo forque a vei nao' de- 
tivora^la tamio 4eriapo'tta]'pr6mio que nada 
lhe custava. 

Ob' galiegos dizem que um lacto semeUian- 
te aâ6ute«ett'}iimo a Menãonkêdo^ poi^'es8e 
tempo, éom um cdvaileiro da (ftalliza^ i^e 
laníbetti comtiÊáapeq^naâade ôgudira ma- 
tonos^uarãas que^eseoUa^Tam algumas 4oii- 
isellas d^aquelle reluo, destinadasac^ infame 
tributo, resgsítaivdo^as/ Ontrois esâripoorâs 
galtogos e castelhanos dizem>qne o tahcaVal- 
leiro que ohr(m esia façimhaliafaa/poff zj^eí- 
Mtí Pigdéík-ôa Já>lKttl»s a d^ella^e ^e épbv 
ess6'motiv\> e nãt>^r ter >eaml)atid0 arma- 
mado do ramo de figueira, que aosaeua^- 
eendentefinseH^agerrae appcIUdo de^Figuei- 
•Jpôas. 



pCefes>*âeitioa gMAaHtiiontÃtftiO.íatlo^^a^- 
gem doappieUido e. 4att aari6às,jiinaaipri- 
meifo i^latei^-rnqvei em . tt6fip}inhaiha.|Mih 
bem o appellido de Figueirôa,—e que^neai 
sè em FigiueíredaJUíÉi Bfnií»Q MonéçaúéàOy 
mas em Tafciaa tttíras idas Heapashds^ o»pív) 
por «ffirtas^ i^esesusabin» ás e^GOlta» ^qne Im- 
Yamta» donzatlas^do .tlnhuto-^ eds^ #b^- 
raoijioDmjmaâs ou ineÉos deiTaMJ»eat»«de 



EsCeinfamâBte trâ)Utoaé dnrcmi6 aaaiQf» 
porque, .tende morrida^ o «»]irfddQF«M«yr«- 
gatOf em 789^ eanthiadoao^thriako B. B«f- 
maik» I> s6 n^ease aâne pagou o «tribalo^ 
pof^e 'atacando a9iiírQ9aSi4o ]is^áà^ Aòà-eV 
Bamany juxito de Aleda^ aa derroton» a U* 
Trdu os chrialiíosdetão hiiunilhcAte tribais. 

. jD. \^uesto AfMHr eravpoeta e ceiebrsQvo 
resigate da sua Qrdia e ^eempaorbaiBasfiB 
uns versos, que depois dos^aUtihoidoâ a^. 
tRtdffigOy «ktimo OBi.igpido {wà .qAe^e l«h- 
ta aiperda das He9p^às).é a iâíais tantífa. 
poesia que ^existe na) neasai língua. 
^£is a^fofaia: .•- - >(>•■. 



I. <■■ 



j. . i- 1 



• 1 > 



JSò figneiraá.figueirftdât 
a í noitigoairali entreiy 
seiBruinas eoiBontimray ! 
«eis adfãaa eaaontia^: • 
«p»Fa>eilasTa&dâfa - 
para elk» asdey, > 
Ih^fand^vas^aobim 
Ihaf and» i^&twJMiyi • 
Logo 4hè8 fieseaáka^ 
lego Mies pefcnde^y 
quieiç; las imài tratáta 
y a tão^ioala iey. 

' • ' . * * 

Jfo figueiral âgueiredoí 
&: no fi^kal lentrey» 
uma r^pirioára 
-7- tiafonçon^ noa sey.: 
mal oúvesse la terra . 

que tene o. maè.Bey» - , 
Se ei armas usara 
amilèe.nonísey . 
se kembre ami levm 
de laeifiKila \vl 






' A Deofrvo8'tjay«de8^< 
mais vos faUreL* 



m 



ií9§ 



^t ' 



• ' No fi^veiíral figueire^' i.- ! f 
a no figueiral entrei: 
ea lhe repríQáto^' . ; 
• -^ià mi fee noar^rey, 
ca olhos d*essa cara r 

caras kA taiiipdàtf^r 
' ' f aitoiotí^sf terias: 

^ «titfaa iws Dte i^ey;, . ' 

las eeiàprkiaâ vias ' 
eMasaitdaíBSr, 

lingoas deiírarias, 
ei Ias falarey: 
mouros, se me bisse ' 
€\ los matarey.» 

: JKo figoeiral figueiredo 

a'AÉ>âguAival entre^/ . 

mouros querida guarda . / 
'içeFta:k)S-8eheV; 
<iitti las amâaçára 

cu mal me anegey, , f; 

. Iroacod defiagalhárd 

ftroneoQ 'âesagaUiiei^ 

todolos machucara 

^dló» naehoqttay :. 

iats *1fia« fcrrtára^^ . . 

las ninas furtey. 

jLa, t[uQ'a mi íalára 

Ealnlftila.cbafitey. 

No flgoeiral figueiredo 

a BO figueiral e&trey» 

Tenho visto. esU. poQdiaesoripUi de va* 
ínoamodi»; mas o essencial; é em iodes os 
e^stas o mesmo — Jínenos joa^ doipLzeUasj, 
%lie «sta dk #tfi5 nt^o^, e outr^ di^em lai 

/ Também alguns leseriptores dizí^ quead 
íiiwtó eram cinco e:n|k> seis. Estes fonds^- 
se. em que as asqias dos Figueiredos, Figueú 
roÊ e Figneirôa^ são cinco folhas de Sguei^ 
ia, verdes» em campo tle prata. Parece-me 
verosímil. 

Para mai3 ^sclarecimellto8 sobre este fa^ 
cta, vide Figueiró dos Vinhos, 



:niSSf^BArrr^ÍS9^X3L ChrÍ3tiAa de)'freg^e- 
aia^ DeitfQi comiurca $ concelho d^ArnsM^M- 
^ ^ HitoinertroB ao rÓS. de Braga, 370 ^o ^, 
de Lisboa, 300 fogos. 

Em i757 tinh* 4â0^fogos. , . : 

Orago Santa ChrisS^aa, virgem e.m^yr. 
:}Ajrcebi^^(ãk),^e Braga, districto adinipis- 
trativo do Porto. 

É terra fértil e crí^ Biaito gado 4e|t<^a a 

r ^igaeirp.é4úniQUtiyo da Q^uaira-rr qjif çr 
dizer— figueirinha.r-ÍBm latim do seçulç^XII 
eaçije^fiatse-^jagairolf -r^-e d^ôqui ^^^roL 
, £r» ,do iQoqcelho de Saçta Gru2 de Bib^- 
Tâmc^.iiii^loi aupprixpido ep i^^. ,, 

O arcebispo dBBragar apreseDta;va0 !|tbba- 
de, por concurso syno^al, e tinha 4^ rendi- 
mento 5QOiKK)0. jéis» ... 

é n.e^ta fregaecia, a casa e qjaipta da Tor- 
re, solar do» Figucirós. . , ., 

Já está descripto em Sant^ .Cbrislina,fmas 
ideâcr^YO-OAquii por causa desmaia espUca- 
çôes. 

:. FmjfEg^í^ -^^ (S. Thiago . 4e> ífíÇCT^zia, 
Douro, camarca e conceihd d*fAioarantç) ^é 
1855, do cofte^lbo^ de Santa, Çrxit d^jRilja. Tã- 
.mega}'40kiipmetros a IS£. de Brag^,3ÇÒ ao 
N. de Lisboa «íe^ fogoa. 

OrAgQ S. Thiago, apostolo. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo do Porto. 

O reitor de Viila €ova da Lixa, apreeen- 
jarva.o vigario> que tinha iOOilliOOO réis. > 

£ ^^ra &rUl. Cria muito gado. 

A mesma «ty^ologja. 

FIGUEIRÓ — fregoezia, Douro, concelho 
de Paços de Ferreira, comarca de Lousada, 
36 kiiometros a. ENE. de Braga, 345 ao N. 
de Lisboa, 130 fogos. 

Orago S. Thiago, apostolo. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo do PQrto. 

É terra fértil. 

Não vem no. Portu^gal Sacro e Profano, . 

A mesn^a etymolbgia. 

Dá-se vulgarmente a esta freguezia o no- 
me de Figpeiró de Ferreira, para a distin- 
guir dos outros Figueiras. ' 

j nCUSIRÚ DO CKAPO-Kreguezia, Douro, 



^ 



FIG 



èdnceiho e comar<5a de Soure, ^até 1855) 
concelho de Santo Vario) Ifi^kilometros ao 
á. de Goimbi^a, 300 ao N. dd Lídboa, 280 
fogos. 

Em 1757 tinha 228 fogos. * 

OragO S. Thiago, apostolo. 

Bispado e districto administrativo de' Co- 
imbra. 

£ terra maito fértil. 

Âabbãdessa (bernarda) deCella&(-Goimbra) 
apresentarão vigário, que tinha I20j90()0 rs. 

A mesma etymologia. 

nõimiRÕ DA GRANJA -^-viila, Beira^foi- 
xa, comarèa de Celorico da Beira, concelho 
de Fornos d^Algodres, 35 kilometros a E. 
de Visen, 305 ao NB. de Lisboa, 150 fogos. 

Em 1757 tinha 116 fogos. 

Orago Nessa Senhora da Graça. 

Bispado de Viseu, districto administrati- 
vo da Guarda. 

É terra fértil. 

Foi concelho com camará, juizes e mais 
officiaes. 

D. Hanue! lhe deu foiral, em Lisboa, a 24 
de julho de 1518. 

Bra do convento de Tarouca. 

O ordinário apresentava o abbade; <|ue ti- 
nha 300)^000 réis de rendSímeâto. 

Houve aqui uma escaratímça, entre as tro- 
pas portuguezás e os invasores franeezes, 
em 1811. 

A mesma etymologia. 

FIGUEIUÕ DÁ SERRA— freguesia, Beira- 
Baixa, cemarca de CeloHco da Beira, coh- 
oeiho de Linhares até 1855, é' desde ^tão 
comarca e concelho ^ íGíoúveia, 275 kilome- 
tros a E. de Lisboa, 20O fbgos. 

Em 1757 tinha 136 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Conceição. 

Bispado e districto administrativo da 
Guarda. 

O cômmendador de Malta apresentava o 
cura, que tinha 8jÍ000 réis de côngrua, e o 
pé d^altar. 

' tiosalia Lopes, d'esta fregúeiía, pariu, a 
20 de março de 1842, aqui, um monstro. A 
cabeça tinha um talhe 6 figura medonha. 
rosto semelhava o do cào, os queixos tinham 
dentes tão agudos como de pescada, o tron- 
co áproximava-se à figura humana; mas com 



os braços e periías deseonfarffiefi, tomando 
a apparencia d'am ^quadrúpede medonho. ' 

Nasceu vivo, mas^ morreu poucos minu- 
tos depois de nasdâKk. 

Esta freguezia foi commenda da ordem âe 
Malta, pelO' que tinha nuiUos e grandes pri^ 
vilegios. 

A mesma etyuKdegía.. • 

Chama-se da Seira, por estar na serra da 
Estreita. 

FIGUEIRÓ DOâ vmSLOS -^ Âlla, fregne- 
zia, Estremadura, 40 kiloinattos ao N. de 
Coimbra, 30 ao N. de Thomar, 165 ao S.dft 
Lisboa, 730 fogos, 2:900 almas. 

Em 1757 tinha 410. fogos, no concelho 
3:400 na comarca 6:i60. . * 

Orago S. João Baptista. 

Bispado de Coimbra, districto administra- 
tivo de Leiria. 

O collegio novo de Santa Cruz de Coim- 
bra apresentava o prior, que tlniia 200^000 
réis. Feira a 27 de jufiio, 3 dias. 

A mesma etymologia. 

Chama-se Figueiró^» Vialios^pelas mui- 
tas figueiras e exeedlentes vinbos em qne 
abunda. ■■■.>> t 

Figueirol, no aútigoportngmez, significava 
fígueiral e é provavelmente o nome primit- 
tívo doesta villa. 

Figueiró ou Figmirâei^\^é9i.figueira pe- 
quena, figueinnha. Vide Figueiró (Santa 
Christina de.) 

Tamb6im o seu territâ^io produz muitos 
cereaes e fructas, azeite, Hnhoi, etc. 

Passam próximo os rios Zêzere e Pêra, 
que regam, moem e daa peixe. 

Situada em uma planície amena, fértil e 
saudável. Cria muito gado. 

D. Pedro Àffonso, filho natural de> D. Af- 
fonso I, a povoou em 1174, dando-lhe foral, 
com grandes privilégios, em maio do iXMs- 
mo anno (segundo Viterbo, em 1176) <fi» 
depois veio a ser confirmaído em Santarém, 
"poi^ B. Sancho I, ém 1187. 

Tornou a ser confirmado por D. AíVonso 
ir, em Santatem, noanno de^l21«. Vidt 
adiante t que se diz a respeito do primeiro 
foral. 

d: Mánúél Ihedeu foral novo, éinUfslío a, 
a 16 d^abril de 1314: •'.--/ •• 



Jd-Bsjaqnty rei Bumro de SetiUtadi 3aqueia 
t «rraza esta^ viUa emí ii^^ t i'A(|tti «lar- 
eha para Santarém a pôr cerco a D. Affoa* 
90'^' que fò estanra; mas o ínfante^D» S^ni^o 
(depois primeiro) ccHrreaem sace^rvo ^d^ a^u 
' ^ e ándbos derrotam <»s jnouro^ bi^do 
D. Saaeho ém suá persegoíção .até^^ilba. 
Em tal estado ficou eata povMi^o» qm ^m 
il87 estará redazida a- osaa pobro aji^sía, 
sujeita a Pedrof^ Grande.. , 

D. Sancho I, a tomou a mapdar povoar 

è» DOTO nesse anao^ dando^U^o a fiathfgoria» 

de filia, eoafirmaado-lh0 todoa os pirivile- 

fl>s de foral :qiie; seu irmão Ibe tioha dado^ 

Tem Misericórdia. 

Xbha um convento de frad^s caro^UUs 
debealços, lundadopor D. Pedro d'Alca<^OYa,. 
e outro eonvenio de .Freiras franeisçi^ias» 
ftmdado por Ánna de Jém8yl$at>€l da Cof|". 
€Bi^OyJu$tmade Sah&dor e Caihiocma da 
GoneeiçãOyDSiiMti/^ d*esta,vi}la, ev» i549. 

Tinha voto em cortes^ oom assaiito nobaa- 
€0. 1&«^ 

êoári^ Mendes da Silva; na Pahlacion 
ifeitpral de ^spana^. diz que bons escrjpto^ 
res dbein que aqui foi o caso de cineò c($r 
mikiros kfôitano8> que durante a wurpa* 
^ di Mauregalo (de 783 a789)lther4aíraiu 
dnco donzellaSy que hiam para os hareii9:de 
Córdova^ pof seretn parte d^ trãMo^ doesse 
anuo; « não em Fij^úredo átí^-Qom», nem 
Hn Hondonhédá. .i 

Bntendo que( pote muito bem ser verda- 
deinyifito-em todas as três {laptqs. 
'^E€êú Moudoukêdo não constai edm eâitejsa 
qaalera'0 huneqo do domeNadfesgatadaa; 
eó^.dizeofe os eècriptnres (ao* menotios quo 
li) que uns cavalleiros ^àileg«s asaAMasaai 
^jç^l^f^ qjoa ^vaj^a a^ ^onzellas e. asares* 
f9lom. 

Eni Figunredú da» .Bontís^ •conataíquefoi 
D, Guesto Ansur com a stm gente, e qtie áti 

dooí^nasç^riÍÃíffí^..;;' ,;...,, .;/ ,.^. 

nos libertaraiB dsfusOildMizettaML .' 

; Poi' còáèequéncta, |â veem qtfe as circuiâ- 

á^çiV/ítíy^r^Iíçam-';^^^^ . . .; \ i ,/;' V, 

£u já disse (e é conâtÍa][^ q^^ im.iqnKif- 



FIG 



m 



kl» pQ,rt^ d^g Hespanhas. christans, o povo 
sahia ás escoltas que conduziam as donzel- 
la» do iribato a as libertavam á força. 

^em d*isso-^segundo o meismo escriptor 
(R« H, da Silva) aa armas de Figueiró dos 
Yiahos ^— fim campo d'ouro, cinco folbaa 
vei'de8'<^de figueira, orladas d'esta legenda^ 
T^tl^or Dem ^ pela patn(íL.\ 

Cada um tire d'aqui os corollarios qi;ie 
quizer. 

b. Fbilippé III, de Castella/ quando áiu* 
da dominava Poriugâl, fez coàde doesta vil- 
la a D. Francisco de Vasconcellos. 

No foiral de D. Pedro Affouso, tractando 
das divisões ào termo d'esta villa pela par- 
te do Redrogào Graude, diz.—* Quornodo ve^ 
nit pela teia (muro? vaUado? cava ?) de Mq^ 
nasterio de AgtQ, et venit, ás cabeças. de Nut" 
dmiSy etc etc^r-Nii-sò doeste antigo docu- 
mento quebouve aqui um moleiro chama- 
do cfa Águia, qu^ nenhum auctor mendona^ 

Esta villa é mua povoação insignificante 
que apezar da fertilidade deaeus ea]qí}]¥)8y 
nada tem prosperado. Comppe-se de upsa 
rua torta « alguns béccoa ou travesjiaa, A 
casa da camará é um pardieiro. 
O único edificio bom é a egreja»iiotavelpe- 
la suçk va^tiifêo e pela sua antiguidade* 

N<í^ largo ,da £gr^a,(de S. JoãQ Baptista.) 
existiam ainda ha poucos an^os. tres^, carva- 
lhos de extraordinária grossura. O maior ti- 
nha na p^rtO' inferior 8 metrpe.doQircomfe- 
rencia, 

No convento d*e9ta vill^ foi fre^a^^ Aato- 
nia da Trindade,» natural davill^ de CaAt^r 
nt^^rt Sendo de ppnoo» a^imqs^.^eciqou 
apreiM^nrapimaticaed^oia theologia^^eío 

para CQm^^i'^V^>Vi^9> ^P^ sua.mãq. Y^ 
tíu a: b9Miiaid0. estudante e em pci|Uca,:leQj^ 
po excedeu seus condiscipulo» e^. Mt^ff o 

Não poude encobrir tan^Ko.s^u aexi^i%!|]í9 
nào Qim^.miiVàaiX aa qiurioiidade3 .lUm.dia 

que jpM4^aYa u9l pQpte< do Mon^go^ com Mr 
glB(l^v^9(adMe9yf«t(9alhe forao^. observando 



m 



Fffí 



jm 



o modo de andar e attentandd' eití onXfúB 
sígnacs. ••* ■ ' 

Com palavras egafvocas, llie flèrath a efl- 
teádéí aá suspeitas qúé tinliaifr. ÊMá éétão, 
vendo descoberto o séú sex6, i^èSolVeuinerí-' 
l5é^-sé' freira, e tomon ò haíwtò no <5oBveAté 
d*esía villa de Fígneiró ; tomíítíddo -^nbteèí 
de Soror Beatriz da Cruz: Mbfreft èèm Amar 
de santa. 

A comarca de Figueiró dos Vinhos é com- 
P(^(a de três julgados, que são : Alvaiaze- 
rç, com i'MO fogos; Figueiró dos Vinhos, 
com 3:400 fogos; Pedrógão (irande, coin 
2:200 fogos; total 6:160. 

O concelho de Figueiró cõmprehieBde oito 
freguezias, que sao : Agôdá,*Aréga, Av^Iíaí^ 
Campôllo, Chão do Cottee, FipieirÔ «flos Vi- 
nhos, Maçans deBk)Ba Maria e Pouíâ Flo- 
res todais no bispado de CoInAra': ; 

TISUEIRÔS— freguezia, Extremadnra, co- 
fiiárcà dè Afemqtíer, eoncMi«> do ©ada^l, 
(átS 1855; diá iâesiha eomareai, ma»«onc«lhò 
de Alcoentre, então suprimido) 70 kilome- 
tiròs à ^K d© Lisboa, ISOíbgos. 
• Stn mi tinira 106 fbgos. 
'.{h*ágb Nossrá Senhora dá CMitie^Sé. 
' f^ttími^&ò e dlstf ictõ adnaitfistl^aâTO dô 
Lisboa. 

É' terra Tettíi 

O prioir e benefidaUos de Si Thíago, ie 
tíMò^, ápresènlavam o eui^a, •qaw tlnl^« 60 
ãlqt^res d&tfígo, 3(^ dd cevada' e dliaèr pa- 
lias de vinho. 

PlMAMlíLA— vide Folhaídelk 

FILHADO— portuguez antigo, tomado, pi^ê^ 
80, agarrado^ pilhado, etc. 

FftHAIt— pforittgueí antigo, toúmt; apre- 
fíáiiiétí'^ agafi'ài',pilfi^, fílki^^ 
' FBiÈO Bá« fflSRVAS-^viafeí-^ry^ffttl 

VnHB (S:)— ft*egtteriá, IWttlitt, cò«Èft#feà' è 

C&nbeKio de Vallénç», €0 Itilonket)^ a N01 

tfe' Brág», 420 àt) K. Âé Llsb^ra; M9^fògl9íd: 

' Oi^^o-S. Fdfx!/' '•■••' ' ■- --••• i 

Arcebispado de Braga, districto aHíálni^ 
ttPàiei^o dfe Vianito;' ^ 

'- Gâftíéo e viite «j^inétosi. An^^àsMítè • «oi 
tiniam 60Qi Cldul^a; até ttordltta^A»^ ^Bé* 
l^aSMUSo. miàã jtnz dMíttsriò, #)lbW6]^eMk« 



i rés, pfooQfaNfof db oanudk»' ete.,ii«9 4ei- 
ç3é'«ri6litfal do pm^ a què prendia eioir- 
regédbr.' • • ^ • 

Hbdve' aqui um exmvtmita^ bénedictiao^ 
éll^kd(y é&' S. FÍB» (kB fYésfasi ^ . 

Ml existia e»i 1^66. Diorem que S. BoseBÉk 
(fundador do cMaTesto (is'€alla>iViíwa$f(ii 
abba4< d'este mosteiro. - -^ 

Bra-mníto! florescente etó 4«23. 

D. Aflfonso I CG«tou efeteaiesietta.e «ííb* 
guezíí, em 1172^ daiídO'ò coiítOíiaosHrrate. 
OsaWadés eram senbores do-coot^nones* 
pfifimal e tempbrat; tfias d^^, vihkaà 
jttètíça de Coura fazer aqaitmdibndaeíde^iS 
em 15 dias. -• ' 

' ' O' coflvento^ passou, no fit» do seculè iXIV, 
ouprinéípio do XV, apodeÉr fie eamnÉBDiá#* 
tários; <|ue com os' suafs elto<)s9es rtdnzb 
ram '- a commikiiéadè a 3 ow 4 monges,' pen 
los an«)òs de l^i9, €im qu» D. lòão I&dea 
este cobto ao most^Birõ^ com as egrejas de 
que era padroeiro (que tudo já era do real 
pndroado) aos frades da Gooiponhia deile- 
sus, para fundarem o seu collegio, de Bdim^ 
bra. 

(Ahida aqui ba uma casec a que obafluaiia 
Twte, que 'é tradição ter sido ftorteuwfilr 
sSo de pessoas nobnss;) O: papa Paul» JB 
côBlIi^flíou ésta doação, em IS48I, towwÈáê 
0^ j^^tâFS pèssé de tudft, n^eaM ékbéo 
ani«>. 

Os reilffioíáos benediotim» d'«8te mâsMl- 
rò; «TMf^ntidres dtDidireíloide eondãdoí^ 
de esta palavra a fl. 368 éé' 21^ Voii ffeUa 
obira)pe)o qu« reeebi^Bà o i:*'<veaid&viaftça 
ou javali, que Qoeoui» seiuffiLtassey^nrêÉ^ 
da ánaoç bem eomo « li«' sáimiD^ láôllnflou 
trata marlaoa ^ qfne fosbeíp6flBad»DO''rídlfí* 
nUo, dentsO' dO' terfilHiribáo mvàt^ íb/êt 

' 1 Díz-se que o fioftie dé ftéstois (ào HlffiAè 
friestas) lhe provem das projecções dO'it6| 
pélMí^beeiaras de «tn^^o» muite!^ qoflba 
pjroj^jmas. . ^ . . ........ .-. 

2 Não me consta que haj^m/r^ííMflwarM;- 
c(w em Portugal, senão no ftó Mnhò: O wn 
còi4i^(»MtdtHeâi» é de dè^s^páltô^s^fOHli) 
São exteriormcfOe máiiohftdaftiiQt^Tafiil^ai^ 
râSf<4omi9a9áio o ^neani9^.6.iH))V4^i|^^^ 
de um amarôllo alanirania*) .coipo ^«.?jrt- 
mões frescos, e quasi tão saboras; 



diádà9 tioâk} eAèk 




.^jjyuotK o priviiegioiSe iião-iiinrar^i>'éite 
^Kmto homem poderoso. Seus mofaãçfffifitôQi 
«fsun òbrigaâúsa hrr á gD£in^ 99IUÍ0 
com o rei em pessoa; Ah», tíalum olNrlgar 
^4& ápfeodep dps gft]le^afi^l(9#li(gfles 9 ats- 

• «iêpoU «de ; ser < éo.$ je^ias,. to^aat as. «^n.- 
4isâQ'mos4e^'0.hmiiiipara>o $^aifH>lte8Nlã9! 
€oimbra, ôoMáo. .^peoas a:.£oiifr¥ia O^** 
n.flm<Qfi8nar edidiâ outiiesFeIjgio%9^ que 
agni reeidiam orâinariameQttt}. 

Ôí>aoeQe d'ôfiu fn$8iB«ai.($. Fíq^) pf^orem 
de QiQKr.fap^lla ^e:«aÍ9í^» PQu^QiaeiRia do 
sitiei onde, Giba2ii|.yfta.$. Mm^Vei^w) Q^H^^ 
ealâ^i; a oai^efa .d» S.. Peli:% dg Q^ropn (f^a- 
taianha) martyr. Tinham os povos 4'^^ 
sHiâs .». ^enç9r d^ Que #sta cabr$9 ^sapta 
pítPMvenaya dje hydr^ipbobia, aos qgyi^dídoç 
pw «ge« d^ijuaadps* 

Tiflèa^ t9i9Qèe«i estar eapella r/^iqaia^ de 
&|lQ4ead0» e outras^ qm se d^o ^^a ;& 
9iem haviapd perj^ocido, Tamb^^i aqui ha^ 
via a correia, com sua fíyella^.qp^ fora 4^ 
S. Rosendo, e pos i&so veputada c()i9o rçli- 
piau Perdau- se^ ,^m 1856» Dip-so^ que esta 
correia fez muitos milagres ás partiUrie^es, 
Qi» se xiiig^m cor»^ lelta ao a.ç^> dp. pi^to. 

A architectura da egreja do mostfjro» 
fiifttfiz. àau fpegoeúa, 4 g^^a e- o^gni- 

^ Sobi^axpprin dP bdo 4ireiiM> t^^ o «A-, 
no de i548. - . 

A mttru primitiiiira era. a €i;ir^>* 4q^ Se- 
QMdlo&; dapoiapa^oQ a isor a. do mosteiro^ 
e, finalmente^ !tO0Ap». a priwiuiva 9i'^v. psii 
rochial,..pQC exigeneia 4oi aijítysA^ O ppvo 
oppozse a esu mndaofa^eoiAitflflãOk^p^r" 
que a egreja do mosteiro é mais vasta e me- 
litoru:G4Hroeia demanda^ eom ^ abba4^^ que 
ftfiiíBiiífaâidor por wm. ieaiienGa,<qa9^(esQr'< 

.fila . copai /«. <i^5 JftitHTdf, estão, lainj^fm 
mniloá. reliiqoiáiS' de;& Fel <^r& RMeadO) 

Nqi-ittmítes d^esttt fr^ftaU^il^a iio<f i0 Mi'* 
nho (que a termina pelo N.) duas òisuas 
Piaa): elumadaR. ini^Mn 4f. iítt< ^ 1^4^^ 
Sao férteis em cereaes (s(Ílilétadi^tt)illiío><« 
produzem muito pasto para os gados. 

Fm (&)^(moelte eitineiq^Beára Mta, 



vm 



m 



situado s(4»*esa íPas^^nit i^^lA dU)».I^iyaft, 

que lhe íica a O. e a esquerda do Dq|)i^^ 

qaaitoôça.aííO.:. ,1 :.. r 

Emquanto existiu lesíe .^q^II^v ^V» <da 
coflaaroa út Bésend^* Fpy ^u^dwiúok^f^^ 
de 0iitttbiro dQ:i854í;ie sexM|o^i#o cfe%4!^j( 
QiQva. eomacoa< de Sip3asy as» fr/^guezj^^Aoi^ 
formavam este concQU^op^ftafaoB, i^fPf%ril^> 
oec aidiíKiDcelbo 9^ Qo^ia)C9 4ç:9infi^s^/ ': 

!>,. HaotteJ. IHe^ deu foiral»: eoot l>Í6bo% ^1 §|Q 
d6.«(iir.0tíit)ro de IÇWj.seçyepara, Antfn^J, 
Goít«ga^, Bnlri^visca^. ÇrvilhSeç^ Cornei- 
los,. li(»eieira, li^espiereira, ParadeUa^P^rc^ra^ 
Pindeilo, PortelU>.e YesttíuzéllQS. iCV.idQ^Jgn- 
trttv«ca^.) 

FINS DO DOURO (S.)— freguezia, Tjcf^ 
oarU(vitçi9, 0Q^eelho ^ eooiíirc^ .^ ^p^ 
1:500 metros a NO. de Favaios (a c^^o oou^ 
celbo p^teihceu até 18lf5, anno epíi qoe :S6 
supprimiu este concelho.) ^Q.kilomelraS:^ 
NE. 4e Yilla Re^, k a E. de Paab|lo^ 6 ao 
O. do Jm, 8: ao N. do QÍouro^iâ|3..ao.If(. d^ 
Lisboa, 500 fogos. . ■ . . , 

Erol757tínha-á3í.íogq8-. .. 

Orago^Sa^ta Mari4» ou Nossa Senbo|[ia.4^ 
AssumpçpiQ. - :. , 

Ai^oeb^spaflo dô JBr^gat distríctqjaAifiiç^s- 
tr.ativo de "VíilJ^ JWaL 

A mitra apresentava o abbade, que (ifiba 
6CK)bli900. Féis.de ren^viafatoiQiiiiU^I.. . >-, 

.90a> ;f asa , 4^,f esido^cia * pajroobial: ^< Píjlin 
iQpa R|LSsae&. . • : , > . 

É terra fértil.. 

(Vide Villarêlho.) ..... 

FIWJB (SO Wf FiÍRBEipti--fr wi^i^ í^- 
osMonles, comarca e concelho de Valle J?a- 

ças- yi<jla Fiecreira (Su Pedro FJq^;40r) . . 

FDíS (S.) e PARADA— freguezia, Traz-OCN 
M9aOs,i4(09aelb9 e C(^i»fkrca da C}àíiiW ÍS^^ 
até 185;íi 4^ .aooDeJbfl #; M<uifoFt& 4^{U<^ 
Livre, então supprimiçlpi)|'A3(V}(i^9iajÍ¥y)$;ao 

N. dei Li*Q&,. W fcgop.^ I ' ; h1 .• » 
. fisa i7{^7 tiQbfli 96ifogps.. . .,' : ) 1 

^OOigQ g. Pedro aá.viwnía. . : . .. ;, 

Bispado .de BragapQa,' ^triçt^> ad»|ii^{f^ 
|ra<iy<>f'd0.yi)ila Rpat . r, • \ - : \ 

O iíMÍ.<pa4lPa4fl w»esem?.va p ^s^^M 
&, ma^ alSçfei^^ iPOíOOft /réia 4<>: ífWÍfe 
mento. ',...: 

Parada foi unUb ptqwiQ» fi^eStm^i^ín^e* 



um 



fm 



v& 



pendéiite, que ba mUKofl ânuos sè amtexoa 
a esta:' ■ ■ ^' • 

Também a esta freg^aeziá sé dá o noíne de 
Sl FÍM dó Castanheiro. 

ITOS (&)DE RIBA D'AVE-- Vícte Santo 
EsMãè FinÉdek^a d' Me. É no eoneelho 
èd Yilia Nova de Pamalioào, e denpmfaia-se 
offldalmente R^a d*Aèe. 

FINS (S.) DE SUB^EIRA ofl S. FINS DA 
FlSnUk— (oflacialmente Swfr-Fipmí) fi^egue- 
xia, Boaro, cdmap(;a, concelbo e 1:500 me- 
trosr ao NE. da ^eira, 30 kilometros ao S. 
àé PortOj 28Ó ao N. de Lisboa, 120 fogos. 

Mm 1757 tiíiha 106 fogosi 

Orago S. Pedro, apostolo; oa S. PMro 

Bíspadfo do Pòito, districto administrativo 
de Aveiro. 

É ft^gaezia bonita, abandante de agua, 
Iferlil e saudável. 

' As ff eiras benedictinas da Avè ^íaría, dá 
éidade do Portòj apresentavam o cura, que 
só tinha o pé d*altar. 

Tem uma egreja nova, que ainda está por 
cbnélufr: É pequena, mas desmedidamente 
alta, em comparação do seu tamanbo. 

£ tim arrabalde da vifla da Feira. Quasi 
toda a gente chama a esta^fréguezia S. Fiíiis 
éà Feira. 

FINSÍ;S.)DETA1IEL— fregueria, Mính(^, 
eomai^eat^eòhcelfafd de Barcelos, 18^ kib- 
metros ao O. de Braga, 365 ao N. Lisboa, 
68 fogos. 

Em 1757 tinha 66 fogos. 

Oragio^S. Pedro tins ou S^ Pedro aàvin- 

Arcebispado e distrielo administrativo de 
Braga.' .'■'■'''■ 

' Alhftra apreséãtflVa o abbád^, qué tittba 
cotizo réis de reádlmentò anntiaK 

"Éfèrríínáuito fértil. ' -• 

Esta freguezia e as de^ Santa Lebeàdia dé 
Taméle S. Veríssimo à» Tamél,'sao filtua- 
das no lindo e feracissimo ^M do Taiiiél, 
qtiò^ffiêádâ'bn(Aie»<ViaeTamél.)> ' 

FIOLHOSO — freguesia, Trás-os-JftmtfeS; 
eèímairca de AH|ó, ledtteeRio (tít -Miir^ 100 
kAò^tk^os to Nfi. a^ ttraK», m ai^lTi dé 
Lisboa, 135 fogos. ,' 

Eái 171^ tinha 106 f^^os. 



Drago Nottsa Seiàiora das Candrâ.^ 
PórifieaQao); 

AreebispadQ de Braga, distrâeto ádmiiuar 
trati^ de Villa Real 

Diz o padre Carvalho, qUe' ha aipi mut 
fonte, chamada à^Fipa, na qnal mettandoí 
nina garrafa de vioho, bem tapada^ bme- 
mente perde toda a tustanoiai i^ fieaub 
mais do que uma 0«?a«4a ^iniura. • 

O que é certo é a agua da FímUda Upa 
ser frigidissima* ^ • 

O cabido da tollegiada de Nossa. Senhora 
da Oliveira de Guimarães apresentava o 
cura, que tinha 40ifí000 réis e o pád^aluti 

FIRflDELLAS-^jiestà deserifttaem Fét" 
viãeUas. 

FISGAI^ freguezila, Mki^, tòi acé 1895 
dá comarca de Pico dci Regalados, oonei^ 
e 4 kilometros a O. d' Amares, e desde en- 
tão é do mesmo concelho, comarca' de Til- 
[á Verde, d'Dnde dista 3 kilometros a KE 
10 kilometros a N. de Braga, ^0 ao N, 4) 
Lisboa, 157 fogos. 

Em 1757 tinha 103 fogos. 

Orágo S. Migue), artíhanjo (anligantóflte 
S.Maínédè). 

Arcebispado e dlstricto adíninistraarFOâi 

Bi^agia. 

A mitra aprese&tava o abbade,'pop eoa*' 
curso synodal. Rendia anahalmioitd a abbir 
dia 250^000 réiSw 

Éra amígáffiteiíte da comarca de '¥iaiau, 
coUísélho é Visita il» Entre Hom^m e^Gi/i** 
dOy a que hojeee chama Aaiáredj''^ 

A égreja matrie, mediana em^tudo, foi 
construída no annio de 1739: 



. ■} ' 



^vfla ik^esta (reguezia^úma capeèla deâicauKi 
a 'SI Bemio, outra a Santo A^ioma> (aoÉgft* 
lÉtome de^S. Sebastíio)>meeira:da fírefuoiade 
Carrazedo, conhecida pela denominaçairds 
santo' Antonfo do Pilar; emais. outra per- 
teboemté; à casa^^* qtiiBta daTapada, dedío^ 
da a Nossa Senhora da Gula, a qual tem so- 
bié a; porta priÉdpal a seguinte iawôríp^o: 



',, • . t 



^r 



p^mimvm* I6i8. • . < i 



^at.r 



:í -''mv.o . j 



Ifesu oapeiUi exislè una irmanCáOéíde 



FIS : 

ecclesia^leoa, inthMadãí derS; P^4ra de IU-; 
te& Q M d'6$u Imaikd&de é soeewrerem- 
ae es irmãos uas aos outros nosr 24>er-* 
tos da morte, líão se pôde averiguar eom 
certeza, em que anuo começaram oa prí'^ 
nÉbos aliceroes e ftmdam oql iM doesta pie- 
dosa obra. Só se presume, por tradição» 
qae seria pólo& aaaos de i^% eim que fo- 
ram trasladadas para a Sé de Braga as pre- 
eioaas reftiquias do seu priflieiro çcelado e 
pastor, o glorioso martyr S^. Pedro de Ra^ 
tes, ao qual os prioseifo» f^odâdoresid^-esla 
imnttdade tomaram por patrouo e pedra 
ftuidaniental d« meam». lOiMvos Cazes^ sua 
origem mais aQtiga;e dado j^n^^dafeadao)) 
com bons angumentos, a sua ovÂnião, 'eomr 
tado, o que tenho dtto, pareee uais prová- 
vel « v«rosimiL 

Com tão feiix e acertado príooipio /oves* 
ta irmandade crescendo e augmentaudor^ 
dè maneira que^d^alli a poucos tempos» se 
podia contar por uma das maia auctí^ris^ 
das dé noBso Entre Douro e Minho; poique 
se lhe ^uniram logo os -mais ecHsteMAStioos 
dò» oonoèllios de RegaUdo«iv Villa Êhà» ^ 
Joio de Heí^ Lanfeioso GoiHO d0 BourO: « 
termo de Braga, e na irmandade eiústiram 
por muitos annos. 

Esteve primeiro esta iroiaiMÍade instUui- 
ds e'eneorpOFada na c^feja paroçhM da St 
Hartinhc^ de Carrazedo;; depois, per tonvèr 
nteiciag.e respisitos qtteAssifBOtpéidáraoo, se 
mudou, pelos annos de idl^ 'para= eeia<ioai« 
peila de Nossa Senhora da âma, oddehejo 
permanece em grande decadenoia* 

• 

B$iá éituada esla fregtiezia om terfeno iac- 
cidcfntad(v n* nKlrgeih eáqubri»;do Tit>iiio* 
ittRn, qile oQTFè ao^ Oy d» flaestta (fr^guAziáb 
âl^rtif «in.«éreaefe(, Vinho: veráa è imotas^ 
|l^inbípalmeme> laranja. Correr (ielo coitM 
d'ésta linigbezia wv hlielro» \ .chiMaaãO' Kil^ 
Icmços, que principia na freguezia da ISonreN 
eau)al»a,vo'm t'kik>me(ío»'deeuffi»^ naies- 
^i^y tlo^HíBfnmti. Rága <9 mde. ' 

' Bbta fns|[aexirfica.'porta.>dPi moriteiro 4e 
Rendafe. É n*esta freguezia a casa e qomH. 
da Tofíaáa. £ aethal i^eçaitdor-^Ma éàsa 
o ]n*i b. Aodfigo^deAzevedoi^^i €omiBhoi 

-A «Qiitiiaia «áiphdá éisèMre'#or HsrU^ 



FW> 



m. 



do do poeta etassieo vSá de M^ism^iW^ & 
fi»fidou AO seoulo XY { e qo» jaz^ 0a aua-iCi^ 
peHa^ oaegreja deiGaFrajiédo de:S^uro; ; 

Sá de Miranda era da família do$ Sás. fW 
uma sua neta« oubÂsaeta, que. casou c^mi a 
senhor de S. João d6^Bet.(iBm<)i 2,^dO(S A^e- 
vedoe) passouaos Asevedos. 

O ramo primogénito dos Azevedo? é na 
fjnsgtte<ía;de Lama, ond9 tem o.iieu solar, 
qtie jáo ^ra d'esta lamtiia ao ttempOi4e Dw 
AffoBSO Benriques; sendo eniSa sentMird!el« 
la D. Pedro Mendes d Azevedo iZ.'' ay$, ppr 
linha l^gHimae primogénita O: sr< vi^cj^prde 
de Azevedo,, que reside, na cidade do Portos 

Par&> evitarmos faitidioaae repetições, vl*^ 
dè Carrazedo de Bowro. 

FISCO— vide Cambres. 

F&OR DA ROSA— freguesia, Aleint«Bjo, 
comarca de Niia (até í^^ comarca de Por^ 
tàlegre, d'onde dista i% kilometf os) i% kil^ 
metros do Crato» i80 a SJB« de Lisboa, ISO 
fogos. Em 1757 tinha 31 fogos. 

Orago Nos^ Senhora da Fi(»r da Rosa, ou 
Nossa Senhora das Nevesa 
: Bra* isento do .^ãotpriorado do. Gr^to, 
pelo que perlen^e hoje ao patriai^hadc^dit* 
itido adtDinístrativo/de Por^ef^e. 
. Feira a i5 de agosto e^ 8 de setwhro^ 
afilias muito concorridas^ e cada uma dará 
três diaã. . . • 

O ^tfãoiprior aj^eaentava.o cura, que U- 
xáOí 12^ aiqueirea < de trigo, 2 aimitdes de 
vinho cru, dais. ea&talK>s do azeite^ e em din 
nheiro 4ifi000 réis. ^ • 

Ghaima^se vulgarmente ^rafto^ 4a jf/or 

éa Basa. Deve este nomee aisua origeni a 
UB» 'templo <|ae-aiH Amdou o grao-prior do 
Craio, D. Alvm-oCkfnç^iipea Bateira, {f9ii^ do 
santo eámmoftal eondestAveliX jyFuiK^«AI«> 
fkÊr& ¥èmrc^\ em iS^,<iiedicado aJHosa» 
Senhora das Neves, e mais vulgarmwtle 
Nossa Senltora da Flor davRoia^t v :, 

k imagem da Seahora< aohonrae eioond^ 
da)]iom(ismo.l0gai^am4ue «atáftmdadaa 
egreja. Consla gnefiomtismovtiítiQ da.egfor 
ja aotual existiu' em tempos raucítoe t)u(i% 
(a t)uè pertencia a iittagetAaqtii appafeeitltt) 

e um convento da tnonges^henediõliBoatqii^ 
c^ fAouroe destFiiiniB ^ciutaplelaDafiitei em 

7d6L ' •. .'■.'•••.• : 



mf 



Fyo 



FLOí 



&mr69 ifilèiB ipiè eiWeemeiA» existia 
séffíè Cf íÈéèrm ví^H ^^^ 'bofe^^tâ' «Ml' 
capelfô tfeâinaflâ a ®. Ôento, e qiié^á liíia- 
géifii dr^fóssa Senhora dâ Flopdaltcm per- 
lêâéiâá egtejft áfegBê Hfõéteiro. 

A ej^jà d^'Nos£fa SêQborà 4a Flor dâ 
Rosa é de archíteetara gothica^ de ex(tei^ 
tettte fabrica. :^ 

!HP^ nif ek) ã^éfín dieseança o f aildador^ etn 
Hái taoíralò deftiartnore. ^Qp^oe^se que fi)í 
sèn íi4fk^, o cotide$t'mel, i^ue ma&4t)ii erigr^ 
0^ Hionuífíefito. 

bem de maamiore, sobre steis leSes^ no ijual 
eèfâo Oft Pêstoft de' Dv 'Diogo Fetvandes .de 
Almeida, grão-prior -do Crato, e ôtbg de fi. 
Lopo de Almeida, conde d' Abrantes. *«- . 

R; M. da Si^va dòâifnáHestã edUicío cmno 
um' forte cãétí^llú, e diz que Flor da Rosa foi 
pofvoa^ porD. fr. Alvarro Goilçalves Fer^* 
ra (que ^tão Ibe edificou G:eas!^Hd):eín 
1356. 

(Jiá no ^ctilorX;VI aqui m fòzia a gri^de 
feira de 8 de setembros) •• 

'Na verdaáe; ao ediflíJN) d* egre}a^ da fOor 
^ Rosa mais lli&cabe o nonie de e^stéUo 
do que o dé l^^plo. Aqui Ibio albaçar do 
f^n ftmidãdór, e devia entio Mrumainêx- 
puginavel fortaleza, poiisétodo eoutírvÂá&éi 
robusta cantaria e coroado ^m toda' a -sua 
extensão de am^ás, guaritas 'e'6Ubéllo8,re- 
cjèfrdarâdd) m tempos en» queospèrtugiieEeíS) 
d^ próprias egrcÇa^ defandiMaí^a pátria Bi a 
liberdade. . • .: ' 

As delias dos antigos moUadoresesiao èm 
«otHipJetA ruina, e apenas -aigamili aalás ^ 
Cê^ií«mm âkida de pá, sc^vffMjio dedepmi^ 
t^' d»^ palha. Títoibem aiiiHia se oonlicrva.. dê 
pé um dauétpo deolio ardias;, oom pilafres 
éeníapmoreytodo «oÊerto de eiurdúíB e stlv 
t^jai^- ■' • . -.■ i' > -• ■• '^ "','• « 1 ,, í-.\ 

Ainda em-'1787)'«egúiick)('díiz friiid^sAák 
âaiitta> Cafliatfifia; nas shMrMtrntrmda/Or' 
de/m mtUitan d» 8* i/oAo dê Maitu» iêimam cortt 
p»' tto antiffO Mficiornobi^ i^ siuàijafKmi 

íffJUttnas, 40riMMhBidfor»atOitetTi^âemn^ 
t»piífyíiUa^>eilfim-lmrisdcab^ ' ' ^ . :. 
: ' O qM fè*«uil»:*n])ri»iliieii^oi]mnir^ de 
todo este edi Cicio, por tantos annos residiih> 



^â pritíc^pií átís gt^pHnt» (fe»Mâlta«âw 
seus 'li%if«d, é a* ég#6}a^ âf esâr de ^estar m* 
seftítèemterrentíalagaâiço^ neçomandoagoi, 
aih^ na niâfcír^ e^agetis, as/pai^êiies e j^vi- 
mémo. '' ' 

Sobre of4)(»llêD!Cieiâ asegixiiite^nM;ripQÍ9!r 

tmgítNl GRATIARW SÀ«3RU&f 

O tenipi» é iwtílto comprido, de^mn»- sâ 
marre, em fóma^cmdttl' e «aaralcimiado. 
areo<eraae#oéâlti%siin0>. 

A ÍBSSLgem 4^ padfotíra' é de márme»! e 
d« pi^norosaeãpdílptnra, apesar da^iiaãffií- 
tá afitiguMadé. IfeM na braço estuando o 
menino, tãfB9íbem< de mulea foraiesaraí. 

NdS^ diss das duásf feiras, faBein>46 tsmbBin 
duas grandes romarias a que concorre ffm* 
te de muitas léguas ém redor e ató de Kes- 
panfa. 

Este aleaçar é em'Uma^la«kie,â6paradQ, 
mas a pequena distancia- da poTo&ção/ 

Foi n*este áicàçarqueoií^oplalGÀrFett 
fe!í n^fêcef a fomiosa; Alda, donosissima^es^ 
pbsã ^b Àlfctgemedè BaHtaremi fiNMormh^éd 
bom Fir>ilào Btas * e afilbadâ de; D^ Alucd 

A a]defa'4aiFii)rda Rosiégrandèesabi- 
to alegm e deaabàfscda aisua sieiíiaçeo. Qoft* 
91 todos Q3 4Íe«i^ habiiiaDles sãQi'0[ein(^B!4e 
louça oi^di'itaii^ mB%>,qne Um^K q^àkyMê 
de^iae^tijrnaiiiioiao fago, epiop:ifi9i9 ánmilid 
esiiinaíãft eitem/ glande extiracç«»$ atô gir^ 
fora da pponpmdi». ' . . • 

• 

D. Alvaro>€r(mçiiliise9 Ber6ÍBsf,íandaâ9f*do 
ealMelle «^'tailiplo^da Flor da tEtosg èraiâfiio 
die D^ 6otiçfiiliKRcreãra,naireelrispo da Brftia 
HítúBM Tbe^ss Pires VíHaríDbe.iSsfie 9gt^ 
èi«|nr»eiá'41hírí da frioo<6>p€lden990iDQpddi9^ 
<Sòbçálo f«#eira;'B ée D(.Urrai€a'?i^u«»PÍ7 

Feé ç6Kit eotíde vDi CíiQilfalD F«féjKii4^q|i^ 
estando um'didiBO'4eUJsolaBé$íP«t0Írd^d9p 
70 ea^ltei aiikarenttf^ le ániigoflí«^Sj ÇRàe 

íB. .iáfara â3si9»lr<la.FeKeiRa,^>Mdi|eil-i^ 
s0in<ujaififcebÍspotíieii|Mie^tnft tatatta dofi»!- 



vm 



mm 



wm 



ém^éJB^^. ÈJkÊÊOiW iúBtfw^ oworoiot o\ 
iiiMÍ2d,> é vktft âò4ireTcílio poiKHgme, pánuer-i 

Ibai, e d*este casaiAiêiitiyms^ftU^ ebdí4iide }«>4^ 
oiíé^âe ji06(); <y«!!te6l«0 Q. NAnoUtaneB Pe- 
lica, dòodèstavel é0 Portvgtfi, eonlti 4â< 

Jí^% «te. Alóm- dd^ «(mâdtfSLTél; iiovbVe 
d^eMè <fasa(R»e»lo fi)Ais.>l8 filbos (Blpn» dot^ 

D. João I de Castella, contra a suaí|8dpii.)l 

riftnrònt» eram bolos eèsidoswiíEO-boiímQis^ 
a gae-08 ]aíthlo8 (íhainavaim /ulfoifálíkiê». -Q: 
uso doestes bolos ffifgaçasi) átnnitoálan an- 
tigo do que a monarcbta, fHii»' data, i^dlo 
itfgDè», da tempo dos romanos.' 

Eram pequenos pães redondos e chfltoSy 
pffif)rlos^ parra serem la^Unentfteatiáo»(tía, 
melhor áMtrúO9it^>ms0iiMÍ)j 

Ainda ^ff dlgmaas' teivos de Fartu^l, 
prM«ifalméiif» ite 'prorvíneiasi^Ofiwi^té^ sci 
Q8âf^iâto,'e^)bd «sl^ttauí ftdfi) do ion^ejfiio.' : 

Mais tarde, se deu o nome de foga^^ 
grandes fiei de tr^o^iD^oére^máikêilfHjèo- 
8i^<no 16v^e^ aKiiigínâd aiguiàhunvgí^án- 
de véln^e; (Vide Abiiál; Feira «Pdidbal). ■ 

' Goáve)^ti<lô8 o04iisitaQO9«oobristíaaiHbov 
ptínfeiplaram » pôr sobre* o» aliaras òjfertoBf 
qae consistiam em maierw ou liais- petfúft^ 
nas fogaças, mais^-ott ménw aperfdlçoaâbs. 
Depois tambett' í^atfi dispobáeiMaraacrfrêr* 
taâ^ ai que é$áiúiáÊàii^'iiximâo>ii9ta» A» fo- 
gaça (porque eram comestiveil^. 

@eiÉ aAdar dotf tempos^eaMramoe^iíks- 
sâMbSj cfitofOs e etapYúítfa/M^múffiititèrem 
wttíi otr-áíO MJDiboife, ou^peiaes iéstaa, oq 
4cumii& etle» ^nhiim^ leirae', MiB-pmm^ 
th <d»^fêf0iiiui, é é\ê ^omm^fwmá àdò ée 
ieHUNlsItf,' átKnçto eobisèqaio, enfa^ank nnii 
Iftío <e«iitr& M iBMiios, vindo oi'>qtteaté)0B4 
tio era um favor, a converter- se em tau 

'Mnftoi fime» ei emim^Mfeiilos iiifpdtip 
o foro ou reconhecença de fogaças, nnéiitóU 
iMiés^^^lâotmiêa». (Vièí»'(l(m»m ^asf^. 

''M>fèg(gfA$aí^mki4k9iÊàít^ peaótb):nnit« 



n>. Éitmícrnsma Jv» i mbnáaiikaM^^c^iiKniiitoí 
m0fo ^ifetts^vettanilMidi áa>>exes)08' iRir{iMt»i 
lsMs^tAiQu^DMQ4te2taAv]«w ainigDa^fvCb 
tiiilbMiit i9f Tiptima^ x^ O' íqotf jqnistrâio? p^n 
ra dar à fogaceiray que é o nome dai p^qncM' 
]|»>que tefa- a fttgafHiiBaytpioeieftfiiy eifliGQ»- 
tribue. Vide Feira). . ' » > ^ < 

Q pOfO) 4iBL «etnia (da dlein» temipacai Ài (|íie 
esUts: /IMMds dei fbfafai^iitram/dfr-ttiuiiafl» 
mãtlâis^dinâflaa^e-^â» doft>oj ^ 



Kr ' V 



s ' ' .' I ' ' í 



o nome òB^fàgâiça^ ^'iptnqaè^a^fa^aékiifiaiíM'^ 

tal D. Jlfana Fo^a{»; ^imis^ é<ènro.t eteá^ptiF 
o tomou (ou o povo ih'o>|letiV pela enâfiie 
fogaça que aUl nlaiidammMr amualiaéttle. 
0^ tiLlé Toesm» 'jàtanoi eket appdMídò, «fttè é 
nt«rtlo«ifiéfe antiga âoquié^^ia.i 

Ai»BÍti#i Mniília-pòr&if«Aza:que usav»>ii 
appellido de Fogaça, tinha, por armasi.aiáttl 
de cinco fainas ò/d^mH wÉmíò^BkjSiiwáú, 
gretada de ouro, e por timbhr^ w» nndho 
á»Ut&ÍBf aráeftdb.. 

FOGO—Dàse este noiaw^a.>timA'famití« 
que eesluba m xneamo iar. JVa^unsàaeinftti- 
gas leis civis e eccle8iastica%'#è9toiií)boi^ 
fèr^ €ini)^sa«MBl09^ etc:/obama'^«)^0fo 
inteiro se o chefe da,familia.é«lcssadòt4-e 
nM& fêg^ m eUd' é laoltolrei .oli tinvoj Bmiíe- 
Ifrá^ o iwpricÉiriar^ câaâA» pagtol Mmpn 
para a egreja o dobro do que pagava^ o km 
iftifiôíft^í^siolteiW; • ' < 

idé'^4Mt>'ni«Ma:eaaa'ba«ail8 da^tiernmtt 
coàiMai ei» JsciÉvi^, ^ara^laaiibs que iri)» 
vam em separado, sao tantos os fogos, coaii 
os lares. Finalmenta^ noà docÉtsfeiàftèsijãiti- 
gosj e para o que)ifièa'4ltoy1av;lo|oi«tMii- 

FOGO MORTO— Casa/ de fo^imánúiipf 
go apagado) é' d qoéresláridesbabiÉádo,»téÍu- 
Mo)a«mall0ie^BtaicultuvSt. ;' ^ . '^ 

ymr^o êêifm'wm^Á ofpMiiiUaApMh 

soa que roteou a terra brava e incultanite 
«bnsAmtdâl '«erÉle púdèK Mf ei&pafeé(¥Mo 
diréiob9anluifid>d^acfiUIIÉAa.^ <v - 
Bm IMO^ aebiMdDim ie^/id9A«lrM»É8db 
o> lUfitoiiOida iidaAlia.VdfcA, alaaim Ai 
Saini9 |ir»iO(>lle natça d «ae AMl0(v.^Me^ 



fOi: 



B«L< 



FOL 



Í(M86 todd piatfioado atè ao ultimo da' prúisd^ 
iBO^maio, sob jpíeiía^ de.perder8Hi:a que' eea 
íeBM^ OS: que^ nãa toèsém povoai: (os qno 
d^tfai^ eram iKroprfetaríos.oii seus* luerdeir 
roa) sob penaié» ^eialgaFomipFoprioáaieB 
à» fo§e mtorUK. ' ., 

IIOfiUEIEá^^o mesmo ^ fogoi casal o» 
reguengo. '■.:.:. 

D* í>ísnz; por' alvafá.do i28i «.deor a< An- 
tónio Estòvoa soa mulhÉT Tltareza Eato^ 
ves, a saa fogueira de é>or0(^i»^DOBQí aeoa* 
diçào de fazerem cabe^ da tal fogueira, na 
herdade que olles tinhãím em Cfdmièiihole 
Galvelhe) onde &e!«bamava^.Paías.if. 

iFÓIA^pioo granítico ^dsolaáo^ na 9erra 
âO:Alga3rye. YideFoya. 
, FOiO— vide Fí^o. . 

FOJOr— vide: Porteiia do Fojo. ' , 

ftíiO L0B4Ji-4regâezia» Minbo> comar- 
ca e concelbo. de Ponte do Lima,â4liiIo9lOr: 
tvos ao O. de Braga» 365 ao li d^ Lisboa, 

:.£m.ir57 tiaba' 57 tfiogos^^ - • t )-. 

Orago o Sftltador. 

Arcebispado de Braga, dislrieto admij^i^<^ 
trsttiiiro de YianMu ^ 

• Fájo Lobal, queir diaor-^/ióva éie ^açw^ h- 
^.:iVideFoyOi • . .. , .| 

Estevo andexa á: fregoeua^idsoe €abaçaa. 

É terra fértil.: • 

•Crgâtor de idabafos apreisientava o viga^ 
itoique tioba tO0jfíO réidite< côngrua ^-o 
pé.'d*aUar. ■ . ■ f. ••-.' ■ . r • ^ < .. 

FOJOS ou FOIOS ou FOTOS -^fr^g^^zia» 
Beira- B^rixá^ idomaDm «:'eonoetbo dpi^Sabu- 
gal, 285 j£DiiiMi^»:#o. E. «ho 4.«^a, IQ fo-. 

geS4> I •■' 1 . ' ': i, ■ r 

- '. 'Em iS5;( tinha áO fogosv 
- • €iragor8i,P.edl'Q^ ipoetâlo. 

Bispado de Pinhel, distrioto aâmini^aHN 

.¥0Kjda'-€tiiaFda.'- ■• • ' -.r-/ '•^'• • 

'i|ieproki]ãa>daraia« YJidiBFoyo.' r, 

O vigário da Navèr apresefitaifao.cot!^ 

«m tiBhaie^qOO ^íe^tefCOl|^l^lUk e .0^ pé' de 

tÈtiÊr*j"u\\ . « '• . • .f.-.' , I... .«,'•■ > ' 

^JTOUS SOlfáK)0B&t-I]^ ft86;.mi4g|iam 

^Maé» OuMosiifíj^é niaiMiiber IMÉ^OfUer- 
ttts 'ialMiiias.HrihMDitfili^iábaka.éoievrttl^ 



I I ■ • <■■ I , ■ ( 



k'-' '. '-i 



A»/«i. iá Bo tempo, dos romtttO^y e amiíeA^ 
poifly fúies, era uma moeda de cobrei, .qfn/i^ 
seigoBoéà mOf valia um realytO segoado o%r 
tros iO réls.--Mâs faies xomoiques, é a p^lk^ 
de qualquer animal. É dmvado do gnne. 
zoma du ioflui,.q!iierBigiiifica o^orpO/huipa- 
no e taad)em o pergamifibo. .. ': . 

Geralmente, aos ptsrgluniAbiesJiprefari)^ 
dos para escrever^ H dftva 'O nome» de fof»' 
zotnaqmtLi Nas provtn(^a$, inerte chamfyD 
fisle á pelle inteira- do eamekro oa cad)rí^ 
qnè aerve de sdfieo^para a ia^riAba. É tal (^ 
qual conra, um odre* Vide> Pene-la, • comam. 
daLouzan. / . , : 

FOLGOSA-^f^eguezio,. UoutQ^ oomiHiio 
dOr Maia, comarca e it kilometras. ao K df^ 
Porto, 3Í4. ao N. de Lisboa, 9t30 Ipge^. . 

£m 1257 tinha i47 fogos. 

Orago o Salvadora 

Bispado e: distrieto adminietrativo d^ 
Porto. 

Terra muito fertii e oria muteo gadO bo- 
vino, que exporta para Inglaterra^ 

O bispo e o mosteiro benaéUolínOida Ua- 
to Tbiyrso, apresentavapiaUernativamidiiieo^ 
abbâde, que vtinha 3004000 râns dQ rendi- 
mentOw 

F0Ii(H)SA-^vtde<Ppttfeci9 do Do^roH'. : 

F0L60SA— firegneaia^iBeira Aíta, eoin^f* 
ea de Taboaço, concelbo de.BsreQs até i^ 
e desde então e<»Banca.eeoocribO'de^Ar0a- 
mar, 18 kiiometroe do Lameg»>. 330|aoK« 
de Lisboa^ 150 fogos.: 

Em 1757 iinba 45 fogos. 

Orago rfossaBenbora. da (ks^*. ■■ i 

Bi£ipaido,;de Lamego^ díetjrtotftadmiw4^ 
livo de Visea, ., 

Viterbo ^xí qoe h* Sancho I Ibe deaipral 
em liSB, repartindo todo o terreno da tnh 
gnem em di$ .fi^tr#00«!<eoireUa9t-rC|k»9w4 
o que constava 4oe âoonmfiploe do moam^ 
FO de Salzôdas.;F!rjwal£lin;Bao.mem:iQnaie«iii 

foraL O.fiae é.e^rto,i é,i|iie^8t(^ fregn^eviili 
muito .antiga^ e; pelo m(m^ do>teiiiP<) 409 
godosv • ■ ' ' M->\ i.' 

O reitor de Armamar apresentava o cM^ 
que iUlha «MM népe. do eoowua<.0fi9ípé 
dtallar. ••.' ^-i ^ ■ ,-*•.. '.«.m l,- •'«•'■• • 

É ftenr^miiUii fiB]^.vProdiuiimiúU>44Mll9 
a eixcfiileileí mb^ Immixk natMU^nââa 



POL 

fregtieziA tttiitfts e ^vulfosas^Btas/diBiido 
tár^Beihorei, k qa^ foi da oonTenfo 4e Sal* 
Mas, tí(»)6 âo»%e^6iro9 do c^isreneslMiis- 
Ut^liHfa&títè máé^r, Rodrigo da Fokiseea 
<lfii|ftlhi6e, e a de VãUê Jlfer (ón Tatanor) 
•qdi^ii o Mtttlb ^deTiscondé ao sr. losélii- 
4m Guedes, e aetuatoente a seu sobrinho^ 
^^. Famsro de QiieiroiE Gaedes, scEgnndo vis- 
€0Bd6 do mesmo titulo. 

Na extremidade N. d'esta fregaeria, corre 
« bella estrada mangiiHU do Bouro. 

Era natural d*esta firegaeiia) oíalièeidQ 
desembargador da Relação dò Porto, Joa- 
^tn Cardoso de Garvattid e Gama. 

F0B6O8A — fregnezia, Beira ÂUa, oemar- 
ca e concelho de YouseUa, ISkiiometròs de 
Viseu, 275 ao Ni' de Lisboa. 

Esta #egiiezia está ha muitos annos uni- 
da á de Fataúnços. 

Na íregttézia de Folgosa está a celebre 
torre de Bamdaivizês (cornipçao de Bm^dab- 
lêm-^úB cabellúdos— -appellido de umafa^ 
milía árabe). Vide Bandavizes. 
' fOLOOSIHHO— ^d^Garraceir». 

rO&eOSiNHO--vilia, BeiraBaista, w^át-^ 
ca e concelho de Gouveia, 95 kilométros a 
NE. de Coimbra, 6 da vjllai de Mello, 300 a 
NE. de Lisboa, 280 fogos, 850 almas. 
Em 1757 ÚtÉà 190 fogos. 
Orago 8. Pedro, apostolo. 
Bispado e d^trieto administrativo da 
Guarda. 

Situada na serra da Estrala, b»]liadapor 
8 rihêirA do seu nome. 

Fbi povoada por D; Sancho I, em 11(118. 
Todos òs- auetores dizem que foi povoada 
por aquelle rei e n*aquelle anuo, menos 
Franklin, que diz -«^ que o foral lhe foi dado 
^m ltô7, 6 Aia é provável que o foral lhe 
ftsíse dado «im anuo antes de estar povoadat 
fiá aqui apenas a differençá de um aaso, 
tjftè pôde ser de alguns dias^ porque, eoaio 
^l^anklim t&9 traz o dia e mez da data «do 
foral, podia este ser dado no fim de 1187, 
povoando-se eutSo a vilia, e eomofaltavatn 
então poucos dias para o anno de 1188,(po* 
diam os escriptores marcar a época da po* 
voação n'esle anno. •<••' 

D. Aífonso II confirmou este foral, em ou- 
tubro de 1217. 



WfSL 



806 



a;fO»d#«olimhn)íifl0ftCili. t ^ > 

Grande-abQiidaAcib decarvâoylesha^^fiii- 
tanha, gado e caça. Do mais oifiiwiim^ .) 

-Oa.!diiq]M& úb htíõe», qae:«8ftjliQil)em 
manjOAies de Arrom^hes e. c<Adc0 der^lH- 
ran<bi!(do Corvo) «rara seoAtores douatams 
das villas de JeriOiéllQ, FiOlgoainhiO, Sóca^fBt - 
d^tes, Vouga e Oliveira do Bairro; Rstmfts 
armas â*esta faaiilia, idda AlalSes. 

Eraii ^fllfes duques que apreMiift^m o 
vigário, o qual tinha de r^^ento ^1000 
i5éis* . . •••• 

F0L60S0 — grande aldeia. Douro, ^- 
daaroat e 15 kHometvos a IK). de Arouca, 
concelho e 9 kilomeliros a 0« de Paiva,! ao 
&. do liò Douro (margem esquãrda) 30 ao 
£. do Porto^ 310 ao N; de Lisboa, 60 fogos. 

Pertence á. freguesia de S;Joao Baptista 
de Baiva, gae fica. 1 kilometro a N&. 

Ha aqui duas boas fabncto de pap^sen- 
do a melhor do sr. Manuel Vieira de An- 
drade- e Sâva. O motor de- ambas é a agua 
do rio Ardãf que passa ao IfO., pelo/fmlo 
ia>90Toa^ a<dlstaiftQkl de i&m kitomitro. 

Ha aqui uma capella dedicada a B. Ism- 
FençQ,«ãd» se diz naistaiBOA dias $jatlflea- 
âQ& e sd faz uma feata a 10 de agosto. • 

Por este logar passa a grande zonaiioar- 
bonifera de Pjuva.: 

PlxHLÍfflo.á. povoação, o a E. d'eiLa^ fica 
^mesaio 'áóbraiiceifo ao> logar) o morro ou 
pico/de^. Domingos^ que é ^ extremidade 
O. da serra do mesmo nomOé (Vide S. Do- 
mingos, serra, Doafo«)' 

Nas immediaB@&s de FOlgOso (nas duas 
ouurgèDS do Arda) teem. apparecido; muitas 
mós de moer ouro, do tempo dosi arahee/ 

Estas tnóê revdam muita antignidade e 
bastaste tiso.Edifire duas d*esta8 mós coUo- 
cavam o: minério, e depois de bem' tritura- 
do procediam á lavagem, para separarem 
da terra at partículas ou: paito^os á*.ouro. 
. Tambíem por, aqui ha varias galerias aher- * 
tas p<^ árabes, para extraoçio de metais. 
Em 1860 se achou aqui um pedaço de co- 
bre nativa, do peso de SI kilogranimas; nas 
pormaisque> sei tenha investigado, áSo àp- 
palreceumaís. (¥ldeArd|,,ri0i)! . 

Folgoso é povqaçâo li^m situada eaeu 



affiB 



VOL 



vm 



vinho verde; pro^Uizf oliiiM^B^ItaM^aQíldiiafi- 
«!to«i(mtfasOaetafs.f^&pássa^o?i1teird 
do seu'ii4»lã)eú • -i 

' dJtneèlht^ âo Mareo âe'GBtravete^faiit%ft:f»' 
ttlfixie'C(ni($ellK> deSeátbães) 54 látome- 
fltfiíft KE. ;â6 l^orto, 3^ ab li de Lisboa, 

Em 17^<lttkha 189 lò^s; 

'Oi>ag0'S. iQão BâplHta^ <m: &eg<As^ do 
gí Jtfaa Baptíiíta. ? : . 

Bispado e districto administrativo: dd 
PortO; - ' '"'.' "' ' 

Amitffl at>iǤ^taira o dibade, qoe tmha 
40Oi|íOOO réis de rendknezkio^ áanuali 

fOy&Èmiã.k ott FILHABCIilil^fj^^ 
gUiliia^ TrasÍA^-M^miéSj ooífiiarcai e cotíeel&d 
4e vaia Rekl) 84 kitom^trosa^) Nfi. â& Bra-^ 
ga, ^Wko N.^dOi Lisboa,. d £5^'f^os. ' 
' ^tn áTlSyuífiha.iâO^fo^s. 

■Oi?itgoS; Tftiág0,iía{)fostolo. • 'í - :• 

Ai%et)^^dd déBrap^' áistrieia adibinlB- 
tfttliw de Yirta «Real. . 
^^É>«^Fa «Miicd' lérlÉk;^<]ll»a.iiNiíto gaido dd 
l6daâqaáli^âé|^'eoàçit^'- ' : 

^Á^Mtera. a^i^éWBít»var^í]p^i*p9tBennío vi^ 
garioy que tin^a A^i^Sm réis de reziAi- 

FOLHADOSA — fregoe^a^ . Beira Baixa j 

eòmaãhsá aé Gouveia, oomselh» d^ Sandbmil, 

:iatóii855, depois (»>noetfa0)id0'Géa,<€iSS>kil«)- 

tnètror'a NE. de Coimbr^v SI5aoi^. da 

Elsboa, ÍÍO fogo». 

Em 1757 tinha 65 figdí. .• . 

©pago S. Fedrè, aiposCShír. ' 'i«- • • ': 

■i^p^dode QoinAi^iy^di^Fiètoiadimnistia- 
tivo dai6raarda« ■ ^ ' • 
. **fÉ<teu*r&1èrtil; CírianDatúfacaça^ 

eahidddaSé^dei^Garàãlíra apresemava 
•o-priery q^e ^ha SOOi^lOOOráis aimaae&. 

• * ' » ^ «^^^ • • » ' ' • 

«C^âstaúdd' pçFioíSciodogovernadcin bi-^ 
ifll:<do: iâi^triotoiila;/Gu£iDàa :qneiDi âiiuria Ciar* 
^Ma)Ví<ílra)9^var e Aitoqueriopie tfiá9<pFati-i 
eado reteivâftCesactofrdeicairidaáeéfií imtíB^ 
<â8io^ dai )io:v€ta4ãô de Foiàa4osa, jd9 ?0QiiSBtílò 
âe^Ciéa,. diiâeiEeiaa uito*epideiqia>te.eaeiar^ 
latiiul maliígiia,4i^'^2O6éa0kieiKdoíO8 fiolireé 
oom dietas e roafa%req}áaboziando«ihl6 os 



^ondicaaieÉitB^ ide dMdo que^^^wp iririnda^a^ 
Biía .^en&rosádadô.sj» t^moci ^a^aiMSMpaiiio 
BÉnearTiifDa octomNeieéo^^cxxNrrospaia 
■aoBâ^ ads 6aMmes:^MfníQa^.»i»»Bu^i- 
tadeiel m qtate^ em^Mi ieai soiq^ la«m/[o 
dftadnèagiBtaadota T^íinida <Di ^If^ia CaíriQta 
Vieimifovar e AUboifib^Qi^ ^ .ptio^Mae&eiRs 
qae l)em pFoáièaHsadi» M^fixÉÍ&m^s-ti^m' 
bredita localidade, ao qUerteoadad^Dri^^as 

dB:uma deãieafãio t6f4a49fttftme^ eliH^ 
— Paç9,'em 29 <& j^neóro^de iB^4ir-'r8!|lii(Niia 

IFOI.QilEâ^fregaeiía^ IBe«ra^Aftl^i'eoi»«^ 
ca e coneelbo d'Argaiil), 40' kilofadtroa:^ 
CaiiBbi!a,â2eia0 N; da Liaboa, âiQ ftugos. 
' Si&d^7 tliâia 1290; fogosa 

Orago S. Pedm,.apDslQlíK 

Bispado e . dislricK^ adiatniatiatàvd de 
Coimbra. . ... í . 

'lEem aimisonveiifo^-Que foi^de.ifffadee^tra- 
itos; .xâ)a» eomo; d-esfò einiveiUe diissa {q4o o 
iqoeítnhâ H • dizpr: no^ airtigo. Argonil^ para 
evitar respetiçoep, idâe'ArgafliL 

Folqn^ é Q^ttUçlí^ dCI . .fâlft^fU. - j?abe 
feáfèu (din^ii^): dó vurbM^iklffdiVJiaari^- 

tiíti'^ibe&il9, <|ae''pai^r^QlO'*ftâQtrQ!âa:f&e' 
guezia. ' ' • . ; : - ' i. 

. É terra bonita e-aatitto lettU. ' 

O collegio da^Sapaibeia de QoMs^»f{uui' 
bio») apcegentava aaaudkàante o foajDajfqae 
tinha 60IÍ000 réis annuaes. 

FONVáBlfiáS^iEiadremaáiira, pFfq^9loa 
Oeiras. São uns olhos i^^ng^at qiaeií^baiifam 
Boinieio.dapraiaií formanda uma :pe(]iiiena 
lagoa, rodeada de. grandaa-i^^sdi^a. >; • 
. É'Um sitio apcasivel ao fv^rão^porqaere- 
ordá ' ver, ;}aalo > á < $opef âcie . do< . ,T^, . ao 
€eiitrõ^d'aivissÍ{ao arefâi;, e j^tre roqha^de 
varias €ópj»as,.t»!i^ lago 4/0gaa ^icrystaltixH» 
oade borbudham contjU^aam&ote; diveifiis 
Badjces^si No idv^mo desappave^ e l^i^), 
^Gurque ^ iovad^ãi as onto embraveci- 
^dás. ■• ! > . 

. PO!^TÃ<>~fr.egíi«^a, Mtehô^ cooiarjea e 
Gpiioellio de Ponte :do Lia)a,.40,kik)nMtros 
a^Oi^de^Bl^aga^J^Wâo N^ de lasboaj.iA^ 
fogos. 

EoL 1757 tinha 150 loga^. 

Orago S. Thiago, apostolo; ■'-' ■ • 



' 



.(átveènfuiâcr .4^ tjftR$li9^;^^lkffi>«c1â^m^ 
,.:i.4ft>avms«»^i)eB^<£Ht)ft«t(#';^l^ de 

t lerra fértil. 

metros de Lamego, 324 ao .ii^j,^^l|iãl)q^, 
.iSftilií^s^.dOO alBia3;r^m> i<ro|ic^JLt^í^|. que 
Mietx^AtHa.em 18^^ tiikhav^0.ifQg99v 

de MBâdftjdJB, ptela^' Herrae do. áI«B)^e^ e 
Beira^ saqueafiãQ» indeiutoaiio t«ido, e(4^- 
golando quantos portuguezes alcançada* 

'l^pêFcerooa.TmoQOSô; -miâ açjudindo 
D^áJfoHfiialktti^iLes e.o>;gFmide £gadiMo- 
iiiz, âpeÈsar dos tmároah'Bari^i) jmtofjsupe-i 
oúores eiâ Buttsend e sí^ batÊrem-coono teims, 
íoeam e6iri|iletâan0âOe dffrotadoa^^tojaaai^dp' 
se todas .ae.igraâUeg !n({â61as .<|uii..tlAb8m 
roubado e as suas proprmi . v . '' ♦ 

Qaaoâ:» & piáneip^' p^HuigliQz ,Qmr^v£^ 
victorioso para Guimarães, lhe sabl«^ M 
passagem de Távora, um niimer^O' oorp0 
iâejii«cirds^:IX AOàBiso Jlle&ri4jaf9; faz des-' 
isiDçai! a sua 'géiitéie ^(Hn^r alfsttna arefei^o 
até ao meio 4ia, e então, investindo oêf^mm'^ 
'-msy.G&Ki talimpel&ofez^.qaafiik daÂ9 ho- 
ni8-QiS4l8sliacatou coinpdetametita.i . < 

Esta batalha teve logar ju&KrA(»-fitô;'l!ai 
vora, oods.ipúaco âepekrilM» Ját «lOttAOÍbntd 
de pedra (que aiBíâaexÈit0).eâ(re(-ask1^oa- 

'de^a^s-poc «est^ Intaiha,^ qaejDoMâittcJ 
Uepriques manâon fiindar . o eonvcíiitQ M 
S. João de TaroQC^,: 



É povoação muito antiga. D» Sancha Ver 

mm j(9?»bor^ d-esta.^iiiiLaVe-^auâi fijboi lhe 
deram foral em fevereiro»; 4^ ii9t3. Q^tros 
dizemi W^'ei»te for^l yeii^a «Ih^ .foi dadis pe* 
lík tal. a Sa«GhA y^rn»iivi 1^ «CfU» JUh^fii em 
16 de fevereiro de 1231. . . 



^m. 



m 



'«r 



'E;f!l4íeti| ^iiio alio, opmjijpáj en^raí^ ppir 
causa dos grandes penhascos que a,,QÇ^- 
cam. Fica pro3o^ai(|p:fi9.;']Pf|fVajM^.í . ,|* 

O nome de f|imi^ ArisadaiBro^e^gi^rli]^ da 
.;ma,.^^^ ,f^at^, eia Éór^ma, d'|íí.f<??, ique 
mencionei. . . <: 

. .. F.«i .ooiMâelhp, guasi t^o ^ofjgo .^pqE^ a 
^QiiHUifieíUd, q^a^r^^i . ai^|^igiidf:|,eai.24 ,^e 
psttubw).de i$a5. .> ,. .. . , „ ,. 
. . E terça feríil. Cria jpaulla ç{|{^4 .. . . ^ 
. ^ Uaivexsid^^ 4!S Ga^iptira ..apr^sepía^- 
v^ 0' yigâiriQ,. apU^dOj <iue .tmha i20Í(KK) 

,3rOííT'ARQA»A^YÍl^.!^iíiU9i.tCQçpiarpíi e 
:ÇQi|ce\ho.'d^l>oivoa del^ubeiâ<v l^J^^lom^- 
tf^s .a -N£.;de^^agí^,.^7Q,>aa N.de^l^isbQ^» 

^fl[i.47§7.tialja512;GigQS.: .... 

Orago.oS4vftdoir,.Qu çe$uFrí^ç4o de Je- 
sus Christo. , ., 

. . játrfcetiá^jado ^^díst4elo adm,im^t^ativo de 
Çmga.. ,. .'^ , . .;.;,- ,.;.. .. , . 

..' ^oi GouU)> PQ|[a,^J.asUQf^s prt^prí^^. le, com 
nove freguezias. ,.. -j ... 

.A i^f«y^a..ii^a,tri2; «fai 4a umi^o&t^iro de 

:^adô^b6Q^$».qi:^ JandQUii-.p ricçhmem P» 
Godinho Fafez, (da freg^zífi 4e. Gall^gOâ) 

^ rF4Stô .a(»avfn^Q ^á^qu ,dep()i$ a abb^dist 
seculftf^ ,4^ica;i^ç«idaf^os. . : ; /<. 
. Napi'sa «abo.q^anclp; tf tg cofiven^ ^i^ixou 
dâ ei^i^ir .qomo^ . ^ppgrega^ r^iQs^^ jm^ 
foi suppri.mid^Q^diepoi^ de 1,434 ;;porq|iif^n!es - 
te anno ainda a^^ui J^aviafraides, . 

Em 1455, o arcebispo^ D. Fernando da 
Gneiv^ £tpr^iis«atfk-ya. a^ui um clérigo ; ^ em 
1465, creou para a sua Sé, com cade^ca^ um 
ârjOedíA^d^i ^^^i grandes rendas, qu^ os 
a]^bJ:9poiS| fi^ara^i ^presient^^o^. 

É. aceita* freg3^ft a villa da Povoa de La- 
nhoso, capital do.c^ç^Uko d-eate nome. 

& tejffí^ m^i^ fi3rt.iÍ4'U'ifaj(nuito.gad()|, Ág^Q 
e^tpqytarparrai.íttglíuw^jpíi. ; . 

. O saci^o: c^ltegio patriarcbal apr^^en^aya 
dois vigários, com altem^va^eguai^^ que 
•curaívam^ a fr^gu^aia» Cada vigário >inha 
90^000 réis annuaes. 



^m 



FOS 



FON 



FOm*AftfSâBá-^ freguesia, Douro, co- 
marca o eoiieelho de Penafiel, 24 kilometros 
áò NlB: ió Porto, 324 ao N. de IJsboa, 230 
fògo^. 

Em 1757 tinha 203 fogos. 

Drago S. Tbiago, apostolo. 

Bispado e dístríeto administratiTO do 
Porto. 

Houve aqni nm convento de freiras bene- 
dietinas, muito antigo, que no seenlo XVI 
foi encrorporado no de S. Bento de Ave Ma- 
ria, do Porto. N^este convento de Fonte Ar- 
cada viveu a riquis^ma vínva, D. Frèilla 
Hermtnges {famiHeer da Ordem do Tem{rfo) 
a qual, em 1228, fez uma amplíssima doa- 
ção aos templários, de todos os seus bens 
que tioba nos três reinos de Portugal, Leão 
e Gastella. Tendo-lhe morrido um filho úni- 
co e sua mãe (d'ella) ainda herdou muitas 
terras e egrejas nos bispados de Lamego, 
Braga, e Coimbra, que tudo deu aos tem- 
plários, em 1239. . 

Pela extíneção doesta ordem (1311) passou 
o convento e todas as terras de D. FroHla a 
constituir uma boa eomm^da de Ghrísto, 
em 1319. 

A Mesa da Consciência apresentava o rei- 
tor (que era freire de Ghristo) e tinha 50 
tíiil réis e o pé d'aítar. 

A egreja matriz só podia ser visitada pelo 
bispo da diocese, que recebia 40];000 réis 
por cada visita, cbidos pela commenda. 

FONfE DE ALDEIA— freguezia, Trazos- 
Hònies; comarca, concelho e 12 kilomeU*os 
dèMirandft, 480 ao N. de Lisboa. 

Em 1757 tinha 52 fogos. 

Oràgo Santa Anna. 

Btfirpado e diírtrieto administrativo de Bra^ 
g^nça. 

O abbade de Tília Chan da Barciosa, apire* 
sentava o cura^ qúe tinha só o pé d'altar. 

E^dta' freguezia está annexa á de Yilla Chan 
da Barciosa. (Tida Barciosa.) 

FOMTB boa— fregueziâ, Minho, cotoarca 
4ò BâTceilos, concelho de Espózende, 30 hi- 
lometroB a O. de Bragas ^0 ao N. de L!s« 
boa, 160 fogos. Em 1757 tinha 129 fogos. 

Orago t). BMvador: 

Arcebispado e distrícto adhiinistrativo â$ 
Braga. 



" ■!• 



0'^rdyuffia'a9ieientaYa, p«r Mnemo, o 
abbade, que tinha 1:400#000 reis aamuM. 

GhamoU'^ prím^to Fímtedaman^é&ím^ 
Fimte Má (por ter má$ agiias) depoia F«itfe 
Boa. (Porque melhorariam as agoaa? É d 
que nao pude saber.) 

IVmeo acima da Banca doXn^n^éataíre- 
gueda, estão as minas de um castello ^ 
sitio chamado CtcmIo) qve pareee ser obiji 
dos romanos. 

Chega a f regoezia alé ae sitio clianndo 
Pôçô da Batalha^ eé tradição que aqui Ima- 
ve uma muito grande, ^treiáirístãos e mou- 
ros, e fti^ndo estes até um rttieiro, affluen* 
te do Cávado, aUi foram aaabados de derro- 
tar, e ao ribeiro, por causa do sangue que 
então correu, se ficou chamando Bio T^kUa, 

A partir Gom esta freguezia estàa de Bk 
Imio^ a cujo nome deu origem o mesmo lí- 
beiro. ^ 

Em amba» estas fregaems ha grande 
abundância de s^olas, ^e se exportam. . 

FONTE COBERTA— freguesia, MiQho, co- 
marca «concelho de Bucellos, 18 kilome- 
U*os ao O; de Braga, 342 ao N. de Lisboa, 
50 fogos. Em 1757 tinha 34 fogos. 

Orago S. Bomâo. 

Arcebi^iado^ e districto administrativo de 
Bragsa. 

É terra fértil. 

O reitor 4e S. João de Sil veiros, apresen- 
tava o vigário, que tinha 701000 Féi& aa« 
nuaes. 

Esta- freguQzia esteve s^guns. aanes- an* 
nexa á da Canreira; mas está outra vez in- 
dependente; 

FONtTfi Bá PIPA --vide Almada. . 

FONTB DA HPA --vide FMhoso. 

FOliTE i)0. BISPO ou SANTA GATfiARI- 
NA-*^fnágne9ia, Algarve,. eomar<ea e opnoe* 
lho de TavlFá, â4 kiiometros de Faro, MO 
ao S. de Lisboa, 460 fogos* : >. , , 

Em 1757 tinha 403 focos. 

Orago Santa Catharina. 

Bispado e dislrifito administrativo de faro. 

' Situada Junto a fragosas serranias, no ca- 
minho de S. Braz. ^ * ■ ' 

A egreja é de=ft*es naves, orditiãírifi." - ' 
Abundante étn^M^rrobas é a^ité; do 'oiàis 
pouco. JÍ - - . J - 



f^ 



m 



8a siqm muitos catÇâdores de profissão e 
mvàtSL es^ que se exporta. líoílOs alòao- 
erevest Povo riehoso e turbulento. 

As mulheres íatíMcam suricmqSf estame- 

tí»s, linho e estopa. Muitas colmeias. (Vo- 

ram aqui muitos hespanhoes» que levam a ., 

ént em rama para a Hespauha.) Muita gran 
^mnascOy que vae para Tavira. Três laga- 
res de azeite. Muite pedra de amolar. Esco- 
la de instrucção primaria, creada por de- 
creto de 16 de novembro de 1839. 

15 kUometros ao N. da egreja, no sitio da 
Á^a das Tábíia$f ha uma íénte de i^guas 
fitrea^^ que se diz muito effieaz nas obstruc- 
^çoes. 

Tem esta freguezia 18 kilometros de com- 
prido e 12 de largo. 

O bispo do Algarve apresentava o cura. 
Mq tinha renda certa. Um arado, pagava 
akiueire e meio de trigo ; dois arados, â al- 
qaeires, e o que não faz lavoura» 1 alquei- 
re, e todos pagavam meio alqueire de ceva- 
da, excepto os moradores d'este logar (Fon- 
te do Bispo.) 

FONTE DOS AMORES— vide pag. 339 do 
X* vol. 

FONTE LADRÃO -~ freguezia, Traz^os- 
Montes, c(tmarca' e concelho de Miranda, 
d^oBde dista 18 kilometros, 455 ao N. de 
Lisboa, 22 fogos, em 1757. 

Bispado e dístricto administrativo de Bra- 
fança. 

£stà annexa à freguezía da Silva. Quando 
«ra independente, tinha por orago S. João 
Baptista. 

O abbade de Villar Sécco apresentava o 
imra, que Unha 61^000 réis de côngrua e o 
pé d'alur 

FONTELLAS— *freguezia, Traz-os-Montes, 
comarca, concelho e 5 kilometros a O. do 
Féso da Régua, 90 kilometros ao £NE. do 
Porto, 340 ao N. de Lisboa, 250 fogos. 

Em 1757 tinha 139 fogos. 

Orago S. Miguel, archanjo. 

Bispado do Porto, districto administrativo 
de Villa Real. 

N'esta freguezia, no sitio mesmo chamado 
Caldas, pertencente ao logar da Rede, estão 
9â célebres caldas vulgarmente denomina- 
das do Mollêdo (povoação da Beira AUa, 

voLinn m 



que lhe; fica em frente, na margem (^potta» 
esquerda do Douro.) 

Gomo toda a gente chama a estas aguas 
mineraes, Caldas do Mollêdo, ponho tudo o 
que lhe diz respeito, no Mollédo. (Vide Mol- 
lêdo.) 

Fontellas fica sobre a margem direita do 
Douro, fícando-lhe sobranceira e a 3 kilo- 
m;etros ao NO., a víUa de MezaoFria 

A mitra apresentava o abbade, que tinba 
1:200^000 réis de rendimento. 

Muito bom vinho e fructas; poucos ce- 
reaes, caça, e peixe do Douro. 

É aqui a quinta do sr. dr. António Fer- 
nandes Alvares Fortuna, juiz de direito apo- 
sentado. 

F0NT£LL0-- villa» Beira Alta, comarca 
e concelho de Armamar, 8 kilometros a NE. 
de Lamego, 330 ao N. de Lisboa, 200 fogos^ 

Em 1757 tinha 99 fogos. 

Orago S. Domingos. 

Bispado de Lamego, districto administra- 
tivo de Viseu. 

Foi concelho, com camará, juizes e mais 
offkiaes próprios, supprimido depois de 1834. 

D. Manuel lhe deu foral, em Lisboa, a i7 
de maio de 1514. 

Situada a 6 kilometros ao S. do Douro, 
54 ao NE. de Viseu, e 95 ao £. do Porto. 

A mitra apresentava o vigário, coUado, 
que tinha eOijSOOO réis. 

N'esta freguezía está a alta e alcantilada 
serra de S. Domingos, a que dá o nome uma 
capella de S. Domingos, que está no vérti- 
ce do monte. Este Santo é advogado contra 
a esterilidade. 

A capella está em território deFontôUo; 
mas a serra não é toda doesta fregue- 
zía : parte d'ella, a menor, pertence á fre- 
guezía da Queimada, e por isso uns lhe cha- 
mam, Serra de S, Domingos de Fontêllo, ou- 
tros, Serra de S. Domingos da Queimada. 

D. AíTonso V e depois seu filho, D, João 
IT, aqui vieram pedir ao santo para terem 
filhos. 

Para o mesmo fim aqui vem gente de 
mais de 20 frlguezias. 

Diz-se que, onde hoje é a capella, foi um 
castello árabe. 

Na falda da serra^ está íLÇítm^^ Veiga de 

14 



2(0 



P()N 



FÒN 



NaçarãeSy onde, segando a tradição, foi o 
pfímittivo assento da cidade de Lamego, qae 
por sd ter revoltado contra os romanos (pe- 
los annbs iOO de Jesns Cbristo, sendo im- 
perador Trajano, hespanhol, e amigo dos 
lasitanos; poré ii seus cônsules e pretores, 
estando Roma tão longe, praticavam taes e 
tantas extorções e crueldades contra os lu- 
sitanos, que isto os levou á revolta) por se 
haver revoltado, digo, mandou o imperador 
14 legiões á Lusitânia castigar os rebeldes. 

Estas legiões arrasaram e incendiaram 
completamente a cidade escapando muito 
poucas casas. 

Os lusitanos que escaparam, foram fundar 
a actual cidade de Lamego. 

Consta que as aldeias de Queimada e Quei- 
madella (no antigo sitio de Lamego) trazem 
o seu nome d'este trágico successo. (Vide 
Queimada e Quémadella.) 

Outros escriptores dizem que esta devas- 
tação aconteceu à cidade de Lamego, estan- 
do já no sitio actual. 

Da capella de S. Domingos, se vé BayãOy 
Castro-Daire, Rezende, Mezão-Frío, Pe.-o da 
Régua, Santa Martha de Penaguião, Yílla- 
Real, Sabrosa, Alijó, S. João da Pesqueira, 
Penedôno, Moimentada, Beira, Tarouca, La- 
mego, Armanar, Jugueiros, Parada do Bis- 
po, o rio Douro e grande extensão de mon- 
tes (incluindo a serra do Marão). 
, O sitio onde está fundada a capella de S. 
Domingos, é um dos mais lindos pontos de 
vista de Portugal. 

Tem esta serra um medonho despenhadei- 
ro, que vae perder-se nos bellissimos e fera- 
cissimos campos de Yaldigem, que se vêem 
ao sopé e do lado opposto á bonita viUa de 
Fontéilo, que está na falda da serra. 

É terra amena e fértil, sobre tudo, em ee- 
reaes e vinho, que produz em grande abun- 
dância e de óptima qualidade. 

FONTELLO — quinta dos bispos de Viseu 
(Beira Alta) próximo á cidade. 

Não se sabe quando principiou este vasto 
tenréno a ser quinta; do aue ha certeza é 
de ser muito antiga, pois consta de um do- 
cumento que existe no archivo do cabido da 
Sé cathedral de Viseu, que esta quinta já 
era propriedade da mitra^ d'esd6 1159 em 



que o bispo D. Oàorio, a comprou a Xime- 
na Mendes e a seus filhos, Pedro e João, pe- 
lo preço de 25 miramolms (morabitinós) ou 
maravidius.)— Stiò era ííffl. Ego Esmem 
Mendis, una cum filiis méis. Pelro Heris et 
Joanne Heris, facimus vobis damno Odorto, 
episeopo, cartam venditionis, et fiímitudim 
de heriditate, quae habemus in territmã Ft- 
seo, ubi tfúcilanti Fonianello: damus iUaIU' 
redUate pro pretio, quae de vobis accepimm 
XXV maramoUnos, etc. 

O chronista da companhia de Jesus, Bal- 
thazar Telles, diz, que D. Miguel da SikOj 
bispo de Viseu, fizera esta famosa quinta, juM- 
to da cidade, am paços pontificaes com grwn» 
de magnificência, para habitação dos prela- 
dos doesta diocese e que dentro da quinta se 
estendiam grandes ruas cobertas depan^eiraet 
bosques mui frescos, tanques mui formosoSy 
fontes de gi'and^ artificio e outras notmis 
curiosidades; entre as quaes se viam gaiolas 
d*arame, de tal altura e capacidade, que den* 
tro d'eUas voavam os pássaros Uvremeiát) 
criando nas arvores qae ficavam dentre (fes- 
tas vastas redes, . . 

Ainda que esta quinta seja uma das me- 
lhores e mais vastas da provinciaj| tenha 
uma grande abundância d*agua e atna ex- 
tensa matta, e que deva grande parte dos 
seus melhoramentos a D. Miguel da Silva, é 
provável que Balthazar Telles errasse quan- 
to ao fundador, e exagerasse quanto á ma- 
gnificência. 

Também alguns escriptores sustentam qoô 
esta quinta pertenceu aos duques de Viseu, 
e que fora por elies doada á mitra dioce- 
sana, o que é erro porque já era da mitra 
muito antes do nascimento do infante D- 
Henrique, que foi o primeiro duque de Vi- 
seu, como disse no principio d*esté artigo. 

FONTE LONGA— freguezia, Traz-os-Mon- 
tes, concelho de Carrazeda de Anciães, co- 
marca de Moncorvo, 140 kilometros a NE. 
de Braga, 420 ao N. de Lisboa, 150 fogos. 

Em 1757 tinha 99 fogos. 

Órago Santa Maria Magdalena. 

Arcebispado de Braga, districto admini^ 
tratrvô de Bragança. 

O reitor de Salvador d' Anciães apresenta- 
va o vigário, collado, que tinha 40#000 rs. 



-'(FQN 



JON 



211 



FONTE LOlfGA— fregaeua, Beva Alta, 
flomaroa dê Yiila Nova de Foscôa, eontelho 
da Meda, 60 kiiometTDs de Lamego, 360 ao 
• N. de Lhsboa, 110 fogos. 

£m i7$7 tinha 60 fogos. 
• Orago Santa Maria Magdalena. 

Bispado de Lamego, districto administra- 
tíro da Guarda. 

O vigário de L<»igroiva apresentava o ca- 
ra, coufirmado, que tinha 4^1^000 réis. 

FONT£NARES—vilia, Beira Baixa, òo- 
marca do Sabaga), concelho d' Almendra, 12 
fcjlometros a E. de Pinhel, 335 a £. de Lis- 
iKia. 

Próximo de Cinco VUlas, existia ama vii- 
la ehamada Fontenares, que era muito an- 
tiga, e a qae D. Manuel deu foral, em £vo- 
vora, a 15 de novembro de 1519. 

Durante a guerra darestauraçãê (chama- 
da dos 27 annos) os easleibanos arrazaram 
6 incendiaram esta viUa, não deixando pe^ 
4ra sobre pedra, de modo que d'eila apenas 
ha ténues vestígios. O seu concelho e foral 
passou a ser depois o de Cinco VUlas. Vide 
esta palavra. 

FONTES — freguezia, Traz-os -Montes, co- 
marca do Peso da Begua, concelho de San- 
ta Martha de Pena Guião, 90 kilometros a 
£N£. do Porto, 340 ao N. de Lisboa^ 530 
fogos. Em 1757 tinha 311 fogos. 

Ofjj^o S. Thiago, apostolo. 

Bispado do Porto, districto adminislrativo 
deVillaBeal. 

O commendador de Malta apresentava o 
vigário, eoliado que tinha apenas o pó d'altar. 

É povoação muito amiga e foi viUa e cou* 
to. D. Sancho 1 lhe deu foral em 1203. D. 
Afiònso II, lh'o confirmou, com todos os seus 
privilégios, em Coimbra, em julho dul218. 
D. Manuel lhe deu novo foral, em £vora, a 
15 de dezembro de 1519. 

É terra fértil, sobretudo em óptimo vi- 
nho. 

F0NT£S BARROSAS — freguezia, Traz os 
Montes, comarca e concelho de Bragança, 
60 kilometros de Miranda, 480 ao N. de Lis* 
boa, 25 fogos. 

Orago S. Lourenço. 

Bispado e districto administrativo de Bra- 
gança. 



O reitor de Gonleilas apreseatava o cora, 
que tinha 8^500 réu de eongrua e o pó 
d'altar. 

Esta freguezia está tia muitos ânuos an- 
nexa á de Conlelas, eu de S. Pedro dè C&n- 
leias. 

FONTOURA— freguezia, Minho, comarca 
e concelho de Vallença, 54 kilometros ao 
N£. de Braga, 415 ao N. de Lisboa, 340 
fogos. 

Em 1757 tinha 260 fogos. 

Orago S. Miguel, archanjo. 

Arcebispado de Braga^ districto adminis- 
trativo de Vianna. 

É terra muito fértil. 

Os Silvas Telles^ de Lisboa, apresentavam 
o abbade, em dnaii vidas, e. a casa de Abo- 
rim {termo de Bareellos) e o morgado de 
Covas (termo de Yilla Nova da Cerveira) em 
terceira. 

O abbade tinha 500|i000 réis de rendimen- 
to. Tinha sido antigamente da apresentação 
dos Antas, de Rubiaes. 

É n'esta freguezia o antigo sdar da Casa 
Alta, que hoje está unido ao de Covas. 

Junto ao cruzeiro da egreja parochial, es- 
tá a capella do Senhor dos Affliotos» muito 
frequentada de romeiros. A imagem do Se- 
nhor dos Afflictos, veio para aqui, do Bom 
Jesus do Monte (Braga) e é de grandes pro- 
porções. 

Fot edificada esta capella pek) abbade does- 
ta freguezia, Joséi Barbosa de Yasconceilos 
(natural de Braga) para a qual o^ve do 
papa Pio VIL (que governou a egreja des- 
de 1800 até 1823 e foi o 250,« na ordem 
dos papas) por bulia de 14 de novembro de 
1820, os privilégios e graças seguintes — O 
altar do Senhor privilegiado in perpeinum,) 
para todas as missas que n*elle se disserem 
pelas almas dos fieis defuntos— Indulgência 
plenária a todos os fieis chris^os, de um e 
outro sexo, que, confessando-se e commun- 
gando, visitarem a dita capella, nos dias da 
festa da Conceição e da apparição do archan- 
jo S. Miguel. £ste jubileu principia desde 
vésperas até ao pôr do sol, do dia segulnte.y 

Alem disto, aos mesmos fieis, assim 
postos, que visitarem, nos dias das £staooes 
de Roma, esta capella e altar, ganlíapfo as 




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laesmas iaâalgenciââ, como se esta visiu 
fosse (éita nas egirejas roma&as. 

O edita], que publicou a bula pontíficia, 
ioi âalado em Braga^ aos 2 de outubro de 

No logar do Beguengo, d'esta freguezia, é 
a easa òa^Bm, de que é aetaal possuidor o 
sr. Francisco ^sé Dantas Montenegro, mor- 
gado da casa d* Antas, na freguezia de Ru- 
biães, concelho de Coura. A casa da Rua, é 
célebre por n'ella ter estado a rainha Santa 
Isabel, quando foi (segundo dizem) em ro- 
maria a S. Thiago de Compostella. 

Na encosta do monte do S. Gabriel, ão N 
a oap&lla, ha um sitio chamado T^lhões^ 
pelos muitos que aqui teem appareddo. Tam- 
bém aUi se vé um pequeno morro pyrami- 
dal, de pedras e terra, que parece ser o res- 
to de alguma fortificação. 

Nos T^lhSes, andando-se a fazer os alicer- 
ces de uma casa, appareceram os áe outra, 
achando-se muito carvão v^etal, e varias 
cunhas, de metal amarello, desconhecido, 
dentro de um forno. 

Biz-se que o nome d'esta freguezia pro^ 
cede de uma fonte que havia junto á Casa- 
AMf entre Rio-Torto e Casa-Gônçàllo; por- 
que a agua d'eUa trazia palhetas d*ouro. 

No silio do Córgo^ junto ao logar de Gró- 
ve, ha um monte, cercado de um fosso, pe- 
lo lada da estrada de Coura; parece ser o 
resto de algum antigo .castro, ou d'a]gum 
acampamento dos antigos lusitanos. 

No alto da montanha, entre os concelhos 
de Yallença e Coura, existe um pequeno for- 
tim, quadrado, com seu fosso em redor. Cha- 
mam a este sitio — os Casarões— Esit fortim 
serviu de casa do facho, no tempo da guerra 
peninsular. 

FOMTOURA— freguezia, Beira Alta, co- 
marca e concelho de Rezende, 1^ kilome- 
tros a O. de Lamego, 335 ao N. de Lisboa, 
340 fogos. Em 1757 tinha 200 fogos. 

Orago S. João Baptista. 

Bispado de Lamego, districto administra- 
tivo de Viseu. 

O reitor de S. Martinho de Mouros apre- 
sentava o cura, que tinha 61^000 réis de côn- 
grua è o pé d'altar. 



POR 

É uma grande e riea Ir^gaéziá,' fnrtfl ea 
todos os géneros agrícolas, pDdUzindo mui- 
to e óptimo ^nho azeite. 

Fica perto da margem esquerda do rio 
Douro, que a abastesse de óptimo pdxè. 

Suppõe-se que a esta freguezia deu ò no- 
me alguma antiga fonte que se (^masae 
Fonte do Douro. 

Talvez que lhe provenha de fonte da tim- 
ra. (Na cidade do Porto, junto á margem di- 
deita do Dourd— no bairro da Ribeira*^ ha 
uma fonte denominada — Fonte Taurina-- 
que deu o seu nome à rua onde está edifi- 
cada, por isso chamada-— ^ua(!a Fonte Tm- 
rina.) Não era muito que aqui houvesse tam- 
bém uma font^ue, por qualquer raião, se 
ehamai^se da toura. Já se vé que isto mo 
passa de conjectura. 

FORAES — os foraes são de institui^ go- 
thicai Ainda que alguns escrrptores sasMs- 
tam que os romanos davam carta de fotul 
ás terras que^queriam beneficiar, é errotta- 
nifesto. 

Os romanos davam por um decreto òqhí' 
nado, ou por uma carta do imperador, pri- 
vilegio de colónia rxmana, ou elevavam àça- 
thegoria de convento jurídico, com asf^imras 
e prerogativas de cidade do antigo direito la- 
tino, as importantes povoa<^ões que queriam 
engrandecer; e também davam estes privi- 
légios (os imperadores) com o fim de attra- 
hirem adhesões e crearem partido, o qae 
lhes era necessário, nas continuas guerras 
civis em que andavam envolvidos. 

Sertório, chefe dos lusitanos depois de Vi- 
riato, o antigo, adoptou para a Lusitânia to- 
,dos 03 usos, costumes e legislado dos ro- 
manos, dando muitos d^aquelles privilégios; 
mas a isto não se pôde nem deve chaifiar 
f(yraes ; porque estes tinham fins quasi to- 
talmente diversos, e até a sua redacção era 
diíferente. 

Quando no século V as hordas semi-sêl- 
vagens do norte dividiram etítre si os i&aa- 
meros paizes que constituíam o immefiso 
império romanoy os que occuparam as Oâl- 
lias e as Hespanhas, foram pouco e ponèo 
modificando e civilisando seus bárbaros cos- 
tumes e perdendo a sua ferocidade ; perqae 
já então n^estes paizes havia a dominafi* 



FOR 

• 

Tom^aa ftertaaaaâo as saas luzes, as áias 
leis e costacnes. 

Não letou muUos aonos que as raças ger- 
mânicas se não mistara^em com as péniÃ- 
sulares e formassem um só povo. Então os 
ms goclos trataram ãe promulgar leis t^úi- 
to sobre religião, como sobre os diversos 
ramos de admíBislraçâo publica, e direho 
é» propriedade. 

Todas estas leis e regulamentos que as 
acpiieavamy eram feitas pelos concílios, for« 
mados dos bispoâe dos senhores, e estes pro- 
curavam estabelecer legai e sdidatneute o 
86Q dominio sobre a propriedade e o seu 
despotismo sobre o povo. D'aqui nasceram 
osfêraes, * 

íA Pèoinsula Ibérica cabe tio principio dd 
século VIII em poder dos sarracenos, e o 
poder dos sêfiiumes godos acabou. 

Pdlayo, senhor 'god^ de sangue real, jun- 
ta nas caTèmas de Govadonga o iincteo^d'es- 
sãft legiões que^ depois de uma gnerrei de 
n^is de 5dQ ftnnos, consegniratti expulsar 
es árabes das Hespanhas^ 

Tbrnaín pois a ressuscitar a^ leis, a refi- 
gião e os cosHumes gothicos; e novos forass 
se v3o daiido ás terras resgatadas do poder. 
dos lãussolmanos. 

Não tenho noticiada existência de ne&huln 
fora) âtâterior ao reinado de D. Bodrígo, ul- 
timo rei godo. 

Os mah Tinti^^os que ha em Portugal fô- 
raln dadog pelo conde D; Henrique, por sna^ 
mulher D. Thereza, por varies senhores de 
imas, bhpéB, eonvei^s e mestrado», no ftm 
de século Xí e prioeipto do Xli. 

Todos os nossos reis desde D. Ailoaso i 
«ié'&. Affottso IH coBciedèram ttmitos fti- 
itès; Bias D. Dinis deu mai^ do que todos 
os seus antecessores, e rniiilo mais (avora^ 
^ ao povo. 

Oi reis que lhe succederam^ até. D. Jofio 
n, foram dando alguns foraes e varies pri* 
Yiiegios. Até D. João 11 inclusive se dá a to- 
Ais m Ibraéb o titulo ie-^Fomfgi^Hl^osi 

'bi Vanttel; l^etiâo a coiftfsão e irvegulavl* 
^Mlqiiè lUt^ AOi fomes véih4$, ^ o qami 
<ê iMâl V€fMadòs')8is povok cm» ot^foraes^da-» 
^l^eKM' fidâlgoir, gi^ão* mestres^ bispob 
frades, decidiu dar foraes a toda»as^lcftmi 



FOR 



2i3 



do seu reíno^ e é a est€S que se ehiaia Far 
raes novos. 

Este reiy por carta regia ^e 22 de noveuk- 
bro de i497, escripta em Évora, por Vicen- 
te Pilhes, deii ordem para se jnroceder à fa- 
ctura de novos foraes para todo o r^u^. 

A commissào era composta do dr. Ruy Bo*- 
to, do -seu conselho e chaneeller-mór do^rei» 
no^--âe dr. João Façanha, do desembargo. do 
paço — e de Fernão de Pina, cavaUeiro de 
sua casa. 

N'esta carta mandou recolher os onginaes 
de todos os foraes de todas as cidades, vil- 
las e lagares do reino; para se iazerem os 
novos. 

O pr^nelro foral que deu B. Manuel^ foi 
o de Lisboa, a 7 de agoMo de 150â. 

O trabalho dos foraes, abrangeu todo o 
reinado de D. Manuel. Poucos mais foraes 
se deram depois da morte d'este monamha 
— e a esses se dá o nomie de fnraes novism- 
mos. 

A relação mais exacta das terras que 
téem foraes, é a que escreveu FranpiaCoKu • 
ties Franklím, sócio da acadeâiiaitíâl dus 
sciencias, cuja 1* edição foi publicada em 
18Í5. t 

B' preciso limito cuidado com as áatas^ 
que o padre Carvalho deu aos foraes, na 
sua Choivgraphia, ... 

A confusã(» nô mode ded&tsu-, uasas v^es 
pela era de César, outras púo amio de ^emís 
Christo, o atrapalhou, fazendo esd^ever mui» 
tos amaohroBísmos. 

padre Cardoso, no seu jí^tccian(mo GeQr 
graphico de Poitugal (que não passou da lon 
tra C) é muito mais exacto nas âala^ y iMs 
aiikáa assio^ traz algOBS ârroa do ebiioõolo- 

gia. 

FORAM(lNXÃOS--(poi!tiigaíei antigo) em^ 
phiteutas, colonos ou caseiiros, qpie paga.Vftm; 
ao direito senhorio^ cornou pacté da pen^io, 
o foro de montaria, oxíàt monte. Segundo 

1 Fratíklim nao léu mais do qtie os títu- 
los dos foraes, pelo que a sua obra, 1^8 
imporunte, tem o grànd» delsitoide dírixir 
o leitor ignorando a qpe po.vQaiÇão p^lttep- 
c^m os ípraes (te terra*, pequenas, principal- 
mente se ha nbàis de uma dó mesmo nome. 
Tambeiá em mnitoe lhe dá aí pro^^ncia^er» 
rada, o que ainda causa mais confusãeu 



214 



FOR' 



FOR 



alguns foraes on prasos, era pago em caça ; 
segundo ontros, era a obrigação de eorre- 
rem os montes com armas e eaes, na compa- 
nhia do senhorio on sen mordomo. 

Nas inquirições de D. AfTonso III, se achon, 
na freguezia de S. Miguel de Qaeiran, que 
o bgar de Nmmam ou Lovmam\ fora dado 
por D. Affonso Henri(|ne8, em 1134, a Pela- 
çio Vozoiz, Em 1290, nas inquirições de D. 
Diniz, se achou que aili (Noumam) moravam 
uns 12 homens, cujos casaes eram coutados 
e elies eram foranumiãos. 

Em Ventosa se achou èntao, que o casal 
de Covêllo era foreiro ao rei e seus colonos 
foranwntãos. 

Em Vousella, a maior parte da herdade 
de Paços de Vilharigues era de foramontãos 
d*el rei. 

No mesmo anuo um casal da aldeia (fre- 
guezia) de Pindello à*AlafÕes, era de fora- 
montãos da Ordem do Hospital, etc. 

Havia foramontãos do rei, dos fidalgos, 
das ordens religiosas e de cavallaria, e de 
alguns bispos e abbades. 

FDKGALHOS— freguezia. Beira Baixa, eo- 
marca e concelho do Sabugal, (até 1855 do 
concelho de Villar Maior), 120 kilometrosa 
SB. de LamegO; 315 a E. de Lisboa, 95 fo- 
gos. 

Em 1757 tinha 45 fogos. 

Orago Santa Maria Magdalena. 

Bispado de Pinhel, districto administratl^ 
vo da Guarda. 

O reitor d* Alfaiates apresentava o cura, 
que tinha 51^500 réis de côngrua e o pé de 
altar. 

Fica perto da raia. 

FOMÃES ou FHOJlES-^ffêguezia, Mi- 
nho, comarca de Barcellos, concelho de Es* 
pózende, 30 kiloigièuros ao O. do Braga, 360 
ao N. de Lisboa, 200 fogos. 

fim 1757 tinha, 167 fogos. 

Orago Santa Marinha. 

Arcebispado f districto adipínistrativo de 

Braga. . 

Fica perto da eosta 4o Ocaaso. 

É terira muito fertiL 

O D. abbade benedictiqo do mosteiro de 
Palme^ apresentara o vig^rijO» gue tiaba réis 
TOiHOOO. 



rORLES — freguezia, Beira Alta, 
lho de Sattao, comarca e 28 Idlometros ée 
Viseu, 310 ao N. de Lisboa, 30 fogos. 

Em 1757 tinha 22 fogos. 

Orago Santa Luzia. 

^pado e districto administrativo de 71- 
seu. 

Fortes, forlys, frolyees, frolys e frotençaSf 
o mesmo que florins. Moeda de ouro puro, 
que se começou a cunhar em Florença, em 
1252, tendo jcada uma, uma oitava. Ejti 
moeda foi introduzida em Portugal, no td*. 
nado de D. Diniz. Em 1309 já cà havia/or- 
lei de oura (vide Guimarantínhos) era 13S6I, 
já os havia de ouro e de prata, (vide Fomm.) 

O abbade de Ferreira d'Aves, apresenta- 
va o cura, que tinha 8jm0 réis e o péd'al- 
tar. 

FORMAL — (portugnez antigo) vivenda^: 
casas, quinta ou qualquer fazenda ou casal 
que anda emprasado. Também se diz /ionMi 
a parte que toca a cada. herdeiro. Ba yarios 
logares em Portugal com o nome de Fcrmak 
Foimaes e Fci^melans, 

FQRMARIZ — freguezia, Minho* comai«a 
de Yallença, concelho d^ Coura, 4^ kilome- 
tros ao NO. de Braga, 405. ao N. de Lisboa» 
200 fogos. Em 1757 tinha 150 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Vianna. 

Formariz é corrupção de íVaiwam, qie 
quer dizer — filho, ou da família de Froma** 
rio. 

Os viscondes de Vilia Nova da Cervei»* 
apresentavam o abbade^ qtie. tinha 3004^- 
réis anâuaea 

(O abbade doesta freguesfta eira prlman* 
mente feito pelo povo^ e confirmado V^ 
arcebispo ; mas um abbaderf^filbo ^. abtiaâd 
de Fontoura— conseguiu dos fregoe^s qMf 
cedessem o direito de apreseotaçSo,no$taes 

viscondes.) 

. "^ • ••■ • '. - •' 
N'^ta freguezia é a antíqnissima f^^ ^ 
AhoriwL Dizem aipms, que i nasceu afpi P- 
António Mendes de Carvalhal» piijneii;9»biliK^. 
d*Ei vas, e : náo .em Ft/Za^ Misnâeíf na fr«gu^í^ 
de Feirmra; nem em Gan(iioha,.jsomO'Q9ti'<^ 
piDetendem. ; ... • - '' 



FOU 

Também &'estji fregaezia eatá .a antiga e 
illo&tre eaaa de Manlellães^ e não em Pare- 
des, como outros dizem. Foi esta casa solar 
' dos GastroSy que vieram de Fornéllos (Gal- 
liza) descendentes de Aldonsa Vasques de 
Fosméllos, senhora da casa de sea marido, 
Fernão Pires (ou Peres) de Castro^ filho bas- 
tardo de D. Pedro Fernandes de Castro, se- 
vhor de Lemos; a qual se uniu á casa de 
Sotto Maior, por casamento de D. Ignez An- 
nes de Castro, senhora de Fornéllos, que ca- 
sou com Álvaro Paes de Sotto Maior, senhor 
de Sotto Maior. 

Consta que esta casa foi originariamente 
dos condes de Belmonte. 

Houve u'esta freguezia uma torre antiquís- 
sima, que; Thomé Pereira mandou derrubar, 
para com os seus materiaes se construir uma 
caaai> onde fazis^ as audiências. É hoje esta 
casa possuída por o sr. João Pereira d*Aze- 
vedOw 

.1^0 mais alto monte d'e^a freguezia, estão . 
as ruínas de uma grande fortaleza, ainda 
hoje chamado Crasto, É provavelmente obra 
dos romanos, porque, pouco distante passa- 
va uma das vias militares romanas (ou ra- 
mal d*ella) qu» se dirigia a Astoif a. 

É a freguezia mais fértil, amena e bonita, 
do concelho de Coura. 

Nos seus montes ha abundância de caça, 
grossa e miúda. 

FORMARIZ— freguezia, Minho, comarca 
e 4soncelho de ViUa do Conde, 35 kilometros 
a O. de Braga, 335 ao N. de Lisboa, 20 fo- 
^os. 

Em 1757 tioha 14 fagos. 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Arcebispado de Braga, districto adminís- 
tralivo do Porto. ; 

A mesma etymologia. 

O abbade de S. Salvador de Toiíguinhó, 
apresentava o vigário, confirmado, que^ti- 
vh^ 3041000 réis annuaes. 

FOR|flGA>r Minho, comarca e concelho 
de Ponte do Lima, freguezia de ArpozéUo. 

Na qçrra de Argfí, em t^reno 4*e(la per- 
tesfiente a esta freg^ezl^ existe^m a^ ni^na^ 
Ae um oastellp ^oo^tfuij^ pelos romanos. 



FOR 



21^ 



O padre Carvalho, diz assim na sua C^-^ 

rographia: 

T 

9 

Acima do arruinado castello da Formiga 
está a capella de Santa Justa, virgem e mar* 
tyr, de Sevilha; mui visitada com clamores 
de muitas freguezias, e romagens de toda es^ ^ 
ta ribeira : (do Lima) é advogada d*aquelles 
que não teem filhos, e quando lh*os vão pe* 
dir, lhe levam frangos e frangas bicancas, e 
obra Deus, por sua intercessão, grandes ma- 
ravilhas. 

FORMIGÃES —freguezia, Extremadura, 
comarca e 18 kilometros de Thomar, con- 
celho de Villa Nova de Ourem, 150 kilo- 
metros ao NE. de Lisboa, 100 fogos. 

Em 1757 tinha 137 fogos. 

Orago S. Vicente, martyr. 

Prelasia de Thomar factualmente patriar- 
chado) districto administrativo de Santarém. 

A Mesa da Consciência e ordens, apre- 
sentava o vigário, que tinha 120 alquei- 
res de trigo, 30 de cevada, 1 pipa de vinho 
e 24i^000 réis em dinheiro. 

Junto ao logar da Quebrada, d*esta fire«- 
guezia, ha nos olhos d*agua, abundantes no 
inverno. Por elles sahem ás vezes ouriços de 
castanhas. Em mais de 8 kilometros de dis- 
tancia nào ba castanheiros, o que faz crer 
que vêem do rio Zêzere. 

F0RMI60S0— monte, na serra de Argâ, 
Minho, pertencente á freguezia de Arcozêl- 
lo, comarca e concelho de Ponte do Lima. 
Ha aqui muita caça e também muitos lo- 
bos e rapozas. 

FORMIL— pequena freguezia, Traz-os- 
Montes, comarca de Bragança. Está ba mui- 
tos annos annexa á de Gostei. 

(Vide Gostei.) 

FORMILLO-^ aldeia, Beira Alta, da fre- 
guezia da Granja Nova» concelho de Mon- 
dim da Beira, comarca de Árriiamar, bispa- 
do de Lamego, districto administrativo de. 
Viseu. , 

É aqui o solar do sr. Miguel At^tonio de 
Mesquita Pimentel, fidalgo da casa real, e 
chefe de uma das mais nobres i^miUas da 
Beira Alta. , / 

Mesquita é um appelliío nobre am Por» 
tugal. Procede de FernSa, Martins Vasanes 



m 



F(m 



pok 



Pimentel, que fhe aoerescentoa HeAquita, por 
ter tomado, com quatro irmãos seus, a mes* 
quita dos moures, na conquista da praça de 
Ceuta, em Africa (14 de'agoste de 1415.) 

Foi seu primeiro filho, Lopo Martins de 
Mesquita, que herdou a easa de Guimarães, 
na previncia do Minho. 

Tem brasão d*armas completo, que é — 
em campo de ouro, 5 cinto», dç púrpura, 
com fívella e passadores de prata, em ban- 
da. Orla azu^ carregada de sete flores de 
liz, de ouro ; elmo de aço, aberto, e pòr tim- 
bre, meio mouro, de frente, vestido de azul, 
eom turbante de prata, e uma lança, da sua 
própria côr, com hastea de ouro, en'ella en- 
fiada uma bandeira de prata. 

Outros do mesmo appellido, usam— escu- 
do dividido em pala — na 1.* as armas dos 
Pimenteís 2/*, e na 2.*, as dos Mesquitas. 

Ainda outros d*este appellido, trazem o 
escudo dividido em pala — na 1.* as armas 
dds Mesquitas L^^—e na %\ as dos Pimen- 
téis 2.«' 

Pimentel, é também um nobilíssimo ap- 
pellido em Portugal. Procedeni da alcunha, 
imposta por D. AíTonso III a Vasco Martins 
de Novaes, que era moço fidalgo e meiri- 
nho-mór d*aquelle rei, pela sua intelHgencia 
e desembaraço. 

Suas armas são — em campo verde, 5 
vieiras (conchas) de prata, em aspa, realça- 
das de negro. Timbre, meio touro, de púr- 
pura, armado de prata, com uma das viei- 
ras do escudo na te§ta. 

Alguns lhe accrescentam orla de ouro, 
carregada de oito cruzes de púrpura. 

Foram d'este appellido e usaram d*estas 
armas, ,os condes de Benavente; mas as au- 
gmentataip da maneira seguinte : 

Escudo es(}uartel|ado— no !.<> e 4.*, de ou- 
re^ 3 cptiças de púrpura, em faxa— no 1*» 
e 3.% de verde, 5 vieiras de prata, realça- 
^ de negf 0^ em aspa. 

Outros do n^esmo app<^]íicío, trazem por 
aipas— escudo esquartelado, no f .* o 4.* de 
ouro, i coticas, de púrpura, em faxa; no 
%• j9 3.*^ de verdQ,.tres vieiras áe prata, em 
rof|iiéte» realçadas de Begi'o, orla de prata, 
ealfegada de cruzetas de púrpura. 



Oft ecmdes de Benavente, procedem de D. 
Rodrigo Affonso Pimentel, que casou na 
Hespanha, com a filha de almirante D. Af- 
fonso Henriques, filho do mestre de S.TIia^ 
go, D. Fradique, e o rei de Gastella (Philip- 
pe II) lhe deu o titule de conde de Beaa- 
vente, em 1598. 

Suas armas são—escudo dividido em pa- 
la, na 1.*, de verde, 5 vieiras de prata, em 
aspa, e na 1*, de prata, faxa, de 3 coticas 
de púrpura. 

Os marqnezes de Yianna, doeste mesmo 
appeUido, procedem de D. Pedro Pimentel, 
filho segundo de D. AfTonso Pimentel, aa 
qual Philippe II de Gastella fez marquez de 
Yianna. 

Suas armas eram — csòudo esquartelado, 
no l.*" e 4.^ de ouro, 3 coticas, de púrpura, 
em faxa, e no 2.* e 3.% de verde, 5 vieiras, 
de prata, em aspa. Elmo e timbre dos ou- 
tros Pimenteis. 

FORMOSELHA— aldeia. Douro, próximo 
à villa de Soure. É aqui a 25.« estação do 
caminho de ferro do norte. 

FORNACA — portuguez antigo — casa da 
moeda (em razão da fornalha em que alH se 
derrete o metal). . 

FORNASIHHO ou FORMESINHO •— portQ- 
guez antigo — filho bastardo, 

FORNÉLLO^-fregueziá, Minho, comarcão 
concelho de Villa do Gohde, 25 kílometros 
aof N. do Porto, 335 ao N. de Lisboa, 900 
fogos. Em 1757 tinha 100. fogos. 

Orago S. Martinho, bispo. 

Bispado e districto administrativo do 
Porto. 

As freiras de Vairão apresentavam o ea^ 
ra, que tinha 30:^000 réis e o pé d'al(ar. 

Fornéllo é diminutivo de forno, o mesmo 
.que fominho, 

FORNÉLLO — quinta, Douro, fré^eifa 
de Pédorido, concelho de Paiva, comarca do 
Arqi^ca, districto administrativo de Aveiro, 
bispado de Lamego. Situada sobre a mar-^ 
gem esquerda do rio Douro. È Seu aeciNl 
proprietário o sr. Veríssimo Albín<>íèétéi- 
ra Vaz Pinto, dd Burgo, d'Arouca. 

E\Êtá quíbta tem terras de semeadura o 
um extenso pinhal. Xúnto a éllâ, ao O. i^* 
sa a grande zona eari)onflèra de Pai^a. 



F(m 



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FORMBLLO DO MONTE— freraezià, Bei- 
ra- Alta, comarca e concelho de Vousella, 18 
kSlometros ao NO. de Viseu, 265 aò N. de 
lifidbiea, 130 fogos. 

Em i757 tinha 103 fogos. 

Orago Santo Estevão, proto-martyr. 

Bispado e dístricto administrativo de 

A mesma etymologia. 

O vigário de Santa Maria da Ventosa 
apresentava o cura, qne tinha 30^000 réis 
6opéd*altar. 

FORNÊLLOS— fregtiezia, Minho, comarca 
e concelho de Barcellos, 25 kilometros ao 
0. de Braga, 3(K> ao N. de Lisboa, 80 fogos. 

Em 1757 tinha 40 fogos. 

Orago o Salvador. 

Arcebispado e districto administrativo de 
Bitiga. 

A mitra apresentava o reitor, que tinba 
80^000 réis de rendimento. 

A mesma etymologia. 

Foi da Ordem de Ghristo. 

FGRNÊLLGS — fregaezia, Minho, comar- 
ca e concelho de Fafe, 24 kilometros a NE. 
de Braga, 360 ao N. de Lisboa, 125 fogos. 

fim 1757 tinha 77 fogos. 

Oràgo Santa Comba, virgem e martyr. 

Arcebispado e districte administrativo de 
Braga. 

A mesma etymologia. 

A casa de Lestido, a de QvUntan e a do 
Aiiento apresentavam o abbade, qne tinha 
de rendimento 18011000 réis. 

FORNÊLLOS — freguezía, Minho, comar- 
ca e concelho de Ponte do Lima, 30 Icilome- 
ttos a O. de Braga, 3dO ae N. de Lisboa, 240 
fogos. 

Em 1757 tinha 250 fogos. 

Orago 8. Vicente, martyr. 

Arcebispadc» de Braga, districto adminis- 
tfaliVe de Víanna. 

A mesma etymologia. 

A mitra apresentava o reitor, qne itoha 
i40i^00p réis annuaes. ^ 

^Meommenda de Christo. Ê n*estafre- 
((aezía o f^ai^o és Anguiãò, qtie foi de D. Ró* 
^% Ab Mello e Uma, 5.* fitho de D. Leo- 
Brfí dé Ltalà, !.• visconde de ViHa Nôva da 
Cervcifi. 



Ha fambett aqui a nobre e antiga casa 9o 
Barreiros^ que foi dos descendentes do dílo 
visconde. 

É tradição que no monte próximo vive- 
ram umas santas mulheres, fazendo vida as- 
cética. 

No alto da serra ha vestígios de antigas 
fortiflcações. 

FORNÊLLOS— freguezia, Beira Alta» co- 
marca e concelho de Sinfães, 40 kHometros 
a O. de Lamego, 315 aò N. de Lisboa, 280 
fogos. 

Em 1757 tinha 118 fogos. 

jOrago S. Martinho, bispo. 

Bispado de Lamego, districto administra^ 
tivo de Viseu. 

Era do concelho de S. Fins, comarca de 
Rezende; mas, sendo supprimido o conce» 
lho de S. Fins, em 24 de outubro de 1855, e 
creada então a comarca de Sinfaes, ficou 
esta freguezía a formar parte da nova co- 
marca e concelho. É terra fértil. 

A mesma etymologia. 

O papa e a mitra apresentavam o abba- 
de, que tinha 450)^000 réis annuaes. 

Fica próxima da margem esquerda do 
Douro, que a fornece de peixe; servindo- 
lhe o mesmo rio para a navegação do Porto 
e Alto Douro. 

FORNÊLLOS — freguezía, Traz-ts-Mon- 
tes, comarca do Peso da Regoa, concelho de 
Santa Marlha de Penaguião, 90 kilbmetros 
a ENE. do Porto, 340 ao N. de Lisboa, 140 
fogos. Em 1757 tinha 90 fogos. 

Orago S. Sebastião, martyr. 

Bispado do Porto, districto administrati- 
vo de ViHa Real. 

A mesma etymologia. 

O commendádor de Fontes (da Ordete de 
Malta) apresentava ò cura, que tinha de ren<» 
dimento 401000 réis e o pé d'altar. 

FORNE2IINfiO>— o mesmo que/bm«zíiiAa' 
(filho bastardo). 

FORNILHOS ou FORNENHOS-^fregneiifa» 
Beira Baixa, comarca de Trancoso, concelho 
de Aguiar dá Beira, 30 kilomHros a E. de 
Vlseu^ 305 ao NB. de Lisboa, 110 fogos. 

t9rago Santa Marinha, virgem e martyr. 

Bispado de Vizeú, districto adtaíinístrat^ 
vo da Guarda. 



218 



FOR 



FOR 



O Portugal Sacro nao traz esta flregaezía. 

FORmziO — portagnez antigo — concabl- 
nato, adalterio, mancebia, vida torpe, ete. 

FORNOS — íreguezia. Douro, comarca e 
18 kílometros a NO. de Arouca, concelho e 
3 kilometros a NO. de Paiva, 40 ao O. de 
Lamego, 35 ao E. do Porto, 315 ao N. de 
Lisboa, 260 fogos, 

Em 1757 Unha 130 fogos. 

Drago S Pelagio (ou S. Payo). 

Bispado de Lamego, districto admimstra- 
tivo de Aveiro. 

Situada no angulo formado pela confluen- 
te do rio Paiva com o rio Dourou ficando na 
margem esquerda (a O.) do primeiro e na 
margem esquerda (ao S.) do segundo. 

Os Azevedos Brítos, senhores da honra de 
Barbosa, apresentavam o abbade, que tinha 
400/11000 réis annuaes. 

É nVsta freguezía a antiga e grande po- 
voação do Castello de Paiva, que dá o titu- 
lo a todo o concelho, mas não é a capital 
d'elle, que esta é a villa de Sobrado do Pai- 
va, (Vide Castello de Paiva). 

N*esta freguezia e pouco distante danur-. 
gem esquerda do rio Paiva, está a nobre e 
antiga casa da Cárdia, solar dos Pintos. É 
seu actual possuidor, o sr. Nicolau Pereira 
Pinto d*Almeida. A familia da Cárdia, é uma 
das mais dignas, respeitáveis e respeitadas 
d*e8tes sítios. 

£ freguezia muito abundante d^aguas e 
fertUissima em to(}os os géneros de agricul- 
tura. Cria muito gado e algumas colmeias. 

Ha nos seus montes bastante caça e é 
muito farta de saborosíssimo peixe (sendo o 
mais precioso a lampreia, truta e sável) do. 
Douro e Paiva. 

Exporta constantemente para o Porto 
(pelo Douro) óptimo vinho verde, fructa, 
carvão, cortiça, madeira, etc; e no tempo, 
próprio, cereja, castanha, azdloBaa e. no- 
zes. 

Da «*e8la fregaezia um.sUia (e que fm é 
tm) chamado o Inferno t Fica mesmo se- 
bre a margem esquerda do Douro. 

FORNOS e 8. fliaOIrAU— freguezia. Dou* 
ro, fsomarca e concelho de Marco de CaQ^- 
vezes, 48 kilometros ao NB. do Porto, 3)4 
ao N. de Lisboa, 260 fogos. 



Em 1757 tinba 110 foges. 

Drago Santa Marinha e S. Nicolau. 

O orago da antiga freguezia de S. Nicolau 
era o mesmo santo. O de Fornos era Santa 
Marinha. 

Bispado e districto administrativo do 
Porto. 

N*esta freguezia é que está a nova villa 
de Marco de Canavezes, capital do concelho 
e da comarca. 

(Vide Canavezes, Marco de Canavezes eS. 
Nicolau de Biba Tâmega.) 

A freguezia de Fomos e a de S. Nicolau 
estão unidas ha mais de 150 ânuos. 

A Sé apostólica apresentava o abbade^ 
que tinha 350^^000 réis de rendimento.. 

FORNOS— freguezia, Trazos-Montes, co- 
marca de Mogadouro, concelho de Freixo 
de Espada á Cinta, 180 kilometros ao NE. 
de Braga, 395 ao N. de Lisboa, 200 fogos. 

Em 1757 tinha 100 fogos. 

Orago Santa Eulália. 

Arcebispado de Braga» districto admiais* 
trativo de Bragança. 

E' terra fértil. 

Os beneficiados da villa de Freixo de Es- 
pada á Cinta apresentavam o vigário, que 
tinha SiKOOO réis de côngrua e o pé d*aUar. 

FORNOS D' ALGODRES— villa e concelho, 
Beira Baixa, comarca de Celorico da Beira, 
35 kilometros a E. de Viseu, 300 a NE. de 
Lisboa, 320 fogos,. 1:200 almas. No concelho 
1:600 fogos. Em 1757 tinha 206 fogos. 

Orago S. Miguel, archanjo. 

Bfspado de Viseu, districto administrati- 
vo da Guarda. 

É uma linda povoação e que em nossos 
dias tem prosperado muito. 

Eram senhores d' esta villa os GOi¥les de 
Linhares, e depois passou para a casa do ío- 
fantado. 

Situada em um terreno accide;itad(V.R>^ 
o seu território é fértil em.tQdos os gçifiepos 
de agricultura, cria niuito gado e colm^i|S| 
e seus montes teem muita caça. . 

Era antigamente dependente de Algodi^s 
(que lhe fica 3 kilometros 9^ S..e ^ mai(9i, 
mais antiga) e hçje é a capital do ^tígp pofL-^ 
celho d'Algodres, viAdo para aqui os.tri|»«r,. 
naes, casa da camará, etc. ^... ,| . 



FOR 



FOR 



21»: 



O sen foral é iiuBibein o de Algodres. 

O primeiro que teve foi dado por D. Di« 
niz, em Lisboa, a 6 de marca de 1311. D. 
Manuel lhe deu dovo foral em Lisboa, a 20 
de maio d^ 1514 (Vide Algodres.) 

O concelho de Fomos é composto de 13 
fiiegaezias, todas w> bispado de Viseu sào: 

Algodres, Casal Vasco, Cortiço, Figueiró^ 
Fomos, Fuinhas, Infias, Maceira, Matança, 
Muxagata, Queiríz, Sobral, e Vi^ta Chan, 

FORNOS BjL FEIRA— freguezia, Douro, 
comarca, concelho e próximo da Feira, 30 
kilometros ao & do Porto, 280 ao N. de Lis- 
boa, 140 fogos. 

Em 1757 tinha 84 fogos. 

Orago o Salvador. 

Bispado do Porto, distríeto administrati- 
vo d' Aveiro. 

É terra muito fértil, amena e bonita. 

O papa e o bispo, apresentavam alterna- 
tívaments o abbade, que tinha 330)^000 réis 
•annuaes. . 

FORNOS D£ L£DRA— freguexia, Traz os 
Montez, comarca e concelho de Mircindella, 
<fQÍ até 1855 do concelho da Torre de Dona 
Cbáúk) 420 kilometros ao N. de Lisboa, 57 
fogos, em 1757. 
• Orago Santo André, apostolo. 

Bispado e dístrietQ administrativo de Bra- 
gança. 

O abbade de Guide apresentava o cura, 
cpie tinha 6^000 de eongma e o pé d*aitar. 

Esta freguezia está ha muitos annos an* 
nexa á de Guide. 

FORNOS DJS MACEIRA DiO—fregu^ia, 
Beira Alta, comarca e concelho de Mangual- 
^ 12 kilometros a S£ de Vi9eu< 280 ao N. 
^6 Lisboa, 310 fogos. 
, £m 1767 tinha 208 fogos. 

Orag0 S. Migudl, archavjo. 

Bispado a distríeto administrativo de Vi* 
sesL 

É terra fertiL 

O ordinário, por eoncnrso, apresentava o 
vigário, que tiaba 40M00 réis. 

FORNOS DO PINHAL— freguesia, Trax^os 
Montes, comarca e opQcelho.âe Yatta Paços, 
420 kilometros ao N^ de Lisboa, USO fogos. 



Em 1757 tinha 104 fogos. 

Orago S. Joào Baptista. 

Arcebispado de Braga, distrieto adminis- 
trativo de Yilla Real. 

O abbade de Santa Valha (SaoU Balaiia> • 
apresentava o cura, que tinha SOiíQúO réis. 

FORNO TELHEIRO (antigamente FRMI- 
TELHEIRO)— vílla extincta, Beira Baixa, co- • 
marca e concelho de Celorico da Beira, IH . 
kilometros da Guarda, 310 ao E. de Lisboa, 
160 fogos, 560 almaa. 

Em 1757 tinha 182 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Graça. 

Bispado, e distrieto administrativo da 
Guarda. 

O prior da freguessia de Açores apreses- ^ 
tava o cora, que tinha 601^000 réis. 

FORO MORTO— Cosa/ do foro morto, é 
aquelle que está livre e isento de qualquer, 
foro ou pensão, por doação, compra, troca 
ou outro qualquer titulo* 

Em Jolhade 1139 (antes éa gloriosa ba- . 
talba d'Ouri<|Qe>hinde D. AffonseHenrique» .- 
para o fossado de Ladéra, vendeu a Momêt^ 
Guimmiz, um casal em Travancella^ tenqo 
de Salão, e diz o- príncipe no titulo. — * Et\ 
aecepi in pretio de U uno caballo bona^ H > 
uno manto. Bebias tu ipso Casale fifumêer, 
et omnis postirifas tua a foro morêo^ usque 
in temporibut saeculoí^um,* (Âmen,) (Doca* • 
mentos de Viseu.) 

FORTiOS— freguezia, Aiemt^ ceoeurea 
e concelho de Portalegre, 185 kilometros »i 
SE. de Lisboa, 130 fogos. a 

Em 1757 tinha 109 fogos. 

Orago S. Bomittgos. Bispado e dtstriau 
administrativo de Portalegre. x 

A mitra apresentava o eura, que tiniuii 
120( alqueires de trigo^. de rendimeBto. : 

FÓRUM ^segundo os bons auctores lati- 
nos, esta palavra não só significa, a\pnifAt 
€m que se celebravam as assembléas do povo 
(pouco mais ou •meno9< ao que nós agora 
chamamos mêeting) ma«- tambeea as prafúê* 
em que se faziam feiras e marcados publicásJ 
Também se dava o nome de fórum ao log^tr 
em que se íaiiam as audiências pubii^aae 
em que litigavam as partes. É por i$to qm» 
aiúda.boje chathamos /brfn^é^s a todas as de*, 
mandas e causas do foro. 



u 



Pós 



Da palavra fórum le dtriva o fSto ectít- 
siastico, o foro secular, o foro tmlitar, o fS- 
ro interru), o faro exlemo, ele., ele 

Chamavam os romanos ás praças em qne 
3« ^iam feiras oa mercados, Fora venalia; 
e Fi>ra civilia ás destinadas para adminis- 
tração de jQstiça. A estas lambem se dava 
e nome de Fora judidalia. Desta nliíma 
ehwse de praças, havia varias em Roma, sen- 
do as mais célebres o Fórum Bomanitm, o 
Fórum Julii Cocsarú, o Forwn Avgusti, o 
Fórum Divi Nerva e o foram Trajani. 

Os romanos, as passo que hiam coaqnis- 
landa reinos, estabeleciam n'eiles, á imiia- 
çõo de Boma, estas praças, também com o 
meemo nome de fórum. I)'esta maneira tirt- 
ram principio mnilas cidades na Ilatia, fran- 
ça, Hollanda, Hespanhas, etc. 1 aclnal cida 
taFrejus, dâuorigemoForuMJuíií (de que 
FVejos é corrupção.) A de Forii, den origem 
Forvm Livii (que se corrompen em Ftyrli) 
â. de Ferrara deu origem Forvm AUmi, á 
vHta de PetUe do Lima, dea origem Foram 
LimKornm, et., ele. 

rOSBlDO— (do latim fossa) expeiirão mi- 
litar, cavalgada qne hia a terras iaímigas 
eolher fnioios, talar campos, saqnear, etc. ■ 

Também se toma por fóíso^, valias ou ca- 
vas de ama fortalleza ou arraial. Castello, 
OTíadarve, fossado, é o qne està^ cercado de 
fossos. 

FOSSO— campo, terreiív, rocio, paill, qne 
fieaTa Junto ao mosteiro (d'aqni o nome de 
Fôiso, que tem o rocio de Pinhel e oníros 
terreiros.) 

' Btn um praio dãs freAm tientas .da Sío 
Tinto (junto ao Porto) eraili os «aseiros obrí - 
gkdos a lavrarem o fàsso éo nostelro. 

Desigaa também o /Auodeon» fertalleu. 

TúSTE-^vara àt ministro real. Vem do 
HíOto, fustif. 

tf* fossado evmp<a.tti»-a6àt cavaUeiros^ ea- 
flOàtiros c ; tropas rtigulwes, e de gente de 
Iqdá a casta (muitas vezes até mulheres e 
rapazes) para trazerem o que se pilhasse. 
Os mesmos reis, Infantes e bispos, toma- 
vam parte noe fossados, sem terem isa» pu 
íaidtHKJ). 

.Os fossados ervn arranjados repentina 
mébie, para cábifem de surpresa lia terra 
inimisa. 



Éd'e«lap 
deia de Fust 
Arouca, e m 
lavra /tuia 
Fnste. 
FOZ DO i 
FOZ DE A 
comarca e c 
tros ao N. c 
CÍMrvo, 190 : 
Em 1737 
Orago S. ] 
Bispado 
Coimlva. 

Situada i 

terreno mui 

valles feriei! 

Tem visco 

Foi povoai 

veroador de 

então O casl 

por causa ( 

voou de nov 

Os france: 

dos pelo eí 

de 1811, e 1 

] 

rio 

vi d 

A abbade: 

sentava o v 

de rendi mei: 

FOZ COA- 

FOZ-DiO 

rio Dão coi 

proximldadt 

toriiám per 

rio. Por esa 

dras mais ] 

leito. Estas < 

llagem de : 

atmo haviai 

na éxtensio 

FOZ DO 1 

DOURO)— \ 

e,6kil6met 

Lisboa, 1:31 

çSo iMrmttn' 

EM 1709 

Onto S. 



FOZ 

Bispado e distrido admioistratiTO do 
Porto. 

O D. abbade do mosteiro de Santo Thyr- 
30, apreseotava o vigário (que era sempre 
\m monge beaedictipo) e tinha i 50^800 
réis d^ rendimento. 

Foi couto, com as justiças próprias. 

Situada no angulo septentrional da foLdo 
Douro, em sitio levemente aocidentada, for- 
moso, fértil e saudável; fíeándo-lhç o rio ao 
S. e oeceano a O. 

Em 1400 já existia uma pequena povoa- 
rão de pescadores na margem direita do 
Douro, junto á sua foz. Aquelle território 
«onstituia então um couto pertencente aos 
frades benedictmos de Santo Thyrso. 

Em Arouca (no cartório do mosteiro) se 
acha a doação da ermida de 5. João da Foz 
do Douro (qqe depois foi de Santo Thyrso) 
feita por D. AíTonso I, em 1145, ao mosteiro 
de S. Miguel de Riba Paiva, que já era mos- 
teiro duplex em 989. Este mosteiro existiu 
na freguezia de Santa Maria de Sardoura, 
-cuja egreja é a actual matriz. (Adiante digo 
mais alguma cousa sobre a actual egreja 
matriz da Foz.) 

Tendo os frades que a aldeiasinha cres- 
cia e prosperava de annô para anuo, edifi- 
<^aram no pontal onde o Douro mistura as 
snas aguas com as do Oceano, um hospício 
•com sua egreja, para e qual foram viver 
dois frades, encarregados de ministrar aos 
pobres pescadores o pmto espiritual. 

Foi o templo consagrado a S. João, e pe- 
Ísl sua posição, S, João da Foz; nome que 
se fez commum á povoação. 

Castello de S. João da Foz teve princi- 
pio do modo seguinte : 

Segundo diz o nosso ineançavel e eurio- 
^issimo investigador de antiguidades Por- 
tuguezas, o sr. Camillo Castello Branco ^ 
^Mosaico e Silva de curíosidades historicaày 
iitterarias ê biographicas, pag. 8) o castello 

1 Todos sabem que este dístinctissimo eã- 
«riptor, reúne a uma veia romântica inexgo- 
tavel, o mais decidido amor pelas nossas 
cousas; por isso tem desencantado das bi- 
bliothecas, documentos que ainda por ne- 
nhum archeologo sen antecessor tinham si- 
4o descobertos e publicados. 



F®Z 



28i 



Em 1560, D. Gatharína, viuva 4e K Jxm 
lir, e. regente do reino, na menoridade de 
seu neto, D. Sebastião I, mandou ao Porto» 
João Gomes da Silva, com a missão de for* 
tíficar as costas marítimas d'6sta cidade, 

O documento doesta mensegem 
está no archiv^ da cam^a do Por- 
to, a fl. 142, do livro 1.*» das Cha- 
pas. * 
Começou J. 6. da Silva a fortalleza de S. 
João da Foz. Parece que a camará fle rem- 
sou » concorrer com as âespezas d'eata okra, 
pelo que Silva embargou e sequestrou Iqgo 
as rendas da cidade e das imposições. A ca- 
mará reagiu, conseguindo que no anno se- 
guinte se levantasse o sequestro, obrigando- 
se a pagar 120^^000 rs. annualmente para a 
guarnição da fortalleza, e ilcou obrigada ao 
concerto dos telhados d^ella^. 

É certo que a construcçao d'este castello 
ficou por então nos alicerces. 

Os usurpadores Philippes não se impor- 
tavam absolutamente nada do abandono das 
nossas praças de guerra do interior e daa 
colónias, antes o que queriam era o nosso 
enfraquecimento; não era assim porém nos 
nossos portos marítimos do continente. O 
receio de que as nações inimigas de Castel- 
la desembarcassem em Portugal e nos aju- 
dassem a saccudir o seu jugo execrando, foi 
causa de que elles (Philippes) tratassem da 
defeza das nossos portos marítimos. 

Depois de mandar fortificar Lisboa e ou- 
tros portos, ordenou Philippe iH que se con- 
struísse um castello na Foz do Douro. 

Fez- se. O logar escolhido não podia dei- 
xar de ser o mesmo onde Silva principiara 
a construeção primittiva, e em que se acha- 
va o hospício e templo de S. João e assim 
ficaram estes no interior da fortalleza. Estas 

1 No registo d'este documento ha anachjro- 
nismo. D. Catharína foi regente do reino 
desde 11 de junho de 1557 (data da morte 
de D. loão 111) até 1562. (Supponho quê a 
hida de Lisboa ao Porto, foi em 1560.) Do 
1562 até 1568, foi regente o cardeal D. Hen- 
rique; e por conseguinte, em 1570 já D. Se- 
bastião tinha tomado as rédeas do governo. 
Se fosse n'este anno a hida de Silva ao Por- 
to, já tinham t^minado as duas regeaiciai 



^âS2 



FOZ 



FOZ 



obra» p«réii] hiam vaf^ârosameote^ da modo 
que, quando rebeatoa a gloriosa revolu- 
ção de 1640, que immediatameute repercu- 
tiu em todo o reino, ainda o eastelio esta- 
va muito longe da soa conclusão. 

Foi D. João IV, ^up, apenas subiu ao thro- 
no, mandou concluir este eastelio, ficando 
eom 4 baluartes, 1 revelím e largos e 
profundos fossos do lado de terra. Foi 
guarnecido com tô peças de artilheria, 12 
de bronze e 6 de ferro, e se íicou também 
ehamando CasteUo de S, João da*Foz do 
Douro. 

Os marquezes de Fontes (titutó que de- 
pois foi mudado para o de Abrantes) goza- 
vam a regalia de nomear, com approvaçao 
régia, os governadores d'esta fortaleza, a cu- 
jo cargo correspondiam grandes proventos, 
pois que todos os navios, nacionaes e es- 
trangeiros e embarcações costeiras, que en- 
Iravam ou sabiam a barra, pagavam certa 
quantia ao governador, segundo a sua na- 
turalidade e lotação. Até os barcos de pesca 
de quaesquer partes do reino, que fossem 
ao Douro pescar ou vender peixe, pagavam 
os emolumentos, em espécie, entregando os 
pobres pescadores ao governador as me- 
lhores peças de pescado que tinham nos 
seus barcos. 

A povoação crescia sempre, de modo que 

no principio do século XVIII já contava 730 

fogos e 1:508 almas. Comtudo não passava 

de terra de pescadores e as casas eram qua- 

. $i todas térreas. 

É aos banhos do mar, cujo uso se tem 
propagado por todo o reino, no presente sé- 
culo, que esta formosa villa deve o sen 
. actual engrandecimento. 

Tanto o eastelio como a povoação soífre- 
ram muito com o cerco de 1832 a 1834; 
mas finda a guerra se foi reparando e mes- 
mo augmentando, vendo-se todos os annos' 
' levantarem -se muitas e formosas casas, me- 
Ihoraremse e illuminarem-seasruas, arbo- 
rísarem-se passeios, fazer-se uma boa estra- 
da do Porto aqui, que hoje tem um cami- 
nho de ferro americano ; feito em setembro 
e outcbro de 1871, o primeiro que se esta- 
l)eleceu em Portugal. 

Esta estrada^ que tem 5 kilometros desde 



f a Portu Nobre^ até á Foz, é um itonito pas* 
seio, ornado de casas e arborisado. 

Em 1647, concluído o eastelio, foi a pa- 
rochia mudada da egreja antiga (que era 
dentro dVlle) para um novo templo, edifilni- 
do a meia encosta da collina. É templo gran- 
de, de architeclura singela e desengraçada, 
mas com bonitos altares de talha dourada. 

Da egreja velha, só íicou no eastelio a ca- 
pella-mór, servindo de capella militar; o cor- 
po da egreja foi demolido. D. João IV deu 
do teu bolsinho, para a construção da nova 
egreja, 6 mil cruzados (2:400ií50ÒO réis) eos 
frades benedietinos de Santo Thyrso, paga- 
ram as restantes despesas. 

A provisão do rei, sobre a demolição does- 
ta egreja, vem a pag. 13 da já citada obra 
do sr. Camíllo Castello Branco. É datada de 
14 de fevereiro de 1648. 

Ha mais n'esta fregu^zia as capellas de 
Santa Anastácia^ Nossa Senhora da Lap% e 
Nossa Senhora da Conceição, (primeiro in- 
titulada de S. Sebastião.) 

Antiga'iiente tinha mais duas: S. Miguel^ 
archanjOy (que serve agora de casa de con- 
ferencia dos pilotos) construída sobre um 
pontal de rochedos que entra pelo rio; e Nos- 
sa Senhora da Luz^ onde actualmente está 
o pharol e um telegrapho marítimo. 

O eastelio está menos mal conservado. De- 
pois da guerra civil de 1846 e 1847, o go- 
verno mandou recolher a sua artilberia 21 
Lisboa^ deixando-lhe apenas duas peças ve- 
lhas de pequeno calibre, para os signaesdos 
navios que demandam a barra. Em 1865 
mandaram-lhe mais umas 3 ou 4 peças do 
systema antigo, por isso quasi inúteis. Tem 
um governador e uma companhia de vete- 
ranos de guar&ição. Serve de casa do go- 
vernador, o hospício dos frades. 

Na praia contigua ao castello e a pouca 
distancia d'elle, está a casa chamada S«fóa- 
Vidas, É ediflcio de solida construção, fun- 
dado sobre rochedos. Foi o Senhor D. Mi- 
guel I que o mandou fazer em 1830, para 
d'alli se ministrarem promptos soccorros aos 
náufragos. O governo, em 1835, vendeu es- 
te indispensável e humanitário edifício, re- 
cebendo por elle a quantia de 800iKK)0réís, 



FOZ 



FOZ 



233 



Por 17 annos foi a «asa do Salva Vidas 
xunia rcsideacia particular. 

O horroroso naafragío do vavor Porto (29 
de março de 1852) no qaal morreram 60 e 
tantas pessoas ^rnesmo junto á casa do sal- 
va-vidas-^ sem ningaem lhe poder valer, 
abria os olhos ao povo do Porto e da Foz, 
que amaldiçoaram os que deram cabo d'am 
tão prestaote estabelocimento. 

Logo em 1852 se instituía s^Real soeieda- 
de Humanitária, que obrigou o governo a 
expropriar a casa do Salva-vidas por 5 con- 
los, de réis (!) havendo portanto uma econo- 
mia. . . (para o expropriado) de 4:2(X)i^OO0 
réis. 

Esta casa, desde então, está convertida em 
hospício dti náufragos e administrada pela 
dita Sociedade, governador civil e camará. 
Está com muito aceio e tem bastantes ca- 
mas, sempre promptas, botica e todos os 
utenciiios precizos para a salvação e trata- 
ibento áoÁ náufragos, possuindo kircos sal- 
vaeidas, bóias de salvação, a parelhos de 
electricidade, cabos, etc. 

A alfandega do Porto tem um posto fis- 
cal na Foz, em uma casa construída em 1841, 
no sitio da Cantareira, junto á antiga capei- 
la de S. Miguel, onde é o principal cães da 
povoa^. 

D'esta casa devia seguir uma muralha até 
ao castelto, segundo um plano d'encanamen- 
to do rio e melboramento da barra, traçado 
e principiado a executar no principio does- 
te século, chegando a concluir-se alguns 
lanços de muralha, que ainda existem. Mo- 
dernamente, daudo-se um pequeno empur- 
rão a estes trabalUos, fez-se um muro e ater- 
re junto á tal estação da alfandega, que se 
converteu em alameda com seus assentos de 
pedra, l^imbem ha aqui outro passeio pu- 
blico, chamado Passeio Alegre. 

' A praia dos banhos é errlçada de penhas- 
cos e perigosa, o que não obsta a que na es- 
tação dos banhos concorram aqui milhares 
de íamilías do Porto e de muitas terras do 
reino. 

Ha aqui alguns estabelecimentos de ba- 
nhos quentes, mas todos incoouHodos e mal 
montados. 



Ha cinco hospedarias, tarabem ordinárias, 
a que é alguma cousa sofTrivel é a de M.*"^ 
Mary Castro, A melhor foi feita em 1874, e 
pertence á senhora D. Maria Henriqueta de 
Mello Lemos e Alvellos. 

^ão ha uma casa de assembleia, umthea- 
tro nem um botequim decente! 

Ha aqui duas grandes festas annuaes: a 
S. Bartholomeu (a 24 d*agosto) e a de Nossa 
Senhera da Luz, a 8 de setembro. São con- 
corrldisslmas. 

A bella estrada á mac-adam, da Foz a 
Lessa da Palmeira, é um bello passeio, sem- 
pre á beira- mar. Tem 4 kilometro&de com* 
primento. Yae-se guarnecendo de casas pe* 
lo lado de terra. 

A maior parte das easas da Foz são de 
bonita apparencia, mas sem nada notável. 
As duas melhores são: uma edificada em 
1808, no sitio do Monte, por um negociante 
ingiez d'appeilido Nassau, e é hoje do ar. 
Fladgate, também ioglez. £ no gosto britan- 
nico e cercada peio jardim e por um frondo- 
so bosque — a segunda é de cantaria, em for- 
ma de castelio, com suas ameias: e com ja- 
nellas ogivaes; Foi feita pelo falleeido capi- 
talista Domingos d'Oiiveira Maia, ha couisa 
de 30 annos, e ó hoje do sr. Bernardo Perei*^ 
ra Leitão. 

Ha na Foz varias fontes, sendo a melhor, 
pela excellencia e frescura da agua, a da 
Senhora da Luz. 

O pharol da Senhora da Luz não merece 
descripção, tanto pela mesquinhez do edifi- 
cio, como pelo seu máo arranjo. 

Teve outrora luz de eclipse e de cores : 
hoje porem, é fixa, mas deficiente. 

M*estes últimos aanos tem- se tirado al- 
guns penedos do rio n^este sitio; mas ha 
quem diga que a barra peoroucom estas obras^ 
em vez de melhorar, porqueaté agora se via 
o perigo (os rochedos) e se podia evitar ; ao 
passo que, quebrando-lhes apenas os topos, 
fica o perige escondido e quasi inevitável, 
e constantemente estão aqui despedaçando- 
se navios, principalmente na occaslão da en- 
trada da barra. 

Ainda é o governo causa de grande par- 
ta doestes naufrágios^ porque ha no Porto 
uma companhia de reboques a vapor, funda- 



324 



PQZ 



•da ha 12 ea i3 annos, qa6 tem prestado re- , 

lefantes serviços ao comnoereio, rebocando 
inameros navios, sem qae até hoje os as- 
sim rebocados t^ham sofTrido o mínimo 
desastre; porem a maior parte dos ca- 
pitães de navios, donos ou consignatários» 
para pouparem o que se dá aos rebocado- 
res, fazem entrares navios á vela, o qae tem 
eaasado tantos e tâo continuados sinistros. 

O governo devia prohibir, pelo menos a 
«ntrada, sem ser a reboque dos vapores. 

A companhia dos reboques, também de- 
via construir um vapor de maior força, pa- 
ra navios maiores, « baixar alguma cousa o 
pr éco dos reboques» que é excessivo. 

D. Manuel lhe deu foral, em Évora, a 20 
de novembro de 1^19. 

FOZ D£ SOUZA ou simplesmente SOUZA 

— freguezia, Douro, concelho e 6 kilometros 

a E. dé Gondomar, comarca e 12 Icilometros 

a E. do Porto 310 ao N. de Lisboa, 460 fogos. 

' Em 1757 tinha 198 fogos 

Orago S. João Baptista. 

Bispado e districto administrativo do Porto 

O reitor do coUegio da Graça, de Coim- 
lara» apresentava o reitor, que tinha ISOi^OOO 
réis de rendimento. 

Situado em terreno moutuoso nas niargens 
do pequeno rio Souza, que desagua na di- 
reita do Douro, onde termina a freguezia 
pelo S. 

É celeto*e a Foz do Souza em razão de um 
antiquíssimo castello que aqui houve, no con- 
fluente e sobre a margem direita, e de uma 
povoação t[ue também em tempos remotos 
«xistiu fronteira ao castello, e que al- 
guns querem que fosse a primittiva cidade 
de Penafiel. Para evitarmos repetições vide 
Agvdar de Souzoj Arrifana de Souza Castel- 
lo de Souza e Penafiel 

O termo da freguezia é fértil em.milho^ 
legumes, linho e vinho. 
' Tem muitos pinhaes e bastante caça. 

FOZÊTA— vide Fuzôta. 

(Fozêta é diminutivo de foz, e, por conse- 
quência, dever-aehia escrever Fojy^ía e não 
Fuzêta; mas, como todos escrevem Fuzêta, 
cão me qxúz fazer-me singular, e segiU^os.) 



f OTA— Algarve. Pico, na sen» ds Mon- 
chique, que, segundo Framini, têm 1:|77 
metros acima do uivei do mar. Tem. 7 kilo- 
metros de diâmetro e 26 de circumferenoia, 
formando no topo um plano inclinada; jptira 
o O., onde se encontra uma fonte, BHúto 
abundante de excellente agua. Ás vezes ^- 
bre-se de neve no inverno, mas derrete^sd 
logo. 

No alto mar» serve de balisa aos navegan- 
tes. 

FOTO foto e fujo — E uma cova (onda fei- 
ta ao ílm de duas paredes (que principiam 
a distancia^ ás vezes, de mais de 2:000 me- 
tros, e vão ambas terminar na tal cova^ Os 
caçadores e mouteiros cercam os lobos e 
outros animaes ferozes, impellindo-os p9ra 
entre as duas paredes, depois os espantam 
para elles hirem fugindo até que não tendo 
outra sabida, caem á cova, que está disfar- 
çada com ramos. 

Antigamente haviam em Portugal mmtos 
doestes fojos, que hoje estão destruídos. 

Algumas freguezias e muitos lagares de- 
vem o seu nome (Fojo, Foia, Refoyos, etc.) 
á ctrcumstancia de terem n'ella existido fo- 
jos. Antes da imenção das armas de fogo, 
eram estes fojos indispensáveis. 

FRAfifLLOS e TADIM— duas fregaezias 
curadas por um só parocho, Minho, comar- 
ca, concelho e 9 kilometros de Braga, 360 
ao N. de Lisboa, 140 fogos nas doas fregae- 
zias. 

Em 1757 tinha Fradéllos 41 fogos» e Ta- 
dim 45. 

O orago de Fradéllos era S. Martinho, bis- 
po, e o de Tadím era S. Bartholomeu, qoeé 
o actual orago. 

Arcebispado e districto administrativo de 
Braga. 

A mitra primacial, apresentava o abMe 
(que de tempos antigos parochiava as doas 
freguezias). Tinha de rendimento annual 
360i9000 réis. (Vide Tadim.) 

Estas duas freguezias são consideradas^ 
para todos os effeitos, como se fossem n^s^ 
só. 

FRAD£LL0S— freguezia, Minho, comarca 
e concelho de Yilla Nova de Famalicão, W 
kilometros ao N. de Lisboa, 200 fogos. 



FRÁ 

fim i757 tinha os mesmos 200 fogos. 

Orâgo Santa Leocadia. 

Aioebispado e disulèto adminiatrativo de 
Bnga. 

A iTiitra apresentava o abbade, qufi tinka 
de readimento €OOjiOOO réis aunnaes. 

Terra fértil. Cria muito gafdo bovino, qne 
flxpoita. 

FRADES— vide Edral e Frades. 

FRADES — fregoezia, Minho, eomarca e 
eoDcelho da Póvoa, de jLaahoso (até 18S5 
do coBcelho de Vieira, queíoi então suppri^ 
mido), 24 kilometros ao NE. de Braga, 37^ 
»K dd Li^tKxiv iW íòfoa» > 

Dm i7^7 tinha 78 logog, 

Orago Santo: André, apostolo. 

Arcebispado odiairiolo.administfativodt 
Braga. 

Os condes de lM6o^ ai^eseptavam o ajb- 
bade, que tijaha 20Qi^000réis da rendimen- 
to annual. 

nUDIZSUiA— fregaezja, Traz-oa-Mon- 
tea; eomarea o coneelho de Mirandelia, (até 
iâK do coneelho da Torre de Dcs» Chama, 
qae foi então sfippriqiido), 4SS$ kilometroas 
ao N. de Lisboa, iOO fogosa ^ 

Effl 17^7 tinha 66 fogos. 

Orago S. Loor^ço, martyr. 

Bispado, e distrieto administralivo de Bra- 
gwça. 

O ahbade de Guide, apresentava o cura, 
qao tinha WfQQQ réis de rendimento. 

FRAGQAS — villa, Beira Alta, eomarea de 
Moimenta da Beira até 1855, e sendo ^tão 
soppr imido ;0 concelho de Frágoas, pi^ssoa 
' st foffo^ar parte do concelho e comarca de 
Castro 4'Ayre, 30 kilometros de Lamego^ 
305 ao N. de Lisboa, 110 fogos, 400 almas.. 
liiAa BO concelho 1:120 fogos.. 

Em 1757 tinha a villa 82 fogps. 

Orago S. Pelagio (ou Pelayo otiPayo): 

Bispado de Lamego, distrieto administra- 
tivo de Viseu. 

O reitor de Barreias apresentava o cura, 
qi|a tinha 30ií»000 réis annuaes. 

Situada sobre a direita do rio Paiva, em 
terreno muito accidentado e pouco fértil. 

Dizse que o seu nome lhe provém de 
RBQa ifrande e antiga fabrica de fundição de 
feiro qu6 aqui houve e da qual ha vestígios. 

yaunam 



FM 



n^ 



Chamava-se antigamente Frá\>€ga$ (que 
quer dizer o mesmo). 

D. Therezâ, viuva do conde B. Henrique, 
cou^u esta villa, em 1128, e se ficou cha- 
mando por muitos annos Cauto de Práviegas. 

D. Manuel lhe deu foral, em I^i^boa,.a 16 
de julho de 1514. Já n'este foral se lhe dá o 
nome de Frágoas. 

Ha nos montes d*esta freguezia l^astante 
caça, grossa e miúda. 

FRAGOAS— freguezia, Extremadura, co- 
marca de Santarém, conoelho de Alcan^^^ 
até 1855, e sendo então supprímido este omr 
celho,* passou para o de Bio Mpior, 90 kjlo- 
metrosi a NE. de Lisboa, 150 fogos. . 

6m 1757 tinha 142 fogos. 

Orago Santo António, de Lisboa* 

Patriarchado de Lisboa, distrifiío adminis- 
trativo de Santarém. 

Feira a 29 de setembro^ três dias. 

A origem do seu nome é a mesma da vil- 
la de Frágoas. Ha aqui minas de í^rro. 

A Mesa da Consciência apresentava o vi- 
gário, que tinha 90 alqueires de trigo e âO 
de cevada. 

É terra fértil em cereaes. 

Era da Ordem de Aviz, da eommenda do 
Alcanede. 

FRAGOZELLA— freguezia. Beira Alta, co- 
marca, concelho e 6 kilometros de Viseu, 
280 ao N. de Lisboa, 230 lògos. 

Em 1757 tinha 180 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Graça. 

Bispado e distrieto administrativo deYi- 
seu. 

É terra ferltl. 

A mitra apresentava o cura, coOado/que 
tinha 30IÍ000 réis de rendimento. 

O sr. José Pereira Loureiro, foi feito vis- 
conde de Fragozella, em 1871. 

FRAGOSO— freguezia, Minho, comarca e 
concelho de Barcellos, 30 kilometros a O. de 
Braga, 370 ao N. de Lisboa, 230 fogos. 

Em 1757 tinha 226 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Arcebispado e distrieto administrativo de 
Braga. 

É terra fértil. 

Foi couto da casa de Bragança, pelo qu^ 
tinha grandes privilégios. 

15 



5tt6 



FRA 



FRÃ 



Tèm vxdík fonfe ée agaa mineral, que- di- 
zem ser mila^osa. Não está ainda analysada. 

Ha aqni mna pia, com uma crnz no fan- 
do, qn» o povo beija três vezes, de merga- 
ih^ na firme erença de que, on logo saram, 
ott morram antes de poucos dias. 

Na freguezia de Mam, próxima, ha outra 
egual fonte. Entre outras moléstias, d^em 
que cui^a o fastio. 

Era ouvidor perpétuo d*este couto o ab- 
bad& da fregnezia de Atòc^ da Newa, que 
aqui nomeava Juizes, recebia lucluosas, eoi< 
mas e gado do venio, 

A ca»a do Bragança apresentava o reitor, 
coUado, que tinfaa iâOlOOO réis. Os dízimos 
foram dados pela mefema casa ao th^aurèi- 
ro-mór de Barcellos. 

FKAIlO ou FRATÃO— f^eguezia, Hin^o, 
comarca, concelho e próximo de Braga, 360 
kilòmetFos ao N. de Lisboa, 40 fogos. 

Em i757 tinha i5 fogos. 

Orago S. Thiago, apostolo. 

Arcebisi^ado e distrícto administrativa de 
Braga. 

O arcediago de OMvença, da Sé de Braga, 
apresentava o vigário, que tinha l$0|»000 réis 
dã retodimento. 

Frayão e Fatfio (que vem a ser o mesmo) 
ènome próprio de homem, muito usado no 
tompo dos godos. 

FRAlAO ou FRATÃO (castello de)— vide 
Boulhosa, serra, Mmho, e Ck)urá, villa. 

FRAISSEO —vide Freixo de Baixo. 

FRALÃSS ou FARELAES— villa extincta, 
Minho, comarca e concelho de Barcellos, 40 
fogos. 

Hoi couto da casa de Bragança, com as 
respectivas justiças. 

Foi ha mais de 200 annos supprimida a 
freguezia, e a villa ficou reduzida a aldeia. 

FRANÇA— freguezia, Traz-os-Montes, co- 
marca e concelho de Bragança, 480 kilome- 
tros ao N. de Lisboa, 80 fogos. 

Em 1757 tinha 40 fogos. « 

Orago S. Lourenço, martyr. 

Bispado e districto administrativo de Bra- 
gança. 

É freguezia antiga, pois já existia em 
1366. Vide Castanheira, concelho do Moga- 
douro. 



O reitor de Babál, apresealava o<eiBra^ que 
tinha 7I»500 réis de eoBgma e o pé d*alttur. 

FRANGB— fregueila, Beira Alta, eomir- 
ca, concelho e 12 kilometros de Yiseo^ 300 
ao N« de Lisboa, 470 fogos. 

Em 1757 tinha 316 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo; 

Bispado e districto administrativo de Vi* 
seu. 

Muito fortit. Gado e caça. 

O papa e o bispe apresentavam akenuii* 
vamente^e vigário, qu&tínba liO^OOO réii 
annuaee. 

FRANCEMIL, hoje SANJOMIL-^aldeia m 
freguezia de S. Martinho do Campo, conee- 
lho de Yallongo, cemarea e IS kitoaietrdêi 
NE. do Porto, 315 ao N. de Lisboa. Tem a 
villa 100 fogos, e teda a freguezia 330l 

(Vide Campo, S. MarUBio do). 

Dizem que a actual aldeia de SanjmnSi 
foi Villa, em tempos remotos, com o non» 
de FrcmcemÚ; mas isto só consta da4nii- 
ção. Não ha documento algum que o attesttk 

FRANGiSGO -^ (portuguez antigo) qn0t 
dizer framex. (Vide Ermida áe Paneyad • 
Santa Martha de Penaguião). 

Francisco era também uma espécie de 
machadinha, insígnia doS cônsules. Era tsun- 
bem certa medida de pão (talvez por s^ofi- 
ginaria de França.) 

É também, como todos sabem, nome pf6- 
prio de homem, usado na Península desdA 
alguns séculos antes da monarèhia portti- 
gueza. 

FRANCISCO (S.)— freguezia, Beira BaiUí 
nacjdade, comarca e concelho da Covilhauí^ 
36 kilometros a SSO. da Guarda, %5<a B^ 
de Lisboa, 470 fogos. . • 

Bispado da Guarda, districto administra- 
tivo de Castello Branco. 

E' no distrícto doesta freguezia que M 
fundada a ríquissima e magnifica fabrica és 
lavar, cardar, fiar, e tecer lans, para toda a 
qualidade de telas. A sua firma social é 
Campos Mello é Irmão, cujo chefe é o ar* 
Francisco Joaquim da Silva Campos e Mel- 
lo, visconde da Coriscada. 

O estabeleoimenlo fabril immedíato a eíl- 
te em magnificência, movimento e prospe- 
ridade é o do mesmo género, que (oi do ar- 



FftA 

tMttofldAdor llsir(|tt68 át Paiv^ 6 ffcús é 
bÉjfè #0 nmft sodeâsâó denominafla— Com- 
jNMJiMi NacUmal de Lmífic^i, CáffUhMeú- 
sái-dft qual é aettialmente director o si". ' 
monde de Mourão. 

Et3í isto mesmo que èn tínl» escripto no 
or^jiiai] e qae se thdia composto; mãrs na 
re^o houTG qaem, com informações èrra^ 
àOy me fez emendar, eonftmditído asshn o 
nome do sr. visconde da Coriscada eátà "o 
4ffép. Marques de Paitá; e tema com otiilra 
fobnea. Peço desculpa ao sr. Viscoíiide de 
m enifano em que tofdavía 9I0 tive eãtpa • 

Príncipicíi esta obra em 1810, e désdiEj eá . 
tioinnameras altèra^^ teem ttòvidb étii 
Portagal, tiinto^ na» ^Vis5é9 ecdesiásticas 
eotiio nas civis, administrativas, ]tidi«laes*e 
látíiUres. 

teo me tem dado ponòò trabalho a emen- 
dar e reemendar tantas alterações, notandd- 
as logo qae ellas tealiatn logar; mas é ine- 
TítaTel escaparem alguma?, por mais atten- 
çio e cuidado que n-islo empreguei. 

Por estas razões disse Ao artigo ~ Cot^t- 
Ihim (pag. 431 do 1* voÍ.) que esta cidade 
tiflíha cinco freguesias, quando é certo que 
a(!^a!ménte s6 tem quatro, porque foi sup- 
pHttifida a de S. Silvestre. 

Ifo fim da obra pnblicar-se-ha um sup- 
lAêtoítetito com todas as indispensáveis recti- 
fiéaJEõès. 

nuHGISGO DA SERRA (S.)— ffeguezia, 
Bttremadura, éomarca de Alcácer do Sal, 
eoneelbo de S. thiago de Cacem, 80 kilo- 
nitros a' O. d^Evbra, 105 a SE. de Lisboa, 
160 fbgos. 

Rn 1787 tinba 182 fogos. 

Orago S. Francisco de Assis. 

Bispado de Beja, districto administrativo 
de- Lisboa. 

O tribunal da mesa da consciência apre- 
sentava o capellão- curado, que tinba itSO 
feires de trigo, 120 de cevada e lOIlOOO 
íeis em dinheiro, annualmente. 

E* terra fértil em cereaes. - 

HUUíCO— freguezia, Traz-os Montes, co- 
BMirca e concelho de Mifandella, (até 1855 
íoidò concelho de Lamas d'OrèBi2o) 105 



F*A 



22Í7 



kilometroa a NE. dê Braga, 380 ao N. de 
Lisboa, 140 fogos. 

Êm 1757 tinha 105 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Expecta^. 

Aitebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Bragança. 

O vigário de Santa Cruz, de Lamas] de 
Orelhão apresentava o cura, confirmado, 
que tinha 40|i000 réis, annuaes. 

FRANCOS (A áõs) — freguezia, Estrema- 
dura, comarca das Caldas da Rainha, Conce- 
lha d*Obidos, 80 kilometròs ao NE. de Lis- 
boa, 140 fogos. 

Bm 1757 tinba 134 fogos. 

Ora^o S Silvestre, papa. 

Patriarchado, distt^icto administrativo de 
Leiria. 

A mitra apresentava tí cura, que tinba 
lOOijMK) réis annuaes. 

FRANiems (A dos) ou MIRAGAUr^flre- 
guezía, Estremadura, comarca de Torres 
Vedras, concelho da Lourinhan, 60 kilome- 
tròs de Lisboa, 250 fogos. 

Em 1767 tinha 212 fogos. 

Orago S. Lourenço, martyr. 

Patriaròhado e districto administrativo de 
Lisboa. ' 

E' terra 'fértil. 

O povo apresentava o cura, que tinha 90 
alqueires de trigo, 30 de cevada e 100 al- 
mudes de vinho. 

FRANQUEIRA-*serra, Beira-Alta. (Vide 
F&rèiroi de Tendões.) 

FRATEL— fréguezia. Beira Baixa, comar- 
ca de Castello Braiico, concelho de Villa Ve- 
lha de Ródão, 195 hilometros a E. de Lis- 
boa, 450 fogos. 

Ein 1757 tinha 86 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Bispado e districto administrativo de 
Castello Branco. 

E' terfa muito fértil Cria muito gado, e 
nos seus montes ha abundância de caça 
miúda e grossa. 

O povo apresentava o cura, que tinha 
100^^ réis annuaes. 

FRAZAO— villa. Douro, comarca de Lou- 
sada, concelho de Paços de Ferreira, 24 ki- 
lometròs a NE. do Porto, 335 ao N. de Lis- 
boa, 300 fogos. 



9^8 



¥m 



FRE 



Em 1757 tinha 274 fogos. 

Orago S. Hartínho, bispo. 

Bispado e distrieto administrativo do 
Porto. 

£' terra fértil. 

Foi honra dos Aleoforados. 

D. Manuel lhe dea foral em Lisboa, a i3 
de novembro de i514. 

O papa e o mosteiro. benedíQtino de San- 
to Tbyrso apresentavam altemaUvamentao 
reitor, que tinba SO^OOO réis. 

O juiz da honra elegia os.officiaes, para 
servirem triennalmente. 

Os moradores da honra nâo eram. obri- 
gados a sahir fora para coisa nehuma. 

Os Aleoforados, senhá^res doesta honm 
estáo hoje unidos aos Sousas. 

Ha aqui uma torre que, foi seu solar. 

Os direitos reaes doesta freguesia eram 
da ca^a do5 Azevedos Coutinhos, senhoras 
dd S. João, do Rei. (Vide Bayao.) 

FRAYÃO (Caslello de) — Vide BoulhQsa, 
serra. 

FREAMUNDE— freguezia, Douro, comar- 
ca de Lousada (foi até i85d da comarca 
de Santo. Tbyrso) concelho de Paços de 
Ferreira, 30 kilometros a NE. do Porlp, 
330 ao N. de Lisboa, 330 fogos. 

Em 1757 tinha 190 fogos. 

Oragp o Salvador, 

Bispado e distrieto administrativo do 
Porto. 

Aqui nasceu em 1795 o bravíssimo e fi- . 
delissimo general Bernardino Coelha Soaras 
de Moura, e aqni falleceu em 1860. 

E' terra fértil e muito autiga, pois já 
em 1288, nas Inquirições Reaes, so men- 
ciona como povoação antiga» e tendo aUi 
a Ordem do Hospital oito casaes. Erit 
então do julgado de Bayão. 

A casa do infantado apresentava o rei- 
tor, que tinha 40ií;000 réis de rendimento- 

Foi prestimonio da Ordem de Ghristo, 
que com o habito davam os marquezes de, 
Yilla Béal (Noronhas) . e tinham as mes- 
mas honras e privilégios, como se fossem 
dado^ pelo rei. 

Isto e tudo o mais d*esta nobre e gran- 
de casa e da dos duques de Gammha, (que 
era a mesma família), perder^MU os JNoro- 



nhas em 16^1, por tentativa de regícidio,. 
(pelo que foram executados, no Boá»^ 
Lisboa, em 29 de agosto de 1641) passann 
do a maior parte das suas propneda4es & 
foros pára o infantado. 

FRECHiO— Vide Torres. 

FRECHAS ou FRECHES ->£regueziâ. Bei- 
ra Baixa» comarca e coaeelho de TraiKQO- 
80, ^ ídlometras . de Viseu, 320 ao ^£. 
de Lisboa, 185 fogos. 

Em .1757 tinha 74 fogçs. 

Orago Nossa Senhora da Coneeiçae (á&r 
tigamente Nossa S^hora da Graga).- 

Bispado de Pinhel, distripto administrati* 
vo da Guarda. 

Q r^ padroado apresentava o vigilo 
que tiqha 50)^000 réis de rendim^iUo..: 

E' terra fertiU Cria gado e caça. ' 

FRECHAS— yilla. ex^tincta, TrazosMon- 
tes, comarca e concelho de Mirandella, Vf^ 
kilometros ao NE. de Braga, 390 ao N. áft 
Lisboa, 70 fogos, i300 almas. 

Em 1757 tinha 105 fogos. 

Orago S. Miguel, archanjo. 

Arcebispado de Braga, distrieto a4mi]Uâ* 
trativp de Bragança. 

D. Manuel lhe deu foral wmo, mas.o^? 
criptor esqueceu;i»e de o datar. ú; 

E' porém feito depois de junho de il\^ 
porque nos seus ultii;nos capítulos, se K^i^\ 
ao foral de Miranda, que foi passado 4iQ 
Santarém, no 1.° de .junho de 1510^ ijUx^ 
dos forais novos de Trás- os- Montes, fL i9^ 
col. 2.»— rVejase a inquirição para.ea^;^- 
ral, na gav. 20, maço 11, n.« 4.) . .. .v 

Dizem alguus que D. Loiprenço Soaras, se-, 
nho^rde Villa Flor, lhe deu foral (tfunbei^ 
não se sabe quando), mas Franklim. não fal- 
ia em similhante foral. E' provável <jue mm- 
ca existisse. 

O reitor de S. Lourenço de Lilelía apjpa- 
sentava o vigário, que tinha 90iil>000 réis 
de rendimento. 

Era dos senhores (depois condes) de ViiU 
Fior,^dpnatarios d'esta e outras fregiiezijis 
de Traz-os- Montes. . 

A família dos condes de ViUa-Flor cixtíA- 
guiu-se^por morte do seu ultimo cpBfl^o 
marechal, que foi feUo duque da Terceira 
pela senhora D. Maria IL . 



PRÈ 

FRfiCHES — Vide Frechas ou Frécheè. 

FREGIM— *fregueziaf, Dou^o, comarea e 
toncelho de Amarariíte ffoi até 1895 do cem- 
eelho de Santa Cruz de Bíba^Tâmega; então, 
supprimido) 30 kilomeiros a NE. de Braga, 
^60» N: de Lisboa, 260 fogos. 

Em 1757 tinha 206 fogos. 

Orago Santa Maria. 

Arcebispado de Braga, distrícto adminis- 
trativo do Porto. 

O commendador de Malta, da casa do 
€a}haff2, apresentava o reitor, que tinha 
1201000 réis. O reitor era freire de Malta. 

E' terra fértil. 

Ha acfui uma imagem de Nossa Senhora, 
^e, segando a tradição, appareeeu em 
nma olaia (arvore). Levaram-a para a egre- 
ja, mas ella fugiu para a olaia. 

Quantas vezes a tiraram d^alli, tantas 
ella tornou a regressar; pelo que não tive- 
ram remédio senão eonstruir-lhe uma ca- 
pella no sitio onde appareceu. 

Ainda junto à câpella existe uma gran- 
de olaia. 

PRBI-GIL — fregueziâ, Beira Alta, co- 
marca e concelho de Bezende (foi até 1855 
do concelho d'Arégos, então supprimido) 24 
kilometros a O. de Lamego, 335 ao N. de 
Lisboa, 190 fogos. 

Em 1757 tinha 95 fogos. 

Orago Santa Maria ou Nossa Senhora 
•da Purificação (vulgo das Candeias). 

Bispado de Lamego, distrícto administra- 
tivo de Viseu. 

E' terra fértil. Produz bom vinho. 

A mitra apresentava o abbade, que tinha 
400iS00d réis annuaes.^ 

Pica próximo da margem esquerda do 
Dôuro, que, além de lhe fornecer óptimo 
peixe, lhe dá uma via de communicação 
cbm a cidade do Porto, para onde exporta 
o remanescente dos géneros que o seu ter- 
ritório produz 

FREINEDÁ— fregueziâ, Beira Baixa, co- 
ttatca de Pinhel, concelho d' Almeida, 105 
kilometros ao ESE de Lamego, 320 ao E. 
de Lisboa, 125fogos.Em 1757tinha 115 fggos. 

Úri^o Nossa Senhora da Conceição. ' 

Bispado de Pinhel, distrícto administrati- 
vo da Guarda. 



Í?RÈ 



229 



o vicário de Castelto Bom, apresentava o 
eufa, que tinha 6ií(K)0 réis de côngrua e o 
pé'd'altar: 

FREIRIA — fregueziâ; Extremadura, co- 
marca e concelho de Torres Vedras, (foi do 
concelho da Azueira) 35 kilometros de Lis- 
boa, 340 fogos. 

Em 1757 tinha 78 fogos. 

Orago S. Lucas, evangelista. 

O prior de S- Pedro, de Torres Vedras, 
apresentava o cura, que tinha 60 alqueires 
de trigo, 30 almudes de vinho e 6)^600 réis 
em dinheiro. É terra fertíL 

Freiria, casa onde habitavam os freires. 

Também significa congregação, confrater- 
nidãde, confraria, sociedade, ordem, sodali- 
cio, de varias corporações militares. 

FREIRÍZ— vílla extincta, Minho, comar- 
ca e concelho de Villa Verde, (foi antigamen- 
te do concdho do Prado, comarca de Bra- 
ga) 12 kilometros ao NO. de Braga, 365 ao 
N. de Lisboa, 120 fogos, 420 almas. 
'Em 1757 tinha 88 fogos. 

Orago^Santa Maria, ou Nossa Senhora da 
Purificação. 

Arcebispado è distrícto administrativo de 
Braga. 

Foi couto, com as respectivas justiças. De- 
riva o seu nome ou de Freirey ou de Frei- 
ria, jlogar onde residiam os freires. (Vidt 
Freiria.) 

A casa dos Menezes, apresentava o abba- 
de, que tinha 300)^000 réis annuaes. 

Erá senhor d'este couto, Fernão Nunes 
Barreto, depois passou a seu genro Fradi- 
que de Menezes, senhor da Barca, por sua 
mulher, D. Jeronyma Nunes Barreto. 

Está casa rendia sete mil e tantos alquei- 
res de pão, afora as matlas e outros rendi- 
mentos. Foi primitivamente uma quinta de 
Egas Paes, de Penagate, e depois, por casa- 
mento, passou para os Penellas, senhores do 
concelho de Penella. 

O ]\x\í que terminava, elegia, com o povo, 
*o que lhe havia de sueceder, sentenciava no 
cível e orphãos. O crime» era processado pe- 
las justiças de Prado. 

Aqiii passava a Geira, Ainda existem ruí- 
na^ de uma fortificação romana, que prote- 
gia a via militar. 



330 



FRE 



TBSfUSA-^zíU e íogreme montaoluiriira- 
nitica. Douro, do concelho e ao SÉ. e S. do 
Talle d*Aroaca, 55 kilometros ao S. do Por- 
to, 300 ao N. de Lifibaa, e 20 ao SO. do rio 
Douro. 

É mn ramo da Gralheira e poacos mezes 
ddxa de ter neve em sea alcantilado come. 
Apenas prodoz poneo e enfesado matto ras- 
teiro do meio para cima; mas para baixo^nas 
Tertentes de ONO. é povoada de vários» bo- 
nitas e férteis aldeias, que dominam o valle 
d'Aroaca. 

Freita e freitada vem do verbo freiíar 
(portnguez antigo)— significa— ro/^o^ío, cul- 
fitada^ reduzida á cultura. 

Na parte d'esta serra pertencente á firegne* 
zia de Roças mandou a rainha Santa Uâfal- 
da construir uma albergaria (em i280) para 
peregrinos. Havia uma pessoa encarregada 
de tocar uma buzina de noute, para advertir 
os passageiros, de que alli havia uma alber- 
garia, para se abrigarem da neve e dos lo- 
bos. O buzineiro ganhava cert^ pensão. (Vi- 
de Albergaria das Cabras.) 

FREITAS (poço das)— Célebre lagoa, Traz- 
os-Montes, na Ribeira do Térva, uns 18 ki- 
lometros ao SO. de Chaves, e próximo á al- 
deia de Sapéllos, ou Çapéllos, entre a fre- 
guezia d^Ardãos e a aldeia ÇapeUos, que é 
na freguezía de Sipiães, e» na aldeia de No- 
gueira, da freguezia de Bobadella, no coii- 
celho das Botica^, comarca de Montalegre. 
(Vide Carrazedo de Bouro.) 

É uma vasta escavação mineira, dos ro- 
manos ou árabes, pois tem aqui apparecido 
algumas vezes páos, que provavelmente fo- 
ram d'antigos escoramentos. (O povo diz qu^ 
isto é um ôllio marinho^ que communíça com 
o Oceano, e que aquelles páos são restos de 
naviosí). 

' Terá uns 45 metros de comprido e. 25 de 
Urgo. A sua agua pouco dimínue na estia- 
gem: está quasi sempre na mesma ^Itura. 
Mo cria animal, de qualidade nenhuma e 
está completamente coberta de limos. 

A mesma etymologia. 

Eram minas 'd*Quro, que aii^da se explo- 
raram 1^0 reinado de Philippe lY. Vide (pa- 
ra evitar repetições) o que dige d*esta mi- 
na» em Carrazedo de Bouro» 



FfE 

FUSTAS— fip^^ueaa, Wnho^ eoralRa, e 
eoncelha de Fafe, i8 kilometros ao M& de 
Braga, 360 ao N. de Lisboa, i70 fogoe. 

£m i757 tinha li4 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Arcebispado e disbrícto admmistrativo <e 
Braga. 

Foi da comarca e Gonceiho de Goimaiàes 
até 1^. 

É terra fértil 

As religiosas do convento dos Bêmeiim^ 
de Braga, apresentavam o reitor, que tialu 
11^600 réis de côngrua e o pé d'akar. 

£ aqui o paço e solar dos Freitas. 

Suas armas são: em campo de púrpon, 
cinco estrellas d*ouro, de 6 pontas cada omi; 
timbre, dois braços de leão, d*ouro, emaspi. 

FREIXEDA— fregupzia, Traz-os-Montei^ 
comarca e ^ncelho de Mirandella, 420 kilo- 
m^U'os ao N. de Lisboa, 70 fogos. 

£m 1757 tinha 95 fogos. 

Orago Santo André, apostolo. 

Bispado e districto administrativo de fin- 
gança. 

O reitor de H^randeUa apreseittava o ca- 
ra, que tinha 6Òi0pOO réis. 

FREIXEDA — ílceguezia, Tr az-o8-Monte% 

comarca e concelho de Bragainça, 54 kilom* 

tros a NO. de Miranda, 475 ao N. de Lishtfi 
38 fogos em 1757. , 

Orago S. Nicolau (foi antigamente S,l^íl* 
vestre.) 

Bispado e districto administrativo deBf&- 
gança. 

O reitor de Salsas, apresentava o ciira, 
que tinha 6)^000 réis áe co^rua e o pj^ 4'^- 

Esta freguezia estt, hs^ muitos annos, ^- 
nexa á de Salsas. 

Np; alto de um monte d*esta freguçzi|^ 
ha uma font^ d>gua frígidi^íma» tão çoirp- 
siv^ij, que em 30 minutos (dizem) pojjjpjw 
toda a carne de um quarto de carj^eirq, dai* 
xando-lhe só os. ossos.. , ^/;r 

. ^unto a esta fonte está o «abe^ d^ ^^' 
vQy onde se veeQi cqnçavidade^ na terr«h dlff 
segundo, a tradição,, foram min^s à^VI^^ 
exploradas pelçs ^pmai^os. ou pelosirfA^s* 
Juntp apribeiro estãp asruin^d^.um^j^' 
de casa^ onde a prata se purificava d; Auidia* 



_* A 



No sitio de Valle de Mouf^ te "«estigios 
d» iHlIfioaçdea antiicpiisdímaQ* 

FREDLÊDA DO FORRiO— freguesia, Bei- 
n Alta, comarca de PiDh^ly ^aeelha deFi- 
gneira de Gasttllo Kodrig»» JO lUlometfos ao 
^. S.'deLaBie(j[(V 3^^ ^ ^£* de Lisboa, SOO 



Vfif 



m 



£m 1757 tinha 152 fogesi 

Orago Nossa Seabora :do» Anjos. • 

Bispado de PinJ^^ districto administra- 
thB> da Guarda. 

É terra feriil. 

O ordinário afiresentava o abbade (por 
oettenrso e collado) tíobavSOOjUKK) réis. 

FBBDLÊDAS-ríregsiiezis, Bêúra Baixa, co- 
•parca de Celorico, eoneelho d'Alv«erca até 
I85§, e d^sde estão, comarca e concelho de 
Pinhel. 70 kilometros a SE. de Yisea, 330 
ao I>^£ de Lisboa, 310 fogos* 

£m 1757 tinha 353 fogos. 

Orago S. Martiafa^ bbpo. 

Bispado de Lamego, districto administra- 
tiwda Chiarda. 

É lerra fertál. 

O real padroado, apreseiitaTa-o Ylg^o^ 
q»»l!i)ha «OifKlOO réis de rendlá&ento. 
, FREIXEUELLO^fregnezi^yl^z^^osMoii^ 
les, CDinarca e oéncélh<» de Bragánga, 40 ki- 
tometros a NO. de Miranda, 480 ao 5. de 
Lisboa, 50 fogos, em 1757. 
- Orago S. ^^iiiénte/martyr. 

Bispado e districto administrativo de Bra- 
gança* 

A casa de Bragança, apresentava o aUut'- 
de, que tinha 120ijlí000 réis de rendimento. 

esta Ireguetia foi soppramida no flm^ do 
aeeato fMissaâo. 

FREIXIAL— Vide Telhado e Freixial. 

FRftratAL--yidé VillaGama, à cuja «re- 
#u»ia' está aiÉiexa. Freisnal era unu anti- 
Htt Tilla, aqium deu foral D. Sancho Per* 
«Mes, prior da. Qrdiân do Hosiintal, em 
abril de 1111 D. Manoel ifaedea novoferal, 
em Lisboa a 19 de julho de 1515; 

£ na comarca e concelho de IVaoeosD. 

Mffl i757 ttftba 107 fógos. 

Orago Nossa Senhora das Neves. . 

BiilMúio de FlAhe), districto adminístra- 
'i^^da Ouardai 

i^^taUba de de Santa Maria, da tiHa deTran- 



eoso, apreseotayst o cura^^iie^tmkaiQqfBOO 
réis de côngrua e o ,pé d'altan 

FREIXIAL iKy CAMPO ^ tregaezia, Beira- 
Baixa, concelho e comarca de Castello Bran- 
co (até 1855, concelho de S. Vicente da Bei- 
ra) 210 kilometroaa £.. de Lisboa^ 90 fogos. 

Em 1757 tinha 38 fogos. 

Orago S. Bartholomeu. 

Bispado e districto administrativo de Cas- 
tello Branco. 

O vigário de S. Vicente da Beira, apresen- 
tava o cura, que tinha 9^200 réis de côn- 
grua, e. o pé d'altar. 

FREIXIAL DOS POTES --freguezia, Bei- 
ra Baixa» comarca e concelho do Fundão, 
54 kilometros da Guarda, 250 a £. de Lis- 
boa, 90 fogos. 

Em 1757 tinha 70 fogos. 

Orago S. Sebastião, martyr. 

Bispado da Guarda, districto administra- 
tivo de Gastelk) Branco. 
' O prior da freguezia do Souto da Casa, 
aprese^Miva o cura, cuja renda era incerta. 

Esta freguezia já fica descripta em Cas- 
telléjo, á qual está annexa^ 
, FREIXIANDE-rVide Fr^íoriVfu^ „.^ 

FREIXIEIRO — villa, Minho, cabeia do 
«oueelho e comarcji de Çelorica de Bai^to. 
(Vide esta palavra.) 

É situada na freguezia de S. Pedro )de 
Britéllo. Até i$i70, nemrmc^i^cia 9 Bome ^ 
villa; mas. d<s4â então tem tomado basiaiita 
desenvoivimeiít^ e feito progresso materpaes, 
graças ás suas duas ultimas vereações. Tem- 
«eeid&fieado muitos preAiesc 8endõ?o ineH^or 
a casa da escola, íuodada eom o legado do 
benemérito conde de Ferreira (Vide Campa- 
nhan.) .. 

Para o isaais i^ue pertemsa á eonuaroate 
cefncelho de Gek>rica de Basto, vide estA.pa* 
lavra, a folhi» 233 do 2.*" volume. 

FREIXIEIRO— i2^í^ni/o, no extincta con- 
celho de Bem Vi^er (Dobre a direita do rio 
Douroi) Teve fóral dado per IX Aífonso^ III, 
na Guarda, em 23 d^agosto de 1256. (U», â.^ 
de Doações^ do si\ Rei D; Affotiso jn,fi. 16 
v. coL 2.<> m f/M: liv. 2.*" de DoaçÕeSf do mes- 
mo rei, fiy 2Stinprinoipio ii9, dos Foram an- 
tigos de Mtura novafl. í42 coL 2^. 



^2 



FRE 



niÊIXIElRODE SOUTELLO— froguBZia, 

Minho, comarca e concelho de Yianna, 45 
kilbmetros a O. de Braga, 400 ao N. de Éis- 
bòá, 100 fogos. 

Eni 1757 tinha 81 fogos. 

Orago S. Martinho, bispo. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Vianna. 

O conde^d' Aveiras, apresentava o abhade, 
eoUado, que tinha 220];000 réis de rendi- 
mentoJ 

É terra fértil cria gado e eaça. 

FREDCIEL — villa, extincta, Traz-os-Mon- 
tes, comarca de Mirandella, concelho de Vil- 
la Fior, 125 kilometros a NE. de Braga, 395 
ao N. de Lisboa, 230 fogos, 900 almas. 

Em 1757 tinha 137 fogos. 

Orago Santa Maria Magdalena. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de Bragança. 

O commendador de Poyares, (da Ordem 
de Malta) apresentava o vigário, confirmado 
que tinha 30!JK000 réis e o pé d*altar.- 

Situada em uma baixa, rodeada d'altos 
montes. Não é tSò fria como a maior parte 
das terras d'esta província; mas o seu clima 
é pouco saudável. 

É todavia muito abundante, sobretudo em 
pâo e azeite. 

'Foi, atéi6U dos márquezes de Yilla Real , 
qtie então a perderam, comi tudo o mais (e 
a vida no patíbulo, no Rocio, dé Lisboa, em 
29 d*agosto d'esse aniiO) por traidores à pá- 
tria. 

Foi natural doesta ffeguezia fr. António das 
Chagas (arrábido) célebre orador sagrado 
— ^no seu tempo — e escriptor mystico^r 

FREIXIENDAS ou FREIXLâLNDAS--fre* 
gttèzia, Extremadura, comarca de Thomar, 
concelho de Yilla Nova de Ourem, 30 kilo- 
metros de Leiria, 150 ao N. de Lisboa, 660 
fogos. 

Em 1757 tinha 560 fogos. 

Orago Nossa Senhora daPurifícação (vul- 
go, da^ Candeias.) 

Bispado de Leiria, districto administrati- 
vo de Santarém. 

O cabido da cdlegiada de Ourem, apre- 
sentava o *cura, que tinha 1204*000 réis an- 
nuaes. . 



FBI 

É terra feriiL 

Tem uma grande leira, a 8 de seleifibro 
de cada anno. 

FREIXINHO— freguesia, Beira Alta, co- 
marca de Moimenta da Beira, concelho de 
Cernancélhe (até 1855 concelho de Fonte- 
Arcada) 35 kilometros de Lamego, 320 ao 
N. de Lisboa, 90 fogoíBi 

Em 1757 tinha 74 fogos. 

Orago S. Miguel, arcfaanjò. 

Bispado de Lamego, districto administra- 
tivo de Yiseu. • . 

O reitor de Fante Arcada apresentava • 
cura, que tinha 40{^i000 réis de rendimento. 

FREIXIOSA^freguezia, Beira Alta, co- 
marca e concelho de Mangualde, 18 kilome- 
tros a SE. de Yiseu, 280 ao N. de Lisboa, 
120íogos. 

Em 1757 tinha 111 fogos. 

Orago Santa Luzia. 

Bispado e districto administrativo de Vi- 
seu. 

O reitor de S. Joào, de Mangualde, apre- 
sentava o cura, que tinha 6)^500 réis de 
côngrua e o pé d'altar. 

FREIXIOSA— freguezia, Traz-os-Moi^ 
coiíiarca, concelho e 6 Idlometros de Bra- 
gan^, 474 ao N. de Lisboa, 36 fogos, em 
1757. 

Orago Nossa Senlldra da Expèetaçâ*. . 
Bispado e districto administrativo detfti- 
gança. 

O abbade de Yilla Chan, apresentava o 
cura, que tinha QfOOOxéia de côngrua e o 
pé d'altar. 

Esta freguezia está ha mais de 60 aittos 
annexa á de Yilla Chan, no laesmo coiuse- 
iho. . . 

FREIXO (S; Julião do) ^frBguezfa^ Vi- 
nho, concelho, de Espózende^ eomarea 4b 
Barcellos, até 1855, e desda então, comarei 
« concd^ho de,Pom«' do Lima. 360 kiknBi- 
tros aa N. de Lisboa, 200 f(^âs. 

Em 1757 tiâhá 36' fogos. -' 

Oraf^ S: Julião.^ 

Arcebispado de Braj^^ distrícta admtiis* 
trativo de Yhnnà. 

N*eaUi freguesia, está' p jBíttí(tiiistiiiG|oau- 
tello de Curutêllo^ com sua. torniie mura- 
lhas, que foi de u&B fidalgos appeUididos 



Curutêllos* Solnranceiro ao caslelio, em ou- 
tro monte mais «levado, está a aatiquissima 
-eapella.de S. Christovõo dos Milagres, teúáo 
em roda um alto muro, que llfe mandou fa- 
zer D. Agostinho de Castro e Jesus, arcebis- 
po de Braga, para a abrigar dos temjporaes. 

O reiitor de S. Miguel de Alvarães, apre- 
sentava o vigário, que tinha 80dBG0O réis e o 
pé d*altar. 

FREIXO (quinta do) — Formoso palaeio e 
iMmita quinta do 'sr. António Affonso Yel- 
làdo (hoje visconde do Freixo) nos arrabal- 
]des do Porto, sobre a direita do Douro, na 
€reguezla de Campanhan, concelho^de Gon- 
■Cornar. 

Dentro da quinta está uma fabrica de sa- 
bão (de óptima qualidade) das mais bem 
montadas do paiz. Actualmente está fecha- 
*da. 

Já na freguezia de Campanhan tratei does- 
ta bellissima propriedade. (Vide Campa- 
tihan) e do seu attenciosissimo proprietário; 
^as darei aqui mais algumas noticias. 

A architectura do palaeio pertence ao ea- 
tylo chamado renascença, como era moda 
no principio do século XYII, isto é, sobre- 
-carregado de^ ornatos^ 

É Tim edifieio quadrangular, com 4 fadiga- 
das, rematando cada uma um«bonito pavi- 
ifaão. A fachada nmis nobre é ado S., (d* 
iado do rio) que deita para um peqHeno mas 
bonito jardim, cercado de bellas grades de 
pedra e tendo no meio um bonito chaftiriz 
de repucho. 

No interior, este palácio está decorado com 
grande magnifíoencia e é habitarão digna de 
«ÉB príncipe. Tem formosas salas, com díf- 
ferentés títulos, e em diversos gostosj em- 
bellecidas com bellas pinturas e primorosos 
^estuques. 

Nào pude saber quando foi construído es<> 
te edifício; mas parece que loi do principio 
do seciik) ^V1I(, e a sua architectura nos 
indica essa data. 

£m 1770, era proprietário do palácio è 
^lOSDta, Yicoftte de Noronha Leme Gernaebe. 
Feio casamento de Uma filha d*este, fidalgo, 
chamada D. Anna Rosa de Noronha Leme 
Cernache,' com João António Saller de 
liendMiça, l.« visconde de Azurara, veio a 



FRE 



333 



quinta do Freixo para a casa.de Azurara. 

Jorge Salier de M^idonça, 3.<'<yisfonde de 
Azurara, vendeu isto ao aotcial proj^rietario, 
em 1850; e este foi feito barão éoWeixo^ 
em 1866 e visoonde em i870. 

FREIXO — freguezia, Beira Baixa, comairr 
eaée Pinhel, concelho de- Almeida, 315 ki- 
lometros a £. de 'Lisboa, 100 fogos. 

Em 1757 tinha 11 1< fogos. 

Orago Nossa Senhora da Natividade. 

Bispado de Pinhel, districto admisistrati- 
vo da Guarda. 

Èra do concelho de Castello*Mendo, que 
foi supprimido em 24 de outubro de 1855, 
e as freguezias que o compunham foram 
annexas ao concelho do Sabugal. 

Em dezembro de 1870, todas as fregue- 
zias que tinham sido. do antigo concelho de 
Gastello Mendo, ficaram fazendo parte do de 
Almeida. * * 

O vigário de S. Vicente, apresentava o cu- 
ra, que tinha 30^000 réis de rendimenUK 

FREIXO ^freguezia, Alemtejo, comarea e 
concelho do Redondo, t4 kiiometros d'E^ 
ra, 135 ao SE. de Lisboa, 106 fogos. . 

Orago Nossa Senhora da Assumpção. ' 

Arcebispado e districto administrativo de 
^ora. * 

© Portugal Sacro não traz esta freguezia. 

É terra fértil. Tem bom vinho. 

FREIXO — freguezia, Douro, comarca e 
concelho do Marco de Cafiavezes, 48 kiio- 
metros ao N. do Porto, 345 ao Ni de Lis- 
boa, 120 fogos. 

Em 1757 tinha IMi fogos. 

Orago Santa Maria (ou Nossa Senhc«*a â^ 
Purificação.) . > 

Bispado e districto admitiistratlvô do 
Porto. 

É terra fértil. i 

Foi até 1855 da comarca e concelho d^ 
Soalhães. 

O reitor de Ta^uts^ apresentava o cora, 
que tinha 64»000 réis de ceogvtta, e o pé^ de 
altar. i 

FREIXO DE BAD(0^freg«ezi^ DoAro, 

comarca e concelho e próximo de Amai»ii> 

to/ 40 kilometfos a NE. de Braga, 375 ao N. 

dè Lisboa, 110 fogos. \ 

' Em 1757 tinha 105 fogos. 



934 



I%E 



Oragao Sahnáor. 

Arcebispado de Bn^ distrkto adinmis^ 
Iritivo éo Porlo. 

É terra f^nil. 

Esta freguesia e a seguinte ehamátám-^e 
-antigiuneiit^ Fráãseo. (Ê toais provavdqae 
flò em eseripturas se lhe desse esfie nome, 
por ser altainisado^ e qlie o tulgo sempre 
lhe chamasse Freixú.) 

Howre aqui um mosteiro de frades cru- 
sios, Anulado' em ii20, por D. Gotinha (ou 
Gontina) Godins, mulher de D. Egas Her- 
mtges, o Ermo, e sogros de D. Egas Gdken- 
dea. 

£m iâ&O, D. João III o deu aos fradesdo- 
minicos de S. Gonçalo de.Amarante, o que 
fxà eonfirmado pelo papa Paulo III, em 1549. 
^arece-me que os frades d'aqui, se «ntão 
os havia, é qixe foram povoar o convento de 
Amarante; porque vejo os dois conventos 
unidos no mesmo anuo em que se fundou 
o de Amarante.) 

O prior dos frades dominicoS) deS. Gon- 
çalo de Amarante, apresentava o eura, que 
tinha 40j;000 réis. 

FREIXODE CIMA—freguezia, Douro, co- 
ibarea, concelho e próximo de Amarante, 
40 kilometros a NE. de Braga, 375 ao N.de 
Lishoa, Íi60 fogosi 

Em i757 tinha» 113 fogos. 

Orago S. Migue), arehai^o. 

Arcebispado éò Braga, distrieto adminis- 
trativo do Portow . 

O prior dos religiosos d(Mnínicas.de, S. 
Gonçalo de Amarimte, apresentava o cura, 
ifne tinha 4S|iOOO réis de rendimento.. 

É terra fértil. 
«REIXO DE ESPADA AOIOTA-^villa, Tm- 
os*Mo9tes, comarca de Mogadouro, 18Q kl^ 
lometros ao NE. de Braga, 30 to SE do Mo- 
fíUdouFO, 400 ao N. de Lis£ioa, 510 fogos, 
4:600 almas. 

• Ho «onoelho 1:500 fogos. 
; Em 1757 tinha 35d fogo& 

Orago S. Miguel, archanjo. 
.<• AMebj8paAQ( de Bitaga, áistdctâ* ^aAoiiiiis- 
Umúro. áe^>Bna9aiBça.i 

' Situada 4 Idiâmtíiros ãOiN. d&fioiiro (jo^s^r* 
gem direita) que aqui^ 4i^âe i^omo^ai ds 
Hespanha. 



Époimaçao muito antiga o foUMfoi4l» 
roMB ou de homkiaâos. (Y^e Goulo.) 

Em 1211 foi esta villa saqueada p^Qstdo- 
nezes. 

D. Affonso n, ambicioBaiido as grandes 
riquezas que seu pae ddxâra aos outros &• 
lhos, não quiz estar peio testamento pater* 
no (apesar de o ter promettido a seu pae^ 
agonisante!) e quíz expolíar vioientjonentfr 
seus irmãos das suas vitlas, castelios e rea* 
das. O infante D. Fernando teve de fugir 
para Castella, e o infante D. Pedro, paa 
Marrocos. As infantas defenderam-se im 
seus castelios e d'alií pediram auxilio ^ 
rei de Leão e ao papa, e foi então qne o» 
leonezes assolaram e roubaram Freixo. 

Esta villa foi até 1240 do concelho da vil* 
la de Alva. Na guerra que n*esse anno tevt 
D. Sancho il de Portugal, com o rei de Leão, 
foi está villa de Alva cercada pelo in£aote 
leonez D< Affonso, (filho de D. Fernando in 
de Castella, e Santo) e os seus mor^dores^itu 
por medo ou por traição, se entregaram ao» 
leonezes, sem resistência. Em caistigo d^es^ 
ta: cobardia ou tFaição,lhe tiroa Dl SandK^ 
II logo o foro de villa, dandb-o a Freixa és 
Espada á Cinta, pela fidelidade e hcavon 
que ; então 30us habitantes mostraram, de* 
fendendo-se obstinadâre^aIorbsamente,pd^ 
que os konezes tiveriuoa que levantar o ét*^ 
00 e retirar-^ae vergonhosamente. 

A data da fundação doesta. vidJa^ e etyffio*^ 
logia do seu nome e a origem do seu brSf 
zão d^armas, siocousas muito duvidosas. 
• loâo de Barros, nas suas A»tiguidúâe$it 
Emtve Doum e Minhêy diz (|ae foi f andais 
por um fídaluo chamado, por appellido,Firi^ 
jão^ primo, de S. Rozendo, que morreu em 
977; e diz que, por este fidalgo traserpor 
armas, lim frdãta e waa espada, ficara off^M- 
aui{€ a empada por nome á villa. 

Senundo a tradi^o, poréAi^ foi um capí^ 
tão godo, de appellido EspadoêmtUf 0^ 
«bogandQ ál^ueile sitio dinçado de uma ba- 
talha^ e deitando^seá sombra è&um grii# 
ff^isú» qun alll haivia,.deu á arvore^ o noM 
d» Etissú de Espada á. cMat^ etesta noflfts 
passMi.À poivnaQãô, (^ «pom» depoi& tf^ 
se prmoípâtia a fundar^ a qual^ em oBin^ 



-iriàf à^ <$IMM>9 tpmou por aj?qMt»^/rrfí^ie a 
0$ÍM9^f en casaf a de púrpura. 

Ateda BQL.priocjpio do setsulo , passado, 
^stia junto á egreja matriz da villa, om 
freixo colossal, cercado de assentos de pe- 
4^ que os povo^d^aqui tiabjaoi em. gran- 
de eatima por o reputajrem o mesmo da l^nda. 

Sm i27i eoBseguiram os p^vost da yilla 
dd MoZf qae D. Affi)nso III decidisse a gi^ltii- 
4e demanda qjue traziam com os dfe ¥Ie\^o 
4e Espada á Cinu, sobre pastagens e liau- 
í^ mandando que a$ g<idos pastassem ms 
tifi/vaâ, só depois ds n*eUas. não hqv^ H^^^» ^ 
que logo que e$t^fím lavradas fiquem defe- 
zoe. 

Tem um Gastello,> que, np seu tem(p^^ foi 
muito foi te, guarnecido com trea soÍN^bas 
torres. Foi edificado por D. Diniz» no annp 
úfí 1310. £$tá sobre: um outeírei^t^{np á 
Tilla» 

Em i343 r^uereu q povo d^aquÂ, a Pi. 
Affonso IV, que lhe desce a terça da sua 
egreja, para concluir aa muralhas. 4^ viii^» 
o que. o rei opneedeu. Depois^ «com essas 
mesmas ^qas íkeram a egreja (que parpce 
ter sido principiada por D. Diniz.) If^mo 
auifiiç>,.iiaâ cbegou a repdiíqento da^^^r^a 
Ifi^í^Si conclusão dp templo, que esteve io» 
(Mxpnfdeto mui$ps aAnds. Ainda em i&SOi e^- 
^T9k.#or íazer o côro^ o palpita eo«. rema* 
IfS^ 4% e^tao as terçai úe,loúft o. reino p^- 
^ciam á coroa. (vide Casta(ÍatiQo) pelo ipe 
os de Freixo pediram a D. Jloào IV a terça 
id>(|ni» paca ^nclosao^da sufi eg^ei»^ cpe é 
da ^6a^;ai^ la»vrada,.£om a^obaÁii também 
de c^Qiaria. . ....... 

Tinha voto «m ctirt^^j{Com asseniMii no 

^IK Samfho Ih coaoià.di0sei lhe d^iK^.lie 
.if^. de. yiUa, eia lâ^» çpaa oãoi oopata qf^e 
Ují^ depser^siral. O l.» que w^ lhe: deu IX 

Affonso III, sem data. (Livro das doaçõps ^ 
i>, éffm^ m % m v^ Oí>L %\ WY^ 15, 

«awPA^r^^aW. ,. • . i .... ' 

D. Ifo^itel lbe,di9lt fonil^OMP^opa^cMUii- 
bem esqueceu a data; QpmM4o '^ pp^M^or 
«o 1.» de junho de 15|iAf;ppc«ueb a^ Mltíma 
llfíl^^^pçf^iJm^iMfmf^ upvo^remrtte- 



wm 



^m 



se aQ Xeral de JCranda,. que foi d^dP ^la 
Santarém, n'aquella data. 

Tand»em tem uma sentença de ipúral, da- 
da a lavor da eprôa, datada de 6 de jupbo 
de 1533, no reinado de D. João IIL 

Hfi na viUa 10 ermidas e i% fontes (d^m^ 
agua.) .1 

Diz o padre Gosta na sua ChorogfDOiphift, 
que no logar de MasomOy d*esta freguezii!» 
l^k ^mit fQnt|9| chiMEnada do Xido, que.prin- 
aipi^ a deitais agua em março^ com a xAt^- 
eumslancia de que» se o an^ tiver de iser 
íertU, deita muito popeaj q mciita se tiv^r 
de ser estéril 

O seu território >pro^du2^ eeret^, azeite, 
viapkho^ amêndoa e pojueas fructaa. 

Yd^m-m aqui opiimos que^o^. . 

Tem creaça^» de biebos iie^aeda, que aip^- 
tigamente eoa^tituiu um» ramo mulio io^r* 
tante da sua induetria» exportando para tor 
do o reino mui&a variedade de manuíaat^itr 
ras de seda» principalmente tafetáa.e. meiat- 

Ha alguns annos tem-se por aqui planta- 
do muitas amoreiras e desenvolvido muito 
a sericultura. Deus queira que hão desani- 
mem. 

Hoje (como a maior parte das povoações 
de Traz-os-Montes) tem decahido bastante 
4^ j^ua. antiga, pjrpsperidade (reiatiya) pela 
íalta de boas vias de communicaçào.. 



A villa está assente sobre uma elevação, 
rodeada de mii^tt^a viQ];M|s,.oUvaes,e ferras 
d^ pão^ muito bem cultivadas. . 

|í'este Qoncelho e entre oa lypúí^^ d^J^ffr 
goaça e .Quinta das QueJbradoA (qqpc^U^. de 
J^fM^auro) c^re em sitío apr^yel^ ^.ritiei- 
rai de Vai4e de. Maritúia, Na sji|a margew e^-" 
q^erda exiat^ um mjí^»aAciaLd;agu^ çtiami^ 
ji/o.F^te Sm^' Di9âp.qu^.as;9ps^ agi^ 
aãa um remédio efiOipacis^mo para . sar^Sy 
tinha, lepra e todas.as mais mpl^^s Ç^U^- 
neas^ e ató par s^ as. ultras, qaiiii^etipispi^ Bbt- 
to da fonte se véijep9<r(€v^tp^.d^ pequei^j^^ça- 
s^i upf^t hahitaiQòes doa.qu^.^m. Agoiras 
eras alii concorriam a tomar, h^nfto^s^ 
; . A% N. 4'0st^ ji^ibf^a ^evar *» wf^ ftUa per- 
ra» cQja^ pedras (4Q.uinai9âirffP)VfiiadA) 
são alguma cousa sonoras^ o que laa ciieK 



236 



FRE 



FRE 



aos lavradores das TistaliaBças que é curo • 
encantado. j 

Ao fando d*esta serrania, está tnn eerra- 1 
do, feebado por uma parede de deseomniH- ' 
uai altura e; grossura, que revela grande an- 
tignídade e (na forma do costame) sé <Mi; ser 
obra dos mouros, qne por aqni habitaram, 
no sen tempo. Ainda a este eerrado se cha- 
ma Casal das Mauros. 

Perto da villa, ha nma eollina chamada 
Cabeço de S, Braz, e no sen enme está a ca- 
pella de Nossa Senhora dos Montes Ermos. 
Na base d'esta eollina passa a estrada de 
Lagoaça, Mogadouro, etc. Janto da mesma 
está a fonte de Mê Nunes. 

Diz-se qne nm sujeito de Lisboa sonhara 
que perto d*esta fonte havia uma grande 
mina de ouro. Não quiz saber mais nada, 
logo se dirigiu para aqui. Chega, procura, 
acha a mina e desandou logo com todo o 
seu ouro para Lisboa, onde chegou riquis- 
simo. No tfitio onde estavar o ouro, deixou 
esta quadra: 

Adeus, fonte de Mé Nunes, 
Quem te dever que te pague; 
Que eu dentro de ti achei 
O valor d*uma cidade. 

Se isto é verdade, o homem, mesmo as- 
sim, tinha mais habilidade para descobrir 
thesouroB encantados, do que para achar 
consoantes. 

O coneelho de Freixo d^Espada á Cinta, 
é composto de 6 freguezíasr todas no arce- 
bispado de Brdga, são : — Freixo, Lagoaça, 
Fornos, Mazoueo, Poyares e Ligares. ' 

FREIXO DE NUMÃO— (coneelho extincté 
da eomarca da Pesqueira), villa, Beira Altal, 
hoje comarca e concelho de Villa Neva de 
Foz Côa, 54 kilometros de Lamego, 360 ao 
N. de Lisboa, 219 fogos, 400 almas. No con* 
celho tinha i:10Q fbgosv 

EHn 1757 tfnha a freguezia S90 fogos. 

Orago S. Pedro, apostolo. 

Blftpado de Lamego, distríHo administra- 
tivo da Guarda. 

A universidade de Coimbra, por concur- 
so, apresentava o* vigário, que tinha deren* 
dhnento I€04I000 réis. 



f¥râM» «9 wna aldeia e flregneria, de «D- 
celho de Numio, e como fosse praspmtadD 
e a capital do eoneellio decafaindo, passon 
para aqui a sede do cenedho, até qne fn 
extincto, em IS55. • 

A villa é pequena; mas o sen territorieé 
fertil em cereaes, óptimos vinhos, frnctas, 
etc. 

O seu foral é pois o de NvmSo (que hsje 
é uma freguezia d*este concelho). Era senhor 
de Nnmao (entaq Nemam) Fernão Mendes, 
qne, a 7 de julho de 1130, lhe deu foral, e 
qual foi conftrmado em Quintetta, emontQ- 
bro de 1217, e outra vez confirmado em 
Trcmeõso a 27 de outubro de 1285. 

D. Manuel lhe deu foral novo, em Lisboa, 
a. 22 de agosto de 1512. 

(Tudo quanto pertence a Numao, vae sob 
esta palavra.) 

FBEELO BA SERBA— freguezia. Beira 
Baixa, comarca de Celorico, concelho de Li- 
nhares até 1855, e desde então comarca e 
concelho de Gouveia, 95 kilometros ao SE. 
de Coimbra, 300 ao E. de Lisboa, 120 fogos. 

Em 1757 tinha 100 fogos. 

Orago Nossa Senhora da Expectação. 

Bispado e districto administrativa da 
Guarda. 

Em fevereiro de 1872, cahiu um raio m 
torre da egreja matriz, lançando ozimbefii 
a grande distancia e abrindo iaf^as feiMks 
nas paredes. O prejuízo foi de uns 80MOOO 
réis. Cahiu na mesma oecasiao outro raiò^ 
em casa de um tecelão, próximo à*egreja, 
mas só causou siKto. ^'' 

O commendadorde Oliveira do Hospital 
e o vigário de Folgosinho, apresentavam ai* 
temativa e annualmente o cura, que tinha 
35|M)00 réfs^deirendimentof: 

FREIXOFEIRA— aldeia, Extremadon, 
concelho de Terres Vedras, 44 kilomêtròsa 
NO. de*Lisboa. É a 13.« estação dd caminho 
de ferro Larmanjat, de Lí^oa a Torres Yo* 
dras. • •• ' • ' ■ ■ . • • . : •' 

FilSlD&--^reguezia, DòuiV), eomarca e 
concelho de Bayão, 60 kilometros a NB. do 
Porto; 345 ao N. dè Lfábéa; 170 fogos. 

' Ete^ 1757 titthâHOS fogos. 

Ora^d Sanía Mtó^iflu ^ • * 

Bispada e distrioto admlnistraltto do Porto* 



- 1 



FRI 



FRI 



237 



Era, até i^5, da exliBcta com^rea de | 

É situada sobre a margem diF^ita do Dou* 
í% em terreno moito .ac^ideatado, mas cqm 
YaAi^ multo íerteis. Produz^ muito bom vi- 
DhD».." . "/• ^! ' 

M ^t^i muitos baircos, que nsTeg^m eou- 
sUBteoieiíte para o Porto, susteutíOit^o um 
Câmai0rcio aaiivo, com leBta oidacU»^. o que faz 
a fi^uazíji âoredoenie. , . - 

A míti;i. apresentava o abb^adB, por con- 
cmo, quo t^itl)a ^OJtQW réis doreudimenr 
to annual. 

FRETE— vide Pontos do Douro. 

FRIÍZl£lF£r-^freguezia, Tra^Toa-Mon^, 
con^roa e coneelbo de Yinhaes, 488 kile- 
metr^^ N.:de Usbofk, 70 fogea. 

Bm J1757 .tioha 43 fofigo^.* . ;• 

. Orag o "Samo Estevão^ proto- martyr* 

S^ado e dis|ricto.admjai8M*at4vQd&Bra- 
gaaçj^*^ 

A. mitra, por concurso, apreseiH^ya ,o ab-, 
bade^qii» tinba i5Qil!000 r^^; anouaes. 

FRUNDi^ e F]|fB£lRO -^<annexas)y Ire- 
fpmi»t Qouro,,CGfmarca e ooncelbo do.Fel- 
peiraa». 3$ kilometros a S£. de Brag^, ^5 
ao N. de Lisboa, 280 fogos. 

£m i757 tinba 37i fogos. 

■Orago S. Tbomé e S. Tbíago^ apóstolos. 

áfcebispado de* Braga, distrieto adminis- 
trativo 4o jPcirlo. 

^vterrar muito fei^til Hftuito gado e caç^. 

.0. Dv«abba4e beaedictjmo^ do mosteiro de 
Poinibeirp, ai^re^entavao v4gario de Friaude, 
W.^inlia iW0)QO r^s anonaes. Era orago 
d>esta Ireguèaia S. Tbomé, que tinba ^8 
fogos, 

Qi^mr dos oonçgps regrantes^ do mostei^ 
ro.de Cftramôs, apreseotava o-vigario, coa- 
firmado^ .do Pinbeiro, que tinha 250ii;000 
léis aAjuiaes. £lra orago d'esta Creguezia, S. 
Thiagou Km i757 tinha 63 fogos. Vindo pois 
a ter e^tast duas freguezias, no tal aono de 
1757, os 271 fogos, que lhe dou acima. 

£stas duas freguezias estão unidas, desde 
o íioft.do seeulo passado, formando uma só, 
com dois oragos. . 

FRlANDE^freguezia, Minho, comarca e 
concelho de Póvoa de Lanhoso, (até 1855^ 
d^íÇOQceilbo de. S* João de Bei» então sup- 



priímdo)^ 20 kiiometrps. a £. de Braga, 360- 
ao N. de Úsboay.idO fog^. 
' Em Í7ã7 tinha 37 fogos. 

Orago Saiito Mdré, apostolo. 

Arcebi^ado e districto administrativo do 
Br^ga. 

É terra ferUl. 

Chamavase antigamente Friaes do Rio, - 

O. reitor de Santa Maria de Yeade (coqee- 
lho de Gelorico de Basto) apresentava o vi- 
gário,' coitada, que iinha 40^000 réis an- 
uuaes. 

FRiAS-TEUAS ou (mais etymologico) 
FRI5S7fiLljA5— fregnazía, Minho, eomarcar 
e eofifielho de Ponte do Lima, i,8 Mom^ros 
a O. de. Braga, 373 ao N. de Lisboa, iOO fo- 

gOíSU * . ! 

Em 1757 tinha 77 fogos. 

Orago S. MartinhO) bpspo. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo, de Yi^una. 

É terra fértil. Muita caça. 

O reitor de S. Pedro de Galyéllo, apresen- 
tava o vigário, que tinha 14i^000 réis*do 
côngrua e o que rendia o pé d'altar. 

Foi originariamente abbadia. 

Hoje.dá-se ^ esta freguezia officialmente 
o nome de Frias-Tellas, mas é corrupto. O 
seu nDme,r como se vé nos livros antigos (que 
é o verdivdeÂrp) é Friestellas, diminutivo de 
frasca (nasprovineias do norte /nesía). Vem 
a ser povoação das fresttnhas ou friestinhaíL 

FRIDiO -rr freguezia. Douro, comarca e 
concebo de Amarante, 48 kilometros ao 
NE. de Braga^ 3S5 ao N. de Lisboa, 90 fogos. 

Qrago S. Faustino, i 

Arc^ispado de Braga, districto admiuis- 
tc^tivo do Porto. 

fslei íneguezia nao vemi^o Portugal Sacra 
e PrQfafw. 

FR]£IRA— villa extineta, Traz-os-Montes, 
coinarca de Chacim, concelho de Iséda.até 
1855, em que passou tudo para Macedo de 
Gavalleiros, 45 kilometros de Miranda, 480 
ao N. de Lisboa, 20 fogos, 80 almas^, em to- 
da a freguezia. 

Orago S. João Baptista. 

Bispado e districto administrativo de Bra- 
Igança.' 

O cabido da jé d« Miranda (depois o de 



^u 



FR! 



Bragança) apresentaTa o cora, qne tMia 
6^000 réis de eoDgrna e o pé d*altar. 

Era uma pequeâa villa, (paie mal nieréda 
semelhante titolo, qne foi ha moiros annòs 
snpprímião, assfm eomo a fregneiia. 

Dizem algans qne fòi conto, on honra; 
mas pareee-me qne é erro, pois nnnca teve 
foral. 

FRIBLLAS— peqneno rio, Extrémadnht, 
1^ kilometros de Lisboa, dá o toome à fre- 
gnezia de frrenas, on d'ellá o recebe. Passa 
a esta fregnezia, a Santo Antão do Tojal e a 
Sacavém, onde morre na direita do Tejo. 
Toma o taome das terras por onde passa. 

FRIELL AS— fregnezia, Ettremadnra, 
concelho dos OliTaes, termo, comarca e 1^ 
kílometros a NO. de Lisboa, 3 de Loures, 
60 fogos. 

Em 1757 tinha 251 fogos. 
• Orago S. Julião: 

Patriarchado e districto adminfètrativo de 
Lisboa. 

A abbade^sa de t)divellas, apresentava o 
prior, que tinha 3OO]0OOOréis de rendimen- 
to annual. 

Situada próximo da estrada de Loures, 
nas faldas de uns montes pouco elevados e 
tendo na frente extensíssimas campinas. 

A egreja matriz é antiqufssiena, pois }à 
ejclstia em 1191, em ctijo anno, sendo bispo 
de Lisboa D. Soeiro Annes, a reservou e»te 
prelado para os seus successores, tendo até 
entio pertencido ao cabido da Sé de Lisboa. 

Foi senhor de Friellas e Unhos, Lopo Men- 
des do Rio e seu« desicendentes. 

Rio, é um appellido nobre em Portugal. 
Procede da Galliza, ps^sando a este reino na 
pessoa de Fernando Ayres do Rio (qne trou- 
xe seus filhos) no reinado de D. AfibnSb V. 
Lopo Mendes do Rio, 1."* senhor dePrieMas, 
era neto de Fernando Ayres do Rio, que in- 
stituiu morgado em uma capella de mostei- 
ro dô Bemfica. Suas armas s5o — em campo 
verde, um castello de prata, sobre um con- 
trachefe de ondas, da sua côr, e em chefe, 
três flores de liz, de ouro. Timbre, uma as- 
pa verde, carregada das três flores delir do 
escudo. Outros Rios trazem por armas-^em 
campo de púrpura, uma torre de prata, com 
ameias, Armada em dndas de asul e prata. 



FM 

I Contra^èfe estreito, de vek^deenas ameias» 
uma cara humana e duas flores de Hc is 
ouro, de cada lado. . 

A segunda família d'esle appeltidò, veio 
do relho das Aeft niias ; foi Christovâo do Rio^ 
que se estabeleceu em Portugal, no reinadn 
de D. Joio ÍII, e ao qual este rei confimioii 
as armais que traala, em IIM. ^k)^-em cam- 
po de ouro, duas fáxas de ondas, orla de 
prata perfilada de negro, carregada dé tíã* 
CO cabeças de serpe, verdes, lampassadasde 
púrpura, cortadas em sangue. Tlndirtl, moa 
d'estas cabeças. 

Havia aqui um palácio real, prl»èipíádo 
por B. AfTonso Ili e concliiido por sen AM 
D. Diniz, que d'€flle datou muitas doaf{9» 
e outros documentos. Em 1519 erigiu o lÍMl* 
mo D. Diniz n*esté paço a capella de Saitti 
Gatharina, com capellao e missa quoCidlaiià. 
Este palácio não passava de uma casa de' 
can^, em que vinham habitar oe reife» 
quando sé davam aó exerdeio da caçu ndti- 
da, que pór estes sities abundava. 

Aqui residiràím alguns dias e por variai 
vezes, D. Diniz; D. Affonsó IV, D. PedW I e 
D. Fernando. 

Durante as guerras que esve ultiào rei 
teve com D. Henrique II de Gastelia <136t) 
por aquelle pretender o throno d*este, dá- 
gando algumas cidades caste^nas a pftB- 
tar obediência ao rei de Portugal (pelo qne 
Henrique II se viu <^rigado a aliiar-se cott 
o rei d)e Aragão e com o rei, mouro, de afa- 
nada) e cuja guerra terminou 'pelo tratado 
de paz d'Evora^ de 31 4e março d'aqueHe 
anno ; durante esta guerra, digo, os caste- 
lhanos que vieram sitiar Lisboa^ iâoendM* 
ram este palácios outros muitos edífieioa. 

Em 137S fez D. Fernando doação do qne 
havia d'este paço e da sua quinta, aostoefr^ 
gés de S. Jeronymo, para aqui fundaremuA 
convento da sua ordem, o que nio se re»- 
Usou. 

Cbm o tempo e o abandono, desmantelótt- 
se completamente o édiftcio, e seus máie- 
riaes se applicaraúi a outras constrúeçõ^^ 
de modo que d'ellejà nada existe. Em'l6?0, 
fazendo^e uma escavaçãd no local érii^ qàô 
estava o paço, se achou uma bella taça dê- 



iiisna<nre e um pavimento de mannore de 
côres^ em xadrez (mosaico). 

Ha por âQui muitas quintas. 

FiOSSTAS ou FBÉSTAS— fregoeKia, Mi 
lAOf comarea e eonce&o de Yallença, 60 ki^ 
iinietras a ONO^ de Braga^ 4id ao N. de Li&- 
tosíi iZO fogo». 

fim 1757 tinha 98 f<^õs. 

Oiago S. Mamede. 

Ansebíspado de Braga, distiieto adioínis- 
trativo de Yianna. 

E' terra multo fertiL 

O real padrcmdo apresentava o vigano^ 
qoe tinka 4011000 r^ anúoaes. 

Esta freguezia é muito antiga^ e já a^ai 
era uma sd}badia, no reinado de D. Diniz. 

lunto a esta freguezia eslá o eeleèrecon^ 
Tfitto ben^dictiiM de S. Fins (por i^o cha- 
mado das Ftieitas). (Vide & Fins^ éòYàk* 
lença). 

FRIO ou RIO FKIO--ipequeno rio, que 
nasee áa Cadima, faz um semicirculo para 
N. e Ew e entra na direita do Mondego, aci- 
ma de Ifonte-Mór- Velho, com 30 kiloinetroÀ 
de enrso. 

FRIO ou RIO FRIO-* pequeno rio, Traz- 
osMontes, nasce na freguezia de Rio Frio, 
ooiHarea de Bragança, extiacto concdho do 
Onteiro, e desagua na esquerda do Sabor. 

FRIOES — freguezia, Traz-os*Montes, co^ 
imirca e concelho de Valle Paços, 90 kilo« 
metros ao NE. de Braga, 420 ao N. de Lis- 
boa, 355 fogos. Em 1757 tinha 254 fogos. 

Qrago & Pedro, apostolo. 

Arcebispado de Braga^ districto adminis- 
trativo de ViUa Real. 

É terra fértil. Cria muito gadoe nos seus 
montes ha muita caça, iprossa e miúda. 

A casa de Bragança, donatária é'esta fre- 
guezia, apresentava o reitc»r, que tinha an- 
nilalmente 200)9000 réis. . 

FRIÚMES -^ freguezia, Domro, comarca 
da Lottsan,- concelho de Poiares Mé 1855, e 
desde então concelho de Penacova, comarca 
de Coimbra, d*onde d^sta 24 kilometros ao 
N., 215 ao N. de Lisboa, 230 fogos. 

Em 1757 tinha 133 fogos. 

Orago S. Matheus, evangelista. 

Bispado e distiricto administrativo^ de 
Coimbra. ^ 



FHO 



3Bft 



É tara fértil. 

O pnor de I^nacóva apresentava annsiAl^ 
mtanfe o cura, qne tinha 30|l000réisd^rèo- 
limento. . ■ 

FROJiSS--Vide^FV»r|lã«^. 

FRONTEIRA --villa, Alemtejo,Í kitame- 
tros do rio Zétas, 40kilometros d^Eioora, 3^' 
de Portalegn, 165 a E. de Lisliíoa, 530 (bgòs, 
2.400 almas, no concelho t:300 fef^ Éa 
Gdmarcad430i 

Em 1757 tinha a villa e freguezia 561* 
fogos. 

0r^HP> Nossa Senliora da Atala^. 

Bispado d*Elvas, d&ttieio administrativtf 
de Portalegre. 

Foi antigamente da comarca d'Estretaloz;. 

Feira a 28 de jnnfao. 

Dista 24 kilometròá ao N. de Borba, e M, 
ao E. d*Aviz^ e 14 ao N. d^EsttenNM;^ 

É uma bonita povoação^ coliòcadaiemnm 
plal6. A soa prtm^a fundação foi em^mm 
outeiro^ a qcrn ainda chamam Villa VhUm^ 
onde então estava um^atalaya/àrontêmii aoã' 
mouros de Viamonte, de cuja circtiaistaQâa 
tomou o nome. 

A Villa V^lha foi fundada em 122& por 
D. Fernando Rodrigues MoMeirò^ quarto 
mestre da Ord^n de & Bento d*Aviz^ se- 
gundo a opinião de vários escriptoresi 

Tem um caate^ com duas torres soflH- 
velmente eons^vadas, além de outras em 
ruli»^ Eram sete as que dèsappareceram. 

Era Cereada de muralhas t(»*readas, qdé 
estão em grande parte destruídas. 

O B&á território é abundante em eei^eaes^ 
e nos seus vastos moiâados se cria muito* 
gadb, príncipalmeitfe ' porcos. €ria muitsi^ 
caça. 

Foi fundada pelos cavalleiros d'Avíz pelos 
annos de 1226«' 

Dizem outros auctores^ que foi D. Diniz 
que a fundou, p^s annos.de 1290, e i|ue 
perguntando- se onde elle queria que se fi- 
zesse, o rei, apontando paraositioaelúalda 
villa, respondeu *na fronteira*^ e que éd'is- 
to qixe lhe provóm o nome. (A' primeira et]r- 
mdlogia parece*nie maia veroaimti.) 

O que é mais provável é que D. Fermanf 
do R, Monteiro fundou a Villa Velha,' e pie 
estando arruinada com a9 gtttirfts dos mou- 



3&0 



FRO 



FRO 



1'os, e qnerendo-a D. Diniz reedificar, mas 
Dão gostando do sitio, a madoa para o ae- 
toai, qne na verdade fica ftvnteiro a VUla 
Velha, qae desde então se abandonou. 

No sitio da VUla Velha, ainda e^ãô aber- 
tas nànitas covas como poços^ e là éstâ a 
eapella de Nossa Senhora. 

Tem na porta de uma das torres do eas- 
tdk) umas garatujas, que alguns pretendi- 
dos paleographos entendem que são letras e 
(ftó dúem Casado Prazer. 

Tem Misericórdia e hospital. 

Tinha mn convento de frades feapncbDs 
da província da Piedade. 

Tinha voto em cortes com assento no ban- 
co il 

D. Hanuel lhe deu foral, em Lisboa, no 
primeiro de junho de 1512. 

Pelo concelho passa o rio de Aviz, que 
traz muito peixe. Rega e móe. 
. O seu brazão d^armas é simplesmente um 
escudo de prata em branco; isto é, sem di- 
visa nenhuma. » 

No Valle da Amoreira, no sitio chamado 
Cerejeira, ha vestígios de edíficíos antiquís- 
simos, e alli se acharam, no principio do 
século XVIII, 1:700 moedas d^otu^o, roma- 
nas, de grande valor pelo seu peso e anti- 
guidade. 

Foi n'este concelho, próximo á aldeia dos 
Atoleiros, que se deu a gloriosa batalha de- 
nominada dos Atoleiros, SL 29 de janeiro de 
1384, no qual o grande D, Nuno Alvares 
Pereira derrota e pde em fuga o exercito 
castelhano, de D. João I, commandado pelo 
irmão do mesmo D. Nuno, -o transfuga Pf -^ 
dro Alvarez Pereira» As perdas' dos castelha- 
nos foram enormes. 

O orago da freguezia era Santa Maria-^e 
o de Nossa Senhora da Atalaya consta que 
lhe iòi postei pela rainha Sauta Isabel (tal^ 
vez em razão da atalaya que existiu na, VU- 
la Velha). 

O parocho é prior e a egreja matriz é 
c<rilegiaâa, com quatro beneficiados. A mesa 
da consciência apresentava o prior, que ti^ 
nhà 180 alqueires õê trigo, 120 de cev^a e 
901000 réis annnalmentd. 

O termo da Fronteira é muito ferti), so« 



bretndo.em trigo e azeite. Produz tambeiii 
algum vinho e friíetas. 

O primeiro marquaz de Fronldra foi D. 
João Mascarenhas, segando conde da Tor* 
re, feito por D. Pedro II em 1670i O actiut 
é o 7."* marquez de Fronteira — chama-se D. 
José Trasimundo Mascarenhas Barreto— é 
o 5.<> marquez d'Aloma, 8.<* conde da Torre, 
7.« conde d'Aâsumar, e mordomo-mór da 
rainha. 

A família dos marquezes de Fronteira é 
das. mais nobres do reino, e a mesma dos 
duques d* Aveiro, dos marquezes de Gouveia, 
condes d' Alva, condes de Coeulim (villa, da 
comarca de Salsete e JBardez, na. índia) dos 
condes de Sandomil (todos estes títulos ac- 
tualmente extinctos) e de outras muitas no- 
bílissimas^ famílias porluguezas. 

Mascarenhas, appellido nobre d'este,rei-. 
no. É da Galiiza. Procedem ds de Portugal 
de Estevão Martins (outros dizem Ro(hí- 
gues).<^) a quem D. Sancho! deu a vUla de 
Mascarenhas, em Tras-os-Montes, onde é o 
seu verdadeiro solar. O filho do Estevam 
Martins, — ^Lourenço Esteves, foi o primeiro 
que se assignou Mascarenhas. 

As armas d'este appellido são completas 
— a saber: em campo de púrpura, três fa- 
chas de oiro— elmo de prata, aberto, e por 
timbre, um leão de púrpura, armado elam- 
passado d'oiro. . 

Na sepultura de D. F^tnâuo Mar* 
tins Mascarenhas, capitão-mór dos 
ginetes, que morreu em 13 de no- 
vembro de 1501,. a qual $e \ém 
convento dos jefonymos da cida- 
de d'£vora, estão as suas ssm^ 
* do modo seguinte: -^escudo es- 
quartelado--no 1.? e 4.° as armas 
' que ficam deseriptas; e no S."* e 3/ 

as de Castella, que são>-em cam- 
po de púrpura, castello de oiro,, 
mauteléte do mesmo, carregado d» 
dois leões de púrpura, trepaiUei;t 

(1) A causa d'csta duvida é porque ántij 

gamente escrevia- se Miz por Martins e Riz^ 
em vez de Rodrigues (por abreviatura). Era 
facílima a duvida, logo que a primeira le- 
tra não estivesse bem formada. 



FRO 

1k Pedro ifaieareiâias M vieenpei 

da índia, por D. João III. Esta sei 

H» fiiccreísoeiít^a as arma^ por 

' Boeveé feita em i$64. (Morreu sem 

taeoêssão.) Fieou aasim o bpazão 

completo. Em campo de púrpuf» 

Ires laxas d'ouror-^orla aziíl, car- 

' iegftda de Dite amieia, repassados 

dois a dois. Elmo de pfata, aberto, 

e por timbre, um leão de púrpura 

Cfim um ramo verde de palmeira, 

com.lamaras de ooiio, na garra^di- 

reUa; 

Peia união da (ámilía doeste appellido 

eom a dos Lencastres (casa ducal d' Aveiro) 

se oniram os seus escudos em i7o2, fícau- 

d» do modo seguinte: 

Escudo dividido em pala, na L^ae^ armas 
tePortJUgaJ, e na S.* as primeiras dos Mas- 
carenhas. 

Outros d'este mesmo appellido usam das 
armas primeiramente descriptas^ porém o 
timbre é meio unicórnio de oiro. 

Xinda outros Mascarenhas trazem por ar- 
mas, em eaiBpo de púrpura, 4 palas d'oiro, 
691 logar de três. Timbre o mesmo. 

A eamareâ de Frool^ira é formada por k 
jalgados, que são : — Alter do €Mo, com 
1:7G0 foges; Aviz com 1:500; Fronteira 
com 2:300, e Ponte de Sôr com 870. 

O séti toncelhd é formado de ii fregue> 
nafs;7 no bispado d'fiílvas, que ^^ Santo 
Jtíêi:úby Santo Amètro, S, Bento, Fronteifray 
ã^iMiTo, VáU&nff& & Veiros ^e -4 no arce- 
bíspádo á'Evorâ, que são:— Cdno, C^lso- 
Branca, S. João e Souzel. 

IMJifElRO^lIáll-^Já na paiarvra Atmo- 
caiem dissemos d'ouâe os portuguezes ^r 
matam' esta. posto nulitar, suas aatigasat* 
tribui^des e etymoiogia da palavra. 

Depois se cmmíxrammifrfinteirm^màres, 
alargando-se-lhes muito a orbita da sua 
amotMddade. 

Em cada comarca havia um fromeuro- 
iiâejiAfiJd^azia o offimo de e£iinlão«gea«ral 
d^Hettie dai.sua drcçimscaripção, pava assim 
« poder aendir proraptameute e em boa 

TOLmíBIU 



FUI 



m 



lOHlem, iás miradas que o mimig^ l^sse 
no reino. 

FR(mf|L8EIR0— Vide Forno T^ek^^ 

FRÓSSOS -^ ff egue^ia, Minho, eoQiavear 
concelho e ^ kilometros de Braee^r360 ao 
N. de Lisboa, i30 fogos. 

Em 1767 tinha 62 fogos. 

Drago S. Miguel, archanjo. 

Arcebispado e districto admÍBisirativo de 
Bragaw 

É terra fértil. 

O Ibesoureiro-fflór da Sé. de Braga apre- 
seatav» o vigário, coUado, que tinha 50:9000 
réis annuaes. 

^ FRÓ890S--- villa estíneta, Douro^ e^^- 
ca d^Agueda, concelho de Albergaría-Yelha 
(àté:i9$^ do concelho de Angeja) 9 kilome^ 
tros ao N. d' Aveiro, 258 ao N. de Lisboa, 
170 fogos, 600 almas. 

Em 1757 tinha 120 fogos. 

Orago S. Payo. 

; Bispado e districto administrativo de 
Aveiro. 

Situada na direita do Vcmga, que aqui 
forma uma pateira navegável,, a qua.1 ]tem 
450 metro» de comprimento e 260 de largo. 

£' terra bonita e fertilissima, sôbr€»t^o 
em milho. £' muito abundante de peixe do 
rio e do mar. Gría muito gado. 

D. Manuel lhe deu foral, em Lisbta, a 22 
de março de 1514. N'elle lhe dá q nome de 
Foróços, 

O reitor á^ S. João de Loure apresenta- 
va o cura, qijte tinha. 9,|í500 réis de congura 
e o pé d'aJklafc\ 

FUÍNHAS — freguezia, BeiraBaixa, co^ 
ma^ca de Celorico da Beira, concelho de 
Fornos d' Algodres, 40 kilometros ao SE. de 
Viseu, 310 ao E. de Lisboa, 60 fogos. 

Em 1757 tínba 57 fogos. 

Oraigo Nossa Senhora da Graça. 

Bispado de Viseu, districto administrati* 
vo da* Guarda. 

E' terra pouco fértil em cereaes e fruetas 
pela frialdade do seu clima, mas abundante 
de aguas, e produz bastante azeite e casta- 
nhas. 

Nos seua montes ha muita caça grossa> 
i^i^da. 

O vicário de Algodres apreseutava o ca* 

16 



m 



FUN 



Fim 



rSy qttt fiaba ^fíOO réis de eongroa e o pé 

FOUfOTA, nVLGOSllfHO e FUAOSO^ 

Vide Folgoêa, F&lgosinho e FdffOêo. 

FUADAD4 — fregnezía. Beira Baixa, eo- 
marea da CerUo, eoncelbo de yiHa de Rei, 
180 kíiometros a £. de Lisboa, 260 fogo». 

Em 1757 tinba 166 fogos. 

Orago Santa Margarida. 

Bispado e dístríeto administrativo de Cas- 
teiJo Branco. 

O Tigario de YiHa de Rei apree^tava o 
enra, que tinba 8|i600 réis e o que rendia 
o pé d*altar. 

FUADiO — Tilla, Bdra Baixa, 45 líilome- 
tros ao S. da Covilhan, 51 da Gnarda, 260 a 
B« de Lisboa, S30 fogos, no eoneeibo 6:200, 
na eomarea os mesmos, porqne é composta 
só do sen Joigado. 

Em 1757 tíoha a fregaezía 457 fogos. 

Orago S. Martinho, bispo. 

Bispado da Gaarda, dístríeto adonuistra- 
tivo de Casteilo Branco. 

Situada em nma baixa, d'onde Ibe pro- 
vém o nome. E' povoação mníto ríca e com- 
mercial e sens arrabaldes são nraito aprazí- 
veis e férteis em cereaes, vinho, azeite e 
frncta. Cria mnito gado, e nos sens montes 
ha muita caça grossa e minda. 

Tem muitas fabricas de pannos de lan, e 
de chafieiís. 

Tem Misericórdia e hospital. 

Tem um convento de capuchos da Pieda- 
de, fundado pelo povo em 1553. 

Foi por muitOB annos quartel de cavalla- 
ria n.« 8. 

Tem no seu território mfnãs de manga- 
nez e outros metaes. 

O concelho e comarca do Fundio com- 
prehende 31 freguezias, sendo 23 no bispa- 
do da Guarda, que %%o:— Alcaide, Alçaria, 
Alcongôsta, Aldeia de Joannes, Aldeia-No- 
va. Barroca, Bodelhão, Bogas de Baixo, 
Bogas d£ Cima, Capinha, Castellèjo e Frei- 
xial (annexas), Donnas, Escarigo, Fatélla, 
Fundão, Janeiro de Cima, LàvaCólhos, Pê- 
ro -Vizeu, Salgueiro, Silvares, Souto da Casa, 
Telhado e Vatle Verde» 

As do bispado de Gastello Branco sao 8: 
^-^edrinlia, Atalaia, CastetfthNoífo, Orca, 



Potoa^ Soalkârm^ VmOg ée Frêâum t li- 
bras. 

FUHDOES— boBíu aldeia. Dom» firegw- 
zia de.UI, eoneelho e eomarea d*Oliveira de 
Azeméis, bis|iadodo Porto, districlo adai- 
nistrativo d'Aveira. E' situada na eiMMi 
O. da s^ra do sea nome, e próximo da es- 
querda do rio Cl, e da nora eeindaitai ie 
Lisboa ao Porto. 

Teem aqui uma boa quinta eom grande 
casa e eapella, e rícas propriedades, os sn. 
drs. Manuel e Joio Baptista Camossa Rnnes 
de Saldanha, e suas irmans, filhos do falte- 
cido dr. José António Nunes de Saldanha, 
que foi juiz de fora, no reinado do SeidMr 
D. Miguel I, e um dos mais ricos cavaflwi- 
ros da Terra da Feira. 

FUHBÕES — aldeia, Douro, freguezia de 
Sobrado de Paiva, concelho do GasteUo de 
Paiva. 

Ha aqui as minas de um antigo edifick)^ 
que, segundo a tradição, foi uma mesquita' 
mourisca. Supponho que era antes algum 
templo ou qualquer outro edificio romano, 
porque em 1868 appareceram* aqui varias 
peças de mosaico, uma das quaes (a maior) 
se conserva na quinta da Boa Vista (do sr. 
Bernardo Pinto de Miranda Monte-Negro) 
junto á villa de Sobrado. 

Ha mais em Portugal algumas aldeias 
doeste nome. 

FURADOURO— portuguez antigo— sabi- 
da, atalho pouco frequentado ^ ponco co- 
nhecido, por onde se pó4e fingir ^em ser 
visto. Não lhe dar furaéowro, nâo lhe dar 
sabida. Também a acolheita (^ rc^ngio^ on- 
de se podia estar sem ser facilmente ea- 
contrado. 

FURADOURO cornipçio de AFOlldMU- 
RO — aldeia. Douro, freguezia e â kíiome- 
tros ao S. d*Ovar, na costa do mar. R' nmi* 
to concorrida, e por gente de muitas legoai 
de distancia, no tempo dos banhos do aur. 
(Vide Ovar.) 

Aforadouro quer dizer— terreno intiiilo 
que está para aforar. 

FURADOURO (corrupção de AFOKABOV- 
BO)— freguezia, Douro, concelho de Con- 
deixa a Nova, comarca e 18> kilometrop a^ 



&. de Coiotlini, 18J( so N. de Liiboa, 130 
fogos. 

Bm 1757 tinha 79 fogos. 

Orago o Espirito Santo. 

Sispado e districto administrativo de 
lilDinbra. 

A mesa da eoiscieneia (por ser a fregne- 
riacommeoda de Chrísto) aproaenlíva ovi- 
gariOj que linha 602000 réiB.anDaaefi. 

Ç' terra íertiL 

FOSCO— portngnei antigo— h-íjíe, melan- 
cftoUco, trislontia, sommbatico,, etc. 
. FUSTA e FDSTiO— castigo que, por au- 
çtorldade .de justiça, se dava, acoitando com 
^Kis os criminosos. I)'aqiii fustigar. 

Era castigo dado ao de leve, mais' por 
despreso o pela vergonha, do que pela dõr. 
Áflagellação era maisrigorosae d'ella moi- 
tas veies resultava a morte. Talvez de fusta 
venha o nome ã aldeia dejFVJí«, prexímo a 
Arouca (Vide Foste.) Vinha então a sef:^ 
togar do açoutado ou ãos açoute». 

Fnsta é também certo barco. Uma upe- 
cie de fàlãa. 

POSTE — porluguez antigo —cano ou ca ■ 
nhão. Também o bocado de palba, que o 
juiz dava ao beleguim, como insígnia do 
sen cargo, para fazer alguma citação. (Vi- 
de Fosta e Fusta). 

Na freguezia de Moldes, do concelho de 
Arouca, ha uma aldeia d'esie nome. 

O Dkcãmario de Coostantíodizqae/WT 
te 6 uma cwna, omn uma cabeça Bngida 
de cavaUo. 

Entre os remanos era uma vara, iuignia 
do Juiz. 

FUSETA — fregneiia^ Algirve, comarca, 
mncelho e 13 kilometros ao Sul de Tavi- 
ra, 240 ao S. de LUboa, UfO fogM. : 

Orago Nossa Senhwa do Carmo- 

Bitpado e distríelo admieistrativo do 
Algarve. 

Antes de mais nada j^iresso-me a diíer 
qne escrevi Fuzeta, porqae assiqL vejo es- 
eripto em todos os andores; mas estou etw- 
veocido que é um grande eiro^ porque, 
seodo esta palavra dimiDuttvo de Foz, de- 
Tw-se-hiaseaipre escrever KozitatsÕaFu- 
'Uo. 
- E' uína fngaeiia. moderna,: Qnivotl,a 



m ^ 

qoasi exclusivamente dç peacadores e gop- 
te que vive dá pesca. 

Os pescadores daqui são tão laboriosos, 
intelilgeulci na sua arte e atrevidos, como 
os d'0]hão e Villa Nov^ de Portimão, que 
teem fama (bem merecida) de audaciosia- 

Ê situada á beira do Canaf, junto ã bar* 
ra do seu nome (Fozéta) pela quaj ainda en- 
tram embarcações de mais de 2:000 arrobas 
de tonelagem. 

Tendo esu povoação em 17S4 já 13S ío- 
gos, requereram ao bispo do Algarve a fua- 
dação da freguezia, desmembrando-se da dé 
Moticarapacho, a que pertenciam; a que o 
bispo (que então era D. Aodrí) ai 
provisão de 12 de março d'esse ai 
dando n'ella, se creasse aqui uma 
ria anuexa á antiga matriz, com : 
de que. tendo maior augmenio a [ 
seria de todo separada, e formari 
zia iodependente; devendo comtudo pagar 
ao parocho de Uoncarap^ho 9:000 réis por 
aono. 

Por sentença do bispo D. Francisco Go- 
mes d'Ave]lar, de 22 de outubro de 180^ 
BÓ se ficou dando ao tal parocho 3:000 rs. 
por anno, e os restantes 6:000 rs. foram ap- 
plicados para a conn'aría do SS., da Fozeta. 

Em 1835, o govemader do bispado (o dr. 
fr. António de Santo Ilidio da Foaceca e Sil- 
va) isentou o povo, do pagamento dos taes 
3;000 ríis, ficando esta freguezia completa- 
mente separada e independente. 

Tem a Fozeta uns 18 cahiques e mais de 
30 Umchas de pesca. Os pescadores d'aqai, 
vão aos mares de Larache (Africa) desde abril 
até setembro, fazer as soas pescarias, gran- 
de parte da quaesaili vendem aos laracbiuos. 
Ifos outros mezes, pescam no mar de Selii- 
bal, levando o peixe para Lisboa. 

A povoação, que no seu priocipb ^nas 
era composta de cabanas de junco, tem-se 
desenvolvido muito, e as cabauas foram sub- 
■tiluidas por boas casas de pedra e cal, 
que já chegam iii ao forte (arruii)ado),da 
Fofita. 

A egreja matriz é pequena mas |>onÍ^i a 
muito aceiada. 
. Ck>néornD^aqaimtUtoBtliu>ci^vM.«con- 



alf* 



^tí 



"^xr pèíxe, que ySo véndfer ao Àteúitéjò. 

Tem uma eseolá de inátrtrção pritiiáriâ, 
creádá por áécreto db 16 de novenàbrò de 
t839. 

O seu território 8 fertil éiú céreaiéi, vintío 
(óptimo) azeíce, figos, alfái*robae oníns fru- 
tas. 

À àgUa aqui^é péssiínk (qàasí tòdá úlô- 
hra.) Na baixa mar, vao buscar bôa, a uns 
olheiros, onde chega a ináré, que ficam pró- 
ximo e ao S. da povoação. 

Ha pòr àqúí bella pedra dle cantaria eou ' 
irá óptima pára mós. 

A uns 800 metros a 0. da povoação, so- 
í)Té um alto, estão as ruinas de uma torre 
redonda, de úns 10 metros d*altura e 7 db 
diâmetro, tendo io pé u^mà pédrà de éahta- ■ 
ria, com as áVmás de Portugal, e pbr baixo ' 
a legenda t Jóafines 3,"* 159, . . » não se des- 
tmgiie o úitímò algarismo. (Ai|uí h^ níaní- 
tóto engano— tãlVez erro typógra^phico—na 
phor*Qgraphta do Algarve de íoao Baptista da 
Silva íiOpéá, quê vou segunido —porque D. 



'ftt 

lóÉo til morreu em li de junho de l{fô7. Em 
1590, já haviam 10 annos que estávamos de^ 
baixo do jugo ominoso do usurpador PM- 
lippe 11.) 

Aó lado dás aifmas está a coroa reãll, que 
tinha estado sobre o escudo. (Isto estava ai^» 
li em 1^0; não sei se à[índã se conserva no 
itaeii(aío sitio.) 

Fica esta tòri^ á úns 1:%0Ò metros áõOc- 
eeano (que lhe fica ao S.) e está eéi^cádadd 
Vinhas. 

A 1:500 metros a NÕ. eisrà a torre itÂV 
fanaHá^aL egUátdlistanera para o O, es A a 
torre de Blas, e a 5 kilometròs á E. está a 
torre á^Ares^ tòda^ mais òu nienòs desmíâr- 
teladas. 

luntó à tôTVd de Bios tèem-se encontra' 
àò múititô sepulturas antigas. 

Alfdnxia parece ser corrupção fio árabe-í- 
Athajar (penedo) qôe oS mouros protiM- 
d^iaLWí Ãlfáxar.ÈiàsJé nome pt*oi)írió dló- 
mem.) 

Ha ná toteiaL òíúsl boa armação d^aians. 



G 



GÃÈ 



CrASIáBRA -^ froòíam, Gaviara ou Gú- 
tiiiray notáfel C^ê^o, da serra dD Suajò, 
Ifinho, perto de Gasti^ Laboreiro. O seu pih- 
caro tem, séguiiidó Ba/ò«, 2^467 m^tds, aei- 
tiia do nivel dò mar. 

A serra ã$ Sofájo é um dos ratâos do Ma- 
IrSó. Vide Suajò*. 

6ÂD0 DO VENTO — 1>k'ée este nome em 
ttíàús os foraes én^áis papeis antigos, aoga- 
éo de toda á espécie que éi^a eaó<meraâo 
sem dono. ^ 

GrâFANfiA — aldeia, Bouro, ná fre^ezia 
e eoiícelfab de Ilhávo, <iòmiãrea e 3 kilonve- 
#òs a O. d' Aveiro, a ci^ bispado e distrte- 
^ ádmi^istk*aiivo perlenee, prbxtmo cia cdis- 
tá. 'É uma povoação peq&etea, i^deiaâa pe- 
la ria d' Aveiro, tendo ao SÓ. a barra» é á 
fòrtalefca *dGs âi|!tme8, e ao S;, ailira de Va- 
gas. A £. está Aveiro, com <mj(a eidaiUieistáí 

Hííátfat pòr timft boà euf^iMto^ieixmà^^]^^ 



GAF 



de madeira* (E^itaestraãa vae ssmpre para- 
lela 4ria> dc^e a cidade alé á bariú) 

Padece que a prímeirapovoação que àp 
houve foi um hospital de gafos, qtíiieiiiedeii 
nome. 

Dizem outros que o seu nome provem de 
gafar (palavra átabé) tribU;to que se ifiga 
pefa passagem de um rio, ém' barca tín pon- 
te do eeiMo, porque aqui havia já antiga- 
mente itffla ponte de tnadeira para a com- 
inuiiièaçio- eòm a terra do £. e N. do Estei- 
ro. Vinha então a ser—Logar onde se pâfií 
o gafar. (Ou aoquaí se nau pôde hir «em 
pagar gâfãr.) Parece^me isto mais provável, 
mesmo perfue o» antigos pdrtugnezes de- 
ifOttqiiiBivám gafkría (e não gafmha) aõ hos- 
pital dòs^ gafo& 

Aiiiáa há outra versão. É que uma ia^* 
liz mulher qtte tinha morfeia, vendo-se dèâ- 
^tiMMft á» to4a5 (que fi%iiim d'eila «ott 



Jpnrar) ww IWLbíiar, sp, para, es te sftíff, otç 

4!^la tomou o nome, j^pis os d^Áy^Qfbe 
diptavaoi a gafijLnka. 

Ha aqui 3 capellaa: Nossa Senhora do par- 
IQ(^ No^sa Senhora d6 Naz&reth e Nofssa Se- 
lAiaça da £aqarnaçi^.. 

fli também aqui um soffcivel estaleiro, 
^ode se construem j^a/Aa^o^^j^/biatôs, \\^tú 
eliaricos de pesca. 

6ÂFANHÃ0 — villa, extincta, Beira AÚa^ 
eomarea e concelho de Castro d' Aire, 30 ki- 
lomelros. ao N. de Viseu, 310 ao N. de Lis- 
boa, ii5 fogo?, 350 almas. 
. Em 1757 tiíiha IQO fogos. 

Orago Nossa Senhora do Pranto. 

Bispado de Lamego, dispricto administra- 
!ivo de Viseu. 



Tirou-se iaqulriçao para sq lhe dar foral 
ua reforma d*elles por D. Manuel, mas nâo 
«e chegpu a expedir. (Torre do Tombo, Gav. 
20, maço 12, n.» 1.) 

(A mesma etymologia.) 

No logar de Grí/ó, doesta freguezia, reside 
o sr. Joaquim d* Almeida, official do e;^erci- 
to realista, um dos mais ricos lavradores do 
districto administrativo de Viseu, e o cava- 
lheiro mais popular doestas terras. 

(Vide Griió) 

A povoação principal é pequena» e nada 
ieoi de notável. 

A freguezia é situada am térreo ipuito 
^iceidentado; mas seusvallés são férteis, e 
saudavjeis. 

. Nos montes,, ^*e$ta freguezia ha muit^ ca- 
ça, |ro8sa e miúda. 

Os descep4^i^^^^ ^^ Beato José Barreto 
£orteReaJ, da yíUa da Feira, apre3e\Dtavàm 
^ a|>l>ade, que tinha 20PiSQÔO réis. 

ÇfAFAKHOJSIRA—freguezi^ Alemt^o^ «o- 
D|i|rpa de Monte kór.Novo^ oçncelho d'Ar- 
Fayotosy 21 kilpmetros d*£vpra^ IQO^o £. ^e 
X4sl^p3, 160 fopos. 

JSfjd mi tinhas 81 i^gos. 

Orago S. Pedro, í^ppf ^plp. 

^rceJu^ado e dist^fílo adaai\isli*ativp de 

<4 f^Qm^^tyi|io%i^, 

A mitra fp^^^j^t^v^ s> ei^f^ f^ M^^ 
^ ftlgpe^^ de. trtg9 e,SO í^m^ - 
£ tenra fartil m^^^n^- 




m 

GAFARÍá— portuf^e/ç 9J^^%% hP9f^itj|f de 

^f^fos^ jstQ é, hQ^jtàí de lázaros. 

GÁFETE— viila. Beira Baixa, eomarc^ ^ 
Ni^ coifcelho ^ 13 ]cllomet];QS,aQ N. dò Cra- 
to^ 190 a ^. de Lisboa, 270 fogos/ 1:000 al- 
mas. 

Em. 1757 tinha JíOSfogps, 

Orajgo S. ioàp Baptista. 

Patriarçhado de Líshoa^ districtQ a^tnlgjs- 
trativo de Portalegre. 

Situada em uma plai^icie. Fértil. 

6 seu primeirçf^^ome foi Gafete, dej^ols 
(em 1680) se chamou Villa Novu de S. Ioã<k 
dffiqfetfi^ e ultimamente tomou (por abre- 
yi^tuVfkJL o seu antigo nome. 

A mesma etymologia'. 

Tem Misericórdia é hospital. 

D. Pedro II lhe deu a cathegoria de vitia^ 
e foral povissimo, em 1700. (E* das poucas 
tçjrras que tem foral novissimo, isto é, dado 
depois do reinado de D. Manuel.) Frankíiqi 
1^0 traz este foral. 

E* uma das Í2.víllas do grão -priorado do 
Crato. 

Ò ^eu termo é muito fértil em azeite, e 
produz alguns cereaes, vinho ^ fruçtas. Cria 
muito gado e h^ por aqui bastante caça. 

O grâo-pdor d^ Crato, apresentava o rei- 
tor» que tinha 70j;000 réis annuaea. 

GÁ6O9— freguezia, Minho, comarcão eon- 
celho de Celorico de 3astp, 40 kilpmetros a 
NE. de Braga, 370 ae N. de Lisf)oa, 135 fo- 
gos. Em 1757 tinha. 41 fogos. 

Orago S. Thiago, apostolo. 
. Arcebispado e. districto administrativa de 

Bcag^ 

E* terra fçrtil. Tçm caça, 

O Abbade ^e S. Clemente de Basto e p rei- 
tor d' Antime apresentavam, àlternatiyamen- 
^, o viganq, que tinh^ 4pi(Í0OO réis apniiaes. 

aAU-r(poriugijez anl|go) do ar^e Gaia, 
signifíca pequena. De áça (árabe) e de çiaia, 
|ie íez a^agi^ ou azç^aia, isto ^, Ijipça pe- 
quena. VidQ Assa^9« . 

GilA o^ Vn.1^ ífOVA DE GA)A~víl|jf, 
))otW9, «ofluajTCfi ç ^m frente dapbrtp (3jBflí|- 
iriídíi tf^^ ci^adç ayenw pçip l^onro, 9 m- 
Im fL ip^rgep^isqJíiejrfe 4'esM^fio^ f:^ 
1^ 7:000 a^P^W^ .po CQpç^lho |lí;3(^ pf- 



ií8 



m 



' Orago Santa Xàrínlu. 
Bispado e distríeto administrativo do 
Porto. 

Ha n'esta villa grande namero de arma- 
zensy que podem conter mais de iOOiOOO pi- 
pas. 

Chamon-se Villa Nova de Gaia, para a 
distinguir da villa velha de Gaia (Cale?) 

Taníbem, por muitos annos, o povo lhe 
chamava Porto Noco. 

Gaia é palavra arabé, significa pequena. 
(Vide Assaes.) Vide Cale por cansa da ety- 
mologia. 

A maior parte dos escríptòres dizem qae 
esta villa foi fundada por D. Affonso IIT, etn 
1255 (fundando n^esse mesmo anno a sua 
egreja matriz -r- Santa Marinha). Mas eu es- 
lou intimamente convencido que o que D. 
AíTonso in. então fez, foi tornar esta povoa- 
ção freguezía independente (desmembran- 
do-a de S. Chrístovão de Mafamude) elevala 
à cathegoría de viUa e dar lhe foral. Já dis- 
se êm mais dé uma parte, que n*aquelle3 
tempos, ao acto de dar foral a uma terra *se 
dizia povoar, è isto tem causado, e causará, 
muitas duvidas a quem se propozer a escre- 
ver sobre as nossas cousas antigas. 

(Por mais que queira evitar n'esta 
ol^ra aborrecidas repetições, nao te- 
nho remédio senão repetir ás vezes o 
que já disse; quando com isso evitar 
aos leitores o trabalho de folhear ou- 
tros legares do diccionario.) 

No Livro Grande, da camará do Porto, a 
folhas 72, está o foral (]ue D. AíTonso ni den 
aos mor^idoires dá sua villa de (ja.\3L fqué en- 
tão era unuí pequena povoarão ou áldèiaj 
em, £285. / " " ' " /' ' 

N*eIIè cohvidisi o ret, aos moradores êle 
meo Burgo veteri de Portu, â que Vão povoar 
a dita villa de Gaia, 

Na incerteza do que era o ^urgo veího 
d'apar do Pf>rtp (que atè podia muito bem 
ser a viíla chamada etiiíò Pòrtiigat, que D. 
Òrdonho II, de Leio, doou a fi. Gomado, 
bispo de Coínoijbra, no anno B?4 de Jé^s 
(jhristo. .Vide Burgo velho a par do Pdrtó, 
brijó, Cale e Porto), ii'està incerteza, repíVi, 
4o qne iéx&ò pode duvidaj* é de qàè é {ié- 



tíAt 

voaçaò é couto antiqúissimos; pois quase» 
em 1 123, a rainha B. Théreza (viuva do con- 
de D. Henrique e mãe de D. A£fònso i) con- 
tou os arrabaldes da Sé do Porto (isto é-o 
teiírenò, povoado, qne ficava fora dosmoros 
e do casteilo dos gascoes) e úeulsto aobi^ 
po do Porto D. Hugo, que n'esse mesmo an- 
no de 1123 lhe deu foral; já á povoação da 
margem opposta se dava o nome de Burp 
Velho. 

(Note-se que o bispado de Meríàa, 
— antiga capital da Lusitânia— che- 
gava até á margem esquerda do Dou- 
ro. Depois, se creou o bispado de 
Coimbra, em 1064, que egualmente 
pelo norte chegava até aos mesmos 
limites, e finalmente, sendo bispo do 
Porto D. João Peculiar — que liolia 
sido cruzio de ôrijó — pelos annosde 
1138, passou toda a ierra da Feira 
(de que Gaia formava parte) para o 
bispado do Porto). Vide Bispado. 
O primeiro foral de Gaia (o de D. Afifon- 
so III) é datado de Coimbra, em setembro 
íle 12S5, e o segundo, o de D. biniz. 

No reinado de D. João I, tendo esta villa 
perdido aquelle foral (o primeiro) e nâo se 
descobrindo côpiia em parte nenhuma, pediu 
a camará d'aqui ao rei que lhe desse o forsl 
de Villa Nova dè Hei, que lhe linha dadoõrei 
D. Diniz, em Lisboa,' a 13 de agosto de i^ 
pelo seu que tinham perdido e se não acha- 
va. D. João I lhe deferiu, expedindo lhe car- 
ta, feita no Porto, a 25 de outubro de 13^, 
com o theof do foral de D. Diniz, 
'lii Manuel lhe deu novo foral, ém Lis- 
boa, a 20 de Janeiro de 1518. Serve prt 
Afcozèílo, 'Golpèlharés, Grijô. ; irfáfamtíde, 
Magdalena, THezídè, Paráizo (Viilar do), Pè- 
droáo, Perbsinho, Sanflns, Santa^Marittíii, . 
Santo André, S. João (Canellas), Serttutodé, 
Serzédo, Valladarés, Viltá Chaú; Villar dl^n- 
dorinho e Ulveira {Olivèirkjf. 

O forài de b. Diniz* ((Jtiè também 'é'ás8i; 
gnado por sua mulher, a rainha Santí Is*' 
bel) está transcriptò' no dito Ift^fí;^ ^'^ 
da bamáraW1>o*td,á tílias 73: '^\, 

D'etlè cohstk que estéráí déuiBfiW 
velho a par do Pi^o, como átê affl'^»^**^ 



GâI 

dljHm^»'o nome de Villa Neca io Bti (ou 
d*£l Rei). . 

Damus^ et eonceétmus vobis papulatoribus 

ie iUo nostro loco, qui cansuevit vocari Bur- 

pm vetuSy tui imponimus de novo nomen 

fSkNova dê Retfy pro Fofv Fofum de Gaia, 

fuod tale est : Jn primiSy etc. 

A causa de se dar foral, elevar á cathego- 
ria de vilIa e conceder grandes privilégios 
ao Burgo velho a par do Porto, depois Villa 
Nova de Rei, depois Villa Nova de Gaia e 
fiaalmenle (por abreviatura) Gaia, foi a se- 
guinte: 

Os bispos do Porto, a quem D. Thereza 
dera (como já disse) o senhorio do Burgo 
nova^do Porto (na doação dá-selhe este no- 
me para o distiBguir do Burgo velho, queé 
Villa Nova de Gaia) não só chamaram seu 
ao hurgo novo (que não era mais do que o 
actual bairro da Sé, eutre o Codeçal e Bai- 
nharia e entre ;i ribeira e uma alfurja que 
do sitio onde esteve a Porta da Vandoma, 
vae ter ao convento de Santa Clara), mas a 
todas as mais casas e ruas (aliás becos) que 
com o andar dos tempos se foram fazendo a 
O,, NO., N., NE. e E. do tal burgo íwvo. 

hl, Saoelio I e D,. AfTonso II não gostaram 
de ver sumir-se ^ dissipar* se no luxo eem to- 
ÚM. a qualidade dos mais mundanos vicios 
âo6 bispos .do Porto e dos seus cónegos, as 
glandes rendas provenientes dos direitos so- 
kN os generoso fazendas importadaseexpor- 
Mas pela barra do Porto» a que aquella santa 
fflllMe ehamftva &uas; e por varias vezes .pre« 
leoderam pdr um dique, não. só a este abu- 
flo^maa a .toda a eaaU de extorsões pratica* 
d«t pelo» belefuios do bispo e do cabido; 
loas a influencia e o poder do clero eram 
ii*esBe.ieaiipa.imBieiisos, e apeaas egualados 
pejja fifua ambição, e prepotência. Nada pois 
IM)deraai faaer, 

1>. Saocliò n tomott a serio esta e outras 
AUi^açdes do clero portognez, e quiz, pe* 
I<>iBèbo8) cereeal-as. Os bispos a o alto cle^ 
f^V» rèeeiaram ver diminuir os seus ren- 
dlnumos^ mmcãram de raiva, e vociferando, 
dferandé e êxeommcMugandi», tiveram 'a as- 
Mià'4e lliddir vários fdatgos e algum po- 
^9 e, ajudados com todo o poder do papá, 



GAI 



«47 



depozeram e excommungaram o rei, que foi 
morrer a Toledo. 

Substituiu-o seu irmão, o conde de Bolo- 
nha (D. Affonso III) que, diga-se o que se 
disser, foi um bom rei, e cohonestou com 
as suas obras os meios pouco fraternaes e 
decentes porque subiu ao throno. 

D. Aífonso ÍII era talhado de molde para 
luctar com os padres, oppondo razões a ra- 
zões e sopbismas á sopbismas. De mais a 
maispossoia uma boa dose de despotismo, 
que cresceu e se radicou com o seu inçpn- 
testavel valor nos combates e sobretudo com 
a plena restauração do Algarve. 

Pois mesmo assim, apesar de tudo isto» 
não se atreveu a arcar desassombradamen- 
te contra o bispo do Porto e seu cabido. 
Preferiu levar a agua ao seu moinho por 
meios mais moderados, e sem atacar nem 
destruir ostensivamente os pretendidos e 
mais que duvidosos direitos dos padres. 

Q seu plano (que foi óptimo e sortia 
bom effeito) era fundar na margem oppos- 
ta do Douro uma cidade rival do Porto, 
ou, peio menos, um empório commercial 
importante* 

Dando á nova villa muitos e grandes pri- 
vilégios, para attrahir para alli moradores, 
ordenou que descarregassem na margem 
esquerda todas as embarcações que aiiluis- 
sem ao Porto, para assim lhe serem pagos 
os direitos. D. Diniz, D. Affonso IV e D. 
Pedro I, foram fazendo o mesmo, do que 
resultaram muitas desordens, conflictos, la- 
murias e demandas com os bispos do Por- 
to, que se queixaram amargamente para 
Roma, pelo que choveram os ititerdictos e 
eajGommuíihões; até que por fim a ambição 
episcopal ficou vencida pela influencia be- 
néfica d^aquelles reis, todos propriíssímos 
para arrostarem com o poder clerical. 

Com a restauração de Portugal do poder 
dos mouros, e com a paz, que poucas ve- 
zes e por pouco tempo foi alterada n'es8e8 
felizes toiros, se tinha desenvolvido pro^ 
digiosameote o commèrcío do Porto; peio 
qtte áeos bispos, que se apoderavam de 
todcÀr os tributos e direitos, novos e velhos, 
ílo Porto, tinham chegado a um estado de 
riqul»sa e poderio, que fariam tremer ou- 



248 



GAI 



&ÂI 



tro9 reis que nio fossem D. AíTobso IU e 
sens filhos, neto e bisneto. 

A alfandeg^a real, estabelecMÍa Ii^ em 
1255, n'esta villa^ e tornada eiU a escala e 
ponto único do commereio do Donro, a fez 
prosperar muito, chegando a ser rival do 
Porto. 

Em 1S22, tomoQ o príncipe D. AfTonso 
(depois IV) a D. Díqíz, sen pae, entre ou- 
tros, o castello de Vílla Nova de Gaia e à 
cidade dõ Porto. 



Bm 1336, reinando D. AffoBSO IV, veio 
sobre o Porto um exercito de castelhanos. 
A eidade nao foi entrada pelo inimigo, gra- 
ças á valorosa defeza dos seus habitantes e 
das tropas levantadas e organisadas pelo 
bispo D. Vasco, que afinal pozeram os si- 
tiadores em vergonhosa fuga; mas todos os 
arrabaldes do Porto foram assolados pelo 
inimigo^ e esta villa foi também por eiles 
saqueada. 

Quando D. João I se propôz dar cabo da 
{parida dos piratas africanos, que infesta* 
vam os nossos mares, incommodando o nos- 
so commereio e roubando os bossos navios 
mereantes; se apresentou no Porto, seu fi- 
lho, o immortal infante D. Henrique, (Vide 
Sagres) e d'esta eidade e de Villa Nova de 
Gaia lhe foram liberal e patríotieamente of • 
fereoidos muitos navios, tropas, muniçdes e 
dinheiro. 

O propno infante se póz á testa da esqua- 
dra e das tropas, que foi capitaneando até 
Lisboa, e Ceuta cafaiu em poder dos portu* 
guezes no glorioso dia 14 de agosto de 1415. 

Em 1420 se desenvolveu aqui a peste; 
que matou muitos de. seus habitautes. 

Nq dia 27 de setembro de 1580^, enirou 
B'esta villa D. António I (o prier io Crato) 
á frente de uns 4:000 p^rtuguezes fieis 4 
ftu^ pátria. Este príncipe, vencido peU gran- 
de desproporção do numero, na ponte de 
Alci^ntara, junto a Lisboa, tiah» ««tirado 
Pl^ra o norte do reino, e obtendo en Colai- 
^a soceorros de gente e nmni($es^ vviha 
em demanda do Porto, esperando acW ao 
Pl^tri^í^mo de seus hibitautes um paderQ* 



ao auxiliar eoiiira.a usurpação 4e FãíppftE 

Mas o Porto, esquecido então daasiúscki- 
riosas tradições» se tinha declarado a teor 
do psurpador. D. António assentou o seu 
arraial em Villa Nova, e d'aqui mandou in* 
timar a cidade do Porto para que se reades> 
se. Como seus habitantes se recusassem, foi 
investida e tomada sem grande resistência; 
mas o rei portuguez viu-se obrigado a abaa- 
donal-a logo, por ser perseguido pelo ge- 
neral castelhano D. Sancho de Ávila, com 
um numeroso exercito. 

D. António dirigiu-se a Vianna e d'alli 
embarcou para a França. 

O dia 28 de dezembro de 1727 é de tris- 
te recordação para o Porto e Villa Non, 
pelos grandes prejuízos que lhes cansoa 
uma das maiores enchentes do Douro, de 
que ha memoria. Além da gente morta ede 
muitos navios e barcos perdidos, teve esta 
viria muitos edificios destruídos, avaliando- 
se os prejuízos em alguns milh5es de cro- 
zados, —^ 

A instituição da companhia geral dos vi- 
nhos do Alto Douro, que provocou na cida- 
de do Porto aquella fatal rebelliao, do dil 
33 -de fevereiro de 1757, pela qnal f&sm 
punidas com a pena de morte, de açoitei^ 
galés, confiscações de bens e degredo, 90 
pessoas; essa instituição, digo, trouacs a«l» 
ta villa uma nova era de prospmdade. M* 
ta deposito geral dos vinhos do Douro^' A 
só reassumiu era breve a importaneia^qM 
perdera pela transferencia da sua alfand«ii^ 
para o Porto, mas ainda teio a aâq}iiPír<iníílor 
trafioo do que tivera, augmemando enaedí» 
ficios 6 crescendo de dia para dia em riqw* 
za e populaçio. ^ 

A 32 de l^ereiro de 17^, ouM ondMB* 
te do Bouro, ainda mais dosagtrosado-^M 
a de 1727 (porque accreseeu um laodofiko 
tuCão do oeste) encheu: ViUa Novo (e o Fixr- 
to) de tma2^,» otío de destro^ ooiffif* 
gios. datavam eolao aaicarados q^^iBÍvW 
85 naMíos^ piurtiiguezes e 33 estiitoifluy^ 
muitos Aos quoo9 forom a j^o oa dMii- 
doçados JêJ» cootra os iMros» No IHfftíl*!^ 
r«w alopdas áStOias eioai9 4o.ii<flM<^ 



Aqui ft«un a terra tpdas as casas e ar- 
BUkzons aít«ados-na praia^ 

Em 4806 ?e fei a pontQ d^lMurcas qae li- 
foaesta yiUa com o Porto e dea passagem 
I etfra^a real de Lisboa para as províncias 
âo Norte. Mas esta #ra imperiosamente re- 
dâmada para utilidade pabliea» lòi pr^ndi- 
etil a Yilla Nova, por<]^e» sendo até eiijtão 
a<pi os.|[^aDdes depositiDS' de todasas ater- 
«adorias âesttnadias és duas Beiras» evitando 
assim a passagem do rio, ^ eases depósitos, 
feita a ponte, se foram pooco a pooeo mu- 
damio para o Porto. 

Em 18 de junbo de 1808, levantando a i\- 
dade do Porto o grito de índep^densia, os 
habitantes ' de YiÚa Nova aoendifam logo, 
ebeios de eoâiusiaimo, a alistar- se nos ba- 
talhões que o bispo d# Porto á pressa or- 
pnisaveu 

Este grito reperenlift por todo o reinos 
fazendo crear aos portugaezes novos brios^ 
e imitando os valoreis portumse$ e ^aien' 
9es. t— ■ 

A 26 de março de i809^ o marechal Sonlft, 
à frente de nm nomexose exercito, põe cér- 
eo ao Porte, apenas defendido por poaea 
tropa, e muitos gHHTilhas» ^elo Cjoe, no fioa 
de a ^a de ebstuiaida» mas »al dirigida 
fesisieiieía, os. franeeses. entram na cidade 
a 29 doesse meiX, úh marcado para sempre 
tomo de lalo naoionaH porque, alám das 
muitas pessoas de todo & sexo e edade que 
f^ram mortas o« atropekdaa sob as peitas 
to ca/vailloi e pelas entiladas dos hrm)€9 
ípaoeeces^ morreram ktmamffÊwtís (ealeu- 
)amseí}eiii 5:000) afSí>gados na passagem da 
IMie,'.que tinha um do» alçapões ievaula* 
4es. (Vide Porte.) 

Também foi deseatroaa :pafra esta viita a 
4âagrata^ guerra fratricida de 183a 

A oceupat^o por wà» de «m anno da^ 
Iv^iMui .reatfstaa; ea projecta áânfados da 
Ssrira da Pilar e do Ponn sobre esta viUa, 
^ante esse tempo; o iq^ndie dos graoAos 
at^^tepa de viote de Alto Douro (ordena- 
do ^elocon^ede- Almer» a 16 de at^to de 
l933);fiaiiaaEam a eaftayMtá enenoesprfduiMa* 

A diaaoliiçao da. Contp^n^fa iSfrolMQ^ Vi- 
nho$ í^^/Zi^-iOpfín^^ídecrQlaíia.pete ipyiawo 



6AI 



m 



liberai» tam^m pri^indicpu pmUl^mi^ q^ 
habitantes de Vilia Nova. 
. OSfgirandege nun;ieroso.9 armazéns sixxgfir 
ám pda Companhia^ faziam entrar anm^X- 
mente n-esta villa muíjtas 4eseoa3.de çontpa 
de féis de i^endas. 

Havici proprielanos qi^^^ tinl^a^i ou- 
tros rendimentos e eram ricos. Dissolvida if 
Companhia e deaacreditadoa os vinhos do 
P^to; pelas adulterações operadaa porear 
pei^adores aem alma nem conscieqcia^a 
maior parte dos armazéns ficaram vazios^ 
desertos e improdactivos. 

Em. 1834, foram aJarga^os os limites d*es« 
te cqncelho, que até então eram mqito es- 
treitos, uníodo-selhe a povoação de Gaia» 
qpe até. então formava concelho indepen* 
dente e juntaram-se ao concelho de Yilia 
Nova muitas e populosas^ freguezías, com o 
que está hoje um dos mais importanjtes mu* 
nieipios do reino. 

Era tamb€^m julgado, com juiz ordinário 
e mais justiças e empregados respectivos^ 
que foi eictineto pelo decreto de 24 de ou- 
tubro de 1^55, passando para uma das va? 
ras do Porto. (Faziam melhor se, quando 
dissolveram este julgado, formassem uma 
oemarca nova na grande e bonita povoaçae 
dos Carvalhos, 10 kilometros ao S. de ViUa 
Nova.) 

, Em 18tt se fez a bonita ppnte pênsil, que 
lígoa Yilla Nova ao Porto, e veio substitciir 
a de barcas, que era preciso desnaaocbar 
em teffi|M> de cheias. 

Foi uiQ grande melhoramento para Vjjla 
Nova e Porto em especiali e em geral (H^a 
toflo o reino. 

Esta villa está na extremidade septentrio- 
Aal da. província da Beir^ Alta, mas com a 
/t(mÀ9Wnl 9 scientifica divisão ierritoriol fei- 
ta em' iSaiy se ficeu chamando pjr^incia iif 
Dourç a todo o território entre o Áve ^q 
itondego» e ainda muito ao sul doeste u)tí- 
IPO çío. , 

Tem; esta vjUa omt só pa^ach^a, e já 4>3- 
se que a matriz (oragQ Saoita* J^ml^Jt^ 



S56 



6AI 



6ÂI 



dUíieaula por D. Aflomo m, em flISS, quan- 
do dea foral efez rifla a esCapoiToadH>.Fos* 
lo qoe ibtte modernamente reconstmida é 
om templo insígmficante. (Tmbam mais jnizo 
08 qno o reeãifkaram, se o condrmstem em 
fitío mais próprio e bem escolhido, pois o 
aetoal é Impróprio e entre becos Immnn- 
dos,) 

A Tilla propriamente dita, não tem nem 
nm imleo monumento notável e tem apenas 
dtiás mas, a estrada rua, qne de Lisboa vera 
desembocar na ponte, e que se vae povoan*- 
do vagarosamente, e a ebamadá (por^scar- 
neo) Rua Direita, que é estreita, iogreme, im- 
mnnda e tcrtUsima. Todo o mais nlo passa 
do nm labyrinttao de béeos, viellas, aiftiijas 
e bitesgas. (Nnneá aqoi bonve casa da ca- 
mará, nem tribunal das andiencias do jul- 
gado, servindo-se os vereadores e juizes de 
casas alugadas. O mesmo está acontecendo 
eom a administração do concelho, qne tam- 
bém nunca teve edífieio próprio. Cnsta a 
eompreheoder similhanie miséria em uma 
das prlncípaes vilhs de Portugal.) 

Esta villa, que deve ser considerada co- 
mo mm bairro do Porto, que é muito com- 
mercial e que tem muitos proprietários ri- 
cos, está dando o mais triste exemplo da 
incúria, desleixo ou ignorância e incapaci- 
^de de todos quantos teem administrado os 
negócios do muDleipío. Ao passo que po- 
voa ções multo mais insignificante (e sem 
as condições de prosperidade d*ès(a) teem 
progredido a olhos vistos, Villa ííova de Gaia 
eonserva-se estací<mai1a! Não tinha um ce- 
•miterio, enterrando-se os cadáveres nos 
adros! (só agora construíram um, que se 
bentéú a 7 de junho de 1874.) Mo tem um 
theatro, um passeio publico, uma assem- 
bléa (nem mesmo um cafét.,,) uma typogra- 
I^ftia, nem nada que preste senão as suas 
recordações históricas. É a villa dé ha eeiÉ 
ánnos : são os mesmos becos lamacentos e 
escaras (porque tebi uma insignificante lllu- 
ihinâção que não fllúmina) sem ar pUro, sefm 
uma praça, e, o que é mais! sém espe- 
rança de vir a ser uma povoação limpa, 
salubre e habitável. Causa vergonha, este 
cVlmtnoso abandono! Tfilá Nova de Gaia era 
dfgua de melhor sorte. 



momento qae esloa escre- 
vendo, anda aln mna representa* 
cão com grande numero de assi- 
gnatoras, requerendo a passagem 
da viUa, para om dos bairros de 
j Porto, o qne seria vantajoso para 

j ambas estas povoações. 

Ha no antigo motUe de S. Aficolau^ qae 
depois se chamoa áe Qitdnúnides e úitima- 
meníe Serra do Piiar, nm convento de fira* 
deá erozios. D*elle trato om aitigo espedaL 
(Vide Serra do Pilar.) 

•Ha na villa, e próximo ao rio, o oonvea* 
to (anida habitado) de freiras. domÍBica% 
intitulado de Corpv» CkristL 

(Foi primeiramente de agostinhos e de* 
pois é que mndon para dominicas.) 

Foi fundado em 1345 por D. Ifaria Men*^ 
des Petite, viuva de Estevão Coelho e mie éê 
Pedro Coelho, um dos assassinos de D. Ignei 
de Castro, ao qual D. Pedro I mandou arnm- 
ear o coração pelo peito, em Santarém, do 
dia 18 de janeiro de 1357. (Vide Germéllo.) 

(Tinham assassinado D. Ignez de Castro em 
Coimbra^ a 7 de janeiro de 1355.) 

A Álvaro Gonçalves, seu cúmplice, lfaef<» 
Bo mesmo dia e logar arrancado o coração 
pelas costas. Tmham todos os três assassi- 
nos fngído para CasteUa^ mas o teroenro, Dio' 
go Lopes Pacheco, passou de lá a França i 
assim escapou á barbara ma*» justa viDgair^ 
ça, do rei, ou antes, ao justo castigo, de 
cobarde seu crime. 

Os dois primeiros foram entregues a R 
Pedro I, por seu sobriíího D. Pedro crua, 
de Casteiia, dando-lhe em troca os traidores 
castelhanos que câ estavam fugidos, qat 
eram D. Pedro* Nunes de Gusmão, D. IM 
Rodrigues Tenório, D. Fernando éudielde 
Toledo e D. For^ Sanches > Cstlderon, a 
quem também o rei easfó^ano mandou ma» 
tar, no melo de bárbaros suppiiclosL 
' Qnándò b. Fedro Cruel, mandou prender 
os 3 assassinos dl^ ík «I^ez^* tinha Pachsed 
!(ahldo para a cnça;' 

O' rei mandou pd)r gèardfas a tòdasas polv 
tks, para nlói sahír^nln^guem que levasse a 
noticia m infame Pkbeoo; mu um meiídi- 
gd pôde conseguir paséar e oavisou. Bile 
fngiu ^a Pra^k vesHd» â^knó<à?eve e &d 



GÂÍ 



25 1 



meio â'òirtro8 ahnoorevis^ P^d<Hido depois 
por por D. Pernasido I, ngressoa a Porta- 
pl. Diogo Lopes Paeheoo, «ra flitio de Lopo 
Fernandes Pacheco, Seobor de Ferreira d' A-* 
^m, caTaYleiro extremrdo, um áds da taèó* 
la ndanái^ e nm dos celebrados Doze d'hi' 
gkaerra. 

(tVidè da natúriza o descãneerto ! i ) . 

Diogo Lopes Pacheco, regressando^a Por* 
mgâl, também* foi senhor de Ferreira d'A- 
ves. Tmâò aconselhado ao in&nté D. .Dinis 
(Olho da saa victima). a que não beijasse a 
mão de D. Leonor Telles de Menezes, innlher 
do rei; teve de fagir de noTo para Castella. 

D. João ( o tornou a chamar,' e, tendo já 
Pacheco 80 aainos de edstde, ainda eoaibateu 
valorosamente em Aljiibarrota (14 d*ago8to 
de 1385) com seas três fiifaosy D. Joio Fer- 
nandes Pacheco (legitimo) e Lopo Fenm»» 
ée% e Femae ' Lopes (bastardos) á favor <de 
Portagal. Mas o primeiro de seas filhos (D. 
João) se passou d^poí» para os castelhanos. 

For isto perderam os Pacheeos o senbò- 
th de Ferreira d^Aves, qoe passòa aoatros 
até qae por fim veio a ser da casa âos da*" 
qaes de Cadaval. 

D. Iforia Mendes Petite, era muita rica, e 
o coavehro foi fandado nas próprias casas 
em qae ella vrvà, e a fandadora n'eile pro* 
fessou. O cabido da Sé do Porto qui£-seep* 
por-á fanâaição4'este convento; mas as frei- 
ms^reoerreram ao papa Imioceiíeio VI (qae 
emão estava em AvinhãoO e eMe Iheeonce- 
deli a Hcença, por batia de b de março de 
1993. Se esta senhora (afonc^dora) foi am 
dacobarêe assassino Feiro (oa Pero.>€oe«- 
iho, tambon era avó de D; Leònòf a d^Aivim, 
mulher do inmortat donOestavel^ D. Nuno 
Ahrares Fereira, ambos progenitores de qua- 
^ toâos^as famílias reaes da Earopae dado 
ÈntíV 

&' lambem: progenitora do grande Nico- 
iàti Coelho» que «on iX Vasco da Gatea des- 
cobriu a índia; sc»do aqoeile o commao* 
dftnte de ama das galés d*essa gloriosa es- 
qnftdrllba, de D. Vaioa da Gaoia. 

- ■/ 

Fi^o per^ki aosmeoií leitofeSyd-eoca di- 
taJKiu^^ e tiornctaioeia' Gaia. 



aediflciò dãs1h9traa domiifidtô, íetú sido 
reedificado » amplíad<^ por diversas veseS; 
algemas por ser destraido pdas it^efas do 
Dooro. Chegoa a ter mais de 3(K> iriulhe^ 
res; eAtre freiras^ secãtares^ reeolhid«s e 
eriadas; Agora está a acabar. 

Ha também a egreja do Bom Jesus de Gaia. 

É situada no monte doeste nome e serve 
d'auxilfar á matrir, por ser afreguezta mui- 
to extensa e populosa, para o que tem S9« 
e um padre encarregado pelo afobado para 
o substituir, quando fbr preciso. 

Também no monte de Gaia ha a oapellA 
de S. Lourenço, fundada hahiaísde400an^ 
nos, por um papa, em cumprimento de certo 
voto, segundo a tradição. Em 1836 loi re- 
parada e aecreséentada. 

Ha mais algumas eapellas de pouco valer. 

Não ha n^esta villa uma uníéà praça, ser* 
vlnde-lhe disso o vasto afeai que se esten- 
de ao N. da povoa^, á beira do rid. Era 
aqui que estava o pelouriitkOy que a cheia dè 
1812 derrubou e se não toi^nou a erguer. 

Ha n'esta vilia um theatrilo, feito em uiÉ 
armazém, pelo sr. António José da Gosta Vei^ 
ga, em 1856. 

Também tem uma philarmonica, formada 
por artistas e operários. 

É terra muito abundante d'vguas, tebde 
umas 30 font^; Uma d*eilás èhaihada' Foflh 
te Santa, fói analisada pelo doutor (medicc^ 
Antoftio Francisco da Silva, em 1764, edte 
qué as suas aguas são semelhantes ás eél^* 
bres aguas uiedlcinaes de Spú:* 

Foi illuminadJU' aò inesmo tempo* que o 
Porto, por decreto de 5 de outubro de 1824, 
séndd consignado para essa déspeta t>'tm- 
posto i9e 2 réi» em cada árratél dè cahie dè 
iaccae poíco, e o ^erídimeàto dà poníte^dè 
barcas. 

Ha^a poríaqu!a1gCftiíasantigufdá#èí?,ilue 
o ternpo, as guerras, e ainda mfalS, orfnrw 
vandalico dos próprios portugueses, déèfíílt- 
'rak completamente. ' ' '" ! 

A mais nota vel ftVrtas;erao(5<ii«f»i**te 
Úaia, 0'caètrum ar^^íM dós i*òmáhos, o 
áléaçar, drAUfca^âr. (VldèAúèorâ, flo,)'dè 



tH 



GAI 






«tu nk> Iw TW J g wtt nem-neiaM w sabe 
CMB ewieu o niio oyde en edi&ado. 

lambem j á Bãa OEUle a MfwUa ií S. iliiTr 
eu^ qa» ficava próximo e ao N. do dito cas- 
leU», e 406 alguns «acriptwet preundem 
iMse a Sé doa biapoa de Caile (qoe nonca 
existiram.) Vide Calle. 

P caminho de fetr» de N, deve atra^tes- 

Mr <para as Jtalendas gr^ai i) «ta vil- 

b de O. a E. ActoalmenU^ a estacão princi- 
pal provisória é no sitio das Devezas, qae 
é a 39.> estação não oDnq)rebendeodft a'e8te 
miianv a de Lisboa— pois d'esl3 cidade alé 
Gaia, ha 40 esta^Sea. 

A pesar d* tndo quanto tem concorrido 
para estorvar o enerandocioieElo e prospe- 
ridade d'esta villa, ainda ella é ama povoa- 
ção mnilo iadnslrial e commercial. Empre- 
ga grande onmero de pessoas no n^ocio 
dos vinhos, doe qnaes coDlem coDstant£men- 
le em deposito uma qaantidade nnoca inre- 
tior a 60:000 pipas. 

Nos seus estaleiros se cMistmem anaosl- 
nente muitos navios, não >ó para este por- 
to, cono para o Brazil. 

Tem varias fabricas de lonça de faiança^ 
pú de pedra e ainl^o. Tem uma fabrica de 
vidros, e também aqai se fabrica sabão, 
anarte, e outros tecidos, cervaje, genebra c 
a^ardeole. Fabrícam-se aqui muitoa pre- 
goa e diflèrenles arleíaclos de ferro. Alem 
de varias; padarias de trigo e broa, ha aqui 
uma fabrica mectianica, de iBoagem, pào àfi 
trigo e bolachas, do ar. Eugénio Ferreir» 
Pis^i» BaMo», movl4a a v^por. 

Apeur da sua antigaicla4e, não tjnha es- 
' M viUa hrastio 4l'araias, pw ipaJsqtM as ca" 
ífioti. mppicipaea d'Aqai as tivessem, com 
justiça, requerido. Em 1850 porem, lhe to- 
ram ellas dadas, e (oram assim compostas. 

(Conto tiaiiA sido iaíictão pela cvmra, 
lle.qa» era ealàf) preúdwte, o.sr. Atubero 
AlAuM) darSilvoir^ Pinto.) 

Um escudo partido: no Mft dir>eito ^(^ 
«iq)l»o d'our9 [(alla^Áo wria Dt^vio.) «"> 
cattel/a tmtigp qmitaA).-^ tw Mo etgm^, 



ma 

eoimDt«â»SeR»da 
Piiar) e no crailro do «sand» sm esaadtr- 
te ajDl cercão pela If^cEidk — t munixi 
t>R oAiAt — (qae mo pahivraa do íani de IL 
ABsnso ID.) Sobre O eatndo orna eorAa mb 
ral, e por timbre, a^nd* d'^a, BBgowâ- 
ro armado, embocando uma bviina (allodie- 
do ã lenda de D. Raovro II de Umí) Vide 
Aneora. 

O escudo é cercado emn ntna fila brana 
com a lesenda em letras ames • mms e u- 
N0iiB> (dndindo ao nome que Cale den id 
reino de Portugal.) 

Devemos confessar qne, se a cousa bsd 
é muito bem cmnbiaada, segundo as regru 
á'arautna, pelo menos, o mais exigente ni 
d'armaB, nada tem qoe lhe notar, ttasUo i 
abundância (mesno prodi 
nentação. 

Os ambddes de Villa 
mosoe, amenos e muito fl 

Bavia aqui um eonvei 
ciscanos, denominado de 
Valle Piedade, de menor 
província da Soledade. 

Foi fundado pela cama 
te e Villa Nova, em (5 
primeira vez em 1680 e a 
lo XVHI. 

A «amara e o povo fi 
vapic^ porque alé então ): 
(0 ioiquá, onde homens e 
vam constan temente mnit 
pelo qae se chamava Yal 
te séria qaeria anatar eoil 
dex-unu. Os lifatraes ino 
nato no dia 17 de denn 

Em 1834, foi vendido i 
ds Gaetro e Bilíra, sego< 
Porto, a quem depois a se 
fèi 1>m^ de Yal d'Amm 
ae litato vhiha recotéar 
4)00 do Mlío ^IbIo é~-vfadi: 
dissease harSo do AIoojk 
subindo o o^meiddo mah 
agora a ser visconde de F 

A^^mja bi trafnfnoi 
zem de vinho% « o cmmpi 
nita casa d'babitaçSo. 



£ál 



GAÍ 



253 



If^ wi^mã0t^á"mt9k y^\9L hft mtiitiké e bo- 
íátSL^ quintas, sendo 9» melhore» a de Gêm" 
p Bella,* étík deliciosa iítâaçSo, jUBto ^ 
laimte xle Safo e ^iMraiíeeM ao Dea#o, Icoéi 
tolèisa d» résMenoía eôm iua torre ansela- 
da. É dos herdeiros do sr. Álvaro Leite Fe- 
T^m deMelle ê Alvíitt, dèscendôntes de D. 
Ibria Mendes Petite, faódadora do etMiveiito 
ú&Cmtpus Chtistt 

A dos herdeiros do sr. 'Ricardo -Browne, 
jmito á i^ilta^ As mitsA dignas de mea^o, 
Vio nas treifueíia^ onde s|o sitoadas. 

» 

Já disse que b úamif^^ãe fíerm êo Norte 
(S6 não houvár ordem >iôm ^^ntrarlo, o <}ue 
{»ireoé provâvèQ háde oorfor ota villa 4k 
0. a L. 

Este caminho de fernv teníi4Fes|)i4]ld^ae8 
tunneis^ e doestes o mais pe^no é^o áeho- 
Aiiniido da Serrado Pikif\ que príáeip4ati*e- 
ta villa. Tem este tunnell d'ex«Biiçao'41KSy^ 
lO-Hl^alliira sbbre o bàkstro 6w?, e dia lar- 
gara 8." Atravessa a serra também de Oes^ 
téaLesite. 

Gflístaram-se 29 mexes taa fiertoaíção d» 
BHDBtSAha enflieon^irttoçâodoadDnell, f»pim^ 
dipiaBi^ os ti^bálhos no primeím de julhe 
de t8(l e terminando no'^riinietrú (de de> 
BeaAre de ISdSi^É todo foi^m^o em 9^00^ 
fit^a, mâts ou menos dora. 

A direcção do tunnell, bem como da es- 
tiada &á prineipáo desde as \Def)im$ {éita- 
00 fvovisoria) até eHe^-onde ha uma bei- 
h ]^oBte >-^ ^iadu<^o de boa cantaria,^ eem 
3 arees^ ^e enstea bons contos de rs.- e 
6^ em perigo d'biT a terral -^e do tan* 
neipara^fiSNfi. (onde também ha nina linda 
ponte-viaducto) é para a Pedra Salgada, na 
lâargefm^ esquerda do Diouro, onde se devia 
^er a magestosa ponte tubular^ que atra- 
vesse o rio; mas que pelos. modos já se não 
faz alli; perdendo-se todo o trabalho e al- 
gumas centenas de contos já gastos com es- 
te lanço de-quasi 4 kilometros ; oiide tau- 
tasKteas d^arte fòi preciso faser^ que codars 
tÈâvez/lãqnto para sempre inatei3<ee*áí]i^ 
da por cima nâo k» ptítmú gastar núiUo 
dinheiro para se desfazerem, por estarem 
obAiniodo esie trat^de teórreno!) 

Desde a sabida do tunttel4Ulé.Ã*i^rireiâM^ 



poê&y te um espáç&éel)4fd meUK)». O» fra- 
balhos estavam doeste lado multo ádianftlvdos 
e das Devezas até ao 'et&boeámtt&io dd t«n- 
nei (SO) quasi eoncluidas. 

O risco da ponte sobre o rio Dottro, é dO 
sr. Jaúbert, engeâheiroi chefe da^cOBStrac- 
ção. É esbelto e graindieso. 

Se se adoptasse ú plano feito e cuja e^e« 
cifção esti (como se vltt)iaõ ádmntada» na 
margem opposta úú rio (direita) percorre- 
ria o eaminho de ferra uma extensão qtiasi 
eguai â que medeia eAire a Fedfit SalgaáA e 
a boca N£. do tunnel. 

Desde a primeira ponte de que feUef (en- 
tre xsf Def)e!Siis e o prinelipio do Pèemêtty^ih 
meça um longo desaíêrro por onde segoe a 
via férrea, quaisi sempre em bastante pk*o- 
ítíndidade até 'Outra porite mais pequenat 
(também viadíAeiò, <|iie passa por cima <éa 
EuaDimta) ê doesta eontinúâ taiAbcm-en^ 
tre altas Mi^eòrist». até' á entrada do ^òw- 
nelL Perto d'esta eâtirada; a uns 4)0 ou 50 
metros d'ella, atra:v«8Ea a via ftrre» a es- 
trada da Bemdeim (estrada real de Lrâboa 
ao Porto) sobre Uma bonita peáte; «om uni 
grande e lat^ areo, que tooia toda a lar- 
gura da ylk ferrea, e«doisi»étf05 oirès, que 
se vão embeber nas altas trincheiras, 'da 
mesma via. Eata ponte é de óptima oaita- 
rin, ' tendo poT guàrdáà gradarias de fèiro. 
' Esta' ponte e a noiva estraida real de meuf- 
adamkftam construídas pelo governo, én 
i^i, fxara serviço da mcHa^jmta entre Lis- 
boa, Porto e provinyias do Norta 

O. concelho de Gaia é eompoeto de 23 fre» 
guezias, todas no bispado do Porto, que 
são: — AarcozéllOf. ÁvifUiSy CanMuSyCmtíêi- 
h, Crestuma, Qrijó, 'Golpelhar£s, Ou^im^ 
Mafamvdef MUQdalen^ Marinàa {S^ Feiiw 
da). Olival, Oliveira do Douro, Pedrosa 
Perosinko. $emdM, SdosezUio, íkmís^^ 
8erzêdo(òu Gerzédo), VaUadam^ VUkt No- 
V9 de 6aia, fillnr d'AnãorÍHho e VUlar de 
Paraizo. 

GálfiàR— freguezia, Mtnbe, eoeui^ e 
eoncelho de PoSaie do Lima^ dQkilomeiroí^ 
O. de Braga, 375 ao N. de Lisbua, 90 f>- 
gos. 

Em íliSn tinha 66 fogo». 

Orago Santa Eulália. 



854 



GAL 



ArcebiqMo àb B^raga, dislríeto admíais* 
IratíTo de Yjaiwa. 

£ terra maito íèrtíl. 

É eornipção da jkalaTia árabe ^/"or. (Vi- 
de Gafaàha.) 

O eabído*da Sé de Braga apresentava o 
TJg;arlo, que tinha 80i((XX) réis anraaes. 

GAITA — portagnez antígo.--JDáva-9e es- 
te nome á lampreia pda similbança que, 
pela» seus baraeos, tem com uma goUa. 

Em muitos prazos de terreno das nur- 
f ens do Mondego, Douro, Lima e Mtnbo, se 
impõe o fôro de certo numero de qaika. 

Por a lampreia ser saborosíssima, quMido 
algum pdzado estava muito bom, dizia-se 
(é ainda se diz) •Sabe qtte nem gaitas.* 

fiALAFÚRA «~ freguezia, Traz-osMontes, 
comarca e concelho do Peso da Regoa, (foi 
do extiocto concelho de Ganellas, de cuja 
Tilla disu 8 kilometros a NE.) 85 a E. de 
Braga^ 340 ao N. de Lisboa, 480 fogos. 

Em 1757 tinha 153 fogos. 

Orago Sw Vicente, martyr. 

Arcebispado de Braga, districto adminis- 
trativo de ViUa Heai. 

> O vigário de Goães apresentava o viga* 
rio, ad nutum, que tinha iSOifíOOO réis an- 
iiuaes. 

Situada em terreno accideotado, próximo 
do riheií^o Coura, e d kilometros -ao N. do 
Douro. O seu território produz óptimo vi- 
nho d'embarque, excdlentes laranjas, azei- 
te, fructas, cereaes e legumes. Abunda em 
peixe do Douro e de Coura. 

Foi antigamente da comarca e termo de 
Villa Real. 

A freguesia de Covellinhas foi antigamen- 
te povoação d'esta Areguezia, que se des- 
membrou para formar parochia independen- 
te. * 

OALAMARES— Vide Monserrate. 

•GALHARDOS (Casa dos)^a 1:500 me. 
tros ao NNE»« de Castello de Vide, está aqui 
um dolmen celta. (Vide Dolmen,) 

OALLEOO «-^portuguez antigo -«• ainda ho- 
je usado para o N. É o gado de casta pe- 
-queáá ou magro; plantas de casta lambem 
pequena. Para evitar repetições, vide o 
que sobre isto Sca dito em Aldeia Qalle- 
ga da Merceana, 



GAi 

GAUEG08 — pequena viOa exiineta, na 
fregoeâa de Valloiigneíra, ou VaUe de Na- 
goeiras^ Traz-os-Monlea, comarca e eoncettiD 
ée Villa Real, 88 kilometros a NE. de Bri- 
ga, 355 ao K. de Usbea, 50 fogos» SOOal- 



Foi honra. £l-rel D. Diniz, dormindo aqui 
(em UOO) uma noite, oe moradores erigi- 
ram um arco de cantaria. O rei lhe deu 
n'eaee anno foral, com grandes privilégios. 

D. Manuel o eonfirrooii no foral novo qos 
lhe deu em Evfra, a 12 de novembro de 
1519. 

Era uma das heeírioM de PortugaL 

GALLEG08 (Santa liaria de) — firegneiia, 
lUnho, camarca, concelho e 6 kilometros as 
N. de Barcellos, 25 a O. de Braga, 960 ao 
N. de Usboa, 140 fogos* 

Em 1757 tinha 89 fogos. 

Orago Santa Maria, ou Nossa Senhoia éa 
Encarna^. 

Arcebispado e dísarícto admioiatrativo de 
Braga. 

Tem aguas sulphureas eguaes em tado 
ás de Lijé (que .ficam proKimas)e superio- 
res ás das Taipas em mlneralisaçào, mas ii^ 
foriores em calorisação. Foram anaiysadas 
em septembrode 1867 pelos srs, dr. Penira 
Caldas (de Braga), J. B. Sehiappa ^Am- 
do eF. G. Klass, engenheiros de minas^ por 
ordem do governo. 

São muito efficazes para moléstias htfpe- 
ticas, ephelide e suas congéneres, appliea- 
das externamente em banhos, e para does- 
ças do- estômago tomadas intemaunente. 

Tem uma pequena casa com tinas de ma- 
deira para banhos, coisa muito insignifican- 
te. 

De Barcellos pôde ir-se de trem até estes 
banhos. 

Para mais explicações vide Liió. 

É terra fértil 

Os descendentes de Pedro Lopes de Aie- 
vedo Pinheiro Pereira e Sá, senhor da eaaa 
d'Azevedo, ^resentavam, m ioliâiany o ab- 
bad% que tinha 800it000 réis. 

Ha aqui as. minas de uma caáa, qoefei 
eolar dos Campos. 



Campas é um nQbre jSkppelUdo an Porta- 
HaL D. AífoDso V Ibe deu brazão d^armas 
em Portalegre, no anuo de i46i5. 

GALLEGOS (S. Martinho de)— freguezia; 
Minho, comarca e. concelho da Povoa deLa- 
nboso, 15 kilometros ao NE. de Braga, 360 
aoN. de Lisboa, 80 fogos» 

£m 1757 tinha 150 fogos. 

Orago S. Martioho,^ bispo. 

Arcebispado e districto administrativo de 
Braga. 

A mitra apresentava a reitor, collado, por 
concurso, que tinha 80^000 réis annuaes. 

Aqui viveu o conde e rico-homem D. Fa- 
fez Sarrazim, de Lanhoso, que morreu jun* 
to a Coimbra, pelejando p#lo seu rei D. Gar' 
cia, contra, B. Sancho, rei de Castella (1067) 
Succedeu lhe seu filho, D. Godinho Fafez,' 
fundador dos mosteiros, de Fonte-Arcada e 
Mohia. 

Já se vé que esta freguezia é mais antiga 
do que a ooionarchia poríugueza. 

6ALLE60S— írieguezia, Minho, comarca, 
concelho e 6 kilometros ao N. de Barcellos, 
iíè ao O. de Braga, 36Ò ao N. de Lisboa, 80 
fogos. 

Jlm 1757 tinha 61 fogps. 

Orago S. Martinho, bi^o. 

Arcebispado e districto administrativo de 
Braga. 

É terra fértil. 

O sacro coilegio patriarohal e o vigário 
de Salvador, de Fonte-Goberia, apresenta- 
vam dois vigários collados, que parochia- 
vam ás semanas, alternativamente, com a 
matriz de Fonte-Coberta. Tinha cada um 
d'est6s vigarioslOOJíOOO réis. 

6ALLE60S-— freiguezia, Douro, comarca 
e concelho de Penafiel, 35 kilometros ao 
.N£. do Porto, 335 ao N. de Lisboa, âOO fo- 
gos. 

£m 1757 tinha 208 fogos. 

Orago o Salvador. 

Bicado e districto administrativo do 
Porto. 

O abbade era apresentado alternativamente 
pela papa, do bispo do Porto e J). abbade be- 
nediçtiao do mosteiro de Paço de Sauaa. Tí- 
«^ 3Q0|;OOO réis de ]çendimei»to. » 

Foi honra e era uQia das beetrm do. rei- 



GAL 



S55 



oe (Tide esta paUivra). A honra era SDjeita 
á de Lourédo. 

Foi da concelho de Aguiar de Sousa. 
. £ terra fértil. 

6ALL£S— vide Santo EstevâQ das Galléfl. 

GALlilNHEIRA -—monte do Minho, na co- 
marca de Yilla Verde. É um ramo da Sena 
Amarella. Tem lobos, javalis e caça miudau 

GALLISTÊU— freguezia. Beira Baixa, cp- 
marca e concelho de Celorico da Bieira, 18 
kilomeiros da Guarda, 300 ao £. d(9 Lisboa, 
47 fogos» eni 1757. 

Qrago S. Miguel, archanjo. 

Bispado e. districto admim*strativo da 
Guarda. 

O prior de Vide d'£ntre as Vinhas, apre- 
sentava o cura, que tinha 24|000 réis e o 
pé d*altar. 

Esta freguezia foi supprimida. Está en- 
corporada á freguezia de Nos^a Sephora da 
Am^unciação, de Vide. Vide Vide, 

6ALLÍZES — freguezia, Douro, concelho 
de Oliveira do Hospital, comarca da Tábua, 
54 kilometros de Goimbi^a, 240 ao N. de Lis- 
boa, 70 fogos em 1757. 

Orago S. Miguel, archanjo. 

Bispado e districto administrativo de 
Coimbra. 

É terra fértil. . 

O prior de Nogueira do CravQ, apresen- 
tava e cura, que tinha 26^000 reis annuaes. 

Esta freguezia está dçsde o fim do secuío 
XVIII annexa.à de Nossa Senhora da Expe- 
ctação, de Nogueira do Cravo. 

GALVEL&S— villa, Alemtejo, conuircada 
Fronteira, concelho de Ponite de Sor, lâ ki- 
lometros de Aviz, 60 d'Evora, 54 de Porta- 
legre, 144 a E. de Lisboa, 380 fogos, 1:500 
almas. 

Em 1757 tinha 313 fogos. 

Orago S. Lourenço, marlyr. 

Arcebispado de Évora, districto s^dmípis- 
trativo de, Portalegre. 

• A Mesa da Consciência apresentava o 
prior, que tinha 180 alqueires de trigo, 120 
de cevada e 20.|í000 réis em ^iubeiro. 

Feira a 7 de janeiro, três dias. 

Situada na encosta de uma coUina de bo- 
nita apparencia. Do alto» ondle está a egreja 
ipatTí^ 36 descobre ,um vasto e. apra^iv^l 



ssis 



6AL 



ttírtsatíte, e ao tope um extenso YaIle;onur- 
do de grandes larangeíras, limoeiros e oa- 
trás arvores de fmeto, hortas e campos. 

Foi fundada por D. fr. Lourenço Aífonso» 
méslfe da Or&em de Aviz, em I3i?^ e am- 
pliada por D. Jorge d*Aieneastre, filho natu- 
ral de D. João II (e que o pae tentou eoflo- 
eaf no tbrono portugnez, por seu morte, ac 
que a rainha e a eôrte se oppozeram) iBm 

1425. 

O seu primeiro nome foi Villa Nova do 
Laranjal. D. João III lhe deu o titulo de vil- 
la, em 1538, tomando então o nome actual. 
Dizem alguns que D. Manuel lhe tinha dado 
foral em 1517, que D. João III confirmou 
por outro em que a faz villa, no dito anno 
de 1538; mas FVanklim não traz nenhum 
d*e8tes foraes, e diz que está incluído no fo- 
ral d'Avíz. 

Seu terrilorio é fértil em vinho, azeite, 
fructas, gado, colmeias e muita caça. Pro- 
duz também cereaes, mas não em grande 
àbundatícia. 

tem conde. O L* conde das Galveias foi 
D. Diniz de Mello e Castro, feito poi* D. Pe- 
dro II, em 10 de novembro de 1691. Era D. 
Diniz terceiro filho de D. Jeronymo de Mel- 
lo e Castro e de D. Maria Josepha Corte Reál, 
ambos de nobilíssimas familins. 

Na acclamação de D. João IV, passou D. 
Diniz de Mello e Castro a servh* na pTovin- 
eia do Alemtejo, com o conde de Vimioso; 
e, apesar de nãò ter m)als de 16 aúnos de 
edade, se fazia respeitar de seus superiores. 

Cento e onze veízes cohibateu contra os 
castelhanos, sendo 22 vezes ferido, mas ^a- 
hlndo sempre vencedor. 

As maiores batalhas em que se achou, fo- 
ram : ^ Montijo, S. Miguel, Linhas d'£lvas, 
Ameixial, e Montes Claros. Na 1.*, Soldado; 
na 2.' e 3.*, tenente general de cavallaria, e 
general d'ella, na 4.* e 5.* 

D. Fedro 11 o fez conselheiro d*estado e 
governador' das armâs do Alemtejo,*quandd 
}À contava hiais de 80 annos de edade. 

As suas duas façanhas militares, foram a 
tomada das praças* de ATbuquert}tto f&xtre- 
tfiadhra héspánhola) e Vallença do Minho. 

Pblleceu erá Lisboa, em 18 de }at]ièh'0 de 
1709, dom 85 <nnos de edade. Poi sep^Utado 



GAM 

na capefla-mór dos eremitas de S. ^ando* 

As armas d'esta bmilta slo :— escudo par* 
tido— ;ao primeiro, em campo de prata, seis 
aroelas asues (que sao as armas dos Castros, 
de D. Ignez), e no segundo, de púrpura, seis 
besantes de prata, entre uma doble cruz, e 
tuna bordadura de oiu'0. (Estas são as ar- 
mas dos Mellos). 

GAHELLAS — fregnezia, Beura Alta, co- 
marca e concelho de S. loao da Pesqaeira, 
80 kilometros de Viseu, 360 ao N. de Lis- 
boa, 60 fogos em 1757. 

Ofago S. Sebastião. 

Bispado e districtò administrativo de Yi- 
seiL 

O reitor de S. Pedro, de Pinhel, apresen- 
tava o cura, que tinha lOAXX) réis de côn- 
grua e o pé d'altar. 

Esta fregnezia é a actual chatnadadoiV^ 
reiro. Vide Pereiro, do concelho da Pes- 
queira. 

6AMÍDE— villa êxtincta, Minho, comarca 
e concelho de Braga, 360 kilometros ao ?í. 
de Lisboa, 80 fogos, 200 alma». 

Arcebispado e dislricto administrativo fle 
Braga. 

Foi couto, com juiz e mais justiças, e es- 
crivães próprios. Tudo isto foi exiincto ba 
muitos amnos. 

CrAMÍL— fregnezia, Minho, comarca c cott» 
celho de Barcellos, 12 kilometros a 0. de 
Braga, 360 ao N. de Lisboa, 55 fogos. 

Em 17S7 tinha 4& fogos. 

Orago*S. João Baptista. 

Arcebispado e distrleto administrativo dé^ 
Braga. 

Diz- se que o seu "nome é corrupção do 
árabe (jfõm/a—- airma de arremesso^— espécie 
de faca de matto. D*aquí gbmtúdeij golpe dar 
do com gomta. Oulres pretendem que aeja 
derivado de gamOy e que gamil vem a ser— 
sitio onde ha muitos gamos. 

As religiosas franciscanas de Valle de Pe- 
reiras (próximo a Ponfe de Lima) apíesen- 
tavam o vigário, que tinha 40jáSOOO réis. 

Sendo- abbáde de Qamíl,- Es tovao Ferreira 
(da casa.de CavaUelTos) deu este padn^tda 
e abbaídla áxpielbis freiras, em TecoMpu»» 
d*ellas lhe aldUniUlreiá i^ seu oonvcttio dw 
ffihas suas, do sd)bade. 



GAN 

UNDARA— ff^gaezta, Minho, comarca 4^' 
BiifoeiNod, concelho de Espózende, 30 kiio* 
metros ao O. de Braga, 345 ao N. de Lisboa, 
60 fogos. 

Wsú 1757 tinha 48 fogos. 

Qrago S. Martinho, bispo. 

Arcebispado e dístrlcto administrativo de 
Braga. 

É perto da costa do Oceano. 

O cabido da Sé de Braga apresentava o 
vigário, qae tinha SQiíOOO réis. 

GANDARA—freguezia» Minho, comarca e 
concelho de Vallença, 54 kiiometros a ONO. 
d<^ Braga, 405 ao N. de Lisboa, 350 fogos. 

Em 1757 tinha 219 fogos. 

Orago S. Salvador. 

Arcebispado de Braga, distneto adminis- 
tratívo de Vianna. 

É terra maito fértil, sobre a margem es- 
qnéréa do rio Minho. 

A mitra apresentava o al^ade, coliado, 
qné tiníha OOOliOOO réis annnaes. 

Foi couto, que a rainha D. Thereza e sea 
filho D. Affonso Henriques, deram, com a 
egreja, á Sé de Tay, sendo bispo D. Affonf 
so, em 3 de setembro de 1125. 

É ^adição (quanto a mim inverosimílv 
que Diómedes, depois da guerra de. Tróia 
(1:081 annos antes de Jesus Gbrislo) entra- 
ra pela foz do rio Minho, e veio edificar 
n^estes sities, a cidade de Tíde (em memorâa 
de Tideu.) PHría e Sousa diz que esta cida* 
de é a Tvy Velha, a que boje se chama l^ui- 
d?, e é um logar d'esta freguezia da Ganda- 
ra. O que é certo é nào haver por aqui ves- 
tígio de similhánte eidade ; por isso não é 
acreditável a opinião de Faria e Sousa, que, 
decmo, teve más informações. 

O que ha aqui próximo, mas jà na fre- 
guezia de S. Pfdro da Torre, são vestígios 
de fortificações antigas, que demonstram ter ; 
sido arrasadas. Vide Torre (S. Pedro da). 

GANDARA — freguezia, Minho, comarca e 
«oncelho de Ponte de Lima, 30 kiiometros 
^ O. de Braga, 384 ao N. de Lii^a, 180 

feg08. 

£m 1757 tinha 1S5 fogos. 
Orago S. Martinho, bispa 
Arc^ífipado de Braga, districto adffliziis- 
frativo de Vianna. 

voLViuni 



GAN 



W9^ 



Afs religídaad de SanfAnna, de Vianqp, 
i apresentavam o vigário perpetuo^ que tinhft^ 
- l^MOO reis anauaes. , 

Foi primeiro abbadia, que os freguezes> 
apreseauvám. 

; Na Pautada dos Viscondes (de Vílla Nova. 
da Cerveira) ha um olho marinho, que dizent^ 
sorver tudo quanto se lhe lança^ (Vide Gv) 
jdíma e Fervença.) 

; Esta parochia é uma das mais antigas tíev 
iPortugal, pois já existia como tal, peioa ap- 
!nos de 560. Theodomiro, rei dos suevo^' a. 
I deu, com outras mais do Minho, n^esse ap^ 
ino, á Sé de Tuy. (O bispado de Tay chegarf, 
jva então áté á margem direita do Lima, e% 
! comprehendia esta freguezia. Então o semi 
orago era o Salvador.) -( 

A sua egreja foi reediQeada por D. Mafal- 
da, mulher de D. AfTonso I de Portugal» Qe- 
los annos de 1160. Dizem outros que a rd^ 
edificou a rainha Santa Mafalda, filha «de (D. 
Sancho I, np século XIII, mas é engano. > 

É terra muito fértil. Gado e ca^a 

Ha aqui uma capeUa muijto antiga, áeâky 
cada a & Sebastião. Conta- se a seuresp^jto 
a tradição seguinte : Um rapaz pqbre, cha- 
mado Martím Rodrigues de Lima, tir»u d^ 
caixa das esmolas da capella, 18 réis. Bor 
essa occasião (1511) se enforcou um ladrão^ 
e muitos disseram que se havia de fazef o 
mesmo ao ladrão das ofiVrtas de S. SebaSf 
tiãò. O rapazito, ouvindo isto, fugiu, e^foi 
ter á índia. Lá, chegou a sier riquíssimo^ e 
mandou dinheiro para restaurar a cape-la, 
e para nVlla se dizer missa diária, de boa 
esmola. Mandou também um grande legado 
á Misericórdia da vílla, com a condição^ de 
dar um quartilho de viuho e um pào alv(^ 
a cada morador d'esta freguezia, em 20^^ de 
janeiro de cada anno; e em maio U alqueiç 
res de miiho, aus parentes do doador. , 

GANDARA— freguezia, Douro, comarca q 
concelho de Oliveira de Azeméis^ 3ôkj^o^ 
metros ao S. do Porto, 275 ao N. de Lisboa, 
330 fogos. 

Em 1757 tinha 262 fo^os. * , 

Orai^o S. Martinho, bispo. ; 

. Bispado do Porto, districto administrativo 
de A^veiro. 

. jÇ' ledrra fertiL ^ 

17 



ím 



GAN 



6AN 



'Esta freguezia é povoada desde tempos 
remotíssimos, e ha aqui a aldeia do Crasto, 
eajo nome procede de mu castro (talvez 
cam) qae aqui honve e de que aioda se 
▼éem os alícerees. Perto d'ene havia oma 
fnêmoa eekica (qae o vnlgo chamava Ifoma 
âo Gato) mas já na fregaezia de Caeajàes 
(vide esta palavra). E' tradição qae ao tal 
crasto oa castello, se dava o nome de Cos- 
tro Trancai oa Trancai. 

•À mitra apresentava o reitor, coUado, qne 
tinha 300)^000 réis annaaes. 

'6A1IDARA — fregaezia, Doaro, comarca 
de Penafiel, concelho de Paredes, 24 kilo- 
metros ao NE. do Porto, 325 ao N. de Lis- 
ioa, 240 fogos. 

Em 1757 tinha 190 fogos. 
^Ordgo S. Migael, arehanjo. 

Bispado e distrícto administrativo do 
Porto. 
* E* terra fértil. 

O papa e o bailio de Leça, com seis me- 
zes cada am, apresentavam o ahbade, qae 
t?pha 250IÍ000 réis annaaes. 

fia em Portagal mais 100 aldeias com o 
nome de Gânfara, Gandra e Gândaraê, mas 
Denhnma tem .coasa notável 
' GANDARELLA— fregaezia, Minho, comar- 
ca e concelho de Goimarâes, 18 kilometros 
a NE. de Braga, 360 ao N. de Lisboa, 80 fo- 
Ifos. 

' Em 1757 tioha 58 fogos. 
' Orago o Salvador. 

■* Arcebispado e distrieto administrativo de 
firága. 

E' terra fértil. 
' Â mitra apresentava o abbade, qae tinha 
ifSÔif 000 réis annaaes. 
' Vandarella é diminutivo de Gandara, Ha 
tkmbem em Portugal 35 aldeias chamadas 
Gandarella e Gandarellas, mas não téem 
coasa digna de especial menção. 

OÃKDARINHA—bODila aldeia, Douro, fre- 
^ezia do Couto de Cucujães, comarca, con- • 
calho e 4 kilometros a ONO. de Oliveira de 
Azeméis, 10 a SB. da Feira, 30 ao S. do 
Porto,. 285 ao N. de Lisboa e 10 a E. d'Ovar. 

No centro da aldeia ha um bonito terrei- 
ro c n'elle a capella de S. Sebastião. O lado 

^tentrional doeste terreiro é limitado*^ela 



quinta e magnifica casa do sr. SdnslBo 
.Pinto Leite, feito visconde da Gandariaki, 
jem 1870. 

! Uns 200 metros abaixo da Gandarinba (at^ 
•NE.) está a sumptuosa casa, jardins e bÀ 
'quinta do Buraco, qne vae no lògar compe- 
tente. 

6ANFEI — ^fregaezia, Minho, comarca, con- 
celho, próximo e ao NE. deVallença» 60 ki- 
lometros ao ONO. de Braga, 415 ao N. de 
Lisboa, 500 f(^[Os. 

Em 1757 tinha 361 fogos. 

Orago o Salvador. 

Arcebispado de Braga, distrieto adminis- 
trativo de Yianna. 

Foi couto. 

Grande e antiquíssimo convento de fradei 
' bentos. Dizem ans escriptores que o fuadov 
S. Martinho de Dume, outros que seu sne- 
cessor, S. Fructuoso. É certo qae em69iji 
estava fundado havia annos. Em 997, Al- 
mançor, bravo mas feroz rei moaro de Cór- 
dova, o destruiu. Foi reedificado por D. Gan- 
frido ou Ganfei ou Gaifeiros (francez) m 
1018. Este Ganfei aqui se metteu frade elbt 
santo. 

' O seu primeiro titulo era Convento do Stí- 
vador, depois, em attenção ao seu reedifiei- 
dor, lhe deram a invocação de S. Ganfei 

Em redor do convento se foram (comoen 
costume) edificando casas e formando a po- 
pulação, que constituiu depois fregaezia com 
o nome de S. Ganfei. 

Este convento foi vendido depois de 1831. 

É hoje propriedade do sr. dr. António Xa- 
vier Torres e Silva, sobrinho do falleddoi* 
barão de S. Roque, e primo do sr. dr. José 
Joaquim de Oliveira Torres, 3.*» barão deS. 
Roque. (Vide Caminha.) 

O D. abbade benedictino do mosteiro does- 
ta freguezia, apresentava triennalmente o 
vigário (regular) que tinha 70^000 réis. 

N'esta freguezia, na aldeia de Tardava 
de^ (onde ha uma capella da sua iavocafãfl^ 
e com relíquias d'elle) nasceu o grande S. 
Theotonio, i.*» prior de Santa Cruz de Coim- 
bra, e amigo querido do noçso D. Affoosoí. 
Morreu em Coimbra, a i8 de fevereiro de 
1162. 



GAR 

I 

£sta fregaezia fica na margem escpietda 
do rio Mioho, em terreno levemente accíden- 
tado e em formosa situação. D*aqui se vêem 
Yallença, varias serras e campos de Portu- 
gal, o rio Minho, a cidfitde gallega de Tuy, e 
varias serras e povoações da Galliza. 

É fértil em cereaes, fructas, hortaliças, vi- 
fibo e gado. Muito e óptimo peixe. (Yíde 
vaiar). 

Este convento ajudou, com as suas ren- 
das, a povoar Yallença, e fundou a egreja 
de Santa Maria dos Âojos e a de Gristêllo. 
Os reis o favoreceram com outras rendas, e 
D. Affonso II lhe deixou a sua prata lavra- 
da, para que os monges lhe encommendas- 
sem a alma a Deus. 

O infante D. Pedro, conde de Barcellos, 
aqui viveu quatro annos, no tempo das guer- 
ras com Galliza, reedificando então o mos- 
teiro. 

Passou a commendatarios, e por bulia de 
Pio y (que governou a egreja de Deus, des* 
de 1563 até 1572) tornou á congregação be- 
nedietina,, centra vontade do marquez de 
Tilla Real, que queria que lhe pertencesse 
o padroado. Para o socegarem lhe deram al- 
gumas autras apresentações. 

Tinha este mosteiro quatro coutos, que 
eram — Ganfeiy Tonteiras, Villarinho e Re- 
boiHões; que tinham sido supprimidos já an- 
tes de 1834. 

O mosteiro tinha muitos c bons prasos em 
Coara, Yallença, Sanfins e Monção. Tinha 
uma vida para apresentarem Insalde e Cer- 
da!. 

A capella de Nossa Senhora do Pharo, era 
d*este mosteiro, (chama-se do Pharo, por ter 
alli havido um facho). Havia n'esta capelia 
un^ grilhões, que, segundo a tradição, eram 
de um christão, captivo na Barbería, o qual 
por intercessão doesta senhora, se achou em 
uma noite á porta da capella, preso com os 
joaesmos grilhões. 

Tem também a capella de S. Yicente, Jun- 
to à Caxaria, 

GARDINGO — os godos davam este nome 
%os filhos da primeira nobreza, osquaes ser- 
viam em palácio, até que a edade lhes des- 
se legar ao condado ou ducado. Depois se 
chamou gardingo ao giiarda-mór. Ricome, 



Qfi^ 






porém, diz ()ue gardingo era superior ao 

tyufado e immedíato ao duque e conde. 

6ARDUNHA ou GARDUNIA— (português 
antigo) teixugo : animal bem conhecido.. 

Ha em Portugal varias serras com este 
nome, sendo a maior na Beira Baixa^ e am 
ramo da Estrella. Ha também alguns Ioga* 
res com este nome. 

No concelho de Paiva (freguezia do Pa- 
raizo) ao fundo do logar de Serradéllo, pas- 
sa o pequeno ribeiro da Gardunha, e no sea 
leito ha uma mina de cobre. Nas suas pe* 
dreiras, que são exclusivamente de schisto^ 
apparecem muitas impressões, sobretudo fos.* 
seis de conchas bivalves. 

6ARFE— freguezia, Minho, comarca e o^n- 
celho da Póvoa de Lanhoso,^ 18 kilometn^ 
ao NE. de Braga, 360 ao N. de Lisboa, ti6 
fogos. 

Em 1757 tinha 194 fogos. 

Orago S. Cosme e S. Damião. 

Arcebispado e districto administrativo de 
Braga. 

£' terra fértil. 

A mitra apresentava o reitor que XmhB. 
15OIÍ000 réis annuaes. 

GARlTO — portugúez antigo— Casa de 
jogo; e d'aqui gariteiro ao que a dá. Hoje 
em estylo chulo, diz se casa de batida e &a- 
toteiro. 

GARRIOSO — portuguez antigo— dtv^t- 
do, alegre, garrido, enfeitado, etc. 

GARULHA — portuguez antigo — carocha 
(insecto). Também diziam carulha. 

GARYÃO — villa, Alemtejo, comarca d' Al? 
modovar, concelho d'Ourique, d'onde dista 
12 kilometros para O., 95 d^Evora, 135 a 
E. de Lisboa, junto á estrada real qne com* 
munica com o Algarve, 160 fogos, 640 al- 
mas. Em 1757 tinha 124 fogos. 

Orago Nossa Senhora d' Assumpção. 

Bispado e districto administrativo de 
Beja. 

A mesa da consciência apresentava o prior» 
que tinha 240 alqueires de trigo, 120 de cer 
vada e 12i^000 réis em dinheiro, ^nnoal- 
mente. ■ 

Feira a 10 de maio, 3 dias. 

Alguns escrevem Gravão. É á palavra 
[ Gorabon, que significa corvo. 



issd 



GAI 



eiiificaâã pôr D. Aífonso UJ,6m í2S5, quan- 
do deu foral e fez TÍIla a esta povoação. Pos* 
(b que foâse modernamente reconstruída é 
mn templo insigniíicante. (Tinham mais juizo 
os que o reedificaram^ se o constrtíissem em 
sitio mais próprio e bem escolhido, pois o 
actual é impróprio e entre becos immun- 
dos.) 

A Tília pjropriamente dita, não tem nem 
um unlco monumento notável e tem apenas 
duas ruas, a estrada ma, que de Lisboa vem 
desembocar na ponte, e que se vs^e povoan»- 
do vagarosamente, e a chamada (por escar- 
aeo) Rua Direita, que é estreita, íngreme, im- 
mtmda e tartissima. Tudo o mais nao passa 
de um lâbyríntho de becos, viellas, alfnrjàs 
6 bitesgas. (Nunca aqui houve casa da cal- 
mara, nem tribunal das audiências do jul^ 
gado, servíndõ-se os vereadores e juizes de 
casas alugadas. O mesmo está aconteea:)do 
eom a administração do concelho, ([M^ tam- 
bém nunca teve edifício próprio. Custa á 
comprehender similhante miséria em uma 
dás prlncipaes vilhis de Portugal.) 

Esta vHla, que deve ser considerada co- 
roo um bairro do Porto, que é muito com- 
mercial è que teto mUitos proprietários ri- 
co^, está dando o mais triste exemplo da ' 
incúria, desleixo ou ignorância e incapad- 
dade de todos quantos teem administrado os 
negócios do município. Ao passo que po- 
voa ções muito mais insignificante (e sem 
âs condições de prosperidade d*èsta) t^m 
fírogredido aôIho&visto8,"V5IIaííovadef(5aià 
conserva-se estacionaria! Mo tixkha um ce- 
•miterio, enterrando- se os cadáveres nos. 
aáròsT (só agora construíram um, que se 
bènzéu a 7 de junho de 1874.) 7(ão tem um 
theatro, um passeio publico, tima assem- 
bléa (nem mesmo um café!.») uma typogra- 
lifiia, nem nhda que preste senão as suas. 
reiiordaçõés históricas. É a villá dé ha cenft 
aimos : sao os mesmos becos lamacentos e 
escuros fporqiie tein tíma insígnifii^aáté illU'* 
ikiinàçâo que tião fUumina) seni ar pUro, setn 
tttna pVaça, e, o que é mais! sém espe- 
rança de vir a ser uma povoação limpa, 
salubre e habitável. Causa vergonha, este 
<frimlnoso ábátnldobo! Tfl)a Nova, de Gaia era 
tflfgni de meltiòr som 



GAI 

No momento que eátou escre- 
vendo, anda ahi uma representa- 
ção com grande num^o de assi* 
gnaturas; requerendo a passagem 
da villa, pata um dos bairros d» 
Porto, o que seria vantajoso para 
ambas estas povoações. 
Ha no antigo movittde 8, Nicolau, que 
depois se chsLxnoiíde (i¥>ebrãrttlÕes e ultima- 
mente S^rra dô Pilar, um coiívento de fn* 
des eruzios. D'ell« trato 'Om artigo especial 
^Vide Serra do Pilar.) ■ 
'*Ha na vilia, e próximo ao rio, o conven* 
to (anida habitado) de freiras, doimiaieasi 
intitulado'deCorptt$> Cftrisli. 

(Foi primeiramente de ago^inhos ede* 
pois é que mudou para dominicas.) 

Foi fundado em^ i345 por D. Maria VLstk^ 
des Petite, viuva de £stevàò Coelho e mãe de 
Pedro Coelho, um dos assassinos de D. Ignei 
de' Castro, ao qual D. Pedro I mandou ariran* 
ear o coração pelo peito, em Santarém, no 
dia 18 de janeiro de 1357. (Vide ôermétio.) 
(Tinham assassinado D. Ignez de Castro em 
Coimbra, a 7 áe janeiro de 13^5.) 

A Álvaro Gonçalves, sen cumpHce, lhe foi 
iro mesmo diá e legar arrancado o <;ora^ 
pelas cosias. Tinham todos os três assassi- 
nos fugido para CasCéU:^ m»s o terceiro, Dio^ 
go Lopes Pacheco, passou de lá a França i 
assim escapou á bambara ma» ja»ta viogas- 
ça, do rei, ou antes,' ao justo castigo, de 
cobarde seu cHme. ^ 

0% dois primeiros foram entregues a Dl 
Pedro I, por seu sobrinho D. Pedro cumú, 
de Casteiaj dando- ibe em troca os traidores 
castelhano» que cã estavam' fugidos, qat 
eram D. Pedro Nunes de Gusmão, D. Ifett 
Rodrigues Tenório, D. Fernando òndielde 
Toledo e D. FortSo Sanches > Catiâeron, i 
quem também o rei ca]si^^ano mandou má^ 
tar, no mefo de baípbaros supplicios; 
- i^ix^Ò, Pedro ente], mandoa pr^er 
os 3 assassinos d^ 01 «IJgnez^ tinha Pachetd 
síahido para a <^ça;* 

O' rei mandou pô)r guardag a tòda^as por- 
tks, para nãô' «ahif ^it^guem que levaase a 
notieia aio iâfaufé Piífôbee^; m^ um mefldi- 
gõ pódé consegtdr pftséar e a avisoa Bile 
fugiu pbira 'Praii(}k vedkidi9 â^knóiMve e n^ 



mio â'oitfros ahnoorertfs. Perdoado depois 
por por D. Pemaodo I, regressos a Porta- 
gal. Diogo Lopes Pacheco, «ra filho de Lopo 
Femandes Pacheco, Senhor de Ferreira d' A' 
ves, eavallelro extremrdo, nin dois da foro* 
la redanâãy ê nm dos celebrados Doze d*ín* 
gUtíerra. 
(•Vide da natureza o desconcerto !t) . 
Diogo Lopes Pacheco, regressando^a Por- 
togai, também* foi senhor de Ferreira d'A- 
ves. Teoéo aeoBseihado ao inferne D. IHois 
(filho da sua vietimaX a qae não^ beijasse a 
mão de D. Leonor Telles de Menezes, inalher 
do rei; teívo de fagir de noiro para Castella. 
D. João I, o tornou a chamar, e, tendo jà 
Pacheco 80 annoB de edeUte, ainda combateu 
valorosamente em Aljubarrota (14 d'ago8to 
de 1388) com sens três filhos, D. Joio Fer- 
nandes Paeheco (legitimo) e Lopo Pemaflh 
des e Pemao ' Lopes (bastardos) á favor 'de 
Portugal. Mas o primeiro de sens filhos (D. 
João) se passou ^pois para os castelhanos. 
Por i6to perderam os Pacheeos o setíbo- 
rio ée Ferreira d^Aves, qae passou a outros 
até que por fimrelo a ser da casa dos du«- 
qnes de Cadaval. 

D. Maria Mendes Petite, era muito rica, e 
o contento foi fundado nas próprias casas 
em que ella vivia, e a fundadora n*elle pro* 
fessou. O cabido da Sé do Porto quiz-se op* 
por á (tmdaçaod'este convento; mas as firei- 
' ns reoorreram ao papa Inaoceneio VI (que 
emão estava em Avinhão.) e esle lhe conce- 
deu a Kcença, por bulia de 5 de março de 
i983. Se esu senhora (afondádora) foi ime 
do< cobarde assassino Pedro (ou Pero.)€oe» 
lho, também era avó de D. Leonora d' Alvim, 
mulher do inmortal dondestavel^ D. Nuno 
AHareB Pereira, ambos progenitores de qua- 
^ todos as famílias reaes da Europa e da d» 
BrartL' 

£' lambe»: pirogeftitora do grande Nico* 
lati Coelho, que «om D. Vasco da Galna des- 
cobriu a índia; sendo aquele o eommaii* 
dftnte de uma das galés d^esaa gloriosa es- 
quadrilha, de D. Vaico da Qa»a. 

^0 perfid M('Saira•itiMrel^:4'•s(»di- 



GAI 



$í5t 



<Xedfâcio dasYk*efras domiiíii^, tem sido 
reedificado ^ampliadc^ por diversas vézes; 
algumas por ser destruído pelas cheias do 
Douro. Chegou a. ter mais de 3(K>muIhe<> 
res, eAtre freiras^ seculares, recolhidas e 
criadas. Agora está a acabar. 

Ha também a egreja do Bom Jesus de Gaia. 

i situada no monte doeste nome e serve 
d'auxiiiar á matris, por ser a fregaezía mui- 
to extensa e populosa, para o que tem SS; 
e um padre encarregado pelo abbade para 
o substituir, quando for preciso. 

Também no monte de Gaia ha a capélla 
de S. Lourenço, fandada hahiaísde400an* 
nos, por um papa, em cumprimento de certo 
voto, segundo a tradição. Em 1836 foi re- 
parada e accrescentada. 

Ha mais algumas eapellas de pouco valer. 

Não ha n*esta villa uma única praça, ser^ 
vinde-lhe disso o vasto areal que se esten- 
de ao N. da povoação, à beira do rio. Era 
aqui que estava o pelourinho^ que a cheia de 
1822 derrubou e ãe não toi^nou a erguer. 

Ha n'esta vilia um theatrito, feito em vtfá 
armazém, pelo sr. António José da Costa Veí^ 
ga, em 1856. 

Também tem uma philarmonlca, formada 
por artistas e operários. 

É terra muito abundante d*aguas, tehdo 
umas 30 fontefS: Uma d*ei]as Chamada Fo»- 
te Santa, foi anaíysada pelo doutor (medico) 
António Francisco da Silva, em 1764, edfe 
qué as suas aguas são semelhantes ás cé(\3- 
bres aguas niedícinaes de Spa. * 

Foi illuminada^' ao mesmo tempo' que o 
Porto, pordecretode 5 de outubro de 1824, 
sendo consignado para essa dèspeza o^kd- 
posto de 2 réis em cada arrátel de carne dè 
vacca e porco, e o rendimento dfci ponteie 
barcas. 

Hatia pofíaqu!algtrmaàantignMádéí,'que 
o tenipo, as guerras, e ainda ntaA^, o furor 
vandalico dos próprios portugueses, déHriit- 
ram completamento. 

A ticais notável ftvMa»,erao'(;<!»f^flò'tf9 
Úaía, o^catitruvn ani^^iMi dós romanos, o 
áléaçar, if-itootóftfr. (Vide* Aúèorâ, rto,) dè 



fetet 



^ 



'l«ntaTa o rara, que linha iOWOOréisde 
.côngrua e o pâ d'attar. ' 

Ha por aqui agaia!i, guinchos e buTos. Nas 
sua inliincadas maltas, ha boas madeiras; 
mas ie difflcil fonducção, pela falia de es- 
tradas e alcantilado do silio. 

É nos limites d'e3la frpgaezia o famoso 
pEco da Gabi3rra,qne lem 2:467 melros (se- 
gando Batbi) e é a maior elevação de Por- 
tugal: 

GiZA— portugnez antigo, maiança, car- 
niOcina. 

GAZÚi— ponngnez amigo (do árabe) cha- 
mar gente para a guerra, appeilídar, convo- 
car. Tocar a gazãa pôde entender se por 
tocar a rebate. Também significa, reunião de 
Dvpas. 

Ha na villa de Villela (comarca de Coim- 
bra) uma fonte chamada ãa Gazúa. 

6ATEIRAS— entre as villas de Óbidos e 
Caldas da Rainha, e?tá a nascente d'aguas 
miueraes das Gayeiraí on Gaeiras, junto á 
quinta d'este nome, em ValU de Flores, no 
centro de um bosque. (Vid. tom. 2.*, pag. 
40, eol. 2 ■} 

Eslas agnas são do mesma nalnreza das 
das Caldas da Rainha, e muito abundantes. 

Analysad«s em Paris, na Exposição Uni- 
versal de 1867, deram o seguinte resultado: 

Contem porkilogramma O,gr.0O667 d'aci- 
do sutphydrico e 2, gr. 2766 de princípios 
fixos. Sua temperatura é de 32,8c., sendo a 
do ar extPríor 23*. 

BEBELIM— freguezia. Trás- os- Montes, co- 
marca e concelho de Charim até 18SS, e 
desde então eoncetho de Alfandega da Fé, 
eoinarca de Moncorvo. 420 kilomelros ao 
'N. de Lisboa, 8S fof^os. 
[ Em 1757 tinha 104 fogos. 

Orago S. Martinho, bispo. 

Arcpbtspado de Braga, districta adminis- 
trativo de Bragança. 

O nome d'esta fregoezia é corrupção da 
palavra árabe, Jabalain, signiBca, d«is mon- 
tes, Deriva-se àejabaton (o monte.) 
, O abbade de Chacim, apresentava o vigá- 
rio, que tinha S^MO reis de côngrua e o pé 
'd*altar. 

6EIRA— porlnguez antigq. Havia jéíra 
ée campo e geira de cinha. Aqnella levava 



4 alqueires de ce 
era a terra que 
em um dU. 

No Campo de 
aguílhadas de coi 
aguilhada aoda p 
bem metat geiras 
va-se geirom ao q 

Nos foraes e e 
me de geira d'hot 
era obrigado a li 
boi$, ao serviço dt 
obrigado a dar ; 
uma junta de boi: 
que se impunhaL 
emphiteutas se d 
mem ou de bois < 
a dar aos directo! 

O decreto de 1' 
gutu os tributos [ 

GEIRA— De B 
sabiam 5 vias mil 
rentes ponto 9 da 
Vcspasiano as m; 
nos 75 de Jesus 
tros, as concluiu. 

Segundo as insi 
milliareí da Geir: 
ga no tempo de 
struiu e ampliou, 
zer se chamava l 

A chamada da 
va o rumo de N 
guezias do Minho 
Thomé de Perozê 
cantaria, de 12 ai 
da muito bem coe 
rias serras, sendo 
dirigia a, Orense ( 
torga, no comprtr 

Esta via militai 
marcos miliares, 
admiráveis vestigi 
vi meu to!) é notav 
por onde passa. C 
ora planícies, ora 
algumas parles te 
mos. O seu lello 
por calètas (muiU 
viva) e é muito si 



GEI 



GEI 



âds 



grandes declives, se fizeram beiâ imagina- 
das voltas e rodeios. (Lacétes.) 

Todos os rios e ribeiros qae a atravessao) 
teem robustas pontes de eantaria, a maior 
parte das qnaes ainda estão em bom estado, 
apesar dos seas mil e oitocentos annos de 
«tí»tencia. 

Grossos e sólidos paredões e contrafortes,* 
fdram constraidos nos despenhadeiros, al- 
guns de grande altura, e que ainda estaa 
attestando á posteridade o dispêndio, a se- 
gurança 6 até o luxo com que foram feitos. 

De milha em milha estava um padrão 

(marco miliar) com a numeração das milhas 

(a contar de Braga) e todos com inscripçoes 

dedicadas aos imperadores, cônsules e ou-! 

^os cavalleiros romanos. 

Logo á sabida de Braga, passa sobre a 
ponte do Porto, obra soberba dos romanos 
e entra por o concelho de Amares e por 
cima da freguezia de Dornellas, segue ás 
íreguezias de Santa Cruz, S. João da Ba- 
lança, eborense, Moimenta, Yillar, Travas- 
sos, Chamoim, passa aos logares de Fel- 
gueiras, Santa Comba, Padroz, hindo sahir 
ao Bico (onde hoje está a bèlla ponte ha 
pouco construinda) e d'ahi passa á fregue- 
zia de Covide, cortando aqui a Veiga de 
Santa Eufemia, e passando pelos monte$ 
visinhos da antiga cidade de Calcedonia 
(que jâ não existe) vae á freguezia de S. 
João do €ampo, aqui atravessava o rio Ho- 
mem pela ponte de Rodas (ou de Eixdes] 
lambem obra romana; mas reedificada de- 
pois, conservando da primitiiva só a base— 
■ corta a veiga, direita à Casa da Guarda. (Vi- 
de Campo do Gerez) e vae à freguezia de 
Villarinho, ultima doeste reino que a Geira 
atravessa. Na freguezia de Yiilarinho pas-! 
sa aos siiios chamados Berbezes, Bico dal 
' Geira, Volta do Covo, Ponte do Arco, Ponte 

de Monção, Ponte de Albergaria e Ponte 

de S. Miguel (