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Full text of "Resenha das familias titulares e grandes de Portugal"

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RESENHA 



famílias titulares 



GRANDES DE PORTUGAL 



ALBANO DA SILVEIRA PINTO 



ONTINUADA Í^KLO 



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oxoi: 



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SANCHES DE BAENA 



ilili AY.<ri liWi I. > t .. . It.J 



Commetiilailor da Ordem de S. G: 

e Militar Ordr 

Membro do Instituto de ( 

e cort 

Su<.ni fundaiif- ■*■■ < ■■'•■:içâo il«/s jimu.uim.i- c i.m n^iun» r^nu-ur/.--. v^u. ,» iuiciaiii'1 iia Sociedadc dc Gcograph 
de Lí$i>«a, e de muitas ouiraa no estrangeiro, etc, etc. 



i\ CaTalleíro da Soberana 

Lisboa. 

Membro honorário 



DECiCADA A SOA MAGESTADE FIDELÍSSIMA EL-REI O SENHOR D. LUIZ 



in.Mo II 




EMPREZA EDITORA DE FRANCISCO ARTHUR-DA SILVA 

72, RUA DO5 DOURADORESy 72 
LISBOA 




i^'.io— lyp 1 ranço- Portur^uezp, Run António M;iria (^arJoso — Lisboa 



PI^EAMBULO ELUCIDATIVO 



Depois de uma longa e trabalhosa elaboração, saiu da ofiicina 
Lallemant Frères^ em i885, o derradeiro fascículo do i.* volume doesta 
obra. 

O auctor, para conseguir a realisação^ de semelhante desideratum, 
consumiu a ultima década da sua existência. 

Fez muito, mas não fez tudo, porque a morte velu surprehendel-o 
em meio d'essa lide, ás i6 primeiras paginas d'este 2° volume. 

Não podemos deixar de accentuar, que o fallecimento do sr. Albano 
da Silveira Pinto, que teve logar a i3 de março de i885, cobriu de 
lucto os seus collegas e amigos, e encheu de infindo pesar a todos 
aquelles, que ainda se interessam por essa ordem de estudos, de que 
v:Ile tão dignamente se tornou professo. 

Foi deveras uma grande perda a lamentar! Com ella cessaram, por 
algum tempo, as esperanças de vêr coroada de feliz êxito a conclusão 
d'aquelle seu festejado emprehendimento. 

No entretanto o sr. Francisco Arthur da Silva, no seu fervoroso 
empenho de satisfazer as obrigações, que havia contrahido para com o 
publico em geral, e na qualidade de editor, para com os seus numerosos 
assignantes em particular, não descançou em quanto não obteve quem 
quizesse levar a cabo essa colossal empreza. 



Coube-nos a honrosa preferencia. 

Ahi fica, pois, terminado e dado á estampa, o 2.° e ultimo volume 
da RESENHA DAS FAMÍLIAS TITULARES E GRANDES DE 
PORTUGAL. 

Não nos alimenta a vaidosa pretenção de haver dito a ultima pa- 
lavra, nem nos preoccupa a emphatica presumpção do magister dixit. 

Não curamos, tão pouco, de reiterar censuras a propósito das abs- 
tenções que se deram, por parte dos interessados, no assumpto de que 
se trata; — não, porque d'essa descommunal indiíferença, já d'antemão 
estávamos cônscios. . . 

Agora, em conclusão d'este rápido bosquejo, seja-ncs permittido 
appellar para a generosidade dos Mestres, para a justa e conveniente 
reconsideração dos interessados, e finalmente para a benevolência de 
todos os que nos quizerem auxiliar na confecção de um supplemento, 
que, em breve praso, será dado á luz, — ii^dicando-nos as rectificações, 
additamentos e ampliações, de que por acaso esta obra ainda careça. 

Lisboa, 8 de Novembro de 1890. 



'Visconde de Sandws de Baêna. 



INTRODUCCAO 



A necessidade de terminar este repositório das Familias Titulares e 
Grandes de Portugal, obriga-nos a restringir, no proseguimento d'esta 
obra, a noticia historico-genealogica de algumas familias," cujos represen- 
tantes, talvez por vaidosa prosápia, ou por disfarçar a burguezia, parece 
capricharem no obstinado propósito de nos recusar informações acerca 
de seus ascendentes, ou descendentes, e familia collateral. 

A falta que registamos, e que tanto nos embaraça, os vindouros 
lh'a exprobarão; não a nós, que nos não furtamos ás mais aturadas 
pesquizas, para remontar a um periodo relativamente largo a origem ou 
ascendência de familias, que poderam conservar e continuar o funda- 
mento histórico de sua tradicional nobreza, ou souberam elevar-se d'en- 
tre os seus coetâneos, nobilitar-se a si, distinguir sua descendência, hon- 
rar seus 'progenitores. 

Se o propósito a que alludimos tem em mira o pormos de lado 
a conclusão da Resenha, enganam-se; convençam-se de vez que, ha- 
vendo adquirido o habito de investigador poríiôso, apezar da nocente 
poeira dos archivos aggravar o nosso estado enfermiço, e não poucas 
vezes nos obrigar a pospor o trabalho, para retemperar as forças, e avigorar 
a energia, motivando assim delonga involuntária na execução do nosso 
propósito, todavia não temos ainda as forças exhauridas, nem amorte- 
cido o empenho tenaz de persistir no Ímprobo trabalho a que nos ha- 



vemos devotado, de esboçar a historia genealógica da Nobreza Lusitana, 
seguindo a vereda que formos descobrindo em documentos de insus- 
peita authenticidade. 

Importa porém, pôr em relevo factos da maior evidencia histórica, para 
desimpressionar alguns espiritos, preoccupados com a singular chiméra de 
alongar a nobreza de sua ascendência a epochas remotíssimas, e aferir por 
ella a superioridade de sua linhagem, sobre outras de nobreza menos longeva. 

Organisada a sociedade, divididas as familias, cada uma d^ellas natural- 
mente buscou o seu engrandecimento na adquisição de territórios, na fruição 
de regalias e primazias, que motivaram contendas e disputas, de que foi mis- 
ter premiar com feudos, senhorios, avultados benesses, ou qualificações so- 
ciaes, aos vencedores mais ousados ou aos mais distinctos, e d'aqui se origi- 
naram as classes privilegiadas de que nos falia a historia. 

Por muito tempo estas classes quasi exclusivamente repartiram entre 
si os altos cargos do Estado, as posições de mando elevado, da força 
e do poder, que lhes abriam caminho de prestar serviços de tal impor- 
tância nas conquistas, descobertas, fundação de colónias, desenvolvimento 
e progresso da agricultura, das artes e da navegação, que illustrando o 
nome dos heroes de taes feitos ganhos pela espada, ou pelo atilamento 
de sua direcção e mando, os engrandeceu em honras, senhorio territo- 
rial, direitos féudatários, e outras vantagens que mais firmaram á exis- 
tência e qualificação de determinadas familias ou classes. 

Âs qualificações sociaes dos preditos heroes foram paulatinamente 
aproxima ndo-se os senhores de terras, os denominados homens bons dos 
grandes povoados; a burguezia d'esses períodos, que também á sua vez 
poude prestar grandíssimos serviços ao Estado, auxiliando, ou talvez 
melhor contribuindo eííicazmente pelas suas forças peculiares ao alárdo 
de tropas, aos equipamentos de guerra, ao aprestamento de embarca- 
ções, que conduziram o estandarte lusitano a precorrer os mares, fun- 
dar fortalezas em paragens remotas, descobrir horisontes até então des- 
conhecidos, e que ainda hoje, apezar da decadente preponderância da 
nossa pátria, constituem um brazão indelével de sua existência, e da 
sua passada gloria, que a historia ha de sempre registar e n'ella hade 
subsistir sempre, a despeito de grandes invejas, e da sonegação dos 
factos de descobrimento, possessão, condomínio, trato ou visita ; e que ora, 
com o disjarce de civilisação^ nos é arrebatado pelos actos da absorpção 
expoliadora d'esses territórios, que o braço e audácia lusitano sosinho 
conquistaram, como o provam multíplices documentos, ainda inéditos^ exis- 
tentes nos archivos nacionaes, apontados nas cartas hydrographicas de 



III 



Vaz Dourado, ou descriptas nas chronicas e obras parciaes d^essas regiões 
feitas por viajantes e escriptores nacionaes. 

Da aproximação indicada provieram, por causas diversas, a commu- 
nidade de interesses, e as aliianças de famiiias; e d'esta promiscuidade 
resultou a confusão de ascendências e de linhagens, que em períodos não 
mui remotos tornam difíicil dirimir a origem da burguezia de então, 
com a memorável de brilhantes serviços de illustres antepassados, a que 
accrescem ascendências ou descendências, posto que mui nobres, nem 
sempre de legitima proveniência. 

Os Monarchas, ou os Chefes dos Povos, tiveram pois de honrar e pre- 
miar gradualmente os serviços das classes privilegiadas, e mui excepcio- 
nalmente os das outras : todavia, com quanto celebre, ou distincta a causal 
da honraria, o effeito nobiliário era idêntico. Se uns foram engrandecidos 
com titulos, senhorios, alcaidarias-móres, commendas rendosas, privilé- 
gios especiaes; os outros foram alevantados pela investidura de cavalleiros 
das ordens militares, que os nobilitava, ou com a propriedade de officios 
e cargos que lhes assegurava a subsistência familiar. 

A galharda generosidade d'essas épocas, confundiu-se muitas vezes 
com a prodigalidade. O Rei e o Estado acharam-se por muitas vezes 
pouco folgados de recursos próprios, e a nobreza e a burguezia em me- 
lhor abastança; a estas classes, diz-nos a historia pátria, foi mister 
repetidas vezes recorrer-se para diversos fins. 

A transição que liga o passado ao presente, não tarda muito em com- 
provar, que a feição caracteristica de um dado periodo histórico ou so- 
cial tem forçosamente de alterar-se, ou antes amoldar-se ao periodo que 
se lhe segue na ordem dos tempos : as idéas, bem como as necessida- 
des sociaes acompanham essa transição ou quiçá transformação. 

As doações de extensos territórios, os avultados benesses, as impo- 
sições cognominadas feudos, os privilégios de classes ou pessoaes, não 
poderiam permanecer sempre, sem experimentar também o effeito pro- 
gressivo d'essa transição social. 

Assim nós vimos que, em lySS, se julgou indispensável incorporar 
na coroa as capitanias e larguíssimas doações feitas no Império do Bra- 
zil, e em outros pontos coloniaes, e indemnisar os donatários com mer- 
cês honorificas equivalentes áquella suppressão de rendimentos e direitos, 
e para tal fim se estabeleceram mútuos accôrdos, para os quaes o Estado 
designou magistrados illustrados e zelosos, que aquilatassem o valor 
da incorporação na coroa, e ajustassem com os donatários a compen- 
sação honorifica que lhes servisse de indemnisação, e assim se concede- 



IV 



rem títulos de maior ou menor grandeza. Este principio ampliou-se ao 
exercício do direito exclusivo de certos serviços públicos, como o da 
Posta, etc, cujas cedências tiveram equiparação egual. 

Observa-se pois distinctamente, que a nobilitação se não adquiriu 
exclusivamente pelos altos feitos da espada, do exercício da alta admi- 
nistração, ou das letras; a grande propriedade e a riqueza não só tive- 
ram sempre considerações inherentes, mas occasião de prestar serviços 
importantíssimos, que foi justo e rasoavel premiar. 

Assim, hontem como hoje, como ha séculos, as estirpes dos senho- 
res confundem-se com as da burguezia abastada; e a nobreza solarenga 
que hontem era talvez recente, passados annos torna-se também antiga : 
d'onde concluímos que, em matéria de provas genealógicas, a classifica- 
ção da nobreza das famílias, para coarctar o arbitrário, deve íirmar-se 
na enunciação expressa da data do seu primitivo titulo de nobilitação: 
tudo mais é uma chimera vã e desarrazoada. 



RESENHA 



FAMIAS TITULARES E GRANDES DE PORTUGAL 




GABE DE MASSARELLOS (Barão). — Ludovico Pedro Gabe de Massarellos, 1." Ba- 
rão de Gabe de Massarellos, em sua vida. Nasc. a 15 de Maio de 1817, e casou em pri- 
meiras núpcias em 1830, com Miss. Sophia Amélia Gurapel, que nasc. a 2o d'Ao:osto de 
1829, e ra. em Ilaraburgo a 21 de Dezembro de 1871, filha deMr. Gustavo Gumpel, e de 
sua mulher Mirs. Júlia Jacques, de quem houve geração. Passou a segundas núpcias a 28 
de Janeiro de 1873, com Miss. Agnês Usher Frier, que nasc. na Escossia a o de Maio de 
1831, filha de Mr. John Frier e de Mirs. Mary Rooney. 

IFIIiHOS IDO 1." ivr A. TJairM. 025310 

1." João Gustavo. — Nasc. em Hamburgo a 2 de Fevereiro de 1851, e casco a 2 de Jnnho 
de 1882 com Miss. Olga Sophia de Schmídt Secberati, que nasc. em Hamburgo a 27 
de Novembro de 1862, filha do Gonsal de Wurttemberg, em Hamburgo. 

FILHO 

Alice Sophia. — Nasc. em Hamburgo a 1 de Junho de 1883. 

2.° Claba Maria. — Nasc. em Hamburgo a 18 d' Agosto de 1836, e casou a 29 de Março de 
1873, com Richard de Zawadzky, Capitão e Chefe de Esquadrão do 2.° regimento de 
Hasar8 silesianos. 



famílias titulares gab 



FILHOS 

1.° SoPHiA. — Nasc. a 27 de Dezembro de 1873. 
2.° Victor. — Nasc. a 2 d'Agosto de 1S75. 

3.<> Jdlio Roberto. — Nasc. em Hamburgo a 22 de Maio de 1868. 

SEUS PAKS 

Pedro Gabe de Massarellos, Cônsul geral de Portugal nas Cidades Anseaticas, com 
residência em Hamburgo, e Cônsul no Gran-Ducado de Macklemburgo Schewerin, o qual 
nasc. na cidade dó Porto, em Massarellos, a 26 de Janeiro de 1778, e m. em Hamburgo 
a 12 de Junho de 1831. havendo casado n'essa mesma cidade com D. Luiza Sophia Wilhel- 
mina Lauezzari, que nasc. em Cremona, na Itália, e m. em Hamburgo a 16 de Maio de 1867, 
filha de Carlos Lauezzari e de sua mulher D. Sophia Guizetti de Capoferri. 

1." Lddovico. — Actual Barão de Gabe de Massarellos. — Com geração. (V. acima). 

2.^* João Carlos. — Nasc. :4 d'Agosto de 1811. Doutor em Direito è Advogado na cidadã 

de Hamburgo, viuvo. — Sem geração. 
3." Francisco Leonardo. — Nasc. a 2, de Junho de 1813. Doutor em Medecina em exercício 

clinico na cidade de Municb, na Baviera, casado. — Com geração feminina. 

SEUS AVOS 

João Gabe, nasc. na Silesia a 7 de Setembro de 1737, e m. em Hamburgo a 10 de 
Junho de 1817 ; Senador hamburguez. Casou com Miss. Francisca Felícia Hitchcok, d'ori- 
gem ingleza, a qual m. em Hamburgo a 21 de Março de 1820. 

Peobo Gabe. — Nasc, no Porto a 26 de Janeiro de 1778, e m. em Hamburgo a 12 de Junho de 
1831, tendo casado com D. Luiza Sophia Wilhelmina, que m. a 16 de Maio de 1867. 
— Com geração. (V. acima). 
N. B. Ignoro se houveram mais descendentes. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Ba»ío. — Decreto de 16, e Carta de 25 d'Agosto de 1870. — (D. Lxôzl. — Regitt. no Arehivo Ncuional 
da T. do T., Mercê» de D. Luiz I, Livro 24 a fl. 1S3.) 

Brazão d'A.i:*mas. — Escudo partido em chefe, e este em pala : na 1.' em campo de 
prata um busto de mulher de vermelho : na 2." em campo de vermelho, um unicórnio de prata 
rompente. O contra-chefe enxaquetado, em escaques de prata e azul, de oito peças em faxa for- 
mando xadrez em alternativa de cores — Timbre — um cedro viçoso, e por divisa sobre o 
timbre uma fita disposta em arco com a legenda — Semper virens. 



G\L 



E GRANDES DE PORTUGAL 



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GALVÊAS (Coííde). — Dora Francisco Xavier Lobo d'Almoida Mello e Castro, 1." 
Conde das Galvêas, em sua vida; OfBcial-mór da Casa Real, no Officio de Couteiro-mór da 
Real Tapada de Villa Viçosa, e Reaes Coutadas ; Par do Reino, por successão a seu Pae 
(Par, por Carla Regia de 30 d'Abril de 1826), de que tomou assento e posse em sessão 
da Gamara dos Dignos Pares de 6 de Fevereiro de 1872 ; 3." Sr. da villa (aldêa) d'Aza- 
ruja, ortr'ora elevada a villa, com a denominação de Villa Nova do Principe. Nasc. 
a 26 de Novembro de 1824, e casou a 26 de Novembro de 1845 com D. Calharina de Sousa 
Holstein, 10.' fillia dos 1." Duques, 1.°' Marquezes de Palmella e 1.°' Condes de Calhariz, 
que nasc. a "22 d'Agosto de 1826, Dama de Honor das Rainhas D. Maria ii, D. Estephania, 
e D. Maria Pia. 

1.° D. EcGEXiA Maria. — Nasc. a 29 d'Oalubro de i846, _e m. em Lisboa a 18 de Dezembro 
de 1880, lendo casado a 31 de Janeiro de 1870 com Joié d'Avillez Ferreira Pinto 
Basto, filho de Jorge Frederico d'Avilez, Moço Fidalgo com exercício ao Paço, 3.° filho 
dos 1.°* Condes d'Avillez e dos Viscondes de Reguengo, e de sua !.• mulher D. Emilia 
Salomé Ferreira Pinto Basto. (V. Reguengo). 

FILHOS 



1.» Josí. — Nasc. a 5 d'Oatubro de 1872. 

2." Fernando. — Nasc. a 2 de Novembro de 1874. 

3.0 António, — Nasc. a 27 de Janeiro de 1876. 

4.0 Pedro. — Nasc. a 1 de Dezembro de 1880. 
2.» D. António Maria. — Nasc. a 25 de Maio de 1848, e m. a 26 de Dezembro de 1830. 
3.» D. Pedro Maria. — Nasc. a 7 de Junho de 1849, e m. no estado de solteiro a 27 de 

Dezembro de 1876. — Sem geração. 
4.0 D. Anna Maria. — Nasc. a 8 de Julho de Í8õ0. 
5.0 D. Francisco Xavier. — Nasc. a 26 de Setembro de 1851, e m. a 15 d' Abril de 1867. 



famílias titulares • GAL 



6.° D. Alexandrk Lobo, — Nnsc. a 30 d'Abril de 1853, e m. em Cintra a 15 de Julho de 
1880. Tenente de Cavallaria do Ext-rciío ; Ajudante de Campo de S. A. o Sereníssimo 
Senhor Infante D. Augusto; General de Divisão, e Commanianíe da 1.» Brigada de 
cavallaria do exercito ; Cavalleiro das Ordens drf Nossa S' nhura da Conceição de Villa 
Viçosa, da Legião de Hunra de França, e de 3.' classe da Ordem da Curôa Real d'Al- 
len);uiha. — Sem yrraçâo. 

7.0 D. Maria dos Sanfos. — Nasc. a 1 de Novembro de 1854, e m. a 22 de Dezembro de 1883. 

8.° D. I>ABEL Makia. — Nasc. a 3 de Novembro de 1857. 

9." D. Maria Anna. — Na^c. a 2 d'- Fevereiro de 18.i9,- e m. a 31 de Março de 1879, tendo 
casado a 17 de Abril de 1877 com D. Nuno Maria de Figueiredo Cabral, que nasc. 
a 19 de Fevereiro de 1850, filho dos 7." Condes de Belmonte. — Sem geração. (V. Bêl- 
tnimli'). 

10.0 D. DiNiz Maria. — Nasc. a 8 de Maio de 1860. 

11.0 [) Domingos. — Nasfi. a 10 de Janeiro de 1862, o m. a 29 d'Agosto de 1884. 

12.0 D. Jo\o, — Na-c. a 13 de Fevereiro .ie 1863, e m. a 16 d'Agoslo de 1874. 

13." n. Thereza. — Nasc. a 17 de Junho de 1864. 

14.0 D. Cathabina. — Nasc. a 18 de Setembro de 1866. 

15.0 D. Violante. — Na-c. a 19 de Junho de 1868. 

16.0 D. jog^ Maria. —Nasc. a 5 de Maio de 1872, e m. a 24 de Setembro de 1883. 

SEUS PAES 

Dom António Francisco Lobo d'Almeida Mello e Castro de Saldanha e Beja, 6." Conde 
das Gal\ êas, em sua vida ; Par do Reino por Carta Regia de 30 d'Abril de 1826, de que 
prestou juramento e tomou posse e assento, em sessão da Camará dos Dignos Pares de 31 
de Outubro do mesmo anno ; Oiriciai-mór da Casa Real, no OlHcio de Couleiío-mór da Real 
Tapada de Villa Viçosa, e mais Coutadas da Real Casa, e da Sereníssima Casa de Bragança ; 
2." Sr. da aldêa d'Azaruja, que seu Avô materno íundára em terras suas para d'ellas 
fazer villa, o que realisou, e d'ella teve a meicô do Senhorio para si e seus descendentes, 
seu Pae o o. " Conde das Galvêas, por Decretos de 13 de Maio e ó de Junho de 1802, á 
qual deram a denominação de Villa Nova do Príncipe, ora prescripla, e conhecida por 
Villa d'Azaruja ; Alcaide-mór da Villa de Burba na Ordem de Aviz ; Commendador das 
Commendas de São Pedro de Monsaraz, no Arcebispado d'Evora, de São Lourenço de 
Parada, no Bispado de Bragança e Miranda, ambas na Ordem de Chrislo ; condecorado 
com a Cruz dOuro pela guerra do Rio da Prata ; Major de cavallaria do exercito, reti- 
rado do serviço. Succedeu na Casa e Titulo a seu Pae, a 9 de xMaiço de 1819. Nasc. a 
8 de Novembro de 1795, e ra. em Lisboa a 14 de Fevereiro de 1871, lendo casado a 21 
de Novembro de 1822, com D. Anna Máxima d'Oliveira Almeida Calheiros, que nasc. a 5 
d'Outubro de 1806, e m. a 16 de Maio de 1834, 3." (ilha de Francisco Lopes Calheiros de 
Menezes, Fidaijío da Casa Real, e de sua mulher D. Maria Emilia d'OUveira Almeida Coe- 
lho. (V. Guarda). 

1.0 D. Francisco Xavier. — Actual 7. o Conde das Galvêas, casado com a Condessa D. Catha- 
riiia de Sonsa Holi^tein. — Com fieração. (V. acima). 

2.0 D. António Francisco Lobo.— Na^c. a 21 de Julho de 1826, em. a 27 de Juihode 1865, 
tendo casalo a 7 dOutubro de 1857, com D. Anna de S"usa e Ilolslrin, que nasc. a 
5 de Junho de 1828. e m. a 16 de Maio de 1861, 11.» filha dos l,»» Duques de Pal- 
mella, viuva de l.»« núpcias de Luiz de Vascoucellos e Sousa, filho dos 3.o* Marquezes 
de Castello Melhor. 

1.0 D. Pedro Maria. — Nasc. a 25 de Janeiro de 1859. 

2.0 D. Francisco Lobo. — Ndsc. a 9 lie Mar^o de 1860, e casou a 15 de Fe- 
vereiro de 1882, com D. Maria Luiza d'Alineid,i e Vasconcelios lilha de 
Manuel ii'Almeiila e VabConcellos, e de sua mulljer D. Mana das Dore 
de Sá Pereira e Menezes. (V. Lapa). 

3.0 (B.) D. ÁMTOMio. — Nasc. a 15 de Dezembro de 1852. 



GAL E GRANDES DE PORTUGAL 



4." (B.) D. Maria das Dores. — Nasc. a 20 d'Agosto de 1855, e casou com Luiz 
d'Olivpira Calheiros d'Âln'.eida e. Menezes, filho natural, reconhecido, e 
herdeiro do l.° Gunde da Guarda. 

FILHOS 

l.« D. Maria da Conceição 
2.0 D. Maria Luza. 
3.0 0. Makia Emília. 

4.0 D. Maria Anna. — li. a 1 de Junho de 1834, tendo 16 me- 

zes dtí eilade. 

3." D. Maria Emília. —Nasc. a 10 dAbril de 1828, e ca-^ou a 19 de Janeiro de 1859, com 

• D. Pedro Maria de Sousa Coutinho, que nasc. a 17 de Março de 18.30, e m. a 2 de 

Maio de 1878, 4.° filho dos 2." Condes de Linhares. — S-nn geração. (V. Linharet). 

4.» D. Adelaide Sophia. — Nasc. a 9 de Maio de 1834, a^iual Viscon-iessa de Pernes, pelo 

seu casamento a 23 de Julho de 1870, com o 1.° Visconde de Pernes, Ajudante de 

Campo do Sereníssimo S-nhor Infanta D. Augusto ; Major do exercito, servindo como 

Addido Militar jonio da Legação de Portugal em Paris. (V. Pernet). 

FILHOS 

].*> ANTÓNIO Maria. — Nasc. a 1 de Março de 1876. 
2.» D. N. — M. infante. 
3.» D. N. 

SEUS AVOS 

Dom Francisco d'Âlraeida Mello e Castro 5." Conde das Galveias, em sua vida; OITicial- 
mór da Casa Real no OÍTiclo dAposenlador-mór ; 1." Sr. da akiêa, e depois villa (PAza- 
ruja, de juro e herdade, posleriorraenle denominada Villa Nova do Principe ; Aicaide-mór 
da villa de Borba, na Ordem d'Aviz ; Cavalleiro professo na Ordem de Chrislo ; Com- 
meodador, em duas vidas, das Commendas de São Pedro de .Monsaraz e de São Lourenço 
de Parada, ambas na Ordem de Chrislo ; Deputado da Meza da Consciência e Ordens ; 
Bacharel formado em Cânones pela Universidade de Coimbra. Succedeu na Casa a seu 
irmão Dom João d' Almeida, 4." Conde das Galvêas, a 18 de Janeiro ile 1814, o qual m. sem 
deixar geração. Nasceu a 6 d'Abril de 1758, e m. no Rio de Janeiro a 9 de Março de 1819, 
tendo casado a 1 d'Outubro de. 1794 com D. Maria do .Monserrale Lobo de Saldanha, que 
nasc. em 1767, e m. a 24 d'Abiil de 1806, filha e herdeira de Mailim Lopes Lobo de Sal- 
danha, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Alcaide-mór de Castello Ventoso ; Com- 
mendador da Ordem de Christo ; Governador e Capitão General da Capitania de São Paulo, 
no Brazil, que m. a 29 de Setembro de 1788 ; e de sua mulher e prima D. Joanna Bernarda 
do Monserrate Magalhães Fresnêda de Vasconcellos, que foi baptisada na Sé de Elvas a 
8 d'Âbril de 1739, e casou na Sé da mesma cidade a 2 d'Outubro de 1732 : filha de Fran- 
cisco de Magalhães da Silva e Sousa, Moço FidaliíO ; Capitão de granadeiros em Elvas, 
casado com D. Maria Caetana de Mello, a qual foi herdeira da grande Casa de seu Pae, 
Dom Bernardo de Fresnêda e Mello, natural de Hespanha, e de sua mulher D. Joanna 
María Madureira e Andrade. 

IFIXiHIOS 

1."* D, António Francisco. — Foi o 5."* Conde das Galvêas : casou a 1 de Novembro de 
1822 com a Condessa D. Anna Máxima d'01iyeira Almeida Coelho. (V. Guarda, e 
Culheirof, Par do Reino). 

2.» (B) N. N... M. infante. 

3.0 (B) M. em 1820. 

BISAVÓS 

Dom António d'Alraeida Beja e Noronha, fidalgo da Casa Real; Cavalleiro e Comraen- 
dador da Ordem Militar de São Beato d'Aviz ; Coronel do regimento de cavallaria d'Elvas 

2 



10 famílias titularks gal 

(leve depois o N.**8); Governador Mililar da praça d' Elvas; Sr. de vários Vincules em 
Villa Viçosa, Fronleira. Borba, ^h)nsaráz, Eslremôz e outros pontos da Provincia do Alera- 
tejo ; e do grande Prazo dWrroios em Lisboa; m. a 1 de Janeiro de 1797, lendo casado 
com D. Violante Joaquina de Mello e Castro, filha de Francisco de Mello e Caslro, Fidalgo 
de geração ; CoramiSí^aiio de cavallaria no Alemlojo; Governador que foi da praça de 
Mazagão, e de sua mulher I). Maria Joaquina da Silva, íilha e herdeira de Manuel da 
Silva Pereira, Cavalleiro professo na Ordem de Christo, Guarda-mór do Consulado em 

Lisboa, e de sua mulher D. Michaela Antónia da Silva. 

« 

!.• D. António de Noronha e Beja. — Succí^deu na grande Casa de seu Pae, e m. em 1797 
no estado de solteiro. Foi Couteiro-mor da Real Tapada de VilU Viçosa ; CommemJa- 
dor na Ordem de Clinsio ; Marechal de Campo do exercito ; Çi-nenie-Rni da praça 
d'Elvas ; Conimar.dante do regiiuonlo d'infanieria de Caii.po Maior, o qual leve na 
reorganisação do exercito o N." 20 ; m. no estado de solteiro. — Sem geração. 

S.» D. J"Ão n'ALMEiDA. — Nasc. a 22 de Janeiro de... e m. no Rio de Jam-iro a i8 de 
Janeiro de 1814. Fui o 4." Conde das Galvèas ; Official-mór da Casa Real; Couleiro 
nnór da Real Tapa la de Villa Viçosa e mais coutados da Casa de Bragança; Conse- 
lheiro d'Eslado ; Ministro e Secretario d'Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, 
e iiilfrino «los da Marinha e Ultramar, no Brazil; Embaixador de Poriugal junto á 
CArie de Vienna d'Austria, e Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário nas 
Cortes de Londres, H^ya e ds Roma ; Conselheiro do Conselho da Fazen^la ; Presidente 
da Junia da Fazenda dos Arsenaes ilo exercito ; Gran-Cruz das Ordens Militares de 
São Bento d'A\iz, e da Antiga Torre Espada, rifoimada por El-Rei D. J< ão vi no Brazil; 
Commenilailor de São Pedro das Alhadas na Ordem de Christo, Bispado de Aveiro, de 
cuja Commciida fez ce tencia a sua mulher. Suceedeu na Casa a seu irmão primogénito, 
e casou com D. Isabel J 'sé de Menezes, S." filha dos 1.°* Condes de Cavalleiros. — 
Sem geração. (V. Cavalleiros). 

3 o D. Francisco D'ALMBir>A. — Foi o S.° Conde dr.s Galvêa»* ; Offii-ial-mór da Casa Real ; Cou- 
teiro-mór da Real Tafiada de V^illa Viçosa, cargo em que, succedeu a seu irmão e a seu 
lio o 1.° Visconde da Lourinhã ele. ele. : casou com D. Maria de Monserrate Lobo de 
Saldanha. — Ci>m g>'raçãii. (V. acima). 

4.*' D. Thereza BE Mello e Castro. — Faileceu no Rio de Janeiro, no estado de solteira. 

5.° D. Maria d'Al>ieu>a. — Rec;olhi'la no Mosteiro das Commendadeiras ile Santos, da Ordem, 
de São Thiago da Espada. Teve um padrão de juro real de 48^000 réis e outras 
mercês que lhe foram concedidas por Dereios de 19 de Junho de 17t>6, e 4 de Julho 
de 1771, pelos serviços de sua tia D. Maílalena Vnenijia de Mello e Castro, Moça do 
Coro do Mosteiro da Encarnação d i Ordem de São Bento d'Aviz, e que antes fora 
Dama do Puço, a qual m. a 9 de Jutho de 1766. 

TERCEIROS AVOS 

Dora João Tteotonio d'Almeida, Fidalgo da Casa Real : casou cora D. Thereza Antó- 
nia de Mello Caslro e Beja, lilha e herdeira de Dom António Luiz de Beja e Noronha, 
Fidalgo da Casa Real ; Sr. de vários Vínculos no Aleralejo, e do grande Prazo d'Arroio9; 
e^e sua mulher D. Izabel de Castro, filha de Egas Maria Coelho da Cunha, Capitão e 
Sr. da Ilha do Maio, casado que foi com D. Vicencia Joanna da Castro, nalural de Bu- 
celias. 

IPIIjHCO 

António dAlmf.ida. — Succedeu nas Casas de seu Pae e de sua Mãe. Foi Fidalgo da Casa 
Real ; Comuiendailor da Ordem de Christo; Coronel de cavallaria, e Governador da praça 
d'Elvas : casou com D. Violante Joaquina de Mello e Caslro. — Com geração. (V. acinuí). 

QUARTOS AVOS 

Francisco de Mello e Castro, Fidalgo da Casa Real ; Comraissario de cavallaria no 
Alemlejo ; Governador Mililar da praça de Mazagúo, natural de E.\lremoz ; casou a 2 de 



GÂL E GRANDES DE PORTl GÂL 11 



Março de 1713, com D. Maria Joaquina Xavier da Silva, natural de Lisboa, baplisada 
na freguezia de Nossa Senhora das Mercês a 4 d'Oulubro de 1698, filha de Manuel da 
Silva Pereira, nalural da freguezia do Cadaval ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; 
Familiar do Sanio OíTicio (Carla de 3 de Fevereiro de 1096) ; Guarda-mór do Consulado de 
Lisboa ; e de sua mulher D. xMichaela Ânlonia da Silva, nalurcl de Lisboa. 

1.' Manuel Bernardo. — Nasceu e foi bapiisado na fregnezia de Nossa Senhora Has Mercês, 
era Li<^b03t, a i6 de Fevereiro de 1716; já falle>i<lo. Foi o 1.° Viscíin')e da Lourinhã, 
com o Sl»i h' rio da mesma vilja ; Ofli lal-n ór da Casa Roal, no CiíBcio df Cou eiro- 
mór da Real Tapida de VíHa Viçosa; Al aide-mór da vilU de Sernan-lho ; Cavalltiro 
profe-so na Ordem df Christo. Familiar do Santo Oin io (Carta de 16 d'Ai;o.-lo de 175'»); 
Comiiien-lador de São Pedro das Alhadas na Ordem d- Christo, no Bi^pido de C^dm- 
bra : Guv- rnador e Capitão G'ntral do Gran-Pará e .Maratihio ; Goveri-aiior da Praça 
dElvas ; General de infanieria do exercito; Governador Militar das Aniias da Provim-ia 
do Aleniiejo ; Conseheiro de Guerra eic, casou corr. D. Dominaras I-^ab- 1 de Noronha, 
a qual teve pelts serviços de seu mar do a pen^ão annual di' 600^000 réi<; filha de 
D. José de Noronha, F dalgo da Casa Real e de sua mulher D. Mana das Montanhas 
da Silveira, filha natural do Visconde. — Sem geração Ifgitima. 

2.° Marti.nho de Mello. — Nasc e foi baptisado na freguezia de N «ssa Senhora das Mercês 
em Lisboa a 6 d'Abril do 1717, e m. a 24' de Março de 1795. F-mdiar do Santo 
Offiao (Cdria de 21 d'Agoslo de 1770); Gran-Crur e Alf-res da Ordem de São Thiago 
da E.^^pada ; Embaixador de Portugal em França para o ajuste do Tratado da Paz 
Geral em 1762 ; Ministro Plenipotenciário de Porluíal em Inglat rra e em outras Cortes 
da Europa ; Umistro e Secretario dEsiado dos Ne>!OCios da Malinha e Domínios Ultra- 
marinos; íadi^i-pu no. exercício dVsltt car^o, onde deixou nome e gloria, que ainda na 
íiclualidade (1884), se faz-m recordar >eus actos e serviços em diversos ramos da admi- 
nistração vastíssima d'aqu> lie Ministério. Foi C<jnego da Sanla Egreja Patriarcbal de Lisboa. 
Bhites de .Mello. — Falleceu no estado de solteira. 

Violante Joaquina. — Succedeu na Ca.sa a seu irmão o 1.° Visconde da Lourinhã, por 
este *não deixar geração legitima. Casou com D. António de Almeida Beja e Noronha, 
Fidalgo da Casa Rt-al ; Coronel de Cavallaria ; Governador da Praça d'Elvas, ele. — Com 
geração. (V. arima). 
Margarida Xavier. 
João de Mello e Castro. 

7." (B) D. Anna. — Nasc. a 9 de Fevereiro de 1741, e foi baptisada na freguezia de Santa Ca- 
tharina de Lisboa a 13 de Março do mesmo anuo, muito anteriormente ao casamento 
do Viiconde. 

CREAÇAO EO TITULO 

CoNDK. — Decreto de 10 de Novembro de 1691. — Renovado — Decreto de 27 de Junho, e Carla de 15 
dOulultro de 1844. — (D. Maria IL — Registo no Archivo Nacional, Mercês de D. Maria 11. Livro 
24 a fl. 177). 

Senhor — Decreto de 13 de Maio de 1802. 

Brazão d^Avtnas. — Escudo esquartellado, tendo no 1.° e 3.» quartel as armas dos 
Almeidas antigos Condes d'Assumar e Marquezes d'Alorna : no i." as armas dos Portugaes — em 
campo de prata uma aspa de vermelho e. nella os cinco escudos das armas reaes, como a cruz 
dos Pereiras, de prata : e no 3.° as dos Almeidas — em campo vermelho seis bezanles de curo 
entre uma doble cruz, e bordadura de vito. No 2.° quartel, as armas privativas dos antigos 
Condes das Galvéas — escudo partido em pala: na 1.» de vermelho seis bezantes de prata entre 
uma doble cruz e bordadura d'ouro ; Mellos. Na 3." em campo de prata, seis arroellas d'azal, 
dos que procedem de Álvaro Pires de Castro, ditos da Casa do Monsanto. No 4.° quartel as ar- 
mas dos Lobos— em campo de prata cinco lobos de preto, em aspa, armados de vermelho — 
Timbre o dos Almeidas dAssnmar — uma Águia de vermelho, estendida e abezentada de ouro. 



3.» 


D 


4.0 


D, 


5.» 


D 


6.» 


D 



12 famílias titulares gam 




GAMA (Visconde). — SebasliSo António Peixoto da Gama, 1.° Visconde da Gama, em 
fua vida; Comraendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vilia Viçosa ; Caval- 
leiro da Ordem Militar de S. Bento de Aviz ; Tenente Coronel reformado do exercito. Foi 
aiumno do Coiiegio Militar, e assentou praça no batalhão provisório de Cabo Verde em 5 de 
Janeiro de 1833 ; aspirante a Ofíicial em Caçadores n.°' 2 ; promovido a Alferes de Caç£^- 
dores n." 2, era 26 de Novembro de 1840, a Tenente graduado com antiguidade de 29 de 
Abril de 1851, e á effectividade do posto em 4 de Julho de 1854; serviu de Ajudante de 
Ordens do Governador da Praça de Peniche ; empregado na Direcção de trabalhos nas 
Obras Publicas, em Março de 1842 ; Conduclor de 4." classe de Engenharia em 186í ; Ca- 
pitão graduado com antiguidade de 10 de Maio de 1864, e eíTectivo em lo de Novembro 
de 1868 ; Ajudante do Governador da Praça de Peniche em 1872, e depois empregado no 
expediente da mesma praça ; reform;ido no posto de Tenente Coronel em 4 de Alarço de 
1874. Nasc. em Tavira a 6 de Julho de 1822, e casou em Peniche a 9 de Julho de 1846, 
com D. .Maria Rita da Silva Ribeiro, filha de João Baptista Ribeiro, e de sua mulher D. Ma- 
ria Cândida da Silva Ribeiro. 

N. — N . . . Nào chegoD a nascer. 

JV. B. O Sr. Viiconde recutou-se por duai vezet a dar-no$ informapõet e re»po$ta á$ earta$ 
qite lhe dirigimos. 

SEUS PAES 

António Peixoto da Gama, Cavalleiro da Ordem Militar de S. Bento de Aviz ; con- 
decorado com a Medalha por duas campanhas da Guerra Peninsular ; Tenente Coronel do 
Batalhão Provisório de Cabo Verde (composto quasi exclusivamente de açorianos). Alis- 
tou-se na arma de artilheria em 23 de Março de 1800, tendo 14 annos de edade ; foi pro- 
movido a 2.° Tenente de Artilheria n.° 1, em 20 de junho de 1807 ; 1." Tenente para Ar- 
tilheria n." 4, em 15 de Dezembro de 1814 ; Capitão em 18 de Dezembro de 1820 ; Major 
em 24 de Julho de 1834 ; Tenente Coronel Coramandante do Batalhão Provisório de Cabo 
Verde, em 31 de Dezembro de 1834. Nasc. em Lisboa em 1786, e morreu assassinado na 
VilIa da Praia de Cabo Verde (hoje cidade) pelas praças insubordinadas e revoltadas do 
mencionado batalhão, no motim de 22 de Março de 1835, no qual foram egualmenie vj- 
ctimados outros officiaes, tendo-se escapado alguns que tiveram de buscar refugio pa3sando 
aos Estados Unidos da America, e a Marrocos. Foi casado com D. Maria Clara Noronha 
de Abreu e Lima, á qual, pelos serviços militares do predito olBcial, seu marido, lhe foi 
concedida a pensão annual de 480^000 réis. Falleceu a 10 d'Abril de 1840. 



GÂM E GRANDES DE PORTUGAL 13 

FTT.TTOS 

I 

1.» SbbastiXo António. — Adnal i.° Visconde da Gama, Commendador da Ordem da Con- 
ceição ; Cavalleiro da Ordem de S. Bento de Aviz ; Tenente Coronel de infanteria re- 
formado. Casou com D. Maria Rita da Silva Ribeiro, Viscondessa da Gama pelo seu 
casamento. — Sem geração. 

í."» N... Ignoro o nome e qtuilidade. 

?'Jn. . . Ignoro o nome das três tenhorat irmã» do Sr. Visconde, e te alguma d'ellas casou e 
„'À teve geração. 

N. B. Acima fUa apontada a defíeieneia da noticia genealógica d'esta famUia. Apesar das 
roais aturadas pesquizas, nem sempre se alcançam informações, que são priralÍTas do 
intimo das famílias. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 3 de Fevereiro de r882, e Carta de 16 do mesmo mez e anno. — (D. LuíZ I. — 
Biyiitada no Arfh. Nac. da Torre do Tombo, mercês de D. Luiz I,^ liv. 37, fi. 570.) 




G.\MEIRO (Viscondessa). — D. Carailla Leonor Júlia Gameiro, 1.' Viscondessa de 
Gameiro, em sua vida ; subdila brazileira : nasceu a 22 de Fevereiro de 1817, filha unica 
e herdeira do 1." Visconde de llabayana ; casou a 4 d'AbriI de 1830 cora José Ricardo 
da Silva e Ilorla, Visconde de Gameiro, pelo seu casamento, e auclorisado a usar do lilulo ; 
Moço da Imperial Gamara do Império do Brazil ; Commendador da Ordem de Chrislo, no 
mesmo Império ; Coronel de uma legião da Guarda Nacional : nasc. a 7 de Fevereiro 
de 1799, em. a ; Olho de Ânlonio Manuel Pereira da Silva, Sargenlo-mór de Auxi- 
liares da Bahia, e de sua mulher D. Francisca Rodrigues Horta. — Sem geração. 

SEUS I>AES 

Manuel Gameiro Pessoa, l.<* Visconde com Grandeza, e 1." Barão da Itabayana no 
Império do Brazil ; Gran-Cruz da ordem do Cruzeiro do Sul ; Gran-Cruz da Antiga e 
muito Nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito, de Portugal ; Commen- 
dador da Ordem de Leopoldo, d'Auslria ; Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciá- 
rio de S. M. o Imperador do Brazil. junto das Cortes de Vienna d'Auslria e de Nápoles; 
m. em Roma a 22 de Janeiro de 1846: casado com D. N 

ifiijUo TJisnco 

D. Camillà Leonor. — Foi a 1.^ Viscondessa do Gameiro, casou com José Ricardo da Silra e 
Horta, Fidalgo da Casa Imperial do Brazil ; Commendador da Ordem de Chrislo no mes- 
mo Império ; Coronel de uma legião da Gaarda Nacional, etc. — Sem geração (V. acima) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Viscondessa — Decreto de 20 de Agosto de 1851, e Carta Regia de 24 do dito mez e anno. — (D, Maria IL 
— Não tem registo no Areh. Nac. da Torre do Tombo.) 



14 



famílias TITULAKES 



GAN 




GANDARINHA (Visconde). — Sebastião Pinlo Leile, 1." Visconde da Gandarinha, em 
sua vida; Par do Reino por carta Ue^íia de 8 de Janeiro de 1881, de que prestou jura- 
mento e loraou posse, em sessão da Gamara dos Dignos Pares de 9 de Fevereiro do mesmo 
anno ; Comraendador da Ordem de Ctirislo; Commendador da Ordem da Rosa, no Império 
do Brazil ; capitalista, proprietário e negociante de grosso trato nas praças commerciaes de 
Lisboa, Londres e Mancliesler. Nasceu a 24 de Agosto de 1815, e casou a 18 de Dezembro 
de 1835 com D. Clementina Libania Pinlo Leite, sua sobrinha, que nasceu na cidade da 
Bahia, Império do Brazil, a G de Setembro de 1840, íilha de José Pinto Leile, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real ; Comraendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa ; capitalista e negociante de grosso Iralo da praça commercial da Bahia; casado 
'com D. Carlota Barbara Leile. — Sem geração. 

SEUS PAES 

António Pinto Leite, proprietário, natural e residente, que foi, no logar da Gandari- 
nha, freguezia do Couto de Cucujães, concelho de Oliveira d'Azemeis, casado com D. The- 
reza Angélica Bernardina d'Assumpção Coriêa, filha de António Corrêa, proprietário, ca- 
sado com D. Maria Bernarda de Faria, lodos já fallecidos. 

1.** Joio PiNi(o. — Nasc. na freguezia do Couto de Cucujães ; negociante de grosso trato da praça 
commercial da Bahia, .Império do Brazil, onde casou com D. Anna Joseptia de Sá. 

FILHOS 

1.0 D. Margarida. — Pieligiosa no convento de Nossa Senhora do Desterro da 

cidade da Bahia. 
2." AoRELio Pinto. — Nasc. na freguezia de Nossa Senhora do Pilar na cidade 
dn Bahia, a 1 de Junho de 1830 ; Bacharel formado em mathemalica pela 
Universidade de Coimbra, em Portugal; súbdito brazileiro ; Chefe de sec- 
ção na Alfandf^ga do Rio de Janeiro. 
(NB. Ignoro se casou e teve geração.) 
2." Cabtano Pinto. — Nasc. na freguezia do Couto de Cucujães, logar de Gandarinha. Foi nego- 
ciante de grosso trato no Império do Brazil; capitalista: casou com D. Anna dos San- 
to» Leite. 



GAN E GRANDES DE PORTUGAL 15 

FILHOS 

i.o D. Ignez. — Casoa com Pedro Maria da Fonseca, negociante de grosso trato 
na praça cnmmercial do Porto. 
(NB. Ignoro se lem geração. 

2." D. Ermklinda.— A.Mual Visrondpssa de Miranda do Corvo, pelo seu casamento 
com Ricardo de M^llo e Gouvvia, actual l." Visconde de Miranaa do 
Corvo. — Com geração. (V. Miranda do Corvo). 

3.0 António Pinto. — Nasc. no logar de Gandarinha, fregnezia do Conto de Cucnjães. Nego- 
ciante de grosso trato da praça commercial da Babia, no Império do Brazii, onde casoa. 
— Sem geração. 

4.'* Sebastião Finto. — Nasc. no logar da Gandarinha, fregoezia do Conto de Cncnjãps a 23 de 
Ago>to de 1813 ; 1." Visconde da Gandarinlia ; Par do Reino, hic. : casoa, com >ua í^obrinha 
D. CleTentina Libania Pinto Lpit»*, actual Viscundessa da Gandarinlia — Si-m geração. 

9.° JoAQnm Pinto. — Nasc, no iojiar da Gandarinha, e m. na cid;ide do Porto. Nf't{0'iante de 
grosso ir^tú da praça commercial da m''sma cidade, casado com D. Emilii Doro- 
theia Monteiro, natural da cidade da Bahia, Império do Brazil, filha de Luiz .Monteiro 
de Souza, negociante de grosso trato, e proprietário, casado com D. Antónia Maria Mon- 
teiro de Sousa. 

FILHOS 

l.» D. Alcina Pinto.— Nasc. na cidade do Porto a 4 de Setembro de 1841 : 
casadi com Francisco Brandão de Melio Guelfs, Fidalgo da Casa Real ; 
proprietário; Coinnienlador da Ordem de Chrisio; Governador Civil do Dis- 
tricto da Guarda ; filho de Fran is o Brandão de Meilo Cogominh >, Moço 
Fidilgo com exercício na Casa Real, filho dos 2 •>• C'>nles de Ttrêiia, já 
fa ii^cido, casado que lui com 0. Mana da Nativiilade Gu''des da C->sta, filba 
d is 1.°' Viscondes da Cosia. — Sem gernção. fV. Coêta, e Terêna.) 

2."» D. Orizia. — Nasc. na ciijad' do Porto a li de Maio de 18i3: casada com 
seu primo Arsénio Pinto Leite, negociante da praça comnercial de Man- 
eh. ster. — Coro g^aç<i<). (V. adiante). 

3." Licínio Pinto.— Nasc. no Porto a 10 de Junho de 1844 ; Bacharel formado 
nas faculdades dt> Mathemali;a e de Filo>oíla, p la Universidade de 
Coimbra ; Dc4)utailo da Nação na Lf-gi-í^tura d» 1882 a 84. 

4.0 D. Emília. — Nas:, na ci lade do Porto a 23 de Mi o de 1846; cacada com 
António Homem Rebello Freire d'AImcida, proprietário em S. Pedro 
do Sal. 

FILHOS 
1.0 D. Helena. 
2." Joaquim. 

5.° Adelino Pi.\to. — Na^c. no Porto a 18 de Junho de 1847; negociante de 
grosso trato na praça commercial de Manchester: casou a '5 de Setem- 
bro de 1873, com D. Angelina Pimo Liie, sua prima, filha de José 
Pinto Leite e de sua mulher D. Carlota Barbara Leite. 

FILHOS 
1.0 D. LnizA. 

2.» D AhELINA. 

3.0 D. Angelina. 
4.0 Jorge. 
5.0 D Olívia. 
6.0 Victor. 
6.0 Flávio Pi.nto. — Nasc. no Porto a 21 d' Abril de 1849. 
7.0 Joaquim Pinto. — Nas. no Porto a 13 de Junho de 1830 ; negociante na 
praça commercial de Manchester ; casado com D. Sophia Havernilh, na- 
tural d'Antaerpia. 

FILHOS 
1.0 Hoberto. 
2.0 Joaquim. 
3.0 Marcel. 
8.0 D. Ottilia. — Nasc. no Porto a 9 de Janeiro de 1832, e casoa com José de 
Bessa Pinto', proprietário, filho d-^ Joaquim de Bessa Pinto e de sua 
malher D. Maria Alexandrina de Bessa. 



16 FAMÍLIAS TITULARES GAN 

FILHOS 
♦ l.* Joaquim. 

2.<* D. Mabia Alexandrina. 
3.*> D. CLeMENTiiN\ Maria. 
i." José. — M. infame. 
5.» Lvii António. 
9." Luiz Pinto.— Nasc. no P. rto a 18 de Janeiro de 18K5. 
6." José Pinto. — Na.«c. no iogar da Ganiannha, freguezia Ho Couto de Cuctijàcs : Fidalgo Caral» 
leiro da Casa Real ; Commtnilador da Ordem de Nussa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa ; negociante de grosso trato na praça coroniHrcial da Bahia, laiperio do brazil : 
casou com D. Carlota Barbara Leite, «Datural da Bahia. 

FILHOS 

1.° D. Clementina Libania.— Nasc. na Bahia a 6 de Setembro de 1840. Actual 
Viscondessa da Gandarinha, pelo seu casamento com seu tio o !.<> Vis- 
conde do dito titulo. — Sem geração. (V. acima). 

2." JuLio Pinto. — Actual 2.° Visconde dos Olivaes, casado com D. Clotilde 
d'Araujo Veiga, Viscondessa do mesmo titulo e sobrinha do l." Visconde. 
(F. Olivaet). 

FILHOS 

1.0 D. Maria. 
2.» João. 
3.» José. 

iV. B. O sr. 2." Visconde do$ Olivaet recutou-se a retponder-nos. 

3.'' D. Angelina. — Casou com seu primo Adelino Pinto Leite, negociante de 
grosso trato na praça cummercial de Man^ tiesier, filho de Joaquim Pinto 
Leite e de sua mulher D. Emília Doroihéa Monteiro. — Cvm geração. 
( V. acima ). 
7.0 Manuel Pinto. — Nasc. no Iogar da Gandarinha. Foi negociante de grosso trato nas pra- 
ças commerciaes da Bahia e de Pernambuco ; capitalista : ca»ado com D. Anna Tei- 
xeira de Sá, natural da mesma cidade. Vive retirado do giro commercial na cidade de 
Paris, França. 

FILHOS 

1.0 Alfredo Pinto. — Negociante de grosso trato na praça com- 
mercial de Londres : casado. — Com geração. 
2.0 Arsénio. — NeiOianie na Grã-Ureianha ; casado com ^ua prima 
D. Orizia Pinto Leite, filha de seu tio Joaquim Pinio Leite, 
c de sua mulher D. Emitia Dorothéa Monteiro. — Cotn gera- 
ção. ( V. acima). 
3.0 D. Amélia. — Casou era Paris. 

NB. — Ignoro te tem geração. 
4.0 D. Maria Amélia. — Casou na cidade de Pernambuco, Império 
do Brazil, cum N... negocianie.de grosso trato na praça 
commercial de Pernambuco. 

NB. — Ignoro se tem geração. 
5.0 D. Adalgiza. — Ca&ou em Paris, com N. .. negociante alle- 
mão. 

NB. — Ignoro te tem geração. 

SEUS AVOS 

António Pinlo Leite, natural e proprietário no Iogar de Gandarinha, freguezia do 
Couto de Cucujães, concelho d'Oiiveira d'Âzeraeis, casado com D. Thereza Angélica 
Corrêa, nascida na mesma freguezia era 1810, e fallecida na Casa da Gandarinha, a 8 de 
Fevereiro de 1882, Giha de António Corrêa, proprietário, e de sua mulher D. Maria Ber- 
narda de Faria. 

FILHO 

Airroxio Pinto. — Proprietário, casado com T). Thereza Angélica Bernardina 
d'Assumpçã > Corrêa. — Com geração. {V. acima). 

NB. — Não podémct alcançar noticia de outroi dttcendentet. 



GAN 



E GRANDES DE PORTUGAL 



17 



BISAVÓS 

Manuel Pinlo, natural e propiielario no Couto de Cucujães, casado com D. Rosa 
Maria Pinto. 

FILHO 

António Pinto. — Saccedeu na Casa de seu Pae, e casou com D. Thereza Angélica Corrêa. — 
Com geração {V. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde.— Carta de 30 de Janeiro de 1879. — (D. Luiz I. — Não tem regiit. no Archivo da Torreão 
Tombo). 

Brazuo <l'Armas. — Um escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Pin- 
tos — em campo de prata cinco crescentes de lua vermelhos, com as pontas para cima, em 
santôr ; na segunda pala, as armas dos Leites — em campo verde, três flores de Hz de ouro pos- 
tas em roquete. 

URaZÃO concedido a José Pinlo Leite, Fiilalgo Cavalleiro da Casa Real, Commeniiador da Ordem da 
Conceição por Alvará de 22 de Junho de 1853. (Regist. no Arcfi. da Torre do Tombo — Mercêt de 
D. Luiz I.) 




GANDARA (Visconde). — António Conèa de Magalhães Ribeiro, Fidalgo Cavalleiro, 
por Alvará de merco nova, de 7 de Setembro de 1887. 

NB. Não nos foi possível obler de S. Ex." outras noticias. 

, CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 8 de Julho de 1886. 

Bfazão fl'Ari»ias.— Escudo esquartellado ; no primeiro quartel— em campo de prata, 
doze correias azues, repassadas umas por entre as outras, seis em banda e seis em contra- 
banda. No segundo — em campo vermelho duas faxas xadrezadas de ouro e vermelho. O ter- 
ceiro igual ao segundo. No quarto — em campo da prata uma banda vermelha, e na parte 
inferior, um ribeiro de sua côr. Sobre o escudo a coroa de Visconde, e por timbre uma agaia 
negra armada de ouro. 

BRAZAO concedido por Alvará de merco nova, de 7 de Setembro de 1887. 
3 



t8 



famílias titulares 



GÀil 




GARCEZ (Visconde). — José Garcez Pi n lo de Madureira, 1.° Visconde de Garcez, eiri 
sua vida ; Moço Fidalgo da Casa Imperial do Brazil ; Cavallciro da Ordem de Nossa Se- 
nhora da Conceição de Villa Viçosa, era Portugal ; Cavalleiro das Ordens de S. Maurício, 
e S. Lazaro de Sardenha, de llalia, de S. Gregório Magno, e da Cruz de Ouro de Malta 
de Roma ; súbdito de S. M. o Imperador do Brazil. 

NB. Ignoro te é catado e tem geraçlo. Esperamos completar a noticia genealógica no tup- 
plemento. 

SEUS I?AES 

António Garcez Pinto de Madureira, súbdito porluguez; Cavalleiro professo na Ordem 
de Christo ; antigo Desembargador dos Aggravos Extravagantes da Casa da Supplicação ; 
Promotor das Justiças no Brazil, e antes Juiz de Fora da villa de Espozende em Portugal ; 
Bacharel íormado em Cânones pela Universidade de Coimbra: nasc. em Penafiel, em 
1777, e m. no Rio de Janeiro. Habilitado para exercer os logares de lellras pelo Tribunal 
do Desembargo do Paço em 1801. Casou no Brazil com N 



José Garcez. — Aclaal l." Visconde de Garcez em Portugal; subdilo brazileiro; Moço Fidalgo 
com exercício na Casa Imperial do Brajsil. 

SEXJS AVOS 

José Cardoso Pinto de Madureira Garcez, Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; 
Capilão-mór de Ordenanças da cidade de Penafiel ; proprietário abastado : casou cora 
D. Maria Libório Máxima da Silva Carneiro, filha de Henrique da Silva Carneiro, pro- 
prietário em Penafiel e na cidade do Porto, e de sua mulher D. Anna Jacinlha da Silva. 



GER 



E GRANDES DE PORTUGAL 



10 



1.0 José Garcez. — Nasc. em 1775, e m. em 183... Exercea o cargo de Administrador Geral 
do dislriclo de Castello Branco em 1835 ; Bacharel formado pela Universidade de Coim- 
bra, e habilitado para exercrr os logares de lettras pelo Tribunal do Desembargo em 
1815 ; Proprietário dos Olficios de Escrivão da Gamara Municipal de Penafiel, e do 
OíBoio de Tabellião do Judicial e^Notas da mesma cidade. 

í.** Amomo Garcez. — Nasc, em 1777, e m. no Brazil. Foi ali Desembargador do Paço, e em 
quanto súbdito portuguez, exerceu os cargos de Desembargador da Casa da Supplica- 
ção, e de Promotor das Jusii^as no Brazil. 

3." Antão Garcez.— Nasc. em 1790, e m. a 3 de Maio de 1863. Foi o 1." Barão da Várzea 
do Douro ; Tenente General do exercito ; casou com D. Maria Eduarda Teixeira de 
Sousa, Baroneza da Várzea do Douro pi^lo seu casamento. — Com geração. {V. Várzea 
do Douro). 

BISA VOS 

José Pereira Pinlo Garcez, Cavalleiro professo na Ordem de Chrislo ; Sargento-múr 
das Ordenanças de Penafiel, e ali proprietário ; casado com D. Theieza Luiza Cardoso, 
nalural da Porlo. {V. Várzea do Douro). 

José Cardoso. — Foi Cavalleiro proftSíO na Ordem de Christo ; Capitão-nór de Ordenanças 
de Penafiel : casou com D. Maria Libório Maiima da Silva Carneiro. — Com geração. 
(V. acima). 

CREAÇ.\0 DO TITULO 



ViscjNde — Di»crolo 
do Tombo). 



de 23 de Jcneiro de 1874 — (D. Luiz I. — São lem registo no Arcliivo da Torre 



Kraasiio d'Arinaí!í.~ As armas dos Garcez, descendentes de João Garcez, natnral da 
cidcde do Porto — em campo azul uma ribeira de prata ondeada dagua, saindo delia uma garça 
de :)uro armada de prata, entre quatro estrellas de ouro de seis pontas, duas de cada banda 
em faxa.— Timbre — a Garça do escudo. 




GAZA (CondeJ.- 
Exlincto. 



Conferido a D. Reynaldo de Xaleo Vrião, por El-Rei D. João II. 








GERAZ DE EIMA (Conde). — Rodrigo Bi-andão da Fonseca Magalhães, 2." Conde 
de Geraz de Lima em verificação de vida, concedida no mesmo lilulo a sua Mãe a 1." 
Condessa, e para honrar e perpetuar a memoria dos serviços ao paiz, feitos por seu Avô 



20 FAMÍLIAS TITULARES GER 

paleino, Rodrigo da Fonseca Magalhães, Conselheiro de Eslado '; abaslado proprielario. 
Nasc. era Lisboa a o de Junlio de 1853, e casou a 19 de Fevereiro de 1873 com sua 
prima 1). Gerlrudes Amália da Silva Ileilor, que nasceu em Lisboa a 27 de Selerabro de 
1836, filha de Bernardino Augusto da Silva Ileilor, Medico-Cirurgião e Delegado do 
Conselho de Saúde Publica do Reino, (pie m. a 2") de Novembro de 1880, e de sua mu- 
lher D. Emilia Carlota Paes da Silva Heitor. (V. Folgosa.) 

i." Li!iz DO Rego — Nasc. a 17 de Fevereiro âc 1874. 
í." Carlos — Nasceu a 4 de Fevereiro de 1875. 
3." RoDBiGO — Nasc. a 28 de Abril de 1877. 

SEUS PAES 

Luiz do Rego da Fonseca Magalhães, Par do Reino : morreu a 31 de Julho de lc68 ; 
casado com D. Júlia So|)hia de Almeida Brandão e Souza da Fonseca Magalhães, 1." Con- 
dessa de Geraz de Lima era duas vidas. (V. adiante Condessa de Geraz de Lima). 

{V, Conietta de Geraz de Lima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

CoxDE — Decrelo de 26 de Agoslo de 1848, e Carta de 7 de Seleoiliro de 1868. — (D. Maria II. — fegiit. 
yo Ãrch. Nac. da Torre do Tombo, Mercês d'El-Rei D. Luiz /.) 

' Este titnio foi conferido como preito e galardão dos altos serviços do notável estadista Rodrigo da Fonseca Maga lães, 
cuja mercê Ibe fora annuoctada no leitj da morto, para que não podesse recazar este testemunho real e pablico de seus 
méritos, e fosse como legado ao iilbo que tanto amara. 

Rodrigo, qne no repetido exercício dos mais altos cargos públicos, sempre se eximira a acceitar honrarias e condeco; ações 
nacionaes ou estrangeiras, apegar de presentir o termo da vida, ainda não poude modificar o seu desprendimento ; e assii não 
tó recusou a mercê, mas ao fllho que janto d'elle estava, pediu-lbe que secundasse a sna vontade, que cumprida foi. 

Durante a vida, raríssimas vezes uzara medalhas portuguezas, a cruz das campanhas da guerra peninsular c.''4; de cava leiro 
da Torre e Kspada do Valor Lealdade e Mérito, por serviços no cerco do Porto, i833-34; medalha brllannica por 6 campaubs s da 
predita guerra peninsular, obradas desde praça no corpo Académico organisado em Coimbra em 1808, e depoiâ no corpo de G liaa 
do exercito Anglo-Luzo. 

Tivera de accpítsr a Grã-Oruz da Ordem de Christo, com que a Rainha a Senhora D. Maria II, com flna galanteria por 
suas mãos o investira, cuja surpreza o confundiu, a ponto, de apenas beijar a Real mão, em signal de agradecimento. 

Rodrigo matriculou-se no Collegio Real das Artes em Coimbra, no anno lectivo de 1803 a 1804, em Lógica, com o no- e 
de Rodrigo da Fonseoa, natural de Condeixa, filho de Luiz da Fonseca: e com o mesmo nome se matriculou em Rhetorict. 
no anno de 1801 a 1805. Cursou a U;iiversidade de Coimbra, matriculando-se em 1805 a 1806 na faculdade de Theologla e 
frequentou o 2." anno da mesma facnldade, e a aula de grego cora o nome de Rodrigo José d» Fonseca, transitando para 
« de Matbematica em 1807-1808, matriculando-se no 1." anno, e igualmente no 1." de Pbilosophia, com o nome de Rodrigo 
da Fonseca Magalhães, filho de Laiz da Fonseca iMagalhães. Fm 1808 a 1809 não consta fizesse acto quer na faculdade de 
Matbematica, quer na de Piíilosopbia, nem dos livros da Universi lade consta proseguísse.nos seus estudos universitários. 

Entrando na força da vida a exercer funcções publicas, dotado de altíssimo engenho e sobretudo do raríssimo dote de 
«bom senso», aprendeu a conhecer os homens e as coisas politicas, nos vaivéns que desde 1809 a 58 tiveram Ingar em Portugal. 

Lidando no gabinete, na imprensa e na tribuna parlamentar, soube em todas honrar e mostrar os grandes dotes do seu 
espirito, 08 fructos da sna lição, a sua destreza e sagacidade politica que o faziam estremecido de nus, temido d'outro8. 

A£r.ivel, eloquente, imaginoso e fluente na palavra sabia modifical-a ás circnmstancias e logari tendo de debater-se na 
tribuna parlamentar com oradores não menos famoiios, que contra elle pugnavam, poude por mais de uma vez sobrepujar estes 
e eacurecer-lhes o condão de primazia com que se orgulhavam. 

Profundo conhecedor da bi><toria geral, ao corrente da politica do paiz, esmerado cultor das bellas letras, manejava e 
applicava uma e outra com mestria de professor, e com aqucllas amenizava o conceito e engrandecia a pbrase conforme convinha 
aos aens propo^iitos e occasiâo. 

Podendo, na» lides parlamentares, applicar-se-lhe o nome de Demosfhenes da tribuna portugueza, todavia manda a ver- 
dade não occultar, que ás vezes, posto que delicadamente, simulava o nosso sabedor padre José Agostinho de Macedo, quando 
qaeria beliscar, motejar e inutilisar o adversário. 

Rodrigo, apezar de tão grandiosos dotes, e de por tanto tempo influir e preponderar na política do seu paíz, dVlle apenas 
noafieoa a memoriado sen nome. Para se avaliar oe méritos litterarios, é mister percorrer os sem discursos parlamentares, 
oa oa artigoe que escrevera em jornae» puTlticos. 



GER E GRANDES DE PORTUGAL 21 




GERAZ DE LIMA (Condessa). — D. Júlia Sophia Brandão e Sousa da Fonseca Maga- 
lhães, 1." Condessa de Geraz de Limo, em dms cuias, 3." (ilha dos 1.°* Baiões da Folgosa 
(V. Folgosa). Nasc. a 22 de Maio de 1833, e casou em 1." núpcias, a 23 de Junho de 
184^), cora Luiz do Rego da Fonseca Magalhães. Par do Reino por successão a seu Pae 
^ Ro Irigo da Fonseca Magalhães, Par por Carta Regia de 22 de Oulubro de 18i7) de que 
lora)u posse era b'essão da Caraara dos Dignos Pares de o de Julho de 1838; Moço Fidalgo 
coff' exercício na Casa Real ; Comraendador das Ordens de S. Gregório Magno, de Roraa, 
o dl dislincla Ordera de Carlos 111,' de Ilespanha ; Cavalleiro da Ordem de S. Maurício e 
- azaro, de Sardenha ; Bacharel formado era Philosophia pela Universidade de Coirabra: 
nas:, a 15 de Oulubro de 1827, e m. a 31 de Julho de 1868, do qual houve geração. 
A Condessa passou a 2." núpcias em 27 de Maio de 1870, com António Joa(|UÍra da Veiga 
Barreira, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real (Alvará de 27 de Maio de 1871); Com- 
ramdador da Ordera de Christo; Bacharel forraado era Direito pela Universidade de Coim- 
br i ; Deputado da Nação era varias Legislaturas, que nase. era Vinhaes a 27 de Maio de 
18^1, e m. em Lisboa a 9 de Abril de 1878. de quem não houve geração. A Condessa passou 
a 3." núpcias, a 10 de Novembro de 1880, na cidade de Braga, com António de Sousa e 
S:, que nasc. na villa da Ponte da Barca a 9 de Maio de 18lo, Conde da Folgosa, como 
í ; dirá era supplemenlo a esta obra; íllho de Agostinho António de Sá, proprietário, que 
1. a 11 de Abril de 1865, e de sua mulher D. Rosa Maria de Sousa, a qual ra. a o de 
Oulubro de 1881, na freguezia de S. Miguel d'Enlre Ambos os Rios. 

^ixjíios ido 1-^ 2^d:.A.TI^Illd:o2s^IO 

l." D. Ji LIA.— Nasc. a 30 de Abril de 1830, em a 7 Je Agosto de 1831. 

2." D. Mabia Zeferixa. — Nasc. a 13 de Março de 1831 e casou com Roberto Theodorico 

da Costa e Silva, que nasc. a 27 de Ajoslo de 1839: Thesonreiro geral do Banco de 

Credito Hypotbecariu. 

FILHOS 

1.0 Luiz DO Rego. — Nasc. a 21 de Abril de 1874. 

2." Adolpho da Fonseca.— Nasc. a 1 1 de Junho de 1877. 

3.° D. Jllia da Fonseca. — Nasc. a 9 de Abril de 1880. 

3.» Rodrigo Bra.ndão. — Nasc. a 5 de Jolha de 1833; actual 2.« Conde de Geraz de Lima: 
casou a 19 de Fevereiro de 1873, com sua prima D. Gertrudes Amália da Silva 
Heitor, que nasc. a 27 de Setembro de 1836, fiiha de Bernardino Augusto da Silva 
Heitor, Medico-Cirurgião e Sub-Delegado do Conselho de Saúde Publica do Reino, 
que falleseu a 23 de Novembro de 1880, e de sua mulher D. Emília Carlota Paes 
da Silva. Com geração. {V. Geraz de Lima, Conde, e Folgota). 

4" Loiz no Rego. — Nasc. a 30 de Agosto de 1839; proprietário, casou a 11 de Maio de 
1877, com D. Ja'^inlha de Barros Lima, sua parente, qne nasc. a 13 de Junho de 
1830, filha de Joíé de Barros Lima do R^^go Ruxleben, Fidalgo da Casa Real e pro- 
prietário em Vianna do Castello, e de sua mulher D. Catharina Furtado d'Antas, 



2Í famílias ti tulares GEU 

FILHOS 

1.' D. JuLiA. — Nasc. a 3 ile Março de 1878. 
2.0 D. Ii.A.— Nasc. a Í8 do Abril de 1879. 

SEUS PAES E AVOS 

(K. Folgosá). 

LINHA POR ONDE PROVEIO O TITULO 

SEUS PAES 

Rodrigo da Fonseca Magalhães, Par do Reino por Carla Regia de 22 de Outubro de 
18i7, de que preslou juramento e tomou posse em Sessão da Gamara dos Dignos Pares 
de 13 de Janeiro de ISíO ; Conselheiro de Estado elíectivo ; Ministro e Secretario d'Estado 
honorário ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alv. de 2 de Agosto de 1833) ; antigo 011' ciai 
maior da Secretaria d'Estado dos Negócios Ecciesiasticos e de Justiça ; GranCruz da OrJem 
de Christo ; Cavalleiro da antiga e muito nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Leal lade 
e Mérito ; condecorado com a medalha portugueza por 4 campanhas da Guerra Peninsular, 
e por S. M. Britânica com a medalha por 5 batalhas na predita guerra. Nasc, a 14 de culho 
de 1788, e foi baptisado na freguezia de Santa Chiistina de Condeixa, a 29 do mesmo /mcz 
e anno ; m. em Lisboa a 11 de Maio de 1858, tendo casado era Viaiina do Minho, em H22, 
com D. Ignacia Cândida do Rego Barreto, cpie nasc. a. 1 de Dezembro de 1803, em ai 
do Junho de 1838, 2." filha de Luiz do Rego Barreio, 1.° Visconde de Geraz de Li na ; 
Par do Reino ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Tenente General do exercito ; e de sua 
1." mulher D. Luiza Maria Martins de Ruxleben, lilha de João Martins, Sargento-mór do 
regimento de inlanleria de Monção, e de sua mulher D. Luiza Frederica, Baroneza de 
Ruxleben, na Saxonia. 

1." Luiz DO Rego. — Nasc'. a 15 de Oalubro de 1827, e m. a 'U de Julho de 1868. Par do 
Heino por successão a seu Pae ; Moço Fidalgo com.excreicio na Casa Keal ; Bacha; el 
ftirmado em Philosophia: casou a 21 de .Maio de 1849, com D. Júlia Sopliia de Alinei('a 
Brandão e Sousa, actual 1.* Condessa de Geraz de Liaia. — Com geração (V. acima^ 

2.« D. Maria Amélia. — Nasc a 9 de Julho de 1836, c m. a 11 de Agosto de 1838. 

SEUS AVOS 

Luiz da Fonseca Magalhães, proprietário e Sr. d'Azenhas, em Condeixa, natural 
da villa de Midões, casado com D. Joanna da Costa Carvalho, natural da freguezia de 
Santa Chrislina de Condeixa, liiha de António de Carvalho Serrano e de D. Maria Antónia 
da Cosia, ambos naluraes da referida freguezia. 

Rodrigo da Fon.seca. — Par do Reino ; Conselheiro dlislado eflVclivo ; GranCruz da Ordem 
de Christo, etc, que casou com D. Ignacia Cândida do Hego Barreto. — Com geração 
(K. acima). 

N.B. Ignoro te houveram mais descendentes. 

KISAVOS 

Manuel da Fonseca Magalhães, proprietário ; Capitão das Ordenanças da villa de 
.Midões, casado com D. Michaela Soares de Albergaria, natural da mesma villa. 

Luiz da Fonseca. — Cí^sou com D. Joanna da Costa Cirvalho. — Com geração. 
NB. Ignoro se houveram mais descendentes. 



GKR E GRANDES DE PORTUGAL 23 

CREAÇÃO DO TITULO 

CoNUKSSA KM DDAS VIDAS. — Decreto de 26 il'Agoslo, e Carta de 7 de Setembro de 1868. — (D. Luiz I 
liegist. no Arch. Sae. da Torre do Tombo. Mercês de D. Liúz I. Liv. i9 a ft. J88). 




GERAZ DE LIMA (Visconde). — Luiz do Rego Barreio, 1.° Visconde de Geraz de 
Lima em sua vida; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; do Conselho d'El-Rei D. João VI, 
1). Pedro IV e D. Maria II ; Commendador da Comraenda de S. Sebastião de Inhão, na 
Ordera de Chrislo, e da Anliga Ordem da Torre e Espada ; condecorado com a Cruz de 
Ouro por 6 campanhas da Guerra Peninsular, e com a Medalha de coramando pelas bata- 
lhas do Bussaco, de Badajoz, de Salamanca, de Victoria, de S. Sebastião, de iNivelle, de 
-Nive. e com as Medalhas hespanholas relativas a estas batalhas, bem como pelas de Fuentes 
de Honor, Albuhera, Pyrinéus, e Orthez ; e por S. M. Britânica cora a Medalha por 8 campa- 
nhas, Talavera de la Reina, Albuhera, Salamanca, Victoria, Pyrinéus, S. Sebastião, Nivelle 
e Nive. Este olVicial distinguiu-se no assalto de Badajoz, com o batalhão de caçadores n." 4, 
(|ue organisâra e commandava, passando a commandar durante toda a Guerra Peninsular 
a 2.^ brigada de infanteria do exercito anglo-luzo, composta dos regimentos de infanleria 
3 e lo, e de caçadores n." 8, distinguiudo-se mui notavelmente na batalha de Nive. 

Foi Governador e Capitão General do Província de Pernambuco, no Brazil, em 1816 
até 1821, e voltando á Europa, foi encarregado do Governo das Armas da Província do Minho 
era Seterabro de 1822, e do coramando em chefe, interino, da força arraada nas provindas 
do Minho, Tras-os-Montes e Beira Alta, era 28 de Fevereiro de 1823, derrotando n'esle 
anno, era Amarante, as forças absolutistas do coramando do General Silveira, e perseguin- 
do-as até entrarem na cidade de Leão em Ilespanha. Foi de novo Governador militar da 
província do Minho em 1836 ; Vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar ; Senador pelo 
Districto de Vianna na legislatura de 1838 ; Tenente General do exercito. Nasc. em Vianna 
do Minho a 28 de Outubro de 1777, e m. a 7 de Seterabro de 1S40, tendo casado em 
1.'* núpcias com D. Luiza Maria Martins de Ruxleben, que nasc. a i de Junho de 1773, e 
m. a 16 de Janeiro de 1810, filha de João Martins, Tenente Coronel de infanleria do 
exercito, casado com D. Luiza Frederica, Baroneza de Ruxleben, na Saxonia. — Com 
geração. 

Passou a 2.'' núpcias no Rio de Janeiro, a 26 de Setembro de 1816, com D. Maria 
Zeferina de Azevedo, que nasc. a 26 de Agosto de 1801, e m. a 9 de Fevereiro de 1832, 
1." filha do 1.° Visconde e 1.° Barão do Rio Secco era Portugal, e 1." Marquez de Jun- 
diahy, no Iraperio do Brazil. — Scju geração. (F. Rio Secco). 

IH^IL-EIOS IDO 1.» 3i^.â.TJBi:M:0.1sriO 

1." D. Maria Emília. — Nasc. a 3 de Setembro de 1801, e m. a 20 de Fevereiro de 1864, 
lendo casado, em 1826, com Bento de Barros Lima de Azevedo Araújo e Gama, Fi- 
dalgo da Casa Real ; Coronel do regimento de JUilicias de Vianna do Minho ; Sr. de 



-. FAMÍLIAS TITULARES GER 

vínculos no dislricto de Vianna, que nasceu a 23 de Maio de i801, c m. a 4 de Fe- 
Tereiro de 1837, filho de José de Barros Lima, Fidalgo da Casa Heal ; Administrador 
de vinculos ; Coronel de íMilicias ; e de sua mullitr I). Alaria Hoza d'Azevedo Araújo 
e Gama, da Casa da Torre em Victorino das Donas, concelho de Ponle de Lima. 

A sr.* D. Maria Emília passou a 2.*» núpcias com Thomaz de Aquino Vieira da 
Cruz, Juiz de Direito da 2.' Instancia com exercício na Relação do Porto. 

FILHO 

José de Barros Lima. — Nasc. a 6 de Janeiro de 1828, e casou a 3 de Novem- 
bro de 1849, com D. Cândida Furtado de Mendonça d'Anlas que nasc. a 
2 de Fevereiro de 1824, filha de Amaro José de Puga d'Antas c Vascon- 
cellos, e de sua mulher D. Jacinlha Furtado de Mendonça d'Antas. 

FILHO 

D. Jacintha de Barros. — Nasc. a 13 de Julho de 18S0: casou 
com Luiz do Rego da Fonseca Magalhães seu primo, que 
nasc. em 31 de Agosto de 1859, 4.*> filho de Luiz do 
Rego da Fonseca Magalhães, Par do Reino, e de sua mu- 
lher D. Júlia Sophia Brandão e Souza, actual l.' Condessa 
de Geraz de Lima. 

FILHOS 

1.0 JULIO. 

2.0 Ida Bertha. 

3.** Alfredo. M. em Fevereiro de 1883. 

2." Luiz do Rego. — Nasc. a 2 de Julho de 1829, e morreu em Coimbra a 21 de Dezembro 
de 1831. 

3." Bento de Barros. — Nasc. em Vianna a 8 de Setembro de 1830. Solteiro. 

4.' D. Maria Emília. — Actual Viscondessa da Torre das Donas, ptlo seu casamento: nasc . em 
Vianna a 23 de Setembro de 183o, e casou a 23 de Maio de 1863, cora seu primo 
Joaquim d'Azevedo Araújo e Gama, que nasc. a 14 de Agosto de 1833, e morreu a 
30 d'Agosto de 1883; Visconde da Torre das ííonas ; do Conselho de S. M. El-Rei 
D. Luiz I ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra. — Sem geração. 

3.0 D. SoPHlA. 

6.** D. Guilhermina. 
7."> D. Maria Victoria. 
8.° Jorge. 
9.° D. Maria Augusta. 

SEUS I?AES 

Anlonio do Rego Barreio, Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo na Ordem de 
Chrislo ; Sr. da Quinla de Geraz de Lima, na Comarca de Vianna ; Sargenlo-raór de 
infanleria, com exercicio de Ajudanlc d'Ordens do Governador das Armas da Província 
do Minho: nasc. a 13 de Junho de 1731, e m. a 1 de Abril de 1787, no eslado de 
solteiro. 

De D. Anna Maria, mulher solleira, que sempre tivera em sua casa e na sua com- 
panhia, leve : 

(Legitimado pelo testamento do Pae a 3 de Julho de 1786, e Carta de 30 d'Agosto 
e Alvará de 12 de Setembro de 1786). 

Luiz do Rfgo. — Succedeii nos Lens livres da casa de seu Pae, e foi o 1." Visconde de Geraz 
de Lima; ca.sado cem D. Luiza Maria Martins de Ruxleben.— Com geração. {V. acima). 
Passou a i."* núpcias com D. Maria Zeferina de Azevedo, Viscondessa de Geraz 
de Lima. — Sem geração. (V. acima). 



GER E GRANDES DE PORTUGAL 25 

SEUS AVÓS 

Luiz do Rego Barreio, Fidalgo da Casa Real; Sr. da Quinla de Geraz de Lima, 
e outros bens vinculados na Provincia do Minho; casou com D. Joanna Thereza Maciel, 
filha e herdeira de Manuel Fernandes Lima, e de sua mulher D. Anlonia Fragoso. 

FTT.TTOS 

i.«> António do Rego. — Succedeu na Casa de seu Pae: foi Sargento-mór da infanteria ; con- 
servou-se no estado de solteiro, e teve : 

FILHO NATURAL 
Lciz DO Rego.— Veiu a ser o 1.» Visconde de Gerax de Lima, etc. (V. aeitna). 

2.« D. ViCTORiA JosBPHA.— Succedea nos bens Tinculares da Casa de seu Pae, por fallecimento 
de seu irnrião António e falta de successào legitima dVste ; casou com José de Mello 
do Rego Barreto de Alvim, seu primo. Fidalgo di Casa Real ; Sr. da Casa da 
Torre do Paço ; Padroeiro do Convento de S. Bento de Vianna, da Capella de 
Santo António, e das Quintas da Passagem do logar de Darque, com todas as suas 
pertenças : filho de Francií-co de Mello Barreio, Padroeiro do diio Convento, e de sua 
mulher D. Thomazia Perpetua de Brito, Sr.* da Casa da Torre do Paço. — Com 
geração. 

, BISAVÓS 

Anlonio do Rego Barreio, Fidalgo da Casa Real ; Sr. do Vinculo insliluido por 
seu Pae, Pedro do Rego Barreio, na Quinla de Geraz de Lima ; Sr. da Capella de 
Sanio Anlonio em Vianna, e das Quintas da Passagem do logar de Darque ; casou em 
1." núpcias com D. Vicloria da Garoa Bezerra e Castro, filha de Diogo Jacome Bezerra, 
Fidalgo da Casa Real, Escri\âo da Alfandega de Vianna, e de sua mulher D. Auna Ma- 
ria de Castro. — Com geração. 

Passou a 2." núpcias cora D. Anna Maria de Mello Alvim, filha e herdeira de Marlim 
da Rocha e Almeida, Fidalgo da Casa Real; Padroeiro do Convénio de S. Bento de Vianna, 
e de sua mulher D. Anna Maria de Mello Alvim. 

1.» Ldiz do Rego. — Succedeu na ca.«a de seu Pae, e Capella de Santo António de Víanoa, 
e casou com D. Anna Maria de MeUo Alvim. — Com geração. {V. aeima.) 

IFIIiHO IDO 2.» i^^Tiaxj^oisrio 

2." Fmancisco de Mello Barreto. — Foi Fidalgo da Casa R>-al; Padroeiro do Convento 
de Vianna, como herdeiro de sua Màe. — Com geração. {V. aeima). 

TERCEIROS AVOS 

Pedro do Rego Barreio, Fidalgo da Casa Real ; Sr. da Capella de Santo António 
de Vianna, que insliluiu vinculo em vários bens situados na antiga comarca de Vianna : 
casado com D. Cypriana da Cunha Souto Maior, filha de Manuel da Cunha Souto Maior e 
de D. Isabel Malheiro Brandão. 

S^IIjSIO 

António do Rego. — Succedeu na Casa de seu Pae, e casou em !.*• núpcias com D. Victoria 
da Gama Bezerra e Castro ; e em 2.*» núpcias com D. Anna Maria de Mello Alvim. 
— De ambat teve geração. {V. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde. — Decr. de 27 de Abril, e Carta de 30 de Maio de 1835. — (D. Maria U. — Regitt. no Areh. 
A'ae. da Torre do Tombo. Mercét de D Harta U, Liv. i a ft 87). 

4 



26 



FAMÍLIAS TITULARES 



GIR 




GERES (Vísconde). — Guilherme José de Barros, proprietário e residente na cidade 
de Camela, provincia do Pará, no Brazil. 



CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 23 de Agosto de 1886. 




GIROD (Visconde). — Pedro Francisco Gustavo Girod, em sua vida; Moço Fidalgo 
com exercicio na Casa Real (Alv. de 4 de Abril de 1881) ; Commendador da Ordem de 
Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; súbdito da Republica Franceza ; foi ban- 
queiro na cidade de Paris. 

SEUS PAES 

Miguel Francisco Girod, casado com M.™^ Elienne Juliette Jacqueline Veret. 

Pedio Francisco. — É o actual Visconde de Girod. 
NB. Ignoro te é caiado e tem geração. 

CREAÇÀO DO TITULO 

Visconde — Carta de 13 de Janeiro de 1881. — (D. Luiz l. — Regttt. no Arch. Nac. da Torreão Tombo. 
Mereés de D. Luiz /, Liv. 36 fl. 114 ».) 



GLO E GRANDES DE PORTUGAL 27 

Brazão <l'A.rmas — Escudo esqaartellado, no primeiro qaartel— em campo azul uma 
banda d'ouro, entre dois crescentes de prata : no segundo — em campo de prata, três arruellas 
de vermelho postas em roquete; e assim os contrários. 

Brarão concedido por Alvará de 8 d'Abril de 188i. (Regitt. no Arch. da Torre de Tombo, Mercê* 
d$ D. Luiz l, Liv. 34 fi. 194 v.) 




GLORIA (Barão). — Titulo extiudo. — António José Leile Guimarães, A." Barão de 
Gloria, em sua vida; Commendador da Ordem da Rosa no Brazil ; capitalista e abastado 
proprietário era Portugal, e antes negociante de grosso tracto na Praça commercial do 
Rio de Janeiro. Nasc. na freguezia de S. João Baptista de Pencelio, próximo da cidade de 
Guimarães, a 21 de Agosto de 1806, e m. em Lisboa a 29 de Outubro de 1876, no estado 
de solteiro. — Sem geração. 

SEUS PAES 

António José Leite de Faria, proprietário, que nasceu na casa de Sapos, na predita 
freguezia de São João Baptista de Pencelio, e foi casado com D. Custodia Maria Machado, 
natural da mesma freguezia. 

!.» Domingos José. — Nasc. a 4 d'\goslo de 1797, e m. em Lisboa a 27 d' Agosto de 1865 : 
Cavalleiro da Ordem de Christo; proprietário e negociante de grosso trato, matriculado 
na Praça commercial de Lisboa : foi casado com D. Maria Victoria de Miranda e Malta, 
qae nasc. a 12 d'Abril de 1820, e m. em Lisboa a 23 de Junho de 1885. 

FILHOS 

1." António ) ■ j ■ r . 

a „ r\ > ; ni- ainda infantes. 

2.° D. ACHELIA ^ 

3." José Leite. — Nasc. a 8 de Junho de 1853. Proprietário. 
4.° D. Maria da Gloria. — Nasc. a 6 de Outubro de 1854. 
5." D. Mathilde Acrelia. — Nasc. a 30 de Setembro de 1855, c m. a 20 de 
Setembro de 1863. 

2.» D. Joanna Maria. — Nasc. a 30 dAbril de 1801, e m. a 2 Maio de 1873, lendo casado 
com seu primo Francisco Leite de Faria, herdeiro da casa de Sapos. 

FILHO 

Mabia. — Nasc. a 18 de Janeiro de 1844, e m. a 21 de Setembro de 1870, 
havendo casado com Jerónimo Dias dos Santos, que nasceu a 17 de Fe- 
vereiro de 1840. 

FILHOS 

l.<» José Leite dos Santos. — Nasc. a 12 de Março de 1862. 

2.* António Leite. — Nasc. a 22 d'Abril de 1863. 

3» Francisco Leite, — Nasc. a 14 de Novembro de 1865, e m. 

a 26 de Dezembro de 1876. 
4.« JoAQom Leite. — Nasc. a 29 de Novembro de 1866. 



28 FAMÍLIAS TITULARES GOD 

3.» Mabia Joanna. — Nasc. a 14 do Setembro de i802, o m. a 23 de Junho de 1879. 

4.» António José. — Foi o 1.» Harão da Gloria. (V. acima). 

5.» José Joaouim — Nasc. na freguezia de S. JoSo Baptista de Pencello a 18 de Julho do 
1808, e m. na cida^le do Porto a 3 de Junho de 1870. Foi o 1." Barão de Nova Cintra; 
capitalista e abaetado proprietário. Dotou com os seus cabedaes, na cidade do Porto, 
o Asyio de caridaie di-nominadi) pelo titulo do seu fundador. Casou era primeiras 
núpcias com D. Marianna do Casal Hamos, natural de cidade de Porto-Alegre, no Império 
do Brazil, a qual m. em 18i5, filha de RaphacI José do Casal, negociante, capitalista 
6 proprietário, e de sua mulher D. Maria Ramos. 

Passou a segundas núpcias a 5 de Janeiro de 1846, com D. Albina Augusta de 
Araújo, acluil Baroneza da Nova Cintra, que nasc. em Vianna do Castello a 5 de 
Fevereiro do 1819, filha de Francisco Domingues d'Araujo, propritílario, já fallecido, 
e de sua mulher D. Izahel Joaquina de Moura, que m. no Porto a 7 d'Agoslo de 
de 1884, ambos naturaes de Vianna, e Paes do Visconde de Araújo. — Sem geração 
doi dois matrimónios. 

SEUS AVÓS 

Francisco Leite de Faria, proprietário e Sr. da Casa de Sapos, na freguezia de 
Sâo João Baptista de Pencello. 

António José. — Casou com D. Custodia Maria Machado. — Com geração. {V. acima). 
NB. Ignoro te houveram mai$ descendentes. 

CREAÇÃO DO TITULO 

BarXo. — Decreto de 2S de Junho, e Carta de 6 de Julho, de 1832 — (D. Maria II — fíegist. no Areh. 
ífac. da Turre do Tombo, Mercês de D. Maria II, Liv. 39, fl. 115). 




GODLVI (Viscondessa). — D. Francisca Lima Cardozo Silva, 1." Viscondessa de 
Godim, pelo seu casamento a 17 de Outubro de 1842 : nasc. na cidade de Pernambuco, 
Império do Brazil, a 4 de Dezembro de 1821, filha de Manuel José Pereira Lima, natural 
de Basto (Portugal), proprietário, capitalista e negociante de grosso trato das Praças 
commerciaes de Pernambuco e do Porto, e de sua mulher D. Anna Joaquina da Piedade 
Lima, natural de Lisboa. 

VIUVA DE 

António Cardoso e Silva, 1.° Visconde de Godim, em sua vida; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real (Alv. de 11 de Janeiro de 1869) ; Commendador da Ordem de Christo ; conde- 
corado com a Medalha das Campanhas da Liberdade, algarismo 2.° ; Alferes do extincto 
batalhão provisório do bairro de Santo Ovidio, durante o memorável cerco da cidade do 
Porto, na lucta da liberdade em 1832-33 ; Verificador da Alfandega do Porto ; proprietá- 
rio: nasc, na cidade do Porto a 4 de Março de 1817, e m. na mesma cidade a 19 de 
Dezembro de 1881. 



GOD E GRANDES DE PORTUGAL 29 

1.0 D. Elisa Lima. — Nasc. a 26 de Ferereiro de 184i, e m. no Porto a 11 de Fevereiro 
de 1885, no eslado de solteira. 

2.' AwTONio Cardoso. — Nasc. a 3 de Agosto de 1846: Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por 
successão a seus maiores ;Alv. de 22 de Março de 1869) ; Bacharel formado em Di- 
reito, e habilitado com o curso Administrativo pela Universidade de Coimbra ; exerceu 
o cargo de Administrador do Concelho da cidade de Braga ; Delegado do Procurador 
Régio na 1.» vara judicial da cidade do Porto; Juiz de 3.* classe. Casou a 26 de 
Abril de 1884, com D. Clarice de Menezes, filha de José Manuel de Menezes, e de 
sua mulher D. Maria Rosa de Sousa Menezes. 

3." D. SoPHiA Cardoso —Nasc. a 17 de Novembro de 1832, e casou a 17 de Fevereiro de 
1873, com António de Moura Soares Velloso, filho do doutor Pedro António Soares 
Velloso, Lente da Escola Medico-Cirurgica da cidade do Porto, e de sua mulher 
D. Joaquina de Moura Soares Velloso. — Sem geração. 

SEUS PAES 

José Pedro Cardoso e Silva, Coramendador da Ordena de Christo ; Cavalleiro da mesma 
Ordem (pelos serviços que prestou na Hestauração do Reino em 1808) ; Cavalleiro da 
Ordem de ISossa Senhora da Conceição de Vilia Viçosa (por serviços importantes na 
Revolução de 1820) ; condecorado com a Cruz por 2 campanhas da Guerra Peninsular, 
e com o Laço de distincção no braço direito, por ler feito parte do exercito de operações 
em 1808 ; Familiar do Santo Officio (Carta de 1 de Junho de 1803) ; Brigadeiro refor- 
mado de infanteria do exercito. Foi negociante de grosso trato da Praça commercial do 
Porto, e proprietário na mesma cidade ; emquanlo negociante, foi Capitão de Milícias do 
Porto em 1 de Julho de 1808 ; promovido a .Major graduado para o regimento de Milícias 
da Maia em 29 de Novembro de 1809 ; aggregado no regimento de Milícias do Porto em 
Abril de 1810 ; Major effectivo de Milícias da Maia em 12 d Outubro de 1819 ; passou ao 
exercito com o posto de Major e antiguidade de 18 Dezembro de Í820, em 3 de Feve- 
reiro de 1821 ; Tenente Coronel era 2o de Julho de 18"^3 ; Coronel graduado em 5 de 
Setembro de 1837, e effectivo em 1842 ; Brigadeiro reformado em 13 de Setembro de 1848. 

Estando a servir como Capitão do regimento de Infanteria n." 18, organisado em 
Coimbra em 1809, prestou ali relevantes serviços, e marchou com esse corpo para Va- 
lência dAlcantara, e fez as Campanhas da Guerra Peninsular desde 1808 a 14. Em con- 
sequência dos serviços em Coimbra, foi-lhe conferida, além da confirmação da propriedade 
do officio de Escrivão dos Protestos da cidade do Porto, a pensão annual de cincoenta 
mil réis, paga pelo cofre das Commendas vagas. Fez parte da Junta militar que preparou 
no Porto a gloriosa revolução de 1820 (Gazeta do Governo n.° 207 de 31 d'Agosto 
de 1828). 

Pelos seus sentimentos liberaes, teve de emigrar pela 1." vez em 1824, e pela 2." vez 
em 1828, indo para o Brazil, e d'ali para a Ilha Terceira em Março de 1831. Fez parte 
do Exercito Libertador desembarcando nas praias do Mindello em 8 de Julho de 1832, 
como praça no batalhão d'Officiaes; tomou parle na batalha de Ponte Ferreira em 23 de 
Julho de 1832, e em todo o memorável Cerco da cidade do Porto, assistindo aos diversos 
combates e acções que ali houveram desde 1832 a 33, na qualidade de Major do 1.° ba- 
talhão fixo do Porto. Foi Major da Praça do Porto desde 2o de Julho de 1833 até o de 
Abril de 1842 ; Governador Militar da Ilha Graciosa desde 2 de Junho de 1842 até lo de 
Abril de 1846, em que passou a Addido á fortaleza da Serra do Pilar. Serviu também 
interinamente como Governador do Castello de S. João da Foz do Douro em 1827 e 28. 
Nasc. na cidade do Porlo a 2 de Julho de 1788, e m. na mesma cidade a 22 de Julho 
de 18a4. Casou em 1."' núpcias com D. Rita Rosa Raymunda, de quem houve geração. Pas- 



^ famílias titulares GOp 

sou a 2." núpcias em 10 de Dezembro de 1812, com D. Maria José Marianna Verney i, 
que nasc. no Porlo a 15 de Junho de 1790, e ra. na dita cidade a 21 d'Agoslo de 1879, 
fdha de José Anlonio Barboza Guimarães, e de sua mulher D. Joaquina Felizarda de Castro. 
— Com geração. 

FILHOS 3DO 1-» lia.J^T:RXli/£01iTX0 
í • R I f*"^'^^''*™ ""«'lo jovens. 

FIXiHOS X)0 2." 3^A.TiôI3yL02SriO 

3.» Joaquim Urbano. — Nasc. a 18 de Junho de 1814, e m. a 28 de Março de 1883. Foi 
Cavalleiro das Ordens Militares de S. Bento de Aviz, e de Nossa Senhora da Concei- 
ção de Yilia Viçosa ; Major de infanteria reformado. Gasoa com D. Maria Roza da Silva. 

FILHOS 

l." Joaquim Urbano. — FaUeceu infante. 
2.» António Urbano. 
4." António Cardoso. — Foi o l.» Visconde de Godim : casou com D. Francisca Pereira dt 

Lima, actual Viscondessa do mesmo titulo. — Com geração. (V. acima). 
5." D. Maria da Gloria Verney e Silva. — Nasc. no Porto a 6 de Junho de 1818. Solteira. 

S£:us AVOS 

Manuel Luiz Cardozo da Silva, Familiar do Sanlo Oíficio (Carla de 22 de Março 
de 1786) ; Capitão d'Ordenanças da cidade do Porto ; negociante de grosso trato da Praça 
commercial da mesma cidade ; proprietário e dono do navio da carreira do Brazil denomi- 
nado Boa Passagem. Nasc. no logar da Passagem, freguezia de Sinfães, Bispado de La- 
mego a 14 de Março de 1719, e m. na cidade da Bahia, império do Brazil, onde tinha 
ido em liquidação de negócios coramerciaes da sua casa mercantil. Casou na Parochial de 
Cedofeita da cidade do Porto a 1 de Julho de 1779, com D. Antónia Joaquina da Cunha, 
que nasc. no Porto a 26 de Fevereiro de 1749, filha de Manoel de Moura Ferreira, nego- 
ciante de grosso Irato na praça commercial do Porto, e Capitão d'Ordenanças da mesma 
cidade, casado com D. Thereza Angélica Rosa Dorolhéa, viuva de 1." núpcias de Caetano 
de Souza, e filha de António da Cunha Bandeira e de sua mulher D. Ignez Ferreira. 

1." Joaquim Pedro Cardoso (Casado Geraldes) 2 — Nasceu no Porto a 30 de Maio de 1780, 
e m. na cidade de Génova a 3 de Setembro de 1845: Familiar do Santo GfBcio (Carta 
de 10 de Janeiro de 1799); Coronel graduado de Milícias; exerceu os cargos de 
Cônsul de Portugal nos portes de Havre de Graça em França, e de Génova na Itália; 
Sócio correspondente da Academia Real das Sciencias de Lisboa. 

Foi autor do Compendio de gtographia histórica., antiga e moderna ; da Estatis- 
tiea, histórica e geographica do Reino de Portugal ; do Tratado completo de Cotmogra' 
f hia e Geographia histórica e physica commercial, antiga e moderna, e do Mappa 
geo-hydrographico, histórico e mercantil. Casou com D. N... 

FILHOS 

1.» José ] 

2.° Joaquim . Ignoro onde residem. 

3."* António ) 



í^_»^«™M ^'°"^* provém o appelHdo Verney, talvez do padrinho do baptismo que suppomos fora o Dr. DyonUto 
'""""' a genealogia. 

la certid&o de baptiimo 
porqne dos padrinhos 



nao saoeinos a onae provém o appellido Verney, talvez do padrinho do baptismo que suppom 
António Verney, Jniz da Bslança da Casa da índia em 1792, o que é frequente e embaraçoso para 
» Na carta de famílias e nas habilitaçSes, vem eó — Joaquim Pedro Cardoso e Silva: pela 
também se nao conhece d'onde tomou o apellido Casado Gtralde», porqne dos padrinhos nlo foi. 



GOI E GRANDES DE PORTUGAL 31 

2.0 Francisco Cardoso. 

3.» João Cardoso. — Nasc, a 24 de Novembro de i785. e m. a 23 de Outubro de i838. Fa- 
miliar do Sanlo Offlcio (Carla de 1 de Julho de 1806). Negociante. 
N.B. Ignoro se easov, e teve geração. 

4." José Pedro. —Nasc. em 1788, e m. em 1854. Foi Brigadeiro do exercito: casou em 
primeiras núpcias com D. Rita Rosa Raymunda, e em segundas núpcias com D. Maria 
José .Marianna Yerney, que m. em 1879. — Com geração de ambot ot matrimónios. 
(V. acima.) 

5." D. Francisca Felizarda. 

N.B. Ignoro te casou e teve geração. 

ÀDtonio Cardoso da Silva, natural e proprietário da freguezia de S. João Baptista de 
Sinfaeus, Bispado de Lamego, onde foi baptisado a 1 de Março de 1700: casou na freguezia 
de Santo André d'Ancede, a 9 de Setembro de 1748, com D. Maria do Rosário, solteira, 
natural e residente em Ancede. 

Manoel Ldiz. — Failecen na cidade da Bahia, império do Brazil. Foi proprietário e nego- 
ciante de grosso trato da praça commercial do Porto, e armador de navios de longo 
curso ; capitão de Ordenanças da dita cidade. Casou com D. Antónia Joaquina da Cu- 
nha, — Com geração. (V. acima). 

N.B. Ignoro se houve mait detcendeneia. 

TERCEIROS AVOS 

João da Silva, natural e proprietário no logar dá Passagem, freguezia de Sinfaens, 
casado com D. Thereza Cardoso, filha de Gaspar Cardoso e de sua 1." mulher D. Izabel 
de Souza, todos de Sinfaens. 

António. — Casou na freguezia de Santo André d'Ancede, com D. Maria do Rosário. — Com 

geração. {V. acima). 
N.p. Ignoro se houve mais deseendeneia. 

" QUARTOS AVOS 

Domingos da Silva, proprietário no logar da Passagem, freguezia de Sinfaens ; casado 
com D. Joanna do Espirito Santo (1." mulher) ambos do logar da Passagem. 

FITjTTO 

João da Silva. — Casou com D. Thereza Cardoso. — Com geração (V. acima.) 
NB. Ignoro se houve mait descendência. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde. — Decr. de 11 de Maio de 1S76, e Carta de 26 de Maio do mesmo anno. — (D. Luiz I. — 
Reg. tw Arch. Nac. da Torre do Tombo. — Mercêt de D. Luiz I, Livro 28 a fl. 251 v.) 






GOIANA (Barío). — José Corrêa Picanço, nascido em Pernambuco a 10 de 



32 famílias titulares GOL 

Novembro de 1745; Douclor e Lenle jubilado da faculdade de Medicina na Universidade 
de Coimbra ; Cirurgião-raór do reino, e primeiro Cirurgi3o da Real Camará de EI-Rei 
I). Jo5o VI, e do seu Conselho ; Cavalleiro professo na Ordem de Chrislo, em 10 de 
Março de 1791, e Fidalgo Cavalleiro, por Alvará de 12 de Novembro de 1812. 

Traduzio do francez, a obra de Vicq-d'Azyr, que lem por lilulo Ensaios sobre 
o perigo das sepulturas nas cidades e nos seus contornos. 

Não sabemos com quem casou, mas que foram seus: 

1." Manuel Corrêa Picanço. — Natural de Lisboa; Fidalgo Cavalleiro por Alvará de 20 de 

maio de 1804. 
2.» FiLipPE Corrêa Picanço. — Natural de Paris ; Fidalgo Cavalleiro na mesma data, á de 

seu irmão. 

SEU r»AE 

Manuel Corrêa Picanço, Douclor pela Cúria Romana, Prolhonalario Apostólico e 
Commissario do Sanlo OíBcio. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barío. — Decreto de 20 de Março de 1820. 




GOLDSMID DA PALMEIRA (Rarão). — Francisco Henrique Goldsmid (Sir), 2." Rarão 
de Goldsmid da Palmeira, em verificação de vida concedida no mesmo lilulo a seu pae ; 
Raronele do Reino Unido da Grã-Brelanha ; Membro do Parlamento da Grã-Brelanha ; 
Advogado da Rainha (Queen's Counsel) ; um dos Vice-Presidentes da Universidade de Lon- 
dres ; anligo banqueiro na praça coramercial da mesma cidade. Nasc. a 1 de Oulubro de 
1808, e casou em 1839 com Miss Luiza Sophia Goldsmid, sua prima, filha de Moysés Asher 
Goldsmid e de sua mulher Miss Elisa Salomons. 

N.B. Ignoro te tem geração. 

SEUS PAES 

Isaac Lyon Goldsmid (Sir) 1." Barão de Goldsmid da Vd]me\rdi em duas vidas ; Com- 
mendador da Anliga e Nobre Ordem da Torre Espada do Valor Lealdade e Merilo ; Oflicial 
da Ordem da Roza do Brazil ; Raronele do Reino Unido da Grã-Rrelanha ; Membro do 
Conselho da Universidade de Londres ; Sócio da Sociedade Real Asialica ; banqueiro na 
praça commercial de Londres. Nasc. em 13 de Janeiro de 1778; falleceu a... 

Casou em 28 de Abril de 1804, com Miss Izabel Goldsmid, sua prima, que m. a 17 
de Novembro de 1840, filha de Abraham Goldsmid. 



GOlí 



E GRANDES DE PORTUGAL 



33 



Francisco Hexrique. — !í o 2.° Barão de GoIíJsmid da Palmeira, casado com Miss Lniza Sophia 

Goldsmid, liaroneza de Goldsmid da Palemira pelo sea casamento. 
N.B, Ignoro te existem mais deteendentes. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Darão em pcas vidas. — Decr. de 4 e Carla Regia de 5 de Novombro de 1845. — (D. Maria II. — Regitt. 

no R. Arch. da T. do T. — íiereét de D Maria II, Liv. 23 o /I. 162). 
Verificação da 2.=" vida. — A'uo tem regitto no Arch. 




GONDORIZ (Rauão). — João Caetano Gonçalves Vianna, 1." Barão de Gondoriz, em 
sua vida, proprielario em Porlugal, e negocianíede grosso Iralo na praça commercial da 
cidade de Relem, do Grão- Pará (Brazil). 

N.B. Ignorámos por muilo tempo a qualidade e residência d"este titular. 

Esperamos no supplemento fazer a resenha genealógica, se nos responder aos qaesilos que lhe ha- 
vemos endereçado. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Babão. — Decreto de 23 de Março, e Carta de 13 d'Abtil de 1882. —(D. Luiz I — Regíst. no Areh. da 
Torre do Tombo. Mercês de D. Luiz I. Liv. 38 a /I. 49) 



?S^t£j 




GOUVEA (Marquez). — Título exlinclo. — D. José de iMascarenhas, nasceu em 2 de 
Outubro de 1708: foi o.° Marquez de Gouvôa, 8.» Conde de Santa Cruz e Duque de 
Aveiro. Condemnado por regicida, pelo altentado de 3 de Setembro de 1758, por sentença 
de 12 de Janeiro de 1759, foi suppliciado no dia seguinte. 



mp, 




GOUVÊA (Co^DE). —Dom Affonso de Serpa Leitão Freire Pimentel, 1." Conde de 



34 famílias titulares GOU 

Goiivêa, nasceu a 3 de Março tle 1849 : Par do Reino por successão de seu Pae e AvA, de 
que lomou posse e juramenlo em sessão da Gamara dos Dignos Pares de t de Março de 1875 ; 
Commeiulador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição ; Cavaiieii"o da Ordem da Rosa, 
no Brazil ; Bacharel formado nas faculdades de Malhemalica e IMiilosophia, peia Univer- 
sidade de Coimbra. 

Casou com I). Grácia da Cunha Mattos de Mendia, filha de D. José Malheus de 
Mendia y Elorza, súbdito hespanhol, Commendador da Real Ordem Americana de Izabel a 
Calholica, e de sua mulher D. Maria Eugenia da Cunha Maitos, fallecida em 1884, filha 
do Marechal de Campo do exercito brazileiro Raymundo José da Cunha Mattos, nascido 
na cidade de Faro, capital do Algarve, a 2 de Novembro de 1776, e fallecido no Rio de 
Janeiro em 23 de Fevereiro de 1839, ' e de sua mulher e prima í). Maria Venancia 
Fontes Pereira de Mello, nascida em Sevilha a 1 de Fevereiro de 1790. Esta Senhora era 
lia materna do nosso grande estadista, António Maria Fontes Peieira de Mello. —Sem 
geração. 

SEUS I»AES 

José Freire de Serpa Pimentel, nascido em 21 de Novembro de 1814, 2.° Visconde 
de Gouvêa ; Par do Reino por successão de seu Pae, de que tomou posse e assento em 
sessão da Gamara dos Dignos Pares de 2 de Maio de 18(10 ; Racharei formado em Direito 
pela Universidade de Coimbra; Juiz de Direito de Lidasse; Governador do districto 
administrativo da cidade do Porto ; Sócio do Real Conservatório Dramático de Lisboa, e do 
Instituto de Coimbra. 

Publicou varias obras lilterarias, dramáticas e poéticas. Morreu a 22 de Janeiro de 
1870 ; tendo casado a 25 de Agosto de 1844, cora D. Júlia Petronilha Pereira Leitão 
de Carvalho, nascida a 23 de Novembro de 1825, e fallecida a 21 de Novembro de 1865, 
sendo filha primogcnila de Bernardo Pereira Leitão de Carvalho, Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real ; Sr. da Casa de Santa Cruz, em Lamego, e mais vínculos na Província de 
Tras-os-Monles, que morreu na cidade do Porto a 15 de Maio de 1880, e de sua mulher 
D. Maria Ludovina de Oliveira Maya, (ilha de António de Oliveira Maya, negociante, 
proprietário e capitalista na Praça do Porto, e de sua mulher e prima D. Maria Joaquina 
da Silva Maya. 

1." D. Maiua de Serpa. — Nascea a 23 de Novembro de 1845; 

2 ° Dom Affonso de Serpa Leitão Freire Pimentel. — l.o Conde de Gouvéa, já acima consi- 
gnado. 

3.» Dom Fernando de Serpa Leitão de Mancilhas Pimentel. — Nascido em 20 de Junho de 
48Õ1 ; habilitado com o curso da líscola Naval; 1." Tenente da Armada Real; Com- 
mendador da Ordem da Coroa de Ilalia ; Oílicial da Legião de Honra, e condecorado 
com a Cruz de 2." classe de Merilo Naval, de Hespanha, Casou a 7 de Julho do 
i878 com D. Maria Anna de Sousa Coutinho, que nasceu a 23 de Outubro de 1837, 
7.» filha dos Condes de Linharts. — Com geração. (F. Linltaret). 

4.° Dom Vasco de Serpa Leitão de Mancilhas Pimentel. — Nasceu a 9 de Novembro de 4853. 

R.° D. JuLiA Serpa. — Nasceu a 21 de Maio de 18S8; fallcceu a 13 de Dezembro de 1886. 

6.0 Dom José Freire de Serpa Leitão Pimentel. — Nasceu a 26 de Julho de 1865. 

SEUS AVÓ® 

Manuel de Serpa Machado, nasceu na Quinta da Guarita, comarca da villa de S. João 



1 Paz honrosa commemoraçio do notável aervidor do Estado, Raymundo José da, Cunha Mattos, o sr. Visconde áe- 
Sanchea de Baena, nos seus Fastoi hutorieo», etc., ete. 



GOU E GRANDES DE PORTUGAL 33 

d'Areias, a 4 de Setembro de 1784 ; Doutor e Lente de Prima na Universidade de Coimbra ; 
Bibliothecario e Director da Imprensa da mesma Universidade; Senador ás Gamaras legislativas 
de 1839 ; Deputado da Nação ás Cortes legislativas por varias vezes ; Par do Reino por 
Carta Regia de 3 de Maio de 1842 ; do Conselho de Sua Magestade ; Commendador da 
Ordem da Conceição, etc, etc. Morreu a 2 de Agosto de 1838, tendo casado em Março 
de 1813, com D. Anna Rita Freire Pimentel, que nasceu na villa de Gouvèa a 7 de 
Junho de 1784, e morreu na cidade do Porto a 18 de Outubro de 187o ; irmã do 1." Vis- 
conde de Gouvêa, e ambos filhos de José Freire Pimentel de Mesquita e Vasconcellos. 
(Y. Viscondes de Gouvêa). 

!,<» José Freire de Serpa Pimentel — 2." Visconde de Gouvèa, como acima flcou consignado. 

2," D. Maria Barbara. — Nasc. a 14 de Fevereiro de 18i6. 

3." Ber.nardo de Serpa PijiEíNtel. — Nasc. a 26 d'Abril de 1817 ; Par do Reino por Carta Regia 
de 29 de Dezembro de 1881 ; Vice-Reilor da Unirersidade de Coimbra; Lente de Prima 
jubilado da Faculdade de Direito da mesma Universidade ; Sócio eEfectivo do Instituto 
de Coimbra etc, etc. Casou a 7 de Novembro de 1839, com D. Zilia Xavier Machado 
de Almeida e Castro, que nasc. a 2o de Setembro de 1835, filha herdeira de Martinho 
de Mello Machado Corte Real, Fidalgo da Casa Real, Juiz de Direito de 1.^ classe, apo- 
sentado com honras de Juiz da 2." instancia, casado com D. Zilia Justa de Castro Car- 
doso de Castilho, administradora do Morgado de Santo António da Cioga do Monte, nos 
arrabaldes de Coimbra. — Com geração. (V . \iiconáe de Ca%\,\\ho). 

4.* Mancel de Serpa Pimentel. — Nasc. a 19 de Outubro de 1818 ; actual 2." Barão de S. João 
d'Areias. (K. João à' Arexai). 

5." D. Maria José de Serpa Pimemtel. — Nasc. a 27 de Outubro de 1819, e casou em 1830 
com seu primo Diogo Pereira Forjaz de Sampaio Pimentel ', nasciJo em Coimbra a 2 
de Outubro de 1817. e fallecido em Lisboa a 3 de Maio de 1883; Doutor e Lente de 
Prima jubilado da Universidade de Coimbra; Deputado em varias legislaturas; Fidalgo da 
Casa Real ; do Conselho de Sua Magestade ; Commendador da Ordem de S. Thiago, 
etc, etc. ; filho de José Maria Pereira Forjaz de Sampaio, e de sua mulher D. Maria do 
Carmo Freire Pimentel, irmã do 1.* Visconde de Gouvèa. — Com geração. (K. este titulo). 

6." D. Maria Emília — Nasc. a 9 de Novembro de 1820, e m. a 22 de Abril de 1848. 

7." D. Anna Eduarda. — Nasc. a 7 de Janeiro de 1823, e falleceu a 13 de Abril de 1887. 

8.** Eduardo. — M. menino. 

9." António de Serpa Pimentel. — Nasc. a 20 de Novembro de 1823; Bacharel formado em 
Mathematicas, pela Universidade de Coimbra; Lente de Mathematicas na Escola Polytechnica 
de Lisboa; Coronel d'lnfanteria do exercito; Conselheiro de Estado Effectivo; Par do Reino, 
por Carla Regia de 28 de Dezembro de 1871 ; Vogal Presidente do Tribunal de Contas ; 
Grãn Cruz das Ordens seguintes : — de Carlos IIL da Legião de Honra, dos Santos Mau- 
rício e Lazaro, da de Pio IX, da Estrella Polar, da Rosa do Brazil, de Santo Alexandre, 
da Bulgária ; Grande oilicial da Ordem do Broto de Bolivar, etc, etc. Casou a 16 de 
Julho de 1862 com D. Anna Zoée Benex Philipon, que nasc. a 24 de Junho de 1840, filha 
de Theophilo Bernex Philippon, súbdito dos Estados Unidos da America, e de M.™^ Marie 
Louise Marguerile Lami Pivot, natural de .Marselha, etc, etc. — Com geração. 

10.° Eduardo de Serpa Pimentel. — Nasc. a 18 de Agosto de 1828 ; Bacharel formado pela 
Universidade de Coimbra ; Juiz do Supremo Tribunal de Justiça ; do Conselho de Sua 
Magestade, e antigo Governador Civil. Casou a 4 de Maio de 1832, com D. Maria 
Joanna Gomes da Silva, que nasc. a 29 de Novembro de 1830, filha de Manuel Gomes 
da Silva, Bacharel formado em Medicina, pela Universidade de Coimbra, e um dos 
membros da antiga Junta do Supremo Governo do Reino, levantada na cidade do Porto 
em 1820, e de sua mulher D. Maria Adelaide Gomes da Silva. — Com geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 10 de Abril, e Carla de Maio de 1848. 
Renovação no i.° Visconde — Decreto de 31 de Outubro de 1855. 
Conde — Decreto de 29 de Maio de 1879. 

O Brazáo â'arinas que S. ESx.* nos comtnunicoii usa.x* é o se- 
j^uiutc : — Escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos Pimenteis ; no segnndo as dos 
Freires; no terceiro as dos Vasconcellos e no quarto as dos Mesquitas.— Timbre, o dos Pimenteis. 



' Com respeito á família Pereira Forjaz de Sampaio, leia-se a Noticia Biographiea impressa em Coimbra, no anuo dei 86tj. 



3(i FAMÍLIAS TITULARES GOU 




GOUVEA (Visconde). — José Freire Pimentel de Mesquita e Vasconcellos, 1.° Visconde 
de Gouvôa em sua vida; Par do Reino por Carla Regia de 26 de Dezembro de 1844, de 
que prestou juramento e tomou posse era sessão da Camará dos Dignos Pares de 7 de 
Janeiro de 1845 ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por successão a seus maiores (Alv. de 
24 de Março de 1791) ; Commendador da Ordem de Cliristo ; Juiz Conselheiro do Supremo 
Tribunal de Justiça ; antigo Magistrado que exercitou vários togares de leiras. Foi Presi- 
dente da Commissão Municipal da cidade do Porto, durante todo o tempo do memorável 
sitio da mesma cidade em 1832-33, aonde prestou relevantes serviços ao restabelecimento 
da Monarchia Constitucional da Rainha D. Maria II. Nasc. na villa de Gouvêa a 1 de Maio 
de 1783, em. a 15 de Agosto de 1833. Foi Sr. de vários vínculos e entre elles do 
Vinculo e Capella, instituido em 1624 por Domingos Gonçalves, do Extremadouro no Con- 
vento da 2." Ordem de S. Francisco da villa de S. João da Pesqueira, e que aboliu por 
Provisão do Desembargo do Paço de 12 de Novembro, e Despacho de 8 de Outubro de 
1816. Tinha a mercê da propriedade do oíBcio de Escrivão da Camará e do Publico Ju- 
dicial e Notas da Villa de Gouvôa e suas annexas. Casou em Primeiros núpcias com D. Maria 
Rita da Gama Araújo e Vasconcellos, de quem não houve geração. Passou a segundas 
núpcias, a 4 de Junho de 1824, com D. Anna Emilia de Oliveira Maia, 1." Viscondessa 

de Gouvôa pelo seu casamento, que nasc. a 22 de Agosto de 1800, e m. a , filha de 

António de Oliveira Maia, Fidalgo da Casa Real ; abastado proprietário e capitalista ; nego- 
ciante de grosso Iralo da Praça commercial do Porto, e sócio da firma commercial da dita 
Praça uRarnabé d^Oliveira Maia e CompanhiaD, casado com D. Maria Joaquina da Silva 
Maia, sua parente. — Sem geração. 

SEUS PAES 

José Freire Pimentel de Mesquita c Vasconcellos, Fidalgo da Casa Real ; Capitão-mór 
de Ordenanças da villa de Gouvôa ; Sr. de Vincules : nasc. a 24 de Julho de 1758, 
e m. a. . .; foi casado com D. Maria Barbosa Machado de Carvalho, natural de Messa- 
jana, filha de José Xavier Machado, Desembargador Aggravisla da Casa da Supplicação, 
que m. cm 1788, e de sua mulher D. Maria Antónia Lopes de Carvalho, filha do Conse- 
lheiro do Conselho Ultramarino e Desembargador da Casa da Supplicação, Francisco Lopes 
de Carvalho, e de sua mulher D. Francisca. . . 

FILHOS 

1." José Freire. — Foi o 1.° Visconde de Gouvôa. Par do Reino : casou em primeiras núpcias 
com D. Maria Uiia da Gama Araújo, que morreu em 1823; passou a segundas núpcias 
em Í82i com D. Anna Emilia de Oliveira Maia, i." Viscondessa de Gouvêa. — Sem 
geração dot dois matrimónios. 

2.° D^ An.na Rita, — Nasc. a 7 de Junho de 1784, e m. na cidade do Porto a 18 de Outubro 
de 1875, havendo casa lo com Manuel de Serpa Machado, Par do Reino; Lente Decano 



GQl E GRANDES DE PORTUGAL Sl_ 

da Faculdade de Direito na Universidade de Coimbra, e Doator na mesma Faculdade. 
— Com geração. (V. Conde e 2.** Visconde de Gouvêa). 
3.0 D. Maria do Carmo, — Nasc. na viUa de Gouvêa a 17 de Julho de 1785, e m. a 9 de 
Dezembro de 1833: foi casada com José Maria Pereira Forjaz de Sampaio, que nasc. a 20 
de Junho de 1773, e m. a..., o qual foi Juiz de Fora do Civel de Coimbra, Fidalgo 
da Casa Real e Desembargador da Casa da Supplicação. 

FILHOS 

1.0 D. Maria José.— Naso. a 26 de Outubro de 180!í, e m. a 18 d'Abril de 1876- 
2.0 Adrião Pereira Forjaz pe Sampaio. — Nasc. a 10 de Fevereiro de 1810, e 
m. ali de Setembro de 1874 ; Fidalgo Cavalieiro da Casa Real por 
SQCcessão a seus maiores ; do Conselho da Rainha D. Maria lí, de El-Rei 
D. Pedro V e de D. Luiz I ; Commendador da Antiga e Nobilíssima 
Ordem de Sanl'Iago, do mérito scientifico, Jitterario e artistico ; Doutor 
e Lente na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra ; Vogal 
do Conselho Superior d'Inslrucção Publica do Reino ; Sócio Correspon- 
dente da Academia Real das Sciencias de Liíboa, do Instituto de Coimbra, 
e do Conservatório de Arte Dramática : casou em 1842 com D. Leonarda 
Thereza Leite Freire, que nasc. na Quinta de Monte-São próximo de 
Coimbra, a 15 d'Outubro de 1824, filha de Cypriano Leite Ribeiro 
Freire, Fidalgo Cavalieiro da Casa Real ; Commendador da Ordem de 
Christo ; Ministro Plenipotenciário de Portugal na Corte de Madrid e da 
Suécia, e antes Presidente da Real Junta do Commercio, Fabricas e 
Navegação ; e de sua mulher D. Eulália Carolina Godinho Ribeiro Freire. 
(V. Monte-São, Visconde, e Massarellos). 

FILHOS 

1.0 José Maria. — Nasc. a 12 de Dezembro de 1842, e m, a 29 de 
Março de 1867. Foi Bacharel formado na faculdade de Direito 
pela Universidade de Coimbra ; Administrador do concelho de 
Cascaes no districto de Lisboa, e Moço Fidalgo com exercício 
na Casa Real, Falleceu solteiro e sem geração. 

2." Adrião. — Nasc. a 17 de Novembro de 1844 ; Fidalgo da Casa Real; 
Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, e 
Conservador do Registo Hypoihecario na comarca de Coimbra. 
Solteiro. 

3.<» DiOGO Forjaz. — Nasc. a 21 d'Outubro de 1846: Fidalgo da Casa 
Real ; Cavalieiro da Ordem de Christo ; Bacharpl formado nas 
faculdades de Mathemaiica e de Philosophia pela referida Uni- 
versidade ; habilitado com o Curso d'Engenharia Militar ; Capitão 
d'Engenheiro3 do Exercito : casou em 1868 com D. Helena Maria 
da Costa Dourado, que nasc, a 7 de Maio de 1848, filha de 
António Ladislau da Costa Dourado e de sua mulher D. Lado- 
vina Cândida de Miranda Dourado, ambos já fallecidos. 

FILHOS 

1.0 D. LcDovi.NA. — Nasc. a 21 de Janeiro de 1870, 
2." D. Leonarda. — Nasceu a 28 de Fevereiro de 1872 
3." Diogo. — Nasc. a 16 de Junho de 1877. 

4.0 João / Nasc. a 18 de Setembro de 1848. Bacharel 

\ r- formado em Medicina pela Universidade 

í (jemeos j r> • v 

i de Coimbra. 

3.0 Cypriano ( Nasc a 18 de Setembro de 1848. Tenente 

de Cavallaria do exercito: Secretario do 

Governo de Timor e Solôr, na Oceania. 

6.» D. Maria do Carmo. — Nasc. a 14 d'Agosto de 1830, e casou em 
1870 com José de Moura de Gusmão, que nasc. a 16 de Feve- 
reiro de 1849, proprielario em S. Martinho d'Arvore, filho 
herdeiro de José Joaquim d'Oliveira Machado, e de sua mulher 
D. Rita de Gusmão Beltrão d'Albnquerque e Mello, Sr." de 
varies prédios na referida freguezia de São Martinho. 

FILHOS 

1." José. — Nasc. a 9 de Setembro 1870. 

2.0 D. Maria.— Nas. a 27 de Setembro de 1872. 



38 famílias titulares GRA 

3.» Adrião. — Nasc. a 22 de Setembro de 1874. 
4." Pediio. — Nasc. a 8 de Novembro de 1875, 
7.0 D. Mabia José. — Nasc. a 31 de Outubro de 1832, e casou em 
1879 com Diniz Kofice Severino de Sousa Lobo, que nasceu no 
Porto a 3 de Maio de 1842, o qual serviu de Contador da 
Junta de Fazenda na Província de São Thomé, e depois de exer- 
cer varias commissões da Fazenda Nacional, em Castro D'Aire, 
Santa Combadão, Vizeu c Coimbra, foi nomeado Delegado do 
Thesouro Nacional no Dislricto de Castello Branco. 
8." Luiz Pereira Forjaz. — Nasc. a 4 de Março de 1854: casado 

com N. . . 
9." António. — Nasc. a 3 de Fevereiro de 1856, e m. a 28 de Outu- 
bro de 1857. 
10.» D. Edlalia. — Nasc. a 8 de Agosto de 1857, 
11.» D. Beatriz. — Nasc. a 16 de Outubro de 1859, e m. a 9 do Ju- 
lho de 1875. 
12.0 jjaria Luiza, — Nasc. a 7 de Dezembro de 1863, e m. a 14 de 
Maio de 1865, 
3." Josí Maria Pereira Fohjaz. — Nasc. a 23 de Julho de 1816, e m. em Oeiras, su- 
búrbios de Lisboa, a 16 de Setembro de 1881. Do Conselho de S. M. El-Rei 
D. Luiz I ; Juiz da P.elaçao de Lisboa ; Deputado da Nação em varias Legisla- 
turas ; antigo Procurador Régio da Relação de Lisboa ; Bacharel formado em 
Direito pela Universidade de Coimbra. Casou com D. Maria Augusta Cid. 

FILHOS 

1." D. Beatriz. — Falleceu de tenra idade. 

2." José Maria — Nasc. a 21 de Julho de 1861. Bacharel for- 
mado em Direito. 

3 o AcGosTo. — Nasc. a 29 de Dezembro de 1865. 
4° Diogo Pereira. — Nasc. a 2 de Ootubro de 1817: Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Real ; do Conselho de El-Rei D. Luiz I : Commendador da Antiga e Nobi- 
líssima Ordem de Sanflago de mérito scientifico, lilterario e artístico ; Depu- 
tado da Nação em varias legislaturas ; Doutor e Lente de Prima, Decano e 
Director da faculdade de Leis na Universidade de Coimbra ; Sócio da Academia 
Real das Sciencias de Lisboa, do Instituto de Coimbra, e Sócio correspondente 
da Academia de Jurisprudência e Legislação de Madrid. Casou com D, Maria 
José de Serpa Pimentel, que nasc. a 27 d'Outubro de 1819, filha de Manuel 
de Serpa Machado ; Par do Reino ; Doutor « Lente de Prima, Decano e Dire- 
ctor da faculdade de Direito na Universidade de Coimbra ; e de sua mulher 
D. Anna Rita Freire Pimentel, ambos já fallecidos. — Com geração. {V. Vis- 
conde de Gouvêa, aeima). 

SEUS AVOS 

Anlonio José Pimentel de Mesquita e Vasconcellos ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; 
Capilão-mór das Ordenanças da Villa de Gouvêa ; proprietário abastado: casado com D. Ma- 
ria de Sá da Silva Cardoso, filha e herdeira de José Teixeira da Silva Cardoso, do Penso, 
e de sua mulher D. Calharina Thereza de Vasconcellos e Sá. 

CREAÇÃO DO TITULO 

ViícoNDE — Decreto de 10 de Abril, e Carta de 10 de Maio de 1848. — (D. Maria II. — Regist. no Areh. 
Nac. da Torre do Tombo — Mercês de D. Maria II, Lio. 28 o fl. 249 v.) 




GRAÇA (Visconde). — Thomaz Eiras d'01iveira Croft, 2.° Visconde da Graça, em 



(íK.V E GRAN DES DE PORTUGAL 39 

vpnficaçâo de vida; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real: nasc. em Lisboa a 12 de Junho de 
iSír», e casou a 8 de Janeiro de 187fi cora D. Anna Mafalda de Mendonça Coutinho de 
Seabra, que nasc. a 2 d'Agoslo de 1856, e m. em Lisboa a. . . , filha dos 1.°* Viscondes 
(TAbrigada, da qual não houve geração. Passou a 2."* núpcias a 29 de Julho de 1878, 
com D. Julieta de Salles da Cunha (ialvão, que nasceu no Rio de Janeiro a fi de Outubro 
de 1856, lilha de Manuel da Cunha Galvão, do Conselho de S. M. o imperador do Brazil, 
e de sua mulher D. Clemência Augusta de Salles da Cunha Galvão, ambos naluraes do 
Uio de Janeiro. 

SEUS PAES 

Jorge Crofl, 1." Visconde da Graça, em duas vidas; abastado proprietário; súbdito 
britânico, que nasc. em Mancliesler a 15 de Maio de 1808, em. em Lisboa a 26 de Ja- 
neiro de 187Í, tendo casado a 2 de Junho de 188í com D. Maria Luciana dOliveira, 1." 
Viscondessa da Graça, lilha legitimada do 1.° Barão de Barcellinhos, Manuel José d'Oli- 
veira que nasc, a 21 de Maio de 1810 e m. em Lisboa a 21 de Maio de 1868. {V. Bar- 
cellinhos). 

1." D. Luciana Maria — Nasc. a 28 de Agosto de 1838 ; actual 2.» Condessa de Porto Covo 
da IlaiiJeira pelo seu casamento, a 22 de Maio de 1873, com 2." Conde de PorvO 
Covo da Uandeira, do qual não houve geração. Viuva d<í primeiras núpcias de Manuel 
de Moura Valdez, fidalgo da Casa Keal ; Capitão de Cavallaria do exercito, com o 
qual ca.>ou a 19 de Fevereiro de 1858, e m. a lõ de Dezembro de 1863, fiibu da 
Luiz Maria Valdez, Fidalgo da Casa Real, e Marechal de Campo do Eiercito, que m. 
em Março de 1831. 

FILHOS 

1," José Caopr — Nasc. a 31 de Dezembro de 1839. 
2.° Manuel Croft — Nasc. a 3 de Junho de 1862. 
3.** D. Maria Lcciana — Nasceu a 10 de Novembro de 1864. 
2.° D. Cecília Sahah — Nisc a 8 de Março de 1845. e m. a 7 de Outubro.de 1870, ha- 
vendo casado com João Mnria de Magalhães, Moço Fidalgo com exercício na Casa 
Heal ; Major d-j lafanteria do exercito; Engenheiro Florestal encarregado da Divi são 
Florestal do centro do paiz; Cavalleiro da Urdem de Damebrog, da Dinamarca, e das 
Ordens de S. Bento d'Avíz, e de Christo. — Sem geração. 
3." Thomaz Elmo — Actual 2.» Visconde da Graça : casou em prrmeiras napcias com D. Anna 
Mafalda de Mendonça Coutinho de Seabra, e em segundas núpcias com D. Julieta de 
Salles da Cunha Galvão, actual Viscondessa. — {V. acima.) 

SEUS AVÔS 

Thomaz Croft Esqr., casado com Miss. Sarah Simpson Croft. 

1." JoBGE Croft — Foi o l.*> Visconde da Graça: cason com D. Maria Luciana d'01iveira. 
Viscondessa da Graça pelo sen casamento, e filha do 1." Barão de Barcellinhos. — 
Com geração {V. acima.) 

2." Frederico Croft — Casado com N. ... Reside em Liverpool. — Com geração. 

3.0 Sarah Croft — Casada com N. ... Orwins. Doutor em... Pesidente em Londres. — 
Com geração. 

CREAÇÂO DO TITULO 

Visconde em dcas vidas — Decreto de 2o de Agosto, e Carta de 30 de Agosto de 1870 — (D. Luiz I — 

Regiit. no Areh. da Torre do Tombo, Mercês de D. Luiz I.) 
Renovado na segunda vida — Deerelo de 23 de Agosto, e Carta de 18 de Março de 1875 — (D, Luiz I — 

Regiit. no Arcliivo Nac. da T. do T., Mercês de D. Luiz I.) 



10 



famílias titulares 



GBA 




GRACEIRA (Visconde). — José Rodrigues de Faria, natural da freguezia de Cam- 
panhã, concelho do Porto; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por Alvará de merco nova; do 
Conselho de Sua Magestade; Coramendador das Ordens de Christo e de Nossa Senhora da 
Conceição de Yilla Viçosa; condecorado com a ^Medalha das campanhas da liberdade n.°3; 
Capitão do exlincto regimento de arlilheria da Corte; Primeiro OíTicial do Thesouro 
publico e seu delegado no Dislricto do Porto. 

Não sabemos com quem foi casado, porque S. Ex." não nol-o quiz informar ; mas 
consta dos registos da Mordomia-mór, que é seu 

José Rodrigues Leal de Fauia — Fidalgo Cavalleiro por Alvará de 7 de Maio de 1869. 
SEUS PAES 

Domingos Rodrigues Chaves de Faria, casado cora D, Rosa Angélica Pereira da 
Fonseca, filha de Manuel Pereira da Fonseca e de sua mulher D. Anna Angélica Rosa 
da Fonseca. 

José Rodrigues oe Faria. — O Visconde da Graceira, acima referido. 
SEUS AVOS 

Manuel Rodrigues Chaves de Faria, casado com D. Joanna Pinto de Faria. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde^ Decreto de 1 de Julho de 1886. 

BrasKâ.o de A rmaH. — Escudo esqaartellado ; no 1.° quartel, as armas dos Farias, 
no 2.0 as dos Rodrigues, no 3.° as dos Pereiras e no 4.* as dos Fonsecas. 



GRA E GRANDES DE PORTUGAL 41 

Brazão concediJo por Carta de 20 de Julho de 1869. 
Reg. no Cart. da Nobreza a 11. 123 do Liv. IX. 




GRACIOSA (Marqi Ez) — Fernando de Mello Geraldes Sampaio de Bourbon, nasceu a 
29 de Junho de 1839; i.° Conde, e 2.'^ Marquez da Graciosa; Bacharel formado em Leis 
pela Universidade de Coimbra, ele, ele. 

SJEUS PAES 

Fernando AfTonso Giraldes de Mello Sampaio Pereira, nascido a 24 de Junho de 1809 ; 
1.° Marquez, 1.° Conde e 1.° Visconde de Graciosa, em sua vida; Pardo Reino, por Carla 
Regia de 3 de Maio de 18í2 ; Sr. de Medehin; Alcaide mór de Monsanto ; Comraendador, 
era 2.° vido, de S. Mi::ik'l de Fornos na ordem de Chrislo ; Gran Cruz da Ordem da Coroa 
de Ilalia; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra. Casou a 12 de 
Abril de 1836, com sua prima D. Maria José Caldeira Pinto de Albuquerque Leitão, nas- 
cida a 31 de Dezembro de 1816, e filha de Gonçalo Caldeira Leilão de Albuquerque Car- 
dozo Brito Moniz, do Conselho da Rainha D. Maria I e de El-Rei D João YI ; Moço 
Fidalgo com exercício na Casa Real, e de sua mulher D. Josepha Margarida Pinlo de 
Macedo Mascarenhas. (Víd. Borralha, Visconde e Conde). 

1." Francísco de Mello. — Nasc. a 31 de Março de 1837, e m. em 27 de Março de 1839 
— Sem geração. 

2." Fernando. — Actual Marquez, acima referido. 

3.** D. Maria Joanxa. — Nasc. a 2 de Fevereiro de 1842: actual 1.» Viscondessa da Foz de 
Arouce, pelo seu casamenlo, a 18 de Abril de 1860, coro o 1.» Visconde do mesmo titulo 
Francisco Augusto Furtado de Mesquita Paiva Pinto. [Vid. Foz d'Arouce). 

CREAÇÂO DOS TITULOS 

Marqdez — Carta de 25 de Setembro de 1879. 

Conde — Carta de 12 de Junho de 1832. 

Visco.NDE — Carta de 5 de Fevereiro de 1840. 

Renovação do titulo de Marquez. — Decreto de 26 de Maio de 1886. 

Brazâo de quo usam. — Escudo esquartellado — no 1.° quartel as armas dos 
Mellos, no 2.° as dos Sampaios, no 3.<» as dos Pereiras e no 4." as dos Figueiredos — Timbre 
— o Colonel de Marquez. 




GRÂMOSA (Barão). — Titulo extincto. — Joaquim José da Costa Rebello, 1.° Barão 

6 



a famí lias titu lares gba 

da Gramosa, em sua vida; Fidalíro Cavalleiro da Casa Real; Coramendador da Ordem de 
Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Cavalleiro da Ordem de Chrislo ; abastado 
proprietário e capilalisla na cidade de Braga ; exerceu o cargo de Delegado do Recebedor 
Geral na província do Minho ; foi por espaço de alguns aimos Presidente da Santa Casa 
da Misericórdia da cidade de Braga. Nasc. em Braga a lo de Maio de 1875, e m. no 
estado de solteiro. — Sem geração. 

SEUS PAES 

José Joaquim da Gosta Rebello, natural e abastado proprietário na Freguezia de São 
Victor da cidade de Braga : casou cora D. Custodia Maria de Jesus, íiiha de José João 
de Lacerda e de sua mulher D. Calharina Francisca de Lemos, todos ires naluraes da 
freguezia de São João do Souto da cidade de Braga. 

1.0 Jeronymo José (Dom) — Nasc. em Braga a 20 de Outubro de 1783, e m. no Porto a 
27 de Fevereiro de 18S4. Foi eleito Bispo da Diocese do Porto em 27 de Janeiro de 
1840, confirmada a eleição por Breve de S. S. Gregório xvi de 19 de Junho de 1843; 
serviu como Governador temporal do Bispado de Lamego desde 1 de Agosto de 1833 
a 19 de Setembro de 1836 ; passou na mesma qualidade ao Governo da Diocese do 
Porto, que estava exercitando á sua eleição episcopal ; anteriormente fora Abbade da 
freguezia do Salvador de Fonte Bôa, no Concelho de Espozende, na Diocese de Braga; 
Presbylero secular do Habito de São Pedro ; Bacharel formado em Leis pela Univer- 
sidade de Coimbra, em 1807. 

2." José Narciso. —-Nasc. a. . . e m. em Braga a... de Outubro do 1870; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real; Commendador da Ordem dii Christo, e Cavalleiro da de Nossa Senhora da Con- 
ceição de Villa Viçosa; Cónego da Sé Patriarchal de Braga (em 24 de Abril de 1826); 
Presbytero Secular do Habito de São Pedro. 

N. B. Ignor» te tiveram algumas irmãt- 

SETJS AVOS 

Manuel Pinto, proprietário, casado com D. Antónia da Gosta, moradores que foram 
no logar do Areal, freguezia de S. Victor da cidade de Braga. 

1.0 José Joaquim. — Casou com D. Custodia Maria de Jesus. — Com geração. (V. acima.) 
2.» Bernardo José. — Casou com D. Anna Luiza. — Com geração. {V. Gramosa, Visconde). 
N. B. Ignoro se houve mais descendentes. 

CREAÇÀO DO TITULO 

Barão. — Carta de 27 de Fevereiro de 1866. — (D. Luiz I. — Begisi. no Arch. Nac. da T. do T. Mercês 
de D. Luiz I, Liv. 12, fi. 156 v.) 




GRAMOSA (Visconde). — António José Pinto da Costa Rebello, 1." Visconde de Gra- 
mosa, em sua vida; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra; Juiz de 



GRA E G RANDES DE PORTUGAL 43 

Direito de 1/ Classe, aposentado com honras de Juiz de 2.* Instancia na Relação do Porto; 
exerceu os togares de Delegado do Procurador Régio nas comarcas de Valença do Minho 
e de Ri-aga, e de Juiz de Direito nas de Melgaço e Valença, da cidade da Horta, em que não 
teve exercício, na 1.' e 2." vara criminal da cidade do Porto, e na comarca de Penafiel. 
Abastado proprietário e capitalista, residente na cidade de Rraga: nasceu em Rraga em 
1808. Solteiro. — Sem geração. 

SEUS PAES 

Bernardo José Pinto, proprietário e natural da cidade de Braga, casado com D. Anna 
Luiza, residente no togar do Areal, freguezia de S. Victor da jnesma cidade, íilha natural 
deN... 

AxTOMO José. — Aclual Visconde de Gramosa. — 5em geração. {V. aeima). . 

N.B, Ignoro se houve mais geração. O sr. Vijíonde recusou-se a qualquer informação. Tivemos 
de recorrer á certidão de matricula na Universidade, onde se não declara o nome da 
mãe do sr. Visconde. Quizeramos puLlicar a evasiva d'este titular ; mas julgamos 
destoaria da seriedade do uos<o trabalho. 

SEUS AVOS 

Luiz Pinto, proprietário em Bi*aga, casado com D. Maria Luiza Leite. 

Bernardo José. — Saccedeu na casa a seu Pae, e casou com D. Anna Luiza. — Com geração. 

(Y. acima) 
N.B. Ignoro se houve mais descendência. Fica acima mencionada a nossa diligencia. 

9 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde. — Decreto de 24 de Abril, e Carta de 29 de .Maio de 1879. — (D. Luiz I. — Regitt. no Âreh. 
Nae. da T. do T, Mercêt de D. Luiz I. Liv: 23, fl. 154, t>.) 




GRANJA "(Visconde). — Cazimiro Barreto Ferraz Sachetti, 2.*» Visconde da Granja; 
nasceu a 8 de Dezembro de 1816 : Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Par do Reino por 
successão, de que tomou posse a 31.de Março de 1861; Commendador da Ordem de 
Christo ; Addido honorário da Legação de Paris ; casou a 25 de Junho de 1846 com 
D. Maria Augusta de Faria Barreto Villas Boas, nascida a 18 de Março de 1813, filha 
de Balthazar de Faria Barreto Villas Boas, Fidalgo da Casa Real, e de D. Joanna Felicia 
de Vasconcellos. 

FTTiTTO 

AxTOMo Barketo Ferraz Sachetti. — Nasc. a 23 de Agosto de 1830; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real ; casou em Amarante a 24 de Fevereiro de 1876, com D. Antónia Cândida 
Taveira Barreto, que nasc. a 29 de Setembro de 1830, filha de José de Carvalho 
Pinto Ferreira Brandão, e de D. Joanna Júlia de Sousa Pinto. 



U famílias titulares GRA 

FILHO 
Cazimiro — Nasc. em 22 de Fevereiro de 1878. 

SESUS JPAES 

Anlonio Barreio Ferraz de Vasconcellos, 1." Visconde da Granja em duas vidas ; nas- 
ceu a 23 de Maio de 1789"; Par do Reino em 3 de Maio de 18í2 ; Ministro de Eslado iio- 
norario ; Grã-Cruz da Ordem de S. Thiago ; Commendador da Ordem de Chrislo; Juiz 
Relator do Supremo Conselho de Justiça Militar ; morreu a 2G de Abril de 1861, lendo 
casado a 2o de Julho de 1813 com D. Maria Bibiana Sachetti, nascida a 2 de Dezembro 
de 1782, c fallecida a 19 *de Setembro de 1834, filha única de Bernardo Xavier Barbosa 
Sachetli, do Conselho de S. M., e Desembargador da Casa da Supplicação ; e de D. Maria 
Thereza Claudina da Purificação. 

Cazimiro Barreto Ferraz Sachetti. — 2." Visconde da Granja acima referido. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde. — 13 do Agosto do 1847. 
1\£N0YAÇÃ0 DE 2.» VIDA — 3 de Abril de 1840. 




GRANJÃO (Visconde). — Anlonio Botelho Teixeira, 1." Visconde e 1." Barão de 
Granjão em sua vida; Moço Fidalgo com exercício, por Alvará de 16 de Março de 1864 ; 
abastado proprietário no concelho de Mezâo Frio. Nasceu em Oliveira do Douro, a 4 de 
Fevereiro de 1808, e casou em 1837 com D. Carlota de Albuquerque Pimentel e Vascon- 
cellos, nascida a 19 de Fevereiro de 1842, e que morreu na villa de Fornos de Algodres a 
27 de Novembro de 1880, filha de Luiz de Albuquerque Pimentel e Vasconcellos, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real, e de sua mulher D. Maria Máxima de Abranches Boto. 

D. Amélia Botelho. — Nasc. a 18 de Fevereiro de 1859, e casoa a 11 de Jalho de 1883, 
na qainla de Moledo, sita no logar de Granjão, com José Abraaches Homem da Cosia 
Brandão. 

SEUS PAES 

Manuel Botelho Teixeira, nasceu era 1769 no logar do Enxertado, Concelho de Re- 
zende, Comarca de Lamego ; Bacharel formado em Cânones pela Universidade de Coimbra, 
sendo admitlido a lêr no Desembargo do Paço em 1794. 

Casou em . . . com D. Maria Ignacia Teixeira, de quem leve os seguintes : 



GUI E GRANDES DE PORTUGAL 45 

l." D. Anxa Felicíssima. — Nasc. a 15 de Julho de 1801, e foi casada com Joaquim Guedes 

de Amorim. 
2." José Botelho. — Nasc. a 18 de Novembro de 1802, e foi Bacharel formado pela Univer- 
sidade de Coimbra, etc. 
3.° A.NTOxio Botelho Teixeira. — 1.* Visconle de Granjão, acima referido. 

SEUS AVOS 

Manuel Teixeira, nalural do legar do Enxertado, e casado com D. Eufrazia Botelho, 
natural do logar de Felgueiras, e filha de Manuel Botelho e de sua mulher D. Helena Bo- 
telho, ambos do logar de Felgueiras, ele. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Barão. — Decreto de 7, e Carta de 14 de Maio de 1867. 

Visconde — Decreto de 24 de Abril, e Carla de 19 de Junho de 1879. 




GRI.MANCELLOS (Baroneza). — D. Virgínia de Passos d' Almeida Pimentel, nasc. 
na cidade do Porto em 2 de Maio de 1840 ; 2." Baroneza de Grimancellos em sua vida, 
pelos serviços de seu tio o 1." Barão de Grimancellos, António de Passos de Almeida 
Pimentel, como abaixo se dirá. 

N.B. Ignoramos se S. Ex.» casou e teve successão, visto que não se dignou responder á carta em 
que lhe sollicitavamos essas indagações. 

SEUS PAES 

José Luiz de Passos d'Almeida Pimentel, nascido em 22 de Maio de 1799; Fidalgo 
Cavalleiro, por Alvará de 24 de Novembro de 1835; Cavalleiro da Ordem de Christo, e de 
Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa; Coronel do extincto 1.° Batalhão Nacional de Caça- 
dores da cidade do Porto ; proprietário ; antigo Contador da Relação do Porto. Casou com 
D. Maria Adelaide Teixeira Pinto Basto, nascida em 28 de Novembro de 1810, e fallecida 
na cidade do Porto a 2 de Setembro de 1844, filha de Constantino Teixeira Pinto Basto, 
Commendador da Ordem de Christo, e de sua mulher D. Anna Barbara Teixeira Pinto. 

1." D. Virgínia. — 2.^ Baroneza acima referida. 

2.» D. Ernestina. — Xas.:. na cidade do Porto em o de Julho de 1841. 

SEUS AVOS 

Bernardo José de Passos, Cavalleiro professo na Ordem de Christo; Desembargador 
honorário da Casa da Supplicação, em exercício de Corregedor da cidade de Braga; Ba- 
charel formado pela Universidade de Coimbra: nasc. na freguezia da Caudelaria, do Rio 



i6 FAMÍLIAS TITULARES GUA 

de Janeiro, a 27 de Janeiro do 1749, e morreu em Braga a 20 de Marco de 1809, assassi- 
nado pelos revolucionários, por ser apodado de Jacobino (parlidisla dos francezes invasores 
do Reino). Foi casado com D. Luiza Delfina d'Almeida Pimentel, que nasc. em 1771 e fal. 
cm 9 de Março de ISolí, lilba de António Marçal de Almeida Pimentel, Coronel de Infan- 
leria do exercito, servindo de Governador da Praça militar de Penamacor, e de sua mulher 
D. Maria Eugenia Rebocho, natural da Praça d'Elvas, filha de João António Rebocho, 
Sargenlo-mór reformado de Infanteria, servindo de Governador Militar da Praça de Tran- 
cozo. (V. Campanhã, Sanlo António e BohadeUa). 

1.0 António de Passos d'Almeida Pimentel. — Nasc. e baplisado na Praça de Almeida a 22 
de Outubro de i793 ; h." Barão de Grimancellos ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; 
Commendador da Ordem de Christo ; Cavalleiro das de Aviz, e da Torre e Espada ; 
foi Coronel do Lalaihão de Voluntários da Rainha, e Goyernador do Castello da Foz 
do Douro. Morreu solteiro e sem geração. 

2.*" José Luiz de Passos. — (Vii. acima). 

3." D. MAniANNA Naucisa. — Nasc. a 11 de Outubro de 1801, e m. a 25 de Maio de 1873, 
lendo sido casada com Domingos Bernardino Velloso de Macedo, Cavalleiro professo 
na Ordem de Christo; Sr. da Casa de Fornos, no concelho de Alijó; Bacharel em 
Cânones pela Universidade de Coimbra. — Com geração. {V. Campanhã). 

4,0 Francisco de Passos d'Ahieida Pimentel. — Nasc. a 20 de Agosto de 1805; Arcediago 
da Sé do Porio, e anteriormente Cónego da Coilegiada de Barcellos, e Deputado na 
legislatura de 1848 a 1857. Morreu a 29 de Outubro de 1852. 

S.J D. Carlota Amália. — Nasc. a 25 de Julho de 1806, e casou com José de Vasconcellos 
de Azevedo Athayde e Menezes, do Conselho de S. M. ; Juiz e Vice-Presidente da 
Relação do Porto ; Commendador da Ordem de Christo ; Bacharel formado pela Uni- 
versidade de Coimbra; etc. 

FILHOS 

1.° D. Marianna Adgusta. — Nasc. a 22 de Novembro de 1841, e casou com 

José Nicolau da Rocha Faria Machado. 
2.° António de Vasconcellos. — Nasc. em 9 de Abril de 1844. 
6." D. Maria Delfina. — Nasc. a... em. a... 
7." D. Maria Angélica. — Nasc. a 24 de Setembro de 1807. 

8." D. Maria Bernardina. — Nasc. a 2 de Agosto de 1809, e fal. a 24 de Abril de 1849 : 
foi Condessa de Campanhã por ter casado, em 11 de Agosto de 1835, com seu tio 
o 1.* Conde de Campanhã. {V. Campanliã). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão. — Decreto de 25 de Abril de 1848. 

Renovaçío ma 2." Baroneza — Decreto de 9 de Março de 1834. 




GUADALUPE (Barão). — João Ignacio de Simas e Cunha, nasceu a 26 de Março de 
1821, na freguezia de Santa Cruz, da Ilha Graciosa; Bacharel formado pela Universidade 
de Coimbra ; proprietário na mencionada ilha. 

NB. Ignoramos se S. Ex.» casou e leve descendência, visto não ter querido responder ás nossas 
instancias. 



GUA E GRANDES DE PORTUGAL 47 

SEUS PAES 

João Igoacio de Simas Júnior, proprielario na Ilha Graciosa, e casado com D. Cus- 
todia Libania de Bellencourt, ambos naluraes da freguezia de S. Malheus da Villa da Praia. 

CREAÇÃO PO TITULO 
Barão — Carta de il de Janbo de 1874. 




GUARDA (Dmi^E). — Titulo extinclo.— o Infanle D. Fernando, Olho de El-Rei 
D. Manuel, foi Duque da Guarda. 




GUARDA (Conde). — Luiz de Oliveira e Almeida Calheiros de .Menezes, í.° Conde 
da Guarda, em sua vida; Officiai-mór honorário da Casa Real, e Moço Fidalgo com exer- 
io, por Alvará de 31 de Julho de 1822 ; Alcaide-mór de Ceia ; Commendador da ordem 
uu Chrislo, ele. 

IFIIiECO n^J^TTJia-ôJL liPSO-IOTTIVl AT)0 

Lciz DE Oliveira s almeida Calheiros de Menezes. — Casado em 19 de Fevereiro de 1879 com 
sua 2.^ priroa D. Maria das Dores Lobo d'Almeida Melio e Castro, filha bastarda de 
D. António Francisco Lobo. (F. Galveas, Conde). 

l." D. Maria da Conceição 
2.** D. Mabia Lciza 
3.» D. Maria Emília 
4." D. Maria Asxa. 

SEUS PAES 

Francisco Lopes Calheiros de Menezes, Moço Fidalgo com exercicie da Casa Real, 
por Alvará de 27 de Julho de 1803 ; Coronel de Milícias reformado. Casou em o anno de 
1804 com D. Maria Emilia de Oliveira Almeida Coelho, filha de Luiz de Oliveira da Cosia 
ilAImeida Ozorio, Fidalgo da Casa Real ; Alcaide-mór da villa de Cèa ; Commendador da 



48 



famílias titulares 



GUK 



Commenila de Moçambique na Ordem de Cliristo ; Brigadeiro do exercilo : assassinado 
lumulluariamenle na cidade do Porlo. Foi casado com D. Anna Máxima Coelho Brandão. 

IFIIjUOS 

i.« D. Anna Máxima d'Oliveira Almeida Calheiuos. — 6." Condessa das Galveas. (V. GalvéasJ. 
2.0 Francisco Lopes de Oliveira de Almeida Calheiros e Menezes. — Moço Fidalgo com exer- 
cício da Casa Real, por Alvará de 31 de Julho de 1882. 
3." Luiz DE Oliveira e Almeida Calheiros de Menezes. — !.• Conde da Guarda, acima referido 

SEUS AVOS 

Francisco Lopes Calheiros de Menezes e Benevides, Successor e Sr. das Casas de 
Boriz e Banho ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Coronel do rcgimenlo de Milicias de 
Villa do Conde : casado com D. Maria Thereza Falcão Marinho Barbosa, filha e herdeira 
de José Falcão Marinho e de sua mulher D. Isabel Barbosa. 



1.° Pedro Lopes Calheiros. 
2.0 Francisco Lopes Calheiros, 



— Acima mencionado. 
BISAVOS 



Pedro Lopes Calheiros de Benevides, natural do termo de Ponte de Lima ; Fidalgo 
Cavalleiro, por Alvará de 5 de Julho de 1714 ; Successor e Sr. das Casas de Boriz e 
Banho; Cavalleiro professo da Ordem de Chrislo ; Mestre de Campo, etc, ele. 

Casou com D. Maria Quitéria de Lira Manuel de Menezes, filha de D. António Ja- 
cinlho de Lira Trancozo de Souto Maior, Sr. da Casa solar de Lira, Padroeiro do 
Convento de S. Francisco de Monção, ele, etc. ; e de sua mulher D. Leonor Manuel de 
Menezes. 

1.0 Francisco Lopes Calheiros de Menezes e Benevides. — Acima mencionado. 
2.0 D. Maria Rosa Umbelina de Menezes e Lira. — Casada com Manuel Carlos Teixeira Pimentel 
de Carvalho, Sr. do Morgado de Guiães, e Avó da "Viscondessa de Guiães. (V. Guiães). 

CREAÇÃO DO TÍTULO 
Conde. — Decreto de 19 de Junho de 1869. 




GUEDES (Visconde) — Francisco Guedes de Carvalho e Menezes da Cosia, 1.° Visconde 



6UE E GRANDES DE PORTUGAL 49 

de Guedes, e por morte de seu irmão, José Guedes de Carvalho e Menezes da Cosia, 
1.° Conde da Costa, foi elevado a 3.° Conde da Costa (vid. a p. 693 do 1." vol. d'esla 
obra) ; do Conselho de S. M.; Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Commendador da 
Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Deputado da Nação em varias 
legislaturas ; Governador Civil do Dislricto administrativo de Évora, e em outros districlos ; 
Bacharel formado em Direito pela Univ. de Coimbra, Nasceu a 12 de Julho de 1813, e 
casou em Évora a 29 de Maio de 1866, com D. Maria Luiza Infante Pessanha, que nasc, 
na villa de Ferreira, do Alemtejo, a 10 de Março de 182í, viuva era 1." núpcias de 
João Theodoro Pinto da Maia, e filha de Luiz xVntonio d'Aironseca Vivião Peçanha, Moço 
Fidalgo com exercício na Casa Real ; Administrador do Morgado de S. Vicente Ferreira, e 
outros ; e de sua mulher e parenta, D. Maria José Infante de Lacerda Luzeiro e Reboredo, 
herdeira e administiadora de vários morgados, na Província do Alemtejo. — Sem geração. 

(Vid. o 1.° Visconde e o 1." Conde da Costa, a pag. 486 e seguintes do 1." vol. 
'lesta obra). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde de Gdedes. —Decreto de 19 de Dezembro de 1867, e Carta de 7 de Janeiro de 1868. 
Conde da Costa. — Decreto de 13 de Junho, e Carla de 9 de Julho de 1881. 

Brazão. — Descriplo no tilolo Coode da Costa a pag. 486 do l.« vol. d'esla obra. 




GUEDES TEIXEIRA (Visconde). — José Augusto Guedes Teixeira, nascido em La- 
mego a 16 de Dezembro de 1843 ; Bacharel formado em Direito pela Univ. de Coimbra ; 
proprietário; Governador Civil, que foi, no dislricto do Porto. Casou em 1868 com 
D. Leopoldina de Queiroz Guedes, nascida a 1 de Julho de 1846, filha de António Joaquim 
Guedes, Commendador da Ordem de Christo, e de sua mulher D. Maria Leopoldina Pereira 
de Queiroz. (Vid. Almedina e Valmôr). 



1.» Augusto. — Nasc. a 28 de Dezembro de 1868. 

2.» Fausto. — Nasc. a 11 de Outubro de 1871. 

3.0 D. Leopoldina Eiima. — Nasc. a 11 de Janeiro de 1874. 

SEUS PAES 



José Teixeira Botelho, Bacharel formado em Medicina pela Universidade de Coimbra. 
Morreu em. . . Foi casado com D. Maria José d'Annunciação Guedes, filha de José Be»- 
nardo Guedes, natural da freguezia de Ranhados, bispado de Lamego, e de sua mulher 
D. Maria Cândida do Patrocínio, natural da mesma freguezia. 

7 



50 



famílias titulares 



GUi 



FILHOS 

1.» D. Maria Cândida. — Nasc. a 6 de Jullio de 1830 ; já fallecida. 

2.* D. Maria Maximiana. — Nasc. a 8 de Fevereiro de 1832 ; já fallecida. 

3.» Josí Adgosto Guedes Teixeira. — 1.*» Visconde de Guedes Teixeira, acima referido. 

SEUS AVOS 

António Teixeira Botelho, casado com D, Joanna Josefa Gonçala, ambos naturaes 
da freguezia de Almacave, da cidade de Lamego. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 23 de Janeiro de 1874. 




GUIÃES (Viscondessa). — D. Maria Antónia Taveira de Sousa Alvim Lira e Menezes, 
2." Viscondessa de Guiães em sua vida, pelos serviços de seu Pae o 1." Visconde do 
mesmo titulo, e Viscondessa da Várzea pelo seu casamento a 24 de Outubro de 1836, com 
o 2.° Visconde da Várzea João da Silveira Pinto da Fonseca, que m. a 11 de Fevereiro 
de 1858, (V. Várzea). 

IFIXjHO 
V. o 1.0 Visconde da Várzea {Titulo Várzea). 

SEUS PAES 

José Taveira Pimentel de Carvalho e Menezes, nasc. em Lamego a 6 de setembro 
de 1778; 1."» Visconde de Guiães; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; Commendador da 
Ordem de Christo ; condecorado com as Medalhas das Campanhas da Guerra Peninsular ; 
Sr. do Morgado de Guiães em Villa Real; Coronel das Milícias de Lamego, e depois 



GUI E GRANDES DE PORTUGAL ol 

aggregado ás do Porlo : m. na cidade do Porto a 16 de Dezembro de 1866, havendo casado 
a 29 de Junho de 1819 com D. Anna de Sousa e Alvim Lira de Menezes, sua sobrinha, 
que nasc. em 1803, e m. a 1 de Setembro de 1824, filha de Rui Lopes de Sousa e Lemos, 
Sr. de Bordônhas, e de sua mulher D. Antónia Adelaide Lira e Menezes. 

1.' DuABTE Taveira. — Fallecido em 1847, tendo sido casado com D. Maria Amália de Cas- 
lello Branco Machado Corrêa e Cunha, 5." filha dos Condes da Figueira. {V. pag. 38i 
do 1." tomo d' esta obra). 

l.° D. Mabia A.NT0.MA Taveira de Sodsa Alyim Lira e Menezes. — 2." Viscondessa de GuJães 
e da Várzea. (V. acima). 

SEUS AVOS 

Manuel Carlos Teixeira Pimentel de Carvalho, Sr. do Morgado de Guiães, e casado 
com D. Maria Rosa Umbelina de Menezes e Lira, filha de Pedro Lopes Calheiros de 
Benevides, Fidalgo da Casa Real, Sr. da Casa Solar dos Calheiros em Ponte de Lima, e 
de sua mulher D. Maria Quitéria de Lira e Menezes, oriunda da Casa do Couto de Lira, 
na Galliza. {V. Conde da Guarda). 

l.* José Taveira Pimentel de Carvalho e Menezes. — i.° Visconde de Gaiães, acima men- 
cionado. 

a.» António Taveira. — Nasc. em Lamego a 14 de Setembro de 1784 ; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real (Alvará de 12 de Abril de 1796); Cavalleiro da Ordem de Malta. .M. em 
Vianna do Castello a 26 de Julho 1856. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 26 de Julho de 1850. 

Brazão d^ Armas —Escudo esquartellado : no primeiro quartel as armas dos Pimen- 
teis — no segundo as dos Taveiras — no terceiro as dos Carvalhos — e no quarto as dos Me- 
nezes. 




GULMARÃES (Duques).— D. Fernando ii do nome, e 3." Duque de Bragança, foi 
antes de succeder a este titulo, 1." Duque de Guimarães no anno de 1470. 

II Duque de Guimarães, foi o 4.° Duque de Bragança, D. Jayme, em 1496. 

III Duque de Guimarães, o Infante D. Duarte por ter casado com a filha de D. Jayme, 
acima. 

rv Duque de Guimarães, El-Rei D. João iv, sendo Duque de Bragança, por Carla 
passada em Madrid a 4 de Junho de 1638. 

(Y. Hist. Gen. da Cos. R. Port., pag. 54 do Tom. V). 



famílias titulares liou 




HORTA (Visconde).— Anloiiio José da Uorla. (V. Orla). 






HORTEGA (Barão).— D. João Diogo Francisco Ilortega Solorgaiio Costa y Caval- 
leri, 1.° Barão de Ilortega ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Coramendador das Ordens de 
Christo, e de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, da de numero de Carlos iii, 
e da de Izabel a Catholica ; condecorado cora a Medalha das Campanhas da Liberdade, 
algarismo 3; naturalisado portuguez (Decreto de 12 de Junho de 18i2); Conselheiro de 
Legação junto á Corte de Madrid ; Cônsul Geral nas Províncias do Noite de llespanha e 
no Dislricto de Madrid. 

Nasc. a 24 de Julho de 1807, e casou a 19 de Julho de 1850, com D. Francisca 
Quinlina de Calvos, que nasc. a 4 de Outubro de 1829, filha de D, Luiz Gonzaga, re- 
gente da Audiência de Cuba, e de D. Mercedes de Cubello. 

IFILIIOS 

l.° D. Maria das Dores. — Nasc. a 13 de Março de 1852, e casou com o Conde de Yilla- 

Nueva, ele. 
2." D. Elisa Josepha. — Nasc. a 21 de Fevereiro de 1833. 
3.* Dom João Francisco. — Nasc. a 10 de Março de 18S4. 
4." D. Maria d'Assumpção — Nasc. a IS de Agosto de 185o. 
5." Dom Luiz Gonzaga. — Nasc. a 26 de Novembro de 1857. 

SEUS PAES 

Dom Cláudio Hortega Solorgano y Castro, proprietário : casado com D. Maria das 
Dores Jacoba Florentina Costa Cavalleri, ambos naturaes de Hespanha. 

1." Dom JoXo Diogo Francisco Hortega Solorgano Costa y Cavalleri. (V. acima). 

2.° Dom Jeronymo Hortega. \ 

3.0 D. Maria das Dores. í Morreram solteiras e sem successão. 

4." D. Frakcisca Solobgano.' 



HOS 



E GRANDES DE PORTUGAL 



53 



CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 28 de Setembro de Í8õ4. 

BRAZÀO. Alvará de merco nova de i8 de Dezembro de 1848.— (Regist. no Cart, da Sobr. a (l. 338 
do Liv. viii). 

(F". Areh. Heraldieo-Genealogieo, pelo Viteonde de Sanches de Baena, vol. i, a pag. 284). 




HOSPITAL (Baroxeza). — D. Ismenia Júlia Ferreira Pinto Villar, nasc. era Março de 
1802; 1.' Baroneza do Ilospilal, pelo seu casamento em 2í de Abril de 1836; filha de 
José Alves Pinto Villar, Fidalgo da Casa Real ; Sr. da Casa de Selleiros no concelho de 
Villa Real ; Cavalleiro da Ordem de Christo, etc. etc. ; e de sua mulher D. Helena iMaria 
Ferreira Pinto. 

VIUVA r>E 

Joaquim de Queiroz Machado e Vasconcellos, que nasc. era 6 de Julho de 1806 ; 1." 
Barão do Hospital em sua vida ; Fidalgo da Casa Real ; Commendador da Ordem de 
Christo ; 8." Sr. da Casa e Morgado do Hospital, junto a Valladares, era Fafe, e Deputado 
da nação etc. Fallecido era 2 de Março de 1874. 

FTT.TTOS 

1," Estevão Augdsto de Qoeiroz Machado e Vasconcellos. — Nasc. em 19 de Maio de 1837 ; 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, etc. 

2." Balthasar de Queiroz Machado e Vasconcellos. — Nasc. a 21 de Julho de 1838; Bacha- 
rel em Direito ; Fidalgo da Casa Real : fallecido em 29 de Setembro de 1886, tendo 
casado em 14 de Junho de 1866, com saa prima D. Angelina Maria das Dores Men- 
donça, qne nasc. a 29 de Agosto de 1829, filha de Bento Manuel de Mendonça Ma- 
, chado Araújo, Fidalgo da Casa Real, Commendador da Ordem de Christo e Sr. da Casa 

da Amioza, em Valladares e de sua mulher D. Francisca Ignacia de Queiroz Machado 
e Vasconcellos. — Sem geração. 

3.0 D. Maria do Carmo de Queiroz. — Nasc. em 21 de Julho de 1840, e casou em Janeiro 
de 1838, com António Diniz Carneiro de Sá Pereira Coutinho de Vilhena, Fidalgo da 
Casa Real ; proprietário em Villa do Conde. 



FILHOS 



1.° D. Maria da Gloría. 

2." D. Maria Amélia. 

3." D. Maria da Pdrificação. 



o4 famílias titulares IIOW 



4.* António Jolio dk Qceiboz. — Nasc. em 12 de Maio de 1842. Bacharel formado em Direito : 
faiiecido. — Sem geração. 

SEUS PAES 

EslevSo de Queiroz Machado e Vasconcellos, nasc. era 22 de Agosto 1775 ; Fidalgo 
da Casa Real ; Tenente Coronel do Exercito ; Governador, que foi das Praças de Melgaço 
e de Monsão ; Coraraandanle de uma das brigadas d'Ordenanças da Provincia do Minho ; 
proprietário : falleceu em 1833, tendo sido casado com D. Joaquina Breia Aguiar y Mos- 
queira, fallecida em 1850, e filha de D. Vicente Breia Aguiar y Yarella, Sr. da Casa da 
Torre de S. Thiago d'Andrade, em Galliza, e de D. Angela Mosqueira Torre Samora, da 
Casa de Villarinho. (V. Canaes, pag. 94 do T. 2). 

1." Joaquim de Qdeiros Machado e Vasconcellos. — 1." Barão do Hospital. (K. acima). 

2." D. Fbancisca Ignacia. — Casada com Bento Manuel Machado de Araújo, Fidalgo da Casa 

Real ; Commendador da Ordem de Chrislo ; Sr. da Casa e Quinta da Amiosa cm Val- 

ladares, ambos já fallecidos, cora os filhos seguintes : 

FILHOS 

1." D. Joaqdina Cândida. — Casada com Manuel d'Araujo d*Azevedo e LiraSolto- 
Maior, Fidalgo da Casa Real ; Sr. da casa de Rosal, em Valladares. — 
Sem geração. 
2.° D. Angelina Maria.— Viuva de seu primo Ballhazar de Queiroz, 2.<^ filho 
do 1.° Barão do Hospital. (K. acima). 
3 " José Maria.— Cadete do Regimento de Intanteria n." 20, ; já faiiecido. 
4." D. Maria dos Remédios. — Solteira. 
S." D. Maria Amália. — Casada com Agostinho de Castro Bulhão e Figueiredo, Sr. dá Casa 

da Boa-Vista, em Melgaço; ambos já fallecidos. — Sem geração. 
6.° D. Helena de Qdeiroz. — M, solteira. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barão — Decreto de 30 de Junho de 1853. 

Brazão éL'A.irmas.— Escndo esquartelado ; no primeiro qnartel as armas dos Quei- 
roz es —no segundo as dos Pereiras — no terceiro as dos Barbosas — e no quarto as dos Gonveas. 

Carla passada a 4 de Maio de 1604, a António de Queiroz, 6." avô do 1." Barão do Hospital (Regiit. 
no Cartório da Nobreza, a fl. 21). Foi este um dos registos que se perdeu por occasião do Terremoto de 
1755, mas existe o original. 




HOWORTH DE SACAVÉM (Barão).— John Stott Howorth, súbdito Inglez. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarXo — Decreto de 16 de Julho de 1885. 



ITA 



E GRANDES DE PORTUGAL 




IDANHAS (Conde). — Titulo extincío. — Pedro de Alcanlara Carneiro, por mercê de 
D. Felippe II. 

(V-id. Hist. Gen. da Casa R. Port. pag. 909, do Tom. Xíí, part. II). 




ILHA GRANDE DE JOANNES (Barão). —f/Vw/o exiincto. —Luiz de Sousa de 
Macedo, por Carla passada a 27 de Setembro de 1666, por El-Rei D. Aífonso VI. (V. Conde 
de Mesquitella) . 




ILHA DO PRÍNCIPE (Conde).— J/íu/o extincío. — Luiz Carneiro de Sousa, por 
Carla passada em Madrid a 4 de Fevereiro de 1640. (V. Conde de Lumiares). 




ITACOLUMI (Conde). — José Ferreira da Silva Júnior, 1." Visconde e 1.° Conde de 
Itacolumi ; Commendador das Ordens de Ctiristo, e de Izabel a Calholica, na Hespanha ; 
Cidadão dos Eslados Unidos da America ; Cônsul da Áustria na cidade do Maranhão ; pro- 



5G 



FAMÍLIAS TlTliLAlU:S 



ITA 



prielario e capitalista. Nasc. em Portugal a 5 de Setembro de 1834 ; casou cora D. Anna 
Francisca da Cruz, actual Condessa, que nasc. a 12 de Novembro de 1835, filha de José 
Marianno Allnio de Araújo e de D. Joanna Rita Baibina da Cruz. 

I.' Luiz Ferbeira ra Silva Santos. 
2." d. izabbl bloleubina ferreira. 
3." João pa Cruz Ferreira Santos. 
4.° D. Undina de Vasconcellos Ferreira Santos. 

SEUS I>AES 

José Ferreira da Silva Santos, nascido a 24 de Maio de 1806, e failecido a 17 de 
Julho de 1855 : casou com D. Apolónia Justina da Cruz, que nasc. a 26 de Setembro de 
1815, filha de Manuel José da Cruz e de sua mulher D. Margarida de Sousa. 

.FILHOS 

i." José Fehreira da Silva Júnior. — Conde de Itacolumi. Acima referido. 

2.° D. Anna Ferreira da Silva. — Nasc. em 31 de Maio de 1836, e actualmente casada, 

cm i.^' núpcias, com José Alexandrino de Castro. — Com geração. 
3." João Ferreira da Silva Santos. — Conimendador da Ordem de Cbristo ; nasc. em 2 de 

Janeiro de 1839, e casado com D. Anna Rita da Fonseca, que nasc. a 30 de Maio 

de 1845. — Com geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Em 28 de Outubro de 1875. 

Conde — Em 22 de Dezembro de 1883. 

Residência do Titular, na cidade do Maranhão, (Brazil). 




ITAGUAHI (Viscondessa). — Titulo exlinclo cm Portugal, do qual foi 1." Viscon- 
dessa D. Izabel do Sill Bezerra, viuva de João Paulo Bezerra; titulo creado durante a 
estada de El-Rei D. João vi no Rio de Janeiro, por Decreto de 3 de Maio de 1819. 




ITAGUl DO NOUTE (Visconde).— José Maria da Silva, subdilo brazileiro, Com- 
mendador de Nossa Senhora de Villa-Viçosa, negociante matriculado na Praça do Maranhão. 



í 



ITA E GRANDES DE PORTUGAL 57 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Por Decreto de 24 de Dezembro de 1879. 






ITANHAEM (Barão). — Manuel Ignacio de Andrade Souto-Maior Pinto Coelho, 
nasceu na freguezia de iMarapicu, da província do Rio de Janeiro, a o de Maio de 1782 ; 
1.° Barão de Ilanbaem ; 2.° Sr. da Casa de Mallo Grosso; Coronel do Regimento de 
Milícias de Guaraliba ; Commendador das Ordens de Christo, e de Nossa Senhora da 
Conceição de Vilia- Viçosa. No Brazil, 1." Marquez de Ilanhaem ; Gentil Homem da Casa 
Imperial ; Eslribeiro-mór ; Alferes mór na Coroação do 1." Imperador ; Tutor do 2.° e actual 
imperante, por Decreto de lo de Dezembro de 1833 ; Mordomo-raór do mesmo Augusto 
Sr.; Senador do Império era 1844 ; Gran-Cruz da Ordem de Christo ; Gran Cruz da Ordem 
da Legião de Honra; Gran-Cruz da Ordem de S. Maurício e S. Lazaro; Gran-CruzjJa de 
S. Januário das Duas Sicilias ; morreu em 17 de Agosto de 1867, tendo sido casado 4 vezes ; 
a 1." em Lisboa a 7 de Setembro de 1S07, com sua prima D. Theodora Egyna Arnaut do 
Rivo Ramalho, Dama de Honor da 1." Imperatriz, que morreu a 22 de Fevereiro de 1828, 
lilha do Dr. e Desembargador do Paço, João Pereira Ramos de Azeredo Coutinho, e de sua 
mulher D. Maria do Cardai Ramalho da Fonseca Arnaut do Rivo, 5." Sr." do Morgado 
de Nossa Senhora da Piedade, ele, ele., etc. {\, adiante). Casou a 2." vez com D. Fran- 
cisca Malhilde de Pinto Ribeiro, Dama da Princesa D. Januaria, e lilha de Henrique José 
Pinto Ribeiro de Vasconcellos e Sousa,' Fidalgo da Casa Real ; Guarda-Roupa do Imperador ; 
Commendador da Ordem de Christo ; e de sua mulher D. Joaquina Fermina Pereira de 
Sousa ; causou a 3." vez com sua cunhada, D. Joanna Severina Pinto Ribeiro, Dama de 
Honor da Imperatriz, e lilha dos mesmos pães de sua irmã, acima ; e a 4." e ultima vez 
em 1834 com D. Maria Angelina Beltrão, Dama de Honor da Imperatriz, que nasceu a 
17 de Fevereiro de 1803, e morreu a 16 de Setembro de 1867, fdha de Polycarpo José de 
Faria Beltrão, Cavalleiro Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher D. Joanna Ignacia da 
Silva, neta paterna de Vicente de Faria Beltrão, Cavalleiro Fidalgo, e de sua mulher 
D. Anna de Faria. 

Com respeito á vida e feitos do Marquez de Itanhaem, leia-se a primorosa biographia 
escripla pela mui babil penna do sr. J. M. Pinto Peixoto, que vem publicada, de 
pag. 54 a 59, no Almanach de Laemmert para o anno de 1868. 

i.o Ignacio de Andrada Souto-Maior Pinto Coelho. — Nasc. em 1809; Genlil-Homem da Casa 
do Imperador; íallecido em 1836. — Sem geração. 



o de Vp-';oncellos e Sonsa, nSo descendia de João Pinto Ribeiro, o influente ô» tecla 

jxa. sua irmã. 

iito» para a iiographia dt João Pinto Exhtiro, ptle Sr. TUcortde dt Scnclei d* Batna *M«, tif- 



58 1 AMILIAS TITULARES ITA 

E^IIjUO do 4.' E JJXjTXTiã.<D IMZ.A.OTiailvd.OIÍÍ"!© 

S.o Manuel Ionacio de Andrada Souto-Maior Pinto Coelho.-- Nascido a 25 de Maio de 183rj ; 
Doutor em Malhemaiicas o Sciencias 1'liysicas pela Escola Militar do Rio do Janciiro ; 
Moço Fidalgo com cxeicicio na Casa Imperial ; casou a 17 ilc Fevereiro de 183ii, 
com D. Leocadia Augusta Pinto, fillia do Commendador Luiz Caetano Pinto. 

FILHOS 

!.• Pedro Afkonso ue Andrada Souto-Maiok Pinto Coelho. — Nasc. a 7 de 
Dezembro de 1855. 

2." Manuel Ignacio de Anurada Souto-Maior Pinto Coelho. — Nasc. em 3 do 
Outubro de 1857. 

3.* Luiz José Pinto Coelho. — Nasc. em 17 de Março de 1858 ; fallecido em 
7 de Janeiro de 18G0. 

4.° JoÂo de Andrada. — Nasc. a 20 de Abril de 1859, e morreu a 21 de De- 
zembro de 1839. 

SEUS PAES 

Ignacio de Andrada Souto-Maior Rondon, Fidalgo Cavalleiro, por Alvará de 2 de 
Julho de 1803 ; Meslre de Campo no Rio de Janeiro ; Commendador da Ordem de Christo: 
casou com D. Maria de Alliaide Portugal, íiltia de Luiz José Pinto Coelho, natural da 
freguezia de Santo António da Villa de S. José, Bispado de Marianna ; Moço Fidalgo cora 
exercício, por Alvará de 22 de Maio de 1775, lilho de António Pinto Coelho de Souto- 
Maior, neto de Francisco de Brito da Cunha, e casado com D. Antónia Joanna Miranda da 
Costa. 

FILHO 

Manuel Ignacio de Andrade Souto Maior Pixro Coelho — Barão e Marquez de Ilanhaem, 
como já se disse/ 

SEUS AVÓS 

Manuel Pereira Ramos, natural e baptisado na freguezia da Sé da cidade do Rio de 
Janeiro, a 5 de Abril de 1681 ; Capitão-mór e Sr. de um Engenho, no districto de Mara- 
picu : casou na freguezia da Caudelaria da mesma cidade, era 16 de Agosto de 1721, com 
D. Helena de Andrada Souto-xVIaior, natural e baptisada na freguezia da Piedade, em 
Magé, a 3 de Novembro de 1700, (ilha de Clemente Pereira de Azevedo Coutinho, bapti- 
sado na dita freguezia da Caudelaria, e casado na de Nossa Senhora da Apresentação de 
Troja, com D. Helena de Andrada Souto-Maior, baptisada na referida egreja de Nossa* 
Senhora da Apresentação, e íilha de Ignacio de Andrada Souto-Maior, natural e Sr. de 
Engenho no Rio de Janeiro, e de sua mulher D. Anna de Alarcão e Lima, filha de D. João 
Matheus Rondon de Quevedo, natural de Madrid, e de sua mulher D. Maria Bueno, natural 
da Província de S. Paulo, no Brazil, filha de Amador Bueno da Ribeira. Clemente Pereira 
de Azevedo Coutinho, acima, era filho de Domingos Pereira da Silva, natural de Lisboa, 
d*onde foi paia o Brazil como Capitão de Infanleria, e já casado cora D. Paula Rangel 
Coutinho de Azevedo, filha de Marcos de Azevedo Coutinho e Mello. 

IFIIiSIOS 

l.o João Pereira Ramos de Azevedo Coutinho. — Nasc. em 31 de Agosto de 1722 ; Dr. em 
Cânones pela Universidade de Coimbra ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Ueal ; Cavalleiro 
da Ordem Christo; Familiar do Santo Óllicio, por Caria de 27 de 0^''':,iu ue 1750, 
provando n'este tribunal a sua ascendência, como aqui vae s*- .ao ennumerada ; do 
Conselho da Uainlia D. Maria I; Desembargador do Paço ; "". rocurador da Coroa ; De- 
putado das Junta3 da Revisão do Novo Cudigo, da Sereníssima Casa do Infantado, 
do Tabaco, e do Exame das Ordens Religiosas ; Secretario da Princeza do 



[TA E GRANDES DE PORTUGAL 59 

Brazii, D. Carlota ; Guarda-mór da Torre do Tombo ; por sua mulher Alcaide-mór, 
e Sr. Donatário de Villa de Pereiro ; Ck)mmendador de S. Sebastião de Serrazes na 
Ordem de Ghristo. M. em Lisboa, na rua do Machadinho, freguezia de Santos, a 5 de 
Fevereiro de 1799, tendo sido casado em Lisboa, onde viveu sempre, com D. Maria 
do Cardai Ramalho da Fonseca Arnaut do Bivo, 5." Sr.» do Morgado de Nossa Se- 
nhora da Piedade, em Condeixa, que nasceu a 25 de Abril de 1757, e m. a 6 de 
Março de 1794, sendo filha de José Rodrigues Ramalho, Alcaide-mór e Sr. da Villa 
de Pereira por sua mulher, e 4.' Sr.* do Morgado de Nossa Senhora da Piedade 
em Condeixa ; neta paterna de José Rodrigues Ramalho de Oliveira Catana, Cavalleiro 
professo da Ordem de Christo em 29 de Julho de 1739, e de sua mulher D. Antónia 
Luiza de Oliveira Lemos, bisneta de José Rodrigues Ramalho, Familiar do Santo 
OíBcio por Carta de 17 de Setembro de 1689. 

FILHOS 

1."* Mandel Pereira Ramos de Azevedo Coctinho Raualho. — Natural de Lisboa ; 
Bacharel em Direito pela Universidade Coimbra ; Moço Fidalgo com 
exercício por Alvará de 26 de Agosto de 1784, onde se declara que 
tal graça lhe era conferiJa por ser filho de um Desembargador do Paço; 
Desembargador da Relação do Porto por despacho de 1796, tendo mais 
3 vidas na Commenda de S. Sebastião de Serrazes, e na Alcaidaria da 
Villa de Pereira e Senhorio d'ella. 

2.0 José Rahalho de Oliveira de Azevedo Coutinho. — Natural de Lisboa ; 
Moço Fidalgo em 1781 ; Capitão de Cavallaria do Regimento de Alcân- 
tara, f-m Lisboa, levantando á sua custa, em 1796, uma Companhia de 
cavallcs para o mesmo Regimento. 

3." D. Theooora Egy.na Arnadt do Rivo Ramalho. — Herdeira, e 1.» Baroneza 

e 1." Marqueza de Ilanhaem, por ter casado com seu primo o 1." Barão 

e o !.*• Marquez de Itanhaem, como deixamos consignado no começo 

d'este artigo. 

2.". D. Fra.vcisco de Lemos Faria Pereira Cootisho. — Bispo de Coimbra e Conde de Arganil. 

3." Ignagio de Axdiiada Sodto-Maior Roiídox — Já mencionado. 

Thomé Alves, nalural do logar d'Azenha, no antigo Couto de Moreira, hoje freguezia 
de Moreira, distanle da cidade do Porlo duas léguas. Foi muito raoçc para o Rio de 
.laneiro, onde depois de muito lidar e adquirir fortuna, adoptou por appeilidos a terra do 
seu nascimento charaando-se — Thomé Alves do Couto de Moreira — , e assim casou com 
D. Michaela Pereira de Faria e Lemos, baptisada e recebida com o dito seu marido na 
freguezia da Sé da cidade do Rio de Janeiro, fdha de Francisco dé Lemos de Faria, 
natural da Ilha do Faval, e de sua mulher D. Izabel Pereira de Carvalho, filha de Gaspar 
Pereira de Carvalho, por alcunha. «O Jardim d possuidor do Engenho da Pendiliba. 

Manuel Pereira Ramos. — Acima referido. 

TERCEIROS AVOS 

Thomé Alves, natural do logar d'Azenha, no antigo Couto de Moreira, distante da 
cidade do Porlo duas léguas. Casou em Leça de Balio, onde ficou vivendo com sua 
mulher, D. Maria Gonçalves, que herdou ali uma quinta, chamada do Eirado. 

Thomé Alves, depois de já se achar adiantado em annos deixou Portugal, e foi para 
iro viver em companhia de seu filho. 

- -no aeima ficou explicado, Thomé Alves do Coulo de Moreira, Bisavô do 
de Itanhaem. 



r>o 



famílias titulares 



.lOA 



CREAÇÃO DO TITULO 

BarXo —Decreto de 3 de Maio de 1819. 

Marquez (no Brazil) — Decreto de 12 de Oatubro de 1826. 




JOANNE (Barão). — António Luiz Machado Guimarães, nasc. em Villa Nova de 
Famalicão a 31 de Janeiro de 1820; 1.° Barão de Joanne, era 1870 ; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real ; Comraendador da Ordem de Christo ; Cavalleiro da Ordem da Conceição ; 
proprietário na dita villa, onde m. a 18 de Junho de 1882, lendo sido casado duas 
vezes, a primeira com D. Joanna Theroza Guimarães, e a segunda, cora D. Praxedes de 
Sousa Guimarães filha de Bernardino de Sousa Guimarães, capitalista, fallecido a 7 de 
Dezembro de 1878. 

FlIiHO IDO 1.» l^JfL.TlRXliAlOlSTXO 
i." António Luiz Machado GoimarXes. — Nasc. em 18 de Janeiro de 1846. 

IPIZiSIO TDO 2.» J^J^TJEtXH^aJSTTO 

2. o Bernardino Luiz Machado GuimarXes. — Nasc. em 28 de Março de 1S31 ; Doutor, Lonte 
de Philosophia na Universidade de Coimbra : casou em Janeiro de 1882, na cidade 
do Porto, com D. Elisa Gonçalves Pereira, nascida em 1864, e filha de Miguel Dantas 
Gonçalves Pereira, Deputado da Nação em varias legislaturas. 



CREAÇÃO DO TITULO 
BarXo — Decreto de 11, e Carta de 16 de Julho de 1870. 

Brazão d' Armas. — Um escudo com as armas dos Machados. 

Carta passada a 10 de Junho de 1865, (Cartório da Nobreza a fl. 83 v. do Liv. 9. — V. Arehivo Be- 
raldieo e Genealógico). 



\m 



E GRANDES DE PORTUGAL 



61 




JOZAN (Barão). — Emilio Jozan 1." Barão de Jozan, em sua vida ; Doutor em Direito, 
súbdito francez, etc, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barão — Decreto de 22 de Oatobro de 1872. 




JUGUEIROS (Barío). — Francisco Pereira Peixoto Guimarães. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barão — Por Decreto de 24 de Março de 1880, e Carta de 3 de Agosto do mesmo anno. Semmait noticia. 




JUNQUEIRA (Conde).— José da Paz de Castro Seabra, 1." Conde da Junqueira, 
nasc. a 18 de Março de 18i0 ; Doutor era Phiiosophia, pela Universidade du lena ; Addido 
honorário á Legação de Sua Magestade em Berlim ; Coramendador das Ordens de Christo, 
e de Nossa Senhora de Villa Viçosa ; Fidalgo Cavaileiro da Casa Real; proprietário; casou 
a 23 de Janeiro de 1867, com D. Emilia Angélica Monteiro de Sampaio, que nasceu a 15 
de Abril de 1849, íilha herdeira dos 1."» Barões e 1." Viscondes da Junqueira. (V. Vis- 
conde da Junqueira). 

SEUS I>AES 

Joaquim Pedro Seabra, do Conselho de Sua Magestade ; Fidalgo Cavaileiro da Casa 
Real; Commendador das Ordens de Christo, de Carlos III em Hespanha, e Cavaileiro da 
I i.ir.p, '., ;,, .-eição de Villa-Viçosa : casado com D. Anna José de Sousa Miranda e 
á falíecidô 



CREAÇÃO DO TITULO 



Conde — Dccre. 



Abril de 1874. 



62 



FAMÍLIAS TITULARES 



JllU 




JUNQUEIRA (Visconde). — José Dias Leite Sampaio, 1." Visconde e 1." Barão da 
Junqueira, em duas vidas; nasc. em 4 de Janeiro de 1804; Fidalgo Cavaileiro da Casa 
Real ; Coramendador das Ordens de Ciirislo, da Conceição de Viila Viçosa, e de Carlos III 
de Hespanha ; Tenente Coronel honorário do extinclo Esquadrão de Cavallaria Nacional 
de Lisboa ; Addido honorário de Legação ; antigo Deputado da Nação ; antigo contratador 
das saboarias e do tabaco etc, etc. M. a 23 de Dezembro de 1870, lendo casado em 
21 de Fevereiro de 1835 com D. Emilia Angélica Monteiro, que nasc. a 29 de Setembro 
de 1818, fallecida era 17 de Janeiro de 1878, fdha de Francisco José Gomes Monteiro e 



de D. Maria Angélica Basto. 



FILHOS 



1."* Francisco. — Nasc. a 10 de Março de 1836 ; fallecido. 

2." D. Emília Angélica Monteiro de Sampaio. — Nasc. a 13 de Ahiil de 1849 : herdeira de 
ioda a casa de seus pães por fallecimenlo de seu irraão {V, acima). Casou a 23 de 
Janeiro de 1867, com José da Paz de Casiro Seabra actual Conde da Junqueira. 
(V. este titulo). 

GREAÇÃO DO TITULO 

Visconde— Decreto de 7 de' Outubro de 1851. 
Barão — Decreto de 8 de Novembro de 1843. 



Br>azã.o d'A.i*mas.- 

e na segunda as dos Leites. 



Escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Sampaios, 



Por Alvará de 16 de Julho de 1842. (Regisl. no Cart. da Nobr. a fl. 304, do liv. 8. 
Heráldico e Genealógico pag. 378, n." 1498) 



V. Archivo 




JUROMENHA (Visconde).— João António de Lemos Pereira de Lacerda, 2.» Vis- 
conde de Juromenha, nasceu em Lisboa a 25 de Maio de 1807 ; era 2.° Alcaide-mór de 



JIR E GRAN DES DE PORTUGAL ^63 

Juromenha ; 15.° Sr. do Morgado de Valle Formoso ; Commendador da Ordem de Aviz ; 
Sócio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, auclor de varias obras liUerarias, enlre 
as quaes figuram os seis volumes das Obras de Camões. M. em Lisboa a 29 de Maio de 
1887. 

Trata da sua vida e escriplos, o Sr. Brilo Aranha, em successivos arligos, na 
Revista Illustrada de Portugal e do Brazil — O Occidente, desde o n." 307 ao 313. 

Casou o 2." Visconde de Juromenha a 16 de Janeiro de 1837, com D. Carlota Emitia 
Ferreira Sarmento, nascida a 7 de Janeiro de 1802 e fallecida em Outubro de 1837, S." 
filha de Manuel José Sarmento, nascido a 3 de Novembro de 1764, Fidalgo da Casa Real , 
do Conselho de Sua Magestade ; Alcaide-mór de Alcácer do Sal ; Commendador das Ordens 
de Chrislo, e de Carlos III de Hespanha ; Conselheiro Honorário do Ultramar ; OíBcial- 
mór da Secretaria do Reino ; fallecido a 8 de Setembro de 1836 ; e de D. Marianna Ray- 
munda Pereira da Silva Leitão, nascida a 23 de Janeiro de 1760 ele, ele, ele. — Sem 
geração. 

SEUS PAES 

António de Lemos Pereira de Lacerda Delgado, nasceu a 2 de Dezembro de 1761 ; 
Moço Fidalgo com exercício, em 6 de Abril de 1769 ; 1° Visconde de Juromenha ; 14." Sr. 
do Morgado de Valle Formoso ; Commendador das Ordens de Aviz e da Torre e Espada ; 
condecorado com a Granada de Ouro pelas campanhas das guerras da Catalunha e Rossi- 
Ihon, com a Medalha de Campanha n."* 5 da Guerra Peninsular por S. M. Britannica, com 
a de seis batalhas, e com a de Albuera e Victoria ; Inspector Geral das Ordenanças do Reino ; 
nomeado Secretario das immediatas resoluções ; Governador da Torre de S. Vicente de 
Belém ; Tenente General ; Secretario Militar durante toda guerra, cargo em que demonstrou 
os maiores conhecimentos militares de que era dotado ele, etc, ele. Morreu a 9 de Agosto 
de 1828, tendo casado a 4 de Junho de 1802 com D. Maria da Luz Whillonghby da Sil- 
veira, que nasceu a 17 de Outubro de 1787, e morreu a 23 de Janeiro de 1861, filha de 
Francisco Xavier Whillonghby de Araújo, Fidalgo da Casa Real, Cavalleiro da Ordem de 
Aviz, Major de Cavallaria, e de D. Anna Leonor da Silveira. 

FILHOS 

1.° D. Maria do Carmo de Lemos Pereira de Lacerda. — Nasc. em Lisboa a 13 de Julho 
de 4803, e morreu na dita cidale a 27 de Abril de 1881. 

í." D. Maria da Pexha. — Nasc. a 14 de Outubro de 1804, e morreu em Paris em Agosto de 
1879, tendo casado a 18 de Fevert^iro de 1827 com o Duque e Marquez de Bellune, 
Francisco Victor Perrin, Cavallfiro das Ordens da Conceição e da Legião de Honra 
em França; Capitão do Estado Maior; nascido a 2i de Outubro de 1796, e 1.° filho 
do Duque de Bellune, ClauJio Victor Perrin, Par e Marechal de França; Gran-Cruz 
da Ordem do Santo Espirito, da de S Luiz e S. Miguel ele, ele, etc. e de sua mu- 
lher, a Duqaeza Jusefina Muguct. — Com geração. {Y. Viscondessa de Juromenha). 

3." D. Maria Joanna. — Nasc. a 17 de Novembro de 1805, e casou 2 vezes, sendo a primeira 
a 25 de Abril de 1827 com Jacome Borel, Enviado Extraordinário e Ministro Pleni- 
potenciário do Rei dos Paizea Baixos, a Lisboa ; morreu em Outubro de 1834, filho 
de Joaquim Borel e de Joanna Waet-Wan-Wissen. — Com geração. Casou segunda 
vez a 25 de Março de 1835 com Eduardo Maria José Artan de S. Martin, Cavalleiro 
da Ordem de Guilherme, condecorado com a Medalha de Bronze dos Paizes Baixos, 
Capilão-ajudanle de campo do Prin..ipe Frederico de Orange, que nasceu a 12 de 
Maio de 1800, filho de Luiz Maria Artan, Escudeiro, Senhor de Nii S. Martin, e da 
Baronia de Jauce no Brabante, e de sua mulher D. Cicilia Joíinna Úrsula Anna Francisca 
Albertina Ghislaine Le Gros de Jucourt, da Casa de Bellune. — Com geração. 
'oÃo António de Lemos Pereira de Lacerda. — O 2.° Visconde do Juromenha, acima 

Tsencionado. 
- . !0 DK Lemos. — Nasc. a 7 de Fevereiro de 1809, e morreo em Paris a 8 de Ja- 
, de 1838. 



64 



FAMIUAS TITULARES 



KES 



6.0 GoiLBERHE. — Nasc. a 30 de Novembro de i812, Gapilão de Infanleria da Guarda Real 
Ingleza. 

7." D. WAnu DA Luz. — Nasc. a 6 de Setembro de 1814, e casou a 30 de Novembro de 
1837, com Augusto de Sousa da Silva Alcoforado, Moço Fidalgo, que nasreu a 14 de 
Agosto de 1808, 2." filho de Rodrigo Xavier de Sousa Alcoforado de Lencastre, Moço 
Fidalgo, Cavalleiro da Ordem de Avis, e Major de Cavallaria ; e de sua mulher D. Maria 
do Carmo de Araújo Eça de Mello Henriques da Veiga, Sr." da Casa do Corpo da 
Guarda, na cidade do Porlo, e do Morgado das Ruivas em Alcácer do Sal. 

8.° D. Maria Effigenia. — Nasc. a 19 de Dezembro de 1816. 

9.» (B.) Jorge. — Tenente do Regimento de Infanleria n." 15 : morreu a 31 de Agosto de 
1813, na brecha de S. Sebastião. 

NB. Para maiores esclarecimentos sobre esta familia consulte-se : « Síemorias HistorUo^Genea- 
lotjicas dos Duques Portuguezes do século IX, a pag. 133, 221, 222 e 746. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 17 de Dezembro de 1815. 

Renovação do titulo na 2." vida — Decreto de 4 de Junho de 1818. 

Instituição do Morgado do Valle Formoso — 18 de Janeiro de 1398. 




JUROMENHA (3." Viscondessa). — D. Joanne Viclorine Marie Edmonde de Bellune, 
iilba dos Duques de Bellune. (V. Visconde de Juromenha). 

CREAÇÃO DO TITULO 
Viscondessa, renovado em mais uma vida — Decreto de 5 de Abril de 1888. Sem mais nolicia. 




KESSLER (Barão;.— Frederico Luiz Alhanario Hermano Kessler, 2." Barão de 
Kessler por verificação da segunda vida no referido lilulo ; Cavalleiro da Ordem da Con- 
ceição ; Engenheiro Civil pela escola de Aries e Manufacluras de Paris. Nasc. a 3 de Julho 
de 1843, e vive solteiro. 



SEUS £»AES 



Frederico Kessler, 1.° Barão de Kessler, nasc. em 28 de Agosto de 1801, Doutor 
em Medicina e Medico de El-Rei o Sr. D. Fernando ; Comraendador das Ordens da Con- 
ceição, de Carlos III, de Izabel a Calholica, de Alberto o Valeroso da Saxonia, de 



LÂB E GRANDES DE PORTUGAL 65 

S. Maurício e S. Lazaro d'Italia ; OfBcial da Legião de Honra de França, e de Leopoldo 
da Bélgica ; Cavalleiro da Águia Vermelha da Prússia, e da de Ernesto Pio de Saxe Coburgo 
Golha ; Sócio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, e de varias Academias e Socie- 
dades Scienlificas estrangeiras. M. em 23 de Agosto de 1872, tendo casado em 6 de 
Abril de 1839 com D. Carlota Brelaz, fallecida em 8 de Junho de 1866, filha de Pedro 
Brelaz, natural d'Allemanha, negociante, que foi, na praça de Lisboa, e de sua mulher 
D. Henriqueta Lassence. 

Fredkbico Luiz âthanarjo Hebvano Kbssleh. — í.» Barão de Kessler. (F. aeima). 
CREAÇÃO DO TITULO 

Barão em dcas tidas — Decreto de 7 de Fevereiro de 1833. 
Conferida a segcnda vida — Em 5 de Setembro de 1853. 




KISOWLES (Barão).— João Knowles. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BârÍo — Decreto de 15 de Fevereiro de 1866, e Carla de 19 do mesmo mez e anno. Sem mais noticia. 




KOENIGSWATER (Barão). —Maximiliano Júlio Koenigswater, Commendador da 
Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; súbdito francez. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barão, sh sua vida — Decreto de S7 de Novembro de 1867, e Carta de 7 de Dezembro do mesmo anno. 




LABORIM (Conde). — TíVw/o extincto. — iosé Joaquim Geraldo de Sampaio 1." Conde 
e 1.° Visconde de Loborim, nasceu a 24 de Setembro de 1781 ; Bacharel formado em 
Sciencias Sociaes e Jurídicas, pela Universidade de Coimbra ; Cavalleiro da Ordem de 
Chrislo ; Membro da Junta do Porto em 1828 ; Procurador Fiscal das Mercês em 1833 ; 



66 FAMI LIAS TITULARES LAB 

Conselheiro do Conselho Supremo de Jusliça em 1834 ; Juiz Presidente do Supremo Tri- 
bunal de Jusliça ; Conselheiro de Eslado extraordinário ; Gran-Cruz das Ordens da Torre 
Espada, e de S. Thiago ; Commendador da de Chrislo ; Gran-Cruz da de Izabel a Calho- 
lica ; — Commendador da de Carlos III; morreu a 4 de Janeiro de 1864, lendo sido casado 
*cora sua sobrinha D. Thereza Christina de Sampaio Dique da Fonseca\ filha de Anlonio 
José Dique da Fonseca e Gouveia, do Conselho de Sua Magestade, Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real ; Commendador da Ordem de Chrislo ; Bacharel formado em Direito pela 
Universidade de Coimbra ; e de D. Maria Firmina Carvalho de Sampaio, irmã do sobredito 
Conde. 

SEUS PA£:S 

Bento Anlonio de Oliveira e Sampaio, Senhor da Casa de Laborim, na freguezia do 
Senhor do Padrão, districto do Porto ; Cavalleiro dia Ordem de Chrislo ; Desembargador 
da Casa da Supplicação. Nasceu em 1734, e morreu em 1793, tendo sido casado a 9 de 
Outubro de 1770 com D. Thereza Manuel de Carvalho e Sampaio, nascida a 15 de Outubro 
de 1749, e fallecida a 12 de Dezembro de 1822. filha única de Manuel Gonçalves de 
Carvalho, Desembargador da Relação do Porto, e de D. Antónia Thereza de Aguiar 
Freire. 

1.0 D. Maria Anna. — Nasc. a 17 de Abril de 1772: já fallecida, 

i." D. Maria Rita. — Já fallecida. Foi casada com João de Araújo Vasques da Cunha 
Porto Carreiro, Fidalgo da Casa Real, Senhor da Quinta da Torre e Casal do Soeiro, 
Tenente Coronel de Infanteria, fallecido em 1809, — Com geração, (7. Pombalinho.) 

3," D. Maria José. — Nasc. em 1779, e morreu em 1818. Foi casada com José Ernesto 
Teixeira de Carvalho, Morgado de Villar Secco, em Vizeu, Cavalleiro da Ordem de 
Christo : fallecido em 1831. 

4.0 José Joaquiu Geraldo de Sampaio. — 1.° Conde de Laborim como acima fica dito. 

5.° D. Maria Antónia. — Já fallecida, 

6.° Joaquim José — Fallecido em 1830. 

7." D, Maria Margarida. — Já fallecida. Foi casada com João de Vasconcellos e Sá, 
Marechal de Campo do Exercito, fallecido em 1833, — Sem geração. (V. Albufeira a 
pag. 14 e 15 do 1.° vol.) 

8." D. Maria Fermina. — Nasc, em 1 de Julho de 1793: já fallecida. Foi casada com 
António José Dique da Fonseca e Gouveia, Fidalgo da Casa Real, Commendador da 
Ordem de Christo, do Conselho de Sua Magestade, Bacharel formado em Leis, Offlcial 
maior da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, etc, etc, etc. 

FILHOS 

1.» D, Thereza Christina de Sampaio Dique da Fonseca. — Mulher de seu tio, 

o 1.0 Conde de Laborim, como fica dito. 
2.0 António José. — Oíficial da Secretaria dos Negócios do Reino, casado com 

D. Brites Pires Monteiro Bandeira, etc. 



CREAÇÀO DO TITULO 



Visconde — 1 de Outubro de 1835. 
Conde — 22 de Outubro de 1862, 



PaMon A Mgaodu nupclat com Joté Antão Barata Salgaeiro. 



LAF 



E GRANDES DE PORTUGAL 



67 




LAFÕES (Dlqueza). — D. Anna Maria José Domingas Francisca Júlia Senhorinha 
Malheus Joanna Carlota de Bragança e Ligne Sousa Tavares Mascarenhas da Silva 3." 
Duqueza de Lafões, o.» Marqueza de Arronches, 7." Condessa de Miranda, 33.» Sr." da 
Casa de Sousa ; nasceu a 21 de Setembro de 1797, succedeu a seu Pae a 10 de Novembro 
de 1806, e a seu lio materno o o." e ultimo Marquez de Marialva. Casou a 24 de No- 
vembro de 1819 com D. Segismundo Caetano Alvares Pereira de Mello, Par do Reino em 
1826, Gran-Cruz da Ordem da Conceição, Commendador da de Chrislo, Cavalleiro da de 
Malta, nascido em 10 de Novembro dê 1800, 2.° (ilho dos Duques de Cadaval. 

FTT.TTOS 

1.° D. Maria Carlota de Bragança — Herdeira: nasc. em 22 de Agoslo de 1820: e morreu 
a 1 de Outubro de 1863, havendo casado a 27 de Dezembro de 1853, com D. Pedro 
de Portugal e Castro, nascido a 16 de Abril de 1830, e fallecido a 26 de Agosto de 
1878, 4.° filho dos o." Marqueses de Valença. 



FILHOS 

i." D. Caetano Segismundo. — Par do Reino em 1882, etc. 

2.° D. José be Bragança Alvares Pereira de Mello. — Casou em Lisboa a 

28 de Julho de 1883 com D. Sophia Ribeiro da Silva, filha dos Viscondes 

d» Ribeiro da Silva, e actualmente Condes. 

S.* D. Anna pe Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas da Silva. 

— Casada com o 3." Conde de Berliandos. — {V. Bertiandos, e Arronches). 

2.0 D. Henriqueta Maria de Bragança. — Nasc. a 15 de Setembro de 1821, e morreu em 

Paris a 24 de Dezembro de 1839. 
3.0 D. Anna da Piedade Brígida Senhorinha Francisca Maxiva Gonzaga de Bragança. — Nasc. 
a 8 de Outubro de 1882, e foi baptisada na Capella da Piedade, em Cintra, sendo 
padrinhos o Sr. D. Miguel e a S." Infanta D. Izabel Maria. Falleceu em 18 de Julho 
de 1836, tendo sido casada com o 1." Marquez da Ribeira Grande de quem foi 1.» 
mulher. 



68 famílias titulares LÂG 

4.° D. Maiíu Izabel do Carmo Paula Máxima Gonzaga de Bragança. — Nasc. a 10 do Ja- 
neiro de 1830, e foi baplisada na Capella do Palácio do Gillo, lendo por padrinlios 
os mesnaos que serviram a sua Irmã D. Anna. Casou com o 2.° Marquez de Vallada, 
D. José de Menezes da Silva e Castro. 

5.» D. Maria b'AssDMPçXo Bragança. — Nasc. em 24 de Setembro de 1831, e foi baplisada 
na Capella do Palácio do Grillo. Falleceu em 27 de Maio di 1858, estando casada 
com seu canhado, o já mencionado Marquez da Ribeira de quem foi 2.* mulher, etc. 

SEUS PAES E AVÓS 

V. «Memorias Histórico Genealógicas dos Duques Portuguezes do Século XIX, 1883» . 
Obra mandada publicar a expensas da Academia Real das Sciencas de Lisboa. 

CREAÇÃO DO TITULO 
DoQDE — 2 de Abril de 1718. 
Marquez — 26 de Junho de 1674. 
Conde — 21 de Março de 1611. 
Instituição do Senhorio da Casa de Sousa — Pelos annos de 300. 

Brazêío cl'Arinas — Escndo esqaartellado : no primeiro e qnarto quartel, as armas 
de Portugal ; no segundo e terceiro em campo sanguiuho quatro crescentes de lua de 
prata apontadas ; timbre um castello do escudo. 









LAGES (Barão) — Zeferino Teixeira Cabral de Mesquita ; 2." Barão das Lages. Nasc. 
a 24|de Junho de 1818 ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Bacharel formado em Direito ; 
Deputado da Nação nas Legislaturas que mediaram desde 1848 a 1864 ; proprietário em 
Penafiel. Casou em 1859 com D. Genoveva Pereira do Lago, filha de António Pereira 
do Lago. — Sem geração. 

SEUS PAES 

José Teixeira de Mesquita ; 1." Barão das Lages, em duas vidas ; Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Real ; Coronel de Infanteria n.° 2 ; Commendador das Ordens de Christo, de 
Aviz, eda Torre Espada ; condecorado com a Cruz das três Campanhas da guerra Penin- 
sular, com a Medalha hespanhola de Victoria e Pamplona, e com a Cruz da Ordem de 
S. Fernando de Hespanha. Nasc. a 2 de Novembro de 1788, e m. a 4 de Janeiro de 1843 ; 
tendo casado a 17 de Fevereiro de 1817 cora D. Maria José Teixeira Cirne Cabral, que 
nasc. a 3 de Março de 1799, já fallecida, filha de Zeferino Teixeira Cabral e de sua 
mulher D. Anna Joaquina Cirne de Magalhães. 

1." Zeferino Teixeira Cabral de Mesqoita. — 2.» Barão. (V. acima.) 

2.» D, Anna Beneoicta. — Nasc. a 1 de Dezembro de 1819, e casou a 10 de Junho de 1861, 
com Luiz Venâncio Carneiro de Vasconcellos, que nasc. a 18 de Maio de 1808, e 
m. em Penafiel a 10 de Janeiro de 1879 ; foi Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; 
Commendador da Ordem de Christo ; do Conselho de Sua Magestade ; filho de António 
d'Andrade Carneiro e Vasconcellos, e de sua mulher D. Joaquina Genoveva d'Abrea 
Carneiro. 



LAG E GRANDES DE PORTUGAL 69 

FILHO 

Lniz Zeferino Carneiro Rangel Vieira de Mello Cabral, — Nasc. a 14 de 
Julho de 1862. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 10 de NoTembro de 1840. 

Renovado na 2.* vida — Decrelo de 10 de Julho de 1850. 




LÂGIOSA (Visconde). —José Leite Pereira de Mello, nasc. a 16 de Julho de 1816; 
1.° Visconde de Lagiosa ; proprietário no concelho de Celorico da Beira ; fallecido em 2 
de Setembro de 1873 ; tendo casado em 1838, com D. Maria Augusta de Magalhães, 
nasc. era 13 de Maio de 1818, filha de Diogo de Magalhães Osório de Aragão Machuca e 
de D. Maria Angélica da Cunha Botelho. 

1.» Diogo. — Nasc. a 25 de Agosto de 1848. 
a." D. Maria Angélica. — Fallecida. 
3.» D. Maria Joanna.— Fallecida. 

SEUS PAES 

José Leite Pereira de Mello e Vasconcellos ; Desembargador da Casa da Supplicação, 
casado com D. Marianna Severina de Moraes Sarmento. 

1.° José Leite Pereira de Mello. — 1.° Visconde de Lagiosa. {V. aeitna), 

2." D. Maria José. 

3.* D. EuiLiA Cândida. 

4.° Francisco Germano. — Casado com a Viscondessa de S. Pedro do Sul. {V. S, Pedro do Sul). 

CREAÇÁO DO TITULO 
Visconde — Decrelo de 7, e Carta de 9 de Julho de 1869. 




A. 

LAGOA (Visconde). —Titulo extinclo. — Dr. Francisco de Assis Mascarenhas Grade, 



70 famílias titulares LAG 

2.* Visconde da Lagoa, fallecido era Silves em 1885. Succedeu, n'este titulo a seu irmão, 
o Dr. Eugénio Dionisio de Mascarenhas Grade, que seguio a carreiía da magistratura e 
morreu Juiz do Supremo Tribunal de Justiça : foi o 1.° Visconde da Lagoa. — Sem 
mats noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Creado por Decreto de 2 de Julho de 1861. 
Ubnotado — Por Decreto do 31 de Julho de 1865. 




LAGOA (Barãoj. — Titulo extincto. — José Francisco da Serra Brum, 1.° Barão de 
Lagoa ; do Conselho de Sua Mageslade. Nasc. a 9 de Março de 1776, e m. a 22 da 
Janeiro de 1842 ; tendo casado a 14 de Agosto de 1803, com sua prima D. Francisca de 
Paula da Terra Brum, que nasc. a 9 de Julho de 1787, e era íilha do Dr. João José 
Brum da Silveira Terra Leite, Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher D. Marianna 
Vicloria de Noronha. 

Josá Francisco da Terra Brdm. — Nasc. a 24 de Setembro de 1809, e faileceu a 3 de Se- 
tembro de 1844 ; tendo casado com D. Maria Júlia do Carvalhal da Silveira. 

FILHO 
D. Maria da Gloria. — Herdeira. Nasc. a 4 de Agosto de 1838. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarXo— Decreto de 32 de Dezembro de 1841. 




LAGOA (Barão). — António Maria do Amaral ; 2." Barão da Lagoa pela vida conce- 
dida a sua mulher, D. Carolina de Freitas do Amaral, íilha primogénita do 1.° Barão da 
Lagoa, Bernardo Cazimiro de Freitas, Commendador da Ordem de Christo e negociante 
na Praça do Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO 

BarXo — Por Decreto de 25 de Agosto de 1870. 

Renovado em 2.' tida — Por Decreto de 6 de Dezembro de 1870. 






LAG 



E GRANDES DE PORTUGAL 



71 




^-'^ 




LAGOAÇA (Condessa). — D. Luiza Benedicta Monteiro Antunes Navarro; nasc. em 
17 de Julho de 1837, e casou em 10 de Julho de 1867 : 

VIUVA I>E 

António José Antunes Navarro ; 1.° Conde e 1.» Visconde de Lagoaça ; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real, por Alvará de Mercê Nova de 30 de Janeiro de 1862 ; Commen- 
dador das Ordens de Nossa Senhora da Conceição, e de S. Maurício e S. Lazaro, da 
Itália ; Gran Cruz da Ordem de Nossa Senhora de Guadelupe, do México ; Deputado por 
varias vezes ás Cortes Legislativas, e antigo Presidente da Camará Municipal da cidade 
do Porto. Nasc. na Freguezia de Lagoaça, comarca de Moncorvo, em 11 de Julho de 
1803, e falleceu na cidade do Porto em 17 de Julho de 1867. 

FTT.TTO TJISriCO 
António Josb Antunes Natarro. — Nasc. na cidade do Porto a 15 de Março de 1864. 

SEUS PíSlES 

Manuel José Antunes ; proprietário e negociante, casado com D. Helena Thereza 
Antunes, ambos já fallecidos e naturaes de Lagoaça. 

CREAÇÀO DOS títulos 

Conde — Decreto de 31 de Oalabro, e Carta de 6 de Novembro de 1866. 

Visconde em duas tidas — Decreto de 2 de Novembro, e Carta de 2 de Dezembro de 1859. 

Brazão d.'A.mias.— Escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Antunes, e 
na segunda as dos Navarros. 



Alvará do mez de Agosto de 1862.— (iíepiíf. no Cariorvi da Nobreza, Liv. 9.°, a fl. 45 v.—V. Arch 
Heráldico Genealógico, pag. 56, n.° 213). 



72 



famílias titulares 



LAG 




LAGOAÇA (Visconde). — Júlio de Castro Pereira; 2.° Visconde de Lagoaça, era 
verificação da 2." vida concedida a seu lio, o 1." Conde e 1." Visconde de Lagoaça; 
Bacharel formado em Direito ; Commendador da Ordem de Christo ; proprietário e nego- 
ciante na Piaça do Porto. Nasc. a 27 de Março de 1836, e casou a 20 de Junho de 1870, 
com D. Adelaide Henriqueta de Sousa Basto, que nasc. a 5 de Março de 1849 ; filha dos 
l."" Viscondes da Trindade. 

GREAÇÃO no TITULO 
RbnoyaçXo — Decreto de 6 de Julho de 1867. 




LAGOS (Barão).— Henrique José da Silva, nasc. a 15 de Março de 1796; Com- 
mendador das Ordens de Christo, e da Conceição de Villa Viçosa ; OíBcial da Torre e 
Espada ; Addido á Embaixada de Londres para o acto da coroação da Rainha Victoria. 
Falleceu em Lisboa a 7 de Janeiro de 1883 ; tendo sido casado a 26 de Agosto de 1820 
com D. Luiza Pralz, filha de Carlos Pratz, Commendador das Ordens de Christo e da 
Torre e Espada, e um dos Chefes do Commissariado inglez na Guerra Peninsular. 

l.« Henbjque Carlos. — Já fallecido. 

a." D. Carolina da Silva.— Nasc. a 9 de Novembro de 1842, e casou na Inglaterra com 

George Parrot ; fallecido.-.- Com geração. 
3.° D. Roza Maria da Silva.— Nasc. a 14 de Julho de 1830. 



LAG E GRANDES DE PORTUGAL 73 

SEUS PAES 

Luiz Anlonio da Silva, e D. Maria Profiria de SanfAnna. 

l." Henrique José da Silva.— i." Barão de Lagos. (V. acima). 
Houveram mais que todos falleceram. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 21 de Agosto de 1833. 

Brazão cl'Ariiias.— Escudo com as armas dos Silvas. 
Por Alvará de 18 de Ferereiro de 1836. 




LAGUNA (Barão). — Carlos Frederico Lecor, natural de Faro, onde nasc. a 11 de 
Selembro de 1767. 

Para se instruir foi estudar as linguas na Inglaterra e Holanda. Voltando á sua pátria 
assentou praça, e sendo 1.° Tenente do Artilheria de Faro embarcou com um destaca- 
mento para a Bahia ; foi promovido a Capitão por occasião da creação da Legião das tro- 
pas ligeiras ; Ajudante de Ordens do Marquez de Alorna, emigrou para Inglateira quando 
este General foi mandado para França em 1808. Pela expulsão dos francezes voltou ao 
reino com a Legião Luzitana : destinguiu-se nas Campanhas da Península, durante as quaes 
commandou a 6.'' brigada de Infanteria nas batalhas da Victoria, e dos Pyreneos, e no 
combate de Zugaramundi ; a 7.' divisão do exercito aliiado na batalha de Neville, e uma 
porlugueza na de Nive ; e o exercito na retirada de França para Portugal, sendo Marechal 
de Campo. Nomeado Tenente General em 1815, conduziu ao Brazil a brilhante devisão dos 
Voluntários Reaes de El-Rei, com a qual passou era 1817 ao Rio da Prata, onde conquis- 
tou em poucos dias a cidade de Montevideo, e a banda Oriental, cujos estados governou 
até á sua evacuação em 1828, em que voltou ao Rio de Janeiro. Teve as condecorações 
seguintes : foi do Conselho de El-Rei D. João vi, Gran Cruz da Ordem da Torre e Espada, 
Comraendador da de S. Bento de Aviz ; teve a Medalha de Campanha n.** 4 da Guerra 
Peninsular, e a Estreita de Ouro do Rio da Prata. 

Abraçou a causa da independência do Brazil, onde foi elevado ao posto de Marechal 
do Império, membro do Supremo Tribunal de Justiça Militar, e Visconde da Laguna com 
grandeza, etc, etc. Morreu no Bio de Janeiro em 2 de Agosto de 1836. 

A respeito d'este distincto General, lê-se na Revista do Instituto do Brazil pag. 441 
do tom. 27 : «foi um dos mais dignos, mais talentoso, mais instruído e o mais distincto 
Commandante do Rrazil, julgo até não dizer demasiado collocando-o, pelo menos, no pri- 
meiro logar entre os Generaes Brazileiros, etc, etc.» 

Casou em Montevideo com D. Rosa Maria Josepha de Rasavilbaso, de quem teve 
geração, mas da qual não temos esclarecimentos. 

10 



Ti família s titulares LAN 

SEUS PAES 

Luiz Pedro Lecor, casado com D. Quitéria Maria Krusse, e d'esles, apenas conhe- 
cemos os seguintes : 

l.<* BarXo da Lagdna. — {V. acima). 

-1." Jorge Frederico Lecor. — Seguio, como seu irmão, a profissão das armas, fez a Campa- 
nha do Rouisiilloa em 2.** Tenente do Regimento de Arliiheria de Faro ; em 1809 foi 
promovido a Major Ajudante de Ordens do Conde de Serz'das, Governador e Capitão 
General da Índia, pelo qual, em 1810, foi nomeado Governador de Damão. Voltou em 
1813 ao Rio de Janeiro, no posto de Coronel; e em 181o foi promovido a Briga- 
deiro Commandante do Corpo de Arliiheria da Ilha da Madeira, onde failecea cm 22 
de Setembro de 1822. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Em 6 de Fevereiro de 1818. 

Visconde com grandeza — Depois da Independência do Brazil. 




LANÇ4DA (Visconde). — Ignacio Júlio de Sampaio de Pina Freire, nasceu a 13 de 
Agosto de 1831, 2.° Visconde de Lançada ; Veador da Gamara de Sua Mageslade a llainlia ; 
Commendador da Ordem de Cliristo ; Cavalleiro da de Aviz ; Gran-Cruz da Ordem de 
Carlos III de Hespanha ; Gapilão Tenente da Armada. 

SEUS PAES 

Manuel Ignacio de Sampaio de Pina Freire, nasceu a 7 de. Agosto de 1778; 1." Vis- 
conde da Lançada, em duas vidas ; do Conselho de Sua Magestade ; Tenente General , 
reformado ; Commendador da Ordem de Christo ; Cavalleiro da de Aviz ; Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Real ; Membro do Tribunal do Thesouro Publico. 

Morreu a 7 de Agosto de 1836, tendo casado a 1 de Fevereiro de 1826 com D. He- 
lena Teixeira Homem de Brederode, que nasceu a 2 de Dezembro de 1800, íilha do 
António Xavier de Moraes Teixeira Homem ; Fidalgo da Casa Real; Conselheiro da Fazenda; 
Commendador de Christo; etc, etc, ele. e de sua mulher D. Marianna José de Andrade 
Brederode. 

1.» Ignacio Julio de Sampaio de Pina Freire. — 2.» Visconde de Lançada, como acima fica 

dito. 
2.0 António de Sampaio e Pina de Brederode. — Nasc. a 8 de Janeiro de 1834 ; pelo sen 

casamento, duque de Palmella. — Vid, Palmella n'e$te volume, e para maiores etcla- 

reeimentos : — Memorias Hittorico-Genealogicas dos Duques Portuguezes do Século XIX, 

a pag. 393 e seguintes. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde da Lançada — Decreto de 10 de Janeiro de 1849. 
Renovação da 2.» vida — Decrsto de 30 de Abril de 1888. 



LAN E GKANDES DE PORTUGAL 7o 




LANDAL (Visconde). — Julião Casimiro Ferreira, l." Visconde de Landal, nasceu 
em Coimbra, na antiga freguezia de S. João de Almedina, a 6 de Agosto de 1821 ; Ba- 
charel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, em 17 de Junho de 1845 ; Pro- 
fessor de Geographia e Distoria do Lyceu de Santarém, por Decreto de 29 de Agosto de 
1856 ; Secretario do mesmo Lyceu, porque além do seu bom procedimento lilterario mostrou 
zelo no seu desempenho das obrigações do seu magistério (Decreto de 26 de Julho de 
1848); Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vilia Viçosa, (Decreto de 
27 de Outubro de 1833); Comraendador da Ordem de Christo, (Decreto de 4 de Dezembro 
de 1867); Conselheiro de districlo durante 25 annos, desde 1848 a 1876, cora pequenas 
interrupções.: Procurador á Junta Geral de Districto, durante cerca de 25 annos ; Presidente 
da mesma Junta era 1876, 1877, 1884 e 1885 ; Presidente da Commissão executiva desde 
1880 a 1883 ; Presidente da Canjara Municipal de Santarém em 1862, 1863, 1878, 1879, 
1887 e 1888; 1." Substituto do Juiz de Direito, durante 21 annos, desde 1855 a 1876; 
Alferes do batalhão nacional de Santarém, (Decreto de 3 de Janeiro de 1869) ; Provedor 
da Misericórdia de Santarém, em 1870 ; Delegado da Inspecção dos theatros no districlo 
de Santarém, Decreto de 21 de Novembro de 1863 ; Inspector extraordinário das escolas 
de instrucção primaria dos Concelhos do Cartaxo, Salvaterra de Magos, Benavente, Coru- 
che, Chamusca e Almeirim, pelas Portarias de 12 de Outubro de 1866 e 22 de Fevereiro 
de 1875 ; Vogal das comraissões de exames na 1." circumscripção (Lisboa), Decreto de 16 
de Julho de 1874, 10 de Julho de 1876 e 7 de Julho de 1879, e na segunda, (Coirabra) 
por Decreto de 5 de Julho de 1877, 8 de Julho de 1878 e 7 de Julho de 1880. 

Como vogal do Conselho de districto coadjuvou a administração publica, sem espirito 
partidário, recebendo por isso inequívocas provas de estima e consideração de todos os 
Governadores Civis com quem serviu. 

Como Procurador á Junta, tomou parte na 1." consulta ao Governo para a constru- 
cção da ponte sobre o Tejo, em frente de Santarém, sessão de 6 de Julho de 1866, assis- 
tindo à sua inauguração, na qualidade de Presidente da Commissão executiva, em 17 de 
Setembro de 1881. 

Apesar d'optar pelas colónias agrícolas, associou-se á proposta para construcção da 
penitenciaria de Santarém (Sessão de 15 de Maio de 1873). 

Contribuiu muilo para se fazerem os necessários, reparos no monumental edifício de 
João d'Alporão, luctando contra a má vontade de muitos que a isso se opunham. 

Como Presidente da Camará, contribuiu, na primeira gerência, para regularisar a 
^:'Cripturação e organisar as contas que subiram ao tribunal. Substituiu as posturas de 
1875, que foram adoptadas por alguns concelhos de districto, abaularam-se as ruas, inau- 
gurou-se a illuminação a petróleo e estabeleceu-se um systema regular de limpeza, pelo 
que o então Governador Civil recommendou estes bons serviços, em 4 de Março de 1863,. 
à munifícencia regia. 

Na segunda gerência, reformou as posturas, harmonisando-as com o Código Civil, 



76 famílias titulares LAN 

conlinuou as obras encetadas para a canalisação das aguas, cujo consumo regularisou, e 
foi inaugurado em 17 de Julho de 1878. Fi/.erara-se enlão os gradeamentos, portões, can- 
dieiros, bancos e marcos fontenarios para o passeio da Rainlia ; inslaliou-se o serviço de 
incêndios c inslallaram-se as auías de inslrucção primaria no 1.° de Dezembro de 1879. 

Como Provedor da Misericórdia, foi auctor do projecto de compromisso approvado 
por Alvará de 9 de Março de 1870, que substituiu o de Lisboa, por que se regulava a 
administração. Também por iniciativa sua, creou-se um asylo com a competente escola 
d'instrucção primaria para orphãos e fillias de irmãos ; estatuiu-se a juncção dos mer- 
ceeiros e merceeiras em dois asylos de João AtTonso e da Rainha Santa ; elevou-se a 
taxa do juro ; cessou a existência de cemiteiúo especial para os fallecidos no hospital e 
irmãos ; deu-se finalmente ao hospital uma administração saida da Meza da Misericórdia, 
preveniram-se abusos e promoveu-se a cobrança dos rendimentos das duas casas. 

Na actual gerência da Gamara Municipal, espera-se que deixará inaugurada a illumi- 
nação a gaz, pois já se acha celebrado o competente contracto. Muito mais teríamos a dizer 
d"este Cavalheiro, se os seus serviços ao paiz não fossem tão conhcidos e faltassem tão 
alto. 

Casou duas vezes em Santarém, sendo a primeira em 12 de Dezembro de 1849 com 
D. Maria Libania de Almeida, nascida na aldeia do Painho, freguezia de Figueiros, Con- 
celho de Cadaval, a 28 de Outubro de 1807, e fallecida em Santarém a 11 de Abril de 
1868, filha de Theotonio Baptista da Moita, nascido a 18 de Março de 1769, no togar 
de Painho, e de sua mulher D. Dorothéa Libania de Almeida Moraes e Cunha, nascida 
em 8 de Outubro de 1781, no togar d'A dos-Francos : a segunda em 28 de Junho de 1869 
com D. Carolina Amélia Peixoto, nascida em Santarém a 20 de Setembro de 1830, e actual 
Viscondessa de Landal, filha de José Peixoto da Silva, rico proprietário e negociante em 
Santarém, nascido no Alfange em 12 de Março de 178i, e fallecido a 4 de Novembro de 
1866, casado que foi com D. Mariana Francisca Peixoto, também natural de Santarém, 
nascida a 25 de Setembro de 1792, e fallecida a 18 de Abril de 186i. 

ifixjHzos ido 1." ii/Lj^rr:Eixi^oj:<TX(D 

!.• Alfredo Casimiro Almeida Ferreira. — Nascido em Santarém a 27 de Outubro de 1850 ; 

Bacharel em Mathemalhica pela Universidade de Coimbra : Capitão do regimento de 

Arlilheria n." 3, casado no Cartaxo com D. Maria do Carmo Mayer Caldas. 
2." D. Maria Libania de Almeida Ferreira. — Nascida em Santarém a 14 de Março de 1832, 

e casada a 17 de Janeiro de 1879 com Salvador Maria de Souza, Cirurgião-medico 

pela Escola de Lisboa etc, etc. 

E^iiiHos 3DO 2.» n^jô^TiainvAoisrio 

3.0 Jayme Peixoto Ferreira JordXo. — Nascido em Santarém a 20 de Abril de 1870, solteiro. 
4.° Arthur Peixoto Ferreira Jordão. — Nascido em Santarém a 18 de Outubro do 1872 : 
solteiro. 

SEUS PAES 

João Jordão, nascido a 26 de Outubro de 1795, na Freguezia de S. Miguel de Penella, 
e fallecido na de Pampilhosa da Mialhada a 26 de Setembro de 1876 ; casado com D. Joanna 
Maria Ferreira, nascida a 2 de Março de 1795, em Valle da Clara, freguezia da Foz de 
Arouce, e fallecida em Coimbra a 31 de Janeiro de 1836. 

1.0 O actual Visconde de Landal, acima mencionado. 

i." D. Anna Clementina Ferreira Jordão. — Nascida em Coimbra, onde reside, a 22 de 
Junho de 18S3. Solteira. 



LAP 



E GRANDES DE PORTUGAL 



77 



3." Francisco Ferreira Jordão, — Proprietário, residente em Coruche. Nascea em Coimbra a 
26 de Setembro de 1830, e casou em 30 de Janeiro de 1833 cora D. Maria Carolina 
Bandeira, filha de João Joaquim Lisardo, e de sua mulher D. Joaquina Henriqueta 
Bjnieira. 

4.° D. Maria das Dores Ferreira JordXo. — Nascida em Coimbra a 20 de Jklarço de 1837, 
e casada cm 17 de Abril de 1873, com José Manuel Christino, proprietário e resi- 
dente na Pampilhosa da Mealhada, etc, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO 
VISC05DE — Decreto de 32 de Dezembro de 1887. 




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1 







LAPA (Conde). — Manuel de Almeida e Vasconcellos do Soveral de Carvalho Maia 
Soares de Albergaria, nasceu a 30 de Novembro de 1812 : 2.° Conde da Lapa em duas 
vidas; L° Visconde da Lapa, e 4." Barão de Mossamedes de juro e herdade ; 15.° Sr. da 
Lapa, 13.° Sr. da Terra e Celeiro de .Mossamedes na Ribeira de Criz, districto de Vizeu ; 
1(>." Sr. da Honra de Lamaçaes ; 16." Sr. da Albergaria e Morgado de S. Paulo da Ponte 
de Criz ; 10.° Sr. da Lagoa de Vizeu no Algarve, e do Couto do Vieiro ; Alcaide-mór de Bar- 
cellos ; OíTicial-raór honorário da Casa Real ; Tenente de Cavallaria Nacional de Lisboa. 
Casou a 2 de Fevereiro de 1830, com D. Francisca de Paula Luiza de Sousa, filha dos 
2. ' Marquezes de Borba, que nasceu a o de Abril de 1814. 



1.» D. EcGEXiA d'Almsida. — Nasc. a 24 de Agosto de 1831. e casou a 28 de Novembro de 
1830, com D. António Jorge de Menezes. Moço Fidalgo com exercício na Casa Real; 
Sr. da antiga casa da Flor da Murta em Lisboa, e dos Morgados de Soure, Ponte de 
São, Paul da Bordura e Reguengo da Carvoeira. Falleceu a 16 de Março de 1836. 
Era filho de D. António Maria de Menezes Portugal, Fidalgo da Casa Real, Sr. dos 
mencionados bens acima ; e de sua mulher D. Antónia Mafalda da Cunha, 5.' filh» 
dos 2.'^» Condes da Cunha. 



j8 FAMÍLIAS TITULAR ES LAP 

FILHOS 

1." D. JoncE Maria. — Nasc. a 7 do Outubro de 1851, e falleccu a 7 Ar 

Maio de 1839. 
2.» D. Manuel Maria. — ííasc. a 18 de Setembro de 1852. 
3."» D. António Maiíia. — Nasc. a 34 de Janeiro de 1834, e falleceu a 17 de 

Julho de 1857. 
4." D. Maria Francisca. — Nasc. a 30 de Julho de 1836. 
2.0 D. Manuel ce Almeida. — Nasc. a 4 de Junho de 1833, e casou a 13 de Junho de 1861, 
com D. Maria das Dores de Sá Pereira e Menezes, filha dos 2."' Condes da Anadia. 

FILHO 

D. Maria Luiza. — Nasc. a 23 de Abril de 1864. 
3.0 D. Fernando de Almeida. — Nasc. a 26 de Julho de 1836. 
4." José de Almeida. — Nasc. a 23 de Fevereiro de 1840. Visconde e Conde de Mossamedes. 

{V. Mossamedes). 
5." I). Francisca de Almeida. — Nasceu a 27 de Março de 1847. Condessa do SobraL 
6.0 D. Margarida de Almeida. — Nasceu a 23 de Outubro de 1849. Condessa de Atougaia. 

SEUS PAES 

Manuel de Almeida Vasconceilos do Soveral de Carvalho da Maia Soares de Alber- 
garia. Nasceu na cidade de S. Paulo da Assumpção de Loanda, reino de Angola, a 2 de 
Outubro de 1784; foi 1." Conde, 3." Visconde ê Sr. da Lapa; 3.» Barão, e 14.° Sr. de 
Mossamedes; Alcaide-mór de Barcellos; Par do Reino era 182G; Vedor da Casa Real; 
Coramendador da Ordem de Clirislo ; Gavalleiro da de S. João de Jerusalém ; Conselheiro 
do Conselho lllramarino; Enviado Extraordinário a S. Petersburgo em 1818, e em 1822 
Commissario para concluir o Tractado de Commercio com os Estados Unidos da America. 

Teve os Senhorios e Casa que acima ficaram ennumerados a seu filho, e morreu a 28 
de Junho de 1832, lendo casado a 2 de Fevereiro de 1807 com D. Francisca de Paula da 
Camará e Menezes, Dama da Rainha D. Maria I, que nasceu a 30 de Julho de 1778, e era 
i." filha de D. Pedro da Camará de Figueiredo Cabral, e de sua mulher D. Marianna de 
Menezes. (V. Belmonte). 

Mandel. — Aclaal 2." Conde, acima mencionado. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 31 de Agosto de 1822. 

Visconde — Decreto dn 8 de Fevereiro de 1803. 

Barão — Decreto de 13 de Agosto de 1779. 

Barão de juro e herdade — Decreto de 19 de Julho de 1802, confirmado em 12 de Outubro do mesmo 

anno. 
Renovação do 2.» titdlo de Conde — Em 1833. 

Renovação do 2.» titulo de Visconde — Decreto de 23 de Fevereiro de 1813. 
Senhorio d'Albergaria de S. Paulo de Criz — 18 de Maio de 1396. 
Senhorio do Reguengo de Mossamedes — 30 de Janeiro de 1410. 
Senhorio da Lagoa De Vizeu — 26 de Julho de 1526. 
Senhorio da Lapa — 20 de Abril de 1761.. 

Doação de juro e herdade da Terra e Celleiro de Mossamedes — 22 de Novembro de 1823. 
Alcaidaria-mór — 13 de Julho de 1796. 

Brazão — Usam as armas dos Almeidas, eguaes às dos Condes de Avintes, a pag. 176 
do l." vol. d'e8ta obra. 



LAR E GRANDES DE PORTUGAL 79 




LARANGEIRAS (Visconde). — iManuel de Medeiros da Cosia Araújo e Albuquerque, 
2.° Visconde das Larangeiras. Nasc. em S. Pedro da Ponla Delgada a 19 de Junho de 18i8; 
Fidalgo Cavalleiro a 20 de Março de 1862; Cavalleiro das Ordens de Christo, de S. Sal- 
vador da Grécia, e da Legião de Honra de França ; Commendador da de Cbrislo ; 
Deputado da Nação em varias Legislaluras. Casou a 6 de Agoslo de 1870, na egreja da 
' freguezia do Coração de Jesus em Lisboa, com D. Elisa Broun da Ponte, nasc. em 1851, 
e tilba de Manuel António da Ponte e de sua mulher D. Catharioa Broun. 

SE:US PAES 

António Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, 1." Visconde e 'i." Barão 
das Larangeiras, nasc. a 2 de Maio de 1816 ; Par do Reino por successão de seu pae o 
1." Barão das larangeiras ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; Gran Cruz da Ordem de Izabel a 
Catholica. M. em Julho de 1884, havendo casado duas vezes, a primeira em 26 de Dezem- 
bro de 1842 com D. Anna Júlia Borges da Camará e Medeiros, que nasc. a 9 de Abril de 
1827, e falleceu a 26 de Agosto de 18í9 ; e a segunda vez a 15 de Julho de 1850 com 
D. Marianna Augusta Borges da Camará e Medeiros, sua cunhada, que nasc. a 5 de 
Setembro de 1830, ambas filhas dos 1."* Viscondes da Villa da Praia. 

» 

1.'' Agostinho. — Nasc. a 31 de Maio de 1844; Fidalgo CavaUeiro da Casa Real. FaUecido. — 
Sem geração. 

i.° An.va Christina. — Nasc. a iS de Março de 1847, e faUecea a 18 de Março de 1869 ; 
tendo casado com Agostinho Machado de Faria e Maia, seu primo, Fidalgo Garalieiro 
da Casa Real, Bacharel formado em Direito, etc, etc. ^ 

FILHOS 

1.0 Ddarte.— Nasc. a 1 de Julho de 1867. 
2.0 D. Ax.NA Christina. — Nasc. a 9 de Fevereiro de 1869. 
3." Manuel de Medeiros da Gosta Araújo e Albuquerque. — 2. o Visconde das Larangeiras 

(V. acima). 
4.° D. Clara Júlia. — Nasc. a 11 de Jolho de 1849; casada com José do Canto Brum, 
Fidalgo CaraUeiro da Casa Real, Doator em Seieneias Naiaraes, pela Escola de Paris. — 
Com geração. 

IFXXiHOS IDO 2.0 J^.A.TJElXJ^01srX0 

o.° Duarte Borges de Medeiros da Cósta e Albuquerque. — 3.<* Barão das Larangeiras. 

( V. Barão dat Larangeiras ). 
6." D. Maria Carolina. — Nasc. a 16 de Abril de 1833, e falleceu a 3 de Outubro de 1880, 

tendo casado a 26 de Junho de 1871, com José de Alhaide Estrella Corte Real, fal- 

lecido em Junho de 1877. 

FILHOS 

1.0 D. ViRGLNiA.— Nasc. a 1 de Maio de 1873. 

2.° D. Marl*. Josb.— Nasc. a 9 de Outubro de 1877. 

7.0 Antomo. — Nasc. a 23 de Julho de 1853; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, Cavalleiro 
da Ordem de Christo. 



80 FAMÍLIAS TITULARES LAR 

SEUS AVÓS 

Manuel de Medeiros da Costa Ganlo e Albuquerque, nasc. a 11 de Abril de 1798; 
1." Barão das Larangeiras; do Conselho de Sua Mageslade; Cavalleiro da Ordem de Chrislo 
e Par do Reino em 3 de Maio de 1842. Falleceu em 28 de Abril de 1847, lendo casado 
a 2 de Agoslo de 1815 com D. Maria Carlota Alvares Cabral, que nasc. a 22 de Novem- 
bro de 1798, e falleceu a 7 de Abril de 1869 ; filha de Joaquim José Alvares Cabral e de 
sua mulher D. Calharina Alvares Cabral. 

1 o António Manoel de Medeiros da Costa Canto e Alboqderqhe. — 1.° Visconde e 2.° Barão 

das Larangeiras. (V. acima). 
2." Agostinho.— Nasc. a 9 de Maio de 1818; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real: fallecido em 

Novembro de 1846, tendo casado no 1.° de Janeiro do 18&3 com D. Maria Magdalena 

Borges Soares da Camará Leme. 

FILHO 

Francisco.*— Nasc. a 5 de Outubro de 1843 ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; 
casou com D. Virgínia Baldaque Pereira da Silva, filha de Francisco 
Maria Pereira da Silva, do Conselho de Sua Mageslade, Capitão de Mar c 
Guerra, e de D. Izabel Maria da Nóbrega Baldaque. 

FILHO 

António. — Nasc. a 7 de Julho de 1866. 
3.» Manuel. — Nasc. a 7 de Fevereiro de 1820; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real: casou a 
19 de Julho de 1848, com D. Maria Magdalena Soares da Camará Leme, sua cunhada. 

FILHOS 

1.° António. — Nasc. a 16 de Maio de 1849. 

2.0 Agostinho. — Nasc. a 2 de Agosto de 1830. 

3.» D. Joanna. — Nasc. a 8 de AJarço de- 1834. 
4.' (B.) Pedro de Medeiros. — Nasc. a 6 de Julho de 1831 ; Bacharel formado em Direiío, 
Fidalgo da Casa Real: casou duas vezes, a primeira em 28 de Julho de 1832 com 
D. Maria Guilhermina Diniz Homem, e a segunda vez, em 7 de Fevereiro de 1861, 
com D. Maria Adelaide da Nóbrega Baldaque. 

FILHOS DO 1.0 MATRIMONIO 

1.0 Manoel. — Nasc. a 19 de Abril de 1833. 

2,0 D. Maria Guilhermina. — Nasc. a 21 de Janeiro de 1855. 

FILHO DO 2.» MATRIMONIO 

3.'» Pedro.— Na§c. a 16 d'Agoslo de 1864. 
5.0 (B.) Rot.— Nasc. a 14 de Março de 1834, e casou a 20 de Abril de 1856, com D. Ma.-ia 
Luiza da Silva Loureiro. 

FILHO 

1 .** Rot. — Nasc. em 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Em 10 de Junho do 1870. 
Babío — Em 27 de Maio de 1836. 

Residência — Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel. 



LÂU 



E GRANDES DE PORTUGAL 



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LARANGEIRÂS (Barão). — Duarte Borges de Medeiros da Costa e Albuquerque, 
nasc. a 8 de Julho de 1831 ; 3.° Barão das Larangeiras ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real. 
Casou a 24 de Janeiro de 1872, com D. Quitéria Leite Botelho, filha de Fi-ancisco Leite 
Botelho de Teive, Fidalgo da Casa Real. 

:pixjI3:o 

D. Christina. — Naíceu a 20 de Dezembro de 1872. 
SSXJS PAES 
y. os 1.°* Viscondes das Larangeiras. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarXo.— Renovado por Decreto de 20, e Carta de 8 de Março de 1869. 




LASCAS AS (Visconde). — Félix de Lascasas dos Santos: já fallecido. — Sen mais 
noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Por Decreto de 1 de Agosto de 1872. 




LAURINDO (ViscOxNde). — Laurindo José de Almeida, 1." Visconde de Laurindo, 
súbdito brazileiro, proprietário do Municipio do Bananal, província de S. Paulo (Brazil). — 
Sem mais noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 14 de Feyereiro de 1884. 
11 



82 



famílias titulares 



LAV 




LAVRADIO (Marquez). — D. António de Almeida Portugal Soares Alarcão Mello 
Castro Athayde Eça Mascarenhas Silva e Lencastre, nasceu a 11 de Fevereiro de 1794, 
e foi 5.» Marquez do Lavradio, cora honras de Parente, e 8.' conde de Avintes. Falleceu 
a 15 de Setembro de 1871, havendo casado a 13 de Fevereiro de 1814 com D. Maria Rosa 
de Menezes da Silveira e Castro,' sua prima, nascida a 6 de Abril de 1798, e fallecida a 
15 de Abril de 1879, 5.^ filha dos 1." Marquezes de Vallada. (V. Avintes). 

t.o D. Anna. — Nasc. no Rio de Janeiro a 23 de Abril de 1815. 

2.» D. Francisca. — Nasc. a 1 de Março de 1822, e morreu em Roma a 29 de Julho de 1837 

3.° D. Eugenia de Jesus Maria de Todos os Santos de Almeida. — Nasc. a 27 de Maio de 

1828, e morreu a 14 de Junho de 1871, tendo sido casada, a 15 de Novembro de 

1849, com José Corrêa de Sá Benevides Velasco da Gamara, que nasceu a 12 de Maio 

de 1830, filho dos 6.<" Viscondes de Asseca. {V. Atsecá). 



FILHO 

D, António d'Almeida Portugal Soares de AlarcXo Correia de Sá. — Nasceu 
a 24 de Julho de 1852, e casou a 18 de Julho de 1872 com sua prima 
em primeiro grau D. Izabel Correia de Sá e Benevides, que nasceu a 25 
de Outubro de 1851, 2.» filha dos 7.»» Viscondes d'Asseca com Grandeza. 
— Com geração. (K. Asteea a pag. 176 do i.° vol. d'eita obra.) 

SEXJS AVOS 

D. António Máximo de Almeida Portugal Soares Alarcão Mello Castro Athayde Eça 
Mascarenhas Silva e Lencastre, nasceu a 1 de Outubro de 1756, e foi 3.° Marquez do La- 
vradio ; 6.° Conde de Avintes ; Par do Reino em 1826; Estribeiro-mór da Princeza D. Maria 



» E' erro, quando le dix « pag. 176 do 1.» vol. d'e8ta obra. aue Mia lenhora era 4.* Marqueza e 7.* Condessa, em l0|f»r 
de *e diíer 5.» e 8.* 



LAV 



E GRANDES DE PORTUGAL 



83 



Benedicla, que a acompanhou ao Brazil; Mordomo-raór de Sua Mageslade; Gran-Cruz da 
Ordem de Chiislo; Coramendador da Conceição; Deputado da Junta dos Três Estados; 
Tenente Coronel Coraraandante do Regimento de LijDpe etc, etc, etc. Morreu em Paris a 
4 de Maio 1833, tendo casado a 16 de Julho de 1783 com D. Anua Telles, Dama da 
Rainha D. Maria I, Condecorada com a Ordem de Santa Izabel, que nasceu no 1.° de 
Oulubro de 1762, e morreu a 4 de Dezembro de 18il, 4." filha dos 2." Marquezes de 
Penalva. 



1.» D. 

2.0 D 
3.» D 

4." D. 



5.» D. 
6 D. 
7." D. 
8.» D. 
9.» D. 
10.» D. 



Eugenia. — Nasc. a ii de Setembro de 1784; Daqaeza de Ficalho. (F. a pag. {(71 

do l." vol. d'esta Obra.) 

Marianna. — Nasc. a 17 de Agosto de 1785. Condessa da Pibeira Grande. 

Maria. — Naic. a 11 de Agosto de 1786. Dama da Princeza D. Maria Benedicta. 

Luiz. — Nasc. a 8 de Agosto de 1787, e morreu a 1 de Março de 1812: foi 4." 

Marquez do Lavradio ; 3.° Conde de Avintes ; Capitão de Cavallaria ; Aiadante de 

Ordens io General Conde de Amarante. Casou a 30 de Julho de 1809 com D. Rita de 

Vasconcellos, que nasceu a 9 de Setembro de 1784, e morreu a 28 de Setembro de 

1832, 2.» filha dos 2,'" Marquezes de Castello Melhor, etc. 

.Margarida. — Nasc. a 24 ile Agosto de 1791. Marqoeza de Alegrete. (V. Alegrete). 

Francisca. — Nasc. a 1 de Setembro de 1792. Marqueza de Yallada. 

Antouio. — 5.° Marquez do Lavradio, acima mencionado. 

Francisco. —Nasceu a 12 de Julho de 1796. 2." Conde do Lavradio (F. este titulo). 

Joaquina. — Nasc. a 3 de Janeiro de 1799, etc. 

João. — Nasc. a 4 de Dezembro de 1804. Foi Offieial de Cavallaria, etc. 



Marquez — 18 de Outubro de 1733. 
Conde — 17 de Ferereiro de 1664. 



GREAÇAO DO TITULO 



Brazno — Âs armas dos Condes de Avintes, já descriptas a pag. 176 do l." vol. 




LAVRADIO (Conde). — Luiz de Mendonça Furtado, que serviu com honra e lealdade 
vários logares de confiança, chegando a ser despachado por El-Rei D. Pedro II Vice-Rei 
da índia e Conde do Lavradio. 

Não casou nem teve suceessão illegitima. 



84 



famílias titulares 



LAV 



SEUS PAES 

Vid. Memorias Historico-Genealogicas dos Duques Portuguezes do Século XI X^ 
a pag. 766, 1883. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Pela primeira vez, em Portugal, por decreto de 16 de Março de i670. 

Brazão — Âs mesmas armas do Conde de Azambuja, a pag. 177 do !.<> vol. d'e8ta obra. 




LAVRADIO (Conde). — D. Francisco de Almeida Portugal, nasceu a 12 de Julho de 
1796. Foi 2." Conde do Lavradio, na sua familia; Par do Reino em 1835; Ministro e Con- 
selheiro de Estado Honorário ; Veador de Sua Alteza Real a Infanta D. Izabel Maria ; 
Gran-Cruz da Ordem de Christo; Gran-Cruz da da Torre e Espada; Gran-Cruz da de 
Leopoldo da Bélgica ; Gran-Cruz da de Ernesto Pio de Saxonia ; Gran-Cruz da dos Guelfos 
de Hanover; Gran-Cruz da de Danebrog da Dinamarca; Commendador da Conceição de 
Villa-Viçosa ; Condecorado com a Ordem da Casa de Hohenzolern de 1." Classe; Enviado 
em Missão extraordinária á Côrle de Gobourg, para concluir o casamento de Sua Mages- 
tade a Rainha com o Príncipe D. Fernando, a quem acompanhou a Lisboa; Ministro de 
Portugal em varias Cortes; Sócio da Academia Real das Sciencias de Lisboa. 

Casou duas vezes, sendo a primeira a 10 de Julho de 1840 com D. Joaquina José de 
Mello Silva César e Menezes, que nasceu a 23 de Janeiro de 1817, Dama da Ordem de 
Santa Izabel, e filha dos 9.°' Condes de S. Lourenço, íallecida em Londres a 22 de 
Dezembro de 18S8 ; e a segunda vez, a 10 de Fevereiro de 1866 com D. Maria Rita 
Tenório y Moscoso, actual Condessa do Lavradio, nascida a 23 de Julho de 1836, e filha 
de D, Pedro Carlos Tenório y Moscoso e de sua mulher D. Maria da Luz Miranda e Silva. 

BrrijHIOS IliliEG-ITIiyiIOS I50 2.» C01?rX)E IDO XjJ^'v:rj^idxo 

!.• D. António João Francisco de âlubida. — Nasc. em França a 3 de Maio de 1821: legi- 
timado por Alvará de 5 de Julho de 1867 ; Engenheiro Director das Obras do Tejo 
em 1877. 



LEC E GRANDES DE PORTUGAL 85 

2.» D. Josá Carlos de Almeida. — Nasc. a 13 de Norembro de 1822, e foi bapti?ado na 
Parochia de S. Thomaz d'Aqiiino em Paris. Naturalisou-se súbdito francez ; é Pro- 
fessor e Inspeclor Geral da Universidade de Paris. Casou em Novembro de 1880 com 
Miss Dourmont de Melfort, descendenle de uma familia illuslrc ingleza. 

SEUS PAÍ2S 

(V. Marquezes do Lavradio). 

CREAÇÃO DO TITULO 

CoNDB — Decreto de 17 de Julho de 1725. 
Renovado — Em 1 de Dezembro de 1834. 

JSrazão — As Armas dos Condes de Avintes. 




LAZARIM (Barão). — Manuel de Vasconcellos Pereira de Mello, Par do Reioo ; 
Vice-Almiranle ; Major Geoeral d'Arraada ; Vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar ; 
Gran-Cruz da Ordem de S. Bento d'Aviz ; Gran-Cruz da Ordem de Leopoldo da Bélgica ; 
Commendador da Legião de Honra de França. Nasceu em 1786, e morreu a 25 de 
Agosto de 1856. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barão — Decreto de 19 de Janho de 1816. 




LECEIA (Viscondessa). — D. Salomé Cândida de Seixas Celestino Soares, nasceu a 
6 de Dezembro de 1828, filha de Pedro Noiasco de Seixas, e de sua mulher D. Maria 
Cândida Lopes. Casou em 1849 com o 1.° Visconde de Leceia fallecido em 1874. 



VIUVA. DE 



José Pedro Celestino Soares 1." Visconde de Leceia. Nasceu a 27 de Novembro de 1786 ; 
Commendador da Ordem de S. Bento d'Aviz ; Official da Torre e Espada ; condecorado 



8B 



famílias titulares 



LEI 



com a Medalha de Campanha 5 da Guerra Peninsular; General de Divisão; Vogal do Supremo 
Conselho de Jusliça mililar; Deputado da Nação era varias legislaturas. Morreu a 6 de Julho 
de 1874. 

1." Pedro Edgenio Celestino Soares. — Nasceu a i3 de Novembro de 1849. 

i." José Augusto Celestino Soares. — Nasc. a 6 de Dezembro 1853. 

3.» D. JoLiA Cândida de Seixas Celestino Soares. — Nasc. a 22 de Fevereiro de 1862. 

PAES r)o 1.» viscorvr>E 

Pedro Celestino Soares, e sua mulher D. Francisca Joaquina d§ Almada, ambos já 
fallecidos. 

1.0 JosB Pedro Celestino Soares. — l." Visconde de Leceia, acima. 

2.° Francisco Pedro Celestino Soares. — Deputado da Nação desde 1839 a 1840 : casado 
com D. Porfiria Josefa do Carmo da Costa. Ambos já fallecidos. 

3." Pedro Celestino Soares. — Brigadeiro do Exercito, do Corpo de Engenheiros; Lente da 
Academia Nacional e Real de Fortificações. 

4." Joaquim Pedro Celestino Soares. — Tenente General ; Deputado da Nação em 5 Legisla- 
turas, desde 1836 a 1844. Casou com D. Marianna Ignacia da Silva. Ambos já 
fallecidos, elle em 1859. 

õ.° JoAo Pedro Celestino Soares. — Fallecido. 

6." António Pedro Celestino Soares. — Fallecido. 

7." Januário Pedro Celestino Soares. Fallecido. 
Além d'estes houveram mais 4 que falleceram de tenra edade. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde— Decreto de ?6 de Julho de 1861 




LEIRIA (Baroneza). — D. 3Iaria Benedicta de Vasconcellos e Lemos, 2." Baroneza 
de Leiria, por seu pae, de quem era íilha natural legitimada. Nasceu a 29 de Abril de 



LEM E GRANDES DE PORTUGAL 87 

1820. e falleceu em Barcellos a 15 de Fevereiro de 18oo, lendo casado, era Setembro 
de 1844, com António Augusto Pereira de Yasconceilos Sousa e Menezes, que nasceu a 3 
de Junho de 1827, e foi agraciado com o Ululo de sua mulher em 15 de Novembro de 
1844 ; em 19 de Outubro de 1844 com a Commenda de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa ; e em 7 de Abril de 1845 com o foro de Fidalgo Cavalleiro : hoje Sr. da 
importante casa do Cabo em Marco de Canavezes. 

1.0 D. Maria do Carmo Pereira de Vascoxcellos Socsa e Menezes. — Nasc. a i6 de Jalho 
de 1846. Casou a 2 de Oatabro de 1876 com Alexandre de Azevedo Pinto Mello 
Leme, Bacharel em Direito. 

2.» José Pereira i,e Vasconcellos Sousa Menezes. — Nasc. a 26 de Jalho de 1847. 

3.0 D. Maria Adelaide Pereira de Vasconcellos Sousa b Menezes. — Nasc. a 20 de Janho 
de' 1849. 

4.'* JoXo Pereira db Vasconcellos Sousa e Mb.vezbs. — Nasc. a 1 de Novembro de 1851. 

b." D. Maria Virgínia Pereira de Vasconcellos Sousa b Menszbs. — Nasc. a 15 de Setembro 
. de 1853. 
Além d'estes hoaveram mais dois, Joaquim e Lnis, que morreram de pouca edade. 

SEXJ r»AE 

José de Vasconcellos Bandeira de Lemos, 1.** Visconde, e l.<* Barão de Leiria. .Nasceu 
em Barcellos a 5 de Fevereiro de 1794; Par do Reino; General de Divisão; .Ajudante de 
Campo de El-Rei ; Gran-Cruz da Ordem da Torre e Espada ; Gran-Cruz da Ordem de Aviz ; 
Commendador da Conceição de Villa Viçosa ; Gran-Cruz da Ordem de Carlos III de Hes- 
panha ; Gran-Cruz da de S. Maurício ; Gran-Cruz da de Leopoldo ; Grande OíTicial da Legião 
de Honra, em França ; Condecorado com as Medalhas da Guerra Peninsular, com as da 
Guerra de Montevideu, e com a medalha hespauhola de Vicloria, ele, ele, ele. .Morreu a 
3 de Abril de 1873. 

Com respeito á vida e feitos d'este notável General, leia-se a sua biographia inseria 
a pag. 163 e 164 do vol. VII do Diccionario Popular^ dirigido pelo illuslre escriptor 
Pinheiro Chagas. 

D. Maria Benedicta de Vasco.ncellos. — A 2.* Baroneza de Leiria, acima mencionada.. 

CREAÇAO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 20 de Outubro de 1862. 

Barão — Decreto de 1 de Outubro de 1835. 

Renovação do titclo de barão em sua filha — Decreto de 13 de Julho de 1842. 

Re.novação do titulo de barão ex tida do marido da 2.» BARONEZA — Decrelo de 15 de Novembro de 1844. 

Brazã.0 cL'A.x*nias — Escudo esqnartelado — no primeiro quartel as armas dos Perei- 
rag,'[no segundo as dos Vsconceilos, no terceiro as dos Sonsas, e no quarto as dos Menezes. 




LEMOS (Visconde). — António Pinto de Seixas Pereira de Lemos, 1.° Visconde de 
Lemos. Nasceu a 1 de Junho de 1793 : foi Marechal de Campo graduado ; do Conselho de 



S8 



famílias titulares 



LEN 



Sua Mageslade ; Governador Civil do Dislriclo de Villa Real ; Commendador da Ordem de 
Aviz, da Torre e Espada, e de Villa Viçosa, e condecorado com a Cruz das Ires Com- 
panhas da Guerra Peninsular. Fallecido. — Sem geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 29 de Marco de 18K4. 




LENCASTRE (Conde). — Dora António Manoel de Lencastre e Saldanha, 1." Conde e 
1." Visconde de Lencastre em sua vida; Moço Fidalgo com exercício na Casa Real, por 
successão a seus maiores ; Commendador da Ordem da Conceição, e de Carlos III de 
Hespanha; Ministro Residente em disponibilidade. Nasc. a 10 de Fevereiro de 1826, e 
casou em 1873 com D. Adelina Luiza Maria, Condessa de Carding, viuva de Lord Carding, 
e sua segunda mulher. — Sem geração. 

SEUS FAES 

Dom Luiz António de Lencastre Basto Baharem, 2.° Conde da Louzã em sua vida; 
Veador da Rainha D. Carlota Joaquina, casado com D. Maria Roza de Saldanha Azevedo 
Corte Real da Camará. 



(V. Conde da Louzà). 



S^UjIÍOS 



CREAÇÃO DO TITULO 



Visconde — Em H de Setembro de 1873. 
Conde — Em 20 d'Agosto de 1866. 

Braz&o â'A.ritia».— O- da Casa da Loa2ã. 



LIN E GRANDES DE PORTUGAL 89 




UNDOSO (Visconde). — Gonçalo Manuel Peixoto da Silva Almeida Macedo e Carva- 
lho, 2.° Visconde de Lindoso. Nasc. a 2Í de Setembro de I806; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real; estudante na Faculdade de Direito na Universidade de Coimbra. Falleceu a 
22 de Outubro de 1880. — Sem geração. 

SEUS FAES 

João Peixoto da Silva Almeida Macedo e Carvalho, 1.° Visconde de Lindoso. Nasc. 
a 10 de Junho de 1826; Muçn Fidalgo com exercício, e Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; 
Comraendador da Ordem de Cbristo, da Conceição, e da de Carlos III de Hespanba ; 
Administrador de vários Morgados. Casou a 23 de Junho de 18bo, cora D. Rosa Leocadia 
Alves Ribeiro da Silva Peixoto, filha de Francisco Alves Ribeiro, e de D. Joanna Marga- 
rida da Costa Alves. 

1.0 Gonçalo Mancel. — 2.° Visconde. (V. aeima). 

2. o Gaspar. — Nasc. a 24 de Dezembro de 1857. 

3.° D. MAGDALE.NA.— Nasc. a 23 de Marco de 1860, e casou em 1881, com Manoel Baptista 
de Sampaio. 

4.0 D. Maria.— Nasc. a 1 de Abril de 1861, e falleceu em 1862. 

5.» João —Nasc. a li de Julho de 1862. 

6.» JoAOtm.— Nasc. a 20 de Março de 1864. 

7.0 D. Maria.— Nasc. a 22 de Julho de 1863. 

8.» FuASCisco.— Nasc. a 23 d'Agosto de 1866. 

9.0 Fer.nando. — Nasc. a 10 d'Abril de 1868; já fallecido. 
lO.o D. Leocadia.— Nasc. a 31 de Março de 1869. 
11.0 Fernando. — Nasc. a 30 de Junho de 1871. 
12.0 D_ Joanna.— Nasc. a 3 de Setembro de 187». 

SEXJS AVOS 

Gonçalo Manuel Peixoto da Silva Almeida Macedo e Carvalho; Fidalgo Cavalleiro; 
Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Sr. dos Morgados d'Almeidas de Guimarães, 
Macedos, Carvalhos de Alemquer, e de vários outros, ele, etc. 

Casou cm 1818 com D. Magdalena de Bourbon Peixoto, filha de Joaquim Leite de 
Azevedo e Araújo ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Mestre de Campo de Infanleria auxi- 
liar do Terço da Villa da Barca; Alcaide-mór do Castello de Lindoso; Sr. dos Direitos 
Reaes e terras de Lindoso; Coronel de Melicias da Villa da Barca. Falleceu a 21 de 
Outubro de 1836. 

FILHOS 

1.0 D. Leocadia. — Fallecida. 
2.0 D. Maeia da Piedade. 
3.0 Jo.Ão. — Fallecido em menino. 
4.0 D. Leonor. 
5.0 D, Emília.— Fallecida. 
12 



90 



famílias titulares 



LIN 



6.*» D. Magdalena. — Cason em 1848, com António Joaqaim de Barros Lima Alpoin e Mene- 
zes, fallecido em 1868. 
7.* D. JoANNA. — Casou com Joào Baptista Ribeiro Pereira. 
8." íoÃo Peixoto. — 1.° Visconde de Lindoso. (V. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

VifcoNDK — Decreto de Í7 de Outubro de 1863. 
RenovaçIo — Decreto de 23 de Agosto de 1871. 




LINHARES (Conde). — Dora Rodrigo de Souza Coutinho Teixeira d'Andrade, 3." Conde 
de Linhares ; Genlil-Homem da Camará de Sua Mageslade El-Rei o Sr. D. Pedro V, 
e do Sr. D. Luiz I ; Par do Reino por successão a seu Pae, de que tomou posse em 
29 de Janeiro de 1858 ; Coraraendador da Ordem da Conceição ; Cavaiieiro da Ordera 
da Torre Espada ; Gran Cruz da Ordera da Coroa de Ferro d'Auslria ; habilitado cora o 
Curso d'Engenharia Naval pela Escola Polylechnica de Lisboa, e pela Escola de Appli- 
cação d'Engenharia Naval em França ; Capitão de Fragata ; Engenheiro Conslructor Naval, 
e Director das Conslrucções Navaes no Arsenal de Marinha de Lisboa ; proprietário era 
Lisboa enos Concelhos de Villa Franca de Xira, de Ulme, e em Alpiarça concelho de 
Almeirira. Nasc. a 2 de Maio de 1823, e casou em 21 de Fevereiro de 1846 com D. Anna de 
Mendonça Rolira de Moura Barreto ; Dama de Honor de Sua Magestade a Rainha D. Maria Pia, 
que nasc. a 27 de Dezembro de 1827, filha de Sua Alteza Real a Sereníssima Senhora 
Infanta D. Anna de Jesus Mai-ia, e de seu marido o 1." Duque de Loulé, 2." Marquez do 
mesmo titulo e 9.° Conde de Valle de Reis. 

IFILHOS 

1.0 D. Anna de Souza Coutinho. — Nasc. a 9 de Julho de 1847c 

2." DoM Fernando de Souza.— Nasc. a 5 d'Abril de 1831. 

3.» D. Catharina de Souza. — Na&c. a S de Março de 1853. 

4.0 Dom Nuno de Souza. — Nasc. a 30 d'Abril de 1854. 

5." Dom Rodrigo de Souza. — Nasc. a 27 d'Agosto de 1855. 

6." D. Maria Carlota.— Nasc. a 18 de Setembro de 1856. 

7."" D. Maria Anna.— Nasc. a 23 dOutubro de 1857. 

8." DoM José de Souza. — Nasc. a 24 de Junlio de 1864. 

9." Dom Agostinho de Souza. — Nasc. a 3 de Março de 1866. 

10.<- n. IzABEL Maria.— Nasc. a 23 de Julho de 1868. 



LOB E GRANDES DE PORTUGAL 91 

SEUS E»AES 

Dom Victorio Maria Francisco de Souza Coulinho Teixeira d'.^ndra(le Barbosa, 2.° 
Conde de Linhares; Par do Reino era 1820; Ministro d'Eslado honorário; Genlil- Homem da 
Camará de Sua Mageslade a Sr." D. Maria II; Ministro Plenipotenciário em 1()20 á Côrle 
de Turim ; Brigadeiro do Exercito, reformado ; Commendador das Ordens de Chrislo, e da 
Torre Espada; Condecorado com a Eslreila d'ouro de Montevideo ; Commendador da Ordem 
de S. Mauricio e S Lazaro dMialia; proprietário; fallecido a 30 de Junho de 1857; e de 
D. Calharina Julianna de Souza Ilolstein, Dama de Honor da Rainha a Sr.^ D. Maria H. 
2." filha de Dom Alexandre de Souza Holslein, Capitão da Guarda Real Alleraã, Conse- 
lheiro d'Eslado eíTeclivo, Ministro Plenipotenciário, o qual falleceu a 21 de Agosto de 1871. 

1.0 Dom Rodrigo de Socza. — Actual Conde. 

á.» Dom Alexandre ds Sodza. — Falleceu a 10 de Fevereiro de 1866. 

3.* Dom Pedro de Socza. — Jías'. a J7 de Março de 1830: casou com D. Maria Emilia 

Lobo de Almeida de Mello e Castro, filha dos 6." Condes das G.ilveias. 
4." D. Gabhiella Izabgl de Solza. — Nasc. a 6 d'Oulubro de 1825; Dama Camarista das 

Rainhas as Sr.*' D. Estephania, e D. Maria Pia ; Dama das Ordens de Santa Izabel de 

Portugal, e de Maria Laiza (\e Hespaoha. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Em 17 de Dezembro de 1808. 
Renovado no 3." conde — Em 1843. 

Drnzã.o d^Armas. — Um escudo esqnartelado ; no primeiro qnartel as armas dos 
SoDzas Chichorros ou de Ârronches-as armas do Reino, com nm filete preto em contrabanda, 
que não chegae á Orla, e passe por baixo do escadinho do meio ; no segundo as armas dos 
Coutinhos — em campo de oiro cinco estrellas de vermelho com cinco pontas cada uma. 




LOBÃO (Visconde). — José Ricardo Cortez Lobão, 1." Visconde de Lobão. — Sem 
mais noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 18 de Outubro de 1883. 



LOBATA (Conde). — João António de Macedo Araújo e Costa, l." Conde, 1." Visconde 
e 1.° Barão da Lobata, Bacharel em Direito ; Fidalgo Cavaileiro da Casa Real ; Commen- 
dador da Ordem de Christo ; proprietário no Concelho de Moimenta da Beira. 



92 famílias titulares LOK 

Casou na Egreja Parochial da Villa de Fornos de Algodres, cm 11 de Agosto de 1881, 
com a Condessa de Fornos de Algodres, D, Margarida de Abreu Caslello Branco, viuva 
do 1.' Conde de Fornos de Algodres (V. a pag. 6 í4 do i vol. d'esta Obra). — Sem geração. 

SEXJS PAES 

Joaquim José da Cosia Araújo, Fidalgo Cavalleiro por Alvará de 11 de Fevereiro de 
1870, casado com D. Maria Delfina de Maced), ambos naluraes de Moimenta da Beira e 
ahi proprietários. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 1 de Julho de i886. 
Visconde — Decreto de 17 de Março de 1881. 
Barão — Decreto de 26 da Dezembro de 1878. 




LOPES (Barão). — Salvador Lopes Sanches, 1," Barão de Lopes; Gommendador da 
Ordem de Christo. Súbdito de Sua Magestade Catholica. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarXo — Decreto de 23 de Março de 1881. 




LORDELLO (Barão). — José da Fonseca e Gouvôa, 1." Barão de Lordello ; Tenente 
general ; Commendador das Ordens, da Torre e Espada, e Aviz ; Governador Militar da 
Ilha do Faval em 1831, do Casteilo da Foz do Douro desde 1832 até Junho de 1833, da 
linha de Lordello em 25 de Julho de 1833 etc, etc, etc. Nasceu a 12 de Novembro de 
1792, succedeu á casa de seu pae, a 29 de Setembro de 1824, falleceu a 30 de Janeiro 
de 1863 ; casou a 5 de Novembro de 1834 com sua prima D. Maria Leopoldina Archer, 
que nasceu a 9 de Fevereiro de 1802, e era 1.' filha de Francisco Archer, que nasceu 
a 3 de Abril de 1765, e morreu a 28 de Janeiro de 1823, e de sua mulher D. Francisca 
Leonor B elem que nasceu a 20 de Agosto de 1782 e falleceu a 13 de Abril de 1853.— 
Sem geração. 

SEUS P»AES 

José Vicente da Fonseca e Gouveia, thesoureiro da Alfandega do Porto, nasceu a 16 
de Setembro de 1748, e morreu a 29 de Setembro de 1824, lendo casado duas vezes, sendo 



LOU 



E GRANDES DE PORTUGAL 



93 



a 1.' com D. Norberla Emerencia Archer, que nasceu a 20 de Junho de 1768, e morreu 
a 8 de Abril de 1796, filha de Marcos António Archer, que nasceu a 21 de Dezembro de 
1721, e morreu a 22 de Janeiro de 1773, e de sua mulher D. Norberla Maria Amsimck, 
que nasceu a 12 de Abril de 1737 e morreu em 1810 : e a segunda vez, com D. Rosa 
Emilia Rossi, que falleceu a 29 de Outubro de 1831. — Com geração. 

OB^iiiHos IDO 1." nsdi^Tiein^oiíTio 

1." D. Maria Izabel. — Nasc. a 29 de Oalabro de 1791, e morreu solteira. 
2." José da Fonseca e Godteia. — l." Barão de Lordello, acima descriplo. 

FTT.TTOS IDO 2J :M:-ô.Tiei:M.oisrio 

3.» GciLHRiÉE. — Nasceu a 2 de Novembro de 1804, e casou com D. Maria José Guedes de 
Carvalho e Menezes, que nasceu a 15 de Agosto de 1815, e morreu a 24 de Agosto 
de 1885, filha de Luiz Guedes de Carvalho, Sr. da Casa de Monsul na Comarca de 
Lamego. — Com geração, 

4.' D. SoPHiA. — Nasceu a 24 de Janeiro de 1807, e casou com João J. Ferreira dos Santos, 
Secretario da Embaixada Biazileira em Lisboa , Commendador da Ordem da Conceição ; 
Official da da Rosa, e Cavalleiro de Christo, também fallecido sem deixar geração. 

5 " D. Carolina Acgosta da Fonseca e Godvêa. — Casada com Joaquim Augusto Kopke Sche- 
wirin de Sousa, 1." Barão d-t Massarellos. {V. Ma$sarello»). 

6." D. Emília.— Nasc ?u a 2 de Novembro de 1811, e falleceu a 11 de Maio de 1872, tendo 
casado a 17 de Fevereiro de 1838 com António Pimenta da Gama Barreto, Cavalleiro 
de Aviz ; Tenente Coronel reformado; 15." Sr. do Prazo de Balthazares, e 5.» do 
Morgado da Pombinha, na Comarca de Yianna, que nasceu a 20 de Outubro de 1780, 
e morreu a 20 de Fevereiro de 1851. — Com geração. 

7.«» D. Rosa. — Nasceu a 13 de Janeiío de 1816, e morreu solteira. 

8.» D. JoANNA. — Nasceu a 25 de Junho de 1818, e casou com Gaspar di Canha Lima, Ba- 
charel formado em philosophia ; Civalleiro da Ordem da Conceição; ambos fallecídos. 
• — Com geração. 

9.» Thomaz.— Nasceu a 23 de Abril de 1820. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BabIo — Decreto de iO de Outubro de 1836, 




LOULÉ (Dcque). — D. Pedro Agostinho de Mendonça Rolim de Moura Barreto, nasc. 
7 de Outubro de 1830 ; 2.° Duque, e 3.» Marquez de Loulé, 10." Conde de Valle de 



94 famílias titulares LOU 

Reis ; Henlil-Horaem da Gamara da Rainha ; Eslribeiro-mór ; Par do Reino ; Gran Cruz das 
Ordens de Chrislo, de Carlos III, de S. Mauricio e S. Lazaro, da Coroa de Ferro da 
Áustria, de Nossa Senhora de Guadalude do México ; Grande OíTicial da Legião de Honra ; 
Coraraendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa. Assenlou praça 
em 11 de Novembro de 1848, e, lendo sido successivamenle promovido por anliguidade, 
acha-se no poslo de General de Brigada, reformado em 9 de Dezembro de 1885. Casou 
em 19 de Abril de 1852 com D. Conslança Maria de Figueiredo Cabral da Camará, que 
nasc. a 7 de Junho de 1826, e falleceu a 18 de Oulubro de 1879, filha dos 2.°" Condes 
de Belmonte. 

1.0 D. Maria Domingas José oe Mendonça. — Nasc. a 23 de Marco de 1853. Solteira. 
3.° D. Anna. — Nasc. a 12 de Abril de 1854, e casoa em 18 de Junho de 1887, com João 
Maria da Gamara Berquó. — Sem geração. 

SEXJS F»AES E AVOS 

V. o Conde de Azambuja, pag. 177 do /." vol. d'esla obra, e a pag. 754 das 
Memorias I/istorico-Genealogicas dos Duques Portugueses do século XIX, obra impressa 
em 1883 por ordem d'Academia Real das Sciencias de Lisboa. 

CREAÇÃO DO TITULO 

DooDE — Decreto de 3 de Outubro de 1862. 
Marquez — Decreto de 6 de Juiho de 1799. 
Conde de Valle oe Reis — Decreto de 16 de Agosto de 1628. 

Brazâo cfA-rmas— As armas do Conde de Azambuja, já descritas no 1.° vol. d'esta 
obra. 




LOUREDO (Barão). — Manoel Lourenço Baeta Neves, 1.° Barão de Louredo em sua 
vida ; Commendador da Ordem de Chrislo ; Cavalleiro da Ordem da Conceição de Villa 
Viçosa ; proprietário e negociante em Barbacena, Império do Brazil ; súbdito porluguez. 
Nasc. a 10 de Janeiro de 1814, e casou em 1837 com D. Anna Quitéria de Sequeira Alvim, 
filha legitima do Major Anacleto Dias de Sequeira, e de D. Maria Cherobina do Carmo 
Alvim, filha legitima do Capilão-mór de Barbacena José Pereira Alvim, d'origem porlu- 
guez, a qual nasc. em 1820. 

1.' D. Maria Benigna. — Nasc. a 82 de Maio de 1843: casada com o Capitão Manoel José 

Baeta Neves. 
2.0 José Adodsto. — Nasc. a 20 de Maio de 1845. 
3.0 Manuel Cdadaldpb. — Nasc. a 4 de Setembro de 1848. 
4.0 D. Amélia Adodsta. — Nasc. a 7 de Março de (851. 
6." n. Anna Augusta. — Nasc. a 25 de Maio de 1852. 
6." D. Adelaide Adélia. — Nasc. a 1 de Julho de 1854. 
7.0 Joaquim Camillo.— Nasc. a 13 d'Agosio de 1856. 
S." D. Mathilde Gentil. — Nasc. a 18 de Outubro de 1858. 
9.0 D. Leopoldina Floresta. — Nasc. a 25 de Março de 1863. 






LOU 



E GRANDES DE PORTUGAL 



95 



SEUS PAES 

Joaquim Baela Neves, proprietário, casado com D. Maria Affonso, naluraes e resi- 
dentes que foram no lugar de Corte Redor na freguezia de Cadafoz, Concelho e Comarca 
d'Arganil, bispado de Coimbra. 

l.*> Mancel LouRaNço. — Aciual Barão. 

2.'^ Joaquim Affonso. — Nascou na Cidade de Queluz, na Providcia de Mioas Geraes : casado 

com D. Forlanala Baela Neves. 

3.0 D. A.NNA. — Viuva : reside na Villa de Góes, CoDcelho de Góes. 

4.° D. JosEPHA. — Casada com F. í „ ., . „-,, . ^, 

,, . r. >■ r> A cl Residentes na ViUa de Góes. 

S.» D. Maria. — Casada com F. ' 



CREAÇÃO DO TITULO 
Barío — Decrelo de 17, e Carta de 21 de Janeiro de 1869. 




LOUREIRO (Visconde). — Luiz de Loureiro Queiroz Cardozo do Couto Leitão Tei- 
xeira, 1." Visconde de Loureiro em sua v/í/a; Fidalgo da Casa Real por successão a seus 
maiores ; proprietário. Nasc. a 19 d' Abril de 1844, e casou a 13 de Setembro de 1862 com 
D. Antónia da Silva Mendes, que nasc. em 184o, e falleceu a 12 dOutubro de 1872, filha 
primogénita de João da Silva Mendes, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; abastado proprie- 
tário na cidade de Vizeu, e de D. Eugenia Cândida da Silva Mendes, ambos já fallecidos. 

FTT.-Fros 



1.° Ldiz de Loureibo. — Nasc. a 26 d'Oatabro de 1864. 
2.» D. Eugenia Loureiro. — Nasc. a 19 de Janbo de 1863. 
3." D — Fallecea de tenra edade. 



% famílias t it ulares LOIU 

SEUS i»Aí:s 

Luiz de Loureiro de Queiroz Cardozo do Couto Leilão, 1.° Barão de Prime, em sua 
vida; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus maiores; Sr. da Casa de 
Prime por successão a seu Pae, Manoel de Loureiro de Queiroz Cardoso, faliecido a 2 de 
Março de 1828, o qual era Capilão-mór de Vizeu ; Coíuraendador da Ordem de Chrislo ; 
ex-Adminislrador Geral do Dislriclo de Yizeu ; Senador em 1838 ; o qual nasc. a 20 d'Ou- 
tubro de 1873, e falleceu a 23 de Fevereiro de 1853, havendo casado a 1 d'Oulubro 
de 1842 com D. Maria da Gloria Teixeira de Carvalho Sampaio Rocha Velho, que nasc. a 
20 d'Oulubro de 1826, íilha de António Teixeira de Carvalho Sampaio, Moço Fidalgo cora 
exercício na Casa Real, proprietário, e de D. Maria 'ihomazia Rocha \elho. A Sr." 
Baroneza de Prime, passou a 2."' núpcias em 25 de Fevereiro de 1854, com José Profirio 
Rebello, actual Visconde de Prime. 

i.o Ldiz.— Actual Visconde. 

2.0 Gonçalo. — Fallecido. 

3.0 D. Maria Rita. — Fallecida. 

4.** D. Maria Rufina. — 

S." D. Sbbastiana. — 

6.0 Francisco. — Fallecido. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 17 e Carla de 26 de Fevereiro de 1866, 

Srazâo <i'Aariiias.— Escudo esquartelado; no primeiro qaartel esquartelado — em 
campo vermelho um castello de prata com portas e frestas lavradas de preto, e uma escada 
d'oiro arrimada a elle ; e o contrario partido em pala; a primeira d'ouro com uma bandeira 
verde, em pala, com haste do vermelho e forro de prata; e a segunda de vermelho com uma 
bandeira de prata com haste de oiro e o ferro da sua côr; o segundo de vermelho com cinco 
folhas de figueira vordes em aspa, perfiladas e com o tronco de ouro, e assim os contrários ; no 
segundo quartel as armas dos Queiroz — escudo esquartelado ; no primeiro quartel em campo 
de oiro seis crescentes vermelhos em duas palas ; no terceiro em campo de prata um leão san- 
guinho, e assim os contrários ; no terceiro quartel as armas dos Cardosos — em campo verme- 
lho dois cardos verdes com alcachofras floridas de prata, com raizes e perfis d'ouro, entre dois 
leões batalhantes ; e no quarto quartel, as armas dos Leitões — em campo de prata três fazas 
vermelhas. — Timbre — Dois braços de leão vermelhos, em aspa, tendo cada um na mão uma 
folha egual á das armas, e no meio destas o alcaide de Azamor da cintura para cima, vivo, e 
com as mãos atadas com um cordão de ouro. 

O BRAZÃO d'armas do primeiro quartel do escudo, e o timbre, foi concedido a Luiz de Loureiro, 
Fidalgo da Casa Real, e Adail-roór do Reino, por Carta dada em Almeirim a 26 de Julho de l.'jõl. {Regist. 
no Liv. IV de Previlegios fl. 80. Arch, A'uc. — V. Arch. Heraldico-Genealogieo, tom. 1." pag. 453). 




LOURES (Visconde). — Angelo Francisco Carneiro, 2.° Visconde de Loures. Nasceu 
a 27 de Dezembro de 1837 ; Moço Fidalgo com exercício ; Guarda Roupa Honorário de sua 



LOU 



E GRANDES DE PORTUGAL 



97 



Magestade ; Doutor em Philosophia pela Universidade, de Jena em Saxe Weimar : fallecido 
em 10 de Novembro de 1870, bavendo casado era 27 de Fevereiro de 1861 com D. Jose- 
phina Clarisse d'OIiveira, nascida a 24 de Novembro de 1840, filha de António Joaquim 
de Oliveira, negociante em Lisboa, e de sua mulher D. Clarisse Duprat. — D. Josephina Cla- 
risse de Oliveira, acima, ficando viuva, conlrahiu segundas núpcias em 18 de Novembro 
de 1871 com o 2." Visconde de Valmôr, Gustavo de Queiroz Guedes. — Sem geração. 

SEUS PAES 

Angelo Francisco Carneiro, 1." Visconde de Loures. Nasceu a 25 de maio de 1791 : 
Commendador da Ordem de Christo ; antigo negociante em Pernambuco, Brazil : casou a 
17 de Junho de 1833 com D. Maria Mirza Geródé, que nasceu, a 12 de Janeiro de 1812, 
filha de Pedro Paulo Geródé, e de sua mulher D. Maria Magdalena. 

l.<» Angelo Franciscg. — 2." Visconde de Loures, acima mencionado. 

2.* D. Genoveva Rosa. — Fallecida a 30 de Agosto de 1856. 

3.0 D. &Iaria Adriana Carneibo. — Failecída em 17 de Jalho de 1859. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 13 de Maio de 1851. 

Renovação em 2.* tida — Decreto de 29 de Jalbo de 185^ • 




LOURIÇAL (Marquez).— D. Luiz Euzebio Maria de Menezes Silveira, nasceu a 14 de 
Agosto de 1780. 4.° Marquez de Louriçal ; 8.° Conde da Ericeira ; Q." Sr. de Ancião ; 
11.° Sr. do Praso de Louriçal ; Sr. do Morgado da Annunciada, e dos da Casa de Sai-zedas ; 
Coudelmór; Par do Reino em 1826; Commendador da Ordem de Christo; Major de 
Infanteria. Casou a lo de Janeiro de 1799 com D. Joaquina de Menezes, que nasceu a 22 
de Dezembro de 1782, 3." filha dos 5."' Marquezes de Marialva (Y. Lafões). 

48 



98 ^ famílias titulares LOU 

SEUS PAES 

D. Henrique de Menezes, 3.» Marquez de Louriçal ; 7.° Conde da Ericeira ; 5.° Sr. de 
Ancião ; 10.® Sr. do Praso de Louriçal ; Sr. do Morgado da Annunciada, edos da Casa de 
Sarzedas; Genlil Homem da Camará da Rainha D. lilarial ; Cavalleiro da Ordem do Tozão 
de Ouro em Ilespanha ; Comraendador da Ordem de Chrislo ; Enviado Exiraordinario e 
Minislro Plenipotenciário a Turim e Roma; Embaixador a Madrid ; encarregado de negociar 
em 1785 os Iraclados malrimoniaes dos Infantes de Portugal e Ilespanha, D. João e 
D. Gabriel ; Monsenhor da Palriarchal ; succedeu a seu irmão. Nasceu a 5 de Janeiro de 
1727, e morreu a 29 de Maio de 1787, lendo casado com D. Maria da Gloria da Cunha, 
sua sobrinha, que nasceu a 4 de Novembro de 17i8, e morreu em Novembro de 1825, 
3." (ilha de José Félix da Cunha e Menezes, Sr. do Morgado de Paio Pires, e de sua 
mulher D. Constança de Menezes. 

Para maiores esclarecimentos hislorico-genealogicos, leia-se o que diz D. António 
Caetano de Sousa nas suas Memorias Uisloricas e Genealógicas dos Grandes de Portugal 
de pag. 369 em deanle. 

1.° D. Luiz Eczebio. — 4.o Marquez de Louriçal, acinria. 

2.» D. Constança. — Nasc. a 18 de Agosto de 1782, e morreu em 1798. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Habqdez — 22 de Abril de 1740. 
CoNDB — 1 de Março de 1622. 

Brazão d' A.rmas — Escudo esquartellado : no 1." e 4.<» quartéis as armas de Por- 
tugal; no 2.° e 3.0— em campo azul três flores de liz, e no meio do escudo, o dos Menezes. 




LOURINHÃ (Condessa). — D. Domingas de Noronha, 1.' Condessa, e2." Viscondessa 
da Lourinhã ; Dama de Honor da Rainha D. Carlota Joaquina. 

VIUVA DE 

D. João de Almeida de Mello e Castro, 1.*» Conde, e 2." Visconde da Lourinhã, com 
o Senhorio da mesma Villa e Alcaidaria mór de Sernancelhe, graça que se não verificara 
em seu lio, Martinho de Mello e Castro que havia sido Ministro da Marinha no reinado de 
D. José, e depois concedida a primeira vida a Manuel Bernardo de Mello e Castro, irmão 
do 2." Conde acima. 

CREAÇÀO DO TITULO 

Conde — Decreto de 25 de Abril de 1824. 
Visconde — Decreto de 25 de Agosto de 1707. 



LOU 



E GRANDES DE PORTUGAL 



09 



-A^ 



'M^J>MuLU% 




LOUZÃ (Conde). — P. João José de Lencastre Basto Baharera, 4.° Conde da Louzã ; 
Official-raór flonorario da Casa Real ; Par do Reino em o de Março de 1853 ; 12.° Senhor 
do Morgado da Marinha insliluido em 1450 por Vasco Gil Correia ; Comraendador das 
Ordens de Chrislo, e da Conceição ; Commendador de numero extraordinário da Ordem de 
Carlos III de Ilespanha ; ex Governador Civil dos Dislrictos de Villa Real, Vianna do 
Casleilo, e de Lisboa ; proprietário : nasceu a 15 de Setembro de 1823, e casou a 1." vez 
a 15 de Janeiro de 1842 cora D. Maria Joanna de Sá Pereira de Menezes Mello Souto 
Maior, filha dos 3." Condes da Anadia : passou a 2." núpcias em 28 d'Agosto de 1848 
com D. Carlota Imsess filha de Roberto Imsess, já fallecido, e de D. Rosa Amélia Imsess, 
que nasceu a 26 de Junho de 1826. 

1," D. Lciz António jíb Lencastre Basto Baharfm. — Nas. a 3 de Jnlho de 1849, aclnal 
5." Conde da Louzà ; rasou a 1." vez em 28 de Dezembro de 1879, com D. Amélia 
Maria Anna d'Almeida Ribeiro Neves, que nasceu a 27 de Fevereiro de 1879 . passou 
a 2." núpcias em 31 de Juibo de 1880 com D. Amélia Elisa Affonso que nasceu a 
20 de Agosto de 1856, fílba de Domingos Affonso e de D. Izabei Maria Lourenço 
Affonso. 

FILHOS 

1.° D. Lciz Joio. — Nasceu a 16 de Setembro de 1881. 

2.** D Amélia Carlota. — Nasceu a 4 de Março de 1882. 

3." D. IzABEL Maria. — Nasceu a 27 de Março de 1884. 

4.° D. João José. — Nasceu a 2 de Maio de 1885. 

5." D. Fer.vaxda Maria. — Nasceu a 27 de Maio de 1887. 

2.<» D. Francisca Rosa. — Nasc. a 16 de Julho de 1850, e morreu a 24 de Julho de 1853. 
3.° D. Maria Joanna. — Nasc. a 14 de Julho de 1851 ; casou em 30 de Novembro de 1876 
com Joaquim Pedro da Costa. 

FILHO 



F. 



— Nasceu a 3 de Setembro de 1877, e morreu a 1 de Ootabro de 1885. 



4.0 D. Maria Lciza. — Nasceu a 17 de Jnlho de 1852, e morreu a 26 de Julho de 1853. 
5.° D. Maria Thereza. — Nasc. a 5 de Julho de 1853, e morreu a dO de Agosto de 1854. 
6.° D. João Roberto. — Nasc. a 16 de Jnlho de 1854, e morreu a 6 de Agosto de 1855. 



100 famílias titulares LOU 

7." D. Carlota Amélia. — Nasc. a 10 de Julho de i8K5. Conservasse no estado de solteira. 
8» D. Marianna do Resgate. — Nasc. a H de Agosto de 1856, e casou em 17 de Julho de 
1880 com Eduardo Lucci SchwaLbach. 

FILHO 

Carlos — Nasceu a..., e morreu a 4 de Dezembro de 1884. 

9.0 D. António Maria. — Nasc. a 11 de Setembro de 1857, e casou em 20 de Agosto de 1881 
com D. Beatriz Gomes. 

FILHOS 

1.0 D. Fernando — Nasceu a 16 de Julho de 1882. 

2." D. Joio — Nasceu a 8 de Julho de 1884. 

3.«> D. Maria Thereza — Nasceu a 15 de Julho de 1886. 

10.« D. José Francisco. — Nasc. a 22 de Novembro de 1858. Conserva-se no estado de 

solteiro. 
11." D. Manuel Lourenço. — Nasc. a 15 de Março de 1860. Conserva-se no estado de 

solteiro. 
12.» D. Maria Júlia d'AssumpçXo. — Nasc. a <5 de Agosto 1860, e casou com seu cunhado 

Eduardo Schwaibach a 3 de Fevereiro de 1885, de quem teve um filho. 
13.' D. João Sancho — Nasc. a 28 de Outubro de 1862. Consérva-se no estado de solteiro. 
14." D. Maria Amália. — Nasc. a 18 de Fevereiro de 1864. Conserva-se no estado de 

solteira. 
15." D. Pedro Maria. — Nas. a 27 de Maio de 1866. Conserva-se no estado de solteiro. 
16.0 D. Maria Rita. —Nasc. a 16 de Outubro de 1867. Morreu a 7 d'Oulubro de 1877. 
17.0 D. Rodrigo. — Nasc. a 19 do Maio de 1869. Conserva-se no estado de solteiro 

SEUS PAES 

D. Luiz António Lencastre Basto Babarem 2.° Conde da Louzã ; Senhor de Sernache 
(los Alhos; Alcaide-mór de Celorico da Beira ; 11." Senhor do Morgado da Marinha ; Veador 
da Rainha D. Carlota Joaijuina ; Gran-Cruz da Onlera Conceição; Commendador da Orlem 
de Chrislo ; Tenente Coronel do Exercito : falleceu a 8 de Outubro de 1830, tendo casado 
duas vezes : a primeira com D. Maria Rosa de Saldanha Azevedo Corte Real da Camará, 
que falleceu a 19 de Fevereiro de 1780: a segunda com D. Francisca de Saldanha da 
Gama, Dama de Honor da Rainha D. Carlota Joaquina, 2."* filha dos 6." Condes da Ponte ; 
já fallecida. 

1.° D. João. — Actual Conde. 

2." D. António Manoel. — Nasc. a 12 de Fevereiro de 1826: actual Conde de Lencastre. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Conde — 27 de Março de 1765. 
Renovado no 4.** Conde. 

Brazão d»Armas.— Escudo partido em pala : na primeira as armas dos Lancastros, 
— o escudo do Reino com um filete preto em contrabanda, que passa por baixo do escudinho do 
meio : na segunda as armas dos Bastos — em campo de ouro três troncos com seus esgalhos 
de sua cor postos em banda. 



LUM 



E GRANDES DE PORTUGAL 



101 




LUMIARES (Coxde). — José Manuel da Cunha Faro e Menezes Silveira, 6." Conde de 
Lumiares, em sua vida; Coudei mór da Casa Real; Coramendador da Ordem de Christo. 
Nasc. a 13 de Maio de 1836, e casou a 10 de Maio de 1838 cora D. Anna Amélia Pinlo 
de Sousa Coutinho BalseiLão, que nasc. a 7 de Setembro de 1833; filha dos 4." Viscondes 
de Balsemão, com Grandeza. (V. Balsemão), 

!.<• D. Maria da Gloria. — Nasc. a 11 de Abril de 1839. 
2." D Constança da Gloria. — Nasc. a 16 de Março de 1860. 
3.» José Félix — Nasc. a 28 de Maio de 1861. 
4." D LciZA DA Gloria. — Nasc. a 27 de Ouiabro de 1863. 
õ." Vasco DA Gloria. — Nasc. a 30 de Novembro de 1865. 
6.* Lciz Hbnrique da Gloria. — Nasc. a 12 de Janho de 1867. 
7.0 D. ÂNNA HE.NB1QUETA. — Nasc. a 2 de Maio de 1869 ; fallecida. 



SEUS P^ES 

José Félix da Cunha Menezes, o.° Conde de Lumiares: foi Tenente dTnfanleria do exer- 
cito, e Major do 3.° Batalhão da Guarda Nacional. Nasc. a 2 de Julho de 1808, e casou a 
8 de Junho de 1833 com D. Constança de Saldanha e Castro Riba Fria, que nasc. a 25 
de Maio de 1817, 2." filha de João Maria Raphael de Saldanha Albuquerque Castro Riba 
Fria, Moço Fidalgo ; Alcaide-mór de Cintra ; Commendador da Ordem de Christo ; Sr. 
do Morgado da Penha Verde ; e de sua mulher D. Maria Thereza Braamcamp de Almeida 
Caslello Branco. Esta senhora, depois de viuva, casou 2.' vez com seu cunhado, Manuel 
da Cunha de Menezes, filho dos 4.°' Condes de Lumiares, etc. 

-b'l LiI^O 
José Mandel. — 6.° Conde de Lumiares. (7. acima). 



102 



famílias titulares 



LUZ 



IPIXiHO IDO 2.* JSd:A.TJEei3^03<riO JDJ^ OOlNriDESS.A. 

D. Maria Ldiza. — Nasc. a 7 do Abril de 1849, e casou com Anselmo Braamcamp Freire, 
Moço Fidalgo, filho dos 1.°' Barões de Almeirim, ele. {V.pag. 51 do l.^tjol. d'estaobra). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 29 de Outubro de 1753. 

Renovado no 6.* Conde — Decreto de 27 de Abril de 1SK8. 

Na Casa Luraiares andou, desde 16í0, o lilulo de Condes da Ilha do Príncipe, até 
Carlos Carneiro de Sousa a quera, por coraraum accordo, El-Rei D. José l mudou para 
Lunaiares, como melhor se poderá vêr nas Memorias Históricas e Genealógicas dos Gran- 
des de Portugal a pag. 391 e 413. 

Outro sim, convém observar que os 6.°* Condes de Lumiares, represantam as Casas 
de Louriçal e Ericeira, pelo ramo Menezes, etc, ele. 

Brazêlo d» Armas. — Dos Carneiros.— Em campo vermelho uma banda azul coticada 
de oiro e carregada de três flores de Liz do mesmo metal, entre dois carneiros, de prata possan- 
tes, armados de oiro.— Timbre um dos Carneiros do escudo. 




LUZARES (Visconde). — António Maria de Faria França, proprietário e residente na 
Cidade do Porto. — Sem mais noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Por Decreto de 24 de Julho de 1885. 




LUZO (Barão). — Manuel Ferreira de Azevedo Júnior, 1.* Barão de Luzo em sua 
vida; morreu em 1872. — Sem mais noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BaaIo — Por Decreto de 17 de Junho de 1870, e Carta de 30 do mesmo ocez e anno. 



MAC 



E GRANDES DE PORTUGAL 



103 




MACEDO PINTO (Visconde), — Anlonio Ferreira de Macedo Pinto, 1." Visconde de 
Macedo Pinto, em sua vida ; do Conselho de Sua Magestade Fidiiissima ; Commendador 
da Ordem da Conceição ; Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro da Ordem de Chrislo ; Bacha- 
rel formado era Medicina pela Universidade de Coimbra ; Membro de varias Sociedades 
Lilterarias e Scientiíicas nacionaes e estrangeiras; auctor de varias publicações litterarias; 
Lenle Jubilado da Escola Medico-Cirurgica da Cidade do Porto ; antigo Medico do Hospi- 
tal Militar, e do Partido da Camará da cidade de Bragança ; antigo Delegado do Conselho 
de Saúde Publica do Reino; ex-Guarda-mór de Saúde do Porto; antigo Deputado da Nação ; 
proprietário e capitalista. Nasc. a 20 de Junho de 1810, e casou em 1860 com D. Ânna 
Clementina Peres Moreira, que nasc. a 2 de Agosto de 1820, lilha de Manoel JoséMoreira 
Guimarães, negociante de grosso trato da Praça do Porto, e de sua mulher D. Anna Lúcia 
Peres Guimarães. — Sem geração. 

SEUS PAES 

Manoel Ferreira de Macedo, proprietário e negociante; natural de Taboaço, e de 
D. Maria de Deus Mariteiro Pinto, natural de Guedieiros. 



1 o Bernardino de Sousa. — Bacharel formado em Direito ; proprietário ; tem seryido vários 
lugares na Magistratura Judicial e Adminisirativa. 

2." Vicente Ferreira. — Proprietário. 

3 •* Antomo Ferreira. — Actual Visconde. 

4.<* D. Maria da Piedade — Fallecida. 

S.° Manoel Ferreira — Fallt^cido. 

6.° José Ferreira. — Doutor em Medicina e Lente Jubilado na mesma Faculdade na Univer- 
sidade de Coimbra ; do Conselho de Sua Magestade Fidiiissima ; aactor de varias obras 
sobre Sciencias medicas ; proprietário. 

7.«> António Thomaz. — Proprietário. 

8.0 JoAQDut Ferreira. — Proprietário, e negociante. 



lOi FAMÍLIAS TITULARES MAC 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Em 11 de Jnnbo de 1874. 

Brazn.o d' Afinais que diNste ustar — Escado partido em pala ; na primeira 
as armas dos Macedos; na segunda as dos Pintos. 



MACHIAL (Barío). — Anlonio Diniz Vieira, do Conselho de Sua Mageslade; Bacharel 
em Direito ; anligo depulado da Nação ; Commendador da Ordem de Chrislo ; proprie- 
lario em Niza. Morreu em Niza a 7 de Abril de 1884. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barão — Decreto de 13 de Março de 1883. 



MACHICO (Conde). — Carlos Sluart, 1." Marquez d' Angra ; 1.** Conde de Machico 
(da Ilha da Madeira) ; Barão de Stuart de Rolhesay da ilha de Bule; Par do Reino-Unido ; 
Conselheiro Privado ; Embaixador da Gran-Brelanha ; Gran-Cruz do Banho ; Gran-Cruz da 
Torre e Espada. Nasceu a 2 de Janeiro de 1779, e morreu a 6 de Novembro de 18i5, lendo 
casado a 6 de Fevereiro de 1816 com D. Izabel Margarida Yorke, que nasceu a 14 de 
Janeiro de 1789, filha dos Condes de Hardwicke, e Marqueza d'Angra por seu marido. 

D. Gablota. — Dama da Rainha de Inglaterra, nasceu em 1817, e casoa a 5 de Setembro de 
1835 com Carlos João Canning, Visconde de Canning, Par do Reino-Unido da 
Gran-Bretanba, Conselheiro Privado e Governador Geral da índia Ingieza, que nasceu 
a 15 de Dezembro de 1812. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Marquez — Decreto de 1 de Maio de 1826. 

Conde — Decreto de 22 de Novembro de 1826. 

PensIo 01 4:000^000 — Decreto da 21 de Novembro de 1825. 



MAF 



E GRANDES DE PORTUGAL 



10o 




MACIEIRA (Conde). — Henrique Eugénio Macieira, 1.° Conde e 1.° Visconde de 
Macieira. Nasceu a lo de Julho de 1830, c morreu em 2 de Janeiro de 1888. Foi nego- 
ciante e proprietário era Lisboa, e casou em 1867, cora D. Anna Gertrudes Ferreira Goraes, 
que nasceu a 19 de Outubro de 1810, filha de Miguel Duaite Ferreira e de sua mulher 
D. Gertrudes Maria de Jesus. — Sem geração. 

SEUS PAES 

Joaquim Gonçalves Macieira, negociante e proprietário na cidade de Lisboa, fallecido 
a 1 de Junho de 1840, casado com D. Gertrudes Maria de Jesus Macieira. 



negociante em Lisboa, 



i.o JoAQDiM Gonçalves. — Nasc. a i9 de Abril de 1826: viuvo. 

2.° Antonjô Joaqdim Gonçalves Macieira. — Nasc. a 3 de Agosto de 1827; negociante e 

proprietário em Lisboa, casado com D. Emília das Dores Brito Macieira^ filba de João 

de Brito, negociante e propriít irio : já fallecido. 
3.0 ViCE.NTE Caetano Macieira. — Nasc. a 7 de Agosto de 1829. 
4.0 Henrique Ecgenio Macieira. — l.» Conde de Macieira, acima. 
0.° Miguel Hermenegildo Macieira. — Nasc. a 13 de Abril de 1832 

casado com D. Emilia da Conceição Macieira. 
6.0 José Maria Macieira. — Nasc. a 28 de Outubro de 1835; casado com D. Marianna. 
7." D. Maria Gertrudes Macieira. — Nasc. a 13 de Fevereiro de 1837 ; casada com António 

Gonçalves Lopes Macieira. 
8.0 Joio Eduardo Macieira. — Nasc. a 10 de Junho de 1838 ; negociante, e casado com 

D. Maria Carolina da Fonseca Macieira. 
9.» D. JcLiA Amália. — Nasc. a 1 de Outubro de 1839 ; casada com Guilherme Augusto Ferreira 

Gomes. 



CREAÇAO DO TITULO 



Conde — Decreto de 21 de Abril de 1887. 
Visconde — Decreto de 18 de Dezembro de 1873. 




MAFRA (Conde). — Francisco de Mello Breyner, 2.° Conde de Mafra, em sua vida 
Gentil- Homem da Camará de El -Rei ; Adujante de Campo Honorário ; Gran Cruz da Ordem 
de Aviz ; Commendador da Torre e Empada ; Cavalleiro de S. João de Jerusalém ; 
Commendador da Ordem da Rosa do Brazil ; General de Brigada reformado ; condecorado 



14 



106 



famílias titulares 



MÂG 



cora a Medalha 3 da Campanha da Liberdade. Nasc. a 5 de Abril de 1811, e falieceu 
em. . . , tendo casado com D. Emilia Pecquet da Silva, que nasc. a 22 de Agoslo de 1825, 
filha de Filippe Nery da Silva e de D. Anna Rosália Pecquet. 

l.<* D. EoGENiA. — Nasc. a 7 de Dezembro de 1852, e casou com D. João Gonçalves Zarco 

da Camará, 5.<* filho do 1 ° Marquez da Ribeira Grande. (F. Ribeira Grande). 
2.0 Francisco.— Nasc. a 3 de Abril de 1857. 
3.» Thomaz.— Nasc. a 2 de Setembro de 1866. 
4.0 D. Anna. — Fallecida de tenra edade. 
5.0 D. IzABEL. — Fallecida de pouca edade. 



SEUS PAES E AVOS 

V. Ficalho, pag. 570 e seguintes do í.° ml. d' esta obra. 



CREAÇÀO DO TITULO 
le Lima, âlbo do i.o 1 
Renovação do 2.o Conde — Decreto de 7 de Janeiro de 1870. 



Conde — Em D. Lourenço José Xavier de Lima, âlbo do i.o Marqaez de Ponte de Lima, a 1 de Janeiro 
de 1836. « 




MAGALHÃES (Conde). — António Vieira de Magalhães Júnior, 1.° Conde e 1.** Barão 
de Magalhães em sua vida. Nasc. a 22 de Junho de 1822 ; Ministro do Estado honorário ; 
Commendador da Ordem da Conceição ; Gran Cruz da de Carlos III; etc, ele, etc. Casou 
com D. Antónia Maria de Orta, filha dos Viscondes de Orta. (V. Orla). — Sem mais noticia. 

SEUS T»AE8 

Os Viscondes de Alpendurada, a pag. 64 do 1." vol. d'esla obra. 



B«*enhi da* FamUitu Titulam, por João Cario» Fto Cardoto de CatíMo Branco e Torru, impruta em Lithoa em 1838. 



MAG E GRANDES DE PORTUGAL 107 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decrelo de 24 de Maio do 1870. 
Babão — Decreto de 13 de Maio de 1854. 

Brazão d' Armas. — V. Alpendurada. 

NB. O Sr. Conde, por motivos qae nos sio inteiramente desconhecidos ; obstinoa-se em não responder 
ás nossas cartas em que lhe soiicilavamos os necessários esclarecimentos para complelar este artigo. Lamen- 
tamos, mais uma vez, semelhante procedimento, que prejudica o nosso empenho, e ofiFende os mais rudi- 
mentaes preceitos da civilidade. 




MAGDALENA (Barão). — iMizael Vieira Machado da Cunha, 1.' Barão da Magdalena 
em sua vida; súbdito braziieiro e residente no Rio de Janeiro. — Sem mais noticia. 

CREAÇÃO DO TITDLO 

Babão — Por Decreto de i8 de Abril de 1870. 




MAGÉ (Vísconde). — Joaquim José de Sousa Lobalo, nasceu a 20 de Outubro de 
1770 : suecedeu a seu irmão em 8 de Maio de 1827, e foi 2." Visconde, e 2." Barão de 
Magé ; 2.° Sr. de S. João de Rei ; Alcaide raór de Castello de Vide; do Conselho d'El-Rei 
D. João VI, seu Guarda-Roupa ; Porteiro da Camará da Infanta Regente ; Commendador 
da Ordem de Christo, e da Torre e Espada ;. Conselheiro da Fazenda no Brazil, e em 
Portugal ; Escrivão da Fazenda do dito de Tribunal no Rio de Janeiro ; proprietário do 
OíBcio de Escrivão das marcas na Alfandega Grande de Lisboa. 

Morreu em 1837, tendo casado a 19 de Setembro de 1803 com D. Marianna Clemen- 
tina de Araújo e Albuquerque, tilha do Desembargador, António José de Araújo, e de sua 
mulher D. Anna José Maria de Albuquerque. 



1^ famílias titulares MAG 

1." D. Carlota Izabel. — Nasc. a 4 de Julho de 1804 : Açafata da Rainha D. Carlota : casou 
com João António Teixeira de Carvalho, Fidalgo da Casa Real, Alferes de Caraliaría 4, 
filho do Conselheiro d'Estado, Manuel Vicente Teixeira de Carvalho, e de sua mulher 
D. Maria do Carmo de Carvalho e Sousa. — Com geração. 

2.» D. Maria Luiza. — Nasc. a 23 de Setembro de 1806, e casou em Maio de 1828 com 
António Xavier Osório Pereira Negrão, Moço Fidalgo, Bacharel em Leis, 2.» filho de 
Manuel Nicolau Esteves Negrão, Cliancelier-mór do Reino, e de sua mulher D. Theo- 
dora Firraina Osório de Amorim Corrêa Montenegro. 

3." D. Maria da Conceição. — Nasceu a 7 de Dezembro de 1811 : ha muito fallecida. 

4.0 D. AncDSTA Eduarda. — Nasc. a 9 de Dezembro de 1812, casou com João Pereira Soares 
Lobo de Aievedo. 

S.o José António. — Nasc. a 23 de Dezembro de 1813 : Commendador da Ordem de Ghristo. 

6.* Pedro dk Alcântara, — Nasc. a 28 de Abril de 1814. 

SEUS PAES 

José Joaquim de Sousa Lobato, Fidalgo da Casa Real ; Guarda-Roupa da Rainha 
D. Maria I ; Commendador da Ordem de Christo, e da Torre e Espada ; proprietário 
dos Officios de Escrivão da Mesa Grande, e de Escrivão das Marcas na Alfandega Grande 
de Lisboa. Morreu no Rio de Janeiro, tendo sido casado com D. Maria Joanna Henring, 
lilha de Bernardo José da Silveira, e de sua mulher D. Joanna Maria Ghristina de Henring, 
Açafata da Rainha D. Marianna d 'Áustria. 

1.° D. Maria Joanna. — Açafata da Rainha D. Maria I: morreu em Maio de 1827. 

2.** Mathias António, — 1.° Visconde e 1." Barão de Magé ; 1." Sr. de S. João de Rei ; do 
Conselho de El-Rei D. João VI, e seu Guarda-Roupa ; Commendador das Ordens de 
Christo, e da Torre e Espada ; Escrivão da Camará de Sua Magestade no registro 
geral das mercês no Rio Rio de Janeiro. Nasceu a 30 de Janeiro de 1768, e morreu 
em 8 de Maio de 1827, tendo casado duas vezes : a 1.* em 1811 com D. Maria 
Ignacia da Gama Freitas Berquó que nasceu a 26' de Julho de 1790, e morreu a 2 de 
Fevereiro de 1814; e a segunda em 1816 com D. Maria Carlota da Gama Freitas 
Berquó, que nasceu a 11 de Março de 1789, e morreu a 25 de Janeiro de 1818, 
ambas Açafatas da Rainha D. Maria I, e irmãs de João Maria da Gama de Freitas Berquó, 
1.° Marquez e 1.° Visconde de Cantagallo, no Brazil ; e todos elles filhos de José 
Maurício da Gama e Freitas, Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; 
Doutor em Leis ; Corregedor do Crime da Corte e Casa ; Fiscal das Mercês, e Inspector 
da Real Fabrica das Sedas ; o de sua mulher D. Josepha Joaquina Maria Anna Berquó, 
Açafata da» Rainha D. Maria I, e mais tarde Dona da Camará da Princeza viuva, 
D. Maria Benedicta. 

3 ' JoAQDiM José. — 2.° Visconde e 2." Barão de Magé, acima mencionado.'' 

4.0 Francisco José Rufino. — l." Visconde, e 1." Barão da Villa Nova da Rainha {V. esle 
titulo). 

5" Bernardo José. — Guarda-Roupa d'El-Rei D. João VI ; Commendador da Ordem de Ghristo 
e da Torre e Espada ; Escrivão da Camará de Sua Magestade, na Mesa do Desem- 
bargo do Paço, no Brazil, e depois em Portugal ; nasceu a 14 de Agosto da 1774, e 
morreu em 1834, tendo casado com D. Maria Rita de Araújo e Albuquerque, irmã da 
2.* Viscondessa de Magé, já referida. — Com geração. (V. Reienha das Familia$ Titulares 
por J. C. Feo C. de Castello Branco.) 

CREAÇÂO DO TITULO 

Visconde. — Decreto de 17 de Dezembro de 1811. 

Verificação na 2.» vida,— Decreto de 16 de Agosto de 1827. 

Barão. — Decreto de 13 de Maio de 1810. 

Verificação na i." vida. — Decreto de 6 de Fevereiro de 1818. 

Senhorio de S. João de Rei. — Decreto de 29 de Agosto de 1807. 



MAI E GRANDES DE PORTUGAL 109 




MAIORCA (Viscondessa). — D. Aolonia José Guedes de Portugal e Menezes, nasceu 

a 2o de Julho de 1808 ; 1.^ Viscondessa de Maiorca, pelo seu casamento, em 15 de Agosto 

de 1832, e filha dos 1.°' Viscondes da Costa, como fica descripto a pag. 487 do 1." vol. 

doesta obra, 

VIXJVA r>E 

Fernando Eduardo Vasques da Cunha Sà Pessoa Rangel Vahia Moniz de Mello e Si- 
mas, 1.° Visconde de Maiorca, natural dos Coutos de Maiorca, Comarca de Coimbra, nascido 
a 16 de Abril de 1808, e baptisado a 1 de Maio seííuinte ; Moço Fidalgo com exercício ; 
Sr. da Honra e Solar de Rangel, e bem assim da Honra e Solar de Anlanhol e Morgado 
do Paço dos Cavaiieiros, instituído em 13i8 por Vasco Paes da Cunha. Casou como fica 
dito, a lo de Agosto de 1832, e morreu a 18 de Junho de 185o. 

1.° António. — Nascea a 28 de Janeiro de 1838. e fallecea a 1 de Janeiro de 1857. 

2." D. Maria Eddabda Vasqdes da Cdnha. — Casoa com Luiz Adiiano de Magalhães de Leo- 
caâlre. Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Commendador da Ordem da Con> 
ceição de Villa Viçosa; Juiz de Direito de 1.* classe: filho de Joaquim de Magalhães 
e Menezes, Moço Fidalgo e Coronel de Infanteria, e de sna mulher D. Maria José de 
Magalhães Menezes de Lencastre. 

FILHOS 
1.0 D. Maru da Natividade. 
3.0 José ob Magalhães. 

3.0 D. Maria Luiza Vasqdes da Cunha. ' 

4." D. Fernando. — Nasc. a 7 de Maio de 1843. 

PAES OO 1.0 VISCONDE 

Fernando Vasques da Cunha Rangel de Sá e Mello, natural da Freguezia de Maiorca 
Comarca de Coimbra; Fidalgo Cavalleiro por Alvará de 23 de Agosto de 1784; Sr. das 
Honras, Casas e Morgados acima já ennumerados a seu filho ; Coronel de Milícias : casado 
com D. Victoria Fortunata de Portugal e Menezes, natural da Cidade do Porto, irmã do 
Conde de Terena, ambos filhos de Luiz Brandão Pereira de Lacerda, natural da cidade do 
Porto, e de sua mulher D. Antónia de Menezes, natural da cidade de Lisboa (Casa da 
Torre da Marca no Porto). 

1.° Fernando Eddardo. — 1.» Visconde de Maiorca, acima. 

2." Luiz Guterres. 

3.0 Vasco Guterres. 

4.° D. Maria Ehilia. 

5. o D. Maria Augusta. — Casou com António de Macedo Pereira Coatinho. 

6." D. Marianna. 

7.0 D. Maria Eduarda. 

8.0 D. Victoria Pórcla. 



m FAMLUAS TITULARES MAN 

CREAÇÃO DOS títulos 

Viscondessa. — Decreto de 8 de Outubro de 1846. 

CbeaçXo da Honra e Solar de Rangel. — No anno de 1300. 

Creaçío da Honra e Solar de Antonhol. — Bm 27 de Junho de 1474, por Carta mandada passar em 

Santarém por El-Rei D. AfTonso V, e confirmada por EURei D. Manuel em ETora a 30 de Jalbo 

de 1497. 
CrbaçXo 00 ViNCOLO 00 Paço oos Cavalleiros. — No anno de 1348. 




MANIQUE UO INTENDENTE (Visconde).— r/íM/o exlincto.— Pedro António de Pina 
Manique Nogueira Mattos de Andrade, 1.° Visconde, 1.° Barão e 2." Sr. de Manique do 
Intendente ; 5." Sr. do Morgado de S. Joaquim da Villa de Coina ; Alcaide-mór de Porta- 
legre ; Coramendador da Ordem de Christo ; do Conselho de Sua Mageslade ; Escrivão da 
Arrematação e Tomo das Commendas das três Ordens Militares ; Deputado da mesa da 
Consciência e Ordens ; Conselheiro do Ultramar ; Desembargador da Relação do Porto. 
Nasc. a 20 de Setembro de 1773, e succedeu a seu Pae a 30 de Junho de 1803 : casou a 
28 de Julho de 1806, com D. Maria da Gloria da Cunha e Menezes, que nasc. na cidade 
de S. Paulo, no Brazil, a 9 de Janeiro de 1787, filha natural, legitimada a 5 de Março 
de 1801, de Francisco da Cunha e Menezes ; Moço Fidalgo ; Commendador da Ordem de 
Christo ; Conselheiro de Guerra ; Tenente General ; Governador e Capitão General de 
S. Paulo, índia e Bahia, e um dos Governadores do Reino era 1807, que nasc. a 10 de Abril 
de 1747, irmão 3." dos Condes de Lumiares, em. a 12 de Junho de 1812. 

l.«> DiOGO de Sales. — Nasc. a 3 de Abril de 1809, e casou a 14 de Outubro de 1832, com 
D. Maria José da Madre de Deus de Sousa Maldonado, que nasc. a 30 de Abril de 
1811, filha de Dom Miguel José da Gamara Maldonado; Moço Fidalgo; 8." Sr. do 
OflQcio de Vedor da Chancellaria-mór da Côrle e Reino ; Superinteniente dos novos 
Direitos e do Rendimento do Sello das Mercês e Novo Imposto ; que nasc. a 24 de 
Setembro de 1778, e morreu a 17 de Abril de 1825, e de D. Maria Guilhermina 
Frederica de Sousa Holslein, Moça do coro do Real Mosteiro da Encarnaçáo, da Ordem 
de S. Bento de Aviz, que nasc. a 18 de Março de 1773, e morreu a 9 de Agosto de 
1831, filha natural e 3." de Dom Frederico Guilherme de Sousa Holslein, Sr. do Mor- 
gado de Caihariz ; Alcaide-môr da Cerlã; Commendador da Ordem de Christo ; Capitão 
da Guarda Real Allemã; Capitão de Mar e Guerra ; Governador e Capitão General 
da índia e irmão de Dom Alexandre de Sousa Holslein. — Com geração. [V. Palmella). 

2.^ Francisco António. — Nasc. a 13 de Junho de 1814. 

3.0 D. Maria da Madre de Deos. — Nasça 21 de Janeiro de 1818, e m. a 6 de Agosto de 
1833. 

4.* Pedro Alexandrino. — Nasc. a 26 de Novembro de 1819, e m. a 5 de Marco de 1838. 

SEUS PAES 

Diogo Ignacio de Pina Manique, Moço Fidalgo; 1." Sr. de Manique do Intendente; 
4." Sr. do Morgado de S. Joaquim na villa de Coina; Alcaide-mór de Portalegre; Com- 



MAR E GRANDES DE PORTUGAL 111 

raendador da Ordem de Christo ; Chanceller-mór do Reino ; Desembargador do Paço ; 
Intendente Geral da Policia, da Corte e Reino ; Administrador Geral da Alfandega Grande 
de Lisboa ; Feitor-mór das mais Alfandegas do Reino ; Administrador da Casa Pia de 
Caslello de S. Jorge; nasc. a 3 de Outubro de 1733, succedeu na casa de seu pae, e morreu 
a 30 de Junho de 180o, tendo casado a 8 de Dezembro de 1"73, com D. Ignacia Marga- 
rida Lmbelina de Rrito Nogueira e Mattos, que nasc. era 1749, e m. a 10 de Outubro de 
1808, filha única natural e legitimada, em 11 de Dezembro de 1769, do Padre Nicolau de 
Mattos Nogueira de Andrade, Fidalgo Capellão da Casa Real ; do Conselho de El Rei D. José ; 
Monsenhor da Egreja Palriarchal ; Governador do Arcebispado de Évora, que morreu preso 
de Estado, no reinado do dito Monarcha, e de D. Anna Joaquina de Santa Thereza de 
Sampaio. 

á." Pedro António. — 1.» Visconde e 1.° Barão de MaDiqae do Intendente. (V. aeima). 

i.° D. Helena Antónia. — Nasc. a 26 de Dezembro de 1875, e casou a 14 de Fevereiro de 
1817, cora Joaquim José Maria de Sousa Tarares, Commendador da Ordem da Con- 
ceição ; Gavalleiro das de S. Bento de Avíz, e Torre e Espada ; Condecorado com a 
Medalha i da Guerra Peninsular ; Commandante do Corpo da Guarda Real da Policia 
de Lisboa em 1820 ; Governador da Praça de Abrantes ; Deputado da Junta da Fazenda 
do Arsenal Real do Exercito; Brigadeiro do Exercito; nasc. a 5 de Fevereiro de 1776, 
e morreu em Paris em Maio de 1837 ; 2.<* filho de Luiz José Godinho de Sousa 
Tavares, Fidalgo da Casa Real ; Coudel-mór da comarca de Setúbal, e de D. Maria 
Ignacia da Horta Moniz de Barros e Vasconcellos. 

3." D. Catharina Antónia. — Nasc. a 12 de Fevereiro de 1779, e casou a 27 de Agosto de 
1814, com Henrique Pinto de Mt-squita de Moraes Sarmento Guedes, Sr. do Morgado 
de Cumieira ; Commendador da Ordem de Christo ; Coronel do exercito, filho de José 
Pinto da Mesquita de Moraes Sarmento Guedes, Sr. do referido Morgado, e de D. Fran- 
cisca Thereza Pereira Pinto de Queiroz. — Com geração. 

4.« Padlo. — Nasc. a 26 de Fevereiro de 1781. Coronel das extinclas Milícias. 

CREAÇÀO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 6 de Fevereiro de 1818. 
BarIo — Decreto de 10 de Abril de 1801. 
Senhorio— Decreto de 11 de Julho de 1791. 
Alcaidaria-vór — Decreto de 10 de Setembro de 1798. 




MARGARIDE (Conde).— Luiz Cardozo Martins da Costa Macedo, 1.** Conde e 1." Vis- 
conde de Margaride, nasc. a 8 de Janeiro de 1836 ; Bacharel formado em Philosophia ; 
Fidalgo Cavalleiro por Alvará de 15 de Março de 1862 ; do Conselho de Sua Magestade ; 
Governador Civil do Districto de Braga ; proprietário e capitalista na cidade de Guimarães. 
Casou em 1866, cora D. Anna Júlia de Mello Cardozo de Menezes, que nasc. a 3 de Agosto 
de 1838, filha de Bernardino Rebello de Carvalho, e de sua mulher D. Mathilde Carolina 
Cardozo de Menezes. 



112 



famílias titulares 



MAR 



FILHOS 

1.» D. Ldiza.— Nasc. a 4 de Abril de 1867. 

i." Henrique. — Nasc. a 24 do Fevereiro de 1868. 

3." JoXo.— Nasc. a 14 de Agoslo de 1869. 

4. Lniz. — Nasc. a 10 de Agoslo de 1871. 

5.» Josá.— Nasc. a 10 de Oulubro de 1873. 



SEUS PAES 



Henrique Cardozo de Macedo, Fidalgo Cavalleiro por Alvará de 2 de Novembro 
de 1850 ; proprietário, falleeido era Guimarães era 1875, lendo casado cora D. Luiza Ludo- 
vina d'Araujo Martins, natural do logar do Salgueiral, frcguezia de S. Miguel de Creixo- 
mil, filha de Jeronymo Ribeiro Bernardes, e de sua mulher D. Joanna Maria de Araújo. 

FUjHO TTInTICO 
o referido !.*> Conde e 1.° Visconde de Margaride. 

SEUS AVOS 

Domingos José Cardoso de Macedo, Cavalleiro professo na Ordem de Chrislo, em 
12 de Abril de 1769, casado com D. Maria Roza, de Figueiredo, natural da freguezia de 
Santa Maria da Oliveira de Guimarães. 

FIIjHO 
Henrique Cardozo de Macedo. — Já mencionado. — {Não sabemot se tem mai$ irmãos). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de... 

Visconde — Decreto de 1 d'Agosto de 1872. 




MARIALVA (Marquez). — Titulo extincto. — D. Pedro José Joaquim Vilo de Mene- 
nezes, 6." Marquez de Marialva, e 8.» Conde de Cantanhede; Gentil-Homem da Gamara da 



MAB E GRANDES DE PORTUGAL 113 

Rainha D. Maria I ; Eslribeiro-mór e Aposenlador-niór dos Moços da estribeiria ; Membro 
da Junla do Código Penai, cieada por Decreto de 21 de Março de 1802; Diieclor do 
Archivo Militar, ereado por Decreto de 3 de Setembro de 1802 ; Coronel do Regimento de 
Cavaliaria de Mekiembourg ; Brigadeiro do Exercito. Herdou a opulenta casa de seu pae, 
e leve 6 Commendas ua Ordem de Chrislo e uma na de Aviz, ele, ele, ele. 



O nosso illuslre escriptor Pinheiro Chagas, referindo-se ao dito Manjuez, exprirae-se, 
no seu Diccionario Popular, nos seguintes lermos : «depois da invasão do nosso paiz, pelo 
exercito de Junot, o Marquez de Marialva foi um dos membros da deputaçiio que sahio de 
Portugal para Bayona com o fim de cumprimentar o Imperador Napoleão, e de pedir que 
reduzisse a formidável contribuição de cem milhões que lançara sobre o Reino, como é 
sabido; a deputação obteve apenas promessas e respostas delatorias, até que rebentando 
a revolução portugueza, os seus membros ficaram prisioneiros em França até 1814. Nomeado 
depois para cumprimentar em nome do Príncipe Regente a Luiz xviii pela subida ao 
Ihrono de França, foi era 1816 encarregado de pedir, para o Príncipe D. Pedro de Alcân- 
tara, a mão da Archiduqueza d'Auslria, D. Maria Leopoldina, e de a desposar por procu- 
ração, gastando largamente os dinheiros da sua opolenta Casa, apresenlou-se era Vienna 
cora ura fausto e luxo verdadeiraraente extraordinários, e, realisados os esponsaes, acora- 
panhou a Princesa ao Rio de Janeiro. Noraeado posteriormente representante de Portugal, 
na Corte de França, desempenhou as funcções d'este cargo até á revolução de 1820, deixou-as 
então, até que de novo foi n'ellas investido, quando entre nós cahio o Governo Constitu- 
cional. Morrendo era Paris, a 22 de Novembro de 1823, sem deixar successor, ficaram exlin- 
clos os lilulos de Marquez de Marialva e de Conde de Cantanhede.» 

SEUS PAES 

Dom Diogo José Vito de Menezes Coutinho o.° Marquez de Marialva, e 7." Conde de 
Cantanhede, nasc. a lo de Junho de 1739, e m. a 13 de Agosto de 1803. Foi Genlil-Homem 
e Eslribeiro-mór da Rainha D. Maria 1 ; Conselheiro de Guerra ; Tenente General, e Aju- 
dante General do Exercito. 

Fez a Campanha de 1762, no posto de Capitão de Cavaliaria ; esteve no acontona- 
menlo de 1797, na província do Alemlejo, no posto de Ajudante General, e n'este mesmo 
posto fez a Campanha de 1801 ; teve a Gran-Cruz da Ordem de S. Thiago e a honra de 
ser encarregado para conduzir de Hespanha o Infante D. Pedro Carlos, etc, ele, ele. 

Foi casado cora D. Margarida Caetana de Lorena, que nasc. a 15 de Junho de 174o, 
filha de Dora Jayrae de Mello, 3." Duque de Cadaval, e de sua segunda mulher a Princesa 
Henriqueta Júlia Gabriella de Lorena, chamada a Mademoiselle de Braine. (Y. Memorias 
Historico-Genealogicas dos Duques Porluguezes do século XIX). 

FIXiHIOS IDO 5.° 3VCJ^I^C^TJE!Z IDE 3id.^iei-A.Ij-VJL 

l.° D. Henriqueta Maria Júlia de Lorena e Menezes. — Dama da Ordem de Santa Izabel, 
que nasc. a 10 de Abril de 1772, e m. a 24 de Janeiro de 1810, lendo casado a 29 
de Janeiro de 1788, com Dom João Carlos de Bragança e Ligne Sousa Tavares Masca- 
renhas da Silva, 2° Duque de Lafões, i." Marquez de Arronches, 6.° Conde de Miranda, 
32.» Sr. da Casa de Sousa, eic , etc, etc. {V. Resenha dat Familiat TUulare$, por 
João Feo Cardozo de Cattello Branco e Torrtt). 
15 



\H 



famílias TITIjLARKS 



iMAH 



FILHA HERDEinA DA CASA DE LAFÕES 

D. Anna Maria José Domingas Fbancísca Júlia Scnhorinha Mathgds Joanna 
Carlota oe Bragança e Lingne Sousa Tavares Mascarenhas da Silva. 
— 3." Uuqueza de Lafões, 5.' Marqiieza di; Arronches, 7." Condessa de 
Miranda, 33. • Sr." da Casa de Sousa ; succedeu a seu pae a 10 de 
Novenibro de 1806, e á Casa de Marialva e Canianhede, a seu lio 
materno e ultimo Marquez de Marialva, acima referido, D. Pedro José 
Joaquim Vito de Menezes Coutinho etc, etc, etc. — Com geração. 

2." Dom Pedro José Joaquim Vito de Menezes Coutinho. — 6° Marquez de Marialva e 8.° ConJe 

de Canianhede. (V. acima), 
Z." D. JoAQHNA DE Menezes. — Nasc. a 22 de Dezembro de 1782, e casou a 15 de .laneiro 

de 1799, com o i.-» Marquez de Louriçal, D. Luiz Eozebio Maria de Menezes 

Silveira, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Marquez de Marialva — Por Carta de 11 de Junho de 1661. 
CoNDB DE Cantanhede — Carla de... 1479. — (D. Affonso V). 
Renovação no 6." Marquez de Marialva — Carta de 14 de Abril de 1795. 
Renovação no 8." Conde de Cantanhede — Carta de o de Julho de 1788. 

Mercê dos referidos títulos de juro e herdade fora da lei menlal uma vez, e que o filho mais velho, se po- 
desse logo cubrir com os mesmos títulos — -Alvará de 14 de Maio de 1673. 

Bfazão cl' Armas.— Escudo esquartelado : no primeiro e qnarto quartéis as armas 
reaes com o filete : no segando e terceiro em campo azul as três flores de liz de ouro ; e 
sobreposto o escudo dos Menezes. 




\. MARIÂRES (Visconde).— TfVu/o exlinclo. — Chrislovão de Vasconcellos d'Azevodo e 

Silva Marques Vieira Freire Andrade do Crato de Caldeira Caslelio Branco, 1." Visconde 
de Mariares; Moço Fidalgo cora exercicio na Casa Real; Coramendador da Ordem de 
Chrislo ; Cavalleiro da Conceição ; Condecorado com a Medalha S da Campanha da Liber- 



MAR E GRANDES DE PORTUGAL ^ lio 

(lade; Coronel do exlinclo Batalhão Nacional de Elvas, havendo anles assentado praça de 
Cadete em 1823, no Regimento de Cavallaria n.° 3, foi promovido a Alferes era 1826, e 
pedio a demissão e baixa em 1836 ; foi proprietário no concelho de Elvas. Nasc. a lo de 
Agosto de 1803, e falleceu a 19 de Dezembro de 1869, tendo casado em 1836, com D. Anna 
Izabel Moreira de Brito Velho da Costa, que falleceu a 23 de Novembro de 1837, tilha 
de Balthasar Moreira de Brito Velho da Costa, e de sua mulher D. Anna Rosa de Mattos 
Zagal lo. 

1.0 D. Anna. — FaUecea ainda menina. 

2.» (B.) D. Anna Izabel. — (Legititnada por Ateará de 29 de Novembro de 1860). — Nasc. a 
27 de Outubro de 1843, e morreu a 29 de Outubro de 1865, tendo casado com 
seu 2."* primo, Joaquim Guilherme de Vasconcellos, Moço Fidalgo com exercicio na 
Casa Real, que naãc. a 1 de Agosto de 182i, fíliio de Francisco de Vasconcellos de Aze- 
vedo e Silva, Coronel reformado, Moço Fidalgo com exercicio na Casa Real, e de sua 
mulher, D. Constança Perpetua de Vasconcellos de Carralho Raposo; ambos faUecidos. 
— Sem çieração. 

3.° (B.) D. Catharina Amel:a, — (Legitimada por Alvará de 29 de Novembro de 1860). — 
Nasc a 17 de Abril de 18dõ, e casou com seu canhado e segundo primo, tíuto de 
sua irmã acima, Joaquim Guilherme de Vasconcellos. (F. acima). 

FILHOS 

i.° Frawcisco de Vasconcbllos. — Nasc. a 22 de Fevereiro de 1870. 
2." Pedro de Vasconcellos. — Nasc. a 16 de Agosto de 1871. 
3." Chbi>totão de Vasconcellos. — Nasc. a 1 de Fevereiro de 1873. 
4.° D. Constança. — Nasc. a 1 de Fevereiro de 1874. 

SEUS PAES 

Christovão de Vasconcellos de Azevedo e Silva Marques, Moço Fidalgo] com exercí- 
cio na Casa Real ; Commendador da Ordem de Chrislo ; Capitão de Cavallaria reformado; 
foi proprietário e superintendente das Candelárias do Alemtejo, casado com D. Guiomar 
Vieira Freire de Andrade do Crato Caldeira Castello Branco, filha de Malheus Caldeira 
de Castello Branco. 

1.° Christovão de Vasconcellos. — i.° Visconde de Mariares, como ficou acima dito. 

2." Ldiz Mendes db Vasconcellos. — Casou com D. Angela de..., e falleceu em Madrid a 

18 de Abril de 1862. 
3.<* Francisco de Vasconcellos e Silva Castello Branco Vonu. d'Andrada. — 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 19 de Dezembro de 1867. 

^Hrazão d'Arinas. — Escudo partido em pala: na primeira as armas dos Vascon 
cellos — em campo negro três faixas veiradas de prata e vermelho, sendo a prata da parte 
de cima e a vermelha de baixo ; e na segunda pala as armas dos Âzovedos — escudo esquar- 
tellado : no primeiro em campo de oiro uma águia negra estendida : no segundo em campo azul 
cinco estreitas de prata em Santor e bordadura vermelha carregada com 8 aspas de ouro 



Ccnced. por Alvará de 19 de Março de 1788 a Christovão d'Azevedo e VasconceUos natural da cidade 
'1'Rlva«, ele, etc, etc. Reg. do Cart. da Nobr. Liv. a fl. 51. 



116 



FAMÍLIAS TITULARES 



MAU 




MARINIIO (Visconde). — Anlonio Pereira Marinho, 2.° Visconde e 1.° Barão de 
Marinho. Nasc. na Bahia, Império do Brazil a 9 de No/erabro de 18í0 : Engenheiro Civil ; 
Cavalieiro da Ordem de Chrislo. Morreu na Bahia em Janeiro de 1881. Casou em 1867, 
com D. Maria Luiza de Saldanha da Gama, que nasc. a 8 de Julho de 1850, filha de 
Manuel Saldanha da Gama e de sua mulher D. Helena Pezerat. — Sem geração. 

SEUS PAES 

V. os Condes de Pereira Marinho. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 24 d'Abril de 1879. 
Barão — Decreto de 28 de Novembro de' 1874. 



qaatro fazas ondadas de azul 



■ Um escudo com as armas dos Mariahos : cm campo de prata 
Timbre — Uma sereia com os cabellos de ouro. 



BRAZÀO concedido por Alvará de 4 ái Dezembro de 1831. 




MARMELEIRO (Visconde). — Anlonio de Carvalho Castro Freire Corlez, natural da 
Villa da Torre de Moncorvo, Fidalgo Cavalieiro, por Alvará de 23 de Fevereiro de 1865, 



MAS E GRANDES DE PORTUGAL 117 

filho de António Manuel de Carvalho Caraello e Castro, Fidalgo Cavalleiro, e proprietário 
na mencionada villa. — Sem mais noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decrelo de 28 de Abril de 1880. 




MASON DE S. DOMINGOS (Visconde;.— James Mason, 1.° Visconde de Mason de 
S. Domingos, em duas vidas, e 1.° Barão do Pomarão, em sua vida; Commendador da 
Ordem de Chrislo ; habilitado com o curso da Escola de Minas de Paris ; Membro da 
Sociedade de Chiraica e da Sociedade Geológica de Londres ; Membro da Sociedade dos 
Archilectos Civis e Archeologos Portuguezes ; Concessionário e um dos Membros da riquís- 
sima mina de cobre, denominada de S. Domingos, situada no conselho de Merlola ; pro- 
prietário em Portugal e na Inglaterra ; súbdito britânico. Nasc. a 24 de Julho de 1824, e 
casou em 1860, com M." Izabel Barry, filha de Charles Barry e de sua mulher M." Har- 
riel Ades. 

1.0 James Francis. — Nasc. a 28 de Agoslo de 1861. 

2." D. Carolina Ioubel. 

3.° D. Alice Elizabeth. 

4.0 D. Ida. 

6.0 D. Rosa. 

6.0 D. Rita. 

SEUS PAES 

James Mason, natural do condado de Norfolk, e casado com M." Elizabeth Peowaos. 
de quem teve : 

James Mason. — Visconde de Mason de S. Domingos. (Y, acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Docrelo de 7 de Dezembro de 1868. 
Babão — Decrelo de 24 de Janeiro de 1866. 

Residência — no condado de Oxford, Inglalerra. 



118 



FAMIUÂS TITULARES 



MAS 




MASSAMÁ (Visconde). — Nuno José Severo Ribeiro de Carvalho, fallecido em Torres- 
Vedras a 29 de Oulubro de 1885. — Sem mais noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 29 de Janeiro de 1885, 




MASSARELLOS (Barão). — Joaquim Augusto Kopke Schewirin de Sousa, í." Barão de 
Massarellos, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Commendador de Nossa Senhora da Conceição 
de Viila Viçosa ; OíTicial da Imperial Ordem da Rosa ; Coronel honorário do extinclo Bala- 
lão Nacional do Porto. Nasc. a 25 de Abril de 1806, e casou a 6 de Novembro de 1834 
com D. Carolina Augusta da Fonseca e Gouvéa, que nasc. a 26 de Julho de 1810. e m. 
a 17 de Abril de 1875, filha de José Vicente da Fonseca e Gouvêa, Cavalleiro da Ordem 
Christo ; Thesoureiro-mór da Alfandega do Porto, que nasc. em Lisboa a 16 de Setembro 
de 1748, e m. a 29 de Setembro de 1824, e de sua mulher D. Rosa Emiha Rossi, que m. 
a 29 de Outubro de 1851. (V. Lordêllo). 



AIAS E GRANDES DE PORTUGAL 119 

1." JoLio KopKB — Nasc. a 30 de de 1835, e casou a 16 de Janho de 1863, com 

D. Júlia Pinto Machado Torre, que nasc. a 20 de Fevireiro de 184i, e m, a 9 de 
Agosto de 1882, filha de António Pinto Machado Torrt\ Bacharel formado em Direito, 
e de sua mulher D. Adelaide Guilhermina Gonçalves Torre, já falh eidos. 

FILHA U.MCA 

D. Maria Leopoldina. —Nasc. a 10 de Junho de 1866, e casou a 5 de Uaio 
de 1886, com Carlos da Cunha Pimenlel da Gama Lobo, que nasc. a 
23 de Junho de 1847, filho de Henrique da Cunha da Gama, Fidalgo 
Cavallairo da Casa Real ; Sr. do vinculo da Casa da Calçada em Pro- 
vesende e do de Athães; antigo Deputado da Nação, e de sua mulher 
D. Maria Augusta Pinto da Silva e Cunha, já failecidos. 

FILHO 

Nono. — Nasc. a 1 Março de 1887. 

2.» CiRisTiANO. — Engenheiro de Minas pela Escola de Paris": nasc. a 17 de Dezembro de 1836, 
e m. a 21 de Março de 1866. tendo casado a 14 de Abril de 1864, com D. Ernestina 
de Paços de Almeida Pimentel, que nasc. a 5 de Julho de 1841, e m. a 8 de Maio de 1866, 
filha de José de Paços de Almeida Pimentel, e de sua mulher D. Maria Adelaide Tei- 
xeira Pinto Bdsto. (K. Campanhã e Grimaneellos), 

FILHO 
Manoel. — Nasc. a 14 de Abril de 1865, e m. a 14 de Agosto de 1866. 

3.» D. SoPHiA. — Nasc. a 17 de Junho de 1838. 

4." D. Carolina. — Fallecea creança. 

3."» Cbnbsto. — Bacharel formado em Direito ; Juiz de Direito de 1.* classe : nasc. a 5 de 
Outubro de 1839, e casou a 4 de Dezembro de 1870, com sua prima D. Ignacia 
Pimenta da Gama Barreto, que nasc. a 27 de Novembro de 1842, e m. a 10 de 
Dezembro de 1879, Clha de António Pimenta da Gama Barreto, Tenente Coronel 
reformado ; 15.° Sr. do praso de Balthazares, e de sua mulher D. Emilia Izab«l da 
Fonseca e Gonvêi, já failecidos. {V. Lordéllo). 
Casou 2." vez a 23 de Abril de 1881 com D. Elisa da Silva Vieira. — Sem geração do 
2.° matrimonio. 

FILHOS DO 1.0 MATRIMONIO 

1.0 D. Adriana.— Nasc. a 28 de Abril de 187Í. 

2.0 D. Ernestina.— Nasc. a 23 de Setembro de 1873. 

3.° Manoel.— Nasc. a 14 de Outubro de 1875. 

6.° D. Leonor. — Nasc. a 19 de Julho 1846, e casou a 8 de Janeiro de 1874, com seu 
primo Adriano Frederico Pimenta da Gaira, Major d'infanteria, que nasceu a 7 de 
Junho dd 1844, filho de António Pimenta da Gama Barreto, e de sua mulher D. Emília 
Izabel da Fonseca e Gouvèa. (V. acima). 

FILHOS 

1.0 D. Carolina.— Nasc. a 6 de Fevereiro de 1878. 
2.0 D. JoANNA.— Nasc. a 30 de Março de 1879, 

7.0 D. Maria Helena.— Nasc. a 21 de Julho de 1851. 

8.0 Fernando, — Nasc. a 23 de Novembro de 1853, e casou a 18 de Novembro de 1878, 
com D. Delmira Beatriz dos Santos. 

FILHA 
D. Bbatriz. — Nasc. a 31 de Agosto de 1878. 



120 famílias titulares MAS 

9.0 (B) Augusto. — Nasc. a 4 de Dezembro de 1834. 
SEUS PAES 

João Chrisliano Kopke, nasc. a 26 de Novembro de 1771, e m. a 5 de Abril de 18i3, 
lendo casado a 14 de Março de 1805, com sua prima, D. Maria Dorolhêa Schewirin de 
Sousa, que nasc. a 15 de Março de 1777, em. a 3 de Outubro de 1847, filha de Jacob 
Schewirin e de sua mulher D. Rosa Maria de Sousa Schewirin. 

i o Joaquim. — !.*• Barão de Massarellos. 
2.0 D. Maria Barbara.— Nasc. a i 1 de Maio de 1807, \ 
3.» D. Carolina.— Nasn. a 18 de Maio de 1808. ( ., f„||..|j„ 

4.» D. IzABEL.— Nasc. a 21 de Maio de 1809. ( J* laiieciaos. 

5.0 D. JuLiANNA.— Nasc. a 14 de Abril de 1810. J 

6.° D. Mathilde. — Nasc. a 30 de Maio de 1811, e m. a 16 de Setembrff de Í85S, lendo 
casado a 27 de Novembro de 1839, com José Maria de Sousa Lobo, Bacharel formado 
em Direito ; Governador Civi! do Districlo de Aveiro ; Ajudante do Procurador Régio 
junto da Relação do Perto, que nasc. a 13 de Janeiro de 1812, e m. a 4 de Abril 
de 1866, filho de Barlhoiomeu da Cosia Lobo, Cavalleiro da Ordem de Chrislo ; 
Desembargador da Relação do Po: lo, e de sua mulher, D. Joaquina de Sousa Galheiros. 

FILHOS 

!.*• Arthur. — Engenheiro Civil; nasc. a 12 de Janeiro de 1841, e m. a 24 
de Julho de 1886, viuvo de D. Rita de Sousa Figueiredo. — Sem geração. 

2.<* Diniz. — Inspector de Fazenda: nasc. a 3 de Maio de 1842, e casou a 25 
de Janeiro de 1879, com D. Maria José Forjaz Pereira de Sampaio, 
que nasc. a 31 de Outubro de 1832, filha de Adrião Pereira Forjaz de 
Sampaio, do Conselho de Sua Mageslade ; Lente de Direito na Univer- 
sidade de Coimbra, e de sua mulher D. Leonarda Thereza Leite Forjaz. 

FILHOS 

1.0 D. Leonarda. — Nasc. a 22 de Fevereiro de 1880. 
2.» D. Maria José.— Nasc. a 15 de Abril de 1883, 
3.° D. Maria Luiza. — Nasc. a 14 de Dezembro de 1886. 

3.0 D. Mathílde. >- Nasc, a 11 de Outubro de 1843. 

4.<» José.— Nasc. a 31 de Julho de 1849, e casou a 15 de Abril de 1878, 
com D. Maria dos Prazeres de Sousa Figueiredo. — Sem geração. 

7." D, Carlota. — Nasc. a 30 de Março de 1813, e casou com Arthar Areher : ambos já fal- 
lecidos. 

FILHOS 

1.0 Arthur. — FalleciJo. 

2.* D. Francisca. — Viuva de Lúcio Albino Pereira Crespo, Capitão de Fragata, 

— Com geração. 
3.** Álvaro.— Fallecido. 

8.0 D. Leonor. — Nasc. a iO de Junho de 1815, e casou com Aalonio Joaquim de Carvalho 
de Pinto e Sousa, proprietário ; ambos já fallecidos. 

FILHOS 

1.* António. — Engenheiro Civil, nasc. a 16 de Julho de 1843, e casou com 
D. Leopoldina da Costa Sousa Pinto Basto, que nasc. a 19 de Outubro 
de 1846, filha de José da Costa Sonsa Pinto Basto, Par do Reino, e 
de sua mulher. 



MAS E GRANDES DE PORTUGAL 121 

FILHOS 

i.o D. Amelu.— Nasc. a 13 de Aposto de i871, 

2." D. Leopoldina. — Nasc. a 23 de Dezembro de i881. 

2.0 D. Maria Innocencia. — Viava de João Nepomnceno Rebello Valenle, Bacha- 
rel formado em pircito, e propiielario no concelho de Oliveira de Aze- 
méis. 

FILHOS 

1." José Maria. 

2," D. Leonor. 

3.» Manoel. 

4.» João. 

5.* D. Maria Helena. 

9." D. LcziA — Nasc. a 2 de Janho de 1817, e casou a 14 de Junho de 1833, com seu 
primo Diogo Kopk*', Capitão de Aniiheria; Lente de Mathematíca na Academia 
Polytechnica do Porto, que m. em Março de 1844, filho de Diogo Kopke, e de 
D. Anna Pereira Barbosa de Ayala. 

FILHOS 

1." Diogo.— Nasc. a 21 de Setembro de 1837. 

2.' Altaho. — Bacharel formado em Mathemalica e Philosophia ; Engenheiro 
Civil : nasc. a 7 de Setembro de 1839, e casou a 18 de Junho de 1874, 
com D. Maria Thereza Leite Rebello Borges, que nasc. a 18 de Junho 
de 1857, filha de Francisco Leite Botelho de Teive, Sr. de vinculo na 
Ilha Terceira, e de sua mulher D. Thereza Rebello Borges de Castro. 

FILHOS 

l.e JoAQcm.— Nasc, a 28 de Jalho de 1877. 
2.* António. — Nasc. a 14 de Novembro de 1882. 
3.0 D. Luzia.— Nasc. a 1 de Outubro de 1884. 

10.0 Joio.— Nasc. a 10 de Outubro de 1818. 

H.' Eduardo. — Nasc. a 31 de Maio de 1824, e foi casado com D, Margarida Smjthe, já 
fallecida. 

FILHOS 

1..° José. — Já fallecido : foi casado com D. Cecília Brandon.— Sem geração. 

2.0 Hugo. 

3.0 D. Maria Dorotbea. 

i.» Oscar j ., , ,, . .„„ 

5.- Cablos. ! J^ Í^JIe-^x^o^- 

SEXJS AVÓS 

Joaquim Kopke, coosul de Hamburgo e mais cidades Uansealicas no Porlo: nasc. a 
16 de Março de 1736, e m. a 14 de Agoslo de 1803, lendo casado com sua prima D. Maria 
Catherina Archer, que nasc, a lo de Dezembro de 1741, filha de Diogo Archer, e D. Maria 
Sophia Moring. 

l.p João Christiano. — (F". acima). 
2.0 Joaquim. — Falleceu solteiro. 

3.0 D. Maria Barbara — Nasc. a 3 de Dezembro de 1774, e m. a 2ò de Abril de 1796, 
tendo casado com Marcos Archer, que m. a 7 do Setembro de 1779. 
i6 



m famílias TITULARES MAS 

FILHOS 

l.o JoAoniM.— Casou com D. Emilia Barreto Macedo Borges, sr. da casa de 

Ronfe em Lousada. 
2.0 Mabcos.— Cadete d'ínfanlaria, morto a 22 de Julho de 1812, na batalha 

de Salamanca. 

4.0 Diogo. — Nasc. a 9 de Setembro de 1777, e foi casado com D. Anna Pereira Barbosa 
de Ayala, filha de João Pereira Barbosa, e de D. Anna Xavier Bryans de Ayala. 

FILHOS 

l." Guilherme. — Nasc. a 30 de Abril de 1800, e m. a 23 de Setembro 

de 1872. 
2.' DioGo. — Foi casado com sua prima, D. Luzia Kopke. (V. acima). 

i!o HENaior.' ! j^ f^'^^"^°^- 

5,0 D, Francisca Clara. — Nasc. a 10 de Agosto de 1780, e m. a 12 de Agosto de 1817, 
tendo casado a 22 de Julho de 181C, com António da Cunha e Vasconcellos, Desem- 
bargador da Relação do Porto, já fali ecido.— Sem geração. 

6.» (B.) José Joauoim. 

7.0 (B.) Nicolau. 

S.o. (B.) D. Claudia. 

BISA.VOS 

Chrisliano Kopke, Cônsul de Hamburgo e mais cidades Hanseaticas no Porto : nasc. 
a 27 de Agosto de 1693, e m. a 31 de Outubro de 1759, lendo casado a 22 de Março de 
1731, com D. Dorolhêa Moring, que m. a 24 de Março de 1759, filha de João Moring, e 
D. Dorolhêa Ignacia Whitlingham. 

I.* Nicolau. — Cavalleiro professo na Ordem de Chrislo ; Cônsul do Sacro Império : nasc. a 
19 de Julho de 1732, e m. a IS de Janeiro de 1807, tendo casado a 3 de Setembro 
de 1760, com . sua prima D. Dorolhêa Severim, filha de André Severim e de D. Joanna 
Moring. {V. Villar). 

FILHOS 
1.0 D, Joanna. 

2.0 D. DOROTHÊA. 

3.0 Christianno. — 1.0 Barão de Villar. 

4.** D. Maria Julianna. — Casou com seu primo, Henrique Pedro Vanzeller. 

— Com geração. 
5.0 D. Anna. 
6.0 D. Maroabida. 

2.» JoAoniM. — (V. acima). 

3.0 D. DOROTHÊA. 

4.0 D. Maria Emerencia. 
5-0 Christiano Joio. 

CREAÇÃO DO TITULO 

BarIo — Decreto de 21 de Maio de 1847. 

RknoyaçIo db mais uma tioa — Decreto de 24 de Maio de 1855. 

Brazão d'Ariuas.— Um escndo em campo azul, com três meias Inas de prata em 
triangulo e uma estrella do mesmo metal no centro. 

Sio estM as armas que, primitivamente, a família Kopke trouxe d'Allemanha em fins do século xvii. 



MAT E GRANDES DE PORTUGAL 123 




MATTA BACELLAR (Barão).— Dr. João Cbrisoslhomo da xMatla Bacellar, 1." Barão 
de Malla Bacellar, em sua vida. — Sem mais noticia. 

CREAÇÃO UO TITULO 
Barão — Decreto de 27 de Novembro de 1884. 




MATTOSINHOS (Barão). — António Ferreira da Silva Maia, natural do lugar da Maia 
concelho de Bouças, onde nasc. a 19 de Novembro de 1831 ; 1." Barão de Matlosinhos 
em sua vida ; Fidalgo Cavalleiro por ser Comraendador da Conceição ; Commendador de 
Santa Izabel de Hespanha, e da Rosa no Brazil ; commerciante que foi na praça de 
Pernambuco. Casou em 1855, com D. Maria Rosa Monteiro, que nasc. a 11 de Fevereiro 
de 1840, filha de Victorino José Monteiro, proprietário em villa Nova de Famalicão, falle- 
cido em Setembro de 1879; e de sua mulher D. Anna Christina. — Sem geração. 

SEUS PAES 

António Ferreira da Silva, natural e morador no Concelho de Bouças, logar da Maia, 
casado com D. Thereza Moreira, fallecida em Agosto de 1874. 

:fix,i3:os 

1." D. Maria Ferhbira. — Nasc. a i de Agosto de 1826, e casou com António Moreira da 
Silva. — Com geração. 

2.0 D. Anna Moiibira. — Nasc. a 21 de Oatabro de 1827, casada com António José Diu. 
— Com geração. 

3.0 Makckl Ferreira — Nasc. a 23 de Novembro de 1829; já faUeeido. 

4.*» Anto.mo Ferreira. — Actual Barão. (V. acima). 

5.° D, JoAQinNA Moreira. — Nasc. a 18 de Novembro de 1833: casada com Manuel Domin- 
gos dos Santos. — Com geração. 

6.° José Ferreira. — Fallecido em 7 de Setembro de 1825. 

7.» JoAQDiM DA Silva Maia. — Nasc. a 17 de Junho de 1836; casado com D. Catharina de 
Sousa. — Com geração. 

S.» D. Albina Moreira. — Nasc. a 14 de Março de 1839 : viura de António José Vieira Neves 
da Cruz. — Com geração. 

9.0 Domingos da Silva. — Nasc. a 31 de Agosto de 1840; casado com D. Anna Margarida de 
Jesus. — Com geração. 



m FAMÍLIAS TITULARES MEL 

10." D. Marcellina Moreira. — Nasc. a 13 de Maio de 1842; casada com Anlonio Thomé Mou- 
tinho. — Com geração. 

11." Manuel Justino. — Nasc. a 16 de Junho de 1844; casado com D Maria Hosa de Sousa. 
— Com geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barão — Docreto de 25 d'Agoslo de 1870. 




MATTOZO (Barãoj. — José Joaquim Rodrigues Lopes, do Conselho de Sua Mages- 
lade o Imperador do Brazil ; Marechal de Campo do Exercito brazileiro ; Secretario do 
Conselho Supremo Militar do mesmo Império. 

CREAÇÀO DO TITILO 
Babão — Decreto de 29 de Maio de 1878, 




MAURÍCIO DE MATHIAS (Barão).— Maurício Jorge de Malhias, 1.» Barão de Mau- 
rício de Mathias, em sua vida ; Commendador da Ordem de Christo ; Cônsul de Portugal 
na Prússia, e súbdito de Sua Mageslade Imperial da AUemanha. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Babão — Greado em 1 de Outubro de 1874. 



MELLO (Condessa). — D. Thereza Francisca de Mello da Silva Breyner Sousa Tava- 
res de xMoura, 2.' Condessa de Mello, por seu pae. iNasc. a 8 de Abril de 1848, e casou 
com o 3.° Conde de Villa Real, D. José Luiz de Sousa Botelho Mourão e Vasconcellos, 
Ofllcíal-mór honorário da Casa Real, e Sr. dos Morgados de Malheus e Cumíeira, que nasc. 
a 23 de Setembro de 1843. (Y. Villa Real). 



MEN E GRANDES DE PORTUGAL 125 

E»AES DA COIVDESSA 

Luiz Francisco Soares de Mello da Silva Breyner Sousa Tavares e Moura, 1.° Conde 
de Mello, e 19.° Sr. de Mello, Par do Reino por Carta Regia de 1 d'Outubro de 183o, de 
que prestou juramento e tomou assento na respectiva Camará, a 3 de Janeiro de 1836; 
Comraendador das Ordens de Christo e de S. Bento de Aviz ; Oííicial da Ordem da 
Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito ; Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora da 
Conceição de Villa Viçosa ; General de Divisão ; Vogal do Supremo Conselho de Justiça 
Militar; Vice-Inspector da Academia de Delias Artes de Lisboa. Militou em toda a Cam- 
panha da Restauração desde 1832 a 1834, dislinguindo-se pelo seu valor na defeza do sitio 
da cidade do Porto, e especialmente nas acções de Leiria e Torres Novas. 

Succedeu na casa de Mello a sua Mãe a 20 de Março de 1821. Nasc. a 23 de Setem- 
bro de 1801, e falleceu a 13 de Novembro de 1863, tendo casado a 18 de Fevereiro 
de 1835, com D. Frederica Xavier Botelho, que nasc. a 28 de Julho de 1812, filha de 
Sebastião Xavier Botelho, Par do Reino, por Carla Regia de 1 de Outubro de 1835, de 
que prestou juramento e tomou assento na respectiva Camará a 5 de Janeiro de 1836 ; 
Grande do Reino : Commendador da Ordem de Christo ; foi Freire da Ordem de S. Thiago 
da Espada ; Provedor dos Resíduos e Captivos ; Juiz dos Direitos Reaes da Sereníssima 
Casa de Bragança ; Desembargador do Porto ; Inspector Geral dos Transportes de Mar e 
Terra ; Juiz Privativo do Commissariado Britânico durante a Guerra Peninsular ; Inspector 
dos Theatros ; Desembargador da Casa da Supplicação no Rio de Janeiro ; Deputado Fis- 
cal da Junta dos Arsenaes, Fabricas e Fundições do Brazil ; Director do Liceu Nacional 
em 1822; Capitão General da Ilha da Madeira, de Moçambique, Sofala e Rios de Sena ; 
nomeado no mesmo cargo para os Açores, e para o Reino d'Angola ; Encarregado de Ne- 
gócios em Pariz ; Membro da Regência do Brazil. Foi um dos mais notáveis escriplores 
sobre as colónias portuguezas : as suas memorias acerca de Moçambique, Sofalla é Rios de 
Sena, merecem lugar distincto, e são muito apreciadas. Nasc. a 8 de Maio de 1767, e 
casou a 2 de Outubro de 1806, com D. Thereza Maria Antónia Alvares Fernandes, que 
nasc. a 2 d'Outubro de 1780, íilha de António Fernandes de Carvalho, e de D, Josepha 
Maria Alvares, ambos fallecidos. 

FIXiTTOS 

1.° Pedro Francisco. — Nasc. a 35 d'Âgosto de 1836, e fallecea de tenra idade. 
i.o D. Thereza Francisca. — Actual 2.» Condessa de Mello. 
3.' D. Anna. — Âctaal Condessa de Sabugal. (V. Sabugal). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Em 24 de Janeiro de 1833. 
RenotaçIo — Decreto de 21 d'Abril de 1866. 
Senhorio de Mello. — Em 12 d'Abril de 1373. 




MENDONSA (Barão). — F'rancisco Manuel de Mendonsa, 1." Barão de Mendonsa 
em duas vidas ; do Conselho de Sua Mageslade ; Commendador da Ordem de Christo ; 



126 



famílias titulares 



MEN 



Dignalario da da Rosa do Rrazil ; Bacharel Formado era Direilo ; Advogado nos Auditórios 
da Corte ; Presidente, durante alguns annos da Caraara Municipal de Lisboa ; Cônsul 
de Portugal era Bordéus (França). Morieu a 15 de Abiil de 1882, tendo casado era Dezem- 
bro de 1873 com D. Emitia Josephina Mallet. 



Pedro Francisco Mallet db Mendonsa. — 2." Barão de Mendonsa. 
SEUS I>AES 



Francisco Ignacio Ferreira de Mendonsa, Bacharel formado era Direito ; Advogado 
em Lisboa. Casou cora D. Maria Rita de Araújo Tavares ; ambos já fallecidos. 

FILHOS 

1." D. Maria Antónia. — Fallecida. 

2.» D. Maria Rita de Mendonsa. — Fallecpu em Faro em 18 de Fevereiro de 1883, lendo 

casado com Anlonio Joaquim de Pina Manique, Fidalgo da Casa Real ; Oificial d'Al- 

fandega do Consumo de Lisboa. 
3.° António de Mendonsa. — FaUecido. 
4.° Manuel de Mendonsa. — Casado com D. Iria dos Santos. 



FILHO 



Fernando. 



n." D. Maria Leonarda. — Nasc. a 24 de Setembro de 1845, 
de 1872, tendo casado a 29 de Abril de 1871, com F. . 
6.0 Francisco Manuel. — l." Barão de Mendonsa. (V. acima). 
7." Luiz Carlos. — Casou com D. Maria de 

CREAÇÃO no TITULO 
BarXo — Decreto de 26 de Novembro de 1873. 



e fallecea a 10 de Abril 




MENEZES (Visconde).— Luiz de Miranda Pereira de Menezes, 2." Visconde de Mene- 
zes. Nasc. na cidade do Porto a 4 de Abril de 1820 ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; 



MEN E GRANDES DE PORTUGAL 127 

Presidente da Junta do Credito Publico ; Addido Honorário á Legação de Portugal em 
Roma ; Académico de Mérito da Academia Real das Bellas Artes em Lisboa ; Sócio da 
Real Associação dos Architectos e Archeologos Portuguezes ; Capitão do Regimento dos 
Voluntários Naciooaes ; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa ; Cavalleiro da da Torre Espada ; Condecorado com a medalha, algarismo n.° 2, 
ias Campanhas da Liberdade; Grande Official da Ordem de Nichan Sftikar de Tunis, de 
jtfimeira classe ; Commendador da de S. Maurício e S. Lazaro ; Commendador da de 
S. Carlos de Mónaco ; Cavalleiro das de Leopoldo da Bélgica, e de S. Gregório Magno de 
Roma ; Laureado com a Medalha de ouro de Sócio Fundador da aScuola Dantesca» napo- 
litana, e com a medalha de prata de Sócio Honorário da Associação «dei Salvatori» de 
Nápoles. Morreu a 3 de Maio de 1878, tendo casado a 8 de Maio de 1858, com D. Carlota 
Emília de Mac-Mahon Pereira Guimarães, que nasc. em Lisboa a 19 de Setembro de 18il, 
e m. na mesma cidade a 2 de Maio de 1877, lilha de Francisco Pereira Guimarães, Dou- 
tor em Leis pela Universidade de Coimbra ; do Conselho de Sua Magestade ; Juiz Relator 
do Supremo Tribunal de Justiça Militar, e de sua mulher D. Carlota Emilia de Mac-Mahon ; 
ambos já fallecidos. 

:fiXis:os 

1.0 D. Eliza WiLFBiDA LciZA Carlota db Dbsanges Mac-Mabon db Miranda Pereira de 

Menezes. — Nasc. a 3 de Março de 1859. 
2.° D. Fernanda Carlota Lciza de Desangbs Mac-Mahon de Miranda Pckeira de Menezes. 

— Nasc. a 28 de Janho de 1863, e m. solteira em Lisboa a 31 de Oatobro de 1880. 

SEUS P>AES 

José António de Miranda Pereira de Menezes, 1." Visconde de Menezes, em duas 
vidas ; nasc. a 9 de Agosto de 1786 ; Doutor em Leis pela Universidade de Coimbra, e em 
Medicina pela de Edimburgo ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; do Conselho de Sua 
Magestade ; Conselheiro do Tribunal do Thezouro Publico, e do Tribunal Fiscal de Contas ; 
Commendador da Ordem da Conceição ; Cavalleiro da de Chrislo : m. a 23 de Novem- 
10 de 1833, tendo casado com D. Elisa Eugenia Edwards de Desanges, que nasc. em 
Londres a 23 de Março de 1802, filha de José Edwards, e de sua mulher D. Izítbel de 
Desanges, naturaes de Londres e já fallecidos, 

1.0 Luiz. — 2.» Visconde. (F. acima). 

2.*> João de Miranda Pereira de Menezes.— Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; Commendador 

da Ordem da Conceição ; Cavalleiro da de Chrislo ; Tenente Honorário do Regimento 

de Voluntários Nacionaes, ele, ele, ele. 
3." José de Miranda Pereira de Menezes. — Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Tenente do 

Exercito ; Âddido Honorário á Legação de Portngal em Paris ; Commendador da Ordem 

da Conceição ; Cavalleiro da de Chrislo, etc, etc, ele. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 20 de Jonho de ISõl. 
Renovação — Decreto de 14 de Dezembro de 1853. 

Brazão d'A.i*inas. — Escudo esqnartellado ; sendo o primeiro partido em pala, na 
primeira pala as armas dos Pereiras, e na segunda a dos Menezes ; no segundo quartel as 
armas dos Marqnezes de Desanges. que são um escudo partido em facha tendo por chefe — 
em campo de prata duas caheças de anjos, com azas de vermelho e na parte inferior em campo 
azQl, um galgo de sua cor ; e assim os contraries. 



128 famílias titulares MES 




MESQUITA (Barão). — Miguel Corrêa de Mesquita Pimentel, -2." Barão de Mesquita. 
Nasc. a 27 de Dezembro de 1827 ; Comraendador da Ordem de Chrislo ; Cavalleiro das de 
Aviz, Santiago, e da Conceição ; Tenente Coronel reformado : casou era 1872 com D. Rosa 
Eieuteria de Gusmão Mexia Fernandes Lol)o Corte Real, que era já viuva em primeiras 
núpcias, e nasceu a 11 de Fevereiro de 1826. — Sem geração. 



Miguel Corrêa de Mesquita Pimentel, 1.° Barão de Mesquita ; Tenente-General ; Com- 
raendador das Ordens da Torre e Espada, e de S. Bento de Aviz ; Gran Cruz da de Izabel 
a Calholica, de Hespanha, etc, etc, etc, casado com D. Luiza Rita de Freitas; ambos 
já fallecidos. 

í.o Miguel CoRnÉA. — O 2.» Barão de Mesquita. (V. acima). 

2.° FiLippE. — Capiíão do Eslado-Maior do Exercito ; Cavalleiro das Ordens de Aviz, e Christo 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 17 de Janeiro de 1848. 

Verificação da i.' vida — Decreto de 2o de Outubro de 1834. 




MESQUITELLA (Conde). — Dom João AfTonso da Costa e Sousa Macedo e Vascon- 
cellos. Nasc. a 11 de Fevereiro de 1815 : actual 1." Conde, e 3." Visconde de Mesqiiilella ; 
5." Barão da Ilha Grande de Joannes ; 6.° Barão de Mullingar no condado Ouesl Mealli, 
na Irlanda; Par d'Inglaterra ; ultimamente Duque de Albuquerque. (V. supplemento a 
esta obra — Albuquerque). 

No supplemento que lerá de sahir em seguida a este 2." volume, tencionamos deti- 
damente tratar d'este cavalheiro. 

Não podemos comtudo deixar de notar, desde já, a duvida que se nos oíTerece cora 
re.Npeito ao baronato de Mullingar c Pariato na Inglaterra, á vista da seguinte carta do 
Sr. Conde de Rilvas: 



MES E GRANDES DE PORTUGAL m 

íAiuda não vi, mas devo admitlir que hade existir, ou ler existido em Lisboa, no 
«archivo da famiiia do Conde de Mesquitella, algum documento que se pareça com Carla 
«Patente peio qual Carlos II, Rei d'Inglalerra, pretendeu conferir esse titulo a Luiz Gon- 
(íçalo de Sousa Macedo, sem o que não se teria reproduzido semelhante documento no 
«jornal O Panorama, impresso em Lisboa, nem no artigo que escreveu Mr. C. 
«Hawkins, pag. 71, vol. 2." do St. James's Magazine de 1830. Mas esses dados hão de 
«ler sido fornecidos por quem se fundou ou fiou tão somente na existência d'aquella Carla 
«Patente, porque em Inglaterra nunca se registrou semelhante concessão, nem jamais foi 
aoíTicialmenle tomada em consideração. Sir Bernard Burke, Rei dArmas Ulsler, que ainda 
«vive e reside em Dublin-Castle, afirma em carta de 16 do corrente mez, que desde o 
ureferido artigo no St. James*s Magazine, tem procurado, sem até hoje conseguir encon- 
«U*ar confirmação alguma d'essa mercê; e como entre as diversas pessoas a quem eu 
«directa ou indirectamente recorri para satisfazer ao pedido de V., esse Rei d'Armas é auclori- 
«dade mais competente na questão, seria temerário querer ir alem do que elle altesla na 
«referida carta que eu tenho e conservarei em meu poder : tanto mais que na Gran-Bre- 
« lanha o tilulo de Barão de Mullingar pertencia á famiiia dos Lords de Dunbogue, e a 
«linhagem do appellido — Peliís — diz lambem o mesmo Rei d'Ârmas, que se 
«encontra provado pelo Burke^s Peerage & Baronelage, sobre a tilulo deDunbogne; con- 
«cedendo apenas que tivesse sido possível que Carios II, firmasse alguma Carta Regia, 
i sobre a qual comtudo jamais se fez obra em Inglaterra: — il is just possihle that the 
a King may have issued a Royal letter which was not acCed on. Lisboa 30 de Julho 
«de 1876.» 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 22 de Janeiro de Í8I8. 
Visconde — Decreto de 28 de Maio de 175.4. 
Barão db Joanres — Decreto de 87 de Selçmhro de i666. 




MESSINES (Visco.NDE de). — Joaquim Mendes Noulel, l.** Visconde de Messines, natu- 
ral da villa de Santa Marinha, comarca da Guarda, nasc. a 13 de Dezembro de 1796 ; Bacha- 
rel formado em Malhemalhicas pela Universidade de Coimbra; Coronel d'Infanleria reformado; 
Commendador das Ordens da Conceição, e da de Aviz ; Official da Torre e Espada : 
casou em S. Bartholomeu de Messines a 30 de Agosto de 1833 com D. Maria da Piedade 
de Figueiredo Mascarenhas, que nasc. a 11 de Junho de 1816, filha de José Gregório de 
Figueiredo Mascarenhas, Sargenlo-mór de Messines, e de sua mulher D. Calharina Duarte 
Machado. — Sem geração. 

SEXJS I*AES 

Manuel Mendes Noulel, Bacharel formado ém Direito pela Universidade de Coimbra, 
casado com D. Joanna Clara Madeira Lobo. 



130 



famílias titulares 



Mil) 



'oAODiM Mendes Noutel — O 1." Visconde de Mcssines. {V. acima). 

N. B. Esla fatnilia descende de Guilherme Noiíud, natural de Londres, casado com D. M iria Joanna 
quem foi filho João Noutel, Cavalleiro da Ordem de Ghrislo em 11 de Maio de 1756. 

CREAÇÀO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 7 do Março de 1872. 




MIDÕES (Visconde de). — Cezar Ribeiro {l'Abranches Castelio Branco, 2." Visconde 
de Midões em sua vida; do Conselho de Sua Magestade Fidelissiraa ; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real ; Commendador da Ordem da Conceição ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; 
Bacharel formado em Direito ; Juiz de 2." Instancia ; Presidente da Relação do Porto ; pro- 
prietário ; nasc. a 2 d'Oulubro de 1803, e casou em 28 de Julho de 1852 com D. Amélia 
Flaminia de Vasconcellos Abranches, sua prima, que nasc. a 1 de Fevereiro de 1838, 
íilha de António de Vasconcellos Abranches Castelio Branco, Fidalgo xla Casa Real, por 
successão a seus maiores, e de D. Modesta Flaminia de Vasconcellos Abranches.— *SVw? 
geração. 

SEUS PAES 

Roque Ribeiro d'Abranches Castelio Branco, 1." Visconde de Midões em sua vida; 
Par do Reino em 1834; Bacharel formado em Direito; Sr. das Casas de Midões, Caba- 
nas, Travanca de S. Thomé, Várzea de Carvalho, Travanca de Lagos, Arganil, S. Mar- 
tinho da Corliçada e Pombeiro. Foi um dos Regeneradores de 1820, e declarado pelo 1." 
congresso Constitucional «Benemérito da Pátria» ; Deputado da Nação ás Cortes de 1821 



mi E GRANDES DE PORTUGAL 131 

(' outras Legislaturas. SoíTrou graves perseguições e sequestro era seus bens em 1828, era 
virtude dos seus sentimentos liberaes. Foi o priraeiro Prefeito da Beira Alta: nasc. a 13 de 
Julho de 1770, e m. a 6 d'Abril de 1844. 

FTT.TTOS XiISG-ITIJ^AaDOS 

1.0 Cezar Ribeiro. — Actual 2." Visconde. 

2." D. JpUA OcTAVíA. — Fallecida. 

3." Aristides Ribeiro. — Nasc. a 26 de Norembro de i805 : do Conselho de Sua .Magestade 
Fidelissima ; Commendador da Ordem da Conceição ; Juiz de 2.» Instancia na Relação 
do Forlo. 

3.° Modesta Flaminia — Nasc. a 12 de Março de 1806. e casou com seu tio paterno Antó- 
nio de Vasconeellos Abranches Castello Branco, Fidalgo da Casa. Real por successão ; 
Bacharel formado em Mathematica ; Official do Exercito. Fallecido. 

FILHOS 

l.° D. Antónia de Vasconcellos. — Nasc. a 15 de Fevereiro de 1830. 

2.» António Ribeiro. — Nasc. a 3 de Março de 1831 : casado com sua prima 
D. Chrisostoma Adeodaia de Vasconeellos Abranches Castello Branco, 
lilha de José de Vasconeellos Abranches Castello Branco, irmão do 1.» 
Visconde de Midões, Barbarei formado em Leis ; antigo Magistrado. — 
Com geração 

3.» Roque RrBEiRo. — Nasc. a 8 de Janeiro de 1837; Bacharel formado em 
Direito. 

4.» D. Amélia Flamxia.— Actual 2.» Viscondessa de Midões, (V. aeima). 

õ.o NicoLAD Ribeiro. — Nasc. a 21 de Janeiro de 1839 ; Bacharel formado em 
Direito. 

6." Filippe n*ABRANCHEs. — Nasc. a 12 de Abril de 1842. 

CREAÇÂO DO TITULO 

Visconde— Em 23 d'Oulubro de 1837. 

Renovado no 2.» Visconde — Decreto de ítr-e Carta de 25 de Julho de 1870. 

Bx-azà.o d' Anuas. — As dos Abranches. 




MILITUNDOS (Visconde de). — Titulo extincto. — António Pereira de Sá Soulo-Maior 
nasc. a 28 de Maio de 1799 ; Bacharel formado em Leis pela Universidade de Coimbra ; 
Fidalgo Cavalleiro ; Commendador da Ordem da Conceição ; Cavalleiro da de Torre e Espada; 
Sr. do iMorgado e quinta de Villa-Boa, na freguezia de Cendufe ; Juiz na comarca dos 
Arcos de Vai de Vez, onde administrou justiça por muito tempo ; Tenente Coronel do 
extincto Batalhão de Voluntários Naciouaes da dita villa ; Governador Militar era 1834 da 
mesma villa, onde desarmou as antigas Milícias, e com esse armamento organisou o Bata- 
lhão de Voluntários, por ordem do General Caióla, e á frente d'esle Batalhão fez acclamar 
os direitos da Rainha a Sr. D. Maria II nos concelhos de Lindoso eSuájo, depondo as aucto- 
ridades e nomeando outras, indo em seguida aniquilar a guerrilha do Pita Bezerra nas 
montanhas do alto Minho. 



138 FAMÍLIAS TITULARES >!1\ 

• 

Foi por varias vezes presidente da Gamara Municipal ; Procurador á Junla Geral do 
Districlo de Vianna do Gaslello, e Presidente da mesma Junla ; Administrador do Concelho 
dos Arcos de Vai de Vez desde 1831 a 1867. Em todos estes legares, mereceu do Governo 
portarias c oíTicios de louvor. Morreu a 10 de Setembro de 1877, tendo casado a 9 úr 
Maio de 182?, com D. Maria Rita de Brito Lyra, que nasc. a 23 de Março de 1804, e m 
em Agosto de 1885; filha do Gapitão João de Brito Lobo Lyra e de D Francisca Rita dt> 
Barbosa Brandão. 

IFIXjIíOS 

1.» José Pebeira de Sá Souto-Maior — Nasc. em 24 de Fevereiro de i826; Fidalgo Gaval- 

leiro da Casa Real : casou com D. Emilia Ribeiro da Costa Salgado. 
2.0 D. Angélica Maximiliana Pereira de Sá Socto-Maior. — Nasc. a 27 de Fevereiro de 18i8 

solteiía. 
3.» D. Mabia Helena de Sá Sooto-Maior.— Nasc. a 23 de Abril de 1830, e m, em 12 de 

Setembro de 1867 ; solteira. 
4.* D. Joaquina Pereira de Sá Souto-Maior.— Nasc. a 14 de Abril de 1834 ; solteira, 
5." António Pereira de Sá Socto-.Maior Júnior.— Nasc. a 25 de Maio de 1836 : Fidalg • 

Cavalleiro da Casa Real ; solteiro. 
6." Gregório Pereira de Sá Sooto-Maior. — Nasc. a 4 de Agosto de 1838 ; Fidalgo Cavalleiro 

da Casa Real; casou a 1 de Setembro de 1865 com D , é falleceu em 16 di' 

Março de 1869. — Com geração. 
7.» DrOGO Pereira de Sá Souto-Maior. — Nasc. a 9 de Dezembro de 1840, e m. a 9 d' 

Dezembro de 1862 : solteiro. 
8.° D. Francisca Clementina Pereira de Sá Souto-Maior. — Nasc a 14 de Novembro de 1844, 

e m. a 15 de Agosto de 1867. 
9." D. Anna Casimira. — Nasc. a 2 de Março de 1848, solteira. 

SEUS "PA-ES 

José Pereira de Sá Souto-Maior Lyone, casado com D. Joaquina de Sousa Araújo. 

l.° D. Francisca Ignacia. — Nasc. a 20 de Fevereiro de 1797, e m. em 28 de Novembro 

de 1861. 
2." António Pereira. — 1." Visconde de Milhondos. {V. acima). 

3.° Diogo Pereira. — Nasc. a 28 de Maio de 1799, e m. em 2 de Novembro de 1800. 
4." D. Angélica Pereira. — Nasc. a 20 d'Agosto de 1801. 
5.0 D. Delphina Barbosa. — Nasc. a 21 do Julho de 1803. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 26 de Janeiro de 1871. 




MINAS (Marquez das). — Dom Alexandre da Silveira e Lorena, 12." Marquez das Minas 
e 14." Conde do Prado. Nasc. em 1847, e casou em França a 17 de Setembro de 1876, com 
D. Sophia Izabel de Roboredo, que nasc. a 10 de Setembro de 1859, (ilha dos 1."* Vis- 
condes e 1.*" Barões de Koboredo. (V. Roboredo). 



Mia 



E GRANDES DE PORTUGAL 



133 



F. . .— Nas 



FIXi-EIO 



SEUS P^ES 



Dom Braz Maria da Silveira e Lorena, 9.° Marquez das Minas renovado em lo de 
Janeiro de 1842), 10." Conde do Prado; Par do Reino; Commendador da Ordem de 

Jiristo ; Cavalleiro da de Torre e Espada ; Condecorado cora a Medalha Hespanhola de Iza- 
ijel II, etc, ele, ele. Nasc. a 17 de Dezembro de 1814, e casou a 8 de Maio de 1842, 

om D. Eugenia de Sousa Holslein, que nasc. a 23 de Março de 1813, filha dos 1.°' Duques 

le Palmella. (V. Palmella e Souza Holslein). 

l.<» Dom Ncno. — Nasc. a 1! de Setembro de 1843, e na. sem saccessão, sendo 12. * Conde 

do Prado. 
t." Dom Pedro da Silveira e Lohexa.— li.** Marquez das Minas, e 13." Conde do Prado. 

Morreu sem saccessão. 
3.° Dom Alexandre da Siltbira k Lorena. — (F. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Marqcez — Decreto de 7 de Janeiro de 1670, e renovado mailas veres por ser de juro e herdade, sendo 
a ultima renovação em 2 de Novembro de 1876. no actual representante. 




MINDELLO (Visconde.de).— Jorge Rose Sarlorius, \° Visconde de Mindello, 1.° Vis- 
conde da Piedade, e 1." Conde de Penha Firme. (V. Penha Firme). 

CBEAÇÃO DO TITIJLO 
Visconde — Decreto de 8 de Julho de 1845. 




MIRAGAIA (Visconde de). — Bernardo Pinlo Gonçalves da Silva, 1 ." Visconde de Mira- 
gaia. Nasc. a 6 de Abril de 1781 ; Commendador da ordem de Christo, no Brazil ; Com- 
lendador da Conceição em Portugal. Casou a 28 de Junho de 1823, com D. Maria Thereza 



134 



famílias titulares 



MIU 



Rosa da Silva, que nasc. a 7 de Maio de 1809, filha de Cuslodio José da Silva, Sargenlo- 
mór, e de sua mulher D. Anna Rosa da Silva. — Sem mais noticia. 

António. — Nasc. a 13 de Junho de 1824. 

CREAÇÃO no TITULO 
Visconde — Decreto do 2i de Julho de 1852. 
Residkncia — Rio de Janeiro. 




MIRANDA (Condessa de).— D. Anna Maria José Domingas Francisca Júlia Senhorinha 
Malheus Joanna Carlota de Bragança e Ligne Sousa Tavares Mascarenhas da Silva, 
7." Condessa de Miranda, 3.° Duqueza de Lafões, 5." Marqueza de Arronches. (V. Lafões, 
pag. 67 do Tom. i .") 

CREAÇÃO DO TITULO 



Condessa — Em 2i>de Março de 1611. 




MIRANDA DO CORVO.(Visconde de).— Augusto Maria de Mello Gouvêa, 1 ." Visconde 
de Miranda do Corvo, em sua vida ; Bacharel em Direito ; antigo Deputado da Nação ; 
Official do Thezouro Publico, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 3 de Novembro de 1872. 




MIRANDA DO CORVO (Barão me).— Titulo ea^/mc/o.— Joaquim Victorino da Silva, 
1.* Barão de Miranda do Corvo, nasc. a 8 de Novembro de 1784 ; Bacharel em Direito; 



MIR E GRANDES DE POUTUGAL 135 

Capilão-mór de Miranda do Corvo ; Coronel honorário do exlinclo Balalhão Nacional da 
Louzã. M. a 30 de Abril de 1832, lendo casado a 16 de Fevereiro de 1833 com D. Palri- 
(ia Xavier Pereira, que nasc. eio Março de 1783, filha de José Joaquim Pereira, Capitão 
de Ordenanças, e de sua mulher D. Thereza Joaquina Pereira. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Bahío — Decreto de 21 de Agosto de 1840. 




MIRANDELLA (Visconde de). — António Doulel de Almeida Machado e Vasconcellos, 
nasc. a 23 d'Abril de 1773 ; Brigadeiro reformado ; do Conselho de Sua Magestade ; Com- 
meudador da Ordem de Christo ; e no Brazil, Grande do Império. Filho de António Wen- 
seslan Doutel, e de D. Maria Joaquina Madureira. (V. Porlella). Foi 2.° Visconde de 
Mirandella, por haver casado ai." vez, em 1804, com D. Joanna Francisca Maria Josepha 
da Veiga Cabral da Camará, herdeira de seu irmão no sobredito titulo e mais casa, em 
31 de maio de 1810, tendo nasc. em 1700 e fallecido a 14 de Outubro de 1819. 

Fik£:S JOA S.« VISCOISDKSSA DE MilRAlNDELLA. 

Francisco Xavier da Veiga Cabral da Camará, Fidalgo da Casa Real ; Commendador 
da Ordem de Christo ; Governador das Armas do Minho e Traz-os-Montes ; Tenente Gene- 
ral: casado com D. Rosa Joanna Gabriella de Moraes Pimentel, que nasc. a 8 de Feve- 
reiro de 1818, filha herdeira de Domingos de Moraes Madureira Pimentel, Sr. do Morgado 
de Machucas e Padroado do Capitulo de S. Francisco de Bragança ; Fidalgo da Casa Real ; 
Commendador da Ordem de Christo \ e de sua mulher D. Luiza Caelana da Mesquita. 

1." Francisco António da Veiga Cabral da Gamara. — Nasc. em 1734; herdeiro por saa mãe 
do Morgado de Machacas e Padroado do Capitalo de S. Francisco de Bragança ; 
Marechal do Exercito ; do Conselho de Sua Magestade : Gran Cruz de Aviz ; Vice-Rei 
da índia; Conselheiío do Supremo Conselho Militar e de Justiça; Governador das 
Armas do Rio de. Janeiro ; 1.° Visconde de Mirandella. M. a 31 de Maio de 1810^ 
sem successão, pelo que foi sua herdeira e representante sua irmã. {V. acima). 

2" Sebastião Xavier. — Do Conselho da- Rainha D. Maria I; Tenente General: Governador 
do Rio Grande do Sal (Brazil). Fallecido.— Sem geração. 

3.° Francisco Xavier. — Major de Cavallaria ; fallecido ; casou com D. Maria Antónia de Sá 
Ferreira, filha natural e herdeira de Francisco José de Sá Ferreira Sarmento, Sr. do 
Morgado de Thiozello, Fidalgo da Casa Real, e Tenente Coronel do Regimento de 
Cavallaria de Chaves. — Sem geração. 

4.° João. — Coronel de Cavallaria. Fallecido.— Sem geração. 

5.° MAxasL. — Marechal de Campo. Fallecido na índia. — Sem geração. 

6.<* Dom António Luiz. — Bispo de Bragança. 

7.0 D. IzABEL Maria. \ 

8.0 D. Catharina Maria. I ., , ■ c n . j n 

9.0 D. Francisca Maria. \ ^' ^''''^' '"^ ^- ^"'''^ ^^ Bragança. 
10." D. Antónia Maria. 



13(i 



famílias titulares 



MOG 



11.» D. 


Anna Maria. 


12.0 D. 


Rosa Maria. j 

Ldiza Maria. ' h r • c . ^, , r, 
Francisca Maria. . ^- ^''"''' '"" ^^""^ ^lara de Bragança. 
Maria Hita. ' 


13.«» D. 
14.» D. 


15.» D. 


16.0 D. 


Maria Joaquina. 


17.0 D. 


Maria Enoracia.— M. solteira. 


18.0 D. 


Joanna Francisca. — 2." Viscondessa de Mirandelia (V, acima). * 



CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 13 de Maio de 1810. 

Renovação da 2.» vida. — Decreto de 13 de Maio de 1815. 




MOGADOURO (Barão de), — João António Ferreira de Moura, 3." Barão de Mogadouro. 

SEUS PAES 

■ António Saraiva de Albuquerque Vilhena, 2.° Barão de Mogadouro, por sua mulher; 
Tenente Coronel honorário do Batalhão Nacional de Caçadores, da cidade da Guarda. 
Nasc. a 9 de Setembro de 1822, e casou a 5 de Outubro de 1844, com a 2." Baroneza de 
Mogadouro, D. Anna Izabel Maria de Moura Pegado de Oliveira, que nasc. a 10 de Outu- 
bro de 1824. 

o 3.0 Barão de Mogadouro. {V. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

BarIo — Decreto de 28 de Dezembro de 1839. 

Renovaçío no 3,0 Barão — Decreto de 21 d'Ag08to de 1852. 



'^^S^^^^ 




MOGOFORES (Barão de).— Manuel Ferreira de Seabra da Moita eSilva, 1." Barão de 
Mogofores ; do Conselho de Sua Magestade ; Juiz do Supremo Tribunal de Justiça ; Com- 
mendador da Ordem de Ghristo; Deputado á 2." Legislatura de 1840, Casou com 



' • E' cAw bem extraordinário, um pae chegar a ter 18 filho» adaltos, e morrerem todoa sem deixar auccessio 



MOI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



137 



l.» Alotzio. — Já fallectdo. Foi casado com D. Maria da Graça de Barros Lima, que m. no 

Porto a 20 de Janeiro de i880. 
i* António Frederico de Seabra.— General de Brigada reformado: fallecído em Lisboa a 

14 de Fevereiro de 1883, tendo sido casado com D. Rita Augusta de Seabra, sua 

prima. 

CREAÇÂO DO TITULO 
BarXo — Decreto de 20 de Maio de 1869. 




MOIMENTA DA BEIRA (Visconde de). — João Sarmenlo de Vasconcellos e Caslro, 
1." Visconde e 1.** Barão de Moimenta da Beira. Nasc. a 9 de Oulubro de 1802; Fidalgo 
da Casa Real ; proprietário ; Presidente varias vezes da Camai-a Municipal de Moimenta. 
Casou com D. Margarida Augusta da Fonseca, que nasc. a 18 de Maio de 1820, filha de 
José de Mello Coutinho, e de sua mulher D. Rufina d'Abrunhosa Mangas. 

FUjUOS 

1.» D. Carolina. — Nasc, a 10 de Setembro de 1842. 
2.» D. Antónia.— Nasc. a 27 de Março de 1844. 

3.« D. RcFiNÁ. — Nasc. a 3 de Março de 1846, e m. a 4 de Outubro de 1809, tendo sido 
casada com José de Lemos e Nápoles. 



FILHOS 



1.0 D. Máhu D'Assa]iPÇIo. 

2.^ D. Margarida. 

3;° José de Leuos e Nápoles. 



4.* D. Leopoldina. — Nasc. a 2 de Junho de 1848. e casou com Francisco de Carvalho Sena. 
5.0 p. Maria Enau.— Nasc. a 23 de Novembro de 1849. 
6.0 D. Adosenda.— Nasc. a 10 de Junho de 1852. 



18 



138 famílias ti tula res MOI 

7." José António. — Nasc. a 27 d'Oalubro de 1853; foi agraciado com mais uma vida no 
titulo de seu pae, e casou em Fevereiro de 1880, com sua prima D. Carlota Ozorio 
de Vasconcellos, etc. 
8." António da Fonseca Sarmento. — Nasc. a 6 de Janeiro de 1857. 
9,0 Álvaro de Moraes Sarmento. — Nasc. a 7 de Outubro de 1858: já fallecido. 
10. •' D. Augusta. — Nasc. a 9 de Novembro de 1859. 
11." Arthur de Moraes. — Nasc. a 14 de Junho de 1861. 
12." D. Margarida Augusta. — Nasc. a 29 de Dezembro de 1862. 
13.» Julião de Moraes. — Nasc. a 14 de Novembro de 1865. 

SEUS I>AES 

José Sarmento de Vasconcellos e Castro, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, casado 
com D. Antónia Ludovina Amália Carneiro Botelho de Vasconcellos. 

!." JULiXo Sarmento de Vasconcellos e Castro. — 1.° Visconde e 1.° Barão de Moimenta da 

Beira. (V-, acima). 
2.° Jacomo Luiz Sarmento de Vasconcellos. — Nasc. a 23 de Março de 1814; Doutor em 

Mathematicas ; Cavalleiro da Ordem de S. João de Jerusalém ; Lente na Universidade 

de Coimbra, já fallecido, tendo casado com D. Guilhermina da Piedade da Fonseca 

Mangas. 

FILHOS 

!.• Affonso de Moraes. — Nasc. a 27 de Maio de 1851. 
2." António da Fonseca. — Nasc. a 18 d'Abril de 1S54. 
3.** Adolpho de Moraes. — Nasc. a 6 de Fevereiro de 1847. 
4." Alberto Sarmento. — Nasc. a 10 de Dezembro de 1859. 
5.0 D. Emília de Moraes. — Nasc. a 4 de Junho de 1862. 

3.<* D. Gertrudes Guilhermina. — Nasc. a 10 de Julho de 1806. 

4.° D. Rita Ricardina. — Nasc. a 4 de Maio de 1810. 

5.* D. Thereza de Jesus. — Nasc. a 29 de Abril de 1816. 

6." D. Mabia das Necessidades.— Nasc. a 12 de Janeiro de 1818. 

7.0 D. Maria do Carmo.— Nasc. a 22 de Setembro de 1820. 

N. B. Estas cinco scntoras, viveram recolhidas no mosteiro, em Vizeu, da Ordem de S. Bento. 
CREAÇÀO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 17 de Junho de 1875. 

BarXo — Decreto de 24 de Fevereiro de 1866. 

Renovação do titulo de Visconde em mais uma vida — Decreto de 11 de Setembro de 1879. 

Brazno.— Escudo com as armas de Pêro Rodrigues do Amaral obtidas em 30 de Agosto 
de 1503, e pelo dito Visconde de Moimenta da Beira usadas, sem que para isso, nos conste, 
obtivesse carta de confirmação como é de lei fazer-se. 

fV. Arehivo HeraldieO'Genealogico, a pag. xii e 553, pelo Visconde de Sanches de Baéna). 




MOITA (Conde da). — Dom Marcelino Aragon Azlor Pignatelli de Aragon, 2." Conde 
da Moita, Duque de villa Hermosa em Hespanha, e com Honras de parente em Portugal, 
etc, ele, etc. 



MOI E GRANDES DE PORTUGAL 139 



SEUS PAES 

Dom José António Aragon Azlor Pignalelli de Aragon, 1." Conde da Moita de juro 
e herdade com Honras de Parente, tratamento este que lhe foi dado por descender do 
Infante D. Diniz e de D. Ignez de Castro ; Gran Cruz da Ordem de Christo em Portuga! ; e 
em Hespanha Duque de Vilia Hermosa ; Conde-Duque de Luna ; Conde de Guará ; 
Barão de Paazano ; Grande de 1." ciasse de Hespanha ; Principe do Sacro Império Romano ; 
Gentil-Homem da Camará de Sua Mageslade, com exercicio ; Cavalleiro da insigne Ordem 
do Tozão de Ouro ; Gran Cruz da de Carlos iii ; Cavalleiro das de Nossa Senhora de Mon- 
tesa, [de S. Jorge de Alfama, e de S. João de Jerusalém ; Gran Cruz das do Santo Espi- 
rito, S. Luiz e de S. Miguel, era França ; Condecorado com a Cruz do 1.° cerco em Saragoça, 
e com a Medalha dos Caslellos ; Brigadeiro de Cavallaria ; Embaixador extraordinário a 
Lisboa e a Paris. Nasc. a 21 de Outubro de 1785, e succedeu á casa de seu pae, por morte 
de seu irmão mais velho, Dom Viclorio Amadeu, a 23 de Janeiro de 1792. 

Casou com D. Maria do Carmo Thereza Fernandes de Córdova Lacerda e Pacheco, 
Dama da Ordem de Maria Luiza, que nasc. a 19 de Maio de 1791, filha de Dom Manuel 
Fernandes de Córdova Lacerda e Pimentel, Marquez de Malpica e Mancera, Grande de 
Hespanha de 1.° classe, e de sua mulher D. Maria do Carmo Thereza Pacheco Fernandes 
de Yelasco, Duqueza de Arion, Grande de Hespanha de 1." classe, por si, filha dos 
Duques de Frias e Uzeda, e o dito Marquez de Malpica e Mancera, filho de D. Pedro 
Fernandes de Córdova e Lacerda, Duque de Medina Celi e de sua 2." mulher D. Petro- 
nilha Pimentel, Marqueza de Malpica e Lacerda, etc. 

!.<• Dom Marcelliíío. — 2." Conde da Moita. (V. acima). 
2.»^ Dom José Antomo. — Nasc. a 10 de Junho de 1816. 
3.0 Dom Manoel Mahia.— Nasc. a 14 de Abril do 1824. . 

SEUS AVOS 

Dom João Paulo Aragon Azlor Zapata de Cataynd, Duque de Villa Hermosa ; Conde 
de Guará ; Barão de Panzano ; Grande de Hespanha de 1.° classe ; Cavalleiro da insigne 
Ordem do Tozão de Ouro ; Embaixador na Corte de Sardenha, que m. a 18 de Setembro 
de 1790, e de sua mulher D. Maria Manuela PignatelU de Aragon Gonzaga, que m. a 6 
de Novembro de 1816, filha dos Condes de- Fuentes, Duques de Solferino, Grande de 
Hespanha dei.' classe. 

FILHOS 

1.* Dom VicTORio Amadbo. — Conde-Duque 'de Luna; Dacpie de VUla Hermosa; nasc. a 14 

de Jalho de 1779, e m. a 23 de Janeiro de 1792. 
2.0 DoM José António. — 1." Conde da Moita. (F. acima). 
3.° Dom João Paulo. — CajJiiào de Cavallaria, e Ajudante de Campo do Capitão General 

D. José de Palafoz ; nasc. a 11 de Outubro de 1790, e m. no 2." cerco de Saragoça, 

a 8 de Fevereiro de 1809. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 13 de Maio de 1824. 

Concessão de três vidas no mesmo titdlo — Decreto de 2 de Julho de 1824. 

Concessão do mesmo titclo de jpro e herdade com honras de parente — Decreto de 13 de Maio, e Carla 

de 7 de Junho de 1825. 
Renovação no 2.<» Conde — Decreto de 2 de Abril de 1862. 



140 FAMÍLIAS TITULARES MOL 




MOLLELOS (Visconde de). — Francisco de Paula Vieira da Silva Tovar, 1.° Visconde 
e 1.° Barão de Molellos. Nasc. a 8 de Fevereiro de 1774 na freguezia de S. Pedro de 
Molellos, Bispado de Vizeu'; Moço Fidalgo com exercício por Alvará de 14 de Fevereiro 
de 1779 ; do Conselho de El-Rei D. João vi ; Coramendador das Ordens de S. Thiago e 
da Torre e Espada ; Brigadeiro dos Reaes exércitos era 1826 ; condecorado cora a Cruz 
da Campanha n.° 3 da Guerra Peninsular ; Deputado ás Côrles de 1821 e 1822 ; Ajudante 
General do exercito de observação na Guerra da Restauração contra os francezes ; Secre- 
tario militar do Infante Comraandanle era Chefe do exercito era 1823 ; Governador das 
armas da Beira: succedeu a casa de seu pae a 30 de Julho de 1818, pelo que foi 11." 
Sr. das honras de Molellos- e Botulho ; foi premiado nos cursos que frequentou na Univer- 
sidade de Coimbra, onde se formou nas faculdades de Mathematicas e Philosophia ; foi 
um militar brioso e muito instruído, de que deu exuberantes provas, nas diíferentes e 
amiudadas commissões de que foi encarregado. M. na sua casa de Folhadoza a 7 de 
Dezembro de 1832, tendo sido casado a tt de Abril de 1792, cora D. Maria Máxima de 
Magalhães Pinto Boto de Castello Branco, que nasc. a 13 de Outubro de 1772, e m. a 
24 de Outubro de 1834, sendo filha herdeira de Ignacio de Magalhães Pinto de Sousa 
Ferrão Castello Branco, Sr. dos Morgados de Folhadoza e de S. Romão, fallecido em 4 de 
Abril de 1801, e de sua mulher e prima D. Clara Maria Pinto Boto, que m. a 27 de 
Marco de 1801. 

D. Maria Carlota Vieira de Tovar Pinto de Magalhães. — Nasc. a 8 de Março de 1800, e 
fallecea etn 1872, tendo casado a 8 de Agosto de 1824, com sen tio paterno, Antó- 
nio Vieira de Tovar e Albuquerque, nascido a 15 de Maio de 1786, e Jaliecilo a 14 
de Junho de 1838, Moço Fidalgo com exercido ; Gommendador da Ordem de S. Thiago ; 
Desembargador da Casa da Supplicação ; Fiscal das Matias, etc, etc, etc. 

FILHOS 

l.» Francisco de Padla. — Nasc, a 19 de Março de 1826, e m. em Maio 
de 1847. 

2.» José Maria.— Nasc, a 2 de Janeiro de 1827, e m. em 1831. 

3." António Vieira de Tovar de Magalhães e Albuqderqdb. — Nasc. a 19 de 
Agosto de 1S38 ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de 
Coimbra; casado a 7 de Setembro de 1861 com D. Maria dos Prazeres 
de Magalhães Perfeito, que nasc. a 14 de Abril de 1837, filha de José 
de Magalhães de Menezes Villas Boas Sampaio de Barbosa, Moço Fidalgo; 
Alferes de cavai laria em 1827 ; Coronel do regimento do Milicias de 
Barcellos, em 1831 ; Commendador da Ordem de Christo ; Cavalleiro da 
de Torre Espada em 1828 e 1834; Sr. da Casa de Villas Boas em 
Barcellos e da Casa de Alvellos em Amarante ; Deputado ás Cortes em 
1857, (sendo um dos seis deputados legitimisias que não prestaram jura- 
mento) ; fallecido em 24 de Outubro de 1870 ; e de sua mulher D. Anna 
Adelaide Perfeito de Aragão Souzedo, filha de Francisco Perfeito Pereira 
Pinto, Sr. da Casa da Corredora, da de Mezão Frio, e Padroeiro do 



MOL E GRANDES DE PORTUGAL 141 

Convento de S. Francisco em Mezão Frio, e de O. Rita de Gacia d'Ara- 
gio Souzedo. da Casa do Campo, em Lamego. 

FILHA 

D. Maria dos Prazeres. — Nasc. a 2o de Novembro de 1865, 
e m. a 24 de Fevereiro de 1869. 

SEUS PAES 

Jeronymo Vieira da Silva Tovar, nasc. a 6 de Outubro de 1737 ; 10." Sr. das Hon- 
ras de Molellòs e Bolulho; Moço Fidalgo com exercício ; Administrador dos Morgados de 
Molellos, Batalha, Vieira e Capella do Bispo D. Gil AIrae ; Governador Militar dos distri- 
( tos de Besteiros e Sabugosa na Guerra Peninsular, em que prestou muitos e relevantes 
serviços, etc, ele, elo. M. nos seus Paços de Molellos a 30 de Julho de 1818, tendo 
casado a 15 de Agosto de 1772 com D. Margarida Josepha de Mello e Albuquerque, que 
nasc. a 22 de Março de 1743, e m. a 21 de Julho de 1823, lilna de Francisco de Albu- 
querque e Castro, Fidalgo da Casa Real ; Commendador da Ordem de Chrislo ; Mestre de 
Campo do Terço dos Auxiliares de Vizeu, e Sr. da Casa da Insua, que m. a 21 de Julho 
de 1823, e de sua mulher D. Izabel Antónia de Mello e Cáceres. 

1.0 Francisco de Padla Vieira da Silva Tovar.— Visconde e Barão de MoleUos. (K. acima). 

2.0 Diogo Vieira de Tovar b Albdqoerqce. — Nasc. a 8 de Março de 1775, Moço Fidalgo 
6om esercicio ; Commendador das Ordens de Cbristo e da Conceição ; do Conselho de 
Sua Mageslade ; Conselheiro da Fazenda ; Provedor das Capeilas de El-Rei D. Affonso iv; 
Deputado da Janta do Infantado ; Conselheiro da Embaixada a Madrid ; Desembarga- 
dor da Relação de Gôa: m, a 1 de Janeiro de 1847. 

:}." Manoel Vieira d'Albcqderquk Tovar. — Nasc. a 28 d'Abril de 1776, Moço Fidalgo com 
exercício ; Coronel de cavaliaria ; do Conselho de El-Rei D. João vi ; Commendador 
da Ordem de S. Bento d'Aviz ; Goyernador da capitania do Espirito Santo em 17 de 
Julho de 1804; Governador e Capitão General do Reino de Angola em 9 de Novem- 
bro de 1818; Governador e Capitão General das Ilhas dos Açores em 21 de Maio 
de_1821: m. a 14 de Julho de 1833. 

4,° D. Maria da Esperança. — Nasc. a 2 de Novembro de 1778, e m. de tenra edade. 

5." D. JosEPBA Margarida Vieira db Tovar e Alboqoerqde. — Nasc. a 21 de Fevereiro 
de 1779, e casou com Manoel Barata de Lima da Fonseca Arnáo, Sr. dos Morgados 
de Padrões e Amoreira, e da Quinta da Boa- Vista, junto a Coimbra ; Fidalgo^da Casa 
Real, e Desembargador da Relação do Porto. M. a 23 de Desembro de 1840. — Com 
geração. 

6.0 D. Sancha Thbreza Mafalda Vieira de Tovar b Albcquebode. — Nasc. a 24 de Março 
de 1780, e m. a 23 de Outubro de 1823^ tendo casado com Bernardo Madeira de 
Abreu Brandão, Fidalgo da Casa. Real, por Alvará de 9 de Julho de 182 i, Sr. da 
Quinta da Costa, e dos Morgados de Lobão, Lobelhe e outros, e Desembargador da 
Relação do Porto. M. a 22 de Fevereiro de 1874. — Com geração. 

7.0 Luiz Vieira.— Nasc. a 11 de Novembro de 1782, e m. de tenra edade. 

8.0 Joio Vieira de Tovar e ALBOQaERQaB. — Nasc. a 24 de Abril de 1783; Moço Fidalgo 
com exercício ; Cavalleiro das Ordens de Cbristo e da de Torre e Espaia ; Condeco- 
rado com a Cruz das Campanhas da Guerra Peninsular n.o 3, com a da Estreita de 
Ouro, pela do Rio da Prata; Governador da liba de Santa Catharina ; Coronel de 
Cavaliaria ; Tenente General e Governador de Abrantes. Sérvio sempre com destincção, 
e ra Campanha de Montevideo perdeu um braço. M. em Junho de 1838. 

9.0 Josí Maria Vieira de Tovar e Albuquerque. — Nasc. a 6 de Agosto de 1784; Commen- 
dador da Ordem de S. Thiago ; Freire Conventual no extincto Convento de Palmella; 
Abbade da Trapa, e mais tarde de Soalhães. M. a 11 d'Abril de 1869. 

lO.o António Vieira de Tovar e Albuquerque. — Casado com sua sobrinha, D. Maria Carlota 
Vieira de Tovar Pinto de Magalhães, como fica dito no começo d'este artigo. 



142 FAMÍLIAS TITU LARES MON 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 6 de Fevereiro de 1826. 

Barão — Decreto de i7 de Dezembro de 1815. 

RenotaçIo de mais uma vida no títolú de Barão. — Decreto de 22 de Janeiro de 1818. 

Senhorio — 4 de Fevereiro de 1476. 




MONÇÃO (Viscondessa de). — D. Luiza da Graça dos Santos Caldeira de Mendanha, 
1." Viscondessa de Monção, pelo seu casamento. Nasc. na villa de Niza, Bispado de Por- 
talegre a 27 de Janeiro de 1830, e casou a 28 de Abril de 1859 cora o 1." Visconde de 
Monção, de quem foi 2." mulher e é hoje viuva, filha de Luiz Pinto Caldeira de Menda- 
nha, Desembargador da Relação do Porto, e Juiz Conservador da Universidade de Coim- 
bra, e de sua mulher D. Maria da Gloria dos Santos Sequeira, ambos já fallecidos. 

VIUVA DE 

Gonçalo José Vaz de Carvalho,- 1." Visconde de Monção, que nasc. a 17 de Setembro 
de 1779 ; Alcaide-mór da villa de Monção ; Sr. de S. Miguel de Acha ; Deputado da Nação 
em 1853 ; Administrador do Morgado de Pinlões ; Fidalgo da Casa Real ; Commendador 
da Ordem de Chrislo ; Bacharel formado em Leis pela Universidade de Coimbra. M. a 11 
de Novembro de 1869, tendo casado duas vezes, a primeira em 1 de Março de 1805, com 
D. Maria do Carmo de Noronha, que nasc. a 22 de Janeiro de 1786, e m. a 25 de Novembro 
de 1857, filha de Dom Joaquim António Soares Ribeiro de Noronha, Sr. do Morgado do 
A préstimo, em Lamego e Moço Fidalgo com exeixicio. 

Falleceram todos. 

ifiXjHcos ido 2.» nyc-A-TiaiJSJioisrEO 

l.«* D. Maria Rosa de 'Jesus Vaz de Carvalho, — Nasc. a 15 de Junho de 1860, e m. a 

2 de Jalho de 1884. 
a." José Gonçalo Vaz de Carvalho.— Nasc. a i7 de Março 'de 1867; Moço Fidalgo com 

exercicio. 

SEUS pa.e:s 

José Vaz de Carvalho, nasc. a 9 de Março de 1673 ; Fidalgo da Casa Real ; do Con- 
selho de Sua Magestade ; Desembargador do Paço ; Secretario da Rainha e do Infante 
D. Manuel ; Chanceller da Casa da Supplicação, e por muitos annos Regedor das Justiças, 
occupou a Presidência do Desembargo do Paço. Foi também Sr. da villa de S. Miguel 
de Acha na comarca de Castello Branco ; Alcaide-mór de Monção ; Commendador do Casal 
do Bogalho, e de Santa Maria da villa de Monção, na Ordem de Christo, e Sr. do Morgado 
de PinlOes, etc. M. com cerca de 80 annos de edade, a 20 de Dezembro de 1752, tendo 
casado com D. Maria Rosa de Sá. 



MON 



E GRANDES DE PORTUGAL 



14B 



S^TTiTTQS , 

1." Gonçalo Josá Vaz de Carvalho. — l." Visconde de Monção. (F. aeima). 

i.* Rodrigo Vaz dk Carvalho. — Casado com D. Maria Amália de Azeredo Sá Coutinho. 

FILHO 

JosÈ Vaz de Carvalho — Nasc. a 1 de Janeiro de 1823, e casou a 2 de 
Setembro de 1843, com D. Maria Chrislina de Almeida e Albuquerque, 
que nasc. a 24 de Julho de 1816, filha de Bento de Almeida Vieira de 
Albuquerque, e de D. Maria Jnstina de Moura Furtado. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 22 de Dezembro de 1849. 




MONDIM (Barão de). — Bento da França Pinto de Oliveira, 1 ." Barão de Mondim: natural 
da cidade do Porto, Fidalgo Cavalleiro por Alvará de 14 de Junho de 1824, filho do Mare- 
chal de Campo Luiz Paulino de Ohveira Pinto da França, etc, ele, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barão — Decreto de 1 de Outubro de 1835. 




MONFALIM (Marquez de). — Dom Felippe de Sousa Holstein, 1." Marquez Honorário 
le Monfalira. Nasc. a 26 de Dezembro de 1841 ; Bacharel formado em Philosophia ; Par 
lo Reino a 16 de Maio de 1874 ; antigo Deputado da Nação ; Official-mór da Casa Real 



U< FAMÍLIAS TITULARES ' MON 

em 30 de Abril de 1858 ; Commendador da Imperial Ordem da Rosa, no Brazil ; proprie- 
tário. M. na Ilha da xMadeira a 22 de Fevereiro de 1884, tendo sido casado a 29 de Julho 
de 18G1, com D. Eugenia Maria Philoraena Brandão de Mello Cogominho Corrêa de Sá 
Pereira de Lacerda do Lago Bezerra e Figueirôa, que nasc. a 21 de Maio de 1840, filha 
dos 2.°' Marquezes e 3.°' Condes de Terena. — Sem geração. (V. Terena). 

SEUS PAES 

Os 1.*" Duques de Palmella. (V. Sousa Hohtein). 

CREAÇÃO DO TITULO 

MARQ0EZ HONORÁRIO — Decreto de 8 de Agosto de 1860. 
Marquez de Monfalih — Decreto de 9 de Agosto de 1861. 

BrazcLO.— As armas dos Sonsas de Arronches. 



3âMfR 




MONFORTE (Visconde de). — Luiz Coutinho d' Albergaria Freire. 1." Visconde de 
Monforte em sua vida; Par do Reino, em 15 de Dezembro de 1849 ; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real por successão a seus maiores ; 12." Administrador do Morgado de Freires em 
Aviz, e Administrador dos vínculos de Soares d'Albergaria e de Coulinhos em Veiros e 
Exlremoz ; Commendador da Ordem de Christo ; Coronel das extinctas Milícias, reformado 
em Mestre de Campo; Bacharel em Philosophia; abastado proprietário nos districtos de 
Évora e de Lisboa. Nasc. a 23 de Novembro de 1797, e casou em 2 d'Âbril de 1832 
com D. Anna de Brito Mozinho, que nasc. a 11 de Novembro de 1806, e m. a 15 de 
Julho de 1833, filha de Maximiniano de Brito Mozinho, Marechal de Campo graduado do 
Exercito ; Commendador das Ordens de S. Bento d'Aviz e da Torre Espada, e de D. Domingas 
Maldonado da Goma Lobo ; ambos já fallecidos. 

D. Maria José. — Nasc. a 13 de Março de 1833, e casou com António Borges de Medeiros 
Dias da Camará e Soasa, que nasc. a 22 de Janeiro de 1829 ; Moço Fidalgo com 
' exercício no Paço ; Bacharel formado em Philosophia, filho primogénito do Visconde 
da Praia. (7. Visconde da Praia). 

FILHOS 
1.» Duarte. 

2.0 D. Maria Francisca. 
3.0 Luiz. 
4.» António. 

SEUS PAES 

Joaquim Manoel Soares d'Albergaria Freire, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por 
successão a seus maiores; 11." Administrador do Morgado de Freires em Aviz, e Admi- 



MON 



E GRANDES DE PORTUGAL 



lio 



nisirador dos outros vínculos acima mencionados, e D. 
Pimentel ambos já fallecidos. 



Maria José de Castro Lobo 



^IXjHIOS 



1." Luiz Coutinho, — O 1." Visconde de Monforte. (K. aeima). 

i." Manoel Maria. — Nasc. a 8 de Novembro de i799, em. a 6 de Março de 1875; Fidalgo 
da Casa Real por saccessão a seas maiores ; do Conselho de Soa Magestade Fidelis 
sima ; Commendador da Ordem de Christo ; Bacharel formado em Direito ; Tenente 
Coronel^dos exlinctos Batalhões Nacionaes ; ex-Governador Civil de vários dislrictos; casado 
com D. Maria José de Castro Lobo Pimentel, saa prima, que nasc. a 18 de Março 
de 1818, fiiba do Coronel João Lobo de Castro Pimentel e de D. Alexandrina do 
Carmo da Silveira. 

FILHOS 
1.0 D. Mabia Claba. 
S.» D. Maria José. 

3.<* Joaquim Manuel. — Casoa a 17 de Jalho de 1876, com soa prima D. Maria 
Alexandrina da Gama Lobo Pimentel. 



CREAÇÃO DO TITULO 



Visconde — Em i de Março de 1853. 




MONSANTO (Conde de). — Dom Luiz José Thomaz de Castro Noronha Athayde e 
Sousa, 10." e ultimo Conde de Monsanto e i." Marquez de Cascaes. Nasc. a 18 de Setem- 
bro ,de 1714, foi Sr. da Casa de Cascaes. (V. Memorias Históricas e Genealógicas 
dos Grandes de Portugal, pag. 108). xM a 14 de Março de 1745, lendo casado a 20 
de Setembro de 1738, com D, Joanna Perpetua de Bragança, a quem El-Rei D. João v 
concedeu honras e prerogativas de Duqueza por Carta passada a 20 de Setembro de 1738. 
Era fllha do Sr. D. Miguel, (tilho bastardo do Rei D. Pedro u) e da Duqueza de LafOes, 
D. Luiza Cazimira de Sousa. — Sem geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Por Carta passada a 21 de Março de 1460. 

Marquez — (V. em tupplemento Cascaes). 

Renovaçío RO 10.» CoNDB — Carta de 2 de Setembro de 1738, com traUmento de sobrinho. 




MONSERRATE (Visconde de), — Francisco Cook, 1." Visconde de Monserrate' cm 
duas vidas. Nasc. em Londres a 23 de Janeiro de 1817 ; Commendador da Ordem da Con- 
ceição ; capitalista e commerciante na Praça de Londres ; proprietário da celebre Quinta 

19 



146 famílias titulares MON 

de Monserrale, no concelho de Cinlra, e um dos mais illuslrados colleccionadores de anti- 
guidades artislicas. Casou era 1841 com D. Emília Lucas, que nasc. a 30 de Outubro 
de 1816, era. a 10 de Agosto de 1884, filha de Mr. Robert Lucas, e de sua mulher Mrs. 
Carlota Lucas. 

1.0 Frederico Lucas Cook. — Nasc. a 21 de Novembro de 1884; Moço Fidalgo com exercício, 
e herdeiro do titulo de que se trata. Casou a 7 de Janeiro de 1868, com D. Iiabel 
Gotton, que nasc. a 30 de Agosto de 1845, âlha do Dr. Cotton. 

FILHOS 

i.° Herbert Frederico. -Nasc. a 21 de Novembro de 1868. 
2.» Edith Ladra.— Nasc. a 18 de Novembro de 1870. 

2.° Mrs. Emília Cook. — Nasc. a 9 de Janeiro de 1849. 
3." Mrs. Windham.— Nasc. a 21 d'Agosto de 1860. 

Guilherme Cook, capitalista, proprietário e negociante na Praça de Londres, falle- 
cido em Abril de 1869, e casado com Mrs. Marianna Cook. 

IFILHOS 

1.*» Francisco Cook. — Actual Visconde de Monserrate. {V. acima), 

2.<* Edroin Cook. — Nasc. em Agosto de 1827; Major de Gavallaria do exercito Britânico, 
fallecido em 1871 em consequência dos estragos recebidos durante a guerra da Crimèa, 
tendo sido casado com Mrs. Augusta Palmer, de quem houve um filho. 

3.° Mrs. Edith. — Fallecida em Junho de 1872. 

4.** Mrs. Euiu. — Nasc* em 1841: já fallecida. 

5.° Mrs. Marianna. — Casada com Thomaz Gribel. — Com geração. 

6." Mrs. Carolina. — Casada com Honorath James Byng." — Sem geração. 

7.«> Mrs. Acgosta. — Casada com o Reverendo Dr. J. Tarlton. — Sei» geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde em duas vidas — Decreto de 7 de Junho de 1870. 

Residência — Riebmond na Inglaterra, e em Cintra em Portugal. 




MONTARIOL (Visconde de). — Francisco Manuel da Costa, 1.° Visconde de Monta- 
riol. Nasc. a 6 de Fevereiro de 1806 ; Bacharel formado era Direito pela Universidade de 
Coimbra ; Deputado da Nação em varias Legislaturas ; do Conselho de Sua Mageslade ; 
Commendador da Ordem de Christo ; abastado proprietário no destriclo ^de Braga. Casou 
com D. Maria do Carmo Lima de Noronha Teixeira Alpoim. 



MON E GRANDES DE PORTUGAL 147 

IFUjUOS 
Manubl Maria da Costa Alpoim. — 1." Visconde de Negrellos. (K. Negrello$). 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 11 de Julho de 1870. 



MONTE ALEGRE (Viscondessa he).— Titulo extincto.— D. Ignez iMaria Cândida 
Pinto Bacellar, nasc. a 24 de Novembro de 1783, e por lhe ler cedido, a 12 de Fevereiro 
de 1804, todos^ os direitos hereditários sua irmã primogénita D, iMaria Águeda, foi 2." 
Viscondessa de Monte Alegre, Sr." dos Morgados de S. Miguel do Sexo, e 6." Sr." do de 
Nossa Senhora d'Assumpção de Villar d'Ossos. M. a 13 de Agosto de 1819, tendo casado 
a 13 de Fevereiro de 1804 com Luiz Vaz Pereira Pinto Guedes, Visconde de Monte Alegre, 
por este seu casamento, xMoço Fidalgo por Alvará de 20 de Dezembro de 1778; Commen- 
dador das Ordens de Christo e da Torre e Espada ; Condecorado com a Cruz de Cam- 
panha da Guerra Peninsular ; Brigadeiro do Exercito, que nasc. a 10 de Agosto de 1776, 
e m. a 10 de Maio de 1841. Era irmão do 1.° Visconde de Villa Garcia. (V. Yilla Garcia). 

i." D. Edgbnia Acgusta. — Nasc. a 19 de Agosto de 1812, e m. a 16 de Maio de 1836. 

2." Francisco. — 3.» Visconde de Monte Alegre ; Cooinaendiidor da Ordem de Christo ; Tenente 
de Carallaria. Succeden a saa mãe a 15 de Agosto de 1819, e no Morgado de Machu- 
cas e Padraado do Capitulo de S. Francisco de Bragança, a 14 de Oatabro de 1819, 
á segunda Viscondessa de Mirandella. Nasc. a 18 de Fevereiro de 1814, e m. a 26 de 
Fevereiro de 1835. 

3.0 Manokl. — Sr. do Morgado de S. Miguel do Sexo ; 8.° Sr. do de Nossa Senhora da Assumpção 
de Villar d'Ossos ; 22." Sr. do de Machucas e Padroado do Capitulo de S. Francisco 
de Bragança, em que succedeu a seu irmão a 26 de Fevereiro de 1835. Nasc. a 29 
de Julho de 1816, e casou a 15 de Outubro de 1835 com D. Anna Carolina Augusta 
Vaz Guedes Pereira Pinto Telles de Menezes e Mello, sua sobrinha, que nasc. a 31 de 
Março d« 1819, filha herdeira de Miguel Vaz Pereira Pinto Guedes da Fonseca, e de 
sua mulher D. Josepha Júlia Telles de Magalhães Teixeira de Menezes e Mello. (F. Villa 
Garcia). 

FILHO ÚNICO 

Laiz. — Nasc. a 8 de Novembro de 1837. 

4.0 D. Carolina Amaua.— Nasc. a 30 de Julho de 1818. 

PAES DA S.« VISCONDESSA 

Manuel Pinto de Mçraes Bacellar, 1.° Visconde de Monte Alegre, 3.' Sr. do Morgado 
de Nossa Senhora da Assumpção de Villar d'OssGs e do de S. Miguel de Freixo ; Gran 
Cruz da Ordem da Torre e Espada ; Tenente General ; Governador das Armas da Beira 
Alta desde 1808 até 1816, e teve na Guerra Peninsular commaados muito consideráveis : 
succedeu a seu pae na Casa. Nasc. a 4 de Setembro de 1741, e m. a 1 de Maio de 1816, 



m famílias titulares mon 

lendo casado a 16 de Julho de 1776 cora D. Joanna Delfina Vanzeller Teixeira d'Andrade 
Pinto, que nasc. a 7 de Abril de 1793, e m. em Março de 1808, filha de Pedro Francisco 
Vanzeller, Coronel de Dragões, e Governador do Forle de S. Noulel em Chaves, e de 
sua mulher D. Maria Josepha Barbosa da Silva Teixeira d'Andrada Pinlo, irmã primoge- 
nila de D. Anna Luiza Barbosa da Silva Teixeira d'Andrada Pinlo, casada cora D. Fran- 
cisco Innocencio de Sousa Coulinho, Embaixador que foi de Portugal na Côrle de Madrid, 
e ambos pães dos Condes de Linhares, ele, ele, ele. 

O 1." Visconde de Monte Alegre, foi um dos mais notáveis generaes do seu tempo. 
Os serviços que prestou tiveram por premio, além de outros, uma Carta de louvor do 
Marechal Wellington, publicada em ordera do dia, ele, ele, ele. Leia-se um artigo, que 
a respeito d'este benemérito Official, vem publicado no 8." vol. do Diccionario Popular, 
e as Memorias Biographicas do Visconde de Monte Alegre, por um Anonymo. Lisboa 
impressão Regia. i812. 

1.» D. Maria Águeda. — Nasc. a 5 de Fevereiro de 1778. 

2.° D. Marianna Dorothea. — Freira no Convento de Santa Clara de Vínhaes, nasc. a 5 de 

Fevereiro de 1780 
3.» D. Ignez Maria Cândida. — 2.» Viscondessa de Monte Alegre. (F. aeima). 
4." D. JoANNA Maria do Carho. — Nasc. a 27 de Fevereiro de 178S. 
5.0 D. Antónia Umbellina. — Nasc. a 2 de Julho de 1786. 
6.» (B.) José.— Abbade de Santa Valha. 
7.0 (B.) D. Maria Antónia. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Viscondessa — Decreto de 17 de Dezembro de 1811. 
Padroado de S. Francisco de Bragança — Em 1210. 

Antiga Residência — Villar d'Ossos, termo de Vinbaes. 




MONTE-BELLO (Marquez de).— Titulo earíiwcío.— António Félix Machado, 2." Mar- 
quez de Monte-Bello, (Y. Historia Genealógica da Casa Real Portugmza, pag. 600 do 
Tomo X); Sr. de Entre-Homens e Cavado ; Alcaide mór de Mourão ; Governador de Per- 
nambuco ; e pelo seu casamento, Commendador e Alcaide-mór de Casal e do Sexo do 
Ervedal, na Ordem de Chrislo. Casou em 10 de Fevereiro de 1676, com D. Luiza Maria 
de Mendonça e Eça, filha herdeira de Manuel de Sousa e Silva, Cavalleiro d'Aviz ; Com- 
mendador de Casal na mesma Ordem, e da de S. Martinho do Bispo, na de Chrislo, ele, 
ele, ele (V. Memorias Historico-Genealogicas dos Duques Portuguezes do Século XIX, 
pag. 775;. 

l.» Felii José Machado de Mendonça Eça Castro e Vasconcellos.— Nasc. . . de 1677. 
Foi 6.» Sr. de Entre-Homem e Cavado, Sr. de Jaraz, e outras terras, em Barroso d| 
Villeia, Honra de Pino, Paço em Lanhoso, Logares de S. Fins, Matosinos, Ananteé| 
Gasales, Realengos, em Barroso de ScipiSes, Sapelas, Bobadella, Sidaos, Nogueira 
Villeia, Tâmega, e Domellas ; Alcaide-mór de Mourão ; Commendador e Alcaide-i 



MON E GRANDES DE PORTUGAL 149 

das Villas de Casal, e Sexo de Ervedal na Ordem de Aviz; servia na Iguerra do anno 
de i703, e ' foi Coronel de um Regimento de Infanleria, em que demonstrou valor. 
Foi nomeado Governador de Pernambuco no] anno de 1711, em o qual Governo pres- 
tou bons serviços. Voltando ao Reino, falleceu a 13 de julho de 1731. 

A exemplo de seu avô, escreveu sobre assumptos Genealógicos, segundo aponta Barbo$a 
Machado na sua Bibliotheca Luzitana. 

Casou a 23 de julbo de i70â, com D. Eufraria de Menezes, Dama da Rainha D. Maria 
Sophia, filha primogénita de 0. Luiz Balthazar da Silveira, Vedor da Casa da Rainha 
D. Maria Anna d'Austria, Commendador da Ordem de Christo, e de sua mulher D. 
Luiza Bernarda de Menezes, filha esta do 1." Marquez das Minas. 

Teve o dito Félix José Machado do mencionado matrimonio 4 filhos, o primeiro m. in- 
fante, e de todos os mais houve descendência contando-se entre ella a sua 3.* nela, 
D. Maria Amália Machado de Mendonça Castro e Vasconcellos, primeira Condessa da 
Figueira, pelo seu casamento. 
i.° Manuel de Sodsa. — Cónego na Sé de Braga, e deixando a vida ecelesiastica, seguia a 

militar, e morreu tem geração 
3." D. JoANNA DE Mendonça. — Nasc. a 23 de março de 1678, e casou com Simão de Mello 
Cògominho, Sr. dos Morgados da Parta, e da Torre de Coelheins, e Mouras. — Com 
geração. 

X>AES r>0 S.» MARQUEZ 

Félix Machado da Silva Castro e Vasconcellos, 1.° Marquez de Monle-Bello, por El- 
Rei D. Filippe IV de Hespanha e III de Portugal, no anno de 1630, estando em Milão. 
Este titulo foi officialmenle reconhecido em Portugal não só no 1." adquirente, como ainda 
em seu filho, embora d'isso não conste o registro nos nossos archivos. 

Herdou, por sua mãe o Senhorio de Entre-Horaem e Cavado ; a Commenda de Sou- 
zel, na Ordem de Aviz ; a Commenda de S. João de Canceiros, da Ordem de Christo; as 
Casas de Castro, Vasconcellos e Barroso, e os solares d'ellas situadas na província da 
Beira. Foi Embaixador em Roma e notável escriptor genealógico. Casou em Milão com D. 
Violante de Orosco, irmã de D. Francisco de Orosco, 2." Marquez de Mortara e 1." de 
Olias, Vice-Rei, Capitão General de Catalunha, e. Governador de Milão, etc. O 1.* Mar- 
quez de Monte-Bello, depois da independência de Portugal em 1640, deixou-se ficar em 
Madrid, por conveniências da familia de sua mulher, e teve ainda ali o titulo de Conde 
de Amares. 

j o 2.° Marquez de Monte-Bello. (V. acima). 

\ 

\ CREAÇÃO DO TITULO 

í Marouez — Em 1630, por El-Rei D. Filippe IV de Hespanha e III de Portugal. 




MONTE-BELLO (Visconde de). — João de Freitas da Silva, 1." Barão de Monte-Bello, 
proprietário e residente na Ilha da Madeira. Casou em tO de Fevereiro de 1885, com 
D. Antónia de Figueiredo de Albuquerque, filha de Luiz Figueirôa de Albuquerque. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 24 de Março de 1880, 



130 famílias titulares mon 




MONTE BRAZIL (Barão de).— José Quintino Dias, 1." Barão de Monte Brazii, 
nasc. a 26 de Agosto de 17J2 : General de Divisão reformado ; Comraendador e Caval- 
leiro da Ordem de Aviz ; Condecorado com a Medalha d'ouro de 4 campanhas da Guerra 
Peninsular, e com as Medalhas de Honra de Albuera e da Vicloria, com as Medalhas 
Militares de ouro de valor, bons serviços e comportamento exemplar," e com a Medalha 
n." 9 das Campanhas da Liberdade. Competia-lhe também usar de um laço encarnado no 
braço direito, distinctivo que havia sido determinado pelos Governadores do Reino em 1808. 

O Barão de Monte Brazii, dislinguiu-se, pelo seu valor, em todas as campanhas em 
que militou. M. em Lisboa a 14 de Novembro de 1881, tendo casado em 1817 com D. Maria 
Sebastianna Alvares Botelho, que nasc a 15 de Janeiro de 1800, e m. a 2 de Janeiro 
de 1873, filha de Francisco Alvares Botelho, e de sua mulher D. Maria Leocadia do 
Carmo. 

1.0 D. Mabia Josí. — Nasc. a 20 de Outubro de 1815; casou com João Pedro de Men 
donça. Tenente Coronel reformado ; Cavalleiro das Ordens de Aviz e Conceição, que 
nasc. a 27 de Março de 1815. 

FILHOS 

1* D. Elisa Palmira Qdintino de Mendonça e Brito. — Nasc. a 8 de Janeiro 
de 1850, e casou a 10 de Setembro de 1874, com Augusto Maria de 
Figueiredo Proença Mascarenhas. 
2.° Hermenegildo Arthur Qdintino dk Mendonça e Brito. — Nasc. a 13 de 
AbrU de 1853. 

2.» Josá Maria Alvares Qcintino.— Nasc. a 16 de Outubro de 1827; Coronel do exercito. 

Casou duas vezes, a primeira com D. Francisca Rosa Leote, e a segunda vez com 

D. Francisca Rosa Tavares. 
3." D. Emília Adelaide. — Nasc. a 4 de Março de 1835. 
4.° D. Francisca Amélia. — Nasc. a 4 de Novembro de 1840. 

SEUS PAES 

José Quintino Dias, casado com D. Thereza Dionizia Mascarenhas. 

1." D. Maria do Carmo Quintino. — Casada com Jacques d'OIiveira Travassos : ambos falleci- 

dos. — Sem geração. 
2.* Josí Qdintino Dias,— 1.» Barão de Monte Brazii. (V. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarÍo — Decreto de i de Agosto de 1862. 



MON 



E GRANDES DE PORTUGAL 



151 




MONTE DE CÓRDOVA (Barío de).— José Anlonio Marlins, 1." Barão de Monte de 
Córdova. 

CREAÇÀO DO TITULO 
BarXo — Decreto de 22 de Setembro de 1887. 



^ 




MONTE-MOR-O-NOVO (Marquez de). — Dom João, sexto condestavel de" Portugal e 
1.' Marquez de Monte-Mór-o-Novo, por Carta passada em 1472. Era filho do S." Duque 
de Bragança, e de sua mulher a Duqueza D. Joanna de Castro. 

(Y. Historia Genealógica da Casa Real Portugueza, de pag. 171 a 177 e seguin- 
tes do Tomo V). 




MONTE PEDRAL (BarJo ^e).— Titulo extincío.— Josè Baptista da Silva Lopes, 
1." Barão de Monte Pedral. Nasc. a 1 de Junho de 1784; Brigadeiro do exercito; Gom- 
mendador das Ordens d'Aviz, e da Conceição ; OíBcial da de Torre e Espada ; Secretario 
Militar da Junta do Porto em 1828 ; Chefe das Repartições do Ajudante e Quartel Mestre 
General na Ilha Terceira em 1829 ; Chefe do Estado-Maior do Duque da Terceira em 1832 ; 
Commandante Geral do corpo de Artilheria, no Porto, cujo material e pessoal creou e 
organisou como por encanto, continuando no mesmo commando durante o cerco de Lisboa 
até 1836 ; e mais tarde, Par do Reino, Tenente General, Inspector Geral do Arsenal do 
Exercito, etc. 

SEXJS PAES 

José Lopes, proprietário em Morfacem, freguezia da Senhora do Monte de Caparica, 
concelho de Almada, fallecido em 14 de Novembro de 1799, lendo sido casado com 
D. Francisca Maria da Silva. 



152 



famílias titulares 



MON 



1.° José Baptista da Sílva Lopes — i." Barão do Monte Pedral. (K. acima). 
2.» João Baptista da Silva Lopes, — Chefe de Repaniçào no Arsenal do Exercito, cajado 
com D. Maria Benedicta de Macedo. 

FILHOS 

1.0 D. Mabia.— Nasc. em 1818. 

2." JoAo Baptista da Silva Lopes — Nasc. a 1 de Julho de 1819; Chefe de 
Secção da Secretaria da Sub-Inspecçâo Geral dos Correios, em 1856, etc. 
a.» D. Francisca.— Nasc. em 1829. 
4." D. Marianna. — Nasc. em 1835. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barão — '^Decreto de 23 de Setembro de 1835. 
Antiga Residência — Quinta, em Morfacens. 




^ MONTE-SÀO (Visconde de). — Manuel dos Santos Pereira Jardim, !.• Visconde de 
Monte-São. Nasc. na cidade de Coimbra a 19 de julho de 1818; Doutorou-se na faculdade 
de Philosophia em 31 de julho de 1840, contando apenas 22 annos de idade ; Lente de 
Prima ; Decano e Director da faculdade de Philosophia ; Provedor, por eleição, da Santa 
Casa da Misericórdia de Coimbra; Condecorado cora a Medalha n.° 2 da Campanha da Li- 
berdade ; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Fi- 
dalgo Cavalleiro da Casa Real; Par do Reino, ele, etc, etc. 

Escreveu e publicou numerosas obras litterarias, como rezam as bibliographias de 
Innocencio Francisco da Silva, e de Seabra de Albuquerque, merecendo, por todos os 
iuctadores na republica das leítras, os mais encarecidos louvores. Finalmente o Sr. Vis- 
conde de Monle-São, foi um dos homens, que pela sua brilhantíssima illuslração e honra- 
dez, soube conquistar a aflfeição dos homens mais eminentes do nosso paiz. Falleceu a 22 
d'Abril de 1887, tendo casado em 1840, com D. Guilhermina Amália Leite Ribeiro 



MON E GRANDES DE PORTUGAL 153 

Freire \ que nasc. a 26 de Agoslo de 1821, filha de Cypriano Leite Ribeiro Freire, do 
Conselho de Sua Mageslade ; Ministro Plenipotenciário, junto da Côrle de Madrid e da 
Suécia ; Presidente da Real Junta do Commercio, Fabricas e Navegação ; Commendador 
de Castello Rodrigo na Ordem de Christo, etc, ele, etc, e de sua mulher D. Eulália 
Carolina Godinho. 

i.o Cypriano Leite Pereira Jardim. — Nasc. a 24 de Setembro de 1841 ; Fidalgo da Casa 
Real ; Major de Arlilheria ; casado com D. Felesmina Albertina de Figueiredo Penalva; 
— Com geração. 

i." Luiz Leite Pereira Jardim. — Nasc. a 13 de Setembro de 1843; Fidalgo da Casa Real; 
Douior e Lenle de Direito na Universidade de Coimbra, e actualmente Conde de Va- 
lenças. (K. Valenças). 

3.° António Lbitb Pereira Jardim. — Nasc. a 27 de Agosto de 1845 ; Bacharel formado ; 
Juiz de Direito na Comarca de Barlavento na Província de Cabo Verde. Casou em 
Torres Novas a 10 de Dezembro de 1881, com D. Hermínia Augusta Pereira Bretãs, 
filha de Augusto Pereira Bretãs, etc. 

4.<* Henrique Leite Pereira Jardim. — Nasc. a 8 de Fevereiro de 1846. Negociante em Per- 
nambuco. 

5.*> D. Maria da Piedade. — Nasc. a 8 de Novembro de 1848: casou com Julío Marques de 
Vilhena, Doutor na faculdade de Direito na Universidade Coitobra, e Deputado da Na- 
ção na Legislatura de 1874, etc,, etc, etc. ; Ministro de Estado honorário. 

6." Acácio Leite Pereira Jardim. — Nasc. em 18S1. Negociante na provinda do Pará. 

7.0 JoAOUiM Leits Pereira Jardim. — Nasc. a 6 de Novembro de 1858 ; casou a 4 de Junho 
de 1884, com D. Carolina Pereira Soares, filha do Commendador José Pereira Soa- 
res, proprietário e capitalista em Lisboa, e no Rio de Janeiro, e de sua mulher D. 
Antónia Soares. 

8.'^ D. Guilhermina. — Nasc. a 6 de Novembro de 1857 ; casou com Manuel Cabral de Moura 
Coutinho e Vilhena, Fidalgn da Casa Real, proprietário, etc. 

9.0 Ebnesto dos Santos Pereira Jardim. — Nasc. a 21 de Maio de 1861 : m. na villa da 
Figueira em Janeiro de 1882. 

SEUS PAES 

Francisco dos Santos Pereira Jardim, proprietário, casado com D. Cecília Rosa. 

1." Manuel dos Santos Pereira Jardim. — 1." Visconde de Monte-São. (F. acima). 

2.0 António dos Santos Pereira Jardim. — Nasc. em 1817; Doutore Lente na faculdade de 

Direito na Universidade de Coimbra. 
3.0 Joaquim dos Santos Pereiba Jardim. — Proprietário, casado com D. Maria Pereira. 

FH^HOS 
1.0 D Cecília. 
2.0 Joio DOS Santos Pereira Jardim. — Doutor, casado com... 

FILHA 

D. Elvira Pereira Jardim. — Casada em Julho de 1883, na villa 
da Figueira, com Adrianno Alvares Pereira, negociante na 
dita villa. 
3.0 D. Beatriz. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 28 de Dezembro de 1871. 



' Esta senhora, era irmã de D. Liconarda Thereza Leite Freire, casada com o Dr. Adrião Pereira Forjaz de 
Sampaio de qaem teve succeasão. (V. Gouvta e Uasianlloi). 

20 



154 FAMÍLIAS TITU LARES MOfi 

Braasão d* Armas de que usa esta fatnilia. — Escudo partido em pala ; 
na primeira as armas dos Pereiras ; a segunda cortada, tendo na parte superior as armas 
doi Ribeiros e na inferior as dos Freires. 

Nio eDContramos o Alvará de confirmação das referidas armas. 

O escudo d'armas que legalmente poderiam usar os filhos do Sr. Visconde de Monte-São, são aquellas 
obtidas em 26 d'agosto de 1788 por seu avô materno, Cypriano Ribeiro Freire, Fidalgo da Casa Real ; 
Cavalleíro da Ordem de S. Tbiago da Espada ; OfScial da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros 
e da Guerra; Secretario encarregado dos Negócios da Corte de Londres, etc, etc, etc. E são as seguintes: 
— Escudo partido em pala, na primeira, as armas dos Ribeiros e na segunda ^as dos Freires. 




MORAES SARMENTO (Visconde de).— Thomaz Ignacio de Moraes Sarmento, 1.» Vis- 
conde de Moraes Sarmento. Nasc. a 2 de Novembro de 1838 ; Moço Fidalgo com exerci- 
do ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Commendador de numero extraordinário da de 
Carlos III de Hespanha ; Cavalleiro da da Cprôa de Ferro da Áustria, e da da Coroa d'Italia ; 
Doutor em Direito pela Universidade de Yena era Sax-Weimar; Addido á Legação da 
Côrle d'Italia, etc, etc, etc. Falleceu em Roma a 10 de Janeiro de 187S, tendo sido 
casado, a 23 de Maio de 1862, com D. Bertha Zoé Bernex Pbilipon, que nasc a 14 de 
Janeiro de 1847, filha de Theophilo Bernex Philipon, e de sua mulher D. Maria Luiza 
Marguente Lamy. 

i." D. Maria Luiza. — Nasc. a i7 de Fevereiro de 1863. 
2.0 JoaoB Alberto. — Nasc. a 23 de Maio de 1866. 

SEUS PAES 

Chrislovão Pedro de Moraes Sarmento, 1." Visconde e 1.° Barão da Torre de Mon- 
corvo. (V. Torre de Moncorvo). 

CREAÇÃO DO TITULO 
ViscoNOB — Decreto de 12 de Oatobro de 1871. 




MORÃO (Visconde de).— José António Morão, 1." Visconde de Morâo. Nasc a 23 
de Janeiro de 1822; Commendador da Ordem da Conceição; Fidalgo Cavalleiro; antigo 
Deputado da Nação, e abastado proprietário e capitalista em Castello Branco. Fundou 



MOR E GRANDES DE PORTUGAL 155 

uma bibliolheca publica no Lyceu da dita cidade de Caslello Branco, concorrendo com dez 
mil volumes de obras impressas, e um conto de réis em dinheiro para ser empregado em 
Inscripções, e o producto d'eUas applicado á conservação da mesma bibliotheca. 

Casou em 1843 com D. Maria Adelaide de Paiva Morão, que nasc. a 23 de] Janeiro 
de 1824, e m. em Junho de 1875, filha de José Gabriel de Paiva, e de sua mulher D. Maria 
Jacintha Morão. 

1.° José Gcilherme de Paiva MorXo. — Nasc. a 20 de Abril de 1848, e casou com sua 
prima D. Maria Josepbina de Paiva Morão, que nasc. a 6 de Fevereiro de i85o, filha 
única de António Ril)eiro de Paiva Morão, e de sua mulher D. Maria Libania. 

2." D. Maria Ermelinda. — Nasc. a 8 de Março de 1853. 

3.* Francisco José Morão. — Nasc. a 14 de Maio de 1865. 

SEUS PAES 

Francisco José Morão, proprietário em Castello Branco, que nasc. a 7 de Março 
de 1801, e m. a 10 de Janeiro de 1862, tendo sido casado com D. Maria Libania de 
Paiva, que nasc. a 15 d' Abril de 1802. 

!.• José António Morío. — l." Visconde de Morão (V. acima). 

2.<> António Ribeiro de Paiva Morão. — Nasc. a 11 de Março de 1824; casado com D. Maria 
Libania. 

FILHA 

D. Maria Josephína de Paiva Morão. — Casou com seu primo, José Guilherme 
de Paiva Morão, como fica dito. 

GREAÇÀO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 7 de Dezembro de 1870. 
Residência — Castello Branco. 




MOREIRA (Barão de). — João Baptista Moreira, 1." Barão de Moreira, do Conselho 
de Sua Magestade ; Guarda-Roupa honorário ; Commendador das Ordens de Christo, e da 
Conceição ; OíTicial da de Torre e Espada ; Cônsul Geral de Portugal no Império do Brazil ; 
nasc. a 6 de Janeiro de 1798, e casou era 18 de Outubro de 1818, com D. Maria Mar- 
garida da Silva, que nasc. a 20 de Agosto de 1797 : ambos já fallecidos. 

D. Maria Margarida. — Nasc. a 6 de Julho de i820 : já fallecida. 
• CREAÇAO DO TITULO 
Barão — Decreto de 11 de Setembro de 1855. 



156 



famílias titulares 



MOU 




MOREIRA DE REY (Visconde de). — António Augusto Ferreira de Mello, 1." Visconde 
de Moreira de Rey. Nasc. a 19 de Julho de 1838 ; Racharei formado em Leis pela Univer- 
sidade de Coimbra ; Deputado da Nação em varias Legislaturas ; Par do Reino ; Académico 
Professor da Academia Matritense de Jurisprudência e Legislação; Advogado perante o 
Tribunal do Conselho de Estado e Tribunaes Civis e Criminaes de Lisboa ; Commendador 
da Ordem de Carlos iii de Hespanha; Fidalgo Cavalleiro da. Casa Real; proprietário, etc. 

Casou a 14 de Abril de 1867, .com D. Elvira Henriqueta de Sousa Raslo, que nasc. 
a 6 de Julho de 1852, e m. na cidade do Porto a 19 de Abril de 1881, filha dos Viscon- 
des da Trindade, hoje Condes. (V. Trindade). 

FILHOS 

l." José Rodrigo. — Nasc. a 19 d'Abril de 1868. 

2.» D. Gabriela Henriqueta. — Nasc. a 31 de Maio de 1870. 

SEUS PAES 

Joaquim Ferreira de Mello, do Concelho de Sua Magestade ; Fidalgo da Casa Real ; 
proprietário e Sr. da Casa Foral de Moreira de Rey em Fafe, casado com D. Florinda 
Rosa de Carvalho e Mello. 

FIIiHOS 

1." António Aogdsto Ferreira de Mello. — 1.° Visconde de Moreira de Rey, {V. aeima). 
2.«> D. Christina Cândida.— Nasc. a 4 de Junho de 1839; casada com Joaquim Ferreira de 

Viiias-Boas, residente em Chaves. 
3.0 JoAQDiH Ferreira de Mello. — Nasc. em 19 de Afrosto de 1840; residente na cidade de 

Barra Mansa no Brazil. 
4." D. Albina Amália Ferreira de Mello. — Nasc. a 11 de Janeiro de 1843; casada com 

Aibino Pimenta d'Aguiar Gastelio-Branco, residente em Braga. 



CREAÇÃO DO TITULO 
ViscoNDi — Decreto de SS d'i4go8to de 1870. 



MOS 



E GRANDES DE PORTUGAL 



137 



Brazão d'Arinas. — Escudo esqnartellado ; no primeiro quartel as armas dos Mas- 
carenhas ; no segundo as dos Mellos ; no terceiro as dos Carvalhos, e o quarto partido em 
pala, tendo na primeira as armas dos Borges e na segunda as dos Oliveiras. 

BRAZÃO concedido por Alvará de i2 de Agosto de i877. 




MOSER (Visconde de). — Eduardo von Moser, 1.° Visconde de Mosen. Nasc. em 
Lisboa a 26 de Junho de 1816: Cônsul de Sua Mageslade o Rei da Suécia e Noruega, na 
cidade do Porto ; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; 
Cavalieiro das Ordens de Wasa (Suécia), da Legião de Honra (França), e da Rosa 
(Brazil); Presidente honorário e primeiro Secretario da Real Sociedade Humanitária do 
Porto ; Presidente honorário da Sociedade Confucius de França ; Sócio honorário do 
Cobden Club de Londres, etc. 

O Visconde de Moser separou-se da familia aos 17 annnos de idade, indo para o 
Porto seguir a carreira commercial. 

Sendo Director da Sociedade do Palácio de Crystal Portuense, quando aquella empreza 
realisou a Exposição Universal de 1865, foi agraciado com a Commenda da Conceição, e 
em Março de 1882, teve a graça de ser elevado a Visconde, pelos serviços prestados á 
humanidade pela Real Sociedade Humanitária, de que];foi fundador. 

Casou a 17 de Maio de 1856, com D. Andreza Cândida Pereira da Silva Lopo, que nasc. 
na freguezia de Santa Marinha, de Villa Nova de Gaya, a 3 de Maio de 1821, viuva de 
Francisco Gomes de Oliveira, de cujo matrimonio teve uma filha, D. Thereza de Jesus 
Gomes de Oliveira, que nasc. a 15 de Outubro de 1843, e casada com António Velloso 
da Cruz, proprietário, Commendador da Ordem de Christo e Fidalgo Cavalieiro da Casa 
Real. — Com geração. 

A Sr.' Viscondessa de Moser, é filha de Manuel Pereira da Silva, nascido em 1780, 
em Santa Marinha de Villa Nova de Gaya, e fallecido a 14 de Fevereiro de 1830, tendo 



Kj8 famílias titul ares MOS 

sido casado com D. llila do Cássia Lopo, da mesma freguezia, nascida em 1786, e falle- 
cida a 3 de Outubro de 1857, nela de Vicente Pereira, faiiecido em 1792, e de sua 
mulher D. Thereza Angélica da Silva, fallecida em 1814. 

l.° Henriqitk Jorge.— Nasc. no Porto a 29 de Abril de 1857 ; Commendador da Ordem da 
Conceição ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Banqueiro na Praça de Lisboa. 

2.» D. Padlina Estephania. — Nasc. a 17 de Abril de 1858. 

3« D. Ermelinda. — Nasc. a 14 d'Abril de t859. e na. a 2 de Maio de 1859. 

4." Eddardo. — Nasc. a 9 de Junho de 1860; casado a 18 d'Agoslo de 1884, com D. Sophia 
Ernestina de Mello Manuel da Gamara e Lemos, que nasc. na Ilha de S. Miguel a 
15 de Fevereiro de 1866, filha do Dr. José Maria de Lemos, já faiiecido, a 29 de 
Novembro de 1879, e de D. Maria Chrisiina de Mello Manuel da Gamara.— Com 
geração. {V. Condes da SilvS). 

5," Hbrman Frederico. — Nasc. a 15 de Julho de 1862, Gavalleiro das Ordens de Christo e de 
Carlos III. 

6.« Carlos Ernesto. — Nasc. a 19 d'Agosto de 1863, Cônsul da Dinamarca, na cidade do 
Porto, e Commendador da Ordem de Izabel a Catholica. 

SEUS JPAÍ2S 

Jorge Christovão Henrique von Moser, nasc. era Slutlgart, a 19 de Outubro de 1775, 
m. em Lisboa a 20 de Janeiro de 1857, e jaz sepultado com sua esposa no Cemitério 
Allemão de Lisboa, tendo sido casado com D. Henriqueta Guilhermina von Hofacker, natural 
de Canstadt, íallecida a 16 de Outubro de 1857. 

Jorge Christovão Henrique von Moser, lendo no seu paiz despendido o seu patri- 
mónio na politica, expalriou-se para Nápoles, onde estabeleceu uma casa commercial. Em 
1815 transferiu-a para Lisboa, onde foi Cônsul de Wurtemberg. Foi este o fundador da 
família von Moser em Portugal. 

1.° D. Guilhermina Luiza. — Nasc. a 30 de Janeiro de 1806. 

2."* Hbruan Frederico. — Nasc. a 9 de Junho de 1807 ; ex-Gonsul de Wurtemberg em Lisboa, 

e Director da Bolsa na mesma cidade. 
3.0 D, Emília.— Nasc. a 15 d'Agosto de 1809, e m a 8 de Abril de 1882, tendo casado 

com o General de Divisão, Duarte José Fava, faiiecido em 1877. — Sem geração. 
4.0 D. Padlina. — Nasc. em 1813, e m. a 13 de Março de 1879, tendo sido casada com Christiano 

Daniel Kiingeihoefer, banqueiro na cidade do Rio de Janeiro ; já faiiecido. — Com geração. 
5.» D. Sophia.— Nasc. em 1814, e m. em 1817. 
6.» Eduardo. — Actual Visconde de Moser. {V. acima). 
7.0 D. Jdlia. — Nasc. a 4 de Julho de 1817, e m. a 19 de Outubro d« 1873, tendo casado 

com o General de Divisão. J. C. Conrad de Chelmícki, natural de Varsóvia, que nasc. 

a 19 de Fevereiro de 1813. 

SEUS AVOS 

Os avós em linha recta o por varonia do Visconde de Moser, remontam a uma data 
bastante longiqua. Já em o anno de 1400 Balthazar Moser, casado com D. Barbara Lenserin, 
foi feito Marslaller (Estribeiro-mór) da casa dos Condes Reinantes de Wurlteraberg. Seus 
descendentes Balthazar e Valenlim, foram elevados á nobreza do Império Allemão a 4 de 
Março de 1573, por Maximiliano ii, que lhes conferiu a ellese seus descendentes o tratamento 
de von e o uso dos appellidos — von Filseck und Weilerberg — com o Brazão d' Armas abaixo 
descriptas. 

A descripção genealógica da família Moser, acha-se nas seguintes obras : Der Ádel 
des Kõntgreichs Wurtemberg, publicada por E. von der Bec/ce Kliuchtzner. — Moser J. 
J. N., Genealog^ Tiibing. 1756^ e Mosersches Geschlechts RegisLer, 1779. 



MOS 



E GRANDES DE PORTUGAL 



159 



Finalmente a família von Moser, desde tempos immemoraveis, tem sido commerao- 
rada nos annaes da historia dó seu oriundo paiz, pela variedade de homens que a lêem illus- 
Irado nas armas, nas letras e na diplomacia. 

greação do titulo 

Visconde — Decreto de 9 de Março de 1882. 

Brazão d' Armas. — Escudo: em campo vermelho, um capricórnio rompente de prata, 
armado de ouro, elmo de prata aberto, coroa de Freiherr, e por timbre meio capricórnio das 
armas, e paquife das cores e metaes das mesmas. 

BBAZÃO concedido pelo Imperador Maximiliano ii d'Ailemanha, por Alvará de 4 de Março de io73. 

N. B. Segando os nsos eslabelecidoe entre nós, em heráldica, o escudo é simplesmente encimado da 
coroa do titular, sobresahindo apenas o timbre. 

Rksidehcia — Rua do Infante D. Henrique, Porto. 




■O l.O 




MOSSAMEDES (Conde de). — José de Almeida, 1." Conde e 1.° Visconde de Mos- 
samedes. Nasc. a 23 de Fevereiro de 18í0: Moço Fidalgo com exercício; Vedor de Sua 
Magestade a Rainha ; Commendador da Ordem da Conceição ; Cavalieiro da de Torre e 
Espada; Gran Cruz das Ordens de Francisco José da Áustria, de Carlos iii de Hespanha, 
da Estreita Polar da Suécia, de Izabel a Calholica de Hespanha ; Commendador de S. 
Maurício e S. Lazaro de Itália, ele. Habilitado com o curso de Agrónomo pelo Instituto de 
Lisboa, e proprietário. 

Casou a 23 de Janeiro de 1866, com D. Maria Margarida Braamcamp de Mello 
Breyner, que nasc. a 23 de Junho de 1844, filha do Conde de Sobral, Luiz de Mello 
Breyner, que nasc. a 26 de Outubro de 1807, e m. a 1 de Dezembro de 1876, e- de sua 
mulher a Condessa do mesmo titulo, D. Adelaide Braamcamp Narbone e Lara da Cruz 
Sobral, que nasc. a 3 de Junho de 1808, e m. a lo de Junho de 1886. (V. Condes de 
Sobral, e de Ficalho). 



160 fa mílias titulares MOZ 

I.» D. Adelaide. — Nasc. a 13 de Novembro de 1866. 

2.0 D. Francisca.— Nasc. a 11 de Maio de 1868, e casou a 2 de Setembro de 1885, com 

António da Costa Lima, Lente da Escola Polytechnica. 
3." D. Eugenia. — Nasc. a 9 de Outubro de *870. 
4." D Maria do Carmo. — Nasc. a 10 de Janeiro de 1872. 
S.o D. LoiZA.— Nasc. a 14 do Setembro de 1877. 

SEUS PAES 
(Y. Condes da Lapa). 

CREAÇÃO DO TITULO 

CoNDB — Decreto de 19 de Maio de 1886. 
Visconde — Decreto de 21 de Março de 1868. 

Brazão d*A.i*nias.— Usa o dos Almeidas. 




MOURA (Condessa de). — D. Anna Alexandrowna Apraxine, 1." Condessa e 1." Vis- 
condessa de Moura. Nasc. a 4 de Dezembro de 1825, filha do Conde Alexandre Apraxine, 
Senador do Império Russo. 

VIUVA r>E 

João António Lobé de Moura, 1.° Visconde de Moura ; do Conselho de Sua Mages- 
tade ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Commendador da Ordem de Christo ; antigo 
Deputado da Nação, desde 1839 a 1852; Gran Cruz da Ordem de SanfAnna da Rússia, 
e da de Santo Estanislau ; Enviado extraordinário e Ministro Plenipotenciário de Portugal, 
junto da corte de S. Petersbourg, onde m. a 22 de Janeiro de 1868. — Sem geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de i6 de Setembro de 1859. 
Conde — Decreto de 22 de Fevereiro de 1868. . 




MOZELLOS (Visconde de). — José Luiz Nogueira, 1.° Visconde de Mozellos; Com- 
mendador da Ordem de Christo; proprietário e capitalista no conselho de Paredes de 
Coura. ^ — Sem mais noticia. . 

CREAÇÀO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 8 de Maio de 188&. 



MUR E GRANDES DE PORTUGAL 161 




MURÇA (Condessa de). — D. Marianna das Dores de Mello, 4." Condessa de Murça. 
Nasc. a 26 de Abril de 1836, e casou a 8 de Janeiro de 1876 com António Vasco de 
iMello, filho dos Marquezes de Sabugosa. (Y. Sabugosa). 

Dom João José Maria de Mello Abreu Soares de Yasconcellos Rrito Rarbosa e Palha, 
3."* Conde de Murça. Nasc. a 30 de Agosto de 1820; Cavalleiro da Ordem da Conceição; 
Cavalleiro de xMalta ; Capitão do extincto Ratalhão de Guardas Nacionaes ; Administrador 
de vários Morgados. M. a 10 de Julho de 1867, tendo sido casado com D. Anna de Sousa 
Coutinho Monteiro Paim, que nasc. a 21 de Dezembro de 1820, filha do 1." Marquez de 
Santa Iria. (V. Santa Iria, e 2."* Condes d' Alva). 

1.° D. Mabianna das Dores. — 4.* Condessa de Murça, (F. acima). 

í.*» D. Maria José. — Nasc. a 9 de Janho de 1857 ; já faliecida : casoa com Bernardo Pm- 
della, filho do !.<> Visconde de PiudeUa. (F. Piniella). 

SEUS AVOS 

Dom Miguel António de Mello Abreu Soares de Rrito Barbosa Palha Vasconcellos 
Guedes, 1.» Conde de Murça. Nasc. a 23 de Dezembro de 1766; Par do Reino em 30 
de Abril de 1826 ; Ministro de Estado honorário ; 14." Sr. de xMurça ; Commendador da 
Ordem de Christo; Moço Fidalgo com exercício; Sr. de Castro Daire. ele , etc, etc. 
Falleceu a 7 d' Agosto de 1836, tendo casado a 25 de Outubro de 1813, com D. Maria 
José de Albuquerque, sua sobrinha, que nasc. a 24 de Março de 1798, filha de Domingos 
d'Albuquerque Coelho de Carvalho, Moço Fidalgo com exercício ; Commendador da Ordem 
de Christo ; Brigadeiro reformado, e de sua mulher D. Maria Antónia de Mello. 

1.* Dom José Maria de Mello Abreq Soares de Brito Barbosa Palha Vasconcellos Gced es. — 
3." Conde de Murça, que nasc. a 4 de Setembro de 1817: já fallecido, casou em 21 de 
Junho de 1837, com D. Helena Maria da Piedade de Lencastre, que nasc. a 6 de 
Novembro de 1820, filha dos 3. o* Marquezes de Abrantes. — Sem geração. (V. AbrantetJ. 

2.0 Dom JoXo José Maria de Mello Abreo Soares de Vasconcellos Brito Barbosa e Palha. — 
Por morte de seu irmão, acima, foi 3.° Conde de Murça, como fica enunciado no 
começo d'este artigo, por ser pae da actual 4.* Condessa de Murça. 

3.0 D. Joaquina Marlanna. — Nasc. a 28 de Novembro de 1823, e casou a 11 de Maio de 
1866, com João Caetano Pato Infante de Lacerda, que nasc. a 10 de Fevereiro de 
182S ; Fidalgo Cavalleiro ; Commendador da Ordem de S. Gregório Magno, e da de 
Izabel a Catholica ; Officia! da Rosa; Cavalleiro da de Sant'Anna da Rússia; !.• Se- 
cretario de Legação, etc. Filho de Joaquim de Sousa Pereira Pato, Guarda Roupa de 
El-Rei D. João vi ; Commendador da Ordem de Christo e Cavalleiro da Torre e Espada, 
21 



162 FAMÍLIAS TITULARES NAl' 

e de soa mulher D. Maria da Madre de Deus Infante de Lacerda, ambos fallecidos. 
— Sem geração. 

4.° D. Maria Izabel. — Nasc. a 7 de Junho de 1848; já faliecida. 

5." D. Maria José. — Nasc. a 2 de Outubro de 1829, e casou a 26 de novembro de 1864 
com Domingos Affonso d'Albuquerqiie Coelho e Carvalho, seu primo, que nasc. a 12 
de Agosto de 1836 ; Moço Fidalgo com exercicio ; filho de João António d'Albuquer- 
que Coelho de Carvalho, e de sua mulher D. Maria José d'Almada. 

FILHO ÚNICO 

João Luiz Gonzaga de Alboquerque. — Nasc. a 21 de Junho de 1866, 

6.«> Dom António Maria. — Nasc. a 11 de Julho de 1831: Moço Fidalgo com exercicio; Ca- 
pitão do Exercito, casado com D. Maria Ritta da Silyeita e Lorena, filha dos 1.°' Con- 
des de Sarzedas. {V. Sarzedas). 

FILHOS 

l." Dom Miguel António. — Nasc. a 21 de Julho de 1885. 
2.° Dom Bernardo. — Nasc. a 18 de Maio de 1857. 

7.*> Dom Joaquim Maria. — Nasc. a 27 de Maio de 1835: Moço Fidalgo com exercicio; casou 
com D. Marianna d'Assis Mascarenhas, filha dos 4."* Condes de Sabugal. {V. Sabugal). 

FILHOS 

1.0 D. Eugenia. — Nasc. a 27 de Maio de 1868. 
2." Dom Miguel. — Nasc. a 18 de Janeiro de 1870. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 6 de Fevereiro de 1826. 
Renovado — Em 1 de Outubro de 1836, 
Renovado — Em 29 de Março de 1859. 
Renovado — Em 1 de Março de 1871, 




íNÂPIER de S. VICENTE (Conde de).~ Carlos Napier, 1." Conde de Napier de 
S. Vicente, 1.° Conde e 1." Visconde do Cabo de S. Vicente. Nasc. a 6 de Março de 
1786. Foi Almirante honorário da armada portugueza, e Gran Cruz da Torre e Espada ; 
na Inglaterra Membro do Parlamento ; Vice-Almirante, e Cavalleiro da Ordem do Banho ; 
lambem íoi agraciado com o grau de Cavalleiro de Maria Thereza, pela Áustria ; com o 
grau de Cavalleiro de 3.° classe da Ordem de S. Jorge, pela Rússia; e pela Prússia, 
Cavalleiro de 2.' classe da Águia Vermelha. 

Este arrojado oííicial de marinha foi contratado no anno de 1833 em Londres para 
vir a Portugal defender a causa da Rainha D. Maria ii. Na noite de 1 de Junho d( 
referido anno, surgio em frente do Perlo e desembarcou na Foz ; o que Napier pralicott| 
depois, narra-o o Sr. Pinheiro Chagas no seu Diccionario Popular. 



SEG E GRAiNDES DE PORTUGAL 103 

Napier m. em 1860, lendo casado com Eliza Younghsband, viuva de Duarte Elers e 
filha de Jorge Younghsband. 

CREAÇÃO DOS títulos 

CcNDE DE Napie». — Decreto de 7 de Dezembro de i842. 

Conde do Gabo de S. Vicente. — Decreto de 17 de Abril de 1834. 

Visconde do Cabo de S. Vicente. — Decreto de 10 de Julho de 1833. 




NAZARETH (Visconde de). — Bernardo António Antunes 1." Visconde de Nazarelh, 
Commendador da Ordem da Conceição, e por haver lido esta graça, leve o foro de Fidalgo 
Cavalleiro, por Alvará de *i9 de Setembro de 1886, onde se diz que era negociante e pro- 
prietário na cidade do Pará. 

Colhemos estas noticias dos Archivos públicos, pois o Sr. Visconde de Nazarelh, ape- 
nas se limitou a responder ás nossas instancias pelo seguinte modo : 

a Sinto, porém, dizer a V. qtte não quero publicação alguma a meu respeito, por 
me achar encommodado e ter-me retirado d' essa cidade para o Minho, deixei de dar 
solução' a este respeito e logo que o não fiz estava entendido que nada queria, ele, etc, 
((.etc. Espinho 4 de Outubro de 1888.)) 

Sentimos, por nossa vez, não poder satisfazer aas ordens^) manifestadas por S. Ex.' 
Advertindo, porém, que, o não ter S. Ex." respondido á nossa primeira carta, tem mui 

DIVERSA INTERPRETAÇÃO d'aQUELLA, QUE PRETENDE AGORA DAR-LHE. . . 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 29 de Março de 1883. 




NEGRELLOS (Visconde de). — Manuel Maria da Costa Alpoim, 1." Visconde de 
Negrellos. Nasc. a 29 de Julho de 1844; Moço Fidalgo com exercício; Commendador da 
Ordem de Izabel a Calholica, de Hesj anha ; Cavalleiro da do Nickan de Tunis ; Bacharel 



164 famílias titulares NEl 

formado pela Universidade de Coimbra ; proprietário no dislriclo de Braga. Casou a 22 
de Janeiro de 1880, com D. Maria Thereza Vieira de Lemos, viuva de Manuel Cardoso 
Corte Real. 

SEUS PAES 

Francisco Manuel da Costa, 1.° Visconde de Monlariol. (Y. Montariol). 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 25 de Janho de 1874. 




NEIVA E DE FARIA (Conde de).— Dom Gonçalo Telles de Menezes, 1.° e ultimo 
Conde d'este titulo, porque sendo-lhe confiscados todos os seus bens para a Coroa perdeu 
lambem este titulo que foi encorporado na Casa de Bragança. 

Casou com D. Maria de Albuquerque filha bastarda de Dom João Affonso de Albu- 
querque, o do Alaúde, ele, etc, ele. 

1.0 Dou Mabtinho de Menezes. — 2.** Sr. de Cantanhede por Ei-Rei Dom João. i; casou e 

teve descendência. 
2." D. Ignez Telles de Menezes. — Mulher de D. João Fernandes Pacheco, Sr. de Ferreira 

de Aves, e depois em Castelia, Sr. de Belmonte. 

SEXJS PAES 

Dom Martim Affonso Tello de Menezes, morto em Castelia por mandado de El-Rei 
D. Pedro, tendo casado em Portugal com D. Aldonça de Vasconcellos, filha de João 
Mendes de Vasconcellos, e de D. Aldara Affonso Alcoforado. 

1.° Dom João Affonso Telles de Menezes. — Foi Conde de Barcellos e de Mayorga. 

2." DoM Gonçalo Telles de Menezes. — Conde de Neiva e de Faria. (K. acima). 

3." D. Leonor Telles de Menezes. — Mulher de João Lourenço da Cunha, l." Sr. de Pom- 

beiro. El-Rei D. Fernando i, apaixonando-se d'esta senhora, desligou-a do matrimonio 

que havia contrahido e casou com elia. Foi um escândalo monumental, que se acha 

registrado na historia pátria, com indelével estigma. 
4.° D. Maria Telles de Menezes. — Mulher de Álvaro Dias de Sousa e depois de viuva, 

1.* mulher do Infante D. João. filho de Ei-Rei D. Pedro i, e de D. Igaei de Castro. 

O titulo de Conde de Neiva e de Faria, foi creado por El-Rei D. Fernando i a 31 de Julho de 1376, 
como consta do Liv. 1 dos Místicos a fl. 143, v. 

CREAÇÃO DO TITULO 

tíoNDB — Por Carta datada de Santarém a 6 de Janeiro da era de lil, anno de Christo — 1373. (Cban. 
de D. Fernando i, Liv. 1 a fl. 52.) 



NEV 



E GRANDES DE PORTUGAL 



165 




NELLAS (Barío de). — José Bernardo dos Anjes e Brito, l." Barão de Nellas. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BakXo — Decreto de 11 de Agosto de 1870. 




NEVOGILDE (Baroneza de).— D. Carlota Rita Borges de Moraes e Castro, 3." Baro- 
neza de Nevogiide, por haver succedido n'este titulo a seu tio materno o 2.' Barão de 
Nevogilde. Nasc. a 10 de Novembro de 1810, e m. na cidade do Porto a 1 de Março 
de 1880, tendo casado duas vezes: a primeira a 12 de Fevereiro de 1835, com Luiz 
d'Âlmeida de Moraes e Castro ; Major addido a veteranos da Foz do Douro ; Cavalieiro 
das Ordens da Conceição, de Aviz e da Torre e Espada, que nasc. a 17 de Janeiro de 
1800, e m. a 10 de Julho de 1841 ; e a segunda vez, a 19 de Outubro de 1856, com 
João José de Faria Machado, que nasc. a 2 de Julho de 1826 ; Alferes do exercito em 
commissão na província de Moçambique, que m. a 7 de Julho de 1857. — Sem geração 
do 2.° matrimonio. 

zb^HjHios ido i.» ts/i a i-iRTivroiNno 

Datid ÂDGnsTO BoRGKs DB MoBABs G Castro.^ — Nasc. a 6 de Março de 1838, e casca a 6 
de Outubro de 1860 com D. Silvina da Gloria Pinto da Fonseca Rangel, filha de José 



Por Decreto de 17 de Agosto de 1882, foi lhe coacedidA « aobreTivracift de penaio vitalici* de i56^000. 



166 FAMÍLIAS TITULARES NEV 

Pinlo Ribeiro de Carvalho, e de sua mulher D. Maria Guilhermina Pinto da Fonseca 
Rangel. 

FILHO ÚNICO 

Arnaldo Augusto. 

PAES I>A BAROIVEZA 

António Manuel Borges da Silva, nasc. a 17 de Julho de 1773; foi Desembargador 
da Relação; m. a 29 de Julho de 1820, tendo casado em 19 de Setembro de 1800, com 
D. Felisberta Henriqueta Borges de Moraes Alvim e Castro, que nasc. a 6 d'Agosto de 
1770, e m. a 15 d' Agosto de 1843. 

AVOS MIATJERNOS 

Luiz d*Almeida de Moraes, negociante na cidade do Porto, casado com D. Brites 
Maria Felizarda de Castro, filha de Luiz de Miranda de Castro, Administrador dos tabacos, 
e de sua mulher D. Marianna de Alvim. 

l." Manuel Mendes de Moraes e Castro. — Herdeiro de uma boa fortuna de seus pães e 
avóSj negociante da Praça do Porto ; Commendador da Ordem da Conceição ; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real ; Fidalgo de Cota d'Armas pelo Brazão de Armas que obteve 
a 28 de Março de 1800, cl." Barão de Nevogilde em 1836. Foi este que mandou 
edificar o Palácio denominado dos Carrancas, no Porto, hoje pertencente á Casa Real por 
compra que d'elle fez EI-Rei o Sr. D. Pedro v. Foi n'este mesmo Palácio que em 1832, 
se hospedou o Sr. D. Pedro iv. Regente em nome da Rainha a Sr.* D. Maria ii, 
depois do desembarque no Mindello, etc. 
O Barão de Nevogilde, m. solteiro. — Sem geração. 

2." Henrique José Mendes de Moraes e Castro.— Commendador da Ordem da Conceição ; 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, e 2." Barão de Nevogilde. Viveu sempre com seu 
irmão, acima, prestando conjunctamente, ambos, os serviços enunciados. M. solteiro. — 
Sem geração. 

3.0 D. Felisberta Henriqueta Borges de Moraes Alvim e Castro. — Mulher do Desembarga* 
dor António Manuel Borges da Silva. 

FILHA 

D. Carlota Rita Borges de Moraes e Castro. — Herdeira de seu tio, o 2.« 
Barão de Nevogilde, e como lal foi 3.» Baroneza do mesmo titulo. 
(K. acima) . 

4." D. Mathildb Dklpbina de Moraes e Castro. — Nasc. a 5 de Setembro de 1772, e casou 
a 15 de Março de 1800, com o Barão de Perafila. (K. Perafita). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barío — Decreto de 10 de Oatnbre de 1836. 

Rbnotado na 3.» vida — Decreto de 10 de Novembro de 1862. 

Brazão d' Armas. — Escado partido em pala ; na primeira as armas dos Moraes, 
e na segunda as dos Castros. 

BRAZÃO concedido por Alvará de 28 de Março de 1800. 



NIZ 



E GRANDES DE PORTMGAL 



167 




NIVERT (Visconde de). — Albert Niverl, 1." Visconde de Nivert, cidadão fraocez. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 15 de Desembro de 1881. 




NIZA (Marquez de). — Dom Domingos Francisco Xavier Telles da Gama Castro Noro- 
iha Athayde Silveira e Sousa, 9 ° Marquez de Niza ; 13.° Conde da Vidigueira ; 9.° Conde 
le Unhão; 13.° Almirante do mar da índia; 13." Sr. da Vidigueira; 17." de Unhão; 
Llcaidemór de Niza ; Par do Reino ; addido honorário á Legação de Pariz, e Commen- 
lador de Chrislo. Nasc. a 17 de Janeiro de 1817, em. em 11 de Agosto de 1873, tendo 
casado a 3 de Março de 1835, com D. Maria Constança de Saldanha da Gama, que nasc. 
a 17 de Junho de 1818, fllha dos 7.°* Condes da Ponte. 

1.° Dom Thomaz Telles da Gama. — Conde da Vidigueira. (F. Vidigueira). 

2.° Dom Manuel Telles da Gama. — Casado. 

3.° Dom Vasco Telles da Gama. — Já faUecido. 

5.° D. Eugenia Telles da Gama.— Dama affectiva de Soa Magestade a Rainha. 

5." D. Maria Telles da Gama. 



168 famílias titulares NOG 

8X2TJS PAES 

Dom Thomaz Xavier Telles da Gama, 8." Marquez de Niza ; 12.* Conde da Vidi- 
gueira; Commendador da Ordem de Chrislo; Tenente de Cavallaria: nasc. a 4 de Novem- 
bro de 1796^ e m. em Roma a 13 de Agosto de 1820, tendo casado a 4 de Outubro de 
1815, com D. Thomazia Francisca de Mello Breyner, que nasc. a 25 d' Agosto de 1795, 
filha de Pedro de Mello Breyner, e de sua mulher D. Anna Rufina Soares de Mello. 
(Y. Mello) 

Dou Domingos Francisco Xavier Telles da Gaua Castro Noronha Athaide Silveira e 
Sousa. — O." Marquez de Niza. (V. aeima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Marquez de Niza — Eai 18 d'Oatubro de 1646. 
Conde da Vidigueira — Em 5 de Junho de 1523. 
Conde d'UnhIo — Etn 7 de Junho de 1630. 
Almirante do Mar da Índia — Em 10 de Janeiro de 1502. 
Senhor da Vidigueira — Em 17 de Dezembro de 1519. 
Senhor de UnhXo — Em 26 de Junho de 1394. 
Morgado do Boquilobo — Em 4 de Junho de 1436. 
Morgado de Santo Eutropio — Em 31 d'Agosto de 1308. 
Morgado da Foz — Em 27 de Julho de 1526. 

Brazâo cl'A.raiais.-- Escndo com as armas dos Gamas. 




NOGUEIRAS (Viscondessa de). — D. Maria da Graça Pereira Coutinho de Villar de 
Perdizes, 2." Viscondessa de Nogueiras. 



VIUVA DE 



Jacintho Augusto de SanfAnna e Vasconcellos, 2.** Visconde de Nogueiras ; Commen- 
dador da Ordem da Conceição ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Deputado da Nação em 
varias legislaturas; Cônsul Geral portuguez na Republica do Peru, e Ministro de Portugal 
nos Estados-Unidos. Casou em 1858, e m. em 1888. 



!.• JAaNTHO. 

2.0 Alexandre. 
3." António. 
4.» D. Maria. 

SEUS FikES 



Jacintho de SanfAnna e Vasconcellos, 1.** Visconde de Nogueiras. Nasc. a 10 de 
Abril de 1801, em. a 12 de Março de 1870, tendo casado a 5 de Novembro de 1823 



NOR 



E GRANDES DE PORTUGAL 



169 



com D. Malliikle ízabel de SanfAnna e Vasconcellos Moniz de Beltencourt, que nasc. a 
12 de Março de 1806, íilba de José Joaquim de Vasconcellos, Capitão de Milicias \ Caval- 
leiro de Chrislo e Inspector d'Alfandega na Ilha da Madeira, já fallecido. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 16 de Janeiro de 1867. 
Renovado — Decreto de 22 de Julho de 1873. 




NORONHA (Visconde de). — Pedro Homem da Costa Noronha Ponce de Leão, 
1." Visconde e 1." Barão de Noronha. Nasc. em Angra a 13 de Março de 1806, e suecedeu a 
seu pae em 1824, pelo que foi 12.° Sr. do Morgado de Villa Nova, na Villa da Praia ; do 
Conselho de Sua Magestade; Commendador da Ordem de Christo; Coronel das extinctas 
Milicias d'Angra do Heroísmo ; Membro do Governo Provisório em nome da Sr." D. Maria ii 
na Ilha Terceira em 1828; Deputado ás Cortes de 183í até 18í0, etc. M. em 30 de Agosto 
de 1870, tendo casado a 3 de Outubro de 1826 com D. Maria Theotonia Augusta de 
Ornellas, sua prima, que nasc. a 10 de Janeiro de 1803, filha de André Eloy Homem da 
Costa Noronha Ponce de Leão, Fidalgo Cavalleiro, e de sua mulher D. Rita Pulcheria 
de Ornellas Paim da Camará, S." do Morgado de Santa Luzia na Ilha Terceira, sendo 
estes, pães do 1.» Visconde de Burges. (Y. Villa da Praia da Vicloria). 



1.0 Mancel HoitEM DA CosTA E NoRoxHA.— Nasc. a 13 de Janeiro de 1828; foi Depatado 

da Naçio desde 1865 a 1868. 
2.0 D. Maria da Gloria.— Nasc. a 23 de Noveoabro de 1829. 



ii 



no 



famílias titulares 



NOS 



SBUS PAES 

Manuel Homem da Cosia e Noronha Ponce de Leão. Nasc. em 178í; li.** Sr. do 
Morgado de Villa Nova, na comarca da Villa da Praia da Vicloria da Ilha Terceira; Fidalgo 
da Casa Ueal ; Coronel do Regimento de Milícias de Angra : succedeu á casa de seu pae, 
e m. em 1824, lendo casado em 1804 cora D. Úrsula Cândida do Canlo e Caslro, filha de 
José do Canto de Caslro Pacheco, 9." Sr. do Morgado dos Cantos na Ilha Terceira, e de 
sua mulher D. Benedicla Josepha do Canlo, sua 1.* mulher. 

i." Pedro IIohgu da Costa Noronha Ponce de Leão.— 1." Visconde e l." BarXo de Noro- 
nha. (V. acima). 

2." Mandei. IIomeh. — Nasc. a 2 de Janeiro de i807 : foi Tenente Coronel de Milícias de 
Angra. M. a 22 de Setembro de 1832, combatendo a favor da caasa da Rainha a 
Sr.o D. Maria u. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 26 de Dezembro de 1866. 

Barão — Decreto de 8 de Dezembro de 1832. 

MoiiGADO DE Villa Nova — Em 4 de Fevereiro de 1527. 

Srazão â'Arnias.— Escudo partido em pala com as armas do appelido «Homem.» 

Residência — Palácio na rua do Gallo, na cidade d'Angra, Ilha Terceira. 




NOSSA SENHORA DA LUZ (Visconde de).— Joaquim António Vellez Barreiros, 1." 
Visconde, e 1.° Barão de Nossa Senhora da Luz. Nasc. a 23 de Novembro de 1802; Gene- 
ral de Divisão; Par do Reino em 1853; Ministro de Estado honorário; Commendador das 
Ordens da Conceição, e da Torre e Espada; Gran Cruz da de Santo Estanislau, da 
Rússia ; Gran Cruz da de Carlos ni ; Commendador da Militar de S. Fernando, na Iles- 
panha; Grande Oflicial da Legião de Honra, em França; Condecorado com a Medalha 



NOS E GRAiNDES DE PORTUGAL 171 

hespanhola de Mendigorria, e com a Medalha n.° 9 das Campanhas da Liberdade, M. a 
1 de Oulubro de 1865, tendo casado em 30 de Agoslo de 1837 com D. Uoza Monlufar. 
Infante, que nasc a 30 d'Agoslo de 1819, tilha dos Marquezes de Selva Alegre, em Ues- 
panha, ele. 

Eduardo Mo.ntcfar Barreiros. — Nasc. a 22 de Janeiro de 1839 ; Bacharel formado em Direito 
pela Universidade de Coimbra; Par do Reino por successão ; Gavalleíro da Ordem de 
Izabel a Catholica, e Cavaiieiro da de Carlos iii de Hespanha ; Cayalleiro da Legião de 
Honra, de França, e da de Leopoldo da Bélgica, ele. 

CREAÇÃO DO TITULO 

ViscONUE — Decreto de 16 de Junho de 1834. 
Barão — Decreto de 23 de Janeiro de 1847. 

Brazão d'A.t-inat$.— Escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Vellezes ou 
Avilezes ; e na segunda as dos Bairros ou Barreiros. 




NOSSA SENHORA DAS MERCÊS (Visconde de).— Cândido Pacheco de Mello Mene- 
zes Foijaz de Lacerda, 1." Visconde, em duas vidas, e 1." Barão de Nossa Senhora das 
Mercês. Nasc. a 22 de Junho de 1837 ; Fidalgo Cavaiieiro da Casa Real ; Administrador 
do Morgado de Nossa Senhora das Mercês, na Ilha Terceira : casou era 1862 cora D. Maria 
de Sampaio Darl, que nasc. a 21 de Outubro de 18í3, lilha de George Philipps Darl, 
súbdito britânico, Commendador da Ordem de Christo, e de sua mulher D. Francisca de 
Beller Sampaio. 

FTT.TTOS 

1." Cândido. — Nasc. a 5 de Março de 1863. 
2.0 João.— Nasc. a 1 de Junho de 1864. 
3.» Jorge,— Nasc. a 13 d*Agosto de 1869. 

SEUS PAES 

João Pereira Forjaz Sarmento de Lacerda, Fidalgo da Casa Real: m. a 11 d'Abril de 
1867, lendo casado com D. Maria José Pacheco de Mello e Menezes, Administradora do 
Morgado, referido, de Nossa Senhora das Mercês, a qual falleceu a 3 de Setembro 
de 18Í6. 

1.0 Cândido. — l." Visconde e 1." Barão de Nossa Senhora das Mercê». (F. acima). 

2.0 D. Maria Igxacia.— Nasc. a 17 de Junho de 1836, e casou em 1860 com o Conde da 

Villa da Praia da Victoria. (V. Villa da Praia da Victoria). 
3." Nono. — M. em Dezembro de 1877. 
4.0 João.— Nasc. a 16 d'Abril de 1840. 



172 



famílias títulauks 



NOS. 



CREAÇÃO DO TITULO 



■ VucoNDK — Decreto de 21 d'Agosto do 1870. 
Barão — Decreto de Si de Junho de 1874. 

RBSiDBwaA — Angra do Heroísmo — Rua de Jesus. 




NOSSA SENHORA DA OLIVEIRA (Barão de).— Manuel Ignacio da Silveira, 1.° 
Barão de Nossa Senhora da Oliveira, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real. Nasc. em Ponla 
Delgada a 16 de Janeiro de 1801, e m. na mesma cidade a 2 de de Março de 1881, lendo 
casado em Londres a 20 de Julho de 1837 cora D. Maria Izabel Gago da Camará, que 
Dasc. a 3 de Julho de 1809, filha de Gil Gago da Camará, que nasc. a 26 d'Agoslo de 1771, 
e m. a 11 de Janeiro de 1844, e de sua mulher D. Branca Guilhermina de Medeiros do 
Canlo. — Sem geração legitima d'este mairimonio. (V. pag. 660 do 1 .° voL). 

José Ignacio da Silveira. — Residente no Brazil, natural de Ponta Delgada, e ahifjudicial- 
menle reconhecido como filho natural do Barão de Nossa Senhora da Oliveira. 



SEUS PAES 

Jacinlho Ignacio da Silveira, Cavalleiro Professo na Ordem de Chrislo ; negociante na 
Praça da cidade de Ponla Delgada. Nasc. a 9 de Selembro de 1761, e m. a 5 d'Abril de 
1830, havendo casado a 10 de Selembro de 1780 com D. Jacinlha Rosa de Medeiros 
Miranda Araújo, que nasc. a 21 d'Oulubro de 1760, em. a 5 de Dezembro de 1823, filha 
de António de Miranda de Araújo, e de sua mulher D. Francisca Xavier de Medeiros. 

2.« o l.» Barão de Fonte Bella. {V. Fonte Bêlla). 
7,0 O 1.0 Barão de Nossa Senhora da Oliveira. 
(V. acima, e pay. 598 do l.° vcl.). 



NOS 



E GRANDES DE PORTUGAL 



173 



CREAÇÂO DO TITULO 

Bahío — Decreto de 2 de Agosto de 1870. 

Bi*azã.o cl'A.riiias.— Escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Mirandas, 
e na segunda as dos Silveiras. 




NOSSi SENHORA DA SAÚDE (Barão de).— José Maria da Gamara Coulinho Car- 
reira de Caslro, 1.° Barão de Nossa 'Senhora da Saúde. Nasc. a 11 de Junho de 1818; 
Fidalgo Cavaileiro da Casa Real, e Sr. do Morgado de Nossa Senhora da Saúde, na ilha 
de S. Miguel. Casou em 23 de Fevereiro de 1836 com D. Maria Henriqueta Pereira 
Machado Hasse, que nasc. a 22 de Maio de 1821, filha de Francisco Pereira Hasse, e de 
sua mulher D. Luiza Francisca da Silveira. 

FTT.TTQ TJlNriCO 

José Maria da Gamara Coutinho Carbeiba de Castro. — Nasc. a 15 de Outubro de 1838, e foi 
baptisado na egreja matriz de Ponta Delgada ; casou n'esla cidade a 16 de SJarço de 
186& com D. Maria Izabei d'Amorim, que nasc. na freguezia de S. José da mesma 
cidade a 28 de Fevereiro de 1841, filha de António Lopes Soeiro d'Amorim, e de 
sua maiher D. Maria Izabei Rebeile Borges. 

FILHOS 

1.0 José— Nasc. a 31 de Dezembro de 1864. 
2." Abthur. — Nasc. a 1 de Maio de 1867. 
3 o D. Etelvina. — Fallecida. 
4.0 D. Maria.— Nasc. a 3 de Julho de 1871. 

SEUS PiVES 



Francisco Manuel da Camará Coulinho Carreira de Caslro, casado com D. Maria 
Úrsula do Rego da Gamara Bolelho. 



174 



famílias titulaues 



NOS 



FILHOS 

l.° José Maria.— !.<> Barão de Nossa Senhora da Saúde. (V. acima). 
2.° FftEUERico DA Camará. " 

3.« D. Maria Carlota. 
4.0 D. Margarida Augusta. 
5.0 D. Anna Elvira. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Babão — Deere" o do iá de Setembro de 1866. 

Kraseuo d'Ariiius.— Escudo esquartéllado ; no primeiro quartel as armas dos Car- 
reiras ; no segando as dos Castros ; no terceiroasdosCamaras, e no quarto as dos Coutinhos. 

Residência — Casa de Nossa Senhora da Saúde, em Ponta Delijada. 




NOSSA SENHORA DA VICTOUIA DA BATALHA (Baro.neza de).— D. Guilhermina 
Henriqueta Peixolo de Almeida, lilha de António Peixoto de Almeida, Bacharel formado 
em Medicina pela Universidade de Coimbra, c de sua mulher D. Josepha Emília Peixolo 
Pessoa, que nasc. a 29 de Septembro de 1815. 



VIUVA. DE 

Sebastião Francisco Severo Leão Drago Valente de Brito Pinheiro da Ponte Correia 
Green Cabreira, que nasc. a 4 de Outubro de 1809. Foi 1.° Barão de Nossa Senhora da 
Yicloria da Batalha ; do Conselho da Rainha D. Maria ii; Brigadeiro do Exercito; Gover- 
nador das Praças de Abrantes, e da Torre de S. Julião da Barra; Deputado da Nação na 
Legislatura de 18al ; Coramcndador das Ordens da Torre Espada do Valor, Lealdade e 
Mérito, de S. Bento de Aviz, e de Izabel a Calholica de Hespanha ; Cavalleiro de S. Fer- 
nando de 1." classe, c da Ordem de Christo. Assentou praça a 4 de Outubro de 1820, 
sendo n'esse mesmo anno, pela forma prestante e valorosa como se houve nos combates 
de Amarante e Santa Barbara, promovido a Alferes, em cujo posto não desmentiu as tra- 
dições gloriosas de seus antepassados. Mais tarde, tendo vingado o movimento absolutista 
e depois de ter emigrado para a Galiza, partiu para os Açores, cujo commando geral fora 
confiado a seu lio o Tenente General Barão de Faro, que empenhava lodos os esforços 
para que a Senhora D. Maria da Gloria subisse ao Ihrono porluguez. 



NOS E GRANDES DE PORTUGAL 17o 

N'esla siluação, Sebastião Cabreira, alisloii-se no Balalhão de OíTiciaes e tomou parle 
activa na memorável acção da Yilla da Praia da Vicloria. As patentes de Tenente e Capi- 
tão foram-lhe concedidas a Iróco de muitos serviços, que obrou em prol da sua causa nas 
celebres batalhas da Ladeira da Vellia, Ponte Ferreira e outras. No dia 16 de Setembro 
de 1832, tomou á baioneta a bateria do Covello, sendo ferido n'essa peleja, o que não 
obstou a que, nos dias subsequentes, entrasse em todos os fogos, embora os mais vivos. 
Em 1833 ganhou novos louros no Reducto das Antas do Pinhal, repellindo pouco depois 
energicamente o Batalhão de Realistas de Lamego que, com um valor másculo, carregou 
sobre as forças que comraandava. Depois da Convenção de Évora Monte, altingiu a gra- 
duação de Major, sendo-lhe dadas diversas commissões de responsabilidade, entre ellas o 
comraando de uma columna movei, encarregada de combater as guerrilhas de Montijo que 
faziam parle das forças de D. Carlos de Hespanha. 

Como Tenente Coronel foi incumbido de marchar com o Batalhão de Caçadores 5 
para os Açores na qualidade de Commandante das forças de desembarque. Foi na volta ao 
continente que tomou assento na Camará dos Deputados, representando o circulo de Ponta 
Delgada. Quando recebeu a patente de Coronel conservou-se no mencionado Batalhão de 
Caçadores 5 e com elle tomou uma parte brilhante em lodos os movimentos militares que 
se seguiram. Logo que obteve o Generalato, coramandou a 2." Brigada do Exercito Rege- 
nerador, e mais tarde a 2." Divisão Militar, cargo que regeitou pouco depois. Casou a 
10 de Janeiro de 1842, cora a supra citada D. Guilhermina Henriqueta Peixolo de Almeida, 
actual Baroneza do mesmo titulo : m. em Paris em 12 de Novembro de 1868, — Sem geração. 

SEUS PAES 

Sebastião Drago Valente de Brtlft Cabreira, que nasc. em Faro a 6 de Janeiro de 
1763; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, em successão a seus maiores; Bacharel formado 
em Malheraalica pela Universidade de Coimbra ; um dos heroes que era 1820 eraancipou 
a Pátria da tutela estrangeira ; General de Brigada da Arma de Artilheria ; Governador 
das Armas do Algarve e depois das dos Açores; Coraraendador das Ordens de Torre 
Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, e de S. Bento de Aviz; agraciado pelo Sr. D. Pedro iv 
com o titulo de Visconde da Guarda, o qual não chegou a vir na folha oíBcial, por ter 
aquelle monarcha sabido do fallecimenlo do bravo militar, que se realisou no dia 2 de 
limbo de 1833 na cidade do Porto, que era agora o seu sepulchro, depois de ler sido o 
Iheatro de suas nobres façanhas. Fora casado com D. Maria Alves Pinheiro Correia de 
Lacerda Green, valorosa senhora que na revolta iniciada em Faro contra os inglezes, se 
tornou notável animando os populares, aos quaes distribuiu armas e munições. Por este 
fado foi agraciada com uma lença de 200^000 réis. 

l." Sebastião Francisco. — 1.° Barão de Nossa Senhora da Vicloria da Batalha. (V. acima). 
2.° D. Maria dos Remédios. — Casada em primeiras nnpcias com o Capitão de Cavallaria, 

João Anselmo de Vasconcellos. — Com geração. E em segnnlas nnpcias, com seu primo 

co-irmão, o 4." Visconde de Faro. — Sem geração. 

SEUS AVÓS 

José Cabreira de Brito e Alvellos Drago Valente de Faria Pereira, Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Real, 2.° filho dos progenitores da Casa dos Cabreiras do Algarve; Sargento- 
niór da Comarca de Faro. Casou na mesma provincia com D. Izabel das Urdes Baretto, 




no famílias titulares nos 

filha íle Diiaiic Barello, Doulor em Medicina pela Universidade de Coimbra, c Medico 
honorário da Casa Real, e de D. Maria Thcreza Urdes, liilia do Tenenle Coronel inglez 
do mesmo appellido. 

I.* Severo Leío.— Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Major de Arlilheria, Condecorado com 

a Medalha da Guerra Peninsular. — Com geração. (V. Visconde de Faro a pag. 550). 
2." Ddahte Cabueiha. — Bacharel formado era Malhemathica ; Coronel do Regimento de 

Loanda. — Sem geração. 
a." Belchior Drago.— Cavalleiro da Ordem de Cbrislo ; Major da Praça de Villa Real de 

Santo António. — Sem geração. 
4." D. Maria Amália. — Sem geração. 
5.» Diocleciano Leão. — i." Barão de Faro, Tenente General do Exercito. — Sem geração. 

(V. Barão de Faro a pag. 531). 
6.° D. LiBANiA Barbosa. — Sem geração. 
7." Sebastião Drago Valente. — (7. acima). 
E outros que m. na infância. 

Belchior Drago Valente de Faria, 2." de nome, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; 
Progenitor dos Cabreiras no Algarve; Juiz da Alfandega de Villa Real de Santo António; 
proprietário abastado em Castro Marim. Casou na mesma villa com D. Maria Thereza de 
Brito e Alvellos da Ponte Cabreira, que nasc. na mencionada localidade a 8 de Março de 1711, 
Sr." do Morgado da Corte, filha de João da Ponte Cabreira, 2.° de nome, Fidalgo das 
illustres farailias d'esles appellidos, e de D. Francisca de Brito e Alvellos, filha de Bel- 
chior de Alvellos e Brito, Fidalgo muito conhecido por sua nobreza e valentia. 

1." Joio DA PoNTB Cabreira. — S." de nome, Fidalgo herdeiro dos Morgados de seus pães, 
i.» Chefe e representante da Casa dos Cabreiras do Algarve. A primogenitora d'esta 
família, foi depois successivamente representada, pelos seguintes : 

FILHOS 

1." Joio DA GcAROA Cabreira. — Sr dos Morgados da Corte e Patarinho, este 
herdado de sua mãe D. Maria Joanna da Guarda ; Fidalgo da Casa 
d'EI-Rei D, João vi ; do seu Real Estado Maior ; Tenenle Coronel do 
Regimento de Milícias de Tavira ; Governador do Forte de S. João 
Baptista das Maias ; Juiz da Alfandega de Villa Real de Santo António ; 
militar distincto em todas as guerras do seu tempo. 

2.' TuoMAz António da Guarda Cabreira. — 1.» de nome, herdeiro dos Mor- 
gados de sua Casa ; Marechal de Campo do Exercito porluguez ; OlH- 
cial muito distincto que obrou prodígios de valor no decurso das guer- 
ras a que assistiu. 

3.* Thouaz António da Guarda Cabreira. — 2." de nome. General de Brigada 
pertencente á Arma de Infanteria ; Sr. do Morgado do Patarinho ; Caval- 
leiro da Ordem Militar de S. Bento de Aviz ; Condecorado com as Meda- 
lhas de prata de Valor Militar c Comportamento exemplar. 

4." Thomaz António da Guarda Cabreira. — 3.» de nomo, nasc. em Tavira a 
23 de Janeiro de i865. Actual Representante da Casa dos Cabreiras do 
Algarve, Alferes de Infanteria e alumno das Secções de Philosophia e 
Mathematica da Escola Polytechnica de Lisboa. 

2.0 José Cabreira. — (V. acima). 

3." Gil Vaz Curvo. — Com geração. 

4." José António de Brito e Alvelos. — Com geração, 

S." António de Mendonça de Brito Cabreira — Major do Exercito. — Com geração. 

E outroê que falleceram toUeiros tem fillwt. 



NOV E GRANDES DE PORTUGAL 177 

TERCEIROS A.VOS 

Belchior Drago Valente de Faria Pereira, 1." de norae, Fidalgo Gavalleiro da Casa 
Real; Gavalleiro da Ordem de Ghristo; Gapitão de Gavallaria, que prestou valiosos servi- 
ços nas Campanhas da Acclamação; proprietário abastado em Castro Marim. Casou na 
mesma povoação com D. Barbara Mestre Gomes, Olha do Capitão Thomaz Gomes Crespo 
da Costa, natural de Cacelia, e de sua mulher D. Constança Dias, natural da aldeia de 
Almedina do Ouro, da referida provincia. 

1.* Belchior Drago. — li." de nome. {V. acima). 

2.« Sebastião Drago. — Capitão de Infanteria da comarca de Castro Marim, onde fez impor- 
tantes serviços. — Com geração. 
3.0 Valentui Drago. — Com gtraçào. 
4.« João Gokrbeiro Drago. — Com geração. 
6." D. Brites Drago. — Com geração. 

OUARTOS AVOS 

Luiz de Faria Pereira, 2.° de nome, Fidalgo Gavalleiro da Casa Real, residente em 
Arroios. Casou no Algarve com D. Calharina Drago Valente, Administradora dos 
Morgados da Ksparragosa e da Torre, filha de Belchior Drago Valente, Moço da Gamara 
d'El-Rei, Sr. d'aquelles Morgados e Capilão-mór de Cacelia, e de sua mulher D. Ignez 
Gomes, da illuslre familia de Fernão Gomes, Fidalgo do tempo d'EI-Rei D. Affonso v. 

I.* Belchior Drago. — l." de nome. (V. aeima). 
E oulroi guí falUceram sem geração. 

QTTINXOS AVÓS 

Luiz de Faria Pereira, 1." de nome, natural de Arroios, Fidalgo Gavalleiro da Casa 
Real, varão muito dislinclo do seu tempo. Casou com D. Anna Carvalhosa, da familia cujo 
solar é a Quinta da Carvalhosa, no concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega, e conhecida 
desde os annos de 1273 pela nobreza e serviços de seus possuidores. 

FTTiTTOS 

1.** Loiz DE Faria Pebeira. — 2." de nome. 
i." Jerontmo de Faru. — Com geração. 

CREAÇAO DO TITULO 
Barão — Em 2 de Janho de 1851. 

Brazâo d' Armas.— Escado esqaartellado ; no primeiro quartel as armas dos Farias; 
no segundo as dos Alvellos ; no terceiro as dos Dragos, e no quarto as dos Cabreiras. 

N. B. N'esta descripcão genealógica, fícam emendados algans erros, principalmente os de datas, que 
passaram desapercebidos a pag. 549 e segaintes, no titulo de Visconde ne Faro. 




NOVA CINTRA (Barío de). — José Joaquim Leite Guimarães, !.• Barão de Nova 
Cintra. Nasc. na freguezia de S. João de Fontella, que fica próxima da Cidade de Gui- 
marães, a 18 de Julho de 1808 ; foi nego.ciante no Brazil, e capitafisla na cidade do Porto, 

23 



178 



FAMÍLIAS TITUÍARES 



NOV 



para onde foi residir depois do seu regresso à pátria. Fundou, e dolou n'esla ullima cidado, 
um Asylo para abrigar indigentes, instituição a que com nimio esmero dedicou o ullimo 
quartel da sua vida. Por serviços tão meritoric;5, quiz El-Rei o Sr. D. Luiz, na sua visila 
ao Porto, galardual-o em 11 de Dezembro do 1866, com o titulo de Visconde, mas o 
humanitário e philantropo Barão de Nova Cintra, renunciou desde logo essa graça. M. na 
cidade do Porto a 3 de Julho de 1870. 

Foi casado duas vezes, a primeira em 1840, com D. Marianna de Casal Ramos, 
natural de Porto-Alegre (no Brazil), a qual m. em 184Ii, sem geração, filha de Raphael 
José do Casal, e de sua mulher D. Maria Ramos; e a segunda vez em 1846 com D. Albina 
Augusta d'Araujo, que nasc. em Vianna do Castello, a 5 de Fevereiro de 1819, e ra. no 
Porto a 7 de Agosto de 1884, filha de Francisco Domingos de Araújo, já fallecido, e de 
sua mulher, D. Izabel Joaquina de Moura, lambem fallecida. 

D'este ultimo matrimonio também não liouve successão. 

SEUS PA.ES E A-VOS 

(V. Barão da Gloria, pag. 27 d' este vvL). 

CREAÇÂO DO TITULO 
BarXo — Decreto de 8 de Março de 1863. 




NOVA-GOA (Conde de). — Dom Luiz Caetano de Castro Almeida Pimentel de Sequeira 
de Abreu, 1.° Conde de Nova Goa. Nasc. a 25 de Outubro de 1840; Moço Fidalgo com 
exercício ; Cavalleiro de Malta ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coim- 
bra ; opulento proprietário por ser o possuidor dos seguintes vínculos : 



NOV E GRANDES DE PORTUGAL 179 

1." Denominado dos Pimenleis insliluido por Eslevainha Gonçalves Pereira, e seu 
marido Dom João Rodrigues Pimentel no anno de 1375. 

2/ Instituído em Moura, por Nuno Fernandes de Sequeira, no anno de 1436, filho de 
Dom Fernão Rodrigues de Sequeira, que foi o successor do iMeslrado d'Aviz a EI-Rei 
D. João I. 

3.° Instituido por João das Leis no anno de 1421. 

4.* Instituido por António de Abreu de Sousa, no anno de 1591, padroeiro do Con- 
vento de Santa Cita (no concelho de Tlioniar), onde tem sepultura no altar-mór. 

5." Instituido por D. Izabel dê Go3s, filha de Henrique de Menezes, no anno de 1584. 

6." Instituído por Caetano de Mello e Castro, qu»; foi Vice-Rei da índia, e Sr. de 
Monserrate (hoje propriedade do acluí-l Visconde de Monserrale), que lhe foi subrogado 
em 1856, por inscripções da dívida p:iblica, durante a menoridade do actual Conde de 
Nova Goa. Este vinculo foi instituido eia 17U'. 

Alem d'esles vínculos é possuidor de varias Capellus, sendo as mais importantes a 
instituída por D. Calharina Dias Ravasco, na villa de Moura no anno de 1584, e outra por 
Rallhazar da Silva e D. Violante de Castro, cm Bucellas no anuo de 1543. 

Casou o Conde de Nova Goa em 1864, com D. Virgínia Folque, que nasc. a 12 de 
Julho de 1839, e falleceu em 1875, filha de Filíppe Folque, Par do Reino em 1863 ; Gene- 
ral de Divisão ; Gran Cruz da Ordem de S. Tiiiago ; Comraendador da Conceição ; Com- 
mendador d'Aviz ; Dígnatario da Ord( m da Rosa no Brazil ; Ccmmendador da de Leo- 
poldo da Bélgica ; Commendador de S. Maurício e S. Lazan» de Itália ; Commendador da 
coroa de Carvalho e da do Leão, dos Paízes Baixos ; Commendador da Legião de Honra 
de França ; Commendador da de S. Jorge, das Duas Secilias ; Commendador da de Ernes- 
tina, da Saxonia ; Doutor na faculdade de Mathematica, ele, ele, etc; e de sua mulher 
D. Maria Luiza Possolo Pícaluga. 

!.*> Dom Filippb. — Nasc. a 3 de Ferereiro de 1868, e in. r. 2 de Janbo de 1868. 
2.0 Dom Laiz.— Nasc. a 7 de Joiho de 1868. 

SEUS P.kES 

Dom José Maria de Castro e Almeida do Sequeira e Abreu ; Moço Fidalgo com 
exercício, filho de Dora Francisco Xavier de Caslro, que m. a 23 de Maio de 1851, e de 
D. Veridianna Constança Leite de Sousa e Noronha, que m. a 5 de Junho de 1859. 

df^:i,h:o3 

1.^ Dom Luiz. — Conde de Nora Gou (7. aCéma). 

2.° D. AffXA RiTTA. — Nasc. a 23 dOalabro le 1341, e casou a li d'Agosto de 1866, com 

Alfredo de Freilas Leal Moniz de 4ie ii xes. Moço Fidi^go, residente na Ilha da Madeira. 
3." Dom Francisco Xatier. — Nasc. a 15 f'e Norembro -le 1842: casado com D. Maria 

Antónia de Betton Coerrt PeUana, reoidente na liba da Madeira. 
4." Dom José Maria. — Nasc. a 17 di Jnnl.o de 1845 ; casiio com D. Izabel Maria Folque: 

residente em Lisboa. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Coroe — Decreto de 7 de Junho de 1864. 

Brazào <i'Armas.— Escudo partido em paia; na primdira as armas dos Castros de 
Monsanto; e na segunda as dos Almeidas. 



m 



famílias titulares 



OEI 




ÓBIDOS (Conde de). — Acha-se encorporado na casa dos Condes de Sabugal. (V. 
Sabugal). 




ODEiMIRA (Conde de). — Titulo exlincto. — Dom Francisco de Faro e Noronha, 7." 
e ultimo Conde de Odemira, varão recomraendavel á posteridade, pelas suas virtudes e 
relevantes serviços á pátria. M. a .15 de Março de 1661, havendo casado com D. Marianna 
da Silveira, que m. a 11 de Outubro de 1648, e foi sepultada na egreja da Trindade em 
Lisboa. 

A Historia dos ascendentes d'esta familia, encontra-se, assas desenvolvida, a pag. 
681 do Tom. IX da Historia Genealógica da Casa Real Portugueza. 

CREAÇÃO DO TITULO 
CoNDR — Carta de El-Bei D. Affonso T, passada em Évora a 9 d'Oatubro de 1446. (Mitt. L. 3, /I. i39, v.). 




OEIRAS (Condessa de). — D. Francisca Pereira da Silva de Sousa e Menezes, 7." Con- 
dessa d'Oeiras, filha dos 2." Condes de Breliandos. Nasc. a 2 de Janeiro de 1853, e casou 
a 2 de Maio de 1870. 

VIUVA r>E 

Sebastião José de Carvalho Mello Daun e Albuquerque, 7." Conde de Oeiras de juro 
e herdade, titulo privativo dos primogénitos do Marquez de Pombal, que nasc. a 7 de 
Janeiro de 1849, e m. 10 de Março de 1874. — Sem geração. 



OLE E GRANDES DE PORTUGAL 181 



SE:US FAJEIS 



Manoel José de Carvalho Mello Daun Albuquerque e Lorena, 5.* Marquez de Pom- 
bal, ele, e da Marqueza D. Margarida Manoel de Noronha, 3/ filha dos 10." Condes 
d'Atalaya. fallecida a 16 de Dezembro de 1859. (V. Pombal). 

CREAÇÀO DO TITULO 

CoNDB — Decreto de 15 de Junho de 1759. 

Renovado no 7.* Conde — Em 31 de Janeiro de 1854. 

Braseâo d*A.nna8.— O da Casa de Pombal. 




OLEIROS (Visconde de). — Francisco Rebello de Albuquerque Mesquita e Caslro, 
2." Visconde de Oleiros. Nasc. a 27 de Novembro de 181o : Bacharel formado em Direito 
pela Universidade de Coimbra ; Commendador da Ordem da Conceição ; ex-Governador 
Civil em vários Dislrictos Administrativos, etc. Casou em Lisboa a U de Julho de 1836, 
com D. Antónia Maria de Paiva e Albuquerque, 4." filha de Francisco José de Paiva, 
Commendador da Ordem de Christo, e de sua mulher D. Ignacia Vicencia de Paiva. 
Residentes em Macao. 

FTTiTTOS 

l." D. Maria Amália d'Albcqoebqoí Mesqdtta de Paita e Castbo.— Nasc. a 19 d'Âbril de 1837, 
e casco com Joié Diogo da Costa Coutinho e Sonsa, filho de Fernando da Costa Car- 
doso Pacheco e Ornellas. Commendador da Ordem de Christo, Sr. de rarios Morga- 
dos; e de soa mulher D. Anna Lúcia de Sousa Coutinho. Residentes na Lordoza. 

FILHOS 

1.* D. Anna Amélia d'Albuq(terqde Costa e Oenellas. — Nasc. a 30 de Maio 

de 1855. 
2.<* D. Antónia Mabia o'Albuqdeique Costa e Obnellas. — Nasc. a li de 

Novembro de 1856. 
3.° Febnando da Costa Alboqderque Cardoso b Obnellas. — Nasc. a 11 de 

Outubro de 1857. 
i." Francisco da Costa Albdqcebqde e Obnellas. — Nasc. a 10 de Outubro 

de 1858. 
5.0 José da Cos^a Albcqdebqde e Obnellas. — Nasc. a ik de Janeiro de 1860. 
6.0 Christovão da CosTfA Alboqueboue e Obnellas. — Nasc. a 4 de Junho de 1861. 

2." Francisco de Albuquerque Pinto de MESQurrA e Castbo. — Nasc. a 8 de Abril de 1841: 

Moço Fidalgo ; Bacharel em Direito peia Unirersidade de Coimbra ; Thezoureiro Pagador 

no Districto de Castelio Branco, etc. 
3.0 D. Maria Hebminia D'ALBCQnERQaE Mesquita de Paiva. — Nasc, a 16 de Outubro de 1844, 

e casou com José Joaquim Henriques Moreiía, Brigadeiro do exercito, e Commandante 

Geral da Guarda Municipal de Lisboa. 



182 famílias titulares OLE 

4.* D. Maria Rozalina D'ALBDQnERQUE Mesquita Paiva. — Nasc. a 24 de Março de 1850. 
6.» D. Maria Elisa d'Alboquerque Mesquita Paiva. — Nasc. a 9 de Junho de 1853. 

SEUS t*A.ES 

Francisco de Albuquerque Pinlo Castro e Nápoles; 1.** Visconde e 1." Barão de 
Oleiros, nasc. a 27 de Setembro de 1778: Coronel de Milícias reformado ; Condecorado 
com a Cruz de Campanha n." 3 da Guerra Peninsular: succedeu á casa de seu pae a 6 
de Janeiro de 1818, e m. a 23 de Maio de 1868, lendo casado a 27 de Novembro de 
1809, com D. Maria de Guadalupe Pereira Forjaz de Mesquita Coutinho Barreto da Fon- 
seca, que nasc. a 10 de Agosto de 1793, em. a o de Agosto de 1836, única (ilha de 
Diogo da Fonseca Barreto da Mesquita Coutinho, Sr. da Casa da Deveza em Castello Branco. 

1." D. Maria Adelaide. — Nasc. a 24 de Janeiro de 1815, e casca com Francisco da FoDseca 
Coutinho de Castro de Refoios. 

FILHOS 
1.* D. Clara Maria. 
2.» D. Marianna. 
3.0 D. Anna. 

2.<* Francisco Rebello b'ALBDQDERQnE Mesquita e Castro. — 2.o Visconde de Oleiros. {V. aeima). 
Z." O Maria Leopoldina Mesquita D'ALBnQnERQUE. — Nasc. a 18 de Novembro de 1816: m. 

solteira. 
4." Diogo de Mesquita Castro e Albuquerque. — Nasc. a 17 de Novembro de 1817: Bacha- 

rei em Direito ; Administrador que ^foi do concelho de S. Vicente da Beira, e Moço 

Fidalgo. 
5.* D. Maria Carolina Mesquita d'Albuquerqne e Silva. — Nasc. a 7 de Fevereiro dò 1820, 

e cason com João António da Silva : Bacharel formado em Direito ; Commendador da 

Ordem de Christo ; Secretario Geral do Governo Civil de Castello Branco. 
6." JoXo Rebello d*Albuquerque Mesquita e Castro. — Nasc. a 21 de Julho de 1821: Moço 

Fidalgo ; Alferes do Exercito, etc. 
7.° António Pinto D'ALBUQnEaQUB Mesquita e Castro. — Nasc. a 21 de Fevereiro de 1822: 

Moço Fidalgo ; Deputado ás Cortes. 
8.* D. Maria Jdstina d'Albuquerqob Mesquita da Silva. — Nasc. a 29 de Julho de 1825: 

viuva de Cesário da Silva Castello Branco. 

FILHO 

Frederico da Silva Albuquerque Mesquita Castello Branco. — Nasc. a 18 de 
Outubro de 1854. 

9.* PioKO DE Albdqobrque Mesquita e Castro. — Nasc. a 25 de Agosto de 1826: £cele8Ía8< 
lieo, Vigário em Villa de Rei. 

SEUS AVOS 

Francisco Rebello d' Albuquerque Pinto Maldonado, Sr. dos Morgados de Alcains e 
Oleiros ; Capitão-raór da mesma villa; m. a 6 de Janeiro de 1818, tendo casado a 21 de 
Dezembro de 1774, com D. Brites Maria da Cunha Pereira Castro e Nápoles, filha de 
Luiz da Cunha Pereira e Castro ; Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; 
Capilâo-mór da villa de Proença a Velha, e Morgado n'ella ; e de sua mulher D. Izabel 
Mauricia Pereira e Nápoles. 

!.• Francisco d'Albuquerque Pinto Castro e Nápoles. — 1.» Visconde de Oleiros. (K. aeima). 
2." D. Antónia. — Nasc. a 10 de Fevereiro de 1780: foi religiosa no convento de Cellas em 
Coimbra. 



OLH E GRANDES DE PORTUGAL 183 

3.° Lniz. — Nasc. a 3 de Novembro de 1782, e casou com D. Maria Romana, rioTa do 

Coronel Joaquim Ignacio Carneiro. — Sem geração. 
4." António. — Nasc. a 26 de Dezembro de i786: foi Ecciesiaslico. 
5.» FiLiPPB. — Nasc. a 17 de Junho de 1788: foi Ecclesiastico. 

CREAÇÀO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 22 de Fevereiro de 1^54. 

Barão — Decreio de 16 de Janeiro de 1837. 

Renovado no 2 • Visconde — Decreio de 4 d'Agosto de 1854. 




OLHÃO (Marqdez de).— Pedro de Mello da Cunha Mendonça e Menezes, 2." Mar- 
quez de Olhão; 2." Conde de Castro Marim ; 9." Monteiro-mór ; Par do Reino em 1826 ; 
Commendador da Ordem de Chrislo ; Depulado que foi da Junta dos Três Estados ; Presi- 
dente do Senado da Camará de Lisboa ; Capitão de Infanteria: succedeu a seu pae em 
Março de 1821. Nasc. a 14 de Outubro de 1784, e casou a 26 de Agosto de 1804 com 
D.. Marianna de Menezes, que nasc. a 10 de Outubro de 1784, e m. em Dezembro de 1816, 

filha dos 1." Marquezes de Vallada. 

:pixjS:os 

1.° Francisco da Ccnba Mendonça b Mbnbzbs. — Nasc. a 35 de Julho de 1805, S.o Conde 
de Castro Marim em 19 de Agosto de 1823; Alferes de Cavallaria: m. em 1834. 

2.» D. Anna. — Nasc. a 20 de Agosto de 1806, e casou a 8 de Janeiro de 1838, com José 
Maria Rangei de Qaadros de Mesquita, Sr. da Casa do Carrascal, em Torres Novas, etc. 

3.° D. JoAQCiNA. — Nasc. a 3 de Novembro de 1807. 

4.° José de Mello da Cunha de Mendonça e Mknbzbs. — Nasc. a 22 de Janeiro de 1809, e 
m. a 31 de Outubro de 1870, tendo casado com D. Maria Riu da Silva Corrêa, filha 
de Vicente António da Silva Corrêa, que m. a 19 de Fevereiro de 1848. (V. pag. 
408 do l.° vol. doesta obra em titulo Cattello Novo). 

5.** Pedro da Conba de -Mello e Menezes.- — Nasc. a 18 de Marco de 1810, e casou a 3 de 
Fevereiro de 1830 com D. Maria Qosa de Mello e Castro Costa Mendonça e Sousa, 
que nasc. a 31 de Dezembro de 1811, única filha de Francisco Manuel Bernardo de 
Mello e Castro, Capitão de Mar e Guerra, Sr. da Casa dos Mellos do Cunhal das 
BoUas, e do Morgado de Alcube, e de sua mulher D. Leonor de Athayde. 

FILHOS 

!.*> D. Harla Leonor. -Nasc. a 28 de Junho de 1833. 

2.0 D. Maria da Piedade. — Nasc. a 17 de Agosto de 1334, e easoa com 

Arthur dos Santos Monteiro. 
3.0 D. Maria Rosa. — Nasc. a 7 de Agosto de 1836; casada com o Dr. Macário 

de Sousa Pinto Cardoso, Juiz de Direito. 

6.» D. Maria Lciza. — Nasc. a 16 de Julho dé 1811. 

7.» D. Maria Joanna. — Nasc. a 7 de Setembro de 1812, e m. em 1883, 

8.0 LiJiz. — Nasc. a 3 de Novembro de 1813. 

SEUS PAES 

Francisco de Mello, da Cunha Mendonça e Menezes, nasc. .a 26 d^Abril de 1761: 1." 
Marquez de Olhão ; 1." Conde de Castro Marim ; 8." Monteiro-mór do Reino ; Genlil-Homem 



m famílias titulares oli 

da Camará da Rainha D. Maria i ; Gran Cruz das Ordens de Chrislo e Conceição ; Presi- 
dente do Senado da Camará de Lisboa ; Governador e Capitão General do Algarve ; 
Governador da Torre de tíelem ; Tenente General, e um dos Governadores do Reino em 
1808. Succedeu na Casa dos Cunhas era 1778 a seu pae, e no officio e Casa dos Mon- 
leiros Mores em 16 de Fevereiro de 1789, a seu primo Francisco de Mello. M. a 7 de 
Abril de 1821, lendo casado a 29 de Novembro de 1783, com D. Joaquina Telles da Silva, 
que nasc. a 10 de Maio de 1764, em. a ^3 de Fevereiro de 1814, 5.' filha dos 
2.°* Marquezes de Penalva. (V. Lavradio). 

1 ." Pedro de Mello da Conha Mendonça e Menezes. — 2.° Marqaez e 2.' Conde de Castro 

Marim. (K. aeima). 
%.* D. Edoenia.— Nasc. a 26 de Janbo de 1786; Dama da Rainha D. Maria i ; m. a 15 de 

Jalho de 1828. 
3." Mandel. — Nasc. a 28 de Janeiro de 1789, e m. a 4 de Ferereiro de 1814: Capitio 

d'Infanteria. 
4.<* D. Maria Joanna. — Nasc. a S de Jalho de 1791, e m. em Abril de 1832. 
5.* D. Maria das Dores.— Nasc. a 17 de Julho de 1797, e m. a 28 de Marco de 1807. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Marquez — Decreto de 21 de Dezembro de 1808. 
Conde — Decreto de 14 de Novembro de 1802. 
MoNTEiRO-MÓR — Carta de 18 de Dezembro de 1521. 




OLIVAES (Visconde dos). — António Theophilo de Araújo, 1.' Visconde dos Olivaes 
em dttas vidas. Nasc. a 5 de Março de 1804 ; Par do Reino ; Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Real ; Commendador das Ordens de Christo e da Conceição. M. a 4 d'Agosto de 1879, 
tendo casado com D. Maria Rosa d' Araújo Veiga, filha de Joaquim José Ferreira da Veiga, 
e de sua primeira mulher. — Sem geração. (V. Ottolini) 

Francisco José d'Araujo, natural da Povoa de Lanhoso, nasc. em 1760 ; Thezoureiro 
da Rulla da Cruzada na Diocese de Braga, casado com D. Marianna Rosa do Carmo 
Lopes, ele. 

1.* D. Marianna Emília de Araújo. — Nasc. em 1798, e m. na qainta do Cabeço, nos Oliraes, 
a 4 de Oatabro de 1884. — Sem geração. 

2.» Francisco Josi de Araújo. — Nasc. eu 1799, e m. em 1844: foi Commendador da Ordem 
de Christo. — Sen» geração. 

3.* JoAOUiM José DE Araújo. — Nasc. a 26 d'Abril de 1800; Commendador da Ordem de 
Christo ; Cavalleiro da Legião de Honra, em França, etc. Foi casado com D. Henri- 
queta Leonor Gomes Mourão, filha de Bernardino António Gomes, Medico da Real 
Camará .Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Cavalleiro Professo na Ordem de Christo, etc, 
e de soa mulher, D. Leonor Rosa Mour&o. 



OLI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



185 



FILHOS 

1." D. Marianna Henriqueta. — Casou com o Barão Edouard Borignot de Varen- 
nes, Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário da Corte de 
França ; Gran Cruz da Ordem de Christo. — Com geração. 

3.* AcGDSTO Gomes de Aradjo. — Nasc. em Lisboa a 2 d'Ãgosto de 1842; Com- 
mendador da Ordem de Christo ; da de Leopoldo, da Bélgica ; da de 
Carlos III, de Hespanba; Moço Fidalgo com Exercício: casado com D. Maria 
Francisca de Menezes, filha de Eduardo de Menezes, e de sua mulher 
D. Maria Benedicla de Sousa Pinto de Magalhães. — Com geração. 

4." António Theophilo ds Araújo. — 1." Visconde dos Olivaes. {V. acima). 
5.0 João Francisco de Araújo. — Casado com D. Clotilde da Veiga, irmão da !.■ Viscondessa 
dos Olivaes. (F. Ottolini). 

FILHOS 

1.0 D. Clotilde da Veiga Araújo.— Herdou a 2." vida no titulo de seu tio 
acima, o !.*> Visconde dos Olivaes : casou com Júlio Pinto Leite, hoje 
Conde dos Olivaes,' como adiante se dirá. 

2.0 D. Maria da Veiga Araújo. — Casada com o Doutor Carlos Mayer, etc. 

3.0 D. Virgínia da Veiga Araújo. — Casada com António Esparagoza. 

4.° Joio da Veiga Araújo. 

5.0 Eduardo da Veiga Araújo. 

6.0 D. Florinda Rosa do Carmo. — Casou com Joaquim Pereira Guimarães, Conselheiro de 
Estado honorário. Provedor Geral da Coroa aposentado. M. a 22 de Setembro de 1870. 
— Com geração. {V. Benaleanfor, pag. 255 do l.o vol.). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 22 de Março de 1864. 

Renovação da 2.» vida — Decreto de 25 de Setembro de 1879. 




OLIVAES (Conde dos). — Júlio Pinto Leite, 1." Conde e 2. o Visconde dos Olivaes. 
Nasc. a 29 de Julho de 1836 ; Commendador da Ordem de Christo ; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real, ele, etc, etc. Casou com D. Clotilde da Veiga Araújo, que por seu tio, o 
1.° Visconde dos Olivaes, foi encartada na 2.* vida do mesmo titulo, como ha pouco 
ficou dito. 



u 



186 famílias titulares OLI 

1.0 D. María Clementina d'Aradjo Pinto Leite. — Casou a 14 de Outubro de 1888 com 
D. Manuel Carvajal, íilho dos Duques de Abrantes e Linhares, naturaes e Grandes 
de Hespanha. 

S.o José Pinto Leite. 

Z." D. Maria da ConckiçXo Pinto L-eite. 

4.° Joío Pinto Leite. 

5." D. Marianna Pinto Leite. 

SEUS PAES 

José Pinto Leite, nasc. 'no logar da Gandarinha, freguezia do Couto de Cucujâes ; 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Commendador da Ordem da Conceição : casado com 
D. Carlota Barbosa Leite, natural da Bahia. 

l.*> D. Clementina Libania. — 1.' Condessa de Penha Longa, e {.* Viscondessa da Gandarinha. 

2.' Jdlio Pinto Leite. — Conde de Olivaes. (V. acima). 

N. B. Para mais detalhes sobre esta familia V. Gandarinha, a pag 16 do presente vol. 

CREAÇÃO DOS títulos 

Conde — Decreto de 16 de Setembro de 1886. 

RenovaçjCo de Visconde — Decreto de 25 de Setembro de 1879. 

JBx*a.sEâo.— O mesmo do Visconde de Gandarinha, a pag. 14. 




OLIVEIRA (Visconde de). — Marcellino Máximo áe Azevedo e Mello, 1.° Visconde 
de Oliveira. Nasc. na cidade de Penafiel a 10 de Janeiro de 1794 : Bacharel formado em 
Leis pela Universidade de Coimbra ; Desembargador da Relação do Porto; ex-Governador 
Civil ; Coramissario em Chefe do exercito em 1833 ; Conselheiro do Tribunal de Contas ; 
Ministro de Estado honorário ; Par do Reino ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Commen- 
dador da Ordem de Chrisjo ; Cavalleiro da da Conceição, e da de Torre e Espada. M. a 
13 de Julho de 1853, tendo casado a 3 de Junho de 1840, com D. Marianna Henriqueta 
Corrêa de Mello, que nasc. a 24 d'Abril de 1814, e m. no Porto a 1 d'Abril de 1877, 
sendo 3." filha de João Corrêa Moreira, e de sua mulher D. Marianna Izabel da Cunha 
Lima. 

l.<* Bernardo José. ^- Nasc. a 11 d' Abril de 1842, e casou com saa prima D. Sophia Albina 

de Lima Barreto, etc, etc. 
2." Joío GozENDKs. — Nasc. a 6 de Novembro de 1849. 
3.<* António Lopo. — Nasc. a 26 de Março de 1851 : m. na Ilha da Madeira. 

SEUS PAES 

Bernardo José de Azevedo e Mello, Bacharel formado em Direito pela Universidade 
de Coimbra; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real: casado com D. Joanna Margarida Pereira 
de Baeca Vellozo de Barbosa. 



OLI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



187 



FIXiHOS 

1.0 Marcellino Máximo. — 1.° Visconde de Oliveira. {V. acima). 

2." António de Azevedo Mello e Carvalho. — Nasc. a 9 de Março de 1795 : Par do Reino ; 
Ministro de Estado honorário ; Presidente da Relação de Lisboa ; Conselheiro do 
Supremo Tribunal de Justiça ; Revisor do Código Penal ; era Gran Cruz de S. Thiago 
da Espada ; Commendador da Ordem da Conceição, e Cavalleiro da de Chrislo. M. a 
20 de Fevereiro de 1862, tendo sido casado com sua prima D. Alexandrina Adelaide 
Pereira Baeça Vellozo de Barbosa. 

3.» D. JoANNA JonA.— Nasc. a 8 de Dezembro de 1800 : ha muito fallecida. 

4.° JoAQOiM António. — Nasc. a 19 de Fevereiro de 1806 : Fidalgo Cavalleiro ; Abbade de 
S. Vicente de Sousa ; Cónego honorário da Sé de Braga ; Capellão da Casa Real ; 
Cavalleiro da Ordem da Conceição, e da de Christo : já fallecido. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 11 de Março de 1842. 

Residência — Quinta da Oliveira, no Porto. 




OLIVEIRA (Barão de). — Joaquim da Rocha d'Abreu de Oliveira, 1." Barão de 
Oliveira, addido á Legação de Portugal na côrle de Londres. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarXo — Decreto de 26 de Dezembro de 1884. 




OLIVEIRA DOS ARCOS (Conde de).— Dom Fernando António de Almeida e Silva 
Sanches de Baêna Jacques Farinha de Sousa e VasconceHos, 1.° Conde de Oliveira dos 
Arcos. Nasc. a 20 de Agosto de 1769 : foi Trinchante-mór da Casa Real, pòr Carla de 26 
de Outubro de 1823 ; Major graduado do Regimento de Lippe ; Commendador da Ordem 



188 famílias titulares m 

de S. Thiago, e de Santo André da Esgueira, na Ordem de Christo ; Sr. dos Morgados de 
seus avós, do de Oliveira dos Arcos e de Linhares ; Alcaide-raór do Seixo Amarello. M. a 3 
de Março de 1834, tendo casado a 27 de Outubro de 1805 com sua segunda prima, D. Francisca 
de Paula Saldanha Daun, irmã do Duque de Saldanha, da Condessa da Ponte, da Viscondessa 
da Bahia, da Condessa de Mesquitella e da Marqueza do Pombal, etc. 

!.*> Dom JoXo Francisco de Padla e Almeida Silva Sanches de Baênà e Farinha. — Nasc. a 
18 de Agosto de 1806; herdeiro da Casa de seus pães e avós; já fallecido. Casou 
a 26 de Novembro de 1836 com sua prima D. Francisca Izabel Coutintio, que nasc. 
a 11 de Novembro de 1814. e m. a 16 de Dezembro de 1866, 6." filha dos l." 
Viscondes da Bahia — Com geração. (V. pag. 198 e 662 do 1." vol.). 

2.<* Dom António de Almeida e Silva. — Bacharel em Leis, etc. 

3." Dom Francisco de Almeida. — Major reformado de Cavailaria, casado. — Com geração. 

4.» Dom Rodrigo de Almeida. — Coronel reformado, etc. 

6." D. Marianna de Almeida e Sílva. — Nasc. a 2 de Agosto de 1820, e casou a 30 de 
Novembro' de 1854 com seu primo António Maria Coutinho Pereira de Seabra, filho 
dos Viscondes da Bahia. — Com geração. {V. pag. 199 do 1." vol.). 

SEUS PAES 

Dom João d' Almeida e Silva Sanches de Baêna Jacques Farinha de Vasconcellos e 
Sousa, nasc. a 23 de Agosto de 1743: Cavalleiro da Ordem de Christo, em 19 de Julho 
de 1764, herdeiro por sua mulher do Morgado de Oliveira dos Arcos: já fallecido. 

Foi casado por escriptura anle-nupcial de 17 de Setembro de 1769, com D. Ignez 
Antónia da Camará, filha de Lourenço Gonçalves da Camará Coutinho, Sr. da Capitania 
do Espirito Santo; Commendador de Bobadella, e de S. Salvador de Maiorca, na Ordem de 
Christo ; Almolacé-mór ; Moço Fidalgo ; e de sua segunda mulher D. Maria Ignez Salda- 
nha, Dama do Paço, e herdeira dos Morgados de Oliveira dos Arcos, Vale de Sobrados e 
Azinhaga, por ser filha de João Pedro de Saldanha OUveira e Sousa Juzarte Figueira, e de 
sua mulher D. Ignez Antónia da Silva, avós estes do 1." Conde de Rio Maior. 

o 1." Conde de Oliveira dos Arcos. (F. acima). 
SEUS AVOS 

D. Izabel Thereza de Lencastre de Baêna Sanches Farinha. Nasc. a 1 de Outubro 
de 1703; herdou a casa de seu pae, por morte de seus irmãos, por não haver successão. 

Casou a 1 de Julho de 1739 com D. Fernando de Almeida e SHva, que nasc. 
a 27 de Maio de 1710 : foi Coronel d'Infanteria na Praça de Castello de Vide ; Commen- 
dador de Fornos, e de Santo André da Esgueira, na Ordem de Christo, por herança de 
sua mulher em 9 de Janeiro de 1754 ; assim como foi successor dos Morgados do Valle de 
Morellos e outros por parle de sua mãe. Era filho de D. João de Almeida, e este era o 
ultimo filho dos segundos Condes d' Avintes. 

1.» D. Marianna. — Nasc. a 1 de Julho de 1741, e m. a 5 de Janeiro de 1746. 
2.** Dom João de Almeida e Silva Sanches de Baêna Jacques Farinha. (V. acima). 
3.» Dom Rodrioo de Almeida,— Nasc. a 5 de Setembro de 1744. 

4." D. Antohia Xavier de Lencastre d'Almeida e Bourbon. — Nasc. a 26 de Junho de 1746, 
e m. em 1791, tendo casado a 8 de Setembro de 1761 com Jose António Freire do 



OLI E GRANDES DE PORTUGAL 189 

Andrade, 2.° Conde de Bobadella, qpie nasc. a 2 de Abril de 1784. (V. Condet de 
Bobadelln, a pag. 275 do i.<* vol , e de Camarido, a pag. 344 do mesmo vol.J. 

Rodrigo Sanches de Baêna e Farinha, foi baplisado em 5 de Outubro de 1633, como 
consta do Liv. 3." a fl. 21 da freguezia de Santo André, de Lisboa. Succedeu aos vinculos 
de. seus pães e avós, e á Commenda de Santo André da Esgueira em 11 de Julho de 1653; 
teve Carla de Familiar do Santo Officio, era 28 do Abril de 1671 ; foi Sr. Donatário das 
Ilhas do Fayal e Graciosa ; Capitão e Alcaide-mór das mesmas Ilhas; Donatário do Seixo 
Amarello na commarca da Guarda, por Carta de 2 de Dezembro de 1703. iM. a 18 de 
Setembro de 1730, tendo casado duas v^zes, sendo a primeira com D. Izabel Francisca 
da Silva, Dama da Rainha D. Maria Francisca Izabel de Saboya, e filha de D. Luiz 
de Almada, e de sua mulher D. Luiza de Menezes, e neta de D. Antão de Almada, 
o da acclamação de D. João iv em 1640 ; e a segunda vez com D. Maria Josepha Benta 
de Lencastre, filha dos segundos Condes de Castello Melhor, e da Condessa D. Izabel 
de Sousa Coutinho. 

FTTiTTO IDO l." TVT A T:RX1^01<TXa 
1." Dom Mandei. José Sanches de Baêna e Fahinha. — M. de poaea idade. — Sem geração. 
IPIXjHIOS X50 2.0 TVT.A '3?B,IJVL03SnO 

2.0 Dom Pedro Sanches Farinha de Baèna. — Nasc. a 6 de Maio de 1712^ e m. de bexigas 
a 18 de Fevereiro de 1737. Foi herdeiro de ^oda a casa de seu pae, por morte de 
sen irmão, acima; Moço Fidalgo por Alvará de 24 de Jalho de 1723; Capitão Donatá- 
rio, e Alcaide-mór da Ilha do Fayal e da Graciosa, etc. — Sem geração. 

3.0 D. Izabel Thereza de Lencastre Baéna Sanches Farinha. — Herdeira por morte de seus 
irmãos, como acima fica dito. 

i'ií:rce:iros avOs 

D. Luiza de Baêna, nasc. em Gôa a 20 de Fevereiro de 1628; herdeira de toda 
a casa de seu pae, por falta de successão dos seus irmãos. Casou a 18 de Setembro de 
1647 (como consta do Liv. 3." dos casamentos da freguezia de Santo André, a fls. 77), 
com Pedro Sanches Farinha, natural de Lisboa, que succedeu á casa de seu pae e no 
Morgado da Quinta da Palma de Cima, nos subúrbios da cidade de Lisboa, instituído por 
João Hermans e sua mulher D. Maria de Borgonha, flamengos nobilíssimos que no prin- 
cipio do século xYi vieram estabelecer-se em Lisboa. A Quinta, Palácio e grande Capella 
ainda hoje existem, e são propriedade do Sr. D. Francisco de Almeida, filho dos Condes de 
Oliveira dos Arcos, já mencionados. 

Pedro Sanches Farinha, foi Cavalleiro Professo na Ordem de Christo ; Commendador 
de Santo André da Esgueira na mesma Ordem ; Secretario do Desembargo do Paçe, na 
Repartição das Justiças; Secretario da Casa de Bragança, junto de El-Rei, passando 
depois a Secretario das Mercês e Expediente de El-Rei D. Aífonso vi, oíBcio este em que 
entrou pouco antes que o Infante D. Pedro tomasse conta do Governo do Reino, o qual 
depois que foi Rei, o nomeou do seu Conselho, e lhe deu a Capitania da Ilha Graciosa, 
assim como foi Familiar do Santo Officio por Carta de 28 de Setembro de 1663. . 

Pedro Sanches Farinha, por occasião dos actos solemnes celebrados em 27 de Janeiro 
de 1668, e 9 de Julho de 1669, quando foi jurado Príncipe e successor á coroa d'este- 
Reino D. Pedro ii, occupou elle um logar proeminente entre os Grandes do Reino que se 



190 FAMÍLIAS TITULARES OU 

acharam presentes a taes solemnidades. A respeito da integridade e saber d'e8te varão 
illustre, leia-se a dedicatória que vem no sermão impresso, <íde Soledade e lagrimas)) 
pregado na Sé da Babia, e n'outros escriptos d'aqueile tempo, não esquecendo o livro de 
Brazões d' Armas que se guarda na Bihliolheca do Rio de Janeiro^ levado para ali, como 
muitos outros, em 1808, quando a corte pprlugueza passou para aquella cidade. M. no 
seu Palácio ás Portas da Cruz, em 1703 (este palácio pertenceu depois aos Secretários 
de Guerra). 

IFIXiSIOS 

1.0 António Sanches Farinha.— Nasc. em 1648 : teve o Habito de Christo em iOÔO. M. com 
16 annos de idade. — Sem, geração. 

2." Rodrigo Sanches de Baêna e Farinha. — Herdeiro por morte de seu irmão, e de qaem 
já se fez menção. 

3.0 Francisco Sanches. — Baptisado a 21 de Fevereiro de 1655, (Lir. 3.o de Santo André de 
Lisboa a Q. 25). M. menino, como consta do livro dos óbitos de Santo André, a fl. 3. 

4.° Anuré Sanches Farinha. — Baptisado a 9 de Agosto de 1652, na egreja de Santa Engra- 
: cia de Lisboa (Liv. 2.°, a fl. 60). Seguio os estudos, e foi licenciado em Cânones por 

exame privado, e eleito em 26 de Outubro para GoUegial de S. Paulo na Universidade 
de Coimbra, tomando posse d'este logar a 28 de Outubro de 1684 ; foi em seguida 
Chantre da Coilegiada de Ourem, e depois Cónego da Só de Évora. M. em 13 de 
Dezembro de 1704, como consta do Liv. 4." dos óbitos da Egreja dos Anjos de Lis- 
boa, a fl. 163. 
Em seu testamento nancopatívo, nomeou sea testamenteiro ao Dr. Pedro Sanches Farinha 
de Baèna, seu sobrinho, por ser fllho de sua irmã, D. Maria Francisca de Almada e 
de Luiz Sanches de Baèna. 

5.0 D. Maria Francisca d' Almada. — Baptisada na egreja de Santo André, de Lisboa a 29 dé 
Julho de 1648, como consta do Liv. 3." a fl. 9 ; casada enx 1664 com seu 2.o 
primo Luiz Sanches de Baèna, baptisado na freguezi* de Nossa Senhora da Victoria 
do Porto em 1618: Moço Fidalgo com exercício, em 1641; Bacharel em Cânones, 
pela Universidade de Coimbra, em 30 de Maio de 1643 ; Cónego secular da Santa 
Sé Metropolitana de Lisboa. Teve de abandonar esta carreira, por occasião da morte 
de seu irmão primogénito, o Dr. Pedro Luiz Alvares Sanches de Baèna. 
Foi escrivão da Gamara e Deputado da Mesa dò Desembargo do Paço, e pela morte 
de seu irmão, herdeiro ao vinculo de seus pães e avós, e á Alcaidaria-mór de Yilla 
do Conde, assim como ao Morgado de Sousa que fdra de seu 8.° avô materno, João 
de Sousa, a quem chamaram de alcunha — O Romanisao — por haver estado muitos 
annos em Roma, na qualidade de Embaixador de Portugal, sendo ao mesmo tempo,, 
do Conselho de Sua Magestade ; Commendador e Padroeiro perpetuo de Povos e 
Sousa, etc. Herdou também por seu avô, Gaspar Carneiro, Capitão General da provín- 
cia da Parahiba do Norte (Brazil), os dous engenhos de assucar que. eslè ali possuía 
e varias outras heranças e mercês que adiante irão declaradas, quando se tratar da 
sua successão. 

QUARTOS AVÓS 

Bento de Baêna Sanches, Doutor em Cânones pela Universidade de Coimbra. Desti- 
nava-se (por ser filho segundo) para o estado Ecclesiastico, e n'elle tinha já vários bene- 
fícios, mas por circumstancias que "occoreram, mudou de resolução e passou a seguir a 
magistratura, conseguindo em 1614, ser despachado Ouvidor Geral de Ormuz, para onde 
seguio em 1616. Foi depois Ouvidor Geral do Civel ; Desembargador da Relação de Gôa 
em 1620, da do Porto em 1625, e da Casa da Suppíicação em 1630. Voltou á índia na 
qualidade de Chanceller-mór, e m. no mar, no seu regresso á Pátria, no anno de 1635. 
Era jurisconsulto de bem reputada sciencia, como allestam os seus escriptos. 

- Fundou um Morgado, do qual foram administradores os Condes de Oliveira dos Arcos 
e passou a seus filhos. 

Casou o Desembargador Bento de Baêna Sanches, na índia, cora D. Maria Machado 
da Costa, natural de Gôa, que íicando viuva, foi segunda mulher do Desembargador Duarte 
Alves de Abreu — O Cadaval — Çollegial, Reitor, e Lente de Prima de Leis na Univer- 



ou E GRANDES DE PORTUGAL 191 

sidade de Coimbra, e era filho do Desembargador do Paço, e antes Chanceller-mór da 
índia, o Dr. Rui Machado de Barbosa, e de sua mulher D. Guiomar da Costa, que também, 
ficando viuva d'esle marido, foi segunda mulher do Dr. Julião de Campos Barreto que 
tinha sido Ouvidor e Chanceller-mór da índia, e m. Vereador do Senado da Camará de 
Lisboa, e juiz dos Cavalleiros. 

D. Guiomar da Costa, acima, subreviveu ainda ao seu segundo marido e teve de 
ambos descendência. 

1.' Francisco de Baêna Sanches. — Sncceden á casa de seu pae, foi acceíte Familiar do Santo. 

OfBcio em 17 de Janbo de 1667 ; Cavalleiro da Ordem de Cbristo, em 23 de Janeiro 

de 1677; tere Carta da Commenda de S. Pedro de Sarracinos, da Ordem de Christo, 

em 3 de Setembro de 1693, assim como 30^000 réis de pensão na Commenda de 

• Santa Maria de Moreiras do Arcebispado de Braga, em 23 de Julho de 1677 : tanto a 

Commenda, como a pensão faziam parte do dote de soa 2.* mulher. 
Casou duas veies, sendo a primeira com D. Izabel de Sampaio, que m. a 13 de Outu- 
bro de 1658, e jaz na Egreja de Santo André, de Lisboa ; era filha de António Diniz 
de Mesquita e de sua mulher D. I^nacia de Sampaio : a segunda vez em 1675, com 
sua parenta D. Catbarina da Silva e Castro, (como consta do Liv. 3.o dos casamentos 
da Egreja de Santo André, fl. 108 v.), filha berdeira do Desembargador do Paço, Rodrigo 
Rodrigues de Lemos, e de sua mulher D. Joanna de Figueiróa; foi Cavalleiro Professo na 
Ordem de Christo em 1641 com 40})000 réis de pensão; Commendador de Santa Maria de 
Sarracinos na mesma Ordem com mais 30§000 réis de tença; Desembargador do Estado da 
Casa de Bragança e da Casa do Infante D. Pedro; Juiz dos Feitos da Fazenda e Coroa; do 
Conselho de Sua Magestade ; Fidalgo Cavalleiro Chanceller das Ordens Militares, etc. 
Foi a Roma em 1641, na qualidade de Secretario da Embaixada de que foi encarregado 
o Bispo de Lamego, D. Miguel de Portugal, ao Papa Urbano -viu. Falia do Desem- 
bargador Rodrigues de Lemos, o sr. Pinheiro Chagas na sua Hittoria de Portugal, 
com o louvor devido á memoria d'e8te insigne varão. 
Dos referidos matrimónios de Francisco de Baèna Sanches, não ficou descendência. 

2.' D. Ldiza de Baêna. — Herdeira e representante de seu irmão, por falta de successão d'este 
ultimo. {V. acima em terceiros avó$). 

QUINTOS AvOS 

. Pedro Alvares Sanches, nasc. em Villa Viçosa no anno de 1547, e foi baplisado na 
Egreja de S. Bartholomeu da mesma villa. 

Depois de estar, por algum tempo, ao serviço do sr. D. Theodozio da Casa de 
Bragança (o que m. sendo Arcebispo d'Evora), como Collegial de S. Paulo, passou a fre- 
quentar os estudos Jurídicos na Universidade de Coimbra, e alli, a 12 de Novembro de 1570, 
recebeu o gráo de Bacharel em Leis. Habilitou-se depois para os logares de letras ; fez o seu 
tirocínio na judicatura, principiando por Juiz de Fora da Villa de Serpa, em 1574, e suc- 
cessivamente egual cargo em Abrantes e Pinhel ; Ouvidor e Provedor das obras de 
€ampo de Ourique em 1592; Provedor de Castello Branco em 1597; Corregedor da 
comarca de Santarém ; Desembargador da Relação do Porto em 1603 ; Desembargador da 
Casa da Supplicação em 16Ó6 ; Aggra vista em 1609, etc, ele, etc. 

Teve a Capitania da Armada da Coroa, por Alvará de 14 d'Agosto de 1618, e o 
cargo de Vereador do Senado. da Camará de Lisboa. 

Achou-se na Alçada d'Evora, sendo Juiz de Fora, tocando-lhe a honra de pegar a 
uma vara do pallio, quando em 1581 Filippe i fez a sua entrada n'aquella villa ; e egiial 
sorte lhe coube em 1619, por occasiâo da chegada a Lisboa de Filippe n. 

Teve carta de Brazão d'Armas da familia do seu appellido, passada em Madrid a 15 
de Setembro de 1613, e registada no Real Archivo da Torre do Tombo. 

O Dr. Pedro Alvares Sanches, foi lido por grande letrado e magistrado incorrupti- 
veL Dos seus sentimentos de bom e verdadeiro porluguez deixou evidentes provas no tes- 



192 famílias TITULARES OLI 

lamento com que falleceu na idade de setenta e dous annos, sendo sepultado em capella 
própria erecta em Morgado instituído por seu pae na Ermida de Santo António, ao pre-. 
sente Real Casa de Santo António. Juntou a terça parle dos seus bens ao Morgado em 
que succedeu por parte de seu pae. 

Casou Ires vezes, sendo a primeira em Beja, com D. Maria de Faria, filha de Ruy 
Fernandes Paes e de sua mulher D. Gracia de Faria, (ilha de Manuel Godinho de Faria ; 
a segunda com D. Maria de Baêna e Barbudo, natural de Odemira, filha de Dom Fran- 
cisco de Baêna, Vereador da Camará de Odemira e de sua mulher D. Leonor de Barbudo, 
que m. em 1579, e esta filha legitima de Ruy Filippe de Barbudo ; Commendador de 
Pedrouços, na Ordem de Christo, e Sr. do Morgado do «Paço Velho», assim chamado 
por lá ter ido, uma ou mais vezes, hospedar-se El-Rei D. Manuel. Este «Paço Velho» 
ficava entre Odesseixe e Odemira, e tinha uma grande Ermida sob a invocação de 
S. Miguel; e de sua primeira mulher D. Izabel Rebello Cola Falcão, filha de Estevão 
Rebello de Horta, Provedor das Almandravas em todo o Reino, e Juiz da Alfandega de 
Lagos. 

D. Maria de Baêna, era neta paterna de D. Fernando de Baêna, que passou de 
Castella para Portugal e foi residir na Villa de Odemira, no Alemtejo, e ahi exerceu 
vários empregos honoríficos, como fossem Vereador da Camará, etc, ele,, etc; e de sua 
mulher D. Maria Ponce, que descendia do Conde Dom Vel Ponce, tronco commum de 
D. Luiza Ponce, Viscondessa de Caslello Branco. 

E a terceira vez casou o dito Desembargador Pedro Alvares Sanches com D. Ignez 
Carneiro de Sousa, que.m. em 1612, viuva de Manuel Alvares Quaresma Freire, Com- 
mendador de S.- Miguel de Oliveira, na Ordem de Christo, e filha de Gaspar Carneiro, 
Fidalgo da Casa Real, que serviu 17 annos nas Armadas da índia, achando-se no cerco 
de Chaul, tomadas de Onor e Bracelor, e voltando ao Reino foi despachado Governador 
e Capitão General da cidade da Parahiba do Norte (Brazil), onde serviu muitos annos 
com louvor. Nas habilitações para o habito de Christo, provou-se o que fica dito, e mais, 
que fora valoroso soldado na índia. Foi possuidor de immensas terras com dous Engenhos 
de fabricar assucar,um nas Fronteiras, outro nas Barj-eiras do rio Tibiry na província da 
Parahiba do Norte, perto da de Pernambuco. M. em 1617 legando para mais de cincoenta 
mil cruzados em dinheiro, fortuna assas notável para aquelle tempo. 

ifiIjHO ido 1.» i^jÊi.TS,xi^ai>rxo 

i.° Diogo Alvares Sanches. — M. de tenra idade. 
- . FUjUOS ido .2.» J^ATB/XtM-OIsriO 

2.0 Diogo Alvares Sanches. — M. de pouca idade. 

3.» João Sanches de Baê.xa. — Viu a primeira luz da existência em Villa Viçosa, e na Egreja 
de S. Bartholomeu da mesma villa foi baplisado em Julho de 1881. Herdou os Mor- 
gados de seu pae e avós. Destinado a seguir a carreira Civil, e tendo cursado em 
Ck)imbra os estados de Jurisprudência, recebeu n*essa faculdade, com 19 annos incom- 
pletos, em 13 de JuUio de 1600, o grau de Bacharel, que lhe foi conferido pela, 
n'aquelles tempos, mui celebre Universidade de Salamanca. Voltando em seguida para 
a Univerfidade de Coimbra, ahi se habililou para em 19 de Junho de 1602 tomar o 
gráo de Bacharel em Cânones, o de Licenciado em 2 de Junho de 1605, e o de 
Doutor n'essa mesma faculdade, por exame privado em 8 do dito mez e anno, e na 
capella da dita Universidade foi-lhe lançado o Capello, como consta dos livros com- 
petente» da mesma Universidade, achando-se declarado nos autos d'eslas formaturas 
que os- graus obtidos eram por encorporação ao do outro que já tinha em Jurispru- 
dência. Foi eleito em 1 de Junho de 1606 para Lente de Cânones no Collegio Real 
de S. Paulo, na dita Universidade, e tomou posse d'e8te cargo a 3 de Junho do 
icesmo anno. 



OLI E GRANDES DE PORTUGAL 193 

Teve Carta de Brazão d'Armas da família Baôna, de que também era representante, por 
parte de seu bisavó materno. Dom Hernando de Baôna, passada em Madrid a 2 de 
Julho de 1613, e consta do registro da mesma caria no Real Archivo da Torre 
do Tombo. Passando da profissio do magistério, que exerceu cerca de oito annos, 
para a da magistratura, foi despachado por carta de 31 de Janeiro de 1614, Desem- 
bargador da Relação do Porto, e para a Mesa dos Aggravos da mesma Casa, por Carta 
do 15 de Janeiro de 1617. 

Á intelligencia e honradez de que den provas, no exercicio das difficeis funcções de jul- 
gador, valeram-lhe a mercê do Habito de Christo com que foi agraciado em 19 de 
Junho de 1619 com vinte mil réis de tença, como, passado pouco tempo, a promoção 
a Desembargador da Casa da Supplicação de Lisboa, por Carli de 18 de Fevereiro 
de 1621, conseguindo por suas nobres qualidades o tornar-se cada vet mais digno de 
maiores empregos, foi successivamcnte nomeado: Promotor das Justiças em 3 de 
Dezembro de 1621 ; Desembargador Aggravista em 17 de Julho de 1623; Conselheiro 
da Fazenda em 18 de Seien.bro de 1632 ; Procurador da Curóa; Juiz das Justificações do 
Reino, e Desembargador do Paço, por Carta de 29 de Abril de 1637. Aos proventos 
resultantes d'este3 honrosos cargos sobreexcediam os dos bens próprios que possuia, 
transferidos por legitimas heranças na maior parte vinculadas, alem de importantes 
padrões de juros, que por compras havia adquirido ; e taes eram a importância de 
seus haveres, que o seu rendimento annual montava de dezaseis a vinte mil cruzados, 
como ainda hoje se prova pelos autos de partilhas que se guardam no Archivo da 
Relação de Lisboa. Devido á sua independência de caracter, escusou-se de ser Procu- 
rador de D. Filippe iii, no feito que corria no foro com respeito a uns certos juros 
que o mesmo Rei devia, como consta de uma carta que existe no Real Archivo, diri- 
gida ao dito Rei pelo Doutor Fernando Cabral em que lhe dá parte d'isso. Conservou 
sempre a obrigação que deviam seus avós á Casa de Bragança, o dos senhores d'ella 
foi sempre tratado cum particular amisade a que lhes correspondeu expondo a vida e 
uma brilhante posição ao empenho de lhes restituir a coroa portugueza. 

Quando em 1638 o emissário do Duque de Richelien veio a Lisboa tratar da nossa 
emancipação politica, o Doutor Sanches de Baéna d'accordo com o Chanceller das 
Trcs Ordens Militares, o Doutor Joio Pinheiro, seu compadre e amigo intimo, confe- 
renciaram com Mr. de S. l'é, e trataram de levar ao conhecimento do Duque de Bra- 
gança varias propostas concernentes áquellc fim ; e tanto assim foi que o próprio Duque 
pedia a Sanches de Baèna, que lhe mandasse rascunhos do que devia responder a 
semelhante respeito. 

Na posição elevada a que havia chegado Sanches de Baèna vieram encontral-o, pois, as 
primeiras tentativas de Restauração, e foi em virtude d*esta, que vindo D. João a 
Almada em 1639, lhe mandara communicar, por Pinto Ribeiro, as primeiras noticias 
das disposições que já então se tomavam para a Restauração, sendo recommendado ao 
mesmo Pinto que houvesse de conferir com elle e seguir o seu parecer. Tudo quanto 
fica referido n'esta succinta noticia consta de documentos já publicados, pelos quaes 
se conclue que Sanches de Baèna, foi o primeiro artífice da Restauração de Portugal 
em 1640. A rasão de não ter assistido á ultima sessão dos conjurados, e a única de que 
ha verdadeira noticia, foi por se achar em Coimbra com seu filho Pedro Alvares 
Sanches de Baèna que havia adoecido, estando para se formar. 

No préstito solemne em que o Rei D. João iv foi á Só render acções de graças pela 
sua acclamação, foi pelo me«mo Rei escolhido João Sanches de Baèna para pegar a 
uma das vuras do Pallio. 

Reconhecendo o Governo de Madrid a cooperação e serviços relevantes, prestados por 
Baèna á causa da Restauração, instaarou-Ihe um processo em que foi condemnado á 
morte por traidor, e queimado em estatua. 

Em seguida á Restauração foi despachado Juiz da Inconfidência, e logo em Janeiro de 
1641 teve o foro de Fidalgo Cavalleiro, e a Alcaidaria-mór de yilla do Conde para seu 
filho mais velho, assim como foi apresentado na Commenda hereditária de Povos e Sousa, 
na Ordem de S. Thiago, pela renuncia que lhe fez D. Joanna Freire de Andrada e suas 
irmãs, D. Francisca, D. Cecilia, e D. Úrsula em seus nomes e como Administradoras da 
dita commenda, Padroado e suas pertenças, cuja apresentação depois de obtida a autorisa- 
ção apostólica, foi julgada por sentença, no juizo das justificações do Reino confirmada no 
Tribunal da Mesa da Consciência e Ordens, a que tocava, ouvido que foi o Procurador 
Geral das Ordens e Fazenda, pelo que se lhe mandou passar e passou Carla da dita Com- 
menda como consta dos autos que se guardam no Archivo da Relação de Lisboa. 

Pouco tempo lhe foi dado gozar d'estas vantagens, e ganhar por novos serviços direito 
a outras maiores. Padecendo nos últimos annos da sua vida ataques periódicos de 
rheun^atismo gotoso, nm d'estes que lhe sobreveio com maior intencidade, poz termo 
a sua vida em 12 de Junho de 1643. Foi sepultado em jazigo próprio na hoje Real 
Casa de Santo António. 
25 



194 ^ FAMÍLIAS TITULARES OU 

Foi casado com D. Guiomar Carneiro de Soasa Frt^ire, qae foi bapiisada na Sé de Lis» 
boa, e dotuda por seu avô Gaspar Carneiro, com dez mil cruzados por escriplura de 
26 de Setembro de i614, filha de Manuel Alvares Quaresma Freire; Gommendador do 
S. Miguel de Oliveira na Ordem de Chrislo, e de sua mulher D. Ignez Carneiro de 
Sousa, que depois de viuva d'este, foi 3." mulher do Desembargador Pedro Alvares 
Sanches, como lia pouco se disse. 

Para tornar mais salientes os serviços prestados pelo Desembargador do Paço João San- 
ches de Baêna á causa da independência de Portugal, quiz El-Rei D. João iv signi- 
fical-os á viuva, mandando passar uma Portaria, 30 dias depois da morte d'aquelle 
benemérito, fazendo mercê a sua mulher D. Guiomar Carneiro de oitenta mil réis 
de tença em cada anno, pelos mencionados serviços á coroa e ao paiz. É mister 
advertir que, n'aquelle tempo, a somma de oitenta mil réis poder-se-ha computar, em 
relação a moeda dos nossos dias, em cerca de um conto de réis. M. D. Guiomar Car* 
neiro, a 15 de Outubro de 1643. 

FILHOS 

1.0 Pedro Luiz Alvares Sanches de Baêna. — Doutor em Leis pela Universi- 
• dade de Coimbra, formado a 23 de Outubro de 1640 ; Moço Fidalgo 
com exercício em 1641 ; Desembargador da Relação do Porto por Carta 
de H de Dezembro de 1641 ; Desembargador da Casa da Supplicação 
poi Carta de 24 de Setembro de 1642; Alcaide-mór de villa do Conde; 
Vereador do Senado da Camará de Lisboa por Alvará de 7 de Maio 
de 1652; Familiar do Santo Offlcio em 1657; Cavalleiro da Ordem de 
Christo, com promessa de uma Commenda de cem mil réis de dote 
em 1652. Foi herdeiro de Ioda a casa vinculada de seu pae, como 
filho primogénito. M. em 15 de Julho de 1662, tendo casado em 1646 
com D. Paula Pacheco, filha de Anlonio Rodrigues Pacheco ; Fidalgo da 
Cisa Real em 2 de Maio de 1646, e de sua mulher D Catharina de 
Lale, neta paterna de Gaspar Pacheco, Fidalgo da Casa Real em 1642, 
instituidor de um Morgado, e de sua mulher D. Catharina Henriques de 
Senna, e neta paterna de Henrique Nedraf, e de sua mulher D. Paula 
Marques Henriques. Do dito Anlonio Rodrigues Pacheco, e de sua mulhir 
acima, foi terceiro neto o 1." Marquez de Soudos, em 1785, Jeronymo 
Pereira Coutinho de Azevedo. — Sem geração. 

2." Luiz Sanches de Baêna. — Succedeu por morte de seu irmão i casa de 
seus paes, foi baptisado na freguezia de Nossa Senhora da Yictoria, 
da cidade do Porto, em 1618; Moço Fidalgo em 1641 ; Bacharel em 
Cânones em 30 de Maio de 1643, etc, etc, etc, e tudo o mais que 
ficou declarado, quando se tratou de sua segunda prima e mulher 
D. Maria Francisca de Almada. 

FILHOS 

1.° João Sanches de Baêna b Farinha. — Capitio de Cavai los ; 
Governador do Castello de Setúbal, ele. Foi herdeiro de 
toda a casa de seus pães e avós, e é quarto avô em linha 
recta do Visconde de Sanches de Baèna. {V. Sanches de 
Baêna), 

2." Pedro Sanches Farinha de Baêna. — Nasc. em Lisboa, e foi 
baptisado na Egreja de S. Julião. Teve o foro de Moço 
Fidalgo em 1671 ; Bacharel formado em Cânones, pela 
Universidade de Coimbra; tomou ordens sacras em 1680; 
Collegial de S. Paulo em 1692; Cónego da Sé de Lisboa; 
Mesire Escola da mesma Cathedral ; Desembargador da 
Relação do Porto em 1696, e depois da Casa da Sup- 
plicação e dos Aggravos; Cavalleiro das Ordens de Christo, 
e de S. Thiago; Deputado da xMesa da Consciência e 
Ordens em 1715 ; Deputado do Santo Offlcio ; Reitor da 
Universidade de Coimbra em 1719; do Conselho de El-Rei 
D. João V. Foi um dos homens mais i Ilustrados do sea 
tempo 'e o mais notável orador sagrado que enlào existia. 
M, em Coimbra, estando a assistir a uma festividade na 
Egreja do Castello da Graça, a 25 de Março de 1722. 

3.<» António Sanches dk Baêna.— Moço Fidalgo com exercício 
em 1671; Cavalleiro professo, e depois Gommendador da 
Ordem de Malta. 

4.0 Tose Sanches Farinha de Baína. — Moço Fidalgo cOm exer- 



ou E GRANDES DE PORTUGAL 195 

cicio, em 1696 ; CaTalleiro da Ordem de Cbristo com 
150§000 réis de tença. Valoroso soMado em uma das 
companhias de carallos da guarnição do Algarve, e sendo 
promovido a oficiai para seguir para a índia, teve de 
ajuda de custo 200^000 réis. 
5." Dom Rodrigo Sahchbs. — Cónego Regrante de Santo Agostinho, 
no Mosteiro de S. Vicente de Fora. 

3.» Fbancisco Sanches de Baêka — Nasc. em Lisboa a 13 de Junho de 1622, 
e foi bapti.-a.o na freguezia de S. Thiago ; Moço Fidalgo em 1653; 
Thezoureiro-mór da Arca da Junta dos Três Estado; em 1630, dando 
conta e obtendo quitação em 1662 de 3:3S9:225S2i4 réis em dinheiro, 
alem de 8:000 vestidos, munições e outros objectos; sérvio ainda seis 
annos de Thezoureiro-mór do Reino. Militou em o mar das índias, e em 
terra no Sitio de Elvas e outras empresas militares. M. em Agosto 
de 1674, e fui sepultado em jnzigo próprio na egreja do Convento de 
Vialonga. Foi casado a 17 de Outubro de 1647 com D. Marianna de 
Rezenle, com escriplura de dote e instituição de Morgado, etc. Teve 
descendentes, que se alliaram aos Henriques da Ilha da Madeira, e no 
continente a outras familias, sendo uma d'elias representada por Sebas- 
tião Falcão de Gamboa Fragoso Van-Z<iler Sanches de Baèna Henriques 
Trigozo, qae nise. em 3 de Junho d«í 1840, snccéssor á casa de seus 
pães, os 6.** Barõ^-s do Aldemberg, ele. 

4." Gaspab Sanches ok Baè.<«a. — Doutor em Tbeologia; Moço FMalgo em 1641 ; 
Mestre Escola da Santa Sé Metropolitana de Lisboa em 1636 ; foi homem 
de muita virtude e versado em sciencias Theologicas de que Unha o 
grau de Doutor, etc, etc. 

4.0 VicENTB Sanches. — Servia nas armadas da índia onde poi vezes foi ferido, e vindo por 

capitão de uma nau, m. em viagem. 
5." Franosco Sanches — M. religioso na província da Piedade. 
6 " Bknto de Baêia Sanches. — De qoem ji se tratoa. (V. acima). 

SEXTOS AVOS 

Diogo Alvares Sanches, nasc. em Villa Viçosa, e em 2 i d'Abrii de 1520 era já Caval- 
ieiro da Ordem de S. Thiago ; serviu a casa de Bragança em Viila Viçosa, e n'um docu- 
mento que se guarda na Torre do Tombo (arm. 25 inter, da Casa da Coroa, maço 370 j 
se diz que era homem de grande capacidade e segredo, e da sua \ida, ascendentes, e 
Morgado que insliluio, consta do cartório das Capelias no Hospital de S. José em Lisboa, 
por onde se prova que havia Capella e Jazigo perpetuo para si e seus descendentes na 
Ermida de Santo António de Lisboa, com rendimento próprio (Salvador liv. 46, fl. í e 2J. 
Casou em Villa Viçosa com D. Maria de Lemos, CoUaça do Duque de Bragança, Dom João, 
e Moça da Guarda-Roupa da Duqueza. Era irmã de Francisco Rodrigues da Fonseca, 
Couteiro-mór dos Duques de Bragança, também Collaço do Duque Dom João ; e ambo& 
filhos de Diogo Rodrigues, o Velho, Couteiro-mór dos mesmos Duques e seu Escrivão da 
Casa e Fazenda ; e de sua mulher D. Brites de Lemos, que foi ama de leite do vi Duque 
Dom João, e irmã de João Henriques Coronel, Capitão da Guarda do Duque Dom Jayme, 
na tomada de Azamor, como consta de uma carta por elle escripta a Él-Rei datada de 
Azamor aos I dias de Julho de 1514 (Historia Genealógica da Casa Real Portuguesa, 
Tom. V ^a^í. [507, e Real Archivo da Torre do Tombo, Corp. chron.part. 2." maço 49, 
doe. 23;. 

Diogo Rodrigues, o Velho, acima mencionado, era irmão de Fernão Rodrigues, que 
foi Camareiro do Duque Dom Jayme, e que descendiam de Estevão Rodrigues, que tam- 
bém foi o tronco primitivo dos que mais tarde vieram a ser Condes da Torre, Condes da 
Palma, de Óbidos, de Cuculim e afinal Marquezes de Fronteira, etc., etc., ele. 



196 família s TITUíARES ' OU 

1.» Gil Alvarbs Sanches. — Que foi servir para a índia e lá morreu.-» Sem geração. 
2.» Pedro altares Sanches. — De quem já se tratou. (K. acima). 
3." D. Ignez. — Religiosa no Mosteiro de Santa Cruz de Yilla-Yiçosa. 

Dom Gil Alvares Sanches, que sendo em Hespanha Cavalleiro da Ordem de S. Thiago, 
veio da Villa de Albuquerque para Portugal, amparar-se em Villa Viçosa da protecção 
do Duque de Bragança D. Jayme, (cujo parente era segundo o testemunho de vários 
escriplores ') , em rasão de haver era Castella coramettido um homicídio em pessoa de 
consideração, para desaggravo da própria honra. Achou-se com o mesmo Duque na tomada 
de Azamor em 1513, com armas, homens e cavallos á sua custa, fazendo entrar na Enxo- 
via por 14 ou 15 léguas pelo sertão a dentro. E ficando depois sob o commando de 
D. Francisco de Portugal, recusou ser por este armado Cavalleiro, pelas rasões que são 
fáceis de presuppor : o que tudo consta de uma carta testemunhavel, em justificação, que o 
mesmo D. Gil requereu e obteve, passada em Azamor aos 19 de Dezembro de 1513. M. 
em Villa Viçosa, e jaz em Santa Maria do Castello com inscripção sobre a campa. 

Foi casado com D. Catharina de Landim, Moça da Gamara da Duqueza de Bragança, 
e filha legitima de Fernão Rodrigues de Landim, Cavalleiro da Ordem de Aviz, e Fidalgo 
da Casa Real, e de sua mulher D. Catharina Leitão, neta de Fernando de Landim, Caval- 
leiro da Ordem de Aviz, que obteve carta de Brazão d'Armas. 

1." Diogo Altabbs Sanches. — De quem acima se tratou. 

2." Pedro Alvares Sanches. — Casado com D. Guiomar Rodrigues, de quem leve uma filha 
que professou, no Domingo do Bom Pastor em 1544, no Convento de Satita Cruz de 
Villa Viçosa, tomando na religião o nome de Soror Leonor das Chagas. 

3.<» Fr. Pedro de Villa Viçosa. — Educado d'esde tenra idade por seu lio materno, Fr. Álvaro 
de Ave, Prior perpetuo do mosteiro da dita Viilai do qual era padroeiro o duque de 
Bragança D. Jayme. 
Por morte de seu tio foi eleito Prior do mencionado Convento em que tinha sido educado, 
e professado, e lambem depois, prior de Nossa Senhora da Graça de Lisboa em 1570: 
sendo prior do de Villa Viçosa penitenciou o seu visitador, Fr. Luiz de Montoya, e 
por este reformador foi eleito, Provincial (o primeiro) dos eremitas de Santo A(rosti- 
nho. Fundou em Tavira um Convento da sua Ordem, e achou-se no Concilio de Trento. 
Foi reputado como um dos religiosos de mais virtude e saber do seu tempo. M. no 
anno de 1574. 

4." Nono Alvares Sanches. — Foi para a índia e lá m.— Sem geração. 

5.0 António Alves Sanches. — Foi também para a índia, onde m. 

6.0 D. IzABEL Alves Sanches. (A Sancha Vellia) — Casou com João Rodrigues Vallejó, natu- 
ral de Villa Viçosa ; Guarda Respostas da Rainha D. Catharina, mulher de El-Rei 
í). João III, como consta de um Alvará passado em Almeirim a 1 de Julho de 1527, 
o qual exiíte na Torre do Tombo. Teve por filho a Diogo Sanches que casou e leve 
muita descendência, sendo esta representada em 1798 por José Sanches de Brito, Mare- 
chal de Campo ; Almirante ; Tenente General de Mar ; Fidalgo da Casa Real ; Caval- 
leiro Professo na Ordem de Christo ; Commendador de Santa Maria da Alagoa na 
mesma Ordem, casado com D. Luiza Margarida Leonor Weinholtz, natural de Rends- 
burg no ducado de Holslein, Açafata da Rainha D. Marianna d'Austria, filha do Coro- 
nel de Engenheiros Frederico Jacob Weinholtz, autor das metralhadoras que em 1740 
foram mandadas para a índia. 

7.» U. Catharina Alvares Sanches. — Casou duas vezes ambas contra vontade de seus pães: 
a primeira, com Miguel Peres das Antas, Architeclo do Cardeal Infante, irmão do 



' OontU do* Mariiueiiptoi qae pertenceram »os Padres Theatinos, hoje existentea na Blbllolheca Nacional de Lisboa, 
do Armoriai Hespanhol, por D, FraacUco Piferrer, Impresso em Madrid em 1868, e de varias outras obras, etc., ete. 



ou E GRANDES DE PORTUGAL ^ 197 

Desembargador António Peres das Antas, e ambos fíihos de António Dias, nataral da 
Fanagaeira, termo da Batalha, e de saa mulher D. Iria Peres das Antas ; e a segonda, 
com Henrique Chainho, nataral de Évora, Tabellião Jadicial da mesma cidade, por 
Carta de El-Rei D. Sebastião de 20 de Dezembro de 1563. Este Chainho era neto 
do Alcaide-mór da Gaarda, Lopo Chainho, qae foi Sr. de am Morgado em o logar 
chamado «Cbainha», perto de Erora, do qaal os seus avós tomaram o appellido. 

FILHOS DO 1.» MATRIMONIO 

1.0 Antão Alvarks Sahchbs. — Nasc. no começo do anno de 1864, e depois 
dos estados preliminares, matricaloa-s« na Universidade de Coimbra, 
onde se doatorou em Leis ; segaio a carreira da Magistratura, come- 
çando por Juiz d? Fora de Arronches, em 14 de Julho de 1590 ; Juiz 
de Fora de Elvas em 1593 ; Corregedor de Lagos, em 17 de Dezembro 
de 1594; Desembargador da Relação do Porto, em ii de Agosto de 1605; 
Procurador dos Orphãos e Residuos de Lisboa, em 16 de Março de 1607; 
Desembargador da Casa da Supplicação, em 15 de Setembro de 1609 ; 
Corregedor do Cível da Corte, em 10 de Dezembro de 1616 ; teve 
assento no Conselho de Estado em 1623 ; Juiz das Confiscações pelo 
crime de heresia e apostasia ; babilitoa-se para receber o Habito de 
Christo em 1625, e nos autos d'esta habilitação consta quem eram seas 
pães 6 avós, que são os declarados aqui. Professou na Ordem de Christo 
em 1637, e teve na mesma Ordem 2O$0O0 réis de tença; instituio 
capelia com jazigo prepetuo para si e sua familia, na ermida de Santo 
António da Sé (Real Casa de Santo António), vinculando-lhe o Casal 
do Lagarteiro em Villa Nova da Balèa, á emitação do que tinha feito 
seu tio Diogo Sanches. 
M. em 24 de Novambro de 1631, e foi sepultado no sen jazigo, na dita 
ermida, como consta do liv. l." dos óbitos da freguezia de S. Thomé 
de Lisboa. Deixou testamento, e foram testamenteiros seu irmão Fr. Ber- 
nardo Sanches e Fr. Jeronymo, irmão de sua segunda mulher. Foi 
casado duas vezes, sendo a primeira com D. Germana Barbosa, que m. 
a 39 d'Agoslo de 1621, filha de Diogo de Mattos Figueirôa, e sobrinha 
do grande Pedro Barbosa, chamado por antonomásia — O Insigne : a 
segunda vez em 24 de Outubro de 1623, com D. Catbarina Pereira 
Sodré, natural de Ourem, filha de João de Mures e de sua mulher 
D. Joanna Pereira Sodré. 
É pois, d'este Desembargador que descen<lem os Sanches de Cbatillon, os 
Sanches de Gusmão e outros. 

2.0 Fk. Francisco Sanches. — Prelado do Convento de Santo Agostinho. 

3.0 Fr. Manuel Sanches. — Agostinianno. 

4.0 Fa. Ctpriano Sanches. — Agostiniano. 

o. o Fa. Bernanoo Sanches— Da Ordem de S. Jeronymo, Prior do Convento de 
Belém, e por muitos annos Governador da sua religião. 

FILHO DO 2.0 MATRIMONIO 

6.* Mandel Chainho Sanches. — Teve o officio de seu pae, por Carta de 9 de 
Maio de 1600, e foi casado com D. Brites da Silva, de quem leve : 

FILHA 

D. Catharina da Veiga Sanches. — Casou com o Capitão Fran- 
cisco Gomes de Araújo, morto na derrota de Alcaraviça, 
onde se enrolou na bandeira para não lha tirarem emquanto 
vivo. 

7." D. Goiomar Sanches de Valladarbs. — Que teve Alvará de pensão. {Torre 
do Tombo, 29, 371 v. fl. 3). 

8.0 Soror Guiomar. — Religiosa no Convento de Santa Martba em Lisboa, onde m. com cheiro 
de Santidade. 



198 FAMÍLIAS TITULARES OLI 

OITAVOS AVOS 

Dom Pedro Alvares Sanches, natural da Villa do Albuquerque, era Caslella ; Caval- 
leiro da Ordem de S. Tbiago, na Hespanha, onde viveu reinando D. Henrique iv e 
D. Fernando v, e casou com D. Maria Gil de Paredes, filha de D. Pedro Gil de Albu- 
querque e de sua segunda mulher D. Joanna Fernandes de Paredes, nela paterna de 
D. João Affonso, Sr. de Albuquerque ; Bisneta de D. Aífonso Sanches, e terceira neta de 
El-Rei D. Diniz, de Portugal. 

1.0 Dom Gil Alvares Sanchbs. — De quem acima se tratou. 

i* Dom João Alvares Sanches — Doutor cm Jurisprudência e homem de muilo saber, e que 

diixou valiosos escriptos. 
3." D. Izabel de Paredes Sanches. — Casou em Caslella com Fernão Sanches de Bachiller, 

Fidalgo rico e mui prinoipnl, natural da Villa d; Broza , ou Brosas. 

FILHA ÚNICA 

D, Izabel Sanches de Parbdes. — Mulher de D. Salvador Dias Blasqucs, Caval- 
leiro Biscainho, natural da cidade da Vi<-toria ; teve muita descendência 
da qual só trataremos da seguinte : 

FILHA 

D. Leonor Dias Blasqoes. — Natural de Brozas, ou Brosas, na 
Extremadu a, casou com D. Francisco Nunes, natural de 
Garrobillas, e foram pães do famoso rhetorico, Francisco 
Sanches, que por ser da mesma naturalidade de sua mãe, 
se denominou — o Broeence. Era caihedralico de rheto- 
rii-a e grego na Universidade de Salamanca, quando em 
1584, tornanlo-se suspeito á Inquisição, foi por ella per- 
seguido. M. e-j 1601, tendo casado duas vezes, e de 
ambos os consórcios teve desc ndencia, que para aqui 
seria longo enumerar 

CREAÇÃO DO TITULO 

CoNDB — Decreto de 26 de Outubro de 1829. 

Ilx<azã.r> cl'Ai*inas. — Escudo esqaartelado; no primeiro quartel as armas dos Almeidas; 
no segando as dos Sanches; no terceiro as dos Baênas; e no quarto as dos Farinhas. 




OLIVEIRA DO CONDE (Visconde de). --Miguel Borges de Castro Tavares de Aze- 
▼edo, 1.° Visconde e 1.° Barão de Oliveira do Conde. 

CREAÇAO DO TITULO 

ViscowDE — Decreto d-; 29 de Maio de 1878. 
BaaÍo — Deereto de 21 de Novembro de 1866. 



OLI E GRANDES DE PORTUGAL 199 




OLIVEIRA DUARTE (Visconde de).— Ricardo Fernandes de Oliveira Duarle. Nasc. 
em Lisboa a 22 de Novembro de 1843 ; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Con- 
ceição ; Cavalleiro da de S. Thiago ; Fidalgo Cavalieiro da Casa Real ; Sócio de varias 
Academias de musica estrangeiras ; Membro das Sociedades Italianas de Philantropia e de 
Inslrucção Publica de Nápoles; abastado proprietário e capitalista, etc. 

Dedicado por irresistível vocação á arte de Thalberg, tornou-se ura dos mais notá- 
veis pianistas poi luguezes, merecendo, não só entre os cultores d'esse encanto d'alma em 
Portugal, ccmo no estrangeiro, os maiores louvores e applausos. Os louros que tem cei- 
fado durante o seu longo tirocínio artístico, encheriam muitas paginas d'este livro, se nos 
fosse permetlido dar lhes espaço. Entre as copiosas publicações que commemoram a sua 
competência artística, temos deante de nós um volumoso opúsculo que muito honra e 
enobrece o Sr. Visconde de Oliveira Duarle, e que na verdade é digno de ler-se. Chama-se 
esse trabalho litterario : Traços biographicos de Ricardo Fernandes de Oliveira Duarte, 
pelo Dr. José Ribeiro Guimarães. Lisboa, Typographia do Instituto Geographico Por- 
tugvez, 1883. 

Casou o Sr. Visconde de Oliveira Duarte duas vezes, a primeira em Lisboa com 
D. Sophia Palmyra da Silva, fallecida a 30 de Novembro de 1873, e a segunda vez a 
24 d'Abril de 1875, com sua prima D. Maria Augusta da Silveira, que nasc. em Lisboa 
a 30 de Outubro de 1854, filha de António Joaquim da Silveira, que nasc. em Cabaços 
em 1816, e m. em 1856 ; e de sua mulher D. Anna Thereza Fernandes da Silveira, que 
nasc. em Lisboa em 1826, e m. em 1856; neta paterna de Joaquim Vaz da Silveira, c de 
sua mulher D. Joanna Maria da Silveira, ambos naturaes de Cabaços; e neta materna de 
Ignacio José Fernandes, natural de Cabaços, e de D. Maria Ignacia Fernandes, natural 
de Lfsboa : todos já fallecidos. 

fixjHio x)o 1.0 Tvi A TieTT./roi^rro 

Ricardo Silva db Oliveira Doarte. — Nasc. a 7 de Novembro de 1864, herdeiro e saeces- 
sor ao titulo de sea pae, por ser filho onico. 

SEXJS PAES 

Duarte Sérgio de Oliveira Duarle, que nasc. em Lisboa a 28 d'Abril de 1817 ; honrado 
proprietário e capitalista na praça de Lisboa, e ha mais de 25 annos Director do Banco 
de Portugal, onde, em épocas de grandes crises financeiras, ha prestado não pequenos 
serviços ao Estado. É casado com D. Maria Felicianna Fernandes Duarte, que nasc. em 
Lisboa a 9 de Setembro de 1819, filha de Ignacio José Fernandes, que nasc. a 31 de 



too famí lias titulares OLI 

Janeiro de 1770, e m. em 1853 ; opulento negociante que foi em Lisboa, e de sua mulher 
D. Maria Ignacia Fernandes, que nasc. a t de Fevereiro de 1781, e m. em 1856. 

FILHO 
Ricardo Fernandes de Oliveira Duarte. — O Visconde de Oliveira Daarte. {V. M\m<i). 
SE5US AVÓS 

António Francisco de Oliveira Duarte, nasc. cm 1774, e m. em 1844. Foi um dos 
fundadores do Banco de Portugal, deixando um nome venerando na praça de Lisboa. 

Quando na occasião mais aíflictiva, durante o côrco do Porto em 1833, aquella 
cidade luctava com a fome e a guerra civil que assolou todo o paiz, o Sr. António 
Francisco de Oliveira Duarte poz á disposição do Governo da dita cidade, por interven- 
ção do Banco que geria, uma parle muito importante dos seus haveres, para soccorrer 
ás necessidades d'esse governo, com o fim, mais humanitário que politico, de tornar 
menos dolorosa aquella situação. Mais tarde quizeram galardoar-Ihe aquelles serviços com 
honras, condecorações e até mesmo com um titulo honorifico, mas o modesto e honrado 
cidadão, nada quiz acccilar. 

Que laes actos de patriótica e humanitária abnegação sirvam de estimulo a novas e 
vindouras gerações. 

Foi casado o Sr. Oliveira Duarte, com D. Marianna Izabel Pinto, que nasc. em 1799, 
e m. em 1857, cercada de benções dos infelizes, porque foi modelo de todas as virtudes 
chrislãs. 

IFIIiHO 
Duarte Sérgio de Oliveira Duarte. — (7. acxrtuí). 
CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 19 de Abril de 1888. 




OLIVEIRA LIMA (Baroneza de). — D. Maria Helena de Albuquerque Lima, 1.* Baro- 
neza de Oliveira Lima, agraciada pelos serviços de seu marido e depois da morte d'este. 
O Decreto diz assim: opelos merecimentos e virtudes que n'ella concorrem e ao mesmo 
tempo honrar na sua pessoa a memoria dos destinclos serviços prestados ao Estado pelo 
seu fallecido marido, o Conselheiro Manuel Jorge de Oliveira Lima, Director Geral, que 
foi, no Ministério dos Negócios da Marinha e Ultramarj». 

. . CREAÇÃO DO TITULO 

Baronsca — Decreto de 18 de Gatabro de 1883. 



OLI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



201 




OLIVEIRA DO PAÇO (Visconde de).— Anlonio Martins de Oliveira, l.» Visconde 
de Oliveira do Paço. Nasc. no logar do Paço, freguezia do Sobrado concelho de Vallongo ; 
Moço Fidalgo com exercicio, em 20 de Setembro de 1879. 

CREAÇÂO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 15 de Maio de 1879. 

Braza.0 d'A.i*nias.— Escndo partido em pala; a primeira cortada em faxa — em 
campo de ouro, trez flores de liz de purpara postas em roqnete : na segunda — em campo 
negro, dnas fachas d'OQro : na segunda pala — em campo de prata, uma oliveira de sua cõr 
com fractos e raizes de onro. 

BRâZâO coDcedido por Alvará de menè nova de 14 de Setembro de 1879. 




OLIVENÇA (Conde de).— Rodrigo Affonso de Mello, 1." e ultimo Conde de Olivença ; 
Sr. de Ferreira de Aves, de Arega e da Quinta de Agua de Peixes, etc, etc, ele. Foi 
Guarda-mór de El-Rei D. Affonso v; acompanhou este monarcha na jornada que fez a 
Africa, ficando por Governador da cidade de Tanger. Acompanhou também D. João ii a 
Arzila, ele. 



26 



202 



famílias titulares 



OKi 



Edificou em Évora o Mosteiro de S. JoSo Evangelista dos frades Lóios, onde está 
sepultado. Foi casado com D. Izabel de Menezes, íilha de Ayres Gomes da Silva, Sr. de 
Vagos, 6 de sua segunda mulher D. Beatriz de Menezes. 

l.« D. Maroarioa de Vilhena. — 1.* mulher de Dom Pedro de Castro (o Neglieeneiat). — Sem 

geração. 
2.* D. FiLipPA DE Mello.— Mulher do Sr. Dom Álvaro de Portugal, Sr. do condado de 

Tentúgal, e 4.° filho do S.** Duque de Bragança. 

nLHO 

Dom Rodrigo de Mello. — Herdeiro por sua mSe do Condado de Olivença, e 
do Senhorio de Ferreira de Ares, etc. Foi l.<* Marquez de Ferreira, 
Conde de Tentúgal, e 3." avô de D. Nuno Alvares Pereira de Mello, que 
foi o 1.0 Duque de Cadaval em 1648. 
Acba-se portanto, encorporado este Condado de Olivença á casa dos 
Duques de Cadaval. {V. Cadaval). 

CREAÇÃO DO TITULO 
Condi — Carta de El-Rei D. Affonso y, anno 1475. 




obra). 



ORIOLA (Conde de). — (V. Marquez d' Alvito, pag. 80 e seguintes daí." vol. d' esta 



CREAÇÃO DO TITULO 



Conde — Decreto de 16 de Setembro de 1683. 
Renovado — Decreto em 13 de Maio de 1810. 

Brazâo â*Ai*ina8.— Em campo de prata, cinco lobos pardos em aspa, armados de 
▼ermelho, tendo o escndo nma bordadura de azul com oito aspas de ouro. 



ORT 



E GRANDES DE PORTUGAL 



203 




ORNELLAS (Barão de). — Dr. Anlonio Evaristo d'0rnellas, 1." Barão de Orneilas, 
e antigo Cônsul Gerai de Portugal em Lima, Republica do Peru. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barío — Decreto de 14 de Oatobro de 1886. 




ORTA (Visconde de). — Dom Bamabé d'Orla, 2." Visconde d'Orla, nasc. em Hes- 
panha a 20 d'Abril de 1825. 

António José d'Orta, 1." Visconde d'Orta. Nasc. em Hespanha a 10 de Fevereiro 
de 1804 ; Commendador da Ordem da Conceição ; Fidalgo da Casa Real, e antes de vir 
para Portugal, foi Commissario Ordenador de Marinha, em Hespanha. M. a 5 de Janeiro 
de 1873, tendo casado em Hespanha a 31 de Dezembro de 1821, com D. Manuela de Jesus 
Toronjo, que nasc. em Hespanha a 11 de Abril de 1802, e m. em 1874, filha de 
Dom Bamabé Toronjo e de sua mulher D. Maria Moron. Todos súbditos hespanhoes. 

IETTXjKCOS 

1.0 D. JoANNA DA Crdz d'Orta. — Nasc. em Hespanha a 14 de Jalho de 1824, e casou a 8 
de Maio de 1842 com Guilherme José Ennes ; negociante ; Commendador da Ordem de 
Cbristo, natural de Lisboa, filho de José Eanes e de D. Guilhermina Maria Rosa. 



204 FAMIUAS TITULARES QTT 

FILHOS 

1." GoiLHBRME d'Ohta Ennes. — Nasc. em Lisboa a Í5 de Março de 1843. 
2."> D. JoANNA d'Orta Ennes. — Nasc. em Lisboa a 17 de Março de 1844. 
3." D. Virgínia u'Orta Ennes. — Nasc. em Lisboa a 30 do Junho de 1848. 
4.° António d'Ohta Ennes. — Nasc. em Lisboa a 16 de Dezembro de 1848. 
3." Alfredo d'Outa Ennes. — Nasc. cm Lisboa a 11 de Agosto do 1851. 
6.* D. Maria Cbristina l'Orta Ennes. — Nasc. em Lisboa a 28 de Fevereiro 

de 1850, e m. a 17 de Setembro de 1884, tendo sido casada com Joio 

Henrique Ulrich Júnior. — Com geração. 

2.» Dom Barnabé d'Orta. — 2." Visconde d'Orta. (K. acima). 

3,° D. Maria Francisca de Paula d'Oiita. — Nasc. em Hespanha a 31 de Dezembro de 1832, 
e casou a 19 de Selembro ilc 1837 com Joaquim Thomaz Lobo d'Avila, Conde de 
Valbom, filho de Joaquim Anastácio Lobo d'AviIa, e de sua mulher D. Marianna 
Vicloria de Mendonça Peçanha. 

FILHOS 
1." D. Leonor. 
2.«» Carlos Augusto Lobo d'Avila. — Nasc. a 17 de Maio de 1860. 

4." D. Antónia Maria d'Orta. — Nasc. em Lisboa a 25 de Novembro de 1838, e casca 
a 29 de Julho de 1857 com o Barão hoje Conde de Magalhães, natural do Porto, e 
Ulho do Visconde d'Alpendorada. 

FILHOS 

1.* D. Margarida Vieira de Magalhães. — Nasc. em Lisboa a 13 de Outubro 

de 1859. 
2.° António Vieira de Magalhães. — Nasc. em Lisboa, a 20 de Fevereiro do 1860. 

5." D. Maria da Encarnação d'Orta. — Nasc. em Lisboa a 21 de Janeiro de 1S41, e casou 
a 14 de Janeiro de 1868 com o Visconde do Rio Sado. (Y. Rio Sado). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 5 de Julho de 1854. 
Renovado — Decreto de 21 de Dezembro de 1876. 

Bfaasão â'A.i*mas. — Escudo esquartellado ; no primeiro quartel — em campo azul 
um Leão de ouro rompente : no segundo — em campo de prata, um braço nú em faxa com uma 
chave de azul posta em pala : no terceiro — em campo de prata uma aspa vermelha com uma 
cotica de ouro : no quarto — em campo azul um cadocêu de Mercúrio de ouro, segundo o regi- 
mento da Armaria destes reynos, e seus domínios — e por timbre o Leão das Armas também 
de ouro. 

BRAZÀO concedido ao Visconde d'Orta por Decreto de 37 de Setembro de 1854. 



OTTOLINI (Visconde de). — Manuel Sarmento Oltolini, 1." Visconde de Ollolini. 
Nasc. em Lisboa a í) de Janeiro de 1840 ; Fidalgo Cavalieiro, e Moço Fidalgo da Casa 
Real ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra ; Cavalieiro da Ordem 



OTT E GRANDES DE PORTUGAL 205 

de Leopoldo da Bélgica ; Governador do Banco Nacional Ultramarino ; Membro substituto 
do Conselho d'Administração da Companhia Geral de Credito Predial Portuguez ; Sócio da 
Sociedade de Geographia de Lisboa, etc. Casou em Lisboa a 3 de Março de 1862, com 
a actual Viscondessa de Otlolini, D. Maria Elisa da Veiga, que nasc. a 30 de Dezembro 
de 1846. (V. seus pães adiante). 

FIXiHOS 

1.» José da Veiga Ottolini. — Nasc. a 10 de Dezembro de 1864; Engenheiro de minas, 

tendo o curso completo da Escola Polylhechníca de Lisboa, e da Escola Soperior de 

Minas de Paris, etc. 
i." D. Maria Joanna da Veiga Ottolim. — Nasc. a 8 de Outubro de 1866, e m. a 18 

d'Abril de 1874. 
3.° Manuel da Veiga Ottolini. — Nasc. a 12 de Dezembro de 1868, e casou a 8 d'Agosto 

de 1887 com D. Carolina Gomes, filha de Guilherme Gomes e de sua mulher D. Maria 

Augusta Gomes. 
4.° D. Maria Mabgarioa da Veiga Ottolim. — Nasc. a 11 de Setembro de 1876, e m. a 1 

de Fevereiro de 1880. 
5.* Lciz da Veiga Ottolini — Nasc. a 9 de Março de 1878. 
6." D. Mabia db Loordes da Veiga Ottolini. — Nasc. a 24 de Outubro de 1881. 

SEUS PAES 

José de Cupertino d'Aguiar Ottolini, nasc. em Lisboa a 25 de Setembro de 1798 ; 
Juiz da Relação de Lisboa ; Procurador Geral da Coroa ; Conselheiro de Estado etíectivo ; 
Commendador da Ordem da Conceição, e da de Chrislo. M. a 4 de Março de 1859, tendo 
casado com D. Augusta Cesaria Ferreira Sarmento, que nasc. a 15 de Fevereiro de 1797, 
e m. a 14 de Fevereiro de 1869, filha de Manuel José Sarmento, Fidalgo da Casa Real ; 
do Conselho de El-Rei D. João vi ; Alcaide-mór de Alcácer do Sal ; Conselheiro honorá- 
rio do Ultramar ; Commendador da Ordem de Christo ; Official-mór da Secretaria de Estado 
dos Negócios do Reino, que ra. a 8 de Setembro de 1836, e de sua mulher D. Marianna 
Raymundo Ferreira da Silva Leitão. 

1.» Manuel Sarhento Ottolini. — O 1,« Visconde de Ottolini. (K. acima). 
2." D. Marianna Sarmento Ottolini. — Nasc. a 14 de Julho de 1838, e m. a 8 de Setem- 
^ bro de 1887 ; casada cora Joaquim José Ferreira da Veiga, que nasc. a 9 de Outubro 

de 1836, e m. a 24 de Setembro de 1878. (F. adiante). 
3.° Francisco de Paula Sarmento Ottolini. — Nasc. a 21 de Outubro de 1842; Bacharel em 

Direito pela Universidade de Coimbra ; Ouvidor no Tribunal do Conselho de Estado, etc. 

SEUS AVOS 

Bartholomeu Mathias Ottolini, casado com D. Francisca Rita de Silva Aguiar, filha 
de Manuel José Aguiar, e de sua mulher D. Constantina Rita da Silva, naturaes de Lisboa : 
já fallecidos. 

!.*> José de Cupertino d'Aguiar Ottolini. — (V. acima). 

2.° Fra.ncisco db Paula Aguiar Ottolini. — Deputado á 1.» Legislatura de 1834 a 35 ; á 2.« 
de 1836; á 3.» de 1840; á 5.* de 1844; á 8.» de 1851 a 54. e á 9.» de 1853 a 
56, ele; Par do Reino; Ministro d'Estado ; Juiz da Relação de Lisboa; Conselheiro 
d'Estado £jLtr«ordinavo. 



206 FAMÍLIAS TITULARES OTT 



PAES T>A. VISCONDESSA. DE OXXOLINI 

Joaquim José Ferreira da Veiga, nalural da cidade de Braga, onde nasc. a 13 de 
Fevereiro de 1795 ; foi abastado negociante ; proprietário e capitalista em Macau e Lisboa. 
M. em Lisboa a 27 de Junho de 1847, tendo casado duas vezes, a primeira com D. Maria 
Roza de Paiva, e a segunda com D. Joanna Uliman, que nasc. a 12 de Maio de 1809, 
e m. em Bemíica a 26 d'Abnl de 186|, filha de Jacob Gabriel Uliman, siibdilo sueco, que 
nasc. a 21 de Fevereiro de 1764, e m. a 25 de Julho de 1836, e de sua mulher D. Roza 
Rita Uliman, que nasc. em 1782, e m. em 1822. 

i.<» D. Maria Roza de Araújo Veiga. — Nasc. a..., e pelo seu casamento, 1." Viscondessa 

dos Oliyaes. (K. Olivaes). 
2.** D. Clotilde da Veiga. — Casada com João Francisco de Âraajo, irmão do Visconde dos 
Oliraes. (V. Olivae$). 

FiXiHO IDO 2.» 3y[LA.Tiai:M:oi5rio 

3.» Joaquim José Ferreira da Veiga. — Nasc. em Macau a 9 de Outubro de 1836; Commen- 
dador da Ordem da Conceição; Fidalgo Cavalieiro, etc. M. a 24 de Setembro de 1878, 
^en()o casado com P. Marianna Sarmento Ottolini, (V. acima). 

FILHA 

D. Maria Augusta Ottolini da Veiga.— Casada com Garcia Affonso da Cunba 
Porto-Carreiro, 6.» filho do 1.» Visc.onde de Porto-Carreiro. (V. Porto- 
Carreiro). 

k." Josí Augusto Ferreira da Veiga.— Visconde do Arneiro. (K. Arneiro, pag. 134 do 
l.'>vol.). 

6.0 Carlos Manuel Ferreira da Veiga. — Nasc. a 7 de Maio de 1840, a bordo da Barca 
ingleza Ammel, em vingem do Cabo da Boa Esperança para o Rio de Janeiro, e foi 
baplisado a 14 de Julho do mesmo anno na freguezia de Nossa Senhora da Gloria na 
dita cidade do Rio de Janeiro. Bacharel formado em Direito pela Universidade de 
Coimbra. 

6." D. Paulina Francisca da Veiga.— Nasc. a 18 de Junho de 1841, e foi casada com 
António Alves de Sousa Guimarães: já fallecido, lilho do Conde de Bolhão. [V. Bolhão). 

7." JoÀo Alfredo Ferreira da Veiga.— Nasc. a 10 de Fevereiro de 1843, e m. a 20 de 
Março de 1881, tendo sido casado com D. Ludovina de Carvalho. 

8.» Jorge Theophilo Ferreira da Veiga.— Nasc a 20 de Setembro de 1845. e casado com 
D. Maria Francisca d*Almeida, filha de D. João Francisco de Paula d'Almeida e Silva 
Sanches de Baèna e Farinha. {V. Condes de Oliveira dos Arcot). 

9.0 D. Mahia Elisa da Veiga Ottolini.— 1." Viscondessa de Ottolini. (K. acima). 

CREAÇÂO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 6 de Março de 1869. 

Este Derreto é concebido nos seguintes termos: «pelos relevantes e assignalados serviços prestados por 
floais de vinte annos, por seu pae, o Conselheiro José de Cupertino de Aguiar Ottolini, no exercício do 
leargo de Procurador Geral da Coroa, dando destinctas provas de austera probidade, elevada intelligencia e 
profundo saber, e para honrar a memoria de tão virtuoso e conspícuo magistrado, etc, etc, etc. 

|l)5siDKNcu — Quinta da Conceição, na estrada de Beinfica. 



OUG 



E GRANDES DE PORTUGAL 



t07 




OUGUELLA (Visconde de). — Carlos Ramiro Coutinho, 1.* Visconde de Ouguella e 
3." Barão de Barceliinhos, nasc. a 30 de Julho de 1828; Moço Fidalgo com exercicio; 
Gran Cruz da Ordem de Nichan Iftikar de Tunís ; Commeudador da de Carlos iii ; Caval- 
leiro da de Izabel a Catholica ; Ajudante e substituto honorário do Procurador Geral da 
Fazenda Nacional; antigo Deputado da Nação; Bacharel formado cm Direita; proprietário, 
e antigo Advogado inscripto no Supremo Tribunal de Justiça. 

Foi distinctissimo no curso da Universidade de Coimbra, mais tarde, como Advogado, 
tornou-se notável pela sua eloquência, principalmente no foro criminal. 

Casou a 26 de Novembro de 1860 com D. Rita Soares de Oliveira, 1.' Baroneza de 
Barceliinhos, que nasc. a 1 de Dezembro de 1823, filha de Francisco José de Oliveira, e 
de sua mulher D. Miquelina Pereira Soares. Al.' Baroneza de Barceliinhos, e pelo seu 
3.' casamento, 1.' Viscondessa de Ouguella, havia já contrahido 1." e 2." núpcias, como em 
titulo de Barceliinhos ficou declarado e consta de pag. 211 e seguintes, dol.**ToI. d'esta obra. 

Jb'l I iTTO í 

Rakiho Soakbs. — Nasc. a S2 de Novembro de i862 ; Ifoço Fidalgo com exercício. 

SEUS PJlES 

Ricardo Sylles Coutinho, negociante da Praça de Lisboa, casado com D. Rosa Máxima 
da Silva Coutinho : ambos já fallecidos. 

FTT.TTOS 

^.° RiCABBO STLI.KS. — Nasc. a 3 d'ágosto de i826; 2.* Oficial do Ministério das Obras Publi- 
cas, casado com D. Maria da Gloria Rosado Coutinho. 

FILHO 
Caklos Ahnibal. 

2.° Carlos Ramiro Coutinho. — 1.^ Vixconde de Oagoella. (V. atima). 



208 



FAMÍLIAS TITULARES 



OUT 



CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde dk OoGnELtA — Decreto de 31 de Maio de 1868. 
Barío nE Barcellinhos — Decreto de 8 de Fevereiro de 1804. 

Bfaztio d' Armas;.— Escudo partido em pala; na primeira as armas dos Continhos; 
a seganda esqnartella — no primeiro qaartel, as armas dos Oliveiras ; no segundo as dos Ribei- 
ros, e assim os contrários. 




OUREM (Condes de). 

1." Conde: Dora João Affonso, 4." Conde de Barcellos, e Conde de Ourem por Carla 
de El-Rei D. Fernando, dalada de Santarém a 5 de Janeiro da era de 1408, anno de 1370. 

2.° Conde: João Fernandes Andeiro, por Carla dalada da era de 1419, anno 1381. 

3.** Conde: o condeslavel D. Nuno Alvares Pereira, por Carla dalada de Santarém 
a 20 de Agosto da era de 1422, anno 1384. 

Desde esta uUiraa data, o titulo a que nos estamos referindo, ficou encorporado na 
Casa de Bragança. 




OUTEIRO (Visconde do).~ Jeronymo Trigueiros d'Aragão Marlel da Cosia, 1.° Vis- 
conde do Outeiro. Nasc. a 17 de Julho de 182S; Fidalgo Cavalleiro; Administrador dos 
Morgados de Idanha a Nova e Outeiro. Casou a 22 de Abril de 1850, com D. Maria 
Izabel Ozorio Macedo Sousa Prelo Forjaz Pereira de Gusmão, que nasc. a 26 d' A gosto 



OVA E GRANDES DE PORTUGAL 209 

de 1834, e m. a 1 (l'Agoslo de 1878, filha única de Diogo Dias Preto Ozorio Machado 
Mendonça, Sr. dos Morgados de Pero-Vizeu e Chãos, e de sua mulher D. Maria Juslina 
de Macedo, descendente da Casa dos Macedos do Fundão: ambos fallecidos. 

!,o D. Maria do Carmo. — Nasc. a 30 de Janbo de 1858. 

i." D. Maria da Natividade. — Nasc. a 8 de Setembro de 1861. 

a." D. Maria da Piedade. — Nasc. a 22 de Novembro de 1863. 

4.** D. Maria de la Salete. — Nasc. a 31 de Jolho de 1866. 

5.» JoAoniu Trigueiros. — Nasc. a 19 de Setembro de 1867 

6." João José. — Nasc. a 7 de Janeiro de 1870. 

7." D. Maria Izabel. — Nasc. a 20 d'Oalabro de J870. 

8." Jero.vymo Maria. — Nasc, a 10 de Julho de 1873. 

SEUS PAES 

Joaquim Trigueiros Rebello Martel, Administrador dos Morgados em Idanha a Nova 

e Outeiro; Coronel do Regimento de MiHcias de Idanha a Nova, casado com D. Maria 

Angélica d'Aragâo Cosia Sá e Ornellas, descendente da Casa dos Aragões da cidade da 

Guarda; já fallecidos. 

fiIiH:o 

Jerontmo Trigceiros d' Aragão Martel da Costa. — 1." Visconde do Outeiro. (V. aeima). 
{V. teui parente» pag. 2 e 400 do i." vol. d"e$la obra, em Abrançalha, e Cattello Branco). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 8 de Maio de 1866. 

Brazão d'Armas8. — Escudo esqnartellado ; no primeiro quartel as armas dos Rebel- 
los ; no segundo as dos Marte] ; no terceiro as dos Trigueiros, e no quarto as dos Costas. 

BRAZÃO passado a Joaquim Rebello Trigueiros Martel Leite, em 8 de Agosto de 1786.— (K. Arehivo 
Heráldico Genealógico, pag. 347). 




OVAR (Viscondessa d').— D. Maria Rita d^Oliveira Pinto da França, 2." Viscon- 
dessa d'Ovar. Nasc. a 23 de Setembro de 1826, 3." filha dos 1." Condes da Fonte Nova, 
e casada a o de Setembro de 1855. 



VIUVA r>E 



António Maria Pereira da Costa, 2." Visconde d'Ovar. Nasc. a 14 d'Agoslo de 
1818; Par do Reino por successão; General de Brigada; Commendador da Ordem de 
S. Bento d'Aviz; Cavalleiro das Ordens da Conceição e Aviz; Condecorado com as 
Medalhas n.** 1 das Campanhas da Liberdade, e de bons serviços e comportaraenlo exem- 
plar; habilitado com o curso de Estado- Maior : m. a 4 de Junho de 1881. 



i.» D, Maria Jo5é — Nasc. a 22 de Março de 18S8. 
8.0 D. Thebssa.— Nasc. a 29 de Junho de 1863. 

27 



m família s titular e s paç 

SEUS PAES 

António da Cosia e Silva, 1." Visconde de Ovar, em duas vidas, e 1.° Barão do 
mesmo Ululo. Nasc. a 25 de Dezembro de 1782; Par do Reino em 15 de Dezembro 
de 1849 ; Minislro de Eslado honorário ; Tenente General ; Commandanle Geral da arma 
de Arlilheria; Commendador das Ordens da Conceição, e S. Bento d'Aviz; Oíficial da 
Ordem da Torre e Espada ; Condecorado com as Medalhas britânicas de Nivelle e Ortez. 
M. a 8 de Julho de 1856, lendo casado a 13 d'Agoslo de 1814, com D. Thereza da Con- 
ceição de Oliveira, que nasc. a 3 d'Âbril de 1794, e m. a 15 de Julho de 1867, filha de 
Francisco José de Oliveira, e de sua mulher D. Maria Joaquina de Oliveira. 

1.0 D. Maria do Cio, — Nasc, a 21 de Março de 1817, e casou em segandis núpcias com 
José Manoel Guerreiro d'Amorim, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; l.o Secretario de 
Legação ; Commendador das Ordens de Carlos m, e Izabel a Catholica ; Caralleiro da 
Legião de Honra de França; Cavaileiro da de S. Gregório Magno: m. em Setembro de 1874. 

2." António Maria Pereira da Costa. — 2.o Visconde d'Ovar. (V. acima). 

3.0 José Frederíco ba Costa e Silva. — Nasc. a 17 de Outubro de 1819; Genenl de Bri- 
gada d' Arlilheria ; Commendador d'Aviz ; Cavaileiro da Torre e Espada ; Deputado da 
Nação de 1875 a 1877. 

4.0 Francisco Joaquim da Costa e Silva. — Nasc. a 31 d'Agosto de 1826 ; Cavaileiro da Ordem 
da Conceição ; Commendador da de Carlos iii ; Secretario Geral Supplente do Conselho 
Ultramarino ; Deputado ás Côrles em muitas Legislaturas : casado com D. Margarida 
Helena d'Almeida Costa, que nasc. a 22 de Fevereiro de 1838, filha de Torcalo 
Máximo de Almeida, e de sua malber D. Helena Joaquina d'AItBeida e Costa. 

FILHOS 

1.0 António Máximo d' Almeida Costa e Silva. — Nasc. a 3 de Julho de 1857. 
2.0 Manoel. — Nasc. a 31 d'Agosto de 1863. 
3.» D. Helena— Nasc. a 19 d'Abril de 186B. 

CREAÇÃO DO TITULO 

BarIo — Decreto de 20 de Novembro de 1840. 

Visconde — Decreto de 25 de Julho de 1849. 

RknovaçIo da 2.' VIDA — Decreto ie 19 d'Ago8to de 1856 




PAÇO D'ARCOS (Visconde de).— Carlos Eugénio Corrêa da Silva, 1." Visconde de 
Paço d'Arco8. Nasc. em Lisboa a 17 de Dezembro de 1834 ; Capitão de Mar e Guerra ; 
ex-Governador Geral da província de Macau, Moçambique e do Estado da índia ; Ministro 
Plenipotenciário na China, Japão, e Sião; do Conselho de Sua Mageslade; Commendador 
das Ordens de Chrislo e d'Àviz ; Cavaileiro da de Torre e Espada, d'Aviz, e da Conceição ; 
Cavaileiro da Ordem hespanhola de Carlos iri ; Gran Cruz da Coroa de Sião ; Vogal eífe- 
ctivo da Commissão permanente de Geographia; Sócio da Associação d'AgricuUura 
Machaoelence, e da Sociedade de Geographia de Lisboa ; antigo Deputado e antigo Par do 



PAÇ E GRANDES DE PORTUGAL 211 

Reino electivo. Como OflBcial d'Armada commandou as Corvetas Eslephania e Sagres, o Bri- 
gue Pedro Nunes, a Canhoneira Zarco, a Escuna Napier, e vários outros navios de guerra. 
Casou a 6 de Setembro de 1876 com D. Emília Angélica de Castro Monteiro, que 
nasc. em Pedrouços a 3 d'Outubro de 1848, filha de Henrique José Gomes Monteiro, OfiB- 
cial ordinário da Secretaria do Conselho de Estado, Commendador da Ordem da Concei- 
ção, e Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, que nasc. a 27 de Janeiro de 1816, e m. a 27 de 
janeiro de 1862 ; e de sua mulher D. Izabel Maria de Castro, que nasc. na cidade do 
Porto a 29 de Junho de 1824, e m. em Lisboa a 3 de Maio de 1857, Ulha dos 1.°* Con- 
des e 1." Viscondes de Castro. (V. Casíro, pag. 423 do 1.' voL). 

1.0 D. Jezdina âmklia Corhêa da Silva. — Nasc. em Macau a 29 de Setembro de 1877. 
2.*> HsNRiQDE Monteiro Corrêa da Silva. — Nasc. em Macáa a 8 de Dezembro de 1878. 
3.0 D. IzABBL DE Castro Corrêa da Silva. — Nasc. em Lisboa a 7 de Novembro de 1880. 

João José d'Assumpção e Silva, nasc. era Paço d*Arcos a 29 de Dezembro de 1799, 
m. em Lisboa a 21 d' Agosto de 18S4 ; foi Pagador Geral do Ministério da Marinha; 
Cavalleiro de Christo, e da Conceição, casado com D. Jezuina Amália Corrêa (tia do Vis- 
conde de S. Januário), que nasc. em Paço d'Arcos a 3 de Janeiro de 1804, e m. em 
Lisboa a 17 de Março de 1844, filha de Manuel Corrêa, commerciante e proprietário, que 
m. em Paço d'Arcos a 18 de Julho de 1807; e de sua mulher D. Margarida do Carmo de 
Almeida, que nasc. em Paço d'Arcos a 20 de Julho de 1769, e m. a 10 de Julho de 1852, 
filha de José d' Almeida, e de D. Joaquina Thomazia, ele. (V. S. Januário). 

FTTiTTOS 

l.o o Visconde de Paço d'Arco8. {V. aãma), 

2.0 Pedro Adgdsto Corrêa da Silva. — Nasc. em Lisboa a 27 de Março de 1836 ; indos- 

trial ; jornalista, e antigo Depatado da Nação. 
3.0 D. Maria Margarida Corrêa da Silva. — Nasc. em Lisboa a 20 de Julho de 1837. 
4.0 JosE Carlos' Corrêa da Silva. — Já fallecido. 
5.0 Lniz Corrêa da Silva. — Nasc. em Lisboa, a 18 de Janeiro de 1840; Chanceller do Consolado 

de Portugal no Rio de Janeiro^ casado com D. Eugenia James d'Oliveira. — Sem geração. 
6.0 D. Maria Carolina Corrêa da Silva. — Nasc. a 3 de Setembro de 1843: casada com 

Henrique Steepben de Wild: já fallecido. 

FILHOS 
1.0 Loiz Corrêa db Wild. 
i.° D. Mabia Margarida Corrêa de Wild. 
3.0 D. Jezuina do Carmo Corrêa ue Wild. 

SEUS AVOS 

José Joaquim da Silva, natural da Covilhã, commerciante, casado com D. Maria 
d'Assumpção Pires, natural de Cintra, filha de Francisco Pires, também natural de Cintra 
e ahi lavrador, e de sua mulher D. Antónia Luiza dos Reis. 

FTT.TaíQS 

1.0 Joio Jotá d'âssuiipçío. — {V. acima). 

i.'^ D. Maria Magdalena e Silva. — M. em Lisboa em 1857. 

3.» José. — M. em Lisboa em 1834. 

4.0 Carlos José da Silva. — Negociante no Braiil. — Com geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 
VucoMDB — Decreto de 23 de Janeiro de 1874. 



in 



famílias titulares 



PAÇ 




PAÇO DE COUCEIRO (Barão do).— João Couceiro da Costa, 1." Barão do Paço de 
Couceiro, nasc. a 9 de Março de 1807 ; General de Brigada reformado ; Commendador da 
Ordem d'Aviz ; Cavalleiro da Conceição, e da Torre e Espada ; Condecorado com a Meda- 
lha n.° 4 da Campanha da Liberdade, com a de ouro de serviços militares, com a de 
prata de bons serviços e exemplar comportamento Casou duas vezes, sendo a primeira 
em 1829 com D. Maria de Menezes de Mello e Castro, filha de José de Sousa de Mene- 
zes, do logar de Fataunsos no concelho de Vouzella, e de sua mulher D. Maria Rita de 
Mello e Castro e Figueiredo, do logar das Donas do mesmo concelho; e a segunda vez 
com D. Helena Emilia Baima, filha de Francisco Anselmo Martins Baima, natural de 
Thomaf, e de sua mulher D. Josepha Delfina Barrozo Durão, da freguezia de Santo Eus- 
tachio d'Alpiaça: todos já fallecidos. 

IFILIiO IDO 1.» jyL-A-TIRTIVrOJ^TIQ 

José Maiua Couceiro da Costa Coelho oe Mello.— Capitão d'Engenbeiros ; Lente de] Malbe- 
matica no Real Collegío Militar. 

SEUS FAES 

João Couceiro da Costa, Tenente Coronel reformado; Condecorado com o Habito d'Aviz 
em 5 de Fevereiro de 1802: casado com D. Joanna Rosa de Mendonça Arraes e Almada: já 
fallecidos. :FrLi3:os 

l.<* Balthazar Couceiro oa Costa.— Tenente reformado; Ajudante da Praça de Campo-Maior 
casou duas vezes, a primeira com D. Calharina Barbosa das Dores, a segunda com 
D. Maria José da Fonseca Seabra. 

FILHOS 

l.o Joio José Couceiro da Fonseca e Costa Seabra. 
i." D. Amália José Coucbiho da Fonseca Costa. 

2 » João Couceiro da Costa. — l.» Barão do Paço de Couceiro. (V. aeima). 

3.* D. Maria do Cabmo. — Viuva de Vasco Sardinha Galvào, residente em Campo-Maior. 



PAÇ 



E GRANDES DE PORTUGAL 



213 



4." D. Marianna. 



ambas fallecídas. 



5." D. An.xa Albertina. 

creâção do titulo 

ViscoNu» — Decreto de 28 de Julho de 1870. 

Brazão <l'i^riiias.— Escado; em campo vermelho, três couceiras de prata em três 
palas, e dois leões de oaro entre ellas — e por timbre um leão nascente. 

Solar do titdlo — Paço do Couceiro na TÍHa de Pico dos Regalados. 




PAÇO DA FIGUEIRA (BarIo do).— Manuel dos Santos Júnior, 1." Barão do Paço 
da Figueira, Commendador da Conceição ; Commendador de Izabei a Calholica de Hes- 
panha e Cavaiieiro da de Carlos m, etc. M. em Coimbra a 19 de Fevereiro de 1883, filho 
de João Alfredo Antunes de Macedo Santos, Bacharel em Direito. 

CREAÇÃO DO TITUIX) 
BarIo — Decreto de 20 de Janeiro, e Carta de 17 de Ferereiro de 1883. 




PAÇO DO LUMIAR (Conde de). — António Leopoldo da Costa Bueno e Nietto Cevai- 
los de Villa Lobos Hidalgo e Moscoso, 1.» Conde, e 1° Visconde do Paço do Lumiar. Nasc. 
a 4 d'Agosto de 1848; Moço Fidalgo com exercício na Casa Real: casou em 1808 com 
D. Sophia Adelaide de Carvalho Leitão, que nasc. a 5 d'Agosto de 1846, filha de José 
Manoel Leilão, Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, do Conselho 
de Sua Mageslade; e de sua mulher D. Emilia Adelaide de Carvalho. 



ÍU FAMÍLIAS TITULARES PAÇ 

D. Eltsa Aoelaidk. — Nasc. a ãi8 de Junho de 1870. 
SEUS PAES 

José Maria da Costa Biieno e Niello Cevallos de Villa Lobos Hidalgo e Moscoso, 
1.° Visconde do Paço do Lumiar, nasc. em Portalegre a 1 de março de 1810; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real ; Coramendador da Ordem da Conceição ; Coramendador da de 
Izabei a Calholica de llespanha, etc. xM. em Lisboa a 4 de Dezembro de 1880, tendo 
casado com D. Maria Florentina d' Almeida Lima. 

^'xriHio Tjasrico 

1.° Conde e 2." Visconde do Paço do Lumiar. {V. aeima). 
SEUS AVOS 

João Baptista da Costa, Fidalgo da Casa Real, e Capitão-mór de Portalegre. Casou 
com D. Gregoria Antónia Bueno Niello Cevallos de Villa Lobos Hidalgo e Moscoso, filha 
de D. Francisco Manuel Bueno e Nielto de Villa Lobos e Moscoso, e de sua mulher 
D. Maria Manuel Cevallos Ortiz Hidalgo, ambos naluraes de Hespanha : já fallecidos. 

IFIXiHIOS 

1.*» António Maria. — M. a 19 d'Abril de 1871. — Sem geração. 
2.° José Makia. — l." Visconde do Paço do Lumiar. (K. acima). 
3.» D. Joaquina da Costa Cevallos Hidalgo Moscoso de Villa Lobos. — M. em Vilia-Viçosa 

a 2 de Setembro de 1877, lendo casado com Thomé de Sousa e Menezes, Fidalgo da 

Casa Real. 

FILHOS ' 

1.0 Joio DE SODSA DE MeNBZBS. 

i.* Chbistovão de Brito Pereira de Menezes. 
CREAÇAO DO TITULO 

Conde — Decreto de 4 de Outubro de 1881. ' 

Visconde — Decreto de 30 d' Abril de 1862. 

Brazão <l'A]rtnag(. — Escado esquartellado ; no primeiro qaartel as armas dos Villas 
Boas ; no segando as dos Buenas ; no terceiro as dos Netos, e no quarto as dos Moscosos. 

BRAZÃO concedido por Alyará de 6 de Fevereiro de 1856. 

Residencu — Paço do Lumiar, snbarbios de Lisboa. 




PAÇO DE NESPEREIRA (Visconde do).— Gaspar Lobo de Sousa Machado e Couros, 
1.° Visconde do Paço de Nespereira em duas vidas. 

Casou a 10 de Novembro de 1865, com sua prima, D. Maria Amália do Carmo Car- 



PAC 



E GRANDES DE PORTUGAL 



215 



dozo de Menezes, que nasc. a 10 d'Agosto de 1847, e m. a 10 de Março de 1872 ; única 
herdeira da Casa e Morgado do Paço de Nespereira, por ser filha do 1." Visconde de 
Pindeila; e de sua primeira mulher D. Maria do Carmo Cardozo de Menezes Rarrelo, 
Sr." da dila Casa e Morgado. (V. Pindeila). 

1.0 Joio Lobo Machado Cardozo do Amabal e Menezes. 

Esla família tem por ascendente, Pedro Cardozo do Amaral e Menezes, que, na 
índia, foi o 1." que soltou, em 1640, o heróico grito da independência. 

Os acluaes representantes d'este, e de outros homens notáveis, responderam ás 
nossas indispensáveis indagações, com um sepulcral silencio ! 

Que essa descommunal falta de cortezia, lhes aproveite. . . 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 23 de Setembro de 1886. 




PAÇO-VIEIRA (Barão de).— Alfredo Vieira Coelho Pinto Peixoto de Villas Boas, 
2.° Barão de Paçô-Vieira. Nasc. em Braga a 6 de Setembro de 1860 ; Commendador da 
Conceição ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Bacharel formado em Direito pela Universi- 
dade de Coimbra; Delegado do Procurador Régio na 3.' vara eivei do Porto; fundador e 
redactor do jornal de Jurisprudência, e Revista de foro portuguez, etc. Solteiro. 



SEUS PAES 

José Joaquim Vieira; 1.° Barão de Paçô-Vieira. Nasc. em Guimarães a 16 d'Agosto 
1825; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra; do Conselho 
Sua Magestade; Governador Civil do Dislricto de Braga; Juiz de Direito de 2." 
classe; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; Commendador das Ordens da Conceição, e da 
de Christo ; antigo Deputado da Nação, que obteve em Janeiro de 1864 ; Carla de Brazão 
de suas armas. 



de 
de 



216 famílias TITUÍ^ARES PAÇ 

Casou em Braga a 15 de Fevereiro de 1860 com D. Margarida Pinto do Valle Pei- 
xolo de Sousa de Villas Boas, irmã de D. Anna Augusta Peixoto, 2." Baroneza de S. Mar- 
tinho de Durae (Y. S. Martinho de JJume), ambas filhas de Manuel Pinto Peixoto Villas 
Boas, Commendador da Ordem de Christo, ultimo Capitão-raór de Louzada, e Sr. de 
varias terras; e de sua mulher D. Anna Pinto de Sousa Freire, da Casa de Costilha. 
fV. Viscondes de Alemtem, pag. 28 do 1.° vol. doesta obra.). 

1.0 o 2.« Barào de Paço- Vieira. (V. aeima). 

i." Arthdr. — Nasc. a 6 de Setambro de i860, e m. solteiro a 16 de Setembro de 1878. 

3.<* José Gerardo. — Nasc. a 19 de Setembro de 1863; Delegado do Procurador Régio; casado 

com D. Marianna Theodora Corrèa^Moreira Ribeiro de Lima Barreio, etc. — Com geração. 

4.0 Alberto. ) 

„■ . V m. em creanças. 

o.<» Adolpho. ) 

SEUS AVÓS 

José Joaquim Vieira, proprietário, fallecido a 3 de Outubro de 1849, tendo casado 
com sua prima D. Maria Emilia Coelho, filha de João José Coelho, e de sua mulher 
D. Custodia Maria Vieira. 

l.o o 1.° Barão de Paçô-Vieira. (K. acima). 

2."» Loiz AcGCSTO. — Nasc. a 11 de Dezembro de 1833; Bacharel formado em Pireito ; 

Cavalleiro das Ordens da Conceição, e da de Torre e Espada ; casado com D. Emilia 

Christina de Freitas e Aguiar. — Com geração. 
3." D. Thereza. Ehilia. — Nasc. a 3 de Julho de 1837 ; casada com José Soares Leite, 

Bacharel formado em Direito, Commendador da Ordem de Gbrísto, que nasc. a 8 de 

Janeiro de 1818. 

FILHOS 

1.0 D. Elvira Adelaide. — Nasc. a 26 de Março de 1852. 
2." António Adgusto. — Nasc, a 16 d'Agosto de 18B7. 
3.° Alberto Germano. — Nasc. a 23 de Setembro de 1860. 

4.» D. Maria Emília. — Nasc. a 3 de Abril de 1839. 

5.0 D. Maria Magdalena.— Nasc. a 13 de Janeiro de 1847, e casou a 25 de Julho de 1868 
com João Pedro Soares, que nasc. a 19 de Julho de 1832 ; proprietário e capita- 
lista na cidade de Braga. 

FILHOS 

l." D. Maria Adelina. — Nasc. a 2 de Dezembro de 1870. 
2." AcGDSTO Lniz. — Nasc. a 5 d'Outubro de 1872. 

BISAVÓS 

José Joaquim Vieira, casado com D. Águeda de Barreiros Vieira, lia de D. Custodia 
Maria Vieira. (V. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

BarXo em duas tidas — Decreto de 11 de Julho de 1868. 
RenovaçIo — Decreto de 25 de Junho de 1886. 

Brazâo d* Armas.— Escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Vieiras ; 
na segunda a dos Coelhos, de Nicolau Coelho. 

BRâZÃO concedido ao 1.» Barão de Paçô-Vieira por Alvará de 20 de Janeiro de 1864. (K. Arehivo 
Ueraldieo-Genealogieo. pag. 396). 

Residência — Pac6-Vieira, freguezía de S. Romão de Mesio Frio. 



PAI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



217 




PAIVA (Visconde de). — Adolpho de Paiva Pereira, 2." Visconde de Paiva. Nasc. a 
9 de Outubro de 1839 ; Moço Fidalgo com exercicio na Casa Real ; Baciíarel formado em 
Direito pela Universidade de Coimbra ; Addido á Legação de Sua Mageslade em Paris na 
qualidade de 2." Secretario, ele. 

SEUS PAES 

Francisco José de Paiva Pereira, 1." Visconde, e 1.° Barão de Paiva. Nasc. a 16 de 
Fevereiro de 1815 ; do Conselho de Sua Mageslade ; Enviado Extraordinário e Ministro 
Plenipotenciário de Portugal em Paris ; Par do Reino em 1862 ; Commendador da Ordem 
de Cliristo ; Grande .oíTicial da Legião de flonra ; Gran Cruz da Ordem de Alberto o Valo- 
roso, em Saxonia, e da Ordem do Falcão Branco, em Saxe-Weimar ; Commendador da 
Ordem de Carlos iii, de Uespanha, e da Rosa, no Brazil ; Commendador [da Ordem de 
Nichan lllihar, da Turquia, etc. M. em 1868. O Diccionario Popular, dirigido pelo 
sr. Pinheiro Chagas, trata d'este diplomata a pag. 133 do vol. IX. Casou a 19 de Dezem- 
bro de 1838 com D. Carlota d'01iveira Maia, que nasc. a 12 de Novembro de 1819, filha 
de António Maia, natural do Porto, Cavalleiro da Ordem de Chrislo, Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Real, a quem foram concedidas as armas dos Oliveiras e Maias \ por Alvará de 
27 de Maio de 1818 ; e de sua mulher D. Ânna Joaquina. (Y. 1." Viscondessa de Gouvêa, 
pag. 36). 

IFUiSIO TJIsTXCO 

o 2.0 Visconde de Paiva. (F. aeima). 

SEUS AVOS 

José Caetano de Paiva Pereira: nasc. a 7 de Agoslo de 1778, e m. a 2i de Feve- 
reiro de 1848 ; do Conselho de Sua Mageslade ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Mem- 
bro do Supremo Tribunal de Justiça ; casou a 18 de Março de 1813 com D. Anna Sophia 



' V. Arehie* Btraldico Gtaealogieo, onle vem dedozida toda a soa ascendência, etc. 
28 



218 FAMÍLIAS TITULARES PAI 

Thorapson, que nasc. a 28 de Novembro de 1791, o ra. a 8 de Fevereiro de 1851, filha 
do Almirante inglez Tompson. 

!.<> O 1." Visconde e I.* Barão de Paiva. (V. acima). 

2." D. Mahia d'Assumpçío. — Nasc. em i80o, e m. em 1877. 

3." D. Thomazia de Paiva. 

BISAVÓS 

Francisco José Pereira, Medico da Camará da Rainha D. Maria i, casado com 
D. Anlonia Caetana de Paiva, filha de António José de Paiva ; e de sua mulher D, Rosa 
Maria da Silva. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 30 de Abril de 1858. 
Renovado — Decreto de 12 de Dezembro de 1862. 
BarXo — Decreto de 22 de Dezembro de 1853. 

Birazão d' Armas.— Escado partido em pala; na primeira as armas dos Pereiras, 
e na segunda as dos Paivas. 

BRÂZÃO concedido por Alvará de 17 de Dezembro de 1834. (V. Archivo Heraldico-Genealogieo 
pag. 371). 




PAIVA MANSO (Visconde de). — Levy Maria Jordão, í.° Visconde de Paiva Manso. 
Nasc. era Lisboa a 9 de Janeiro de 1831 ; Doutor em Direito pela Universidade de Coim- 
bra ; Advogado em Lisboa ; Vereador da Camará Municipal da mesma cidade, eleito suc- 
cesivamente nos biennios de 1856 a 1859 ; Auditor junto do Ministério dos Negócios da 
Marinha, nomeado em 1859 ; Membro da Coramissão de revisão do Código Penal, e de outras 
de que foi encarregado ; Ajudante do Procurador Geral da Coroa ; Sócio eCFectivo da Aca- 
demia Real das Sciencias de Lisboa, da Sociedade dos Amigos das Lettras da Ilha de 
S. Miguel, do Instituto de Coimbra, do Instituto Nacional da Suissa, da Academia Impe- 
rial das Sciencias de Toulouse, e da de Legislação da mesma cidade ; da Sociedade de 
Agricultura de Ponta Delgada, da de Estudos diversos do Ilavre, da dos Antiquários de 
Amiens, da de Historia de Argel, ele. M. pelas 2 horas da madrugada do dia 19 de 
Junho de 1875. 

Foi o jurisconsulto que sustentou os direitos da Coroa Portugueza á Bahia de Lou- 
renço Marques, que a Inglaterra tentou contrariar, pelo que houve de se recorrer a um 
juizo arbitral noraeando-se, para semelhante fim, o Presidente da Republica Franceza, 
que era então o Marechal Mac-Mahon, que decidiu tal questão a favor de Portugal. Tam- 
bém se occupou de uma outra questão semelhante sobre Bolama da qual foi nomeado 
arbitro o Governo dos Estados Unidos, que lambem decidiu em conformidade dos nossos 
irrecusáveis direitos. 



PAL E GRAiNDES DE PORTUGAL 219 

Pela biographia publicada no Boletim Jurídico n." 5, melhor se poderá avaliar as 
aptidões scienlificas d'esle jurisconsulto. Escreveu e deu á estampa varias obras que se 
acham enumeradas a pag. 182 do Diccionario Bihliographko Poríuguez, de I. Fran- 
cisco da Silva. Também, sobre Paiva iManso, escreveu o Sr. Pinheiro Chagas, no seu 
Diccionario Popular, uma curiosa biographia. 

O Visconde de Paiva Manso foi casado com D. Maria Henriqueta de Araújo, fllha 
de António Joaquim de Araújo, proprietário em Thomar, onde m. a 14 de Maio de 1876. 

^.* Abel de Paiva. 

2.» D. Sdzana db Paiva Manso. — M. em Paris a 21 d'Agoslo de 188i. 

SEUS t»AES 

Abel Maria Jordão de Paiva Manso, 1." Barão de Paiva Manso. Nasc. em Coimbra 
a 3 de Março de 1801 ; Bacharel formado na faculdade de Cânones pela Universidade de 
Coimbra ; Cavalleiro da Ordem da Conceição ; Advogado do Conselho de Estado ; Secre- 
tario do Tribunal do Commercio de primeira instancia ; Sócio da Academia Real das Scien- 
cias de Lisboa, e de outras sociedades e corporações scienlificas. Escreveu as obras que 
vem insertas no Diccionario Bibliographico de I. Francisco da Silva. M. em 1869, lendo 
casado com D. Calharina Angélica Dias, filha de Francisco Dias Gomes, celebre critico e 
o homem de mais apurado engenho que Portugal tem lido. (V. Diccionario Bibliogra- 
phico Poríuguez de I. F. da Silva, pag. 369 do tom. II). 

1.0 Visconde de Paiva Manso. {V. aeima). 

2.<* Abel Maria Dias Jordão.— Nasc. em Lisboa a 4 de Oalabro de 1833; Bacharel formado 
em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Coimbra (onde seguia o curso respectivo 
de 1848 a 1855); Doutor pela faculdade de Paris em 1857; Sócio effectivo da Aca- 
demia Real das Sciencias de Lisboa, e da Sociedade das Sciencias Medicas da mesma 
cidade (da qaal foi presidente em 1863); do Instituto de Coimbra; da Sociedade das 
Sciencias Medicas de Meiz ; da Sociedade Medica do Pantheon de Paris ; do Circulo 
pharmaceutíco de Mantpellier, e de muitas corporações scíentifícas estrangeiras, ele; 
1.0 Lente substituto na secção Medica da Escola Medico-Cirurgica de Lisboa, por Carla 
de 25 d'Âbril de 1861 ; Gommendador da Ordem de Chrislo. M. em Julho de 1874. 
deixando um grande numero de opúsculos sobre medicina. (V. Diccionario Bibliogra- 
phico de I. F. da Silva, e Diccionario Popular do Sr. Pinheiro Chagas). Foi casado com 
D. Maria Virgínia Ida. — Sem geração. 

3.0 Ruben Jordão — M. em Dezembro de 1877. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 13 de Outubro de 1869. 
Barío — Decreto de 14 d' Abril de 1868. 




PALENÇA (Barão de). — Francisco Borel, 1." Barão de Palença, nasc. em Turim 
a 9 de Maio de 1738 ; Enviado extraordinário e Ministro Plenipotenciário da Rússia, na 
Corte do Rio de Janeiro ; Commendador da Ordem da Torre e Espada ; Gran Cruz de 
S. Wladimiro da Rússia ; Gran Cruz da Ordem da Rosa no Brazil ; Gommendador da Ordem 



220 



FAMÍLIAS TITULAUKS 



PAi 



de Sanla Anna, da Rússia ; Gomraendador de Carlos iii, da Ilespanba, e Cavalleiro de 
S. Leopoldo, de Auslria. 

Foi lambem Cônsul Geral na Ilha da Madeira, e Encarregado de Negócios em Lisboa. 
M. a 17 de Março de 1830, lendo casado duas vezes, sendo a primeira com D. Regina de 
Uosina, e a segunda era 1816 com D. Emilia Monteiro, que nasc. em Nova-York a U de 
Maio de 1800, e que depois de viuva casou segunda vez em 1833, com o Conde Donnorgo, 
Capilão de Cavallaria em Nápoles; filha de Joaquim Monteiro, Cônsul Geral de Portugal 
nos Estados-Unidos da America, e de D Anna Favila Monteiro. 

-fxxjSi^s xdo 1.» iMiJLTi^inycoiNrio 

!.• D. Jdlia. — Nasc. em Nápoles: casou a 20 de Maio de 1816 com Pedro Monteiro, irmão 
de sua madrasta, que nasc. a 7 de Julho de 1798, e ambos íalleceram em 1818, nau- 
fragados no Mar Negro. 

2." D. Emília. — Nasc. cm S. Pelcrsbourg : casou na Ilha Terceira com António Aniceto 
dos Santos. 

IFILUJ^ IDO 2." 3^^JLTI^I1^03s^IO 
3.» D. Mathilde. — Nasc. a 19 de Março do 1817. 

CUEAÇÀO DO TITULO 
liARÃo, EM TiiEs VIDAS — Dccrclo de.l3 de Maio de 18?4. 




PALMA (Barão da). — Luiz José Ribeiro, 1.*» Bar3o da Palma em duas vidas; natu- 
ral da freguezia de S. João d'Arroios, termo de Vilia Real, onde nasc. a 2 de Maio de 
1785 ; foi do Conselho de Sua Magestade ; Presidente da Junta do Credito Publico ; Briga- 
deiro Graduado; Coraraissario em Chefe do Exercito; Commendador das Ordens de Chrislo, 
e da Ccnceição; Fidalgo Cavalleiro; Condecorado com a Medalha n." 2 da Guerra Penin- 
sular. Casou a 2 de Fevereiro de 1815 com D. Ilypolita Cândida de Sá, que nasc. a 5 de 



l'AL 



E GRANDES DE PORTUGAL 



221 



Abril de 1789, filha do Tenente Coronel António Domingos de Sá, e de sua mulher D. Rosa 
Vellez de Andrade : lodos já fallccidos. 

FILHOS 

1.0 Sebastião José RiBEino. — Nasc. a 30 de Maio de i822 ; Chefe da Reparliçào das Obras 
Publicas, Commercio e Induslria ; Sócio do Conservatório Real ; Socio da Real Socie- 
dade das Artes e Manufacturas de Londres; Commendador da Ordem da Conceição; 
Cavalleiro da Legião de Honra, de França; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real: casou 
cona D. Anna Catharina Buclens. 

FILHAS 
i.» D. Anna. 

2.» D. Hypolita. 
3.* D. Sebastiahna. 

2." L01Z José Ribeiro. — Empregado na Janta do Credito Publico. 

3." D. Maria da Gloria Ribeiro de SA. — M. a 4 de Oulubro de 1879. 

SEUS PAES 

António José Ribeiro, casado com D. Izabel Maria Ribeiro. 

CREAÇÃO DO TITLLO 
l*ARÃo — Decreto de 5 de Julho de 1854. 

Urazão d^Armas.— Escndo partido em pala; na primeira as armas dos Ribeiros 

e na seganda as dos Mattos. 

BRAZÃO concedido por Alvará de 15 de Junho de 1836. (K. Arehivo HeraldieoGenealogieo, pag. 452, 

n.o 1789). 

Ahtiga Residência — Quinta do Campo Grande, junto a Palma. 




PALMA (Conde de). — Dom Francisco de Assis Mascarenhas, 6." Conde de Palma. 
Nasc. a 30 de Setembro de 1779 ; adoptou a causa da Independência do Brazil, onde foi 
1.* Marquez de S. João de Palma; Gran Cruz da Ordem de Christo ; Grande do Império; 
Mordomo-mór do 1.° Imperador; Senador do Império, por S. Paulo; Conselheiro d'Estado; 
Gran Cruz da Ordem da Rosa, ele. M. no Rio de Janeiro a 6 de Março de 18í3, lendo 
casado em 1822 coui D. Joanna Bernardina dos Reis, sem deixar successão legitima. 

Este titulo foi encorpoiado na Casa dos Condes de Sabugal. (V. Sabugal). 



FAMÍLIAS TITULARES 



l»AL 




^-^ ^/V. cJV A 




PALME (Baroneza de). — D. Gertrudes Ermelinda Moniz, 2." Baroneza de Palme. 
Nasc. a 22 de Setembro de 1817: casou a 14 de Setembro de 1850 com José Cardozo 
Coelho de Moraes Pessoa, que também foi Barão de Palme; nasc, a 12 de Setembro 
de 1807, e m. a 5 de Maio de 1857, filho do Capitão-raór de Lafões, João Cardozo Coe- 
lho de Moraes, e de sua mulher D. Anna Joaquina da Fonseca. 

1." António Cardozo Momz. — Nasc. a 5 de Dezembro rte 1852. 
i." D. Anna Cardozo Moniz.— Nasc. a 20 d'Agosto de 1856. 

SEUS PAES 

José Maria da Fonseca Moniz, 1.' Barão de Palme. Nasc. em Moncorvo a 20 de 
Dezembro de 1794; Brigadeiro do Exercito; Coramandante da 3." e 4." Divisões milita- 
res ; do Conselho de Sua Magestade ; Commendador das Ordens de Aviz, da Torre Espada 
e da Conceição; Condecorado com a Medalha n." 2 da Guerra Peninsular ; Deputado á 
6." legislatura, e á 2." depois da Restauração da Carta em 1846 (esta legislatura apenas 
durou 4 mezes), e á 8." de 1851 a 1852. m! a 2 de Dezembro de 1862, lendo casado a 29 
de Novembro de 1816 com D. Maria Clementina Leite e Oliveira, que nasc. a 30 d' Agosto 
de 1790 e m. a 21 de Abril de 1848; era filha 2." de José António de Oliveira Pinto, e 
de sua mulher D. Anna Bernardina Leite de Oliveira. 

D. Gertrddbs Ermelinda Moniz.— A 2.* Baroneza de Palme. (V. acima). 
SEUS AVOS 

Francisco José Nunes da Fonseca Moniz, que nasc. a 25 d' Abril de 1750: casou a 10 
de Maio de 1780 cora D. Anna Maria Madureira Torres, que nasc. a 4 de Julho de 1752, 
natural da villa de Torre de Moncorvo e filha de João de Torres de Porto Carreiro, natu- 
ral da villa de Moz, c de sua mulher D. Luiza Ferreira de Castro, natural da villa da 
Torre de Moncorvo : todos estes são íaliecidos. 



PAL 



E GRANDES DE PORTUGAL 



223 



4.0 O 1.» Barão de Palme. (V. acima). 

í.» Dom António Bernardo da Fonseca Moniz. — Bacharel formado em Direito pela Univer- 
sidade de Coimbra ; Bispo do Algarve, depois transferido para a Diocese do Porto, 
" onde m. a 4 de Dezembro de i839 ; foi Cavalleiro da Ordem de Christo, em Ouiubro 
de 1825; Deputado á 8.» legislatura de 1831 a 1852, c á 2.» de 1836. Trata da 
vida e feitos d'este Prelado, a Revista Contemporânea de pag. 13 a 15 ete. 

3.** Carlos Felizardo da Fonseca Moniz.— Abbade de Beiriz; do Conselho de Sua Mageslade ; 
Deputado á 8.* legislatura de 1851 a 1832, que durou 8 mezes, de 15 de Dezem- 
bro a 24 de Julho, etc. M. a 10 de Novembro de 1880. 

O Di\ José Nunes da Fonseca, natural do logar de Urros, casado com D. Rozalia 
Maria Rita, nalural da villa de Moncorvo: já ha muito fallecidos. 

Francisco José Nones da Fonseca Moniz. — (V. acima). 
CREAÇÃO DO TITULO 

BarIo — Decreto de 2 de Junho de 1851. 
Renovado — Decreto de 18 de Fevereiro de 1852. 

Brazão d'Ax*mas. — Escndo esqnartellado ; no primeiro quartel as armas dos Fon- 
secas ; no segundo as dos Honizes ; no terceiro as dos Cardozos ; e no quarto as dos Coelhos 
— Timbre o dos Fonsecas. 

Residência — Quinta de Palme, em S. Pedro do Sul. 




PALMELLA (Duqueza de). — D. Maria Luiza Domingues de Sales de Borja de Assis 
de Paula de Sousa Holstein, 3.^ Duqueza de Palraella, 2." Marqueza do Fayai; Dama da 
Ordem de Santa Izabel, e da Ordem nobre de Maria Luiza de Hespanha ; Dama da Rainha 
a Senhora D. Maria Pia ; 3.= Condessa de Palmella ; 3/ Condessa de Calhariz ; 3." Con- 
dessa de Sanfré, no Piemonte, etc. Nasc. em Lisboa a 4 d'Agosto de 1841, e casou a 15 



224 famílias TITULAR ES PAL 

d' Abril de 1863 com António de Sampaio e Pina de Brederode, que nasc. a 8 de Janeiro 
de 1834, e creado Duque de Palmella, em sua vida, por Decrelo do dia do seu casamento, 
tendo honras de Ofllcial-mór da Casa Real, com o oflTicio de Capitão da Guarda Real, tor- 
nando-se effectiva esta merco em 16 de Junho de 1864 ; Par do Reino por Carla Regia de 
23 de Fevereiro do dito anno ; Cavalleiro da Ordem da Torre e Espada, por Decreto de 
8 de Maio de 1857 ; Gran Cruz da de S. Mauricio e S. Lazaro, na ítalia ; Gran Cruz da 
de Carlos iii, de Ilespanha ; Gran Cruz da da Conceição de Viila Viçosa ; Enviado Extra- 
ordinário e Ministro Plenipotenciário á Corte de Ilespanha ; Cavalleiro da Ordem da Saxo- 
nia de Alberto O Valoroso; da Águia Vermelha, da 3.'' classe, da Prússia; de Ilohenzol- 
lern ; da Legião de Honra de França; e da de Leopoldo, da Bélgica, etc; Condecorado 
com a Medalha Ingleza do Báltico, Baltic medal, e com a da Cruz, da Prússia. 

Assentou praça de Aspirante a Guarda Marinha em 12 de Março de 1847, e sendo 
já 2.° Tenente da Armada foi voluntariamente servir na Esquadra Britânica, saindo do 
porto de Lisboa a 17 de Janeiro de 1854 para Inglaterra, embarcando na nau Prime 
Regent, seguindo logo para o Báltico por occasião da guerra cora a Rússia, na qual se 
achou ; passando para a nau Neptune com o Almirante Armar Lawry Corry, de quem 
mereceu a particular confiança de ser por elle encarregado dos signaes das esquadras, e 
no seguinte anno para a fragata Arrogant. 

Durante esta campanha tomou parte nos diíTerentes ataques que se deram ás forta- 
lezas russas de Bomarsund, Sweaborg, Viborg e Frederickshan, recebendo pelo seu com- 
portamento louvor e elogios tanto dos superiores estrangeiros como dos nacionaes, que 
constam das Ordens da Armada. 

Regressando a Portugal, e acabada a guerra no principio do anno de 1856, serviu 
sempre com o sr. Infante D. Luiz, e só desembarcou quando Sua Alteza, succedendo ao 
Ihrono, o nomeou por Decreto de 20 de Novembro de 1861 para as suas reaes ordens, 
sendo depois promovido a 1." Tenente d'Armada, Capitão Tenente, e Capitão de Mar e 
Guerra, etc. É fdho do 1.° Visconde da Lançada. (V. Lançada pag. 74). 

l.«» D. Helena Maria Domingues Porfibio Eugenia Anna Philomena Josepha Antónia Fran- 
cisca Xavier de Sales de Borja de Assis de Paula de Sousa Holstein de Sampaio 
E Pina de Brederode. — 3." Marqueza do Fayal, por Decreto de 29 de Dezembro 
de 1881: nasc, a 16 de Fevereiro de 1864, e casou cm 1887 com Luiz Coutinho 
Borges de Medeiros Sousa Dias da Gamara, Fidalgo Cavalleiro, por Alvará de 4 d'Abril 
de 1887, e pelo seu casamento, Marquez do Fayal, por Decrelo de 20 de Julho 
de 1887; filho do Conde da Praia e de Monforte. {V. Praia e de Monforte). 

2." Dom Pedro Maria Luiz. — Nasc. a 24 de Fevereiro de 1866, e m. a... 

SEUS i»AES 

Dom Domingos António Maria Pedro de Sousa Holstein, 2." Duque de Palmella de 
juro e herdade, confirmado em 18 de Outubro de 1850; 2." Marquez do Fayal, por 
Decreto de 1 de Dezembro de 1834 ; 2.° Conde do Calhariz, por Decreto de 21 de Julho 
de 1832 ; 12." Capitão da Guarda Real dos Archeiros ; Par do Reino, com posse em 21 de 
Janeiro de 1851 ; Comraendador da Ordem de Christo', por Portaria de 15 de Janeiro 
de 1840 ; Capilão-Tenente honorário da Armada Real ; Addido honorário á Legação era 
Londres por occasião da caroação da Rainha Victoria ; Conde de Sanfré, no Piemonte ; 
succedeu a seu pae, em 12 de Outubro de 1850, nos Morgados de Calhariz, Monfalim, 
Olivaes e Fonte do Anjo, e nos mais bens de sua casa. Nasc. em Londres a "áS de Junho 



PAL E GRANDES DE PORTUGAL . 225 

de Junho de 1818, e m. em Lisboa a 2 d'Abnl de 1864, lendo casado era França a 3 
de Julho de 1846 com D. Maria Luiza de Sampaio de Noronha, Dama honorária da Rainha, 
que nasc. a 21 d' Abril de 1827, e m. a 21 de Março de 1861, Qlha dos l."* Condes da Povoa. 
(Y. Povoa). 

i," D. Mahia Luiza. — 3.» Duqaeza de Palmella. (K. aeinta). 

2.« D. Luiza Maria de Sousa Holstein. — Naíc. em Lisboa em 18 de Janeiro de 1845, e 
m. no Palácio da Junqueira a 9 de Fevereiro de 1864, deixando uma filha, que 
«ómente viveu dois dias, do seu casamento com o 9.<* Conde da Ribeira Grande, José 
Maria Gonçalves Zarco da Gamara. 

SEUS AVOS 

Dom Pedro de Sousa Holstein, 1.» Duque, 1." Marquez e 1.° Conde de Palmella; 
Conde de Sanfré, no Piemonle ; 13.° Sr. do Morgado de Calhariz, Monfalim e Fonte do 
Anjo ; Capitão da Guarda Real dos Archeiros ; Par do Reino em 1826 ; Presidente da 
Camará dos Pares era 1835 ; Conselheiro d'Eslado ; Ministro e Secretario d'Estado hono- 
rário ; Âlcaide-raór da Sertã ; Gran Cruz das Ordens de Chrislo, e da Torre Espada ; Caval- 
leiro da insigne Ordera do Tosão de Ouro ; Gran Cruz da de Carlos iii, de Hespanha; da 
da Legião de Honra, em França ; e de S. Alexandre Newsky, na Rússia ; Cavalleiro da de 
S. João de Jerusalém. Entrou no serviço militar e foi Capitão Ajudante de Campo do Duque 
Marechal General era 1796 ; Conselheiro da Embaixada em Roma em 1802 ; Encarregado 
de Negócios interino, na mesma Corte, em 1805; sérvio no exercito contra os francezes 
e foi Major em 1809 ; Ministro Plenipoli nciario junto da Regência de Hespanha n'esse 
mesmo anno ; nomeado para Londres era 1814 ; ura dos Plenipotenciários no Congresso de 
Yienna em 1815, e era Londres era 1816 ; Encarregado de varias raissões a Paris era 1818 ; 
e em 1820 Marechal de Campo (posto que depois se demittiu), e Ministro dos Negócios 
Estrangeiros no Rio de Janeiro. 

Voltou cora El-Rei D. João vi a Lisboa era 1821, e se retirou então dos negócios 
públicos ; segunda vez Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1823 ; Embaixador a Lon- 
dres em 1825 d'EI-Rei D. João vi, e em 1826 d'El-Rei D. Pedro iv ; foi o 1.* que se reve- 
lou contra o Sr. D. Miguel, prestou valiosos serviços á causa da Rainha a Sr." D. Maria ii, 
e veio era 1S28 ao Porto auxiliar o raoviraenlo a favor da Rainha. 

Foi Presidente da Junta da Regência na Ilha Terceira era 1830 ; Ministro dos Negó- 
cios Estrangeiros do Duque de Rragança Regente do Reino na raesraa Ilha e no Porto. 

Deserabarcou nas praias do Mindello com o exercito da Rainha, e foi em Missão Espe- 
cial á Inglaterra e França em Dezembro de 1832. Contribuio poderosamente para se orga- 
nisar a expedição que sahiu do Porto paia o Algarve, e foi merabro do Governo Provisório 
que veio cora a raesraa expedição a Lisboa, onde entrou a 25 de Julho de 1833. 

~ Conselheiro d'Estado e Presidente da Camará dos Pares em 1833 ; Presidente do 
Conselho de Ministros, quando a Rainha tomou o Governo do Reino em 1834 ; novamente 
Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1835, e finalmente Embaixador Extraordinário a 
Inglaterra, onde assistiu á Coroação da Rainha Victoria, era 28 de Junho de 1835: suc- 
cedeu a seu pae, a 13 de Dezembro de 1803 no cargo e Morgados, e no Condado de Sanfré. 

Era 11 d'Abril de 1838, enlira, foram lhe dados cem contos de réis em bens nacio- 
naes, como recompença dos seus serviços, etc. 

Nasc. era Turim a 8 de Maio de 1781, e m. em Lisboa a 12 de Outubro de 1850, 
tendo casado a 4 de Junho de 1810 com D. Eugenia Francisca Maria Anna Júlia Felisarda 
Apolónia Xavier Telles da Gama, Dama da Rainha D. Maria ii ; Dama da Ordem de Santa 



i>í6 



famílias titulares 



PAN 



Izabel, que nasc. a 4 de Janeiro de 1798, 2.\rilha dos 7."' Marquezes de Niza. M. a 20 
d'Abril de 1848. 

1.° Dom âlkxandrb. — l.** Conde de Calbariz, Nasc. a 2i de Março de 1812, e m. na Ilha 
Terceira a Si de Junho de 1833. 

2." D. Eugenia. — Nasc. a 6 de Março de 1813, e casou com o 9.o Marquez da» Minas, Dom 
Braz Maria da Silveira e Lorena. — Com geraçào. 

3." Dom Domingos. — Herdeiro da Casa por morte de seu irmio mais velho o i.^ Duque de 
Palmella. (V. acima). 

4.° Dom Manuel. — Marquez honorário: nasc. em Londres a 11 de Outubro de 1819, e m. 
em Lisbua a 2 de Fevereiro de 1837. 

5." D. Marianna. — Nasc. em Lisboa a 25 de Março de 1821, e m. na mesma cidade a 20 
de Março de 1844, tendo sido casada com o 3." Conde de Terena. — Com geração. 

6.0 D. Maria. — Nasc, em Borba a 27 de Setembro de 1822, e m. a 29 d'Agosto de 1834. 

7.° D. Thehiza. — Nas(\ em Lisboa a 14 de Dezembro de 1823, e m. a 11 de Junho 
de 1865, tendo casado com o 2." Conde das Alcáçovas. — Com geração. 

8.0. Dom Rodrigo. — Marquez honorário, nasc. em Lisboa a 13 de Dezembro de 1824, e m. 
na mesma cidade a 25 d'Abril de 1840. 

9." D. Catharina. — Nasc. em Londres a 22 d'Agoslo de 1826, e casou com o 7." Conde 
das Galvea?.— Com geração. 
10.* D. Anna. — Nasc. em Londres a 5 de Junho de 1828, e m. em Lisboa a 16 de Maio 
de 1864, tendo casado duas vezes, a primeira a 16 de Maio de 1850, com Luiz de 
Vasconcellos e Sousa, e a segunda a 7 d'Oulubro de 1857 com D. Anionio Lobo de 
Almeida Mello e Castro, irmão do 7.° Conde das Galveas. — Com geração de ambos 
ot matrimónios. 
11." Dom Pedro. — Nasc. a 8 de Janeiro, e m. a 6 de Março de 1830. 
12.0 Tom Francisco. — Nasc. em Paris a 20 d'Abril de 1838, e foi o 1,° Marquez de Sousa 

Holstein. {V. Sousa Holstein). • 
13.* D. Thomaz. — Nasc. em Lisboa a 31 de Dezembro do 1839, e casou em 11 d'Abril 
de 1864 com D. Anna Maria Gonçalves Zarco da Gamara, que nasc a 10 de Dezem- 
bro de 1845, filha dos 1."» Marquezes da Ribeira Grande. — Com geração. 
14." Dom Philippe — Nasc. a 26 de Novembro de 1841, e casou a 29 de Julho de 1861, com 
D. Eugenia Maria Philomena Brandão de Mello Cogominho Corrêa Pereira de Lacerda, 
sua sobrinha, que nasc. em Lisboa a 21 de Maio de 1840, filha herdeira dos S."» 
Condes de Terena. 

N. B. Para maiores esclarecimentos, vide a obra impressa por ordem e a expensas da Aca- 
demia Real das Sciencias de Lisboa, que tem por titulo: Memorias Hittorieo-Genealo 
gicas dos Duqxus Portuguezes do seeulo XIX. 

CREAÇÃO DOS títulos 

Duque — Decreto de 11 de Junho de 1833. 
Marquez — Decreto de 3 de Julho de 1823. 
Conde — Decreto de 12 d'Abril de 1812. 
CapitIo da Guarda — Em 10 de Novembro de 1578. 

Brazão d'A.t*ma.N.— O escado da Marqueza do Fayal, pag. 559 do 1.* vol. 

Residência — Palácio ao Ralo. 




PANGIM (Condessa de). — (V. Condessa da Yilla de Pagim) . 



PAR E GRANDES DE PORTUGAL 827 




PARADINHA DO OUTEIRO (Visconde de).— António José de Miranda, 1.» Visconde 
de Paradinha do Outeiro. Nasc. no logar de Paradinha, termo da villa do Outeiro, comarca 
de Bragança, a 21 de Março de 1812 ; Bacharel em Malhematica pela Universidade de 
Coimbra; Par do Reino, por successão, de que tomou posse a 28 de Junho de 1843; 
Cavalleiro da Ordem da Torre e Espada, e proprietário no districto de Bragança, ele. 

SEUS PAES 

Manuel Gonçalves de Miranda. Nasc. a 30 de Novembro de 1780; Bacharel em 
Malhematica ; Capitão de Cavallaria n." 12, de cujo posto se demettiu em 1814 ; Par do 
Reino em 1 d'OuUibro de 1835 ; Ministro de Estado honorário ; Conselheiro de Estado 
eíTectivo ; Commendador da Ordem da Torre e Espada ; Condecorado com a Medalha de 
3 Campanhas da Guerra Peninsular. M. a 5 de Abril de 1841. 

Na acção de 4 de Agosto de 1810 em Puebla e Sanabria destinguiu-se brilhantemente 
na carga etfecluada n'esse dia por 200 cavallos, pelo que foi promovido a Tenente por 
dislincção. Falia d'elle Soriano, tom. 3." pag. 62. 

Foi casado com D. Joanna Maria Rosa Pereira de Sousa, que nasc. a 6 de Agosto 
de 1789, e m. a 23 de Janeiro de 1853. 

:f'IIíI3:os 

1.0 D. Fabu Emília. — Nasc. a 8 de Novembro de i806: já failecida. 

â." D. LiBANiA Adgosta. — Nasc. a 30 de Janeiro de 1815, e casco com Diogo Angusto de 

Lemos, residente em Vilia Flor. 
3° D. ÂNTOMA Amélia. — Nasc. a 6 d' Abril de 1816, e casou com José Caetano Saraiva 

Caldeira: residente em Almendra. 
4.» António José de Miranda. — 1." Visconde de Paradinha do Outeiro. (V. aeima). 
5.0 Martinho Carlos de Miranda. — Nasc. a 27 de Junho de 1818: residente em Mascarenhas. 
6." José António de Miranda. — Nasc. a 11 de Novembro de 1820; Bacharel em Direito pela 

Universidade de Coimbra ; Juiz de Direito de 2.* classe : casou com D. Maria Eugenia 

de Novaes Sá Cardozo. 

FILHA 

D. Eugenia Adelaide da ConcbiçIo Sá de Miranda.— Casou em Lisboa, a 28 
de Fevereiro de 1877, com João Pedro d' Alcântara Ferreira e Costa. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 3 de Maio de 1848. 
Residência — Paradinha do Outeiro. 



228 



famílias TITULAUES 



PAR 




PARAFITA (Barão de).- (V. Pera/ita). 




PARANHOS (Barão de). — Sebastião Maria de Gouvêa, l." Barão de Paranhos. Nasc. 
a 29 d'Outubro de 1837; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, e proprietário. Casou a 20 
de Julho de 1867 cora D. Maria Benedicta de Castro Mello Soares d'Albergaria, que nasc. 
era 1851; filha do Dr. Luiz de Mello Tocho Soares d' Albergaria e Castro, e de sua mulher 
D. Francisca Emilia da Cunha Pereira Bandeira de Neiva. — Sem geração. 

SEUS PAES 

Sebastião Manuel de Gouvêa, do Conselho de Sua Magestade ; Bacharel formado em 
Direito pela Universidade de Coirabra ; antigo Magistrado e Deputado às Cortes na legis- 
latura de 1852. Casou com D. Maria Angelina da Cunha Pereira* Bandeira de Neiva. 

:fiXíS:os 

i.° o l.*" Barão de Paranhos. (V. acima). 

2.0 AwTONio DE GoovÉA JozARTE Bandeira. — Nasc. a i3 de Junho de 1840: casou comi 

D. Maria dos Prazeres de Figueiredo Gouvêa Audinot. 
3.° Francisco de Godvéa Jczarte Bandeira Figueiredo.— Nasc. a 4 de Novembro de 1841/ 

e casou com D. Maria José Soares Pinto. 
4.«» D. Mabia da Conceição Gouvéa Bandeira.— Nasc. a 8 de Dezosibro de 1838 : casou duas 



i 



PAR 



E GRANDES DE PORTUGAL 



229 



vezes, a primeira com José Maria de Lemos Azevedo da Gosta Beltrão, e a seganda 

com o Dr, Miguel Tudella de Sonsa Lemos e Nápoles. 
5.° D. Constança Angélica de Godvéa Bandeira. — Nasc. a i6 de Janeiro de 1845, casca 

com o Commendador Luiz Cândido de Figueiredo Audinot. 
6o D. Maria do Amparo Gootêa e Figueiredo. — Nasc. a 18 de Maio de 1848: casada com 

o Dr. Henrique de Queiroz Pinto e Atbayde Serpa e Meilo de S. Nicolao, etc. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de Jl de Junho de 1869. 

Brazâo d' Armas.— Escudo partido em palia ; na primeira as armas dos Figuei 
redos, e na seganda a dos Gonvèas. — Timbre o dos Figueiredos. 

BRÂZÃO concedido por Alvará de 20 de Setembro de 1700 

Rbsiobncu — Paranhos, em Geia. 




PARATY (Conde de). — D. Miguel Aleixo AdIodío do Carmo de Noronha, 3.' Conde 
de Paraly. Nasc. a 17 de Julho de 1850; Bacharel em Direilo; Par do Reino, etc. Casou com 
D. Júlia Braamcamp de Sousa Botelho, tilha dos 2.°* Condes de Villa Real. 



1.0 D. JcJLiA Maria.- 
2.* Dom Fernando.- 



IF.TTiTTOS 

-Nasc. a 17 da Março de 1873. 
Nasc. a 3 de Novembro de 1875. 



SE^US PA.£:$ 



Dom João Ignacio Francisco de Paula de Noronha, 2." Conde de Paraty. Nasc. a 31 
de Julho de 1820 ; Par do Reino, por successão, de que tomou posse a 7 de Fevereiro 
de 18o0 ; Official-mór honorário da Casa Real ; Commendador da Ordem da Conceição ; 
addido honorário de Legação ; Alferes do exlincto Batalhão de Voluntários do Commer- 



130 famílias titulares PAR 

cio ; proprielario. M. a 22 de Abril de 188í, lendo casado a 6 de Março de 18í2 com 
D. Francisca da Cruz Lace Pedroza, que nasc. a 6 de Oulubro de 1827, e m. a 23 
d'Oulubro de 1864, filha de António José Pedroza, do Conselho de Sua Mageslade ; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real ; Commendador da Ordem de Chrislo; e de sua mulher D. Joanna 
da Cruz Lace : ambos já fallecidos. 

FUiHOS 

1.0 o 3." Conde de Paraty. (V. acima). 

í.» Dom António Caetano de Noronha.— Nasc. a 7 d'Agosto de 1852: casou com D, Maria 

Domingas de Figueiredo Cabral. 
3." Dom João Zeferino do Carmo de Noronha. — Nasc. a 26 d*Agoslo de 1834 : casou a 

17 de Novembro de 1879 com D. Eugenia de Menezes, que m. a 11 de Janeiro de 

1881, filha de D. João de Menezes, da Casa da Flor da Murta. 
4:" Dom José Tiburcio de Noronha. — Nasc. a 11 de Agosto de 1855, e casou em- Junho 

de 1877 com D. Elvira Tomazini, filha do pintor Tomazini. 
5." Dom Francisco Honorato de Noronha. — Nasc. a 22 de Dezembro de 1860, e m, 

a 7 d'Abril de 1879. 

SEUS A-VOS 

Dom Miguel António de Noronha, 1." Conde de Paraly. Nasc. a 24 de Outubro de 
1784 ; Par do Reino, em 30 d'Abril de 1826 ; Genlil-IIoraem da Camará do Sr. D. João vi ; 
Gran Cruz da Ordem da Torre e Espada ; Commendador das Ordens da Conceição e de 
S. Bento d'Aviz ; Coronel de|CavaIlaria ; Conselheiro da Fazenda, e Deputado da Junta do 
Tabaco. M. a 24 de Julho de 1849, tendo casado a 13 de Janeiro de 1818, com D. Fran- 
cisca Quintina de Menezes, que nasc. a 31 d'Outubro de 1793; Dama da Rainha D. Maria i, 
c da Ordem de Santa Izabel (viuva do Almirante Manuel José de Sousa, 1." Conde do 
Barreiro), 3." filha dos 1." Marquezes de Vallada. 

1.» o %'" Conde de Paraty. {V. acima). 

2.0 D. Rita de Cássia de Noronha. — Nasc. a 11 de Junho de 1824, e casou duas vezes, 
sendo a primeira a 1 de Novembro de 1858, com o 1." Conde e 12." Sr. das Alcá- 
çovas, que nasc. a 12 de Fevereiro de 1822, e m, a 21 de Maio de 1840, e a 
segunda vez a 24 d'Outubro de 1843 com D. António da Silva Pessanha. {V. pag. 
17 do l,^ vol. em Alcáçovas). 

BISAVOS 

Dom José Luiz de Menezes, e sua mulher D. Luiza de Noronha, 6.°' Condes 
de Valladares. (V. Torres Novas). 

CREAÇÂO DO TITULO 

Conde — Decreto de 4 de Dezembro de 1813. 
Renovado — Decreto de 4 de Fevereiro de 1824. 
Renovado — Deereto de 15 d' Abril de 1886. 

Brazâo cl'A.i*mas.— Escudo com as armas dos Valladares. 

Rbsibencia — Palácio á rua de Santa Isabel. 



PAS E GRANDES DE PORTUGAL 231 




PASSOS (Viscondessa de). — D. Beatriz de Passos Manuel, 1." Viscondessa de Passos, 
pelos serviços de seu pae. Nasc. a 12 de Setembro de 1840, e casou em 1866 com Adriano 
Augusto Brandão de Sousa Ferreri, 1." Visconde de Ferreri. — Sem geração. (V. Fer- 
reri pag. 567 do 1 . voL). 

SEUS PAES 

Manuel da Silva Passos : nasc. na freguezia de S. Martinho de Guifões, concelho de 
Bouças, a 5 de Janeiro de 1801; Bacharel formado em Cânones, pela Universidade de 
Coimbra, em 1 de Junho de 1822 ; Ministro d'Eslado honorário ; Deputado da Nação em 
varias Legislaturas, e Par do Reino por Carla Regia de 17 de Maio de 1861. 

Foi o mais celebre tribuno do seu tempo, como testilicam os seus discursos e o muito 
que, biographicamenle, se tem dito sobre este vulto politico. M. em Santarém a 16 de 
Janeiro de 1862, tendo casado a 28 de Dezembro de 1838 com D. Gervazia de Sousa 
Falcão, que nasc. a 12 de Maio de 1807, e m. em Santarém a 26 de Abril de 1885, filha 
de João de Sousa Falcão, e de sua mulher D. Maria Xavier Farinha Falcão. 

1.* D. BiATRiz DE Passos Mandbl.— ^.^ Viscondessa de Passos. (V. acima). 

í.* D. Antónia de Passos Manuel. — Nasc. a 5 da NoTembro de 1844, e casou a 6 d« Feve- 
reiro de 1863 com Pedro de Sonsa Canavarros, filho do Barão de Arcossó. {V. Arcouó, 
a pag. 1Í3 do l.o vol.J. 

SEUS AVOS 

Manuel da Silva Passos, lavrador, e natural da freguezia de Guifões, concelho de 
Bouças, no Dislricto do Porto, casado com D. Antónia Maria da Silva, filha de José Alves 
da Silva, e de sua mulher D. Maria da Silva, todos da mesma freguezia, e já ha muito fal- 
lecidos. 

á.» Mandel da Silva Passos. — (V. acima). 

2.° José da Silva Passos. — Nasc. a 18 de Novembro de 1802; Bacharel formado em Câno- 
nes pela Universiiiade de Coimbra ; Sub-Secretario de Estado dos Negócios da Fazenda 
em 1836. M. na cidale d* Porto a 12 de Novembro de 1863, tendo também sido 
Deputado da Nação desde 1834 até 1859, etc. 

BISAVÓS 

José da Silva casado com D. Leocadia Maria, naturaes e moradores na freguezia de 
S. Martinho de Aldoar, comarca do Porto. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Viscondessa — Decreto de 24 d'Abril de 1861. 
Residência — Santarém, Alpiarça. 



232 



famílias titulares 



PAU 




PAULO CORDEIRO (Baroneza de).— D. Adelaide de Sousa Pereira de Araújo 
Sequeira Pessoa, 1." Baroneza de Paulo Cordeiro. Nasc. a 24 de Janeiro de 1853, e foi 
baplisada na freguezia de S. Pedro era Alcântara. 



VIUVA r>E 



Olyrapio Pessoa, Cirurgião pela Escola Medico-Cirurgica de Lisboa. Nasc. na villa 
de Merlola a 24 de Fevereiro de 1851, e m. a 1 de Maio de 1885, tendo casado cora sua 
prima acima, a 24 de Fevereiro de 1881. — Sem geração. 



PAES DA BARONEZA 

José António Pereira de Araújo e Sequeira, que nasc. era Oeiras a 12 de Dezembro 
de 1812, e m. em Lisboa a 1 de Junho de 1876, lendo sido Tenente Coronel de Artilheria: 
casou a 20 de Maio de 1851 com D. Maria José Cordeiro, que nasc. era Lisboa a 29 
d'Agosto de 1823, e m. na freguezia de S. José a 23 de Junho de 1888. — (V. seus pães 
adiante). 

1.» D. Adelaide de Sousa d'Araujo Sequeira Pessoa. — 1.» Baroneza de Paulo Cordeiro. 
(V. acima). 

2." D. Maltina Cordeiro de Sequeiha. — Nasc. a H d'Oulubro de 1856, e casou a 28 de 
de Julho de 1877 com o Capitão de Artilheria José Matheus Nunes, natural de 
Moura. — Com geração. 

3.» D. Hersilia Cordeiro de Sequeira. — Nasc. em Lisboa a 26 de Outubro de 1867, e casou 
em Junho de 1886, com o Dr. Marçal d'Azevedo Pacheco, natural de Loulé, Advo- 
gado em Lisboa c Deputado da Naç&o. 

SEXJ8 AVÓS 

Francisco António de Sequeira, Major de Artilheria, Governador em Villa Nova de 
Portimão, natural de Faro e ali fallecido, tendo sido casado com D. Francisca Xavier de 
Sousa Pereira Araújo, que m. em Lisboa. 



PAI) E GRANDES DE PORTUGAL 233 

1.° José António Pereira d'Arai'jo Seqceira. — (K. acima). 

2." D. LciZA Amália Pereira de Araojo Sequeira. — Nasc. em Santarém, e ainda existe sol- 
teira com 78 annos. 

3.<* JoAQCiji PfliupPE d'Araujo Sequeira. — Natural do Algarve, Major d'Inranteria, que m. 
na Ilha da Madeira, tendo sido casado com D. Maria da Soledade. — Com gtração. 

AVÓS MATERNOS DA BAROIVEZA 

João Paulo Cordeiro, Commendador da Ordem da Conceição; Fidalgo Cavalieiro da 
Casa Real; negociante abastado em Lisboa e capitalista, etc. M. na ilha de Jersey em 1850. 

Foi muito aíTeiçoado á causa do Sr. D. Miguel, o qual o honrava com a sua estima. 
Depois da queda d'esle Príncipe, em 1833, emigrou para a Inglaterra, onde m. como 
dissemos, cortido de desgostos e de amarissimas saudades da pátria. 

Foi casado com D. Maria José Travassos de Mello, filha de Pedro de Mello Pes- 
tana Travassos, natural de Óbidos, e de sua mulher D. Maria Luiza Zermeman. 

IFIXjHIOS 

l.° Joio Paulo Cohdeiro. — Nasc. a 6 de Fevereiro de 1821, e m. solteiro em Lisboa a 19 
de Maio de 1883. Foi opulento negociante de tabacos no Brazil e em Portugal, e 
montou e administrou em ambos os paizes importantes fabricas manipoiadoras d'aqaelle 
género. Paulo Cordeiro legou toda a sua immensa fortuna aos seus parentes. 

2.° D. Maria José Cordeiro. — Mãe da Baroneza de Paulo Cordeiro. {V. acima). 

3.0 D. Maria Carlota Cordeiro. — Nasc. a 3 de Dezembro de 1824, e casou com o General de 
Brigada Francisco Ernesto da SUva. 

FILHOS 

1.0 Edmundo Carlos Cordeiro dá Silva. 

2." D. Jolieta Cordeiro da Silva. — Baroneza de Itanhaem de AaJrade, por 
ter casado com o Barão do mesmo titulo, que é súbdito brazileiro e 
neto do Marquez de Itanhaem. [V. Itanhaem). 

3." D. Ermelinda Cordeiro da Silva. — Casada com José Evaristo da Silva. 
— Com geração. 

4.° Luciano Jobgb Cordeiro da Silva. — Solteiro. 

4." D. Anna de Jescs Maria Cordeiro.— Nasc. a 28 de Novembro de 1827. — Solteira. 
5.» José Paulo Cordeiro. — M. em 1868, viuvo de uma senhora ingieza, fallecida na Austrália. 
6.° D. Maria d'Assumpção Cordeiro.— Nasc. a 8 d'Abril de 1830, e casou a 8 d'Abril de 
1864 com João Batalha Brige, súbdito hespanhol. — Sem geração. 

CREAÇÂO DO TITULO 
Baroneza — Decreto de 2 de Junho de 1887. 

Brazao d' Armas.— Escudo esqaartellado ; no primeiro quartel as armas dos Perei- 
ras ; no segundo as dos Camisões ; no terceiro as dos Sonsas (de D. Affonso Diniz), e no quarto 
as dos Âraujos. 

BRAZAO passado por Alvará de 2 de Dezembro de 1799 a José António Pereira de Araújo e Sousa, 
um dos ascendentes da Sr.« Baroneza de Paulo Cordeiro, como se poderá vêr na obra impressa em 1872 
e que tem por titulo : Archivo Heraldieo-Genealogico. 




1. 



PAÚLOS (Barão de). — José Ozorio Colmieiro de Moraes da Veiga Cabral Caldeirão, 
Barão de Paúlos, nasc. a 20 de Novembro de 1765 ; Fidalgo da Casa Real ; Commen- 

30 



m famílias titulares ped 

dador da Ordem de Chiislo; Major de Cavallaria do Uegimenlo n.' 12; 6." Sr. do Mor- 
fzado do S. Vicenle de Vinhaes, em (jiie succedeu a seu pae; 11." Sr. do de Soulo de 
IViiedono ; 10° do de Ferreirim ; 11." Sr. do Praso de Paúlos, que herdou de seu lio 
malerno Francisco Ozorio da Veiga Cabral Caldeirão. Foi casado cora D. Francisca Antónia 
de Figueiredo Sarmento, que nasc. em 1770, (ilha de Sebastião Jorge de Figueiredo Sar- 
Mienlo, Sr. da Casa de Villa Boa de Arufe; Cavalleiro da Ordem de Chrislo, Capitão de 
Inlanteria, c de sua mulher D. Marianna de Gouvêa de Vasconcellos. 

1." António. — Major de Cavallaria: nasc. em 1789. 
■2.° D. Vigência.^ Nasc. em 1791. 
3.0 D. Angélica.— Nasc. em 1793. 
4.'^ D. Maria Rosa. — Nasc. em 1794. 

SEUS I»./VES 

Miguei Carlos Cardoso de Sousa de Moraes Colmieiro, nasc. em 1745 ; 5." Sr. do 
Morgado de S. Vicenle, em que succedeu a seu pae ; Fidalgo da Casa Real ; Tenente de 
Cavallaria de Chaves. M. em 1793, lendo casado em 29 de Junho de 1759, com D. Maria 
Joaquina Barbosa Cabral e Castro, que nasc. em 30 de Maio de 1744, e ra. em 1796, 
1.* filha de José Maria da Veiga Cabral Caldeirão Barbosa Lobo, Fidalgo da Casa Real, 
Sr. dos Morgados de Souto de Penedono, de Feireirim e do praso de Paúlos, c de sua 
mulher D. Francisca Maria Xavier da Mesquita e Castro. 

JoÉ Ozonio. — 1 <• Barão de Paúlos. {V. acima). 

CREAÇÀO DO TITULO 
Bahâo em duas vidas — Decrplo d; 13 de Dozembro de 1823. • 
Antiga Residência — Villa Real de Tras-os-Monies. 




PEDROZO D'ALBU(jUERQUE (Conde de).— Doutor António Pedrozo de Albuquer- 
(|ue, 1.° Conde, cl." Visconde de Pedrozo de Albuquerque, Commendador da Ordem da 
Conceição ; Fidalgo Cavalleiro ; súbdito de Sua Magestade o Imperador do Brazil. 

CREAÇÀO DOS TÍTULOS 

Conde — Decreto de 11 d' Abril de 1881. 
Visconde — Decreto de 12 de Oatabro de 1878. 

Ueside.ncia — Bahia (Brazil). 



VE^ 



E GRANDES DE PORTUGAL 



2.í:; 








PENAFIEL (.Marquez de). — Anlonio José da Serra Gumes, 1 VMunjiicz, e 2." Conde 
de Penafiel, pelo seu casamenlo. Nasc. no Brazil a 30 d'Agoslo de 181Í); Par do Reino; 
OfRcial-mór honorário ; Enviado Extraordinário e Minislro Plenipotenciário de Portugal na 
Côrle de Berlim ; Gran-Cruz da Ordem da Conceição ; Commcndador da de Chrislo ; da 
Afíuia Vermelha, da Priissia ; da dos l*rincipes, de Hohenzollern ; Gran-Criiz d'Alberlo o 
Valoroso, da Saxonia ; Gran-Cruz de Medjidié, da Turquia ; Gran Cruz da <!i; Ernesto, de 
Saxe Coburgo-Golha ; OíTicial da Legião de Honra, de França ; Oílicial da Roza, do Bra- 
zil ; OíTicial da Inslrucção Publica de França, etc. Casou a 6 de Fevereiro de 1861 com 
a 1." Marqueza e 2." Condessa de Penafiel, D. Maria d'Assumpção da Malta de Sousa 
Coutinho, Dama de Honor de Sua Mageslade a Rainha D. Maria Pia ; Dama da Ordem 
de S. João de Jerusalém ; 9." Sr." do OíTicio de Correio-mór do Reino : nasc. em Pariz 
a 3 de Marco de 1827. 

1.* Manoel Antomo Maria Apolónia Gomes da Matta de Sousa Codtinho. — 3." Conde rte 
Penafiel : nasc. a 9 de Fevereiro dt' 1802 ; Offieial-mór da Casa Real ; Commendador i]\ 
Ofiiem de Christo ; Cavalieiro da Ordem de Malta ; Secretario da Legação de Sua Masie^- 
tade em Berlim Bacharel em Letias. e Licenciado era Direito pela Universidade de Paris. 

2." D. Maria d'Assojipção Magdalbna Cathari.xa Gojies da Matta de Sousa Coutinho. — 
Nasc. a 23 d'Agosto de 1870. 

SEUS PAES 

António José Gomes, natural de Portugal, e sua mulher D. Carlota Joaquina da Sena 
Freire, natural do Brazil : ambos fallecidos. 



PAES DA MARQUEZA 

.Manuel José da Maternidade da Matta de Sousa Coutinho. Nasc. a o de Maio de 
1782, em. a o de Novembro de 1859. 

Foi o 1.° Conde de Penafiel; 8." Correio-mór do Reino; .Ministro Plenipotenciário 
honorário ; Gran-Cruz da Ordem da Conceição ; Commendador da de Chrislo ; Cavalieiro 
da de S. João de Jerusalém , Condecorado com a Cruz n.*" 5 da Guerra Peninsular ; Gran 



236 famí lias TITULARES PEN 

Craz de S. Gregório Magno de Roma ; Coronel de Cavallaria ; Eslribeiro-raór da Princeza 
Real Archiduqueza d'Auslria, á qual acompanhou de Leorne ao Rio de Janeiro, ele. 

Casou a 21 de Maio de 1824 cora D. Maria José de Caslello Branco, que nasc. em 
Paris a 16 de Fevereiro de 1787, e ra. em Paris a 6 de Março de 1827, e era 1.' filha dos 
!.•• Marquezes de Relias. 

A 1.' Marqaezã de Penafiel. (V. acima). 

AVOS r>A JMARQXJEZA 

José António da Malla de Sousa Coutinho. Nasc. a 5 d'Agosto de 1720; 7." Cor- 
reio-mór do Reino ; Ofíicial-mór da Casa Real ; Commendador da Ordem de Christo. 
Succedeu á casa de seu pae, e m. a 7 de Novembro de 1790, tendo casado a 10 d'Agosto 
de 1770 com D. Joaquina da Camará, que nasc. a 17 d'Àgosto de 173S, e m. a 24 de 
Maio de 1814; 5." filha de Luiz Gonçalves da Camará Coutinho, 9." Sr. das Ilhas 
Desertas, 3." de Regalados, e 10." do Morgado da Taipa; Alcaide-mór de Torres Vedras; 
Commendador da Ordem de Christo, que nasc. a 23 d'Outubro de 1688, e m. a 21 de Julho 
de 1744, e de sua [mulher D. Izabel de Mendonça, que nasc. a 6 de Setembro de 1702. 

IFZIjHIOS 

1 • o !.« Conde de Penafiel. {V. acima). 

2.° D. Maria Joíé de Sousa. — Nasc. a li de Março de 1773, e m. a 28 de Dezembro de 
1837, tendo sido segunda mulher de D. Thomaz de Noronha Ribeiro Soares, Sr. do Mor- 
gado do Aprestimo em Lamego ; Moço Fidalgo ; Commendador da Ordem de Christo ; 
Brigadeiro do Exercito; Governador de Setúbal: nasc. a 14 de Julho de 1744, e 
m. a 19 de Maio de 1809. 

FILHA 

D. MarIanna de Noronha. — Nasc. a 24 de Novembro de 1800, e casou a 8 de 
Outubro de 1824 com Gonçalo Vieira da Silva Bruz Telles de Menezes 
fílbo do 1.° Barão de Anciães. 

3." D. Mabia Joanna. — Nasc. a 27 de Março de 1779. 
4.0 D. Mabianna. — Nasc. a 24 de Maio de 1780. 
5." D. Maria Joaquina. — Nasc. a 21 de Setembro de 1781. 

6.*» José António. — Nasc. a 1 de Junho de 1783 ; Cavalleiro da Ordem de S. João de Jeru- 
salém ; Condecorado com a cruz n.° 3 da Guerra Peninsular ; Oíllcial de Cavallaria. 

BISAVÓS 

Luiz Viclorio de Sousa Coutinho da Matta, 6." Correio-mór do Reino com honras de 
Official-mór, e Fidalgo Escudeiro; foi casado com D. Joanna Catharina de Menezes, que 
nasc. a 23 de Junho de 1700, filha de João Gonçalves da Camará Coutinho, Almotacé-mór 
do Reino, e de sua mulher D. Luiza de Menezes. 

FILHOS 

1." José António da Matta de Sousa Coutinho. (K. acima). 

2.° Duarte de Sousa Coutinho, 

3.° D, Maria db Gastbo. 

4 •> D. IzABBL DE Castro. 

TERCEIROS AVOS 

Duarte de Sousa Coutinho da Matta, 5." Correio-mór do Reino, e Escudeiro Fidalgo. 
Foi casado com D. Izabel CaíTaro, natural da Secilia, que veio para Portugal acompa- 
nhando a Rainha D. Maria ; era irmã do Marquez de Gaffaro, e ambos filhos de Tho- 



PEN E GRANDES DE PORTUGAL 237 

maz CafTaro. Barão de Gray, General crArtilheria, e Senador na Secilia, e de sua mulher 
D. Anna Calharina da Villa de Caus, lambem siciiiana. 

i.° L011 VicTOBio OE Sousa Codtixho da Matta. 
2.0 João de Soosa Coutinho. 

QUARTOS AVOS 

Luiz Gomes da Malla, i." Correio-raór, foi casado com D. Violanle de Caslro, filha 
de Lopo de Sousa Coutinho, e de sua mulher D. Joanna de Caslro. 

I.* Duarte de Sousa CouTi.fHO da Matta. — (V. acima). 

2.'' António de Sousa Coutinho. — Esladou em Coimbra. 

3." Manlel de Sousa Cootinho. 

4." D. Joanna de Sousa. 

5.0 D. Maria Magdalena. 

6." D, Ignez de S. José. — Freira no Coavento da Esperança. 

7." D, Francisca Xatier. — Freira no dito mosteiro. 

QUINTOS AVOS 

João Gomes da Mala, 3." Correio-mór, por falia de successão em os seus dous irmãos 
mais velhos: foi casado com D. Philippa Barbosa. 

1.0 Duarte Gomes ra Matta. — Foi Clérigo, e Doutor em Theologia. 
2.** Luiz Gomes da Matta. — (K. acima). 
3." Joio DA Matta. — Frade Grillo. 

SEXTOS AVOS 

Luiz Gomes d'Elvas, foi o 1.* Correio-mór do Reino, oíBcio que comprou no anno 
de 1606 a D. Philippe 11, então rei de Portugal, pela somma de setenta mil cruzados ^ 



> Vem muito a propósito transcrever aqui, uma notícia, sobre o officio de Correio-mór que vem na Estrella 
Potoense, do nosso amigo e iUustre escriptor José Augusto Carneiro: 

O oíBcio de Correio-mór foi creaoo por El-Rei D. Manoel, em 1520. 

Nào ha documento algum que mostre ter alguém exercido este cargo até essa época. O primeiro que exerceu 
este cargo foi Luiz Homem. 

D. João III fez expedir duas cartas de lei, sendo a primeira um regimento postal. Por fallecimento de Luiz 
Homem, foi nomeado Correio-mór Luiz Affonso, e por morte d'este passou este cargo a seu genro Francisco Coelho, e 
assim áuccessivamente na mesma familia. Como é sabido este cargo era propriedade da família d'aquelle que o exercia, 
conservando-se assim até 1606. 

Por fallecimento do ultimo Correio-mór d'e5ta família, que era Manoel Gouveia, mandou Fílippe ii fazer venda 
deste ofiBcio: isto, por entender, na sua alta sabedoria, que seria loucura não explorar tudo. O primeiro que tomou 
posse d 'este cargo, por via _fi 'este contracto, foi Luiz Gomes da Matta, em 19 de julho de 1606. 

Foi-lhe vendido por 70:000 cruzados, ficando o cargo para elle e seus successores com inteiro e pleno domínio, tendo 
a seu cargo nomear eslafetes. mestres de posta e assistentes, e até considerar-se isento da sujeição ao reino de Castella. 

Por este contracto pode-se acreditar que já n'aquella época havia um princípio de regulamento, que vigorou até 
1852, com mais ou menos alteração. 

A importância que foram tomando os correios, e as exigências do commercío e industria, já de alguma importân- 
cia n'aquella época, convenceram o governo de então, que um serviço de tal magnitude não podia permanecer por mais 
tempo nas mãos de pessoa particular, e que de mais a mais consideVava como património seu tão importante cargo. 

Por esta circumstancía o ministro da marinha D. Rodrigo de Sousa Coutinho, foi encarregado pelo soberano de 
propor ao Correio-mór a cedência do officio por uma indemnisacão, o que se concluiu da seguinte forma, por Alvará de 
16 de Março de 1797, com Manoel José da Maternidade Matta íle Sousa Coutinho, ultimo Correio-mór: 

I.o O titulo de Conde, de juro e herdade em três vidas. 

2.' Conservação da honra de criado de Sua Magestade ; 

3.» Uma renífa do 40:000 cruzados ; 

i." Pensões vitalícias de 400j^000 réis a diversas pessoas ; 

5.» Um ou dois postos no exercito ; 

Por aqui se pôde avaliar a importância deste cargo, attendendo ao valor da indemnisacão para o reivindicar para 
o estado. • "^ 



238 



famílias titulares 



PEiN 



Esle mesmo Monarcha, lambem lhe havia dado seis a^nos anles, a troco de outras som- 
raas, uma Carla de Brazão d'Armas passada cm Valladolid, a 18 de Fevereiro de 1600, 
concedendo-lhe n'ella, o poder usar do appellido de «Matia» e dando-lhe por solar a sua 
quinla da Matta, no lermo de Lisboa, junto á Egreja de Loures, assim como lhe fez 
mercê da administração da Capella de Nossa Senhora da Graça, no Mosteiro de Santo 
Agostinho de Lisboa, ele. 

Foi casado com D. Branca Antónia Fernandes, íilha de António Fernandes d'EIvas, 
Thezoureiro da Infanta D. Maria, e de sua mulher D. Mayor Fernandes. 

1." Pedro António da Matta. — Casou com D. Mecia de Caminha. — Sem geração. 

2." António Gomes da Matta Coronel. — Foi o 2." Corr?io-mór do Reino, e por sua indus- 
tria obleve grande riqueza e por isso instiluio dous Morgados que deixou a seus 
sobrinhos, como consta do seu testamento que correu impresso, e do qual ainda exis- 
tem exemplares. M. cm Lisboa a 31 de Dezembro de 1641, tendo casado duas vezes. 
— Sem geração. 

S." JoXo Gomes da Matta. — Herdeiro de seus irmãos e por isso 3."* Correio-mór. {V. aema). 

i.° D. IzABEL DA Matta. — Mulher de Nuno Alves Pereira de Lacerda. 

5." D. Beatriz da Matta. — Mulher de André de Azevedo de Elvas. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Marqdez de joro e herdade. — Decreto de 5 de Fevereiro de 1869. 

Conde — Decreto de 17 de Dezembro de 1798. 

CoN'iESSA — Decreto de 18 de Junho de 1860. 

Conde — Decreto de i4 de Fevereiro de 1861. 

CoNDB —Decreto de 17 de Maio de 1883. 

Correio-mór — Carta e Contracto de 19 de Julho de 1606. 

Official-mór — Inherente ao cargo de Correio-mór, por Alvará de 8 d'Ago8to de 1755. 



gico, pag. 460). 



Escudo com as armas dos Mattas. {V. Archivo Heraldico-Genealo- 




PENAGUIÃO (Conde de).— Dom Pedro José Maria da Piedade de Alcântara Xavier 
António Nicolau Veríssimo Máximo Júlia Adrião Francisco (KAssis de Salles Jeronymo 
Domingos Miguel Gabriel Raphael Gonzaga Thereza João de Capislrano de Lencastre 
Lorena Almeida Sá e Menezes Castello Branco da Silveira Valente Barreto Vasconcellos 



PEN 



E GRANDES DE PORTUGAL 



239 



Távora, 10." Conde de Penaguião e 5.° Marquez de Abrantes. (V. Abrantes pag. 2 
do 1." vol). 

CREAÇÀO DO TITULO 

CoNDS — Carla de 10 de Fevereiro de 1383. 

Rbnotado no 10. o Coxdb — Decreto de 30 de Setembro de 183i. 

Srazào. — Armas do Marqaez d'Abrantes. 




PENALVA (Marquez de).— Fernando Telles da Silva Caminha e Menezes, 4.** Mar- 
quez de PenaWa. Nasc. a 26 de Novembro de 1813 ; 10." Conde de Tarouca ; 8." Sr. de 
Aiegrele ; Par do Reino em 1826 ; succedeu no lilulo de Marquez a seu avô a 10 de 
Dezembro de 1818, no de Conde e nos Senhorios e Morgados das Casas de Penalva e 
Aiegrele a seu pae, a 21 de Janeiro de 1828. Casou a 15 de Selembro de 1834 com 
D. Eugenia de Aguilar de Almeida Monroy da Gama Mello Azambuja e Menezes, que 
nasc. a 1 de Maio de 1814, filha herdeira de D. António de Aguilar Monroy da Gama e 
Menezes, que nasc. a 1 de Janeiro de 1791; Sr. dos Morgados da Torroza e Revelhos; + 
Fidalgo da Casa Real ; Commendador da Ordem de Chrislo ; Ofíicial de Cavallaria, que 
m. a 15 de Dezembro de 1831, e de sua mulher D. Henriqueta de Almeida de Sousa e Sá 
Mello e Lencastre, que nasc. a 1 de Dezembro de 1793; Sr.° do Morgado do Espirito Santo, 
da Cavallaria (Casa solar da família dos Almeidas da Cavallaria) ; dos de S. João Baptista 
de Valladares, de S. Salvador de Coimbra, e de Nossa Senhora da Conceição de Cazainho. 

1.° Ldiz Telles. — Nasc. a 23 d' Abril de 1837 ; 11 " Conde de Tarouca, que m. a 15 de Dezem- 
bro de 1863, tendo casado a 3 de Selembro de 1857 com D. Maria Francisca Brandão 
de Mello Cogominho, qae nasc. a 20 de Setembro de 1833, filha dos 2.*" Marqaezes 
e i."* Condes de Terena. 

FILHA ÚNICA 

D. EoGENU. — Nasc. a 11 de Fevereiro de 1860. 



2.° D. Henbiqdeta das Dores Telles da Silva. — Nasc. a 29 de Novembro de 1838. e casca 
a 30 de Outubro de 1865 com o S.» Visconde de Balsemão. (Y. Balsemão pag, 
201 do vol. 1.°). 



246 



famílias titulares 



PEN 



SEUS Í>AES 

Luiz Telles da Silva Caminha e Menezes, 5.° Marquez de Alegrete. (Y. Alegrete 
pag. 25 do vol. 1."^. 

CREAÇAO DOS TITULCS 

Marqdez — Decreto de confirmação de 7 de Fevereiro de 1760. 
Conde — Decreto de 24 d'Abril de 1499. 
Senhor de Penalva — Decreto de 30 d'Abril de 1499. 
Senhor de Alegrete — Carla de 13 de Novembro de 1679. 

Krazão.— Escado com as armas dos Marquezes de Alegrete. 




PENALVA D'ALVA (Condessa de).— D. Eugenia Henriqueta Alves Valdez, 1." Con- 
dessa, e 1." Viscondessa de Penalva d' A Iva. Nasc. a 13 de Fevereiro de 1848, filtia dos 
2.°* Condes de Bomfim. (V. Bomfim pag. 289 do 1.° voL). 

VIUVA E>E 

José Rodrigues Penalva, 1." Visconde de Penalva d'Alva, que nasc. na cidade da Covi- 
lhã a 8 de Fevereiro de 1811, e foi baplisado na egreja da freguezia de Santa Maria Maior, 
do bispado da Guarda. Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por Alvará de 3 de Fevereiro de 
1880. M. em Lisboa a 6 de Agosto de 1881, tendo casado com a actual Condessa, acima, 
a 4 de Setembro de 1875. 

1.0 D. Edgbnia. Maria Valdez Penalva.— Nasc. a 31 de Julho de 1876. 
2." José Rodrigues Valdez Penalva. — Nasc. a 23 de Setembro de 1877. 
3.« Álvaro Henriques Valdez Penalva. — Nasc, a 22 de Setembro da 1880. 

SEUS PAES 

João Rodrigues Penalva, casado com D. Maria Joaquina Espinho. 



PEN 



E GRANDES DE PORTUGAL 



241 



l.o o Visconde de Penalva d'Alva. (V. aeima). 

2." Francisco Rodrigdes Penalva. — Bacharel em Medicina: residente na cidade de Campo. 

Qo Brazil. • 

3.° D. Miquelina Rosa. — Casada com João António de Almeida.— ^om geração. 

GREAÇÃO DO TITULO 

Condessa — Decreto de 14 d'Oatubro de 1886. 
Visconde — Decreto de 8 de Fevereiro de 1877. 

Brazão.— A Sr." Condessa, asa das armas de seus pães. 




PENAMACOR (Conde db). — Anlonio Maria de Saldanha Albuquerque Castro e 
Riba-Fria. Nasc. a 19 de Março de 18Í4; 3.° Conde de Penamacor ; Par do Reino por 
successão -a seu pae ; Copeiro-mór da Casa Real; Moço Fidalgo com exercício; 14." 
Sr. do Morgado de Penha Verde, em Cintra, que foi do Grande D. João de Castro. Casou 
na egreja dos Inglezinhos, em Lisboa, a 20 de Fevereiro de 1862 com D. Francisca Cal- 
mão Nogueira Valle da Gama, natural da freguezia de Nossa Senhora da Gloria, de Valença, 
bispado do Rio de Janeiro, que nasc. a 26 de Maio de 1840, filha de Nicolau António 
Nogueira Valle da Gama, Gentil-Homera da Imperial Camará de Sua Mageslade o Impe- 
rador do Brazil, e seu Mordomo-mór; Official da Ordem da Rosa; Cavalleiro da de 
Christo ; Commendador áa de Villa Viçosa, e ultimamente Barão de Nogueira da Gama, 
e de sua mulher D. Maria Francisca de Aragão Calmão da Silva Cabral, Dama honorá- 
ria da Imperatriz do Brazil, e irmã do General Barão de Itapagipe etc. ; neta paterna do 
Coronel José Ignacio Nogueira da Gama, e de sua mulher e prima D. Francisca Nogueira 
do Valle da Gama, a qual, depois de viuva foi Baroneza de S. Matheus; bisneta de Nico- 

31 



242 famílias TITULARES PEN 

, I ft ■ , 

lau António Nogueira, que sérvio por muitas vezes os cargos de Vereador e outros na 
villa de S. JoíSo dei Rei, e foi Alferes de Ordenanças, servindo em 17()1 o OíTicio de Escri- 
vão da Ouvidoria Geral; e de sua mulher D. Anna Joaquina d' Almeida da Gama, filha de 
Manuel Gençalves Villas Boas, natural de Portugal, e de sua mulher D. Ignacia Quinlina 
d'Almeida, terceira neta, emlira, de Thomé Rodrigues Nogueira, natural da Ilha da 
Madeira, Capitão-mór em Beapendy, onde m., e foi sepultado na capella da Egreja que 
fundou de Nossa Senhora de Monserrate, e de sua mulher D. Maria Leme do Prado, filha 
de António da Rocha Leme e de D. Antónia do Prado. 

ZPIXjUOS 

!.• D. Maria Francisca. — Nasc. a 5 de Fevereiro de 1863. 

2.0 António Maria. -^ Nasc. a 4 de Janeiro de 1864. 

3." NicoLAD. — Fallecido. 

4.0 Álvaro. — Nasc. a 9 de Agosto de 1867. 

5.» D. Maria Lkonor. — Nasc. a 7 de Fevereiro de 1869. 

6.» Joio.— Nasc. a 9 de Março de 1870. 

SEUS PAES 

António de Saldanha Albuquerque Castro Riba-Fria. Nasc. a 3 de Fevereiro de 
1815; 2." Conde de Penamacor; Par do Reino em 3 de Maio de 1842; Alcaide-mór de 
Cintra; 13." Sr. dos Morgados de Penha Verde, em Cintra, de Riba-Fria e outros; Com- 
mendador das Ordens de Chrislo e da Conceição ; Cavalleiro da de S. João de Jerusalém ; 
Commendador da de Carlos iii, de Hespanha ; Governador Civil, etc. M. a 15 de Maio 
de 1864, tendo casado a 9 de Janeiro de 1837 com D. Maria Leonor de Mello Silva César 
de Menezes, que nasc. a 30 de Dezembro de 1815, e m. a 27 d'Abril de 1864, filha 
dos 9.°* Condes de S. Loureuço. 

1.» João Maria.— M. a 24 de Setembro de'1856. 

2.° D. Thereza de Saldanha. — Casou com Sebastião Francisco Falcão de Lima Van-ZeUer 

Sanches de Baèiia Henriques de Mello Trlgoso, que nasc. a 3 de Junho de 1840, 6.° Barão 

de Aldemberg, ele. {V. pag. 195 d'ette vol). 

FILHA ÚNICA 
D. Maria Izabel. — Nasc. a 29 d'Agosto.de 1867. 

3.0 D. Maria das Dores. — M. de tenra idade em 1863. 
4.0 O 3.0 Conde de Penamacor. {V~ aeima). 
5.0 D. Maru d'As8Umpçío.— M. em 1872. 

SEUS AVOS 

João Maria Raphael de Saldanha Albuquerque Castro e Riba-Fria. Succedeu no 
Morgado de Riba-Fria, instituído a 7 de Maio de 1536, e outros; Alcaide-mór de Cintra; 
Commendador de Santa Maria d'Almeida na Ordem de Christo ; Padroeiro do Convento de 
Santa Cruz da Serra, e das Capellas do Santíssimo Sacramento do Mosteiro de S. Domin- 
gos de Bemfica, e dos Reis, no de S. Jéronymo de Penha Longa. M. a 1 de Julho de 
1824, lendo casado a 1 de Maio de 1814 com D. Maria Thereza Braamcamp, que m. a 6 
de Setembro de 1817; filha dos 1.°* Barões de Sobral. 



PEN E GRANDES DE PORTUGAL 243 

O 2.*> Conde de Penamacor. (F. aeima). 

BISAVÓS 

António de Saldanha d'Albuquerque e Castro Lobo de Mesquita e Andrade Riba- 
Fria, succedeu no Morgado da Conceição de Beja, e mais casa de seus avós ; Alcaide- 
iDÓr de Cintra ; Commendador da Ordem de Chrislo ; Capitão de Cavalios. M. a 28 d'AbriI 
de 1796, tendo casado com D. Marianna José Francisca Vicencia Vaz Pereira, que m. 
em 1812, filha de João Baptista Vaz Pereira, e de sua mulher D. Maria Patronilha Zignony 
de Landsgrave, filha de José Zignony de Landsgrave, natural de Milão, Ministro do Impe- 
rador Cados VI, em Lisboa, e de sua mulher D. Izabel Maria Sophia Rocei de Droxely. 

i.° Joio Maria Raphael. — (V. aeima). 

i.° D. Maria José Raphael db Saldanha e Castro. — Malher de D. Rodrigo António de 
Mello, irmão do 1." Conde de Murça. — Com geração. 

3.° D. Maria da Madre de Deds de Saldanha b Castro. — Malher de D. Thomaz de Nápo- 
les Noronha e Veiga.— Com geração. 

4.<* D. Maria Helena de Saldanha e Castro. — Malher de José Máximo Pinto da Fonseca 
Rangel, Secretario d'Estado de El-Rei D. João vi. — Com geração. 

TERCEIROS AVOS 

António de Saldanha e Castro d'Albuquerque Lobo de Mesquita e Andrade] Riba- 
Fria : succedeu na casa a seu irmão, e ao Morgado da Torre da Serpa ; foi Commendador 
de S. Pedro do Pinhel, na Ordem de Christo ; Capitão de Mar e Guerra, e do Estado 
da índia, onde foi duas vezes com soccorro; Alcaide-mór de Cintra etc. Casou em 1756 
com D. Thomazia Joaquina Angélica, filha de António Francisco edeD. Maria Gomes, ambos 
naturaes e moradores, que foram, em Bemfica. 

ÂNTemú DB Saldanha e âlbdqubrqqb. — (F. aeima). 

QUARTOS AVÓS 

António de Saldanha d' Albuquerque Castro da Mesquita Lobo de Andrade e Riba- 
Fria, nasc. em Pangim e succedeu, por sua mãe, nos Morgados de Penha Verde, Riba- 
Fria e Andrades no Alemtejo, e no Padroado da €apella de S. Domingos de Bemfica, que 
instituio e dotou D. Francisco de Castro, Bispo da Guarda, Inquizidor Geral e Conse- 
lheiro de Estado, annexando-lhe o Noviciado, Claustro, Paço chamado do Bispo, e jardim 
com a celebre fonte do Sátiro ; e também succedeu no Padroado do Conventinho da Serra 
de Cintra de Capuchinhos Arrabidos; foi Commendador de S. Pedro de Pinhel, na Ordem 
de Christo; Capitão de Dio; Capitão-mór da Armada da Costa do Norte; Governador e 
Capitão General do Reino d' Angola, e em 1700 Capitão de uma fragata de guerra na 
qual passou á Bahia e dahi para a índia. 

Dom Francisco de Castro, Bispo da Guarda, acima nomeado, era neto do Grande 
D. João de Castro, e foi homem de assaz virtude, que m. em Lisboa ás 4 horas da* 
manha do dia 1 de Janeiro de 1633, com cheiro de santidade, e jaz sepultado na Capella 
que instituio, onde onde jaz também seu pae, mãe, avô, irmãos e irmãs. 



244 famílias TITULAR ES PEN 

Casou Anlonio de Saldanha, acima, com D. Marianna Moreira, nalural do Rio do 
Bouro, freguezia de Cintra, filha de João Thomaz e de D. [Maria Moreira. 

i.o Pedro de Saldanha de âlbdqderqub. — CapUão de Mar e Guerra: m. sem geração. 
2.0 André de Saldanha. — Capilão dTnfanleria : m. sem geração. 
3.<* António de Saldanha. — (V. acima em 3."* avós). 
4.° D. Angela Cherdbina.— Freira no Calvário. 

QUINTOS AVOS 

D. Maria Thereza de Albuquerque Riba-Fria, nalural de Gôa, herdeira da Casa 
de Riba-Fria e outras. Foi 1." mulher de Manuel de Saldanha le Távora, que serviu contra 
os HoUandezes, era Ceilão, onde ficou d'elles prisioneiro. Foi Capilão de GÔa, succedeu 
a seu pae na mercê da fortaleza de Dio, da qual foi Capilão, e na Comraenda proraeltida, 
e succedeu em outra mercê da mesma fortaleza, e n'oulra Comraenda a seu tio Anlonio 
de Saldanha. Teve o habito de Christo com oitenta mil réis de tença, que se lhe fizeram 
effeclivos em quanto se lhe não davam as Commendas. 

No anno de 1684 foi Capitão-mór de Baçam ; Capilão-mór d'Armada e Costa do 
Norte ; Capitão General do Arraial de Rachol e terras de Salsete, e depois das fortalezas 
do norte até Dio, e Vedor da Fazenda do Estado da índia, e por sua primeira mulher acima, 
teve em dote a mercê da Capitania da cidade de Gôa, por 3 annos, na vagante dos pro- 
vidos antes de 9 d'Abril de 1669, e por Alvará de 18 de Março de 1684, houve a mercê 
de poder renunciar a dita Capitania, e pelos seus serviços, houve ainda duzentos mil réis 
de tença effectivos em quanto não entrasse era Comraenda d'esse lote, o que se verificou 
em 31 de Maio de 1684 pela mercê da Comraenda de S. Pedro de Pinhel na Ordera de 
Christo. M. em Gôa no anno de 1699. 

António de Saldanha d'Albdqderqoe. — (V. acima). 

SEXTOS y^vOs 

Pedro d'Albuquerque Lobo Riba-Fria ; serviu na índia e là casou com D. Luiza Lobo, 
nalural de Gôa, filha de Diogo Lobo d' Abreu, nalural da villa de Pombal, e de sua mulher 
D. Maria de Moraes, natural de Gôa. 

D. Maria Thereza b'ALBDQUERQUE Riba-Fria. — (V. acima). 
SÉTIMOS AVOS 

Gaspar Gonçalves Riba-Fria, herdou a Casa e Alcaidaria-mór de seu pae, por morte 
de seu'' irmão mais velho sem successão. Casou duas vezes, da piimeira não teve succes-. 
são, e sim da 2.' D. Angela de Noronha, filha de D. Pedro Lobo (ramo da Casa de Alvilo)| 
e de sua mulher D. Brites da Silveira. 

• 

IFUjUO ido 2.» l^dl-A-Tiail^OIsriO 
Pídbo d'Albu<joehqdb Lobo Riba-Fría. 



PEN E GRANDES DE PORTUGAL 245 

OITAVOS AVOS 

André Gonçalves Riba-Fria. Foi Alcaide-mór de Cintra, por compra que fez seu pae 
a Francisco de Azevedo, Sr. da Ponte do Soro, e Porleiro-mór do Rei D. Sebastião com 
o qual m. em Alcácer. 

Foi casado com D. Leonor de Albuquerque, filha de D. Luiz de Albuquerque, que 
foi Copeiro-mór de El-Rei D. João iii, Commendador e Alcaide-mór de Salvaterra da Raia, 
e de sua mulher D. Ignez de Castro, filha esta do Grande D. João de Castro, e de sua 
mulher D. Leonor Coutinho. D. Luiz de Albuquerque, acima, era neto paterno de Lopo 
de Albuquerque, 1.° Conde de Penamacor, Caraareiro-mór de El-Rei D. AíTonso v, a quem 
acompanhou a França e foi seu Embaixador a Roma, a tratar da dispensa para o casa- 
mento do dito Rei com a Excelente Senhora. 

1.° Conde de Penamacor, sendo considerado como um dos culpados no caso do 
Duque de Vizeu, fugio para Castella, onde, não se julgando seguro, viveu disfarçado em 
trajos humildes até quo m. em Sevilha. 

IFIXjHIOS 

1 .<» Gaspar Gonçalves Riba-Fria. — {V. aeima). 

S.» Garcia de Alboqubrcíce. — M. na índia. — Sem _ geração. 

3." Frei Luiz. — Frade Trino. 

4.° D. Philippa Codti:<ho. — Mulher de Phebas Moniz. 

NONOS AVÓS 

Gaspar Gonçalves, natural do logar de Riba-Fria perto de Cintra, onde fandou a sua 
Casa. El-Rei D. Manuel agradando-se d'elle, o trouxe para a côrle, e querendo galarduar 
os seus serviços, lhe conferiu, por Alvará de 16 de Setembro de 1341, um Brazão d'Armas, 
permilindo-lhe n'elle usar do appellido de Riba-Fria, e dando-lhe por solar a quinta que 
o mesmo Gaspar Gonçalves edificara no sobredito logar, e confirmando-lhe o Morgado que 
instituirá em 1536. Foi Alcaide-mór de Cintra por compra que d'esta Alcaidaria fez a 
Francisco de Azevedo, como ficou dito. Dizem também que fora Porteiro-mór da Camará 
de El-Rei D. Manuel e de D. João iii, por quem teve o Uabilo de Christo. 

Foi casado com D. Maria Luiz de Sá, natural de Cintra. 

i.o AxDRÍ Gonçalves Riba-Fria. — (K. acima). 

2." Lciz Gonçalves Riba-Fria.— Inquizidor de Lisboa. — Sem geração. 

3.° Jenrontmo de Sá Riba-Fria. — Que serviu na índia» — Sem geração. 

4." D. Antónia de SA. — Mulher de Mem de Brito. — Com geração. 

5.» D. Maria. ) ., . 

6.0 D. Philippa. \ ^'^'"'• 

CREAÇÃO DO TITDLO 

Conde — Carta do Rei D. Affonso v datada de Arenal a 24 d'Agosto de li76. 
Renovado no 2.» Conde — Decreto de 17 de Dezembro de 1844. 
Renovado no S.» Conde — Decreto de 6 de Janho de 1864. 

Bvazão <i'Armas.— Escudo com as armas dos Riba-Frias. 

BRAZÃO concedido por Alvará de 16 de Setembro de 154i. {V. Arehivo Heraldieo-Genealogieo, pag. 
CLl e 234). 



246 



famílias titulares 



PEN 




PENEDO (Visconde do). — António José Antunes Sobrinho, 1." Visconde do Penedo. 
Nasc. em 1814 na freguezia de Canicadas, perto de Braga, e m. em Braga a '16 de 
Maio de 1888. 

Residiu muitos annos na cidade do Pará (Brazil), onde, depois de muito lidar, obteve 
grossos cabedaes, habililandorse a regressar á pátria e ir viver na freguezia do seu 
nascimento. 

GREAÇÃO DO TITULO 
ViscoNbB — Decreto de 10 de Junho de 1885. 




PENELLA (Conde de). — Dom João de Vasconcellos de Menezes, 2.' e ultimo Conde 
de Penelia, Vedor da Fazenda de El-Rei D. João lu; Cavalleiro do Conselho no anno 
de 1539 com oito mil réis de moradia por mez. Foi casado duas vezes, a primeira com 
D. Maria de Sousa de Athaide, filha de D. João de Sousa, Capitão dos Ginetes do Infante 
D. Fernando, e de sua mulher D. Branca de Athaide, e a segunda com D. Joanna Hen- 
riques, viuva de Ruy de Mello da Cunha, O Punho, Alcaide-mór de Alegrete, e filha de 
D. Carlos llenriques, e de sua mulher D. Cecília de Brito. — Sem geração. 

• 

1.0 Dom Affonso de Vasconcellos e Menezes. — Herdou a Casa de seu pae, menos o titulo. 
Foi Capitão dos Ginetes dos Reis D. João iií e de D. Sebastião, o qual Cilicio houvej 
em dote de sua mulher em 24 de Fevereiro de ISíl, cuja foi D. Guiomar Soares,- 
filha herdeira de Lopo Soares de Albergaria, 3° Governador da índia, e de sua 
mulher D. Joanna de Albuquerque. — Sem geração legitima. 

í • Dou Estevão de Vasconcellos, — Que foi Clérigo, e m. novo. 

a." Dom António de Vasconcellos e Menezes. — A quem chamaram de alcunha *0 SujO' 
Por falta de successão legitima de seus irnrãos succedeu a Casa dos seus paes, e foi 
Gommendador de Almendra na Ordem de Christo ; Sr. de Mafra e Administrador de 
Morgado dos Menezes em Santarém e Soalhães, que andaram sempre na Casa de se« 
avós. Casou sendo já muito velho com D. Maria de Almeida, que depois de viuva 
foi mulher de Pedro AGTonso de Aguiar. — Com geração. j 

4." Dom Ambrósio de Vasconcellos. — Tirou á força uma mulher á justiça, e foi por isso qa(j 
andou muito tempo homiziado em Casiella, em casa de D. Diogo Lopes de Toledo, 
sendo mais tarde perdoado por El-Rei D. João m, voltou a Portugal, e m. tem geração^ 



PEN E GRANDES DE PORTUGAL 247 

5.* D. LooRENÇA DE Vasconcellos. — Que esleve contratada para casar com D. Gonçalo de 
Castello Branco, filho herdeiro de D. Martinho de Castello Branco, Conde de Villa 
Nova, e por não ter effeito esse casamento, foi mulher de D. Nuno Manuel, Sr. de 
Salvaterra de Magos e das Agnlas, Guarda-mór e Aimotacé-mór de El-Rei D. Manuel, 
o qual era filho do Bispo da Guarda D. João, e de D. Justa Rodrigues, tronco este dos 
Condes d'Âtaiaya. 

6." P, Guiomar de Vasconcellos. — Dama da Imperatriz D. Izabei, com quem passou a 
Castella e lá casou com D. Jorge de Portugal, i.» Conde de Gelves, Alcaide-mór de 
Sevilha, etc. Este Conde era irmão do Marquez de Ferreira D. Rodrigo de Mello. — 
Sem geração. 

7.0 D. IzABEL DE Athaide. — Quc depois de ser Dama da Rainha D. Catharina, se recolheu 
ao Convento da Annanciada de Lisboa. 

8.° D. JOANNA. i 

9.° D. Cecília. > Freiras no Convento de Cellas em Coimbra. 
10.° D. Mahu. ) 

SEUS PA.ES 

Dom Affonso de Vasconcellos de Menezes, 1." Conde de Penella. Nasc. em 1441: 
herdou os bens de sua mãe e avó, e assim foi Sr. de Mafra, Ericeira, e Enxara dos Caval- 
leiros, e do Morgado que a seu favor instiluio sua tia, D. Leonor de Menezes,, irmã de 
sua mãe, e 1." mulher do 3." Duque de Bragança D. Fernando. Prestou grandes e rele- 
vantes serviços á Pátria, como refere D. Antonto Caetano de Sousa, na sua Historia 
Genealógica da Casa Real Portugueza, pag. lo do Tom. XII Pavt. I. 

M. a 1 de Novembro de 1480, tendo casado com D. Izabei da Silva, filha de D. Lopo 
de Almeida, 1.° Conde de Abrantes, e da Condessa D. Brites da Silva. 

1.* o 2," Conde de Penella. (V. aeima). 

S." Dom Fernando db Vascokcellos. — Arcebispo de Lisboa. 

3." Dom Jorge de Vasconcellos, — Cónego da Sé de Lisboa. 

4." D. Brites da Silva. — Mulher de D. João de Athaide, Conde de Atoogaia. 

5." D. Maria da Silva. — Mulher de João Freire, Sr. de Bobadella. 

6.° D. JoANNA da Silva. — Mulher de Álvaro Pires de Távora, 2." Sr. de Mogadouro. 

7.° D. Leonor. — Abbadeça do Convento de Cellas, em Coimbra. 

8." D. JoANNA DA Silva. — Prioresa do Convento d'Annunciada em Lisboa. 

SEUS AvOS 

Fernando de Vasconcellos: succedeu na casa de sua mãe, e pelo seu casamento houve 
vários Senhorios, como abaixo se dirá. M. em Castella, onde se achava desterrado com 
seu pae, por causa da Rainha D. Leonor Telles a quem acompanharam. 

•Foi casado com D. Beatriz Coutinho, herdeira de seu avô materno, Fernão Martins 
Coutinho, e por isso teve ella o Senhorio de Mafra, Ericeira, e Enxara dos Cavalleiros, 
e era filha de D. Pedro de Menezes, 2.° Conde de Vianna e de Villa Real, e de sua 
terceira mulher D. Beatriz Coutinho. 

IFIXiHO TJlsriGO 
1.» Conde de Penella. {V. aeima). 

BISAVOS 

Dom Affonso de Cascaes, filho bastardo do Infante D. João. Chamou-se de Cascaes, 
por ter sido Sr. d'esta villa, por havel-a em casamento de sua primeira mulher. D. Affonso 
de Cascaes, havendo tomado o partido da Rainha D. Leonor Telles, retirou-se com ella 
da villa de Almeirim para Castella, onde m. Foi casado duas vezes, a 1." com D. Branca 



Í48 FAMÍLIAS Tif ULARES PRN 

da Cunhí, filha do Insigne João das Regras, e de sua mulher D. Leonor da Cunha,- sendo 
esla filha de Marlim Vaz da Cunha, que em Caslella foi Conde de Valença de Campos, e 
a segunda com D. Maria ,de Vasconcellos, lllha herdeira de Joanne Mendes de Vascon- 
cellos e de D. Briles Pereira. 



FILil^S IDO 1-0 3Sd:^TI2.IJ^OI^IO 



1.* D. Ignez. 



- . _ ,, '' 5 M. em Caslella : solteiras. 
2.» D. Violante. ) 



3." Fernando de Vasconcellos.— Já mencionado. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Carla de D. Affonso v de 24 de Oulubro de 1471. 

N. B. O Ululo de que se acaba de tratar, passou para a casa dos Marquezes de Ponte de Lima * 
Viscondes de Yilla Nova da Cerveira. 




PENHA FIRME (Conde de).— Jorge Roze Sarlorius, 1." Conde de Penha Firme, 
.1." Visconde da Piedade, e 1.° Visconde de Mindello. Nasc. em Bombaim a 9 d'Agoslo 
de 1790 ; Vice-Almiranle honorário ; Grau Cruz da Ordem de Aviz ; Commendador da de 
Torre e Espada, e da do Banho, na Inglaterra ; foi na Inglaterra Capitão d'Armada, des- 
tinguindo-se na batalha de Trafaigar, e depois de ler tido varias Commendas, era em 
1828 Capitão da Fragata Pyramo, então surta no Tejo, ficando por chefe das forças navaes 
que n'elle deixou de observação o Almirante Bcauclerck, quando este se retirou. Qj^cssa 
época recebeu Sartorios a seu bordo varias familias que foram ali refugiar-se. Em 1830 
foi pelo Sr. D. Pedro i Imperador do Brazil, incumbido de commandar e organisar uma 
esquarda, tarefa que elle soube desempenhar atravez de iramensas diíBculdades, tanto em 
Belle Isle, como nos Açores. Desembarcou nas praias do Mindello o pequeno exercito do 
Sr. D. Pedro i, bloqueou Lisboa, e combateu por duas vezes a esquarda do Sr. D. Miguel 
ele. M. em Londres a 15 d'Abril de 1885, tendo casado a 1 de Janeiro de 1839 cora 
D. Sophia Lamb, que nasc. a 4 de Novembro de 1819, filha de João Lamb e de D. Sophia 
Sarah Atkius. 

i.° JoRGB CoNHADO.— Nasc, eíQ 1843; Capitão d'E»lado Maior do Exercito Britânico em 

Bombaim. Casoa duas vezes. — Com geração, 
i.* Reginaldo William,— Capitão do Regimento de Cavallaria n." 6 de Bengala, 
S.*' E.N8T0N Newbt. — Capitão do Regimento d'Infanleria n,° 89. 



PEN 



E GRAiNDES DE PORTUGAL 



249 



SEUS PAES 

João Conrado Sarlorius, nasc. em Thionville na Alsacia em 1746, e m. em Cananor 
em 1802. 

Esteve como official de Cavallaria ao serviço do Duque de Wurlemberg, d'onde pas- 
sou para o Exercito inglez e n'elle foi Coronel de Engenharia; sérvio 30 annos nas guer- 
ras da índia, sendo por varias vezes ferido gravemente. 

Em 1789 casou com D. Annabeila Rose, que nasc. em 1767, e era filha de Jorge 
Rose, e neta do Vice-Almiranle Harvey. 

1.» o l.° Conde de Penha Firme. (7. aeima). 
2." Gdilherme. — M. 
3.0 Jóío Conrado. — M. 
4.0 D. Anna.— 
5." RoBsaTO. — M. 

CREAÇÃO DOS títulos 

Conde — Decreto de i9 d'Ãgosto de 1853. 

Visconde da Piedade — Decreto de 1 de Dezembro de 1836. 

Visconde do Minoello — Decreto de 8 de Julho de 1343. 

REsiDENaA — Qainta da Piedade^ no concelho de Almada, e em Cintra, Qaiota da Penha Firme. 




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PENHA LONGA (Conde de).— Sebastião Pinto Leite, 1.» Conde de Penha Longa e 
1." Visconde de Gandarinha. (V. Gandarinha, pag. 14 do presente ml.). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 4 de Março de 1886. 

Brazão — O de Gandarinha. 
32 



250 



famílias titulares 



PEN 




PENICHE (Conde de). — Dom Caetano Gaspar d'Alraeicla Noronha Portugal Camões 
Albuquerque Moniz e Sousa, 3." Conde de Peniche e 8." Marquez d'Angeja. (Y. Angeja, 
pag. 106 do ^.° voL), 

Transcreveremos aqui o Decreto primitivo, que elevou á grandeza do Reino D. Cae- 
tano de Noronha. É um documento honroso, que vale a pena tornar conhecido. 

«Tendo presentes os relevantes e úteis serviços, que Me fez o Conde de Villar Verde, 
« do Meu Conselho de Estado, Gentil Homem da Minha Camará e Ministro Assistente ao 
« Despacho do Meu Gabinete, durante a sua vida, nos empregos e commissões da maior 
« importância, que lhe foram confiados : tendo juntamente muito na Minha lembrança o 
« amor, que o mesmo Conde tinha á Minha Real Pessoa, e o zelo e lealdade com que 
(T Eu mesmo o Via empregar-se no Meu Real Serviço : E querendo em memoria d'elle 
(' Conde, e.da supplica que Me fez antes do seu fallecimento, reuuraerar os referidos ser- 
« viços na pessoa de seu irmão D. Caetano de Noronha : Hei por bera fazer-lhe mercê do 
« titulo de Conde da villa de Peniche, da Coramenda de Santa Eulália, dividida da de 
«São Bartholomeu do Arabal, que vagou pelo dito Conde, e da de São Salvador de 
<t Anciães, ambas da Ordem de Christo ; tudo era duas vidas. Palácio de Mafra era 26 de 
« Novembro de 1806. 

« Com a Rubrica do Príncipe Regente Nosso Senhor. » 

Brazão*— As armas do Marquez d'Angeja. 




PENNA (Visconde da). — Dom José Rodrigues de Casaes, 1.** Visconde da Penna. Nasc. 
a 19 de Março de 1794 ; Commendador da Ordem de Christo; Commendador da de Carlos in; 
Cavalleiro da Rosa, do Brazil ; vice-Consul dos Estados Pontifícios, na cidade do Porto. 



PER 



E GRANDES DE PORTUGAL 



251 



Casou duas vezes, sendo a primeira a 21 de Setembro de 1811 com D. Thereza de 
Jesus Sampaio Guimarães, que nasc. a 18 de Março de 1791, filha de Bento de Sampaio 
Guimarães e de sua mulher D. Maria Pereira Camorça Guimarães, e a segunda vez com 
sua cunhada D. Júlia de Sampaio Guimarães, de quem não teve successâo. 

ifiijUos ido 1.» nyTA.TB.ii^oino 

l.° D. Rita Adelaide de Casaes Andrade. — Mulher de Alexandre Soares Pinlo d'Andrade, 

que nasc. em 1814; Fidalgo Cavalleiro; Commendador da Ordem da Conceição; 

Commendador da de Carlos iii, de H^spanha ; Commendador de Izabel a Caibolica ; 

Tenente do Batalhão da Guarda Nacionil do Porio, e negociante na mesma cidade. 

M. a 10 de Maio de 1884. — Sem geração. 
i.* Dom Anto.mo Rodrigues de Casaes. — Nasc. a 22 de Novembro de 1816. — Sem nuiit noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 
YjscosDE — Decreto de 23 de Janeiro de 1854. 




PERAFITA (Barão de).— João António de Moraes, 1.° Barão de Perafita; do Con- 
selho de Sua Mageslade ; Commendador da Ordem da Conceição ; Conselheiro do Supremo 
Tribunal de Justiça, nasc. a 1 d'Abril de 1771, e casou a 15 de Março de 1800 com 
D. Mathilde Delfina de Moraes e Castro, que nasc. a 5 de Setembro de 1772, filha de 
Luiz de Almeida de Moraes e de D. Brites Maria de Castro. (V. Nevogilde, pag. 466). 



SEUS PAES 



Daniel António de Moraes Ferro Cabral Montezinho, natural de Seixo de S. Pedro, bispado 
de Coimbra, que m. em Punhete a 24 de Janeiro de 1796, e foi casado com D. Leonor Jacin- 
tha de Moraes, que nasc. em S. Romão, bispado de Coimbra, e m. em Lisboa a 19 d' Abril 
de 1811, e era filha de Rodrigo Soares da Fonseca e de D. Maria Josepha de Moraes. 



1.0 o 1.» Barão de Pera6ta. (Y. acima). 

ã.° Bernardo Daniel. — Casou, e m. tem geração. 

3° Raphael Axtonio. — M. 

4.'» D. Rosa Angélica. — M. 

õ.° D. Angélica Narciza. — M. 



252 



FAMÍLIAS TITULARES 



PER 



CREAÇÃO DO TITULO 

BarXo — Decreto de iO de Oulabro de 1836. 

Bfazuo d' Armas.— Escudo partido em pala; na primeira as armas dos Moraes, 
e na segunda as dos Castros. 

BRAZÃO concedido por Alvará de 28 de Março do anno de 1800, a Manuel Mendes de Moraes e 
Castro, irmão da Baroneza de PeraQla, acima mencionada. (K. Archivo Ueraldico-Genealogico, pag, 166). 




PEREIRA (Visconde de). — Joaquim Pereira da Costa, 1.° Visconde de Pereira. 

Nasc. a 7 de Novembro de 1849 ; Fidalgo Gavalleiro da Casa Real e proprietário. M. a 

28 de Julho de 1876. 

SEUS PAES 

Joaquim Pereira da Costa, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real e Commendador da 
Ordem de Christo. Casou com D. Emilia Augusta Pereira da Costa : ambos já fallecidos. 

1.* Joaquim Pereiba da Costa. — l.« Visconde de Pereira. (V. acimaj. 
2.° D, Mabia d'AssompcAo — Nasc. a 15 de Março de 1847, e casou em 29 de Dezembro 
de 1860 com Caetano^da Silra Luz, Moço Fidalgo com exercido na Casa Real, 

FILHOS 
1.° D. Maria José. 
2.» Lolz. 
3." D. Margarida. 

4.0 D. IZABEL. 

3.0 D. Emília da ConceiçXo. — Nasc. a 20 de Maio de 1848, e casou com Thomaz Maj 
Bessone Júnior : ambos já fallecidos. 

FILHA 

Uma menina que apenas daroa dias. 



PER 



E GRANDES DE PORTUGAL 



253 



CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 6 de NoTembro de 1857. 

Brazão cl'A.nnas. — Escndo esqnartellado ; no primeiro quartel — de purpura, uma 
cruz de prata vazia floreada e quatro lizes de ouro acantonados, e assim o alterno : no 
segando — de purpura, sais castellos de prata em duas palas de três em três, e chefe de ouro 
carregado com um liz de purpura e assim o contrario. Timbre — uma cruz de ouro floreada 
e vazia entre duas azas d'aguia negra. 

BRAZÃO concedido por Alvará de mercê nova de 24 de Fevereiro de 1875. 




PEREIRA E CUNHA (Visconde de).— Cândido Albino da Silva Pereira e Cunha, 
1.° Visconde de Pereira e Cunha. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 1 de Jalho de 1886. 




PEREIRA MACHADO (Visconde de). — Guilherme Auguslo de Pereira Machado, 
2." Visconde de Pereira Machado, Fidalgo Gavalleiro da Casa Real. Nasc. na cidade do 
Porto a 16 de Outubro de 1865, e existe solteiro. 



m FAMÍLIAS TITULARKS PER 

SEUS PAES 

Guilherme Augusto Machado Pereira, nasc. na cidade do Porlo a 8 d'Abril de 1822, 
1.» Visconde de Pereira Machado; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; Moço honorário da 
Kcal Camará ; Commendador das Ordens de Chrislo, e da da Rosa, do Brazil ; Vereador, 
(jue foi, da Camará Municipal do Porlo; Presidente da Companhia de Utilidade Publica; 
Presidente da Associação Commercial de Benelicéncia ; Director da Associação Commer- 
cial do Porto, e Merabi'o e Presidente de varias outras, etc; capitalista e proprietário 
na dita cidade, e na do Rio de Janeiro. 

M. no Porto a 14 d'Abril de 1868, havendo casado a 30 de Março de 1853 com 
D. Cândida Guilhermina dos Santos Vieira Rodrigues Fartura, que nasc. no Porlo a 12 
de Setembro de 1831, em. a 25 de Setembro de 1869, íilha de António José Rodrigues 
Vieira Fartura, que nasc. a 24 de Setembro de 1795; ja fallecido; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real e Commendador das Ordens de Chrislo e da Conceição, e de sua mulher D. Mar- 
garida Eugenia dos Santos Nogueira, que nasc. no Porto a 3 de Fevereiro de 1805, em. 
a 10 de Abril de 1850, filha do Sargento-mór de Villa Nova de Gaia, António José 
dos Santos Nogueira, Cavalleiro professo na Ordem de Chrislo, e de sua mulher D. Anna 
Rosa de Jesus, natural do Porlo. 

FILHOS 

l.o o 2.° Visconde de Pereira Machado. {V. acima). 

i." D. GoiLHSRUiNA Cândida Pereiha Machado. — Nasc. a 8 de Junho de 1855, e casou a 
15 de Maio de 1876 com Delfino da Cunha Lima, que nasc. a 28 de Janeiro de 1857. 

FILHA 
D. GniLHERMiNA. — Quc Hl. ã 17 de Setembro de 1877. 

3.° D. Margarida Rosa Pereiha Machado. — Nasc. a 13 de Julho de 1864, e casou a 19 do 
Julho de 1884 com o Dr. José Luiz Fernandes de Castro Júnior, que nasc. a 10 de 
Setembro de 1860, etc. 

FILHOS 

1.» Carlos.— Nasc. a 6 d'Abril de 1885. 

2.« D Margarida.— Nasc. a 5 de Julho de 1886. 

3.» D. Maria José.— Nasc, a 20 d'Agoslo de 1887. 

4." D. Maria Augusta de Pereira Machado. — Nasc. a 2 de Junho de 1863, e existe solteira. 

SEUS AVOS 

João Pereira da Cruz Lima, Cavalleiro da Ordem -de Chrislo, que nasc. a 6 de 
Maio de 1758, e m. a 10 d'Abril de 1828, tendo casado com D. Rosa Gertrudes Remar- 
des Machado, que nasc. a 28 de Janeiro de 1781, e m. a 30 de Junho de 1858, filha de 
Manuel José Bernardes Machado e de sua mulher D. Quitéria da Cunha Alves Pereira. 

1." 1.° Visconde de Pereira Machado. (K. aeima). 

2." João Pereira de Lima Machado. — Capitão reformado do exercito ; Fidalgo Cavalleiro da 

Casa Hoal ; Commendalor da Ordem de Chrislo. 
3." D. Anna Augusta Machado Pereira. — M. solteira. 
4." D. Ermelinda Machado. — M. a 12 de Setembro de 1875, tendo casado com Elias Eloy 

d'Abreu Tavares, verificador d'Alfaiidega do I'orto e proprietário. 



PER 



E GRANDES DE PORTUGAL 



2o5 



FILHAS . 
i." D. Jdlia Georgina Tavares, 
2.* D. Carolina Machado Tavares. 
3.* D. Leonor Machado Tavares. 

&." D. Maria Machado Pereira. — Casada com João Casimiro da Veiga, Major e 2." Com- 
mandante da Gaarda Manicipal do Porto, etc. 

BISAVÓS 

Manuel Pereira da Cruz Lima, casado com D. Rosa da Cruz Lima. 

JoXo Pereira da Cruz Lima. — (V. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 18 de Setembro de 1861. 

Bi*azuo <l'Ai*ma(a.— Escndo partido em pala; na primeira as armas dos Pereiras, 
e na seganda as dos Machados. 

BRAZÃO d'Afmas de successão, por Alvará de 14 de Jineiro de 1851. {Y. ArcMvo HerMieo-Genea 
lógico, pag. 247). 

RBsiDENaA — Rna Formosa, Porto. 





PEREIRA iMARlNHO (Condessa de).— D. Francisca da Piedade Oliveira, nasc. a 
19 de Outubro de 1821. 

VIUVA I>E 

Joaquim Pereira Marinho, natural de Viila Nova de Lixa, arcebispado de Braga, 
onde nasc. em 1816; 1.» Conde, 1.° Visconde, 1.*» Barão de Pereira Marinho; Commen- 



256 famílias TITULARES PER 

dador da Ordem da Conceição ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por Alvará de 14 de 
Janeiro de 1870. M. na Bahia a 26 d'Abrii de 1887, lendo casado cora a Condessa, acima, 
na mesma cidade, onde foi opulento capitalista e proprietário. 

5." António Pereira Marinho. — Nasc. na Bahia a 9 de Novembro de 1840; 1." Visconde 
e 1.° Barão de Marinho; Engenheiro Civil e Cavalleiro da Ordem de Christo. M. em 
Paris a 22 de Novembro de 1879, tendo casado na Bahia a 20 de Novembro de 
1867, com D. Maria Luiza de Saldanha da Gama, qae nasc. no Rio de Janeiro a 8 
de Jalho de 1850, filha de Mnnuel Saldanha da Gama, que nasc. a 8 de Setembro 
de 1820, Major de Cavaiiaria; Governador de Timor e Soior, e Cônsul Geral na 
Bahia, que m. a 19 d' Abril de 1875, e de sua mulher D. Helena Pezerat, filha de 
José Pierre Pezerat, e de sua mulher M.^ Marie Luise Bailly, ambos nataraes de França, 
e o 1.° filho do Barão de Precy, em França. (K. Condet da Ponte). 

2." Elysio Joaquim de Pereira Marinho. — Nasc. na Bahia a 21 de Janeiro de 1841 ; 1." Barão 
de Guahy, casado em 1865 com D. Helena Leal, que nasc. no Rio de Janeiro a 18 
de Julho de 1849. 

SEUS PAES 

António Teixeira Marinho, negociante, casado com D. Anna Joaquina de Queiroz. 

o 1." Conde de Pereira Marinho. (V. acima). 

CREAÇÃO DOS títulos 

Conde — Decreto de 7 de Março de 1881. 
Visconde — Decreto de 26 de Março de 1874. 
Barão — Decreto de 8 de Julho de 1869. 

JBrazsLo d' Armas.— Escudo com as armas dos Marinhos, que são : — em campo 
verde, cinco flores de liz de prata.— Timbre uma serèa com cabellos d'ouro. 

BRAZÀO passado a favor do Conde Pereira Marinho, por Alvará de 4 de Dezembro de 1851. 

N, B. Devemos nma parte dos esclarecimentos acima exarados, á Ex.'"" Sr." Viscondessa de Marinho, 
ficando assim reparados todos os erros que se possam notar, no titulo da mesma senhora, a pag. 116 do 
presente vol. 



PEREIRA DA MOTTA (Barío de).— Salustiano Pereira da Motta, l.*» Barão de 
Pereira da Motta, Bacharel em Direito ; súbdito brazileiro. ^ 

Casou duas vezes, a primeira com D. Maria Ramalho Ortigão, que m. em 1874, ei 
era irmã de Francisco Duarte Ramalho Ortigão; e a segunda vez, a 14 de Janeiro dej 
1878 com D. Joanna Pinto de ^Mesquita. — Sem mais noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BabXo — Decreto de 8 de Maio de 1873. 
Residência — Bahia. 



PER • E GRANDES DE PORTUGAL 257 




PERNAMBUCO (Conde de). — Duarle de Albuquerque Coelho, 1.» e ultimo Conde 
de Pernambuco. Nasc. em Lisboa a 22 de Dezembro de 1591 ; leve a Capitania de Per- 
nambuco, como seu pae e avô, c quando a tomaram os Holandezes foi occupar esse governo 
para o restaurar /mas não o conseguio. Por occasião da Restauração de Portugal em 1640 
e acclamação de El-Rei D. João iv, retirou-se para Castella, onde m. em 1658. Havia 
casado com D. Joanna de Castro, filha de D. Diogo de Castro, 2." Conde de Basto, e de 
sua mulher a Condessa D. Maria de Távora. 



i.o Jorge d'Alboocerqi'E Coelho. — M. moço na gacrra da Gataianba. — Sem geração. 

i.° D. Maria de Albcquerode e Castro. — Herdeira da casa de seu pae e mulher do 7." 

Conde de Vimioso. 
3." D. Anna. ^ 

4.° D. Catharina. \ Freiras no Sacramento de Lisboa. 
5." D. Philippa. ) 

SEUS PAES 



Jorge de Albuquerque Coelho. Nasc. a 23 d'Abril de 1539. Trata d'esle illuslre 
patriota, o Sr. Pinheiro Chagas no seu Dkcionario Popular, a pag. 577 do 1° vol. 
Daremos, pois, d'elle, uma breve noticia: Foi donatário da Capitania de Pernambuco, por 
morte de seu irmão primogénito. Explorou o interior d'aquella província e concorreu por 
lodos os modos para o seu engrandecimento, ele. Estando em Lisboa, acompanhou El-Rei 
D. Sebastião na desastrosa expedição á Africa. Em Alcacer-Kibir porlou-se com extremo 
valor, defendeu emquanto poude o seu Rei D. Sebastião, e quando este, tendo-lhe mor- 
rido o cavallo, se achava a pé no meio dos mouros, Jorge d'Albuquerque cedeu-lhe sem 
hesitação o seu próprio cavallo, perdendo assim, com a maior singeleza, todas as espe- 
ranças de salvação, para dar ao seu monarcha, ao chefe do seu paiz, uma probabilidade 
de escapar á morte. 

Effeclivamente não tardou a cair coberto de feridas, sendo levado prisioneiro para 
Fez onde soffreu uma dolorosa operação que o deixou aleijado para toda a vida. Esteve 
muito tempo em casa de Eute-Xeque, que era Governador dos Judeus na dita cidade, até 
que se resgatou, já em tempo do dominio hespanhol em Portugal, ele. M. pouco depois 
do anno de 1596, havendo casado duas vezes, sendo a primeira com D. Maria de Mene- 
zes, filha de D. Pedro da Cunha e de sua primeira mulher D. Anna de Menezes, e a 
segunda com D. Anna de Menezes, filha de D. Álvaro Coutinho, Commendador do Cas- 
lello de Almorol, e de sua mulher D. Brites da Silva. 

IPUiELOS 3DO 2.' 3i^dLô-TI&I3Sd.03ínO 

1." Doarte de Albcqdbrque Coelho. — (V. acima). 

í.' Matbias de Albuqderqde. — Foi baptisado com o nome de Paulo, mas em reconheci- 
mento de lhe haver, seu lio, Matbias d'Albuquerque, Capitão d'Ormuz e Vice-Rei da 
33 



258 FAMÍLIAS TITULAR ES * PER 

índia, deixado tcda a sna fortuna, fez-se chrismar Mathias. Foi, pois, Mattiias 
d'Âlbuquerque o mais illastre general do seu tempo : que o diga a victoria do Mon- 
tijo, que lhe dou o titulo de Conde de Alegrete, e outros, durante a guerra da Res- 
tauração, em que demonstrou a pericia de um General hábil, audacioso e rigido dis- 
ciplinador, M. em 1647 {V. Diccio7iario Popular pag. 378). Foi casado com D. Catharina 
Barbosa de Noronha, filha de D. Pedro de Noronha, Sr. de Villa Verde, e de sua 
mulher D. Juiianna de Noronha. — Sem geração. 

SEUS AVOS 

Duarte Coelho, valoroso soldado na índia, o qual pelos seus eminentes serviços, 
mereceu que El-Rei D. João iii lhe desse a Capitania de Pernambuco. Emquanto á sua 
íiliaçâo e naturalidade, diz Madureira, que era natural de Miragaya e se creou no Mos- 
teiro de Villa Nova, por haver n'este uma prioresa que era sua lia, e que foi filho de 
Gonçalo Coelho, Capitão de Navios, que andavam na carreira do Brazil, e de sua mulher 
D. Catharina Annes Pereira. António Pereira de Lima nos seus livros genealógicos, diz ter 
havido Iradicção que Duarte Coelho havia sido moço de sachristia das freiras Dominica- 
nas do mencionado Mosteiro, e que vira n'uma arvore genealógica ser elle neto paterno de 
D. Catharina Pereira. No entretanto pouco importa a sua ascendência quando faliam tão 
alto os seus serviços. (V. Barros^ Dec. IV liv. 1.° Cap. X — Chron. de El-Rei 
D. João III). 

Foi casado com D. Brites, ou D. Catharina d'Albuquerque, filha 6." de Lopo d' Albu- 
querque e de sua mulher D. Joanna de Bulhão. 

l.° DaARTE Coelho D'ALBnQUBR(]tiE. — Succedeu a seu pae em 1554 na Capitania de Pernam- 
buco, e vindo a Portugal no tempo das expedições africanas d'El-Rei D. Sebastião, 
acompanhou o seu soberano a Alcacer-Kibir, e ali cahio presioneiro com seu irmão, 
depois de praticar na batalha prodígios de valor. Esteve algum tempo captivo, mas no 
dia em que poude illudir a vigilan':ia dos seus verdugos, foi ao campo onde se havia 
dado a batalha e ali m. — Solteiro e sem geração. 

2." Jorge d'Albcqderque Coelho* — {V. aeima). 

3." D. Ignez D'ALBnQOERQUE. — Mulher de seu primo, D. Jeronymo de Meara. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Carla de D. Philippe iii em 1632. 




PERNEM (Barão de).— Dessai de Pernem Vassudevo Rogunala Porobo, 1." Barão 
de Pernem, Moço Fidalgo com exercício em 15 de Fevereiro de 1884. 

CREAÇÁO DO TITULO 

Barão — Decreto de 14 de Junho de 1878. 

Este Decreto declara o seguinte: «em consideração dos valiosos donativos com que na província de 
Bardez, iSstados da índia, auxiliou as obras publicas, e especialmente pela abertura de um canal na dita 
província». 



PER 



E GRANDES DE PORTUGAL 



239 





PERNES (Visconde de). — Carlos Augusto Bon de Sousa, 1.*' Visconde e 2.** Barão 
de Pernes. Nasc. a 10 de Junho de ISiO ; Coronel do Corpo de Estado Maior ; Addido 
Militar ás Legações de Portugal em Paris, Bruxellas e na Ilaya ; Ajudante de Campo 
honorário de Sua Alteza Real o Sr. Infante D. Augusto ; Commendador da Ordem Militar 
de Aviz ; Cavalleiro da de Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito ; da da Concei- 
ção de Villa Viçosa ; Condecorado com as Medalhas Militares correspondentes aos bons 
serviços e comportamento exemplar; Commendador das Ordens de Legião de Honra, de 
França, e da de Leopoldo, da Bélgica ; Cavalleiro de 2." classe da Águia Vermelha, da 
Prússia, etc. 

Casou duas vezes, a primeira a 10 de Junho de 1861 cora D Mariana de Sequeira 
Freire, que nasc. a 2 de Outubro de 1838, era. a 21 de Fevereiro de 1867, hlha de 
José António de Sequeira Freire, Cavalleiro da Ordem de S. João de Jerusalém, e de sua 
mulher D. Amália Manuel de Noronha (Tancos); e a segunda vez a 23 de Julho de 1876 
com D. Adelaide Sophia Lobo de Almeida Mello e. Castro, que nasc. a 9 de Maio de 
1834, filha dos Condes das Galveas, D. António Francisco Lobo de Almeida Mello e 
Castro, Par do Reino era 1826 ; Couteiro-mór da Real Tapada de Villa Viçosa, e de sua 
mulher D. Anna Máxima de Oliveira de Almeida Calheiros de Menezes, já fallecida. 

IFIIiSlA. HDO l.» DVE-A-TE-IIMIOIsnO 

l." D. Maria Amália tE SsorKiRA Bon de Sousa. — Nasc. a 3 de Julho de 1865. 

IFIXi-EIOS X30 2.0 3VL.A.a?iaU^OIsriO 

a."* D. Anna Maria de Sousa Silva de Almeida Mello e Castro. — Nasc. a 20 de Dezembro de 

1873, e ro. a 24 d'Agosto de 1874. 
3." António Maria. — Nasc. a 1 de Março de 1876. 

SEUS PAES 



Pedro Paulo Pereira de Sousa, nasc. a 29 de Junho de 1788, 1." Barão de Per- 
nes ; Par do Reino ; Tenente General graduado ; Vogal do Supremo Conselho de Jus- 
tiça Militar ; Commendador da Ordem da Torre e Espada ; Cavalleiro das Ordens de 



260 FAMÍLIAS TITULARES PER 

Avis, Chrislo e ConceiçSo ; Condecorado com a Cruz de Ouro de 5 Campanhas da Guerra 
Peninsular e com a Medalha hespanhola pela Batalha da Vicloria. M. a 15 de Novembro 
de 1862, lendo casado a 2o de Janeiro de 1827 com D. Helena Águeda Bon, que uasc. 
a 5 de Fevereiro de 1804, filha de Anlonio Pedro Bon, e de sua mulher D. Maria Eliza 
Pinlo de Massuellos. 

IFXXjIIOS 

l.o Pedro Paulo de Sousa.— Nasc, a 28 de Fevereiro de 1829 ; Capilão d'Infanteria refor- 
mado. M. a 1 de Novembro de 1882. 

2." 1." Visconde de Pernes. (F. acima). 

3.° Augusto César Bon de Sousa. — Nasc. a 11 de Fevereiro de 1832; Coronel do Estado 
Maior de Infantcria; Sócio da Academia Real das Sciencias de Lisboa; Commendador da 
Ordem Miliiar d'Aviz ; Oificial da de Torre e Espada; Condecorado com as Medalhas Milita- 
res de bons serviços e comportamento exemplar ; Olficial da Legião de Honra, e d'lnstrucçâo 
Publica, de França; Director dos telegraphos e pombaes militares rio continente, etc. 

4." Joio Carlos Bon de Sousa. — Nasc. a 2- de Dezembro de 1834; Capil&o aggregado ao 
corpo de Engenberia. Casou em 1860 com D. Ermelinda Adelaide de Oliveira. 

FILHAS 

1.» D. Clotilde Bon de Sousa. — Nasc. a 20 de Dezembro de 1863: casada 

com José da Costa Carneiro. 
2.» D. Ermelinda Bon de Sousa. — Nasc. a 15 d' Abril de 186o. 
3." D. Eliza Bon de Sousa.— Nasc. a 21 d' Abril de 1866. 

5.0 D. Maria Helena Bon de Sousa. — Nasc. a 21 de Setembro de 1841, em. a 6 de Julho 
de 1876, lendo casado a 10 de Junho de 1862 com João Baptista Schiappa de Azevedo, 
Chefe da Repartição de Minas no Ministério das Obras Publicas, etc, que m. em Lisboa 
ã 10 d'Agosto de 1882. 

FILHOS 

l.c D. Beatriz Schiappa de Azevedo. — Nasc. a 28 de Março de 1864. 

2." Joio Schiappa de Azevedo. — Nasc. a 21 de Abril de 1866. 

3." Carlos Sciuappa de Azevedo. — Nasc. a 8 de Novembro de 1867. 

4.» Fernando Schiappa de Azevedo. — Nasc. a 24 de Fevereiro de 1868. 

3." António Schiappa de Azevedo. — Nasc. a 17 d'Outubro de 1870. 

6.° D. Izabel Schiappa.— Nasc. a 17 de Março de 1872. 

7.<» JuLio César Schiappa de Azevedo. — Nasc. a 8 de Janeiro de 1874. 

6." JuLio Cesar Bon de Sousa. — Nasc. a 22 de Janeiro de 1847; Official de Cavallaria, ilc. 

Casado com D. Maria Amélia de Brito Taborda, filha do Engenheiro Nuno Bento de 

Brito Taborda, Director do Caminho de Ferro do Sul, etc. 
7." (B.) D. Maria Emília de Sousa.— Nasc. a 23 d' Agosto de 1823, e casou a 31 d'Outubro 

de 1870 com Diogo Maria do Resgate Bouça, empregado no Ministério da Fazenda. 

SEUS A.VOS 

Carlos Anlonio Ferreira Monte, Sargento-raór de Cavallaria, aggregado á primeira 
plana da Côrle; Cavalleiro Professo na Ordem de Chrislo; Meslre da Ueal Picaria, e 
superinlendenle nas Caudelarias no termo de Lisboa. Obteve Brazão de suas arm^, a 13 
de Fevereiro de 1789 em que provou a sua ascendência, e de Cavalleiro Fidalgo em 2 de 
Dezembro de 1795. Casou com D. Maria Rosa de Sousa Vieira, que em 14 de Fevereiro 
de 1789 obteve Carta de Brazão de Armas de sua familia, por ser filha de Alexandre Fer- 
nandes de Sousa, Alferes dos previligiados da Côrle; e de sua mulher D. Eugenia Maria, 
neta pela parte paterna de Domingos Affonso, e de sua mulher D, Marianna Fernandes, 
nela materna de Jeronymo da Cruz e de sua mulher D. Maria Rodrigues, etc. 



PEZ E GRANDES DE PORTUGAL 261 

i.° Pedro Paulo Ferreira de Socsa.— (K. acima). 

2." Domingos Bernardino Ferreira de Sodsa. — Natural de Lisboa, Brigadeiro de Cavailaria, 

com exercício ás Ordens de El-Rei D. João vi ; Fidalgo Caraileiro da Casa Real por 

Alvará de 10 de Março de 1823'. 
N. B. ySo sabemos se houveram mais irmãos. 

BISAVÓS 

Manuel Feneira Monte, Tenenle ilo Cavailaria dos Regimentos do Cães e Alcântara, 
casado com D. Maria do O' de >ou>a, tillia tie Luiz Dias e de D. Luiza de Sousa. 

Carlos Amónio Ferreira Monte. — (K. acima). 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Vrcondk — Decreto de 25 de Maio de 1870. 
Barão — Detreto de 12 de Julho de 1843. 

Hrazão cl'A.rnias.— Escado com as armas dos Ferreiras. (K. Archivo UeraldieoGenea- 
logico pag. 123 e 519). 

Residência — Arroios, em Lisboa. 




PEZO DA REGOA (Visconde do). — Gaspar Teixeira de Magalhães e Lacerda, 1." 
Visconde do Pezo da Regoa ; do Conselho de Sua Mageslade ; 5." Sr. do Morgado de 
Celeiros e da Casa da Calçada em Villa Real ; Commendador das Ordens de Chrislo, e da 
Torre e Espada ; Condecorado com a Cruz das Campanhas da Guerra Peninsular ; Tenente 
General: nasc. a 21 de Julho de 1763 ; succedeu na casa de seu irmão, e ra. a. . . , tendo casado 
a 3 de Julho de 1793, com D. Maria Antónia de Sousa da Silva Alcoforado e Lencastre, que 
nasc. a 2 de Outubro de 1769, e m. a 15 de Março de 1807, Glha herdeira dos 1.°» Rarões 
de Villa Pouca. 

FTXiTTOS 

1.0 D. Maria do Carmo de Sousa e Lencastre. — Nasc. a 20 de Abril de 1796: mulher de 
Manuel de Carvalho Rebello de Menezes, Sr. do Morgado do Poço, em Lamego, Fidalgo 
da Casa Real, e Desembargador dos Aggravos, fallecido em Maio de 1819. 



m FAMÍLIAS TITULARES PKZ 

FILHA ÚNICA 

D. Maria dos Prazeres de Carvalho Rbbello de Menezes. — Nasc. a 5 de 
Janeiro de 1816, e casou a 14 de Outubro de 1829, com seu tio, irmão 
de sua mãe, António Teixeira de Magalhães e Lacerda. {V. adiante). 

2." Emília de Lúna. — Nasc. a 21 de Junho de 1797: casada com José Augusto Leite Pereira de 
Mello, Sr. do Morgado do Paço de Sousa, Fidalgo da Casa Real, e Coronel do Regimento 
de Milícias da Maia. — Com geração. {V. Villa Pouca). 

'ò.° D. Marianna. — Nasc. a 13 de Julho de 1790, e m. em Paris em 1835, casada com José 
de Andrade Corvo de Camões, Fidalgo da Casa Real, e Capitão do exercito. — Com geração. 

4° D. Maria Izabel.— Viscondessa de Balsemão, nasc. a 9 de Novembro de 1800. 

5.° Rodrigo de Sousa Teixeira da Silva Alcoforado. — Nasc. a 24 ds Agosto de 1802, e foi 
2 " Barão di Villa Pouca, por herdar este titulo, e casa de seu avô materno o l." Barão 
de Villa Pouca. {V. Villa Pouca). 

ô." D. Guilhermina. — Nasc. a 6 de Novembro de 1804. 

7." António Teixeira de Magalhães e Lacerda. — Nasc. a IB de Março de i807 ; Cavalleiro 
da Ordem de S. João de Jerusalém ; Officíal de Cavallaria ; casado a 14 de Outubro de 
1829 com sua sobrinha D. Maria dos Prazeres de Carvalho Rebello de Menezes, que 
nasc. a 5 de Janeiro de 1816, filha única dos acima ditos. 

FILHOS 

1." Mandbl. — Nasc. a 22 de Setembro de 1830. 
2.» D. Maria. — Nasc. a 22 de Março de 1833. 
3." António.— Nasc. a 26 de Julho de 1836. 

SEUS PAES 

António Teixeira de Magalhães e Lacerda, Sr. da Casa da Calçada, em Villa Real; 
Fidalgo da Casa Real: casado, em Maio de 1751, com D. Ânna Thereza Pereira Pinlo de 
Azevedo Sauto-Mayor, 3.' Sr." do Morgado de Celeiros, e filha herdeira de Thoraaz Tei- 
xeira Pereira Pinto de Azevedo Soulo-Mayor, 2.° Sr. do referido Morgado, ele, casado 
com D. Luiza Clara de Moraes Sarmento. 

FILHOS 

1.0 Luiz. — Saccedea á casa de seus pães; foi Capitão de Cavallaria, e m. tem geração. 

i.*' Thomaz. — Tenente de Cavallaria n." 6 : m. sem geração. 

3." D. Delphina Margarida.— Nasc. a 10 d'Abril de 1759, e m. a 27 de Dezembro de 1808, tendo 

sido casada com José Félix de Moraes Sarmento Vaz Pereira Pinto, Sr. do Morgado da 

Veiga, que nasc. a 2 de Dezembro de 1722, e m. a 13 de Abril de 1796.— Com 

geração. {V. Bobeda). 
4." D. Angélica. — Que foi 1." mulher de Gaspar de Queiroz Botelho de Almeida e Vascon- 

cellos, Sr. da Casa de Sootello em Amarante, etc. 
5." D. Margarida. — Casou com Manuel Cardoso de Mendonça Figueira de Azevedo, Sr. dos 

Morgados de S. Cosmado e Granjal ; Alcaide-mór de Canavezes ; Estribeiro-mór de Sua 

Alteza D. Gaspar, Arcebispo de Braga.^ Com geração. 
6.» Gaspar Teixeira de Magalhàes e Lacerda.— 1 .» Visconde do Pezo da Regoa. (V. acima). 
7.» D. Maria Emiua. — 1.* Condessa de Amarante. (K. 2.° Conde d' Amarante e i." Marquez 

de Chaves). 
8.» D. Antónia Victoria. — 1.' Viscondessa de Santa Martha, pelo seu casamento. (V. Santa 

Martha). 

CREAÇÃO DO TITULO 
ViscoNDí EM DOAS VIDAS — Dccrelo de 4 de Julho de 1823. 
Antioa residência — Casa da Calçada, em Villa Real. 



PIE 



E GRANDES DE PORTUGAL 



263 




PICO DO CELEIRO (Barão do).— José António da Silva Torres Ponce de Leon, 
1/ Barão do Pico do Celeiro e 1." Visconde da Serra do Pilar. (Y. Serra do Pilar). 



CREAÇÂO DO TITULO 



Barão — Decr«o de 4 d'Abril de 1833. 




PICOAS (Visconde das). — Anlonio Esteves da Costa, 1." Visconde das Picoas. 
Nasc. em Cabeceira de Basto em 1765, veio para Lisboa em verdes annos praticar com- 
mercio, e chegou a alcançar uma immensa fortuna ; foi Director do Banco de Portugal ; 
teve a Commenda de Chrislo, e o titulo de Barão pelo governo do Sr. D. Miguel. M. 
solteiro na rua de Ferregial de Baixo, no prédio que tem hoje o n." 11, a 28 de Feve- 
reiro de 1837. 

Legou todos os seus haveres a suas irmãs e sobrinhas. (V. Conde de Cabral e Mar- 
quez da Foz). 

CREAÇÃO DO TITDLO 
Visconde — Decreto de 1 de Oatnbro de 1835. 




PIEDADE (Visconde da). — Jorge Rose Sartorius, 1.* Conde de Penha Firme e 1. 
Visconde de Mindello. (V. Penha Firme). 



26i 



famílias titulares 



PIN 




PIEDADE (Visconde da). — Manuel de Freitas Lemos, 1." Visconde da Piedade, 
Commendador da Ordem de Chrislo, e proprielario estabelecido no Império do Brazil. 

CREAÇÃO DO TITULO 
ViícoNDE — Decreto de 19 de Janeiro de 1882. 




PIMENTEL (Visconde de). — Joaquim Gomes Pimentel, 1.° Visconde de Pimentel: 
residente no Rio de Janeiro. 

CREAÇÃO DO TITULO 
ViscoNDK — Decreto de 12 de Fevereiro de 1874. 




PINDELLA (Visconde de). — Vicente Pinheiro Lobo Machado de Mello e Almada. 
Nasc. em Guimarães a 23 d'Abril de 1852 ; 2.° Visconde de Pindella ; Bacharel formado 
em Direito pela Universidade de Coimbra ; Governador da Província de S. Thomé e Prio- 



PIN E GRANDES DE PORTUGAL 263 

cipe, pelos aonos de 1880 e 1881 ; Deputado ás Côrles em 188o e 1886 pelo circulo plu- 
rinominal de Braga e Famalicão ; Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário de 
Portugal, nos Paizes Baixos ; Commendador da Conceição de Vil!a Viçosa ; Cavalleiro de 
3/ classe do Mérito Naval, de Uespanha ; Commendador da Estreita Polar, da Suécia, ele. 

Orador e publicista distinclo, dando á estampa era 1884 a As Ilhas de S. Thomè e 
Príncipe (Nolas de uma administração colonial). d Foi modernamente, depois do systema 
das capitanias Geraes, o primeiro Governador CiNil nas nossas Colónias. Publicou mais 
dous discursos que proferio na Camará dos Deputados em volumes separados: um traia 
da politica colonial, e o outro da administração colonial. 

A condecoração hespanhola, acima enunciada, que corresponde em si ao Graiule 
OíBcialalo, foi-lbe conferida por haver prestado serviços mui importantes a Fernando de Pó. 

Segundo informações fededignas vae em breve realisar-se o casamento do titular 
acima com D. Maria Amália de Sousa Botelho xMourão "B Vascoocellos, Glha dos 2.°» Con- 
des de Yilla Real. (V. Villa Real). 

SEUS PAES 

João Machado Pinheiro Correia de Mello. Nasc. em Guimarães a 8 de Janeiro 
de 1824; 1." Visconde de Pindella; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; do Conselho de 
Sua Magestade ; Commendador da Conceição de Villa Viçosa ; Gran Cruz de Izabel a 
Calholica, de Uespanha ; Condecorado com a Medalha humanitária, ele. ; antigo Deputado 
da Nação ; Governador Civil, por differentes vezes, de Braga e de Vianna do Caslello ; 
12.* Sr. do Morgado de Pindella, iosliluido em 1525 ; 6.** Sr. do Morgado dos Guerras 
em Guimarães, instituído pelo Bispo de Cabo Verde, D. Manuel Gomes da Guerra ; 
das Casas de Refalçâo, em Cabeceiras de Basto, e ultimo Sr. do Padroado de Arnoso, ele; 
Sócio correspondente do Instituto de Coimbra ; Sócio honorário do Grémio Lillerario Por- 
luguez, do Rio de Janeiro, e de outras instituições sabias. Encetando a vida lilleraria, 
que depois abandonou pela politica, collaborou em diíTerentes publicações jornalísticas . 
Escreveu dois dramas, e um livro — Passeios na Povoa — de parceria com D. João de 
Azevedo e António Pereira da Cunha alem de outros trabalhos de menor tomo, ainda que 
de subido mérito. 

Casou duas vezes, a primeira em Guimarães, a 17 de Janeiro de 1839, com D. Maria 
do Carmo Cardozo de Menezes Barreto do Amaral, que m. em Dezembro de 1831, filha 
única e herdeira de Fortunato Cardoso do Amaral de Menezes Barreto, Sr. do Mor- 
gado do Paço de Nespereira, e de sua mulher D. Maria Rita de Macedo, herdeira da 
Casa das Mondas ; e a segunda vez, lambem em Guimarães, a 19 de Janeiro de 1833, 
com D. Eulália Estelita de Freitas Rangel de Quadros, que nasc. a 26 d'Oulubro 
de 1827, filha de António Moreira Lopes Machado, opulento negociante, e de sua mulher 
D. Maria Emília de Freitas de Mello e Castro Rangel de Quadros. 



I 



ifUjBCOS ido 1-0 7s/r A Ti^Tivroj^no 

i.o D. Gbícia. — M. de menor idade. 

i.° D. Carlota. — M. de menor idade. 

3." Vicente Pisheieo. — M. a 25 de Outubro de 1852. 

4,° D. Maria Amélia do Carmo Cardoso de Nenezes. — Nasc. a 10 d'Ago8to de 1847: foi, 
por morte de seus irmãos, herdeira, como immcdiata successora do Morgado do Paço 
de Nespereira, e m. a 10 de Março de 1872, tendo casado a 10 de NoTembro de 
1865, com seu primo, Ga?par Lobo de Sousa Machado e Couros, Fidalgo da Casa 
Real; Sr. da Casa de Sanião. — Com geração. (V. Vi$conie do Paço de NetpereiraJ. 

5.° D. Carlota Adelaide. — Nasc. a 10 de Agosto de 184d. 

34 



m famílias titulares pin 

ifixjUos ido 2.0 3^.A-1?I^I^yLOls^Io 

6.» O í.» Visconde de Pindella. {V. acima). 

7.0 D. Gracia D'AssniiPçXo. — Nasc. a 24 de Maio de 1854. 

8.° Bernardo Pinheiro Corrêa de Mello. — Nasc. em Guimarães a J7 de Maio de i855 ; 
Capilão d'Estado-maior de Engenheiros ; Cayalieiro da Ordem da Conceição ; Com- 
mendador de Izabel a Catholica, de Hespanha ; Cavalleiro da Ordem de S. Manricio e 
S. Lazaro, de Itália ; Oílicial ás Ordens de El-Rel ; Secretario da missão especial, que 
foi a Pekin celebrar o jratado com a China em i887, negociador, elle mesmo, do 
convénio do l." de Cezembro do mesmo anno, etc. Casoa em Lisboa a 16 de Jalho 
de 1877 com D. Maria José de Mello, qae m. a 10 de Janeiro de 1882, filha dos 
3." Condes de Marca. 

FILHOS 

l.<* D. Anna Mabia Izabel oo Carmo. 

2.<* João Maria Rodrigo. 

3.** Vicente; Miguel de Paula. 

SEUS AVÓS 

Vicente Machado Pinheiro de Mello, nasc. a 2 de Julho de 1798 ; li." Sr. dos Mor- 
gados de Pindella, dos Machados, e dos Guerras, de Guimarães, como acima ficou 
dito. M. a 8 de Setembro de 1865, lendo casado em Guimarães a 18 de Maio de 1823, 
com D. Carlota Carolina Corrêa Leite de Almeida, que nasc. a 1 de Julho de 1796, e ra. 
a 28 d'Abril de 1861, filha dos 1.°* Viscondes d'Azenha, Martinho Corrêa de Moraes e 
Castro. (V. Azenha, pag. 183 do 1 ." vol. É conveniente notar, que, no 4° vol. e pag. 
apontadas, ha erros de nomes e datas). 

O 1.0 Visconde de Pindella. {V. aeima). 

BISAVÓS 

João Machado Pinheiro Figueira Lobo de Mello, nasc. em Guimarães a 14 d'Agoslo 
de 1757 ; 10." Sr. do Morgado de Pindella, 6." do Padroado do Mosteiro de Santa Eulá- 
lia d'Arnoso, e i.° dos Morgados dos Guerras em Guimarães instituídos por D. Manuel 
Afibnso da Guerra, 1.° Bispo de Cabo Verde, e por o Licenciado e Oppositor na Universi- 
dade de Coimbra António Jorge da Guerra. Casou com D. Maria Angélica Pinto Falcão de 
Mesquita e Magalhães, Sr." herdeira da Casa de Refalcão em Cabeceiras de Basto, filha 
de Luiz Pinto Falcão da Mesquita, Cavalleiro de Christo, e sobrinha de D. Frei Manuel dos 
Serafins, Geral da Ordem de S. Bento. 



IFUiHOS 



!.• VicBNTB. — (Y. acima). 
i.' D. Gracia Xatibr. — M. 



TERCEIROS AVOS 



Vicente Pinheiro Lobo da Guerra Machado, Cavalleiro da Ordem de Christo ; Fidalgi 
da Casa Real ; Tenente de Infanteria ; 9." Sr. do Morgado de Pindella ; 5." do Padroado d 
Mosteiro d'Arnoso; 3." Sr. dos Morgados dos Guerras. Casou em Guimarães, celebrando as 
escripluras do seu casamento em 28 d'Abril de 1754, com sua prima D. Anna Maria Izabel de 
Mello Pereira e Sampaio, filha de Paulo de Mello Pereira e Sampaio, Moço Fidalgo da Casa Real, 
Sr. do Morgado de Paço de Pombeiro de Riba Vizella. (V. Barão de Pomheiro deRibaVizella). 



i 



PIN E GRANDES DE PORTUGAL 267 

±f'±j_iB:os 

1.* D. Francisca /oaqdina Eclalia. — Nuc. em Gaimarães em i2 de Ferereiro de 1756, e 

m. na Casa de Refalcio em Basto. 
2.° João Machado. — (K. acima). 
3.0 Paclo db Caktalho e Mello. — Nasc. em Goimarães a 15 de Maio de 1759, tomou 

Ordens em Lamego a 16 de Setembro de 17^7. e fallecea em Gaimarães. 
4.0 D. Marianna Rosa de Mello. — Nasc. em GuinSaràes a 3 de Setembro de 1760, e falle» 

céu na mesma vi[la. 
50 D. Â.vroNiA Jebo.ntha 01 Mbllo. — Nasc. em Pindella em 30 de Setembro de 1761, e 

fallecea em Gaimarães. 
6.<* D. Ventcra Theooora de Mbllo. — Nasc. em GuimaiiLes em 26 de Dezembro de 1762, e 

fallecea na Casa de Refalcão em Basto. 
7" José Maria de Mello. — Nasc. em Gaimarães a 27 de Maio de 1764, e foi Cónego da 

Sé de Braga, onde fallecea. 

QUARTOS AVOS 

João Machado Fagundes, 8.° Sr. do Morgado de Pindella (por successão de seu sobri- 
nho Veríssimo Pinheiro Lobo), e 2." dos .Morgados dos Guerras em Guimarães: nasc. na sua 
casa do Passadiço na rua de S. João do Souto em Braga, sendo baplisado a 2o de Setem- 
bro de 1647. Casou com D. Marianna José de Castro Barreto, fllha de Melchior de Castro 
Barreto do Rego, Moço Fidalgo da Casa Real ; Sr. do Morgado de Merece em S. Pedro de 
Calvellos, termo de Ponte do Lima. 

FTT.TTOS 

1.° Vicente Machado do Rego. — M. menino. 

2.° Vicente Pinheiro. — (K. acima). 

3.0 D. Caetana do Rego. — Nasc. na Casa de Pindella a 24 d'Âgosto de 1712. 

4.0 D. Anna Rosa. — Nasc. em Pindella a 3 de Setembro de 1713, e m. no Convento da 

Tamanca em Braga. 
5.<> MiGDBL Pinheiro. — Nasc. em PindeUa a 29 de Setembro de 1714, e m. na mesma Casa 

de Pindella. 
6.0 António Machado da Cderra. — Nasc. em Pindella a 2 de Norembro de 1715, e fallecea 

na mesíoa Casa. 
7.<> Manoel Pinheiro Figcbira. — Nasc. em Pindella a 28 de Dezembro de i710, e m. em 

Braga a 25 de Setembro de 1755. 

FILHOS 

1.* (6.) Thbodosio Pcf beiro. 

2." (B.) D. Margarida Joaquina oo Rego b Castro. 

8." D. Ventcra Theodora. — Nasc. em Bareellos, e m. solteira. 

9.' João Clemente. — M. menino. 
10.° Pedro do Rego. — Nasc. em Pindella a 23 de Novembro de 1719; Cavalleiro Professo na 

Ordem de Christo]: sérvio no exercito da índia onde fallecea. 
11." D. Anuresa de Castro. — M. menina. 
12.» D. Francisca. — Nasc. e m. solteira, em Pindella. 

13.» Francisco Machado. — Nasc. em Pindella a 19 de Novembro de 1720, e militou nos 
Estados da índia onde fallecea. 

QUINTOS AVOS 

Dr. António Machado da Guerra e Maia, Moço Fidalgo da Casa Real, Capitão de 
Infanteria, e Defensor do Castello de Melgaço contra os hespanhoes, vencedor em vários 
encontros contra os mesmos nas guerras d'acclamação de El-Rei D. João iv ; Sr. dos Mor- 
gados dos Guerras em Guimarães. Casou com D. Anna Fagundes de Mendanha Figueira, 
filha de Ballhasar Pinheiro Lobo, Cavalleiro de Christo; Moço Fidalgo da Casa Real; 4." Sr. 
do Morgado de Pindella. 



268 famílias TITULARES PIN 

FIXjUO 
João Machado Fagundes. — {V. acima). 

SEXTOS y^.vOs 

Ballhasar Pinheiro Lobo acinaa (seguindo sempre a linha dos Srs. da Casa de 
Pindella): casou cora D. Maria Fagundes Porlo-Carreiro, filha de Pedro da Rocha Porlo- 
Carreiro, Fidalgo da Casa Real, e de D. Maria Fagundes descendente de João Alvares 
Fagundes descobridor da Terra do Bacalhau (terra Nova). 

ZFIXjUOS 

1.0 José Pinheiro Lobo. — M. em Pindella a 2 de Fevereiro de 1676. — Sem geração. 

2.° D. Anna Fagundes dk Mendanha Figdeiua. — Casou com o Dr. António Machado da 
Guerra c Maia, acima, na cidade de Braga em S. João do Souto a i2 de Novem- 
bro de 1645. 

3." D, Antónia dos Reis. — Foi Abbadessa do Convento de S. Salvador em Braga. 

4.» D. VicENciA Fagundes. — Falleceu solteira. 

SÉTIMOS AVOS 

Manuel Figueira, fdho de Fernão Figueira, Desembargador da Relação de Braga 
e de D. Leonor Thomé, sobrinha de D. João da Guarda, Conde Palatino, do Conselho 
d'El-Rei D. João iii ; Deão da Sé de Braga; fundador da primeira Capella do Bom Jesus 
do Monte no arrabalde de Braga, como se vô da lapide ainda hoje conservada junto da 
Capella de S. Pedro. Casou com D. Anna Pinheiro Lobo, 2." Sr." do Morgado de Pindella. 

1.0 Miguel Pinheiro Figueira. — Cónego na Sé de Braga, lendo tomado posse do Canonicalo 
em 1 de Fevereiro de 158?, e foi 3.o Sr. do Morgado de Pindella, e l." Sr. do 
Padroado do Mosteiro d'Arnoso, lendo accrescenlado muitas terras ao Morgado de 
Pindella. 

i." Baltasah Pinheiro. — Foi 4.° Sr. do Morgado de Pindella dê que já tratámos. 

3.° Domingos Pinheího. í p j n j j o r» • 

4.0 Manuel da Cruz. ] ^'^^'' "* ^'^'"^ ^" S- Domingos. 

5.0 ... ) 

6.0 ... > Freiras no Convento de Vairào. 

7.0 ... ) 

8.0 D. Anna de Mendanha. — Casou com António Correia, Escudeiro Fidalgo da Casa Real, 
e 8.° Sr. da Honra de Farelães. — Com geração. 

OITAVOS AVOS 

Simão Pinheiro Lobo do Prado, 1° Sr. do Morgado de Pindella, Escudeiro Fidalgo da 
Casa d'El-Rei D. João iii. Casou com D. Leonor d' Almeida Benevides e Mendanha, filha 
de Gregório de Benevides e Mendanha, nela de Gregório de Benevides, Alcaide-mór de 
Covilhas, que se passou a este reino em tempo d'El-Rei D. Affonso v. 

IPIXiBCOS 

1.0 D. Anna Pinheiro. — {V. acima). 
2.0 D. Gracia Lobo. i 
3.0 D. Violante. | Freiras em Vairão. 
4.0 D. Margarida. \ 

• 5." Christovão Pinheiro. — Acompanhou El-Rei D. Sebasliio na jornada d*Africa, onde M. 

6.0 Apfonso Pinheiro. — Sem geração. 
7.0 D. Maria. — Freira em Vairão. 



PIN E GRANDES DE PORTUGAL 269 

8.° SimIo Pinheiro. — Militoa nos Estados da índia, onde foi Governador d'amã fortaleza, e 

onde falleceu. 
9,0 Gaspar Pinheiro.— Servia na índia, onde teve grandes empregos, e viveu na companhia 

de seu lio Martim Affonso de Sonsa, Yice-Rei. Falleceu na índia. 
10.° EsTEvXo Pinheiro. — Acompanhou D. Sebastião á Africa com creados, grande numero de 

gente armada e cavallos, onde m. 
11." Pedro Ferreira. — Foi Doutor na Universidade de Salamanca. 

NONOS AVOS 

Estevão Pinheiro de Carvalho, Escudeiro Fidalgo da Casa d'El-Rei D. Joáo ii ; 
irmão de Luiz de Carvalho e Prado, instituidor do Morgado de Pindella a 12 de Maio 
de 1326. Casou em Bragança com D. Anna Ferreira, irmã de Francisco Ferreira, Com- 
mendador de S. Pedro de Curujas e de Santa Maria de Lamas no bispado de Miranda, filha 
de Lopo Ferreira e de sua mulher D. Izabel da Cunha. 

FILHOS 

1." Simão Pinheiro. — (7. acima). 

3." D. Violante. — Foi ALbadessa de Santa Olaia do Rio Covo. 

DÉCIMOS AVOS 

João do Prado, Escudeiro Fidalgo da Casa d'EI-Rei D. AfTonso v; Sr. da Torre da Jun- 
cosa ; Sr. de Louredo; Commendador de Christo: morto na tomada d'Arzilla em 24 d'Agosto 
de 1471. Casou cora D. Izabel Pinheiro, íilha do Dr. Diogo Affonso de Carvalho, Corregedor 
das províncias de entre Douro e Minho e Traz-os-Montes em tempos de D. João i, e de 
sua mulher D. Branca Pinheiro filha de Martim Gomes Lobo, Alcaide-mór de Barcellos, 
Desembargador das terras do próprio Duque de Bragança, casado com D. Mayor Esteves 
Pinheiro. 

ADVERTÊNCIA 

Seria por demais longa a enumeração de todos os membros d'esta família, que na 
republica das lettras e na carreira das armas tanto se illustraram ; assim como photogra- 

PHAR, n'eSTE ACANHADO ARTIGO, AS DISTINCTAS QUALIDADES d'aQUELLES QUE NA ACTUALIDADE, 
SUSTENTAM, NA DEVIDA ALTURA, AQUELLAS HONROSAS TRADICÇÕES. 

y. Canaes, pag. 26, 27 e 89 do tom. 2° — Pinho Leal, de pag. 23 em diante, 
do tom. 7.° — /. Francisco da Silva, no seti Diccionario Bibliograghico. — O Padre 
Carvalho, na sua Corographia Portugiieza, e outros muitos auctores de subida nota, etc, 
assim como n'esta obra os Barões de Pombeiro de Riba de Visella. 

CREAÇÀO DO TITULO 

Visconde — Decrelo de 31 de Janeiro de 1834. 
Renovação — Decrelo de 20 de Maio de 1886. 

Brazã.0 d' Armas. — Escudo partido em pala; na primeira as armas dos Figueiras, 
accrescentadas com uma bordadura composta de uma corrente de prata, fechada por duas 
estrellas de ouro, e ua segunda, as armas dos Pinheiros, de Tristão Gomes Pinheiro,— Timbre 
uma Cruz de cruzado, por descenderem dos Srs. do Castello de Nareyo, em Galliza, que mili- 
taram nas cruzadas, e se acharam na conquista de Malta. 

Resiobncu — Palácio em Guimaras. 



270 FAMÍLIAS TITULARES PIN 




PINHEIRO (Visconde de). — Dom Miguel Ximenes Gomes Rodrigues Sandovjil de 
Caslro e Vargas, 1.° Visconde de Pinheiro. Nasc. a 2o de Fevereiro de 1806 ; General de 
Divisão reformado ; do Conselho de Sua Mageslade ; Coramendador das Ordens de Christo, 
da Torre e Espada, a da Conceição; Cavalleiro d'Aviz ; Condecorado com a Cruz d'Ourodas 
Campanhas do Rio da Prata ; Gran Cruz da Ordem d'Izabel a Catholica ; Coramendador 
da Ordem de Carlos iii ; Cavalleiro de 1." classe da Ordem de S. Fernando, de Ilespanha. 
M. em Lisboa a 22 de Maio de 1884, tendo casado a 15 de Dezembro de 1833, com 
D. Maria José de Azevedo e Silva, que nasc. a 3 de Setembro de 1810, em. a 30 d'Agosto 
de 1868, filha de José Luiz da Silva, Cavalleiro de Christo, e de sua mulher D. Maria 
Carlota de Azevedo. 

1.0 Dom Manoel Maria Ximenes de Azevedo. — Nasc. a 12 de Maio de 1835; Commendador 
da Ordem de Christo, etc. M. a 17 de Maio de 1878, tendo casado a 24 de Novem- 
bro de 1870 com D. Helena do Saniissimo Sacramento Maria Josepha Francisca d'Assis 
Anna de Vasconcellos e Sousa, actual 5.^ Marqueza de Castello Melhor, que nasc. em 
Lisboa a 13 de Abril de 1836. {V. a sua succesião em Caslello Melhor, pag. 403 do 
l." vol. d'esta obra). 

2.° D. Maria Carlota Magdalena Xímenes de Azevedo. — Nasc. a 14 d'Agosto de 1836, e 
m. a 16 de Dezembro de 1855. 

3." Dom Ldiz Maria Ximenes de Azevedo. — Nasc a 14 de Dezembro de 1838, e m. a 4 de 
Fevereiro de 1861, tendo casado a 24 de Janeiro de 1859 com D. Carlota Emiiia de 
Barros e Vasconcellos Portugal, Morgada em Setúbal e Alcácer do Sai, que nasc. a 19 de 
Março de 1839, filha de João José Soares Portugal de Barros e Vasconcellos, e de 
sua mulher D. Carlota Emiiia Barreiros Arrobas. — Sem geração. 

4.» D. Maria Margarida Ximenes de Azevedo. — Nasc. a 13 de Outubro de 1842, e m. a IA 
de Janeiro de 1854, tendo casado com D. Nuno José d'Almada e Lencastre, fallecido 
em 30 de Julho de 1880. 

5." D. Maria das Dores Ximenes de Azevedo. — Nasc. a 19 de Dezembro de 1843, e m. a 
9 de Novembro de 1860. 

6." D. Maria Anna Ximenes de Azevedo. — Nasc. a 21 d'Abril de 1845. 

7.0 Dom Miguel Maria Ximenes de Azevedo. — Nasc. a 10 de Novembro de 1846. 

8.0 D. Maria José Carolina Ximenes d'Azevedo. — Nasc. a 19 de Julho de 1848, e casou 
com Casimiro Victor de Sousa Telles. 

SEUS PAES 

Dom Manuel Ximenes Gomes Sandoval de Castro e Vargas, Commendador da Ordem 
de Christo, e da de Izabel a Catholica. M. a 8 de Fevereiro de 1844, tendo casado duas 
vezes, a primeira com D. Margarida Rodrigues Calheiros, que m. a 9 d'Abril de 1822, 
filha de D. Gregório Rodrigues, e de sua mulher D. Narcisa Calheiros : e a segunda vez 
com D. Joanna Francisca de la Puente. 

IFIIjUO ido 1.» 3yLJÍL.TK,I3yEOZSriO 
1.° Visconde de Pinheiro. (V. acima). 



POD 



E GRANDES DE PORTUGAL 



271 



SEUS AVOS 

Dom Manuel Ximenes Sandoval, Fidalgo em Hespanha, d'onde foi nalural, casado 
com D. Bernardina Gomes Gonçalvez. 

S^TT.TTO 
Dom Manuel Ximenbs Gomes Saxootal db Castro e Varsa?. (V. acima). 

CREAÇÀO DO TiTLLO 
Visconde em duas tidas — Decreto de 21 de Maio de i831. 




PINHEL (Visconde de). — Manuel Anlonio de Almeida, L" Visconde de PinheL 
Sem mais noticia. 

CREAÇÀO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 12 de Jalbo de 1888. 




PODENTES (Conde de). — Jeronyrao Dias dWzevedo Vasques d' Almeida e Vascon- 
cellos; nasc. em Podenles a 7 de Dezembro de 1805; 1.» Conde e 1." Visconde de 
Podenles em duas vidas; Par do Reino em 18 de Fevereiro de 1832 ; do Conselho de Sua 
Magestade ; Comraendador da Ordem da Conceição ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; 



m famílias TITUf.ARES PQD 

Condecorado com a Medalha n.° 9 das Campanhas da Liberdade; Bacharel formado em 
Medicina ; Guarda-mór e Provedor de Saúde do Porlo de Belém ; Governador Civil em 
vários dislrictos administrativos do reino ; proprietário abastado em Coimbra e Vizeu ; 
Deputado ás Cortes d'esde 1839 a 1844, ele. 

O Conde de Podenles fez parte do Batalhão Académico que se organisou em 1826, 
em Coimbra ; foi processado em 1828 pela alçada do Porto, e por esta sentenciado a pena 
ultima, sendo-lhe commutada esta pena em degredo perpetuo. É este um dos quadros 
d'aquelles calamitosos tempos políticos, que por honra de nós todos devemos fazer apagar 
da memoria. 

Casou o dito Conde a 17 de Junho de 1837 com D. Maria Liberala da Costa Mendes 
de Azevedo, que nasc. a 23 de Março de 1813, 2." filha de Francisco António da Silva 
Mendes, rico proprietário e antigo contractador dos tabacos, e de D, Margarida Amália 
da Costa Mendes. 

i.« D. Margarida Aualia. — Nasc. a 9 de Maio de i838 : casou com Carlos Augusto de 
Mascarenhas Relvas de Campos, Commendador da Ordem da Conceição, Fidalgo Cayal- 
leiro da Casa Real, e proprietário na Golegã. 

FILHA 

D. Maria Clesientina dg Azevedo Relvas. — Casada em Lisboa a 7 d'Agosto 
de 1876 com seu primo José da Cunha d'Eca d'Azevedo Delgado. 

?.■ D, Maria d'Ass0mpção. — Nasc. a 14 de Novembro de 1846. 
SEUS PAES 

João Pedro Dias d'Azevedo Vasques d'AÍmeida, nasc. a 3 de Novembro de 1779, e 
m. a 20 de Janeiro de 1863, tendo casado em 1800 com D. Theodora Joaquina Henriques 
d'Azevedo, que nasc. a 18 d'Abril de 1779, e m. em Março de 1831, filha de Sebastião 
Dias d'Azevedo, e de sua mulher D. Maria Joaquina Gonçalves Henriques da Costa. 

l.» o 1.° Conde de Podentes. V. aeima). 

2,» Innocencio. — Nasc. em 1809; Tenente da 2 • Divisão Militar. M. eto Dezembro de 1841. 

3.<* António Dias d'Azevedo, — Nasc. a ii de Março de 1804; Bacharel formado na facul- 
dade de Cânones pela Universidade de Coimbra; emigrou para Inglaterra em 1828, e 
m. a 29 de Junho de 1878, tendo casado em Londres, em 1832, com D. Emilia 
Brower, que m. a 2 de Maio de 1871. — Sem geração. 

SEUS AvOS 

Jordão Dias Vasques d'Almeidaj casado com D. Nazarelh da Silva Furtado. 

1." Joio Pedro Dias d'Azevedo Vasques d' Almeida. (V. cuima). 
2." Raymondo José Dias Vasques d'Ahibida. — Nasc. a 20 de Maio de 1771, e m. Conegfl 
honorio em 1820. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Comdk — Decreto de 24 de Novembro de 1868. 
Visconde — Decreto de 8 d'Outubro de 1851. 



POM 



E GRANDES DE PORTUGAL 



273 



Brazão d^A-rmas.— Escudo partido em pala ; aa primeira as armas dos Dias, e na 
segunda as dos Azevedos. 

BRAZÃO concedido por Alvará de saccessão, passado a faror do mesmo Conde a 23 d'AbriI de i882. 
(7. Archivo HeralJico-Gtnealogico, pag. 266). 




POMARÃO (Barío de). — James Mason, 1." Barão de Pomarão, e 1." Visconde de 
Mason de S. Domingos. (V. Mason de S. Domingos^ pag. 1 17). 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarXo — Decreto de 24 de Jantíro de iS66. 





POMARES (Marquez de). — Luiz Maria de Carvalho Daun e Lorena 1." Marquei 
de Pomares ; nasc. a 9 de Maio de 1828. Par do Reino ; Moço Fidalgo com exercicio ; 
Commendador da Ordem da Conceição de Villa Viçosa ; Gran Cruz da Ordem de Leopoldo, 
da Bélgica ; Governador Civil de Lisboa, por varias vezes ; Vogal extraordinário do 
Supremo Tribunal Administrativo ; Presidente da Camará Municipal de Lisboa, nos biénios 
de 1866, 1867, 1868 e 1869, etc. Casou a 30 de Janeiro de 1860 com sua sobrinha 
D. Maria Manuela de Brito, que nasc. a 9 de Março de 1846, filha de António de Brito e 

Z6 



Í74 FAMIUAS TITULARE S PQM 

Cgslro de Figueiredo e Mello da Costa, que nasc. em 1774; Doutor na faculdade de 
Cânones pela Universidade de Coimbra ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Commendador 
da Ordem de Christo ; Administrador de vários Morgados na provincia da Beira, em que 
succedeu a seu irmão primogénito; m. a 7 de Janeiro de 1848; e de sua mulher D. Maria 
Ignez Daun e Lorena, que nasc. a 17 de Fevereiro de 1821, e recebidos a 18 de Novem- 
bro de 1839. — Sem geração. 

SEUS pAes 

Nuno de Carvalho Daun e Lorena, 3.° Conde da Redinha. (V. Redinha). 

CREAÇÃO DO TITULO 

11 ARQDEz — Decreto de 26 de Maio dt 1886. 

Srazâo.— Escudo com as armas dos Carvalhos. 

BrazsLO da, IMCarqueza. — Lizonja esquartellada contendo as armas dos Britos, 
Castros, Figaeiredos e Costas. 




POMARINHO (Barão de). — Estevão da Costa Pimenta de Sousa Menezes, 1." Barão 
de Pomarinho. Nasc. na cidade de Braga a 12 d'Agosto de 1812, e foi baptisado no dia 
15 seguinte na egreja de Santiago da dita cidade; assentou praça a 8 de Dezembro de 
1826, emigrou com a divisão constitucional para Galliza, e dahi para a Ilha Terceira a 3 
de Junho de 1828; fez parte do pequeno exercito, que a 8 de Julho de 1832, desem- 
barcou nas praias do Mindelo; cedeu lodos os vencimentos a favor do Estado desde que 
assentou praça até 1 de Julho de 1832. Fez toda a campanha seguindo todos os postos até 
.Capitão, para cuja arma passou a 26 d'Outubro de 1838, reformado em Major por Decreto 
de 21 de Julho de 1863, e {)ela Ordem do exercito n.° 28 de 5 de Junho de 1869, foi 
nomeado Commandanle dos Fortes de Buarcos e Figueira. Teve o grau de Cavalleiro das 
Ordens da Torre e Espada, da Conceição e de S. Bento d'Aviz ; Condecorado com as 
Medalhas das Campanhas referidas, algarismo n." 9, com as de oiro de valor militar e 
as de bons serviços e comportamento exemplar. 

Casou duas vezes, a primeira em Janeiro de 1853, na Egreja da Conceição Nova em] 
Lisboa, com D. Maria Rosa da Encarnação Costa e Silva, natural de Lisboa, que nasc. 
a 15 de Maio de 1820, em. a 1 de Janeiro de 1876, filha de António Jorge da Costa 
e Silva, e de sua mulher D. Rosa Maria Coelho Costa e Silva, naturaes de Lamego; 
a segunda, em Sacavém com D. Maria Henriqueta Branco do Menezes, a 11 de Agosto 
de 1883. — Sem geração. 

SEUS PAES 

José da Costa Pimenta, casado com D. Thomazia Rosa de Sousa e Menezes, nati 
raes de Braga. 



POM 



E GRANDES DE PORTUGAL 



275 



FTT.TTOS 

I.o O Barão de Pomarinho. — (V. acima). 

3.0 Manoel Thouaz Pimenta de Sodsa Menezes. — Já fallecido: foi casado com D. Maria José 

Bezerra, da Casa da Lage de Gaimarães. 
3." D. Narciia Cândida de SonsA Menezes. — M. solteira. 



CREAÇÃO DO TITULO 



Barão — Decreto de i5 de Maio de 1870. 
Residência — Sacarem. 




POMBAL (Marquez de).— Anlonio de Carvalho e Mello Daun e Albuquerque e Lorena, 
6." Marquez de Pombal e 5." Conde de São Tbiago. Nasc. a Tl de Dezembro de 1850; 
Par do Reino ; Genlil-Homem da Real Camará, que esteve ao serviço do Rei D. Fernando u, 
de saudosa memoria ; Gran Cruz da Ordem da Conceição ; Cavalleiro da Ordem da Coroa 
d'Ilalia ; Cavalleiro da Ordem de Carlos iii, de Hespanha ; Addido de Legação ; Doutor 
em sciencias politicas e administrativas, peia Universidade Catholica de Louvin. Casou 
em 1873 com D. Maria do Carmo Fernandes, Dama honorária de Sua Magestade a Rainha, 
que nasc. a 14 de Maio de 1838, lilhâ de Joaquim José Fernandes, negociante na praça 
de Lisboa ; Director do Banco de Portugal ; capitalista e proprietário, já fallecido, e de 
sua mulher D. Maria do Carmo Romeiro Fonseca Fernandes, filha esta de Francisco 
Anlonio da Fonseca, negociante e proprietário no Sanguinhal e Tagarro, e varias vezes 
Deputado da Nação, ele. 

!.• Manuel. — Nasc. a 16 de Fevereiro de 1875. 

i.o D. Ma&ia do Casho.— Nasc. a 11 de Maio de 1876. 



276 famílias TITULARES POM 

3." JoAocm.-— Nasc. a 15 de Setembro de 1878. 

4.** D. Mjlrià Margarida. — Nasc. a 24 de Agosto de 1881, e m. em Abril de 1882. 

5.** Sebastião. — Nasc. a 24 de Oatobro de 1882. 

SEUS PAES 

Manuel José de Carvalho Mello Daun Albuquerque e Lorena, 5." Marquez de Pom- 
bal e 6.° Conde de Oeiras. Nasc. a 3 de Março de 1821 ; Par do Reino ; Gentil-Homem 
da Camará de Sua Màgestade, ao serviço de El-Rei D. Fernando ii, de saudosa memoria ; 
Gran Cruz da Ordem da Conceição e da de Chrislo ; Balio da de S. João de Jerusalém ; 
Gran Cruz d'Erneslo Pio de Saxe Coburgo; Gran Cruz de Carlos iii, de Hespanha, ele. 
Succedeu nos vínculos e Casa de seus pães, a 22 de Fevereiro de 1834, e aos bens insti- 
tuídos em Morgado pelos ascendentes do grande AíTonso de Albuquerque \ M. a 4 de 
Outubro de 1886, tendo casado duas vezes, a primeira a 2 de Julho de 1846, com D. Mar- 
garida Manuel de Noronha, que nasc. a 24 de Junho de 1831, e m. a 16 de Dezembro 
de 18S9, Dama de Bonor da Rainha D. Eslephania, 2." íilha dos 10.°* Condes d*Atalaya ; 
e a segunda vez a 29 de Novembro de 1866 com D. Maria Rita de Castello Branco, Dama 
de Honor da Rainha D. Maria Pia, que nasc. a 26 d' Agosto de 1846, filha natural de 
D. João de Castello Branco, que foi Veador de Sua Alteza Real a Princesa D. Maria 
Benedicla, Brigadeiro reformado do exercito, e filho dos 1." Marquezes de Bellas. 

A 5." Marqueza de Pombal, acima, casou segunda vez, a 15.de Dezembro de 1888 
com o Visconde d'Asseca. 

IFIIj-EIOS ido 1.0 3v^-A.TE,IJS4:03Sr±0 

1." D. Margarida. — Nasc. a 25 de Dezembro de 1847, e m. a 13 de Dezembro de 1849. 
2." SebastiXo Josí. — Nasc. a 7 de Janeiro de 1849, 7.° Conde de Oeiras: m. a 10 de 

Março de 1874. — Sem geração. {V. Oeirat). 
3.0 António de Carvalho e Mello Daun e Albuquerque e Lorena. — Por morte de sen irmão, 

6," Marquez de Pombal. (V. aeima). 
4.0 JosB de Cartalho Daun e Lorena. — Nasc. a 24 de Novembro de 1851, e casou a iO 

da JuRbo de 1878, com D. Maria Amália Machado, fílha dos 2.°* Condes da Figueira. 

[V. Figueira). 

FILHOS 

1.° D. IzABEL DE Carvalho. — Nasr. a 4 de Novembro de 1879, e m. a 3 
d'Outubro de 1882. 

2 " D. Margarida. — Nasc. a 28 de Novembro de 1880, • m. a 1 do Dezem- 
bro de 1882. 

3.<* D. Maria Rita.— Nasc. a 12 de Fevereiro de 1882. 

4." D. Mar:a Aualia. — Nasc. a 16 de Fevereiro de "1883. 

5." Manuel Vicente. — Nasc. a 9 de Fevereiro de 1883, e m. a 17 de Feve- 
reiro de 1888. 

6.* José. — Nasc. a 15 de Fevereiro de 1886. 

7." Sebastião.— Nasc. a 20 d'Agosto de 1887. 

8.° D. Leonor. — Nasc. a 16 de Dezembro de 1888. 

5.** Duarte de Carvalho. — Nasc. a 12 de Novembro de 1852, e m. infante. 
6.» D. Leonor Ernestina. — Nasc. a 10 de Dezembro Je 1869, e m. menina. 



* Admira como vários escriptores genealógicos hajam asseverado que a Casa Pombal herdara um vinculo insli^ 
tuido pelo grande Affonso de Albuquerque ! . . . Quando é commumente sabido que este era filho segundo, e morrw 
pobre na índia, e que só depois do seu fallecimenlo é que El-Rei D. Manuel, mandou pagar ao filho, Braz de Albuquer-f 
que, o rjue o Estado lhe devia. O grande Affonso d'Albuquerque não herdou bens alguns, nem durante a sua vida teve 
meios para instituir semelhantes cousas. O filho sim, foi que instituio um vmculo, tendo por cabeça delle a Quinta 
d'Azeitâo. Este vinculo passou, por legitimas heranças, a differentes famílias até recahir na dos Condes de Mesquitella, 
onde existem hoje os bens de que tal xMorgado se" compunha. A descendência do conquistador dXhmuz exlinguiu-se 
em 1617, tem deixar outros vestígios que a immorredoura memoria daquelle seu predecessor. 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 27 7 

FiiiHOS 3DO 2.* Ts/r A.a?:Eg,insd.o3srEo 

?.• D. Maria das Mebcís de Carvalho Dadn e Lorena. 

8.° D. Maria Rita de Carvalho Daph e Lorena. 

9.° Joio Dí Carvalho Dacn e Lorena. 
10.° Lciz DE Carvalho Dadn e Lorena. 
li. o Nono de Carvalho Dadn e Lorena. 
12.0 (B.) D. Altaro. 

SEUS AVÔS 

Sebastião José de Carvalho Mello e Daun, nasc. a 9 de Selembro de 1785 ; 4." Mar- 
quez de Pombal, 4.° Conde de Oeiras e l." Conde da Redinha; Comraendador da Ordem 
de Christo; Alferes de Caçadores na Guerra Peninsular ; Par do Reino em 30 d'Abril 
de 1826 ; Commendador da Ordem da Conceição ; Condecorado com a Medalha de duas 
campanhas, da dita Guerra Peninsular; Coronel de Milícias, ele. M. a 23 de Fevereiro 
de 1834, tendo casado a 16 de Novembro de 1806, com sua prima D. Leonor Ernestina 
de Saldanha Oliveira e Daun, que nasc. a 6 de Novembro de 1786, e m. a 13 de Junho 
de 1837, 6." Olha dos 1." Condes do Rio Maior. 

1.** D. Maria Amália de Carvalho b Lorena. — Nasc. a 5 de Julho de 1811, e casoa- a i 
de Dezembro de 1848, com seu primo D. António Manuel de Vilhena e Saldanha, 
filho dos l."* Condes d'Alpedrinha e Srs. de Pancas. 

FILHA UiNICA 

D. Leonor Maria Manuel db Vilhena. — Nasc. a 1 de Abril de 1650. 

i.° Joio db Carvalio Albdqderqde-Dacn e Lore.va. — 5.*> Conde de Oeiras: m. solteiro. 
3." O 6.» Conde de Oeiras e o.* Marquez de Pombal. {V. acima). 

. BISAVOS 

José Francisco Xavier Maria de Carvalho Mello e Daun, nasc. a 1 d' Abril de 1753, 
1.° Conde da Redinha; Administrador do Morgado que seu pae lhe inslituio do qual é 
cabeça a Quinta de Montalvão, na freguezia de Santa Maria dos Olivaes, Quinta doada 
para o sobredito fim por El-Rei D. José, por Carta de 19 d'Âgosto de 1776, para estabe- 
lecer uma casa separada da de Pombal, e xlando-lhe ao mesmo tempo o referido titulo ^ 
Foi Commendador da Ordem de S. Thiago e Coronel de 1." plana da Corte. Succedeu a 
seu irmão mais velho a 26 de Maio de 1812, e por isso veio a ser 3.° Marquez de Pom- 



J o 1.° Marqaez de Pombal e sua segunda mulher a Marqueza D. Leonor Ernestina, instituíram a 16 d'Agosto 
de 1776, por escriptura lavrada nas notas do tabeliiío Ignacio Corrêa de Sousa e Andrade, sob a designação de pacto 
familiar, perpetua fundação, cessão, trespasse e desmembraçío um outro vinculo, ou uma segunda casa, 'para perpe- 
tuar a familia, e para que na concorrência delia com a primeira, se pudessem ambas servir de mutuas, reciprocas e per- 
petuas fiadoras uma da outra; unindo-se ambas em todos os casos em que faltasse successâo em qualquer d'ellas; e 
tornando-se a separar em todos os outros casos em que a linha em que succedesse a uflião de ambas as referidas casas, 
houvesse irmãos immediatos aos primogénitos, nos quaes irmãos immediatos se podesse contiuuar a segunda das refe- 
ridas duas casas. 

Para este vinculo destinaram certas propriedades a que, n« acto de dar a sua approvacão, a Marqueza D. Leonor 
Ernestina ajuntou a sua Quinta da Moruja, sita a S. José de ttibamar. 

A instituição d'esta segunda ca*a foi confirmada por Decreto de 3 e Alvará de 6 de Julho de 1776. Por este 
ultimo Alvará El-Rei D. José fez mercê ao 1.» Conde da Redinha da Quinta de Montalvão, sita nos Olivaes, para elle 
e seus succesiores, dispensando a lei mental : e por outro Alvará de 19 dAgosto do dito ánno, confirmou esta doação 
com a natureza de vim.ulo, e ainda por outro Alvará do mesmo dia e data, altendendo o haver honrado com a sua 
intervenção e Real authoridade a fundação da segunda casa, houve por bem e graça especial, que não strviria de 
exemplo, fazer mercê do sobredito titulo de Conde da Redinha de que teve Carta a 20 d'Agosto do mencionado anuo 
de li76, a qual se acha registada no liv. 28 a fls. 310, 311 e 312 da Chancellaria de D. José i. 



278 famílias TITULARES _^ POM 

bal, 3." Conde de Oeiras e herdeiro do vinculo e grande Casa do dito seu irmão. M. a 
1 de Janeiro de 1821, lendo casado duas vezes, a primeira a 12 de Abril de 1768 com 
D. Izabel Julianna de Sousa, filha de D. Vicente de Sousa Coutinho (este casamento foi 
annulado por Decreto de 18 de Julho de 1772). Casou a segunda vez, a 24 de Setembro 
de 1776, com D. Francisca de Paula de Populo de Lorena, que nasc. a 28 de Novembro 
de 1754, e.m. a 12 de Setembro de 1837, a qual depois de viuva succedeu a sua lia 
D. Luiza de Menezes, da Casa de S. Thiago, ao Morgado que antigamente fora dos 
ascendentes do Grande AíTonso d'Âlbuquerque, e succedeu lambem a sua prima e ultima 
Marqueza das Minas nos Morgados d'esta ultima casa. D. Francisca de Paula era 
filha de Nuno Gaspar de Lorena, e de sua segunda mulher D. Maria Ignacia da.Silveira. 
(V. Sarzedas e Prado). 

1." o 4.0 Marquez de Pombal, 4." Conde de Oeiras e 2.'' Conde da Redinha. (K. acima). 
2.*> D. Maria Leonor Ernestina. — Nasc. a 15 d' Abril de 1790, e foi pelo sen casamento, 

Condessa de Rio Maior. 
3.° D. JoANNA Carolina. — Nasc. a 6 d'Agoslo de 1791. 
4.* Nono Gaspar de Carvalho Daun e Lorena. — 3.o Conde da Redinha. (7. Redinha). 

TERCEIROS AVOS 

Sebastião José de Carvalho e Mello, 1.° Marquez de Pombal e l." Conde de Oeiras. 
Nasc. a 13 de Maio de 1699, e foi baplisado a 6 de Junho do mesmo anuo. O assento lan- 
çado no liv. 2.° dos baptisados da freguezia de Nossa Senhora das Mercês, diz o seguinte: 
Áos 6 de Junho de 699 baptisei a Sebastião, filho de Manuel de Carvalho e Athayde e de 
sua mulher D. Thereza Luiza de Mendonça, padrinho Sebastião de Carvalho e Mello. 
O Cura JLuiz de Lima. M. desterrado na villa de Pombal a 15 de Maio de 1782, lendo 
casado duas vezes, a primeira em Lisboa a 16 de Janeiro de 1723, com D. Thereza de 
Noronha e Bourbon, Dama da Rainha D. Maria Anua d'Austria, que nasc. em 1689, e 
viuva desde Fevereiro de 1718 de seu primo António de Mendonça Furtado, com quem 
havia casado a 17 de Julho de 1714: m. na Inglaterra a 27 de Março de 1739, 
legando a sua grande casa a seu 2." marido, e era filha de D. Bernardo de Noronha, que 
m. a 7 de Março de 1704, e de sua mulher D. Maria Antónia de Almada, que'm. em 
Azeilão a 2 de Julho de 1720, neta paterna dos 3.°* Condes dos Arcos e da Condessa 
D. Magdalena de Bourbon. Casou segunda vez em Vienna d'Àustria a 18 de Dezembro de 
1745 com D. Leonor Ernestina Eva Wolfanga Josepha, Condessa de Daun, Dama Camarista 
da Rainha D. Marianna d'Auslria, baptisada na Sé da Côrle de Vienna d'Auslria pel 
Cardeal Arcebispo, na sua Capella e freguezia de S. Miguel, a 2 d'Oulubro de 1724, e fal 
lecida em 1788, filha de Henrique Ricardo Lourenço, Feld Marechal-General, Conde d 
Daun do Sacro Romano Império, baplisado na Só da Corte de Vienna d' Áustria a 1 
d' Abril de 1663, e de sua mulher D. Violante Josepha, Condessa de Bromond, em Bayers 
berg, baptisada na Sé de Passau a 22 d'Abril de 1691, e recebidos no Palácio Impe 
rial, pelo Núncio Aposlulico' Jorge EspinoUa, na freguezia de S. Miguel da Côrle d 
Vienna d'Auslria, a 31 de Maio de 1714. 

O 1." Marquez dcPombal, não teve descendência de sua primeira mulher, mas sini 
da segunda. Antes porém de tratarmos da successão d'esle grande estadista vamos, coni 
a devida vénia, transcrever do Diccionario Popular dirigido pelo illuslre publicista, ( 
sr. Conselheiro Pinheiro Chagas, a seguinte biographia : 

«Esle celebre estadista, o mais notável que leve Portugal e um dos mais notave| 
da Europa, nasc. a 13 de Maio de 1699, na casa da rua Formosa, pertencente a suí 



PGM E GRANDES BE PORTUGAL 279 

família, e que elle depois, quando esleve fora do Reino, alugou ao Ministro francez Cha- 
vigny ; foram seus pães Manuel Carvalho de ^Alhayde, Capilão de Cavallaria ; Commen- 
dador de Chrislo ; Sr. da Quinla da Granja, e D. Thereza Luiza de Mendonça e Mello 
filha dos Morgados de Souto dei Rei. Teve Ires irmãos e duas irmãs, a saber : Francisco 
Xavier de Mendonça Furtado, Paulo de Carvalho, José Joaquim de Carvalho, D. Maria 
Magdalena de Mendonça e D. Maior Luiza de Mendonça. Diz-se que frequentou Sebastião 
de Carvalho a Universidade de Coimbra e que seguio a carreira das armas ; outros bio- 
graphos negam porém que assentem essas informações sobre factos irrecusáveis, o que é 
certo é que elle figurou em Lisboa na sua mocidade entre aquelles fidalgos aventureiros 
e desordeiros, que perturbavam com as suas orgias a tranquilidade da Capital. 

«Enérgico, decidido, brioso, de agradável physionomia e elegante figura, Sebastião 
de. Carvalho e Mello era bem visto pelas damas da capital, e os seus amores com a sobri- 
nha dos Condes dos Arcos, tem uma côr verdadeiramente romanesca. D. Thereza de 
Mendonça e Almada \ amava-o extremamente, e como a familia sè opposesse ao casa- 
mento, fugio saltando pela janella, casou com o seu adorador, e foi com elle viver para 
uma quinta que Sebastião de Carvalho possuia. 

(rCançado porém da sua inacção pediu Sebastião de Carvalho para servir o paiz na 
diplomacia, e conseguio, por intermédio de um tio seu o Arcipreste Paulo de Carvalho, 
que o recoramendoii vivamente ao Ministro de D. João v, o Cardeal da Motta. Já n'esse 
tempo comludo Sebastião de Carvalho adquirira reputação de homem de grande illustração 
e de grande capacidade, porque fora escolhido em 1733 para ser um dos sócios de numero 
d'Academia Real de Historia, e porque o primeiro logar que obteve foi o de Embaixador 
em Londres, o que era já uma situação importantíssima. 

((Em Inglaterra, onde tere a desgraça de perder em 1739 sua mulher, prestou 
Sebastião de Carvalho relevantíssimos serviços, arrancando sobre tudo ao Ministério do 
Duque de Newcastie muitas das isenções para os negociantes perluguezes em Londres 
que tinham em Lisboa os negociantes inglezes, e o reconhecimento do direito que tinham 
as authoridades portuguezas de punir os excessos praticados pelos capitães de navios 
iiiíílezes em terras e costas de Portugal. 

«Não foi perdido para Sebastião de Carvalho o tempo que passou em Londres, e, 
ainda que não digamos que exerceram grande influencia no seu espirito as intiluições 
inglezas, que elle esleve bem longe de procurar implantar no seu paiz, é certo comtudo 
que n'esse grande centro civilisador se entregou ao estudo de todas as questões graves de 
administração, que devem occupar o pensamento dos homens de Estado, e que cuidou na 
maneira de applicar a Portugal as conquistas do progresso. 

«O modo hábil como Sebastião de Carvalho dirigiu em Londres as negociações de 
que fora encarregado, chamou para elle a attenção do Governo Portuguez, e, quando 
rebentou entre as Cortes de Vienna e de Roma uma discórdia relativa aos direitos de 
nomina da Cúria, tendo sido o Governo Portuguez eleito para medianeiro, foi Sebastião de 
Carvalho nomeado para dirigir as negociações na Corte de Vienna, para onde se dirigiu 
em 1"45. Foi bastante feliz n'esta nova occupação, e conseguiu sanar a discórdia e lançar 
as bases do tratado entre as duas Coroas, assim como depois conseguiu apasiguar novas 
dissenções entre o Imperador Francisco i e o Papa Benedicto xiv, por este não querer 



* Os appellidos d'esta senhora são os que ficam acima descriptos: «D. Thereza de Noronha e Bourbon». 
Também não passa de ser uma lenda, sem fundamento algum, o ter ella saltado por uma janella para casar, etc. 
D. Thereza, quando contrahiu segundas núpcias com Sebastião de Carvalho, contava 34 annos, já não tinha pae 
nem mãe a quem dar contas, era Dama da Rainha, e continuou a sel-o, e obteve licença da mesma Rainha para 
casar a segunda vez com Sebastião de Carvalho. 



280 famílias titulares POM 

confirmar na pessoa do Arcebispo Eleitor de Moguncia uma multidão de Benefícios, que 
o Imperador lhe concedia. 

«Durante o primeiro anno da sua estada em Vienna d' Áustria, enamorou-se Carvalho 
de uma joven senhora da Corte de Vienna, Leonor Ernestina Daun, filha do General Conde 
Henrique Ricardo Daun, e que foi adversário muitas vezes victorioso de Frederico o 
Grande da Prússia. A familia Dauu e a família Bargeber, à qual pertencia Leonor Ernes- 
tina pelo lado maternal, tiveram algumas duvidas em consentir no casamento, mas tendo- 
Ihes mandado dizer a Archiduqueza Rainha de Portugal, que Sebastião de Carvalho era de 
nobre ascendência, accederam ao matrimonio, que se efi"ectuou em 18 de Dezembro de 1745. 

(' Pouco tempo se demorou Sebastião de Carvalho em Vienna d'Austria porque se não 
dava bem no clima d'aquella cidade, e cojuo o celebre medico Van Swieten que o tratava 
lhe aconselhou regressasse á Pátria, Sebastião de Carvalho pediu e obteve a sua demissão, 
e nos últimos annos do reinado de D. João v voltou a Lisboa, onde viveu esquecido pelo 
Governo, que não quiz aproveitar a sua alta capacidade. 

«Mas em 1750 morreu El-Rei D. João v, e subindo ao throno D. José, a Rainha 
viuva, mãe do novo soberano, e amiga da esposa de Sebastião de Carvalho, instou com 
elle para que nomeasse o antigo Embaixador para Secretario de Estado dos Negócios da 
Guerra e Estrangeiros. Assim se fez e ao mesmo tem*po foi nomeado Secretario de Estado 
da Marinha e Ultramar Diogo de Mendonça Corte Real, filho do antigo e celebre Ministro 
de D. João v, com Pedro da Motta, Secretario de Estado que D. José encontrou em exer- 
cício, ficou o Ministério completo. Havia apenas bem poucos dias que estava no poder, 
quando rebentou o terrível incêndio do Hospital de todos os Santos a 10 d'Âgosto de 1750, 
que serviu logo para manifestar a energia e desembaraço de Sebastião de Carvalho. 

«Carvalho não tardou a adquirir no Conselho do Rei uma grande influencia, que se 
quiz attribuir a difl"erentes causas, mas cujo motivo principal estava, emquanto a nós, na 
inteligência superior e na vontade enérgica do futuro Marquez de Pombal, que facilmente 
subjugou os seus collegas e adquiriu no seio do Ministério a iniciativa e a preponderân- 
cia. Os homens como Sebastião de Carvalho podem pelas circumstancias ser afastados do 
poder, mas, apenas n'elle entram, assenhoream-se da direcção suprema pelo direito da 
sua energia, da sua actividade e do seu talento. 

«De mais, nenhum dos collegas de Sebastião de Carvalho era capaz de luctar com 
elle. Diogo de Mendonça era homem timido, Pedro da Motta, estava velho e cançado, 
Sebastião de Carvalho possuia em alto gráo a iniciativa e a audácia. 

«Sebastião de Carvalho entrava no Ministério com projectos maduramente concebi- 
dos e com tenção firme de os executar, quebrando todos os obstáculos. Era um reforma- 
dor na mais larga accepção da palavra. Tinha decidido levantar o seu paiz á altura da 
civilisação Europea, não recuando para isso deante de embaraços de espécie alguma. 
Richelieu era o seu ideal ; como elle desejava consolidar o régio poder com o fim de 
introduzir alterações profundas no regimen do Estado. Tinha em muitas cousas as ideas 
erróneas do seu tempo, e também preconceitos pessoaes, mas possuia ideas administra- 
tivas de grande alcance, conhecia os abusos do regimen existente, conhecia os vicios da 
governação, percebeu que um povo, sob pena de se aniquilar, não podia persistir n'uma 
senda opprobriosa, e, não lhe sendo estranho nenhum dos progressos da sua época, 
vinha decidido a reaUsal-os á viva força, até sendo preciso, desfazendo as resistências, 
passando por cima das opposições, rodeando-se de terror, e usando largamente do direito 
repressivo. Carvalho tinha a consciência, diremos mais, tinha o fanatismo da sua missão 
reparadora. Fosse qual fosse o motivo, é certo que não tardou Carvalho a exercer no 
gabinete de que fazia parle, uma influencia exclusiva. 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 281 

«A primeira medida que tomou revelou logo a sua Índole enérgica, mas lambem 
mostrou que o seu génio não poderia comtudo rasgar horisontes novos em economia poli- 
tica, e exemir-se ás preocupações erróneas do seu tempo. Considerando como uma grande 
desgraça para Portugal a dependência em que estava da Inglaterra, e o tributo que lhe 
pagava todos os annos em sommas enormes em troca dos artefactos que de lá recebia, 
entendeu que o modo mais simples de acabar cora essa dependência era prohibir, debaixo 
de, penas severas, a exportação de raelaes preciosos, querendo assim reslabellecer arbi- 
trariamente a balança do comraercio, exigindo que os inglezes levassem de Portugal mer- 
cadorias correspondentes no preço áquellas que nos enviavam. 

a O iMarquez de Pombal partilhava de ideas erradas do seu tempo, e suppunha 
como quasi lodos os Estadistas do século xviii, que a riqueza de uma nação consistia 
essencialmente no instrumento circulante que a representa. Desde o momento que a pro- 
ducção agrícola e industrial do paiz não era sufíiciente para o seu consumo, a moeda 
havia de sair forçosamente, fossem quaes fossem os meios que Sebastião de Carvalho 
empregasse para a reler era Portugal. Os metaes preciosos são mercadorias como outras 
quaesquer, sujeitas ás leis económicas da offerla e da procura. Ainda que Sebastião de 
Carvalho conseguisse captival-os em Portugal, não fazia mais do que deprecial-os, fazendo • 
subir de novo a preços enormíssimos os objectos mais necessários á vida. 

«Sucederia isso em Portugal, se o contrabando não viesse restabelecer o equilíbrio 
que Sebastião de Carvalho destruía. Atinai teve de revogar a medida, substituindo a 
prohibição por um imposto de 3 por cento que finalmente foi também abolido. Mas 
emquanlo a medida esteve em vigor, serviu para revelar a inquebrantável energia do 
grande Ministro. A Inglaterra mandou de propósito a Lisboa um Embaixador, Lord 
Tyrabley, que protestou contra essa providencia. Sebastião de Carvalho manleve-a; uns 
ofliciaes da marinha de guerra iogleza levavam para bordo ouro amoedado, foram 
presos. 

oE entretanto continuava o Ministro a pôr era pratica o seu vasto plano de reformas, 
que tinha em alguns pontos graves defeitos, mas que linha a vantagem de ser perfeita- 
mente systeraatico. A 17 de Janeiro de 1751 reduzia os direitos sobre o tabaco e simpli- 
ficava a sua cobrança, a 27 d'esse mez fazia o mesmo ao assucar. Depois proclamava e 
tornava eíTectiva a emancipação dos Índios do Brazil, medida verdadeiramente generosa e 
grande, fundava depois a companhia priviligiada do comraercio do Grão-Pará e Maranhão, 
que levantava resistências e protestos que elle quebrava cora a energia selvagera própria 
do seu caracter. A Mesa do Bem Commum peticionou contra o Decreto que fundava a 
Corapanhia, os seus membros foram logo punidos com penas severíssimas. Outra medida 
egualmente pouco acertada foi a concessão do Comraercio da índia e da China a Feli- 
ciano Velho Olderaburgo; mas ao raesmo terapo raantinha a ordera era Lisboa, que no 
reinado antecedente fora theatro das raais escandalosas brigas, e fortalecia cora sensatos 
regulamentos a disciplina do exercito. 

«Tratava elle de fazer a luz n'esta chaotica administração portugueza quando um 
calaclysmo lerrivel, o terraraolo de 1 de Noverabro de 1755, veio converter Lisboa n'ura 
raontão de ruinas e dar ensejo a Sebastião de Carvalho para raostrar o seu génio organi- 
sador e a sua assombrosa energia. Era presença do terrível desastre, encontrou-se Sebas- 
tião de Carvalho corapletamente á altura das circumslancias. Proveu logo á sustentação 
dos muitos infelizes que tinham ficado reduzidos á miséria pelo terramoto, ao estabeleci- 
mento da ordem, não lhe esquecendo emfim uma só das indispensáveis providencias. Já 
essas bastariam para dar honra ao futuro Marquez de Pombal, mas elle foi mais adeanle, 
e, por assim dizermos, logo no dia seguinte ao do terramoto, tratou da reedificação de 

36 



282 famílias TITULARES PQM 

Lisboa com um plano muito mais vaslo e muito mais regular do que o da antiga cidade. 
A planta da cidade nova quem a traçou foi o architecto Eugénio dos Santos. O Ministro 
mandou demarcar o chão de cada pioprietario, obrigando estes a levantar as suas casas 
dentro de certo praso, sob pena de perderem o terreno. Tiveram também de se sujeitar 
ao plano do architecto, o que deu em resultado a regularidade talvez extrema da cidade 
baixa. Nas suas ruas agrupou elle os diQerentes mercadores, tomando as ruas os nomes 
das profissões diversas que n'ellas se enfileiravam. 

«Proseguiu cora uma rapidez maravilhosa a reconstrucção da cidade, deixando ficar 
espantado o Embaixador de França que não acreditava em semelhante milagre, e que 
dissera para a sua corte que não poderia Carvalho completar a obra que emprehendera. 
Uma das medidas mais proveitosas que o grande Ministro adoptou, foi a creação de um 
imposto de i por cento sobre todas as mercadorias que entravam na capital, que era um 
verdadeiro imposto de consumo e que rendeu sommas enormíssimas, tanto que foi com o 
seu producto que se construíram o magnifico Arsenal de Marinha e os edificios das Secre- 
tarias na Praça do Gommercio, foi ainda com o dinheiro havido por esse meio que se 
demoliram os restos dos edificios arruinados e eíTecluou a abertura de varias -ruas segundo 
o plano adoptado; além d'isso ainda sobejou dinheiro para se construir o Arsenal do 
Exercito, para se levantar o forte de Lippe em Elvas que custou uns poucos de milhões, 
e para se repararem e fortificarem muitas outras Praças do Reino, 

«O terremoto de Lisboa foi a verdadeira origem do grande poder de Sebastião de 
Carvalho. A sua energia produzira uma impressão profundíssima em El-Rei, e este d'ahi 
por deante começou a ter n'elle uma cega confiança, que a rápida popularidade, que 
adquiriu, ainda mais confirmava, não bastando a contrabalançirem-n'a os ódios e as inve- 
jas da nobresa, que se não occuliavafti nem disfarçavam. Ainda nos primeiros mezes, que 
se seguiram ao grande cataclysmo, continuou em Lisboa a rapina em elevado grau, mas 
Sebastião de Carvalho mandou levantar forcas altas, onde expôz mais de duzentos cadá- 
veres, o que parece que produziu o mais salutar efifeito, 

«El-Rei começou d'ahi por deante a seguir em tudo os dictames do seu Ministro. 
Para lhe obedecer, deu o exemplo de andar vestido de briche nacional: em 1756 fez 
passar Carvalho para a Secretaria do Reino, vaga por morte de Pedro da Moita, e 
nomeou -lhe para Ministro da Guerra e dos Estrangeiros, D. Luiz da Cunha Manuel que 
era completamente creatura sua. Descontente não se sabe porque motivo com Diogo de 
Mendonça Corte Real, Sebastião de Carvalho mandou-o prender, e deu-lhe por suecessor 
Thomé Joaquim da Costa Corte Real, que também pouco tempo depois foi desterrado para 
Leiria. 

«Ao mesmo tempo fundava Sebastião de Carvalho a aula do Gommercio, a Compa- 
nhia para a pesca da baleia nas costas do Brazil, e a Companhia para a pesca do atum 
nas costas do Algarve. Com plenissimo acerto andaria se se limitasse á fundação de com- 
panhias priviligiadas qúe viessem fundar uma industria nova, mas procedia erradamente 
quando fundava a Companhia Priviligiada do Gommercio de Pernambuco e Parahyba, e 
a de vinhos do Alto Douro, que vinham explorar industrias que não precisavam do privi- 
legio para medrar. 

«A Companhia de Pernambuco e Parahyba não encontrou grandes resistências porque 
seguia pelo caminho da Companhia do Grão-Pará e do Maranhão, mas a Companhia do 
Alto Douro que vinha ferir mortalmente o livre commercio do Porto, essa levantou gran- 
des resistências. Na quarta feira de Cinza, 23 de Fevereiro de 1757, houve no Porto 
contra a Companhia um motim de alguma gravidade, mas que Sebastião de Carvalho 
determinou logo considerar como uma rebelião formal contra a pessoa do Rei, e os seus 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 283 

fautores como réus do crime de lésa-mageslade. Bem sabia elle que a revolta não tivera 
a importância que lhe quiz dar, mas convinha-lhe consideral-a assim, em primeiro logar 
para ensinar aos porluguezes que não se desatendiam impunemente as suas ordens, em 
segundo logar para que todos ficassem bem scientes de que elle se considerava tão invio- 
lável como a pessoa do Rei, de que as suas ordens deviam ser tão respeitadas como se 
as pronunciasse a própria bocca de Sua Magestade, e de que ninguém poderia allegar que 
se não queixava do Rei, mas sim do Ministro, porque elle eslava acobertado com o régio 
manto de D. José, e dizendo sempre «El-Rei meu amo» significava bem que entendia 
governar como delegado do poder absoluto e sagrado de Sua iMagestade. 

«Nomeou logo uma alçada, de que fazia parle o tristemente celebre desembargador 
José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Mello, e que condemnou á pena de morte 
vinte e um homens e nove mulheres, e a varias penas menos duras cenlo e cincoenta 
e cinco homens e trinta e trez mulheres. A pena de morte executou-se dia U de Outubro 
em treze homens e quatro mulheres, porque os outros conseguiram evadir-se. Este facto 
é de todas as crueldades do Marquez de Pombal o que maior nódoa lança na sua memo- 
ria, porque nunca foi tão desproporcionada a pena ao delicio. 

«Quebrando assim, pela repressão dos tumultos do Porto, as resistências municipaes 
dirigidas contra a sua enérgica administração não pensava Sebastião de Carvalho senão 
em reprimir egualmente o urgulho da nobreza, como depois todo se empregou em despe- 
daçar esse formidável poder, organisado debaixo do nome de Companhia de Jesus. Os 
fidalgos, impacientes com o seu despotismo, rompendo a lucta que elle eslava ancioso por 
travar, deram-lhe ensejo de os punir e essa conspiração, cujo mallogro foi a perda da 
nobreza, tarabora lhe deu depois ensejo para romper as hostilidades contra os jesuítas. 

«A nobreza, que ainda possuía um grande numero de privilégios, mostrava-se pro- 
fundamente hostil a Sebastião de Carvalho, que não poupava occasião de os restringir. 
D. José de Mascarenhas, que herdara a casa e o titulo dos Duques de Aveiro, quizera 
obter que passassem para elle as Commendas administradas pelos antigos Duques. Não 
lh'o consentira o Rei por instigação de Sebastião de Carvalho e d'ahi nascera o ódio 
figadal votado ao Rei pelo Duque de Aveiro. Apesar de lodo o mysterio que envolve os 
factos relativos a este processo, parece incontestável que o Duque de Aveiro teve a idéa 
de assassinar El-Rei, que para isso fallou ao seu Guarda-Roupa, Manuel Alvares Ferreira 
e que este combinara o crime com seu irmão e com o seu parente José Polycarpo de 
Azevedo. O que é incontestável porém é que na noite de 3 de Setembro de 1758, quando 
El-Rei recolhia n'um trem á Ajuda, de uma excursão nocturna e provavelmente amorosa, 
recebeu uns tiros entre a Quinta do Meio e a de Cima, e que só se salvou de morte infal- 
livel por uma série de acasos, que fizeram com que errasse fogo um dos bacamartes e 
com que o cocheiro e o Rei se lembrassem de voltar para traz em vez de seguir para o 
Paço. El-Rei teve comludo umas poucas de feridas, mas todas sem gravidade. Sebastião 
de Carvalho, prevenido immediatamente, advinhou de relance que tinha aUi o ensejo favo- 
rável para descarregar ura grande golpe na nobreza e talvez lambem nos jesuítas. Conce- 
beu logo o seu plano com um sangue frio extraordinário, deu ordem rigorosa para que se 
guardasse acerca da ferida do Rei o maior segredo, espalhando-se simplesmente que 
El-Rei dera uma queda, e depois de fazer todas' as investigações necessárias com o maior 
segredo, prendeu trez raezes depois, no dia 13 de Dezembro todos os indiciados no crime, 
sem lhe escapar senão José Polycarpo de Azevedo, e esse unicamente por não ter tido o 
Marquez conhecimento prévio da sua complicidade. 

«Os indiciados não foram só o Duque de Aveiro e os seus criados, foram também 
todos os membros da família Távora, contra a qual se não podia allegar senão o ser a 



284 famílias TITULARES PQM 

principal entre as famílias nobres descontentes, e a supposição de que o Marquez Luiz 
Bernardo, cuja mulher fora noloriaraenle favorita d'El-Rei D. José, estaria por isso grave- 
mente resentido contra o soberano. 

«O principal crime porém ou antes o crime único dos Tavoras era o serem inimi- 
gos declarados de Sebastião de Carvalho, e ser a sua casa o centro da hostilidade contra 
o grande ministro. Em todo o casa lá se encontraram no processo indícios que foram repu- 
tados suíTicientes, e alem do Duque de Aveiro, dos Alornas, Tavoras e Athouguias, foram 
também presas umas poucas de senhoras, a Duqueza de Aveiro, as duas Marquezas de 
Távora, a Condessa d'Athouguia, a Marqueza de Alorna e sua filha. 

«Ao mesmo tempo creou-se uma junta ou tribunal da inconfidência, presidido peFos 
Ires Ministros de Estado que devia julgar os accusados. Foi esta a primeira e enormís- 
sima iniquidade do processo ; nomear uin tribunal especial e logo um tribunal assim pre- 
sidido pelos Secretários de Estado, que, ainda que não fossem directamente interessados, 
sempre eram os representantes dEI-Rei e por conseguinte juizes representantes da parle. 
Esta junta de inconfidência vinha apenas tingir vagamente com uma formula vã de justiça 
a revoltante arbitrariedade da sentença que se proferia. 

«Correu este lúgubre processo envolto no maior segredo e o publico só conhecia a 
sequencia d'elle pelas repetidas prisões, que vinham de quando em quando sobresaltar a 
população. Os fortes da margem do Tejo povoava-os Carvalho com os fidalgos mais cons- 
pícuos do Reino, sem que nunca se soubesse quaes as provas que tinha contra elles, e que 
deviam ser completamente nullas, pois até contra alguns dos que foram executados não 
podia haver senão muito leves e muito vagas presumpções. 

«A respeito dos Marquezes de Távora, por exemplo, é certo que não houve no pro- 
cesso senão o depoimento do Duque de Aveiro, arrancado por incríveis torturas, ao passo 
que os criados do Duque nem nos tormentos confessaram que os Tavoras estivessem impli- 
cados na conjuração,' ao passo qiie confessaram a sua culpa e a de seu amo. Também 
contra os jesuítas, é forçoso que o digamos, não se pôde formular a mais leve suspeita 
justificada. Pois sem advogados, sem julgamento contraditório, baseando-se nas pre- 
sumpções mais vagas e nos argumentos mais contestáveis, promulgou a junta da inconfi- 
dência uma sentença em que condemnou á pena ultima com incríveis requintes de 
barbaridade o Duque de Aveiro, os Marquezes de Távora, a Marqueza D. Leonor, José 
Maria de Távora, o Conde de Alhouguia, Braz José Romeiro, João Miguel, Manuel Alva- 
res Ferreira e António Alvares Pereira. Foi no dia 13 de Janeiro de 1759 que estes infe- 
lizes foram executados com incríveis torturas e requintes de atrocidade. Essa carnificina 
foi horrorosa. Agora diremos o que a respeito d'este drama cruel escreveu noutro livro o 
director d'esle Diccionario. Depois de referir o suplicio atrocíssimo a que n'este mesmo 
.século xvni -foi condemnado Damiens por ler ferido ligeírissimaraenle com um canivele o 
Rei Luiz XV, contínua : 

«Vemos portanto que não devemos attríbuír á crueldade excepcional de Sebastião de 
Carvalho, mas à jurisprudência ominosa do seu tempo as crueldades que descrevemos. O 
.supplicio da roda que tanto nos horrorísa era um castigo banal em pleno século xviu. Foi 
rodado vivo na Praça da Greve o Conde de Horn que matara e roubara um agiota ; muitos 
dos criminosos condemnados a pena uHima soíTriam essa morte horrível ; os gritos do 
Duque de Aveiro não echoam isolados na historia, nem são os únicos a clamar vingança 
contra os algozes d'esses tempos. 

«lia um fado porém que immensamenle aggrava o procedimento do governo porlu- 
guez; é que a sentença que fez .lavrar contra os réus é evidentemente iníquissima. Deve- 
mos porém allribuir Iodas essas culpas ao Conde de Oeiras ? 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 285 

*É certo que Sebastião de Carvalho, logo que teve conhecimento da conspiração 
pensou em punil-a severamente aproveitando o ensejo para descarregar ao mesmo tempo 
sobre a nobreza um golpe formidável, que ferindo no coração essa classe altiva e ufana 
dos seus privilégios, e, privando a dos seus chefes naturaes, a curvasse, humilde e 
submissa aos pés do throno. Decidido a quebrar todas as resistências, logo que se 
manifestassem, por mais timidamente que fosse, o Conde de Oeiras não queria simples- 
mente punir a conjuração, mas, cortando mais largo, queria inflingir um terror salutar á 
Gdalguia, e impedir para sempre a renovação d'essas conspirações, mostrar-lhe emflm 
que nada havia que o fizesse recuar, e que a mão enérgica que erguera as forcas do 
Porto, e rasgara as franquias municipaes e os íóros populares, não temia empunhar o 
cutello de D. João ii e levantar em Relera o velho cadafalso de Évora, tinto ainda com 
o sangue do Duque de Rragança. 

«Foi esse o movei que o guiou, foi esse o desejo ardente que o cegou, levando-o 
a acceitar todas as provas, a considerar como suspeitos todos os fidalgos mais eminentes, 
a atulhar as prisões de gente poderosa sem averiguar a sua culpabilidade. 

«Estamos comtudo convencidos que a vontade de D. José não foi alheia a estas 
severidades inauditas ; se o fosse, a Rainha D. Maria i não seria tão indulgente com 
o Marquez de Pombal, contra quem se levantara uma reacção formidável. É certo que 
paira ainda a sombra do mysterio, sobre todos estes successos, que só podem ser apre- 
ciados quando se escrever a historia d'esle período á luz de documentos ainda hoje 
iramersos no mysterio dos archivos. 

d Então poder-se-ha apreciar no seu duplo aspecto luminoso e sombrio, essa grande 
figura do Marquez de Pombal, que nós apenas esboçamos n'estas paginas rapidíssimas. 
Serão amarrados ao pelourinho da historia os seus crimes e os seus erros, que os teve 
e muitos e grandes, mas aparecerão também as circumstancias attenuantes. Deixará de 
se estudar isoladamente o vulto do grande Marquez, mas, collocado no tempo e no espaço 
para assim dizern.os, visto em relação á sua época e á situação especial do paiz que gover- 
nou, ha de avultar como uma figura gigante cheia de luz e sombra, mas digna do respeito 
e da veneração da posteridade, que não pode exigir n'um homem a perfeição moral, e 
que hade julgar os Miuislros do século passado não como os julgaria um parlamento libe- 
ral dos nossos tempos, mas segundo as leis, a índole e os costumes do século em que 
viviam, e do regimen, segundo o qual governavam e dirigiam as nações. 

«Na conspiração que tão cruelmente punira, procurara o Marquez de Pombal ver por 
todos os modos se implicava os jesuítas, mas, não conseguindo encontrar provas sufficien- 
tes, contentàra-se com as probabilidades. Desde o principio do seu governo travara Sebas- 
tião de Carvalho com os jesuítas uma lucta implacável. Os jesuítas eram a sua grande 
preocupação, e rasão tinha para isso porque eram elles um obstáculo invencível a lodos 
CS seus projectos de reforma e de regeneração social. Dominavam era toda a parte, rei- 
navam nas consciências pelo confissionario, nos espíritos pela educação, e a educação do 
povo dirigida por elles era a mais funesta que podia ser, era a ímmobilidade perpetua, 
era a condemnação à eterna futilidade e á eterna insignificância. Era lodos os paizes se 
sentia essa funesta influencia jesuítica, mas era Portugal era mais terrível ainda por causa 
dás Colónias, dominadas completamente pelos jesuítas principalmente as americanas. Logo 
no principio do seu governo Sebastião de Carvalho tivera que luctar cora elles. Um tra- 
tado entre a Hespanha e Portugal cedia ao nosso paiz o Páraguay que estava completa- 
mente dominado peles jesuítas, e que resistiu ao nosso domínio. Foi necessária emprehender 
contra os paraguayos uma campanha era regra dirigida pelo Governador do Rio de Janeiro 
Gomes Freire de Andrade, como para os lados do Amazonas foi necessário que Francisco 



^6 FAMÍLIAS TITULARES POM 

Xavier de Mendonça, irraão de Sebastião de Carvalho, tomasse medidas enérgicas para 
conseguir que se podesse cumprir o tratado entre as duas nações da peninsuia cora rela- 
ção aos limites norle-brazileiros. Irritado sobremaneira com esta resistência o grande 
Ministro mandou aos Governadores Geraes das colónias que procedessem a um inquérito 
acerca dos costumes e dos actos dos jesuitas. O resultado foi deplorável para os jesuítas. 
Alem de lodos os defeitos inherenles ao espirito da regra, havia lambem já a decadência 
profunda, e os vicios introduzidos na ordem pela relaxação dos costumes. Ora Sebastião 
de Carvalho não eslava unicamente irritado contra os jesuitas pela resistência que elles 
faziam ás tropas no Paraguay, estava-o principalmente porque não admitlia nos seus 
sonhos de reformador social a existência d'essa companhia que pretendia embaraçar 
o livre desenvolvimento do espirito humano. A influencia dos jesuitas na educação 
já estava levantando serias resistências; os oraloiianos apresentavam-se como seus 
emulos, e Luiz António Yerney escrevendo o verdadeiro methodo de estudar lançava a 
luva aos jesuitas, e era apoiado vivamente, n'esse principio de resistência, pelo grande 
Ministro portuguez. 

«Em todos os actos hostis ao Governo quizera elle ver sempre a mão dos jesuitas; 
na resistência da Meza do Bem Commum á fundação da Companhia do Grão-Pará e Mara- 
nhão, no molim do Porto, e até no terramoto de Lisboa achara meio de se queixar 
d'elles. 

«Era uma hostilidade surda e implacável a que o grande Ministro lhes votara. Fone 
com os relatórios dos Governadores que mostravam a profunda corrupção da Companhia, 
Sebastião de Carvalho, obteve de Roma que ura visitador fosse encarregado de proceder 
a um inquérito e de reformar os abusos. Benedicto xiv nomeou para visitador o Cardeal 
Palriarcha de Lisboa. Sebastião de Carvalho aproveitou logo o ensejo para conseguir que 
fossem suspensos do exercício da confissão e da pregação em todas as dioceses porlugue- 
zas, e ao mesmo tempo expulsou do Paço os confessores jesuitas que ali havia. A Ordem 
ameaçada assim por Ião poderoso inimigo, reagiu energicamente, e dirigiu-se ao novo 
Papa Clemente xiii protestando contra o procedimento do Cardeal visitador. Mas Sebastião 
de Carvalho, proseguindo implacável no seu plano, e baseando-se unicamente nos motivos 
de queixa contra o Rei que podiam ler os jesuitas por causa da expulsão dos confessores, 
e na reconciliação que pouco antes do negocio dos tiros se realisára entre os jesuitas e o 
Duque de Aveiro que estavam em relações bastante frias, prendeu uns poucos de jesuitas, 
leve os Collegios e Casas da Ordem cercadas de tropas, e sequeslrou-lhes os bens. Ao 
mesmo tempo pediu ao Papa licença para mandar processar os jesuitas accusados de cúm- 
plices de attentado contra o rei. Depois de muitas diíTiculdades concedeu o Papa a licença 
pedida, mas rogou ao mesmo tempo ao Rei de Portugal que não expulsasse os jesuitas 
dos seus dorainios, pedido que não impediu que os jesuitas fossem expulsos de Portugal 
por Decreto de 3 de Setembro de 1759, mandando-se logo para Ilalia pelo brigue 
S. Nicolau uraa carregação d'elles. D*ahi resullarara pendências com a corte de 
Roma, o núncio mostrou-sc frio e até insolente, e Sebastião de Carvalho não leve 
a mais leve hesitação em o mandar sair de Portugal, ao mesmo tempo que sahia de 
Roma o nosso hábil Ministro, primo de Sebastião de Carvalho por aíTinidade, chamado 
Francisco d' Almada. 

«A causa única d'este procedimento do Conde de Oeiras, era a guerra de morte que 
elle declarara aos jesuitas, e não se imagine, como alguns historiadores modernos querem 
fazer suppôr, que o único motivo que impellia Sebastião de Carvalho era uma paixão mes- 
quinha e o ódio que tinha aos jesuitas. Não, Sebastião de Carvalho obedecia ás mais altas 
considerações que lhe diclava a sua inlelligencia superior. Na convicção profunda que 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 287 

tinha de que fora a influencia jesuitica, e ura espirito de fanatismo e a subserviência dos 
governos ás vontades de Roma que tinham levado Portugal a um estado de grande deca- 
dência, entendeu que não havia reformas possíveis emquanto o beaterio predominasse no 
paiz, emquanto considerações devotas viessem conslaulemenle metler-se em todas as 
questões politicas. Esla convicção germinando no seu espirito, adquiriu todos os caracte- 
res de uma paixão violenta. Não recuou deante das medidas mais rigorosas, deante de 
iniquidades até para conseguir o seu fim ; mas só d'esse modo pôde accudir ao torpor que 
tolhia o desenvolvimento do paiz, porque todas as suas reformas seriara inúteis, se não 
conseguisse fazer sair o paiz do lethargo era que o sepultava o fanatismo religioso. 

«A este grande Ministro se deve a manutenção austera das prerogativas do poder 
temporal contra as invasões da cúria, a elle se deve também a extincção d'esse poder 
formidável que pesava sobre as gerações, que comprimia os espíritos, que entorpecia em 
Portugal todo o pensamento civilisador. 

«O que é notável é que os encyclopedislas, em vez de applaudirem as medidas 
do Ministro porluguez, censuravam-nas e combatiam-nas. É porque Sebastião de Car- 
valho linha grande desdém pelos escriptores. A forma mesmo como elle promulgava 
as suas medidas imraortaes, era antiga e linha como que ura cheiro reaccionário. 
Assim eíTectivamente a condemnação do padre Malagrida pela inquisição, e o seu suppli- 
cio n'ura auto de fé são actos realmente pouco dignos de um homem como era o Minis- 
tro de D. José. 

«Não queria elle porém dar força á Inquisição nem restaurar os autos de fé. Esse 
foi o ultimo que houve no seu tempo, e o regulamento que irapoz a esse tribunal terrível, 
que recebeu como compensação da força real que perdia, o tratamento de Magestade, 
annulava-o completamente. Pouco tempo depois da morte de Malagrida, um acto de ini- 
ciativa n'uma questão de censura de livros que o inquisidor-mór entendeu dever tomar, 
fiando-se na sua qualidade de irmão bastardo de El-Rei, rendeu-lhe o ser preso e ser dester- 
rado junclamente com seu irmão, outro menino de Palhavã, para as mattas do Bussaco. 
Este acto de audácia subjugou para sempre a nobreza ; a creação da intendência de poli- 
cia ainda mais serviu para a doraar. 

«Entretanto continuava o Marquez de Pombal a instar pela extincção da Ordem dos 
jesuítas. A França, a Hespanha e Nápoles tinham seguido o exemplo de Portugal, tinham 
também expulsado os jesuítas. O mesmo fez a corte de Parma ; com essa porém entendeu 
Clemente xiii que podia alrever-se, e reagiu contra a sua medida, mas todas as outras 
cortes tomaram o seu partido e Clemente xiii morreu aterrado pela altitude que eslava 
tomando para elle a Europa Catholica. 

«Subindo ao throno Clemente xiv, voltaram Portugal e as cortes bourbonicas a insis- 
tir com o Papa para a extincção da Companhia, e era 1773 conseguiram emfira, depois de 
grandes esforços em que tiveram sempre a maior parle o Ministro porluguez, arrancar ao 
Papa a desejada medida. 

«Estava exlincta, diz o director d'esle Diccionario, depois de dois séculos e meio 
de existência a Companhia de Jesus. Essa Ordem poderosa que empenhara todos os seus 
esforços na obra nefanda de contrariar o progresso humanitário, desappareceu fulminada 
princrpalmente por ura grande Minisiro, que se achava á testa de uma nação pequena, 
mas que era incontestavelmente o mais revolucionário de lodos os que dirigiam no seu 
tempo os destinos da Europa. 

«Se houve nação era que a Companhia da Jesus fizesse deveras sentir de ura modo 
fatal o seu eslerilisador influxo, foi a nossa incontestavelmente. Envolveu-nos na sua rou- 
peta negra, quando estávamos em todo o esplendor da prosperidade ; quando o Marquez 



888 famílias TlTUf.ARES POM 

de Pombal rasgou essa negra mortalha encontrou debaixo d'ella um cadáver que diíBcul- 
losamenle poude galvanisar com o seu luminoso talento. 

«Apoderando-se da educação, das missões nas colónias, da direcção da politica, de 
tudo eralira, a Companhia de Jesus conseguiu sequeslrar-nos do progresso universal como 
sequestrara a ílespanha, como em parte sequestrara a Itália. Na França encontrara terrí- 
veis adversários, abi, se a Companhia sairá victoriosa da lucta com os jansenistas, bas- 
tara essa lucta coratudo para neulralisar a sua influencia nefasta ; depois aos jansenistas 
succedera a encyclopedia, e com tão poderosos inimigos a Companhia de Jesus não podia 
fazer mais que disputar palmo a palmo o terreno. 

aO Marquez de Porapal n'um paiz completamente subjugado pela influencia jesuitica, 
ergueu-se e derribou o colosso. Arrancou-lhe das mãos a educação do povo, desviou a 
Companhia do Paço perseguiu a, expulsou-a do Reino e não socegou emquanto não con- 
seguiu a sua completa abolição. Foi elle quem primeiro teve a idea arrojada, e, assim 
como foi elle que deu á Europa o exemplo da expulsão dos jesuítas, assim foi elle também 
o primeiro que propoz aos Ministros das outras nações, aterrados com a Idéa, que se 
pedisse ao Papa a extincção da Companhia. 

«Deve o nosso paiz a este grande Ministro, immensos serviços, mas os maiores foram 
incontestavelmente a expulsão dos jesuítas e a reforma da nossa legislação civil ; porque 
essas medidas significaram nada menos do que a renovação moral d'esle povo, que se ia 
deixando adormecer n'um lelhargo de que talvez nunca mais despertaria. A influencia 
adquirida por este facto na Europa pelo grande Marquez de Pombal, leva-nos natural- 
mente a occupar-nos da sua politica estrangeira que foi sempre um modelo de firmeza e 
de habilidade. Ainda assim devemos dizer que os despachos insolentes que se lêem em 
alguns livros de historia, e que se dizem dirigidos pelo Marquez de Pombal a lord Chatham 
são completamente apocryphos. Basta lel-os para se reconhecer que não é aquella a lin- 
guagem da diplomacia. O que ha de. verdadeiro n'este incidente c que em 1764, tendo o 
Almirante Boscawen queimado quatro naus francezas nas aguas de Lagos, o Marquez de 
Pombal, que era ainda Conde de Oeiras, exigiu e alcançou de Inglaterra uma satisfação 
condigna. 

«Mas deixando esse ponto, devemos louvar a energia com que o Marquez de 
Pombal sustentou e manteve a neutralidade portugueza na guerra dos sete annos, 
neutralidade de que a Hespanha e a França o queriam obrigar a sair. Foi necessário 
uma guerra, não hesitou. O exercito eslava ainda completamente desorganisado, o 
Marquez de Pombal chamou de Alemanha o Conde de Lippe, ura dos bons ofliciaes de 
Frederico da Prússia, e o Príncipe de Meklemburgo Strélitz e encarregou-os de organisar 
solidamente as tropas porluguezas. Eííeclivamente a disciplina rigorosa introduzida pelo 
Conde de Lippe fez com que a campanha de 1762 mal iniciada acabasse de um modo 
feliz para nós. 

«Os dez annos que medeiam entre a paz de Fontainebleau era 1763 e a reforraa da 
Universidade de Coirabra, forara talvez os mais fecundos da administração do Marquez de 
Pombal. Desembaraçado da opposição dos jesuítas, tendo quebrado todas as resistências, 
inclusivamente as da Santa Sé, sabendo que em todo o reino ninguém ousaria rebellar-se 
contra as suas vontades, o Marquez de Pombal, ainda então Conde de Oeiras, começou a 
applicar largamente as suas rigorosas theorias em matéria de administração e a governar 
o paiz com a energia e o génio de que dera tantas provas. As reformas de que elle tomou 
a iniciativa n'este período de dez annos, renovaram completamente a face de Portugal e 
arrojaram-no por um carainho de progresso, onde não tardou a pôr-se a par das nações 
mais adiantadas! Assim não tivesse vindo depois o reinado de D. Maria i Introduzir uma 



POiM E GRANDES DE PORTUGAL . 289 

funestíssima reacção, que nâo poude comludo apagar os vestígios que 4 passagem do Mar- 
quez de Pombal deixara profundamente impressos no nosso Governo. 

«A primeira cousa de que o Marquez de Pombal se occupou, foi da reorganísação 
do exercito. O Conde de Lippe tratou de regulamentar a disciplina, tanto que a nossa 
legislação militar ainda hoje não vae muito além dos seus códigos. Estabeleceram-se 
campos de manobras, e tomaram-se emíim mil outras providencias. A construcção de 
navios fortaleceu a nossa marinha. O commercio e a agricultura também foram favoreci- 
dos pelo Marquez de Pombal, ainda que na protecção que lhes deu se encontra o ves- 
tígio das suas erradas idéas económicas. A intimação feita aos negociantes inglezes para 
lerem caixeiros portuguezes, a regulamentação da lavoura pela ordem que mandava 
arrancar em muitos pontos as vinhas, que deviam ser substituídas por trigaes, mostram 
que o grande reformador tinha tão pouca conCança na liberdade em matéria económica 
como em matéria politica. 

«A protecção eíBcaz dada pelo Marquez de Pombal á fabrica de sedas em Lisboa, 
situada no Rato, ás fabricas de lanifícios da Covilhã, Fundão e Portalegre, á fabrica de 
vidros da Marinha Grande, mostram a attenção que tinha pela industria nacional. 

«O systema do terror é que continuava sempre a ser seguido por elle. Emquanto 
abolia a distincção entre christãos novos e velhos, entre canarins e europeus na índia, 
emquanto supprimia a escravatura no continente de Portugal, emquanto supprimia para a 
imprensa a censura ecclesiastíca, substituindo-a, é certo, não pela liberdade, mas pela 
jurisdicção da meza censória, o que já era ura progresso, porque tendia a secularisar o 
ensino, mandava enforcar o capitão Graveron, accusado de peculato, mas sem haver contra 
elle provas evidentíssimas, e encarcerava na Junqueira o Bispo de Coimbra, D. Fr. Miguel 
da Annunciação, que era, sem duvida alguma, um dos chefes do partido reaccionário, 
mas que emlim era um velho prelado, que não se devia tratar.com tanto rigor. O crime 
d'elle estava em proteger uma seita chamada dos Jacobeus ou Sigillistas, fanáticos peri- 
gosos, e sobre tudo em resistir á instituição da Mesa Censória, prohibindo no seu bispado 
livros que este tribunal consentira que corressem. 

«Uma das grandes glorias do Marquez de Pombal foi o immenso impulso que deu á 
instrucção popular. A lei de 6 de Novembro de 1772 organisava a instrucção primaria de 
um modo tão completo para o tempo, que ainda hoje, vergonha é dízel-o, não demos um 
passo além d'ella. Estabelecia essa lei o principio do concurso, animava o ensino parti- 
cular, dotava as escolas com um rendimento de um novo tributo denominado «subsidio 
litterario». 

«Favorecia a instrucção secundaria creando escolas, que eram o gérmen dos nossos 
lyceus actuaes, e convidando as Ordens religiosas a que abrissem aulas nos seus Conven- 
tos. Favorecia a instrucção superior, creando o CoUegio dos Nobres, e tratando de refor- 
mar a Universidade de Coimbra. Para intentar essa reforma, creou-se uma junta intitulada 
da Providencia Lilleraria. A alma d'esse tribunal era o Bispo de Coimbra D. Francisco 
de Lemos, que foi nomeado Reitor da Universidade. Os estatutos redigidos pela junta da 
Providencia Litteraria, introduziram a revolução na Universidade, substituindo aos velhos 
methodos legados pelos jesuítas os processos mais audaciosos da sciencia nova. A. luz 
entrava em jorros n'essa Universidade que se imraobílísara e que estava sendo ura antro 
cheio de sombras; aléra da reforma dos estatutos, a nomeação de sábios Lentes, alguns 
d'elles estrangeiros de nomeada, muito concorreu para dar um brilhante caracter a essa 
reforma. 

«Para abrir a Universidade, que bem se podia considerar um estabelecimento novo, 
foi o Marquez de Pombal a Coimbra, com o titulo de Logar-Tenente do Rei, e a ceremoníada 
37 



290 famílias titulares POM 

abertura realisou-se effeclivamenle no dia 23 de Oulubro de 1772 com immenso explendor. 
Foi esle dia de cerlo o mais jubiloso da existência do Marquez de Pombal. Rodeiado de 
homenagens por um povo de cortezãos, que viam n'elle, não o representante do Rei, 
mas o próprio soberano de Portugal, linha além d'isso a sua consciência a dizer-lhe 
acabava de prestar ao seu paiz e á civilisação o mais elevado, o mais importante de todos 
os serviços. 

«A fundação da Imprensa Nacional de Lisboa completou a obra do Marquez de 
Pombal com relação ao nosso desenvolvimento inlellectual. Esta reforma da instrucção 
publica, a mais importante que tivemos, depois da qual comparativamente pouco se 
tem feito no nosso paiz, valeu ao nosso grande Ministro a admiração e o respeito da 
Europa. M. Montigny, encarregado de negócios de França em Lisboa, não occultava a 
sua veneração pelo homem, que fizera com que houvesse n'este pequeno reino, tão mer- 
gulhado até então nas trevas, 837 escolas de instrucção primaria e secundaria. O Duque 
de Aiguillon, Ministro que succedera no gabinete de Luiz xv ao Duque de Choiseul dizia : 
«A opinião, que formamos dos talentos e das luzes do Marquez de Pombal, dá-nos a 
mais vantajosa ideia das mudanças e das addicções que esse ministro deve fazer nos esta- 
tutos da Universidade. 

«Quando se observa esta importantíssima reforma, feita pelo Marquez de Pombal, 
quando se vè que o grande Ministro soube arrancar o paiz das trevas da ignorância em 
que estava immerso, e Irazel-o à luz immensa, que de toda a parte se irradiava pela 
Europa, quando se nota que todas as suas reformas tiveram por fim, e conseguiram intro- 
duzir em Portugal todos os elementos civilisadores, tem de se confessar que. o Marquez de 
Pombal foi n'este extremo da Europa a incarnação viva e eíBcaz da grande revolução do 
século xviii, e que o seu enérgico despotismo foi uma d'essas dicladuras tyranicas mas 
fecundas que em toda a parle precederam e prepararam a aurora da liberdade. 

«Foi por esle tempo que se concluio a estatua de El-Rêi D. José, em cujo pedestal 
figurava o medalhão do Marquez de Pombal, construída pelo grande esculplor porluguez 
Joaquim Machado de Castro, fundida em bronze pelo Tenente Coronel de Artilheria Bar- 
Iholomeu da Costa, inaugurou-se cora extraordinária pompa, na Praça do Commercio, no 
dia 6 de Julho de 1773. Porque hão-de ter sempre reverso de medalha estes esplendores? 
Emquanlo o Marquez de Pombal tomava providencias Ião sabias e tão justas continuava 
a seguir o systema de repressão implacável. Os seus collegas no ministério continuavam 
a ser as suas viclimas; José de Seabra que fora o braço direito do Marquez de Pombal na 
iucta contra os jesuítas, foi de súbito desterrado para Angola por motivos mysteriosos. 

«Tempo depois, outro supplicio atroz veio assombrar Lisboa. Em 11 de Outubro de 
1775 foi esquartejado na Junqueira o genovez João Baptista Pele, accusado de uma tenta- 
tiva de assassínio contra o Marquez de Pombal. 

«Estava a findar o governo do grande estadista, que D. José fizera successívamenle 
Conde de Oeiras e Marquez de Pombal. A Hespanha rompera de súbito as hostilidades, 
contra nós, por causa dos limites da America, e não nos quiz dar satisfações. A França 
preparou-se a auxilíal-a em virtude do pacto de família, e a Inglaterra abandonou-nos. 
Apezar d'isso, o Marquez de Pombal entendendo que eslava empenhada n'esta questão a 
dignidade da coroa portugueza, não hesitou em se preparar para a guerra ; não cuidava 
de certo que poderia affronlar a França e a Hespanha com os nossos limitados recursos, 
mas entendia lambem que, logo que o dever fatiava, a questão da possibilidade desappa- 
recia. Seria esmagado, mas a sua defesa contra aggressões injustas era já um protesto 
contra a violência. 

«Quando se preparava para esta lucla, comraetteu o Marquez de Pombal um acto 



POM E GRANDFS DE PORTUGAL 291 

de atrocidade, que não é dos que menos mancham a sua memoria. Tinham-se refugiado 
na Trafaria alguns refractários, como se diria iioje. Sendo diíBcil apanhal-os n'aqueila aldeia 
pobrissima, o Marquez de Pombal ordenou que se lançasse fogo a essa povoação de pes- 
cadores. Essa ordem, executada barbaramente em seu nome no dia 23 de Janeiro de 1777 
devia encher de pavor os últimos dias da existência de D. José que faileceu no dia 24 de 
Fevereiro do mesmo anno. Com elle expirava o poder do ^Marquez de Pombal. A herdeira 
do Ihrono beata e dominada pelos nobres, era figadal inimiga do grande Ministro. Assim 
que El-Rei fechou os olhos logo o Marquez percebeu que estava demittido. Sendo Mor- 
domo-mór, foi avisado para que se não occupasse do enterro de El Rei. Deram-se largas 
aos seus inimigos, deixarara-se correr contra elle as maiores calumnias. Sollaram-se todos 
os presos políticos que estavam por sua ordem encarcerados, e o espectáculo miserando 
d' essas victimas da energia implacável do Marquez de Pombal devia exacerbar contra elle 
a cólera do povo sempre mudável. Em seguida foi demittido conservando-se-lhe secca- 
mente o ordenado de Ministro c concedendo-se-lhe o rendimento de uma commenda. 
Dava-se-lhe ordem para se recolher á sua quinta em Pombal, e consentiu-se que o povo 
o insultasse em casa e pela estrada, arrancava-se o seu medalhão do pedestal da estatua 
de D. José e substituia-se pelo navio cora as velas cheias que é o brazão de Lisboa, o que 
fazia com que elle dissesse no seu retiro: «Agora é que Portugal vae á vela.» O que 
houve de mais impudente n'esta reação foi o procedimento d'algumas pessoas que para 
lisongearem o Marquez de Pombal tinham feito com elle contractos em que eram lesados, 
e que depois quando o viram caido, o demandaram para alcançarem idemnisações ! Um 
tal Galhardo Mendanha chegou a escrever a esse respeito um folheto que, por tal forma 
indignou o Marquez de Pombal, que este pegou na penna, e respondeu com azedume e 
vehemencia n'um folheto que a Rainha D. Maria i prohibiu que corresse. 

«As accusações de concussão, de abusos de poder ferviam, todos os amigos e paren- 
tes do Marquez eram perseguidos, e afinal a Rainha D. Maria i cedendo á pressão dos 
inimigos do Marquez e ao natural impulso da sua própria inimisade, ordenou que o xMinis- 
tro de seu pae fosse processado. Para isso enviou a Pombal dous Desembargadores que 
sujeitaram o Marquez a um longo e penoso interrogatório, até que o grande homem pros- 
trado pela doença, pela fadiga e pelas amarguras pediu perdão à Rainha das faltas que 
podia ter coramettido. A fim de 14 mezes, a 16 d'Agoslo de 1781, expediu a Rainha um 
Decreto no qual declarava que havia por bem perdoar ao Marquez de Pombal as culpas 
em que encorrera, em attenção aos seus annos e enfermidades. Era uma ultima mentira ! 
Não o puniram porque teriam de punir também a memoria do Rei D. José. Esse Decreto 
fulminou-o. Eslava um pouco melhor dos seus padecimentos, graças a um tratamento que 
adoptara. Peiorou outra vez de um momento para o outro. O seu orgulho sentia-se pro- 
fundamente ferido, a consciência do seu talento e dos immensos serviços que prestara ao 
seu paiz, fez com que gastasse as suas ultimas forças escrevendo uma petição de recurso 
feita á Sereníssima Rainha D. Maria I, em que mais uma vez tentou justificar os seus 
actos. A opinião publica, ou o que então se podia designar por esse nome, era-lhe pro- 
fundamente adversa, ou pelo menos indiíTerente. 

«A petição caio por tanto no meio d'esla indifferença ou d'esta aversão, e não pro- 
duziu o minimo elTeilo. Dez mezes sobreviveu ainda o Marquez de Pombal ao funesto 
Decreto, dez mezes de longos e insupportaveis padecimentos. Ealleceu emfim o grande 
estadista na sua Quinta de Pombal, no dia 8 de Maio de 1782; contando 83 annos de 
idade. Na noite de 11 de Maio, foi o cadáver conduzido n'um coche puchado por três 
parelhas para a Egreja do Convento de Santo António da Villa de Pombal. Esperava-o á 
porta o Bispo de Coimbra, D. Francisco de Lemos, fiel à caida grandeza, que celebrou 



292^ FAMÍLIAS TITULARES , POM 

cora Ioda a pompa as axequias soleranes, sendo pregada a oração fúnebre pelo monge 
Benediclino Fr. Joaquim de Santa Clara, notável orador sagrado, que se inspirou da gran- 
deza do assumpto, e legou á posteridade um magniíico discurso que altesta não só o seu 
talento, mas a grandeza do seu espirito. 

«Resumraamos agora n'ura rápido esboço a noticia das grandes reformas empreben- 
didas pelo Marquez de Pombal; protegeu eíficazmente a industria, levantando a caida 
fabrica de sedas que D. João v fundara, subvencionando e desenvolvendo as industrias da 
chapelaria e relojoaria, fez sair quasi do nada a fabrica de vidros da Marinlia fíiande e a 
de papel da Louzâ, tomou a iniciativa do fabrico da porcelana, protegeu a industria das 
lãs, e fundou a magnifica fabrica real da Covilhã, favoreceu rauitissimo a agricultura, mas 
de um modo demasiadamente despótico, mandando por exemplo arrancar as vinhas do 
Riba-Tejo para ter producção cerealífera. Para desenvolver o commercio creou uma aula 
€ fundou umas poucas de companhias. 

aNa administração civil e económica do paiz operou maravilhas, dando o primeiro 
passo para a liberdade da terra, supprimindo os Morgados insignificantes, regulando-lhes 
a successão e não consentindo que se instituísse senão Morgados opulentíssimos, declarou 
livres todos os escravos que nascessem ou pozesem pé no continente de Portugal, eman- 
cipou os Índios do Brazil, acabou na índia com a dislincção entre gentios e christãos, no 
reino com a dislincção entre christãos novos e christãos velhos. 

aCom o clero procedeu energicamente, expulsando os jesuítas, impedindo as profis- 
sões demasiado numerosas de frades e de freiras, deu á inquisição um regimento que a 
annullava completamente; na instrucção publica reformou completamente a Universidade 
pondo-a a par dos estabelecimentos scientificos d'esse tempo no estrangeiro, creou a aula 
do commercio e o Collegio dos Nobres, fundou a instrucção primaria portugueza tão soli- 
damente que ainda hoje não dêmos um passo para diante do, que elle fez, desenvolveu a 
instrucção secundaria, aproveitando para isso largamente as ordens religiosas, refundiu 
completamente a legislação, acabando com os arestos absurdos, com os recursos aos com- 
mentadores, etc, ordenou que o direito canónico apenas regulasse em matérias espiri- 
tuaes. Creou o Erário introduzindo ordem e methodo na administração da fazenda, creou 
no conselho de fazenda um tribunal de contencioso' financeiro, administrou cora tanta eco- 
nomia que não precisou recorrer a empréstimos, reorganisou admiravelmente o exercito 
com auxilio do Conde de Lippe, fortificou Elvas de ura modo assombroso, deu impulso 
á marinha e soube apreciar e chamar ao ministério Martinho de Mello e Castro, que à 
marinha portugueza prestou depois tão relevantes serviços, e occupou-se com zelo das coló- 
nias, accrescentou o nosso dominio oriental com as Novas Conquistas, o nosso domínio 
africano com as ilhas de Bissau, etc. 

«De todos os chefes de Governo que no século xviii iniciaram era lodos os paizes 
da Europa as reformas que a opinião publica reclamava, foi sem duvida o Marquez de 
Pombal o mais audacioso. Como estadista, Frederico ii Rei da Prússia é ura grande orga- 
nisador, José ii d'Austria, Florinda Blanca, Turgot, Malesherbes, são reforraadores since- 
ramente desejosos do bem, illuminados pela luz da nova philosophia, e pelo amor da 
humanidade, mas o Marquez de Pombal é mais de que tudo isso, é a encarnação no 
Governo, a encarnação na dictadura da revolução que se aproxima». 

i." Hbnriqdb José de Carvalho e Mello. — Herdeiro dos vínculos instituídos por seus avós, 
e augmentados grandemente por seu pae ; 2.° Conde de Oeiras, e 2." Marquez de 
Pombal de juro e herdade por Decreto de 28 de Julho de 1786 : • com dispensa de 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 293 

« três yidas fora da lei mental, gosando, por graça especial, do titnio de Conde de 
« Oeiras os immediatos saccessores, e com assentam'>nto de 3223808 réis cada anno : 

• da Alcaidaria-mór da cidade de Lamego, com tudo o que lhe pertence, também de 

• jaro e herdade, com as mesmas três dispensas fora da lei mental ; do senhorio da 
a villa de Oeiras com a jurisdicção de apurar as eleições da Camará, e de confirmar 

• as pessoas que forem eleitas, com a regalia de se chamarem por elle, e de irem as 

• appellações que sabem dos juizes ordinários da dita villa para o Ouvidor d'eila, 
t que o referido donatário nomear, querendo ; de poder dar as propriedades dos offi- 
« cios da Camará, Tabellíão e Escrivão dos Orphãos, chamando também por elle; 
« servindo todos pelas cartas que lhe mandar passar, reservando somente a correição 

< e maior alçada : do Reguengo de Oeiras, por successão, na forma da merco e da 

< doação feita a sen pae e Marquez de Pombal, com o relego da mesma sorte que 
« tem o outro Reguengo chamado da A-par de Oeiras, com todos os direitos e per- 
« tenças, assim como pertencia á real fazenda ; com os quartos e direitos de Oeiras, 
« com a clausula de ficarem obrigados ao sen Morgado por successão, na forma das 
c vocações d'elle ; ficando para sempre com a natureza de bens pairimoniaes para todos 
« os herdeiros e snccessores da sua casa em Morgado, com a faculdade de poder nomear 
I Almoxarife que seja Juiz dos Direitos Reaes, Escrivão de seu cargo, e feitor do pes- 

< cado, para cobrarem executivamente os direitos e rendas : como também os direitos 
« do Reguengo sobrogado com a casa de Cascaes : comprehendendo-se em tudo a 

• dizima do pescado e direitos de Paço d'Arcos, para os ter e seus successores na 
« conformidade do Foral ; e tudo com a dita dispensa de três vidas fora da lei men- 
■ tal; com a declaração porém, que, emquanto aos direitos do pescado se verificará 
« esta mercê na forma que Eu ainda fôr Servida resolver: do Senhorio da villa de 

• Pombal com a nomeação das justiças e officiaes instituídos n'ella e os de Tabelliães, 
<i excepção da correição e alçada: de poder nomear Ouvidor letrado para a dita 

• villa, sendo approvado pela Meza do Desembargo do Paço, com a faculdade de poder 
« conhecer das appellações e aggravos dos Juizes Ordinários ; e tendo o mesmo Minis- 
t tro o predicamento de Juiz de Fora de cabeça de comarca, tudo de juro e herdade: 

• e bem assim, mais da jurisdição de apurar a eleição da Camará da mesma villa, e 

• de confirmar os cpe forem eleitos, e de se chamarem por elle ; e de poder dar os 

• officios da Camará. Tabelliães e Escrivães dos Orphãos, que também se chamarão 
« por elle, e servirão peias cartas^ que lhes passar, tudo de juro e herdade, para 

• sempre, na forma da lei mental, com dispens,'\ de três vidas fora d'ella : egualmente 
« lhe faz mercê das Commendas d^ Santa Marinha da Matta de Lobos, no bispado de 
« Lamego, e da de S. Miguel de Três Minas, no arcebispado de Braga, ambas na 
«Ordem de Cbristo j em cumprimento da primeira das vi<las nVllas concedidas ao 
« sobredito Marqupz seu pae, por Alvará de 24 de Outubro de 1766, ficando pom esta 
« mercê extincta a dita vida. Lisboa 26 de Julho de 17S6, com a rubrica da Rainha». 

A vista d'este Decreto, a Rainha D. Maria i, reconheceu afinal os serviços do grande 

Estadista, galardoando tão bisarramente o filho. 
O referido 2.** Marquez de Pombal, Henrique José do Carvalho e Mello, foi também 
Gentil-Homem da Camará da Rainha e exerceu vários outros togares honoríficos. M. 
no Rio de Janeiro com 64 annos de idade a 26 de Maio de 18i2, tendo casado em i764 
com D. Maria Antónia de Menezes, filha de D. José de Menezes, da Casa dos Condes 
de Caparica. — Sem geração. 

2.0 D. Theresa Violante Eva Jddith dk Dadx. — Nasc. em Vienna d'Anstria a 10 de Dezem- 
bro de 1*746, em. a 26 d'Outubro de 1823, tendo casado a 27 de Fevereiro de 
1759 com António de Sampaio Mello e Castro Moniz Torres de Lnsignano, 1.° Conde 
de Sampaio e 14.» Sr. de Villa Flor — Com geração. 

3.» D. Maria Francisca Xavier Eva Ancelme e Daon. — Nasc. a 21 d'Abril de 1751, e m. 
a 7 de Seti^mbro de 1816, tendo casado por escriptnra ante-nupcial de 4 de Novem- 
bro de 1763 com D. Christovâo Manuel de Vilhena, i.° Conde de Villa-Flor. — Com 
geração. 

4.« D. Maria Amália oe Carvalho e Dadn. — Nasc. a 1 de Janeiro de 1752, e m. a 16 de 
Setembro de 1812, ternJo casado eru 1774, com o 1." Conde de Rio Maior, João de 
Saldanha Oliveira e Sonsa. — Com geração. 

S." José Fhancisco Xavier de Carvalho Mello e Dadn.— Nasc. a 1 d'Abril de 1753; 1.» 
Conde da Redinha e por morte de seu irmão, acima, Z." Marquez de Pombal, como 
ficou consignado a pag. 277. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Marquez — Decreto de 16 de Setembro de 1769. 

Renovado de jdro e herdade — Decreto de 26 de Julho de 1786. 

RB.N0TAD0 DB JCRo E HSROADB — Dccreto dc... Maío de 1812. 



294 



famílias titulares 



POM 



Rbnotado oe juro e herdade — Decreto de... de Janeiro de 1821. 

Rbnoyauo de joro e herdade — Decreto de... de Fevereiro de 1834. 

Renovado de jdro b herdade — Decreto de 21 d'Oulubro de 1886. 

Conde oe Oeiras — Decreto de 15 de Julho de 1739. 

Renovado de joro e herdade (Y. Oeiras) — Decreto de 26 de Julho de 1786. 

Brazão — Escndo com as armas dos Carvalhos. 

Residência primitiva — Palácio á rua Formosa. 




POMBALINHO (Barão de). — Anlonio de Araújo Vasques da Cunha Porlo-Carreiro. 
Nasc. no Porto a 20 d' Abril de 1783 ; 1." Barão de Pombalinho ; Condecorado com a Cruz 
de ouro da Guerra Peninsular, na qual sérvio principiando em Capitão de Cavallaria na 
leal Legião Lusitana, e acabando em Major do Regimento n." 3, posto de que se deraitlio. 

Em 1833 prestou importantes serviços á causa da Rainha, sendo Governador Militar 
e Coronel do Éatalhão movei dos Voluntários de Santarém. Casou em 1812 com D. Rita 
Marianna Freire, viuva de Manuel Nunes Gaspar, f F. Almeirim). 

SEUS PAES 

D. Anna Luiza da Cunha Ozorio de Alarcão Porto-Carreiro, 14." Sr." da Quinta da 
Torre, do antigo solar dos Porto-Carreiros no concelho do mesmo nome, e do ^Morgado de 
Melres a 4 léguas distantes do Porto, por ser íilha legitima de João da Cunha Coutinho 
Ozorio Porto-Carreiro, neta de Manuel da Cunha Coutinho Porto-Carreiro, bisneta de 
Manuel da Cunha Ozorio Poi to-Carreiro, que foi Commissario dos Galeões que se fizeram 
na Ribeira do Oiro, perto da cidade do Porto, terceira neta de Manuel da Cunha Couti- 
nho Porto-Carreiio, quarta neta de Jorge de Oliveira Pinto, quinta neta de Álvaro Sanhudo, 
sexta neta de D. João Ozorio, que casou com D. Guiomar da Cunha Porto-Carreiro, Sr." 
da sobredita Casa, por ser filha, esta, de Nuno Martins Porto-Carreiro, e de sua mulher 
D. Maria da Cunha. 

D. Anna Luiza da Cunha Ozorio de Alarcão Porto-Carreiro, acima, nasc. a 27 de 
Novembro de 1746, e m. a 6 de Maio de 1801, tendo casado 3 vezes, sendo a primeira 
com Philippe Carneiro de Faria Pereira Manso, Sr. dos Morgados da Parreira e da Cerieira 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 295 

e Capitão-mór de Ourem ; a segunda vez com Francisco Luiz de Brilo Araújo e Castro, 
Sr. da Casa de Casal Soeiro, no Concelho dos Arcos, que foi Dezembargador e Gavalleiro da 
Ordem de Chrislo, nasc. a 12 de Março de 1733, e m. a 20 de Fevereiro de 1793, e a 
terceira vez com o Desembargador José Cândido de Pina e Mello. 

FUiHIOS IDO !-• TVr A TIRT-M-pisnO 

1." D. VicTORiA Manoel. — Saccedea a .«ea pae: nasc. a 24 de Dezembro de 1761, e m. a 
17 de Jalho de 1817, tendo casado a 8 de Oatabro de 1785, com Miguei Loii da 
Silva Âthavde, Sr. do Casa do Terreiro, de Leiria, Donatário das Barcas de Escaro- 
pim e Cbamosea ; Fidalgo da Casa Real; Coronel de Cavallaria, qae nasc. a 15 de 
Ferereiro de 1762, e m. a 23 de Dezembro de 1833.— Com geraçio. (V. Conde de 
Farrobo a pag. 556 « 557^. 

FILHOS 3DO 2.« 3i/L.Ô.TíÃl2^01fnO 

2.* D. Jbronima Dblphina da Conha Porto-Carkbiro. — Nasc. a 12 de Janeiro de 1763, 
no logar de Gossamos, fregaezia de Sandim, e m. em Braga a 18 de Dezembro 
de 1800, tecdo casado com o Desembargador João Bernardo Cardozo di Costa. — Com 
geração. {Y. Porto-Carreiro). 

3." Joio. — 15.0 Sr. da Qainia da Torre e Casa de Casal Soeiro; Caralleiro Fidalgo da Casa 
Real; Tenente Coronel do Regimento d-í Infanieria n.* 6; nasc. a 22 de Março 
de 1770. e m. a 20 de Março de 1809, riciima da invasão franceza, tendo casado a 
3 de Fevereiro de 1801, com D. Maria Rita de Sampaio, qae nasc. a 5 d'Agosio de 
1776, 1.* filha de Bento António de Oliveira Sampaio e de D. Tbereza Manoel de 
Carvalho e Sampaio. (V. Laborim). 

FILHAS 

1.* D. Maria do Carmo. — 16.* Sr.* da Qainta da Torre e mais casa de sen 
pae: na>c. a 20 de Setembro de 1805. e m. a 10 de Dezembro de 
1827, tendo casado com António de Sousa Pereiía Continbo de Moraes 
Sarmento e Tebra e Oca Drago da Cunha e Castro Guedes de Carvalho, 
tendo eila sido soa primeira mulher, IO." Sr. do Presiimonio de S. Miguel de 
Yillar de Perdizes e dos Morgados de Golfaras, Borba e do Manteigoeiro ; 
Fidalgo da Casa Real, e Coronel de Milicías. 

FILHO 
Joio. — H. em 1834. — Sem geração. 

S.* Maria Victoria.— Nasc. a 16 d'Agosto de 1809; 18.* Sr.* da Qointa da 
Torre e Casa de Casal de Soeiro, por sacceder a seu sobrinho, João. 
Casou a 26 de Dezembro de 1834, com Gaspar Pinho de Magalhães 
Cardozo Pizarro, Morgado em Yillar de Maçada; Major de Artilhería, qoe 
nasc. a 30 de Março de 1799, !.• filho de João Taveira Pinto de Maga- 
Ihies Pizarro, e este filho 2.<* dos 5.°* Morgados de Ribeira de Sabroza. 

FILHAS 

1.* D. Maria da Gloria. — Nasc a 3 d'OotDbro de 1835. 

S.* D. Maria da Piedade. — Nasc. a 27 de Setembro de 1837. 

4.* Joaquim. — Commendador d'Aviz ; Brigadeiro- do Exercito: nasc. a 8 de Setembro de 1775, 

e m. no Rio de Janeiro a 7 de Outnbio de 1821. 
5.° D. Maria. — Nasc. a 25 d'Oalubro de 1779, e m. a 4 d' Abril de i823, tendo casado 

com António Procopio de Pina e Mello. 
6.» António. — 1." Barão de Pombalinho. (F. aeima). 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarIo — Decreto de 8 de Maio de 1837. 

Brazão.— Escudo esquartellado; no primeiro qnartel as armas dos Porto-Carreiros ; no 
segundo as dos Rochas; e assim os contrários, 



m> 



FAMÍLIAS TITUÍ.ARES 



POiM 




POMBEIRO (Condessa de). — D. Maria Francisca Luiza de Sousa. Nasc. a 1 d'Abril 
de 1815; 8.' Condessa de Pombeiro, pelo seu casamenlo ; filha dos 2.°' Marquezes de 
Borba. 

VIUVA OE 

Dom José de Caslello Branco Corrêa e Cunha Vasconcellos e Sousa, nasc. a 23 de 
Julho de 1807; 8.» Conde de Pombeiro;' 20.° Sr. de Pombeiro; 14." Sr. de Bellas ; 
16.° Sr. do Morgado de Caslello Branco; OíTicial-mór honorário da Casa Real, e OíTicial 
de Cavallaria do Exercito: succedeu a seu pae a 20 de Março de 1834, em. a 17 d'Oulu- 
bro de 1867; lendo casado com sua prima, acima, a 26 d'Agoslo de 1835. 

i." D. Edgenía de Castello Branco. — Nasc. a í de Fevereiro de 1837; casou a 2 de Setem- 
bro de 1863, com Pedro António de Pina Manique, que nasc. a 10 d'Agosto de 1835, neto 
do 1.° Visconde de Manique do Iniendente por ser fillio de Diogo de Sales de Pina 
Manique, e de stta mulher D. Maria José da Madre de Deus de Sousa Maldonado, ele. 
2." Dom Ahtonio de Castello Branco — Actual 3.° Marquez de Bellas. (K. Bellas, pag. 239 
do vol. l." e Reriz no vol. 2."). 

Constança de Castello Branco. — Nasc. a 17 de Maio de 1844, e casou a 18 de Setem- 
bro de 1869, com Sebastião d'Almpida Trigoio.— Com geração. 
Margarida de Castello Branco. — Nasc. a 5 de Julho de 184S, e casou a 2 de Se- 
tembro de 1863, com Bazilio de Caslello Branco.— Com geração. 
D. Maria Rita db Castello Branco. — Nasc. a 1 d*Agosto de 1846. 
D. Maria Domingas de Castello Branco. — Nasc. a 31 d'Oulnbro de 1847, e casou a 18 
de Setembro de 1869, com D. Bernardo José da Costa (da Casa dos Conde de Soure). 
— Com geração. 

Pelagia de Castello Branco.— Nasc. a 22 d'Abril de 1851, e m. a 26 de Janeiro 
de 1854. 
Dom Fernando de Castello Branco. — Nasc. a 2 de Maio de 1852. 
Dom José de Castello Branco.— Nasc. a 14 d'Oat«bro de 1353, e m. a 7 de Jonho 
de 1854. 



D. 



4." D. 



7.0 D. 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 297 

SEUS PAES 

Dom António Maria do Caslello Branco Corrêa da Cunha Vasconcellos e Sousa, 
nasc. a 8 de Março de 1785; 2.° xMarquez de Relias; 7." Conde de Pombeiro ; 19." Sr. 
de Pombeiro ; 13. <* Sr. de Relias; 13.° Sr. do Morgado de Caslello Rranco ; 13.° Alcaide- 
mór de Yilla Franca de Xira ; 7.° Capitão da Guarda Real dos Archeiros ; Gentil-Homem 
da Camará da Rainha D. Maria i ; Gran Cruz das Ordens da Conceição e da de Torre 
e Espada ; Ajudante de Ordens do sr. Infante D. Miguel ; Rrigadeiro do exercito. Suece- 
deu a sua mãe, a 3 de Maio de 1832, e m. a 20 de março de 1834, tendo casado a 26 de 
Novembro de 1803, com D. Constança Manuel, Dama da Ordem de Santa Izabel, que 
nasc. a 29 de Agosto de 1780 e m. a 4 de Abril de 1834, 2." tilha dos 3." Marquezes 
de Tancos. 

1.» o 8.° Conde de Pombeiro- (7. aãmá). 

i,° D. Maria Domingas. — Nasc. a 2 de Janeiro de i805 ; Condessa de Belmonte e Vimioso 

pelos seus casamentos, etc. 
3.° Dom ânto.mo Maria de Castello Branco. — Cónego da extiocta Patriarchal, nasc. a 13 

de Julho de 1808, e m. em Coimbra a 7 de Dezembro de 1827. 
4." Dom Francisco de Castello Branco. — Nasc. a 17 d'Oatabro de 1819. 
5.0 D. Maria Rita.— Nasc. a ii d'Oatabro de 1820. e m. a 31 do Março de 1834. 

SEUS AVÔS 

D. Maria Rita de Castello Rranco Corrêa e Cunha. Nasc. a 5 de Abril de 1769 ; 
1." Marqueza de Relias; 6.' Condessa ik Pombeiro; 18.' Sr." de Pombeiro; 14." Sr." do 
Morgado de Castello Rranco, em Santa Iria, termo de Lisboa ; 12.* Sr.* de Relias; 12." 
Sr.* da Alcaldaria-mór de Villa Franca de Xira ; Sr." do Officio de Capitão da Guarda Real 
dos Archeiros ; Dama de Honor da Rainha D. Maria i, e Dama da Ordem de Santa Iza- 
bel ; succedeu a seu pae em 8 de Março de 178i, em. a 3 de Maio de 1832, tendo ca- 
sado a 29 de Novembro de 1783 com José Luiz de Vasconcellos e Sousa, que nasc. a 9 
de Junho de 1740, e pelo seu casamento foi 1.° Marquez de Relias e 6." Conde de Pom- 
beiro, assim como Administrador de toda a Casa e Officios de sua mulher. Teve a Gran 
Cruz das Ordens de S. Thiago, Torre e Espada e a da Legião de Honra, de França ; 
foi do Conselho de Sua Magestade ; Regedor das Justiças ; Desembargador do Paço ; 
Procurador Fiscal da Junta dos 3 Estados; Prezidente da do Novo Código ; Deputado da Junta 
do Tabaco, da Inspecção sobre a peste, e do exame das dividas da Fazenda Real ; Di- 
rector e Inspector Geral do Real Collegio dos Nobres, e Presidente da Junta do mesmo ; 
Embaixador Extraordinário a Londres, em differentes épocas ; nomeado Prezidente da 
Meza do Desembargo do Paço e da Consciência e Ordens, no Rrazil. M. no Rio de 
Janeiro, a 16 de Abril de 1812. Era filho 2.° dos 1.°» Marquezes e 4.'* Condes de Castello 
Melhor. 

1.° o 7.0 Conde de Pombeiro, e 2." Marquez de Bellas. — (V. aeimá). 

2.<* D. Maria José. — Nasc. a 16 de Fevereiro de 1787, e pelo seu casamento Condessa de 
Penafiel: m. em Paris a 6 de Março de 1827. 

3." Dom José de Castello Branco Corría s Cunha Vasconcellos b Sodsa. — 1.* Conde da 
Figueira. {V. Figueira pag. 581 do vol. i.°). 

4.° D. ÂNNA RE Castello Branco. — Nasc. a 9 de Setembro de 1789, e foi pelo sea casa* 
mento, 1.» Marqneza e 1.» Condessa de Vianna. M. a 13 d'Abril de 1856. 

5.° D. Rita de Castello Branco. — Nasc. a 10 de Dezembro de 1790, e foi pelo seu casa- 
mento, 6.» Viscondessa d'Asíeca. M. em 1868. 

6." Dom Joio de Castello Branco.— Nasc. a 29 de Março de 1793, Veador da Prioceia do 
38 



298 FAMÍLIAS TITULARES POM 

Braifl ; Commendador da Ordem de Christo ; Condecorado com a Cruz de Ouro da 
Gaerra Peninsular por 5 Campanhas, c com a Medalha de Honra da Batalha de Âlbuera ; 
Brigadeiro reformado. Teve filha B. {V. 5." Marquez de Pombal). M. a 12 d'Abril 
de 186i. 

7." D. Marianna de Castello Branco. — Nasc. a 17 de Julho de 1794, e foi pelo sea casa- 
mento, 6.» Marqueza d'Angeja. M, a 4 de Janeiro de 1862. 

8."* D. Joaquina de Castello Branco. — Nasc. a 8 de Agosto de 1795, e pelo seu casamento 
foi 7.» Condessa da Ponte. M. a 10 de Março de 1837. 

9.** D. GoiOMAR DE Castello Branco. — Nasc. a 25 de Julho de 1804, e m. em Outubro 
de 1877. 

BISA.VOS 

António Joaquim de Castello Branco Corrêa e Cunha ; nasc. a 7 de Maio de 1743 ; 5." 
Conde de Pombeiro; 17." Sr. de Pombeiro; 13.° Sr. do Morgado de Castello Branco, em 
Santa Iria, no termo de Lisboa; 11." Sr. de Bellas; 11.» Alcaide-mór de Villa Franca de 
Xira ; Capitão da Guarda Real dos Archeiros ; Genlil-Horaem da Casa Real ; Commendador 
de varias commendas, na Ordem de Christo, etc, ele. M. a 8 de Março de 1784, tendo 
casado em 1742 com D. Anna Victoria Xavier Telles, filha dos 5." Condes de Unhão. 

Al." Marqueza^ de Bellas, e 6.» Condessa de Pombeiro. — {V. aeima). 
TERCEIROS AVOS 

Dom Luiz de Castello Branco, nasc. a 16 de Setembro de 1683; 4." Conde de Pom- 
beiro ; Capitão da Guarda Real dos Archeiros ; successor a toda a mais Casa que herdou 
por morte de seu irmão mais velho. M. a 23 de Novembro de 1749, tendo casado a 14 
de Abril de 1740, com D. Pelagia d'Alraada, Dama do Paço, que depois de viuva foi 
Dama de Honor da Rainha D. Maria Victoria, no anno de 1750; m. a 12 d'Outubro de 
1763; filha de Erancisco de Almada, Sr. de Carvalhaes e Ílhavo, e de sua mulher D. Guio- 
mar de Vasconcellos. 

1." D. GoioMAa DE Castello Branco. — Nasc. a 13 d'Abril'de 1741, em. a..» 

2.° O 5.0 Conde dè Pombeiro. (V. acima). 

3.° D. Anna Custodia d'Arrabida Castello Branco. — Nasc. a 18 de Julho de 1745. 

QUARTOS AVÔS 

Dom António de Castello Branco e Cunha; 2." Conde de Pombeiro; 14." Sr. de 
Pombeiro; 8." Sr. de Bellas; 10." do Morgado de Castello Branco; Alcaide-mór de Villa 
Franca de Xira; Capitão da Guarda Real dos Archeiros de D. Pedro ii. M. a 1 de Se- 
tembro de 1696, e foi, sepultado na Egreja do Convento dos Capuchos de Castello Branco, 
juncto a Sacavém. Foi casado com D. Leonor Maria de Faro, Dama de Honor da Rai- 
nha D. Marianna dè Áustria, que m. a 14 de Novembro de 1732; filha de Luiz de Mello e 
Silva, Conde de S. Lourenço, e da Condessa D. Filippa de Faro, filha de Bernardino de 
Távora, Reposteiro-mór, etc. 

l." Dom Pedro de Castello Branco da Cunha Corrêa Menezes,— Nasc. em 1679: 3." Conde 
de Pombeiro; 15," Sr. de Pombeiro; 9." Sr. de Bellas; 11." do Morgado de Castello 
Branco ; Alcaide-mór de Villa Franca de Xira e de Villa de Rei ; do Conselho do Rei 
D. João v; Capitão da Guarda Real dos Archeiros; Commendador de Santa Maria 
d'Amendoa e Oatavas, na Ordem de Christo ; Padroeiro do Mosteiro da Conceição das 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 299 

Arrabidas, da Igreja de S. Salvador de Pombeiro e de S. Martinho do logar da 
Cortiça, termo da dita villa. M. a 2 d'Âbril de 1733 ; tendo casado o 23 d'Outubro 
de 1700. com D. Luiza de Mendonça, Dama da Rainha D. Maria Sophia, que m. 
a 17 d'Abril de 1707, filha de Lourenço de Sousa e Silva, que foi 1." Conde de 
S. Thiago, e Aposeatador-mór do Reino, e da Condessa D. Luiza Maria de Mendonça. 
— Sem geração. 

i." Dov Loiz DE Castello Bbanco.— 4.° Conde de Pombeiro. (V. aeima). 

3.° Dom José de Castello Branco. 

4." Dom Rodrigo de Castello Branco. — Foi Cónego da Santa Egreja Patriarchal, e m. 
ainda moço a 19 de Outubro de 1719, contando 24 annos de idade. 

3." Dom Martinho de Castello Branco. — M, de curta idade. 

6.<* D. PuiLipPA Maria de Faro. — Dama da Rainha D. Maria Anna d'Au8tria. M. a 5 de 
Março de 1743. 

7."> D. LciZA Antónia. — Freira no Mosteiro do Sacramento de Lisboa. 

8.° D. Maria Antónia da Silva.— Freira no Convento da Esperança de Lisboa. 

9.° D. Gdiomar de Castro. — Freira no dito Convento. 
10.<> D. Anna da Silva. — Freira no Mosteiro da Madre de Deas^de Lisboa: m. em Setem- 
bro de 1729. • 

11.° D. Magdalena de Faro. ) ,, 

jo o n u c . M. meninas. 

lz.° D. Maria oa Silva. ) 

'quintos A-VOS 

Dora Pedro de Castello Branco, 1." Conde de Pombeiro e 1.' Visconde de Castello 
Branco; herdou a Casa de seus pães; 13.° Sr. de Pombeiro; Sr. de Sanguinheda; Com- 
mendador de Santa Maria de Amêndoa, na Ordem de Christo; Capitão da Guarda Real do 
Rei D. João iv edo Príncipe D. Theodosio, por cuja morte, ficou sendo do Rei D. Affonso vi. 

M. a 30 de Julho de 1675, tendo casado duas vezes; sendo a primeira com D. Cecilia 
de Menezes, filha de Vasco Fernandes César, Alcaide-mór de Alemquer, e hei-deiro da 
Casa da Feira, e de sua mulher D. Anna de Menezes, filha herdeira de D. Manuel Pe- 
reira: sem geração. Casou segunda vez a 23 de Fevereiro de 1650 com D. Luiza Ponce 
de Leão, Dama da Rainha D. Luiza, tendo-a servido em Villa Viçosa, sendo ainda Du- 
queza, e depois Camaiista da Rainha D. Catharina, que foi Rainha da Grã-Bretanha. M. 
em 1707, tendo n. a 27 de Abril de 1623, filha de D. Affonso de Herrera e Córdova, e de 
sua mulher D. Luiza Ponce de Leão, fidalgos castelhanos. 

IPIXiHOS IDO 2.0 ]^-A.Ti^Ili^01^^I0 

1.0 o 2.<» Conde de Pombeiro. (F. acima). 

2.° D. Ldiza Poncs de Leão e Silva. — Mulher de D. Manuel de Azevedo de Athayde e 
Brito, Sr. das honras de Barbosa, Athayde, Paredes, Paradas, das villas de Angaieira 
e Monnica; Commendador de S. Julião de Punhete, na Ordem de Christo; Mestre de 
Campo General, em cuja patente governou as armas da provincia do Minho ; do Con- 
selho de guerra, etc. M. a 3 de Fevereiro de 1721. — Sem geração. 

3." D. Maria. — Freira no Convento de Santos. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Conde — Carta de 6 d'Abril de 1662, 
Visconde — Carta de 23 de Setembro de 1649. 
Capitão da Gcarda — Carta de 7 de Janeiro de 1693. 
Senhorio de Pombeiro — Carta de 3 de Fevereiro de 1333. 
Senhorio de Bellas — Carta de 13 d'Agoslo de 1499. 
Morgado — Instituido a 31 de Oumbro de 1442. 

Brazão. — Escndo : em campo azul, um leão de ouro rompente, armado de vermelho. 
— Timbre o Leão das armas. 

N. B. Foram sempre estas as armas dos Condes de Pombeiro, e é também a mesma descripção que a 
pag. 240 do 1." vol. se acha exarada, embora haja discordância no desenho que ali se vè. 



300 



FAMÍLIAS TITULARES 



POM 











POMBEIRO DE RIBA-VIZELLA (BarXo de).— Paulo de Mello Pereira Sampaio Frei- 
tas do Amaral. Nasc. a 17 de Novembro de 1837 ; 1." Barão de Porabeiro de Riba-Vizella, 
em duas vidas; Commendador da Ordem de Christo ; Bacharel formado em Philosophia 
pela Universidade de Coimbra ; antigo Presidente da Camará Municipal de Guimarães ; 
Procurador por Guimarães á Junta Geral do Distiicto ; Moço Fidalgo com exercício ; Sr. da 
Quinta e Casa solar do Paço de Pombeiro, na freguezia de Santa Maria de Porabeiro^ con- 
celho de Felgueiras; 19." Sr. do Morgado da Ca«a Nova em Basto, instituído a 12 de Março 
de 1429 pelo cirurgião Martim Lourenço ; 17.° Sr. do Morgado de Sezim, freguezia de Nes- 
pereira, concelho de Guimarães, instituído a 17 de Dezembro de 1451, por Aílonso Vasques 
Peixoto, 12." Sr. do Morgado de S. Braz, nos claustros da Collegiada de Guimarães, insli- 
tuido em 9 de Outubro de 1521 por Fernão Afíonso Laborão, escudeiro de El-Rei D. Manuel 
por Carta passada na cidade de Touro a 6 d' Abril de 1476 (v. a pag. U5 do vol. 1.° doesta 
obra). Casou a 20 de Janeiro de 1862 com D. Maria Henriqueta Freire de Andrade, que nasc. 
a 30 d'Abril de 1837, (ilha de Henrique Freire de Andrade Coutinho Bandeira, Fidalgo da 
Casa Real, e oriundo da Casa da Bandeira por detrás da Sé da Cidade do Porto, e de sua 
mulher D. Maria Felizarda Pereira do Lago Porto-Carreiro, da Casa de Semelhe em Braga. 

1.° D. Maria Anna do Patrocínio de Mello Pereira de SavpaIo.— Nasc. a 9 de Novembro de 1862: 

solteira. 
2." D. Maria Brígida de Mello Sampaio. — Nisc. a 4 de Dezembro de 1863. 
3." D. Maria Henriqdeta de Mello Sampaio. — Nasc. a 5 de Janeiro de 1865. 
4.° D. Maria Margarida de Mello Sampaio. — Nasc. a 10 de Setembro de 1867. 
5.° JoAo DE Mello Pereira de Sampaio. — Nasc. a 4 de Junho de 1869, no qual se rerificará a 2.* 

vida ao Titalo de sea pae. Actualmente estudando na Universidade de Coimbra. 

JoSo de Mello Pereira de Sampaio, nasc. a 4 de Maio de 1793 : Cónego Secular da 
Collegiada de Guimarães, pela cedência de seu lio Paulo de Mello em 1811, Canonicalo de 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 301 

que desistiu em favor de seu irmão Luiz de Mello em 1819, por haver de succeder á Casa 
e Vínculos por morte de seus irmãos mais velhos ; Bacharel formado em Direito pela Uni- 
versidade de Coimbra ; Moço Fidalgo com exercício ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Juiz 
de Fora de Montemór-o-Novo por Carla de 24 de Julho de 1821 ; agraciado com o tracla- 
menlo de Senhoria por Alvará de 3 d'Agosto de 1823 ; Juiz de Fora de Vianna do Caslello, 
por Carla de 12 de Abril de 1826; agraciado com a Medalha da Realeza em 26 d'Outubro 
de 1823 ; Corregedor de Valença, por Carta de 2 de Dezembro de 1830, tomando posse 
em 22 de Junho de 1831. M. a 7 d'Agosto de 1844 no Paço Episcopal de Braga, e foi sepul- 
tado na Coliegiada de Guimarães ; tendo casado a 7 de Fevereiro de 1831 com D. Anna 
Margarida de Freitas do Amaral e xMello, filha de José de Freitas do Amaral, Morgado de 
Sezim, e outros, e de sua mulher D. Antónia da Silva de Souto e Freitas, que m. a 18 de 
Abril de 1845. 

!.<> D. Brigída ÂnGcsTA oe Mello Sampaio. — Nasc. a 26 de Dezembro de 1831; casoa a 31 de 
Março de 1802 com Francisco Leite de Abrea BaceUar, que m. a 12 de Março de 1865, fílbo 
de António Leite Lopo de MeireUes, e de soa muiber D. Anna Jalia Coelbo BaceUar, natural 
de Cabeceira de Basto. 

FILHO 
Luiz. — Nasc. a . . . 

2.0 D. Antónia Margarida ob Mbllo Sampaio. — Nasc. a 16 de Novembro de 1834 ; ca- 
sou a 16 de Julho de 1881 com Ventura Malheiro Reymão Telles de Menezes e Sá, 
filho de Ventura Malheiro Reymão Telles de Menezes e de sua mulher D. Maria Cân- 
dida do Patrocínio de Sá Pinto de Mendonça, da Casa da Praça de Vianna do Castello. 
— Sem geração. 

Z." O 1.° Barão de Pombeiro de Riba-Vizella. (Y. acimaj. 

4.° D. Anna Amália de Mbllo Sampaio. — Nasc. a 28 de Março de 1840, e m. na Povoa de 
Varzim, tolteirai a 16 d'Outubro de 1848 ; sepultada na Coliegiada de Guimarães. 

SEUS AvOS 

João Filippe de Mello Pereira de Sampaio, nasc. a 13 d'Abril de 1736, e succedeu 
na Casa de seus pães e avós, por haver fallecido seu irmão mais velho sem successão. M. a 14 
d'Agosto de 179o, tendo casado a 13 d'Oulubro de 1779, com D. Brígida Maria de Barboza e 
Lima, que nasc. a o de Novembro de 1760, e ra. a 17 d'Agosto de 1837, filha do Desem- 
bargador Luiz Caetano de Barbosa e Lima, e de sua mulher D. Maria Thereza Joanna de 
Magalhães Abreu, oriunda da Casa da Torre de Villa-Boa, freguezia de Joanne, concelho 
de Famalicão. 

i.° D. Maria Satornina Francisca. — Nasc. a 29 de Novembro de 1780; casoa em Évora 
com seu primo Álvaro Ferreira de Carvaibo, que m. em Évora, em Novembro de 
1855. » 



FILHOS 
1.0 Francisco. ) 
2.° Paulo. \ m. solteiros. ' 

3." D. Francisca. ) 
4.° D. Maria Brígida, que casoa em Yianna, com sca primo Autonio CoeUio. 



2.0 D. Francisca Sabina. — Nasc. a 28 d'Oninbro de 1782. 

3.» Paulo Jandario. — Nasc. a 19 de Setembro de 1783 ; Moço Fidalgo com exercício por Al- 
vará de 8 de Março de 1796; Coronel do Regimento de Milícias de Barcellos ; Caval- 
leiro Professo na Ordem de Christo. M. solteiro em Barcellos a 18 de Maio de 1812, e 
sepullou-se na Capella de S. João Baptista da Coliegiada da mesma villa 

4.0 D. Anna Thomazia. —Nasc. a 7 de Março de 1787. 

5.0 D. Anto.ma Joanna. —Nasc. a 26 de Julho de 1788 ; casou a 9 de Agosto de i812 com 
João José d'Almeida Cardoso do Valle Mexia, natural de Arraiolos. 



302 famílias titulares POM 

FILHOS 
I.» Martim Affonso. 

2.* D. IZABEL. 

3.° D. Brígida. 

4.<* D. JOANNA DO CaRUO. 

5." Joio. 

6.» D. JoANNA. — Nasc. a 17 de Outubro de 1789. 

7.° D. LcizA IziDORA. — Nasc. a 2 de Janeiro de 1791. 

8.» Luiz. — Nasc. a 3 de Fevereiro de 1792, e m. a 11 de Maio de 1793. 

9.° Joio LE Mello Pereira de Sampaio. — Succesor da Casa por morte de seus irmios. (V. 
acima). 

10. •* Loiz DE Mello Pereira de Sampaio. — Nasc. a 2 de Novembro de 1794; Bacharel for- 
mado em Cânones : Moço Fidalgo por Alvará de 8 de Maio de 1796 ; Cavalleiro Professo 
na Grdem de Cbrislo, por Carta de 8 d'Abril de 1815 ; Cónego da Collegiada de Guima- 
rães, pela renuncia de seu tio Paulo de Mello c desistência de seu irmão João de Mello 
em 23 de Fevereiro de 1819 ; Cavalleiro da Ordem da Conceição por Alvará de 20 de 
Dezembro de 1825; Agraciado com o tractamento de Senhoria por Alvará de 11 
d'Agosto de 1825. 

BISAVÓS 

Paulo Luiz de Mello Pereira e Sampaio, nasc. a l de Junho de 1703 na villa da 
Barca : Sr. da Quinta e Paço Solar do Paço do Pombeiro ; Morgado de Sevadâo ; Moço 
Fidalgo com exercício; Capilão-mór de Guimarães. M. a 7 de Janeiro de 1761, tendo ca- 
sado cora D. Francisca Bernardina da Silva Leite, que nasc. a 4 d'Outubro de 1714, e m. 
a 2 de Janeiro de 1783, filha única e herdeira de Feliciano da Silva Machado Leite, Ca- 
valleiro Professo na Ordem de Christo, e de sua mulher D. Maria Thereza da Silva Ribeiro. 

l.* D. Anna Maria Izabel de Mello Pereira Sampaio. — Nasc. a 8 de Novembro de 1732 ; ca- 
sada com Vicente Pinheiro Lobo da Guerra, Sr. do Morgado e Casa de Pindella, hoje 
representada pelos actuaes Viscondes de Pindella, que nasc. a 2 de Fevereiro de 1753. — 
Com geração. 

2." D. Josepha Sebastiana de Uello Pereira de Sampaio. — Nasc. a 20 de Janeiro de 1734 ; 
Casada em Oliveira de Azeméis, com Domingos Manuel de Albergaria e Vasconcellos, 
Capilão-mór da Villa da Feira, que m. a 17 de Dezembro de 1755. — Sem geração. 

3.» Joio FiLipPE DE Mello Pereira de Sampaio. — (V. acima). 

4.° D. Catharina Joaqdina de Mello — Nasc a 6 d'Agosto de 1739, e m. a 18 de Outubro 
de 1809, tendo casado a 3 de Novembro de 1773 com Diogo da Cunha Souto Maior, 
natural de Villa-Viçosa ; Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro Professo na Ordem de 
Christo ; Familiar do Santo Oílioio ; Brigadeiro de Cavallaria ; Commandante do Regi- 
mento d'Evora. — Sem geração. 

8.» D. Antónia Margarida de Mello Pereira Sampaio. — Nasc. a 10 de Junho de 1747, c ca- 
sou a 28 d'Agoslo de 1770 ^com Francisco José Jacomo Ferreira de Carvalho, natural 
de Évora ; Fidalgo da Casa' Keal ; Cavalleiro Professo na Ordem de Christo ; Familiar 
do Santo OflBcio; Mestre e Indendente das Caudelarias. — Com geração. 

e.o D. Maria Joanna de Mello Pereira Sampaio.— Nasc. a 20 de Abril de 1750, e casou a 
16 de Maio de 1774 com António Pereira da Cunha, natural de Paredes de Coura, 
Fidalgo da Casa Real ; Capitâo-mór de Coura. — Com geração. 

7.» D. Francisca Rita de Mello Pereira Sampaio. — Nasc. a 9 de Junho de 1754, e casou 
a 8 de Setembro de 1776 com Fernando Lobo de Villas Boas, natural de Vianna, Sr. 
da Gasa de Leiras em Caminha. — Com geração. 

8.» Padlo oe Mello Pereira Sampaio.— Nasc. a 24 de Fevereiro de 1756; Moço Fidalgo 
por Alvará de 21 de Maio de 177S ; Cónego da Collegiada de Guimarães; Cavalleiro 
de Christo por graça feita a todo o Cabido de Guimaries a 21 d'Outubro de 1814. 
M. a 6 de Setembro de 1838. 

TERCEIROS AVÓS 

João de Mello Pereira e Sampaio, Moço Fidalgo com exercicio ; Cavalleiro Professo 
na Ordem de Christo ; Sr. da Quinta e Casa do Solai* de Pombeiro : casou a 10 de Ju- 
nho de 1699, com D. Anna Maria de Castro Rego, filha herdeira de Gaspar de Góes de 



POM E GRANDES DE PORTUGAL 303 

Castro, Governador de Caslro Laboreiro, e de sua mulher D. Ventura da Costa Calheiros, 
natural de Ponte de Lima. fiXíHOS 

l." Paulo Luiz de Mello Pereira b Sampaio. — (F. aeima). 

i," D. Anna de Mello e Sampaio. — Mulher de Miguel Carlos Villas Boas de Lima e Araújo. — 
Com geração. 

OtJARTOS AVOS 

Paulo de Mello Pereira de Sampaio, Sr. da mencionada Casa, e Fidalgo da Casa Real: 
casado com D. Francisca d'Almeida Jacomo, filha de Diogo Rodrigues d'Almeida e de sua 
mulher D. Leonor Lopes Jacomo, dos Rochas de Vianna. 

!.• João de Mello Pereira b Sampaio. — (K. acima). 

i." Diogo de Mello Pereira. — Que foi aleijado de ambos os pés. 

3.» D. Leonor dk Mello. — Terceira mulher de João Gomes d'Abren, da Casa de Anquilo. 

4.» D. Antónia de Mello. — Segunda mulher de António de Abreu de Lima, filho do sobre- 
dito João Gomes d'Abreu. 

5.0 D. JosEPHA de Mello. — Mulher de José de Freitas do Amaral, filho de Dionixio do Ama- 
ral de Freitas, natural de Guimarães. 

6." D. Gatharina de Mello. — Mulher de António Ferreira da Maia de Aievedo, que herdou 
o Morgado dos Machados, por morte de seu irmão mais relho Pedro Machado de Mi- 
randa. 

7.° D. Archanja de Mello. — Casada a 15 de Dezembro de 1699, em Amarante, com Fernão 
de Magalhães e Menezes, Sr. da Quinta e Morgado de Alrellos, filho de Manoel de Ma- 
galhães e de sua mulher D. Mana de Azevedo. 

8.<* D. Francisca de Mello. — Casada perto de Coimbra com Belchior Carneiro Souto Maior. 

QUINTOS AVOS 

Filippe de Mello Pereira e Sampaio, casado com D. Catharina de Mello, filha de Pedro 
de Mello d'Alvim, e de sua mulher D. Catharina Pinto de Mello, Srs. do Morgado de Ervededo. 

1.° Paolo db Mello Pereira de Sampaio. — (K. aeima). 

2.° D. Maria de Mello. — Mulher de Martim da Rocha de Almeida, irmão de D. Francisca de 

Almeida Jacomo. (F. acima). 

SEXTOS AVOS 

João de Mello Pereira de Sampaio, casado com D. Antónia da Fonseca, filha de João 
da Fonseca de Brito e de sua mulher D. Izabel de Sousa. 

IFIXiHOS 

i.° Filippe de Mello Pereira de Sampaio. — (F. acima). 

2.° Luiz Pereira de Mello. — Viveu em Pombeiro, e casou em Barcellos com D. Maria de 

Azevedo, filha de Francisco da Costa Homem, e de sua mulher D. Leonor de Sonsa.— 

Sem geração^ mas teve muitot filhot battardos. 
3.* Joio DE Mello Pereira. — Teve de uma mulher, a quem recebeu á hora da morte, a 

Bento de Mello. 
4.* António de Mello Pereira. — Que foi Beneficiado e teve muitos filhos bastardos. 
S." D. Anna de Mello. ) c. • w n j n • 

6.» D. Maru de Mello. ] *^'''"' ""^ ^*"' ^^ ^*'*''°- 

CREAÇÃO DO TITULO 

BakIo.— Decreto de 11 d'ÁbriI de 1851. 

Brazão d' Armas. — Escudo esqnartellado ; no primeiro quartel as armas dos Mellos ; 
no segando as dos Sampaios ; no terceiro as dos Freitas, e no quarto as dos Ãmaraes. 

Resiuencia — Guimarães, Largo do Carmo. 



304 



famílias titulares 



PON 




PONTA DELGADA (Marqueza de). — D. Leonor da Camará, 1." Marqueza de Ponla 
Delgada, nasc. a 30 de Maio de 1781 ; era Daraa da Rainha D. Carlota, quando foi cha- 
mada para o serviço da Sr." D. Maria ii, então em Inglaterra, para o qual íim empre- 
hendeu e executou a arriscada erapreza de sahir furtivamente do Reino a 8 de Fevereiro 
de 1829; entrando no serviço effectivo da dita Sr." em. 10 de Março, acompanhou-a ao 
Rio de Janeiro, França, Inglaterra, e a Lisboa até 24 de Novembro de 1833, anno em que 
foi agraciada com a Ordem de Santa Izabel, e mais uma pensão, que não quiz acceitar. 
Pelos serviços que prestou, reunidas ás mui singulares provas que manifestou sempre de 
leal e desinteressado amor a Sua Magestade a Rainha, foi agraciada cora o titulo de Mar- 
queza em duas vidas, para ser verificada a segunda, de juro e herdade, em seu sobrinho 
o Conde da Ribeira Grande. 

SEUS PAES 

Dom Luiz António José Maria da Camará, 6.*» Conde da Ribeira Grande, 10." Alcaide- 
mór do Castello de S. Rraz da cidade de Ponta Delgada, na Ilha de S. Miguel ; Caval- 
leiro da Ordem de Christo : nasc. a 10 de Fevereiro de 1754 ; succedeu á Casa de sua 
mãe a 2 de Março de 1782, em. a 26 de Março de 1802, tendo casado Ires vezes, a 
primeira a 16 de Fevereiro de 1772 com D. Margarida Rita da Cunha, que nasc. a 7 
d'Abril de 1745, e m. a 22 de Março de 1777, 6." filha dos 5."* Condes de S. Vicente: 
a segunda a 21 de Novembro de 1778 cora D. Maria Rita d'Almeida, que nasc. a 8 de 
Dezembro de 1751, e m. a 19 de Novembro de 1786,- 2." filha dos 2.°' Marquezes de 
Alorna: e a terceira vez, a 8 de Junho de 1788 cora D. Francisca Telles da Silva, que 
nasc. a 17 de Setembro de 1766, e m. a 21 de Dezembro de 1796, 7." filha dos 2." Mar- 
quezes de Penalva, etc. 

l.<» D. Leonor. — 1.» Marqueza de Ponta Delgada. {V. acima). 

2.<» Dom José Maria.— Foi Conde da Ribeira Grande: nasc. a 2 de Dezembro de 1784, e m. a. . . 

IFUiilOS IDO 3.0 3id:-ô.a?iaia^02:TIO 

3.«» Dom Manoel Maria. — Condecorado com a Craz de Ouro das Campanhas da Guerra 
Peninsular ; Coronel de Cavallaria ; Vice-Rei da índia: nasc. a iO de Maio de 1789, 



PON 



E GRANDES DE PORTUGAL 



305 



e m. em Goa a 16 de Novenibro de 1825, lendo casado a 7 de Fevereiro de 1813 
COO) D. Maria Thereza José de Mello, mais tarde Baroneza de Sabrozo, pelo seu segundo 
casamento que nasc. a 8 de Novembro de 1795, filha dos 2.°» Marquezes de Sabu- 
goza. (V. Sabrozo). 

FILHAS 

1." D. Maria Leonor. — Nasc. 1 de Novembro de 1815, e casou em Setembro 
de 1830 com Manuel Guedes da Silva da Fonseca Meirelles de Carva- 
lho, Sr. do Morgado de Avelleda ; Moço Fidalgo ; Tenente-Coronel das 
exlincias Milícias ; filho de José Anastácio da Silva da Fonseca, Moçu 
Fidalgo ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Coronel de Milícias, e de 
sua mulher D. Joanna de Meirelles Guedes de Carvalho, Sr." do dito 
Morgado. — Com geração. 

2.» D. Francisca.— Nasc. a 28 de Agosto de 1817. 

3.* D. Joanna.— Nasc. a 29 de Junho de 1820. 

4.* D. Joanna. — Religiosa no Convento das Celezias, que nasc. a 5 de Novembro de 
1790, e m. a... 

5.0 D. Ldiz Maria. — Commendador das Ordens de Christo. e de Ernesto Pio da Saxonia ; 
Official di de Leopoldo i da Bélgica ; Cavalleiro da de S. Leopoldo d'Auslria ; Con- 
decorado com a Cruz de distincção da Marinha Hespanhola ; 2.° Tenente da Armada 
Real ; Ministro resiJente nas cortes de Braxeilas e Sa&onia Cobargo-Gotla. Nasc. a 
2 de Setembro de 1793, e m. a... 

6." D. Francisca. — Nasc. a 4 de Novembro de 1794, e m. a 21 de Janeiro de 1819. 



Maiqubza 



CREAÇÂO DO TITULO 
Decreto de 25 de Janeiro de 1835. 



Krazão <l'A.i*inas.— Em campo verde, uma torre de prata sentada sobre um monte 
da sua côr com um corocheo ou cúpula d'onro, e uma cruz no remate, do mesmo metal, 
entre dois lobos de sua côr arrimados á torre. 




PONTE (Condessa da). — D. Maria Thereza de Sousa Botelho Mourão e Vasconcellos, 
8.' Condessa da Ponle pelo seu casamento. Nasc. a 8 de Janeiro de 1814 ; 2." filha dos 
1.°* Condes de Villa Real; casou a 8 de Janeiro de 1840. 

39 



306 FAMÍLIAS TITULARES |»0N 

VIUVA r>E 

João de Saldanlia da Gama Mello Torres Guedes de Brilo, 8.° Conde da Ponle, que 
nase. no Rio de Janeiro a 25 d'Agoslo de 1816, e foi Par do Reino por successão ; Gen- 
lil Homem da Casa Real, e Vedor da mesma Casa; Gran-Cruz da Ordero da Conceição; 
Gran-Cruz das Ordens da Águia Vermelha da Prússia, de S. IMauricio e de S. Lazaro, 
(la Coroa de líalia, de Leopoldo da Bélgica, de Carlos lu de Ilespanha, de Alberto o Va- 
loroso da Saxonia, da Corôà de Ferro d' Áustria, da Rosa, do Brazil, e Commendador 
(la Ordem de S. Fernando de Hespanha. M. a 27' de Junho de 1874. 

1." Manuel de Saldanha da Gama.^ — Nasceu a 3 de Novembro de i840, e casou a 18 de Se- 
tembro de J876 com D. Francisca Coutinho, filha de António Maria Coutinho Pereira 
de Seabra, filho dos Condes da Bahia, e de sua mulher D. Marianna de Almeida e Sil 
va, filha dos 1,"' Condes de Oliveira dos Arcos, D. Fernando António de Almeida e 
Silva Sanches de Baèna e Farinha de Sousa e Vasconcellos, e de sua mulher e 2.^ pri- 
ma D. Francisca de Paula Saldanha e Daun, irmã esta do 1"° Duque de Saldanha. 
{V. Oliveira dos Arcos). 

i." D. Thereza. - Nasc. a 9 d'Agosto de 1842, e casou a 10 de Fevereiro de 1866, com seu 
primo João Ferrão de Castello Branco, Moco Fidalgo com exercício, e Commendador 
da Ordem da Conceição. 

3." D. Maria Joaquina. — Nasc. a 27 de Junho de 1848, e casou a 2S d'Abril de 1865 com 
Agostinho de Ornellas de Vasconcellos Esmeraldo Iloiim de Moura, Par do Reino, 14." 
Sr. do Morgado do Caniço na Ilha da Madefra. — Sem geração. 
' 4.0 D. IiABEL Nasc. a 8 de Outubro de 1850. 

5° Alexandre. — Nasc. a 7 de Março de 1853, e m. a 2i de Junho de 1877. 

6.0 D. Maria Constança. — Nasc. a 23 de Novembro de 1858. 

SEUS P.AES 

Manuel de Saldanha da Gama Mello e Torres Guedes de Brilo, 7." Conde da Ponle ; 
7.° Sr. d'Assequins4 Par do Reino em 1826; Genlil-Homem da Camará do Sr. D. João vi ; 
Commendador da Ordem de Chrislo, Ministro e Secretario de Estado dos Negócios da 
Guerra em 1827 ; Coronel de Gavallaria. Nasc. a 1 de Março de 1797, e m. a 30 de 
Maio de 1832, lendo casado a 9 de Oulubro de 1815 com D. Joaquina de Castello Branco, 
ue nasceu a 8 d'Agoslo de 1795, 5." filha dos l."' Marquezes de Relias. 

1.0 João de Saldanha. — 8.'' Conde da Ponte. {V. aeima). 

2." D. Maria Rita. — Nasc. no Rio de Janeiro a 13 de Setembro de 1817, e casou em Paris 
a 2 de Junho de 1838 com João de Carvalho Martens da Silva Ferrão, Moço Fidalgo 
com exercício ; Commendador da Ordem de Christo, e Desembargador do Porto, e de 
sua !.■ mulher D. Maria José Cárdia. 

FILHOS 

l.<> Joio FerrXo. — Casado com sua prima D. Thereza Saldanha da Gama. 

(K. acima), 
2.0 D. Maria José.— Condessa do Rio Pardo. 

■ 3.° D. Maria Constança. — Marqueza de Niza pelo sen casamento : nasc. no Rio de Janeiro. 

4.0 José.— Nasc. a 17 de Junho de 1819. 

5.0 Manuel Saldanha da Gama. — Nasc. no Rio de Janeiro a 8 de Setembro de 1820 ; Ma- 
jor de Cavallarià, e depois Cônsul de Portugal na Bahia (Brazil). M. em Lisboa a 19 
de Abril de 1875, tendo casado com D. Helena Pezerat, filha de José Pierre Pezeral 
(francez) engenheiro da Gamara Municipal de Lisboa, e de sua mulher D. Maria Luísa 
Ballly, e nela do Barão de Precy. 



PQN E GRANDES DE PORTUGAL 3 07 

FILHOS 

1.0 Josà DE Saldanha da Gama. 

2.0 D. Maria Lciza de Saldanha da Gama. — Viscondessa de Marinho, por ler 
casado na Bahia em 1867 com o Visc&nde de Marinho, António Pereira 
Marinho, que na^c. a 9 de Novembro de 1840, filho do Conde de Pe- 
reira Marinho. (K. Pereira Marinho.) 

3.' Alexandre de Sal ianda da Gama. 

4.0 D. Clara Lcisa r>B Saldanha da Gama. 

6.° D. .Mabunna. — Nasc. em Paris a 10 de Agosto de 1823, e m. em Campolide (Lisboa) a 
SO dOatabro de 1820. 

SEUS AVOS 

João de Saldanha da Gama Mello Torres Guedes de Brito, 6." Conde da Ponte. Nasc. 
a 4 de Dezembro de 1773 ; 6." Sr. de Assequins ; Commendador da Ordem de Christo ; 
Governador e Capilão-General d.i íí^diia ; Major de Cavallana ; teve a Honra de hospe- 
dar a Família Real, quando chegou á cidade da Bahia em 21 de Janeiro de 1808 ; succe- 
deu no Titulo e Senhorio etc, a sua prima, (D. Leonor de Saldanha Mascarenhas .Mello 
e Torres, o.' Condessa da Ponte, 5." Sr.' de Assequins, que havia casado a 18 de Ju- 
nho de 17.'i8 cora José António de Sousa Saldanha .Menezes e Castro, o." Conde da Pon- 
le ; Gentil Homem da Camará da Rainha D. .Maria i ; Mordomo-mór de El-Rei D. Pedro iii'; 
Hrigadeiro-Chefe do Regimento de Peniche; que morreu já viuvo a 2a de Maio de 
1785); como também succedeu o dicto 6.° Conde no Engenho de Assucar de Accupe e 
mais bens, na Capitania da Bahia, a seu pae. M. no Governo da Bahia a 24 de .Maio de 
1809, tendo casado a 10 de .Maio de 179»l com D. Maria Constança de Saldanha Oliveira 
e Daun, que nasc. a 21 de Junho de 1775, e m. no Rio de Janeiro em 1833, 1.' filha 
dos 1." Condes de Rio Maior. (V. Saldanha). 

1.0 Maxoel SALDA.NHA DA Gama Mello e Torres Gobdes DE Brito. — 7." Coode da Ponte. 
{V. acima). 

2.» D. Maria Amália.— 2.» Viscondessa de Santarém, nasc. a 20 de Fevereiro de 1798. (K. 
Santarém). 

3." Joio. — Nasc a 23 de Outubro de 1799, e m. no Rio de Janeiro em 1822. 

4.0 Loiz. — 1." Martfaez e 1.» Visconde de Tabuaté, no Brazil ; Grande do Império; Veador 
de SS. Á.\. lmp'-riaes ; Commendador da Ordem de Christo ; Enviado Extraordinário e 
Ministro Plenipotenciário, em S. Petersbourg ; nasc. a 6 de Janeiro de 1801, e m. em Pa- 
ris em Dezembro de 1837, lendo casado com D. Sophia Barn, que nasc. a 19 de Jlo- 
Tembro de 1^16. 

FILHA 

D. Maria Constança..— Nasc. a 11 de Outubro de 1830. 

o.o D. Francisca. — Condessa da Lonzã, nasc. a 17 de Dezembro de 1802. 

6. o Francisco. — Nasc. a 13 de Janeiro de 1804, e casou a 24 de Fevereiro de 1829 com D. Ma- 
ria Carlota Mariath, que nasc. a 28 d'Ab'ril de 1811, 3.» filha de Guilherme Mariath, Ca- 
valleiro da Ordem de S. Bento d'Aviz,. e da Torre e Espada, Capitão de Mar e Guer- 
ra da Armada Real, e de D. Luiza Albertina Rosa Diniz. 

FILHOS 

1.0 D. Maria Goxstança.— Npsc. a 24 de Março de 1831. 

2.* João Carlos.— Nasc. a 16 de Dezembro de 1832. 

3.^ D. Maria da Conceiçío. — Nasc. a 3 de Fevereiro de 1834. 

4." D. Francisca Guilhermina. — Nasc. a 22 de Novembro ds 1837. 

7." D. Leonor. — Nasc. a !3 de Janeiro de 1805, e casou com seu primo José Maria C>rrèa de 
Sá. {V. Asseea). 



308 FAMILIAS TITULARES - PQN 

8.0 António. — Nasc. na Bahia em J806; Gentil-Homem da Gamara do Imperador do Brasil ; 
Gommendador da Ordem de Chrislo ; Gavalleiro da da Rosa ; Ajudante de Ordens do 
Imperador D. Pedro i ; Tenente de Caçadores. Casou duas vezes, a primeira em Novem- 
bro de ISSsS com D. Constança Smissaert Pinlo Caldas (irmã da Marqueza de Canta Gallo), 
que nasc. a 26 de Junho de i807, e m. a 17 de Dezembro de 1831 ; 1.» filha de José 
Pereira Caldas, e de D. Constança Smissaert, que depois de viuva foi casada com Rodrigo 
Pinto Guedes, Barão do Rio do Prata, Grande do Império ; Gran Cruz da Torre e Es- 
pada ; Almirante da Armada Imperial ; e a segunda vez com D. Anna Dorothea de Brito. 

FILHA DO 1.» MATRIMONIO 
D. Constança Izabkl. — Nasc. a 5 de Outubro de 1831. 
.9.° Josi. — Nasc. na Bahia em 1808 ; Gentil-Homem da Gamara do Imperador do Brazii. 

Manuel de Saldanha da Gama, nasc. a 21 de Fevereiro de 1715; casou duas vezes, e 
do 2." matrimonio leve a successão que, n'esle artigo e no do Conde de Pòrlo Santo, de 
quem foi pae, fica enunciada. (V. Porto Santo). 

CREAÇÃO DO TITULO 
Conde— Carta de lo de Maio de 1661. 
Senhorio — Carla de 20 de Dezembro de 1662. 

Brazão d*A.rmas.— Escudo esqnartellado ; no primeiro quartel as armas dos Sal- 
danhas, no segundo as dos Gamas, no terceiro as dos Mellos, e no quarto as dos Torres. — Tim- 
bre dos Saldanhas. 

Residência — O antigo Palácio a Santo Amaro. 




PONTE DA BARCA (Visconde da).— Fernando Luiz Pereira de Vasconceiios, 2." 
Visconde da Ponte da Barca. Nasc. a 6 d'Agoslo de 1843 ; Commendador da Ordem da 
Conceição, etc. 

N. B. 0'este titular não obtivemos particulares noticias. 

SEUS PAJÉS 

Jerónimo Pereira de Vasconceiios, 1." Visconde, e 1.° Barão da Ponte da Barca. 
Nasc. em Villa Rica, provincia de Minas Geraes (Brazii) a 31 de Julho de 1788 ; Ministro 
d'Estado Honorário ; do Conselho de Sua Magestade ; Marechal de Campo, reformado ; Com- 
mendador das Ordens d'Aviz, e da Torre e Espada ; Gran Cruz da de Izabel a Catholica, de 
Hespanha ; Condecorado com a Cruz de Ouro da Guerra de Montevideu, e com a das 4 
Campanhas da Guerra Peninsular ; Deputado da Nação, etc. 

D'este benemérito militar e homem de Estado, convém especificar alguns feitos, da 
sua carreira das armas. Na batalha dos Arapilles, o"U de Salamanca, apprehendeu uma 
Águia do Regimento francez n.° 12, pelo que foi elogiado por Lord Beresford, na ordem 
do dia de 25 d'Agosto de 1812, e n'esse mesmo anno, na retirada de Burgos, sendo Capi- 
tão Commandante do Batalhão de Caçadores n.** 12, mereceu toda a approvoção e louvor 
do Marechal de Campo Maley Power, Commandante da sua brigada, etc. Depois pela sua 



PON E GRANDES DE PORTUGAL 309 

conducla em frenle do inimigo, na guerra de Montevideu, foi lambem elogiado nas ordens 
do dia de 19 de Novembro de 1816, 2 de iMarço, 13 e 20 de iMaio, 18 de Julho, 29 de 
Setembro e 2 de Novembro de 1823. Por ordem do Comraandanle em Chefe foi encarre- 
gado d'organisar, instruir e disciplinar dous corpos em Montevideu, pelo que mereceu dos 
seus superiores o maior louv^or. Commandou ali a Brigada de Libertos d'EI-Rei, até tomar 
o Comraando do 2." Regimento d'Infanleria, que conservou até 27 de Setembro de 1824, 
em que foi despachado Coronel do Regimento d'lnfanteria n." 16 de Portugal. Foi eleito 
Deputado da Nação em 1840 e 1852 ; Commandante da 2." Divisão Militar, em 1847 ; 
Ministro da Guerra, n'este mesmo anno; Governador Civil do dislriclo de Coimbra, em 
tlns de 1847 até 1849. M. a 21 de Janeiro de 1875. 

Sobre a vida do Visconde da Ponte da Barca, accrescenla o sr. Pinheiro Chagas, 
no seu Diccionarto Popular mais alguns factos, além dos que deixamos apontados, que 
vale muito a pena cotejar. (V. Diccionario Popular, vol. X pag. 460). 

Casou em Lisboa a 14 de Março de 1840 com D. Maria Leonor Pereira de Vas- 
concellos Pires Monteiro Bandeira, que falleceu a 25 de Março de 1889 com 71 
annos, na Figueira da Foz, filha de Domingos Pires Monteiro Bandeira, Cavalleiro Professo 
na Ordem de Christo, e Fidalgo Cavalleiro por Alvará de 26 de Março de 1778, e de 
sua mulher D. Maria Josepha Pinto, ambos naturacs da cidade de Lisboa. Domingos Pires 
Monteiro Bandeira, era filho legitimo de Domingos Pires Bandeira, Cavalleiro Professo 
na Ordem de Christo, e Escrivão da Camará no Despacho da Mesa da Consciência e Ordens. 

FILHOS 

1.0 D. JosEPHiNA. — Nasc. a 14 d'Agoslo de 1841, e m. a 21 de Fevereiro de 1846*. 

2." Febnando Luiz Pereira db Yasconckllos. — 2." Visconde da Ponte da Barca. (K. aeima). 

3." D. Maria Leonor. — Nasc. a 14 de Março de 1845. 

4.» D. DioGOi.icA Maria. — Nasc. a 16 de FcTereiro de 1849. 

5.« D. Maria do Carmo. — Nasc. a 28 de Maio de 1851. 

6.» Jerónimo. — Nasc. a 22 de Junho de 1832. 

7.» Hhnrique.— Nasc. a 11 de Março de 1856, e m. a 12 de Dezembro de 1859. 

8.* D. Maria âmslia. — Nasc. a 7 de Junho de 1860, e m. a 30 de Janbo de 1861. 

SEUS AVOS 

Diogo Pereira Ribeiro de Vasconcellos. Nasc. na cidade do Porto em 1758; Bacha- 
rel em Direito peia Universidade de Coimbra, seguiu a Magistratura e foi destinclo juris- 
consulto e litterato. Seguiu para o Brazil e exei'ceu lá, por muitos annos, a judicatura, até 
que m. a 28 de Fevereiro de 1815, tendo casado na cidade de Marianna, província de 
Minas (BrazilJ com D. Maria do Carmo de Sousa Barradas, que nasc. em Marianna a 23 de 
Novembro de 1771, em. a 3 de Março de 1841 ; era irmã, e foi herdeira do Conselheiro 
de Estado Dr. Fernando Luiz de Sousa Barradas Cardoso e Silva \ e do Dr. Bernardo 



* Fernando Luiz de Sousa Barradas, formou-se em Leis pela Universidade de Coimbra, entrando mais tarde 
"3 casa da Supplicaçâo ; serviu o logar de Conservador da dita Universidade, e quando, depois da Revolução de 
1820, as Cortes tractaram de eleger Secretários para as diversas repartições da Regência, m Barradas escolhido, 
em sessão de 29 de Janeiro de 1821, para a Secretaria dos >egocios da' Justiça ; allegando o seu mau estado de 
saúde foi-lhe concedida escusa em 19 de Fevereiro, e eleito para o substituir 'Joaquim Pedro Gomes de Oliveira. 
Tendo sido nomeado para differentes commissões, taes como a Reforma dos Foraes e da que devia tomar conhe- 
cimento dos successos de 30 d'Ahril de 182Í, foi depois, em 15 de Janeiro do anno segumte, chamado por D. João vi 
para o Ministério que então se formou, e que ficou vulgarmente conhecido pela denominação do Ministério Lacerda- 
Barradas, por serem estes os appellidos dos dois Ministros mais influentes. Tendo cahid'o este Gabinete no 1." de 
Agosto de 1826, depois do juramento da Carta Constitucional, foi Barradas exonerado, mas conservou ainda por al- 
gun> tempo a pasta, porque Pedro de Mello Breyner, que foi o novo Ministro da Justiça, estava fora de Portugal. 

Tendo sido preso no 1.» de Julho de 1828 e levado para a Torre do Bugio, foi *em Outubro seguinte Irans- 
lerido para a Praça de S. Julião da Barra, onde passou as torturas e incommodos que soffreram todos os seus cor- 
religionários em tão calamitosos tempos : M. a 23 de Janeiro de 1841. 



310 FAiMlUAS TITUL ARIAS . PON 

de Sonsa Barradas, ambos naluraes de Minas Geraes e lodos Ires filhos do Dr. João Barradas, 
lambem nalural da cidade de Marianna, em Minas Geraes, e de sua raullier D, Jãcinlha 
Maria da Fonseca Tavarede e Silva, nalural de Portugal e baplisada na viila de Verride. 

IFIXiHIOS 

1.0 D. Maria do Carmo.— Nasc. em VilIa Rica (Brazil) a 28 d' Abril de 1787, ô m. a 19 d'Abril 
de 1849, lendo casado em 1806 com Filippe Joaquim da Cunha e Castro, TeneiUe-Coro- 
nel de Cavallaria, que m. a 26 de Janeiro de 1841. — Com geração. 

2." Jerónimo Pereira de Vasco.ncellos. — i.» Visconde e 1." Barão da Ponte da Barca. — {V. 
acima). 

3.0 D. Anna Rosa. — Nasc. a 26 de Janeiro de 1790, e casou em 1809 com Francisco Joaquim 
da Cunha e Castro, OfBcial de Cavallaria : ambos fallecidos. — Com gerdçâo. 

i"" Diogo. — Nasc. a 16 de Março de 179i, e m. em 22 de Abril de 1824. Seguiu a carreira militar. 

5." BERNARDO Pereira de Vasconcellos. — Nasc. em Villa Rica, hoje cidade de Ouro Preto, 
a 27 d'AgOíto de 179o. Dotado de viva comprehensão foi por seus pacs destinado, 
des'de logo, á carreira dos estudos, e mandado para Portugal aos 12 annos de edade 
para, sob a direcção de pessoas de alta posição de sua família, aproveitar as lições 
mais apuradas nas aulas da metrepole, do que o poderiam ser nas da colónia. Corria 
infeliz o anno de 1807 ; os acontecimentos políticos embaraçaram a realisação das 
intenções paternas : o navio que levava o menino estudante foi aprisionado e dirigido 
para Inglaterra ; Portugal estava então occupado pelas armas do soberbo Bonaparte, 
e a França subjugada pelas suas constantes guerras com a pátria de Pitl, ou antes 
com a Europa inteira. Da Inglaterra teve de regre>sar para o Brazil e ahi concluir 
os seus estudos preparatórios. S^ guindo outra vez para Portugal, em 1813, "matricu- 
lou-se nas aulas de Direito da Universidade de Coimbra, frequentando-as com a maior 
distincção e sahindb emfim em 1818 com o grau de Bacharel formado. Na com- 
panhia de seus- tios maternos conservou-se um anno em Lisboa para completar os 
seus estudos jurídicos ; só em 1820 regressou á pátria. F.ncetando a advocacia, passou 
a seguir a magistratura, sendo despachado Juiz de Fora, de Garatinguelá, na provín- 
cia de S. Paulo ; d'ahi obteve nomeação de Desembargador da cidade do Maranhão. 
A esse tempo agilava-se o paiz : a revolução da Independência, a convocação da Cons- 
tituinte, seus debates, suas luctas, sua dissolução, tinham successido, sem que ao 
distincto joven coubesse n'esse8 primeiros ensaios da vida politica do paiz grande 
papel. Proclamada, porém, a constituição e convocada a primeira assemblêa legisla- 
tiva, Bernardo Pereira de Vasconcellos, eleito entre os representantes da província 
de Minas, veiu senlar-se n'esse recinto de que não devia mais arredar-se, sem embargo 
de todas as vicissitudes dos tempos, até que fosse occupar a cadeira vitalícia de Senador. 
Então começou a vida politica d*esse homem, cuja falta ainda hoje todos lamentam. 
Bom senso n'esse grau tão apurado que é quasi génio, amor ao estudo, facilidade de con- 
cenlrar-se na mais profunda atlenção, força de iniciativa para descobrir a solução das 
complicações, vastidão de conhecimentos, sempre augmeniada por iniefe.sso estudo de 
todas as hotas, tornaram esse homem, o que os contemporâneos presenciaram, o que 
a post*"ridade, consultando o monumento das leis poi elle elaboradas, os annaes 
do parlamento brazileiro e os registros do Conselho de Estado, ha-de por certo admirar. 
Cora taes dotes, entran lo na vida publica, Vasconcellos alislou-se necessariamente entre esses 
deputados brazileiros e liberaes que, em opposição ao Governo, procuravam dar ao 
paiz a verdade do regimen constiiurional, e as instituições prometiidas pela constituição. 
D. Pedro chamou-o em 1828 pira o Ministério ; mas então o Regimen Parlamentar não era 
comprehendido no paiz ; entendia-se que o deputado liberal devia condemnar-se eter- 
namente á posição de adversário do Governo, nunca acceitar o poder. Por deferência 
aos seus amigos políticos, Vasconcellos teve de curvar-se a essa doutrina, e repellir 
o convite da coroa. Pela revolução de 7 d'Abril de, 1831, òs liberaes vencedores, 
acceilaram emfim a posição que desde 1828 D. Pedro lhes havia offerecido. Vas- 
concellos, foi pois. Ministro da Fazenda do primeiro Ministério Liberal. Mal se compre- 
hende hoje os serviços prestados por esse egrcfrio varão. Em 1832 foi dissolvido esse 
ministério. Em 1834 tinha a Camará sido reunida com os poderes necessários para 
reformar a Constituição ; Vasconcellos foi encarregado dVssa reforma. Em 1835 mem- 
bro da primeira assemblêa Provincial Mineira : em 1836 e 1837 pelejou constante- 
mente na tribuna contra a politica do Regente Feijó, tendo este de renunciar o 
alto cargo que occnpava e entregal-o ao Senador Pedro de Araújo Lima, mais tarde, 
marquez de Olinda. Vasconcellos tomou a pasta da Justiça e interinamente a do Im- 
pério. Foi o Ministério de 19 de Setembro. Não é aqui logar ojjportuno para apreciar 
a acç&o e influencia d'esse tão fallado Ministério ; o que ninguém contestará é que se 
lhe deve o iriumpho do Regimen Parlamentar, o reconhecimento da condirçrio ('e 



FON E GRANDES DE PORTUGAL 311 

solidariedade no Gabinete, do appoio das maiorias, da disciplina das discassões. Não 
é menos certo que as ideias monarcbicas tanto tempo obliteradas, começaram a resur- 
gir nos espirites, e em publicas e offl iaes demonstrações. 
Seria longa a historia d'esse celebre EsiaJisla Brazilfiro se houvéssemos de seguir 
passo a passo todas as phases da sua gloriosa carreira politica. Ministro duas vezes, 
deputado em todas as legislaturas até que em 1838 entrasse para o Senado, Conse- 
lheiro de Estado desde a fundação, e condecorado em 1849 com. a Gran-Cruz do Cru- 
zeiro, havia anteriormente recebido de Sua SJagestade o Rei dos Francezes a Gran- 
Cruz da Logiãô de Honra, por ter sido o Plenipotenciário Brazileiro no tratado ma- 
iriaiODJal da Sr." Princeza D. Francisca com o Sr. Principe de Joinville, Nos últimos 
annos da soa existência a paralysia que o atormentava foi tomando um caracter 
mais grave, sem todavia conseguir quebrar a serenidade do seu espirito, a actividade 
do seu amor ao estudo, e do entranhado zelo pelo seu paiz. Mas não foi a paralysia 
que o levou ao tumulo no dia primeiro de 1850 ; foi a terrível febre amarella que 
n'esse anno assolou todo o paiz ! Jaz no cemitério de S. Francisco de Paula, e seu 
nome na historia e na grata recordação de todos os brazileiros. 

6.° FsRNANno Pereira db Vasconcbllos. — Nasc. na hoje cidade de Ouro Preto, a H de 
Maio de 1796. Estudou botânica, em cuja sciencia se tornou notável. Fundou e di- 
rigiu o Jardim Botânico de Minas Geraes. M. a 19 de Setembro de 1831, lendo casa- 
do com sua prima D. Valeriana Pereira de Vasconcellos. — Sem geração. 

7." Ô. Jacintha Carolina. — Nasc. a 4 de Junho de 1798; m. solteira. 

8.'» D. JoANNA Jacintha.— Nasc. a 31 de Janeiro de 1801, e m. a 21 de Setembro de 1847, 
tendo casado em 1821 com José Raymundo Alves Galé de Menezes, Official de Cavalla- 
ria, que m. em 1825. — Com geração. 

9.° D. Dior.DiNA Maria. — Nasc. a 2 de Dezembro de 1806, e casca com Jalien Charlemagne 

d'Vsmar. 
10.* João Diogo. — Nasc. a 18 de Maio de 1809 ; Presbytero do Habito de S. Pedro. 
11.* Francisco Diogo Pereira de Vasconcellos. — Nasc. como seus irmãos na cidade de Ouro 
Proto a 28 de Dezembro de 1812. Tomou o grau de Bacharel em Sciencias Sociaes 
e Jurídicas na Academia de S. Paulo (Brazil), foi em 1836 nomeado Juiz Municipal ; 
seguiu a carreira da .Magistratura, até que em 1840 foi eleito deputado Provincial de 
Minas; em 1842 deputado á Assembléa geral; em 1850 escolhido Senador; em 1857 
Ministro de Estado dos Negócios da Justiça, Presidente da Província de Minas e um 
dos oradores afamados do seu tempo. Teve as commendas de Christo e da Rosa, e 
m. em 1863, tendo casado com sua sobrinha D. Bernarda Malvina Pereira de Vascon- 
cellos, que m. em 1857. — Com geração. 

Jerónimo Pereira de Vasconcjellos, nalural da cidade do Porto, casado com D. Anna 
Jacintha das Neves, da mesma naturalidade. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde em doas vidas — Decreto de 12 de Outubro de 1847, 
Barão — Decreto de 16 de Dezembro de 1845. 
Visconde — (2.» vida) decreto de 14 de Março de i875. 

Residência — Na villa de Verride, districto de Coimbra. 




PONTE FERREIRA (Visconde de). — João Fernandes Tavares, 1.° Visconde de Ponte 
Ferreira. Nasc. no Rio de Janeiro a 27 de Dezembro de 1793; formado em Medicina 
pela Universidade de Coimbra ; Medico da Camará de Sua Magestade o Sr. D. Pedro i, 



312 FAMÍLIAS TITULARES PQN 

Imperador do Brazil, a quem acompanhou para a Europa em 1831, c com elle desembarcou 
no Perlo era 1832 ; foi era 1833 nomeado Physico-mór do Reino ; Conselheiro ; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real ; Coramendador da Ordem de Chrislo ; Cavaileiro das Ordens da 
Conceição, da Torre e Espada, e da do Cruzeiro, no Brazil. Regressou ao Rio de Ja- 
neiro depois da morle do 1.° Imperador do Brazil, a qual leve logar era 24 de Setembro 
de 1834. 

Escreveu e publicou varias obras, segundo a affirmação de I. Francisco da Silva, 
no seu Diccionario Btbliographico Porluguez, a pag. 568 do Tomo III. M. no Rio de 
Janeiro a 10 de Julho de 1874, lendo casado em 1826 com D. Joanna Soares Serpa, que 
nasc. a 8 de Novembro de 1810, filha de Vicente Profirio Soares de Serpa, e de I). Eme- 
ricianna Soares de Serpa. 

1." D. Joanna âuodsta. — Nasc. a 17 de Dezembro de 1827, e casou com António Leite 

Ribeiro. 
2.° Joio Pbocopio. — Nasc. a 20 de Setembro de 1830; Capilio de Cayallaria do exercito 

braziieiro, casado com D. Marinha de Medeiros Tavares. 
3.0 Joio Ldiz. — Nasc. a 20 d'Àbril de 1832; Major d'Infantería no exercito braziieiro; 

casado com D. Paalfna Jansen Muller. 

SS^US PAES 

Manuel Fernandes Tavares, casado com D. Francisca Rosa das Chagas. 

i^iIjUO TJisrico 

o l.<» Visconde de Ponte Ferreira. (7. acima). 

CREAÇÃO DO TITDLO 
Visconde — Decreto de 16 de Maio de 1872" 
Rbsidbncia — Rio de Janeiro. 




PONTE DE LIMA (Marquez de). — Dom José Maria Xavier de Lima Vasconcellos Brito 
Nogueira Telles da Silva. Nasc. na Praça d* Almeida a 12 de Novembro de 1807 ; 3.° Mar- 
quez de Ponte de Lima; 17." Visconde* de Villa Nova de Cerveira; 21." Sr. do Morgado 
de Soalbães ; 20." do de S. Lourenço de Lisboa, e dos da Casa de Mafra ; Par do Reino 
em 1826 ; Commendador da Ordem de Christo ; Cavalleiro da de Torre e Espada.. Fez as 
campanhas de 1827 e 1828 como Cadete do Regimento de Cavallaria numero 4, e as das 
Ilhas em 1831 ; serviu no Porto desde 1832 até 183.J no posto de Alferes de Cavallaria de 
que se demittiu. Suecedeu a seu pae a 5 de Fevereiro de 1822, e m. solteiro a 21 de De- 
zembro de 1877. 



PON E GRANDES DE PORTUGAL 31B 

SEUS t*AES 

Dora Tbomaz José Xavier de Lima Vasconcellos Brilo Nogueira Telles da Silva ; 2.° 
Marquez de Ponle de Lima ; 16.° Visconde de Viiia Nova da Cerveira ; 20.° Sr. do Mor- 
gado de Soalhães ; 19.° do de S. Lourenço, e dos da Casa de Mafra ; Gentil Homem da 
Camará da Rainha D. Maria i; Commendador da Ordem de Chrislo ; Capilão do exercito, 
e Coronel era França, onde militou. Nasc. a 12 de Outubro de 1779 ; succedeu a 
seu avô a 23 de Dezembro de 1800, e no titulo de Visconde a seu pae a 2 de Junho de 
1781. (Y. Mafra). M. a o de Fevereiro de 1822, tendo casado a 4 de Setembro de 1804 
com sua prima D. Helena José de Assis Mascarenhas, que nasc. a 21 de Fevereiro de 
1784, e m. a 10 d'Abril de 1846, filha dos 4.°* Condes de Óbidos. 

1.' o 3.' Marqnez de Ponle de Lima. (K. acima). 

%.*' D. Mabu Xavier oe Lima. — Nasc. a 12 de Novembro de 1808. e m. sem saccessão. 

3.» Dom João Xavieb.— Nasc. a 27 de Fevereiro de 1813, e m. a 27 de Junho de 1878. 

4.0 D. Anna Xavier.— Nasc. a 23 de Outubro de 1814, e m. em 1886. 

5.° D. Helena Xavier de Lima.— Nasc. a 3 de Dezembro de 1815, e m. a 6 de Junho de 1848 : 

casou a 2 de Julho de 1835 com o 4.<* Marquez de Castelio Melhor. (F. Catiello 

Melhor). 

SEUS A. VÓS 

Dom Thomaz Xavier de Lima Vasconcellos Brito Nogueira Telles da Silva. Nasc. a 
13 de Maio de 1734 ; 15.° Visconde de Viila Nova da Cerveira ; teve o Senhorio das ter- 
ras já enunciadas, e m. a 2 de Junho de 1781, tendo casado a 4 de Outubro de 1777 com 
D. Maria José de Assis Mascarenhas, que nasc. a 2 de Setembro de 1731, e m. a 15 de 
Março de 1823, 8." filha dos terceiros Condes de Óbidos. 

1.* o 2.» Marquez de Ponte de Lima. [Y. aeima). 

2.0 D. Helena Maria José.-r-Nasc. a 20 d'Agosto de 1778; foi Dama da Rainha, etc. 

BISAVOS 

Dom Thomaz Xavier de Lima Nogueira Vasconcellos Telles da Silva. Nasc. em Ponle 
de Lima, a 12 de Outubro de 1727 ; 14.° Visconde de Villa Nova da Cerveira, por Carta 
de 3 de Setembro de 1730, e 1.° Marquez de Ponte de Lima, a 17 de Dezembro de 1790. 
Foi Ministro e Secretario de Estado dos Negócios do Reino, em. a 23 de Dezembro de 
1800, tendo casado a 4 de Julho de 1749 com D. Eugenia Maria Josepha de Bragança, 
que nasc. a 31 de Outubro de 1725, em. a 30 de Março de 1793, filha segunda dos 4.°* 
Marquezes de Alegrete. 

FTTiTTQS 

1." O 15."» Visconde de ViUa Nova da Cerveira. (7. acima). 

2.* D. Maria Xavier. — Nasc. a 7 de Maio de 1753; Marqueza de Niza pelo sea casamento. 

3.° D. SJarla Joanna. — Marqueza d'Abrantes, pelo seu casamento. 

4.° D. Helena Maria. — Condessa d'Obidos, pelo seu casamento. 

5.0 D. Maria Margarida.-^ Mulher de António de Mello, âlbo dos Condes de Ficalho. 

6.° Dom Domingos José. — Marquez de Niza pelo seu casamento. 

7.0 Dom Lourenço José.— Conde de Mafra. 

40 



314 FAMÍLIAS TITULARES PQN 

TERCEIROS AVOS 

D. Maria Xavier de Lima e Hohenloe, herdeira de Ioda a Casa de seus pães e avós. 
Nasc. era Lisboa a 1 de Dezembro de 1697, e foi 13." Viscondessa de Villa Nova da Cer- 
veira. M. a 5 de Julho de 1730, lendo casado a 28 de Oulubro de 1720 com Thomaz 
Telles da Silva, que nasc. a 24 de Março de 1683, íilho 2." dos 2.°' Marquezes de Ale- 
grete. Foi Cónego de Évora, e preferindo depois a carreira militar, seguiu os postos até 
Mestre de Campo General, com que serviu na guerra ; e feita a paz em 1715, passou a 
vêr algumas Cortes da Europa, e na qualidade de Voluntário se achou na batalha de Bel- 
grado e sitio da mesma Praça, ele, ele. Mais tarde foi nomeado Embaixador Extraordi- 
nário á Corte de Madrid. 

IFIXiHOS 

1." o 14." Visconde de Villa Nova díi Cerveira. (K. acima). 

2.° Dom Fernando António de Lima. — Nasc. a 2 de Junho, de 1730, 

3." D. Maria Xavier de Lima e Hohenloe, — Nasc. a 13 de Agosto de 1721, e m. a 13 d'Ou- 

lubro de 1734. 
4.0 D. Helena Xavier de Lima. — Nasc. a 6 de Janho de 1722: Dama do Paço da Rainha 

Victoria. 
3.° D. Victoria Xavier db Lima. — Nasc. a 27 de Junho de 1723: Camarista da Rainha. 
6.» D. LniZA Ignez de Lima. — Nasc. a 21 de Junho de 1724: Freira. 
7.0 D. Magdalena Josepha de Lima. — Nasc. a 24 d'Agosto de 1726: Freira. 
8.0 D. AnnA db Bourbon db Lima. — Freira. 
9.° D. Joanna.de Lima.— Nasc. a 26 d'Abril de 1729. 

QUARTOS AVOS 

Thomaz de Lima Vasconcellos Brito Nogueira, nasc. em Alemquer a 28 d'Abril de 
1674, e foi 12." Visconde de Villa Nova da Cerveira ; Sr. e Alcaide-raór da dita villa; das 
dos Arcos de Vai de Vez ; da fortaleza de Giela, Mafra e Enxara dos Cavalleiros, dos 
concelhos de Coura, Santo Estevão da Faxa de Geraz de Lima, do Coulo de Sanfins, 
dos Arcos de Soalhães, do Caslello de Frayão, lerra de Beiral de Lima, Donatário e Ca- 
pitão General da Ilha do Fogo; Alcaide-mór de Ponte de Lima e de Caslello Bom ; ele; 
Coramendador das Commendas de Maria de Passos, de Valongo, e de S. Miguel da Foz de 
Arouce, todas na Ordem de Christo ; Padroeiro das Egrejas seguintes : de S. Miguel de 
Bairo, no termo de Ponte de Lima; de S. Cypriano e Santa Eulália de Gundares ; S. Cos- 
rae ; S. Salvador de Cabreiro ; Santa Comba de Eiras ; Santo Estevão de Aboim ; Santa 
Marinha de Mey ; S. Salvador de Sabadim ; Santa Vaia de Redernoinhos ; Santa Marinha 
e S. "Thomé de Prozello, no lerrao dos Arcos, com os benefícios simples; S. Barlholo- 
meu, de Monte Redondo; S. João de Villar do. Monte; S. Paio de Joida ; Santa Maria de 
Távora; Santa Maria de Paredes; S. Pedro de Castanheira; S. João de Bico; S. Mi- 
guel de Creslello; S. Pedro Formaris; S. Paio de Agua Longa; S. Pedro de Rui- 
vães ; S. Salvador de Ruivães ; Santa Cruz do Douro, concelho de Baião ; S. Thomé 
de Cubellos de Alternativa ; S. Martinho de Soalhães, (cujo abbad*e é prelado de Santa 
Cruz do Douro com jurisdicção de collar o abbade da dicla Egreja) ; Santa Maria de 
Oliveira ; S. Jorge e Santa Maria do Valle, e n'estas Ires ultimas abbadias apresenta 
os benefícios simples; Santa Maria de Padarnello; S. Lourenço de Lisboa e Priorado 
de Alemquer ; S. Salvador dos Arcos ; Santo André Portel, e Sanla Maria das Neves 
de Pedrozo ; Governador de um Forte da Marinha de Lisboa, no tempo que se guar- 
neceu ; Mestre de Campo, na província do Minho ; nomeado um dos Capitães das 
Guardas de El-Rei D- Pedro ii na campanha do anno de 1704, e depois Eslribeiro-mór 
da Princeza do Brazil, qne foi Rainha, ele. Foi casado com D. Maria de Hohenloe, 



PON E GRANDES DE PORTUGAL 315 

Dama da Rainha D. Maria Sophia, e filha de Luiz Gustavo, Conde de Hohenloe Schi- 
lingofurst Barlenslein Gackslart Schillingofurst Wildenholtz, e de sua mulher D. Anna 
Barbara de Schemborn, illuslres famílias allemãs. 

:fiijI3:os 

1.0 Dom João de Liua. — Que nasc. em Setembro de 1694 e m. a 26 de Jalho de 1696. 
S.» D. Maria Xavibr de Lima e Holenhoe. — (V. acima]. 

QXJIINXOS AVOS 

João Fernandes de Lima e Vasconcellos, nasc. a 12 de Outubro de 16o3 em Ponte 
de Lima ; 11.* Visconde de Vilia Nova da Cerveira. M. a 24 de Fevereiro de 1694, 
lendo casado com D. Vicloria de Bourbon, que m. a 30 d'Abril de 17^0, havendo an- 
tes sido viuva do Conde de Athouguia D. Manuel Luiz de Athayde, e filha de D. Tho- 
maz de Noronha e de D. Magdal^^na de Bourbon, Condes dos Arcos. 

i.° Dom Diogo de Lima. — Nasc. em Fevereiro de 1672, e m. a 27 de Janbo de 1686 

2.° Dom Thomaz. — 12." Visconde de VilIa NoTa da Cerveira. (K. acima). 

Z.° Dom Lochenço de Lima. — Naso. a 25 de Novembro de 1675, e m. a 25 de Noveinbro 

de 1689. 
4.*^ D. Magualena Rosália db Lima. — Nasc. a 31 de Dezembro de 1672, e foi casada com 

Martim António de Mello, Conde de S. Lourenço. Ella m. a 4 d'Agosto de 1739, 

deixando um ilibo, que foi o 5." Conde de S. Lourenço. 
5." D. Joanna Antónia de Lima. — Nasc. em Alemquer a 10 d'Abril de 1676, e casou com 

o 3.0 Conde d'Avintes. 

SEXTOS AVOS 

Dom Diogo de Lima e Brito, nasc. no anno de 1613, e foi 8." Visconde de Villa 
Nova da Cerveira ; seguiu os estudos na Universidade de Coimbra, e formou-se em 
Theologia; desviando-se d'estes estudos, passou a servir na guçrra contra Castella, e 
alcançando subir diversos postos veiu a ser Governador das Armas na província do 
Minho ; do Conselho de Estado e Guerra, e afinal Eslribeiro-mór do Rei D. AfTonso vi, 
e Presidente da Junta do Commercio. ÁI. a 24 d'Abril de 1686, tendo casado com 
D. Joanna de Vasconcellos de Menezes, filha herdeira de Dora João Luiz de Vascon- 
cellos, Capitão General de Mazagão, e Sr. de Mafra, e de sua mulher D. Maria Ca- 
bral. Esta D. Maria Cabral era filha herdeira de Fernão Alvares Cabral, e de sua 
mulher D. Joanna de Carvalhosa ; nela de João Gomes Cabral, Capitão da Guarda de 
D. João III, e de sua mulher D. Brites de Barros; bisneta de Fernão Cabral, Capi- 
tão das Naus da índia, e mandado pelo rei D. João iii a França na qualidade de 
Embaixador, e de sua mulher D. Maria Coutinho; e finalmente terceira neta do grande 
navegador e descobridor do Brazil, Pedro Alvares Cabral. 

Foi, pois, pela alliança do 8.*^ Visconde de Villa Nova de Cerveira, acima, que 
a Casa de Pedro Alvares Cabral, passou para a dos mencionados Viscondes, e hoje é 
representada pelos descendentes do 4.° e 5." Marquezes de Castello Melhor. 

.FIXjECOS . 

1.0 Dom Manuel de Lima e Vasconcellos. — 9.° Visconde de Villa Nova da Cerveira. M. a 
13 de Março de 1662, afogado no rio de S. José, indo em companhia do Rei D. AfTonso vi.- 
-:- Sem geração. 

2.0 Dom Loorenço de Lima. — Que por morte do dito seu irmão foi 10. o Visconde de Villa 
Nova da Cerveira, que m. sem successão a 20 de Dezembro de 1666. 



316 famílias titulares PON 

3.0 Dom JoXo Fernandes dg Lima. — Qae veio por morte dos ditos seus irmãos a ser 11.° 

Tisconde, como acima fica enunciado. 
4." D. Maria de Nazareth de NonoNHA.— Que casou duas vezes, a primeira com D. Nontel 

de Castro, 2." Conde de Mesquilella: tem geração; e a segunda com D. João de Sousa 

de quem houve dous filhos. 
5." D. LuizA DK Távora. — Mulher de Pedro Severim de Noronha, Secretario das mèrcès de 

D. Affonso VI, — Sem geração. 
6.° D. Ignez DE Lima. — Freira em Odivellas. 

Teve esta familia por herança, o titulo de Conde de Penella. 
CREAÇÃO DOS títulos 

Marquez — Decreto de 17 de Dezembro de 1790. 
Visconde — Carta de 4 de Março de 1476. 
Grandeza — Carta de 19 de Dezembro de 1623. 
Morgado de S. Lodrenço — 1296. 
Morgado de Soalhíes — 24 d'Abríl de 1315. 



<^^^ 




PONTE DE MARXIL (Barão da).— Francisco Pedro da Silva Soares, l."» Barão da 
Ponte de Marxil, casou com a Baroneza da Ponle de Marxil. 



IFIIjUOS 



1.° Francisco Pedro da Silva Soaiies.— Thezoureiro da Gamara Municipal de Faro. 
2." D. Maria da Silva Soares. — Mulher de António Francisco da Fonseca. 



Sem mais noticia. 

CREAÇÃO DO titulo 
BarXo — Decreto de 3 d' Agosto de 1875. 




PONTE DA QUARTEIRA (Barão da).— -Joaquim Bernardino de Mendonça, !.• Ba- 
rão da Ponte da Quarteira, Vice-Consul de Hespanha na cidade de Faro, onde m. a 30 
de Dezembro de 1881, tendo casado com a Baroneza da Ponle da Quarteira. 



PON E GRANDES DE PORTUGAL 317 

FILHAS 

i.» D. AfíNA Emília Pinto de Mendonça Corte Real. — Casou a 26 de Maio de 1877, com 

João Carlos d'Ândrade Heitz, ex-redactor em Lisboa do Jornal as Novidades. 
2.» D. ... — Casada com o Engenheiro Henrique Moreira. 

Sem mais noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarIo — Decreto de 6 d'Agosto de 1870. 




PONTE DE SANTA MARIA (Conde da).— António Vicente de Queiroz, 1." Conde, 
1." Visconde, e 1." Barão da Ponte de Santa Maria. Nasc. em Valença a 3 d'Agosto de 
1794. Chegou ao posto mais elevado de Marechal do Exercito ; Commandante da 1." Divi- 
são militar ; Par do Reinoj; Gran Cruz da Ordem da Torre e Espada, e da de Aviz ; Com- 
mendador da da Conceição; Condecorado cora a Cruz de Campanha n.° 3 da Guerra 
Peninsular, e com a Medalha da Vicloria por Sua Magestade Calholica, obtendo por distinção 
os postos de Tenente e de Capitão. Foram mui brilhantes os seus feitos militares na Campanha 
da Restauração, onde entrou em todos os combates e batalhas que tiveram logar durante 
essa época, sendo promovido por distincção a Tenente-Coronel. Foi sete vezes ferido grave- 
mente n'uma e n'outra campanha. M. em Lisboa a 7 de Fevereiro de 1868. — Sem geração. 

Com respeito a este valoroso cabo de guerra, leia-se a biographia inserta no Dic- 
cionario Popular a pag. 462 do ml. IX. 

SEUS PAES 

Luiz José de Queiroz, Tenente-Coronel de Artilheria, casado com D. Rosa Thereza 
de Araújo Leite, filha de Gaspar Barbosa de Araújo Leite, e de D. Theodora Luiza 
Pereira de Freitas. 

i.» O l." Conde da Ponte de Santa Maria. (V. acima). 

2." D. Joaquina de Qceiroz, — M. 

3.** D. Ldiza de Qdeiroz. — M. 

i." Anselmo de Queiroz. — M. Tenente-Coronel de Cayailaria 12, em 1823, d'am naufrágio na 
cosia da Ericeira. 

3.0 D. Rosa. — M. era Valença a 10 de Dezembro de 1875. 

6.0 D. Anma.— M, 

7.0 D. Antónia. — Casou, e reside em Vianna do Castello, sendo mãe do Tenente Queiroz. 

8.0 D. Margarida de Queiroz. — Casou com António José dos Santos Abranches, Commenda- 
dor da Ordem da Conceição ; Fidalgo da Casa Real e Cavalleiro de Christo, que m. em 
Valença a 12 de Maio de 1879, sendo Director aposentado da Alfandega de Valença. 

nLHOS 

1.0 António Abranches dk Qdeiroz. — Nasc. a 23 de Setembro de 1834. 
2.0 José Maria de Queiroz Abranches. — Nasc. a 20 de Julho de 1836, e 
m. em Moçambique, no posto de Major, a 22 d' Abril de 1873. 



318 



famílias titulares 



PON 



3."" Joaquim Albeuto de Queiroz Abranches. — Nasc. a 6 de Novembro de 1843; 
Capitão em inactividade temporária sem vcncimenio por assim o requertr. 
4." D. Miquelina de Queiroz. — M. solteira. 

CREAÇAO DOS TITULCS 



CoNDB, s Visconde — Decreto de 10 de Março de 1842. 
BarIo — Decreto de 23 de Satembro de 1835. 




PONTEVEL (Conde de). — Nuno da Cunha de Âthayde) 1.", e ultimo Conde de Pon- 
level, pelo seu casamento. Foi Presidente do Senado da Camará de Lisboa, do Contraio do Ta- 
baco, e da Junta do Commercio. Serviu nas guerras contra Caslella; foi Governador do Algarve; 
do Conselho de Guerra; Eslribeiro-mór da Infanta D. Izabel. Acompanhou a Londres 
D. Catharina, Infanta de Portugal e Rainha da Gran Bretanha, no anno de 1662. Foi 
em 1688 nomeado Embaixador Extraordinário, para conduzir a mesma Rainha a Portugal, 
o que então não teve eíleito. M. a 10 de Fevereiro de 1696, e foi sepultado na egreja de 
S. Francisco. Deixou todos os seus haveres a sua mulher, excepto uma Coramenda e uma 
Alcaidaria-raór, que legou a seu sobrinho Tristão da Cunha, 1.° Conde de Povolide, e 
outra Commenda a Nuno da Cunha, também seu sobrinho. 

Foi casado com a Condessa D. Elvira de Vilhena e Mendonça, Dama da Rainha 
D. Luiza, e que depois n'essa qualidade, ecom o titulo de Condessa de Pontevel, acompa- 
nhou á.dita Infanta e Rainha de Inglaterra a Londres. 

A Condessa de Pontevel, ficando viuva d'aquelle seu marido, fundou a expensas 
suas a egreja da Encarnação de Lisboa, onde jaz com seu marido. Era filha de D. João 
de Sousa, Alcaide-mór de Thomar, e de sua segunda mulher D. Archangela Maria de 
Vilhena. 

Uma menina que m. de tenra idade. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Conde — Carta de D. Affonso vi de 15 d'Abril de 1662. 

Brazão d'Armas.— Escudo com as armas dos Cunhas. 



POR 



E GRANDES DE PORTUGAL 



319 




PORTALEGRE (Conde de).— Dom João da Silva, 7." e ultimo Conde de Portale- 
gre, e 2." Marquez de Gouvêa ; Sr. da villa de Celorico, de S. Romão, Moimenta, Vale- 
sira, Villa Nova, Nespereira, Nabainhos, Rio Torto, Villa-Cova, Acoelheira, e das Ilhas de 
S. Nicolau e S. Vicente; Comraendador de Santa Maria de Almada, na Ordem de 
S. Thiago ; Mordomo-mór de El- Rei D. Affonso vi, havendo-o sido já de El-Rei D. João iv; 
do Conselho de Estado dos ditos Reis, e depois do Príncipe D. Pedro, e Assistente aò 
despacho ordinário e das Mercês ; Presidente do Desembargo do Paço, cargo era que 
entrou a servir no anno de 1G67. Foi um dos Plenipotenciários que no anno de 1668 
ajustaram as pazes de Portugal com Castella : teve também o Senhorio do Reguengo de 
Torres Vedras ; foi Embaixador extraordinário em Castella, e voltou á Presidência do 
Paço M. no anno de 1686. 

Casou duas vezes, a primeira com D. Maria Pimentel Pereira, filha de D. Manuel 
Pimentel e de D. Joanna Forjaz Pereira, Condes da Feira; sem geração: a segunda, com 
D. Luiza Maria de Menezes, filha de D. Pedro de Noronha, Sr. de Villa Verde, e de sua 
mulher D. Julianna de Noronha, Dama da Rainha D. Luiza de Gusmão. D'esle segundo 
casamento não leve mais que um filho que durou 5 dias. Passou esta Casa a seu sobri- 
nho D. João de Mascarenhas, 3.° Conde de Santa Cruz, filho de sua irmã D. Julianna de 
Lencastre, e de D. Martinho de Mascarenhas, 4.° Conde de Santa Cruz, (Y. Santa Cruz). 
Tilulos extinctos pelo attentado de 3 de Setembro de 1758. (Y. Gouvêa e Pombal). 



SEUáí r»AES ■ 

Dom Henrique da Silva, 6." Conde de Portalegre, e 1° Marquez de Gouvêa, por 
Filippe IV, no anno de 1623, por occasião do seu terceiro casamento. Foi Mordomo-mór 
da Casa Real, e Gentil-Homem da Camará do dito Rei, que lhe doou o Reguengo de 
Torres Vedras, e Itie deu a prerogativa de Grande de Hespanha ; sérvio nas Armadas de 
Flandres. Acclamado Rei D. João iv, sérvio a este monarcha no officio que já tinha de 
Mcrdomo-raór, e foi do seu Conselho de Estado e do Despacho ordinário. 

M. no anno de 1643, e está sepultado em sua capella do Mosteiro de Santo Eloy de 
Lisboa. 



320 



FAMÍLIAS TITUÍ.ARES 



POR 



Casou 3 vezes, a primeira com D. Margarida Coutinho, filha de D. Christovão de 
Moura, 1." Marquez de Caslello Rodrigo e de D. Margarida Corte Real ; a segunda com 
D. Joanna de Castro, que m. era 9 de Janeiro de 1621, liiha de Nuno Alves Pereira de 
Mello, Conde de Tentúgal, e de sua mulher a Condessa D. Marianna de Castro Ozorio ; e 
a terceira em 28 d' Abril de 1625 com D. Maria de Lencastre, lilha de D. Álvaro de Len- 
castre e de D. Julianna de Lencastre, 3.°» Duques de Aveiro. 

ifiijUos ido 2.» 3^^.A.TI^I:M:oI^^IO 

i.o Dom Diogo. — M. menino. 

2.*> D. Marianna de Castro. — Foi Dama da Rainha D. Izabel de Bourbon, e mulher de 
D. Fernando de Noronha, 5.o Conde de Linhares. 

ifiijJEios jdo 3.0 j^j^'T::EòXJ^oi<rxo 

3,«> o 7.0 Conde de Portalegre. (V. aeima). 

4." Dom Álvaro da Silva,— Foi Cónego da Só de Coimbra, e depois Frade Capucho da 
Ordem de Santo António. 

5.*» Dom Diogo da Silva. — Cónego da Sé de Lisboa e Collegial de S. Pedro : m. em 3 de 
Setembro de 1665. 

6." D. Jolianna de Lencastre. — Herdeira de seu irmão, e mulher de D. Martinho Mascare- 
nhas^ 4." Conde de Santa Cruz. (V. acima). 

7." D. Francisca de Lencastre. — M. ainda em verdes annos. 

8.» D. Maria. — Freira no Convento d'Annunciada. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Conde — Carta de El-Rei D. Manuel do anno de 1496. 
Brazão. — Escudo com as armas dos Silvas. 




PORTALEGRE (Visconde de). — Francisco da Fonseca Coutinho e Castro de Refoios, 
1." Visconde de Portalegre. Nasc. a 8 de Março de 1819; Tenente Coronel do extincto 
Batalhão Nacional de Castello Branco ; Fidalgo Cavalieiro da Casa Real ; Tenente honorá- 
rio da Guarda Real; Guarda Roupa honorário; Commendador da Ordem de Christo; 



POR E GRANDES DE PORTUGAL 3ít 

, > 

proprietário. Casou a 2 de Junho [de 1840 com D. Maria Adelaide Mesquila e Albuquer- 
que de Caslro e Nápoles, que nasc. a '24 de Janeiro de 181o, em. a 2o de Junho de 1857, 
filha dos 1.°* Viscondes de Oleiros. 

!•• D. Clara Maria. — Nasp. a 10 de Maio de 1841, e casou a 11 d' Abril de 1863 com 

Fernando ÂfTonso Giraldes Vaz Pieto, Fidalgo da Casa Real; Bacharal formado em 

Leis e Juiz de Direito de i* classe. — Sem geração. 
2." D. Marianna Margarida. — Nasc. a 17 d'Outabro de 1842, e casou a 31 de Janeiro de 

1869, com Manuel da Silva Ribeiro, negociante. 
3.* D. Anna Delphina. — Nasc. a 17 de Dezembro de 1849; Moça do coro do Mosteiro das 

Commendadeiras da Ordem de S. Tbiago, dd Santos em Lisboa. 

SEUS PAES 

João da Fonseca Coutinho e Caslro de Refoios, 1.' Visconde de Castello Branco S 
por Decreto de o de Junho de 1831. Nasc. a 9 d' Abril de 1793; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real ; Coramendador das Ordens de Christo e da Conceição ; Coronel do extinclo 
Regimento de Milicias, de Castello Branco ; Condecorado com a Medalha de 3 Campanhas 
da Guerra Peninsular. M. a 11 de Janeiro de' 1866, tendo casado a 20 de Setembro 
de 1811 com D. Anna Joaquina de Lencastre Barros de Menezes, que nasc. a 10 de Março 
de 1792, e m. a 12 d'Abril de 1831, filha de Rodrigo Barba Corrêa Alardo de Pina, 
11." Sr. do Morgado da Romeira em Leiria ; Fidalgo da Casa Real; Alcaide-mór de Leiria ; 
Tenente Coronel de Cavallaria ; Coramendador da Ordem de Christo, casado com D. Maria 
Ignez de Lencastre e Barros: já fallecidos. (V. Avilez, pag. 170 do 1." voL). 

1.° o l." Visconde de Portalegre (V. aeima). , 

3.* D. AuoDSTA Math:lde. — 1.* Viscondessa de Tarira. 

CREAÇÃO DO TITULO 
ViscoNDB — Decreto de 14 de Dezembro de 1870. 

'Brazã.o <l'A.i*iiias. — Escudo esquartellado ; no primeiro qaartel as armas dos Son- 
sas de Arronches ; no segando as dos Castros ; no terceiro as dos Fonsecas, e no quarto as dos 
Refoios. 

Residência — Castello Rranco. 




PORTELLA (Barão da). — Bernardo Doutel de Almeida, 1.° Barão da Portella. Nasc. 
a 22 de Janeiro de 1789 ; Marechal de Campo reformado ; Âlcaide-mór de Alcobaça ; 
Moço Fidalgo com exercício ; Coramendador da Ordem de Aviz : Cavalleiro das da Torre 
e Espada, e da Legião de Honra, de França ; Condecorado com a Cruz de Ouro de 6 
Campanhas da Guerra Peninsular; Coramandante da Guarda Real da Policia em 1823, 
M. em Aldeã Gallega da Merceana a 25 d' Agosto de 1876. 



- Este titalo não foi inserto no legar competente do !.• vol. d'eska obra, falta que será corrigida no sup- 
plemento. {Y. Almanach de Valdez do anno de 1836, pag. 79). 



41 



322 



FAMÍLIAS TITULARES 



l»OU 



SEUS PAES 

António Wenceslau Doulel d 'Almeida Machado e Vasconcellos, Sr. de vários Morga- 
dos em Bragança e Eixes ; Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro da Ordem de Aviz ; Coro- 
nel de Cavallaria ; Governador de Chaves: nasc. a 20 de Setembro de 1745, e succedeu na 
Casa de seu pae em 1735. M. a 19 de Outubro de 1816, tendo casado em 1774, com 
D. Maria Joaquina Madureira de Moraes Sarmento, sua prima, que m. a 15 de Maio 
de 1828, filha de Francisco de Moraes Madureira Feijó, e de sua mulher D. Maria Cae- 
tana Joaquina de Carvalho. 

1." o 2." Visconde de Mirandella ; a pag. 135. 

2." Fr. Joio. — Religioso da Ordem de S. Bernardo, e Procurador Geral da mesma Ordem; 

Mestre jubilado em Theologia : nasc. em 1776, e m, em Junho de 1823. 
3." José. — Ecciesiastico ; Doutor em Theologia ; do Conselho* de Sua Magestade ; Esmoler- 

mór do Rei D. Joio vi ; Commissario Geral da Bulia da Cruzada ; Censor Régio e do 

Ordinário ; Dom Abbade Geral e Reformador da Ordem de S. Bernardo. Nasc. a 28 

de Junho de 1777, e m. a 18 d'Agosto de 1842. 
4.° Francisco. — Prior na Villa de Covas ; Cavalleiro ias Ordens de Christo e Conceição. 

Nasc. a 4 de Junho^de 1778, e m. em 1824. 
5." Manuel. — Abbade de Vinhaes ; Cónego reservatario da Sé de Bragança ; Cavalleiro das 

Ordens de Gbrislo e da Conceição. Nasc. a 29 d'Abril de 1782, em... 
6." Joaquim. — Coronel de Cavallaria ; Commendador da Ordem de Christo ; Governador de 

Benguella, ele. Nasc. em 1786, e m. em Outubro de 1810. 
7." D. Maria Miquelina. — Freira no Real Convento das Commendadeiras de Santos, Nasc. 

a 24 de Janeiro de 1788, em. a... 
8.0 Bernardo. — O 1." Barão de Portella. {V. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 
BabIo — Decreto de 26 d'Outubro de 1823. 




PORTO (Diques do). — I. D. Luiz Filipppe Maria Fernando Pedro d'Alcanlara António 
Miguel Raphael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco d'Assis João Augusto Júlio Volfando. 
1." Duque do Porto ; Condeslavel do Reino ; actual SI." Rei de Portugal. Nasc. a 31 d'Ou- 
lubro de 1838, e foi Duque do Porto alé 11 de Novembro de 1861, em que subiu ao throno. 

II. D. AíTonso Henriques Maria Luiz Pedro d'Alcantara Carlos Humberto Amadeu 



POR E GRANDES DE PORTUGAL 323 

Fernando Anlofiio Miguel Raphael Gonzaga Xavier Francisco íl'Assis João Auguslo Júlio 
Volfando Ignacio de Bragança Saboya Bouibon Saxe-Coburgo-Golta. Nasc. a 31 de Julho 
de 1865, e foi baplisado a 27 de Selembro do mesmo anno na Capella do Paço d' Ajuda. 
Infante de Portugal e 2." Duque do Porto ; Gran-Cruz da Ordem da Conceição. 

CREAÇÂO DO TITULO 
Ddqde do Porto — Privativo do segando Filho oa Filha dos Senhores Reis de Portugal, 4 d'Abril de 1833. 

Este titulo foi conferido em honra dos Portuenses, não só para commemorar os serviços por elles 
prestados á Pátria desde o Reinado do Sr. D. João i mas especialmente os que obraram para a restau- 
ração do Throno Constitucional da Sr."* D. Maria ii desde 9 de Julho de 1832 até o iim da lacta em 1834, 
e mui particularmente durante os mezes d'assedio que experimentou a cidade do Porto, pelas tropas do 
Sr. D. Miguel, 

O diploma competente achi-se transcripto na collecção de Legislação Portagaeza : todavia para con- 
servar na lembrança de S. A. R. a memoria de taes feitos, e para estimulo dos portaenses, afim de nanea 
afrouxarem nos seus sentimentos liberae-, trasladamos para aqui o texto do diploma. 

«Havendo-se, em todos os tempos, distinguido a Mui Nobre e Leal Cidade do Porto, pelo seu patrio- 

• tismo e pela fidelidade e amor a seus legítimos Soberanos ; e havendo em maitas occasiões a mesma cidade 
osacrificado a tão generosos sentimentos grandes despezas, e corrido os seus habitantes, por causa d'eUes 

• corajosamente os maiores riscos ; o que a tem feito credora da muitas honras e distincções, que os Senho- 
«res Reis d'estes Reinos, em differentes épocas, lhe tem concedido ; — na época presente, excedendo a si 
«mesma, tem dado,' por espaço de maitos mt-zes, á Nação Porlugueza e ao MunJo os mais heróicos exem- 

• plos de todas as virtudes civicas, do mais vehemente amor pela liberdade e regeneração da Pátria, e da 
«mais cordeal adhesão á Causa sagrada dos Direitos de Minha Augusta Filha a Senhora D. Maria ii: fazendo 
«como tem feito, em serviço de tão justa Causa, um completo abandono de sua tranquilidade, de suas 
«vidas e de sua fazenda, este Povo.de heroes tem aJquirido para si um dos logares mais distinctos na his- 

• toria Portuguèza, e conquistado invencivelmenta a admiração de todos os povos civilisados, para quem o 
«amor da Pátria, a fidelidade e a honra são o primeiro dever. 

• Tomando, pois, em consideração tantos e tão jaslos motivos, e querendo dar por elles á Mui Nobre 

• e Leal Cidade do Porto uma demonstração publica, que perpetue a lembrança de Ião generosos a leaes 

• sacrificios, e que, ao mesmo tempo, sirva de testemunho de reconhecimento peio amor e adhesão, que tem 
«mostr^do á Pessoa de Minha Augusta Filha, e á Minha : 

• Hei por bem, em Nome da mesma Augusta Senhora, Decretar que, de ora em diante, o Segundo 

• Filho ou Filha dos Senhores Reis d'estes Reinos, tome o Titulo de Duque, ou Duqueza do Porto; Titulo 
•que Eu para fazer honra aos nobres Portuenses, já quando Minha Augusta Filha sahiu da Corte do Rio 
•de Janeiro, para vir pela primeira vez á Earopa, Mandei que Ella tomasse ; em consequência de tão hon- 

• rosa mercê, concedida a esta illustre Cidade, o Escudo de Arma$ da Camará Municipal d'ella será ornado 
*com uma Coroa Ducal ; e em honra da corogem e devoção civica dos seus habitantes, será o mesmo 
«Escudo accrescentado eom a Insígnia da Gran Cruz da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre Espada 
«do Valor Lealdade e Mérito, servindo o Colar de orla ao mesmo Escudo, e tendo pendente a Medalha ; 
«tudo na forma do desenho, que baixa com o presente Decreto. 

• O Ministro e Secretario dEstado dos Negócios do Reino o tenha assim entendido, e expessa os des- 
pachos necessários. Paço no Porío, em 4 d' Abril de 1833.= D. Pedro, Duque de Bragança. = Cândido 
José Xavier*. 







PORTO BRANDÃO (Conde de).— Thomaz da Silva Brandão, l.'' Conde de Porto 
Brandão. Nasc. era Villa Nova de Gaya a 28 de Julho de 1839 ; Commendador da Ordem 
de Chrigto; Fidalgo Cavalleiro; Gran-Cruz de Izabel a Catholica, de Hespanha. M. em 



324 famílias TITULARES POR 

S. JoSo da Foz, perlo da cidade do Porlo, a 10 de Setembro de 1885, lendo casado duas 
vezes, a primeira a 30 de Dezembro de 1868 com sua prima e lia por afinidade, D. Maria 
Thereza dos Prazeres Porlo, que.nasc. a 23 de Maiço de 1823, em. a 26 de Novembro 
de 1844 ; a segunda vez a 2 de Agoslo de 1885 com D. Maria dei Pilar Dusmel Bregaro, 
já então viuva em segundas núpcias, como adiante se dirá. 
O Conde de Porto Brandão não deixou successão. 

SEUS PAES 

João Thiago Brandão, Cirurgião dos Voluntários Realistas, na cidade do Porto, 
e Professor, mais tarde, em uma das Cadeiras da Escola Medico-Cirurgica da mesma 
cidade: já fallecido. Foi casado com D. Francisca Cândida da Silva, que m. a 19 d'Ou- 
lubro de 1881, filha de Manuel Pereira da Silva, e de sua mulher D. Rita de Cássia Lopo: 
já fallecidas. 

!.• D. Clara Cândida da Silva Brandão. 

2.° Thouaz da Silva Brandão. — Conde de Porlo Brandão. (V. acima), 

3." D. Maria da Conceição da Silva Brandão.— M. em 1861. 

4.° Thiago da Silva Brandão. 

5.° D. Elisa da Silva Brandão. — M. em 1858. 

6.0 Francisco oa Silva Brandão. 

r*A.ES r>A l.« COISÍ DESSA r)E PORTO brandAo 

Vicente Pereira da Silva: nasc. em Villa Nova de Gaya, e falleceu em Pouso Alto, 
província de Minas Geraes, no Império do Brazil, a 24 de Agoslo de 1829, tendo casado 
com D. Maria José da Conceição e Silva que nasc. em Pouso Alto, e falleceu no Rio de Ja- 
neiro a 27 de Dezembro de 1851 . Esta senhora foi casada em segundas núpcias cora José 
Pereira da Silva Porto, sobrinho de seu marido. (V. adiante). 

1." Josí DA Silva Pereira. — Nasc. em Pouso Alto, e m. a 3 de Dezembro de 1857, tendo 
casado com sua prima D. Francisca de S. José Pereira, filha de José Pereira da Silva, 
tio de sea marido. (V. adiante). 

FILHOS 

1.* Avelino da Silva Pereira. — M. em 18S8. 

i.° D. Emíliakna da Silva Pereira. 

3.° Aprigio da Silva Pereira. — M. em 18S8. 

4." Vicente da Silva Pereira. 

5." D. Maria Ldiza da Silva Pereira. 

a." Miguel da Silva Pereira. — Nasc. em Pouso Alto a 8 de Julho de 1817; Coronel da 
Guarda Nacional ; Offlcial da Ordem da Rosa, no Brazil, M, a 10 de Setembro de 
1877, tendo casado com D. Maria Clementina de Magalhães. 

FILHOS 

1.0 D. María. — Falleceu menina. 

2." Américo da Silva Pereira. — Nasc. a 10 de Janeiro de 1840, e m. a 26 
de Fevereiro de 1861.- 

3." Virgílio da Silva Pereira.— Nasc. a 23 de Dezembro de 1841. 

4.» D. Elisa de Magalhães Pereira.— Nasc. a 11 de Julho de 1843, e m. a 9 
de Setembro de 1874, tendo casado com Domingos Moutinho. — Com 
geração. v , 

5.«> D. Ermelinda de Maoalhães Pereira.— Nasc. a 22 de Junho de 1844 



POR E GRANDES DE PORTUGAL 325 

casou com seu primo Guilherme Pereira da Silva Porto, Gommen- 

dador da Ordem de Christo, ele. {V. adiante). 
6.° Oltmpio ok Silva Pereira. — 41. menino. 
7.° Samoel da Silva Pereira. — Nasc. em Outubro de 1849, e m. a 12 de Junho 

de 1883. 
8.° D. Maria Ernestina dk Magalhães Pereira. — Nasc. a 2 de Agosto de 

1851, e m. a 27 de Setembro de 1875. 
9.0 MiGCEL DA Silva Pereira. — Nasc. a 11 de Fevereiro de 1860. 
10.» D. Maria José.— Nasc. em 1867, e m. em 1868. 
11." D. Maria. — M. menina. 

3.° JoAQDiH da SavA Pereira. — Nasc. em Pouso Alto, e m. no Rio de Janeiro, yictima de 
um desastre, em 1824. 

4.0 D. ÂNMA Angélica da Conceição. — Nasc. em Poaso Alto em 1823, e m. em 1840, 
tendo casado com seu primo Joaquim Pereira da Silva Lopo, fíllio de Manuel Pereira 
da Silva, como adiante se accrescentará. 

5.<* D. Maria Thbreza dos Prazeres Porto. — 1.'' Condessa de Porto Brandão, nasc. a 23 
de Março de 1825, e m. a 26 de Novembro de 1884 (como acima fícou dito), tendo 
casado a primeira vez com seu primo Vicente Pereira da Silva Porto, de quem 
adiante se tratará, e a segunda com o mencionado l.o- Conde de Porto Brandão. 

AVOS r>A 1.» CONDESSA DE PORTO BRANDÃO 

Vicente Pereira, nasc. na freguezia de Sanla Marinha de Villa Nova de Gaya, e m. 
em 1792, lendo casado com D. Thereza Angélica da Silva, da mesma naturalidade 
de seu marido, e fallecida em 1814. 

1.° Vicente Pereira da Silva. — (V. acima). 

2.** MiGOEL Pereira da Silva. — Natural de Viila Nova de Gaya: partindo d'ahi para o 
Brazil, foi residir em Pouso Alto, provincia de Minas, onde alcançou immensa fortuna, 
•e lá casou com D. Izabel de... 

FILHOS 

1.* D. Rita Pereira da Silva. — Casada com Francisco Theodoro da SilTa, 
Barão do Pouso Alto, no Brazil. 

FILHAS 

1.* D. Izabel. — Casada em 1.** núpcias com seo tio, irmão de 
sua mãe, Vicente Pereira da Silva, e em 2." com o Ba- 
rão de Monte Verde. 

2.* D. Maria. — Casada com sen tio, irmão de seu pae, Carlos 
José da Silva. 

2." Vicente Pereira da Silva, — Casou com sua sobrinha, filha de sua irmã 
, D. Rila, acima, que foi Baroneza do Pouso Alto, no Brazil, e depois da 

viuva, casada com seu primo Joaquim Pereira da Silva, Barão de Monte 
Verde, no Brazil, como abaixo se dirá. 

3." JosB Pereira da Silva. — Natural de ViUa Nova de Gaya; também foi para o Brazil, 
residir em Pouso Alto, onde casou com D. Maria de... 

FILHOS 
1.0 José Pereira da Silva. 
2." D. Thereza Pereira da Silva. 
3.° D. Maria Pereira da Silva. 
4.° D. Francisca de S. Josá Pereira. — Casada com seu primo José da Silva 

Pereira, filho de Vicente Pereira da Silva.— Com geração. (V. aeima). 
5.0 JoAOOiM Pereira da Silva. — Barão de Monte Verde, no Brazil, casado com 

sua prima D. Rita, viuva do Barão de Pouso Alto. (K. aeima). 
6." António Pereira da Silva. 



326 famílias TITULARES VQH 

4.» Manoel Pkreiba da Silya. — Nasc. na freguezia de Santa Marinha de Villa Nova de 
Gaya em 1780, e m. na mesma freguezia a 14 de Fevereiro de 1830, lenio casado 
com; D. i\ita de Cássia Lopo, da mesma naturalidade, a qual nasc. em 1786, e m. a 3 
de Outubro de 1857. 

FILHOS 

1.° António Pereira da Silva. — Nasc. em Villa Nova de Gaya, e casou com 
D. Clara Carlota Alves de Oliveira, irmã do 1.° marido da actual 
Viscondessa de Moser. (7. líoser). Do dito António Pereira da Silva 
e sua mulher, descende & Baroneza do Corvo, D. Elisa. {V. Corvo, pag, 
484 do ^.<' voL). 

i.° D. Mabia Pereira da Silva. — M. em 1835. 

3." José Pereira da -Silva Porto. — Nasc, em Villa Nova de Gaya, e m. a 6 
de Dezembro de 1873, tendo casado com D. Maria José da Conceição, 
viuva do tio d'esle seu 2." marido, Vicente Pereira da Silva. {V acima). 

4.0 D. Francisca Cândida da Silva Brandão. — Mãe do Conde de Porto Bran- 
dão. (K. aeima). 

b.° Francisco Pereira da Silva. — M. solteiro em 1847. 

6." Joaquim Pereira da Silva Lopo. — Nasc. em Villa Nova de Gaya, e m. a 
13 de Agosto de 18o2, tendo casado com sua prima D. Anna Angé- 
lica da Conceição, que nasc. em Pouso Alto, e falleceu em 1840. 
Eri irmã, como fica dito, da Condessa de Porto Brandão. 

7.° Thomaz Pereira da S;lva Porto, — M. a 18 de Março de 1858, lendo 
casado trez vezes. 

8." Henrique Pereira da Silva. — M, na idade de" 10 annos. 

9,° Guilherme Pereira da Silva. — M. solteiro em 1883. 
10." D. Andreza Cândida Pereira da Silva. — Actuai Viscondessa de Moser. 

(V. Moser). 
11. ° D. Felismina Adelaide Pereira da Silva. — Solteira. 
12.° D. Apolónia Pereira da Silva Mattos. — Fallecida em 1851, tendo sido 

casada com João Dias de Mattos. — Sem geração. 
13.° Domingos Pereira da Silva Porto. — M. em 1880, tendo sido casado com 
D. Angélica d'Almeida Vidal. 

FILHO ÚNICO 

Alberto Pereira da Silva Porto. — Nasc. a 7 de Setembro de 1851. 

14.° Vicente Pereira da Silva Porto. — Nasc. na freguezia de Santa Marinha 
em Villa Nova de Gaya, a 1 de Maio de 1817. Foi de tenra idade para 
o Brazil, e m. no Rio de Janeiro a 22 d'Agosto de 1865, tendo casado 
em Pouso Alto, província de Minas, a 20 de Fevereiro de 1841, com 
sua prima D. Maria Thereza dos Prazeres, que naisc. a 23 de Março de 
1825, em Pouso Alto, e falleceu em Lisboa a 26 de Novembro de 1884. 
Esta senhora, depois de viuva, foi 2.» mulher de seu primo e sobrinho, 
o Conde de Porto Brandão. Do primeiro matrimonio houve: 

FILHOS 

1.0 D. Amélia Porto de Mello e Faro. — Nasc. na provinda de 
S. Paulo (Brazil) a 19 de Janeiro de 1842, e casou no 
Rio de Janeiro a 8 de Março de 18(^2, com José Diony- 
sio de Mello e Faro, que nasc. em S. Martinho de Mouro, 
(Portugal) a 6 de Agosto de 1834, e falleceu em Coimbra 
a 8 de Maio de 1877. 

FILHOS 

1.° D. Maria Eoqenu. — Nasc. a 2 d'Abril de 1863. 
2.° Cablos Porto. — Nasc. a 24 d'Agosto de 1864. 
3." Arthur Porto. — Nasc. a 18 d'Agosto de 1866. 
4.° José Dionysio. — Nasc. a 15 de Dezembro 

de 1868. 
5.° D. Amélia Porto. — Nasc. a 15 de Dezembro 

de 1870. 
6.° JoBCE Porto. — Nasc. a 16 de Julho de 1872 



POR E GRANDES DE PORTUGAL 327 

7.° D. Alice Porto.— Nasc. a 13 de Maio de 1875. 

N. B. Os 4 primeiros nasceram no Rio de Janeiro, 
os 3 últimos em Lisboa. 

í.* Guilherme Pereira da Silva Porto. — Nasc. a 5 de Feve- 
reiro de 1884, na provincia de S. Panlo (Brazil) ; Com- 
mendador da Ordem de Ghristo ; opulento proprietário e 
capitalista no Rio de Janeiro ; casou com sua prima, (fíiba 
de seu tio Miguel da Silva Pereira, já mencionado) a H 
de Junho de 1865, D. Ermelinda de Magalhães Pereira, 
que nasc. na provincia de S. Paulo a ii de Junho de 1844. 
— Com geração. 

3.° Cesário Pereira da Silva Porto. — Nasc. na provincia de 
S. Paulo a 13 de Setembro de 1846, e casou no Rio de 
Janeiro a 24 de Novembro de 1866, com D. Thereza 
Júlia de Oliveira Fausto, que nasc. a 24 de Dezembro 
de 1848, no Rio de Janeiro. 

FÍLHO 

YicBNTB Pereira da Silva Porto. — Nasc. em Lis- 
boa a 16 d'Agosto de 1868. 

4.° Alfredo Pereira da Silva Porto. — Nasc, na cidade do Rio 
de Janeiro a 29 de Novembro de 1851. e casou em Paris 
a 6 de Outubro de 1880 com D. Antónia de Lorede 
Macia, que nasc. em Lisboa a 15 de Agosto de 1858, e 
m. na mesma cidade a 8 de Fevereiro de 1882. 

FILHO 

Alfredo Pereira da Silva Porto. — Nasc. em Pa- 
ris a 22 de Julho de 1881. 

CREAÇÀO DO TITULO 
Conde — Decreto de 14 de Junho de 1884. 




PORTO BRANDÃO (2.» Condessa de).— D. xMaria dei Pilar Dusmet Bregaro, nela 
dos Marquezes de Dusmet, e irmã da Marqueza de Clara-Monle. Casou três vezes; a pri- 
meira vez com Romero, banqueiro em Londres; a segunda com João Maria Bregaro, ir- 
mão de D. Carolina Bregaro, e esta mãe da Condessa de Seisal; e a terceira com o Conde 
de Porto Brandão, Thomaz da Silva Brandão, já mencionado. 

FTTiTTOS IDO l.» n^JI-A-TiaiIMIOIínO 

1.° Eddardo Romero. 
2.« José Romero 



328 



famílias titulares 



POB 



3.' D. Fernanda Bregaro. 
4.*> Joio Bregaro. 

CREAÇÃO DO TITULO 
CoNDB — Decreto de i4 de Junho de 1884. 




PORTO CARREIRO (Visconde de).— João da Cunha Cardozo Ozorio Ferraz e 
Castro de Porto Carreiro, 2." Visconde de Porto-Carreiro. Nasc. a 4 de Julho de 1846 ; 
habilitado com o Curso Superior de Lettras : Par do Reino por suecessão. 

SEUS PAES 

João Cardoso da Cunha Araújo e Castro Porlo-Carreiro. Nasc. na Quinta de Gaçamar, 
freguezia de Sandim, termo da Villa da Feira, a 20 de Outubro de 1792 ; 1." Visconde 
de Porto-Carreiro, em duas vidas ; Par do Reino em 30 de Dezembro de 1862 : Ministro 
de Estado Honorário ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra ; Juiz 
do Supremo Tribunal de Justiça ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Commendador da 
Ordem da Conceição ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real. M. a 14 de Janeiro de 1864, 
tendo casado a 2 de Outubro de 1844 com sua prima D. Helena Cardoso de Faria 
e Maia, que nasc. a 15 de Setembro de 1819, e m. em Lisboa a 31 de Janeiro de 1884, 
íllha de Vicente José Ferreira Cardoso da Costa, Doutor na Faculdade de Direito 
e Desembargador Effectivo da Casa da Supplicação ; Sr., pelo seu casamento, de vários 
Vínculos na Ilha' de S. Miguel ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; e de sua mulher 
D. Helena Vicloria Machado de Faria e Maia, Sr." do Morgado da Victoria e outros, na 
Ilha de S. Miguel, onde nasc. a 13 de Setembro de 1819, e m. a. . . (V. adiante). 

1.» o i.o Visconde de Porto Carreiro. (V. aeima). 

2.0 Rdt da Conha.— Nasc. a 8 de Janeiro de 1848, e m. a 25 de Jnlho de 1867. 



POR E GRANDES DE PORTUGAL 329 

3.° Gil Vasqoís. — Nasc. a 21 de Novembro de 1850. 

4." António da Cokha. — Nasc. a 13 de Janeiro de 1834, e m. em Lisboa a 10 de Novem- 
bro de 1879. 

5,° Vicente da Cunha. — Nasc. a 21 de Maio de 1838. 

6.' Garcia Affonso. — Nasc. e 13 d'Agosto de 1839, e casou com D. Maria Augusta Otto- 
líni da Veiga. (7. Ottolini, pag. 206). 

SEUS AVOS 

João Bernardo Cardoso da Costa, Bacharel formado pela Universidade de Coimbra, e 
Desembargador da Relação do Porlo. M. na cidade do Porlo, d'onde era natural, viclima 
da invasão franceza a 20 de Março de 1809, lendo casado cora D. Jeronyma Delphina 
da Cunha Porlo-Carreiro (irmã do Barão de Pombalinho) que nasc. no Logar e Quinta de 
Gaçamar, freguezia de Sandim, a 12 de Janeiro de 1763, e m. em Braga a 18 de Dezem- 
bro de 1800, e ambos filhos do Desembargador Francisco Luiz de Brito Araújo e Castro, 
Sr. da Casa de Casal Soeiro no concelho da villa dos Arcos, Cavalleiro Professo na 
Ordem de Christo, que nasc. a 12 de Março de 1733, e m. a 20 de Fevereiro de 1793, 
tendo casado com D. Anna Luiza da Cunha Ozorio de Alarcão Porto-Carreiro, que nasc. 
a 27 de Novembro de 1746, em. a 6 de Maio de 1801 ; foi 14." Sr.' da Quinta da Torre, 
Solar dos Porto-Carreiros, e da Casa Vincular de Melres, a quatro léguas de distancia 
da cidade do Porto. Esta Sr." casou três vezes, sendo a primeira com Filippe Carneiro 
de Faria Pereira Manso ; a segunda com o dicto Desembargador Francisco Luiz de Brito 
Araújo e Castro, acima, e a terceira com José Cândido de Pina e Mello, com successão 
no Barão de Pombalinho. (K. Pombalinho). 

o l.o Visconde de Porto-Carreiro. {V. aeima). 

BISAVÓS 

O Desembargador José Ferreira Cardoso da Costa, casado com D. Clara Joanna 
Teixeira Coelho, ambos da cidade do Porto, e ha muito fallecidos. 

i." O Desembargador Joio Bernardo Cardoso da Costa, (F. aeima). 

2.° O Desembargador Joio Vicente Ferreira Cardoso da Costa. — Doutor na faculdade de 
Direito pela Universidade de Coimbra, e insigne jurisconsulto. Casou com D. Helena 
Victoria Machado de Faria e Maia, Sr." do Morgado da Victori» e outros na Ilha de 
S. Miguel, onde nasc. a 15 de Setembro de 1819, e m. a... 

FILHAS 

1.» D. Thereza. 

2.* D. Helena Cardoso de Fabia e Maia. — Que, com sua irmã acima, tiveram 
a 4 de Novembro de 1824, Alvará de Fidalgo Cavalleiro para aquelíes 
que com ellas houvessem de casar. Esta casou com seu primo o. l.° 
Visconde de Porto-Carreiro. 

CREAÇÂO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 18 d'Agosto de 18S3. 

Visconde em i' vida — Decreto de 14 de Maio de 1861. 

Brazão d' Armas.— Escudo esquartellado ; no primeiro quartel as armas dos Porto- 
Carreiros ; no segundo as dos Rochas ; e assim os contrários. 

ii 



330 



FAMÍLIAS TITULARES 



POU 




3/ 



PORTO COVO DE BANDEIRA (Conde de). 
Conde de Porto Covo de Bandeira. 



Alberto Júlio da Costa Lobo Bandeira, 



SEU I»AE 

Josó Bernardino da Costa Lobo Bandeira, nasc. em 1814 na villa dos Arcos de Vai 
de Vez. Foi herdeiro da Casa de Porto Covo de Bandeira, por morte de seu irmão. M. 
solteiro a . . . 

Alberto Jolio da Costa Lobo Bandeira, 3.° Conde de Porto Coto de Bandeira. (V. aeima). 
SEUS Avós 

D. Maria Rosa da Costa Lima, natural da freguezia de Sampaio dos Arcos de Vai 
de Vez, onde m. a 30 d'Agosto de 1868, tendo casado na freguezia do Salvador, da 
mesma villa, a 1 de Março de 1802, cem Félix Francisco da Rocha Lobo, natural 
da freguezia de Sampaio da dieta villa, e filho de João Alves Rocha e de sua mulher 
D. An na Luiza Francisca Lobo. 

1.0 D. JoANNA Thereza oa Costa Lobo. — Nasc. em 1803, e m. em Agosto de 1881, tendo ca- 
sado em 1821, com António José Durães de Faria, que m. em Agosto de 1879, — Com 
geração. 

2." D. VicTORiA Bernardina da Costa Lobo. — Nasc. em 1805, e m. na Ponte da Barca a 8 
de Jonbo de 1881, tendo casado com Mannel Joaquim Monteiro, qae m. na Ponte da 
Barca a 24 d'Abril de 1861. — Com geração. 

3.° D, JoAOOiNA Rosa da Costa Lobo, — Naíc. a 2Í de Junho de 1807, e m. a 6 de Dezem- 
bro de 1886, tendo casado com António Joaquim de Cerqueira, qae m. na Ponta da 
Barca, a 16 de Março de 1856, — Com geração. 

4.° Josí Bernardino da Costa Lobo. — (V. acima). 

5.« Fklix Bernardino da Costa Lobo Bandeira. — Nasc. a 5 de Maio de 1816, 2.» Conde 



POR E GRANDES DE PORTUGAL 331 

e i." Visconde de Porto Coro da Bandeira, Bacharel formado na faculdade de Direito 
pela Universidade de Coimbra ; Par do Reino ; CommenJador da Ordem de Christo; 
herdeiro de seu primo o i." Conde, 1." Visconde e 2.o Barão de Porto Covo de 
Bandeira, de quem adiante se tratará. M. a li de Abril de 18ã3, tendo casado por 
escriplura anti-nupcial de 21 de Maio de i873, com D. Luciana liaria d'01iveíra 
Croft de Moura, que nasc. a 28 d'Agosto Je 1838, Giba dos l."* Viscondes da Graça, 
e viuva em 1.*' núpcias de Manuel de iloura Valdez. — Sem geração. (Y. adianlej. 

6." D. Maria Esgracia da Costa Lobo — Nasc. em 1819, e casou com Thomaz d'ÂzeTeJo 
d'Araujo Cardoso. — Com geração. 

1° D. Felizarda Bernabdina da Costa Lobo. — Nasc. a 26 de Outubro de 1824, e casou 
com o Bacharel em Medicina, António Alvares Pereira. — Com geração. 

Francisco da Cosia Guimarães, ualural de Barcellos, casado com D. Maria Vicloria 
Rodrigues Lima, nalural da fregaezia de S. Vicenle de Távora, do termo da villa 
dos Arcos de Vai de Vez. 

D. Maua Rosa da Costa Lima.— (K. acima). 

TERCEIKOí-í AVOS 

Luiz da Cosia, casado com D. Joanna Pires, ambos naluraes da freguezia de S. Sal- 
vador de Porleila Souzam, lermo de Barcellos, arcebispado de Braga. 

FTT.TTOS 

l." Jebontmo da Costa. — Natur&i e baptisado na fregaezia de Santa liaria de Mujains, termo 
de Barcellos. Veio par;i Lisboa empregar-se no commercio, e casou com D. Anna dos 
Santos, natural de Manique de Baixo, e baptisada na freguezia de S. Vicente de 
Alcabidexe, termo de Cascaes. 

nLHA 

D. Bernabdina Maria da Costa. — Nasc. e foi baptisada na freguesia de S. Paulo 
de Lisboa, e casada na mesma cidade com o Capitio de naTios Domin- 
gos Dias da Silva, que teve Carta de Familiar do Santo Officio em 9 
de Janeiro de 1749, e no anno de 1768 morava na rua de S. Domin- 
gos, freguezia de sántos-o-Velbo, onde n^esta ultima data hospedava o 
que foi l.° Barão de Porto Cotô de Bandeira. (V. adiante). 

2." FaAwasco da Costa Guiiiaríbs. — (V. acima). 

3.° Joio DA Costa. — Natural de Barcellos, e proprietário na cidade de Vianna do Castello, 
onde m. em 1807, tendo casado na dita cidade com D. Mana Josepha' Christina Ban- 
deira, que nasc. em 1746, e m. em 1796. Esta senhora era irmã do 1.° Bário de 
Porto Covo, Jacictho Fernandes Bandeira. {V. tuíiante). 

FILHOS 

1.* Jacintho Fernandes da Costa Bandeira. — Nasc. em 1777. Herdou a mais 
avultada fortuna de seu tio materno, o !.*• Barão de Porto Côyo, como 
se vè pelo seguinte Decreto dirigido á Junta do Commercio : • Havendo 

• fallccido proximamente o Barão de Porto Covo, e achando-se nomeado 

• em o Testamento, com qne falleceu. seu sobrinho, Jacintho Feman- 
> des da Cotia Bandeira, por seu universal herdeiro e testamenteiro, 

• sopplicando-me houvesse por bem legitimal-o, qualifícal-o e habilital-o 
« para a continuação e expediente da sua grande casa de commercio, 

• com avultados cabedaes espalhados em diversas Praças da Europa, e 

• tendo outro sim grandes Associações, diversos contratos e muitas 

• contas com os commereiantes das ditas Praiças : attendendo aos bons 
« serviços que Me fez o sobredito Barão, a contemplação que Me merece 
« a sua casa, pelo seu credito c cabedaes, e que o dito seu sobrinho. 



332 



famílias titulares 



POR 



t Jacintho Fernandes da Cosia Bandeira, procederá conforme as obriga- 

• ções a que se acha ligado, e instituição testamentária, porque socccdc 
« na referida casa, querendo deferir«Ihc a referida suppitca: Sou servido 
« legilimal-o, qualifical-o e habilital-o, para succeder em todo o giro, c 
< expediente do negocio d'aqueila Casa, em todas as suas corresponden- 

• cias, e Associações, ficando sujeito a todos os encargos e obrigações; 

• assim e da mesma sorte que o praticava o dito seu tio, de maneira 
« que a casa possa continuar com o credito, reputação, interesses e obri- 

• gações com que a conservava o dito Barão até o seu faliecimento. A 
« Real Junta do Commeicio, Agricultura, Fabrica e Navegação d'estes 

• Reinos e seus dominios o tenha assim entendido, e o faça executar 
« com as participações necessárias. Palácio de Queluz em 2 de Junho 
« de i806, com a rubrica do Principe Regente Nosso Senhor». 

Jacintho Fernandes da Costa Bandeira, não quiz succeder á segunda vida 
do titulo de Barão a seu tio, mas succedea-Ihe em tudo o mais, e por 
isso foi i." Sr. de Porto Covo, Alcaide-mór de Villa Nova de Mil Fon- 
tes ; Commendador da Ordem de Christo, etc. ; e no empréstimo forçado 
decretado por Junot, no dia 3 de Dezembro de 1807, subscreveu com 
32:000/1000 de réis. M. solteiro a 3 de Dezembro de 1818, legando 
toda a sua casa, a seu irmão, que segue : 
í." Joaquim da Costa Bandeira. — Nasc. a 11 de Dezembro de 1786. Herdou 
a casa de seu irmão como se vae ver pela provisão seguinte : « Dom 
João por Graça de Deus, Rei do Reino-Unido de Portugal e do Brazil, 
e Algarves, d'aquem, e d'aiem mar ; em Africa Sr. de Guiné, etc. : 
Faço saber, que tomando em consideração o que Me representou Joa- 
quim da Costa Bandeira, Supplicando-me que Houvesse por bem legi- 
timal-o qualifical-o e habililal-o para a continuação, e expediente da sua 
grande casa de commercio com avultados cabedaes espalhados em diversas 
Praças da Europa, e muitas contas com os commerciantes das ditas Praças: 
E merecendo a Minha Real contemplação a casa do dito Jacintho Fer- 
nandes da Costa Bandeira, pelo seu credito, e cabedaes, como mere- 
ceu a de seu tio o Barão de Porto Covo, para obter a graça orde- 
nada pelo decreto de 2 de Junho de 1806 : Confiando que o dito Joa- 
quim da Costa Bandeira procederá, conforme as obrigações, a que se 
acha ligado, instituição testamentária porque snccede na referida casa: 
Sou servido, em continuação d'aquella graça outorgada pelo referido 
Decreto de 2 de Junho de 1806, ao dito seu irmão Jacintho Fernan- 
des da Costa Bandeira, haver ao sobredito Joaquim da Costa Bandeira 
interinamente, e emquanto Eu não mandar o contrario, por legitimado, 
qualificado, e habilitado, para succeder em todo o giro, e expediente 
do negocio d'aquella casa, e em todas as suas correspondências, c 
Associações, assim, e da mesma sorte que praticava o dito seu irmão, 
de maneira que a casa possa continuar com o credito, reputação, 
interesses, e obrigaç^íes, com que a conservou o mesmo seu irmão 
até ao seu faliecimento. 

n'esta conformidade mando ás justiças, e mais pessoas, a quem o 
conhecimento d'esia provisão pertencer, o tenham assim entendido, e 
façam cumprir, e guardar como na mesma se contem. 
« El-Rei Nosso Senhor o mandou por seu especial mandado pelos Minis- 
tros abaixo assignados Deputados da Real Junta do Commercio, Agri- 
cultura, Fabricas, e Navegação. José António Ribeiro Soares — a fez 
em Lisboa a 10 de Dezembro de 1818 annos. D'esta 400 réis, José 
Accurcio das Neves a fez escrever : (assignados) Francisco José Dias, 
José Accurcio das Neves». 
Joaquim da Costa Bandeira, senhor de uma grande fortuna, dotado de 
um excellente caracter e esclarecido tino administrativo, soube susten- 
tar o credito de sua casa e augmentar ainda mais os seus haveres. 
Tinha porém como seu tio, a mania das distincções nobiliarchicas, e por 
isso, curou de obter carta de brazão d'armas em 6 d'Abril de 1821, i 
de se encartar na 2.* vida do titulo de Barão, concedida a seu tio, 
em 16 de Fevereiro de 1822 ; Fidalgo Cavalleiro em 3 de Janeiro 
de 1823; Presidente da Commissão nomeada para os soccorros aos 
Emigrados do Brazil, em 27 de Setembro de 1824; Visconde em duas 
vidas, em 19 de Janeiro de 1825; Honras de exercicio no Paço, em 17 



«E 



' A defecripçâo geneologica, constante da mesma Carta de Brazão, está errada. 



POR E GRANDES DE PORTUGAL 333 

de Janeiro de 1826; Carta de Conselho, em 30 de Julho de 1827, 
(Docameoto n.° 1); Commendador da Ordem de Christo; Sr. do Porto 
CÔTO ; Deputado da Janta dos Reaes empréstimos ; Presidente da Com- 
missão para dar anxilios a estabelecimentos de caridade ; Membro da 
Commis5ão do Thesoaro Publico, em 26 de Julho de 1833 ; Par do 
Reino em 1835 ; Membro da Commissão ereada para tomar conheci- 
mento do estado da divida externa consolidada ; Presidente da Direcçio 
do Banco de Portugal desde a sua fundação ; 1." Conde de Porto Covo 
de Bandeira em 15 de Setembro de 1843. etc, etc. 
Em6m o 1." Conde de Porto Covo de Bandeira, foi um bomem de bem 
e prestimoso. M., legando toda a sua fortuna a seus primos, o 2.° Conde 
de Porto Cdvo de Bandeira, e ao irmão d'este, José Bernandino da 
Costa Lobo, já mencionados, sendo em uso fructo ao primeiro, e a pro- 
priedade ao segundo, a 24 de Dezembro de 1853. 

3 o Joio. — Egresso da Ordem de S. Domingos. 

4." D. Makia Clara. — Religiosa no Conrento de S. Beato de Vianna, onde 
m. em 1808. 

5.0 Paolo. — Tenente do Regimento d'Infanteria n.° 7. Foi prisioneiro na tomada 
da Almeida, e m. em Setúbal em 1816. 

6.<* Manoel — Bacharel na facaldade de Direito pela Univenidade de Coimbra. 

£>AE:S do 1.» BiUElJLO DE PORXO COVO DE BANDEIRA 

Luiz Fernandes, natural do logar de Siara, e baplisado em Valença do Minho, fre- 
guezia de Sanlo Estevão, morador na rua da Bandeira, em Vianna do Castello, onde 
usava o seu mister de artista, e foi casado, em Santa Maria Maior, com D. Domingas Antunes, 
natural do Logar de Ruivos e baptisada na vilia da Barca, freguezia de S. Martinho de 
Crasto. 

l.o Maria Josepba Chustina Bakdeira. — Nasc. em 1746, c m. em 1796, tendo sido casada 
com João da Cofta. (K. acima). 

2.* Jachintho Fernandes Bandeira. — Nase. na raa da Bandeira, em Vianna do Castello, a 
28 d'Âbril de 1745, e foi baptisado na CSollegiada de Santa Maria Maior, da dita 
cidade. 
Jacintho Fernandes Bandeira, veio para Lisboa em Terdes annos praticar o commereio, e 
devido ao nome da rua onde nasceu adoptou iBandeira» por appellido. Quando contava 
apenas 23 annos de idade já era considerado como homem ds negocio, c n'essa quali- 
dade requereu em 1768. e obteve em 1769, carta de familiar do Santo Officio, 
(Doe. n.» 2) ; morava então na rua de S. Domingos, freguesia de Santos-o-Velho, em 
casa do Capitão de navios Domingos Dias da Silva, que era casado com uma sobri- 
nha direita de seu cunhado, Joio da Costa, e por a&nidade de sua irmã, como acima 
deixamos dito. 
Em 28 d'Abril de 1774 conseguio obter o habito de Christo; em 1792, teve o oficio 
de Escrivão perante o Dezembargo do Paço, e n'esse mesmo anuo foi nomeado Depu- 
tado e Inspector da Junta do Commereio, Agricultura, Fabricas e Navegação^ assim 
como Director da Companhia de Pernambuco e Parahyba ; em 31 de Maio de 1794, 
teve a Mercê de Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, pelo Decreto que diz o seguinte : 
8 Os fundamentos com que Sua Magestade foi servida despachar a Jacintho Fernandes 
« Bandeira, actual Deputado da Real Junta do Commereio, são os seguintes : por haver 

• sido empregado em muitas e importantes commissões do Real serviço, de que deu 
« conta com muita honra e desinteresse ; ter gratuitamente ofiferecido os seus dous 

• navios, denominados Santot Martyr^t e Santo António Olinda, promptos e equi- 

• pados á sua custa, para levarem, como levaram, tropas portuguezas á Bahia e porto 

• de Rosas, e haver principiado uma povoação no sitio de porto Covo, de que pôde 
« resultar muita utilidade ao coiiimercio e transportes da província d'AUmtejo, cuja 

• povoação se obrigou a concluir na conformidade do mappa, que appresenton. Em 
« renameraçio de todo o referido, e por querer com esta graça honrar os grossos 
« negociantes, que empregam os seus cabcdaes em utilidade do Estado, houve por 
a bem fazer-lhe Mercê do foro de Fidalgo da sua Casa, com moradia ordinária, etc, etc.» 

Em 24 de Janeiro de 1795, foi nomeado Commissario da Marinha, Eis a nomeação : 

• O Príncipe Nosso Senhor, atlendendo ao distincto serviço que Jacintho Fernandes 

• Bandeira lhe tem feito, facilitando os meios mais adequados para o Arsenal da Mari- 



334 FAMÍLIAS TITULARES t'OR 

• nha ser provido com a maior economia posiiivel dos géneros e effeitos de que pre- 

• cisa, adiantando os seus cabedacs para a compra dos ditos géneros nas primeiras 

< mãos pela módica commissão de (res por cento, mostrando n'esta incumbência o 
« leio com que tão desenteressadamenle se emprega no Real Serviço : e para que com 

• mais satisfação possa continuar com a mesma assiduidade e deligencia a procurar 

• tudo o que poder concorrer, para que os Reaes Armazéns da Marinha sejam forne- 

• eidos com a possivel commodidadc e barateza, e com os géneros de melhor quali- 

• dade: foi servido nomeal-o Gommissario da Marinha para o fornecimento dos ditos 

• aimazens: e esta Real ordem foi communicada ao Intendente dos mesmos por um 
« aviso do excellentissimo Martinho do Mello e Castro, Mmistro e Secretario de Estado 

• da Marinha, e Domínios Ultramarinos, na data de 24 de Janeiro de 1795, etc, etc. » 
Em 13 de Junho de 1796, foi agraciado para ter o direito de usar da denominação 

de Senhor de Porto Covo e da Commenda do Forno do Paço do Conselho, na Ordem 
de S. Thiago, em sua vida : « Em consideração da actividade com que promove o 

• estabelecimento e povoação em Porto Covo, em beneficio da agricultura, da pesca 
« o do provimento da Corte, além de diversas commissões que tem desempenhado com 
«satisfação, etc, etc.» Em 14 de Novembro de 1802, teve a Mercê da Âlcaidaria- 
mór de Villa Nova de Mil Fontes, em duas vidas, tendo pouco antes tido o titulo de 
Conselheiro da Real Fazenda. Em 15 d'Âgosto de 1805 teve o titulo de Barão de 
Porto Covo, em duas vidas, e successivamente nomeado para varias commissões e 
empregos como : Tbezoareiro da Nícza da Santa Casa da Misericórdia ; Provedor da 
Real Companhia de Fiação o Tecidos de Seda, etc. M. solteiro a 30 de Álaio de 1806, 
legando a seus sobrinhos uma colossal fortuna, como deixamos exarado antecedente- 
mente. 

DOCUMENTO N." 1 

t Dona Izabel Maria, Infanta Regente dos Reinos de Portugal, Âigarves e seus Domínios ; 
« Em nome de El-Rei, Faço saber aos que esta minha Carla virem, que attendendo ao 
« que me representou o Visconde de Porto Covo da Bandeira, e por Me ser presente 
« que desde o reinado do Senhor Rei Dom Afiíonso Quinto, os Senhores Reis d'estes 
« Reinos costumavam sempre conceder por estilo o Titulo de Conselho aos Viscondes 
« dos meus Reinos : 1 Hei por bem, em Nome d'El-Rei, Fazer merco ao dito Visconde 
« de Porto Covo de Bandeira, do Titulo de Conselho de Sua Magestade com o qual 

• haverá e gozará de todas as honras, prerogativas, privilégios, liberdades, franquezas, 
« aulhoridades, izenções, que hão e tem os do dito Conselho e que como tal lhe 

• competem. Jurará na Chancellaria-mór da Corte e Reino, que dará Conselho fiel, e 
« tal como deve, quando se lhe ordenar. Dada no Palácio da Villa das Caldas da 

• Rainha aos 30 de Julho de 1827. — A Infanta Regente, com Guarda. Passou-se por 
. Decreto de 23 de Julho de 18^'/. {Chanc. de D. Pedro IV, Liv. 1.» a fl. 41 «.).. 

DOCUMENTO N." 2 

Requerimento de Jacintho Fernandes Bandeira eu 1768, 

PEDINDO PARA SER FaMIUAR DO SaNTO OfFICIO 

• Diz Jacintho Fernandes Bandeira, natural c baptisado na freguezia da Collegiada de 

• Santa Maria Maior de Vianna, Arcebispado de Braga, e morador em Lisboa, em 

• casa do Capitão Domingos Dias da Silva, na rua de S. Domingos, freguezia de San- 

• tos-o-Velho ; filho de I^uiz Fernandes, natural do logar de Siara e baptisado em 

• Valença do Minho, freguezia de S. Estevão ; e de Domingas Antunes, natural do 

• logar de Ruivos e baptisada na Villa da Barca, freguezia de S. Martinho de Crasto 

• e recebidos em Santa Maria Maior, tudo de Arcebispado de Braga. Neto paterno de 

• João do Vallp, nascido e baptisado na freguezia de S. Pedro de Sardonça, termo 

• de Vigo, Bispado de Tuy, Reino de Galliza, e de sua segunda mulher. Maria Fer- 

• nandes, nascida e baptisada na freguezia do Salvador de Gandra, termo de Valença 

< e recebidos em Santa Maria de ChristoUo. Neto materno de Domingos Francisco, 
« nascido e baptisado na freguezia de S. Martinho de Crasto, termo da Villa da Barca, 

< e de Simoa Antunes, da mesma freguezia, onde ambos foram recebidos. 

• Declarou mais que os pães moravam na rua da Bandeira, em Vianna». (Torre do 

Tombo Cartório do Santo Officio). 
Depois de feitas a« precisas deligencias, obteve Carta de Familiar, em 10 de Fevereiro 
de 1769. 



Este documento pôde ainda servir de aresto a todos os Viscondes que apetecerem uma carta de Conselho. 



POR E GRANDES DE PORTUGAL 33a 

CREAÇÃO DOS títulos 

BarIo em duas vidas — Decreto de 13 (i'A?osto de 1803. 
BarIo 2.» VIDA — Decreto de 26 de Fevereiro de 1822. 
Visconde em duas vidas — Decreto de 19 de Janeiro de 1823. 
CoffDB— Decreto de 15 de Setembro de 1843. 
Visconde 2.* vida — Decreto de 28 d'Abril de 1838. 
Conde — Decreto de 9 de Maio de 1878. 
Renovado — Decreto de 31 de Março de 1887. 

Bfazão d' A.x*inas.— Escudo ; em campo vermelho, nma bandeira de oiro franjada de 
prata, com am leão dazul armado de sangainho, e a bandeira enfiada em haste de oiro tendo 
os ferros de sua côr. 

BRAZÀO concedido por Alvará de naercê nova de 6 d'Abril de 1821. 



PORTO COVO DE BANDEíRA (Condessa de).— D. Luciana Maria de Oliveira Croft 
de Moura, 2." Condessa de Porlo Covo de Bandeira, pelo seu segundo casamento. Nasc. 
a 28 d'Agoslo de 1838, filha do 1.° Visconde da GraM. {V. Graça a pag. õ9 do presente 
voL). Casou a primeira vez a 19 de Fevereiro de 1838 com Manuel de Moura Valdez, 
Fidalgo da Casa Real ; Capitão de Cavallaria do exercito, que m. a 15 de Dezembro de 
1863. Casou segunda vez com o 2." Conde de Porlo jCôvo, de quem é viuva e não houve 
successão. (V. Porto Covo de Bandeira, Conde). 

FILHOS IDO !-• 3v!C.A.TI&I'M OlsTIO 

l.° José Croft de Moura. — Nasc. a 31 de Dezembro de 1839. 

2.° Ma.ndel Croft de Mocha.— . Nasc. a 3 de Janho de 1862. 

3." D. Maria Lccia.na Croft de Mocba. — Nasc. a 10 de Novembro de 1864. 

SEUS PAES 

1." Visconde da Graça, Jorge Croft. {V. a pag. 58 do presente ml.). 




PORTO FORMOSO (Visconde DE).~Jacinlho Fernandes Gil, 1." Visconde do Porto 
Formoso, Nasc. a 3 de Abril de 1823. Par do Reino ; Fidalgo da Casa Real ; Commen- 
dador da Ordem de Chrislo ; proprietário. Casou em 1869 com D. Maria Izabel Alvares 
Cabral, que nasc. em Junho de 1849, filha de Joaquim Alvares Cabral e de D. Izabel 
Maria Rebello Rapozo. 

Jacintho. — Nasc. a 1 de Setembro de 1871. 



336 



famílias titulares 



POR 



Joaquim Fernandes Gil, negociante, proprielario em Lisboa, casado com D. Maria 
Izabel Gil. 

FIXjUOS 

l." o 1.° Visconde de Porto Formoso. (F. acima). 

2.° D. Marianna Augusta Gil. — Casada com José Rodrigues Tarujo, negociante, capitalista e 
proprietário, em Lisboa : já fallecido. 

FILHA 

D. HoRTENE Gil Tardjo. — Casada em Janeiro de 1877 com Manoel Nunes 
Corrêa, negociante em Lisboa, etc. 

3." D. Maria Izabel Gil. — Viuva de... 
4.0 Joaquim Fernandes Gil. — Já fallecido. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 28 de Janeiro de 1871. 
Rbsiobncia — Lisboa. 




PORTO DE MÓS (Barío de).— Venâncio Pinto do Rego Cezar Trigueiros, 1.* Barão 
de Porto de Mós. Nasc. a 28 de Julho de 1801. Sr. dos Morgados da Canoeira, e Ribeira 
de Azoia; Par do Reino; Conselheiro do Tribunal de Contas. Casou a 5 de Fevereiro 
de 1830 com D. Michaela Angelina da Guerra Pombo, que nasc. a 29 de Setembro 
de 1774, em. a 12 de Novembro de 1851, tendo sido primeira mulher de Francisco 
Pedro Sobrinho de Sousa, Sargento-Mór da Ordem. — Sem successão. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BaiXo — Decreto de IS de Agosto de 1845. 




PORTO SALVO (Visconde de).— Henrique José da Costa, 1.» Visconde de Porto 
Salvo : nasc. em Lisboa a 10 de Março de 1808. Commendador da Ordem da Conceição, 
e Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por Alvará de merco nova de 15 de Setembro 
de 1866. Foi herdeiro universal de seu irmão, Joaquim Leocadio da Costa, que testou uma 
fortuna de mais de dois mil contos de reis. O Visconde de Porto Salvo m. solteiro em Brescia, 
na Lombardia, a 80 kilomelros E. de Milão, a 10 de Julho de 1877, deixando a maior parte 
dos seus immensos haveres a três dos seus segundos sobrinhos, como adiante se dirá. 



POR E GRANDES DE PORTUGAL m 

Angelo da Cosia, casado com D. Josepha Cândida de Vasconcellos, ambos fallecidos. 

FTT.TTOS 

1.* ÂNTORio IztoRO DA CosTA. — M. solteiro, legando a saa forlona a seus irmãos. 

2.* JoAQCiH Lkocadio DA CosTA. — Foi qaem contractoa o empréstimo, chamado de D. Migael, 
em 183i ^, e qae se retirou para a Itália, indo viver em Brescia, onde m., legando 
para mais d& dois mil contos de réis a sea irmão, acima, o Visconde de Porto Salvo. 

3.* António Faustino da Gosta. — Nasc. a 15 de Fevereiro de 1794: m. tem geração. 

i." Ctpruno Justino da Gosta. — Do Gonselho de Soa Magestade ; Gommendador da Ordem 
de Christo ; Bacharel nas faculdades de Direito e Matbematica ; antigo Deputado ás 
Gôrtes, proprietário em Montenaór-o-Novo, onde m. Foi casado com D. Maria Eugenia 
Vinagre. É seu filho o Visconde de Santo André. (K. Santo André). 

5." SebastiIo. — M. solteiro : Gommendador da Gonceição. 

6.° Joio Baptista da Gosta. — Lavrador em Torres Vedras; m. solteiro. 

7.° Franqsco Matheos da Gosta. — Nasc. a 21 de Setembro de 1801, e casoocom D. Margarida 
Antónia Franciozi: já fallecidos. 

FILHOS 

l." Carlos. — Empregado na Misericórdia de Lisboa. 

2." D. Maria Antónia. — Gasada com seu primo, Carlos Francioxi, qne foi 
Escrivão da Fazenda no concelho de Belém. — Com geração. 

3.° EiuLiA. — Já fallecida: tendo casado com seu primo Luiz Franciozi, Escri- 
vão da Fazenda em Setúbal. 

4.° António. — M. solteiro. 

5.* Francisco. — M. solteiro. \ 

8.° VicsiTTE Ferreira da Gosta. — Nasc. a 21 de Janeiro de 1804: casco com D. Gertrudes 
Diniz Pereira, que já então era viuva. — Com geração. 

9.° D. Maria da Graqa. — Gasada rom José Pereira de Albuquerque Campos, que foi Mkjor 

reformado e Administrador do vários concelhos : ambos fallecidos. — Sem geração. 
10.0 D, Maria Izabbl de Vasconcbllos da Gosta. — Casou com João Sabino Vianna, que foi 
negociante de cereaes, e depois Gommendador da Conceição ; Vogal da Junta do Cre- 
dito Publico e do Conselho de Sua Magestade. 

FILHO ÚNICO 

Joio António Vianna. — Nasc. a 29 de Fevereiro de 1820: Gommendador da 
Conceição ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; antigo Deputado da Nação; 
1.° Official da Secretaria do Conselho d'Estado. Casou a 30 d'Abril 
de 1840, com 0. Gamilla Adelaide da Silva Carvalho, filha dos Viscondes de 
Silva Carvalho. (F. este titulo). 

FILHOS 

1.* Josi. — Foi' Tenente de Cavallaria: casoa com t).... da 

Guerra Quaresma. — Com geração. 

2." Jo5o Sabino. — Foi Alferes de Cavallaria: solteiío. 

3.° António. — Bacharel em Direito, etc. 
N. B. ettet tret irmãos foram oí maiores herdeiros do Visconde 
de Porto Salvo, tocando a cada um d'elles cerca dt sete' 
centos contos de réis I 

4.» D. Maria Clara. — Viuva. — Com geração 

6.° D. Gamilla. — Casada com José António Garcia, Tenentc-Coro- 
nel de Cavallaria. — Sem geração. 

6.° D. Anna. — M. solteira. 

7.° D. SsBASTiANNA. — Gasada com... Roquette, lavrador em 
Salvaterra. 

8." D. LoDOviNA. — Casada com Domingos Pinto Coelho, Bacha- 
rel *em Direito. — Com geração. 



* F. a obra que tem ^r titulo : D. Miguel, a sua Realeza e o seu empréstimo Outrequin Sf Jauge, por Tko- 
maz Ribeiro. Lisboa, Licrana Académica Lisbonense, 1881. 

Este auctor tracta detidamente do assumpto, chamando a Joaquim Leocadio, Joaquim Ltonardo, o que, a não 
5er equivoco, é erro de imprensa. 

£' certo, porém, que com este ou aquelie sobrenome é sempre o mesmo homem. (F., principahnenie, de pag. 
iil em diante, da citada obra.) 

4S 



338 famílias TITULARES POR 

11.0 D Maria Carlota. — Casada com Joaquim Dias, ambos fallecidos. — Com geração. 
1I.*> D. Maria Cândida.— M. solteira. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 29 de Fevereiro de 1872. 

Antisa rbsidrncia — Via de Santo Andrea, em Milão. 




PORTO SANTO (Conde de).— António de Saldanha da Gama, 1.» Conde de Porto 
Santo : nasc. em Lisboa a 5 de Fevereiro de 1778. Foi membro do Governo dos Reinos 
de Portugal e Algarves, por Decreto de*24 de Maio de 1820; Chefe de Esquadra da Ar* 
mada Real ; Governador e Capitão-General do Maranhão em 1802, e do Reino d'Angola 
em 1805 ; Conselheiro do Ultramar em 1806, e da Fazenda, no Rrazil, em 1810 ; Minis- 
tro Plenipotenciário ao Congresso de Vienna, em 1814, a S. Petersburgo em 1815, e a 
Madrid em 1820 ; Embaixador Extraordinário da mesma Corte, em 1823 ; Ministro e Se- 
cretario de Estado dos Negócios Estrangeiros, em 1825 ; Presidente da Camará Municipal 
de Lisboa, em 1833 ; Par do Reino, em 1826 ; Veador da Rainha D. Carlota, e, mais 
tarde, com exercício no quarto da Sr." Infanta D. Izabel Maria ; Gran-Cruz das Ordens 
de Torre e Espada, e de Carlos iii, em Hespanha ; Commendador da de S. Bento d'Aviz. 
M. a. . ., tendo casado em 1801 com D. Antónia Bazilia Heredia de Bettencourt, Dama 
das Ordens de Santa Izabel, e de Maria Luiza, em Hespanha, que nasc. na Ilha da Madeira 
a 14 de Junho de 1777, e m. a 4 de Março de 1837, filha herdeira de D. José de Brito 
Heredia e de D. Antónia de Brito de Bettencourt. — Sem geração. 

SEUS PAES 

Manuel de Saldanha da Gama, nasc. a 21 de Fevereiro de 1715 ; Moço Fidalgo ; 
Conselheiro do Conselho do Ultramar ; Sr. do Engenho de Assucar do Accupe, na Bahia, 
em que succedeu a sua primeira mulher. M. em 1778, tendo casado duas vezes, a pri- 
meira na dieta cidade da Bahia com D. Joanna Guedes de Brito, viuva de D. João 
de Mascarenhas, e filha do Coronel António da Silva Pimentel, Fidalgo da Casa Real 
e Sr. do dicto Engenho, e de sua mulher D. Izabel de Sousa Guedes de Biito ; a se- 
gunda vez com D. Francisca Joanna Josepha da Camará, viuva de Luiz José Corrêa de 
Sá. (V. Asseca, a pag. 455 do primeiro vol. d' esta obra). 

^ttCjUOS ido 2.» Tvr A TIR.IlMIOI^nO 

1.» D, Joanna Maria. — Viscondessa de Souzel, nasc. a 20 de Fevereiro de 1771. 
• 2.* Joio. — Que foi o 6." Conde da Ponte, nasc. a 4 de Dezembro de 1773. (V. Ponte). 

Z.* D. Maru do Rbsoatb — Nasc. a 15 de Agosto de 1776, e m. a 14 de Novembro de 1796. 
4.0 António di Saldanha da Gama. — 1.° Conde de Porto Santo. (F. acima). 

SEUS AVOS 

João de Saldanha da Gama : nasc. a 19 de Maio de 1674. Foi Sr. da villa de Asse- 
quins ; Commendador de Alcains e Salvaterra de Ribatejo, na Ordem de Christo ; Gentil- 



PÔV 



E GRANDES DE PORTUGAL 



339 



Homem da Gamara do Infante D. Anlonio ; Mestre de Campo de Infanteria ; Governador 
da Ilha da Madeira ; Vice-Rei da índia, d'onde voltou no anno de 1732. 

Casou a 9 de Dezembro de 1703, com D. Joanna Bernarda de Lencastre, filha 
de Luiz Cezar de Menezes, Alferes-mór do Reino, e de sua mulher D. Marianna de Len- 
castre. 

FTTiTTOa 

l.° Luiz de Saldanha da Gama. — Nasc. a 9 de Dezembro de 1704: saceedea á casa de sea 
tio e cunhado, o 3." Conde^da. Ponte, António José de Mello Torres. Casou a 4 de 
Julho de 1736 com D7~Xnna de Menezes, filha dos í.*' Condes de S. Thiago, Aleixo 
de Souza e Silra, e D. Leonor de Menezes, etc. 

2.0 D. Mabianna Josepha Joaquina db Lencastre. — Nasc. a 3 de Abril de 1706: foi dama 
do Paço, e Camarista da Princeza do BraziL Casou a 5 de Novembro de 1739, com 
seu primo, Martim Corrêa de Sá, que foi herdeiro do Visconde d'Asseca. 

3.' António Francisco de Saldanha. — Nasc. a 9 de Outubro de 1708. Foi Porcionista do 
Collegio de S. Paulo em Coimbra, e Prelado da Santa Egreja Patriarchal de Lisboa. 

4." D. Magoalbna. — Nasc. em 9 de Março de 1709: freira no Conrento da Annunciada em 
Lisboa. 

5.° José de Saldanha. — Nasc. em Abril de 17il: foi servir á índia, e lá m. afogado, vol- 
tando de Mombaça com Luiz de Mello de Sampaio, no anno de 1719, tendo sido 
casado n'aquelle Estado com D. Anna Joaquina de Mello e Castro. 

6* Francisco de Saldanha da Gama. — Nasc. a 39 de Maio de 1713: e foi Porcionista do 
Collegio Real de Coimbra, e Prelado da Santa Egreja Parochial de Lisboa. 

7.» Manoel de Saldanha da Gama. — (V. acima). 

8.° Josi Thomaz ok Saldanha. — M. Menino. 

9.° D. ÂNNA Joaquina db Lencastre. — Nasc. a 17 de Julho de 1721 : esteve para casar 
com D. António Alves da Cunha, Sr. de Taboa, e Governador do Maranhão, o 
que nio teve effeito ; casamento que se realisou mais tarde com o Conde 4a Ponte, 
António José de Mello e Torres, que m. — Sem geração. 
lO.o D. Maria Barbosa db Lencastre. — Nasc. a 5 de Dezembro de l72i. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Conde — Decreto de 26 de Outubro de 1823. 




PÓVOA (Conde DA).^João xMaria Teixeira de Sampaio, í.* e ultimo Conde da Póvoa. 
Nasc. a 9 de Janeiro de 1826, e m. a 8 de Julho de 1837. — Sem geração. 



340 famílias titulares PÔV 

SEUS PAES 

Henrique Teixeira de Sampaio, 1." Conde da Póvoa e 1." Barão de Teixeira: nasc. 
era Angra a 30 de Outubro de 1774. Foi por seu pae mandado estudar em um collegio 
de Londres, e n'esta cidade é que lambem principiou a sua vida commerciai. Em o anno 
de 1800 foi Commissario em Chefe do exercito auxiliar Anglo-Luzo, e foi com o forneci- 
mento para o exercito que principiou a adquirir avultados bens de fortuna. Em 1818 es- 
lava já opulentissimo, e foi n'esse anno agraciado com o titulo de Barão de Teixeira. Em 
1823 foi agraciado com o titulo de Conde da Póvoa, e n'esse anno entrou para o minis- 
tério do Marquez de Palmella, como Presidente do Real Erário e Ministro da Fazenda ; 
sahiu em 1825 ; em 1826 foi nomeado Par do Reino e lambem Conselheiro de Estado ; 
leve a Gran-Cruz da Ordem da Conceição, a Commenda de Christo, e a de Torre e Es- 
pada. M. a 27 de Março de 1833. 

O Conde da Póvoa tinha em 1825 uma riqueza avaliada em vinte milhões de cru- 
zados; os seus rendimentos chegaram um anno á cifra de reis 227:074^636; quando fal- 
leceu, os seus bens foram' avaliados, no inventario a que se procedeu, em oito mil e qua- 
trocentos contos, ou vinte e um milhões de cruzados. Foi casado duas vezes, a primeira 
a 16 de Fevereiro de 1804 com D. Marianna Slack, que nasc. a 12 de maio de 1777, 
e m. sem geração a 15 de Outubro de 1805, filha de Marlim Slack e de sua mulher 
D. Angelina Pelican ; a segunda vez a 1 de Março de 1824 com D. Luiza Maria José Rita 
Baílhazar de Noronha, que nasc. a 28 de Outubro de 1802, filha dos l."* Condes de Peniche 
(Y. Valença). 

FILHOS IDO 2." -Jb/LJ^i::EÒXl^(Dl<rXO 

1.» o 2.0 Conde da Póvoa. {V. aeima). 

a.** D. Maria Luiza de Sampaio e Noronha. — Nasc. a 21 de Abril de 1827, e por morte 
de seu irmão herdeira da immensa fortuna de sen pae, e do Morgado institnido a 
favor do 1." como abaixo se dirá. Casou a 3 de Julho de 1836 com D. Domingos 
de Sousa Holstein, 1.° Marquei do Fayal, 2." Conde de Calharia, Official-mór da 
casa Real, Offlcíal da Armada Reiíl, Addido á Embaixada de Londres para. o acto da 
coroação da Rainha Victoria, etc, etc. (K. Duques de Palmella). 

(V. a descripção genealógica inserta no primeiro vol. doesta obra apag. ^77 e seguin- 
tes. Convém, porém., advertir, por amor da verdade histórica, que lai descripção é sobremodo 
inexacta em presença da certidão que temos á vista do primeiro casamento do pae do 1." 
Conde da Póvoa, celebrado a 20 de Abril de 176 í na Egreja da freguezia de Santa 
Maria dos Olivaes, e consta do livro 7." dos recebimentos da mesma fregrezia a fl. 159). 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Condi — Decreto de 3 de Jalho de 1823. 
BarIo — Decreto de*10 de Março de 1818. 

Brazão d'A.nnas.— Escudo esqnartellado ; no primeiro qnartel as armas dos Tei- 
zeiras ; no segando as dos Sampaios ; no terceiro as dos Ámaraes, e no quarto a dos Guedes. 

DECRETO 

Da InstitdiqXo do Grande Moroado do Condi da Pótoa 

«Attendendo ao que Me representou o Conde da Póvoa, do Conselho de Estado, Ministro e Secretario 
ode Esudo dos Negócios da Fazenda, Presidente do Real Erário, e n'elle Lugar-Tenente immediato á Minha 
«Real Pessoa, e o quanto era necessário para conservar o explendor e nobreza de sua família, vincular 
•fundos para constituir um rendimento com o qual seus successores possam ter os meios de se empregarem 
• no Meu Real Serrico com aqnelle zelo, fidelidade e distincçào com que o sobredito Conde Me serve, e 



PÔV 



E GRANDES DE PORTUGAL 



341 



tpor outros jnstòs motÍTOs qae Me foram presentes : Hei por bem de Mea mota próprio, certa scieocía, e 

• Poder Supremo, Conceder-lhe faculdade para vincular em morgado a quantia de três milhões de cruzados, 
«com as clausulas seguintes: 1.* que este capital ficará vinculado com toda a firmeza e legitimado logo que 
«o dito Conde assignar a escriptora em que declare ser esta sua vontade, sem que seja necessário outra 
falgama solemnidade. Provisão ou Alvará, nem pagamento de Novos direitos, ou outras quaesquer solemni- 
tdades, bastando só ser este encorporado na escriptura, que somente fica sendo necessária, para o que re- 
«vogo todas as leis em contrario para este effeito ; 2." que se tiver o dito Conde mais de om filho do ma- 
«Irimonio que tem justo contrahir, poderá até á hora da sua morte dividir este morgado em dous, ficando 

• um ao filho primogénito! e podendo nomear para successor do segundo a outro filho ou filha que lhe pa- 
recer, cujos vínculos ficarão assim divididos com toda a validade sem outra alguma solemnidade mais do 
que a declaração do mesmo Conde feita por escriptura publica, na qual declare a nomeação do filho oa 
filha, e a quantia que separa para este segundo morgado : 3.* que além do referido capital de três milhões 
de cruzados, que logo depois de assignar a Escriptura ficam vinculados, sem jamais poderem entrar em par- 
tilhas, ainda que haja muitos filhos, nem constituírem parte de suas legitimas, possa o dito Conde annexar 
a um dos ditos vínculos, ou a ambos, a quantia que lhe parecer dos outros fundos e bens livres, e nas 
legitimas dos filhos successores dos vínculos, cujas legitimas também poderá annexar, visto ser esta an- 
nexação em sua utilidade : 4.' que querendo o mesmo Conde substituir o mesmo capital em bens de raiz 
o poderá em todo o tempo fazer, bastando para a dita substituição que assim o declare por escriptura a 
qual o Provedor das Capellas julgará por sentença, sem outra alguma solemnidade mais do que preceder 
avaliação pela qual mostre que os bens substituídos não são de menor valor do que o capital em cujo 
logar se substituem, e sem que seja necessário pagamento de siza, ou outro algum direito : S.* que no 
dito morgado, no caso de não haver a divisão para a qual fica o referido Conde auctorisado, succeda o 
filho primogénito varão, e na sua falta a filha, continuando a ordem regular de successão estabelecida na 
lei, e que havendo a divisão e nominação de algum dos filhos para o segundo morgado, se observe 
a mesma ordem regalar de succeder no filho ou filha nomeado, e seus descendentes : 6.* que o sobredito 
Conde na escriptura que celebrar possa onerar o capital vinculado com os encargos pios que bem lhe pa- 
recer, não excedendo estes á centessima parte do rendimento : 7.* que no caso de não haver filhos do ma- 
trimonio, que o sobredito Conde tem ajustado, poderá por escriptura Publica dissolver o vinculo e decla- 
car o dito capital livre e alludial, o qual peia dita escriptura sem outra alguma solemnidade ficará dis- 
solvido, podendo dispor d'elle como bem lhe parecer, e querendo que subsista, poderá nomear para n'elle 
succeder a algum filho illegitimo se o tiver, sendo primeiro legitimado. Com estas clausulas Sou Servido 
que o Conde da Póvoa possa vincular o dito capital de três milhões de cruzados, as quaes quero e Mando, 
tenham todo o vigor, não obstante a disposição da lei de 3 d'Agosto de i770 e outras quaesquer ordena- 
ções, leis, decretos, ou resoluções em contrario, que todos, pelo presente decreto, derrogo e Hei por der- 
rogados, como se cada uma fizesse expressa e especial menção. Palácio de Salvaterra de Magos em 27 de 

• Fevereiro de 1824. — Com a rubrica de Sua Magestade.» 




PÓVOA DE VARZIM (Barão da).— Manuel Fernandes da Silva Campos, 1.» Barão 
da Póvoa de Varzim : nasc. na Póvoa de Varzim a 20 de Março de 1826. Fidalgo Caval- 
leiro da Casa Real. Casou em 1858 com D. Florinda Porto da Silva, que nasc. na Póvoa 



342 famílias TITULARES PÒV 

de Varzim a 11 de Março de 1830, filha de João José da Silva Porto, Fidalgo Cavalleiro 
(la Casa Real, por ser Commendador da Ordem da Conceição, e de sua mulher D. Anna 
Bernardina, ambos já fallecidos. 

1.» D. Idalina. — Nasc a 19 de Fevereiro de 1889, 
2.» D. Francisca. — Nasc. a 3 d' Abril de 1865. 
3." Oscar. — Nasc. a 12 de Setembro de 1866. 
4." Virgílio — Nasc. a 25 de Junho de 1868. 
8." D. Arminda. — Nasc. a 8 de Fevereiro de 1870.* 
6.° Horácio — Nasc. a 28 de Dezembro de 1872. 

SEUS PAES 

João Fernandes da Silva Campos, casado com D. Joaquina Alves de Sousa, filha 
de Miguel Alves de Sousa, naturaes da freguezia de Balazar, concelho da Povoa de Varzim. 

(.". 1." Barão da Póvoa de Varzim. {V. acima). 
2.0 D. Thereza Margarida de Campos. — Viuva de... 

FILHOS 

1." D. Maria Amélia de Campos. 

2.0 José Fernandes da Silva Campos. 

S.** D. Rita Jdlia de Campos. 

4." JoXo Fernandes dà Silva Campos. 

5.° Manoel Fernandes da Silva Campos. - 

3." D. Rita Alves de Soosa. — Casada com... 

FILHOS 
1.» D. Thereza. 
2." Manoel. 
3." D. Maria. 

4.<* JOAQOIM. 
5.» J08B. 

6.<* D. Margarida. 

7.0 MlODEL. 

8.» D. Rosa. 

9." António. 
10. o D. Josbpha. 
11.0 D, Idalina. 
lí.o Lou. 

N. B. todos naturaes da freguesia de Balazar. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BabXo. — Decreto de 18 dt Maio de 1868. 

JSrazão d* Armas. — Escudo partido em pala: na primeira as armas dos Campos, e 
na segunda as dos Silvas. 

BRAZÍO concedido por Alvará de 8 de Novembro de 1869. (V. Archivo Heraldieo-Gtnealogieo). 

Residencu. — Na cidade de Macahé, (Brazil). 



POV 



E GRANDES DE PORTUGAL 



343 




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POVOLIDE (Conde de).— Luiz José da Cunha Grã Athaydé e Mello, 4." Coode e 
lt.° Sr. de Povolide ; Coramendador da Ordem de Chrislo ; Tenenle-Coronel ; Ajudante 
de Ordens do Governo das Armas da Côrle e Província. Nasc. a 3 de Setembro de 1778, 
e m. a 11 de Julho de 1833, tende casado a 3 de Fevereiro de 1813 com D. Maria Be- 
nedicta do Patrocínio de Castro, que nasc. a 14 de novembro de 1780, e m. a. . . filha 
dos 2.°' Condes de Rezende, D. José Luiz de Castro e Azevedo, 16.° Almirante de Por- 
tugal ; Capitão da Guarda Real dos Archeiros ; Gran-Cruz da Ordem de Aviz ; Conselheiro 
de Guerra ; Vice -Rei do Estado do Brazil ; Tenente-General, que nasc. a 19 de Agosto 
de 1751, em. a 23 de Março de 1819 ; e de sua mulher D. Maria do Resgate de Noronha, 
que nasc. a 6 de Outubro de 1749, em. a 14 de Julho de 1822. — Sem geração. 

SEU© PAES 

José da Cunha Grã Alhayde e Mello, 3." Conde e 10." Sr. de Povolide ; Genlil-Ho- 
mem da Camará da Rainha D. Maria i ; Gran-Cruz da Ordem, de Christo ; Governador e 
Capitão-General de Pernambuco e Bahia ; Presidente do Senado da Camará de Lisboa ; 
Camarista do Príncipe D. João, etc. Nasc. a 23 de Junho de 1734 ; succedeu a seu pae 
a 30 de Janeiro de 1761. M. de repente a 17 de Janeiro de 1792, tendo casado em Junho 
de 1775 com D. Maria da Silva, que nasc. a 27 de Março de 1752, em. a 8 de Março 
de 1806, 1.' filha dos 6.°* Condes de Aveiras e l.°* Marquezes de Vagos. (V. Vagos' e 
Aveiras). 

FTXiTTOS 

1." D. Barbí^ra. — Nasc. a 10 de Setembro de 1776: Dama da Rainha D. Maria i. 

2.* D. Maru Helena. — Condessa de Valladares, nasc. a 39 de Ootabro de 1777. (V. Vai- 

ladaret). 
3." Lniz JosK. — 4.» Conde. (K. aeima). 

4.° D. IsNEz JesÉ. — Marqaeza de Torres Novas, nasc. a 2 de Dezembro de 1780. 
5.° Francisco. — Succedeu na Casa do Conde, seu irmão; nasc. a 28 d'Abril de 1783, e m. 

em 1837. — Sem geração. 
6.0 António. — Conde de Cintra. (Y. pag. 457 do 1.° vol.) 



344 famílias TITULARES POV 

7.** Josi Maria. — Monsenhor da extincta patríarchal, nasc. a 17 dd Jalho de 1787, e m. 

em 1869. 
8.° Miguel da Cdnba. — Monsenhor da exlincta patriarchal, nasc. a 23 d'Ágosto de 1789, e 

m. a 9 de Agosto de 1863. 
9.* JoXo. — Yeador da Rainha D. Carlota, Gommendador da Ordem de Ghristo, Major de Ga- 

vallaria, nasc. a 19 de Novembro de 1790, e m. a... 
10." — D. GoNSTANÇA. — Nasc. a 19 d*Agosto de 1791, e m. a 9 de Junho de 1806. 

SEUS A.VOS 

Luiz Vasques da Cunha de Alhayde, 'l." Conde e 9." Sr. de Povolide, da villa de 
Castro Verde, da aldeia de Páradella ; dos Morgados de Vidigueiras, Alhouguia, Góes e 
outros, e do Padroado de Santa Maria de Trancoso ; Gommendador de S. Cosme de Gundar, 
e de Santa Maria de Montalvão, ambas na Ordem de Ghristo ; Gentil-Homem da Gamara 
do Infante D. António ; Capitão de Infanteria em 1735 de um dos Regimentos da Corte, 
e em 25 d'Agosto de 1749 Presidente da Junta do Tabaco. M. em . . . , tendo cagado a 11 de 
Dezembro de 1729, com sua prima D. Helena dé Gastello Branco, filha do 3." Conde de 
Valladares. (V. Valladares). ' 

1.° Tristão da Cunha de Athayde. — Nasc. a 13 d'Abril de 1731, e m. de tenra idade. 

2.0 O 3.» Conde de Povolide. (V. acima). 

3.0 Nuno José da Cunha. —Nasc. a 21 de Fevereiro de 1737. 

4.° Miguel da Cunha. 

BISA-VOS 

Tristão da Cunha d'Alhayde e Mello : nasc. no anno de 1655, foi o 1." Conde de Po- 
volide ; Gommendador na Ordem de Ghristo ; foi na armada a Turim no anno de 1682 ; 
Coronel de um dos Regimentos das Ordenanças de Lisboa ; serviu na guerra com 
o posto de Mestre de Campo do terço pago, de Pinhel. M. a 8 de Agosto de 1728, tendo 
casado com D. Anchangela Maria de Távora, que m. a 14 d'Agosto de 1709, filha 
de Miguel Carlos de Távora, 2." Conde de S. Vicente. (F. S. Vicente). 

1.0 o 2.0 Conde de Povolide. (V. acima). 

2.° Miguel Carlos da Cunha. — Foi Porcionista no CoUegio Real de Coimbra, e ^ente na 
Universidade; enlroa na Religião dos Cónegos [Regrantes, e n'ella se chamou D. Mi- 
guel da Annunciação e mais tarde eleito Bispo de Coimbra, Conde de Arganil. M. 
em... 

3."» Nuno da Cunha. — Professou no anno de 1726 na Ordem de Jesus. 

4.* D. Maria Constança de Távora. — Dama da Rainha D. Marianna d'Austria, mulher de 
El-Rei D. João v, a qual, em 25 de Fevereiro de 1732, casou com D. Braz Bal- 
thazar da Silveira, Mestre de Campo, General e Conselheiro de Guerra, e foi sua 2.^ 
mulher. 

T£:ro£:iros avOs 

Luiz da Cunha de Athayde, succedeu á casa de seus pães, e foi 7." Sr. de Povolide, 
Gommendador de S. Cosme de Gundar, na Ordem de Ghristo. M. a 1 de Março de 1672, 
lendo casado com D. Guiomar de Abranches de Lencastre, que m. a 27 de Julho de 1665, 
filha de D. Álvaro de Abranches da Gamara, e de sua primeira mulher D. Maria de 
Lencastre. 



1." o 1.» Conde de Povolide. {V. aeima). 

2.0 Dom Álvaro de Abranches. — Gommendador de S. Mathens da villa de Soure, na Ordem 
de Ghristo. M. a 19 de Janeiro de 1695. 



4 



M 



PRA 



E GRANDES DE PORTUGAL 



345 



3.<> Nono da Cunha de âthatde.— Nasc. a 8 de Dezembro de 1664. Estadoa em Coimbrã, 
foi Porcionista do Collegio de S. Paalo, e depois de graduado em Cânones, Cónego da 
Sé de Coimbra ; Deputado do Santo Officio ; Inquisidor na mesma cidade ; Deputado 
da Junta dos Três Estados ; Sumilher da Cortina do Rei D. Pedro ir, em Janeiro 
de 1695 ; Commendador de Bornes na Ordem de Cbristo ; Capellão-mór do dito Rei 
em 14 de Setembro de 170o, e tendo já recusado o bispado d'Elvas, acceilou o de 
Bispo titular de Targa, sagrado a 14 de Maio de 1706. 
O Rei D. João v o nomeou Inquisidor Geral do Reino, a 10 de Marco de 1707, do 
sen Conselho de Estado, Ministro do seu Despacho, e por ultimo Cardeal da Santa 
egreja Romana pelo Papa Clemente xi a 18 de Março de 1712, por nomina de Por- 
tugal, com o titulo de Santa Anastácia, de que tomou posse a 10 de Junho de 1721, 
anno em que estando em Roma, serviu nas congregações dos Bispos e Regulares da 
Propaganda Fide de Ritos e do Consistorial, e voltando á Pátria, m. a 14 de Dezem- 
bro de 1750. 
Foi este Prelado que adquiriu aquellas preciosas obras de Benvenuto Cellini que ha 
poucos annos foram vendidas por um dos últimos herdeiros d'esta Casa, pelo valor da 
• prata, a peso, a um agiota ourives, e este por sua vex as vendeu, com enorme lucro, 
ao Barão d'Alcochete, que foi a França revendei- as por cerca de cem contos de réis, 
- e hoje existem no museu particular da Rainha d'Inglaterra. 

4.* Simão da Cunha de Athatdb.í 

5.*^ Nuno Manukl da Cunha > Morreram solteiros 

6."» Antomo da Cunha. \ 

7.0 D. Antónia de Vasconcellos. — M. iem geração. 

8.0 D. Maria de Lencastro. — Mulher de sea primo D. Carlos de Noronha, 2.° Conde d« 
Yalladtres. — Com geração. 

creação do titulo 

Conde — Carta de 6 de Janeiro de 1709. 
Senhorio — Carta de 24 de Julho de 1464. 

Brazâo d* Armas.— Escudo com as armas dos Cnnlias. 




PRADO (Conde do). — Dom Alexandre da Silveira e Lorena 14.' Conde do Prado, 
e 12.0 Marquez das Minas. Nasc. em 1847, e casou em França a 17 de Setembro de 1876, 
com D. Sophia Izabel de Roboredo, que nasc. a 10 de Setembro de 18S9, filha dos 1." 
Viscondes e 1."' Barões de Roboredo. (Y. Minas e Roboredo). 

44 



3i6 FAMÍLIAS TITULARES PRA 

SEXJS PAES 

Dom Braz Maria da Silveira e Lorena, 9," Marquez das Minas, renovado era 13 de 
Janeiro de 1842. Nasc. a 17 de Dezembro de 1814 ; Par do Reino ; Cavalieiro da Ordem 
de Chrislo, e da Torre e Espada; Condecorado com a Medalha llespanhola de Izabel n, 
ele. Casou a 8 de Maio de 1842, com D. Eugenia de Sousa Iloislein, que nasc. a 25 de 
Março de 1813, filha dos 1.°' Duques de Palmella. (Y. Palmella e Souza IJolstein). 

i." Dom Nono Balthazar da Sílveika e Lorena. — 12.° Conde do Prado. Nasc. a 11 de 

Selembro de 1843: já fallecido. — Sem geração, 
i." Dom Pedro da Silveira e Lorena. — 13." Conde do Prado, e 11.° Marquez das Minas: 

já fallecido. — Sem geração. , 

3.0 Dom Alexandre da Silveira e Lorena.— 14. «» Conde do Prado, e 12. « Marqaez das 

Minas. {V. acima). 
4." D. Anna da Silveira e Lorena. — M. em Novembro de 1881. 

SEUS AVOS 

Nuno Maria Balthazar da Silveira e Lorena, Capitão do Regimento d'Infanleria n.° 22. 
Nasc. a 13 de Janeiro de 1793, em. a 13 de Fevereiro de 1820, tendo casado com D. Anna 
José de Assis da Camará, que nasc. a 27 de Setembro de 1796 ; 4.* filha de D. Luiz 
Gonçalves da Gamara Coutinho Pereira de Sande e de D. Maria de Noronha. (V. Taipa). 

1.0 o 9." Marquez das Minas. (V. acima). 

2.° Dom Lciz. — Nasc. a 7 de Dezembro de 1816. 

BISAVÓS 

Dom Braz José Balthazar da Silveira e Lorena,, nasc. a 26 de Maio de 1747 ; Sr. de 
S. Cosmado ; Alcaide-mór de Vizeu ; Coraraendador da Ordem de Chrislo ; Governador de 
S. Lourenço da Barra. M. no posto de Tenente-Coronel, a 3 de Maio de 1806, tendo ca- 
sado a 26 de Julho de 1789 com D. Anna Izabel de Castro, que nasc. a 11 de Setembro 
de 1765, 7." filha dos 1.°' Condes de Rezende, D. António José de Castro, 11.°' Srs. de 
Penella, ele. 

1.» D. Thebeza Maria.— Nasc. a 12 d'Agoslo de 1790, e m. a 3 de Maio de 1802, 

2,« D. Maria José.— Nasc. a 2 de Janeiro de 1792, e foi Condessa de Rezende. 

3," Dom Nuno Maria. — (V. acima). 

4.» Dom António Maria. — Capitão do exercito: nàsc. a li de Fevereiro de 1794, e m. em 

Roma em 1835. 
5.° Dom Francisco Maria.- Nasc. a 8 de Dezembro de 1796: Alferes do Regimento de Caval- 

laría n.^ 4; m. em 1815. 
6.0 Dom Loiz Maria. — Diplomata: nasc. a 1 d'Oatubro de 1799, e m. a 10 de Julho de 1833. 
7.» Dom Miguel José.— Nasc, a 3 d'Abril de 1801; Tenente-Coronel e Governador de Solor 

6 Timor na índia. M. a 3 d'Abril de 1832. 
8.0 Dom Raphael Maria.— Nasc. a 5 de Julho de 1803, e m. a 6 d'Ago3to de 1830. 

TERCEIROS AVÓS 

D. Luiza Francisca Antónia da Silveira, nasc. a 6 de Fevereiro de 1722, e m. a 9 
de Janeiro de 1749, lendo sido 1." mulher de Nuno Gaspar.de Lorena e Távora, que nasc. 
a 22 de Junho de 1704, e m. em 1789, tendo casado a primeira vez com a dita Sr." a 13 



PUA K GRANDES DE PORTUGAL 347 

de Julho de 1743, e a segunda a 1 de Dezembro de 1733 cora sua cunhada D. Maria Igna- 
cia da Silveira, que nasc. a 1 de Fevereiro de 1723, e m. a 24 de Janeiro de 1802, 
ai/ herdeira da Casa de seus pães, e ambas filhas de D. Braz Ballhazar da Silveira. 
(Como adiante se dirá). 

i." Dom Braz José. — (K. acima). 

. 2.0 D. Francisca de Paola. — Nasc. a 28 de Novembro de 1734. 3.» Marqueza de Pombal, 
pelo seu casamento. {V. Pombal). 
3.0 Dom Bernardo José de Lorena e Silveira. — S." Conde de Sarzedas. (V. Sarzedas). 

QUARTOS AVOS 

Dom Braz Ballhazar da Silveira. Nasc. a 3 de Fevereiro de 1674 ; foi Sr. de S. Cos- 
raado, na comarca de Lamego ; Commendador de Ranhados, e mais Commendas que leve 
seu pae ; Meslre de Campo-General ; Governador e Capilão-General das Minas ; Governa- 
dor das Armas da Província da Beira: m. Conselheiro de Guerra a 7 d'Agoslo de 1751, 
lendo casado duas vezes, a primeira a 18 d'Oulubro de 1719, com D. Joanna Vicencia de 
Menezes, filha de Aleixo de Souza de. Menezes, 2." Conde de S. Thiago ; a segunda vez 
a 2o de Fevereiro de 1732 com D. Maria Caelana de Távora, Dama da Rainha D. Ma- 
rianna d'Austria, e filha dos 1.°' Condes de Povolide, 

IFILHJ^S X)0 1.» ivr.A t:eít~m'<di<í1lo 

!.• D. Leonor da Silveira. — Nasc. a 10 de Oulubro de 1720, e m. a 3 de Fevereiro 

de 1721. 

2." D. Luiz A Francisca Antónia da Silveira.) ., . %! r> /tr • \ 

„ . „ .1 I £? i Ambas casadas com Nuno Gaspar (V. acima). 

3.» D. Maria Ignacia da Silveira. ) t- \ / 

í^IIiEC^S IDO 2.» Jsd-ATI&TMiOJ^NnQ 

4.* 6. Marianna da Silveira. — Nasc. a 23 de Novembro de 1733, c m. de tenra idade. 
S.* D, Thereza da Silveira. — Nasc. a 24 de Dezembro de 1735, e m. em 1738. 

QUINTOS AVOS 

D. Luiza Bernarda de Lima, que m. a 14 de Fevereiro de 1737, filha do 3." Conde 
do Prado e 1.° Marqnez das Minas, como abaixo se dirá, e casada com D. Luiz Ballhazar 
da Silveira, que nasc. a 5 d'Agoslo de 1647, e m. a 18 de Janeiro de 1737, lendo sido 
Veador da Rainha D. Marianna d'Auslria ; Commendador de S. Thomé de Carrelhão, 
S. Cosrae e Damião de Garfe, no Arcebispado de Braga ; de S. Thomé de Penalva, no Bis- 
pado de Coimbra ; de Sanlo Eslevão de Oldrões, no Bispado do Porlo, e mais a de S. Vi- 
cenle da Figueira, Iodas na Ordem de Chrislo ; serviu na guerra coulra Caslella, na pro- 
víncia do Minho, onde se dislinguiu. Era filho único de Fernão da Silveira, mililar valenle, 
que serviu na Armada, e achou-se na guerra da Restauração da Bahia. Escapou de um 
naufrágio na costa de França ; foi servir o Governo da Itália, e sendo Capitão de Infan- 
teria, assistiu ao cerco de Casal e recontro da Ponte de Carinhano. No aono de 1633 
passou com o Duque de Feria a Allemanha, onde- no seguinte anno se achou na batalha 
de Norligem, e pelo valor com que procedeu n'ella lhe deu o Cardeal-Infante uma Com- 
panhia de Cavallos, cora a qual serviu em Flandres até o anno de 1636 era que, voltando 



348 famílias TITULARES PRA 

a Portugal, teve uma Commenda na Ordem de Christo, e uma pensão de moios na Ilha, 
elevando-o, ao mesmo tempo, ao posto de Mestre de Campo, para seguir para o Brazii, 
onde pelejou denodadamente na batalha que a Armada do Conde da Torre, seu cunhado, 
teve com a dos holiandezes. Foi depois Almirante da Armada Real, que era 1641 foi ao 
Estreito de Cadiz, sendo ahi accommettido de uma enfermidade que ás vezes o alheava 
do juizo, e o estorvou de obter maiores louros na sua carreira militar. No entretanto, me- 
lhorando d'aquelle padecimento, achou-se, no anno de 1658, no Cerco de Badajoz, e 
ficando sitiado em Elvas, sahiu da Praça na occasião do soccorro e ahi foi morto pelejando 
com desesperado valor, a 14 de Janeiro de 1659 na batalha das Linhas ; e de sua mulher 
D. Joanna de Sá e Menezes, filha herdeira de Francisco de Sá e Menezes, e de sua mulher 
D. Antónia Leitão. 

FILHOS 

1.° Dom Braz Balthazar da Silveira. — (V. acima). 

2." Dou Francisco re SonzX. — Porcionista do Collegio Real de S. Panlo de Coimbra, De- 
putado da Mesa da Consciência e Ordens ; do Conselho de Sua Magestade, e do Gerai 
do Santo Offlcio ; Gommissario Geral da Bulia da Cruzada. M. a 8 d'Agosto de 1716. 

3.» Dom António da Silveira. — Sérvio na guerra, e foi Coronel de um Regimento de Dragões 
na provincia do Alemlejo, e General de Batallia, a 12 de Janeiro de 175i, tendo ca- 
sado a 18 de Maio de 1738 com D. Marianna de Mendonça, Dama Camarista da prin- 
ceza da Beira, filha dos 3.°* Condes de Viila Flor. 

4.0 D. Euprazia Maria de Menezes. — Dama da Rainha D. Maria Sophia : casou a 23 
de Julho de 1712 com Félix Machado e Castro Sr. de Entre-Homem e .Cavado, etc. 

5." D. Thereza de Menezes. — Casou a 21 d'OQtubro de 1723 com Joaquim Manuel Ribeiro, 
Commendador de Santa Maria de Azevo e de Santa Maria de Monte-Alegre, ambos na 
Ordem de Christo. 

6.» D. Maria. ) 

7.0 D. Catharina. ? Freiras 

8.0 D. Margahida. ; 

SEXTOS AVOS 

Dom Francisco de Sousa, 3.° Conde do Prado e 1." Marquez das Minas. Succedeu 
na Commenda de Santa Martha de Vianna, que fora de seu pae. Teve a Commenda de 
Santa Maria de Azevo e outras na Ordem de Christo, e por morte de seu tio D. Luiz de 
Souza, 2." Conde do Prado, succedeu a toda a Casa de seus avós, e assim foi Sr. das 
villas do Prado, Beringel e Sagres ; Alcaide-mór de Beja, e 3.** Conde do Prado por El-Rei 
D. João IV, em cuja acclamação se achou, e foi Mestre de Campo e depois Genlil-Homem 
do Príncipe D. Theodozio, Veador da Casa do dito Rei, a quem também sérvio de seu 
Camareiro-mór e Estribeiro-mór, por nomeação de Pedro Guedes de Miranda em quanto 
o filho d'este não tivesse idade. Serviu no mesmo oíBcio a El-Bei D. Affonso vi, até que 
passou a governar a provincia do Minho, succedendo ao Visconde D. Diogo de Lima, assim 
como este lhe succedeu no oflBcio de Estribeiro-mór. A Rainha Regente D. Luiza o man- 
dou no anno de 1658 governar a Provincia do Alemtejo e Praça de Elvas emquanto o 
exercito esteve sobre Badajoz, ficando sitiado na mesma Praça d'Elvas, ele. Em 1661 pas- 
sou a governar a Provincia do Minho, o que exerceu por muitos annos com prósperos 
successos. Em 1663 tomou o forte de Gaião, fundou o da Conceição em Galliza, restau- 
rou Lindozo, ganhou a villa da Guandia ; foi do Conselho de Guerra de D. Affonso vi, 
que lhe fez a mercê, em 23 de Dezembro de 1666, de juro e herdade do seu titulo de 
Conde, de uma Commenda de 600^000 reis de renda, e do alto cargo de Conselheiro de 
Estado. Foi depois Embaixador Extraordinário, pelo ainda Regente D. Pedro ii, aos Papas 
Clemente ix e x no anno de 1669, a dar-lhe obediência, e finalmente Presidente do 
Conselho Ultramarino e Marquez das Minas. M. em 23 de Junho de 1674. Leia-se a 
sua desenvolvida biographia no Diccionario Popular, a pag. 21 "5 do vol. VIII. 



PRA E GRANDES DE PORTUGAL 349 

Foi casado duas vezes, a primeira com D. Maria Manuel de Vilhena, 1." filha dos 
Marquezes de Montalvão e Condes de Casteilo Novo ; de quem não teve filhos. A segunda 
em Outubro de 1640, com D. Eufrazia Philippa de Lima, que m. a 6 de Maio de 1656, 
filha dos 1." Condes da Torre. 

Dom ântomo Ldix de Socza. — 4." Conde do Prado e 2.* Harqaez das Minas. Nasc. a 6 d'ÂbriI 
de 1644. Principiando a servir no exercito quando tinha apenas 14 annos de eijade, esteve 
com seu pae em Elvas em 1658, acompanhoa-o depois para o Minho, assislio a varias acções, 
e sendo já Mestre de Campo de um terço de Infantaria, entrou na tomada do forte de Gayão, c 
continuando a servir n'e$sa província, era General de batalha quando em 1665 entrou na expug- 
nação da Villa da Guardiã. 
Concluída a paz com Casteila Scou governando as armas da províocia do Minho, em quanto 
seu pae foi de Embaixador a Roma e n'e5se posto continuou, porque seu pae nâo voltou a 
occupal-o. Foi o mais notável general do seu tempo. Basta para encarecer a sua memoria o 
relembrar a sua tríampbal entrada em Madrid, no dia S8 de Junho de 1706, á lesta do seu pe- 
queno exercito, ordenando ali com toda a solemnidade a acciamacão de Carlos III, o que se 
realison no seguinte 2 de Julho t Vingando assim a affronta que Portugal soCfrera. ao cabo de 
cento e vinte seis annos, com a entrada das tropas em Lisboa, commandadas pelo duque d'Âlba. 
Seria demasiado pequeno este tomo para descrever passo a passo a brilhante carreira militar 
d'este eximio General. M. a 25 de Dezembro de 1721, tendo casado com D. Maria Magdalena 
de Noronha, sua prima, filha de D. Álvaro Manuel, Sr. d'Atalaya, e de sua mulher D. Ignez 
de Lima, filha esta de Álvaro Pires de Távora, etc. 

FILHOS 

1." Dom Francisco de Sodza. — 5.o Conde do Prado. Foi com seu pae ao Brazil, e m. no 
anno de 1687, vindo com seu pae da Bahia. (Sem geração). 

2.° Dom JoXo de Sousa. — Nasc. a 29 de Dezembro de 1666, e por morte de seu irmão 
foi 6." Conde do Prado, e da de seu pae S." Marquez das Minas. Destinado a se- 
guir a vida ecciesiastica, teve vários Benefícios e foi Porcíonista do Collegio Real 
da Universidade de Coimbra, e ainda vivendo seu pae ausentou-se d'este reino indo 
para o de França em razão de haver morto, a 11 de Março de 1694, conjuncta- 
mente com seu primo D. Pedro Manuel, Conde d'AlaIaya, a Ignacio Sanches dei 
Poço, corregedor do crime do Bairro Alto, e como tal foi condemnado á morte por 
sentença da Relação, o que não teve efifeito por haver sido perdoado. Gentil-Homem 
de El-Rei D. João Y, do Conselho de Guerra, mestre de Campo General e Gover- 
nador da Cavallaria do Alemtejo, sendo com estes e outros postos que sérvio na 
guerra contra Casteila em 1704, e já no de 1693 se havia achado com sen sogro 
o Marechal de França Duque de Ville Roy, na campanha de Flandres. Foi Com- 
mendador de S. Miguel de Arcuzelio, na Ordem de Christo, etc, etc. Succedeu a 
toda a casa de seu pae, o que não lhe foi dado lograr por muito tempo, porque, 
ao sahir da congregação do Oratório de S. Felippe Nery, o mataram a 17 rle Se- 
tembro de 1722. Havia casado em França a 10 de Dezembro de 1688 com D. Fran- 
cisca Magdalena de Neufville. filha de Francisco de Neufville, Duque de Ville Roy, 
Par e Marechal de França, e de sua mulher M.""* Marie Marguerite de Cossé, filha do 
Duque de Brissac e de M.'"^ Catherine de Gondy, filha esta dos duques de Retz. 

FILHOS 

1." Dom António Caetano Lciz de Sooza. — 7." Conde do Prado e 4.** Marquez 
das Minasv Nasc. a 9 de Julho de 1690. Casou a 19 de Julho de 1712 
com D. Luiza de Noronha, filha dos 4.°' condes dos Arcos. 

FILHO UxNICO 

DoM Joio DE Sousa. — Nasc. a 14 d'Abril de 1713, 8.» Conde do 
Prado e 3.° Marquez das Minas, que m. a 4 de Janeiro de 
1745, tendo casado duas vezes, a primeira a 5 de Julho de 
1739 com D. Marianna do Pilar da Silveira, filha dos 4.°* 
Condes de Sarzedas, que m. sem geração a 12 de Setembro 
de 1742 ; e a segunda vez a 8 de Junho de 1744 com 
D. Joanna de Menezes, filha dos 4.«' Marquezes de Alegrete. 



330 famílias titulares PHA 

FILHA ÚNICA 

D. Maria Francisca Antónia da Piedade dg Sousa. 
— Nasc, poslhuma, a 16 d'Abril de 1745, e m. a 
22 de Janeiro de 1787, foi 9.» Condessa do 
Prado e 6.* Marqueza das Minas. Casou a 1 
de Outubro de 1760, com D. Lourenço José 
das Brotas de Lencastre e Noronha, que nasc. 
a 9 de Novembro de 173S, e m. a 28 d'Abril 
de 1801, e pelo seu casamento foi Marquez das 
Minas. 

FILHOS 

1." Dom João Francisco Benedicto de Sousa 
Lencastre e Noronha. — IO." Conde 
do Prado e 7.0 Marquez das Minas. 
M. — Sem geração. 

2.° Dom Francisco de Sousa Lencastre. 
Nasc. a 22 de Setembro de 1780, e 
m. a 16 de Dezembro de 1796. — 
Sem geração. 

3.' D. Joanna Bernarda de Sousa Noro- 
nha e Lencastre. — M. em Março de 
1827, e por morte de seus irmãos, 
foi H.* Condessa do Prado e 8." 
Condessa das Minas, tendo casado 
a 3 d'Agbsto de 1788, com seu 
primo Francisco José Luiz de Mello, 
Monteiromór do Reino, que m. a 
16 de Fevereiro de 1789. —Sem 
geração. 
O titulo de Marquez das Minas pas- 
sou em 15 de Janeiro de 1842, a 
D. Braz Maria da Silveira e Lorena, e 
o" de Conde do Prado ao i.° filho 
d'este. (7. no começo d'e$te artigo). 

2." D. Maria Thereza db Nedftille. — Sem mais noticia. 

3.0 Dom José de Sodsa.— Cónego da Collegiada de Guimarães; m. a 3 d'Agoslo de 1708. 

SÉTIMOS AVOS . 

Dom António de Sousa ; sérvio nas armadas, e depois no Brazil, governando seu pac. 
Foi Coramendador de Sanla Marlha de Vianna, na Ordem de Chrislo, M. era 1630, lendo 
casado com D. Maria de Menezes, filha de D. João Telio de Menezes, e de sua mulher 
D. Calharina de Menezes. 

1." o 3," Conde do Prado e 1." Marquez das Minas {V. acima). 

2." Dom João de Socsa. — Foi Capitão de Infanteria na jornada do Conde da Torre ao Brazil, e depois 
Mestre de Campo no Alemlejo ; foi valente soldado^ M. deitando-se ao mar em délirio provocado 
por uma febre maligna. Não casou, mas teve filhos bastardos de D. Maria da Costa Soveral, 
filha do Coronel da Gente da Beira. 

FILHO 

Luiz de Sousa Costa.— Legitimado em 1643, por Carta de EI-Rei D. João iv, e casado 
com D. Joanna d'Abrcu, filha de Francisco d'Abreu Loyzada, e de sua mulher 
D. Martha d'Abreu. 

FILHO UNICO 

Manuel da Costa. — Nasc. a 3 de Fevereiro de 1663, e m. a 12 de Dezem- 
bro de 1771, tendo casado com D. Marianna Brandão, filha de Simão 
Alvo Godinho, e de sua mulher D. Izabcl Maria Brandão Pereslrello. 



PRA E GRANDES DE PORTUGAL 351 

FILHO ÚNICO 

Domingos da Costa. — Sr. do Morgado de Covelhã. Nasc. a 7 

d'Agosio de 1690, e casou com D. Caiharina d'Abreu 

Figaeiredo, filha de Joaqaim de Freitas d'Âbrea, e de sua 

mulher D. Maria de Lencastre de Figaeiredo. 

FILHO 

Hancel da Costa. — Nasc. a 12 de Abril de 1712, e 
casou a 22 d'Agosto de 1732, com D. Maria 
d'Assampção Távora, íilha de Manuel Dias de 
Sousa e de D. Maria Anna da Encarnação Távora. 

FILHO 

Joio DA Costa Santos. — Cavalleiro Fidalgo 
da Casa Real, e Professo na Ordem 
de Christo ; Capitão do Regimento 
de Milícias da Maia. Nasc. em 1733, 
e m. em 1830, tendo obtido em 
1774 Brazão de suas armas, onde 
provou o acima dito. Foi casado com 
sua prima D. Maria de Soiua. 

FILHO 

Josá DB SoDSA Costa. — Nasc. a 
12 de Janeiro de 177o, 
e m. em 1838, Fidalgo 
da Casa Real ; Tenente 
do Regimento de Milí- 
cia^ da Maia por Carta 
patente de 25 de Feve- 
reiro de 1823; Vice-Con- 
sol de Hespanha na cidade 
do Porto em 1828 ; Con- 
decorado com a Medalha 
da Realeza; Director das 
Obras Publicas em Mira- 
gaia, na mesma cidade 
até 1830. Casou a 16 
d' Abril de 1817 com 
D. Maria do Carmo de 
Baéna Coimbra Portugal. 
{V. Sanches de Baêna). 

3.* Dojc António.— M. menino. 

4." D. Catbarina de Menezbs. — Mulher de D. Rodrigo de Castro, 1." Conde de MesquitelCa. 

5.0 D. Leonor de Menezes. — 1.* mulher de Pedro de Mello. 

6. o D. Helena Ldiza Mascarenhas. — Estando recolhida na Encarnação, casou, contra yontade de seus 
pães, com Manuel Freire de Andrade, General de Cavallaria da Beira, que m. na batalha do 
Amexial em 1663. 

OITAVOS AVOS 

Dom Francisco de Sousa. Foi grande soldado, mui cortezão e liberal; Capitão e 
Governador do Biazil e das Capitanias do Sul, teve promessa do titulo de Marquez das 
Minas, que se descobriram em S. Vicente, onde o mandaram assistir como Governador e 
Administrador ; teve a Commenda de Santo André de Ursiihão na Ordem de Christo. M. 
em S. Vicente do Brazil, muito pobre porque havia governado bem e desinteressadamente : 
foi casado duas vezes, a primeira com D. Joanna de Castro, filha de D. Rodrigo de Cas- 
tro — o hombrinhos, e de sua mulher D. Anna de Eça, e a segunda vez com sua sobri- 
nha D. Violante Henriques, filha de Jorge Furtado de Mendonça, e de sua mulher 
D. Mecia Heurii}ues. 



•m famílias titulares pra 

ZFXXiHOS IDO 1.» I^dZ-A-TÍ^IZSdlOlSriO 

1." Dom António dk Sodsa. — {V. acima). 

2.° Dom Fernando. — Que ra. moço. 

3.° Dom JoXo de Sousa. — Frade Agostinho. 

4.» D. Angela.' — Freira em Sanla Ciara de Beja. 

zfiXjUOS uo 2.» jyLwA-Tiaii^oisrio 

5.» Dom Diogo de Sodsa. 

6.0 Dom Luiz de Sousa. — Acompanhou seu pae ao Brazil, e por morte d'este ficou gover- 
nando as Capitanias do Sul : casou em Pernambuco com D. Caiharina Barreto, filha 
de João Paes Barreio, homem honrado e rico d'aquella província. 

7." D, Maria Henriques. — Freira na Madre de Deus. 

NONOS AVOS 

Dom Pedro de Sousa, succedeu á casa de seu avô, e foi 3." Sr. de Beringel e Prado ; 
Alcaide-mór de Beja ; do Conselho de El-Rei D. João iii ; sérvio em Africa, e casou com 
D. Violante Henriques, filha de Simão Freire de Andrade, Sr. de Bobadella. 

FITjTTOS 

1." Dom' Rodrigo de Sousa. — Que m. novo. 

2.0 Dom Luiz de Sousa. — Herdou a Casa de seu pae, e casou duas vezes, a primeira com 

D. Joanna de Castro, filha de Lourenço de Brito, Sr. do Morgado de S. Lourenço, etc; 

a segunda com D. Joanna de Sousa, que havia sido 3.* mulher de Jeronymo de Castro, 

e era filha de D. Leonardo de Sousa. 

FILHOS DO l." MATRIMONIO 

1.° Dom Pedro de Sousa. — M. solteiro, na Armada que foi a Inglaterra com- 

mandada pelo Duque de Medina. 
2.0 D. Antónia da Silva. — Mulher de Luiz de Mello. 

FILHOS DO 2.0 MATRIMONIO 

3.0 Dom Luiz de Sousa. — Succedeu á Casa de seu pae e á de seu avô, pelo 
que foi 2.0 Conde do Prado. M. sem successão, pelo que lhe succedeu 
seu sobrinho, o 3.o Conde do Prado, e 1.° Marquez das Minas. 

3.» Dom Francisco êe Sousa. — (V. acima). 

4.0 Dom João de Sodsa, — Foi Capitão de Diu, e casou na índia com D. Maria Perestrello, 

— Com geração. 
5.0 Dom Manuel de Sousa. — Seguiu para a índia em 1883, e lá casou. — Sem geração. 
6.0 D. Maria Henriques. — Mulher de Jorge Furtado de Mendonça. 

DKOIMOS AVOS 

Dom Francisco de Sousa, foi por ordem de El-Rei D. Manuel, e a instancias de seu 
sogro, preso em Beja pelo Juiz que o foi prender uma noite estando na sua cama, e o 
trouxe com muita gente a Lisboa, onde foi embarcado para a índia na nau Loba, da qual 
era Capitão Diogo Fernandes, Guarda-Roupa de El Rei, e na viagem m. A causa d'aquella 
demonstração assas violenta, da sua prisão e precipitado embarque, foi devida aos muitos 
e insuportáveis vicios que tinha, principalmente o da irresistível inclinação pelo furto. 
Foi casado com D. Maria de Noronha, filha dos 2." Barões d' Alvito. 

1.0 Dom Pedro de Sousa. — (Y. acima). 

2.° Dom Diogo de Sousa.— Serviu na índia e foi Capitão de Sofala. Voltou a Lisboa em 
1558, e foi nomeado Governador do Algarve, e General d'Armada em que El-Rei 
D. Sebastião passou á Africa, e teve varias commendas, etc. Nas alterações do Reino 
por occasião da successão á coroa, D. Diogo de Sousa, mostrou-se neutral, pelo que 
Filippe II o nomeou do seu Conseího e o agraciou com varias mercês. 



PRA 



E GRANDES DE PORTUGAL 



353 



Quando em io89 os Inglezes yieram a Li^boa, foi Capitão da Gente da Porta da Cruz, 
e portou-se com valor, lendo já mais de 70 annos de idade. Foi casado com D. Ca- 
tberina de Albooguia, filha herdeira de Estevão Nunes de Athouguia. — Com geração. 
3." D. JoANNA DE ViLHEXA. — Mulhcr de Cosme de Lafetá. 

4." D. Branca de Vilhena. — i.» mulher de João Freire de Andrade, Sr. de Bobadella, 
õ." D. MsxiA HE.NR1QLES.— Mulhcr de Manuel de Macedo. 

UNDÉCIMOS AVOS 

Dom Pedro de Sousa, 1.** Conde do Prado, succedeu à casa de seu pae, e foi Sr. de 
Beriogel e do Prado, a duas léguas de Braga, e por sua mulher Alcaide-mór de Beja ; 
Capitão de Alcácer Ceguer e Fronteiro d'Africa, togares que exerceu demonstrando iraraensa 
valentia. Foi um dos mantenedores que Eí-Rei D. João ii escolheu para as justas no 
casamento do Príncipe: El-Rei D. Manuel o mandou por Capitão (rAzaraor no anno de 1514, 
conseguindo a famosa entrada até ás porias de Marrocos. M. muito velho, tendo casado 
Ires vezes, a primeira com D. Mecia Henriques, filha do Regedor Fernão da Silveira, e 
de D. Mecia Henriques ; a segunda com D. Margarida de Brito, filiia de Estevão de Brito, 
Alcaide-mór de Beja, e a terceira com D. Joanna de Mello, filha do Dr. João Affonso de 
Aguiar, Provedor de Évora. Dos dois últimos casamentos não teve successão. 

Dom Francisco de Sodsa. — (V. acima). 

CREAÇÃO DOS títulos 

Conde — Decreto de 1 de Janeiro de 4346. 
Conde, renovado — Em 15 de Janeiro de 1842. 
Conde, renovado — Em 25 de Julho de 1866, 
Conde, renovado — Em 26 de Julho de 1876. 

Brazão.— Escudo com as armas dos Sonsas do Prado. 




PRADO DA SELVA (Condessa do).— D. Maria Thereza Emilia d'Almeida Quadros 
Sousa Lencastre Fonseca Saldanha e Albuquerque, 1.' Condessa do Prado da Selva. Nasc. 
a 14 de Julho de 1852, em. a 22 de Setembro de 1875, tendo casado em 1870 com Joa- 
(juim Pedro Paes Tavares de Sousa e Andrade, que nasc. a 29 d'Oulubro de 1845, lilho 



43 



3J>Í FAMÍ LIA S TITULARE S PRA 

legiliraado, por Alvará de 21 d'Outubro de 1855, do 1." Visconde c 1.° Barão da Capelli- 
iilia. (Y. Capellinha) . 

1.' D. Maria da Salete. — Nasc. a 5 de Janeiro de 1872: já fallecida. 
2.» D. Eugenia Maria — Nasc. a 25 de Julho de 1873, 

SEUS PAES 

Francisco d'Almada Quadros Sousa e Ltincaslre, 2 " Conde e 2." Barão de Tavarede, 
Par do Reino ; do Conselho de Sua Mageslade ; Coraraendador da Ordem de Chrislo ; 
Governador Civil em vários dislriclos. M. a 25 de Novembro de 1853, tendo casado com 
D. Eugenia de Saldanha Oliveira e Daun, Condessa de Tavarede, Dama de Honor de 
Sua Mageslade a Rainha ; Dama da Ordem das Damas Nobres de Maria Luiza, de Uespa- 
nha, e da Ordem de S. Carlos do México, filha do 1." Duque, 1." Marquez e 1." Conde de 
Saldanha, que passou a 2."' núpcias era 15 de Maio de 1855 com o 2.° Conde de Farrobo. 
(V. Farrobo). 

IFIXiHIOS 

1." João Carlos,— (F. S." Conde dg Tavarede). 

2." D. Maria Thereza. — Condessa do Prado da Seira, (V. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 
Condessa — ^^ Decreto de 21 de Dezembro de 1833, 

BrazèLo. — Escado com as armas dos Tavares. (V, Visconde da Capellinha pag. 354 do l.° vol.). 




PRAIA GRANDE DE MACAU (Visconde da).— Izidoro Francisco Guimarães, 1.» Vis- 
conde da Praia Grande de Macau. Nasc. a 22 d'Abril de 1808; Vice-Alrairanle d'Armada, 
reformado ; Par do Reino em 28 de Dezembro de 1871 ; Ministro d'Estado honorário ; 
Gran Cruz da Ordem de Aviz ; Commendador da de Torre e Espada ; leve a fila de dis- 
lincção pelo combale naval de 5 de Julho de 1833, e a Medalha n,° 9 das Campanhas da 
Liberdade; Gran Cruz do Mérito Naval, de Ilespanha ; Gran Cruz de Carlos iii ; Gran 
Cruz da Rosa , do Brazil ; Gran Cruz do Elephanle Branco, de Sião ; Gran Cruz do Medje- 
dié, da Turquia ; Grande Ofiicial de S. Maurício e S. Lazaro, da Itália ; Enviado Extraor- 
dinário e Ministro Plenipotenciário em disponibilidade ; Ajudante de Campo de Sua Mages- 
lade, ele. M. a 17 de Janeiro de 1883, tendo casado em 1860, com D, Genoveva Rosa de 
Almeida Loureiro, que nasc. a 3 de Junho de 1827, em, a 9 de Outubro de 1888, irmã 
de José da Silva Loureiro, actual encarregado de negócios interino no Japão, e ambos 
filhos de Pedro José da Silva Loureiro, Ofticial de Marinha e Capitão do porto de Macau, 
e de sua mulher D. Anna Rosa de Almeida. — 5m geração. 



1>RÂ E GRANDES DE PORTUGAL 355 

SEUS PAES 

Izidoro Francisco. Guimarães, Chefe de Esquarda da Airaada Real ; do Conselho de 
Sua Mageslade e Coramendador d'Aviz. Quando era Capilão Tenente e Commandanle da 
escuna de Guerra «Maria thereza», combateu e aprisionou, em 8 de Outubro de 1820, na 
Bahia de Loango, o corsário de piratas denominado «Recoperador», sendo este vaso 
de guarnição e forças mui superiores ás da mencionada escuna e depois de aprisionado, 
o dito corsário, conduzio-o ao Rio Janeiro, tendo por este feito naval a mercê do habito 
de Christo por Decreto de 23 de Novembro de 1820. 

Casou na cidade do Porto, com D. Maria Gertrudes Ferreira Souto, filha de Pedro 
Alves Souto, Cavalleiro da Ordem de Christo, e negociante na dita cidade. Todos já falle- 
cidos. 

i." o l." Visconde da Praia Grande de Macau. (V. acima). 
2 " D. Maria Gertrudes — Nasc. a 14 de Dezembro de 1811, e m, em 1837. 
3." D. Maria Ephigema, — Nasc. a 24 d'Abril de 1813, e m. em 1841, tendo casado em 
18i3, com Rodrigo da Fonseca Magalhães Júnior, OfBcial da Junt^ do Credito Publico. 
" — Sem geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 10 do Dezembro de 1862. 




PRAL\ E DE MONFORTE (Conde da).— António Borges de Medeiros Dias da Camará 
e Sousa, 1.° Conde da Praia e de Monforte, e^." Visconde da Villa da Praia. Nasc. a 
23 de Janeiro de 1829 ; Par do Reino, por successão ; Moço Fidalgo com exercício na 
Casa Real ; Bacharel formado em Philosophia pela Universidade de Coimbra, ele. Casou 
a 3 de Março de 1839, com sua prima D. Maria José Coutinho Maldonado d'Albergaria 
Freire, que nasc. a 13 de Março de 1833, filha única e herdeira dos 1." Viscondes de 
Monforte. (V. Monforte^ « /^«í/- '^^ do presente vol.). 

1.» D. Maria Francisca. — Nasc. a 20 de Janeiro de 1860. 

2." Doarte.— Nasc. a 22 de Julho do 1861. 

3." Loiz Coutinho Borges de Medeiros Sodsa Dias da Gamara. — Marquez do Fayal pelo seu 

casamento. {Y. Duques de Palmella e Marquezes do Fayal). 
4." António. 

SEUS PAES 

Duarte Borges da Camará e Medeiros, 1." Visconde da Villa da Praia. Nasc. a 7 de 
Setembro de 1799 ; Par do Reino ; do Conselho de Sua Mageslade e Sr. de vários Mor- 
gados. M. a 19 de Março de 1872, tendo casado a 2 de Junho de 1823, com D. Anna 



350 famílias titulares PRA 

Theodora Borges do Canlo e Medeiros, que nasc. a 13 de Maio de 1800, filha herdeira 
de Anlcnio de Medeiros Dias de Sousa da Camará, Fidalgo da Casa Real, e de sua raulher 
I). Clara Joaquina Izabel do Canlo Medeiros da Cosia e Albuquerque, herdeira dos Mor- 
gados insliluidos por Gaspar Dias de Medeiros e Sousa, ha cerca de dous séculos, em 
Ponla Delgada. 

1." o Conde da "Praia e de Monforte. (V. acima). 

2.<* D. Maria Carolina Borges da Cahara e Medeiros. — Nasc. a 3 de Maio de 1825. 

3.° D. Anna Jcjlia Borges da Cahara e Medeiros. — Nasc. a 9 d'Abril de 1827, e m. a 26 

d'Agoslo de 1849, tendo casado com seu primo o 2." Barão das Larangeiras. (K. Laran- 

geiras, pag. 79 do presente vol.). 
4.° D. CcARA Emília. — Nasc. a 26 de Fevereiro de 1828, e casou com Ballhazar Rebello 

Borges de Castro, que nasc. a 8 de Junho de 1814. 

FILHOS 

1.° D. Maria Clara. — Nasc. a 15 de Março de 1844. 
* 2." Manuel Rebello Borges da Cahara e Castro, — Nasc. a 4 de Março 

de 1849. 
3." D. Anna Rebello Borges. — Nasc. a 10 d'Agosto de 1847. 
4.0 D. Clara.— Nasc. a 28 de Fevereiro de 1861. 

5." D. Marianna Augusta Borges da Cavara e Medeiros. — Nasc. a 5 de Setembro de 1830, 
e casou com seu primo e cunhado, o 2." Barão das Larangeiras. {V. este titulo). 

6.» D. Carolina Adelaide. — Nasc. a 6 de Janeiro de 1331, e casou a 19 d'Abril de 1849, 
com seu primo João de Bettencourt d'Andrade, Bacharel formado pela Universidade 
de Coimbra. M. a 12 de Janeiro de 1869. 

FILHOS 

I." D. Izabel Maria. — Nasc. a 9 de Março de 1850. 
2.° D. Elisa Leopoldina. — Nasc. a 16 de Março de 1853. 
3.° Duarte de Andrade. — Nasc. a 26 de Fevereiro de 1856. 
4° D. Maria Estephania. — Nasc. a 18 de Junho de 1859. 

7.0 D. Guilhermina Amélia. — Nasc. a 16 de Maio de 1837, e casou a 21 de Março de 1857, 
com D. Francisco de Mello Manuel da Camará, que nasc. ali d'Oatabro de 1838, 
filho herdeiro dos Condes da SilvS. (V. Silva). 

SEUS AVOS 

Aolonio Pedro Borges da Camará e Medeiros, Sr. de vários Morgados em Ponta 
Delgada. Nasc. em 1753, em. em 1816, tendo casado em 1798, com D. Maria Francisca 
de Andrade e Albuquerque Bettencourt, que nasc. em 1772, e m. em 1847, filha de Cae- 
tano de Andrade Albuquerque e Bettencourt e de sua mulher D. Thereza Josepha Rapozo 
da Camará Andrade. 

FILHOS 

1.0 o 1.0 Visconde da Villa da Praia. {V. acima). 

2.0 D. Maria José Borges da Camará e Medeiros.— Nasc. em 1800, e m. em 1858, lendo 
casado com seu primo, Caetano de Andrade Albuquerque e Bettencourt Rapozo da 
Camará, que nasc. em... e foi administrador de um importante vinculo. 

FILHOS 

1.0 Caetano d'Andrade Albuquerque e Bettencourt Raposo da Cahara, — Nasc. 
a 9 d'Abril de 1828, e m. em 1844, lendo casado com sua prima 



PRI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



357 



D. Maria das Mercês d'Andrade Albuquerque Bettencourt, que nasc. a 
23 de... de 1820.— Com geração. 
S." António Borges da Gamara e Medeiros. — Casado e com geração. 

CREAÇÃO DOS títulos 



Conde — Decreto de 9 de Jnlho de 1881. 

Visconde — Decreto de 7 de Maio de 1845. 

Visconde, renovado — Decreto de 30 de Setembro de 1875. 




PR.AIÂ DA VICTORIA (Conde da). — ^K Conde da Villa da Praia da Vkloria). 




^ 






IV 



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PRIME (Conde de). — José Porphirio de Campos Rebello. Nasc. a 5 de Dezembro 
de 1830; 1." Conde; 1.» Visconde e 2." Barão de Prime; Fidalgo Cavalleiro, e Moço Fi- 
dalgo da Casa Real ; Comraendador da Ordem da Conceição ; Cavalleiro da de Chrislo ; 
Gran Cruz da Ordem de Izabel a Calholica, de Hespanha ; Condecorado com a Medalha 
de comportamento exemplar, e com a da febre amarella, pela Camará Municipal de Lis- 
boa ; habilitado com o curso do Collegio Militar ; Major d'Infanteria e proprietário. Casou a 
2o de Fevereiro de 18oí com a Baroneza de Prime, D. Maria da Gloria Teixeira de Carvalha 



358 FAMÍLIAS TITULARES PRl 

Sampaio da Rocha Velho, viuva do 1." Barão de Prime (V. Prime, em seguida) que nasc. 
a 20 de Outubro de 182(5, filha de Ânlonio Teixeira de Carvalho Sampaio, Moço Fidalgo 
com exercicio na Casa Real, e de D. Maria Tliomazia Rocha Velho. 

1." D. Maria da Gloria. — Nasc. a 15 de Setembro de 185S, e m. a H de Selembro de 1873. 

2." José. — Nasc. a 4 d'Abril de 1857. 

3.0 Febn ANDO.— Nasc. a 31 d'Oulubro de 1858. 

4." António. — Nasc. a 2 de Dezembro de 1862. 

5,° Ldiz.— Nasc. a 17 d' Abril de 1864. 

SEUS PAES 

Luiz Anlonio Rebello d'Almeida, nasc. a 24 de Agosto de 1779 ; negociante na 
Praça de Lisboa ; Deputado da Junta do Commercio, Agricultura, Tabacos e Navegação ; 
Deputado ás Cortes de 1826 ; Tenente-Coronel do Regimento de Artilheria Nacional de 
Lisboa, e Coronel do 4.° Batalhão Nacional movei lambem de Lisboa. M. a 27 de Agosto 
de 1840, tendo casado cora D. Maria Benedicta de Brito Cabral d' Abreu Campos, que 
nasc. a 21 de Maio de 1807, e m. a. . . 

i." D. Maria do Carmo. — Nasc. a 7 de Junho de 1824, e casou com Francisco Maria de 
Sousa Brandão, Tenente-Coronel de Estado Maior do exercito; Commendador da 
Ordem de Christo ; Engenheiro em Chefe de 1.» classe. 

FILHOS 
1.» D. Elísa. 
2.° Manuel. 
a." Vicente. 

2.° Luiz. — Nasc. a 13 de Dezembro de 1827; Fidalgo Cavaljeiro da Casa Real; casoa com 
D. Anna Neilson. 

FILHOS 

1," Luiz. 

2." Leopoldino. 

3.0 D. Maria. 

3.0 O !.• Conde de Prime. — (K. acima). 

4.<* Fernando. — Nasc. a 5 de Selembro de 1834; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; habili- 
tado com o curso do CoUegio Militar ; Major d'Infanteria, 

SEUS AVÓS 

Luiz Cypriano Rebello d'Almeida, casado com D. Bernarda Joaquina da Cunha 
Lima, filha de António Luiz Ferreira Braga, e de sua mulher D. Úrsula da Cunha. 

CREAÇAO DOS TÍTULOS 

Conde — Decreto de 21 d'Agosto de 1879. 
Visconde — Decreto de 4 de Maio de 1870. 
Barío — Decreto de 19 d'Abril de 186Q. 

Ofazão cl'Ai*ma8. — Escudo partido em pala; na primeira as armas dos Rebellos, 
e na seganda as dos Almeidas. —Timbre o dos Rebellos. 

AIrará de 2 de Março de 1812. {V. Archivo HeraliieoGenealogico pag. 444, n.° 1755). 



PRI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



3S9 




PRIME (Barío de). — Luiz de Loureiro de Queiroz Cardozo do Coulo Leilão. Nasc. 
a 20 de Outubro de 178o; 1.° Barão de Prime; Commendador da Ordem de Christo ; 
Administrador geral interino do dislricto de Vizeu: succedeu na casa de seu pae a 2 de 
Maio de 1828, e m. a 23 de Fevereiro de 1853, lendo casado a 7 de Outubro de 1842, 
com D. Maria da Gloria Teixeira de Carvalho Sampaio Rocha Velho, que nasc. a 20 de 
Outubro de 1826. Esta senhora casou 2." vez a 25 de Fevereiro de 1854, com o actual 
Conde de Prime, como ficou dito. 

o Visconde de Loareiro, de qaena se traia a pag. 95 do presente Tol. 



SEUS PAJÉS 



Manuel Loureiro de Queiroz Cardozo. Nasc. a 31 de Março de 1747 : Sr. da Casa de 
Prime e Capitão-mór de Vizeu. M. a 2 de Março de 1828, lendo casado com D. Maria 
de Mesquita de Loureiro Sousa Cardozo, que m. a 6 de Agosto de 1839, filha de Simão 
da Mesquita Cardozo do Amaral Loureiro Caslello Branco, e de sua mulher D. Sebastianna 
Joaquina Peregrina da Silva. 



IFXIjÍIOS 



1." o 1.° Barão de Prime. (V. acima). 



».° Gonçalo. 

3." D. Maria Rita. 

4." D. Maria Rdpina. 

5." D. Sebastianna. 

6.» Francisco. 



i Estes cinco irmãos morreram sem tomar estado. 

/ Convém noiar, que, por iquivoco, foram classificados a pag. 96 como 

\ fílbos do 1.° Barão de Prime, quando são irmãos. 



SEUS A-VOS 



Nuno de Barros de Loureiro, Sr. do Morgado de Loureiro, e do Padroado da egreja 
de Silgueiros : casou com D. Luiza Caldas de Caslello Branco, filha herdeira de Manuel 
Loureiro de Caslello Branco e Queiroz, Sr. da Casa de Carvalhiços, perlo de S. Miguel 
de Outeiro, e de sua mulher D. Luiza de Caldas, natural do Minho. 



360 



FAMÍLIAS TITULARES 



PRO 



Manuel Loubeiro de Queiroz Cardoso. — {V. acima). 

BISAVÓS 

Manuel de Rarros de Albuquerque e Loureiro : foi Abbade de Santa Maria de Sil- 
gueiras, Igreja da apresentação dos Morgados da casa de seus pães, e por morte de seus 
irmãos, sem successão, veio a herdar a Casa e Morgados, e assim renunciou a abbadia, 
e casou com sua parenta D. Helena Francisca da Silva Pereira, filha de Manuel de Oli- 
veira da Silva, herdeiros do prazo de Martiraanes, e de sua mulher D. Philippa de Mello, 
filha de Theobaldo de Lemos e de D, Maria de Távora. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarXo — Decreto de 33 do Janho de 1837. 

Brazâo.— V. pag. 94 do presente vol. 
Residência — Vizeu. 




PROENÇA A VELHA (Visconde de). — João Filippe Ozorio de Menezes Pitta, 2.» 
Visconde de Proença a Velha ; Racharei era Direito pela Universidade de Coimbra ; nasc. 
a 10 de Agosto de 1855, e casou a 4 de Junho de 1884 cora D. Maria de Mello Furtado 
Caldeira Giraldes de Rourbon, que nasc. na Quinta da Graciosa a 8 de Junho de 1864, 
filha dos Condes da Foz de Arouce. (V. Foz d'Arouce a pag. 625 do 1." volj. 

1.* D. Maria Joanna. — Nasc. na Quinla da Graciosa, a 20 de Julho de 1886. 
2.* D. LuizA.— Nasc. a 20 de Julho de 1888 na Praia de Espinho. 



PRO E GRANDES DE. PORTUGAL 301 

SEUS PAES 

Anlonio de Gouvêa Ozoiio de Metello de Vasconcellos ; nasc. na Praça d'AImeida, 
a 31 de Agosto de 1831 ; 1." Visconde de Proença a Velha. Casou a 13 de Outubro de 
1854 com D. Luiza da Cunha de Castro Menezes Pitta, que nasc. a 20 de Dezembro de 
1832, e ra. a 1 de Setembro de 1868, filha de Luiz da Cunha Pereira de Castro, Fidalgo 
da Casa Real, e Bacharel formado em Philosophia, pela Universidade de Coimbra, e de sua 
mulher D. Maria Augusta Godolphim de Sà Nogueira . (Y. Barão de Proença a Velha). 

1.° o 2.0 Visconde de Proença a Velha. (K. acima). 

i.° D, Maria Claudia. — Nasc. a 15 de Setembro de i856, e m. em Abril de 1886. 
3.° Ldiz.— Nasc. a 10 de Julho de 1859. 
. 4.0 D. Balbixa.— Nasc. a 29 de Novembro de 1865. 

SEUS AVOS 

João de Gouvêa Ozorio da Costa, nasc. em 1777 : Cadete do Regimento d'Infanteria 
n.° 11 em 1796; fez a Guerra Peninsular, sendo promovido por distincção a Capitão, e 
merecendo nas Ordens do Exercito encarecidos louvores, pela sua bravura, ele. Teve a 
Cruz de Ouro n.° 6 correspondente às Campanhas em que entrou na dita guerra, e foi 
Cavalleiro das Ordens de Christo, Aviz, e Torre e Espada, etc. 

Commandou a Legião Luzitana na cidade da Bahia, foi General da província da Beira 
Alta, e Commandante da 4." Divisão, no cerco do Pdrto. M. a 21 de Julho de 1853, tendo 
casado com D. Claudia Carolina Pinto Molello Falcão, natural de Vilarouco, concelho de 
S. João da Pesqueira, filha de Francisco António da Fonseca Pinto de Vasconcellos, tam- 
bém natural de Vilarouco, onde é o seu solar, e de sua mulher D. Anna Mathilde Cabral 
"Metello, natural de Pinhel, e Administradora dos vínculos e casa dos Teixeiras Cabraes, 
e outros. 

1.° Visconde de Proença a Velha. (V. acima). 

BISAVOS 

António Carlos de Gouvêa Ozorio, Capitão-mór da villa de Penamacor, casado com 
D. Antónia Josepha Michaela de Seixas da Gama Pignatelli. 

Joio GoDTÂA Ozorio da Costa. — (7. acima) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 8 de Maio de 1866. 
Renovado — Decreto de 1 de Maio de 1884. 

Brazã.o d* Armas. — Escudo esquartellado ; no primeiro qnartel as armas dos Fon- 
secas ; no segando as dos Coelhos ; no terceiro as dos Vasconcellos ; e no quarto as dos Mon- 
teiros.— Timbre o dos Fonsecas. 

CONCEDIDO por Alvará de 28 de Oatubro de 1757, a Manuel António da Fonseca Pinto Sousa Coelho 
e Vasconcellos, ascendente do titular acima. (K. Arehivo Heraldico-Genealogico, pag. 462). 

Residência — Palácio. Proença a Velha. 
46 



362 



FAMÍLIAS TITULARES 



IMU) 




PROENÇA A VELHA (Barío de). — José de Menezes Pilla de Castro. Nasc. a 20 
de Janeiro de 1804; do Conselho de Sua Mageslade; Fidalgo da Casa Real; Commenda- 
dor d'Aviz ; Caválleiro da de Torre e Espada ; Condecorado com a Medalha n." 9 das 
Campanhas da Liberdade, e com as de valor, bons serviços e comporlamenlo exemplar. 
M. no poslo de General de Brigada reformado, na Ilha da Madeira, a 8 de Maio de 1884, 
tendo casado em 1844 com D. Maria José Moreira, que nasci a 24 de Maio de 1824, e m., 
a 27 d'Agoslo de 1864, filha de Joaquim Henriques Moreira e de sua mulher D. Genoveva 
da Encarnação Moreira. 

1.° D. Ignacia de Menezes. — Nasc. a 4 de Julho de 1845, e casou com Francisco d'Albu- 
querque Mesquita e Castro, que m. sem descendência, a 8 de Fevereiro de 1868. 

2.» D. Anna de Menezes.— Nasc. a 23 de Novembro de 1855, e ». a 17 de Setembro 
de 1884. 

3.° Joio P.HiLippE DE Menezes Moreira Pitta e Castro. — Nasc. a 18 de Junho de 1861, e 
casou a 4 de Novembro de 1885, com D. Christina de Barros Pilla, que nasc. a 8 
d'Abril de 1863, filha do Dr. Manuel Nicolau de Bettencourt Pitta, e de D. Sophia 
dá Gama Barros. 

FILHOS 

1.° José.— Nasc. a 21 de Setembro de 1886. 
2.» Manoel.— Nasc. a 21 d'Oulubro de 1887. 



SEUS T»AES 

João Philippe de Castro da Cunha Pereira e Nápoles, Coronel de Milícias ; Fidalgo 
da Casa Real, e proprietário, casado com D." Anna de Menezes Pitta e Castro : ambos já 
fallecidos. 

1.° o 1." Barão de Proença a Velha. (V. aeima). 

2." Ldiz da Cunha Pereira de Castro e Menezes. — Fidalgo da Casa Real ; Bacharel em 

Philosophia, e casado com D. Maria Augusta Godolphim de Sá Nogueira, irmã do 

Marquez de Sá da Bandeira. 



PRO E GRANDES DE PORTUGAL 363 

FILHOS 

l.° D. LniZA DA CtJNHA DE Castro Mbnezes Pitta, — Nasc. a 20 de Dezembro 
de i832, c m. a 1 de Setembro de 1868, tendo casado, a 13 de Outu- 
bro de 1834, com o 1." Visconde da Proença a Velha. {V. Proença a 
Velha, Viteondf). 

2." D. Francisca da Conha Castro e Mbnexbs Pitta. — M. em Setembro de 
i838, tendo casado com D. Francisco da Cunha Menezes, filho dos 4.o* 
Condes de Lumiares. 

3." D. Ldciasna de Menezes Sá e Castro, 

4.0 Joio Philippe.— M. em 1848. 

3.0 Ignacio Pitta de Castro b Menezes. 

4.° D. Maria José de Castro e Menezes. 

o." D. Aníía Cândida ds Menezes Pitta. 

6." Martinho de Castro Menezes Pitta. 

7." Rodrigo db Castro Menezes Pitta. — Par do Reino. M. a 8 de Marco de 1883. 

8." João de Castro Menezes Pitta.- 

CREAÇÁO Dí) TITULO 

Barão — Decreto de 1 de Julho de 1863. 

Birazão. — As armas dos Pittas. 

CONCEDID.\S a Sebastião Gonçalves Pilta, por Carla de 20 â'Abril de 1369. (K. Archivo Heráldico- 
Genealógico, pag. 867), 




PROENÇA VIEIRA (Visconde de). — Joaquim José de Proença Vieira, 1." Visconde 
de Proença Vieira. Nasc. a 20 de Janeiro de 1831 ; Moço Fidalgo com exercício da Gasa 
Real ; Cônsul Geral de Portugal, era França ; Commendador da Conceição ; Official da de 
Torre e Espada ; Cavalleiro da Legião de Honra, de França ; Commendador da de Medgidié, 
da Turquia, e da de S. Maurício e S. Lazaro, da Itália ; Addido honorário á Legação de 
Portugal em Paris. Casou com D. Maria Ferreira Borges, que nasc. a 19 de Maio de 
1827, filha de Joaquim Ferreira Borges, Encarregado de Negócios de Portugal em S. Peters- 
bourg, Commendador da Ordem de Chrislo, e Cônsul Geral de Portugal na Rússia, 

FILHOS 

1." João. — Nasc. a 17 de Novembro de 1838, e m. a 4 de Julho de 1874. 
2.» André. — Nasc. a 12 de Outubro de 1861. 

SEUS PAES 

João Paulino Vieira, do- Conselho de Sua Magestade ; Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Real ; Commendador da Ordem de Aviz; Official da Legião de Honra, de França ; Caval- 
leiro da Ordem do Cruzeiro, do Brazil ; Capitão de Mar e Guerra da Armada Nacional, e 
Inspector do Arsenal da Marinha, já fallecido, havendo casado com D. Maria Joanna de 
Proença Vieira, que nasc. a 22 de Junho de 1805, filha de Joaquim José Proença, Coronel 
de Regimento d'Infanteria n." 19, e de sua mulher D. Maria Catharina da Proença. 

D. Maria Joanna de Proença Vieira, ficando viuva d'esle seu marido, contrahiu 
2.*' núpcias com o 1.° Conde de Castro. {V. a pag. 122 do I ." vol.) 



30 í 



famílias titulares 



PRO 



1.0 o 1." Visconde de Proença Vieira. {V. acima). 
í." José Maria. — Casado com.., 
• 3.*> D. Emília de Proença. — Casada com seu primo João Paulino Vieira. — Com geração. 
4.° D. Amélia de Proença. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 1 do Fevereiro de 1872. 




PROVEZENDE (Barão de). — José Anlonio de Barros Teixeira Lobo de Barboza. 
Nasc. a 3 d'Oulubro de 1816; 1." Barão de Provezende; Fidalgo da Casa Real; Coramen- 
dador da Ordem de Chrislo ; i.° Administrador dos vínculos de Provezende, de S. José 
de Sabroza, de Zimbro e de Riba Longa, a que succedeu a seu pae a 25 d'Agosto 
de 1829. 

SEUS I"»AES 

António Lobo Teixeira de Barros de Barbosa. Nasc. na cidade do Porto a 22 de 
Dezembro de 1777, succedeu a seu pae nos vincules acima referidos a li d'Agoslo 
de 1809, militou na Guerra Peninsular, e pelos seus valorosos feitos teve a Cruz de Ouro, 
e a Medalha de Commando na batalha do Bussaco, e por Sua Magestade Gatholica a da 
Vicloria ; Cavalleiro d'Aviz em 25 de Junho de 1818, sendo então Tenente-Coronel do 
Batalhão de Caçadores n." 12; General das Armas do Partido do Porto e província da 
Beira Baixa em 1821 ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por Alvará de 30 de Janeiro 
de 1822 ; Commendador da Ordem de Christo, e da de Torre e Espada ; Commandanle 
da força armada da capital em 1827, ele. M. no posto de Brigadeiro do Exercito a 25 
d'Agosto de 1829, tendo casado a 27 de Novembro de 1815, com D. Ignacia Delíina Cân- 
dida Pereira Caldas Bacellar de Vásconcellos, que nasc. a 29 de Setembro de 1794, e 
m. a 13 de Setembro de 1872, filha de Gonçalo Pereira Caldas, Sr. da Casa de Sinde em 
Mourão ; Fidalgo da Casa Real ; Commendador da Ordem de Christo ; Governador e Ca- 
pitão General do Maranhão; Governador das Armas de Minho, e Tenente General do 
exercito, posto em que ra. a 26 de Setembro de 1809, e de sua mulher D. Ignacia An- 
tónia Michaela de Castro Bacellar e Vásconcellos, que m. a 29 de Agosto de 1815. 



PRO E GRANDES DE PORTUGAL 365 

I.o o 1." Barão de Provezende. {V. acima). 

2." Gonçalo I^obo de Barros. — Nasc. a 21 de Fevereiro de i818; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real : m. a 24 de Janeiro de 1870, teudo casado a 22 de Maio de 1843. com 
D. Maria da Graça de Carvalho da Ganha, que nasc. a 15 de Dezembro de 1831, e 
m. a 12 d'Abríl de 1832, fílha de Manoel Francisco dos Santos Teixeira, e de saa 
mulher D. Maria Emília da Canha e Medeiros. 

FILHOS 

1.0 D. Maria Amblia.— Nasc. a 15 d'Abril de 1847. 

8.° Fbancisco Pedro. — Nasc. a 2 de Janho de 1848, e m. a 10 de Março 

de 1851. 
3.' Gonçalo Lobo. — Nasc. a 11 de Maio de 1850; Fidalgo Cavalleiro da 

Casa Real ; Commendador da Conceição. 
4.* Francisco Lobo. — Nasc. a 7 d'Oalabro de 1851 : Fidalgo Cavalleiro da 

Casa Real ; Commendador da Conceição: casoa a 14 de Janho de 1853, 

com saa prima D. Thomazia Leopoldina Pereira Caldas de Barros. 

3.<* António Lobo Teixeira de Bakros. — Nasc. em Ponte de Lima a 19 d'Abril de 1819; 
Fidalgo da Casa Real, por Alvará de 3 de Jalho de 1822 ; Commendador da Con- 
ceição ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra ; casou em 27 
d'Abril de 1850, com D. Maria Leonor de Castro Figueiredo^ que nasc. a 24 d'Abril 
de 1830, e m. a 24 de Novembro de 1860, fílha de Vicente Pereira de Figueiredo, 
Fidalgo da Casa Real ; Commendador da Conceição ; Bacharel formado em Direito ; 
Juiz de Direito de 1." classe, e de sua mulher D. Thomazia Francisca d'Araajo e 
Castro. 

FILHA 

D, Thomazia Leopoldina. -r- Nasc. a 29 d' Abril de 1835, e casou a 14 de 
Junho de 1853, com seu primo Francisco Lobo Pereira Caldas de 
Barros. (K. acima). 

4.9 D. Maria Antónia Adelaide Pereira Caldas de Barros — Nasc. a 29 d'Abril de 1821, 
6 casou, a 10 de Junho de 1830, com seu primo Gonçalo da Cunha Souto Maior 
Pachecd" Pereira Pamplona, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Administrador dos vín- 
culos da Barreta em Barcellos institoido em 1355, do de vitia de Moa em Geraz de 
Lima, do de Santo Estevão de Bellinho, do de Tintureiros e de outros, etc, filho de 
Pedro da Cunha Souto-Maior Faria Ferreira Rebello,- Administrador dos referidos vin- 
culos, e de soa mulher D. Clara Máxima Pereira Pamplona. 

FILHA 

D. Ignacía Clara Máxima da Cunha Socto-Maior Pacheco Pereira Pamplona.— 

Nasc. a 30 de Dezembro de 1831. 

6." João Lobo.— Nasc. a li d' Abril de 1822 ; Fidalgo da Casa Real ; Commendador da Ordem 
de S. Bento d'Aviz ; Tenente Coronel d'Infanteria do exercito ; Cavalleiro da Ordem 
da Torre e Espada^ e Condecorado com as Medalhas de valor, bons serviços e com- 
portamento militar: casou a 30 de Setembro de 1871, com D. Maria Constança Fer- 
reira Girão, que nasc. a 13 d'Abril de 1821, viuva de António Felisberto da Silva e 
Canba, do Conselho de Sua Magcstade ; Bacharel formado em Direito ; Fidalgo da 
Casa Real, etc. — Sem geração. 

6.» D, Francisca Ignacía. — Nasc. a 3 de Outubro de 1823. 

7.0 D. Emília da Gloria.— Nasc. a 6 de Julho de 1828. 

8." Pedro Lobo Pereira Caldas de Barros. — Nasc. a 23 d'Agosto de 18Í9; Fidalgo da 
Casa Real; Capitão d'Infanteria: casou com D. Maria Rita Soares. 

FILHOS 
1.° Alfredo. 
2.» Carlos. 



36fi 



famílias titulares 



QUE 



SEUS AVÔS 

José António de Barros Correia Teixeira Lobo, nalural de Sal)roza, Cavalleiro Pro- 
fesso na Ordem de Chrislo em 14 de Dezembro de 1769; Fidalgo Cavalleiro da Casa Heal, 
por Alvará de 11 de Julho de 1804 ; Cacharei formado em Leis pela Universidade de 
Coimbra ; Deputado da Junta da Companhia Geral d'Agricullura dos Vinhos do Alto Douro, 
c Membro da Junta Provincial da Regência de Villa Real para a restauração' de Portugal, 
e expulsão do domínio do Imperador Bonaparte. M. a 14 d'Agosto de 1809, tendo sido 
casado com D. Rita Quitéria Correia Teixeira de Azevedo. 

António Lobo Teixeira de Barros Barboza. — (K. acima). 

BISAVOS 

Dr. Luiz de Barros Correia, casado com D. Izabel Joanna Teixeira. 

GREAÇÃO DO TITULO 

Barão —Decreto de 10 de Janeiro de 1837. 

Brazão <l'Ai*tnas. — EScudo esquartellado ; no primeiro quartel as armas dos Lobos ; 
no segando as dos Corréas ; no terceiro as dos Teixeiras, e no quarto a dos Taveiras.— Tim 
bre o dos Lobos. 

Residência — Sabroza, districto de Villa Real. 




QUELUZ (Visconde de). — António Barlholoraeu Pires, 1." Visconde e 1.° Barão de 
Queluz. Nasc. era Lisboa a 3 de Fevereiro de 1795 ; seguio o curso de medicina na Uni- 
versidade de Coimbra ; foi Ajudante de Cirurgia da Guarda Real de Policia em 4 de 



QUE E GRANDES DE PORTUGAL 367 

• Janeiro de 1817 ; Cirurgião de- nuraeio da Casa Real por Alvará de 28 de Fevereiro 
de 1822 ; Cirurgião-mór graduado, passando depois a effeclivo, do mencionado corpo de 

. policia, e desligado d'esse corpo em 13 de Julho de 1823 para servir no quarlel general 
do Infante o Sr. D. Miguel, a quem acompanhou em 182i para Yienna dAuslria, e com 
o mesmo Infante voltou a Foilugal em 1828, e foi n'esle anno agraciado, por D. Pedro iv, 
o i.° Imperador do Brazil, com o titulo de Barão de Queluz, e no anno seguinte com o de 
Visconde. Teve Carla de Brazão d Armas da qual em seguida daremos a copia ; foi do 
Conselho de Sua Mageslade ; Moço Fidalgo com exiMcicio ; Comraendador da Ordem de 
Chrislo ; da de Nossa Senhora da Conceição ; da de Toitc e Espada, da do Leão de 
Zaringe; Cavalleiro da Legião de Honra, de França; Cavalleiro da Coroa de Ferro da 
Áustria, etc. Acompanhou desde 1834 o Sr. D. Miguel durante todo o tempo do seu 
exilio, sendo uma das testemunhas ofliciaes do casamento d'aquelle Príncipe era 1832, 
continuando fielmente a servir o mesmo Príncipe era Brombach, onde m. em 1860 com o 
titulo de Conde, havendo casado a ií de Julho de 183i com a Princeza Malvina de 
Loewenstein Werlhein Frendenberg, que nasc. a 27 de Janeii'o de 1818, e ra. a 18 de 
Fevereiro de 1879, segunda filha do Príncipe de Loewenstein Werlhein Frendenberg, Jorge 
Guilherme Luiz, e da Princeza D. Carlota Sophia Henriqueta Luiza. A Princeza Malvina era 
casada em 1."' núpcias com o Conde de Isembourg, Frederico, que m. em 9 de Janeiro 
de 18G4. e de quem se havia divorciado em 1850. 

Não sabemos se o Visconde de Queluz, teve ou não ^lescendentes. 

SEUS PAES 

António Bartholomeu Pires, casado com D. Marianna Joaquina. Com respeito a este 
António Bartholomeu Pires, traz Pinho Leal, no seu Portugal Antigo e Moderno uma 
insidia de que não uos devemos occupar e muito menos fazer écho. 

1.0 o i.o Visconde e I.» Barão de Qaelai. (V. aeimá). 
2.0 D. Luiz A IzABEL Pires. 
3.^ D. Maria Izabel Pires. 

CREÀÇÃO DOS títulos 

Visconde — Decreto de 6 de Janeiro de i829. 
Barão — Decreto de 25 d' Abril de i828. 

Brazã.o d' Armas. — Escudo esquartellado ; no primeiro quartel — em campo de 
prata, o escudo das armas reaes com a differença pertencente aos primeiros infantes ; no 
segundo — em campo vermelho uma espada de prata com as guarnições de oiro, posta em 
pala com a ponta para cima; no terceiro — em campo azul um cão de prata sentado, tendo 
na bocca uma chave de oiro ; e no quarto — em campo de prata uma coroa de loiro verde. 
Orla azul com o moto seguinte, em letras de ouro : IN PERPETUAM MEMORIAM HONORIS, 
FIDELITATIS, ET CONSTANTIíE. Sobre o escudo uma coroa de oiro de cinco pérolas, e por 
timbre um braço armado, de prata, tendo na mão a espada das armas em acção de descarre- 
gar o golpe, e n'eila enrolada uma fita vermelha com o moto seguinte em letras de oiro : 
PRO DEFENTIONE REGIS. 

Por Carta dada no Palácio de Nossa Senhora das Necessidades a 6 de Novembro de 18ã8. £1-Rei com 
guarda, (V. Arehivo Heraldico-Genealogico]. 



368 FAMÍLIAS TITULARES QUI 




QUINTA D'ALEGRIA (Viscondessa da). — D. Flora Amélia de Sampaio e Mello, 
1/ Viscondessa da Quinta d'Alegna. Nasc. era Fonle Longa, concelho de Carrezeda a 13 
de Janeiro de 1800, e ra. era Linhares a 19 de Março de 1871, lendo casado duas vezes, 
a primeira cora Miguel Francisco Soares Borges Maciel, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; 
Bacharel formado em Philosophia ; Capitão de Cavallaria, e Governador que foi do Forte 
de Freixo de Espada á Cinta ; a segunda com António Joaquim Ferreira Pontes, natural 
de S. Julião de Pereiro no concelho de Moncorvo. 

Não teve successão de ambos os matrimónios. 

SEUS PAES 

Luiz António de Sampaio e Mello, Fidalgo da Casa Real e proprietário no dislriclo 
administrativo de Bragança. 

fixjST-a. uhtxcjíl. XjEíg-iti:m:-a.id.a. 

Al." Viscondessa da Qoinla d'Alegria. (F. acima). 
CREAÇÂO DO TITULO 
Viscondessa — Decreto de 6 de Agosto de 1870. 




QUINTA DAS CANNAS (Conde da). — Dora José Mana de Vasconcellos Azevedo 
Silva e Carvajal, 1.** Conde, e 1.** Visconde da Quinta das Cannas. Nasc. em Elvas a 16 
de Outubro de 1813 ; Moço Fidalgo cora exercício ; Bacharel forraado em Direito pela Uni- 
versidade de Coimbra ; Deputado da Nação na Legislatura de 1857 ; proprietário em 
Coimbra, Arganil e Oliveirinha, ele. M. em Coimbra a 15 de Maio de 1879, lendo casado 
era 1855, com D. Maria Izabel de Mello Freire Bulhões, que m. em Coimbra, sem deixar 
successão, a 15 de Maio de 1879, lendo succedido era 9 de Noverabrd" de 1854 a sua irmã 
D. Maria José de Mello Freire de Bulhões que pelo seu casamento foi Viscondessa 
de Alcobaça. 

Estas duas senhoras eram filhas de Feliciano de Mello Godinho de Bulhões, e de 
sua mulher D. Thereza Rita Freire de Vasconcellos Caslello Branco. — Sem geração. 



OUI E' GRANDES DE PORTUGAL 369 



SEUS PAES 

Dora André José de Vasconcellos Azevedo e Silva, Moço Fidalgo com exercicio, etc, 
que m. a 10 de Fevereiro de 1846, lendo casado era 1804 cora D. Maria Constança de 
Carvajal Vasconcellos e Lencastre, que m. era Setembro de 1813. 

!.• Dom Luiz José. — Nasc. a í de Janeiro de 1812; Moço Fidalgo com exercício. Doutor 
na faculdade de Direito, que m. em Aschafembourfr a 28 de Junho de 187 i. tendo 
casado com D. Maria Clara de Vasconcellos Azevedo, que m. em Lisboa em 1872. 

2.° O 1.* Conde, e 1.» Visconde da Quinta das Cannas. (V. acima). 



CREAÇÃO DOS TÍTULOS 



CoNDB — Decreto de 20 de Junho de 1870. 
Visconde — Decreto de 27 d'Abiil lU 1865. 




QULNTA DO FERRO (Rarío da). — Júlio César de Faria Coutinho de Castro, 1.» Barão 
da Quinta do Ferro em sua vida: Bacharel. 

N. B. Não nos quiz dar noticias suas: apenas soubemos ler uma filha, que em 1879 yiyia na quinta 
do Ferro próxima de Vizeu, e chamar-se D. Virgínia Saraiva Goatinho da Gama Quevedo. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Babão — Decreto de 22 de Novembro de 1879. 




QUINTA DE S. THOMÉ.— (Visconde da).— Fortunato da Costa Cabral Coutinho 
Ribeiro Rodrigues de Vasconcellos, 1." Visconde da Quinta de S. Thomé. Nasc. a 10 de 
Outubro de 1821 ; Bacharel forraado pela Universidade de Coimbra ; Associado provincial 
da Acaderaia Real das Sciencias de Lisboa ; Moço Fidalgo com exercício da Casa Real ; 
Cavalleiro da Ordem da Conceição de Villa Viçosa; Administrador de vários víncu- 
los, etc, casou duas vezes, a primeira a 24 de Dezembro de 1849, com D. Maria Luiza 
de Azevedo Amado, que m. a 24 de Dezembro de 1866, filha de José Joaquim Soares e 
de sua mulher D. Thereza Baltina de Azevedo Amado ; e a segunda vez, era 13 de Março 
de 1875 com D. Maria do Resgate Almeida Noronha Campos e Sousa. 

47 



370 



famílias titulares 



QUI 



ipixjIios ido 1.» a^.A.Tie,ii^03Nrio 

1." D. Mabia Lliza. — Nasc. a 28 d'Agosio de 1830, e casou a 12 de Setembro de 1870, 

com Guilherme Augusto Victorino de Freitas, OiScial do exercito. 
2." Jacintho da Costa. — Nasc. a 7 d'Agoslo de 1851. 
3." Francisco Xavier. — Nasc. a 29 de Junho de 1853. 

4.0 D. Maria da Conceiçào.— Nasc. a 28 d'Abril de 1856, e m. a 3 de Março de 1871. 
3." João da Costa. — Nasc. 17 d'Abril do 1857. 
6." D. Maria Loiia. — Nasc. a 15 de Novembro de 1851. 
7.» D. Mabia da Piedade. — Nasc. a 29 do Setembro de 1863. 
8.* D. Maria da Madre de Deus. — Nasc. a 13 de Dezembro de 1866. 

SEUS PAES 

Jacintho da Cosia Cabral Coutinho Ribeiro Rodrigues de Vasconcellos, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real ; Bacharel formado era Direito pela Universidade de Coimbra ; 
Desembargador da Relação e Casa do Porto, e Administrador de vários Morgados. M. em 
Soure a 20 de Dezembro de 1827, e foi sepultado na sua capelia de Santo Agostinho da 
mesma villa, havendo casado com D. Joanna Cândida Soares, que m. a 15 d'Abril de 1850. 

IFIIiHOS 

1.0 D. Maria da Costa Cabral.— Nasc. a 20 d'Agosto de 1820, e m. a 14 d'Outabro de 

1871 : solteira. 
2.° O l.o Visconde da Quinta de S. Thomé, (V. acima). 
3." D. UiTA Ludovina de Vasconcellos. — M. de menor idade. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 15 de Março de 1873 




QUINTELLA (Barão de).— Joaquim Pedro Quintella do Farrobo, 2.° Barão de 
Quintelia e 1.° Conde do Farrobo. (V. Farrobo a pag. o 55 e 679 do 1." voL). 

CREAÇÃO DO TITULO 

BarJo — Decreto e Carta de 17 d'Agosto de 1805. 
Renovado ~ Decreto e Carla de 3 de Novembro de 1819. 

Brazão <i'Armas.— V. pag. 553 do 1. vol. 



RAM 



E GRANDES DE PORTUGAL 



371 




RAMALDE (Barão de). — Chrisliano Nicolau kopke, 1." Barão tle Ramalde e 1." Barão 
de Villar. (V. Villar). 

CREAÇÃO DO TITULO 
BarXo — Decreto de 7 de Dezembro de 1836. 

Brazão d'A.rmas.— V. pag. 118, do presente vol.. Barão de Massarellos. 




RAMALHO (Barão do). — António da Fonseca Carvão Paim da Gamara, 2.° Barão 
do Ramalho. Nasc. era Angra do Heroismo a 18 de Setembro de 1836 ; do Conselho de 
Sua Magestade ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Coramendador da Ordem da Conceição ; 
Doutor em Sciencias Naluraes pela Universidade de Bruxelias ; Vereador da cidade de 



372 FAMÍLIAS TITULARES RAM 

Angra do Heroísmo no biénio de 1870 a 1871 ; Procurador á Junla Geral do respeclivo 
dislriclo, á qual por varias vezes presidio ; Deputado ás Côrles Geraes da Nação na legis- 
jalura de 1882 a 188i, reeleito para a de 1885, que terminou em 1887 ; Vogal effectivo 
do Conselho de Districto desde 1872 a 1876 ; Governador Civil, n'esse ultimo anno, do referido 
disiriclo, e transferido a 11 de Outubro de 1877 para o districto de Ponta Delgada (ilha de 
S. Miguel), terminando em 1879 o dito cargo de Governador Civil em Angra do Ileroismo. 
Tem exercido muitas outras commissões de serviço e interesse publico como é notório. 

Casou a 21 de Maio de 1863 com D. Maria Dometilla de Bettencourt Sampaio Mon- 
jardino, que nasc. em Angra do Ileroismo, a 26 de xMaio de 1846, filha de José Ignacio 
de Almeida Monjardino, natural e nascido era Lisboa a 11 de Novembro de 1819, e de 
sua mulher D. Dometilla Leopoldina Bettencourt e Sampaio, que nasc. em Angra do 
Heroísmo a 20 de Março de 1826, e m. a 25 de Junho de 1846. Neta paterna de Ignacio 
d'Almeida Andrade Monjardino, que nasc. era Lisboa em 1772, e ra. a 12 de Junho 
de 1842, e de sua mulher, lambera natural de Lisboa, que nasc. em 1779, e m. a 7 de 
Dezembro de 1849, neta materna de Bento de Bettencourt Vasconcellos Lemos, Fidalgo 
da Casa Real, que nasc. em Angra do Ileroismo em 1778, e m. a 27 de Janeiro do 1852, 
e de sua mulher D. Maria Teixeira de Sampaio (irmã do 1." Conde da Póvoa), que nasc. 
na dita cidade em 1783, e m. a 9 de Novembro de 1859. 

i." António da Fonseca Carvão Paiu da Camará. — Nasc. em Angra a 21 de Fevereiro de 
1864 ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, etc. 

i.° D. Maria Goiomar da Fonseca Paim da Gamara. — Nasc. a 29 de Janeiro de 1868, e 
casou em Fevereiro de 1889, com seu primo Jacomo de Bruges Ornellas Avila Paim, 
filho do Conde da Villa da Praia da Vicloria. 

SEXJS PAES 

António Thomé da Fonseca Carvão Paim da Camará, nasc. na Ilha Terceira a 10 de 
Novembro de 1808 ; Fidalgo da Casa Real ; Commendador da Ordem de Christo ; Major 
do Batalhão Nacional de Voluntários da Rainha, na Ilha Terceira, e Administrador de 
vários Morgados. M. a 27 de Junho de 1864, tendo casado com D. Maria Izabel Leopol- 
dina de Ornellas, que nasc. a 9 de Dezembro de 1804, e m. a 10 de SetembVo de 1884, 
!.• filha de André Eloy Homem, e de sua mulher D. Rita Pulcheria de Ornellas. (V. Bruges) . 

1." o 2." Barão do Ramalho. (V. aeima). 

2.° D. Maria Roza. — Nasc. a 14 de Dezembro de 1831. 
' 3." D. Mabia Rita, — Nasc, a 28 de Setembro de 1837: viuva de Alexandre Martins Pam- 
plona Corte Real; Fidalgo da Casa Real; Commendador da Conceição, e Administra- 
dor dos vincules que possuirá seu lio-avô o Conde de Subserra. 

4.** Francisco da Fonseca. — Nasò. a 2G de Janeiro <ie 1839. 

5.° D. Maria Izabel.— Nasc. a 28 de "Fevereiro de 1841, e m. a 8 d'Abril de 1869. 

6.° D. Maria Úrsula. — Nasc. a 17 de Novembro de 1844. e casou com Pedro Borges Bicado, 
proprietário e empregado da Alfandega, natural da ilha de S. Miguei. 

7.' D. Maria da Fonseca. — Nasc. a 13 de Fevereiro de 1847, e casou com António Manuel 
de Medeiros Albuquerque, proprietário, natural da Ilha de S. Miguel, e neto do Barão 
das Larangeiras. 

SEUS A.VOS 

António da Fonseca Carvão Paim da Camará, 1." Barão do Ramalho, do Conselho 
de Sua Magestade; Fidalgo da Casa Real, e Administrador de vínculos. Nasc. na Ilha 



UEA E GRANDES DE PORTUGAL 373 

Terceira era 176G, e m. a 23 de Fevereiro de 1838, lendo casado com D. Roza Izabel de 
Menezes Lemos e Carvalho, que nasc. em 1873, e ra. a 8 d' Abril de 1834, filha de José 
LuK de Menezes Lemos e Carvalho, Moço Fidalgo, e de sua mulher D. Benedicla Quité- 
ria Sá Coutinho da Rocha, Sr/ de um Morgado na Ilha Terceira. 

l." António Tuohé i>a Fonseca Carvão Paim da Camará. — (V. acima). 

1° Fba.nciíco. — Sérvio no exi-rcito, e m. em Lisboa em 1833. 

3 " D. Mar;a Antónia. — Casada com Ucrmelto Coelho d'Amaranle. 

4.'' D. Francisca Izabel. — Casada com Josó Borges Leal Corle Real. 

António Thomé da Fonseca, casado cora D. Júlia Carvão : ambos já fallecidos. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 13 de Maio de 1837. 
Renovado — Decreto de iO de Outubro de 1865. 

Brazão d^ArmaN. — Escudo esqoartellado ; no primeiro qaartel as armas dos Car- 
vões ; no segando as dos Gamaras ; no terceiro as dos Fonsecas ; e no quarto as dos Pains. 
— Timbre o dos Carvões. 

Residência — Angra do Heroísmo. 




REAL AGRADO (Visco.nde do). — Ignacio Xavier de Seixas Lemos Caslello Branco, 
2." Visconde e 1° Barão do Real Agrado. Nasc. a 21 de Setembro de 1771 ; Coronel do 
exercito ; Comraendador da Ordem de Chrislo ; Cavalleiro da da Torre e Espada ; Conde- 
corado com a Cruz de Campanha n.° 2 da Guerra Peninsular ; succedeu nos lilulos a sua 
tia, e na casa a seu pae. Casou a 7 d'AbriI de 1812, com D. Maria do Carmo Yaz Pinto 
Guedes, que nasc. a 2 de Outubro de 1781, filha herdeira de José Vaz Pinto Guedes, Capi- 
lão-mór de Penaguião, e de sua mulher D. Josepha Cândida da Silva: todos já fallecidos. 

FILHOS 

1." Francisco de Lemos Castello Branco. — Xasc. a 7 de Setembro de 1814; Alferes de 
CavaUaria; Commendador da Ordem de S. Thiago. M. a 29 de Outubro de 1873, 
tendo casado com D. Maria Theodozia de Menezes. 

FILHOS 
• 1.* João de Lemos. 
2." JesÉ Yaz de Lemos. 

2." Josí DE Lemos.— Nasc. a 30 de Dezembro de 1813. 

3.* João de Lemos. — Nasc. a 6 de ilaio de 1819; Bacharel em Direito pela Universidade 
de Coimbra ; Escriptor, jornalista e tun dos nossos mais iilnstres poetas. Parte das 



37Í famílias titulares REA 

suas obras vem enumeradas a pag. 396 do Tom. Hl do Diceionario Bibliographico 

Portuguez, de I. Francisco da Silva. 
4." D. Maria Loiía. — Nasc. a 2 de Fevereiro de 1821. 
5." Joaquim António. — H. na villa de Torres Novas em 1854, 

SEUS PAES 

Francisco Xavier de Seixas Lemos Castello Branco, Fidalgo da Casa Real ; Commen- 
dador da Ordem de S. Thiago ; Superinlendenle dos Contos da Serenissiraa Casa do 
Infantado ; Thezoureiro Geral das rendas d'ella ; Sr. da Casa de Loroza, peio seu casa- 
mento. Casou com D. Maria Josepha Pereira de Miranda, fdha herdeira de Alexandre 
Pereira de Miranda, Sr. da Casa de Loroza por successão, e de sua mulher D. Michaela 
Thereza Ferreira de Castro e Lima, filha de Vicente Pereira de Mello Peixoto, Fidalgo da 
Casa Real, e de sua mulher D. Domingas Moreira de Castro e Lima : lodos já fallecidos. 

1." António de Lemos de Lacerda Castello Branco. — Natural da freguezia de S. Simão de 
Gouvêa, comarca de Sobre Tâmega, bispado do Porto, Fidalgo Capelião por Alvará 
de 8 de Junho de 1781, e Abbade de Sande. 

2.* JoXo. — Cónego da Sé de Braga; Fidalgo Capelião em 1781. 

3.* Francisco. — Abbade de S. Miguel de Entre Ambos os Rios. 

4.° Dom Joaqdim. — Monsenhor. 

5.' Domingos. — Beneficiado. 

6.<* D. LuciA Bernarda. 

7." O 2.» Visconde e 2.«' Barão do Real Agrado. (V. acima). 

8.0 D. Maria Jacintha. 

9." D. Joanna Rita. — Açafata da Rainha D. Maria i, e depois ao serviço da Infanta 

D. Izabel Maria. 
10.* Polycarpo João Xavier de Lemos. — Oí&cial da Secretaria do Infantado. 

SEUS AVOS 

António Carlos de Seixas Castello Branco, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, e Caval- 
leiro Professo na Ordem de Christo : foi casado com D. Luiza Bernarda Telles de Vascon- 
cellos, Açafata da Rainha, filha de Manuel de Lemos Pereira de Lacerda, Fidalgo da Casa 
Real ; Cavalleiro Professo na Ordem de Christo, 6 Sr. do Morgado de Vai Formozo, e de 
sua mulher D. Marianna Michaela de Macedo, Dama da Camará da Rainha. 

1.° D. Joanna Rita de Lacerda Castello Branco. — 1." Viscondessa com Grandeza e 1.' Baro- 
neza do Real Agrado, Dama da Rainha D. Carlota, e da Ordem de Santa Izabel. M. a 
6 de Março de 1822. 

2.* Francisco Xavier de Seixas Lemos Castello Branco. (V. acima). 

3." Joaquim Bernardo de Seixas de Castello Branco. — Foi por Capitão de viagem em 1757 
para a índia, e lá m. a 1 de Janeiro de 1758. 

4.» António Loiz de Lemos Seixas Castello Branco. — Natural da freguezia de Santa Mari- 
nha d'Alcorontim, bispado de Coimbra, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por Alvará 
de 16 de Fevereiro de 1758. 

CREAÇÃO DOS títulos 

Viscondessa com Grandeza — Decreto de 13 de Maio de 1810. 

Baroneza — Decreto de 13 de Março de 1805. 

Visconde b BarXo^ renovado — Decreto de 17 de Dezembro de 1813, e Carta de 7 de Fevereiro de 1816. 



REB E GRANDES DE PORTUGAL 37o 




REBOREDO (Barío de). — Ânlonio Lopes da Cosia Almeida, 1." Barão de Rebo- 
redo \ Nasc. a 27 d'Oulubro de 1784 ; do Conselho de Sua Mageslade ; Chefe de Divisão 
da Armada ; Vogal do Supremo Conselho de Jusliça Mililar ; Sócio da Academia Real das 
Sciencias de Lisboa, do Inslilulo Historico-Geographico do Brazil, e de outras sociedades 
sabias; Commendador da Ordena d'Aviz, ele. M. a 13 de Fevereiro de 1839, lendo casado 
a 24 de Fevereiro de 1804, com D. Maria do Carmo Anvers da Cosia Corle Real Pereira 
de Mello Palavra, que nasc. a 7 de Novembro de 1788, em. a 3 de Maio de 1831, 
2." iilhã de João Joaquim Pereira de Mello, e de sua mulher D. Francisca de Paula Anvers 
da Cosia Côrle Real Pereira de Mello Palavra. 

D. Mabia Adelaide. — Nasc. a 26 de Dezembro de 1806, e casou a S9 de Janeiro de 1825, 
com Francisco António de Sousa, Commendador da Ordem d'ATÍz ; Official da Torre 
e Espada'; GoronelJ Commandanie de Cavaliaria n." 5. que nasc. a 3 de Março de 1800, 
filho de Francisco António de Sonsa, Capitão de Cavaiiaria n.** 12, que m. na aeçio 
d'Aibtthera, e de sua mulher D. Luiza Pereira Leite da Costa. 

seus PAJEIS 

José Bernardo da Cosia e Almeida, proprietário, casou com D. Maria Thomazia da 
Costa e Almeida, filha do Desembargador António Lopes da Costa e Almeida, do Conse- 
lho de Sua Mageslade, e de sua mulher D. Iria Joaquina da Costa Côrle Real. 

1." Vicente Josá da Costa e Almeida. — Tenente General do Corpo de Engenheiros; Com- 
mendador da Conceição ; Gran Cruz de S. Bento de Atíz, etc. Foi casado duas vezes, 
a primeira com D. Marianna da Fonseca Barradas, e a segunda com D. Maria Carlota 
d'Aimeida Barreto. Sem geração. 

2.» 1.» Barão de Reboredo. (V. acima). 

3.0 José Joaquim oa Costa e Almeida. — Capitão-Tenenle da Armada e Cayalleiro da Ordem 
d'ATÍz : já fallecido. 

4.° Joaquim Elias da Costa e Almeida.— Major d'Infanteria n.» 4 e Cayalleiro d'Ayiz : 
já fallecido. 

CREAÇÃO DO TITULO 

BabIo — Decreto de 13 de Fevereiro de 1830, 



^ Reboredo é appelido antigo de família, e nome de uma montanha, em Portugal. Existe, porém, um Visconde 
ie Roboredo, que irá descripto no logar competente, mas deste Roboredo não conhecemos a etymologia. 



376 



FAMÍLIAS TITULARES 



RED 




RECARDÃES (Barão de). — José Cerveira de Mello, 1." Barão tle Recardães, e pro- 
prietário no concelho d'Anadia. 

CREAÇÃO DO TITULO 
BAnío — Decrelo de 24 de Fevereiro, c Carta de 23 de Maiço de 1876. 




REDLNHA (Conde da). — Nuno Gaspar de Carvalho Daun e Lorena, 3.° Conde da 
Redinha. IVasc. na freguezia dos Anjos, a 15 de Janeiro de 1793; Par do Reino em 1826; 
Commendador da Ordem de S. Thiago ; succedeu a seu pae no Morgado que andava 
annexo a esle Ululo a 1 de Janeiro de 1821, e no lilulo a 19 de Junho de 1822. M. na 
freguezia de Santa Engracia a 14 de Maio de 1865, lendo casado duas vezes, a primeira 
a 30 d'Agoslo de 1815 com D. Maria Vicloria de Sampaio Mello e Caslro, que nasc. na 
freguezia de S. Paulo a 28 de Março de 1794, foi Dama da Rainha D. Maria n desde 
a sua enlrada em Lisboa, e ra. a 5 de Julho de 1837, filha dos 1.°' Marquezes de Sampaio: 
e a segunda a 21 de Junho de 1842, com D. Maria Ephigenia Telles de Mello d'Almeida 
Baêna Leile Malheiros de Lencastre. (Y. Sanches de Baêna). 

♦ 

1.° José Maria da Luz Carvalho Daun e Lorena. — Nasc. na freguezia de S. Pedro d'AIcan- 
lara em 30 de Novembro de 1816, e m. na mesma freguezia, no .seguinte mez do 
Dezembro. 

í.* Manoel Maria. — Nasc. a 20 de Novembro de 1818^ e foi agraciado com o titulo de 



RED E GRANDES DE PORTUGAL 377 

4.° Conde da Redinha por occasião do segundo casamento da Rainha D. Maria ii, 
achando-se então em Hespanha com a Divisão aoxiKar portogneza, depois de ter com- 
pletado o carso da arma de Cavallaria em que era Alferes. Veio com licença a Lis- 
boa em 1837 para visitar sua mãe qne se achava muito doente, e que dentro em 
pouco m. como fica acima dito ; e dando-se o pronunciamento dos Marechaes por esse 
tempo, Manuel Maria unio-se a elle, e na acção do Chão da Feira foi varado por 
três balias, na carga dada peia Cavallaria commandada pelo Barão de S. Cosme, no 
dia 28 d'Agosto de 1837, 
S.» D. Maria Ignez Dadn e Lorena. — Nasc. a 17 de Fevereiro de 1821, e casou duas vezes, 
a primeira a 18 de Novembro de 1839, com António de Brito e Castro de Figueiredo 
e Mello da Costa, que nasc. em 1774 (V. Marqueza de Pomares): a segunda vez, 
a 10 d'Agosto de 1853, com seu primo, D. Salvador Manuel de Vilhena e Saldanha, 
que nasc. a 26 de Maio de 1830; Moço Fidalgo com exercicio ; Bacharel formado 
pela Universidade de Coim'ira ; Commendador da Ordem da CoDceição, e soccessor 
aos yinculos de seu pae. M. tem geração. 

FILHOS DO 1.» MATRIMONIO 

1." D. Maria Victoria. — Nasc. a 20 de Novembro de 1843, e m. a 2 de 

Fevereiro de 1844. 
2." D. Maria Manobla de Brito. — Actual Marqueza de Pomares. (V. Pomares). 
3.* D. Francisca de Brito. — Nasc. a 30 de .Maio de 1846, e m. em Junho 

de 1860. 
4.0 Francisco Xavier ob Brito. — Nasc. a 11 de Dezembro de 1847, e m. em 

Junho de 1850. 

4.<* Sebastião Maria. — Nasc. e m. mezes depois na fregnezia de S. Pedro d'Alcantara em 1819. 

S.o António Maria da Lcz de Carvalho Daitn e Lorena. — Nasc. a 11 de Julho de 1822 ; 
Moço Fidalgo com exercício ; Gran Cruz da Ordem de S. Gregório Magno, e com 
direito ao titulo de Conde da Redinha. Casou a 13 de. . . de 1843, com D. Maria 
Joauna Curvo Semedo Delgado, que nasc. a 12 de Maio de 1826, filha de António 
Delgado da Silva, Dezembargador da Casa da SupplicaçSo e Cavalleiro da Ordem de 
Christo, e de sua mulher D. Maria Amália Curvo Semedo e Ludovice. — Sem geração. 

6.° Francisco Maria de Carvalho Daun e Lorena. — Nasc. a 14 de Setembro de 1823; 
Moço Fidalgo com exercício ; Capitão honorário do Regimento do Commercío, e 
1.0 Official do Ministério da Fazenda. Casou a 12 de Maio de 1852, com sua prima 
D. Maria Magdalena da Luz do Carmo Sacramento e Noronha Ribeiro Soares, que 
nasc. a 10 de Junho de 1819, e m. a 17 de Dezembro de 1880, filha do l.<» Matri- 
monio de D. José Maria Carlos de Noronha Ribeiro Soares e Castilho, Moço Fidalgo 
com exercício ; Coronel reformado do exercito ; Commendador da Ordem de Christo ; 
Condecorado com a Medalha n.» 3 da Guerra Peninsular, etc, e de sua mulher 
0. Maria Ignez Henriqueta de Sampaio Mello e Castro : já fallecidos. 

FILHOS 

1.° D. Maria do Sacramento. — Nasc. a 11 de Janeiro de 1855. 

2.0 Nuno Maria. — Nasc. a 21 de Junho de 1856, e m. a 5 de Julho do 
mesmo anno. 

3." D. Maria Victoria. — Nasc. a 8 de Março de 1858, e casou a 11 de Setem- 
bro de 1883, com seu primo, João Pedro Peixoto da Silva Bourbon, 
Tenente de Estado Maior de Engenheiros, filho doi Condes de Lindozo. 

7." D. Maria Fharcisca. — Nasc. a 20 de Novembro de 1824, e m. a 21 de Setembro 

de 1847; Condessa de Sampaio. — Com geração. (V. Sampaio). 
8.» Joio Maria.— Nasc. em 1825, e m, a 23 de Abril de 1826. 
9." O actual Marquez de Pomares. (7. Pomares). 

SEUS PAES 

José Francisco Xavier Maria de Carvalho Mello e Daun, filho 2." do Grande Marquez 
de Pombal, 1.° Conde da Redinha e 3." Marquez de Pombal. (V. Pombal). 



378 



famílias titulares 



RED 



CREAÇÃO DO TULLO 

CoNDK DA Redinha — Carta de 19 d'Agoslo de 1776. 
Rbnovado no 2.0 Conde — Carla de 17 de Dezembro de Í8i3. 
Renovado no 3.* Conde — Carla de 19 de Junho de 1822. 

Brazão â'Ai*nias.— O de Pombal. 




REDONDO (Conde de).— José Luiz Gonzaga de Souza Coutinho Castello Branco e 
Menezes, 15." Conde de Redondo ; 13.** Sr. de Gouvêa de Sobre Tâmega ; Vedor da Casa 
Real ; Alferes de Cavallaria ; Sócio d'Academia Real das Sciencias de Lisboa ; succedeu 
a seu pae no condado, a 5 de Março de 1834. Nasc. a 14 d'Oulubro de 1797, e falleceu 
a 11 de Março de 1863, lendo casado, a 30 de Maio de 1819, com D. Maria Luiza José da 
Cosia, Dama da Ordem de S. João de Jerusalém, que nasc. a 26 d'Agoslo de 1800, e 
falleceu a 16 d'Oulubro de 1874, filha dos 6." Condes de Soure, B. José da Cosia e 
D. Marianna Delphina José de Mello. 

1.° D. Mabianna Ldiza. — Nasc. a 18 de Maio de 1821, e íaUecea a 25 d' Abril de 1881, 
tendo casado a 2 de Outubro de 1848, com D. José Lobo da Silveira Quaresma, 
4.0 Marquez d'Alrílo ; Par do Reino; Gentiihomem da Camará de Sua Magestade 
El-Rei o Sr. D. Luiz i, que nasc. a 11 de Março de 1826, filho herdeiro dos Con- 
des-BarÕes d'Alvito, António Luiz de Souza e D. Henriqueta Polycarpa Lobo da 
Silveira Quaresma. 

i.° Dom Fernando Loiz. — Oíficial-mór da Casa Real ; Veador que foi da Sr.' Infanta D. Iza- 
bel Maria; Vogal da Junta de Credito Publico; nasc. a 10 de Julho de 1835, e 
casou a 22 de Setembro de 1858, com D. Maria José de Portugal e Castro, filha her- 
deira do titulo dos Condes de Vimioso, D. Francisco de Paula de Portugal e Castro 
e D. Maria Domingas de Castello Branco. 

FILHOS 



1.0 Dou JosÉ Ldiz. — Nasc. a 7 de Outubro de 1859, e casou a 26 de Junho de 
1880, com D. Eugenia Burnay, que nasc. a 22 de Setembro de 1860 
filha de Castant Burnay e D. Luiza Burnay. 



RED E GRANDES DE PORTUGAL 379 

FILHO 
Dom Fernando Josá L01Z. — Nasc. a 19 (l'Oatabro de 1883. 

1.» D. Maria Domingas L(n«A. — Nasc. a 20 d' Abril de 1862. 

3." D. Maria Loiza. — Nasc. a 26 de Janho dê 1864, e m. a 25 de Janeiro 
de 1888, tendo casado a 13 d' Agosto de 1885, com Gnilherme Ferreira 
Pinto Basto, que nasc. a 1 de Fevereiro de 1864, filho de Eduardo 
Ferreira Pinto Basto, e D. Lacy Castance. 

FILHOS 

i." Eddardo Luiz. — Nasc. a 6 de Junho de 1886. 
2.» Fernando Luiz. — Nasc. a 14 de Janeiro de 1888. 

4.<* Dom Francisco de Padla Lmz. — Nasc. a 11 de Dezembro de 1866 : casoa 
a 19 de Novembro de 1888 com D. Maria das Dores Centeno, que 
nasc. a 12 de Novembro de 1872, fíiha de Domingos Centeno e D. Maria 
Sebastíanna Cabral de Qnadrios. 

S.* Dom SiMio de Rochas Luiz. — Nasc. a 5 de Junho de 1868. 

SEUS ¥»AES 

Fernando Maria de Souza Coutinho Castello Branco e Menezes, 2.° Marquez de Borba ; 
14." Conde de Redondo ; 12.° Sr. de Gouvêa ; Veador da Casa Real ; Par do Reino em 
1826 ; Gran Cruz da Ordem de S. Thiago, e da da Conceição ; Commendador de Santa 
Maria de Gundar, na Ordem de Chrislo ; Tenente Coronel de Cavallaria ; um dos Gover- 
nadores do Reino, e Presidente do Real Erário em 1810 ; nasc. a 26 d'Outubro de 1776; 
succedeu a seu pae a 13 d'Outubro de 1813, e m. a o de Março de 1834, tendo casado 
a lo de Maio de 1796, com D. Eugenia Manuel, Dama da Rainha D. Maria i, e Dama 
também das Ordens de Santa Izabel e de S. João de Jerusalém, que nasc. a 30 de Dezem- 
bro de 1776, e m. a 23 de Outubro de 1846, filha dos 3."' Marquezes de Tancos. 

1.» o 15." Conde de Redondo. (V. acima). 

2." O Conde Barão de Alvito, pelo seu casamento. (V. pag. 80 do 1." vol.). 

3.° Joio. — Nasc. a 23 de Junho de 1801; Cavalleiro da Ordem de S. Joio de Jerusalém. 

4.° D. Margarida. — Nasc. a 11 de Janeiro de 1804, e pelo seu casamento Condessa da 
Atalaya. (F. Atalaya). 

5.° Ddarte. — Nasc. a 17 de Agosto de 1808; Cavalleiro da Ordem de S. Joio de Jerusa- 
lém : m. em Santarém a 20 d' Abril de 1834. 

6.° Mandei. Luiz. — Nasc. a 25 d'Agosto de 1809 ; Moço Fidalgo com exercício ; Cavalleiro 
da Ordem de S. João de Jerusalém; m. a..., tendo casado com D. Maria José de 
Cordes Brandão, que m. sem geração. 

7." D. Francisca. — Nasc. a 5 d'Abril de 1814, e pelo seu casamento Condessa da Lapa. (V. Lapa). 

8.° D. Maria Francisca. — Nasc. a 1 d' Abril de 1815, e pelo seu casamento Condessa de 
Pombeiro. {V. Pombeiró). 

9." D, Maria de Jesus. — Nasc. a 27 de Marco de 1820, e m. a 8 de Dezembro de 1849, 
tendo casado com Luiz Carlos de Abreu Bacellar Castello Branco, já viuvo de 
D. Maria Amália, {V. Rio Maior), Moço Fidalgo com exercício ; Commendador da 
Ordem de Christo ; Conselheiro da Antiga Junta do Tabaco ; fílho de Luiz Carlos 
d'Almeida Bacellar, Cavalleiro da Ordem de Christo, Coronel de Milícias do Piauhy, e 
de sua mulher D. Luiza Perpetua Cameiro de Souto-Maior. — Com geração. 

SEUS AVOS 

Thomé Xavier de Souza Coutinho de Castello Branco e Menezes, nasc. a 22 de Julho 
de 1753; 1.° xMarquez de Borba, e 13.° Conde de Redondo; Veador da Casa Real 



380 famílias titulares ■ RED 

(Alvará de 22 d'Agoslo de 1791) ; 11." Sr. de Gouvêa, Figueiró dos Vinhos, e Pedrógão ; 
Padroeiro de Sanla Cecília de Villaça; succedeu a seu pae a 6 d' Agosto de 1791, e m. 
a 13 de Outubro de 1813, lendo casado segunda vez com D, Margarida Telles da Silva, 
que m. a 6 d'Oulubro de 1817, filha dos 2.*" Marquezes de Penalva. 

1.» 2," Marquez de Borba, e 14." Conde de Redondo. (K. acima). 

2.* D. Maria Eugenia de Souza Coutinho.— Dama Camarista: m. a 24 de Novembro 

de 1824. 
3.° D. Maria Anna. 

Fernão de Souza Coutinho, nasc. a 27 d'Oulubro de 1716 ; 12.° Conde de Redondo, 
e senhor de toda a casa, Officios e Coranaendas a que succedeu a seu pae, a 6 de Março 
de 1717. M. a 6 d'Agoslo de 1791, lendo casado a 10 de Janeiro de 1745, com D. Maria 
Antónia da Conceição e Menezes, filha de D. Diogo de Menezes e Távora, Commendador 
de Vallada na Ordem de Christo, e de sua mulher D. Maria Barbara de Breiner, recebi- 
dos a 1 de Abril de 1711. 

l.«* D. Maria Barbara de Souza. — Nasc. a 16 de Novembro de 1745, e ra. de caria idade. 

2." D. Margarida Josepha de Souza. — Nasc. a 2 de Maio de 1747. 

'ò.^ D. Domingas Ignez .Iosepha de Souza. — Nasc. a 2 de Maio de 1750, e em 5 de Janeiro 

de 1769, teve licença para casar com Francisco de Mello, Monteiro-mór. 
4.0 O 13.*» Conde de Redondo. (K. acima). 

TERCEIROS AVOS 

Thomé de Souza de Caslello Branco Coutinho de Menezes, 11." Conde de Redondo; 
Veador da Casa d'El-Rei D. João v ; Sr. das villas de Gouvèa, Riba-Tamega, Alvoz da 
Serra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão, na comarca da Guarda ; Padroeiro de Sanla Ceci- 
lia de Villaça, no termo de Espozende ; Commendador das Commendas de Santa Maria de 
Gundar, na Ordem de Christo, e da Messejana, na Ordem de S. Thiago, e seu Alcaide- 
mór ; Alcaide-mór de Villa Viçosa, Portel e Monle Alegre, ele. M. a 6 de Março de 1717, 
tendo casado duas vezes, a primeira a 29 d'Oulubro de 1695, com D. Magdalena de 
Noronha, Dama da Rainha D. Maria Sophia, e filha dos 3.°* Condes dos Arcos, a qual m. 
a 29 de Dezembro de 1720 ; a segunda a 10 de Janeiro de 1714, com D. Margarida de 
Vilhena, Dama do Paço, e filha dos 9. " Condes de Alhouguia. 

ifixjHios ido i." i:>a:j^T:Eixi^oi<rxo 

l." Fernando de Souza. — M. menino. 

2.0 D. Maria Francisca de NoRorJHA. — M. a 10 de Novembro de 1726. 

3." D. Ldiza de Portugal. — M. na flor Jos annos a 18 de Setembro de 1717. 

4.0 D. Marianna Josepha de Noronha. — Freira em Santa Martha de Lisboa. 

5.0 D. Josepha de Noronha. 

6." D. Anna Xavier pÉ Souza. — Nasc. a 26 de Novembro de 1714, e m. de pouca idade. 
7.<» D. Ignbz Leonor Xavier de Souza. — Nasc. a 1 de Novembro de 1715, e m. em 1720. 
8." FernIo de Souza Coutinho. — 12.° Conde de Redondo. {V. acima). 



RED E GRANDES DE PORTUGAL 381 

QUARTOS AVOS 

Fernão de Souza, Veador da Casa Real dos Reis D. Affonso vi, D. Pedro ii e 
D. João V, cargo de que, por morte de seu pae, se lhe passou Alvará em 17 de Janeiro de 
1650 ; Sr. de Gouvêa ; Commendador de Sanla Maria de Gundar, na Ordem de Christo, 
no arcebispado de Braga, e de Nossa Senhora dos Remédios da Villa de Messejana, na 
dita Ordem ; Alcaide-mór da mesma Villa, e da de Villa Viçosa, e de Monte Alegre ; 
Sr. de Figueiró e de Pedrógão, Mercê em que succedeu a seu tio, o Bispo Diogo de 
Sousa, por nova Mercê que Jhe fez El-Rei D. Pedro ii, approvando a renuncia que a seu 
favor havia feito o dito seu lio. Foi 10." Conde de Redondo, e 1.° n'esta familia de Souzas 
por ser filho de D. Francisca de Menezes, irmã do 8." Conde de Redondo, D. Francisco 
de Caslello Branco, ultimo possuidor, n'aquella linha, do sobredito titulo, contando-se 
9.^ Condessa a dita senhora. 

M. a o de Julho de 1707, tendo casado com D. Luiza Simôa de Portugal, que m. 
a 28 de Março de 1723, filha de D. Rodrigo Lobo da Silveira, 1.° Conde de Sarzedas, 
e da Condessa D. Maria Antónia de Vasconcellos. 

1.0 o 11.» Conde de Redondo. (V. aeima). 

i.° Rodrigo de Souza. — Porcionista do Coilegio de S. Pedro de Coimbra, e Arcediago de 
Viila Nova da Cerveira, que renunciando a vida ecciesiastica, casou côm D. Maria 
Anionia de Menezes Paim, irmi inteira da Condessa d'ÂIva, e ambas filhas de Roque 
Monteiro Paim. 

FILHOS 

l." D. Leonor Luiza Josepha de Portugal. — Nasc. em Novembro de 1722. 

i.° Vicente Roque José Monteiro Paim e Souza. — Casado em 14 de Maio 
de 1750, com D. Thereza Vilai da Camará, filha de Luiz Gonçalves 
da Camará, e de sua mulher D. Izabel de Mendonça. — Com geração. 

3." Francisco Josb de Souza. — Gémeo de seu irmão Vicente. 

4.° Roque Josb de Souza. — Nasc. em Fevereiro de 1727. 

5.° António de Souza.— Nasc. em Outubro de 1729. 

6." D. Maria da Graça. — Nasc. em Outubro de 1730. 

7." Fermío de Souza. — M. menino. 

3.* Philippb de Souza. — Porcionista do Coilegio de S. Pedro em Coimbra, onde í-e graduou 

em Cânones e foi Cónego da Sé, Deputado do Santo Officio e principal da Santa 

Egreja Patriarchal de Lisboa. 
4." Gonçalo de Souza Cootinho.— Também porcionista do mesmo Coilegio de S. Pedro, 

onde se graduou em Cânones, e foi, como seu irmão. Principal da Santa Egreja. 
5." João de Souza da Silveira. — Estudou e habilitou-se como os ditos seus irmãos, e foi 

lambem Principal da Sanla Egreja. 
6.° Diogo de Souza. — Entrou na religião dos Cónegos Regrantes, ond» professou, e mais tarde 

foi Prior de Santa Cruz do Castello em Lisboa. 
7.» D. Maria Rosa de Portugal. — Casou com D. Pedro de Castello Branco, 3." Conde de 

Pombeiro. — Com geração. 
8.° D. JoANNA de Portlgal. \ 
9.° D. Francisca de Portugal. [ Freiras. 
10.° D. Philippa de Portugal, j 

QUINTOS AVÔS 

Thomé de Souza, herdeiro da Casa de seus pães, por morte de seus irmãos mais 
velhos. Estudou em Évora e em Coimbra, sérvio a Casa de Bragança, e achou-se na 
acciamação de D. João iv, que o nomeou Veador da sua casa, e sérvio de trinchante-, 
mór. O mesmo Rei lhe fez Mercê da Commenda de Messejana na Ordem de S. Thiago. 



382 famílias TITULARES RED 

M. em Elvas, no anno de 1649, lendo casado cora D. Fi-ancisca de Menezes, irmã 
do 8." Conde de Redondo, e ambos filhos de D. João de Gaslello Branco, e de D. Cecí- 
lia de Menezes, como acima referimos. 

l.» o 10.° Conde de Redondo. (7. aeima). 

2." Dom Joio de Sodsa. — Bispo do Porto, do Conselho de Estado ; Arcebispo de Braga e de 
Lisboa, tendo sido antes Inquizidor. M a 29 de Setembro de 1710. 

SEXTOS AVOS 

Fernão de Souza, succedeu a sen pae ; foi Moço Fidalgo do Cardeal Infante D. Hen- 
rique ; Sr. de Gouvêa ; Alcaide-mór de Souzel, com as Alcaidarias-móres que seu pae 
havia lido. Foi Veador da Casa do Duque D. Theodozio ii, que lhe deu as Comraendas 
deBayde, e de Noães, na Ordem de Chrislo, e relirando-se da Casa do Duque, sérvio os 
Philippes, e pelo ullimo d'elles foi nomeado Governador d'Angola. Casou 2 vezes, a pri- 
meira com D. Anlonia de Alhayde, filha herdeira de D. Manuel de Lacerda Caminha, e 
de sua mulher D. Joanna de Castro ; a segunda com D. Maria de Castro, filha de D. Simão 
de Caslro, Sr. de Reriz, e de sua mulher D. Margarida de Menezes. 

^^IXjUOS ido S.» lSd.J^T:EiXlS/LOJL<rLC> 

1.° Martim Affonso de Sodza. — Passou á índia no anno de 1615, em tempo do Vice-Rei 
D. Hyeronimo de Azevedo, e foi Capitâo-mór das armadas. M. solteiro. 

2." Gonçalo de Sodza. — Ser^k^ na Restauração da Bahia, em Africa, em Flandes e nas 
Armadas da Costa, onde fbi. Capitão de um Galeão, unico que escapou da armada 
que se perdeu na Costa de ÍVança, em que Gonçalo de Souza pelejou valorosamente, 
e d'onde sahio mui mal ferido e estropeado de uma perna. M. solteiro. — Sem geração. 

3.' Dom Diogo de Souza. — Não succedeu na casa por morte de seus irmãos, por ser clérigo. 
Foi Inquizidor da Mesa Grande ; Bispo eleito de Leiria por El-Rei D. João iv ; Depu- 
tado da Mesa da Consciência e Ordens ; Arcebispo d'Evora ; do Conselho de Estado 
de El-Rei D. Afifonso vi, e do Príncipe D. Pedro, depois Rei e segundo de nome ; 
Sr. de Figueiró e Pedrógão, em que succedeu, como parente mais próximo á Con- 
dessa de Figueiró D. Anna de Vasconcellos e Menezes, que era terceira neta de João 
Roiz Ribeiro de Vasconcellos, Sr. de Figueiró. O mencionado Bispo D. Diogo de 
Sousa accumulou grandes cabedaes, e edificou o grande Palácio que ainda hoje existe 
a Santa M.irlha em Lisboa, para seu sobrinho, Fernão de Sousa, 10." Conde de Redondo 
e l.° n'esta família dos Sousas, alem d'oatros bens de que foi também herdeiro, como 
já se disse. 

4.° Thohé de Souza. — (V. acima). 

5." Gaspar de Souza. 



- „ ,, £, , Professos na Ordem de Malta. 

6.'' Mahdel de Souza. ) 

Antomo db Souza. — M. solteiro na índia. 

8." Hteronimo de Souza. — Sem geração. 

9." D. Helena de Souza. ) 
10.° D. Joanna de Tovar. í Freiras em Arouca. 
11.° D. Margarida de Souza. ) 

* • CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Conde de Borba — Carta de 16 de Março de 1486. 

Transpebido para Conde de Redondo — Carta de 2 de Junho de ISOO. 

Conde de Redondo Renovado, na família de Souzas — Carta de 2 de Março de 1707. 

Marques de Borba — Decreto de 15 de Dezembro de 1811. 

Renovado no 2." Marquez — Decreto de 20 de Março de 1812. 

JBrazão â'A.rinas.— O da varonia d'esta Casa qne são as dos Souzas do Prado. 



REG 



E GRÂiNDES DE PORTUGAL 



383 




REGALEIRA (Barão da). — Paulo Carlos Allen de Moraes Palmeiro, 3." Barão da 
Regaleira. Nasc. a 20 de Junho de 1842; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; addido hono- 
rário da Legação de Porlugal em Paris ; Commendador da Ordem de Chrislo. Casou em 
1865, com D. Maria Joaquina da Cunha Menezes, que nasc. a 27 de Fevereiro de 1847, 
filha de Carlos da Cunha Menezes, da Casa de Lumiares, e de sua mulher D. Maria Joa- 
quina Quinlella do Farrobo, 1." filha dos 1.°' Condes de Farrobo. 

!.<> D. Maria Izabbl. — Nasc. a 7 d'Agosto de 1866. 
i.° Paulo Francisco. — Nasc. a 16 de Julho de 1867. 
3." Carlos.— Nasc. a 89 d'Agosto de 1868. 
4." Ermelinda. — Nasc. a 17 de Setembro de 1869. 

SEUS PAES 

D. Maria Izabel Allen, 2." Baroneza da Regaleira, nasc. a 6 de Março de 1808, e 
casou com João Carlos de Moraes Palmeiro, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Commen- 
dador da Ordem de Christo e da Conceição, e Coronel do exlinclo Batalhão Nacional. 



FILHOS 



1.° D. Ermelinda. — Nasc. a 11 de Setembro de 1832, e casoa com D. Francisco de Zea Ber- 

mudes. Ministro residente de Hespanha, em disponibilidade. — Com geração. 
i.° O 3." Barão da Regaleira. (7. aeima). 

SEUS AVÓS 

Carlos Manuel Allen casado com D. Camilla Guilhermina Allen. 

:fiXjI3:.a. 

D. Maria Izabel Allex. — 2 * Baroúeza da Regaleira. (F. aeima). 

BISAVOS 

Duarte Guilherme Allen, súbdito inglez, negociante e Cônsul d'Inglaterra em Viannado 
Castello e depois na do Funchal ; m. a . . . tendo casado a primeira vez com D. Joanna Mazza. 



384 



famílias titulares 



HEG 



FILHOS 

D. Ernelindà Allin Monteiro dg âlhgida. — Nasc. a 2 de Maio de 1768, e casou a 11 
de Jdaio de 1791, com José Monteiro de Almeida, que nasc. a 18 de Maio de 1751, 
e m. em Paris a 7 de Junho de 1816. D. Ermelinda Alien Monteiro, depois de viuva 
foi 1.* Viscondessa e 1." Baroneza da Regaleira, herdeira sua sobrinha, a 2/ Baro- 
neza. (V. acima). 

Carlos Manoel Allen. — (K. acima). 

Theoooro Allen.— Natural de Vianna do Gaslelio, que m. em 1809, lendo casado com 
D. Izabel Rita Allen. 

JoXo Allen. — Natural do Porto, casado com D. Leonor Carolina Amsink, com geração 
em titulo de Villar Allen. 



N. B. Duarte Guilherme Allen teve mais filhos dos qnaes daremos noticia em titulo do 
Visconde de Villar. Allen. (K. Villar Allen). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Baroneza — Decreto de 7 de Novembro de 1840. 
Viscondessa — Decreto 18 d'Abril de 1854. 
Baroneza renovado — Decreto de 15 d'Abril de 1854. 
BarIo renovado — Decreto de 25 d'Abril de 1864. 

Brazao.— Escudo esquartellado ; no primeiro quartel — em campo azul uma flor de 
liz de ouro ; no segundo — em campo de vermelho, três fasas de ouro ; e assim os contrários. 

Residência — Largo de S. Domingos em Lisboa, e Quinta da Regaleira, em Cintra. 




REGOA (Visconde da).— Manuel Guedes Leite de Gouvêa Tovar, l.» Visconde da 
Regoa. Nasc. a 29 de Março de 1835 ; Bacharel formado pela Universidade de Coimbra ; 
Conservador privativo do registro predial da comarca do Peso da Regoa, tendo sido por 
varias vezes administrador do concelho da dita comarca, onde é lambem proprietário e 
capitalista. Casou a 18 de Setembro de 1884, com D. Maiia Ignez Gomes, que nasc. a 9 



REG E GRANDES DE PORTUGAL 385 

de Julho de 1832, viuva de Luiz Carlos Pinlo de Carvalho, e filha de José João Gomes, 
e de D. Floriana Joaquina de Jesus. — Sem geração. 

SEUS PAES 

José Guedes Leile de Figueiredo, Capilão-mór do Peso da Regoa e proprietário, que 
m. a 15 de Fevereiro de 18o3, lendo sido casado com D. Maria Leonarda de Gouvèa 
Tovar, que m. a 31 d'Oulubro de 1860. 

IFXXiKCOS 

l." FaiNcisco GuEDKs Leits de Figueiredo. — Bacharel cm Direito, e proprietário. Nasc. a 5 
de Setembro de 1819, e m. a 3 de Novembro de 1875, tendo casado com D. Hen- 
riqueta Edaarda Pinto da Silva Cunha, que m. a 13 de Fevereiro de 1875. 

FILHA ÚNICA 

D. Mabia Leonarda Guedes Leite Pinto de Figueiredo. — Nasc. a 10 de Maio 
de 1856, e casou a 31 d'Abril de 1879 com António da Costa Gou- 
vèa e Cunha, proprietário no Peso da Regoa. — Sem geração. 

i.° D. Anna Cândida Guedes Leite de Gouvéa Tovar. — Nasc. a 30 de Julho de 1820. Solteira. 
3.0 D. Maria Leonarda Guedes Leite de Figueiredo. — Nasc. a 21 de Setembro de 1821, e 

m. a 22 d'Agosto de 18i5 
4.0 D. Maria José.— Nasc. a 26 de Deiembro de 1823, e m. a 6 d'Abril de 1845. 
5.° D. Maria do Patrocínio Gledes Leite df: Gouvéa. — Nasc. a 13 de Novembro de 1825, 

e m. a 28 d'Agosto de 1866, tenio casado a 8 de Julho de 1856, com António 
^ Guedea Pinto de Amorim, proprietário no Peso da Regoa. 

FILHOS 

1." D. Maria Leonarda. — Nasc. a 1 d'Agosto de 1857, e casou a 13 de Setem- 
bro de 1880, com Joaquim José da Cruz Capello, Bacharel cm Direito 
e Juiz dos Tribunaes Administrativos, etc. 

2.° António Guedes Pinto de Amorim Juniob. — Nasc. a 31 de Dezembro de 
1859, e casou com D. Maria do Carmo Guedes. 

3.0 D. Maria no Patrocínio. — Nasc. a 3 de Janeiro de 1862, e casou a H 
de Janeiro de 1883 com o Bacharel em Direito Manuel Alves da Silva, 
Juiz de Direito da comarca de Villa do Conde. 

6.0 D. Maria da Graça.— Nasc. a 29 d'Agosto de 1829, e m. a 12 de Março de 1867. 
7.0 José Guedes Leite de Gouvéa Tovar. — Nasc. a 9 de Setembro de 1832 ; Administrador 

do concelho da Regoa ; solteiro. 
8.° António Guedes. — Nasc. a 24 de Setembro de 1833, e m. a 5 de Julho de 1854. 
9.° 1.° Visconde da Regoa. (F. aeimá). 
i0.° D. Maria Margarida Guedes Leite Pinho db Figueiredo. — Nasc. a 31 de Janeiro de 

1837, e casou com António Carlos Corrêa Pinto de Lemos, proprietário em Villa 

Maior, freguezia de Lobrigas, concelho de Santa Martha de Penaguião, Fidalgo 

Cavalleiro da Casa Real. 

FILHOS 
l.° D. Maria Luiza. 
2.° Carlos. 
3.° Alberto. 
4." D. Laura, 
õ." D. Alda. 
6.» D. Elvira. 
7° D. Maria do Patrocínio.— Já fallecida. 

49 



386 



famílias titulares 



REG 



SEUS AVOS 

José Guedes Leile de Figueiredo, casado com D. Maria Violante Guedes de Moura, 
tilha de José Pinlo Veliozo e Bouro de Caslello Branco, e de sua mulher D. Marianna de 
Gouvêa Tovar de Mello. 

CREAÇÃO DO TITULO 

ViscoNDB — Decreto »1e i de Selenebro de 1887. 

Bra,73.o <]' Armas. — Escudo esqaartellado ; no primeiro qaartel as armas dos Perei- 
ras ; no segundo as dos Pintos; no terceiro as áõs Cardozos;e no quarto as dos Yellozot ; 
tendo por differença uma brica de ouro e n'eila um trifolio preto. 

As referidas armas foram conferidas por Alvará de soccessão a José Pinlo Veliozo de Bouro Pereira, 
Cavalleiro Professo na Ordem de Chrislo, a 27 de Novembro de 1728, como consta do original que temos 
á vista. 

Residência — Peso da Regoa. 




REGUENGO (Visconde de).— Jorge Frederico de Avillez, 2.° Visconde de Regu ngo. 
Nasc. a 31 de Janeiro de 1848 ; antigo Deputado da Nação : casou a 10 de Setembro 
de 1870, cora D. Georgina de Avillez, sua prima, que nasc. a 15 de Dezembro de 1852, 
filha dos 2.°' Condes de Avillez, ele. (V. pag. 170, do /." voL). 



1." JoBOB Frederico de Avilez. — Nasc. a 2 d' Agosto de 1872. 

2.» José d'Avilez, — Nasc. a 11 de Sett-mbro de 1874: já fallecido. 

3.» Loiz. — Já fallecido. 

4.0 D. Georgina.— Nasc. a 8 d'Abril de 1876. 

5." Joaquim.— Nasj. a 21 d'Abrii de 1873. 

6.» D. Josepha. — Nasc. a 29 de Novembro de 1879. 

7.0 Joio Jos<.— Nasc. a 23 de Março de 1883. 



REN E GRANDES DE PORTUGAL 387 

SEUS FAES 

Jorge Frederico de Avillez, nasc. a 4 de Janeiro de 1819 ; Moço Fidalgo com exer- 
cicio ; Capilão dlofanleria do exercito, e Cavalleiro da Ordem (rÁviz. M. a 3 d'Abril 
de 1862, tendo casado duas vezes, a primeira a 23 d'Abril de 18i5, com D. Emilia 
Salomé Ferreira Pinto Basto, que nasc. a 23 d'Oulubro de 1817, e m. em 1853, filha de 
José Ferreira Pinto Basto, Fidalgo da Casa Real, Commendador da Ordem de Cbrislo, e 
proprietário, e de sua mulher D. Barbara Innocencia ; e a segunda vez com D. Izidora 
Ferreira Pinto, que nasc. a 3 de Janeiro de 1836, e m. em Abril de 1864, filha de Eugénio 
Ferreira Pinto Basto, antigo Deputado da Nação, Commendador da Ordem de Christo, e 
da Coroa d'Italia, e de sua mulher D. Camilla Braga. 

IFIXiHOS 3DO !-• J^.d:.A.TÍ^XJ^^OJS^IO 

1." o 2.'^ Visconde de Reguengo. (V. acima). 

i." José db Avillez. — Na?c. a 9 <l'Agosto de 1849, e casou a 31 de Janeiro de 1870 com 
D. Eugenia Lobo d'Almei la Mello e Caslro, 6lha dos 7."' Condes das Galvêas. 

FILHOS 

l.° JosK.— Nasc. a 5 d'Oulabro de 1872, 
i." Francisco. 
3.° António. 
4." Pedro. 

3.° D. Emilu. — Nasc*. a 17 de Novembro de 1831, e m. em Fevereiro de 1887, tendo 
casado a 28 de Julho de 1874. com José Manuel da Cunha e Menezes, filho de Luiz 
da Cunha e Menezes, Moço Fidalgo com exercício, 4." filho dos 4.«* Condes de 
Lumiares. — Com geração. 

fiijJeios ido 2.« 3vEjLTK,i:M:oi>rio 

4" EcGENio. — Nasc. a 21 de Março de 1860, e m. a 26 de Setembro de 1883, 
6." Annibal. — Nasc. a 16 de Maio de 1862, e casou a 8 de Maio de 1886, com D. Cân- 
dida Augusta de Sá Pinlo d'Abrea Sooto-Maior, que nasc. a 14 de Outubro de 1868. 
— Com geração. 
6.<* Lnix. — Nasc. a 10 d'Abril de 1863 ; Commendador da Ordem de Christo. 

SEUS AVÓS 

Os !.'• Condes de Avillez, a pag. 170 do 1." vol. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 1 de Dezembro de 1834. 

RiNovADo NO 2." Visconde — Decreto de 14 de Julho de 1870. 

Braasão d'Ax*mas. — Escudo com as armas dos Vellezes ou Âvillezes. 




RENDUFFE (Conde de).— Simão da Silva Ferraz de Lima e Castro, 1.° Conde e 
1.° Barão de Rendufife. Nasc. a 13 de Maio de 1795; Bacharel formado em Direito pela 
Universidade de Coimbra ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Par do Reino ; Enviado 



388 FAMÍLIAS TITULARES REA 

Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em varias cortes da Europa ; antigo Magistrado ; 
antigo Intendente Geral da Policia ; Deputado da Nação á primeira Legislatura de 1834 
a 1836 (desde Agosto a 4 de Janeiro) ; Gran Cruz da Ordem de Christo ; Coramendador 
da Conceição ; Gran Cruz da Águia Vermelha, da Prússia ; Gran Cruz da de S. Miguel, 
da Baviera ; Gran Cruz da de Izabel a Catbolica, de Hespanha ; Gran Cruz da de Alberto 
e Urso, de Anhalt ; Gran Cruz da do Leão, de Brunswick ; Gran Cruz da de Luiz, do Gran 
Ducado de Hesse ; Gran Cruz da do Mérito, de Oldemburgo ; Gran Cruz da do Falcão 
Branco, de Saxe Weimar ; Gran Cruz da do Leão, de Hesse Eleitoral ; Gran Cruz da do 
Mérito, da Saxonia ; Gran Cruz da de Frederico, de Wurtemberg ; Cavalleiro de 1." classe 
da de Nickan Iftikar, da Turquia, etc. M. a 16 de Junho de 1857, tendo casado a 10 
d'Abril de 1849, com D. Eraerencia de Boudry, que nasc. a 13 de Novembro de 1820, 
filha herdeira de João Baptista de Boudry, Sr. de Viviers e de Rhone, em França, etc. 
— Sem geração. 

É certo porém que Pinho Leal, no seu Portugal Antigo e Moderno, dá noticia que 
o dito l.** Conde de Renduffe tivera um filho e que este fora o 2." Barão e 1.° Conde de 
RenduíTe, o que não passa de um mal entendido por parle de Pinho Leal. 1.** Conde 
foi o que deixamos dito acima, e do 2.° Barão não ha noticia, nem registro na repartição 
competente. 

SEUS PAES 

Thomaz da Silva Ferraz, nasc. na cidade do Porto a 8 d'Abril de 1760 ; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real ; Deputado da Companhia do l^lto Douro ; Commendador da 
Ordem de Christo, e era 29 d' Abril de 1793 teve a Commenda da Portagem de Setúbal, 
na Ordem de S. Thiago, pelos serviços de seu sogro. M. a 13 de Janeiro de 1833, tendo 
casado a 1 de Setembro de 1787, com D. Anna Amélia de Lima e Castro, que nasc. a 17 
de Julho de 1755, filha do Desembargador do Paço Thomaz António de Carvalho de Lima 
e Castro, natural da cidade do Porto, do Conselho de Sua Magestade, etc, e de sua 
mulher D. Joanna Margarida Barboza Corrêa de Carvalho e Souza, natural da freguezia 
de Ruivães, comarca de Braga. 

FILHOS 

1.0 o 1.0 Conde e 1." Barão de Renduffe. {V. acima). 

2.0 Thomaz António Ferraz de Lima e Castro. — Fidalgo CavaUeiro da Casa Real ; Coronel 
do Regimento de Milícias da Maya, e Commendador da Ordem de Christo em Novem- 
bro de 1823. M. a. .. 

3.0 D. Maria Urbana. — Fallecida. 

4.0 D. Anna Augdsta. — Fallecida. 

SEUS AVOS 

Simão da Silva Ferraz, natural da cidade da Bahia (Brazil) d'onde veio para a 
Universidade de Coimbra, e ahi se formou em direito, indo em seguida estabelecer-se na 
cidade do Porto. Professou na Ordem de Christo a 4 de Junho de 1756, para o que pro- 
vou ser filho de Thomaz da Silva Ferraz, e de sua mulher, D. Luiza Maria da Graça, filha 
de Manuel Moreira e de D. Maria do Rosário, e neto paterno de Simão da Costa Reys e 
de D. Antónia Perreira. Casou na cidade do Porto com D. Quitéria Claudia Joaquina 
Pereira d'Almeida, natural d^ mesma cidade. 

CREAÇÃO DOS títulos 

Conde — Decreto de 13 de Outubro de Í832. 
BarIo — Decreto de 26 d'Outubro de 1824. 



RER 



E GRANDES DE PORTUGAL 



389 




RENDUFFE (Visconde de). — Manuel Cardozo de Sequeira Barbedo, 1." Visconde de 
Renduffe, Bacharel formado em Direitos pela Universidade de Coimbra, e Administrador, 
que foi, no concelho de Rezende. iM. no Rio de Janeiro em Julho de 1883. — Sem mais 
noticia. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 28 de Janeiro, e Carta de 13 de Fevereiro de 1880. 




RERIZ (Visconde de).— António iMaria d' Almeida de Azevedo da Cunha Pereira 
Coutinho de Vilhena de Vasconcellos e Menezes, í." Visconde de Reriz. Nasc. a 28 d'Abril 
de 1839 ; Fidalgo da Casa Real ; 16." Sr. do vinculo da quinta do Testamento ; 9.° do de 
Santo António, em Vouzella; e 8." do de S. Pedro do Sul. 



m famílias titulares rer 

Casou a 19 de Dezembro de 1857, cora D. iMaiia Margarida de Cabedo Almada e 
Lencastre, que nasc. a 7 d'Agoslo de 1836, filha de José Bruno de Cabedo e Lencastre, 
Moço Fidalgo com exercício; Comraendador da Ordem da Conceição, Bacharel formado 
em Mathematica, e de sua mulher D. Maria Quitéria de Castro Henriques. 

FILHOS 

l." ChristovAo d'Alheida d'Azevbdo Vasconcellos 1)B Cabedo e Lencastbb. — Nasc. a 28 de 

Julho de 1839. 
í." José Bruno. — Doutor em Malhemaihica, nasc. a 23 d'Agosto de 1860. 

3." Diogo d'Almeida Nasc. a 5 de Novembro de 1861. 

4.° Fedro Paulo. — Nasc. a 27 de Novembro de 1862. 

6." D. Maria Quitéria. — Nasc. a 22 de Dezembro de 1863. 

6.° D. Maria da Conceição. — Nasc. a 28 de Dezembro de 1864. 

SEUS r»AES 

Christovão de Almeida de Azevedo e Vasconcellos, Fidalgo da Casa Real ; Coronel 
do Regimento de Milícias de Arouca, e Administrador dos vínculos acima nomeados. Casou 
duas vezes, a primeira com D. Francisca d'Arrochella Malheiro Vieira d'Almeída Sodré, 
filha de Heitor d'Arrochella Malheiro Vieira d'Almeida Sodré Caborão de Caslj'o ; e a 
segunda vez, com D. Calharina Benedicta da Cunha Figueiredo e Mello, filha de António 
da Cunha de Figueiredo e Mello, Fidalgo da Casa Real, Corregedor de Thomar, e Verea- 
dor que foi da Camará Municipal de Coimbra, e de sua mulher D. Maria Rosa de Mello 
Falhares. (António da Cunha de Figueiredo e Mello, era irmão do Bispo de Beja e do 
Cardeal Arcebispo de Braga). 

IFIIiliO X)0 1.» 3^-A.a?I^X3i^O,IsriO 

1." Christovío d'Almeida. — M. menino. 

IFIIiHOS IDO 2-» liOi.A.rCJEiXJ^OJ^rXO 

2.» O 1." Visconde de Reriz. {V. acima). 

3."* D. Caetana Luiza de Alheida e Vasconcellos. — Casada com Paulo Corrêa de Lacerda 
Cabreira, Fidalgo da Casa Real, proprietário no concelho de S. Pedro do Sul. 

FILHA 

D. Maria da Piedade ub Lacerda Lebrim. — Casou a 30 d'Outubro de 1877, 
com o 3." Marquez de Bellas de quem é 2.^ mulher. (V. Bellas, 
pa^. "239 do l." voL). 

SEUS A.VOS 

Diogo d'Almeida d'Azevedo e Vasconcellos, Fidalgo da Casa Real por Alvará de 21 
de Março de 1780 : foi casado com D. Caetana Luiza da Mesquita e Castro, filha her- 
deira de Francisco António da Mesquita e Castro, Fidalgo da Casa Real, Governador e 
Capitão General de S. Paulo, que m. a 21 de Junho de 1753. 

FILHOS 

!.• CbristotXo d'Aliíeida de Azevedo e Vasconcellos. — (V. acima). 

2." Fbancisco Mabu de Almeida d'Azbvedo b Vasconcellos. — Fidalgo Cavalleiro da Casa 

Real ; Doutor em Leis pela Universidade de Coimbra, que foi opposilor e por ultimo 

Cónego da Sé Patriarcbal. 



RER E GRANDES DE PORTUGAL 391 

3." Joio d'âlmeida de Azevedo e Vasconcsllos. — Fidalgo da Casa Real, e Bacharel for- 
mado em Direito. 

4.° D. Marianna Victobia ob Menezes e Vasconcellos. — Casada no Porto com João Laíz 
da Silva Sooio e Freitas, Fidalgo Caralleiro da Casa Real, e Commendador da Ordem 
de Christo. 

FILHOS 

l." DoMiHGOs Adgdsto DA SiLVA Freitas DE Menezgs b Vasconcbllos. — Casado 
com D. Anna José de Bourbon da Silva Guedes, da Casa da Batalha, 
no Porto. 

i.° DiOGO Francisco da Silta Freitas de Menezes b Vasconcbllos. — Bacha- 
rel em Direito, casado com D. Izabel Cyrne de Madureira, da Casa 
do Poço das Patas, no Porto. 

3.0 José Loiz bA Silva Freitas bb Menezes e Yasconcellos. — Casado com 
D. Maria de Yillas-Boas, de Caminha. 

Chrislovão d' Almeida de Azevedo o Vasconcellos, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, 
casou em Penedono com D. Delphina Feliciana Barboza de Menezes Zuniga, filha de João 
Bernardo Pereira Coutinho de Vilhena, Fidalgo da Casa Real, Sr. da Casa de Penedono, 
e de sua mulher D. Joanna Thereza de Menezes. 

FIXiHOS 

1." DiOGO DE Almeida de Azevedo e Vasconcbllos. — (V. aeima). 

).* João de Almeida d'Azbvedo e Vasconcbllos. — Sargento-mór de Cavallaria, e Ajudante 
d'OrdeDS da Província da Beira. 

3.* D. Joanna Clara de Menezes. — Casada em Lisboa com Bento Teixeira de Moura Bran- 
dão d'Azevedo, Fidalgo da Casa Real ; Commendador da Ordem de Christo, e Sr. da 
Villa de Taveiro. 

4." D. Maria de Me.nezbs. — Casada em Lisboa com Bartholomeu de Sousa Mexia, Commen- 
dador da Ordem de Christo, Sr. da villa de Alcains, e Coronel do Regimento 
de Cascaes. 

TERCEIROS AVOS 

Diogo Francisco d'Almeida d'Azevedo e Vasconcellos, Fidalgo da Casa : Real foi 
casado em S. Pedro do Sul, cora D. Clara Thereza d'Almeida Leilão, filha de Nuno Lei- 
lão Pereira de Almeida (filho 2." da Casa do Tojal), e de sua mulher D. Guiomar Car- 
dozo de Almeida. 

1.° ChristovIo d' Almeida Azevedo e Vasconcellos. — {V. acima). 

2." José de Vasconcellos. — Cavalleiro Professo na Ordem de Malta. 

3 ° Manoel d'Almeida d'Azevedo e Vasconcbllos. — Inquisidor em Coimbra. 

4.° Frei Jerontmo de Azevedo. — Religioso de S. Bernardo. 

5.° António DE Vasconcellos. — Freire Conventual em Palmeila. 

6.° D. Francisca Máxima. 

7.° D. Anna Delphina. 

8.0 D. IxABEL Amélia.— Freira em Moimenta. 



f Freiras no Convénio de Arooea. 



CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 18 de Julho de 1864. 

Brazâo d^Armais. — Escudo esquartellado ; no primeiro e quarto qoartel as armas 
dos Azevedos ; no segando as dos Almeidas ; e no terceiro as dos Vasconcellos.— Timbre o 
dos Azevedos. 



392 famílias TITULARES RES 




RESGATE (Barão do). — António Justiniano da Silva Barros, 1." Barão do Resgate 
e proprietário na vilia de Mafra. Casou a 19 d'Abril de 1882, com D. Alexandrina Navarro, 
irmã do Dr. Emygdio Navarro, Deputado, Ministro de Estado, etc. — Sem mais noticia. 

CREAÇÂO DO TITULO 
BahXo — Decreto de 33 de Oatubro de 1879. 




RESTELLO (Conde de).— Pedro Augusto Franco, 1." Conde de Resteilo. Nasc. a 
29 de Junho de 1833 ; Par do Reino ; do Conselho de Sua Magestade ; Commendador da 
Ordem de Chrislo ; pharmaceutico de 1." classe, laureado com a Medalha de Prata da 
Exposição do Porto por El-Rei D. Pedro v, com a de Ouro pela Socieló Scientifique Euro- 
peenne de Paris ; Presidente da Junta do Credito Publico, e antigo Deputado da Nação, etc. 

Casou duas vezes, sendo a primeira a 1 de Janeiro de 1863, com D. Maria Theodora 
Pinto Franco, que nasc. a 13 de Julho de 1847, e m. a 30 de Setembro de 1873, filha de 
Valentim Duarte da Cruz Pinto, e de D. Maria Victoria Pinto, e a segunda com D. The- 
reza Bastos Franco, que nasc. a 21 de Novembro de 1859, filha da Viscondessa de Car- 
riche, D. Maria d'01iveira Bastos, e de seu 1.° marido José Luiz Alves Bastos. 

ipiujUos ido i.» i^j^TB^Tj^ourro 

1." loNACio.— Nasc. a 20 d'Abril de 1864. 

2.0 Pbdro.— Nasc. a 23 de Junho de Í86S. 

3." Valentim.— Nasc. a 26 de Julho de 1866, e m. a 22 de Setembro seguinte. 

4.° D. Cândida.— Nasc. a 16 d'Ouiubro de 1867, 

3.° D. Maria Victoria. — Nasc. a 20 de Dezembro de 1868, 

6.0 D. Maria Theodora.— Nasc. a 21 d'Abril de 1870. 

SEUS P^ES 

Ignacio José Franco, nasc. em Turcifal, concelho de Torres Vedras, a 1 de Feve- 
reiro de 1797; pharmaceutico estabelecido em Belém desde 1821, até que m. a 18 
d' Abril de 1864, havendo casado na freguezia d' Ajuda a 23 de Setembro de 1821, com 
D. Cândida Rosa d'Abreu, que nasc. a 11 de Março de 1800, e m. a 8 d'Outubro de 
1859, íilba de Agostinho José d'Abreu e de sua mulher D. Anna Maria do Rosário. 



UET E GRAiNDhS DE POUTUGAL 393 

O 1." Conde de Resteilo. (K. acima). 

íN. n. houveram mais irmãos, mas d'esles não existe successão. 

SEUS AvOS 

Euslaquio da Silva Lima, nasc. a 29 de Julho de 1712, no logar de Mossafaneira, 
fregnezia de S. Mamede da Venloza, do concelho de Tones Vedras, e casou a 27 de 
Fevereiro de 1783, com D. Calharina Franco dos Milagres, filha de José Franco, nalural 
de Carvalhaes, e de sua mulher D. Bernarda Francisca, nalural do Sobral. 

Ignacio Jo«é Fraxco. — {V. acima), 

CREAÇÂO DO TITULO 
CoNOS EM DUAS VIDAS — Dccrelo de 17 de Fevereiro de 1887. 




k 



RETORTA (Barão da). — Domingos Miguel da Cunha Velho Soulo-Maior de Azevedo 
e Mello, 1.' Barão da Relorla. Nasc. no Rio de Janeiro a 12 d'Abril de 1806; Moço 
Fidalgo com exercicio ; Commendador das Ordens de Chrislo e da Conceição ; Condeco- 
rado com a Medalha Militar da expedição a Pernambuco, em 1824, com honras de 
Tenenle-Coronel ; Sr. do Morgado da Relorla ; Commandanle do Batalhão movei de Bar- 
cellos em 1847, e linha sido Almolacé da mesma cidade. M. era Braga em 28 de Outu- 
bro de 1877 ; tendo casado em Portugal a 21 de Setembro de 1830 com D. Anna Emilia 
da Costa Almeida Ferraz, que nasc. a 20 d'Abril de 1815, filha de José Thomaz da 
Costa Almeida, e de sua mulher D. Anna Maria d'Araujo Pereira Ferraz. 

1." Domingos Miguel. — Nasc. a 10 de Março de 183õ, e m. em Bareellos a S de Mato 

de 1882. — Sem mais noticia. 
2." Miguel.— Sem mais noticia. 
3.° Lourenço da Ccnha Velho Souto-Maior. — Casado com D. Carlota Elvira Carneiro, que 

m. em Braga a 16 de Jolho de 1876, Glha reconhecida do Major reformado Gaspar 

António Carneiro. 



4." 


José. 


3.° 


António. 


6.° 


Fernando. 


7." 


Alberto. 


8." 


D. Maria. 


9.° 


D. JoLiA Emília. 


10.° 


D. Anna. 


11.0 


D. Júlia. 


12." 


D. Felismina 


13° 


D. Joaquina. 



Sem mais outra noticia. 



N. B. teve mais 4, já fallecidos, e de todos existem 36 Qlhus, ou netos do Barào. 
50 



391 



famílias titulares 



HKZ 



SEU» PAKS 



Domingos Miguel da Cunha Soulo-Maior de Azevedo, casado com 1). Maria Velho 
d'Albergana. 

CREAÇÂO DO TÍTULO 



lUnÃo — Decrelo de 28 de Selemliro (I(^ isr».';. 




REZENDE (Conde de). — Dom Manuel Benediclo de Caslro Pamplona, 6.° Conde 
de Rezende. Nasc. a 19 de Outubro de 1815 ; herdeiro, por morle de seu irmão, ao 
Ululo e Casa de seus pães. Casou na ilha da Madeira a 22 de Junho de 1876, cora 
D. Maria das Dores da Camará, que nasc. a 26 d'Abril de 1855, filha primogénita 
dos Condes de Carvalhal. (V. Carvalhal). 

1." Dom António de Castro Pamplona. — Nasc. a 7 de Maio de 1877. 
2.0 Dom Luiz de Castuo Pamplona. — Nasc. a 1 de Julho de 1878. 
3." Dom Joio.— Nasc. a 16 de Setembro de 1882. 
4." Dom Manuel de Castro Pamplona. 
5.» Dom José de Castro Pamplona. 
6.* Dom Pedro de Castro Pamplona. 



SEUS I?AES 

Dom Anionio Benediclo de Castro, 4." Conde de Rezende, 13.° Sr. de Penella ; 
15.' Sr. de Reriz e Bemviver ; Par do Reino ; 18.° Almirante, de juro e herdade, d»^ 
Portugal ; Porleiro-mór da Casa Real ; 8." Capilão honorário da Guarda Real dos Archei- 
ros ; Capilúo graduado d'lnfanteria ; Sr. do Morgado de Rezende ; Corauíendador da Ordem 



UEZ fcl GKAN DES DE PORTUGAL 393 

de Chiislo: nasc. a 30 de No\erabro de 1821, e ra. a '2i d'Abnl de 186o, lendo 
casado a 8 de Outubro de 1843, cora D. iMaria Pamplona Carneiro Rangel Vellozo 
Barreio de Figueiredo, que nasc. a 20 d'Agoslo de 1819, filha dos 1/' Viscondes de 
Beire. 

!.° Dom Loiz Mandel Benedicto da Natividade de Castro Pamplona. — Nasc. a 30 d'Agoslo 
tle 1844; 5." Conde de Rezende; Sr. da Casa de seus pães; habilitado com o curso 
de Engenharia de Pontes e Estradas pela Academia Poiylcchnica do Porto ; Par do 
Reino por suocessão de que tomou posse a 10 de Maio de 1870", Olficial-roór da 
Casa Htal , Almirante, ele. M. a i'i de Maio do 1876. 
2." O ti.» Conde de Rezende. (K. acima). 
o." D. JIakia Helena — Nasc. a 10 de Dezembro de 1846. 
4." D. Maria José.— Nasc. a 19 de Dezembro de 1848. 

5 " D. Maiua Henriqueta. — Nasc. a 19 de Dezcaibro de 1851, e m. a 22 de Novembro de 1872. 
tí.° D. Maria Balbina. — Nasc. a 5 d'Abril de 1853. 

7." Dom Francisco i«e Salles. — Nasc. a 29 de Janeiro de 1855, e m. a 9 de FeTereiro de 1859. 
8." D. Jdlianna. — Nasc. a 2o d'Abril de 1856. 
'J."> D. Emília.— Nasc. a 9 de Junho de 1857. 
10." Dom Alexandre. — Nasc. a 24 de Fevereiro de 1862. 
11.° D. Maria Benedicta. — Nusc. a 18 de Maio de 1863. 

SEUS AVOS 

Dom Luiz Innocencio Beuediclo de Caslio, nasc. a 5 de Selembro de 1777 ; 3." 
Conde de Rezende ; 12." Sr. de Peuella ; 14." de Reriz e Bemviver ; Sr. do Morgado de 
Rezende; 17." Almirante de Portugal; 7." Capitão da Guarda Real dos Archeiros; 
Marechal de Campo ; Governador da praça do Aleratejo ; Inspector de Milícias, lambem 
no Alemlejo ; Comraendador da Capa Rosa, na Ordem de Chrislo, e da Torre e Espada : 
succedeu a seu pae a 23 de Março de 1819, e m. a 7 de Janeiro de 1824, lendo casado 
a 2 de Março de 1813, com D. Maria José Emerenciana da Piedade da Silveira, que nasc. 
a 22 de Janeiro de 1792, (ilha de D. Braz Ballhazar da Piedade da Silveira, e de D. Anna 
Izabel de Castro. (V. Sarzedas). 

í^iXiHo Tjasrico 

o 4." Conde de Rezende. {V. acima). 

BISA.VOS 

Dom José Luiz de Castro, 2." Conde de Rezende; 11." Sr. de Penella ; 13.° de 
Reriz e Bemviver: Sr. do Morgado de Rezende; 16." Almirante de Portugal; 6.° Capi- 
tão da Guarda Real dos Archeiros ; Tenente-General do exercito ; Vice-Rei do Brazil, 
e Capitão-General de Mar e Terra nos Estados do Brazil, nomeado em 1790, o qual 
Estado governou onze annos e pouco mais de Ires mezes, deixando de si grata memoria 
pelo muito que se empenhou na prosperidade d'aquelle paiz. Foi elle que deu foro de villa 
á povoação de Campo Alegre, que em sua honra tomou o nome de Rezende. 

Também na capital do Brazil deixou uma rua com o seu nome. Retirando-se da 
vida publica, m. em Lisboa no palácio a Santa Clara, a 23 de Março de 1819, tendo 
casado a 11 de Setembro de 1774, com D. Maria do Rosário de Noronha, que m. a 14 
de Junho de 1822, filha herdeira de D. Lourenço de Noronha, Governador da índia, e de 
sua segunda mulher D. Maria Anna de Portugal, Tilha dos 1."' Marquezes de Alorna. 



396 FAMÍLIAS TITULA RES Ml 

ZFXLHOS 

1." Dom Louhenço Benedicto i>e Castko.— M. sem geração. 

i.» O 3." Conie de Rezende. (K. acima). 

3.» D. Maria Benedicta. — Condessa de Povolide, pelo seu casamento com o i." Conde. 

4." Dom José Beneoicto. 

1ERCEIROS AVÓS 

Dora Anlonio José de Castro, nasc. a 3 de Julho de 1719; 1." Conde de Rezende 
era 9 de Junho de 175í, graça que lhe foi conferida de juro e herdade cora Ires vidas 
fora da lei mental, era troca do senhorio da Capitania dos llheos, e das villas de Caraamú, 
Boupeda, Cayni e Ilaparica, e de 50 léguas de terra, tudo no Estado do Brazil. Foi uma 
das primeiras raedidas toraadas pelo grande Marquez de Pombal em 1753, a de unir á 
coroa todas as Capitanias d'Araerica, dando era compensação litulos e outras mercês, etc. 
O 1." Conde de Rezende foi Sr. da Casa de Rezende, e donatário do seu concelho; foi 
Sr. das villas de Reriz, Bemviver, Sul, Penella, Albergaria, das honras de Ileiras, Montão, 
(jiosende e Ribellas ; do Reguengo de Godira, e dos Ires fogos do Rio Douro, Canedo, 
Lobazira, e Figueira Velha, etc; 15.° Alrairante de Portugal ; 5.* Capitão da Guarda 
Real dos Archeiros ; do Conselho de Estado ; Presidente do Conselho Ullramarino ; Gran 
Cruz da Ordera de Chrislo, e Deputado da Juiila dos Três Estados, ele. M. a 14 de Julho 
de ISOI, lendo casado a 12 de Fevereiro de 1741, cora D. Thereza da Cunha de Távora, 
fdba dos 4."* Condes de S. Vicente. 

FILHOS 

l." D. IzABEL Maria do Valle pe Castro. — Nasc. a 14 de Julho de 1742, e foi Dama da 
Hainlia D. Maria Vicloria, ou como dizem outros, menina da vela nomeada pela dila 
Rainha em 1753. 

2." Dom Luiz José de Castro. — M. de tenra idade. 

3." D. JoANNA Clara de Castro.— Nasc. a 18 d'Ago$to de 1747. 

4." Dom Manuel de Castro. — M. de tenra idade. 

o." Dom Francisco Raphael de Castro. — Nasc. a 1 de Fevereiro de 1750, em. a... 

6." O 2,° Conde de Rezende. (V. acima). 

7." Dom Domingos de Castro. 

8.** Dom António José de Castro. — Bispo do Porto eloito a 13 de Junho de 1798; Presi- 
dente da Junta Suprema do Governo do Reino, na ausência do Rei D. João vi ; 
Palriarcha de Lisboa; m. em Marvilla a 12 d'Abril de 1814. 

9." D. Francisca de Lemos de Castro. — Casada em 5 de Dezemhro de 1787, com o 
Conde de S. Thiago. 

QUARTOS AVOS 

Dom Luiz'Innocencio de Castro, 14.° Alrairanle de Portugal (este oíTicio e honras 
de Almirante, veio a esla familia por D. Simão de Castro, bisavó do sobredito D. Luiz 
innocencio, por ler casado com a filha herdeira de D. João d'Azevedo, 10.° Almirante de 
Portugal, etc); 4." Capitão da Guarda Real dos Archeiros; Capitão de Dio ; Sr. das 
lerras já mencionadas acima, com os seus padroados, e no Estado do Brazil leve a mercí' 
e senhorio da Capitania dos Ilheos, e das villas de Caraamú, Boupeda, Cayni e Ilapa- 
rica, e de 50 léguas de terra, ludo no Eslado do Brazil. M. a 3 de Novembro de"l739, tendo 
casado a 20 de Setembro de 1708, cora D. Joanna Cecilia de Lencastre, que nasc. a 27 
de Janeiro de 1688, e m. a 4 de Janeiro de 1739, Dama da Rainha, e filha de Pedro de 
Vasconcellos, Eslribciro-mór da Rainha, e de sua mulher D. Maiianna de Lencastre. 



UEZ 



E GRANDES DE PORTUGAL 



397 



1.» D. Mariansa Josepha i»e Lencastre.— Nasc. a 7 de NoTembro de 1712, e foi Dama da 

Hainlia D. MarianDa d'Âastriã, etc. 
2.<* DòM Francisco de Lencastre. — Nasc. a 4 d'Oulabro de 1713, e m. de poaca idaJe. 
3.° O 1.» Conde de Rezende. (V. acima). 
4.° D. Ignez í)E Lb.ncastre. — Nasc. a 28 de Maio de 1714, e casou a 4 de Novembro de 

1731, com D. António da Silveira- de Albuquerque Mexia, Commendador de Santa 

Maria de Sortelha, e de S. Marlioho de Lordeios, na Ordem de Christo, e Coronel de 

Cavallaria. 

FILHAS 



1.* D. Marian.na de "Lencastre. — Daxa do Paço. 
2.» I). Thereza. ) 
3.* D. Engracia. 



Freiras na Encarnação. 



CREAÇÃO DO riTULO 

CoNbB DE JURO E HBRDAUB — Carla de 9 de Junho de 1754. 
Renovado no 6." Condk — Decreto de ÍO d'Abril de 1876. 

Brazuo ci*Ai*nnaH.— Escudo ; em campo de prata treze arruelas de azul, que são 
as armas dos Castios. 




REZENDE (Barío de). — João Xavier Moraes de Rezende, 1.° Baião de Rezende. 
Nasc. a 10 de Março de 1798 ; .Marechal de Carapo reformado ; do Conselho de Sua 
Magestade ; Comraendador das Ordens d'Aviz e da Conceição; CavaMeiro da de S. Thiago ; 
Coromendador da de Carlos ih, de llespanha ; Condecorado cora a Eslrella de Ouro da 
Guerra de Montevideu. M. a 16 de Oulubro de 1857, lendo casado a 28 de Janeiro de 
1815, cora D. Anlonia Joanna da Cosia Macedo, que nasc. a 11 de Maio de 1785, e m. 



398 famílias TITUI.AIIES UEZ 

a 30 de Seleinbio de 18i7, lendo sido |)nmcira mulher de Luiz de Macedo de Sequeira, 
e lillia dos 2.°' Viscondes de Mesquilella. O Baião de Rezende não leve íiliios d'esle nialri- 
iDonio, raas leve : 

José Mauia de Rezende. — Legiiiinatlo por Alvará de 26 de Jullio de 1856, 

Slí:tJS PAES 

Anlonio Xavier de Rezende, nalura! da freguezia de Sanlos-oVellio de Lisboa, Professo 
na Ordem de Clirislo, e Capilão de Cavallaria do Regimenlo do Cães. Oblevc Carla de Bra- 
zão d'armas a 10 de Julho de 17í)o, e casou cora D. Maria de Moraes : ambos já fallecidos. 

i." O 1.» Birão de Rezende. {V. acima). 

2." Miguel Xavier de Moraes Rezende. — Nasc. a 15 de Seleiíibro <le 1805; M.ijor addído 
á Torre de Relein, Commendador da Ordem de Clirislo e Cavalleiro de Carlos iii, de 
Ilespaoha. Casou a 9 de Dezembro de 1850, com D. Cecília Janes Morris, que nasc. 
a 17 de Junho de 1826, filha de Diogo Morris e de sua mulher Leonor Slaunton. 

SEUS AVOS 

Eusébio Xavier de Rezende, nasc. a 12 de Março de 1707, e foi casado com I). Jose- 
pha Maria Xavier da Silva, (ilha de Guilherme Duk, c de sua mulher D. Maria Anlonia: 
ambos já fallecidos. 

António Xavier de Rezende. — (K. acima], 

BISAVOS 

Anlonio Rezende de Paiva, natural da freguezia de S. Malheus de Besleiro, bispado 
do Porlo, foi 1.° Pilolo e Capilão de Mar e Guerra honorário da Nau S. Luiz da Paz, que 
se perdeu em Moçambique, e anleriormenle, da Nau S. Caelano da navegação da carreira 
da índia, e por ullimo da Nau Sanla Rosa. M. d'uma baila por occasião da peleja em 1719, 
na armada do Levanle, ele, lendo casado em Lisboa a 4 de Janeiro de 1706, com D. Anna 
Maria de Rezende, nalural da freguezia de Sanlos-o- Velho, que m. a 18 de Março de 1741, 
filha de José Vicenle e de D. Felicianna dos Santos. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barío — Decrtlo de 24 de Maio de 1844. 

Ofa:euo <i'Arfi»as.— Escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Rezendes, 
e na seganda as dos Paivas. 

Por Carta passada a 10 de Julho de 1795 a António Xavier de Rezende. (V. Archivo HeraldicoGenea- 
loijico, pag. 94). 



liiB 



E GRANDES DE PORTUGAL 



390 




RIBAMAR (Visconde de). — Frederico Carlos Agnello Talone, 2. Visconde de Riba- 
mar, pelo seu casaraenlo. Nasc. a 14 de Dezembro de 182o ; Coraraendador da Ordem da 
Conceição; 1.° OíTlcial aposentado da Secretaria do Reino, e Provedor do Asylo d'Ajiida. 
Escreveu varias obias de que Irala 7. F. da Silva, no seu Diccionario Bibliographico, 
pag. 399 e 400 do Tom. IX e II do supplemento. 

Casou a 27 de Janeiro.de 1853, cora a 2.' Viscondessa de Ribamar, D. Henriqueta 
Sopha da Costa Carvalho, que nasc. a 9 de Maio de 1835. 

ifiIjUo TJisrico 

João da Costa Carvalho Talone. — Nasc a li de Janeiro de 1866. 
SEUS PAES 

João Luiz Talone, nasc. a 25 de Setembro de 1790, e m. a 16 de Maio de 1870, 
lendo casado com D. Maria Leone do Ò, que nasc. a 18 de Dezembro de 1783, e m. a 
4 de Novembro de 1848. 



1." o 2." Visconde de Ribamar. (V. acima). 

2." João Leone Talone. — Nasc. a 5 il'Outubro de 1811, e m. Official do Ministério da 

Guerra, a 23 de Janeiro de 1857, lendo casado a 27 de Dezembro de 1852, com 

D. Maria Innocencia Garcia. 

FILH.\ ÚNICA 

D. Maria Innocencia. — Nasc. a 16 de Muio de 1834, e m. a 4 de Julho 
de 1879. 



400 famíl i as titulares m 

3.0 D. Maria Egypciaca. — Nasc. a 2 d'AbriI de 1818, c casoa a 12 do Junho de 183o, 
com Hoberlo Theodorico da Cosia e Silva, Capiíão de Fragata, c Governador em Lou- 
renço Marques, onde m. a 12 de Maio de 1835. 

FILHOS 

1.0 D. Maria Leone.— Nasc. a 2 d'Agosto de 1838, e m. a 13 de Maio de 1861. 

2." Roberto.— Nasc. a 27 d'Agoslo de 1839. 

3." Adolpho. — Nasc. a 23 de Maio de 1841, e m. a 30 de Janeiro de 1863 

4." ALFREDO. — Nasc. a 18 de Setembro de 1841. 

3." António. — Nasc. a 2 de Julho de 1848. 

6° Francisco. — Nasc. a 20 de Maio da 1832. 

7." Henriqueta. — Nasc. a 9 de Fevereiro de 1854. 

4.» José GnEOCRto Talone. — Nasc. a 12 de Março de 1818, e m. Tenente da Armada, a 17 

de Maio de 1843. 
o." D. Emília Sophia Talone.— Nasc. a 25 de Julho de 1820, e m. a 17 d'Agoslo de 1846, 

tendo casado a 1 de Novembro de 1845 com João Vicente de Oliveira. 
6.° AcGOSTO Luiz Talone. — Nasc. a 2 d'Abril de 1827; Thezoureiro do Banco Hypolhera- 

rio, que m. a 26 de Dezembro de 1881, tendo casado a 18 de Fevereiro da 1871 

com D. Hortencia Abranches. 

SEUS AVOS 

Nicolau Talono, natural do Piemonte e negociante em Lisboa, onde casou cora 
D. Lourença Joaquina Valladares, filha de Martinho Antunes de Soulo-Maior, e de sua 
mulher D. Florencia Joaquina de Valladares. 

Joio Luiz Talonb. — (7. acima). 
PAES DA S.« VISCOÍVDESSA DE RIBAIMAR 

João da Costa Carvalho, 1.° Visconde de Ribamar. Nasc. em S. João da Foz do 
Douro a 8 de Março de 1790. Parlio em 1804 para a cidade da Bahia, e d'ahi entrou na 
qualidade de praticante a bordo do brigue Paquete da Bahia. Em 1810 era já piloto da 
galera Flor de Pernambuco, e em 1818 Capitão do brigue Audaz, que linha 20 peças 
de artilheria e 120 homens de tripulação. 

Por serviços, que foram considerados importantes, prestados ao Brazil como Com- 
mandante do dito brique Audaz, foi Costa Carvalho promovido a Capitão-Tenente, por 
Carla Regia de 3 d'Abril de 1819, agraciado com o Habito de Christo, e teve também a 
Estreita d'Ouro da Campanha de Montevideu. 

Logo que o Brazil se tornou independente, veio Costa Carvalho para Portugal, 
sahindo de Pernambuco a 2 de Julho de 1823, e chegando a Lisboa em fins d'Agosto. 

Em 1824 comraandou a charrua de guerra Princesa Real. Finalmente na guerra 
civil de 1828, 1832 e 1834 seguio o partido da Rainha chegando ao posto de Conlra-Alrai- 
ranle, e mais tarde agraciado com o titulo de Visconde 

Tinha uma quinta em Gibalta, ao O. da Cruz Quebrada, que deverá ser hoje de 
seus herdeiros, e foi d'ella que tomou a disignação do seu titulo, porque ali se chamava 
outr'ora Ribamar. Membro da Camará dos Deputados de 1840 a 1840, e de 1830 a 1852, 
foi em Dezembro de 1862 elevado ao Pariato, e em 1864 nomeado Ajudante honorário 
d'El-Rei. M. a 22 d'Abril de 1866, tendo casado com D. Luiza Sophia Henriqueta da Cosl;i 
Carvalho, que nasc. a 23 de Julho de 1799, e m. a. . . 



RIB 



E GRANDFS DE PORTUGAL 



lOt 



AVOS DA. 3.» VISCOIVDESSA DE RIBAMiAR 

Francisco da Cosia Carvalho, negociante, casario com D, Rila de S. José Pinto, 
natural da cidade do Porto, e filha de Luiz Bachelay e de sua mulher D. Luiza Martha 
Sophia Riveré Piéford, ambos francezes. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 23 d'Agoslo de 1864. 
Renovado — Decreto de 16 de Maio de 1866. 

Brazão tle quo usa a ViísteoiicIe.«ssa. — Escndo partido em pala ; na primeira 
as armas dos Costas, e na segonda as dos Carvalhos. 




RIBANDÂR (Visconde de). — Joaquim Mourão Garcez Palha, 1." Visconde de Riban- 
dar, em sua vida ; do Conselho de Sua Mageslade Fidellissima ; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real (Alvará de 31 de Março de 1877); Comraendador da Ordem Militar de Nossa 
Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Sr. do prazo Chincholera e Japão, sito em Gôa, 
e de vários bens em Barbacena e outros pontos do Reino de Portugal ; Sócio Ordinário 
da Sociedade de Geographia de Lisboa ; Sócio Correspondente da Associação dos Jornalis- 
tas e Escriplores Portuguezes ; Presidente da Camará Municipal de Nova-Gôa, desde o 
anno de 1873 ; Presidente da Associação Patriótica dos Baldios das Novas-Conquistas, e 
de varias Commissões nas Ilhas de Gôa, e Membro dos Conselhos do Governo Geral da 
índia. Nasc. a 12 de Janeiro de 1840, e casou a 16 de Fevereiro de 1807, na egreja de 
Ribandar, segundo bairro da cidade de Nova Gôa, com D. Henriqueta Adelaide de Car- 

61 



402 famílias JITUI.ARi:S UIB 

camo Lobo, que nasc. a 26 de Março de 1850, filha primogénita de D. iMaiuiel Carlos de 
Carcarao Lobo, Moço Fidalgo da Casa Heal, por successão aos seus maiores; Uepresen- 
lanle das anligas Casas dos Mellos e Barbaccnas, abastado proprietário, e Sr. de muitos 
vínculos e Capellas em Gôa e em Portugal, que nasc. a 5 de Maio de 1821, em. a 23 
de Outubro de 1880, e de sua mulher 1). Guilhermina Emercne da Costa Campos, que 
nasc. a 15 de Março de 1830, e m. a 30 de Agosto de 1831, (ilha de José da Costa Cam- 
pos, que nasc. a 9 de Agosto de 1800, e m, a 7 de Julho de 1862, Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real, por successão aos seus maiores ; Coronel d'Engenheiros ; Lente e Director da 
Escola Matheraatica Militar da índia Porlugueza, e de sua mulher I). Maria Joaquina 
Pereira da Rocha, que nasc. a 12 d'Agoslo de 1810, e m. a 10 de Março de 1867. 

1.° Diogo Francisco Xavier. — Nasí. a 24 de Dezembro de 1867. 

"á." Manoel Carlos Xavier. — Nasc. a 16 de Janeiro de 1870. 

S." D. Maria Guilhermina Emerene.— Nasc. a 30 d'Oulubro de 1871, e m. a 6 de Março 

de 1872. 
4.*> D. Maria Rita Clotilde. — Nasc. a 28 de Janeiro de 1873. 
6." D. Maria Henriqueta Adelaide. — Nasc. a 30 d'Abril do 1876. 
6.° D. Maria das Dôres Antónia. — Nasc. a 3 de Novembro de 1878. 
7° D. Maria Luzia Augusta. — Nasc. a 2i de Novembro de 1882. 
8." D. Mabia Joaquina Philomena. — Nasc. a 26 de Novembro de 1884, 

SEUS PAES 

Diogo Francisco Mourão Garcez Palha, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 
4 de Junho de 1830); 1.° Tenente de Artilheria do exercito da índia; Lente da Escola 
Matheraatica e .Militar de Gôa. Nasc. a 13 de Maio de 1815, e m. a 1 de Junho de 1842, 
lendo casado em Ribandar, a 27 de Outubro de 1838, cora D. Maria Rita Pereira Garcez, 
que nasc. a 21 de Março de 1818, em. a 6 de Setembro de 1842, filha de Caetano Manuel 
Pereira Garcez, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus maiores, Capi- 
tão de Fragata da Real Marinha de Gôa, e Thesoureiro Geral da índia, e de sua 
mulher D. Paschoa Pereira da Costa. 

1." Joaquim. — Nasc. a 12 de Janeiro de 1840; 1.° Visconde de Ribandar: casou a 16 de 
Fevereiro de 1867, com D. Henriqueta Adelaide de Garcamo Lobo, actual Viscon- 
dessa de Ribandar. {V. acima). 

2.» D. LlSARDA Clotilde. — Nasc. a 22 de Setembro de 1841. c caí<ou a 20 de Jalho 
de 1872, na egreja de Ribandar, com D. Nano Gaspar da Silveira e Lorena, Moço 
Fidalgo da Casa Real, por successão aos seus maiores, e Capiíão do exercito de Por- 
tugal, filho do 6.0 Conde de Sarzedas, D. Bernardo Heitor da Silveira e Lorena, e 
de sua mulher D. Lniza Pereira Garcez. 

FILHA 

D. Maria Rita.— Nasc. a 6 de Julho de 1873. 

SEUS AVOS 

Joaquim Mourão Garcez Palha, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 20 de 
Março de 1820); do Conselho de Sua Magestade Fidellissiraa ; Chefe de Divisão da Real 
Marinha de Gôa ; Comraendador honorário da Ordem de Christo ; Cavalleiro Professo da 
mesma Ordem ; Sr. dos prazos Catriá-Moráe e de Corabarjúa, situados em Damão e nas 



RIB i: GRANDES DE PORTUGAL 403 

ilhas de Gòa ; Governador Geral do Eslado da Índia ; Governador da cidade do Santo 
Nome de Deus, de Macau, e Governador da Praça e cidade de Diu e de Damão. Nasc. a 
8 de Agoslo do 1775, em. a 26 de Juliio de 1830, tendo casado a 17 de Setembro 
de 1808, com D. Lisarda Joaquina de Mendonça Côrle-Real ,que nasc. na Ilha de Chorão, 
na índia, a 2 de Julho de 1789, e ra. em Ribandar, a 9 de Outubro de 1833, fdha de 
Xavier de Mendonça Corte-Real ; Moço Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maio- 
res, Capitão de Mar e Guerra da marinln de Gôa, e Governador da cidade do Santo Nome 
de Deus de Macau, e de sua mulher D. Violante Luiza Pereira de Castro. 

FlXiHOS 

1." Cândido José. — Nasc. a o de Novembro de 1810, c m. a 28 de Janeiro de 1873; 
1." Visconde de Bacellas ; do Conselho de Sua Magestade; Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Real; Commendador da ÓrJem de Christo; Cavalleiro da Ordem Militar de S. Bento 
d'Aviz ; Sr. do prazo Calriá-Moráe, silo em Damão, e de vários bens de vincalos e 
capellas, em Bucellas ; Coronel do corpo d'Engenbeiros do exercito da índia ; Presidente 
do Supremo Conselho de Justiça Miliiar de Gòa ; Director e Lente do Instituto Profis- 
sional, e dl exlincta Academia Militar d'aqueila cidjde ; Director do Archivo Militar ; 
dos Telegraphos ; Inspector das Obras Publicas, no Estado di índia, e Governador 
da Praça e cidade de Damão. Casou a 27 de Outubro de 1830, com D. Emilia da 
Costa ■j.Carapos Águia Pereira de Lacerda, filha de Hermenegildo da Cosia Campos, 
Fidalgo da Casa Iteal, e Marechal de Cimpo do exercito português da índia, e de 
sua mulher, D. Marianna A^uia Pereira de Lacerda. — Com geração. 

2." Victor Anastácio. — Nasc. a 4 do Março de 1812, o m. a 28 de Outubro de 1862; 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Cavalleiro das Ordens Militares de Nossa Senhora 
da Conceição de Villa Viçosa, e de S. Bento de Aviz ; Major d'Engenheiro3 do exer- 
cito da índia, e Secretario Geral do Governo d'aquelle Estado. Casoa a 9 de Maio 
de 1838, com D. Carolina Amália de Lemos, filha de Francisco António de Lemos, 
Fidalgo da Casa Real, e Brigadeiro do exercito da índia, e de sua mulher D. Anna 
Izab::! Leite de Sousa e Noronha. — Com geração. 

3.° Ludovico Xavier. — Nasc. a 21 de Janeiro de 1814, e m. a 3 de Julho de 1871 ; 
1 "^ Barão de Combarjua ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Commendador da OrJem 
Militar de S. Bento de Aviz; Sr. da liha de Combarjua, nos Estados da índia; Major 
d'Artilheria do exercito portugucz ; Intendente do Trem da Marinha, e Chefe da 
Repartição Militar da Secretaria do Governo Geral da índia. Casou a 1 de Março 
de 1831, com D. Maria Angusta Jacintha Diniz da Costa Alarcão e Ayalla, filha de 
Bernardo José Freire Diniz da Costa Alarcão e Ayalla, Fidalgo da Casa Real, pro- 
prietário e Administrador de vínculos, instituídos em Collares e outros pontos de Por- 
tugal, e de sua mulher D. Maria Antónia de Lemos. — Com geração 

4.^ Diogo Francisco. — Nasc. a i3 de Março de 1815, e m. a 1 de Junho de 1842: casou 
a 27 ds Outubro de 1838 cona D. Maria Rita Pereira Garcez. — Com geração. 

BISAVÓS 

Cândido José Mourão Garcez Palha, natural da freguezia de Santa Maria de Loures, 
termo de Lisboa; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 26 de Outubro de 1819); 
Cavalleiro Professo da Onlem de Christo ; Sr. de vários bens de vínculos e capellas, em 
Bucellas ; Chefe de Esquadra da Real Marinha da índia ; Intendente da Marinha de Gôa ; 
Governador Geral da Índia, e Governador da Praça e cidade de Diu e de Damão. Nasc. 
a 11 de Março de 1750, e m. em Ribandar, a 27 de Janeiro de 1837, tendo partido para 
a índia, em 1769 : casou a 19 de Setembro de 1774 com D. Angela Maria de Sousa Ran- 
çosa, filha de Domingos Antunes Rançosa e de D. Josepha de Sousa e Menezes. 

1." JoAQDiM. — Nasc. a 8 de Agoslo de 1773, e m. a 26 de Julho de 1850: casou a 17 de 
Setembro de 1809, com D. Lizarda Joaquina d3 Mendonça Côrte-Real. — Com geração. 

2." Soror Marianna de Jesds. — Nasc. a 11 de Agosto de 1776, e m. a 20 de Janeiro 
de 1847; Prioreza do Convento de Santa Mónica, professa na índia, em 1792. 



404 famílias titulares UIB 

3.** Fr. Victor da ConceiçÍo.— Nasc. a 12 de Novembro de 1780, e m. em 1798; reli- 
gioso Professo na Ordem de Santo Agostinho do Convento do Góa. 

4.° Fr. Tuomaz da Conceição. — Nasc. a 15 de Setembro de 1782, e m. era 1804; reli- 
gioso Professo na Ordem do Santo Agostinho do Convento de Côa. 

5.0 FADbTiNO.— Nasc. a 30 de Março de 178i, e m. a 12 de Setembro de 1824; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real; Capitão de Mar e Guerra da Marinha de Gôa. — Sem geração. 

0." Soror Joskpha do Coração de Jesus. — Nasc. a 17 de Dezembro de 1783, e m. a 22 
de Outubro de 1874 ; Prioreza do Convento de Santa Mónica, professa na ludia, 
em 1804. 

7.° D. Genoveva Ludovina. — Nasc. a 17 de Junho de 1793, e m. a 12 do Setembro do 
1856. Casou a 16 de Março de 1806, com Manuel Joaquim Mattos e Góes, Fidalgo 
da Casa Real, Capitão Tenente, e Governador das Ilhas de Timor e Solor. — Com (jeração. 

8.° D. Anna Joaquina. — Nasc. a 17 de Janeiro de 1796, e m a 5 de Novembro de 1854: 
casou a 12 do Junho de 1814, com João Joaquim de Mendonça Côrte-Rcal, Fidalgo 
da Casa Real, e Capitão de Fragata da Marinha de Gôa. — Sem geração. 

XEROEIKOS AVOS 

Thomaz d'Aquino Mourão Garcez, nalural da freguezia de Sanla Maria de Loures : 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Ueal ; Cavalleiro Professo na Ordem de Clirislo ; Sr. da Quinta 
do Barro, em Loures, e Sargenlo-mór de Ordenanças do lermo da cidade de Lisboa : 
casou com D. Marianna Joaquina Anlonia de Mattos Falcão, natural da villa de Cascaes, 
filha de Policarpo Falcão Pereira, Capitão d;í Ordenanças da mesma villa, e de sua 
mulher D. Barbara Thereza de Jesus de Mattos, nalural da freguezia de S. Jorge do 
Caslello de Lisboa. 

1.0 João Maurício. — Sargento-mór de Ordenanças do termo de Lisboa, por desistência de 

seu pae. 
2." Victor Anastácio. — Casou com D. Leocadia Luiza da Silva Lobo. 
3." D. Genoveva Geralda. — Casou com Simão Aniceto da Cunha. 
4.° D. Barbara Joaquina. — Casou com Ignacio Mourão Garcez Palha, seu primo. 
5." Cândido José. — Nasc. a 11 de Março do 1750, e m. a 27 de Janeiio de 1837: casou 

com D. Angela Maria de Souza o Rançosa. — Com geração. 
6.0 Faostino. — Escrivão do Juizo dos Orphãos da cidade de Bahia. 

QUARTOS AVOS 

João Garcez, nalural da freguezia de Sanla Maria de Loures ; Fidalgo da Casa Real ; 
Cavalleiro Professo na Ordem de Chrislo, e Capitão de Ordenanças de Loures: casou com 
D. Cecília Josepha Mourão, nalural da freguezia de S. Sebastião da Granja de Alpriate, 
filha do Sargenlo-mór Agostinho d'Almeida Mourão, e de sua mulher D. Maria de Freitas. 

Thomaz D'AQuiífo. — Casado com D. Marianna Joaquina Anlonia de Mattos Falcão. — Com 
yeração. 

CREAÇÃO DO TITULO 
VucoHDi — Decreto de 25 de Junho de 1880. 

Urazão (l'Arinats. — As dos Garcez. 
Residência — Palácio em Ribandar, Nova Gôa. 



RIB E GRANDES DE PORTUGAL 405 




RIBA TÂMEGA (Visconde de). — José de Vasconcellos Guedes de Carvalho, 1.° Vis- 
conde e 1." Barão de Riba Tâmega. Nasc. a 3 de Setembro de 1822; do Conselho de 
Sua iMageslade ; Moço Fidalgo com exercício ; Commendador da Ordem da Conceição ; 
Cavalleiro da de Chrislo ; Condecorado com a Medalha da febre araarella ; Juiz do 
Supremo Tribunal de Jusliça da Còrle. Casou em 1862, cora D. Malhilde Corrêa da Silva 
Gama, nalural de Gòa, onde nasc. a 31 d'Oulubro de 1837, (ilha de Manuel Francisco 
Corrêa da Silva Gama, e de sua mulher D. Maria Caelana Pereira Garcez. 

1.* D. Maria José. — Nasc. a 17 de Janeiro de 1863. e casou a 16 de Abril de 1883 com 

Joai[uim Guimarães. — Com geração. 
2.* I). AIahia da Graça. — Nasc. a 11 de FeTereiro de -1865. 
3.* D. Maria Leonor. — Nasc. a 9 a' Abril de 1869. 

SEUS PAES 

Joaíiuim de Vasconcellos Rebello Mendes de Carvalho, Fidalgo da Casa Real, e pro- 
prietário em Amarante, casado com D. Maria Leonor Guedes de Menezes, da Casa de 
Manceilos. 

1.0 D. Maria do Carmo. — Nasc. a 3 de Maio de 1817. 

2.° Antomo de Vasconcellos de Carvalho e Meneses. — Nasc. a 9 de Dezembro ds 1819; 
Fidalgo da Casa Ueal ; Bacharel formado na faculdade de Direito pela Universidade 
de Coimbra. M. em Amaraiile a lo de Novembro de 1881, lendo casado com D. ígnez 
Virgínia da Cosia Pereira Peixoto. 

FILHOS 
l.° D. Maria Leonor. 

2." D. A.NNA. 

3." D. Maria do Carmo. 

4." Joaquim. 

S.** António. 

6." Francisco. 

7.° D. Maria Cândida. 

8." D. Maria da Graça. 

9.° D. Ignez Augosta. 

3." Manoel db Vasconcellos Goedes de Cartalmo. — Nasc. a il de Maio de 1821 ; Bacha- 
rel em Direilo, Juiz de Direito do Crime na Corte. M. a 1 de Julho de i882. 



iO(i 



famílias TITULAUES 



RIB 



4." O I.* Visconde e i." Baruo do Uiba Tamoga. — (V. acima). 

8." Francisco db Vasconcellos. — Prior da frcguczia do Lumiar, onde m. a 1 du Junho 
de 1881. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Visconde — Decreto do 10 ilc Oulubro do 1871. 
Uahío — Decreto de 4 d'Abril do 1867. 




RIBEIRA DWLIJÓ (Visconde da).— Roberto Auguelo Pinto de Magalhães, 3.» Vis- 
conde da Ribeira d'Alijó. Nasc. a li d'Abiil de 1822; Bacharel formado em Medicina; 
Fidalgo da Casa Real ; proprietário. Casou a 18 de Dezembro de 18ío com D. Quitéria 
Erailia Pinto de Magalhães, sua prima, que nasc. a 12 de Janeiro de 1825, (ilha de 
José Pinto de Magalhães Gouvêa, e de sua mulher D. Jacintha Antónia de Carvalho 
Pinlo. — Sem geração. 

SEUS PAES E AVOS 

(V. /." e 2.'" Viscondes da Ribeira d' Alijó, a pag. 139 e 140 do i.° vol. em 
Arriaga). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 21 de Novembro de 1867. 
Renovado — Decreto de 30 d'Abril de 1874. 
Re.novado — Decreto de 16 de Novembro de 1876. 



Drazão d' Arma».— V. pag 139 do 1.° vol., em titalo de Arriaga 



UIB 



E GRANDES DE PORTUGAL 



i507 




RIBEIRA BRAVA (Visconde da). — Francisco Corrêa Heredia Júnior, 1." Visconde da 
Ribeira Brava. Nasc. a 2 d' Abril de 1852 ; Fidalgo Cavalieiro da Casa Real ; Commenda- 
dor de varias Ordens Militares, e laureado cora a Medalha da Associação de Agricultura 
Portugueza ; antigo Deputado ; Governador Civil dos Districlos de Bragança e Beja ; pro- 
prietário na Ilha da Madeira e no Alemtejo. Casou com D. Joanna Gil Borgia de Menezes 
e Macedo, filha de D. José Gil Borgia de Menezes e Macedo, antigo Fidalgo e rico pro- 
prietário do Alemtejo, e de sua mulher D. Maria d'Assumpção de Gama Lobo, perten- 
cente a uma nobre familia da mesma província. 

i.o Dom ântomo Gil Corrêa de Herkdia. — Nasc. a 15 de Janeiro de 1872. 
2." Dom Francisco Gil Corrêa de Heredia.— > Nasc. a 26 de Janeiro de 1873. 
3.° Dom Sebasti.ío Gil Corrêa de Hbredia. — Nasc. a 7 de Setembro de 1876. 



SEUS PAES 

António Corrêa de Heredia, nasc. a 2 de Março de 1822; do Conselho de Sua 
Magestade ; antigo Deputado da Nação; alto funccionano publico durante muitos annos, 
tendo desempenhado as mais diíTiceis comraissões de confiança e dado d'ellas mui honro- 
sas contas, escriplor laureado, e finalmente um fid^ilgo no porte e um verdadeiro homem 
de bem em todos os seus actos. Casou com D. Anna de Bettencourt de ITeredia, filha de 
João José de Sá Bettencourt, e de sua mulher D. Eulália Henriqueta de Sá, proprietários 
na ilha da Madeira, e pertencentes á familia do Visconde de Athouguia e do Conde de 
Carvalhal. 



40S 



famílias TITUí.ARES 



RIB 



SEUS AVOS 

Francisco Corroa ílcredia de Aragão e Mello, qiie exerceu allos cargos de adminis- 
tração publica ; Deputado em varias legislaturas ; antigo Morgado da Calçada na Ribeira 
Brava ; successoi" da Condessa de Porto Santo na Administração dos Morgados de seus 
ascendentes, D. Sancho Gaspar de Ileredia, Sr. do Morgado da Apresentação na fregue- 
zla da Ribeira Brava da Ilha da Madeira, do dos Quintos de Santo António, e do do Foro, 
na antiga freguezia de Camará de Lobos da mencionada ilha. 

Dom Sancho Gaspar de Ileredia era terceiro neto de D. António de Ileredia, o 
primeiro d'este appellido que se estabeleceu na Ilha da Madeira, natural d'Avila em Cas- 
lella. Casou nas ilhas Canárias com D. Anna de Cubas, e com esta sua mulher se passou 
para' a Madeira com o posto de Governador da gente de guerra paga, que n'esta ilha 
tinham os castelhanos nos últimos annos da nossa sugeição. M. em 12 de Março de 1624 
com larga successão, e d'elle são hoje seus legiliraos representantes os Viscondes da 
Ribeira Brava. 

CREAÇÃO DO TITULO I 

VfSCONDE — Decreto de 4 de Maio de 1871. 

BrazcLO.— Escndo partido em pala; na primeira as armas dos Corrêas de Paio Rami- 
res, e na seganda as dos Heredias. — Timbre o dos Corrèas. 

Rksidencu — Ribeira Brava. 




RIBEIRA GRANDE (Conde da).— Dom José Maria Gonçalves Zarco da Camará, 
9." Conde da Ribeira Grande, e successor ao titulo de Marquez da Ribeira Grande ; OíTicial- 
mór honorário da Casa Real ; Par do Reino, por successão a seu pae, de que tomou posse 
a 7 de Janeiro de 1873 ; Doutor em Sciencias Politicas e Administrativas pela Universidade 
de Ix)uvain, ele. Nasc. a 3 de Novembro de 1843 : casou duas vezes, a primeira em Abril 
de 1862, com D. Luiza de Souza Holstein, que nasc. a 18 de Janeiro de 1845, e m. a 9 de 



m E GRANDES DE PORTUGAL 409 

Fevereiro de 1861, filha dos 2.°' Duques de Palmclla ; a segunda vez, em Maio de 1872, 
cora D. Maria Helena de Castro e Lemos, que nasc. a 28 d'Onlubro de l8o2, filha de 
Sebastião de Castro Lemos, Morgado do Covo, c de sua mulher D. Erailia Pamplona de Souza. 

'ifiZjS:^ ido 1." JS4:-A.Tí^xJs^oiírio 

1." D. Maria Lciza. — Nasc. a 5 de Fevereiro de 1864, e m. a 11 do mesmo mez e anno. 

IPIXiSIJ^ IDO 2.» 3^.A.T:Rnvr035310 
2.* D, Maria José. — Nasc. a 3 de Novembro de 1873. 

SEUS I?AES 

Dom Francisco de Salles Maria José António de Paula Vicente Gonçalves Soares da 
Camará, 1.° Marquez e 8.° Conde da Ribeira Grande. Nasc. a 29 de Julho de 1819: suc- 
cedeu a sua lia a Marqueza de Ponta Delgada no titulo de Marquez mudado na designa- 
ção de Ribeira Grande ; Par do Reino em 20 de Novembro de 1813 ; Alferes-mór do 
Reino ; Alcaide-mór do Caslello de S. Braz da cidade de Ponta Delgada, na ilha de 
S. Miguel ; Commendador da Ordem de S. Bento d'Aviz. M. a 1 de Outubro de 1872, 
tendo casado três vezes, a primeira a 6 d'Oulubro de 18í0, com D. Anua da Piedade 
Brigida Senhorinha Francisca Máxima Gonzaga de Bragança Mello e Ligne Souza Tavares 
Mascarenhas da Silva, que nasc. a 8 de Outubro de 1822, era. a 18 de Julho de 1856 ; 
a segunda em Junho de 1837, com sua cunhada D. Maria d'Assumpção de Bragança 
Mello Ligne Souza Tavares, que nasc. a 2i de Setembro de 1831, e m. a 27 de Maio de 
1838, ambas filhas dos 3."* Duques do Lafões ; c a terceira em Maio de 1867, com 
D. Luiza da Madre de Deus da Cunha Menezes, que nasc. a 9 de Novembro de 1843, 
filha de Carlos da Cunha e Menezes, da Casa de Lumiares, e de sua mulher D. Maria 
Joaquina Quinlella, da Casa Farrobo. 

FIIiHEOS IDO l.» l^^TJRZJ^OlsrXCD 

1.0 o 9.» Conde da Rib-^ira Grande. (V. acima). 

2." Dom Sigismondo. — Nasc. a 2 de Março de 18i5. 

3.» D. Anna. — Nasc. a 2 de Dezetr.bro de 1843: casoa a II dAbril de 186i, com 
D. Thcmaz de Sonsa Uolstcin, 1." Marquez de Cezimbra. {V. Cezimbra, pag. 441 do 
1.» vol). 

4.° Dom Lniz, — Nasc. a 20 de Dezembro de 1848: casou em Janeiro de 1870, com 
D. Marianna Carlota da Canha e Menezes, qae nasc. a 14 de Janeiro de 1844, filha 
de Carlos da Canha de Menezes, e de sua mulher D. Maria Joaquina Qaintella, filha 
do 1.° Conde de Farrobo. (V. Farrobo pag. 554 do l.° vol.). 

o." Dom João. — Nasc. a 27 de Dezembro de 1832: casou com D. Eugenia de Mello Brey- 
ner, que nasc. a 7 de Dezembro de 1832, filha dos 2.°' Condes de Mafra. 

6." Dom Anto.mo. — Nasc. a 13 de Janeiro de 1834. 

FTT.TTO IDO 2.» I^.Ô.TI2.IL4:OIíTIO 

7.° D. Marianna Zarco da Camará. — Nasc. a 22 de Maio de 1838: casou a 16 d'Agoslo 
de 1877, com Manael de Castro e Lemos, da Casa do Covo. 

FILHO XDO 3.0 IVl A-TiaiIMIOJ^riO 
8." DoM Francisco. — Nasc. a 31 de Janeiro de 1870. 

SEtJS AVOS 

Dom José Maria António Gonçalves Zarco da Camará, 7." Conde da Ribeira Grande. 
Nasc, a 2 de Dezembro de 1781; 11." Alcaide-mór do Caslello de S. Braz; Veador da 
Princeza viuva D. Maria Benedicta ; Gran Cruz da Ordem da Conceição ; Commendador 

52 



410 FAMÍLIAS TITULARES l^B 

de Aviz ; Coronel d'Infanleria ; sérvio na Guerra Peninsular ; succetleu a seu pae a 26 lie 
Março de 1802, e m. no Rio de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1820, lendo casado duas 
vezes, a primeira a 18 d'Oulubro de 1810, cora D. Maria de Vasconceiios e Souza, que 
nasc. a 9 de Junho de 1790, era. a 19 de Janeiro de 1813, filha dos 2.°" Marquozes de 
Caslello Melhor, e a segunda vez, a 29 de Outubro de 1814, cora D. Marianna de Alraeida 
Portugal, Dama da Rainha D. Maria i, e Dama da Ordem de Sanla Izabel, que nasc. a 17 
d'Agosto de 1785 ; 2." fdha dos 3." Marquezes de Lavradio. 

[IFIXiliOS 3DO 2.» i!^.A.TS,inyLOisno 

l.» Dom Francisco. — 8.° Conde da Ribeira Grande. (Y. acima), 

2." D. Maria Rita Gonçalves Zarco da Gamara. — Nasc, no Rio de Janeiro a 2 de Julho 

de 1820, e casou a 1 de Outubro de 1842, com o 10.° Conde dos Arcos. (V. Arcos, 

pag. 118 do 1.» vol.). 

Dom Luiz António José Maria da Camará, 6.° Conde da Ribeira Grande. Nasc. a 10 
de Fevereiro de 1754 ; 10.° Alcaide-mór do Castello de S. Braz, da cidade de Ponta Del- 
gada na ilha de S. Miguel ; do Conselho de Sua Alteza Real ; Cavalleiro da Ordem de 
Christo ; e, era consideração dos serviços de seu bisavó, o 3.° Conde da Ribeira Grande, 
D. Luiz Manuel da Caraara, na memorável defeza da praça de Campo Maior, era diííeren- 
tes cargos políticos, e na Embaixada á Corte de Paris, leve este referido seu bisneto a 
Alcaidaria-mór da cidade de Ponta Delgada, unindo a ella «o privilegio exclusivo da 
Tenda de sal, para se vender por sua conta ao preço do antigo costume da ilha de 
S. Miguel ; — o privilegio exclusivo dos fornos de pão, para d'elle uzar somente em 
forma que não possa pessoa alguma levantar fornos públicos para fazer negocio, ficando 
sempre salva aos habitantes da referida ilha a liberdade de levantar fornos particula- 
res, ou para cozerem pão para as suas próprias casas e farailias, ou para padejarera ; 
— o privilegio exclusivo das moendas, cujos engenhos se moverem com aguas derivadas 
dos rios públicos ; ficando todavia salvo aos moradores o incontestável direito que tem, 
para edificarem] no que é seu, ou com engenhos de bestas dentro nas suas próprias 
casas, ou fora d'ellas, nas suas fazendas, os engenhos que se moverem com aguas 
particulares que n'ellas se buscam e d'ellas sé derivam. E lhe concede mais que possa 
haver vinte moios de semeadura nas terras da mesma ilha, na forma da demarcação que 
d'ellas se fez antigamente. E a redizima das rendas reaes da ilha de S. Miguel, excep- 
tuando os diziraos.Tudo de juro e herdade. (Decreto de 10 de Setembro de 1766 e Por- 
taria de 2õ do dito mez e anno).y> Succedeu a sua mãe a 2 de Março de 1782, e m. a 
26 de Março de 1802, tendo casado Ires vezes;. a primeira a 16 de Fevereiro de 1772, 
com D. Margarida Rita da Cunha, que nasc. a 7 d'Abril de 1745, e m. a 22 de Março 
de 1777, 6." filha dos 5.°' Condes de S. Vicente; a segunda, a 21 de Novembro de 1778, 
com D. Maria Rita de Almeida, que nasc. a 8 de Dezcrabro de 1751, e ra. a 19 de 
Novembro de 1786, 2.' filha dos 2.°" Marquezes de Alorna ; e a terceira, a 8 de Junho 
de 1788, com D. Francisca Telles da Silva, que nasc. a 17 de Seterabco de 1766, e m. 
a 21 de Dezembro de 1796, 7." filha dos 2.°' Marquezes de Penalva. 

!.• D. Leonob da Gamara. — 1.* Marqueza de Ponla Delgada. Nasc. a 30 de Maio de 1781 ; 
Dama de Soa Mageslade a Rainha D. Maria ii, tendo sido antes Dama da Rainha 
D. Carlota. O titulo de Marqueza de Ponta Delgada foi dado em 25 de Janeiro 



RIB E GRANDES DE PORTUGAL 411 

de 1835, em dua» vidas, para se TeriQcar a 2.* de juro e herdade, em sea sobrinho 
o 8.° Conde da Ribeira Grande. 
2," O 7.° Conde da Ribeira Grande. (K. acima). 

zFXTiUos IDO 3.0 Ts/T A T:Ri:M:o3sno 

3." Dom Mancel Maria. — Nasc. a 40 de Maio de 1789; Coronel de Cavallaria; Condeco- 
rado com a Cruz de Ouro das Campanhas da Guerra Peninsular ; Vice-Rei da índia. 
M. em Gôa a 16 de Novembro de 182i), tendo casado a 7 de Fevereiro de 1813, 
com D. Maria Tbereza José de Mello, que pelo seu 2.° casamento foi Baroneza de 
Sabroso, que nasc. a 8 de Novembro de 1795, filha dos ?.<>* Marquezes de Sabagoza. 

FILHAS 

1." D. Maria Leonor da Camará. — 1.^ Condessa da villa de Pangim : natc. 
a 1 de Novembro de 1815, e casou em 25 de Setembro de 1830, cou) 
Manuel Guedes da Silva da Fonseca Meyrelles de Carvalho, Sr. do Mor- 
gado de Âvellada, Moço Fidalgo e Tenente-Coronel das Milícias, filho 
de José Anastácio da Silva da Fonseca, Moço Fidalgo, Cavalleiro da 
Ordem de Chrísto, e Coronel de Milícias, e de sua mulher D. Joanna 
de Meyrelles Guedes de Carvalho, Sr.» do dito Morgado. — Com geração. 

2.» D. Fbanciíca.— Nasc. a 28 d'Agosto de 1817. 

3.» D. JoAN.NA.— Nasc. a 29 de Junho de 1820. 

4." D. JoA.NNA. — Nasc. a 5 de Novembro de 1790, e foi religiosa do Convento das Salesias 
õ.° Dom Ldiz Maria. — Nasc. a 2 de Setembro de 1,793 ; Commendador da Ordem de Christo, 
e de Ernesto Pio, da Saxonia ; Official da de Leopoldo i,* da Bélgica ; CavaHeiro da 
de S. Leopoldo, da Áustria ; Condecorado com a Cruz de distincção da marinha hes- 
panhola ; 2.o Tenente da Armada Real. Foi Ministro residente ás Cortes de Bruxellas 
e de Saxonia Cobargo Gotha. 
6.0 D. Francisca. — Nasc. a 4 de Novembro de 1794, e m. a 21 de Janeiro dd 1819. 

TERCEIROS AVOS 

D. Joanna Thomasia da Gamara, nasc. a 26 de Fevereiro de 1731 ; herdeira á Casa 
e Ululo de seu pae, pelo que foi o." Condessa da Ribeira Grande. Casou a 23 de iMaio de 
1748, com seu tio D. Guido Augusto da Camará e Alhayde, que nasc. em Paris a 30 
de Junho de 1718, e m. preso uo Forte da Junqueira em 1770. 

1.° D. Leonor Maria oa Gamara. — Nasc. a 23 de Junho de 1749. 

2.0 Dom José Rodrigo Telles da Camará. — Nasc. a 20 de Setembro de 1750, e m. sol- 
teiro a . . . 
3." D. Margarida da Camará. — Nasc. a 24 d'Agosto de 1752. 
4." O 6.» Conde da Ribeira Grande. {V. acima). 

QUARTOS AVÓS 

Dom José da Camará, 4.° Conde da Ribeira Grande. Nasc. a 23 de Maio de 1712 ; 
11." Donatário e Capitão General da ilha de S. Miguel ; Ouvidor Geral da dita ilha ; 
8." Alcaide-mór do Castello de S. Braz ; Commendador das Commendas de Porto de Muja 
e das Ervagens da mesma ilha de S. xMiguel, na Ordem de Christo ; Capitão de Dragões, 
sendo mandado, em 1742 por El-Rei D. João v recolher á mesma ilha, onde foi por 
alguns annos Governador, e de lá voltou em 1752 Coronel d'Infanteria, Herdou toda a 
mais Casa e Estados de seu avô, em. a 24 de Junho de 1737, tendo casado a 20 de Julho 
de 1728 com D. Margarida Lorena e Távora, filha dos 2."* Condes de Alvor. 



il2 FAMÍLIAS TITULARES RIB 

I.» Dom Lciz da Camaua. — Nasc. a 25 de Dezembro de 1729, c ni. cm Outubro de 1734. 
i." A 5." Cotid ssa da nibi'ira Grande. (V. acima). 

QUINTOS AVOS 

Dom Luiz Manuel da Camará, 3." Coiulc da Ribeira Grande. Nasc. a 18 de Janeiro 
de 1685 ; Commendador de S. Pedro de Torradjs ; Alcaide-mór da Amieira, na Ordem de 
Chrislo ; 10." Donatário e Capilão General da ilha de S. Miguel ; 7." Alcaide-mór do 
Caslello de S. Braz, ele. Sérvio na guerra, foi ferido, e depois prisioneiro em 1707 ; e 
lendo occupado vários poslos, como o de Meslro de Campo General e Governador de 
Arlilheria, defendeu a ÍVaça de Campo Maior no anno de 1712 com assas denodo e 
muila gloria, no silio que lhe poseram os Castelhanos. Foi Embaixador Extraordinário 
á Corte de França, e nomeado Plenipotenciário para a paz de Cambray, assistindo com 
muilo lusimenlo e acerlo por cerca de sele annos n'a(|uella Corte. M. a B de Outubro 
de 1723, lendo casado a 11 de Março de 1711, com D. Leonor Thereza Maria de Alhayde, 
que Dl. a 22 de Janeiro de 1752, filha de Jeronymo de Alhayde, 9." Conde de Alhouguia. 

:fiijH:os 

i."> o 4." Conde da Ilibeira Grande. (V. acima). 

-2° Dom Armando Gastão da CAMAnA. — Nasc. em Paris a 26 de Setembro de 1715, c m. a 

3 de Setembro de 1*722. 
3.° Dou Luiz da Cakara. — Nasc. em Paris a 28 d; Setembro de 1716 Foi Deão de Vizcu, 

Cónego da Santa Basílica de Lisboa, e afinal Prelado da Santa Egreja Pairiarchal. 
4." Dom Caklos Philippe da CiMAnA.— Nisc. em Paris a 12 d'Agosto de 1717, e m. a 5 de 

Setembro ()e 1722. 
S.° Dom Gl'ido Augusto da Gamara k Athayoe. — Nasc. em Paris a 30 de Junho de 1718, 

e por seu casamento com sua sobrinha foi 5 " Conde da Ribeira Grande. {V. acima). 
6." D. LuiZA Leonor da Camará. — Nasc. cm Paris a 14 de Agoito de 1720, e m. a 14 

d'Ouiubro de 17iO. 
7.0 Dom Jíronvmo Casimiuo da Camará. — Nisc. em Lisboa a 17 d'Abril de 1722, e m. a 19 

de Novembro de 1723. 
8." Dos Duarte Maximo da Camaua. — Nasc. em Lisbja a 29 de Maio de 1723, e m. a 12 

de Junho do ni' smo anno. 

SEXTOS AVÓS 

Dora José Rodrigo da Gamara, 2." Conde da Ribeira Grande, 9.'' Donalaiio, Capilão 
e Governador da iliia de S. Miguel; Sr, da cidade de Ponla Delgada, e das Villas da 
Ribeira Grande, Villa Franca, Nordeste, Agua de Páo, e de oulros muitos logares da 
(tila ilha ; Ouvidor Geral ; G." Alcaide-mór do Caslello de S. Braz ; Commendador das 
Commendas da Lesiria de Porto de Muja e das Ervagens na ilha de S. Miguel, na 
Ordem de Chrislo ; Governador da Torre de Belém ; Genlil-lloraera da Camará do Infante 
D. Francisco ; Deputado da Junta, dos Três Estados ; Presidente do Senado da Camará 
de Lisboa: nasc. a 5 de .Maio de 1605, em a 7 de .Março de 172i, lendo casado em 
França a IG de Maio de lG8í, com a Piinceza Constança Emitia de Rohan, que nasc. era 
1667, e m. a 18 de Setembro de 1709, filha de Francisco de Rohan Príncipe de Sou- 
bise, Duque de Fonlenay, e Conde (le Rocheforl, e de sua segunda mulher a Princeza 
Anna Chabol de Rohan, filha de Henrique Chabol, Príncipe de Cea e Duque de Rohan. 

í " o 3 " Con le da Ribeira Grande. (V. aeima). 

2." Dom AJanuel da Camará. — Nasc. a 29 de Junho de 1690, c m. em 1706. 



RIB E GRANDES DE PORTUGAL 413 

3." Dom Francisco dà Cavara. — Nasc a 3 d'Agosto de 1691; foi Porcionista do Collegio 
de S. Pedro da Universidade de Coimbra ; Cónego da Santa Egreja Patriarchai, e dei- 
xando esta carreira passou a servir em Castella onde foi Coronel de Cavallaria e 
Brigadeiro. M, em flns de i74í, tendo casado com D. Francisca Xavier de Castro, 
Qlha de João Corrêa de Lacerda, Capitão de Cavallos, e de sua mulher D. Laiza de 
Fontoura. — Com geração. 
4." Dom José Pedro da Camará. — Sérvio no exercito hespanhol com dístincção principal- 
mente na guerra de Itália. Casou com D. Marianna Victoria de Saldanha e Távora, 
filha de António de Saldanha e Souza, e de sua mulher D. Francisca Antónia de 
Azevedo Corte Real.— Com jerafõo. 
5.0 Dom Lnz Armando da Camará. — Cavalleiro de Malta; foi quem trouxe os falcões a 
Ei-Rei D. João v, e voltando á Hespanha, m. na batalha de Campo Santo em 1743. 
6.° Dom Duarte António oa Camaba. — Nasc. a 15 d'Ontubro de 1693. Foi Maltez, e não 
chegou a professar ; mais tarde foi Capitão de Cavallos no Regimento da Corte, e 
pelo seu casamento 5° Conde de Aveiras, Alcaide-mór de Amieira, de Beja e de Yilla 
Real em 1734, Commendador de S. Salvador de Triamonde, na Ordem de Cbristo, 
e por morte de seu sogro, foi Sr. de Vages e Aveiras, Gentil-Homem da Gamara 
do Infante D. Francisco. Casou duas vezes, a primeira a 13 de Junho de 17Í0 
com D. Ignez Joaquina Anna Antónia Domingas Izabel de Ungria da Silva Tello e Mene- 
zes, que nasc. a 27 d'Outnbro de 1704, e m. a 20 d'Agoslo de 1742, filha herdeira 
da Casa e titulo dos 4.°» Condes de Aveiras ; e a segunda vez a 8 de Fevereiro de 
1746, com D. Constança, Condessa de Âtalaya. — Com geração. 
T." Dom Carlos da Camará. — Nasc. a 20 de Setembro de 1701, e m. a 3 de Novembro 

de 1710. 
8." Dom Vasco da Camabí.^- Nasc. a 18 de Maio de 1705; Gentil-Homem da Camará do 
Infante D. Francisco, por aviso de 13 de Janeiro de 1728 ; Commendador de S. Pedro 
de Babe, na Ordem de Christo ; Alcaide-mór das villas da Certa e Pedrógão pequeno ; 
Capiíão de Cavallos, Ajudante das Ordens do Governador das Armas do Alemtejo, 
o Conde de Alalaya, e Coronel de Cavallaria a 12 de Janeiro de 1754. Casou a 4 
de Março de 1726, com D. Magdalena Luiza de Lencastre, Dama do Paço e filha de 
Pedro de Figueiredo de Alarcão, Sr. de Otta, e de sua mulher, D. Francisca Ignez 
de Lencastre. — Com geração. 
9.0 Dom Diogo da Gamara. — Nasc. a 14 de Dezembro de 1706, esladoa em Évora e entrou 
na Companhia a 24 de Maio de 1724 ; sfguio as 'tadeiras, leu theologia e foi acadé- 
mico do numero da Academia Real da Historia Porlugueza. 

10.0 D. A.NNA Xavier de Rohan.— Nasc. a 3 de... de 1686, e casou com o 5.o Conde da 
Ericeira. — Com geração, 

11.0 D_ 41^,,,^ DE RoHAN.— Nasc. a 13 de Julho de 1687, e m, menina. 

12.*' D. Mecia de Roh.xn. — Nasc. a 8 de Janeiro de 1689. e casou com seo primo D. João 
Manuel de Noronha, Conde de Atalaya — Com geração. 

13.0 D. Ig.vez Maria de Rohan.— Nasc. a 21 d'Agosto de 1692, e m. de verdes annos. 

14." D. Antónia de Rohan.— Nasc. a 18 de Julho de 1695, e casou com o 4.° Conde de 
Soure. — Com geração. 

lo. o D. Maria Leo.vor de Rohan.— Nasc. a 6 de Junho de 1697, e m. moça no Mosteiro 
da Esperança. 

16.0 D Leonor de Rohan.— Nasc. a 23 d'Agosto de 1699, e m. a 30 de Dezembro de 1705. 

17.0 D. Ignacia de Rohan. — Nasc. a 28 d'Agosto de 1700, e casou com D. Luiz de Portu- 
gal, Commendador de Fronteira. 

SÉTIMOS AVÓS 

iManuel Ballhazar Luiz da Camará, nasc. a o de Janeiro de 1630 : foi 4.° Conde 
de Yilla Franca por seu pae, e