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Full text of "Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais"

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REVISTA 



DO 



INSTITUTO HISTÓRICO £ QEOGBAFHICO 



REVISTA 



DO 



E 



BRAZILEIRO 



Fundado no Hio de Janeiro em 1838 



TOMO LXVIII 



l^ARXlâ 1 



lloc farit. ut longos durent beno gesU per annos 
Kl pouiat tern poataritata frui 




RK) DE JANEIRO 

CftJPJEtTDNOIA 1>«A.OXONAL. 

1907 



AJi-»); 






1462 



\ 



ACTAS DAS SESSÕES 



DA 



Coiíssjlo oriíaDizailora do Frojecío do Código Ciril Brazíleíro 

1889 



Aeta9 das sossòes da Comznissão organizadora do Projooto do Oodlgò»- 
OlTil Brarilelro — I889C) 



ACTA DA 1* SESSÃO 

Aos doze dias do mez de julho de 1889, ás 2 horas da 
tarde, no Paço da Cidade, perante S. M. o Imperador 
D. Pedro 2«, compareceram os Srs. Conselheiro Cândido Lui£ 
Maria de Oliveira, Ministro da Justiça, Presidente da Com- 
missão encarregada pela Portaria do l<^ do corrente mez, de 
organizar o Prujecto do Código Civil Brazileiro, os Conselheiros 
de Ebtado Manoel Pinto de douza Dantas, Olegário Herculano 
de Aquino e Castro, José d^i Silva Costa, os doutores António 
Coelh i Rodrigues e B irão de Sobrai, membros convocados para 
conforenciirem sobro o meihodo e ordem dos trabalhos. 

Sua Mat^estade declarou que assistiria ás sessões cele- 
bradas no Paço Imperial, dignando-se de occupar a cadeira da 
presidência. 

(•) A promessa da elaboração do Código Civil figurava no ppo- 
eramma do ministério que. a 7 de junho de 1889, foi organizado 
pelo V scon le de Ouro Preto. Menos de ura mez depois, nom<ou o 
minifitro da justiça, Conselheiro Cândido Luiz Mana de Oliveira, 
uma conimisí^ão, composta de conspícuos juri>consultos, para for* 
mu) ar o projecto. De 12 de julho a 11 de outubro do citado anno, 
celebrou a commissão, no Paço da ci lado, oito sessões, presididas 
todas por Sua Mage tade o Sr. D. Pedro lí. O augusto e saudosís- 
simo p*oteclor do Instituto tomou vivo interesse pelos debates, 
Intervindo nelles mais <lc uma vez. Era membro da commissão o 
actual presidente da Republica, Exmo. Sr. Cons^lhni-o Affonso 
Auerusio Moreira Penna ; mas apenas compareceu ás sessões do 13 e 
27 de 8'tembro e 11 le outubro. A ultima, cuja acta traz unica- 
mente» a assignatura do S, Ex., preencheu-a elle expv«ndo hs suas 
idéas sobre o direito de succe^flão. Esclarecidas discusões, alli so 
empenharam. Adoptou-se a parte geral «lo projecto, divídindo-se 
a tarefa ulterior. Accitou-se, igualmente, depois do ampla contro- 
vérsia, o índice de ca. la uma das divisões. Prevaleceram adiantadas 
idéas, quaes, entro outras, a da liberdade de testar. Occupava o 
logar do secretario o Conselheí o Barão de Sobral. O livro das actas, 
redigi las por S. Ex., offereceu-o ao Instituto a Exma. Baroneza 
Viuva, serviu 'o de intermédia -io o faPecido e prostantissimo presi- 
dente C >nsdhei 'o Olejrario Herculano de Aquino e Castro. Fielmente 
tir<das do livro, as co ias que se seguem constituem, do certo, 
precioso documento júri lico o histórico. 

(Xota da Commissão de Redacção) 



8 V-..* REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

• • 

.•-.línpetrada vénia, o Ministro da Justiça significou que, 
jã(3''«lta mento honrada, a Coramissão se inspiraiia no pa- 
•* tnotismo do Impei ador "para empregar a mcllior vontade e 
•'ttltiu o seu nsforvo no desempenho do árduo e ope^o^o encarí^o; 
•*fe. depois de participar que o Conselheiro Aífonso Ai gusto 
Moreira Penna, retido por motivos pond«Tosos na provincia de 
Minas Geraes, communicára em telegramma que brevemente 
estaria na Có.te e entretanto adheria ás resoluções que to- 
massem os seus collegas, fez a seguinte exposição: 

«Senhor. O coo racto de 15 de fevereiro de 1855 cele- 
brado pelo Governo Imperial com o jurisconsulto Augusto 
Teixeira de Freitas para classificar toda a legi>Iaçâo pátria, 
discriminar o Direito Publico do Direito Privado, e consolidar as 
leis civis, teve o principal fira de preparar elementos indispen- 
sáveis á organização do Código Civil, promettido pela Consti- 
taição do Império. 

« A Coramissão encarregada por Aviso do 9 de fevereiro 
de 1858 de examinar a Consoiliaçâo das Leis Civis, elaborada 
em cumprimento d » contracto, concluiu, em parecer de 4 do 
dezembro do mesmo anno, que, a par de profundo estudo, 
erudição vasta e methodo aidactico, o trabalho dava teste- 
munho do zelo, dedicação e constância do seu distincto autor ; 
recommendava c attestava sua habilitação para o Projecto do 
Código Civil, merecia approvação e louvor. 

« De conformidade com esse parecer dos Conselheiros de 
Estado Visconde de U/uguay e José Thomaz Nabuco de Ar.iujo 
e do doutor Caetanc» Alberto Soares, o Ministro da Justiça, 
autorizado pelo Decreto n. 2318, de ^ de dezembro de 1858, 
contractou a confecção do projecto com o mesmo jurisconsulto 
em 10 de janeiro de 1859. 

<Nes>e contracto, approvado pelo Decreto n. 2337, de 11 
do dito mez e anno, o jurisconsulto Augusto Teixeira de Freitas 
88 obrigou a redigir e apresentar o Código até 31 de dezembro 
de 1862, modificando <> systema adoptado na Consolidação, con- 
forme propuzera elle pr<jprio na introduoção da obra. 

< Assim o projecto so divitiipía em duas partes : uma geral, 
sobre as pesso \b o cousas ; outra especial, subd vidi ia em ti'es 
livros, contwndo o 1° os direitos pessoaes, o 2® os direitos reaes, 
o 3^ disposições oommuns às duas espécies de uireito : herança, 
concurso de credores e preacripção. 

€ Informado o Poder Legisi itivo de achar-se quasi prompto 
o trabalho, autorizou o Governo pelo art. 24 da Lei n. 1177, 
de 9 de setembro de 1862, a estipular um premio razoável que 
o Decreto n. 3188, de 18 de novembro de 1803, fixou em cem 
oontos de réis, sendo prorogado, nos termos do art. 10 do con- 
tracto, até 30 do junho de 1864 o prazo marcado para a con- 
clusão do proje<^t(). jã em grande parto impresso. 

€ A Commissão nomeada por Deci*eto de 29 de dezembro de 
1863 para examinal-o, composta do Conselheiro de Estado Vis- 
conde do Uruguay» presidente, dos Cooselheiroj José Thomaz 
Nabaco de Araújo, José Mariani, Lourenço José Ribeiro, Fran- 



ACTAS DAS SESSÕES 9 

cisco José Furtado e doutores António Joaquim Ribas, Braz 
Florentino Henriques de Souza e Caetano Ailx^rto Soares, co- 
meçou a funccionar, segundo as lostrucções de 23 de julho 
de 1804, na augusta presença de Vossa Magestade Imperial, 
mas suspendeu as sessões a 31 de agosto de 1865 por estar 
incompleto o Esboço apresentado. 

«Em 20 de Novembro de 1806 o doutor Augusto Teixeira 
de Freitas communicou ao Governo que estava resolvido a não 
continuar o trabalho, apezar de já haver publicado 370:^ arti- 
gos do Esboço, e ter no prelo 1314, A' insistência do Ministro da 
Justiça para que elle proseguisse , respondeu aânalaquelle juris- 
consulto em 5^0 de sotembro de 1867 com a exposição dos 
motivos que o impossibilitavam de executar o plano traç do 
no contracto, embora melhorado no Esboço com a inclusão na 
parte geral do uma secção sobre os factos e actos jurídicos, a 
exemplo da escola germânica, pois o estudo aprofundado das 
causas do direito o tinha convencido da necessidade do preceder 
ao Código Civil um Código geral que dominasse a le<;,nslação 
inteira, estando portanto em completa desharmonia com as 
vistas do Governo que não concordava sequer om fazer cessar 
a inútil separação das disposições commerciaes em Código espe- 
cial, calamitosa duplicação das leis civis, no seu entender. 

< Apresentou um novo plano com as seguintes divisões ca- 
pitães : 

Ctdigo Geral. Livro l.*' Das causas jurídicas. Secção 1.* 
Das pessoas. Sec(,íão 2.^ Dos bens. Secção 3.^ Dos factos. Livro 
2i." D^s effeitos jurídicos. 

Código Civil. Livro 1.* Dos effeitos civis. Livro 2i." Dos di- 
reitos pessoaes. Livro 3." Dos direitos reaes. 

« Ouvida a Secção de Justiça do Conselho de Estado, foi de 
parecer, em consulta de 1 de julho de 1868, que, apezar de ser 
a codificação proposta uma cousa nuva, tudo se devia confiar da 
provada capacidade do jurisconsulto. Não se julgou, porém, o 
Governo autorizado a fazer novação do contracto poios motivos 
declarados no Relatório do Ministério da Justiça de 1869. 

« Por Aviso de 18 de novembro de 1872 foi declarada a 
rescisão do contracto, e em 3 de dezembro subsequente celebra- 
do um outro com o Conselheiro de Estado José Thomaz Nabuco 
de Araújo, a quem foi deixada a escolha do systema, e fixado 
o prazo de cinco annos para terminar o trabalho, de conformi- 
dade com as clausulas approvadas pelo Decreto n. 5164 do 
mesmo anno. 

« Infelizmente a morte colheu esse jurisconsulto antos que 
elle pudesse formular o seu projecto, do qual apenas ficaram 
redigidos o titulo preliminar o alguns capítulos da parte geral. 

« Em março de 1881 o bacharel Joaquim Felício dos Santos 
apresentou ao Ministro da Justiça um manuscripto com o titulo 
de — Apontamentos para o Projecto do Código Civil Braziloiío. 

« o Governo aooeitou o ofToreci mento o a 4 do julho do dito 
anno nom ou uma Commissão para examinar es^e trabalho, 
composta dos oonselheiros Lafayette Rodrigues Pereira e Anto- 



<0 RF.VISTA DO INSTITUTO IIIfiTORirO 

nio Joaquim Ribas e dos doutorei? António Ferreira Vianna» 
Francisco Justino Gunçalves de Andrade o António Coelho Ro- 
drigiies . 

<i A 21 dft setembro seguinte a Commissão omittin o seu 
juizo, declarando «jue os Apontamentos para o Projecto do Có- 
digo Civil Braziloiro são d ) «rrandn morito. mas nào se coadu- 
nam no to lo com os requisitos assenciaos do uma cl;is>ifioaçáo 
systeraatica, do i.ccordo com o aperfeiçoamento sciontiflco e com 
as circumstancias do paiz, n&o so prestando, portanto, a uma 
franca revisão. 

« Em 9 de novembro do mesmo anno o Governo solicitou 
da Commiss&o que se mcumbissc da urganização do prujeoto, 
cooperando o doutor Joaquim Felício dos Santos como um dos 
8eu8 membros, e tomando a direcção dos trabalhos o Conselheiro 
Laf«yette. 

« A Comroissâo reuniu-so pela primeira vez om 25 dí» ja- 
neiro de I884Í, o nas suas conferencias assentou os limites do 
projocto, o plao«>da obra e a divisão da?' matérias, a .optando 
o systema allemão o rcsulvondo aue o trabalho começas^ da 
parte esp< ciai, e nesta do direito ae família, uistribuidas pelos 
seus mtmbrus as diversa;» secções da obra para serem artl- 
culadiis, depois <ie .issentadus as b bses do cada s(tcção. 

« Só começou, porém, a primeira distribuiç<ào do serviço 
quando apona?» roscavam tr<-s dos cinco membros primitivas, 
o consolhciro I^fayetto Rodrigues Pereira, presidente, o os dou- 
tores António Fcireiíti Vi.mna o António Coelho Rodrigues, 
desses mopmos distraliidos os dous primeiros em outras c-m- 
missões at(^ que, sobrevindo a organi/açao do Gabinete em 21 
de mnio de 1883, c com eíla a acephalia da commissào, esta não 
mais reuniu-80. 

€ O Aviso de 27 de fevereiro do 1880 a dissolveu, decla- 
randu suspensos os estude « da ..rganlzação do Código ató que 
o Poder Logishitivo votasse credito. 

«Nestas circumatancias, urgmdo cada dia mais a reforma 
da leglMlaçAo civil, que ainda as duas ultima» Fallat< do Thiono 
recommendaram, o Governo, na impo^sibil idade de recorrer 
desde logo ás Gamaras Legislativas para obter os meios do re- 
munerar serviço do tanta valia, appellou para o patriotismo 
dos oidadcàosquo compõem a act ai Commissão. e ospera quo, 
sob 08 auspicio» de Vos^a Mag(?st>ido Imperial, elles se desem- 
penhem do tão diíflcil, quão honroso encargo. 

« A presente cjnferoncia tom p.ir fim a discussão do sys- 
tema o ordem do trabalho, sobre o que deseja ouvir os membros 
do Commissão.» 

Obtendo succcssi vãmente a palavra : 

O Conselheiro de Kst ido Souza Dantas doclara quo, apezar 
de não ser o Diroito Civil a sua esp >cialidade, e não lhe permitti- 
rem os sous múltiplos on&ir<;os iucumbir-se do formuiar o 
projocto do Codig), nio se julgara com o direito do recusar o 
seu concurso para omprohendi monto de tanta magnitude, quo 
eonstitue uma das mais justas aspirações da nação o pratriotioq 



ACT \S DAS SlÇSSnlv^ 1 l 

omponho do sou augusto Chofo. polo (lUi^ (.oiuará parto nas 
discussões e na revisão dos trabalhos, quando lli'o facultapom as 
funcçõos* do Senador o Conselheiro de Estado. 

Entendo que o projecto dove systoniatisar o direito civil 
Wazileiro, desenvolvendo -o o aporfeiçoando-o, consultar o pro- 
ifçresso da sciencia som p<3rilor do vista as necessidades peculiares 
rio paiz, in.spi!*ai>sn nu espirito Iil»iíral dits iní^tituíções pátrias, e 
aproveitar í)8 valiosos ohunontos que oíTorecem os estudos ante- 
riores» dasdo os do eminente Jurisconsulto Teixeira do FreiUs 
iat(J 08 da Commissão, que, na qualida'!e de Ministro da Justiça, 
nomoára para rever os Apontamentos do illustrado e laborioso 
doutor Felicio dos Santos, que mereceram de alguns Deputados 
a honra de ser apresentados como projecto definitivo, e da refe- 
rida Commissáo justus louvores. 

Apraz lhe ver no >eio da actual Commissão um dos juriscon- 
sultos em que recahira naqualle anuo a sua escolha, o doutor Coe- 
lho RodrifZfues, que cjm a tradição dos trabalhos encetados e sua 
reconhecida competência muito contribuirá para o oxito do t^om 
mettimonto, a que tom dado constantes provas de sincera dedi- 
caçãot perseverando nas mesmas locubrações, ainda depois de ha- 
verem os seus distinctos colle-ias, <^hamados ao cumprimenio de 
outros deveres, interrompido o serviço, confornie já foi exposto. 

E* sou pensamento, quanto ao methodo dos trabalhos, que os 
membros da Commissão, rounmJo-ge frequentemente para con- 
ferenciarem sobre os pontos de doutrina e i*edacvão, apresentem 
nos sessões que se eff-ctuareiu no Paço, o resultado das discus- 
sões e oatuHos para definitiva resoluç lO sobre cada uma das partes 
do projecto ; mas quo antes do tudo eonv^m doteriuinar as bases 
geraes, e:>colher um dos systemas de codificação e distribuir o 
trabdlho de formular as secções respectivas, ouvindo as opiniões 
dos collegas que poisam tomar este encardo, ou apreseniar al- 
gum plano Jã ehiborado. 

O Cousellieiro do Estado Olegário, sem desconhecer a grande 
importância do systema em uma codiâcaçào, pondera, todavia, 
que se não deve sacrificar ã excotritação de um novo principio 
clabSiâca<ior, rigorosamente scientiâco. a necessidade urgente de 
completar e aperfeiçoar a nos^a legislação civil Já reforraida no 
reino, de que a recebemos na máxima parto, e desharmonica om 
muitos poutjs com o espirito das instituições nacionaes. 

E' o direito progressivo com a humanidade ; o u legislador 
não pôde 6S|)erar qne a sciencia dig.i a ultima palavra sobre as 
questões controveriidas para attender ás exigências da vida so- 
cial, cuja tranquillidade o progresso tanto dependem da certeza 
c segurança de s^uas relações jurídicas, asquaos, modificando hio 
conforme o grão de civilisacão, costumes o usos de cada povo, 
carecem mais de uina exposição clara, methodica o precisa das 
regras que devem presidir á sua formação o desenvolvimento, 
do que da invenção de um systema classiileador capaz do p/e^n- 
eher as condições theoricas e praticas. 

Apezar d«í justamente criticado por defeito do meihodo, o 
Código Napoleão não deixa dn ser um padrão de gloria o 



IS 



RBMSTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



um fios maiores benoflcios le^çados pelo Imperador, qiio lhe 
deu o Dome. Elaborado e publicado por partes, que nãu sto 
subordinam a neDbiim Bystemaficienlifico» 6^ coraiudo, um corpo 
do Iei8 que lionra a França o, adoptado em muitos pfijzes da 
Europa, sem exercido notarei e beueflca iDíluencia em todo o 
direito civil moderno . 

Sem ainda estarem isentos de censura, quanto à classificação, 
o raoderuo Ci.dif<o do Chilo, na America, do Portugal, Itália e 
Btlgica, níi Europa* satisfazdm áa necessidadeâ da vida civil 
dessas navoea» e merecom louvores da maior parte dos juris- 
consultos. 

Entende que a Gommissão, tomando por baso og excelleutes 
trabalhos do iniigue jurisconsulto Teixeira de Freitas, que com 
tanta proficiência consolidou o oosao aotaal diroíto civil, e no 
seu E:if>oço do Coiigo eipoz muitíist das mus rvdiantadas thoo- 
rias o deiíou formúladaí* qua^i todas as disposiçõiía sobre os 
direi losá reaes e pédsoaes, poderá desdo logo encetar o serviço 
da eodificaçSLo, com o melhoramento do plano jjí approximado 
no Esiíoç*-) ao sygtema cillí-mãu» monos nas divisões da Parte 
Eâpecial, relativas ao Direito de Famiha o ás obrigações. O re- 
cente projecto do Código Civil do império Allemão será valioso 
auxiliar. 

Pondera que a Consolidação o Esboço referidos serviram 
de hiiHv ao Código de Buenos Aires, e lamenta que o nusso 
eminente juiiseonsullo se houvea^-^e desviado do fou plano cora 
a protençAo prematura do orgaoi^ar um Código Gorai, e, o que 
lho parece injusiiílcavel, de fundir o Direito Conamercial no 
Direito Civil, 

Quando ainda as nações mais adiantadas estão a formular 
os seus Códigos especlaes. e reconhecem ;\ necessidade de úq- 
parar os diversos ramos do Direito Privado, jót por facilitação 
da empresa, já por conveniências praticai, não devemos emba- 
raçar com lnnovaç5es a i-ealizaçâo do erapeniir de codificar a 
nossa IegÍsla<;^âo civil, aperfeiçoando-a. 

O Codigo CtommercíaJ Brasileiro tem defeitos ; ma:^ ú justo 
reconhecer que, assim como o Coíiigo Penal e o do Proceaso 
Criminal, fax honra ao nosso lo^tiilador ; e ai olle precisa de 
revisão, nâo complique esta ã elaboração do Codigo Civil, cuja 
urgência nào podo ser demai>i encarecida. 

O Dr* Coellio Rodrigues julgou dever referir os faoioa mais 
notáveis occorridos no seio rta Commistão do que fizera parte, 
con6rniando quanto expuzora o Ministro da Justiça. 

Adoptada a classiflcaçào allemã, resolveu essa Com missão 
reservar a Parte Geral para o seu presidente, o Consolheiro 
J^íkyette Rodri^^ues Pereira, o começar o trabalho polo Direita 
de Familia. Formulado o Índice àB^s maierias comprebendidas 
aessa parte, discutiram-se as respectivas tbeorias, o. em geral» 
houve accordo. Dever-so*hia distribuir uma secção a cida 
membro ; os capítulos teriam provison Cimento nuraeraçiio inde- 
pendente, atlm de faeilttar ap reforcncioH durante a elaboração ; 
articulado caila c^ipiuilo, seria .^ubraoitido A discussão, o de«ta 



ACTAS DAS SESSÕES 13 

sorte se procuraria conciliar a divisão com a unida'ie do tra- 
balho, accrescendo a ampla faculdade que pelo Aviso de 9 do 
novembro de 1881 foi dada ao presidente para organitar por 
si, e com o auxilio dos membros que julgasse precisos, o projecto 
preparatório que houvesse de ser discutido. 

Infelizmente, ao começarem os trabalhos em 25 de janeiro 
de 188*2, dous illustres membros da commissão, o Conselheiro 
Ribas o o doutor Justino de Andrade, se haviam retirado. 
Distribuídos, entretanto, os capítulos do Direito do Família entre 
os presentes, marcou-se a 2^ reunião para dous mezes depois ; 
mas, despedindo-se o doutor Felício dos Santos, pelos motivos 
expostos em seu officio da 6 de março, e chamado o presidente 
da Commissão para organizar o Gabinete de 24 de maio, no 
mesmo anno, nunca mais ella se reuniu e, que lhe conste, so- 
mente elle articulara os capítulos distribuídos. 

Na qualidade de secretario, por duas vezes solicitara pro- 
videncias do Ministério da Justiça para o proseguimento dos 
trabalhos, e não obteve resposta até 27 de fevereiro de 1886, 
quando o Governo resolveu declaral-os suspensos por falta de 
credito orçamentário. 

Todavia, desde que soubera não estar o Conselheiro La- 
fayetto, cuja alta competência todos proclamam, resolvido a 
acci3itar o encargo de organizar o p.*ojecto, elle offerecera seus 
serviços ao Ministro da Justiça, Conselheiro Mac-Dowell, apre- 
sentando o plano que ora submette ã apreciado dos seus 
coUegas. 

Ao cencluir, declara quo sua experiência na anterior com- 
missão o convencera da impossibilidade de accumular as fan- 
cções de secretario, visto que o pesado encargo da redacção das 
actas absorve o tempo e a attenção do quem haja de tomar 
parte nas discussões. 

O Conselheiro de Estado Silva Costa, usando da palavra, 
sente o dever do fazer algumas considerações sobre as varias 
tentativas de codificação, até hoje infructiferas. 

Pondera que só iniciou no Instituto da Ordem dos Advoga- 
dos a idéa da codificação, depois que viu mallogrados os intuitos 
da ultima Commissão nomeada e que foi dissolvida. 

Expõe o systema que consta de monographia impressa, 
o qual ibi acceito pelo Instituto. 

Crê com von Ihering que o methodo que pôde produzir 
bons resultados em assumpto desta ordem, é o da nistoria 
natural. 

Conhece os elementos a que alludiu o Conselheiro Aquino e 
Castro ; acredita, poróm, que são por demais escassos, maxime, 
diante do desenvolvimento que hoje conta a sciencia do direito. 

Entende que por emquanto deve-se considerar menos a 
classificação das matérias do que o estudo e consagração das 
disciplinas jurídicas, que devem reger as relações civis, deí- 
xanclo-se para ulterior tarefa a reforma da legislação commer- 
cial ; lemoraria, por isso, como norma do estudos o plano de 
Projecto do Código Civil da ^Uiemanha. 



li UliVlííTA DO INSTITUTO HL^rORlCO 

Soííundo esse projecto, o Direino Civil está dividido em 
cídco partes : l^ a ^çeral, 2* a do direito das cousas, 3- a das 
obriçiições, 4'' a da Iam i lia o 5"^ a das ^uccessõcs. 

Uma vez que se trata do adoptar ura plano para os traba- 
lhos do Código Civil, parece razoável que as cinco partes sejam 
distribuídas pelos membros da Commissão, salvo ulterior e 
definitiva deliberação sobro a clas^iflcação da matéria do mesmo 
Código. 

O Conselheiro Barão de Sobra' o de parecer que, aditando 
todos de accordo em não renovar a muito discutida o intermi- 
nável questão do principio classiticador. que do baldo o impe- 
rad'»r Justiniano procurou firmar numa si^ntenva de Gaio, o 
^nio de Leibnítz nas causas dos direitos, Domat n s vinculos 
jurídicos, Teixeira de Freitas no objecto do> direitos, se adopto 
o methodo já preíerido pela anterior Commissão, o qu .1 tem 
por si a autoridade scientifica da AUemauha, a opinião de 
muitos dos nossos mais abalisados jurisconsultos, o iui seguido 
pelos Conselheiros Ribas e Lafayette nos seus tratados de Direito 
Civil, e ha muitii ó estimado no ensino de nossas Faculdades. 

Esse mothodo permitte uma clara e completa exposição do 
Direito Civil, nos sous elementos, pessoas, cousas e actos jurí- 
dicos (juo constituem a Parto Geral, o nas relações origmadas 
do exercício da actividade sobre as cousas e entre as pessoas, e 
da consCi uição da fumilia e da herança, que se distribuem pelos 
quatro livros da Parte Especial. 

Si tal di8tribuiçài> não se subordina a um principio superior 
de classificação, õ, codiívja, de utilidade pratica pelo agrupi- 
mento de direitos que tem entre si mais ailiuidades. 

O systema não se oppòo a que se (aça a divisão do trabalho, 
na forma proposta pelo Conselheiro Silva Costa, salvas as modi- 
ficações que o estudo aconselhar na disposição das maiorias. 
Assim (^. que depois dos esMidos e discusbào. em que tomaram 
parte não menos de treze jurisconsultos, a redacção do novíssimo 
projecto do código Allomáo foi di^tribui^ia por cinco dentre ell 'S. 

Lembra a c«>nvoni( ucia (!o um Tiulu Preliminar sobre a 
publicação da» leis e soup tíl^it s quanto ao tempo e ao logar, e 
ás relações do Direito Int rnacional Privado, tendo de grande 
proveito o que deixou redigido o iilustre jurisconsulto Nabuco 
de Araújo. 

Assim, ouvidos todos os membros da Commissão, o Ministro 
da Justiça propoz as soguinto> conclusões : 

1.* Que o projecto se dividisse em duas partes : uma geral 
e outra especial : 

á.* Quedo esboço da 1» parte, comprehensiva das regras 
(feraes sobre os elementos d(s direitos, pessoas, cousas e actos 
juridicos, se incumbisse o Barão de Sobral ; 

3.» Que se subdividi^be a parte esj)ecial em quatro livros : 
Direito das cousas. Direito das obn^^^ações. Direito da familia e 
Direito das succes^ões ; encarregandi-se do P o Conselheiro 
01'gario, do '^o o Conselheiro Silva Costa, do S» o Dr. Coelho 
Rodrigues, do 4» o Conselheiro AíTonso Ponna ; 



ACTAS DAS SliSSUKS 15 

4.* Que antes de tudo fosse organizado e submettido à dis- 
cussão o Índice das matérias de cada um dos livros ; 

5.^ Que da redacção das actas e sua publicação, depois de 
approvadas, ficasse encarregado o Buião de Sobral, na quali- 
dade de Secretario da Commissão ; 

6." Que as sessõos ordinárias da Commissão fossem quin- 
zenaes. 

Todas estas propostas foram approvadas. 

S. M. o Imperador, manifestando a conveniência de que, 
apresentado o indice na próxima sessão e depois de approvado 
so discutissem na sua presença as theorias respectivas, autos du 
serem articulados os capítulos, deu por anda a conferencia. Do 
que para constar o secretario Barão de Sobral lavrou esta acta 
que se digna de assignar S. M. o Imperador, com o presidente o 
membros da commissão. —Z). Pedro 2*^, Cândido Luiz Maria 
de Oliveira, M, P, de Souza Dantas, O. H, de Aquino e Castro, 
Dr, José da Silva Costa, Barão de Sobral, Dr, A. Coelho 
Rodrigues, 



ACTA DA 2^' StlSSAO 

Aos 30 dias do mez de julho de 1889, ás duas horas da 
tarde, na augusta presença de S. M. o Imperador, Sr. Dom 
Pedro 2% no luiperial Faço da Cidade de S. Sebastião do Rio de 
Janeiro, comparecendo os Srs. ConsoUioiro Cândido Luiz Maria 
de oliveira, Ministro da Justiça, os Couseiheiros de Estido Ma- 
noel Pm to de Souza Dan^^is, Olegano Herculano de Aquino o 
Castro, Josó da Silva Custa, e Conselheiro Antunio Coelho Ko- 
dri^íues, faltando com causa participada os Con:ielheiros aífonso 
Augusto Moreira Penna e o Barào de Sobral, a Commissão or- 
gauiba<iora do Projecto do Código Civil Brazileiro celebrou a 
sua 2^ sesfeão. 

Impetrada a vénia imperial, o Prés dente da Commi^sâo 
convidou os membros presentes a emittirem a sua opinião sobre 
os iuific^^s apresentados, os do Titulo Preliminar e Parte Geral, 
o do Direito das cousas, o do Diíeiío das obrigações, o do 
Direito da fiimiiia, começando a discussão pelos dous pri- 
meiros. 

Obtendo a palavra, o Conselheiro de Estado Silva Costa 
fez a^i seguintes ponderações ; 

Quanto ao Titulo Preliminar : 

Que a obrigatoriedade e os effeitos da lei civil devem ser 
tratados sob uma só rubrica ; 

Que a interpretação e revogação das leis é assumpto per- 
tinente ao regimen constitucional ; pois ao Podor Legislativo ó 
que compete interpretar authenticamente e revogar as leis 
(Con&t. do Império, art. 15, §8); 

Que si se pretende estatuir preceitos reguladores da re- 
construcção do pensamento do legislador, acha inadmÍASivel o 



16 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

propósito, porque f(')ra querer legislar para a sciencia , certo, 
como (', que d hermenêutica se deve buscar auxilio seguro ua 
interpretação doutrinal da lei ; 

Que. finalmente, para guardar a conveniente harmonia 
com a Divisào da parte gei*al. dever-se-hia considerar o offeito 
da lei em relação ás cousas, e não aos bens. 

E quanto ao índice da Parte Geral : 

Está convencido que, graças aos processos modernos que 
tornam o surdo-mudo susceptível de cultura intellectual, nâo 
pôde ser havido por incapaz aquelle que é privado da audição 
e da falia ; podendo, quando muito, figurar entre os que tem 
uma capacidade limitada. 

Não se conforma absolutamente com a idéa de se contem- 
plar a mulher casada entre os incapazes, romanísmo esse que 
não deve sor acceito, desterrando-se os preconceitos que obede- 
ceram ás influencias que hoje não preponderam mais. 

Disso bem Logouvé: a mulher, que nada podia quando ca- 
sada, passa de ura momento para outro a poior tudo, desde 
que enviuva. Com offeito, pela morte do marido, sua viuva 
inventaria o espolio á) casal, administrao, tem amplos direitos 
sobre sua meação ou seu doto,conforme o regimen antc-nupcial, 
exerce a tuteia de seus filhos menores : torna-se capaz, assim, 
quem antes se dizia incapaz ! 

Não ha símilhante incapacidade ; o que ha é cousa muito 
differente : é a conveniência de ter uma direcção unitária o 
acervo dos interesses económicos da sociedade cunjugal, e certa 
incompatibilidade entre a elevada missão de mai de família 
e as preoccup tções exteriores do lar domestico. O que não fôr 
isto é uma odiosidado inexplicável perante a legenda deste 
século. 

Observa também que o Código nada tem que vèr com os 
religiosos professos ; pois que só pôde tratar das relações da 
ordem civil, ten lo como divisa que o Governo do Estado ó leigo. 

A prodigalidade, outrosim, não deve fi^rurar como incapa- 
cidade, muito convindo procisar a noção jurídica a respeito. 

Finalmente a classificação das cousas não lhe parece a 
melhor, visto não se ter fallado em cousas nacionaes, provincíaes 
e municipacs, cuj i terminologia está acceita entre nós, con- 
forme o theor da organização administrativa vigente. 

Seguindo-se com a palavra o Conselheiro Coelho Rodrigues, 
lembra que já se manifestou contra a inclusão das matérias do 
titulo preliminar do Código Civil ; mas entendo que, no caso 
de prevalecer a opinião contraria, deve dar-so a esse titulo, 
polo menos, o desenvolvimento que teve no projecto de re- 
forma do Código Civil Belga, ultimamente redigido por Mr. 
Lauront. 

Accrescenta que não lhe parece procedente discutirem os 
membros da Commissão os traballios de seus coilegas no mesmo 
momenio em que são oíTerecidos, e principalmente quando o 
autor não pôde comparecer á sessão, como succede agora ao 
Barão de Sobral. 



ACTAS DxVS SESSÕES 17 

Não obstante íàrd algumas observações em resposta ao 
Cooseibeiro Silva Costa. 

Approva a separação dos números I o II do Titulo Preli- 
minar, porque a obrigatoriedade da lei 6 um atlributo inhe- 
rente á própria lei, e não pôde ser confundido com os effeiios 
delia. 

Também approva o emprego da palava— bons — era logar 
da palavra — cousas — que o Conselheiít) Silva Costa propõe, 
pois esta não comprohenderia todos os direitos, segundo a 
teohDologia da divisão geral do Código, já approvada pela 
Gommissão. 

Acredita que não ha motivo para a suppressão das dispo- 
sições relativas à interpretação. Quasi todos os Códigos tratam 
delia, a começar do Digesto, e não deve parecer excusada onde 
a jurisprudência é tão pobre, como em nosso paiz. 

Passando ao indice da Parto Geral, sustenta que a capaci- 
dade civil da mulher casada não pôde deixar de ser limitada 
pelo poder marital, que 6 do direito natural e uma con- 
gequoncia da superioridade do sexo masculino verificada em 
todo o reino animal, assim como dos incommodos naturaes do 
Bcxo feminino que não permittem ã mulher contribuir para a 
sociedade conjugal com a mesma somma de esforços, que incumbe 
ao marido. 

Concorda, porOm, com a supprossão proposta da incai>aci- 
dade relativa dos religiosos professos; o sobre as outras questões 
suscitadas não podo pronunciar-so na ausência do autor dess^a 
parte do indice, e antes do ouvir-lho a exposição dos motivos 
do seu trabalho. 

E conclue ponderando que, por ser mais longa do que 
comporta a hora, a exposição dos motivos de sua parto — o 
Direito do familia— , lho parece conveniente adial-a para a 
ses:ião soguiuie ; o que foi approvaflo. 

De accordo com a opinião do Conselheiro Coelho Rodrigues, 
foi deliberado que nada se resolvesse sobre as modiftcaçõos 
propostas oo indico do Titulo Preliminar o da Parte Geral ^em 
ouvir o liarão de Sobral ; e o presidente poz em discusíão o 
Índice relativo ao Direito das cousas. 

Tendo a palavra o Conselhoií^o do Estado Olegário» disse: 

Que dividira em trcs Títulos o direito tias cousas, destinando 
o 1** ás disposições geraes sobro cousas, sua natureza o oíspecies, 
o 2* á posse e o 3" ao dominio. Considerando, porém, que 
das cousas também se occupava a Parle Geral, aguardava a 
exposirão do plano traçado polo Conselheiro Barão de Sobral 
para saber como deveria tratar do assumpto, sem repetição ou 
contradicção com o que houvesse yido disposto na referida 
Parte Geral . 

Da posse, m^do de adquirii-a e perdel-a o dos direitos o 
obrigações ioherentos ou delia resultantes, se occuparia o 2« 
titulo ; e do dominio, como expressão mais completa do direito 
de propriedade, o 3" nos termos succintamento expostos no 
índice. 

b3i— ;^ Tu.M'j L.wiii. 1'. 1, 



18 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

Poudera, entretanto, que convém resolver desde logo si 
é preferível substituir o titulo de domínio pelo de propriedade, 
sogundo o systema de alguns Códigos modernos, o neste sentido 
dispjr sobre a3 raodiflcaçõos a que ella estl sujeita, bem como 
harmonisar o capítulo 3.° desse Titulo com o correspondente 
do Direito das obrigações, onde são classiflcados como contractos 
o penhor e a hypotheoa, compreliondidos no reíorido Capitulo 
entre os direitos i'eacs, sobre cousas alheias. 

Seguiu-se com a i^alavra o Conselheiro de Estado Silva 
Costa, que começou por observar quanto convém que se assente 
definitivamente nessa Parte, o Direito das cousas, sobre a enu- 
meração das matérias. 

A distincção doa direitos, disse elle, sobre a cousa própria, 
sobre a cousa alheia encontra-se em Marosoll (Direito Romano 
§ 86, si adoptar-so essa distincção, nâo vê motivo por que 
deixem de ser contemplados entre o— Jura in re alienai — o 
mutuo, o deposita e outros contractos que versam sobre outros 
tantos desmembramentos do direito de propriedade, no conceito 
do citado romanista, quando se vê que no Tit. :i\ Cap. V, do 
índice que formulou o ilustro Conselheiro, se contemplam a 
hvpotheca, a antichrese e o penhor, pertencentes á theoria das 
obrigações oriundas do contracto. 

Parece-lhe que o Conselheiro Olegário deverá tratar do 
assumpto conhecido por hypotheoa legal, nâo como hypotheoa, 
mas como ónus real, porquanto a hypotheoa, que pela lei actual 
compete ao offendido pelo delicto contra os immoveis do delin- 
quente, á mulher pelo dote, etc, nâo ó um contracto, ó um 
ónus que grava os immoveis do respectivo responsável: 6 esta 
a intuição dos Códigos Civis do Chile e Argentina. 

Entende que, cm vez de domínio, deve dizer-se propriedade, 
palavras equivalentes, já no periodo da legislação romana do 
tempo de Justiniano. 

As principaes razões de preferencia pelo emprego da pa- 
lavra— propriedade— sâo: l», a pilavra dominio, no justo dizer 
de Proudhon, decano da Faculiade de Direito de Dijon, exprime 
o poder legal do homem sobro aquillo qiio lhe pertence, em- 
quanto que a propriedade constiuie o objecto a que so applica 
o domínio ; 8.« a palavra propriedade ó a que está na Con- 
stituição do Império, art. 179 § 22, e é emprogada pelo Código 
Criminal e varias leis em vigor. 

Nota, p.)r ultimo, que no C.>Ji;(o Civil doro-sj tratar, não 
das acções que nascem do domiuio ou da posse, mas dos direitos 
rosultantoi da propriedade e da posso, conformj o plano do 
projecto do Coiigo Civil Allemão, porque nâj se deve em lei de 
fundo, qual 6 o Código Civil, tractir de acções. 

Finda a discussão, o Presidente lembrou a convenicnoia de 
organisar cada ura dos m)m'jrosda Comraissão e apresentar o 
mais breve possível uma exposição justificativa dos Índices e do 
mo<lo pelo qual pretende desenvolver as respectivas matérias, 
afim de se resolver definitivamente sobro o começo da elabo- 
paçãj dos artigos ; o que foi approvado. Declarou que na au- 



aí:tas das sessões 19 

senciado Conselholpo Peana tomava a si o encargo do organizar 
o índice do Diroito das successões, e a respectiva exposição do 
motivos. 

Foi rojolvido que a seguinte conferencia so effoctuaria no 
dia que S. M. o imperador designasse. Do que para constar 
o secretario Barão de Sobral lavrou esta acta, que, depois de lida 
o approvada a da sessão anterior se dignou assignar o mesmo 
augusto senhor, com o presidente o membros da Commissão.— 
D, Pedro 2'*, Candvlo Ltiis Maria de Oliveira, M, P. de Souza 
Dantas, O. H, de Aquino e Castro, Dr. José da Silva Costa^ Dr, 
A. Coelho Rodrigues, Barão de Sobral, 



ACTA DA 3* SESSÃO 

Aos 13 dias do mcz do agosto de isHi), sob a presidência de 
S. M. o Imperador D. Pedro 2^ e no Imperial Paço da Cidade 
do S. Sebjbstião do liio de Janeiro, comparecendo os Srs. Con- 
selbciro Cândido Luiz Maria de Oliveira, Ministro da Justiça, 
os Conselheiros de Estado Manoel Pinto de Souza Dantas, 
Olegai-io Herculano dp Aquino e Castro, José da Silva Costa, 
e os Conselheiros António Coelho Rodrigues e Barão do Sobral, 
faltando por motivo justificado o Conselheiro AíTonso Augusto 
Moreii'a Penna, a Commissão organisalora do Projecto do 
Código Civil Braziiciro celebrou a sua :>* sessão. 

Lida e approvada a acta da sessão anterior o Conselheiro 
Miuisliro da Justiça apresentou o índice que organizara do Di- 
reito das successões, o o Conselheiro Olegário uma exposição 
imprt^ssa do plano do 1° Livro da Parte Especial, Direito das 
cousas. 

Com a imperial vénia, o Barão de Sobral tomou em consi- 
deração os reparos feitos na reunião antecedente pelo Conse- 
lheiro Silva Costa sobro os Índices do Titulo Preliminar e da 
Parto Geral. 

A' !•* observação sobre o Titulo Preliminar respondeu: 

Que, indicando os assumptos, não manifestara o prop(»sito 
de tratai- os sob rubricas diversas, porque a mai^r parte dos 
Códigos não dividem esse Titulo, o a conveniência da divisão 
depende do desenvolvimento dado ás matérias e do methodo da 
redacção ; mas, ou seja por capítulos ou por artigos, convém 
separar as condições da obrigatoriedade, attributo da lei, como 
já ponderou o Conselheiro Coelho Rodrigues, da determinação 
dos seus eífeitos, que presuppõem á lei promulgada, isto é, 
executória, e publicada, isto é, obrigatória. 

Adduzirà outras razões. 

O objecto principal desse Titulo é determinar os limites da 
lei no tempo e no espaço com referencia uos elementos dos di- 
reitos e ás relações jurídicas que se constituam. Para a certeza 
ese^urançi do-j dircitoj não ba*3ta regular o modo por que se 



20 RENITA r*> IN^TITtTO UI^TIiliOO 

formAO, se oocservani e >? 6x'.i2fiieci ess&s re]a^;^es, íáx-se 
necesario conhecer qoii \ le: 4pp.:caTei, ama Tez que eila 
pôde maliT. e xl^mn d.« eir:^?z'*<:5 i- l:^e:lo e?iir ^u)ãk) á 
ki do o:itrA «k^o. 

Nio se evi-A o c?r:i::to ias i -i; 2.» V:n2p:, dec!-»ra!;.Jj sfm- 
plesnoeot? o ni «ie^ l:? vni ;ue s z^.i -e: o^ieça a *er obn^r*- 
Wria, e Tedicio-lne o eiTe;: • reir:u^;ív.... O meio de imjwdir 
que o legislador lhe dê fs^- tiTe:: :•, n2 j cabe eni le: orJinaria* 
e sem embargo da pr^obibiçáo c»i5ti:ue:ocal. nio deixará do ser 
obrigatória a lei que rrin>iifir. salvo o d;reit*j de represen- 
ta*>D ao Poder Le^isIniTo. Perícia, iDaúl e iceonst.Uieiooal 
seria a diiiineção eairy? leis que podem, ou rio, tei effeito re- 
troactivo. Mas eenvem deoiirar qu^ não s- : resume d i lei 
esse effeito, prc-hibido pela r .ns;iiu:vão -io Iiiiperi- : e definir 
os fdctos consummados e direit-js ai.uirilc-s, a queo jaix não 
deve applieal-a se:a expre^a disposição. 

Os ccndicws no espaço tam'>em Lã • p>iem ser evitais ocm 
a determinação única dos limites da obrig it^nedade da lei tra- 
zileira para o nacional e o estrang^-ir. E' preciso determinar 
qual a lei qae, nos diversos lebres, dere reçer as pessoas, os 
bens ec8 actos joridicos; p?is o ondicto. nõ e?pKo, s<> pi>le 
dar entre a l?i da pátria ** a do doraiciLo. a do logar da situação 
das cooaaa, a daqaelle em qae se cele^^e^l os actos, uu em que 
hajam estes de pnjJuz.r os seus effeivjs. 

Si é cerV3 q'i'\ sem uma cnvecçào universal dos Estádios, 
não se realizará a communhão do direito civil a qne aspiram 
as nações, todavia, mni to fatiili tara a solução dos cunâic tos o 
reconhecimento da obriga toríeda'ie para o estmngeiro da lei de 
sua nação nos mesmos casos era qoe a lei brazUc-ir a r«r obriga- 
tória para os naeionaes no estrangeiro. 

As^im, tendo de declarar quando ô applicavel a lei naci'>nal 
ou a estran^ira, não deve o Tiiulo Preliminar confundir a 
obrígatorie^làde da lei pátria com os effeiv^s das leis nas n^la- 
ç0es do Direito luternacional Privado. 

A 2»e3*: 

Que o legisiad«jr, estatuindo re-^ras e ireoeilos que, na 
ezecaçãodfc lei, rroiem c esclareçam a inte -pretaçâo doutrinal, 
oa ainda a limitem por fórma que o juiz não julgue a lei. nem 
pretenda suppril a pjr sentença com disposição geral e regula- 
mentar, não invada a esphera scicntifica ou a judicial, usa de 
sua attribuição constitucional de fazer, interpret .r a loi e velar 
na sua âel observância. Não propoi ura capitulo de renulis 
júris ou ffe verh*jirum significalione, de que aliás ainda se en- 
contra exemplo no Código do Chile, m:is algumas disposições 
que âxem as regras mais importantes da interpretação, como 
propoz a Commissáo revisora do «Código Belga, não corapi-ehen- 
dendo o motivo polo qu il o Código Napoleão, ao pas^o que con- 
sagra uma .secção inteira â interpretação das convenções, nada 
dispõe quanto & da lei . Observa qui> o uovísmuio Projecto áo 
Co^iigo Allemão estabelece nos seus primeiros artigos regras de 
interpretação. 



ACTAS t>A<i SESíwjES 



21 



Relativíimônt'í á abmgaçãOi o sen ponsamont^o é rostrio^ir 

a taeita, o f?;iranlir a aiitoridado dn loi contra o tlestiso e as 
con venço L»g particiilan^s <i\m não so cnnlbrm;im cúiti as ílis- 
posíçõos de interesse gorai* 

A 4- : 

(Jfjo o Consillieiro Coelljo Roíírigues j;i preveniu asna 
resposta, pois a prefun.»neia chula ;i paJavnt —bens— para signi- 
ficar Q ubjoeto (tus dir<3ite, sõbrj' g qual tem do fJõtorminar os 
elftntos Jas hns, se justifica pela nooegsitladn de eoniproliooder 
no sen estuda :is cousas propríameote tlitaa, o tidos os diroitos 
pati'imouiaos, sendo sãbido qiiantí> variam a^ Ingislí çòe^i sobro 
o estatuto das eoiisas moveis e immovei-f» pois a estas ^^eral- 
ment'í applicam o real, e áquellas — ora o pessoal, ora o real» 
ora o do loiíar em que so acUim, com muitas distincções, ao 
pa^so que aceordam em qno a snccessão, comproliensiva aliás 
de todos os direitos reaí -i o pessoaes, bq rege pela lei da naçào 
a qtie pertenço o auctor «la h^Taiicai Íoi ciug a Com missão 
revisava do Código Belga propõe se entenda a todos os Ums» 
rialvo as disposições do interesso gorai do paiz em que estejam 
situadoB. 

A'8 observações relativas íl Parte Geral reipondou : 

Que concorda em restriugir-so a incapacianda do surdo-* 
mudo, sn recooíiecondo^a nos que não souberem oxprimir-so 
por esc ri p to. 

Que tambt^m nada oppõo a quo so elimino do Código Civil 
a incapacidade úo reli ^m uso, creada pelas leis da i;íre,)a, uma 
vez que se tomem providencias para não augmoatar a mão 
mort i . 

Qtie o4á e estêve sempre muito longe do seu espirito reco- 
nhecer a incapacidade da mulher, A capacidade do direito 6 
comraum a tudo o ser humano desdo que nasce até que morro. O 
sexo, na ordom civil, nada influo, nom na capacidade de dtreitOi 
nem na d(3 facto* O casamento, purtVra» restringe a capacidade 
para os actos jurídicos. Toda rost ri cçào do capacidade é inca» 

Íaciííade relativa. Acivilisação ha muito prescreveu a manus 
os Romanos, o po^ler marital corno ai adi o admittirani as 
Ordeuíiçôes Philipinas ; oia;? em toda a partia do mu ado o 
liumom ainda Ô o chefe da familia, o protector natural da 
sua companheira, a quem oommuoica, gorai mente, a própria 
nai:ÍonalJdade> o próprio dumidlio o defende em juizo. No re- 
gimen ila coramtmhão a capacidade d.i mylher easada ú muito 
limitada, a ponto que Legou vé, cuja auiuridado citou o 
ill listre Conselheiro, rliz meaus exactamente — que ellii nada 
pôde. No regimen da ííopar.xção dos Ijens a muliíer casada é 
qnaiíi tião capaz eumo o raariíló. O indico nào podia omittir 
uma incapacidade relativa, geralmente reconhecida» o que deve 
ser ubjoeto do mediíado estado na Parta Geral o na Parte Es- 
pecial. Em ^iOio ucftsoé íòvii do d ti vida quo essa incapacidadô 
66 limita aos actos dependentes da autorisaçao do marido. 

Que não concordJi em supprirnif se a interdlcgao do pro» 
digo, miS píinsa í\ni\ eáí.a incapacidade relativa kô deye ser ad- 



22 



REVISTA DO INSTITUTO UrSTOBICO 



mittida 00 caso do existir cônjuge, asoendantes oii dodoeodõntes 
legítiaios. 

Une nâo omittin na divisão das cousas os bens públicos 
germes» provi nciaoa o muaicipaes» porque tem do meacional-os 
entre njn cousas que ostão fora do commoreio. 

Qtui, tondo de apresentar br;'V<?niente a sua exposição Lm- 
pressíi, conformo foi resolvido, ãnvú. mAUí mais complota ex* 
plicavào. c. comprebeodorii na o I tinia parto do indioo, aseím os 
actos illicltos, como os fictos niíils importantes de qiio era vir- 
tudi) da lei resultarem eITuitos juridicoí^. 

Seguiu se com a palavra o Cunselbelro Coí^llio Rodrigues, 
solicitando explicações sobro o Indico do Direito das obri- 
gações. 

Primeipamente parece-lUo que, devendo a modalidade o a 
forma da obrií^açao inlluir no olTeito d'ella. ora vt-z da ordem 
quo lui observada na collocação ám quatro primeiros Capítulos: 
Do objecto — Dos eíleitos — Da mo íal idade — Da forma das 
obrifrações — , terii eido mais lógico tratar das respo<-Hiva8 
nnateriaF nesta ordem : Do objecto — Da lorma — Da moda- 
lidade — « e íl lia I m e n to — D u o l!'e i to da á o b ricaço n s . 

Taml»em não ooraprehende o motivo, por qne na 1* secção 
do Cep. V mencionam so todas as espécies de obrlgaçOcs de- 
rivadas dos contractos e nos outros Ires nâu se flizameama 
cousa a raspei to dos derivados dos quasi-contractos, dosdelictos 
o dos quasl delíctos. 

Essa menção lhe parece nrceasaria para sabop-?e em que 
secção o autor pretende incluir as obrigações que emsuaopi* 
iiiílo derivara propriamente da lei. 

Pensa que osquasi contractos sâo actos lícitos, cuja respon- 
aalílilad^' V previsu e aoceita pelo agente antes de pratíraUos, 
e quo oflQuasi delidos s&o actos illieitos com que o agente viola 
o direito de outrem sem dolo (^diás seriam delictos), e não i>údo 
ligHp a nenbum delles aresp:)nsãbílidade por actos de terceiros, 
como se verifica, por exemplo, na^j acções in^tttoria e c^rrUoria 
do Direito Romano, e na que tem o dono do terreno vizinbo a 
um ©diflcio para obrigar o deste a vender-lbe a meação da parte 
diviaoria, nos termos da Ord. lív. 1 tit, 6^^ § 35, cujafuntio é o 
mesmo i/ireiío. 

Dahi coDclue que faU% uma secção ao Cap. V, correspon* 
dente ás obrigações derivadas da lei e qae a melhor cla^ii&caçâo 
das ubrigaçôed quanto â sua origem ó a seguinte : 

1 .« Os actos da pessoa obrigada ; 

^•*A lei, 

A 1* classe divide-se em duas espécies : a dos actos licites, 
que, por seu taroo, subdivide-se em contractos e quasi-con- 
Iracios ; e a dos actos illicitos-que também se subdivide — em 
delictoa e quasinietjctos. 

Quanto aos índices do Direito daa suocesBôes» do Titulo Pre- 
liminar e da Parte Gerai— declai-uu qae approvava, reservando 
pmra outra occasião algumas explicações que eai*ocia do pedir 
sobre ponto:^ secundários. 



^ 



ACTAS DAS SESSÕES 23 

Qaanto ao índice do Direito das cousas aguarda a leitura da 
exposição impressa que acaba de receber para emittir o seu juizo. 

Finda a discussão foram approvados o índice do Direito das 
Successões, e, com as modificações propostas e acceitas, os do 
Titulo Preliminar e da Parte Geral. 

S. M. o Imperador designando o dia 23 do corrente, ás 2 
horas da tarde, para a exposição e discussão do Direito de Fa- 
mília, a cargo do conselheiro Coelho Rodrigues, levantou a ses- 
são ás 4 1/2 horas da tarde. 

O que para constar o secretario. Barão do Sobral, lavrou 
esta acta que se dignou cm assignar o mesmo Augusto Senhor, 
com o presidente e membros da commissão. —D. Pedro 2^, 
Cândido Luiz Maria de Oliveira^ M, P. de Souza Dantas, 
O. H. de Aquino e Castro j Dr, José da Silva Costa, A, Coelho 
Rodrigues, Barão de Sobral. 



ACTA DA 4'' SESSAO 

Aos 23 de agosto de 1889, sob a presidência de S. M. o 
Sr. D. Pedro 2^, no Imperial Paço da cidade de S. Sebastião do 
Kio de Janeiro, comparecendo o Ministro da Justiça o Sr. Con- 
selheiro Cândido Luiz Maria do Oliveira, os Conselheiros de 
Estado Manoel Pinto de Souzm Dantas, Olegário Herculano de 
Aquino o Castro, José da Sii\a Costa, o os Conselheiros An< 
tooio Coelho Rodrigues e Barão de Sobral, faltando com causa 
participada o Conselheiro AíTonso Augusto Moreira Penna, a 
Commissão organisadora do Projecto do Código Civil Brazileiro 
celebrou a sua 4" sessão. 

Lida e approvada a acta da sessão anterior obteve a pala- 
vra o Sr. Conselheiro Silva Costa e declarou que, mantendo as 
suas observações precedentes, precisava insistir mais especial- 
mente em alguns pomos : 

Ouviu dizer aqui que a opinião de Legouvó carecia de peso, 
porque sua orientação de romancista não tinha valor jurídico e 
pratico ; duvida, porém, que se possa sustentar oom vantagem 
semelhante afflrmação após a reflectida leitura da Historia mo- 
ral da mulher, que o notável escriptor publicou. 

Observara, entretanto, que jurisconsultos de nota teem com- 
batido, com irrefutáveis argumentos, o archaismo romano, se- 
gundo o qual a mulher casada é civilmente incapaz, é como 
uma capitts minor. 

Em um paiz que aboliu a escravidão, não pôde medrar a 
planta exótica das capitis diminutiones , 

Entre os jurisconsultos que negam a supposta incapacidade 
da mulher casada, citanl os seguintes: Emile Acollas (Droit 
civil t. 2p. 394), Laurent (Avant Projet t. l art. 211), Oide 
(La coudition privéc do la fomnie Liv. iV Cap. iV) Piranelli 
(Dei Progressi dei diritto clvile pa;/. 7<>), 



2t REVISTA DO IN3TITUT0 HISTÓRICO 

E' preciso salvar a contradicçao que irrompe da legislação 
que nega capacidade civil ájuella mesma a quem faculta o 
direito autonómico do test:u', e que ao mesmo tempo que sub- 
mette-a á tutela do marido, dá-lho o direito do obstar á 
venda doimmovol do casal. 

Gonfía, como Laurent, no poder dos princípios diante dos 
quacs os tradicionalistas não pjdem deixar de cedor : a sócio- 
dado também obedece ás loi^s da sua particular dynamica. 

Não são só moralistíis e jurisconsultos quo prôtost im contra 
a imaginada inciipacidido da mulher c^isada: entre os philosopiíos 
merece ser citado Condorcet (Esquisáe des progrès do Tesprit 
humain), o qual acoima do funesto preconceito, engendrado 
pelo abuso da força — o da incapacidade em questão. 

Economistas, por sua vez, reclamam contra a allegada 
incapacidade : exemplo Bechaux, no livro que mereceu o 
premio Volouski, intitulado — Le droit et los faits óco- 
nomiques. 

R\ portanto, contrario*! incapacidade attrihuida á mulher 
casada, asiim como entendo que devo sar riscado o f.iUido 
dentre os incapazes ; porque 6 oUo apenas privado do adminis- 
trar os bens, que são vendidos para pagamento do seus cro- 
doreg, o que nada tem de coramum com a iueapacidado civil, 
certo como é que o fallido não deixa de exercer o patno poder, 
o direito do testar o praticar toJos os actos da vida civil, poli- 
tica e administrativa. 

Tomando em consideração as reflexões do Sr. Conselheiro 
Coelho Rodrigues dirá, o seguinte: 

S, Er. inquiriu dos motivos porque foram collocados os 
oapitulos do índice das obrigações na ordem em que se acham, 
parecenlo-lhe mais mothodico que fosso trocaila a cjl locação 
dos capítulos II e IV, occupando estj o logar daquelle o viço- 
versa. 

Não concorda com a alteração proposta, pDrqu^í 6 mais 
lógico que depois de tratar-so do objecto, dos oífoitos e da 
modalidade das obrigações, se conheça aquillo que, na phrase 
de Morin, não intervém senão para dar a evidencia exterior — 
a forma: os processos intelioctiiaos toem uma ceria significação 
subjectiva, traduzindo assim as impressões individualistas de 
uma accontuaçáo autonimica o obadecendo ao que von Ihoring 
chamou — educação juridica. 

Si o nexo loi^ico, si o plexo juridico, deixarem a desejar 
alguma cousa, na re (acção definitiva das matérias poderá ser 
revisto e em:>ndado ; antes disso, suppõe menos acceitavol a 
lembrada alteração. 

Também não concorda com a modificaçào sugu^erida quanto 
á ordem em que dovem sor tratadas as disciplinas jurídicas do 
regimen dasobri^^açõos. 

Propõe o illuátre Consnlheiro que sejam tratadas as maté- 
rias respectivas, quanto á origiímdas obri^rações, sob três ru- 
bricas, a saber : o contracto, os factos illicitos o a ioi, conformo 
a nota quo tomou depois do ouvir a S. Ex. 



ACTAB DAS SESSÕES 25 

Vários oonoeitos toem sido exteroados noste assumpto. 

Primitivamente era conhecido o syatema que dava como 
fontas do obrigação — o contracto, o delicto o — o próprio 
quodam jure ex variis causarum figuris do fr. 1 pr. do Dig, 
L. 44 tit. 7dt» Obiig. ot actionibus. 

Seífundo von {^avií?ny, esta triplica divisão não differe 
essencialmente da classificação quadrupula do contracto, quasi- 
contracto, delicto o quasi-dolicto, quo se víj nas Inst. Liv. 3« 
tit. 4 § â^ porque Jimila-se a reunir sob uma só rubrica — 
ox- variis causarum figuris — o quasi-con tracto e o quasi- 
dolicto. 

Uns filiam as obrigações a duas classes : uma immediata o 
outra mediata, segundo procede da lei ou de facto humano. 

Outros, como os legisladores do Código Civil da França e do 
da Itália, contemplam a lei como fonte de obrigação. 

A lei, como origem de obrií?ação, tem fundamento no Diges- 
to Liv. 13* tit. 2 fr. único — de conditione ex lego — , o no fr, 
41 pr. do tit. do obiig. et actlon. 

Invocar a loi como fonte de obrigação é, como bem advei*te 
Giorgio Giorgi, no seu Tractado que appellidou— Teorio dello 
obligazioni tit. 3 p, 4— uma falta do lógica, pois que a lei ó a 
verdadeira causa de toda a obrigação, donde resulta, alôm 
do defeito de nomenclatura, uma serie de perigosas oonse- 
quencias. 

O próprio Laurent, quo no art. 1050 do seu projecto do 
Código Civil Belga admittiu a lei como fonte de obrigações, 
reconhece que, sem embargo de provir da lei certas obrigações, 
independente da maniíesiação da vontade nem sempre ó isso 
exacto; porque certos deveres como os da tutela, expressos em 
lei, dependem da vontade de quem, deixando de escusar-se» 
assume o respectivo encargo, e por isso voluntariamente con- 
trahe as inseparáveis obrigações. 

Abundando nos mesmos intuitos, diz Dalloz (Rep. gén. vb. 
Obligations n. 31), oomquanto círtas obrigações tenham sua 
origem immediata na lei, todavia sua causa eíllciente assenta no 
facto do homem. 

Si alguns Códigos teem declarado a lei como fonte especial 
de algumas obrigações, outros, como o chileno e o argentino, 
a excluem. 

O projecta do Código Civil da Allemanha admitte três origens 
de obriji^ações : l"^, actos entre vivos ; â*, ò delicto ; 3", varias 
causas que se podem reduzir ao quasi-con tracto ; tendo oxcluido 
a lei como origem de obrigações. 

Não ha obrigação que não possa achar logar entre as que 
descendam das quatro fontes indicadas. 

A obrigação de prestar alimentos, as relações jurídicas em 
que se possam achar os proprietarioi confinantes e oui^ras obri- 
gações com prehen d idas no art. 1370 do Cod . Napoleão acham 
espaço na parte de quasi-contracto. 

A prevalecer a opinião que impugna, fora preforivel esta- 
tuir que as obrigações só nascera da lei. 



26 nFAT^TA r>o instituto histórico 

Dirá por ultimo qne si fez o indíce com a nomenclatiira 
nelle exarada, foi unicameDte coroo meio de dar a entender a 
matéria gorai do que tem de tratar, podendo prescindir-sa de 
usar de classificações systematicas em um Código, que deve 
primar pela clar^^za e concisão : foi obtemperando a este dictame 
quíí respeitou o methodo observado nos índices de outros illui>- 
trados membros da Commissão. 

Seguia-so com a palavra o Conselheiro Coelho Rodrigues. 

Não insiste sobro a primeira parte da resposta do Conse- 
lheiro Silva Costa, porque cx)ncorda com S. Ex. que, só depois 
de articulados os quatro primeiros capitules do seu Índice, se 
poderá fazer um juizo definitivo a respeito delles. 

Quanto, porém, á classificação das obrigações, feita no 
Cap. V, posto seja a mesma consagrada nas Ords. Liv. 4 tit. 
70 pr. e i^ 5» e 79 pr.. entendo que estas foram inconsequentes, 
incliiindo noutros titules obri^^açõcs, que não derivam de suas 
quatro fontes reconhecidas, como por exemplo, a da Ord. liv. 1» 
tit. OH j:^ .'{5 C3 a do acceitar as tutelas e curadorias nos termos 
da Ord. liv. 4 tits. 102, 103 e 101, as quaes procedem da lei di- 
rectamente o não indirectamente, como as outras em geral. 

Acrescenta que o defeito da classificação das Ordenações 
vem da sua fonte, § 2« tit. 13 L. :>° das Inst. cujos compiladores 
pretenderam, mas não conuoguiram conciliar o corrigir as duas 
do (ialo, a do S «8 livr. :5° dos Com^nentaria e a do liv. '4'* Rev. 
cottídianjvr, donde foi extrahido o \^ fnigm. do D. de oblig. et 
act., 14,7; porque na prim(/ira (iaio referia-se ás origens das 
obrigações civis que eílcctivamente eram duas, e parecem ter 
sido fundadas nas duas celebres disposições da L. das XII Taboas: 
« Si ncxuin faciet, vel mancipium, uti liugua nuncupassit, 
i ta jus <'st(), o «Si menibrum rupit, ni cum eo pacit, talío esto.» 

As obrigações do quasi-contractOt do quasi-delicto e as que 
o opinante considera oriundas da lei, independente de qualquer 
aoto da pessoa obrigada, tiveram origem no fidioto do Pi*etor, 
que não so chamava loi no Direito romano, mas fazia parte do 
Jus hotumuium, a que se refere Papiniano (frag. 7§ l^D. de 
Just. otjure. 1,1) e as próprias Inst. liv. l,tit. ^^l*'. Eis ahi 
porque, oommentando provavelmont(í esse Edicto no seu livro 
li" Rov. (^ottidianar.. que presume ter sido um iratado pratico, 
escrovou o autor : « Obligationos aut ox contractu nascuntur, 
aut ex malefioio, aut próprio quolatn jure ex variis causarum 
flguris. » 

Vãííí conciliação (V confirmada pelo 55 í>0 do Liv. 3<> dos 
Comment. cits. , onde a palavra legc parece estar substituindo a 
palavra iociy o roferir-se ou a outras piíssagens na mesma obra, 
uuo se pirdcram, ou a ouira obra, donde se extrahiu o firag. l* 
do Dig. cit. 44,7. 

Ciaio, )>ortanto, comprehendeu todas as origens das obriga- 
çtVs, tinto iMvis como pretorianas, o melhor que as lostitutas, 
as quaes aivumu taram no Ti(. i:> do IJv. 3' duas classificações 
ditVorontes, som relaí^ão uoci^ssaria entre si. pretendendo in- 
cluir em um dos meml^ros da segunda as obrigações derivadas 



ACTAS DAS SESSÕES • 27 

da lei, e só por uma raetaphora muito atrevida pôde ser cha- 
mada quasi-con tracto. 

Do tudo isto concluo que as no8>as Ords. incorreram no 
mesmo defeito por um romanismo que nâo tom razão de ser, 
o pela Commissão não dovo ser accoito, como não tem sido por 
vários Códigos. 

Passando a justiflcar a ordem om que distribuiu as maté- 
rias do indico do Direito de família, começou do lembrar que 
ossa sociedade, lógica e historicamente anterior â civil, 6 deter- 
minada por uma lei natura] em sua origem, e mantida uo seu 
estado normal pelas relações moraes que a sua formação esta- 
belece . 

Em seguida expoz os motivos por que em vários pontos 
afastou-so do methodo preferido por alguns Códigos ; propoz a 
supprcssão de alguns impedimentos canónicos do matrimonio ; 
lembrou a modificação do outros e insistiu na conveniência 
de continuar o casamento catholico, ao lado do civil, embora 
sujeito, como esto, ao registro do Estado para que tenha eíTeitos 
legaes. 

Propugnou pela doutrina do divorcio com a consequente 
dissolução do vinculo, no caso do adultério de um dos cônjuges. 

Finalmente justificou algumas providencias relativamente 
ã posfe dos íillios, nos ca.<os de dissolução do casamento e de 
sepaiação dos cônjuges, referindo-se incidentemente ao casa- 
monto putitivo. 

Em relação ao Tit. 2°, propoz quo se diminuísse a restricção 
da capacidade civil da mulher casada e se ampliasse um pouco a 
da do marido, ao monos em relação à disposição dos bens. 

<x!aa>)to ao regimen destes, propoz a continuação do 
commum, como regra, facilitando- se, porém, as convenções 
matrimoniaes, exclusivas de communhão, eo regimeu dotal. 

Ponderou que convinha ampliar as disposições da Ord. 
I.iv. 4 lit. 10.-), e estabelecer medidas que ao menos indirecta- 
mente diíllcultassem o casamento dos velhos, sem distincção de 
sexos, c propoz que na falui do pae se transmitUsse o pátrio poder 
á mãe, omquanto viuva. 

Km relação au Tit. 3° manifestou o propósito de melhorar a 
condição dos íllhos naturaes. e de manter o remédio da adopção 
para os quo não tivessem filho. 

Sobre o Tit. 4" propoz quo se restringisse a divida ali- 
mentaria, cuja extensão actual parccia-lhe excessiva e disso- 
nante da liberdade de tesUir, que acredita ser ideia vencedora 
no espirito da Commissão. 

Quanto ao Tit. 5» indicou que só se considerassem tutores 
os representantes legaes dos menores orphãos, designando-se 
os dos outros interdictos pelo nome geral de curadores. 

Quanto ao Tit. C • dou a razão por que não incluiu sua 
matéria no anterior. 

Quanto ao Tit. 7« lembrou que sua matéria talvez ílcasse 
melhor coUocada noutra parte, o aocresoentou que mais perti- 
nente lhe paro(Ma ao Direito do familía a condição das pessoas 



2« REVISTA no INSTITUTO HISTÓRICO 

do serviço domestico, as quacs são qnasi um complemento nata* 
ral delia, o occupam no seu seio um v pos*cão tâo especial, que 
n&o podem ser regidas pelas rogras commuDS da locação. Con- 
clue declarando que fará sobre isto nm titulo à parte, si o Con- 
selheiro incumbido di> Direito das obrigaçõ.^s não preferir incluir 
essa matéria em uma subsecção da socção correspondente do 
capitulo dos contractos. 

O Conselheiro Ministro da Justi^i, com a vonia Imperial, 
ponderou que o casamento religicso, regido por leis diversas e 
todas emanadas do outro podor que não o listado, não tinha cabi- 
mento no Código Civil, do qual, polo inosmo motivo, jã havia a 
('ommissão eliminaio quanto so leferia ao religioso professo. A 
liberdade de consciência, garantida pela Constituição do Império 
como um dos direitos do homem, não perniittc distinguir entro 
a validade e eireit>s moiaes dos casamentos realiza los segundo 
08 differentes ritos. O direito do Estado se limita a regular o 
oontracto, a que liga os eífeitos civis do sua competência, salvo 
a todos os nubentes o direito de, antes ou depois, observaras 
formalidades da igreja ou da seita roligiusa a que pertencer, 
como 8e pratica nos paizt)s que teem adoptado o casiiuento (uvil, 
Acorescenta que a proposta do Conselheiro Coelho Rolrigues 
ô, quanto ao casamento dos catholicos, a conservação do ^/a/u 
guo^ pois o registro civil já so acha estabelecido e acceito pela 
nação sem as grandes perturbações que se rt'Coi ^vam, e convém 
que neste assumpto não fique o Brazil mais atrazado do que a 
maioria das nações catholicas, pondo em duvida o direito do 
Estado do regular o contracto a que confere os eíTe-tos civis, in- 
dependentemente das ceremonias religiosas de que seja acompa- 
nhado conforme as crenças de cada um . 

Esta opinião, sustentada também pelo Conselheiro de 
Estado Souza Dantas, foi apoiada pelos outros membros da Com- 
missão. 

Em seguida Sua Magestade o Imperador se dignou chamar 
a attenção do todos os membros da Commissão sobre o divorcio, 
ponderando que a indissolubilidade do vinculo matrimonial era 
a principal garantia da paz das famílias e da ordem domes- 
ti ca. 

Apoz algumas considerações dos Conselheiros Olegário e 
Barão de Sobral áconM dos peri^^-^os do divorcio, foi resolvido se 
adiasse a solução defliiitiva, devendo entretanto o Conselheiro 
Coelho Uodri^íues formular os artigos rospe 'tivos para submet- 
tel-os á discussão. 

Posto a votos o Indico dos Direitos da familia foi approvado 
com as seguintes modiflcições : 1." (,>ue se eliminassem os 
Caps. 4 e 5 do Tit. l» — :i." Qm o Cap. l do Tit. 2^^ so inscre- 
vesse — Dos filhos legitimes o legitimados, o u Cap. 2" dos 
filhos illogitimos ; e salva, em relação a todas as outras partos 
do Índice, a reconsidoração posterior á vista <la articulação de 
toda a matéria. 

Posto a votos o Índice do Direito das obrigações, foi também 
approvado. 



ACTAS DAS SESSÕES 2 9 

S. M. O Imperador designou o dia 30 do corrente, ds 2 horas 
da tarde, para discussão do Indico do Direito das cousas o le- 
vantou a sessão ás 4 l/^ da tardo. 

Do que para constar o Secretario Barão do Sobral lavrou 
esta acta, que se dignou assignar o mesmo Augusto Senhor com 
o Ministro do Justiça e membros da Commissão. — D. Pedro 2" ^ 
Cândido Luiz Maria de Oliveira^ M, P.de Souxa Dantas, O, ã, de 
Aquino e Castro , Lr, José da >Silva Costa, A. C, Rodrigues, Barão 
de Sobral, 



ACTA DA 5"^ SESSÃO 

Aos 30 dias do raez de agosto do 1889, ás 2 horas da tardo, 
sob a presidência de S. M. o Sr. D. Pedro 2», no Imperial Paço 
da Cidade do S. Sebastião do Rio de Janeiro, compaiecendo os 
Srs. Conselheiro Cândido Luiz Maria de Oliveira, Ministro da 
Justiça, os Conselhoiros de Estado Manoel Pinto de Souza Dantas, 
Olegário Herculano de Aquino e Ca&tvo, Jcsô da Silva Costa, e 
os Cansolheiros Ant nio Coelho Rodrigues o Barão do Sobral, fkh 
tando com causa participada o Conselheiro Affonso Augusto Mo- 
reira Penna, a Commissão organisadora do Projecto do Código 
Civil Brazileiro celebrou a sua 5* sessão. 

Lida e approvada a acta da sessão anterior o Conselheiro 
Olegário, com a Imperial vénia, fez a seguinte exposição: 

Delineado como foi, na justificação impressa do «Índice, o 
plano que tem de ser seguido no desenvolvimento das matérias 
concernentes ao Direito das cousas, e feitas as alterações já re- 
solvidas pela Commissão quanto aos Caps. 4" e O** dos Tits. 2"" o 
3'^ que se inscreverão — Dos direitos resultantes da posse e do 
dominio, substituindo o titulo do domínio polo da proprie- 
dade, o guardada a classiflca(.ão de direitos reaes í^obre cousas 
próprias ou alheias, resta-llie tomar cm consideração as obser- 
vações feitas pelos Srs. Conselheií^os Coelho Rodrigues o Silva 
Costa, com relação a alguns assumptos que devem ser incluídos 
nesta parte do projecto. 

E são: «Superfície» — «Privilegio do3 auctores e invento- 
res» — «Privilegio dos concessionários das obras publicas» — 
«Servidão do aguxs». 

Quanto a esta ultima sem duvida será incluida em logar 
próprio ; nem podia deixar de sel-o, desde que ô uma espécie de 
servidão ; o das servidões em geral tem de occupar-se o Projecto, 
segundo o índice apresentado. 

Quanto á — Superttcie— consistindo no direito de plantar ou 
edificar no solo alheio, hesitou em cootempial-a como direito es- 
pecial sobre cousa alheia, porque, no entender de Teixeira de 
Freitas e outros, cila se acha comprehendida na locação ou no 
uso. O próprio Laurent, quo a incluo no seu Projecto, a equi- 
para â empbytheuse. O superficiário, diz elle, exerce os mesmos 



30 RliVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

direitos do emphytheuta. Um e outro repreaontam o direito do 
proprietário ; o emphytheuta no solo, o o superficiário na super- 
ficie. 

Considerando, porém, que Savigny tem a superfície como 
Jus in re, e inteiramente semelhante á servidão, accresccntando 
qu3 o direit j do superfície é o único ^'mí in re, além das servi- 
dões, a que se podo directamente applicar a quasiposse, pois 
que o que goza deste direito, posto que não seja em rigor — 
possuidor, o menos proprietário da casa que ediflcou em terreno 
alheio, tem delia posso material, não duvidará incluir a — 
superfície — entre os direitos reaes sobre cousas alhei is, si 
assim o entender a Commissão. 

Quanto ao direito dos auctorese inventores, refere-so ao 
que jã ponderou na exposição de motivos. 

Com Laurent, Lafayette e muitos outros illustres escripto- 
res, entendo que a propriedade litteraria, artistica, a de in- 
venção e descobertas fazem parte do património, representando 
o trabalho, o producto da intelli-encia ; é a propriedade por 
oxcoUencia. 

Muitos Códigos modernos a reconhecem, c sobre o direito 
de invenção o descobertas industriaes já temos disposições es- 
pociaesnas nossas leis. A questão que a respeito se levanta, 
é sobre a qualidade especial da propriedade litteraria, depen- 
dendo, por sua própria natureza, do disposições também espc- 
ciaes, que serão ou nao cabidas no projecto, conlormo o en- 
tender a Commissão. No Código Portuguez sob o titulo « Do 
trabalho artístico o litterario » muitas disposições se encontram 
sobre a |)ropriedade litteraria. Esse Código não só reconheceu 
o direito de propridade sobre os productos da intelligoncia o 
da industria, como entrou cm alguns desenvolvimentos que, no 
entender do commjntador Dias Ferreira, teriam melhor cabi- 
mento em legislaçfio ospocial. 

O auctor portuguez de um escripto publicado pela imprensa, 
iithographiaou por qualquer outro modo em território portu- 
guez, goza durante a sua vida da propriedade e do direito ex- 
clusivo de reproduzir o negociar a sua obra. E' equiparado aos 
auctores portuguezes, o escriptor estrangeiro em cujo paiz o 
auctor proluguez for equipara lo aos nacionaes. Depo»is da 
morti) do auctor conservara os seus herdeiros, cessionários ou 
representantes o direito de propriedade por espa;o de 50 annos. 
A propriedade litteraria ó considerada e regida como qual- 
quer outra propriedade movei, com as modificações que, pela 
sua natureza especial, são impostas por lei. 

Adopta, em geral, estas disposições da lei portugueza, 
attendendo a que a proprieiade não muda de natureza, por ser 
distincta a matéria e a origem dos productos a que se applica. 
A propriedade litteraria devia ter a mesma duração, e siT 
transmissivel por herança, como a material. Com razão já foi 
por alguém notado (jue a propriedade mais nobre 6 de todas a 
menos protegida. O mais ignaro artista pôde transmittir do 
geração em geração o producto de seu trabalho mais fácil o siu- 



ACTAS DAS SESsGtíS 31 

gelo ; e o maior sábio do mundo, ou 03 soub descendentes não 
gozarão exclusivamente dos fructos do sua intolligencia sinão 
por um breve prazo . 

Si o sentimento da proprieJado ó o estimulo do trabalho, o 
si o direito hereditário alimenta esto sentimento, avaliese 
quanta protecção falta d intelligencia por nâo ser declarada 
perpetua a propriedade de seus productos. 

A propriedade litteraria, como bem lembrou o citado com- 
montador, começou, como tantos outros direitos, a apparecer 
sob a forma de privilegio, e ainda liojo não tom garantias ju- 
rídicas, sioão com grandes restricções ; mas ha de acabar a sua 
progressão histórica o racional, collocando-so nas mesmas con- 
dições juridicas da propriedade material. 

Quanto aos concessionários do obras publicas, não vê fun- 
damento jurídico para que sejíun incluidos entro os que exer- 
cem direitos roaes flobre cousas alheias . Da concessão resulta 
direito sem duvida alguma ; mas não direito real sobre cousa 
alheia. 

Isto quanto ás observações do Sr. Coelho Rodrigues. 

Relativamente ás do Sr. Silva CosUi, vè que 6 por elle 
acceita, ou pelo menos não ó ropellida, a classificação feita por 
Marezall e muitos outros de direitos sobre a cousa própria ou 
alheia, entendendo, porôm, que, a ser feita a distincgão, dovo-se 
incluir entre os — jura in re alínea — o mutuo, o deposito, 
e outrjs contractos que versam sobre outros tantos desmem- 
bramentos do direito de propriedade. 

Além de não reconhecer nos casos figurados ajusta appli- 
cação da regra que determina a qualificação jurídica de direito 
real, e não ser a lembrada qualificação seguida pelos Códigos 
mais conhecidos, observa quedo mutuo o do deposito, como 
contractos, se occupa o — Direito das obrigações — , e para que 
não se de redundância ou contradicção nos pontos de direito, 
que vão ser articulados, ó de mister que desde já definiti- 
vamente se assente na classificação do direitos roaes que teom 
de ser incluidos noCap. V do Tit. \\\ ou na substituição do 
direitos reaes por— ónus roaes —, que aliás não lhe parece 
conveniente, por não comprehenier todas as modificações, a 
que está suj jita a propriedade, segundo o que expendeu no 
final de sua exposição impressa. 

Accresce que a observação foita, quanto ao mutuo, talvez 
podesse ter applicação ao commolato, ou empréstimo com 
restituição da própria cousa, movei ou do raiz ; mas não ao 
mutuo, onde a i-estituição 6 feita no valor corrospondento, 
porque versa sobre cousa fun«zivel ou censurai vel polo uso. 
No mutuo, a propriedade da cousa emprestada é transferida ao 
mutuário, por conta de quem perece ; não ha, pois, cousa alheia 
que sir^a de objecto ao direito real. 

Também não lhe parece conveniente que se desloque a 
hypotheca legal, separando a das mais espécies do hypjiheca, 
para delia tratar-se como ónus real, que grava o immovel do 
respectivo responsável em favor do offendido, da mulher polo 



;J2 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

dote, etc. ; porque embora a liypotheca nesses casos provenha 
da lei, e não do contracto, nem por isso deixa de ser uma cspocio 
de hypotheca regulada como direito r.al, e comprehendida 
na classificação feita pelo índice, ou como causa do oorigação e 
portanto da esphera do — Direito dsá obrig^ões. 

O que 6 preciso 6 de uma vez assentar no modo de classifi- 
cação, afim (lo poderem ser devidamente articuladas as matérias 
referentes á propriedade. 

E por esta occasião dirá : que talvez fosse melhor 
supprimir a divisão geral de direitos reaes sobre cousas ])ro- 
prias ou alheias, visto que delia provêem as diífícu Idades do 
uma exacta classificação do cada um desses direitos ; e, 
seguindo o exemplo do Codi;ro da Itália ou dv) Chile, tratar 
da propriedade e suas modificações, modo de acquisição (í perda 
desse direito, sem a distincçâo indicada de direitos rears^ ou, 
como foi lembrado, ónus reaes ; reserviilos pira a parte rela- 
tiva ao Direito das obrigações os contractos que por sua 
natureza importam modiíiiíação da propriedade, c teriam 
de ser comprehendidos entro os direitos reaes sobro cousas 
alheias ; como dos modos do acquisição terá de ser excluída a 
herança por pertencer ao Direito das succcssões. 

A tomar um Código por guia na distribuirão o exposição 
das matérias que teom do ser aqui reguladas, preferiria o Código 
Italiano publicado em isô."). 

E' sabido quanto a sciencia do Direito tem proírredido na 
Itália, e como em toda jiarto são apreciados os notav.ds tra- 
balhos que enriquecem a litter.itura joridica desse paiz. O 
Código Civil se recoramonda pela clareza e metlicdo quo 
guarda ; tornando-so fácil o seu estudo pelo copioso common- 
tario do Cattane i o Cario Horda. 

A nova ordem ou disposição do matérias agora proposta, 
somente om relação ao Direito das cou >:i^, em nada contraria ao 
quo jã foideliboraJo em relação aos Índices dis outras ])artes 
do Projecto. 

Por ultimo observou o Sr. Conselheiro a quem responde, 
que não dovo tratar-so no Codi.L-^o Civil das acções que nascem 
do domínio o da posse, mas, sim dos direitos delles resultantes, 
porque as acções pjrteiicem ao Código do Processo. Declara 
que nunca pretoudeu tr itar individualmentíí das acções como 
meio — prrscqttendi — posto que om diversos Codi^^os delias j^o 
trate longamente, servindo do oxcmido os de Portugal c do 
Chile, mas da acção como Jus definindo os casos e condiçõog em 
quo pôde ser o direito exercido. Nem outra cousii significa a 
locução acceita direitos resultantes da posse ou df propriedade 
8inão aquHlo mesmo quo procurou exprimir com a quo foi 
empregada no Indico, e que 6 usada por Teixeira de Freitas, 
Lafayettc, Laurent c muitos outros escriptores. 

Disso, porém, não faz questão, acompanhando o voto jd 
enunciado ; salvo o direito de hojo c para o futuro simplesmente 
mencionar os pontos de doutrina em que possa estar em dosac- 
cordo com a illustrada Commissão. 



ACTAS DAS «íESSOES 



33 



Find;i esta exposição. Sua Mcagestado o Imperador so 
dignoii ponderar que ura dos assumptos, o da propriedade 
litterai-ia, era marocedor de rnuita roílexão e dosído oxame. 
O peDFamonto, observou Sua Ma^'Gata*le, nao pôcle sor objecto 
de propriedade corao sls cousas corpóreas. Producto da intí^Ilí- 
geocia, participa da natureza delia» é um attributo da porso- 
Dalidadt) íçarantído pela liberdade da iiirinifostaçao, direito 
Passoaí. Uma vez manifestado, elle entra na comraunliào iotol 
IO'Uial da humanidade» não ésusceptivnl di; apropriagâo exclu- 
8iva. O i^ensarnento oao m traaaíbro, eoraraunica se, 

Dôsaa commuoiiào tira oaiictor, um génio que seja, grande 
parte dos elementos íio aeu trabalho, o com as idéas propriaa ^^ 
communs elabora o síju manuscripto, imprimo o seu livro. Nâo 
se contesta que e-'^6 mamiscripto, ease livro, expressão matorial 
do predticto da intelligencia, ô sua propriedade, e quo delia 
podo livremento di8i:K>r ; mas, trapslurido o livro, publicadas 
as idéas, aô om virtude de privilegio, o por excepção ao^ prio- 
cipioií geraoá da propi-iedade, ptidor-sõ-tia limitar o direito do 
comprador do livro, o manter o conteúdo deste na pa^^ o do- 
mimo exclusivo do auctor, 

Coíivom que a loi proteja as producçòíis scientíilcatí» litto- 
rarias e artísticas, mas chama a atí^nção da Commlssáu sobre 
a nccossidadõ de liarmonísar os direitos do auctor eora os da 
sociedade, lembrando que em parte alguma lho 6 conferido o 
direit*^ do propriedade perpetua ; otn geral é preferido o «ys- 
tema de privile^^io tempor^iric^, e inuitoa rscriptores julgam 
preferi veí o ajatema de prémios. Ptpndtírou ainda Sua Magc8- 
Eade que em Portugal, cujo exemplo foi invocado, homens de 
grande autoridade na scieacia. como Vlexandro Herculano, 
impugnaram a inclusão da direito do auctor oo Código Civil, 
como propriedade* 

O Conselheiro Miolstro da Justiça, com a vénia Imperial, 
declarou quo o uso da palavra— propriedade— lho pai^ece juati- 
ficado pelo art* 171* § 2G da Constiluiçrio que expressamente 
garante a propriedado dos inventjroíi ; mas que a CommiffiSa 
tomaria na devida consideriçào as r eco raraen dações do Sua 
Magestíde ao determinar os limita do direi f,o do auctor» em 
conformidade do disposto no mesmo artigo constitucional. 

Stíguiu-ííe com a palavra o Conselheiro Coelho Rodri- 
gues. 

Diz que nâo insistirá, sobre o direito de superfície g a ser- 
vidão das aguas, nem soíjre o direito dos concessionários de 
obras publicas, porquanto, desde quo o auctor do Indico declara 
que ha de incluH«os noa logarcs compotentes, deve aguardar a 
apresentação do trab ilho articulado para formar o mu juizo, 
quer sobre a collocação que tiver no quadro do Direito daa 
Couaaa» quer sobre o modo como hão de ser regulados. 

Quanto, porém, á propriedade littoraria o á das invonçííeâ 
artis liças entende quo olla nâo é, nem póle ser chamada pro- 
prioíiado : l« porque nâo vé na hypothese a realidade objectiva, 
a que este direito real por excoUoncia poasa eatar inhorente ; 

8:31 — 3 Tomo r.xviii v. k 




34 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

2° porque falta-lhe a razão jastiâcativa do exclusivismo da 
propriedade material. 

Desenvolvendo o primeiro ponto, observa que emqaanto a 
obra ou invenção não se manifesta uo mundo objectivo é uma 
concepção puramente subjectiva, incapaz de constituir matéria 
de uma obrigação pessoal, quanto mais de um direito real. 
Quando essa concepção chega a sev materialmente representada 
nos manuscriptos, ou nos impressos, ou nos exemplares do in- 
vento já reduzido a producto, não ha duvida que estes manu- 
scriptos impres:jos, ou exemplares, constituem propriedade ex- 
clusiva do auctor, ou inventor, que pôde guardal-os, subtrabil-os 
da vista do publico e até consumil-os improductivamente, 
mas não é disto que se trata, nom é isto o que está em questão. 
Trata-se da faculdade exclusiva de imprimir ou reproduzir a 
obm ou invento, ainda depois de conhecidos e vendidos aos 
consumidores os exemplares oiferecidos pelo productor, o que 
Importa menos um direito para o vendedor, do que um inter- 
dicto prohibitorio aos compradores. 

Ora, essa prohlbição, diz o opinante, só pôde ser jurídica 
em virtude de um acoordo entre o productor e os consumi- 
dores, ou por força de uma lei positiva: no 1° caso serin um 
direito pessoal ; no 2« um verdadeiro privilegio, e eni nenhum 
dos deus casos ^eiia um direito real e itiberento a cousa cerca 
e determinada, como cumpria pai^a poder ohamar-se proprie- 
dade. 

Desenvolvendo o segundo ponto, pondera que a razão fun- 
damental de propriedade ô que o homem não pôde viver sem 
utilisar-se das C"Usri8, nem effloazraente utilisar-se destas sem 
chamal-as ao sen domínio exclusiro ; porque, em regr.i, uiua 
mesma cousa não pôde satisfazer simultaneamente a necessi- 
dade correlativa de duas ou mais pessoas. Esta razão falta ás 
producçõés do en<renho humano ; porque o auctor pôde com- 
munieil-as indefinidamente a quantas pessoas quizer, e estas 
a outras, sem que elie por isso fique mais pobre. Ainda mais: 
uma vez feita a communicação, alie não pôd ^ mais coarctal-a, 
nem rebaver a que fez. E* como o dono de uma vela, que 
communica a sua luz á de outrem, e depois não pôde impedir 
que esta comtnunique, a seu turno, a luz da veia que lhe 

Sertence a quantas outras velas lhe aprouver. A um aparte 
o Conselheiro Olegário, contestando a exactidão do símile, res- 
ponde canfe.<i8ando que realmente não é exacto; porque o dono 
da primeira vela, no caso figurado nada lucrou com a commu- 
nicação da sua luz á do uutreu), ao passo que o esf^^rço que 
íh>zemos para communicar aos outros os nossos conhecimentos 
fas-nos ficar sabendo melhor aquillo mesmo que já sabíamos 
bom. 

Por essas razoes, alóm das que Sua Magestade o Impe- 
rador se Dignou lembrar, concluo que o mais que se deve con- 
oeder aos anctores e inventores ô um privilegio exclusivo e 
temporário para imprimirem suas obras ou reproduzirem ^eus 
inventos» nos termos da ;e» parte do § )eô do art. 179 da Con- 



ACTAS DAS SESSÕES 35 

stitaição, oDde o legislador parece ter propositalmente restriQ- 

fido o seatido absoluto da palavra propriedade, empregada na 
^ parte do mesmo paragrapho . 

Quanto á substituição que o auotor do Iniioe propAe da 
palavra — Dominio —■ pela palavra — Propriedade — só pôde 
concordar, si elle sulMitituir também a tDeorla romana dos 
Jura in re pela theuria dos onas reaes, lembrada pelo Sr. Con- 
selheiro Silva Costa ; porque esta considera a propriedade 
objjctivamente adberindo à cousa, e aqueíla considera sul^ 
ctivamente, como attributo de pessoa ~ Dominius — >, e posto 
que as duas expressões signifiquem a mesma ideia snpp^ % 
relação de direito sob pontos de vista differentes. 

Peitad estas ponderações, condue o opinante declarando 
que abstom-Stí de tratar da theoria de Gaio sobre os três ele- 
mentos do direito c Pessoa, Cousa e Acções» (B sobre o logar 
que deve ter no Código de Direito de nimilla, assim como ^ 
doutrina da exposição da parte relativa & posse ; porque jsui 
duas primeiras matérias só incidentemente foi-am tjraSadás, 
e a ultima pôde sem inconveniente ser reservada para a dis- 
oussão do projecto, depois de articulado. 

£m seguida usou da palavra o Causelheiro Silva Costa. 

E' sectário convencido da propriedade litteraria e artística, 
porque si a idéa não 6 susceptivel de apprehensão, Qxistindo 
o desenvolvendo-se qo mundo livre do pensamento hunaano ; 
todavia sua concretisação, su^ reducção a ama forma sensível, 
traduz o trabalho, manifesta o emprego de meios que entram 
no comme'cio, como os bens patrimoniaes, ficando portanto su- 
jeito ás leis respectivas. 

Conhece a theoria apregoada por Bourdeau, ^ntce outros, 
cuja syuthese 6 esta — os auctores são instrumentos que re- 
soam ; mas por muito que se deva ao passado e á infioencia do 
meio em que se vive, é forçoso convir que nas obras iitterarias 
e artísticas ha um cunho de personalidade, ha o pruducto do 
trabalho que a oiviiisação de todos os tempos tem sabido honrar. 

SeiA comprado o livro, criticados os seus conceitos, divul- 
gadas as idéas nelle contidas, não vai nisso offensa dos direitos 
do auctor ; reimprimir o livro, expol-o assioi á venda, apforir 
proveitos: eis o que envolve lesão de direitos e não pôde ser 
permittido. 

Discutirá mais detidamente o assumpto quando se apresen- 
tar a redacção dos artigos referentes a esta matéria, e então 
entrará no exame dos três systemas conhecidos ; por ;agora 
limita-se ao que acaba de ponderar, pedindo a attenção dos 
iilustres memoros da Commissão para um ponto que tem» a ser 
ver, toda a importância. 

Sabem todos que a Constituição do Império no art. 179 
§§ 2:^ e 26 gurante a propriedade em toda a sua plenitude, afsim 
como assegura aos inventores o direito ezoiusivo à^ suas 
defecobertas e producções ; é expresso na citada Con;5tituiçãQ« 
art. 178, que ó constitucional o que diz respeito e^qs dii;MÍU>s ifldi- 
▼iduaes dos fidadãos, especificados no artigo subsequente, em 



a6 REVISTA DO INSmCTO HISTÓRICO 

0900 g$ ^ e 2^ aeham-^e justaneote e:rotfimpUdQ8 os de que 
10 tnta ; e Doruoto ^-v» dos ar». 174 e seguintas da Coosli- 

Sio fó peiaf trandies especiaes ahi pre^cripU» é qua se pôde 
oir a propriedade litigaria e artística, apenas sendo admis- 
iiTel DO Código projectado regalar o exercício desse direito. 

EúVeode que oão é mister ;<uardar o rigor de classificações 
maibodoloíneaa no Código, o que é maii próprio dos Traiados; 
por iieo toma a liberdade de propor a sappressão da qualifica- 
çio de direitos reaes sobre cousas próprias e sobre coa as 
allieiaSy tanto mais qaanto com e^sa eliminação desapparece a 
difliealdade que encontra o illustraJo (^onselheiro encarregado 
áo Direito das Cousas em redigir a matéria referente aos ónus 
reaes, os quaes comprehendem não só o que refere o índice 
allodido no Cap. V, mas alguns outros. 

W de opinião qae no Cap. V se trato dos ónus reaes, sen- 
do nomeadamente declarados como ónus reaes, além dos da 
lei bjrpotíiecaria Tígente, tudo quanta pelo anterior regimen 
CTa ol^to das chamadas hypothecas tacita e judiciaria. 

Recorda que por Direito Romano bavia cinco espécies de 
Jura in re aliena, a saber : as servidões, a emphyteuse, o di- 
reito de superfide, o penhor e a hypotheca (Macl^eldey § 2:^. 
O projeeto do Cod. Civil da Allemanha divide o direito 
das cousas em nove secções que são : 
1* Secção — Disposições geraes. 
2» > — Posse e detenção. 
3* » — Disposições goraes quanto aos direitos im- 

mobiliários. 
4* » — Propriedade. 

Tit. I — Objecto e limite do direito de propriedade. 
Tit. II — Acquisição do direito de propriedade sobre os 

immoveis. 
Tit. ni ~ Acquisição do direito de propriedade sobre os 

movois. 
Tit. IV — Reivindicação. 
Tit. V — Co-propriedade. 
5^ Sec<^ ~ Direito do preempçSo em matéria mobiliaria. 
6» > — Direito de superfície. 
7* > — Servidões. 

Tit. I — Servidões territoriaes. 
Tit. 11 — Usofructo. 
Tit. III — Servidões pessoaes restriotas. 
Ô* Secção — Ónus territoriaes. 
^ » — Penhor, hypotheca e debito real. 
O projecto do Código allomão afastou-se do systema roma- 
no, proferindo o do Código da Saxonia. 

No projecto do quo está encarregada a ('>ommÍ8são aqui 
reunida podo-so adoptar melhor ordem na distribuição das ma- 
térias, conforme já tovooccasiào de expender. 

Bstà persuadido de que a Commlssão deve oomprehender 
noCodigo, do cujo projecto se trata, as grandes medidas que 
virlo aíBrinar a prosperidade deste vasto Império o» fiel a este 



ACTAS DAS SESSÕES 37 

intuito, espera poder offereoer opportunamente á consideração 
dos illustres membros da Commissâo algumas idéas que devem 
ser nacionalisadas, entre as quaes enumera a lei Torrens, a do 
Homem Stead. 

O Conselheiro do Estado Souza Dantas, obtida vénia, pro- 
nundou-se pela conveniência de ser regulada no Projecto do 
Código Civil a propriedade litteraria, mal garantida pelo art. 
261 do Código Criminal. 

Tendo a palavra o Conselheiro Barão de Sobral declarou 
que, em face do art. 170 § 26 da Constituição, a propriedade 
dos auctores e inventores deve, na sua opinião, ser garantida 
por um privilegio exclusivo temporário. Concorda nas modifi- 
cações do índice do Direito das Cousas, propostas pelo seu 
auctor, na inclusão do direito de suporficie, e na suppressão da 
distincção de direitos sobro cousas próprias e cousas alheias, 
conforme as indicações dos Conselheiros Silva Costa e Coelho 
liodrigues, com as quaes concordou o Conselheiro Olegário. 

Finda a discussão foi approvado o índice com as modifica- 
ções propostas. 

Sua Magestade o Imperador declarou que, estando assentado 
o plano geral do Projecto» e dividido o trabalho, aguardaria 
communicação do Ministro da Justiça de estar articulado algum 
dos Titulos ou Capitules para Designar o dia de nova reunião. 
Esperando que a Gommisàu) empregasse o maior zelo e dili- 
gencia em adiantar serviço de tanta importância. 

O Conselheiro Ministro da Justiça, manifestando sua satis- 
fação p3lo acoordo a que chegaram os membros da Commissâo, 
confirmou a sua confiança no patriotismo de cada um dellos. 

Foi levantada a sessão ás 4 '4 da tarde. 

Do que para constar o Barão de Sobral lavrou está Acta 
que se clignou de assignar S. M. o Imperador com os mem- 
bros da Commissâo. — D, Pedro 2^, Cândido Luiz Maria de 
Oliveira^ M, P. de Souza Dantas^ O. H. d' Aquino e Castro^ 
Dv, José da Silva Costa^ A, Coelho Rodrigues^ Barão de Sobral, 



ACTA DA 6* SESSÃO 

Aos 13 dias do mez de setembro de 1889, ás 2 horas da 
tarde, sob a presidencii de S. M. o Sr. D. Pedro S*", no Imperial 
Paço da Cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro, comparecendo o 
Ministro da J ustiça Conselheiro Cândido Luiz Maria de Oliveira, 
os Conselheiros de Estado Manoel Pinto de Souza Dantas, Ole- 
gário Herculano d'Aquíno e Castro o José da Silva Costa, e os 
Conselheiros AíTonso Augusto Moreira Penna, António Coelho 
Rodrigues e Barão de Sobral, a Commissâo organizadora do 
Projecto do Código Civil Brazileiro celebrou a sua 6* sessão. 

Lida e approvada a acta da sessão anterior o Conselheiro 
Affonso Penna, com a Imperial Yenia, depois de justificar 



M 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



a saa aus6Q0la oas prdce<lenU}í} ^o^tâões, & ile agradacer ao 
Sr. Minmtro da Juatiga o tiaveí^o substituiflQ, rlurarit^ o seti 
impedimento» com tanto proví^iui do sorviça da Coinmissão, 
doclaruu aíherir ás resjíuçfjes dos seus col legas. 

Km seguida o Coost^lieiro Coelho liodrigaG^, apresentando 
ama exposição impreiísa dos m<itivos das principies disposiçõos 
do Direito de Fíiroilia que tom de artitiular, impetrou vénia 
p;tra chamar a attençàodoaeuâoulie.u^as sobra itlgumas de maior 
ímpíjrtancía, especialraento sobre aquellas ora que proteole; 
l.** Reduzir o ímpedimení.o do pi»rent;esco para o casamento — 
& íinba i^ecta e ao 2^' grau da linha eoll-iteral ; ?,^ Prohilâr a 
oommuohàu de bens entre conjures co irmãon ou ligudos pelo 
parentesco de tio e sobrinh * o víee- versa; 3.'^ Elovar a 16 aoDOs 
partt o íiomem e 14 para a mulher a edaie em que podom 
oasar, ou, pelo menos, vedar a coniMiunhãu do bens aos que se 
caaarem mais oedo; 4." Prohibir absolutamente, tanto aos 
Jovens como aoa velhos, o eadamento anteá o de puis de certa 
ed&de ; ò,'^ Manter o caaaraento cathoiico sujeito ao re^íistro 
civil para quo tenha eílettos legaes ; 6.® Adraittir o divorcio 
com a diíisolacàô do vinculo matimonial oo caso unioo do 
adfiUorio ; 7." Permittir a separaçfio guoad thorum et mensam 
por mutuo ooaaeoôo, 8on<lo facultíida á mulher a acção de di- 
vorcio por preanmpçào de adultério do marido, sulvo prova 
em t*ontrario, ai a ?separa^o prolongar-so por 5 annos ; 8.^ De 
elarar que depoiã do Código todas as cousaâ matnmoiiiaí^s Écam 

■ pertíucendo ao Toro secular; y.*» Modificar o direito vigente 
fluanto d p-jsse exclusiva dos (lllios daila ao pae nos caaoa de 
divorcio on sopapação dos cônjuges, alteudoodo ás condições de 
edade e sexo dos lílhos, e ás etrcnnistaneias moraes e oc^onomí* 
caa do pae e da mâe para attribuil a a um ou a outro conlbrmo 
fop mais justo e conveniente. 

Sobre outras queal^es dissentidas também na sua exposição 
desejava ouvir os seus col legas, mas, estando a hora adiantada, 
aguardaria as observaçòeg que houvesse de fazer qualquer 
delíes depois de liarem o mesmo impresso. 

Os membros díi Comiutssão, manifostaodo-so, em geral, de 
accordo cora aa idéas enuociadíis, monos qtiauto á inclusão do 
casamento catholico no Código Civil, saJvo di.^pusiçào triínsitoria 
sobre os effeitos civis dos anteriores á lei e mantendo as reser- 
vas precedentemente feitas quanto ao divorci^j, declararam 
que depois de articulada a matéria emittiriara o seu parecer. 

Pui levantada as es^ao ás 4 t horas da tarde, declarando 
S. M. o Imperador que oppjrtuDamoDto designaria o dia da 
aegttinte reuciao. 

Do que para constar o secretario Barão do Sobral lavrou 
oata acta, que so dignou assignar S, M, o Imperador, com os 
yembros da Commissão. — B, Pedro //; Cândido Lui: Maria 
de Oliveira^ José da Siha Costa, A. Coelho Rodrigues, M, P, 
de Sou^a Dantas ^ O, H* dWqnino e Castro, Affonm AuffUsto 
^Jfor^im Penna, Barão de SobraL 



M 



ACTAS DAS SESSÕES 39 

ACTA DA 7* SBSáÃO 

Aos 27 de setembro de 1889, sob a presidência de S. M. o 
Sr. D. Pedro II, no Imperial Paço da Cidade de S. SebastiSo 
do Rio de Janeiro, comparecendo o Ministro da Justiça Con- 
selheiro Cândido Luiz Maria do Oliveira, os Conselheiros de 
Estado Manoel Piuto do Souza Dantas, Olegário fierculano 
d'Aquino e Castro e José da Silva Costa, e os Conselheiros Affonso 
Augusto Moreira P mna, António Coeiho Rodrigues o Barào de 
Sobrai, a Comruls^âo organizaJora do Projecto do Código Civil 
Brazileiro celebrou a sua 7^ sessão. 

Lida e approvada a acta da sessão anterior o Barão de So- 
bral, com a venia Imperial, declarou que tratando de esbjçar o 
projecto do Tuulo Preliminar, desejava ouvir à, opinião do seus 
collegas sobre alguns pontos ossenciaes. 

Como ó sabido, as disposições do Titulo Preliminar, tal 
como depois de mallogrado o vasto plano de Po -t úU e mutilado 
na maxim I parte do projecto da Commissão, foi publicado em 
seis arugos com o Codfgo Napoleão, e o adoptaram quasi todos 
os códigos do Direito Civil publicados uesi;e século, teu bor fim 
principal garantir os direitos pela certeza, permanência e fibi 
observância da lei que os rege. 

Para conseguir este fim accordam em que ô preciso deter- 
minar : 

l.** O momento em que se presume conhecida a lei e se 
torna ella obrigatória, mediante a forma da publicação ad- 
optada ; 

2.0 O que a lei rospeita no passado e garante no futuro, 
at tença a mutabilidade das Íeis no tempo ; 

3.<> Os limites da lei no espaço, em razão da mobilidade do 
sQjeito e do objecto do direito e da diversidade das legislações 
dentro ou fora do território de oada Estado ; 

4.0 A applicação da lei ás pessoas, porque ellas são nacio- 
naes ou estrangeiras, domiciliarias ou transeuntes, e sua capaci- 
dade regida por leis diversas ; a applicação ás cousas, porque 
estas sào moveis ou immoveis, aquellas se transportam a loga- 
res diversos, e umas e outras podem esiar situadas fora do 
território da nacionalidade ou do domicilio do proprietj,rio ; a 
applicação aos actus, porque estes podem ser celebrados e exe- 
cutados em legares e sob o império de legislações difTerent^s ; a 
applicação ás successões, porque, como universalidade de direitos 
que são podem estar sujeitas a leis de varias nações, conforme 
o estado ou o domicilio das pessoas, a situação das cousas, ou o 
logar da execução dos actos ; 

6.^ Regras geraes garantidoras da inviolabidade da lei em 
sua applic ição assim em juizo, como nos actos e convenções dos 
particulares, de modo a ass )gurar o império da lei emquaoto 
não fôr pi^r outra lei revogaoa. 

Assentado, como ficou, que devia ser seguido o mesmo plano, 
pois a tjndeucia do século é unificar a legislação civil e estabe- 
lecer a communhão universal dos direitos fundados na natu- 



40 



REVISTA 1>0 INSTÍTIITO TIISTOBIGO 



reca do lioraem e igualmeoto ri?spoitaveÍ8 em todos 03 tempos o 
lõgares, reoonheceaso tarabera a conveniência de estabelecer 
algunmfi regras íiao raellior fírmom os limites da lei no tempo o 
no esparo, pois os dous uoico» íirti^oa que ú Titulo Preliminar 
do Código Napoleão consaf^rou a este assumpto seio nbjecto do 
tão complicadas controvoí^siaa, quo a jurisprudência é ainda 
muito iníserta e vacillanto a rcâpeita dus princípios da não retro- 
actividade das leis e dos reguladores dos estatutoâ, pe^íjoal, real 
e mixto. 

No difflci^ empenho de propor as bases dessf? trabalho, re- 
corre previ amento ás laze^ do seus coUegas para evitar des- 
harraonía do vistas que prqjddique todo o systoma do prujofto 
do Titulo Preliminar. 

Antes de tudo consulta si convirá quo o prazo da publicação 
seja uniforme, ou graduado segundo as distanciaa. 

Ha ne^te jà tão debatido assumpto alguns princípios que nâo 
B6 contestam. 

A lei deve entrar em execução depois que houver justa 
preso mpçâo do aer conhecida por aquolle^ a quem obriga. Já 
foi abandonada pela própria Inglaterra a sua iicção leg.U do 
estar o povo presente no j.iar! amento para declarar a lei obri- 
gatória desdô a sua votação, nenhuma outra nação se pode- 
ria Siitisíazor com o correctivo dessa eaj>eci6 de retroactividade» 
Í^ela qual Jorge 111 fixou o comet;o da obrigatoriedade na data 
la sancçào. Desde os líomanos é geralmente reconhecida a ne- 
cessidade da promulgação da lei — Ex die quo promulga ta est, 
suas vires obtinat — o essa consistia na leitura da lei perante o 
povo reunido dyraníe ires dias, A maior parte das oaçoos, neste 
tíecuhi, alôm da promulgação» quo dã força erecutoria à iei 
sanccionaila, determina a publicação por meio da imprensa o 
marca prazo para a obrigatoriedade : é o systeraa adoptado 
pela nossa Ck)nstituição. Ella determina que a decreto da pro- 
mulgação contenha a ordem de foier imprimir, publicar o ci»rrer 
a lei. O Regulamoíito de 1 de janeiro de 18:S8 estabeleceu 
regras que ainda estão era vigor para n publicação nas lociílida- 
des, mas subsisto a Ordenação Manuelina que marca o prazo 
de oito dias na eôrttí o tros mezea nas províncias, contado da 
promulgação feita na Chancellaria-niór para que aa leis come- 
cem a obri^iir, Eíiiío prazo é actualmente excessivo, e na pra- 
tica não se observa. 

Também ha aocordo em quo ao tratando, não de uma lei 
especial, mas de um Código de leis, convém que o legislador 
determine excopciooal mente um prazo mais largo e forma da 
publicação mais completa. IV o que íez o Imperador Justiniano 
ao publicar a sua Constituição sobre ta^tametUos. que fazia ro- 
íV>nua radical (Novolle 66. Cap. 1) ; assim praticouso ao publi- 
í-ar o nosso Código Commercial, o a Bélgica procedeu do me^mo 
modo, quanto ao seu Coai^o Civil, 

Ainda e incoii testa vel qun, sendo possível fazer conhecida a 
l«i em tode o pai/, dentro de ura prazo breve, ô muito pwfe- 
riíol o prazo único ao gradativo. 



ACTAS DAS STÇSSÔfí«! 

Oansiat^, poia, a questão em saber §i as condições acaO'- 
Bolham a fixação do um prazo imico para a obriga toríedad 6 
das leis que oniioanameEtose publicam. Od coUei^as conhecera 
boiu m motivos com qu© Portal iâ jusliflcou a prítrerericia ^ada 
aí> pi^aio graduado conforme aí distancias; pareceu incunve- 
nieniG qtie a lei ílcasseora stiapeoso por muito tempo atè quo 
conataííse ou se podesse presumir haver ©lia cbegailo ao conhõ- 
cimento de todas as localidades, e a divergência foi resolvida 
com est'i sentença : Tudo é guccossivo na marcha da natureza ; 
tudo deve seUo na marcha da lei. Sabem tamboin quo a Bél- 
gica e a Italii justiflcaram a adopção do prazo único, decla- 
rando quo os seus meius de transporte e conimunicaçoes já per- 
miUíam marcar o prazo curto de 10 diaa para chegar a lei ao 
conhecimenti) de todas as localidades. 

Os Srs. Ribas e Nabuco, estudando a questão, deram pre^*- 
rencia ao prazo único ; indicou aquelle que, para abn>vial-o, so 
ontass*^ do dia em que a [lesai u(,úo da AsaeniblM Oorai su- 
bisse ásancção, pois em rogra esta é concedida conforme o oosdo 
regimen; propoz o Sr, Conselheiro Nalmco o prazo de 40 dias 
coma loa ái\ publicai-lo da lui no Diurio OfpcinL 

Os Srs. Visconde do S. Vicento o Dr. Felício doá Santos 
incliaaram 36 ao systema francez. 

Parece ao consultante que ao nosso paiz ainda não so 
púãe ap^dicar o prazo único, porquo ordinariamento não seria 
praticável, sem gravas inconvenienti^s, suspender a ©xocuvao da 
lei lia corte o nas províncias próximas até quo ella chegasse e 
fosse conhecida no Am-izonas, úoyxi e Maao Q russo, para o 
que seria iosafflciente o lon^o prazo proposto pelo Sr. Nabuco, 
o não julga accaitavel o alvitre do Sr. Conselheiro Ribas para 
amplial-o, fazendo, pon^m, correr do tempo anterior á sancção. 
O sen pensiimento è que a tei deve ser obrigatória na c<>rt0 o 
nas capitães das proviocias no diu seguinte áqaolle em que 
fur annunciado pela Cliancollaria-mór, na Curto, pela Presi- 
dência, nas prov meias, o rGcebimenLo no Diário O/j^cinl em que 
fòr iosaridaa lei promulgada, o nas outras cumarcas de cada 
província, 15 dias depois de publicadas na capitaL 

SubmettiJo este [jonto À discuss-xo* depois de algumas 
considerações dos Srs, Ministro da Justiça, Conselheiros Dantas 
e Silva Costa, foi resolvido que so apresentasse o projecto com os 
dous prazos indicados um para a curto, e outro para as pro- 
víncias. 

O Barãi> da Sobral, prosoguindo, oonijtiUa si convirá, na 
matéria da rotroacci vidado, estabelecer algumas regras geraes 
de direito tr<insitorio ; pois, comu sabem os meus ooUegas, con- 
siderado aquello principio, o da não ro iroac ti v idade, —como 
obrigatório para o Legishidor, conforme o panaamunio da Con- 
stitnição Franceza du anno :v\ u dos autores do Código Napo- 
leão, como muito cLiramento íjxídicou Portalii, o o da nossa 
Constituição, basta consignado no litulo Preliminar» si ú quo 
jà catando a lei constitucional que, uuiea, podo impor limites 
ao Poder Legislativo, náo seria escusada a sua inclusão ; mas 



42 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

considorado como precoito para o juiz, é nes^^o titulo que ello 
deve ter o seu assento e principal desenvolvimento, porquanto 
aos direitos privados tem elle a sua applioação mais rigorosa, 
sioão única, como sustenta a aot ai jurisprudência da Franga, 
Belj^ica e Itália, o ó por occasiâo do Direito Transitório que 
elle mais actui p<ílo respeito ao direito adquirido. 

Ao aparte (lo Conselheiro de Estado SíIvh Ck)sta que pon- 
dera quanto ô embaraçosa a theorla do direit'^ adquirido, res- 
pon .e que não o ignora, pois b<sta a difflculdade até hoje 
n&o vencida do bem definil-o para o eíTeito de que se trata ; maa 
o próprio Savi;rny, que não é partidário de codificações estra- 
nhas que a It^gisl ição tenha deixado no vago e indefinido um 
principio garantidor dos mais sa^rrados direitos. Conhece cinco 
theonas sobre a applicação d<^ principio, a da interpretação da 
vontade do legislador, a das leis de ordem publica, a das leis 
favoráveis, a das leis que revogam ou modificam as instituições 
lio direito, e a dos direitos adquiridos ; sabe igualmente que de 
todas esta 6 a mais difflcil, pois, única, estabelece re<^ras que 
não sejam o mero arbítrio ; asbim como 6 a mais commoda a 
adoptada pelo Codi^^o argentino, a das leis da ordem publica. 

Não tintia a espe anca de poder por si só vencer, mormente 
sob a pressão de tão estreito tempo, diffiouldades que até hoje 
mallograram todis as tentativas feitas para consignar nos 
Códigos «1 Inumas regras sobi*e a não retroactividade ; mas si os 
Cv^llegas entendessem conveniente, faria neste sentido um esforço 
contando com o sou auxilio. 

Subâiettido este pontoa discussão, o Conselheiro Coelho Ro- 
drigues declarou que, embora não fosse partidário da juncção 
de um titulo prelimiaar sobre a app icnção das leis, como tem 
adoptado quasi todos os códigos do direito civil, pensa, todavia, 
que, acceito esse systema, O de toda a conveniência que nesse 
titulo se explique o principio 'ia não retroactividade e se defina 
o direito adquirido que elJe proiege. Neste sentido f >i resolvido 
pela Commidsão 

Em s< giii la o Barão de Sobral expoz os motivos pelos quaes, 
na matéria dos Estatutos, sobre qut o Código Napoleão 
apenas contém um artigo no interc^iifle exclusivo dos Fi^ancezes, 
mas 08 Códigos da Itália o da Bélgica contêm principies muito 
adiantados, precisa de ouvir a upiuião dos seus collegas. 

Estando a hora adiantada, se limita a formular as ques- 
tões e a enunciar o seu parecer. 

E' a lei nacional ou a lei do domicilio que deve regular o 
estatuto pessoal? 

Até o principio do século esta questão era quasi universal- 
mente resolvida oiii theoria, e sem excepção na pratica pola lei 
do domicilio imperando o principio de que nenhuma lei ultra- 
passa 08 limites do território do cada nação, o dando-so maior 
importância aos laços qu ■ prendem o homem ao logar em que 
tem os neus interesses materiae-^. do que aos liço» quo o vin- 
culam à su pátria e ás qualidades nella arlquiridas por si o 
seus ascendentes. Destrniclo o regimen feudal, proclamados os 



ACTAS DAS SESSÕES 43 

direitos do liomem, estreitadas as relações dos povos, desenvol- 
Yiáos o commerclo e os meios de communicaçãx»» opera-se ama 
reacQão favorável aos direitos da pHrsonalidade e ao reconheci- 
mento «lasieis das diversas naoiooaLidadea. Por outro lado re- 
constitairam-se as gran les nações, oessaram de ser governadas 
por uma indn idade de pequenos senhores, todas ciosas de sua 
soberania territorial, e multiplicaram as leis dentro do mesmo 
pais, de modo que somente a Prança tinha mais detresentos 
costumes diversos; o que tornava imlisçensavel a applicaçâo 
da lei do domicilio dentro da mesma nação, e por analogia era 
ella estendida de nação a nação. A França, a Itália, a Belgioa, 
a Allemanha, Dinamarca e Suissa já reconheceram a lei na- 
cional como reguladora do estatuto pessoal. A Inglaterra, os 
Bstados Unitos e as outras Republicas da America sustentam 
ainda o principio do domicilio. O Brazil debtide ha tentado 
ftiser reconhecer pelas Republicas do Sul o principio da nacio- 
nalidade, e ainda no ultimo Congi^esso havido em Buenos Aires 
a opinião da maioria foi contraria. Entretanto, parece que o 
verdadeiro principio é o que rege o estatuio pessoal pela lei 
nacional. 

A outra questão éesta: Os moveis devem ser sujeitos & lei 
pessoal ou ao estatuto real ? 

Pareoe-lhe que não tem ílindamento jurídico a âoQão de que 
08 moveis adherem ãs pessoas, e de accôrdo com a theona de 
Savigny, seguida nos uUimos tempos pelos mais notáveis juris- 
consultos, e entre nós pelos Srs. Teixeira do Freitas, Nabuco e 
Felicio dos Santos, adoptada no Código do Buenos Aires e no 
da Bélgica, pensa que elles devem ser sujeitos ã loi do logar da 
situação, como os immoveis. 

Quanto ás successões não fará consideração alguma, porque 
ô já principio accoito ptdo Brazil em mais de um tratado, e de 
accordo com as idéas mais adiantadas, que ella deve ser regida 
pela lei nacional de cujus. 

Discutidos estes assumptos, foi resolvido que se adoptasse 
no projecto a lei nacional para regular o estatuto pessoal, e 
fossem submettidos os bens ao estatuto real» sem distincção de 
moveis e immoveis. 

Sua Magestade o Imperador se Dignou ponderar que nestes 
assumptos de Direito Privado Internacional devia-se resolver o 
que foesj mais justo e conforme aos interesses geraesdos povos, 
sem dependência de reciprocidade. 

Bm seguida, com a devida vénia Imperial, o Conselheiro 
Coelho Rodrigues fez a seguinte deciaraç&o : 

Náojulga conveniente subi netter ã Coramissão os titules o os 
capítulos do Projecto á proporção que forem sendo articulados. 

Pela parte que lhe toca, pretende consolidar primeiro o 
direito vigente, moiiflcando-o logo nos pontos em que deve sor 
reformado, para depois accrescentar-lhe o que pareça necessário 
á OKecugào do plano já assentido. 

Depois entende que não deve subraotter seu trabalho aos 
companheiros antes do critical-o elle próprio, e ^ue não poderá 



U UKVIsr.V l» IVSTITUTO HISTÓRICO 

oruix^U o ov>n«Kno:uonii>nU' antes de examinal-o em ^lobo para 
iuMU .^M-wiAr ;^ uniiUilo o integridade do contexto. 

\\Viv.vtM\u ^;a;\ áu ossn* meihodo não fôr o mais rápido, ô, 
o\kn\vti^U\ o vjuo lho ivir^vo mais seguro, e que nestas obras não 
M» »lo\\^ sa^iuioAV ,*! s^^iTuranca A rapidez. 

INsUv w»ruuiv^ v;uo lho permittam deferir a apresentação 
%U» .u*uo«l .^Av» ai> SU.4 jvirie, au^ que possa offorecel-o completo 

A|^\»>ou,^ .\ xKwu^ião para consultar a esta sobre qual 
!**\M .^ iunoi ulAxlo siuo lhe parece mais própria para presidir 
\ ^}i^MK<k\^^'^ vlx* o,i:«^monu> : si um funccionario especial, si o 
\\\\t ao \\M, SI s* pivsido^.io da Camará ou si o juiz de direito ; 
ou. tli>«Uuoiao. SI *v5&i aiioíorilado devo variar, conforme os 
loMWs o ,1* oíiwiíusuncias via oi^lebraçáo. Em sua opinião do- 
\ov*M»ro.uuc vlo a;:\nu>, ou um funccionario especial: mas 
ouo\Sv jvArA iv^»í\or i>su> ciso o não perder o serviço depois 
do loiu», d<' ouN ir pi\n;;unonie a los collegas. 

1\VNW^ o:u d J^^l*sAo osu qnt^ítào, foi resolvido que o juiz 
vU» \\\t do\ .1 MM' ,\ »^Us';.»riàa.lo incumbid i de presidir A cele- 
Ím\K'Ax» do \MS.%moiu.». 

S. M. o hujvr;u!oi' l<»v-«u ua i^^ssão ás 4 ' '4 da larde. 
IVfc vj\ix* iv^i\i vN».ísMr o KirÀo de Sobral lavrou eaia acta, que 
M« di>:iu do AssKiui^s. M. o Iinp|L'raàv^r. com os membros da 
i'\»muvi><\v». — ;». fWv :^» 0*:»*:i:,> Luiz MKiria de Oliveira^ 
lu\ .■,'^. i.i N.;-.»» l\ íí,:. '.*. //. (r.l^iiiiio c* f\L<rr.>, A. Coelho 
K»N}'' i •!!.•<, M. :\ »:',' > •éi,: /K:i«f,:í» .AflíMJi .lif<;u>*(o ^íortHra 



.V- r\ l^V S' SK3SÃ0 

Aon 1 1 di:^s do iuo£ do outubro do l8Si>, sob a presidência 
do S, M. V» Sr. h. l\\lri> í^\ no Imperial Paço da cidade do 
s. soKiskiAt» ito Kio do Jaiuúi\>, compai^ecenio o Conselheiro 
(\ui.tido I uu SUwi.i do Oliveira, Ministro da Justiça, os CoQ- 
s«^lhoh^ul do Kstadivi Manoel Pintj de Souza Dantas,' Olog^iria 
lltMvnlano *!' Vquino o Castiv e José da Silva Costa, o os Con- 
'H'lht»iri>s Vítonso Augusto Moreira Penna, António Coelho Ro- 
tlruuos o U Kviw doSobi*al, a Commissãu organizadora do Projecto 
\\m Toíiifío Cl\ il Uiazileiro cele'jruu a sua 8* sessão. 

l.ida o approvada a acta da sefsão anterior, o Conselheiro 
Allonito Ponna. obtida a devida vénia de S. M. o Imperador, 
iliHi|<u'i»u «lut^ não tíMido podido assistir ás primeii'as conferencias 
om iiuo «i» assontaram bases geraes do Prujecto do Codi^, o 
Mondo a inati»pia das succossões, que lhe coube o^boçiw, intima- 
luouto liííada a i'U trás secções do Projecto, julga conveniente, 
,mU« do oMiar ivpt>tições e perda de tempo, expor á consi- 
doi^AcA'' dl» !<ouM illustres coliegas da Gommissão algumas 
v^wwt*^*^ ,W *>í»«*«* distribuição das matérias, jX sobre dispo- 



ACTAS DAS ASSOES 



45 



siçoes de direita quB se tônham de consignar no Código, afim de 
«obre eliaaprònundar-se a Coramisaao- 

£m uma das sessões anteriores, diz ella, ficou assentado que 
80 adopte nu Código como principio predominante, em matéria de 
auccessaa, a plena liberdade de testar, corollario do poiier que 
so deve recinhecer ao homem de livremente dispor de seu 
património, fructo de seus esforços, Oo accordo com es.se prin- 
cipio talvez fosse mais lógico tratar em primeiro logar da suc- 
ceasáo tesumentíirin e depoia d;t succossao legitima, mas na 
Índice adoptado segi ilu -se a oriJem adoptada ora quasi todos os 
Códigos, 00 que aliás não lia iacoDvoDidnte, incluindu-Sij nes^e 
índíee uma secção intitulada — Da extensão de successíio testa- 
meotaria, — a exemplo de outros Codigoa, era que a liberdade 
de testar tem oa limites resultantes áa, reserva legal de uma 
parte da herança para os herdeiroâ necessários, pergunta ai 
convirá incluir nossa secção as limitações do direito <to testar» 
provenientes das relações de família, que fazem nascor a obri- 
gação de prestar ti li mentos aos parentes dentro de certo gráo» 
ou si esse assumpto deverá 8t3P tratado na parte destinada ao 
direito do farailia. Observa que oo Código do Chile, entre outros, 
a limitai.-áo a que se refere é incluída oa parte relativa ás snc- 
cesaòeg ; mas parecedhe que é matéria peculiar ao direito de 
fomilia, devendo apenas figurar nodii*eito das successôes quanto 
ao objecto da secção 3* cap, 2" do tit, E» que se inscreve — Do 
pagamentu daa dividas* 

Sobre esse pon to , res po nd e o Co ase l h ei m Cu el ho Roí 1 ri gnes , 
não ha divergência na Oommíss&o, e está assentado que ella 
tratará da divida alimentaria nu Tít. iV da direito de familiu. 

Continuando a sua exposição, declara o Conselheiro Alfonso 
Penna que uao pretende incluir oa parte que lhe cotlbe arti- 
cular as— doações causa mortis — as quaes, segundo o Direito 
romano, são equiparadas aos legadoSi por Lhe parecer que só 
deve tratar do que ô propriamente matéria de sucoessão, exis- 
tindo differençaa notáveis entfe doações causu mortis e legadoB, 
conforme o reconhecem oa próprios jurisconsultos romanos, e 
se vê das disposições do dii^ito. 

Pondera o Conselheiro de Estado Silva Costa que a Commi.s- 
são ficcordou era que— a doaçào camisa tnoríii-^devia fazer parte 
dodiroito das obrigações, a seu cargo, tanto que no Indico ap- 
provado do direito das suceessõ»;* não se destinou secção alguma 
ás doações daquella espécie. 

Em relação á devolução da herança aos parentes, na Unha 
oollateraí, propõe o orador á Coramissão que se limite aos liga- 
dos por parentesco não excedendo ao 6" gráo ( segundo o modo 
de contar do direito vigente ), parecendo excessiva a extensão 
do direito hereditário atô o 10^ gráo, como so acha estabelecido. 
Sendo o principal fondamento da transmissão da herança ob in~ 
teslúo a afTeição presumida do defunto pelos pareotea, eompre- 
hende-se que é levar muito longe a presumpção o chamar â 
successão os que se acham em gráo tão remoto» que de ordinário 
aão verdadeiros desconhecidos. O qxio acontece áa mais daa 




M\ RRVISTA no INSTITUTO HISTÓRICO 

V0Z08 (^ quo n dovoluçào da hei^aoca a paronrtes remotos consti- 
tuo unm surpresa para os inw-essados, e dá logar a muitos 
pltMUw ot>ínplio;id..s i>A/a si^ apurar o parentesco, do que não 
r.int M' aprovottam os csiXHsiilanorcs para haverem Ika pxrte da 
hora nca sob o proioxtn de liquidal-a. 0^a*Hoqiie iD<lica para 
limito, isto (S o (V\ está acoeito no Ck^digo do CL ile. e ó a(*uDse- 
Ihado i>or Mr. I.:iai*eni no seu Prujocto do revisão do Código 
Civil iVani-or. 

Altor^itia a ordoni da suceo9sào para se admittir o cônjuge 
sobnui\(MUo om 3*' li^gar. logo depois dos dosconaentes easoen- 
doiiu^s. ooiHorino foi aoortadamonto delil>erado pela Commissão, 
abandonado neste ponto o direito vi^rento quo só chama o oon- 
jiigii A sm^*o^iSHo depois do esgotada a lista dos parentes até o 
l(w gráo, piiHH*e também conveniente sul>stituir o Estado, con- 
forme si^ vc\ tio Indioe approvado, poios estabelecimentos do 
instruecAo. hospiíaesou outros estateleoimeatos pios do domi- 
eiho tio dotXinto. B* de justiça qw\ não havendo her«ieiros 
vineiilados ao doAinto pelos laços do sangue, ou pelo matri- 
nuHiitt, seus bens aproveitem a instituições locaes, pelas qaaes 
imtnralmente se interessava elle B* de presumir que as prefe- 
risso ai» lvst.i«io, easo houvesse feito te> Lamento. 

N(%>tc ponto loi (liHilara<io pelo Conselheiro Barão de Sobral 
ipm itiima das NeNSl^eN anti>riiin's, a que não as^^ifatira o ora^lor, 
Uuh;i :«u;i Ma^'ostaiie o Imperador suggerido a mesma idôa, 
qtiii moiMiMiu MMiontimenUi geral. Também approvou a Com- 
UilHiao o tlinlti^ pi(»|>oMto da suoco-são nlh-intestaio , 

V\\\ nn^uida (» 0*tMiselhoiro AlTonso Penna oommuniooa á 
('.ihiiiiiMihMíno, dt« aiuMrdo com a dei ibei^açâo anterior de que 
\\\\,s iiiionii:olo |H«lti Sr. MlniMti-o da Justiça, não incluiria ua 
imrlit iiMi* lhe im^uIni nrtttMilar — a instituição de fideicommittoe, 
lioiitliiii«ntti (HMttlemnada.e oxelnidude alguns códigos mudemoSt 
•uiiMti, |ioi lUiMnplo. 't da lt)ilia. Admittindo-se, porém, em 
«Uiiini-^ (lenfi^ eottitftis. o tVnnoex. o portuguez, o chileno e outros 
.1 iittiiMiiit i\ti (liloieoutmt'<s:iiia em 1" grão a HeLvor dos parentes 
iM..«.iii.^ li.i (.^(ct.iiM-. (It^seja s;ib(r qual o modo de peos^ir dos 
muii. .■.•iiii.iiiv II oNfii roM|MMio, afim ae artiouiar o que fòr resol- 
\ i.iii iMi nini llie «|ue <*om a eonstituiçãu do usufructo se attende 
.iiM hiKiii* •'H.1 logiiinitis na transmissão dos bens, sem ser pre- 
Hi.i.t loi.oi iiir iiob (idtMMiminissos, que vão de encontro a valiosos 
iuiiiii.<iii ii {iMi^i.ie.s na organização da propriedade e aos bons 

10 III. ijihK lid oeohttniia politica, além de serem na pratica uma 
l.iiiii. (iiiiiiihi dii litígios, i-omo Stf Yeriíica nos paizes onde 
i.«i.i.i. ou i>hi.iiiu tal instituição. 

II I .iiihollieiro Oiitllhi Rodrigues opina pela admiss.io dos 
M.i. 1 lOoiíiioMife itiii 1" grito a favor dos descendentes do testidor 
ii, .11111.1 hiurto». iNiruoondti-lht^ que a providenciada lei de 

11 ,|. .-iiuiImii lio lh'<S, ijuo aboliu os vinoulos, é sufflciente para 
, iiMi .4 iiiianivuiiioiiLeri doLmIos nos íidei<'umnii8frOS antiga- 
iit. iiii. .i.IimHMíI"'^ 

\ ,i|.i« •' I HiiHtdhriíii iiii KHtado Silva Costa pela oxtínoçio 
\(om|>t"*** doa luiiiiiioiiuum&ioii, ponderando que, em vez delies, 



ACTAS DAS SESSÕES 47 

conviria adoptar, para consegair os fins indicxdos pelo Con«e- 
Iheiro Coelho Rodrigues, a instituição ingleza do homstead que 
opportunamente proporia. 

O Conselheiro Olegário também manifestou-^e contra a 
instituição de fideicommissos por ser muito prejudicial à cir- 
culação dos bens, e fonte de longas e dispen^liosas demandas. 
No mesmo sentido se pronunciaram os Conselheiras Ministro da 
Justiça, Dantas e Barão de Sobral. 

Prosoguindo, o Conselheiro Affonso Penna suscitou a se- 
guinte questão Tendo a Commissão adoptado a plena liber- 
dade de testar, deve admittir-se a cuilação de doações feitas 
aos herdeiros necessários? No índice approvado, Tit. 8% 
Cap. â°, ha uma secção (a 2») que se inscreve — Das coUa- 
çoes — ; donde infere que a Commisí?ão adopta esse preceito 
da legislação vigente. Com certeza no periodo de transição 
será preciso regular essa matéria, pois actualmente os pães 
fazem as doações no presupposto de virem elias á coUação 
quando se partilhar a herança que deixaram ; mas a liberdade 
de testar faz cessar as r izões de ser das collações. Todavia, a 
quererem conscrval-as, poderia estatuir-se que só teriam logar 
quando não fossem expressamente dispensadas no acto da doação. 

Os Conselheiros C. Rodrigues e Silva Costa são de opinião 
que não se deve tratar de collações, pois que estas presuppõem 
a existência da legitimas, e isto vae de encontro ao systema 
adoptado da liberdade de testar, accrescendo que as questões 
de collação são das mais freq .entes no foro, e revestem quasi 
sempre cariicter odioso, o que cumpre evitar nat* successões. 

Os Coost^lheiros Ministro da Justiça, Dantas e Barão de 
Sobral pugnaram pela necessidade de regular a matéria das 
collações, de modo que fique bem claro quae^ as doações a ellas 
sujeitas quando os p<&es oe familia deixarem de usar do direito 
de testar. 

Lembra o Conselheiro Affonso Penna uma medida que, 
sendo de accordo com o principio da liberdade de testar, atten- 
dera ás conveniências da pratica das collações, a saber: serem 
trazidas somente á collação as doações íeitas com essa condição 
expressa. Assim invertem-se os termos do que se faz actual- 
mente, passando a collação a ser excepção, em vez de ser a 
regra geral. Para resolver as questões nesta hypothese, dever- 
se- hão estabelecer regras claras e precisas, com as quaes 
poderão os pães se conformar, quando não queiram usar do 
pleno direito da disposição dos beus. Com esta solução concordou 
a Com missa o. 

Finalmente, declarou o Conselheiro Affonso Penna que pre- 
tende simplificar, tanto quanto fòr compatível com a verdade 
e authenticidade das declarações de ultima vontade, as íórmas 
dos testamentos, expurgando 03 de exigências de puro formalismo 
romano, de que existem tantos vestígios na legislação actual, 
daodo origem a múltiplas e compLicaídlas demandas e a decisões 
Contradictòrias dos Tribunaes, segundo attestam as coUecções 
de arestos. Pretende conservar âsíòrttfos de téíÉtaúiento de 



48 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

accordo com as ezigenciM da sociedade moderna, fíxaodo regras 
termioantes para os casos de nuIUdade ; não consignará a 
matéria dos codicillos, admittidos pelas Ordenações do Reino, 
que os transplantaram da legislação romana onde, aliás, foram 
estabelecidos por motivos peculiares ao povo romano, sendo que 
o espirito da legisla<^ portagueza posterior ao Código Phi^ 
lippmo já era contrario a semelhante modo de testar. 

Foi levantada a sessão ás 4 *4 da tardo. 

Do que para constar o Barão de Sobi*al lavrou esta acta que 
se dignado assignar S. M. o Imperador, com os Srs. membros 
daCommissão. — Affonso Augusto Moreira Penna. * 



* O anico que assignou essa acta.— iV. da C, de li. 



LIMITES 



BNTRB 



O ESTADO DO filO DE JANEIRO £ O DISTfilCTO FEDERAL 



Bibliuthocario do Instituto Histórico o Geogmphico 
Brasileiro 



831 — 4 Tomo lxviii. ^. i. 



LiiDiks entre o Eslaè h Bio è Janeiro e o 9\úikk Federal 



I 

Por satisração de boDS desejos, apreseoto estas noistô para 
poderem servir ao estudo da qucaLao de limitos entre o Estado 
do Rio e oDistricto Federal. 

Não nutro a idéa, 6 certo, de eâclarecer o aasumpto ; mas 
tao somente de oacamiQhar a discussão. 

Sei, tíimbero, que o objecto destes apuutaraeotos tem 
occupíido a attençâo dos represeDtaDteíi do Poiet* Ex"Ciir.ivo do 
DLstritíto — doos ios quaos, oa i'.xma. Srs, Dí^s. CooIIj o Rodrigues 
e Joào Felippo, em suas mensaffeDs ao Conselho, cunfeí^saram 
as dil!1cutdades ínherentes ao litigio. 

Pergunia-se : a liuha divisória, qao eiítrôma a froguezia 
de Irajà, do E^^tado do ívio, deve ser representada polo MiHty 
(margem direita), desde sua nascento ati5 o mar, f>u por este rio 
tão sóraenti3 até a couflueocia com o Pa v una, seguindo o limite 
pela margem direita do ultimo at'-^ suas ca beco ira 3 ? 

Antes de eiitrar era mat^rm, .sej;i-mo liei to dar alguns 
subsídios, sobre o povoamento dessa zona de terra, os qimes, 
além do que está, publicado o sabidti, foram oxtrahidoa de do- 
camonios inéditos e quasi nada coasoUa^los. 

SíígUDdo a opinião de Theodoro Sampaio, Irajd é corrupção 
de Ira-ijâ — logar do onda bruta o meL Ira-ijá escreviam os 
antigos, como por exemplo frei Agosiinlio de Santa Maria ^ no 
Santuário Mariano. Seguodo o supracitado aulor — Pavimu 
BÍgniúcdL tudo preto . Em documentos antigus encontro também 
Patnma e Ipabuna, Era uma de O omi nação genérica dada pelos 
mdigenas a varias localidade.^, como pôde ser lido nos dilTe- 
reotes diccionarios goographico». Aqui mesmo, nesta cidado, 
no logar em que foi edificada a egreja do Rosário, existiu a m- 
lebre lagoa da Pavuna^ onde iam tomar baniio os pretas novos. 
Em 17ií5» esise paatanal estava já meio entulha ío, Címíoriue o 
requorimento feito ao Concellio por Joào Barbosa Calheiros. 
(Do'^ Ar-'k. M.) 

Finalmente, Merely ou Miriiy^ rio dos mosquitinhos— é cor- 
rupção de Mbiriíih (segundo ouer o Dr, Macedo Soares) < logar 
onde abundam esses tão inpnitos quão inço modos in,<erlúsiff 
quõ ultimamente foram reputados como Yehiculoâ de febre 
amareila. 

Pouco tempo depois do estabelecida a cidade, no morro do 
Gastello, concedia Salvador Corrêa, em 14 de julho de 15(>8, a 




r»»> 



liUVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



P 



António (lo Kranga, ah^in do torras no Irasfo da cidade, 1.500 
braviu, (UU Irajd. Comoç«'ivam ellaa do actual porto do i/ária 
Afujú att> o rio dt^ IraM. Ki*ança íoi o i\indador da Fazenda 
<ir'(ttuit\ ou do Nossa Sonhora da Ajuda, da qual eiu 1642, era pro- 
)i'lotarlo Jorffo ilo Souza Coutinho, a quom o j^ovomador Duarte 
'orr(^ i Vancjuouiu^s i»o.iooaia tambiMU uma ilha, iVonteira ao En- 
Konlio. Km \i\U\\ Souxa o sua mulhor Maria do Qaihegos faziam 
(M^M.saiMl(«HsaH torras si laa om (^Mr;ui/Jt)'trtaosdous alhos Igoacio o 
Krainl.vt). Data daht a dlvliAo \la Fmenda Onwde, 

Tudi) Isitt oousui do (loiMuuentos do Archivo Publico, qaaDdo 
\\\\\ lNi;i, Anmro Jo.s^^ Violra. enlào pivpriotario do metade das 
torras oonipradu» a Joat^ lVri»ira Dias, tMnbiirgava a coocessão 
\U\ mangues ri*ont(Uros d sua h^ituna piH}pri6dade. 

Kntro outras so^nlarlas otmoodidas. nioncionarei a de Braz 
dtibas, om Mitity (IN\S), do Francisco Raposo (1574), em 
iKuaHNÚ. d« Andlt^ ('ardoso (l^:s), no rio Upaouna, que entra 
no Mlrity, do IWro Vau (l&ts), rt^stiuíra, om Mirity. de Domin* 
gos do Kraga o Lout^^uv^ LuU, lcTr«r< dn binda de além, em 
Abril}/ (Ih7\»), do DloKO KomandtMi Pinto Uõ7ií), no sertão do rio 
Mlrll.y. do António Alvai*«nga o Krauoisoo Alvareníra, sobejos 
iMiirtt a Morra lio (^orlolUiS o as datas quo vle Mirity, Pabuna e Sa- 
rapuby vAo p.ira Tampo (Irando (lfv8i>), do Diogo de Brito (1602), 
ootito Mtrity o s.irapuhy« tto vigário Martim Fernandes, em 
Oortviiio [ \M\), d t K^tovam iionios. om Sapopoma, para Campo 
Orando (1(\0H), -> do J«ao Uodriguos Kalon\> em Campo Grande 
o TahnanM (hUKO — do JmH.» Barbosa raUuàros (1612) sobejos em 
/r.i/ / —o mosnit) ralholixw ainda em IríV^M 1^13) «oftejoí— de 
haUha/ar iU\ Abi^m (fonilador da ormida da Penha) — 300 braças 
t»m /r.i/.i 0(\i:n; ,i() haltha/ar Kan^ol tambom em Irajá (1613) ; 
lio \nionlo Maruns da Palma fundador da Candelária), no 
HortAo do Ir.ija (h*«l:í); Dahha/.ar de Andrade,— Mana de 
oUvoíra ihU:!), ambos om Ivoj^í, b.Mu como Gaspar da Costa, 
mo dl» padro di> mosnu) nomoV^ quo foi funiador da capella de 
^J. S. da AprosontavÀo o mais tardo 1* vigário de Irajá.— Ainda 
om h»i:í a dt» lUltUazar ilo Amorim — íoí»*;oí em Irajá ; — 
do l''olloian> Coolho iam e Podro do Soma Poroira, torras nos 
('«viífiros 0<>í'>'M; — do Tlionu^ i;orrtV\ do Alvarenga (U)50), so- 
hrjos entro Stip,ypeni,i o .UinV;/;— Jost^ IVroira Sarmento, sobejos 
entro sou eiigouho na Pafninu o (.Vr<viM.í. UkSO.— além de outras 
ainda, oin 174?, orara concedidas, om sosmarias ao capitão Félix 
do Souza Castro sobejos do torras na iVogm^ia do S. Joào de Mi- 
rity. (Doe. dolnsi. Hist.) 

Para atten ler As necessidades ospirituaos dos povoadoras 
dessa parto da Capitania do Rio de Janiúro, ati^ ontão suflfraga- 
noos das duas IVoíTuozias da cidatlo. St5 o Tandolaria. o Prelado 
hcclosMstico, António do Marins Loureiro, mostrou A metró- 
pole a nfvossidado da croa^ào da al^'uma.^ paroohias nas vizi- 
nhanvas da ci .ndo, habitadas p.)r mais do vinto mil u^ssoas, 
entre livres e escravos. Pelo Alvará litigio do 10 do rovereiro 
ae 1647 foram confirmadas as duas novas matrizes — do IraJá o 
S. João de Mirity. 



i: 



LraiTBS 



Por uraa ordom constante do livro 0^ da Provedoria (Doo. 
do Arcliivo Publico) veriflca-se qBO o rei ordenara íizessem 
parte «la nova parochia de Irajá os engenhos pertencentes : a 
Diogo ífe Sá da Rodiíi, Aiitoeio do Aguiar, Birtholomeu 
Machado, Vicenie da Costa, Luiz do Souto, Jorge do Suuza 
Coiuintso» Bartholomeu d© Abruu, .losé António Barbosa, 
Gonçalo de Poiítea, Manoel do Valíe, Raltbazar Damory, 
Pantaleao Duarte, João Pimenta, de Carvalho, António Pe- 
droso, Francisco Vaz, Pedro do Souza Pereira, Francisco 
Frazão, Mnria Corrêa. António de Sampaio, Antoriio da Silva, 
^fa^tlm de Souza* Feliciano Coelho, Manoel Borges e Manoel 
do Paredes, 

Este ultimo pareço ser o chefe da abastada farailia desse 
appellido, cujos raerabro», residentes e senhores de engíinlio om 
Iraiá, tiveram os bens sequestrados por serem accuaados de 
Judaismo e for;un purgar poccados dos cárceres do Santo 
Officio. Kata ypiniâo ó suggerida pela leitura do tomo fy* — 
Annacs ffo Rio cie Janeiro — de Bnlthazar Lisboa, e por extensa 
Hsta áty conde mnados como christãos novos, existente no ar- 
chivo do Instituto Histórico, publicada em parte no tomo 7* da 
Revista dessa asfoclaçao. 

Poresae t^mpo, e pelo mesmo motivo, íorara penliorados a 
Josó Corrêa Xiraenes mu eiígeabo em Ira já e a João Corroa 
Ximenos sua fazenda na fregíiezia do S. João de Mirily. Joáo 
Ximenetí foi rico proprietário na cidade, exoi^coii cargos de im- 
portaucia, inclusivo na Misericórdia, de cuja lista de irmãos 
foi iiolenoeraonte ri^ciído por ser judeu I 

fim agradável palestra com o Sr, Dr. Miguel Rangel, 
ílliifitre engenheiro, disse-me elle. ha annos, ijue a fazenda 
Vicente Carvalha, arrematada era praça por seu!^ avoengos, per- 
tencera a um christâo novo, de nomo Lucas da SIIva. 

Como 6 8;ibido, díi vistv zona cirnstituida pela primitiva 
freguozia do Irajá foram desmembradas terras q\i*ò constituíram 
as parochiua do N. Senhora do Dosterro do Campo Grande, 
Nossa Senhora do Loreto do Jacarí^paguá, S< Salvador de Gua- 
mtiba e S. Thlago de Inhaúma. 

Esse assumpto foi bem tratado pur Monsenhor Pizarro, qno 
em suas Memorias Históricas entra em líiiDUcias, que não 
podem ser aqui reproduz id^is. 

Não me foi po-siveL por ora. no Archivo Publico aotiar a 
relação das onírenhos de que foi formada a Fnjguozta de 
S, JoàodôMirUy* Talvez na camará ecclcaiastioa f?) seja en- 
contrado documento explicativo dos tiraitea dessa parucliia. 
Segundo Cortines Iaxo, a freguezia teve por sode pequooa ca- 
polla sob a invoíiação de S, João Baptista, efiifi'íada pelos mo- 
radores de Trnyrapnngt, Arruinada a ermida, sorviu intorin:i- 
mente de maT,r»z a capella do Nossa Senhora da Cooceíçâo, sita 
no Porto e edificada, antes de 170S, pelo jà citado .loao Corrêa 
Ximenos. Mais tarde, fui concluida a nova matriz, em iogar 
próximo ao rio Miríty. 

S, João, Piedade de Igoassú, Santo António de Jaootinga, 



* onsta 
• :... seus 

.riAucia 

•- ie la- 

:.:no, 

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■ '^W'0, 

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'». para 
..ilo do 
M.muol 

. P:- 



LIMITES 



ss 



No mencionado documento encontram-se minuciosas Doticlae 
sobre estabeleci mo atoa ruraesdo menor importância, producçáo» 
exportação de ^eoeros* numero de embarcaçí^ea, eacravos, etc' 

Agora, que rapidamente tenbo dado noticia aubre aa anti- 
guidades de Irajá e São João de Mirity, deveria passar a referir 
o que dizem historiadores e geographoi, acerca do limite em 
questão, e anatysar as cartas topograpliicíis, erradas em sua 
grande maioria. E* do que tratarei em seguida. 



11 



Em ligeira reaenba, apresentarei o que se pôde encontrar 
em trabalhos publicados» com referencia ao assumpto em es- 
tudo e dos quaes se dovam tirar subaidios sobra a que«tâo de 
limites. 

Dos muitos escriptores, quo* mais ou monos detalhadamente» 
se occuparam do Rio do Janeiro, nada adeantnm: Gabriel 
Soares, Simão da Va^concellos. Jaboatâo, Santa Maria, Duarte 
Nunes, Rocha Pitta, Sf»uthoy, Varntiagen. Fpeycinet, Norberto, 
Cortines Laxo, Gonçalves dos Santos, Abreu Lima, Pompeu, 
Moreira de Azevedo, ÍL Lobo, Ferreira da Rosa, Mello Moraes, 
Fausto dô Souza, Feli^t Ferreira, Augusto de Carvalho, P. de 
Abreu, Piro8 de Almeidíi, Azevedo Pimentel, etc. 

Não mo lembro ai, em sua apreciável monographia Historia 
da Cidade do Rio de Janeiro, u Sr. Dr* Felishôllo Froirc des- 
creveu 03 liraif-e,^ das diversas parocbiis do Distrícno Federal e 
os deste com o Estado do Rio, Não ô do admirar, não o fizesse ; 
}x>rquanto, ainda em 1845, a l>lu^trissima Camará, em oficio 
dirigido ao Ministro do Impor io (dtjcumento do Archivo Pu- 
blico), declarava ignorar minúcias sobre o assumpto, em ordem 
a satisfazer ás informações da Capitania do Porto. 

Sm diversos trechos do aua« M&morias Históricas, assim Fe 
exprimio monsenhor Pizarro, rallando da freguesia én Irajá. 
fpag. IO, voK ;í*') : € Limita-se ao norto, com a fr^guezia do 
Sp João de Mi ri ti, em pouco mais de uma e meia léguas, ua 
ponte ão rio Miriti, próximo ao mar, otc.» 

Tragando ainda ( pag.l3 ) os limites desta ultima parocbia, 
disse ; em distancia de í 1/2 léguas se divide, ao norte, da 
freguezia de Santo António de -lacutinga polo Rio Serapnby ; 
longe uma légua ftca-lhe o mar ao nascente; em 1 1/4 de légua, 
ao sul, termina com a F. da Apresentação de Irajá pelo rio 
Payuna : 

Descrevendo mais adiante ( pag. 17 ), este rio, accrescenta i 
€ O rio Pavdxa* qno divide esta freguezia ( S, João ) da de 
Irajíl, pulo sul, não se origina immediatamento do serra alguma, 
raas de charcos o várzeas alagadiços, situados entre as la/endas 
do Retiro e de Jerixinó, visinhas ambas á serra... dahi { mais 
acima da ponta por onde se passa ao território de IrajA,,. 
Desde a aiia origem, á ponte, tem o oome de Pa v una : o desse 



J 



56 



RHVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



logar por diante, chamasse Rio de S. João, pela Ti8in!iaDça« 
em que corre» da Matriz e eotra bo de Miriti.» 

Com a opiQíâo do douto ecelesia&tico cijncorda MilJJot de 
Saint-AdoJpho . Em aeii Diccionario Geofjraphico, traduzido o ao- 
notado pelo Dr, Caetano Lopcís de Moura, tomo 2<* ( pag, 206 ) 
enconira-se o seguinte: c Payuna — lUbmro da P/oYinci.i do 
Rio de Jaooiro ^ Nasce nas serraa do Bartgil e Jerexinó; 
separa por uma parte o termo da Froguezia de Miritl do de Irajá 
e vai se juntar corn o ri> Mirlti, o qual com este tributo dá, 
navegação duas léguas abaixo da povoação de seu d o me. Ha sobre 
o Pavuna uma ponte, que dá serventia & estrada do [lio de 
Janeiro para a Província de Minas Geraea, Haverá dez annoe, 
que 80 começou nbrir um canal entro o rio Ouandú e o Paruna, 
para, por alio conduzírera as fazendas em direitura até o Rio de 
Janeiro, sem ser mistor ir por mar ; mas este trabalho, foi in- 
terrompido em 1841 , e nio iabomos que se tenh i continuado — 
Freguezia de Miriii — i limitada ao sul pelos rios Pavuna e 
Miriti^ que extremana o 8ou termo do da Freguezia de Irajá 

O inolvidável autor da Chnrographia Bruiiiica — o Padre 
Ayres deCazal, escreveu: tUm quarto do légua ao norte do 
precedente (kaj^) sahe o rio Mirlty, forma-lo pelo rio inM- 
muahy. que vem da Serra do Bangu e Pavitna^ que se lhe une 
pela ( ííquerda duas lejíuas e meia longe do mar, atravessa 
um terreno em grande parte alagadiço e sá navegável por 
espaço de 3 milhas, em linha recta, até o porto de seu nome, 
onde se carregam caixas de assucar e viveres, prodocções daa 
fregueziasdo S. Joào a Xos^ta Senhora da Apresentação,» 

Em aeut Annaes do Itio de Janeiro — o mui conhecido 
Dr* Balihasar da Silva Lisboa reproduz, ipsU verbis^ a raateria 
do um seu ofllcio dirigido a Martmho de Mello e Castro em l do 
janeiro de 1788. Este documento, pertencente ao archivo do 
Instituto Hi8tí3rico, foi dado á imprensa, na l* Parte do Tomo 
é5 desta Revista. 

Com aqtxoUe documento muito se pai*ece ura outro — o Hiú 
de Janeiro e Seu Termo ~~ manuscHpto coordenado nos fins do 
sôculo XVIll, offerecido por P. A. do Varntiageii e impresso 
na Revista do JnstiUdo, tomo Hg, Parte !.• Referindo o que 
narra este ultimo, disponha mo* nos de referir a opinião de 
Lisboa: cAdeante, caminho de Nornuosto, distancia de um quarto 
de légua sobre o rio Mirity nasce na serra do Bangú, ràieya 
muita terra o por ser toda muito baixa, esprayão se por ela 
suas agoas, razão de pouco fundo para navegação, que £ó per- 
mitte de roeya legoa Linha recta, que tudo assim se ha de 
entender sondo a navegação dos Rios muyto mais crescida em 
razào dos giros de suas correntes, o muito deâeultava sua me- 
dida* Hô o porto deste Rio de seu mesmo nome frequentado 
pelos moradores de tros frcguezias e viajantes de Minas peio 
caminho nox^o, > 

Cumpre não esquecer que tudo o nue vae referido é o resul- 
tado de inspiração bebida nos Annaes ao Rio de Janeiro^ memoria 



LIMITES 



57 



cxistonte na Bibliotheca Nacional e só em parte impressa pelo 
Dr. Mello Moraes, no Brosú Etstorico, Não se sabe, oora 
certeza, quem F^ja o autor anonymo dessa obra c|ue B. Lisboa 
seguiu, pari passu^ om sen imbalhu, emn o mesmo titulo, Rni 
tempo chamei a attançào do Sr, Ur. Folisbello Freire para easa 
íin guiar coincidência, { 1 ) 

Baaiiio Quaresma Torreeão, em sua GcograpMa Unimrsal, 
impressa em Londros (!8E4)dácomo limite entre m duas iro- 
guezias somente o rio Mirity. O mesmo íicontecocom o Dr- J, 
M. do Macedo e Moreira Pinijem siváB Cfíorogniphias di Brasil, 
M. Piíito. no Diccionarío Gejgrapliico, ora partilha da opinião 
de Pizarro, a quem segue* ora dirige-se por diversos rumos. 
Kxeiíiplo — (Pag. 544) Miriti, riu quo serve de di?isa entre o 
Dífitrieio Federal o o município de Iguasaú ~~ Recebe entre 
outroa o Pavuoa. — Comparo-se isto com u que refere esse 
operoso geographo. quando trata d<* Estado do Rio e da cidade do 
Kio de Janeiro e facilmento ^e verá que não sou exaggerado. 

Pondo de parte opiniões quo podem dar ganlio do causa À 
controvertia, procurarei pisar terreno mais firme. Em seu 
importanlo relatório de ls73, o Dr. António Ferreira Viaona» 
ontáo Presidente da Cami\ra MunicípaL fondaodu-se em doeu- 
raontos inéditos com a proôciencia do todo-i couliecida, travou 
os limites daa varias parochia^ do antigo Município Neutro. 
Com relação á de Irajà assim se exprimiu : « Esm freguesia 
lim)ta>06 com a^j seguintes, a saber : Inhaúma — da ponte da 
estação de Ca8<?adura à situação de Elias de Barros, desta áa 
Pedras do Jurameuto, a ganliara í^errado D, Aleiandrina, o 
desta ú. Serra da Penha pc-Io rio Escorremão, que desemboca 
era Maria Angu. Jacarrpãfptrt —de Cascaihira, onde principiam 
as terras do linado Domingos Lopes, do Carapinho a Macacos do 
Souza, onde priuclpiam m toras do commendador Pinto, 
serras do Valquoira, Cacliaraby, ('afimdà, fatunho, Mivcacos, 
dos Castilhos e Baratas ao rio Piraquara com soa nascente e 
da margem direita deste rio A fazenda do tenente-coronel 
Fetippe, denominada Monte Alegre (seado a esquerda & do 
Campo Grande), > 

< Do atonte Alegre vae áa fazendas das Palmeiras, de 
Nazareth» Botafogo e rio Pamma, onde ditjide com a jYeguézia 
dê Merity (que não é do raunicipio} abrangendo Pavuna todi, 
Tros Rios, fazenda do Vigário (ioral, Saravatáe dahi á Penha, 
onde fecha os limites cora Inhaúma,» 

Essa delimitavíío es ti dtí perfeito accordo cora os factos 
feguintoá: por edital de Irí do julho do 18'*7 a lllustrissima 
Caraara dívuliu a flreguezia du Iraj.! om dois districtos do Pai, 
do conformidade com o Código de Prucesso, sendo a divisa — da 
ponte Pa^una pL'la o?!trada do mesmo nome ao Areal até o 
logar do Sapé e dahi pela de Queimados, dividindo com as 



( 1 ) Capi«tratio do Alireu pensa quo ambos os tmbiilhos tio da 
Uvra d« Baltbaz^r Lisboa. 



58 



RKVlSíTA DO INSTITUTO HISTORIOD 



terria da Qktenda àh fio» Ksporaiica. Sapopeaite e Fonónbft» 
ftlmTiManda a etUiida QerUde s&nu Cnu^ wegvàmia ss diTisas 
dii lerroi do Yal^uelrm o l i i o nooa a ooniliHir «on « IhsgwM 
do JAoardMTuA» 

O 1* (listrtGto coai tg t lHMldtt l a : o arrai&l da Ufatrlt. Barto 
Veilhu, Penh V, ViconW OàrvmllM, AT&ú 
oatiiionlo. Kuniit^ha, Mai^iaoMí d<i 8Mua, OMipin to e J 
^ O ^\ ltiitofo.íiK \ai(ti«a, AdTailâOS, EagJBQte NoY»» S^p»- 

pottiba, Nfítonot^H i)o CAsUllia9« Oalonko e VilQiiiiin. 

Kiu viituilo i\\> fctimxçftiu» «iM tfo Tim lo a»i» o por 
tin\i\ ilii ivvuiria da UliilBtorlo dâ teiticai. « OuBura, mi 
CKtil.nl iit^ H do ifogto d« It^, roTWOtt a snVdiria&a. KaUmI* 
rotMito tvaa forMH atlsmilud m ^ntoÁUrm Umútm éo nato 
dUirioio tld Pai. qiM eooiyréMoa laia a pax^a^ia ás Iv^à» 
limiU^ ira^^o» am 1HS9, aula m n 
aaram raiBaUaiíoa. Daqai aoikitaéa 
a aiMHVisada pormi^te aara» aai metam 
ai ívnliiai aalaa da UlasIriBíaa Cai 
itun MttbíaaMalai — iiaaado te«a psi^aa «aa pcaika « dite 
mluac^iiâ do AH^ ÂMtHm a i (1 íf^wT ftaan ««aalaMaOBaHr 
liim utMva* prituiUTaa aalaa ni l piiaii 4a Maaie^ía lia«lsaw % 
marfim dir^lia da P^vuaa M laslaia m £▼!« ifiai «asro 
ttiaa oircuuMiertKdà a a aoTm pm^rfaola d# ttb da J^aaira. 

^ - "^ioà«wlraUllM.9aWcaia on I9f)a p^Sr. r. 

A. oaha :^Mitoa, aomÉnu 

lataãéBfliaia Mimietpal aaemaM : « Pémm (pag. «1) (pvi«ttA4 
- rrif. da Irajà. ^ dfcnwrtpBÍa aatintiM ; AfatTda 
Frt^r 3a Iiali, 14^ preteria, paitiaaa ap tâ^dbar, ém íihjiiHwi 
mutiicipaia. Uaiito da DÉ aUiitái Federal aaa a IMada ^ Bte 
do Jaocíiro. Paria da poote Hgs 
Rio da Jaoeifo»* Kal» tàtMa, aanc 
aoodrdo oom deeiaoes do GoTarao Geral, 
paloa praaideotea da antiga Piwiu a ia te Rio* 

Federal do Bifado do Rio. Mo mrk praúo aemmatar Ím 

'''í®!'^!!.**^** *••/ ^ ^^ <Fíg. »!>. íft^. da^ Undia 
aa IMam o leniio da M^S7^ 

mi a fivf. de OampoOraade, petoa ríoa Maritr e ParaBa ».ala* 

Sa aaaa ea^ ama diw rtoa, o Sr- Nofwitt. e« 

NaaaraUi. Paviuim, OaaeMarate.,aa ouea^caaa 
foram aempra a^ftagiMaa de to JL 
Ko AljDBttk de Laeauibert de 1901. pSlieacio djna da 
^peia soUioeíQaidada de «dai ialiainiiaooea. com leib» 
rNc^mltmlieailalrmíitM. 3Dl)leio: ^Ao aorta, e Brtada 
doR^daqneé aepando ptí^ hom M^Hi, « pJ!^ eaaTdaik 
Í?Í^.]?!!I2^ ^*'"*® daooiaiBaio T^ea Rioe oa Tr«8 Barraa, 
^ I^ ^^ ' i?*^"*?**** ^ **™*« do Disiríeto F^danO» 
gSf-Z ^^L^ ^ wi.aOa^oo AtlaatiTO; a i6Kie. a Babia do 
na «a naeira ; ao norte, o IMado do Rb da iawivo, aarraida 



LIMITES 



59 



a Unha divisória, reconhecida por tradição polo rio Merity desdo 
a sua foz até a confluem ia do Pavuna, — por este rio Pavuna até 
smis cabeceiras e tia lú poios limites das fazendas do Rtítiro e 
Quaodi^ do Sema c m a fazenda, antigo Morgado do MarapicTi.ii 

Lembrai ci ainda a lei a. 947 de 29 de dezembro de 1902, 
& qual deiermiDou os iin[iitõs das circurnsoripções policiaeí» do 
Districto Federal. 

Nãu pudendu copíal*a por ser bastante extensa, apenas 
iiot;a"ei que todaa as localidades coraprebendidas entro os dois 
rios PavQDa e MereCy, taes como Botafogo, N iZíiretli, Coaceição, 
Boa Esperança. Pa runa, sendo esta ultima. Paxyuna, assigím- 
lada como limite com o Estado do Rio, ficavam comprehendidos 
Dã nova 6"" circumscripção suburbana (Irajá e parte de Campo 
Graode). 

Antes do entrar nu estudo propriamente do litigio» pro- 
curarei, tendo á vista os mappas o cartas topograpbicas anti- 
gas e modernas, ver si consigo mostrar a veracidade dai* opi- 
niões dos que sustentam ser o riu Favuna limito incoaíeatavel 
entre o Districto Federal e o Estado do Rio do Janeiro. 

111 

Farto e importante é o cabedal do mappas geographicos, 
chorograpbicos e topograpfiicos» com referencia ao nosso vasto 
paiz. Dessa verdade dão testemunho r os catai ugos da Exposição 
de Historia ô Geotpyfphia (1S81), o da Exposiçõo de Geotjraphia 
Sul- Americana (1*889), oa da Bibiiotheca Nacional» Instituto 
Histórico, da Sociedade de Qeographia» Ârcbivo Publico e Dire- 
ctora Geral de Engenharia^ ele. 

Desta copiosa collyciauea, porém, cumpre dizer, pouco se 
podo aproveitar para definitiva solução do litigiu» em astuilo. 

Os mappas geraes do Brazii, desde o oi'ganisado em 1789 
por uma commissâo de astrónomos e engenlioiros até os mais 
raodernua, incluindo os do Nioraeyer, Xavior de Brito, Pontes 
Ribeiro, Bi/llegardOt Beauropaiie Ruhan o tantos outros, cão 
referem minúcias sobre limitns de raunieipios e parocbias. 

Dos parciaes com rélaçào á cídado do Rio do Janeiro e ao 
antií<o Município Neutro ; uns áò descreveram a zona urbana; 
outros esta e parto limitada dos suburbioss. Dos que traçaram 
limitfei da ^ varias frcguoztas^ abrangendo espaço maior : estes 
mencionam o Mirity como limir^e entro a freguezia do Irajá e a 
município de Iguassil; afiuellos apontam também o Pavuna 
como lieha divisória entre o Districto Federal e o Estado do Rio. 
Desse modo os litigantes podem encontrar argumento em seu 
favor e contra o antagonista. 

Dessa incerteza, que, hoje, pôde e deve ser annuUada pelos 
importantes trabalhos da Planta Cadastral, dá sufUdente expli- 
cação o disiiocto engenheiro José Manool da Silva, no s^íu lida- 
tório final da secção de triangulação do Município da Cúrtt% apre- 
sentado, ©ra 1878» ao Cunselbeiro Beauropaire liohau, prí^sidento 
da Carta Geral do Império. Como é cabido, os trabalhos da 



I 



60 



BE VIST A DO INÍ5T1TUT0 HISTÓRICO 



secção haviam sido saspeoaos por ordem do governo, em conse- 
quência do máo pstado das finanças. 

Desejando, em fins ãe 1>>T5, a scgniida directoria doa Negó- 
cios do Império conhecer as grandezas das áreas de cada uma 
das freguesias do Município da Corte ; não pjdendot porém, 
deslindar os Umifes > feitas, remetteu todo e-ise trabalho i com- 
mifcão da Carta Geral do Império, da qual era cheio da aecçio 
de triangula^ do dito mimieipio, o sopra mencionado Dr. 
Silva, 

< Depois, refere olío, de hayerraoâ examinado es papeia re- 
lativos aos limites das ditas freguezias, que foram postos á nos- 
sa disposição pela dita dirt^toria, procuramos discriminar o 
território de cada uma dolltis, afim de calcular a área d'aqtiel- 
las, cujas plantas topograpliicaa já se achavam pôrfoitameute 
levantadas e dar nni valor approximado ás das que houvessem 
alguns da los no nosso arehivo. Mas a falta de indicações nesses 
documentos eram taos que logo vimos serem rauito deflciontas 
o qutí pouco nos orieiHariam Recjrremos. então, ao arehivo da 
municipalidade, mas ahi nada exisua a essd respeito.» 

Liactando o emérito ongenlteiro comas maiores diíllcn Idades, 
chegou a concluir que < nenhuma das ft'egu3zins tem limites per- 
feitamente definidor, podendj se afflrmar qtfe para todas ellas as 
divisões são indeterminadas, senào eni todos os pontfts, liO me- 
nos em alguns. » Nâo s6 este, mas todos os outros trabalhos 
executadas pola secção (fe iriangidagão podem ser consultados 
pelas duas p; ir tos eontrari;js. 

Não tenho tempo nem competência para analysal-os ; mas 
somente, indicarei* aqui, nestas simples notas, a discordân- 
cia, notada em diversos mappns docuchecimeoto vulgar. 

Em 18f58 foi dado á ostirapa o importante Atlas do império 
do Brasil, organisado pelo il lustre Cândido Mendes de Almeida, 
operoso e infatigável cuUor das sc^onciMS o das letras. 

A carta u. J5 desse notável trabalho ô consagrada ao an- 
tigo Município Neutro. 

O il lustre ;,'õographo, limitando o hoje Districto Federal, faz 
passar a linha divisória ontre e^te e a antiga Província do Rio 
de Janeiro sò pelo rio Mirity desde a foz até as nascentes. Desse 
modo, fazen las, que sempre pertenceram & parochia do Irajá, 
figuram como fazendo parte do município de Iguassú ou antes 
da freguexia de S. JoSo de Mirity. 

Citando nos preliminares (pag. 18) o material e outros 
auxilies consultados e aproveitados, confessa o consciencioso au- 
tor o íseguinte : € como se terá risio, escassos foram os auj^Hios 
que tivemos joítrt o mappa deste lerriloriot que podia conter ou* 
tros detfil/its ; mas infelizmente ha ãobre o assumpto deficiência 
de dados tapographicos ^ O que existe não tem grande importância 
e pouca confiança itíspira, » 

E isto é mais curioso i na li^^ta de obras impressas, cônsul* 
tadaa, oiia aa Memorias Históricas de Munsenhor Pizarro, o 
qual, como já mostrei, admitte também o Parunacomo divisão 
entre írajá e Mirity. 




LIMITES 



61 



De egnal valor appai^ecen, em iBí^2« o recommeodavel Atlas 
do Brasil, coQfeccioiíado pelo Sp. Barão Homâm de Mello, 
poderosamente aiuiliado poios Srs. Lomeliao de Carvalho o 
engonheiro Pimenta Baenoi próceres na matéria. No mappa con- 
sagFãdo ao noado Município Neutro lâ vem traçado somente o 
Mirity como limite era quentão, 

EDtrtitanto, o contrario está eiarado — na Carta Topogra- 
phici e Administrativa da Província áo Rio do Janeiro e do 
N!uDicipioNentrOi preparada secundo os nielliores m a ppas publi- 
cados até agora, apraseotando pela primeira vez ca novos muni- 
cípios iJe S» Joào, Capivary. Bonito, Saquarema e Estrella, as 
fregueziaa que foram creadaspula Aa^embléa Legislativa, até 
Sâtembro de iHir», e o canal (|uasi acabado de Campos e Macabé, 
publicação corri;.'ida e coniíideravelmonto augmenlada polo vis- 
conde L Villíei^sdo L'lsle Adam, otc. 

No exemplar cotorido qno examinei, Isle Adam, seguindo 
talvez as indicações de Milliet do Saint Adoíphe, adopta ã mar- 
gera direita do Pavuna, antes de desembocar no Mirity, como 
Unha divisória enti'e o Mtinicipio Neutro o a Provi ucia do Rio. 

Em sua Chorographia do Brasil, obra d<38tinada ao ensino e 
a qual ja tem tido diversas edigõefl, Moreira Pinto dedica 
tarabem um m&ppa ao Districtó Fôdoi*aL Dá o Mirity como 
único limite. Está era cootradicçao com o que escreveu no im- 
portante Diccionario, NestOi ora acompaufia Cândido Mendes, 
ora cita Pizarro, e, o que 6 mais» transorevo tudo o treclio do 
relatório do Dr. Ferw^ira Vianna com relaçãu aos limitíja de 
Irijá* Como já, mostrei, o antigo e í Uns Lr e presid<^n te cJa Ca- 
mará MunicipaU na zona do ^lutiicipio Neutro incluiu a Pavuna 
toda* bom como Naziireth, Botafogo, etc. 

Pendente das parede:* dl esLabclecimoiitos públicos e parti- 
culares vè-3e o mui conhecido Mappa do Mimkipio Neutro, 
organisado por E, de Maschek e gravado, em Leipzig, por 
Giesecko e Devrient — Editoros proprietários — Laenamert 
& Comp. 

Esta carta mural apresenta como limito somente o ric 
Mirity. Da indicação do Canal da Pavuna, o qual doaso mtido 
ficaria pertencendo á freguezia de S. João do Mirity. Tudo 
iâso e^tá, porém, era opposição cora o que se encontra publicado 
nas d i Sb rentes edições artnuas do importante Almandi doa 
mesmos Srs. Laommert Sc Comp.» cujas referencias e^^actas 
cittii, a propósito de Irajá. 

Muitos e importante são os mappas que exclusi vãmente 
tratam da antíj^a Provincia do Rio, organisadoa pelus nossos 
mais notáveis engenheiros, (ital-os seria along^ir oa liraitos 
destes di3apreten ciosos apontamentos. Da leitura dos relatórios 
apresontadod por esses illustres brazi lo iroSi encarregados pelo 
governo provincial do estudar os municípios da circumscripção, 
creada pelo Acto Addicional, Eenlium levou sua actividade 
{por parte da Prõiincia) fiquem do rio Pavuna. 

Pela lei d© 19 do dezembro de 183 i foi a Provincia dividida 
em quatro secções sob a chefia do João Paulo dos Santos Barreto 



a 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



oontnsfuai » Gooradõ Niemeyer, Carl(^ Riviére, Jalío Frede- 
f|(H>KMor õ Ueoflque Luii Nlemeyior Belle^rde. Seus miau- 
«lo OH Tt\il\Uho« sobre obim< pablicas e melhoramentos matoriae^ 
M tti viu O: mo fviíp<»a«08 nosrolatorios dos primeiroa presidentes 
t; unais tarde Viscoode de Itaborahy) e P&ulino 

s i u uU ViJSKX>nde de Umguay) e servem de 

Mui» algvtia stiMdias d&rei oom relação ao asatimptor o 
inir«o doerioi F«vuúu e Mirity mtio bem asaigaaladosi na carta 
i\x lUuitaQia do Rio de Janeiro (pertencente Á Bíblíotbeca 
NaetoiuiU letanUda por Domingos âipaoi, dbtincto astrónomo 

filUttIi •OTlaJo em nWao BoraziU por D. João Y. Esta carta 
l oflbfMlda polo autor áquellomonarchA. 

VI tambeni carta i>pog'raphiea da capitania do Rio de 
Jaaetv iuo se mostni u« limitea desta oom as capitanias de 

8^ p 1 18, õic,^ o as dtTl96es particulares dos termos das 

otdftdi>9u >iii«^. LN&rtoaoe i BiMiottieca Nacional (som nome de 
ãutor nem dala). Na (>urU topograpbica da capitania do Rio de 
Íanoli*o, Í^IU por ordoo) do rloo-rei do Estado emoaanode 1767. 
Maiiool Vltlra do LaKo, Sarmnto-Mdr e Governador da Furta- 
Irí i ^i.^ ("A-iítiiHo ão Sã » SeKasuio da cidade do Rio de Janeiro^ a 
, rlf^nal manuscripto desse Importanio 

, uardado no archiTodo fuiítituto His- 

lorlóL» V iitHígí .*iro. 

Si neste >. _ nAo estJío traçados os limites das 

fipegue/Jas» vô so m4iv;iaa a posição dos engonhos, a qual 
coincido oom a relação dada mais tarde pelo Marquez de La- 
vradto a seu suooeesor, 

Ondo» tKU*t^m. notei melhor o curso dos dois rios» com todas 
as flextiosimuies. flit na Cl^pia tirada em 1854 pelo tenente Limpo 
— da Carta Tor>ograpbica do tarreno comprohendido entre a 
barra do rio Miriíy, na lialua do Kio de Janeiro e o rio Guandu 
no Campo do Engonho de Bel^m» oom o nivelamento nGcessario 
para se ajuizar da possibilidade du construir um canal de nave- 
ga^, alimentado foni a agua do referido rio Guandu, entre 
aquelle mesmo rio e o do Mirlty, em porto de mB,rC\ cujo des- 
envolvimento andanor sete Idguas. A referida carta foi leran* 
tãda pelos offlciaes ao enfenbeiixjs Francisco Cordeiro da Silva, 
Franotgtao .la»t^ do Sousa Soares de Andréa, António João Rangel 
do Vasconoelloíí» Pt^drode Aioantara Hellegarde e Aloysio Carlos 
^Vel'theim -* Por ordi»m do S. M. o Imperador pelo Tribunal 
da Junta do Commortilu.— Esta cópia pertence ao arobivo do 
Instituto Histórico o faz parte da colleoçio de mappas doados 
pelo Impeniílor 1). Pedro 11. 

Neaae raro documonto OíítUo perfeitamente determinadas as 
posições dos antigos engonhús do Vabla. Vassoura, Covanca, Bar- 
bosii, Pavuna, 8. Matbeus, Carrap«to« Brejo» sítios além da mar- 
gem í squerda do rio Pavuna c pertencentes todos á freguesia de 
S» Joàu e oa do Nazareth, Botafogo, Máximo o José Luiz da Motta, 
avô do Conde de Motta Maia, situados áqucm da margem direita 
do mesmo rio Pavuna o flizendo parte da freguezia de IrajÀ. 



LIMITES 



68 



De tudo qusinto fica aummari amento rolatado, não devom 
Burprehender os litígios, pendentes entro og Estados do Rio dô 
Janeiro 6 Minas, entre oste e o do Eipirito Santo, Paraná o 
Santa Catharina, Rio Grande do Norte o Ceara» quando a poucas 
horas de distancia do centro da Republica não está perfeiía* 
mento determinada a linlia divisória entre o Districto da 
Capital e um Estado viaioíio. 

K si os diversos contendoroA não se satisfazem com o que 
encontram impresso, nem com trabalhos fçeograpbicou^ebufícam 
em documentos históricos procurar a Tordado— imital-os-ei. 

Todo o esforço consisto em saber procurar. 



IV 

Paravam ahi os meus últimos apontamentos quando fui 
agradavelmente aurprohendido com uma carta do Sr. Dr, Al- 
fredo Américo de Sjuza Rangel, illustre chefe da com missão 
da Carta Cadastral, 

Dessa, para míra^ honrosa missiva, tomo a liberdade de 
citar os seguintes trechos : * Em todos os reiatorios annuaes, 
diz o digno engenheiro da Carta Cadastral, chamei sempre a 
attençâo do g-overno do Districto para a urgente necessidade 
de iiquidar-se esta questão (de lifiates], que muito desagradável 
se pôde tornar do um momento para outro. 

Em princípios do atino passado fiz organisar uma planta da 
zona disputada e com a maior satisfação venho olTerecer-lhe 
uma cópia dossa planta, esperando quo ella possa auiilial-o 
nisso a que tão patrioticamento mettou hombros. > 

J^te bello trabalho de engenharia tora a legenda seguinte: 
— Planta Topographica da Zona do Diátricto do Irajá, indevida- 
mente inckiida no Municipio do Iguassú, pelo decreto n. 1 de 8 
de maio de 1892 — do Eatado do Rio de Jaoeiro — Levantada g 
desenhada pela commissão da Carta Cadastral em lW:í, escala 
l:25iJ00 — Conforme o original— 10 de outubro de 1903.-* 
(Assfgnado) Amei-ico HangeL 

Antes de mostrar os serviços que deve prestar a referida 
planta, cumpre citar, aqui, a lei a que allude o emérito 
Sr* Dr. Rangel. Copiel-a, ipsis vcrbis^ na Hibliotheca do Archivo 
Publico, — Dá nova organisação municipal e districtal ao 
Estado do Rio» Divide-o em 41 municipioa. Sobre o de Iguassil 
reza o seguinte ; « Formado do antigo município do mesmo 
nome e mais a freguezia do Pilar, desannexada da Estrella com 
as ilhas adjacentes,— Sede *- Cidade de Maxambornba — Limites 
ao Norte, o Municipio de Petrópolis, pelas divisas neste men- 
cionadas e Municipio dê Vasisouras pala Serra do Commercio — 
a Lóate — o Municrpio de Magé pelas divisas neste descriptas e 
a Bailia do Guanabara.— Ao Sul — o Município Federal peloa 
rios Meríty, Maranguá e Merinho, desde a bahia de Guanabara 
até a povoação do èeaiengo inclusive a dahi em linha recta á 
confluência do Rio da Prata com o Mendanha e Híú Guandu- 



a 



64 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



mirim ou Tíogni até sua, foz ao Rio GuaDdú, Â Lt^'3tô o muni- 
cipio de Itag'uahy pelo rio Guandii e miiDicípio de Vassoeras 
pelos rios S. Pedro 6 SanfAnna e respectivos aMuentes até á 
Serra, etc. 

Felii inspecção da planta, referida, Tê-se que os rios Meirinho 
eMarangita são dcnominaçòea dadas em suas origens e conti- 
nuação ão Miriíy» antigo Iiiliiniuíiby, do Ayres dy Casal ; que o 
Pavuoa desdo as nascentes até certo ponto é timbem conhecido 
— rio do Pdo. Além de muitas outras e preciosaa minudencias 
essa carta topograpliica dá a verdadeira posição das fazendas 
de Botafogo I Nazareth, o loj^ar — CanceUa Preta ^ muito acima 
do Pav una, onde em tempo existiu uma barreira do Estado do 
Rio, a (jiial M supprimídi, a direcção do canal da Pavuna e a 
ponte sobra o mesmo rio, reputada como limito eutre Irajá e 
S, João de Merity. 

Com relaçáo a esta ponte encontrei, por ora, o seguinte: no 
relatório apresentado, em 1847, pelo ministro do império J. Mar- 
cellino de Brito, lô-ae: «Precisando de prompto reparo a ponte 
sobre o rio Pavuna, foi autôrisado o presidente da provincia do 
Rio de Janeiro a mandal-o fazer, devendo a metade da despega, 
orçada em 3:823$00{) correr por conta dos cofres geraes e o res- 
tante ficar a cargg da presidência; m$to servir de dimsa^ aqueile 
rio, entre a mesma provtncia e o municipio da Corte.» 

Em seu relatório apresentado, em 14 do maiu de 1840, o 
ministro do império, Francisco Ramiro de Assis Coelho, escre- 
via: tlnformado o governo de que a ponto sobre o rio Pavima, 
se achava arruinada, empedio ordetis á l^resideocia da Província 
do Rio de Janeiro, atlm de mandar proceder com urgência ao 
concerto necessário por conta do Ministcrio a meu cargo. Fize- 
ram-secom elTeito alguns reparos, mas reconhecendo-seque não 
podem sor de longa duração, o que convém construir no logar 
uma ponte de pedra por ser a estrada muito freqnentíida» orde^ 
nou o governo, quo se procedesse ao levantamento da planta e 
á formação do piano e do orçamento desta obra, para tudo Ber 
trazido a vossa consideração (Camará dos Deputados). Aioda se 
não receberam esses osclarcciracntos.» 

Accrcsce mais: no relatório apresentado á Assembléa Pro- 
vincial era l de março de 1849, o então presidente do Rio do 
Janeiro o Dr, Luiz Pedreiríi do Couto Ferraz (mais tarde Vis- 
conde do Hom Retiro), referia: «Ponto sobre o rio Pavuna.— 
Tendo abatido esta ponte, na direcção da estrada da Corte, para 
Iguassu e havendo a proiíidoncia recorrido ao Governo Geral 
pa^% mandar rep&ral-a tovo dolle autorisação, para fazel-a re- 
construir» concorrendo os cofres proviaciaea com a metade da 
despeia. Em virtude desta autorisação foi o chefe do districto 
incumbido desse trabalho, que teve começo em maio do anno 
passado; achando-se a ponte com doÍ9 arcos sustentados por pa- 
redões solidamente construídos e com a largura de 30 palmos 
quasi prompta falcaudo apenas ultimar o aterro o o calça- 
ment:). Toda a daspeza que se tem feito tem sido paga pelo 
commeodador António Tavares Guerra, que gratuitamente 



LIMITES 65 

administrou esta obra e que generosamente se offereceu para 
adiantar as quantias a ella precisas.» 

Quando não existissem outras provas — o referido serve para 
mostrar o direito que tem o Districto Federal á, margem direita 
do Pavuna, limite reconhecido pelos antigos poderes provin- 
ciaes . Compulsando o antigo livro das actas da Camará Munici- 
pal da Corte, li que os vereadores em sessão de 5 de março de 
1833, entre as diversas barreiras estabelecidas, determinaram a 
fundação de uma sobre o rio Pavuna. Essa prova, porém, perde 
de valor, porquanto também nessa sessão os edis marcaram 
outras barreiras no Pilar, Iguassú, Pinheiro, Calçada, Santo 
António do Matto, José Gonçalves, etc. E' que, nessa época, to- 
dos esses legares que pelo Aoto Addicional foram depois per- 
tencer ã província do Rio estavam sob a jurisdicção da Camará 
da cidade a cujo termo pertenciam, conforme a legislação do 
tempo constituindo tudo a antiga província do Rio de Janeiro. 

Quanto ao canal denominado da Pavuna, em 30 de agosto 
de 1833 a Camará providenciava autorisando despezas para 
concertos. Que elle está situado em zona do Districto Federal, 
não pode haver a menor duvida, basta tão somente lembrar as 
providencias para a desobstrucção, tomadas pelos poderes mu- 
nicipaes do districto, nos primeiros tempos depois da proclama- 
ção da Republica. Isso deve constar dos respectivos boletins, 
relatórios, etc. 

A abertura do canal foi autorisada pelo Aviso de 7 de ja- 
neiro de 1829, em virtude da resolução de 5 de dezembro de 
1828, sobre consulta da Junta do Commercio, Agricultura, Fa- 
bricas e Navegação, Aviso assignado pelo então ministro do Im- 
pério José Clemente Pereira. Para tal fim foi nomeada uma 
commissão de engenheiros sob a chefia do marechal Francisco 
Cordeiro da Silva Torres (Visconde de Jurumirim). Delia fazia 
parte o di^stincto e operoso major António João Rangel de Vas- 
concellos, falleeido mais tarde no posto de marechal, illustre 
filho da freguezia de Irajà, na qual existo uma estrada com o 
nome do brioso militar, em recordação dos bons serviços pres- 
tados á saa parochia, ao manicipio Neutro e ao Brazil. O aviso 
«supra consta da Coliocção Nabuco, que o copiou do Diário Flu^ 
mtnense. 

Não tenho em mira escrever a historia desse canal que 
tant^us discussões levantou na imprensa. A titulo, porém, de 
curiosidade, citarei aqui a opinião do major Rangel, quando 
em carta de 1 de julho de 1833 sobre dissecamento dos pântanos 
de Irajà, Mirltí e Iguassú, com o fim de acabar com as mortí- 
feras epidemias de febres paludosas que assolavam essas loca- 
lidades. « Querendo, porém, dizia Rangel, ir com o mesmo zelo 
deV. Ex., pelo bem estar dos compro vincianos uma vez que 
não pôde haver logar o esgoto intentado e admittido, vencidos 
todos os costumados obstáculos e as infsrnaes intrigas^ que nunca 
íáitam para coisa alguma se acabar com perfeição (como acon- 
teceu com o canal da Pavuna), que tive a^sim mesmo e naquella 
época a honra de primeiramente traçar as primeiras parallelas 
831—5 Tomo Lxv III, p. i. 



bb REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

para sua :ibortam do ponto qui aotea commlífo havia imaíriíiado * 
o brijj^adeirn Caldeira*» Eysa cíirta, ou antes moraí^ila, que me- 
receu n** seio da Acadeoiia áe MediclQa os louvores do Ur. Jubím, 
fui publicada A pag. 157 da «Kev^ista Medica Brasileira», ?o- 
lume 4'', sessão ao 10 de marco de ^838. 

Devo ser elli Uda agora (}U6 entre tantos melhoramGEitós se 
trata da extincçao dos mosquitos e por lito doa focos ouúb eiies 
so geram o multiplitmm. 

Não rtoixarei do menoronar a Faliosa opiDíão sobre o 
litigio de limites, dada pelo provecto eogeubeiro o Sr* Dr. 
Emy^dio Ri beiro, no Jornal do Brasil do 11HJ4 — edição da tarde. 

O lestemunh" do antigo erieerro^íado poio Dr. Ruclia Ftíí- 
goao (que foi chefe dn 1* comimsíiâo do ievantameato da I* 
plaota cadastral do Município Noutro^ « de fincar qo terroDo oa 
marcost que dete^raioavam o« hmitt»s da 3^' íegua — é todo em 
favor da causado Dijjtricto FederaL O Sr. Dr. Ribeiro traz para 
a quês tà o o visum et repertum, baseado não aó noa «studos proíis- 
fiionaes, como lambem oo conhecirat^aLo prévio d i lonaouates- 
tada. DQde esí^o lUustre engenheiro por muito tempo residiu. 

Fundando-se oa opinião «le Miiliet e Samt Adolphe, qau eu 
já citei, © Gtn ar^umentosí de bom quilate, e Je parecer que o 
Pavuna separo o termo de Mirity do de Irajá a vaí so juntar 
ao Mirity, que é limite apoDos desde a sua foz al<3 a coalluen- 
cia com o Pavuna, 

No flnal de aeu brilhante artigo, o Sr. Dr, Ribeiro recom- 
menda, si houver ainf.fa duvida*^, aos oncarregalot da questão, 
recorrer aos cânon os, onde os inveotarioti e escripturas de 
venda e enmpra poderão irazer esclarecimentos* 

Comquanto &ó por saásf^çào de bons desvios, me tenlia 
occupado dtísta mati^ria, ouso garantir : com oa documi^ntos 
inéditos existentes pó^le faser-se o hiétonoo das antiga» f^izen- 
da« de Injh, 

Sondo a do N;izaretb a mais approximada do rio Paviina, 
em pooio pouco distante das três hartas, por ella oomoçarei. 



Dos antigos ongenhus, quo por ordom régia, constituíram 
a paraehia do Irajá, erecta ao mesmo tempo que a de Miritjr, 
— os porLODConte,^ a Pedro de S<juía Pereira, Francisco Froào, 
Maria Corroa, Foliei .00 Coelho, Mnuool de Paredeii estavam 
situados na zona ent-re Oí* rios Hirity e Pavuna. 

Retalhados depi>is esses terrenos, os succe:^»oi^s e haidiiiXM 
doâ primitivos donos nunca deixaram do ser suffrafaaeoi de 
Nossa Senhora da Apresentação de Ira já. 

Cumpre lembrar o quo já memnonei : Autonio o Francidoo 
Alvart-n^íAf além de outros, obtivemm por seNmaria (158t>) 
SOBEJOS entre a sorra de Oerecioo e as datas, que le Miníy 
Pabuna e Serapof y iam par^ Campo (Jrande ; Feliciano Coelho 
Cam o Pedro de Souza Pereira '*os Coqueiros ; Tbomé Corrêa 
de Alvarenga» tobejoi entre Sapopema e Mirity, etc. 



LIMITES 67 

Pela explicação do que vai ser lido é bom saber : Fran- 
cisco ^razão, casado com d . Maria Barbara, era filho de An* 
tonio de Alvareo^a, irmão de Maria Corrêa, mãe de Thomé C. 
de Alvarenga e viuva de capitão Manoel Corrêa, Falieceu eui 
8 de janeiro de 1644, deiíando por testamenteiros o genro 
Pedro do Souza Pereira, o irmão Duarte Corrêa Vasqueanes, 
casado com Martha Borges, e ralleeidu em 2H de maio de 1650, 
e finalmente o filho Thomô Corrêa. Este ultimo, casado eom 
d. Leonor Estosa, morreu, depoi8 de ter sido por variai veses 
governador do Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1675, e, em 
verba testamentária, ordenou frsse seu corpo sepultado na en- 
trada da porta prmcipal da egreja de Santa Casa de Miseri- 
córdia, da qual fora por muitos annos provedor. 

Feito este pequeno exórdio ent.'arei em matéria. 

Entre muitas latas, existentes no Archivo Publieo, ^loontrei 
uma dentro da qual estão guardados antigos e preciosos docu- 
mentos, que só por si, creio, dão g:aDho de causa ao Dlstrieto 
Federal. Escriptos com letra diíiicil de s <r lida devem, todavia, 
quanto antes ser copiados por ordem dos poderes competentes, 
como prova eloquentíssima que o Rio Pavuna foi sempre o 
limite natural da parochia de Irajã e por isâo é a divisa entre o 
antigo Município Neutro e a Província, boje Estado do Rio de 
Janeiro. 

São uns autos tratando de medições de terras Julgadas 
por sentença e que tem era seu favor a authentioidade hiatorica 
e jurídica. 

Auxiliado pelo disUncto funccionario do Archivo, o sr. 
Eduardo Peixoto, coniegui declArar o que o tempo respeitou e 
pode servir ao direito do Districto Federal . Levando túÍíb longe 
sua proverbial gentileza, o emérito investigpador, Eduurdo Pei- 
xoto, fez um extracto desses documentos e m*o enviou. 

Nem esse me^^mo suinm.irio, attent is as pequenas dimensões 
deste trabalho, pôde ^e^ citido m totum, Limitar-mehei a in* 
dicar 08 pciacípaes poatos, referentes ao litigio • ãs oircum* 
stancías que podem esclarecei* o assumpto. 

E* o primeiro desses valiosos luanuicriptos — o documento 
sem data, em que Francisco de Veras Nascentes, por oabeça 
de sua mulher. D, Luiza Bernarda Ribeiío, viuva de Bento 4e 
Olíveir.i Braga e mais herdeiros do mesmo, declara perten- 
cer- lhes um «engenho de fazer assuoar sito nafrêyuêzia díe Irajá^ 
por invocação de N. Senhurade Nazareih, ao qual ptfrfafictf mH 
cenio e cincoenta braças de testada eom o sertão e rumos que 
lhe pertencerem para a banda da Pavuna^ cujos títulos apresenta 
na conformidade do edital. 

Vem após o segundo documento, em que o mesmo Veras 
pedo ao juiz que o respectivo tabellião ceriiíique o que conster 
da escriptora dt^ venda, feita por D. Catharinade Moura, ante- 
cessora de Bento de O. Braga. 

O tabellião Fernando Pinto de Almeida eer ti ficou que, doi 
livros de seu cartório, constava a escnptura de 8 de maio de 
1751, pela qual D. Catharina, viuva do Dr. Ignacio Fernandes 



68 



RE%nSTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



de MeiTGlÍQ8, aeua âlUoã m&iores Manuel do Moura Meírellea d 
D, Caibarina Beruarda de Josus e os menores represeotadoa 
pelo tutor o avô MíDuel de Moura Britto rendiam a Beoto de 
Oliveira Bra^a aa lerraus com engenho de fazer aísu^ar, cor- 
rente e raoente por Invocação N. Senhora de Nazareih, :íito 
na fre^ezía de Irajá, Os vendedores declararam que houveram 
as sapraditaa terras do tenente João Pereira de Leraos, teata- 
menteiru do padre Lniz do Lemoa, por eácríi^ui^a lavrada pelo 
tabellião Jorgo de Souza Coutinho, em 13 do dezembro de 
1731. 

Novo requeriraonto de Vera» Nascentes pedindo que o 
escrivão José Luiz Guedes passasse por certidão o que constasse 
de uns autos sobro raediçõos do terras em um liiigio em que 
Beato Bra^ contendia com o Dr. I^^nacio de Souza Pereira. 
Essa certidão, dada em 30 de março de 1772, foi resumida, com 
grande paciência pelo Sr. Peixoto o occapa só o resumo dcUa 
mala de trinta tiras de papel. 

Eis aa principaes peças destse longo e minucioso documento: 
€ A — Verba do testamento de Thoraé Correia de Alvarenga em 
a qual declarava ser senhor e possuidor do terras com K150 
braças de ^rtão e 1 ,900 de test ida na.^ quaes tem um engenho 
de Qu£er assucar com a invocaçtTo de Nossa Senhora de Xoiareih^ 
situado no distrlrto ãe TuubccajA. > E:sta circumstaneia e mais 
adeesiar o immovol iuc;ilísado na íregjezia de Irajá, termo 
desta cid ^do do Kio de Janoiro, é repetida a cada piisso, em 
todos os documcntus seguttttis : 

B— Eacr ptura passada em 2 de novembro de 1650, pelo ta- 
beiUâo Pedro Ja Costi. Nella declara Thomé Alvarengi: 
€ Possuir ternis* chamadas da Cruz. pari indo de uma parto 
com terras de Antomo e Francisco Frazão, até entenar com o 
rio da Papuna^ íkzendo testada com terrenos de Ascenço Pe- 
reira e nessa meia légua declarou u mesmo Thomé ter feito um 
engenho de assucar e disse que vendia ao padre Francihco do 
Amara t na sua primeira meia legua« no cabu deliam, 350 braças 
de testada ecorrenio o sertão d^lla aU o rio da Pa%>una, com as 
terras que se achar aa d^lo R*o tiiTando reservadas a elle ven- 
dedor K 150 braças e asáím maia vendia todas as mais tei^ras 
que se acharem ser suas at<^ entestar cora Ascenço Pereira entre 
Francisco Prazàu e Rio da Pai^una, as quaes terra^f que ficam a 
elle vendedor, comeoarâo a medir do Rio da Pavuna, na mesma 
forma porque o capitão Pedro de Souza Pereira mede a sua 
légua e dahi par de ante começado as terra;! d elle vendedor fsr 
zendo pro|»río sertto que fazem os lorras do dito António 6 
Francisco Frazão. »\s terras da Cruz foram vaodid-is por 700$, 
metade em dinheiro e a outra ineiide em assucar, ^slo no en- 
genho dê hoje a 3 me^es ou no Úm dii janeiro de 1651, eto. 

C— Auto ia medição d ts terras do capitão Thomé Currôa de 
AlvarongL e do-í mais herdeiros», em 22 de julho do ir»^. feita 
oa presença do Ouvi lor C^ei ai Joâ» Vulho de Azeve<lu. sendo 
meirinho dii oorreicão .Si;)baf'tiâo Monteiro h pi lulu da Gamara, 
Manuel Vieira da Costa. Nesse documento fica provada a ex- 



LIMITES 



tensão do terras de Alvarenga, do Jos»^ Nunos da Silva, Francisco 
Frazão e do padre Amanl. Nello m allude aioda ás torras de 
Pedro de Souza Peceira. ás de Fantaleão Duarte, àa do Engenho 
da Cruz, ás de Sebastião Azeredo, aos cannaviaea de Fira z Pe- 
reira então d© João Baptista Jordão. Falla-se no caminho ou 
Estrada Real que ia do Engeníxo da Cruz para o do Frazão, 
terras de Mamede Alves» roças de mandioca de Gregório CorrOa, 
casa de Asceoço Pereira até o rio Af»>»ít/, etc. Pela leitura desse 
auto chega-se ao conh(>oi monto de que todas estas terras oa- 
ta Vi» m alana do Miriit/ e íliuem do Paviina. Isso nos levaria 
longe sem grande proveito para o estudo do assumpto, quo íJca 
períeitaraente esclarecido pela seguinte demarcação: 

D — Em 4 de maio de 1696» Joào do Andrade Rego» resi- 
dente em Lisboa, e então dono do Engenho de Nazareth, reque- 
ria a medição áa suas terras para discrirainal-as das perteo- 
centes ás de Manoel Martins Cortes e sua viuva Domingas do 
Amaral e herdeiros menores (Engenho S. Bernardo), £i3 que 
fonim de Pedro de Souza Corrêa e das possuídas por Agostinho 
do Paredes (Engenho da Cruz), as do Pantaleào Duarte, ora em 
poder de Friictuoao Baptista» todo na freguezia de Irajá» 

Náo é possível dar aqui todas as minúcias dessa medição, 
em que foram íiucados dez marcos, seguir a direcção dos rumoe 
apontados, meocionar as estradas e caminhos atravessados, os 
nomes dos possuidores das roças e sítios» Tudo isso fornecerá 
aos litigautes preciosos dados topographicos sobre a zona entre 
o Merity e Pavuna, entre os quaea estavam, repito, situadas 
todas easiis terras. Neato documento nota-so o Merity actual 
perfeitamente discriminado e sem poder ser confimdido com o 
Pavuna. 

Continuando a demarcação teve começo em 2^ de julho dô 
1096 a aviventarão de rumo pelo travessão até o rio Pavuna 
para onde fica corr&ndo o sertão das ditas terras sem a menor 
duvida e «endo no dito uHimo marco da testada do engenho de 
Nazareth pela parte que confina com o de s. Bernardo e por so 
atalhar alguma nuilidade que por parte dos menores flllios da 
viuva Domingas do Amaral, cora quem confinava o dito tra- 
vessão, síj podesse oppór o dito Ouvidor Geral liies nomeou por 
seu curador André Mendes da Silva, p(*ssoa intolligente por 
não haver advogado prompto. 

Esse André é soguraraento o avti do infeliz poeta António 
Josô, Collocados novos marcos divisórios diz o auto: « Fomos dar 
com o rio Pavuna^ a uma èraçã apartado detle inettêmos mais 
um marco^ o ultimo terminando a medição pela parte que con- 
fina com o engenho de S. Bernardo e desde o marco do im da 
testada em que se começou até esto ultimo tem o travessão até 
eate ultimo mo 1.156 braças de comprido 

O outro travessão (Engenho da Cruz) media sobre o Pavuni 
780 braças sondo sempre esse rio considerado como ultima 
divisa, 

E — Sentença do Ouvidor Manuel de Sou?*ft Lobo, dada em 
14 do agosto do 1690 jalgando a medição o respectiva deraar- 




4iíBeil reeoastniir o hislonoo te lod 4 
DO 4mmfm úm mm», teatn M^ái 

K* mm foCntio pramr wàmemU mm ml 

' SO JprMf 4^ Brmtii : < 6 





4» BngieiilKi YUs/tq, OeridBA. GUnlt 
(B S. Matlmn* Nena iram ou fcuteAo;» mm mrtm- 
i0Mate m toBpo ái« «fc«Y«i. ffto tan- díTte : a ftwatti ém 
Úml$m&, f «• Wi da pfvrteefm 4» Ria te Jmmíiik oob m te 
li«Hfe9 IfMv fte pefteoelft ao Mviifitpia Ncvtro ; a te caini 
da ProfUieia te ftio te laoêíro oocis a do Bugeolio Nor^i te 
MuttMfla BTMtm. a ia S. ICaUi^iis qoe tambaraei^ ila Pra> 
wliMia 4o Ho te Jasiiri com a te Maiaretli, perteaoente ao 
Maskáplo ffootm,» 

Oompwt |or atea doat ollteaa: aai «ma tes latts te 
aivMro i iaa ptr i i wm tetamniloa, em eaja o>^ sa iè ^ Fm* 
wnía 4e g, J<tete mtivj — Sog^nlio de s». MaUietta. Sagnote 
rtortiOf a aai^la tealo «fl^iraciho M ftiodada e<a 16$7 por Joio 



^f»'^ a aai^ia teiío «fl^ifociiio M modada e<a íwj por João 
wm Pifvifa a aia J7ti taro ftoildadi^ para poamir pia faa> 



IJMITBS 



71 



ptismaL Kntro m raftáuscriptoa acima oitadog li o requerimento 
da p.t«lre P; ancHoD d ' So[i«a Cnutíofu, t^staraenteipo de seu 
tio o [»Mdrt? MithMía Maobrulo Haineni» ieclaftnio qn^ est « era 
poienidat* de um odíí ntio, ^^tto ti;i paT**gein dê São MnUieus^ 
oom \2S0 b 'açi\H ^1e tf^stada, as quaes terras o padre Matheys hou- 
vera ptir her Loça de 8^U9 pa66 Domiagus Machado Homem o 
D. Joaana de Barcellos. 

O peticiooario requeria ier c^Ttiserva^io na poase aa referida 
íhzeDda, poisuida por sons a ritepass idos, havia mais da 150 
anno^i* 

Fedia, lambem, que o padre ManopJ do Espírito Santo, 
eeorívàu dos rí^aíduo^* eccleíiaíiticíifl, certiflcaiiHe o que constava 
do inventaríu do falletíido p idre VíathoiLS M. HortietiK Aqiiíílle 
Aioeoioíiario p<*rtoii por fé o sog-uitite: < íím mil duzentas e 
oitenta braças de terras de seu engenho, que fazi?ra tastada no 

RIO DA Pa VI NA» QVE. AS DlVíDH DAS TKRRAg QCK FuRAM DF. 

Bbnto de Olivbiha Braga (dono de Nazaretb), correndo od 
fnndoíí até entesiar oom o rio chamado Cacheira Pequena qu© 
díílde das terras do capitão Manuel Corroa Vasquei de uma 
banda ptii-tem com lerraá do Engenhn da Paruna do capitão 
Ignacio Rodrifcuea da Silva e da ourra cora as do capitão Manuel 
Cabral de Mel Ir» e o ajudante ígoa^íio Biireellos Machada, » Esta 
certidão I tt^ra a data de 26 de raarço de í77^. 

A família Cabral posísuia nois;u paragens grande ex te naio 
de torro noa : no íçovorno do Marquez de Lavradio ainda obti» 
vera Mtgoe! Cabral de Mello — l .2m> braca^ no Enffenho d\igua 
em ílericinó— froguezta de S, Jo/lo de Mtdty arrematados em 
praça por execução feit* por D. Úrsula da Fonseca ao padre 
Josá Rodrigues da C^sta o mais terran provenientes da antiga 
sesmarta de Gonçalo de Aguiar ( Arch. Inst. Hist, e Geog.«* 
Doe. n. 983 — Códice de Sesmarias» pag. 115), 

Maia outros documentos que oonflrmAm oi prõcedantas; 
\*> António díi Rocha Koza por caboça de sua mulher viuva e 
herdoira de Esievao Rodri-rutís do Carvalho, aetual poaauídora 
de terras sitas n^x freguezia d<> S. João de Mirity, as quaea o 
seu aaleoessor houve p^r compra que lhe fez Mituuel dtt Me- 
deiros, por eaoriptura le 173^ requer e ob&em a certidão ãm 
escriptura de vendi e a respwjtiva verba testamentária as 
quaws referem o Pavuna; 2^ Ignacio Rodrigues da Sílv^a decla- 
Pára ser possuidor do Engenho cha nado da Pavutia de invocação 
de Nossii Seuhora «lo Desterro sicu ido á margem esquerda do 
Pavuua, na rne^raa tn'iwx que comprou o «lapitão Phellppe 
Soarias do Amaral a Rosa Maria da Encarnaçnov viuva de An* 
tooio Pereira Barreto ptr escriptura do 2 de setembro ile 1744. 

Este Uarrevo ern umi traasa^^çào feita eofu a Misericórdia 
dera (1728) como ttança o seu engeiihoda Paouna^ sito na fre- 
guezia do S, Joio de Mirity (Livro do Tombo n, 4)* De uns o 
outros d-sios autos se vertôca que a testa ii do Engenho do Ues- 
terro, repito, era a mLr^'"«3m eBjitnrili do rio Pavuna, 

Mais ojitroí Ayre^ Piutj Gíimalti do Mi moda posâutdor de 
ora engenho, no íogar chamado Bnnanal, havido por arre 



62 



REVISTA DO INSTITaTO HISTÓRICO 



e ontrogues a CoBrado Niemoyor, Carlos Riviére, Jalio Frede- 
rico Koelor e Henrique Luiz Niameyof Hellegarde , Seus miau- 
ciasos trabalhos sobre obraá publicas e meltujrameDtcs materiaes 
Acuram como apperiííoa nos relato rioa dos primeiros presidentes 
Rudrigiiea Torres (mais tarde Visconde de Itaborahy) e Paulino 
Soares (ulterioroiuate Visconde de Uruguay) e servem de 
prova ao que rotiro. 

Maia alg^uns snbsidios darei com relação ao assumpto: o 
curso dos rios Pavuna e Mirity estão bom asaignalados, na carta 
da Capitania do Rio do Janeiro (pertencente á Bibliotheca 
Nacional] levantada por Domingos Capaci, diatiocto astrónomo 
jeauita enviado em 1729 ao Brazil, por D. João V* Esta carta 
foi offerecida pelo autor dtqtielto monarcha. 

Vi também carta topographica da capitania do Rio de 
Janeiro^ cm que se mostra os limites ilosta com as capitanias do 
S, Paulo, Minas, otc, e as divisões particulares doa termos das 
cidades e villas. Pertence á Bibliotheca Nacional (lem nome de 
autor nem data). Na Carta topographica da capitania do Rio de 
Janeiro, feita por ordem do vlce-rei do Estado emoannode 17(37, 
Manoel Vieira de Leão, Sargento- Mór e Governador da Forta- 
leza do CastoUo do Sã-j SeHiistião da cidade do Rio de Janeird a 
elevou G f^Taduou, otc. O original manuscripto desse Importante 
6 minucioso trabalho está guardado no archiro do Instituto His- 
tórico e Goograptiico Brazileiro, 

Si neste grande mappa não estão traçados os limites das 
freguezias, v6se marcada a posição dos engnnhos, a qual 
coincide com a relação dada mais tardii pelo Marquez de La- 
vradio a seu successor. 

Onda, porém, notei melhor o curso dos dois rios, com todaa 
as fiexuosidades, foi na cópia tirada em 1854 pelo tenente Limpo 
— da (^arta Topograpbica do terreno coiuprebendido entm a 
barra do rio Mirity, na tjahia do Rio de Janeiro e o rio Guandu 
no Campo do Engenho de Belí^m, com o nivelamento neceásario 
f4kT& m ajuizar da possibilidade de construir um canal de nave- 
gaçâo, alimentado com a agua do reíeridu rio Guandu, entro 
aquello mesmo rio e o de Mirity^ em porto de maré» cujo des- 
OQvolvimeuto anda por sete léguas, A referida carta foi levan- 
tada pelos offlcíaes de engenheii*08 Francisco Cordeiro da Silva, 
Francisco José do Souza Soares de Andréa, António João Rangel 
do Vasconcellos, Pedro de Alcântara Bellegarde o Aloysío Carloa 
'Wertheim — Por ordem de S. M. o Imperador pelo Tribunal 
da Junta do Commercio.— Esta cópia pertence ao archivo áo 
Instituto Histórico o faz parto da colleeção de mappas doados 
pelo Imperador D. Pedro IL 

Nesse raro documento estão perfeitamente determinadas as 
posições dos antigos engenhos do Vahla, Vassoura, Covanca, Bar- 
bosa. PaTuna, S. Matheas, Garra p&to. Brejo, si tios além da mar- 
gem esquerda do rio puvuna e pertencentes todos á freguezía de 
S* João e 09 de Nazai^elh^ Botafosro, Máximo e José Luiz da Moita, 
avô do Conde de Motta Maia, situados Àquem da mar^^om direita 
do meamo rio Pavuoa c ílftzeQdo parte da freguezía do Irajà- 



LIMITES 73 

costas do mar existia uma grande e antiga sesmaria, concedida 
em 1577 a Gonçalo Diniz e Diogo Fernandes Pinto. 

£' o qae se deprehendo da seguinte declaração feita por 
D. Catharina Maria de Mendonça e Vasconceilos por si e como 
curadora de seu marido António da Cunha Falcão: € Dizia ella 
ser possuidora de 140 braças de testada com 400 de sertão que 
parlem do um lado com Anna Maria, mulber parda, e da outra 
com a fazenda do capitão Francisco de Mariz Chaves, sitas no 
porto de Trahiraponga, que as houve por herança de seu irmão 
Miguel Mariz de Menezes o qual as possuiu, a saber: 100 braças 
por compra que fez ao capitão João Pinto Guedes, por escri- 
pturade 26 de julho de 174â o as 40 — herança de seus pães, 
as qnaes são comprebendidas em uma sesmaria de 800 braças 
de testada que principiando no rio Mirity pela costa do mar 
didas no anno de 1577 a Gonçalo Diniz e Diogo Fernandes Pinto 
que as venderam a outros possuidores. » 

Vil 

O Estado do Rio de Janeiro e o Districto Federal foram 
constituídos: o primeiro por territórios de toda a Capitania de 
S. Thomé e parte da de S. Vicente e o segundo por terras, 
sOmente desta ultima capit aiia, pertencentes, como é sabido, á 
donatária de Martim Affonso. 

Ambas estas actuaes circumscripções territoriaes perten- 
ceram outr'ora ás antigas Capitania do Rio do Janeiro e 
Provincia (1815— 1834) do mesmo nome, conforme, em 1817, 
nol-a descreveu o padre Ayres de Casal. 

Pelo acto addicional formou se em 1834 o Município da 
Corte ou Neutro o a nova Provincia do Rio, constituídos: aquelle 
pelo Município do S. Sebastião do Rio de Janeiro e parte de 
seu termo muito desfalcado e esta por outros municípios da 
antiga provincia, como se vera. 

Pondo de parte minúcias históricas, que longe mo levariam, 
estudarei os limites do antigo e vasto termo do Distrioto, hoje 
Federal : na copia de um manuscripto dos fins do século XVIII, 
offerecida por Varnhagen ao Instituto Histórico, leio o seguinte: 
«dividese o termo da cidade do Rio de Janeiro com o da cidade 
de Cabo Frio pelo Oriento cia Ponta Negra á Serra de Maricá o 
com a Villa de Santo António do Sá de Macacú da mesma serra 
de Maricá á de Itatentiba e desta por um Ribeyro que nella 
nasce chamado Cabossú, busca o rio da Aldêa, donde por outro 
Ribeyro, que se diz, das Pedras vay ao rio de Guaxindiba, e 
deste pela enseiada ou lago, que se diz Rio de Janeyro, busca o 
Rio de Magéassú e por sua corrente a Serra dos Órgãos, da 
qual por um Rio, que nella nasce chamado Paquequer vay ao 
rio Parahiba do Sul, pela qual agoa as-jima entra a dividir-so 
pelo norte com as Minas Geraes, buscando o Rio Pnrahibuna e 
por ele o registo e deste o Certão donde buscando o Rio Ta- 
guahy se divide pelo Occidento com a Villa de Angra dos Reys 



74 



RBVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



da Ilha Grande, Da barra «le Tigaihy 4 Poote Ne^rra se divide 
com o mir, còrn quem condita pelo Sul: õompiehend? de 
Norte a Sul vínt« e ran íogoas, que se contâu do Rio Par*ahy- 
huna, f>onde divide polo Norte eom as geraeí* ao Mar, aoQJo 
cooitia pelo SuU e cio Oriente ao Ocoidetite vinte y* qu;itro qoe 
seconiAo da Ponte Nesrrj» aoatle polo Oriente conflua cora a 
Cidade de Ciúyo Frii> ao Rio Taguaby aon le o faz polo Occideote 
com a Vi lia de Angra tioB Reii*.» 

ContUiie esse díjciimento, era que ha minticiosa doscripçao 
topographica di^sta entensa zona, com o se^njtnte : — <h:i neata 
ciofide quatro freguezias, em todo o seu tf^rtno. contadas estas, 
estão vmte e seis, de sí^rrae di*ntro dezasete e serras fóra nove: 
Sàt» aS<^ Caihedral Sâo Sebastião, N, S. das Cau leias, S. José o 
Srinta Rita, Obtas quatro na ciHado: fdra delia S« «Toflo do Ca- 
raby» 8, Gonçalo, S. Niculan de Siiruby, N. S> da Uuia de Paco- 
balba, N. S. da Pieiíide de Inhumtrim. N. S. d- Pilar do 
Aguassú, N. S. da PÍe'lado doTinguà, S* Antor»io de Jacntiniara, 
N. S, do Desterro de Campo Grande, S, João ffe Meritt/, N. S\ 
da Apresentação de Irnjd, S. Ihiag^o Mayor do Inhailnia N. S* da 
AJQila das lJhas> Sao a» torras de fora: S. Sebastião de Taipu, 
N. S- do Ampítro de Maricá, N. S. da Coucnição da. Parahyba, 
N, S# da CoDcjoição íii. Ros»a Õrande, S, .íoão M^ircos á^ Gainpo 
Alegro, Sacra Faniilia do Caminho Novo, N. S. da Conceição de 
Marapíctl, 3. Salvador do Mundo da Sapotlba eNt S* do Loreto 
de Jaoarépahoá » 

Caminhavam as Coisas neste pô, quando o decreto do 15 do 
janeiro de 18:í3 feio djtr nova divisão civil e judiciaria i pro- 
víncia íantig-a) do Rio do Janeiro, em executo áo disposto no 
art, 3^ do Lodigo do Processo CrinainaL Conservados os termas 
de dlví^rsas vilTas o croados novos, — pelo art. 7° desso decTeto, 
a povoação de Iguassú foi tarubera eretíta em villa, compra- 
hondidae no seu termo as freguesias de líruassO, Inhomirim, 
Pilar, Santo Aotouio de .Jiwootinga, 5. João de Mirittf o a parte 
da fru^ueíia de iVUrapicú, que ílea A msTífora direiti do Gusindil 
o Ribeirão das Lnge»* Hoza o an. 10: do termo da tittafte de 
S, ííefmtUão do Rto de Janeiro^ ftca des^innexad^» todo o terri- 
tório que lhe pertencia e que na íórraa dus arts, 7* e 8" passam 
a pertencer ús vi lias de Itaguaby e Iffuassá. Do^se modo sof- 
ffeu. sem uunca protestar, o município da cida .e graudc perda 
de torrlwno, compensada, aponas pela acquisição da ilna do 
Paquetàe adjaceolé^s desmembradas do termo de Magé (l^ec. ^3 
de m«iPÇo de \B3.i} e do curato de Santa Cruz, separa Jo do termo 
de Itaguaby (Dec, 30 da dezembro <le 18:^3^ 

Ne»ta nova orgaaisaç.io as du^tô freguecias de Trajl o S . João 
do Mirity con.^ervaram os antigos e tradiclnnaes limites. Não ha 
lei a(fjt*pna desse te.mpo que aiitoriíie o Kst ido do Rio a querer 
Chamar a seu domínio a Ire i entre Pavuna e o Mirity, 

Quando a lei do \t de agosto .io 18^4 (Acto Addicional) de- 
clvruU no antgo primeiro : que a A$ít$miíU a Legislativa da Pro* 
01 N Cia tm jiití tf*fííu<?»* íi Còrté não comprêhend^fà nem a Còri$ nBn% 
^«u pfiiifiict>o * não inuovou os Limitei deste^deânitivamen te 



LIMITES 75 

firmadofl desde os fins de Y833. Logo, a ft^uezia de Mirity 
fiooa pertonceDd> á nova província, separada sempre de IrajÀ, 

âae continuou no município da Corte, pelas suas conhecidas 
ivisas. 

Foi essa a denominação (M. da Corte) adoptada para o 
hoje Distrlcto Federal e a seguida em todos os actos offlcíaes. 
Segundo opinião de eminente estadista, não ha documento algum 
offlcial, que autorise o uko da expressão — Município Neutro, 
admittida talvez, pela imprensa por abi^eviatura que foi geral- 
mente acceita. 

A faculdade de dividir as freguesias em districtos do que 
gozava a Gamara da cidade foi conservada pelo Âo;o Adaicional. 
Já, em sessão do S8 de Janeiro de 1833 a Camará, presidida 
pelo conselheiro Francisco Gomes de Campos, mais tarde Barão 
de Campo Grande, dividia em districtos para Juises de Paz, as 
freguezlas do Sacramento, S. José, Candelária, Santa Rita, 
Sant^Anna e Engenho Velho, reservando a divisão dos outros 
Districtos do Terme, para quando se achar melhor informado 
sobre elles. 

Este docuD ento impresso no Archivo Aftíntctpflí — Publi- 
cação lio Dr. Mello Moraes, foi por mim lido em origmal, 
Suando percorri, na repartição competente, os livros das actas 
a nossa Municipalidade, coadjuvado pelo Sr. José de Paiva 
Legey. 

Parece que as Camarás que se suocederam nunca deram 
cumprimento a essa resolução e qno so guiaram sempre pelos 
limite:! ecclesiasticos ou paroohiaes que devem constar do Ar- 
chivo da Conceição. 

Foi com elles que naturalmente o saudoso Dr. Ferreira 
Vianna organisou os limites das freguezias suburbanas, constan- 
tes de seu minucioso relatório de 1873. 

Essa falta, porém, não deve servir ãs pretenções do Estado 
visinho, porquanto, ainda hoje, muitAS das sua;* antigas fk*e- 
gueziaâ têm por divisas os limites ássignalados nos tempos 
ooloniaes pelos Ordinários ou Bispos. 

Que os antigos donos da fazenda de Nazareth influíram na 
governação do municipio ha provas manifestas : em 1798 e 
1812 Bento Luiz de Oliveira Braga serviu como vereador no 
antigo Senado da Camará. 

Dep is da reforma de l de outubro de 1828 occupou o legar 
de presidente da primeira Camará Manicipal (1830—1833) Bento 
de Oliveira Braga, dessa illustre família da qual existem ainda 
descendentes nas linhas directa e coUateral. 

Não entrarei aqui na anal y se das leis que deram nova 
feição ao poler judiciário do nosso município, divisão de co- 
marcas, a creação de juizes, a do Código Criminal e a do Processo 
Criminal e a de :{ de dezembro do 1841. Basta-me afflrmar o 
seguinte : o l^^.uiz de paz de Irajá foi Wonceslau Cofdovil de 
Siqueira e Me^loe o eleito para o seguinte quatriennio Fran- 
cisco de Veras Nascentes, residente em Nazareth, o qual (ornou 
posse em 15 de margo de 1833. 



76 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



Desdõ as primeiras eleiçõ6!j feitas para depiitados As CòrUm 
do LÍ8lioa atô a reforma Sarai v» íBoividuQs daraiciliados na 
zona cuQtrstada eram alistados sempre como votaotes de ira já 
e foram eleitores especiaes. Abrindo por acaso o eumero 167 
da Aurora Fiumincnie, encontro escol liidos para elegerem de- 
putados oro 1833, pela freguezia de Irajâ, Francisco do Veras 
Nascefues, padre Félix Nascentes da Oliveira Bra^a, Bento 
Luiz de Oliveira Braga, padr<J João da Rosa da Fonseca Fialho o 
João Marcos Vieira de Sonza Poreira, alguns desLe.^^ perten- 
cenLcs d famiUa dos donos do Nazai'etli. 

Ora, si esses cidadãos não fossem da freguezia de N . S . da 
Apresentação, não seriam alistados o eleiíos por ella. 

Em minha mocidado conheci dois vóltios respeitáveis, pro- 
prietários da fazenda de Botafogo: Ignacio do Souza Coutinho, 
e Luiz de Souza Coutinho, conhecidos pelos moços do Botafogo, 
iuíluenoias poljiicas do Irajá, os ixuae^ occuparam cargos do 
eleição popular. Ainda, hoje, M reside o meu velho amigo e 
condiacipuio Custa Barros, oriundo dos Coutinlios. Outros m ora- 
dores do terras entre o Pavuna e Mirity exe /ceram cargos de 
policia, como se pôde verificai' recorrendo aoajoroaesdo tempo, 
antigos almanaks de Laemmert uu aos registros da Policia. 

Quando arrumada a antiga egreja parochial, os moradores 
do Irajà reíiuorerara (1841) ao podtvr Itígislativo a concessão do 
loteriaa pskVdk reparar o templo, o governo noraeuu uma com- 
missEo, composta dos seguiu los paroehianos de IraJ.l, Anacleto 
da silva Ramos, João Rodrigues da Rosa e Pranciseo de Varas 
Nascentes, que ijor suas ontermidadea pedio dispensa, sendo 
substituído por Domingos Lopes da Cunlia. E' bera de ver: 
si Veras, residt^nta em > azare th, fosso parochiano de S* João do 
Mirity, não leria «ido escolhido para ess;i luiiasâo de cuaâança. 

Existem ainda pessoas que podem servir cora seus depoi- 
mentOL< A causado Distrlcto Federal. Em caso de neoe^idado o 
tostemunho delias poderá ser, com vantagem, invocado. 

Recorrendo-so domais A collocçao de Relatórios dos Presi- 
dentes áu Rio de Jani^iro vé-so em muitos dc-sses impressos figu- 
rando nos annoxos as listas do juizes dt* paz, eloitoreá, subdele- 
gados da frej^uezia do Mirity, bem como a relaçâu dos verea* 
dores que, em diversos quairiennios serviram na Camará de 
IguaííSii — pois bem, nessas extensas relações p>de-sa talvez, 
iem oiedo de erro, susientar; nenhum desses cidadàes ora resi- 
dente na fi*eguezia de Irajá, na zona eontesiada — prova isto 
que o i^avuna era a divisa entro as duas parochias, o que não 
acoQtec4^ria si o tinúte corresse somente por toda a extensão 
do rio Mirity. 

Qtuindo todas essas provas pudessem falhar, tem o Districto 
Federal para garantir o seu direito o archivo da Archidioceso 
do Rio dó aneií-o. Formado em Ib^S, o Bispado do Nictheroy, 
cumpro lembrar, muitos dos livrus pertencuntefl aoareliivij da 
Conc6Íçãi> foram piím a feéile do novo Bispiklo, 

Alli. porííra , devum ter ficado os antigos livro» da freí^nezia 
de Irajá, os quaes tem os seguintes titules : baptisadot de peí- 



LBilTES 



77 



soas livres — bajpHsados dê escravos — casamentos de pessoas 
livres e escravas — obHos de pessoas livres — óbitos de escravos. 

No3 livros de obitoa de pessoas livres 0í4 vigu-rioa tirihjim 
pop obrigação registrar os te«tamfínt03 de seus paraehíanos, 
quer os referidos tenta me d tos tivesse m, pela alternativa^ do 
correr pelo fôro ecclesiíistico» qtier pelo civil. 

Cora estes pretiiosos documeatos ficará pateote a verdade da 
minha humilde upioiao:— os Ii;*bitai3tes, repita, da lona terri- 
torial outro a Pavuna e Mirity forem sempre Buffraganeoa de 
N. S. da Apresentação de Irajá. 

Nessa área, com todo o direito, deve oxercer o múnus paro» 
chiai o respectivo vigário de Irajá ; pois quo a Buitado Poti» 
tiíice Leão Xlll» oreando o Bispado de Nictheroy, uao pretendea 
destruir o que estava sacocionado pelo castumet peh tradição 
e pela historia. 

Vil 



Pelo decreto n> l, de 8 do raaio de I89â, Incluiu tamhem 
o Estado do Rio de Jandro. aa zona do soti território» a pu- 
voaçáo coóhccida cora o norae de Realengo de Campa Grande. 

Antes de entrar na analyse do preteiuso direito quo julga 
ter o Estado visinho scíbre terras, pertencenles ao Dístricto 
Federal, estudarei a origem histórica dessas terras Cim aa che^- 
maá^íi realengas de Iraj/K Além da connexâa do f>riy^>m entro 
umas e outras» os documentos existentes cora rolaç^ ás ultimas 
fornecem» ainda, novos subsidio», ou antesí, ^.irovas de que os tor- 
ritarios — além e áquem do rio Mirity, antes de juntar-se com 
a Pavuna» pertenceram sei^^pre á freguezia de Noiisa Senhora 
da Aprese mação de Irajá. 

Demais, estando as chamadas Realengas mb a administração 
doa poderes municipíies do Districto Federal» a estes compete 
direiítamootô pr^ivideneiai- sobro a usurpação de terras antigos 
logradouros públicos, contadas desde ti^mpos remotos ú, guarda 
da nossa Municipalidade. 

Dos livros ©m que se transcreviam os provimentos de cor- 
reições consta a do íG60, em quo o Ouvidor Geral, o Dr, Pedro 
de Mustre Portugal, ordenava o sL^^guiote : (proveo mais que 
os chàos o terras que estivorem dados grátis sem foro algum» 
os õíficiries da Camará lhe ponham rocio : e que o Campo de 
Irajá e o Campo Grande sg^mu inscriptos como sempre o foram, 
sem embargo de que se haja dado a al/uem parte delles; por- 
quanto sendo beos do conselho se não podem dar a ninguém). 

Par?* H, Lobo foram estas terras» ao principio, destinadas 
ao uso publico e espeoi ilmente á pastagem e descanso dos 
gados, que de cima da serra desciam para o ooosumo da cidade ; 
sendo que por esia razão tiveram e teem ainda hoje o nome de 
Jtealertgas, 

Pdra o operoso autor Ho — Tombo das Terras MunicipaeSt 
não foi possivQl averiguar em virtude de quo titulo e por que 



w 



REVISTA DO mSTITUTO HISTÓRICO 



mcMio Q antigo Seaado alcançou domínio mhm eâs&s t6rra$, por 
lhe faltarem os preebos o-sclarecímeatofl ; qoe, sem duvida* dâi- 
ap par n ceram do ioceo^iiade 17150. 

Etii miolia bumJIdG opinião peaso como a commisâão de 
tombamoato da primeira Camará, que serviu depois da oova 
lei de 1 de outubro de 1828: eí»sas terras estavam deatro dos 
limites das seis logoas de termo, coficedidaa por Mem de Sà. 
£* isso o que se deprehende do pe^Jido úí3q moradares, quando 
requeriam ao terceiro governador geral a coDârniação da pri* 
moira sesmaria, dai la por Eí»tacio de Sá. Ksses campos, para 
pMãtagenã dos gaílos, deviam occupar os espaços plauos exiâ- 
tentee entre as diversas serras que cortam o Distrícto Federal» 
hoje, preá tau do-se para esstí fim os Campo.^ de Irajà^ onde foi 
erecta a egi^oía parocbial, cort^Íu$ pela estrada gerai da Pa- 
viioii e margeados pelo rio Mirity e o Campo Grande â beira do 
caminho, que da Fazoud,! lios Jesuítas (Sauta CruzJ corna em 
direcção à cidaíJe e batiliado pelo rio Piraquára e ainda pelo 
Merity em seu prin ripio. 

Para emioeules juri>consiiUoa e entreelles o Dr. Carlos de 
Carvalho, il lustre autur do Património Territorirjl da Municipa- 
lidade do Hio d^ Janeiro eo Direito Emphyteuiico — m&BB rea- 
lengos não eram mais que o ager com pfiscuus ~~ o ager publicus 
dos Romanos excluídos da distribuição das terras ; pira que as 
mittas 13 pastagens Toâsem eoiumuus a todos e cada cidadão 
pijduííSe apráveítU-aíí, já para aifascouUr o gado, já para 
pr^ver*se de lenbiu Essa matéria havia sido deâmda pela Reso- 
luçí&^j de 16 de outubro de 18^0 que declarou o § 4^^ do alvará de 
11 de abril do i^\5. 

Nãu entrarei na questão de saber si as sottj^as Gamaras 
podiam ou não aturar taes terreno», facto explicável, seguiido o 
autor sup^aeitido. t)eli»s exce^sus de regriUa que eJlas ae arro- 
gavam. Af tend< meias invasoras do Senado, dando <somo fiísendo 
parW da seu pitrimooiu o que era eíLclusi vãmente logradouro 
publJ''0, sáo plonamoote prova .a^ pelos documentos ulterior- 
meu te por mim lidus ao Árchlvo Publico, os quaes servem de 
assu mp to às pr ese n tes o o tas . 

Seji^m. poriam, quaes forem as actuaes relaç^^ de direito da 
Muoicipalídade sobre taes terras, esta como propríetiria ou sim- 
ples a^iuiinistrad ra oào ode, por uiodo Ugum, abrir màr^ do que 
pertijoci! Itígitimatuente a<j patrimonto do oos^ muaieipio. 

A Prefeitura do Districto Federal deve pelo m^^nos tA?r em 
vi§ta a iei u. 3.348. de 20 de outubro do 1887. ampliando a 
autonsação exarada u^ lei u. ^.t>T^. de '^ deouuibru de IH75. 
Esta ultima rt^za o segui ut^ : « as terras em que eaii verem 
ou que possam ser fundadas vil las ou povoações o as quo 
forem oecessarias para logradouros pubiicos farão parle do pa- 
trimónio das respectivas munjcipaliduies e por estas serão 
cobrados os respectivos foros para abertura e melhoramentos 
das e.strad;ks Victoaes.» 

Ora, oa vasta Ãrea do Districto Federal existem ainda des- 
ocoupadas giiuides exieosdee de terças, as qiia«s, em virtude da 



LIMITES 



iê 



lei âupra» podem vir a ser, na futuro, novos contros de população 
e de artivitlii.ie pan o antigo mimicipio neutri», Xho deitUcado 
em seu termo depois da aejiíirarãu úo Acto AddicióuaL 

Não estou osor^^ven to rat-'morja justificativa.» m^m sou advo- 
gado d « instricto Federal ^ apenaí^ indico chs lunteâondo possam 
beber aquidít^s que for(3m de Tender [jeraute os tribunae^ o direito 
de posse qtie tem o tove sempre o autiíío míinieipío da Curte â, 
zona conteiiUda entre o Pavuna e o Minty. 

Muitos documoDtos oitadus peifunclonamente por U. Lobo, 
cora relação às terraa realengas do Irajd, foram por mim lidos 
no Archívo Publico : concesâõeíí de senraarias pelo C^ncelbo e 
pelug governadores, litigius entre diversos moradores sobre 
limites do lendas, verbaa testamno^aj^iaá, escnpturti a do com- 
pra e venda, do hypotheca, vistori ia dns Cainaras, eentónçaa 
de trihunaes, auto;^ de appeUaçao^ e ^tê plantae topograpliicad 

— tudo til está d impera de ser eopi rIo p^ra sustentação da juaia 
causa do Oistrícto 

Faíta-me absolutamente e>paço para dar, om resumo, por 
exemplo* os autos de appeUaçào^ ãondo appeUan>e Joné 
Gomes da Silva eapppll ida D. Therexa Aní^elíca do Jesus, 
E' um grosso in-fulio do perto de líOO p;i;^'in;ia mauuscripta^ 
onde são apreseotadíja cerca de 40 documi^jj toa e onde vi tos- 
camente feito um deí^enho, que di perlei ta idóa d^is terras 
situadas áesáe a embocadura do Mority o a^ loealJsadas pam 
fora e para dentro de«se rio* 

Lá está a historia completa do Engeolio de Nossa Senhora 
da Graça, form.ido de duas partes — tudo na ftxgiÁezin de ir aja 

— a primeira era torras realengas aforadas pela Camará por 
6$0iJ0, a Luiz Machado Homem, em 13 de oiitubro de l<i8 i e 
vendidas a G. tapar de Azedias Maobalo que teve por succossor 
a Manoel Freire A lie mão e este a Lourenço da silva Bor^^^etí, 
pa4:}i'e Dr. Lmz da Silva Borges e Oliveira, António Murtíos 
Britto ( juiz da Alfandega ), etc. 

A difunda» fora do Mirity, comprada por Lourenço da 
Sdva Borges a Maria Tourinba, viuva do capitão João Velho 
de Rrit<í, em terras possuídas por Luiz Man .eL os quaes ti- 
veram como antecessores a Pedi-o de Souza Pereira e muB 
herdeiros. 

P<>de também ser lido o t^rmo, feito em 13 d© agosto 
de 1741 pelo escrivão da Camará, Miguel Rangel do Souza Cou- 
tinhiK Consta desse documento a ees^ào e traSiUksse esponta- 
neitiie^ie tbii.oao S^^nato ia Ctmara pelo Dr. Silva Borgea 

Siara uso publico doí* moiudores da cidade e de seu recôncavo 
e toda a aoçào, direito, posse do domínio e senhorio (|ue elle 
podesse ter nas terras realengas couíinantt s cora seu eng^^nho 

— asmesmaique o avô Lourenço Borgei havia comprado a 
Maria Tourioha. Coraquanto neste termo se diga. refere H, 
Lobo, que a cossà'» foi feit^i espontai noa meu te, todavia tal es- 
pontaneidade não existio Tendo o Se o aio ido em vistoriai a 
lr«ja pcír motivo de quoixaa e r^c la magoei quo a tal respeito 
lhe haviam feito os moradores do logar, reconheceu-se que 



1 



80 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



taes tTras faziam parte dos carapoa Pôaleniaros e náo per- 
tenciam ao Di\ Burgos, embora sou avd an tivesse comprado 
como atlodiaos ; porquauto a pessoa que as vca<li3a oada mais 
era que urn simples iDtpu^o. E' um inédito curioso e está no 
Arcliivo Publico a tal vistoria que foi .secreta e occopa muitas 
paginas, nasquae^ a eada passo ha referooeias a torras íóra 
do Miriíi/ na fYe ff ufzi a de Irajá, Ncíla podem Ser lidos OS do- 
poi mentos de varias testemunhas aobre a abertura de uma 
celebro valia pelo Dr. Borges, ora terrenos da Camará a des- 
aguar no referido rio. 

Bem conservadas estào tamljera no mesmo arohivo os 
autos eoi publica- forma, extraliidos de outros de aatígnação 
de dez dias» OTitre partes D . Anua Maria de Jesus o Gonçalo 
Cordeiro de Oliveira, nos quaes existe a certidão ( H. Lobo ) 
passada pelo escrivão do Senado ♦ Felippe Cordovil de Siqueira 
e Mello, na qtial ao lé que, em 13 de agoíito de 1782, José 
Furtado de Mendonça íissigriàra termo, no livro de obrigações 
o liauças, de reconhecer ao Senado da Camará coroo directo 
senhorio das terras do sitio Capão do Furtado— antigamente 
BÍtiii de Qinfangombe, proraettendo pagar o foro que íosae arbi- 
trado. 

Entre outros documeotos que pode m esclarecer a questão 
de bmite pelas antigas confrontaçuos, 'i o acoordão do iíooado, 
de julho de 1793, mandaodo aforar em hasta publica uma 
porçán de térreo os em Irajá, constaates de '515 braças de testada 
pela divisado Engenho aa Graça, iodo da cerca do Capio do 
Furtado para as margens do rio Mirity. Deiáas 315 braças, 
205 íbram arruma tadas mais tai^le por Manuel da Coata Fi- 
gueiredo, e íis 5<> restantes por António Martins Quaresma. 
O aforamento de Figueiredo passou a Jusé Gomes da Silva, 
tudo isso cittido por H. Lobo é plenamente corroborado pelo 
rico cabedal de provas conservadas no Archivo, 

Este José Gomes da Síiva, escrivão e arnoso damaodista, 
trouie de cauto clior&da D. Theresa Aogelica de Jesus, que por 
sua vez não se deixou supplantar. 

São merecedoras úq leitura as razões finaes em que essa 
senhora apresenta o seu contendor oomo conhecido homem do 
tricas, capaz de engau&r até S. A. Real o príncipe regente. 
Em todos ts^s papeis fatla-se em legares que perderam a 
antiga denomiDaçào, taes como Ilha das Ostras, na bocca do rio 
Miruy, rio dos Cachorros, Mirity Doce e Mirity Salgado, Ponta 
Grossa, etc* 

Longe iria se quizesse dar aqui succinto resumo do tantas 
questí^s, protestos, representações, cits/çôes, aggravíjs, appella- 
çõBS que decorrem da leitura deesea al^in^abios. Denotam elles 
o gosto particular due nossos antepassados por questões fo- 
renses ou demandas. 

Era a feição do tempo. Alem das procissões, os fogos de ar- 
tifício, a barrtica do Telles, iis brigas de gálio, jogo da bola e 
as ceia tas do Pus^feio Publtoo Qào Havia diversões e a vida con- 
OdQtrava-Be na egroja» na botica e uo cartório* 



LIMITUS 



81 



Dcsvtí se, paréru, aos cbicanísU^ o íavor Ug iorem doíxado, 
no meio do i ao los provuras et reiiqua, preciosos elementos como 
os quo actuttlmeDlo podom sorvir para o Diâtiíclo FederaK 
dizer ao tsado visiabo* à semeJluiCiça do Augusto» oaClrina do 
Coroei He — soyons amis, 

IX 

A povoação do Renlengo fez sorapro parte da fiTguezia de 
Nossa Senhora do D^atorro» lu Campo Grande» aqualconsiepvan- 
do os antigos iimit s, portcncou lambom jemjyre ao município 
da C6rtô ou Neutrj. 

PuDilada é3 succe^sirii mento engrandecida pelo9 Jesuítas* a 
fazenda de S^nta Cruz. esse model<> na iadiiiítria pastoril dot 
tempos colcniíieíí, tivoram os activos e inteJigentoa diacipulos 
do Loyoía necessidado do pôr cm commuDicação directa com o 
Rio do Jufcnoiro esjías fortob ternis, om que existiam vastos o 
apropriadus campos de criação o pastagem. 

Daia, pois» de tempus lemotos a abertura da longa o ai- 
Diiusa estrada, que atravessando as froguezias de Inhaiima, Irajá 
e Campo "irando ta ttip a auti^ça suamana de Cbrtatovau MoQ- 
teÍi*o. legada em parle, por sua viuva Marquoaa Farreira (nome 
próprio)» aos pidres tia Companhia de Je>ue, 

Expulsos 08 i*os era 1'50, passou, como é sabido, a Fazenda 
do Sant.^ Cruz a sor ineorpurada nos bens da Corô-i. Cora a 
vinda d L família real. fui SaQCa Cruz escolhida p.^ra lugar de 
recreio do príncipe rtigoot^ e du seus filhos, e melhorado o an- 
tigo caminho, graças a Paulo FernandtíS Viaiina passou a ser 
chamado — Es irada Real de Santa Cruz. 

Nesse tempo, foram fincadod os dos» marcos de podra ao 
longo da e^^trada indicando o^itras tantas legoas« supposta dis- 
ta"icia entre a ciiiade e Santa Cruz. Era fama entre o povo, 
que o rei láo podia ro^i lir mais do doKo leg -as fora da capital. 
Que ellas forajn medidas a ullio, não resta a meoor duvida ; 
porquanto a dir^t meia entre ura marco o outro não ô sempre 
ogual. 

Teve então seus grandes dia» a estrada de Santa Cruz : a 
passagem do séquito real, de tropas, a civalloe a pé» davam ao 
antigo caminho o aspeciio de uma verdadeira avenida. Demais, 
quotidianamente cruxavam-se as cariu^tgen^i dt^a mlnisi;n>â de 
Es ta d u e fiiialgoM, as t-avalgadas doa nobres, em pregai loa pndlioos 
reclamantes, petieioDarios o engrossadores^ que tocfus iam 
reoeber ordens e tor a hunra de l>eijí*r a mão de Sua Alteza o 
Príncipe Regente. Fácil aerà c^lcolar quanio era diapeoaiosa 
para toda esha gentfj a permanência do governo enj ião lon- 
gínqua paragem, Soodn pequena a antiga ca^a da fazenda nella 
abo teta vam-se a família real e a criadagem indispensaví-l ao 
aervjço. Os outros, o eram muitos, bospe avam ^e nn fazenda do 
Mdtto fia Pãiíencta^ pertence D la a Jmo Fianciseo da Sdva e 
Souza, ca»adti cura D. Marianna Eugenia Carneiro da Costa» 
381 — (í Tomo luMU. t. i. 



^ 



82 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



filha mais velha de Braz Caraelro Leão e de D. Anua ^ FraDcisca 
Roj^a Maciel da Costa, primeira Barooeza de S. Salvador de 
Campos— (Revista do last. Hist. Todio4H). 

A generosidade dessi 8 abastadus fazendoiros chegava a ponto 
de darejii quartel á guarda da policia e a susteutal-a durante 
mezos. 

Al^íumos vnsios (diz Mello Moraea), quem aguentava com 
aíí dôspozas de hospedagem o dava quartel e sustento á policia 
era 1>, Mananna, dopoiá do fallet^:imeoto do marido. Outraa 
veze^a faioiija de D, João servia-seda fazenda do Bongà, pro- 
priedade de I). Anila do Mopuet eCat?lro. que a recebia o tra- 
tava com bizarria» menos é guarda da poiieiá, por jser eaUí de 
primitiva pensão da casa do MaUo ãn Paciência, peio menos 
duas vezes, em cada anuo, nào se demorando menos do dois 
mezes a fumi ia rt?al em .Santa Cruz. 

Em iâis, deu-so na estrada de ^anta Cruz nm facto que de- 
nota a grandeza d alma do rei D. Joào VI. O marquez de Loulé 
havia seguido os exerci tos de Napoleão e por Cr^te facto ínra de* 
clarado traidor, deíspojado de honras a privilégios ecouderanado 
à morte. Balilo do recui-aos, dingio-sc ao Rio de Janeiro reeol- 
vido a sujeitar-se á sua triute sorte . Depois da rauitiis peripé- 
cias* contadas por elle mesmo, om uma memoria impressa por 
Mo.iló Muraes, na Chronica Geral (pag* 195—199, Tomo â")» 
aconsolhaio por paruotes o araigoe resolveu pedir publica* 
mento perdão ao ruí. Bin um bello dia esperou o regre*so do 
í), Joã.0* que viuhi de Santa Cruze ajoeliioii no meio do ca- 
minho* Parada a regia cunQÍtiva, perguntou o moiiarcha o qua 
queria o supplieante : «Lembrar a vossa magestade que a minha 
exilada rimiiia nao tem paite nuB meus crimes e depois morrer* 
aos pés do meu augusto soberano.»— « O marquez expijz-se a 
muito vindo a usta corte.— > « As virtudes de vossa magestado 
animaram me a dar tão arriscado passo.» Disei «marquez, 
estãos convencido de que vos devo perdoar í» «NàOt eeohor 
os meus crimes impedem tal veutura*» 

VollaudO'se o roi para a comitiva disse commovido:*— E' o 
primeiro qm? í>e fiando no meu coração, veio entre^ar-se em 
minhas mãos,»— Loulé foi completamouto roiutegi-ado, teve 
legar oa corte, foi valido do rei e niorreu assassiaado em Sal- 
vaterra^ por intrigas de palácio. Teva um lILho que caaju com 
a prieceza D. Arma de Jesus Maria, li lha de D. Juao VL 

De Campo Cirande e suas i^onde^a^ dá ampla Doticla a 
escriptora Maria Graham, na sua obra Journal of a Voyage lo 
tfie Brasil, Ahí não ce^a de fallar oa belieza dos sítios que 

f percorreu, sobretudo a fazenda i1 o Vieg:ka, na gr.mdeza e odq- 
encia da noss^i fauna« na cultura dos ougenhos* C.tzendjis, 
ologiando geniprr a goutiJceacom que íbi tratada e a hospita- 
lidade de IoíÍms recebida— »er» ti munto, disbo, que parecia estar, 
na massa do sangue bra:eileit*o. 

Nào se enganou Maria Graham sobre as eoudiçues to- 
po^^raphicas de Campo Grande e foi por amor da uberdade 
ao s6lo, que os antigos povoadores do Rio de Janeiro ahi âc 



LIMITES 



83 



fixaram, obtendo como já vimos dos goyeruadores amplas datas 
de terras. 

Ura densos» seguQdo refere frei AÉ^oaíinho de Santa Maria, 
estabeleoeu ee no Bangu^ levantaQdo, abi, pequena ermida, 
dedicada á. í^enhora do Desterro. 

No sanctuario tídiflcadu por Manoel de Barcellos Domin».'ue3, 
tal era o nome daqueJlc primeiro povoador» foi croada em 1673 
a parocbia de Campo Grando com terrenos doámom brados da* 
freguozias do Irajá. e Jacarépiíguá. Nessa primitiva eapella que 
sérvio de matriz reallzuu-se em um Domingo de liamos o 
aasadâinato de Joãu Manoel de Mello. 

Somente pelo alvará de i'^ de janeiro de 1755 foi elevada a 
vigaria coUada, sendo o seu primeiro parocho o padre Bernardo 
Ferroira de Souza, com ;i côngrua de '^0$, annuaes (Doe. do 
Arcíi, Pub,). 

Arruinada a egreja de Barcellos, houve neceasidado da 
ediâcaçào de outra que servisse de ^éáe fl froguezia. Dn* 
rante mui tus anno^ andou a Senhora do Desterro em com- 
pleta peregrinação por alheias casas. 

OccupoU'Se inonaoDlior Pizarro detidamente desse facto ; 
l>era como Milliet de Saini, Adolphe, Moreira de Azevedo, Mo- 
reira Pmío e Agenor Santos, 

Em principio, foi escol liiio sitio entre os engealios dofl 
Coqueiros e Viegas e a Provisão Régia de 12 de dezembro de 
17^0, ordenara ao Bispo escolhesse aquelle local, havendo-so 
os paro chi anos comproniottiJo a auxiliar a ccnstriicção do novo 
ediucio. EstAodo as eoijs;is no ra dhor pá, surgiu a discórdia — 
prevalecendo — diz Pizarro» a parcialidaíie dos ijue se oppu- 
nham á execuçào do templo novo (talvez por querei^em desviar 
do aí a proximidade da igreja e do parodio cuja visinhança 
pouco lhes agrada) levantuu^se a mão do trabalho, e tis paredee 
erguidas á face da terra, foram pouco a pouco demolioas pelo 
proprietário do terreno que» sem rotribuigâo, se aproveitou da 
podra para outros i^didcios da íaztmda ! 

Passados annoa, foi lembrado o logar de íuriary, onde 
alguns dôvotoí doai-am cor ia porção de terreno. O bispo D. An- 
tónio do Desterro approvou a idéa, por provirão do 2u de 
agosto do 1747. Não víuííou o plano» graças ás intrigas o 
picardias surgidas entre dous partidos que se formaram. No 
governo do bispo Mascarenhas CastuUo Branco, foi escolhido 
o local da Caroba, Fracassaria ainda o projecto si uào fura 
a força de vontade do desembargador José Pedro Machado 
Torros, que com denodado empeolio conseguiu fosse, aUl mesmo, 
terminada a edificação do totuplo, cuja capella-mór prinoipiou a 
ter exercicio, em 1808. Como <^ sabido» nào parou ainda ahi o 
caiporismo de N, S. do Desterro í em nossos dias foi sua egreja 
destruída por violento incêndio 1 Felizmente, novo templo de 
grandes proporções veiíi substituir o antigo e serve presente- 
mente de matriz. 

De uma relação {Doe, do Arcb. Pub-) apresentada em 
1777 ao Vioe-Rel Marquez de Lavradio pelo Mestre de Campo 



84 



REVISTA [X1 INSTITUTO tlISTORIOQ 



Igaacio de Aodrado Souto Mâj-or RoQdoii, comm&Qdmnte da 
Diâtrioto MilicitiniJ do qtial fada parte a fregnezia de Campo 
Gr&ode» nuuierava esui us .<ogatntes 1>> eo^nhos : 1% do B^n^^ 
da coPODOl Gregório de Moraes C *stro Pimetitel, — com I(/7 es* 
cravos, frtíeodo por anno 4) caixas de a^ucnr e ^^ pípiís ée 
aguardante ; — 2', da Vieç^xt, do MaDUêl Freire Ribeiro, — 53 
escravos* faz íf5 caixiS e 10 p*p*s ; —3.* de luary, de Victoríano 
Rodrigues Rí^sa,— 27 escravos, fkzendo nma caixa e meia pipa;^ 
4'\ de Cabussií, de Úrsula M-rlina— S7 esc^r.ivos, fazendo 20 c^xas 
e nove pipJt» ; — 5% de Ivhwtyba, do ca pi i ao Antoni i Aotttneâ, — 
tem H escravos e féz •ómanie uma caixa ; — 6*, Gwmdà^ de 
Francisco da Silva Sene (sieK — '3^ esem^os, 1^ caíxaa % 10 
piMS ; ^ 7*, do X£ffid4inka^ do capitio Francidco Caetano âm 
Oliveira Braiga, — :^^» e^raTo», 10 oaixas e oitu pipis ; S». de 
Capineiras, de D. AQaa M^rta de JtíSas,— 35 eficravt>8, 25 caixas 
• ^ pipas ; — Lsmmraú^ de 0. Bá^riaDQa Nanes de Sotizae mais 
hardeuNMW — ^ escravos, IS eaixas e lo pipas ;— 10^, dm 
Cúf^ieinu^ de José Vataues Siixaoo« » 3'i eseravos, ^ eaixas e 
7 pipas. 

Eíte ultimo eogaiiho foi fundado em 1773. 

Neae lempo prod«tsia Ctmpo Grande muita farinha* millio. 
ft^i^, arroz. O anil era com T^ntagein cultivado e das mattas 
eram exirahtda.s muitas maul^^iraa de lei. 

Na fazeo ia lo Mcndonfm^ comprada poâteriormeote pelo 
paire António Coito da Puo^eca (as escrípiuras Tt-aa no Ar- 
cbivo PuUioo), foi cultivado o café. 

Segun 40 refert^ o Dr, Francisco Wrmrc AUemão (Rev. do 
Inst, Histórico. Tomo 19), em Í85(S, existía no Mèndtmhd uma 
vellia preta eaer^va do padre Coito, a qual ainda se lembrava 
de ter a^judHdo a tratar doã prime iro:$ caf<*eiro!^ plantados na 
fks«'Ddado JítfiiiíaM^i. Nesse local, uasodu. em :f4 de julho de 
1797, o illuatre e supracitado Dr. Freire Allemâo. aâlhado o 
proiaicido do padre Ooàto. O Df. Freire começou como sacris- 
aáo« mas pelos seus estados e prufic^eocia, admirada até em 
paixão e^tranf;eí^u6« oooqaiston o logar de v^rd^Mleiro sábio* 
Por Qoiavel coioc^denòa, (klieceu (li de novembro de 1874^ no 
lo^ar do seu uaseluiealo e fui sepultado ua ÍVeàTUezia de Campo 
Graarfe. 

D j referido eofonho foi ftiiidador o capitão Luta Vieira do 
Mendanha. De uma lista de bens asqnosinidos pelo fiaeo, w^ 
o Dooie do capitão Meodasba (Tomo 5* — Baltbaiar Usb a). 
Teria sido também patMiiído eoiau in teu í PosKiia elie lenas 
em Guaraaib« c p *r imo detzo o cuidado de editodar o jisssutnpto 
ao dMmeio e operaao investigador Eduardo Poixoio. que ba 
tem p os leu» no Instituto Histórico, minuciosa manoria sobre 
nata ultima íifofiiezia. 

Xo tempo de mooaenlior ^isarto exiitlim em Oampo 
Gnjkáo aa argaiotas eapeilas âliaes: W Sam^ AnKHNei levan- 
tada em Iwriar^ foT FraocÉsoo G»«meau prc nsio do Cabido, aéde 
viítoale, em 17^ ; ^ S* m Senk^rm 4ú t^esiêrró e S Msé^ Sfta 
esn QoitQeiroi, ei^a ftiudagdkj exceda os amiosda iTaO» ao qual* 



LIMITES 85 

visitando-a o bí^po Guadalupe, providenciou sobro suas necessi- 
dades. Sérvio de matriz no anno de i737 ; 3\ Senhor Bom Jesus 
do Amarão e N, S, da Conceiçcio, levantada no Lamarão por 
Manuel Antunes Suznno, por Provisão de 12 de março de 1743, 
passada na freguczia de António Dias, districfo de Minas Ge- 
raes, onde se achava de visita o bispo D. irei João da Cruz ; 
4*, Santa Anna, erocta em Capoeiras por João Pereira de 
Lemos, por Provi^ào de O de abril de 1754 ; 5", N, S. da Lapa, 
edificada por Francisco Garcia do Amaral. 

Taes são, em rápido esboço, os d^doa que consegui colher 
sobre as antiguidades da freguozia de Nossa Senhora do Des- 
terro, na qual sempre houve dois povoados prmcipaos, ú, 
beira da Estrada Real de Santa Cruz — : Campo Grande e 
Realengo . 

Das coisas modernas desta circumscripção do Districto Fe- 
deral dão-nos exactas noticias, alOm das obras citadas, os tra-' 
balhos de Pereira da Rosa e do ur. Paula Pessoa sobre a 
Estrada de Ferro Central do Brazil. 

Dos veterauos de Campo Grande já não existem monsenhor 
Ignacio Coelho Borges, os capiíães Josô da Cosmí Ferreira e 
Damíiso Antunes Marqu.-s, Francisco Medina Coeli, José Cle- 
mente Marques, e António Zorra, e o Cambaleão. Vivem ainda 
o Miguel P mbeiro, o 3osó. das Casas, Joaquim Ferreira Bouças, 
o Alves Campeão e outros» 



Apenas fundada a cidade do Rio de Janeiro, jd seus prin- 
cipaes povoadores Manuel de Brito, António Fernandes, Simão 
Barriga, António de Sampaio, Gaspar Rodrigues, João Fer- 
nandes, Balthazar Lourenço, Braz Luiz, Gomes Marques, 
André Fernandes, Manuel Gomes, P<?dro da Costa, Marcos do 
Veneza, João Carrasco, Thomé Rodrigues, Pedro Rodrigues, 
Christováo Monteiro, António de Marins, Francisco Mendes, 
Clemente Peres, Diogo de Oliveira, Gaspar de Torres e Nuno 
Garcia, dirigiram em data de 18 de agosto de 1567, ao go- 
vernador Mem de Sá a seguinte petição : « Dizem o povo e mo- 
radores desta cidade de S. Sebastião, que, ora, Vossa Senhoria 
novamente situou, que em todas as partes do Reino do Por- 
tugal, as Cidades tem grandes Rocios ao fedor para pastos de 
fados Como seja coisa mui necessária e por que esta Cidade 
e S. Sebastião até o presente não tem Rocio limitado, e se 
espora com ajuda de Deus ser muito povoada e além dos 
moradores que ora tem, virem muitos do Roído e de outras 
parte§ viver a esta terra ; pelo que tem necessidade de grandes 
pastos para gados e para também ao redor fazer roçdis do 
mantimentos, que <lo presente se não podem fazer em as terras 
que são dadas de sesmaria, por a torra não esiar ainda segura 
para se neila estenderem a cultivar o fazer mantimentos ; pelo 



w^ 



REGISTA DG ncsTiTn>^ m^oRrof> 



qúm-^PúÊam m Vossa SenhoriA até o lofrar áo Pirm^mâ^ em ^oe 
padecii tre0 íef oaa poaoo mais ou meiiga, aa ^oaas pedem tttata 
para todas as partas em reiuodo, jam inèmto mmktiw^ qwB seoãa 
moBos 90 oâo p64e peatorar ca gãdoa por a môr parle deita 
terra estar em matos hraTioB e ser neoenario de^terem nos 
para lUrem herví^g^is para os gados, ^ne ao proasote aqui ao 
redor oio tem. » 

FaToravelmeiite daspaobado o reqaerimeato renios oaUe m 
génese bistortoa ilo Realeii^ de Oampj Oraods, aobro o qoal 
smmpre as anlí^a^ Gamaras do Rio d^ Janeira exmeram o 
direito dt' administração o ma» tjutte ricram a eoestítair 
parte ár ' imooio, por determlaacio r%ia. 

(^ i ^ Coocdltios oealiiuii fôro aoteavam doi b ia- 

doir^ t) ivu^^tir^À, aoe qoaee aeâae Isfradourow permiuia a per- 
jQaoeoeia» maia ou meõoe earti, pafadeseao» dastKéidas qjm 
ooadam de Saotos, de S. Paula a Miaas. 

Ojm o correr dos aaooai ou da me^ pr9prià onpor aocenlo 
com as Camanks. ountritairam ellas eooi ftaas para eitaMeoi- 
meotoB pios« iobretndo os Lasaroa, cimb a eoodlçi o da po da iiMi 
leniilar aUi barraoat e rancbos. 

Por teaes* os poderosos do logar o« oi protíe^gidos piHê, 
tento da foremaa^ proinnieraiii* a lllalode aa r e m demlalos 
lomar por aasmaria as terras realengas da Ounpo <?iaDda. 

fioa doonmdQtoa, orne U no Archlro Poètieo, es^ tste pro- 
irado; laa õsHo medioo, qiM peto aoaae nío parea, amigo 
iniàmn dneanda da Reaenile, dM^ ^^ esMterraa» mas m 

tein e reawtesnla, 

toTO ifaal p a eton çnn D. Aaoa de QMtm 

a da Bajagt e wímw% dn caitnflo de 

Hãn ibi bManamiiík. attsoln a ift- 

mémfOtwmsÊàk aasa tiea aentem: kiYia nassa 
~ ée Mme Mane ai Jta ylM da Sooa t 
Ha, renjTa nm nome delia e ] 
iibesi Winofti Jnaanim. ftami 
In dmtrMonIÍMivedaOiH«ífnOil- 
e da tlnvn da Culra Mofnni, ra|ner 
de Caoipa Oraadn mnflaináii nsn o 
BaTia c liM» a aona na anl: indn n r e f 
falatei^r iern(natfi era daeapararnstm 
idaners»! 



m asna da tSIS. i 



.IMíTliS 



8T 



com conseDUmeutu das caraara^ com ca^aá do poíiueao^ nogu- 
clõg), So-rairam-^e sceoa^de vandalismo, postas em prarjea pelos 
feitoFí»» e escravos dooDííenhõ do Rioííú. Os pí'ejiiln?;MÍo^ tendo 
á ôua frente Izi loro Pereini dus Saatoa, J-iâo Manuel, Rapliael 
de Víoraoa, Francisco de Aííuiar diri^^era voherncnte ruprcsen- 
laçao ao Senado da Camará que procura d< sculpar-so do me- 
lhor modo e buscam tarabera a innorveoçâõ do vice rei que 
cahiu das nuvení*. Dá-so começa ao rospectivo processo, sáuos 
autos remettidos ao Juiz dos Feitos da Corna e Fa/.enda, t^nde 
deveria, pre^ontes as partes, decidir «e a quoatiio. Ouvido tam- 
bém ochaoceller da Rolaçào Josô Pedro Macliado Co dlio Torrea 
esse foi de tipiniao qu9 nunca vira em negocio dt'ssa natureza um 
engana maia aorJidumeute projectado. 

Todos esses ducuraooíos, a que allude pf^rfunctorin monte 
II. Lobo, pudem ser viatoi qj Aroíiiv^o Pfiblico. Enti'e ellos 
niGnciónarei o attoatado do vigário de Campo Grande, padre 
António Rodrigues do Valle, eortiftcando, em 3 de novembro 
de 1805, quo o-i reclainaa Voa, rosideotea na povoagâo do Rea- 
loiigo obed^iciarn ao parocbo de Noss?i Sonliora do Doaterro, era 
Qujaejíreja 8e conles^avam» bapfisavam os ftlhoa. etc. 

Nilo posso ,sa!>er que punição teve o tal Manoel Joaquim, 
qu'> nos aut^ífl ao «pr santa tarnííGm coroo procurador de Ilde- 
fonso. auserUena oid vde da Bahia. Durou o pleito nove longos 
annos até que a Carta Rei<ia de 27 de junhn d© 1814 julgou 
ohrsplicia e suhrepticia nuHn e de nenhum offaito a rances^ãi} da 
SGíí naria dada por [J. Pernaudo Portugal, 

Antes de [iroseguir e com reOírencia a morado red de 
Campo Grande tnoi aqui c.ibirnento a iio^iiinte DOta : 

Qfiando, em 1827. proco.deu-se por lírdem do ^iroveriio, ;l 
modivà^i das torras da Imperial Fazcíid i do Santa Cruz» foi o 
conduf*tor do livro dii tombo dos Jeauiias victim i do urn roubo» 
oiplicavolou por muito som no ou furiosíi. bebed*^ira. 

Vieram eesse t*»mpií. X imprensa, dois iiirpíirtante» optis- 
culos recheiaioí! de dotium^nlos o plantas topographícas. xVo 
primeiro cora o titulo — /U/e// íçat^^ e Corre ipúnde nnn — b ar- 
mado pelo — Zelador da Direito de Propriedade, o patrono dofl 
coDfln^tntos que se julgavam lesados com a demarcação feita, 
apreseniaVrira os tiluloa de suab propriedades. Deram a entender 
que o tal roubo, espeoío do conto Io vigário* ora uma patranlia 
inventada pelos demarca'lores. No seguoLÍo *< Memoria Uefu- 
tativa, etc, », [>elo Zuladur da V^erdade o da Justiça» attribuito 
ao dezembirgador Kígiielr<>a Nabui*u» uolle o anVjr procurava 
com a rgu mantos juri.iícoe invalidar as rabões do diroifo offe- 
recidaí? pelo;^ heroéa. \esya euiíosa memoria, hoje rara, vom 
por exteo;<o o miiuerlto u quo se procodeu, a propo.^íbo do tal 
roubo» que fora real. Nossa peça do procesíio» li^uram os de- 
pi>imoni,o3 de muitas testerauotias, todas residontos em vários 
poDtod da ffeguezia ilo DeaieiTo de Campo Grande. Dolles po- 
demos inferira áreii, então, dessa pntocbia e aeus liuntes. 

Publicada a ciirti rogia de 27 de jurdio ie 1814, tratou 
p antigo SeuaiQ da Camará de tomar posso do Realengo de 



^ :.' iilho do 1814, pr<>co- 

• tsMo dis referulas tí'rr.»s. 

ieseinl»aríf;ulor oiiviíloi* 

ji!'.ol Pedro <>c»m«'8, ellf- 

i ..-s 10 do :igo8to do mesmo 

I nraento aos S ii(» novembro 

'•: • «. pfoe<f>so, em oppo>ivão 

. h v<. iiiu' pura cssu fifii foram 

. \?. • ':-nios o tomados, na nle^m.1 

/ .idividuos. qiic Já so achavam 

^ « ,-i.*-íi<. e f.;ríini conservadas por 

^ > .^* í\i do di^zem 1)1*0 lio 18lô.» 

, xoi-vo para proviir n dinMto d<i 
• vaiida«ie do Districio Federal as 
• \ : i oxisliam la boje varius osta- 
: - ; \orno tia Tu ião. 

.wM%s;is providimciííS tomadas polas 

xvi jMrie de s(?u património contra 

\,^ .ss • ^'í^'a piM-lVi lamento iraiado i)or 

•/. \) (hts Terras Mu.iicipacs^ podem 

..VÍ-. .1.' »!»> diroito desíto dinricto contra 

,. -k. . .o ivio do Janoirí> qn*», salvo eri'o. mal 

^ V . o.í*'*<orio, povoação que lez parte into- 

,*,».*'« N^»s»>a Soylinia do Desterro, enjoa 

^^ » o>v' *oromo>, nunci foram id« difteados. 

.X » * .> ao tanto> pncodonies Bummariaraon»o 

^,<.^..o«. .iníí'lii\"ão ^o KsÍMido do Uio — o 

^'\ »••/ som eoíTirico prou>to do clioío 

J. A v.vínvií Municipal nncontrara, a farta, 

V >* ,:\«pri.»ilade patrinioiii.ii dti circnui- 

*. 4 \":*^ qnc a l«'i do Estado do Rio do .la- 
..V "^ ti» maio de li)o:á, ó tontrodicloria e, 
^^ , ... o:*ri'za com quo foi re.li;?ida. 
v*«4> •»-''• *-i^'*^ Miais nriia coniigão favorável 
,\. j.vVv< tio Kstad») \i>inlio. o qriili I»08- 
*''' * ^ • u» ;♦r^vl^<a VH' biiscar O que nunca lho 
... 4' ..x.ví«odeiH)i.< do IKll. 



\i 

«•. < viM*dadeira nieniorja justificfiv.i, 

\ .. ^ * * * .vx*.'ríoae snbsidios mi infurmavões, 

.,^ »,.vv\*v ''' ,.*'* j^i i;^|itt do mtíthoilo. K a r izão O 

. *^<* ' W ^;' om archivos e bil)iiothocas noti- 

^ .. . .% * ^ •• * '^ V*/ V À<;uilado não as encontra .le uma 

, , .V.- ^ ' :^ *'^ 

^^. ... »* .4v%AÍ»* do domínio, que sempro exerceu 

, . ^^» %»* *^^ soi'iv as terras realeDífas de Camp.} 

, ^^^^ * "^ ^ vu< *iUO viMn provar ainda o direito 



LIMITES 89 

quo a edilidade, sem coatestação alguma, tom sobre essa parte 
da freguezia de Campo Grande, pertencente ao património 
municipal pela oonce^^^ão végia, de 1814. 

Nem 36 penso ser de dimíDUtas proporções o terreno que o 
Estado do Rio pretendo chamar ao seu dominio. Segundo o 
i Ilustrado Noronha Santos, só a planta topo^raphica deste 
povoado representa a íigura de iim triangulo cuja iiypothenusa 
tom 1.780 braças (/ os lados 2. 150. O grande campo do Rea- 
lengo, outr*oia destinado á pastagem e desejoso do gado, 
representa um pa -allelogramino de 165 braças de comprido, 
s(»Dre 275 do largura, com proporções quasi duplas de todo 
o terreno da praça da Republica e o jardim publico da 
mesma. 

Voltando, porém, á. mateiia, citarei a primeira postura da 
TllastriSáima Camará de sf5 de junho do 18õ3, tomada por deli- 
beração de '^8 de maio e approvada por portaria do Ministério 
do Império do 20 do junho. Organisava ella uma feira mensal 
de animaes muares e cavallares, denomin<Ada cFeira de Campo 
Grande», a qual funccioDaria nos três primeiros dias .de cada 
mez. A Camará reserva-se o direito de cobrar 500 réis do cada 
um animai. 

Esse mercado durou por muito tempo e cessou de continuar 
por círcumstancias que nào vém a propósito. 

O segundo facto é mais caracteristico : antes de publicar 
um livro — «O Tombamento das Terras Municipaes» — aou á 
imprensa o Dr. Haadock Lobo uns folhetos, hoje raros, com o 
titulo de Tombamentos, No numero 2 desses upuâculos occupou- 
so o an ih^o vereador com o histórico das terras de Campo 
Grande e entre os docnm -ntos citados encontro longa lista de 
inaividuos afoi>ando. alii, maior ou menor numero de braças. 
No que tem o nurawro 7 vêm detidamente declarados os uomes 
dos forciros na Estrada Cweral de Santa Cruz, margem de Pira- 
quara e Entrada d* Agua Branca, 

Ora, tudo isso, além do mais, servo de contradiota ao 
tópico do decreto n. 1 de 8 de maio de 1892, promulgado pelo 
Estado do Rio. 

Traçando os limites de Iguassú, cumpre lembrar, com o 
Districto Federal assim se exprime a referida lei : 

€ Ao Sul— o vtunicipio Federal pelos rios Mirity, Maranguá 
e Merinho desde a Bahia de Guanabara atô a povoação do 
Realengo inclusive e dahi, em linha recta á confluência do 
Rio da Prata com o Mi3DdaDha e Rio Guandu Mirim ató sua foz 
no Rio Guandií.» Dando de barato seja essa a divisa real, como 
conciliar o expresso na supradita loi ? 

Sabemos que o Merinho, Maranguá e Mirity formam um só 
rio. Segundo Agenor Noronha, é conhecido em diversos logares 
da froguezia em que corre, seguindo direcção sinuosa, pelos 
nomes de antigos fazendeiros. Conformo a oiúnião de todos os 
autores o Mirity nasce n i serra do Bangú, além da povoaç&o 
do Realengo, Dahi a primeira difficuidade em interpretar a lei 
estadoal. 



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ÍSTITUTO HISTOBinO 



Como incíuir doutt-o de certa área de torrcno li'niEada 
poi* determinado rio rxtensi zona aitu.tda fora doá<e niíisrao Hg? 
Melhor fora ao legislador tomar 1 jgo coroo limito o Pira<|iiara ; 
maa nesa^ caso a coisa dava na Ti^ita ; p>ríjuanto diixava de 
pertencer aa Diatricto Federal grande pôrç^âo da fnigupzia do 
Campo Grande constiíuida em grande pane pela S' circum- 
scrípçâo policial suburbana demarcada era protesto pula lei 
n. 947 de 29 de dezembro de lííOi. Danais fl estria des ira ida a 
divisfi com Irajà oonaiituida pol » margem esqyeráa do Piraquára. 

O mcflmo aconteceria si a linba imagioaria, como pre- 
tende a lei, em direcção a coníluoncia do Prata com o Men- 
danha foííSQ tirada díis nascentes do Mii-ity, no BangiK Neá-se 
caso. ainda sotui maior o prejuizo da iiossii parochiu do Nussa 
Sonhara do Desterro» cnja superficio pôde aer bem limitada nom 
os esclarecimentos fornecidos por hiíàtoriíidorcs o geogi^^iphos e 
postos era confronto com cartas 6 plantas, bem como com do- 
camentos ineditoa. 

Monsenhor PizaiTO refere o seRuinte : a fregnezia de 
Campo Gr;inde limita se em distancia de una quaito do légua ao 
norte com a de S. foãc de MerUy, em meia légua ao nascente 
com a de Irajá, nas Bt-ms Mahiíaraca ar* sul e do Rio Grande 
com a de JrtcarApaguà ; em 3 [/2 leguas ao poeaie com a de 
Guiiratiba ♦' tarafpiim com a freguezla da Conceição de Mari- 
pecú. 

Moreira Pinto era seu < Diccionarío Geographicoí», traçou 
para a freguesia 'le Campo Grande os limites seguintes : co- 
meça do lado o norte na poeto sobro o rio PiraquarA, tiivisa cora 
Irajâ, tirando-sa dahi nm.i linha ité o logar deuuminado Jeri* 
cinú. indo do ííuatHlú do Sennn íazemlu divisa com S, João de 
Mlrity c MarapiciV, Polo lado sul limitu-so cora as freguezias 
de Jiicarépagua e (luaratiba desde o 1u)í ar denominado Paciên- 
cia att'^ o Campo de Fora. a lesto apauha.se uma linha nue 
coria as povoações de Fnrado e Palmares, fazendo divisa cora 
o Curato de Santa Cruz, De^se pontj tira-^e nova linha que 
passa petos CiunpoK da fazenda do Piahy e Curral Falso até 
Kuratilxa. 

No PGlatorio de 1873 odr. Ferreira Víanna, referindo-ao 
ao Campo Grande dá a seguinte nota: — mio se declaram as con- 
^yontaçôes desta freguesia por não se ier conhecimento. Todavia, 
tanto no primeiro oomo no aegun io di^^tricto menciona diversas 
estradas ili vi sor ias pelasqiiae^ser4 tãcil aos entendidos traçar os 
verdadeiro^í limites dodsa circtim cripçào do Diatricto Fi»deral. 
Isto com 03 iinpos. osjtradas. lir/oa. lo/urejos, morros, t>0- 
voador, praças e ruas citados no importante irabalho — Apon- 
tnmcntijs imra o Indicadiw do Districto Federal, da lavra de 
F. Aguiar do Noronha Santos, podérít trazer g^ande^ o pro* 
cioáo6 e^clarocimentosi a» estudo da questão. 

O Mmanachde Laemmort (19<):í)» cora relação ao Campo 
Grande, prestai o soxainto stibsídi *: E^ta circumscrípçAo tem 
cinco l»^gua4 deextent.lo e qoijtro de latitude e limi ta-se pelj lado 
do nni t4^ com as fi^guezias da S. Joào de Miríty e Marapicii, his* 



LIMITES 



9Í 



tildo do Rio de Janeiro» peld lado sul cim as fruí^aezias do 
Ouftratiba e Jicarépa2ai; pilo lado da leate cornado [rajA, 
pelo lado oept í com o Curato do Saota Cruz. 

Para caoclUar aa duvidas qin^ pasjam existir o b^m defen- 
der 05 direito* do Di^tricto Pedt^ral, lá o^tA o Imhitaaio pessoal 
da Carta Cadastral, ciijos tr-i bailios conacioDcioaos e exactos 
servirão do rautto ae a queatào de limites tiver de ser docidida 
por mutuo accordo. 

Na repartição do Patriraooio oiicoatra-ae o infatiííivel Raul 
Cardoso, perllnto sabedor lo intigaalhas. 

Era raitiha humilde o pio ião rejeitado o Mirity, rejeitada a 
iiicluaao do RetileOíío oo território do Estado do' Rio, a lio ha 
divií^oria em busca da confluência do Prata com o Mendtnha de- 
vora partir dats orií^eaa do Pavanaedabi pelos limites do lietiro 
e Guandu do Senna cora o antigo raorgad-i do Marapicú, o iuai 
oomo â sabido» foi institaido por escfiptura de 6 de janeiro do 
1772 p^r d. H"denade \ndralG Souto Miior Coutinho, v.uva da 
capitão m6r Manoel Pereira Ramos de Lemo?í e Faria. O actual 
proprietário dosse raor^ado o sr, condu de Aljeziir di^scondente 
dessa il lustre iamilia. ([ue deuao Brasd horaona ootaveH, po- 
derá pr*í8tar vaíiosas informagõos cum reforenoias aos llratte?? 
de Campo Grande com a freí^uezia de Marapicú . 

Em falta delias, poi^ra, in liearoi a lata do folha, per- 
teoíentô ao Archivo Publico, a qual tem o rotulo se^tiinto : 
1" secção, 16^^ classe— i* cjllecção, 8° e 9° grupos. Alli» deparei 
com pedidos e cincosaões de sesmarias antes de medição, de- 
mandas, appellações o aggravos áobre terras partencontes 
outr'ora aos primitivos pjvoalores. Na impússibiliilade abso- 
luta de lazer extracto de tudo isso, quo ú precioio, para a 
questão de limites, citarei apenas os Bej^uintoâ iueditos : Diz 
Francisco Ferreira do Sonza, cirur^^ião de um dos regimentos 
desta eapitah que concedendo-gc por seítraaria ao alferes Apoí- 
linarlo Pereira C\zal, no anno do 1772, uma logua de terras de 
testada, com meia légua de sertão , na Fre^ptesia ãe Campo 
Grande, disiricto da Camará desta cidade, entre as serras 
do (Guandu do Mendanha o Marapicú, fazendo testada pelos 
solaeíí da serra do Guandu do Furtndo e dUo Mendanha, de 
Lesto i Oeste, e o sertão correndo de Sul para o Norfie a con- 
testar com os sertões das lazendas do Piranga o Marapicú, otc, 

Alleu'ava mais o cirurgião Ferreira que o ApoUinarto tendo 
obtido a sesmaria d vila, nunca se utílisara, retirando-so para 
S. João Marcos e fazenlo cessão do seu direito om favor de 
Ferreira, Dada a competente informa âo da Camará, em B de 
outubro de 1779, foi pasmada a reapeiítiva carta era data de 4 
de novembro do mesrno inno. 

Outros documentos importantes (de 1789) : requorimonto do 
padro António do Cuuto Fonseca, em que ai lega ser possuidor 
de um engenho de aasuear sito na freg-uezla de Xos^a Senhora do 
Desterro dn Cf impo Grande, co n JStO braças de teauda e meia 
h^gua de sertão compr.vdíS ao capitão Franciáco Caetano de 
Oliveira Braga e a Josó Vas Pinto. Pedindo a confirmação da 



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REVISTA riO INSTITUTO HISTÓRICO 



sesmaria em torras coDcodidas outr'ora a Diogo Martins Cam e 
wj padre vigário Marlera PeratiEides, Segue iii-tie muitas escri- 
p luras pelas quaea o padre Fonseca provava as succesaivaa com- 
prai de diversas? porçôea de terras que consticutram ma li tarde 
a importHDte fazuQda dt) Menffanha^ Nesses papeis de diíílcil 
leitura, encíjntram-íàe euriusas notícias aubro a tjpugr&phia 
dessa parte de CamtJO Grande, que coDÍroata com o Estado do 
Rio de Janeiro. A cada pasao se faz menção de uma medição 
ordenada em lflí)9. 



Ao terminar esta serie de estudos repetirei o que disse em 
principio : não nutro a idéa de eísckrecer o a5isumpio» mas taa 
somente encaminhar a discussão. 

Os eleraentoi historicoa accunni lados com pacienci i, impar- 
cialidade e dosíntoresse podem e devem prestur algum serviço 
aos competeoiea que forem chamados para de<*idir o litigio entre 
o Districto Federal e o E)sca<io do Rio e aci^t>ar para sempre 
com Untaa duvidas 6 diíficuLdades, que redundam em prejuízo 
do contribuiote* que se vê entro a cruz e a caldeirinha, igno- 
rando a quem, ao certo, deva pa^r impostos ou mw <ibrigado a 
satistazeios em duplicata neste» ^mposdo tantos apuros 

De tudo isso» ptcém, colhi bom resuUada : fui a certeza 
que tive da utilidaífo de uma repartição, o Archivo Publico, 
tau mal apreciado ou antea desconheoido o digno de toda a con- 
sideração dos poderos publícus»onde, quem quer estudar encon- 
tra, além de verda leiras preciosidtides, a gentileza o praflconcia 
de seus dignos fuuccionarios aos quaes devi dar desenvolvimento 
a um aa^Limpto ijobre cuja solução, segunio ora fama, nada 
se poderia adiantar ou e^dareoer. 



REFUTAÇÃO 



CALUMNIAS CONTRA OS JESUÍTAS 



CONTIDAS NO POEMA ** URUGUAY" DE .108K 
BASÍLIO DA GAMA 



AO LEITOR ( ' 



Kotra as muitas piinnas venaô^s. (1) de qtio ao a^rviu Se* 
bastião José de Carvalho, primeiro mioiaLro da còrtB do Por- 
tugal* para íQfiiraar os jesuítas, de quem era intmi?/o doclaradíj, 
Imiiia íbi, a que escroveu cor Ws cantos, dodicados a seu irmão, 
Fraucisco Xavier de Mendonça F^urtado ; beroo verdadeira- 
mente ée outros cantos dígao, como v^oremoa no decurso deata 
impugnaçào. Teve o autor, ti?io sei se diga a irapiudencia, se 
a imptidepcia, de por o ai u nome próprio no f['on(espicÍQ da 
obru, podendo com mui ia raaão disíarçal-o com o tingido que, 
tomou de Termiú'lo Siptlio, quando fui eoxertado na lUíademia 
de Roma, por grande favor daquelles académicos, e eMoaz 
ínteret3Sâão dos jesuítas. Mas e^ ta manifestação que de si fi^z o 
autor fui útil a todos, que o contiicem ; porque o me»mo foi 
ter o >eii nome, que desprezar a í^ua oDra ; e julgai -a por maii 
digna de se dar ao fogo, oue a luz ; por ser um dos mais mons- 
truosos partos, que produziu neste século a ingratidão junta 
com o interesae. Como porém esto ascriptor oào ó de muitos 
conliecido, darei aqui previamente uma breve, mas veridica 
notícia deilOf para que se ififtra qual seja a fé, o credito que 
merece. 



Pr^vi& noticia (i& vida, o caractar út) autor do 
puema. 

Nasceu este novo poeta ; que maia deve ser contado entra 
CS satyricoa da geo til idade, que ODlre os árcades de Roma, no 
arraial do S. José do Rio das Mortes no estado do Brazil, 
aoude, passada misoi*avelmeote a puericia» o entregou a pohro 
viuva, sua mãi, a um religioso leigo Franci^aoo, para que por 
caridade o conduzisse com sigo para o Rio de Janeiro, 
aâm de aprender ali a língua latina. Nesta cidade o recebeu em 
Sttacaeaa certo bem feitor ; que suaíentando, e vestindo-o por 
esmola, o mandou eatudar ás aul «s dos jesuítas. Aqui, depois de 
estar baâtantéineii(.e itubuido p -r estes Fcligíosoa nos preceitos 
da íatinidade» pretendeu entrar na companhia, nao sei se com 
verdadeiro desejo de servir a Deos, e aos próximos, sesomonto 

O Kf» Ai*cLivo do Instituto oxiglt* et^to curioso maDueciipto que 
a Coinriiiâeáo de Redacção f-ntcíndeti drvvr publicar u^-sle tomo da 
Revir,ÍA , Verilicoii-sssúrripro lucçã*» «ki um livr ► rarissaiio impresíic» 
QSã Lu^ano, no auJiu d^! 178 i, íub u titulo «Resposta Apulagclica ao 
poema lutiiutado^ O Uruguav— , por Joaó Bdailio da Qaiiu» (N. da 
€. fia /i'.) 



U6 



REVISTA DU INSTITUTO HISTÓRICO 



com O intenio <l0 evjiAi* a miséria, com que vivia no soculo, 
O certo é* qoe adrni iuúo ao Noviciadu, niostruy lugo n^sta oov^a 
escola da virtudes a pouca incli.açái», quo, tinha paia eHas ; 
ant.es corres po a deu tão luat aos d ia ta toes que ouvia, e ao9 
btins exGinpíos qna presenciaví*, que os suporiures quizérào 
despedi t -o; atribuindo, porem» u pouca 6 fngosa idado que tio ha» 
08 defeitos que comraettia, parte por compaixão da sua gr vnde 
pobreza, parte pjr espuraoí^íi de que crescoado uoa nunoa» .cres- 
cesse Dolle a tnaditreza, consentirão íiaulmunte, quo, acabado 
o bleonio, flzefl^e os votud relijíiosos» 

Pasmados apenas sús im^zes» depoi^i do novioíado, chegou 
ao Brazil o tremendo e horrível decretai» em virtuile do qual 
erão desterrados e dosnaiur iisados tiidos os jesuítas existetites 
nos domínio:* de Sua Mage-stade Fidoliijstma, pelo ^upposto e 
nunca jamais provado crjrao do ailentai todo o corpo desta 
relígirLOr ''ontra a vida do fldolissirao rei D. Josõ 1, Iseataado-sc 
desta pena os que Su temo emento nâo tivessem prolessado ; no 
caso que qui^es:^enl dospir o habito, e ílear no reino ; aonde 
aeriáo tratados como vajisalod fleia, e gosanáo a quotidiana 
côngrua de 100 r^is. 

Tendo aproveitado potico na escolado eapirito, eaU3 reconte 
jesuíta acceitou lugo a oíTorta, qat^reodo antes dtslructar a 
liberdade do século, do que padtícer jiiotiimunto com os mais, 
os irabalhos que ameui;tivão a ãita religião. Ooixada ji ca^a de 
Deos, se viu este pobre mauctíbo quasi ile ^odiy indigente, 
sem a pcn^íâo, que se promettera aoa que sahissem da 
companhia, e sem a que se dava interiOii mente aos que qui- 
zérào p rseverar nelia. Quiz nesta conjuacturi applicai-se á 
PhUosophia em seminariu ; mas resoluto o reitor delle a cas- 
tig d-o por uma sátira que foz, agi Lado Já naqnelle tempo do 
espirito da maledicência, com a fuga evitou a pona, maa 
au/mentou a miséria. 

Cahio flaaJ mente em si* como o pródigo, o doterminou ir 
a Roma prostrar-se aoa pés do geral da cjrapanhia, e pedtr-lhe 
quize^o segunda vez admittit-o à roligião Para este êm soe- 
corrido com dinheiro, e cartas rooi mmendaticiau, que Ibei 
derão alguma» pessoas caritíitivas, f>e o.oburcuu para Lisboa; 
6 de Lisboa para Itali i. Log<* que chegou a Roma, he incrível 
o grande bem. que lho flzérâo os josuiias, nào só os que 
ti n hão sido seus mestres, aias todua os queo tínbào conh&cido 
no Brazil. E.les comas suas osmolas, e com outras, que lhe 
procurúrào, o BUstentaváu, e vesilào. Ello^, para ostar oo!n 
mais commodo lhe alcançarão um lugar em certo seminarj^i, 

3 ue eâtava debaixo da direcvão dosjosuit&s. Eiles, para lhe 
arem lionra e fama o ftzeraiu ali&tar entre o-í académicos da 
Arcádia : fazendo-the raivez, ou aíii»^nd<iiO>l "itie para maior 
credito seu, as oomposiçòes, que ali havia do recitar, Bll^^s 
èualmento, não obst.tnte a repuguaocia, que mostrava o eu 
geral em tornar a admittil-o, sem duvida porque penetrou me- 
lhor o espiritj do preujudontG, á Ib/ça de inslaacias e de sup- 
plicas, liohâo ja couseguldo delle o ser aogunda vez acceito. 



REFUTAÇÕES AS CALUMNIAS 



97 



Mas fVastrou eOe todas estas diligencias, e correapoBdoa 
mal a todos esles bcnoficios ; porquo caliiraniando noataa 
mesmaa circumstaocias de tempo com um escripto satírico o 
seminário cm quo eslava pop caridade, improvisameote so re- 
tirou par;i Nápoles ; de Nápoles veio á Lisboa, e de Lisboa 
pariio para o Brazil. AU» seodo logo conhecido por ei-josulta^ 
foi prezo, e rometiido a Portugal ; por virludo de uma nova 
ordem réeiat a qual estendia o oxLormiuío ainda aos qao ti- 
nhão saMdo da companliia. 

Dezombarcando om Lisboa, foi aprosentíido ao Tribunal da 
Inconfidência» e oello obrigado a fvnQv termo do ir para o reino 
de Angola. Mas este desterro evitou elle, valendo so das siiíis 
habilidades; isto be, componilo nâo sei que versos, quadodicou 
a Imma fliba de Carvallio, a qual alcançou de seu pai o livra* 
mento. Desta ex>oca começou a esto poeta a sua, uao sei se Ibe 
chamo» fortuna» se desgraça ; porquo penetrando, que aqyelle 
minislru a ninguém premiava mais» nom romunerava melhor 
que aos autores de alguns cscriptos satíricos, e infamatorios 
contra os jesuítas, occorre»i4he, que para ter quo comer, o 
meio naais fácil, e certo, era dar .1 luz um poema, om cujos, 
vei^Bos c notas confirraa^âso quantas imposturas, e caltiumias 
tinha Carvalho estendido em prosii, na sua celebro « Relação 
« abbreviãda da republica jesuítica» que os reli^fiosos da com- 
< panhia das províncias de Hespanha, e Portugal tinhão esta- 
€ bolecido noa dorainios ultramarinos daa duas monarchias 
<ôtc. etc.» Coraraunicou a sua id6a ao ministro, o qual logo 
approvou ; parece d do- lhe, quo nini^ueiii duvidaria dus factoa, 
que oUe tinha publicado contra os jesuítas da America ; vendo 
que erão confirmados por um» que o tinha -si. lo, e era ame- 
ricano. Também Ibe fa-ítítou os raeios, e sui}ministrou do- 
cumentos, tão falsos como elle, e concluída a obra Ih 'a fez 
imprimir em bom caracter na estampa ria real, e approvar 
pela me$a censória. Além d'áto, vendo que o autor tinha 
escripto tão bem, ou, para dizer molhor, tão mal contra a 
companhia, o premio que lhe deu, foi o de escrivão da sua 
secretaria. Esta foi a remunerarão quo teve esto cscríptor ; 
este o officio de que vive ; de^prosado daquallas pessoas quo 
sao !iidifí"erente8, e ti verão a paciência tio ler n, sua obra, e sô 
obsequiado por algum tempo daqueliãs poucos partidários, que 
Ih'a applaudiram . {2} 

Supposta pois esta succinta, mas verdadeira noticia da 
Tida, e caracter deste autor, he fácil aos leitores o conjecturar, 
qual seja a fô que merece o senhor Josó Basílio da Gama. 
Seria oUe digno de algum credito se tivesse estado no Uraguay 
e assistido no campo das sanguinolentas batalhas, e gloriosas 
vlctorias, que descreve no seu poema ; ou ao menos tivesse tido 
oocasião de se informar miuJament© de algumas pessoas verí- 
dicas, que as tivessem presenciado. Mas se elle, pasmada a 
puerícia no Rio das Mortes» muitos centos de léguas distante do 
Uraguay, veio estudar para o Rio de Janeiro, e ali antes de 
entrar na companhia não conversou, nem tnitou^ aenào com 
S3i — 7 TuMo Lxvia i», i. 




08 HsnFTi. DO i!fc>rrrupj HKTamca 

ja mas «náiacpiiiv -i iiças ' j» smr m r^figâa nãa te man» 
io lae indsr sranxe. ^ ^;:&^ÚBii2a. »bid ^^iuk ttsd. ora nu 
maroin&miD suo. s» náft». smú «onasi» or& na GBsrrA fiuçaUa 
ift Taatcugng, ^jmú r^m . 3i <{iia •■rnni» <:anai{ póiie õa? ie 
Sketkjã JUB sicseieriu sn io^tf^s iaaBriBi 9 em paias tãa 
p^macuã íaqueilisi lor >iiiiie suíuíl * 3cdi s» otm ^eiitio^ c[ae 
np^nmniu, i^ i uiáS :?;gãi>_ laonsaaiÍBv -^ sê^ iisnaâ (fe i± ! 
Mhá pamjie x.JaoiFn^ ao 1iisss«3iit aBraat:ar a qw adião 
em lecn. r?titniii.i, imBsmíHKHCB -M mortim im CwawiHificio 
1 ora^iTiina m li^om. T-.aniKu. iuiz iá{iiL por jcsu r^âicar oqne 
«is este píiea. liú «iíi:;vj ijs -^«"íog. «m ia» ttidas s&Ii^b. «ia» 
oii liáii-a ~ln*rir. inaixtu la^ prrsiiiv m lanuaçôiB qiK Ih*.^ poi. 
Praenn7«i na -iiibngn.u.ãd ^aaiitu ms ±t puslTeL ijonar cont 
a. bi^^-daõe a. iíiítglw : x .:iar»ia pBTX q^ofi os «xoiiiiias lâd se 
«niffmniHn. i ir^v^iiaie pan '\}iià jqõeL^es •^oft a uâa aão. se nio 
eaduueau Se lí^zoem^nie irz-ii? ia .uTrtnoiUiw ^ssat qpB CúSo 

^IÍtoom pftixãj gg&igni js linirT» ia uriMunffai&^iittOBiTeaie&ce 

fyik os aoQkiTJST^d por» Htis ibrtr jt» oOkcs esasdaim CAznbm ot} 



no ecrpo ia lòra. .i^^iie im^a^mx in^ra primeiro aJber do 
;uitor deíla, % qoe propoãcò tõoi «^peilai <iuae Tersos de Vir- 
seUio postM no froatãâpieiu. < A; 3pk!o*as ec caà <iefiKta ^ppaniit 
< .'idi^ren.^ r^la, et ombrase peni^as patuere eaTesase.» 
JEieUÍ V\ÍU e.;mo se qnixease com eCIes ui«iioir o sospa do sea 
poema, e &>!n parar áqiéll^ fa baloiça vn}T:k a s&jrrftiA companhA 
oe ieeiLi * Se uat<> lhe oeeorrea «Toe teiBeríIsAe ! que iesoleii- 
cm ! Hama religião socoetiaiTaoiêc^ cu aperoTmd^ e oooftr^ 
ína4a, oa lóavada, exaltada até as escn^uas por todoe os 
Sammos PoDtíâces eoatemporaoecs a eiia, meoos o que a 
abolio. Hama reiigíLj protejiia por tantos Drincipe» eatholicos, 
▼en^ t^ia ^ie ta.tcs biapos zeloecH. amada ^ U)dvâ o« bons, e 
8^ t^mi^lA do9 máoe, fíama reIi^?ião. qae deu a i^rtvj a tantos 
rnartyreA, a/^.^ altania tin^ií^^ aant.js, ao maoio tantos dou- 
toras*, © ífi^niTti, á republica lítteraría untas Tolam^c^som todas 
aii MAPítíCAhn . 

/íama relí/iáo. ^jne filia só <^rimpreh©ndxa, e abraçara os 
InatítíJt^ <Ui (\nx^i u,Im an outras: porqae ella pregara nos 
ptjipit/^, aMj^Ua no» conf*rfi^ionario3, catbequisava nas praças, 
fjn^inara n i^ /:a/l<?írâ^, rnísi^íonava nas cidades, propa^va a 
f^: 1'Mrfi m hhfhuff^ \:m% r^hí^iâo finalmente, que dilatada 
por UkUí o fíiufido, (im Ufiío iíU^í na o c jpava em promover a 
iíi;tl'#r íf.Uffín ílo Itfjfn, o ff U(*ui ^Mpirítual dos proxim^^. E ho 
p04««iví5l. /jij^ajwjfri a hffirffnt/) um fliho adulterino delia, inten- 
tfifi'lo /;';/iiíi/'iril-a a um covil 'io Ivlrôes, a ura cscondrijo de 
p\ritim, o a urn anilo do rnalfoit^^re^ ? Mas não ha que admirar. 



REFUTAÇÕES ÁS CAI.UMNIAS 99 

Qaando da escolada Clirísto sahio om diacipnlo traidor a seu 
mestre, aãr» ho muito, quo da com pi oh la de Jeaua aahiss© um 
filho mgi*ato d sua mãe. A arabus cogon a cobiça, a amboa o 
dinkieipo, a ambos o iateresse do < Quid vultis raihi dare i > (4) 
Vamos adiante. 

Ao3 dous võr»js de que acima fal Íamos, sogue-se logo um 
soneto leito ptdo autor da obra era louvor do conde de Oeyras, 
seu MecenaíJ. Tevo fortuna esto poeta, mn qae aquello minis- 
tro lh'o não mandasae cravar com letras de bronze, para 
perpetua raemoria, debaixo da sua efllgie, col locada na praça 
do commercio ao pé da e^taliiia equestre» que representa o 
BíínboL* rei D. José I ; porque ae l;l esUvesso, bem creio, qu© 
ai^sira como a rainha íiuelisairaa, filha» e successora no trono 
daiiuelle moiiarciía, para aplacar a fiiria do povo, e os 
clamores de todos os seos vassalos contra a tyrannia 
daqiielle ministrj, ordenou , quo se arrancasse a efflgie, 
assim também mand ida, qye se arrancasise o soneU) ; princi- 
palmente leodo-so nello elogiado um homem, a quora uma 
junta do ministros deputados para examinar e sentenciar a sua 
conducta ; julgou ser digno de morto ; o se a rainha fldelissima 
Ih 'a não perdoasse por sua roal pielade, e innala clomoucia, 
sem duvida acabaria a vida degolado em um patibulo. {5} Mas 
deixando estos preambulo^-, comeccraoa a ouvir, o que diz este 
poeta nos seus caotos, o especialmente nas notas ou comoutos, 
que Ihea fez* 

CANTO I 

Neste I canto, em que so invocão as musas para louvar 
dignamente o í^rande heroe, irmão de Carvalho, traz o autor 
esta nota na pagiua. . , < O [Ilustríssimo, ICxcellontlsstmu 
« Senhor Francisco Xavier do Mcndon ;a Furtado foi governa- 
€ dor, e capitão general das capitanias do Grão- Pará e 
€ Maranhão ; e foz ao norte do Brazil, u que o conde de Boba- 
€ dela fez na parte do siiL Encontrou nos jeauitas a mesma 
4c resistência, e veaceu-a da mesma sorte. » 



Mostrfr-fe numo diversa foi a conducta dcfuteii dou^ 
govarnaaoroSp 

Muito diminuto ho aqui o autor ; porque nem diz o quo 
fizérao estes dotis governadores, nem em que lhes resistirão os 
jesuítas, nem também o modo, com que foi vencida c^sta resis- 
tência. Mas o que ello aqui calou, ou por malicia, ou ignorân- 
cia, eu o direi. Era primeiro lugar he falso que o senhor 
Francisco Xavier de Mendonça Furtado, çovernador o capitão 
general das capitanias do Grão-Pax*á, o Maranhão fizesse ao 
norte do Brasil, o que o senhor conde do Bobadela fez na parte 



400 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



do s«L Esto ultimo senhor» eorao homem míidoro, e prudente, 
que ora, fez na parto áo aiú um governo pacifico, justo, e recto; 
motivo porqac foi bom quisto, e estimíido de todos, assim ae- 
culare^t como pdijyriosos ; nem jámai« com 03 jr-suitas teve al- 
gum debato, ou controvérsia, que perturbasse .i bja harmonia, 
quo ãompro com elloa coaservou ; porquo ainda que cootra 03 
seus privile^ioa» aliíitou em uma occasião ú. railicla alguns 
mancebos, que flr«qiientavão as aulas daquellea pailrcís, elléa se 
acomodarão a sua resolução*, nem sobre este ponto ílzerão 
mais passo, que mostrar* Ibe os alvarás doa quacs constava isen- 
tarem da milicia oa senhores reis do Portugal aus que estu- 
dassem nas escolas jesuíticas. Estí^L foi a conducU do conde de 
Bobadela na parte do sul do BrazlL em quanto foi sô gover- 
nador daquelle estado, e não ministro plonipotenciario para a 
execução do tratado dos Mmitas. 

E qual foi a do senhor Mendonça nas capitanias do Pará, 
o Maranhão, oii na parte do norte do mosmo Brazil ? Foi to- 
talmente diversa ; poi^iie sendo dotado de pouco, ou nenhum 
talento, não digo só para aquelle emprego, mas ainda para 
outros muito menores, foz um governo tao máo, e obrou taes 
despropósitos, causou tantos dam nos temporaes, e impediu 
tantos bons espirituae^, que para reforir tudo seria necessário 
um grosso volume* (6)_ 

Basta dizer, que n ao obstante saber-se na America» quanto 
em Portugal podia seu irmão, sendo secretario de estado, 
favorecido do el-rei, com tudo a junto chamada das mi^ssões, 03 
superioras regulares» e outras muitas pessoas se resolverão a 
mandar remettida a secretaria do Ulti*amar uma exacta coma 
a Sua Magestade das grandes desordens, que commetia aquelle 
governador, Fouco tompo depois de chegarem a Lisboa estas 
delações, foi removido do ministério, e privado do emprego de 
secretario de estado nos negócios ul tramar inoá o senhor Diogo 
do Mendonça Corte Real ; e gendo-lhe contiscados todos os 
papeis da sua secretaria, ontre eitos achou Carvalho as queixas, 
e accusaçõèá, que do seu irmão fa^ião a elrei ; (7) e attri- 
buindo-asa influxo, o manejo dos jesuítas, a quem sempre teve 
de mira, para os abíiter, e aniquilar, Jiirou, que por quatro 
capítulos e moio que estes padres da vão contra seu irmao, olla 
daria mais de quatro centos contra olles. Talvez em obser- 
vância deste juramento (tanta era a sua religião) estampou, e 
fez estampar a outro*?» tantos libellos infamatorios contra a 
companhia de Jesus, que Juntos podem compor uma grande 
livraria* 



X — Ortg«m do ódio de CArv&tlio oo&tr& 
Malagrtd», 



J«âUJtft 



Confirmon-se Carvalho naquelle seu juiso errado» que 
formou dos jesuítas do Maranhão com um suooesso, que aqui 



REFUTAÇÕES ÁS CALUMNIAS 101 

tem seu lagar. Na soganda vez que veio do Maranhão a Por- 
tugal o celebre jesuíta Gabriel Malagrida, se encoal^íou um dia 
com elle, em palácio, aquelle ministro ; e saudandb- o pelo seu 
nome» lhe perguntou, se o conhecia ? respondeu fn^ohuamente 
o jesuíta que não. A esta resposta exclamou Carvalho : « oh 
feliz homem, que estando em uma corte não conhece' quem 6 
nella o secretario de estado !» Então, o pobre religioscf sp lhe 
lançou aos pés, pediodo-lhe perdão da sua Ignorância, * D", ei33u- 
sando-se delia com a sua próxima chegada a Portugaí/âtaa 
depois de o comprimentar com todas aquellas expressões ' ^9 
respeito e estimação, que se derião ao emprego, que occupàva, 
lhe disse que supposta aquella occasião de o conhecer, e fallar, 
lhe queria pedir uma cousa ; e era, que sua excellencía íizessd 
mudar para outro governo a seu irmão o senhor Francisco 
Xavier do Mendonça, porque no Maranhão, donde vinha, o 
tinha deixado tão mal visto, o odiado de todos, que lhe receava 
algum infortúnio ; — « cuidaremos nisso » — , repoz Carvalho, 
voltando-lhe as costas. Froduzio esta sincera e ingénua supplíca 
dous effeitos bem contrários áquelle, que se pertendia. O pri- 
meiro foi conflrmar-se aquoUo ministro na falsa opinião de que 
os jesuítas erão os cabeças do motim, e principaes autores das 
delações, que tinhão vindo da America contra seu irmão. O 
segundo eíTeito foi conceber tal ódio contra o pobre e bom 
velho Malagrida, que não descançou athô o não prender nos 
cárceres da Inconfldoiicia, sem prova alguma legal, por chefe de 
conjuração contra o seu soberano : e porque ali novamente lhe 
imputou algumas proposições mal soantes, o fez mudar conse- 
guintemonte para 03 cárceres do Santo OÉcio ; tribunal, aonde 
foi sentenciado por hereje, e como tal estrangulado em publico 
cadafalso. 

Dadas de caminho estas noticias, voltemos agora ao que 
dizíamos á cerca dos dous governadores do Brazíl, e Maranhão. 
O senhor conde do Bobadella, como tenho referido, e foi notório 
em toda a America, fez um governo totalmente diverso do que 
fez no Parti e Maranhão o senhor Mendonça. Do primeiro nin- 
guém raciona velmen to se queixou : do segundo, todos justa- 
mente se lamentarão. O primeiro sempre foi bem quisto: o 
segundo sempre viveu odiado. Tão differente era a conducta de 
ambos; tão diversos os systemas de governo que seguirão: 
logo é filso, que o mesmo, que um fez ao sul do Brazil, fizesse o 
outro na parte do norte ; como assevera o nosso poeta nesta 
sua primeira annotação. 



Reftitiição á calumnia de qne os iesnitas impedissem 
a eoDcIusfio do tratado dos limites. 

Vejamos agora, que resistência acharão ambos nos jesuítas 
e qual foi o modo com que vencerão. Esta resistência não 



102 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



V- — 



he, nem pôÍ9,s^ outra, senão aquella» que Carvalha divul- 
gou na suaVfYapJo iéreviada da repubitct jesuitica^ aondo por 
loDíçaií paginas, iQCulca a grande oppo.^Íção que os josuit.a« 
portuf,^uv^í5^ © hespanhoés, o luaís oâ hespauhooíi e porluguezei, 
fizerri<>*iíle. Araaiica a execução do traia-lo dos lirailea, quo 
qtierí!ío-.coocluir og nem réiipdctivua aoberaoos ; accumulando 
priri^Wõ tumultos sobro tumultos, sublevações, e ^^uerras Co- 
mmit^das por esteai religiosos, afim de impedir, quo os índios 
se'{nt)d.iSseiD, o oonseguin lamente que o tratado se concluísse, 
dra-eu bera pudera impugnar cada um daquellos factos, quo 
, ali se allogáti contra os jesuítas ; nuas porque tomo enfastiar 
*A«s lei toros eom unia relação tão looiíra, como he a abreviada 
de GarvalUo, produ/irci só aqui aU^uns documeotoi certos» e 
incontrastaveis, dos quaos evidentemente se prova a innocencia 
d 09 jesuit^iS e a malignidade dos seus calumniadores. 



DOCUMENTO I 



Logo, que cliogárão á eôrto de Madrid, as primeiras noti- 
cias, que os Índios deis se to povoações, quo íb bavíão de «^er 
a Portugal em troca da Nova Colónia, por conselho o sug^jes- 
tâo dos jesuítas, obâtinadiimení-e resistião a deixar as suas 
terras, para habitar em outras, se mandou tirar na mesma 
America uma rigorosa devassa sobro este ponto, para constar 
delia ao certo o juridicamente te erao ou não verdadeiras as 
vozes, que corriào nào tô pouco decorosas» mas rauito con- 
trarias a»> bom numo o credito daquelles religioso.^. Exami- 
nadoi pois 08 factoâ* perguntada as tostemunbiS, ouvidas as 
partes, feitis tloaimeote todas aqnellas diligencias, quo o 
direito prescrave, e o caso petlia. o que legalmente constou, foi 
que a pertiuuz o obstinada resistência dos índios em saliir das 
suas aklóas, não piOVtnba do outra cousa sonão da nutural o 
Inuata repugnui^cia que iinbão em largar as suas torras em 
que nadoerâo eU^s. e todos os seus autepassados cultivarão com 
o trabalho de seus bravoá e suor do seu rjato, para ir viver em 
outras silvestres, incultas o infructifoTBs e que os jesuítas tão 
louge estiverão de os acunselbar e pei*8uadir a esta resistoncia, 
que antes tinhílo olirado, quanto est iva da sua parte, parA os 
mover a mudança do^ terreno-í» o a accommodar-so a vontade 
dos dou 9 soberanos de Hespanha e Portugal, Tanto cevos ta do 
processo feito n.x raoama America, na forma m.tis authentica, 
asalgaado no dia 7 de Kevoreiro de 1753, o qual se acharei na 
cuUocçâo das apologias jesuiticas copiadas nu tomo X, Lea-se 
principalmente a pag. ..* o principio do sobredito processo» 
Súndo nos ^ ele, A sentença dada a favor doi jeauilas ha em 
tudo cotiereota a^s depoituontos d.i8 testemunhas. Es La se poáo 
ler no mesmo tomo K, pagina.,, começando das palavnis fw« 
per sua paru^ atô as palavras aquelks povos pag. , . 



REFUTAÇÕES AS CALUMNIAS 

DOCUMENTO II 

Iníormado o supremo cyDsolho da corte do Madrid, que cor- 
rião por todo aquelle reina algUD3 escriptos, em que se in- 
fama, vâo, 03 reli^aoáua da companhia Da Adi eriça» de rebeldes 
o desobudjeQtes ás ordena soberanas, araotinadoreá doa índios 
ele. seodo tudo falso cgmo cooaUva legal e authenticamente, 
repreientou a Sua Ma^restade Cathotica a uecessidade, que 
havia de reprimir aquella desenfreada maledicência, tão con- 
taria ao ci-íjdito e bom nume dos Jesuítas ; e conformaado-se 
o pio monarcba ao parecer daquelle seu tribunal, ordenou por 
Decreto de 5 de iVbrii de 1759, que os ties libelloa fla.[Q03oa não 
só se não vendes^oni» nem estampassem, mag fossem queimadog 
por mão de al^joz em pra^a publica, 

DOCUMENTO III 

A mesma ppohibição fez o iaqniaidor geral em todos os rei- 
nos, e domínios de Sua Magestade Catholica, D. Mauuol Quin- 
tano, arcebispo do Farsalia.por ura edicto dirigido a todas os Heis» 
allegando por motivos serem os taes ecriptos não só totalmente 
alheios da verdade, mas iuíquameoté injuriosos a uma religião 
tão benemérita da igreja, como era a companhia de Jesus otc. 

DOCUMENTO IV 

Passando desta a melhor vida, o catholico rei D, Fernando 
Yí, a Rainha D. Izabel Faruese, que depois do sua morto go- 
vernou interinamente aquelle 3 reinos» escreveu uma carta 
com datjt de ^7 de Setembro d<? 175D ai provincLil dos jesuítas 
no ParaguiLy, na qual louvava o zelo, a fidelidade, e diligoucia 
com qua os religioflos Si3us subditus nanuellas missões tinhao 
procurado reduzir us índios á mudança e?5tiputada entro asdu;i8 
coroas de Hespanha e Portugal; depois do louvar eâta suíl con- 
ducta com expressoena de grando satislação sua e consolação 
dos jesuítas, llieb' permettia o segurava para o futuro a sua 
real prote.^gão e patrocínio . 



DOCUMENTO V 

Com data da 29 de Novembro de 1759 Gatando em Santo 
Borjado Paragnay o aenhor Zeballos, í^overnador de Buenoa- 
Ayrea, escreveu a aeu irmão, que asaiatia em Sevilha, uma 
carta, na qoalJhe di^zla as^im. Em ordem a este negocio (falta 
da opposif^o o resistência dos índios a deixar as suas terras) 

< não ó posai vol dizer- vos em uma carta tudo o quo tem succe- 

< didu: dír-Viia*hei porém o que basta para que formareis alguma 
€ idéa do que tem passado. Quando cheguei a estad missões, 
€andavão muitoB Oíilhares de Índios dispersos pelos montes e 



104 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



€ campanhas da-íte vasto paiz, por cuja catisa se não fez a per- 

< muía da colónia pelo eanimis-sario portíi^oif^x ; mas com a 
« craca de Deus, e com araaita fu^di^ra, quo tivorâo os padres 
€ da compaaliia era os aguntar, sg cantieguio em monos da um 

< aono unilas todos ; o ainda que eu tenha jà informado a 
«corte athô aqui não tive resposta; o que talvez proceda da 

< variedade de succesaos, cora qtie De^te meio tempo se tem 
€ visto embaraçado o miniatorio. A má fé dos portug-uezes, sq- 
€ gundo julgo» estará j4 convencida com provas irrefragaveís ; 

< o t<íráo coíihecido o amor, e fidelidade, com que tora servido á 

< El Rei uo tompo da execução deste tratado os jesuítas desta 
« provi ncia. Sei que tereis tahi ouvida tudo pelo contrario ; 
€ porc;iusa díts falBidades, que tem esp^Ubado os emulas destes 
« relig-iosos* principal in-iit© 03 portu^ezes e o nosso coraruis- 
« sario o Marquez úq Val-de-Liriog ; o qual vai de aocordo com 
€ elleg, para desculpar, e eucobrif a sua raíl conducta. Os in- 
«dios a raotívodis violências que lhes tin hão feito, estavão 
« vísiohoa á desesperação. Teaho procurado com pensar -lhes os 
« máos tratamentos quo lhes fizerão os portuguezes, com oa 
€ bons que presentemente lhes faço; e posso jactar^me* que 
^ agora executarão qu mto El-Rei mandar, e que se acaso fosse 
« necessário tomar as armas pivra defender este estado, não 
€ duvidar ião sacrificar as viias em serviço de Sua Magestade. 
« Isto é o que vos posso dtzer em breve.» (8) 



DOCUMENTO VI 



ULTIMO E MAIS RECENTl 



O eatholioo rei D.Carlos III, felizmente reinante, por um seu 
real Decreto passado aos 5 de Dezembro de 17*50» quando em 
Portugal se lia impressa a relação abreviada, o tinha corrido 
publicamente em Madrid» ordenou, que para as missões do Pa* 
raguay partissem não só 30 jesuitits, como era costume em 
cada anno. mas 60; ou fossem naeiQn.ies, ou estrangeiros, que 
se achassem nos aeo^ domínios, gozando todos da sua real 
liberalidade ; isto é, sendo transportados á custa do seu erário, 
pela razão que dava no mesmo Decreto de serem úteis á 
cultura daqiielles povos e poiierem continuar a sei -o para 
maior soi*viço do Deoseseu (9). 

Ora, á vista destes documentos ( n ao fallando em outros, 
(^ue deixo por brevidade ) a favor da iQuoceucia dos josuitas* 
não he excesso de maledicência, ou falta de juizo, deixar oahir 
por eo Ire os fU^los este nosso escrivão nas suis notas, que os 
jesuiVif resistíAa a 'Sd<»UA governadores, na execução áj tratado 
dos limlu)» í chamo-lho fhlta de Jwtjo, porque Oi suppor, que 
o publico acreditaria o seu diio, ostando já falsificado, e dos- 
m^titido dez annos antes no Pu raguay por uma sentença 
publica ; a na corte de Madrid por attestâções irrefhigaveiA: 



REFUTAÇÕES AS GALUMNIAS 



106 



umas dos tribunaes mais rectos» como sào o Supremo Conselho» 
e a Sagrada Inquisição ; outras de pessoas do autoridado a mais 
qualidcada, eomo são uma rainha o um rei dsLqaella mo- 
narchia. 

Nem ao diga quo os documentos acima referidos só 
provão íiuo os jesuítas bespanlióoa oSo se oppuserão a con* 
clusão da^^uelle tratado ; mas que os jesuitas portuguozes não 
Bô oppuzessem a f^ila, está ainda por provar : a isto respondo. 
E he pouco desmentir a côrte de Hespanha o que divulgou 
Carvalho doa jesuitas daquelía meoarcbia '? Assíim como im- 
famou sem fundamento solido os súbditos d'el rei catholioo, 
náo infamaria tíinabem os que erão aubditos d*elrei fidelissimo f 
iêmel maius semper praesumitur malus in eodem genere rmili. Era 
regra e axioma de direito muito familiar a Carvalho, e do 
qual se valeu contra os jesuitas na sentença em que os de- 
clarou cúmplices do attentado contra o senhor rei D, José 1, 
como Be oi tros religiosos ali nomeados ti vestem já sido con- 
vencidos de attentíir contra a vida de algum soberano. 



V&rdadc^ÍMi cAusa^ porquo so rdtardou a OTâcuç&o da> 
4)uo11q irfttado. 

Respondo em aegundo lugar que se Sebastião Josô de Car- 
valho estando ao leme do governo, como primeiro ministro, 
que era, mandasse tirar á Amertca portugueza uma eiacla e 
jurídica do vaca da conducta dos jesuitas nas circumstancias do 
tempo, em que se queria concluir aquelle tratado, viria em 
conhecimento da verdade e acharia que se os indios fu^ãâo ao 
trabalho de conduzir 08 soldados e as pedras ptira as liemar- 
cações dos limites, que se iotentavio fazer, não era por iníluxo, 
ou sugestão doa jesuitas, mas era porque o seulior Mendonça, 
governador do Pará, superintendente e executor desta oipe- 
dição lhes nâo pagava a excessiva fkdiga de remar muitos 
contos de le^as, sem mais emolumento, qoe urna escaca e 
miserável comida, O mesmo que digo dos ind.ios, digo a sua 
proporção dos jesuitas : se eátes padres, que estão nas missões, 
não subtninistravão algumas veaes os viveres, qne lhes 
pedião para sustentar a soldadesca, nem os remeiros necessá- 
rios pai^a a conduzir, náo era porque quizesaem difficultar 
aquella execugão, negando voluntariamente uma e outra 
cousa, mas era unicamento porque os i ódios capazes do tra< 
balha sabendo que os pori^uguezes nao lh'o remunera vão* 
Ãigiào para os busques, deixando nas aldeãs os inválidos, as 
mulheres, e os do menor idade, para cujo sustento sendo iieees- 
-ario os viveres, que havia^ não podijo nem deviãg os missio- 
oarius reparti l*os por outros , sendo igual, e tidvez maior a 
neoeasidade daqueiloá, a quem tinhão obrigação de acudir e 
proteger. 




106 



REVISTA VO INSTITUTO HISTÓRICO 



Responda em terceiro lugar, que ae o «enhor Carvalho 
quizesse nesto negocio proceder lisa e sinceramente, do via 
acceitar a ofTorta, que tèz o geral da compaobia Lourenço 
Ricci a eUrol Adelissímo» aasira como lb'a acceitou i3l-rei ca- 
Iholico. Apenas aquelle grande, maâ infeliz prelado, teve 
noticia em Roma, que da Amonea tinliâo chegado á Europa 
queixas e himentoa contra os soos súbditos na^ueHa parte do 
muuLlo, dizeiulo-S(3 doUds que se op|.iuiihào clara e clandestíiia- 
mente á execução Uo traiiido, quo preteudião concluir oâ 
monaiHjhas de Heapanha e Portugal, oscrevou a Madrid o a 
Liâb^>ai expondo a suas magestadej o rnuito que sentia, e toda 
a religião, quo algnas jesuítas, esquecidos (como ae divulgava) 
da ti le lidado devida ao9 soberanos» rebistiJiiS&m as suas reaes 
ordeos e intouçOes. Que para reprimir, e ca&Ugar com as mais 
sevorps pen.is uma lai aost)bediencia ( caso que fosse certa ), 
timndassera suas magesiades áqueUas partes ojestiita, que lhes 
parec6íSí% uo qual elle geral dava todos os seus poderes, não só 
para punir os que so acha^^em delinquentes, mas para fazer 
que os miââiunario;^, que proãidiãsem aos índios, cooperassem 
(quanto {\\m fosse poãáivel) por mover, e reduzir oâ índios 
a elles subordinados d mudança, ou troca que era o objecto 
daquoUe tratado. 



Nio acceitt CarvaUio a oíforla ^ut fei o gQfkl da 
cORipanhift. 

Acceitou Hõspanhaa oíTerta ; e mandando a sua Amerfeao 
jesuíta Luiz Altamir.ino, sujeito por todos oa títulos grande e 
digno desta erapreza, e vi ieo temente moitrou áquolla eôrte, 
nào serem osjosuitas culpadas na resistência doj iodios, mas 
que toiia olla provinha da innata repugnância, que tlnbfo 
aqaeUes bárbaros em deixar o terreno, em quo eUe:í, o tíjdos oa 
•eují antcpns,^ados naícorão, o render obeiioQcia a outro sobe- 
rano, quo nao fosso aquello» a quem voluntariamente uma voz 
se tinbâoflujeitado. O quo sucoudi-u om Hespanba, aconteceria 
era l'ortugat, se esta corte aoceltasao a oíTerta do geral da com- 
panhia ; mas o senhor Carvalho, quo nada menos queria do 
õue saber a verdade acrodit ju a mentira : e aprovei tindo-so 
das noticias falsai» quo sou irmào lhe mandava do Pará. conflr- 
madai por monsenhor líulhões, adulador e partidário do ambos, 
som mais averi^uavão nem exame, publicou na sua relafão 
ahrepiatUi, o espalhou dijpois outrus muitos papeis que os jo- 
Buitas cpáo desobedientes, reíVactarios, o rebeldes as ordens dos 
seus soberanos; o quando o prorincial João mnriqms lho 
pi*oi>o« o Èientimeuto & seu gorai, o o do toda a companhia, 
polas novas quo corrláo, de quo Kl Rei Fidelisâimo se dcsao por 
mal sorvido dos jesuítas portuguo^es da America, oíTerecen- 
dolhé mandar um do contineute a beneplácito du Sua Magea* 




REFUTAÇÕES ÁS CALUMNIAS 



107 



tado, o qual castigasse sôveraraeote a rebeldia dos delioquentes, e 
fizesse exactamf^nto executar ainda as mais lext^ insínuavòes d& 
sua real vontade \ a resposta que o senhor C<ir valho deu ao 
pjovíncial, foi que agradecesse ao seu geral a attençfiOi que 
usava cora El- Rei ; equeuij pooto de mandara Am eriça wm 
vi imitador, fallaria com elle raaia do vagar era outro tempo ; 
mas etjte tempo nunca chegou. 



Publica CarT&llio DCticias falsas contra oa jeauUui 
íla Americ», o cão crò as vordadetris. 

A cima eu, que Carv^aiho imo querendo saber a verdade, 
acreditara a mentira ; mas jít me arrependo : porque nem a 
mentira acrodltou, EIlo soube muito bom, que todaa aquollaá 
Doticias erao fahas, espalhadas peloâ inimigos da companhia, 
como testifleoti a um seu ami^^o certo offlclal da secretaria, di- 
zendo-llie, (mag em segredo) que na secretaria tinha docuinentoâ 
authenticos, que prova vão a falsidade de quanto ello tinba es* 
crito contra 03 jesuitaa na relaçiiú abremada^ Confirma í/Bte dito 
um facto quoa^ora direi. Tínlia o Bonhor Gomes Freire, pleni- 
potenciário deste tratado doa limiteij. escripto a Portugal, que 
os roligiosoa da compantiia Ke opi>unhãQ fortomento a execução, 
e conclugâo delle ; peráuadido, qua a obstinada resistência dos 
iQdios provir» íia do iofluxo^ e auggeíitão dos mission-irios, ao3 
quaes estando em tudo oh mais sujeitos aquelle^ bárbaros, 
lambem o estariào nesta parto su* os jesuítas lhes não aconse- 
Ihasaem o oppor-se e resistir, quanto podessera a naudanca, quo 
dellei se pretendia. CertiflcaUo, porem, depois esto mesmo senhor 
de toda a v^rdadii, o iiif^yrma<Jo melhor da innotiencia doíí ji* 
suitas, escreveu a Sebastião .íosâ do Carvalho, retractando-so 
d^» que dissera contra uquelles padres. Leu Carvalho acarta, 
B fechando a disse : agora conhe{;Oí qii© t> cjnde de Bobadela 
não só esCíi velho, mas tonto ( lOj . 

EquOlL vista deátos factos certos, o ianegaveis, alem d.i 
outras que omitto por não enfdsliar aos leitores, repetindo o 
que já tolos sabdm, 83 animisse este novo escrivão n dizer 
nesU sua nota, que o seahor Frauoiííeo Xavier de Mendonça e o 
senhor conde do Bobadela, este na parte de sul do Brasil, e 
aquelle na parte dó norte, acha râíi nos jesui tas a mesma resis^ 
teucia do execução do tratado dos limites í Se aqui a palavra 
tnesma quer di^íor nenhuma ^ passe, ma^í se qujr si;j'niâcar «í- 
^uma he insolencbi. Mas a isto, e a muito luais obriga a pu- 
bi*eza, quanJo para ter que comer, ae vé ura homem obrigado a 
adular. Vamos adianta, i^a pag se lom estes versos : 

E vós quem o Maranhãu pendura 
Rota» oudôaa o j^Tilhòxs paz a d os. 



108 



REMSTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



\(o8Íra/-flfl DÍo t]oTer«ai «s índias do Maranhio & 
Uberdadt ao Mobor Mondo aça. 

NlQgtiem, certamente, entenderia e«tes versos se o nosso 
poota 08 não expUcasâo em prosa, dizendo, que querem signi- 
ficar ; devem os Índios do Maranhão inteiramente a sua 1 Uber- 
dade ao senbor Francisco Xavier de Mendonça, «ligno heroe de 
seu poema. Mas aqui, com sna licença, julgo eu que elio não 
falia verdade ; porque nem por inteiro, nem por metade lhe 
devem ni^ta pnrto cousa íi.lguma, aquelles miseráveis* Elle não 
fiillou, nem escreveu, nem procurou tios índíoíí esto beneflcio. 
Outro foi o motor, e principal autor delíe. O senhor Mendonça 
foi só um mero executor ; e assim como um réo condemnado a 
prisão não he devêflor dw soltura ao guarda, que lhe abrio o 
cárcere, mas do procnmdor, que lh'a solioitoa, as^m também 
03 índios do Maranhão não sao devedores da Uberdade ao senhor 
Mendonça que nada cooperou para olla, mas a outro, que ante^, 
e muito antes quo elle fosse para o Maranhão, a aconselhou, 
persuadio, o alcançou ; como agora direi. 

Forão permittidas por algum tompo no Maranhão pelos 
antigos reis de Portugal as escravidões dos índios em certos 
e detarnúnadoa casos, nos quaes erão, ou parocião jusioj, 
Yondendo-se osies miseráveis em praça ptiblica por conta 
do El-Rei o recebendo o preço dellesa faaceada real ; mas por* 
que 03 governadores daquelle estado a instancia de pessoas 
particulares excedião muitas vezes estas permissões, inter- 
pretando mal as leis, e intenções dos soberanus, ttnhão sido 
revogadas, e s6, o uoicamente pormittira a escravidão, que 
chama vâo do Resgate ; a qual consistia em Ir livrar aos ser- 
tões das garras do Índios l>ravo8, e forozoa outros iodios, 
que tivesáom vencido em alguma guerra, e destinados pur isso 
a serem victimas do seu fui^oi', o juntamente pasto da sua 
fome. Escapa vãu as^im eUes miseráveis o rigor da morte, 
sendo comprados por pouco preço aos que os bavião de comer, 
mas trazidos para o povoado pelas tropas chamadas do Resgate 
fica vão sujeitos a pena d i c-íiptívoiro : lucrarão a vida, mas 

Serdiãu a Iil)crdado ; vendendo -se em publica pra\:a a quem mais 
ava por elles. 



Pftrocer do jwaíta Bsnto d» Fon«e«& a favor da 
libordado doa iadiot. 

Como porém atô neste caso se commetterão alguns abusos^ 
mandou o senhor rei 1>, João V consultar sobre esta, e algumas 
matérias relativ;is ao bem daquelle estado, ao josuita Bento 
da Foncdca, procurador om Liáboa dos seus sócios do Mara* 
nbão, cujo voto ou parecer foi quo Sua Magestado prohibisse 
tatalmente todas as escravlaões, como se verá da informação, 
que aqui porei. 



REFUTAÇÕES ÁS CALUMNIAS 109 

€ A providencia, com que julgo, se acabarião por uma 

< vez as escravidões injustas no Maranhão, e que igualmente 

< conduziria para o augmonto espiritual e temporal do es- 

< tado, é renovar as duas leis do senhor rei D. Pedro, ambas 

< do primeiro de Abril de 1680 ; em uma delias se prohibe total- 

< mente fazer os indios escravos, e se ordena observar no Mara- 

< nhão a lei do Brazil, que totalmente as prohibe. Na outra 
« se dão as providencias úteis ao augmento das povoações, 

< nâo só visinhas a outras dos portuguezes, mas ainda em 
« lugares mais distantes ; e se attende também a necessidade 
« de escravos que ha no Maranhão, com a providencia to- 

< mada pelo mesmo rei e senhor, do fazer vir os negros 
€ da Costa de Africa para conservação e augmonto do estado. 
€ Esta segunda lei nunca foi revogada ; e uma e outra pro- 
€ mettem o feliz êxito, que a experiência nos mostra no estado 
« ao Brazil, do qual parece que nunca Deus quiz o augmento, 
« emquanto nelle dará.rão escravidões injustas. O Maranhão 
« he uma parte do Brazil, e parece que deve governar-se 

< pelas mesmas leis. O mesmo persuade o exemplo da Hespa- 

< nha aonde não ha taes captiveiros, não obstante haver 
€ tanta necessidade de espravos, como nas nossas conquistas. 
« Assim, e só assim se facilitará, a conversão dos gentios, cons- 
« tando-lhes, que entre os portuguezes não serão escravos ; 
« também por este meio evitarão dous effeitos muito contrários 
« ao augmento do estado : o primeiro he a deserção de muitos 
« indios para os domínios deHespanha, confinantes com os nossos, 
« por temor das injustiças, que os portuguezes lhes fazem. O 

< segundo he a grande diminuição de indios no dezerto do Ama- 
« zonas, aonde antes erão innumeraveis, e dellos se provião as 
« povoações antigas, e se forma vão outras novas, o que no 

< tempo presente se faz difflcil, por causa das tropas do Resgate. 
« Serã por tanto muito útil ãquelle estado, o ao seu augmento 
« estabelecer novas povoações nos confins dos nossos domínios, 
« porque deste modo conservaremos o estado em toda a sua 
« extenção, e por meio das ditas povoações so poderfU) recolher 

< os ft^uctos, que produz o paiz, ainda nos lugares mais re- 
« motos do Maranhão, como se diz nas leis acima referidas 
« ec. ec. Este he o meu sentimento. Vossa Magestade orde- 
« nará, o que for maia justo, e accommodado ao bem dos in- 
« dios, e augmento assim espiritual, como temporal do estado. 

< Lisboa, coUegio de Santo Antão, 22 de Dezembro de 1746. 
« Bento da 1'onceca, » 



Resolia daqaelle parecer. 

Destas informações resultou mandar aquelle soberano ao 
Maranhão uma lei de 21 de Março de 1747, peia qual prohibia 
aos governadores dar licença ^ra £azer escravidão chamada do 



liO 



REVISTA DO INSTTTDTO HISTORJOO 



B$$§aie ; e ordeoaT^» ((iie u tn^u; que m tal fim otaTio 
00 Ria Negro, se retirusem ; e qoe pm o Aititro. oío podai- 
»m sAhlr a faxer o Ul fi^j^isfe, «em penousão da cérte, por 
meio do cofiBelbo oitramarioo. Epofqoe a eiia M I6ptlmi o 
govemador do ostado, o coosal&o nUrainarliio em Ll^toasd 
aajo, e voioa contra elle, como eooala da resposta dad;» em ogto 
de Julho de 174d. A qual em sabstancia foi < qne a Itoeaça, 

< que m ttaba dado para Ãaer a escr.iYídâo do B£sçoU ÍÃra 
« iiKoiiipeteiite, taoilo Soa Ifagestade mandado, que as Iropai 

< te reUfameai* e qae a dita escraTidao ouDca mais se liasse, 
€ aema approrac^ do onselho ultramariaj ; e que oo maia 

< era do parecer, qui3 Sua Mageêtade se eoDÍorma^jEse com o 

< seoUmenU) áo jesuíta Bento á^ Fouccca ; fazendo oio só 
« retirar as ditas tropas, idis t:imbem estabelecer pOToações 

< 008 cooflos do Marão bâo ». Até aqui subetaoeiaLmenite a reio^ 
tnçâo do conselho* Ag'>ra a de Sua Mageetade. « ObaerTe-se a 
€ ordem de Tinte e um de Março de 1747. Lisboa, ires de 
4 Julho de 1718 », A caria de el-rei ao goTeroador, que (eobo 
diaote do3 olhot, quaodo isto eeereTo, e que omilto por brevi- 
dade, he em tudo coo forme a sua real resolução. 

Prohibidaa pois, como temos Tísto, todas as escraridões oo 
l^faraobão por cooi^lho, e persuasão' de um jesuíta parece que 
a este e oaoao seohor Mendonça sâo deTeiores os iodios da sua 
liberdade ; mas o nosso poeta a torto e a direito qtier que 
elles a devão inteiramente ao seu heroe. A rasio taUeaem que 
se funda, he porque no tempo do seu governo apparecea 
inesperadameate qo Maranhão uma lei, não já prohibitiva, 
comu as outras do escraridão para o futuro, mas annullaiiva 
de todas as que se âzeaseoi no futuro, ou sa tivessem feito nos 
tempos paandofl, fossem ellas licitas, permittídas pelas leis, ou 
não permlttidas : em uma palavra, uma lei que punha forros 
e livres todos os índios daquelle estado, descendentes de í adias, 
ainda que elles tivessem s^do comprados, como venludeiros a 
moima Ãizenda real em boa fé e justo preço. Foi assim 
diligente executor desta lei o senhor Mendonça : maa porque 
titulo hão de ser os iodios devedores desta nova e inesperada 
Uberdade f se elles a algiiôm a devem» he a seu irmão, o senhor 
Carvalho, que para não f^zer oo sou ministério cousa que boa 
fosse, persuadio ao senhor rei D, José, que fizesse promulgar 
uma lei, que maior foi odamno que causou do que a utilidade 
que deu. 



•ftlmtfiilo prolilbilíVB J« iowft ai 4scfAtidõ«», 

Porque delia so aog aio um primeiro lugar, quo muitas pes- 
soas, tendo comprado a el-rei por justo prego, quantidade de 
oseravos* flcirão perdendo oj escravos o o preço quo derão por 



REFUTAÇÕES ÁS CALUIVÍNIAS 



ill 



elles ; porque por mais diligôDcfas quo âzerão para se Ihea 
reparar oste damno, nunca ge lhos resarcio. Em «egundo lugar 
seguio-so que tórios aqucllea, a quem ura iiidispensavolmeoto 
necessário para algumas obras servir -se do escravos, se virílo 
obrigados a comprar negroá por preço oxcessivo a coíjopatihta 
do commercio, da qual era privativa esto contracto, por bene- 
ficio do senhor Carvalho, ooi versai protector do todas aa que 
havia no reino ; o nellas tão intoreaaado» que nunca perdia, 
mas sempre lucrava. Seguio-so em terceiro lugar, quo os ia* 
dios inválidos, e talvez com raulhor e filhais, não teodo já se- 
nboro3, que lhes dosaem do comer e do vestir, andavao unz, 
e morrendo do fome, rogando pra^^as e maldivôea a quem os 
privou do captlvoiroi e os poz vm liberdade. Os que oráo ca- 
pazes do trabaUio applicados pelo senhor Mendonça a sorvír 
nas obras publicas, rendo que a tonue paga, que lhes daya, 
não correspondia ao trabalho que ti n hão, desurtavão para os 
boáquôs ; aondo esquecendo- se logo do baptismo que receberão, 
e da tú que abraçarão, viviao a rédea solta, raais a maneira do 
brutos, que de homens. E que desta libardiíde mais prejudicial 
e damnoso, aiuda aos mesmoa índios, do que lhes era o capti- 
velfo, diga o nosso poeta, que elles são inteirumeníe fievedores 
ao senhor Mendonça, seu heroe, não sendo elle o libortadop, 
mas ura puro executor daquelJa lei, divida he esta, q^o por 
nenhum titulo estão os índios obrigados a pagar ; he beneficio 
que certamente lho não hão de agradecer. 



rensores da libordndo tios Índios. 



Nesta mesma nota acerescenta o autor delias, qnõ ot jesuítas 
mmca declamarão contra o capiiveiro deste ^ miseráveis racio- 
na05, soião porque pretendiâo S3r sô cíiss os scos senhores. Aqui, 
ainda que cunfusaraento, dá, a entender este, não so lhe chame 
Seriba, ou Fariseu, que os josuitas algumas veze^ declamarão 
contra a escravi ão dos indius. Verdade lio esto, que elle não 
se atreveu a negar, sabendo ttdos, os que sabem alguma cous:i, 
as muitas injorias, calnmnias o pcrsígoiçõos quoí?offrerào estes 
religiosos no Maranhão, e Brazíl por delènderem a liberdado 
daquellea pobres neophytos; chegaodo por esto motivo a serem 
expulsos dos seus collegios pelo povo tumultuaute, e amotiuado 
por iDfluio e stiggestão daquelles que querião possuir e tratur 
como escravos a uns homens, que erão por todos os direitos 
livres (11). Mas esta verdade, que não pode ctlo negar clara- 
mente, logo a viciou com uraa mentira, dizendo quo o fim, 
que os jeauiías tinhão nestas suas doelumaçôes era pretenderem 
ser sé eites os senhores dos mdios, Pretenção esta, que os je^uitas 
aunoa conseguirão, se por ventura a ti verão / Erãoparoclios, 



112 



HEVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



erão tutoros, erão CKSÔnomodt erâo módicos, erãa pacificadora 
e erSo também mestres daquelles miaeraveis : parochos, que 
08 iastruião na fé, quo os baptiaaTão e adminiatravão todos 03 
mais sacramentoâ ; tutores, cuidando, que não fossem enga- 
nados nos contractos quo fazião ou entre si ou com 03 por- 
tuguezes ; ocónoraos, fazendo que cnUivassetn os terrtjQos, e 
recoLhassem 03 fructos, para terem que comer, e tambom para 
guardar para oa annos ao carestia, para repartir com os inva- 
lidoi, onférmos, mulhems, o com os de mt^nor idado ; médicos, 
aoonselhanlo-lhea remédio, e applicação delies, para sararem 
das suas enfermidades : pacificado res, reconclliando-os eas suas 
discórdias, para viverem em boa harmonia, e caridade christã; 
mestres, tlnalmento, que ensina vão o pouco oa muito, que 
sabião lor e escrever alguns delles, nao obstante a bu;i grande 
ruíieza. E se algumas vezes por delictos, que comjnettiâo, os 
mandavão ca^^igar, era com caridade, que usâo os pais com 03 
tUhos, e não seohores com os escravos. Que tudo isto erão, o 
faziâo 08 jesuitas, sabe toda a America ; antes sabo mais: 
porque sabe, que estes roligioáos tao longe estavâo de preten- 
dorora sorera senhores dos índios, que todo o seu emponito era, 
que os Índios fossem sontiores da sua liberdade; o que a ninguém 
mais fossem sujeitos, que ao rei de quem crao vassalas : e com 
efTeito por sua ordem se mandavão buscar íLs aldéas para ti-a- 
balbarom aonde e quando queria ; o os jesuítas orão obii*- 
gados por esta causa a dar conta aos governadores do e^gtado de 
quantos erão capazes de trabalho. Até aqui tie certo e iiiiie* 
gavej ; agora, que estes padres com as suas declamações contra 
o captivoiro dos iodíos pretendessem ser só elles os seus se- 
nhores* he cousa quo não basta dizei -a ; he oecessariu pro- 
vai a, mas como ae ha do provar se é uma calumnia, cuja fal- 
sidade be jÀ iioje a todos tào tnani festa, que a não jul;^'0 digna 
de resposta, mas sé do desprezo: e assim passo adiante. 

No tim destsi me^ma nota diz assim o seu autor, € os in- 
€ dios ultímamunto forão nos nossos dias nobilitados, o admit- 
€ tidos (peio sontior Mendonça) aos cargos da republica. Este 
< procedimento honra a humanidade». 



Ridícula nobíliUçio doa ÍDdiO0 folt* p«lo senhor 
M&ndotic&. 



Huma das acções mais Imprudentes, quo fez o senhor 
Mendonça, no Maranhão, foi a habilitação o nobilitação doa 
Índios. Ocoorrett a este bom homem, mas mào gOTornador, 
que ficaria celebre nos Ikatos portoguezes, se tbcetse uma tal 
proeza, qae nenhum di^s seus predecessores tivesse inventado 
6 muito menos conseguido, Veio^lhe, pois, ao pensamento dar 
o nome, e os privilégios do villas a semelhança das que ha 



REFUTAÇÕES AS CALUMNlAS 



113 



em Portugai, a muitas aldeai, que o9 índios Uabitavão, uaa 
obstante constarem tudaa da pobres a rústicas choupanas» a 
excefição da igreja, e casa los psiroclias. Para isto ra ndaodo 
levantar um grande pâo no meio de um terreiro, dava a este 
sitio o oome do pelourmlio; dopais escolhoodo enti*e todos 
aqiiôUes S'>lvageus al/uoá, que lhe parecerão ou pela physio- 
Doinkii ou pela mole do corpo, mais hábeis para os empregos, 
a que Oi queria elevar, us constituio como vereadoroá, ou 
juizes dcs mais, dizeQíIo-llies que ellea eram tao boiía como os 
portu;?ui3Zí^8 : que ao f^-^rivornassom a si, sem dependoocia, ou 
sujoição alguma dos missionários. Além disto mandou vestir e 
calcar estas ^u;is novia creattiras, a8seDt«I*;is A sua meza* fa- 
zendo-llies nella maitos brio^lea, e eosinando-lljcíí inter pocula, 
por meio do um lingua, ou ioterpi^te, o mudo como so liavião 
de portar dali i>ra diante, administrafi«Joatodosju.HUça, ele. etc. 
Os iodioa» porém, acabada a corai lia, e a companhia desfeita, 
esquecendo se do quanto lhes tinha dito o áonhor Mendonça, 
apenas aahirâo da sua presença, tirarão os sapatos e vestidos ; 
e se emborracharão com os seus vinhos, a que charaão mocúroròs^ 
e era sigual do alegria e contutit;im©nto poios cdi'gos, a qtio 
tiDháo sido elevados, grita vão todos dizendo: i^nfui dcl-rei^ 
vinhii def-iei ; quei^endo dizer : uiua eh^ei^ viça elrci . Mas pas* 
sada a bebcdíco, e tornando em si» se fizoram íDsoIentes não sd 
com os missionários, perdendo-lhes o respeito e deaobedecon- 
do- lhes Qinda nas cousas eapirituaea, aeuâo também com os 
outros índios \ e isto com tal excesso, que sahiudo os jesuitas, eos 
mais religir>sos, que ató ali forào parochos nas aldèas, além dos 
clérigos, quo os snbstiluirão, se vio o senhor Mendonça obrigado 
a man-lar alj^uns portuguezes com o titulo fio directores para 
os govern ir, e me t ter em sujeição ; o ainda muitos destes por- 
tuguezes repugnaram a ir pim as novas villas, smu terem 
sempre eorosi^o al^íuns dos soldados, que os defdudossem dos 
insuLtns daquellea Ijarbiros. Eis aqui em qtio veio a parar o 
procedim«íntõ, do qual diz o nosso poeta, (|ue < fez honra a hu- 

< man idade ; melhor dissera, que bem mostrou a simplicidade 

< de queui assim procedeu». 

Na pagina.- .. .. tendo o nosso poeta chamado na,.».», 
4, heróo, e irmão de herôes» ao senhor Mendonça, commenta 
« assim em uma nota este seu dito : om uma bó família achou o 

< rei três irmãos dignos de rapartirom entre si todo o peso do 
€ governo >. 



Que rmça do berros fostem oa Carvallioi de 0«jraa* 

Primeiramente, cu n&o sol, que aleguem tenha dado o nome 

de heroe a íiuem não fez obras dignas de um maiiá particular, e 

distiooto louvor ; mas se também aa que aão dignas de especial 

Vitupério, e naaior abouiinagão podem conseguir este titulo aos 

831 — S Tomo lxvtu p. i. 



lU 



REVISTA DO INSTITCTO Hl.-^TORICO 



fiGUs autoros, digo que forno berôes, e heróes f^randea os três 
iromoí, Seba$ti''\ Francúc*> e Pauto, Os portii^aezes os difl- 
niEo com estas três palavras mnius, peíor, pesêimus, O ultimo, 
dizimo que ôra poat ti vãmente mdo : o sogundo com parati vameo to 
peior: o primoiro su perla U vãmente pesximo. Que a defloiçâo 
fosse boa, i^ íuiquafla, as m^^ aL-ççOea o Uioisirim. Paulo enxer- 
tado no Santo Otl!cio por presidente, o coná«iitindo. quo Dclleae 
desse 8Líou?nça úe morte ao Mul.tgrMla pur liuíesiarca <le-honroa 
aqutíUe sagrado tribnnal.O 1'rancisco com m de:ipií)p*isitos que fez 
no l-ará. e Maranhão, arruinou aquídie estado rIore8cent43.0 >ebas' 
tião com as violências o tyrannías. que coiiímeMbU no tempo do 
sou ministério, assolou um reino nti^iro. líaies furão oe lieróes, 
por quem se repartio o governo de Portugal , mas como tiniiào 
os bombros fracos, deino com ello no châo\ Asaini havia do suc- 
ceder, sendo de uma famtlia tão aborreci lii pela sutt erualdade, 
<ÍUG o parocho de Oeyra.s por obrigação de um luí^ado, ^zía 
vez^kv na i;^reja aos ftegueE^snos dinsdo festa trus piidJo-QOdsos, 
o três ave Manas» para quo Deus os livrasse da tyraDBía doe 
Carvalhos, ((2) 

N^ niei^ma pagina. . . se ló era outra ootn: € os jesoi^as por 

< si, e poios seus la uiores tinhão feito na corte de Madria o 

< o ultimo osforçtí para imp<?dir a execução do triítadu d^a U- 
€ mit"3». EèjUi caluninía ji?í»oz está refutada na apologia dos 
ji?suitas» oirurooií^a a ramha fldelis<*iiiia no anuo de 17í<u ; mas 
porque esta ainda nào sn fez publica por ju*^io d * t^sliirnpa. bas- 
tará 6 sobejará para mostrar a f^lsida^io do quo á\z no»ta nula 
o seu autor, ler os docunieDtOb, que aoiína eipuzemos uas pa^ 
ginas. 

Da pagina. . . athé a. . » éti oocupa o nosso poota em descre- 
ver a marcliH dos daus oxeixiitoíi de Ile^panha e Pôt-tugal com- 
binados p;ira u graodo e llanioí^i empreza do desab^jar, á forga. 
de &rma^, dus bu is próprias terras aos pobre» íd<1ios. que para 
se dof^nderein desra violência n .o tltibào por si mais armas, que 
a justiça da sua cansa, o as llechas dos seus arcus« Donde nascoti, 
que podendo esUt iranssmigaçâo fazer-so sem eíTusõo de sangue, 
se desseui aos iudioá algum espaçu de t^mpo, para que jkjuoo a 
pouco íio mudassem, como ueu^ * o- jesuítas, se exijcotou 
naquellJKS uiíseraveis ovelhas. es, talve/,, e mai8 inoo- 
oeates» do rebanho de .lesus Chri^io, uma cruel c troiâoina ; sem 
se conseguir a tratii^m^graçE^i desejada, porque os índios que 
escaparão da morie, fugirão pai-a os a^ri^s, f^ustaodo com a 
fàgaa murcha dos liou^ eiercitod e a^^ de^pes^s que n^lla dzéifta. 
Ese linatmento punirão o vrcrâo paraasal ícas» foi com grande 
trabalho o fadiga dos jesuítas, como diz o senhor Zeballoí^ na 
sua caria» que alic^mos no do<nimonto quinto, pag 

Na psiglna diz estó eommentador do si me^mo; € os 

< jêsaitaa mn Udg a animosidado de ue^^ ir por toda a Eampa, 
« õ que se acabou de passar oa Xm 

< de doas exerci cos >, E porane n 
ventura n&o he Ucito a qn 
deites paiires tlveHlo a an i 



uossos dias, a vista 
tna de negal-o f Pur 

/ tre ? Se os emulas 
ilúar por toda a tCo* 



REFUTAÇÕES A^i CALUMKIA8 



115 



ropa, sem vergonha de mentir, que elles orão desobédieotesi 
rebeldes» e oppustos d:^ America aa ordena doa soberaBoa, cousa 
qao não virão, rim» só ouvirlo» os dous exércitos, qimndu lerão 
a relação offfevtada ftn rtijmbiica josuitic^u purqua nào 86 unímíi* 
rlào ollf^ a cio><montir uroa calumnía, cuja falsidade manifeata- 
meate eoohec+*u líespanha, e tambi m conheix^ria Portus'aI, se 
Díi cor te de Lisboa se fizesá<^m as raí+íímas díiig^^ncíaa, que oa 
dií Madríít. para sabor a verdade. Mas í^arvalbo, aquelle heróe, 
em cnpa hombros di^JioaaçiLva o raaior peso da monarcliia lusi- 
tana, querondo arruinar o^ jrãuitas valeu-se dag Doticias fnlsaâ, 
e f.*z que Dio sabia as vordadeiras, vciritícaodti-se nelle o noíuit 
intelltffere, ut benc agerei^ (i:!) 

Na pagina.., contínua o autor da^ notaa dizendo,— < que 
€ om Roma muitas pe^stoaí^ o busca vâo, para saber com funda- 
« mento fv9 tioi.icias do í 'ra^^uay, tepternunbando (quiz dizer 
< mostrando) um ostranbo cuatenturaentodo encontrar um arae- 

* rlciíuo, que os podiA ioformar miudamente úa ludo o aucee- 

# dido. A admiração, quí^ causava a estranheza de íactt>s, entre 
^ nós tão conhecidos, fez nascer a^ primei ra:^ idéas deste puema^* 



I^aIss jftfi^ttncift do AUtor tio po«uiu. 



Muito esViUdoí fáz fiqui o *3nhop Oama ao§ romanos ; nâo 
ilCldo elies eeriaiueuti) rodes, e inseusitoa, como os In' IÍ09 da 
America, ma^ homens os mais cnl toa, e bem íostruiios la Eu- 
ropa. A primeira cousa que os romanos, querendo saber o que 
ae pasâou do Uraguay, havino dtí perguntar a ente amencauo 
OPa, ee tinha e^tad^j n.Lqueile paiz, ou na^ ^ua^i vIsinhaDÇjis ? E 
derendo élle, m quizesífo filiar verdade, responder que não ; 
que coneelio haviâa de f;izer dos wtis ditos, quo credito haviâo 
de d:vr a soa relação ? Além de que, qiiandi> ente manceba cbngou 
a Roma a p«frteQder seiunda vez a cotupanhia, jcl naqueUa 
edftofdtavão muitos je«ui ta» amencaoos mais velhoi, que eile, 
mais maduros e verlncos, e p^^r ism mais digno:^ de fé, que 
tinbào iorormado a toda a Rdtna com te^tentunhos certos e 
auiheuucottdrt faltiidaíie, com quo ao lhes at-lribuia na rdííÇífo 
abre^indn do senhor Carvalho terem feito u]>poíiiçàu, e mos- 
trado rebeldia a& oi^eo» dos soberanos. O que sopposto, dizendo 
elie o contrario do que todos m mais dizíão, ntn podião og 
romanos ficar sab^iodo com lundamenio as noticias do Lfragaay, 
nem mostrar contentamento de encontrar na Europa uma 
peaaoa da America, que miudameote os informasse do quo tinha 
Sttccedida em iu^^aren tâo distantes daqnelles pi/r on^e andou* 
Daqui infiro eu uma de duas cousas: quo ou o senhor Gama 
ne^ta 8Ua notn nào iie verdadotrOf oti dá a eoteuder, que Ibi 
alHivoSD. Se em llomaoni as niíticias que deu do Para;uay« 
nfto desaereditou os jesuítas, nesta nota não dl^ verdade; se 



IIG REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

as desacreditou, ao mesmo tempo qao pretenlia ser seu sócio 
na religião, cijoimoUeu lileivoâia, l^u maid iocliao a primeira 
parte; isto hò, que moate: assim pi^rqui lie meaor o mal, 
como ta 10 bom porque nâ> ha crlvol, que viaio íle tio Ioq;?^, o 
por mõiode tiatod pu'igiis buscar a ompiabu. fallaise então 
cooÈra o.iji3:^uita8. expjQio-u) a perier com as palavras o que 
mostrava pra teu Jer cum as obras. 

Noíim ddita mosma p.igina... diz,— cque o tratada dos 
« limitôt toia us jodu^taa fiíi ai aa, porque pir ello se ontro- 
« gãvão aos portu;?íjtíZ *s ai terras, <iuo a companhia depois do 
« muito tempo pasauia, como auaíí da parte oriontaí do rio 
« Uraíiuay>*, 



Hot'ula'»o o fftlio motivo, quo «e atiuuta para roftit- 
llrftDt os j«»iritaft a troca fias povoacôc». 



Setihor Gama, que signaes de dor observou nos jesaitas, para 
delles coDJectupar o dizor, quo lhes íorio a alma o tratado doa 
limites/ tim primeiro lugar od mrsaioDitrios, que residiâo nas 
aldèiis, tiuo possui fio torra algum-à, o muito menos, como suti. 
Todas eram doiii índios, ellen a^ cultivavam, e della-i se susten- 
tava. Antes, nem os meamos índios tiufiáo terrenos de terra i- 
nadOB, certos e estáveis, sendo livre a cadc\ um or.i o aprovei- 
tar*^ d6:jte, ora daquello tmTeno para o seu sustento, por 
jKyr caoSii de nio lerem dono ; e súD^m, como se costuma dizer, 
primi capientis^ isto é, do primeiro que os quer cultivar. Nem 
isto ó maraviíba, sendo vasussima a nxtensâo daqnelles paizes. 
Em segundo luííar, os jesuitas nas míssoen-i nâu se >erviao das 
tôiTaajiem delias recebião fructo algum, alem do necessário pura 
ieu pobi'e susteoto; de sorto que, tào longa esta vão de tirar detlaa 
grandes utilidades, convooiuocias e 1 ucr us tõmpjraes, qiae 
autos naccBaitavão» que oi collefí^ios os provessem do muitas 
cousai prtKílsas para a sua coriíjervaçuw Km tarceiít) lugar, 
dado ô Dão conoeaido, que a companbia de mui tus lonos a esta 
parto po^ssuisse, coiuo tuas, (u quo cortamoa^e he falso) qoe 
motivo bavia para ferir na alma ao^ jesuítas, que ellas por 
virtude do tratad<^ dos limites se ení.re-raisem aos purtugu *zes 1 
Nesta tro^a, ou nesta eatrega em oaia ficava deteriorada 
aquella reglá«D, Para aa sete povoações» biiiaa m8 jesuittLs de 
Portugal eiubstituir os de Hespauba ; e comu tuda tlcavji em 
casa, iito é, ni»s filljos da eomptiotiia, cuntiuiiava eliu a pos- 
suir por meio do» seus subJitiiN purtu^uezeíí aa me^^maa t^^rras 
que havia tautos aniius pOí^uia por iueiu dus b «0|>dahues. \í 
leudo assim, nao perdia a poss^^^ mudava som>inte em certo 
modo de oolunos. os quaes pala boa barruonia, o granda 
uniào que tinham enim si como membriia do mesmo ooipo, uào 
duTio;iriam ceder uas» para Uit^ itucoeaerem uuiros da mesma 



HEFUTAÇÕES As CALCTÍXIA« 



117 



reUgIão. V*>, senhor Gama, como aindii permittindo ser verda- 
doiTO» o que he falso, iato é, que a cumpanhia poasuiaso como 
suu» aquilina ttjvras. nào podião forip oa alma dos jesuítas 
aquella troca ^ Não loi cortamoate, nâo, o tratado dos limites 
que m forio na alma o peoetrou o cora^^o ; foi sim a violên- 
cia, a crueldade o tj-raama» cona qae precipitada, o arrebaU- 
darat^nki o quizerâo coociuir uí? miniatros deputados para esta 
exocugao, uao dando tempo aos Índios, como Jhes pediâo os jo* 
suitas, para quo aquoila raudaora* jà quo lhes era ia voluntá- 
ria. Jíieg fosso ao menus commoda ; mandando primeiro um, o 
dopois oijtrtja estabelecer -a e nos lugares, em qiio liaviâo de ha- 
bitíir: antes pelo contrario» querendo levjir a força de armas, 
o com oíTusào (te tanto sangoe, o que pudiâo obter sem algam 
dispêndio daa vidas, nem lantaa dospems de dinheiro, flzcrSÕ 
perrler a igreja a chdstaodade mais florente, e a elrei ca- 
tholico rauitos vaasaloíi os mais íleis. Isto sim, isto he, o que 
ferio na aima, o Cííuhou grande dor aos jesuítas ; e nao o perder 
as terras, que se baviãn rio entregar auk portuguezes, oomo diz 
nesta no ti u Sr* Gcima 

Na pagina... diz: < os indlossem dticiplina como naquelle 
< tempo 86 imaginava i>« 



giijto luiilíl tonsi» o \iOHto tle 8jiiilA Tâeiftf para 



Aqui para que esto poeta nos seus cantos exagerasse a bra- 
vura aos soldados europeus: e juntamoeto a^ vietoriasque al- 
ça nçarã^i dos Índios, doa quaes diz : que íortíllcados no posto de 
Sjifita ftícla íhes impedirão os passoa, poz a nota — ^ os índios 
«som disciplina como naquelle lompo so imaginava* : querendo 
dar cum eila a entender que acharão aquellDS bárbaros da Ame- 
rica m-áU destros, e exercUadot» na arte militar, do que com- 
momento se jylga em Europa. Se a-sím fosse, pobres saldados 
portugueses. Bem creio qutf de todos^ os que iãoáquella domar- 
caçào, pouous ou nenhun-i licariào com vida, que putlesaera cun- 
tar das batallias e muUo menos jacta rso das victorias, M.»a o caso 
he que a scieueia militar doá ludioã rraentáo, como sempre foi, 
e anda boje he, pouca ou nenhuma, nem o posto de Santa Tecla 
era algum caiítellu, ou praça de armas em quo aquellea bár- 
baros pudo^sem fazer- e íbrtes ; mas unicamente um lugar 
occupado de algumas i:a banas feitas a moda da terra, de estacas 
de pão, colarias com folhas de arvores, ondo se recolUião os 
p&atcrres, que guardavão o gado, que pastava uaqueUe sitio, 
aonde não estava o missionário, nem Joãuita algum do asBis- 
tencia. 

No tempo que esto lugar cbegarão os demaroadores, m 
aohavâo ali nem a^saso alguns índios da aldeia de Sâo Miguel. 



us 



ttEVI9TA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



amoti Dados contra o jesuíta AltamiraDO, a quem queríão dar a 
morte, por \in29 constar que nào fiivorecia a 3ufi causa, antea 
era contra etles* teodo chegado do Europa áquellas partes sem 
outro intoQto, que obrigados a sahír de suis terras ; mas uào 
encontrando o sobredito jeiuita na nldoa eoi que estava, derâo 
voltas, e vierão ao sitio de Santa Tecla a veros gados que ali 
tinbão. Clie^andií, pois, a esta st ti o os dflniarcad^ires naoccasião 
em que ali se íiclíttváo estes índios inrureoiios contra o supo 
rior dos misáionarios pela r^iào acima dita, dis^^eráo aos com- 
tnissarios lieapanboes» que se querião pa.s^a^ o tlzossem livre- 
mente, e que elles 05 acompanhariam até as suas uldèas por 
serem vassilos do mesmo rei ; mas que a nenh^tm «los portu* 
gueies consentir ião o mesmo; não querendo da^-lhesaá suas 
terras nâni ainda vender-lbe^ oh seu:^ £;adu.s. A vista desta re- 
soluçáo intimada por uns bárbaros rúvosos, e inftirecídos» ti- 
verào por bern o^ senhores commissarios voltar a iraz, e náo 
paftsar adiante « 

Os indtos lhes d^râo do mrtntimf^nto que tinhio. e um bom 
numero de vaccas ptira comerem no caminho. Este <^ra o in^.xpu- 
gnavel posto de Santa TecLi ; ^st fc toda a força cora quo os ín- 
dios nefle fortilicados impedímo os passos aos ottlciaes miiíta- 
red, quo forâo fazer a demarcação. Passemos dosta acção» em 
que aquelles barbarus ílcaráo vencedores, a contar outra» om 
qye ficarão vencidos. 

Na pagina... toca levemente o nosso poeta um combate 
que houve no llio Pnrdo nao pouco glorioso para as tropas dos 
dotis chamados ex^ircitos combinados, eontentando-se com re- 
cupilar nos poucoá versos quo ac^ui purei, uma victoria muito 
agsígnalada: 

Náo solVr^in t^anlo oâ tinnoA olrevidgã 
Junlos um nossa loilc^ C5ui tanto íis^ailijio 
U^ patlroB os iiu!Ítão c aconipautiJ^o 

Aijui iiiovnr òtt í^ociííT '• g^iicrra 
Os Índio» quíi tt carão pri.%iõiteiros 
Aindft os pad**Í9 ví*rn^«tc meu camiio 

He poS8Ível« senhor Gama, que uma n>sistí-ncla tio vigorosa 
dos soldados europêos contra os Índios americanos «•* era que 
houve, além dos mortos, rauUos prisíooelr s. e «sendo elles 
€ mais '1t*stros nasceocia militar, do que até aqui se julgava », 
nio merecessem a sua penua mais um rasu^3. e aa seu esiro 
uma narraç^) mais dilatada f Muu 1 pm*và efttava n 'Sta ocoasiS.0 
a sua musa, que não lhe subministrou pal»4vra8 com que pu- 
des^ coutar míuda nonte e^ta bíitalha, e exaltar até as estrel- 
las esta ^r^nte viotoria. Mas so e^t*^ poeta foi aqut d minuto 
DOi versos estendm-se na prosa dizendo ajwím em uma nota— 
«forio cincoDOti ijA pnsiotieiro:j: alguns do^ priucipies 7ÍerlLo 
« re^netti 10^ a » Kio da lân dru.a m le oautjr <jd vio »^ fiUou com 
€oUes. Omfe-isiram injeuuainoitte que os ptdres tmhão 
€viudf) em sua companhia at* ao liio Pardo, ese tinhÀodei- 



REFUTAÇÕES ÀS CALUMNIAS 



119 



«xada ficar ila outra baoda. Mostrarão-se «urpreíiee li los da 

< dogora que eticontrirâa nos portu^ueze*!. bmho que os paidpôg 
<Qâo ceisavâo da llies intimar nas suas ppiígag$>á «jue u9 por- 

< tugueioi liiThão o diàbo no corpo o quw orâo toiloi feiticeiros 

< q(i8 em míitíindo al^um» pa^a qiio não toma^íse a vivci% ora 
<noi*6gsafio por-lti<^ li, aibeçíi- um palmo long^e do oorpo ; o que 

< elles rôli^iosHmoDte observa vao »♦ 

Ckmi oâta nota ouiDoieoia o Doâso pjeta os ^ufl versos: agot a 
commeQtarcn em pro^aasua noUk. 






menos q«e «íeis íkMdacIei juoUs 



Pi'imôirameQt»3 os iadioa priâionoiroH não forao ciaeoepta, 
como áiz tlmlo tio quG roferft na sua relação abreviada 
o senhor Carvalho, ítoodo o nos^o yoo ta achou eáto oumo.*o. 
Forao dncoeota e tr6.'<i ; não priâioiíeiroa como iogo direi, maa 
pretos a fíilsa fé e contra o diroito d. ia píott^s* He certo que 
alí^^uns d;i<iuelles índios vieram para o Rio do Jauoiro, quando 
as tropas se recMltier.x^j* Que aqui os vií^e o aatjr deste poetna* 
paíisa ; Vítlha a ^ua palavra lionriida: masque llie^ fallaníso. oh ! 
isso nâo. ocra é ve^dde, mm vorosimii. O iiitor naquelle 
tempo apenas saberia faltar a Lngua portu^ueza. (lola pouca 
idade que tinha, o aaodo assira, comu havia ao fallare eotan- 
der ;* dus in<lios ? mas m ;iCiSi> fallou com al^^um d dles, creio 
qan seri i 4o mesm^ m*»d0t que os rapazes om Lisboa, ou no 
cáef da pelra, ou na praia de .S. Paulo failão com algum rus- 
siano, allem/ío. uu a>nburgnGz de calças lar^^^aí*. quíuido dosnm- 
bar 'ao diz -odo meias palas riis, o sem cntende.o.ii uns aos 
oui-riifl. 

Que 03 índios confea^aíísnm qtre os paflres tinhâo vinda ora 
sua Companhia atô o liio I^irlo, e se tíohão deixadu ficar da 
outra bmda» é fdso, e iilem de lai^o ;ncrivel: só se comídgo 
trouieratu algum priíso* e forçado para os abdolver do artigo da 
morle. 

Disse sor fal?!o e incrível: porque mtiitos raezes antes 
que 08 Índios fossem para o Rio P^irdo, estavâu os jesuítas quu 
residião uas tklii(*?ií*, pi'o?i08 e bloiu^ados pelos mdioá coui 
guardas á vista pela suíi peita, qn^ tioíião, de qu^í ellêá erâo em- 
penhados oa troca, pulas íçraude-» dilijceocias que faziào, para 
os reduzir a ella ; na qu.d suspeita muito mais se confirmarão ; 
lendo Qa carta que o íienhor (3omos Freire mandou aos itídins daa 
sete aldòas, a falsa noticia, de que os seus meíjinos directores, 
aappcista a sua rabclliáu, diziào, que o único remédio ora obri- 
ga l*os a força de arma^. 

Copiarei aqui ao mento híj palavras da oarta que fazem ao 
ponto:—* Me oxpuzeruo o pouco fructo que os padi^es vossos di- 



É 



120 



REVISTA DO IXSTlTfTTO HISTÓRICO 



€ rectopes tirarão das instancias com que procurárrio congegQir, 
« que eoteDddSdoiâ a obrigação, que tem o vassalo de obetle* 
€ ccr ao que dcterraina o seu moDarcha ; o as circo mstãDcías 
€ da ntilidade qtio 70d podia resultar, pref^eotando diaoto do 
« real tbrono a rosi^uacão, com que estáveis promptos a evacuar 
« as aldraâ, que haEitaes e quo os mesmos padres declararão», 
faqui vai a falsidade) <quo o único remeaio era obrigar- vos 
com as armas »: cousa que nunca discarão os jei^uitas ; protes- 
tando sempre contra a guerra, e escrevendo não m ao marquez 
do Vai do Lírios senão tamb^^ra a elrei, que so concedesso tempo 
neceísario par»i se fazer í^ommodamenle a transmigração; o 
qne nunca permittio. Continuava a carta: «chegando avessa 
< rebellíâo a por em prisão os voasos curas não cooseotindo 
« quo olles saião do casa e da vossa companhia, ec, oc.> 

K eis aqui porquo acima disse, que se algum jesuita voio 
com os índios até o Rio Pardo, voio proso c obrigado. Mas 
agoiu accresoento. que ainda que algum cu alguns viessem 
livros* expontinearoonto, nenhum peccadn firião, antea cum- 
pririao com a sua obrigação, não querendo como bom paro- 
chos, desamparar as suas ovelhas, principal monte em circan- 
stanoias* em que muitus poderião porder as vidas, sem terem 
quem lhes admmistrasse substdto algum espiritual» ião necos- 
sario na morte. Nm que rrsp<^ila pois ao quí> diz do se raostrarom 
os índios * surprohcndidos da doçuni que encontrarão nu trato 
n dos portuguetet, e do que lhes iniimavào os jesuítas nas suas 
« prcgiQ^QS », í^laroi agora contando sinceramente o que pas* 
sou no Rto Porffo, o depois no Rio ^h^ande, theatros de ^^uooeisos 
vordadi^ira monte trairicos, mai.^ certos o innogavoia. 






í5 tinindo t^ imliot da ahl*^n .In s ! niz que os portugiiezos 
ii-íko em um terrena , iicia aos mesmos índios, 

111 imtneit) do qtialro ' inf>edil-08 e lacçal-os íora 

kNííWvvãa o quai chiimando*se Fo^^Udczn do Rio 
,1 ao depois da Vk^íoWa : devendo melhor cha- 
mar :io di\ ptrft^i ui. Logo que os índios apparecerâo, saliirão a 
ciim|K> 01 |K>t'tugufk2iv» e ih^rho pnnciplo a batalha : mas os 
indioa duanedinlo sobrv> «Ucs uma densa nuvem de frecha.^ o 
OH 0^1 i^rArao a nuirar o rinn^her a forUiieza, da qual começou 
logo a artilharia a di^^parar : mas ua índios alegres com a 
Victor ia, apenas os portugu&ace»* derão as co&tas» voltarão para a 
•ua Ald^« ^^11 isto em Fevereiro ; mas no Maio segtiinte 

tarnár&o a < oh portugi»e»es« vindo nilo menos do 

qutnlitiit(i0e(io^i*jat^osdaqti Ue «lUo, om que peraeforavào 
fbrtliotdos. NHo sábio desta sQ^unda tos a campo a soldadesca, 



tn?rt'TAçr>Es As cauimniab 



mfts T&leudo-se da artilharia com eUa matarão a mtiitoa 
íodíos, e entre ellei o que era capUâo, uesaaire foi este, que os 
ni07o« a retirar-9©, levanao comsi^o alíruos cavallos quo 
acháPâo past Mído* Advertindo, porém, quo a fortilozíi levantara 
bandeira branca, que sabiáo ser sigoal do paz, cincornu e troa 
Índios dos raiig animosos armados das suas frecbaíí, a de duas 
peça^ de canna, se avisinhííráo do muro. Convidados a entrar, 
e a fezftr ajoslos de paz, lugo na poria lhos oflferecoráo vinho 
om abundância, que oliea beberão com grande líosto e em 
maior quaíiTádado do quo podião solTror, por não ter uso deste 
licor. Perdidos por eaia causa os sentidos, deitarão-so a dormir ; 
e sendo o aomna prollindissirao poderão os purtuguõzes a sou 
sabor não sô atar* lhes as raios atraz das cosiaí^, maá amarrai* 
os costas com costívs de dous «m dous, e de tros era três» Q doixal- 
08 deste modo ai6 o dia seguinte. Quando pt*la ujanhã tornárno 
om si estes potjres manietados, cora justa razào lançarão era 
rosto ao4 portuguezes a sua aleivosi fc ; esteií, porém, com as 
esp^d 8 nuas sobro dles por um inturprete lhos flzerão muitas 
pm*gucta8 acerca dos jesuítas ameaçtiudo-os roíti a morto, senão 
as cunârmáváo cum o seu dito- Este fui o pri moiro interroíra- 
tório, ou devassa primeira, que os poriíiguoíoa tirárào dos 
jesuitas da America ; na qual qu<*ro perniittir que confessassem 
os índios quanto diz na sua nota o autor delias. Mas que im- 
porta, ou que víj^ur tem de posiçáo cúctorta j^rvim, M meium^ 
da boca d iquelles mísera vois qut» por nao perderem as vidas as 
mãos daquelles verdugo.^, nâo ^ó confeí^sariâo tudo, ma3 amda 
mttito mais do que Ih i< pergunta vão, pur fal^o que foí^se, e >^em 
a mais leve sombra de verdade Tf 

E se esta dispiisiçào ftiita no Rio Pardo com tanta illegali- 
dado foi barbara, a que depois so foz no Hio Gmmfi*, ainda foi 
mais tyranna. Embarcarão para o lUo Grande estes oincoenta e 
tre« Índios, raJJis de todos elies s6 qualorze choíçarao vivos ; os 
trinta e nove cora inaudita crueldade ( horresco reforeu-j ) forão 
degolados no cammho piílus soldido^, quí^ os conduziáo levando- 
Ihés somente as cabei.as p;ira là jis mastrar era sijínal de trlura- 
plio quõ tinhào conseguido daqu^dlea rebeldes, era que nn reah» 
dado executarão os porUiíçuezea a birbandade, que falsamente 
díz o nosso poí? ta acouHoihavão os jesuiuií* aos índios nas suas 
prefações, isto he, *dej?ohr a^ cabeça?* aos p<)ri,uífuezeH, o 
« appiirtíir-lh'ãs do c.*rpo raain ile ura palín.», pai*a quo nào pu- 
« dessem resuscitar». Tanto fizerao a<.'ora o^ soldados eu ropÒos ; 
sem ouvir as doutrinas áoé joâuitas americanos ; nào o tendo 
jamais õxoiutado os Índios/ que as ouvirão : não obstaoie 
dizer-se nesta nota gua retufioaamrnfe úhsertãvão este «'onselho 
dos padres seus directores, Tyranniii foi vsia, quo íiuaudo soulxi 
no Rio (irande o si.^niiur liornejí Freire justitraenio se encheu 
dc) honor : e ainda que reprehrtndeo o oílloial o os soldados, 
uãtj o^ castigou: como devia e podíi. 

Aos quatorzc índios quo choK'Hrâo vivos, mas na verdade 
meios mortais, pela rrueídade cum qun furão tratadon, e pela 
iKivicía,cora que • »ua visU foráo degolados ostrintite novo 



122 



REVISTA DO ÍNSTITUTO HISTÓRICO 



seus compnohAiros» maDdoii o guverna<1or tratar bem por al^fung 
diaa, Ksta soeria a occisião. eíD que dtz o nopso pjeU, — ^ cjiie 
€ os Índios ííó ruoãtr*lrào surpreberidjdué d-i dogiira, qae en* on- 

< iravào no trj»to dos purtujkfuezi+s ». Nâo dui\»ii por*'»iD mmto 
tempo esu pied do, que cora olles se usou. Apenas os virão 
roatabrtlt^cidos ura pouco do trabalho, o susto com que vieráo. 
o3 levjirào t »dtní juutoâ, e presoa carao sempre eiítavâo. p*ra 
uma oaiâa onde tira rnuíato, que eri o interprete» lutimou a 
todos que e:>culli6«3e[n — « oti ratificar Cí»ra novo juriímento, 
-< quanto linlião dopusto contra oa jesuítas no Rio Pardo, nj 

< qDal CASO serião poi^tuD em liberdado, e ra.-tpdados oom bonra, 
4c e grandes prtjmios para a sua aldéa ; e nao querendo rati- 
€ ftcar perder aa vidas a violoneia do ferro e fogo *. Feita esta 
propngta, entrarão imraedi ata mente oa rainisirus de justíÇM, ou 
para dizer melhor, da injuatiça, e na prezeoça doa ma is corae- 
çílrào a examinar os prirneirons dous um doíátes foi táo animoao, 
que protestou —« ser catumnia quítoto ellea e o» ieoe corapa- 
« nlieiros tinhào dito contra «s padres no Rio Pardo, que es- 
€ tava proraptõ a soIVrer antes mil mortes, que ofTendei- a Deos 
« e nua seo-* ministros». Talvez s? resolveu este inaio a reira- 
ctiir ae do qu*í «Usj^i^ra pur modo, lembrandos« da boa instruoçào 
dos jf>STiita9 em matérias Je reli;<ião, e re^fletiudu ta ubt^m que 
as Ttienliras, oãu tinhào podido livrar da mu to a^JS 4eua eom* 
paniiwros. A este pobre logo ídi o encherão de riiii nppr*obrio8, e 
d (^pQÍs o arrebatarão cum tal ímpeto, que nenhum doa ontroa 
duvidou y v)Ulzes.^em queimar vivo* 

O compaelioiro a vista de^te barí»aro precediraonto m at- 
torrou de maneira, quo nâo ratidcou quanto já tinha dito, roaa 
quanto novíimentp Uiea ocçorreu p^rginitir. A osto sultárào 
logo aa mílos, o doctarado innocen^.e, \ A trat do como njbre ; 
derão-lhe vesdidus novus« o junttraonte outrjs oromios; tudo 
em presença dos mais, que chamados aucco^sivatiionte de dous 
om (f.jiis seguirão u exeraplo do soi?unilo,quo viao solto vestido. 
o premiado, e não o do primeiro» que o tinfiâo jdL por morto ; 
mas erradamente, porque todo aqu^lle desprezo e viohmeia, 
com quo foi tnitíiio, não se dlri^^ia a ttrar-lhe a vida, mas a 
attorrar aos outrtís. Chrisiuilhj Noix>nha um (h» caciques prin- 
cipies, que assisúo a toda esta ti^agedia, e escapou delia vivo, 
escreveu logo uma curta circular a torias as trinta e uma 
aldèas, e nelU conta com um estylo sincero e simples» mA8 
próprio de quem diz a veniaile, tod^isas per;/uu rasque se íiserSo 
aoa indios, e oomo »e lhes fizerào assim no Hit» Pãi^do^ como no 
Riô Grania, acorescentando. quo por pejo, e modéstia cala al^u* 
mas perteooentes a maiurka impudiccts* Mas em lo^l * ^slq 
papol, ju cartado indi >« aondo relerem purguotas raiudisnimuSt 
10 nào lê uma só pabivri, que pos:»a di£er respeiti» a doutrina, 
qii0 se áiz ensinarem os joí^uitas n;ia stins pro/oçues« de — € de^'o- 
« larem os mortos^ e apartar- Mieí<s as cabeças, para não resusoi- 
« tarom », ete. etc. Cousa que por nova e extravagante náo 
podia esquecer, nem omitttr-se, Sijrnai evidente?, do quw esta 
calurania nào teve a soa origem no lUo Ponh e no Hiú Gmnd^i 



REIOTAÇOES AS CALUMMAS 



123 



mas Das mar^^eDs do Rio Tejo; nSo oas lioKuns dos Índios, maa 
na cabeça o pentia de quem compoz a relação abreviada^ e 
também na do autor dos cinco caotos. Tudo o que aqui se re- 
fere consta de um iiistrnroento autheoticu, ft^iiu no anno de 
175^> por ufíí notapio apustolicu mandado a devassar peias aldéas 
do Uraguay : tirando as devassas nlo em particular-, mas era 
luírares públicos, pertruíjtadoá os caciques desterrado debaixo 
do jurameato, e approvando-o u povo todo, cumo se póie ver 
mais claramente o a respr^sta apolo^tíetica a relação abreviada ; 
num. 54 pig..* 

Na p^i^ina... diz outra nota, que a marjsrcm do Í?tOt por 
ODde se retirílrâo as tropas cast iiianaií, estata rapada dos g^idos 
jesuítico.^. Mas 9(3nhor Gama, donde prova voesa merc^, qiie os 
gados erôo dos jesuítas? Até aqui nau consti,, qu j esW'S padres 
tivessem ali rebanboi do gado a pastar ; o mais que olles pode- 
rião ter ora tiraa ou du%s vatcas, para llies dar leite ; se tiavia 
mais, eráo certamente dos índios, cujo numero clio^raudo a cinco 
mil necessUivào também do um ^^rande numero de vaccas para 
o sed sustento: e quG maravilha 0. que e^to jCfado pastando 
oaquellas margens as tivesse raivado ( Por ventura tlnbao obri- 
gação os índios do deixar morrer a fome as suas vaccas. para 
terem quo comer os cavalios das fcropxui castel lianas f Ora eu 
bem me porsuado» que o nosso oscrivão com esta stia nota nào 
ppi tendia tanto ; o quo com ell.i quiz dar a entender, foi a 
rk|iinza. quo os jesuítas tinh&o nas altíàis. Ma^ se elle al^znm 
dia cbogassfl a estar nellas, exercitando ali o olllcio de missio- 
nário, veria com os seus olhos» e experimentaria bera a ^ua 
custíL, que tão lon^ estavão de serviços^ e passar com abun- 
dância, que o mais a que etiegavao« era a po^lor dizer — < ha- 
< bentes alimenta, et quibus tííía-mur, hís conteoti su- 
« mus > (14). Temos c>om que íios alimentar e vastir ; bem quo 
pobfa o miseravelmente ; o tanto nos basta para vivor con- 
tentes. 

NeatA mesma nota e iiaj^rina**» se diz, — 4 que as tropas 
« castelhanas sa retinirão por nao r^fttarem inteiradas da ia- 
« tenção do rei ; e que provinha da diversidade de cartas, que 
« vinhào da corte de Madrid por uma occulta cabala, os jesai- 
4 tisiudu revolviâo, o maquinarão, mais que nunca». Senhor 
<;»ma di^^anos por quem lie, em que oonaistiâo estas revolu- 
çr»es, e maquinas doa jobuitas ^ E eu o terei nào só por grande 
poeta, mas tnt mihi maffíius Apollo{i'^}, ConiíisUào acaso em 
represi*nLar aus olliclaeti e dar parte a c<ute das iajustiças e 
barbaridades, quo naqualle tempo se praticâvâo rom os Índios? 
ou também em acau^elhai', que aquetla tran8migi'açâo se podia 
oiccuuir mtu víulencia, coticedondo tempo aos iniiios para lazer 
a mudança» senão com gosto, ao menos com alguma commodt- 
dade I Hq nisto consistia, d iK:imo«, nao erao estas represeulat^òes 
e conselhos nfio sO actos de caruiade í^euãu tirobc^n do justiça V 
K ao consistia rm «Mitra cous^i, devia dizel-o ; a uko lançar pala- 
vras ao veolo, t>ara com ylla* levantar poeira, que ce^ue os 
olhos aos loltoies, e o« faça crttr como certo, o que nao oh^ga a 



124 REVISTA DO mí^TITUTO msTOftlCO 

ser diividoao, e avaliar por verdadeiro, o mie ^ totalmento 
Iklso, Mas í^ste 6 o custtimo do todos os maledico», dizor o maJ, 
o nâo provar o i]ue dizem. Arniiii d^z o nusso poota nas noías 
que pez aos verbos dosou primeiro canto: vejamos n^^^ora se 
Tm o mesmo nnn seo^ninteíí. 

CANTO 1! 

Nostô secundo canto levantando ra>ííâ a voz a nos«o poeta, 
om vez de Tiple mostra ser um máo falsete, recitando em ura 
tom tão dissonante» que faz lenir os ouvidos, o que a^ora direi 
i^ofutaodo a nota da pagina. . . em qao se Ui — *t todusos padres 
« aprandião íi liníjua doá indjos ; o proHiblíxo a estes, contra 
« a intenção «lo rã, usar outra língua que não fosso a s\m na- 
€ eioQ&U Desta sorte ficada impuásibilitadri, a commiinkaçao 

< com os portu^uozoã e cíiatnliKiuos, e impenetrável o segredo» 
« do que ae pasmava naquellcs sertões. E o que maia lio qu^» o^ 
€ jesiijiiis se jacta vào desta espécie dvt t3rrannia na face de toda 

< a Europa. » 



Moiti'A«sc^ a«r falio, que oa josuíla» prohíbiiMDi 
aoM índioM aprcnctar a lingua dos euroii^^^oa ptra 
impãfl^iliililar o comoiorcio oic. etc. 

Eu creio, quíi o autor destas notas assentou comal^o, que 
ftiíls^ndo dus jesuitas nâo l)avia de abrir a boca sem dizer al- 
ííuma mentira, F vila a verdade, quando diz que os jcsuiias 
nprendíào n linírua dos índios, o pudf^ra aocrestar, com multo 
trab.Uho o di (Acuidade» P'>r ser ;issim necessário pura os 
instruir nos raysterios da fó, ensinar os preceitos divinos o 
occles ias ticos, ouvir de coutlssâo, pregar e dirigir em tudo 
aqui lio, a que nào podia chegar a sua innata rudeza. Assim 
fazem todos os missionários, que vão, ou plantar, ou conservar 
a nossa sant?» roligiâo a um paiz estríinho o bárbaro : apren^ 
dem a língua da terra, pai^a poderem nelln exnrí*i!.ar os seus 
santoa ministérios, At»? aqui disse a vf^rdado ; mas ajuntou logo 
a meniira» de que os jesuítas probibissem aos ímlios o uso de 
oíitra língua, que não fosse a sua nacional. E* esta uma falsi- 
dade raaoifesta, poriue é suppor sorera os josuitas tao iosen- 
satoí que para ol>ter o sobredito fim do fm possibilitar aos índios 
a coramuoicaçio com o-j portuguezes e castelhanos, o fazerem 
impi^ne travei o segredo do que se p«s*iva naquelles sertões 
escolliessem um meio inefUcaz, e tutalmente intitit para o con- 
seguir. Os índios diL parte ile lle-^panha em U'opv4.<i da duzentis, 
c as vezes de tresentoíi sabíao da^ aldéas ú. trabalbar nas obras 
reae^ e sítios dos europèos : europèos contraetadorea n&o só 
da erva, chamada rmxgonha, que naquellas terras serve de chà, 
o se fdz com oUa algum lucro, senào também de outros géneros, 
que o fi:LÍz produz, levados ((a sua conveníeuLvía entra vã>» nas 
»ldôa% dos Índios a fazer o s«u oogocio, chegando alguns a tor 



REFUTAÇÕES Aâ CALUMNIAS 



125 



nellas o sou doraícíLio; alem dí8to todos ou quaii todos os 
anoos orão aqueUas miSdões TiaUaiaâ por ministros r6;2:ío3, 
e as vezes poios bispos; e se não hião com tanu froqueucia» 
era por nao ter o trabalho de f;izop tão cíjmpridaa e difliciil- 
toaaa viagens; o não porque os missionados oá impedissôm, 
antiis pelo cuntrario, os coo vidarão para que fosaem, como 
attesta o mesmo rei de Hespanh^i eio um decreto impresso, 
nâo só em Miulrid, mas também em Napule^ e Veneza, dizendu 
que Oj padres se Ilies liolião offerecido, não só para acomji.i* 
nhap 09 bispos» mas umbem para lhes por prompto qu mto 
Jlies íosao nocoaaario para via^reui. Leia se a impressão de Ná- 
poles na pagina w 

Da parto de Portugal so praticava o mesmo, sondo os íq- 
dioa obrigados a ir traoalhar naa obras de elrei, e aahiiido ou- 
tros a servir naa obras de pessoas pariicularoa, perseverando 
Qcllas uma grande parte do anuo ; lerapo em que communi- 
cavão necessariamente com oseuropêoa, e Ihea podião descobrir 
a troco do qualquer pequeno donativo os segredos maia recôn- 
dito», so por ventura os houvesse nas aldéas. Entravao tamborn 
neâUs, quando qiieriã>> os governadores, ou oa ministros, que 
oUes mantiavão, como podo tesUflcar o meamo aenimr Men- 
donça, a quem nSo só não impediao o inj^^resso, mas ajudiírão 
com gente, com orabarcaç(t>6íi o mantimento. Entravao os bis- 
pos com toda a sua coniitiva, © so detinhào nas aldêaa, vendo e 
observando devagar a boa instrucção doa Índios iias raa terias 
de religiãot o zeloso purtamento dos miasionarios, saliindo 
d'ali elitlcãdos» cuino de si aíiiniiou o Exccell. Bulhões» antes 
do seguir aa partes de Carvaliio, e do stui irmão o sen tio r Men- 
doni;a escrevendo a corte de Lis boi uma Cíirta om que dava 
conta a sua Majestade — < de ter ido vi?itir as aidéas e mls- 
€ soes perteacenteá a aua jnrmdiçáo, o principalmente mujunHaa 
€ em que re^iidlão oa jesuiias, achara tudo em tão buíu t^iiUido, 
€ quejulgu^a em m^ consciência serem estes religi^jsos os maia 
4( aptos paraae Uie-í comnietter o cui lado o diroc^ão daqueíles 
4 neophytoa. > Contemporânea a esía cart ' mandou ello outra 
ao jesuíta Bento da Forneça, procura lor era Lisboa dos seus 
gocíos no Maranhão, na qual tajobom lhe louvava o zelo 
grande, com que oa filhos da companhia in-itroiào, e dirigiâo oa 
intlLys naa aldeãs em que e^itavão. Mas porque este josuita 
tinha conhecido o génio voluvrl a inço istarite daqueile pre- 
lado, teve a advertência tie remettor ao reitor do coll^gio do 
Marão hão a mesma Ccirta, rocommeudando lho muiio que a 
guêirdaase no archivo; porque talvez veria tempo, em que 
íbs.se necessário produzil-a- Assira Ibi, porque mudado o go- 
verno de PoriiUgfal, mtidou-se também o anim^» d;iquelÍ0 bispo, 
passando a aer tão Urgo nos vituperius dos jesuítas, como 
pouco anl«8 tinha sido nos mus louvores : escrevo aqui esta 
noticia para que o senhor Gama se consolo, vendo que tom 
companheiros naa suas adulações ; q que so ura pretakio da 
santa igr-eja* talvez polo inioroíise do c maeguir um bispado 
mais pingue no conunonte de Portugal, de amigo se fez iní- 



Í26 



REVISTA IK) INSTITCTO HISTÓRICO 



Tuif o dos jesuítas, não he muito cine elle ílzGsfe o mesmo sendo 
um pobre e misôravel secular indigente^ do todo o que lhe 
era neoâssarjo para comer e vestir. 

Voltando a^oraao que hiatos refiitaodo, confosso ser ver- 
dade, que nem a todos se ijerujittia entrada franca e muita 
menos estaviíl domicílio nas aldè is ; mas isto era por ordena 
expressas dos r-^is, sim de He-panha, como do Portugal, t^elaã 
qnaes se prohibia u in^Tesso aos vM^abuodos, o mal viventes; 
por causa diís ioiialendas qw commuUiâo nas ditas aldeãs, oP» 
ongauaodo hs índios nos contractos, ora roubaudo-Uies as suas 
alfaias, ora os fíLboSt o tambom algumas vezes as mulheres. 
Se o senliur Gama em lu^ar do ler a relação abreviada do seu 
MecenaSt lesse o refpmento tian missões da America^ os decretos 
de PheUppe V, rei cathotico de Hespatthap sobre est^ ma leria, 
que estão na seuretaria dos ncj^ocius do ultramar; le-se as 
cartas de muitos bíspo> e giivornadores daquejtes dous estados, 
imparciaes deslnterestjados, acharia ser verdade quanto acabo 
de proferir, e por consoguintõ fiilso qoanto elle diií na sua nota 
acerca da proliiblçâo que tmbào os indioá de aprender — 4 outra 
< Uogua que não tos:^ú a sua nacional para impossibilitar a 
€ cooitminicacáo com os europeus, e conservar ileso o segredo 
# do que se fazia noa seriDes >; porque entrando os portiiguezes 
e liespanhoes a cuntraciar nas aldôaa dos índios, e sabíndo 08 
Índios a trabalhar fora das aldòas nas obras de bespanhoes e 
portuguezes, era frustrauea iiquella prohibiçâo* a eonseguinte' 
raenie é falso e fabissimo, que oa jesuítas para obler anuelle 
íim usassem de ura tal meio. Pois j4 o dmer que— «se Jacta^ 
4 vãu desta espocie de tyraonia na (hco de toda. a Eumpa» 
doutra negra columnia e o conUrmal-a com os ver^fos trun- 
cados do Vaníor é uma cmssa i^^norancia. fistas palavras... 

Ní^êcia ífrns iioctri vivil 

, . . . uá intpfiora v^oirí^ 

4( RoKua vetent homtnes cupidos audita vidondi » querem 
á\mr em portuguez : « A gente nào nos conhece, probiba-se vir 
« ao iDttsrior destes paize* ge;nte curiosa de vor o qutí ouvio. > 

Isto é, como acumi disse, hamens vagabundos errantes, e 
que Díio ▼ivom de uutm cuuai mais, do que girar pelo mundj, 
prõt<*xtandu curiosidade e com me t tendo na rt-alidade mil idso- 
lencias. E aonde vai aqui a Jactância ? Senhor Gama, graode 
poeta a meu ver» vossa mercê saberá compor versus ponugue- 
ises, maa nào sabe construir oem entender os latinas. 



barflnl«iin«aii» |»6lp ãutor da põem»* 



UâBta pa.<semo8 a outra oota, que põe na mesma pagina.*. 
» 8io umas palavras attríbuidas aos jeeuUas, oomo dadas aos 



REFUTAÇÕES As CALUMNIAS 



127 



iodios em cortas instrocções, que apoata, e 90 achãn no Úm da 
relação abreviafia a« palavras são esitag : — «por oatee por tu- 
^ guezes áo nos trazem a casa us prementes pi*ejuizo8 : lem- 
« brai-vos quo tios rorapos pasmados mala râo ofl vossíjs defunto^J 
€ avô«» mataráo uiais milU.iros dtillea fw^r todas aa partes som 
€ reaervar aa Innoceaie» criaturas. » Seohor Qiima, aqut nao 
concoivLa o texiio oom ã gíosa, O indio, aue oa poema se in- 
troduz fallanan, queixa-sií das raaruin ivurna comfueUidaâ peioa 
liospauboes no:í shus avóiá, e a uoti i\,s attribuQ aos purt!íf<uezes. 
Qtio disparato ! Imputar a mesma couaa 00 vereto a iiu!^ e oa 
prosii a outros, Coborencia, sonhíjr O ama ; mas para ag^tiardar 
Deste pa^so havia de advertir que aa ioátrucções que lôo aa 
reiaçãú abreviadi dadas pelos jesuítas hespaDhóos« furam ÍH* 
vontad is pelo Sr. Carvalho ; e senào diga-nje, como podllwj 
oqupllospadi es animar aos índios eoutra os portiiguezaa, lem- 
braodo-ihtia (jue oUes tinUao morto seus aTÔs, sem pet doarem 
aihaa os iimocente:*. sabi^n Jo os índios muito bem que o« portit- 
iíuozes nunca ijríháo ido as suas terras, ■jeuao tgora, e os ma- 
tadores ti n hão sido os bespanhués ( 

Além de gue p:jira oa ia lios estarem irritados aiisim contra 
0^ hesp tnhoes como contra o:* pi>rtuguezf« nào eráo octM^ssaria* 
inst uc<;òes ftJhoia^s. nom traznr-lhes a memoria us tempos pas- 
sadoá, bastítva-lhos e sobejava* lhes essperiencia própria de 
grao-e birb ir idade, que cora eílos se usava no tempo presente : 
ol»rigaDdO'Oâ asaliirdas sua.s terras, com perua de seus bâos, e 
tJimbem úA Vida do muitos velhos e ionocentes, nào lhes que- 
rendo dar terapo para irem primeira eseolher us sítios, fazer as 
eboupanaa e preparar o.> campus, que havi&o de culiivar, e de 
CQjOe íhiçtos se havião do sustentar. Unoravíio elles pur ven- 
tura a tyraoniji» que 09 pori^uj^uezes exercitarão degoUndo 
trinta e nove na viagem do Rio Pardo pura o Hio Granda f Ou 
tami»ern a oarniâclna, que um capitâ.o amti^o muito famihar do 
aeuhor sove r nadar M^ndonç.a, fez naá partes do Rio Negro, 
investindo a mil e duzentos miios quo eni^ontrou nos manos, 
os quaes não iho om^iarn^avão o paí^so^ nem fazíão alguma re- 
tis^onoia, inas só porque oe viu juuti^s e armadi^s de suas fiexas 
foi sobre ejles, matando a mtiitos o UiOitendo aos outroa em tio 
precipitada fugiaa. que qu^^rondo salvar &s vidas & nado 80 afo- 
gara <« tudos uu itio-vrao TiO i 

Deixo outras nào menores cruel lades, do que os Índios 
tinliâo noticia e vi^w oom os seus qUio^í, polaa quaes podiào 
juaiatuonte e»tar irriudua coui.r.4 os portuguezes, sem que 
foiaem naceasarias para isto as flnifidíu insmicçõcs dos josuitas 
lioapauhoea. 



C«iilliitia-M A flioftr^r & 



(ím ftUogftdftt 



Ka p«igina. . . introduzmdu no yerk^o a faUar um Índio cha* 
ma<la Cacambú em nome áoú maia, que vinhào oom elle buscar 



128 



HEVJSTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



O general portuguez, coramentaa^ palavras : buscar^tc venho^ 
esti nota : — < tiiihão positiva ordem dos padrea para o uão 

< fAzer 1*» Senlior Gama que os poetas fl jâo» oti miQtáo, paaiso; 
porque tem liceoçaparao fazer, 

Pictoribits atqite poeiis ; 

Quidlibel attdendi seutper fuit ae^ua potestas (16) mas OS 
hUturiadurcjs devem sotiipre fallar verdade ; de oulra sorte, 
quem lia via de dar credito a tau ta multidão do factos, de qiio 
çst-io cheíi»^ ún livros, e estimai' ou volumes de tautoâ historia- 
dores, de que estão repletas as livrarias. 

Kallemos claro, que a vinda do iodio Cacambo e a sua 
ai locução ao gnneral poriu^'uez &oja uma cousa floífida, todos o 
crcm ; assim porque estii oin viirso, no qual seadmittom «ates, 
esemelhaates enlliusiasmos dos poetas, como tão bem porqno 
uâo ú crível, qtie os iodioã «'Staudo tão a^grarados dos por tu - 
guGzefl» livre, esponianeameate viessem a sua presença ; mas 
que viesaera tendo pj^ohibição dos padres pjra eirem, como diz 
na sua nota, lie uma solomne mofiUra, míiuiteiitii por dous prin- 
cípios : primeiro, porquo nao orão os iodias tão tolos, que 
vies^sem por sua vontade ii motter-tio aa boi:ft dos lobos» quaes 
julgavão os portugdozes : segundo, porque supposta a tau do* 
cantoila cega obedÍGncia, quo os indloá liuhao os jesuítas, não 
liavjáj de dar um passo contra as suas ordens, nem contra vir 
a sua prohibíçâõ. 

Na mesma pa^iuíi,. . diz que os iodio-^ caractOFisavão os 
eui'opêos com estas palavras .os qoe nos aborrecem. Eu «âosei 
m isto é vei-dade : mas. se o he, sei de certo, que com razão o 
podíão dizer \ porque qualquer homem, que for imparcial, 
atteodendo as iiijuriad, que os europeos Ibes dizião, o a lyrauoia 
com que os trataváo em toda a parte, julgará que por aquclles 
termo:i so explica vao bem, e que por noohuDs outrus os dirtui- 
riio melhor. Era vulgar entre os portuguezes oate provérbio. 

< O índio tudo faz e nada se lhe agradece > por isso ^erviudo- 
Be deiles nos miuisterios mais trabalhosos, era de ordinário o 
pagamao lo pouco, o as vozoh muiuis as pauc^ulas. 

Nãosomeote os eurt^tpi^os mais vis» <>s criminosos, os ilester- 
radoâ e marcados, ma^s aíada os mesmos negros escravos 
os despreauvâo, e tratavftu como brutos. E não ti n hão rasio 
índios para asaim caraciere sarem os europeoi í 

Continua na mesma uuta o senhor Gama a expior o dito 
dos Índios : — t Quando nos pertnndâo Tallar (os europeos) ha- 
vemos do escusar a sua oouversavão, fugindo muiio da doa 
bespATihoea, e muito mais dos pottuguezea. . . Se acaso nos qui- 
serem fallar. hâo ser cinco hespauhoe^ e nada mais ; e não 
sejão portuguezes ; porque se viessem alguns doa portuguezes, 
não lhes h'i de ir bem. O padre, que he dus iodíos, ^^ sabe a sua 
liogua, hado ser o que sirva de íni.eiprete, e eu tão se fará. 
tudo como Deua manda ; e seoáo irão as cousas por oode o 
dtahoquizer. > Assim o diz o senhor Qama tiuslidando âel- 
mente a«i instf ucçOes, que tichou na r^ laçilo abreviads flugidas 
por Carvalho» para com ellas iofitmar os jesuiias* 



í 



REFUTAÇÕES As CALUI^fmAB 



129 



Mas qu6 bomâra ba de jiiiso, que dos mesmos termos, com 
que ellas aqui estão descri ptas, oão conheça quB não são nom 
podem ser conceltios, qoe dessem aos índios o;í raiásionarios 
S60S directoras, maa seotimeatoa próprios dos mesmus iodics, ou 
dos seus caciquea. fandados na longa experiência da crueldade e 
alelvosia» cora qoe os tratavão os hespanhoes, e peior aioda os 
portyg:ue2e8, como testifica o Sr. Zeballes, aa carui qiio acima 
copiei. Se o senbop Gama oâo chegou a conhecer esta verdade* 
pouco discernimento tem ; pouco juizo mostra. Aqui porem de 
passag^^m quízera fazer -lhe uma pergunta, e ho, se os Índios, 
como diz na sua nota, queriao que o padre (que era o seu pa- 
rocho) servisse de interprete, « quandu fali assem com os eu- 
ropêos >, como pode fkllar com o^ ditos índios no Rio do Ja- 
neiro, e saber dellesas noticias, que depois espíilhuu eni íioma ? 
Em tão pouco teini'0 aprenderão ollea a lingua portugrteza, quo 
lhes não Ibi oecess irio interprete para se poderem explicar, e 
fazerem-sa eati^ndt^r / aht como O certo o axioma^ que diz r 
Mendaccf^t oporíei ãsie môitiorem , Na mesma pag»,. as palavras 
do pooma tanto espero de ti, que siippõinu ditas pelo indio, ajunta 
est t nota : — < não queremos ir» aonde vós eâtai« ; porque não 
temos confíaoça de vós outros, citando a relação ahrerinda, das 
quaas tiriiU o grande crime deste dito ; mas não se percebendo 
em queelle consiste ; nom o que quer dizer, serA neceiísario 
commentar o mesmo commentOiO por outra nota, que melhor 
expliiiuoesta» para m lhe dar resposta. Entretanto vejamos, se 
falia mais claro oa pagina. , . 

Aqui diz « que o» padres faziáo crer aos Índios, quo os 
< portu^íuozes erãogentosem lei, que adora vào o ouro» . Senhor 
Gama, também para os iQdios julgarem isto não era necessária 
fé, bastava ter ulbos : não erao nocessarias as persuasões doa 
j<?8uítaa, bastava- lhes a experÍLTicia própria. K §enào diga-me ; 
08 Índios não estavao vendo, o ohí^ervando ena l^dos os encon- 
tros, que tinhão com ua portuguezes, que a maior parte delles 
vlvião naquellas partes esquecidos de Deoâ, e da obrigação, quo 
tlohão de guardar os seus divinos precoit^os ; applicados unic^- 
monte aos sons lucros e iotoresses ; procuraado ajuntar rique- 
zas por todos os moilos emaoeiras ; som att^eoder as mais das 
vezes a que orno i Ilícitos e injustos os meios, de que para isso 
usavâOt carao v. g. en^íanar os índios nos c m tractos, não lhes 
pagar uala, ou muita pouco pelos serviços, que llias Ikzião, 
roubar-lhes as suas pobres alfaias, e assim outra^i insoioficias, 
que por modcstia omitto ? todas estas cou.^as arfío diaraeiral- 
mente oppostaa as instrucçôes verdadeiras, e não fingidas, quo 
os jesuítas seos directores Ibeíí davao nas aldéas ; nafi doutri- 
nas e praticas, que lhe.< faziãu ; e sendo assim, sem que os 
missionários lh'õ dissessem, podiao ellos jul;?ar, que <s por tu* 
gUiizes crão homens sâm lei^ e que adútat>ão o ouiu. Ah ! prou- 
vera a DljOS. que os índios íimericanos não tivessem tanta 
razão, e Mandamento parv assim o julgar I míis vajuos adiau^ ; 
em toda a parto reina a robiva do diniioiro \ em to<las as nações 
obriga a commctter graades maldades a fome do ouro ; e para 
S31-0 Tomo lxvhi, p. u 




i:iO 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



nào irmos mais looge, di^a-nos, senbor Garaai qual M a cauaa 
irapulsiva, quo o moveu a escrever em verso o em pro8;.i esio 
libello iofamaturio ? A eat^impiír tantas falumnias, com que se 
desaoi^editou a sU querendo desítcreditar aqyella m^sma reli- 
gião^ qud por caridade o recabou no aeu gr^tinio* e mUe o sus- 
teutuu por trea ao nos, e que ainda depois de a deixar, faltando 
ao voto que fez a Heoa da perseve ar oella att' a morte? 
Qual íbi» torno a dizer, a causa, que o moveu a ^ahir nestes 
excessos tio máos e escandalosos, contrários a lei de Oeos e 
tamt>em a té, que devia aos homens í Nâo foi a cobiça ao di- 
Dheiro, a fome do ouro e a esperança do premio, que lhe havia 
do dar o senhor Carvallio por infamar neâta soa obra aos Jesuí- 
tas ? He certo, que sim. Pois assim como, at&endeudo só a estes 
factoâ, sem alguma outra suggestâo alh(3ii, se pode ailirmar de 
Toaaa- mercê que he homem sem fei, e que o ouro é s6 o Deos 
que adora: asaim também os indio,s da Americíi, sem que os je- 
auitas 03 persuíwiiSiíem» a vista do mal, que obravâo os portu- 
guezej, podião crer, que era gente sem tei^ & que ffdorava o 
ourot 

Paisemos a pagiirn. . . aonde esto escrivão aparou a penoa, 
pai'a lançar em uma noiuu estes renglones. « As suas riouezaa 
« erão immeosas ^ ( falia dos jesuitas que »ào o muttum ao seu 
thoma) — « aa suas casas e os seus templos erao magnifico:* 
€ fora do quanto sr*- pode imaginar ua Europa ; mcsrao no Rio 
« de Janeiro ( melhor di^sr^ra, uo mesmo Rio do Janeiro) tinliào 

< 08 padres entre outras imniensas terras, & fazenda de Santa 

< Cruz tao grande, que oenhuina daquellas opuLentÍASimas fa- 
€ milms se achou até hoje com fimdo para eompral-a* Tinhâo 
« só neala mais do mli escraTOs ; o ^ado era sem numero. Gom 
€ tudo lato, lie cousa certa, que se lhes nâo acliou dinheiro do 
c oonsideração no seu sequestro. . . . poucos díiui depois de par- 
« tirem daquelle posto, se api*esentou ao cunde de Boijadela 

< um leigo pedreiru, dizendo, que vinha descobrir o luga ■, 
€ ftonde por ordem dos padios tínlui. escondido o dintieir'». Goni 
« eífditojâ se uào achou mais que o lugar nos aiict^rces da 
€ igreja nova. Elles assim que virão, que despiâo a roupeta, 

< âzerão^lhe uma ligeireza das suas »• 



VârÍM e3t«gi»rao5M do po«U eonvtneldils de fftltM. 



VâDioá dfi Vagar que ao não pode i^esponder a tanta cousa 
junta. «^ Aa suas riquezas ei-âi inamenaos». Que exagex*açãG I 
Nào sáo immeasai as riquezas de quant >s monarohas ha no 
mundo^ nem todas as que eeiào nas entr.iuhas da terra e no 
fiUido do mar, o erao línmensaa as ilos jesuítas í Que exagera- 
ção ! QQ0 hyperbole I Ma^ osu*a i^rào os uuuhoh também do 
Seabor CipralJbo sompro quo fallava destoi religiosos, lêa-io 



REPITTAÇOKS AS CALU^t^•IA^ 



13i 



íio pr"ncipio atô o fíra a rolação ahieciada, a carta regia o as 
ioíítru clivas, que mandou a Roma ao mioistro pleeipotenciario 
o senhor Almada, seu parente, a sentença doa rèos do fingido 
attentarjo contra o sonUor rei D. Joáé I, na qual a tovt^ e a di- 
reito, sem provas » sora exaino, sera processo e sem alguma 
legalidade declarou íambem curapliccs aos jesaitas, Lt^a se o 
decreto do extermínio e doanaturalisaçao destes religiosos. 
LeEo-se..., mas para qtie me canço se aãj inoiímeraveís od 
escriptos. qae estampou este ftirioso hometn, e publicou cootra 
a companhia ; mas em tõdo3 elíes os termos cora que falia, sâo 
tâo exagerativo>í e hiperbólicos, que basta ouvil-oa para os 
Julgar indignos úe fé, o só merecedores de desprezo. Este estylo 
du auu Mecenas quiz imitar aqui o nos-ío poeta, chamando < im- 
< men.saa as riquezas dos jesuítas >, quanlo se sabe, que apeoas 
podião supprír aa ^Tundos despezas, que razíão dos transporto.^, 
e malolotagons dos sujeitos que da Europa hião pura a America» 
ou na America se mudavílo de umad partos pai*a as outras 
asa az d is tu a tes e remotas. 

Alem de que, dado, o iiào concedido, que esta religião 
excedesse as mais nas rendas o bons que possuía, oem por isso 
este excesso lhe era supenluo, antes indispensavelmento uoces- 
f^irio para acudjr no tempo da saúdo e da infermidade aos sous 
rolidosos, com o que lhes Tos^e necosiíario; principaloionto náo 
acõitanJo cila dotos, nem ostipendío pelas missas, -sermões, ou 
al^um outro dos seus ministérios, cooío praticao outras sagra- 
das religiões. Tudo isto não ignorava o senhor Gaum, nem disto 
80 podia esquecer, tendo experimentado pouco tempo aates a 
caridade, que com elle usou a companhia, recobendo-o som 
dote, c siicrificando-se as despezas do o manter e sustentar por 
toda a vida, se oella perseverasse, mas por íSíío mesmo sobe do 
pnnio a malicie, com que ehania « immenaaa tis riquezas dos 
<t jesuitiis c, sabendo, que apemis choí^avão para os gaatoa neces- 
sários» que com eile^se lazião. Quero por outro principio refu- 
tai* esta calumiiia, tâo autigacomo é a mesma companhia. Se 
evd.0 ifum^jnsas as riqueza,^ dos jesuítas na Arnerica aonde estão 
hoje aoode se conservão í Elloa nào as trouxerão com sigo 
para a Europa» porque depois do vistos e revistos cora a raaior 
Gx acção todos os sous cubículos, e bahds es l^u adicto ha dos todos 
os lugares subterrâneos a ainda os tetos las igrejas, despojan- 
do-os de tudo, tntjnoa de aigumas poucas o pobres alfaiusdo 
seu uso os obrigarão a sahir dos coilegios, mettur nas embarca- 
ções* 

Vi^rão por ventura para ílespanha ou para Portuíral eslm 
riquesiu itt nurtms f mas se vierao como depois do virem se achou 
Hespaoha tão faltado dinheiro, que era lugar deste começou a 
u ar de coduliis :' E como Portugal r^^quorendo-lhe os ex-je-suitas 
seus súbditos que se lhes augmeute a tenmssima pensdo, que 
tem, Ihea responde, que uâo abrangem a mais as renias que 
possuiUo ? Aqui é necessiriõ confessar, que ou as riquezas oàu 
orâo imnièfisas. ou se o erào* por arte do demónio se sumirão 
c desapparecerao. 



ia2 



REVISTA DO ÍNSTITUTO HISTÓRICO 



Prosigamoa a ouvir esta nota, tão cUoia lie eacai^ecimeutas ; 
€ as suas casas, e os 8bu^ templos ma^alQcos. fora de quanto 
<( se pode imagiaar na Europa >, Forte ^or^ohçiida ! Eu sempre 
cuidei que sô das cousas do céo se p>dta diz»r com verásLâe, 

?[ue erão superiores a quanto se poliâo imaginar na terra, con- 
arme o tostomuaho de S. Paulo (11) Xec óculos ridit, nec tutrii 
audiritf negue ir cor hominis asçendit, qwx p»*ae paravit Deusdi- 
ligentibus se. Mas que esta prerogativa Lao ãíugular pertença 
também as casas e templos dos jesuir^s americanos* é para mim 
e para todos cousa Dova, Senhor Gama diga-nos por caridade, 
em que consistia a m i^ni licencia as casas dos jesuJta^ da Ame- 
rica, supposto serem taes < que excedem e passão muito alem 
« de quanto se podo ima;çÍQar na Europa ? > Bráo acaso forma- 
dascomfllguma mais particular at-chttet"*'^ ? Erao por vcotura 
fabricad.i^ de áoo mannore i Tinliao portas de páo ébano e as 
fecliaduras de bronze dourado f Consta vâo de grandes salaí^, 
umas em quo í^e representavau comediEis o outras em que se 
eshibi^isem dauç is / Tinbào os pt^irticos de columua^ de extre- 
mada grandeza, ou Jar<liiii de llores deliciosas f Se tudo isto 
tiressem. isto o ainda muito mais se podia imaginar na Europa, 
supposta a ríque^i, que alj^ans íingem haver oa America ; ma^ 
u caso Vt que de nada disto constai ao as casas e oollegios dos 
jesuitas uaqueiiaa panos, Erào olles íeitos de ]»edrae oal, e isso 
muito máo; erão divididos em cubiculos propor ciou ados no du- 
luero dos religiosos, que nellos haviáode habitar. Se algum 
tiuba dous andardSterá porque um tô não bastava para atoom* 
modar a todus, o nâj porque ellos fossem suporíluos. Tinbão 
uma liTraria. um refeitório» uma díspeuíia, uma cosinlia, tudo 
necessário para a commod idade, noida pomp >9o para ostentação ; 
o paru di2er tudo em pouco, erão os seuâ coUegius^ e casas como 
erão as casas o conventos do3 mais religiosos, o em algumas 
partes mais inferiores que os delles. Ora sendo isto verdade 
como é, aonde ost4 aqui a g.*aud@za? aonde a magniôoenoia» 
qtia exceda e passe alem do quanto < se polo imaginar na Eu- 
€ ropa?» Senhor Gama, ec^n-las mas blandas, se quer que o 
acreditem, nem presuma enganar o publico, com e^as suaa 
exagerações. 

DoH collegioâ passemos aos templos, dos quaos também diz 
que erao mngnifiros. Oxalá quoaaíiira fossem; poríjiio só ass'm 
corpospondonao de algum i a-jrte a suprema e infinita majestade, 
que neUe!i aási8r,e ; mas com grande p^-oa e pozar dos jesuitas 
não passa vão de decentes, o de estarem compostos, com tolo 
aquelio ornato, a que p>díão chegar as suas posses* Diss:^ com 
grpíidô pena e pezar dos jesuitíis: porque d enojar ião estes p.tdros 
Quo todas aa suas igrejas igualag^em oa miigniticeocia ao temido 
do Salomão; para que da grandeza da casa se conheoesse a de 
Deirs, que é o seu h?ibrtador. E que sendo neste ponto talves 
mais louváveis que outros rtdi^^iosus, o® jesuítas os queira vi- 
tuperar o senhor Gama, ou é excesso de malignidade ou multa 
fhitã de fé, 

Doi templos passai as fazendas, dizendo que no Rio de Ja- 



nEFFTAãjEB AS CALUMVIAS 



133 



neiro tiQhão oa Jcstiitas enti^e outras imtttensas terras ( aqui 
torna a appliear as terras a byperhole dí^ i7nmen$as, cora qm^ 
exaí^era as riqiicza^í ) — < tinliàí^ diz, a íazenrJa <i© Santa Cniz 
€ tao grafMlí\ qui^ oenhiirans tlaqaollas apiiU^ntissimaa fimilias 
< 80 achou até hoje cora fondo pnro t -o raptai- a >. Muito pobres 
faz aqui o autor daa notas os ni^uociactetí do Rio de Janoito, 
poia nenhum delles se íi?!iou coni cabedal para comprar umn 
fazeoda» que certo bem feitor, quô nào era doíi mais ricoíí, doou 
a companhia, reservando para si a maior e melhor parte» e 
dandu a menor e que monos valia aos jesuítas. Deáta diviálo 
maoifestami^nte se yi\ que não podia ser tao grande, que ne- 
nhuma daf|uelias opi^ienlissiutõsfamUias se alrevessi^ d campral^a. 
Se quando eJla se pDZ na praça ninguém a quiz arrematar, não 
foi porque nao tuda^gcm : foi porque stindo bens ecclesiasticos, 
connsc-ados a relí^iosjs inuocentos e som licença do Papa, te- 
merão qtic passa-lo algum tempo lhes fosí^e tirad i, e flcaasena 
perdendo a fazenda e o seu dinhoiro, que tivessem dado por 
ella. Eis aqui porque ;e nào vendou ; por parecer injusta a 
V enda» e perigo7,a a compra : e para llio nâo aucceder o naesmo 
que no Maranhão e Pará suci^edeu aua que linhão comprado 
em praça publica os indiíis a fazenda nal, que publicando o 
a<ioíior ^^endoDQa a lei das alfi>rria« ficarão os donos perdendo 
os índios e o dinheiro, 17 ue linham dado por elJes, o qual por 
mais feupplicas o instancias que se ílzerâo. nunca se lho re8- 
tituio : vamníí adiante. Tinhani cuiitinua o autor das notas ít^' 
nest/f fasênda mais de mil escravas ; o gado era sctn ntmicro. 
Menos lobos, compadre, diz um a certo mentiroífo, que encarecia 
a multidão daquelles ao i mães, Asaim di^o eu agora ao se- 
nhor íJama ; purquo nem os escruTíos crõo mais de mil, nem 
o gado st.'ta numvn}. Mas ainda que assino fosse, cangaria ad- 
iBiraçáo rj a Europa a quem fusso ignonnte do que passa na 
America. No Brazil aonde todos os escravos são neí^roB, o não 
índios, elles us que unicamente iíorvem nos trabalhos de maior 
peào e fadiga, dospresando-so ali oh humens brancori i!e exer- 
citar qualquer oíflcio iaixo e laborioso. D'aqui vera, que quem 
quer cavar ouro, fazer assucar, e abrir roças, cultivar terras, 
e edificar casas devo comprar neirros, sustental-os applical-os 
aos serviços que necessita* Ora. estes negroíí casando o fendo 
filhos dentro do muitos annus necessária jncn to multiplicào de 
sorte, que ptídem formar uraa nunierosa |ji>voaçáo ; parque 
ainda qno muitos morrão, seaipro sào mais os qun nascem. 

Isto que praticãó no Braz ti todas as pessoai* que possuem 
torra^i ou sojôo religiosas ou seculares, ílzorâo também os 
jo&uif.is logo que ali entrarão, para terem qtK? os servisaera em 
casão lora do casa, nos cullegioa é nas fazendas ; donde se sofíuio 
í'm primeiro logar, q^ie os escravos, que presentemente tinhao 
ou fossem poucoíí, ou fossom muitoSt ou pas-íassem de nul, ou 
nao p i?-sa??>era, nem todua erão corap "ad^^s ; para o que sona ne- 
cessária uma gfande ^orama áe inheiro ; erão nascidos e decen- 
dentes dos primeiros, que mulii|dicando cjida anuo, como acima 
dlisem^^s, viorão a faí?or tão grande numoroi quo julgou o se- 



VH 



HEVISIA ÍM INSTlTlITií UrsTOHIQj 



Dhor Gíima. quo só n'( fa.enda de Santa Crus passavão de ?/íi/, os 
que Unhão os jesuítas, Dàu sendo certamente tantoa, antes muito 
menos. Por e«ta razão não só a compãohia, senão tambom as 
uvús religiões, o pcãâois sooularas» que tinhão alguma cousa de 
SGU, abun iavâo de escravos ; sem que a sua rauUiilâo causasác 
maraviltia, por ser causa commnm e ordiaaria no Brazil. Em 
secando lugíir seguia se, que a propjr<íão do numero dos escravos 
crescião as despezas, que com etles fazião em os sustentar e 
vesLir : de sort-e que uma granle parte do íraballio, em que se 
occupavãg, cedia em utiUdad+í sua própria, e não tJoi josuiUí ; 
porque da cultura doa terrouos sabia u SLiãtentu, não só para 08 
quo aolles 1 1101111 ivâo, senão tamíítjm pan os eafermos. para 03 
iQvaíidoá, para as mulheres e alhos de miin^r idade. Vi\ senhor 
Gama, cornuda inuUidâo doa escravos senão arguo, nem prova 
a itínttcnsidfuiú dãi í'iqtiei'is'i Ve como podem est^kS ser poucriâ, 
sondo oa encravos muitos ? 

Pois o mesmo digo da mui ti Ião do gado* 
Este vale tão pouco no BraiiL queo maior e o melhor boi 
não cu:âta mais do um mil e quatru centos dondi vem que 
síindo 03 couros d i juelle^ atiiíuaes um » ixiMiidG porção dos lifMíS 
daquôlla terra, é uejossario ler tiuiiiios para rdcebar dei lai 
aljtítíra lucro oonsidoravid. Accrestii so, que sendo a cirno o 
su.stfinto ordinário <loi reli^Mcsos e escravos ao jantar o a 
noite, lie necessário matir cada dt i eioíx» a seis bois, além 
dn outros muit<»8 para jírovinunto ♦U rurno se-ca, s^iisteofo 
ordinário naqnellas partei da escravatura, quando triiHalhã<T, 
00 andio em vútgeai ; o por \^tõ toda aqunlla mukiOào di5 g^ado, 
que o senhor f;ama chama innumoravel, apenai ora sulUcu^nto 
assim para o consumo, que dulle se fazia com os religio^íus no. 
collcgios, como para o sustento doá esiMavos nas fazendas. Eis 
aqui como também da i^^ranile qnaniidih! yUi bois o vaccks, que 
tinhão os Jeauitas seuào infere, uem prova serem as sitas rique- 
zas immettSQS, 

Aaaira cuidava o senhor Carvalho, Mocona* de^t»* poeta, 
chegando a diíer, das riquezas dos jesuitaw porlugnezeâ m po- 
der iâo fazer ile prata tuda^ a^ ruaá o calçarias de Lisboa : mal 
eDganoa*»e ; porque f<íi to o sequestro em logar de dioheirtí, 
achou dividas. Aqui tal voa dirá o senhor Gama, que o iiriàe 
escondido como íizorão os do Rio de Janeiro, manflanJo-o 
oocuUar por um lei^^o nos alicerces da sua igreja novi, mas e^u 
tal infelicidade do ditj leí/u, que deixando a religião, e indo 
dar conta ao senhor c<3nde de Bobadela do deposito, elle senão 
achau j por uma dtu suns cosfumaias [igeirezut que aqui fiierão as 
j9suHas, indo tirar o dinheiro, logo qiia virão o leigo sem luibito 
ruligioso. Tanto diz nesta sua nota. Ora eu uáo quero negar 
esco facto (aíodiL que podiu negari nao «abendo de certo, Sd ô 
falso ou verdadeiro ; dis:io ainda que podia, poi^que ello mo 
parecQ semelhante a muitos aaquelios casos, que tingirão os 
emulos e inunigos de$te!^ padres para us metterem em rediculo ; 
nâo podendo aoiD^er que todos, grandes, pequenos, nobres o 
pleb tus, príncipes e vaasalog os appiaudissem e estlm^iAâem 



fiHFÍTTACfiES As CAMT\íNIAS 



135 



como ellea na verdade merecião. e alétn disto eu Dão posso per- 
suadir- mo quo Oí» jesiiitas lanseia tào pouco advertidos» e acaute- 
ladoa que tia^aem aiuoUo segredo do um leigo do (^ual nào 
estivessem seguros, que havia de conservar a ruuneta, e t>or- 
severar na relig-iãin. Tarab«m não po su crer, que ò leigo Ibsae 
tâo bardo, que pudendo occultamento, eamáosalvaaprovoitar-s© 
Aq todo deposito fosse dar conta delle, expundo sô a não ter outi-o 
premiu ou rooom pensa que uma seeca resposta, de tor feito o 
que devia. Maa deixando tudo isto, e dando rle barato a ver- 
dale do caso, pergunto ao teaUcir Gama se elíe souboííse, quo lho 
havjão de ir a casa sequestrar todo^ oe; seuii bons por um ciumo 
falso e para o íjuíd do nenhuma sorte tivesse concorrido, não 
faria diligencia pur occultar a justiça tudo aqnjllo que pudosse. 
a58im de alfaias» como de dinheiro, &ô por ventura o tivesse ? 
He certo que aioi . Pois o qutí ello havia de fazer sem escrúpulo, 
flzerão o» Jesuítas em hos cunsdincia. 

Se um homom ainda ^^endo culpado non tenetur lê tradere^ 
k fortiori estando innocento nún íeneíur tradere sua. Senhor 
Oama, entende e^te latim i Pois se o entende, não vitupere os 
jcj^uitas de f^izerem, o que todos íítriào em semelhantes oasus o 
ciroumstancias. 

Se aeasíí occultaráo o dinheiro, era seu, o não alheio: e se 
depois o ttrárào donde o tinhão escondido, não foi ligeireza^ foi 
cautela, foi advertência, foi prudente resolução « 

Vamos a outi-a nota. Na pagina..* dis asiim : ^cos in- 

< dlos e os hoapanhoes fazom do matto o uso que os chincíos 

< fazem du seu thé. Este importantíssimo commercio ora tolo d08 
« juauitas do Pwraguity. Cultivavào as arvores que da vão a tal 

< folha, fabrioavlte-na, e faziâo girar em surrões de pelle, por 
« toda America hespanhola. S6 este negocio rendia em cada um 

< annomnítus milhões: tudo suor dos misíeraveis indios ».Moha 
mentira mais clara e manifesta. Eu para desculpar esttí escri- 
vão das notas quero suppur, que sonhava, quando isto escreveu, 
porqye estando ac^ràaáo, e em seu juizo perfeito (sa acaso o 
ieve algum dia) não podia asseveral-o como certo ; parte por- 
que nunca foi ao P»raguay, oom as suas vizinhanças, nem ja- 
mais fallou com os jesuítas hespfAUhoes, dos qnaeá pudesse saber 
em confldoncia, quanto o nuitto lhe rendia cxd a annu: parte 
porque, amda que lá fuase, e se demorasse por alguns annos, não 
teria fundamento para aílãrmar o quo diz, como agora mos- 
trarei . 



Mostra-so falsid;«í!e do iDaportantisiíinO' negocio, «^ao 
íusessem on je^aitas do Paragoay com a «rva 
cbainada matto, 

Naquelles vastos paizes» aonde é licito a Citda um ucctipar o 
terreno que quer, e dispor deite como lhe parece, todos 08 



13G 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



que fazem nm desta erva a plantão, a cultivao g a preplrão ; 
não BÒ para se servir da que lho for necessária, senão também 
para vender a superJlua, aoa *\im não querem» ou nao ixKiom 
ter o trabalho de a fr, ou mandar colhnr aos raatos, ou plantar 
nas suas hortas. D'aqtii vem, qne os hespanhoea e inding a cal- 
tivâo com todíi a liberdade, e a vendem sem alguma probítucno, 
e não por preço excessivo, mag smi Uraltrido, asâim por não ser 
e8t;e necessário, para a vida, c seiíi a qual 30 podo passar ; como 
também porque nascendop e produzlndo-Sd em muitos logares, 
quanto he raaior a abundância, tanto menor bp o áeu valor, 
Aocreacento, que náo sabindo esta folha da America para Europa 
nem podendo na mesma America girar muito pela diíTlcultos a- 
sima comraunicação do umas partes com outras, attendiveis 
nao só as d i st anciãs, mas os d e/e r tos que a a dividem não pôde 
ser o commercio grande e o lucrí* muito. 

SuppoBta t)sta verdíulo manifesta e notória a todas as pes- 
soaj! quo vivem naquellas terras, ou* qun por oUas passarão, 
duas consequências âe deduziam» ambas in negáveis, mas ambas 
oppostas ao que diz aqui o Nr. Gama, A primeira consoquen* 
cia ú não ser esíe importatitissinw commercio Indo dos jêSíntttít, 
So 00 Paraguay 6 iivr<í a íitialquer o cultivar, e vender o 
matte, como pode ser prioativo dos jesuitnn todo este importantii* 
Mimo commercio í Agora digo, que nem todo, nem parte era; 
parque quanto vendião, o cultivavâo os índios, que as ta vão naa 
aldêas cedia em utilidade sua, a não dos missionários, os quaes 
tão longo estavao de se aproveitar de alguma com^Vi, que ant(?a 
quando brã o mandados de uma parte para outra, o que era fre- 
quento, sahiau como entra vão, isto híi, com aquello pouio, e insi- 
gaiflcante, que L*ra do seu próprio uso, sem levarem corasigo 
nem ainda a mioimm cousa da missão, da qual nao deáfrntavão 
maiií quo o raiieravel sustento, e as vezes Dem o pobre vestuá- 
rio: sendo necessário, que para este contribuíssem os collo;:io3. 
Disse acima, que cedia em utilidade dos Índios, porque o rendi- 
mento pouco ou muito que se tirava das aldeãs, todo se con- 
vertia e empregava em bem di s mesmos índios, e das suas po- 
voações, dtís seus temidos, nas í»oticas, e uas provi. soes publicas, 
e particulares. Nisto e nào em beneficio particular dos missio- 
nários, è qua se convertia o suor dos Índios, a quem chama wií- 
f^TíTum o Senhor Gama, mas s? o erão, orâo ixir natureza, con- 
dição *la pátria, e não pelo mao. e tyrannico governo e trata* 
mento, que com elles usassem o« jesuítas. Lea-sc o Muratori no 
seu ciiristianií^mo feliz. Leàú-st^ as curtas da tantos bispos, e go- 
Teruadores zelosos, e imparoiaea: Ifiâose tantos decretos, dos 
genliorc s reis de Hespanha, e ahi se achará, louvado o desicitrv 
roise, e oamt>em a caridade^ com a qual os ílltios da companíiia 
de Jesus díriíiíão uaquellas regiijea os indios amerieanOM, 



RF.FUTAÇÒRS ÁS ( .:VL!.'M>Í1AS 



137 






Xàu posso ea aqui allegap tod 19 os documentos, o testomu- 
uhos irrefraíraveis, o certios que provao a Yerdado, com quo 
falia, por nrio lazor raaia cxteos.i o líiâtidíosa esU escripiura. 
Coatento-mo cum o produzir una só. que valle par todos, o qiie 
por mais larga qu 1 tenha a bocca» (* comprida a liu^ua do 
spulior Gama, o fará iraraudecer, E' este um dicroto do senhor 
rei Phelippe V, que nRo rei lOu dos ;3eculo8 pasmados, mais nog 
nossos dias; qual jtistiljcando o.-? jeáuitaa da Amorica, dolnta- 
do8 fíilisamente dan mesmas calumtUí^s, com as quaes noviimento 

os pretcíidfi infamar osto poeta, diz assim fíillaado do ponto -1 

í-ra f]ue ae trata soa admiuistraçiio daqueile» povoa cedia om utí- 
lidade dos missionários, como eni^ accusadus. — < Consta (ííoo a^ 
« palavras daquclbí ^raado inonarcha) (IKj por informações que 
* se tiràrày, de oiiu-os doeumoutos consornenlea a mia matéria 
« eomo suppusta a in^íapãcidada e frouxidàj daquelles indioa na 

< ailmmistraí; 10, o raantíjos dos seus beos, so as^igua a cada um 
« porção de terreno em que tralialhem, para que do fs ucto dellfí 
« posaa manter asna femilia o romaaimt.o poia que o commum 
« soraoia de íírào, o outros #; ^neros coraostiveia, so ontroga a 

< outros in tio-? com dirocçào d..>s missionários , Q mosrao se faz 

< da erva (chamada Paraíítiay ou matte) e do gado. O producto 
« deataa cousas ííg aivide em tros partes a P he (>ara pagar o tri- 
« buto ao meu régio fjrario; du qual trilmío st^ lira côngrua, cora 
« que se Bustoniiio ua rnií^sionudo*; a 2" sorve para o^ ornamentos 
<í c manuteiiçíVo daa ií^rejas ; a 3** para manter do sustonto, e voi- 
« tido as viuvas, es orphàoa, os eofonnos, e oatropeados t^ acudii* 
« a qualquer necessidade occurvenk!. , . Dosta administração sa 

< toma uma exactíssima conta aus indíu^, que aãu os mordomost 
« 08 coraputiatas, og Assines eas guardas dos armazena ; o doatos 
« livros se vem eiu conhecimento tia receita e despem que sa f^iz 
« om cada uma das povoaçôe^í. . . li tudo istoso pratica ^con ti nua 
« a dizer o raoamo rei no decroto) com tanta exacção, ainda pop 

< motivo de satiaíazer ao preceito que aob graves ptinas tem 
« aquolies rai^sionirios do seu geral para nào se aproveitarem de 
€ cnusa alguma, que pertença aos Índios, nem pop via de esmola, 

< ompreátum», <in qualquer tiluio ; © assim o testifica o bispo quo 
« foi de Buenos Ayres Fr. Pi^dro Fujcardo. , , . protestando, não 
« ter visto Pm tua vida causa nsais bem regalada, do quo são 
« aqurdlas povoações, nem dcsinteresae semelhante àquolle doa 
€ padres jesuítas ; poiá nem para sustentar -se e vehtj_r-se se 
€ vaiem de cooaa alguma dori índios. Cora eala informação (pro- 
€ segue o meamo monaruha no aeu decreto) do bispo Faiardo 
4 concordara outras noticias, nào monos fieis ; osptícialmentn 
€ as que mandou o R. Hispo actual de Buenos- Ayres, Frei 

< José Peralta, da ordem de S, Domiiigts, em cana de 8 de 

< Janeiro de 1713 ; na qual louva o bem que estão educados 
€ ^ instruídos aquelles indioa, assim no quo respeita a reli- 
« gião, como no meu real serviço, e governo temporal dos 



1H8 



UEViSTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



< msiiTnosde tal sorte, qu© accrescenta, ter sentido pena o das- 
« prazor ao partir daquellas povoações.» At<5 aqui o catbolico 
rei Phelippe V. 

Mas para que hei de ir buscar doeu meu los, e teste munhoA 
albolos e antigos, ainda quo de tanta autoridade, quando os 
temos nacionaefs dentro do reino, mnis ÍVescos^ Oução^se e 
examineníi-so muitos militares, que ainda iioje vivem e habitao 
era Lisboa, os ntiaes furam as missões do Para^uay e Uraguay 
em curopaniiu do conde do Bobadela, empregados na expediçla 
do demarcar oa limites, © dirno que lendo este poeta satyrico 
paámarãu de Uaver um hu7tiem, que com tanta franqueza e tão 
pouca verdade, so atrevesse a eetampar entre outras muitas 
esta Impostura táo clara, eâta calamnía tio manifestH, tenda 
elles visto com sous olhos, o como se costuma dizer, toeadtj com 
aa suas mâu^, o uso quo se fazia do trabalho dos iud^os na^ 
aldé&s da America bespaQhola. em que resíiião os jesuítas. 
Ali, diz<3m elkvs, que virâu conâerv.^ tórios para se iiistrairem, 
e industriarem donztílías; recolfumoatos para viuvas pobres e 
desamparadíis ; casa de eorrecçáo para os criminogog ; semi- 
nários para educar meninos, não eó nas materiiis á*"* religião, 
mag para lhes ensinar a ler, escrever, contar e tamb*:ím a mu- 
sica vocal e instnímenial ; fobrlcis, flpíil mente, de tecer, pre- 
parar a seda, bordar etc. Sendo todas estas cuusas estabelecidas, 
e sustentadas cuni os bens do comnium, ad ai Ini?» trados oom o 
ci>nselho u direcção dos paJroa pelos meamos índios pnncipaes; 
do sorte que, vivia esta noYíi chHstandade, como a primitiva da 
iiíreja ; fazendo*se eollí^ctns pelos di>c.pulot, que aqui ©râo os 
mesmos índios de mellior t dento, e distrilniindo<stí aos neces* 
sitados (lor ordem úo^ apóstolos, cujos imitadores erão os je* 
suiias. Diga agoia o Sr, íiama, ou faça »tizer ao lodio, que 
introduz nos sous versus a falar, que it>áa a riçueza, que cobre 
os tempiús dos bemditos padres fructo /'tf ff(i ^"^ inÚMitria^ 
c ff o commercio Ha jolha^ e peiks^ porque os militares por* 
tuguezes, quo esúvtiráo no Úraguay e Faraguay o dosmen- 
tirào. tosti ficaudõ o ronirarto; o dizondo a boca ch*»ia, quo 
quanto ali se vé, ou do ornato dos templos, ou de fundações 
nas nldéas, he dos ind ins, que cíípontautíameote concorrião 
para todas aquellas tduvns do piedade, do eulio de Deos e 
uulidado dos pobres. Ião sautameate estavio educados e 
ínsiruidog. 

Frosigamcs a ouvir este papagaio, que como avo de arfl* 
baçào veio do Brasil a Portugal. Diz elle na pag.. . 

< Também nau i^ necessirio ir ao Uraguay. para ter provas 
€ do ozcessivo trabalho dos Índios no 8ervi(;o dos padres. 
« Kutra a vi lia da Santos e a cidade do S. Paulo, hi uma 
€ serra muito Íngreme e dilatada, não se podo subir a caTallo, 
4 O conde de btobadola, o mf Jhor cavalleiro do seu tempo, 
€ cabio duas vezes ligo a entrada, em cavai los que tiuba 

< o.40o)bido para khsj entre muitos; tiidos sobem a pé com o 
4 seu cavai lo |>0la mào. Os padres, cumo fasiâo vuto de pobreza. 
€ conteotavão-se do a subir, e descer rooostados am redes as 



RHFUTAr:ÒE8 As CAl.LMNIA*- 



im 



costaâ dos niiaeràvds iodiog ; nem jimials pafsíSrilo ali de 
< outra ííortc» Esie facto na Europa pareço iacrivel; mas a 
a autor o attesta.» 



loisptft &Qcu!^iicão i[íifi fftz o Autor áo paeraik ftot 
je^intts «m maioria do piobfoza. 



Do mi] grandes peccado aeciiaa aqui o sonbor Gama aos 
jesuítas, ou paivi malhor dizer, de um grande sacnlegio, feito 
contra o voto do pobreza, ura dos troa esseiiciiioa, que coQí>ti- 
tuem um homem reliçiosu* Mas aenhor Gama, como minoria 
voasa morcè, que 03 jeáíiitaa siibÍ8Som aquella SDfra tão Íngreme 
e dilatada, como diz; queda que a aubiasem a cavallo ? Mas se 
o senhor conde de Bobadela, sendo o melhor cavalleiro do sen 
tempo ^ escolhendo entre muitas^ os cavados melhores para a poder 
subir, cahio tfuas vezes logo a entrada, e deu comsigo no cháo, 
quaotás ve^ea cahiríno os pobres jesuítas, m nâa teudo eavallúa 
que escolher, nem sabendo cavalgar, intentassem subil-a úQma 
moílo? c ihiriào a cada pasao; e oào só cahinâo como quebraríao 
as píjrnas e a cabota. Diri que a .subissem ;i p<' com o acu 
eavikllo pela mâo, como todoá a subirio : aqui mento ; iperdoe-mo 
a confiança) porque não a siibiana assim oa bi.spus, o gover- 
nadores, (jue erâtj tão bons cavai loiros, como o conde de Boba- 
do I a * Mm tos jesui tiiH 8i m , q ae eráo mais m o^;o s o rob u stos, 
e por isto mais capazo?í do fizer aquella subida tio íngreme c 
dilatada. Mas queria vossa more^^ que timbera assim o flzoâsora 
03 provinciaea, visitadun^s e reiLores, homens pela aiaior parto 
velhos, e talvez achacados ? Ora é muito querer senhor Gama ; 
raai^ carid;».de e menos critica. Nom so pf^rí^uada, quo he, ou 
parecerá incrível na Europa, que aquelles jtjumtas, que pela sorv 
idade o moléstias, nem a pé, nem a oavallo podiáo subir 
aquella serra ta o dilatada e íngreme ^ o ÃzesSem recostados nas 
BWiê redt?íí, levados as costas dos ínfjios. Se ern muitas cidades 
oiiropéas ae caminha ha muitos tem tios em cadeirinhas coodu- 
zilaa em braços de homens, sendo iia eiradas planas, e nada 
difflcultos ks, como ha de parecer m crivei, que por uma serra 
ififfrefne e dilaiuda^ um, ou outro j^isuita ÚQ poucas forças 
e do muitos annos, caminhasse om rodo, qun levassem os 
indius as costas? Pois m Americap aoade i&tú tuccedia» ainda 
faz moDor espécie, por ser ali mais frequent í o «so das 
redes, asaím para andar de dia, como para dormir de noute. 
Senhor Gama, pevo-lUe por seu bem, que se quer, que 
os leitores lhe dem credito, quand<> não diga couaaa cenas, 
as di^^-a ao menos prováveis ; g senáu forem venladeiras, 
ao menos verosimeis. Vejamos se o faK aasim nas nelas 
seguintes. 



lio 



REVISTA DO INSTITUTO IM^íTORICO 



Na pa^... na t|tjtil v;ii nontioua^du a atlocuçfio du índio 
Cacambo ao geoeral poviw/uB'/., trax era vorso estàs palavras ; 

Ví^, qiir o tiomc <los rei* nãrt nu*, as^^ntía ; 

U lf>u rsta inui l(i)ig^<'; t* nÚR os «nrjliis 

N.ií» fi'íiio* oiUro roí iiiai» do f|ui? gs pAdrt^j^: 

Pratlcsa folaamentí attribuida aos índios. 

Palavras são estas, que o poeta eommeota com esta nota: 
estas expressões não são ornato da poesut, lifssov mi realidade 
tudo quanto ac faã dizer a «ííif inúio. Que a^te poeta nos vorsos 
íingií-so sabir da boca do índio to^la aitiella sua iireng-a com 
tirmos íiliivos e arrofí^aiitos» eu Ib'a písrmittiria; sabondo, tjuo 
os iiootas assim coaturaio faier, quando Jotrodiizem praticas ona 
Sí^molbantos encontros ; mas que ou prúsa di^a, q\*e tudo, o quii 
faz diiior ao indio» p<tssou mi realidade, íSíío náo» isso íião Ú\*i* 
posso soirrer, íiom desculpar. K dotiando tuilo o mais. mos- 
trarei, ser uma solemne raeaLira» que o Caçam bo íUsm^ : 

K tiô* os iiitHo-i 

Nna t«'iiiii"* ouiro r(»i mnís da «pir os ]kadr<*s: 

Todos aouíílles povos rôconhocião por nen monarcha e so- 
berano a oírei do tleãpautia, como conáia das meamas in- 
«truoç5e^, qtío nauitis V6j(^s cita o seubor í^ama; nns quaes 
maia d«dez veaes se introduzem os mdio^ chamando ao rei de 
Hespanlia« o nosso bom rei. Atem disto, quando os governadore;! 
daquelle estado bí&o as povoações dos índios, não aó os 
ca^^uiui^a, mas todos oa outros principaea saliiio com grande 
acompanhamento a render-lhes oijediencia. como a pessoa, que 
repri^sentáiva a do seu ^oberann. Maisi ainda: os índios pa- 
garão tributos aos monarcba^ bespaDÍjoes: li ião sem re- 
pUíTnancia a trabalhar nas obras» que por sua i*eal urdem se 
faziâo: toraavão as armas para us dfofonder, e estavâc promptos 
a expor as vidas e derramar u ^ngue por ellest quando a 
necoiisídude o pedís^so, como diz u senhor ZebalL»^ om uma carta, 
que jii citei. Ultimamento em uma carta éo senlior roi 
IMiolippo V oácripta ao provincial dos jesuitaa no Paraguiiy, 
ínctusa em um sim docrf^to pagina.., da odiccào de .Xiípoloâ, no 
no anno d© 1771, diz así*iiii aquelle ^^rande raunareba : « Estar 
€ juaiiflcjido com mui toa factos veradieos, não Ijaver om alguma 
« «ulra parte maior reconhecimento, e subordinação ao meu 
« domínio, nom esitar tio bem estiit^elecído o régio padroado, o 
"■ a jurisdicçào espiritual o real, como eitÀ nestas povoações » 
(governada^ polcs pndres j-^âuitas) « e que consta das continuas 
« vÍKttas dos prelados ccoiesias ticos, e dos governadores^ e 
« tamlN<m da co^a ot^oiiencia das moamas pavoaçòca as saas- 
« ordeuít : motivo porque deterrainarol, que se pa,<so rim do- 
« eroto, no qual se notiâcasse ao provincial o meu agradeci - 
< mento, o o gosto, quu tenlio do ver dosvariecidas com tantva 
4 Ju^tiflciQòe.^ as falí<a3 calumntas, o impostaras do Aldunato, 



REFUTAÇÕES AS CALUMNIAS 



« e Barra» > (e^itos orão os quo tirthão falsaraeQtíj critiiiQado os 
jesuítas do Paraguay) € e da ver tarabeni a cotopaohia erape- 
€ nhada em tudo» o que diz respeito ar» sor viço de Deos, e raea, 
« o daqtiGUes pobres iadiarius ; e que eipero. que continuarão 
€ para o futuro com o mesmo zelo o fervor tia cultura das 
« reducções e no cuidadk> dos índios». Ora so todos os i adi os 
aldeados na Araeríca hospaoliola reconhocião por seua reis aos 
moDajchas catholicos, nâo sò nas palavras, so não tJLmbem nas 
obraa ; sg lhes pagavão tributos e rendião obediência com tanta 
sabordi nação ; quo afllpma o grande rei, e aenbor Pbelippc V, 
não a õxpLírimentar maior em parte alguma dos seos dominioí, 
como lie possível que um delles dissesse francamente : 

. • . >i<>-> os iadíoá 
Não tomioà otilro ivi iijtiis d ti i{\w ou padres. 

Seulior Gama, que vossa mercê uos seus ▼er.-sos não lallasse 
verdftdo, íijto Ive perraittido aos ptíottis (corau jíl tantas vezes 
tonho repetMoi mas que alem de a nâu íUllai' na prosa, fizesse 
t unbem nella menttrosj o índio Caçamba» isso é aleivosia, 
o que não lie pirmltUdo, nem licito a um histórico. 



l^mtiCft do j;«a6ral -^crtugtidE mui coucobídii jkiIu 

Xa pag-ina, * . aonde introduz uma pratica do general por- 
tuguez aos índios hespanhoes traz estas palavras» que melhor 
fora que as não trouxera: 

(J rei vosbo pai, quer-voN Telixes 
Sois Ih ros. cofiio í*u «ou, »^ sitoh livres, 
Nâo niroda iiquj^ em uiitra qualqui^r parle 
Mas deveis ou traga r-noB estas tciTiib, 

Oh ! que bem arrancada amexíeíraf Oh \ qtie bem deduzida 
coD seque o cia ! 

O rei he vosso pai, que7**iaús f'eli::es, mas pondo^ para aq«í 
tudo aqoillo, ora quo consiste a vossa ftilicidade ; as vossas po- 
voaçítes, as vossas casas, os vossos campos e hortas, de que 
voa sustentaest e tarab^m os vossos grados. 

Sois Hpres, como eu sou, e sereis li crés, maLs por força» ou 
por vontade : ou queirais, ou não queirais, dovois, e sois obri- 
gados a deixar as voisad aldéas cora tudii o que tendes neUas: 
aa fabricas, que funlastes, aa obras que fizestes, as igrejas que 
erigistes cora tanto trabalho, e gastos. 

Não sendo aq>AÍ^ em outra r^tmlqae}' parte 

Não sendo apn, aonde Doos, e a natureza vos poz desde o 
principio do muodo, dando-vos a poHse de todos estca paires. 



I 



142 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

Não sendo agui^ aoadn nascerãQ 09 vossos pais, e avós, e as 
vossos aatepassados toioa. X<7o sendo aqui, aonde estíiis já acos- 
tamadoá ao eJiroa do céo, e a qui lidado da torra* .\ãú sendo 
aqui, aoQde ealão bem accomraodadíis as vjssas miilhures, a 
ftlíioá, aoQio repuii-ão quietas tantus velhas, e infenaosi* Èni 
outra qfmtquer parte sim, auade oao ach ireis cisas noin chou- 
panas feius piira vossa murada, nem soaras madeiras para 
vosso sustento. Em outra qualquer parte sim» aonde «abemos, 
qye por vos sereis muitos, d as povoações poucas, as (lue vos 
damos, nem a vosso gado terá qua comer, nem vós terrenos 
para cultivar. E quo pratica mais inepta, e menos propor- 
cionada a mover os índios a raudaiiça pretendida! Dízer-Uieg 
quosequerião ver-so livres da escravidão doa josuitas fossem 
para outras terra** ; s»i>õndo ollos que nas suas» e debaixo d i 
direcção dos jesuíta» titjhão toda a liberdade: dizer-lhes, que 
Balissem dos próprios pai z es perdendo qyaoto nelles possuiào, 
o foíísem babjiar em outros» aonde nào achariáo oadji ! Por 
isso eu acima dtssc, que melhor fora nâo por na booca de 
um general portu;:ucz tao sensato e prudente, como era o 
senhor Gomes Freire de Andrade, humas razoes tio frivolae, 
uns motivos tfio inconcludcntes . 



Prova-so « falí^lAae do otiifM in«lriic^s qui M 
tingem dadai aos mdiõ!! pelos jesuilani 

Kap«9iiia..., aonde mtrixlHZ, o noeso poeta outro iitáio 
chamado Cepé a fallar com o general, lhe faz dizer oitas 
palavras: 

, , . K todún iiabom 
Quo fí&taa tv'rra«, í(Uc pi? as, o Côo livros 
1)60 a noesuií avós ; am tainberu livrts 
As recebti^rtios, d^s tiiitopaãâudoi^, 
Livfea as hho de herdar oh nossos II lhos. 

(Ju«i não s^ja do Côo pur mão;» áú% padrn*. 

Aqui se lem duas Dotas ; a 1' appllcadas áquellas palavras 
estoM terras, A qual nota diz B^mm em letra gfito : e.^tas 
tm'r<u no ias dsn Úeos^ e a nossos avós e por iiso só ãs possuímos 
cm amor de Deos. EHix om letra grifa, porque sao palavras 
copiadas de uuíkí oarta, quo cita ; e chama í«edício»a, suppon fo 
aer diMÍda pelofl Jesuítas aos iodios» e rcraettida aoa geaeraes 
deputados p^ra fazer as demarcações. Enganou-^ porem o 
senhor Gama, e suppoz í^lso; porque do mesmo estylo se está 
Tendo, e palpa ti do com as màos não ser obras dos jesuítas 
aquetLi cartti. R^tes padres não er^^to i:^no o autor destas 
notas ; sabiao por paana em }>apeU o por Imà se haviío dQ 



REFUTAÇÕES ÁS CALUMNIAS 



143 



e\DHcar melhor* Alem da que nenlitini iadio ignorava, que a8 
terras em que vivião eráo suas e muito swiê, e que deltas Qio 
erio devedoroa aus hameDs, mns só ci Dqv», me por occulios 
fltjsda suM provideucia ordenou , que ali aascuH^jú o que ííM 
habitassem, o ali morressem ; possuindo aquelled paizuíí por 
beDeâcio o dt^stino seu. IsW ^upp^^^to, temeram cousa be, 
c alheiii de toda a proliidado, o julgar, que as palavras refe- 
ridas forno ditadas pol^a jesuítas, o assimiladas pelos iudioa, que 
olleadirigiào nas sete povoac;õeB. 

A seguuda nota, que cabe sabre ob duus versos: 

Uue nào soja fh^ C^o p*»r mriOHilos purlres, 

Diz aadím : « esta mistura do sa>;rado com o profano, ou 
para raelUor dixer, aqueilo fazer servir a relijííáo aos seus flns 
particulartis, foi sempre o caracter doiá jesuiias. Coo^^idefe-de 
attentameute este ver-io ^ : 

Noa giatôtM iuipuríu, sed religiouc lenf^mns, 
Vanier, Sup. 

Aqui torna a suppfjro Sr, Gamx, que as palavras, que poz 
na becca desteso^undo índio, eram ditadti^ ou aprearlídas por 
elle nas doutriuas doi^ joâuitiiSi cujo etraatór diz, que era « mis- 
turar o sã^rudocom o profano» iv fazer servir a religião aorf seus 
lias particulares >. Que maleJíco escriptor ! 

Eu tenlio para mim, estar elle p-irsuadido, qao os índios 
aldeados nàj tiotiào fé, nem not cia da nossa saata religião: 
que oàocrjãoam Deos» uom em Saota Maria; que não sabião 
havtíí' Céo e iaíerno, e nem o mais, que oís christãos somo^ obri- 
gados a crer. So asáim o julgiAva, enganuu-se do meio a meio. 
Os iodioe tudo isto criào, e tudo isto coafessa^am ; por isso sem 
saggt^átao alheia podiam par si mesmos distinguir um jugo de 
outro jugo: o ju^O do Céo, a que Cliriato chamou suave o brando 
jugum meuni sna[>e, do outro jugo violento e tyrannico, que 
Ihesquerião por oa lio me as, constrangendo <m a saMr precipita- 
damente das suas terras, sem llies dar tempo, nem commodo 
pam se estabelecerem etn outras ; e por consequência dizer, que 
doacontiecião c de testa vào outro jogo» que nào fosse o do Céo 
por meio deste» padres, isto é, o jugo de Ctiri.sto, ao qual pur 
meio dus padres m ti d liana sujeitado. Ora como entra aqui 
< o misturarem os jesuítas o sagrado com o profano, nem o fazer 
servir a i'eligião aos seus 13ns particulares / » He por ventura 
porque assim o diz Vanier iiaquelle verso que cita. Núh ijentem 
império, .et/ rdigione itíumnuii ( Pois saiba, seu lior liama, que 
aquelle poeta nào quiz dizer tal cou^a ; o genuino e verdadeiro 
sentido d iquelle verso é Oi^e ; que os jesuítas domestica vão 
aquellas gentes, e as continha entre os devidos limites, não a 
força de armas, ou a Hp eros castigos, mas com a suave activi- 
dade, e elUcaz attractivo das verdades christois, e maiimaa 



144 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



evangélicas. Se a isto chama misturaf o sagrado com o pro- 
íano. lie íbzer servir a roliglão aoe seaâ flna particulares, qaaes 
eram os louvareis e saatos de domesticar, conter e salvar 
aquellas bárbaros, eu de boa vootade lho ooncedo: este sim : 
esta era o caracter dos jesuíta^: mas se quer com aquelU soa 
nota, iQ(!ulcar>no9 cousa diversa, pix>ve-o ; o então lhe daremos 
credito. 



Atros eAjaoroift e«BÍra o jesuiift C»ldii. 

Na pagina. . , . fallando de um jesuíta, chamado Lourenço 
^Balda^ diz o senhor Gain:i em uma nota, que < era uma das 
cabeças mais tenazes, que miis auímava os Índios a rebelião ». 
Qoe este missionário fos^, o que mais trabalhou e padeceu por 
induzir e ma ver os índios a pretendida transmigríiçào sabia eu, 
o constou era to<ia a America, como aqui pi*gvarei. Rtitlrando- 
se da missão de São Miguel o jesuíta Hervera, por temor da 
morte, que os tudír^i lhe querião dar por se oppor a sedií.ão o 
rol»0llíào, que intentavao, foi mandado para elli o padr»: Bal«U ; 
homem conhecido pela sua loti-epidez e resolução, e de e^ípirito 
tão zeloso e ai:»ostolico, que nenhum perigo o atlerrava. Com 
a morte diante dosulhos, reprehendia continuamente a obsti- 
naçio e pertinácia dos índios ; e occasião houve, que o fez com 
tanta violência, que lhe sobreveio uma febre, e com ella uma 
eotennidale, peU qoal c^tevo era pontos de perder a vida. Na 
íortahiza com quu se expunh:* aos perigos, e solfría os tnibalho?, 
parecia este homem ser de ferro. Tratvalhando os outros milio- 
nários muito, nenhum trabalhava tanto como eile. Padeceu 
injurias e atTrontas que lhe fizeram os índios, quando estavam 
tumultuantds prendendo-o e at4^ pondo-lbe (como se costuma a 
dizer) as mãos e a boa vontade peba grandes, e repetidas 
instancias com que pro^-urava redaul-<is ao que ellps summa- 
mente repus^navam. Na relação abreviada se diz deste jesuíta, 
que acompanhara os índios, quindo á^is aldèas se retiraram 
para os montoii ; cousa, de que se lhe faz um grande crime, 
como tarabom ao seu companlioiro o padre Adolfo ;8emadverw 
tir* que esta ida nio foi voluntária, ma^ viulenta, e constran* 
gida dos índios ; que nao querião e^tar sem sacerdotes, no caso, 
que lhes fossem necessariog no artigo da morte. 

Tanto as^im, que pedindo lhes estes dous jesni tas licença 
para ii-em comprimentar ho genenil hespanhol, talvez pretez- 
tando quei-erom ir ro^l-o, que lhes concedesse tempo para se 
mudarem com commodo, e nào tão precipitadamente, s6 a um 
derão licença, o ao outro a negarão. Ao inissionario Adolfo a 
BOgárrMi pondo-lhe logo guardas 4 vista, para impõdir, que 
ftigindo ulle não âcassem «em sacerdote. Ao padr-^ Balda per- 
raluirào que fosse ; obrigando-o primeiro a fazer um juramento, 
de que havia de voltar» 




REFUTAÇÕES AS (.AIJMNI 



115 



Recebeu u general esto jesuita, não só com bcnevoloncia, 
6 asrradu, mas purque lho cunstava do muito que ttnba traba* 
Itiado por induzir os índios a traiisijiigraçíio, o tratou rora de- 
monatrapoea não indill*er«iitea do lionra e agradeclmeiíio . Sa- 
bendo purém da promessa jurafla, que tinlia feito aos indíos, o 
raandou lo^o voUar recúmmendando lhe d ua^s cousas: 1* quf3 
puzesse toda a tíua industria ena impedir a união e caofedera- 
ção dos índios ruansos com oa bravos, o que eutão se temia : 
a 2 íoi q^ae continuasin com o mesmo empenho, e maior se fosso 
possível, a mover os i ódios a mudança desejada* Conseguiu o 
padre BalJa a primeira com trabalho» mas com felicidade. A *>t* 
cooseguiu-a não era tudo, mas em grande parte ; parque indu- 
ziu rauitois raíL a que descerem dos raontea. Eííta foi a cooducta 
daquelhj íieK c zeloso missionário, de quem cora tau la deshonra 
descaradamení-e diz o senhor Gama nestii sua nota, « que foi 
uma das cabeças raaiâ lenazos, o o qu© mais animou os índios a 
rebollião: como se o general hespanbol. a quem havia de ser 
necessariamente notória a sua tenacidade, e não houvesae do 
prender, e segurar, tendo-o na su;i mão, nu sua presença, o 
dentro do seu mesmo arraial, para que não pudesse voUando a 
companhia dos índios proseguir a animai -os áqoella rebelíião- 
Elle que o rocebeu nãu só com agra-lo» ma^ com honra, isignaí 
he certo, que o conheceu floJ» e não rebelde ; interessado na 
mudança, enãe perr.inaz na rcbelliâo. (VJ) 

Na mesma paíítna,,, querendo este poeta descrever a ba- 
talha, ou para melhor dizer a esctirarauça que os soldados eu- 
ropeus ti vera o com m índios a»ii eriça nos. tín^e, que ura destes 
msii^ animoso, e intrepode appareceu no campo, qual outro 
Golia« a desafiar os exércitos de Israel, e diz assim. 



Ouira muior, o ma.\& atroz calumnia coutra o tnoiitrio 



Ot-nlil luaiiccluj pr» ^unisilo, e iicj*cío. 
A i|uem ix pupulíir línuiija engana. 
Víúdí>so polo eaiupú discorria. 
Facundo oí^tantiicão dois aouK potinachoií. 
ImpfrUnpnte e de Ta mi lia esícura. 
Mas rjuc t oha o <avoi' don cantos padres, 
OmlãtJ, H.ÍO aei se In* Cfrtn, 4U0 u tivera 
A esler 1 111 â» por orações d<í Balda, 
ChíHiiarâo-no Baldi^tta poi* iiieiuoria. 
'líiiba um cavallo de iriãnchada ptlb', 
Mais viBtoho íjiiíí forti' : a naluroza 
Ilutji aiiitíiui jíir-lini pt>r todo <i corpiJ 
Llie tlohii\ou : e í?i*a JãtvliiJi chamaiío. 
U \iãh'tí na saudosa -íesp dida 
DéU'lli'o cm hiírnal le anior : -^ noUe íigora 
tarando ao largo com 11 ertos tiros 
MíiitOí loria, e a todos inquietava. 

«31-10 Tojioi.x%tu. r. I, 



14» 



REVISTA DO rXSTlTUTO HISTÓRICO 



A Qtim versos, que ao autor piírocepão eícuros. aecentou 
esia not«, para tjue se eniendíssem melhor :— < os jeftiiitys da 
« Âmorica uão erào tào encrupulosfí», coido afieciavâo ^er os 

< da Curopa. Era bom fácil aisLíoguír oas aldêas as índias, 
« quo gozavâo do Ikvor doa padres da mesma snrte se díotia- 
« guião muito bem eu ire os outros os rapazes da família* Na 

< Ásia ora o miiãmn* Lea-se a carta do Bi»po de NaukLa a 

< Benedicto XIV. » 

Tendo Bât6 moderno escrivão dadu ua maieria que fez, 
tantos e tão enorme£« orros, como &t<^ aqui temon visto, agora 
piura maia ajuda lhe lançou um borrão , com o qual, querendo 
escurecer a fama da Tirtudo, que g^nilmeote corna do jesuíta 
Baldo ; de tal borto maucbou, e deoigrio toda a »ua obni, que 
não sei como teve cara para a imprimir; e dar ao publico. 
Não havendo maldade, delit>,ou culpa que 09 libertinos inimigos 
capitães dos Jesuítas, nào t^-olj&o ati.ribi]ido a e^^es religiosos, 
principal roeute n^sres últimos tempos, era quo soltílráu oa diques 
todos ao seuodio, fun^r e mnlediceucia, contudo Den hum liouve, 
que em matéria doâbonef^ta. ou menoa pui-a, se atravesse a cen- 
suraUoSi por temor de uâo ser aci^eilitado ; tal era neata matéria 
a opíDmo, e cr^ditu, que conservou sempre a compaohia tão 
graode o táo radicado editava om todos o conceito tia sua b* neá- 
tida>le, que uâo Jul^^árâo aquelles ímpios ser possível com Iodas 
as suas calumuids, e impoeiurtis fazer mud^l-o, ou ao menos 
dimiBuil-o. 

Se do todo este fmmeoHo numero de inimigu:^ exceptuarmos 
só dous : um o senhor Carvalho na sonteoça que cumpoz, e 
estendeu contra o missionário Malagrida [20) dizendo deile 
flatsa e 'Ueivesamimie que nos cárceres do haoto officío com- 
mettia actrs impuros : o outro o senhor Gauía, dantio a entender 
nos aena versos, que o indiu, a quem impnzo nomo de Baldetia 
era íilho do padre Balda. Xâo ha maíeáicenci.^ maior, que a 
deitotf dous caUtmni adores ! Uma só diíToreoça se achu entre 
ellos, e he que o I* fallando geralmente do^ jesuítas europeus 
dizia, que nesta matéria erão ac;iutwlaaos : o S^afflrma que 
atTectavão ser escrupulosos. Do 8orto que quando neslo p^irii- 
cular nào critieavão acçúos externas o publicas, uíto deixavão 
de inainoar que as havia Internas eoccul tas : imi ando ni^to aos 
cães famintos que não achucido cat ne investem a roer os ossos. 

Ora eu não quero ^;^i- injuria ao bom juízo dos meus lei- 
tores, julí^ando que pelo dito simples de um malodii^ jKírcâo o 
conct4to á'\ virtude de um homem estimado por todos na 
America por míeéiunario zelo*j da virtude e de espirito vurda- 
deirameote apostólico : mormeuto se reíletirem que sondo 
mandiído de novo imra ^uellaâ partos o padre Hal a não (lodia 
cm tão pouco tempo ter um fllhu chamado Baldetta, capaz de 
montar a oavallo, o faaor as africas, que finge o senhor Gama 
nos seus versos : por isso nâo me canço em mostrar a fabídade 
desta caiumnia, entre tôdn.sa mais enorme, eoni outra;^ provas, 
it documentos «^ue aqui prdia pnjduzir, Contento-me só cora 
rt'Aírlr a coramum c gerai opinião que era matéria do honosti- 



REFUTAÇÕES ÁS CALUMNIAS 147 

dade o pureza se tinha dos jesuítas, assim na America» como 
na- Ásia ; partes nas quaes intenta criminar mormente estes 
religiosos. Na America os Índios, quando ou não sabiâo ou não 
se lembra vão do nome de algum jebuita, os termos com que os 
davão a conhecer erão e^tes : he >im daquelle»^ que não tratão 
com mulheres : o que certamente não dirião se alguns, oa 
algum neste particular os escandalisasse. Na Ásia sei eu, que 
um regulo não podendo acreditar (talvez porque julgaTa os 
outros por si) que os je>uitas que naquellas partas viyifto, 
j)a8sem sem ter commercio com mulh^ires, secretamente lhes 
poz espias, as quaes pagava com mão larga, para que os tí- 
giasse, e observassem dentro, e fora de casa para qualquer 
parte que fossem ; até que no âm de muitos mezes não achando 
indicio, nem fundamento de cousa alguma, em que os pudesse 
arguir, confessou ingenuamente a um delles, € agora sim, 
agora e»tou já persuadido, que viveis isenios de um vicio, que 
6 tão geral e commum a todos.» 

AUegue agora o senhor (iama, par^ confirmar a sua atroz 
impostura :— « ^er íacil assim na Ásia como na America des* 
« tinguir nas aldéas as Índias favorecidas dos padres, e os ra- 
€ pazes da sua família.» Como se todos os homens iio bem e que 
tem vergonha na cara nào c< stumassom tratar melhor os servos 
e as servas de casa, di) que a outros que nonhum serviço lhes 
fazem. Se isto fosse digno de nota, oa daqui se pudesse inferir 
alguma culpa, bem aviados estavam os príncipes, os fidalgos, 
cardeaes, bispos, e ainda os mesmos papas, os quaes todos de- 
sejão, que os seus pagens e criados, que os seus familiares, e 
servos andem mais decentemente vestidos, sejão em tudo bem 
tratados : pelo moço se conhece o amo, e pelo servo o senhor. 
Allegue também muito embora a carta do bispo de Naokim 
ebcripta a Benedicto XIV a qual, se alguma cousa diz a seu 
favor, e contraria a geral reputação, que todos tem dos jesuítas, 
deve ser avabada, como apocrypha e calumnioea ; como são as 
de Frei Bernardino de Cardenas, bispo do Paraguay e de D.João 
Pai kfox, bispu de AnKClopoli, as quaes já a toao o mundo he 
notório, que não tem autoridade, nem merecem fé. alguma. 

Lea-se o XV tomo da collecçào de Fossombrone que tem 
por titulo : verdade defendida por si mesma (21) e ali se achará, 
ou que forão retractadas, ou convencidas, de falsas ; como são 
também as notas do nosso poeta Gama. Ouçamos agora as que 
se seguem. 

Na pagina... se encontra esta:— «ainda que os padres 
« tinham armado os Índios, e feito quanto podião para os disci- 
« plinar, contudo estavão bem longe de pf)der resistir as tropas 
« regulares. Era necessária muita crueldade, para entregar 
« aquelles miseráveis a morte só por ambição, e capricho •> 



ÍM 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



Oa joiíuitAé !ien) aftnftrâo ntm dlsoiplioarào os trjúloa 



Ao ler esta nota, quem se oão ha de persuadir que os je^ 
aiiitaa hespanho^ã antes do Irera para as míssoeDs não só apreo* 
difio a língua dos índioa par.t poderem iiell;^ exercitar os seus 
santos raiDiãterios seoílr) também a arte militar para sabor dis- 
ciplinai oá em todo.-i os manojoj, o evoluções que se praiieão oaa 
guerras ? 

Como 80 onde fazer as miirehas o cootramarclias, o as 
retiradas a tooipo e som piTígo í Os bloqueio:}, o ím asfaltos ? 
Em uraa palavra oxorcital-os, ^vra todas aquollas maoobras, 
re/í^rat, o preceitos» quo oneioão os livros, que tratão desta 
arte. Mas o caso lie que ns misáionarios nada disto sabiâo, nem 
apriíndíâo. Todo o sou estudo, o empenho ura o maníar bom e 
fooi deíitreza a es^tada da pnlavra do f)eos, o o escudo da pa- 
cioucia conira as tropas info? naes, e os seus aOiadoa ; ou fossem 
em paizes bárbaros, ou om eatbollcos* o civilizados como at- 
toâtão em ^euâ bn.^vea, e bulias todos os pontitices desde o pri- 
meiro que confirmou a compatibÍA até o ira mediato predecessor 
daquetle, que a supri rnio. Veixlade ho. que na America os índios 
ou sejã-L» bravot ou mansos, todos andão armadoíí ; mas somente 
de arcos e íittcha« ; m^m jam iis vão a campanha, ou se intoruio 
DOS mattos ^era i ovarem ©st is armas, ou pan* so dofendurem 
das feras, quando as encontrão, ou para caça, que obviam^^nte 
•8 lhes offertíce. Xo exorcii^io destas armas se exerci lao com 
emulação uq^ com 09 outrirs do^c menío«>s : e pur esta caui^a 
íôo lào dootrns, quao^io adtiitos que n<' ar atrav»*ssâQ, e matào 
qualquer pássaro: e muitns não tnizera mais, quo duas frechas, 
porque é rara a veí, que vejão frustrado o primeiro tiro, isto 
supposto, seria cousa supérflua, o redicula quaror um européo, 
6 especialmeate um jesuita missionário disciplinai- os do us^, e 
exercício destas armas. 

Até aqui cr»ncederá o senhor Gama ; mas dirá que nos 
oDcontros maiores, o om la trilhas mais 8<'rtas, não usavâo das 
sobre títas armas. Assim he: masque inferiíiioâ «la^^ui f Que m 
missionar ins Inermes, e n/ida perito? nus manejos a evoluções 
mUitares disciplinarão oa imlios parii rosistirum na occas ão de 
que vamos fnllanao as tropas n guiarei^ doji soldados européos f 
Que ignorância ! Que loucura ! Ou indíos daquolliiâ p;irtoâ ha 
mafs de um século, com expressas, o repetidas orJeos doa reis 
catbolieus, como cunst^i da hisioria do Paraguay, cstavão 
instruídos, o disciplinados em outras armas, que nao eráo os 
seus arcos, e as suas frechas. D&sdo o anuo 1637 até o de 1735 
sabiram estep de suas aldôas a Z4 etpeJiçõe^^ todos armador ao 
uso da Europa, 

Em ura Decreto de :í5 de Julho do 1669 dirigido ao vice-rei 
do Perii se lé uraai ordem, na qual Jie manda, que os índios do 
Paraná, o Uruguay tcobão, c UB*^m armas de to^o, appmvanlo, 
«revalidando os íiecrctns aiiio iorea já SH.jbre esto i»o»'to. 
Havia tamljem ouíra ordem cxpoiida no anno do 1716 a 



RT-Ft TACÕES 



CAt 



149 



D. Fíniao Maurieío de ZíiYidUtj provininJo-o o almoestAiKlcí-o 
a quo estes indios 96 conservassem -sDiupro arrnadoií o que con- 
tinuaasom como ató ali o maiiojo das Firmas» na rabnc;i daí* 
mearnas e de todo o género de niímttõos. D*ondo so vè qiio 
militeis annos antos d;i chamada guerra jà ostíivão os iodios 
instruídos e disciplimiaoa oo u^o das nriuns de? fogo, Mas por 
qtiGm ? Pelos j es uitaí', como áqiii diz Ailsaraontc- o senlior Gama? 
Certo que não: mas sim por í»ííieiaoa da milicia hespafdiola, quo 
ali erao maadadoii u esU} ílm ; e para to mm oiu líustodiii uo3 
armaaons reaes a pólvora, f liaía neceasaria para ns occasiuos 
do arutírra. Sondo porOm os iodios por sua natiiroxa rudos, o 
por costume maia oxorcitados no uso do arco e frechas, quo no 
daâ o>pingardag, não iio do admirar» quo nio pudes^ona nem 
soubessem resistiras tropas regulares doa europeoa, Esta des- 
igtiaídade o dilteronça, conhecido muito bom os jeiuitas e tanto 
a conbeciáo, que esta era a maior rasáo, entre outras, porque 
lhes díassuadiào a guerra, o Ibes obslavào a resistência. K a 
vista desta iunocente conducta das raissionarios, se atreve a 
dizor o senho," Gama» « quo elles não obstante terem armado, 6 
disci|jliQado os iodios por surama sua cmehlade, levados da 
aral>ição o capriclio os eíitrogavão a mt>rtn *», não os tendo ellos 
nem bom, nem mal discipimãdo, íiera arrnado ; atites polo con- 
trario dissuadido, o quanto lhes íbi possível embaraçado a oppo- 
sição, G a guerra; ho aonde podo cliogar, a nialodiceticia. Diga 
assim moito embora e com verdade, f|Uô íbi crueldade grande a 
dos portuguezes, hespanhoes. y ííacriftcar tantas vidag, e o der- 
ramar tanto sanííuo d wjuelleu pobres nenphytos, ovelhas mansas 
do rebanho de Jesus Chrisio, quo uão pediào outra cousa raair* 
para stia violjntit transmJí^raçao, que o tempo nacjssario para 
conduzi rom com comraodo o sí^u gado, os seus bons, as sua mu- 
lheres e filhos, os velhos, e os doenies; o qu^^ jamais se Ihea 
concedea. Isto 6 que foi <^ruelJade, isto é que Ibi sevícia e 
tyrannia. 



CANTO in 



Torcoirft Cl liLiniitfl. mão in4''nii alr^ojt t^ua via t|iin^ an« 
toccdenltífl» contra o jr^tuila lUMa. 

Não contente esto satyrico poetii» peior que n^nhiun outro 
da gentilidade, possuído verdadeiramente do ospit^i tu da maledi- 
cência, e também da iminundicia pelo muito que se deleita om 
faltar em cjuaaa o matérias deshonesta^, e impudicos;; oao con- 
íento, digo» de contaioiíiar com uma fin^^ida, mas di simula la 
calumnia no som cauto 2" u solida e bem funda !a opiuiào de vii** 
tu-íes, que tiniu eui toda a America ojesut^fj Bald;u t>rna nesto 
canto .'l'^ som rebuço já» ea í^ara descoberta a infamai -o, nao nú 
úe deshoneatOi mas de homicida, qLJal outro David» dizendo delle 



150 



HEVISTA DO IVSTITÍITO HISTÓRICO 



DOS seus versos, que anim.lra, e maDdàra, a guôrra o Índio Ca- 
cambo pani que d<'8enibaraç:id*» da sou presença guZAfe»© «nais 
llvremoote da companhia de aua Cíinsorie, e quem d4 o nome de 
Lindoya; o que toruíirido este tle campanha não eísptíra<lo, o en- 
cerrara em um carcoro, e flnalmonto por Tirr>jde de um des- 
coohtícidu liqui^íur o matara ; para mo poder mais ue«ta vâda 
fallar com a <i:tta stia consorte. Com esios amores L-himericos, ou 
enthiisii^íTiQsamorosoa, julgou talroz o nosao poeta» que diver- 
tiria os leiloros, o Hiria nuas voltiTnusa a sua canção ; auppríndo 
a faltade acçues verJadeirauiente gr.mdos do seu h eme com 
delidos fingidos esupp^iStus do um innoceiue miss^mnario jo- 
suita. Mas nao ndvcrthi esto raiáoravel o iufelix, (aí»im lho 
chJirao, porque é dUuo de compaixão) que não basf^a a hn^fua de 
um muleilico liljertiuo, nem a peuna de um p^jCia salyrico. o 
sobro saty rico adulador» para deturpar e c^-urecer a íama do 
qucra é tido o avaliado geralmente p^^r vlrtU'»àO e santo, So isto 
bvstasse. que estimaçào jfozaria hoje no rauodo um Santo Atha- 
naxio. umS. Pedro martyr, um B. Henrique Susone. «mbns do- 
minicanos, e uma Santo Iriri |>ortugueza, todos infamados em 
semi^lhante matéria dccaatululopor boccas de gente ma* vivente; 
c infinitas our-ros que pcid coram na bua fama pelas linguas, o 
pennasde malevolus oalumníadoros o que tiojo aj)ezar dus sons 
contrários os vemos, uu postos nos altares» ou tiio-í vm grande 
voneraç.io ? 

Esta falta dr» advertência não tovo o Sr. Gama e por isso 
met^mo nmius peccatum hnhti. Si com esta sua impostura osti* 
vmm per-íuadido, que nâo perigava a Cama e bom nome do P. 
líalda, menor 8o*ria a sua niipa ; crendo, porôm. e querendo que 
com o<ç anioresj que flng<t nos sons v^^rsos perde-se aquelle tp^ 
loáo misHÍonario a opiní lo á^i vi-tude cfu quo oitava, ií jii^^ta 
mente mor cia, ó p^ccalo máximo »' que seni irremiâsivel, se 
arrepe dido delle ao nào i*etractar do que escreveu ia Isa mente* 
som vergonha e soju ooíiscioncbi ; peio que agora aqui refirípei 
autbeniicado por pessoa vendlea, «lue presenciou que na roal 
lidude siiccedeu com o sobredito índio Cacambu. Primeiramente 
não consta, nem se pôde averiguar, qno eáte indio tivesse por 
consorte iuília alguma cora u nomu de Lindoya n«ra que houvesso 
mulher no mundo com esto nomií: razão porque se podo argu- 
mentar, que assim o nome, como a mullier são fin^''i mentos do 
poiíU. Era segTindo In-ar »^ falso, que u índio Cacambo fossí^ prín- 
cipe, descondonte do sangue real, nem a sua ef>poRa, como diz 
o henhor Gama nos seus versot* ; nâo tenrlo existido jamais n a- 
quella parto meridional da America nom rei, nom roqoo ; mas só 
antigamente no México, o no Peru ; paizes a^saz r 'moios das 
aldâs do Uraguay, aonde eítavão o» jesuítas. Vamos agora ao 
gue de certo cooãta. 

Era o iniio Cacambo ura daquelles muitos que vivião na 
mis?âo, pa'» ondo linha Ido o P. HaJda, como superior, para os 
movor a tran^migracào qut* se protendia: o sendo Cacambo 
activo, orgxillioso e íotrôpiilo por natureza, se animou a ir i*e- 
coniiccer as tropas auxiliares, o lambem, segundo dizem, a ir 



RHFUTApJES ÁS CALUMNIAS 



151 



falia r ao seu chefe ou general. Causou esta ida. ym grande 
temor aoi demais indioa ; o pjrqae lhe conhecião o geoLo nus* 
peitarão, qua Ibes era trahidor, indo av sar os inimigos das 
mi^as 6 raaoeiras, com as quaes oa podiâo facilmente vencor, e 
destruir. Conflraiarào-í*o nestn suspeita quando virão quo tor- 
nava piira aidoa, uào sÓ sem le.^ao alguma, maa jactancíos j o 
soberbo : cegos com esta doconftança» qui^^f^rão logo raatal-o; 
ao que se oppoz cora toda a efficaei'4 o P. Í^Ma ; compadecido 
narealídale, e nao pur ironia, (como diz o senhor Gama) da 
desííraça do pobre indio. Elles porem obedecendo já. pooco oa- 
quelJe tempo aos raissionavios» do qn^m também já dascon- 
liavâo, por grandu misericórdia se roâol verão a encarcoral-o ; 
asdm por impedirem, quo lhes fo^se trahidor« se amda u não 
ti D ha itidot 00 pura que por vingança o oao tjuízoss s ser. Von- 
d<i-S6 Cicaííib I encarcerado, e sem liberd ide para poder sa- 
tisfazer ao ííenio, quo o predominava, enchenilo-so do raiva, o 
de furor frenetic i em poucos dias acabou a vida (cousa muito 
ordinária uo3 mliofi, o morrerem quando querem). 

Esta realmente foi a verdELdoira causa da prisão de Ca- 
cambo^ e esta também a 'la sua morte; sobre a qual ftogio, a 
arahitecuira o senhor (iarai tola aquella grande ihachína de 
mentiras» quantas se lem noa seus versôs. e nas suas prosas, ou 
notas não íjó para enriquecer o aeu raasq ninho poema, liuaoto 
parc& adular o senhor Carvalho, sou Mecenas; calumoiaudo e 
infamando os jdâuí as. Digo calumniaodo o infamando osjo^ 
snitaã, porque neato tí^rceiro canto, além de ílngir o P. Balda 
amauct^bado, o ânge também homicida; authen^ican^lo este se- 
gundo augimonto com o qtie traz em uma nota, na pagina, ... a 
qunl diz asstm: « quanto a miúdo se fiirvào 05 jestiJas de temC' 
« Ihanie e:rpedicnte (iaio he de licor vonoQoso) nos casos mais 
« aportados, ^(yo pode ignora**, quora nunca leu a historia. A 
« morle improvisa, de lonoconcio XIll, quando estava de todo 

< ro«oluttj a pôr robro nas iie;*ordens dos jesiutas, ainda não 
* houve, quem puzesse em duvida ser obra dos mesmos , A 
€ mesma sorte teve o cardeal Archioto, Em Ruma he cousa 

< publica, í mente) que o cardoíil Passionei morreu do um accl- 

< dent« jesfiitico. Eííto incoraparavul purpurado dissera al- 
« gumis v^zes, que esperava ler o gosto do vur antes da sua 
« moi^tea rx^uí exUnCcçào da comr*anhia. Os jesuítas li verão o 
« orgulho do fazerJhe este epitaphioíiomi nico S. R. E. ear- 
« deal Pas»ione( S. J, 3iii>eritei8. > 



Rfiput&.sâ umft iotigm CAltimaU contra ou jejiultaji, cuja 
t«rem com veneno soti «eo« inltiUgos. 

Senhor Gítma. muito atrasado está vossa mercê na arte d© 
criticar, h^^jo tão cora mura a todos, o» que ao pre ao de noticio- 
sas e eruditas ; pois a^edita por certas cousas, as quae$ não ha 



152 



REVISTA no INSTITUTO HIí^TORICO 



Iiomom pmdontp qae a^s nao tenha por faláas* Fallomug clapo ; 
isto *ine he darem o jesiiUíis vent*Du ao;» papas» Ciirdeaeii o reia» 
são ínsturins da caràcftinhu uu cuuImS cIís velfias, qu6 do prin- 
cipio da compaahia invootárâo» e ©spalbárâa os erauliS desta 
tão util e saiitíi roligiào para alterar o povo o ftzel-o pnrsimdir, 
íjuo os josiiitaií não orão tilo bons como pafocião ; antes polo coo- 
trario trabidoreg, infleis, ambípingus, c o que mais t^ feiticeiros. 

E a que fim / Pavn qnti smi io despre^dog, não lomas-^í^m 
03 povo3 osseu3 consoitioSt nsio 3eg'iiÍBsom as suas doutrinas, oâo 
úuvisíiom os 8€n3 sormõns, nâo rrenuoQtassora as auaa osco ias, 
nom, íiníil monto, so guiagSíTu pelas s^uas maximad e dictaraos ; 
poniuQ &ò então podia francaiiit^nto reinar a libertina^om, tri- 
umpbar o vicio, adoptur-so o muterialiamu» o deismo o, uvlvoz, 
tambdfQ o atheisíno ; mas como todos os homens de bora juizo e 
racit cinio, e dotados ao menos de sento cummura, estimarão fa- 
bulosos estes delictos (tantas vezea diismen tidos), como na ver- 
dade erão» continua vâo os jesuitaa a exercitar os sagmdos mi* 
nistwioíí, diminuição do seu ciiedito» sem minima decadência da 
sua roputa^âi>,o bDiB nome ; victorioso sempre doa scuainimigoB ; 
amados dog f>on3, lí só aborrecidos do> máos. 0^ ptíiitiflcea os 
eu chião do mil bênçãos e louvores: os cardeaes os qiierião por 
seua theuli^gOíj e confessores: os reis lhos entrogaváo a direcção 
de suas consciências, e de toda a sua familia: os bispos m cha- 
marão coaíijutorea» os mais lieis do seu pistoral offlcio; ou 
fosse oníro fieis, ou bárbaros, era incancavol o seu zelo: eni.re 
fieis extirpando vicies, e plantando virtudes: eutre barl>aroB 
arrancaudu a idolatria, o dilatando a fé: mas por osta causa em 
toda pari« c^ítimados» vennrados, o sipplaudidos. 

Agora per;^'unto se os homens que leom hiatjrfas, quaet são 
os que acima apootní, achassem neílas ornais leve fundamento 
para prndentemonto jiilj^ar, que os jesuítas araiuío veado-se 

< em caso:-)' apertíwlos se dcsembaraçavao delles. usando do ez- 

< polionlo de matar rom ven<Tno os quo lhes orão contrários i>, 
ostimariãx) estes ocultos trabidore^i» e-sl/s diasimulados homi- 
cidas, estes assassinos* e^toa tyrannos ^ Cer lamente nao. Lugo se 
08 honravào, se os appldudião. era por serem chímerieas des- 
tltuidas totalmente de venlade aquell-^s morte.^ attribuidas a 
eltlca{:ia de veneno dado pelos jesuítas. Isto stip posto, que maior 
loucura do que traztír uqui a meiíioria, que a m'>rie itnprovisa 

< de lanoccticio Xll[ fora obra doi jesuítas, e que a mesma 
« sorte tivc^i) os cardoaea Archínto e Paasiooj^, morto» do 

umaccídeaie jesuitico f liastando papel, e pondo em publico, 
como se fos^iem certos uns f.icios, qtie nenhum Iiomom ^itie 
disoorre pode ter por verdadeiros. Se os pontiflcos que sue- 
codei^u no sólio áquelle papa, ao menoâ entrassem na sus- 
peita, por maia leve e minima que fosse, de que os jesuítas lhe 
tinliao dado a morto com veneno, não prucurarião examinar a 
verdades ívchando-a iiao os casiifíarião com pena igual iV atroci- 
dade de dcílicto tão execrando f 

Pois nada disto tízerão todos olles. Continuarão a honrar, a 
louvar « e exaltar at^ as estreitas esta religião. Ma i;^ ainda: 



REFrTAnOR^ Ar catjníxivs 



t53 



se o?í ca rd oa es A 'liioto o Piis8ioncÍ tivôssoni sido vlctlraas doa 
veneiKJs jeaniticotí dw.xaria por ventura a papa elemento XIII 
do. o saber í K «dbendu-^ pasaana a bull^« Ap *siolicum, oa qual 
ex motnm próprio, ei €oa prúpria scUniia^ náo í^íi contlrms ô 
íip prova tlô ri ►vo a c^mpanliiií, ni:ts a louva, o engmndece 
pelo gTiiOde benii o utilidifcíie, 4110 soiupre iV^z iios pmximos por 
meio df5 todos n^ seus ministork^a ^ Ainda nno fllsíio tudo* Se o 
papa i mine Jiiito successur df* Clom^^nto XIIÍ» t> qviiil consTran* 
^niío (Io ilguns príncipes ab.dio (3st.a reliííião, ti vosso nilo diíjo 
j;l por cef.o, mas ao monos por provável o dovido^o, (luo 03 
jasuilLS tinháo sido um alt^um temçio autciroB da morto de 
alguns prineipe*% pimtiOces, eardeaeas, ou roL-^. omittiria no 
seu iirov^eáto tão iclovante o forçoso motivo de as oxF,itiguir ^ 
Ce rume 11 te nkr. pois leia-ao o ««o Ur edito br ove, o nolle se 
não achará clausula alguma, que indique uma Ião abstirda» o 
atroz maldade por eateá religiosos. 

Sr. Gama, íG os jesuítas sou bosBom manipular voaenos, e 
doUes se servi!*ííem, nos casos upertaitoii, nào só haviam de dar 
aos papas, aos cardoaes, e aos reis, de quem sempre foram es- 
timados, e favorecidoH ; hiviam do dal-oa áquelles queaempní os 
persogutram o ítifamararn ; .Iquollos que nesl&s yUlmo^ tempos, 
dispeedoodo grandes somiii;i8 dt* dinheiro, a torto e m direito» 
como dizom, procuraram a sua total rtiina: entro os quaes tom 
um lurando, o diátiocto Uig^r o Sr. Carvalho, al«Hn do outroíi 
que» o seguiram ; os quaoá tolos conhetídoíí er un raiiíto bom doá 
jpsuifias ; eabondo com evidencia que delloa lhes vinha todo o 
mal, que exporiment ivam e temiaio. 

Mas so t-jdos estes seus contrários, ou ainda estão vivos, ou 
já morrerão nos s^eus loitos, b mu bíív fie accnknte jesuitic)^ que 
maior prava, que o^tes roligiosiíí, uem a miuío, nom paras ve/es, 
se serviram fio ex^pediente do dar á íooite aos seus adversários, 
com um litor desconherido? Sii e,'^tas ra7í>e>i não con vencem, ô o 
Sr, Gama um daquelles, dos quaes ae diz, que cum fu^tibus esi 
af/endum, Afit.es, porém, que pasiseinos a outra couza, direi duas 
acerca do epitaphio do cardeal PassioHoi, A primeira é oão 
julgar eu, que ôâte incomparável purpurado lançara pela boc^a 
fora aquetla tao hnpia e absurda proposição: de esperar ter o 
gosto de ver untes da sun marte a íoial e^ctÍn€\no da companhia , 
Mas se assim foi. í seja elle, ou não 8td i jesuita ) nunca mâo dòa 
a quem po'/, ou compoz o epitaphio: Dominico s, R^ li. card, 
Passion S, J. super t es» A um tal de.sejo convinha uma tal ins- 
cripção. Se o Sr. Carvallio, sondo morto a tantos annos, fOi?so 
já sepultado, também se lhe podia gravar na uraa: ^gbastiano 
Júsepho de Qtrvalho p Meilo Porlwjaliiae Admisiro Soctef is Jesu 
superies, porque apezar das excessivas o extr mrdioarias diligen- 
cias que fez para extinguir a f^mp^nhia, eile ji eí?ta iiiorto^ ea 
companhia aiiida vivo; eonst^rvaudo a Deus intacta com altís- 
sima providencia entre sai^matico^. Já que f^d com som ma 
injuria, rejeitada dos catholicoíi. Desta panaai^emoi a outra uota. 



154 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



VniMM «»lnn]Dt&a OiigidM p«Io po6i& oonlf a os ia- 



Ka pUj^ina...^ diz assim: < os indi<ja davara-sd íDtoirameao 
t a stipertições, e tinh:im mo s6 por vorosimil amho por ceita, 
€ (jiiania extravagância se pode inmgtnar nesta matéria: vt- 
€ viam na mais crassa iíTOorancta* 

€ Não Ihe^ era licito saber mais, que aqtiiHo que podia ser 
« de uMlidade n cumpanbía.» Toda a dotitrína. que Iho^^ onsi- 
aavarn se rodozia a aiemorísal-os, com o inferno, < se não o1»- 
< deisessem em tudo ao.^ seus s:in tos padres». N&o ha n[ii5ntiL- mais 
des<'ar&do. r^ãu h^ clausula nesta nota, que e>Vja iseoti de íal- 
sidade. Primei raraootPij «o falia dos indioa ija^ missões, e que 
estavam nvs aldèni diriííiííag pelos jezuitas, (como aqui dá a 
entender que falia, fiizendk> visionaria Tanajura muito ami.^a de 
Lindoya ) ili^ro ser uma ífrossa mentira aíBrmar que inteiramenU 
fe flavnm a superstições ; antes era tanto pelo contrario, que 
succedendo virera elias a pratica, viam, zombavam e escarne- 
ciam, por terem nc^sta mater a tanta, ou mais instrucçãa do 
que tem niuiíos rusticoa nas aldêis o term^ de Portugal. Com 
isto oãu quero negar, que se achas o um, ou outro que tive?so 
por máo 11» ouro o encontrar-s^e de madi^ugada com tat, ou tal 
animal ; ouvir cantar este nu aqiielle pássaro nunca portara com 
adhesio tflo flrme que immuvelmimle asinutasse. havor de acou- 
toctir-líu) aí«um infortúnio. M.is ^juanto ha ne:ste ^nnoro entre 
03 europius? E por não irraos roais loníie, quantorí capitães, e 
pilotos portuguoz^s nilo querem sahir da barr i de Lisboa em 
certos dí bS, que llics c tia mão aziagos^ Quantos Pspt:(so3 se nilo 
querem receber no moz de noveròbro, tendo \í\jr roáo agouro 
Cttsar no inez dos mortos f Na noite de S. .loâo qu^^ cuuzas se nân 
Akzem em Poi togai, p ira delias agourar o estado, que se ha do 
ter, e as fortunas, ou dosgra^is que se lhes hào de s*>gutr f È 
com tudo nem os que isto fazem são Índios» num se dizem dados 
a supêruttçôex , Até aqui pi^lo qu^^ pertence a^s índios mansos, n 
qoe residem em atdéns. \xilj que respeita pois aos bravos, e que 
nos matos vívom a lei da natureza, não duvido, que haja alguns 
verdadeiramente supe sticir^sus ; mas que culpa tMn ou missío- 
n«irios d»s suas superní^rit^s. não sendo seu-s pastares nom otles 
suas ovelhas f Dum mio duiido que aiguns, [lorque de certo se 
sabe, que nem toJos são in ficcionados deste miiL 

Quando descer •m dos tiosquí-s para se ostabolecením em al- 
deãs as duas nações dos Murumanos, o Gttiratybas, om nenhum 
daquelles IrMios se achou indicio algurn daquelle vício ; antes 
cooíita, que uma iodia das Muruaoas, depois de estar mui lo 
tempo na mÍ!?isào sem saber, i}uoooaza eram superstições, as foi 
aprender, o talvez praticar, om casa d©s portuguezes, com 
outras maldades peion^s; qú possível, que um homem, que 
nunca esteve nas aldô ^s. nem tevf^ corri muou^Lção corn os índios 
que rielJas estavam, se atreva u lev&ntíir-lhes o filso teste* 
raunho, de qne « eram íBí^-s a srt ei"«ticôe4, e tinham n&o só 
« por verosirail, sinào pur certo quanta extravagância se p<^do 



RBFUTAÇOBS AS GALUMNIAS 



155 



€ ImagiDar nosta niateria ? * E isto í«cra outro motivo mais, do 
que qu^^ror com estí ftnginiGntõ estender o sou pciema, e doa- 
QODi^ar os jezuitas ? Puis ainda aqui nho pára, 

Accrtscenta, « quo viviam lus indios) na maia crassa igno- 

< raocia. e que não lii^s oriL lictto saber mais, do que aqaílloque 
€ podia servi • de u alidade a companhia». Eu desejara aqui 
saber, quo entende este Dr, por viver em crassa ignorância/ 
Quererá Lli/er por ventura que os jesuítas lhos não ensinavam» 
nem os índios tinham aiiprendidu as bellas letms. para compor 
vorsos, e prosas» assim corno aprendeu delles o Sr. Gama? Ou 
t imbera, que aquelieíí bárbaros, nâo se applicavam a matheraa- 
tica, nem í^abiam philosophia, ou theoío^iai nem sciencia alguma 
especulativa ? Se a isto chama viver em crassa ifínonmcia, isega 
assim muilo embora ; não lh"o concedo, poniiiUo-lh'o: mas veja 
não lhe caiíi o raio em casa. nem dr sentença contra si, o cha- 
mando o alguém tV^riortmíí\ pur o&tar pouco mais ou rtjenos tão 
falto desta,9 aciencias, como estão os Índios: mas demos o seu a 
S(íu dono, e façamos justiça a todos. ' 

Nem tie vo^^a mcrcíí, Sr. Gama, nem dos indios» se podo 
dizer com verdade, que vivem em crassa ifjtiorantíta. De vo.-ísa 
mcrcô não ; pjrque compõe os seus versos, taes ou quaos, Doá 
Índios, t «mboíii nao ; porquo além do sabd t^m algumas artes 
libcraos. exercitavam, e muito bem, quasí todãâ as mecânicas. 
Muitos delles liam e escreviam, aíííuns cantavam ; porque para 
aprender tudo isto ih os tinham os jesuítas estabelecido escolas. 
Elles sabiam a agricultura; porque euLlivavam ^s artores que 
daeam a folha do mate, da qual di/ vossa merct^ na pagina. . , . 
* quo OS jesuítas tiravam rada anoo muii^os millioeri de lucro ». 
E também preparavam <s os deliciosos jardinjs, aonde esLe-^ 
« paires recolhiam o.^ e-^pirifas cançados do trabalbar na vinha 

< do senhor», como diz na pagina.... Ellci* sabiam alguma 
cíiuga do rortiflcaçào, porque <h * militares por(aiiíUí:íZ'3ri os 
« acharam fortificados, para lhes impedir os passub n^^ posito do 
Santa Tecla > como diz na pa^i^Ja. . . Eram disciplinadofi no ma- 
nejo das ar*iiaít, como dÍ2 n i pagina. . , Elles eram ferreiros» pe- 
dreiros e carpinteiros, porque <dlas foram os que fabricaram 
os templos, quo ali tinham « mais ma^''nifíco? de quiinto bo. pMe 
« imainnar i^m Europa»; como diz na pagina, . . Elles íinal- 
menr^ « sabiam bordar : e tào pi imorosamonle, que o general» 
(piirtuguez) « uào se podia persuadir que o.^ riquíssimos urna- 

< mentos (das suas igrejas i tive som sido bordados naquelle 
€ paiz, até que lhe mostrou um, que foi acbado junto a sachris* 
-€ tia, ain la imptirfeito no tluíar » corao diz na pactua. , . Tanto, 
como isto, nâo sabe vossa mercê fa:&er, Sr. Gama ; o com ttido 
não ha de quen r, que lho digam que viise cm crassa ignoraiuíai 
pois para que o diz dos índias, que estavam nas aldeias diri- 
gidas peloi:! je^uttis hespauhòes, sabendo elles muito mais. que 
vossa mercê? Vê como he certo u ditado, de que m^fi^ depressa 
fe apanha u,n mentiroso do que um co^ ho. Quem mente oár» ha 
de ser dosmemorialo» >,epmiio u pruverbio, que ja em outro 
lu^r citei, mendaeem õporlH esse memoreryí^ Se vossa merco 



15G 



REVISTA r>0 JMSTITTJTO HISTÓRICO 



queria dizer oosta nota, qiio o^i íniiios^ vivi^tm rm umn 4^rasãa 
ifínoroncia^ havia de lerobrar-íJO do quo tiolm dito nm aotece- 
tíeut*ts, o ão que ioteotiva dizer na^ soguintes» paia o náa ^al- 
culia'©ni do falsario» monlifuão, o impoalor. Ku creiu» que esto 
bom hoiuem mfiiliu pela megraa razoui-a os iodios das mis.so.'s 
tie Hespaniiri, o os dasí iijí3:*ôoíí do Portugal, jufgando, qae t.odos 
f>mm o mesmo ; m.i5 en*3fívnofi-so, porquií og da parte do Brasil» 
!■ Mar ^ídiào são m ús brutos o aíHvagens ; v coirio non cr omni 
íitjno ftí Mercar ius^ um são Ifia haiíeis para as artes, ou sejam 
llboraeíi, oíi m^caoica-í, ooino os outros ; ls quaea exprcitavam 
todas aqueU/is que aerviam para commum uUlldado, o nào só 
da eompantiia, como ao díK nesta nota» sem fundamonto ali^iim. 



DtifllBêiitd 09 U cAlumntii el rei Carlos tlt. 



Poíâ que aecra.^centa do Qm da mesma nota, dizendo, que 
toda a doutrina que os * jesiiitaa onsinavam aos índios se rcda- 
€ zta a atemòrisal-os com o in forno, aw não oWecoss«m em tudo, 
o por tudo aos seus santofi padres ■» coutem uiitiu falí!ÍÍLÍade clara 
«1 manifesta. Tinh.im oâ je-^uitíiâ mandado imi>rimir um cafiO- 
ctiismo, que todos os diai se lia, e explicava aos Índios na 
i^mja, o bcírundo elle os exhortavam nâo só ao temor do8 cas- 
tigoa, senão taml>cm a físperança do premio ao amor de Deus, e 
do próximo, a paciência nos trabailios, a ^e^ígnBçào dqíí enfoí^ 
midades, a devoção dus santõs, veneração das suas imagens ; 
em uraa palavra, ao exercício o praxe de todas aa mais vir- 
tudes. Para conlirmar o quo digo, o tapar a bocca a este ma- 
iedico, nào produzirei aqui mais que dons testem nnbos os mais 
autorisados, e diguos de fé, (omÍ tio outros meitoâ* que podia 
accumulari um do rei catliolico Carlos 111, outr^do iilustrissimo 
Sr, Peralta, bispo DoraiDÍcano, d:*ndo conta a sui mai^ostade da 
visita que fez a todas aqu^llas aldeias. O rei no decreto, em quo 
ordfiuou se m anilassem para a America não sò trinti, como i»ra 
costume, ma-í sestenta jesuítas, seg^undo já acima disse, dà 
ejcoresflameoti' esta razão (repare bem ntdla o autor das notas) 
€ para que diclm província did P&ra>guay attienda con el ei- 
« mero, e zelo, qno liaste aqui a las eonvorsiones, cie que esta 
« eucarreguila)». 

Ora se a doutrinados jesuítas se « reduzisse toda a atemorisar 
« os iudioB i^om o inferni». se n^ Hies ubdt^essem, e em tudo 6 
por tudo » loti varia aquelle monarolia o ztdo, ci^m que estes reli^ 
giosus se íipplíeavão as converivõ^j, dn que cfstavão encarregados ? 
Ou mandaria uuiros operari^/s, que ajudassem os primeiros a ex- 
lorquir dus índios a força do terror do iníèrno uma cega. e total 
nbõdioneia as onJeus particulares e preceitos dus jeauí las? Que 
i^esponde 2^ isto, Sr. fiama ^ Dirá talvez, <|ue aquolle sober^^oo 



HEMITAÇÔES ÁS CALUMNIAS 



157 



Oátiàiido oa Europa nao ora bíjm informado do que m passava na 
Vmericaí Orn ouça agora» o que óiz una prel ido eecleaiabticu, 
testemunha d o vista de quunto se fazia nm aliêas. 



TatDhem » <li3â4fieaie o iJJuitmBimo bispo. 



€ Da cidade de Santa Fú » ( diz o itluatrissirao Peralta ) 
« passei a visitar os povos, e i-educções que eátão ao cuidado dos 

< padreá da companhia di: Jesus e ao os tendera por num do 100 

< te^'uai>. Sm e^ttes povos .'íO eia numom ; dot; quaes 17 pertencem 
« ao bisfwj de líueQos-Ayreá, © 13 ao da Paraía:uay. Vííiitadus os 
« 17 da mioba juri^^dicão, passei admiuiitrar o sacrameíito da 

< conlirra ição naquelles do Paraguay com licença» e a instancia 
*f do Cabido *», íicile-vacanle. « E porque nào duvido, quo o ca- 
« Iboiíco real zelo de vossa magei^tadQ terá gírande íçosto do ser 
informado do estado o proj^^resso destes pul>res iQdius, oxporei o 
que vi aqui com o» raeus olhos, o toquei com as raiuhas mfios 
com tanto írosto roeu, o consolação espiritual» quo me fuziam 
parecer ligeirtJS os muitos e f^randes trabalhos .^-oíTindo-í na dita 
Ti3ttu« veado uma tão grande muiti ião de oveliias, que estando 
postarem logares diversos, centre i tão dií^tantoíi, com tudo 
estio com lanta obediência pendeutei* da voz do seu pa^-tor, 
como se estivt^ssora no mesmo aprisco. Obri irado a pnnir, não 
me pude separ»r sem ^Tande doi% e táocheii^ de devoção» que 
dou ;^^ raças a Deus de con ti uno pelos copiosos t>enedcios« o benção, 
com que assisto aqtielles povos por meio daquelles santos reli- 
Kioãoa, e homens apostólicos da Curapanhiade Jesus. (Confunda-se 
aqui de c&minlio o Sr, Gama de pór como por zombaria, em letra 
gripba o epiuao do San/os aos josuititi, quando um bispo, fal- 
lando dolles, Ihe^í dà este mesmo titulo, como justamonle uien*- 
cido*) De coíííínwo (prosegue eito a dizer) «t h© occupam em 
« instruil'Os, e em radiawl-os sempre mais na fé catholica, e 
« fazei- IS sempre mais aptos, e pr^mptos para o serviço de 
« vosôík maiíestade, com uma tal Hde lidada, como se a tivessem 
€ ti6rd.ido dos seus maio es.» 

Ver as iífi-ejas e o dt-cópo, com que se ^* o culto a Deog, a 
piedade e devui.ão nc^s ulflcius divinos, a de^trez^t no eantu de- 
voto, o ornato dos aUaie?*, o respt*ii.ue mBifoííleencia na eele- 
« braçâo do divino t-a«TiIti;io, o am^r de Jesus sacramentado, 
« assim como por o ma parto cxciíavãu em mim uma ternura 
« inexplic«ivei, aãsim por outra parte me enchia da confubão; 
« vendo uma tão notável difTerença onti^e estes povos ha pouco 

< oonTortidoâ a fé» os outros christãos antí;.ros. E tudo isto he 
m fructo da indusiiia. vigilância o 20I0» com que aquelles santos 
^ religi*isos rt;i compmhia »< torne aqui a ntílr-ctir noepití^tu de 
iantus a Sr, Ga'íia, d. ido não por escamoo ; mas seriamente, tiog 
jesuítas por um digníssimo e zelozissimo prelado) crião e ensiuão 



REVISTA DO INSTITUTO HISTORICCi 



.iqm^Uespovf s, i , r-^ão no mu cuidado. FiDatmonte são aquellra 
povoa uma par tr i i i íií/mw c respL-it;ivel do seu rei»! património, 
que bem póife vo^^ã^i ujd.ir^^sudo ter ou trai guid, mm oào mol hor, 
qae ella. Só a vlsui deste dous únicos tosterountios podia ou, e 
talvGí devia inaultar aijui o Sr, Gama, e arguil-o do insuleoto o 
tcmorario arrojo, cora que áo atreve :i dizer na tdce do mundo, 
que aos < índios mio era licito salier mais do quo, o que podia 
€ Servir para utilidade da eu[iipaQliia»;como m tudo arjuillo que 
elletí faziam, e iidma se roftírt3» não fj á© aprendido doa jesuitas, 
e mo cede:?3e tudo era proveito, bom^fliio o utiiidaie, a«»im 
espiritual como tempural, dos raesoaos Índios, Podia também ín- 
ãuital-u da fahidade oom que a doutrina dos jesuítas naquetlas 
partes so reduzia toda a < atemorísar m itidíos com o i o Terno, se 
« am tudu e por tudo ihetí nào obedece?«om p ; de»^ mentindo nisto 
a ura rei, ea umbi^po; a ura rei, que tão claramente louTa 
* el e^imero. y zelo, com que la provincia dei Paraguay» aUi- 
« ende a las conversionea, do que osíá encaiTegada *. K :í um 
bispo, que íhn diffu^^^niente reiere us muitos f» diíT^reoie!* exer- 
GÍciuB do devoção e piedade, que nas aidéas ensinara aos iodioa 
oí; m<ssioiiario , Consjidor.tndo porém aestccalujnniador confuao 
c envergonhado, perdo^.-lho por esta vez. ma^ espero, que se 
emende, \ ejamos» se o faz nas notas a-guintes. 

N ♦ pa>rina. . . nào ti-ndo esse poeta, quc contar ou cantar do 
seu horoe u Sr. Men<1onçai piissada America a liuropa a louvar 
O seu Mi^c^nas, o Sr. rarvathu. Para isto finge noa seus versos, 
que Lioduya vira no l*ar.»ííuay por arte <io diabo a oídado de 
Liíííioa arrumada por causa du torroraoto do 1755, Ora eu não 
reparo aqui no grande pulo, e salto, que deu este papagaio do 
Brasil pas>ando do um vòo tant:v terra, e tanto mar, para dizer 
quatro lizonjaa a quem esporava, que ibe desse de comer; (a 
mme a tsts e a muito mais obriga) o que censuro he, que para 
adultir o Sr* Carvallio, infamasse os je^uitcis, dizendo em uma 
nota; 

Moetra-se a falsidade com que se dis que os jesujtaj portu* 
gue/^OA se aproveiíai-ào da oecasiao do terremoto para aterrar 
03 povoa. 

4 He notório quanto os jesuiUm iibtiaàrão, e pertenderão 
« scrvirae da calamidade publica {o terremoto) para cansteroar 

* m povos c reduztl os aos seus pernicitislsçimoa tnieresses. De 
« sorte que a nào s^er a serenidade de animo do nosao amabi* 

< ItMmo monarcha. verdadeiramente tmperfurbavel, e a oons- 

< tancia do seu illuminadissimo Ministério (quer dker minialro) 

* ficava parasem^^jre ForLtii:.il i*opultado ni»?i ruínas de Lisboa*. 
Estus fíu lavras» que èet mento tríináladou aqui o sonhgr Gama de 
alguns oscnptõs compostos pelo senhor Carvalho, tem sido 
▼erdadeiraroeote um migma ; mas tâo confusu e eácuro, qao 
ninguém até aqui o pole enteaOer. nem puautríir. A razào be ; 
p<jrque por mai;^ torturai que ae tem éênáo au entendimento, nâo 
occoriM\ qiiM "s ff^s^om * s peroiclosíaílmos interesses, a queos ie- 
smtjis I 7tr os povos consiernando os, e servindo- 
8eabuh> w ^^«U publica calamidade f E muito menoa. 



REFUTAÇÕES As CALUMNÍAS 

que os iotoresises fossem t:ies, íjiig < a não aer a seroo idade do 
< rei^ o a consitancia do sen ministro, houvesse de ficar Portugal 
€ sepultado na? rtilnasdo Lisboa*. 

Estos ji.jbivs rtíligiu?ius com aquella publica calamiiJado fi- 
carão tão consternadus fora de si, como Mo o mais povo de 
Portugal; príocipalraeoto era Lisboa, ao n do fez maior oátrago 
aquelle horrivel flH^i'Uo: vendo-so sem habitações oem igrejas; 
umas em grande parte .irruioadíis» omras umeaçando niina. por 
causa dos tremeres do terra muito seoaiveis e frequeoteB : para 
conservarem as vidas, qiio Deus por sua misericoriia lhes tmlia 
salvado Dafia^dle funesto dia primeiro de novembro de 1755, se 
retirarão aos ^euâ hortos, não bó admiuindo oeilea, mjnâo 
também socGurren«lo cam as ei$iuol&s, qtie podião, a todos 
aqadloá, que nec«BiiitaJ04í de abrigo e de sustento, ali se qui- 
2eráu recolher. Nosti-^ sittos levantarão igrejas ái\ madtsira., alim 
de celel>rftr as mis^ns, como namtjoin para administrar os sacra- 
ment s da penitencia ví eomraunhao as ionumoraveis pesboais, 
qiio arrepet^d^aaã das huas cul «as deBf^javào ivcouciliar so coui 
Deu^i, e uplacir a sua ai v ma justiça. Ali exhurlavão ile continuo 
aquelltíá padres a uma ísieria e vor-líuieira canversáú, a um 
entranhavel udto ao peccado, a ura íjíUcaz propósito cfo emendas, 
ah consolivâo aotj Bífiictos, ali anima vão aos prísillanimes a es- 
perar b m na diviíKi misericórdia; ali dando os remédios de 
graça, caravão os enfermos o fonaos. Não ho isto ainda o mais ; 
porque d'u li i^abíâo lambem a desenterrar os vivos o a sepultar 
os mortos, a as-íiatir aos ínori bundos, o até a cooforiar aos patí- 
bulos 03 muitos réos, a quem por aqueila oi^caaiào se deu a 
morte; em pe^a de dilictos» dos qu-ies talvez fallarcmos, 

I^to fizerão os jesuitcis em Liabua, ao tempo da^uella publica 
calamidade ; isio sim, isto he, o que foi ooiorio, não eò a toda 
aquella côrie. mas a iodo o reino. Ajjrora qua-a fossem ua abusos, 
qoo commelterào. quaes os perniciosissimos interesses, a que per- 
teoderão reduzir os povos consternados, nem então fui iiuturio a 
alguém, oem depois, nem o será jamais. Da sorte que todas 
aquerías palavras altíloqitós, tudas aquel las expressões hyper- 
boiicns não sãu ^ó insignilieaiitcs t? inintelligíveís mas coo trarias 
entro si, o repugnantes, E senãti pergunto ou os jesuítas cnteu- 
dião, que a « serenidade do lounarctia, e a cuostancia do seu 
ministro )> havião de obstar, e impedir os sgub interesses pe mu 
ciosíssimos, ou não ,' se o enteodião. era loucura nelles pertender 
reduiir os puvo-. aos taes interesses ; se o não eniendiao, maior 
loucura era. e mais rematada ; porque oáo seudo os interesses 
impedidos pela * i^erenidaíle do inoíjarcha e constância do seu 
« ministro, ficava Portugal» cu 1110 se diz nosia noia, < aeptíltado 
< nasntinas de Lisboa ; e por coasequeocla iegitima todos os je- 
suitus íícariào mortos» todos os seus collogios perdidos, todas as 
suas casas arruioaaas, todos os sons bens e ízeodas, todos os 
gens moveis, e alfaias, todas as su:is immensas riquezas, e tnex- 
hauriveis tliesourostlcanãti ^ fiopultíiios para sempre nas minas 
c de Lisboíi Veja aqui, senhor Gama, as eatrosg^s em que se 
mettOf quem imprime tudo, o quo liie vem a penoa. 




1130 



JllíVlSTA ÍK) INSTITUTO IHSTORICO 



Se àis itfi Utnftm^ cutn st^niel nd linf^^iam^ {22} isto lie, sii doas 
vezes se bado limar o Que uma. vez se liado dizer ; quantas veze^ 
será bem, qw) se time. o que se ha le ^'stampar { Eaire as pa- 
lawase oé esoripto tia esta notável dilTei*ença ; que as palavras 
apenaa nascem raorrem: os eacHptos» se clie^ao a sabir a hiz, 
sào imiDortaes, Assim que, meu seDliopescrivno. para outra voz 
ou estampe meDos, ou conalilorc mais;âeDrio quer ver-se em 
calças paHas, como í>e vio oOííLa d o ta, o em todas, ou qyasi toda a 
as passad as . Faâse m o i a:^ a egu íq tos » 



hònvae «|u« dá o poetm to seu M*4fliifc- uããa. por glJtí 
merecido. 



Na pagina,.. • para prosseguir os louvores do seu Mecenas, o 
também »io seu herot>T continua eaie poeU a íiagir nos seos 
versos, qtie a iodia Lindova, depois de ver por arte magloa as 
ruínas de Lisboa, vira lofro esta cidade reodirtcada, e a marinha 
em um estado lUirente ; ao qtie traz estas notas: promdencia 
sobrt o terremoto » 

€ Desentulho da cidade, Reoilificaçâo do Lisboa devida iti- 
« telramente a grandeza do coração de sua fiiagestade e ao in- 
€ cansarei espirito do lllm» Exm. Sr* Conde do Oeiras. A ma- 

< rinha real no ilorentíssimo estado, em que a vemos, Dào é a 
€ ultima «loria deste felecissirao reinado (do Sr. D. José l\, 
« glorii, que so devo principal meu te ao zelo do Illin. e Exio. 

< Sr. Francisco Xavier de Mendoaça Furtado. Não faítaodo 
estas notas nos Jesuítas, cuja defesa ú o nieu principal assumpto, 
estive para omittil as; mas jiorque vejo» que o Sr. Gama nesta 
maioria esU Mio de noticias, quero dar-the aqui algumas 
para a sua iustri cção, Pr imo ira mente as provi tUncias itobre o 
terrmioto, que deu o Sr, Carvalho nãi sd foram poucas, mas 
muito tarde, e as más horas. Lisboa esteve se abrasando por 
maia do lu dias successivos, sem ae dar provid(;ucia a apagar 
o fogo, ou atalhal-o ao tnenos, para nãu consumir o palácio 
real* a igreja patriarchal, a c^isa do thesouro» o assim outros 
ediácioB putdicus* não fatiando oas particulares, l>e sorie quo 
se um leiíço jesuíta, que residia na ca a profoa^a de S, Itjque, 
(éd) st nio animasse^ ajudado de alj^umas pessoas. i\ne para 
isso chamuu, a extinj^uir o tbgo e chaoimLsJá visinhas áriuolle 
sitio, usando de duas bombiLS^ que bom á^caso se tintiam com- 
prado no espolio do emiDentíssimo cardeal Almei la, arderia 
sem duvida todo o bairro alto» a cora elle, al^m de muitos 
oditicios nubres, a riqyissun.L capella do S. Juão. queoSr, 
rei D. João V tinha mandado labricar na igreja dos jeauitas ; 
e taral>em os preCía*iBsirno>i í«rnitto8 o pararaetití^ts, dn (|ue a 
tiuha ootaflo. Foi »'sta aeçáo tái» singular, e agradou umto 
ao Sr. i*et D. José 1, que c^]mtandodh'a o senhor mouteiro m6r« 




REFUTAÇÕES AS CALUMNIAS 



IGl 



mandou par elle agradecer áquoUos roligioaos o grando bo- 
neflcio» quo tinham feito ao publico. Mais ainda: poiiondo logo 
e dovendo*se por patruUias de soldados, ou por oclilaos físadoa 
nos lugares públicos, para emb iraçar e probibir, que so en- 
trasse nas igrejas arruinadas, e nas casas parttciilriroa sem 
manifesta licença de seus donos á tirar, o que nellas havia, 
por muito tempo se omíttiu esta proiridGncia ; da maneira qno 
a ptebâ erradamente per^^uadida, quo aquelles luares, e tudo 
o que nelleg se achava, estando pro d^relirio, era primi c^fpu 
êntis^ sem rebuço, ou cautela, mas com toda liberdade, enírcu 
íi aprovei tar*se de quanto encontrava, assim nos teraploí» 
como nos edifícios, em parle destruídos, ou totalmente deserT.os; 
ati"' que avisado o Sr. Carvalho desta táo griodo doáordem» 
cúmo se acordasse de ura profundo letargormnndoii em uma. 
madrugada, que urna parte da Boldadesca impodis«e a sahida 
de Lisboa, « a outri descor rendo pela cidade preudi^^ae este» 
>íuppo8tos ou verdadeiros ladrõís, fazendo nello^ uma cruel 
earniticina: porque suramariamento julgados do mesmo lUííar, 
om que ouviam a bontença, partiam para o patíbulo, sem maia 
dÍ!ípo:3Íçào ou prtpiTO para a morte, do que .iqndle que fi- 
zessem pelo caminho. Aqui, foi que os jesuítas tiveram runa 
nova occasiáo de exerci tir o ?jeu zelo e caridade, qiui costu- 
raavara usar com o» justiçados ; trabalhmdo nuo prubvi im 
dispor aquelles réos a receber cora resignação aquelía morte 
tão apressada, ainda que bom merecida. 

A mesma negligencia houve em nào mandar logo, que suo* 
cedeu o terremoto, o se vio arruinada Lisboa, fazer nos seus 
arredores f jrnoa de cal, o telha para reparo, oti dos edifícios, 
ou das barracas: como também em não cuidar etn recolher o 
unir Qm algum log-ar separado as religiosas» esposas do Jesus 
Christo ; antes p^írralttir, que andassem por rauito tempo vatsv 
buodae: um^is pipias «^asas dos parentes, outras j nlas dos aman- 
tes. Estas e outras muitas falias de providcfJ€Ía$, q<ie devia, e 
podia dai" o Sr. Carvalho, estando naquelle tempo ao leme 
do governo, exi)erim»intaram os pobres portuguezes niquelltt 
pnbljca calamidade, e so hei do dizer tudo, tao longe estove 
esto ministro de ser, ou mostrar-so provido em umas ciroiim- 
stancías tão criticas, como eram aquellas, que antes impediíi-se 
continuassem a po" em praxe algumas, que se linbam dado 
para commum remédio dos necessitadojs, como agora direi. 
Tinha o Sr. Diogu de Mendi>nça insinuado a um, majestade, 
que a custa do mu ro^io erário ordenasse matassem al^tmí bois 
e vaccis am certos togares, para onde se tinha r»ifugindn maior 
multidão de pivo ; e ali se rep trtiásem aos que nceasitaí«em 
de sustento, Anouio o pio m marcha ; o com ettVdto so executou 
esta ordem, dada pelo meémo Sr. Diogo de Mendonça Corto 
Real, da parte do sua magestade aos marchantes pissada:?, 
porém, poucas semanas foi por conselho do Sr. Carvalho, sus- 
pendida esta tão louvável, e necêssariii, providenciíi : de SL>rt0 
que não se aiiiraaudo o Sr. Idogo de Mendonça a fui lar tegunda 
vez nesta matéria ao rei, se vio obrigado a pag -r da sua al^i- 
ií3l— 11 Tomo Lwiti v. í. 




misàXM tkíx % -inçt^zí f<s» Emi cr» íiLljEinHite . ^ts» sãu se '^aha 
in2». Xl^ tzxLÍa : iLaja c^utActí tt^ieCè aciríiBa Sr. Di^r:^ de 
Mgnifuaca. isppbcaLC > &. fv» Bzaz*;stâiir« ^oc penkass? aè? pe:>- 
eftiòntf ^ 7 3iiL>. iTi^ piiATam^ pa;^ jcéerõii T«Bder o peixe 
maia fc^r^i^ e xaB:irsiMr.^smmLtjé ccol iccims db^CBiio ter a 
farro <ii*^ .sccEeir. ziaí tAAften oca pn^^iencxa iatpedi:> lofo 
o St*. CimLo Lasoífo e germirfnM» i «{-reL »;«• pelo ler- 
nalk>«> n-^^n 'Q ii^MT^ BLiiJ pcàce w ^v -^Le. Una eeru pro- 
Tvii»íii:ti \iiz ei> iaí"- «• * -a-^oc í*» pi:ftr«. mas do« rieos. 
f^K '.: orircir. -;3e ha pnçv 4: R^^ci:* «e tktx jsb uma caA. 
Bak ^«bI oi: iia!:i*.*iorei ie L::§ci:^ pk>kfls?ai depootcir is 53^3 

Ctu, tf sais 1: Jis ^ zza:^ aI:fAU[$ neas q^ze âf oj i em salTaio 
rixi!:a.i d> c<»rT«fB-.*o cc qvmta sm Uatua ^>^ar eirnsioilo 
em ^;k: as Ttjir lar xzi sejnna^a. 

Farecec: loavarel esv arzi^a^jOL e ccb efleiío se Cibricou a 
ean; mis •>! ponu^izezs ca pi:r is^ratt» áiosUe beoeUeio. oa 
por SL^pHtoK» de ^nu b^-iimiiaiê. o» le apro^wurmm da- 
qriella írn^a . e ::Í3 oSãta2:c ser (Kti cecasâii^ em qae parecia 
iar necTs^iario faz^r do :ai:ã> :!el, cozo c eoiUime dizer, anies 
aaízerão v>i « expcr» a •;:ie es seos teres e haTeres, por ria 
da roabo c^hisses: q^s c:i:3 ieoQ:rj<s« de 4c? por meio daqaelle 
deprxito. rifatsem a lotcia do Sr. CaFraZiío. Tanu> deseoiiflaT«im 
doa pro;<>?tos destf? raiaistro: Tio mio eo::;:eito fonnaTam d^s 
•nas fín:5*.ra«. e o^ciltas iitca.S5cs ! 

Aj sotâC.aa de^*jis ccafa^. qae pry^seaoiMi eai Liahôa quem 
a esereTd, oã-) ^bia vasti mercê. Sr. 6ama« que naata lempo 
afUra 00 Br^zíl «liTerúoij-sc e èriccic-io com oaUoa da sua 
idad:; : porqae, se as «oabesâe. craio que cio Miaria aqui em 
j/rozi^ier-ria tohre o t^írr^mcto dadas pelo >f . OrTmlho. Verdade 
é, qnc. as niv czpeji. ca estende, assim eom-.^ elle f^z, man* 
daodo imprimir ara pipel :k!guns mezea co^^i$ de ter sucoedido 
iqtielle rciM»to eas > o ^ qaal referzo por minlo as eauwlas, as 
dali^encía) e os ra^ícrs, que logo se liobain apolieido pnra o fim 
de reparar es fMr\709 daiaelle horríTe! âÀ^lk\ eaeuiir prom- 
ptam^nt/^ a n^ce^ilad^; 'le tintos infeliz s e mi^eraTe^. Xar- 
rtçio. q^ifi a UjVj» fi-nvji riso, qumdo sibUir, que pjr mnito 
temj/> nvfa se v,u\i% ^;:V^ do qu^í alli «e .xr.tATa. 

líTiiAl a t//da«i -íí*-»* ne/Ii|f«;ncí.:8 quo WQho apcintado, foi 
tambern a ^ju'! >i/í'jt<j /fn 4i;ír:.',t«jUiAr a cidaio eom re.nlirtoal-a. 
Quant/^ rno/^ ft^ pa^v^rarn primeir..», qUv^ algumas runs de 
\Mhín áf.^^fin |/M«:jíf/;fri \\vut f. franca aos seus habitadores^ 
QfianV/M ftorri* n trv*tr.ktn ante*, í-uo co^mecassc aquella reedifi- 
caç^iO í CivShíi ír/o ;j/jiUíIlí: rnlnU^ro em faz r novo palácio para 
si, e '-m ftl'i((*ro ^ntí^o. Cuidou em fingir conjurações e o Ji- 
flcA.' cirr-fifon, <; íi/'pots á<i enclior os velhos, entulhar também 03 
novíiíi *\(i proni}^ *Vf íjítíido; c;ií:lou cm povoar as conquistas do 
di9starralo4 ; ij.; <*íf,irj;(u;r uma parte da nobreza de Portugal, do 
abater n buminur a outra; culJou em infamar os jesuítas, des- 
poJ«l ot t\ii Mo« of ffí:u** ben«í, o cxU-rir.inal-os para sempre do 
conilO''nt'» 'io roíMo, «? do t^dos os sous domínio^. Nisto occapoa 
o Sr. (nr WkWw i A'j ^ fj§ HdWi pen-amontas ; nisto empregou todas 



REKLTAÇUKS ÁS CALUMNIAS 163 

as horas dos dias, e também as das noites, estando suspensa en- 
tretanto a desmarcação das estradas, o desenho dos templos, o 
risco dos edifícios e a abertura dos aqneductos ; em uma pa- 
lavra, a restauração de Lisboa, ecom ella demorado juntamente 
o bem commum, o reparo do povo, a utilidade publica. • 



Ou*ro louvor r^iic dá ao b' rce do feu iioeraa gemo 
morecar. 

Da terra passemos ao mar, em que diz este poeta lisongeiro, 
que o Sr. Mendonça, seu heroe « conseguira uma gloria im- 
€ mortal, pondo a marinha por virtude do seu zelo em um es- 
« tado ííorcntissimo.» Que incarecimento ! Que hyperbole! 
Sp» o fogo, que so seguio ao terremoto, abrazou grande 
parte da madeira, que estava no a rsenal para construcção dos 
navios, e a que depois se rnandou vir toda era necessária para 
fi>rmar barracas, ou edifícios, que grande quantidade de n<lo8 
se podiam fiizer para o mar, que puzesse a marinha em um ettado 
floreniissimo ? Este faustoso titulo, Sr. Gama, só compete a ma- 
rinha do Inglaterra, e nestes ui olmos tempos a db França, a de 
Hespanha, e a da Rússia; a de Portugal, fallemos claro, nunca 
competio: e muito menos no tempo do Sr. Mendonça. Duasnáos 
de linha, pouco mais ou menos; quatro fragatas e me.a, com 
outros tantos chavecos não fazem uma marinha verdadei- 
ramente respeitável nom a põe em estado floreniissimo. Dizer 
o contrario 6 querer enganar o publico e tapar os olhos ao 
mundo. Mas agor.i mo occorre, aue tulvez o Sr. Mendonça man- 
dasse fazer em Lisboa no tempo ao sou tal ou qual ministério, 
algum hyate semelhante aqueLa náo mandada fazer pjr elle no 
Rio de Janeiro, e em que vieram da America desterrados os je- 
suítas purtuguezes; da qual se diz na pagina. . . « que era 
« embutida do paregrinas madeiras de diversas cores; obra 
c muito rara, e admirável no seu género.» E a isto unicamente 
se reduza « o por em estado floren tissimo a marinha de Portugal». 
Se liiuto chegou a fazor este heroe, e irmão de heroes, e se tão 
pjuco basta para merecer o grande louvor, que nes^ nota se 
lhe dá, outros o julguem, emquanto eu passo a pagina. • • 



Rofuta-80 o qud falsamente se aíTirma da ignoranc'a 
dos jesuítas da America porlngueza. 

Aqui depois de dizer em verso, que aquella ndo embutida em 
peregrinas madeiras^ em que da America vierão para a Europa 
desterrados os jesuítas, transportava a « ignorância e a magra. 



lo4 ?-Z^-5ta rt> ZMsTTTTTO h:st*}R9:o 



< pÊ iaezv m^ * t^Csm Í7^«:r:ai.i. «•• > xnx tstsk m^tk « só a 

« tt^ mimssen» *"i * nmiiwic • Se» » ix ^ , 

o anbor Gazii. & ;--í£:: nlr^t :««i Bi?r^ilckè;*Kste idíei papel, 
diaeiíJo^Ui^, .;i:í fiiliaeso? :bert^ a ««©ier a jmra razio, 
poc^«ftâlLesaliaiúâT*!?C25cs;^ r^^yaa» aí:.lit»?>>. Se gs jesaicas, 
q:i£ o eBamna zo Br^r:: ^ris :i2s Uucu^ oisao hAvia de ahir 
dlis suas «cotas trs ^raa»:*? > trtkio ' Eta i2ipa»reL secio rep- 
daife eTan^Ika. ^^è «//« at I.^^ir-ptLS jaorx auÂffnra: (^4) 

^ as i^joraaies =&» p«j4iazi fwr aa '4^ãeí|KiÍo sábio. Sr. 
, ea o desr^i:^ aatea. s» ^:ci;?aíacs>áa na (SQQ^raQa; eó- 
lio afará, q<K se estzaiisãe eoffi a^i^ru ^ae wão foMeoi je- 
Eaita}, suppjs^ a n.i friai^e cipar:>ivie» sana um abúao de 
sdeoeia ; cosk» x;:rej»iea ^^n «x j» t! u3i aMKtio de igaoranâa. 

Mas. Sr. BdUiI:v\ h ^ ^ic ^Jtitu.-j |>-«mMt»í mKj: fcrfo. Tossa 
mené neabaaia i*izio tem p^ra i:iv*r qae a fhLnti, que trou- 
xera á Portnjral os j^5aiv^d>? ?rkiil« tr&ftsyDrcaTa a i m^rame m. 
j^gMAiiA proTincia não só ã.4^escea aemnre eot sogeitòs insifiies 
em santidade, ( 23 sealo :a!s^eai esBL saVadoru, eonso pode rer 
no Barb:?sa. autor da b:bIio:heoa portiuaexa : eatro os quaes 
a-^harà om Aaiucio Vieiri. aai Alesandrède Gosmão* um Simio 
de Vasooncellofi» am Praieacio de Amuai, vsa Manoei Ribeiro. 
Além destes mais aiii;^ js« oa;?os nos ih»9QS tempos» se asrifna- 
laram oas Cacoliadas e sdeocias, que pabUcamente eostnaTam, 
eomo fimm nm Francisco de Maiios, am Simio Mjtrqaes, om 
Franeiseo de Almeida, um Mm.el da Fonseca, am Cbriâtovam 
Cordeiro, um Manc«I Xavit^r Ribeiro, e outros muitos, que 
omittopor breridade. Se no Brazil não fossem prohibl-ias as 
impreosas, teria visto a republica litteraria produecOes excel- 
leites dos raros engenb-js que abunda^*a a prorinda da com- 
paobla brasiliana. Em Itália sei eo. por ser aii menos custosa a 
estampa, que em Portugal, tem elles dado ao prélo obras poé- 
ticas eom estylo lãD culto o latinidade tio pura. que os eru- 
ditos as lem com applauso, e aimira;io. ( ^) Mas para que me 
caoco 7 K^te ii^usto aimotaoel da^ seiencias, e ignoraneias albeias 
V5Ttí por mestre o jesui^^ José Nogueira, homem consumado na 
arte oe rhot jrica, que lhe ensinou no Rio de Janeiro. Conheceu 
o Jesuita Francisco da Silveira, quo além do o favorecer e 
Bíjcoorrêr muito em Roma, lhe corregia os versos que eram 
dignos doemenia, e os que nio chegavam a s^l-o, os substituía 
corn outroH, que de novo f<*zia. Fioalmeote conheceu, fallou e 
tratou aojnsnita Jof4 Rodrigues, q le além dos versos por ello 
dados a laz, lhe compoz outros muitos, os quaes, como obras 
suas rop^itia na Arcádia, para poder merecer com ellos um 
1'ifAr entre aqaollos académicos. Isto stipposio, Sr. Ciama, se 
Vossa morcé sahio das escolas fraco lettrado, eiti sua igoo- 
f «nela nio se pode attribuir a falta de sciencia dos mestres. 



BEFUTAÇÒES As CALUMNIAS 



mas a 8ua pouca applicaçâo, ecuquaoto maocebo. £ o peior ó, 
que ja a^'ora, como preto veliio aão aprendf* língua» segundo o 
ditado purtuguoz : sioto-lhe pouco remédio. Mas cansole-se, qii© 
tem muitos cumpanheiros ; também os iadíoa americanoi^ vivem 
em gVRQilQ i imo i anciã por culpa dod jesaitafl» como diz oa pa- 
gina. . . *i com tudo vivom alegremente. 

Dada amiga velraen te esta consolação, não me cango, nem 
eofdsUo aos meus leitores em refutar os tícIos, que uo poema 
se attribuem aos jesuíta?» cJiamando-lhes invejosos, discordes^ 
furiosos e ^ti/poa^i tas: {pelo qUQ toca a igoorantos, talvez fil- 
iarei depois ) purque como aquelles vícios estáo deacriptoa era 
verso, iáto basta para se coniiécer, que n^o ílcçoes, ou eotliu* 
siasmos poetious. Quero unicamente restringir- me ao que áiz na 
prosa. Nella aílirma, que soa posteridade poderá justamente 
avaliar esta acção ( de exterminar os Jesuítas, ) que será sempre 
a niais brilhante entre iodas as do nosi<o tãj aiqdaudido ministério. 
Aqui em parte diz mal o Sr, Gama. era parte diz l^em. Diz mal, 
porque nfio ú necessário appelíar para o íuturo. Logo que a 
companhia Batiio de Portugal, so avaliou esta ar:^o, ou para 
dizer melhor« esta expulsão, não pela causa mais brilhante do 
appiaudidõ minisietHo, mas polo golpe maig fatal, que podia vir 
a todo o reino: lentindo G chorando todos a falta do uns relí- 
gioãofl, cujo único emprego era promover a maior gloria de 
Deus» e o bem espiritual dos próximos. 

Viram-se de reponte os paí.^jJo famiUa sem ter aquém con- 
fiar 08 seus filhos para a boa educavão ; viram-se os díscipuloa 
som meatreá, e os penitentes sem coiiíe>soros. os rudes aam ca- 
techistaa ;3em pregadores os ouvmtes ; ;^om conforto nos uitimoa 
momentos da vida os moribundos, Viram-se os réos sem ter 
quem suubosse animal-os» e consolal-os ncs patíbulos, os presoi 
sem procurador, ^ue lhes solicitasse e Ibes administrasse algum 
sustento. E vendo-ao as aulas fechadas, os coufes^ionarioá de- 
sertos, as í;í rejas despovoada^, os pui pi '.os maios o tjdos ou 
auasi todos privados da granile utilidade espiritual, que re^it^biani 
os jesuítas pur moio dos seus sa^radus iDioisterlos, seniiam 
amar^meute esta penla, e a avaliavam por uma daa maiores 
o mais lamentáveis desj^raças, que podiam succeder a Por- 
tugal « 

At4? aqui ha raiáo, porque disse maU proferindo, que tó a 
posteridade seria justa, avaliadora deste extermínio. 

Agora a razão, porque disso bem, é esta: porque fazendo^so 
cada Xiiz mais sensível a f^lta destes zelosos operários, e incan- 
sáveis ministros de Deus, quanto mais forem correndo os aunos- 
e passando os scculoi?, P3ta mesma fragilidade dos homens» e 
corrupção da nossa natureza, se experimentará neste reino 
maior deradencia na piedade, no culto de Deus e dos santos, na 
frequência dos sacramentos, na boa educação da mocidade, e fi- 
nalmente, em todos os exercícios devotos, e conducentes a nossa 
eterna salvação. E sendo assim, com razào diz o Sr. Gama, que 
6ò a posiendúifê poderá justa e dignamente amliar esta acção de 
exterminar os jesuítas, não pela mais brilhante do appiaudidõ 



166 



REVISTA DO IMSTITUrO HISTÓRICO 



miniiUriú. como assevera, mas pela maíá fuoe&ta e oocira, que 
lhe podia eucceJtT, comu eu acabo de mostr kP. 

Poiíhamoâ íim a esta nota; ni qual se accrosceoU, qa© sêm 
se fazer tstc passo (de destoiTav 03 jesuiliis) jamais púdcrii o reino 
sahir dd ignorância dn quâ o (íithlo. 



iB&olcjite asserto ão tmioe dj i^ocmn, e absiardUfe 
coaa«^(|ti0iiei&s. <^a<9 delia se dedaiom. 



Sr. Gama, so 03ie seu asserto é verdadeiro, como part>c^. 
que quer quo juliíTiemos, dello necessariamonto se deduíera al- 
gumas consequências, qac vt^gsa niLU^cé não podei á negar. A 
primeira lie, que tudos os que estudaram cora os jcsuiias sahi- 
ri3radas suas escjíaà ignorantes. E quererá vossa, mercê bonrâir 
com este íauslcij titulo a tair-os liomons grandes por nasci- 
monto e por letras, os qtiaes frequentaram as aulas destes 
padres, ou era Liáboa, uu em Coimbra, ou cm iLvora, nau ftii- 
lando ora outras eidadta, nem em tempos maia uutigos? Quereri, 
torno a dizer, honrar com eâio faii8tui>í*o titulo aus cxcellentm- 
siraos senhores Josó Francisco, D. Francisco do Noronlia, qí dous 
Bonhorcs D. Joa<5 e D. Luiz tle Vascjneell s, e ao siíntiMi* Nuno 
da Cunha? ÍLst^s e: colares dos je?iiitas em IJsboit : em Coimbra 
aos cxctíllentifhiraos Èsonlioros Ayres de Sã. e M(>tlo, e ao senliur 
Josô do Seabra? Em Évora aos exooUeasisâimoâ seuhores Mar- 
ttnhode Mello, D. Mi^niiil do Portugal, Hedro Ja^jues de ^fa- 
galbâes, D. Nuno Alvares i*orc'ira ^ Jaime da Silva Telles í 
Som fazer aqui menção de iofinitos outros do uionor gra tU içao, 
roas de i^íiali ou tiiilvez raator sabedoria, quves eram quasi 
todos os alumno.^ do real collegio da Puníioaçio, uouií^arei al- 
guns, que me íembrtun* e porque são mais moJern'j.«. Hutn Fa- 
Iciro, um Monto, um Oraiico, uiu Ferrão, occIn siasticus todos de 
uma prolunda scieocia, ou fosso o a th8olo2:ia maral, ou na es- 
peculativa. Senhor Gama. si se atreve a cUamar a e^tej hjmens, 
igooraotes, digodhes que tem grande ãuin;o. 

A secunda consequência 1m, que u.ubem í*jT;im i^nofantea 
os jesuitis todos, quoeasinat\4m neste reino. E pret';>ndorii vossa 
nrerce ler nesta conta a tantos raoslreíi iosigncs assim na rlií^?to* 
rica, como em pliilosophia, tlieol' gia especulativa, e mor^il, fa- 
cuidador, que publicamente ensinaram o^tei relgi"SO:b/ r:^'no- 
rant;! ura Manoel de Azo veio, um Vij?inier, ora Duarte, um 
Motta, é um Noronha !' Edtes rhetjricos. Um Manoel Marques, 
ura Sebastião do Abreu, um Francisco António, um Domingos da 
Cunha, ura Joãu de Vallalares? Kste* phiiosophos. Um Fran- 
cisco Monteiro, um Dingo Pacheco, um Ignacio da Silveira, um 
Joté de AraujD, um António Pereira o um Kstanisliio Mano? 
Estes lheolíi;:o3. Um Paulo Amaro, um Manoel líapíísta, em ãoié 
da Costaeum Jos<-^ de Oliveira-* Estos mor^Uistas, além de outros 
iomiraeraveis; d j ^ue pudera Airer aqui um grani© catalogo. 




PlErUTAÇÕEí? As CALUMNÍAS 



167 



raesU"es toios elles gingularnaentii diatlnoto da perfoita compre- 
heosão das rnatBrias, qtie ioainavam. A^itii, eorao se traía de 
jesuítas, monoa duviíía poda ter o áoalior Gama em nogar-lhes a 
aeioDcia, e conceder- lhes a ígQoraiioi:^. Vamos a terceira conso* 
qaeocia. 

Eàta aluda Ue mais absurda, mas tambom ínnegavol, sup* 
poeta a verdade do asserto, do que sem se faier o passa, (de lan- 
çar fora 03 jes iitas) não poderia jdmais o reino sahir da ignO' 
rancia em que o tinham. E' poi9 esta a terçai ra consequência, quú 
todos os douto es e meatres ou foasem reí?ulares. ou seau lares, 
que j*egeram cadeiras em Portugal no tompo. quo cxlstlo n&llo 
a compauiiia, loram ignoranles por culpa dos jesuítas, Qiio di- 
riam agora SG vivoââêíiit a c!3ia consequência tirada ligitima- 
mente da a-jserção do soulior Gama» a-ijuo lies grandes homoníí, 
não só o que no ^cculo pasmado mais aind i os quo neate pn^sente 
ílorcceram na Universidade de Cuimbra ? Um Lucas do Seabra, 
um Fernão Pires Mourão, um Di íQíhío LJo i* d nrdos, ura Manoel 
Borgeíí, e Diogo Cardoso? Um Manoel Braz Anjo, o ura Niíiolào 
Alves Braudào f Qua *! iriam um fi ei Cbriituvão, ura Irei Feli- 
ciano, um í'cQi Tbeodíi!?io da Cunha, um frei José Caetano, ura 
frei Cliristovao, um froi Feliciano, um frei Manoel da Rocha, o 
um frei Pedro do santo Thoraaz f Il-^mens todus doutíssimos» 
appíaudidos, consultados o ouvidos, comk> Oi-aculos ? Mas não 
inquietemos os mortos: Saibamos o quo diriam os pouc^os que 
ainda vivom, ouvindo aquelle asserto: um António Cardoso 
Seira, um Pedra Viegna e um Mino^íl Games Ferreira? Sujeitos, 
quo Ibram o orodilo e esplendoí' da Universi Jade, regendo as 
cadeiras, c hoje nâo o tíbjecio da admiração e assombro aenton* 
ciando n)S tnbuna&s? Dirão fallanda com a modéstia, que ó 
própria dos sábios, Bjr ura temerário arrojo proferir uma tal 
prepo^iç^io, da qual nocessiri amento se soguem iUaçõet tão 
faUaSt consíeqaeiícias tâo absurdos. 

Mas vamos do vagiir,e nâoqueiramog interpretar com tinta 
rigor as palavras do senhor Qama, aom examinarmos primeiro 
que oousa intenta ello sigaiftear com aqtiolhi termo igf.úrancia ? 
Será por ventura falta de noticia». qU'3 tinliao oa portuguozci 
no tempj, que existia em Portugal a companhia, an quaes ge 
acíião em livros, que ontào erão reprovados o hoje são livre- 
mente perra ittid 08 í (57) Mas senhor Gama, que culpa tem disto 
os jesuitas ? Se o tribunal d»* santo oíflcio, sendo eu tau mais 
escrupuloso, do que agora é a mesa scnsjria, uoiíorraando- 
ae. aos pareceres dos qualificadores ; quo erào pela maior parte 
08 homens mais doutos, e timoratos de todas a^ sagra-las reli- 
giSõs, prohibia debaiio de graves penas a lição daquelles livros 
que queria vonsa mercê que os jesiuitas persuadissem nos púl- 
pitos, aconselhassem noa confessionários, ensinusaora nas c (.doi- 
ras, que 08 curiosos desobei tecendo aos preceitos o despreeando 
as censuras, podiâo ler os taes livros, e seguir as doutrinas, que 
tra^iào com segurança, o sem perigo, Oti ! isso nào ; isso nâo 
faziâo estes religiosos. Accuse-os vossa mercê de outros crimes: 
attribua-llieí outros delictog \ diga que erão invejosos^ discordes, 




i68 



REVISTA DO mSTlTUTO HISTÓRICO 



fttriasas hipócritas ; (88) Ua» corniptoroa dos bons costumes^ 
e assecloá de doutrinas falsas, erroaeas e heréticas, káocerta- 
meiítô uào erão: osso vicio uão tinbão elles. Alem de que nãj 
saber fiottcíaSt que em boa cao^ieDcJa se nâo podem ler nem 
ouvir lâo longe está de ser ipnorancUt^ ao menos reprebeusivcl 
qixB antes é oautella louvável, prudência chnstS, o conselhã 
santo iYm/i plus sap*;re, gnam opor ter et sapere, Náo é bem que 
â£LÍba oquo nâo convém, diz o doutor das gentes (^) ; de sorte 
que nesla mi^teria também ba extromos viciosos; e t^uUo se perde 
por carta do menos, como por uma carta de mais, que ao lê* 
ou ouve ler. So as notícias, que vera nos livros s-lo boas, ou ao 
menos indiíTerentes, e as doutrinas sans é bem que se saibão ; 
uiBíi se §âo más e perigosas o nâo saboUas nâo é i^noi-ancia, é 
sciencíA^ asciencía do aaotos. Asâím que é necessário investi- 
gar ou ira razão, em que possa í uni ar-se o seníior Gama para 
dizer, quo íf»i se dar o passo (do exterminar os jesuitas) não 
podia jamais sahir Portugal da ignorância em que o iinhõo. 

Agora sim» agora julgo eu, que acertei com elia. A razão 
não é, nem mo pareoe que pude ser outra, se não esta. Não 
eiisinar a companhia nas suas attl;iã as faculdades o materiad 
que depois do sahir olla de Portugal ordenou o Sr- CarvaiUu 
sondo reformaJor da Universidade de Coimbra, que ali se ensi- 
nassem* Oiu algumas outra.^ partes do reino. Ma^j também nisto, 
Sr. dama. não :^ão culpáveis os i«>^uitas. Gates religiosos ensi- 
navâo aqueilas matérias ou r 'es que os fundadorea dos 

;âcus coUegios lhos tinhào d* lamento asslgnado para 

que lhes tinhão deixado rendais ULiLM-iumadas, Daqui vinha que 
segundo as diversas instituições, em umas part*?s ensioavão só 
a ler e escrever, e os p ri moiros principies da grammatica ; em 
outras também a rhetorica o pbiiusophia, em outras a theolo- 
gia moral e especulativa; e. finulrnente, em algumas^, como em 
Lisboa o em Évora, a sciencia mathematiea ; em Loimbra» a 
língua grega e hebraico ; attondendo sempr»? os fundadoi^es, ou 
ío?sem reis ou vassalos, nestas suas determtnaçòos ao que era 
maijà útil e necessário aos povos, o não ao que jiilgavão supér- 
fluo, ou em certo modo de supcrrogação. Ê so hei de dizer o 
ijue emendo, acertavão nesta part«.' ; porque mostrando a expe- 
riencía que em Portugal pur ser um reino pequeno, e nao doa 
mais ricos só as Aiculdades, que são lucrosaa, se aprendem, o 
quo as que o nâo sâo 80 dospresão restringir&o as suas Tontadetf 
a quo unicamonLe se ensinassem as que emo utois ao lucro doa 
particulares, o neoessarlas para o bom governo do commum. 

Declaro que eu não pretendo aqui controTerter c muito 
menos decidir, se aeria ou não conveniente, que na corte, ou 
fora delia em um collegío, ou seminário de nobres UouTeasem 
mestnii que ''^^^-^ .«>iem todits aquellas artes e sciencia?. e 
ainda aa Uml i ^ cuja noticia, e initrucçâo íaz aos homens 

cultos e eriL..:^^, . maii LabeU para poderem, Intlo a cortes 
oatr^ngeiras, raser nellas maior íigura, o acreditar a nação. 
O que djgo, e torno a dixer, he que as tacutdadea a que ao n£o 
propõem algum premio vantajoso, ou não dão de ai lucro 



REFUTAÇÕES AS CALUMNIAS 



160 



ífraDée» ordinária mente nom se aprcndom, nem se eatlmão. 
Istu esporímeotaTáo CS jeauL&as una stri3 aulas de rhetorica e 
pliilosopliia ; nas de rhtnonca pornue oâíliscipuloã cootentando- 
se cora o entender os livros laiinus, quo tratáo de leis, ou 
Canonoa, thoolo^ia, oii mediciuap íie?am para vão os mestres e 
híao aprendera phiiosiphia; nas de philusophia, porque aj»enas 
tinhão completo o primeiro anuo, não querendo síiber maPB, 
partião para as uni ver* í dados, aonde se não fosse proliibido 
admittir al^^um e^tudant^ aa soiencias maiores, sem ter primeiro 
aprendido lógica, nem esta talvez esfiUdariao. O que pas>Mva 
nessas aulas, succediáo também oaquella?, cm que cQ>in;iváo 
matliematica, e as liti^uas hebraica u ^í^^ní^ ; «a^s em t^daa 
pela mesma razão de nao eorera instas artes nem lucroea?, nem 
premiadas, (30) Sint Maecenotas, f\on deerunt Flace Maroucs, 
Hajão Mecenas, não faltarão Virgilios» dizia Marcial jl no seu 
tempo* Tanto C certo, qvio mm proveito uâo ha estudo ; e 
muito monos grande appUcacão, se doUa não se csprra í:rande 
utilidade. 

Ora esta fiUa de frequência quo osperimentavão antiíra- 
mente os jesuítas nag aulaa, em quo ensina vão as faculdades 
menos utciac fruotiferas, se esperimoota j4 íioje em Portugal 
era todas aqueilas, em que so cusinão as seienctas, t|iie sao pro- 
ficunô e rendosas r o falando particularmente da Universidade 
de Coimbra, depois de ser reíormi da, são tao pouco os e^tu* 
dantes que a frequootão, qm* nào sei íse alguos chegâo a duvidar 
qual seja maior» se a rauíttilão dus Me^tres, se u numero dos 
diseij-ulos. Eu teiilio toda a veneração, que devo sos professores 
lodos actuaes daqualle novo, ou renovndo empório das leiras, 
não obstante náo ouvir fali ir delLs neste reino com aquella 
prefação, com que se fallava dos amigos; aolea saber, qtio 
alguns delles se quejxão, de que es seus mesmos ouvintes us 
despre^-ão e deai&tiioâo. Mas d;iio que todos sejao tão boD5, ou 
ainda melhor que seus preiíeccsr^iore.-í, temo muito, que supp^sta 
a caresiia de diseipulos, brevemeut.o imo haja mestres ; que com 
hõDraos ^ubstituão nas cadeiras, e dcpjis com rL!ctlião V(»ohí\o 
a seutenclar nos tribtinaos, Qun alguns sabirão das aulas para 
08 cárceres do santo cfflcio por mMttri.ihslas, ia nós sabemos, 
(31 1 Que íi^j^o de íahir para os Iribunaes e cadeiras ainda eslã 
por ver . 

Não sejamos porem ave de mâo agouro: deixemos correr o 
tempo: e a posteridade verá, quiDtos annos p^ssao, ou talvez 
quantos séculos, primeiro que appareção em Portugal na o poça 
dasabeJoria, homens tão doutos, o íetrailus, como os que tio- 
reacerão no tempo thamado da ujnoronia ; quer dizer, outro 
Pegas, outro Barbosa, pae e filho, Tutro Gama, outro Pereiíu de 
Castro, outro Árias Piuello, uulFo Tenudo, outro Olivn, outro 
Pedro Nune^s, alera de outros mui tos, que omitto ; estos secu- 
lares. Agora os jeBuita?, Ma-? destes, porque também não 
posso dizer todos, nomearei somento alguns. Quando appareeera 
em Portuíifal outro Alvares e Vellez, em gramraatícii: era 
belks-letrds outro liartliolomeo Pereira, e António de Amorim ; 



170 



HHVISTA DD INSTITUTO HISTÓRICO 



<> priraeiro cbamadoo Virgílio, o 9t*guado o Ovídio portii;4aèz: 
cm philasopíiia utitm Pedro da Ponc0i:a, outra Sj^res Lusitano, 
cairo lííJiicio Monteiro: na tlieologia especulati^/a outro Chri.?- 
10 vão Gil, outro Molina: nx moral outro Manoel Pereira, 
outro Fragoso, outro Rebello, outro Pinheiro, outro Bento 
Pereira, e No;::ii6im : na o i posição da -agrada eseríiittira 
om Mendonça, um Carradas, ura Braz Vit^gaa: na predica 
quando apparccerá outro Vieira, outro Reis, e outro Sá : 
aa tlieolgia polemica, catechotica outro AíTon^o Mendes, 
ou Fraucisco Leitão, outro Henrique Honrjques ; na ascética 
outro Dio^ío Mo.iteiro, outra Francisco Ayres, outro .João da 
FoDceca; na fiiis?>ica um António Carneira, um Gaspar CarduPo, 
um Luiz Crandâo: na historia eccIesiasU' a e profan:i, ura Ma- 
noel de Almeida, ura António Franco, um Cord^^iro, um Va^con- 
eellos, um Queiroz e um Aranha: na cliroloEHgia um António 
Fernandes e um Francisco de >Licotlo t Seria certatueoti! impor- 
tuno, se quizesae pjiui trazer toJos oâ je-iiitag portuguozes, 
assim antíjaru3 como raodornos que compazcrào. e estamparão 
nao só sjbre matérias diverí?as, inas om diversia línguas. Quem 
os quizer saber, busque os na itynopsis do jesuíta Franco ; e ali 
achari o numero doj^ tomos, que imprimirão e a variedade das 
maiorias que eicreverao. Ora a vista deste catiil-jgo que pu- 
dera ser mziior, se não temesse enfastiar o^ leitores, di^a muito 
embora o senhor Gama, que a acyio (de eiteiuiinar 03 jesuitfis) 

< sora rieaipre a mais brilhante intre tolas as do nosso tão ap- 

< pLfcudido ministério ; e que sem f;i2jr este passo, jr^mais 
€ poderia >:aliír o reino da ignorância om que o tmhão » Maá 
:iaiba que í utro homem, aem comparação mais doutj o intelli- 
^Dto do que eilo, (3^) ouvind^j neáta corto a um seu amigo 
louvar i\s' p ogrtssos, quci faziam as letras noste reino deptjis ua 
lefurma íios eãtudos rospondeo: « p )Í8 moo senhor, eu jiiI;,^o 
« que em matéria desciencta c-ítimjs JV#r'Ji'a mais atrazidoa do 

< que estávamos a dois séculos». E sendo esta opinitlo a mais 
geral o coromum, dií^o que com a expuLão doí* jesuítas, não foi 
Portugal o que sahio da ignor.mcia mas que a ignorância foi 
a queentr< u era Portugil* A melhore mais concludente prova 
desta verdade he, ai^gumentarse agora nas aula-í de philoáophia 
o theologia em liogna portuguesa, porque não se saba a latina* 



CitCd Coelho d& i!;IVA. 



Sobre aquelU'? p;ilavras <Íq hú^*ío lã* app'audidú m%n\$terio 
qu u*o por úm Jembrai* uina cousa, em confirmação deste dito, 
e é o elo4o que fo2 ao tal niiniãtefio <tppiaudido o Dr, Fran- 
cJsíjo Cjelho da SllTa no dia da solemne acclamação da rainha 



Rr:FLFTAÇÕES As CALUMSIAS 



171 



Rdelisiima D. Maria Fraociaca, preaento toda a nobreza n^cío- 
Dul e ettrangtíira, e cum ella a^ princip.ics pessoas, que 
rííprosentâo os trea estados do reino. * L'«nçam Li^inda sangue 
€ auferidas, que ubrio no coragâo de PortUí^il aijuelle despo- 
li tisra'> ilUiuUado e cego, qii^ agora acabamos de soífror. Foi 

< elle inimigo por syatema da humanidadu, da religião, da 
€ liberdade, do merecimento e das virtudea. Pavcou us car- 
« ceres o oa presid.os com a flor do reino ; vex-ju o publico, e 

< o reduzio a roiseria: perdeu o respeito a autjrÍQ Mie pouti* 

< fit ia e opiscopU ; depriínio a nubreza. infectou oe custumes, 
€ perverteu a litgi:ílarão, o governou o estado c^^m ura sceptro 
« de ferro pelo rania vil e grosseiro modo, que íttó aqui se via 
« 00 mundo,» Sr Gafúa, cuoátrua lá estas palavras; e ajunto lá 
eiítes louvores ao Eeu t3.o appliudido mirtistetio, onaquanto eu 
piFso a ler outra nota que diz assim , 



Bxpõe^se o vdrdndoiro m<*ÍlvQ porqiio sfthlrâo da re- 
publica ÚQ Veaeaa 05í J«sulia). 

Nvi paiirioa».,,* por aquelle famoso interdicto do Paulo V 
« os jos altas, que em umas eai^abrosas ciroiruátioctas queriao 
<t ter da sua parto a cúria, sabirâo de VeneSci aoiidi? finalmente 

< depL^is de meio teculo torMrâo a entrar. Parece incrível, que 

< os senhores veoosianog se tenhio esquecido totalmente desta 
* acvão •>, Desojoso eslo filiio adulterino da com^janliiai que a 
republica de Voaosa não rectdiGSse noa seus doininios us jesuí- 
tas desterrados de Portugal, traz nesta nota a mcrai>ria, ter 
esta religião esculhidc linces obedecer aos dccrctoá t^iontilícios, 
que as ordens daquelle senado, no tijmpo nm que Paulu irri- 
lando cunLr;i os a^^nbores voncsianog, por cansa, io terem mnn* 
dado prender om cónego de Vicenza, e o ab!>adc de Nltv* za, vio- 
lando nisto a liborLladc e immunidado eclesiástica, ptiblicou um 
rauoiturio pelo qual declarava incurso om excommtinlmo o Doge, 
e todo o senado, e Intimava um interdicto a Venesa e a todo o 
eitado da republica , ( 33) 

Nestas criticas circunstancias julgarão €s jesuítas e também 
os tlio uinos, o capuchinhos seguir antes as partes do Píipa quo 
aa do senado ; o iiu'il mandava, que nora se consentisse íixar 
em parto al^^uma o munitorio, nem deixassem de se continuar 
como antes os ofllcits divinos. Por esta causa sahiiâo todos dcs 
ost*d.s daquella republica* Ora ou não considero, quo os je- 
suitas nesta sua resolução flzerana alguma injuria ião grave 
áquolles senhores senadores, que depois do tantos anuoa se não 
pníessera odiíueccp delia. A falta obediência do.- tes religiosos as 
ordens do serenissimo senado» nào foi expontânea, ou volun- 
tária; foi constrangida e forçada; nao foi porque o nào roconhe- 
cessem por seu príucipe e soberanoi a si por seus subdiíos» a 



I 

i 



172 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



vassalos ; fui parque sendo ecclesiastlcoa e além de ecclõ- 
8iíistico8 religiosos, julgaram quo devia preponderar nelles obe- 
decer antes o Papa cabeça da Igreji, qud ao principo se- 
cular (laqueile estado. Eãta é uma ra»ão; outra é quererem aqtâa 
éacriacar se a porjer a pátria os beos» e a$ coraraudidados todat, 
que iili tiuhão, n^ oonlormaQdo^se a roatadedo seaado, do que 
expor o corpo todo da su i religião ao ódio, u ira de um ponti- 
íice, que se considerava aífrouâdo. veodo-ae desobedecida. 

De sorte, que £e havemos de fatiar sem paíjiiOi oem os 
j€suitaa iDjuriàrão a republica, aem a republica os jesuítas; 
de ambas as partes se obrou pruiieDtomentG: oa j^^suitcis, 
porque de doiia males eleg* rào o menor, isto he, sacri ficar - 
se anieã a si. do que a toda .sua religião. 

A republica, porque de dous bens escolheu o maior, isto 
Jic^, privar-si? antes desta religião, do que ver oíToaLiMa a sua so- 
berisnia. Esta innocente cooducta doa ja^uitas conheceu muito 
bem aquelle sapientissirao e prudentíssimo senado ; por isso, 
quando o pontilice Alexandre VII ilie escreveu a favur destes 
religiosos, representaudolhe os motivos, que havia pari os 
tornar a admittir, sem rcpu;^nancia alguma o faz, restitaindo- 
Uies fiel e inteiramente tudo aquiUo, de que os tinha despojado. 
O mai8 he, que vendo-os oestes últimos tompos perseguidos, íÂo 
longe esteve de desejar ou pretender a sua extlDcçào que antes 
não admittio o breve, que oa supprimia em todas as sua^ clau- 
sulas* o deteruiiaações ; e a cncyclica, que depois se pa»>ou, 
prohibitiva de alguns seus mioisterios totalmente a regeitju^ 
Pelo quo, Sr. Gama, não lhe pareça incrível, que os senhores 
vanesianos se tinhtio esquecido desta acçfio, que certamente oao 
foi tão injuriosa como vossa merco se persuade. São ellos pru- 
dentes, Judiciosas e reílexivos ; o sabem ava^liar as cousas, oao 
pelo que apparecera de lora, mas pelo que» !^ão essencial mento 
por dentro; quero dizer pelo que justa e realmente merecem - 

Na mesma pagina.., depoiá dj noáso poeta raosirar o 
grande desejo, que tinha, quo Venesa não recebei se nus seos 
portos os portuguez*.'3, contínua nos versos a exprimir quanto 
gostaria, que He3}»anlia, Kran^a, o toda a Itália lhes desaeni 
a mesma repulsa, dizendo a^sim : 

« Alegre deixarei a luz do dia, 

< Se chegai*em a ver meus olhos, que Adria 

< Dl alta iojuria se lembra, e do seu seio 

< Te taoca ; e quo te lança do seu seio 
c GalUa, Ibéria, e o paiz beUo, que parte 
€ O Apenino, o cinge o mar, o os Alpes.» 

ímpios sentimeotos do poeta, vendo próxima a supprostf<i> 
dacompaniua de Jesus. 

Commentando a palavra Adria poz a nota, a que acima res- 
pondemos; agora íus palavras GuUia, lOerui trazesti, que logo 
refutaremos: < Quando o autor escreveu estes ve/ios estava 
< l»m loDge de imaginar» quo a maior parte do que nelles se 



REFUTAÇÕES As calt;mnia.s 



17:^ 



€ eontein se havia de cumprir em soUxS dias. Temos a^ora do 
<f mais a mal"? boas esperanças Je ver cumprido brevemente o 
< restoK Qao flna, e minca mais v!sU, nem ouvida caridade, 
que 80 alegra, e alvoroça eona a esperançi de ver a tutal rtiina 
do próximo! Se este pia e santo buraein deixaria alegre a ítu (fo 
dia, se chegasse a ver expulsoa de Venesa, e darcstaote de lU- 
lia, Hespanha, e Fran!:a os jesnitas» qoal seria o áeu írosto, vendo 
a comp inlua abolida em todo eaUiolícísmo ? Aqui sim, aqni me 
persuado eu, que eile com mais rasf^o exclamaria dizendo, 
© repetindo aquelle cântico ; Xunc dimittis servum taum DO' 
mine. {34} Senliof, ítgora sim, agora quando quizeres, levai- 
rae de<t6 mundo para o outru ; porque ,ji morro de «Mnçado, 
vendo com meiía olbos extíncta jà a companhia do Jesus ; 
aquella que como mài amorosa rae recebeu na sou grémio» mo 
deu o sou leite, nducou-mí-^ a ensinou esh» pouco qtie sei ; e 
que, ainda depois de eu alKindona]-a ingrato aos soug beneflcioa 
me qtiiz toraar a admittir, não por mereííímentos meus, mas 
por summa bondade sua. Agora sim ; agora morrerei alegre 
(contiQuaria a dizer) porque vejo doátruida o desbaratada a 
■ guarda pretoriana dos papas, como eu lhe <'hamn nesta minlia 
íbra ; (35) dissipado aquclte esquadrão formidável a lodo o 
podor do inferno ; posta por terra aquolla torre, de que esta- 
vam pendentes tantos tropli('o:s, quantos erjm os h^reaiarciías, 
cuj^is seitas tinham impoírnado oa lllhos desta companhia, 
Agora sim ; morrerei conr.ento, vendo co:*tado á i igreja aqijollo 
bra/vj direito, que a defendia ; privada a vinha do gr vn'*e pai de 
família dos melhores, e main incansáveis operários ; a idolatria 
ca infidicidade sem tei"em missionários, quo lhes vao pn^gar 
o evangelho, instruir na fé e baptisar. Agora sim, agora jit a 
morte me será doce, vendo que faltara a mocidade mestres 
que a eduquem ; aos libertinos pre^íadores^, que os intimidem, 
6 ao3 penitente?? eoníbKsores» que os dirijam o guiem pelo 
caminho do Céo. Agora sim finalmente alegre deixarei a 
/uí do dia ; vendo sem op posição, nem obstáculo daquelle-í 
ministros de Deus triumptiar o viciOi a dísáoluçáo, a mal- 
dade. 

Ora, que outros p>diam ser o'? sentimonto^í de ora ijorej?, 
ou de um impíoou mio catholíco ? Pois som temeridade pade- 
moa crer, que esteíi foram os do Sr» Gami, vendo extiucta a 
companhia, s ^meUiaetes em tudo aos do seu Mecenas, o Sr. Car- 
valho» que lendo o breve suppro.^sJvo desta religião íicou tão 
íú;'a de si por excesso do gosto e contentamento, que fez com 
escândalo de todos os bons cantar em todas as parochias o 
igrejas de PortUiíaL o hymno ambrosiano era a<*ção de graças 
a Deos por aquolle beoeíieío ; como se fosse o mesmo aljolir ura 
instituto sagrado, que desterrar do mundo uma sdta htíretica. 
Sr. Gama, se lhe parece» quo neste paragrapho o tratei mal, 
respondo-lhe com as palavras de Christo : «ox ore tuo te judico 
serve nequam^>. (36) Nlo dissesse tanta nos versos, e também 
eu não diria tanto na prosa : vamos adiante, o acabemos do 
ouvir as notis do tijrceiro cant/»* 



ir; 



nEVI>TA DO INSTITUTO I!lSTOR:r;u 



Na pa^iioa,.. so ié e^ta ; « Gabriel du Malasrridai diiiboíicc> 
« roariyr qui! cú deixou a compaobia para tiltimv prova do 
« seu sediciQso e fanático espirito. Od jeíuit^s ospítlhíii-áo pelos 
€ soiís devotusem Roma uma estampa com a le^M: Vt^norabiiis 
« pa lar Gabriel Malaj^rida in Portugallia pm Ôlo occisus ; e 
4 inaiâ abaixa, Tui relaxado ao braço secular ». Qie o Mala- 
grida fjí martyr muita gente boae desappaixonadao crô, tendo 
por si a atitoridade de oao menos, que du Papa OlemoDie Xltl o 
qual ouvindo a cruel e infame morto, que se ti n lia dado a oste 
tâo celebre e zeloao mi^isioDano» nâo duvidou proferir, ter a 
companliia mais um raartyi*. Agora que este marLvr fosse mar- 
tyr diabólico, aioda esiá por provar. 



Refutaste o *\n» 9e dicdo Matngrlds, o mnis Jesuíta':. 

Explko-me asáim. porque a sentença, que delle so publicou 
logo que a leu o publicu, a teve por illegaU invalida e nulla, 
(por ô:sUP cheia de ineohorencias, e Mix de toda» aquellas re- 

§ras, que ensinam os Cânones), e prescreve o dir<*ita para con- 
eninnr um réo. Quem quiser ^ihnv fundamuntalmeote a razão 
destemeu dito, Icin o livi^o latitulado: « II buon i-azíoeínio, 
€ diraostrato iu duo iscriUi. o siino saggi critico apobgetici 
c sul famoso processo, o trágico floe dei su padre Cabriole Ma- 
< lagrida, sacerdote professo, e celebre missionário delia cox- 
€ pagnia de Gesit,^ (37) E delle evidonteraentíi conhecerá, qua 
quanto naquella informa sentença s? publicou contra esto sap- 
tuageaarío, o quasi decrépito jesui(.a, ou são culpas fipgidas» 
oa lo'í curas verdadeiras ; o por boa conseque^icia nào sor me- 
recedor daquella mort3. So vier o tempo, co ao ârmomí^a^ se 
espera, em nue so coDceda revista ;1 es a cau^a, oatão cotn toda 
a clareza saDerá o mundo, so o Malagrvia foi mavtt/r santj ou 
diíiholico ; hoje jà se diz, quo mais hereja foi dos mandamentos 
o juiz que o sentenciou, do qu3 foi berc^o do c^-edo o rCo senten- 
ciado. Pelo que pertence a estampa, do queiafj falia no?ta nota 
d 1^0 ser absolntaraeute falso, que os jesulta^i Itie puzessem 
aquella letra. Venerabilis pater Gabriel Mnlagrida íi» PorlugúWu 
pro fide occiítts. Mas se ucaso corre com ella, uao foi ob>*a dus 
jesuíta.^, ou de algum iíen lovoto ; masauies de alguiii seu ini* 
migo ; 81 nilo fui erro do impressor que em logai* áú pôr per/idei 
trihiinal occisus, po2 cuidando que acertava, ]>ro fide occíuj. 



CANTO IV 



Querendo o dos$o poeta descrever nest) canto uma inves- 
tida, que 05 Soldados europê3S deram aos indtoi cm uma das 
tuas aldi^as e exaargerar o valor, com que ueila se portaram, 



REFUTAÇÕES As CALUMMAS 175 

encarece a (lextreza do3 índios e a sua disciplina militar, di- 
Kcndo nos seus vereos: 

Que mãos trahidoras a distantes povos 
Por ásperos desertos conduziam 
O pó sulphureo, e as sibillantes balias 
E o bronze que rugia nos seus muros. 

E porque attribue aos jesuítas a grande instrucção, 6 dex- 
treza, que mostravam na guerra aquelles povos, accrescenta na 
pagina .... esta nota: « os jesuítas que hoje negam altamente 
€ a verdade de factos tão evíd ^ntes, faziam ostentação disto 
« mesmo. Os versos seguintes s»1o do já citado jesuíta Vanier na 
« digressão a respeito dos índios do Paraguav. Praod. rust. 
lib. XIV. 

.... Arma, ducesque pa ratos 

Scmper habent, Martisque truces formantur in usus 

H;oc operum requies, sacris jam rite peractis 

Timpana que, et lituos festis audire diebus 

Et peditum turmas equílumque vibero sub armis. 

Primeiramente os jesuítas nem hoje, nem jamais negaram 
que os índios da America hespanhola tivessem alguma instrucçãa 
na milicia, sendo esta mandada o recommendada pelos reis ca- 
tholicos, como deixo dito na pagina. . . 



Pr jva-se qtie dos officioes euroj;oo>-. o não «los je- 
suítas tinham aprendido Q< índios o manejo das 



armas. 



O que negão, e sempre negarão, é que elles fossem os que 
os instruíssem e ensinassem no manejo das armas, exercitando-os 
postos na frente das- tropas em todas aquellas evoluções, marchas 
e contra-marchas, que ensina a arte militar, como quer per- 
suadir ao publica o autor destas ootas. A pouca ou muita scion- 
cia, que nesta matéria tinham os índios mansos, e aldeiados 
era aprendida dos oíliciaes europeos para este fim destinados ; e 
para que delia se não esquecessem, os seus mesmos caciques ou 
principaes os exercitavam algumas vezes, segundo as ordens 
reaes, que para isso tinham. Ora como entrão aqui os jesuítas ? 
Por ventura em consentir que se observassem os decretos da 
sua corte, e se cumprisse a vontade de seus soberanos ? Se assim 
o não fizessem seria uma desobadiencia furmal, e uma traus- 
gressão manifesta as suas reaes ordens. Pois os versos do Va- 
nier também não provam que os missionários se jactassem ou 
fizessem ostentação de instruir os índios na milicia. E* desgraça, 



176 REVl-^TA DO INSTITUTO HISTORJOO 

qae o Sr. Oima alle^^olo laaus veies ne$;s soa obra aquelle 
poevi, nuQci eDtend?sie o qirf iizia« filUndo elle ião oliro: se 
umas vezes o iii:erpre;a r..a!, outras explica i»eior. O Vaaier 
CCS seus versos refere s;DgeL«inectea exaeção eom que os iodios 
ob-ervivam Qe:>*>a pane as oiNlens dos reis catbolicos. seus se- 
nhores, e qie para ss observar icelbor. nos dias de toia. aca- 
bados CS o'l:c:o> divia-s Da igreja, costumavam exerciur, 
e pôr cm j^raxe os pre:eitos que tlnh^o aprendido da ar;e 
militar. 

.\qui uma coasa noto eu de eaminbo, e é que o Sr. Gama 
nesta sua n >ta não se passa cargo daqaellas palavras do poeta 
sfícrisjam rite p^rGctis, As quaes claramente signiâcam. quo 
aquelies exercícios militares se faziam dep is do se terem feito 
com to !a a davoção e piedale, que isso quer dizer aquelle rite, 
os divinos offieios na igi-eji : depois de terem os mísionariòs ex- 
plicado o cathecismo, exhortado ao ódio do peccado, ao amor da 
virtude : e não só ao temor do inferno, ( como calumniosamentc 
diz na nota a pagina...) senão também a esperança do paraiso 
ali-m das preces e orações, qiie se diziam : assistindo a tudo os 
Índios com aqnella mtidostia, composição, e ternura, que tanto 
louvava na sua carta a Ei-rei catholico Felippe V o zelosíssimo 
bispo D. Proi iosó Peralta, dominicano, de que jd fizemos menção 
na pagma. . . desta resposta computando a uota que vem na 
pugina.... Mas como estas palavras do Vanier cediam cm 
louvor dos missionari )s, pa&^ou por ellas como gato por brasas, 
ecomo aranlia foi atraz de achar algum veneno deixando lugar, 
donde podia tirar o mel. Em segundo lugar: 

Que mãos trahiJoras são aquellas que 
Por ásperos desertos conduziam 
O pó sulpliui^eo e as sibillantes balas i 
E o bronze que rugia nos seus muros ? 

Tudo ca^tellos de vento levantados no ar, quaes os que via 
D. Quixote nas suas celebres aventuras. Se as mãos trahidoras 
eram as dos indios bravos, ostes nunca tiveram pólvora, nem 
viram baUs, se eram as dos indios mansos a estos não convém 
o nomo de trabidor'\s, cbamandc-os os reis catholicos fieis súb- 
ditos 8 vassallos: além de quo a estes não lhes permittia muita 
pólvora, nem elies a appeticiam. gostando mais do uso das 
frechas, quo do das espingardas: se compravam algumas, e essas 
poucas eram para fazerem foguetes na occasião das suas festas. 
As fiuas balas eram de algodão, as suas peças não de bronze, 
mas de canna forr idas de couro, as quaes para fazer maior es- 
trondo a farinlia podre da mandioca lhes servia de meia carga. 
Somente no tempo «ia ^'uorra os foruccia el-rei de artilharia, 
bala o pólvora. Tudo o mais que sa diz nos versos é fingimento 
vão, d exagí?o ração poética. Passemos a outra cousa. 

Na p^<;ina. . . depois de dar ao jcsuita Balda por escarneo o 
zombari i, o titulo de bom patre^ trazendo outra vez a memoria 
03 seus fingidos amores, salta sem que nem para que ua pa- 



REFUTACOBÃ AS CALUMNIAs 



177 



gina,*.. a impraperap um pobre leigo da compaQhia a quem 
poz Q nome áf} pafusca ; descrevoadoo de^ta sorte: 






ic uf'i iei^JO fU 



4 A quem acompaoliava vagaroso 

« Com as chaves d a cinto o írmào Patuíci 

t De peíaia e iufjrralssjraa barriga» 

< Jamais a os te o som da dura guerra 

< Tinha tirado ^s Uurnd do doi-caEiço : 

* De iodyl^nnte, moraí e branilo peito 
m Que penetrado di tVaqueza humana 
*t SuflVo em paz as deliciai desta vida, 

«^ Taes o quaea nol as dâo ; gosta das cousas, 

* Porque ^!osia ; e cjutenta sedo offeito 
^ E nàosLibo nem quur saberás courns*^ 

Tive a pacioncia de ccjpiar aqui ostea versos, para que visse 
u meu leitor, em que gaatou papel e t^ímpo, est.^ pi):tadas 
dúzias; em fingir um leigo com todai aqueUas qualidadí^s qu:- 
tâcj miudamente refero. Diáso em fingir um lõifjo, porque at»3 aqui 
não condia, que oxi^ti-so no mondo ojte iudividuo da uaturezi 
humana, nem quo tivo-se tal aicunhi. Donde vera que a nota 
quT tr.iz n.ísta mesma pagina... em conilruiaçio i}\ verdade 
com que íaii^. é uma sole;nne mí^ntira. V nuta diz assim: cjící 
retrato (do Pat^u^a) t* tiraio ao uatTal fie U'.i^ leitão dv. compa^ 
nhift gite o autor conh€cc\t, Mag Sr. Gama, so V. Moi*c^!* nunca 
esíove no Paraguay, nem o Patusca no Brazil, aonJo o co- 
nheceu f Em Roma quaado là foi por tender sagunda vez a com* 
panhia^Masse em Roma nunci estiveram jesíui tas hnspa- 
nhopfl.corao o conheceu ali ? Dird, que p jr notiicfaíi abitraci-ivaa- 
I LSSigne quem Ufas dmi» aoolLV, quando e em presença de 
^l'\ \a! que tudo isto é necessário, o til voz que ainda não baste, 
para ilie darinos credito. 

Mas eu sou tão bom, de maral ífTo indulgenU^ e brando péito^ 
gtí ' penetrada da fraquejo, humat^a íoffra empas, que houvesse, 
ou V. Merco conhec^a^e um leigo da companhia, como aqui o 
relrato, S^ja asalm ; ma.^ que coust mais alheia de um poema 
tão grave, e tào serio, como é ou devo sei' ejte sen íauda^.orio, 
c enoomiafitico de um heroe e irmão de he.-oe^, qual foi o lllm. o 
Exni. Si*. Franciáco Xavier do Mendonça Furtais, governador, 
c capitSLo ^^eneral dag capitanias do Gráo-Pará, e Maranlião, o 
di^pois secretario lie estado d i Sua Magest\ilí3 Fidelisiiíua etc, 
etc. do qwi intrudnzr oatrc as suas ;;lortosas fttN:õ.^s ridícula 
doacripçriu 'lo ura leigo ji^sui ta ; podendo com liciliiule espor 
maia largamente aa proezas que foz. as faç^nlías qoo obi'ou estv 
seu heroo:' Quinlo miia gostaria o pu'»dico rje ^abor, como go-* 
vernoti no norte do Bn zU esíe senhor, qtial r»ji a reslilcnciny que 
as suas çrnndíí e úistas ihiãs encontrou noi jeiíiuts] e a prn- 
denciu, cu a força com que a ^^cnccM, Qiia'^3 foram aa diligea- 
8Jl — 12 To^ò txTi 1. V. I. 




178 



REVISTA DO INSTITUTO IlIsTOUICO 



ciaa que fez, para liiTftp os índios do captiveiro» e os pi)r total- 
mente em liíjôrdadô: de que artea ou iadustria se valeu para 
nobilitar ôe uma hora para a outra ; e admiUir, e exaltar aos 
cargusda republica uns humens até ali brutos, e selvageng: coma 
podo cm breve tempo das povoaçoea dos iuíliost compostas unlca- 
mento de rústicas o vis choupanas, reduzil-as á grandes villad, 
c ín nobrecei as com os nome« d© aígmnas que liavia em Por- 
tugal? Disse tm brece tempo, porque o mesmo era entrar este 
governador e capitão general, em uma daquellaií aldeãs, que 
transrorn^at-a logo cm uma Borba, e ura Aveiro, em uma Viila 
Viçosa ele. Pois já se depois, que esto fteroe se restituiu ú Eu- 
ropa, c foi promovido ao honorifico cargo ú& seoretario de es- 
tado, referisse as náos de linha, as fragatas, os cbavecos, otc* 
*luo no pouco espaço» que dai*ou o seu ministério, fez lançai* ao 
mar, para pura nmrinha pjrtugueta no ffcrcnlissifiio estado^ em 
qife fl vemos f então sim, então mostraria que esta gloria a devia 
Portugal ao seu zelo. Mais ainda ; tao pouco memorável e glo* 
rio^a lhe pareceu aquclla acçào que obrou o Sr. Mendonça em 
destruir 6 abater tantos régulos, quantos eram os jesuítas, que 
intrusos na .\merica governavam as aldõas feitos senhores dos 
índios ; o despojal-os de tudo quanto ali possuíam este^ tyrannos? 
E isto sem effusão de sangue, nem perda de um só soldado; 
antes coiti tanta facilidade, que podia dizer com mais razão, o 
que era ou ti as circumstancias disse .lulio Cesir: veni, eírfí, 
vici \ porque não lhe foi necessário ir a todas as aldeias, em 
que se ftiziani fortes estos inimigos de Portugal, e ustirpadores 
lios 80 ui domínios ; nem a todos os seus cu U cg í os» e onsas em 
que estavam aquartelados; bastou &<j uma ordera sua intimada 
com impeli o, para os fiizer retirar e largar o campo: nào obs- 
tante estarem irraados de uma tâo grande multidão de tropas, 
que se elle se não anilei passe, juatos os jesuítas portuguezoâ do 
uma parte, e oa hespanboes da outra, porião em menos de dos 
annos um tal cordão i America, que nem todas as forças do« 
priucipes de Europa o poderiam romper (38K TSo pouco memo- 
rável e gloriosa (torno a dizer) pareceu ao sr. Gama eela 
acção, quêai>enas a tocou; podendo justamente exagera l-a* Oh 
quanto ^orla mais grata aos leitores, e também ao teu tierea 
eHa narração» do que aquella da ílgura, e qualidades de ura 
leigo com ííi chavef no cinto, de pezadn e enormi$si'na %rrtí?íf» 
Sr. Gama» se v. Mercê antea de começar o seu poema, I<>asè a 
arte poetisa de Horácio» sem folhear muitas paginas, logo no 
principio (38) acharia estas palavras: f^ed nvnc ncn erat his to^ 
cits, W também a razão porque eu as applico para sua emenda. 



RftfbUii o qti« ftliift ml •*cia «foi lud oi « tbtin- 

Na pagina... diz uma nota: « os índios TíTiáo na mator 
c mheria, o apenas tinhio aa cousas nr^oesaarlas absolutamente 



RKFCTArÕES ÁS CAÍ.UMVIA«i 



179 



4rj^a a vida. Os padres poréra vivião tórios na abundância. 
€ tlnhfto jardina deliciosos:, onde recolhiao os espíritos can- 
« çndos de trabalhar na vinha do Senhor ", Se oa indíos tinhâo 
as coUí-aB que íáo absolutamente necessárias para a vida, mai!« 
aíortiinadofi eraOt de que ranita gente boa, que vive em Por- 
tngal» sem ter o que í* preciso para comer e vestir, E se heíde 
dizer tudo, de melhor condição estavão, do que o Sr- Gama, 
antea d© compor este poema ; porque a falta do que lhe ora ne- 
cessário para passar a vida foi, a que o obrigou a sahir no exe- 
crando exces«ío de escrever tao atrozes, mas justamente tão 
manifestas calumnias contra os jesuítas. Mas voltando ao que se 
dÍE nesta nota sobre a pobreza dos indioSr dipro, que tendo elles 
as cousas necessárias para a vida, não Ee pódô aíTirmar delles 
com verdade, çwe viviam na maior miséria : porque raaior é 
ainda, e sem comparação maior aqueUa,que experimenta quem 
não tem o necessário para viver. Digo mais, que sf^ os indloa 
não tem o siiporfluo, ou nlo vivem em maior abundância, é 
eiilpa da sua ocioí^iiiade, e não delicto dos jesuitas. Se elles mais 
trabalhassem maia terião. Terrenos não sò não lhes faltão, mas 
sobejão-lUes ; o que lhes falta ô vontade de os cultivar ; por 
serem de sua natureza preguiçosos, e por esta causa muito pro- 
pensos ao ócio. Tendo cum que passar o dia presente, não 
cuidão no fhturo. De sorte, que se não fosse o cuidado, e a pro- 
videncia, que tem os missionários seus directoi^es em os mandar 
semear, e depois colher os fructos, então sim, então digo eu» 
que alguma vez pjyieceriao fomes, e nao teriao as camat neces- 
sárias absolutamente para a vida. 

Pelo que toca pois a (abundância em qui vivião os padrês 
sor?i oecessario, que o Sr. Gama nos explique, em que etla con- 
sistia: porque não é facil de crer, que em paizes fóo faltos de 
muitas cousas, que produzem os da Europa, e delia vão para a 
Amejica transportadas por mar, a troco de grossas desMzas, 
poasBiO vender-se lá tão baratas, que ainda doa que tem alguma 
eouea de seu com verdade se afflrme, quemcem em obutidancitt^ 
Também será necessário, que o Sr. Gama nos diga aonde vtu, 
ou csoube, que na America havia « jardins deliciosos, aonde os 
€ jesuítas recolhião os espiritou cançados de trabalhar oa vinha 
do Senhor * ; porque perguntados os que Id estivera muitos 
annos, unicamente attestão» não terem naquellas partes encon- 
trado jardms, e muito menos deliciosos \ o que dizem é, que 
quem 14 lem um quintal, ou cerca feixada a moda rústica» em 
que crie alguma flor, alg-iima banana, oo outra fructa silvestre, 
he um grande potentado. Hortas prouve r;i a Deus, que tá ao 
menos as tivessem os ricos. O que supposto, aonde vão aqui oa 
deliciosos jardins, aos quaes os jesíuitas depois de ter vivido em 
(ibui^d anciã ^ no mesmo tempo em que os « indios vivião na 
M maior miséria» recolhião os espirites cançados de trabalhar 
^ na vi D ha do Senhor > ? Muito perdeu este poeta, em nao ter 
entrado mais cedo ca companhia ; porque se nella perseverasse» 
poderia finalmente, depois de trabalhar na vinha, ir descançar 
nos jardins, nelles colher as flores, e tambom os fructos dos seus 



5 



tAO 



REVISTA PO IXSTITIT** HISTORIOD 



UãbAliios* Mai como 1€t« a def|írav^ ée vir 00 tempo dia 
TSttsaj jxngitts, eomo diíean, nsm flroeloiL neoi tteit eolhoa, 
Ti»li» porém « eoosoUicio, ^ne o mesmo oertsBeiiti 1^ bâ¥ia 
do $ii<ved«r, so tiTcflse a fttrmaa áe entrmr mui oHa mmtM 
raltgifió^ o iiolU peinoTiins^i lote m tMa. Do^i»4e ostar Ji 
oiajvida do trmkilhir oas ainioi ■• r^oaãkatíâí «oo ooHogloi. 
ooma 08 nmis, « monor folMM om «mA oAlkraiiyrb. Sr, floiii, 
pev j llie por btm ios, que oos Toms Biita qi«olo ^í^kt, aiftis 
ua£ f rosas í^o aempio Tcriado. V^ltmofi ao a Ika aotim lytf 

Muito m OÉTga semida lonoQ Ofite poel», % firimí>%ira parte 
do coosellio qwB agom acaM èe lit dar« poriao ki^ na pa* 
gina. . . o nio aogoiíitM dh aos Toraoo «ma moAtirm 60 ^roâsa 
quo l0¥a a bóia ao AMido, e he eapai do o lowmr limbom a oUo. 
Uêí^ hOÊM contas. Sr. Gama. iato qoo é moli r mm -nnm 
dovo-sa ooteodar cmm mica taH$. Qwo #iier* foèa o roata 
ftofir quaalo a am l^tasiai Uio dktir ; com a eoMleJo poHm. 
quo as oofisia que fingo, não i^Jb» om áamno oe pfi^tso do 
DToximo ; maa ws lho ^orrireoa do dea^ootm. e infâmia» aio 6 o 
lai doi^áento uma mMtíra lere» é mm poeeado graTO^ o fia« 
Tinmo ; do qoal ao o {oaita aio ao anopoadow o retraeta. 00* 
cimodoii^effaraaatTaícaio. Neoyk erítioa 1 
mercê jSr. Qama, poi^oo nooTaraooMo Irat i 
ditaa. fingo qw o padra Balda Í6ra liompio, qaa võodo mofta 
liadoifa, dooaza am mfnltaia o aao oada^mr. «apsto a voca- 
, o a Itam daa avoi ; qaé para 00 ¥m(iar do aaia 
la moam a Liado ja. qao oa aesaattara* o« 

a ttaba maadido qpBtamr Tiva, 

Qooljfaattte ataior f Qoo mator at rocid i ác l Foi» eata pca^» 

q ao o pakUoo orla tar mdo eiK^oalada por «m Jmaita, mimio- 
i^noaoloao, odUeadipaeeamplar. r oadopodo ehoaarapo- 
lateaeia do ma maMIoa^ aoo prodomiaoa aan tcs a paixão» e 
o m§9m a nifcigi do iaiawarni, TOiloa lodia aa laia divioaa o ta- 
maaaa: o nam nmm&aii am taa tomaoral* ai» daTidoa fia- 



na, aM allofaroi outro 

i<ao flanaiMio o 4 
do 8. I%aek aoaioibí» ooaaoTaaSr. Gomca Ptalro, 
oaJaaaalawMsomfcBado aio oocrofooao aaqaoUa carta, 
ao lhe alirttoe, a aa qaal rateo a dístritaieio da 
aidéa» o lado o qao aeQa aooataooa ; a o qao ouia é aio 
aaado olte faalmàate omaam^i 
ataa ooatra oa j 
>m argamaalo aorta, de aor a aaao ftagido^ 
o Bio tar mais om ie a ci a, dlo qiaa a qua lho doa cale poola 
4a aaa Jkaaaiía iJoaadõHi, a aa p^ol omrofaado-o* Nio mo 
qaaro afal doaorar maii« para aio mr aMCt^ «^ ^mt 



REFUTAÇÕES ÁS CALUxMXIAS 181 

quanto me occorre contra uma maledicência tão cstranlia e 
insolente. 

Na pagina... om que diz, que òb missionários se retirarão 
da aldêa de S. Miguel tendo noticia, que estava jl visinho a 
cila o general portuguez ; descreve assim esta retirada: 

« Por mais que o nosso general se apresse, 

€ Não acha mais, que as cinzas ainda quentes. 

« B um deserto, onde ha pouco era cidade. 

€ Tinhâo ardido as míseras choupanas 

« Dos pobres indios ; e no chão cahidos 

€ Fumegavam os nobres odiâcios, 

€ Deliciosa habitação dos padres. 

€ Entrão no grande Templo, e vem por terra 

« .Vs Imagens sagradas . O áureo throno , 

< O throno, em que se adora ura Deus immen=o. 

« Que o soffre, c não castiga os temerários, 

« Em pedaços no chão. Voltava os olhos 

« Turbada o General: aquolla vista 

« Lhe encheu o paito de ira, e 03 olhos de agiiav 



Mostra se se:- tal «o, <|no 0^ jesuitas nnn lai.-)ii dí«- 
peílaçar as imageus, e ò stcr\ro lia igrd ja da 
a'.d.;a de i>. Miguel. 

Sobre a pilavra entrão traz o oramentador esta nota «os 
«nossos ainda conseofulrão salvar o terapl'), do qual se ro- 
« metceu a planta o o prospecto a Sua Magestade. Os paires 
«tinhão mandjvdo despa^laçxr as imajçens, c reduzir a pequenas 
« partes o sacrário. > Oh ! esta ô bsíHa ; esta 6 a que faltava ! 
Que depois do ura J3suita mandar queimar uraa india, estando 
viva, e não querer dar sepultura a outra estando morta, ro- 
ceiando os mais a chegada das tropas pjrtuguezas, se en- 
caminhassem furiosas ao templo ; e vendo ali, auo nenhum 
doUes, como Samao, nem ainda todos juntos o podiam abalar, 
e pôr por terra, ordenassem aos iniios quo ao men )s despoda- 
cassem as imagens^ e redusissem c pequenas partes o sacrário, Ru 
jà não quaroaqui notar, que o Sr. Gama nos seus versos, cha- 
masse cilade a uma aldôa, composta toda do choupanas, como 
diz, nora tarabem, que desse o titulo de nobres aos edificio^, deli* 
ciosa habitação dos padres; porque &ei, que os poetas tem 
licença para fazer de arguoiros c kvalleircs. \cste passo o que 
me occupa e arrebata toda a attenção é unicamente o horrendo 
desicato, que os jesuítas, sonlo bacar.lotos, e ministros do altar, 
se atreverão a commetter ; profan:indo aquelle lugar sacro- 
santopor um modo, quo só bárbaros e idolatras furião. Con- 



182 



REVISTA I»U IN^TIT(;TO HISTÓRICO 



fesso, que eátaodo lenia esta nota parecia-me estar vendo di- 
ante dos ollioa aquelia espantosa aOcminatio nem deãolationes^ 
quae dieta e.H d Daniel e propheta stantem in lúcú santo, de quo 
raUou Chi' isto por S. Matheu^* ( 40 ) E ao mesmo tempo me 
admirava n^o ler, que Diiis castiv^asse Ioga com mortoá re- 
pentinas esta temeridade ipcomparavelmenne maior» *iiieadè 
Oza; ( 41 ) porsiua se este levaatou a mãj para impedir» que 
cahisse em terra a Arca doTestameo^.o, os jcííuita^ levantarão* 
nas para laocar por terra, não só as imagaus sagradas ; mas 
para fazer om pedaços o divino tabernáculo, o aurco throno^ em 
queseadoraúã um Deus immenso. Mas, Sr. Gama, antes que 
passemos adiante, quízera que suppo8ta a incredulidade deste 
execran lo lacto, e o frequente costume, que vossa more»* tera 
em trucar de falso nas suas njtas, produzisso al^umaá provas, 
ou doeiiraea;os, em que fimdoti este seu dito, para se lhe poder 
dar credito» e nio o íiar só da cortezia dos leitores. Vos ia mercê 
nlo achou esta noticia nas instrucçòes dos jeíuitas, que tantas 
vezes allega uesta stia Q>ira; ac:u lambem nas cartas do Exmo. 
Sr. Andrade, ou em outras de passoas verídicas, que vindas 
daqueilas partes poiessem fazer fé ,- logo em que charco foi 
beber esto veneno, que volvendo-lhe o estornado, o fez vo- 
mitar, que 04 pmtres tinh/Ho mandado despedaçar as imagens e 
retfusir a pc'<juef\íis partes o sacrário f 

Mas já sei ; vossa mo rcé achou no seu Alcorão, {a relação 
abr<:úiada) que eil^ ticto vinha attribuido aos Índios fugitivos ; 
e como o segundo, quo refere um conto, sempre the accresceata 
um ponto, vossa mercê para se acommodar a este tiso, ajuntou 
de sua casa, que o que os in lios tinham feito, ou para dizjr me- 
lhor, tinham desfeito naquelle templo, foram por ordem, e fnon- 
rffído dos pa Ires missionários. Pois >iib i, meu citvalheirj, para 
SMá tnstrucçãj, que tanto mentio o primeiro, que lho rcfório 
o conto, como o segundo, que acjreseentou o pootro. Oâ Índios 
assim ó que fugirão, e desampararão a aldéi, maa no templo nào 
tocarão, e muito menoi no sacraríj, ou aure^ throno ; as 
imageoi, a que tinhão m\íor dovoção» e veneração com mais 
ternura» não ;ls deixarão ; levarão-nas com^ígo. Assim o at- 
iestao os Diários, c o viram com seus olhos as tropas dos 
dois exércitos cambinaio<i, hospjknhol, o poriuguez e o mais he 
mte ainda hoji existem om Portugal pe^^as, que o conflrmâo; 
dizendo, qu9 podem ser testemunhai de que virão o Taberná- 
culo intoirj, o Sacrário sem lesão, e, íinatraonto. o templo sem 
ser em ciuia algum v pr. fanado. A única prafanagio, que pa- 
deceu este templo, de que vamos fallatiJo, não a caúsárão os 
inlioí americanos por ordem dos jesfiítas ; ciinaram-na os sol- 
dados europeus, por man lado lo seu general ; como agora direi . 




REFUTAÇÕES As CALUl^miAS 183 

O4«tirop«iii9 foriOf os iine profanaria ar]aell« tenptv. 



L'm iadio mtúto esperto e ladino, quaroiido espiar o que 
fazia na aldôa, de oiido com os oatros tlabái fugido, para o 
fazer livre tnon te, voLo desarmada dizendo aos soldados, Itie em 
oecessario faJlar ao Sr< goneral e revelar-lhe um grau de «e- 
grodu: Foi logoadraittido a audiíjacía ; o contando que os mis- 
sionarios aates d'' partir tinliâo escondido debaixo do altar- 
mór grande quantidade de prata e ouro, e muitas pedras pre- 
ciosas, o general ainda esta noticia não era bem dita, deixando 
o Índio, mandou logo cercar o templo de um grosso cordão de 
infantaria por fora, o por dentro junto ao Ingar asáignarlg outro 
senão maior, ao monos semelhante; tudo para que o ihcsouro 
não fugisse. Um capitão hespanhol, que assistiu a este blo- 
queio» explica em ura seu diário o f^raade oaraero das guardas^ 
dizendo serem taatad, e tão unidas, que nem um rato poderia 
escapar. Feita esta diligoncia, veio o Exmo< Sr. Andrado acom- 
panUado dos cabos principaes, trazendo consigo escrivães, que 
passem fé da quantidade do ouro, da prata etc, que ali esti- 
vesse escondida* Veio a raestrança para demoli i% cavar e des- 
cobrir aquellc riquissimo ihesooro. A' primeira vista assen- 
tarão todos consigo, que o indio tinha mentido, não appare- 
condo aignal do que aíi so tivesse feito al^^^uma cousa de fresco. 
Sô o Sr. general a quem o bom iiespanhoí 4è,o titulo de homhre 
debuenas crederas, inmstiu no seu propósito, e perseverou no 
seu engano. Dcmolio-iío por seu mandado o altar mór ; arrau- 
caráO'í3e Oã ladrillros e pedrai=! do pavimento ; cavou-se tola 
a capulla mòp; abrirão sõ oellas minas para diversas partes ; 
mas o encantado tbesouro nao appiireceut nem o imlio se vÍo 
mais. Assim soube illudir a sagacidade européa a rmieza de um 
sô americano. Esta foi, como acima disse» a única profann^io 
ou insultj que se foz a casa de Deus na aldé.i de São NfigueL 
Não a presenciaram os índios, mas oreio qu-i so a vÍ!!i4om* 
«turhado^ voltarião as costas > ; e aquella vista Ibes enchem 
<i os peitos de ira, e os olhos de agua». 

Na pagina. ... em que introduz os soldados portugtiezes 
pasmados e com a boca aberta de ver aquellaa regiões 

< O rico templo, e os desmedidos arco?, 
ot As bases diis tlrniissimas colnmnas 
« E 03 vultos animados que respiram > 

traz o Sr, Gama esta nota: o € general nSo so polia persuadir, 

< que m riquíssimos ornamentos tiveaaem sido boriíados na- 
« queUe paiz ; at<> que se Ibe mostrou um que foi achado Junto 

< a sacristia ainda imperfeito oo toar*» 

Deixemos admirar os portug nozes a grande fil>rica c archl- 
ti3ctura daquelle rico templo ; porque tem razão para isso sendo 
elle como aqui se descrevo, uma cousa nunca visra. Vamos aos 
rf^uiiBimú$ ornamentos, Sr, Gama, se os índios perdoarão a 



I 



184 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



Qgtes sanioâ orDataa e as detxár&o íniactoff* se os via o coa- 
tempítm o Sr. general «não podeodo persuadir-se que tiveasora» 
y. sido bordados naquelle paiz, * até que so lhe c mostrou um. 
quo estava imperíoito no tear > ; como liade p rsuadir o pu- 
blico, que elíos < despedaçaram a^ imagens sagradas e redu- 
zi rão a pequfínaa partes o sacrário e o áureo throno f » 
4 O throno nm que se adora um Deus iinmenao ? » 
Os índios erâo christàos, e bons christàos [aasini fossem 
todos 09 ifortiiguezos) e como taes adíiravão as imagens, fi- 
ziâo-lhoã revereDcia. e aiod» genuflexões ; respeita vão o sa- 
crário o diante de LI» oravãj proâtados proíundamento em 
terra, E nada dUtu fazião aos ornanicntos ríqus&imos bordodos 
naquelle pais ; porque oera quando estavao guardados, nem 
quando expostoã, se eocommeudavâo a elles ou lhos abai?caYão 
as cabeças, e muito lhes ajoèlhavâo. E sendo a^iim, como so 
hade crei\ que despe laçassem as imPffens a quo tinha > ve- 
neração D também o sacrário ao qual mostra vâo o mais priífundo 
respeito, deixando ao raesmu touipo ilesos, inteiros e Cvm í*HÍa 
sua porfeição os ornamectus da igreja aos íiaaes por mais ricos 
que fossero e ainda riquifeSiiiios» como aqui se fingem , certa^ 
mento não tinhIrO os tédios nom maior, nem igufil veneração ? 
Sr, Qama, se nesta parte quer quo o creiâo^ busque htmbfc 
de buenas çrederas, como O Sr. Gomei Freire ; e se o não 
aehar, (42) crcUd judacus (^pclhJ. 



CANTO V 



CálaiuniJiv Aiaigfts conlr» os jeíultfts. Uaxidas ni,ui 
ik meaioria^ nio obstante torom sld^ muíl^s ve;c» 
coavencidAb tle faltas. 

Parocondo ao Sr. Gama, que tinha sido parco e diminuto 
nas calumnias. que nos cantos o notas antecedentes tinha ea- 
oriptoem dcshonra dos je^uitas, c que talvez por esta causa a 
sua obra seria menos grata ao sou Mecenas, poto de p«rto a 
relação ahreviada, charco Jmmundo, dunde bf*beu todas aqueIJas 
noticias íalsas, quo Uiiios reluta lu, quiz valer-se de outras, 
que alguns horejese libertinos maia antigos, que o Sír. Carvalho, 
aí? tampar ao ; [ara cem ella^s c^curocer a fí«raa e desacreditar 
o bam nome destes religiosos, do quem eram declarados e ca- 

JtUes inimigos. Com oâte intento buscou c revolveu alguns 
eites satyricos o infames libeloSi convoncidos já de MsoB^ 
tantas vtz-s quantas forfio Impresscs e u que mais é proí*eriptoa 
já, 6 queimador em praça publica por autoridndu não sô eccle- 
iia3tlca, senão também secular; e tirando delles aiuelhis impôs* 
turaa quo julgou mais atrozes e e por isso mai^ proporcionadas a 
infamar os filhos da sagrada reltgiâo da companhia do Jesus, as 
foi encaixando a toito ea direito, ora aqui, ora aUi, já em 
veno, Já em prosa* neste seu quinto e ultimo canto, ao qual d& 



L 



ríEMTAtíHiS AS CALrMNlA!?í 



185 



prmdpjo com uma ftngida dôicripcào das pinturas que sô viam 
no tecto da igreja da aldéa de 3. Miguel dizendo a^im: 

« Na vasta íí curva abobada pi o Ura 

€ A destra mâo de arnflco faraoso 

« Em breve espaço, o villas» e cidades, 

* E províncias, e reious. \u alto sólio 
« Eslava dando leis ao mundo iniciro 

* A companhia. 0^* iCí?p*ros e as coroas 
« E as tiaras» e aa purpuras em torno 

* SemeadiS nocbâo. Tmlia de um laUo 
« DadivtíS curruptoras ; do outro lado 

«í SúU'e os brancos aUares suspendidos 

* Agudos forros, que gotoj*m sauguo 
< Por eátft raâo ao pó dos altos inuroa 

« Ura du3 Henriques pordo a vida o o roino. 
« E cac por esta mào, tli céos! Debalde 
« Uodoado dos seus o outro J leu ri que.** 

Qao a â<*çào desta pintura ío^so inventada pelo no?9o poets' 
sem outro íim. que inculcar cera ellas a Boboriia á<^3 josuitas, e 
as mortes que deram, tai iiutzeram dar aos dona Henriques, reis 
da França» ninguém póiíe duvidar, principíilnieote, se attender 
as suas uot-is. A primoira, que puz a palavra vasta diz assim: 

« As façanhas dos jrsuitas não esíavajti sepultadas sono 
€ Uruguay. Mnem se admirar da pintura desto templo, coosi- 
€ dere attentampnte as que elles tccm na iíínja do seu coliegio 
€ romano e na caaii profes&a ; que cora estar cíjbertas da mascara 
< da roligiào naodeixam d-j^t^r .linda raais soberbas.o instillaiilesi^. 
Nao mo canço em reíutar o que este poeta diz cos versos, co- 
nhecendo lodõ.sser iini puro flugimeoto ttda aquella descri pção ; 
vamos ao que diz na prosu . ;b' fàçinhas do^ jcsuttíts íhTo esfrram 
sepuitadfís sá .to Uragiwíf. Hom aviados o tavani olb s,Sr. (iama, 
soo Uragiiaj fosse o único thiatrodus sua^í la*:anbas c proe^tts : 
em outros rauito maiores» e raais ox tensos, e plausíveis tem os 
jesuítas obrado ccuísíís maravilhosas. Não é có a America hes- 
paobola testemunha occular dos relevantes terviçcs que tem 
ibito a Deuíí e aos próximos, es tilhus da companhia : lamlicm u 
é a Europa, a Africa, a Ásia. e íinalmenio o mundo todo. porque 
por todo elle se propngaram es-cá zelosos operários da vinha do 
Senhor, prugando <> ovaogeího, o convertendo peccadorís, o 
illu minando in líeis, estii pando vícios, e plantando viríudep» 
a custa de immensns traljalhos, peregrinações* viagens por mar 
e torra* e também a costa de nmilo sangu? que alguns delles 
derramarão em defesa da fé e religi3.o christà ; podendo di- 
zerse delles com muita prospriodade, o que se úlz dos prl- 
moiros apóstolos in omnem ferram e ivit sonus corum^ et m fi^is 
oi'bis terni* eomm (43). 



133 



REVJSíTA HO INSTITUTO HISTÓRICO 



ltt«3 sup posto, nílo se persuiidi o Sr. Gama. ijue oesta Dota 
leu ao publica alguma novidaJe. Qao aa Tirtude« e obras 
SLiatas àú3 jesuitíuí ichame-llie façanhas muiti» embora) nãí 
estaváa a ípultiLílas aú no Unigaay, já todas o sabiam ; agora o 
que é novo p:nu tidos ».% que ostes padres na ii^reja do collegio 
romaao, e na casa prolessa tíve-ísera pinturas coTiertas da 
mascara da religião» mas na realidado soberbas a insuUantes. 
Do tantos italianos, qu • estão bojo em Lislóa. e viveram rauitofl 
annos em Roma, Uííniiura ba, qtie testifique t-er vigto naquellas 
du.vs igrôjad, nem em alguma outra destes i^eligioso-!, pinturas 
cobertas com rnascar(i< de religião e muito menoa soberbas e ifi- 
suK antes, biZQni q\í^ na igreja da casa professa, delicada ao 
nome de Jesira, estava pintado no tecto ei^te sintissimo nome 
adorado dos anjos bons, e despedindo de si raios, oão tanto de 
luz, quanto dfí íbgo, osquaes Ter indo aos maus anjos, em um con- 
ftiáo, e desordenado tropel oa precipitava do alto. Se esta pin- 
tura é soberba e i.*j3Hltai^tt\ não se poderA dizor, que e^to norae é 
auporior a todo o nome ; que ú respeitado do céo, venerado na 
terra e temido do ínlérno. Que iUaçao tão absurda. 

Que consequente tão fal:Jo! Di^em mais, que na igreja do 
coUegio romano, dedicada a Siiuto Igoacio, se v«> pintado oo 
tecto este santo mandando ti seus Úlhos a todas as quatro 
parteé do muodo a pregar ú evaiixelUo, Se também esia pin- 
tura ô insHtífmtr e soberba^ risiuom so das lições do breviário 
aquoll as palavras, que a igreja propOe aos fieis, íallando deste 
grande patriarcha: 

* Ip^e, misío ad praedicandum indis ovangeliura sancto 
* Francisco Xaverío, ali isquo ín alía^ mim li plagas ai reli- 
« gionem prop»gand:im diiseminalis, athmicae ítuperstitioni, 
« h lireaíqiie belium indixit». Sr. Gama, é de parecer que aâs^m 
80 faça ' Diri, qiie sim para se accommodar ao do Sr* Carvalho, 
seaMacenus, que nào podendo soltrer estes e outros louvores 
dados pela i;^ roja a santo Ignacio nas lições propnas do seu 
offlcio, mandou que estas se omiuiâsem, e se Lhes de£â3m as 
do commum. como tamb *m a mis:>a, o as* mais orações delia. 
Masí^raçasa Dous e a rainha fldelisísima D> Miiria Francisca, que 
apenas >ubiu ao tlirono, e eoube desta impiedade, ordenou que 
amlssaeofflcio deste sanio se dissessem, como antes; assim 
como rMtir,uÍu a s. Francisco de Borj ^ o culto, oue se lhe dava, 
oomo o protector do reino, d" que o tinha priv^ado Carvalho no 
tempo do ^eu ministério: o a S, Francisco Xavier todas as joías, 
6 preciosos donativos, que os fieis tíntiam offerecido om Oòa a 
''ste santo, e ornado com ellaso altar, om que se conserva íneor- 
rupto o seu santo c ida ver. tliesouro de que o tinha despojado 
aqiiolle bárbaro ministro. 

Estas que tenho referido, «íío as pinturas, que se vera em 
Fioma na igreja da casa profoisa dos jesuítas, e oa do coUegio 
romano ; e so ahi se não observio. 



i. 



REFUTAÇÕES AS CALUMXIAii 



187 



, , , Oí sccplros e as coroas. 

E ns liarai^ e iis púrpuros em lorno. Semeadas no chãa ; 
camo na i^ast^t e curm nbobndri do templo da aldríi de S. Miguel 
finge o Sr« Gama, quo pint^.ra *( destra mão de ortifice famoso, 
nâo é porque fossem insxlianUs g soberbas estas pinturas ; ante« 
seriam édiflcativaa e .santas, porque denotavam que os filhos da 
companhia, como verdadeií^os imitadores de Christo, rejeitavam 
t^ias as grundèza3 que o mundo estimat oa principados, os 
títulos, as mitras o ns purpuras ; e tudo o quo é ou se pode 
oliíimar dignidade, ou sej^ ecciesiastiea ou secular ; e isto com 
tal rigor, que se ubrigavara com voto a não acceitar di^zn idade 
alguma, senão oiu circumstancias, que fussem constrangidos por 
um preceito formal dos romsmos pontificas. Veja Sr. Gama 
oomo nem as pinturas verdadeiras, nem as que fingiu eram 
^iberbas ti insidiantei! ; íinie^ quQ tão longe estavam de o ser, 
qun serviriam de dar bom exemplo aos boratins e muita gloria 
a I>eu.^ ' Para este fim se pintim nas igrejas os passos das vidas 
dos santos, as suas obras heróicas, os seus êxtases e os seus mi- 
lagres. Se vossa merc»} c<igo da sua paixão contra os je^íuitas se 
persuade a outra cousa engana- se, eoora vossa mercC» veriflca-ío 
que Cftecus non judicat íÍ<j coioribus* Ouçamos uutra nota. 

Na pagina* . , sobi'e as paíavras um dos BenriQ'<es Be\è 
«este coniniento: ^< Henrique III assassioido por frei -íaques 

* Clomente, Qmm ha, qjie ignore quanta parte lireram nisto 
« 08 jesuítas ? E' publico o processo do padre Guinard» e quanto 
« a companhia defende ainda hoje este seu digno filho. Vejào-se 

* 08 seus autores, e por todos Joveocy . v 



Provas» a innocanda (los jeinítas do>i loinltot eoai> 
meitidot contra os dou« Ifenrlt^ats dd França. 



Eis aqui já uma daquellas calumnias, de que ou acima disse, 
ter >ido tanta??» vezes rofutada^e convencida de falsa, quantas 
tem sido impressa; o Sr. Garai com uma simples pergunta fà,z 
complicos daquella morte do Henrique líl a todos os jesuítas ; 
e porque oâo faz também complices delia a todos os domini- 
canos, de cuja ordem era frei Ja^iues Clemente, que deu a 
morte áquelle rei ? Porque é publico o prucesso do padre 
Guinard, todos os jesuítas tiveram parte naquelía morte ; 
porqui foi publico, o publicissirao o asistissinio leito por frei 
Jaques não tiveram nelle parte oê dominicanos todos. Que 
incohorencia I Era uma parte pela leve e mal fundada suspeita» 
quo cahiu em ura, culpar a todos r em outra não culpar a todos 
pelo crime certo e innogavel que fez um. Aqui ao vê a paiJtão 
ora que sempre fallarão neste caso oa emulos da companliia» e 
também o ódio, com que agora renova a memoria delle o 
Sr* Gama. Ora assim como este novo caliimniador dos jesuítas 
cjm uma pergunta lhes imputa este delieto, assim eu com 



188 



REVISTA DO IXSTITLTO lilSTORUJO 



otttrm o poderia refutar; pergootaada, e qoem ha já hoje que 
igoore« Oto ter parte oaquella marte o Ooíoard, ou algum 
outro Jesaíta ? priocípalmeote depob de Ur lido, não dí^o ji os 
aotores da compHohia, romo Joveocf e outros* maamqiieHes que 
Duoca foram neita religião, e por iato imparei ;/r9, desapaixo- 
nados <) dignos de toda a fé, como sao o DaTila, o Cheveroy. o 
cari<*;il Ofrsat, o Maratori* Battagliui o Dupleix, os quaes toJos 
defendera os jesuítas e attribuem ao ódio dos heroi^es hugiie- 
uotes a morte de Oniaard e o extermíoto da companhia do 
reiaodd França. 

Mas porque alguDs doe meus leitores oão esUram plena- 
meu lo informados da verdade deste horrível parricidio. direi 
aqui breTemeate o que jiilg<j serbistante, pari mo^ti-ar a tooo- 
c Dcia de Gninard. e de todos os maií» jesoitas Se por eâta 
causa sahir m»is eit ^nsa do que ei*a bem, esta rninha impu- 
gnação, mereço desculpa ; nâo estando de igual partido os 
calumníadores, e os apulogíâtas. Uma impostura por maior, e 
mais atroz que seja, dis-s^ muitas rezes ^m duas palivrag; 

Íielo contrario a sua defesa, por mais breve e succinta que se 
áça, occupa ás vezes muitas folhas do papel. Dapois que u Pdpa 
Xisto V com uma bula assígnada por 25 cardea.es. exa>raungou 
a el-rei de Navarra, que dopoiâ foi Henrique IV de Fm aça, e 
absolveu os súbditos do juramento de fidel.dade, por ser reinei- 
divo na here-ia ; logo que este rei (diz o Daviii^ (4I| c teve aviso 
€ da declaração do p^ipa» escreveu a todcs os est idos de França. 
€ queixando-ae da afronta, que julgava ter-lhe feito aqutlle 
c pontiQce, o exortandoos a nâo c^/osentir, que Roma se mct- 
< tess í à decidir os no^'oeio!i e razoes daquollu coroa. B^cre* 
« veram muitos volumes a í^vor, e em opposiçâo da ^obredit^ 
« bula os maiores e melhorei enj^eohos da Europa. > Uma grande 
mulridão desaiyraselivrog sedicicsoa sahiu nejto mesrno temp^/ 
a lu2 contra Henrique líL depois do col hm facto huccedido em 
Blois, acn-fe este raonarcba tinha manda-lo matar o du"]ue de 
Guisa, e ao cardeal Luiz, seu irmão, pren ler ao velho cardeal 
de Bourbon, e ao areei i^po de Leão ; por serem cn becas da fa- 
mosa e tão decantada liga de França ; aute^ a mesma faculdade 
dos th^ologos de Paris tinha decidido ser lícito fazer guerra ao 
ilíto rei, a quem tmhapor excommiingado, inftel ao juramesto, 
o promotor de herlsias* 

Assa&inado, pois. que foi este solierano por frei J iques Cle- 
mente, os do seu partido reconhecei ao por successor ao thróno. 
o i>riueipe de Navarra, Hu;.'uenoto, Nâo lie crivei quanto por 
esta cauta se amofinou Paris, cidaie jade mtiitus mo2es reuel* 
de, nem também os louvores, que df^rao ao aíSitssino do rei os 
académicos nas cadeiras, e os pregadores nos púlpitos. 

Inundou a Europa uma prodigiosa qu;mtiaado de livros, dos 
quaes uns tolemniííavão o martyno do matador j outros tiofen- 
dião, como justa a morte do monarcba; outrtvs, finalmente, pro- 
pugna vão, ser um violento usurpador do reino de França o prín- 
cipe de Bearuo: « assim por escarneo chamavão os reis de Na- 
varra ». Mas depois, que este soberano se reduzio ao grémio da 



nEFUTAÇÔES ÁS CALOiNTAS 



189 



igreja catliolica , e uagidoem Cbartros, curao monarcha de Fran- 
ça, com<» titulu ÚQ Ht^nrique IV, e passailo algum tempo reconhe- 
cida tambjjin, e acclainado em Pariz ; be certo, que toda aquclla 
iraraensa raultiJão de eatyras, livros, o mais coinposiçõeg infa- 
matoria-, se deviào quuimar, como effectívaraeQte se ordi^nou; 
mas íiào sendo moralinonte pjssivoi, que cm uma cidade tão am- 
plti, como ho Pariz. 6 tâo coo fusa e perturbada, c^^rao estava» 
oboílecesaera todos ao real decreto ; sucredeu, o que de ordinário 
costuma acontecer, quando se proUibem esct iptos s^raelliantcB, 
haver muitos curiosos, que ancíosamf nte bnscâo o zeloza monte 
guai^dáo estes papel ii. por julgarem que serão eatimadoij nos ^em* 
poa futuros, a^sira como são no pregente, os que so eonservâo es- 
criptí:>s nos .séculos passidos. 

DadHs previamí-ateestas noticias, ouçamos agora a culpa do 
padre Guinard, Era esto infeliz padre bibliothecario do colloírio 
doB jesuítas, no tempo que succedeo o ímpio attcntado de Joáo 
Castol conira Henriquo IV, o por causa do emprego que tiolia, 
poucos dias antes lho tmha mandado alguns escriptus e t>bra3 
estampadas no tempo que todo o reino estavi^ tumultuoso, para 
i^uo em lugar separado se guaidasaem na livrariu. Preso o as- 
aaâsino.eniro outras muitas cousas, de que foi perguntado depoin 
ter eatíidado com os jcstíita.s* O padre Ouaret, qiio muitos annos 
tinha sido o sou mestm, foi tambhíra immedialamente pr'cso, e 
confrontado muitas vezes com o rto; mas fd pelas constantes 
deposições o respostas delle declarado innoconte, e livro de 
toaaaculpa. Forao m^te mesmo tempo viiítcs e rovistoa todos 
os cartórios, e esquadrinhados todos "S cubiculoi dos jesuítas por 
ordoiB do piirlamento» e daquclles heregí s Hui:uonoí£^>, que 
muito de ejavã<i, que nos je:sui'a.^ .^e eneontrasso al^^nm inicio de 
culpa, Ouçamos aqui ao Muratori, (45) Porque o rio (Castol) 
^^e que tiuba estudado com os jesuitas, e depois forão iichadois 
, camará do p idre João GuiuarJ, sacerdote d t c jmp inhia al- 
guns esiiritoa contra o rei, compostos quacirlo eguva no soo 
maior fervor a dõcantadn Ují:» ; iBto bastom para que saUissa utn 
edito, solicitado por aqti dles, que por uutros pfi^cedcntes motivos 
vião cumindcis olhos os josuitiis; oo qual se ordenava, quo todos 
eUos siihissem do reino* Sentença que lo los os homens prudentes 
julgarão ser injusta ; pois, pelo delicio do um, ou de poucos so 
caa&igava uma tâo grande muilidão de hompus beneméritos por 
muitos tiuilos da religião e do publico. Ató aqui o Mnraton* 
O grande chanceller Chcverny{ 46 | mette em duvidii, se real^ 
metito se acharão os taes escripios na camará do inioliz Guinard; 
ouse foi Gstratageuia, de que so valerão os qneabstilutamente 
queriàu, quo os jpsuitas apparecesscm comphces naqueile exe- 
crando facto. 

Mris fosne como fosse ; o certo he, qnQ imicamente pur estei 
papeis maouscripf os, achad*H no cubicul j do pairo r,iiioard je- 
suíta, foi tílíe seuieociído á morto, o os jc^sultas todos extermi- 
nados por ordem do pAríamento de Pariz ; sinistramente imttffa' 
do a fazer isto pãlos heretjes htujnenoíes como díZ Bataglini (47), 
Também he certo, que o Cartel no^i últimos momeotus da sua 




190 



REVISTA DO INSTITITO íirSTOniCO 



yíásLt não obstante ta grandíssimas diligencias que so fizerão 
para que ello declarasse oomplice no sou deticto al^^-nm dos je- 
suitai, sempre rospoadeu francameote : « o que muitus vezes 
teoho dllo, isso juro e aflirmo ; neahtim jesuíta ter sido ou oom- 
plice, ou Babedor das mio tias deliberações o do racii atteotado. ^ 
O mesmo rei Henrique IV na allocução, que ítz no parlamento 
era 1603 para restituir a França es joauitaf , assim como jualitl- 
cou estes religiosos de onlras calumnias, quollies imputara o 
primeiro presidente Achilleg Dij-Harlay, assíra também as jtig- 
tirtcou desta, do terem didoaraão âo Caatel para aquelle seu 
atroz delicio ; dizendo ao Harlay ; o Cast'! nada thsfa contra os 
j^êuitas, voltafido-se para os parlaraentarios disse : V6s ínamos 
sois disto as 'tuclhore^ e mais irrefYãf/iweis (estemun/ias. Ora se 
um rei* que era o offendído, na forma mal.> ^cdemoB attesta a 
ínnoceucia do Ouinard, e de todos os mais jesuítas, não he uma 
retlnada maledicência, e insolente temeridade dizer o senhor 
Gama em uma nota : '^ Quem ha que ignore quanta parte ti verão 
os jesuitas na morte de Henrique III» assassinado por frei Jaques 
Clemente l 

Pois ainda aqui não jAm; ouçamos outra nSo menos falsa, 
que se lo na mesma pagina.,, sobre a palaTra «^ o outro Hen- 
rique >, < Na morte de Henrique ÍV soul)e-s0 esconder melhor 
« a mS) jesuítica, mas não se soube esccnder nas duas occasl5ei9 

♦ antecedentes, em que se tinha intentado o roeí^mo parricidío, 

< O padre Varado» superior da companhia em Píirií, fui quem 
€ desencarainliou ao mi-ieravel Barri*>re. Levou lhe ao sen 
€ cubículo, deitou-lhe a sua benção, confess^u-o, dppois lhe deu 
« a communhão etc. Os jesuítas no collegio de Ctermonti e na 
« sua igreja de Santo António por meio de praticas, conf«> 

< rencias, meditações e oxercicla? espirituaos corTOmperão o 
€ espirito de Gastei >. Três calitmnias ati'ocl8simas, mas todas jú. 
velíias e muito rancidas, convencidas já de falsas por mil mudos, 
e maneiras, accuraulou o Sr* Gama neBt% nota contra os jesuítas 
de França . Leu elle sem duYida no libollo satyrico de certos 
reílexioaistas modernos ( 48 ) estas pabvi^as tirada:§ do livro 
€ Cateohismo dos jesuítas >, obra irapiissima do « Pa^quier »» 
prose rip ta e condem nada pela Santa 80. « Três forão os aasas- 
« sinos, os qnaes em diverso:^ tempos attentan^o contra este 

< grande rei » { Henrique IV ) < Po Iro BaiTi«*i*e, João ChatoL e 
« Franciseo Uavillac, O desígnio do priraeii*o não sortio eITeitD 
€ algum sobre a sagrada pessoa do rei. o golpe do segundo o 
€ ferio na face. O assai co do terceiro o deixou por morto. Julgue 

* Deus do atteutado do ftivillac ; mas daquelles do Barri^re 
M e Chatel podem também julgares homeQ-;.Bum e outro nos exa* 

< mes, que lhes flzerào, confessarào qiir gó os jesuítas os Unhão 
« exbortido e instigado aquelle horrendo sacrilégio.»» GracaSt 
sejio dadas aotSra, reílexionistas, e também ao sV- Gama. por 
não imputarem claramente aos jeinitas o ultimo attentado cen- 
tra Henrique IV contentando-ee de o p^^r em duvida; os refie- 
xlonistas deixando a < Deus julgaln)» ; o 8r. Gama diseodo. 
« que nelte se soube esconder melhor a mio jesuítica » ; poderá 



REFUTAÇÕES AS CALUMMAS 



191 



aooreacentar, que do tal sarlo a soube rio c*icoiidcr, quo nom o 
mesmo Deua foi sabecíor, d 3 que alguma - raâ.o josuitica ^ 00 n - 
corresse lara iseraelhante otteotado. 

Ora deixando de parte cioiinto dis^erSo e oslarapurio og ho- 
mens mais doutos e os escriptoruí nixii veiidicus de França re* 
futando ostas três calumiTia.-, e rarstvacdo ao mesmo tempo t 
inaocencia doá jesuítas naquelles três attootados, rmicaraente 
exporei aqui (aisíra por rae parecer surperíluo dizer maHt como 
por nào causar tédio aos meus leitores ) o que diagc, e ti que fez 
em prova da innocencia dos jesuitas o mesmo rei Honrique IV, 
depoia de ter plenamente conhecido, que tudo quanto se tinha 
escriptu e obrado em dascredito dos religio£03t a.Uribtiiudo4hes 
falsamente a morte do seu predecessor, e os iQ&uftos com- 
raettidus contra a sua mesma vida e pe-soa era um puro efíeito 
do oJiOt com que 09 hereges huguenotes. e alguns catholicos 
libertinos poCiíeguiào a companhia, ResuhUo, pois» esso grande 
monarcba, por virtude do conhecimento acima dito, a restifiiir 
á França os jesuítas, e recupera r-lhes o credito, que com tantas 
imposturas llie^ tinhao oscurecido. em publico parlamento, de- 
pois de ouvir a.s ultimas mais forte* inatanciaB que os ini- 
migos destes religiosos fizerao, paia que não fossem chamados 
e restituídos ao reino» começou a perorar p^r elloi dizeodo 
a^im: 



Alloeuçlú 4o Tt'^nriqu6 IV ccj rJofoift dQ« jomiLtis 

€ Quanto mo he errata a vossi ftielidade, tanto me be 
« também a representação, que me fazeis aeste encontro, no 
t qual vos mostrais mais solieitos do int^TessLi de meu roiao, 
« do que eu sou. Mas porque ha uma grande diffrença entre as 
€ discussões de processos e matérias de estado, de quo não en- 
* teudois, não vos perturbem os vo^sOí; temores dizeis que os 
4 jesuítas èí\o ambiciosos ; e eu sei que jurão não acccitar digai- 
€ dade algomado mundo. Parece- vos odioso o vocábulo de jc- 
« suita; eeu vos digo, que he melhor, que de Franciscano, Oo- 

< rainieano. ou Agos^tiníano ; porque arjuello traz d memoria 
« Jesus, que é o mestre ; us outros lembrãí> os discípulos, e 03 

< quL^ forào seus sequazes, Afflrraaes que lambem forao piríi- 
« dario? dosí conf^iderados na liga; raas peiores que eUea, íorão 
€ nesta tempo contra mira o coUegio de Soi-bona, e o mesmo 
« parlamento: attribuis a culpa o buscarem para a sua com- 

< pau h ia q8 mancebos de melhor espirito ; pjis ou vos digo, que 

< uso o mesmo na elefção, quo faço dos sjidados ; e bem he que 
€ para ministros de Deus, e pregadores do evangelho te esoolbão 
€ 08 sujeitos melhores. Inzcis. que sâo immensas aâ suas ri- 

< quezas ; ecomtudo eu sei* que rra todo o reino não tem mais 
€ de renda que quinze mil escudos. >' ( Veja aqui, Sr* Gama, 
quanto he antiga a fabul i da immeasidado das riquezas, que 



i 



íjl REV!>TA rO IN>TíT?TO HI^ORICO 

posi»n:ã3 es je^xziíjk? < Exigeriii ( contíciuL a dizer o me^mo 
« rei < a pcrai^iusa obediência que jorâoao Papa; mas eu sei, 
4 que esta olieiiec ::a não s^ diri^ a oavo Ôm, que a in^ndal-<H 

< ao mar:yri.\ eiviísio-os ásxni&õesdo^ ioítois. Dizeis, que 

< tem iiTiês pira se irisinoarem na graça dcs principeii, ea o coa- 

< fes>^>, e o ^eoh j t-xperim* ntado eom mnde utilidade minha 
<• 003 dcQs graves negoeios da minha aVolTi^o. e na dispensa 

< de minha ira^ã, na> quaes o melhor adrogado, que lire, foi o 

< c irdeal Tol^o jeãuiu ; e se elles me são bons e ateis em 

< Rorca. entre os^ ministreis de Hes{«nha, como não serão dentro 
-> du meu reino f O que sopposto, eu absolutam^ite qoeiv) oe je- 
4 sai tas em França : e vós também os déreis querer, se quereis 

< conservar os vossos cargos, e o credito de homens de honra : 

< jà que unicamente es huguenotes. e alguns do clero ignorantes 

< e escandal«^5os, klo os que se lhes oppoem.» ( Aqui entre yo, 
dirá vtssa mercê Sr. Gama. e cc^m razão) < Quanto aoqu3 
reprehcndeis > f prcsegue o mesmo monarcha a dizer ) < na sua 

< douirina, eu o cão posso crer : ponjue não tenho «cbado um só 

< em tão grande numero de estulantes. qae frequ^snlarãj os 
« 8eu3 collegios, o qual aiflrme ter ouvido dizer, ou ensinar aos 

< jesuitas, que losse livi^e tirar a vida aos tyrannos, ou de 

< tentar contida as pessoas dos reis. Nunca o Barriòre r>i ínsti- 
^ ga<{o, ou confortado por algum jesuíta áquelle seu excesso, 
¥ antos um delles lhe iliss?. que qujm se atrevesse a commettel o 
€ se cunleranaria pua sempre. Aeorescento que ainia que o 

< Cartel os tivess:» acousa lo, o que certamente não fez.... 

< nem por isso se devia criminar a todo o corpo jesuítico : assim 
« cjiuo por um judas senão culpa tolo o apostolado. » 

Eis aqui o que disse aqnelle rei, depois de lerem succeiido 
todos aquelles attontidos, fallanlo da companhia. LoiJi-se Bat- 
ta^lini (49). O Du.*!eix (50). E o Mathieu conselh.iro e bis- 
toriographo daquelíe soberano» em cuj* vida escreveu elle 
quanto aqui escrevo: ( 51 ) E nelles se achaurá esta tão sensata, 
e ma<l'ira allocução do grande Henrique IV a favor dos jesuítas. 



D^a-iaslraçjoa da esllma-jio, que e^ld rei aza ia 
com;aDhia» 

I^oi3 ij que obrou este monarcha, em signal da estimação, 
quo fazia deatos reli jílísou nã) é menos digno de se sa or, do que 
o quii dí>3í. Elle (direi aqui em compendio, o que não S3 p^de 
referir exictamente, sonáo em muitas piíçinas) fll»e 03 resti- 
tuiu ú, Françi, apozar di opposição dos seus einulos, e contra- 
riu8: ell ) 'js encheu de beuíflcijs ; ello os intiroduzioern Constan- 
tin()|)la; elle procurou congraçal-os ora os Venezianos ; elle 
encolheu por pre^jador da corte, o seu confessor o jesuíta CoUono ; 
che;^anilo a til íX'?essjasua real ben3Vol.3ncia pira com elle, 
que se <Ii;^nava de o conduzir algumas vezes consigo no coche, e 



REFUTAÇÕES ÁS CALUMNIAS 



193 



de llio dar a mâo para 3ubir ao piilpito \ querendo dar ao 
munda um maior e mais clan> íestomunho da estimarão om 
que tinha est^^s religiosos, ordeoau \\o seu testamento, que o seu 
cor.ição fosse transportado a Flesclie, logar em qiio tinha rece- 
bido a sua primeira forma, e ahi sepultado na Isíreja do coLlogio 
da corapaíihia de Jeíiis. como elTi^ctlvamento so fez, no moJo 
mai3 solemne, e cora toda aquella pompa e magniflconeia, que 
era devida á majestade daquelle grande rei ; como dííTu^amente 
descreve o mencionado Mathieu i.ò^). Ouviu, Sr* Gama, como 
el-rei Henrique IV dearaentÍLi 03 impostorea. que vossa mercc lea 
e copiou nesta sua obra, sem sabei», nnraexãmíáar, se elles erão 
dignos de fó, ou merecedores de desprezo ? Ouvi o a prefação, 
com que um monarrha tJe T*'fança fallou da companhia» não 
tendo si lo jezuita, nem lhe tendo comidt^ o pão, como vossa 
mercê/ Ouvb aquolla grande âentença,, de quo ainda qne al- 
í?iim deste numeroso corpo fosíse cumpíice era :vigum daiiuelles 
atteatados, (o que certamente não succedcu ) nem pur istíO se 
havia de culpar toda a rcli^^iât^ ' Ouvio corao este soberano mos- 
trou reconhecer os gorviíoíí, que os jesuitus lhe ti n hão feito era 
Roma, não senlo tanto^ nem lào ^^^rande-i, como oa qtio íizoram 
a V03SX merc'' em Itoraiii» e no Braííil ? Pois se ouviu, aprenda a 
ser a^^radecido e obsequioso, e nrio seja ingi ato, nem maleilico. 
Na pa^^ina... couiraentando a palavra novos crimes traz o 
no.«so ofccrivao e^ta nota: < tragam se a memoria a tarde dcs 
* cinco d janeiro, e a nrilc dos tree do setembro» tâo funesta 
« para a França, e PortugaU « que podiiio cobrir de luto e-tií 
« duas monarchias* Perdidimus oleiím} et operam,» 



H«rnta-sa o fino 






Aciíbo de dará eate notário no paj':ígrapho acinia um con- 
selho tâo necessário para a .sua emeadu, e lo^^o na pagina se- 
guinte torna a faliar náo sO na morto de iícnriqrie IH» senão 
também no attnit.^do contra o Jide]i^:iimo D. Jo.ô 1, querendo 
com esti reneti<;âo imputar novamente aos josuitaíf estes dous 
execrandos dclictoíi. iJo primeiro ji eu justifiquei estes reli- 
íííosls ; do scijundo os jtj^tiíKarrí agora. M. e para qur? Sabendo 
já a Europa toda, qne aquolle íiUuntiido nilo tendo outra o\i5- 
tencia, senão a que Ih^ deu o Sr. Carvalho na5tínten«.a de 13 de 
janeiro de J759, na qual declarou conipiices doUe a Ircâ jesuítas, 
o conieranou a uma cru^jl carnidcina uma boa parto da melhor, 
e mais illuslre nobreza, de Portugal, Si\ Gama, o século pre- 
sente estíl muito ilhrminado, o o publico e.4u Ir.h m.iij: critico e 
reíl xivo do í\n(i .intes er.i. Obácrvou em primeiro logar, que 
nenhum daquelleíí Malgos T.inha motivo, nem ainda apparea^e, 
p\ra estar i.^a de.^g caloso daqtielle lolerano que o obrigasse a 
•'^l ^ i í Toití) uxvjíi I'. I, 



Í94 



RE\TSTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



desejar-lhe, e muito menos, a procnrar-lhe a morte; sondo favo- 
recidos delkj com siífiiaôs não indiíToreotes da sua real benevo- 
lência o agrafo. Observou em segundo logar, que na aen tença 
se lià^o alguns factos totalmenie oppo>to3 o contrários a muitas 
noticias certas e particulares, que se sabião na corte. Obaervou 
era terceiro logar, qiia suppondo-se réoa do meemo delicto trea 
jesuítas, nem fossem processados^ nem condemnadoí a mesma 
cu diversa pena» Observou raais q^ie o mesmo Sr. «'arvalho não 
duvidou puucoa annoa depois aparentnr-se com a familia Te' 
çorct, dando por esposa a um seu filho uma aenhorâ daquella il- 
lustrissima casa. 

Pois já depois que Deus levou para ^í o fidelíssimo rei D. Jo- 
sé I de gloriosa memoria, ainda o publico abriu maí*^ os 0U108 
e observou, que a rainha hoje fólizmente reinante, logo que 
tomou posse do governo Eao só aliviou das duras prisões, em 
que estaváo os dons irmãos do raarqnez de Tavoí^a, D. Francisco 
de Assiz, arrotado e morto por traidor, mas os promoveu e col- 
locou cm postos bonoriôcus (53). Observoa mais que suppltcaado 
o marquoz de Aloraa como procurador da fama póstuma deaeoa 
parentes a rainha fídelissima a revisão daquella eausa« alie* 
gando para iírso aoharem-se na íentecça factus que não se lião 
nos processos além de outras subst anciães nulidades, a i^lemen- 
tiasima soberana depois de mandar examinar este ponto, e 
certificada por unanime voto dos seus mais melosos e im- 
parciaes ministros de que ci"a verdade, o que o marqtiez alle- 
gavo, benignamente annuio a sua aupplica : erevendoae a 
causa cora ioda aquella circurnspeção» que pedia um caso tão 
eslrepitcso, publico c notório em toda a Europa, a respeita- 
belissima juala composta dos deaembargadores mais retos o 
doutos doi tribunaes da corte, concordemente vototí cstm^ra in- 
nocent^s no suposto crime de leza-raagesiaJe e alta traição 
todos os réos declarados na sentença de treze de Janeiro de 
I7r>0 (c4>. Ainda observou maia, que pedindo o procurador ou 
fiscal da 0*net tempo para contrariar e i^esponder a esta ul- 
tima decisão da causa, o fez làu de vagar, o com lentidão Tio 
-.rande» que raaiá pareceu querer de propósito demorar a res- 
posta, do que dal*a. Deu -a porí'm finalmente, e entregando^ se 
por ordem soberana a novos ministros, actualmente se vi- e 
examina ; mas com tantas demoras e dilações, que dão motivu 
ao pui.lico para suspeitar, que por alguma occulta razão nfio 
convém ainda declarar, se foi verdadeiro ou ftrgido aquell© in- 
sulto. 

Ainda aqui não parão as observações quo os críticos tem 
tbito -iobrô este tão famoso caso. Sabem ellcs.que tendo os jesuítas 
Hupplicado varias vezes á rainha fltielisíima (55) que lhe accor- 
dasse a graça de poderem em juiso contraditório provar a >ua 
total innucencia neste facto, e moslral-a tão manifesta ao^ olhos 
dof homens c<jmo estão certos delia noa de Deus, o íle recenda-.se 
todoa nos castigos maia rigorosos, ^epor ventura um íô delles 
por legrU o juridicamente convencido Je culpado, a re^sposta 
queoã ministros do catado particulnrinente lhes dão, he, <iue a 



REFUTAÇÕES ÁR CALUNÍNIAS 



i95 



aua innocenoia ô clara e notória ; mas qUR por ora ae lhes não 
pôde fazer justiça. Observarão uUiraaraentOr <l^^ a puríssima 
seberana pi»r um seu real decreto (36) ouvidoa primeiro oa pa- 
recerei dos seus rigios rainistroá declarar livre ainda da mais 
leve ^ombra dc culpa, a excellentissima áDnhora condessa de 
Atongiiia, Ibe restituii^a Inteiramente todos os bcoâ da tua casa, 
aadníittira em palácio, lhe dera a mão a beijar^ digntndo-se além 
disto de lhe raostrar aquelle agrado, que é próprio da sua innata, 
reivl e nitnca assa» louvada híDiga idade ; o que certamente não 
faria, se soubesse que tioba sido consorte de um homem pouco 
antea assassino de seu augusto é glorioso pai. Destas e outras 
mais observações, que o publico tem feito, e eu aqui omitto por 
brevidade, infure que o ví?o raysteríoso de alguns motivos polí- 
ticos e razõea de estado» impede faster-se publica e formalmente 
authentiea a manifestação da veixJade ; mas o véo que a encobre 
seja eite qual for, é tão ftoo e transpareot©. que claramente 
deixa ver aos que tem melhor vista que a reserva d© mandar o 
duque de Aveiro a dous criados seus dií»parar os ti roa a car- 
ruagem, em que se ptrâuadia que hia Pedro Teixeira, e s6 
Pedro Teixeira, de quem estava gravissímamente offendido tudo 
o mais, que isto não be, e se lê na sentença de treze de Janeiro 
de 1759, ho uma pura chiinera, um raero bárbaro fingimento» 
que ideiou a iferocidade do senhor Carvalho para an^uinar os 
|esuítas, e vingar-se daquelleá tidal;^cs, que ato lhe dobravíío o 
joelho, como Aman a Marduqueu, privando^oa da vida pelo modo 
mais cruel, quo neato século se tem víâto ; e cora a vida, tambam 
da honra. 

O qti6 supposto» senhor Gama, não devia Portug^al cobrir-se 
de luto que succedeu na noite de 3 de setembro de 1758, sendo 
tudo o qiie nella aconteceu de ia fausto, nao uma conjuração ur- 
dida, ntíui ini^ulta pmmeditado, mas um accideute fortuito, uma 
desgraça não prevista, nem sonhada. Outros devião ser os dias 
em que com mais razão pudia Portugal dar estf s áignaes de dor e 
seiíLímento, Um ilellcs foi aquelle dia era que passou aos eternos 
repousos o ftdelisaimo rei D. Juse 1 digno, pelas regiam qualidades 
e virtudes de que era ííotado, de reinar perpetuamente, se não 
tivesse a infelicidade de se fiar Je um ralnistTO por natureza se- 
vera, e por systema cruel e barbara. Outro dia foi aquelle em 
que com espanto e horror não s6 desta monarchia o mai:^ de 
todas [^ que sào cultas e civil isadas, foi em publico cadafalso 
degolada a heroina deste século a excellentissima aenhora 
D, L?unor do Távora, marqueza de>ite título; arrastados vivos, 
D. Francifco de Assiz, seu marido e seus dous filhos, Luiz Ber- 
nardo de Távora, e José Maria de Távora, o duque de Aveiro, 
D. .\<jSii Mascarenhas, e o conde de Atouguia, D. Geronimo de 
Atayde, alt'm de outras pessoas de inferior graduação^ extioctas 
com diversos géneros ue morte, mas todas cruéis e barbaras* 
Nestes dias sim» nestes se podia © devia se cobrir de luto a 
nos sa monarchia. 

No primeiro, por perder um ve\, que se não fosse enganado 
do sou ministro, seria as delicia.^ dos seus vassalos ; no segundo, 



lOC /í^VIrrTA 1-3 INSTÍTCTO -JISTORIO:» 

por yiT i'iT lOâ Tasiailús sappoâicf trahidorcf ^ teodo sempre 
lido O! maia deij á^nelie rei. Qoando chegar, cobo finnemeDve 
se e0p?ri. a',:iei!e desejado e feliz momento em <|ije a ninba ô- 
delíssima Cim a sabscripçáo do seu real e sempre m^^moravel 
nome, declare este inígma ca corra o véi) a este myiterioso se- 
gredo, o o tão conbe'.*erá o mando com aotheoticidade pablica, o 
que açora só coosti por scieocia particalar. 

Na pvma. . . explicando as palaTras o seu lArono, traz o Sr. 
Gama ('M% n jta : ^ o tbrooo da companhia está em Roma, lá t^ 

< o centro do seu p.der. Ali recebe o seu geral os avisos do que 
« 96 piftSik em ixlas as partes do mando ; e ali eom o maior 

< despotismo en%ia as suas ordens ao fim datem. Extermi- 
« nala das outras províncias é fazer-lhe guerra pela rama. £* 

< necessário cortar-lhe a raiz. Ora os ihesouros das duas índias 
« ajadavam muito a sustentar o credito dos jesuítas em Roma. 

< y\for.una lamente as presentes aíspC'Siçoes annunciam a pro- 

< zíma total extiocção daquelle corpo. > 



Mostr&«s« ser íaUo o que diz o poeUi acerca do dospo 
tisjio do g«ral Ja companhia. 

Qiidni ouvir esta nota, e não conhecer a malignidade do seu 
autor, cuidará que o geral da companhia em Roma, era nm 
soberano mais poderoso que qualquer outro do mundo ; dizen- 
do- se delle, que alli recebia os « avisos do que se passava em 
< todas as partes do mundo, e d*alli com o maior despotismo on- 
« viava as suas ao fim da terra >. .\ tanto se não estende o 
domínio de neobum monarcha. Receberá cada um delles estando 
na sua corte os avisos do que se passa no seu reino, nos seus 
estados, no seu império e a estes e não a outros que são alheios, 
o de diversos senhores, enviará aa suas ordens. Mas o geral da 
companhia inferior nesta parte a todos os reis do universo, não 
tinha 1 imites certos e determinados, em que exercitasse o seu 
doininio ; a todas as quatro partes do mundo abrangia o spu im- 
pério. Tanto finge nesta nota o Sr. Gama. A verdade porém é, 
que o ^'eral da companhia em Roma era um geral, como os 
outros ^'craos, ^jue residiam naqaolla corte ; anta se heido dizer 
tudo, ora muito inferior a eiles no trato da sua pessoa, e nos 
commolos da hu.i habitação. Klle não tinha carruagem própria. 
Como o-i mais /eraes ; ello não tinha apartamento que cons- 
taise dr? inui^a<) salas faustosamente ornadas, como os mais ge- 
ne^ ; ello i.ão unha criados seculares, que dentro e fora de casa 
o servissem, <omo tinham quasi todos os mais geraes. Klle não 
tinha rnosa privada, nem cosiuheiro particular ; iautava ece^iva 
no refoitor ocoinmiim na presença dos seus súbditos, comendo 
o mesm> que elles, sim outra especialidade que ter um prato 
do nnis «mi luu se llio punha alguma fructa, do que ello re- 
partia com < s visinho?, E^te exemplo não sei eu, que algum 
outro :."?:'al desse. 



REFUTAÇÕES As CALUMXIAS 



197 



Vamos ftgora ao mais. Si este superior maior de toda a re- 
ligião recebia em Rama osariso^, e do Ruma eaviara ordeas u 
todas as partes do muBdn, era porque em todas ellus estavam 
filho:* da compila híu. «erviodu a Dons e aos proxíra^s, em col* 
tegios, em casas, em residências, em missões, cm áemiaarios. As 
ordoQsque enviava a tgilas estas partos, eram noicamcoto di- 
rigidas ao bom governo assim espiritual, como temporal árs 
seus súbditos, o os avisos qao delli^s recebia, eram do bom ou 
mal qutí elles faziam ; do bem para os louvar ; do mal para os 
punir. Eia aqui eia qoo ooosistiam as ordens, e os avisos desto 
supremo prelado do toda a sua religião. Si nas quatro partos do 
mundo ííe fazia in guerras, ou ojtisiavara pazes, se os magis- 
trados seculares ad ministravam justiça, ou ííiziam violoKciaa» c 
assim outras noticía^^ somelbantes não Ibo viabam a Roma, uem 
de Roma mandava ordens concernentes a estes negócios alheios 
totalmente da sua juri^dKv^o ; o que ordenava e sabia era o 
que lhe importava |[*ara u bum governo de toda a orlem. 



VprdAd«iro motivo poniuf omtn asthtitdos om Roma 

Diz mais nesta nota o Sr. Gama, que « os the^ioaros daá 
< duufí índias ajudavam muito a conservar o credito dos jesuítas 
« em Roma >». Não eram os tliesouros da^ duas Índias os que 
acreditav itn em Ruma os jeiuitsis ; eram as noticias authea- 
^icas, e 08 t,'stemLinhog irieíragavcis. quo chegavam âquella 
corte do gran'le fru^^t^j* que fiziam o> filhos da í^ompanbia na- 
quellas regiões, plantando em uma^í partias a fé, e c»ra outras 
conservando-a acusude immôQ-íos traballins, farjiifafl, pcrrsigui- 
Çõiís, atjor e sangue. Por esta causai e não pelo motivo dos ího 
sotiros, que viess«m das duas Índias, paásavívm todoi* os poutihceB 
tiiutas bulas em louvor, o oredito ilos josuitas, e os G»timavara os 
cardeaes, 1)9 principos romanos, e toda a prelauira eoclesiastica. 

Altímdeque para estes religiosos serem auredilados em 
Roma, não era necessário sahir delia; bastava e sobejava para 
lhes conciliar gran lo crdito o muito que naquella cJrte traba- 
lhavam em beneãcio áo próximo, ou f jsso na caí^a professa pre- 
gão lo e confessando assidnaraonle, explicando a sagrada 
oscriplura, e ensinando o catechiárao: ou fosse no cttllegio ro- 
mano, aonde toda a mocidade estudiosa concorria a esstudar, o 
aprender a lin-^ua latina c hebratca, a grega, a rhetorica, a 
philosophia, a muthemaliea, a iheologia especulativa, a pole- 
mica, a moral, osc;intjme.<, a historia ecclesivtstica. e os sagra los 
rltoá; ou fosso nos semi narioá gerjuanicos, íoltIcz. hiberncz, es- 
cossez, gregij, o maronilico ; nos quaes enain?\vara os josuiías as 
contjroversias orrespon dentes aos erros respectivos daquellas 
naçòes, e em todas cuidavam da boa educação, e exemplar pro- 
cedimento dos a lura nos ; ou fosse no oratório chama lo do padre 
Cíiraviu, poF ser este fervoroso paflreo seu insUtuídor, do qual 



J98 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



cm certas àidM da semana sabia muitos jesuítas pela cidadã a 
QODvocar o povo, que cornsigo trasiam a igreja; aoDde depois 
de um teroissimo e devoti^simo colloquio a Cliristo crucificado, 
se tomava rigorosa disciplina, e acabada elia» so proviam os 
confessionários de jefluitas a ouvir conôsiões de muito» peai- 
tantest que aproveitindo-se do escuro da noute, tempo era que 
este pio exercício se fazia, manifestavam as saas ooosciencias e 
di2íam mais livremente sem rubor os seus peccadoa. Neste 
mesmo oratório davam os jesuítas todos os annos na semana 
santa os exercícios espirituaes de Santo Içnacio a todas as prin- 
cezas e damas de Roma. Ko seu noviciado de Santo André os 
davâo quatro vezes no aimo a cardeaes, moQsunliores, a nobreza 
secular o a todas aa mais pessoas que se queriam aproveitar 
deste tao útil bem espiritual. Alóm disto muitos principes e 
cardeaes convidavam uma vez no anno aos jesuítas para os ir 
dar á suas oasas a toda sua l^imilia. Náo fallo aqui ua missão 
urbana, que em todo o anno ora em um, ora em outro districto 
da cidade, suecessivamente faziam os jesuítas» de sorte qiio elles 
sós, como por si mesmo se está vendo, faziam e trabaliiavam 
mais em Roma em utilidade dos próximos e honra a Deus, que 
todos os outros regulares juntos, e uão queria vossa mercê 
Sr. Gama, que os jesuítas fossem acreditados em Roma ^ Ou 
perstiadia-se por ventura, que para o serem erSo necessários os 
thesouros das du%s índias ? Como se engana ; ou para dizer 
melhor, como quer enganar o publico, attribuÍDdo a estimação 
que destes religiosos se tinlmm ua capital áa igreja, não aos 
serviços que faziam, mas ao dinheiro que davam. Pelo que res- 
peita pois ao conselho que dd de ser ueceasario cortar pela rai^ 
esta religião ; e ao gosto (jue mo^itra em ver, que < as presentes 
«disposições todas anounciam a próxima total extíncçao daquello 
corpo 9 ; reapundo que só Deus, que ouve os desejos dos pobi^s e 
remunera juiitvraento não só as obrai, sinâo tambom as palavras, 
lhe dará o pago ; não s6 neste mundo, como já tem feito com uma 
escrivaninha, senão também no outro com aquelle premio etoruo 
que iulgar devido todos aquellen, que desejaram e procuraram a 
total extíAoção dos jesoitas. Passemos jà a outra nota. 

Tendo este poei.4 fingi-lo nos seus vorso?! para calumniar a 
companhia, 

< Qu^ se viam ao longe errantes e espalhados 
4 Pelo mundo oa seus filhos Ir lançando 

< Os íbndamentoe do esperado Império 
« De dous em dous.» 

sobre estas ultinias palavras tmz esta oota: 

xtiador. 

€ Oe jesuítas em Portugal eram chamados os apoiiolo« ; e 
€ esorupulosameiite observavam a exterioridade do » misit illos 
tinos. 



REFUTAÇÕES As CALUMNIAS 



199 



Grande alluciaação foi esta sua Sr. Gama ; aqui deti Tossa 
mercê com o pé na péa. Quer infamar os jesuitas, e traz aqui a 
memoria uma cousa que cede om grande credito e louvor dellesf 
Nau ha occurroncia mais imprópria e alheia do aeu Rscopo. O 
glorioso nome de npo^tolús não inventaram os jesuitas para se 
hoDrar com clle ; oh portuguesas Ih^o derão, e oom ello intitu- 
laram os primeiros íllhos desta religião, que entraram neste 
reino» não por outro motivo senão porque virara nelles um zelo, 
uma caridade e um desinteresse ou igual, ou muito somei hanie 
ao que se lê dos primeiros apóstolos. Tão incan^aveii eram em 
promover a gloria de Deus» em dilatar o seu império, era fazer 
guerra ao demónio e em procurar a saívação eterna aos pró- 
ximos, E se até ao ponto, em que sahiram de PorÈugal es^^es reli- 
giosos, foram sempre chamados apóstolos, comoo a veixlado foram 
6 8© diz nesta nota, é porrjue em todo o tempo que existiram 
neste reino imitaram os primeiros que nelle entraram ; servindo 
a Deus o ao publico por meio de todos os seus santos ministérios 
com desioteresse, com a caridade, com zelo verdadeiramente 
apostólico. Se o Sr* Gama, assim como uma vez se a^cgregou a 
companhia na provinda do Brazil, se aggregasse a (dia na pro- 
Tinciadô Portugal, jà nos sabíamos qurd linha sido o judas do 
apostolado português^ ma^s CO mo nâo foi aqui admittido, não 
consta ainda qual fosse entre elles este desgraçando. 

Na mesma nota accrescenta, que escrupulosamente obierva- 
tão a exterioridade do m\ni illos binos. Não era só esta regra 
do seu patriarcha, a que escrupulosamente observa vao no ei- 
terioros jesuítas; era também a da modéstia, a da mailureza 
no andar, a da pobreza no habito, a da afabilidade no trato, e 
finalmente o da composição religiosa era todas as suas acções 
exteriores. 

No interno também escrupulosamente observa vão outras re- 
gras, como erÊto a de dar as cousas espirituaei o seu tempo, a 
oração, aos exames de consciência, a lição espiritual de livros 
santoa, a mortiílca^o das paixões, a obetliencia prompta aos 
prelados» ao estudo das sciencias etc, de «orte que não obstante 
não terem estes religiosos regra alguma, que os obrigasse a 
observância delias debaixo de peecado mortal, ou aiiida venial, 
(a excepção dos votos essenciaes) «rão os superiores tãoexactoi 
em as mzer escrupulosamente guardar, que muitas vezes com 
maior rigor castigavão uma falta leve, do que era outras reli- 
giões se castigaria uma grave. So o autor destas não está total- 
mente ©aquecido do seu noviciado» bem me persuado que poderá 
ser testemunha da verdade com que ftillo. 



NÃO he jAet&naia dâs iesaítas be narração Tei'<fii- 
<]«ira Ur um úélltt d«iifl«li«rto & font« do Nilo, 



Na mesma pagina. . » se lê outra nota: os jesuítas até $$ 
júctatdo nas suas historias de ter despaberiú a origem do Niíú, Eu 



200 



REVISTA DO TXSTiTUTO HISTÓRICO 



nào sei qa© os historiatiorcs da compaoliU cOQteiu com jactância 
t6rôm descoberto a ori^^em do Nilo; mas se assim ho. t'^m muita 
rasão para hm ; sendo na verdade um jeàuiia» cliamâdi» l^edro 
Paes, morto na sua amada missão da Ethiopia a- s vinte do maio 
de lôiá o primeiro doa europeus, que descobrindo a fonte da- 
qu©lÍ6 grande o fj-moso rio no mcz de abni de 1(118, dissipou o 
engano iioiveriíaL, em que se estava de quo o priticipio» ou ori- 
gem do Nilo ora um cutoo fiegredo toialmente occulto o im- 
penotravel ao conhecimento do^' horaeos, 

E julga vo<8a mercê» senlior Gama, quâ não lie matéria do 
jactância, um descobrimento que desterra dt> inundo um erro 
commum, e montra evidentemente ser fabula, o que autea os 
tinha por cousa verdadeira ? O certo íie, que todos us erudiíoSi 
ptincipalmento grwgraphoa. applaudirão e estimarão a noticia» 
julgando ser premio devido ao descobridor fdzer publico o seu 
nome por beneficio da estampa, pari que em todj o tempo se 
soube^so. quem linlii sido o primeiro, que rasgou o vóo. debaixo 
do qual estava occulta desole o princípio do mundo a nascença 
daquello rio ; o dissipou o orro ena que ix)r tantos aocutos sa 
tinha vivido» mostrando cbramente aos olhos ser uma para 
fabula quanto sí>bre a origem do Nilo se di£ia« Lea-so o dicio- 
nário geogriphico vertido da lingua Ingleza na Franoeza, e ul- 
timamente na Icaíi ma, e neáta posteriur versât» se acharão as 
palavras, que cito o netlas a verdade com que fali o. (57) Vejtiâo 
lambem o raippsi de Africa de Joáo Baptista Homanao, o nelie 
ae encun trará ar.tribuí-io aos jesuitaápara aeu perpetuo louvor, 
o descobrimento da fonte do rio Nilo. Ne;sta mesma pagina, 
tendo este poeta descripto om verso a sujeição dos indlos ame- 
ricanos a compaubia por esta^ palavras: 

« Com um ee^to innocente ao6 pés áo thrôao 

« Yia-^e a liberdade americana 

€ Que arMstaudo eaormissimas cadéas 

€ Suspira ; o os olhos e a iaclioada testa 

€ Nem levanta de humilde, e de medruào * 

põem esta nota :< Não ha palavras que expliquem bastante- 
« monto a sujeição em que vtvtáo aquelles índios. Vejão-ae oa 
« fragmentos das cartas do conde do Bobadela, citadas na repa- 
« blica etc-^ Pelo amor de Deus, senhor Gama, não cite mais 
nesta su i obra a relação abreviada da ropublici je^uitlca, sendo 
um libello sátyríco, iiifamatorio, íodlgno de fé, cbeio de falsi- 
dades, c por isso roprovadoí probibido e queimado. Diga muito 
embora que os indiuts tiuhio uma grande sujeição aus jesuítas 
que oom ellus estavão nas aldèas, porque nisto diz bem ;e se 
aâm o dia^e nas suas cartas o conde de Bobadela, disse também 
a verdade. Mas que se í^egue daqui! 

Qtie oà missonarios ensina vão bem aquelles seus neopbytos, 
que os truta vão com amor, que protogião a sua liberdalo, que 
zelavão o seu commodo, que os defendtão doa enganos, e quo em 
tudo e para tudo iho^ erão utets e proTeitosos ; porque se assim 



BIiFL^TAnoES ÁS CALUMNUS 



não fos:?e que sujeição liaviâíJ de ter a dous miseráveis sacer- 
doteâ fracos o desarmado -í, t;intos milli ires do índios, que esta- 
váo em cada poynaçio sendo por Datui'oza letozes» imp ici<"ntes 
e viogaúvos ? Ern lugar de Ibea serem obedientes e submisso?, 
í?e levaritariãíj contra oUes e oá apartariâo de si quHii lo nào se 
resolveasem a prival-os da vida como lhes ora tão fíicil. Neste 
perigo S3 virão os JGâtii tas Ioga quo oa iniíios suspeitarão, que 
elles oo> tratados doii limites faziào raai;^ as park^s dos dous res- 
poctivos soberanos do queasaiins, persuadindo os insíaotomento 
a mudança, a que elles suramaraento repagnavâo, E cora olleito 
por esta causa a uns pozerát> guardas a viáta, a oiitrus pren- 
derão, a outros fiualmoíite obrigarão a retirar-sa para escapar 
do sou furor, Idto stipposto, que acha aqui quo creUcar e^te 
maledico f Se uaquella sujeição, quo es jnnios tinbáo aos josaita 
encontra aiateria para i&sn, critique os fre/?uezos. que são obe- 
dientes aos sous parochog, os penitentes aos seu- c^tifesí^ores, os 
difcipufos aos s**uâ mestres» os pupilus aos seiíí? tutoi'os, o todos 
os que ^ão subordinados áquolles, que por al^nini titulo Jlies slo 
superiores. 

Nas paginas. , .Ee lê uma nota quasi tão reforla de mentiras 
cjnao de períodos ; o dtz assim : * os josuitas do Brasil tmlião 
« uma fra^íata inagnifiea, era que o provincial salda tndus ob 
« anoosa titulo de visitar a província ; pororai na roalidadoera 
f- a quo fazia a maior parto du comraereio. quf> aquellos portos 
^ tem entre si. Emquanco a fragata recebia car^a. ostavão 
« too los as tadas as o ulras embarcações» ^endo os fretes da- 

< quella mais caros, a titulo de íraluzenda maia írjínra. Ora 
€ osjetuUas nas alfandegas nuoca pagarão diifitoM, O seu lucro 
€ ora iraraenso. Para so conseguir melhor este fim, espalharão 
<t pelo povo uma prolL^ssia do s^u padre Anchieta, que aqufdla 
« fragata uunca se perderia. Encalharãu-na, finalmente, o 

< íizerào outra, que custou cincoenta mil crusad^is ; e sendo-lhe 
* necessarij perpetuar aquella síiuta impostura, mandarão 

< pregar na nova algumas taboas da vellin, e por^uadirão 
« áquelles bons negociantes que bastava aqtiella p:irto para 
i comraimicar a virmdo au tudu. O autor vio muitas vezos 
« esta fmgata, e oiiirou nella. Trazia ílamtila o bandeira com 
« insígnia da compíinhia, e tiulia do mais a mais excellente ar- 
€ tllharia. Ao entrar esiliir dos portos receíiia toda'' as honras 
€ que se fuzem as nàos do rei. ^ 



no BrnsM. 



Todo Site grande aranzel apanhado as mãos» e bem espre- 
mido se reduz, a que os jesuítas do Brasil tendo uma embar- 
cação velha, o de poucos comraodos, mandarão fazer outra 
nova, maior sim, mas nada magnifica ; a qual grrava todo o 



202 



REVISTA DO LN9TITUT0 HISTÓRICO 



anno de Pernambuco à Bahia, da Bahia á capitania do Espirito 
Sasto, da capitania ao Rio de Janeiro, do Rio de Janeiro á 
Santos, e de Santos voltava pelos moamos portos até Fernajn- 
buço f.om o provincial, ou com outro algum religioso nomeado 
por eU6 visitador, e commissarlo ; e junuimeate todos os mais 
sujeitos, oum q'4e áe haviao de prouver as muitas e diversas 
occupaçâes que havia nos collegios, ca^as, residências, seminá- 
rios e miâsoe^ daquella igualmente numerosa e florente pro- 
vincia. Tinha esta embarcação sete pequenas peças, que empres- 
tavci o pro vedor da fazenda real, para poder salvar os portos, 
conforraõ aa ordecs reaes* com cinco tiros, aos quaeâ se corres- 
pondiio com três : e isso por alvará Jos senhores reis de Por- 
tugal. Pelo mesmo privilegio usava de flâmula e bandeira 
branca com a ijisi^nia da coaipanhia ; o o seu capitão tinha pa- 
tente do mar e guerra, que Ihe^ pas-^vao os vice-reis da Bahia; 
e por 18-50 usava de bastão, tudo por graciosos decretos dos mo- 
narclias portuguezes. Tanto quiit^rào sempre honrar estes sobe- 
ranos aos jedui tas ; e tanto se mostrarão sempre agradecidos 
aos serviços quo fazião a sua coroa naquella parte do mundo* 
Ató aqui o que he verdade. 

O falso tí íiDgído he» que aquella embarcação fizesse a maior 
parte do commercio» que aqueílea portos tem entre si ; porque 
nem a maior pane, nem a manor fazia. Alem da carga que 
levava consistente no que era necessário para a^ provisões e 
gastos dos collegios, carregava por lastro al^^m sal, e esse 
pouco, 6 quando o havia, de Pernambuco para o Rio do Janeiro* 
Disse, pouLo e quando ha%%a^ porque o commum era ser o lastro 
de areia, e quando era de sal, nao se punha a carga« nem a 
fretes, mas se levava de graça, assim como tambam alguns 
mimos, que pescas partieularei manda vao ar:>s seus amigos 
rersidentes naquelles portos, a que a erabarcaçiio havia de 
aportar ; como v, g, alguns cocos, boiuesde doce, e outras miu- 
dezas semelhantes. Ao capitão e marinheiros erfio concedidas 
alguma» praças livres, nasquaes transportavào algumas cousas 
de pessoas particulares ; mas cedia em proveito delles o lucro 
dos íVotes. £st\ era a maior carga, tanto do sul para o norte, 
como do norte para o sol ; da qual nenhum lucro tira vão os 
jesuítas como era notório a todos. £' falso também, que em- 
quanlo a fragata recebia esta carga, estivessem ociosas todas 
as outras emharcaçoes, porqua etla nao transportava fazenda 
alguma que fosse da praça ou do eoromorcio, como jt disse, e 
podem certificar os negociantes nos portos a que oUa chegava. 
E' também consecutivamente falsa, que os f^tes fossem mais 
caro nella pela fabulosa segurança do que não se perderia ; por- 
que aonde não ha carga» não ha fi^etoá , nem caros, nem baratos. 
Que 08 Jesuiias nas alfandegas não pagassem direitos dos gé- 
neros, que Ihe:^ erão necessários para "as suas casas e collegioB 
é certo ; mi\s deste privilegio concedido peloe reis gosavio lam- 
bem 03 mais religiosos do Brasil, Se alem disto transportavào 
alguma cousa que lhes não pertencesse^ delia se pagavio os di- 
roitoB, e ninguém excepto o senhor Gama, ou outro ^melhante. 



HBFCTAÇÕES ÁS CALUMN1A6 



203 



O poierá negar ; e assim não só era immen^Oi m^ neDbum era 
o lucro, que a carga produzia. Daqui viaba, que para manter 
a dita fragata era preciso que qb coUegJos o residências coa- 
corressem todos os annos a sua proporção eona determinada 
quantia de dinheiro, como clara o evidentemente consta do9 
liyros, que os ministros régios no conflico levárào das procura- 
turas, 09 quaeâ talvez ainda ezíst&o. O qtiediz o senhor Gama 
nem clara, nom eacuramente constará de Jivro aJgum que tenha 
ou faça fé, 

Na pagina.... querendo este moderno escriptor trazer a 
memoria aqueJla antiga calumnia de qne os jesuítas forão a 
causa da infeliz morte d© elrei D. Sebastião, e da perda de todo 
exercito, que comsigo íevou a .^Trica, molhou a penna e sahio 
Á Joz com estes versos: 

< Por enti-e troncos de umas plantas negi-as 

< Por obra sua vião^se arrastadas 
« As ardentes aréas africanas 

€ O valor, e alta gloria portugueza. 
« Ai : mal aconselhado, quando forte, 
« Generoso mancebo. Eternas lutas 

< Preparas a chorosa Lusitauia 

« Desejada duí» teus a incertos climas 

« Vás mendigar a morte, e a sepultara. » 

Fatal desgraça, que este poeta para compor estes seus cantos 
nâoleãseum só autor, que fosso verídico, oão abiússe um s6 
livro, que deixasse desBr apocrypho. 



Morte de «h*«3 B. SfthastlAo e a p«rdii do seu «xercUo 
f»l«ftincQt.0 aitriliQidiíus aoa j«suLtas, 

Achou elle talvez na celebre dedução chronologica parto da 
XDaladic6Dcia do senhor Carvalho, mas baptisado o Dome do se- 
nhor Seabra, aquelia noticia; parecendo- lhe muito accommo- 
dada ao seu escopo, sem examinar, se era falsa, ou verdadeira, 
Qflkribada em sólidos ou débeis fundamentos, mudadas as setas 
em ^o]hti£, isto é, a prosa em verso, a enc&ixou no seu poema. 
Ora eu para confundir este novo caliminiador dos jesuítas, e 
mostrar-lhe a pouca critica ou muita ligeireza, com que acre- 
ditou uma fabula, pouco diííerente daquella, que ainda hoje 
crem alguns sebastianistas, nào me valerei aqui o quo dizem os 
históricos da companhia, como sao o cardeal Cienfuegos^ (58) o 
Telles, (5d) o o Sacchino (00), referindo miudamente as muitas, 
e exquiaitaa diligencias que por ai, c por outras pessoas de au- 
toridade fizerão os jõsuitaif, para dissuadir aquellG rei mancebo 
de uma tão temerária e arriscada empresa; chegando a escrever 
ao pootiâce» para que puzesse diante dos olhos o perigo» a que 



204 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



ne expoDha e a toda a nionarebia, com aquella tSo precipitada 
e ioteinj/estiira resolução: porque se o 8i?nhor Basílio cnoi tanU 
facilidade acredita meatira^ claras, Teodo-as esiampa^Jas em 
detbuara dos jesuítas, c*>m a mesma e aíQda e maior facilidade 
□e^ará verdades maDífestaa, sabeodo, que são eseriptas por 
estes reli^oitos em seu abono. Por isso alienarei 86 autores 
que QUDca. forão d:i eompanbia, bomcns dignos de toda a ft\ e 
mai» viridico, e bem informados, que Jerónimo Praooo Ganes-* 
tagío, que talvez foi o prim^^iro, que eitamp m esta calttmnía« 
(61 i e deu oecaslão a que alguns emulou, e inimiifug do^ jesuitas 
a publicassem. Maséeste historiador pela incivilididecom que 
que filia do senhor cardeal rei, pela insoleDcia com que trata eU 
rei D. Sebasilâo. e àaalmente pelo atrevimeato com que censura 
os Tt*neriiTeÍ9 religioaos de S. Francis o, tão indigno de crelito, 
e merecedo ' d « desprezo, que nenhum verdadeiro portu^uez lè 
a sua hísttorla. qne não se osotailalisií da sua maledicência. Os 
aothore^ poi^ cujis ditas e tosteraunbns, aqui produzirei, sâo: 
Luiz Coelho Barbuda, (02) Duarie Nunes do Leão, (63) Frei Jos^ 
Santa Thereta Ca -melitaoo, (64) e o abbade Diogo Barbosa 
Machado; (65) os quaes unanimente ^iffirniao nfio poder nem 
dever altribuir-se a outra caiiátia infelíc;d:ide daqaelta expedição 
a Africa que o espirito bel 1 coso daqu41e mancebo mo na rc ha; 
impaciente de fazer o sou nomo celebre pelas armas, © alcançar 
a fama de conquistador a imitação dus ráis seus pi*edece>5orés; 
accra-^centnndo juntamente qrje tão longe es tirai ão os reli gnjsos 
da companhia de ÍQJ!uir no animo daquelle fogoso príncipe, que 
ínt6iitas:ie aquella guerra, que antes (izerão todos as instan- 
cias pojbíveis, para q le de^btisse delia. 

€ Não sd conhecia (diz Luiz Coelho Barbuda) neste pvincipe 
« (D. Sebastião) uutro vi cio « que ocxuelle do seu ardor miliiar, ao 

< qual não podia reprimir, foi instruído peloa padres di com- 
€ panbis;e nos primeiros an nus, pelo padre Luiz Gonçalves da 
€ Carneira, tão zeloso do seu serviço, qae se aillrma ter fiillecido 
€ do puro sentimento de o ver passar a Africa, não podendo 
« de sorte alguma impedirlhe esta tão temerária ©uipresa. * 

Duarte Nunos escreve : < Esta determinação de ir a Africi 
€ elrei D. Sebastião procurarã^> impelir i-artas pessoas, as quaa» 
« era zelosas do bem do dito rei, e do seu remo curao forão D. 
« Felippc U rei de H 'spanli;i. ... O cardeal infante D. Uennque 
«seu lio... Martinho Gonçalves da Caraara...eda mesma 
« sorte os religiosos da companhia de Jesus soih mestres. > 

« Era dominado o coração d el-rei D. Sekistião (diz o abbade 
€ Diogo Barbosa Machado) de ura táo ardente? desejo de ir á 
€ Africa, que nã« foram eficazes para impedir esta tão teme* 
« raria n^soliição as lagrimaâ de sua augusta avó, os consellios 
€ Aix cardeal Henrique, os rogos de seu mestre o coníTessor o 
4 padre Luiz Gonçalves da Gamara, conspirando to>los na mesma 
* preteoçáo de que oào se effectuasse uma emproza, na qoal 

< perigava igualmente a sua pessoa e a conservação de t.jda 
€ & mooarchia. > Ouça-se, finalmente, frei Joté de í>anta The- 
reza* 



REFUTArÕES As CALU.NÍNIAS 



205 



4íT*imfjem (diz olle) o pcidre Laiz Qoõçal voa da Camará, seu 
* mestre, procurava disperauadil-o de ura tão preeipllado con- 
4 selha ; mas, s^Btido baldadas as diligancias de ambos, isto é, da 
< rainha D» Calíinrini e de seu mestre o padre Luiz Gonçalves, 
4 afflicto perdeu a vida de para dòr e sentimento.* 

Ora, depois de oovir o testemunho destes gravissimog his- 
toriadores, além de outros que poderiam alle/arar como o Cam- 
pana e O. Juào de Castro, q 110 escreveu a vitia deste infausto 
rei, homen» tolos ímparciaes o desapaixunadíS, diga ranitu em- 
bora nos seus versos o nosso poeta, fallando dos jesuítas : 

< Que por obra sna viara-se arrastados 
« A's ardentes arè is africanas 

< O vaíur e alta gluria pertugurza, » 

porque eu lhe applicarci o que o carujolitano acima allegado 
accrescentou na sua historia por est.is palavras ; < pelo que 
4 ÍMou apaixonado quem dissí* terom sido os joáiiitsis autores 
€ na perda dVl rei II Seha&tiãe o por cun^equencia da luina de 
€ Portugal.» K portara tão clíira o manifesta a falsidade desta 
calumnia, que ainda que faltassem os testemunhos dos erulitoae 
verídicos autores qne cilei^ a qualquer homem, ai aia do me- 
díocre juízo se dl por si moámo a cotiliecer ; e senão pergunto, 
que utilidade ou interesse podiam ter os j-^suítas em persuadir 
áqaellô rei uma tão arriscada empresa? Kxpnndo-o a tanti^s e 
tãa graves perigos, quantos costumam encontrar-so em uma 
guerra feita em paiz alheio, e além dís tilheio bárbaro, ardente, 
e por isso summameate nocivo Ainda que etite princtpe por 
cons^elhos dos generaes 'o abstiveíise de tom?ir as armas e de 
assistir pessoalraent3 aos combates {o que seria diíílcll acabar 
com elle, supposta a fofros idade de seu génio e brio marcial, 
quo o predominava), .sen lo t^o incertos oa succes«os das ba- 
talhas, e tão inconstante a fortuna em repartir as vicioriís, 
facilmente poderia acontecer, que ílcassc prisioneiro o cum elle 
grandtí p\rto do exí^rcito. Que perturbwçào para o reino .' Que 
dor para os jesuitasí 

Era este um perjg) ; outro maior era pela intempeiio do 
clima excessivamente calmoso contnihir o rei uma doença, que 
aggravada com a duvidosa e continua eonsideravaó ^o irrfausr^, 
cu feliz ííuccesso, que teriam a.^auas tropas, faliando Ihe^ aquLdle 
animo, aqulle valor e fort!4'^za, que Ihe.^ influía a sua real pre- 
sença, daqui solhe originasse a morte. Qtie maior dos^rraça l 
Que fatalidade maior ! Ora estes e outros periííos lâo f.iceiB de 
acontecer naquella guerra occorrertani aos jestuitas ; e pi^r isso 
tão lungo es la riam de o lacitar áquclla m presa, quo antes 
poriam todo o esforço para o rotrahir dolla Eram e.^tes rtlí- 
giosoíí, mais que nenhuns outros, estiraad(^s e fiivorecídos da- 
quelle monarcha ; e se licito é dizcd o, ai*' venerado.'* o amado». 
Elle Ds tratava com familiaridade e conílanga; elle tinha um 
por seu mostre o confessor ; (66) e log^o que est*o falleceu, es- 
colheu outro que lhe ouccedesse naquelle sagrado emprego. (67) 



9 



SM 



REVISTA DO IXSTITUTO KISTORÍOO 



Elle lhes tialia fundado e dotada com mâo lar^a quatro eotlegios 
na AáU, qnatro na America* c doas na Africa. Elle lhes tinha 
feito muiios oatros beneâcioã: tudo sí^n^es manifestos. Qioaé 
éÊk ÉOft real liberalidade, mas da grande estimarão, qne (kzía 
dflsttt padres. Sendo pois tudo isto coz^o, o ínnegavel todo o 
9ea caidaJo e desvello ,>eria í como era Qa verdad;*) apartar da- 
quelle príncipe ain<ia a mai^ re nota cccasiâo de perdera vida, 
011 a aaude ; e não expol-o :i ri.^cos do perder uma cousa € mais 
a outra ; e isto nao sl> por elfeUo da virtudo de ^.fpatidão. mas 
pelo innato desejo que toJo^ tem de qud se conserve lirre e 
salvo quem lhes é liberal o insigne í>emfeitor. Qu-iro por 
outro lado metter peloa olhos a esta ealamoiador quanto por si 
mesma se conheça a falsidade desiia impostura. Sc por obra, 
como elle diz dos jesuítas, el-rei D. Sebastião, 

« Deaejado dos seus em certos climas 

fosso rãendiffGr a morte e a sepultura^ ficando ellâ 14 morto 
e sepultado, quanto se mostraria indignada contra estes reli- 
giosos a rainiia D. Catharina que tâo ternamente amava este 
aeu neto? O cardeal lieorique, que summamtnte amava este 
sobrinho! Os senhores da corte, que adoravam este prmcipe ? 
Todo o povo, que o desejava immortril? O reino todo que o qui- 
«era eterno.' Pois nau íuocedeu assim: a rainha não JíTroniou 
no amor a estes pidre^, ante.-? morrendo no mesmo anno. que seti 
neto, fez delles honor ifícamencào no seu testamento. O cardeal 
m&is intensamente, que antes, estimou e favoreceu os j<3suitas. 
fundando - lhes ocoUegiade santo Antão em Lisboa, o de Lvora 
com a universidade» e tarabera a da Purificação; tudo para ser 
governado por elles» Os senhores da c'u"ta não só se laman^ 
taram destes religiosos, mas oo espaço de trinta annos lhes edi- 
ficaram um cQllogio em Taro, outro na llíia de S. Miguei, um 
noviciado em Lisboa, o um sominario, e também era Viila- Vi- 
çosa uma casa professa. Finalmente, o povo todo o todo o 
reino continuou como antes, a \enerar estes padres, e a utl- 
lizar-se delles em todos os seus í^agrados ministérios, O qne 
tudo cortamento não aconteceria, se par culpa L-ua S9 perdesse 
na Africa o rei o o ro'no. São e>tis razões tâo claras e evi- 
dentes, quâ quem Dão conhece a sua força, ou t^ iailo de jtiixo, 
ou e^tâ cego de alguma paixão. Vamos a outra cou^a. 



Na mcíma pa^^ina,., passando da America e da Africa 
á Ásia traz esta nota. entre todas não §6 a mais improvável. 
seirfU também a mais ríílcula. Dh nella assim : 

tf os jesuítas na China no inno de I6i5, approvcitsrão-se 
€ da divísilo daquoUc grande império entre os dons perten- 



REFUTAÇÕES AS CALIMNIÂS 



207 



«dentes pani. o etitregarera ao Kara dos tártaros. Foram em 
« premio elevados a Éíisínadade de raaodíirins e ornados c^m 
€ 03 ricos vestidos, a coi lares, que 8tí podem Ter oaestíirapa, 
€ que uoB deixou o padre Bunam no catbalogo das retigiòes 
« etc. > 

Chamei a esta nota nâo sú a maia improvável, senuo 
tanibem a mais ridicala, porque nenlitim Itomom do juizo 
até aqui aJllrmou, nem j,i mais se poderi capacitar que trez 
ou quatro religiosos estrangeiras, allemães e íVanceaes, que 
estaváo por aquelle tempo nu China, semeando naquella in- 
culta seara o grão da palavra ae Deus, isto r, a doutrina 
evangélica entre 1000 sustos e temores, entre IijOO perigos 
e trabalhos tivease tanto poder e auloridad ', que a seu ar- 
bitrío, D ao obatante as forças dr* dous poderosos pí^rteiidentes 
áquello grande império, a nenhum delles o entregasse, mas 
o puzessem nas mãos do Kam dos tártaros, coUocando o no 
thròno, e fazendc-o acclamir imperador. E oão ò isto uma 
eliimera que só a um louco da casa dos Oratts poderia oc 
correr? Pois occorreu ao Sr. Gama ; appruvou-a o sev Me- 
cenas, e deixou-a estampar o tribunal censório daquelle tempo. 
Pois não é menos ridícula a asserção de que 'N.; premio desta 
façanha foram os jcsuitas elevados à di^nt lad'j 'J6 jriondorinF ; 
quando t^inguem lia que iguore que esta honra dtlo oa im- 
peradores a alguns miationarios, assim pelas suas virtuden e 
aciendas» como pelos grandes e relevantes í^erviços que llics 
fizem. 

Na mesma pagina... depoirji de tor dito f m verso u des- 
propoaito de que 05 jesuítas : « perraittirno aos Bonzos a fazer 
4 de Roma o indigno culto do seu le^^islador, traz e-ta nota 
€ o Sr. Gama ; e de mais a maia o servi rem-íe para no- 
€ mear. D verdadeiro Deus das vozes Tien Céo, e Xantí, au- 
c premo imperador ; o fazerem certas oblaf ôes aos aeus de- 
€ fuatos. ^ 

Semelhanto ao <|ue disso em verso é o despropósito, quo 
agura acEvba de dizer era prosa* A razão é porque L**m Roma, 
nem os jesuitas tinham sobre os Bonzos, quo sao oh sacerdotes 
daqueJla gentilidade, jurisdicção aljíuma para lhes prohihir, 
ou permittir alguma cousa. Os Bonzõ-^, em quanto Honzos 
não erão cathoíicos, e assim não necessitavam da permisaão 
dos õuropens para dar o culto que quizcÊsem ao ^on le- 
gislador. O mesmo digo a respeito do explica rera a verdadeiro 
Deus pelas palavras Tien, Xanti, A questão que ;-o moveu 
em Roma nao foi esta, Sr. Garaat vossa mercê tumou cesta 
por balcsta, alhoa por bugalhos, e ouviu cantar o ííallo, o nâo 
Èíoube aonde. A questão que em Roma se moveu» foi í^e us je- 
suítas na China permittiam não aoã Ronzo-J. como aqui diz, 
maa aos christãos neophitoa al^um culto do £<ju leí^isladoí 
ConfHcio, que fosse ÍRdi«?uo» iIJicito. ou incompativel cora a 
roliiíiào catiiolica* Esta ?^im, esta foi a qui àt o, em qiu*, como 
vossa mercê traz na sua nota da pagina. . . « cansou do lutar 
« Roma por mais de um século com a animosidado dos je- 



1 



20í^ iíEVI-sTA O-.» INSTITUTO HISTORir^ 

1 jTiius, a&sresoesvuido neiU o friicco que fe ^liroa dijs dd- 
4 orev» «i^â aagraiias eon^rreiracões, pobileado^ em Id4^ foi 

< o lae tiroa mua^enhor Mãizrot em 16^ o cardeal <ie Toaraoo 
A em 17 i4 Climeatd XE, cSeuedkto XUI Clemen^ XII, Beae- 

< iico XIV cjra ;ado is^o ainla liojo oão cessam de repelir, 

< qae sio a .a:\r;a pretoriana do P«&pa ; e o maia é «iie 

< faliam Terdade. » 

Ea cão p.»ço r>r jírír a<iai ludo aiaillo. a qve se aUnle nesta 
a ^ta. Não obstante y&rái ia e dos olbos, quanJo i5to «ereTO. noti- 
oiaâ ex bc^as de 'oioâ oe paâtk», qae se derio naqoelia tão lomn, 
e iau*iaca*1a controvertia âobre a permis-ão de alguns riiotr 
chinicús. Tenho a vista qaal foi a soa origem, quaes oa promo- 
terea delia, e o porqne ; as niões que aúejmvào os je>ni»3 da 
China, para serem es taes ritos permittiluâ: as sentenças doe> que 
em Ruma jal/avam, qne denam ser reprorados ; os pareceres e 
sentenças doa qne juLravão, que ae deviam permittir. O motivo 
porqa * f^i mandado ã China mun^enhor Kai^rrot, e o cardeal de 
Toumon. e que iQstru<xôas levaram : os dngostos que amboi 
tiveram do imperador : o cardeal pelo decreta que paUicoa 
Intempestiva, e contrario á coDserrK^ão daqoella ohríatan- 
dad ? ; o bi^po por cão enieader a lini^at chiniea, tenlo-o assi- 
^Qido, e eleito o cirdeal por seu interpn»te. lie s^rte qoe foi 
obri^oiiio do Impera ^r, con%'eoceQdo-o da sua ijnjrmneii, a 
fazer um so'enice attestatlo, qoe não entendia os livros e litte- 
ratuia ehineza ; o que o dik> bispo extrcotou ; mas sem com isto 
evit ju se:* expulso da Ciuna. Tenho também a mão as instan- 
cias, que o cardeal :ez. para qoe os jesuítas lhe jurassem obe- 
diência, e exeeuta>Srm o decreto prohibttiTodos ritos; e obede- 
condo a tudo os j ^soitas eoi» .rangidos do medo, foram também 
ontão exierminadt/S peio Imperador. Al^m disto tenho também 
diante ios olhos i» prK>testo, que o geral da companhia Tamba- 
riui fez av> papa Clemente XI de que a sentença favorável aos 
ritOBí cnmioos nãoer» própria de to^la religião, mas só de alguns 
pariioiilares, o 7ue elle e tuda a ordem reprovava. \6S) O breve 
que o p,ipa inr.o.^ncio XI mandou ao jesuíta Fernando Verbiest 
vice-pivvincial da o>. m^anhia ca China, (6(^) no qual aquelle 
papíi lep« is -!o llie a^raK»' er o donativo dt» < am nii-sd rjmaco 

* e-ori^to na lingi.a chinica, e ;.s figuras astronómicas deli- 

< neíída> p^ir elle a ^ mo.lo chinez. alimde conciliar a f» caího- 

* l.ca. ckjIuo allí d.z o niesmo papa a fikVcrdaquellas gentes dis- 
€ ci;.lina«ía.s í-ni t-.da a ^ rie de artes liberaes. e propensa a 

< todos os íreno:o^ de virtu-les, o kuva o a Uxios es seus sooi-s, 

< do qu»; o nvert* Ldo o uso da> scioncias profunas em tem da 
-f rei:;? âo c.itíiol ríi, rís.ifuidas áquolle império e com elles 

< a no->a sanu f»';, -e í 3p«;re sempre a esta o maior augniento ». 
Quíírim-iíjii í!iilií.|ic.i *io b:>po de Mala.^ dominicano, em que 
d<;S':iontM quanU"* ciluiiiDia.s o imposturas vomitarão contra o:? 
joMijjtfifl ,Ja ciiini o Arn.il lo c o Jiineu, inimigos d.^stes ••eligioso:'. 
A« quaeH no;ifioM UAhh. se íu aqui as produzi-Nse, uão cederião 
oní {^'ixn^W) louvor dos miá.-íionarios chiutzcs. Mas pa>so oin si- 
l<ín'i'^ a t^HÍus elIaM, afim porque se aqui asoscrev sse faria um 




REFUTAÇQKS A9 CALUMXIAS 



209 



grussD ôftibtiiiíoso volatne, como tambern pela-^ julgar âu per íliiiis 
aoflm qiio pretendo. 

Para fazer tapar a boca ao Sr. Gama, e por íi^io a hua 
maledicenriíi, bn-ita d zar que m Ob jeauitas da Cliiiia pur tão 
largo optivo do tempo dffonderão a opiaião que favorecia aos 
ritoá cUiOiCos apQzar daís contradiçôis da Rjma, aão era certa- 
Oiente com aiurao lQ feniiooUp a idolilria, nem cora o espirUo 
de dosprezir os docr«tu3 pontiftcios ; ora UDicaruente para quo 
m marii Itistasse a vordado, o se não impedisse a coiiverôã*> 
daquellasigeoto reprusentando-se aos papaa eom a mascarado 
suptíi^tíciosos, G illicitos aquellea ritos, que elles julfíavào iouo- 
centea. K iiiâto tâo longe estavam do acr rcpreben^íveis, q«o 
antes eram louváveis. Si m houvessem de calumaiai taatos 
homeoa gaútisaimos o douiiss.mos, quo seguiram doutrinas» e 
nâo poucas detlaa communs cutm os caiholicos, aa qaaesexa> 
minadas mel bordepoia cuniJemnou a igreja» calumniaina também 
o Sr, 0:ima a Gofas (que os paires antigos querem que fosso 
Sao Pedro) por suster contra Sao Paulo, que observasí^em os 
ritos Ju laicos os neoniiytua do gentil ismo. Calumniaria São Ci- 
priano raartyr, o biupo de Cartliago, e cora eile a mais de ae- 
tenta e seto bispos da Africa» que ^crernente defendifio dever 
ser rebaptíâado quem tivesse recebido o baptismo do um licrege 
dooatísta, CaiumDÍaria também a tantos padres 6 e^riptores 
eccle>ia3r.icos nos primeiros três seouloa da igreja abertamente 
segui r-am ser o remo de Christj milenário com todos os justos 
E'*ãte mimdo, antes do juizo univíírsal ; erro que depois foi con- 
domnado por lieretrco, primei, amen te no concilio Ecumentcj 
Florentino, e depois no de Treniio* Calumniaria tantos bi.^poa 
zelo/os, e sacerdotisa dotitisaimoa da i^roja galllcann, por uma 
diíatwia serie de ao nos nâo só defenderão, maa promoverão a» 
perotciusas raailmas doí? seraipela^^ianos. Calumniaria a tantos 
pailres theobgos iniji^ues e famosos, que no concilio deXrouto, 
juntamente cum Seripaudo, geral naquelle tempo da aua reli- 
giftij, e dtípois cardinal da santa igreja e presidente no mesmo 
coacilio, sustinUam que a|í*m da jusUflcaçáo intrínseca se ro- 
qnería a extrinsoca imputação dcs merecimentos de Chrihto ; 
senteoçíi a qual, porque favorecia muito aos sectários daquello 
tempo, foi justaoieate comfutada, o contradita doa mais paires 
e iboologors . 

Eu bem creio, que o Sr- Gama niio se atreverá a calumniar 
a tantos liomeíis táo sábios, o tâo santos ; pois se nem Cefaf, 
nem S, Cipriano como os mais bispos da Africa nomos prelado;^» 
e riiicerdutes da Fiança» nemoi tlieotogo^ ão Tridontioo morecôni 
ser ealumniridos por seguirem opiniões, que depois reprovou a 
igreja, e i-fto nao por outro motivo, sinâo porque o animo, com 
que as seguiam, náo era do introduzir douiriníia erróneas no ca- 
Ibultcjsmo» mas purque julgítvam não serem contrai iaâ a^s 
dogmas da té ; porquo razáo se hão de calumniar o« jesuita!^, 
que c^m tantos outros homens sábios, zelosos e santos, doml- 
oicanos, francisc mos e bispos defendiam o uso dos ritoâ chiui- 
cos; nao por favorecer a idolatria, mas porque julgavam, quo 
S3i — í i Tomo lxviu i», i. 



j 



210 



REMSTA DO ÍNSTITUTO HISTÓRICO 



senda obséquios puraraenies civis em nada se r^T^nin'!:* ^ nossa 
santa relJjBrião ^ Paliou âDaJmente com decis culo do 

Valicana» fallou ClomoQte XI pelo sen decreto - .e,Q qnal 

reiBmettido a China foi ix^ntualment© po^to em exeea^. 

Logo que lá chegoa monsenhor Carloâ Amorosio lletabirbo 
p&trí&reha de Alexandria, legado de Clemeate, ordenou aos 
bispos e mi93ionario3 que observa^ssem o tal de^sreto com as i>er- 
miiBÕesque nelle vinhão declaradas; <? os bispos e missionários 
todos obedeceram a quanto nolle se mandava, ou permíttia. E 
porque nUimaraente Beoedicto XIV deôniu serem também sa- 
persttciosas aquellas ceremonias qoe nâo tinhão sido prohi- 
Didas pelo legado pontificio logo os que propuimivao aqudlles 
ritos se mudarão era outros tiotoíí propognaaore? delles ; com 
animo leal e i^ellgioso os reprovarão, os abjurarão, os detesta^ 
rão sera recorrer aquolle eelebre reftigio de certo siiencio res* 
peitoso, para mais se confirmarem na perseverança do seu antigo 
erro* Isto conhecerão o^ mesmos papeis que proliibirão os ritos 
protegido», como lícitos pelu? jesuítas : por isso tão longe e^ti- 
verão de se dar por a^graradc^s desta sna innocente opposiçao 
que nenhum delles deixou de os estimar, e ter a religião da com- 
panhia por sua (^^urda pi^eUrUmc ; c^usa de que se jateão e 
sempre jactarão os jesuítas, como diz concluindo esta íua nota o 
senhor Gama ; accrescentando demais que nitto faíl^Q vêf^dfíé*. 



PPOVft S^ 9«r ttã99 0<}il« M (Hl <l«» jCtttilM #i JSfl«. 

Na pagina depois de dicer nos versos, qve úí}e$uiia$nê 
Japão f^mentarõo domesdcáê ' e le esta nota* a mais 

maligna, a mais insolento e i re todas as que tenm 

ouvido e refutado ; e dií assitu : •> -siitis com as suas ros- 
« tricções mentaes não duvidarão ao princípio calcar o cradllio 
€ por não perderem aquelle riquíssimo commercio. Quem 
« quizer íkzer conceito da eitençto desta e de outras curiosida- 
€ des nesta matéria leia as viagens de M', Duquesne mandado 
« por Luiz XIV as índias orientaes.» Tomo 3 pa;?. SK Sr. Oama 
diga nos por quem he, aonde achou esta noticia tão nova, o 
tio extraordinária? Que autores verídicos a trazem* Qtis do- 
cumentos e attestados alienam certos e irrefragaveis, para se 
poder acrediur um feicto tao escandaloso, como he não duvi- 
darem 08 Jesuítas calcar a Ch.'i3to crucificado, por não pep«- 
derem o riquíssimo commercio do Japão ' Mas advirta que se 
nSo produzir um ftindamento gravo, solido e incontrastavel, no 
qual flrra^? este seu dito» será avaliado em todo o raunio pelo 
maior o mais atrerido impostor, qu-^ at4 ao dia de hojo tem pra- 
cnrado infamar a companhia, O rn «^ tem chegado os ini- 

migos desta religião he a querer duas fklsidadf^s : a 

primeira, que os jesuítas fôramos p^r ij! '^adores da pkz da chrls- 
landade naquelle império. 



REFUTAÇUfiS As CALUMNIAS 



aii 



A seguoda, que eatea religiosos ae enver^onliavani da pro 
gar a Jesus Chrlsto cnicitlcado. Mas estas duas cal uma ias asíiaz 
eatâo coni atadas por escriptores vertdicoa e imparciaes como 
agora mostrarei. 

Em qimaiõ a primeira caluinma» he do aaber» que 47 aonoa 
antes quo os mi^^dionarioa Franciscjanoa vindos das Philipjijuaa 
entrassem no Japão, já a nossa santa fé estava ali plantLitla por 
S. Francisco Xavier, o polo jeduita Cosme de Torres ; eerajà 
tão fíoreconte aqíieila christaDdade cultivada ifó peloei jesuíta:?, 
que oonstava de mais de cento e trinta mil neoptiytos ; como 
conata dos registros dos baptismoá. e dâs iiiatarias do Japào. Ti- 
nham crecido igrejas, fundado coliegkos» al>6rto seminários » esta- 
belecido residências ; e até casa para os noviços com reítures d 
proviociaes. Nem em todo esto tempo, que precedeu ao i egresso 
dos religiosos Franciscanos, foram tào poucas as fadigas ap*iSto- 
licas dos jesuítas naqyella parte da Ásia que nao cliegassem a 
admirar-se na Europa. Partiu no auno de 1573 para o Japãj o je- 
suíta Alexandre Valignani napolitano com o caracter de coin- 
missario veaitador geral daquellas missoos ; e depois de ver 
ali estabelecidas varias eonlTririas e hospitaes, mais de treseotas 
igrejas, escolas da Ungua latina, e» tamparia de caracteres japo- 
ceaos, academias de rauaica e de pintiii^a para ornato don: tem- 
plos e decom dos divinos officios> converteu e baptisou pela 
sua mão a Francisco, Rei de Ari no, e a Bartlioloineu, Koi de 
Omura e fez que expo<iiaiem a Roma uma embaixada ao Papa 
Gregório Ifdll sugeicando ciquell s reinos a fé calhoiica, e a obe- 
diência do viga_rio de Chrislo, Então fúi, como diz o Miirat^ri, 
( 70 ) < que virão os romanos um ia sol í to espectáculo isto é dous 
€ mancebos 11 lustres japoneses acompanhados ti o alguos poucos 
« jesuítas os qujxes depois de ter 1 eci-bido em Portugaí, Hesp i- 
€ nha e em França distinctissimas honras o ânezas, chc^garam a 
< Roma aos -di de Março ; c admiUidos cora grande soleuini luJo 
ii o em pleno consistório a beijar o p6 ao Poutiflce, lhe apre>oa* 
€ taram as suas cartiis crede noiíirs, sendo depuis tratados com 
€ as maiores demonstrações de benevoioncia eamor, nau sO ptdo 
4< Papa, mas por todos os carJeaes e nobreza romana* A vista 
« destas primícias daqualla nova christaodado, foi tão grande a 
€ consolação e alegria que cuncebeu o pontiôco Orexorio XIIÍ, 
« que não pode conter as lagrimas , nem também todos aqueiles 
« que tinham verdadeiro zel<j da propa^iição da fé augmento 
€ la igreja catlidica. > Aié aqui o Mur.Ltorú 

A desgraça porem foi que o g.isto de ver tãç copioso fructo, 
as esperançus, que eUe dav l de ser ainda maior naquellapíirto 
do mundo, em breve jse désvanecurã 1 e frustrarão; não sn des- 
cuidando o inimigo coramum de semear a cizânia om uma seara, 
que promettm o gvkú melhor e mais câcolliido. Que os jesuitas 
tivessem a culpa de ira mal aquella llorentissima ohristandade 
por causa do commercio que afi ahrirãú, e agora diz o ^íeoíior 
Gama» que não quLTxão perder, Ue impostura, que delles es- 
creveu o Sci:ppio em cena relação attribuida ao padre frei Luiz 
Soiêlo, e citada com louvor do Arnaldo no tomo 3 da Morai pra~ 



ROVTA DO IMb^lIlUIO 

iStm^mém Gwiiépn Tm 

*» la«9 ^fpOflKBOá^ ■Pt —jl áttpNlIft fwwiii. põt 



I • ifCf«l^ éi t«í 4 



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I ^«0 tbilm si«lo tãa florente* 



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€ Tenos i 



I que 
tom o 



ie iiirtrms 
I eflèiloe, qoe »c ÚnÈM visto 



eotrário na Japio reli- 

EraDgetho produzido 

' ali 96 esta Tio eo 



QoaiM 



segtdnda os ] 



de 8. FrtiielMO Xmvter, q«o (teu friBdpio m eonTenio ili« 
qoellee poTit. iam feito grmiMi aenriçosm Dou ; quando pelo 
emilrario o oãote áe oWar ée eertos nlígioeos tem sueeitado 
eonlGiida» e diAsnoças iitvito pr^pdidaeoa cooTonio e pro- 
pagi^ da fé ; pdrfae dálias le tea oi^giiído, qoe aio §6 a 
evasgaUÉi tem ali perdido o aeii credito, seno qno também 
deriloeeeasâo a serem laiK9<toi Ibra de lodoe aqnaelles estados* 
fmpoado-ie graves peaasaqoQB iiiKeiitasw U eoirar. 09 
avMoe e relações que temoa tido de todas eslas cousas, teodo 
excitarão em cós iquelle justo âentlaMoto, que Adlmeote 
^j*1em j»lgar tudos aquellcft, que coDheeBm quão gn&ndo é o 
df scjo qoe temos do maior serríço de Deus, e augmeDto da 
reiifião ebristi, ordenamoa que se tormasM um eonseliia 
dtqaeUet ooeaoe fninistros mais lelosos e eiperímentado», de 
maior seieoeia e autoridade; assim para qi»e re^ulvessom 
qoaaeseriio op maios opp^rtuoos para rocuperar o eTangelha 
o eredito perdido aaqueiics reinos, e tomar pêra o folião os 
joejolgasiem miib ou-isao «ugmcuto da ign^ja caiiioliea* 
Dopofe oe te terem feito sobro e^ta matéria divei*>as câosoltas. 
temos determina-lo de eommum e uoi forme consenço deste 
moo eonselbo, que por ospaço de quinze aDQiá potico mais ou 
menoo, ^fr^^ndo o pedir o est&do das cousas para bem Ja no^sa 
iaota fííUifiho D&õ possa entrar no Japão roUfi^ioso atgtim nem 
Afim de propagar o eTaogt^lho, nem por qualquer outro mo* 
ItTo; õieeptoaâdo somente os reHgio$<»da compaDliia de Jesos. 



REFUTAÇÕES As CALUMNIAS 



€ Ordeuftudo juutameote quo poasa entrar o bispo «lo Japão, e se 
« íor posíivel quQ ienha tarnb im íili a swa residência ; se, porem, 

< as cifcuniataQcias nào pormitUrem ist >, rórida no íugar mais 
€ visíiiho, aonde (josaa melhor exercitar aa funções do sey car>:o... 
« Maddanios também que om coosequeDcia ddste nosso decreto 
« 86 poça a Saa Sentiilado em nosso uomô ao ffição expedir os 
4 breves necessários para oste efTeito, o quo se «lera todos os des- 
« P^ciíoa que serão necassaríos. Feito em Madrid aos 6 do Jullio 

< de I6á8. A 

E^te decreto não tinlia lido o Sr. Qama porque de o lesse 
não diria dos seu^ v^oi^sus pagiaaa**» gue a companhia enlrando no 
Japão ihniciUãrOr ihme^íiicn ãi^cordia ; mas por íss j niosmo» qn© 
O não leu, ireslou. Eis vaqui o que suecede a quem estampa tudo 
o qu.! acha nos livros gem examinar primeiro» m os autores sao 
veridico.^, ou raaledíca^, nnparciíe ou apaixonados. Eipõo-sea 
ser meotiroao e também a ser desraentidi» mi ra'*e de iodo o 
mundu, comn agora é este escriptor. Queira 0«us aos menos, 
que 80 envergonhe, e diga arrependido confucio faciei mede co- 
opct^uit *ue (75), 

Vamos a segrmda impostura* 

Conaiate eata em se attfibuir falsamente aos jâsuitas da 
ChlíW^Çffe seent^cftjonhacatH de pregar ChriMo cmci/icadú. Esta 
impostura, publicaram tx*es eacriptorci, O Varo, o Moraes, o 
Navurrette ; mas a este se oppusísram tre^ cscriptores domi- 
nicanos: os pidres frei Domingos Sarperrí, João da Paz, e Gre- 
gório Lop*is, bispa de Pekim ; e para confular a todos basta o 
fundamento o testemunho do que diz o Sarperri em abono da 
innocencíi dos jesuítas ; nasceu elb em Sicília e foi religioso 
muito beoomonto d.i igreja chiaeza, pelos ;,^randeâ trabalhos, 
que ali p ^deceu, sendu eucarce^-ado e dejí terrado e chamado por 
isto mesmo com rasuo o santo Sic^liuna, Delia se lê na eh ro nica 
da sua orlem, * qurs fura de gran io valor, e de um espirito 

< próprio (lo mií^sionario apostólico (76) i^ Diz assim O seu teste- 
munho: < testirtco eu em socando lugar, quo ua padres da com- 
« paQhia tem annunciado nesta i-eino da China a Jesui crticifi- 

< cado, nàa só cjm a voz, sináo também em livros, que em 

< grande namero tem ascrípto ; que decliram com miudeza os 

< misteri^is da paixão aos seus neophytos; que era algumas das 
4 suas residenei-c^s ha confrarias d t paiiao ; que pouco tempo 
« ha, que o seu perseguidor .lamquam*Sien nenhuma cousa 
« vituperou timto aos pregadores do Evangelho, come adora- 
4 ração de um homem crucmcaio, do qual diziam ser Deos do 
« céo e da terra» o que provava t-om os livres doe padres da 

< corapanhia. -> Es»^ attestado se piídeler na defesa dos missio- 
nar tos chinezes da companhia da edição de Colónia no anno 
nm (77). 

Que n>sponde a isto, Sr. r.ama? Dii*A talvez o que dizem 
certos reflexionistns modernos, aproveitando-se do que já 
tinham dito outros maledioos, como ellcs inimigos da compa- 
nhia; « que o jesuíta António Rubiao estampou om Turim um 
€ livro aonde nas paginai? ...e,,. propugna, que não se deve 



21{ 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



< eoUoear nos altares oem na igreja o ganto craoifiio ; e que no 
« n. 48 do mesmo livro accreáoeota: com grande difficuldade 
€ nos costumamos na Europa i% ver a nudez de <;hrista ciruclfi- 
€ ca4o ; pela qaal razão foi nocessario por longro tempo cobril-o.» 
Sr, li ima, se voâsa mei'€6 dú, esta resposta, dígo-lhe nue eUa é 
tão fklsa, como ^ verdadeira a noticia que agora lho (íou. 

O jeijuita Ru bino nunca estampou iivro algum, nem jamais 
escreveu ^Ilal«i que se dirigisse a propor umas doutrinas i5a 
má8 o escíkudalo^as , Nasceu ei te em Strombmo de nnbre cangue 
em I59G; passou as índias em 1002, e no Japão morreu ulti- 
mamente martyr de Jeaus-Christo no tormento das covas japo- 
nczíia era Naogazachy em março de K* i3, por ordem do To- 
xoiigun imperador idolatra. De aorte, que desde que sahlo da 
ItaJtA noTtca mais voltou a eila, e muito mcDos a Turim, aonde 
30 díEqne fora impresso aqueile livro. Sondo este santo religioso 
eleir^ pelo seu geral» no aono de 1639, visitador da China e do 
Japão, se determinou a responder em 1741, isto ó, dous anno« 
an-es de ser martyr isado, aquellas atrozes calumnias, com que 
eram Infamados os Jesuitas da Cliina naquelle tempo* A esto 
fim compoz um oscripto em Ungua partugueza, o qual sendo ello 
vivo» nunca se deoao prelo. Veio esta obra raanuscripta muitos 
innos depois da sua morte, as mios de outro jesuíta chamado 
Joáo Phiííppe Marini. o qual vertendo em italiano a fez es- 
tampar, não em Turim, mas ora Leão no anno de h"^^>5; pas- 
sados oáo menos quo vinte e Joos annos depots da morte, que o 
autor tinha padecido por Christo. Tem este livro por titulo 
c Methodo da doutrina que os pairei da companhia ensinam aos 
€ net;phytos da Cliina» cora a resposta as objecções do alguns 
« moleraos, que a impugnam.» Naquella oácriptura portuguesa 
(traduzili depois polo Marini, como fica dito) confuta o Rublno 
aquellas atrozes calumoias que algimii, uu pouco infirmados da 
TerlaJe ou muito faceias era crer tudo, o que ouvem divulgavam 
doa missionários da companhlct naquellas remotissimas provín- 
cias sobre a adoração de" Jesus crucificado. 

Aqui é, aonde com monumentos authenticos moitra este 
óptimo o douto religioso, que alies somente nâo oxpimham as 
imagens do crucifixo naquellas únicas occasiõe-ie circumstanciag 
em que havia algum prudente temor, de que os pagãos houves- 
sem de de^a togar contra eila a 9ua raiva e furor, como algumas 
tftm tinham fiPito, apredejaudo-as, o dizendo-Ihes mil vilanias, 
injurias e aíTrontas. 

Finalmente, como grande ttaeologo que era, o versadiasimo 
em erudíçSo sagrada, com author idades e rasdes justíílca a 
sabia conducta daquelles missionários (T8). 

Esta mat interpretada escripiura é talvez toda a origem 
da atrocíssima calumnia. com qtio nesta sua nota pretende o 
Sr. Q ima infamar os jesuítas, dizendo detlei oom audácia día- 
bfílica, o maledicência veriladeiramente infern U, que « pjr não 
€ perderem o riquíssimo commercio, que faziam naquellas 
« parteedo mundo não duvidaram ao principio calcar o crud- 
€ 0x0, » E o mais é, quo para confirmar 0Bt« seu (^bissimo 



REFUTAÇÕES ÀS C.VLLMNIAS 



215 



asserto noa manda ler as viaoém de Mr, Duquesne mandado por 
Luiz Xív as índias úrieniaes, como ae estos tivessem maior au- 
toridade, e merecessem maior fé da que aa bulias de tantos 
papas, 08 decretos de taatos rei3, os attostados do tantos car* 
deaeã, as cartas de tantos bispos honoriíicentissimas a com- 
panhia, e commendaiicia doí^ trabalhos, das fadií^as, das porâd* 
guiçõeg, do suor, e do aangue, cora que os ftlhos desta sagrada 
religião procuraram sempre em toda a parte entre cíitliolicos e 
iafiois propagar o reino cie Christo, accreaoentar siJt^ditos % 
igreja, servir aos próximos e glorificar a Deus- Leia, Sr. Oama, 
estes louvores no iivro intitulado Elegia societaía Jesu^ e oon- 
fundft-se de ter faliado tàa mal de ama religião da qual bomena 
tio respeitáveis peUs suas dignidades, pel«s suas virtudes, ou 
lettras tem faliado oom tanta honra e prelUoção. 



eornft «appo^tos cumpllets 9m Inglgttrra o» eon* 
jQra<:ÍodA poIvOi'&. 

Na pagina sobre a palavra Conjumção traz esta nota: « Os 
€ padres Garnot e Oiaeciirno réos convictos e confessos da 
^ conjuração da pólvora. > Graças sejam dadaa ao Sr. Gama, o 
qual fdllaudo aqui dosjesuitas mortos em loglaterra por trai* 
dores não mette ne^te numero o Campianú; taíve/ deu mais cre- 
dito aos autores catholicos, que afllrmam que asâim esto jeiuita, 
coíbo também os mala sacerd^>tes. a quem naqiiolla perseguição 
deram a morte, a padecerão innocentes, do que os escriptores 
protesta ntí*s» que asso ver&m terem morrido culpados. Paliando 
em gerai de todos eetes suppoatos r^os do lesa magestade aqueUe 
grande mestre de eapirito e ben 13 mérito de tijdo o mundo o 
padre frai Luiz de Granada da ordem dos pregadores di2 que 
foram duas veses viortyres ; uma voz pelfi fé, OUtra pela ca- 
riilade ; isto é, uma por nio consentir com os hereges, outra 
por não descobrir os catholicos (79). E fallando particularmente 
do jesuíta Edmu tido Campiano, o Sr. D, Bernardino do Men- 
donça ^ emlíaixador de el-rei eatholieo na corte de Londres, diz 
assim em umacarti escripti a sua irmã com a data de 4 do 
dezembro; «: Porque me acho era um paiz onde não mo eatl 
« bom mandar dizer em meu nome o que toca a estes martyres, 

< Q iaberá por uma carta do Sorrano ; peço, porém, a V* à. de 
« a mandar copiar, e reniettel-a da rainha parte aos padres da 
€ companliia de Jesus, pira que a promulguem em todas as 

< suas casas, e lhes accrescente que quautos se acham aqui, o 

< eu particularmeate posso passar fi\ que attendido o modo, 
c com que derão a morte ao padre Campiano, elie f?.^ pôde 
« coutar entre os maiores martyros da igreja de Deus j e 
« como tal Mp41e ter a sua religião ; eqae em paga de ser 
€ eu histórico de martyrio tfto exemplar, lhos peço que nm m 
€ esqueçam de me encommendar a Deug nas suas oraç5es. x(80) 



!s^Ia>m Aj- ;»!Six:^ E.zmaA} CuELzimo. ^^r q-ie razão in- 
t\ZLí xm e«Cê a:^:a^ii;so ícae »:<* jiínL9ttG;ir»*( e OUecorae, 

J^ .l;.:^ zi s^jfcconc .^ FiI^uB por ^ea^r^ eseriptores caUk^cce 
di^nus ^^ 'ziiiicr Í4 dj qoe âj ^ Oí;2<a>xk>. o Cook, o ADÍrei« 

c:-i3 ^ z:'3r% iroaoecti» • fadec^m ctumar -» ícartyn» o Gar- 
cet e ^ OlKcurne ! O e&nfe&I BeI&niLÍ2. na napij«;a que fez á 
apoI'>.'lap7oy«'c.>A<fitrj «rfeiír^^ifj em qaa o m de Inglaterra 
láz c^HBpLeeôa ecnjvira<;ã<c c;i pcLTO(r:à »» Summo Poocince com 
tD^i if CS :(:sa::ai, depois de parg-ir j Pipa de tt>ia a «upeiU ie 
-?ilpi. Li 3^£m tillândo le GartH: : « eí;i» jemia em preaença 

< d: n:es:/.o re: Jijcbo pcv^^iestc:! sempre -;»& nem ell-í. cem 08 

< ieiT fjrom aa^or^jâ. coosrlheir'?. eaoipLioeov e^AScio de i:il 

< conjirajcÃo : •; i? elle depo.á qoe oaTiii im aiíto da eoaíbsio 

< 5.'v:r^2i«rn*.al aq-elie int i.^. piieri if>ia a sua iodibtria 

< pira «3 3 ie •ie^rs-isôe delle. IsVr que ca:n JTii*ameou> aiíealoa 

< cm ;ai20. cjarirmoa c:m jinaieato nj {►iiibulo, na presec^i 

< de :3íiíii:.3 povo. E i^iai cosij 2:nfe&5oa lirremence a ff ca- 

< i::ol;:a, e execr^a a heresia ac^Loana. eom a mesm ^liberdade 

< ae^oa ler sido eil^ aitor. campli re. ct^oselbeiro. oa de algum 

< :ii-.d> co2S:nt;d-r diqie.iac curaKão. » 

^r. jimi. fular:a .\<íí-íi j 3elanria;.> ca saa resp^^iU a 
ei-re. '^:'jb^ ííl;, s,- .> 'iarne'. fvsse réo eoavicio e confesso 
óxiu ];e 3upp:su> dclt*u> .' O Bati:>^liQi iK»ã seus annaea (c^) diz 
afc.::,: * eaire os ré-> decliradoã c ãm phces daquelle detesiavel 

< crimo f-ri cDcar.vrado H.«Dri-ia? Onímet saoeriote da compa- 
« íiiiií '1-: Je^u^, do idade d-.* setenta aon s. o qual confessou ter 
« '.lio nAicia .03 d^^signios daqueKa maldade* mas dentro dj 
« i o violarei segredo da^conâ^são sacrarueatal : e que tendo feito 

< -riaotj estava da sua parte por dissuadir os peoiteotas de tão 

< iáib^r'*s, o injustoá pjnsimenv.s. a prohibi^o eccK-siastica 
« de n'ij violar o <ij;illo da penitencia o tinha impedido a dar 
« coan aos magistrados ; n j que se julgava innoceote. bto n.lo 

< obs ante, lhe deram a morte oom a pena própria de irahiJi?. 

< M'jí-.r'jM p'^r6.ii quão injusta foss j a sua seotenca um suc^esso 
« pu->Jico e constant; «{ue cahindo uma gota do sou sangue sobre 
« umi espigado trigj se formo i lugo delia asuaedgie coix>ada 
« C'jm :jfiia cruz: o foi succesTsivaraenUí uâo só pelos mereci- 
« montos da *jua vjdaanujrior. mas também por aquelle authen- 
« íico pr<jJí;/l'i venerado entre os c vtholiccs por mariyr.» 

rallim p^-Ja mosma boca o Duplelx, e o Spondano ; o pri- 
mei /u na historia de França í^J), o segundo nos annaes ecclesi- 
asUco;, dizi.ndo asfeim: « Intor c* leròs Henricus Garnetus So- 
« t'';^itijs Jesu jam sopturigonarius prodiíoium p^i^na sublatQS 

< <'fit cunfííssiH, so rora sei visse, sed tantum modo in confes- 

< ijione ff'V:ramentale, qua ram omnimo diíssuaberat. El san- 

< gijJDis r*jus gutta in spícam tritici decideoto, formata est In 
« iJJi oyin efíigies, ciim corona, et cruco ; unde non parva ojus 



IIEFCTAÇÒES As CALUMNIAS 



M7 



« sanetítatU sparsa fíiraa, habitua est pro martire», E é p08 
siveí, Sr. Gíinia* qno seado q jesuíta Game t tido e UaviJo por 
martyr na opinião dus caUiolicos hu qiiasi dous séculos, pertende 
voflsa" mercê ao fim di^Hos persuadir ai> publico, qni? *- morreu 
€ convicto c confesso da conjtiraçíio da pólvora ern Inglaterra, 
porque asáím o di^em liere^^es» que o conderanaráo a laorte? 
Que pretençrio raais estólida ! 

Pois nào Tui raeno-^ injusta a morte do jesuíta Eduardo 01- 
decornc. Toda a cul['a quo us ruínistrog hereges da loglatorra 
iraputarào a esto réu foi definir por licito om consciência a coq- 
JTiravão da pólvora. Mms quão bom elle ie doscul passa ouça* 
moi-o da sua mesma buca, e pitlaa mesmas palavras vertidas na 
no^a liuííua, com que se. explicou no processo ; allegadas pelos 
dr>us lutheranoa AlboUi o Coul^. * ímdo me dito Humjyedo 
LitUet^n ?> (asíitn o nlie orno uu oxame quo so fez na torro de 
Loodros» QO dia 12 do margo do IWi ), que o Caiesbtj ( cato Ibi o 
principal tiutor d^quello attenlado ) «< qii»niÍo se vio a si, e 
« alguns dos sons sócios na conjuração quasi suíTocaílos da pol- 
€ vora inesperad.ifuente acesa e a outros era termos de escapar 
4 a morte Tugindo, tmtroa a duvidar, se teria offendilo a Deus 
«f em ^mpi eliendor uma cousa, de que tantas des/?raçcis se se- 
« guiam* Eu lhe resp indí que ts f^^ctos não se julgavam buQS, 
« ou ra.ios pelo mal ou bem que succediam; mas quo a sua bon- 
€ dade ou maliciu se arguia do fim com quo se faziam, o dos 
« meios do que para ellos se Uísavam, Era prova do que lhe ai- 
« le^ifuei um f icto. que se It^ no iivro dos juizes, qual é ter D >us 
« mandado as onze Iribua do Isríiel fazor fruerra a tribu de Bon- 
<t jamin ; e coniudo qlto Dã primeira, nora na segunda batalha 
€ "sahiram as onze tribiis vicLoriusis. Além iliáto sabemos, que 
-( elrei de Frain;a, querendo fazer guerra aos turco-í, e reunir 
« de sou podor a Terra Santa, perdeu a maior parto do seu 

* ox e rc i t o o fe r i \ * ) u l ti m a iTie í i te d a pe 3 1 e m or re u . o u i r o ta n to 

< 86 tôETi visto n is muitas occ^isioes em quo os christaos tom 
« do fendido Uliodos contra os turcos o os turcos vencido e desba- 
-K raTado aos christaos. Do mesmo modo se podo dis^orr r do 

* facto de Catesby, o à^i-i seus sócios; nào se deve jul^rar bom, 

< ou máo, polo succeáso que teve, mas peio obj^^cts ou dm cora 

< que ae fi-z o pelos raeíus de que usuu para conseííuir do quo 

< nào estando eu iuiormatJo náo posío defluir, nem dar sentença 
€ mas deixalo as suas consiencias, e ao juizo de Deus. Com esta 
« circumspecí.áu e cautela respondi ao LiUleton ; porque duvidei, 

< ?e rue querja armar alguma tradição, e não quiz que pudesse 

< valer-se da mmba resposta para algum mào usn, ou a con- 
<* tas^o aos ciitholicos» ou aos protestantes. » Assim fallou o 
Oldecomo. e assim sa ló nos autos autiion ticos do Inglaterra. 

Pergunto agora: e quo reposta mais ianocente, o mais 
judiciosa St' podia dar para evitar a occasiào de que o tra- 
liidor Litlet on se nào pudesse valor delia em prejuízo daquelle 
jesuita, ou entre us eaiholicos, ou oiatre os proteatantes^ O 
lutberano Abbottí a julgou tãosensati, e prudente que, que- 
rendoa criticar não condemnou» o quo elle proferiu com a bocca» 



218 



REMSTA DO FNSTITUTO lUSTORICO 



mas o que oecixitoú no animo ; não aa . palavras que didset 
mas a intenção oom quo as disse; eoDcloiado assim « Rem- 
noa dixit impjam ; cerce eo ipso vuloit erisUari, videri 
piam (84). p Mas o senhor Gama dôâcobríDdo mais veneno do 
qué aqueLlo luthorano, naquelia resposiyk do padre Oldecoroe, 
jtiLga quo «Ib foi uma ciara coDâssão da sua culpa o por isso 
assevera fraucamente, que convici) confesso morrei* complice 
daquella coD^juração ; apartando se neste juizo do parecer de 
todos os autores ca tholicos, e conformando-se uni cameo te aos 
sentimontos dos hero ticos: Sr. Gama, escreva a Loadre^ esta 
noticia, de que vossa mercê doprosando a autoridade de mui toe 
mestret, que seguindo ao Doutorei Exímio Francisco Soares Gra- 
naiense (86), afflrmâo que examinada em tcdo o rip^^or theolo;íieo 
a perseguiçJKo de Inglaterra desde Henrique \\U até el-rei 
Jacobo, foi verdadeiramente perseguição da fé provando isto 
oom texto dos sautos padres, e mostrando que os que mor- 
reram poraquella causa tem todas as condições requesítas para 
ae pedir a Santa Sé, que os deolarasse martyres. Vossa mercí* 
uâo obstante eâte parecer dos f>rs da íj^reja caiholioa-romana 
Begue e adopta a seutença dos ministros tmreges da igreja an- 
glicana, afllrmando que o Garnet e Oldecorne jesuítas morrerão 
cooviotos e coofessoâ dacoojuração da poLvi ra: porque se assim 
o fizer, talvez que seja premiado com o lionoriQco titulo de 
Miíord de laglaterra, e o ponhio no cathalo^o dos t»eus mai^ 
celebres escríptores. O que mai-^ quer vossi moixè ? Náo ó isto 
melhor do que ser escrivão de uma seei^taria I ofãcio que lhe 
deu o seu Mecenas em premio de ter comporto este seu livro ? 
Tome omen conselho; o saiba que não ILie irá mal. Passemos 
a outra nota. 

Na mesma pagina,,, depois de trazer nas aotecedentes 
iiteg verbos: 



€ JíL ^tisfeitas do fattl desígnio, 

< Por mão de ura dos Felippe^ afogavio 
« Nos abismos do mar, o emmudecião 

« Queixosas lioguas, e sagradas boccas. 
« Em que ainda se ouvia a vuz da pátria. 

< Crescia o seu poder, e se tlrmava 

€ Entre surdas vioganças. Ao mar largo* 
« Lança do profanado oocutto boío 
« O irado Tejo os frío^ nadadores 
€ E deixA o barco e iogB para a praia 
« O pe0oador, que attonito rocolUe 
€ Va l<mj?a rede o patlido cadáver 
€ Privado de sepulcro. . . » 



REKUTAÇUES ÁS CALUMNIAS 



219 



a mort«D<i£td4 qne se dl/ acontorc^ra do tetrrpOj 
qQQ Portngâl eitava sajekto a Heiíf i^nha. 

Se lê esta Dota sobre ag palayras: « Noa abismos do mar; 
« veja-sè a dedução clironolo^ica : obra que servir! de época a 
€ restauração dis lotraa em Portugrvl ; moaumento rJe zelo e d© 
* ftdelidade. ^ Primeiranitíate nestes versus, allude o seohor 
Gama, a certa mortandade qtie se di7. ter 3Ído feita hj tempo 
que eate reino esteve sajeito a Hespaoba. Quo aobre dita uior- 
teodado fo^se tão grande, coma se divnlgou pelo povo, e que por 
cauza delia em luírar do peixoa recolhessem cadáveres os pescR- 
dores. é eousa que nao quero discutir, fusso assim ou não íoãs& 
pouco importa ao oosao caao. Mas como entrâo aqni os jesuíta ? 
Que culpa tera ellcs do que fízerâo, ou deixarãn de fazer os mi- 
nistposdeel-rei de Hespanha em uni tempo em que muito se sui- 
peitava» que houvessem era Portugal pessoas infleis o traliidore>» 
aqaelle soberaoõr que nao era oacional, e jutgavào ser intruso, 
Estea religiosos naqwílla época erão por ventura o» governado- 
res do iNBino, 03 que administra vSlo a justiça, osqueseotenciavao 
as causas, os que tomavão depoimento dos crimes, e os que llies 
impanMo as penas? Nâo. Tinbào acaso ura tal poder, que 
podease ordenar aos mioiíitros de ju3tif*a qrie de noite prendes- 
sem taes o tae>s pessoas seculares o eecledíastíc^s, e com todo 
o segredo as afogassem no Tejo ? Sâo i^to umas eh ira eras, qae só 
Decorrera a homens destituidos total meute de juizo, prudência 
e reílexào. Se os jesuítas daquclle teropo fossem os primeiros 
ministros do rei nu, e tâo bárbaros, como o senhor Carvalho no 
tempo do seu ministério, então digo eu, que talirez se llie pode- 
lia attribuir aquella mortandade: mas nao tendo elles nem por 
oíHcio, licm por beneficio ingerência absoíuta e despótica no 
governo, não é e6 maledicência, é loucura írapntar-llies aquellas 
mortes, 

Maíí vamos de vagar : assim o diz a « deducvão chronolo- 
€ ifica, obra que servirá de época a restauniçào das letras em 
« Portugal: monumento do zelo e de fidelidade, * Orando funda- 
mento se aííega, para não poder negar aquelle facto. 



Qit« fá mftceçA A obr& iuiltuladi. « diducç&o chronotcgica*. 

De uma escriptura, qoe é uma continuada cadêa de men- 
tiras, uma succôâsíva cnunioraçâo de falsidades, uma serie per- 
petua de imposturas, na qual citando- ge fora do seu lug-ar os 
autores, invertendo se o sentido das palavras, attrj buindo a 
vício as Virtudes, chamando hypocrisia a santidade, e fazendo 
dizer aos eacriptores o que nunca íhesoccorreu dizer» so furmou 
ama obra, a qual logo que sahio a luz íbi tida por apocrypUa, 
e desprosada de toda a nação portugueza, por ser totalmente 
allieia da verdade e inteiramente fabulosa. Oh quantos vezes 



220 



REVJSTA h i INSTITT^IO ílIATORICl 



teràoSi», Seabra chaiuaJo infuiáto aqiieUe dia, aquellu hora, 
aquellõ instante, em que calão na fraqiioz;i de deixar por o seu 
nomeeiTi umi obra» sem a vor, nem eximínar, seundaadcia 
ToaUdeda quem Jhe pedii uu mandava ; que era, quom o^iquelle 
tempo cm Portugal tudo púdia, ,Ma.^ este sou unico defeito tem 
allQ remediado* protestando q dizendo ctaranKinte atodusos que 
o querem ouvir, que naquolla infc*rao a iofamatoria eâcripiura 
Dão t4:m ello mais qu » a sua sultócripçãu e que a ubni toda a de- 
testa e abomina ; nem de âorte alguma a conhece por parto legi- 
timo do seu engenho ou pruducçâo própria do seu raro talento o 
errando capacidiíde, E anima-se o Sr. Gama a asseverar da 
«dciução clironologica^que servirá * de ép^ca a restauração das 
Jottra^ em Portugil: e queíi rao< numeoiode zelo e de fideli- 
dade f Que iniigno censor do livros ! Diga deáte muito emb>ra 
que servira de época a maledicência Cum qu9 esscrevia doa je- 
auitíis um primeirv> ministro do Portu;^'al ; diga que é um monu- 
mento p|erpetuo do seu ódio. e um tes^^muntio authontico da soa 
porversidadG (8t>). Kste é o jiuzo»qiJO todjs furmam díiquellaobra 
00 tempo presente e tamhom o '^uo faráo noá séculos futurt^s, 

Per?íuadir o Sr. Gama, que linha louvado tisaaz o seu horoe 
o Sr. Francifc > Xavier da M-jadonçi Furtado, CAíjtando em 
ver^o as áua^ prooz s e lison;<oa lo ao seu Mecenas, o Sr. SeboB- 
tião losó de Carvttllio, divulgando nas notas imposturas contra 
os jesuítas, poz fiaalmeuto termo a suaobri: na qual paroce-me 
qae quíz imitar a porlliia de Arrio. Deste hertaiarcha so re- 
fere qtio para introduzir mais facilmente a he-esia contra a 
fiii&çâo conâobatancial do vorbo divino, compuzera uma obra 
poética intitula' ia Tníifu para que attraliindo a si os ouvintes 
cora a doçura dos versos, IJies pudessi3 com suavidade insinuar 
U03 ânimos o veneno do ^eu i?rro (87), ^ssini fez agora esto 
escriptor. Ideiou e deu íl luz um poema, a qu* poz por titulo 
Vrug^íoij^ dividido cm cioco cautos e illustrado com muitaa 
not.iS, pjra que os íeitores atirabidos da harmonia, que aoa 
onvídoii fd/iam os cAotjs, fu>>soin ao mesmu lempj gostando daa 
calumni^s do que cooitiva^u as notas, cm doshonra dos jestiitaa. 
Mas ooganou-stí ; porque nem uma cousa, nem uutra estimou 
o publico, recebendo com desprezo, o ijuo este pobra homem 
tinba composto com tanto trabalho, e com tao pequena remu- 
neração. Os jesuítas mais quo todos escarneceram tia obra 
porque ainda que calamnia conturba t sapierUem, et perdei rabur 
coi-dis illins, com i diz o ecelesiastiío (88}, cora tudo eítao ellea 
ião costumados a ouvir c utrá si opprubioa, imposturas e falsi- 
dide??, quo n«mliunaa moção lhes foz o ridículo parlo do seu novo 
ealoraniador. O mesmo mo ^ucoedoria s? a grande veneração, 
que tive sf?mjirc a t^^tes religioso*, pelos relovant 'S serviço» que 
neste reino nzeriim a Dous c aos próximos, me nao obrlgíissa & 
pegar na penna, para fazor em seo obsequio est i apologia ; não 
obdtanie saber» que para ser immortil em toui a posteridade o 
seu credito, e o seu bom nomo nao tom olles neiessidado, 

Xf^ tali auxido, nec ttefensoribus iitts ( 89 ). 



REFUTAfÕliS As CALUMMAS 221 



(1) Tal foi a lio abba«le Plat.-l nas ?íu..::í nf mor í'f- lu^ío, i.cas . y,\\ 
a do P. Toáftti n: s suas: r('ff'\''n.'s, 'l'al a do I*. Dir^ lli na sua obra 
intitulada: lobos desy}iascar(i.d:>s. Tal a do Ilottari na sua rritir,<i. ; o 
as de outros innumcravei^. nãu fa liando om alguiní-s de portuçruez s, 
cujos nnmes por su i honra aqui .-se calam. 

(2) Joaquim ígnacio de S ixas o ígn^cio de Souza AIvar.>nga 
autores de dous sonclos, que Vi.em no íiiu da obra om louvor do poeta . 

^ (3) Assim o dá ello mesmo a entender no vcr.>o truncado de Vir- 
gílio, quo poz debaixo do soneto do lic.ido ao condo de Oivra^, dizendo 
assim: Sciecis, , . periclc:i. Sen-ati fariuiiis. A EQ'.'id VIII. 

(4) Ma th. 26. V. 15, 

(5) O Decreto, em que se lè este p3rdão se achará no tom. V da 
I edição da vida do marquc^z pag. . . 

(6) Divulgou-se no Maranhão ter dito o mniedi;ilo >uccc.sáor do 
sig. Mendonça que ou (dle havia d,; ac.ibar de de.-ítruir aquelle catado, 
executando aa ordens e inslrucções, r^uc lho deixaram ; ou não ah 
executando, se havia de arruin.ir a si : -upposto o despotismo de 
Carvalho, irmão do seu antcce>sor. 

(7) Assim liz o autor da vida do Marquez de Ponib í1, c^cript.i eisi 
ital.ano pag. . . tom. í da I edição. 

(8) Desta carta escript;», quasi in facio loci, íiondo succoderam 
aquellas sublevações dos indios, claramente so prova, que se os 
srs, commissarios os levassem por bem, como lhes aconselhavam es 
jesuita.«, não encontraram nelles tauta resistência : mas, a preci- 
pitação o violeneia, com qu"* os quizeram desapossar das terras 
em (jue estavam, os irritou de maneira, que nomo.-? mosmo^ je.su'tas 
a quem sempr^» mostraram sujrição, por mais dil g'nci;-.> (jue liz?rai;i, 
os puderam aplacar, e rv.'duzir á mudança. 

(9) As mesmas gaz tas quo deram esta noticia, refletião estarem 
todas admiradas do que criminando a corte de Lisboa osjosu t.:.s li •»- 
panhôos, estes nado Ma<lri l fossem no mesmo tempo louvado-, e al- 
ten lidos. Lôa-sc o FostiUião n. VIÍ daquelb- anno na dala de Ma«hi l. 

(10) Assm so lè na viila do Carvalho, tom. í da 4' edição, pr.g. . , 

(11) L-^a-s ' Francisco d<' Brito Freire, Guerra br; silca. i>afi. . • 
n. . . B?rnardo Per ira de Berredo. pnnacs histor (-CS, livro 14, pag. . 
livro 18 pag. . .,(•. . . oMuratori christ. Felic. Part. 2, p.^. . . 
quando não queiram ler-so os hstoricos i'sult;is, por se julgar, lu 
apaixonados; e n( lies se verá quanto est s religiosos padeè-^ram no 
Brazil e Maranhão por defenderem a 1 herdade dos indics. 

(12) Assim s ' Ir na v.da do marqucz ; Tom. I da edição í, pr-c^-. . . 
Fidcs sit penes cntctorem , 

(13) Psalm. a5, V. 4. 

(14) Ad, Timoth, 6, S. 

(15) Virg. Eclog. 3. v. 10-í. 

(lô) Ilorat. ad. Pisou. sciidrAvt, Port. v. O, 

(17) Ad.cor. í. 6. 2. v. 9. 

(18) Dec. pag. . . 



222 



REVISTA DO IS>5TITLT0 HISTÓRICO 



(i9) Sã'i i stcMiiunhas dj?^t> facto não «ô o gen Tal hcspanhol, 
mas todos os offit^aes, c «lidados, rjue com cll ? *>ííiavam. 



(90) L 'a-so o livro intitiihi lo // huom raiiocinio psg, 
, Hf II ' ^'' acliurâ d^suiení da e^^la tão m^^ra uíiIuhuiíji. 



.XXI o 



{2i) Pag- . . e sr^g, piíç, , . í^ s !ír, 
(23) Pieuê /fci'nai*d. Spec. Monnc~ 
{2^} Channido Brás Duarte, 

f25) Tan» fgraiii o Vr^a. José dr^ Ancli ela, o J"sui!a João d^ Al- 
mciiia, oV-n, Al syn Iro do Giísiilíu, o j-tiiiita Man lel dr- Nubregj 
pojesutu Bi Icliior dr Pontes, oão fallauik> oiii outra>i que morreram 
em Roíjia com op nião 'lo santidade. 

(2<») Prudrntii Amanlú Braz 1 n^ h d Sacchar Op Hcio Cannen, 
Pisfluvi 1780 Jos''idii Rolri^u 's de M^tUo Liisjtaiii Portuensie, *\v Rus- 
t c> Bra^lLi^ rebus Carninuui libn IV Eoiita- 1781. 

[27} Espiou di^ tontos 1 ■« couis ríí>s princfs chn^^tinn^ ou LfUiN-s et 
M<?mo r.'s d'un envoyé a^trel «k* la Portf ilsns líscniirs d.l'Europ'\ 
LMltr-s rabali>tii]ii' fi. L^^Ltr si citinoisríí, Ltitres ju Ts. Liliví* snr la 
Tí^í jr ou ej*ifl<^iil llrt M rii>miue. Kiivros du pliilòsoplir* .Snnis Souey. 
TaM 'flu dti s ícl'" it riírt! d > l'liÍ?^tíí:ro uDíV Ts rllo du mí^iiio anhuV. 
LHí^jifjadM ãu uiríJif. Pivc s do receios rantcf*. gí d iutiiju»». Ueí^prit 
do Mr, dl* VoUijim. Eiiciclope 1 ou tltotionnar • raií^oattc di's íjoonces, 
de!bíU'ts, ri dcfc m l'<-r*;. De IVsprit- I/ospion de Thomas Ívauli-Kua 
daa* 1"« cours d*' l'Earop'. Lo conh';Jcl isoeíaL L.i pLilo^opliío do 
rjiisio r •-Ditíi'Ours sur Tia ;,^alilè d<?s liomiiií g, dr Mr. Rou^sscau, D c- 
lionua iN^ plidosopliuiii'. L-* dopot ^mo or enlj^l. Dup n d" Aiitqua 
Ecile-^Ufi dlsc id na. U^siTlal oh-ls H storira». Justinu^ Fc^brcmiuB 
tl«3 SIatu lu-closiip, ti Irg-itina pot fintai' Romatii Ponl llc s. La 
pucdl- úr Orliíana de Mr, Voltar í. B li.saire, par Monbi iir 5kL*r- 
moiit 1^ d«'I'Afad iiir' França ae. Tolos proh bufos por orron^os, us- 
Ciu talosos o Iier l'i'u.> ; f por '«la cauí^a mais d jrnoá dv wv íjuei- 
Jiia Iva, do quo li dos. 

(f^) f^biíto lhes ehama na jKtgina., 

{29} Atí Homan, iS v. 3, 

í30> Murt, Lih^ 8. Eyigr. 5(3. 

(3i) Não m 'ooíi dí^vintr* foram os c*ludant 'S da Fnivori-idadL' de 
r.o uihrít p ■Jiiti-nciafios p lo tr Imiial do Saulo Ofíicio por eulpfts 
jntirit^A ouviluí fiu Portu;;al, t|uo 'S eram Id spbi*mur da ís ali -si ma 
Tr ji tadt*. dl» til ir ih trr, d Mui%a Vítít *m : «pixlrojut* jíh t»aj?t'i>das ima- 
jl<"o«i D *}í»r olpuiiH 8a<'rjm nloa^ rec 'b r n "lubar stia nao cstíuilo 
cm jojnm, n 'jíar a pureza d^ Maria S ul es uia, n frar, que foss ' pec* 
cad^i u tiVíns.TiSftílLj do ^exto pi-ecr- to do d. ca lo}.» o, jips lu outras im- 
piodo I V seítifdh -nl 's. aprinlid « s 'in duvi lo dcj» muitos livros, qu ' 
os novoí .ipostuloa do século iluiii;indo, introduzir, nu '*iii Purlug^.d. 
E pm»quo <> it' dos.* o smlo bispo ICombra, D. Mi;ru 1 du Anaua- 
i:inçãa» Ois pi*õlií}i u iia ^ua D oc s-, foi ruáarcí-rado, dcpoíitõ da 
cad'!ra ep'8copn1, dospojido na iiabiv-za qu ^ t nlia uascancttto, o 
tãaíL'in p l;i sua ihij^n 'ííid •: p ío uasciíiii^nto, p^rquo ^nl da casa dos 
nxr lb'nl ->imoi coad s de PoviLdo, peLi «ua digni ladi', poivjuc A 
ília lEtava ana^ia ujii coaJado o um í>,*iiborio. 



oP 



^02) O Exm^. Sr. Jofií^ de S abra o Silva» Íhmji conlioíido t*n\ todo 
•ortugaljii iWj d. 1L? p^la sua scionc a» o f^rjnd ' t.daal ». 



REFUTAÇÕES ÁS CALUMNIAS 223 

(33) Leia-so o mardtori nos annacs annt 1605. 

(34) Luc, 2, 

(35) Pagina 

(3Ô) Licc, 19. V. 22, 

(37) Impresso a primeira v<^z no anno 1782 o segunda v.?z no anno 
1784 com novas anodoctas, e notic a^5 inlercssantes ; alem de um 
appenilix, em que se mostra a innooenca dCíte mesmo jesuíta no caso 
(la supposta conjuração contra o lidefissimo rei D. José I. 

(38) Tudo o que por irona se diz aqui dos jesuiaas, disss dellos 
falsamente o Sr. Carvalho em muitos scuá rscriptos. 

(30) Lih, ad. Pissows, 

(ÍO) Ma th, cap. 24. 15. 

(41) Lih. 2. Jirg. cap. 6, v. 0. 

{A2) Oral. Satyr. J, »?. 12. 

(43) Psalm. 18, v. 15. 

(44) Lio. 6. pay.... 

(45) Marat. nos annacs de liai ia , an. 1594. 
(40) yas ninnorias históricas ^ p<^<J' 

(47) Líattayl. nos annacs do sac. impcc. an. 1603 ^ u. 14. 

(48) No apcndix as reflcx. n, 50. 

(49) fíattagl. aiin. 1003, n. 14. 

(50) Dupl. Mem. ífist. tom, 4,pag..,. 

(51) Mathitu lih. 3. Xa continuação da sua hist. pact. 5, pag. ... 

(52) Malhicu na continuarão da sua historia, etc, 

(53) O Sr. Nuno de Távora no govorno de Évora e o Sr, João 
Gaspar no de uma praç.i do rono do Algarvo. Veja-se a vida de Car- 
valho, tom. 4 da 4'^ edição, pag..,. 

(54) As-iin í í lè na vida do Carvallio, tom. 4 da 4» odic,, pag.... 

(55) Eíttns suppl cas se acharão na vi ia do Crirvalho, ubi supra 
pag-..., 

(50) Pas.sa Io ao 1 de julho de 1780. 

(57) II padr.' Pietro Pais pr.^suila ô slalo il primo fra gli Europe», 
(ílie abbia scop-rt le forg -nti di questo íhime (Nilo) n d mese di Ãprile 
delTanno lOlM. Tutto ció, che n'ò scalo detto è favoloso. Dizionario 
G.'Ograph CO, Vvn*bo Xilus. 

(58) Na viila de S. Francisco d « Borja» i^ag.... 
(50) Chron c. d^ Portug., part. 2, lib. O, cap. 29. 

(00) Anno 1578, ns. 1S8, 189, 190, 200, 207 e 208. 

(01) Ilistor. da União d' Portuíj. a Ca-tella, pag.... 

{d2) Iliitor, dos reis de Porluj,'al, e eiiipr -sas militares dos por- 
tULru"z.'S, lib. 0., pag... 

(03) Genealog a verdadeira dos reis de Portugal, impressa eai Lis- 
boa no anno d«' 1008, pag... 

(04) Memorias do el-rci D. Sebastião, tom. 3, cap, 27, paj.... 



SOCIEDADE DEFENSORA 

l».v 

LIBERDIiDE E INDEPENDEIICIIi NliCIOlillL 



8)1 — 15 Tomo i.xviii i*. i. 



Socíeflate Defeiisora fla Líleriale e liiflepleiícía Idona!'' 



SeflBÃO de 30 d» eeiemliro U 183i 

PRESIDINCJA DO SR. FERREIRA BA VEIGA 

Aos 30 dias do ]iiez de setembro de 1834, pt-Ias 5 horas 
da tarde na casa da Caraaiu Municipal do Rio de Janeiro, rc* 
ooldo o conselho da Sociedade Defensora da Liberdade o Inde- 
pendência Nacional, sob a presidência do Sr, 1 ' aecrotatio 
Ferreira da Veiga» feita a cbamada acharam-se preseni('S 28 
Srs. conselheiros, laltando os Srs. Diogo António Feijó. Leitçi 
Pereira, Alencar, Roza Salgado» Henriques de Rezende, Limpo 
de Abreu» Odorico Mendes, Paula Araújo» Caminhiv, Ferrei m de 
Mello, Vasconcellos, Paiila e Souza, Silva Araújo, Ciimaco Ran- 
gei, Amaral, Cordeiro, Ribeiro e Cirne, Ferreira da Silva, Eu- 
génio Tavares, Leite Bastoa, Souza e Oliveira, e Brito : Uymtí' 
ram apsento nove aupplentes» oa sri. Bazilio José Pinto, Silva 



(•J A Sociedath Dffrvsora thx Liber<iit/h* <t Ifulf^pendfnríft Nartoncií 
foi tim^liída em lí> «le jíjí^ío do 1831, poncvi ^.eitipo ilepoi^ <Ia rovolo- 
i;aú àr 1 de abril desno iiicjimo anoo. 

U p.^rtíílo íiiúdorado, que tomara cmiU *lo Govorno, ot;bon qo^ 
devia instiluir uma íiLr|írí>niÍa»7ão ondo se rounts^om uh uicifibros do 
partiilo ^luo não per funr esrif^m ao parlaiiií^nfo, luatj» (jur^ por 8:tuf 
talcíitoa po Icssom em discussão franca oncíiitiinhar c dar apúio nò 
Governai iius-^fjs pjrimoiroí tempos de TrerdodciPa-s cri-e^ rtvoliirjo- 
uririas, 

O promotor e alma d«ssa a.^^sooiíiçfio foi* neta duvida, ETarlítc» 
Fertvira da Velg.i que apcna^» se eont^ntou e«m o car^o í\ú sei^ré* 
tari-^< 

Durou a Socitídaile alf^ 183 j, qurmrlo era fívjdentn n dt!^<NÍd(?ncJa 
no fifíio <lo partido *? mio dotenuinou a renuncia do n ^i íil<3 Fei.ô, 

Mauoel Odorico Nfcndes foí elotío p>r iiO voto« prsij fazer purtq 
doi 2\ Jbôtiibfofi do OjuscIIio, Em Í3 tk maio o Om^eííio i-i^unido cm 
casa do 80i'io António Borí^en da Fons^cí* p;i«aou. n,i í-írtna tios 
Estatutos provisórios, a cloí^or o pposidõnleo o ?* orí-tario qnn foríiMi 
Odorico Nlendcs e Domin;j"os LopE^u da Silva Araújo. ÍAn rtonuada 
nma corumissão composta do Limp>> díí AbPíU, Soares tlr* Meirí»He« o 
Ferreir » tia Veiga para aprcsenla^ãtj doíí Rstaiutos dpíínilivoB. 

A Soeiciladntinccionoii ua Gamara MuuHiipl. 

PuldúMn Io o>fl^s ri^i^m^ntos das Actas, o ínstituf (> pri'>ttíí home- 
nagem af>íí patrioíicófl mcíuhros da Socicd,id'* Di?'CD8cira, ttijos nouJt^a, 
ãhi estão exarados, 

( Xúia dã Commiéêãú ãe Redacção.) 



Lin#. 9 Dr. 



mSt,^ 



a>í 



reSBro, 



#Sr. 



OlíTflra^ 






iiderí- 

» f aliiQio 
MrmmPtBlftOraaie» » ly ^mImiiííu wmmÊB «JUr pam fóim 
fb Imptrl^o tefio ito Bmov, vvIo lar «k» perá«4o eom essa 
condido — e ma siçviíiies enfladss, foBtem idJftdii — 4o Sr. 
itereíra da Veigm : Qm » re^mim ao Oov«nio prorldttDeiafi 
toargfcas ft HK^eito da aadfteii eom qtie oi migistndofl eiiâo 
procedendo em Ikror doi rwtaetmdníreB — Aditivo «So Sr. vía- 
ríotio r Qae o GoTeroo Uçm mh\r par& fór& do Império umbem 
o António Egtev^s Chaves — e o mesmo autor do i^^nerimeoto 
requerêo* qticso lhe permittísse retirar :& sua emendai a'iitiva 
ê a primeira e uUima parto do seu requerimonio ; pois que 
estaTam mtI*>feitos os seus desejos com as provideocías daiias 
pelo Exm. mfoUtro da jostfça, susteotando, todavia, a outra 
parto acrrca da ma íança da relação, o que seodo lhe permit- 
tido pelo Concelho, depuis de discutida sumcioQtemoDte a parte 
do requeri meo to, posto a votas não foi approva Io» e ig^iial monte 
a emonda do Sr. Fermra da Veiga, 

O Sr* Baptista Caetano mandou a meza o segainto roque- 
D mento — Requeiro» que este Conselho represente ao Governo 

5'f»ra auiillar cora ttfda a presteza a Provincia do Rio Grande 
e 8* Fodro, com forçai suffidentea para podor conter is amoa* 
ç$ã do Governo da Republica ao Urujk(uav — que seadu apoiado, 
e entrando tm dtsettssáo, eflUodo adiado pela hora, o Sr. Ma* 
rinlio requerèõ prorogaçao da Seí»5no, que fbi approvada, e con* 



BOCJEDADE DEFENSORA 



229 



tiQuoii a discussão do roqueri mento, que tora\rio parte caloroza- 
DieDt© muitas Srs, Conselhoiroa ; o Sr. FeiTeira da Yeign re- 
querôo, que fosse tratado o requeri raoato eiB reunião do Assem* 
Dléa GoraJ, para o que requeria quo se convocasse o mais íjrove 
possivet, visiQ ser objocto do tauta magnitude» qual a invasão 
EãtranKeira ooi tiuma das Províncias du Império, o M approvado 
esteseo roqmírinientQ. 

O Sr. Presidente dando para ordem do dia cm Asserablôa 
Geral o requerimento do Sr* Baptista Caetauo. 

Levântou-âo a Sessão áa oito horas da noite, ^Luis de Sousa 
Lobo^ 3* Seci^etario. 



Secsl9 do 30 de setomlbro do IB34 

lllm. Sr.— Re<:;eí)i a caria de V. S* em que me participa 
haver eu stdo ad mi ttido sócio de^sa Sociedade Patriótica, quo 
tanto tem trabal liado para a prosperidade do nosso paiz. 

LísoDgcando-me muito com a honra que acabo de receber, 
tenhode Bignifllcar a V. S. qoo amto não tor conboci mentos 
ãuâãcientes para que ajudada da boa vontade* que me acom- 
panha pudesse scp útil a e^^a socíediíde; peco com tudo a V. 8. 
que certifique ao Illuetre Consollja, que a repreiíenta, que 
eu cooperarei com o meu fraco coutingento para aqnillo quo a 
lociedaíe juigar necessário» e íkrei esforços para corresponder 
á boa opinião, que de mira fez quem tembrou-se do propor-me 
pai-a membro de ama Sociedade» de que tsempr^ ambicionei 
fazer parte* 

Deus guarde a V, S. 

Rio de Janeiro, 20 de sotombro de 1.S34.— Sju com estima 
e consideração, lllm, Sr. Evaristo Ferreira da Veiga, secre- 
tario da sociedade. 

DeV. S. Altonciosó Venerador o Criado,— lanacio Manod 
Álvares de A^ecedo. 



Sôs&lo de 30 do setembro de 183i 

lllm* Sr.— Siiiente da deliberação do Couaelho da Sociedade 
DeOTenâora da Liberdade e Independência Nacional » admiliiíjda- 
me membro da mesma 3i>ciedado ; teabo a signlficar-lhe a rainha 
gratidão, e respeita, eque procurarei íazer-me di^no da con- 
Sança que de mim faz, contri buindo com seu^ illustres membros 
á proencíiar os íins, para que i*ji instituída a digna sociedade. 

Deus Guarde a V. S. — Rio de Janeiro em 20 de setembro 
de 1834, 



lllm, Sr. Evaristo Fen*eira da Verga, 
Francisco Cândido de Castro Menezes, 



1^ secretario. — 




2S0 



REVISTA DO INâTITUTO HISTÓRICO 



Sessio Ae 30 de seiem^ro d« 183t 

nim. Sr.— Recebendo agom o offlcio de V, S., com data 
de 27 de julho próximo passado, partícipaado-me que o Coose* 
ttio da Sociedade DefFensora da Libjrdade e lodopeadencia 
Na.cíuoíiL 56 havia digraado admittirme na meama Sociedade : 
tenho dô respoader a V* S. para que che^uo ao eoDhecimeiito 
do Coníielho* que honrado cora o suíTragio do Conselho, farei 
por dt;sempeahar quanto io deve esperar de lodos os Membros 
do tão patriótica Associação. 

Dom guai'de a Vossa Senhoria. Rio» 21 de setembro de 1834. 

lllm, Sr. Sraristo Ferreira da Veiga, 1** secretario da 
SúCíediído.— l>tfl^o Duarte 5i7wi. 



Sag$S9 de 19 da outubro de 1631 

PRESIDÊNCIA 00 8R* FERREIRA DA VEIO A 

Ao§ dezenove dias do mez de oiitabro de mil e oitocentos e 
trinta o quatro amios, peias onze horas da manli^ ua Caza da 
Camai*a Municipal do Rio de Janeiro, reunido o novo Con^ôlho 
da Saciedade Defensora da Liberdade e Independência Naeional. 
sob a Pi'e9idencía du Sr» 1° Secretario Ferreira da Veiga, feita 
a eham.vda, acharam*se predontos vinte e dous Sra. Conselheiros, 
faliandu os Srs- AiJiaral, Leite Pereira. Monta Alverne» Dr, 
Souza Martins, Caminha, Odorico Meadeí», liulhôes Ribeiro^ Mi- 
randa, Coriuiibá, Santa Gertrudes, Gomes doa S-iotos, Marinho 
Tavares, Baptista da Rocha, Carneiro Vianoa, Foncoca, Bap* 
tista Caetano, Costa Barros, Bandeira de Gouvôa, Castro, Costa 
e Sousa, Moraeâ Tortas, Fernandes da Torre, Costa Miranda, 
Trava^^ios, França^ Nazareth, Leite Bastos ; tomaram asaeoto 
seis Suplentes os Srs. Victoria, Picanço, Santos, Cordeiro, Souia 
Moita, e Lírio, 

O Sr. Presidente abria a SaesIU), e que pâssava-se a eleger 
a Meza. 

Prooedeu-se a eleito de Pi*eaidente, e sahio eleito o Sr, 
Albuquerque Cavalcante, com vinte e dois rotos, que occupou a 
cadeira da pi^sideneia. 

Para vioc-presidente, saluu eleito com dezesote roto»» oSr« 
Manoel Moreira Lirio da 8.^ Carneiro. 

Para l Secretario o Sr. Ferreira da Veiga com vinte e 
trez rotos, c para 2 ' secretario o Sr. Ferreira de Castro com 
vinto e dois votos. 

Para 3* e 4*» íjecretarlos, Lobo, com vinte e trez votos, e o 
Sr* Cardozo Fontes com vinte e dous votos. 

Para Thesoureiro o Sr. Rosa híalgado oom vinte e cinco 
Toios. O Sr. thesoureiro mandou á meza a conta da receita e 



SOCXBDADE DEFENâORA 



m 



deapeza do tnciãftre Únáo» e foi rdi]ietti4;i a CommiâBão de 
GoQtaâ pÃra a qual o Sr. Preàidente aameou o& Srs. Feraiodei 
dn Torre. Viotoria, e Saatc^s, 

O ^r. Presldeate dando para ordem do div da sefuiote 
Bão, Pareceres de Commisaõdâ, e admissões do docíoe. 



Levaatou-âe a aeaaâo depola do meio dia, ^ Alhuquêrqíiê 
Cawlcante, Presidenta. — Luii i^e Sou ta Lol*o, 3*» Secretario. 



Ssiiio de 26 dd oatabrd iê I83i 

PRESIDKNCflA DO SR, ALBUQUERQUE CATALCANTE 

As* onze lioras, feita a chamada e aberta a ses^o, foi Uia 
e approrada a Acta da antooedeotâ, Forão prementes S7 saiihores 
ConâelUeiroô ; faltarão 03 Srs. Amaral, Avelino, Moet' Al verne, 
Sousa Martine, Caminha, Odorico, Biilliòes, Ribeiro, Corumbá, 
S^la Gertrudes, Gome^ dos Saatof. Baptista da Roclia, Car- 
neiro Viaona, Carloi da Fonseca, Baptíata Caetano, Coita Barros, 
Bandeira de Gouvéa, Moraes Torres, Alves Branco, Cirae, Tra- 
TBSEos da Costa, Pontes. F. PL*dro* Geral da Costa Souza ; e 
tomarão assento sete snpplente^, os Si*»- Ataíde, Picanço, Salles 
Pereira, Saato:^, Feíj<5, Victoria, e Ribeiro da Silira. 

O Sr, \^ Secretario deu conta do soi^uinte expediente : 

ofíkiv) do Conselho da Sociedade DeíV^DSora da Liberdade o 
Independência Nacional na Villa de Nfangaratíbat dando parte 
da sua jastallaçio, e remetteado 13 e?tcmpkres dos aeusesta-^ 
tutos ; 

dito do Sr. Conselheiro Luiz Carlos da Fonieca, dando aa 
razões por que nâo pôde compareoer ia Sessõe;^, tendo nos domin- 
gos de distribuir o3 pontos para 08 eiarainandos da Escola Me- 
dica, e de ti^aubmittir copias aos examinadores ; 

oMcios doa Srs. Manoel Joat^ulm Pereiía Baptista* Bento 
Benedicto de Almeida Baptista, Aotonio da Silveira Caldeira, 
Jeronymo Baptista Pereira. Jos*'' Pedro de Carvalho, e Joào Joáé. 
Sererino da Rosa Júnior, respondendo ás participações, que se 
Ibeis aterão, de terem i^ido admittido^ sócios desta Socied.tde, 
do que muito se lisong^vam. De todos âcou o Cooselho inteirado 
resolvendo que se i^spondeâse ao do CoaseUio da Sociedade de 
Manga ratlba. 

Foi tido e approyado o Parecer ia i'^mmi$ãão oucarreg^da 
do examinar a conta da Receita e despesa no trimestre próximo 
passado, apresentada pel>> Sr. Tlvesoarelro na l» j^ossâo do 
presente. 

OaOEM hO DIA 

O Sr« Ferreira da \eiga expendeu as razões» pelas qnaes 

julgava, que aào devia ter lugar a reuniio da Asstmblea Geral 
da Socieiade para nella se tratar do Requerimento do Sr. Baj^' 




i.^ 1 :-.'.-<:«. .1 ^-^zz^zn ^=srrmaiz 




jcãíSigÊiL JLãfl 

* ;i!Çà li» âo^^s^iii I samonziiiixst Afilas^ : â:. Pfi^^a&tíiv 
— j^^nfaeri^MT '.«MàicaKrf. rraB.ãfíi3?- — IkTOtór ^mí^sr^ i^ 



..Iji. S^. — Ttaini ^s siiL 3iBiBP«in> IfeiBÉro tflt Ui* » é» 
G::tr x«^^ Â Saottiaàe Iiiííicsin. ;v» ia ^ wii>,; ao» x?9» 
<» ->i?Eãr^ m Deaeoxân^ enLlnrmt me Ik diaLxai.-»i9 ^.*r 
G^:^ fts T. S. ÈÊ r* 6i atXTsai» : 'iBW^i it b^v^r «• e»- 
it*:.:=íW«0 ie V. S. 7KS çat ie feri»» &wr pnesm^ »> Co*- 
i^, ;^>^ zieslcb^ ^*W7«L A:iB^«úr«i:«r ^ «qu Sanoesc peU 

:e:i?9 «a ^ae '.ecc fe ^ooKçir a§ -^xàSKS vnArfyi» ; por 

h .: oif poBio! per o» ExiauMoèns^ •* tnviKCtir aos buAis^- 

d:;*! u Coptis reíçeetirai. 

v.sre B&ann boiraJo. ^a&2.> c\nn.i> pix* os tovjs 
«f^ 3^19 Ccc riUifiotf para oooipar «}cii>|aef Iviar. wào h^eaito 
l::«:3 «ó aaoowBW ^m prescar á $<cieliáe Qg feaawrm tyios os 
^:ri',oi qoe peracifieiii miakis fracu te^BU. • P^ ts*» aoiU 
*^..>»*\Ãti TTJt aDiccpaaha o mais Tirapaar. por vcrow eolI«>.'ado 
n2'CA 'xÀXvào perfeita eoa^ o impsUo •!« aiea putrioCi^ao e 
<feK>9, « o derer a qa« ao obriA a L^ú inj m? send-j ao menos 
p^rmittida a líberlide da es^oLíi: ^Mlftal3 p»M ni j«istiça do 
^>>:,» úhff, e«i oaf*) esperar, «^ae b^MKT.^Io auouirá 4 minha ea- 
rrjir), fieaoioeertoqoetiodepre^A ^^ g|^ t<^ éeaembaraça«lo« 
vjr*fí proflipto ea comparecer, j^ra exercer as taQ''ções a que 
ih/fj chamado. 

■tnn foardea V. S. 

*iío Je Janeiro, 21 de outubro de l^M. 

\\\m. Sr. Krariito Ferreira da Vei^, l* Secretario da So- 
' ut*\nfUi fjerenmra da L. e I. X. desta Corte.— Lcii Carlos da 

IJlín. Sr.— Tenho a honra de aocusav a recepcio do officio, 
*im V. s. me diri^^o, de ÍH de julho p. p. no qual me participa 
que para aprovaç^ 'lo í^^n^lho da Sociedade Oeffensora da U- 



SOCIEDADE DEFENSORA :í33 

bérdado e Itidependoncía Nacional dessa C6rte íui admittida 
oomo membru da mesma ; (tarlicipaçáa esta que me eoctieo do 
maior prazer nor ver -mo coQtalo em o numoro de Cidadãos que 
tatito se desvelãõ pelo bom da nossa Cara Pátria^ o BrazlL 

Approveitú GAÍ\ ociiSáiao para rogar a V. S. que do minha 
parte ag^rtideça ao Ulustre Coiisellio a approvaçao com qiio 010 
honrou, BCiontiÔeandti quajlnaai-í parde /ei a occdsiâj de empre- 
gar tudo ao meu alcanod aflm do de^empeoliar a In íH rosa con- 
âança que em mim depositou* Já como Bruzileiro livre, amaato 
daaey Faiz,Já.comiJ membro de^sa Illuátre Sociedade. 

D. G. V- S, 23 dô setembro de 1834, —Sr. Evaristo Fer- 
reira da Vo'ga, — Manoel Joaqiim Pereira Baptista. 



lílni, Sr. Evaristo Ferroira da Veiga» 

Tendo recebidj aparUcipaçâoquo V. S, por part-.' do Con- 
sellio da Sociedadõ Drlbnçura da Liberdade Nacional mo faz de 
me haver o mesmo Cousulho honrado com a nomeação de Sócio 
daqueila Soci''dadô eu mo liaongeio ter raorecido sinielhante 
osculiia o diuincçào^ e por i^o rogo a V. S, queira det mioha 
parte asseg-urar ao meimo Conselho que lUrei quanto fòr po3- 
si vai por do.^flm[ienhar restricumeiíte as oi^flgaçòei a quo sou 
libado comj Socío. 

Dqjs Guarde a V. S, por muitos annos» Rio de Janeiro, 
10 do outubro do 1834. 

Sr. 1* Sacralario da Sociedade D, da Llberdado e Itide- 
peuiloncia Nacioaal no Rio do Jaoeiro. — Anlonio da Silveira 
Caldeira , 



lUra. Sr. -^ Em resposta ao oíHcio, que V. S. mo enJoresoti 
flom data de 27 de julho» e recebi uos tins do mez passado, 
tenho a di/er-Uie pí^ra íazer constar a llluatre Sociedade Defcn* 
sora da Liberdade o InJapondencia Nacionai que recebo cura 
satisfasão a honm quo so fiiz em admitirje*me no numero de 
seus Illu:íU'es Sócios. 

Ignorando quem seja o Thesoureiro para mandar entregar 
a jóia de entrada, tomo a liberdade do pedir a V, S, que lhe 
diga que pode rauodar recebel-a do Dr. Joaquim Francisco 
Vianna, a quem nesta dala pai-a isso escrevo, 

Deos Guirde a V. S. muitos annos. Campos 10 de outubro 
de 1834. 



Sr. Evaristo Ferreira da Veiga • — Bento Bmeãcio de 
me Ida Baptista, 



Al' 



Illm. Sr.— Acruao a rocepçãode haver recebido com exces- 
sivo gosto, o oíEcio de V» S< em que me participa qoo por 



I 



234 



REVISTA DO IKSTmrrO mSTORICQ 



apjproTaçio do CosaeUio cU Sociedade I>efaHora d& Li^rd^áe ^ 

lia Naciaoalt fui admiltido Membro áa 
SmÍ 

Deos r»iiard6 a V. S.«^ S« Saltador 3 de outubro da 1834* 

Ulm. Sr. Evarinto Ferre^ira da Vei^, L» Sooratuio. — 
Jâtaninio Baptista Perrira* 

Ulm. Sr. — Em re^potta á Carta que V. S. me dirigia 
em dati de 27 de jtilbo proxtino pundo, comiioicand«HiDe ter 
()u aidoadmiUdtj Membro daSooMaAo Deíèiiaora da liberdade 
e ladepeadenoía aesia Corte, apcano-meAoertilioar a V. S. par» 
o f izar coDstar ao CoQst lho da mesma Sociedade de que me foi 
assaz Iboogeira a honra, com qoe me distinguto ; e que da 
minha parte faroi todos esforços para aâo desmereoer o ran- 
lajoao cuQceito, que lhe mereci. 

Dees Guarde a \\ S. Bio de Janeiro 25 de setembro de 1834. 

Ulm. Sr. Eraristo Ferreira da Veiga, 1« Seattârto^ ^/áié 
p0dn> de Corralho. 

Itla. Sr,— Recebi a partieipaclo de \\ S. em que me oem- 
mimioava que por approrac^o do Goatelbo da Sociedade Defen- 
sora da Libei^lade e lodeponieneía Nacional, fóra admittido 
»ocio da mêeraa: tenho a participar a V. S. que com o maior 
praaer farei parte de tio Pátrio ti wi SDciedade, e que em qual- 
quer occasião que aejam necesaariaa as minhas débeis foiças, de 
bom grado me prestarei a ooedJuTal^a. I>«os Guarde a Y, S. 
Rio de Janeiro, 15 de setembro de 1634* — io^ Jmsé Cêêstimê êa 

Ra$a JitniQr, 



Stmd dt 9 do n^Tem^rs de U3i 

PRBSinEN0I4 I>0 8R. ALaUWl^BSWUE: CATÀLCANrE 



Aos nove dias do mez de novembro do anuo de mil oito- 
ceetos e trinta e quatro, pelas onze boras da manb^ oa Oasa da 
Gunara Municipal do Rio de Janeiro, rennido o Conselho da So- 
ciedade Defensora da Líberd&áe e Independência NacíonaU sob 
a presidência do Sr. Albuquerque Cavalcante, feita a chanoíada» 
aehando-ie presentes trinta Srs. Consel liei ros, faltando os Srs. 
Amaral, Leite Pereira* MonfAlvorne» Miranda, Dr. CoramUi, 
Rosa Saljipado, Fortunato Tavares, Baptista da Rocha, Paula 
Cândido, Carneiro Vianna, Costa e Souza. Moraes Torres, Fontes, 
Costa Miranda. Ribeiro Cime, Monte Negro, Pontes França e 
Leite Bastos: tomaram assento seis supplente^, os Srs, Atbaide, 
Rocba, Picanço» Feijó, Vianna e Ribeiro da Silva. 

O Sr. Presidente abrlo & Sessio, e lida a Acta da antece* 
dento foi approTada. 



SOCIEDADE DEFENS<:»RA 



235 



EXPEDIENTE 



O Sr. h Secrotario deu conta do e^cpedienie iimdo ámiã oíE- 
elos de Josi' Maria Vargas acceltando e aíçrade eiido a aua ad- 
missão de Sócio» e de Bento Luiz Coitinho de Uliveira Braga, 
participando não accôitar a sua admissão de Sócio por ser cuntra. 
03 sem priõcipioá partencer a Sociôdaaes Politicas, de que ficou 
o Conselíio inteirado. 



OR0EM DO DIA 



roatmaoi) a discussão do requerimento do Sr. Moote-Negro 
que tinha flcrido adiada c Requeiro que o Consolho da Sociodiide 
Defensora aponr^e algumas medidas au Guverna, tendentes a 
questão com o EsUdo Oriental, e peço ao Governo o cumpri- 
mento deilaa » que depoia de discutido não Toi apprt^vadò » 

O Sr. Ferreira da Veiga fazondo ver os serviços prastados 
pelo fklecido Fortunato Marcondes de Carvalho Magano, apre* 
sentou uma carta achada entre seus papeis, recommendando á 
Sociedade Defensora sua mulher e um fiilio ; depoi* do «lue oíTo- 
reeeu a seguinte tadlca.ç$0t que sDndo apoiada, entrou em dii- 
cussão— Proponho que se õê a viuva de Fortuoatu Marconde.^ 
de Carvalho Magano a ponsáo do dez mil rela mensaes íiraquaato 
existir a Sociedade Defensora — O Sr. Silva Porto, oflíereeeu o 
seguinte requerimento — Requeiro que a indicação seja remet- 
tidã a ama Commisi^ão para na seguinte reunião apre:}entar o 
seu parecer, que não sendo approvado, conUnuou a diacussão da 
indicação do Sr. Ferreira d;i Veiga ; vieram á Mosa as aejç^uintea 
emendas, do Sr, Mariciho — Para que e^ti^ exeniplo não abra a 
porta á abusos, requeiro que esta Sociedade tome medidas pre- 
ventivas, ou quando torne a conceder, aeja era idênticas cir- 
cumstancias — do Sr. Eugénio Nogueira — Que m dê metade do 
soldo correspondente á Patente do nosso ex^socio — do Sr. Ga- 
mara Uma — Que a pensão proposta pelo Sr. secretario, seja 
elevada a quantia de vinte mil réis measaes — e discutida a ma- 
téria, posta a YotO!^i foi approvada a emenda do Sr. Eugenia 
Nogueira, e regeíttda a do Sr. Camará Lima, e a do Sr, Mari- 
nho, ficando prejudicado o requerimento do Sr. Ferreira da 
Veiga. 

O Sr, Dr, Souza Martins mnoduu á Meza o seguinte reque- 
rimento — Requeiro que se Q'jrneie uma commimo a quem m 
encarregue de fazer o elogio do ex-soclo Marcondes Magano, 
recolíiendo us factos da sua vila» mais dignos de serem momo- 
rados, o que ease elogio era Sessão solem ne» seja lido o depoiii- 
tado nos Archivos da Sociedade, devendo ser o ei-socio Magano 
declarado pela Sociedado Defeaíjora» Benemérito da Pátria, que 
entrando em discussão foi approvada a primeira parte do re* 



236 REVISTA ípy INSTITUTO HISTÓRICO 

querímeaw» e regeitâJa a segonda, aendo o Sr. aIfcs Braiioo 
Domeado pmrm 9S eoesmg»F da rodacçat» do elogio. 

O Sr. Pfwdeote dando para a Ordem do dia da Ses^o se- 
galate pareceres de Commimões, e adiDi985es de Soekw. 

LeTaDtcKi«#e a Seano a I bora da taHe.-- átòntfuerfmt Co- 



Z^aàã â« :£ df ^rres^ro do IS3i 

FRSSIBKNCIA IO SIU AU^rvCaaièUC CATAIXANTB 

Ám ilatnaeii dbs do ii>ei de noTembro de mil altocootos e 
tr lota e <|iialro aaoos, peiai 1 1 hona da nuuihi, na Casa da Ga- 
mara Maoieípil do Rio de i voeirOt reuoido o Conselbo da Soeie- 
dade Defeosora da Liberdade e ladépeodeiicia Xacioaal, m\» a 
Presiieocia do Sr. Albuquerqoo t^avatcaniiif, achando se preisiH 
t^ viQte e doas Srs. Conselhetras, faltando os Srs.: Amaral* 
Leite Pereira, MoQlAlreroe. Dr, SuQxa MarUn*, Camíníja, Ba- 
Ihòe^, Miranda, Dr, CtromVi, saaia Gertmieâ, Silva Porto, 
Ferreira de Cajtro, Mirinbo de .Vzevedo, Caraeirj Viãona, Foo- 
ceca, BipUsta Cveiano, CoeU Barros, EaDdeira de GoaTèa, 
Moraes Torre», Dr. Tr^raâsos. Silva Caini>Oí, Fontes. aItos 
Branco, Ribeiro Ciroe, Trava «oí. Abreu, Cunha e Câstro, Naza 
retb e Leite Basia^. tomaraoi assento O supplente^. os Sr». Sil^a 
Araojo. Athaide, Florim, Sallôi Perefra, Ribeiro da Silva, Feijó, 
'K I. dot Santos. Plcaoço e Lv/io. 

O <r. Presidonte abrio 'a Ses3âo« e lida a a:ta da antece- 
dente, fut approvada. 

O Sr. Tbe^areirOt Ro»i Salgado, consnlton ao Cunaelbo, 
desd« qTtandod<;vía principiar a correr a meosalidade concedida 
a vifiTa da ex-«ocio Fortunato Marcondei de Carnilho Magano; 
r*f%ilTrtMe jrj} fosse j/i io premente raei. 



OrtDEM DO LIA 

Vi*' '>'Zíi 08 se;?uiQteâ reqncrimeotos: do Sr. SíIti 

7^5*^ ^^'^ ****** ^ ^^' ^' -Secretario apresente nm rela- 

lano diivi- M H n>flo!riçi>ii tornadas pelo Conselho da Sociedade, 
aue aiDda fiào tom iMo cumpridas, de.:larando qoaeí bio os 
Membroi nomeadoK p-vra aj respeotivaâ Commifsue^ que sendo 
apoiado, foi approvado. 

1 A^t *Í*'*j ^Hn '^^.^'^^ •ppareoido uma circulir em nome 
deita Soelidade dirigida aoi Èldtoros do Campo, enviando-liíee 
uma Hita de DepuUdoí Provinclíioi. e nâo sbndo tratido este 
n^ocfoeoniffio: r-qfioíro» qno o Conselho façi publicar qne 



SDClliiíAlíE riiJKXífílíA 



2:t7 



Qão M do mesmo Conselho que sahio nemelhantc Circular—» 
que entrando c-m discasaSo» o Sr. Saotos ofíerccca o seguinte re- 
quôriraento ^ Requeiro, í^ue este Conselho por meio do uma 
Circular declaro, quo chegando ao seu conhecimento ter ura:i 
reunião de patriotas perLcncentes ao seu grémio aproseutado á 
consideração dos Eleitores desta Província uma lií^ía de Caudi- 
datos para Deputados i Assem blí^a Provi nciaí. o Conselho deso- 
jando ampliar os desejos da dita reunião ãe Patriotas, a recom- 
raenda a todos oí Membros da Sociedado Defensora, afim de 
obtor-se o Èm desej kdo por ser justo e iatoressantc — que en- 
trando também om discussão, atltial o seu Auctor requereu per- 
missão de retirai o, o que sendo-lhe concedido, continuou a 
discussão do reqtierimunto do Loíio, que depois do ser sufllcieií- 
temonte discutido poeto a votos, nâo foi appruTado. 

O Sr, President;i dando para a Ordem do dia íía íuguinte 
SííSScão, Reiiueri mentos, Pareceres de Conamissues c Admissões 
de Sócios. 

Levantou-se a Sessão a 1 hora da tarde,— José Marinnode 
Alhuqiferque Çaxnkanlet Presidente. -^ L\nz de Soitsa Lobo, 
3» Secretario. 



Sessão de 23 de ii07dmbro de IZU 

PRESIOINCIA DO SK. ALUUQUERgLri: CAVALCANTE 

A's onze horas fez o Sr, 1" Secretario a chamada, e lida depoL^ 
a Acta da antecedeate foi approvada. Poram preaontfs 23 Srs. 
Conselheiros, faltaram os Srs.: Amaral, Aveiino, MunfAiverne. 
Souza Martins, Caminha, Odopico, Corumbá, Santa Gertrudes, 
Silva Porto, Gomes dos Santos, Marinho, Tarares, I^aplista da 
Rocha, Paula Cândido, Carneiro Vianna, Carlos da Fonseca, 
Bandeira de Gouvêa, Aprigio da Veiga, Cunha e Castro, Fre- 
dorlco Torres, [>i% Travassos» Silva Campos, Cardozo Fontes, 
Montenegro, Luiz Fortunato, Nazareth e Leite líaaios ; tomaram 
assento 8 supplente^ os Srs. Athaide, Dr, Justiniano Ivocha, 
Picanço, Saltes Pereira, J. J. dos Santos, Fejjó, Cordtiro e Pinto 
Cerqueira. 

O Sr, 1 ' Secretario dew conta dos oíllcios úos Sra» António 
Diniz, Costa Guimarães, Guilherme José Liábò^, Joaquim Bar^ 
hoza de Sá e António de Moura g Brito, agradecendo a sua ad- 
miSí?ão ao Grémio da Sociedado Defensora: de todos ficou o 
Conselho inteirado* 

O Sr, Ferreira da Veiga apresentou o parecer já approvada 
pelo ultimo Conselho afim de se alterarem os Estatutos quanto a 
duração do mesmo (ooselho, a t^poca de sua eleição para que seja 
de quatru era quatro raezes, e não de três em tre» mezes como 
até agora ; e resohendo-se que se nomeasse a Cummiísão orde- 
nada "pelos Estatutos e a qual se roraettesse o dito parecer, pro- 
cedou-s/3 a apuraçfio das cédulas ; e sahiram eleitos o Sr. Dr* 



i 



li REVISTA Dtl INSTITUTO HISTÓRICO 

Mivaada com 15 votoa ; Fermra de Castro oom lú ; e teodo sa- 
hjdu empatado com nove votos cada um 09 $i*s. Dr* nulhõet e 
Dv> Rocha, decidiu a sorte a ÍUvor do primeiro. 

O Sr . Alves Brani^o apresentou o leu o elogio faoebre. dedi- 
cado i>el3í Sociedade Derensora ao teneote Forumato Maróoodes 
de Carvallio, do qual tinha sido encarregado oor voto deste 
Conselho ; depois kIo que o Sr. Presidente sgranecea em nome 
•ia moiDia Sociedade, o trabalho do Ulustre CoDiõlheiro ; doei* 
dlodo-ãe por úm que fosse impresso. 



ORDBM DO Dia 

Entrou era discussão depois de apoiada, a segniota pro- 
posição do Sr. Ferreira da Veiga — Proponho que a Sociedade 
Defeioiora enrfo às demais Socierlades uma Circular em que 
r^ietiâque a declaracÃode seu§ principios politicos. 

O Sr, Rosa Salgado propoz o adiamento até qup se veri- 
ficasse a morte do Duque de Braf anca, o sendo apoiado íoi re- 
gei tado. 

Voltando a discussão o mesmo Sr. propoz que fosae esta 
ne^o^io levado a uma Commissão ; e como desse a hora ficou a 
discussão adiada. 

O Sr, Presidente deu para a Ordem do dia da Sessão se* 
guinte, a coatiouaçâo da discussão adiada, e levantou a seesfio 
depois de l Í»L»ra da tarde.— St aristo Ferreira da Veiga^ oomú 
Presidenie-— luii deSmza Lobo, 3*^ Secretario. 

lllm. Sr.— Acuso a reeepçio do ofll^^io que V. S, me 
dirigiu em II de setembfo do pneeente anoo, o qual me veio à 
mào era 30 de outubro próximo flndo ; comrauuicando-rae V. S, 
no mesmo a reeoluc^ do Conselho d:i Sociedaie Defensora da 
Liberdade e independência Naciunai, contem^dand^mc Sócio 
da mesma oom o qoo multo m*3 honrão : quanto antes pasi^ 
a dar cumprimento ao artigo 15 dos estatutos da dita Sociedade. 

Deus guarde a V. S. Quartel do minha residência na Omh 
serratoria, 5 de novembro do 1834. 

Ulmo. Sr. secretario Evaristo Ferreira da Veiga»— Anf^fo 
Dírtíj Coita (7ía*m^r<f(fí, socio. 

nfm- Sr,^ Tendo recebido a comraunicacao de V. S. datada 
deí7 d»i fuího dn corrento anno declarando me, qutí por apro- 
vaç?lo do da Sociedade Defensora da Li bordado o Inde- 

penicncíE . , fora eu admitttdo raombroda mesma Socie- 

dade ; rogij a V, S, se digao levar ao conhecimento do mencio- 
nado Conselho, que pri-Zimio sobremaneira a Honra de pertencer 
a essa Soeiedade, muito mt* lisongeio de ter sido nclla admittido. 

Deus guarde a V. S. Rio 2Qde outubro de I8:u.— Ulmo. 
^ <9to Porreira da Vei^, 1* secretario dt Sociedade 

da Liberdade e ladepeadeiiaia NacioaaL— Gut^A^nns 
/ojc Lt.twa, 



SOCIEDADE DEFBN&ORA 



230 



Iltoo. Sr.— Âccu2iad3 a recepção do OfHcio de V, S, da- 
tado de 14 do soterabro próximo passado, e recebido em 17 
do corrente, queira V. S, p\pticipar ao Goaseilio da Sociedade 
DefoQSor:^ da Liberdade, e Ind<ipeiidcncia Naciooal, que muita 
bonra Lenho em mv admittido Membro da meâraa Sociedade, 
tendo eu intenção de procurar ser admittido, o que não fiz logo 
pelas minha occupações. 

Daus guarde a V. S. Jacarepa^uá, 24 do outubro de 1834. 
— Ulmo, Sr. Evaristo Ferreira da Veigai r Secretario. — Jca- 
çuim Barbosa de Sà, 

Ulmo» Sr,— Accuzo a recepção do ofl3cio que V. S, mo diri|fia 
em data de U de setembro próximo pa«5ado no qual me partici- 
pava ter sida admitudu aocio da Sociedade Defensora da Liber- 
dade Nacional ; tenho a participar a V. S. que foi eom a maior 
satisCkção e prazer que recebi a dita participação por ter a 
gloria de pHortencer a uma Sociedade qiio é toda analo;>.i aos 
meus principies Liberaes; e sempre estarei prompto a coocon'er 
para o augmento da Sociedade, e defender o que a mesma tão 
juitamente ae propõe. Rogando ao mesmo tempo a V, S. o 
obsee^iiio de maDifeatar os mem» puro^ .sentimentos no primeiro 
ponto que ouver da mesma Sociedade. 

Dous guarde a V. S, — Freguezia do Campo Grande» â9 de 
outubro de 1834.— Ilimo. Sr, Evaristo Ferreira da Veiga, 1' 
aecretíirio da Sociedade Defensora da Liberdade Nacional,— 
A0têtmio de Moura ê Bri(i&, 



Sd86i9 àe 3 de dezembro de lÔ3i 

PRBSIDENCIA DO SR. FERREIRA DA VEIGA 

Aos trez dias do mez de dezembro do anuo de mil oito- 
centoíí e trinta e quatro, palas cinco horas da tarde, na Casa da 
Camará Municipal do Rio de Janeiro, reunido o Conselho da 
Sociedade Defeosara da Liberdade e Inde[)endencia Nacional, 
sob a preBidencia do Sr. l*» Secretario Ferreira da Veiga, feita 
a chamada acharão-so presentes vinte e dous Srá. Conselbeiros 
Mtando os Srs!. Amaral, Leite Pereira, Monte Al vorne, Dr. Souza 
Martins, Caminha, Oiorico Mondes, Dr. Corumbá, Santa Ger- 
trudes, Silva Porto, Albuquerque Cavalcante, Gomea doa 
Santos, MafTnho. Eugénio Tavares, Baptista da Roclia, Carneiro 
Vianna, Fonseca, Costa Barros, Gouvea, Cunha e Castro, Frede- 
rico Torres, Moraes Torres, Dr. Travassos, Nogueira, Silva 
Campos, Ribeiro e Círne, Monte Negro, Travassos, e Brito, 
tomarão aíisen to dez supplentes, osSrs. Ataíde, Florira, Rocha, 
Vlanoa» Picanço. >Ales» l'ereii-a, Feijó, Dr. Siqueira, Victoria» 
e Ribeira da Silva. 

O Srr Presidente abriu a Sessão, e lida a acta daaótece- 
dente foi approvada. 




REVISTA no IHSTITUTO IHSTORICO 



O Sr* 2^ Secretario den coota <1 > cxpedi<rato, l«Ddo ties 
offieioe dos Cidadãos C8 Sr^. lgn.icio Coelho Borges, Maooel do 
Valle Amado, e l^acto de A^is Saraiva e Fonseca, acceitaudo 
e agradecendo as saas admissões de Soeios, de que ftooti o Cod- 
setbo infeirado. 

ORDCX VO DIA 

Eotroa em dísctusío o requerimento adiado do Sr. Ferreira 
da Veiga ^ Propoolio* aue a Sociedade Derensora envie ai 
de mais Sociedades nma circular, emqae ratifique a dociaraçào 
de %Q5 prioeiplos Politioos— O mesmo Sr. Ferreira áã Yeíga. 
deixando a caaeira qae foi oceup^a pelo Sr. ^ SoereUrio of* 
fíireceu asbaaes, que Ibe pareotao dever sor adoptadas, r^K^ue- 
rendo qoe fossam remettidas a uma C<>mmiasio para redigir a 
Circular, e aeodo apoíalo este seu requerimento, entrando 
também em discuisao, depoU de longo debat* em que tomarSo 
parte dlíforentes Srs. ronsolbeiros, posta a Totoa, rorão appro- 
Tados ambos os requerimen U)s, e o Sr. Presideute nomeou 
parm i Commissio os Sri. Ddorieo Mendes, Al^es Branco, e 
Ferfeira da Veiga, 

O Sr. Frt^sidente danio parm ordem do dia da se;^utnle 
8esâio, Reqaenmento.H Pareceres de Commiasões, e Adtntsades 
de Soeios.— Leviíutou^ae a Sea^Âo dí?pois das sete horas da noite. 

— O Vice president?, Manaei Mor^tra IaHo da SUva Corrtdro. 

— Luís ih Sf.uia i^, 3»^ Secretario. 



Sauio Af 19 âe rsTtrs!ro da 183S 

rRESIDENCU DO SR, ATBUQUBRgCl CAVALCANTE 



A'á cinco e meia horas da tarde, reaoldos os Sn, Conselbeiros 
Mra a installaçio do novo Conselho, e nomeacIU} doe Membros da 
Ilesa, o Sr* secretario. Ferreira da Veiga, fes a chamada de- 
pois do que o Sr. 1" Presidente abriu a Sess&o, á que oompare- 
cerão S8 Sr». Conselheiros e novo Srs. Suppleote^, fiilianda dos 
primeiros os Sra. Baptista d^OUveira, SilTa Porto, Odorico, 
Oliveira Pilar, Oliveira Penua. Darrigue Firo, Jobira, Gon- 
çalves Pereira, Dr, Vianoa Pinho, Dr. Brito, Guimarães, José 
Florindo. Dr, l^ereira de Carvalho, Velloâo Rnboilo, l^atiU Cân- 
dido. Pontes Franca, Dr. SUva Pinto. Co^ta Barros, e Di\ 
Tarares. 

Procedeu-so I eleiçlo do Presidente e recolhidas 35oedula3 




SOCIEDADE DEFEVSORA 

c açuraíjas, i^ahiu eleita o Sr* 
maioria absoluta de 30 votos. 

Paâsgu áo 1 eloição do Vice-ProsideiiÈe» contadas 30 cédulas, 
neDlium Sr. Conaelh ira obteve raaioria absoluta, entrando 
por mo em 2^ Eseriítlnia 03 mais votados, tiuo fjrao 03 Srs. 
Ataide com 15 votos, o Rosa Salgado com 9 ; seado o resultado 
deata apuração sahir eleito o Si", Ataido cam 'iO votos, 

Pi^ocedou-sc á eleição do i'' Sr* Secretario, o recolhidas 37 
cédulas, e apirrarâo-se, e sahiu eleito o Sr, Forreíra da Veiga 
com 36 Totoi. 

Tove depois lugar a eleiçSo do 2* Secretario pira que viorão 
â Mesa 30 cédulas ; o resultado doesta apuração foi não leunL* 
neahura Sr. Consellietro maioria absoluta ; o cntraíido em 2' 
escrutínio os mais votados, qua farão o Bi\ Souza Lobo com 
17 vuto-í, o Ferreira de Castro com U, sahIu eleito o ultimo com 
^9 votos, 

Passou se á olei<;âo dos 3"^^ o 4»SLíoretmcs, o ^alúrSo eleitos 
osSrs, Fontes com ^9 votos, a Soura Lobo com 25, 

Teve por aUímo lugar a eleivào (fo Tl>esourc'iro e aabiu 
eleito o Sr. Rosa ^^ilgado coii 3i votos. 

O Sr, Ferreira da Veiga propoz o voaceu-s3 que na 1 Si^ssao 
próxima .se procedesse á nomeaçílo das Comraissòet, aíSim como 
decidir-so que catão fosse lido o relatório do Sr, Tb 'Soureiro 
a respeito das contad da Sociedade. 

O Sr. Presidente levantou a sosíiào pouco atites ilass te horas 
da noite; dando para crdeindodía daSesiãoseguiiUe Indiv-açocs 
© RequerimetUos»— y. D. .4. Moticorrr}^ Vice-l*residettte. - /. F. 
de Ca. ir o Silc.^" Secretario, 

IH'*", Sr. — TífDlio a honra do accu^tar a Recepção do Oí^ohi 
do V. S. com data áa E4 de setembro, contendo participar da 
miuha í^dmis.:âo como Membr.j da Saciedade Defensoia da Ljber- 
dade e Independo ucia Nacional bera como tle utn Eítemplalí-^dos 
seos E tauitog, que tudo Recebi cm s do orrentc ; outroáim 
aproveito mais esta o^cisiãj pir iní.ormedio d':? V. S. 
si^nifloar ao Conselho da Sociadado o Reg^ zijo a particular 
Ov^tima de ifi? fi«'0 provido i^m considerar uio pertencer de di- 
reito a uma Sociedade que tora por tim 3us'.entir a Liberdade e 
Independência Nacional, p.'o:estandodbe maia de ser fiel as so- 
liduB ba?G3do3 3eu3 Rstiatutog, o du om orcasiào opportuoa cum- 
prir cjra oi quaoi me <'♦ iooumbi lo no art, lõ do referido 
E-ítalnto. 

D, G. Y. S, Nova Friburgo, em 2 de noTcnii»rode 1834. 

íii'"^. Sr. Evaristo Ferreira da Veiga, h Secretario dj Con- 



i^elhj da Saciada ic llefcn^ori do 
Ffanciico de Oíiveiro » 



Rio do Ja'iéirj,— jV,'níír7rn3 



IL ' . Sr,— Accuso o Olleiu, Sr. Secretario, p-doj|iialme 
fis&ôstos vor em nono do ConáclSio da S. D, díi L. c I. N, do 
ília do Janíiiro, que en Tora lembrado proposto pira provar 
a distioctA honra do sei* vo^^ú consócio, me foi sunuTTcnto 



5 



2i2 REVISTA DO INSTITUTO HISPDRICO 

agr suiavol; e como de coração almejo a maaviencâo áoè tão sa- 
grados ciclos que aqaeUa Pauiotíca Sociedade se propoz 
á garantir corao de facto o tem praticado, inapirada sempre dcs 
miis nobres e acrisolados aenUiLaatos da amor ao progresso na 
ordem Dão era poa^irel qae deixasse de annuir a am oonTíte 
que tanto aprecio. Ea me felicito pois por ser de hoj? avante ine- 
cripto cm o numera de tantos e tio ill&strados Patriotas e bus- 
carei p3r meus actos não disneoúr o conceito que de mim for- 
mou o Conselho, de quem sois tão digno Secretario. 

O portador deste vai incumbido de satisfazer miaha 
jjía e mensalidades. 

D. iw y. S. como no9 é mister. Valença, 14 de novembro 
de 1834. 

Ill* . Sr. Secretario do Conselho da Sociedade D. L. I. N. 
do Rio de- Janeiro.— Padre, Jjrquim Cláudio Vionna d *$ Chogas, 
Soclo. 



Ssmo de 31 de xarço de 1835 
v: r:-::iE>iDENciA do sr. ataide moncorvo. 

As ^eis horas menos dez minutos fez-so a chamada e aberta 
a sessão foi iiua. e approvada a Acta da antecedente. 

Comparecerão quinze Srs. Conselheiros, e doze Srs. Sup- 
plontes : faltaDdo dos primeiros: os Srs. Baptista d'Oliveira, Bo- 
telho, Dr. .'ulij. Silva Porto, Odorieo, Dr. Gomes dos Santos. 
M. Josf de Oliveira, A. José da S. Pilar, Oliveira Penna. Tra- 
vassos, Darriíjue Paro, Dr. Cerqueira, Dr. Bulhões. Dr. Jobim, 
F. Joaquim Torres. Gonçalves Pereira, Caminha, Dr. Vianna, 
Pinho, J. VicíMiíe Gomes, Dr. Hrito, Guimarães, José Florindo, 
Dr. MíDool Feliciano, Veloso, Dr. Nogueira, Pontes França. 
Dr. Silva Pinto, Cosia Barros, Duarte Silva, Dr. Tavares, Fr. í^o- 
licarpo. Albuquerque Cavalcante e Picanço. 

ORDEM i'0 DIA 

() .^ i*. Ferroira da Veiga relatando os luctuosos aconteci- 
m ritos que ti verão lugar na Capital da Província do Pará 
offoieceu o seííiiioto requerimento que foi apoiado. Requeiro 
que soji diriííida ás Sociedades Patrióticas do Império hua Cir- 
cular, rci.írindo os últimos acontecimentos do Pará o fazendo 
auroa dollos a> reflexões convenientes. 

PrincipianJo a discussão o Sr. Marinho oíTereceu a se- 
ííuiato umoiula, que sendo apuiada foi depois retirada á pedido 
do me.^íino Sr. e que se accrescente também algumas conside- 
raçOc ctc. 



SOCIEDADE DEFENSORA 243 

Tendo dado a hora fícou a disciiasão do requerimento adi- 
ada, não se venoondo a prorogação proposta pelo Sr. Presidente 
que deu para ordem do dia da Sessão seguinte — Continuação 
da mesma discussão . 

Lovantou-ao a sessão ãs oito horas da noite.—/, D. A. Mcn- 
coroo, Vice-presidente.— /• F. de Castro Silvj,2' Secretario, 



Sassão de 5 de abril de 1835 

VICE-PRE3IDENCIA DO SR. ATAÍDE MONCORVO 



A*s onze iioras fez-se a chamada, o Sr. Presidente abriu a 
Sessão, e foi lida e approvada a Acta da antecedente. Foram pre- 
sentes dezeseis Srs. Conselheiros e doze Srs. Supplentes, faltando 
daquelles os Srs. Baptista de Oliveira, Botelho, Dr. Júlio, 
Silva Porto, Odorico, Dr. Gomes dos Santos, Manoel fosó de 
Oliveira, A. José da Silva, Moreira de Carvalho, Pilar, Oli- 
veira Penna, Travassos, Darrigue Faro, Dr. Cerqueira, Dr. 
Bulhões, Dr. Jubim, Gonçalves Pereira, Caminha, Pinho, Gui- 
marães, José Florindo, Dr. Pereira de Carvalho, Velloso, Castro 
Vianna, Dr. Nogueira, Padre Delftno, Dr. Tavares, Dr. Paula 
Cândido, Pontes França, Dr. Silva Pinto, Duarte Silva, Veiga, 
Fr. Policarpo e Albuquerque Cavalcante. 

O Sr. 1» Secretario deu conta de um offlcio do Sr. Fran- 
cisco Borges da Fonseca, agrade^en Io a sua admissão de Soclo 
desta Sociedade, ficou o Conáelho inteirado ; e não interveio, 
por deliberações interiores, na alforria do pardo João, como 
solicitava sua mão Mai^celina Joaquina. 

or:»eii do día 

Continuou a discussão, que ficara adiada, do requerimento, 
do Sr. Ferreira da Veiga, para que se dirigisse uma Circular 
ás Sociedades Patrióticas do Império acerca dos luctuosos 
acontecimentos do Pará no dia 7 de janeiro ultimo, julgan- 
do-se discutida a matéria, foi approvado unanimemente o dito 
requerimento; dando o Sr, Presidente para a ordem do dia da 
Sessão seguinte — Indicações e Pareceres. 

Levantou-se a sessão depois do meio dia. 

lllm. Sr.— Recebi a carta do V. S ., que mo participam 
em approvação do Conselho da Sociedade Defensora da Liber- 
dade e Independência Nacional, fui admittido membro da mesma 
Sociedade, cuja participação me foi summamente grata o que 



2t» REVISTA IO INSTITLT-' iUSTORICO 

comiLiLíz:^ a V. S.. para íiíer aíieníe ao Conselho quanto 
me íj : >>ãsivel conceber em meus fraeo? elementoe e íárei por 
desempeihir ao bom ooi:oe:to que de mim faiem. 

Deus gnarJe a V. S. — Birra io Pirahy, 6 de dexembio 
de ;'^3í. 

Illai. Sr. Eraristo Ferpein ia Veiga, !• secretario.— 
Frr.Kcis:. Bonjfs da Fonsi:-^. 

Sts. — Maroeliina Joa^iuina ias Dores, Tendo nos II lustres, 
e Dignos ti !adãoe que formam csai Patriótica, e Illo^rada 
Soei^de, I^elTensorada Liberdade e Independência Nacional, 
08 mais acérrimos sustentador es de direitos do homem, to^i 
perante tão conspicuos Tarões, revestida do maior e mais pro- 
fundo respeito implorar a graça de auxiliarem, para o hon- 
roso âm de dar liberdade a seu filho Joio, pardo, escravo 
do JAo Leite de Souza Bastos. 

A Sapplicante yem. senhores, cheia da maior confiança 
Implorar o yosso patrocinio, certa de qao não deixareis de 
prestar ouvidos a tio justa supplica, pois que além, senhores, 
da razão tão ponderosa para commover Tossa tio reconhecida 
Philantropia, como é de fazer enirar no Grémio da Liber- 
dade quem ilella estava privado, aecresce, senhores, para mais 
cxcitar-se a vossa commiseração, que sobre o filho da Sup- 
plicacte, que ella pretende restituii* á liberdade, se acha actu- 
almente preso no Castello e em risco de ser exportado para 
fói'a ia sua Pátria ; Portanto, senhores, a Sapplicante efspera, 
qu3 V Js nã > deixareis frustradas suas tão lizonjeiras esperanças. 

A Commissão nomeada para examinar a Conta da Receita 
e Dospeza dc^ta Sociedade no trimestre decorrido de julho a 
ser^mbro pi-oiimo passado em resultado de seus trabalhos tem 
dd declarar a este Cjoseiho, que na referida Conta nada en- 
controu, que mereça desapprovação. Quanto a receita, estando 
seu cr-iscimento na razão do zoilo, actividade do encarregado 
de sua arrccaílação, elogios são devidos ao actual Thosou- 
roiro, poí< quo a cobrança de l:02i>; de mensalidade em uma 
Soclodade Politica, e no decurso de três mezes só póJe ser 
flllio do zello, e bom grado com que o dito Thesoureiro dcsem- 

?)enli\ os seus deveres: e quanto à despezi, sendo toda ella 
feita por d(3terrainação deste c^onselho, é de sua origem legal. 
E:n consequência pois, ô a Commissão de parecer quo sejam 
approvadas as referidas contas. 

Sala las Sessões do Conselho, aos 26 do outubro de 1834. 
— Jortj t ;j Jo<é dos Sofit^s. — Jo^é Fernandes da Ton-e, 



SOCIEDADE DEFENSORA 



2i5 



Receita e despela da Sociedade Defeiiora da Lllierdade e iBlapeideiicia Nacional, 
10 terceiro trliettn do correite amo, a cirgo do nésooRiro. José di 
Rosa Saleado. a satier : 

RECEITA 

1834 julho— 18— importe do quo oxistia 
em Caixa do balanço do 2' tri- 
mestre :í9;^493 

1834 outubro— 18 — importe recebido 

de entradas de vários sócios . 74s000 

Importe das mensalidades de so* 
cios 1:021$000 l:0l>5$000 

1:4S7$403 

DESPEZAS 

1834 julho— 28— importe pago a Luiz 

de Moura Telles, da coata da 

madeira, que tinha sido gasta 

nasallado Baile 164$400 

1834 agosto— 3— importe entrado na 

Caixa Económica $530 

1834 setembro— 13— importe da des- 

peza com o Te-Deum no dia 

7 do corrente, anoiversario do 

dia, em que se proclamou a 

Independência Nacional. •*.... ()4l$745 
1834 setembro— 2i— importe da im- 

prosao de circulares, e papel . 74$)00 

Importe da impressão do da com- 

missão central para a subsori- 

p;,'ào da Casa oe Correcção, e 

papal 17S00.J 91 $000 

1834 setembro— 30— importo ao cobrador de sua 

comraissão 8lt300 

1834 setembro— •JO-impjrte das 10 assignaturas do 
Diário dos Annuncios, por três mezes, de 
junho a setembro 24$00} 

1834 outubro— 1— importe ao porteiro dagratiftca- 

çào do 3» trimestre 3e$000 

1934 outubro— 18— importe da ciTa para as duas 

sessões de tarde 3|000 

1H34 outubro— 18— importe do porte de cartas. . 1$860 

l:043§835 

Pelo quo existe em Caixa 443$658 

• 1:487$49J 

Rio de Janeiro, 18 de outubro do 1834. — Jaé da Rosa 
Salgado, Thesoureiro. 






Ofc» ...... ... » a- 5. 

X hr^s^-ji. ie fm:rt -aL Ia •» -rKa.lr^ T. jaga» :». 3 > ? 

'lál^A/. . . ". . «^ 

T':iyir.e ia li^ is irriir.w ... sasi 2. .'^ $ 

aiffin 3a gTTikíiTr ... . > 2. II I5i}!^«> 

Hbh ift n-jsis . » z. .^ '9O$0m 

kbSBL » UBk sutiã;:! t*i XOE» IVft ^. 3f. :.««K.U 

a. .1 «ãpúO 

L^cjHiQft pujri : jusri OKmm. 14 -lo^lOO 

JLi p!r4:aAx? e s^. ..... » a. 14 b%$0HO 

«44:45 

•^OSM 3 TknoixTecr^ istt SocHiteiBL • Sr. Jxmé 4i Roca 
•iUfado. ii Recãu e ZissgeKk 4hé» li^i ée amaàn éú auo pro- 

«xíéú o sdii> a f^T.Y ia Saàed^e T^tjffT, mbA» 13l$a7!S em 
eaíia, e i^^Is ni :.ixxi Booaoate : é ée fmar o^ aeja 
•pproTada. 

dala daj SeMúe* i^ Soôdide D«!)HMn da LOcrdade e In- 
^epeod^^cda Xaciooal. aos â de aarco de 1635.^ Au Fhr^ 

ksluelHKB vtsstts I SnMíBMBliUMritiMieh 
(? It35, 1 ani b ncMRlR ]« lilB ttim, aalv: 

RBCETTA 

l«34 otjvjfcrro — IB— Btíanço da coirta 

le^ •.iflí?i^^V"*,^*^^^^*«^<^" 443?«58 

irn nowi5M\/ro^tif}^imporie recebido 

°^. ^2flí>'>ni'ogoi de Ataide, 

pfíU «ubicrtpçâo para a Caia de 

Correcção 40$00O 

l*íM o^enibr/>— U— Importe do quê 

•íeretír^»! da Caixa Económica i:4éfl|314 



SOCIEDADE DEFENSORA 



247 



1834 dezembro— 24— importe recebido 

da commissão encarregada da 
sabscripQão do !<> districto da 
freguezia de S. José. • . . 

1835 fevereiro— 14— importe de entra- 

das de vários sócios. • • • 
1835 fevereiro— 14— importe de mensa- 
lidades 



52$000 



6001030 



567$000 619$000 
3:149t032 



DESPEZAS 

Importância paga a Miguel Marquez de Souza, pela 
despeza da illuminaçao do memorável dia 7 
de abril 2:096$960 

Importância entregue ao thesoureiro da Casa de 

Correcção 640$00a 

Importância de dez assignaturas do Diário de An- 
núncios desde outubro a dezembro do anno 
passado 24$000 

Importância ao porteiro do trimestre passado. . 35|00O 

» » escripturario 20$0G0 

Importância ao cobrador, por ter recebido 185$ de 

vários sócios 18$500 

Importância a D. Virgínia Henrique Nunes Magano, 
por três mezes de novemoro do anno nndo, 
a janeiro do corrente 37$500 

Importância de portes de cartas o papel . . . i$200 

» entrada na Caixa Económica • . . 140$000 

3:014$160 
Existe em Caixa 134*5872 

3:149$032 

Existe na Caixa Económica 140$000 

> > Caixa 134$882 



Rio de Janeiro, 14 
Salgado, Thesoureiro. 



274$872 
de fevereiro de 1835.— /o5e da Rosa 



JLSòaiESlTVQ 



DO 



Conselho Ultramarino 



ARCHIVO D9 CONSELHO ULTRAMARINO <'> 



CORRESPONDÊNCIA DO «JOTKRNAD^R DA BAIÍIA, 1783 a 1807 
DOCUMENTO H, 2Í2, pg. 186 «rlNST. IIIST. LiEOGR. BRA£». 

1805— lllm, Eim. Sr. FraucLaco d& CuQlia Meneia. 

Renidtta a V. Ex. o Mappa da Costa, aeus rioa e barras e 
mwè terroQOfi, na melhor forma que os pude descobrir, deâde a 
Barra do Rio Doce até a divisão da CapiUDiã de Ilhaos, entre 
o Río de Belmonte e o de PaUp3. coma se yé do mesmo ; e 
também o diário do Rio Grande até o ejicontro da b^rra do 
GiqaitinboQbae Areâsuaby em Mtna.s« e tudo quanto vae e$- 
c rip to e desmarcado é certo, e toloa os obstáculos relatados no 
mesmo diário, que precisamente 03 deve ter na subida, por ca^ 
recer estar o Rio bem vaaio para se poder navegar, debaixo de 
todo o trabalho, aendo certo que tendo qualquer reí)oquerye 
4'agiia, flea maia facU a sua oaTegação, mas a multa corrente 
não deixa dar pas3o adiante, nem ha varas que o agoentom. 

Em quanto ao Rio, pelo diaiio e suas notas verá V. Ex., o 
que precisa : o sau terreno, p3la parte do Sul se pude fazer uma 
boa estrada para todo o Commercío e a mesma navegação, bem 
fácil em tempo próprio, tendo na Cachoeira Grande povoação 
para ter armazéns de uma a outra parte, que só neste lugar de 
sorte nenhuma pode ser o subir embaroado, fui saliir a ^finaa 
Nova.^ distante de Villa Rica cincoenta e duas léguas e ficaram 
09 moradores daquelles arredores tao contentes pelo descobri- 
mentOi que se posaivel fosse se faca estrada, concorrem para 
ellã pelo vexameem questão do nem comprarem nem venderem, 
que o seu negotrio é só algodão o pannos do mesmo, que 
mandam para essa cidade com jornadas muito trabalhosas, o 
que sendo por es&a Villa Rica fica muito mais fácil, e os mesmos 
^adoB e com o seremos nesta Comarca fertilizados* 

Este descobrimento, me disse o Capitão Regente da Aldea 
doa Índios do Tocajõií de Lorena, encarregado na doraação delles 
o da mesma guarda do Giquitinhoaha, que b:^ desoito annos 
emprehendem nelle,pois, jã descemm com tresentos homens, 
porém o não p^ideram fa^er, e ao tem chegado a S. Miguel no- 
tado 00 mesmo diário, e vinham de vinte o cinco legoas a ver 
M famosa canoa em que fui embarcado, a qual é de carga de 



(*) Não hko sem imporUncia pai'a a biitoria o Lfí^o-rrajihia dos 
110S8OB K^tado^ ofí ruttii-Ofí partiaes íoituis da-s custu^ do Hcanl, O 
uros.eiite danola o 4:uiila lo <? minúcias caiu quo o levaraiu a eleito. 
Projecta luz »ol>re a cthno^Tapliia da.s duas auti^^as capitanias *la 
Ksprríto SãJito e ilos rih>'fi>', cfciiiais na zona dtscripla cocontra-su 
vatsta *^^Tii)eriicio d»-' tcrrentí qiia^i inhabitrulo. Sobre elln nestes 
ultimo^ aiini^í líe t^m fic-pcrtadoo intero>iBe puldico pííla esLÍ^cacía 
4«areia>i mojijziticí>s. 

(^Q^a da Gomiuissão de E^acçãu) 



1 



252 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



centoe vinte arm)>as»e todos aclamara a V. Ex. como Redemptor 
daquotias MíDaa pelas mandar ilescobi-ír« chamaQdt>s:3 a si ia- 
tcirameate frouxos. Persu^dom-se que eu sú c^>m expresia 
ordem de Sua Alteza Reat« jjoderk eatranliar-me tanto por 
Mioas dentro por um Rio prohíbido e vedado como fos^e o Go- 
quiiinhonha; ma^eu o fiz ver que só naveguei pelo Rio Grando 
de Belmdote, até o fím de lie como me era mandado, e cumo 
0ão topei outro aíé as duas referidas barras, aii o dei por findo; 
o nem povoíido que mo ooticiasso a Capitania e sua divisão, 
e bem se mostra que o Riu vedado, acaba ourle fez barra, piiis, 
dessa pam cima é que tem, na distancia do duas legoaa e meia* 
o deitacameuio para a sua guarda, o na mesma aberta sem dis* 
taucía neulitima, está da parte do Sul outra com nome de 
Arussoahy, formaodo-se o dito Rio Grande aostes dous, de sorto 
quo se capacitaram assim serdÍ'elto. Também me disae o dito 
Capitão Mór ser a divisão na Serra da Cachoeira Gi-ande, ou 
abaixo em correspondência das esc^inhâs do Rio Doce ; a este 
dizer Itie respondi que nem eu nem elle nos pertencia essa de- 
marcação, qwi seria o que fuase mandado a quem competia, e 
assim ficámos e me trataram com muita honra b liospitalidadc 
o mo fízeram prompbo sacoorro para o mau regres o, o que 
tudo saiisflz; e quereiHo eu trazer um pratico das pedras, que 
tendo o Rio abundância d'aguas, carecia ter o cuoliecLmento da 
sua fundura, para eviUr os perigos pelas grandes correntes; 
não só me deu o pratico coma mais sete Compauhefros, ondo 
vieram dous pedestre-j pagos do Rey, cjm o píirtido so o Rio 
abaixasse, que d i Caclioeira Orando podessem voltar em ama 
canoa, o fizessem, es^não que os trouxesse para baixo e fossem 
no tempo competonto quando ou tísso que era raanção ; quiz 
me escusar deste incomodo porém o não pude r^zi^r. e com 
muito gosto me acompanlkiram, eaqui seachkm muito desani- 
mados para subirem, se ?o lhe DíLodorgeule MtéS. Migu I, ondoé 
meiocarainhu, a isto só V. Ex. determinará o quo devo fazer. 

A navegação estfi doscuberta, perdera o favor do gentio pela 
paz que comigo Ézeram, e hindo g^nie da minha comitiva quo 
ccnheçam, levando alguma ferramenta e bogtnízangas os não 
offendem, pois, para me evitar de irazer alguns, lhes disse quy 
havia de voltar, a mandar-lhe ferram nta e rosarinhos para as 
mulheres; respeito a eito doscobrimento tendo dito o quo hadti a 
\\ Kx., dxTÉk as proviJenciaa que vir sam úteis* como íambem 
nesta demarcação da Capitania do llheos, que estíiodo situados 
raais de vinte moradores nas terras desta Villa» nat» querem 
õbdecerem nern í1 repanhas nem á Justiça, e menas pagarem o 
dízimo do que plintam. oisó querem estar a roveria st^m domi- 
cilio» e ass^m esi>ero de V. Ex, a que se junte das duas Comar- 
cas para se dividir esta deraarcuçSo o o raafs que devo fazer. 

Eu Kx. Sr. queria ter o go.sto do mesmo ser portador do 
quo flz, porOm me acho impossibilitado de o poder fazer no pre* 
sente, por querer levar eoniigo uma sumaquiuha que aqui deixei 
para carn^gar de madeiras c fabricai a, para nos fins d« maio o 
junho bir Ije^jar a> raãoi a V. Ex», sendo que seja sorvido dar-me 



ARCH!\'0 DO CONSELHO ULTRAMARINO 



253 



esta Iicoiii;a,a<itial esporo, e ao entanto fico destacado sú a ordem 
do V. Ex.; su peço pprdãoda demora ft mal escripta, poia Qostes 
paizea nâo tcQho quem o faça millior. 

Villa do Belmonte 28 do janeiro de 1805.- De V. Bx. súb- 
dito obodiento» Joãa da Silta Santos^ 

MAFPA 

Mappa e dAscHpvào da Costa, Kios, eseus Terrenos de toda 
Capitania do Porto Seguro, e at6 ondo podera chí^gar Sumacas 
e Canoas e Laacíias, com seus fundos, feito e examrnaao pelo 
capUão Jiâo da sãvn Snntos, por ordem qm* teve do Ulm. e Jíx, 
Sr, Francisco da Cunha e \Umezes, governador e caMitão fene- 
ral da Capiínnia dn B^ihia, de Sdejimho de J802, principiada 
em abnl do 1H03, o do Sul para o Nurte. 

Barra do Rio Doce, tlivísfio da Capitania do Espirito Santo, 
a qual se acha na Latlitnde 19' 33 e Lon^íitude 314" -13, 

Es\e llm Doce, a sua barra, ú das mais perigosas qm* tera 
esta Coâía, pelos muitos o grandea bancos quo tem p/ocolidos 
da velucisiííma Correote do Rio, quo cliega a botar aifua doce 
duas leg04s pelo mar fora; o seu fundo, no Canal, i' de treze 
palmos o cbegfa a quinze em marC'^ grandes; a sua entrada 
corre ao rurao de N, 0,-S, E,, encost.do ao pontal do Sul *3 
sempre com mm to risco, em cujo punial está o ílestucjiiijonto da 
Capitania do Espirito San '.o; tom a dit-.i barra do largura trez 
quartos do Jegoa, o da sua f«'Z pim cima segue o rumo de 
O, N. O. distancia do seto lagoas, unde se acha a entrada da 
Lagoa Jiparaná, que entra na margem do Nortí do mesmo rio, 
cajá entrada é eatreita o corre N. S., distancia de uio torço do 
legiia atr* entrar na dita Lagoa a qual tera para o Norte largura 
melhor de oito logoaá, e no meio da *Iita tem uma Ilha que 
demora N. S, com a erjtrada ; o terreno da parto do Norto 
desde a barra at»} este logar é raeanus; oao tnçú nwuçXo do Rio 
até o seu flm, pur mo constar decerto que está desooborlo, e 
mappeaiopelu Governador da Capitania do Espirito Santo, 

Da barra fluis le^^oas ao Norte está uma barrota que é 
dohaguadouro da dita lagúa o nem para catiúas servo, e ha 
tempos quo sécca. Desta dita barrota [tara o norr.e, distancia do 
seía legoas. está um riacho chamado Barra Si^cca, que aesagua 
do uns brejos quo ílcam otq dis<.ancía do uma legoa ao O — E.» e 
desta barra secca até a barra do Rio Doco tolo 6 praia, com 
maltof? p» lu comoio e seu tiTreno raas osper^sos, e a aroia da 
mesma praia ruiva e feia e por isao tem o appolido de praia 
feia. Neste lugar poz o Ouvarnadorda Capitania destiiciamento, 
para evitar oseitravios quo puderiara haver, pelu dito desagua- 
douro da mesma Ing<>a. à^^^ue-í^e paia o Nojte em diataucíade 
sete legoas, o pontaí do Sul da barra do S. Maiheus. ondo se 
acham quatro casinhas quo stirvom de abrigo aoa pobcadores 
da Yilla, e em toda esLa distancia peta costa correm as mesmas 
confrontações já. ditas. 



1 



2U 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



BÁERÀ DE S» MATHECS K SEU IXIO 

Lai. 18^ 50'. Tem osta barra Lon^. 344*, 45*iua eoti^ada 
ao S. SO. e ao ESG, cora fuodo de 13 palmos cm aguas gríwoíks, 
e entre os poataes imn beus baocos do areii: depois da onti*ada 
corre ao rumo do NO udi quarto deieífoa. ondi* ae acha um Pre* 
sidio da parte do oorte» cjm Ifi casas de palUa o nove do telha, 
sem formalidade de arruameíitu o tem Juiz Vintenario ; servo 
esto Presidio para acodirem á3 erabarcaçoos aa barra e fazerem 
pescarias pira suateotaçâo da villa ; e do dito Presidio para 
cima em distancia de cídoo legoas ao SO, está o logar denomi 
nado Pedra dWgua. da parte do Su!, e da mesma parte em meio 
da dita distancia desagòa uum Ribeirão, que cerre NS o finda 
nos brejos da birra seeca dita, e por elle sú navei^^am *"anõ:us 
pequenas por embaraçados de pios. que cahom das mar^en^ rj<> 
mesmo ; o terreno de uma e ontra parte do no até o dito 
liT^ar, Pildra d^Agua, sam brejies de raangticâ o guacbnmas, o 
seu fundo é mesmo da ijarra» o larirura 3i) braçns pouco mais ou 
menos . 

Viilrt fte S, Mãthevs^ Deste logar distancia de três legoas 
a rumo de O. está a Vi 11a de S. Matlieus, situadt da part» do 
Sul era ura alio aprazível ; a planta da mesma A illa can^e E-0 
como duas ruas e quatro travessas ; a rua direita tem cera casai 
de telha õ 11 depaUin por umae outra parte, e a rjufra cln- 
raada rua Nova tem TiO do telha e U de palha, as tr-i 
priraiíira que confronta cora a Matriz chamam travess . 
a segunda travessada Konte. a terceira da rua Nova» e t 
quarta de José Peieira; ti^m e^^ta Villa de comprimento 2n^ 
br iças e largura de uma i outra rua 2õ braças : esti fundada a 
Matriz entre meio das duas ruas com írjoteâpicio para O. ca 
ladóa na mesma correspondência para O. DO braças ; tinda a 
VilU da parle de O* o líca o Potourinlio defronte da cadna, em 
distancia de 10 bracaj? pira E ; da travessa Cirande para o 
porto, desce uma la eira ao NE, por ondrj rtndam c irros e tem 
de distancia até ao porto 55 braças, e no mesmo porto tem uma 
rua de casas que corro E-O. ficando a lideira no iiveio que ihe 
serve do travessa, e tem 21 easas de tellia o 22 de palha ; 
onde ha o maior coramercio e estalei i o de embarcaç5és. 

o rio tem de fundo, na distaocía de Ires léguas até ao an» 
coradouro» novo braças» e a largura corresponie a mesma qno 
tem no logar —PeiJra d'Aí?ua — e o seu terrc^no de uma eoutiM 
parte, terras propnas para mandioca e de todas as mais qualt- 
dad»*s de plantas, e co:n vários niorador»?s atazendaílos ; e da 
Villa p*ra nma» distancia d«)sete legoas ao mesmo rumo, cua- 
sorva aenípre a mesma largura, mas o fundii so sorve para pe- 
quenas barca> o canoas, ê o simi {í '' i 
pratinado, e tamb.nn ctdtivado th* Ia 

reparte urio em dous, cjrre o braço dv - íí lu -■ > ^ '^'-^ 

sseiâ ioíroaíi. ondi^ tropeçaram as canoas ma ; •:•- 

choeira9, e se foram puc bando d mão até ao num^u^ ^^^ oito, 
com pouca distancia umas de outr -s, o tindou em um c^mpo 



ARCr!íVO DO CONCELHO l LT^A^rARrND 



25. 



que ao pirecer da vista tom claco legoas, e por detrai^ do dito 
tem ama grande serra que corro N- S. ; o rio é estreí»-o o o 
seu terreno do ambas as pirtes próprio para agprlcuUum áo 
mandiocag. 

O braço quo diviJe para o N. ao rumo de ONO., atten.ietido 
ÚB Buas peqaeoas voltas, em diataneia de seti^ log-oas, se eucoatra 
o mesmo qae na repartição do Sul, com o mei^rn^ campo e .^erra. 
A corrente deste rio desde n sua foz atô a repartirão do i dous, 
é de eacliQQte e vagante* por onde se presumi' unscer do dito 
campo, e nâo vir de sertões, nao obstante ^er tado de agi ia doce, 
e vem a ôcar o eatro médio dos dou5 nos, na littitude de 
18° 55' Q ioogimde de 343% 3i\ 

Uma le^oa ao N. do pontal da barra de S, Matliens, esU o 
rio chamado Goaxioidiba que a sua barra s6 serve para caoOae 
ocorre ao rumo do NNO* distauciu de quntro leííOãf-, o depois 
corre a 0., e mete-se por nm bamborral au tremedal, qup se* 
não pode cliegar ao flm delle, e --^e fazem nello pescarias de 
peixes de agua dócc ; o seu terr<'Xio da parte de Oeste t^ brejos, 
e da parte de Liaste é campo nativo de bi-ira da prai:i que c.írre 
a co^ta . 

Sete legoaí em distancia ao Píorte mti um Riacho doce, 
que corre oor-ostado a um areal branco, formado d beira da 
praia em um penhasco, em cujo riacho nem canúae podem en- 
trar, em a qual distancia corre um campo nativo. onco:^tado ao 
maio carrasiuenho que lhe fica pela parte do Oo3*í.\ c temo 
campo de lar^^ura meia legoa. Do dito Riacho paiM > Norto 
trea legoa^ pela beira-mar, é tudo arôa branca pelo coraoro dií- 
tancia de meia le^oa, e toda a mais é barrai ra*^ vermelhas onde 
bate o mar a que chamam as Velhas, e acabam em outro riacho 
chamado das Ostras e navegável ; e no ten-eoo destis trea lo- 
goas é mata virgem que vem do ^sertão accabir nas díta^ liar- 
reiras. flcaado a pa^-^agcra dos carainiiarite^ atravessando a 
dita mata, que ha fri,\to e r/ow: anrios mandou n Ministro, que 
então servia oesta Commarci, deitar um roçado para mandinea 
e se plantou, afiro de se situarem alguns tadios para afii^erj- 
tarem o gentio que- nesta passagem se acoitava : xcjsá quo tove 
eCTeito porque foi mudado logo aquelle Ministro, e ao cliAnto 
cresceu o temor introduzida pela frouxiilã j, de fOrma que hoje 
se passa o dito sitio com muito risco, 

De.^te Riacho das Ostras para o Norte e^tl a barra do Ca- 
morujil em que S'^ entrão canoas, e dista do riacho atra?: dito 
uma legoa e se entranha pela terra dentro outra lego\ ; o «ou 
terreno de uma e outra parte é plano, a ana branca, cercado 
todo de brejoà e mata escura. Do Caniorujd para o N., dí-tanria 
de três legoas, «stá a barra do rio MUCURY. que fica oa latitude 
de 18«— 15' e longitude 344'— 43\ onde se acha L^ituad-i a. ViUu 
ric .S. Jrj w* efe Porto Alegre ; esiá fundacli tf a pnrfe *fo Nortc^ 
pòitco âitante do seu poY^t' I, o da margem do mesmo rio for- 
mada N. S.. com ires ruas e duas travessas ; tendo ni rna Di- 
reita 10 casisdô telhas e 13 de palha, entre ellas uma íorvedo 
Cadôi. ftca a dita rua d i parte ue Oei^to; 3egiie-?e s«:^gnnda rua ; 




256 



BKVJSTA DO INSTITUTO HÍST0RI^:X> 



chamada do Fâlourínho, o qaal âca na primeira travessa ; esta 
rua só tera qtiairo c;isas de palha, três de uma partcí e uma da 
outra, eaoiesraa rua vai tor à outra ti'aves8a, que fica om 
li a ha cora o froníoòpicio da igreja, <tue está fundada para a 
parto do stjl, e s>j acha ooborta de t>3lba, mas aioda Dão acabada 
de todo; a terceira rua da parte de leste até a primeira travessa 
não tera casa algunia» o da primeira travessa até a segunda ha 
oínco C4isas de palhi : tt?ni de comprinieatoo seu allDliameuto 
ou risco 120 braças, © de largura 00; poréui jà vari.is vezes tom 
o Mar desbarraocado, tanto que tem derrubado alguíiias casas^ 
o que não obs^tunte não sopóda negar que o Ingar é aprazível 
c o noipo lliQ I? próprio. 

A l>arra deste lUo é uma das melhores que lia oesta Com- 
raarca» por sur a ^ua entrada a O, S, O, direita a MAE do Rio, 
o levantar aj^uaa 15 e M palmos em mart?s de aguas /ivas, o 
ter pequenos baufioá ; mas para dentro o seu ftindo sò dá lugar a 
ancorar cinco aié seis embarcações, ticanJo o aeu surgidouro de- 
fronte da mesma Villa N. S. cora olla pelo raesmo rumo de 
0. S. O,, attendcndo a algumas voltai que Um na distancia 
de 2õ legoas, sempre se conserva o Rio alegre e com largara do 
tiro de ar^^abuz» e pouco fimdo desde a Villa até a dita dii^tan- 
eia, que só serve paracaiõaa o pequenas barcas que demandem 
de quatro até ciuoo palmos da^ua, 6nali>ando esta distancia 
na primeira cachoeiríi, que só passara ciDiJas puclutdas a mao 
por uma das mesmas pedras, asquaes vão subindo frixeudo uns 
intervalos de ujuas a outras como taipadas, o pucharam-se 
33 pela distancia de 10 legoas ao «Vito rumo* de sorte que veio a 
fochar a Serra do N. coma do S. como que troápussa uma pela 
outra ; o pelas margens das mesmas Serras desentranha o dito 
Rio âcindo como um ribairáu, e até aqui chegaram as canoas 
<jue nfto pode rara mais passar, e porque não ee s;Lbiamas serras 
loram por min lia oom missão algims mdios a descubrir, pelaa 
mar;;en'i do dito ribeiro até a Aldè» do gentio larbaro» que atO» 
se conservara de paz comigo, e acharam cuminharem até a dita 
Aid"" i seis logoas pouco mais ou menos, cuja situação fi<:a ena 
um pUno entre a serra dita, o outra quo lhe flca a O, em dis- 
tancia do meia legoa seguindo sempre o mesmo rumo, o ao fa- 
zendo mensãa das miúdas vcdtas cjstandopela margem da dita 
Al.iOa pela parte do Norte, m qual se achno lod<'SOS vivei-es da 
priíneira necessidade, como me asseveraram trez mesmos 
indios. e autecedeutemente um escravo meu quo com o dito 
gentio foi fugitivo, o Id se conservou aono e meio e depjis mo 
tornaram a trazer em junho de IdOo; e fasendo eu considoraçSo 
pelo que me noticiou o dito escravo, tem o milhor do 2000 pca- 
sòas, e o mesmo me parlieipa o lingoade nome António Josõ, e 
que ddlii a Minas gastam-so cmco dias, ehegando a uma fazenda 
de um $r. comueJ, quo entre os cri idos que possTiia uumeava 
um por nomo DomiogoA Ttiruço, que si^^niflca grand^e «lordo, o 
que da tal fazenda a Villa lv»ca s^ ia a cavallo ou em carro, de- 
nomlnanlo se sempre o Ribeirílocom o nome de Sancta Barbara, 
e eu assim o acredito; porque no aono de 178<^> em que o dito 



ARCIIJVO IIO CONSELÍJíJ ULTHAMAlUNn 



257 



gtmtio mesahto do paz a priflaoíra voz, apreseatou-niõ um, quo 
0Dtre ellcs se fíizia Caba p->r no mu Tiíome um paaaap ;rte firmada 
polo Sr. D, Manoel quando í-^overnou Villu Rica» e dizia o dito 
pa^ií^afiorte: ao Cabo Tbom<l do nação do gentio bárbaro, dot- 
xarão andar iisquadrinliando cum a sua patrulha iis caboceiras 
do Rii> Santa líarbara, por ondL3 vonho a coligir ãor aquelloo 
mosnio ribeiro ; t) o meu dito esí-ravo dií! quo o mesmo indio é 
cabííçíi da dita aídca, c ni> anno do 08 voio o dito TiiomÔ a 
uiinlia ÍVuonda, oudo so faz de Hi;ichado» lououáí, íieõos, faeas 
o o mais que Ibo lui niystor; o voltou para doutro om lil do 
dezombro do Í7ít0, 

Ksta éa iníomiação corta dfí4o Uio que o toiíbo avíguarado, 
líom ontoíidido qu*J atr íuiIo clieííaram as canoas dou infoi'- 
ruaçáo occularí pon^m jul-^o pov certa a quo mv doram do dito 
lugar para cima. 

A corrente do mcsáinti Rio é sofri vul no mu tempo couipe- 
tento, quo ó de abril aU' íiui do acit^miEu-o ; o seu terreno por 
uuia o outra parto 0. torra rir me, o das cachoeiras para bai?(o 
sào vargtvns tao ancbutas, que 8g podoni fazLír estradas ató 
a liuira do mar; dofí-ontu da vil la iKilaptirle tio Sti!, á, sahir a 
mesma pela do Norte, o das cacboeiraa para cima» as faldas daa 
mesmas mvríis sáo soíriveis* 

Náo faí;u noijt.a duscripção miMigao de Ribeiros, quo saliiain 
ae mesmo Rio pelos nao ter, o someriU) nas quebrad^ts do alguns 
morros tom alguns Ribeiros indignificantes : a dita Aldoa do 
fJentio veio a ficar om altura do Pólo, na lattitude 18'^— 47'e 
longitude 343*— 0\ 

seguo-se para o N,, era diatancla de soiá logoas. a barra de 
Villa Viçosa» a qual so entra O. N- O. e tem de fundo desea- 
Bèis t) dezoito palmos no sou cordáo, mas dcpoití delle no seu 
lagamí&r tem tantos baixos que por isso se faz perigosa ; o 
segue*se este rumo a distancia de meia legoa, onde se ene rosa 
a divisão do rio que vae para a Villa do Caravellas, o deste 
lugar corroa rumoa do S. S, O. e S. outra tanta distancia» 
a chegar â Villa do Nossa Senhora da Conceição da Viçom, quo 
está situada da parto do Sul distante da Costa o Barracão rocto 
meia leííoa, d ceofronta a mesma villa a rumo de N, O; da 
parte do X* tem um rio chamado Pituassú, e desdo a barra 
at^ ao princípio da villa tudo é mangues, 

FORMALIDADE DE TILLA V^OSA 

Tem GStaduas ruas estreitas (digo direitas) quo correra de 
K* a O. com o coraprimonto de duzentas braças e de largura 
50, com quatro travessai em linba recta; tem a matriz no moto 
das duas ruas com o frontespLcio para O., distante da primeira 
travessa, que tlca da parte de O,, toda composta de casas» 20 
braças» e a segunda travessa passa por detraz da eap3lla Môr ; 
a terceira travessa sahe a Praça com fronte á Casa da Camará, 
que se acha fazendo frente á segunda rua, cuja Praça tem 
831—17 TuMO Lxvni. i\ I. 



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...:-. I.. .•;•-> i : -> r"-..'- . 1: 7.1^ :.-. jra^i *:é .. ■;aar:a :-i- 
-. . r: ... ; _ . li." ir .- : ^rz - : i rr r. .á :':■■: r.:: r ►rd^ f&z^m o 

: 1 *•.... ?í:-. :.:-.. .irre :■ r::-. f :: i.-:-.::.: k :uâ^ '■•^ja'i. 
-. :.<. . :.::■-. r.: :■ ■—•--; M.-ror.i.iiLO. ,:ec:r:-o N. <. 

j À : - :•- :- :- aT ."» : a ' r i > - ie r. L . ■* . •:• o m - <mo caai; • :■ so j u v aTv a 
V: 1: a" :: í ?õ: ; 5 a I j : v . ; : :ie . d . ; •? j di ;o rio prla o .pai J » lu 1 . •.* 
p.ri :::::^ c-i-rre .x O., iisan.-ia dv? IMe^ofti. e >? âciísi •:m 
.ovo k >: r? iu vem dj> 5>t'r'."-eíã, e {►jr u'iii e ou;.-.i f4Lr>? 
l-^.e 5.J \tfrrfc> propriís e Wxè j-íta toji u qualiiadode 
pUnisis. 

IK) «iit.' Mu.-iry p^ra ^irui. Ji-uoeii J-- lueii IOçTO.i, >ia 
paiw V ^ il * :umo je O., esu t» iíaoÍíO Moroha que orre ;io 
^. S. u. e u--.iAi LI i.suac.a le ;rez lrg.>as. o por elle eiitrão 
cauÔAS ; p^i' uma - pjr •>-Jtra p.trv. ha si:ius do< inoradvn:^ -l:! 
VI Ha que lavram -'ia< lerra>. lULt-ts sã d próprias pára m.iQd:o- 
cas. dt's;-i par^i o ojiruinlio i*i O. N. O., durws leg0uL5, está u 
lii icho ch-Ji:aa^i^> Poc!ij'o, da pi .te dj Norte, distancia do uma 
Ugoi ao XN. O. , no qual t*jm vários lavrad^ires, o pjr uma «• 
outra parte uimbem tem U^rras hons para mandiocas: deste Po- 
cb<jtij para cima. a rumu de O. na distancia de meia le^oa. 
estí *j riacho da fizend i da mesma parte do N. e (.•ori'ea rumo 
do N. O. até a di;itancia de duas legoas, onde checam as canOas 
d'^s lavradores, que noile plantam por uma e outra parte ; ató 
a bucca deste riacho tom o Rio desde a Vi lia, o fundo de duas 
\triiJí:^H até duas e meia, e a largura é de 30 braças, o o seu 
ternmo iK>r uma e outra parto, á burda d'agaa, sãu mangues e 
bamijorraes, mas porto lhe ílca a terra enchuta pelo centro. 

l>ií dito ria<;bo para cima distancia de seis logoas, a riimu de 
O., se acaha eni um bamborral o não pode passar canoa, e até 
esU; lugar por uma e outra jpjarte sam torras altas, e b jas pai*a 
serem agricultadas, se bem já tem al^ons moradores situados ; 
a corrento do dito rio ó do enchente e vazante, sem embargo 
de aer agua doce até ao riacho .Mucuriziuho. Não falo om iat- 
tttude e longitude porque na barra nâo falei, por se uão 
nijder demandar em razão dos recifes que tem por fora, na 
S^âDoia de trez Icgoas N. O— S. E. com o pontal do Norte da 
JUu barra. 

D«sU barra a E. N. E. duas legoas está a barra velha na 
^^;;udo de \fi* '^ que fica E-0 cum as Ilhits dus Abrolhos quasi 
AA iMUacia do doze Icguas ao Mar, o a E. S. E. da dita barra 
x^bLw flci uma coroa muito vermelha em cima de tmi recife, 



ARaiJVO I>0 CONSELtrO iJLTRAMARiXO 



259 



cuja SC coDSorva sampre d osco horta, o ao N, dosta barra dons 
terç'iS do le;?aa, deaoraboca ura cmal grande com fuQiio de doz o 
o aze brifcças, c|Uo tera ãe largur.i raina legoa, e so pote entrar e 
sivbir pur elle a rumo do K. S. E. e O. N, O. até o fundo de 
quatro braças ; na entrada desta barra vélha tem dua.-j roróas 
dmttinte do cordão um tiro do ospiagarda, que entro uma e outra 
se entra a caminho de O. pola barra druilroi o tara do fíiudo ona 
rnsLí^és vivas de treze até quatorxe p;ilmos, e segue o rio do agua 
Salgada ató «abir na barra do Vi lia Vi<:.osa, o seu terreno da 
purto do Stil, t'í campo» em o qual o« moradores da dita Villa 
costumam apascentar seus gados, e da parte do Norte é tudo 
mangues. 

Desta barra velha para o N.,iima légua, se acha outra bar- 
reia qu9 chamam nova, o se Jhe deu eate nome por entrar por 
eila uma suraaca por engano, mas esta barra nao tem rio e íína- 
Usíi o seu lago a pouca distancia entre mangues. Desta ]»arte 
para o N., legoa e meia» está o pooml do Sut da barra de Cara- 
vellas, o deato a Nordeste, uraa leú':oa, fica o pontal do Norte da 
dita barra, com o nome ponta da balda n^^'^ éstá na lattitude do 
l7'-50' ; nstii barril ilo Caravellas tem doud cauaes qu*? fran- 
qu^jíam a entrada: um oncodtado ao poutal do Sul, o outro bem 
chegado ao do Norte, o em ambusse acha rundo da quat(irzoaté 
díízeseis paimos do marés vivas» e com íargura de IQ até 12 
bríiçaa am^os, todo o raais ospjiço da largura da dita barra 6 
baixo, o coroas de arèa taeá que cbegam a descobrir com maré 
vazia, mas por ter por fora da barra e coroas, um reeiítí de 
pedras que cbumam pare-las na distancia de três leguaã, o qual 
dá um grande abrigo ao nrtar e faz que sei a a referida barra 
tão mansa, que aiucia encalhando nas coroas não perigam as em- 
barcações; pulo canal do N\ se entra a rumo de S» s. O, e S. O, 
até ficar N. !S. cora o pontal do Sul, om cuja aberta do rio ou 
braço de mar, que é o mEiis certo, tem de largura um bom tiro de 
peçae do fundo ciac^ o seis bruças: a entrada do canal do Sul 
com N-S.j e desde a barra Velha» dita atraz, até este pontal, o 
aeu terreno beíra-mar é praia com Cômoros de arêa, oom al- 
gumas moitas de manguei*; á raargem da parte do norte desta 
mencionada barra da Caravellíis, se achara seia casatM de mora- 
dores qye alli assistem, e planura mandiocas por alguns Coraoros 
de boa terra que nus seus arredores tem, e a pouca distaucia das 
casas Ttedá o Rio ura pequeno Riacho ijue vem circulando as 
mesmas, na distancia de um li ro de espingarda, peio qual re- 
colhem as caoôas aquelles lavrador*^s como do s^^ti ; e segundo a 
intôlllgencía de alguns natnraes, é isto v causa porque charaam 
ao dito lugar Aracarô ; esta fazenda ou sitio, na verdade, faa 
aprasivel a entrada da barra; da parto do Sul e deíVonte da 
dita fazenda do Acare, se acha um morador com casa de telha, 
o qual noa ciirtoa iiuitos que tem para o centro, planta algodões 
e mandiocas, que bem lhe chega para o ncceasario. 

Corta este Rio ou braço de raar da Villa de Caravellas ca- 
minho de O ; e na distancia de uraa legoa, tudo é mangues pohis 
suas margens, que analisam pela parto do Norte em uma fazenda 



I 



260 



HB VISTA íyo INSTITUTO IlfSTORIQ» 



chinmdii Ponta d* Arca, a qtiaí é composta do um grande co- 
queiraU o dost;* fazoada, oiu distancia de meia Icgaaa 0. N, O., 
se ãcba ímira fasuoda alíiis um pequoQo aiTayal, a i|ua charaâo 
o Quitonf^o» ondo haMtam doze rauradurcs ou casaca, cijin suas 
casas de palha 6 ontro ollas quatro do tcllia, o nos seus arre- 
dortíí? lia quantidade do Coquoiroi o arvores do espinho ; estua 
moradores plantim afgodoGá í3 maniiocas para o bou gasto, 
poróra, o mil maior (.r.tflco é o da peíícaria, delVonte da mesma 
distancia so a^íia da parto du Stil, outra fazonda (^ub cliaraaiu 
Capurúlwv oodo rezidem quatro moradorei: um dollos o opulento, 
tmn íamoSf> Coqueiral o bòa ^asade t(*llia. o toílos os quatro pro- 
porcionada moiít© (ílantara muitas minilii^Cíis, e noite h\g',\v fruo 
ita terras béaa c produzem toda ;i qunlidado ilo uiantiiuentos; da 
parte do Sul, desde a barra at«j osta íHzonda, se acham dous 
Riachos graodes : o í»nmeini ua sua entrada terá trinta braças 
de l&r^^o o este Jhe chamam Pernambuco» o o segundo, lho 
chamam Riacho de Antorii<í Gumes o c monor ; por ellos amítos so 
faxeiu ;írossa8 po^íariíis» mas nfio dào matéria a tiescrover eousa 
al;7uma, porque ambos iieabam entre manguea e a pouca dis- 
tancia* 

Do reíorido sitio do Quiton^^o para cama, ao me^mr» rumo do 
O. N» O, da parto do Norte, distaneíu ãr meia légua» m acha a 
Ponta do Dondt!, entrada do terreno d:i Villa do Cara vol las, cujo 
lu;;ar teui dous raomdores com ;Jrrande^ coqueiraes e boas ca^sa^j, 
daqui corro o asscuto da Villa a qual oátà funlarla NE-SIí, com- 
posta do ires ruas o quatro travessas: a primeira chamada da 
Ribeira ni entrada da Villa, se compõe de dozoito moradas do 
easas que f^em frente a N. O., doata primeira travessa á se- 
gunda, chamada do José Corrêa, dista 50 braças e da segunda ú, 
terceira, chamada do conselho, ha outra tanta distancia; e desta 
á quarta, chamada da Olaria; Hm da Villa, tem a mesma dis- 
tancia: esta ultima travessa faz frente a S. E. o nella ha dese* 
aeis mora-las de casas, e noa fundoidas mesmas 1 olhando para 
N, O* ao acham quatro moradas de casas, querondo-se assim for» 
malisar outra ti*avessa. 

A8 ruas direitas são três; a primeira chamada com o mesmo 
apelido de direita chegada a margem do rio, a segunda, a rua 
do meio, o a terceira a rua do campo, todas Jia distancia de 120 
palmos, eicepto a largura dm rua^ quo s^m de 30 palmos. 

Na direita so acham 124 moradas de casas com fronte a 
N- Et entre ollas são quatr-j de sobrado, destas esLão trca entre 
a i^tiaia e terceira íravesta, e á quarta fica chegada a quarta 
Ir&TdSsa ; nos fundos das casas desta rua da parto do mar, se 
acham 35 casas com frente para o mi?amo, o ainda £o acham 
37 chãos devoluto. 

A rua do moio i^ composta de 125 casas por uma e outra 
parto com oit^ cbáos deyolotj entro a primoira e a segunda 
Iravessa* A rua do Campo so compõe de SB moradas de casas 
da quarta travessii até a segumla, e desta nto a primeira se 
acham todos os chãos devolutos. 

A Casa da Camará está fundada entre a primeira a seguuda 



ARCÍÍIVO FK) CONSRIJIO líLTRAMARfKO 



261 



rna, com frentn a N. O, flí^antlo em linha roo ta com a terceira 
tniiresHa e cm» frotití^ a dita casa so adia riituiada a Igreja Matriz 
Cqiú u íVuniiíídpitíio a s. K, o eorn O oj^pavo de quinze braçaa d# 
terreno, nenão o «au Adro de dtvz. 

O Pelourinho esift idíintado no príníMpitj da roa do Meio, e 
eni c r uzil h ad a d a i >r i m o i r . i tra v essa c h ;i raada da R i be i r a . 

A largura áe^U* rio ou brai.^o do mar dt*rronte da Vi lia, é a 
mesma que tem na barra o meama fnndo ; pon'ím ali E-a-0 com 
a meama Vi lia ao reparto ora quatro bocainas ou rios; o primeiro 
flca íla parto do Bú\ odomora da Villa a rumo de O, e correndo 
este ao S. %'ai saliir á barra de Villa Viçoaa jà dita, e por elio 
n.ivegam Suma-^aa carregadas do uma para outra Villa. O ter- 
reno de ambas aa partes sam mangues, cora alguns intervalos 
dii poquonos esteiros, poios quaes, com maré cheia entrao esahem 
algnoa moradores, quõporaii teooi roças o habitam, cujos sítios 
não se avistam do ria por flearom encobertus dos mangues, que 
varn sorapre dianteiros á tom enehuta. 

A esta entrada do rio chamam Boeca da Tapera. O seg^undo 
braço ou rio flca da parte da mos ma Villa, arredado delia dis- 
tancia do um tifu do arcabuz, cuja entrada apelidão — Bocca do 
Macaco—, o qual í^oguo a N. E. até a distancia de duas legoas, 
Analisando em um campo onde forma pequena cachoeira, pelo 
encontro do pedras do qualidade fraca ou moio, pelas quhãs 
corre pauca porção d'agua qíio dimana de brejos, e por esta ca- 
choeira .se passa a cava lio do uma para outra parto, som o 
menor o nco modo. 

Na raargí^m deste rio da parto de S. E. em meia ciistancia 
dello, so aclia iira morador rom sua fazondade caaage engenhoca 
com lamhiquo demiti lando a^'ua-ardíínli6 : doTronto da dita fa- 
zenda estrl uma Ribeira q[io ciianfiam Bica— por cibir do alto, 
em a qual Id^em agunda as pmharca<^òe9, a boi^ca deste rio tem 
delar^'o cincoonta l)rat;aã o tia fim lo trez. 

Atorcâira bocaina usta «im distanciai de moía legoa a O. da 
Villa, o chamim a sua entrada Bocca da Piudóba^o qual Rio 
segue a N. O. até a di4ancia do duas o raoia léguas, e finallsa 
em um limitada ribeiro quo nasce do lirojoa ; o s«m terreno por 
ambas as margens sIj mangues, m-m tamlií^m ha mui tos; riachos 
© esteíru«, que ontranliando-se ptdo3 mesmus vão ter ú terra 
enehuta, dos qua"'S&o s+irvom o:^ muradorefes afaznEidados p4>r eâte 
rio, para clH'garem cum m:ir<^ eh 'ia aos seus pjrlo^, o botarem 
seus m;uitinn3ntos ou lavuuraii psira fora, sendij o maior tratlco 
o oecupaçàõ drdloi a a^íriculturada ratndioiía. A booca deste rio 
tem a mesma largura qu^ se acha no rio do Macaeo, porém u 
seu fundo não passa d© iloze palmos, 

A quarta e ultima bicaina hca na mesma distancia desta 
que liça dita, o lho oliamara Taquary, cuja entrada *'; a rumo O. 
8. O. o 80^''ue ati!i o s^u iltu dístaueia de cinco loíroas, e noile 
concorrem ua mostnos paralellos ílo antecedentr'. Também é de 
notar que todos os lavradores habitantes de^sla Villa, trabalhara 
Uís suaíí ruQ:i8 pída torra dentro, louíjfti do porto do embarque 
uma a duas Jpffuaíidf» distancia, conduzindo siias farinhas e mais 



I 



262 nnVíSTA IK) íNíyriTTJTO HI.<m)RICO 

t^ttiiMon (la lavoura om oavallof, e descarregando em talhi» qoe 
eonrtnpvtim noH porto», para c!*ali llief darem extracção, ea cnji^ 
condiiovAHH ha grando detrimento e alguns prejaizos. 

A<l virto quo todo o tnrroQo desde a barra desta VilU at'- o§ 
flnH da todos os seus rios, e quando se tem dcseoberto e radiado 
paio (^ntro das respectivas matas, e todos os espaços da terra 
nfto ooQsta do monte algum, mas tudo plano e razo e igualmente 
o terreno da Villa, (\ da mosma forma aesentada em plaaieie 
raxa multo apraiivei, pelas boas vistas de campo e largo rio on 
braço de mar oumo íloa dito, o qual é com os demais qoe delle 
se formam salgadoH at<^ o seus flnj, com enchente e vaxante de 
nmr<^, sem ntilos haver inundações em tempo algnra. 

CONTINUAÇÃO DA COSTA 

()a reflirlda ponta da bahia para o Norte está o Rio Hancé na 
diaianola de quatro legoas, e na soa margem do Norte se acha 
Aindada a Vllla de S. Bernardo de Alcobaça; e sua barra con- 
serva o fundo de dose a quatone palmos de marés vivas, nella 
ioui entrada suroaoas grandes pr ser peqneoo o sen banco, 
sendo a sua entrada a O. S. O. direito a um riacho, ane logo se 
r^ salm de «lentin» os nangues, o qual chamam Ponta ao Sobrado, 
^ ll^a i«la da parte do Sul do mesmo rio. O terreno da Cknta 
\Um\^ a p<knta da Rahia hXA ao dito rio, é praia de aréa limpa, 
a \\\\ «Huuom delia para o centro ha mata escara e terras boas 
iiai^ UhIas a!« lavouras, cinjas mattas comprebendem dislaaeia 
do mola l«v^M« dep^ds da qval acaba em campo e brejos dilatados. 

\ y\\U %^ AKH)hiça é assentada entre a margem do dito i*io 
e \ \\vt%ik í\k\ mar, que nfio terA mais distancia qae trezentos 
i<iuoiH>iii V p^^lu^ivi, lugar este aprazível à vista, por^m insuffl- 
oioiutt |k|i,;i r\iud>^r uma Vllla, porque a oorreato do rio destróe 
M «HiiiuMM do sou terreno, sem algama resistência por ser arêa 
fdM, \\Am ^|ue hojoserétio vailoomosmo rio, qne ameaça 
iMtivjji rmuA do i.hU a YHIa- 

»*i i do AohA formUL^da oom troi ruas, qoe correm do E. 
Iiil ' ****"' <^»nrtíwmçào fie travessas, mais que ondo findam as 
II.» * "\^ d.i |i«rte (i« i\i«t^, o bom no oomoro delia onde tom 
V, rHllrJj;.^*^* >^-^^* IH» quatro de telha somente, o para 
liiKk diu t^àvo^^'^^^ ^"^"^ '^'^"^ quatone chios devo- 

tr> § /'i>''H'IiIl'tnih"'^ *^l\«mam-dirvWia— e t(^ composta do vinte 
'•"'* '» »''*<Mud i ii*L** ^^^ ^'® ixilha, com deiessiús chãos devo- 
'/' "' ' hi*in dii v.i iit I"*'" do—nieio— com cineo easaa de tolha o 
'/'f/ír '.««M'i (III uiii,; ' "^ ^^^«'cotr.i rua-nio ft^fo— composta com- 

( '''' í /»! âliira I m\ ?«?,?'? ^"^ *^*^*- ^ ^* ^^^^ «"^ ^®^^ 
^. h ftfiit^ .„, "Miiiprimònil *\*.P"meiM rua '\ i^reeira, é corres- 

w^th d/Mi, „ii„M .in^íIS^^^^i-^^ira rua, iMU mela distancia, 

' '- ^'^*.<i ,„» ,,,; ^«""^ dPTe praticar, cujas si^guen uma 



ARCHIVO DO COXSELÍIO ULTRAMARINO 26H 

A Igreja Matriz ó uma pequena e mal concertada choupana, 
era a qual com fatal indecencia se celebra o tremendo sacrifício 
da Missa ; não sei ben; entender a causa ou razão porque se 
acha semelhante indôcencia nesta Villa, mas atr<ívome a com- 
jecturar que proceda da pouca sufflciencia do lugar cm que se 
fundou a Villa pois, as continuadas inundações do rij, o o quanto 
desfaz este em levar as soltas arêas do seu terreno, annuncia a 
pouca subsistência delle ; motivo esto que me deixa capacitado, 
que não só receiam- aqueli es habitantes faz<)r boas casis para 
suas moradas, mas nem se animam a concorrer para a factura 
de uma Matriz mais sumptuosa, havendo sem duvida moradores 
com deliberação, o forças para fundamentarem com magnifi- 
cência uma e outra cousa ; a dita Igreja Matriz está fundada 
na frente da rua do meio bem junta ao i io, o com a porta prin- 
cipal para B. 

A cadeia se acha no íim da mesma rua do meio,com a frente 
para O., mas só tem a cobertura de telha, nâo tem portis, o som 
mais formalidade do prisão senão um tronco de madeira ; c de- 
fronte delia ostá levantado ó pelourinho também de pão. A casa 
da Camará é no alinhamento da primeira rua, som distinc(;ão 
das outras e nem alguma differença, o O contada no numero das 
ca^as particulares. 

A Villa fica pouco distante da barra, e o Rio segue a rumo 
de O., distancia de duas iegoas, até o lugar que chamam — a 
Passagem— onde formallsando um grande circulo, é atalh;ido 
com uma vala feita pelos moradores c a custa dos mesmos, cuja 
entra pela margem do norte e sahe no fim do circulo ««lito, ata- 
lliando-se pelo breve e.spa<,*o de braças, o rodeio do Rio distancia 
de Iegoas. 

Também se acha antes de chegar ã dita passagem, e em 
meia distancia que ha para so chegar a ella, um riacho da mesma 
parto do Norte que chamam Itanhotinga, o qual segue sempre a 
rumo de O. N. O. atr* a distancia de trez Iegoas, onde so desen- 
tranha dentro uns outeiros. Ksto riacho (S navegável om toda a 
dita distancia, e sua a^ua <^ doce e bóa,da qual tomam os mora- 
dores da Villa pai*a beberem, por ser péssima a que ha n<dla em 
alguns poços. 

O terreno das margens do rio, dosdo a villa ató ao dito 
lugar da passagem tudo 6 mangues— guachiimas—e brejaos, se 
h(^m da parto do Sul tem por dontro alguns cômoros enchutos, 
pelos quàcs plantv.m alguns moradores da Villa suas roças do 
mandiocas, formando postos çor entro os mesmos mangues o 
brejos, com grandes inconvenientes. 

Da referida passagem entrando pela vala e sahindo ao rio, 
segue este o mesmo rumo ; e na distancia do légua e meia so 
acha a fazenda chamada do — Limoeiro — siia da parte do 
Norte, onde ha porto de fabricar e construir embarcações, e todas 
ab qu(; carregam nesta villa vão ancorar ao dito porto. O ter- 
reno desta fazenda O tnrra alta com bem direita e dilatadíssima 
planície, de alegre o delei lavei vista, lugar este bem suíílciente 
para nelle se fundar a villa, sobre cuja transferição tem havido 



2Gi 



RRVISTA DO INSTITUTO tlíSTORICO 



ii3quí»rimeaton aos mioUtroa da comarca, qiin nada l»^m de 

Dm ík^ooda do Limoniro para oima segue o rio o m^^ísmo 
rumo, e na distancia dfi diia-s Irgoas na acha a fazenda denomi- 
nada — Ponta do Gontb — em a qual ha fabncan de en^t^nlío 
de assucar, de faria lia, dy mandioca o df^anil; aV' este Ingar 
cheiram i^mbarcações a carregar, uão excedendo a 10 palmos íIi» 
fundo» Nesta mesma fazenda se acha assistindo o gentio bai*- 
baro, dosde que aí a salurann de paz no anoo de 17 até ao pre- 
sente, lendo ido aiguos .i sua aldea na^ cachoeiras do ria Mo- 
cury e voltado utitros, mim são estes Índios tão aeeiTÍmoí< na 
oeiosidade que pouco ou nada trabalham, o s6 cuidam em do8- 
trnir os cana viaes— roças de mandiocas, o totlus os líiaía le- 
ííumese fríictasda dita fazenda» e clieí^aíido a matarem quan- 
ti dado de gado eoni <jue se te em feito perniciosos ; raastodo est« 
destroço lera tolerado e tolera o senhorio da fazenda, por eu- 
tender que conservar par o amiztdo com aimoUianti* gente, 
e por este meio pertuadil-os ao Christianismo, é cousa do 
agrado do Doos e serviçti de Sua Alteza Real. 

Desde a barra at<? a mencionada fazenda da ponte, conserva 
o líio a largura de um tiro de espingarda, o fuodo do duas 
braças com pouca dilTerença cm alguns lugares, 6 daqui para 
cima vai estreitando e aeguí? o rumu de O 4' — S. 0< até a dis- 
tancia de 15 legoas, sem fazer menção das pontas e en ceadas, 
om cuja distancia se encontra a primeira cachoeira, que para a 
subir pucham>se as eantias 1 mão eom muito trabalho, e passada 
est^a logo se encontrim mais seis pequenas, que sem muit^j de* 
trimenlo se stibom a n^mos e vai^a^, e passada estas a putica dis- 
tancia se encontra uma maiur ou mais alta, peia qual se n»o 
sobe por s*'r ili latada e falia d\igtia, e só por entrei tos e tor- 
cidos lugares cerre violenta, [loitca porção delia, 

í* terrè[*o de uma e outra pirte dc8tf3 líio» des?de a decla- 
rada pasíaírem at(? ã prim<*ira cachoeira, sam terrus enehutas e 
na maior par ha altas, e as melhores que se p<}<lem euconti*ar 
pã r:i p 1 a ii taçn ^s d * ' m a n d íoc; i . 



CONTINUAÇÃO PA. COSTA 



Da barra de ítanbeo fiara o N. peia Costa, <^ bmita praia de 
arAa, e »lo Si'U camoro para dentro <^ terra rixa e enchuta 
comporia do mat^:tM, ttm parte carrasquoubos e eni outros altus, 
R ua dislancia de duas logoas se aclia a ponti da Goaratiba, 
e scapididaaífsim por ter K, a O, um recite de pedi^aa descolxírtu, 
ao qual dão o niesmo apelido, e dista da terra um^ le^nia, que 
por entre el lo e a Costa ha canal cora fundo de duas braças e 
passam Sumacas. 

Em a dita ponta d • Qaaratiba fle acha uma Laííúa pequena a 
lieírada praia, e ptda sua margem mato^ da «loni^htmia e palha 
de q u e se f axe i u en te l ra s ; il ímíUi pa ra o N . eo n ti ri Ti a a m es m a 
formação de praia n mati>s como fle^ dilo, e na didaneiade 



ARCJÍIVO [>r> CONSRIJIO ILTRANTAniXO 



meia Inj^oa se oncimtra uma barrota, precetliila do yina Ingfia 
lie a^iíii salgíiJa, a qttal Au lia ^5 íiririt*» d mi pouca lin vi-la, 
íian a do rio Jiícurtí-^n ; a Unta i^-tti distancia acompauba pur 
Ibra o roe i I e d a í i na r a t i ha . 

Uosta barrota para oN, ^e ou contra eiu disíaBcia demeia 
loíítja a nova barra do dtto riu, o alti no couioi'o da praia m 
acha um morador com criação de ^ndo vaccum, nos paat^:>s ^nn 
b;i pebi margem do Utgoa ati:^ a Costa, ainda que os tr cl to é 
oxcoí lente, pois se ve bivra nutrida a criação. Esta dita barra 
tem sons bancos ; mas sam perto do mesmo ívssento do rio, c os 
seus pontaes pouco lançara ao mar, o seu ftindo nas marés vivas 
Tião alti-a mais de 1 1 até I:d palmos, porém, aí^sim mesmo teem 
eutradu Sumacns a carre-rar farinha» a sua eotraíla Ô direito a 
O.; nesta altnra finalizam as paredee dos abrolhos queda praia 
distam quatro le^oas, em cuja dhtanri.i, ha canal de quatro 
braças ati^ 12, jà mars porto aa ditas p;iredos ; ú, margom m 
achará a altura Latitiide 17° 27' a f^ongitudo 3-14" 45\ 

Da barra para cima, ura quarto de lej^oa fta parte do norte, 
Pii tá fundada a Yilla de Nossa Seu hora da Purificação como 
iiome do Prado, cujo titula lhe é próprio p(>r estar plantada em 
campo ameno ; ílca um pouco retirada do liio, cora íormoso 
porto de altii ribaoceira do aréa branca, e louge da costa do 
mar á disujncia acima dita, ostfi furmada com três ruas quo 
correm E. A. O,, com o comprimímto do 120 braças, as qnaea 
fjcim compn^hendid.tH no empaco do HW bra<;as de tiifL^iirii, cora 
a pr.ií:a em Tueio do quaiiro, e no niHo delia levantado Pelou- 
rinho d<í madeira. 

Compòese toda a villa do 73 caí^a^^, massA 19 de telha o 
di^stas serve uma. de cadea. A 1^'i'eja Matriz «'' nova, ainda que 
de madeira e lai [ta *ie mão; está vistosa e decente, o fundada 
no ílm da villa da parte de O. com o frontoíípíciti para E,; o 
tíUTeno da villa é piano e campo eorao ílca dii^, o qual ao es- 
tendo para o N. fí para O., distancia de uma leg^oa, omíe se 
nchara algumas lagoas de agua doeo, pelo que v bum eriadouro 
de gado^. 

anoorailonro das embarcações 6 no dito porto íla villa, 
ondo tom fuíido de duas hmçaa N. S. com a mesma, e dahi para 
cima 3e;?ncj o Rio o rnmo ile O. sem attimder as voltjis ; 
dtatancia do íiuía le-roa .so encontra terra alta da parte 
do mi\ a borda d^ajíua, onde estão três moradores afazendadrjs 
cora fabricas do farinhas ile mandiocas, o eii^^enho de assiicar: e 
atr Gííte Itigar pela » nos ma parte é comi»e^ta a marjíem de 
raíin.ííuee, e em nieio da dita distancia ha da pane do norte 
um sitio com engenhoca o labrica do destilar agua-ardirnt©, o 
deaí^ sitio se vai á villa por terra com bua estrada, p^ir onde, 
andâo a cavallo, lerra>r virgens o boas. 

1 > a d í t a í'i\ z en d a d as f a b r i ca ^ de fa r i n h a o as«u c a r , pa r a 
cima, segue o Rio a rumo de N. O. uma legoa at(^ o riaclio da 
parte do nort^i, e il*iles se vò di nie^ma paru* terras alla;^ cora 
campo que se esteuilem pruí^urande ,i vilbi. e neate riaobo se 
acha nm morador queda dita parte do norte lavra mandiocas 



à66 RKVi-^A ro issTiTUT*:» histórico 



e eams^ « em taU » <liu Tília >zm bois m terrms para toda a 
QualMlâtfftd «^ planU«S>es, se tem sajeiUs as grandes iouu«lavões 
por a gietiâ ^ar^eai ; o no at»^ esia lograr coaserva a larguei d*^ 
40 brai«C3k»« pooeo mais oa mefK». ftuido basunie e poaeo cor- 

Do diu> riaete para «aa siifue, á distaneia de duas e meia 
Itgwai m«^ «^ ^Uo chaaado Goaraakée a romo de O. sem at- 
r^E^^LJ» ^B Toliâs ea aõo sitio wt tceai eonscmido embarcações, 
e oell^ bíft mwioks arTw de espiobo planiadas pelos iudios 
Mor«i^tora« ; d«»^ l^iV^ se xai por torra a Titia, e o caminho 
aialbi^ i&iiiw a Jiitiacta do rK\ o lerreno por ambas as mar- 
««ftS s^m TSU'gqBi> eon as mcamas qaalidades ditas, e a corrente 
If^iido %fc>rioéifaaiaooMesUdiu>. 

IV0«« sitto do GoaianMo para cioMu segue ao mesmo rumo 
(«^otts^ eoi cfM^ áisteneia sa eneontra da parte do norte 
^ alia ^ Oaieiro. a que » dá o noBie de S. António, e 
siuo é o aliuBo dos moraaores, e as terras sam próprias 
_^;i^ ^Q:andiockàS. . ^ , . 

1>««K» «MUHro de S. Aatooio para emia, segue o Rio 

ruiiii> èe O. duas e meia legoas até onde se reparte em 

T,,^^ e ^t^ ^qai coowrva o sMsmo Atndo e largura e fraca 

^!^!*^^ : as tsfnàs de amlas as panes sam boas para man- 

^Im^»^ e bii logai^ para a atoar e Auidar íksendtès de con- 

^l^ilenci»* i^«Mta repariiciía «goiadi^ pelo rio tio N, por ser o 

i^a^or. «»csauiab^a miuodeO. N. O., distancia de oito legoas, 

MHàoeòatrMtt as primeiras serras que chamam dt' João de Leão, 

arf^A^^ da nvàrgc^iu nH:>la legv>a com (oooa duTida ; em meio 

d'% «liuà dislanda do rio ;» adia, da parte do norte, um ribeirão 

Que d%v!s«iitnuiha das mesmas terras ; o terreno «le uma e outra 

uarttf' «K> Kío «%m I^kis matas, e tambi^m descobre boa^ malh:id;is 

de oauipo iiaitiTo« e bom uara criar gado : o Rio desembaraçado o 

^ ftaoik oorrente^ (»m fViado ci^pai de aaTegar embarcações de 

boa carg,!. . , . * , 2 

l>as serras de Jv^ao de Leio para cima, segue o no o mesmo 
rumo de o. N. ^^« qoairo Igoas, at^ encontrar>se a primeiíu ca- 
ohoeiru, quo par:\ se subirem |>ueharão-8e as oantVas a ni&o : 
nosto K^Ar^^r olu^a a l^irda dagua uma alta sorra, a qual se lhe 
ohaniou tio S;inoto .Muln^ por se chegar a este sitio em o dia do 
lUto Saiioto, |K>r oima da sua planicie ha um grande campi» em 

3 lie Mt \Mi Ckííiw. w n<^ta aecão se eocontrarào se;!^undas estradas 
i\ Kohtio harlvii\> iH^ta cachoeira para cima continuam 
(lUtrai^. 011 hauiHitM a bivvi^s distancias, at(^ que se chega onde en- 
ooiitrundo a <ilu sorra do N. com outra do S. com altas po- 
dritirart, o (\»riuando uma cachoeira dilatada com recatos de 
poiíoa agus, usem A^rma do c inal, de modo algum foi possivol 
hUMrtar (itltanlo, o para ohoji^ar a este iogar foi excessivo o tra- 
Ii.iIImi, <lu OuoiMiiliir in:lnui;ule de bancos oom as canoas pu- 
tilimlai (H iiiii M. iIlHtauoia do cinco lagoas a O. N. O. 

|iM4t't |i»K.ir pvraoiiua [tov faltado naTegiiçio, foi averi- 
lliiAilii |»<'i' t«H ra um os)mgo, o subiiido-so H sernv se observou 
imiliih' H riu >i nimi) <l(s o., o também a boa distancia se vè uma 



ARCOrVO DO COXSF.LUrv ULTRAMARINO 



267 



l?r!iníte serra que corro N. S. o sobro ella so divulga nm objecto 
br,i.Dco, Nmlamais *> pôde noticiar <le4e Rio que nest.í la^avr o 
dou por fiufic), pur ser lotil mente uma voga vel do eíicontio duí< 
seiTas para cima ; s^í as^im atrevo- me a dizer uma ijuposirãu 
rainha» quo inllru ser este rio nascid«i do Rio íirande do Hel- 
raonte ; r- a razão i* i>or ver que este ao incliua í^empi-o ao Norte, 
B ser informado por peãsoas vordadeiras e que oceutarmente 
teem observado, quo o dito Rio Grande so^^ne aoStil olq todo o 
espaço q0o tom siio vadeado, e não pouco, e também além de 
que sor superabuodante em ;iguas e de auberba corrijito» pelo rjue 
pretendo no:;eu descobrimento examinar com mais iodividaaçào 
a margem do suK aâm de alcançar se procede, ou de^en- 
ganar-me ; está a dita cachoeira que so não paaaa, na latUludo 
11^— 27, 3<» N — ' 26, ' 17 — i. e longitude 344*» — 45\ " 1 — 
27, :^43 — I». 

O braço de rio que segue ao Sul tora as mesmas cor fron ta- 
cões, o BI* et>m a dilToronça de serem maia baixas as suas margena, 
sujeitas á» pequenas cheias as ionundarem. 

CONTINUAÇÃO DA COSTA 

Desta barra para o Nortí3 quatro legoas, se oní^ontra um Ri- 
aqho que desagôa oo mir ao qual chamam Japará, e ^i^ pasfia a 
váo de maré vazia; este entranliaodo-se a O. ó navegável até a 
distancia de duas legoas comi bóis raatas pelas sumi marianos* 
nas quacíi fazem muitas canoas os moratíorea da Villa du Pi rnlo. O 
terreno desde esta íííA ao dito riacho pela co^tíi r' bonita praia, 
© peio cômoro matos altos, e em distancia do uma lejíea princi- 
piam barreiras— P^ntíi das brirreiran^ — lãstaiitemeule iu^Temes, 
do cores vcrmelhatí e branca o alj^umag manchas aziíes, om 
cujas bato ou choi^a o mar. e por quebradas da mus ma cerrem 
d im inatos retratos dagua duee e bera clara, e compõe-íse a sua 
planicítí do matos carrasquenho?, e ellas acompanham as três 
iègoas ató incidir adita distivncia. O Riacho Jai>aríi para o N. 
distancia de duas le^oas ; está u pnntal de Comixatiba —Comi- 
wnHbn -^ onde se aetia uraa casa de telha, e duas do pai li as cum 
mora Joroá índios, e neste Jogar se aposeotam para [>6rnoitar os 
Ministros e viajantes; ao chegarão dití pLmtal m encontra um 
cúrí^o, ou peíjueno riacho que chamam de Ouro, parece que por 
ser mui lo huira a aua aréa ; o seu terreno é mata virgem até 
au comi>ro da praia e buis t frras para fundar intoressauLits fa- 
bricas de ngricul tu ra e madeiras ; a ioda esta distancia acom- 
paoba líor mar um recife razo, que c«>m martí vazia descobre 
íon;;e da Costa um tiro de pedreiro ; neste recife fizeram os rta- 
cezea ou holandezos uma Ga mb 6a de pedr^a, cuni muitos *; bem 
formados enganos para apanhar peixe, cuja iieudo fabricaiia em 
tempos táo aiiUyros^ ainda hoje bem mostra (oi obía muito 
perfeitij puis mesmu entupida de aré;i como kô aclia, fica peixe 
alyumas vezes em seus enganos. 

Ue^tíi pontal de Comixatiba para o N. uma legoa, se en- 
cjntra um Riaciío que lhe chamam do p<:i^e — liio do peíjc^ — o 



I 



ARCillVO ITO CONSEíJiO ULTRAMARINO 



im 



lu^ar u.sLiveratn aldeadoSi dondo os removau o Miaistpti José Xa- 
vier Macliado par^ a Villa du Prado, para se aproveitarem do 
molhar commercio e civilizarem, lío^ dito.ií canaviais para 
rima seííuo o nimo do O. S. O — novo léguas atú a primeira 
Cachoeira destii, para diante nào passam canôaB, o torrcrio do 
ambas as inarfíons sam matas virgens o boas terras : o o Rio 
dosdo a barra aL<; a dita Cachoa ira íl navogavol ainda quo es- 
treito, e nolio Fazom os moradurea Vtll&íi viziahaSt ;j:randes poi- 
carias do bom poixe* 

Deste Rio para o N.^ dístaiit^ia cto duas Iegf>as, mià outnj 
<|iie chamam Crameimaá ; sua barra é baixa qne do ra^ró vazia 
se p-issa a v;io, porém, o Kio é mais fundo o a correiíto puurm: 
tia dttt barra íi&í^nt! ao s. odua^ milhas, o no Hm de.ssa dis- 
tancia so acha na parto do li — sííís cabanas do palha, e alii 
residem seis casaes do Índios das jurisdiçõe^í da Villado Tran- 
í^oso ; dnisia sitio para diante acguc o Rio o mosino rumo dis- 
tancia de nove h^^oíis, onde sti encontram bumlnjrraes em ípie 
flnda. o não tmss<un canoas iiom corro agna ; o sou torrono por 
anjbas as marfçcns sam terras boas para plaiitaçrH^s, o tur- 
reno na Costa na distancia íjobro dita é carapu nativo o se 
oáLendo uma legou para O e a praia é iio areia branca. 

Da barra do Cramonuaá pira o N* dihtnucia de quatro 
le;íoa«, t^e oncontra o Rio do Frado ; sua barrai em marés vivas 
tem nove e do« p- Imos de ftimlo, c neíla so podo entrar cum 
embiircaçoes poqnonaa como já tem acootocido ; o seu canal 
Uca N, E— S. U. e no mesmu rumo so^uo o Rio distancia de uma 
tcgoa, o as margens são compostas do fracos matos e cam- 
pestres, e doâtii distancia em diante segue a rumo do N. O 
otjtra legoa com o mosmo fundo, e ora alguns lugares muito 
maia de dez palmos; a na dita distancia é o seu ti^rreno peta 
parte do Sul boas matas, e pola do Norto o vmpo ; e do flm da 
referida distancia í*eguo o rumo tio O seis legoas até ao lu- 
gar que chamam Itapiquéra com outeiros por ambas as 
margens^ dahl segue o rumo de S. S, O, oitt> legoas até ao 
ponto chamado de F'ào Bra?alr o torreno nesta distancia são 
vargoas encbutas, e boas terras de matas viff^ons ; o lugar 
do dito porto é terra de oiteiros, o rlahi para cima segne a 
rumo do O. S. O. seis lo^^oas» até um nactio estreito quo 
entra ao N. com bom fund i par,t navegarem carnias, ao qual 
chamam — Entrui ambas as aguas — ; o terreno de aml)as as 
partes boas matai e torras nobiiisimas para plantações, dalii 
para cima soguc o mesmo rumo distancia íte sois legoas, onde 
flo encontra a primeira caohooira da qual se não passa adi- 
anto com canoas, por s^r dilatada coju grandas pedreiras, e por 
eutre ellas muitos regatos dagua, que sua corrente a cada 
passo tropeça; o terreno de ambas as mirgens am toda a 
dita distancia, sào terras altas e boas como Uca dito. O ter- 
reiío da costa desde Cramenuaá até esta barra, são barreiras 
vermelhas, ama relias e brancíis, o nellas bate o mar de maré 
cheia, pelo qua para caminhar esta distancia e&prjra-so a va^ 
zante ; ainda at^siin em um logar chamado Juassémar nâo dá 



270 



REVÍSTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



pBdmífitmn pcOa praia, o por isso hi cstnida poroíma dessa bar- 
reira, ^à na rtistancÍJi privada que nfio ú gniode: ao mar 
pouc^ distancia com estia barreiras ha redr43, e Imxm do pedras 
cobíTtas. 

Da barra deste Rio para o N. trez o meia lefoas ^e eu< 
cantra o Riacho de Traocoso, — Of-sta. distancia é a praia des- 
ombaraçadv e boa, logo da seu cômoro principia campo ameno 
e criador ; em meia disUocia tia nu mesmo e perto da praia 
(tma casa do campo, o a este sitio chamam Itaquóaa e t«^rá 
de largo o dito campo ti-cz quartos d<^ legtia, e Delle apascentam 
alguma criação de ^ado vaccum, o para elle mudam os mo- 
radores do Porto Seguro os seus gaoos. quando os a ham to- 
cados DOd S0U5 pastos ; a barra o eutrajla do dito riacho é a 
N. O. a cujo ramo segue cousa de um tiro de peça, e dahi 
para cima segue a O. S. O, distancia de trez legoas onde 
acaba. 

Este insígnílleaiite Riacho tom nome proveniente da Vtlla 
do Trancoso» qne se acha fundada em uma suflknoute planície 
do outeiro* arredadíj da casta um qu/irio de le^oa. cujo Riacho 
[lassa ao pú do mesmo outeiro, que fica na sua margem do 
suL Esta vilia está lançada do E. a O., ou para melhor dfzer,' 
fstá com pouc t difterença da formalidade do um quadro^cuja 
similbaoça tenho Tisto em todas asaldéas da direcção doe ex- 
iii\ctos Padres Jesuítas. Comp5e-se o quadro de sessenta n 
duas casas, das quaes satri quatorze de telha e im meAs do 
palha ; o Collogio h<^e Igreja Matriz está logo a principio 
do dito quadro da parte de E. o com o fronteepicio a O. o 
arredado vinte e cinco braças se acha Armado o Cruzeiro; 
DO fundo da viLla está & casa da Camará que é de aobrado 
com frente a E., e arredado vinte braçAS eêtÁ lovaniado o 
Pelourinho que é de madeira ; tem de arabltoa praça vazia em 
!9eu comprimento cento e noventa e uma hraçiis. e de largo 
trinta e sete braças de oito palmos: do accento da villa para 
a Costa dtíscahe uma íadoira que chega á bcira*mar, e por 
olla ó a entrada que ^xhQ á praia, a qual atra voasa o meneio- 
nado Ri.who sobre ptnite de madeira, o terreno da vill i e seuíí 
arredores t* campo aprazível, com espaçosas vistas do mesmo 
o do mar. 

Deí^ta para o N. uma milha se acha um Riacho que chamam 
Mugibura, o qual entra a O. S. O. distancia de uma milha 
por entre mangruês* e pela parte do Norte se vê uma alta 
barreira de crVrea vermelha e brancíi» a qual toma o passo da 
praia pelo que ha estrada por dentro, e ponte de madeira no 
dito Riacho que facilita e franriueia o commercio da Villa 
do Por to- Sq^' ura com a de Trancoso, cuja estrada sahe á praia 
logo que anda o obstáculo da diti bandeira* 

O referido Riacho continua depois da milha dita, repartido 
em doQ.H ; o braço r' ne ao N. lhe dào o nome de Sâo 

João de Miuas, v [ido distanciado ò&íg legoas a O* 

N. O» acaha «m v.^ ^,1,1^0 nos lundus da» rocas de uma fa- 
zenda dos moradores da Purto Se^tiro^ a qual chamam Buiuem; 



ARCilíVO DO COXSEIJIO ULTRAMARINO 



271 



1.^ todo o torronu por araba^ ns partes do dito S, João do MinaK, 
sáa outeiros biíxos com miltiad is do campo o penueaas mataa, 
O Riacho*/ lie é braço do Stil segue a O. S. O, dbtancia de oito 
léguas» oDdeacabiena tromedaí e temas mesmas confrontações, 
se bera na terra do intermelio se achara boaií niãtaus virgens, 
capazes p.ira toda plíinta. Oeato para o N. d a, is milhas se en- 
contra outro RiaeUo que chamam Taipe, ena margem da Nal 
ÚQsio ^aUo á praia a estrjda, que já ficou dito segtio por 
cima daf< barreir^i^, qtio tomam o passo da baixa-mar ; o 
qual Rtachu entra a 0. distancia ile trez legoas onde se acaba 
om vertentes d& terra, e o sou ten*eno por ambas as partes 
são barreiras verraelban e brancas ; é d"^ advertir que esto não 
admttte alguma navegação, pois é tâo fraco que chega a sor 
entupido pelo mar. 

Do Taipe para o Norto distancia do quatro míibas tudo 
são barreiras, mas dão livro pisso pela praia, e a ultima 
que 86 vr no fim da distancia dita, fi^ca correspondcnto a, nm;4 
lx)a e bem paramentida Capolla de No.4sa Sinihora d\\Jeda, 
a qual ostá [andada otn a chapada da mesma torra alta da 
dita barreira, demorando deste a N, O. a dita CapoUa e o 
seu frontoBpicio a O, e art lado do sul tem uma boa casado 
romeiros; pela distancia da Custa se acha em meio delia uma 
casa de ongeohocã, com tratico do fazei' agíi^-ardeatc fundada 
entre dous outeiros, oporalíi mosmo sabe um regato com 
b^a agua. 

Da dita capella para o N. uma legoase encontra o rio de 
Porto Seguro, o toda esta distancia acompanha polo mar o 
perto a costa um recife, que entre elle e a praia navegam 
canoas ; o terreno é composto da carrasquenlio e escuro mato 
da ponta da torra do sul; desita barra sahe um recife com largura 
de dez até doze braças, o se^ua ao N. distancia de um quarto 
de lagoas e com resguardo a elle se enti^a pelo canal da barra 
da diía Villa direito a rum» do O.» a qual está na latitude dõI6'- 
40^' (^ iougifcudo :U4" 45. e seu fundo, com marias vivas, é do 16 e 18 
palmos, sem embargo de ter logo Mra do lia 8*3ia o oito braçag; 
vencida a enuada segue o rio o rumo do S. U,, iicojupanliado 
IKda parto de E, com o dito recife e de 0. terra firme » isto na 
distaocia que Já li ca dito tom o meimo recife o íicar N, S, com :í 
pés de coqueií^os da parttí do N. a cujo lugar chamam pontinha, 
onde ha algumas casas de tolha e esuUeiros de construir lanchas 
de pescarias, negociaçào de que fuais usara os moradores desta 
Yilla; e neste nu^smo Ingar ô a passagem de uma para oatra 
parto do rio para o que ha sempre uma boa barca do Conselho ; 
aeste lugar lem o rio 150 braças de largo, e o mesmo fundo da 
barra, e daqui para cima segue o rumo de N. O. uma milha» 
até ao Arrayal cora o nomo de Maroos á borda d'agua onde íia o 
maior comraercio, o qual so estende até outro lugar que chamam 
Pacata, communicando-se por estrada desde a pontíotia até tis te 
Arruyal, e toda a distancia com casas e moi*adorea, porém sem 
alinhamento formal om meio a iim riacho o boa poute, e tora 
o lagar denominado Marcos, 99 casas de telha, o o lugar do Pa- 



J 



272 



REVISTA HO INSTITUTO HIsTORICO 



GaU quo é unMo a este tem 30 também de telha ; todo o dtto 
lerreDaé raso e delle para o N. vae uniíi cstradi até 4 VJUa 
que tevá um ^ doei ma do leg^oa, a qual sóbc* uma laJfeira o do 
cimo delia so conserva uma cruz, quo chamam du S. Pedro, 
onde 80 v*í a O, biUi quint i com cinco moradas d© casas do 
telha, ô desta diía cruz principia a plaoicti em qwí estl fundada 
a Vdli. AWm dn dita ostraila ha otitras, quo sorviííji da f.»nlrad.i 
u ^íahidii pai'adíirttrontuáiu^.irei3, pjnVm, a^ úe maior coiiimor<^.io 
i>adiLa, íMjíUtra qtie vem Jo lugar da referida poatiníia, ser- 
vitidu ali do e:?trada ã praia atr^ ílcar li. O. cnm a punUíloro- 
ei(b da barra, o daUi ontra o fianiiiibo a O. <> a poucoa pasboa 
so oii<'ontra a ladoira qu© chamam do collogio, ao qual so enca- 
uiifiha itóta estrada quo no ciriiu do! la QHÍá o dito lund^i/lo, o aht 
priívipia a mosraa VI lia, 

Ksta ko acha um forma do ineio quadro» l inçado o gnii maiur 
cumprimento N. S, ; a piiiniiira rua t^ a quoctmmam do í"ollo^'iu. 
cujo odiflcio ostá uo principio da pai to do E. à iKSim d t ro^dio, 
o serve de aposontidoria aos <tuvidores da Coinarci, o drislo 
soíTuo o l'^ O* 4> ciurdào do casas pela buirei do outi^iro toJiU com 
frei Ho a O,, o da outr;i, p.irto v,u) outro curdilo didlaiscum íri/ntn 
a K,* (ornando uma Iar;^a rua rpie não tom i)it!uu:>s de ^oio 
braças, o ao os l «indo ato a Misoricordia» distiuí-ia tU}. I li brara.?., 
romprobendondo nesta rua a numero de 30 ca^-i^i, o delias 
bão trof do ííobrado, o varios ohàos dovututos do ambas aa 
partes, 

Contiuuaa moi^ma rua ao mosaio i-uniu, por^L^m, com o Ululo 
do Miaericord ia, porque soaclía ali funhido o aou sancLuario 
ainda quo aem magniâcif?ncia, mas C'jm docência fabricado; os- 
tondo-sn õiita rua distancia do 84 braris, porôm, só com cííicode 
larífo, e eompôo-Hõ por ambas as partci cjra 24 casas, odestas sam 
duas de sobrado o ha da mesma forma châos do voiuto. Continua 
a mesma rua volteando a O, na forma do aubredido meio 
quadro, © s ' estende na distancia de 1 10 braças, mas, só com 
qoatro do largo, c compor ti da amb.ií^ as partos com 32 oasas ; 
a esta vulta d^ rna dâo o nome do S. Sebastião, o nolla também 
lia bastante chão de volulo. Km moía «listancia desta rua, separa 
a corda das casas, a sahida do uma estrada quo vao ter a praia, 
a qtial serve píira os viandantes qye soguem ao norte, o da 
meia dhlaneia da dita estrada vao ootra a O, aU' uma fonte do 
boUi^lma agua que H^he da rocha ; corre ^ponden te a dita sepa- 
ração da estrada, lia uma travessa tambom lançada N. S. com 
distancia de 81 braças e de largo cinco, composta do ^6 casas por 
ambas as partes, o muitos chãos devoluto^ cuja tra?essa passa 
polo lado da Matriz. 

Ao Jãdo da Misericórdia da parte do O., se vé um largo ter- 
reno onde foi a antiga Matrix, e deste lugar aS, O* segue uma 
curta rua composta de quinze casas, e estas com pouca regula* 
ridade. Polo lado do Sul da Matriz so esioudo uma rua qoo 
chamam Nova, composta de 18 cas:is nó pelo cordão de O- no 
espaço do 57 bra^.^as, o do B. nenhum mais que a figuração ; 4 de 
quatro braças de largura a chamada rua. 



^CifrVO DO GONSEIJIO ULTRAMARINO 



273 



A Igreja Matriz está fundadai quasi no fim da rua do co- 
legí> no centro da parte do O., pelo quo forma canto o cordão 
de CAaas da dita p:irte, cuja líçroja. tera formosa perspectiva em 
aeu froiitesptcio, eaeachui decentemente paramentada; o seu 
adro õ um; boUa praça com l>oa YÍsta de mar^ pela abertura 
qye tom no c jrdâo de Cciais da parte da rocha ; do alto mar em 
gTrtodo diâtancia se avista o ft^ontespicio desto templo, com 
niQHa satisfação dos navegantes, o o Orágoda fraguezia é N, S, 
da Pena* 

A casa cfa Gamara âca a parte do norte com frentes ao sal e 
lesto, uma pari o adro Ha igrej i e oatra cordfiada com a rua do 
Colégio» cuja ca-^a iortialmente é de boa perspe^-tiva» com gran- 
des galas, e nasstiis lojas prizões e cadèas ; o Pelourinho se acha 
levaotiido na rua do Culegio, e perto du mesmOp Todo o terreno 
da Vi lia é uma bel ta planície de oateiros com campo qtie terá 
decircumfereocia duxs legoas^e por isso tem aprazíveis vistas 
delle, e do mar. Ho lilo da vi Lia da parte do sul, no espago 

âuQSo acha vazio, delia até a Cruz de S. Pedro, tem uma casa 
e campo com sobrado, mas ô antiga . 

CONTINUAÇÃO DO RIO 

Da pjnta do Sul, desde a barra até a altura do Pataca pela 
margem, tu lo é munguea e daqui para cima segue o rumo O. seis 
léguas, com fundo aó para cauôiaou lanehas vazias, e para eataa 
é necessartõ marô cheia, e adita (li'9taacia finaliza em o lugar que 
cbamam Entre ambu^ as aguas ; neste mesmo logar se acua um 
riachij da ptrto doSaU que segue nave^^avel, distancia de meia 
legoii, até ao porto da fazenda de Ri4)'aem,ji declarada na dis- 
cripção da costa; pelas mirgens do rio em toda a dtta distancia, 
por uiua e outra pirte eo ach^m sitaados muitos moralores. 
Desta para cima, distancia do trez léguas, segue o rio a O. N. O. 
e ahi ae acha o porto de Viiia Verde que foi Aid^a dos índios 
antigamente, e do dito port<j sosobB para etla por uma boa o for- 
mosa ladeira de verde campo, a dual se estende cousa de uma 
milha, e 00 eituo delia é boa planície de alegro vista ; está plan- 
tada a villii hinçada N. 0> S. E. mas, ao modo dos Padres Jesuítas 
furmalisada a maneira do quadro com praça vazia, o seu maior 
con^primoiktu occupa a distsincia de 111 braças, e de largura 
33, composta esta íórma de quadro com Sb casaa, compre- 
hen^Jendo o dito uuDaero a todos os quatro lados, e delias s6 duas 
sam de telha que aam a casa ria camará e do escrivão director, O 
Colégio que serve de matdz está fundado em rasio do cordão 
de casas JoS. O. aerviudo-lhe de adro a mesma praci vazia, e 
110 mesmo Colégio é aposentadoria dos vigários da freguezia 
cujo Orago é S. Miguel ; o PeLouriaho está levantado nv frente 
da ctsa da Camará, eto espaço proporcionado « A dita lado ira, por 
onde so caraioha ao porto de embarque e desombarque, fica a 
S. E e i4 villa a^ta situada da pane do aul do rio^ e pelas margens 
deate até ai^ui ae acham e sâo continuados, os altíos dos ma* 
831 — 18 Tomo lxvhi. p. i. 



5 



274 



BBVÍSTA DO INSTITCTO HISTÓRICO 



radores da ri lia de Porto Seguro, os qn^^es umm das lavouras do 
inandiocas e canas. 

DMta sobredita pi ' • segae o mo^mo rum>, distaocia 
dé meia le^oa* até a :om o oome de Iraipe da parte do 

norte, a qual <> dos padres Mantos da Ctd Mie da Bahia, com casa 
e capella mtiítu bem Hoeadas o fiibriea de lavrar mandiocas e 
mais úteis, com bons pastos e ofeiijâu de gvlo ; desta ÍUzenda a 
estrala por terra até Porto Seguro, e por ella se aoda a oavatlo 
sem embaraço algum ; a morada é distai te do rio e ^eu porto 
cousa de um tiro de peca. 

Deste logar para cima segue o mesmo ramo, e na distancia 
de duas e meia léguas, está o porto que chamam de Sant*Anna, 
lOiinv onJe 08 Jesuitas tiveram fazenda, ou roças o uma capella 
fundada é. margem, em terreno razo. e nesu distancia sam boas 
ab terras o mais produziveis ; dmtf* porto para cima segue o rio 
a O. S. O. tros ícguas até o porto do Píicaifi, oode estiveram 
afk**!ndado« o^ primeiros e antigos lavradores portuguezes. 

Deste para et ma seguem a SO distancia de oito léguas até 
a primeira cachoeira, c nella sobem as cjinôjts poehadas á mão, 
porém, pouco monu, porque logo fica o no em diminuta riacho 
sem admittir mais navega^^ão, smdo também continuadas pe- 
dreiras o cichoeiras entre serraa ; mas, este logar é de formosa 
e alegro vista, porque as ditas pedreiras sào de cor alva e bem 
lisas, e muito semelhante a qualidade do mármore, com al- 
gumas obras pprfuitis da curiosa natureza ; ^ité e^te logar são 
altas collina^.e terras mais próprias para plantações queda 
Vllla Verde para baiio, e delia para cim i conserva o rio a lar- 
gura de SO braças com pouca duvida, a funda só para caoôaSt 
e em todo é sua corrente moderada, 

coNTixraçio da oosta 

Descendo a ladeira pela estrada do X,, que reparfce com a 
dk fonte, se sabe da vSlla de Porto Seguro o vae ler á pi*aia, e 
MgiilRdo esta para o mesmo N., distaneía de meia iegoa^ se en- 
•âttra um ribeiro que chamam MumlaM ao qual as vezes o mar 
eDtttpc a sua barra, e até este acompanha perto a terra alta, 
mostrando algumas barreiras vermelhas e a ultima delias é 
tranca ; e os mattos do cômoro até o outeiro são baixos 6 car- 
rasiiuenhos, e a praia direiía e apraii vel. Do dito ribeiro para o 
Níjrte uma légua se eaeontra um riacho que chamam dos Mm^ 
^U0»^ e destes arvoredos são compostas as suas margens?, cujo 
rillohodi entrada nxsua barraaoanôas em marés vivas, por 
serahi a costa mai to mans\, em mão de ficar na enseada 
da ponta, que m^ls ao Norte ss v6 lançada buí^nlemenie ao 
mar, a qu^l chamam Ponta infando ; da dita barra w^ne o refe- 
rido riacho a O — boa distancia, e acaba de enooDtfo ao outeiro 
que acompanha por dentro retirado, ficando razo o terreno da 
costa e dos carrasquenhos mattos. 

Deste para o l^ , duas milfias, é a dita Ponta Grande oti da 
MuU que fica £. O -^ com um Ikkiu nrào polo qual eotraraoi 



ARCnn^O DO CONSELHO ULTRA^IARINO 



27?! 



doQS lanoh5e8 carragados de Liomens ffADcQzos, dodfriiAtlo? & 
-atacar Santa Cruz segaatlo constoiu Desta para o N»>rte uma 
milha está a Coim Ver me lha. ou Porto Seguro ao anr.iiio desco- 
brimento do Brazil, o n(»3te ao abrigam as embapeaçoDiS pe ju mas 
6 graodeSp o Uca E — O ouin um ribuiro que cbamiin MuLary, 
6 por cjDheeôOça de sua entrada tem no cume «la berra alia, 
tros pés de eouqueiros era distancia de ura tiro do paca, E' -ie 
advertir que deido a barra da villa de Porto Seguro ;i, é t.vste 
porto do mar, a^vompaoliani os recifo§ por fora toda a distancia. 

Este porto da coroa vermelha para o N. uma [o;^'uri se co- 
coritra o TiO de Santa Cruz, e toda osta distancia é a praia vi^s- 
cantilada e Úim com altos e baixos, e atoladiça acoíiipan liada do 
mato escuro c carra^quenho. e da ponta do sul dosto riu í^ahe 
um ]'ocire de pedra;* para o N. dUtaucia do tr^ts quarficH de 
le^ua, o por elle ilguus arvoredo^t de maogxioa, e nn ponta do 
dito ríjcife ó a barra de Santa Cruz, a qual se acha i 1 «ti.! .nde 
Igc. _ 4K' ; e por cila se ontra a O — até flcar ^í. 8. oom a 
ponta do recife, com quatro e cinco braças do fundo, e dahi vol- 
tando a S. S. O se acha a pouca di^^tancia no portj do '^ancto 
André, em cujo sitio ba dozenovo casiis de telha» dibpersns, e 
todas com moradores distantes da margem meia mi ília. em t*3r- 
reno razo o aprazível oomposí,o de matos o campestre^, com 
porto de bonUa e direita praia de areia branca, e a largup.i da 
barra póleser quanto alcance ura tiro de arcabuf. 

Dojte porto para cima segue o rio o raeirao rumo S, S. O, 
6 na distancia do três quartos de le^^ua ú o porto do ancora- 
doum, onde se vo da parte doS., í'i borda d*a;j[ua, um arr.iyal 
com .sarando trafico de varaes e armazéns de peixe do mar Jilto; 
negociação de que mais usam os habítantee desta t< rra o onde 
ê o maior comraercio ; o terreno em que ostão funda-Ioíí o^ dií.oís 
armazéns, o tarabcra multas casas do morar* é r izo o r^m 
pouca largura e por isso parece que é a disforraidalo lio a-rua- 
monto. Q quB se vô sem maior regularidade ; e se eíimijoo *'Ste 
aiTayal de 12 casas de telha» comprehendendo nesio nnraero os 
ditos arma^íena. Ao lado de O, dcííte logar eliega a uitimi casa 
ao pé do outeiro^ o q^al tambam chega alll a bordii ilo rio, o 
pela ladeira a Fiba teiu uma eátrada em parte calcada que vae 
a íreguezla, e para o sul segue outra perto ao mesmj uuieiro, 
e na distancia de 30f> braças 3p reparte em duas, urna que vae 
a uma belltssima fonte de agua oUryátallina, e desta vae tnr a 
praia pela qual se Cummercêa com Porto Segui*o, o a outiva 
toma ao N. O — subindo pela ladeira do mesmo outf^iro, s^tbre 
o qual está Aindado o arrayal de Santa Cruz era b ^a pUntcie, 
6 yffltas para todos os lados. A igreja matriz esta Ainiada no 
beiral da rocbaoom o froiíteapicio para o S., e pi'b> lado do N. 
delia corre a primeira estrada que vae ter ao porto ; o a po- 
voação se estende N — S, e do adro da igreja princiíia a rua 
direita, estendida a distancia de 200 braças e de l irgo 14. com- 
posta de uma e outra parte de 32 casas de telhas, era nff jia <1Í8- 
tancia da parte de O — ha uma de sobrado contada no mií^mo 
numero, e nesta faz canto uma travessa que se eatendo deito 



n 



276 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



para O., distancia do 201 braiças» e tpea e m©ia de lar^ro compoa- 
ta com nove casas, com grandes ÍQter^^allcs de chão devoluto áe 
casas, mas occupadas com lamu jaós e cercados. Do mesmo adro 
entra uma travessa a O — quo aó tam duas moradafl de casas 
Qo espaço de 100 braças estas duas travessas floalizam em outro 
rua qae cliamam nova, a qual comprebonde só a distancia da 
uma a outra travessa, estendi la também N — S, e do largura 
trose meia braças com 15 moradas de casas, e ao lado se contam 
nosta povoação 59 moradas de ca^s, todas de telha* A igreja 
ô de pedras e cal bem labrií^ada e decentemente paramentada, 
e o Orágo delia é Nossa Senhora da Conceição, e o lograr o do 
termo da villa de Porto Seguro, e alternativamente serre um 
juiz ordinário da villa, e outro dtj termo, e o mesmo a respeito 
dos Almotacf^s, 

O rio desde a barra até d freguezfa, conserva a mesma 
largura jà dita o fundo da 22 palmos, e o sou terreno pelas 
margeoâ, mangue'!, menos da parte do Norte até ao porto de 
Sancto André, 

Do arrayal para cima segue o rio a rumo de O. X. O, dis- 
tancia de uma légua até ao porto chamado do Barco» onde ha 
uma boniu pedreira e fica mais estreito, e em moía d stancia 
forma da [larte do sul enseadií. onde se aeba uma ilha do mao- 
giies ; o terreno om tola a dita diatancia pela dita parte é bom, 
e do oortc é mangues pela margem . 

Doditíj poulo para cima segue a rumo do N. dis^taocia de 
um quarto de légua, até umoi barreiras vermelhas á borda do 
rio da mesma parte, e ahi mesmo sahe um ribeiro do agua 
chry^taljma ; o lerrono é b^m de ambas as partes. 

licsto para cima segue a rumo de S. O, uma légua» até ao 
porto chamado das Laran]?eiras da parte do sul, e o terreuo é 
a mesmo, e o rio continua estreito, porém navegável. 

Deste para cima se^ue o rumo do O, distancia de duas lé- 
guas, até ao porto que chamam do Tanque, onde se acha um 
riacho da i>arte do Sul, o qual nasce de uma grande lagoa íor 
mada entre d^us outeiros, onde cora certeza houve em tempos 
antigos ongenliu de agua, poia ainda ^^ conservam os paredões 
e por&a ; o terreno pelas margens do rio é da dita parte do Sul 
brejos, o do norte terras boas para mandiocas e oanuas. 

Deste para cima segue a O.K. O ^distancia de uma legua, 
até io porto que chamam de Mombaça da parte do SuL onde 
io acha um diacho da mesma parto do mencionado Tieupl, o 
Qual segue ao mesmo Sui e ao S.S.O. distancia de duas lognas, 
aonde mais não pa^sa oanôa, e ainda nesta mesma dita dis- 
tancia ha muito? oju baraços ; o rio até o dito porto de Mombaça 
dà navoguçâo a lanchas vazias, que ahi vem fazer aguada 
para as pescarias * e o terreno por ambas as margens ô de boas 
terras. 

Deste para cimi segue o rumo do O.N.O. —distancia do 
duas léguas, onJese reparto o no em dous, e chega ao Ou- 
teiro da parto do Norte á borda da agua, e lhe chamam Ou* 
tcíro da Onça . 



ARCilIVO DO CONSELHO ULTRAMARINO 



277 



Deste para cima seguindo o bTaço do Norte vae esto a Fumo 
de — N.O,— e — NNO,— distancia de quatro leguaa alé ao sitio 
chamada a Vargem Grandei o só até aqui chegam canoas per^iue 
se torna o rio om diminuto ribeiro ; o terreno é vargens mas 
por dentro acorapanh L terra monluosa, e boa para plantações. 

O braço que segue para o Sut, coiitinila até outra tanta 
distaocia a rumo do O.S.O. — , e dahlpara cima nao passam ca- 
Eôas porque acaba em brejos ; o seu terreoo tum as mosmas 
confpontagõss e não padeço innundaçíjeâ, porque não yera de 
longe nem tem cachoeiras. 

Continuação ba costa 

Do porto de Saocto André para o N. uma legua, está um re- 
cife juflto á costa e netla arvoredos de mauguea que representam 
Ulia, e contra o mesmo sabe de terra flrrae, um pepuono ri- 
beiro que chamam de Itapemerim ; o terreno nessa distancia é 
razo coíu matos carras';uenhos o campestres, e a praia direita 
e boa, 

Deíite logar para o N, distancia de uma e meia légua, 
se encontra o rio que chamim de Sancto António» o qual se passa 
a váo com maré vazia e tom de largura cincocnta braças, e 
até esti dita distanoia é o meâmo terreno o boa praia ; o rio 
segue a rumo de M.O.— ,não at tendendo íLg suas pontas e ensea- 
das até a distancia de quatro leguis, onde se reparte em 
dou3 ; o braço do Sul a pouca diãt mela acaba em um bam* 
borrai, e o do Norto segue o mesmo rumo, e vao incopporar-s^e 
com o rio que chamam do UBU', braço do Rio Grande de Bel- 
monte três léguas por eíle aciraai e pelo dito braço do Norte 
deste dito rio de Sancto António, por uma e outra parte ha terras 
encbutas e montuosas boas para plantações. 

Desta barra para o N. duas le^^uas ó a ponta chaumrla do 
Goayu\ oude se acha um morador com boa casa de toltia e 
roças de mandiocas, e algumas arvores de palmoiras ou co- 
queiros ; em meia distancia se encontra um ribeiro que chamam 
das Babocaíí, o qual em muitas occasiõea tapa ficindo como 
lagoa entre a terra firme e a praia» e quando assim fica re- 
bentam varias ver^3ntGS pela praia como olhos d'agua» O ter- 
reno na referida distancia é razo com maltes carrasquenhos, 
e por dentro acompanha a boa distancia terra alta do escuro 
mato, a praia o espaçosa o bem direita e suas areias amareitas. 

Desta ponta para o N. uma lagua se encontra ura riaclio 
que chamam Goapemtrimt o qual se passa a vilo de meia maré 
de rasante em diante, e de parte do Norte delle se acham oito 
moradores com suas cabanas de palha, e estes vivem de atias 
roças de mandiocas ; o terreno é razo de matos carrasquenhos 
e entrelaçados pelo cômoro da praia, e por dentro ha campo 
quB se estende até á terra alta, e até 1 mesma chega o dito 
riacho porém, sem navegação, e a praia é na mesma fórma 
boa. 



1 



278 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



Ailvlf^o r|uo àié eati altura acompanham interpolida mente» 
l^toif^^a pulQ ttK^r diâtaDcia da custa uraa loguu. e dahiparaa 
miilii um uUuuis lo^Mres chagam á praia , desde a barra de 
í^»rto ííi»íiuro íM t\ ditii altura de Goapeinirim, portam, não 
iloíxiuu du iiweífar oUeâ os meamos recifes boas práticos, pois 
IMVti^ «iVMH ititorftkltos sempre se acha bom fundo. 

11.. ,v.i....i,|o riaoho para o N. uma e meia legui eêtá a 
WMt iquicaba» oude chega perto da praia a terra alta 

3k* V» .. . . , ú torreão uosta distancia a beira mar 6 razo. com- 
p^^b ^ de fi^Aoufl matoa e campestres, e a praia é apr^iziTel, di- 
roUii n toa. 

S>iHixt o morro da Mo^riquíçaba ac acha uma boa fazenda, 
iHim ttuMala nciua da fabrica de farinha, amb^is de telha, e do 
i|il itt tvii t íitirunH p^â iU^ coiíieírus; e pt4a mesma chapada 

# Whvil Ma altrtnifl moi^ores até a distancia de uma logua 

* motT\) continua sempre a tô ao RIO GRANDE 

ondo lho chamam Outeiro de Ipeliura, e dabi 

ai^ subir no rio do Uh\i\ já dei.lanado na des* 

SutlolO António ; os diloâ moradores conduzem 

* íh om cvoídas, o pi>r tc<rr.i, cm carro, para a ftsj- 
K^^^ \^ Onti* dondt' s^o parochiauos. 

t^ Alte P&rt O N. a ptmcos passos* oátà um com o 
lii«> ykk «te llofiquI^W, o t^ttiil dá entrada íí:i saa barra 

- , i mar lir raaréá vi?aa, o e§te 

\ at<^a dita distancia, onde 

M>mooie navegável ató gs^ 

nieaino rumo em forma de 

.. ,,v., V ,w^. niièi-**iM.i ,.v^'-— ••»( ntô en corpora r-se 

«^vni o rlvi» bo dv^aottlM^I qtxe vem do Rio 

^ kiut.^ to liN^tuixiiili ; d% l*4t, ,. „ : L ic» Mugiqutçaba» dls- 

Mutu tfsgttfk illio Qiti ribeiro rum bastante agna 
na. da ^ual MMOl oi rufnridos moradorei, por sor a 
ilu ri ^ turva yottti» di>c»« a Qi^a ehatnam C<t6ii#sit*. 

iia b^\r\% i0 Mê^^imiiiM para a N • , pega um campo raso e 

iàU.¥\> at4 a «nliiM 4o tiViítti ite VliU do Bolmoote. o qu&l 

li^tm do iHvnuirtmaak» otaeo hMOMt o aa oatondo na fOrma de 

' « <»m mr«to «o acha uma lag^^i a quul e ao 

«murti do Hmc^» e a dtu tmu do coiiiprimcnto 

jhaii M M li^ larKO um tiro do espingarda ; aella ae 

fa ^Mn p Mia piuioada. dtita da costa cento a cin- 

(I I tuaU aatruita o terreno, onde também é 

I , j ii\ • >r («xtouf&o doato, da dita ia^ôa para O, 

"^ pelas margens tem qu^intidade do 

<) i \'ilLi onde vae ândlizar se vêem 

^.\i4iq, o entre oLiai ae acham ribolros 

i bom peixe. 

I u> iMtui^io oileroco uma doteitavel vista, por ter 

ioloi Oi Mui oopados arvoredos* e outras dila^ 

,«., inurlAt Ml«y^rua e «ravatáa de còrea carmeeim 

ti. ♦MMU iujat violai ao ionge recréa muito a natureaíW 




ARGHIVO LK> C0N8ELIIO ULTRAMAaiNO 



â7s 



G nelle apascentsiiD q9 moradores da Viila souâ g{\áQ8 e algUQi 
do Santa Cruz* 

Já perto ou jtinto da Villa antes de a descobrir, se acha 
uma pequeDa mata, oa qual ha muitos cajuèiroâ, fructas de 
ai me cegue iras e araçla» qu*í sorve de divertimento e piísôeio mo- 
cidade, e por esta mesma se acha um lago e algumas poças, onde 
laram roupas debaixo de bell^> e frescas sombraa, de cujo 
lago, que vem desde a costa, ^e forma um riacho qtia vae ter 
ã outro denominado e já. fallado Oarapiuna^ e tambcm delle ae 
reparte um braço que vae ter ao Rio Ciraode, depois de pastar 
pela parte do O. da Vil la ; e este mesmo lag> era tômpo da 
inuiindagoes do dito rio ou de muita chuva, chega a arrombar 
o oomoro da praia, e forma uma barra djfflcultosa de passar, 
os primeiroa dias do sou rompimento. 

Deste lagj para o N.^distaDcia de duas milhas, está ia 
Pootal do Sul do RIO GRANDE, em cujo plano se acha ai^seotada 
a VILLA DE BELMONTE, em um alegre campo que terá de 
largo da costa â colina do rio uma milha, no meio da qual eatí 
íuadada N.S. am tros ruas u quatro travessas; a primeira 
ma da parte de E. se Lhe eh ima da praia, a beguiida do meio, 
e a terceira do brfjo; a primeira travessa da parte do Sul liio 
chamara da Igreja, a segunda tia Cadêa, a terteira da Praga 
Velha a quaría do Furtado, 

A matriz está fimdada no principia da Viila da parte do 
Sul, como froatespicio para o norte recto pela rua lio meio, o 
tem de adro 130 paltQí.jS ató à primeím travessa; a casa da 
Camará oátá sUuada com frontes era linha recta com a rua do 
meio, o a priDcIpalpara a Praça cuja frente é ao Horie, e no meio 
do cuja Praça está levantado o Pelo uri n lio de madeira, e deste 
para cada lado tejá 25 pafesos e é forina<ia em quadro ; as 
ditas casas teem ã u rtindameuto de pedra e as paredes de adoNt 
sam de iobrad >, e á proporção da Viila nãt> podiam sor milhoref, 
pois tem pouca dlíTurença em .^ua grandox^i e asseio, da de 
Porto Siiguro, Capital da Comirea, e sobro a sua portada tMi 
as armas reaesi executadas em madeira e pintadas com peiv 
feição. 

Da primeiro, rua que t* a da praia, tem da primeira tra- 
vessa á segunda pela parte de £. sete moradas de casas de 
telha e al;íuns chãos devoluto da parte do sul, e iio cordão de 
O. s6 três e os mais devoluto ; da segunda traveja seífuiodo 
a mesma rua, pelo cordão de E. tem dei moradas de casas e doua 
chios devoluLos, e pelo cjrdãj de O. tem quatro moradas» e os 
demais chão.^ de volutos até a terceira trave^rsa, e de:^ta até a 
quarta pelo cordão de E.— tem uma só, e de O, neuhuma 
peloâ fundos das cisas do cordão de E. tem quantidade de co- 
queiros, que dm abuudantissima fructo. 

Rua do Meio, da primeira travessa att^ 4 segunda, tasoa 
Helo cordão de E. quatro moradas de casas, e de O. três, e de 
amba^ as partem chãos devolutos, e desta que é a praça 
até a íorceira quo Ô a velha, tem seis moradas e dons ch&os de- 
volutos, pelo cordão de E» e pelo de O. oito moradas e dottí 



n 



280 



REMSTA DO ÍNCTITUTO HISTÓRICO 



chãos devolutos, é& terceira e qaai*ta travessa tem pelo cordio 
de B. cinco marádas, o de O. tem 12 moradas* 

Rua do Br<yo : da primeira travessa até á aeíruada, teia 
pelo cordão de E. duas moradas e muitos chãos dovoluios, e úm 
O. tudo é deYoIato ; e da segunda á terceira p^lo corião de 
E, tem sete moradas, o quaim chàos devolutos ; e do O, Dove 
moradas com dous chãos devolutos ; da terceira até á quarta da 
parte de E. nenhuma, o de 0« nové moradajB,e destas sam quatro 
de palha, e todas as mais da Villa sam sem telha, e nest i parte 
flDaliza o corpo delias; e também pelos fuodos do cordão du O. 
desta rua, da segunda aié a terceira travessa, tem graoies ar* 
vores de coqueiros com abundante fructo ; era correspondência da 
terceira traTe>sa ^he um caminho, que vae ao Rio, e ali se lhe 
dà o nome de Porto Grande, cujo caminho atravessa um riacho do 
lago, declarado perto ao torreão da Villa sobre ponto de o^adeirai 
o logo pairada esta flca ao lado do norte uma casa de Dcgenhoca» 
com imbrica de distilar aguardente e em seus fundos so vêem 
dezoito pés de coqueiros que bem produzem ;e no dito Porto 
Grande ^^. acha pelo lado do sul cinco cabanas do palha, e do 
norte uma casa da raeama espécie cora fabrica de fbser farinha, 
e todas estas casas pagam foro ao Conselho ; também da pri- 
meira travee«a sahe autro caminho a O. que vao ter ao rio, 
onde lhe chamam Porto Ja Qa moleira, e em meia di^tancia 
deste tem punte de madeira que atravessa o dito riachu, a esta 
chamam ponte grande ; pela margem do mesmo riacho se vé 
ao lado do norte do caminho da terceira travei^, antes da 
ponte em uma n^volta que procura o tlm da Villa, dous esta* 
ieiroi^ de embarcações onde se acham construindo dou^ barcos, 
e no mais concavo da revolta eutra nm braço do mesmo, que 
vae aos quintaos que ha da terceira e quarta travessa ; e deste 
para o norte segue um caminho peta margem do mesmo 
riacho, e oa distancia de mela milha, se acha uma ca-sa o no 
lado do sul delia dous péz do coqueiros, e ha na sua frente q 
margem do mesmo riacho um barco construindo-se, isto é jâ 
ptrtu á sahida do dito rio, e p^^las margenii doUe desde o fim da 
Villa díU} sahir sam compostas de mingues, a desta cusi se- 
guindo para o rio a E, N. E. â pouca distancia, so acham 
ÊÚ barracas de palha onde habitam os Intlios da naçào Menhãa* 
6 deita para o pontal da barra corre uma grota de mangues, 
pouoo dist&Dte da margnm. 

£8te rio tem do pontal de sul ao do norte 500 braças de largc, 
e o canal da barra â encostado ao pontal do N., que está na 
altura de 15* 50 do sul, pois tem corrido no decurso de seu des- 
cobrimento três léguas para o sul, e por ella se entra a O, S* O. 
até ficar N. S. oom as ditas barracas, o dabi corre a S. O. 
meia milha até ao Porto Grande, onde anooram as embarcaç^ea 
chegadas á ribanceii*a da terra da parte da Villa, o era meio 
desta diftancii entra o declarado riacho, que vae ao terreno delia 
a caminho do sul ; o fúndu da barra em maréâ vivas é de 15 
a 16 palm^fl, no banco, por«ím, estreito e nunca corre a marô 
de enchente para dentro, por causa da impetuosa corrente 



ARCHIVO DO CONSELHO ULTRAMARINO 281 

do Rio, pela margem do norte ha alguns mangaes, porém, na 
maior parte ó matos e praia com alguns boquetes de pequenos 
lagos, até ficar N. S. com o Porto Qrande, e tem orlo de 
largo defronte da Villa um quarto de legoa, mas todo baixo, 
e 86 com canal pequeno encostado ao sul, com o fundo da 
barra. 

Deste pontal para o N. duas milhas, sahe uma barreta ao 
mar que ô chamada do peso, a qual entra a O. e vae circulando 
para o sul, ató sahir N. S. com a mesma Villa de Belmonte, 
cujo braço segue navegarei e tem pelo meio muitas ilhas de 
mangues, desparcelados de lamas; o terreno do dito pontal 
até á dita barreta pelo cômoro da praia, tem boquetes, coroas 
de arôa e lagos com poQos fundos, e lhe chamam a barra velha. 

Da barra do peso para o N. seis milhas abriu outra hir- 
reta, onde tem uns mangues e chamam ao dito lugar porto das 
fiskrinhas, e nesta distancia pelo cômoro da praia, se acham dous 
moradores com casas de palha, e estes lavram mandiocas nas 
matas beira-mar, com pouca distancia dentro porque sam brejos, 
e pela Costa é bom pa^to para gados, e a praia ó bem assen- 

Desta barreta nova para o N. duas milhas, observei o sol 
em 15<> 40' em um pontal de aréa que fazia horizonte bom des- 
coberto para o N., e que aqui é a verdadeira demarcarão da 
Gommarca e Capitania dos lihéos. cuio pontal fica ao sul de uma 
barra chamada Imbuca annexa á Patfpe, e por esta distancia 
chegado ao cômoro da praia, vem correndo um braço de mar 
desde o porto das farinhas até ao dito Patlpe, e por dentro 
mangues alagadiços. 

£' de advertir que as justiças e moradores dos llhócs e 
Patipe, se querem chamar a posse e domínio da barrado peso 
para o N. innovando eíita questão de lurisdicções uns mappas, 
que dizem tirara da Costa o Dr. Balthazar da Silva Lisboa, 
cuja questão creio ser mal e indevidamente levantada, por ser 
sem duvida pertencente á Capitania o Comarca de Porto Se- 
guro, até ao dito pontal da barra da Imbuca, tanto pelo des- 
cobrimento dos roteiros marítimos, oomo pela criação da Villa 
de Belmonte, em cujo pontal foi ou foram as Justiças e Ministro 
creados, fazendo pessoaes a sua divisão sem a qual seria im- 
possível subsistir, nem ter algum augmento esta Villa, pois 
lhe ficaria vedada a margem do norte do Rio Grande, se a dita 
Commarca de Ilhéos lhe houvesse de pertencer a sua divisão na 
referida barra do peso, o que não deve proceder de forma 
alguma, pois além das razões já. ponderadas, é também sabido, 
que deste mesmo Rio Grande sahe grande força d*aguas, por 



O o mappa citado o tirado peloDr. Baltliazar da Silva Lisboa, 
antes de 1803, dovcrá so achar na Torre do Tombo (N. de C.) 



282 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

um braço qae aqui se lhe dá o nome de Paaasú, a vae ter ao 
Rio de Patipe ou Imbuoa, com o que se fas possante e llie dá 
barra capaz para o seu commercio, sem o qual seria impra- 
ticável. 

Também sou informado, e ó publicamente sabido em todas 
estas Commarcas de Porto Seguro e Ilhéos, que o ministro desta 
o Dr. Francisco Nunes da Ck>sta sendo ouvidor, fez remetter ás 
eadcas da Capital de Porto Seguro, ao juiz Vintenario,Franci8CO 
da Costa e outros, que por elie foram notificadas para emba* 
raçar a uma prisão feita pela justiça da Villa de Belmonte, 
nas margens e matas do Rio de Imbdca, e desde este tempo que 
foi logo no da creação da dita Villa, ficou sempre na boa posse 
sem alguma contravenção em outras diligencias, até o em que 
Teio o dito Or. Balthazar que começou a suscitar novas du- 
Tidas, as quaes não parecem acertadas por motivarem pertur- 
bações, por cujo motivo fiz aviso ao Juiz Vintenario de Patipe 
que se não embaraçasse com os moradores, que estivessem na di- 
Yiaão da parte desta Commwrca, no entanto emquanto pelo Illm. 
e Ezm. Sr. Qeneral, não for decidida a questão e verdadeira 
divisão. 

No impedimento do secretario offlcial maior — Ignacio 
José Aprigio da Fonceca Galvão» 



I3SnDIOE ' 



Revista do Instituto Histórico e Geograpliico Brazileiro 

(voLuaíES 1 a 67) 



A.lbdiea;Qilo de 13. I^edro 1° — Um episodio da re- /. 
volução do 7 de abril do 1831, polo Capm. de fragata José 
Eíçydio Garcez Palha — Vol. 63, pig. 275 (8» parte). . 

^1boliça,o no Bi-a2Eli (A.) — pelo Barão do Loroto — A 
Vol. 63 pag. 187 (2» parte). ^ 

A^eadeinia, Una^zllioa dois; esquecido» — Estudo 
histórico o literário pelo Cónego Ur. Joaquim Caetano 
Fernandes Pinheiro— Vol. 31, pag. 5 (2* parte). 
A.ea;deiii.ia; Brai2Eiliea. dos rena^seidos — Estudo 
histórico p3lo cónego Fernandes Pinheiro.— Catalogo dos 
académicos.— Vol. 32, pags. 53,61 e 65 (2* parte). 
Seus estatutos.— Vol. 45, pag. 49. 
A.celaiiia»ç£Lo — Do Sr. D. João IV na Capitania do Rio 
de Janeiro e nas mais do Sul. — Vol. 5^, pag. 319. 
— Carta do Marquez de Montalvão ao Conde Nassau, noti- 
ciando a acclam\çáo e juramento de D. João IV como rei 
de Portugal — Vol. 56, pag. 161 . 
i^^cclimaçâLo — V. Plantas, 
A^oousa^rôes feitas a Aureliano de Souza e Olircira Cou- 

tinho. — V. Período Regencial, 
A.ota —Extracto das actas das sessões dos raezes de de- 
zembro de 183S e janeiro, fevereiro e março de 1839 
— Vol. lo, pag. 57. 
Do abril, maio e junho — Vol. 1, pag. 144. 
De julho a seíembro — Vol. 1, pag. 247. 
De outubro a dezembro — Vol. 1 paj. 355. 
De janeiro a março de 1840 — Vol. 2\ pag. 138. 
De abril a junho —Vol. 2% pag. 261. 
De julho a setembro — Vol. 2«, pag. 393. 
De outubro a dezembro — Vol. 2», pag. 517. 
De Janeiro a março de 1841 — Vol. 3% pag. 119. 



(•) KmIc trabalho foi prcparadu pelo commeuclalor Manoel Joa- 
quim do Nascimento e Silva, chofe (fc secção aposentado da Secre- 
taria (la Guerra, autor do varias obras do justa nomeada, como a 
Synopsis da Legislação lira zile ira, em 9 vols. e a (Compilação das 
Consultas do Conselho de Estado (secção de Marinlia e Guerra). 

A Commisião de Redacção ien lo lido o índice da Itcvisla deli- 
berou publical-o sem demora, prestando com isso um serviço aos 
estudiosos, poia nello encontrarão subsidio completo para qualquer 
consulta nos 67 volumes publicados. 



284 REVISTA ro instituto histórico 

A.cta. — De abril a junho — Vol. 3«, pag. 227. 
De jolho a setembro —Vol. .T pag. 347. 
De outubro a dezembro — Vol. 3^, pig. 484. 
De janeiro a março de IS42 — Vo!. 4*, pag. 95. 
De abril a junho — Vol. 4% pag. 213. 
De julho a setembro — Vol. 4% pag. 379. 
De outubro a dezembro — Vol. 4% pag. 519. 
De janeiro a março de 1843 —Vd. &>, pag. 88. 
De abril a junho —Vol. 5% pag. ^39. 
De julho a setembro — Vol. 5», pag. 355. 
De outubro a dezembro — Vol. 5% pag. 499. 
De janeiro a março de 1844 — Vol. 6°, pag. 123. 
De abril a junho — Vol. 6\ pag. 253. 
De julho a setembro — Vol. 6<>, pag. 380. 
De outubro a dezembro— Vol. 6% pag. 506. 
De janeiro a março de 1845 — Vol. 7% pag. 116. 
De abril a junho — Vol. 7«, pag. 263. 
De julho a setembro — Vol. 7", pag. 415. 
Do outubro a dexembro — Vol. 7«, pag. 559. 
Do janeiro a março de IH4C— Vol. 8^ pag. 144. 
De abril a junho —Vol. 8^ pag. 284. 
De julho a setembro —Vol. S\ pag. 4)2. 
De outubro a dezembro —Vol. 8», pag. 547. 
De Janeiro a março de 1847 —Vol. 9% pag. 127. 
De abrila junho- Vol. 0°, pag. :^5. 
De julho a setembro —Vol. 9», pag. 409. 
De outubro a dexambro— Vol. 9«, pa-/. ')60. 
De janeiro a ma :*ço de 1848 — Vol . 10, pag. 120. 
De abril a junho — Vol. 10, pag. 246. 
De julho a setembro — Vol. 10, pag. 390. 
De outubro a dezembro— Vol. 10, pag. 547. 
De abril a junh>de 1849 —Vol. 12, p:kg. -^77. 
De julho a sotembro — Vol. 12, pag. 413. 
De julho a setembro de 1850 —Vol. 13, pag. 40(3. 
De outubro a dezembro— Vol. 13, pag. 518. 
De maio a agosto de 1851 —Vol. 14, pag. 41i). 
De outubro a dezembro — Vol. 15, pag. .iAB. 
De julho a novembro de 1852— Vol. 15, pag. 579. 
De dezembro de 1852 a 4 de novembro de 1853— Vol. 17, 

l>ag. 70. 
De IH de novembro de 1:^53 a 24 de novembro de 1854 — 

Vol. 17, pag. Ô77. 
De 7 a 22 de dezembro de IP54 — Vol. IK. pag. 448 a 453. 
De 4 de maio de 1855 a 24 de dezembro do IH j"i - Vol. 18, 

pag. 418. 
Das sessões de 1850 — Vol. 19, pag. 1 — supplemento. 

> <ie 1857 — Vol. 20, pag. l — supplemento. 
» de 1858 — Vol. 21, pag. 469. 
» de 1859 — Vol. 22, pag. 035. 

> de 1860 — Vol. 23, pa^r. 603. 
» de 1861 — Vol. 24, pag. 699. 
» de 1862 — Vol. 25, pag. 649. 



índice dos volumes 1 a 67 285 

Acttt— Das sessões de 1«63 — Vol. 26, pig. 839. 

» » de 1864 — Vol. 27 pa^\ 350 (2* parte) 

» > de 1865 — Vol. 28 pag. 274 > 

» » de 1866 — Vol. 29 pag. 332 » 

> > de 1867 — Vol. 30 pag. 429 > 
» » de 1868 — Vol. 31 pag. 314 > 

> » de 1869 — Vol. 32 pag. 243 » 

> » de 1870 — Vol. 33 pag. 359 > 

> > de 1871 — Vol. 34 pag. 30' » 

> > do 1872 — Vol. 35 pag. 519 » 
» > de 1873 — Vol. 36 pag. 543 > 

> » de 1874 — Vol. 37 pag. 387 » 

> > de 1875 — Vol. 38 pag. 330 > 

> > de 1876 — Vol. 39 pag. 351 > 
» » de 1877 — Vol. 40 pag. 409 » 

> > de 1878 — Vol. 41 pag. 377 » 
» > de 1879 — Vol. 42 pag. 219 > 

> » de 1880 — Vol. 43 pag. 385 > 

> > de 1881 — Vol. 44 pag. 341 » 
» » de 1882 — Vol. 45 pag. 437 » 

> » de 1882 — Vol. 46 pag. 630 » 
» » de 1883 — Vol, 46 pag. 565 > 

> » de 1884 - Vol. 47 pag. 553 > 

> > de 1885 — Vol. 48 pag. 329 » 

> > de 1886 — Vol. 49 pag. 421 » 
» » de 1887 — Vol. 50 pag. 281 > 

> > de 1888 — Vol. 51 pag. '^09 > 

> > de 1889 — Vol. 52 pag. 373 > 

> > de 1890 — Vol. 53 pag. 390 > 

> > de 1891 — Vol. 54 pag. 163 » 
» > de 1892 — Vol. 55 pag. 261 > 
» » de 1893 — Vol. 56 pag. 137 » 

> > de 1894 — Vol. 57 pag. 201 > 

> > de 1805 — Vol. 58 pag. 285 > 
» » de 1896 — Vol. 59 pag. 215 » 
» » de 1807 — Vol. 60 pag. 303 » 
» > de 1898 — Vol. 61 pag. 569 » 

> » de 1899 — Vol. 62 pag. 283 e 451 (idem) 

> > de 1900 — Vol. 63 pag. 433 (2* parte) 
» » de 1901 — Vol. 64 pag. 153 > 

> » de 1902 — Vol. 6.1 pag. 405 > 
» > de 1903 — Vol. 66 pag. 121 » 

> > de 1904 — Vol. 67 pag. 397 » 

— Da sessão publica e solemne em 6 de abril áà 1848 
para inauguração dos bustos do cónego Januário da Cunha 
Barbosa e marechal Rayraundo José da Cunha Mattos, 
fundadores do Instituto —Discursos, poesias, elogios histó- 
ricos, etc, Vol. 11, pag. 215. 

— Da sessão de 15 de dezembro de 1849, primeira celebrada 
em uma sala do Paço da cidade designada para as sessões 
ordinárias do Instituto e honrada com a presença de S. M. 
o Imperador— Vol. 12, pag. 550. 



S8d 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



,/ - 



A^ota.— Dfrsasalii de 16 da fevcsreirode IB50— VoL 18, pag. 1$9. 

— Oi SQilão ediobrada em 21 do autul)ro de 1888 para com- 
raomorar o qainqua^^esimo anno do Inatitiito — VoK 51" 
supplemento. 

— í>.i sessíàL» solem De em 4 de julho do 1889 pava comme- 
raõnr o r-eotonario do poota Cláudio Maootd d& Costa^ 
ura d'>9 conjar;tdo3 mineiros — Vai. 53, pag. 7. 

— Da so^ssão solemoG om 31 de otitabro de 1889 em home* 
Da,L'em 1 navão cbileitft e consais^rada á offlclalídade do 
couraçado Aí mirante Cochrane, cín qae se acham ptibli- 

Xcadoa diversos trabalhos de escriptores brazileiroi o chi- 
lenos — Vol , 52, in fine. Discurso da commUsào ODTíada 
ao eoram.mdantc do couraçado diileao e respogti deste — 
Vul. r>3, pa^. 40G (2- parle). 

Da sessho extraordinária celebrada em 4 de março de 1892^ 
em cooimemoração do Ta llecí mento de S. M. o Sr, Dom 
Pedro l[ — Vol. 55 (supplumonto). 

Da sesallo extraordinária celebrada om 12 de outubro de 
1803, era coramemoraçaa do 4*> centeoario do descobri- 
mento da America— Vol. 55 (supplomonto). 
Dasesiaio extraonHínxria celebrada oti 7 do julho de 1895 
para a pas^e dos sócios honorários conselheiro Thomaz 
Ribeiro 6 D. Martin Garcia Merou — VoU 58, pag, Hi3 
(2' parte). 

Da seásko extraordinária em :f8 do uutubro do 1897, em 
tioora da c^mml88&o belga exploi-alora do Pólo Aotafcttco 
— Vol. 60. pig* 379 o 393 (8' parti3). 
Da somo ettraofdiaaria em homenagem a Vasco da 
Qania e m\i not&btlíBsimo feito (descobrimento do caminho 
dus líidiís)- VoL <U, pag. bdS. 

Da sesdáo extraordinária celebrada em 22 do abrtl de 
1900, em commemoraçào do 4** ceoteoario do descobri- 
Qiouto do Brastil — VoL (52 (supplemento) — Vol. 6:?, 
pag. 433 (2* parte). 



SeSSÕEB ANNIVEEaARIASr 



1 pag. â55. 

2 pag. 5(7. 

3 pag* 515. 

4 pig. l (snpp). 

5 pag. l (áupp*), 

6 pag. 517, 
4 pag. 95 (2» serio). 
15 pa^r. 477. 



Km 3— 11-I-S39— VoU 

Km 27-^ n — 1840- VoL 

Em 30— U— iH4l— VoL 

Em 27— 11— lH4e— VoL 

Kra 10— 10 — 1 843— VoL 

Km 14-1-.^- 1844- VoL 

Krn y— 9— 1847- VoL 

Era 15-1^—1852— VoL 

Em 15— lá— 1853— VliL hi "pag. 56L 

Em 15-12-1854— VoL 17 pag. l (*upp.)- 

Rm 15— 1?— 1855- VoL 18 pag, 1 » 

Sm 15— 12— 1850— VoL lõ pag. «7, 

Em J5-12— ia^>7— VoL 20 pag. 35 (iUpp.L 

Em 15-l2-lH58-VoL 21 pag. 469. 

Bm 15— 12-|850--VoL 22 pag. ÔBL 

Em 15-12— l8íK>- Vol, «3 pag. 655. 

Em 15— 12— 18f»l— Vol. 24 pag. '69. 



^^^^^^^^^^^ índice D0.«: VOUJiVfES J 


287 ^^^1 


^^^r^ jLotfi 


^H 


^^M 18,' Em 15—12— ld^;2-Val, 25 oa^. 705 


^^^^H 


^■^ 10.'» Em 15— 12— Í8Ô3— VoL 26 pag, 913 


^^^H 


^H 2^).^ Em 16-12— 1864— VoL 27 pag. 391 


(2« parte) ^^M 


^H SU^ Em 1 5-1-^- 1865- Vol, ?8 pa^r- 331 


^^^^H 


^B 22.' Em IS^-r^-ie^B— Voi. 29 pa^, 431 


^^^^1 


^H 23." Era 2,3— 12— i867— Vol. 'SO paj?-. 491 


^^^B 


^H 24.^ Em 15— 12— ISan— VqK 31 pag. 401 


^1 


^H 25.* Em 15-12— 18rtD-VoL 32 pa^. 3íJ5 


^1 


^H 26.» Km 15-12-1870-VoK 33 pag. 415 


^M 


^B 27.* Em 15— 1->— 1871-VoK 34 pog. 385 


^^^H 


^B 28,* Em 15— 1^^1872-- VoL 35 pag-. 603 


^^^^1 


^H 29.^ Era 15-12— 1873— VoL 36 pag, 009 


^^^H 


^H 30.-^ Km 15— 12— 1874— VoK 37 pag. 453 


^^^H 


^H 31.» im 15— 12-1875— VoK :ís pag. 387 


^^^^1 


^H 32.* Fm 15— 12— lH76— Vol. 39 pag. 4*>5 


^^^H 


^H 33,* Lm 15-12-18T7-^Vol. 40 pa^-. 539 


^^^^H 


^H 34**Em 15-^12— 1878— VoL 41 pag. 457 


^^^^1 


^H 35.' Em l.-^— 12— 1879— VoL 42 pag. 291 


^^^H 


W^ 3e.» Em 15^12— If^O-VoL 43 pag, 497 


^^^^H 


K 37.» Era 15-12-1881-Yol, 44 pag, 431 


^^^^H 


^^ 38.' Era 15— 12— 1882-VoL 45 pag, 493 


^^^^1 


^H 30.- Em 15^12— 1883— VoJ. 46 píig, 637 


^^^H 


^^B 40.' Em 15-12^1884— Vol. 47 pag, 611 


^^^^Ê 


^H 41.' Em 30- 1— I8SÔ--V0L 48 pag. 407 


^^^^H 


^H 42,' Em 15— K>-lf?86— VòL 49 pag, 489 


^^^^1 


^B 43.' Em 15-I2-'ie87->VoL 50 pag. :í9l 


^^^^1 


^H 44.' Em 15— 12-1888— Vol. 51 pa;.'. 3>2 


^^^H 


^B 45,* Em 15— 12-18rK>— VoL 53 pag. 555 


^^^H 


^H 46,' Era 15-12- IB92—V01. Õ6 pag, 426 


^^^H 


^H 47.' Em 15— 12-1894— Vol, 57 pag. 393 


^^^^1 


^H 48.' Era 15-12— J 895— Vol. 58 pag. 307 


^^^H 


^H 49.' Em 15— I2--1H96— VoL 59 pag, 345 


^^^^^ 


^H 5a.' Em 15-12-1897- Vol, m pag, 415 


B 493 (idom) ^^^1 


^^1 51.' Em 15— 12— 1898— Vol. r*l pag. 723 ( 


:2' parte) ^^H 


^H 52.' Era 15-12— 1899— VoL C^ pag. 405 


^^^^H 


^H 53.' Em 15-12--1900-VOL 63 pag. 533 


^^^H 


^H 54.' Em 15-12— 1901 -VoL 64 pag. 317 


^^^H 


^H 55.» Em 15-12-1902— VoL 65 pag. ,537 


^^^^1 


^^1 56,» Em 15— 12— 1903— VoL 66 pag* ,303 


^^^H 


^H 57.» Em 15— i2— 1004-Vol. 67 pag, 477 


^^^^1 


^^m j%^iTÍoul lura,— Momoria sobre a agncuUura qo BraziU ^^^H 


^^H pela chaQceller da relação do Maranhio coD^lheiro An- ^^^H 


^^m tOQio Rodriguos Vello^o rio 01tv<ufa 


- Vol. 36, pag. 91 . ^^m 


^^H Jk.^nmm thertiia^^s — V. Caliaâ da Imperatriz — VuK 42, ^^^^| 


^^H pag. 29 42' parte). 


^H 


^^^h A.la^oa.fi — Quairo das comarcas, cldadofi Tílias, povoações ■ 


^^^^ft e freguesias aosta província até 18 


de agosto de 1840 — H 


^^^H Vol, 3^ pag. 200. ^^^ 


M 


^^^^H — Extracto dos trabalho§ sobre esta província, apresentado ^^^H 


^^^^H ao respectivo pn^ídeote pelo 1* teneo ta de engenheiros ^^H 


^^^K José Carlos de Carvalho — Vol. 13, pag. 336* ^^M 



288 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



A^íí\g:*>sLf^ — Relação das mattas daji Álagôa§, qae lêem 
principio no lago do Pesooço e de todas aa que ficam ao 
aorte destas até ao rio da Ipoj uca, 10 léguas distante de 
Pornambuco— VoK 7<», p\g, 507. 

— Providencias acerca das mattas das Alagoas c sua 
descri p<:ào — VoL 22, pag. 339. 

— Lista dos governadores, presi<ientea e cunuDandantes de 
armas que tc^m tido a províDcía das Alagrias. de&de i819 
aié 1811, peto M.ijor Fraoci^eo Maaoel Martins Ramos, 
VoL 46. pag. 53 (2- parto). 

A.lleiita.iil&a — Boatos de aggre&sao ao Brazil por parte 
da AUemanha, provocada pela prisão de offloiaes da 
corveta JNymp/ví% envolvidos em um conOi^^to havido era 
umaea.sa de pa^to do Largo de S. Francisco de Paula em 
1871 — VoL 6L pag.5. 

— indicação do Instituto sobre um artigo publicado em folha 
oHlclal aLlemã ^erca das preteDÇô&sda Allemaoba com 

f\,^ relaçáo ao BraziL — VoL ÔT., pags- 150, 157, 103 e 210 

*" f ■' (2* parte). 

A^ltitutle — Tiibella das altitudes sobre o nlvej do Oceano 
dos principaes logares e moo tos da carta topographica 
do Minas Geraes, pelo Dr* José Franklin Massena,— Vol, 
45, pag. 15L 
j%.iiicizoii£i» ^ Noticia geral sobre o thesouro descoberto 
no máximo Rio Amazonas. — VoL 2" pags. 3^1, 3â9 e 
447; VoL 3\ pags. 31*. 15y, 282 e 372; VoL 5% pag. 
253; VcíL 41» pag. :í3. 

— Viagem do capitâotenentc da Armada Nacional José 
Miria Nogueira, commandante do vapor de guerra Giia- 
púiísú, primeiro que subiu este rio — VoL 6^ pag. 38'J. 

— Memoria escripta am desenvolvimento do programma 
dado p)r S. M. o Imperador ao Dr* António Gonçalves 
Dias — VoL 18, pag 5. 

— Alguns escLareeimeatos sobre as missttos da Província do 
Amazonas, por JoEo Wilkens de Mattos — VoL 19, 
pag. \i4. 

— Extractos do relatório apresentado  Assembléa Legislativa 
Provincial pelo Dr, JoSo Pedro Dias Vieira, presidente da 
provi ncia. no dia 8 dejuHio de 1856.— VoL 20. pag. 4GL 

— Extracto da falia dirigida á Asserabléa provincial em o 1" 
de outubro de 1857, polo presidente da provinda Angelo 
Thomaz do Amaral.— VoL 20, oag. 407. 

— OíUcio do director interino das ooras publicas Joíto Wil- 
kens de Mattos. — VoL 20, pag. 47 L 

— Quadra das distancias, em legua-í d© 20 ao grào, entre a 
capital, cidades, viltas, freguesias e mais pavoados dusta 
província,— VoL 20, pag, 2ij2, 

^ Novo descobrimento do grande rio das Amazonas, pelo 

Çadre Christoviode Acufia— VoL 28, pag. Ui L 
iiesonro descoberto no máximo (ruj Amazonas pelo 
^adre ^oâo Daniel, da Companhia de JesQ^ — Parte sexta 
(cópia authenttca; — VoL 41, pag* 3:í. 



rVDICE DOS \'OLI'MES 1 A G7 



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- ?n' 



A nia^oiiaíí»— Cartas e relatórios de GoJeon Morris do Jonge, 
no tempo do domioio bolliiadez, sobre os logares deno- 
minadoa Maranhão, Ceará* Cametà, Grão Pará e outros 
rios comprohôndldos ua bacia do famoso rio do Amazooma 
^VoL 5íí, pag. 237. 

— Auto de posso qtie se tomou entre PorLugal domínios 
do Caitella por Pedro Toixeira, capitão-mór por S. M. dm 
entradas descobrimento e rio das Amazonas, etc.— Vol. 
67, pog. 331 (1* parte), 

— Cópia da carta qae João de Abreu Castello Braoco díríí^iti 
ao Provincial da Companhia de Jesus da Província do 
Quito, ena respoita .1 que receb jra do mesmo provinciíi 
acerca do direito, que se arrogava, do pertencer ao Bis- 
pado de Quito parle do território do Amazonas perten- 
cente a Portugal — Vul, f;7, pag :132 f l'" parte), 

America. ^ Memoria sobre o descobrimento da AOLdrica 
no século deeírao, escripta por C. C, R=ifn, secretario 
da Sociedade doa Antiquari^is do Norte — VoL 2«, 
psg. 210. 

Pretençoes da Inglaterra sobre a America — VoK 4"^, 
pag, 505. 

Investigação sobro as povoãç«'ie3 primitivas da America, 
etc, por Warden, traduzidas pelo cónego .lanuario da 
Couha Barbosa, da obra iutitulaia— Antiguidades mexi- 
canas — VoK 5'\ pag. 187. 

Xoticiasobre a obra publica la era Cjpenhague pela So- 
ciedade Real dos Antiquários do Norte com o titulo de 
^ Antiquitatea AraerícannB, otc— Vol. 2, pag, zOá. 
Quaesos auim les uitruduzidos na America peíos concluis- 
tadores ? Memoria lida pelo Dr» José Ribeiro de Souza 
Fontes — Voí. 10* pag. 509. 

Commentarios sobre a obra de Alexindre de Humboidt— 
Eiamo cri tico da Historia do Noto Continente, por Joa- 
quim Caetano da Silva.— Vol, 26, pag. 2m, voL 29, 
pag, 5 (^* parte). 

Jo* Sctirmer e P. Apianus (Benowitz) — Influencia de um 
e outro e «le vários de seus contemporaDeua na adopção 
do nomo— America; e primáros globos e primeiros 
mappas-mundi com cate nome, etc. por Fraocisco Adolplto 
de Varnhagen — Vol. 35, pag. 171 (2* parte). 
Os Predecessoses de Colotf}ho — - João Cousin, pelo cónego 
Dp. Joaquim Caetaao Fernandes Pinheiro — Vol, 37, 
pag. 71 (2* parte), 

O Qome de Amorici a^rá americano ? Memoria lida por 
Cândido Mendes de Almeida — VoL 3Q, pag. IDl 
(2* parte). 

João Ramalho, o bacharel de Canaaõa, precedeu Colombo 
na descoberta da America?- Vol* 40, pag. S77 (2* par te j. 
Projecta para lovantar-se uma estatua a » hilitovão Co- 
lombo, tendo por poiostal o Pão de Assacar â entrad;i do 
Rio de Janeiro— VoL 53, paga. 4:j5, 440, 447 o 567 
(i* parte). 
831--jy To:ao lxmi . v, u 



200 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



A.mericn' — America abreviada -« Suas notícias, o dô bôu^ 
naturacs, e cm particular no Marachão, títulos» contendas, 
e instrucç^ed» á âua conservação e augmento mui utaia, 
pelo padre João de Souza Ferreira— Vol. 57, pag. 5, 

A^ml — Qual a orijíem da lultura o commercío do anil eiitr<^ 
nós e quaes na causai de seu progresso e do sua deca- 
dência —- VoJ. 15, ptkg, 42. 
•- ( ôpia de lira extracto sobre a sua preimração — Vol. 23, 
pa;?, 489. 

Auiiuti'!?^ ** Quaes fôramos animaes introduzidos na Ame* 
rica pelos coDquistixioreJi ? Memoria lida poio Dr. José 
Riboirodo Snaz;i Fontes — VoK T*. pag. T^ou. 

AunUerpurio — A Sociodado de doographia de Lisboa 
convida c Instituto a commemorar o 4* centonario do 
descobrimoíito da índia por Vasco da Qama — Vol. Ò'J, 
pag. 217 (2' parto) ► 

— FropOííta para que sejam commcroorados em s 'saúes 
solen^nes e publicas os centouarios : :!" do ptissamento do 
Padre José de Anchieta (9 de jnltio de 18£>7); 2° do falle- 
címento do Padre António Vieira (18 de jtilho de 181^) ; 
r' do natalício do príncipe D, Pedro de Alcântara (12 de 
outubro de 18í>8), que proclamou a fndopendoncia do Bra- 
zll; e 4^ do doscobrimeato do Brazil (?■? de Abril de lOoO) 

— Vol. 50, pag. 294 (2i partn). 
A.Uilir<>i»ologri^^ — Emaio de anthopologia — Região e 

raças helva^eos, pelo Dr. José Vieira Ckiuto de Magalliâes 

— Vol. :m, pag. 3r)9 (2» parte). 

.^a^eti' Ue «ímíIIo — Prr posta pam a sua creação -^ Vol* 
íí«, pag Tig? (2» serie). 

— Pareço i* da commlséào sobre a utiLdade da creação dette 
deposito — Vo!, ♦>% pag, i:^3 (2* serie). 

— Artigos regulamentares -* Vol. C*, pag. 114 (2* serie). 

— o cun telheiro Manoel Francisco Correia faz entrega 
de um invólucro laciado, que deverá sor guarJado na 
arca de sigitlo para se abrir trás mezes depois do 
dia de 3eu í'iIIocimento. —Vol. o3, pags. 4iri q 4í*7 
(2* pirie). 

'- O CuDiellioiro Manoel Franeisco Correia deposita um 
cuvolwcro lacrado para í©r aborto e lidodepoií- da morte 
de S. M< O Imperador o Sr. D. Pidro do Alcântara — 
Vol. 53. pag. 49í5 ( ii* parta )• 

— Vm enveloppe laci-ado apresentado pelo oonselhelro Ma- 
noí 1 Kraacifíco Correia para ser aberto quando etle derrear 
do ior presidente do Trtbunal de Coutas. —Vol. r.6, pag. 
l\i i 2* parto ). 

— Aberta osli arca no dia 8 de abril de i8i;»2 dílla ó reti- 



Or 



Fines — an; 



lavia sido depositado pelo coose- 
j Correia o p^»r este lida a memo- 
a obra de i:. de Presseiicô — Le< 
r D. Pedi-o da Alcsnlara— Vol* 




291 



^-%.põa fie si^illo ^ ^remoriaa câcriptas pelo Vítconde 
deTafinay— 4 voiamoi para j?erem abertos e publi- 
cados depois do anno de VMi — VoL r>5» píijyr. 344. 

— Retirado ura eavolucro «:od tendo uma memoria, que a 
Conselheiro Manoel Fraacisco Correia apresentara para 
ser aberta quando deúa^aeelle o caL^o do Presideate do 
Tribunal de Contas,*? submettida a uma ccrammào espe* 
ciai — Vol. 57» pag. 36!>, 370 e 501 (2* parte). 

^A.i*iiia.<;&a ti» pei^eL% div t»cLlem —por Luiz á« França 
Alraelda e Sá — VoL 62; pag. 186 ( 2* parte ), 

A^siateiubléii Oonsiititiiliiie dt* 1Q\^3 -^ Digcus^^ão 
hiatorica sustentada em 1863. na imprensa diária do ilhj, 
entre o Consolbeiro José de Alencar e o Dr. Prancifico 
Igaacio Marcoodes Homem de Mello — VqL 64, pai^* f^i \ . 

— XjOS"l^lit*livíi. — Sobre a abertura do parlamento 
no dia 3 de maio — Vol . 48, pag. o* '3. 

— A primeira aaaemblêa legislativa ao Brasil ^ Vol. 5 í. 
pa^. in. 

A^^Higri^AtufA —Quando começarão os reis a aasignar 
manualmente —VoL 18, pag. íf^K 

— Assignatura raoDograpbica e autograpba dos reis — VoL 
45. pag. 203. 

^ã!$sooiaçâ,o Oi>mnioi*eml do Rio de Janeiro — 

V. Diversos f Tol. 4r>, 
Sitli^hi —Traslados doa privilégios que S, M. eonoedeu aos 

cidadãos da Bahia de fodos 03 Santos — Vol- 8, pag. 512. 

— Relação verdadeira do tudo o suceedido na restauração 
da Bahia de Todos os Santoâ.desde o dia era quo parliram 
as arn^adas de S» M. até o em que em i dita cidade foram 
arvorados os seus estandartes — VoL 5", pag. 476. 

-^ Breve noticia sobre as mi nas ha poucu doscobertas no 
Asaurá. nesta provioeia, pelo Tonego Binignu Joaí de 
Carvalho e Cunha— VoL 5'\ pag. 524 ( S* serie ). 

— Foral da Ci^pitania da Bahia e cidade de S, Salvador 
( manuscripto offerecido ao Itiátituto por S. M. o Impe- 
lador ) — VoL 18» pag:. lõíL 

— Recuperaçãu di Ci^lade de S. S. ti viador, pt>r D. Manoel da 
Menezes — VoL 2i^ pags. 357 e 525. 

— Memoria topogriphicahlsturica, commercial e politica da 
Vi lia da Cactiouira da Provi ncii da Bahia, par José 
Joaquim de Almeida Arnizáii — VoL 55, pag, 127. 

— Memoria des^riotiva dos a t testados da f^àcçào demagógica 
na pnjviaciada Bahia, contendo a narração circumitan- 
ciada da rebelliao do 2õ de outubro do 1824 e mais factos 
relativos att^ o dia do embarque para Pernambuco do 
3*» batalhão de linha denomíiiado — Periquito.^ — e con- 
tendo as relações offlciaes da tropa reunida fora da cidade 

par causa da dita rebelliao, por ... — VoL 30, 

pag. 233, 

— Fundação da Casa da Moeda — VoL 33, pag- IS3, 

— A Sabinada na Provinda da Bahia em 1^37, por Joaquim 
pireg Machado Portella — VoL 45, pag* 13 ( 2» parte). 



1 



202 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



Rabia — Sabinada da Bahia em 1837 — Memona do 
Dr. Moreira de Azevedo — Vol. 47, pa^» 2^3 (2* parte), 

— A revolução desta provinda era 7 de novembro de 1837 e 
o Dr. Pjanci8C4i Sabino Alves da Rocha Vieira, pelo 
Dr, A.V.A. do S. Blake —Vol, 48. pag, 24.'^ ( 2" parte). 

— A revolução de 7 de novembro de 1837 e o Dr. Fraocisco 
Sabino Alves da Roch^^ Vieira — Vol. 50, pag. 177 
( 2* parto ) . 

— Noticias do arcebigp ulo da Biibia para supplicar a S. M. 
em favor do culto divino e salvação das almas — VoL 
54» pag. 323. 

— Diacarso sobre a conveniência de fortíiicar* a cidade da 
Bahia, capital do Brazíl — Vol. 56, pa^?. 77. 

— Coiiv<^cação do Bispo de Angola par^ o gioodo da Bahia 
em 1707 — VoL 5(5, [lag, 103. 

— Grande tempostade nx noite de li* d 3 março de 1781 — 
Vol, 56, pag:, 107. 

— A revolução de 7 de novembro do 1837 e o Dr. Francisco 
Sabino Alves da Rocha Vieira — Vol. 60, pag. 47 
(2» parte). 

— V. R:publica, 

BLi,la,ia.<iu. — Depoimcoto dos heróes do cerco de Caxias 
sobre a revolu^o dos < Balaios» —Vol, 05, pig. 283 
( 2* parte ). 

BalòeH aeroi-itii^t leo^ — Memoria quQ tom por ob.jecto 
reivlndicir para a Nação Brazileira a gloria d.i invenção 
das machinas aerostaticas* pelo Cónego Francisco Freire 
dtj Carvalho — VoL 5^ pag, 33^\ ( 2» serie l 

Sanaeiru — Descripçâo aa bandeira da Republica do 
Equidor — VoK '^4, pag. 750. 

— Memoria histórica sobre a bandeira nacional, por Joaquim 
Norberto de Souza e Silva — Vú], 53, paír. 2i3. 

— Da Republica dê Peraambu'^o da 1817 — Vol. 56, pag. 
122 (2' parte). 

— Que pertenceu ao l« Batalhão de Voltintarioã da Pátria 
na campaQha do Paragua]r e oITerecida ao Instituto — 
Ver 59, pag. 271 ( Z'^ parte), 

Ba^ncloH dos tempos colooiaes, vol, 55, parte W 

Escrúpulos de um governador Ã06 

Vexames praticados por otHoiaes públicos. . 200 

CoDtaLno àa bexiga 20fl 

Provídeociaâ sobre masearados 200 

Luminárias pola vlctoria alcançada contra os 

francezes. 207 

Prchibiçio de escrever sobre successo da ba- 
talha contra os fraocezas sem prévia 

censura 207 

Embarque dos prisioneiros franceses, vol. 55. 208 
Baiallàa — Dos Guartír(ip*:f — P^tudo histórico pelo cónego 
Dr» Joaquim íaetano Feraandes Pinheiro — Yoh 2^» 
paf . 30J (2- parte), 



índice nos vor.rrMES 1 a íu 



293 



BatGàlba — Dos Gutrarapes — Carta de Francisco Barreto 
dau o coo ta da victoria alcançada nos Guararapes em 
1648— VoL 56, pag. 71. 

— Do íiiizaingo — Hiatoria d& campanha do Sul era 1827 — 
Vol. 49. (parte l"), pag- 28©. 

— V. Brasil. 

Beuite^^i — Periedico MaraDhense — V. Maran/i^o, 

Denflejyrõ — Meteoro de Bendegó — Vul. 56, pag, 141 . 

Benedietiito^ — Apontamentos históricos .^obre a Ordem 
Benedictina em geral e em particular sobre o mosteiro de 
Nossa Senbora de Moosorrate da Orlem do Patriarcha 
S. Beoto dacidaie do fiio de Janeiro» coordenados pelo 
Dr. BenjaEiin Franklin Ramiz Galvão — 1869 — Vol* 35, 
pa;r. 249 í^-* ^arte). 

Bi1>liosrr«pli.Ía. ^eogrrapliiea^ BrckasileifCL — 
Cumraissào encarregada do organizar este trabalho — 
VoL 5<, pag* 289 (S- parte). 

lÍH>liõilieea,rlo— Proposta para a creação desto logar» 
oíTnreciraenio do raajor Gomes Netto para eiercel-o gra- 
tuitimonte — Vol. 57» pag, 381 (2* parte), 

— Creaçlodo logar de bibliotheeario-arclii vista — Vol. 50, 
pags* 215 a 2^1 (S* parte), 

SÍo^rapliia.s — De diversos sócios do institato— -VoL Gl, 
pag. 74ÍÍ. 

— Traços l>iographicos de Serranos illuatres, já ftiUecidos, 
precedidos de um basquejo histórico sobre a fundação da 
cida^Ie do Serro, em Mioas Geraes — Vol. 65^pag. 333 
(2* parle). 

— Dr. Abilio César Borj^^eá — W Barão de Macahubas. 

— Adriano Krneato de Castilho Barreto — DesembarRador— 
Vol. 20, p&g. 85, siipp. 

— D. AÍTonso (Príncipe Imperial) — VoL IL pags. 5 a 84, 
voL ^9, paíí. 306, (2* parte). 

— Agostinho Marques Perdigão Malheiro —VoL 23, pag. - 
70 L vol. 41, pag. 474 (2» parttí). 

— Albino da Costa Lima Braga— VoL 5ís pag- 408 (:a* 
parto). 

— Aleiandre Dias de Rezende — VoL 29, pag. 294 (2* 
parte) . 

— Aleiandre Generoso de Almeifla e Silva, padre — VoL 
05, pag. :^3 {t* parte). 

— Da vida e feitos de Alexandre de Gu^mlo e de Bar- 
tolometi Lourenço de Gusmão — Vol. 65, pag. 379 (2» 
parte). 

— Alexandre Herculano— VoL 40, pag. 578 (2* parte). 

— Alexandre de Humboldt— VoL 22, pa*?. 720, 

— Alexandre Maria de Mariz Sarmsnto- VoL 33, pa^. 452 
(2* parte). 

— Alexandre Rodii^^ues Ferreira — VoL S, pag. 501 — 
Noticia dos seus eseriptos — Vol. 2, pag. 506 — llela- 
torlo apreientado á Academia Real de Scieneiaade Lisbm 
— VoL 2, paíí. 513, 



29* 



REVl-íiTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



Bio^rapHic^^ — Aleiaudre de Serpa Pinto — VoL 6i|.* 
p»g. 351 (2» parte). 

— Alfredo de Escragoolle Tauoay — V. Visconde de 
T&uõay. 

— Dr. Al freio Piragibe — VoL fl^i, pag, 46) (2^ parte). 

— 'AlphODse de Lamartioe — Vol, 3í, pa^r. 338 (8» parte). 

— Álvaro Barbalho de Uchõa Cavalcante — Vol. 53, pai^, 
519 r^" parte). 

— Dr. Ameriod Brasilienae de Almeida Mello — Vol. 50 
pagfl, 221 e 3[^J a 40^ (2* parte). 

— I). André Lacnas — VoL 55. pag, 511 (2* parte). 

— André Vidal de Negreiros, pela cónego Dr, Joaquim 
Cattaoo Pernand»3« Pinheifo — VoL 32, pag. 329 f^* 
parte), 

— Angelo Maniz da SUva Ferraz -- V. Barão de Ura- 
guayana. 

— António .alvares Pereira Coruja — VoL 53, paíf, 604 
(2» parte). 

— Frei .\iitonio de Arríbida, bispo de Anemuria — Vol, 
2'j, pag. 299, e voL 62, pag W [2* parte), 

— Dr. Antoaio Augusto de Queiroga — Vol, «lô, pag. 361 
12» parte). 

— AUtonfo Augusto Monteiro de Barros— VoL 3\ pag, 541. 

— António Cari *s Ribeiro de Andrada MachaJo e Silva — 
VoL 4\ pags. 153 e 205 tâ^ strle). 

— AntouiO Costa — VoL 23, pag. 701. 

— António da tosta Pinto — VoL 4:i, pag. 547 (2* parte). 

— António d.i Costa Rego Monteiro — VoL 22, pag, 719- 

— Dr, António d.i Coeta de Souia Uaoodo — VoL 55, 
pag. 5'^1 (2' serie). 

— António Dfjodoro Pascual — VoL 37, pag, 401 (2*p\rte), 
— * António Elisiaria de Mtr.iQda e BritOt marechal do Ezer« 

cito— VoL 2\, pag. bb2. 

— António Enno3 de Souza — VoL 64, pag, 359 (2* parte), 

— António E^rnostj Gomes Carneiro, general — VoL 65, 
pag. 347 (ii* parte)- 

— António Feliciano de Castilho. (Vide Visconde de Castilho). 

— D* António Felippo Caraarâo (guii naturalidade) — por 
Francisco Adolpho de Varnhagen — VoL 30, pag, 501 (l* 
parte) e 409 (2* part^). 

— D. AntoDio Felíppe Camarão, pelo cónego Dr. Joaquim 
Caetano F^ernandes Pinheiro — VoL 33, pa^í- 201 • 

— Dr. António Felif Martins— V. Barão de S. Félix. 

— António Fe:Teira V«lho, pa-ire —Vol. 29, pag. 270 ('^' 
parte), 

— António Florêncio Pereira do Lago— VoL 56, pag. 73 
í^* parte). 

— António Francisco Dutra e Mello — Estudo biographico 
polo Dr, Luiz Francisco da Voíga — VoL 41, pasf. 143 
(2* p&rte) — pelo Ur, Josô Tito Nabuco de Araújo — 
VoL 30, pag. 185 (í* parte)— VoL 4% pag* 152 (2* swrieL 

— Dr, António Uonçalve^ Dias — Vol. 27, pag. 4è8 (2* 
parte). 



índice dos volumes 1 a 67 205 

8io^ra.plii€t« — Antooio Gonçalves Teixeira o Souza — 
Vol. 39, pag. 197. 

— Dr. António Henrique Leal — Vol, 48, pag. 430 (2* 
parte). 

^ António Joaquim Alvares do Amaral — Vol. 45, pag. 
193. 

— Dr. António Joaquim do Mello, Wspo de S. Paulo — 
Vol. 24. pag. 813. 

— António Joaquim Ribas —Vol. 53, pag. 020 (2* parte). 

— António José e a Inquisição — Vol. 25, pag. 365 — £x- 
oerptos do seu processo — Vol. 25, pag. 380. 

— António José Duarte de Araújo Gondin — Vol. 29, pag. 
289 (2* parte). 

— António José Gomes Brandão — Vol. 60, pag. 463 (2« 
parte). 

— António José Osório da Pina Leitão— Vol. â9, pag. 288 
(2» parte). 

— António José de Paiv^ Guedes e Andrade — Vol. 15, 
pag. 524. 

— António José de Serra Gome» — V. Marquez áe Po- 
naflel. 

— António Josó da Silva — Vol. 2», pag. 114 (2» serie). 

— António Josó Vialle — Vol. 53, pag. 602 (2* parte). 

— António José Victorino de Barros— Vol. 55, pag. 470 
(2» parte). 

— António Ladislàu Monteiro Baena — Vol. 15, pag. 524. 

— Frei António do Lado de Christo — Vol. 45, pag. 181 . 

— Dr. António Luiz Patrocínio da Silva Manso— Vol. 53, 
pag. 385 (2* parte). 

— D. António de Macedo Costa— Vol. 55, pag. 475 (2* parte). 

— 'António Manoel de Campos Mello — Vol. 41, p«g. 475 

(2* parte). 

— António Manoel Corrêa da Camará — Vol. 40, pag. 505. 
—i António Manoel de Mello, brigadeiro-— Vol 20^ pag. 488 

(2* parte). 

— António Maria Coelho, general — Vol. 58, pag. 337. 

— António Mariano de Azevedo — Vai. 48, pag. 427 (8» 
parte). 

— Antuuio Marques' de Sampaio, cónego— Vol. 4*, pag. IÒ2 
(2» serie). 

^ António de Menezes Vasconcellos de Drummond — Vol. 

37. pag. 487 (2^ parte). 
^ António de Moraes Silva — Vol. 15, pag. 244, yol. 23, 

pag. 495. 

— Dr. António Navarro de Abreu — Vol. 4», pag. 1(38, 
(2* serie). 

— António Nunes de Aguiar, marechal— Vol. 3ft^ pag. 
512 (2" parte). 

— António de Pádua Fleury — Vol. 23, pag. 698. 

— António Paulino Limpo de Abreu — V. Visconde de 
Abaete. 

— António Pereira de Araújo Pinto — Vol. 6, pag. 558. 



296 



REVJSTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



Dio^rupHÍH,«^— António Pereira Barreto Pedroso— Vol. 46, 
pag. 671 {^ parte). 

— António Per<3ira Pinto — VoK 43, pag. 559 (2» parte). 

— António Pereira Rebouças—Vol. 43, pag. 540 (2* parte). 

— António Pereira do Souza roídas, paáre — Vol, 2", p*ff8< 
127 e 133, voL 29, pa;?. 287 (2' parte). 

— António PiíTH da Silva Pontos Lemo — Vol, 20, pa^,'. 267» 
voL 36» pag. 184 (2» parte). 

— D, António R<idrigues di Cunha — VoL 28, pag. 35íJ (2" 
parte) . 

— Frei António de Santa Úrsula Rodovalho — VuL ^7, pag. 
187 ; voL 29, pag. 299 ; voL 40, pag, 177 (2» parte). 

— António Thomaz de Oodoy, desembargador — Vol. 21, 
pag. ri37. 

— António Vieira, paiire — Vol, O, pag. 229 — Breve me^ 
moria acerca da sam naturalidade, de que foi encarre- 
gado pelo lostitii to o arcebispo da Babía l^ Romualdo 
Antoeiode Seixas — Vol. 19, pag. 5, 

— Fi-ei António da NatiTidade Moura — Vol. 24, pag. 800. 

— Arari^íjoia (dupois Martin Atronso) -^ Vol. 4*^. pag. 207. 

— Dr. Aristides Augusto Milton— Vol, 67, p,ig. 498(2' 
parte). 

— Augnito Fausto de Souza — Vol. 55» pag. 459 (2* parte). 

— Augusto Henrique Victorio Grandjean de Moutigny — 
Vol. 29, pag. 206 Vi" parte). 

— Augusto Leverger —V , Barão do Melgaço. 

— Augusto Victoriuo Alveo do Sacramento B ta ke— Vol, 6<j. 
pag. 333(2* parte). 

— Augusto WoncGsláo da Silva Lisboa — Vol.tiO, pag* 203. 

— Aureliano do Souza Oliveira Coutinho — V, Visconde de 
Sepatiba. 

^ Balthazar da Silva Lisboa — Vol. 2*, pagi. 384 e 590. 

— Baptista Caetano de Almeida Nogueira. VoL 46» pag^* 
243 e 659 (2" parte). 

— Barão do Alhandra (José Bernardo do Figueiredo) — VoL 
48, pag. 425 ; voL 49, pag. 378 (2* parte). 

— Barào de Antonina (Joào da Silva Machado) — VoL 38, 
pag. 420 (2* parte). 

— Barão de Ayuruoca — Vol . 34, p&g. 2í^9. 

^ Barão de Caçapava (Francisco Soares de Andréa), mare- 
chal do Exercito— Vol. 2L pag, 548. 

— Barão do Catuaraa (João José Ferreira de Aguiar) — 
Vol. :iL pag. :í70 (2* parte). 

^ — Barão de Cayrú (Bento da Silva Lisboa) — VoL 28, 
pag. 350, (2* parto). 

— Bário de Cotegipe (João Maurício Wanderley) — VoL 53, 
pag. 6^. 

— Barão do Desterro (João José do Almeida Couto) — VoL 
03, pag. 573 ('^* parte), 

— Barão Gustavo Schroiner — VoL 49, pag, 534 (2* parte). 

— Barão de Jaguary (Marcos António Brioio) — VoL 34, 
p«g. 409 (8* parta). 



à. 



índice dos volumes 1 A ÍM 



297 



Bio|^ira.plLÍe.s — Barãa de Japurá (Miguel Maria Lisboa) 
— VoL 44» pag, 452 (2* parto). 
— B;irão do Laiario í Josó da Costa Azeredo) — VoL 67» 
(2' parte). 
Lavradio (Or. .losà Pereira Rego) — Vol. 55p 



pag. 505 
Barão de 
pag. 55. 
Barão de 



Lopes Nelto (Dr. Felippe Lopes Netto) — 
Vol. 58, pag* 445 (2- parte). 

Barão de Macahubas (Dr. Abílio Ccsar Borges)— VoL 55, 
paga. 79 e 46:^ (2"^ parte) , 

Barão de Maruiá (Joào Wilken^ de Mattos) — VoL 53, 
pag* 604 (2' parte). 

Barão de Melgaço (Augusta Lôverger) — Vol. 4ct, pag. 
T^m ; vol, 60, pag. 89 (2' parto)- 

Barão de Miranda Kois (José de Miraoda da Silva Róis)— 
Vol. 66, pag. 330 (2-- parte). 

Barào do Oliveira Castro — Vol, 59, pag. 407 (â* píirte). 
Barão de Petrop^li3 (Rr, Manoel do Valladáo Pimentel) 
— VoL 45. pag, òSZ ('^^ parto). 
Barão do Planitz — Vol. 4", pag. 168 (B* serio) • 
Barão da Pont> Ribeiro (Duarte da Poate Ribeiro)— 
Vol. 41, pag. 489 (3- parte). 

Barão de Qaarabim (Pedro Rodrigues Fernandes Cbaves) 
^ VuL 29, pai?. 482 (2» parto). 

Barão de Saal Ânua Nery — VoK 64, pag, 3H4 (2* parte). 
Barão do Santo Angelo (Manoel do Araújo Porto Alegre) 
—Vol. 43, pag. 5Í7, 

Barão de S< Diogo (Diogo Teixeira de Macedo) —VoL 45, 
pag. 527 (2* parte). 

Barão de S- FoUx (Dr. António Félix Martins) — Vol. 
55, pag, 524 (2^ parte). 

Barlo da S. João Nopomuceno {Pedro á& Alcântara 
Cerqueim Leite) — VoL 46, pag, 670; voL 47, pag. 
147 (2* parte). 

Barão do Serro Largo (General José do Ahreu) —VoL 
31,j>ag, <,2 (2- parte), 

^ j. r.^..-^ r_„ (Franciíico António de Souaa 

492, (;í^ parte). 

Etnilio Taunay) — VoL 44» 



Bamo de Souza Queiroz 
Queiroz) — VoL 55, pag, 
fiarão de Taunay (Felii 
pag, 486 (í* parto). 
Barão de There^epolia (Dr 



Francisco Ferreira de Abreu) 
— VoL 48, pag. 423 (2" parte). 
Bário das Três Barras — V. Visconde de .laguary. 
o.-=r^ j. rr„ ^__ /*___!. M^£Jí^ da Silva Ferraz) 



Francisco Bonifácio de 



Barão de Uruguayana (Angelo 

— VoL 30, pag. 516 (S"* parte). 

Barão de Villa da í Jarra (Dr. 

Abreu) — VoL 5L pag. 2^1. 

Barão de Villa Franca (Ignacio 

Motta) — Tonao 49, pag. 372, dO 

Barão de Walkemaer — VoL 17, pag. 52, supplemooto, 

Bartholomeu Loarenço de Gusmão — VoL 65, pag. 379 

(2« parto). 



FraEciaco 

T voL 



Silveira da 



J 



298 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

Bio^rarpl&iafii — BarUiolomefa Paoca, cardeal — Vol. 6, 

pag. 563. 

— Basílio de Carvalho Daem<m ^ Vol. 57, pag. 455 ; yol. 
63, pag. 173 (8* parte). 

— Beatriz Francisea de Assis Brandio-^Vol. 55, pag. 59 
(2* parte). 



Bellarmino losé de Sousa, padre —Vol. 61 , pag. 771 . 
Benj imio Vicafia Makeoa -- Vol. 50, pag. 427 (2^ par 
Bento de Figueiredo Ferreira Aranha -^^Vol. 2», pag. 257. 



Bento Manoel Ribeiro, teneote-general — Vol. 31, pajr. 

384. 

Bento da Silva Lisboa — V. BarSo de Cayrú. 

Bento Teixeira Pinto— Vol. 13, pags. 274 e 402. 

Bernardino José de Qaeiroga — Vol. 65, pag. 3G0, 

2« parte). 

Bernardo Jacintho da Veiga— Vol. 11, pag. 16S; vol. 

42, paff. 55 (2* parte). 

Bernardo José Pinto Garilo Peixoto, brigadeiro— Vol. 

:í8, pag. 721 . 

Bernardo Saturnino da Veiga — Vol. 64, pag. 375 (2* 

parteK 

Bernardo Soares Pereira da Silva Masdarenhas — Voh 29, 

pag. 270 (:?• pwte). 

Bernardo d-a Souxa Praneo — V. Viseonde de Souza 

Fr.xnoo. 

líernardo Vieira Ravaseo — Vol. 4, pag. 377, 

Braz Carneiro Nogueira da Gosta e Qauia —V. Ck>nde 

do Baependy. 

Braz Carneiro Leio — .\pontameiitos biographicoe da sua 

ftwnUia — Vol. 43. pag. 365 (2* parte). 

Dr. Caetano Alberto Soares— Vol . 30, pac. 527 (2» parte). 

Caetano Alves de SounPilgiioiras— Vol. 45, pag. 523 

(2*^ narte). 

Caetano Lopes de Moura — Vol. 24 pag. 800. 

Caetano Maria Lopee Qama — Viseonde de Marangnape. 

Caetano Pinto de Miranda Monteoegro- V. Marquez da 

Villa Real d i Praia Grande. 

Cândido Baptista de Oliveira — Vol. 2>í, pag. 353 

(2* parte). 

Cândido Borges Monteiro — V. Viseonde de Itauna. 

Cândido José de Araújo Viaona— V. Marquez de Sapu- 

cahv. 

Cândido Mendes de Almeida — Vol. 44, pag. 4^ 

(2» parte). 

Dr. Carlos Arthur Moncorvo de Figueiredo — Vol. CA, 

pag. 372(2» parte). . ^ . ^ 

Carlos Carneiro de Campos — V. Viseonde de Caravellas. 

Carlos Frederk-oPhilippe de Martins— Vol. 32, pag. :^23 

í2* parte). 

Carlos Oomss ' Anlonio)-.Vol. 59, pag. 293 e 418 (2* parte). 

Carlos ílonorio de Figueiredo — Vol. 44, pag. 470 

('^ parte.) 



índice dos volumes 1 a 67 299 

Sioj|r>'Apli.iarS — D. Carlos de Ibanes— V. Marquez de 
Munhagem. 

— Carlos Reybad — VoL 27, pag. 411 (2» parte). 

— Dr. Frei Carlos de S. Josó e Soiiza — Vol. 39, pag. 183 
(2* parte). 

— Casimiro de Abreu— Vol. 33, pag. 205. 

— Casslaoo Spiridião de Mello e Mattos — Vol. 20, pag. 67 
(supp.) 

— Castríoío Luzitano — V. João Fernandes Vieira. 

— Dr. Ceiar Augusto Marques— Vol. 63. pag. 577 (2* parte). 

— César Cantu— Vol. 58, pag. 448 (2* parte). 

— Christiano BeaedictoOttoni— Vol. 05, pag. 350 (2' parte). 

— Chrlstovâo Colombo — Vol. 7, pag. 3; vol. 55 supp. 
Vide diversas memorias históricas. 

— Frei Chrislovão da Madre de Deos Luz — VoK 13, 
pag. 125. 

— Clara Felippe CSlmaráo — Vol . IO, pag. 387. 

— Claro Monteiro do Amaral, Monsenhor — Vol. 64, 
pag. 369 (2^ parte). 

— Cláudio Manoel da Costa — Vol. 12, pag. 5í9; vol. 32, 
pag. 113 (2» parte). 

— Dr. Cláudio Luiz da Costa — Vol. 32, pag. 337 ; vol. 34 
pag. 117 (2« parte). 

— Dr. Cláudio Velho da Motta Maia— V. Conde de Motta 
Maia. 

— Clemente Pereira de Azeredo Coutinho e Mello — Vol. 4®, 
p^g. 88. 

— Conde de Anadia, Ministro da Marinha — Vol. 29, 
pag. 279 (2« parte). 

— Conde de Biependy (Braz C:irneiro Nogueira da Costa 
e Gama) — Vol. 50, pag. 42ô (2» parte). 

— Conde de Irajà (D. Manoel do Monte Rodrigues, Bispo 
do Rio de Janeiro) — Vol . 26, pag. 938; vol. 27, 
pag. 194 (2* parte). 

— Conde de Linhares (D. Rodrigo de Souza Coutinho) — 
Vol. 29, pag. 275.(2» parte). 

— Conde de Linhares (^) — D. João Carlos de Souza Couti- 
nho — Vol. 29. pag. 878 (2* parte). 

— Conde do Motta Maia (Dr. Cláudio Velho da Motta Maia) 
— Vol. 60, 475 (2» parte). 

— Conde Mole — Vol. 21, pag. 532. 

— Conde do Rio Pardo (Thomaz Joaquim Pereira Valente)— 
Vol. 29, pag. 292 (2* parte). 

— Conde de S. Salvador (D. Manoel Joaquim da Silveira, 
Arcebispo da Bahia). Vol. 37, pag. 483 (2' parte). 

— Conrado Jacob de Niemeyer, Coronel— Vol. 25, pag. 727. 

— Frei Custodio Alves Serrão— Vol. 36, pag. 625 (2« parte). 

— Damiana da Cunha— Vol. 24, pag. 525. 

— Daniel Pedro Miiller — Vol. 3, pag. 542. 

— Demétrio Cyriaco lourinho— Vol. 51, pag. 382 (2* parte). 

— Diogo António Feijó, Padre— Vol. 48, pag. 591 ; vol. 54, - 
pag. 131 (2* parte) ; vol. 00 pag. 357 (2» parte). 



300 RE%1?TA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

DiofiTi^^pl^^A^ —Diogo Aroudie de Moraes Lêlta — V^l. 7, 
pag. 256. 

— D. Dio^o de Bíitjs Araoa — Vol. 35, pag. 528 (2* parte*.. 

— Diogo Duarte Silra — Vol. 23. pag. 91 sapp. 
— - Diogo Copke — Vol. 6, pag. 553. 

— Diogo de Sà Rocba — Vol. 29, pag. 27,» (2* pirteu 

— Diogo Soares da Silra de Birar — Vol. ás, pag. 3u 
(2« part?). 

— Diogo Teixeira de Macedo — V. BaHú> de S. Diogo. 

— Dr. Dionysio de Oliveira SilrJra — Vol. 31, pag. 4.0 
(2* parlei. 

— Dr. Domiciíno da C^^ii Moreira — Vol 45. pag. 520 
(2* pirto). 

— LK>miogos Bjrges de Barros — V. ViBConie da Pedra 
Branca. 

— Domin.os Caldas Barb>sa — Vol. 4« pa^'. tlO : toI. 14 

— D. Lomiok^os FaDsiinD Sarmieoto — Vol. 51, pag. 3õi) 
(2* pane). 

— DomiDgJs Jjãé GoiwalTes de Machies — V. Visconde de 
Ar^uruaya. 

* Dr. Domingos Marinho de .\zer«io Americano — Vol. 15 
pag. 523. 

— D. Domingos de Santa Maria — Vol. 53. pa-r. 605 
(2* pirle). 

— Doarte Gasta vo Xogu^ira Soaria— Vol. 64, pasr. 3^*3 
2* parte). 

— Duarte da Ponte Ribeiro — V. Bário da Ponte Ribeiro. 

— Duque de Cadaval (O. Miguel Caetano AlTmres Pereira de 
Mello) — Vol. 60, pAg. 151. (2» parte). 

— Duque de Caxiia (Luiz Alves de Lima} — Vol. 43, 
Iiags. 386. 520; vol. 44, pag. 163 (2* pirle). 

— Duque de Saldanha (D. Joio Carlos Gregório Domingos 
Vicente Francisco de Saldanha de OliTeira e Daon — 
Vol. 39, pag. 523 (2* parte). 

— Eduardo José de Moraes — Vol. 5S, pag. 443 (2» parto). 

— Eduai-do L-^emmert — Vol. 43, pag. 6J2. (2* parte). 

— Eduardo Olympio Machado — Vol. 19, pag. 607. 

— Dr. Eduardo da Silva Prado — Vol. 04, pag. 386, 
(;:• parte). 

— Dr. Eloy Benedicto Ottoni— Vol. 65. pag. 3-52 («^ parte). 

— Emiliano Faustino Lins — Vol. 20, pag. 88, supp. 

— Emilio Adot — Vol. 30, pag. 517 (2" parte). 

— Emilio Eugénio Raffard— Vol. 61, pag. 364 (2^ p;àrte). 

— Emilfo Joaquim da Silva Maia — Vol. 22. pag. 707. 

— Emmanuel Liais — Vol. 63. paír. 371 (2* parte). 

— Epifânio Cândido de Souza Pitanga— Vol. 57. pag. 480 
(2* parte). 

— Dr. Ernesto Benedicto Ottoni— Vol. 65, paff. 363 (2* 
narto). 

— Dr. Ernesto Ferreira França — Vol. 35, pag. 627 ; 
vol. 53, pag. 596 (2* parte). 



índice do? volumes 1 a 67 301 

Bto^rapli.ia!9-'SstiQÍsl;io de Campos, Padre da Sociedade 
de Jesus — Vol. 52, pag. 5 (2* parto). 

— Estevão Raphael de Carvalho — Vol. 11, pa?. 163. 

— D. Eugeaio Kmmxquol Josô Mar^a Paulo Francisco 
António de Savoa Carigaan — Vol. 53, pag. 595 
(2* parte). 

— Eusébio de Mattos — Vol. 8\ pag. 540. 

/.^^ Eusébio de Queiroz Coutinho Mattoso Gamara — Wol, 31, 
pag. 429 (2^ parto). 

— Frei Fabiano de Chrislo — Vol. 29, pag. 297 (2'^ parte). 

— Fausto Augusto de Aguiar — Vol. 53, pag. 623 (2* parte). 

— Felippe José Pereira Leal — Vol. 43, pag. 570 (2^ parte). 

— Felippe Lopes Nefio — V. B;irão de Lopes Netlo. 

— Félix Emilio Taunay — V. Birâo de Taunay. 

— Félix Peixoto do Brito e Mello — Vol. 41, pag. 472 
(2* parte). 

— Dr. Felizardo Pinheiro do Campas — Vol. 53, pag. 016 
í2» parti). 

— Fernando Delgado Froiro Castilho — Vol. 29, pag. 268 
(2» parte). 

— Ferdinand Denis — Vol. 53, p^gs. 474 e 624 (2* parte). 

— Dr. Fernando Luiz Oiorio — Vol. 59, pag^?. 330 e 403 
(2* parte). 

— D. Fernando, Rei de Portugal — Vol. 48, pag. 4 9 
(2' parte). 

— Dr. Fernando Sebastião Dias da Motta— Vol. 53, pag. 395 
(2* pirte). 

— Firmino Herculano do Moraes Ancoía, Tenentegenoral 
— Vol. 25, pag. 733. 

— Dr. Firmino Rodrigues Silva— Vol. 42, paií. 333 (2* parte). 

— Dr. Flávio Farnese da Paixão Júnior — Vol. 65, pBg. .353 
(2» parte). 

— D.*. Florêncio V-in^lla — Vol. 15, pag. 525. 

— Francisco Adulpho do Varnhagem — V. Visconde de Porto 
Seguro. 

— Francisco Agostinho Gomes— Vol. 4", pig. 28 supp. 

— Francisco Alvares Machado —Vol. II, pag. 176. 

— Francisco António Martins — Vol. 62, pag. 277 (2* parte). 

— Francisco António Pimenta Bueno — Vol. 51, pag. 382 ^ 
(2=» parte). 

— Francisco António de Souza Queiroz — V. Bar lo de Souzji 
Queiroz. 

— D. Francisco Balthazar da Silveira — Vol. 50, pag. 424 
(2* parte). 

— Dr. Francisco Bernardino Ribeiro — Vol. 30, pag. 188. 

— Dr. Francisco Boniíacio de Abreu — V. Birão do Vi Ha 
da Barra. 

— Francisco de Brito Freire — Vol. 6% pags. 3t39 e 377, 

— Francisco das Chagas Santos, Marechal — Vol. 40, pag. 5 
(2* parte). 

— Francisco Cordeiro da Silva Torres e Alvim — V. Vis- 
conde de Jurumirim. 



302 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

Bia^rai>]i.iaH — Francisco da Costa Curyeaii — Vol. 29, 
pag. 280(2* parte). 

— Francisco Diogo Pereira de Vasconcellos — Vol. 20, 
pag. 929. 

— Dr. Francisc) Ferreira de Abreu — V. Barão de There- 
zopolis. 

— Francisco Freire Allemão — Vol. 33, pag. 51. 

— Dr. Francisco Freire Allemào de Cysneiro — Vol. 37. 
pag. 493 (2» parte). 

— Francisco Gomes de Amorim — Vol. 55, pag. 618 
(£• parte). 

— Francisco Gonçalves Martins — V. Visconde de S . Lou- 
renço* 

— Dr. Francisco Ignacio Ferreira — Vol. 55, pa^^. 49"» 
(2* parte). 

— Francisco Josô Borges — Vol. 55, pag. 509 (2» parte). 

— Dr. Francisco José Ferreira Baptista — Vol. 53, pag, 012 
(2» parte). 

— Dr. Francisco Josô do Lacerda e Almeida — Vol. 3ò, 
pag. 177. 

— Francisco Josô Soares de Aa'lréa — V. Barão de Ca- 
çapava . 

— Dr. Francisco de Lemos de Faria Pereira — Vol. •2\ 
pag. 378. 

— Francisco de Lima e Silva, Tenente-general — Vol. 16. 
pa«r. 015. 

— Francisco Manoel Alvares de Araújo — Vol. 42, pag. :^2C 
(2* parte). 

— Dr. Francisco Manoel Raposa de Almeida — Vol. 49. 
pag. 535 (2* parte). 

— Francisco Manoel da Silva — Vol. 31, pag. 306 (2^ parte). 

— Francisco Manoi^l Souto Maior — Vol. 29, pag. 28^3 
(2* parte). 

— Francisco Manoel Chaves Pinheiro — Vol. 63, pag. 165 
(2* parte). 

— Dr. Francisco de Mello Franco — Vol. 3", pag. 345. 

— D. Francisco de Mello Manoel da Cimara. governador o 
Capit'AO general do Maranhão — Vol. 55, pjg, i3 
(2^' parle). 

— Francisco Monteiro Mdades de Carvalho —Vol. •■^:\ 
pa«r. 270 (i^ parte). 

— Fr, Francisco de Monte .Vlverne — Discurses proferidos 
por occasião de dar-se á sepultura o teu cadáver — 
Vol. 21.pags. 497 e 499. 

— — Vol. 21, pa^. ."50; vol. S9, pag. .'Í03 (2 par,.e.; : 
vol. 33, pag. 143 ; vol. 45, pag. 3^)3 (2* parte». 

— Francisco Muniz Tavares, Monsenhor — Vol. 3^, pag. 4.7 

d' partt'). 

— Francisco de Pauh de Almeida e Albuquerque - Vol. 3!, 
pa;,'. 436 ri' parte). 

— Dr. Franciaco de Pada Cândido — Vol. 27, pag. 413. 
(2* partOí. 



índice dos volumes 1 a 67 303 

OioflprAplifclas — Dr« Francisco de Paula Menezes — 
Voi. 20, pag. 74, supp. 
*«- Francisco de Paula Souza e Mello -«• Vol. L5, pags. 241 
e 537. 

— Dr. Francisco de Paula Toledo — Vol. 53, pag. 623 
(2* parte). 

— Francisco Pedro do Amaral — Vol. 19, pag. 375. 

— Francisco Pedro Guilherme Guizot — Vol. 37, pag. 471 
(2* parte). ^ 

^ Fr. Francisco dos Prazeres (Francisco Fernandes Pereira) 

~ Vol. 54, pag. 279. 
^ Franeisco Rapbael de Mello Rego — Vol. ô7. pag. 500 

(2* parte). 

— Francisco Renato — V. Visconde de Chateaubriand. 

— Dr. Francisco Sabino Alvares da Rocha Vieira —V, Ba?iiii 
— Revolução de 7 de Novembro de 1837 — Vol. 00, 
pag. 47 (2* parte). 

— Francisco de Salles Quoiroga — Vol. Ô5, pag. 366 
(2^ parte). 

— Fr. Francisco de Santa Thereza de Jesus Sampaio •— 
vol. 7, pag. 260: vol. 29. pag. 302 (2* parto) ; vol. 37, 
pag. 191 (2* parte). 

— Fr. Francisco de S. Carlos — Voi. 10, pag. 524 ; vol. 29. 
pag. 302 (£» parte) ; vol. 36, pag. 517 (í^ parte). 

— Fr. Francisco de S. Luiz, Cardeal — Vol. II, pag. 169, 

— D. Francisco II, Cardeal Patriarcha de Lisboa. Vol. 11, 
pag. 193. 

— Francisco de Souza, padre — Vol. 10, pag. 244. 

— Dr. Francisco de Souza Martins — Vof. 20, pag. 82, 
supp. 

— Francisco Villela Barbosa— V. Marquez de Paranaguá. 

— Francisco Xavier Ribeiro de Sampaio — Vol. 7, pag. 4)4. 

— Fr. Francisco Xavier de Santa Rita Bastos Biraiina — 
Tomo 49, vol. 2», pag. 383. 

— Fr. Francisco Xavier de Santa Thereza — Vol. 5«, 
pag. 80. 

— Dr. Frederico Augusto Pamplona — Vol. 28, pag. 350- 
(2^ parte). 

— Fructuoso Luiz da Motta— Vol. 34, pag. 410 (i* parte). 

— Gabriel Augusto da Silva — Vol. 66, pag. 305 (2* parte). 

— Gabriel Getulio Monteiro de. Mendonça — Vol. 15, 
pag. 5-^3. 

— Dr. Gabriel Rodrigues dos Santos — Vol. 21, pag. 513. 

— Gabriel Soares de Souze —Vol. 14, XIll ; vol. 21, pag. 453 ; 
vol. 39, pag. 410 (2» parte). 

— Dr. Gaspar Gonçalves de Araújo — Vol. 5», pag. 349. 

— Gaspar José Lisboa — Vol. 28, pag. 350 (2* parte). 

— Gaspar Ribeiro Pereira, Cónego— Vol. 5, pag. 494; 
vol. 29, pag. 265 (2* parte). 

— Dr. George Bancroft — Vol. 55, pag. 457 (2* parte). 

— Geraldo Pacheco de Mello — Vol. 65. pag. 346 (2* parte). 

— Giacomo Raja Gabaglia — Vol. 35, pag. 6^1 (2' parte). 



304 



REVISTA DO INSTITUTO HBTORIGO 



riloíari'oi>Hia.s — (lomc'^ Freire de Andrade — Vol. 3^ 
pag. 457; voK 44, pig. 187. 

— Orégorio de Castro Moraes — YoK :.'9. pag* 210 (l* parto), 

— Gregório de Mattos — Tol. 3'tpag. 333, 

— nuido Poki^ano, iodio, e Guido Mtirliòre, teoente-coronel 
director ^reral doa iadios na Espírito Santo — VoL IH, 
pags. 4 to e 4U). 

— Ouilhepmo Pinto de MagiUjãi^s — VoL 65, pag. 375 
i^^ parte). 

— Gustavo Adolplio de Agiíilar Pantoja — VoL 30, pag, 5^» 
(2* parte). 

— Henrique do Beatirepaire Rohati — V. Visoondô de Beau- 
repaire Rolian, 

— Fr* Henrique de Coimbra, roUgios^i franciscano, pri- 
moiro 9 icerJote que celebrou Missa no Brazll — Vol. 59 
pag* 393. ' ' 

— Heoriqtie Dias — Vol, 31, pag. :>Ô5 

— Henrique *Tosé á^ Garra ílio e Mello — V* Marquez de 
Pomba 1(2'^). 

— Henrique Luiz de Niemever Bellegarde, Major — Yol. I, 
pagg. 138 e 290. 

— Henrique do ^^alenstei li — VoL 6, pag. UI, 

— Heixjuleíí Ploi-ence — VoL 4:í» pag. 321 (&* parte). 

— HermLjgeTies Generoso da Silvft, padre — Vol. 65» pag. 3ti4 
(J* pai'T.e). 

— Dr* Honório Beoedicto OttoQi , paii-e*- VoL 65, pag, 372 
(2» parte). 

^ Honório De,3;o da Costa Lobo — VoL 04, pag. 3M 
(8* parte), 

— Hon^jrio Hermeto Carneiro Lefio — V. Marquez do Pa- 
raná, 

— Hyppolitj Jusí da Costa Pereira — VoK 35, pag* 203 
(2- parle). 

^ tx'nicio AccíoH de Cerqueira % Silva» coronel — VoL 28, 
pag. 3j8 i2* parte). 

— Ignaclo de Andrade Souto Maior Rendou, Brigadeiro — 
Vol, 5, pag, 227. 

— Ignaclo António de Assis Martins — V. Visoonde do Asaii 
Martins. 

— Dr. fgnaof o de Barros Vieira Cajueiro — VoL 21 , pag, 542. 

— Ignaclo Francisco Silveira da Motta — Y, Barão de Villa 
Frarci. 

— Ignacío Ga^'o da Camará — VoL S9, pag. 279(2» parte). 

— Ignacio José de Alvarenga Peiíoto — Vol, 12. pag. 400 ; 
voL Í3. pag. 5Í3 : voL 30, pag. 427(2' parte). 

— Fr. Ignacio Ramos— VoL 13, pag, 126. 

— Innocencía Augusto ci3 Campos — VoL 65, pag. 373 
(2* parte), 

— Innooencio PrancUco da Silva — VoL 39» pag. 521 
(^* parte), 

— Itiíioceocio da Rocha Galvão — VoL 48 pag. 243 (2* parto). 
^ Irioeu Evangelista de Soma -^ V. Visconde de Mané. 



índice dos volumes 1 A 67 305 

Biog^raphias — J. B. Eyriés — Vol. 11, pag. 168. 

— Jacintbo Roque de Seona Pereira, cheíB de divisão — 
Vol. 15, pag. 523. 

— Januário da Cunha Barboza, Cónego — Vol. 11, pags. 151, 
185 e 240 ; vol. 65, pag, 197 (2» parte). 

— Januário MeroUa —Vol. 15 pag. 585. 

— Jeronymo Francisco Coelho, Brigadeiro — Vol. 23, 
pag. 689. 

— João António de Azevedo — Vol. 15, pag. 523. 

— João António de Miranda — Vol 24, pag. 807. 

— João Baptista Debrot— Vol. 15, pag. 540. 

— João Baptista Leitão de Almeida Garret — V. Visconde 
de Almeida Garret. 

* Dr. João Baptista Libero Badaró — apontamentos bio- 
graphicos e chronica do seu assassinato na cidade de 
S. Paulo em 20 de novembro de 1830— Vol. 30, pag. 3:T7,- 
vol. 53, pag. 309 (2* parto). 

— João Baptista Marques da Cruz — Vol. GO, pag. 293 
(2* parte) . 

— João Baptista Vieira Godinho — Vol. 6^, pag. 500. 

— João Benedicto Gaspar Giffeoing, Major— Vol . 0% pag. 55S, 

— João de Brito Lima— Vol. 10, pag. 110. 

— Dr. João Caetano da Costa e Oliveira— Vol. 23, pag. 698, 

— João Caetano dos Santos — Vol. 33, pag. 387 (2* parte). 

— Dr. João Cândido do Deus e Silva, desembargador — 
Vol. 23, pag. 687. 

— D. João Carlos, Principe da Beira,— Vol. 29, pag. 305. 

— D. João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de 
Saldanha de Oliveira e Daun — V. Duque de Saldanha. 

— João Carlos Pereira Pinto — Vol. 33, pag. 457 (2* parte). 

— João Carlos de Souza Coutinho — V. Conde de Linhares. 

— João Clarimundo de Souza, padre— Vol. 05, pag. 372 
(2» parte) . 

— João Dias de Solis — Noticia dada pelo embaixador por- 
tuguezem Madrid — Vol. 5), pag. 167. 

— João Duarte Lisboa Serra — Vol. 18 pag. 49 — siipp. 

— D. João Esberard, arcebispo do Rio de Janeiro — Vol. 60, 
pag. 482, (2» parte). 

— João Evangelista de Faria Lobato — Vol . 4% pag. 174 
(2*^ serie). 

— João Fernandes Diniz — V. Ferdinand Dinis. 

— João Fernandes Vieira (O Caatrioto luzitano) — Vol. 5% 
pag. 82. 

— João Francisco Lisboa — Vol. 2G, pag. 834. 

— Dr. João Franklin da Silveira Távora— Vol. 51, pag. 354 
(2' parte). 

— João Gualberto Chavenat, padre — Vol. 02, pag. 245 
(2» parte). 

— João Guilherme Ratcliff— Vol. GO, pag. 235 (2* parte). 

— João Henrique Freose — Vol. 29, pag. 484 (2* parte). 

— João Henrique de Mattos, Coronel — Vol. 20, pag. 83 — 
supp. ; vol. 40, pag. 237 (2* parte). 

831 — 20 Tomo lxviíi. r. i. 



30G REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

JBiojsrra^iililaH — JoSo Huet BacoUar Pinto Quedog — 
Vol. í?l, pag. 54:d. 

— Dr. João Josô de Carvalho — Vol. 30, pag. 514 (à^ parto). 

— Jofio .losô Porreira de Aguiar — V. Barão deCatuaraa. 

— João Jos(^ de Moura Magalhães — Vol. 15, pag. 52:í. 

— João Jo.-é de Souza Silva Rio— Vol. 49, pag. b'M (2» parte). 

— João Lopes da Silva Coito — Vol. 5Ii. pag. 609 ( 'i^ parte). 

— João Luiz de Almeida e Souza, Coronel — Vol. 6.\ 
pag. :í64 (2* parte). 

— João Manoel Pereira da Silva — Vol. 61 , pag. 702. 

— Dr. Jjão Martins Charcot— Vol. 57, pag. 441 (2» parte). 

— João Maurício Wanderley — V. Barão deCotegipe. 

— João Mendes de Almeida — Vol. Cl, pag. 76^. 

— Jofio Nepomuceno Kubitscheck — \ol. 65, pag. 'XO 
(í>'^ parto). 

— João Paulo Bezerra — Vol. 29, pag. 277 (2^ parte). 

— João Piíulo dos Santos Barreio— Vol. 27, pag. 417 
{'j' parto). 

— João Pedro Gay, Cónego —Vol. 55. pag 488 (2'' parte). 

— João Pereira Ramos de Azeredo Coutinho — Vol. 2% 
pog. 118. 

-' João Uimalho, Bacharel de Cananóa — Vol. 40, pag. 277 
(2*^ p:ute). 

— Juão Soveriano da Fonseca— Vol. i50, pag. 477 (2^ parte). 

— João da Silva Carrão — Vol. 51. pag. 3>9 C^^ parte). 

— João da Silva Machado — V. Barão de Antonina. 

— Jofo de Siqueira TUedim— Vol. 17, pag, 67. supp. 

— João To'ontino Guedelha Mourão— Vol. 67, pag. 504 
Ci- |>artc). 

— João Nioipa de Carvalho — V. Marquez de Lagos. 

— João Wilkens do Mattos— V. Barão do Maruíá. 

— Juào Xavier da Motta — Vol. 68, pag. 439 ( c* parte) . 

— Joaqniin Antão Fernandes Leão — Vol. 50, pag. 425 
r-' parte). 

— \)i\ Joaquim António Pinto Júnior— Vol. 43, pig. 576 
C^' parte). 

— Juaqu.m Uornardino Pereira de Queiroz — Vol. 05, pag. 
::03 ('^•' i>aito). 

— nr. Joaquim Caetano Fernandes Pinheiro— Vol. 25, 
pa;;. HV,i; vol. 39, pag. 508 (.* parte). 

— Vr. Joaquim Caetano da Silva — Vol. 3v5, pag. 63 '(2" 
por'e) — Tomo 49, vol 2% pag. 361. 

— Joaquim Cândido Soares do Meirelles — Vcl. 31. pag. 438 
{'l' parto). 

— Dl. Juaquim Felicio dos Santos— Vol. 65, p.^g. 356 
(•^ pai tv). 

— L»:\ Jtaquim Ferreira Carneiro — Vol. 65, pag. 372 
ri* parte). 

— Joaquim Floriano do (íodoy — Vd. 6'). pag. 57) (2** 
p;«rt<). 

— oaqiiim Francisco Alves Branco Moniz Barreto— Vol. 18. 
P'ig. 43 í rv* parte). 



índice dos volumes 1 a G7 307 

Sio^raplxias — Joaquim Francisco do Livramento — 
Vol. 1% pag. 391 (2" serie). 

— Joaquim Franco do Sá — Vol. 15, pag;. 524. 

•— Joaquim Gonçalves Ledo — Vol. 4, pag. 169 (2» serie). 

— Dr. Joaquim Gororós — Vol. 05, pag. 364 {2." serie). 

— Joachira Joseph Gomes da Silva Netto— Vol. 66, pag. 346 
(2* parte). 

— Joaquim José Ignacio — V. Visconde de Inhaúma. 

— Joaquim José Rodrigues Torres— V. Visconde de Itaborahy . 

— Dr. Joaquim Josô Teixeira — Vol. 48, 429 (2* parte). 

— Dr. Joaquim Manoel do Macedo — Vol. 45, pags. 437 e 
507 (2* parte). 

— Joaquim Marcellino de Brito— Vol. 42, i»g. 314 (2* parte). 

— Joaquim Maria Nascentes de Azambuja— Vol. 59, pag. 391 
(2-* parte). 

— Joaquim Marques Lisboa — V. Marquez de Tamandaré — 

— Joaquim Norberto de Souzi e Silva — Vol. 55, pag. 484; 
vol. 56, pag. 35 (2« parte). 

— Joaquim Nunes Machado — Vol. 15, pag. 525. 

— Joaquim Pinto de Campos, Monsenlijr — Vol . 50, pag. 
427 (2^ parto). 

— Fr. Joaquim de Santa Escolástica Maviguier — Vol. 23, 
pag. 688. 

— Dr. Joaquim Vieira de Andrade — Vol. 65, pag. 354 
(2» parte). 

— Jomari — Vol. i:5. pag. 737. 

— Jorge do Albuquerque Coelho — Vol. 1°, pag. 79. 

— Jorge de Albuquerque Maranhão— Vol. 25, pag. :í53. 

— Jorge Canning — Traducçâo feita por Miguel Maria Lis- 
boa, do capitulo 1 1 da vida politica do Jorge Canning, 
oomposta pelo secretario particular Augusto Granville 
Stappletton, com aunotaçõesdo Barão de Cayrú— Vol. 23, 
pag. 241. 

— Jo3é do Abreu — V. Barão do Serro Largo. 

— D. José AíTonso de Moraes Torres, Bispo resignatario do 
Pará — Vol. 29, pag. 453 (2» parte). 

— José Alves de Mesquita, vigário — Vol. 65, pag. 334 

(2* parte). /^ 

— José de Anchieta — Vol. 7^", i ag. 55i .-'"''^ 

— José António Pimenta Bueao — V. Marquez deS. Vi- 
cente . 

— José António Lisboa— Vol. 15, pags. 116 e .■^37. 

— José António Marinho — Monsenhor, vol. 10. pag. 601. 

— José António dos Reis, bispo de Cuyabà— Vol. 39, 
pag. 535. 

— José António da Silva Maia — Vol. 16, pag. 614. 

— Dr. José de Araújo Coutinho — Vol. 15, pag. 525. 

— Jcsô de Araújo Ribairo — V. Visconde do Rio Grande. 

— Josô Aroucho de Toledo Rendon — Vol. 5°, p^ig. 4'Jl . 

— José Arthur Montenegro— Vol. 64, pag. 378 (2* parte). 

— Joié de Assis Alves Branco Munlz Barreto — Voh 16, 
pag. 607. 



308 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

liiogrraplilaH— Dr. José do Barros Pimentel — Vol. 57, 
pag. 430 (á° parte)- 

— .lOBô Basilio da Gama— Vol. 1% pag. 152; vol. 5D, pa- 
gina :^9. 

— Josô Bento da Cunha Figueiredo — V. Visconledo Hom 
Conselho. 

— Dr. Jo3ô Bento da Rosa— Vol. 43, pag. 547 (2« parto). 

— JoÉió Hernardo de Figueiredo— V. Barào de Alhandra. 

— José Bernardo do Loyola — Vol. 47, pag. 030; vol. 48, 
pag. 2M)(2* parte). 

— José Bonifácio de Andrada e Silva — Vol. 1\ pag. 110 cí" 
serie); vol. 54. pag. 308. 

— José Borges de Barros — Vol. 7', pa/ 557. 

— Dr. José Carlos de Almeida Areis — V. Barão de Ourem. 

— Jo3é Carlos de Almeida Torres — V . Visconde de Macahé. 

— José Cesário do Miranda Ribeiro — V. Visconde de Ube- 
raba. 

— Joáé Chrisilno Garção Stockler — Vol. 24, pag. S06. 

— José Coelho Tocantins do Gouvêa — Vol. 65, pag. 364 
{.i^ parte). 

— Fr. Josô da Costa Azevedo ^ Vol. :n, pags. 293 c 123 
(2« parte). 

— José da Costa Azevedo — V. Barão do Ladario. 

— José da Costa Carvalho — V. Marquozde Monto Alegre. 

— D. Josô da Cunha do Azeredo Coutinho — Vol. 1", 
pag. 349. 

— José da Cunha d^Kça — Vol. 59, pag. 47 (2» parte). 

— José Domingos do Athayde Moncorvo — Vol. 15, 
pag. 5^7. 

— Jos^ Domingues Cjdeceira— Vol. 07. pag. 502 (2' iiartc). 

— José Egydio Alvares de Almeida — V. Marquez de Santo 
Amaro. 

— Josô Egydio Garcez Palha — Vol. 61, pag. 758. 

— José Eloy Ottoni — Vol. Is pag. 531 ; vol. 35, pag. 501 
(2» parte); vol. 05, pag. 343(2- parte). 

— .losô Kloy Pessoa, brigadeiro— Vol. 3^ pag. r>í4 ; vol. 4% 
pag.í»l. 

— José Feliciano de Castilho Barreto e Noronha — Vol. 42, 
pag. 307(2» parto). 

— José Feliciano Fernandes Pinlieiro — V. Visconde do Suo 
Leopoldo. 

— José Fernandes dos Santos Pereira, tenente- general — 
Vol. 48, pag. 181 (2* parte). 

— José Ferreira Souto — Vol. 27. pag. 409 (2* parte). 

— Dr. José Florindo de Figueiredo Rocha — Vol. :;í5, 
pag. 71'.>. 

— Dr. José Francisco Leal — Vol. 00, pag. 53 (2» parle). 

— Dr. José Francisco Si^aud— Vol . 19, pag. 149, supp. 

— José Francisco da Silva Cardoso, padre — Vol, 15, 

8ng. 5v:í. 
r. José Fi*ankliQ Massena — Vol. 40, pag. 656 (2» 
parte). 



— Jo 



índice dos volumes l a 67 309 

Blo^x-aplxias— Dr. José Hygino Duarte Pereira— Vol. 64, 
pag. 392 (2*^ parte). 

— Josô Ildefonso de Souza Ramos— V. Visconde de Jaguary. 

— José Izidoro Martins Júnior— Vol. 67, pag. 509 (2* parte). 

— Josô Jacintho Nunes, padre.— Vol. 65, pag. 347. 

— Dr. J03ô JansBQ do Paço.— Vol. 57, pag. 460 (2* parte). 

— José Joaquim Carneiro de Campos. — V. Marquez de Ca- 
ra vellas. 

— D. José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho— Vol, 1, 
pag. 349; vol. 7 pag. 106. 

— José Joa(iuim da Qama e Silva — Vol. 55, pag, 515 
(2* parte). 

— D. Josô Joaquim Mascarenhas Castello Branco — Vol. 4, 
pag. 368.. 

— José Joafiuim Machado do Oliveira, brigadeiro — Vol. 31, 
pag. 422 (2* parte). 

Josô Joaquim da Rocha— Vol. 15, pag. 535. 
Dr. José Jorge da Silva — Vol. 43, pag. 591 (2» parte). 
Josô Lino dl' Moura— Vol. 18, pag. 46, supp. 
José de Luca— Vol. 33, pag. 457 (2* parte). 
Josô Luiz de Freitas— Vol. 4*», pag. 102 (2* sorie). 
Dr. Josô Manuel Valdez y Palácios — Vol. 17. pag. 68, 
supp. 

Jo^é Marcellino da Rocha Cabral— Vol. 15, pag. 52i. 
Josô Maria do Amaral — Vol, 48, pags. 371 e 433 
(2* parte). 

José Maria Latino Coelho— Vol. 55, pag. 504 (2* parle). 
José Maria Pinto Peixoto— Vol. 42, pag. 322 (2* parte). 
José Maria da Silva Paranhos — V. Visconde do Rio 
Branco. 

José Maria Velho da Silva — Vol. 23, pag. 688 ; vol. 64, 
pag. 381 (2» parte). 

José Marlani-Vol. 38, pag. 421 (2» parte). 
Fr. José Mariano da Conceição Velloso— Catalogo de suas 
obras— Vol. 2% pags. 593 e 609; vol. 31, pag. 137 
(2* parte). 

Josô Martinsda Noronha— Vol. 2°, pag. 254. 
Josô Martins Pereira de Alencastre — Vol. 34, pag. 410 
(^•^ parte). 

Josô Maurício Nunes Garcia, padre — Vol. 19, pag. ^4 ; 
vol. 34, pag. 293 (2* Mirte) — Catalogo de suas composi- 
ções muslcaes— Vol. 28, pag. 487. 
Josô Maurício Nunes Garcia (Dr.) — Vol. 47, pag. 641 
(2* parte). 

José Mendes de Oliveira Castro — V. Barão de Oliveira 
Castro. 

José de Miranda da Silva Reis — V. Barão de Miranda 
Reis. 

José Monteiro de Noronha— Vol. 2», pag. 254. 
Josô Paulo Dias Jorge— Vol. 65, 346 (2* parte). 
José Paulo de Figueiredo Nibuco de Araújo — Vol. 26, 
pag. 937. 



REVISTA DO 1?<Í5TTTUT0 HISTÓRICO 



Blo^rapliicb^ — José d9 Paiva Magalhães Calvet — 
Vol. 16, piíTs. 133 e 609. 
^ Joíé Peilfo DuB de Carv^alho— Vol. 44, pa^. 474 (i» parte). 

— Josô Pedro da SUv4—VoL 5), pag. 273 (2M»art6)- 

— Josô Pedrj Xavier da Vol;,'a— Vol, 63, pag, 578C^* parte). 

— Dr» José Pereira Rego— V. Barão do Lavradio. 

— José PiQbeiro da Silva, Pi\dre — Vol. 65, pag, 371 
p* parte). 

— Dp* José Piato de Aievo.io— Vol. ,;'', pag, 015, 

— D. Fr. José R iymundi> Chichorro da Gama Lobo^VoL iO, 
pag. 2<c* (,;» parte). 

— José Reionde da Costa— Vol, 3\pag, 53!L 

-^ Dr, José Ribairo de Souza Foatoa— V, Viacoodo de Souza 
Fontis. 

— Júâé Ricardo da Costa Aguiar e Auirado— VoK 4<», píig, 101 
i2' serie) 

— Jost> de Sá Bittencourt Acoioli— VoK 6% p i.sr* H>7* 

— Jojó Silomè d'3 Qaeiro^'a, de3Gaibargj.dor — VoL 65, 
pag, 349 (2* parte). 

— Fr. José de Santa Bafíra^ia Perea — Vol* 4% pag. 162 
(2Mórie). 

— Fr. Jo9(> da Saata Rita DtiriSo — Vol. l\ pag. 27*> (2» so- 
rie)— V- Paulo Rodriguea Durão, 

— Joflé daSUva Guluiarâes, cónego— VoL G% pag. 558. 
^' José da Silva Lisboa— V. Visconde do CayriK 

— Jo** da Silva Mnfra— Vol. :í4, pog. 418 (Z" parte), 

— José Silvestre Rebollo— VoL 'V% pag, '^57, 

— José Silvestre Ribeiro— VoL 55, pag- 472 (2' parte), 
^ Joaô Soares de Azevedo— VoL 58, pag, (;9. 

— Josô de SoQza Azevedo Pizarro e Araújo, monsenlior — 
VoL 1«. pag. 352. 

— José de Souz:l Marmelo— VoL Cí\ pag. 503. 

/.-— Dr* José Tavares Bistoa— VoL 57, pai?. 1 15 (2^ parto). 
^""^ — Dr. José Tito Nabuco de Araiyo — VoL 42, pag. 3^9 
(2* partt3). 

— José de Vasconcellos- VoL 58, pag. 43ri (2'* parte), 
^ José Ventura Bosooli— VoL 37, pag, 491 (3* parto). 

/ — D. José Victorinj Laãtarria — VoL 55» pag. 456 
(2» parte). 

— Dr, José Vieira CouW de Magalliãea— VoL *n, paga. 583, 
ri'j5e76õ. 

— JosephíQoPíies— VoL 6\ pag. 366 (£* parte). 

— Josíqo do Nascimento Silva — VoL 49, pag, 537 
(■^* parte). 

— D, Julio Eiplaosa— VoL G3, pag. 432 (2* parte). 

— Julio Frank-VoL A'\ pa^. 516. 

— Julio Frederico Koeler— VoL i5, pag. 5^5, 

— Jaotiuelra Freird- Vol» 19, pag. 4èí, 

— Dr. Jastiao Ferreira Câraeiro — VoL 'i5, pag. 369 

f2» parte). 

— Dr. Ladiallo José de Souza Millo liotto— VoL 57, pag, 456 
C2* part6). 



índice dos volumes 1 a 67 311 

Biosri:*^P^ÍAft — Ladi3ldo dos Santos Titara — VaU 21, 
pag. 802. 
-- Dr. Laurindo Josô da Silva Rabello — Vol. 42, pag. 75 
(8* parte). 

— Fr, Leandro do Sacramento — Vol. 32 pag. 181 , (2'' part i). 

— Libanio Augusto da Cunha Mattos — Vol. 29, pag. 486 
(2» parte). 

— Libera to de Castro Carreira— Vol. G6 pag. 352, (2* parte). 

— Dr. Lino António Rabello — Vol. 20, pag. 84. 

— Lourenço Callepi, Cardeal, arcebispo de Nisibi — Vol. 29, 
pag. 266 (2^ parte). 

— Lourenço da Silva Araújo e Amazonas— Vol. 27, pag. 411 
(2» parte). 

— Dr. Lucindo Pereira dos Passos Filho — Vol. 05, pag, 354 
(2* parte). 

— Ludgero Lapa — Vol. 44, pag. 461 (2* parto). ^ - 

— Luiz Agassiz — Vol. 37, pag. 469 (2» parte). 

— Luiz Aleixo Boulanger — Vol. 37, pag. 491 (2* parte). 

— Luiz d^Alincourt— Vol. 37, pag. 383 (2* parte). 

— Luiz Alves Leite de Oliveira Bello, Desembargador — 
Vol. 29, pa;j. 484 (2» parte). 

— Luiz Alves de Lima — V. Duque de Caxias. 

— Luiz António Barbosa de Almeida — Vol. 55, pag. 527 
(2* parte). 

— Luiz António de Castro — Vol. 37, pag. 491 (2* parte). 

— Luiz António da Silva e Souza, Cónego — Vol. 3, pag. 54^ 
vol. 30, pag. 311 (2* parte). 

— Luiz António Vieira da Silva — V. Visconde de Vieira da 
Silva. 

— Luiz Augusto May — Vol. 15, pag. 524. 

— Luiz Augusto Ferreira de Almeida — V. Visconde Fer- 
reira de Almeida. 

— Luiz CarlQS Martins Ponna, o creador da Comedia Nacio- 
nal — Vol. 40, pag. 375 (2*» parte). 

— Dr. Luiz da Cunha Feijó — V. Visconde de Santa Isabel. 

— Dr. Luiz Couty — Vol. 00, pag. 74 (2* parte). 

— Luiz Fortunato de Brito Abreu Souza e Menezes — Vol. 
50, pag. 427(2" parte). 

— Luiz de França Almeida e Sá —Vol. 66, pag. 347 (2* parte). 

— Dr. Luiz Francisco Bonjean — Vol. 55, pag. 467 (2» parte). 

— Luiz Francisco da Veiga — Vol. 62, pag. 436 (2* parte^. 

— Luiz Gonçalves dos Santos, cónego — Vol. 6, pag. 558 ; 
vol. 25, pag. 163. 

— Luiz Henrique Ferreira de Aguiar— Vol. 38, pag. 423 
(2" parte). 

— Luiz Henrique Pereira de Campos — Vol. 6G, pag. 315 
(2* parte). 

— Luiz Moutinho de Lima Alvares e Silva — Vol. 26, pag. 
933. 

— Luiz Pedreira do Couto Ferraz — V. Visconde do Bjm 
Retiro. 

— Manoel Alves Branco — V. Visconde de Caravellas. 



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M.iiiiinl hiitnlIpMln Ollrolr* — Vol. 2, pig. 1&4 Hr" ktj» . 
Iif*. MriMiinl (la ('tiNta l(<iQorato, moataobor— Vx. :'. 
iHill 'Itíi» í " pkfl»); voL r)fl, p.ií(. 63 í^* partei. 
MiUIíimI (lii (liMiliA — Vol. :n, [>a;(. ^:í (2» pirte.. 
M*tiiiiH| (In OuiihaSiiutd Mtlor— VoL29,pag'2T&ít» part».. 
MiiiiiMil iKniiloni (la Konff('fla - Vol. 55, pags. 345 e S : 
1^»" imrio). 

M'MHM*1 liiiM, (I lioinano -^ Vol. 4^ pag. 49o (2* teríe . 
Mdiitinl iMiiirU Miirolm dn A/ovelo —Vol. ^A pag. Zk\ 

MHiMHtl K«ilU(^h1tMlo Nousat^ Mello — Vol. ^, pag. 47§ 

NUmouI I^DiMuMra do AiaiiJ» (iultnarã» — brigadeiro — 

V»d i\Mmir. .W 

IMi NUmH^l l^rh^li^A dti Tâmara HIttonoourt c Sá — Vol. 

4''i iy<ui. ^l^ I voK (U\, pag. M.M (S^ parte). 

hl' \Uhofi\ MM^ii*a I «^ihMi - VoU \\\^ pag. 413 (2» parte). 

hv M M^^H^l Uh^^o» mU sava Alvawnífa— Vol. 3% pag. 338. 

Mmio^I xr^\Mu(l\.» Nvyuotra da Uama — V. Marquez de 

lt\OIMMld,V . 

m» Xluu»^l »*^^«m.* VVrr^lra Vol. 47, pag. r»39 (2» parte). 
Ma)i\^'l d(^ J^vu^i VaMi^Iam — V. VUoonde de Valdetaro. 
Maui^ol .K^«(UM\i \\\ \mai\%l Ourgol — Voh 27, pag. 412 
r ' ys\\s\\ . \x^| 41. i^m. «:C ()í« i^trto) 
u Ma»v%ol .Ks^\)\Mm da Ma^ dot HonioQi — Vol. 19, 

^\\\>s\ Ss\\^\\\\\\\ da sUYftra — ^ V. Ooade de S. Salvador. 

Mm^.vI »v^x>» U^sivvw^^ V\vL 30, paff« 2ir». 

\\M\y>^\ \-^ V\\\^ k\\ Silta INMUtMi — Vol, K>, pag. r^3. 

M^^^o.^n Mi \Vx,M'i.^ N . Marv) UM do nerval. 

\\\ >\\\\>>\A MauruM^^ KoK^uc^A •• VoK W, pag. 447 

\^* |v^»l* \ 

í» MmuvI d.^ M,«io Usstiuuee - V. dmdo do Irajá. 

MauN^I J^» N.*í> huo.i*.* Outiwe SiUa — Vol» :?7, pag, 333. 

M Muvi .U N.^í^ >viA v^K^aiU^ • N v^, >. P4f . 4iV^. 

\U^s^\>\ Ul>^r,.v M.uid«vi -. \vxl. íT, iví^r. 43ÍÍ: rol. :^í, 

)\\\\smA V\\\\\^v\s \^\\k^\^ ^ \A. 5í^ |V«- 454 lí* partem 
f\A\\\^A WsWk vumouv \\>*ak^i -V, Vieconde de It.i- 
Kv\atu. 

IM\ >Xwv>^\ s,i^ix^t aa Silva Ha«#rra — Vol. õU pa^. >$2 



i;' 



II^DICE DOS VOLUMES 1 A 67 313 

Bio^i*aipli.las — Dr. Manoel do Valladão Pimeatel — Y, 
Barão de Petrópolis. 

— Manoel Vicente Lisboa — Vol. 63, pag. 575 (2° parte). 

— Marcos António d3 Araújo — V. Visconie de Itajubi. 
,— Marcos António Bricio — V. Barão de Jaguary. 

— Marcos António Portugal — Vol. 29, paç. 890 (2* parte). 

— Catalogo de suas composições musi^aes — Vol . 22 , 
pag. 4S7. 

— Mário José Luiz Adolpho Thiers — Vol. 40, pag. 566 
(2* parte). 

— Mana Úrsula do Abreu Lancastre —Vol. 3«, pag. 225. 

— Mariano José Pereira da Fonseca — V. Marquez de 
Maricá. 

— D. Mariano Pelizi — Vol, 65, pag. 565 (2* parte). 

— Mariano Semmola — Vol. 59, pags. 231 e 414 (2* parte). 

— Marquez de Abrantes (Miguel Calmon du Pin o Almeida) 

— Vol. 28, pag. 362(2* parte). 

— Marquez de Baepindy (Jacintho. Nogueira da Garaa) — 
Vol. 4°, pag. 171 (2* serie). 

— Marquez de Caravellas (José Joaquim Carneiro de Cam- 
pos) — Vol. 3°, pig. 478. 

— Marquez do Herval (Manoel Luiz Osório) — Vol. 42, pag. 
262, â75 e343 (2» parte). 

— Marquez de La?es (João Vieira de Carvalho) — Vol. 4«, 
pag. 172 (à* serie). 

— Marquez de Maricá (Mariano José Pereira da Fonseca) — 
Vol. 15, pag. 527 ; vol. 32, pag 291 . 

— Marquez de Monte Alegre (José da Costa Carvalho) — Vol. 
23, pag. 710. 

— Marquez de Munhagen (D. Carlos de Ibanes) — Vol. 55, 
pag. 520 (2* parte). 

— Marquez do Olinda (Pedro de Araújo Lima) — Vol. 33,: 
pag. 439 (2* parte). 

— Marquez do Paraná (Honório Hermeto Carneiro Leão) — 
Vol 19, pag. 137, supp. 

— Marquez do Paranaguá (Francisco Villela Barbosa) — 
Vol. 2% pag. 398 (2* serie) ; vol. 15, pag. 525. 

-— Marquez de Penafiel (António José da Serra Gomes) — 
Vol. 55, pag. 528 (2* parte). 

— Marquez de Pombal (2*) (Henrique José de Carvalho e 
Mello) — Vol. 29, pag. 287 (2» parte). 

— Marquez de Santo Amaro (Joié Egydio Alvares de Al- 
meida) — Vol. 29, pag. 292 (2» parte). 

— Marquez de Santa Cruz (D. Romualdo António do Seixas, 
arcebispo da Bahia) — Vol. 24, pag. 817. 

— Marqu z de S. Vicente (José António Pimenta Bueno) — 
Vol. 41, pag. 503 (2* parte). 

— Marquez de Sapucahy (Cândido José de Araújo Vianna)— 
Vol. 38, pags. 245 e 403 (2» parte). 

— Marquez de Tamanlarô (Joaquim Marques Lisboa) — 
Vol. 60, pag. 446 (2» parte). 

— Marquez de Thomar — Vol. 53, pag. 610, (2* parte). 



3ff 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



ltio^fii,pliiA9 — Marques di VilU Real da Praia Gmodo 
iCautano I*into de Miranda Moateoogro) — Vol, 29. 
¥>ag, 271 (2* partoi» 

— Martim AíTonso— V. Arariíboia, 

— Martim AíTonâJ de Sjuza— Vol. 5 pag, 232 ; vol. O" 
pag, lis, 

— D, Martim Fernandes dd Na varrei — Vol. ô' pag. 559- 

— Martitu Francisco Ribeiri^ de Aodrada— VoL 6 pig. 5^0 ; 
voK 54. pa^. 3Í3, 

— Martim Rivadavia — VuL 64, pag. 367. 

— Dr, Maximiano Aotonio de Lamos — YqL 4d« pag« 535 
(g'* parte). 

— Maximiano António da Silva Leito — Vl*L Ô, paíf . ^8. 

— Dr. Maximiano Murqaea da Carvalho — Vj1^5':*, pagj. 
2C0 e mi{'l' pai te). 

— Dr. Mi^ruel António da Silva — Vol 42» pag. 332 
(2" partc). 

— Miguel vVrchanjo Galvão — Vol. ôt), pa^^. 350 (2" partr). 

— Fr. Miguel Je Bulhues o SoQza, 3^» IMpo do Grãú Pai*â— 
VoL 50, pag* 14:^(2' pnrto), 

— D. Miirael Caetano Alvares Pereira de Mello — V. Duque 
de Cadaval. 

— Miguel CalmoQ Du Pin o Almeida — V. Marquez do 
Abrantes. 

— Míguol de Frias o Vasconoellas, brigadeiro Vol. — 2^ 
pag. 712. 

— Migu-I Mariíi Liaboa — V. Barão de Japurá. 

— Fr. Miguel da SantA Maria Friaa — Vol, '.^9, pag. 299 
(2* parte). 

— Miguel de Sonsa Mello e Alvim-* VoL sn, pag, 463 
í^' pT\rto). 

— Narciza Amália — Vai. 45, paíz. 1^5. 

-^ NícjMu Antunio Nogueira Valle da «^ama —V* Visconde 
de Nogueira da Gama* 

— Niculáo Jaaquim Moreira — Vol, 57* pag. 476 (^ parte); 
voi. õ8, pag. 327. 

— Nico] 10 1'ereira d'3 Campot Vergueiro — Vol- 22, 
pag. 723, 

— Nioolíio Rodrigues dos Santf^s França e Leite — Vol* 30, 
pag. M3 {.^» parte). 

— Octaviano de Tolodo — VõL 57 pa;?. 478 (2* parte). 

— Ovidio Feroaodo Trigo do Loureii^ — Vol. 07, pag. 508 
(2* parte). 

— Dr* D. Paschoalo Eatanisláo Mancioi —VoL 53, pagi. 616 
eôIT (2* parte). 

^ Patrícia José Corrêa da Camará — V, Visconde de Pe- 
lotas, 

— Paulino loaíi Soarei de Souza-- V. Visconde de Urug uay. 

— Dr. Paulino Joeé Soares de Souii — VoL m, pag. 71 
{%• parte). 

— Paulo Harbosa da Silva — VuL 3L pig, 443 (8» parte). 

— Fr. Paulo da Conceição Moura — VoL 15 pag, 52 L 



índice dos volumes 1 a G7 315 

Bio^rapli.ia« — Paulo José da Silva Gama —VoL 89,^ 
pag. 290(2» parte). 

— D. Paulo de Moura, depois Fr. Paulo de Santa Catha- 
rina — Vol. 24, pag. 685. 

— Paulo Rodrigues Durão, pai do Frei José de Santa Rita 
Durão —Vol. 60, pag. 301. 

— Frei Paulo de Santa Catharina — V. Paulo de Moura. 

— Pedro Aflfonso de Carvalho — Vol. 15 pag. 525. 

— Pedro de Alcântara Bellegarde, marechal — Vol. 27, 
pag. 404 (2* parte). 

— Pedro de Alcântara Cerqueira Leite — V. Barão de São 
JoãoNepomucsno. 

— Pedro Alvares Cabral — Vol. 5, pag. 496. 

— D. Pedro de Angelis — Vol. 22, pag. 719. 

— Pedro de Araújo Lima— V. Marquez de Olinda. 

— Dr. Pedro Caetano Sanches de Moura— Vol. 65, pag. 346 
(2» parte). 

— D. Pedro Carlos de Bourbon e Bragança — Vol. 29, 
pag. 281 (2' parte). 

— Pedro Carvalho de Moraes — Vol. 24, pag. 799. 

— Dr. Pedro Fernandes— Vol. 65, pag. 3'>7 (2^ parte). 

— Dp. Pedro Guilherme Lund— Vol. 43, pag. 596 (2* parte). 

— Pedro Lopes de Souza — Vol. 5, pag. 352; vol. 6, 
pag. 118. 

— Pedro Maria da Silva Brandão — Vol. 65, pag. 365 
(2* parte) . 

— Pedro Paulino da Fonseca— Vol. 65, pag. 568 (2* parte). 

— Pedro Maria Xavier de Castro, marechal — Vol. 43, 
pag. 588 (2^ parte). 

— D, PeJro, Príncipe Imperial, filho de D. Pedro II — 
Vol. 29, pag. 307 (2*^ parte). 

— Pedro Rodrigues Fernandes Chaves — V. Barão de 
Qua^^ahim. 

— Fr. Pedro de Santa Marianna, Bispo de Chrisopelis — 
Vol. 3S. pag. 221; vol. 02, pag. 19 Í2' parte). 

— Pedro Torquato Xavier de Brito — Vul. 43, pag. 5S5 
(2^ parte). 

— Príncipe da Beira, D. João Carlos — Vol. 29, pag. 305. 

— Príncipe de Joinville — Vol. 63, pag. 567 (2^* parte). - 

— Prudencio Geraldes Tavares da Veiga Cabral — Vol. 25, 
pag. 723. 

— Dr. Prudente José de Moraes Barros— Vol. 65, pag.571 
(2^ parte). 

— Quintiliano Josô da Silva — Vol. 53, pag. 608 (2* parte). 

— Raphael Tobias de Aguiar — Vol. ;^0, pag. 83 supp. 

— Ray mundo losí da Cunha Mattos, marechal — Vol. 1, 
pags. 72, 283; vol. 4, pag. 234 (2* serie) e vol. 66, 
pag. 83 (2*^ parte). 

— Ricardo Gumbleton Daunt — Vol. 57, pag. 432 (2*^ parte). 

— Ricardo Josô Gomes Jardim, tenente-general — Vol, 47, 
pag. 036 (2» parte). 

— Robert Southey — Vol. 6, pag. 556. 






310 REVKTA I>3 IXSTrrCT: HLSPmK» 



— Frf'lt>Ír.'go ie S. - lié — Vd. li*. pi#. 612. 

— D. Rodrigo de S:aza CoaUn!^3 — V. Cooie de Li- 
nhires. 

— Rodrigo de Sjoza da Sira Pcãte? — Vol. IS, pig. '» 
wpp. 

— D. R:>!naMd-: Aav:n:o de Shxis — V. Maiqaei de SaaU 
Crez. 

— D. Rcmailio de S^aza Ccelh?. Bispo áo Park— Vol. 3", 
pag. 469. 

— Dr. Ro^oe Schach — Vol. 6. pa?. 538. 

— Rf.-sa Maria de Siqaeira — Vcl. 3. pig. t:á2. 

— Rozendo Muolz Barreto — Vcl. C-.», peg. 454 ^á* parte). 

— Saii Carno; — Vol. 57, pag. 461 <2» parte». 

— Ur. Saint Uilair^ — Vol. 16. pa^. Ôi5. 

— Salvador Corre . de Sá e BeneTidèi — Vol. 3», pag. 10> ; 
Tcl. 5% pag. 2S4. 

— Samuel Brandão — Vol. fô, pag. ^5 i2* parte;. 

— Santiago Nanei Ribeiro — Vol. lõ, pag. 513. 

— Satamino de Souza e Oliveira — Vol. 15. pag. 517. 

— Seipiio Doniin;^» Fâbbrni. abbide — Vol. 3^, pag. 545» 

— Sebastiio Ferreira R;\bello — Vol. 65. pag. 372 i£^ parte). 

— Setasiião Ferreira Soares —Vol. 50, pag. 487 (i* parte). 

— Sebastião do Rego Barros — Vol. 26. pag. 926. 

— Sebastião da Rocha Pitta — Vol. 5», p»g. 25*^ <2* parte). 

— Sérgio Teixeira de Macedo — Vo1.;í'>, pag. 5:^1 (2* parle). 

— Silvestre Pinheiro Ferreira — Vol. 11, pag. 195. 

— Dr. Simeão da Cunha Pereira— Vol. 65. p»g. 3^ 
(2* parte). 

— Dr. TheoJoro Miguel Vilardabo — Vol. 20, pag. 86 supp. 

— Theodoro Taunay — Vol. 43. pag. 6'j7 (:?* parte). 

^ — Theophilo Benedicto Ottoni — Vol (fâ, pàg.:?75 (2* parte). 

— Thomaz António Gonaga — Vol. 12, pag. 120 ; toI. 13, 
pag. 4^6: vol. 30. pag. 425 (2* parte). 

— Thomaz Ribeiro ^Thomaz António Ribeiro Ferreira) — 
Vol. 64, pag. ?55 (2^ parto). 

— Thomaz António Teixeira de Gouveia — Vol. 65, pag. 372 
(2* parte). 

— Dr. Thomaz Gomes doa Santos — Vol. 37, pag. 477 
(2* parte). 

~ Thomaz Joaquim Pereira Valente — V. Conde do Rio 
Pardo. 

— Thomaz Jo8<^ rUnto de Cerqueira — Vol. 48, pag. 403 
(2» parto). 

— Thomaz José Soarca de Avellar — Vol. 15, pag. 526. 

— Thom.iZ Uno de Assumpglo — Vol.fi5, pag. 50o (2" parto). 

— Thomaz Pompeu de Souza Brazil, padre — Vol. 40, 
pag. 558 (2* parte). 

— Thomnz Xavier Garcia de Almeida — Vol. 33, pag. 45C 
(2* parle). 

— Thdmaz Maria da Fonseca e Silva — Vol. 15, pag. 526, 



índice dos volumes 1 A 67 317 

Biog-^^f^P****^^ — Tiburcio António Craveiro — Vol. 6, 

pag. 558. 
' — Tito Franco de Almeida— Vol. 62, pag. 434 (8* parte). 

— Dr. Torquato Xavier Monteiro Tapajoz — Vol. 60, pag. 
468 (2* parte). 

— rr. Urbano Sabino Pessoa de Mello — Vol. 33, pag. 457 
(â* parte). 

— Valentim da Fonseca e Silva — Vol. 19, pag. 369 ; vol. 32, 
pag. 2:í5 (2^ parte> 

— Venâncio Josô Lisboa — Vol. 43, pag. 535 (8* parte). 

— Vicente Coelho de Seabra — Vol. 2«, pag. 261 (2* parto). 

— Visconde de Abietó (António Paulino Limpo do Abreu; — 
Vol. 46, pags. 587 e 672; vol. 47, pag. 161 (2»^ parte). 

— Visconde de Almeida Garret (João Baptista Leitão de 
Almeida Garret)— Vol. 18, pag. 35, supp. 

— Visconde de Araguaya (Domingos JosJ Gonçalves dô Ma- 
galhães) — Vol. 45, pags. 197 e 546 (2^^ parto) ; vol. 46, 
pag. 247 (2* parte). 

— Visconde de Assis Martins (ígnacio António de Assis 
Martins) — Vol. 66. pag. 336 ^2'^ parte). 

— Visconde de BpaurepaireRohan (Henrique de Beaurepaire 
Rohan) — Vol. 57,p.g. 407 ; vol. 58. pag. 75; vol. Qt^St,^ 
pag. 199 (2-^ parte). 

— Visconde do Bom Conselho (José Bento da Cunha Figuei- 
redo) — Vol. 56, pag. 45 (2* parte). 

— Visconde do Bom Retiro (Luiz Pedreira do Couto Ferraz) 
— Vol. 49, pag. 517 (2*^ parte). 

— Visconde de Caravillas (Manoel Alves Branco) — Vol. 18, 
pag. 456 ; vol. 18, pag. 50, supp. 

— Visconde de C»ravellas (Carlos Carneiro de Campos) — 
Vol. 41, pag. 497 (2'^ parte). 

— Visconde de Castilho (António Feliciano de Castilho) — 
Vol. 38, pag. 416 (2*^ pirto). 

— Viboonde de Cayrii (Jos3 da Silva Lisboa) — Vol. 1% 
pag. 238. 

— Visconde de Chateaubriand (Francisco Renato) — Vol. 15, 
pag. 540. 

— Visconde Ferreira de Almeida (Luiz Augusto Ferreira de 
Almeida) — Vol. 66, pag. 343 (2* parte). 

— Visjon'le de Inhaúma (Joaquim Josô ígnacio) — Vol, 32, 
pai?. 330 (2*^ parte). 

— Visconde do Itabayana (Manoel Rodrigues Gameiro Pessoa) 
Vol. 11, pag. 163; vol. 15, pag. 523. 

— Visconde de Itaborahy (Joaquim Josô Rodrigues Torres) 
Vol. 15, pag. 523; vol. 35, pag. 63s (2* parte). 

— Visconde de Itajubá (Marcos António de Araújo) — 
Vol. 47, pag. 630 (2« parte). 

— Visconde de Itauna (Dr. Cândido Borges Monteiro) — 
Vol. 35, pag. 646 (2» parte). 

— Visconde de Jaguary (José Ildefonso de Souza Ramos, 
Baráo das Três Barras) — Vol. 46, pag. 670; vol. 47, 
pag. 157 (2* parte). 



318 



REVISTA DO INSTITUTO III9T0R1CO 



Bio^rn]>liia!^ — Visconde de Joramirim (Francisco Cor- 
deiro di Silva Toprea e Alvira)— Vol. lí», pa^f. V^O, ^upp. 
^^ Visconde de Macahó (Joaé Carloi de iilcoeldA Torrei; — - 
VoU 15» pag- 5^^5- 

— Visconde de Marangua^e (Caetano Maria Lopes Gama) — 
Vol. 27, pag. 413 (2- parlek 

^--— Visconde do Maul ifrinpu EvaoireUsta de Sousa) — 
Vol. .'>3, pag. 612; vol. õ2, pig, 74 (2' parte), 

— Vigcondô de Nogueira da «íaiiia (Nícoiáo António Nogueira 
Vallã da íiama) — Vol, <">0, pag. 4C6 (2" parte) « 

— Visc?nde de Osery — Vol. 11, pa^'. 107, 

— Visconde de Ourem (José Carlos de Almeida Ar^as) — 
VoL 55. pag. 5'íO (2* pari?), 

— Visconde íia Pedra Branca (Domingos Borges de Barros) 
Voh 1«, pag, 51*, supp. 

— Visconde áú Pelotaa (l**) Patricio José Corrêa da Camará, 
tenente- general — V« I. P, paíí. 555, 

— Visconde do Perto Seguro (Francisco Âdolpho Varnha* 
gem) — Vol. 41, pai?, 4S t (2- parte). 

— Visconde do Rio Branco {Jos(^ Maria da Silva Paranhos) 

— Vol. 43. pags, 475 e 610 ; voL 44, pag, 157 ; vol* 47, 
pag. 133; vol. 53, pag. 304; vol, 02, pag. 137 
(2* porte). 

-^ Viacnnde do Rio Grande (SOãê de Araújo Ribairo) — 
Vol. 4;í, pag, 322 i2' parte). 

— Visconde de Santa Isabel iDr, Luiz da Cunha Fe^ó) — 
Vol. 44, pag. 45y (2^ parte!. 

— Visconde de S. Leopoldi> (José Feli<nano Fernandes Pi- 
nheiro) — Voh 11, pag. ITÍ?; vol. K». png. 133; vol. 23, 
pag. 131. 

— Visconde de S. Lourenço (Francisco GonçalveJ Martins)— 
Vol. 35 pa^'. 631 {^^ parloK 

— Visconde de se^petiba ( Auroltanj de Souxa e Oliveira Cou- 
tinho) — Vol, 18 pag. Oi, 45S supp.; vol. 23 pa|Z, 345. 

— Visconde do Souza Fuotoa {\h\ iosô Ribeiro de Soiua 
Fonte>)— Vol, 57 pag. 427 2' parte). 

— Visconde lie í?ouza Franco (Bernardo de Sou s&a Franco) - 
Vol, 38 pag. 424(2^pirU>L 

— Visonde do Taíinay (Alfredo de F^ra^^oaUe Taunay) — 
Voi. »-i2 pag. 430 (2* parl»^). 

— VÍ3condo de Uberaba (Jo«é Ceaario de Miinnda Ribeiro) 

- Vol, 27 pa;/. 338, 

— Visconde de Urupíuay (Paulino Joaé Soares de Souib) — 
Vol. 'i9 pn^r. 471 (2' parte^, 

— Vlscúodo de Valdetaro (Maneei de Jesui Valdetaro)— 
Vol 60 paK. 4(J4(2^parte). 

— Viscundo do Vieira da Silva (Luiz António Vieira d% 
Silva)— VuU 53 pag. 6U íâ» parte). 

— Wiiltcr Hauser— VqL 6^ pag. "í5í (2*p.irte). 

— Wenct^ídau António Ri bcLj — Vol. 11 pag. 1Ô3: vol. 15 

. Wenceílau Paunero- Vd. 34 pag. 41ê (áf parte). 




311) 



Bispado do >Iiii*iaiinA— Provisão dô Q do Março rie 
1751 approvando o reL'Uiicnto promul/iido polo Bispo dô 
Mariaona rek'ulaEHÍf> os emoluriientos pirocliiao?, monos 
na parte que manda cobrjir e í lio famen tas antigos no caso 
de se nao accoittr poloa povos o encarj^o novo dos oUícíjs 
— Vol. 6pa<:. 201. 

— Cópia do requeriraoota qtie o Bíapo de ^íananna foz era 
13 de Abril do ITô^aobiô a cobi-ançi de eraolumeníos 
paroehiacs— Vol. 6 pa^^ 202. 

Bispudo df> li io *le ^raiieli-o — Fundação do Bia- 
pa;lo do Rio de Janeiíú : raemoiia lida pelu socio Carti.8 
Honório do Figueiredo — \ uL 10 pa^. 571>. 

Bra^Jl — Discurso sobre esta palavra, por José Silvestre 
Rebello— \oi, 1 pag. kOB; voL -d pag. G2â. 

— OníííjDQ desta pai wra, por Joaquim Caetano da Silva— 
Vol. 29 pa^- 5. 

— Tradicçào flobre eata palavra— Vol. 47 pag, 119 ; vol. 59 
pag. 421. 

— Introducçã» ao tratado da terra do Brazil, /eito por 
Pedro de Mij-Mlbl^s Uandavo, reirapreeso pela Acade- 
mia Real d:^s Sei enfias do Lhboa— Vul, 2 pig. 4 -'5. 

— Noiicii dos annos em qu^ se descobriu o Brazíl, e das en- 
tradas d LIS reli^dõcá e suas fandaroes^etc— Vul. ^ pig, 427, 

— Rotação dos oianuscripios a respeito do Brazil» exi^teotes 
DO archivo da Secretaria d»? Estado doa Ne^ocioflEstran* 
geiros— VoL 4pag. 394. 

— ínforraarõos das terras do Brazil — Vol. 6 pag. Ôl . 

— ioíormação do Brazil e de suas capi^ranlas - ir»R4 — Ma^ 
cu-cripto oITerecido pelo sócio VarnhagRn — Vt,>l. n 
pa;/. 4 li;. 

— Trata»Io descriptivo do Brazil em 1587, por Gabriel Soares 
de Souza — \'oL 14 pag, U 

Brevos coramentaiius sobro esta obra por F, Adolpbo le 
Vanitiagen— \'oL Hpag. 3U. 

— Parecer sobre o opu culo^ Une fète breailienne eelobr^e 
a Rouon era IS^iO, siiivi d"un fragraent du XVI siedo 
mulaní snr la Th(?ogenie dea onciens peupies du Brôsil 
et des poesiesen langue tupique, de Chrisijvara Valente, 
par Ferdinanl l>eats— \oI. 14 pag» 402, 

— Prograrama: o descubrimeLto do Brazil por P, A, Cabral 
loi devido a nm racra aca?o, ou teve elte alguoá indicio» 
para fsso? Dosonvolvido por Joa|ulra Norberto de Souza 
o Silva— \ol. 15 pftg. lv5. 

— Memorias sDbre o descobrimento do Brazil — Algumas 
considern^òes por J» J. M-ickaao de Oliveira — \vi* IS 
pag. m^ 

— Reflexões acercada memoria de Joaquim Norberto de Souza 
e Silva, por António Gonçalves Dias — Vul. 18 pog. '^'89. 
Retutaçâo do autor da meraoría— pag, 335. 

— Historia da Provi ucia Seia ti Cruz a que vulgarmente 
charaaraos Brazil, por Pêro de Magatbães Gandavo— 1570 
" Vol. 21 pag. 301. 



Fír-,vx i I— '.r:-. -■^i: : Irfc:: l ?•: ij, z^% i^é ^iccess.. < dad . 3 em 
?' .--i-n. i ia rrki^ii :?::;: * .?.:.• — V:l. 25 lag. ^13. 

: I .:- :..r-ai. Títtl^: íbí F-xiuu:::— V:-:. 23 pkg. 67. 

— 1: .L-r^-I- :•: J^^a^i: í: rn.::! e sai* acce>òiiade> — 
^.. ir :^ 7?53. 

— . -j>"^ =-:-. rSi^â^i ri. zA Z^^rnâftTvTii:* António Ro- 

— - I- ~-nL» -.>r-:!»fL5 i- 3r^: — M:*-zor:i li ia pc-lo co- 
i-c : : : : :- a -X-: ^i-: .- .r^isies Pjúr jr^ — Vol. 23 

— \ -c:^: 1 :.■ ?r*z.- .a :::".r!=i.^ par* servi- de base á 
I. Tsi.- ::-* ■:^>,.Li.-.# r:Tj:vxí;jLÍi =j iza.' ie :>:y, com a 
ií . .:?--: -i à:i jwçil: jf.-i: i-* ?:ncL cix:?:ier^d^ em todas 
Lí-.ii? .:_?:ría:í5 :liS5«^ Si coif:.mLdade dos mappas 
*..>:-.-? -. ~ii ?l-:t-í,:;v5 e zj2i?ro de seushabiianios, 
nfv viTse :ȒLr: iivcji R.ilr.iiKs VeJcsj ie OLvcira 

— >w-.u ... ? :'-iR»5;í 'sxe* fcVc* X yi\ p3palAçri.\ por 

— .1 ^ji:ã:..r-: .i. .. Sj^.x..^ Y:;. 55 jd^r. 71 .•^•pirie). 

— ?rv-: :: $.-.:at5Í,- r:rvcci:^^A «fervia ia ddsooberta do 
b^r^x: :w.'," -vcr^ni^Ar*,' H^iriiae d« Beaoropalre Kolian 
— V ., *.>í ;.!^. i?: •>« jurre». 

— > *'!' ZI-: ru : v7wA'*íCvs ii A<5U ^ni.IicA de r<)i 1 15'?(J, 
7. .; :*:!,• ií :-\*íí>: 5í«?>>— VM. 26 ^g. 55 .2*p:irte). 

— >\5J» : : .v-c ilc í,c si - vVrvVA Yer:::elha — ca enseada 
::•; <*j 4k .' a. ;^ OjkKràl pria:^:ro ie>emlarcou e em 
< :f.r ií:r * 7r::rtf,rA mt$». aeomí^::ha.1a do texto 

í , .- ..vj.o'.\ »*ri:.io pjbi:.vu OJiial Ja caria chro- 
.: .V. i; ÍL>v\>rv.u^c^\ «»:r:p'.4 lo Rei D. Manoel pelo 
vnik^iL:e..v -:* >UA cjkst EVni) Vaidt Caminha, que ia do 
. vc .. ,• .1 arirJkiA— Vol. 40 po^. 5 ^S* parte). 
. '.■.,;,-: irrAcl-í tUtocicm de Matheus Tân dcn nroe:k, 
.r :: .• /Ic ,^ ;» í *;í via e rAAl&ente aeoa;Toeu no começo 
.\ tk'- \u i.í jv*t; v^***s '^ iíriíiU bem como as con- 
sl\-V# •.,-. *-;.\^.i vtAS ihKSU íontlexas — TraJuzido do 
./.: . • 3 fk*r \^' HviiDv» ;>UJir;e Peneira— Vol. ^0 pa^r. 5. 
v^ .iu < .í ::í:,> de Ín^í— Memoria lida polo Dr. Mo- 
:t A -;.* v:^^e^Uv- VoL 41 i^. 5i7 (i» parle). 
Vsi : . .» . > o A ,U^ i*4o wrriíori il :o Bwzil, por Augusto 
rui>iv* .>S,.,:a— \ol. 4^ r«#. i7 (2* porte). 
• K U ' .(.t.^ 'i KAmiíia Keal iwtu^ueu ;i Pro\inoia da 
\\ !uA t»m.».4:*e.rv de lS'>s por .Uuiuim Piíes Mucliaio 
IVii.r.i N.l uMU^r. 5 :,;.* parte). 
\» síiM\ >\>u» x\irv*«oU»í::oA av-erva do dia em «lue foides- 

». is\ v»: wnnv:-^^* j'**r iHvc^siAo da notntKkViV> Je conJestavel vlo 

kV\\v«xA^^ >^^* ttr«4eil lYUuvameute ã origem e iniluenci a dos 
M iHftaluvi |H^v\suloiV4i |H)rtiU'ueso4 nos costumes nacionaos, 
Çj^rj^Mlv^it»*»» K»»Mlo-VoK 45 pag. 3;í7 (;í* parte). 




ÍNDICE DOS VOLUMES 1 A 67 



321 



Brazil — Protesto do Dr, Maximiano Marques da Can-alho 
aobrô o que diz Cezir Cantu em rolaçlo aoíi briziíeiros na 
suahiatoría Uaiversal — Vol. 4h paga. 347, 35G e :{5y 
(2* parte), 
— ' Cartas do padre António Blaaquez sobre o Brazil (155''i e 
1565)— Tomo 49 vol, 1 pag. 1. 

— Trechos do relatório do Dr . José Hygino Duirte Pereira 
incumbido da fazer aequiaiçSo di Hol landa de do Mim^titos 
relativos às, lutas com os hoUaudezes ao Brazit— Tomo 
49 voL 2pag, 183. 

— Ideiam do José Bonifácio sobre a organizí^^ão politioíi no 
Braííil, quer corno reino unido a Portugal, juer como 
estado indepoo iente— VoL 51 p:ig, TJ (3* pu'te), 

— Novas cnlturaá, oi^ras publicas e dospezas do Brazil colo- 
nial: oílcio do \ ice- Rei Luiz de Vasconcelloâ — Vol. 51 
pag, 183 (2^ psirte), 

— Cartas sobre a revolução no Brazil pelo consellieiro sil- 
vestre PiDhoir.i Fârreira— VoL 51 pag. :;^í9, 

— Trabalhos doi primeiroa jesuítas no Brazil — Vol. 57 
paç. 213. 

— Batalha Naval de 16;U, nos mares do Brazilp entre as es- 
quadras hespanhola e liollandezi, aquella ao mando de 
D, António de Oqnyndo e esta de Adriaen Jansz Patur— 
VoL 58 p"ig.2()3. 

— Batalha Naval de 1040 e outivas peripécias da guerra hol- 
landeza no Brazil— VoL ri8 pag* L 

— índice chronologico «las bulias e outros documentos semi- 
Ihantes, existentes na Turre do Tombo, quo interei^ara ao 
governo do Brazil e á Igreja Br az ileira—VoK <i2 pug^;* 158 
e vol, 64pãg, .^17 (2' parte). 

— Histórico do Brazil nos centenar ioa de U\úú, 1700 e 1800 e 
ligeira noticia com i olaçâo a eâte ultimo século — Vol, ^t 
pag. yi. Vide C.^utjuarioa do Brasil. 

^ O selvagem perante o direito laspecto americano da 
commemoraçâo do centenário) par A. F. do Souza Pi- 
tanga— Vol. 63 pag, 19. 

— Carta relativa ao trabalho sobre BuUas e outros do- 
cumento» referentes á. Igreja Brazileira — VoL 64 
pag. âl7 (i" parle). 

— Historia palitica d'i Brazil — AnteceJcntea históricos da 
hidepdudtíuoia — lie^oncia do Pnncii)e D. Fi3drode Al- 
cantar?,, Lugar— Tenente de El-Ret D. João VI— VoL 66 
pag, 5 (l' parto), 

— Historia dus principae^ successos poUticoB do Império do 
Brazil, pelo Visconde de Gayrú— \ oL G6 pai?. I7t> { I" parte). 

•^ V. Capitania-' Dcicobriínento — Híêtor^ia — Dieefsos. 
Bramir infc<*lleoiiiíi.l ewn. l>§íOl-- Memoria hiitíK 

rica poio Barão Homem do Mello (noticia sobro os homeníí 

notáveis nni^ Bcioncias, nàs lettras» na^ armas e nas 

artos)— VuL 04 pa^. V. e 255. 
Tli-UKÍ1eii*ii^i4 eel<-^tjr©M— V, Biographias, 
lli-arxclo^ cto Bra.zii^Lígetro estudo— Vol* &4pag« 283. 

^31—^1 Toiío Lxvui, r, u 



- z 



e 



322 



REVISTA DO INSTITUTO lilSTORlCO 



Bullaiit— V, DvãziL 

Ou^itoH — Inaufi-uração dcs bustos do cónego Januário da 
Cunha Barboza e do Marechal Raymundo -losé da Cunha 
Mattos, fundadores do Jnatituto — Vol. 10 pag. 545 a 
S85. 

— Sobre a substituição dos bustos de gesso existentes no 
Instituto por outros de mármore — Vol, 49 pag. 473 
(2* parto), 

— Do Msconde do Bom Retiro e de Joaquim Norberto de 
Souxa e Silva— VoL 60 pag. 30o (5* parto). 

Oal>a JFrio — Cópia da resposta que o secretario de estado 
deu ao embaixador de França em Lisboa sobre a sua re- 
plica offerecida para mostrar que pertencem á Corúa de 
Franca as terras de Cabo Frio— Vol. 8 pag. 433. 

— Offlcio do governador Constantino de Menelau datado de 
1 de Outubro de 10Í4» dando parte de haverem alli apor- 
tado cinco náos ingkzas no intuito do carregarem pâo- 
Brazil— Vol, 18 pa^. 407. 

— Memoria histórica deàta cidade o de todo o seu dislrieto 
coraprehendido no terreno de sua jurhdicçao — A ol. 46 
pag. 205, 

— Escríptura de contracto entre procuradores de S. Mages- 
tada e Gil de G6es e sua mulher, sobro a cessão que 
fazem daí? terras, capitania e jurisdicção de Cabo Frio— 
Vol. 5iJ pag. 151. 

OarCUoeirai^^ V, Viagem, 

Oafé— Breve iiotim da primeira planta que liouve na Co- 
marca da Car .vellas, ao sul da Província da Babia, es- 
cripta pelo Dp. AntoniodeSarapaio Viaona— VoL5 pag. 73. 

Oal€l£i.s aa, Iiiii>ei'att*iz— Aguas thermacs, do Santa 
Catharma — Breve noticia por Alfredo de Escragnolle 
Taunay— Vol. 42 (â"" parte). 

OamaprR. BXiiiiieipal-- Da cidade do Rio de Janeiro — 
VoU ao pai?. \4iK 

Oanipo tle l^aloin^— V. Paraná. 

Champô cia«i va,eca*?i l>i-iiaeas — Pesquizas para o 
descobrimento deslo campo, feitai por Jeauino da Silva 
Nunes e Lauriano Vargas— Vol. 21 pag. 3^3. 

Oaiiii>0!s dog) Goytacíizen — Representação sobre os 
mei s de promover a povoação e desenvolvimento dos 
cimpoadô Ooyt ^cazes em 1057 peto capitão André Mar- 
tins Palma— ^ ol. 47 pa»:. 107 • 

— Memoria pelo Dr. José Alexandre Teixeira de Mello— 
Tomo 47 vol. 'ip:i^'. 5. 

Oa iialiator-oceitaieo — ^^ Soe ieda Je de Geograph ia 

lie Pu ris, 
Oanaao!^ (cidadella na Bahia)— A campanha do Canudog— 

memoria pelo Dr. Aristides Augusto Milton — VoL 03 

pag. 5 (2* parte), 
Capella Itiipei^ial — Inreatarí j das peças de ouro e 

praia pertenctíutes á Calliedral o Capella Imporial do 

Rio de Janeiro- Vol. 60 p»g. ri5 (2* parte). 



índice dos volumes 1 a 67 323 

Oa*pita,l Fed.ex*al — -Saa mudança, pelo Dr. A. Pimen- 
tel — Tentativa de ama descripção physica do Brazil 
Central— O Planalto— Vol. 63 pag. 207 (2» parte). 

Oapita.nia.a— Reflexões sobre a Institaição das capitanias 
do Brazil— Vol. 19 pag. 398. 

— Relaçã > das capitanias do Brazil escripta no principio do 
17* Sftculo— Vol, 6*2 paç. 5. 

Oa.pitu.ltiy lLo — feita polo Rei o a Rainha de Hespanha 
com Vicente Yanez Pinzoa no anno de 1501— Vol. 23 
pag. 445. 

Cn.r-a.imiirii — O Caramarú perante a Historia —Disser- 
tação apresentada ao Instituto pelo sócio correspondente 
Francisco Adolpho de Varnhagen — Vol. 3 pag. lé9 
(2* serie.) 

Oa.i*ta.* Traduc*ção da carta que Nicolau Villcgaígnon es- 
creveu da America (Rio de Janeiro) a Calvino— Vol. 2 
pag. 200. 

— do pa Ire jcsuita Manoel da Nóbrega, copiada do Real 
Arcnivo «le Lisboa— Vol. 2 pag. 279. 

— De D ogo Nunes, escripta a D. João IH, acerca do desco- 
brimento de sei*tões onde podia chegar atravessando a 
terra de S. Vicente (Província de S. Paulo)— Vol. 2 
pag. 3)b 

— Carta (cópia) escripta ao Padre Dr. Torres a 10 do Junho 
de I562« copiada de um manuscripto da Biolietheca Pu* 
blica do Riode Janei o— Vol. 2 pag. 420. 

— Copia de uma carta, de S. Vicente, do irmão José de 
Ancliieta para o Padre mestre Diogo Laynez, preposto- 
geral — 16 de Abril do 1563, dando noticias do Brazil — 
Vol. 2 pag. 541. 

— (48'') do Padre António Pereira de Souza Caldas — Vol. 3 
png. 144 e 216. 

— do Padre Joseph (Anchieta) da Bahia de Todos os Santos» 
escripta em Julho de 1565 ao Dr. Jacomo Martins, Pro- 
vincial da Companíiia de Jesus — Vol, S» pag. 248. 

— de Henrique Dias — Vol. 3^ pag. 258. 

— Copia de uma carta do Padre Leonardo, escripta de S. Vi- 
cente a 23 de Junho de 1565— Vol. 4» pag. 224. 

— Da algumas cousas que ião em a náo que se perdeo, do 
bispo para o nosso Padre Ignacio, copiada do Registro 
das cartas Jesuíticas, manuscripto da Bibliotheca Publica 
do Rio de Janeiro, pelo Padre António Blayques— Vol. 5<> 
pag. 2i4. 

— Copia de uma carta do Paire Manoel da Nóbrega, que 
escroveo ao lUm. Cardeal, de S. Vicente, 1« de Junho de 
15150— Vol. 5^* pag. 328. 

— do meátre João, Physico de El-Rei, para o mesmo Senhor, 
de Vera Cruz ao l*de Maio de 1500— Vol. 5« pag. 342. 

— que o Padre Manoel da Nóbrega, proposto provincial da 
Compan lia de Jesus, no Brazil, escreveo ao Padre mes- 
tre Sim&o em 1549 (Noticias da Bahia)— Vol, 5* pag. 429, 
433 e 433. 



?ii ?:rr!?TA !*:• instituto histórico 

Oaur«tt — » r*i*irs áB Góes para El-Rei. Da Tilla áa 
3ULiàft a & K Akrsi de 1554^VoL b* pag. 443. 
~ hl Pai?» Nj*ir-!ra. iAfido noticias do Brasil— Vol. > 

— hl rat?* AZ'L.11^: Pi?s5, ds âO de Agofto de 1S5I, daa&o 
HKisna^ àí Psaasiioai»— Voi. fl^ pag. Í6. 

^ L7 ?% SY S.ãraca. damia de Pemambaeo, da 1551 ^ao^ 

— .• .11:1?? laúfi. diada de 33 de Abril de ISSB. pira 

— ^ Ilas^ieMB S^f^ra aurtrudo ili«Jui de sv adaittíiA 
isa SiKiiiièaÃí Sea^c— T.:4. -: pag. 36?, 

— T-ii JaTiara Âí S. Fa-sb ao úefivrcadur do Es^ads io 
Bírajc: r. .Vi: 5* ^^«Bway , de a>^ Ja aeiíD é e i «H, 

*)ãca»— Vil. "i^ p«r. 33. 

— ^ JíkTQki m Irosb» fiar— in— '^*' â] 

— Jiar^iâ w ^. -Tornai:? e 4 
a^r-* ?tLTi 

:?,-:.-. jL«« j r«a 

a," jcaí3í i»? 

dei 

e 

Vol. cT poif . ÍT. 

— im aacanrtpa» ranasT* Cana ao SeaaAiNr CàMtàádo 
>leoie> de .viflieiía e p^r esâe ipriwnmli aa Inetitato— 
Vol. 4^pag. Ir». 

DKlara^ioo de Ia ioccrtoa chmliaBa iTkmÉBiia pelo Dr. 
ABi-aJo JoanViai de >lwie Oiawl ¥ol> dSpay. leo. 

— I>o^ '3ov«nndor ij BtibblID. DeaitodaOaitt e do :• 
Bispo ÍQ SalTadúT D. Píéed FlarBaoda« SaidiB':.a, ae- 
rjmalo-se rec-pieieiwte peranie a Gèrte de Lial»a— 
Tomo 49 Toi. i * pag. 35$. 

— do Seo^r D. Pedro I a wm filho D. Bedio IL datada de 
16 de Abril de :â32. de Angméo líwrei— u— Voi. 55 pag. 
.-^56 i2* partem 

— De D Aoiré Lamas s^hre a Lei da extioecio da eserayi- 
dio^VoL 57 pag. \jõ. 

— Do Dr. Carlos F. tod Martiiis, cootendo observações sobre 
botaalca. rocabnloe tupys e oiéea das tribos ameríca- 
naa— Vol. 5d pag. 59. 

*— De D. Pedro II ao V.sooade de Itaúna Súbre a mudança do 
Mioisteho— Vol. 64 pag- SOI. 

•- relativa ao trabalho BMUm o oatros doeomentos referen- 
tes á Igrctja tírazileira— Vol. 04 pag. 217 (^ parte). 

<«- Vide Diversoê, 
Our iia ir«ra4 aoBpsixil-^aioeer sobre o proieetoapre- 
seatado pelo Estado Maior do Exereito— Vol. 14 pag- 170. 




índice dos TOLimiES 1 A 67 



325 



Oai>ta i-e^-ia — D6 12 de Juaho de 179^ sobre a fundação 
de tiíóíi compaoliia ptii-a escavíição de minas de cobro e 
ferra na CapilaDia da Bahia— VoL 4'^ pag. 40:i. 

— de 10 de Maio de 1753^ a qual depois de relatar 03 serviços 
de Pedi'0 Dias Paeá Lema e alí^ns de seo pai, ainda não 
romuner:\do:3, llie concede a pensão annutil de cinco mil 
cruzados por trea vidas, e contém alguns factos interes- 
sa íUos— VoL 6« png. 224. 

OartA cie ii^an<,'» — De Juiz ordinário do julgado do 
Desemboque prissada ao capitão Manoel Fârrreira de 
Arauju Souza para servir cm 1821— Vol, 47 pí^. 117. 

Oa,rto«*i"up!iiív — Vido Z^avríOí— Vol. 3:í. 

Oa^sa da. M:oedH.— Fundaf/âo dada Bahia— VoL33 pagJ23. 

Ontítlog^o dos doíumontos mandados copiar pelo S 'olior 
D, Pedro 11— VoL G7 pag. ^{V' parte). 

Ciitcclie^^e — Breveâ reflexões sobre o 8\Ntema de cate- 
ohese, poguido pelos Josuitas no Brazil— VoL 19 pag. 371L 

Oa^^alvu^c^o — V. Multo Grosso. 

Oei«râ< — Inforranção sobro os portos desta Capiíania, onde 
Be podem carre^far as embarcagõea roaes do madeira de 
CO ns t r ucrõ o — Vo 1. 6« pn g , 498 , 

— Creaçãoda Villa de Aracaty— VoL 20 pa^. 170. 

^ Actas da Camará do Crato, de 1 1 de M^uo de 1817 a 2'* de 
Janoiro de 1833— VoL 25 pítg. 43. 

— Extracto dts assenta nien tos do antigo Senado do Icó desdo 
1738 até 183Õ, Do itmerario do presidente José ^íariano 
era 1832, Breve noticia subre a capitulação do Juiz. Dita 
sobre a raarc'ia de Tristão em IK2L Dita sobre antigui- 
dade de Cariri» collígídaa pelo Dr» Pedro Theborge— 
VoL C'5 paLí. í 2, 

— Auto de creação e levanlamento da povoação de S, Vi- 
cente Ferrerdas Lavras da Man^abeira em Villa. com a 
denomina ;ão de — Villa de S. Vicente de Lavras— o 
creaçíiíj da i^umarca do C/ato des iiembrada da do Geará 
Grande -VoL 25 pag* 14:L 

— Momoria sobro a revulurâo de 1821 . por Bm« da Costa 
Rubim— VoL â^pag. 2Ql {2^ pirte), 

— Memoria subro esta Capitania p jr Luiz Barba Alardo de 
Meíiezes— VeL 34 pag. 855, 

— Regiijto dos autos d:(. creação da Villa de Mooto-mór o 
novo do Grão Pará— VoL 35 pag. 13 L 

— Documentos para a revolução de 1H17— VoL 37 pag. 123, 

— Documentos para a revolução do Ceard ©m 1817 — VoL 
:^7p8g, 123, voL 38 pag. 15 >. 

— Vide Cartas de GedeoQ Morrina de Jonge — VoL 58 
pag. §37. 

— » Expedição em auxilio do Pinul^y e Maranhão por occa- 
flião da loiependeneia do Brazil — Vi d. iS pag. 235, 

— Execução de Joaquim Pinto Mndeirai chefe da revolução 
em 1S31 — VoL 50 pag. Pi5. 

— Letreiros antigos r Noticias sobre os caracteres do Serroto 
da Rola — VoL 56 pag. 407. 



IlliO nUVlHTA DO INSTITUTO HlríVjí^-jZl 

l*oii.PÍli Julio critico Mobro a bíitorU 4o Osskrk, àiZ^. 

'VvUWo fio Alonoar Ararl|>e ( carta do 3iarL> HrcMo. et 

Mollo ) Yot. M» |UK. 2\\ {W' parta ;. 
- hoaoiMKâo goDKraphIca abreviada da Capr»&ila i: C-t^íj^ 

|»olo roíMuol \utonli Jofâ da Silva Paole; — '•:.. •:.. 

i»^*!». í » \l^ i»iU'tt») o 100 (i* parto ). 
i U»u(%«tiui*Uft lu degoobrlmonto da America — Vj^. :.! 

(Hl dons>br(uUM\tvt do Urazll ~ Vul. fK) pag. 3í^j t Zzi 

i \'-' \^%vi^ ) o vviL rta Huup. nag. i4 { ^* parte >. 

K' vi\>«\vtM'im0uio do oaialnlio das Indiaa— Vol. 61 par- 

IV ('i^utoum \K I^Ht^) do Alcântara ; dos padres António 
\\^vv»H^ o .W \i^ Vuohlota - Vol. íK) pags. 'S^íj e 331 (i" 

v\m\uu^Ux^^«;<\v^ dv> otMitonario do Claodio Manoel da 
v\s«u \Mu 4 sL' lulho do 18S0 — Vol. 53 pag. 7 

U\*\n^'Mxv do iiisw.ii luw ooutonarloa de 1000, 1700 e 1800— 

t 'l%i*l««««% a\«\ s%l%%iuU.% - iVrauto a civillsaç&o. 

lM«>^i\*««' hK' x^' \h\>sU^ \avuuonto uor oooaii&o do 4<>oen- 
^M^^ví^i sko xW«vNi'UUouu*dA Vmorloa— Vol. 55 pag. 15 

v^H \ \ .1^ ;' \U\auu^ K' MiiiN)\uui do (^irvalho sobre este 
xi\-x ^i-N» \v*: >^ imjcí, i>»i> ^» :í:\) [ V* parte ). 
\)xM\^v^i^ ^\«Kv.tNM^ luU om »iM«Ao do Vi de Outubro do 
U^^* ^ví V 'A^WHWv* \\uUUo -Vol, Oií pag. 39 (2«^ 

\ ^\\\*\\\s\\^%\ iV ^\«i««' do IHà^ \ a)HHkodUv ) polo Or. Diogo 

^ IU«i\l«« %0%t%H\l\^ui««l%% UoUv^^o UUIorioa da occulta 
o tiM^l^ y '\\\s\As^ .%oVviuUMU(;a« MUU luoradoMs, que 80 
tV^«>«»uu^« >«o i^uus» do IVvl UAI «ortvVsi do Urazil — vol. 1 

(HM \ ^1 

\\i>iii mil. i.ii dt v^^u^utou do uma aiiiiKa |H)voac&o 
Umm I u^i-i. uvi ÍMhoi'U«v d i ISvviuoU d.« Mioad Oeraes, 
|iv|.i NUhtt Muuiul Ho.lrij}Uiii do Olivoíra— Vol. 3 

{i«0 •*' • \ * ' iKUlO ) 

i-4ru dit ÉKtMKi (Uirrt^po idontu C.>nogo Benigno José de 
(\ii\4Ut01t (uuUa, trataudu da Cliade abandonada nos 
éuiUiun d.i UaUia - Vul. 4*' pag. 3(^. 
r\iV(0«|iiiudtíaoÍa do Oouogo Aonlgno Josô de Carvalho e 
\ UI1U4 uai'-u|iadu niNi sortòos da Kahia no descobrimento 
diuUoidado - Vut. (> pag. 3'^'». vol. 7 pag. 10:^. 

|^li%«l%> %lo <4iitttili*ii. — Vol. IH pag. V77. 
^UlUi) tiulflllciMln 4% InMorlpv^e» lapida- 
Viiv ' Mtiiuuria por Tristão do Alencar Araripe — Vol. 



índice dos volumes 1 A G7 327 

Gi0platiaa— Recordações históricas qae se prendem á 
campanha de 1827, na guerra travada entre o Brazil 
e a Republica Argentina sobre a questão da Pro- 
vinda Cisplatina — Vol. 23 pag. 497 — Vide a errata á 
gag. 751. 
.elação da prata e ornamentos perienoentes ao saque 
feito aos insurgentes nos povos do lado Occidental do Rio 
Uruguay em 1817— Vol. 30 pag. 209. 

— Reminiscência da campanha de 1827, pelo Coronel A. A. 
F. de Seweloh — Traducção do Dr. Thomaz Alves No- 
gueira — Vol. 37 pag. 399. . 

Oolle^ríocle X> rodro II — Origem deste collegio. 
Memoria lida pelo sócio Francisco Manoel Raposo de Al- 
meida— Vol. 19 pag. 528. 

Oolonia; milita;!* — Plano de uma colónia militar no 
Brazil, por José Joaquim Machado de Oliveira — Vol. 7 
pag. 240. 

Oolonio; do Saerameuto — Extracto da resposta que 
Alexandre Gusmão, secretario do Conselho Ultramarino, 
deu ao Brigadoiro António Pedro de Vasconcellos sobre 
o negocio da praça da Colónia — Vol. I pag. 334. 

— Documentos que lhe são relativos — Vol. 31 pag. 161, 
205 e 350. 

— Relação da conquista desta Colónia, pelo Dr. P. Pedro 
Pereira Fernandes de Mesquita — Vol. 31 pag. 350. 

— Documentos relativos a esta Colónia, Montevideo, Buenos 
Ayres e prisão de fabricantes de moeda íálsa — Vol. 32 
pag. 5. 

— Memoria do assedio e rendição da praça em maio de 1777, 
pelo Bacharel Pedro To rquato Xavier de Brito — Vol. 39 
pag. 277 (2* parte ). 

Oolonio; de S. I*edi'o de AlcantafO; — Memoria 
sobre esta Colónia allemã estabelecida na Província de 
Santa Catharina, escripta e oíferecida ao Instituto pelo 
Vigário Joaquim Gomes de Oliveira Paiva — Vol. 3 
pag. 504 (2* serie ). 
Oolonii^a^çâo — Discussão histórica. 

O que se deve pansar do systema de colonisação adoptado 

pelos portuguezes para povoar o Brazil ? / 

Ponto desenvolvido em sessão de 16 de Junho de 1871 por / f 

F. Ignacio Marcondes Homem de Mello — Vol. 34 pag. 
102 (2* parte). 
O mesmo ponto desenvolvido em sessão de 14 de Julho de 
1871 pelo Dr. J. C. Fernandes Pinheiro — Vol. 34 paar. 
113 (2* parte). 
— Serviço da colonisaçâo no Brazil — Vol. 56 pag. 125 (2!^ 
parte). 
Oometo; — Memoria sobre o cometa visto em Março da 
1843 no Rio de Janeiro, por Maximiano Ant. da Silva 
Leite— Vol. 5pag8. 207 e 379. 



.128 



nnVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



í?»» lUiulo — NoticKi gubre e ta commiêtflão, por Hên- 
vi<\m Rí*lT»rd — Vol . tvi p\g. I4ii (á* parte), 

Ck»tuiiii«^>«âo Moientlfion — Nomeação do uma eom- 
missão seientifiea do otiKeoheiro^i o n.Ltiiríil)8t.ífc« eocarro- 
^atti d^o^plor&r o ioterior de aUar7;&s provim^ia^ moaoi 
c s e r>rmar p%vn o Museu Nacioml colleoçíJes de 

; doi? reino» orgânico e inorgânico — Vol, iò 

{ fiupi». ) pags. 12, 18, 2K 36, 43, 7õ, HiK iH ; vol. âl 
píig. A9^ ; Tol. M pa#r. 73 •. 

Oonimuiileci/çuo — Abortun da commQQloaçâo oõmmor- 
líiaI ontr-o o dUtricto do Cuyabi e a Ctdado do Parë por 
meio da navegação do8 rios AriDo.i e Tapujôs, empr^beo- 
dt \\ cm Seteml>ro do I8r^ o i^^Uiznida ern 18i:i» pelo 
reiíceWi) daa pessoas quo nessa dili^^^^uacia mandou o gover- 
nador e capitio í^^onoral da Capitania du Matto Gi-osso — 
Í)ÍArÍo doH* viagem — \\>{ 31 psig, 107. 

— Resposti dada ora ls47 ao Proãi lento da Província do 
Par;l pelo Tr*n**file coronel António Lariislào Monteiro 
Bi 'ni. sr^brea coranauQÍcaç?io mercantil entre a dita pro- 
vi ona e ade Ooyaz — Vol. 3 pag. 80 { /» sorle ). 

^ Entre a cidade da Bahia o a \ Ília do Joazeíro pelo 
enjrentií^iro André Przewniosvsky — Vol. iOpaK. 374, 

Otiniimiiltia. <le Oomniereio <lo RrttKil ^^ Re- 
presentavão que ftzoráo os povos de Portugal juntos 
em tortos contra a companhia do oommorclo do HrazU 
Vol. ^"i pag, 459. 

rk»nJut'ftçÍko minei rn. — Conspiração em Minas Geraei 
em lT8>i para a Indepondeneiíi do Braxil — Vol. 8 pag* 

— Sf^utí^nça proferida contra oa réo§ implicados nesta ooo- 
juração om 1789 — VúL 8 pag 3tl. 

— BitTictjíí da correspondência de Tliomaz Joflfar.^on, acerca 
da revolUQ^ do Minis Gjru^íi^ da independência do 
Bri/.iU tratados de cx>i> Ác -- Vol. 3 pag. 20d. 

— Documentos sobre a > j uj do Tiradentes, o^rre* 
spo dencia do Vice*Rei Luiz do Vasconoellos com o Mi* 
n stro — Vol. 30 pag. ]9i). 

— C'>rr'?3poQdoncia oíll^ial do Vioe R'3i Luiz de "^ -los 
aoorca da coajuração que tevo logar na ' do 
Mtna.1 Troraes êni 178'J — Vol. 3:.* pag, itU. 

— Cartas do Condo Keiendo em U de Março e 23 de Outu- 
bro de I7l»i>3obrea conjurnçaode MinaJ— VoU 37 paga* G 
o ití. 

— OfYleto f cópia ) do Tf scofide do Barbacona dando cont& 

io haverem abortado os plano^j de Tiradeatas e aeos 
áu* ios — Vol. 40 pag. 157, 

— O Tiradeotee powite os hUtotiadores oculares do soo 
tem pospor Joaqoim Korberto de Souza e Silva — VoL 1 i 
Pãg. 131. 

— Memoria do êxito que teve a ooi|Jaf«õio de Minas edos 
f)icto8 relativos a oUm — VoL 44 pag. UO. 



índice dos volumes 1 a G7 329 

Oojij uPAÇilo mineira.— Últimos momentos do4 iDcon- 
íldent.ed de H 89, pelo frado que os assistiu de conâssao— 
Vol. 44 pag. Kil. 

— Pretiio de uma traição (Joaquim Silvério dos Reis ) — 
Vol. 55 p:ig. 403. 

— iQconftdeacia mineira pelo Barão Homem de Mello — 
Vol. r>4 pag. 85. 

— Inventario e partilhas dos bens deixados por D. Anna 
da Encarnação Xavier sendo inventariante seo marido 
Domingos da Silva dos Santos, pais de Joaquim Josô da 
Silva Xavier, o Tiradentes^ Vol. 66 pag. íí85 ( 1* parte). 

Goní$elli.o dle Fuzendu; — Chronologia do pessoal que 
nos diversos tempos compoz o Tribunal do Consolho de 
Fazonda — Vol. 21 pag. 177. 
Cornstituivúio politica; — A Constituição do Brazil — 
Noticia histórica lida pelo Dr. Moreií^a de Azevedo — 
Vol. 32 p.ig. 71 (2* parte). 

Oontra.l3a;n<lo — Alvará de 5 de Janeiro de 1758 provi- 
dencidudo sobre extravios de ouro e outros contrabandos 
no Estado do Brazil — Vol. (> pag. 812. 

Oon^entoj!) — Descrip^ão do Convento da Penha, na Pro- 
víncia do Espirito áanto, pelo coronel José Joaquim Ma- 
chado de Oliveira — Vol . 5 pag. 113. 

— Fundação dos do Rio de Janeiro — V . Almanac — Vol . 
21 pag. 5. 

— Apontfímentos histórico:? sobro a Ordem Benodictinaem 
geral, e em particular sobre o Morteiro* de N. S. do Mon- 
serrate da Ordem do Patriarcha S. Bento tia Cidadã do 
Rio de Janeiro — Vol. 35 pag. ::^49 ( 2^ parte). 

— Extracto de um mappa das ordens monásticas e Toligio* 
sas da Capitania do" Rio de Janeiro — Vol. 46 pag. 187. 

— Resposta a um artigo do « Jornal do Commercio > sobre 
a intorvenção do Instituto para consorvação do Convento 
de Santo António, caso se tenha de arrasar o morro 
sobre o qual se acha o me^mo convento — Vol. 53 pag. 
460 (2* parte). 

— Os Claussroi e o clero no Brazil, por José Luiz Alves — 
Vol. 57 pag. 1 (2^ parte ). 

Oorreio — Plano económico e provisional para estabeleci- 
cimento do correio da Corte para a Cidade da Bahia — 
Vol. 7 pag. 464. 

Onculiy — Significação deste termo — Vol. 5G pag. 41 
(2^ parte ). 

Defbi^a — Do Conselheiro Manoel Francisco Correia à cen- 
sura que lhe foi feita por haver pedido aposentadoria — 
Vol. 03 pag. 281 ( 2^^ parte ). 

Deposito — V. Arca de sigilío. 

r>eseol>x-imeiito da» jVmoi-ica, — Quarto centená- 
rio — Vol. 55 (supp.) 

I>eâoolbY>iiiieiito do Bi*a,zil — Quarto centenário — 
Vol. 62 — Supp. e pag. 24 ( 2* parte ) . 



330 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



l 



I>e'!?c<>l>i'l mento dr» ea^^iiiiilio <Itv^ XiictiiiS — 

Voh r»i pag* 5»8. 
l>fiitun,nte**— Cartas ao Conde de Rezende sobre romessa 
e appreheD3io de diamantes — Vol. 37 pag. 18. 

— Histórico do sua djscjb^rti — Vgl, 03 pag. 305, 
]>ÍeeÍoiin.i*lo topograpluc:» da Provi Qcia do E^^pirito Santo, 

por Braz da Goata Rabini — VoL 35 pag. 597. 

— Parecer acorca do plaoo do Diccloíiario Histórico e (^m- 
graphico da Província d>D Maranbã:), pelo X^^. César 
AugTisto Marques — VoL 33 p.ig. 40S ( S-* parte ). 

— Parecer sobre o Diccionai-io Topa^raphico da Província de 
Pernambuco, por Maooel da Costa Honorato -^ Carta do 
autor sobre este parecer — Vol. 34 pags. 353 e 357 ( E* 
parte). 

-» Apontamento par» o Diccionado Corograpbico de Matto 
Grosso* pelo Barão d^^ Melgaço —VoL 47 pag, 307 ( 2* 
parte ). 

— Histórico e Oeographico das Campanhaa do Estado Ori- 
ental do Uruguay c Paraguav — Vol. r>} pag, 197 

— Da liogua gorai do Brazit — VoL 54 pag. 185 — V. 
( 2" parte ). Vocabular o. 

Oio^o Alvure*4 — "V- Caramurtj, 

iMploEtiaeiti — Historia diplomática, 

Relatori I do rainialro doa eistraogeiroa Francisco Carneiro 
de Cirapos, apresentado em H de Abril do 1831 — VoL 04 
pag. 187. 

— O primeiro relatório do Ministério dos Negócios Estran- 
goiroa — VoL 05 pag. 3DI { 2^ parte ). 

— A9 primeiras negociações díploraaticis re3pecti?at ao 
BraziL por Frincisco Adolpho de Varnliagen ^ VoL 65 
pag. 427. 

Oireoii ( Thoraaz Gonzaga ) — Dapoimontos para o seo casa- 
monto — VoL 55 pag. 36L 

— V. Conjttrfíção mineira, 

Oiniiuctivo — Proposta pira que se estabeleça ura disUo- 
ctlvo para os sócio» do iQâtltuto — VoL 53 pag» 394 ; 
VoL 59 pag. 277 ( 2* parte ), 

— Medalba para ser usala pelos sócios nas solemnidaJes 
dolDstitutoeaíásociaçOea scientiíicas — VoL 65 pagí, 517, 
o 53í; ( 2'^ parte ) . 

X>lNtrleto I^etlerul — Parecer sobre a Historia do 
Díitrícto Fodenl, escripta pelo l>r. FoUsbello Froire — 
VjL t;5 pags. 408.452. 1^9 (2^ parte), 

I>lvepiao« — Eecordat;ã'j mõmoravel da pessoas illustroa 
(juo servtrjlo á gloria deste paiz ( Brazil ) at'} a época 
de 1710, pelo Conselheiro Baltliazar da Si^.va Liaboa — 
VoL 5 pag, 4>0, 

— Cópia !1ol do titulo de Tatiuei Pompeu, que fez Pedro 
Taqueodo Almeida Paes Leme pelo anno de 17'»3, e tiue 
se scha em podor de Joio Pereira Kamos de Azeredo 
Coutinho — VoL 18 pag, 190. 



330 



RBVISiTA 00 INSTITUTO HISTÓRICO 



? 



De*^e€>l>rl mento do eii.*iiluUo cla*^ Iaclici.s — 

Vol. <il pag. 5U8. 
J>fii'iuf^iite^— Cartas ao Conde de Rezende sobre reme33a 
e appreheoaáo de diamantes — VoL 37 pag. 18, 

— Híatorico áa aua d^scjb^rti — VoL 63 pag. 305, 
X>icoioimrlo topagrapliici da Proviocza da Estpirito Santo, 

por Braz da» Gosta Rubini — Vol. 2ò pag, 597. 

— Parecer acerca do plano do Diccioaario Histórico e Geo- 
graphico da Província do Maranhão, pelo Dr. César 
Augusto Marques — VoL 33 pag. 403 ( 2* parte ), 

— Parecer sobre o Diccionario TopogTaphUso da Província do 
Pernambuco, por Manoel dn Costa 11 onorato ~~ Carta do 
autor sobre este parecer — VoL 34 pags. 353 e 357 ( 2* 
parte ). 

— Apontamento pai^ o Dicciaaarío Corograpliico de Matto 
Grosso, pelo Barão do Melgaço —VoL 47 pag. 307 ( 2*^ 
parte ) . 

— Histórico e Qeographico das Campanha» do Estado Ori- 
ental do Uruguay e Pdraguay — VoL 50 pag, 197 

— Da língua geral do Brazil — VoL 54 pag. 185 — V. 
(2* parte )t Vocabular :o, 

I>Io^o ^Ivitt-e^ — y, Caramurú, 
lilplomnciti - Historia díploraalica* 

Relatori I do rainistro dos estrangeiros Francisco Carneiro 

de Campos, apresentado em 22 de Abril de 1831 — VoL 64 

pag. 187. 

— O primeiro relatório do Ministério dos Ne;íocios Estran- 
geiros— VoL 05 pag. 391 (2* parto). 

^ As primeiras negociações diploraaticis roípoctlvas ao 
Brazil. por Frmcisco Adolpho de VarnUagen — Vol, ôri 
pag. 427. 
Dlrceii ( Tlioraaz Gonzaga ) — Dí3poiraontos para o seo casa- 
mento — VoL 5'» pag. 361. 

— V. Conjittação mineira. 

DlHtiuetivo — Propost:i para que se estabeleça um distin- 
ctlvo para os .rocios Jo Inatituto — VoL ^'S pag. ^^91 ; 
VoL 50 pag. tri { íf* parte ). 

— Medalha para ser asada pelos sócios na^ solemnidaJas 
do Instituto e associações seientificas — VoL 6"» pag-s. 517, 
e 52ii { 2* parte ). 

I>lHtrÍetí> F^ederal — Parecer sobi-e a Historia do 
Districto FoderiL escripta psjlo l»r, Felisbello Freire — 
VjL Ii5 pags. 408,452. i59 (2- parte )- 

I>lvcp«a^ — Recordação memorável da pessoas illustrãs 
que servirão á gloria deste paiz y Br:izil ) at'} a ópoca 
de 1710, polo Conselbeiro Balthazar da Si'va Lisboa — 
VoL 5 pag. 420, 

— Cópia fiel áú título de Taquei Pompeu» que fet Pedro 
Taquesdé Almeida Paes Leme pelo anno de 17f;3, e que 
te acha em poder de Joio Pereira Ramos de Azeredo 
Coutinho — VoL 18 pag. 190. 



índice dos volumes 1 a 67 331 

JDiversos— Documentos relativos a João Pereira Ramos de 
Azeredo Coutioho e seos irmãos sobre os seos serviços 

— Vol. 22paif. 451. 

— Relação do que acon teceo aos dozembargadores portuguezes 
c castelhanas no sertão das terras da Colónia ; opposição 
que 03 Índios lhes fizerão ; rompimento do guerra que 
houve, e de como se aplanarão todas as difâculdades, por 
Félix Feliciano da Fonseca — Vol. 23 pag. 407. 

— Memorial das mercês que se não âzerão e das que se 
desâzerão a Bernardo Vieira Ravasco, irmão do Padre 
António Vieira, Secretario de Estado do Brazil — Vol. 
23 paff. 423. 

Considerações sobre o estado de Portugal e Brazil, desde 
a sahida de El-Rei de Lisboa ató ao presente, indicando 
algumas providencias para consolidação do reino unido 

— Vol. 20 pag. 145. 

— O padre o o medico — confronto entre os dous — Vol. 31 
pag. 436 (2*^ parte ). 

— Noticia acerca da introducção da arte lltographica o do 
estado de perfeição em que se acha a cartographla no 
Império do Brazil, lida paio Bacharel Pedro Torquato 
Xavier de Brito — Vol. 33 pag. 21 ( 2* parte ). 

— Correspondência da Corte de Portugal com o Brazil acerca 
de diversos assumptos. 

— Conjuração Mj neira. 

— Apprehensão de diamantes. 

Rompimento com a Nação Franceza e protecção a João Manso 
Pereira para fabricação de as ucaf, aguardente & — Vol. 
37 pag. 5. 

— Cartas dos padres da Companhia dos primeiros annos da 
Colónia — Vol. 43 pag. 81. 

— Prec€S em desaggravo por sacrilégio — Vol. 46 pag. 183. 

— Tinta sobre a farinha das roças aos moradores da Capi- 
taniiA do Rio Negro — Vol. 40 pag. 185. 

— Distincção entre vassallos europeos e vassallos americanos 

— Yol. 40 pag. 237. 

— Systema preventivo da metrópole contra o Brazil — Vol. 
40 pag. 239. 

— Diversos objectos encontrados nas excavaçõas para as 
obras a cargo da Associação Commerclal dq Rio de Janeiro 

— Vul. 40 pag. 591 ( 2'^ parte ). 

— Rendimento dos empregos e offlcios das diversas reparti- 
ções da cidade do Rio de Janeiro nos tempos coloniaes : 
offlciodo Vice-ReiLuizde Vasconcellos— Vol. 51 pag. 157 
(2* parte). 

— A tenda do guerreiro — Canto épico por Joaquim Nor- 
berto de Souza o Silva. — Vol. 52, pag. 1. 

— Epilogo Académico ^Noticia, sobre um facto occorrido em 
S. Paulo entre os estudantes do curso académico e do curso 
de preparatórios e o Presidente da Província, Coronel 
Joaquim José Luiz de Souza, no theatro da Capital, 
na noite do 15 junho de 1843. — Vol. 53, pag. 257, 



332 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



r>ivcr80N — Urna Flneraria. — Noticia sobro orna 
urna ladigeaa encontraia soh uma antiga casa da 
praia de S. Christovao com ossada do itmiodio, — VoL 
53, pag. 343. 

— Commentarios de Álvaro Nunes Cabeça do Vaoci, adelaii- 
tadoe governador <lo Rio da Prata ; r^di^idos por Podro 
Fernandes, ootario e secreUrío da prõviucia. — Vol. 56, 
pag. 193. 

-^ Impo "tanto documento. Subsídio para a l»i8f»ona da admi- 
nistração publica. — VoL õO, pa^^. 209 (2-^ parte). 

— Douá eriibaixadorea man lados á Babia peio liei Da^foméi 
— Re^iesíío <lo um delles para a Coata da Africa. — 
Võl. W, pa^. 413 o 417. 

— Reconstiti K'Ão DAM FisASçxB Brazileiras — Memoria 
ilda Da sessão do 5 do Setombro do IS97, pelo Ms<Mnd<.* 
Rodrigues dt» Oliveira. — Vol. íV>, pag, 2í. (8» parto). 

— Explicaçíto reclamada pelo 3^ tomo da obra do Dr. Joaquim 
Nabuco. — Lm estadista do Império, — VoL 62, pag. 137 
pag. i:^7 (2* parte). 

— Explicações roclaniadas pelo artisfo bistorico do Dr. Eu- 
napio Deiró publicado no Jornal do Commercio^ de 10 
de Dezembro de 1891? (pelo Conselheíi^o Manuel Francisco 
Corrêa K - VoL 62, pag. 150 (2* parte). 

— Armações para a pesca da baleia, por Luiz Francisco 
de Almeida e Sá. —VoL €2 (iiir. 18& ( 2^ parte )- 

— A morto do com mandante francez João Duolero.^VoL 62, 
pag. lã;, (2' parte). 

— João Ramalho — Proposta para avoriguar-so da aua 
existenci.t no Brazil autos d© 1500. — Vol. 62, pag. 285 
(2* partí>i. 

Pai-ecer aobre a proposta. -* VoL («2, pag. 2t>8» C^* parte). 

— Noticia sobie núncios, intornuncios e delegados apus- 
tolicoa quo desio 180H ató bojo ( 1H08 ) repreãontaram a 
Santa Sé no BraziL — VoL 62. pag. 251, (íf parte). 

— Cântico a S. A. o Sr. marechal do eier.*ito Conde 
d'Bu, ex commandiínto em chefe do exercito brazileiro 
em operações no Paraguay. —VoL r>2. pag, 5, (2* 
parte ). 

J>l^l»ii.o l^eele^lnstiea — V* BranL 

llivifaiuo tei-i*itot-ia.1 — V. BraiU. 

l>oouiuemto» ollloiae^ — Sobro o commercio entre o 
Pará e Matto Grosso e sobre as comrauoicações que oon vem 
estabelecer entre aa diver>as capitanias do BraziL — 
VõL 5, t>a^. 76. 
^ Corte^pondeocia oUcial da C^rta de Portugal com o» 
Více*Rejs do Eetado do BraziL Conde da Caoba. Ayres 
de SA e Mello o Conde do Azambuja— 1766— 1768. — 
VoL 33, pag, 24;í- 

— Corrôfpooienoia oúlcial do Vice Rei Conde de Rezende 
com a Carte de Liisboa, acerca de um projecto de revo* 
luçio.^VoL 3e, pag. 285. 



índice dos volumes 1 .\ í M 



333 



l>oouiiieiitow oílleiftes — Correspondência offldal do 
Conde do Rezende cjin a Corte de Lisboa, acerca da 
devasm a quemaadoií proceder contra o b:icliarel Mariano 
Josó Pereira da Fonseca i Marquez do Maricá), Maauel 
Ignacio de Azarabujri e outros. —Vol. 3:?» pag, 2\n. 

— Corres poedenci a do (onde de Rezende cora a Corte de 
Portugal, acercada frequência no porto do Rio de Ja- 
neiro do navios de guerra ioglezes, — Vol. 32, pag, 295. 

— Vice-Reinario de Luiz de Vasconcelloa. — Correspondência 
com a Corte de Lisboa— 17x8 — 1789. — VoL 36, pag. 135, 

— Correspondência do Biápo do Rio de Janeiro com o governo 
da Metrópole nos annos do 1754— 1«00 gobre a creaçilo 
do novas fregaezits no Bispado do Rio de Janeiro ; 
sobre a esquadra franeoza no Rio do Janeiro em 1757 ; 
e sobro*,. — Vol. 63, pag. 39, 

— V. Caiaíogo, 

] >om Meeiro sses'uii<l€> — Noticia sobre a maioridade 
do Imperador, por Tristio de Alencar /iraripe.— VoL 44, 
pag, 167, (2^ pai't3)* 

— Vide Pedro O. 

Eelipee— Memoria sobre o eclipse do Sol de 15 de Março do 
1839, pelo capitão de fk*agata MâxímiaDo António da 
Silva Leite, — \'oL 1, j^^g, i'S, 

l^leU^Áa — Nas sessõee de eleição do Institutc^ não se admite 
votação por moio do procuração, E' essencial a presença 
do so<'io, — VoL 6J, pag. 30!, (2'' parte). 
^ V. R(^iires''nU'ção, 

Elliiiiiiaça.0 de uni síocÍo — V. Socio^ 

£]l»Í'#:octlo acíi,«leiiiio*> — V. Diversos, voL 53. 

.^Hoola Norniíil —Primeira Escola Normal existente na 
Capifcni do BraziL— VoK 62, pag. 11, (2'^ parte), 

1 %ae o 1 a d e p i ii t u r a — Memori a sob re a a n t i ga esco la 
de pintura liumínense, lida peio sócio Manoel tie Araújo 
Porto Alegro, — Voi. 3' pag^, 547. 

E*iaríwiclílo noôra^ll— A oxtincçâo da escravidão no 

Brasil— O jubileu do In-^tituto Histórico.— VoL 51, pag. I7,^vljj 
^ Circular cora que o Ministério dos Estrangeiros deu co- 
nhecimento aos representantes do Império nos paizes 
estrangeiros da promulgação da Lei de 2H de Setembra 
de 1871 libertando o ventre da mulher escrava, — 
VoL 55, pag. 259 {if* parte). 
^ Carta de U. André Lamas, sobre a L*3i da eitincção da 
escravidão, — VoL 57, pag. 155* 

— Opinião dct ura lirade capuxinho sobre a escravidão no 
Braiií, em 1794. — VoL GO, png. 155, (2" parto). 

l.i:acrii,voíH— Programraa desenvolvido pelo cónego Januário 1/ 
da Cunha Barboí*a —Se a introducçio de escravos afíi* ^ 
canos no Brazil embaraça a civitisação dos nossos iadi- 
geoLis, dísp:"Qsando-se-lhei o trabalho, que todo foi con- 
fiado a oscravos negros. Neste caso qual o projuizo que 
soffre a lavoura brazilelra ? — Vol. 1, pag. 159, 



/^ 



1/ 



334 REVISTA rO INSTITUTO HISTÓRICO 

O mesmo programma desenvolvido pelo sócio José Silvestre 
Rebello, — -Vol. 1, pag. 167. 

— Fugidos do Pará para Cayena e relações dos padres das 
duas localidades. — Vol. 5G, pag. 105. 

ISffiplrlto Santo — Extt^cto de uma viagem feita a esta 
provinda por Manuel José Pires da Silva Pontes. — 
Vol. 1 pag. 345. 

— Informagâo que Francisco Manuel da Canha deu sobre 
a provinda, então Capitania do Espirito Santo, ao mi- 
nidtro de Estado Autonio de Araújo e Azevedo. — V. 4, 

— bescripgiio do Convento da Penha na província do Espirito 
Santo, polo coronel José Joaquim Machado de Oliveira.— 
Vol, 6^ paK. 113. 

'— Annua da niissSo dos Mares Verdes, do anno de 1624 e 
1()25 mandada a Roma pelo padro António Vieira. ^ 
Vol. T)», paff. Sa") o 339. 

— Carta notioTusa de D. AíTonso Braz, de 1551. —Vol. 6^ 
449. 

rovernador d:\ 
do ouro nos córregos aa estiíida de Minas, como de ha- 



OflfoI 



iOio do governador p:\rtidpando nfto só conter riqueza 



vot^em Ires fkmilias de Índios puris procurado aldearem- 

10 Junto ao quartel da Villa do Prindpe. — Resposta a 

osto odloio e disoripç&o da estrada para a Provinda de 

Minas )K>Io Rio Santa Maria. 
MotlivàOi dlroocão o obsorvavlio da nova estrada que da 

Caolim>ira ao rio Santa Maria, termo da Villa da Victoria, 

dOgue p^^lo sortlio intermédio á Villa Rica, etc. 
Copia do oinolo do coronel Ignaclo Poreira Duarte Carneiro, 

do 7 do Sanoiro de 18:U, sobro a estrada desta provinda 

l>ara a do Minas Ooraos. 
Dir^ooào, medicÀo o obsorvaçiVs da nova estrada que dos 

ii«ri(k« da povoacio do Vianiia seguo ao quartel de 

Ourtnn, situado na nova estrada que da caonoeira do 

rio sauu Maria ^togue a Villa Rica. 
Kogulamouto inioriuo lu^ra o aldeamento e dvilisaçâo dos 

índios b^>tuoudos do rio Doce.— Vol. 6% pag. 468, 469, 

471. 474, 477 o 4>9. 

- Deolarac^k^ feitas polo sargento Norberto Rodrigues do 
Modoiiw», fobro a abertura da picada para Cuietd, man- 
dada taor e contraotada polo pieaidonte da provinda. ~ 
Vol. IO, pag. 4lkí. 

- Otttcio dirijíido em I$l 1 por Francisco Manuel da Cunha ao 
Conde de Linhaix^s sobro esta oapi tania.— Vol. I:í. pag. 511. 

- Notas: apontamentos c noticias para a historia desta 
proviocia; memoria estatística no anno de 1817 por 
Francisco Alborto Rubim. — Vol. 19, pag. 161. 

- Noticia chronologioa doo fitctoo mais notáveis da historia 
desta provincia, desde o sou deocobrimonto até a nomeação 
do governo provisório. — Vol. 19, paff. 336. 

- Memorias históricas e documentadas desta província, por 
Braz da Costa Rubim.— Vol. :í4, pag. 1.1. 



índice dos volumes 1 a G7 335 

li^spirito Sttuto — Dicclonario topographico desta pro- 
víncia, pop Braz da Costa Rubim — Vol. 25, pag. 597. 

— Historia das roais importantes minas de ouro, pelo major 
Joaquim José Gomes da Silva Netio — Vol. 55, pag. 35 
(2* parte). 

— Incorporação da capitania do Espirito Santo á, Coroa Por- 
tuguoza — Vol. 59, pag. 424. 

— V. Limite. 

£:atAcio de ^sl — Documentos relativos & exhumação dos 
ossos de Estacio de Sá— Vol. 26, pag. 301. 

£]stii;tistica — Offlcio dirigido a Fernando Delgado Freire 
de Castilho, governador da Parahyba, sobre o trabalho 
que se deve emprehender a respeito da estatística do 
Brazil— Vol. 6spag. 450. 

— População da Corte e Província do Rio de Janeiro em 1821 
— Vol. 33, pag. 135. 

— Memoria estatistica do Império do Brazil— VoU 58, 
pag. 91. 

S^ttituu — Projecto para levantarse uma estatua aChris« 
tovão Colombo, tendo por pedestal o Pão de Assucar, á en- 
trada do Rio de Janeiro — Vol. 53, pags. 435, 410, 447 e 
567 (2* parte). 

— Sobre a necessidade de levar-se a effeito não só a ideia de 
erigir-se uma estatua equestre a D. Pedro 1», oomo a de 
erguer-se uma cruz colossal e monumental em Porto Se- 
guro que restaure a que Pedro Alvares Cabral aii plantou 
no dia 1 de maio de 1500 — Vol. 17, pag. 591. 

— Proposta para erecção de uma estatua a José Bonifácio 
de Andraaa e Silva na cidade do Rio de Janeiro e a cons- 
trucção do um tumulo onde jaz sepultado seu corpo — 
Vol. 54, pags. 715e74S; vol. 34, pag. 315 (2^* parte); 
vol. 35, pag. 597 Cí*^ parte). 

— Auto da inauguração solemne da estatua do poeta An- 
tónio Gonçalves Dias. era is?^, na cidade de S. Luiz do 
Maranhão — Vol. 36, pag. 589 (2* parte). 

— Do Duque de Caxias — Vol. 43, pag. 594 (2» parte). 

— Do Marquez de Herval -— Vol. 43, pag. 419 (2* 
parte). 

— Do Marquez do Paraná — Vol. 43, pag. 420 ( 2* 
parte ). 

— proposta para levantar- se no campo da Acclamação uma 
columna de bronze tendo na base a Lei de 13 de maio e no 
vértice o symbolo da Justiça representado pela Princeza 
Isabel, regente do Império— Vol. 51, pags. 220, 243 e 25Ô 
(2* parte). 

— Carta do Sónhor Conde d'Eu communicando ao Instituto 
que a Princeza Imperial não pôde annuir a que se 
me erija uma estatua, por qualquer motivo, e espera, 
portanto, que não seja nesta piarte accoito o projecto 
apreseatado com o intuito de commemorar a lei que 
extinguiu a escravidão no Brazil — Vol. 51, pag. 318 
(2* parte). 



336 REVISTA ro INSTHTTO mSTORICO 

Eis t A tua — Guta ^:^ai \Ia«stidd o Inipers'lor ao ministro 
i^ is;«nx â&ifríA a*^ i9^de buvo de !^'\ peiiodo que 
V- ?7oiiieto d& s^^seriscio que ae preteode fuer para 
erurtr se Ite '.Bà eitanu «^ applieado na eonatruot^^o 
i^ ^i: !<:-'« irr':^iiK'S so «orlno dis ese> la« primarins e 
li) 2«£]^^r42Í«c:.^ «i» !=;kieRaI é» oatKs «stabeleeimentos 
c-í :2S7r;,\* — Voi. 5K p^jr. 31í* S^pArie). 

— D^ ;»>?»r ?^7>'>lfcj53 — Sei:* ã T«»ia do m&o»'l90 que se 
d€»*i:=;aTii A ^mráv u õaas dv> prari^rriíi do Inde- 
r^jiiocã — Vol :>ii* pa£9. 4lSe 44? (^ pait?-. 

^ I>v«em:io prc-axaàti^^ s» ^«euao de ioMt^urjr le a «• 
tann i# Joa^ de A:-i»car — Vd. ^, pa; . 3V> :r pvte^. 

— IX* «anelai Ma».«\ ^lac^isro da FtMHeea. 

— :\> j»»r:^rjd ^cj:.r:: v>:2çaa; Bowlbo de Mag-ilbies. 

— I>o asiTveâul FA^aK» FVixjto — VoL ^\ paf 385. 

— MecKria da ccouússão ea ea jre g adm de orgmoixar o placo 
ia «utae et^^KflCrv S>bipefedòr O. Fedro l* — Vol. 61, 
ju^, r9. 

— A Cl:i*vrTlc» CoC-OEnbe — Y. Amtrkwi. 

— Ao .ce^.\|rrapê^ e hUuMnedor br» aleira Dr . Cândido Mendes 
de Almeida -- VciS. 6^. par* 47 •:^ pane). 

ir^%arm^l9k9^ ~ Pn>>wso de nnsa e^treda da Babla ao Rio de 
Janeiro — Vcl. 5w pa^. Í5!. 

— O.irta Re^ ise 10 de eoTOslo de ISIO 9obre a entrada para 
Mioas utbr;e$ pelo rw Doee — Vol. ^, pe^r- 351. 

— ProjeeM> da ama estrada da eidaie do l ^ e si e r r o ás missões 
do Umffvav e ouira» pioTineias qoe devem scrrir de en* 
saio ao melhoraoMniD da piv^TíBda de Saita Catliarina 
— Vol, ?•, pajT. 534. 

-» Medicâ<L\ direcção e obis^ervacfice da noTa e:4rada qie da 
caclioeira do no Sanu Maria, termo da Vi lia Victoria, 
safQo polo sertã;) intermédio á Viila Rica — Vol. C\ 
pag. 46 í. 

£:^tr<tiigreirof9 illnstr» e prestimosos qne eoncorroram, 
com lodo o esforço e dedieação para o < ngrandecimento 
inteilcetnal, artístico, morai, militar, litterano, económico, 
indabtrial, commereial e material do Rrazil. dosdo os 
principioe deste hocolo até 1&92 *- Vol. .V, pag. 225 (2* 
parte). 

KAtuclo* UIstoriccMi — V. HIftioria. 

JiStlinolosria (Us(« o eostnmes) — Noticia etbnologica so- 
bre um povo que J4 h ibitoa acosta do Brazil, bem como 
o seu interior Hotes dodiinTio unirerstl, pelo Dr. Carlos 
llath — Vol. 34, pa?. 287. 

dtymolosrla — Coiieoçao de eijrmologias brasileiras por 
Francisco dos Prazeres Maranliio, tiradas dos termos da 
lingaa tupinanibá —Vol. 8". pag. 69. 

Kxaonamiaulaft'» eoolei<ilfi«tloa, contra tribuoaes, 
ministros, magistrados e mais offldaes do ja5(tiça — Vol. 58, 
pag. 341. 

— V. SfgocioB EcchiiasUeos ^ 



índice dos volumes 1 a 67 337 

Ejtcureiiío — Do PriQoipe regente D, Pedro de Alcântara & 
Provinoiade Nflnas Geraes em março o abril de 1822 — 
Vol. «6,pag. 7. 
A' Província de S. Paulo em agosto e setembro de 1822 — 
Vol 66, pag. 83. 

S^SLpediçilo t>eljgra glo polo an.tarct.ico ~ Notl- 
oiaé darias pela imprensa — Vol. 60, pag. 205 (2* parte)— 
V. Viagem^ vol. 60. 
— Vide acta da sos^^ão de 2S de oatubro de 1897 — Vol. 00, 
paga. í79e 393 (3* parte) . 

£jxpo«iQã»o universal — Proposta para inaugurarse 
•nire nós uma eip^si^^ universal em 19'J0 oommo- 
morativa do 4^ centenário da descoberta á) Brazll — 
Vol. 55. pag8.3l0, 324, 329, 331 e 336; vol. 56, pag. 155 
{2» parte). 

Falbrioas — Alvará de 5 de janeiro de 1785, p-ohibiado no 
Ebtado do Brazil to uís as faiorlcas e manufactura» do ouro, 
piats 8 da«, algodão, li<iho o lã, ou tecidos, sejam fabri- 
cados de um só doi referidos géneros, ou da mistur.v da 
uns com outros, exceptuandose tão somente as de fazenda 
grossa do dito algo.ião — Documentos relativos a esto al- 
vará — Vol. IO, pa*r. 213. 

FaouldAdes <le direito — Memoria sobre a funlaçao 
desias ficullndes no Brazil — Vol. 22, pag. 507. 

Fa/CUldade de mediolua' *>- Noticia histórica da Fa- 
culdade de Medioina do Rio de Janeiro, pelo Dr. Moreira 
Azevedo — Vol. 30, paj?. 397 (2^ parte). 

F*allecliiieiit.039 ^ Listados sócios fadecilos até 31 de 
dezembro de 1896 ~ Repertório da «Revista do lostituU» 
publicado em 1807, pag. 2f^l. 

lPa.zendA de (Sttxiti. Oruas — Cai*ta do Condo do Re- 
zende om 9 de março de 1790 sobre esta íázenda— Vol. 37, 
pag. 5. 

— Historia desta fazenda por Josó Saldanha da Gama — 
Vol. 38, pag. 165 (2* parte). 

Finta —- Sobre a fariniiadis roças dos moraioroida Capi- 
tania do Rio Negro — Vol 46, pag. 185 

Fortalesa — Disourso sobre a oonreníenoia do so fortiâcir 
a cidade da Bahia, capitai do Brazll — Vol. 06, pag. 77. 
-* Aoont^^oimentis na fortaleza da Conceição em 1844, por J. 
de Souza Pereira da Cruz ^ Vol. 25, pag. 453. 

— Memoria sobre o ftjrte lo Mar, em Poraaraiuco, por An- 
tónio Bernardino Pereira do Lago — Vol. 125, p.ig. 589. 

— Portidoai;5e8 no Brazil — Época da respectiva luaduçâo, 
motivo detertnlnabivo delia, soa importância defensiva o 
Valor actual — Memoria por Augusto Fausto de Souza -^ 
Vol. 48. pag. 5 (2» parte). 

*- Patente de capitão da Fortaleza da Prúa da Carioca — 
Vol 55. pag. 211. 

— Oonta nobre a fortificação e artilharia e mais fortalezas 
da praça e armazms do Rio ne Janeiro — VoK 55, 
pag. 221. 

831 — 22 Tomo lxv:ii, r. i. 



338 



REVISTA DO INSTITUTO HiSTORíCO 



Fartnleza.— Real Forte do Príncipe da Beira, em Mitto 
Gro§so, na margem oricnUI do rio Guuiporé — Auto da 
sua flindição Vol. 55, pa^. 36ín 

— Memoria histórica aobre a Fortaleza de Paranaguá e feito 
lieiH>ieo doi^ habitantes da então villa deste nome, no anno 
de 1850 — VoL 03, pa;;. StH (2* parto). 

i-' Fundação do Forte de Coimbra e oi acootecimeoto^ quo 
oom elle se relacionam, peio General Fraocisco Raphiol 
de Mello Rego — VoL 67. pag. 171 |2» parte). 

— V. Pro]ftrÍos Xaciotioa ^ Rio Branco, 

Fosneis — Cartas escríptas da Lagoa Santa» em Mínaã Ge- 
raos, ao 1*^ secretario do Instituto pelo Dr. Lund, sobre a 
croação extincta de animacs que em outro tempo babita- 
râo aqui^li regiSo — VoL 4% pag. m, 
^ carta do Dr. Lund, oscripta da Lagoa Santa, om Minai 
Gcraes, sobre oovae descobertas de ossos e craneos 
achados em suas excavacões — VoL ú, pag. 334. 

— Parecer da coraraissâo especial oncarreíçada de examinar 
03 os^os fosseis remettidos do Cantagallo au lQ.^tituto por 
M . Jarob Van Erven — Duas estampas com os desenhos 
dos ossos — Vol, 7*^, pag. 519. 

Oeneti^Io^ia. — Genealogia paulista — Carta do Dr* Ri- 
cardo QumbletoQ Dauat — Explicação da goraçio de Pedro 
AíTonso, — VoL 51, pag. 9l (S* parte). 
•^ Catalogo genealógico das principaes famílias que proce- 
deram de Albuquerques, Calvacaates, em Pernambuco, a 
Caramurns, na Bahia, por Fr. António de Santa Maria 
Jabuatão— VoL 52, pag. '>. 

— Vide NoHHarchia Pauli4ana, 

Oeogrn^plim — líitracto da descripçãogeographiea da Pro- 
vi ocia do Matto Grosso feita em 1797 pelo sargento raôr 
Ricardo Franco de Almeida Serra — VoL 6^ pa^sr, 15^. 

Cjtoolai^^iii. — Investigações scientifl-as para o progresso 
da geologia mineira pur Josó Franklin da Silva Masisena 
— Yol. 47. pag. 249 (:,» parto). 

GO'y&,'m, ^ Memoria om que se mostram algumas provi- 
dencias tendentes ao melhoramento da agricultura e 
commeriiu de Goyaz, pelo s:irgento mór Prancitco Joié 
Rodrigues Barrão — VoL IL pag. 33G. 

— Carta (relatório) eícripta por D, Francisco de Aásia Mas- 
carenlias no dia em que deu posse do Governo da Capi- 
tania de Qoyar a Fernando Delgado Freire de Caitilno, 
seu succesáor.— VoL 5% pag. 58. 

— Memoria sobre o descobrimento, governo, ^opulacío e 
cousas mais notáveis (íe^ta capttania, pulo padre Luiz 
António da Silva e Souza. — VoL 1^, pag, 4Sy, 

^ Roteiro para oi Martyrios, ícdo em canoa i elo ribeirão de 
Ooyaz — Noticia di-*eta paragem — VoL *S*, pag. 319- 

— Co^iía de ama cartn do cupitâo mòT Jo>fia de Oodoii Pinto 
^fn <iu*i»í.*a «obre os limites que deviam i9r marcados ás 
V quo confinam com a de Qoyat. —VoL 7% 



IXDICE DOS VOLUMEâ 1 A G7 



339 



Qi>yaz— ItiDôrario da ctiade de Palina, em Goyaz, á cidade 
de Fielf^m, no Pará, pet^i rio Tocantins e brdve aoticLa do 
Norto da Província d*3 Ooyaz — VoU 25, pag. 485. 

— Anuaesda Província de Goyaz, por J. M. Pereira de Al- 
cautara— Vnl. 27. pa^d, 5 e 230; vol. 28, pag, 5(2» parte), 

— Chorograiiliia litstonca desta proviQcía, peio origadeiro 
Ruymundo Josô da Cuaba Mattos — VoL 37, pag. 213 • 
vol, 38, pag. 5. 

— Breve reflexo sobre o meio cflflcaz de se remediar a deca- 
dência desta capitania — VoK 55, pag. 3í>9. 

— Planíilto da Formosii o cólon isaç ao — Vol. 56, pag. 163, 
Gruta eiu. C3»rQ.iisrola — Cemicerio doa indíos nas 

aguas áo Fervedouro, em Santa Luzia de Carangola — 
V(iL 5'J, pã^. 4^3- 
Orutu. cio Inferno — Descri pçao feita em Cuyabíl 
pelo [>r, Aleittodre Rodrigtie^ Ferreira — Vol, 4% 363. 

— Gruu do Inferno, juoto ao Forte de Coimbra — Memoria 
apfesenLula pelo Dr, João Severiaoo da FOQsoca — Vol. 
45, t.ag. 21 (> parte). 

O-r u til. claí!4 Oll^a.» — Vide Viagem, 

Oa-ra-puava, — Memoria sobro o descobrimento da co- 
lónia, escripta pelo padre Kraacisco das Cbagas Lima — 
VoL 4% pag. 43. 

— Descoberta dos campos de Guarapuava, por Aotonio Bo- 
tí^lbo de Sampaio — VoL 18, pag, 252. 

-^ Via^íem fêítíi por J^sô Frau cisco Thuni az do Nascimento 
ptiios sertõjá ^lesconheciíioH d© Gaaraptíavai e relação que 
teve cnm os índios coroados, maía nravios daquelles le- 
gares — Tomo AÔ, voL <f% pag, 267. 
õli'4t'0'i"'áXl»BS — Vide Pernambuco, 

Ouarai;>'t>a — Apontamentos sobre esta froguezia, por 
Kduardu Marques Peixoto— VoL 67 pag. !?4:í (%*' parte). 

Ouaáteiicliilbíi — Memoria pelo Dr. (^aar Augusto Mar- 
que?*— VoL 48 pag. Ul (2* parte), 

Oueri*a Civil— Vide os diversos Estadoa. 

Ouemi com o# Jli.olla.iiíleze« — V. Braiil^^Per-^ 
nambuco . 

Gueira, dos Míi.íí*e!».teei — V. Pernambuco^ 

Guei-ra. doí^ l^almapcei— Memoria dos feitos que ae 
deram durante os priraeiroa annoa de guerra com os 
negros quilombolas tios Palmares, seu destroço e par 
acceitíi emjuntiode 1078 — por Pedro Paulino da Fon- 
geca— Vtd, 39 pag. 2í)3. 

— CoQdíçõaa ajuatadua com o governador dos friulisitas, Do- 
mingos Juigc Velho» em 14 de agosto de 1693, para con- 
quistar e destruir os negros dos Palmares — VoL 47 
j.ag. 19. 

líistoriti— Programma histórico: O iTiatituto Histórico e 
Gooirraphico Braziieiro é o repreaentante dos idéas de 
illustrai;âo, que em diíTereates épocas se manifestaram 
om o nosso continoLite, pelo Vlacoade des. Leopoldo— 
VoL 1 pag. 77. 



V 



BI94 ona^P;.ziB2SQr suàre l mam^i^ úí rsmzil jaftúiskdíi em 
Pira paii le F 5 . I^onsifiiicir — Ta : jm£- 3 :ii^^ 

— Pr.ipnixnBL: ^'qks^ as iubioe de gn^ k àrreò. its^r mãe* 
jvsTii imi£r !• TTihifir laxznsn- lanuvfil de docnzDOLXDf r^âi»- 
-L' .« ii luTtnrA Ir ^:srrkjih!t dr< IiTkíI? I>sBsaiTD^TiD: jiqAc 

^ Prinej-í jca: suziiup;:Liàr &: liSLiiiitc- pnr FrúzuBcc 

— ran» « àpi* ^aes^TK & insia-m Ad dirfcz- — lí.ssKTaçiL- 

— I^-T:..^ jcir^e á;f225 pcc:» ái I^ssatu piir:!— Me=:?rii 

— Va eM>Í2^ Ã h:sicrir. p>trA. prf» I>r. Jasí Vieira 

^ C^ra de Jò!ia Armiaf^ a Kvmrisu» Ferreiím da Ve:gi« 

>:tei a soa «Hliattna dd Bimnl>— Vol. S5pif . 5s^. 
-- Djt»ria{io iwroft dd iystaaa da eser^rer a hHtoria 
aat^ • ai»i»Taa dd Império ào BraxáL pelj nurecbal 
RVttuaSo :^>da C^uihi Sáaiio»— Vol. S0 pa^. 1^1. 
^ QwKSm iMtrti^nnii. piw Jjaqaim Cadaiio la Silra (Ela- 
ciiacio de al^Qt pomaa %wb Atenndra de HmnMdt 
d^ioa :si«eia» ao «a eiaine critíDo da Hbtoria e gej- 
^taphia do n^vo contioente ~ Vd. tt pa<. ?>9 e vol. S9 
pag. 5 i2' parte). 
— Odia 9 de janeiro — Memoria liia paio Dr. Moreira de 

Azevedo— Vol. 31 poff. 33 f^» per;e). 
• Os Padres do Patrocioio. 00 o Porto Real de Itá — Es- 
tado histórico lido pelo oraego Dr. Joaqniin CaetíDo 
Feroande» Pinheiro - Vol. 33 pif . 237 (^ parte). 
-« Xotas sobre a historia ^tria— Prímeirof tempos da desço 
herti do Brazil. Vários assumptos. Re^idcaçSos, pov 
CADdldo MeiKks de AlfflBÍda— Vol. 39 pag. 5 (2* oartv). 
— Notas para a historia patriA — Segaaáo arti^. Oi pri- 
meiros povoadorse. Qaem era o bacharel da Cananóa ? 
Memoria lida por Cândido Mcodes de Almeida — Vol. 40 
1(S312^ vêrU). 
otas para a historia pátria <- Terceiro artigo, J(âo Ri- 
malho, o Bacharel de Oanuida, preeedea Col^mb^ni des- 
coberta da America?— Mejiorla lida por Cândido Man- 
des da Almeida* Vol. 40 png. «77 (^ pvte). 



— S^ 



INDIGB DOS VOLUMES 1 A 67 341 

IIi&itoi:*ia»— Notafl para a historia pátria — Quarto artigo. Por 

ÍIU6 raião os indigenas do nosso littoral chamayam aos 
hiDoezes Mair, aos portuguezes Perô? — ^Memoria lida por 
Gaodido Mendes de Almeida— Yol. 41 pag. 71 (2* parte). 

— Notas para a historia pátria — > Quinto artigo — A catas- 
trophe de João Bolós foi realidade? Uda por Cândido 
Mendes de Almeida— Vol. 42 pag. UI (2^ parte). 

— Rectificação á historia do Brazil de 1831 a 1840 do con- 
selheird João Manoel Pereira da Silra, por João Brigido 
dos Santos— Vol . 42 pag. 207 (2" parte). 

— Memoria sobre o melhor plano de escrever a historia 
antiga e moderna do Brazil, por Júlio Walleatein — Vol. 
45 pag. 159. 

— Protesto do Dr. Maximiano Marques de Carvalho sobre o 
que diz César Canta em relação aos brazileiros na sua 
Historia Universal — Vol. 48 pags. 347» 350 e 358 (2* 
parte). 

— Questões a estudar em relação aos princípios da no38a 
historia, pelo Barão de Capanema— Vol. 52 pag. 499. 

*- Um átomo da historia pátria — Histórico da Sociedade 
Amante da Instrucção, pelo Dr. Alfredo do Nascimento e 
Silva— Vol. 55 pag. 97 (2* parte). 

— Indicaçõds sobre a bistorla nacional por Tristão de Alencar 
Araripe— Vol, 57 pag. «51). 

— Esclarecimentos sobre a organização do Ministério de 7 
de março de 1871— Vol. 00 pag. 105 (2* parte). 

— Histórico do Brazil nos centenários de 1600, 1700 e 1800 o 
ligeira noticia com relação a este ultimo século — Vol.. 64 
pag. 91. 

— Relação dos manuscriptos portuguezes e estrangeiros do 
interesse para o Brazil existentes no Museu Britannlco de 
Londres— Vol. 65 pag. 5 (2* parte). 

— Historia dos principaes successos politicos do Império do 
Brazil, pelo Visconde de Cayrú — Vol» 6ô pag. 179(1* 
parte). 

— Historia politica do Brazil — Antecedentes históricos da 
Independência Regência do Príncipe D . Pedro de Al- 
cântara, Logar- tenente d 3 EURei D. João VI — Vol. 66 
pag. 5 (1* parte). « 

— politica.— Ministérios do Brazil em 1862 — VoU fóê 
pag. 204 (2» parte). 

— riistoila politica do Brazil— Vol. 66 pag. 5 (1» parte). 
HCoIl^ndeze»— Vide Brazil, 

Hospital cio0 ]L«azairo!-4 — Documentos relativos á 
fundação do Hospital dos Lázaros do Rio de Janeiro— 
Vol. 23 pag. 431. 

XXjr limos pati'io tico»— Compostos por Bvaristo Fer- 
reira da Veiga, por occasião da Independência do Brazil— 
Peiuani memoria lida pelo Dr. Luiz Franciíco da Veiga 
— Vol. 40 pag. 89 (2» parte). 

XconofiT^^Apl^ui. Brazileira — Por Manoel de Araújo 
Porto Alegre — Vol. 19 pag. 349. 



242 



REVISTA t»0 INSTITUTO HISTÓRICO 



êík OoQceíçãUi^ ao Bispo do R . :. D . Pedrn M&rsa de 

LieaitU por Oli^en Lám&— Vi*!. G4 pt^. 209, 
I^r^iwk»^ De» S. SebisUE^— Menosift da soa Andaçim cena 

um f«la^ dos ptrelAiM idmuiiiUmdorQi da jari^icção 

Eefitaiastíoa, e éo§ reTerepáu DtqiQi que toem bftvido 

mU Q presente (1810)- VoK 2pa^. 175. 
^ FQndi^ de igr^^ai no Rio tk J&neL^ — V. ÁIamimc — 

VoK21 pag. 5, 
_ da Candelária— Memoria historíca da Igr^a Matríx de 

Noasa Seohora da Candeiaria pelo cooe^ Dr. Manoel da 

Coeta Honorato— Vol. 39 pag. 3. 
I IHa do Ochl>i*ltA ^ Ú comãaiê dm ãkm do Carita — Me- 

moria lidi pelo Dr. lloíeiím éeAaefiode— Vol. 33 pa^. 5 

(S» parte). 
lllk*.% de Fern&ndo de Xorenl&f^ — Informação 

Bobr» Cila ilha — VoL tiõ, pa^. Itil (^ parte). 
Xllara de Jouitaetç — )lBiiioda a>k« aita ilha. pelo 

tesonte-eoranel Jjaé SiiftSjs de CarfaOio ^ Vol. iS; 

pâg.3ô^. 

— NoUdas delta ilha, dot noa e i^arap&s qoe tem na anã 
cireainfareiíeia, de algons Ugm que aa teem deaeob^^rto e 
de algumaâ oonsas earioaa^ — Vol. e7« pa^. 291 (l* 
partei- 

niiA da Xritidade ^ Hemiria hisiorlca e feographiea 
deita ilha, organizada e dedicada ao Banu> da Ponte 
Rlheira peJo baehaftl Pedro Torqaato XiTier de Brito— 
VoK 4a, pa«. «49 (ã* pane). 

— Occupi^ desta ilha pela Inglaterra e reJtituiçâ> ao 
Brasil — >Vol. 50, pag. 5 (t" parte). 

— Reatltuiçlo desta ilha pelo goreroo britânico -^ Vol. 60^ 
pag. 1«(2* parte). 

— Menaageoi do Presidente Dr. Prudente Je Moraes ao sen 
suecearár — Vol. 61. pag. 711. 

— Memoria historiea pjr Moreira de Azevedo ~ Vol. 6t, 
pag. ^^^2* parte). 

Icni^Qi^to do -frlnteiti — polo Dr. Moreira de Azeredo 

— Vol. S8. pag. 322. 
Xoapren^a — Pro^raiao do joroalíimo no BrazlL (Artigo 

esâripto peto Dr. Francisoo de Sonzi Martios)— Vol. 8«, 

— Origem e desenvolvimento da imprensa no Rio de Ja- 
neiro — VoL 28, pJig. 169 (i* ptirte . 

-^ Historia da Impronia no Maranhão, memoria lida pelo 
Df . Ceair Aiignsto Marques — Vol. 41, pag. 219 vol. 51, 
pag. 167 (t»nart0). 

— Probibi^ do aso da imprensa no Brasil nos tempos 
colonlaea — VoL 47« pag. 167. 

— Origem e desenrolvimeoio da Imprensa colonial brazi- 
letra« pelo Dr. A. da Conlia Baiteaa ^VoL 63, pag. S37 
(2* parte). 



índice dos voix'mes 1 A n? 



343 



Xinpi^esefio de clociinientoa -- Formação de um 
fundo iDalienavol ^ujo remtí mento «í deatioado á reim- 
pressão de obras raras sobre o Braztl o para exploração 
polo interior do Império — VoL 10, paga. 303 e 403, 
liicotifiileiíelíx mineira — V. Conjtfraçãí^ mineira, 
Xii(lei>eiifleiioia ^ Cartaa do Thomaz Jefferdon a Joha Jay 
VoK — 3^ pag, 208. 

— Consulta do Conaelíio Ultraraarifio n S. M, noaanode 
1732 feita pelo coosolheiro António Rodrigues da Costa» 
sobre a conservação do Braxil unido a Portugal, o que 
elle conaidera muito duvidoso pelas grandes riquezas 
daquelle Estado, represo ntadas pelas suas minas de ouro 
6 diamantes — \oL 7^ pag. 498. 

— Descripçâo dos factos de roariolia que 98 derao desde que 
se proje»íto« a IndepeEsdencia do Brazil — VoL 37» 
pa^', 195. 

— Motins políticos e militares o o Rio de Janeiro (prelúdios 
da Indepindenoiá do Brazil, estudo histórico pelo cooego 
Dr, Joaquim Caetano Fernandes Pinheiro — Vol. 37, 
pag. r'41 (2' parte), 

— Noticias doi succeasos políticos que precederam e se- 

Suiram*se á proclamação da iodeptndencia oa ProTincia 
8 S. Paulo, pelo Dr. 01e.'ario Herculano de Aqniao e 
Castro — Vul. 41, pag, 231 (2* parte). 

— Memoria sobre a deolamção da independência, escripta 
pelo major Francisco de Castro Caato e MeUo — Vol. 41, 
pag. 333 ^2* parte). 

— Dous ti*aballios importantes sobre a independência — 
Vol. 41, pag. 414 (S* parte). 

— Ideias de independência do Brazil em flos do século 
passado— Vol. 47, pag. 123, 

— Espedição do Ceará em auxilio do Piauby o Maranhão — 
\'oI. 48, pag, 235. 

— Mappa doá navios apresados pela esquadra braiileira na 
lutada independência, áesáe 21 de mirco de 1B23 até 
12 do fevereiro de 1824 —VoL 50, pag, 267 (2* parto). 

— Eiposíçâo de factos históricos que comprovam a priori- 
dade de Pernambuco na independência e liberdade na- 
cional, pelo major José Dorain xuee Codeceii*a. — Protesto 
conti^ o acto do governo provisório dos Estados Unidas do 
Brazil considerando do festa nacional o dia 21 do abril 
consagrado â commemoracao dos precur^res da Indepea* 
dencia b.f»ziloira reunidos coi Tiradentes — VoL 53, 
pag. 327. 

— Reconhecimento da independência do Brazil pelos reis da 
Africa— VoL 54, pag. 161. 

— Patriarchas da independência nacional —Conferencia por 
Tristão de Alencar Ara ripo — Vol. 57, paç. 167, 

— Ensaio histórico da independência do Brazil, por Franklin 
Dória, Barão do Loreto— VoL 59, ptg. 151 (*' p\rte). 

— Memoria escripta pelo Dr, Moreira de Azevedo í— VoL 60« 
pag. 97 (2^ parte). 



^- 



I 



rii4 



RFAISTA lj<> INí^TrTUTO IIISTOIIJCO 



^ ^' 



Xndcipoiídouota ~ Pè^Hq que aelU tomou o padre Diogo 
Anti^aío reijó — VoL 60. pig, 357 (8* purle). 
Hiit'>ria poíit^iL áo tírastl — Aniooaddates tiiitoricoi da 
lDd'ipoa'loncla — Re;?eackda priDOipe D. Pedrode A.Ic&d* 
tatM. luACar — tiMioiilo de Bl-Kei D. João VI ^ Vol. 66» 
piílí 5 (l* parto), 

Kscratoí — llijmnof, 

lOflIf^M — DaH inumorift« e blograpbias publicadas nos pri* 
moiro* U Tt/lumei da «ftevku do lustitutu- — Vol. 14. 
fi^ 46 !• 

^' iliOf^rjàpliLiJi do tiooioD;! illustroâ ou do pessoaa omiDentes 
qu« hOPVlratii im Brm/il uti .^o Hrasiil ^ VoL U. pag. 473. 

— f*arfi5<»rsiMbrt* o ItuUoe chroiiulof^Mca dos factc^a mais no- 
la Ycsli» da li iU)ria dv> Urazih do Dr. Agoitinlio Mai^ue^i 
l't>rilifào MuUieiro — NoL la^pig . 77» 87 e 113. 

— Momoria» putu.os desonvAlvidos õ outros trabalhoi doi 
Miiviún dg hintituU), desdo a ^e^Aâo de i6 de geteuibro 
íio 1847 ató 10 d»< dt*/*!iubri> de 1858 — Vol. 15. pag. 545. 

^ fU^liig&o dúH tnauuscripio9ojroreoida8 ao Instituto desde 
t**» «lo iottniibra de iS47 at6 10 de detembro do 1B52 — 

\ui. i&« fMitf. :i4H, 
-* lndl^4« ir*«rAralpbaUeUeodM niMiorUs. documentos e bio* 

fir iblicadaj aos võluroM 1 a ^:ã da «Revista do 

III NuL S22, pay. TdBt 

*- Cl ^ra puUlcaQioda illdiee*^ Vol. 40, pag. 5:í3 ; 

-i* Hubm .1 iiiètaiU^t^o do iodleodi «Hevista do tostiliito» — 

vul* :m, p^, 3«^ ; vol, 4), pag. 5:í3 ; vol, 4t, pag. 408. 
-* hl ( " ^' n'''"^Nitloo da^i memoriai, dõctitoeutos e 

bM ki noi volumes 1-44 da «Eevíf ta do 

Iiu. i . . . Moralra de Aieredo — vol, 45. 

(a^í. 4KI7, 
<- ReTayio doi auiof raphod o orlf l&aea do losUluto — 

Vid. 47. |»i.5aft(S^ parle. 
^ l>o arilgoi eonlliloe em 60 tomos éa «Revista do ludUluto» 

um raCÃ/^fo a oada uiiia das piovíaoias do Império — 

Vol. 5K pa«. S70. 
^ Apveeenticà > de um limbalti^ laUliilaáe — ladloe alpha* 

beileo a Ml «Ri»viHas 40 luitllila U0lnrt«>» » Vol. 57. 

mil%. 371 e 4(1 r2» parle) 
<- R^^rlorie da «ftavlaU Mneaial éa laslilato» compre- 

titadaado os 54) valamea da elatMa do Inaiitiito», do 

ia>9 o imw pahUoado am xmt. 
Itttlloa^-HIelDiriadioaladloieavaUeiroe ou da NacioOuayatrd, 

por FraMleea tadfftaiMe do Pvadu ~ \ol. i% pa§. ss. 
^ NoUcla aolire os lodios Tupiaamháa, aenj eoatomea^ alo. , 

de um manuicrlply da Bibliotímoa do Impemdor-VoL 1% 

^ Pfv^lffammai Qaal aena teija o mtlMr àystsBA oa eaUH 
alair oe ladíos aotmiliadoe aa aMMsmrtiíes *DaKii- 
valvkk» pelii OMUgo iaaiitHo da Quiiia Baiteea » 
Vcl. ^% paf . 3. 



índice dos volumes 1 a 67 . 34t5 

Xndio» — Memoria sobre as naç9es gentias que liabitam o oon- 
tinente do Maranhão, pelo major graduado Fraaciâco de 
Paala Ribeiro ^ Vol. 3», pags. 184, 297 e 442. 

— Qual era a condição social do s-)xo fernioino entre os 
indiganas do Brazil ? Programua desenvoUiio por José 
Joaquim Manhadode Oliveira — Vol. 4\ pag. 168. 

— Republica estabelecida nos sertões dos rios Uruguay e Pa* 
raguay pelos religiosos Jesuítas das Províncias de Por- 
tugal e Hespanha — Vol. 4», pag. 2Ô5 ' 

— Memoria sooro as aldeãs de índios da Província de São 
Paulo, segundo as observações feitas no annodo 1798, por 
Josô Arouche de Toledo Rondon — Vol. 4», pag. 895. 

— A colebin^o da paixão de Jesus Ctiristo entre os gua* 
ranys,por José Joaquim Machado de Oliveira — Vol. 4^ 
pag. 331. 

— Programma:— Si todos os indígenas do Brazil, conhecidos 
até hoje, tinham uma única divindade, ou se a sua reli- 
gião se circumscrdvla apenas a uma mera e supersticiosa 
adoração do fetiches ; se acreditavam na immortalidade 
da alma, e se os seus dogmas religiosos variam conforme 
as diversas nações ou trious ? No caso affirmativo, em 
que diíTorençavam elles entre si ? — Desenvolvido por 
Josô Joaiuim Machado de Oliveira — - Vol. 6°, pag. 133. 

~ Memoria sobre os usos, costumes e linguagem dos 
Appiacas, e descobrimento de novas minas na Provinda 
de Matto Grosso — Vol. 6\ pag. 305. 

— Regulamento interino para o aldeamento o civilisação dos 
Índios botucudos do Rio Doce, da Província do Espirito 
Santo— Vol. 6\ pag. 489. 

— Parecer de Ricardo Franco de Alrneida Serra sobre o 
aldeamento dos Índios Uiacurús e Quando, com a do- 
scripção do seuí usos, religião, estabiliiadee CDStumes — 
Vol. 7», pag. 204. 

Resposta do general Caetano Pinto de Miranda Monte- 
negro, vol. 7» pag. 213 — Continuação do parecer — 
Vol. 13, pag. 348. 

— Sobre o plano de colonisa^^o dos Índios botucudos errantes 
no território entre o Rio Doce e o de S. Matheus— 
Vol. 7», pag. 235. 

~ Artigo extrahido do tPanorama» sabre os indígenas do 
Brazil— Vol. 7», pag. 524. 

— Noticia raciocinada sobre aldeãs de Índios da Provinda de 
S. Paulo, desde seu começo até a actualidade, pelo co- 
ronel José Joaquim Machado de Oliveira — Vol. 8s 
pag. 204. 

^ Informação dos casamentos dos indios do Brazil, pelo 
padre José de Anchieta — Vol. 8*, pag. 254. 

— Carta do alferes José Pinio da Fonseca dando conta ao 
general de Goyazes do descobrimento de duas nações de 
índios —Vol. 8S pag. 376. 



3ir. 



aEvisTA ix> iNSTirirro iustorico 



Xadlõ^ — NatieiíL da conrerákú dos lAdloiaitoi Orixea Proe^ses, 
POTO0 babiliUkias e goerrems io sertão do Brazil, dota- 
moate redazídoi à fé citbntks e à oliodieDcta da coro?. 
portuguesa, com a qual ie àeserefr^ tÊOUherú a aspereza 
00 sitio da soa liabiiaçio. a eefireira da saa idolatria 
6 a bajrbwdado de seas ritos— Vol. 0*, pag. 494. 

— Noticia sobre 08 botueado?, acompaobada de um vocabu- 
lário do sen idioma e de at;?iiinai obsêrraçâes, por M* 
íammard— Vol, i*», pa^. 107. 

-- Croaç&o da directoria dos índios na ProTincia de Matto 
Grono — Offlcio dirigido ao goTeroo imperial em lS4t> 
pelo presidente da mesma proriacia Rícardu José Qomes 
Jardim— VoL 9\ pig* 5tó- 

-^ Dissertação histórica, eihnograpbiea e politica sobre as 
tribos aborígenes qae h&bitaTam a proriocia da Bahia 
ao tempo em que o BrazQ foi cjoqulstado ; sobre as suas 
mata^, madeiras e animaes qoe a povoam, etc.. pelj 
coronel Ignacio Accioli de Cerqueira e Silva — Vol. l^r, 
psg, 143. 

— Carta escripta pelo soeio Francisco Adolpho de Vambaueu 
sobre ethoographia indigen^, Itogiias, emigração e ar* 
cbeologíat padrões de mármore dos primeiros descobri- 
dores —Vol. l^,pag. 36^5. 

— Retrato do cbofe indio Qaoniambebe— Vol. 13, pagolT. 

— Vocabulário da liogua bug»"© — Vol. 15, pag. 60. 

— M^^moria histórica e documentada das aldeãs de indios 
da Pravincia do Rio de Janeiro, composti peto sócio 
effectivo Joaquim Norberto do Souza e Silva c laureada 
na iiets&o magoa dd iSde desembro de 1852 eom o pre- 
miu imperial — \'>1. 17, pa?, 100. 

PagÍQâ« 

Parte historiei 109 

Considerações geraes 113 

Aldeia de S. Lourenço* . * . . * 160 

» » Barnabé ....... 17^ 

» > S, Francisco Xavier. ... 178 

p » N. S. da Gaia ..... 195 

> p 8. Pedro 206 

Aldeias de Ipuea, N. S. das Keves e 

Santa RIU .......* ZiB 

Aldeia de Santo António dos Gaarutbos. 213 
Aldeias de S. Fidelis de Sígmarioga. de 
S. José de Leoni^, de Santo Antó- 
nio de Pádua, de S. Fidelif o outras. 2^ 
Aldeia de S. Lais Beltrfto .... 24^ 

Aldeias de N. S. da Gloria de Valença 

e Santo António do Rio Bonito. 249 

Cuncloáio Í6t 

Notas e citações 3^ 

Parte docamootads. ...... 301 

índice da memoria ,....,. 545 



INDÍCE DOS VOLUMES 1 A 07 



347 



XikIIoj^ — Vocabulário da li agua '^Qval U3ida hoje no Alto 
AraazoD'18 — Vol, 17, pa;j. 551. 

— Plano sobrfí a civili.'íait;aodos iodio:5 oo Brazil e principal- 
mente para a capit-mia da Bahia, cora uma hTQvt* noticia 
da misáíto quB cnire os meámos indioâ foi feita peloíí 
proíícripfeoa Jesuius— Vol. 19, pag, 33. 

— RetiueriniiiTito foito a S. M. em nome dos índios domes- 
ticadug íla capitania da Bahia — Vol. 19, pag. 91. 

— Mappas dos índios Cherentce o Chavão tes na povoação 
de Thereza Chnstina o o Rio Tocantins o dos iodioa 
Cliaraos da aldtia de Pedro AíTon^o nas margens do mesmo 
riOi ao norte de Goyaz — VoL 19, pag* 119. 

— A emigração do Cayoaz. Narração coordenada sobro 
apontamentos dados por Jo5j Hiniriciue Elllot, pelo sócio 
Brigadeiro J. J. Machado de Oliveira — VoK 19, pag. 434. 

^ Dos Índio ^ Cayuaz — Vol. 19, pa^?. 448. 

— Carta rogia ao Capitão general do Pará acerca da eman- 
cipação è civilisaçâo dos índios ; e resposta do mesmo 
acerca da s«a execiiç<ãí3 — VoL 30, pag. 433, 

^ Noticia :^obre os selva^rens do Mncury om unia carta dg 
Theophilo Bonedicto Ottoní — VoL sÍL P'ig. 19L 

— Et,hno^a*aphia indígena : — Lingwas, emigrações e archeo- 
logia. PadrÕ33 de raamioríi doa primoiroa descobridores. 
~ Carta do Rrancfseo Adolpho do Varnhagera. Madrid, 1 
de abril de 1849— Vol 2L pa:^. 431 .-Vido voL 12, pag 3G*l. 

* Os indígenas do Brazil perante a hiít-jria — Memoria 
offerecida por Domingos iosô Gon, alves de Magalhães — 
VoL 83, pag, 3, 

— Oa Cayapós, sua origem, dcjcobriracnto, accommeiti- 
meutoí pelos Mamelucos, represálias, meios empregados 
com vioíoncja e com arma em punho para aubtrahil^os 
âs mattas, esses raeius substituidos liela brandura, seus 
boneficoa resuitados, ai :e miento, conclusão — por Machado 
de Olivoira.— VoL 24. pig, 4'Jl. 

— Breve noticia do gentio bárbaro que ha na derrota da 
viagem das minas de Cuyabá e seu recôncavo,— VoL 25, 
pag. 437. 

— Descripção das aldêas dos Apinagés, seus usos e co-^turaes, 
— VoL 25, pag. 4EíK 

— Brazil e Ocrania — Memoria apresentad» por António 
Gonçalves Dia^, sobr.í o editado dos iniligenas do Brazil 
no tempo em quo, pola primeira vez, se a'^havara em 
contijicto com os seu^ descobridores e que probabilidade 
ou facilidade offerecia nessa epocha o emprego da cate- 
chese ou da colonização. — VoL :i(\ pags, & e 257 
(â» parta). 

— Summario das armadas que se flzerão o guerras que se 
derâo na conquista do Rio Parahiba.— VoL 3fj, pag. 5. 

— Noticia da voltint iria roducçao de paz e amizade da feroz 
nação Jo gentio Mura nos ao nos de 1781 a 1780, do forriel 
commandante do deátaeamento do lugar de Santo António 
do Maripi no rio Japurá — Vol. 36, pag. 323. 



I 



ai8 



REVISTA DO INSTITUTO tlISTORIGO 



Xtitliov — Offlcia do VU^ooda do PoHo Soguro sob:*»' (vido 
p&g. 4H Ho va!. 34) urna obiorvacão feitii pjlo Dr- An- 
tónio Hdnrlquo Leal a uma pubiícaQão do mesmo Visconde 
*jb o iilulo —Os Índios &rat?oi —*VoL 33, fmg. 1<J3 
(8* parte). 

— Relíquias de uma grande tribu extincta — por Aútooivi 
Manuel Ounçalves Tocantins — VoL 3íí. pag. 51 (2*^ parte). 

~~ Estudo aobre a tribu Munducurú — Memoria eseripta por 
António Manoel Gonçalves Tocantins — VoK 40, pag. 73 
$^ parte). 

— ]arormaç$3saobre 03 Índios bárbaros doís sortões d<? Per- 
nambueo : — Offleio do Bispo de Olinda acompanhado do 
Tariaa oartas — VoL 4<^ pag. Hi3. 

— Memoria sobre us^s e costumes dos índios Guar.mvâ» 
Cayuúó G Botocudos— Voi. 63, pag. 263 (5?» parte). 

— Proposta parív a creação, sob os auspiciai do Imiti tato, do 
uma aaâoctacão protectora dos indios brazis — VoL 65, 
ptgs. 492 503. 

— Direcção c:»m que interinamente so devem regular on 
índios das novas vielas o lugares erectos n \ capi tinia de 
Pernambuco e suas annesu — Vol . 46, pag. 121 . 

— As popntaQõdS indígenas o mesUoas da Amazónia -* Sua 
liniuagcm, suas creuQas e seus costumes, por José Ve- 
rissirao — Vol. 5o, pa^r. 295. 

— Rekição verídica v succinta dos usoa e costumes dos 
Tupínambás, por Hrins Stadcn trad oxida por Trtstao de 
Alencar Aranpo — Vol. 5">, pag 267 

^ — Indígenas do Brazil em Françi no século XVI — Voi* 5'5, 
pag 171. 
*- Noticia de antiguidades indígenas ctiatenteis em Minas — 
Vol- 5tK pag. 4US?. 

— Principio e origem dos indios do Brazil o seus oostume?, 
adorado e cero mon ias— Vol. 57, pag. 185. 

— Partículas de la leo«íua ^uarany — Vol. 58, pag. 101 . 

— Od iadiõs Cavapó-í, pelo Padre Desgenottes — Voh Ô7, 
pag 216(â» partoL 

Iii€£ul^iVf\o — M >moria de Franeiáco A^oinli-j de Varnba^en 
sobre os habitantes do Brazil oon ^ pelo Santo 

Offlcíu, era Lisboa, desde 1711 ató IT ; L6,pag.33i); 

vol. 7» pa^c 54 e 427. 

— Pr^oe^so feito pela Inquisição do Lisboa contra António 
jos^da Silva, poeta brazileiro— Vol. 59. pag. 5. 

Inaioflpfiio |>liuii te itt. —Carta sobre uraa inseripção 
pb< entrada (*m uma da.^^ montanha:^ do tittoral 

du 1 I aeirj, ao Sul da barra -- Vol 1, pag. 06, 

Eelaturiú da commíbsâo encarr^ada de analisar e copiar 
Q«ta ÍQScripçlo — \ õl . I , pag. 09. 

1 1\ ao r i p (^õ £*« 1 a p i « l f 1 ref^ — V . Cidades pe f f i fundas . 

Instiliiio IXi9toi*ic:*o — Sua creação— Dl i^uno inau- 
gural peb Cónego lAnoario da Cunha Bar boza-^ Vol l« 
pags. 5 e 10 

— Extracto dos seus estatutos — Vol l. pag. 2^. 



ÍNDICE DOS VOLUMES 1 A 67 3i9 

Instituto KliHtoi-ieo —O Sr. D. Pedro II acceita o 
titulo de seu Protector —Vol . 1 pag. 67. 

— O Instituto Histórico é o representante das ideias de illufi- 
tração que em diíTerentes epochas se manifestarão no 
nosso continente — Vol. 1, pag. 77. 

— Do que devem procurar nas provindas os sócios do Insti- 
tuto para remetterem á Sociedade central do Rio de Ja- 
neiro— Vol. 1 pag. 141. 

— Novos estatutos — Vol. 14, no fim. 

— Proposta para a juncção da Sociedade Vellosiana ao Insti- 
tuto — Vol. 17, pags. 79, 88, 90 e 100. 

— Decreto n . 2482 de 2 de Novembro de 1801 , approvando os 
artigofl que devem fazer parte dos estatutos — Vol. 24 
pag. 865. 

— Parecer sobre duvidas que occon^era na applicação Jo 
art. 6 dos estatutos.— Vol. 34, pag. 372 (2* parte). 

— A sua revista é pi-emiada na oxposiçào geographica da 
Veneza — Vol 44, pag. 419 (2-' parte). 

— Sua creação e insíallação — Vol. 48, pag. 315 (2* parte). 
~ Parecer sobre a proposta r(>lativa à admissão de sócios 

— Vol. 50, pags 3^5 e 300 (2* parto). 

— Ceremonial que deve ser observado nas sessões de recepção 
de novos sócios — Vol. 50, pags. 314 e 341 (2* parte). 

— Alteração de alguns artigos dos estatutos.— Vol. 5?, 
pagi. 508 e 544 (2' parte). 

— Estatutos approvados em sessão de 1 de Agosto de 1890.— 
Vol. 53, pag. 629 (2* parte). 

^ Os sócios beneméritos são constituídos em commissMío para 
o âm do reunirem donativos com os quaes se possa con- 
struir ou adquirir um edifício em que funocione o Insti- 
tuto— Vol. 54, pags. 193 e 197 (2* parte). 

— Memoria apresentada ao Ministério da Justiça em 1897 — 
Vol. 60, pag. 171 (2^ parte). 

— Minuciosa noticia sobre a existência desta Sociedade — 
Vol. 61, pag. 7. 

— Alteração do art. 12 dos estatutos para dar- se a denomi- 
nação de bemfeUorei aos sócios de que trata o § 2* desse 
artigo.— Vol. 61, pags. 6920 718. 

— Alteração do art. 15. — V. Di$Hnctivo. 

— Modificação dos estatutos na parto relativa aos direitos e 
obrigações dos sócios — Vol. 62, pags. 358, 388 e 454 
(2*^ parte). 

— Por meio de procuração não se admitte votação nas 
sessões de eleição.— Vol. 66, p-ig. 301 (2» parte). 

— Proposta para alteração nos seus estatutos — Yol. 06, 
pag. 296 e vol. 67, pags. 432 e 463 (2» parte). 

Jn Hstx"ue VÃO — Discurso sob 'e a necessidade de se prote- 
gerem as scieneias. lettras e artes no Bi*a8il.— Vol. II, 
pag. 259. 

Instrucção publica nos tempos coloniaes do Brazil pelo 
Dr. M. D. Moreira de Azevedo«— Vol. 55, pa^. 141 
(2* parte). 



350 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 

In**truocõOí^ — para MarMns Lopes do Saldanha, gover- 
nador e capitão general da Capitania de S. Paulo.— 
Vol. 4, paj?. ;^50. 

— Olllcio do Vice-Rei Luiz de Vasconcellos e Souza com a 
copia da relação instnictiva pari ser entregue ao seu 
sucoessor.— Vol. 4, paga. 3 e 129. 

^ Registo do regimento de S. A. Real que trouxe Roque da 
Gosta BuTOtj, do Oonse'ho de S. A., mestre de campo, 
gt^neral do Estado do Bratil, a cujo cargo está o governo 
delle.— Vol. 5, pag. 288. 

— dadas ao Visconde de Barbaoena Luiz António Furtado de 
Mondtmca, governidor e capitão general da Capitania de 
Minas Geraes.^ Vol. 6, pags. 3 e 197. 

— p:\ra O. .\ntonio de Noronha, governador e capitáo ge- 
neral da capitania de Minas Geraes (24 de Janeiro ae 1775). 
— Vol. (\ pag. 215. 

— D;\ra Fernando Delgado Freire de Castilho, governador da 
ParUàba. — Vol. O, pag. 444 e vol. 27, pag. 249. 

— Fr.iiJrmentos que existem na Torre do Tombo das instruc- 
cOos dadits por Sl-Rei D. Manoel a Pedro Alvares Cabral, 
quando ohofe da Armada que indo á, índia descobrio 
oasualmenta o Brazil.— Vol. 8, pag. 99. 

^ Ci^mpílacão dos objectos mais esseoeiaés ae que es'& encar- 
rt^gado o i\>mmanaante do Rio S. Francisco Xavier, segun- 
do a< ordens existentes no arebivo do mesmo commando ; 
e alguns a^v^ntamentos de instrucções para regular a 
sua oonduoia no me;>mo commando.— Vol. Il,pa)f. 487. 

— para o governo da capitania de Minas Geraes, pelo Desem- 
bargador Joêé João Teixeira Coellio.~Voi. 15, pag. 257. 

— dada$ polo Conde de Bobadella a seu irmio o preclaris- 
simo .^^Sl^ .\ntonio Freire de Andrade para o governo de 
Mn)a;$ Tior.uvs a quem veio suceeder pela ausência de seu 
irmJto. quando pass^»u aoSuK— Vol. lô, pag. 359. 

— Rt^imonto dido a Ant^mio Cardoso de Barros, cavalleiro 
tid.iUv» da Csisa de Kl-Rei. como provedor môr da fazenda 
qao primeiro foi ao Braril (manascripto offerecido por 
5i. M. o Impt^rador).— Vol. 18, pag. 106. 

— De .Mirtiníiu do Mello o Castro a Luiz de Vasconcellos e 
Sou.'a aoo^^a do governo do Uraiil.— Vol. 85, pag. 479. 

— Padas om 2:í do Outubro de 1797 por D. Rodrigo dtj Souza 
Couiiu!ioa Fernando IVlgado Freire do Castilho qae aca- 
bava do sor nomeado para o governo da Farahiba.— 
Vol. -.'7, pag. 249. 

— Kxpodi las ao C.mde da Cunha.— Vol. 35, pag. 212. 

— Para o capitíio general D. António Rdlrn de Moura, 
governador das capitanias de Cttyabl e Matto Grosso . — 
\ol. 55, pag. :í;U. 

XutouLtleueia «?efnl <la PoIIoIa — Riulo Fernandes 
N ianna e a policia do seu tempo — administração do 
conselheiro IMulo Fernandes Vianna. de lSi>8 a 1821. pelo 
cónego br. Joaquim Caetano Fernandes Pinheiro. — 
\ol. 3íí. pag. 65 (2- parte). 



ÍNDICE DOS VOU MES 1 A G" 



351 



Xiiteucleneia. j^erii,! ciu r*olieit\ — Abreviada de- 
monstração úoâ trabailiús da pulicia em todo o tempo 
que sérvio o Dosembargadar do Paço Paulo Fernandos 
Viaana. — VoL 55» pag. 374. 

rnve-*ti*^'4x<;iío a'-*ti'oiioinieíi. — Memoria scieatiflca 
acerca da longitude da torro do Arseaal de Marinha de 
Poroarabuco, por Jo:é da Co3ta Azevedo.— Vgl. 32, 
pag. 125 (2» parte), 

XriiLaiul«t.cle <lo i^»ox*uiiieuio cIa Oa,nLlelfit*ia. 
— A Irmandade^ etc. e o empréstimo decretado pelo 
Alvará de 13 de Março de 1797. F. B, Maniue> Pi- 
nheiro — Vul. 60, pag. 35(2* parteK 

XmíUiik» tio r^anamá — V» Sociedade de Geographia de 
Parif, 

Itac^ui — Noticia desta eidade, por Luiz de França Almeida 
a Sá.— VoL 51, pag. S7 (2* parte). 

Itatiaia -- Descri pçâo do Itatiaia ou Itatiaiu, por José 
Franklin da Silva.— VoK :í9, pag. 413. 

rtiitev.ii"Jo— Das visitas fi itaâ na sua Dioceae pelo Bispo de 
Pernambuco no 3 annoe de 1833 a 1840.— Voh 55» pag. 5. 

— V> Viagrm. 

Jaeol>tiioíí no Uraail — Vigilância do governo poi*- 
tuguez contra os principioa jacobinos no BraziL— VoK 59, 
pag. 4H5. 

«Xaa!i^-o — De Pedro Alvares Cabral.— VoL 2, pag. 158. 

— Noticia da sepultura do poeta Manoel Ignacio da ísilva 
iUvareoga.— Vul. ::8, pag. 151. 

— DocumentuB rulativofi â exhumação dos osaos de Eataoio 
de Sá,— VoL ■^f\ pag, 301. 

— V. Mauzoléa. 

Jeí5*iiitaM — NotLúa hiàlorica da expulsão doa jeatiitas do 
CollegiodeS, Paulo. Composta pelo sargento mór Padre 
Taques de Almeida Paes Lt?rae.— VoL \2, png. 5. 

— Eoíiaio sobre os jesuítas — Memoria escripta pelo Cónego 
Dp, Joaquim Caetano Pornandea Pinheiro.— VoL 18, 
pag. 67. 

' ApontamcutoB para a historia dos jesuítas no Brazil, 
extrahidoa daâ cbroaicaa da Companhia de Jesíiia. pelo 
Dr» António Henrique LeaL— VqL 34, pags. 47 e L^3 
(2» parte) ; voL 3G, pags. 05. 201 e 347(2» parte). 

— Aviso acompanhando unra cópia da Promemoria feita ao 
Conde da Ega^ pelo padre Iguacio dos Santos Meírelles 
sobre a abobad:i subterrânea rio Collegio dos .lesuitas no 
Rio de Janeiro, em 18í>1.— VoL :^5, pag. 19k. 

— HísíOiia da Companhia de Jesus na extincta província do 
Maranhão e Pará., pelo padre José de Maraoa.— VoL 36, 
pag, tOl (2* parte). 

— Trabalhos doe prinjeiros jesuítas no BraziL— VoL 57, 
pag. .^13. 

— Vide Brozil — Cartas — Cutep/^eie. 

«Toâo OoiniUa — Senhor de Boléa — Memoria pelo Dr . B. 
F. Ramiz Galvão,— VoL 47. pag. 30 (2" pa^-te}. 



— T«|. 



$9, 



n. 



4» ». 



n, ■» 



mtêMotmmm 



pine Í^V7 (2^ r«^' 

v>n^ 4»taM4»#«MniÉpáftLi^i»S»iflfoéif)raitu. 

f >iAiiitiiUf«i -* Ci^Mflfi^ pmUMMUa» áa iH^ftete • lati- 
Itttfte «kíMrlAodA c«|4tul& ^ 0. Lote te Mum^âo.— 

WiinMtÉl # G«tté» WiiatMií — CtfU ooBTi- 
lio 4 proMkter 4 obierv)içOM MiiMtiirii 

wl i O f ip ig gi ig 19 MM» á0 flWgttirtitnio tof r wli » e à 
MiêciflJi ám miÊfonê lortiif.^Või. 39, piis. 399, 403, 

** t)úiiifi4* áêê loOKiiadeif # UUiiidai da grwaàm parte da 

^ UM^ãAm ton0tf]d«i dof dlArmlei logaroi du pro- 
vifiiioi d« i. í^mniat QofMZ • lUtto GroM», tegisodo o 
rn Ui ni rtit f.uis AUfl0õO't.— Vol. 4S, pag. 157. 
l^lml<4«M — íu^Jjiuirlo áú VleiUti Luiz de VamonoeUos e 

t-iMiA^i nvMtriifi'l<i o ottiido arri qui* (J^iza oa negócios im* 

SoriíMiUiM lio I4U guveroo, imitida uaa clelle« & demarcação 
11 UmiUtÊ da Anuirio^ Meridional, — Vot. 4, pags. 3 
n UM 

tír»t»iDn*)u aproionia^lo polo capitJlo cmíteohelro Ricardo 
Kr;»iJOíí tio Alfníil^la H»rr» a flr* António Plroa da Silva 
Í»Miitiii«cnrfii "la «iploragíLíi ijua fluirauí para examinar 
n^ .^.Étniniinlonçôi)»* (|Uo jmdiiriiiin haver oom a oolonfa 
I I dti 8tirlnamí» pwlu Li lo do Hio Branco ou 

i iilwK TtMiiltí « Pirará, o réoonhecor os Umitos 

^nuliM^om iorvlr do rala liQtre os domiiiios 
I is* tia uta oulonía O of dai ooloQÍa« portii* 

■■ ■' ' ' ^ ' '^ pa>f. H4, 

«- rS»|thi »1m nuW JoAo do OodolS PJQIo 



<i t|Hti «^miH 



viio ser maroadoa és 
li3 Goyai.— Vol. 7, 



mtolCB ©os VOLUMES 1 A 67 353 

Tjímitem — Parecer da Gamara dos Deputados sobre os 
limites do Maranhfto e Goyaz.— Vol. 7, pag. 2.6. 

— Do Brazll com a Veoezuela.— Vol. 7, pag. 329. 

— Do Brazil com a Qayana PraBceza, conforme o sentido 
exacto doart. 8«do traiado de Utrecht-— Memoria escripta 
peloDr. Joaqaím Caetano da Sil?a.— Vol. 13, pag. 421. 

— Memoria sobre a questão de limites entre o Brazil e Monte- 
Yídéo, por J. J. Machado de Oliveira.— Vol. 16, pag. 385. 
Pareceres diversos.— Vol. 16, pagSn 425 a 547. 

— Da provinda do Espirito Santo » Memoria por Braz da 
Costa Rublm.— Vol. 23, pag. 113. 

— Manuscripto sobre limites do Brazil, offerecido por S. M. 
o Impei ador. — Vol. 24, pag. 113. 

— Do Brazil (1403 a 1851) — Memoria lida por António 
Pereií^a Pinto.— Vol. 30, pag. 193 (2* parte). 

— Apontamentos diplomáticos sobre os limites do Brazil, 
por Ernesto Ferreira França Filho.— Vol. 33, pag. 213 
(2» parte). 

— Do Brazil com o Paraguay : Carta da fronteira do Im- 
pério do Brazil com a Republica do Paraguay, organizada 
pelo conselheiro Duarte da Ponte Ribeiro.— Vol. 35, 

Kig. 485 (2" parte), 
oaed são os limites naturaes pacteados e necessários ao 
Império do Brazil f — Vol. 65, pag. 341. 
Breves annotacdee a esta memoria* por Manoel José Maria 
da Codta e Sá.— Vol 65, pag. 459 — Resposta do Vis- 
coniede S. Leopoldo.— Vch. 65, pag. 97. 

— Instruccão a respeito das demarcações da parte norte, 
na conformidade do quo foi estipulado no tratado de 
limites celebrado entre Portugal e Hespanha a 13 de 
Janeira de 1750.— Vol. 67, pag. 301. 

— Systema das demarcações approvado por S. M. quanto 
ao Rio Negro.— Vol. 67. pag. 310. 

I^in^ua»0 indlsreDO'» — Memoria sobre a necessidade 
do estudo das iinf Oas indígenas do Brazil, por Francisco 
Adolpho de Varnnagen.— VoL 3, pag. 53. 

— ■ A grammar and Vocabulary of the tupy language. Par- 
tly collected and pjirtly .translated from the Tvorks of 
Anchieta and Piffueira noted bf^zilian miftdonarys by' 
John Luccoek.— Vol. 43, pag. iíí63 ; vol. 44, pag. K 

^ Questões propostas sobre alguns vocábulos da língua 
geral brizíielra, por FranciscoFreire Allemfto. — Vol. 45, 
pag. 351 (2»part9). 
luon^ltndes — V. LmHtudes. 

Mtixleirtfts — Carta Rej<ia de 13 de Maio de 1797 sobro 
corte de madek^as.— Vol. 6, pags. 456 e 4 0. 

^ Memoria sobre as ouistões : i .* Se convém vender ma- 
deiras d i coDSiinic^o ás nações estrangeiras ; 2.* Se no 
Brazil ha abundância das suas madeiras preciosas de 
construo^ que possam venderse sem damno, ou f^lta 
das mesmas para a nossa marinha real e mercante.— 
Vol. 33, pag^ 113. 
831—23 Tomo lxviii p. i. 



354 REVISTA LO XX^ITUTO HíST^DRICO 

3lAioi*i<lAcle <lo Imperfàdox- — DeoUn^io ix 

maioridade do Imperador em I3*j — Memorji peio 
Dr. Moreira de AzeTedo.— Vol. 42. pa^. õ '2* parie . 

— No*.icia sobre e^te f^2i<>, por Tristão de Aleaear Aranpe. 
— Vol. 44, pag. l«7 (5* parte;. 

Muno«ioi*ipto^ — Exposição sobre satalo^acão doi mA- 
cmeriptca do lostitato.— Vol. 47. pag. 547 (3* parte . 

— OÍEferecidod ao Instituto — V. índice — Oi^erias. 
Bfttppa^ — OíTarecHloi a.3 lanftuto — V. Iniize — 0^-;tíz3. 
MarauUâo » O dia rS de Julho ^ Memoria pelo Dr. César 

Auguáto Marques — T-m. 49, rol. 2». pag. 3'A. 

— Memoria hí«t^rica e documentada da revolução iesta pr«3 
Tiocia desde 18/<f até IS4Ú, por Domingo* José Gonçalves 
de Magalhães — Vol. 10.. pag. âà3. 

— Descripção do território de Pastos Boní, noa sertões do*Mi- 
ranlião ; propriedades dos seoi terrenof, suaa producçOes. 
caracter de seus habitantes, colonos e estado actual 
dos seus estabelecimenios, pelo major Francisco de Paula 
Riboíro— Vol. :2, pag. 41. 

— Exame feito nos archivos dos mosteiros e dis repartições 
publicas para a collecção dos docnmentos históricos rela- 
tivos ao Maranhão, por A. Gonçalves Dias — Vol. 16. 
pag. :.7>. 

— Memoria relativa a esta capitania, por Francisco Xavie: 
Machado — Vol. 17, pag. 56. 

— Memoria que contém a descripçã^ problemática da longi- 
tude e latitude do sertão da capitania geral de S. Laiz do 
Maranhão, que igualmente diz respeito ao namoro das 
fregnczias, e ao das almas de que consta a mesoia capita- 
nia, por Joaquim José Ferreira (padre)— Vol. 20, pag. I'-5. 

— Itinerário da provinda do Marahh&o.por António Bernar- 
dino Pereira do Lago— Vol. 35, pag. 385. 

— Notas diárias sobre a revolta que teve logar nas proTin- 
cias do Maranhão, Piauhy r> Ceará em 1838, 1839, 1840 e 
1841, CMcrlptas om 18r>'l á Tista de documentos offlciaes. 
por J. M. I'ercira de Alenoastre — Vol. 35, pag. 4^j 
W" parti". 

— Citaloffo doM Governos que tem tido osta província depois 
do pr^elamad'* a Independência, em 28 de julho de 1S2 :. 
orghnlziílo pelo Dr. César Augusto Marques — Vol. 36. 
Mj/. 171^ ri^ parto). 

u</cumento importante a respeito de António Teixeira de 
Mf;JI<^, o restaurador do Maranhão áo poder dos hollao- 
dezcs — Vol. 3», pag. 411. 
-* Kolação histórica e politica dos tumultos que succeJeram 
na ciiiado do S. Luiz do Maranhão, com os suocessos mais 
notáveis que nella aconteceram— Vol. 40, pags. 67 e 3u3. 

— Memoria histórica da administrado desta provinda, pelo 
bacharel Franklin Américo de Menezes Dori% — Escripta 
|N3lu Dr. César Augusto .Marques — Vol. 41, pag. õ 
íS» parte). 



índice dos volumes 1 A 67 355 

M:araiilEao — Historia da imprenea no Maranhão — 
Memoria lida pelo Dr, Gesar Augusto Marques— Voi. 41, 
pag* 219 (;i» parte), vol. 51, pag. 167. 

— Papel politico sobre o estado do M iranbSo, apresentado 
em nome da camará ao Senhor D. Pedro II por seu pro- 
cuPcodor Manoel Guedes Aranha — Vol. 46, pag. 1. 

— O dia 28 de julho: Uma pagina da historia do Maranhfto, 
pelo Dr César Augusto Marques — Vol. 47, pag. S38 
(2* parte). 

— Independência desta província — Memoria por Tristão de 
Alenc:ir Araripe — Vol. 48, pag. 159 (<,•' parte). 

— Estabelecimento d i Igreja Catholica, Apostólica Romana 
no Maranhão— Memoria pelo Dr. César Augusto Marques 
—Tomo 69, vol 42, pag. 283. 

— O Bemtevi, periódico maranhense, e o seu redactor 
Estevão Raphael de Carvalho — Memoria pelo Dr. 
César Augu^iio Marques — Tomo 49, vol. 2«, paga. 289 e 
?95. 

— • Poranduba maranhense ou relação histórica da província 
do Maranhão — Vol. 54, pags. 5 e279. 

— D . Francisco de Mello Manoel da Camará, governador e 
capitão general — Vol. 55, pag. 25 (2* parte). 

— Catalogo dos primeiros i^eligios^s da companhia da vice- 
presidencía do Maranhão, com noticias históricas, pelo 
jesuíta Bento- da Fonseca — Vol. 55, pag. 407. 

— Expedição do Axuby para o descobrimento de uma riquís- 
sima cidatle encoberta no interior da então capitania .dp 
Maranhão — Memoria pelo Dr. César Augusto Marques — 
Vol. 56, pag 1, Í2» parte). 

— V. Cartas de Oedeon Morris de Jonge — Vol. 50, pag. 237. 

— V. America abreviada. 

I^Xa^roo ou pa*di*ão — Junto ao cabo de S. Roque plantado 
pelos navegadores que percorreram as costas brazílicas 
Das primeiras investigações do descobrimento das nossas 
terras — Vol. 53, pag. 499 (2"^ parte). 

IVJa^rianna. — V. Bispado. 

IkCaiTciueaB cie I?4>iiil>al — Documentos interessantes e 
inedictos relativos ã admissão do Marquez de Pombal — 
Vol. 8, pag. 65. 

— Offlcio que, como ministro portuguez em Londres, es- 
creveu para a corte de Lisboa em 1741 — Vol. 4, 
pag. 505. 

M^ai-t^rjrios — Roteiro para os Martyrios indo em canoas 

pelo ribeirão de Qoyaz — Noticia desta paragem— Vol . 6, 

pag. 319. 
IMCatto Orowso— Memoria ou informação dada ao Governo 

pelo tenente coronel Ricardo Franco do Almoída Serra — 

Vol. 2. pag. 19. 

— Discurso (extracto) do presidente de Matto Grosso Dr. 
Jos(^ António Pimenta Bueno, na abertura da assemMéa 
legislativa provincial, em l de março de 1837 — Vor 2, 
pag. 170. 



356 



REVISTA DO IXSTlTirrO HISTÓRICO 



Matto Oroa^K» --Noticuu praticas das mioaa do Cuvabi e 
Oojaz» na capUaala de S. PaQio e Cujrabá, dadas ao 
revereado padre Dloga Soarei pelo capitãa João AntoDio 
Cabral Camêlto, sobr^ a víagom que fez À9 mioas de 
Cuyabá — Vol. 4, pag. 487. 

— Sobre o com mero io eotre o Pará e Maito Grosso e sobre 
aa eommiinjcações que oonrém esUbeleor eotre as di- 
versas capitanias do Brazil— Vol. 5. pag. 76. 

— Descripçao geoRrapbica desta capitania (<4Qao de 1797) — 
Vol. 6, pag. 156, voK 2<upag. i85. 

« Memoria sobre oe usos, oostumes e tínguagf^m dos Appiacás 
e deacabrimeoto de novjs minas na proTiocia de Matto- 
Grano. Vol. 6, pag. 30:>. 

— Reâczões sobre esU capitania, oíTerecidaj ao governador 
e capitão general João de Aibuquerqae do Meuo F^ercira 
e Caçares, pelos t mentes-corooeis Juaqaim José Ferreira 
c Rioardo Franco de Almeiia Serra— VoL lE, pag, 377. 

' Compendio histórico e cbronologico das notícias de Cuiabá 
desde o priocipio do anno da 177B até o fim de 18 i7, por 
Joaquim da Costa Sequeira ^ VoL 13, pig* 5. 

— Memorias cbroDologicas dest% Capitania, principalmente 
da F^ro\'edoria da Fazenda Real e lutendeacta do ouro, 
por Fotippe José Nogueira Coelho — Vol. 13 pag. 137, 

— Termo de revalidação de posse ou, sondo oecesaario, de 
Dova posse, tomada por parte de S. M., que 0eus guarde, 
do lagar que até agora se chamava Fec^o d<^ Morros, 
sobre as margens do Rio Paraguay.— VoL 20, pag. 33«3. 

— OtTlcio do engeobtíiro Luiz de Alincourt de 10 de No- 
vembro de 1824 contendo noticias sobre a parto meri- 
dional da provincia de M^tto Grosso.— Vol. %% pag. 332, 

— Resumo das eiplopaçõei pelo eogenhoiro Loíí do Alia- 
oourl.desde o registo de Camapuã atéá cidade da Cuyabi* 
— Vol. 20, pag. 334, 

— Resumo das observações feitas pelo engenheiro Luiz de 
Alincourt desde a cidade de Cuyabi até 1 Vi lia do Pa- 
raguay Diamantiao \Wb\) — Vol. 8», pa^r. 345. 

— R^eiSes sobre o systems de defbsa que se deve a loptar 
na fh)n leira do Paraguaj, em consequência da revolta e 
doãt insultos praticados ultimamente pela nação dos Índios 
ciaatcuriis ou civalleiros — VoL 20 pag* 360. 

— OíBoio sobre a estatística, despezas e admioistrsção da 
província do Mat to Grosso de 1H24 a 1826, — VoL 20, 
Mf. 366. 

— Roietrooorographico da viagem que se costuma flizor do 
Forte do Príncipe da Beira á VUla Bel la, Capital de Matto 
Grosso. — VoL 20, pa^. 390. 

-* Obosrvaçdes sobre a carta geographica desta provincia, 
psloeapitao de rt*agata Augu-ito Leverger. — Vol. 25, 
Mg. 346. 

— ttipioraçloda província de Ma tio Grosso para fundação 
de uma lúbrica de ferro e outra de pólvora — Ro lolpho 
Waohneld'. — VoL ?7. pag. lí>3. 



índice dos volumes 1 A 67 357 

Matto Oroeiso— Expugna^ pelos hespaah^^ do presidio 
de Nova Coimbra — Vol. 28, pag. 89. 

— Fundação da ViUa Maria do Paraguay e pro\idencias 
para o seu engrandecimento — Vol. 28, pag. 110. 

— Estabelecimento de Nova Ck)imbra e Viseu, e noticia de 
um mappa geographieo por onde se mostra a corrente do 
Guaporé — Voí. 28, pag. 118. 

— Gonstmcção do Forte do Príncipe da Beira é conservação 
de outros estabelecimentos. — Vol. 28, pag. J21 . 

— Saa popula^ em 1800 — Vol. 28, pag. 123. 

— Breve memoria relativa á corograptiia desta província, 
por Angusto lAverger —Vol. 28, pag* 129. 

— Noticia da ritnação de Matto Grosso e Cayabá ; estado de 
uma e outras minas e novos descobrimentos de ouro e 
diamantes, por José Gonçalves da Fonsfca. — YoU 29, 
pag. 352. 

— Tabeliã das latitudes e longitades dos diversos lugares da 
província de Matto Grosso, determinadas por observações 
astronómicas, pelo Barâode Melgaço.— Vol. 47, pag. 53. 

— A cidade de Matto Grosso (Antiga Villa Bella) e rio Gua- 
poré e a sua mais illustre victima, pelo Visconde do 
Tannay — Vol. 54, pag. 1 (2* parte). 

— Povoação de Casalvasco. Termo da fundação do novo esta- 
belecimento^Povoação regular de Casalvasco na margem 
oriental do Rio dos Barbados, oito léguas, com pouca 
difTerença para o sul da Villa Bella, capital da capitania 
—Vol. 55, pag. 366. 

— Instrucçoes dadas pela Rainha ao governador da Capi- 
tania de Matto Grosso D. António Rolim de Moura, em 10 
de janeiro de 1749 — Vol. 55, pag. 382. 

— instrucçCes para o capitão general D. António Rolim de 
Moura, governador das capitanias de Coyabá e Matto 
Grosso — Vol. 55, pag. 391 . (Instrucçoes de 26 de Agosto 
de 1726). 

— Patente de D. António Rolim de Moura, governador e ca- 
pitão general — Vol. 55, pag. 395. 

— Memorias de 1816 — Senado da Gamara da Villa do 
Senhor Boro Jezus de Cuyabã — Vol. 57, pag. 159. 

MausEoléo — De José Bonifácio de Andrada e Silva — Vol. 

24, pags. 715 e 748 ; Vol. 34 pag. 315 (2* parte); Vol. 35, 

pag. 597 (2* parte), 
Ililedallia, — Para commemorar a data da aboIi<^ da escra^ . y 

vidão no Brazil— Vol. 51 pags. 256, 258, 288 e 301 V 

(2* parte). 

— Para commemorar a convenção celebrada com a Repu- 
blica Argentina para que seja resolvida a questão das 
Missões— Vol. 52 pag. 4(30 (2* parte). 

— Distribuição das medalhas oe praia commemorativas da ^ 
extincçâo da escravidão no Brazil —Vol. 52, pag. 551. ^ 

— Historia de uma collecção de moedas e medalhas do Brazil, 
desde os tempos coloniaes até 14 de novembro de 1889, 

por Miguel Archanjo Galvão— Vol. 66, pag. 5 (t^ parte). 



358 REVISTA DO INSTITUTO HISTORrO 

MedAlliA — V. DitíineHto. — Olfe.-ia. 

Meio eireolante— Moeda circol&ate oa capitanU io Rio 
de Janeiro — Vol. 46, pag. !«?. 

BI emoria — Colleocio de memorias archiradas pela Ca- 
mará da Villa de Sabará — Vvl. 6. pag. 2õ9. 

— ConUanacão das memorias de Frei Gaspar di Maire de 
Deoj — Vol. 2h pag. &39. 

— Os tamalos de am clavuro, memoria pelo Dr. M:re:ra 
de Azevedo — Vol. 29, pag. i63 (2* parte). 

— Memorias do Visoonde de S. Leopoldo, Ji&é Feliciano Fer- 
nandes Pinheiro, compiladis e poetas em ordem pelo coc- 
selheiro Francisco Ignacio Marcondes Homem de Mello* 
Vol. 37, pag. 15: YoK 38. pag. i2' parte) 

— Primeiro navio francez no Brazil — Mencoria pelo sócio 
Tristão de Alencar Araripe—Tomo 49, parve 2, pag. 315. 

— Memoria apresentada em 10 de outubro de I8v0 {Mir i se? 
^ lida depois d % morte do Imperador D. Pedro 11, sobre a 

obra de E. Presaensé — Les Origines, annotada pelj Im- 
perador— Vol. 55. pag. 1 (2» part^). 
Complemento desta memoria ni qual se traia do prooedi- 
^ mento do Imperador nos dias 15, 16 e 17 de Novembro de 
1889 — Vol. 63. pag. 193(2* parte). — Viie Arca de «- 
gUo. 
^ Pater-famiUas no Brazil nos tempos coloniaes — Memoria 
por Tristão de Alencar Araripe— Vol. 55, pag. 15 (2* parte). 

— Sobre os trabalhos de observação e ezploração eflTectua- 
das pela se^nda secção da conami3sa# militar encar- 
regada da linha telegraphica de Uberaba a Guyabã, de fe- 
vereiro a Junho de 1889 — Vol. 55, pag. 233. 

— Movimento colonial da America— Memoria de Tristão 
de Alencar Araripe— Vol. 56, pag. 91 (2^ parte). 

IftliittH — Carta regia de 12 de Junho do 1799, sobre 
a Ainda^ de uma companhia para ezcava^ de mi- 
nas de cobre e ferro na Capitania da Buhia — Vol. 4«, 
pag. 403. 

— Breve noticia que dá o capitão António Pires de Campos, 
do gentio bárbaro que ha na derrota da viagem das ruínas 
de Cuyabá e seu recôncavo etc. — Vol. 25, pag. 437. 

— Terras auríferas do Caparão — Vol. 58, pag. V4í) (2* 
iparte). 

— Subsidio para a historia das Minas — Consulta do Conse- 
lho Ultramarino resolvida em 12 de maio de 1677, co- 
piada pelo professor João Capistrano de Abreu do Archivo 
Fublleo Nacional— Vol. 03, pag. 5. 

— Informa^ sobre as minas deS. Paulo e dos sertões da 
sua capitania desde oanno de 1509 até 1772— Vul. 64, 
pag. 1. 

— um município de ouro (Jazidis auríferas) — Vol. 65, pa- 
gina 141 (2» parte). 

— V. Espirito Santo. ^Relatório. 

— Mineração primitiva no Brazil — Regimento para as 
minas da repartição do Sul— Vol. 56, pag. 109. 



índice dos volumes 1 a 67 359 

Minaci Oeraes— Levantamento no aano de 1708 (Extracto 
da vida do padre Belchior de Pontes, escripta paio padre 
Manoel da Fonseca, jesuítas e naturaes de S. Paulo)— 
Vol. 3\pag. 261. 

— Relação do levantamento que houve em Minas Geraes no 
anno de 1720, governando o Conde de Assumar D. Pedro 
de Almeida— Vol. 3% pag. 275. 

^ Memoria sobre a villa do Sabará, apresentada pelos ve- 
readores da Camará de 1785, 1807 o 1810— Vol. 6% 
pags. 269, 280, e 381. 

— Compendio das épocas da Capitania de Minas Qeraes 
desde o anno de 1694 até o de 1780 — Vol. S'', pag. 53. 

— Memoria sobre a Capitania de Minas Geraes, seu terri- 
tório, clima e producçôes metailicas ; sobre a necessidade 
de se restabelecer e animar a mineração decadente no 
Brazll ; sobre o commercio e exportação de metaes e in- 
teresses régios. — Escripta em 1799 pelo Dr. José Vieira 
Couto — Vol. 11. pag. 289. 

— Considerações sobre as duaâ classes mais importantes de 
povoadores desta Capitania, como são as de mineiros e 
agricultores e a maneira de as animar —Vol. 25, 
pag. 421. 

— Descripção dos sertões de Minas, despovoação, suas causas 
e meios de as fazer florentes — Vol. 25, pag. 430. 

— Bando do capitão general Gomes Freire de Andrada, de 
1751, sobre a execução da lei aue prohibe que haja ouri- 
ves no Brazil e manda sahir todos os que existem— Vol. 25, 
pag. 451 . 

— Seu descobrimento — Vol 29, pag. 5. 

Panorama do Sul de Minas, pelo Dr. José Franklin da 
Silva — Vol. 45, pa^. 405(2* parte). 

— Movimento politico de 1842, pelo Dr. Moreira de Azevedo- 
— Vol. 47, pag. 5 (2» parte). 

— Noticias de antiguidades indígenas existentes em Minas 
Geraes— Vol. 56, pag. 409. 

— Bosquejo histórico sobre a fundação da cidade do Serro — 
Vol. 65, pag. 333 (2* parte). 

Miiiiâterio — Esclarecimento sobre a organização do Mi- 
nistério de 7 demarco de 1871— Vol.60, pag. 105 (2' parte). 

Missão especfa.1 do general D. Bartolomeu Mitre ao 
Brazil em 1872— Negociação confidencial- Vol. 60, pag. 5. 

Missões — Memoria sobre a província de Missões, por Tho- 
maz da Costa Corroa Rebelto e Silva — Vol . 2<>, pag. 155. 

— Relatório do vice-rei Luiz de Vasconcellcs e Souza, mos- 
trando o estado em que deixa os negócios mais importan- 
tes do seu governo, sendo um delles a demarcação de 
limites da America Meridional— Vol. 4», pag. 3e 129. 

— Onde aprenderam e que foram os artistas que fizeram le- 
vantar os templos dos jesuítas em Missões, e fabricaram 
as estatuas que ali se achavam coUocadas? — Programma 
desenvolvido pelo desembargador R. S. da S. Pontes-^ 
Vol. 4«, pag. 65. 



360 



REVISTA DO INSTITUTO llISTORÍCO 



3ILlss4>ed ' Carta sobre aa Mtssõea do Ceará, do Klara- 

nhâui do Pará e do Rio das Amazona.^» escripta pelo 
padre António Vieira, da Companhia de JesuB— Vol. 4% 
pag. IIL 

— TumadJa dos Bete poTos de Missões da America de Hes- 
ranha.que boje se acham ao nexos ao domínio do Principa 
Regi^Dte de Purtugal : roeraona esaripta era Lisboai em 
1806, por Gabriel Ribeiro de Almeida— Vol. b\ pag. 3. 

— Memoria da campanba de lâH, com a exposição dos 
acontecimentos militarei das frooteiras de Missões o Rio 
Pardo da Capitania du Rio Grande do Sul — VoL 7% pagi- 
nas 125 e 273. 

Mappa das três priacipaes batalhas dessa campanha — 
VoL 1\ pag. 328, 

— Memorandum sobre as raissÕes orientaes do Uruguay o a 
ribeira esquerda do Amazonas entre o Forte de Tabatinga 
e a boca mais ooeidentaldo Japurá ou o Avatlparaná — 
VoL 9% pag, 43G, — Carta do Visconde de Santai^m 
licerca deste memúrandum — VoL 12 ^ pag, 414, 

— 1801. ^ Noticia dost acontecimentos pela presente guerra 
DOS Sete Povos de Missões e nesta frooteira do Rio Grande 
do Sul — VoL Hl, pag, H22. 

— Breve Qoticia dos sete povos das missões chama^Jo» com* 
munimente Tapes orientaes do Uraguay, por Francisco 
JvSé Roscío, 1802- VoL 21, pag. 299, 

MoeduLiBi — Histaria de uma collucção do medaibas e moedas 
do BmzíI, desde os teoipus culuniaes até 14 de novembro 
do 1F89, por Miguel Arcbanjo Galvão — VoL 06, pag. 9 
(2' parte). 

Bfouiiiiieoto — Desoripção do monumento levantado 4 
memoria do \'i&coiide de Purto Seguro na Fabrica do 
Ferro de S. João do Ypanuma — VoL 45, pag. 483 (2* 
pane). 

— Proposta nara levantar-se no oampo da Acclamação uma 
colnmna de bronse teodo na ba^ a lei do 13 de maio e 
no vértice o symbdlo da Juãt iça representado pela Prin^ 
eeza Isabel, regente do império, o outros— VoL 51, 
pa;,'3. âi20, 243 e ii56 (lí» parte) — V. SUatua, Tol. 51, 
pag. ;sl8(2'' parte). 

Blonte^id^o <» Campanha de 1S1G--V* MíísÕôs, 

— V. Colónia do Sactamento , 

l^lotius politleos^-Oâ tiroe no Theatro pelo Dr. Moreira 
df* Azevedo — VoL 36, pag- 349 (2* parte). 

— Motins puliticos e militares no Rio de Janeiro. Prelúdios 
da independência do BraziL Estudo histórico pelo cónego 
Lr. Joaquim Caetano Fernandes Pinheiro— VoL 37, pag, 
341 (•> pa "te). 

— Documentos relativos á pri^^o de M. J. da Silva Alva- 
renga, Mariano So9é Pereira da Fonseca e outros, por 
ordeiQ do Conde de Rea&ende— VoL 2B, pag. 157. 

^ No Rio de Janeiro em 1832, pelo Dr. Moreira do Aze- 
vedo— VqL 37, pag, 367 ; voL 38, pag. P^7 (2* parte). 



índice dos volumes 1 a 67 361 

lHotins politioos— Em dezembro de 1833, no Rio de Ja- 
neiro— Remo(^ do tutor do Imperador— Memoria pelo 
Dr. Moreira de Azeredo -Vol. 39, pag. 25 (^ parte). 
-^ Movimento politico de 1842 pelo Dr. Moreira de Aze- 
vedo— Vol. 47 pag. 5 (2» parte). 

— O dia 30 de jalho de 1832. Retirada do Ministwio e de- 
misflãoda regência— Vol . 41, pag, 227 (2* parte). 

— V. JndepencUmcia, 

Museu — De antigaidades americanas, fUndado em Co- 
penhague pela Sociedade real dos antiquários do Norte— 
VoK 7, pag. 94. 

— Catalogo doe oliijectoe existentes no maseu do Instituto — 
Tomo49, parte 2», pag. 393. 

NauA*a;^io — Relação do naufrágio que passou Jorge de 
Albuquerque Coelho, vindo do Brazil no anno de 1565, 
por Bento Tehceira Pinto— Vol. 13, pag. 279. 

— De Martins no Rio <ie Janeiro— Vol. 51, pag. 73 (2^ parte). 
'NcL^e^Cbç&o — Informação sobre o modo por que se faz 

presentemente a navegação do Pará para Matto Grosso 
—Vol. 2«, pag. 283. 

— Digressão feita por João Caetano da Silva em 1817 para 
descobrir a nova navegação entre a capitania de Qoyaz 
e a de S. Paulo— Vol. 29, pag. 314. 

— Carta regia offerecida ao Instituto pelo sócio honorário 
António de Menezes Vasconoellos de Drummond (sobre lun 
plano para a navegação do Pará para Matto Grosso)— 
Vol. 4, pag. 232. 

— Do rio Tapajós para o Pará, pelo tenente -coronel Ri- 
cardo Franco de Almeida Serra, esoripta em 1790, sendo 
governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro— 
Vol. 9o, pag. 1. 

— Memoria da nova navegação do rio Arinos até a villa 
de Santarém, Estado do Grão Pará— Manuscripto oflfere- 
eido pelo sócio brigadeiro J. J. Machado de Oliveira— 
Vol. 19, pag. 97. 

— Diário da navegação de Pêro Lopes de Souza (de 1530 a 
1532)— Vol. 24 pag. 9. 

— Carta de F. A. de Varnhagen ácerea da reimpressão deste 
diário eque lhe serve de prologo— Vol. 24, pag 3. 

— Memoria sobre a navegação do Paraná e seus affluentes, 
o Parahyba e o Mogy-Guassú- pelo Dr. António Joaquim 
Ribas- Vol. 25, pag. 149. 

Carta e roteiro da navegação do Rio Cuyabá, desde o 
Salto até o rio 8. Lourenço e deste ultimo até a sua 
fluência como Paraguay— Vol. 25, pag. 331. 

— Tra<iucção de alguns artigos da c Gaceta de Buenos 
Aires» sob o titulo— Navegação dos Rios— 1846— Vol. 
27. pag. 77. 

-* Informação sobre o modo por que se effectua a navega- 
ção do Pará para Matto Grosso e o que se p6de estabe- 
lecer para maior vantagem do commercio e do Estado, 
por D. Francisco de Souza Coutinho— Vol. 28, pag. 38. 



302 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



l^ 



?<?fi,^e^a.çÂo —Abertura de cammuoicação entre Cuyab4e 
a eidaie do Pari por meio da D&vegaçâo dos rios America 
e Tapajóá— VoL 31, pag» 107, 

— NavegàcSo dos Normandos para o Braxil— Vol. 53, 
pag. 3m9. 

N"oci"olog'ia — /. Biof/raphin, 

Píeg'oeÍo^ JScole*^lii«iicoH— DocumGDlo ecdesiastko 
sobre o dosipparecimento de uns autos relativos á medi- 
ção de terras e no qual se premo ttô tirar cartas de ei- 
communliao— VoK 47, pag. 121. 

— Negócios ecclesLastlooa oo Brazil colonial : officio do Yice- 
Rõl Luiz de Vaaooncollo× VoL 51, pag. 97 [2' parte}. 

'Nol>Íliarc*hta l^nuli^taun. — Genealogia das prinsi- 
paP3 famílias de S. Paulo, colligidas pelas infatigáveis 
diligencias do diatiocto paulista Pedro Taqueâ de Al- 
meida Paes Leme — Vol. 32, paifS. 175 o 209 ; voL 33, 
fags. 5, 157, 27 e 149 (2« parte); voL 34« pv\gâ. 5 e 141 e 
e 129 (:í- parte); vol. 35, paga. 5 e 243 e 5 (2* parle). 

— Permitte-se que o Instituto Bistorico de S. Paulo Oftça 
uma edição especial deste trabalho— Vol. 58, pag. 388 
(2» parte). 

^o niitt u tlo« — V , N(^ tégúçdQ • 

~~ova. F^riliur^o — Breve noticia sobro a colónia de suis- 
sos fundada em Nova Priburgo, por Thomaz Maria da Fon- 
seca e Silva— VoL 12, pagt 137. 

^uneioft, internunciof e delegados apostólicos que desde 
1808 at«? bojo (1898) ropresontaraai no Brasil a Santa Sé— 
Vol. G2. pag. tb\ (£* parte). 

01>olÍKieo de Niiz'Ai*etb— Conta quedou da instauraci-o 
do obelisco da escrada de Nazareth ao Dr. João António 
de Miranda, presidoQte do Pará, o teneato- coronel An- 
tónio Ladislcto Monteiro Baena— VoL 3% pag, 204. 

01>ito«-AsaeQto de óbito de José Bonifácio na igreja do Carmo 
da Corte— VoL 51, pag. 95 (í* parte). 

— Sertanejo: notícia ao óbito de Joaquim Francisco Lopes — 
VoL 51, pag, 95 (í* p:\rte). 

-- V* FaUccimenio, 
Olilaçâo — Da Institulo Histórico á memoria do Prín- 
cipe Imperial D. AtTanso.— Eittracto da acta da sessão da 
17 de junho de 1847. — Prograrnma da solõninidade oue 
se realizou no dia l* de julho.— Discurgo do presidente. 
—Discursos, poosias. ele— Vol, IL paga» 5 a ^1. 

— Januário da Cunha Harbosa. —Canto inaugural, por Joa- 
quim Norberto de Souza e Silva— VoL 11, pag. 200. 

— Cauto iDau;^ural 4 memoria do cónego Januário da 
Cunba Barbosíi, por António Gonçalves Dias— VoL 11, 
paj^. âS5. 

OíTei^tA — Relação da« obras, impressos, manuscriptos, 
n]appas, medaUiss, etc, oíTerecidos ao Instituto: 
Em 1847 A 185S, voL 15, pag. 548. 
liCm 1853, ToL IG, pags. «Uô e 626. 
Em 1854, » 17, » 88» 89 e 97 do supp. 



ÍNDICE DOS VOLUMES 1 A 67 



363 



OíFeiTta : 










Km 1855, 


vol. 


18, 


pa^r. 


7() e 79 supp. 


Em 185Õ, 




19, 




155supp. 


Km 1857, 




20, 




93. 


Em 1858, 




21, 




565. 


Em 1859, 




22, 




741. 


Em 1860, 




23, 




717. 


Em 1861, 




24, 




827. 


Em 1862, 




25, 




740. 


Em 1863 




20, 




947. 


£m 1864, 




27, 




441. 


Bm 1865. 




28. 




371. 


Em 1866, 




29, 




499. 


Em 1867, 




30, 




541. 


Km 1868, 




31, 




455. 


Em 18G9, 




32, 




345. 


Em 1870, 




33, 




461. 


Em 187], 




34, 




425. 


Em 1872, 




35, 




655. 


Em 1873, 




36, 




651. 


Em 1874 




37, 




605. 


Em 1875, 




38, 




437 (2* parte). 


Em 1876, 




39, 




549 (2» parte). 


Em 1877, 




40. 




585 (2» parte). 


Em 1878, 




41, 




507 (2* parte). 


Em 1879 




42. 




347 (2* parte). 


Em 1880, 




43. 




627 e 632 (2* parte) 


Em 1881\ 










Em 1882' 










Em 1883 










Em 1884 










Em 1885 










Em 1886 










Em 1887 


Nas actas das sesâões. 


Em 1888 










Em 1889 










Em 1890 










Em 1891 










Em 1892 










Em 1893Í 










Em 1894, 


vol 


57, 


pag 


. 489 (2* parte). 
463 (2» parte). 
425 (2* parte). 


Em 1895, 




58. 




Em 1896, 




59, 




Em 1897, 




60, 




497 (2» parte). 


Em 1898, 




61. 




781 2* parte;. 


Em 1899. 




62, 




457 (2* parte). 


Em 1900, 




63, 




585 (2» parte). 
401 (2* parte). 


Em 1901, 




64, 




Em 1902, 




65. 




579 (2^ parte). 


Km 1903, 




66, 




361 (2* parte). 


Em 1904, 




67. 


Nas actas. 



364 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



OITerta -> Da caneta de ouro com que o marechal Deodoro 
assígDou o projecto da Coostituíçío da Republica*— Eda 
uma coroa oferecida outr'ora ao conâelhei.-^ D. Fran- 
ciBco Baltharar da Silveira— Vol. 58, pag. 288 (â* parte). 
— Rflclaraa<^o destee objectas por parto doOoTerno— Vol. 
58, paga. 3^, :i31» 353 e 3'U (3* parte). 

Ordem fSerAfiea. — Nota sobro a obra < Pequenos na 
Terra, grandes oo Céo», memorias hbtoricaá doa religío- 
Bos da Ordem SeraQca. por Fr. ApolUnario da Conceição 
— Vol, 00, pag. ;Í99. 

Or«©?si I*i*ooar3Eea — V. índios. 

Ot*to^rfi.pKltíà — Sobre a ortographia phonetica a^ada na 
«Reviaia do Instituto»— VoL 46, pag. 570; voU 47, pag. 5Í^ 
(ê* pirte). 

Ouro— Probibe-sc a sahida de ouro extrabido du mJoas sem 
sor fuodido uas ca«as reaea de fun lição que se mandaram 
erigir nas raosma^i mioas.--Uei de 1 1 da foTeroiro de 1719 
o alvarA de 3 de dozombro do 1750 — Voí, *>. pajja. 206 
e 214. 

— Memoria manuscriptt do Dr. Josô Joio Teixo ra—^obre o 
qutnto do ouro e das diversas formas de sua cobrança, di- 
reitos de passageos de ríoa caudalosos, diamaatos, etc. — 
VoL 6\ pag. ^,>i'. 

Oyctpoelc -í'ropiiedade e posse do Cabo do SovU, entre o 
rio daíj Amazonas e o Oyapock ou Vicente Píqxod» pela 
Coroa de Portugal. Memoria escripta do Fará em 1792 
paio Dr. Alexandre Roirigues Ferreira — Vol. 3% 
pag, 380. 

— Rospasta que se deu ao embaixador de França sobre a sua 
replica otlereoida orn oriem a miitrar quo pertônc(?m á 
Coroa de Fraíiça as terras do Caba do Norte — VoL 8% 
pa;,^. 45;:í. 

^ OOtfapock, dirisa do Brazil com a Guyana Franceia & lus 
de documentos hiâtorioos— VoL 5^, pag. *^15 C-* P«rte), 

Pií^tlrôe^ de 111 Ltriiiore— Existentes no Instituto, pelo 
Dr. Moreira de Azeyedo— Tomo 49, parte 2*, pag. 261 — 
V, Marco. 

Palmei 1*11 6 — Protesto do Dr. João Barbosa Rodrigues a 
respeito dos descobrimentos por elle feitor e attribuidoa a 
outrem (uo valb do Amazonas) do no?^ espdcle de pal- 
meiras— VoL 4'<d, pag. 2^ (2»parki). 

T^iiuain4-*V. Isihmo. 

l*a fá.— Sobre o commercio entre o Pará e Matto Grosso e 
sobre as oommunioa4,>>es queconrém ostabeleoer ontreas 
divei^s Cíípitanias do Brazil— VoL 5% pag, 70. 

— Sobro abertura de uma estrada entre esta província 
6 a do M 4ttij GroSâO — VoL 7*>, pag. 3:r7. 

«— Corres poLideneia acompanhando três documentos offlciaes 
sobre a proTincia do Pari ^ VoL 7% pag. 329. 

— * Memoria de Felíppe José Pereira Leal sobro os aconte* 
eimentos puliUcoa quo tiveram logar no l^rá em I8t2~ 
1883 — VoL ^l, pag. 161. 



ÍNDICE DOS VOLUMHft 1 A 07 



305 



Pa i*Á— Memoria sobre o traDsito Ou Tgíirapé-mirlm ú a oecesâi- 
dada de am canal a bem do comniercío intemo da Pro- 
yiacía do Pará, por Antooio Ladislào Monteiro Baena — 
VoL 23, pag. 470. 

— D^scripção chorographíca do Estado do Orão Parâ^ por 
Joio Vasco Mauoel do Braunn» goveroadur da praça d« 
Macapá, em 1789-^ VoL 36, pa.g. 269. 

— Cartas de Gedeon Morria de Jonge — Vol* 58, pag. 837. 

— lodjce iias poToaçous portoncentei ao Bispado do Fará — 
Vol. 07, pag, 290. 

Paragriiay — Apoaumentos sobre aigung factos notáveis 
Que 6« acbam relatados na historia da fundação da cidade 
de Âaeiímpção, Capitil do Paraguay, e das conqniâtas 
dos hespaohóes no Hio da Prata : obra escripia ao co* 
m6í.'o do século XY 11 pelo paraguayo Ruy Dias Guzman, 
descendente de um dos coniiuistadoreia.^Vol* 17, pag. 5. 

— Diário da diligencia do reconbeciínento do rio Paragnay, 
deade o logar do Marco, da B)ca do JaurQ, até abaiio do 
Presídio de Nova Cohnbra, one coroprehende a coníi- 
duração das lagoaa Gaibu, Doar aba e Maadioré, e das 
serras do Paraguay ; e igual mau te o recoDUecimento do 
rio Cuyabà até a villa deste nome, o delia por S. Pedro 
d*El-Rid até Villa Bella. - Vol. a>. pag. 293. 

— Reflexões sobre o systema <^ue se deve adoptar na fron- 
teira do Paragnay. — Vol. 20 pag. 300— Vide vol. 25, 
pag. 319. 

— Diário do reconhecimento do rio Paragnay desde a cidade 
de Assumpção até o rio Paraná, pelo capitão de fragata 
Augosto Leverger — Vol, 2b, pag. 177. 

— Roteiro da navegação do rio Paragnay, desde a foz ào 
S, Laurebço até o Paraná, pelo capitão de fragata Au- 
gusto Leverger. — Vol, 25 pag. 211 , 

— Roteiro da navegaçSo do rio Paraguay, desde a foz do rio 
Sepotuba até a do rio S. Lourenço, pelo capitão de fra- 
gata Augusto Levcrgor. — VoL 25, pag. 287. 

— EitracW do Diário da diligencia ao recoabecimento do 
rio Paraguay, desde o logar do Marco, na boca do rio 
Jaurà, pelo capitão de engonbeiroa Ricardo Franco de 
Mirand:* Serra, commundante da expedição, 1786— VoL 52, 
&ag, 319. — Vide voL 20, pag. 203, 
íxploração do rio Paraguay e primeiras praticas com os 
Índios guaicurúá. *- VoL 78, pag. 70. 
O combate da Ilha do Cabrita.— VoL 33, pag. 9 (2* parte). 
Breves considerações acerca de alguns documentos tra- 
zidos do Para^qiay pelo Dr. João Ribeiro de Almeida. — 
VuL 33, pag. 186 ( 2* parte ). 

Viagem em fevereiro e março de 1869, pelo Dr. Fran- 
cisco Marcondes Homem de Mello — VoL 36» pag. 5, 
f 2*oarte J. 

Confiscação dos bens de Francisco Solano Lopez e de 
Blisa Linch, no Paraguay — Limites do Breíil com o 
Paraguay, —VoL 53, p^Lg. 345. 



- 1^ 



3GB 



REVISTA DO INSTITUTO inSTORIGO 



FeLtra^^t^my-^ Rectificação hiítortca, O conselheiro SdraÍFA 
e o Dp, Vasquei Saííâ«itarae ( Prelinainares da gnerm 
do Pai-aguay ) — VoL 59, pag. 26^, 

— Saque de Assumpção e Luque attribuidj ao exeroito bra- 
zileiro. Refd^içao — Vol. 59, pag. 339. 

l*»i*«Hy l>a -- Relação das mattaa da Capitania da Paraliyba 
do Nort? e informações sobre as mesmas mittaá,— VoL d», 
pag. 359 e 401. 

— iQforiQaçí^es sobre os portos desta Capitania em que 80 
pudom carregar as embarcações reaes de madeiras de 
construcçào. — Vol. 6**, pâg. 4^8. 

— Caialogo dos goTeraadorea o presidenteJ da Parahyba do 
Norte, pelo teoeate-coronel Frederico Carneiro d a Campot 
— VoL 8*, pag. 8! ; voK S3, pag. 491. 

— Chronica do Mosteiro do N, S* do Umt Serrat da 
Parahyba do Norte, por Joaquim 3o%à da Silva Castro — 
Vol. 27. pig. 119. 

^— Summario das armadas que se fizeram 6 das guerras que 
se deram na conquista do Rio Parahyba— Vol. 36, pag. 5* 
Paraná — Narração d:* viagom quo a ellô foi João Fer- 
reira de Oliveira Buono - Vol. 1^, pa;^. 179. 

— Descripçao por Manoel de Campos Sil va— VoÍ . 2*, pag, ôO^. 

— Noticia da descoberta do oampo de Palmas na comarca 
de Corytiba, província de S. Paulo ( hoje Paraná ), de sua 
povoação e de alçuns siicc2s^os quo ahi tém tido logar atô 
o presonte mez m dezembro de 1850, escripta por Joa> 
quim José Pio to Bandeira — VoU 14, pag, 385. 

— copia da carta do commaadaate da praça de Iguatemy, 
em que dd parte ao governador capitão f?eneraL D, Luís 
António do Sousi Botelho e Mourão do descjbri manto da 
um'\ grande povoação, que sj suppõe ser as ruínas da 
antigdk cidade — Roal — Vuh 18, pag, 877, 

— UiBerario do reconhecimento do estado da (^trada da 
cidade de Antonina & colonÍ;i militar do Jataby, na pro- 
vincia do Paraná — VoL 2^, pag, 537, 

— Salto do Visconde do Rio Branco — VaL 49, pag, 311(2» 
parte). 

^ Curiosidades materiaos destas províncias — Memoria liiU 
pelo visconde do Taunay — VoL 53. pag. 103. 

— Memoria d'j conselhoiro Manoel Francisco Correia sobre o 
morticinio praticado na estrada de ferro de Curitiba m 
Paranaguá, com uma carta do barão do Serro Arut, 
uma das victimas — VoL 53, pag. 317 {^ parte). 

— Subsídios para a bistjrla doata pix}vlQcia ( Munlciplo de 
Campo Lirgo) pelo Dr. Antónia Jijaquim de Macedo Soa- 
res -^ VoL 63, pag. 301 ( 2* parte J* 

I*a.rana^u4 ^ Apootameintos hlatoncos sobre esta oldada 
marítima do Estado do Paran&, pelo sucio Honório Deoío 
da Costa Lobo — Vul. e?, pag. »27 ( 2* parte ). 

Piai*ecer — Sobre a historia do Brazil áo Dr, Francisco 
SoUno Constâncio — VoL l\ pag* 103. 



IKDICE DOS VOLUMES 1 A 67 367 

I^arecer— Juízo aobre a obra intitulada — Histoire des rela^ 
tions commerciales entre la F)'ance et la Brésil », por 
Horácio Say—Vol. l^ pag. 320. 

— Juízo sobre os Annaes da Provinda de S. Pedro, publi' 
cados por José Feliciano Fernandes Pinheiro, visconde de 
S. Leopoldo — Vol. !<>, pag. 327. 

— Juízo sobre a obra — Noticia descriptiva da Provinda 
do Rio Grande do SuJ, por Nicoláo Dreys — Vol. 2o, pa- 
gina 99. 

— Juízo sobre a obra intitulada — Eccamen critique de l'his- 
toire de la geographie du nouveau continent, por Alexandre 
do Humboldt— Vol. 2% pag. 105. 

— A*cerca da obra — Reflexões críticas sobre o escripto do 
século XVI impressa com titulo de « Noticia do Brazil » 
no tomo 3"" da collecçao de noticia ultr., por Francisco 
Adolpho de Varnhagen — Vol. íí^, pag. 109. 

— Da commissâo de geographía sobro dous mappas oífarc- 
cidos ao Instituto — Vol. 2«, pag. 113. 

— Juízo da commissâo de historia sobre a obra intitulada ^ 
Compendio das eras da Provinda do Pará, por António 
Ladislao Monteiro Baêná — Vol. 2^ pag. 237. 

* Sobre a segunda parte da chroníca dos Frades Menores da 
Província do Santo António do Brazil, por Fr. António de 
Santa Maria Jaboatão— Vol. 2o, pag. 370. 

— Sobre o 1» e E** volumes da obra — Yoyage pittoresque au 
Brésil, por J. B. Debret — Vol. 3*. pag. 95. 

— Da commissâo especial encarregada de ajuizar do mérito 
de duas memorias que se offereceram ao premio proposto 
sobre o melhor plano para escrever a historia antiga e 
moderna do Brazil — Vol. 9o, pag. 275. 

— Sobre um manuscripto em latim offerecido pelo sócio cor- 
respondente José Feliciano do Castilho como producçâo do 
bispo deCochim — Vol. 10^ pag. 400. 

— Sobre o índice cbronologíco dos factos mais notáveis dx 
historia do Brazil, do Dr. Agostinho Marques Perdigão 
Malheiro — Vol. 15, pags. 77, 87 e 113. 

— Sobre a memoria relativa ás inscripções achadas nas 
ruínas de uma cidade Incógnita, que se diz existirem aos 
sertões da Bahia — Vol. 29, pag. 373 ( 2« parte ). 

— Sobre o diccionatio Tupico-portuguez e Portuguez-tupico 
— Vol. 29. pag. 397 ( 2* parte ). 

— Sobre o trabalho do conde de la Hure — Vol. 29, pag. 417 
( 2^ parte j. 

— A'cerca de 26 volumes manuscriptos propostos á compra 
do Instituto — Vol. 30, pag. 478 ( 2^ parte ). 

— Sobre o Atlas do Imporio do Brazil por Cândido Mendos 
de Almoidi — Vol. 32, pag. 298 ( 2» parte ). 

— Sobre as scenas do viagem por Alfredo de Escragnolle 
Taunay — Vol. 32, pag. 300 ( 2» parte ). 

— A'cerca do plano do diccionario histórico c geographie o 
da província do Maranhão pelo Dr. César Augusto Marques 
-- Vol. 33, pag. 408 (2* parte). 



368 



REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



I^arecer —Sobre o diccioiíario topographieo da proviocia 
do Pernambuco, por Manuol da Costa Honorato — Carta 
do autor subvQ o pareciíf — VoL 34, pags* 355 e 357 (2» 
par<e). 

— Sobre as investigações históricas e scientíflcaa sobro o 
Muiea Nacíoaal pólo Dr, Ladisláo Netto— VoL 34, pag. 
351 ( 2« pano ) 

— Sobre o elogio hiatíjrlco do conselheiro Manoel Joaquim 
do Amaral Gurgel, piAo Dr. Olegário fíerculduo de Aquino 
e Castro — Vol. 34, pag. 3Ô1 (â» parte J. 

— Sobre a dõscrifíção histórica as moedas rjmanas» pelo 
Di\ Au.-,^usto Carloa Teixeira íle Aragàa— VoL 34, pag. 
m2 {2* puna). 

^ Sobre a noticia da provia ia de Grosso, por Joaquim 
Ferriíira Murtinho — VoL 34, pag. 365 í 8» parto). 

— Sobra d<jciimeoto3 legados peio conaelheiro António de 
Menezes Vasconcellosd© Drummond — VuL 37, pag* 424 
( 2» parte ). 

^ Sobre a questão da aliertura da um canal inter-oceanico— 
VoL 39, pag. 403 ; voL 40, pag. 437 {2* parte). 

— Sobre o eatabelHciroento de uma estação 8cientíí3ca para 
observaçôaa synchroaicas, reliitivaa Á meteorologia o ao 
magnetismo lei reatre — VoL 39, pag, 4í>3 ; voL 39, 
pag. 44ii (2» parte). 

— Sobre as trv>cas intern^cionaes de publicúiçõos e outros 
o^ijclos de iutertsiíse scientiSco propoátas ^^elo governo 
poríuguez, segundo o accordo do ooogresâo de scionciaa 
geugraphicas de Paris — YoL 40, pags. 439, 444 6 457 
(•/■ parte), 

— Sobre o compendio de doutrina clirlatlL em Jingua Ama- 
zonas, offereddo pelo Sr. SaofAnna Nery. — VoL 60, 
pag. 350 {'d" paiiei. 

— Sobre o projecto da carta geral do Brazil apresentado 
peto Estado iMaior do Êiorcito.— VoL 64, pag. 170. 

«— Sobre a Historia da Distrieto Federal» oscripta pelo 
Dr, Feiiííbeiio Freire.— VoL 65, pags, 408, 452 ô 459 
(2* parlo). 

— Da ro Hl (iiisâão especial nomeada para examinar a questão 
ây.sLÍtada entre oa Drs. Alfredo do Nafícimento e Silva e 
César Auiruj^ij Marques.— VyL 57, piig. 29 í (Si** oarítí). 

reiiro Alvitre* <Jttl>ra.l — Sobre a execução de uma 
obra oi namtíuul no sitio onde repousam soua restos.— 
Vol, 66, pag, s;6*J o 277; v^ol. 67, ^>ag. 443 (2^ parte). 

!>• I*etix"o I — Duas palavras sobro O, Pedro l* na epo* 
cha da IndepeDiíencia. por José Maria Pinto Peixoto.— 
VoL 56, pag. 5 (2* parte)* 
-^ V. Carta, 

X>« f^e<li*o IX— Noticia Bobi^ê a maioridade do imperador, 
por T iMào de Alencar Araripo.— VoL 44, pag. 1Ô7 
(^* pHrte). 

— Sua apresáeotação no instituto depois do tiro no Theatro 
de SaufAnoa.— VoL 55í, pag, 434, 



índice dos volumes 1 A 67 369 

r>. Pedro II — Proposta approvada para que a cadeira 

de presidente não seja o:;cupaaa emquanto for vivo S. M. 
o Imperador e seja conservada coberta por um yéo.— 
Vol. 58 pag. 537 í2» parto). 

— Um livro annotado pelo Sr. D. Pedro â».— Carta ao 
distlQcto littorato Sr. Martin Garcia Merou, enviado ex- 
traordinário e ministro plenipotenciário da Republica 
Argentina no Pei*!!.— Vof. 56, pag. 401. 

— Homenagem do Instituto Histórico Brazileiro á memoria 
de S. M. o Sr. D. Pedro 2*.— (Apontamentos acerca 
do poMoas e cousas do Brazil).» Vol. 01, pag. 7. 

— V. Presidente. 

Penitenciaria^s— Memoria apresent^uia pelo Dr. António 
Pereira Pinto sobre penitenciarias.— Vol. 21, pag. 441. 

Pensão — V. Carta Regia. — Visconde de Cayru. 

Período reg'exicia«l — Documento que faz parte da 
coUecção dos opúsculos políticos e litterarlos que o 
Instituto adquiriu do espolio de seu bibllothecario Fran- 
cisco António Martins : — A impostura do Sr. Bernardo 
Pereira de Vasconcellos desmascarada (defesa ás aocu- 
sações feitas a Aureliano de Souza e Oliveira Ck)utinhó). 
- Vol. 66, pag. 327. 

Periiaiiil>ueo — Descripção da costa de Pernambuco 
até os bairros de S. Roque, ofTerecida polo tenente co- 
ronel Ricardo José Gomes Jardim.— Vol. 6, pag. 343. 

— Guerra civil ou sedlçSo de Pernambuco.— Exemplo 
memorável aos vindouros.— Vol. 16, pag. 5. 

— Relação das guerras foi tas aos Palmares de Pernambuco 
no tempo do governador D. Pedro de Almeida.— Vol. 22, 
pag. 303. 

— Rolación de la victo ia que los Portugueses de Pernam- 
buco alcanzaron de los de la Compania dei Brasil, em 
los Guirarapes, & VJ do Fevereiro do 1619,— Vol. 22, 
pag. 331. 

— Soimão da restauração de Pernambuco, do domioio hol- 
laniez, prégaJopor Fr. A. doa Santos Maria Jaboatão, 
em 1731.— Vol. 23, pag. 365. 

— Memoria acerca da casa em que morou João Fernandes 
Vieira.— Vo!. 23, pag. 399. 

— Documentos relativos ao tremor de terra havido em 
Pernambuco cm 1811.— Vol. 23, pag. 401. 

— Luiz do Rego o a Posteridade — Estudo histórico sobre 
a revolução pernambucana de 1817, pelo Cónego Dr. 
Joaquim Caetano Fernandes Pinheiro. — Vol. 24, 
pa?. 353. 

— Memoria sobra o Forte do Mar, por António Bernardino 
Pereira do Lago.— Vol. 25, pag. 589. 

— A confederação do Equidor, njtiiia histórica sobre a re- 
volução de Pernambuco de 1824. pelo Dr. António Pe- 
reira Pinto.— Vol. 29, pa<,'. 31) (2* parto). 

— Documentos sobre a revolução do 1817. — Vol. 29, 
pag. 201. 

S31 — 2k Tomo lxviii. p. i. 



M» 



RBnSTA D> INSTITCra HISTOMCO 



dô LuU do Refo.— Vol. ^, n^, 2íl3. 

— Documentos rebtiTos i revoíacão de 19)7 e toèro a 
admiiúslraçâo áõ Uúz do R6j$o.^VoL 30. pifs. Tê e ISd. 

^ D^emiiMtoinank a bísiofria ám reTologio de t»17.— Vol . 

' RaToliiciadt lHi7.^ Intoriofãterios ouite UniMrtantes 
dos rt>08 ; 

Luiz Fraooisco de Fêu\m GaTiaoaiiU de Albuquer- 
que, ^g. ^13. 
Joio do Ra^ DtBtis, pag. ?37. 
ÂgoeUnlio Bewrrm« pa^. 253. 
BuUie Quanana Torreão, p^*:. 251^. 
Vol. 31, pagioas citadas. 
^ DDcamoQtof para eerrireou à bistoria da r<!Tolti^ d» 

1884. -^ VoL 37, pi^, 3i. 
-> Historia da imerra de Pej^naifilHico efeitos memoráveis 
do mestre de c^mpo João Peroaiidea Vieira, por Diogo 
L'>pesde Santiago.— Vot. 38* pag. 210 . vol. 3*. pa?. 97 
e 2:;; toL 40, pag. 411; rot 41. pag. 143 e 3SÍ ; voL 
4.\ pãf , 157; vol. 43. pag. 5 6 191. 
^ ObserTações meteoixjlúgicas feitas n\ Villa do Kei^lfe, nos 
ttOQos de 1808, ISO » o istO, por AnU>Qit> l^^rnardiíio Pe- 
reira do Lago. — Vol. 45. pag. 01 . 
_ píiv i.f . cf,> tQstittito Ar<:lieologk^ e Goograpbico de Per- 
t . pelo Dr. Franklin Távora, sjbre o exrime 

u^ ^,. .100 to» ezi5tentea noa arohiTOs de Haya pira 
apurar o mais poi^ivel a àlatoria das nosiaa lustas com os 
holianJeiee.^ Tomo 49, parle. 2% pag. 2*J\ 

— Narrarã-j hbt^jri --a das oalamidades da Pernambuco stjc- 
re^iidas de^de 17/7 ati^ I7iri com a noUcÍA do iLwantedos 
P^v.>a do 8Ua3 ■Apltaoias.— VoL 53, pag, 1; voL 64, 
pig. 853 {'4^ parte}. 

— í^cTannibu^^o no domínio hoUaades o sua r«taurAção-— 
Vol. 50, piig. 5. 

— Kxposiçâo sob e a aJiaioistracúo do» fanios da Compa- 
nhia de Pernambu j.— Vol. 50, pig. 57, 

— Preparativos p^ra a restnuraçio do Braail do podor doa 
hoUandózeJ.— Vol. r>0, pog. *i?- 

— Fare^^or do Padr«^ António Vieira sobre as cotisa!? do 
Brasil, prm-ípalment j á.% restatmiçâo da Gapittaia de 
PorQimboío.— Vol, 5(^ pag. 85. 

— Hi;$toria dl revolução de 1« 17 pelo Dr. Pran* iteo Muniz 
Tavare?,— VuL 00, piig- ^^^* 

l^etroi>c»lW — Jubileu do Potiopolii (qatnquageiuuo anni- 

vorsario á^ fundaoção desta cirUde.)- Vol. *^, pig. 5 

Í2^ partf). 
I*ti>-Nleatut*a*nic>r <a> eo uirurgi3o<mòr dea KxereU 

tOi [10 a^iioo de Portut^al e Eiiado do Bractl, polo Dr. 

i:duardr> Augusi:> P.^reir.i de Abrrii.- Vol. C3, pag. IM, 
l^iautiy— Memoria reUitiva a oâtci Capitania o á tio Mara- 

iibio, por Fran "iico Xavier Maclrido.— Vol. 17, pag. 5'». 



ISDICM m>B VOLirMKS 1 A 67 



371 



l*iaiiUy — Memoria cbroooloiííia, histórica e geo^raphioft 
desta proviocia, por José \T;irtins Pereiía de Alencastr.e 
— VuL 20, png. 5. 

— Notas (liarias sobre a rovolta que teve lu;arâr naa pro- 
vindas do Maranbáo, Piauhy e Ceará em 183S. Í8:í9, 
184'© 1811» oscriptas em 1854t à vista do documen- 
tos olHciaes, por J, M. Pereira de Alencaatre — Vol. 35 
pai?, r^3{29 parte)» 

— Oocumeiito sobre a prislo do Jo5o JoaÔ d& Cu: ha Fidlé 

— VoL 36, pag, 174. 

Pitaníçuy — Memoria sobre esti vilU, feita polo 29 ve- 
reador da Camará em k9 do dezemlro de 1785 — VoU 6, 
paj?. 284. 

F^lniitRí** — QtneBfto as prinõipaes plantas que hoje (1856) 
se adiara aecliramlas no Brazil ; niomuria lidi pelo 
Dr. Francisco Freire Allrniáo — \'oL It^ pag. 539. 

I*oliol:%- -^ V. — Ldendentia. 

l*olo tintai*clico — \ iaprem de cxploraçltí — V, Exiie- 
diçãi beltffi — Viagens. 

I*oi*to ^egr«i^*> — O primitivo e o actual PoHo Seguro 

— MeinurlLi lida na sesião de ^^^ de novembro de 1h8o 
pelo fiocio Henrique de Beaurepaire Roban — VoL 43, 
pat?. 5 (2* p^rle). 

I»fnçí». cio Oonituercio — Descarga do fVixilaría dada 
pela pivisáo Portogueza contra os Eleitores e povo 
alli rctiniiJose toií.aila doedlíloio pela mesma Divitão — 
Vol, 27. pig.27l. 
ir*A*eoeH <le €ie!=!ín.g'g'i'iiA'o — \ . Ditêrsos, 
I^rentiom — Propostas por S. M. o Imperador e polo 
Instituto — Vol 2\ pa;,^ 628 ; vol. 3% pags. r,57 e 559 ; 
vol. 3', p^g, 43 do supp.; vol. 4*, pag, 35 do supp.; 
voL 5« pig. 30 ão supp.: vol. 6, pagí. 5>2 e 4 '^ do 
Bupp ; vol. ll,pig. 14-i; vol. 19. pa^-. J5i, 

— Relação doíi momb os premiiid' s pelo lostituto era cum- 
pri meti to do prograraraa apresentado ni sessar> de 14 de 
dezembro de 1814 — Vol. II, pag. 147. 

— Trafiallioá que concorreram aos pre ralos propostos por 
S, M- Imperial e pelo Instituto —Vol. 18, pag. 90, supp. 

— Conferido ao Instituto na expoalçàij continental Sal -ame- 
ricana, celebrada era Buenos Ayres era 1882 e pelo Jury 
da oxpoítii;à'j da industria nacional realtztda no liio de 
J'fcneiro e inauiíuriída em \2 do dezembro do 1881 — 
VoL 47, pag. 603 {2' parte). 

l*jre«i<ieute íionoi-.irio — Proposta para qneasn'^ 
cadeira nâo seja occupada emqaanto for vivo S. M, 
o imperador e seji conservada coberta por um véo — 
Vol. 5^, pag. 537 {2^ parte). 

-f- D, AfTonso» Príncipe Imperial do BraziU 

4^ D, CarlOi I, Rei de t*orluiíal — Vol. 59, pag. 324 ; voL 
m, par, 319 (2^ parte). 

+ Cbriatilatio ÍX, oatr*ora Priacipe Real e hoje liei da 
Dinaraarca — Vol. lO, pag, 399 ; voL 50, pag. I. 



372 



RE\TSTA DO INSTITCTO HISTOiUOa 



- ComSm ã^At^v^ (D. Loa 
Priaelp.* óms Dm» Sidlías) 






h 



Oftftoii de 
Vol. 3, p*|r. 



Presidente Ieouoe 
Gkrioi Marim Joé ée 
— VoL 40,pttg. 1. 

— C3oode dTEa (D. Lofs PeUppe Miria 
OrtoillS) — Yol. 27. >lf . 377 fE» 

— 0«9llBdoSaiJe(L>. Lsiz A 
e OoUia — Tol. ^* Mtr . 377 (2» pvte» 

-h D. Fernando, R^t tituUr de Puríuf il — 
353 ; ToL 4* pag* 221 ; toL 5, pa.?. lU. 

H- D, Fmidia» Ftmàúáa F^liapo Luiz Maia d# Ortam 
(PriBcipo de Jeiaville) — VeL 5. pof . 'i4^ e di7, 

— Dr.PimiKleeo do BiitlaRoddiíiee Ali^ey— Vot 65»pi^. 535. 
^ GrúTer dereiaiid, Preddeote Am £itodot UaiAttida Ame- 

fiem do NeHe — Vot, 59. pac* 31^ (^ perte). 
^ Jeiie Rúca« Preskbste da RepeMíee Arg^tttea — Vai. 

esvpeg. 316 e 327. 
+ LeapÕMoUReidflsBal^ea — Vol.25.Bit. 9LS3. 
+ Mwooel Deodoro d» Pomeeat Frõôdeelo die ttepuMIea do 

Brmzil * Vd. 51. pe^. 183 (^ pmrto). 

— Dr. Mâeoei Fams de Gmpoa Saltes. Pieiideele da R^a- 
Mica do BnsU — Vol. tíí, pag. 298* 

— Mí^oel Jaarei Celmao. Preeidanle da CoaMeraçío Ar- 
gentina — VoL 5^, pa^. 4X» p' parle). 

+ D. Pedra Secado — Sua apresaalacio F^I* primeira 
rei oo iQstituto á sessão ordinária de 15 do oeiembro 
de IS49 ^ Vai. 5, pag. 550. 

+ 0r PruJeute José ae Morjies Barros — Vol. 57, paf. 
3:?f7 {2^ parte >, 

4- Sadi Camot, Presi lente da Republica Praneeta -- VoU 
54, pag» 18:í (í* parte). 

-f O. Sebastião Maria f .abriel de Bragança e Bdorboo. Io- 
fknte de Hespaolia— Vol. 25. pairs. ÕH e 755. 

+ Walter Haoaer, Preâideatâ da GoaMeracâo IlelTeitea -^ 
Vol. í53, peg. 5?S; voL 54, pig. ZU (^ parteK 
Pireteiic^^^ ísi^i^z i»4— Memoria sobre o ioteatoqae 
tAoL 09 ingleses de D^merari de usurpar as lerr^&sao Oeete 
do Rio Repunorí ad^ioeates à táce auitral da eonlithôifa 
do Rio Braocapara amplificara sua colónia, fc^seripta 
por Aotonio Ladíiláo Monteiro Baaoa— Vot. 3 . pa#, 322. 

— Carta de âobaetião Sa9é de Car?a[b > e Mello. mUUálro por* 
tu^^oez ern I/mlrM^aUfa de 8 de julho de ]7il.aeereadas 
preleiiçfl3sdcv Inglaterra sobre a Ainorica^VoL4,pa^.5'}5. 

— V. Documentas n/ficiaes^ vol. 32. 
I*reveiiçtio — Sjstema preventivo da metrópole contra o 

Brazil -^ Vúi, 46, pa^^ 239. 

Procea^o — Peito peta loíiuisiçSo de Li^sboa c;)iitra An* 
tOQto Jo0é da Silva, poetÀ brazileira — Vol. 59, pag. 5. 

l^i*oouc*f t^^o «flug^uLur — Passada pelo Bacharel José 
da Natividade s&idanha ao Presidinio de Peruambaeo 
para qne, em seu lQ,Jrar, p^ísi morrer ©Qf>}rc«do e sofft^r 
qualquer pena qne a commíâsâo miUtir julgar impor*lhe. 
Vol. 48, pag. 589. 



índice dos volumes l A 07 



373 



JPi*onietUeii a,c50i*i'eiiiaclo — Trasladação poética 
do teitOi í|ue do orif^inal do tíschylo, voi^ido para por- 
tugu€Z pop D* Pedro H, Imperador da Brasií, fez o 
Rarao de Parnuapiacaba — VoK 67, pag. 5» (2^ parteL 

I*i'oprioN( ii;.i.eiõii los — Apontamentos extrabidoá da 
relaçíLo do^ próprios nacionaes (|ae existiam na Bahia 
em 1839 — Vol. 03, pag. 295 (t' parte). 

I^rotento — Do Dr. Joáo Barbosa Rodrt^íues a respeito doa 
do8cúbrim6iitoa por elle foitoa e altrilmidoa a outrem 
fQo valledo Araazjni.-s) do nova ©apecio de palmeiras — 
VoK 42, pag. 223 i^ parte). 

Q<J^*^=^*^<**?® a^merlouiiiVíí — V. Historia, 

Quil<>iiil>c» do-í* r^iiluaiireH — V. Gmrra dos Pal- 

^tilU* — V, Ama so nas* 
R-e^-eiioiíi -^ V. Pcrioio regenciaí , 
]Re;4*iDieiito — V. Insírt^cções, 

Reíutorio — Da cominissão scientiôca que fui explorar 
dlTorsas províncias — Vol. 2, pag. 03» supp. 

— Do Vice-Roi do Rto de Janeiro Marquez do Lavradio 
entregando o froverno a Luiz do Vasconcellos e Souza, 
que o auccedtíu — VoL 4, pag. 409, 

— Apresentado ao vice- rei Vasco Fcrnandea César, pi3lo 
mestre de «mmpo d * engenheiroa Miguel Pereira da Gostai 
quando voltou da comroisaào om que fora ao districto das 
miuíia do Rio das Contas— Vol. 5 p.ig. 36. 

-* Ao Ministro da Instruçção Publica por Caatelnaii, oncar- 
regddo do uma com missão na Americii meridional— Vol. 7 
pag. I9G. 

— Exposição doB rioS Mucory e Todoa os Santos feita por or- 
dem do governador do Mina» Geraea polo engenheiro 
Pedro Victor Roinault, tendente a procurar um ponto 
para degrede— Voi, 8, pag, :i56. 

*- Diriiíido ao Governo Imperial em 15 de abril do lí?47, pelo 
inspector geral dos tcn^onos diamantinos, da Província 
da Bahia, o Dr. Benedícto Marquea da Silva Acauà — 
Vol.O, pag. 227. 

— Dõ yice-rei do Estado do Brazil, Luiz de Vasconcellos, ao 
entregar o governo ao seu success jr Conde de Rezende— 
Vol 23, pag. 149. 

— Relatório geral da commissao de eogonheiros junto ás 
forças em expedição para a Província d© Matt>Crosso» 
1865—1:6, apresentado por Alfredo de Escra^noUo Taunaf, 
secretario da mesma commissao— Vol. 37, pags. 79 e 209 
(2^ parte), 

Rein'eHeiita.çilo — Dirigida em 1707 a El-Rei D. João V 
pelos portuguezes residentes no Rio de Janeiro, acerca do 
procedimento que contra ellos tintiao os flllios da terra nas 
eleições oÉciaes do Sonadoda Camará.— Vol. 10, pag. 108. 

X^epubltcii, — A Republica e a federavâo no Brazii— Aoonte- 
cimcQtosna Bahia— Memoria p3lo Dr. Aristides Augusto 
Milton,- VoL 60. pag. 5, (2» parte). 



ÍNDICE DOS VOLUMES 1 A 67 



Rio l>o43e — Documctttoi sobre eáte rio, oflfereoidos pelo 
coronel Joáó Joaquim Machado de Oliveira. — VoL 7, 
pag* 351. 
«- Memoria o r^^aQhâcimeQto da foz e porto deate rio, poir' 
Loií do Alííicoiirt,,— VoL 20, pags. 115 e 139< 

X^io Orande <io Norte — Catalogo ou relação doa 
capitães móre^ e goveroadorea do^taCapitaaia*— Vol. 17, 
pag. "^2,— AQDOtaçáo do mesmo catalo^'o.— Pag. 25, 

— Aulo de posQôqnô se deu ao goveraador João Femaadeí 
\ ieira, da» torms do posto do Touro ao Ceará-mirim. — 
Voí. 19, pag. 15U, 

— Memoria sobre a extrema fome e triste situação em qua 
se achaFa o sertão da iiibeira do Apofly da Capitania dt3 
Ivio Grande do Norte, da comarca de Parahibi, de Per- 
nambuco; onde se descrevera os meioa de oc correr a estrs 
males futuros, pelo Padre Joaquim José Pereira,— VoU 20» 
pag. IV^, 

— Memoria relativa ú, defesa do lUo Grande do Norte, ca 
qual se moâtra o que è neeessario para ella e o que poz 
era pratica para o mesmo fim o actual ^^overoador, por 
José Francisco do Pauia Cavalcanti de Albuqnertjue. — 
Vol.á7, pag. Hb. 

Rio Ornmcle do Sul^Memoría sobro a caropantia de 
1816,— Vols. 7 paçs. 125 o 27:^. 
Mappa dos três ppmci pães batalhões,— Vol, 7, pag. 328. 

— InvoDtario de todod os papeis oíficiaes que por óbito iL;) 
teDente-gcneral Sebastião Xavier da Veiga Cabral da 
Camará, governador do contiDente do liio GranJe do Sul» 
íicarâo a cargo do aai^genlo môr Joáé Ignacio da Silva.— 
Vol. 11, pag. 445. 

— Coilecgáoda vocabulários e pbrases usadi^ nesta Provín- 
cia.— VoL 15, pag. 210. 

— Representação feita era 34 de agosto de 1801 pov Sebas- 
tião Xavier div Vesga Cabral da Gamara, ex-govornador 
desta Capitania, sobre a neoeasidade de separar iiquelle 
território, como também o da ilba de Santa Catbarlna, ua 
juriadicçáo do bispado do Rio do JaOBlro- Vol. 10, 
pag< 347. 

— Noticia particular do continente do Rio Grande do Sul — 
VoL 21, pag. 239. 

— A lgum:is annotações ás memorias hlstorícaa de moDsentior 
Pizarrot oa parte relativa ao continente do Rio Graúda 
do SuL por A. A. Pereira Coruja, 1857— VoL 21, 
pag. 303. 

— Cópias de algumas commnnicações offlciaes relativas á 
fundação do forte de Santa Tbereza, tomada do mesmo» 
c invasão do Rio Grande, 1762-17^)3 — VoL íii, pag. 325. 

— Governo desta provineia pelo teiente-coronol José dos 
Santos Viegas — Memoria oxtrabida do primeiro nu- 
mero da Revista do Instituto da provini;ia deS. Pedro, 
acompaobada nesta Revista de algumas notas por A. A. 
Pereira Coruja— Vol- 23, pag. 585. 



37G 



REVISTA DO INSTITUTO HISTORÍCO 



]Í^Ío Crrauíle do Sul — Extracta das cartaa do marqaez 
do L&Tradio que dizem respeito ás tropas, ao militar e 
aos movimentos dos castelhanos no Rio Grande do Sul — 
VoK 27, pa^. 23 K 

— Almanak da vil] a do Porto Alegre com retlexõeã sobre o 
estado da Capitania do Elo Grande do Sul — VoK 30, 
pag^* 43 e 74. 

— Documentos sobre esta província — Vol. 31. pag. 265. 

— Documentos aoUre a perda do Rio Grande do Sul — Vol. 
3â, pag. S90. 

— Documentos reloitivos á historia desta Capitania, compi- 
lados por ordem do conselheiro Barão Homom de Mello, 
Qx-preâidente da entio provincia — Vol. 40, pag. 191 ; 
ToL 41, pag. â73; Tol. 42, paga, 5 o 103, 

— iDdioe chronologico dos factos mais notáveis da historia 
desta Capitania, depois provincia, por Francisco Ignacio 
Marcondes Homem de Me lo — Vol, 42, pog* 115 (2* 
parte). 

— Guerra civil do Rio Grande do Sol — Memoria aoompa- 
nliada de documentos, lida por Tristão de Alencar Ara 
ripe — Vol. 4;^ pags* lis e 293 (^' parte). 

— Memoria lobre a guerra civil acompanhada do documen- 
tos, lida por Tristão de Alencar Araripe — Vol. 45, pag. 
33 (^ parte). 

— Relação e mappas em que se mostra toda a ordem, dis- 
posição e âucces>os que houveram na tomada da margem 
do sul do Rio íírando de S* Pedro — Vol. 45. pají. 91 

— Guerra civil nesta provinda — Memoria acompanhada 
de documentos. Udano Instituto, por Tristão de Alencar 
Araripe — VoL 4(^ pag. lO: (^ parte), 

— CTuerra civil, p.»r Tristâ'j de Alencar Araripe — Vol. 47, 
pag, 47 (2' parte). 

— Descripçao e viagens por Henrique Schutel Ambauer — 
Vol. 51, pag. 25 (■?* parte). 

— Noticia desta cidade por Luit de França Almeida e S4 » 
YoK 51. pag- 87 (** parte). 

Rio I^uajdb^ii — Viagem ao rio Igu&ssd, peio presidente 
do Paraná, em março de 1886 ^ Vol, 50, pag, 157 (3* 
parte). 

Rio ae Janeiro» Memoria sobr.» a fundação da cidade 
de S, Sebaj^tlào do Rio de Janeiro» por Autonto Duarte 
Nuoee — Vol. l\ paga. 1^3 e 2^9 ; Vol* 21. pag, 5, 

— Relac&o das capítãesmòres governadores, capitães ge- 
nermes e vice reis que lêem governado a Capitania do 
Rio de Janeiro, deade a sua primeira fundação em 1565 
alé ISll — Vol, l\ pag. 305; voL 2». ]»ag. 49, 

— Catalogo dos capitães -mores. gGneraí:^ e vice-reis que 
teem governado esta Capitania desde o annode 15* 5 até 
1799- Vol. 21, pag. 32. 

— Excerpto de uma memoria maouscrj pia sobre a historia 
do Rio de Janeiro durante o governo de Salvador Corrêa 
dê Si e Benevides — Vol. 3», pag. 3. 



ÍNDICE DOS vo^^^[Es i a 



377 



Ri4> cie *Ta.uoix'o — Extracto dos Annacs do Rio do Ja- 
oeiro, paio conselheiro Balthazar daSilr?4 Lisboa— Das 

Seasoas distinctas que ajudaram a fíindagão o ediicação 
eáta cidade, etc. — VoL 4\ pa^. 848 e 318 ; voh 5% 
pag. 403. 

— Extracto das memorias do Rio de Jaoeirr»! pelo monsenhor 
Pizarro — Do assento primitivo da igreja Caihodrai, da 
aua mudança i>ara outros lo^íares, etc— Vol. õ^, pag. 
453. 

— Noticias e refloxôes sobre asininas do Canta^^allOi nesta 
pros^iQcia em 1805 — Vol. 12» pa;-% 518. 

— Almanack histórico da cidade de S. Sebastião do Rio de 
Janeiro, por António Duarte Nunes, 1799 — Vol. 21, 
pig. 5< 

— Faníaçio das lirrejis, conventoa e diversos estabeleci- 
ment-^^s dacídado— V. Abria itacf', vol. ^1, pag- 5. 

— A França antárctica — Hosrmejo histórico do estabeleci- 
mento do^ francezoano Rio ae Janeiro o sua expulsão no 
socnlo XVI e das suas novas invasões no século XVílI, 
j>elo cone^^o Dr* Joaquim Caetano Fernandes l^iuheiro — 
VoL s;2, pafT. 3, 

— Relação da vtctoria qae os portu^^uezes alcançaram no 
Rio de Janeiro contra os fran ezes em 19 de setembro 
de 1710 — Vol. 2:í, pag. 41'^ 

— Memoria i^obro a defeca militar da capital do íírazil, e 
dos pontos que será bom fortificar, aflm do a pôr ao 
abrigo do um desembarqtie repentino, acautelando o 
estabeleci mento mais util» c o mais exposto dos aeus 
auburbiori de qualquer tentativa hostil tie um iními^^o 
vií^ilaiite e emprchendedor — VoL 25, [ing, 44''. 

— Memorias do dos lobrí mento e fundação da cidade de 
S, Sebastião do Rio de Janeiro — VoL ^7, paír. 7, 

— Memoria sobre os acontecimentoii dos dias 21 e 2S do 
abril do ia-2l na Praça do Commercio, por uma teste- 
munha í^resencial —VoL íí7, }iaj<. 27L 

— Reparos eannotações sobre a barra do Rio de Janeiro, 
suas fortaleziís c defensas — VoL 33, )>a^'. 2SL 

— População da Corte e provincia do Rio de Janeiro em 
18:dí — VoL 33, paí.% 135. 

— Os tiros no theatro — Motim popidarno Rio de Janeiro, 
p^elo Dr. Moreira do Azevedo — VoL :iG* pag, 340 (2* 
parte). 

— A biihia do Rio de Janeiro, sua historia e descripção de 
suas riquezas, pelo sócio Augusto Fausto de Souza — 
Vol 44, pa^'g. 5 e 260 (2» jtartoj. 

-^ Productos exportados da cidade do Rio de .laoeiro no 
anno de 1700 — VoL 4d, pa^', 105. 

— Prerofíativa e titulo da cidade do Rio de Janeiro —VoL 
46» pag. 64 L 

-" Memorias publicas e económicas da cidade de S. Sebas- 
tião do Rio do Janeiro. j>ara uso do vice rei Luiz do 
Vasco nceiios — VoL 47, pa:/. 25. 



378 



REVISTA PO INSTITUTO HISTÓRICO 



Rio ae «JiirUeiro — Ataque o tomada da cidado do Rio de 

JaDclro pelos friiTieezes em 171 J, gob o commaotlo de 
Uu^^uay Trouin — Vol. 47, jia^r. 61. 
^ PerftiQcLorio oxame dos moios de dofesa da cidade áo 
Rio de Janoiro — Vol. 47, pa^', 160. 

— Carta Ré;íia |>edindn informaçÕ(*s sobro os bons das relí- 
Klòesda CaiiiUkoia do Rio de Janeiro— Vol, 47, pag* 175. 

— Eatrada dos francezea no porto ão Rio de Janeiro om 
1711 e o reí^i/ate da oidíide — Vol. 55» pai;. 215. 

-^ Artilharia das náo3 fraocezas queimadas oo Rio de Ja- 
neiro — Vol, 55, pít^. ^19. 

— Conta sobre a fortificação o artilharia o mai.-? forta- 
lecia da praça o armazoos do Rio de Janeiro — Vol. 55, 
paí^:. 221. 

— Provisio por^^ue serve do governador da praça do Rio 
de Janeiro Mathias da Cunha — Vol, 5'», pag. |si), 

— I>08críp<íâo que f,izo capitão Mij^aol Ayres Maldonado e 
o oiipitào José de Caâtiljio Pi a lo e seus cjmjaoheiros dos 
trabilhoij o fadigas das âua^ vidas, que tiveram naâ coq- 
quisa^ da Capitania il'> Rio de /aaeiro o S. Vicente oom 
a gentilidade o com os piratas nesta costa -~ Vol. 56, 
pjg. 345. 

^-> Correi) jondencias de varias autoridades o avulsos sobro 

esta capitania» de 1757 a 1791) — Vol, 65, pag, 71 . 
*- V. Bispado. 

— Côro^'ra|>lna Flumioenso (O Entala do Rio de Janeiro 
em kS^.N"») por ÂQtonio Jgs4 Caetano du Silva — Vol. 67, 
pig. 2Ô3 (?* paríe)- 

Rio •Jai>tii*i'i -- Jntormaçao dada pelo pratico Eugénio 
Ribeiro em 4h de Mar*-o do 1755 — Vol. 07, pag, 8^1. 

Rio Ma Jõírct — Diário do Rio Madtíira — Vui^em que a 
expedição destinada 1 demarcação de Ji mitos fez do Rio 
Negi-OfttéViUa Bolla, capital de Matto Grosso — Vol. 
;âO. pag. 31/7. 

I^to Xe^ro — Noticias geograpbioas da Capitania do Rio 
Negro ao ^rrande r^u Araizonas ex ornadas oom varias no- 
ticias históricas do puz do seu governo civil c pi>litico, 
ede outrajj cousas dignai» de atteoçâo, pelo cónego André 
Fernandes de Souz^ — Vol. V\ r»ag» 411 
^ Dascrtpçâu da viagem feita desdo a cidade da Barra do 
M\i) Negro pelo vuy do mesmo nome, p^r ihlario Ma- 
ximiano Antunes <iurjão— Vol. \%, pag. 177, 

— Diário da viagem phtlosophica por esta capitania com 
a iníormaçio do seu estado, deede a VilU Capital de 
Baroellos até a fortaleza da bu*ra do Rio No^ro polo 
Dr. Alexandre Rodrigues Forreira — Turno 4«, pirte 1, 
pag. 1^ ; tamo 50, parte 3, paf . i% \ tomo 51, parte 1, 

— Expedição do naturalista Dr, Alexandre Ferreira Bi^azil 
— Vol 5j, pag. 229. 

— Dos rios qun deiagu-^m no Rio Negro — Vol. 67^ 
pag. 314. 



índice dos volumes i a 67 



379 



Rio ^e^fo — Syaop&Q de algumaa iioticia.s geograpbtc^is 
para o coQheciraeato dos rios, por cuja navegaçãa se 
|K>dem comniuincar os dorainios da coroa portugaeza em 
o Rio Ne^-o com os de ílôspatih:^ e províncias unidasi 
na Aracrica — VoL 67, pagp. 322. 

— V . Limit c s — Vifí tjetu, 

I^io I*a.iMlo — Diário resumido do reconhecimeiíto dos 
campos de novo descobertos sobre a serra geral, nas 
caboceií^as do Rio Pard j, por .losô de Saidanba — Vol. S, 
pají. 64. 

Rio @. Fi*Aiieiâeo — Navegação deste rio e seus eon- 
flueotea — Memoria do tenente-coroael José Jgaacio do 
Couto Moreno— Vol. 6, pag. 451 . 

— Itinerário deste rio desde a 8ua foz até ás cachoeiras de 
Paulo Aliunso — Carta do Dr* José Vieira Kodriguea de 
Carvalho e Silva — Vol. 22, pag. 201 . 

Rio "Xoeamtiii!^ — Regimento cora qual o governador 
Bernardo Pereira de Berredo mandou degc.brir o curso 
do rio Tocantins— Vol- 4Ô, pag. 177. 

— V. Goyaz, 
Roteiro'— V. Yvxijem, 

Sa^bixinl — Memorias sobre esta vHIa apríiseotadas poios ve- 
readores da Camará em 1785, 1807 e InIO— VoL6, 
p^s. 269, 2âUe2.SI. 

^a,l>ii]£i,dà — V. Bithia, 

f^n.ci*i legrio — Preces em desaggravo por sacrilégio — 
Vol. 46, pag. 193. 

í**al — Nota áú todos ris marinhas em qae se faz sal na costa 
doBrazil — Vol. 46, pag^. I7:í. 

^£i.lto ^''iseoticle <!<> ^Rio I5i*aiico^ V. Pamn<L 

j^a.iiil>aqai« — Sambaquis da Conceiçào do Arroio— Vol» 47, 
prig. I7í>. 

— Excorpto do Dieeionario geugrapUico da provincia de São 
Paulo, pelo Dr. João MeudOíá di3 Almoida ^ VoK 56, 
pag, 43 (2* parte) • 

íSantíi OAi't}fcíi;i-in«^ — Geologia desta provincia — Vol, 7, 
pag. 87 a 178. 

— Defesa de .\ntonio Canos Furtaio de Mendonça, ro peito 
á ontrega da ilha de Saota Catharina— VoL 27, peg. 201 , 

— Documentos sobro esta provincia — Vol, 31, pag. 265. 

— V, Estrada jí, 

^ii^ntix Oi-iiz — Memoria sobra a Fazenda Santa Cruz, 
pelo Coronel Miinoel Martins do Couto Reis — Vol. 5, 
pag. 143. 

^niito Otfloio — António José e a luquisição — Vol , 25, 
pag. 363, 

— Diplomas de nomeação de familiar do Santo offlcio — 
VoL 45, pag- 2U1. 

— V, Liquisiçc^Ú» 

^, «Joílo <lo "irpaiitMiim — Descripção do morro do mi- 
neral de ferro, sua riqueza, methodo usado na antiga fa- 
brica, seus defeitos— VuL 18, pag, 23.>. 



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REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO 



8. «Vo^é <lo Rio IVe€rx*o — V. Rio Negro ^ 
S, ]p4i.ulo — Carti do Oiojfo Nuoes eacripta a D* João 3«. 
acerca do dascobrimeato do sertões aunde 3? podii checar 
atrave^aodo a terra de S. Viciinle (proviacla de is%q 
Paalj)— Voí. 2. pag. 3*55. 

— Noticias praticas das minas de Cuyabál e Óoyatea, na ca- 
pitania deS. Paulo o Ciiyabá, dada^ ao Reverendo Padre 
Dio^o Soares» pelo Capi ao João António Cabral Garacllo, 
gúbre a viagem qut* fez is minas de Cuyabá em 1727 — 
Vol 4. pag, 487. 

— Docameotos relativos á doacobdrta e exploração dos 
campos den